Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: nelsonmt em 30 de Setembro de 2009, 22:04

Título: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 30 de Setembro de 2009, 22:04
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Marcos 9: 38:40 Disse-lhe João: Mestre, vimos
um homem que em teu nome expulsava demônios,
e nós lho proibimos, porque não nos seguia. Jesus,
porém, respondeu: Não lho proibais; porque
ninguém há que faça milagre em meu nome e possa
logo depois falar mal de mim; pois quem não é
contra nós, é por nós.
 

Peço a Deus e Jesus que nos ampare sempre em nosso estudo e que, enfim, favoreça nossa aprendizagem.
Obrigado Senhor!



Amigos do Fórum Espírita, este mês o tema de estudo será  “Consciência”


Por quê? A palavra Consciência na língua portuguesa tem muitos significados. Desejo que os exploremos  em conjunto e que aprendamos com nossas descobertas. Veremos que para o estudante das obras de Kardec o domínio de seus significados e usos é fundamental:

Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”


Identificá-los e decompô-los em seus elementos intrínsecos é a nossa tarefa.

Nosso primeiro corte é a importância de um Amigo Espírita e a relevância para a sociedade da Consciência Espírita inserida nela agora e no futuro.

O “Amigo Espírita” é uma consciência fundamental no meio da sociedade e que a ela recorre nos momentos de dificuldade. Falamos de Consciência Ecológica, Consciência Política, e neste mês falaremos da Consciência Espírita e da importância de ter um Amigo, ou Amiga Espírita e o que aprendemos com eles.
O exemplo ensina...

(Marcos12:41-44, e Lucas 21:1-4 ”... Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos;  porque todos aqueles deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha para o seu sustento.”

Noutros cortes, estudaremos outros significados.  Veremos que serão elementos
da “consciência” que permitirão uma defesa mais consistente à influenciação negativa e conseqüentemente que nos indicarão o caminho real de crescimento e maturidade espiritual, alem de nos permitir orientar, influenciar positivamente e aconselhar tanto nossos entes queridos quanto aqueles que nos batem à porta, ou nos observam a distancia. Previno aos amigos que a carga de estudo e leitura será grande.

Maturidade espiritual o que é? Discutiremos!
Mais que discutir teoricamente esta questão penso que o melhor é que cada participante conte uma história pessoal que possa servir ao outro, e sobre cada caso poderemos dar uma opinião. Obviamente este formato é inspirado nos depoimentos de Divaldo Franco. No entanto peço aos amigos que protejam a identidade das pessoas usando siglas ao invés de nomes quando necessário. O objetivo é a reflexão do exemplo, como no caso da viúva narrada nos evangelhos. O que ela fez de especial? (Esta resposta esta explicada no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo) Podendo citar também personagens e fatos de livros, que contribuíram no aprofundamento da compreensão da questão espiritual. Durante as quatro semanas de nosso estudo os leitores e amigos poderão trazer seu depoimento ao nosso convívio e debate, e por todas elas antecipadamente agradeço. Faço questão fazer o primeiro depoimento, porem ele é uma pessoa pública e não há problemas em lhe citar o nome.

Simultaneamente a cada semana exploraremos o universo dos significados e usos da palavra Consciência em nosso meio.

Primeira Semana: Consciência na Bíblia , na obra de A. Kardec e Francisco C. Xavier
Segunda Semana: Consciência, ciência e filosofia
Terceira Semana: Consciência em outras correntes espiritualistas.
Quarta Semana: Fazer síntese da discussão e propostas a usar e desenvolver a                                                                           Consciência em nosso meio.

Na seqüência desta página de apresentação inicial segue explicações de como trabalharemos e  algumas definições iniciais sobre Consciência e funções correlatas, que ajudarão nosso estudo. Não sou especialista da área, e assim conto com a caridade dos amigos que possam apoiar com suas observações e críticas. Conhecer estes conceitos e saber das possibilidades de seu uso pode significar responder se podemos alterar nossa vulnerabilidade às emoções desequilibradas (gravadas em nossa memória) e se podemos aprender a lidar com elas, ou se seremos sentenciados a evoluir apenas em vários estágios da vida.

Minha função aqui é ajudar e contribuir com este espaço que respeito muito. Na qualidade de  coordenador de nosso debate, é necessário que exponha aos amigos do Fórum minha condição de Umbandista praticante a mais de 25 anos, e o mesmo período que estudo a Doutrina dos Espíritos por orientação de meus mentores. Meu compromisso com este espaço, no entanto é manter a discussão dentro da doutrina de Kardec e não da Umbanda. Suponho que seja um estudo útil aos praticantes de ambas. Para todas minhas deficiências conto com a compreensão e ajuda fraternal dos amigos na forma de críticas construtivas.

Nelson

Bibliografia consultada e fontes de download:

Damasio, Antonio, O erro de Descartes (2)
Damasio, Antonio, O Mistério da Consciência (2)
Kardec, Allan, A Gênese (1)
Kardec, Allan, O Céu e o Inferno (1)
Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos (1)
Kardec, Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo (1)
Kardec, Allan, O Livro dos Médiuns (1)
Maia, João N., Filosofia da Mediunidade (2)
Maia, João N., Filosofia Espírita (2)
Maia, João N., Horizontes da Mente (2)
Mohan, A. G, Yoga para o corpo, a respiração e a mente. Um guia para a reintegração espiritual – Ed Pensamento
Sivananda, Swami, Concentração e Meditação – Ed. Pensamento
Tulku, Tarthang – Gestos de equilíbrio, Guia para a percepção, a autocura e a meditação. Ed. Pensamento.
Xavier, Francisco C., Mecanismos da Mediunidade (1)
Xavier, Francisco C., No Mundo Maior (1)
Xavier, Francisco C., Nos Domínios da Mediunidade (1)

(1) http://www.forumespirita.net/fe/tpmod/?dl (http://www.forumespirita.net/fe/tpmod/?dl)
(2) http://www.emule-project.net/home/perl/general.cgi?l=30 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lbXVsZS1wcm9qZWN0Lm5ldC9ob21lL3BlcmwvZ2VuZXJhbC5jZ2k/bD0zMA==)


















Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 30 de Setembro de 2009, 23:09
Amigos do Fórum

Esta é minha primeira história e espero saber da de vocês também

Meu amigo espírita:

Há alguns anos um grupo de nossa casa se organizou para comparecer ao atendimento fraterno do grupo espírita de Chico Xavier aos sábados em Uberaba. Realmente nunca fui amigo dele, do tipo de freqüentar casa e deixar o papo rolar, mas de certa forma sinto que ele é de fato amigo de todos. Estou em contato freqüente com os frutos do trabalho dele, e não posso deixar de sentir respeito e admiração por este homem. Seja por suas reflexões pessoais seja por intermédio dos espíritos que pela sua consciência, mensagens positivas chegam à minha.

Partimos cedo de Ribeirão Preto, sabendo que era preciso chegar bem antes da hora, e que não era confirmada a presença dele nos trabalhos. Fomos de van com um grupo de dez companheiros de trabalho.

O que vou narrar aqui não tem sentido na consciência daqueles que não sentem. E está é uma questão deste tema de estudo deste mês. Contarei de fatos muitos simples que só tem sentido para aqueles que tem olhos e sentidos de ver na consciência, com um pequeno grau de mediunidade. Portanto não vou narrar nenhum fato especial e exclusivo de minhas faculdades, mas algo que já foi testemunhado por muitos também e que é fundamental para nosso estudo.

Fomos uns dos primeiros a chegar ao pequeno pátio da construção de esquina naquela sábado. Formou-se logo uma fila de algumas pessoas em frente a porta. O pátio era um jardim cercado de muros não muito altos. Ao fundo do terreno tinha a Centro (não me lembro do nome) com uma porta ao centro e uma janela de cada lado e na sua frente, uma varanda. Entre a varanda e o jardim havia convidativos degraus onde sentei para ler, por que tinha um trabalho a entregar.Não fiquei na fila como meus companheiros. Fiquei a ler preocupado com minha tarefa e nas muitas horas que teríamos que esperar ainda para o começo dos trabalhos.

Conforme lia gente chegava. Eram ônibus e mais ônibus que paravam, confirmando as nossas previsões. Percebi que tinha parar minha leitura e garantir um lugar na fila. Ali fiquei em pé nas próximas horas. A tarde caiu e escureceu e a fila cresceu. O pátio do jardim ficou lotado e logo sobravam pessoas fora do terreno. Enfim começou um movimento dentro da casa, e percebemos que logo iria começar. Quando todos perceberam isso formou-se um caos. As pessoas do fim da fila faziam o empurra-empura e todos nós na frente começamos a sentir que o espaço estava diminuindo. Logo não havia mais fila. Meus companheiros de viagem à  frente garantiam um lugar logo em frente á porta. Assim ficamos um tempo há espera.

Sabíamos todos que apenas alguns poderiam entrar e participar, e que Chico estando presente receberia um a um ate o último. Todos queiram entrar em participar dos trabalhos, mas fui percebendo que minhas chances seriam mínimas. Entre nós haviam crianças e pessoas idosas, mas a possibilidade de estar lá dentro e de certa forma poder receber uma graça ou mesmo simplesmente agradecer a Chico era a esperança de todos, e nesta ansiedade a pressão continuava sobre os que estavam na frente, e de lá ninguém queria abrir mão. A situação começou a preocupar de fato as pessoas por que não havia mais espaço entre nós. Éramos uma massa só.

Logo correu um boato entre as pessoas que um carro parava ao lado da casa e que Chico descia para entrar por uma porta lateral. Mais pressão e mais ansiedade nas pessoas, e inclusive eu, seja pela expectativa de vê-lo seja pela situação que se formava.  Esperamos mais um pouco e logo as janelas foram abertas e luzes se ascenderam. A multidão se comprimia por toda a varanda e pátio da casa. Ficamos mais uns instantes em espera. Enfim a porta se abriu.

Comandando a entrada estava um rapaz que permitia a passagem de forma controlada. Ele parecia estar acostumado com situação. Deixava entrar poucos e os acomodava nos bancos, do fundo para a frente, então, outros podiam passar pela porta. Meus companheiros de viagem entraram, e eu fiquei de fora. Outros que entraram furaram a fila. Antes de encerrar as acomodações na sala o rapaz olhou para a multidão e reconhecendo algumas pessoas as colocou para dentro. Apontava e deixava o indicado passar. Terminada a capacidade de acomodação a porta foi fechada. Procurei acompanhar os trabalhos olhando pela janela.

A mesa ficava bem de frente à janela da direita, e pude ver quando Chico entrou na sala e se sentou à mesa. Estava com avançada idade e nossa visita foi ainda alguns anos antes de sua passagem. Na seqüência cronológica iniciou-se os trabalhos com uma prece de abertura, acompanhada por todos nós. Houve uma leitura. Pude ver Chico psicografar bem à minha frente. Alguém da mesa leu a mensagem, mas não pude ouvir muito bem pela distancia. Houve então o encerramento, com agradecimento e uma prece, também acompanhada por todos. Terminada a reunião Chico ficou sentado à mesa e ele pode cumprimentar a todos que passavam e saiam pelos fundos da casa. Era muito simples e muito profundo ao mesmo tempo, pois era “apenas” um aperto de mão. Conforme a sala esvaziava outros entravam e passavam também por ele. Com algumas pessoas ele parava e fazia uma instrução a uma senhora que o secretariava. Ela anotava e instruía a pessoa em questão do que fora recebido por ele. A fila de centenas seguia interminável e tanto de minha visão da janela como eu próprio, todos lhe dissemos: “muito obrigado”. A noite se encerraria na madrugada. Chico cansado e exausto perseverava em seu trabalho de atender a todos fraternalmente, mesmo minimamente com um sorriso.

Fui ficando em minha visão da janela, mas também chegou minha hora de entrar na sala. Sentei e aguardei. Ajudantes colaboravam para formar a fila que passaria por ele e a ordem era que tudo fosse muito rápido. Na minha vez, meu sentimento de gratidão quase não encontrava palavras, mas pude tocar-lhe as mãos (muito leve) e lhe dizer nos olhos o que sentia: Obrigado. E sai da casa.

As questões que nos remete ao estudo são: primeiro, as centenas de pessoas que se movimentaram por estar ali (sem ter certeza de que veriam Chico) por um momento mínimo de poder dizer-lhe “obrigado”. Percebi que aquele atendimento fraterno de psicografias de entes queridos não era mais possível a ele. Bênçãos dessas poderiam ser alcançadas com outro grupo. Quantas pessoas foram alcançadas por seu trabalho? Ali muitos estavam para agradecer e isso era importante para todos, pois foi mesmo sacrificante. É um legado raro. Sabemos que é possível. Chico é um ícone, e talvez insuperável, mas cada um pode fazer uma pequena parte disso dentro de seu núcleo de vivencias. Ser um aprendiz de Kardec e multiplicar este conhecimento e esta filosofia, modificando mentes e consciências para o bem. Pude ser testemunha dos frutos do amor em pessoas de todas as condições.

Segundo, sobre o fato de como o caos reinante antes do início dos trabalhos não eclodiu em reclamações e problemas. Muitos vieram de longe, e como nós outros também esperaram horas. Nosso grupo esperou mais de seis só pra o início. Ninguém que estava no fim da fila, ou fora da casa pode conter sua ansiedade para “se aproximar”. Foi uma falta de respeito para aqueles que chegaram antes, mas em termos de Brasil, isto nos é até “normal”. Aqueles que como eu estava mais a frente ficaram como em uma lata de sardinha, e não havia espaço para se erguer seu próprio braço sem ter que pedir licença ao lado. Mas não houve caos emocional pela aflição e transtornos que passavam as crianças e os idosos (e não havia o que fazer para lhes dar mais conforto)  mas ele esteve iminente em alguns momentos, principalmente quando soubemos que Chico estava entrando. Houve mais ansiedade de se ir para frente, mas o ambiente mudou. Alguns ambientes não permitem algumas vibrações inferiores.

A sensação energética da “presença” de Chico no ambiente era notável. A psicoesfera  dessa presença e essa proximidade contribuiu para modificar o ambiente entre nós, as “sardinhas”. Com o início dos trabalhos o ambiente se modificou ainda mais, e agora as sardinhas estavam todas em prece, felizes e gratas por estar ali dividindo aquele momento e minha sensação é que não havia diferença entre o ambiente de dentro e o de fora da sala. Fiquei impressionado e extremamente feliz por todos nós que lá ficamos. Todos receberam algo dele e da equipe espiritual daquela casa abençoada.

Quanto um breve instante pode ensinar? Quanto uma pessoa pode com “o simples” influenciar outras? É difícil traduzir tantas sensações vividas e registradas na memória deste meu único momento com Francisco Candido Xavier, o nosso Chico. Discutir esta quase imponderável sensação dos amigos de consciência espiritualizada e a verdade é o que nos propomos neste mês. Quanto se pode aprender com os outros? Como isso é fundamental para a vivência das lições dos espíritos?

Opiniões e comentários são bem vindos.

muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Zuleica em 01 de Outubro de 2009, 02:22
Muito bom Amigo! ;D

Gostei da sua explanação e contribuição no assunto.

Vc teve um grande privilégio.

Ter tido contato com Chico Xavier.

Esse homem que era frágil fisicamente mas muito forte nas suas convicções e decisões.

    
Contribuindo com o tópico..coloco o pensamento de Joanna de Angelis..


“Adquirir a consciência plena da finalidade da existência na Terra

 constitui a meta máxima da luta inteligente do ser.”

(Livro:  Autodescrobrimento – Joanna de Angelis/Divaldo P.Franco – ed. Leal, pág. 45)

 

O autodescobrimento ou autoconsciência é uma das tarefas mais difíceis e essenciais da vida humana, corpórea ou não. Ao longo de nossas existências somos levados por diversas razões a agir de formas variadas, na direção da luz ou da escuridão. Quanto mais caminhamos na direção da luz mais próximos dela estaremos, assim igualmente em relação à escuridão.

Ao longo do caminho caímos, escorregamos, cansamos, deixamos de lado, fingimos não ver algo e ignoramos outras tantas. Este processo pode levar à uma consciência culpada àqueles que se comprometeram com o caminho evolutivo e por outro lado, nada representar àqueles que ainda não despertaram para esse processo.

Ocorre também pensarmos que em uma única existência podemos saldar todas as nossas dívidas e entrarmos em angústia por falta de tempo. Se pensarmos que viemos de longe e para longe iremos, nosso prazo se dilata, não é? Pois não seria interessante aproveitar esta oportunidade para caminhar de forma consciente e aproveitá-la para o aprimoramento?

A consciência plena da finalidade da existência na terra não será adquirida em uma única existência, será alcançada ao longo de um processo contínuo a partir do momento em que o ser humano, encarnado ou não, começar a perceber-se e pensar sobre si mesmo, sua individualidade, suas responsabilidades para consigo, para com os outros, e sua participação no mundo. Devemos ter a consciência plena como meta a ser alcançada em algum momento de nossas existências.

Mas não basta apenas pensar, é necessário agir e transformar aspectos que antes eram considerados negativos em positivos. A mudança de atitude é fundamental no processo de evolução.


Abç
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 12:33
Zuleica e amigos do forum

A busca de uma consciência plena de nossa trajetória como encarnados, tanto emocional, mental, como espiritual é o tema deste mês. E há aspectos deste processo que só podemos apreender dentro do contexto de uma história e outras apenas na convivência com outras pessoas com o mesmo objetivo. Sair assim da impressão do papel para a impressão da própria alma...

Sua colocação é muito feliz e vamos aprofundar todas estas questões juntos



A consciência plena da finalidade da existência na terra não será adquirida em uma única existência, será alcançada ao longo de um processo contínuo a partir do momento em que o ser humano, encarnado ou não, começar a perceber-se e pensar sobre si mesmo, sua individualidade, suas responsabilidades para consigo, para com os outros, e sua participação no mundo. Devemos ter a consciência plena como meta a ser alcançada em algum momento de nossas existências. 

"...começar a perceber-se e pensar sobre si mesmo, sua individualidade, suas responsabilidades para consigo, para com os outros, e sua participação no mundo."

é isso mesmo!



Muita Paz a todos

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 12:39
Amigos do fórum


Em conjunto com a importância da consciência espírita na sociedade, e a relevância de serviços que um espírita presta a seus familiares e amigos, estamos trabalhando o conceito de Consciência de forma que possamos abranger todos seus significados e, portanto seu uso dentro da doutrina dos espíritos.

Na doutrina este estudo se fundamenta da questão número 621 de O Livro dos Espíritos. Compreender esta resposta é nosso propósito também neste mês

Para começar a lançar luzes em nosso caminho preparei referencias sobre o conceito na Bíblia e em Alan Kardec pela questão da distancia do emprego moderno do conceito Consciência. Na obra de Francisco C Xavier, o nosso respeitável Chico, não teremos dificuldades do uso atual.

Publicarei uma seqüência de mensagens para que todos nós nos situemos no problema. E este problema é: encontrar um sinônimo (palavra equivalente em sentido) atual para as expressões que foram usadas em outro tempo por Jesus, os Apóstolos e Kardec, e pelos seus tradutores. E ao mesmo tempo nos atualizar com os conceitos modernos.

Observação 1: Não tenho interesse em substituir as palavras aos textos da Bíblia ou de Kardec, mas confrontá-los com os atuais. A interpretação melhor caberá a cada um. O assunto é complexo, e apenas nos aproximaremos dele neste mês, mas deixaremos pistas de um caminho. Acredito que os sinônimos aplicáveis poderão ser mais de um, como veremos ao longo do estudo. Minha pretensão é contribuir com a doutrina, contando com os comentários de todos os leitores e com isso encontrar um sentido que ilumine a compreensão e aplicação dela para aqueles que procuram por respostas


Modernamente consciência é uma função mental, que se relaciona com a atividade cortical e voluntária do cérebro. Na próxima semana abordaremos juntos a questão do conceito de consciência pela ciência atual. Na seqüência desta mensagem tenho que apresentar alguns destes conceitos modernos para nossa comparação. Mas nessa, no início, temos que nos situar dentro da doutrina dos espíritos. Alem do conceito na Bíblia, teremos todos à disposição um material com o conceito nos cinco livros da doutrina, que facilitará o debate e as opiniões formuladas.

Observação 2: Este material a que me refiro acima, é o registro de um pequeno contexto em que as palavras sinônimo à consciência foram empregadas. Na Bíblia são versículos e em Kardec este contexto não é restrito ao formato das questões usadas comumente por todos, mas o “pinçamento” dele do texto, podendo abranger mais de uma questão, ou apenas uma parte dela. Alguns contextos são relevantes outros não. Mas todos revelam o uso da palavra pelo seu autor/ tradutor 
Para facilitar a fluidez da leitura no estudo farei uso apenas da parte relevante (na minha opinião) dele, e o material completo ficará em anexo, no link ao rodapé de cada postagem e também em um Tema Livre  "Apoio de Consciência" que criarei exclusivamente para este fim, ou seja, conter a minúcia. Poderemos todos fazer uso deste material completo de apoio com o número do contexto de referencia da obra, porem é importante realçar que o sentido de uma palavra está intrinsecamente ligado ao contexto da frase, do parágrafo, do capítulo, da obra e do tempo histórico de sua publicação.


Voltando ao problema que nos propomos... No cerne da questão 621 temos a proposta do uso da consciência na página 425 (referencia 68 de OLE - FEB) e desejo que todos os leitores estudem para compreender com profundidade o texto de Santo Agostinho, e na seqüência o comentário de A. Kardec. Este será ponto relevante onde ficaremos um dos alicerces para nosso estudo e de onde podemos tecer sempre comentários e opiniões no contraponto ao que se refere à doutrina.

Não desejo fazer postagens longas então terei que dividir a questão desta semana em várias. Na continuação desta estão os conceitos modernos iniciais da palavra Consciência e o texto completo de Santo Agostinho do uso dela.

Um bom estudo para todos e muita Paz.

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 13:14
Amigos do Fórum

Uma discussão atual sobre o tema Consciência, e seus fatores intrinsecos levam em consideração muitos fatores e conceitos. Não haverá tempo para todos neste mês, e fixaremos nossa atenção principalmente nos conceitos de Mente e função mental, Percepção, Intuição, Processo Cognitivo, e Introspecção.

“A consciência é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, auto-consciência, sentiência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, na psicologia, neurologia, e ciência cognitiva.


Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.


Processo cognitivo é a realização das funções estruturais da representação (idéia ou imagem que concebemos do mundo ou de alguma coisa) ligadas a um saber referente a um dado objeto. Constitui na execução em conjunto das unidades do saber da consciência, que foram baseados nos reflexos sensoriais, representações, pensamentos e lembranças, com o processo mental que consiste em escolher ou isolar um determinado aspecto de um estado de coisas relativamente complexas, a fim de simplificar a sua avaliação, classificação ou para permitir a comunicação do mesmo através da abstração.


Filosofia da mente é o estudo filosófico dos fenômenos psicológicos, incluindo investigações sobre a natureza da mente e dos estados mentais em geral. A filosofia da mente envolve estudos metafísicos sobre o modo de ser da mente, sobre a natureza dos estados mentais e sobre a consciência. Envolve estudos epistemológicos sobre o modo como a mente conhece a si mesma e sobre a relação entre os estados mentais e os estados de coisa que os mesmos representam (intencionalidade), incluindo estudos sobre a percepção e outros modos de aquisição de informação, como a memória, o testemunho (fundamental para a aquisição da linguagem) e a introspecção.


Envolve ainda a investigação de questões éticas como a questão da liberdade, normalmente considerada impossível caso a mente siga, como tudo o mais, leis naturais.


Quando escolhemos alguma coisa o fazemos livremente?


A resposta é não, se estados mentais são redutíveis a estados físicos  Identificar a mente com entidades ou propriedades físicas é uma forma direta de materialismo, assim como alegar que a psicologia é redutível à biologia e, finalmente, à física. Nesse caso, estados mentais respeitam as mesmas leis da natureza seguidas por todo o resto do universo.


   
A fonte destes conceitos iniciais é da wikipédia sendo de fácil acesso na internet, e já vemos alguns conflitos com a corrente materialista da ciencia que imagina a consciencia fruto apenas de sinapses e substancias químicas, fruto da seleção e combinação de DNA.

Mas estamos aqui para isso: discutir. Vamos em frente.

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 13:42
Amigos do Fórum

Continuando a colocar algumas definições iniciais e correntes na intenet e ainda da Wikipédia, temos a de Consciência Moral, Percepção, Intuição e Introspecção


Consciência, no aspecto moral, é a capacidade que o homem tem de conhecer não apenas valores e mandamentos morais mas de aplicá-los em diferentes situações.


A consciência moral tem alguns pressupostos que são a consciência psicológica que tem dentro de si, o outro, a realidade, a transcedência e a si mesmo. A consciência moral supõe uma hierarquia de valores, e também uma finalidade do acto seja ele bom ou mau. Ela consiste na capacidade do ser humano observar a própria conduta e formular juízos sobre os actos passados, presentes e as intenções futuras. E depois de julgar, o homem tem condições de escolher, dentre as circunstâncias possíveis, seu próprio caminho na vida.


Consciência moral: -ratifica no intimo as normas que vêm de fora; -exerce a sua autonomia face aos actos e ao mundo.


Temos também a consciência social e pessoal que vem formar a consciência moral, dentro de uma tensão nas dimensões do ser humano.


A consciência moral pode ser vista como um juiz, ou uma voz interior que ora gera em nós sentimentos de nostalgia e prazer, como também grandes remorsos e arrependimentos. Esta é uma caracteristica que nos é dada pela própria natureza, e que deve de ser ouvida e seguida, porque ela pressupoe o que é para cada individuo o correcto e o incorrecto, ou seja, actua como uma bússola interior, emite conselhos e orienta a acção, indica-nos o melhor caminho. Diz-nos: "Deves de fazer isto!" ou "Não deves fazer isto!". Mas no fim, em casos extremos ela vinga-se e leva-nos por caminhos errados, gerando os tais sentimentos de culpa e arrependimento. Isto assim mostra-nos que a consciência moral, é a consciência de que nem todas as possibilidades "ouvidas" são igualmente valiosas.


Percepção

Em psicologia, neurociência e ciências cognitivas, percepção é a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais, a partir de histórico de vivências passadas. Através da percepção um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao seu meio. Consiste na aquisição, interpretação, seleção e organização das informações obtidas pelos sentidos. A percepção pode ser estudada do ponto de vista estritamente biológico ou fisiológico, envolvendo estímulos elétricos evocados pelos estímulos nos órgãos dos sentidos. Do ponto de vista psicológico ou cognitivo, a percepção envolve também os processos mentais, a memória e outros aspectos que podem influenciar na interpretação dos dados percebidos.

Intuição

Em filosofia, intuição é o processo de apreensão racional não-discursiva de um fenômeno ou de uma relação. Se a razão discursiva se caracteriza por um processo paulatino que culmina numa conclusão, a intuição é compreensão directa, imediata de algo.

"Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é a intuição" - frase atribuída a Albert Einstein (1879-1955)

A Introspecção

No sentido restrito da palavra propõe o conhecimento das emoções através da observação interna e reflexão por parte do próprio sujeito. O indivíduo é ao mesmo tempo sujeito do conhecimento e objecto de estudo num processo de auto-observação.



Estes são os conceitos iniciais de nosso debate. Colocarei agora a questão que temos pela frente em relação à interpretação dos textos clássicos. Não os encontraremos neles, mas  em todos encontramos palavras que se referem ao processo percptivel e de compreensão de uma realidade.

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 01 de Outubro de 2009, 14:23

Consciência passou a existir em nós quando o pensamento se tornou consciente dele próprio.

Os outros seres também usam o pensamento simplesmente não são conscientes dele.

Fiquem bem
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: SB em 01 de Outubro de 2009, 14:33
Olá,

Peço desculpa pela minha não compreensão. Mas não entendi o intuito verdadeiramente, do Topico que deu inicialmente a este Estudo, sendo que tornar consciente ou ser consciente é reconhecido internamente e são distintas. Não entendi o facto das leituras recomendadas, nem da busca de conceitos... :P

As informações que nos sao externas, podem fazer ressonância, no entanto nao faz de nós mais ou menos Conscientes verdadeiramente, apenas informam/formam algo em nós, nos torna conscientes de algo, podendo nao ser de nós ...sermos conscientes é outra coisa... sermos conscientes é sermos mais autenticos conosco...

E sim, percebi que se trata de saber ou estudar sobre Consciencia, mas de facto nao entendi o conteudo espiritual da questao (volto a referir), desculpem-me.

A Consciencia, meus amigos, saberemos o que será em nós, quando percebermos que o Sentir nao é o mesmo do que Saber.

Para reconhecermos a Consciencia em nós, deveriamos dar mais crédito, á aceitação ao invés da resignação, por exemplo...

Para tornar mais clara a consciencia do que somos, sermos entao Conscientes, deveriamos primeiro nos desapegar dos preconceitos imposto por uma sociedade ate mesmo pela Doutrina, livres, podemos ter consciencia daquilo que somos, e dar hipoteses aquela frase que as vezes oiço (muito pouco) eu nao sou o que penso que sou, mas sou o que penso e por isto, entanto eu ainda pergunto: - Saberás o que és? Entao, como saberás que és Consciente?  ;)

Ter consciencia de...não nos faz Ser mais Conscientes ;)

Ter e Ser...o que será isto, em relação á Consciencia, ou, em relação a Deus?  :D


Citar
Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”




Abraços e bons estudos ;)
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 15:56
Amigos do Fórum,

Edna Soares, esta é uma linda mensagem que aponta exatamente para o problema: A construção de uma consciência. Não basta admirar Chico, e tantos outros, mas lhes seguir os passos. Mais do que elogiar nossos ídolos de consciencia social, ou espiritual (é necessário o exemplo) como chegamos lá?

Dim-dim voce está correto.

Amigos SB, pois é! Sei que está confuso... e peço a paciencia dos amigos. Quando me propuz a falar deste encontrei muitas possibilidades de abordagem. Se conseguir transmitir aos amigos aquilo que aprendi neste processo de estudo e preparação ficrei muito satisfeito, mas sei da complexidade de abordar este conceito. E exatamente por isso que ele é fundamental. Cada um tem a sua e vivemos com ela para o melhor ou o pior. Não esgotaremos o problema e nem faremos aqui o que cada um tem que fazer por sí, para conquistar sua própria consciência. Mas qual é esse problema, onde emperra, e soluções possiveis, bem como a visão terapeutica da doutrina conversaremos.

Precisamos ser muito lúcidos em empregar palavras e suas implicações na mente, mas muitas vezes o problema é de interpretação básica de conceitos na lingua portuguesa. Este tema é para esmiuçar as possibilidades de uso da palavra Conciência. Compreender ela dentro da doutrina. Aprender com os estudos recentes da ciencia sobre ela.
Preciso de ajuda na discussão de especialista em: linguistica, da doutrina, e mesmo aqueles que labutam seriamente na reforma intima, no processo de auto conhecimento nos trazendo textos e mais referencias, para que juntos exploremos este universo.

E suas colocações são corretas, e este começo será mesmo muito confuso, dado a complexidade do assunto e várias informações serão colocadas. Aos leitores peço o acompanhamento mas a última semana será para a Sintese de tudo que coletamos juntos.

Mas acredito que tenho material para ajudar aqueles que procuram por respostas, em busca de uma Paz interior que pode ser alcançada,pelo processo da doutrina. Este é meu desafio pessoal. Mas conto com paciencia e ajuda neste . Mas assim como voce qualquer leitor pode se colcoar em suas dúvidas a qualquer momento que procurarei situar melhor o problema.

Muta paz a todos

Nelson
 
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 16:16
Amigos do Fórum,


A partir das definições atuais de consciência (nosso tema pela questão 621 OLE), e das funções mentais, de aprender passando pelo processo cognitivo nos vemos diante das lições e mensagens do Mestre.

Observação 1: Tenho quatro Bíblias. Elas são diferentes no uso das palavras pelo tradutor e pela corrente de pensamento que segue. Não cabe ao tema discutir uso das palavras em cada uma delas. Tenho que escolher uma para nosso estudo e depois comparar passagem por passagem em cada uma para buscar o sentido entendido por cada tradutor das outras. Em cada sentido há uma lição.
Faremos uso da mais prática que me aponta indícios de problemas de interpretação e uso das palavras diferentes pelos tradutores. Para este estudo de caça palavras uso uma Bíblia digital disponível para download e grátis. Sua grande vantagem é permitir copiar e colar os textos, alem de permitir localizar palavras. É muito útil ao estudo.

(*) Esta Bíblia é: “Auto ajuda através da Bíblia” de Ismael a. R. Vieira. Disponível em vários sites. Minha versão é 2G de 1996. Na minha versão o tradutor não é citado. Onde encontrar:

http://superdownloads.uol.com.br/download/33/auto-ajuda-atraves-biblia/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3N1cGVyZG93bmxvYWRzLnVvbC5jb20uYnIvZG93bmxvYWQvMzMvYXV0by1hanVkYS1hdHJhdmVzLWJpYmxpYS8=)

Coloco isso porque teremos divergência de conteúdo da bíblia de cada um e todos devem consultar mesmo a sua e procurar estas palavras.  Peço aos amigos que nos apeguemos ao importante, neste momento, da questão proposta pelo tema, e que não é exatamente discutir tradução do grego, aramaico etc...


Neste material (*) bíblico usando a função “localizar” procurei pela palavra “consciência”, e para minha surpresa encontrei. Mas ela não se encontra nos textos evangélicos de Marcos, Lucas, Mateus e João, e sim a partir dos Atos dos Apóstolos. Aparentemente é introduzida nos textos por Paulo, mas foi usada por Pedro também segundo esta versão.

Selecionei para os amigos todos os versículos onde ela é citada.  Esta relação esta no rodapé desta página (**), e publicada no tema livre “Apoio a Consciência”. Cabe estudo e reflexão o uso dela pelos Apóstolos, frente aos conceitos atuais.

Exemplo:

2 - Consciência - Bíblia - Atos 24 - 16 Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensas diante de Deus e dos homens.
14 - Consciência - Bíblia - I I Coríntios 4 - 2 pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; mas, pela manifestação da verdade, nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de Deus.
15 - Consciência - Bíblia - II Coríntios 5 - 11 Portanto, conhecendo o temor do Senhor, procuramos persuadir os homens; mas, a Deus já somos manifestos, e espero que também nas vossas consciências sejamos manifestos.

Da mesma forma procurei pelas palavras “Mente” e “Percep” (procurando por percepção e perceptível, ou mesmo imperceptível)


A palavra “mente” ocorre no sentido de “..ter em mente” (ter um pensamento?) descrevendo uma fala de Herodes, sobre João Batista, mas ela não foi usada por Jesus. Nos atos também ela é citada mais vezes. Os versículos citados também estão a disposição dos amigos.

Exemplos:

1 - Mente - Bíblia - Marcus 6 - 20 porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo, e o guardava em segurança; e, ao ouvi - lo, ficava muito perplexo, contudo de boa mente o escutava.
2 - Mente - Bíblia - João 6 - 21 Então eles de boa mente o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam.

A raiz da palavra percepção – “percep” – e seus derivados não encontrei, mas existe algumas com a raiz “perceb” de perceber e perceberam (e estas eu não inclui na relação)

Minha impressão sobre as falas registradas de Jesus, pelos quatro apóstolos é que ele fez uso da palavra “Coração” no sentido de consciência e de mente. Este uso é constante pelo tradutor (*) desde o livro da Genesis no Velho Testamento.

São centenas de versículos com a palavra coração, mas procurei registrar para os amigos aqueles citados por Jesus.


Exemplo:

1 - Coração - Biblia - Mateus 5 - 8 Bem - aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
6 - Coração - Biblia - Mateus 13 - 15 Porque o [coração] deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure.
24 - Coração - Biblia - Lucas 2 - 19 Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando - as em seu coração.
37- Coração - Biblia - João 14 - 27 Deixo - vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo - la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

No caso da Bíblia procurei pela palavra ”inteligen” obviamente para encontrar o uso da palavra inteligência naqueles tempos pela visão do tradutor. Fiquei surpreso encontrando apenas 11 ocorencias.
Exemplo:
1 - Inteligen - Biblia - Lucas 6. - 47 E todos os que o ouviam se admiravam da sua inteligencia e das suas respostas.
7 - Inteligen - Biblia - Jeremias 3 - 15 e vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.
3 - Inteligen - Biblia - Provérbios 15 - 14 O coração do inteligente busca o conhecimento; mas a boca dos tolos se apascenta de estultícia.

Procuremos o espírito das palavras não apenas no versículo mas em todo capítulo de cada livro. Procuremos estudar o pensamento de Jesus pela mente de vários tradutores, e procurar encontrar sentidos mais precisos. Nos tempos atuais criamos outros conceitos que antigamente eram descritos por uma só palavra.

Como disse estamos propondo aprofundar a compreensão da palavra Consciência.

Esta é uma questão em debate no que se refere a Bíblia, frente aos novos conceitos.


Este é um aspecto do problema da questão 621. vamos em frente

Muita Paz

Nelson


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 01 de Outubro de 2009, 17:17

Consciência

Nós só somos conscientes de tudo que nos rodeia apenas quando achamos necessário!

A nossa essência é perceber o mundo que nos rodeia, e o nosso bem mais elevado em relação aos outros seres é a consciência, é refletirmos sobre o que percebemos.

Jesus Cristo compreendia muito bem a forma de pensar das pessoas ( consciência ). Ele foi e é um bom Mestre porque sabia que cada pessoa só pode compreender as coisas a partir de sua perspectiva pessoal. Por isso ele ensinava por meio de parábolas.

A parábola ajuda-nos a entender a realidade através de um conto, dessas parábolas tiramos as verdades que o nosso, de cada um, entendimento for capaz.

Por exemplo aos 20 anos essas parábolas dão-nos um entendimento mas 10 anos depois dão-nos outro e assim sucessivamente.

Quantos livros eu li quando tinha vinte anos que pouco entendia e agora passados mais vinte e tal anos fazem todo o sentido

Não sei quem o disse mas costuma-se dizer "o que não entendes hoje amanhã entenderás"...

Fiquem bem
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 18:26
Amigos do Fórum

Obrigado Dim-dim, é esta a questão:


” Jesus Cristo compreendia muito bem a forma de pensar das pessoas ( consciência ). Ele foi e é um bom Mestre porque sabia que cada pessoa só pode compreender as coisas a partir de sua perspectiva pessoal. Por isso ele ensinava por meio de parábolas.”


Jesus não usou da palavra “consciência (*)” mas vez uso de outras com o mesmo sentido, como por exemplo “coração”.

Quando Jesus nos conta a parábola do semeador (Mateus 13, Marcos 4,  Lucas 8, e OESE Capítulo Sede Perfeitos, pag 276 FEB) não está falando da consciência e da mente?

Hoje não podemos falar que o processo cognitivo de compreensão, e uma “tomada de consciência completa” falhou?

Obviamente há aquele que não tem motivação, mas há aqueles que precisam superar suas próprias dificuldades e precisam de ajuda para apreender as verdades espirituais. Entre elas a função de auto conhecimento que a consciência nos permite. Mas neste processo de ajuda é muito importante que se verifique onde no processo de aprender ocorre a falha e quanto podemos avançar.

Paralelamente cada um de nós deve procurar saber onde está ocorrendo a nossa falha de aprendizagem. Identificando procurar corrigir.

Quando falamos na qualidade de uma Consciência falamos de qualidade moral.

Como se constrói a moral na consciência?

Nascemos com ela no ciclo das reencarnações, mas como a aprendemos de forma inteligente sem ser no vale de lágrimas e sofrimento?

Muitas vezes o sofrimento era necessário, mas este é o único caminho?


Esta é a questão


Continua...

(*) Segundo a Bíblia que citei.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 18:56
Amigos do Fórum,


Continuando...

Não é melhor pensar sobre as leis morais de que devemos aplicar no dia a dia que se trata de um processo cognitivo? Não me falta consciência, e sim aprimorar seus elementos intrínsecos para que ela seja melhor? Como esta capacidade cognitiva pode melhorar?

Hoje existe uma “Ciência da Cognição”.

Não encontrei material sobre ela para apresentar ao Fórum, mas na encontrei a mensagem de Santo Agostinho (OLE) E é  fundamental, e precisamos de atenção nela

919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e
de resistir à atração do mal?


“Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está
precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?


“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha c.o.n.s.c.i.ê.n.c.i.a, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma.

Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”

“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa c.o.n.s.c.i.ê.n.c.i.a, ou a indicação de um mal que precise ser curado.”

“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade.

Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa.

Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo.

Perscrute, conseguintemente, a sua c.o.n.s.c.i.ê.n.c.i.a aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida. “Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las.

Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços?

Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar.

Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos.”

SANTO AGOSTINHO. 

 Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa c.o.n.s.c.i.ê.n.c.i.a, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos.

A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.

A.   Kardec

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 01 de Outubro de 2009, 19:53


A minha pequena contribuição para esse sistema cognitivo, que bem que lhe poderia chamar a parte social da percepção, esse sistema cognitivo tem por base toda a cultura que nos foi ensinada desde crianças.

A cognição é a interpretação de dados sensoriais.

A cognição é um sistema taxionômico no qual as respostas são classificadas junto com a interpretação de dados sensoriais.

Também é o mais buscado na meditação, a interrupção voluntária deste sistema cognitivo.

Os yoguis os xamãs e outros meditadores afirmam que quando essa interrupção ocorre conseguem ver a energia como ela flui no universo.

Pois quando a cognição, esse sistema de interpretação de dados sensoriais é interrompido, cai-se no silêncio e o conhecimento passa a ser automático e instantâneo.

Paz e luz
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 01 de Outubro de 2009, 21:41
Amigos do Fórum

O que aprendemos para nosso estudo com Santo Agostinho e Kardec ?

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha c.o.n.s.c.i.ê.n.c.i.a, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma.

Esta atividade a que se dedicava o nobre Mentor nosso chama-se modernamente de Introspecção. É reconhecidamente um modo de aquisição de informação da mente. Mas é preciso reconhecer que o Mentor usava deste processo de forma sistemática, e, portanto de forma voluntária.

Interrogar à Consciência:

“Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”

É sobre isso o comentário de Kardec:

Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa c.o.n.s.c.i.ê.n.c.i.a, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos.

A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.



Kardec aqui também nos ensina: . “..faltas que cometemos nos passam despercebidas”.

Despercebida, é da raiz de “percepção”, que é outra função da mente, e que é outro modo de aquisição da consciência.

No aspecto da função moral da consciência, temos um processo cognitivo em ação quando nos questionamos, buscamos por referencias internas, da memória, da “intuição”, dos sentimentos, etc...e referências externas quando conversamos com um amigo, ou um profissional qualificado, e:

Ela consiste na capacidade do ser humano observar a própria conduta e formular juízos sobre os actos passados, presentes e as intenções futuras. E depois de julgar, o homem tem condições de escolher, dentre as circunstâncias possíveis, seu próprio caminho na vida.(anteriormente postado)

Este julgamento é psíquico e representa a capacidade de cada um aceitar que cometeu falha, e que não é tão bom quanto pensa ser, ou que não procedeu da melhor maneira que poderia. É o resultado da “somatória” que Kardec se refere.

Mas sendo um processo mental, e ao mesmo tempo espiritual, pela ação dos mentores a verdade é uma só: Não falha!
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 02 de Outubro de 2009, 00:38
Boa noite.

Retrocedendo até à época de Moisés, ser consciente significa cumprir os dez mandamentos. Na época de Jesus, significa também a necessidade de amar o próximo assim como nos amamos a nós mesmo. Na época de Kardec, a consciência passou a ser o local na qual estão inscritas as leis de Deus, ou seja, onde está escrito o Evangelho Segundo o Espiritismo, ou seja a mesma lei de Jesus.

Todas estas leis foram concebidas em nome da preservação e da defesa da vida, ou seja:

O bem é a vida, portanto tudo aquilo que a preserva.

O mal é a morte, portanto tudo aquilo que ameaça a vida.

Penso ser este o significado de “Consciência” dentro da esfera estrita, proposta para esta primeira semana.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: SB em 02 de Outubro de 2009, 10:53
Ola Nelson,´

Mas quanto mais o leio, mais confusa fico... :P

Fala em mente...percepção..coração...biblias e etc's...

Repare Nelson...estamos no Forum Espirita, e seria interessante começarmos pelo principio..o que será entao isso de MENTE comparado ou que relação faz a ALMA e o ESPIRITO, dentro deste assunto que é a Consciencia?

O que será realmente isso da Consciencia?
Onde fica Deus perante a nossa Consciencia?

Nao me respondeu as minhas questões iniciais, espero ver estas agora a serem respondidas.

Abraço
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Jorge em 02 de Outubro de 2009, 11:03
Olá amigo Nelson,  :)

Antes de mais felicito-te pelo teu belo contributo: o de nos brindares com esse Tema de Estudo Mensal : Consciência!

Consciência:
Logo de repente veio-me à mente que quão bom seria se todos nós nos consciencializássemos da necessidade urgente de vivenciar o que contem uma pequena frase, pelo seu tamanho, mas quão enorme pela sua importância:

"Espíritas; amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo"
(Espírito de Verdade)

Abraços fraternos.  ;)
Jorge
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 02 de Outubro de 2009, 11:21
Olá Susana.

Sinto-me feliz por de te rever ao fim de muito tempo.  :)

Eu tenho opinião acerca das questões que colocas mas para tal devo aguardar uma semana pois abordam matérias da área da ciência e da filosofia que por proposta do nelsonmt deverão ser introduzidos nessa fase do estudo.

Esta intervenção é mais uma desculpa para te falar do que propriamente necessária.  :-\

Até breve

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: hcancela em 02 de Outubro de 2009, 11:31
Olá amigos(as)

Nelson muito bem vindo aos tópicos dos estudos mensais ;D ;D ;D

A nossa maior consciência deveria começar pelo"Pai"DÁ-NOS A SERENIDADE PARA ACEITAR O QUE NÃO PODEMOS MUDAR, FORÇA E CORAGEM PARA MUDAR O QUE É PRECISO E SABEDORIA PARA PERCEBER AS DIFERENÇAS..." FRANCISCO DE ASSIS. :-*

Para consulta o link seguinte.

http://www.consciesp.com.br/p1t.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jb25zY2llc3AuY29tLmJyL3AxdC5odG0=)


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: aruanda em 02 de Outubro de 2009, 13:09
Citar
Simultaneamente a cada semana exploraremos o universo dos significados e usos da palavra Consciência em nosso meio.

Primeira Semana: Consciência na Bíblia , na obra de A. Kardec e Francisco C. Xavier
Segunda Semana: Consciência, ciência e filosofia
Terceira Semana: Consciência em outras correntes espiritualistas.
Quarta Semana: Fazer síntese da discussão e propostas a usar e desenvolver a  Consciência em nosso meio.


Segundo  a Wikipédia consciência é;

A consciência é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, auto-consciência, sentiência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, na psicologia, neurologia, e ciência cognitiva.

 
Representação gráfica de consciência do século XVII.Alguns filósofos dividem consciência em consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita, e consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência (Block 2004). Consciência fenomenal é o estado de estar ciente, tal como quando dizemos "estou ciente" e consciência de acesso se refere a estar ciente de algo, tal como quando dizemos "estou ciente destas palavras".

Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Consci%C3%AAncia (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9Db25zY2klQzMlQUFuY2lh)


Consciência, no aspecto moral, é a capacidade que o homem tem de conhecer não apenas valores e mandamentos morais mas de aplicá-los em diferentes situações.

A consciência moral tem alguns pressupostos que são a consciência psicológica que tem dentro de si, o outro, a realidade, a transcedência e a si mesmo. A consciência moral supõe uma hierarquia de valores, e também uma finalidade do acto seja ele bom ou mau. Ela consiste na capacidade do ser humano observar a própria conduta e formular juízos sobre os actos passados, presentes e as intenções futuras. E depois de julgar, o homem tem condições de escolher, dentre as circunstâncias possíveis, seu próprio caminho na vida.

Consciência moral: -ratifica no intimo as normas que vêm de fora; -exerce a sua autonomia face aos actos e ao mundo.

Temos também a consciência social e pessoal que vem formar a consciência moral, dentro de uma tensão nas dimensões do ser humano.

A consciência moral pode ser vista como um juiz, ou uma voz interior que ora gera em nós sentimentos de nostalgia e prazer, como também grandes remorsos e arrependimentos. Esta é uma caracteristica que nos é dada pela própria natureza, e que deve de ser ouvida e seguida, porque ela pressupoe o que é para cada individuo o correcto e o incorrecto, ou seja, actua como uma bússola interior, emite conselhos e orienta a acção, indica-nos o melhor caminho. Diz-nos: "Deves de fazer isto!" ou "Não deves fazer isto!". Mas no fim, em casos extremos ela vinga-se e leva-nos por caminhos errados, gerando os tais sentimentos de culpa e arrependimento. Isto assim mostra-nos que a consciência moral, é a consciência de que nem todas as possibilidades "ouvidas" são igualmente valiosas.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Consci%C3%AAncia_(moral) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9Db25zY2klQzMlQUFuY2lhXyhtb3JhbCk=)



A minha opinião pessoal é que quando falamos de Conscência , temos que ter a noção da abrangência que esse tema implica.

Mas, mais que isso, temos que compreender que "TODOS" nós podemos entender e interiorizar estes conhecimentos de uma forma diferente, dependendo das nossas vivências pessoais e da forma como gerimos a nivel emocional todas as situações que nos acontecem.

Portanto, fazer um estudo destes num fórum espirita tem que se ter acima de tudo  acapacidade de aceitar oq ue o outro diz porque neste caso ser ou não ser espirita é secundário (repito, neste caso)

parece-me que o estudo é a CONCIÊNCIA a vários níveis e não a consciencia a nivel e tão sómente do Espiritismo.

Por isso ,frses como esta:

Citar
A nossa maior consciência deveria começar pelo"Pai"DÁ-NOS A SERENIDADE PARA ACEITAR O QUE NÃO PODEMOS MUDAR, FORÇA E CORAGEM PARA MUDAR O QUE É PRECISO E SABEDORIA PARA PERCEBER AS DIFERENÇAS..." FRANCISCO DE ASSIS.


embora com toda  asabedoria implicita, não são propriamente uma resposta a nivel d econsciencia, quando muito de consciencia moral

termino, dizendo que realmente  ainda não se explicou o que é a Consciencia ou o que se pensa sobre o assunto.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 13:27
Olá Amigos do Fórum


HCancela, obrigado pelo carinho e pela prece que conheço como a de Sabedoria tambem.

A voce e aos demais,  pergunto: O que esta prece significa para a consciência?

Jorge, obrigado tambem, e tive o mesmo impacto ao refletir, e estudar as implicações desta resposta dos espíritos.

SB, de fato não lhe respondi completamente ainda. Estamos em um jogo de associação de ideias mentais neste momento. Na minha mente e na sua ocorre um processo que procura dar sentido de compreenção à palavra "consciencia". Cada um de nós do fórum esta exatamente fazendo isso. Este é o processo cognitivo da mente. A mente busca por referencias armazenadas pela experiencia para compor uma resposta. Se minhas referencias (que coloco em argumentos) combinam com as suas voce concorda comigo, caso contrario não. Por isso a parábola do "Semeador".

Nosso problema como estudantes de Kardec é compreender o que há na mente (na idéia) do Espirito da Verdade, quando ele nos propôe esta resposta.

Um dos problemas é que muitas ideias nos chegam como resposta para esta associação. Há muitos sentidos e usos na nossa lingua. Por isso está confuso e será assim. Não estamos falando de algo simples e sim complexo à nossa própria mente, mas é nela, na consciência onde vivemos nossa experiencia como espíritos encarnados. Por isso é fundamental esta discussão.

Penso que, parte da solução para este problema de sentidos para a palavra é procurar por outras, na nossa cultura atual e desembrar o problema proposto pelos espíritos e facilitar a resposta de associação correta dentro do processo cognitivo interno de cada um.


Em última instancia o problema de todos nós é inversão de sua perspicaz pergunta:

ONDE ESTÁ DEUS DENTRO DE NOSSA CONSCIÊNCIA ???

e mais...

Por que a doutrina cristã dos espíritos é o melhor para ela ?

Desejo este debate neste tema, em comparação com a ciência e outras correntes espiritualistas ao longo deste mês. Mas um passo de cada vez...

Muita Paz


Nelson


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: hcancela em 02 de Outubro de 2009, 13:39
Olá amigos(as)

A pedido de várias famílias e não só? ;D ;D ;D ;D ;D ;D ;D

Consciência - do lat. conscientia significa etimologicamente um saber testemunhado ou concomitante. Por analogia, dualidade ou multiplicidade de saberes ou de aspectos num mesmo e único ato de conhecimento.

Em sentido amplo, entende-se por "consciência" a capacidade de perceber as realidades internas e externas.

Na teologia e ética, o termo refere-se ao senso interior do certo e do errado quando de uma escolha moral. É o seu sentido moral.

Escreve A. Montalvão: "Em qualquer ato de conhecimento há sempre um indivíduo que pretende conhecer, que é o "sujeito do conhecimento", e um assunto que deve ficar conhecido, que é o "objeto do conhecimento".

O sentido de "consciência" não é o mesmo que o de "lei". A lei sempre expressa as normas gerais de conduta. A consciência, ao contrário, é a luz concreta que ilumina o homem em seu "aqui e agora" sobre o que há de bom ou de mal em uma ação. (Santos, 1965)

4.2. GRAUS DA CONSCIÊNCIA


Na psicologia clássica, distinguem-se dois modos ou graus de consciência:

Consciência espontânea - é a consciência direta, imediata, primitiva, isto é, não separada do objeto.

Consciência reflexiva (do latim reflexu + ivo = voltado para trás) - é a consciência mediata, é o retorno do espírito sobre as idéias. Ela é dirigida para as idéias.

As pessoas emotivas têm o campo da consciência mais estreito do que as não emotivas. (Santos, 1965)



4.3. CONSCIÊNCIA E INCONSCIÊNCIA


Apesar de sua base etimológica precisa e clara, enquanto negação da consciência, torna-se contudo extremamente difícil definir o inconsciente. Pode-se, também, definir a inconsciência com relação ao ser: que não possui qualquer consciência (átomo); que é pouco ou nada capaz de debruçar sobre si próprio, e (relativamente) que não tem consciência de tal fato particular: "uma alma inconsciente das suas verdadeiras crenças".

Muitos são os psicólogos que negam a existência de fenômenos psicológicos inconscientes, pois alegam que, sendo a consciência própria do pensamento, o que não é consciência, deixa de ser psicológico.

Crítica - Uma análise dos fatos da vida mostra-nos, patentemente, o quanto o inconsciente penetra e intervém no que fazemos. O pianista, ao executar um trecho da música não é consciente de todos os seus movimentos; o mesmo acontece com o operário ou o artista. Mozart declara ter ouvido todo um acorde, antes de compor uma melodia — o consciente, nesse caso, estaria ligado ao trabalho de coordenação. (Santos, 1965)



4.4. A CASA MENTAL


O Espírito André Luiz, no livro No Mundo Maior, explica-nos que não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fosse um castelo de três andares:

subconsciente: 1º andar, onde situamos a residência de nossos impulsos automáticos, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados - hábitos e automatismos;

consciente: 2º andar, localizamos o "domínio das conquistas atuais", onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando - esforço e vontade;

superconsciente: 3º andar, temos a "casa das noções superiores", indicando as iminências que nos cumpre atingir - ideal e meta superiores. (Xavier, No Mundo Maior, 1977, p. 47)


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 13:53
Amigos do Fórum

Uma questão é o que é consciencia?

Aruanda.

Não encontrei esta resposta em O Livro dos Espíritos.

Encontrei uma resposta por "indução de pensamento" (processo mental) para sua compreenção na forma de sua aplicação e uso, e o seu exemplo melhor esta na mensagem em resposta à questão 919, de Santo Agostinho.

Na sequencia desta mensagem publicarei no tema Apoio à Consciência, todos os usos da palavra consciência nos cinco livros da doutrina, bem como "mente" e "percep".

Então para compreendermos melhor nosso problema será novamente por processo cognitivo, percepção e raciocínio direto nas obras.

É muito util esta leitura, e mesmo Kardec e os espíriritos usam da palavra em vários sentidos.

Muita Paz

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 02 de Outubro de 2009, 14:23

Olá amigos!

O nosso sistema cognitivo assenta nos processos responsáveis pela consciência da vida quotidiana, processos que incluem memória, experiência, percepção e o uso adquado de qualquer sintaxe dada.

"Já Jung nos dizia que quando soubermos ou formos capaz de trazer o inconsciente ao reino da consciência fcaremos a saber das nossas vidas passadas e de todas as experiências mais dolorosas que possamos ter tido."

Já que é uma faculdade da consciência ocultar-nos essas memórias para nos evitar sofrimento.

Só para nós ocidentais é que a consciência continua a ser um mistério, para os orientais, psicólogos chineses e indianos está mais que desvendado.

Nós vivemos sempre com esses medos, de parecermos ridiculos sentados em meditação debaixo de uma árvore, com o que possam pensar de nós, aquela imagem que temos a nosso respeito e que fazemos questão de a alimentar para que nos vejam assim e assado.

Tudo isso é a parte social da percepção que nunca nos deixará atingir esse conhecimento como diria Jung.

A DEUS AMIGOS
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Jorge em 02 de Outubro de 2009, 14:27
Consciência,

Eu tenho consciência de que a doutrina espírita satisfaz-me plenamente a razão!

Na sequência desse facto, a minha responsabilidade aumenta proporcionalmente à minha conscientização de que devo ter a consciência tranquila, porquanto tenho consciência que a doutrina nos vem consciencializar de que a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória!

Portanto estou consciente deste facto!  :)

O ser humano é o único ser da creação que tem consciência de que existe, da sua própria existência!

Como disse o Astrofísico Hubert Revees numa das suas entrevistas: o facto de se fechar os olhos e dizermos "Eu existo" e ter a consciência dessa existência é um Mistério tremendo ...

Abraços fraternos.
Jorge
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: SB em 02 de Outubro de 2009, 14:38

SB, de fato não lhe respondi completamente ainda. Estamos em um jogo de associação de ideias mentais neste momento. Na minha mente e na sua ocorre um processo que procura dar sentido de compreenção à palavra "consciencia". Cada um de nós do fórum esta exatamente fazendo isso. Este é o processo cognitivo da mente. A mente busca por referencias armazenadas pela experiencia para compor uma resposta. Se minhas referencias (que coloco em argumentos) combinam com as suas voce concorda comigo, caso contrario não. Por isso a parábola do "Semeador".


Não Nelson, de todo que não será isso, não procuro nem procurarei dar sentido á palavra Consciencia, antes de mais e talvez, aqui, ao sentido do que vc escreve sobre Consciencia. :P

Vejamos, o seguinte Nelson, estou a fazer-lhe estas perguntas propositamente, e porquê?

Porque está num espaço de estudo mensal, que pressupoem algum conhecimento e material do que se expoem em evidencia...

E eu estou a colocar-me completamente em ignorante perante si, porque só assim lhe posso ser util dando-lhe tambem a si a oportunidade de conseguir o aprendizado, ser Consciente do trabalho que esta a querer orientar...


Nosso problema como estudantes de Kardec é compreender o que há na mente (na idéia) do Espirito da Verdade, quando ele nos propôe esta resposta.

Desculpe Nelson, volto a discordar. Acha mesmo que é nosso o problema ou será o seu?
Meu nao é de certeza, pq eu nao questiono o Espirito de Verdade.
Questiono o meu Espirito, enquanto estudante de Kardec, isso sim.

Nelson, o nosso espirito necessita de aprender neste mundo de provas e espiações, e de alguma forma tudo o que lhe faça ressonancia serve á propria consciencia lhe ditar, o certo e errado, nada mais do que isso, fisicamente.

Espiritualmente Consciencia é qq coisa que aqui ninguem disse...no entanto deixo-vos ao dispor de continuar a bater na mesma tecla, de processo cognitivos para aqui e para ali...

Lamento que a minha postura, nao seja a mais desejada, mas querer bem, nem sempre tem que bem parecer...isso seria dar-lhe apenas umas palmadinhas nas costas, nao sou assim... :)


Abraços





Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: SB em 02 de Outubro de 2009, 14:46
Olá Susana.

Sinto-me feliz por de te rever ao fim de muito tempo.  :)

Eu tenho opinião acerca das questões que colocas mas para tal devo aguardar uma semana pois abordam matérias da área da ciência e da filosofia que por proposta do nelsonmt deverão ser introduzidos nessa fase do estudo.

Esta intervenção é mais uma desculpa para te falar do que propriamente necessária.  :-\

Até breve

Taprobana


Ola Tabrobana :)

Pois...infelizmente por razões menos boas...e vim aqui mas tb por pouco tempo, pois tempo é coisa que anda faltar-me ultimamente :P

Mas vou aparecendo ;)

Um forte abraço :)

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 15:14
Amigos do fórum,

Livro dos Espíritos

Emprego das palavras:

Consciência, mas não procurei pelo uso de consciente e seus derivados. Quase oitenta referencias

Mente: apenas duas referencias.

"Percep", de perceptível e percepção, 12 referencias.

Uma referencia é um contexto, pode ser parte de uma questão, uma questão ou várias.

Arquivo completo abaixo, na linha do rodapé...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 15:26
Amigos do fórum

Céu e Inferno


Consciência, 44 referencias;

Mente, 4

Percep, 10

Arquivo completo abaixo na linha do rodapé
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 15:33
Amigos do Fórum

A Gênese


Consciência, 11 referencias

Mente, 3

percep, 27

abaixo segue arquivo completo, na linha do rodapé
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 15:40
Amigos do Forum

Livro dos Médiuns


Consciência, 10

Mente, 7

percep, 17

No livro dos médiuns a questão dos estados de consciência, em transe mediunico, etc, e as funções da mente precisam de pesquisa melhor que esta.

arquivo completo abaixo na linha de rodapé
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 02 de Outubro de 2009, 15:46
Olá amigo nelsonmt!

Estou a gostar deste tópico e também da maneira que o amigo o está a gerir.

Mas a essência da consciência é-nos dada pelo Livro dos Espíritos:

" Na condição de Espírito livre, tem o idiota consciência do seu estado mental?
Frequentemente tem. Compreende que as cadeias que lhe obstam ao vôo são prova e expiação. "

Mais:

" Conservando a intuição do seu estado de Espírito, o espírito encarnado tem, instintivamente, consciência do mundo invisível, mas os preconceitos bastas vezes falseiam essa ideia e a ignorância lhe mistura a superstição. "

A DEUS AMIGOS
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 15:47
Amigos do Forum

O Evangelho Segundo o Espiritismo


Consciencia, 36

Mente, 4

Percep, 10

Arquivo completo abaixo na linha do rodapé
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 18:17
Amigos do Fórum,


Alguns comentários

Aruanda: Obrigado pelas referencias. O objetivo é esse.

Hcancela, Obrigado por estas referencias também, e você acertou em cheio em citar o castelo de Calderaro. Ele é parte de meu argumento de estudo para esta semana.

Dim-dim  Jung é ótimo obrigado pela lembrança e a referencia.

Jorge, como aconteceu a satisfação que sentiu, e sente  “à razão” com a doutrina?

Esta pergunta faço a todos em busca de mais referencias. Isto é importante ao estudo. Este depoimento pessoal não é a questão do orgulho e vaidade pessoal de falar de si, mas é um processo que precisamos partilhar e faz parte da função social que a Consciência Espírita traz.  Como nos “encontramos” nela?

Provavelmente alguém, um espírita mostrou o caminho, ou não? Quanto de ser espírita se aprende com outro espírita, trocando impressões e duvidas? As vezes isso ocorreu também com tantos “personagens” dos livros e romances espíritas. Quanto aprendemos na primeira leitura de Nosso Lar? Qual das muitas histórias você ainda lembra?

Meus amigos, mais do que racionalizar e definir o que é consciência, precisamos expô-la. Quais são as referencias espíritas que são um marco em sua vida? Qual está viva na memória?

Quanto tempo demoramos em aprender que a lição de Jesus de “oferecer a outra face”, tem de fato um sentido ?

Em algum momento referencias cristãs e espíritas começaram a fazer parte de seu processo cognitivo e então de pensamento, e portanto de sua consciencia. A mediunidade não faz parte disso?

SB, respostas criam paradigmas. Não estou aqui para criá-los, mas para discuti-los. Quanto mais discutimos mais consciência criamos. Agradeço esta enorme contribuição que suas dúvidas trazem a este tema. Preciso de todas elas para meu trabalho. Porem não sei se serei capaz de resolve-las todas com meus argumentos (minhas referencias). Realmente posso estar enganado em muitas coisas, mas tenho convicção que apenas criamos nossa própria consciência no diálogo nosso, uns com os outros e mais, no contato com o sentido espiritual da vida, pelas lições de Jesus.

Questão 634. Por que está o mal na natureza das coisas? Falo do mal moral. Não podia Deus ter criado a Humanidade em melhores condições?

“Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes (115). Deus deixa
que o homem escolha o caminho. Tanto pior para ele, se toma o caminho mau: mais longa será sua peregrinação. Se não existissem montanhas, não compreenderia o homem que se pode subir e descer; se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito ganhe experiência; é preciso, portanto, que conheça o bem e o mau. Eis por que se une ao corpo.” (119)


O que a doutrina oferece de referencias  à nossa consciência?

Muita Paz a todos


Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: SB em 02 de Outubro de 2009, 18:45
Ola Nelson,

Peço desculpa, coloco mais umas perguntas:

Como Chegamos á Consciencia atraves da Meditação, ou Oração?  ::)

O que é isso do espirito iluminado, será consciencia, ou nem por isso?  ::)

Nelson,

Consciencia como a expoem, diz realmente à mente...mas como tratamos deste assunto em relação ao espirito?  ::)

Fico por aqui, pois a confusao continua...sem mais participações, deixando que minha inconsciencia seja levada em conta ;)

Abraços
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: sensitive em 02 de Outubro de 2009, 19:11
Ola!

A consciência existe em dois níveis:

- uma pode dirigir-se para dentro para o mundo interno
focando-se em imagens pensamentos, sentimentos,
e entao trata-se de uma consciencia interiorizada


-outra pode dirigir-se para fora,para o mundo externo
pretende projectar-se no mundo , ter a consciencia daquilo do que nos rodeia
e então trata-se de uma consciencia exteriorizada


A consciencia tem haver com inteligencia e a vontade, que fazem parte da trindade criadora


ABRAÇO


SENSITIVE
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 19:34
SR e demais amigos do fórum.


Tanto a oração como a introspecção, meditação, bem como o debate com amigos e inimigos, estão nas orientações de Santo Agostinho (já publicado aqui).

Estude a mensagem em todas as suas possibilidades.

Mas não se cale.

Mais uma vez tenho que lhe pedir paciência, para construir meus argumentos preciso de perguntas e dúvidas, e preciso apresentar outros argumentos no passo a passo...

Suas perguntas são ótimas e seu questionamento vai em caminho correto, e dentro de suas reflexões eu colocaria ainda a questão da Fé, conforme também nos ensina a mensagem de Santo Agostinho.

O que é fé com consciência?

E o que é consciência com Fé?

A você e aos muitos que ainda não entenderam, peço que acompanhe as perguntas e aquilo que a os espíritos já nos trouxeram como respostas.

Como veremos em Mecanismos da Mediunidade, tudo isso é preciso.

Sencitive, obrigado, mas de onde vem esta referencia?

Muita Paz

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 02 de Outubro de 2009, 19:36
Olá amigos!

"Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecle 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus."


E porquê amigos? porque a consciência aparece quando o pensamento se torna consciente de si mesmo, que é o que os outros seres não são capazes de fazer.

Assim todo o ser vivo pensa ainda que não esteja consciente disso.

PAZ
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: sensitive em 02 de Outubro de 2009, 20:06
Ola!

Citar
A consciência é o melhor livro de moral e o que menos se consulta
Autor: Pascal , Blaise     

outra frase do Pascal:

Citar
Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte. Consciência, no aspecto moral, é a capacidade que o homem tem de conhecer não apenas valores e mandamentos morais e aplicá-los nas diferentes situações.

Abraço

Sensitive
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: hcancela em 02 de Outubro de 2009, 20:09
Olá amigos(as)

Neste estado de consciência em que nos encontramos, talvez a criatura que tiver mais consciência de si mesmo, logrará alcançar os objectivos( especialmente morais) a que se propôs. (Este é apenas de momento o meu estado de consciência) ;D ;D ;D ;D ;D, porque ela também depende do ponto de vista de cada um ;) ;) ;) ;)e a consciência que tivermos.
Perdoem parece um trocadilho. ;) ;) ;) ;)

O Apóstolo Paulo afirmou: "Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse eu faço." (Romanos, 7-19.)

Nesse auto-reconhecimento, o nobre servidor do Evangelho de Jesus denunciava a existência do seu lado escuro, impulsionando-o a atitudes que reprovava e não conseguia impedir-se de praticar. Mediante, porém, esforço perseverante e autoconscientização da própria fragilidade psicológica, o arauto da Era Nova conseguiu atingir a culminância do seu apostolado, quando proclamou: "(...) E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim... (Gálatas, 2:20.)"

Somente através da coragem para encontrar a consciência mediante uma análise tranqüila das possibilidades de que dispõe é que a criatura humana logrará liberar-se da situação conflitiva que a domina, facultando-se selecionar os valores reais daqueles ilusórios aos quais se atribui significados, mas que sem-pre deixam frustração e vazio existencial.

SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 02 de Outubro de 2009, 20:34
Amigos do Fórum,


Tenho uma dúvida e que não tenho resposta, nem recursos a ela:

O fato:

Da somatória...

Consciência: 180 referencias em contexto nas obras básicas.

Mente: 23 referencias em contexto nas obras básicas.

A dúvida

Existe alguma razão da língua francesa (original) para o sentido da tradução escolher a palavra “consciência” ? e ou tão pouco uso da palavra “mente” ?

(Sei que no inglês existem duas palavras)

Existe alguma razão histórica que justifique isso?

Obrigado e muita Paz


Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: hcancela em 03 de Outubro de 2009, 00:44
Olá amigos(as)

Sobre o tema, aqui fica outra forma de consciência(que deveria existir).
Este tema nos leva a muitos diálogos de consciência. :)

http://www.youtube.com/watch?v=0CcVntTKyFc (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBDY1ZudFRLeUZj)


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 03 de Outubro de 2009, 01:54
Amigos do Fórum

Nos próximos dias falaremos muito em Mente, Cérebro e Consciência.

Como já dissemos as possibilidades de sentidos para a palavra e seu uso é amplo.

Preparei algumas referências, do Livro Mecanismos da Mediunidade, que talvez sirvam a amiga SR e outros sobre a questão da oração, meditação, e reflexão.

Mecanismos da Mediunidade

Capítulo 1

Homens e Ondas
 (...) E o homem, colocado nas faixas desse imenso domínio, em que a matéria quanto mais estudada mais se revela qual feixe de forças em temporária associação, sômente assinala as ondas que se lhe afinam com o modo de ser.

Temo-lo, dessa maneira, por viajante do Cos¬mo, respirando num vastíssimo império de ondas que se comportam como massa ou vice-versa, con¬dicionado, nas suas percepções, à escala do pro¬gresso que já alcançou, progresso esse que se mostra sempre acrescentado pelo patrimônio de ex¬periência em que se gradua, no campo mental que lhe é característico, em cujas dimensões revela o que a vida já lhe deu, ou tempo de evolução. e aquilo que ele próprio já deu à vida, ou tempo de esforço pessoal na construção do destino. Para a valorização e enriquecimento do caminho que lhe compete percorrer, recebe dessa mesma vida, que o acalenta e a que deve servir, o tesouro do cére¬bro, por intermédio do qual exterioriza as ondas que lhe marcam a individualidade, no concerto das forças universais, e absorve aquelas com as quais pode entrar em sintonia, ampliando, os recursos do seu cabedal de conhecimento, e das quais se deve aproveitar, no aprimoramento intensivo de si mesmo, no trabalho da própria sublimação.


Capitulo 10

Partícula Mental
...  toda particula da corrente mental, nascida das emo¬ções e desejos recônditos do Espírito, através dos fenômenos íntimos e profundos da consciência, cuja estrutura ainda não conseguimos abordar, [/b]se des¬loca, produzindo irradiações eletromagnéticas, cuja frequência varia conforme os estados mentais do emissor...


Capítulo 11

Alavanca Da Vontade
Reconhecemos que toda criatura dispõe de oscilações mentais pró¬prias, pelas quais entra em combinação espontânea com a onda de outras criaturas desencarnadas ou encarnadas que se lhe afinem com as inclinações e desejos, atitudes e obras, no quimismo inelutável do pensamento. [/b]

Compreendendo-se que toda partícula de ma¬téria em movimentação se caracteriza por impulso inconfundível, fácil ser-nos-á observar que cada Espírito, pelo poder vibratório de que seja dotado, imprimirá aos seus recursos mentais o tipo de onda ou fluxo energético que lhe define a personalidade, a evidenciar-se nas faixas superiores da vida, na proporção das grandezas morais, do ponto de vista de amor e sabedoria, que já tenha acumulado em si mesmo.

E para manejar as correntes mentais, em ser¬viço de projeção das próprias energias e de assimilação das energias alheias, dispõe a alma, em si, da alavanca da vontade, por ela vagarosamente construída em milênios e milênios de trabalho automatizante.
[/i]

As modificações da escolha acompanham a as¬censão do conhecimento. A vontade de prazer e a vontade de domínio, no curso de largos séculos, convertem-se em prazer de aperfeiçoar e servir, acompanhados de autodo¬minio.

Alcançando semelhante estágio de consciência, a vontade, no campo do Espírito, ... com essa faculdade determinante que ela preside as junções de onda, junto àquelas que se proponha assimilar, no plano das sintonias, de vez que, quan¬to mais elevado o discernimento, mais livre se lhe fará a criação mental originária para libertar e aprisionar, enriquecer e sublimar, agravar os ma¬les ou acrescentar os próprios bens na esfera do destino.


Capítulo 25

Equilíbrio e Prece

No circuito de forças estabelecido com a ora¬ção, a alma não apenas se predispôe a regenerar o equilíbrio das células físicas viciadas ou exaustas, através do influxo das energias renovadoras que incorpora, espontâneamente, assimilando os raios da Vida Mais Alta a que se dirige, mas também reflete as sugestões iluminativas das Inteligências desencarnadas de condição mais nobre, com as quais se coloca em relação.

Prece E Renovação

Na floresta men¬tal em que avança, o homem frequentemente se vê defrontado por vibrações subalternas que o gol¬peiam de rijo, compelindo-o à fadiga e à irritação, sejam elas provenientes de ondas enfermiças, par¬tidas dos desencarnados em posição de angústia e que lhe partilham o clima psíquico, ou de oscila¬ções desorientadas dos próprios companheiros ter¬restres desequilibrados a lhe respirarem o ambien¬te. Todavia, tão logo se envolva nas vibrações balsâmicas da prece, ergue-se-lhe o pensamento aos planos sublimados, de onde recolhe as idéias trans-formadoras dos Espíritos benevolentes e amigos, convertidos em vanguardeiros de seus passos, na evolução.
Orar constitui a fórmula básica da renovação íntima, pela qual divino entendimento desce do Co¬ração da Vida para a vida do coração.
Semelhante atitude da alma, porém, não deve, em tempo algum, resumir-se a simplesmente pedir algo ao Suprimento Divino, mas pedir, acima de tudo, a compreensão quanto ao plano da Sabedoria Infinita, traçado para o seu próprio aperfeiçoa¬mento, de maneira a aproveitar o ensejo de traba¬lho e serviço no bem de todos, que vem a ser o bem de si mesma.
   
Mediunidade E Prece

 A mediunidade, na ordem superior da vida, esteve sempre associada à oração, para converter-se no instrumento da obra iluminativa do mundo.
Entre os egípcios e hindus, chineses e penas, gregos e cipriotas, gauleses e romanos, a prece, ex¬pressando invocação ou louvor, adoração ou medi¬tação, é o agente refletor do Plano Celeste sobre a alma do homem.
Orando, Moisés recolhe, no Sinai, os manda¬mentos que alicerçam a justiça de todos os tempos, e, igualmente em prece, seja nas margens do Ge¬nesaré ou em pleno Tabor, respirando o silêncio de Getsêmani ou nos braços da cruz, o Cristo re¬vela na oração o reflexo condicionado de natureza divina, suscetível de facultar a sintonia entre a criatura e o Criador.





Muita Paz a Todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 03 de Outubro de 2009, 02:00
Amigos do Fórum Espírita,

Baseado nas noções do capítulo três , A Casa Mental do Livro No Mundo Maior, preparamos um pequeno resumo para nossos estudos, dividido em três partes.

Parte 1 “O Castelo”

Não podemos dizer que possuímos três cé¬rebros simultâneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tome¬mo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a «residência de nossos impulsos automáticos», simbolizando o sumário vivo dos ser¬viços realizados; no segundo localizamos o «domi¬cílio das conquistas atuais», onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edi¬ficando; no terceiro, temos a «casa das noções su¬periores», indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatis¬mo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada. Distribuimos, deste modo, nos três an¬dares, o subconsciente, o consciente e o supercons¬ciente. Como vemos, possuímos, em nós mesmos, o passado, o presente e o futuro.

Então temos Tres, Dois e Um como os andares do Castelo:  (È apenas por motivos didáticos, que “meu castelo” esta invertido..rsrsrs,  e por favor desconsiderem esta ordem de apresentação, e tenham em mente,  o castelo com a ordem descrita na obra... )
 

                    1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1
                    1.1                                               
                    1.1              "CÉREBRO INICIAL
                    1.1 
                    1.1    RESIDENCIA DE NOSSOS IMPULSOS AUTOMÁTICOS     
                    1.1                                               
                    1.1 repositório dos movimentos instintivos e     
                    1.1 sede das atividades subconscientes,porão da     
                    1.1 individualidade, arquivo de experiencias"     
                    1.1                                               
                    1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1.1

                    2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2
                    2.2                                         
                    2.2        'CÉREBRO DESENVOLVIDO
                    2.2                                         
                    2.2     DOMICILIO DAS CONQUISTAS ATUAIS
                    2.2               
                    2.2           ESFORÇO E VONTADE
                    2.2                                       
                    2.2  Na região do córtex motor, zona 
                    2.2  intermediária entre os lobos         
                    2.2  frontais e os nervos...fonte de     
                    2.2  energias motoras, de que se serve
                    2.2  a nossa mente para as manifestações 
                    2.2  imprescindíveis no atual momento     
                    2.2  evolutivo do nosso modo de ser."       
                    2.2                                         
                    2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2

                    3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3
                    3.3                                 
                    3.3     "CÉREBRO DA NOÇÃO SUPERIOR   
                    3.3                                   
                    3.3  Nos planos dos lobos frontais,
                    3.3  silenciosos ainda para a         
                    3.3  investigação científica do     
                    3.3  mundo,jazem materiais de ordem 
                    3.3  sublime, que conquistaremos     
                    3.3  gradualmente, no esforço de     
                    3.3  ascensão, representando a parte
                    3.3  mais nobre de nosso organismo
                    3.3  divino em evolução. "           
                    3.3                                   
                    3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3.3

              (Calderaro fala a André Luiz:) "Embora tenhamos a felicidade
               de agir num corpo mais sutil e mais leve, graças à natureza de 
               nossos pensamentos e aspirações, já distantes das zonas grosseiras
               da vida que deixamos, não possuímos ainda o cérebro dos anjos.
               Constitui-nos incessante trabalho a conservação de nossa forma
               atual, a caminho de conquistas mais alcandoradas; não podemos 
               descansar nos processos iluminativos; cumpre-nos purificar
               sempre, selecionar pendores e joeirar concepções, de molde
               a não interromper a marcha."



                    9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9
                    9.9                                                        9.9
                    9.9       "CÉREBRO DOS ANJOS"     9.9
                    9.9                                                        9.9
                    9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9.9


Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 03 de Outubro de 2009, 02:04


Amigos do Fórum

Continuando com o capítulo A Casa Mental e agora já abrangendo o quarto capítulo Estudando o Cérebro do Livro No Mundo Maior.

Parte Dois: Morando no Castelo

Conclusão inicial da leitura

Somos todos moradores de um maravilhoso castelo! Somos todos reis e rainhas vivendo em grande esplendor e glória, frutos de nossas conquistas em várias batalhas!

Bem, seremos um dia... com a obra concluída seremos anjos, mas...
A maioria de nós está ainda na fase das conquistas, e agora, usando ainda a metáfora do Castelo como morada proposta por Calderaro, quais seriam estas lutas?

A primeira delas é explorar o castelo e descobrir os três andares. Autoconhecimento é necessário.
Autoconhecimento é uma função natural da Consciência.
Acredito que os leitores do Fórum já descobriram todos eles. E que todos eles estão em fase de construção e reparos a custa da sua saúde mental. Eles precisam da atenção e cuidados do morador.

O que demanda maior esforço ao morador é o último, por que este castelo não tem elevador e apenas usa-se longas escadas. É importante ao morador aprender utilidade do terceiro andar. É o exercício de “subir e descer o castelo” é outra função saudável da consciência

Em Um temos:
Memória e referencias em sentimentos positivos (bons) e negativos (maus). Esta memória não é lúcida, é antes uma impressão guardada e arquivada de várias fontes, sendo até de vidas pasadas.

Em Dois temos:
A reflexão, e o sentimento daquilo que queremos e, principalmente, daquilo que não queremos para nós. Sentimentos retirados do arquivo, ou do terceiro andar e interpretados, trabalhados pelo livre arbítrio.

Em Três temos
Nossa fé e esperança. Ajuda em forma de inspiração de discernimento, e soluções dentro de nossa consciência.

Podemos rolar pelos andares abaixo também. Calderaro explica no mesmo capítulo:
   

Indicando os dois sofredores(1), ao nosso lado, prosseguiu:
—   Examinamos aqui dois enfermos: um, na carne; outro, fora dela. Ambos trazem o cérebro intoxicado, sintonizando-se absolutamente um com o outro. Espiritualmente, rolaram do terceiro an¬dar, onde situamos as concepções superiores, e, en¬tregando-se ao relaxamento da vontade, deixaram de acolher-se no segundo andar, sede do esforço próprio, perdendo valiosa oportunidade de reerguer-se; caíram, destarte, na esfera dos impulsos ins¬tintivos, onde se arquivam todas as experiências da animalidade anterior. Ambos detestam a vida, odeiam-se reciprocamente, desesperam-se, asilam ideias de tormento, de aflição, de vingança. Em suma, estão loucos, embora o mundo lhes não vis¬lumbre o supremo desequilíbrio, que se verifica no íntimo da organização perispiritual
(1)   Um é encarnado assassino sofrendo ataque em obsessão da vítima.


Continuando agora no capítulo seguinte Estudando o Cérebro, Calderaro explica mais sobre o caso em questão, e os negritos são meus em observação:


Conservando as forças tenebrosas acumuladas em seu destino, desde a noite do assassínio, nosso desventurado amigo manteve enclausuradas, no porão da personalidade (primeiro andar), todas as impressões destruidoras recolhidas no instante da queda. Repugnava-lhe uma confissão pública do crime, a qual, de certo modo, lhe mitigaria a an¬gústia, libertando energias nefastas, que arquivara.
 A mente criminosa, assediada pela presença invariável da vítima, a perturbar-lhe a memória. passou a fixar-se na região intermediária do cére¬bro (segundo andar), porque a dor do remorso não lhe permitia fácil acesso à esfera superior do organismo peris¬pirítico, onde os princípios mais nobres do ser er¬guem o santuário de manifestações da Consciência Divina(terceiro andar). Aterrorizado pelas recordações, transia-o irreprimível pavor em face dos juízos conscienciais (tinha muito medo do remorso, ou seja de frequentar o primeiro andar, fazer limpezas e reparos necessários). Por outra parte, cada vez mais interessado em asse¬gurar a felicidade da família, seu único oásis no deserto escaldante das escabrosas reminiscências, o infeliz, então respeitado por força da posição so¬cial que o dinheiro lhe conferia, embrenhou-se em atividade febril e ininterrupta. Vivendo mentalmen¬te na região intermediária do cérebro, em caráter quase exclusivo, só sentia alguma calma agindo e trabalhando, de qualquer maneira, mesmo desordenadamente. Intentava a fuga (dos sentimentos ruins do primeiro andar)[/b] através de todos os meios ao seu alcance. Deitava-se, extenuado pela fadiga do corpo, levantando-se, no dia seguinte, abatido e cansado de inútilmente duelar com o per¬seguidor invisível, nas horas de sono. Em conse¬quência, provocou o desequilíbrio da organização perispirituai, o que se refletiu na zona motora, im¬plantando o caos orgânico.
[/color]

Continua...

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 03 de Outubro de 2009, 02:07
Amigos do Fórum

Parte três: Usando o Castelo todo, ou apenas parte dele...


Terminando o nosso estudo do Livro No Mundo Maior, continuamos com Calderaro, nos ensinando sobre a relação do cérebro, mente e relação entre o mundo de dentro e de fora do Castelo. Desta relação, ou seja da busca por soluções entre tantas demandas e exigências é que podemos dizer sobre o amadurecimento espiritual de um espírito. O crescimento em maturidade espiritual é o objetivo é que podemos todos determinar como meta em cada encarnação  Leiamos.
As observações em negrito e parênteses são minhas.

Em todo o cosmo celular (do cérebro) agitam-se interruptores e condutores, ele¬mentos de emissão e de recepção (percepção). A mente é a orientadora desse universo microscópico, em que bilhões de corpúsculos e energias multiformes se consagram a seu serviço. Dela emanam as corren¬tes da vontade, determinando vasta rede de estímulos, reagindo ante as exigências da paisagem externa (mundo material) , ou atendendo às sugestões das zonas in¬teriores (do indivíduo) . Colocada entre o objetivo e o subjetivo, é obrigada pela Divina Lei a aprender, verificar, escolher, repelir, aceitar, recolher, guardar, enri¬quecer-se, iluminar-se, progredir sempre. Do plano objetivo (mundo material) , recebe-lhe os atritos e as influências da luta direta; da esfera subjetiva (do intimo do indivíduo), absorve-lhe a inspiração, mais ou menos intensa, das inteligências desencarnadas ou encarnadas que lhe são afins, e os resultados das criações mentais que lhe são peculiares. Ainda que permaneça aparentemente estacionária, a mente prossegue seu caminho, sem recuos, sob a indefectível atuação das forças visí¬veis ou das invisíveis.

Neste próximo trecho Calderaro nos fala sobre a fixação de nossa mente e consciência em um dos tres andares quase exclusivamente.

Como interpretar, de maneira simples, as três regiões de vida cerebral a que nos referimos?
O   companheiro não se fêz rogado e redarguiu:
Nervos, zona motora e lobos frontais, no corpo carnal, traduzindo impulsividade (primeiro andar) , experiência (segundo andar) e noções superiores da alma (terceiro andar), constituem campos de fixação da mente encarnada ou desencarnada.
A demora excessiva num desses planos, com as ações que lhe são consequentes, determina a des¬tinação do cosmo individual.

(Primeiro andar) A criatura estacio¬nária na região dos impulsos perde-se num labi¬rinto de causas e efeitos, desperdiçando tempo e energia;
(Segundo andar) ...quem se entrega, de modo absoluto, ao esforço maquinal, sem consulta ao passado e sem organização de bases para o futuro, mecaniza a existência, destituindo-a de luz edificante;
(Terceiro andar) ...os que se refugiam exclusivamente no templo das noções superiores sofrem o perigo da contemplação sem as obras, da meditação sem trabalho, da renúncia sem proveito.

Para que nossa mente prossiga na direção do alto, é indispensável se equilibre, va¬lendo-se das conquistas passadas, para orientar os serviços presentes, e amparando-se, ao mesmo tem¬po, na esperança que flui, cristalina e bela, da fonte superior de idealismo elevado; através dessa fon¬te ela pode captar do plano divino as energias res¬tauradoras, assim construindo o futuro santificante. E, como nos encontramos indissoluvelmente liga¬dos aos que se afinam conosco, em obediência a indefectíveis desígnios universais, quando nos de¬sequilibramos, pelo excesso de fixação mental, num dos mencionados setores, entramos em contacto com as inteligências encarnadas ou desencarnadas em condições análogas às nossas.


Este estudo e a estrutura apresentada por Calderaro, e André Luiz, (pelo nosso amigo espírita Chico Xavier) servirá de base e referencia em todo nosso estudo deste tema.
Mais que entender, é preciso aprender a usar esta estrutura de avaliação de nossa mente e de nossa consciência. Nossa reflexão é necessária, bem como a opinião sincera dos amigos do Fórum, para que se necessário a corrijamos e alcancemos a um consenso.
Aguardo por ajuda e comentários. Mas questiono tambem:

Como exercício deste “pensar”, ou seja de usar esta estrutura tenho o exemplo “Cipriana”. Como “pensar” o caso de Irmã Cipriana do livro No Mundo Maior e de irmã Clara no livro entre o Céu e a Terra? Que consciência é está? Que Maturidade Espiritual é essa? Seriam as irmãs adiantadas na construção de sua função cerebral Angélica? Ou seriam elas pessoas que desenvolveram equilibradamente sua mente, porem sem ainda a função Angélica?
Afinal o que representa em nosso esquema de estudo da casa mental ser: “portadora do divino amor fraternal?”

Porque, se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro — acrescentou o instrutor tranqüilamente. Com a nossa cultura re¬tificamos os efeitos, quanto possível, e só os que amam conseguem atingir as causas profundas. Ora, os nossos desventurados amigos reclamam inter¬venção no Intimo, para modificar atitudes mentais em definitivo... E nós ambos, por enquanto, ape¬nas conhecemos, sem saber amar...
Nesse momento, alguém assomou à porta de entrada.
Oh! era uma sublime mulher, revelando idade madura; nos olhos esplendia-lhe brilho meigo e en¬ternecedor. Curvei-me, comovido e respeitoso. Cal¬deraro tocou-me o ombro de leve, e murmurou-me ao ouvido:
   É a irmã Cipriana, a portadora do divino amor fraternal, que ainda não adquirimos.


Como exercício do pensar sobre a função dos tres andares do castelo, em guardar e fixar em desequilíbrio nossa mente e consciência, bem como da maneira terapeutica com que no diálogo com os sofredores e seu magnetismo, irmã Cipriana, fez com que a mente deles se movesse para outros patamares do castelo (Calderaro se sentiu incapaz de tanto) deixo o capítulo O Poder do Amor, em anexo, logo no rodapé desta página (com negritos para facilitar a observação). Neste capítulo irmã Cipriana faz tambem um depoimento de sua trajetória de vida onde exemplifica o uso do terceiro andar do castelo.


Muita paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 03 de Outubro de 2009, 09:11
Amigos do Fórum

Concluindo meus argumentos nesta semana para nosso debate.

Peço desculpas pelo texto extenso, mas não encontrei maneira melhor de expôr o problema.

Sede perfeitos.

Tal qual a planta luta por luz em seu crescimento, para realizar seu código genético e produzir seus frutos, a partícula mental que anima um espírito luta por desenvolver seus atributos angélicos desde o início, como a semente.

Em minha opinião a melhor compreensão para a resposta à questão 621 é que no homem o “espaço”, o “cenário” em que ocorre esta luta por luz é aquilo que em nossa cultura conhecemos como “consciência”. Neste momento de nosso desenvolvimento é percebida e se reflete em nosso cérebro e mente.

  10. Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?

“Não; falta-lhe para isso o sentido.”

11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?

“Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.”  A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que nele se desenvolve o senso moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz idéia mais justa da
Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme à sã razão.


Este “sentido” que nos falta ao espírito em nossa cultura é conhecida como “percepção”. Percepção é uma via de entrada ao circuito do processo cognitivo da mente na compreensão, mas não é o único. O pensar, o sentir e o compreender do processo cognitivo envolve muitos passos, neles é que nos “confundimos” na penetração no âmago das coisas.

Para buscar por informações deste processo, dialogaremos neste mês com outros fontes de informação da cultura buscando aquilo que nos é útil ao processo de amadurecimento mental e espiritual propostos na doutrina.

Ganhar consciência em nossa cultura também é descobrir aquilo que está bem diante de nós e não nos damos conta. Na perfeição proposta há uma busca, uma luta por luz.

Amiga SR sua busca por respostas é válida e correta, em minha opinião, e mais uma vez obrigado.

Jorge, a satisfação que sente “à razão” é uma percepção admitida pela sua consciência lhe indicando que está no caminho correto.

Santo Agostinho nos fala de sua incessante luta, buscando em toda sua capacidade mental por também sentir isso em todos os aspectos que tem consciência. Não satisfeito com suas próprias conclusões ele busca por mais referencias e se põem à prova, buscando ser melhor, e satisfeito consigo mesmo. Mas ele fala da Fé em Deus como uma referencia dele também.

Aqui no Fórum Espírita há um estudo sobre a Fé (A Fé que Remove Montanhas) e o leitor que busca também por luz em sua consciência vale à pena ler.

Referencias: quais usamos e quais não usamos? É aqui que entra aquilo que conhecemos mentalmente de moral, e a “Alavanca da Vontade” As referencias que temos na mente criam nossos pensamentos. Nos remetendo ao estudo encerrado recentemente “A Influencia dos Espíritos” onde lemos no documento 335 de Elza.

Sendo o pensamento a linguagem universal dos espíritos e admitida a hipótese de que não há como separar o pensamento do espírito, não há outro caminho que não seja o de sermos aquilo que pensamos (Diegas)

E No Mundo Maior, Andre Luiz oferece uma comparação entre o sentimento legítimo de ser “vítima”, uma referencia, e o aspecto do sentimento (de amor) superior (moral) da compreensão dos fatos (outra referencia). È uma escolha, e livre a cada um. Mas ninguém pode alegar falta de referencias à escolha da consciência. Este é um capítulo que sempre leio, buscando criar em mim mais entendimento, e espero que sirva a outros também na sua iluminação interior.

Para a continuação deste debate e oferecer deste ponto a questão do “modelo de consciência” como referência, a partir da noção de superconsciente, :consciente e subconsciente, descrita acima.

Consciência e Ser portador do Amor Fraternal ?

Consciência e Mandato Mediúnico ?


Mandato Mediúnico, Capítulo 16 do livro Nos Domínios da Mediunidade - Em aenxo.

Muita Paz a todos

Nelson



Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 03 de Outubro de 2009, 14:20

Olá a todos amigos!


Livro dos Espíritos:

" A consciência é um pensamento íntimo,que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos."

Conscência é também o que afeta o mundo lá fora, de objetos, que nos faz ver desta e daquela maneira, para lhes tornar o comportamento apreesível pelos nossos sentidos.

Fiquem bem
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 04 de Outubro de 2009, 02:23
Para reconhecermos a Consciencia em nós, deveriamos dar mais crédito, á aceitação ao invés da resignação, por exemplo...

Boa noite e Paz a todos.

Cara companheira SB, pensei muito nessa colocação e tentando colocar em ordem meus pensamentos, entendo que:

- Não há aceitação sem o trabalho anterior e interior da resignação - resignar-se é antes de tudo direcionar-se isso implica em ação.

 - Após resignar-se e aceitar a si mesmo como é e a própria situação recorrente é entender o porque das aflições e oportunidade de ações a nosso ou a favor dos semelhantes.

Somente assim, resignados, ativos e aceitos é que tomamos conhecimento: de nós, dos semelhantes, do planeta-escola e hospital.
Isso é tomar consciencia, tomando consciência e trabalhando é que agimos e deixamos de reagir diante das situações que se nos apresentam na vida.

"ACREDITO MESMO QUE TOMAR CONSCIENCIA É NADA MAIS NADA MENOS DO QUE AGIR, FUGINDO DA MESMICE, CRISTALIZADAQ EM NÓS E POR NÓS; EM NÓS MESMOS"
Muita PAZ.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: SB em 04 de Outubro de 2009, 10:02
Para reconhecermos a Consciencia em nós, deveriamos dar mais crédito, á aceitação ao invés da resignação, por exemplo...

Boa noite e Paz a todos.

Cara companheira SB, pensei muito nessa colocação e tentando colocar em ordem meus pensamentos, entendo que:

- Não há aceitação sem o trabalho anterior e interior da resignação - resignar-se é antes de tudo direcionar-se isso implica em ação.

 - Após resignar-se e aceitar a si mesmo como é e a própria situação recorrente é entender o porque das aflições e oportunidade de ações a nosso ou a favor dos semelhantes.

Somente assim, resignados, ativos e aceitos é que tomamos conhecimento: de nós, dos semelhantes, do planeta-escola e hospital.
Isso é tomar consciencia, tomando consciência e trabalhando é que agimos e deixamos de reagir diante das situações que se nos apresentam na vida.

"ACREDITO MESMO QUE TOMAR CONSCIENCIA É NADA MAIS NADA MENOS DO QUE AGIR, FUGINDO DA MESMICE, CRISTALIZADAQ EM NÓS E POR NÓS; EM NÓS MESMOS"
Muita PAZ.

Ola Delphus,

Não posso concordar com o que diz, ou não teria dito o que escrevi ;)

Porque lemos a Doutrina á letra ao invés de a interiorizar?

Delphus, apesar de nos livros de Allan Kardec principalmente no Evangelho, em falar-nos em resignação, porque não lemos e lemos entao ate entendermos realmente o que nessa epoca seriamos nós, e o que nos leva a pensar sobre essa palavra.

Será que todos aqui que vao falando de consciencia tem realmente consciencia do que estao a falar?

Sim, do plano fisico, sim! Nada mais! :)

Porque consciencia para o Espirito falando de uma forma mais lata da essência do espirito, é transformação, é iluminação!

Bem...vejamos entao...

Resignação é uma palavra levada em conta e em relação a uma acto de crença, nada mais. A crença vem da religiosidade. O espirito ate determinada altura ao reencarnar tem necessidade de acreditar em algo. Necessita de uma força exterior a ele...Acreditar em algo ate se descobrir. Ate descobrir que nem existe passado, nem futuro, quando entendemos que o tempo é uma relatividade. Quando entendemos que a Lei de Causa/Efeito age fisicamente, e nós so somos materiais por escassos momentos e por varias vezes, ate amadurecermos mais e mais o nosso espirito em conhecimento do seu proprio espirito e das suas reais capacidades...no entanto nestas sucessivas vidas, vamos reencarnado, mundando de vestes para amadurecermos entao o nosso espirito, do conhecimento daquilo que nós somos. E vamos nos resignando àquilo que somos, ao parco conhecimento sobre nós, durante esse tempo necessário...

Quando vivemos em resignação quer dizer que desistimos, pelos factos (conhecimento actual do espirito) em beneficio maior (aquilo que realmente somos ou queremos alcançar, iluminação, perfeição). E para isso, renunciamos ao bem que temos dentro de nós (mas que ainda nao sanbemos, estando latente), para nos subjugar a provas. De certa forma não o fazemos por nós, por não sermos ainda conscientes e sem querer nos subjugamos a algo ou a alguem (á materialidade). Esse algo ou alguém, por exemplo, é ainda, assim e infelizmente, seguindo pelo que as religiões ou Doutrinas no ensinam...pois necessitamos disso, ainda!

Ao passo que se aceitamos o que somos realmente sem personalizar a materialidade, aceitarmos o espirito tal qual ele é, aceitamos as provas sem renuncia, sem desistir, enfrentamos conscientes dos limites e veremos as nossas ilimitações, tomaremos consciencia da força que temos e da luz que nos preenche, que é amor, do nosso proprio amor, do que somos realmente. Ao aceitarmos, estamos a aceitar o que somos mesmo que imperfeitos, e dessa forma não estamos a resignarmo-nos, porque nao estamos a fazer algo em prol de algo ou alguem, não deixamos de ser para ser, mas somos simplesmente.
Aceitamos que temos participação no Universo e que fazemos falta tal qual, que tudo é comoo deve ser.
Deixa de haver negação, e por isso deixa de haver dualidades, ou ego, porque participamos com e na naturalidade das coisas conscientes de tudo.

E assim deve ser feito, porque o espirito vem para evoluir e por si, sem subterfugios...
A ajuda que devemos ter uns pelos outros é creditada por esta aceitação, sendo que por isso se torna partilhada.

Quando falamos em energias em encadeia, qual será o processo que usa?
Nada mais do isto. Fluidez de energia. Ao aceitarmos fluimos.

O espirito deve fluir, só assim evolui!

Se entendessemos as coisas desta forma, o mundo seria bem melhor, pois canalizariamos toda a energia de uma forma mais harmoniosa.

Da aceitação nasce consciencia, nasce a Luz!
Mas da resignação, acende-se uma lampada!

Entao deixem de querer saber o que as coisas querem dizer, antes sintam-nas, vivam-nas, so assim um dia serão Conscientes, logo Iluminados ;)

Jesus, não era um sere Iluminado?
Não o idolatrem. Sigam-no! Sejam tão iluminados quanto ele, sejam conscientes! ;)

E talvez vos faça algum sentido isto:

Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”


Abraços
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Hamilton em 04 de Outubro de 2009, 22:19
Amigos em Cristo,
Acredito que consciência é o ser "saber-se", aperceber-se de si dentro da criação. Isto é um exercício difícil e até certo ponto doloroso porque fere o orgulho e a vaidade que nos são tão comuns. É que ao nos vermos colocando-nos junto à criação veremos quão grandiosa é a obra Divina e quanto ainda nos falta para cumprir aquilo que o Criador espera de nós: de simples e ignorantes que fomos criados, evoluiremos para estados mais avançados de consciência. Tenho a firme certeza que o que nos faz renascer na carne é ajudar-nos uns aos outros, conscientemente, ou seja, sabendo que o que fazemos não é caridade para com ninguém senão para conosco. Devemos então lutar para sermos dígnos de nos tornarmos instrumentos de Deus, uns aos outros...
abraços fraternos 
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 05 de Outubro de 2009, 14:46
Olá

A consciência surge no movimento evolutivo a partir do pensamento, visto este como o processamento de informações recebidas do meio externo, por um intelecto, gerando uma resposta. Neste sentido, todo o ser vivo pensa, ainda que não esteja consciente disso. A consciência, então, eclode apenas em determinado ponto do processo evolutivo e é justamente o seu surgimento que origina o ser humano, quando o pensamento torna-se consciente de si mesmo. Este “dar-se conta” do pensamento, que denominamos “consciência”, não ocorre como algo inusitado, antes é o resultado inexorável de um estreitamento da ligação entre o “dentro” e o “fora” do ser, no tempo, como matematicamente se demonstra.


Por outro lado, uma vez surgida a consciência, ela vai trazendo “para dentro” de sua iluminação cada vez mais aspectos da realidade, a qual se apresenta como intrinsecamente diferente do intelecto, apesar de com ele possuir analogias evidentes. E justamente, na descoberta de tais analogias entre realidade e intelecto, as quais constituem o que conhecemos como lógica, é que surge finalmente a razão, que a partir de seu surgimento passa a ser a marca do próprio ser humano, visto como “homo rationalis”. Porém, intui-se pela análise matemática que, no elo evolutivo representado pelo ser humano, a razão aparece apenas num segundo momento, como resultado da descoberta de um comportamento da realidade – uma lógica – que foi trazida para dentro da iluminação da consciência. Ou seja, se a consciência é o pensamento que se tornou consciente de si mesmo, a razão é a lógica tornada consciente.



Uma vez que surge a razão, surge com ela o “discurso racional”, ou seja, a linguagem falada. E com ela um mundo de nomes e palavras, diverso do silencioso mundo da emergência do ser humano. Esta primeira transição, então, retira o ser humano de um estado primordial, onde possuía uma percepção diversa da dos dias atuais. Lá ele tinha, presumivelmente, uma percepção da realidade que é a mesma que tem o restante da natureza e as próprias crianças, na primeira infância. Tal abandono da percepção da primeira infância coletiva da humanidade seria justamente o que significa a “expulsão do paraíso”, da metáfora bíblica. Uma expulsão que todos voltamos a sentir, quando somos introduzidos pelos adultos, em nossa primeira infância, num mundo composto de coisas e palavras. E nós adultos, neste caso, quando oferecemos a racionalidade a nossas crianças, nos revestimos, ainda que de modo inconsciente, do papel da famosa serpente.



Adeus amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 05 de Outubro de 2009, 15:48
Amigos do Fórum Espírita

Na continuação lógica dos argumentos que apresento para estudo, reflexão e debate sobre a questão 621 de O Livro dos Espíritos, sobre onde está escrita a lei de Deus ? devemos supor então que toda a Doutrina dos Espíritos procura expressar esta verdade e discutir esta resposta também.  Então o sentido que procuramos para a palavra “Consciência”, expressa pelo Espírito da Verdade, deve estar na compreensão, e vivencia profunda na mente de cada um do lema da própria doutrina:

“Fora da caridade não há salvação”

625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus."

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.

Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhes falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.
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Dentro do problema da encarnação de Jesus entre nós, e devido a sua pureza, nele ocorreu aquilo que foi denominado por André Luiz, como Mandato Mediúnico e inspirado então pelo Espírito Divino, e neste momento ele é chamado de “Cristo”.

Como portador máximo do “Amor Fraternal” entre nós era ele capaz de operar milagres, mas principalmente de transformar consciências com suas palavras. E no caso da mulher adultera devemos concluir que alem dos argumentos (pensamentos) que expressou à multidão, de seu ser emanou algo às consciências da multidão que o cercava que as modificou na compreensão delas. A “superconsciência” de cada um fez ali uma revelação a todos.

626. Só por Jesus foram reveladas as leis divinas e naturais? Antes do seu aparecimento, o conhecimento dessas leis só por intuição os homens o tiveram?

“Já não dissemos que elas estão escritas por toda parte? Desde os séculos mais longínquos, todos os que meditaram sobre a sabedoria hão podido compreendê-las e ensiná-las. Pelos ensinos, mesmo incompletos, que espalharam, prepararam o terreno para receber a semente. Estando as leis divinas escritas no livro da Natureza, possível foi ao homem conhecê-las, logo que as quis procurar. Por isso é que os preceitos que consagram foram, desde todos os tempos, proclamados pelos homens de bem; e também por isso é que elementos delas se encontram, se bem que incompletos ou adulterados pela ignorância, na doutrina moral de todos os povos saídos da barbárie.”

627. Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual a utilidade do ensino que os Espíritos dão? Terão que nos ensinar mais alguma coisa?

“Jesus empregava amiúde, na sua linguagem, alegorias e parábolas, porque falava de conformidade com os tempos e os lugares.

Faz-se mister agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que aquelas leis sejam explicadas e
desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam.

A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos a todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas: os que vestem a capa da virtude e da religião, a fim de ocultarem suas torpezas.

O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou.

Daí a necessidade de que a ninguém seja possível interpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade.”

628. Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente?

“Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado.

“Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas.

Havia, como sabeis, na antigüidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos, eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas, dentro de um conjunto equívoco e, na maioria dos casos, emblemático.

Entretanto, para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião, que seja desprezível, pois em tudo há bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem
fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada.

Não desprezeis, portanto, os objetos de estudo que esses materiais oferecem. Ricos eles são de tais objetos e podem
contribuir grandemente para vossa instrução.”


Portanto, neste estudo queremos discutir conceitos e procurar por palavras, que agucem nossa percepção e consciência.

Delphus, concordo com SR, que “resignar”, dá um sentido de permanecer com a atenção da consciência no sofrimento da perda, e que “aceitar” é libertar dele, mas não significa que na ação da “alavanca da vontade”, isto não seja cada idéia uma etapa do processo de cognição pelo qual todos passamos.

Da mesma forma “Orai e Vigiai”, significa tanto a prática disciplinada da oração, para abertura de sua percepção aos planos superiores, bem como a ação do processo cognitivo de descobrir “o que vigiar?” dentro de sua consciência.

Falamos sempre em “Resistir ao mal”. É preciso um processo de descoberta de percepções para aquilo que internamente nos atinge a consciência (em todos seus processos intrínsecos) e compreender aquilo que é bom de fato contra aquilo que não queremos mais, e fazer uma escolha.

Podemos chamar isso de Meditação:
 

“... não podemos   descansar nos processos iluminativos;
 cumpre-nos purificar  sempre, selecionar pendores e joeirar
 concepções, de molde  a não interromper a marcha."
Calderaro, André Luiz.
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Edna, obrigado, pelas lindas referencias de Paulo a todos nós. Ao homem comum, cabe seu esforço em conquistar equilíbrio e harmonia em todos os níveis de consciência. Porem esta idéia dá a cada um a sensação de que já está fazendo sua parte... e ocorre a acomodação e o interromper, ou diminuição da “marcha do processo iluminativo”. No entanto “oferecer a outra face”, “perdoar setenta vezes sete vezes” apenas pode fazer parte de um processo cognitivo onde a palavra amar tenha um sentido, no primeiro nível, como no segundo nível, e principalmente no terceiro nível de consciência. Como compreender o amor fora da caridade? Podemos elevar nossa consciência em meditação e ver a ação do amor em tudo. Apenas podemos compreender o amor nos aproximando tanto do próximo caído, como do próximo elevado, e  “aceitando” a condição, o ônus  e a responsabilidade de em de nós  existir também amor, nos tornando enfim portadores e operadores constantes dele, o Amor Fraternal.
Esta é a minha opinião sobre o processo de evolução espiritual legado por Jesus, e que a doutrina amplia mostrando a todos que é possível, e que muitos e muitos já deram seus passos, mesmo sabendo, como nos diz o capítulo Mandato Mediúnico, que isto pode levar séculos. Basta começar.

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 05 de Outubro de 2009, 16:52
Boa tarde

Quando foco a minha atenção no tema “Consciência”, de forma automática e não controlada dá-se inicio a um processo de múltiplos acontecimentos orgânicos que disponibilizam as condições necessárias para que este objectivo se concretize possibilitando assim que a minha mente tenha condições de raciocinar, criando imagens mentais traduzidas em linguagem escrita, ou seja, é necessário que eu seja e esteja consciente para reflectir acerca da consciência.

Outra faculdade que a consciência de mim me permite, é saber que eu mesmo sou o proprietário dessas imagens e que estas estão inseridas num contexto existencial auto-biográfico através do qual me é permitido tornar consciente toda a minha experimentação passada através da memória e para além disso prever ou vislumbrar imagens futuras.

Por estar consciente, sou também capaz de transformar as palavras que leio neste texto em imagens mentais que vão promover o alargar da consciência de mim o que possibilita o entendimento de que muitas das consciências que aqui se manifestam centram a sua atenção de forma quase exclusiva na forte ligação que tem a palavra “consciência” como sendo uma qualidade humana que permite avaliar aquilo que é o bem e consequentemente o local onde está escrita a lei de Deus.

Esta noção de bem e de mal só é possível ser avaliada se o individuo estiver consciente de si, ou seja, se a consciência for um atributo biologicamente disponível e que, para além de proporcionar a leitura das “leis de Deus” proporciona também a sustentabilidade de uma vida humana saudável, na qual para além de um número imensurável de leis estão escritas também as “leis do mal”.

Acredito que a noção de bem e de mal está intimamente relacionada com a preocupação primeira e que é comum ao Homem (independentemente de este estar ou não consciente) e na todos os seres vivos e que é, a necessidade de preservação da vida, tanto a nível individual como em termos colectivos, pois a manutenção vida individual depende também decisivamente da preservação da vida dos demais indivíduos. Este valor é facilmente observável como pilar único que sustenta os Dez Mandamentos e consequentemente a lei de Jesus.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 00:45
Olá companheira SB e demais companheiros do estudo.
Sem a intenção de polemizar contigo ou com qualquer outro companheiro, faremos comentários no intuito de aprender e jamais no intuito de desafiar quem quer que seja.

Agradeço de coração essa tão boa discordância, carregada de bons fluidos e pensamento sincero. Dessa benevolente discórdia é que necessitamos para que tomemos consciência de nós mesmos. Muita Paz.

Porque lemos a Doutrina á letra ao invés de interiorizá-la?
Boa Pergunta. Talvez porque lemos à letra e não a estudamos com a profundidade que ela merece e que nós necessitamos.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 00:47
Continua...
Apesar de nos livros de Allan Kardec principalmente no Evangelho, em falar-nos em resignação, porque não lemos e lemos então ate entendermos realmente o que nessa época seriamos nós, e o que nos leva a pensar sobre essa palavra. Isso está acontecendo querida irmã, já que retomamos ou retomaremos o Estudo da Doutrina aqui no aquém e depois no além (ou seria ao contrário – aqui no além e na erraticidade o aquém?).
Para entendermos o que fomos nós em qualquer época, necessário será desenvolvermos e exercitarmos o auto-conhecimento, não acha? A Doutrina Espírita ensina-nos que a natureza não dá saltos, por seu recente aparecimento no plano físico, muito pouco conseguimos renovar-mo-nos. Sendo assim continuemos a ler e com certeza, num determinado dia, em nosso próprio tempo passaremos a estudá-la, e dessa forma o exercício do bem nos será uma constante na vivência e na exemplificação – Creio que será para nós a tomada da consciência Espírita, da nossa própria evolução, e da nossa consciência. Promovendo em nós a grande viagem interior; aquela do qual estamos fugindo a milênios. rs..rs..

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 00:50
Continua....
Será que todos aqui que vão falando de consciência tem realmente consciência do que estão a falar? Com certeza não. E com certeza dá para generalizar, acredito que aqui no estudo desse tópico, podemos até receber influência dos Bons Espíritos, mas ainda não os somos.

Sim, do plano físico, sim! Nada mais! Nem do plano físico temos ainda a consciência necessária, porque se a tivéssemos o esquecimento que Deus nos dá quando da reencarnação perderia efeito, ficaríamos completamente loucos e perderíamos de vez a consciência embrutecida e animalizada que de uma forma de outra nos faz caminhar.


O plano físico que você refere-se aqui seria a máteria, por que se for máteria, tanto o plano físico, quanto o plano espiritual que compõe a orbe do planeta é matéria, nesse interagir entre plano físico e erraticidade, estamos atuando diretamente na máteria
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 00:51
Continua....

Porque consciencia para o Espirito falando de uma forma mais lata da essência do espirito, é transformação, é iluminação!  A nossa transformação e iluminação está acontecendo desde o instante em que Deus nos criou -  disso não podemos duvidar – já que progresso, evolução, sociedade... são todas Leis Divinas, não acha?
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 00:53
Continua....

Bem...vejamos entao...

Resignação é uma palavra levada em conta e em relação a uma ato de crença, nada mais. A crença vem da religiosidade. O Espírito até determinada altura ao reencarnar tem necessidade de acreditar em algo. Necessita de uma força exterior a ele...Acreditar em algo ate se descobrir.  Sendo assim creio que a ciência já resolveu essa questão, pois, atualmente ela mesma (a ciência) comprava pelo DNA que existe no ser humano um GEN que faz com que ele acredite em DEUS. Já que acreditar em Deus está sendo comprovado cientificamente, não tem mais validade a crença religiosa, portanto a crença saiu do patamar da religiosidade e entrou na estrutura do ser, da criatura.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 00:56
Continua....

Ate descobrir que nem existe passado, nem futuro, quando entendemos que o tempo é uma relatividade. Não concordo, existe sim passado e futuro, se não existisse cairia por terra a Lei de Causa e Efeito e sua vertente de Ação e Reação.

Ficaria sem efeito também a orientação que recebemos de Nossos Maiores - que somos herdeiros de nós mesmos.

Concorda???
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 00:59
Continua....

Quando entendemos que a Lei de Causa/Efeito age fisicamente, e nós só somos materiais por escassos momentos e por varias vezes, ate amadurecermos mais e mais o nosso espírito em conhecimento do seu próprio espírito e das suas reais capacidades... Lei de Causa e Efeito tem ação não somente no físico, mas na matéria e no Espírito também

Entendamos – Conforme A Gênese Kardeciana, existem 3 elementos no universo – Deus, Espírito e Matéria. Nós, Espíritos, jamais deixaremos de ter o perispírito – nossa identidade. Mesmo quando já não tivermos necessidade de reencarnar-mos, ainda assim o utilizaremos conforme nossas necessidades  de comunicação. Entendemos que o Espírito somente age na matéria e sem matéria ela nada pode fazer.

– O que nos adiantará termos a consciência se não pudermos colocá-la em ação?

LEMBREMOS QUE A LEI DE CAUSA E EFEITO NÃO AGE SOMENTE NAS ATITUDES VOLTADAS PARA O MAL, PORTANTO, QUANDO ESTIVERMOS SOMENTE PRATICANDO O BEM, AINDA ASSIM ELA AGIRÁ SOBRE NÓS.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 01:01
Continua....

no entanto nestas sucessivas vidas, vamos reencarnado, mudando de vestes para amadurecermos então o nosso espírito, do conhecimento daquilo que nós somos. E vamos nos resignando àquilo que somos, ao parco conhecimento sobre nós, durante esse tempo necessário...

Acredito que essa resignação aqui citada por você,  (PERDOA-ME SE NÃO ENTENDI DIREITO SUA EXPRESSÃO) refere-se auto-piedade, ou pieguismo e leva-nos pensarmos que nada mais temos o que fazer senão a aceitação completa daquilo que nos diminui, diria para você o que o nosso Leon Denis nos fala em todas as suas obras – AVANTE E PARA FRENTE....
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 01:03
Continua....

Quando vivemos em resignação quer dizer que desistimos, pelos fatos (conhecimento atual do espírito) em beneficio maior (aquilo que realmente somos ou queremos alcançar, iluminação, perfeição). E para isso, renunciamos ao bem que temos dentro de nós (mas que ainda não sabemos, estando latente), para nos subjugar a provas. De certa forma não o fazemos por nós, por não sermos ainda conscientes e sem querer nos subjugamos a algo ou a alguém (á materialidade). Esse algo ou alguém, por exemplo, é ainda, assim e infelizmente, seguindo pelo que as religiões ou Doutrinas no ensinam...pois necessitamos disso, ainda!

Novamente peço seu perdão, mas não vejo por essa ótica, jamais desistimos, Deus não o permitiria, por isso e para isso é que existem as reencarnações compulsórias, as provas e expiações - o espírito estacionário e estacionado, em determinado momento recebe pela complacência e misericórdia Divina um ou mais empurrão.

Li uma certa vez num e-mail que recebi o seguinte.
“MESMO QUANDO ALGUÉM TE DÁ UM CHUTE NAS NÁDEGAS, ESSE ALGUÉM TE ESTÁ MOVIMEMTANDO PARA DIANTE, PARA FRENTE”.

Somente nos sentiremos ou estaremos subjugados enquanto não detemos a consciência da existência de DEUS, mesmo assim, só enquanto ELE nos permite nos demorarmos nesse erro.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 01:07
Continua...

Ao passo que se aceitamos o que somos realmente sem personalizar a materialidade, aceitarmos o espírito tal qual ele é, aceitamos as provas sem renuncia, sem desistir, enfrentamos conscientes dos limites e veremos as nossas ilimitações, tomaremos consciência da força que temos e da luz que nos preenche, que é amor, do nosso próprio amor, do que somos realmente. Ao aceitarmos, estamos a aceitar o que somos mesmo que imperfeitos, e dessa forma não estamos a resignarmo-nos, porque nao estamos a fazer algo em prol de algo ou alguem, não deixamos de ser para ser, mas somos simplesmente.
Aceitamos que temos participação no Universo e que fazemos falta tal qual, que tudo é como deve ser.
Deixa de haver negação, e por isso deixa de haver dualidades, ou ego, porque participamos com e na naturalidade das coisas conscientes de tudo.

Quando perguntaram ao saudoso Chico Xavier como ele definiria um dos maiores bandidos da atualidade brasileira (querido irmão ainda detido nos enganos que a vida  - física e espiritual – nos proporciona)– Fernandinho Beira-mar. Chico respondeu o seguinte: Sou eu ontem, quando ainda não conhecia Jesus.

Minha irmã, tudo que escreveu acima está acontecendo conosco, estamos nos conscientizando e mas ainda te digo: quando aprendermos que a resignAÇÃO implica em trabalho de renovAÇÃO, aceitaremos nossa provAÇÃO e expiAÇÃO sem revolta. DEUS, A VIDA, O ESPÍRITO e a AÇÃO é puro dinamismo.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 01:12
Continua....

E assim deve ser feito, porque o espirito vem para evoluir e por si, sem subterfugios...
A ajuda que devemos ter uns pelos outros é creditada por esta aceitação, sendo que por isso se torna partilhada.

Temos um ditado popular no Brasil que diz assim: Uma andorinha sozinha não faz verão. Quero dizer que a evolução é esforço próprio, mas dizem os Espírito Superiores que os Espíritos evoluem em grupos (OLE), então, enganasse todo aquele que diz que o Espírito evolui por si....... Na harmonia do Universo não existe partilha, o que existe é compartilhamento e queremos, creio, nesse estudo: é compartilhar nossa consciência, através do estudo compartilhado.....
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 01:14
Continua...

Quando falamos em energias em encadeia, qual será o processo que usa?
Nada mais do isto. Fluidez de energia. Ao aceitarmos fluímos.

O espírito deve fluir, só assim evolui!

Se entendêssemos as coisas desta forma, o mundo seria bem melhor, pois canalizaríamos toda a energia de uma forma mais harmoniosa.

Espírito, conforme, explica-nos a ciência atual, especificamente a Física Quântica, é energia pura. Fluido, como nos explica a DE é o agente que possibilita a atuação do Espírito na matéria.
“O MUNDO JÁ ESTÁ MELHOR, TANTO É QUE NOS FOI REVELADA A DOUTRINA ESPÍRITA – O CONSOLADOR PROMETIDO”

Irmã, tudo está fluindo, tudo está harmonioso, acredite.

QUEM ESTÁ NO LEME DESSE BARCO, CHAMADO TERRA É JESUS.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 01:16
Continua...

Da aceitação nasce consciência, nasce a Luz!
Mas da resignação, acende-se uma lâmpada!

Sinto que novamente você está usando a resignAÇÃO, como algo que paralisa, irmã lembre-se de Jesus, quando disse a Lázaro –
“LEVANTE-TE E ANDA”
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 01:18
Continua...

Então deixem de querer saber o que as coisas querem dizer, antes sintam-nas, vivam-nas, só assim um dia serão Conscientes, logo Iluminados.  

Como sentir algo que não se conhece ou que ainda não se descobriu? Falamos em amor, e não sabemos amar, na verdade não o conhecemos, creio que não dá para por em pratica aquilo que não teorizamos, caso isso acontecesse a filosofia nada seria; E filosofia é um dos caracteres de nossa querida DE.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 06 de Outubro de 2009, 01:21
Final.....

Jesus, não era um ser Iluminado?
Não o idolatrem. Sigam-no! Sejam tão iluminados quanto ele, sejam conscientes!

Exatamente isso que o Mestre nos exemplificou com extrema simplicidade. “VOCÊS DIZEM QUE EU SOU BOM. BOM É O PAI”

Mas como exigir da criança atitudes de adulto? Paulo de Tarso chegou a essa conclusão. Que sendo adulto deveria ter atitudes de adulto.

Somos verdadeiras crianças espirituais, pelo nosso egoísmo, orgulho, vaidade, donos da verdade e etc..... Mas, cresceremos, disso eu não duvido e você???

CRIANÇAS INCOSCIENTES... E INCONSEQUENTES... POR ISSO É QUE O ESTUDO SOBRE CONSCIÊNCIA NOS É TÃO IMPORTANTE E OPORTUNO.

Muita Paz.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Jorge em 06 de Outubro de 2009, 10:40
Olá bons amigos,

Amigo Nelson, permite-me que coloque aqui uma mensagem da nossa querida Joanna de Ângelis, cujas palavras sábias poderão ser muito úteis no desenvolvimento deste Tema de Estudo Mensal.

Joanna nos vêm alertar que Consciência é sobretudo uma conquista iluminativa!

Vejamos:


CONSCIÊNCIA E CARÁTER
 
 
A eleição dos valores ético-morais e a identificação dos objectivos da vida, bem como a selecção das qualidades que estabelecem os critérios formadores do ser, caracterizam o surgimento da consciência. A sua vigência e desenvolvimento decorrem dos episódios que se repetem, produzindo a fixação das conquistas encarregadas de incrementar o progresso do espírito, sem demorados estágios nas províncias do sofrimento, que é legado da ignorância.

Toda realização pensada, sentida e cultivada, dá surgimento à memória, que imprime as impressões mais fortemente experimentadas.

A criatura humana deve preocupar-se, no bom sentido, com as emoções e acontecimentos positivos, de forma a guardar memórias que contribuam, por estímulos, para o próprio engrandecimento, para a harmonia pessoal.

Acossada, porém, pelo medo e pelo costumeiro pessimismo, que se atribui contínuas desventuras, passa com ligeireza emocional pelas alegrias, enquanto se detém nos desencantos.

Convidada aos padrões de bem-estar, busca com sofreguidão o autoflagelo, utilizando-se de mecanismos masoquistas para inspirar compaixão, quando possui equipamentos preciosos que fomentam e despertam o amor.

Nega-se, por sistemática ausência de consciência, a empolgar-se com a luz, a beleza, o sentido da vida, entregando-se aos caprichos da rebeldia, filha dileta do egoísmo insatisfeito.
Acreditando tudo merecer, atribui-se méritos que não possui e recusa-se a conquistá-los.

Compara-se com aqueloutros que vê em diferentes patamares, sem dar-se ao cuidado de examinar os sacrifícios que foram investidos, ou que sentem, quem lá se encontra, estabelecendo conceitos de felicidade, conforme pensa que as outras usufruem.

Este é um estágio que remanesce do primitivismo do instinto, antes da fixação da consciência.

Aprisiona-se aos atavismos dos quais se deveria libertar, e cerra as possibilidades que lhe facultam os voos mais altos do sentimento e da razão. A alternativa da desdita e a perturbação da consciência tornam-se inevitáveis, gerando um comportamento que conduz à alienação.

A consciência é uma conquista iluminativa. A sua preservação resulta do esforço que estabelece o carácter do ser.

Todos os seres passam pelos mesmos caminhos e experimentam equivalentes desafios. O comportamento, em cada teste, oferece a promoção ou o estacionamento indispensável à fixação da aprendizagem. A conquista, portanto, do progresso, é pessoal e intransferível, o que é lei de justiça e de equanimidade. Cada um ascende através dos impulsos sacrificiais que desenvolva.

Fixa, nos painéis da memória, os teus momentos de júbilo, por mais insignificantes sejam. A sucessão deles dar-te-á uma vasta cópia de emoções estimuladoras para o bem. Esquece os insucessos, após considerares os resultados proveitosos que podes aurir.

Quando algo de bom, de positivo te aconteça, comenta sem estardalhaço, revive e deixa-te penetrar pelo seu significado edificante. Quando fores visitado pela amargura, o desencanto, a dor ou a decepção, procura superar a vicissitude e avança na busca de novos relacionamentos, evitando conservar ressentimentos e detalhes infelizes.

Não persistas nos comentários desagradáveis, que sempre ressumam infelicidade. Por hábito doentio, as pessoas se fixam nas ocorrências malsãs, abandonando as lembranças saudáveis. Perdem, assim, as memórias superiores e acumulam as reminiscências perturbadoras, que ocupam os espaços mentais e emocionais, bloqueando as amplas áreas de desenvolvimento da consciência. Os episódios de consciência, de pequeno ou grande porte, formam o carácter que é a linha mestra de conduta para a vida.

A consciência consegue descobrir os valores mais insignificantes e torná-los estímulos positivos para outras conquistas. A decisão e o esforço empregados para alcançar novas metas evolutivas desenvolvem o carácter moral, sem o qual falham os mais bem elaborados planos de triunfo.

O carácter saudável, disciplinado e responsável define o homem de bem, verdadeiro protótipo, que não se detém nem desiste quando lhe surgem obstáculos tentando dificultar-lhe o avanço.

Necessitas levar adiante os planos bons, de desenvolvimento moral e espiritual, já registados pela tua consciência. Não dês trégua à indolência, nem te apoies em evasivas ou justificativas irrelevantes.

Identificado o dever, acorre a ele e executa-o.
Realmente preocupado com o progresso do espírito, Allan Kardec indagou aos Mentores Elevados, segundo consta da questão n° 674 de O Livro dos Espíritos: -A necessidade do trabalho é lei da natureza? -O trabalho é lei da natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.

[Joanna de Ângelis] [Divaldo P. Franco] [Momentos de Consciência]

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Abraços fraternos.
Jorge
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: SB em 06 de Outubro de 2009, 11:49
Delphus,

Diria e responderia na mesmissima forma, como antes da sua resposta, assim sendo fico por aqui, não posso me repetir ;)

Abraços

Bons Estudos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Elsamar em 06 de Outubro de 2009, 12:41
Bom dia meus amigos,

esta é a minha primeira participação neste estudo e vou começar por seguir o apelo do amigo nelson, contando-vos uma das minhas "histórias":

Quando em Fevereiro de 1994 descobri que estava grávida, foi um momento angustiante. Eu estava a travar uma grande luta com a minha toxicodependência e não podia haver pior altura para gerar um filho. Escusado será dizer que o cérebro de um toxicodependente está completamente alheado da realidade e por norma está-se nas tintas para tudo e para todos. Mal o meu filho nasceu (felizmente saudável) a minha terapeuta alertou-me para o facto de que se eu não cuidasse bem do meu filho, ele ser-me-ia retirado. Fiquei chocada. Como alguém podia ousar tirar-me aquele ser lindo? Mas foi o primeiro alerta da minha consciência. Aquela frase ficou gravada e não me largou mais. E eu pensava: não, eu seria o ser mais degradante da Terra se permitisse que isso acontecesse. Já tinha tantos remorsos de estar a desleixar-me na educação da minha filha mais velha (que na altura tinha sete anos).
Não consigo explicar caros amigos, onde arranjei tanta força, tanta coragem (na altura não sabia sequer da existência do espiritismo), mas tive consciência que a vida me estava a dar mais uma oportunidade e que só havia um caminho a seguir: ser MÃE. É isso fundamentalmente que tenho sido durante todos estes anos e hoje se mais nada de bom houvesse na minha vida, isso bastaria para eu sentir que estou a cumprir a minha missão.

Abraço a todos, em particular ao amigo nelsonmt  ;) :)
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 06 de Outubro de 2009, 19:55

" A consciência é um pensamento íntimo,que pertence ao homem, como todos os outros
pensamentos."


Dim-dim e amigos,

Este pensamento que nos pertence, é o nosso objeto de estudo, pois podem ser geradores de boa qualidade vibracional, ou de má, ao nosso redor.

Tudo que pensamos, “vibramos”.

Nosso pensamento está relacionado com uma cultura e a sua forma de compreender e usar conceitos em forma de um instrumento muito limitado: a palavra.

Imaginemos a situação que ao invés de palavras, pudéssemos perceber exatamente a qualidade vibracional de cada idéia e seu significado por telepatia. Desta forma a necessidade de muita clareza ao formular conceitos que aceitamos como verdades.

Algumas pessoas mais intuitivas, e perceptivas aceitam verdades mais pela qualidade vibracional do que pelas palavras que as acompanham.

Na consciência que se forma em nossa mente está a nossa capacidade de compreender o que foi dito.

Por sermos ainda inferiores e imperfeitos na compreensão das palavras de Jesus, e dos Espíritos ainda não produziram os frutos de Paz e bem estar a todos neste planeta.

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 06 de Outubro de 2009, 20:22

Retrocedendo até à época de Moisés, ser consciente significa cumprir os dez mandamentos. Na época de Jesus, significa também a necessidade de amar o próximo assim como nos amamos a nós mesmo. Na época de Kardec, a consciência passou a ser o local na qual estão inscritas as leis de Deus, ou seja, onde está escrito o Evangelho Segundo o Espiritismo, ou seja a mesma lei de Jesus.

Todas estas leis foram concebidas em nome da preservação e da defesa da vida, ou seja:

O bem é a vida, portanto tudo aquilo que a preserva.

O mal é a morte, portanto tudo aquilo que ameaça a vida.

Penso ser este o significado de “Consciência” dentro da esfera estrita, proposta para esta primeira semana.




Esta noção de bem e de mal só é possível ser avaliada se o individuo estiver consciente de si, ou seja, se a consciência for um atributo biologicamente disponível e que, para além de proporcionar a leitura das “leis de Deus” proporciona também a sustentabilidade de uma vida humana saudável, na qual para além de um número imensurável de leis estão escritas também as “leis do mal”.

Acredito que a noção de bem e de mal está intimamente relacionada com a preocupação primeira e que é comum ao Homem (independentemente de este estar ou não consciente) e na todos os seres vivos e que é, a necessidade de preservação da vida, tanto a nível individual como em termos colectivos, pois a manutenção vida individual depende também decisivamente da preservação da vida dos demais indivíduos. Este valor é facilmente observável como pilar único que sustenta os Dez Mandamentos e consequentemente a lei de Jesus.


Taprobana, e amigos do Forum


Penso que consciência dentro da Doutrina significa mais do que um código de preservação da vida.

Penso que os Dez mandamentos de Moises foram superados pelos dois de Jesus na proposta do ser buscar em sí, consciência e vivencia do Amor Fraternal.

Penso que o indivíduo incapaz de ter percepção de si em uma atividade biológica disponível, poderá fazê-lo depois e como oriundos de  espíritos animais, hoje nos tornamos capazes de avaliar nossos instintos primitivos, julgá-los e compreende-los.
Penso que o indivíduo deve ser capaz de fazer sua contribuição a César, preservando seu corpo, e  a integridade de seu próximo, no entanto conjuntamente deve ser capaz de dar a Deus o que é de Deus(*). Descobrir isto dentro de si é um propósito de vida.

(*) Mateus 22:17-22

Muita paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 06 de Outubro de 2009, 20:25

Porque lemos a Doutrina á letra ao invés de interiorizá-la?

Boa Pergunta.
Talvez porque lemos à letra e não a estudamos com a profundidade que ela merece e que nós necessitamos.


O amigo disse tudo!
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 06 de Outubro de 2009, 20:29
Sim amigo nelsonmt concordo plenamente, mas esse pensamento ao refletir sobre ele tornou-se consciente, começou a pensar sobre ele, logo apareceu a lógica e o racionalismo que nos desconectou desse mundo mágico e vibracional.

A consciência para mim tem que ser mantida em silêncio como nesses primeiros tempos, antes de raciocinarmos tudo até à exaustão.

Assim penso que nesse estado de silêncio é quando se nos abrirão as portas da percepção.

Como também penso que Jesus Cristo e todas essas pessoas iluminadas da nossa evolução procuravam esse estado com grande avidez.

Quando esse estado de silêncio interior é atingido o conhecimento torna-se imediato e instantâneo, sem necesssidade de palavras.


Paz amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 06 de Outubro de 2009, 21:49


Bom dia meus amigos,

esta é a minha primeira participação neste estudo e vou começar por seguir o apelo do amigo nelson, contando-vos uma das minhas "histórias":

 

Elza obrigado por sua história.

Precisamos deixar registrado aqui aos futuros leitores deste tema, espíritas ou não, que a vida, nos coloca diante de problemas extremos.

Quando optou por ser mãe, exerceu algo de seu espírito que talvez não tenha nem se dado conta na hora.

Acreditou que seria capaz de ser uma mãe, ainda que não soubesse tudo que aconteceria a partir daquele momento.

Você teve, em minha opinião, Fé na vida, e portanto Fé em Deus.

Atos contam mais que palavras e pensamentos.

A percepção da qualidade deles vem depois, em consciência.

Isto ocorreu também comigo, na minha tóxico dependência, e em suas conseqüências, mas fui socorrido em uma casa espiritualista de Umbanda, e por isso me sinto muito constringido de falar disso aqui, neste espaço.

Fui socorrido por consciências plenas em amor, sabedoria e compaixão; que estudavam Kardec. Bendito Kardec! É uma bússola em vida desde então.

Veja você, onde estamos nós hoje? Os inconscientes de si de ontem, hoje colaborando na seara de Jesus e aprendendo.

Quando fui socorrido estava na sarjeta, 12 anos depois, pude ser enfim pai, e constituir família  Mais do que Kardec em minha vida, foram os testemunhos dele na vida de meus amigos, que me deram força para crescer em consciência. Não crescemos sozinhos, alguem já disse aqui...

Em sentimento de gratidão, este tema é uma homenagem pessoal a todos os que se esforçam por tornar possível as palavras de Jesus e de Kardec, sabendo que independente do que se tem a oferecer, tudo agrada a Deus, neste ato.

Hoje, 25 anos depois, posso dizer que um pouco do Amor Fraternal já vibra em mim, e este pouco já me enche de alegrias e Paz interior. Desejo isso a todos que estão em busca de um sentido real em suas vidas.

Obrigado e muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 06 de Outubro de 2009, 22:06
Amigos do Fórum,

Tenho procurado por um vídeo que nos ajude desde que o tema começou.
Não encontrei muitos.

O primeiro é apena um trecho de uma palestra de Divaldo Franco que aborda nosso tema

http://www.youtube.com/watch?v=OpnOZc7tnSw&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU9wbk9aYzd0blN3JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

muita Paz

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 06 de Outubro de 2009, 22:20
continuando...

Outros vídeos:

O Despertar da Consciencia é nome de uma série de vídeos da tv Mundo maior publicados no youtube

Sendo mundo grande em espaço procurem por:

d31r6uHrhBo

Para o inicio da série.

Muita Paz

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 07 de Outubro de 2009, 00:22
Olá Nelsonmt.

Sei que tem nas mãos uma tarefa complicada que é gerir este tópico mensal e não tenho de todo intenção de contribuir para o aumentar da sua complexidade introduzindo em debate questões e pontos de vista que divergem em termos de ortodoxia que podem ser reflectidas noutro local.

No entanto penso ser fundamental expor o seguinte:
A palavra “Consciência” tem múltiplos significados mas que devem ser observados não isoladamente pois existem entre si fortes ligações de significância. Enquanto na língua inglesa existe a palavra “conscience” e na alemã “gewissen” para designar “consciência moral” e a palavra “consciousness” no inglês e “bewusstsein” no alemão para designar “consciência”, nas línguas românicas existe uma única palavra, o que significa que se alguém afirmar “Amigos! De tanto andar para aqui a filosofar no fórum o Taprobana ficou inconsciente!”, tanto pode querer dizer que eu perdi o sentido da conduta moral ou então que fiquei em estado de coma.

No entanto, analisando esta interessante questão, verificamos com facilidade que os românicos, têm toda a razão em não criar duas palavras para significados aparentemente diferentes porque penso que não o são, ou seja, sem ter “consciência”, nenhum ser vivo pode ter “consciência moral”.

Ou seja e tentando sintetizar ao máximo, o ser humano tem “consciência nuclear” que permite ter a percepção da sua existência presente, ou seja daquilo que acontece agora; “consciência alargada” que permite a percepção da sua existência enquanto ser inserido num espaço temporal, ou seja, consciente daquilo que foi no passado e daquilo que projecta ser no futuro; “consciência” no sentido comum da palavra que inclui a introdução da linguagem e da criatividade como factores determinantes para o nível de “consciência pela de si” do ser Humano actual, e no topo da pirâmide a “Consciência Moral”, que se encontra para além das noções de bem e do mal, ou seja, a capacidade e ir para além dos princípios de defesa e preservação da própria vida e também a capacidade de ir para além desses mesmos instintos na defesa da “Verdade”.

No entanto, como não é possível ter “Consciência Moral” sem que esta seja assente na edificação que a sustenta, penso ser importante reflectir acerca daquilo que é a palavra dos profetas de hoje, entendendo por profeta, uma alma que nos vem transmitir uma revelação, ou seja algo que apesar de ser de importância fundamental para a nossa evolução é de todo impossível de ser entendida dentro daquilo que caracteriza o nível de “consciência” de uma época.

Assim, os “Dez Mandamentos” de Moisés numa época em que a “Consciência Nuclear” assegurava a sobrevivência ameaçada em cada instante da vida foi uma revelação, ou seja, foi explicado aquilo que é a “Consciência Moral” ainda antes da humanidade ter adquirido a sua “Consciência Alargada”, ou seja, o próximo passo no seu processo evolutivo ainda anterior aquilo que caracteriza o nível de exigência de conduta do Homem actual, detentor de uma “Consciencia” que lhe exige uma conduta condizente com as suas responsabilidades ou seja, não confundir aquilo que é de DEUS com aquilo que é de César, ou seja, desprezar de tal forma a vida ao ponto de a entregar ao imperador juntamente com os trocos que estarão dentro dos bolsos do defunto que é aquilo que de facto lhe pertence e lhe interessa.

Nelsonmt, penso que não foi isto que quis dizer, no entanto foi o que disse e assim deve ser rectificado, ainda mais, sendo cada um de nós detentor de uma “Consciência Moral” temos por obrigação de encarar a vida de frente cumprindo com os propósitos que aqui nos trazem, ou seja, viver com tudo aquilo que isso significa, ou seja, sem que as restrições “morais” anacrónicas continuem a subjugar a vida em nome da defesa de uma moral desnecessária.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 07 de Outubro de 2009, 13:04

Olá

Consciência amigos é termos a percepção que não somos uma mas milhões de milhões delas.

É essa consciência que tem sido buscada em todos os tempos com iniciações, meditações e outras coisas do género.

Normalmente atingida pela morte simbólica.

Consciência é quando todas as nossas células ficam conscientes de sua individualidade e também do Ser que formam, pelo amor...alcançado na hora do desencarne, ou por meios iniciáticos, ou outros.

O bom senso nada tem a ver com consciência!

Muita paz
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Marici em 07 de Outubro de 2009, 15:13
Bom dia irmãos
O que vou dizer não é ndada novo para vcs, mas acho importante. Estou nessa fase de encontro comigo mesma e percebendo e descobrindo coisas de mim que eu deconhecia. Estou falndo de dia-a-dia, e o autoconhecimento. coisas que são faceis de serem ditas para o outro mas muito dificeis de encarar em mim mesma. Gostaria de deixar a sugestão de dois grandes livros que estão me ajudando muito nessa trajetória que são: "Reforma Intima sem mártirio" e "escutando os sentimentos". São de Wanderlei de Oliveira, psicografado por Ermance Dufaux.
Espero lque ajude, para mim está sendo muito bom. Gostaria de ter com quem conversar sobre isso
bjbj
Marici
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 07 de Outubro de 2009, 18:40
Marici

Obrigado por sua contribuição ao tema.

Toda referencia de obras são necessárias aqui.

Sinta-se a vontade neste espaço, pois ele foi concebido para pessoas que como você, desejam traçar uma meta de crescimento, avaliando onde está, onde pretende chegar, e que recursos usar para isso.

Nesse sentido todos estamos “nessa fase de encontro consigo mesmo”, percebendo e descobrindo coisas novas.

O problema que temos em sistematizar este estudo são os vários sentidos que podemos dar a um texto que nos fala de consciência, tendo ou não esta palavra dentro dele. Muitas figuras podem ser usadas. Procuramos por palavras mais exatas que nos ajudem a compreender o sentido de textos como a bíblia e  os livros da codificação.


Estou falando de dia-a-dia, e o autoconhecimento. coisas que são fáceis de serem ditas para o outro mas muito difíceis de encarar em mim mesma.


Marici, outro dia, nosso amigo Jorge nos enviou um texto de Joanna de Angelis para estudo. Ao ler o texto vi que ele falava de muitas coisas importantes, mas para comentá-lo precisei desmontá-lo para minha melhor compreensão do sentido profundo de todas as palavras.

Na seqüência deste publicarei completo este “desmonte” que fiz no texto, e o importante que quero lhe mostrar é que temos um processo espírita analisar nossa questão pessoal. Trabalhe este material que já tem de Wanderlei de Oliveira, com as informações de santo Agostinho, André Luiz e Joanna de Angelis. São informações úteis para saber onde estamos e para onde vamos, com boas ferramentas.

Um abraço fraterno

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 07 de Outubro de 2009, 18:47
Jorge, e amigos do fórum,


Joanna nos vêm alertar que Consciência é sobretudo uma conquista iluminativa!

[Joanna de Ângelis] [Divaldo P. Franco] [Momentos de Consciência]



Amigo Jorge, este texto é precioso ao nosso estudo. Estou lendo e relendo para “ouvi-lo” melhor. Há muitos sentidos dentro das palavras.  Muito obrigado por esta contribuição, e por me relembrar de minha deficiência de ler mais Joanna de Angelis.

Para estudá-lo fiz o exercício de analisar o texto conforme o princípio do “Castelo de Calderaro”, para não me perder nos sentido das palavras, e por que é um modelo de referencia de nosso estudo, em conjunto com o texto de Santo Agostinho.

Repito fiz um estudo em busca de outros sentidos às palavras, e meus comentários são apenas para isso.

CONSCIÊNCIA E CARÁTER


§ 1.1 “A eleição dos valores ético-morais e a identificação dos objectivos da vida, bem como a selecção das qualidades que estabelecem os critérios formadores do ser, caracterizam o surgimento da consciência.”

 § 1.2 “A sua vigência e desenvolvimento decorrem dos episódios que se repetem, produzindo a fixação das conquistas encarregadas de incrementar o progresso do espírito, sem demorados estágios nas províncias do sofrimento, que é legado da ignorância”.

 § 2 Toda realização pensada, sentida e cultivada, dá surgimento à memória, que imprime as impressões mais fortemente experimentadas.
 


Penso que aqui Joanna de Angelis nos indica a formação do segundo andar do castelo, a Consciência, que ocorre dentro do processo cognitivo da mente de todos nós, nas palavras “eleição” e “seleção”.

A “eleição” e “seleção” ocorrem por “episódios”, que se tornam referencias “fixadas”, armazenadas na “memória”, que guarda as lembranças, algumas “mais vivas”, as mais “fortes”, que outras, e portanto mais fácil de participar do processo cognitivo da mente.
 
continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 07 de Outubro de 2009, 18:50
§ 3. “A criatura humana deve preocupar-se, no bom sentido, com as emoções e acontecimentos positivos, de forma a guardar memórias que contribuam, por estímulos, para o próprio engrandecimento, para a harmonia pessoal.”

Este “preocupar-se” poderia ser na forma de perguntas a si mesmo, proposta por Santo Agostinho

Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar.

Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”


O resultado é direto na consciência, sim ou não. Porem a questão de Joanna de Angelis é como nós as registramos na memória, e da forma que as usaremos no processo cognitivo. Se erramos é preciso procurar guardar na memória que encontraremos uma solução e que não cometeremos mais o erro. Se acertamos, valorizemos, guardemos na memória que fizemos o bem e o melhor, e que isto é o que desejamos na vida.

“A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.”

Kardec
continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 07 de Outubro de 2009, 18:52
 continuando...


 § 4 Acossada, porém, pelo medo e pelo costumeiro pessimismo, que se atribui contínuas desventuras, passa com ligeireza emocional pelas alegrias, enquanto se detém nos desencantos.

Aqui Joanna de Angelis expõe para nós as razões de como fixamos nossa atenção mental, e portanto em nossa memória, base de nossa consciência, apenas nos padrões inferiores de vibração do primeiro piso do castelo de Calderaro, a Subconsciência.
Fixamos por ser um hábito, um vício de “pessimismo”, ao invés de fixar a atenção nas alegrias do dia a dia e nas boas disposições,

 § 5.1 Convidada aos padrões de bem-estar,

Por seus amigos e protetores espirituais, ou como diz Santo Agostinho, o Anjo da Guarda

 § 5.2 busca com sofreguidão o autoflagelo, utilizando-se de mecanismos masoquistas para inspirar compaixão,

Na Subconsciência usamos no processo cognitivo de estratégias inteligentes da função mental de Afetividade, na manipulação dos outros, nos colocando como “vitimas” do prazer de sofrer, masoquismo, para atrair a atenção. É uma estratégia de sobrevivência como do camaleão, porem ao invés de disfarçar, pelo mimetismo, para sobreviver, faz uso da piedade alheia, porem devemos nos questionar, se gostaríamos de estar do outro lado, sendo “o manipulado”.

 § 5.3 quando possui equipamentos preciosos que fomentam e despertam o amor.

Todos podem aprender a fazer uso de recursos mais dignos de relacionamento, como outra solução para este erro.

§ 6 Nega-se, por sistemática ausência de “consciência”, a empolgar-se com a luz, a beleza, o sentido da vida, entregando-se aos caprichos da rebeldia, filha dileta do egoísmo insatisfeito.[/b]

Rebeldia, e egoísmo, bom procurar por eles...  todos temos.

Quanto à palavra “consciência” empregada aqui, tenho dúvidas quanto ao sentido que dou a ela.
Autoconhecimento? Substituindo na frase:

“Nega-se por sistemática ausência de autoconhecimento.”, ou:

Moral?

 “Nega-se por sistemática ausência de moral.”

Penso que o melhor sentido está entre ambas, para que possamos avaliar que sem autoconhecimento, não sabemos o que é melhor no sentido de superior, quando nos colocamos no lugar do próximo com quem convivemos, e entendendo isso, como Moral, uma escala de valores a ser estabelecida pela prática e meditação de condutas positivas a serem fixadas.

Mais a frente no texto Joanna de Angelis oferece outro sentido à palavra consciência empregada, e seria: ”caracter”

“Nega-se por sistemática ausência de carácter”

§ 7 Acreditando tudo merecer, atribui-se méritos que não possui e recusa-se a conquistá-los.

Orgulho?

§ 8 Compara-se com aqueloutros que vê em diferentes patamares, sem dar-se ao cuidado de examinar os sacrifícios que foram investidos, ou que sentem, quem lá se encontra, estabelecendo conceitos de felicidade, conforme pensa que as outras usufruem.

Inveja?

§ 9 Este é um estágio que remanesce do primitivismo do instinto, antes da fixação da consciência.

§10 Aprisiona-se aos atavismos dos quais se deveria libertar, e cerra as possibilidades que lhe facultam os voos mais altos do sentimento e da razão. A alternativa da desdita e a perturbação da consciência tornam-se inevitáveis, gerando um comportamento que conduz à alienação.
 [/i]

Não posso comentar, pois para mim é perfeitamente claro, alem do fato que há pessoas que não sabem o que vigiar em seu dia a dia para evitar a influenciação negativa dos espíritos, que estudamos a pouco.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 07 de Outubro de 2009, 19:50
Continuando...

 § 11 A consciência é uma conquista iluminativa. A sua preservação resulta do esforço que estabelece o carácter do ser.

Nesta parte do texto Joanna de Angelis nos ensina o domínio sobre a segunda parte do Castelo de Calderaro, sede das conquistas atuais, do esforço e vontade, que se baseia na fixação do bem e do bom na memória como recurso de enriquecer de referencias positivas ao processo cognitivo nosso. Neste passo a passo ampliando a consciência.

 § 12 Todos os seres passam pelos mesmos caminhos e experimentam equivalentes desafios. O comportamento, em cada teste, oferece a promoção ou o estacionamento indispensável à fixação da aprendizagem. A conquista, portanto, do progresso, é pessoal e intransferível, o que é lei de justiça e de equanimidade. Cada um ascende através dos impulsos sacrificiais que desenvolva.

§ 13 Fixa, nos painéis da memória, os teus momentos de júbilo, por mais insignificantes sejam. A sucessão deles dar-te-á uma vasta cópia de emoções estimuladoras para o bem. Esquece os insucessos, após considerares os resultados proveitosos que podes aurir.


§ 14 Quando algo de bom, de positivo te aconteça, comenta sem estardalhaço, revive e deixa-te penetrar pelo seu significado edificante. Quando fores visitado pela amargura, o desencanto, a dor ou a decepção, procura superar a vicissitude e avança na busca de novos relacionamentos, evitando conservar ressentimentos e detalhes infelizes.

§ 15.1  Não persistas nos comentários desagradáveis, que sempre ressumam infelicidade. Por hábito doentio, as pessoas se fixam nas ocorrências malsãs, abandonando as lembranças saudáveis. Perdem, assim, as memórias superiores e acumulam as reminiscências perturbadoras, que ocupam os espaços mentais e emocionais, bloqueando as amplas áreas de desenvolvimento da consciência.

§15.2 Os episódios de consciência, de pequeno ou grande porte, formam o carácter que é a linha mestra de conduta para a vida.
[/b]

§ 16 A consciência consegue descobrir os valores mais insignificantes e torná-los estímulos positivos para outras conquistas. A decisão e o esforço empregados para alcançar novas metas evolutivas desenvolvem o carácter moral, sem o qual falham os mais bem elaborados planos de triunfo.

§ 17 O carácter saudável, disciplinado e responsável define o homem de bem, verdadeiro protótipo, que não se detém nem desiste quando lhe surgem obstáculos tentando dificultar-lhe o avanço.

Se a consciência, é a base para o caracter, então talvez possamos usa-la aqui como sinônimo ficando:

A consciência saudável, disciplinada e responsável define o homem de bem, verdadeiro protótipo, que não se detém nem desiste quando lhe surgem obstáculos tentando dificultar-lhe o avanço.




Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 07 de Outubro de 2009, 20:00
finalmente, terminando.

 § 18 Necessitas levar adiante os planos bons, de desenvolvimento moral e espiritual, já registrados pela tua consciência. Não dês trégua à indolência, nem te apoies em evasivas ou justificativas irrelevantes.

Aqui Joanna de Angelis nos fala dos fatos do espírito e da jornada da consciência em busca de referências e percepções superiores que norteiam a aquisição e desenvolvimento da consciência superior, a superconsciência em nós.

 “Não de tréguas...” Isto me lembra a fala de Calderaro a  André Luiz sobre que não podemos retardar nossa conquista futura, a percepção dos Anjos e o “Sede Perfeitos”. Alem disso Joanna de Angelis vê o processo da atenção da consciência atuando nos três níveis do castelo.

 § 19 Identificado o dever, acorre a ele e executa-o.

§ 20 Realmente preocupado com o progresso do espírito, Allan Kardec indagou aos Mentores Elevados, segundo consta da questão n° 674 de O Livro dos Espíritos: -A necessidade do trabalho é lei da natureza? –O trabalho é lei da natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.


Amigos do fórum,

Meus comentários são irrelevantes e desnecessários ao texto de Joanna de Angelis, mas fazê-lo é um exercício meu de aplicação da estrutura da consciência proposta por Santo Agostinho, e André Luiz.  

Neste tema buscamos por palavras e sentidos, mas buscamos também fazer uma síntese. Meu pequeno exercício, nada mais é que uma contribuição ao debate, no sentido da síntese e do estudo.

Não sou da área de cognição, o uso dos conceitos que fiz pode estar equivocada, e portanto aberto a comentários para correção e a ampliação de conceitos, usando e buscando outros sinônimos.

É de busca que ampliamos nosso ser em consciência.

Jorge, obrigado por se preocupar com este tema, sua contribuição foi inspirada com certeza. Pessoalmente aprendi muito, obrigado

Muita Paz  a todos

Nelson


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 08 de Outubro de 2009, 06:58
Amigos do forum

Estamos encerrando a primeira semana

Qual foi o sentido dela?

Mostrar que devemos buscar mais e mais sentidos. Sentidos como "episódios de consciência" como nos ensina Joanna de Angelis.

Um episódio marcante vai para sua memória e se torna peça de referencia ao seu pensar, e portanto à sua consciência.

Quando lemos as obras básicas da doutrina, os evangelhos, e os livros básicos, usamos destas referencias de "pensar", para interpretar um texto, não compreende-lo no sentido correto, e compreendendo, rejeitá-lo ou aceita-lo.

Nesta semana trocamos alguns diálogos entre nós, SR e Delphus, eu e Taprobana, e buscamos com algum esforço compreender um ao outro. Jesus, e os espíritos responsáveis para divulgação da doutrina espírita, também propuseram um diálogo conosco. Num ambiente de compreender melhor as palavras de Taprobana precisarei de mais tempo de diálogo para conhecer as referencias, e o sentido de cada palavra dele. Como amigos, trocamos referencias de memória e as percepções. Jesus e os Espíritos também. Mas não podemos sentar ao lado deles para um café e um papo amigo, onde nos esclarecemos ambos. Estamos basicamente limitados a conversar entre nós para trocamos sentidos às palavras deles.

As percepções oriundas da mediunidade desenvolvida e madura são importantes neste processo, mas também esbarram no processo que a forma de comunicação e de transmiti-las, são palavras. Um amigo espírita que goze de sua confiança pode esclarecer muito, não só sobre a doutrina, mas principalmente sobre os problemas que afetam a vida do dia a dia e o sentido dela.

Conhecer o sentido das palavras, eis a questão número um para tratar deste tema consciência. Existem palavras melhores atualmente? Quais seus sinônimos e antônimos? Este é apenas um esforço racional para se aproximar da compreensão à resposta da questão 621 de OLE.

Outra questão desta semana foi recolher informações sobre a abordagem à consciência na Bíblia e dentro da obra de Kardec. Informações apenas ilustrativas da problemática das palavras para a língua portuguesa e dos sentidos à consciência. Pessoas mais gabaritadas podem se interessar em aprofundar esta questão.

Seguindo o roteiro proposto, estabeleci de minha opinião, documentos básicos dos textos da doutrina que estabelecem uma proposta de conduta que opera uma ampliação de sentidos à consciência, sua estrutura, e funcionalidade. Estabeleci também de minha opinião, que modelos espíritas de consciência, estão substanciados em Mandato Mediúnico e aquilo que André Luiz nos ensinou sobre os seres Portadores do Amor Fraternal. Estas minhas opiniões ainda não foram contestadas, mas isso não significa que estão corretas. Á luz da doutrina prevalece a razão, e isto é uma busca incessante da consciência à verdade.

A ciência alega que tem informações científicas recentes sobre a consciência e seus mecanismos intrínsecos, alem daqueles já apresentados pela psicologia, e a neurologia. O que podemos aprender com eles? Buscaremos esta resposta nesta próxima semana. Porem ainda é um esforço racional.

Na terceira semana falaremos da questão da percepção mediúnica e meditativas que referenciam tambem

Obrigado por esta semana


Muita Paz a todos

Nelson


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 08 de Outubro de 2009, 08:10
Amigos do Forum.

O cérebro, casa da mente e da consciência.

A estrutura mais complexa do Universo
 
O que se sabe sobre o emaranhado de 100 bilhões de células do cérebro humano?

Na Década do Cérebro (1990-1999), houve um grande projeto de estudo e durante o qual pretendiam desvendar todos os segredos do mais misterioso órgão do corpo humano.

O cérebro humano vale muito mais do que o cerca de 1.3 quilo que pesa. Na verdade, cada um dos 100 bilhões de neurônios cerebrais está ligado a 10 000 outros, aproximadamente, o que significa que ele pode receber 10 000 mensagens ao mesmo tempo.

Ao processar esse colossal número de dados, o neurônio chega a uma única conclusão, que envia por uma saída exclusiva um prolongamento chamado axônio.


Vinte anos se passaram do inicio do projeto desde o seu lançamento e milhões de dólares já foram gastos em pesquisa.

O que podemos aproveitar hoje deste esforço de cientistas do mundo todo nesta nova fronteira? Neste período ficou conhecido um novo ramo da ciência: a Neurociência, para dividir espaço com todas as outras, principalmente a Neurologia e a Psicologia.

"A tarefa das Neurociências é explicar o comportamento em termos de atividade cerebral. Como o cérebro organiza e articula milhões de células nervosas individuais para gerar o comportamento e como estas células são influenciadas pelo ambiente externo...? A última fronteira das Ciências Biológicas - seu desafio último – é entender a base biológica da consciência e os processos mentais através dos quais percebemos, agimos, aprendemos e recordamos." — Eric Kandel, Princípios de Ciência Neural, 4ª edição.

O espírita tem algo a aprender com este novo conhecimento?

O que mudou desde que André Luiz em saudou o cientista francês, Paul Broca, responsável por todo este conhecimento em seu livro No Mundo Maior?

Basicamente procuramos por esclarecimentos sobre o funcionamento da mente e da consciência. Deles talvez encontremos palavras que sejam úteis na compreensão de sentidos que nos foram deixados na doutrina. Como disse Calderaro a André Luiz, vamos “joeirar concepções” .

Mais uma vez , recorremos aos amigos, na procura de textos e explicações de especialistas. Sei que existe muito material na língua inglesa  e aqueles com recursos bilíngües podem muito contribuir para a difusão de conhecimentos.

Alem da obra de Antonio Damásio (a disposição também em www.4share.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy40c2hhcmUuY29t)) encontrei a revista virtual Cérebro et Mente, em http://www.cerebromente.org.br/home.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jZXJlYnJvbWVudGUub3JnLmJyL2hvbWUuaHRt)

Bons estudos e muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Jorge em 08 de Outubro de 2009, 09:26
Bom dia amigos e companheiros,

Bom dia amigo Nelson,

Deixa-me dizer-te que fiquei admirado pela tua dinâmica e destreza na análise do texto da nossa ilustre amiga Joanna de Angelis!  :)

Muito obrigado amigo Nelson por essa tua bela análise porquanto ela é de grande utilidade para todos nós.

Grande abraço.
Jorge
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 08 de Outubro de 2009, 12:23

Olá amigos,
até agora este tópico apenas tem arranhado a superfície, com alguns sentimentalismos, mas de essência nada.

Faz-me lembrar o mito da caverna de Platão, estamos todos apenas a ver reflexos, sombras, e até sentimos medo de ir para a rua para encarar a luz, as cores, o mundo...

Aldous Huxley em Portas da Percepção também nos diz algo sobre drogas e estados alterados de percepção, consciência, que poderia ser discutido aqui, não toxico-dependências.

C. G. Jung com a sua vida dedicada aos sonhos para descobrir essas duas partes, aparentemente, da consciência, inconsciente e consciente.

Também podemos chamar a filosofia para a discussão, como nos diz Hegel fazendo referência ao mito da caverna de Platão:

O belo, o sagrado, a religião, o amor são a isca requerida para despertar o prazer de mordiscar. Não é o conceito, mas o êxtase, não é a necessidade fria e metódica da Coisa que deve constituir a força que sustém e transmite a riqueza da substância, mas sim o entusiasmo abrasador.

Corresponde a tal exigência o esforço tenso e impaciente, de um zelo quase em chamas, para retirar os homens do afundamento no sensível, no vulgar e no singular, e dirigir seu olhar para as estrelas; como se os homens, de todo esquecidos do divino, estivessem a ponto de contentar-se com pó e água, como os vermes. Outrora tinham um céu dotado de vastos tesouros de pensamentos e imagens. A significação de tudo que existe estava no fio de luz que o unia ao céu; então, em vez de permanecer "neste mundo" presente, o olhar deslizava além, rumo à essência divina: a uma presença no além- se assim se pode dizer.


Muita luz
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 08 de Outubro de 2009, 12:47

Em primeiro lugar, temos de desafiar a razão especulativa, pois é ela que nos mantêm presos nesta sala de espelhos.

Desafiar a razão significa, por exemplo, não ter medo de fazer filosofia como curiosidade.

Não ter medo de supor disparates.

Não ter medo do julgamento dos outros.

E uma série de coisas que são todas fruto da razão especulativa, que espelha o mundo e também a nós mesmos, nos concedendo uma personalidade a qual nos pomos a defender, mas nós somos algo diverso dela, da mesma forma que tudo é diverso do que a razão descortina.

Então, temos de deixar de temer pela nossa imagem e ousar deixar aflorar o que reside em nosso peito, nossos anseios, mesmo que eles pareçam impossíveis ou risíveis à luz da razão.

De novo aqui, temos de fazer como a Escola de Sagres, que ao invés de desdenhar de si mesma e do povo português, em sua pobreza e em seu espírito messiânico, buscou sua própria autenticidade e não teve vergonha de se abraçar a ele.

Desta forma, levou a Europa aonde nenhuma das “grandes potências” tinha levado.


LUZ AMIGOS
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 08 de Outubro de 2009, 15:41

Aldous Huxley em Portas da Percepção também nos diz algo sobre drogas e estados alterados de percepção, consciência, que poderia ser discutido aqui, não toxico-dependências.

C. G. Jung com a sua vida dedicada aos sonhos para descobrir essas duas partes, aparentemente, da consciência, inconsciente e consciente.

Também podemos chamar a filosofia para a discussão...


Dim-dim

Baseados em evidencias, cientistas procuram por mais e mais evidencias que filosofia e psicologia, são apenas fenômenos químicos das sinapses neuronais, e investimentos estão sendo feitos para se procurar pela “pílula da felicidade”, acabando de vez com os conflitos internos e o sofrimento da humanidade.

Este pensamento se desenvolveu muito nos últimos 20 anos, e logo teremos notícias que inventaram um medicamento que lhe proporcione felicidade, e lógico você, e eu, não poderemos viver sem, após uma enorme campanha publicitária. Para falar a verdade tais drogas já existem, logo as “drogas legais”, estarão na mídia, alem do álcool que já está, lhe prometendo amortecer os sentidos e a consciência.

Os espíritos nos dizem que o conflito interno é necessário, o que Jung concordaria pelo seu conceito de individuação. Quando ele concorda que a religiosidade é uma função psíquica arquetípica válida para a harmonia do ego, ele também concorda com o conceito de super consciência de André Luiz, e a função dela proposta por santo Agostinho. Mas ciência, não tem uma meta de proposta para alem desta vida. Nem Platão tinha, enquanto encarnado. Evidencias da continuação da vida fazem os espíritas racionalmente crer nelas, outros não precisam racionalizar, pois sentem. Mas sendo verdadeiras o que muda ?

O amigo com certeza conhece a biografia de Jung, tanto a que ele mesmo escreveu como a que outros falaram dele. Homem extraordinário. Seria você capaz de nos trazer aqui a contribuição da biografia dele e alem disso defender aqui a filosofia e a psicologia frente a este enfoque materialista da ciência atual?

Platão e Jung, o que diriam hoje com tais evidencias?

Esta questão sua de Aldous Huxley poderia ser tratada na próxima semana.

Um abraçoe muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 08 de Outubro de 2009, 16:25
Aprendendo
Elson de Araújo Montagno, MD, PhD
Recentes pesquisas científicas demonstram que as experiências dos 3 primeiros anos de vida têm uma força ímpar no desenvolvimento do cérebro humano. Proteção, conversa e canto, leitura com nossas crianças menores ajudam-nas a adquirir habilidades para aprender e se desenvolver. Pesquisas tantas vezes provam o que já sabemos. O cérebro se forma na relação da criança com o ambiente, e isso ocorre principalmente até os 10 anos, e de maneira mais acentuada até os 3.
Crianças que têm pouco estímulo nesta fase inicial da vida deixam de formar certos circuitos neuronais. E isto compromete a capacidade de aprender a falar, ler, cantar, tocar instrumentos, dançar, dominar outros idiomas, tudo.
Essa conclusões foram oficializadas pelo presidente dos Estados Unidos, na "Conferência da Casa Branca Sobre Desenvolvimento e Aprendizagem na Infância: O Que as Novas Pesquisas do Cérebro Nos Dizem Sobre Nossas Crianças Mais Jovens", que aconteceu no último dia 17 de abril de 1997, e contou com pesquisadores das Universidades de Harvard, Yale, Washington, Califórnia, Conselho Nacional de Pesquisas norte-americano, entre outros. A conferência centrou-se nas aplicações práticas das últimas pesquisas científicas sobre o cérebro, e se revelou voltada para os pais e aqueles que cuidam de crianças nas pré-escolas.


A continuação deste texto esta em Ciência ET Mente: http://www.cerebromente.org.br/n02/opiniao/elson1.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jZXJlYnJvbWVudGUub3JnLmJyL24wMi9vcGluaWFvL2Vsc29uMS5odG0=)

O cérebro se forma na relação da criança com o ambiente, e isso ocorre principalmente até os 10 anos, e de maneira mais acentuada até os 3.

A qualidade de uma consciência, no sentido de capacidade ideal, esta relacionada com a formação cerebral, pelo estímulo ao desenvolvimento de sinapses entre os neurônios na fase inicial de vida.

Percepções e compreensões dependem disso. Políticas sociais de educação estão sendo revistas. Há uma discussão em andamento na sociedade.

Penso que a qualidade vibracional de um ambiente onde a criança vive também participará mais tarde de suas referencias, se habituando a manter sua atenção naquilo que lhe é mais familiar desde a infância.

Alguém concorda? Alguém discorda?

Muita Paz  a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 08 de Outubro de 2009, 16:46
Memória e Consciência
Elson de Araújo Montagno, MD, PhD

“A sinapse é uma microscópica fenda altamente especializada da comunicação entre células nervosas, que transmitem impulsos ao longo de suas fibras. Substâncias químicas neurotransmissores, deixam a membrana pré-sináptica da célula levando o impulso de energia-informação. Assim, depositadas neste espaço comum a duas células, as moléculas provocam a excitação da membrana da célula em contacto sináptico com ela. “

“Uma única célula nervosa pode mandar, através de sinapses, impulsos para até mais de 10 mil outras células, simultaneamente. Por exemplo, ao sair da medula espinhal o impulso para flexionar o dedo tem que chegar ao nervo que vai até o músculo que, ao se contrair, efetua a flexão do dedo. É a sinapse que conecta a célula nervosa da medula com a célula nervosa do nervo que vai até o dedo. A sinapse é uma dentre a miríade de elementos e estruturas existentes entre a consciência de querer mover o dedo e a memória de como fazê-lo, utilizando bilhões de células nervosas e trilhões de sinapses. "

“Leitor atento: pular, da microscópica sinapse para a cosmopolita consciência com sua antológica memória, não é didático. É porém assim que pulam os impulsos bioelétricos dentro da mais extraordinária estrutura jamais conhecida: o cérebro humano. E têm sido assim há muito tempo, memória e consciência; idéias saltando entre nossos muitíssimos neurônios. Ainda que não persigamos o prêmio maior da ciência dos homens, governar a vida em nós, e cuidar das vidas que dependem de nós, é o nosso repto e é o nosso prêmio. "

"Quando Eccles fez as pesquisas que permitiram que entendêssemos a sinapse, ele acreditava que essa elucidação contribuísse substancialmente para a solução do problema mente-cérebro: sistemas neuronais formando e operando continuamente laços dinâmicos interagentes de imensa variabilidade e complexidade, viabilizando a consciência humana. Ele primeiramente trabalhou sob os encantos da sinapse e voltou-se, depois, para os mistérios do cérebro de ligação do sistema nervoso com a consciência.


Texto completo em Ciência ET Mente em: http://www.cerebromente.org.br/n01/elson/elson3.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jZXJlYnJvbWVudGUub3JnLmJyL24wMS9lbHNvbi9lbHNvbjMuaHRt)

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 08 de Outubro de 2009, 17:13
Olá a todos.
Amigo Nelsonmt, aqui vai um pouco de Jung que este "eu" que escreve se identifica plenamente.

Como dizem os xamãs tudo é consciência, existe lá no universo o "mar escuro da consciência", que ao nascermos nos "empresta" um pouco da mesma, mas ao morrermos é para lá que ela volta.
O que ninguém nos garante é se lá teremos consciência de termos sido o dim-dim ou o nelsonmt...

Jung dizia dos simples e humildes; "essas são as pessoas que darão continuidade à minha obra,indivíduos isolados que sofrem e buscam, e que tentam seriamente aplicar minhas idéias à sua própria vida, e não aqueles que satisfazem a sua vaidade pregando-as a outros."

C.G.Jung foi o primeiro cientista moderno a levar a sério a realidade do inconsciente e a manter diálogo com ele durante toda a sua vida, visto que os sonhos, são um dos principais meios para estabelecer contacto com o inconsciente, ele escrupulosamente prestou atenção nos seus sonhos e no que eles tinham a comunicar a respeito do seu desenvolvimento pessoal e do desenvolvimento da vida coletiva da sua época.

Toda a compreenção e tudo o que se compreende é, em si mesmo, psíquico, e nesta medida encontramo-nos irrecuperavelmente aprisionados num mundo exclusivamente psíquico.

Por conseguinte, não pode haver uma verdade válida em geral, embora seja de facto possível fazer uma "descrição verdadeira" de dados psíquicos, que também pode ser comunicada a outras pessoas, desde que os dados tenham relevância para a experiência humana na sua totalidade.

Se isso não ocorresse, todos estaríamos isolados numa subjetividade sem esperanças e só seríamos capazes de falar conosco mesmos.

Jung sentia que suas percepções psicológicas eram idênticas ás das religiões mais arcaicas, como exemplo o xamanismo.

A base e a substância da vida e obra de Jung não residem nas tradições e religiões que se tornaram conteúdos da consciência coletiva, mas antes, na experiência primordial que constitui a fonte última desses conteúdos; o encontro do indivíduo isolado com o seu próprio deus ou demónio, a batalha com as emoções, afetos, fantasias, inspirações criadoras e obstáculos poderosíssimos que vêem à luz a partir de dentro.

É portanto natural que a maioria dos que compreendem isso sejam pessoas para quem a vida de todas as doutrinas pregadas, ensinadas e acreditadas perdem o sentido e que se vêem forçados, por conseguinte, a curvar-se sem preconceito e a dar atenção ao lado desprezado de sua própria psíque inconsciente em busca de sinais que possam indicar o caminho.

Um texto de Hermann Hesse " O Lobo da Estepe ", que por certo faria sentido para Jung.

“Meu teatrinho tem tantas portas de palco quantas queiram, dez, cem ou mil, e atrás
de cada uma espera-lhes precisamente aquilo que andam a buscar. É uma formosa
lanterna mágica, meu caro amigo, mas de nada valerá recorrer a ela nas condições
em que se encontra. Você se veria impedido e deslumbrado por aquilo a que se
acostumou chamar de sua personalidade. Sem dúvida já terá adivinhado há algum
tempo que o domínio do tempo, a libertação da realidade e tudo aquilo que deseja
chamar de seu anseio, não significa outra coisa senão o desejo de libertar-se de sua
chamada personalidade. Tais são as prisões em que você se encontra. E se entrasse
neste teatro assim como está, assim como é, acabaria por ver tudo com os olhos de
Harry, com os velhos óculos do Lobo da Estepe. Por isso, convido-o a despojar-se
desses anteparos e deixar no vestíbulo a sua honrada personalidade, onde estará à
sua disposição a qualquer momento que assim o desejar. (...) Você vai entrar agora,
sem receio e com verdadeiro prazer em nosso mundo visionário; conseguirá isso por
meio de um suicídio aparente, de acordo com o hábito. (...) Mas, naturalmente, seu
suicídio não é definitivo, de maneira alguma; estamos num teatro mágico, onde tudo
não passa de símbolos, onde não existe nenhuma realidade.”


Luz e amor
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Tolomei em 08 de Outubro de 2009, 21:22
Na conciência está temporariamente algumas memórias , que se repetidas e aprovadas, geram informações atitudes e hábitos que podem se fixarem no inconciente.  Pelo hábito de dirigir sempre o veículo para o trabalho e residência - já o faço de forma automática - usando muito o inconciente - virou hábito. Eu apago, desperto e modifico meu conciente de acordo com a maior ou menor vontade de mudar / viver , mas inequivocamente as consequências serão colhidas no incociente que vai reagir em forma de sentimentos / vibrações / desejos / insatisfações/ hábitos e atitudes. As memórias de outras vidas estão nas camadas profundas do incociente ( no corpo mental pois o corpo espiritual vai mudando a cada encarnação) , mas podem ser acessadas , seja pelo nosso prepraro espiritual, seja por ajuda dos amigos espirituais, ou seja pelas técnicas da moderna psicologia transpessoal - a TVP - terapia de vida passada ( muito bem abordada pelo Psicológo Espírita Milton Meneses ) . O conciente se entorpece de alcool / drogas / vícios mentais / , se degenera nas doenças mentais , velhice, mutações hormonais , nossa capacidade conciente é relativa e normalmente deficitária - temos sempre um potencial superior para escalar. Pertubações espirituais afetam meu conciente , e logicamente o ambiente aonde estou também pois o estado vibracional negativo pode baixar meu potencial energético. A epilepsia , o lapso de memória, os fenômenos de ausência, o estado de coma , etc desligam o conciente. O Inconciente parece que nunca é desligado, e só é afetado lentamente na construção dos séculos, dos tempos, das encarnações sucessivas. " Zerando nossas conciências " ao reencarnar, somos mais nós mesmos porque voltaremos a repetir os diversos aprendizados que prefiro escolher agora / ou novamente... o que for aprovado vai para no inconciente.

Então nossa personalidade atual temporária e transitória será em breve descontinuada e substituida por outra seja no plano espiritual aonde vamos retomar nossas memórias ou seja porque vamos mergulhar em nova encarnação - outra personalidade temporária. Apego demais a esta personalidade é orgulho bobo e infantil - podemos nos desapegar lentamente... nós não somos apenas isto! Somos muito mais! A alma é imortal - somos aquilo que gera o corpo mental - a sede da alma , que por sua vez gera o corpo espiritual que vai gerar o corpo físico !

Os espíritos demoram a ter conciência no desencarne a depender da situação espiritual de cada um - avanços e atrasos / doenças e saude espiritual plena. Alguns nem conciência tem pois o dano é tão severo que são encaminhados para encarnações compulsórias levadas adiante por orientação total dos mentores e guias espirituais.

Para trabalhar nos níveis mais profundos temos que conhecer nosso conciente, e mergulhar lentamente no incociente, através dos pensamentos / sentimentos / vibrações / estados da alma...

Maravilhosas são as promessas da nova fase espiritual que a humanidade está entrando pois vamos mapear os conhecimentos mentais e a nova força da Psicologia nos ajudará muito!

Quem não conhece a si mesmo destrai-se pertubando os outros , mas não vai se encontrar assim querendo interferir na conciência / inconciência do outro...para mim isto é vampirismo ou obsessão de encarnado para encarnado ou assédio moral na linguagem jurídica ( atualmente forçar a barra pode dar processo na justiça... e estamos todos documentando tudo...) .  Não posso fugir de minha conciência , mas posso conhece-la e modifica-la. Quando desencarnarmos teremos um encontro marcado inevitável com nós mesmos. Podemos antecipar isto, fazendo as reflexões sugeridas por Santo Agostinho na Doutrina dos Espíritos.

Temos que ser bem firmes , ninguém pode me colocar para baixo sem o meu consentimento. A obsessão começa em mim. Sintonia mental é a origem dos problemas, e isto mexe com o incociente - como posso saber quem sou eu , quem são os meus pensamentos e como separar os pensamentos entrantes / interferência ( sejam de encarnados ou desencarnados ) ? PReciso conhecer o meu estilo de pensar , como fabrico meus pensamentos , eles tem uma espécie de selo ou marca digital própria...assim percebo melhor o que é interferência alheia - e posso recusar ou escolher. Por isto não podemos desanimar nunca - nada de deixar cair em depressão pois é muito perigoso e ficamos muito vulneráveis a interferências externas na nossa conciência.  Existem boas interferências / intuições dadas por nossos protetores / amigos espirituais. Invocar nosso protetor espiritual nos ajuda muito!

Mas não podemos nos omitir , e podemos oferecer apoio / informações / alternativas / outras formas de pensar...sempre sem forçar a crença/valores/sentimentos alheios. É necessário muita habilidade para não sermos nós os culpados a colocar o outro em algum lugar degrau inferior / desanimar o outro / não desmerecer e nem colocar ninguém para trás ou para baixo...pois um dia teremos que ajudar a todos os que nós impedimos de crescer...o bom exemplo é o que melhor ensina para aqueles que estão tão preocupados com os outros , ou até , talvez, neste imenso mar de confusões, a única coisa válida - o exemplo!

Parece que o exemplo ultrapassa a conciência e deixa marcas no inconciente...e assim recebemos lições de nossos pais e avós. Recusar os maus exemplos, repetir os bons. E vamos em frente.

Minhas atitudes falam de meus sentimentos que falam do meu incociente - observar tudo isto é conhecer um pouco mais de nós mesmos - e só posso mudar aquilo que não mais me satisfaz...e para tal devo me conhecer!

Posso ? Quero ?

Tem uma série de livros da Autora Espiritual Ermance Dufaux falando de Sentimentos e Renovação de Atitudes - Médium Wanderlei de Oliveira - todos os  livros desta série Harmonia Interior são muitos bons na minha opinião.

Se ainda não conhecemos direito o corpo espiritual, fica difícil falar do corpo mental me sinto meio confuso sobre isto, e parece que entendo mais por intuição ( inconciente ) do que por conhecimentos adquiridos ( conciente) .

Mas do corpo espiritual ou peri-espírito ( envoltório espiritual) , existem muitas informações na Doutrina Espírita divulgada por KArdec , e todas as obras subsidiárias - é só estudar.

Meditar ajuda muito / se acalmar é necessário.

Abraços a todos !  :)


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: arlindo em 08 de Outubro de 2009, 22:16
Obrigado pelo envio , a estória da visita ao chico em uberaba, me fez relembrar quando estive lá, fui com um amigo e sobrinho do sr. elias barbosa, nosso irmão médico e pesquizador do espiritismo, sem querer levantar a bandeira do chiquismo, mas meu irmão tudo que vc sentiu eu tambem tive a felicidade de vivenciar....
obrigado
abraços
arlindo
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 08 de Outubro de 2009, 23:10
Obrigado pelo envio , a estória da visita ao chico em uberaba, me fez relembrar quando estive lá, fui com um amigo e sobrinho do sr. elias barbosa, nosso irmão médico e pesquizador do espiritismo, sem querer levantar a bandeira do chiquismo, mas meu irmão tudo que vc sentiu eu tambem tive a felicidade de vivenciar....

Arlindo,

seja bem vindo.

Obrigado por me trazer a palavra "incentivador"
Medito muito com palavras, e seus sentidos.
Nunca associei essa com consciencia.

Quanto à minha visita a Uberaba, se não fossem meus amigos, me incentivando não teria ido.
Me pergunto por que não fui antes...

Um abraço e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 08 de Outubro de 2009, 23:14
Tolomei e Dim-dim

Obrigado pela contribuição. comentarei depois

Um abraço fraterno

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 09 de Outubro de 2009, 00:57
Boa noite.

Este tópico é uma autêntica sopa de vida. Imaginem que somos feias lagartas que partilhamos o mesmo casulo e que cada uma das nossas mentes está neste momento a dissolver-se numa espécie de matéria gelatinosa. Se a nossa inteligência fosse tão capaz como a inteligência da matéria, no fim deste debate teriam essas mentes de emergir aladas. Será que isso que vai acontecer? 

Recuperando ideias anteriormente expostas, é interessante utilizar a metáfora do pecado original e identifica-lo com o emergir da consciência alargada, ou seja, o momento em que o Homem no decurso do seu processo evolutivo, a adicionou à consciência nuclear. Com a percepção do passado e a projecção do futuro dá-se inicio à contagem do tempo. Quando o tempo invade o espaço aniquila o presente. Homem deixa de saber quem é. Suspeito que foi neste instante que a mente surgiu. 

(http://fotos.sapo.pt/9UGpR6zdj3ekPTi1AIkH/)

(A. Damásio)


Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Ros em 09 de Outubro de 2009, 01:05
Paz plena... Irmãos foristas, um grande abraço.
Citar
Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”
Em função da pergunta 621 de OLE e a resposta, então fica no ar essa dúvida ou outra pergunta:
"Como cada pessoa tem a sua consciência e cada um pensa ou age de uma forma, às vezes,  única, em qual CONSCIÊNCIA que vamos acreditar ou aceitar como sendo a Lei de Deus?"  
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 09 de Outubro de 2009, 01:08
Paz plena... Irmãos foristas, um grande abraço.
Citar
Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”
Em função da pergunta 621 de OLE e a resposta, então fica no ar essa dúvida ou outra pergunta:
"Como cada pessoa tem a sua consciência e cada um pensa ou age de uma forma, às vezes,  única, em qual CONSCIÊNCIA que vamos acreditar ou aceitar como sendo a Lei de Deus?"  

Olá Rosário

Na única em que pode acreditar. Na sua.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Ros em 09 de Outubro de 2009, 01:23
Paz plena... Irmão Taprobana, um grande e fraternal abraço.
Em princípio concordo com a sua resposta:
Citar
Olá Rosário
Na única em que pode acreditar. Na sua.
E agora começamos a entrar numa seara complexa, pois existem consciências tão divergentes e Deus não poderia nos criar essa confusão.
A consciência de um manda eliminar aos inimigos e a de um outra manda amar aos inimigos. Ambos podem dizer que estão agindo conforme a Lei de Deus.
E é por isso que passei a inverter o ensinamento que está em Gênesis:
Citar
"Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou" (Gn 1, 27).
Eu já passei a falar assim: Cada ser humano cria, em sua mente, idéias sobre Deus e julga que as suas idéias são o próprio Espírito de Deus.
Veja que as pessoas com bons sentimentos e agem sempre de uma maneira correta e perfeita acreditam num Deus bondoso e perfeito.
Já as pessoas severas e justiceiras, acreditam num Deus severo e justiceiro.
O que muda são as idéias sobre Deus e sobre as leis de Deus e não o Espírito Perfeito e Bom de Deus.  
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 09 de Outubro de 2009, 01:52
Citar
Eu já passei a falar assim: Cada ser humano cria, em sua mente, idéias sobre Deus e julga que as suas idéias são o próprio Espírito de Deus.
Veja que as pessoas com bons sentimentos e agem sempre de uma maneira correta e perfeita acreditam num Deus bondoso e perfeito.
Já as pessoas severas e justiceiras, acreditam num Deus severo e justiceiro.
O que muda são as idéias sobre Deus e sobre as leis de Deus e não o Espírito Perfeito e Bom de Deus. 

De acordo amiga. Neste momento a mente de cada um cria o mundo em que vive. Um mundo de solidão. O nosso reino não é desse mundo. Mas é esse mundo que nos ensina a ser Reis.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Joana em 09 de Outubro de 2009, 02:22
[size=10pt]Olá a todos

Já muito se disse aqui sobre a consciência, os seus diversos significados e as várias aplicações (de acordo com o nível de consciência que atingimos), no nosso dia-a-dia, pelo que não me explanarei sobre estes pontos. Todos sabemos como agir; o difícil é conseguir fazê-lo adequadamente. Pensar, conhecer e fazer encontram-se, muitas vezes, em polaridades opostas. Pelo que o melhor guia que podemos ter é Jesus e conversar com Ele diariamente deveria ser uma prática interiorizada, pese embora todos os afazeres. Deixo-vos uma história, um pouco longa, mas que merece ser lida e reflectida, se queremos mudar comportamentos.

A filha de um homem pediu a um sacerdote que fosse a sua casa rezar uma oração para o seu pai, que estava muito doente.

Quando o sacerdote chegou à residência, encontrou este pobre homem na sua cama com a cabeça levantada por um par de almofadas.

Havia uma cadeira ao lado da cama, pelo que o sacerdote pensou que o homem sabia que viria vê-lo.

- Suponho que estava à minha espera? – disse-lhe.

- Não. Quem é o senhor? – perguntou o homem enfermo.

- Sou o sacerdote que a sua filha chamou para que rezasse com o senhor. Quando entrei e reparei na cadeira vazia ao lado da sua cama, supus que o senhor sabia que eu viria visitá-lo.

- Ah sim, a Cadeira.
Importa-se de fechar a porta? – perguntou o homem doente.

O sacerdote, surpreendido, fechou a porta.

O homem enfermo disse-lhe:
- Nunca disse isto a ninguém, mas passei toda a minha vida sem saber como orar. Quando estava na Igreja, escutava sempre, a propósito da oração, como se deve orar e os benefícios que traz…
…mas sempre…isto das orações…não sei…! Entra-me por um ouvido e sai-me pelo outro.
De qualquer forma, não faço ideia de como a fazer. Então…Faz muito tempo que abandonei por completo a oração.
Isto foi assim até há uns quatro anos, quando, conversando com o meu melhor amigo, ele me disse:

"José, isto da oração é simplesmente ter uma conversa com Jesus; sugiro-te, pois, que faças assim…Sentas-te numa cadeira e colocas outra cadeira vazia em frente da tua; depois, com fé, olhas para Jesus sentado diante de ti. Não é algo aloucado fazê-lo, pois ele disse-nos: “Eu estarei sempre convosco”.
Portanto, falas-Lhe e escuta-Lo, da mesma maneira como estás agora a fazer comigo."

- Foi assim que fiz uma vez e agradou-me, pelo que continuei a fazê-lo umas duas horas diárias desde então.
Tenho sempre muito cuidado, não vá a minha filha ver-me…Pois internar-me-ia imediatamente num manicómio.

O sacerdote sentiu uma grande emoção ao escutar isto e disse a José que era algo muito bom o que estava a fazer, e que nunca deixasse de o fazer.
Rezou imediatamente uma oração com ele. Deu-lhe a bênção e foi para a sua paróquia.

Dois dias depois, a filha de José chamou o sacerdote para lhe dizer que o seu pai tinha falecido.

O sacerdote perguntou-lhe:
- Faleceu em paz?

- Sim, quando saí de casa, por volta das duas da tarde, chamou-me e fui vê-lo na sua cama. Disse que me queria muito e deu-me um beijo.
Quando regressei de fazer umas compras, uma hora mais tarde, já o encontrei morto.
Mas há algo de estranho na sua morte, pois, aparentemente, justamente antes de morrer, aproximou-se da cadeira que estava ao lado da sua cama e reclinou a cabeça sobre ela; foi assim que o encontrei.
Que pensa o senhor que isto possa significar?

O sacerdote, profundamente comovido, enxugou as lágrimas da emoção e respondeu-lhe:

- Oxalá que todos nós pudéssemos ir dessa maneira.

Autor desconhecido

Bom estudo a todos

Joana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 09 de Outubro de 2009, 08:12
Amigos do fórum

Olá,


"sopa de vida", adorei essa...

Rosário, importante pergunta:

""Como cada pessoa tem a sua consciência e cada um pensa ou age de uma forma, às vezes,  única, em qual CONSCIÊNCIA que vamos acreditar ou aceitar como sendo a Lei de Deus?"   "

Minha opinião: concordo quando existe dois verbos, o "acreditar" e o "aceitar".

Na minha consciencia creio, portanto dou fé, à percepções muito vagas e indistintas para que meu processo cognitivo ainda não elaborou, entre muitos eventos e referencias contraditórias, cabendo portanto a dúvida.

Quando aceito, reconheço que alem de nossas percepções, tambem concordamos com as referencias cognitivas. cabendo portanto o erro da lógica na cognição, e na interpretação dos eventos perceptivos.

Na problemática da religiosidade humana, já fomos "incentivados"  apenas a ter a Fé ao modelo humano mais perfeito, de nosso tempo, hoje Jesus. Isto atende às consciencias, mas com o advento da doutrina espírita, alem da fé, elementos da reflexão cognitiva entram e apoiam a aceitação de nossa mente, que pela via meditativa, e mediúnica, tem-se caminho aberto a desenvolver e clarear suas percepções.

Concordando com a solidão interior, apenas no esforço de comunicação uns com os outros é que podemos trocar referencias. sendo portanto fundamental em nossas vidas e evolução, o a leitura e sua comprensão,  o diálogo, o próximo, e o amigo.


Um abraço e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 09 de Outubro de 2009, 09:36
Joana,

Primeiramente, que linda história ! Obrigado por enriquecer este tema tambem com seu depoimento de sua meditação e oração a Jesus. Faço o mesmo.

[size=10pt]

Já muito se disse aqui sobre a consciência, os seus diversos significados e as várias aplicações (de acordo com o nível de consciência que atingimos), no nosso dia-a-dia, pelo que não me explanarei sobre estes pontos. Todos sabemos como agir; o difícil é conseguir fazê-lo adequadamente. Pensar, conhecer e fazer encontram-se, muitas vezes, em polaridades opostas. Pelo que o melhor guia que podemos ter é Jesus e conversar com Ele diariamente deveria ser uma prática interiorizada, pese embora todos os afazeres. Deixo-vos uma história, um pouco longa, mas que merece ser lida e reflectida, se queremos mudar comportamentos.

 

E você tem toda a razão em dizer que já falamos muito, por que é complexo e precisávamos definir uma posição espírita coerente inicialmente, por que ela não havia ainda sido proposta, e neste sentido este debate é, pelo que sei, pioneiro. Mas ainda não falamos de uma das razões de estudá-lo, que é a modificação deste pensamento tão recorrente em nossas mentes:

” Todos sabemos como agir; o difícil é conseguir fazê-lo adequadamente. Pensar, conhecer e fazer encontram-se, muitas vezes, em polaridades opostas.”

Até poucos meses concordaria com você nesta afirmação, hoje não. Pensar logicamente é uma pequena parte de nossa função mental. Na verdade somos emoção e sentimentos vindos de muitas percepções e da memória. A proposta de Antonio Damásio e outros, é em minha opinião reconhecer isso e modificar a forma da interação entre razão e emoção, modificando a forma de aprendida de lidar com esta equação que você formulou: Pensar, conhecer e fazer. Há novos elementos que não estávamos levando em conta: O sentir.

Tão importante que as obras (ver bibliografia) estão facilmente disponíveis para download, e sugiro a você que leia e reflita sobre elas.

Ocorre  que agora não preciso me sentir fraco e pequeno espiritualmente por não conseguir fazer valer em mim uma norma de conduta mais adequada à minha razão, mas agora com treinamento adequado posso aprender a lidar melhor com meu cérebro. Assim como os músculos e o condicionamento cardiovascular, podemos treinar vias neuronais sinápticas, sabendo os fatores que tenho que lidar.

Como já é de conhecimento da ciência, um axônio faz conexão com outros 10mil. Da relação exponencial de possibilidades, de um bilhão de axônios e trilhões de conexões existimos. Aprender a lidar com estas conexões é a questão.

Quanto desta proposta é uma falácia? Pessoalmente não sei, mas este debate pretende abranger esta questão. Porem suas possíveis implicações no bem estar e na saúde mental são enormes. Muita cautela e reflexão são necessárias, juntos nessa nossa comunidade, é melhor. Portanto precisamos mesmo da reflexão de muitos. Participe!

Um exemplo sobre a enorme plasticidade de possibilidades do cérebro: convido você e os leitores a conhecer a história deste menino cego, Lucas Murray, que após treinamento adequado de uma técnica, alcançou níveis extraordinários da percepção auditiva para sondar e compreender o ambiente em seu redor. Leia a matéria completa no site G1, http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1330775-5603,00.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2cxLmdsb2JvLmNvbS9Ob3RpY2lhcy9DaWVuY2lhLzAsLE1VTDEzMzA3NzUtNTYwMywwMC5odG1s) e veja o vídeo.



http://www.youtube.com/watch?v=IXOqOyl7o4I&feature=channel_page&hd=1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUlYT3FPeWw3bzRJJmFtcDtmZWF0dXJlPWNoYW5uZWxfcGFnZSZhbXA7aGQ9MQ==)

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 09 de Outubro de 2009, 09:57

Amigos do Fórum Espírita

Olá

Um aspecto da capacidade de se ter Consciência Espírita é o grau de Maturidade Espiritual (ou Imaturidade) de um indivíduo adulto ou criança.

Reflito esta questão a quase dez anos, pois faz parte dos diálogos que temos com o mentor de nossa Casa desde que a instituímos. Nesta oportunidade de coordenar este tema procurei por referencias sobre este conceito. Minhas poucas reflexões e o material encontrado coloco para debate dentro deste mês.

Rita Foelker publicou um texto (1) sobre este conceito oriundo da discussão dentro do grupo de Filosofia Espírita para Crianças (2). Aprendi e concordo com ele:

  Uma das decorrências da compreensão da imortalidade e das múltiplas existências  ...  de diferentes experiências pregressas e de diferentes níveis de aproveitamento das mesmas, o que se pode observar é que algumas almas reencarnadas apresentam, desde tenra idade, sinais de um inquestionável adiantamento intelectual, mostrando talento para a música ou as artes, por exemplo, enquanto outras trazem paciência, resignação e compreensão profunda de seu papel na existência e, outras ainda, dão provas de perspicácia e lucidez além do esperado, reveladas em situações e diálogos diversos.

A Maturidade Espiritual é um conjunto de fatores: morais, intelectuais, emocionais, sociais, físico-energéticos, e leva em conta todo o espectro das inteligências múltiplas. Seria um estado de evolução, de certa forma, global, embora não exatamente uniforme.
No entanto, às vezes, somente um desses fatores se destaca, enquanto os demais pedem orientação e aprimoramento. Por isso, sempre é necessário notar qual é o caso da criança (ou adulto) em questão, para não mascarar suas fragilidades e tentar justificar seus comportamentos que revelam necessidade de melhoria nessa vida.

Aqui entram dois conceitos piagetianos, que podem ser lembrados: heteronomia e autonomia. No primeiro caso, o outro define as normas de conduta. Na autonomia, cada um define suas próprias normas.  Os Espíritos mais amadurecidos são mais autônomos, e fazem o que fazem porque brota de suas almas. Já a mera "aparência de maturidade" surge diante de certas pessoas e em certas situações, mas não se sustenta o tempo todo. E, nesse caso, o educando age diferente quando longe do olhar dos que cobram ou exigem perfeição.

E, realmente, as atitudes são a melhor expressão de nossa evolução espiritual, pois aquilo que fazermos é que nos retrata moralmente e, não, o que simplesmente pensamos, por mais elevado que seja.  Consideramos então, que existem atitudes que são forçadas e artificiais, enquanto outras são naturais. O risco de confusões é grande. A maturidade espiritual vem acompanhada de uma naturalidade, espontaneidade e, freqüentemente, de uma leveza nas atitudes. Nada é forçado, sisudo, tenso. Cobranças e perfeccionismo dos (indivíduos) (3), cujo desejo de (ser) (4) especial ou evoluído e leva a forçar certos comportamentos, nada disso se refere a progresso verdadeiro.
[/i] [/b]

Rita Folker introduz o tema das Inteligências Múltiplas em conjunto com o caso de Lucas Murray no nosso debate.

O que mais poderia ser dito? Minha contribuição é repetir o que aprendi, dizendo que independente dos talentos, ou não que trazemos, todos, encarnados e desencarnados podem estabelecer como meta um crescimento em amadurecimento espiritual  A cada meta um passo e de passo em passo mudar. Sendo que a primeira meta é aprender a aprender, e a segunda e que tudo muda. E que uma prova de grandeza espiritual é nossa capacidade de se adaptar e fazer mudanças sem sofrimento (quase espontaneamente). Mudar é natural. Sabemos o tamanho de nossas pernas pelo tamanho do passo que damos ou dos desafios que enfrentamos. Sempre em frente.

Muita Paz a todos

Nelson

(1) http://www.feal.com.br/colunistas.php?art_id=46&col_id=20http://www.feal.com.br/colunistas.php?art_id=46&col_id=20 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5mZWFsLmNvbS5ici9jb2x1bmlzdGFzLnBocD9hcnRfaWQ9NDYmYW1wO2NvbF9pZD0yMGh0dHA6Ly93d3cuZmVhbC5jb20uYnIvY29sdW5pc3Rhcy5waHA/YXJ0X2lkPTQ2JmFtcDtjb2xfaWQ9MjA=)
(2) Se desejar entrar no Grupo de Filosofia Espírita para Crianças na internet, envie e-mail para fepc2-subscribe@yahoogrupos.com.br
(3) no original: “pais”
(4) no original: “ter um filho”


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Victor Passos em 09 de Outubro de 2009, 10:30
Ola muita paz e harmonia companheiros

Amigo Nelson parabens pelo estudo.

  Mas estou com muitas duvidas, e gostava de esclarece-las, todos falam em consci~encia, todos falam em encaixe intelectual , todos falam em espaço cognitivo, , no entanto todos sabemos que a consciencia tem varios estados, se é que estou certo!
  Então deixo aqui estas questões?

 1 - É a consciencia a genese da inteligência?

 2- Qual a relação da consciencia com o Espirito?

 3 - Qual a função desta ( Consciência) em ação com o espirito?

 4 - Até que ponto esta mesma conciência é ponto decisório nas ações diarias?

Estas são as primeiras questões que gostava de ver abordadas porque será estimulante perceber até onde vai a consciencia e onde para o vector emmidssor da mesma, na materia ou no espirito?

muita paz

Abraço

Victor Passos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 09 de Outubro de 2009, 12:48

Olá amigos
Victor Passos, a minha modesta contribuição!

A importância de pensar, na atualidade as atividades do mundo só estão sendo regidas pelo pensamento superficial, isto é, só pela percepção e o discernimento.

Este tipo de pensamento é inato e praticamente não utiliza as funções essenciais da psique que é raciocinar e deduzir o "eu" da pessoa praticamente não participa.

O ato de pensar da pessoa começa após a análise do pensamento superficial e isto, se logra por meio da "meditação", a "reflexão" e o "pensamento maduro" dos fatos e eventos vivenciais. Este tipo de pensamento é o que utiliza o filosofo para adquirir conhecimento e descobrir verdades.


A consciência é uma energia (energia psíquica) a origem da energia só pode ser outra energia. No mundo, tudo é energia, só que estão em estado diferente, cinética ou potencial e também em vibração diferente, luz, som... e atividades diferentes, energia elétrica, química , mecânica... É a energia que da origem à matéria não o contrário. A origem de todas as coisas é uma energia psíquica e é ela que cria todas as outras variações. Nossa consciência é parte dessa "energia psiquica"


***   

“Penso logo existo”
 
Aqui fica claro que para chegar a esta verdade, primeiramente teve que perceber que pensava, isto é, tomar consciência. Posteriormente a consciência através do discernimento e o raciocínio obteve a dedução "Penso logo existo". Esse é um trabalho intelectual produzido pela "psique" do homem.

A consciência vulgarmente é chamada da Alma ou espírito para expressar algo que não é matéria. Eu já li sobre casos de pessoas que voltaram à vida após ter tido uma morte cerebral declarada e mesmo assim, elas, contaram todos os acontecimentos sucedidos após ter sido declarada sua morte cerebral.

A "consciência, é a parte vital do homem, e não a mente. A mente tem uma função executiva, é "ela" que comanda as atividades do cérebro. A consciência tem uma função gerencial e "ela" é quem comanda a mente através dos pensamentos. A meditação oriental diz-nos para "pararmos de pensar para aquietar a mente."



Paz
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 09 de Outubro de 2009, 13:31
Boa tarde

Nelsonmt, sinto bastante mais empatia com a sua palavra do que com a palavra de muitos daqueles aqui sugeriu como referência introdutória a este tema, nomeadamente com aqueles que de momento não estão vivos.

Este episodio recorda-me os autores do capítulo de introdução aos livros de filosofia, que pretendendo explicar os seus fundamentos, os tornam mais incognoscíveis do que o são quando expressos pelo filosofo. Suspeito que se assiste a um fenómeno idêntico a este quando os espíritos pretendem explicar as fórmulas da vida, cuja competência para tal se dilui na impossibilidade que neste momento têm de a experimentar em si mesmos, provavelmente idêntica aquela que os vivos sentem ao tentar experimentar o mundo dos mortos.

A natureza sugere uma total e completa competência da vida. A meditação e a mediunidade que aponta são recursos que a mente potencia no sentido de resolver os complexos problemas que a noção adquirida do tempo nos coloca.

É concebível a ideia de que a vida contém meios que permite ou viabiliza a transmutação da percepção sugerida pela consciência alargada concretizada numa percepção possível, através da qual ressurge uma identidade que estará para além e para aquém do tempo, ou seja, uma identidade que vive o presente infinito. Poderá ser isto a imortalidade. Poderá ser esta a razão pela qual a génese não é cognoscível através da mente humana.

A mediunidade é também um sentido da vida, o médium está vivo.

PS  Lindo o conto que nos oferece, Joana.

Taprobana.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 09 de Outubro de 2009, 13:58
Olá dim-dim.

Um desfio à moda do Porto.  :D

“Penso logo existo” segundo dim-dim aqui no Fórum.
 
Citar
Aqui fica claro que para chegar a esta verdade, primeiramente teve que perceber que pensava, isto é, tomar consciência. Posteriormente a consciência através do discernimento e o raciocínio obteve a dedução "Penso logo existo". Esse é um trabalho intelectual produzido pela "psique" do homem.

“Penso logo existo” segundo Damásio em “O Erro de Descartes”

Citar
E para nós, no presente, quando vimos ao mundo e nos desenvolvemos, começamos ainda por existir e só mais tarde pensamos. Existimos e depois pensamos e só pensamos na medida em que existimos, visto o pensamento ser, na verdade, causado por estruturas e operações do ser.

Como resolveria este divertido debate virtual com o Damásio?  :D

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Oliva Prado em 09 de Outubro de 2009, 14:20
Bom dia a todos
Se bem percebi a consciência de que se fala aqui é aquela que nos ajuda a evoluir em fraternidade e em caridade.
No meu humilde ponto de vista e não sei se vão concordar:
- tal como é triste um dia percebermos o tempo que perdemos em realizações desastrosas ou menos boas, e é triste porque estávamos sós. E foi assim que comecei a escrever este texto.  Também é Bom percebermos um dia que foi por causa do nosso esforço que conseguimos conquistar, alcançar, Boas coisas. E se podermos partilhar essas descobertas, realizações, o Bem dessa conquista é sempre maior e Bem Melhor.  Tal como entristece saber o quanto é difícil abraçar a doutrina espirita e fazê-la chegar a maior número de corações e Inteligências, mas há um esforço, um trabalho individual a realizar e que é responsabilidade única de cada um, e que está de acordo com as aspirações de quem assim age. ( tal como Sto Agostinho diz L E 919a)  E com esta consciência (voltada para o bem de todos) é que nós podemos perceber os caminhos do amor, da bondade, da compreensão ou seja do Amor Intelectivo. Esse Amor tão Bem exemplificado por Francisco Cândido Xavier, como por outras personalidades na história da humanidade. Essa consciência é que nos ajuda a transformar-mo-nos para melhor. Agora se temos oportunidade de a pôr em prática, da vivênciar, no que depende exclusivamente da nossa conduta ou da nossa postura mental, penso que sim, mas nas outras situações em que há outras vontades que muitas vezes conseguem anular ou ofuscar a nossa, nem por isso. E estas parecem-me mais numerosas. Mas  uma Alma capaz de Boas aspirações já é um Bom começo.
..esta que escreve
Oliva Prado
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 09 de Outubro de 2009, 14:28
Penso logo existo” segundo Damásio em “O Erro de Descartes”


Citar
E para nós, no presente, quando vimos ao mundo e nos desenvolvemos, começamos ainda por existir e só mais tarde pensamos. Existimos e depois pensamos e só pensamos na medida em que existimos, visto o pensamento ser, na verdade, causado por estruturas e operações do ser.

Como resolveria este divertido debate virtual com o Damásio?  

Taprobana
*****
Olá amigo Taprobana já no inicio deste tópico tinha falado sobre isto, mas cá vai!

"Visão xamã"
"Para os videntes, estar vivo significa estar consciente. Para o homem comum, estar consciente significa ser um organismo. É aí que os videntes são diferentes. Para eles, estar consciente significa que as emanações que causam a consciência estão encerradas dentro de um receptáculo."


A consciência surge no movimento evolutivo a partir do pensamento, visto este como o processamento de informações recebidas do meio externo, por um intelecto, gerando uma resposta. Neste sentido, todo o ser vivo pensa, ainda que não esteja consciente disso.

A consciência, então, eclode apenas em determinado ponto do processo evolutivo e é justamente o seu surgimento que origina o ser humano, quando o pensamento torna-se consciente de si mesmo.

Este "dar-se conta" do pensamento, que denominamos "consciência", não ocorre como algo inusitado, antes é o resultado inexorável de um estreitamento da ligação entre o "dentro" e o "fora" do ser, no tempo.

Paz
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 09 de Outubro de 2009, 16:19
Olivía, respondendo…


Se bem percebi a consciência de que se fala aqui é aquela que nos ajuda a evoluir em fraternidade e em caridade.
 

Eu concordo, e



No meu humilde ponto de vista e não sei se vão concordar:

- tal como é triste um dia percebermos o tempo que perdemos em realizações desastrosas ou menos boas, e é triste porque estávamos sós.

E foi assim que comecei a escrever este texto.  Também é Bom percebermos um dia que foi por causa do nosso esforço que conseguimos conquistar, alcançar, Boas coisas. E se podermos partilhar essas descobertas, realizações, o Bem dessa conquista é sempre maior e Bem Melhor.

E aqui também, e obrigado por decidir participar escrevendo este texto... e por  que já estive neste primeiro momento, e hoje no segundo, sabendo valorizar cada instante dele.



  Tal como entristece saber o quanto é difícil abraçar a doutrina espirita e fazê-la chegar a maior número de corações e Inteligências, mas há um esforço, um trabalho individual a realizar e que é responsabilidade única de cada um, e que está de acordo com as aspirações de quem assim age. ( tal como Sto Agostinho diz L E 919a)  E com esta consciência (voltada para o bem de todos) é que nós podemos perceber os caminhos do amor, da bondade, da compreensão ou seja do Amor Intelectivo. Esse Amor tão Bem exemplificado por Francisco Cândido Xavier, como por outras personalidades na história da humanidade.

E aqui também concordo, ressaltando apenas que o sentido de consciência do individual para o coletivo é o precisamos perceber e valorizar inclusive, em sua função do multiplicador social, como uma alternativa aos processos adoecedores mentais de nossa cultura .



 Essa consciência é que nos ajuda a transformar-mo-nos para melhor. Agora se temos oportunidade de a pôr em prática, da vivênciar, no que depende exclusivamente da nossa conduta ou da nossa postura mental, penso que sim, mas nas outras situações em que há outras vontades que muitas vezes conseguem anular ou ofuscar a nossa, nem por isso. E estas parecem-me mais numerosas. Mas  uma Alma capaz de Boas aspirações já é um Bom começo.

 

Novamente concordo.

Quero convidá-la a refletir também na questão de fatores intrínsecos inerentes a função da consciência já que toda a proposta espírita crista a amiga já refletiu e aprendeu. Não só para aparelhá-la de conceitos mais específicos em sua meditação, como também para aprender novos maneiras de lidar consigo mesma, também seguindo o princípio de Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”.

Esta é uma das razões deste tema.

Um abraço fraterno e muita Paz.

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: musicsds em 09 de Outubro de 2009, 17:47
A questão de número 621 do Livro dos Espíritos indaga onde [está] escrita a lei de Deus? E foi dada a seguinte resposta: "na consciência".
Penso que é importante verificar se é exatamente o sentido de "estar" que esse verbo quer denotar, pois ao meu ver pode estar ocorrendo um equívoco na tradução do francês para o português, em relação a pergunta feita. Porque me parece mais racional aceitarmos no lugar de "está" escrita, o "é" escrita na consciência, pois já que a doutrina aceita uma lei de progresso, nos leva a pensar que conforme o avanço evolutivo do Espírito, esse vai tendo consciência da lei divina. Proponho uma pesquisa verificando essa possibilidade de engano.
Paz a todos
Douglas
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 09 de Outubro de 2009, 19:17

Olá amigos

Algo mais para nos fundirmos com a onsciência.

C.G.Jung
Considerações teóricas sobre a natureza do psíquico:


A situação aqui não me permite descrever detalhadamente a transformação dos
conteúdos inconscientes em conteúdos conscientes, por isto devo contentar-me apenas com
algumas referências. Em primeiro lugar conseguiu-se explicar com sucesso a estrutura dos
chamados sintomas psicogênicos, com base na hipótese dos processos inconscientes. Partindo
da sintomatologia das neuroses, Freud deu plausibilidade aos sonhos como transmissores de
conteúdos inconscientes. O que ele encontrou, então, parecia ser constituído de elementos
de natureza pessoal, perfeitamente capazes de alcançar o nível da consciência e que, por
isto, seriam também conscientes sob outras condições. Parecia-lhe que eles tinham sido
"reprimidos", por causa de sua natureza moralmente incompatível. Tinham sido, portanto,
conscientes, como os conteúdos esquecidos, e tornaram-se subliminares e mais ou menos
irrecuperáveis, por causa de um efeito contrário exercido pela atitude da consciência.
Mediante apropriada concentração da atenção sobre as associações diretivas, ele conseguiu a
recuperação associativa dos conteúdos perdidos, mais ou menos como acontece num exercício
mnemotécnico. Mas, ao passo que os conteúdos esquecidos eram irrecuperáveis por causa de
seu baixo valor liminar, os conteúdos reprimidos deviam sua relativa irrecuperabilidade a uma
inibição proveniente da consciência.

Esta descoberta inicial conduziu logicamente à interpretação do inconsciente
como sendo um fenômeno de repressão que poderia ser entendido em sentido personalístico.
Seus conteúdos eram elementos perdidos que um dia foram conscientes. Mais tarde Freud
reconheceu também a sobrevivência de vestígios arcaicos sob a forma de modos primitivos de
funcionamento, embora explicando-os em termos personalísticos. Para essa concepção, a
psique inconsciente é um apêndice subliminar.


Fiquem bem
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 09 de Outubro de 2009, 20:03
Boa noite

Olá dim-dim

Citar
A consciência surge no movimento evolutivo a partir do pensamento, visto este como o processamento de informações recebidas do meio externo, por um intelecto, gerando uma resposta. Neste sentido, todo o ser vivo pensa, ainda que não esteja consciente disso.

Nesse sentido tem razão de ser a afirmação de Descartes. Se definir pensamento dessa forma ou seja como um atributo da existência por si só independentemente de esta ser humana ou celular é algo evidente… mas nesse caso o estranho seria as pedras não pensarem… ou então pensam e por isso existem.

No entanto dentro do contexto cartesiano sabemos não ser assim. Descartes equivocou-se ou seja o correcto seria “Se eu existir, logo pode ser que um dia venha a pensar”.

Em todo o caso era uma brincadeira sem utilidade grande utilidade para este tema. Assim como esta:

Par falar em “Visão Xamã”, o efeito que algumas drogas provocam na manifestação do espírito provam de forma evidente a influência da mente.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 09 de Outubro de 2009, 20:04
Vitor,

Obrigado pela participação.

O amigo sabe como fazer perguntas… difíceis e complexas. É um dom com certeza! Mas ao contrário do nos pede Kardec, no sentido de buscar uma pergunta onde apenas cabe um “sim” ou um “não”, minhas respostas também exigirão esforço, para ser também didático dentro do andamento das discussões, e talvez possamos chegar a um consenso apenas na última semana, mesmo porque humildemente também procuro por compreender tanto estas perguntas em todos seus sentidos, como também as respostas, hoje e no amanhã também.


  Então deixo aqui estas questões?

 1 - É a consciencia a genese da inteligência?

 2- Qual a relação da consciencia com o Espirito?

 3 - Qual a função desta ( Consciência) em ação com o espirito?

 4 - Até que ponto esta mesma conciência é ponto decisório nas ações diarias?

Estas são as primeiras questões que gostava de ver abordadas porque será estimulante perceber até onde vai a consciencia e onde para o vector emmidssor da mesma, na materia ou no espirito?

 

Aqui não nos cabe contentar com postulados cartesianos, no sentido de ser realmente honestos uns com os outros. Assim ficamos abertos a rever conceitos, sobre o que é consciência, pois André Luiz não conseguiu abordar:

 Mecanismo da Mediunidade - Capitulo 10

Partícula Mental
...  toda particula da corrente mental, nascida das emoções e desejos recônditos do Espírito, através dos fenômenos íntimos e profundos da consciência, cuja estrutura ainda não conseguimos abordar, se desloca, produzindo irradiações eletromagnéticas, cuja frequência varia conforme os estados mentais do emissor...

A Filogenética é um ramo da ciência que procura estudar a evolução das espécies entre si pela transmissão entre elas de material genético mais eficiente procurando assim o elo perdido na evolução dos seres. Uma dos parâmetros é a quantidade de neurônios, existindo entre as espécies com cérebro uma escala do peixe ao homem. Revivemos toda esta escala no desenvolvimento do feto, partindo do organismo unicelular até a complexidade do organismo humano, o mais desenvolvido do planeta.

Começando a responder sua pergunta: há um consenso entre os especialistas que o ”pensamento nasceu do ato do movimento voluntário corporal”. e sendo todo “ pensamento é um movimento sem ato”.

Se um protozoário (sem cérebro) se movimenta, então está ensaiando pensamentos voluntários que serão agregados à sua estrutura de DNA.

É a consciência a gênese da inteligência?
(Sabendo responder esta questão poderemos ponderar melhor as demais.)


continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 09 de Outubro de 2009, 20:25
É a consciência a gênese da inteligência?
(Sabendo responder esta questão poderemos ponderar melhor as demais.)

Sim se você considerar a inteligência emocional existente nos instintos básicos de sobrevivência, incluindo o prazer de comer e o prazer do ato sexual, que ocorre em todas as espécies.

Sendo a inteligência abstrata e lógica conseqüência dela.

Sobre isso fala o Dr. Yusaku Soussumi, médico e psicanalista freudiano, levando em consideração a proposta da neurociência atual (*):

“É por meio dessa abordagem que temos a possibilidade de compreender Freud em toda a profundidade, quando ele sinaliza que as mudanças nos estados internos do ser são percebidas como afetos pelo próprio ser vivo, que responde a elas com ação e movimento. Aprendemos que os afetos são apreensões dos estados somáticos do organismo e que esses estados resultam do trabalho das estruturas internas do ser na tentativa de manter a condição interna inalterada para poder sobreviver. Compreendemos que não é somente a captação dos estados internos que vai resultar em bem-estar ou mal-estar, ou seja, prazer ou desprazer, que a natureza estabeleceu como parâmetro de valor ao que Freud denominou princípio de prazer, mas, mais do que isso, vamos verificar que o afeto é a primeira manifestação fenomenológica de uma entidade que emerge desse dinamismo das estruturas internas, que vai se caracterizar como mente, como consciência, e que podemos chamar de protomente. Aqui, vê-se a mente emergindo dessa realidade unitária, inseparável, indissociável, que é corpo-mente.

O afeto, que está atrelado ao princípio do prazer, vai ser o elemento que mobiliza a ação do ser em busca do equilíbrio e da harmonia. Esse movimento é decisivo para o processo de homeostase, que é o mecanismo de regulação interna do ser vivo. Enfim, o que importa compreender é que os afetos e as emoções são percepções dos estados internos do organismo, que desencadeiam os processos de homeostase ou auto-regulação para garantir a sobrevivência. Essa é a condição primordial, que nasce como impulso motivacional básico intrínseco do ser, ou seja, instinto de sobrevivência, no momento mesmo em que surge a vida. É sobre esse eixo que se constrói todo o processo de evolução, que se caracteriza pelo aperfeiçoamento dos elementos que compõem os recursos de sobrevivência do seres vivos, os quais vão se tornando estruturalmente mais complexos, em busca de maior eficácia na adaptação ao meio e na manutenção da vida.

Eu costumo dizer que a natureza não quis perder essa experiência e tinha o objetivo de perpetuá-la a qualquer custo sobre a terra. Assim, além de aperfeiçoar o ser vivo, tornando mais complexas suas estruturas e sua organização dinâmica, mais eficazes e sofisticados os recursos de auto-regulação e de sobrevivência para adaptação ao meio externo, a natureza aperfeiçoou também os métodos de perpetuação da vida por meio da reprodução, para garantir a sobrevivência das experiências que deram certo. No meu ponto de vista, essa perspectiva evolucionista já estava presente em Freud, embora em nenhum momento de sua vasta obra ele tenha sistematizado suas fundamentações. No entanto, apesar de dispersas,  podemos depreendê-las da leitura de seus textos.

Suas incursões pela teoria dos instintos, a valorização da sexualidade conectada com o instinto de sobrevivência (instinto do ego), a visão do caminho ascendente do desenvolvimento ontogenético das funções psíquicas, das fixações provocadas pelos traumas, do afetivo conectado ao simbólico para alcançar o cognitivo, a capacidade de pensar (retomada por Bion sob a forma de função alfa) aparecem em sua obra sem que tenha sido feita uma sistematização de suas concepções sobre o homem e o processo de humanização.


Continua...
(*) Leia o texto completo no anexo: AFETOS, SOBREVIVÊNCIA E DESENVOLVIMENTO NA NEURO-PSICANÁLISE
Yusaku Soussumi
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 09 de Outubro de 2009, 20:49
Continuando...


É indiscutível e por isso queremos ressaltar a importância dos primeiros momentos da vida do homem na constituição de seus recursos para a auto-regulação, a sobrevivência e a expansão da vida para além dos valores atrelados à sobrevivência, conforme Freud enunciou no seu monumental Além do princípio do prazer.

Por essa razão, quanto mais profundamente penetramos na Neuropsicanálise, mais e mais  voltamo-nos para o estudo e a investigação da relação da mãe, ou dos cuidadores, com o bebê, que é decisiva na formação e desenvolvimento posterior dos recursos de sobrevivência e do sistema nervoso do bebê, da criança e do futuro adolescente e adulto. É fundamental para os psicanalistas conhecer as investigações que se processam nas funções do hemisfério direito do cérebro do bebê e da mãe, que vão permitir as comunicações que acontecem entre eles de forma inconsciente, num outro nível de realidade e compreensão, que o dogmatismo acadêmico e científico classificaria de irracional. Por esse enfoque, cabe salientar a importância da região ventromedial do lobo frontal como o componente cortical do sistema límbico que funcionaria como o centro processador das emoções e das conexões destas com a cognição, quando as emoções se tornam sentimentos, ou seja, quando a consciência das emoções e suas origens nos estados do corpo se mobilizam juntamente com os pensamentos. É nesse momento que os sentimentos como que adquirem autonomia, expandem-se nas respostas ao mundo externo, em particular nas relações com o outro, com o surgimento de atitudes e desejos de consideração solidária, respeito, identificação e afeto para com o outro. É o princípio do surgimento da função de cognição, com a qual surgem também a capacidade de pensar e toda a gama de funções executivas moduladas pelas emoções e pelos sentimentos.


A conquista evolutiva da cognição, a partir de uma parte das emoções que se descola do corpo e se acopla com a linguagem e com a função de pensar, vai permitir que o sistema de autocontrole e auto-regulação esteja subordinado à função executiva da consciência e do pensar, o que significa que o ser humano ganha a possibilidade de controle sobre as emoções, sobre as ações, sobre si e sobre o meio externo, incluindo a relação com o outro e com o social.

Nesse momento, o homem se abre para as possibilidades que a conquista do lobo pré-frontal, pela evolução biológica, lhe permitiu. Por meio das extraordinárias funções executivas, o homem pode expressar o mundo do subjetivismo, para “além do princípio do prazer”, livre do aprisionamento aos grilhões da sobrevivência, portanto, da estagnação e da morte, e pode buscar a realização na sua mais alta e legítima condição, a real humanização, a expansão, a vida, como Freud pensava e buscava realizar naqueles tão sofridos dias de 1920.  

Como diz o Bhagavad Gita:
E Krishna disse:

“É um avaro desejo, é cólera, Arjuna, nascido da natureza da paixão,
pecaminosa e que tudo consome”.
                  
“Como a fumaça cobre o fogo, o pó cobre o espelho, como o útero envolve
o embrião, assim a sabedoria é envolvida  pelo apego.”
              
“Insaciável é o fogo do desejo, o inimigo constante do saber que turva e envolve
a sabedoria.”

“A mente e o intelecto estão enrolados nos sentidos. Por meio destes, a visão do homem fica cega, encobrindo a sabedoria.”


Penso que seria importante reflexão sobre este material no sentido de ele se encaixar ou não ao pensamento da doutrina espírita, conforme estudamos na semana passada.
Minha opinião é que sim. Mas aguardo as ponderações dos amigos para a continuação de um raciocínio.

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 09 de Outubro de 2009, 22:37
Boa noite.

Não me parece de todo adequado descontextualizar tanto do ponto de vista histórico como cultural, textos religiosos hindus para sustentar as palavras do Dr. Yusaku Soussumi que em nada condenam a vida mas sim a justificam. Descontextualizada, uma frase que numa época tem um conteúdo profético, quando utilizada de forma anacrónica leva a lamentáveis e inconvenientes crenças acerca da inutilidade da vida e que leva ao encontro da morte por suicídio camuflado aqueles que com ela estão em confronto.

Por exemplo:

“A mente e o intelecto estão enrolados nos sentidos. Por meio destes, a visão do homem fica cega, encobrindo a sabedoria.”

Verifiquemos o tipo de analogia possível obter quando afirmamos este paragrafo hoje:

Esta afirmação poderia perfeitamente ser proferida por Platão perante os enclausurados na sua caverna e condenados à castração da vida que, por culpa de Sócrates perdurou pelos séculos e séculos, onde o conceito de belo, do bem e do mal foram de tal forma cristalizados que nem as palavras e ensinamentos de Jesus conseguiram converter e que acabaram de forma calamitosa absorvidos nas religiões cristãs.

Com a sua Republica, Platão identificou e divinizou as almas virtuosas do filósofo legislador, que submete o guerreiro feroz detentor da coragem, que por sua vez e em seu nome ceifará qualquer laivo de vontade da satisfação dos desejos grosseiros do avarento artesão, que só pensa nos bens materiais frutos do seu trabalho para os aplicar numa vida conspurcada pelo crime de acreditar que não estava de costas para a entrada da caverna, e assim confundir o mundo virtuoso das ideias iluminadas com o seu mundo ilusório e sombrio dos seus sentidos.

Estas políticas de negação e castração da vida, foram criada em nome do sábio, do filósofo legislador, em nome daquele cuja mente e o intelecto por não se encontram enrolados pelos sentidos indignos, e põem a nu um Deus, que comete um erro terrível ao obrigar as suas almas de virtude a provar a indecência da vida vivida em comunhão de mentira e ilusão, com uma natureza que incompreensivelmente criou, e que é imprópria e indigna para os receber.

A minha alma não vai cair de novo no erro de querer morrer. Prefiro a companhia dos artesãos sombrios à dos legisladores iluminados.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Ros em 10 de Outubro de 2009, 00:30
Paz plena... Taprobana, um grande e fraternal abraço.
Citar
De acordo amiga. Neste momento a mente de cada um cria o mundo em que vive. Um mundo de solidão. O nosso reino não é desse mundo. Mas é esse mundo que nos ensina a ser Reis.
Mas também está escrito: "O meu reino ainda não é aqui".
Bom, se ainda não é, então vai SER.
Paz plena... Rosário.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Ros em 10 de Outubro de 2009, 00:39
Paz plena... Nelson, um grande e fraternal abraço.
Citar
Minha opinião: concordo quando existe dois verbos, o "acreditar" e o "aceitar".

Na minha consciencia creio, portanto dou fé, à percepções muito vagas e indistintas para que meu processo cognitivo ainda não elaborou, entre muitos eventos e referencias contraditórias, cabendo portanto a dúvida.
Até ao ano de 1982 eu tinha fé e acreditva, mas por ter entregue as armas em defesa da vida única no dia 05/01/1980 e ter aceito a reencarnação como verdade, então passei a buscar a VERDADE, que libertta (João 8,32) e o limite deste busca da VERDADE é a nossa própria capacidade de pensar e cada um tem o seu limite.
Então hoje digo que não tenho mais fé, pois fé é uma fase que vivemos antes de ter a CONSCIÊNICA perfeita da existência de Deus e do Plano Espiritual.
Após ter conhecido a Doutrina Espírita passei a ter a certeza de tudo aquilo que antes só tinha fé.
Paz plena... Rosário.   
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 10 de Outubro de 2009, 01:55
Tolomei,

Obrigado por sua participação expondo suas idéias.
No sentido de entender seu texto fiz algumas perguntas e discuti alguns conceitos que empregou, provavelmente por causa da pressa , mas concordei com praticamente tudo.

Na consciência está temporariamente algumas memórias , que se repetidas e aprovadas, geram informações atitudes e hábitos que podem se fixarem no inconsciente.   Pelo hábito de dirigir sempre o veículo para o trabalho e residência - já o faço de forma automática - usando muito o inconsciente - virou hábito.

Tolomei esta memória não está no inconsciente e sim numa memória subconsciente, pois você é capaz de resgatá-la pela força de sua atenção mental, porem ao contrário da questão de um vício, de fumar por exemplo, que também está na memória subconsciente, outros fatores relacionados à fonte de prazer e portanto a questão da emocional afetiva do ser, e estes sim guardados na memória inconsciente. Ficando então difícil parar de fumar, pois há “um sofrimento” na mente, e se você ficar sem dirigir não. Não é mesmo?

Eu apago, desperto e modifico meu consciente de acordo com a maior ou menor vontade de mudar / viver , mas inequivocamente as conseqüências serão colhidas no inconsciente que vai reagir em forma de sentimentos / vibrações / desejos / insatisfações/ hábitos e atitudes.

Existe o conceito de consciente dentro da neurologia, sinônimo de “estado em vigília” onde se realiza atos voluntários, como comer, andar, dançar, estudar. Nele as mudanças da atenção em uma atividade, ou em um sentimento é o que você diz ser “mudo meu consciente? O que você pensa e sente fora do estado de vigília, ou seja dormindo também é de sua responsabilidade cármica, uma vez que há emoções e sua mente vibra.
Outra questão é que os erros não são levados ao esquecimento nesta vida, ficam latentes quando não olhamos para eles, no subconsciente, fazendo conflitos como núcleos energéticos caóticos, impedindo a paz e harmonia de espírito. Você concorda?

As memórias de outras vidas estão nas camadas profundas do inconsciente ( no corpo mental pois o corpo espiritual vai mudando a cada encarnação) , mas podem ser acessadas , seja pelo nosso preparo espiritual, seja por ajuda dos amigos espirituais, ou seja pelas técnicas da moderna psicologia transpessoal - a TVP - terapia de vida passada ( muito bem abordada pelo Psicológo Espírita Milton Meneses ) .

Minha opinião sobre TVP. Antes de abrir a caixa de pandora, tenha autorização de seu mentor e de sua consciência. Na dúvida não faça. Se o esquecimento nos foi dado é uma benção. Se a lembrança for necessária será espontânea e administrada pelo seu mentor. Procurem saber não só dos sucessos apregoados à técnica, mas também de seus fracassos, e isto quer dizer quer não funciona, mas nas conseqüências desagradáveis e no agravamento de obsessões. Bom senso...mas todos querem saber bobagens, sobre outra vida, e não das responsabilidades nessa .
Importante colocar que o Psicólogo, Sr. Milton Meneses pode ser espírita, porem a técnica TVP não o é, ou seja, não foi inspirada por espíritos superiores.

 
O consciente se entorpece de álcool / drogas / vícios mentais / , se degenera nas doenças mentais , velhice, mutações hormonais , nossa capacidade consciente é relativa e normalmente deficitária - temos sempre um potencial superior para escalar. Perturbações espirituais afetam meu consciente , e logicamente o ambiente a onde estou também pois o estado vibracional negativo pode baixar meu potencial energético. A epilepsia , o lapso de memória, os fenômenos de ausência, o estado de coma , etc desligam o consciente.

Mais uma vez equivalente a estado de vigília, e não entendi o que quis dizer com “capacidade consciente é relativa (a que?) e normalmente deficitária. Toda alteração deve ter acompanhamento de médico e profissional especialista. A função integradora da proposta de Andre Luiz fala manutenção da saúde mental pela ação acolhedora dos núcleos subconscientes e do superconscientes (de seu mentor) na ação da consciência e atos de vontade mental para não permitir que núcleos doentios e deprimentes se instalem na memória, conforme nos ensina Joanna de Angelis, e como você já sabe. Mesmo este  processo de pode ter acompanhamento profissional em conjunto com a terapêutica da alma, caridade, oração, confiança.

O Inconsciente parece que nunca é desligado, e só é afetado lentamente na construção dos séculos, dos tempos, das encarnações sucessivas. “Zerando nossas consciências” ao reencarnar, somos mais nós mesmos porque voltaremos a repetir os diversos aprendizados que prefiro escolher agora / ou novamente... O que for aprovado vai para no inconsciente.

Nossa memória e nossas faculdades mentais nunca serão “desligados”, pois são a essência do espírito. Mas a construção é lenta mesmo. Não perdemos totalmente nossa consciência, e todas nossas conquistas (positivas e negativas) são incorporadas ao cérebro novo.

Se ainda não conhecemos direito o corpo espiritual, fica difícil falar do corpo mental me sinto meio confuso sobre isto, e parece que entendo mais por intuição ( inconsciente ) do que por conhecimentos adquiridos ( consciente) .

Sugiro leitura de No Mundo Maior, e Nos domínios da Mediunidade, para saber mais sobre a mente

Mas do corpo espiritual ou peri-espírito ( envoltório espiritual) , existem muitas informações na Doutrina Espírita divulgada por Kardec , e todas as obras subsidiárias - é só estudar.
Meditar ajuda muito / se acalmar é necessário.
 

Obrigado mesmo, e pense bem antes da TVP.

Um abraço e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 10 de Outubro de 2009, 04:28
Amigo Dim-dim


até agora este tópico apenas tem arranhado a superfície, com alguns sentimentalismos, mas de essência nada.

Faz-me lembrar o mito da caverna de Platão, estamos todos apenas a ver reflexos, sombras, e até sentimos medo de ir para a rua para encarar a luz, as cores, o mundo...

Também podemos chamar a filosofia para a discussão, como nos diz Hegel fazendo referência ao mito da caverna de Platão:

O belo, o sagrado, a religião, o amor são a isca requerida para despertar o prazer de mordiscar. Não é o conceito, mas o êxtase, não é a necessidade fria e metódica da Coisa que deve constituir a força que sustém e transmite a riqueza da substância, mas sim o entusiasmo abrasador.

Corresponde a tal exigência o esforço tenso e impaciente, de um zelo quase em chamas, para retirar os homens do afundamento no sensível, no vulgar e no singular, e dirigir seu olhar para as estrelas; como se os homens, de todo esquecidos do divino, estivessem a ponto de contentar-se com pó e água, como os vermes. Outrora tinham um céu dotado de vastos tesouros de pensamentos e imagens. A significação de tudo que existe estava no fio de luz que o unia ao céu; então, em vez de permanecer "neste mundo" presente, o olhar deslizava além, rumo à essência divina: a uma presença no além- se assim se pode dizer.
 

Citando Platão e Hegel, legal... Mas o deve amigo considerar que o prazer sentido por eles se devia a uma função cerebral. A dançarina quando dança sente prazer pois se identificada com sua inteligência cinestésica dançar é fácil, e prazeroso. O mesmo se dá com aqueles que pensam de forma muito abstrata, como os filósofos, este exercício de pensar produz uma sensação de êxtase. Nosso foco é relacionar os fatos com as funções cerebrais. Todo conhecimento esta neste momento tomando posição em relação à neurociência. Nesta semana de alguma forma os espíritas neste tema tomarão contato com esta discussão, e ao longo de muitas reflexões de pessoas mais capazes que eu, farão uma reflexão profunda sobre isso.

Aqui começo a perceber que o amigo não é estudante de Kardec, mas sendo não o compreendeu.

Apesar da lógica e da razão a obra de Kardec valoriza a Fé, os sentimentos, a compaixão e as percepções. Oferece parâmetros para o sentir. Mas tudo apenas com um propósito, não o deleite pessoal, mas a caridade.
Falar de amor não é sentimentalismo para quem o percebe, pois para estes é real, e não uma utopia.
 

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 10 de Outubro de 2009, 04:31
Continuando…


Em primeiro lugar, temos de desafiar a razão especulativa, pois é ela que nos mantêm presos nesta sala de espelhos.

Desafiar a razão significa, por exemplo, não ter medo de fazer filosofia como curiosidade.

Não ter medo de supor disparates.

Não ter medo do julgamento dos outros.

E uma série de coisas que são todas fruto da razão especulativa, que espelha o mundo e também a nós mesmos, nos concedendo uma personalidade a qual nos pomos a defender, mas nós somos algo diverso dela, da mesma forma que tudo é diverso do que a razão descortina.

Então, temos de deixar de temer pela nossa imagem e ousar deixar aflorar o que reside em nosso peito, nossos anseios, mesmo que eles pareçam impossíveis ou risíveis à luz da razão.

De novo aqui, temos de fazer como a Escola de Sagres, que ao invés de desdenhar de si mesma e do povo português, em sua pobreza e em seu espírito messiânico, buscou sua própria autenticidade e não teve vergonha de se abraçar a ele.

Desta forma, levou a Europa aonde nenhuma das “grandes potências” tinha levado.
 

O estudante de Kardec preza seu tempo, e não o gasta em supor disparates.
Cuida de fazer sentido, seus sentimentos e percepções para que não se engane por espíritos que manipulam nossa vaidade, e egoísmo...
Sagres em seu tempo quebrou paradigmas, mas não se atiraram ao mar a nado de peito. Eles planejaram e usaram de toda tecnologia de seu tempo, buscando com criatividade encontrar soluções viáveis.
O estudante de Kardec faz o mesmo. É o que fazemos aqui.


Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 10 de Outubro de 2009, 04:40
Dim-dim

Amigo Nelsonmt, aqui vai um pouco de Jung que este "eu" que escreve se identifica plenamente.

Como dizem os xamãs tudo é consciência, existe lá no universo o "mar escuro da consciência", que ao nascermos nos "empresta" um pouco da mesma, mas ao morrermos é para lá que ela volta.

O amigo não disse que ia falar de Jung? Ele virou xamã e eu não soube?

Jung dizia dos simples e humildes; "essas são as pessoas que darão continuidade à minha obra,indivíduos isolados que sofrem e buscam, e que tentam seriamente aplicar minhas idéias à sua própria vida, e não aqueles que satisfazem a sua vaidade pregando-as a outros."

Eu comprei toda a obra dele e lí. Não me lembro desta citação. Aliás o reconhecimento da obra dele ocorreu quase no fim de sua vida, mas principalmente após sua morte, conforme testemunhou a filha dele. Os livros dele não foram dedicados aos simples mas à uma elite, da qual ele desejava o reconhecimento de sua obra como científica. Apesar do sucesso este reconhecimento formal da ciência nunca veio.

C.G.Jung foi o primeiro cientista moderno a levar a sério a realidade do inconsciente e a manter diálogo com ele durante toda a sua vida, visto que os sonhos, são um dos principais meios para estabelecer contacto com o inconsciente, ele escrupulosamente prestou atenção nos seus sonhos e no que eles tinham a comunicar a respeito do seu desenvolvimento pessoal e do desenvolvimento da vida coletiva da sua época.

O primeiro não foi Freud?

Jung sentia que suas percepções psicológicas eram idênticas ás das religiões mais arcaicas, como exemplo o xamanismo.

Jung não entendia por que conteúdos da mente de um doente psiquiátrico que nunca saíra da Europa encontravam paralelos com o de outras culturas do mundo. Formulando assim que os conteúdos do inconsciente eram transmitidos de forma subliminar, usando os mitos. Sendo eles criados e recriados mas sempre revelando o mesmo conteúdo.
Na verdade tanto Freud como Jung foram apresentados a vários médiuns e à doutrina espírita, mas apesar de toda capacidade de Jung ele nunca aceitou a possibilidade de questioná-la ou estudá-la, apesar de ter feito mesmo várias viagens pelo mundo em busca de religiões. Se a estudasse talvez a resposta seria que os núcleos de seus pacientes eram na verdade da mediunidade. Mas isso não daria a ele a notoriedade que ele desejava, e então criou outra solução, da qual ele “foi o descobridor”.

A base e a substância da vida e obra de Jung não residem nas tradições e religiões que se tornaram conteúdos da consciência coletiva, mas antes, na experiência primordial que constitui a fonte última desses conteúdos; o encontro do indivíduo isolado com o seu próprio deus ou demónio, a batalha com as emoções, afetos, fantasias, inspirações criadoras e obstáculos poderosíssimos que vêem à luz a partir de dentro.

Penso que o amigo precisa citar as fontes bibliográficas de suas afirmações sobre o Jung, e ao mesmo tempo procurar contribuir com o tema, fornecendo informações sobre a estrutura da mente ou da consciente que possa ser útil ao leigo frente aos problemas levantados pela neurociência. O foco é discutir com ela e não contra Kardec.

Um abraço e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Victor Passos em 10 de Outubro de 2009, 11:15
Ola muita paz e harmonia

Amigos estou a gostar imenso, deste estudo...vamos ver até onde isto irá ter....
Parabens...

Quase todos filosofos foram aqui falados, um pouco de esoterismo, um pouco de Krishna, Buda enfim...mas gostava de ver assimilado o pensamento ao contexto Codificação ....Não estou com isto querendo obliterar seja o que for...mas seria otimo esse transporte.

A Subconsciência


    Há, sim, a inconsciência prodigiosa
    Que guarda pequeninas ocorrências
    De todas as vividas existências
    Do Espírito que sofre, luta e goza.

    Ela é a registradora misteriosa
    Do subjetivismo das essências,
    Consciência de todas as consciências,
    Fora de toda a sensação nervosa.

    Câmara da memória independente,
    Arquiva tudo rigorosamente
    Sem massas cerebrais organizadas,

    Que o neurônio oblitera por momentos,
    Mas que é o conjunto dos conhecimentos
    Das nossas vidas estratificadas.

    Augusto dos Anjos


Livro: Parnaso de Além Túmulo
Augusto dos Anjos & Francisco Cândido Xavier


Victor Passos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Victor Passos em 10 de Outubro de 2009, 11:28
Ola muita paz


As Leis da Consciência Nascem do Hábito

As leis da consciência, que dizemos nascerem naturalmente, nascem do hábito; toda a pessoa, venerando intimamente as ideias e costumes aprovados e aceites ao seu redor, não pode desligar-se deles sem remorso nem se aplicar neles sem aplauso.
(...) Mas o principal efeito do seu poder é apoderar-se de nós e prender-nos nas suas garras de tal forma que mal nos conseguimos libertar do seu jugo e voltar a nós para reflectirmos e raciocinarmos sobre as suas ordens. Na verdade, porque o ingerimos com o leite do nosso nascimento, e porque a face do mundo se apresenta nesse estado ao nosso primeiro olhar, parece que nascemos para seguir esse procedimento. E as ideias comuns que vemos ser respeitadas ao nosso redor e infundidas na nossa alma pela semente dos nossos pais parecem ser as gerais e naturais.
Disso advém que o que está fora dos gonzos do costume, julgamo-lo fora dos gonzos da razão - Deus sabe quão desarrazoadamente, quase sempre.

Michel de Montaigne, in 'Ensaios'

Victor Passos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Victor Passos em 10 de Outubro de 2009, 11:39
Ola muita paz companheiros


O Amor Como Graduação da Nossa Consciência

Ninguém sente em si o peso do amor que se inspira e não comparte. Nas máximas aflições, nas derradeiras do coração e da vida, é grato sentir-se amado quem já não pode achar no amor diversão das penas, nem soldar o último fio que se está partindo. Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência.

Camilo Castelo Branco

A Nossa Consciência é Fabricada a Partir da Visão dos Outros

Sempre que nos acontece descobrir algo que os outros supõem que nunca vimos, não corremos a chamar alguém para que o veja connosco?
- Oh, meu Deus, o que é?
Se, por acaso, a visão dos outros não nos ajudar a constituir em nós, de algum modo, a realidade daquilo que vemos, os nossos olhos já não sabem o que vêem; a nossa consciência perde-se, porque aquilo que pensamos ser a nossa coisa mais íntima, a consciência, significa os outros em nós; e não podemos sentir-nos sós.

Luigi Pirandello (escritor italiano, 1867-1936), in 'Um, Ninguém e Cem Mil'

Existimos em Função do Futuro

Tentai apreender a vossa consciência e sondai-a. Vereis que está vazia, só encontrareis nela o futuro. Nem sequer falo dos vossos projectos e expectativas: mas o próprio gesto que surpreendeis de passagem só tem sentido para vós se projectardes a sua realização final para fora dele, fora de vós, no ainda-não. Mesmo esta taça cujo fundo não se vê - que se poderia ver, que está no fim de um movimento que ainda não se fez -, esta folha branca cujo reverso está escondido (mas poderia virar-se a folha) e todos os objectos estáveis e sólidos que nos rodeiam ostentam as suas qualidades mais imediatas, mais densas, no futuro.
O homem não é de modo nenhum a soma do que tem, mas a totalidade do que não tem ainda, do que poderia ter. E, se nos banhamos assim no futuro, não ficará atenuada a brutalidade informe do presente? O acontecimento não nos assalta como um ladrão, visto que é, por natureza, um Tendo-sido-Futuro. E, para explicar o próprio passado, não será a primeira tarefa do historiador procurar o futuro?

Jean-Paul Sartre, in 'Situações I'


Atendendo as estas asservativas temos que ver a consciencia em varias vertentes e estruturas psicofisicas e espirituais.todos osvalores fazem da consciencia algo que tem sempre uma dependencia ...o espirito e énisto que quero debater  o conceito, os valores conscios, sao sempre limitados aos estados ou estagios de alma, quando entramnos no seu inconscientye , estamos mais proximos da espiritualidade porque deixamos de estar ativos na sua projeção ideoplastica, ou seja apenas retomaremos a envolvencia do estado psique pelo nevoeiro lançado tal como o veu do passado, nas terapias regressivas temos muito dessas situações...
Então temos a consciencia do social, do amor, da paz , da vida , do ciume , do medo, enfimmas essa limitação tem sempre um ponto vital que aqui não pode ser esquecido, tudo parte do espirito e não do conceito materializado da massa encefalica.
Mauis ainda todos estes conceitos estão também limitados aos fluidos que envolvem o ser , a sua moral, a sua capacidade de projetar seus valores e acima de tudo de libertação de si mesmo....


Muita paz e harmonia meus bons amigos

Victor Passos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Siegmund Beulke em 10 de Outubro de 2009, 13:02
Paz a todos....

COLABORANDO UM POUCO COM O TEMA

Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”


Para os estudantes da Bíblia, encontramos já nos profetas a manifestação de "Deus" falando deste assunto, ou então vejamos....
Jeremias 31:33  Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

Hebreus 10:16  Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei,


O QUE É CONSCIÊNCIA

No nosso entender,o que foi colocado até agora expressa de modo exemplar uma boa consciência.

Buscando o significado da palavra consciência, encontramos a seguinte colocação:
CONSCIÊNCIA = Conhecimento ou percepção do que se passa em nós mesmos; faculdade, que tem a razão de julgar os próprios atos; voz secreta da alma, que aprova ou desaprova nossos próprios atos;

Por esta razão, creio que os ensinamentos dados Há muitos séculos a todos os povos, sempre foi a questão do entendimento do que Deus nos tem procurado ensinar. Temos buscado a resposta fora de nós mesmos, mas ela se encontra exatamente DENTRO DE NÓS.

Observemos então; Onde está escrito a Lei de DEus?  NA NOSSA CONSCIÊNCIA.

O Espiritismo nos tem ensinado que só pelas diversas reencarnações, experiências carmicas é que conseguiremos níveis maiores de consciência. Consciência todos nós temos, pois está escrito em nossa mente e coração. Mas a que nível estamos cada um das leis que regem o universo, que regem a vida espiritual, que regem nosso intimo....? Quanto de consciência já adquirimos a ponto de tomar decisões próprias e de acordo com as instruções dadas por Deus???

Alguns muitos de nós , aqui na terra, nos encontramos na escola espiritual dos espíritos imperfeitos, outros mais da escola espiritual dos espiritos bons e muitos poucos da escola espiritual dos espíritos puros. CADA QUAL TEM SOBRE A MESMA QUESTÃO , NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA DIFERENTES UMAS DAS OUTRAS, partindo do ponto inicial ao infinito, e quanto mais puro mais elevado a consciência.
COMO PODEREMOS ALCANÇAR MAIORES NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA?Vivendo no amor incondicional que Cristo nos ensinou e buscando a reforma íntima em cada encarnação de oportunidas que nos foi dado.

NA consciência número um está expreso a lei maior ensinada por Cristo.
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, COM TODA A FORÇA DO CORAÇÃO E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO.

QUANTOS DE NÓS JÁ TEMOS CONSCIÊNCIA DESTE ENSINO A PONTO DE PRATICÁ-LO AUTOMÁTICAMENTE EM NOSSAS VIDAS.
Aqui mesmo foi apresentado exemplos dessa consciência.

MAS AINDA TEMOS MUITO, MUITO, MUITO QUE APRENDER E DE TORNAR CONSCIENTE PARA CADA UM DE NÓS AS LEIS DE DEUS.

OBS: O QUE É LEI?
Lei é uma norma, uma regra emanada de uma autoridade. Neste caso Deus.
A lei de Deus é o Bem. e o mau seria o negativo, ou seja a falta do bem.
Ao seguirmos a lei de Deus temos por consequência o equilíbrio. Ao contrário o desequilíbrio.
A ESCOLHA É DE CADA CONSCIÊNCIA.











[youtube=655,515]64UXBe3d8Fo[/youtube]


 

Marcos 9: 38:40 Disse-lhe João: Mestre, vimos
um homem que em teu nome expulsava demônios,
e nós lho proibimos, porque não nos seguia. Jesus,
porém, respondeu: Não lho proibais; porque
ninguém há que faça milagre em meu nome e possa
logo depois falar mal de mim; pois quem não é
contra nós, é por nós.
 

Peço a Deus e Jesus que nos ampare sempre em nosso estudo e que, enfim, favoreça nossa aprendizagem.
Obrigado Senhor!



Amigos do Fórum Espírita, este mês o tema de estudo será  “Consciência”


Por quê? A palavra Consciência na língua portuguesa tem muitos significados. Desejo que os exploremos  em conjunto e que aprendamos com nossas descobertas. Veremos que para o estudante das obras de Kardec o domínio de seus significados e usos é fundamental:

Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”


Identificá-los e decompô-los em seus elementos intrínsecos é a nossa tarefa.

Nosso primeiro corte é a importância de um Amigo Espírita e a relevância para a sociedade da Consciência Espírita inserida nela agora e no futuro.

O “Amigo Espírita” é uma consciência fundamental no meio da sociedade e que a ela recorre nos momentos de dificuldade. Falamos de Consciência Ecológica, Consciência Política, e neste mês falaremos da Consciência Espírita e da importância de ter um Amigo, ou Amiga Espírita e o que aprendemos com eles.
O exemplo ensina...

(Marcos12:41-44, e Lucas 21:1-4 ”... Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos;  porque todos aqueles deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha para o seu sustento.”

Noutros cortes, estudaremos outros significados.  Veremos que serão elementos
da “consciência” que permitirão uma defesa mais consistente à influenciação negativa e conseqüentemente que nos indicarão o caminho real de crescimento e maturidade espiritual, alem de nos permitir orientar, influenciar positivamente e aconselhar tanto nossos entes queridos quanto aqueles que nos batem à porta, ou nos observam a distancia. Previno aos amigos que a carga de estudo e leitura será grande.

Maturidade espiritual o que é? Discutiremos!
Mais que discutir teoricamente esta questão penso que o melhor é que cada participante conte uma história pessoal que possa servir ao outro, e sobre cada caso poderemos dar uma opinião. Obviamente este formato é inspirado nos depoimentos de Divaldo Franco. No entanto peço aos amigos que protejam a identidade das pessoas usando siglas ao invés de nomes quando necessário. O objetivo é a reflexão do exemplo, como no caso da viúva narrada nos evangelhos. O que ela fez de especial? (Esta resposta esta explicada no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo) Podendo citar também personagens e fatos de livros, que contribuíram no aprofundamento da compreensão da questão espiritual. Durante as quatro semanas de nosso estudo os leitores e amigos poderão trazer seu depoimento ao nosso convívio e debate, e por todas elas antecipadamente agradeço. Faço questão fazer o primeiro depoimento, porem ele é uma pessoa pública e não há problemas em lhe citar o nome.

Simultaneamente a cada semana exploraremos o universo dos significados e usos da palavra Consciência em nosso meio.

Primeira Semana: Consciência na Bíblia , na obra de A. Kardec e Francisco C. Xavier
Segunda Semana: Consciência, ciência e filosofia
Terceira Semana: Consciência em outras correntes espiritualistas.
Quarta Semana: Fazer síntese da discussão e propostas a usar e desenvolver a                                                                           Consciência em nosso meio.

Na seqüência desta página de apresentação inicial segue explicações de como trabalharemos e  algumas definições iniciais sobre Consciência e funções correlatas, que ajudarão nosso estudo. Não sou especialista da área, e assim conto com a caridade dos amigos que possam apoiar com suas observações e críticas. Conhecer estes conceitos e saber das possibilidades de seu uso pode significar responder se podemos alterar nossa vulnerabilidade às emoções desequilibradas (gravadas em nossa memória) e se podemos aprender a lidar com elas, ou se seremos sentenciados a evoluir apenas em vários estágios da vida.

Minha função aqui é ajudar e contribuir com este espaço que respeito muito. Na qualidade de  coordenador de nosso debate, é necessário que exponha aos amigos do Fórum minha condição de Umbandista praticante a mais de 25 anos, e o mesmo período que estudo a Doutrina dos Espíritos por orientação de meus mentores. Meu compromisso com este espaço, no entanto é manter a discussão dentro da doutrina de Kardec e não da Umbanda. Suponho que seja um estudo útil aos praticantes de ambas. Para todas minhas deficiências conto com a compreensão e ajuda fraternal dos amigos na forma de críticas construtivas.

Nelson

Bibliografia consultada e fontes de download:

Damasio, Antonio, O erro de Descartes (2)
Damasio, Antonio, O Mistério da Consciência (2)
Kardec, Allan, A Gênese (1)
Kardec, Allan, O Céu e o Inferno (1)
Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos (1)
Kardec, Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo (1)
Kardec, Allan, O Livro dos Médiuns (1)
Maia, João N., Filosofia da Mediunidade (2)
Maia, João N., Filosofia Espírita (2)
Maia, João N., Horizontes da Mente (2)
Mohan, A. G, Yoga para o corpo, a respiração e a mente. Um guia para a reintegração espiritual – Ed Pensamento
Sivananda, Swami, Concentração e Meditação – Ed. Pensamento
Tulku, Tarthang – Gestos de equilíbrio, Guia para a percepção, a autocura e a meditação. Ed. Pensamento.
Xavier, Francisco C., Mecanismos da Mediunidade (1)
Xavier, Francisco C., No Mundo Maior (1)
Xavier, Francisco C., Nos Domínios da Mediunidade (1)

(1) http://www.forumespirita.net/fe/tpmod/?dl (http://www.forumespirita.net/fe/tpmod/?dl)
(2) http://www.emule-project.net/home/perl/general.cgi?l=30 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lbXVsZS1wcm9qZWN0Lm5ldC9ob21lL3BlcmwvZ2VuZXJhbC5jZ2k/bD0zMA==)



















Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 10 de Outubro de 2009, 13:05
Olá a todos amigos e um bom fim de semana!

Amigo Taprobana.
Na visão xamã as drogas causam males terríveis tanto ao corpo físico como ao corpo energético, mas de inicio , nas iniciações, pode ser útil no desprendimento da percepção social, da vida do dia a dia, das preocupações, dos medos, etc,.

Amigo Nelsonmt.
A percepção só desmpenha uma função mínima em nossas vidas e, no entanto, a única coisa que somos de facto é percebedores.

Os seres humanos apreendem livremente a energia e a transformam em dados sensoriais .Depois interpretam esses dados sensoriais no mundo da vida cotidiana.

É a essa interpretação que chamamos percepçao. É essa interpretaçao, que é a parte socializante que nos ilude ao ponto de não vermos mais nada, pois consome toda a energia, eesquecemos que é apenas uma interpretação entre muitas outras possiveis.

***

Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente.

CONFÚCIO

***

Nada vejo tão belo como o pássaro mergulhador de Bhagavad Gita, "que mergulha e volta à superfície sem molhar as penas".

***

Eu falo não para lhe dar uma mensagem,mas para sua mente parar de funcionar.
OSHO

***

O caminho é eterno e não tem nome
É genuíno e,embora pequeno,
O mundo não tem coragem de dominá-lo.
LAO TSE

***

Lê com puro amor e verdade.Não procures saber quem o disse;mas considera o que se diz.
Imitação de Cristo

***
Silêncio

Don Juan dizia que o silêncio interior era o estado buscado com maior avidez pelos xamãs do México Antigo. Ele o definia como um estado natural de percepção humana, no qual os pensamentos são bloqueados e todas as faculdades do homem operam de um nível de consciência que não requer a utilização do nosso sistema cognitivo diário.

Para os xamãs da linhagem de Don Juan, o silêncio interior sempre tem sido associado à escuridão, talvez porque a percepção humana, privada de seu companheiro habitual, o diálogo interno, caia em algo que se assemelha a um buraco escuro. Ele dizia que o corpo funciona normalmente, mas a percepção se torna mais aguda. As decisões são instantâneas e parecem provir de um tipo especial de conhecimento que é destituído de verbalizações mentais

De acordo com Don Juan, a percepção humana, funcionando em uma condição de silêncio interior, é capaz de atingir níveis indescritíveis. alguns daqueles níveis de percepção são mundos em si e de modo algum são como os mundos alcançados através de sonhar. Eles são indescritíveis e inexpicáveis em termos dos pardigmas lineares que o estado habitual emprega para explicar o universo.

No entendimento de Don Juan, o silêncio interior é a matriz para um passo gigantesco de evolução: o conhecimento silencioso ou o nível de consciência humana no qual o saber é automático e instantânio.

Já me dei ao poder que rege o meu destino.
E não me prendo a nada para não ter nada a defender.
Não tenho pensamentos, por isso verei.
Não receio nada, por isso me lembrarei de mim mesmo.
Desprendido e à vontade, passarei como um jato pela Águia para me tornar livre.


Carlos Castaneda
Passes Mágicos


***

"Não faças aos outros o que não queres que te seja feito" não precisa ser demonstrado com a ajuda de milagres e não exige um ato de fé, porque é convincente por si mesmo e satisfaz simultaneamente a inteligência e o instinto humanos, enquanto a divindade de Cristo precisava ser provada com milagres absolutamente imcompreesíveis.

Quanto mais obscura era a noção da doutrina de Cristo, mais elementos milagrosos eram nela infiltrados.

Quanto mais se afirmava energicamente a infalibilidade da interpretação oficial, menos possível se torna penetrar no verdadeiro sentido da doutrina.

Já no tempo de Constantino ela reduzia-se a uma síntese confirmada pelo poder secular- síntese das discussões que ocorreram no concílio- o símbolo da fé, onde isto é dito: "Creio nisto...nisto...nisto, e finalmente numa igreja universal, sagrada e apostólica, ou seja, na infalibilidade das pessoas que se dizem a igreja."

De tal modo que tudo foi feito para que o homem não creia mais nem em Deus, nem em Cristo tal como eles se revelaram, mas somente no que a igreja ordena que se acredite.


TOLSTÓI


Muita paz e amor para todos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Siegmund Beulke em 10 de Outubro de 2009, 13:53
DIM - DIM

Fiquei curioso.

NÃO ENTENDI SUA MENSAGEM ENVIADA PARA MIM. O QUE VOCÊ QUIZ DIZER???



Olá a todos amigos e um bom fim de semana!

Amigo Taprobana.
Na visão xamã as drogas causam males terríveis tanto ao corpo físico como ao corpo energético, mas de inicio , nas iniciações, pode ser útil no desprendimento da percepção social, da vida do dia a dia, das preocupações, dos medos, etc,.

Amigo Nelsonmt.
A percepção só desmpenha uma função mínima em nossas vidas e, no entanto, a única coisa que somos de facto é percebedores.

Os seres humanos apreendem livremente a energia e a transformam em dados sensoriais .Depois interpretam esses dados sensoriais no mundo da vida cotidiana.

É a essa interpretação que chamamos percepçao. É essa interpretaçao, que é a parte socializante que nos ilude ao ponto de não vermos mais nada, pois consome toda a energia, eesquecemos que é apenas uma interpretação entre muitas outras possiveis.

***

Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente.

CONFÚCIO

***

Nada vejo tão belo como o pássaro mergulhador de Bhagavad Gita, "que mergulha e volta à superfície sem molhar as penas".

***

Eu falo não para lhe dar uma mensagem,mas para sua mente parar de funcionar.
OSHO

***

O caminho é eterno e não tem nome
É genuíno e,embora pequeno,
O mundo não tem coragem de dominá-lo.
LAO TSE

***

Lê com puro amor e verdade.Não procures saber quem o disse;mas considera o que se diz.
Imitação de Cristo

***
Silêncio

Don Juan dizia que o silêncio interior era o estado buscado com maior avidez pelos xamãs do México Antigo. Ele o definia como um estado natural de percepção humana, no qual os pensamentos são bloqueados e todas as faculdades do homem operam de um nível de consciência que não requer a utilização do nosso sistema cognitivo diário.

Para os xamãs da linhagem de Don Juan, o silêncio interior sempre tem sido associado à escuridão, talvez porque a percepção humana, privada de seu companheiro habitual, o diálogo interno, caia em algo que se assemelha a um buraco escuro. Ele dizia que o corpo funciona normalmente, mas a percepção se torna mais aguda. As decisões são instantâneas e parecem provir de um tipo especial de conhecimento que é destituído de verbalizações mentais

De acordo com Don Juan, a percepção humana, funcionando em uma condição de silêncio interior, é capaz de atingir níveis indescritíveis. alguns daqueles níveis de percepção são mundos em si e de modo algum são como os mundos alcançados através de sonhar. Eles são indescritíveis e inexpicáveis em termos dos pardigmas lineares que o estado habitual emprega para explicar o universo.

No entendimento de Don Juan, o silêncio interior é a matriz para um passo gigantesco de evolução: o conhecimento silencioso ou o nível de consciência humana no qual o saber é automático e instantânio.

Já me dei ao poder que rege o meu destino.
E não me prendo a nada para não ter nada a defender.
Não tenho pensamentos, por isso verei.
Não receio nada, por isso me lembrarei de mim mesmo.
Desprendido e à vontade, passarei como um jato pela Águia para me tornar livre.


Carlos Castaneda
Passes Mágicos


***

"Não faças aos outros o que não queres que te seja feito" não precisa ser demonstrado com a ajuda de milagres e não exige um ato de fé, porque é convincente por si mesmo e satisfaz simultaneamente a inteligência e o instinto humanos, enquanto a divindade de Cristo precisava ser provada com milagres absolutamente imcompreesíveis.

Quanto mais obscura era a noção da doutrina de Cristo, mais elementos milagrosos eram nela infiltrados.

Quanto mais se afirmava energicamente a infalibilidade da interpretação oficial, menos possível se torna penetrar no verdadeiro sentido da doutrina.

Já no tempo de Constantino ela reduzia-se a uma síntese confirmada pelo poder secular- síntese das discussões que ocorreram no concílio- o símbolo da fé, onde isto é dito: "Creio nisto...nisto...nisto, e finalmente numa igreja universal, sagrada e apostólica, ou seja, na infalibilidade das pessoas que se dizem a igreja."

De tal modo que tudo foi feito para que o homem não creia mais nem em Deus, nem em Cristo tal como eles se revelaram, mas somente no que a igreja ordena que se acredite.


TOLSTÓI


Muita paz e amor para todos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 10 de Outubro de 2009, 14:18

Fez confusão amigo Siegmund.

Apenas respondi aos amigos Tropabana e Nelsonmt.

De qualquer forma as mensagens são para nós todos.

Espero que tenha esclarecido.

Muita paz
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 10 de Outubro de 2009, 14:31
Boa tarde.

Olá dim-dim.  ;)

Citar
Na visão xamã as drogas causam males terríveis tanto ao corpo físico como ao corpo energético, mas de inicio , nas iniciações, pode ser útil no desprendimento da percepção social, da vida do dia a dia, das preocupações, dos medos, etc,.

Muito bem. Ultrapassado que parece estar o caso Descartes vamos então concentrar a nosso atenção nesta visão xamã que enuncia.

Sabemos que tal como uma indução eléctrica, as drogas têm capacidade de gerar um ambiente mental de cujo efeito são causa, ou seja, que provocam uma transmutação de consciência que se pode verificar sob os vários aspectos neste fórum evocados, tanto ao nível primário, ou seja, da vigília, da atenção, da forma como o objecto é percepcionado e das capacidades que o cérebro detém para produzir imagens, o por sua vez vai condicionar ou mesmo impor ao proto si uma forma de consciência que nada tem a ver com o mundo que é o principio causal desta existência. (Será a natureza genética? Pelo menos em parte acredito que sim. Estou a tentar encontrar respostas acerca deste principio).

A partir deste momento, todas as restantes estruturas que se situam acima do proto si que o ser humano detém, criarão mapas neurais diferentes daqueles que produziriam se não induzidos externamente, criando estados de consciência nuclear, ou seja a percepção dinâmica do instante presente que se alargará para os domínios da consciência alargada que formula por sua vez em si autobiográfico alterado por uma memoria autobiográfica e operacional e que por sua vez produzirá uma consciência alargada e por fim moral que está afim não com o ser genético que caracteriza o Eu mas sim com as causas indutoras deste processo, sejam elas eléctricas, químicas ou de outra qualquer natureza.

Assim, o principio inteligente individualizado estará perante uma vida que terá de gerir de acordo não com aquilo que geneticamente estava planeado mas sim com aquilo que o seu livre-arbitrio decidiu, cujos méritos e consequências parecem ser da mesma família do suicídio e que estão fora da esfera de analise neste tópico.

Porque motivo aquilo que caracteriza a vida que cada princípio inteligente individualizando escolheu ou lhe foi determinada por ser conforme os seus interesses evolutivos teria de ser alterada?

A vida algures planeada necessitaria durante o seu percurso de ser alterada e assim modificar a meio as regras deste jogo?

De que crime acusa a “percepção social, da vida do dia a dia, das preocupações, dos medos, etc”?

Porque não acusar também aquele que as criou para nós, ou seja o seu mentor, ou seja a natureza, ou seja Deus?

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 10 de Outubro de 2009, 15:01
Amigos do fórum


O problema que temos dentro deste tema é que precisamos de conceitos e palavras para a transformação de consciencias... tanto a minha como a do leitor amigo.

Talves por isso apenas agora ( a poucos anos atrás...)  a revelação dos espíritos ocorreu.

Podemos agora aprender a criar e lidar com conceitos e palavras.

Dentro do respeito que todos merecem à sua liberdade de ser, o que podemos oferecer uns aos outros são referencias próprias de nossas reflexões e percepções.

Neste sentido ofereço ao amigos o conhecimento à revista virtual de filosofia, com vários artigos, e de vários pensadores e dentro da problemática deste tema Consciencia, a página sobre a Filosofia da Mente

http://criticanarede.com/mente.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2NyaXRpY2FuYXJlZGUuY29tL21lbnRlLmh0bWw=)

Um abraço e muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 10 de Outubro de 2009, 15:04
Citar

De que crime acusa a “percepção social, da vida do dia a dia, das preocupações, dos medos, etc”?

Porque não acusar também aquele que as criou para nós, ou seja o seu mentor, ou seja a natureza, ou seja Deus?

Taprobana
*****

Olá Taprobana, a resposta a estas questões esncontra-se na própria mensagem:

É a essa interpretação que chamamos percepçao. É essa interpretaçao, que é a parte socializante que nos ilude ao ponto de não vermos mais nada, pois consome toda a energia, eesquecemos que é apenas uma interpretação entre muitas outras possiveis.

Quanto a Deus J. Cristo ou quem nos criou nada a dizer amigo.

Agora quanto a quem criou essas percepções, após a vinda de Cristo, ai sim amigo temos que falar, porque foram criadas através do medo e da ignorância, "a melhor forma de nos manterem amarrados a conceitos estúpidos e mentirosos", mas penso que também respondi a essa questão quando falei de Tolstói:


"Não faças aos outros o que não queres que te seja feito" não precisa ser demonstrado com a ajuda de milagres e não exige um ato de fé, porque é convincente por si mesmo e satisfaz simultaneamente a inteligência e o instinto humanos, enquanto a divindade de Cristo precisava ser provada com milagres absolutamente imcompreesíveis.

Quanto mais obscura era a noção da doutrina de Cristo, mais elementos milagrosos eram nela infiltrados.

Quanto mais se afirmava energicamente a infalibilidade da interpretação oficial, menos possível se torna penetrar no verdadeiro sentido da doutrina.

Já no tempo de Constantino ela reduzia-se a uma síntese confirmada pelo poder secular- síntese das discussões que ocorreram no concílio- o símbolo da fé, onde isto é dito: "Creio nisto...nisto...nisto, e finalmente numa igreja universal, sagrada e apostólica, ou seja, na infalibilidade das pessoas que se dizem a igreja."

De tal modo que tudo foi feito para que o homem não creia mais nem em Deus, nem em Cristo tal como eles se revelaram, mas somente no que a igreja ordena que se acredite.

***

Está bom este debate mesmo à moda do Porto como disse o amigo, e hoje temos que puxar pela nossa seleção.

Felicidades
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 10 de Outubro de 2009, 15:34
Amigos do fórum

Em minhas reflexões sobre este tema um modelo funcional cartesiano não se aplica para compreender a pergunta e a resposta da questão 621, pois há algo de imponderável nela.

Este imponderável, que acredito se tratar do nível 3 do castelo de Calderaro, a superconsciencia, é que distingue o modelo do castelo com o modelo da psique defendida pela psicologia.

Não estamos isolados em um mundo psiquico individual, e sim somos um inseridos em uma outra realidade maior. Esta realidade "maior" defendem os psicólogos tambem é uma criação mental do indívíduo, em sua psique.

No entanto as percepções mediúnicas estão ai para demonstrar que isto não é real... e existe mesmo algo lá fora... alem de nós mesmos.

No problema do axónio de receber 10 mil possibilidades e escolher uma existe a questão da probabilidade estabelicida pelo hábito, de nossas próprias criações mentais (opções neuronais) o imponderável ocorre numa frequencia menor, tanto menor quanto a capacidade de atenção às percepções.

Assim será possivel ser a questão da consciência um problema quantico?

Já existem estudos neste sentido no revista cérebro et mente: leia completo emhttp://www.cerebromente.org.br/n05/opiniao/quantico.htm


EXISTE UM MODELO QUÂNTICO
ENVOLVIDO NA FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA ?

Não há, até o momento, nenhuma explicação, plenamente satisfatória, para o mecanismo de formação da consciência. O modelo do computador, conquanto talvez válido para explicar a memória, revelou-se insatisfatório em relação à consciência, posto que a máquina, além de não criar nem "sentir", não atende a outros requisitos necessários para explicar a característica unitária da consciência, a qual se expressa pela fusão, durante um período variável de tempo, de todas as nossas percepções, pensamentos e emoções.

Sem essa unidade, sem essa fusão, a pessoa não experimenta, à medida que "vivencia" as múltiplas experiências do dia a dia, a sensação de individualidade, de ser um ser uno e indivisível. E é precisamente isso que a consciência representa : individualidade, subjetividade. O "eu", o "self". A teoria das assembléias neuronais representa, a nosso ver, a idéia mais coerente para a formulação de uma hipótese a respeito da formação da consciência. No desenvolvimento da hipótese, cabe indagar se existe um modelo ou sistema físico que explique a constituição dessas assembléias neuronais.

Apesar da complexidade do tema, dois sistemas foram identificados como possivelmente envolvidos no processo. Eles compõem uma sequência de eventos, suficientemente plausível para ser aceita pelo raciocínio lógico. Ambos alicerçados em princípios de mecânica quântica e capazes de atuar em tecidos biológicos. São eles : o condensado de Bose/Einstein e o efeito de Herbert Frohlich]. Como já foi visto, as assembléias são unidades funcionais, de caráter transitório, formadas por neurônios "cedidos" por unidades anatômicas, de caráter permanente (as colunas neurais).. Porém, como explicar essa "mobilização funcional " de neurônios ? Uma explicação satisfatória seria considerar que o processo se inicia pela ocorrência de um efeito Frohlich. Mas haverá um tal sistema, embutido em nossas estruturas cerebrais ?



Muita paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 10 de Outubro de 2009, 17:22
Boa tarde

Dim-dim:

Citar
É a essa interpretação que chamamos percepçao. É essa interpretaçao, que é a parte socializante que nos ilude ao ponto de não vermos mais nada, pois consome toda a energia, eesquecemos que é apenas uma interpretação entre muitas outras possiveis.

Supondo que já está ultrapassada a questão que se refere à avaliação acerca da indução de químicos para a transformação do quadro biológico natural, este parágrafo é de todo redundante do ponto de vista lógico. Repare dim-dim: toda a energia será consumida independentemente daquilo que for a “intrepretação que chamamos percepção” pois mesmo que essa percepção seja caracterizada pele possibilidade de abarcar todas as “outras possíveis” a que se refere, no fim não passa também ela de uma percepção exactamente igual por definição á mais minimal possível de conceber no sentido economicista da palavra, além disso suspeito que a percepção minimal proporciona uma experiencia muito menos penosa ao princípio inteligente que a ela está sujeito.

Citar
Quanto a Deus J. Cristo ou quem nos criou nada a dizer amigo.

Nesse caso está a reclamar o quê? (*) Nesse caso porquê recriminar a vida? Nesse caso porquê procurar encontrar justificações para um “sofrimento” que é por si mesmo um sintoma de eminente derrota? Porquê acusar a matéria de ser um fardo que temos de transportar e com essa atitude tentar encontrar meios de a mortificar? Porquê desprezar a criação de Deus ao ponto de ansiar morrer? …

Citar
(…)
De tal modo que tudo foi feito para que o homem não creia mais nem em Deus, nem em Cristo tal como eles se revelaram, mas somente no que a igreja ordena que se acredite.

Aqui estamos em consonância a não ser que eu já não me sinto de forma nenhuma castrado por Constantino… esse manto do “bem” está hoje a cobrir outras esferas de poder muito mais subtis. Mas esse assunto não é para aqui chamado pois não amigo nelsonmt?  :-X  :D

Taprobana

(*) Suspeito que é benfiquista!  :D
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Outubro de 2009, 17:44
Amigo Nelson
(Julgo que posso tratá-lo assim)
Peço desculpa pela minha deficiente formação académica mas ainda assim achei que devia responder-lhe já que me parece que a questão mais importante nesta temática da consciência
-não será precisamente o problema da atrofia da nossa evolução espiritual? dos valores morais, das escolhas conscientes....
 porque se realmente há 5 níveis de evolução e já conquistamos 3 resumidos (1ro,preenchimento das necessidades homeostáticas( alimentação, sono, eliminação de resíduos) e a consciência do ambiente com o qual se interage, 2do a memória, desenvolvimento intelectual, 3ro o primeiro ponto de abertura da consciência espiritual, o nível da concepção do eu mais alto, inspiração imaginação emocionalidade, criação de arte de música a pessoa sente a presença de um ser divino dentro dela e para além  de si mesmo)segundo a mesma fonte onde lí  esta informação, alguns de nós alcançam o nível da santidade e excepcionalmente há Aqueles que se revelaram como Cristo, Buda...
-O conhece-te a ti mesmo tem de passar por esse preenchimento espiritual, pela desmistificação dos conceitos caducos, pelo contacto real duma nova consciência que aí está.
Abraço
Oliva Prado
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Olinda em 10 de Outubro de 2009, 17:52
Ola irmãos.
Na verdade  existe dois tipos de consciência, a que só se refere a palavra e a que se refere ao Eu de cada um de nós.
Visualizando o NOSSO EU, me respondam "O que é consciência?"
Moro em minha (de herdeiros e eu sou uma das) casa com uma irmã e uma amiga dela, elas estão aqui a mais ou menos 8 anos, eu cheguei a 6 anos. elas são espíritas, eu conheço a doutrina e por varios motivos que passei juntamente com meus filhos nas mãos delas preferi me afastar da casa espírita. Minha irmã se tornou uma pessoa individualista se afastou da família. Percebi que eu e meus filhos nos tornamos uma pedra em seu sapato, pois elas gostariam que fossemos embora da casa, tenho um filho hoje com 15 anos e revoltado com a vida, e um dos motivos foi pelo que elas sempre fizeram com a presença dele na casa, proibindo que ele comesse à mesa, recebesse amigos, assistisse TV, brincasse e outras coisas.
Que consciência tem uma pessoa assim, que tipo de espírita é essa pessoa.
Como se não bastasse, tenho hoje uma sobrinha de 8 anos e desde que elas pararam de falar comigo elas mandaram a menina se afastar de mim e de meus filhos, ela não pode falar com a gente, não pode brincar. Meu filho me disse para não deixar isso me atingir, que era melhor eu parar de insistir em falar com a menina, pois ela poderia ficar revoltada como ele, essas palavras me deram uma consciência atual da situação e me fizeram refletir na consciência da revolta cheguei a conclusão que ele tem razão, e me afastei :'(.
 
 
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Outubro de 2009, 23:41
Boa Noite a Todos
 irmã Olinda (posso chamá-la assim)

  Realmente o seu testemunho é pessoalíssimo e chocante, Mas a irmã acha que o seu caso é único? acha que eu e tantas outras pessoas, que foram chamadas de algum modo a conhecer esta doutrina também não experimentam dramas e  histórias chocantes que desafiam precisamente a nossa capacidade de amar e evoluir? este aprender com os outros e com o  sofrimento? não será isso precisamente o alcançar de uma consciência melhor, e se pesquisar o bastante. se estudar a doutrina, talvez encontre as respostas ao seu problema.
Nem sempre as soluções passam pela  atitude dos outros mas da nossa capacidade de resolvê-los de mudar algo em nós de tomarmos soluções que em vez de precisarem da aprovação dos outros, precisam da nossa paz.
esta que escreve
Oliva Prado
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 11 de Outubro de 2009, 02:09
Boa noite.

Em relação à proposta apresentada de introduzir o modelo quântico neste debate, vou arriscar correndo o risco de parecer imodesto por tentar explicar por palavras o mais simples possível aquilo que penso ser de interesse imediato para este tópico, pois sinto que este silêncio que se segue à introdução a este tema pode advir da suposição de uma complexidade para o entendimento da física quântica, quando na verdade, após ter sido descoberta e explicada assume um aspecto perfeitamente cognoscível para qualquer um de nós.

A dualidade onda-particula é talvez a propriedade que mais se destaca neste novo universo da física quântica e que parece ser passível de suspeitas que podem acrescentar algo mais acerca da consciência humana.

Esta revelação que a ciência nos trás ensina-nos que a matéria ao nível elementar, tanto pode ser descrita como partícula, como pode ser descrita como onda.

A matéria não pode ser explicada de forma precisa quando um dos seus aspectos é observado em separado do outro, ou seja, são ambos necessários e portanto indissociáveis quando se pretende entender a sua natureza, ou seja, a substancia quântica é simultaneamente onda e partícula.

Consuante as circunstancias a matéria pode surgir sob a forma de partícula ou sob a forma de onda e o “principio da complementaridade” da física quântica afirma que uma forma complementa necessariamente a outra.

Quando observadas num dado momento, estas partículas elementares (a serem de facto elementares) poder ter comportamento de partícula, onda, ou… nem um nem outro, ou seja não estão lá.

Estas formas de comportamento só em conjunto determinam o que a matéria é.

No entanto, nunca é possível observar a meteria nestes dois estados em simultâneo, ou é observado o comportamento de onda ou de partícula e assim chegamos ao princípio de incerteza de Heisenberg, ou seja a caracterização da matéria como onda ou como partícula excluem-se entre si, ou seja, é possível medir ou determinar a posição de uma partícula quando a matéria assim se apresenta, ou a sua velocidade quando se apresenta sob a forma de onda mas nunca é possível determinar ambas no mesmo instante.

Esta indeterminação é uma pista excelente para divagarmos então acerca da real ou ilusória existência da matéria e de que forma, após entender os mecanismos do cérebro e da mente, investigar até que ponto este dado pode ajudar a explicar algum enigma que se encontre algures alojado num tipo de substancia essa sim, ainda de todo incognoscível, o princípio inteligente individualizado, e ainda bem que assim é pois caso contrario seria com certeza mutável e portanto mortal.

Por outro lado, convém referir que o modelo da física que Newton desenvolveu continua a ser aquele que nos permite ter computadores, andar de avião, ir à lua ou mesmo passar férias a bordo de um barco a remos.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 11 de Outubro de 2009, 02:54
Retomando as linhas de reflexão acerca da forma como a consciência se manifesta no ser humano nas suas múltiplas formas e concepções, é inevitável supor que a vida em si mesma, já conhecia a física quântica muito antes de a termos descoberto, ou seja, uma vez mais demonstra de forma inequívoca a sua superioridade e elevação comparativamente às capacidades do Homem.

Assim, os nossos neurónios sabem perfeitamente compreender a natureza da matéria que os sensibiliza e magistralmente transforma um conjunto indecifrável de estímulos de múltiplas proveniências externas e internas ao organismo humano nas imagens mentais que forma a nossa mente.

A questão que de imediato me sugere proferir é questionar se essas imagens poderão ou não ser justificadas através da física quântica. Já no que se refere a uma eventual suspeita delas mesmo serem quânticas de momento a resposta parece ser não pois se assim fosse, seriam perfeitamente detectáveis através dos meios tecnológicos de momento disponíveis.

No entanto é um facto que o nosso cérebro de alguma forma tem a capacidade de entender e utilizar essa propriedade indeterminada da matéria e como através da física de Newton não é possível entrever qualquer tipo de resposta acerca das questões que aqui tratamos é possível que esta nova forma de saber traga alguma luz acerca deste tema em debate.

Uma vez mais, a vida demonstra a sua imensa superioridade, uma vez mais, a vida apresenta-se como inquestionável prova de Deus. Uma vez mais, a inverdade daquilo que é o bem e daquilo que é o mal, gerado no seio da ignorância é colocada a nu. Como podemos condenar a vida nas suas mais banais expressões através de imposições que pretendem manipular, limitar a liberdade de cada um através da imposição de uma moral evidentemente imoral, que continua a condenar aqueles que agem segundo a sua vontade, segundo as leis que tem inscritas na sua consciência eventualmente quântica? Estou disposto a apostar que a consciência não é quântica mas garantidamente sofre os efeitos quânticos da matéria, e eventualmente esses mecanismos quânticos poderão ser a justificação, o elo de ligação que a ciência procura entre o mundo dos neurónios (esse sim evidentemente quântico) e a mente detentora de imagens cuja proveniência é neste momento um mistério.

Em conclusão, salvo opinião contraria que submeta a minha razão, não penso que este tipo de incursão no mundo quântico tenha (infelizmente) de momento e ainda, qualquer tipo de viabilidade em termos cognoscíveis para este debate. 

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 11 de Outubro de 2009, 15:37

Citar dim-dim
Quanto a Deus J. Cristo ou quem nos criou nada a dizer amigo.

Citar Taprobana
Nesse caso está a reclamar o quê? (*) Nesse caso porquê recriminar a vida? Nesse caso porquê procurar encontrar justificações para um “sofrimento” que é por si mesmo um sintoma de eminente derrota? Porquê acusar a matéria de ser um fardo que temos de transportar e com essa atitude tentar encontrar meios de a mortificar? Porquê desprezar a criação de Deus ao ponto de ansiar morrer? …
***
Olá a todos amigos!

Amigo Taprobana eu quando escrevi: "Quanto a Deus J. Cristo ou quem nos criou nada a dizer amigo." era só no sentido de não ter nada a criticar ou dizer e depois também escrevi mais abaixo:

"Agora quanto a quem criou essas percepções, após a vinda de Cristo, ai sim amigo temos que falar, porque foram criadas através do medo e da ignorância, "a melhor forma de nos manterem amarrados a conceitos estúpidos e mentirosos", mas penso que também respondi a essa questão quando falei de Tolstói:"

Quanto a isto encerrado. Por outro lado tenho notado que o amigo chama a física para dar alguma luz na consciência o que muito me apraz:

Um texto sobre ciência, enfim sobre a essência, de Jean Guitton com Grichka Bogdanov e Igor Bogdanov irmãos:
DEUS E A CIÊNCIA

Segundo a física, nós não observamos o mundo físico; participamos nele. Os nossos sentidos não são separados do que existe "em si", mas estão intimamente implicados num processo complexo de feedback cujo resultado final é de facto, criar o que está "em si".

Sonhamos o mundo. Sonhamo-lo como qualquer coisa de durável, de misterioso, de visível, de omnipresente no espaço e de estável no tempo.

"O espírito humano reflecte um universo que reflecte o espírito humano". Assim não podemos dizer, simplesmente, que o espírito e a matéria coexistem, eles existem um através do outro. De certo modo, através de nós, o universo está portanto em vias de se sonhar a si próprio: o meta-realismo começa no próprio momento em que o sonhador toma consciência de si próprio e de seu sonho.

Amigo Taprobana por causa das nossas diferentes percepçoes, das nossas cognições, e também da sintaxe coloco aqui um texto de um grande pensador, pelo menos para mim:

Investigar e aprender é função da mente. "aprender" não é mero cultivo da memória ou acumulação de conhecimentos, porém, a capacidade de pensar clara e sãmente, sem ilusões, partindo de fatos e não de crenças e ideais.

Em nosso esforço para promover o total desenvolvimento do ente humano, devemos tomar em consideração tanto a mente inconsciente como o consciente. Tratar apenas de educar a mente consciente, sem compreender o inconsciente, é introduzir a autocontradição na vida humana, com todas as suas frustrações e desditas.

A mente consciente é presente imediato, limitado, ao passo que a inconsciente está sob o peso dos séculos e não pode ser detida ou posta à margem por uma simples necessidade imediata.

O inconsciente tem a qualidade do tempo profundo e a mente consciente, com sua recente cultura, não pode entender-se com o inconsciente, conforme suas passageiras premências. Quando não há resistência entre o manifesto e o oculto, então o oculto, dotado que é da paciência do tempo, não violará o presente imediato.

A mente superficial que "experimenta" o exterior sem compreender o interior, o oculto, só Poe produzir conflito maior e mais amplo.

A experiência não liberta ou enriquece a mente, como geralmente pensamos.

Enquanto a experiência fortalecer o experimentador, haverá conflito. Tendo experiências, a mente condicionada apenas fortalece o seu condicionamento e, desse modo, perpetua a contradição e a desdita. Só a mente que é capaz da compreensão de todo o seu próprio mecanismo, pode experimentar ser um fator libertador.

Uma vez percebidos e compreendidos os poderes e capacidades das numerosas camadas da mente oculta, poderão as particularidades ser examinadas judiciosa e inteligentemente. O importante é a compreensão da parte oculta, e não o mero preparo da mente superficial para a aquisição de conhecimentos, por necessários que sejam. Essa compreensão do oculto liberta a mente total do conflito, e só então há inteligência.

Cumpre-nos despertar a capacidade plena da mente superficial que vive em diária atividade, e ao mesmo tempo compreender a mente oculta. Na compreensão do oculto há um viver total, na qual a autocontradição, com suas fases alternadas de sofrimento e felicidade, deixa de existir. É essencial estar-se familiarizado com a mente oculta e cônscio de seus movimentos; mas é igualmente importante não ficarmos ocupados com ela e atribuir-lhe indevida significação. É só quando a mente compreende o superficial e o oculto, que ela pode ultrapassar suas próprias limitações e descobrir aquela suprema e atemporal felicidade.

J. Krishnamurti
***

A nossa seleção já passou mais uma etapa, quanto ao ser benfica é verdade mas não clubista, gostei do benfica desde criança só pela cor das camisolas!



Fiquem em paz
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 11 de Outubro de 2009, 16:00

Citar Taprobana

Supondo que já está ultrapassada a questão que se refere à avaliação acerca da indução de químicos para a transformação do quadro biológico natural, este parágrafo é de todo redundante do ponto de vista lógico. Repare dim-dim: toda a energia será consumida independentemente daquilo que for a “intrepretação que chamamos percepção” pois mesmo que essa percepção seja caracterizada pele possibilidade de abarcar todas as “outras possíveis” a que se refere, no fim não passa também ela de uma percepção exactamente igual por definição á mais minimal possível de conceber no sentido economicista da palavra, além disso suspeito que a percepção minimal proporciona uma experiencia muito menos penosa ao princípio inteligente que a ela está sujeito.

***

Olá Taprobana, já sugeri Aldous Huxley em Portas da Percepção Céu e Inferno, ao nosso amigo Nelsonmt, e penso que é esta semana que vai começar que abordaremos esse autor.

Depois responderei a esse tema opurtuno das drogas e da expanção da consciência.

Também gostaria , se o amigo Nelsonmt concordar, trazer Saint Germain para dar outra luz neste tópico.


Paz amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 11 de Outubro de 2009, 16:33

Amigo Taprobana gosto de pensar assim, em primeiro lugar o vazio não existe: não há nenhuma região do espaço-tempo onde não encontrássemos nada; por todo o lado, encontramos campos quânticos mais ou menos fundamentais.

Mais ainda, esse vazio é palco de acontecimentos permanentes, de flutuações incessantes, de violentas tempestades quânticas no decurso das quais são criadas novas entidades infra-atómicas antes de serem quase instantaneamente destruidas.

Se os seres quânticos são gerados por campos fundamentais, por outras palavras, se eles provêm do vazio, o que é a realidade fundamental se não "qualquer coisa" cujo material não é mais que pura informação.

Era assim que pensava o físico David Bohm, quando afirmou que existe uma ordem implícita escondida nas profundezas do real.

Nesse sentido teremos que admitir que todo o universo está como que cheio de inteligência e de intenção: desde a menor partícula elementar até às galáxias. e, o que é extraordinário, é que é da mesma ordem, da mesma inteligência que se trata nos dois casos.

O mesmo será dizer que para os físicos o universo não é mais que uma imensa rede de informação.

Muita consciência amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 11 de Outubro de 2009, 16:54

Olá

http://www.rubedo.psc.br/dicjung/listaver.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ydWJlZG8ucHNjLmJyL2RpY2p1bmcvbGlzdGF2ZXIuaHRt)

Este é um dos mais importantes conceitos para compreensão da psicologia junguiana. A distinção entre consciente e INCONSCIENTE já tinha sido centro da atenção nos primeiros tempos da investigação psicanalítica, mas Jung favoreceu e refinou a teoria (1) postulando a existência de um inconsciente coletivo como de um pessoal, (2) atribuindo ao inconsciente uma função compensatória em relação à consciência (ver COMPENSAÇÃO) e (3) reconhecendo a consciência como pré-condição para a humanidade, bem como para o tornar-se um indivíduo. Consciente e inconsciente foram identificados como OPOSTOS primordiais da vida psíquica.

A definição de consciência, de Jung, realçou a dicotomia entre o consciente e o inconsciente e enfatizou o papel do EGO na percepção consciente.

Por consciência entendo a relação de conteúdos psíquicos com o ego, desde que essa relação seja percebida pelo ego. Relações com o ego não percebidas como tais são inconscientes. A consciência é a função da atividade que mantém a relação de conteúdos psíquicos com o ego (CW 6, parág. 700).

Como conceito útil, a consciência foi amplamente aplicada e, conseqüentemente, se presta a incompreensões. A percepção, neste sentido, não é resultado da intelectualização e não pode ser obtida apenas pela mente. É o resultado de um processo psíquico em contraste com um processo de pensamento. Em várias ocasiões Jung equiparava a consciência com conscientização, intuição e APERCEPÇÃO, ressaltando a função de REFLEXÃO em sua consecução. A obtenção da consciência pareceria ser o resultado da recognição, reflexão sobre a experiência psíquica e retenção desta, possibilitando ao indivíduo combiná-la com o que ele havia aprendido, a sentir emocionalmente sua relevância e seu significado para sua vida. Em contraste, os conteúdos inconscientes são não-diferenciados e não há esclarecimento sobre o que pertence ou não pertence à própria pessoa de um indivíduo. DIFERENCIAÇÃO “é a essência, o sine que non da consciência” (CW 7, parág. 339). SÍMBOLOS são vistos como produtos inconscientes que se referem a conteúdos capazes de entrarem na consciência.

Jung considerava a mente natural como não-diferenciada. A mente consciente era capaz de discriminação. Portanto, a consciência começa com o controle dos INSTINTOS, possibilitando ao homem adaptar-se de uma forma ordenada. Porém, a ADAPTAÇÃO e o controle de comportamentos naturais e instintivos podem apresentar perigos, levando a uma consciência unilateral fora de contato com componentes mais obscuros e mais irracionais (ver SOMBRA).

Desde que qualquer coisa dissociada se torna autônoma e incontrolável, afirmando-se negativamente a partir dos recessos da SOMBRA, Jung percebia uma unilateralidade da consciência como sendo a atual condição do homem ocidental, identificável nas neuroses de seus próprios pacientes, mas também nas epidemias psíquicas COLETIVAS, tais como guerras, perseguição e outras formas de repressão em massa (ver NEUROSE). A chamada Era do Iluminismo, enfatizando, como fez, a atitude racional de uma mente consciente e considerando a iluminação intelectual como a mais elevada forma de discernimento e, por isso mesmo, do máximo valor, pôs em sério perigo a existência humana em sua totalidade. “Uma consciência inflada é sempre egocêntrica e consciente apenas de sua própria existência” (CW 12, parág. 563). Paradoxalmente, isso leva a uma REGRESSÃO da consciência para a inconsciência. O equilíbrio só pode ser restabelecido se a consciência então levar em conta o inconsciente (ver COMPENSAÇÃO).

Contudo, apesar do risco, a consciência não deve e não pode ser dispensada. Isso acarretaria uma inundação por forças inconscientes, solapando ou obliterando o ego civilizado (ver ENANTIODROMIA). A marca oficial da mente consciente é a discriminação; quando é necessário estar cônscio das coisas, devem ser separados os OPOSTOS, pois na natureza os opostos se fundem um com o outro. Todavia, uma vez separados, os dois devem ser conscientemente relacionados um com o outro.

Chegando à conclusão de que a coisa mais individual do homem era sua consciência e baseada na suposição de que a INDIVIDUAÇÃO é uma necessidade psíquica, a psicologia junguiana ficou equiparada com o aumento da consciência, e na ANÁLISE a suposição era de que a consciência se deslocaria da centralização pelo ego para um ponto de vista mais consistente com a totalidade da personalidade (ver SELF). Assim, a “consciência” da psicologia de Jung esbarrava em todos os perigos identificados com a busca da própria consciência: unilateralidade, inundação, desintegração, INFLAÇÃO, REGRESSÃO, alienação, DISSOCIAÇÃO, divisão (ver POSIÇÃO ESQUIZOPARANÓIDE), egocentrismo e NARCISISMO, lado a lado com a intelectualização. É neste contexto que as proliferações e os cismas da psicologia analítica podem ser vistos (Samuels, 1985a).

Numa tentativa de apresentar paralelismos entre processos individuais e coletivos de se chegar à consciência, Neumann escreveu The Origins and History of Consciousness (1954). Singer (1972) produziu a esse respeito uma obra já considerada clássica. Hillman (1975) define a consciência como “reflexão psíquica do mundo psíquico sobre nós e parte de adaptação àquela realidade”. Ele critica a Psicologia Analítica por se limitar a uma visão demais estreita da consciência.


A DEUS AMIGOS
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: arlindo em 11 de Outubro de 2009, 23:31
Meus caros amigos espiritas, se vcs realmente entendem o espiritismo, já deveriam ter tido consciencia que na terra, não há inocentes e tampouco vitimas.... pensem nisso..
abraços
arlindo
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 11 de Outubro de 2009, 23:39
Boa noite

Olá dim-dim.

Só vim para lhe dizer que li com atenção e tomei em conta os seus pontos de vista.

Ainda é preciso ganhar a Malta.  ::)

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 11 de Outubro de 2009, 23:52
Meus caros amigos espiritas, se vcs realmente entendem o espiritismo, já deveriam ter tido consciencia que na terra, não há inocentes e tampouco vitimas.... pensem nisso..
abraços
arlindo

Boa noite arlindo.

Mas nesse caso, podem aqueles que realmente entendem o espiritismo ensinar o local onde se encontram os inocentes e as vitimas?
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Max_locutor em 12 de Outubro de 2009, 00:53
 ;DA paz do cristo estejam conosco!!!

É com imenso prazer que escrevo; mais para perguntar e pedir ajuda; sou neófito ainda no fórum espírita mais pelo o que já pude perceber que vamos ter que ler e estudar muito.
Não consegui ainda pegar o estudo deste mês mais gostaria que os companheiros de doutrina me ajudassem a compreender o estudo.
Sei que o fórum e incentiva o estudo mais me intrigou a frase do Arlindo
Meus caros amigos espíritas, se vcs realmente entendem o espiritismo, já deveriam ter tido consciência que na terra, não há inocentes e tampouco vitimas....
"Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara."
Citado no "Livro dos conselhos",
de El-Rei Dom Duarte.

A maioria já deve ter lido ou ao menos ouvido falar do livro "Ensaio Sobre a Cegueira", de José Saramago; vamos apenas pincelar o livro que narra como de repente uma cegueira branca vai se espalhando, contaminando e tomando conta das pessoas; a princípio parece ser incurável e aos poucos toda a humanidade vai ficando cega, reduzida a seres meramente instintivos. Em meio a tanto terror, apenas uma pessoa não perde a visão e é ela, sozinha, que os guia dentro dessa cegueira branca, dentro desse mundo desconhecido e assustador. O filme retrata como o ser humano é capaz de perder anos de civilização ao ser privado de um de seus sentidos. É possível compreender no livro a necessidade dos "cegos", em confiarem naquele único ser que enxerga, de modo a poderem se humanizar e se socializar novamente, pois o governo os envia a um sanatório e, quanto mais pessoas chegam, mais deplorável fica o lugar. Começam a surgir disputas pela comida e pelo domínio do sanatório, situações constrangedoras fazem com que os personagens comecem a se questionar sobre sua dignidade, seu auto-respeito e seu orgulho.

Por trás do livro podemos notar que Saramago não trata apenas da cegueira física, mas da cegueira moral dentro da qual a sociedade se encontra, e sabemos que todo esse orgulho e dignidade são deixados de lado quando o animal humano é posto diante do animal não humano. Em confronto com um ser que ele julga inferior, o animal humano esquece que é civilizado e se bestializa de tal forma que perde sua verdadeira identidade, seu orgulho e seu auto respeito, descendo a níveis que os animais não humanos não conseguem alcançar, a própria "miséria moral". Foi há muitos anos atrás que essa cegueira branca teve início, ao matar no animal humano todo seu senso de moral, compaixão é ética pelos animais não humanos. A ética social, tal como no livro, desmoronou desde então. O animal humano cego pelo orgulho e pela vaidade separou-se da natureza, espezinhou-a e aos seus outros filhos, os animais, com a mesma crueldade com que trata tudo aquilo que lhe é diferente. Nessa sua cegueira, a humanidade é capaz de ignorar o fato de que há uma igualdade senciente entre nós e os animais, é capaz de se manter cega diante de tanto sofrimento, ensaiando o dia em que consiga obter a coragem de enfrentar seus medos em resistir à cegueira a qual a condicionaram.
"O medo cega, já éramos cegos no momento em que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos.[...] Quantos cegos serão preciso para fazer uma cegueira, Ninguém soube responder." (J. Saramago)

Quanto ainda será preciso mostrar, demonstrar, expor, falar ou escrever sobre o sofrimento animal, antes que os "cegos da ética" notem que estão errados, que estão com medo e que esse medo os cega. Quanto ainda teremos que pedir para que abram seus olhos, pois somente assim essa cegueira se dissipará e a ética voltará a se fazer parte da sociedade? Esse cegos contemporâneos são cegos do coração e da alma, são cegos da moral e da ética, guiam outros cegos e conhecemos a velha frase que nos diz: "Cegos guiando cegos,ambos cairão no abismo". Já estamos caindo no "abismo" a cada dia que passa, por todo o desrespeito que as pessoas mostram em relação aos animais; é a humanidade quem polui o seu próprio ar, que contamina sua própria água, que apodrece sua própria terra, que desrespeita a eles, os animais não humanos e em igualdade, a si mesma, mas a maioria ainda deseja se manter cega diante disso. Essa cegueira não os deixa ver aonde pisam nem em quem pisam, não os deixa livres para escolherem qual caminho tomar, qual posição escolher.São cegos que temem enxergar, porque fazem tantas coisas ruins aos animais que se envergonham, e se fecham cada vez mais dentro de uma cegueira manipulada e cruel.
"Por que cegamos, não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que vendo, não vêem" (J. Saramago)

Essa á a grande parcela da humanidade hoje diante da exploração animal, cegos que vendo, ainda assim fingem não ver, que diante da repulsa que a visão do sofrimento animal acarreta, com uma insensibilidade fora do normal, conseguem ignorar o que lhes mostrado, que hibernam em seus costumes e tradições bárbaras com medo de enxergar a verdade de seus atos cruéis.

"Por que cegamos?"

Porque passamos a nos achar seres privilegiados, seres mais fortes, mais poderosos e, no entanto, nos tornamos seres mais cruéis, mais frios, mais irracionais. Não somos cegos, estamos cegos diante daquilo que não desejamos ver, a agonia animal que praticamos todos os dias.

Assim como os personagens de Saramago perderam o senso de civilidade, hoje, os cegos contemporâneos, perderam o senso de civilidade junto a natureza, junto aos animais, tornaram-se egoístas ao fazerem da Terra, um Planeta para uso exclusivo de animais humanos.Não dividem, não doam, ao contrário, tomam a força, ameaçam, humilham, matam, violam e desmoralizam qualquer ser que se oponha a essa cegueira.

Saramago diz que deseja que seu leitor sofra ao ler o livro, tanto quanto ele sofreu as escrevê-lo. E hoje nós sofremos por essa cegueira que perdura há séculos, séculos de tortura, de morte e muito sangue. Tal como o livro, a vida dos animais tem sido um capítulo brutal e violento, repleto de experiências dolorosas e aflições sem fim.
"Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." (J. Saramago)

O que nos falta para reconhecermos isso, então? O que nos falta para enxergarmos que, o que fazemos com os animais se opõe a qualquer ética que tentemos criar para nos proteger uns dos outros? Que falta para as pessoas abrirem os olhos e enxergarem que os gritos de agonia só irão cessar quando elas mudarem? Não somos cegos, repito, estamos cegos, e ser cego é uma opção.

A cura para essa cegueira nada mais é do que a aceitação verdade, e a verdade é que realmente não somos bons que, embora o veganismo nos guie para a moralização ética, nós nos afastamos desse guia por medo de descobrirmos que não somos aquilo que pensamos que éramos: seres bondosos e racionais. Temos medo, tanto quanto os cegos de Saramago, de caminharmos por esse mundo desconhecido e assustador que é o respeito aos animais não humanos, não estamos acostumados a respeitá-los, somos orgulhosos demais, porém a cegueira nos tem feito viver num mundo igualmente deplorável ao sanatório onde os cegos de Saramago viviam, fingimos não ver, mas sentimos o cheiro da morte e da nossa sujeira. Quando será que a humanidade se desvencilhará dessa cegueira para alcançar a sua lucidez, pois qualquer pessoa que saiba sobre o sofrimento animal e nada faça a esse respeito, está cego e perdeu parte de sua sanidade. Seria irracional nos colocarmos como seres racionais diante da visão do abate de um animal, diante da vivissecção, diante das touradas, bem mais fácil realmente seria essa posição ocupada pela grande massa, a de seres cegos e insensíveis a dor, não há como explicar de outro modo como alguém que tendo conhecimento sobre o que acontece com os animais, não mude, nem tente mudar.

É preciso que nos se humanizemos e nos socializemos novamente com a natureza, com os animais, com o mundo no qual vivemos, precisamos ter coragem para abandonarmos a cegueira de anos e anos de exploração animal, por uma conduta mais digna, pois o ser humano que usa de sua força contra um ser qualquer, não é digno, nem possui qualquer valor moral e os animais humanos necessitam, urgente-mente, se moralizarem perante a natureza e sobretudo, diante dos animais não humanos.

"Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara."1

Se podes enxergar e reparar, então que esperas para mudar?

Referências Bibliográficas

SARAMAGO, José - Ensaio sobre a cegueira.

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Oliva Prado em 12 de Outubro de 2009, 16:53
BOM Dia a todos

   è interessante os pensamentos que lemos neste site nos diversificados temas são de todos os níveis possíveis e inimagináveis, acho que o Arlindo precisa desenvolver mais essa sua teoria (se vcs realmente entendem o espiritismo, já deveriam ter tido consciência que na terra, não há inocentes e tampouco vitimas.... )
                se quer mesmo uma resposta.
Esta que escreve
O. P.
     Resolvi acrescentar o seguinte:
Como defenira o Sr. Arlindo Espírtos em provação, espíritos sofredores e talvez seja uma ousadia da minha parte incluir "espíritos em aprendizagem" que devemos ser quase todos nós independentemente das tarefas que possamos assumir na divulgação e prática do espiritismo.
 Quem como o Sr (desculpe mas esqueci seu nome ) se adentra neste estudo aperceber-se-á disso.
A bem dizer somos mesmo é inocentes e vítimas principalmente da ignorancia.
Desde que o homem aprendeu a orar que  essa é a faculdade mais saudável para ajudar-se a si mesmo e aos outros, na superação da dor, no alcance da cura, no equelíbrio da psi e do próprio físico e na necessidade de evoluir. Com a abertura de consciência que o espiritismo dá e com a nossa própria capacidade de raciocinar, ao contacto com as inúmeras orações que há no mundo passamos a extruturá-las com a lógica e o sentimento sincero que devem ter porque já não oramos como um acto exterior ou mecanico, mas sim com envolvimento.
Esta que escreve
O. P,
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: STEPHANIE em 12 de Outubro de 2009, 17:15
 Caro irmão,
 Seu comentário foi da maior simplicidade, que realmente nós espírita temos que crer, se resignar e principalmente ter a disciplina, pois estes elementos que levou vc a ver tudo muito nítido, naquilo que vc foi buscar. Muito bonito o seu comentário.
Stephanie ::)
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 12 de Outubro de 2009, 21:35
Siegmund

Obrigado pela participação, e a citação oportuna de Jeremias  (que não conhecia ) e Hebreus.

A esta busca à Deus,  a quem a ela se motiva, é que procuramos apoiar neste Fórum, em vários temas e debates.


 Jeremias 31:33  Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

Hebreus 10:16  Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei,


È importante a reflexão em Jeremias, que a “mente’ se refere principalmente ao segundo andar do castelo de Calderaro, e  “coração” ao “sentir”, tanto se refere ao primeiro, quanto ao terceiro andar, dependendo da forma da interpretação.

Um abraço fraterno e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 12 de Outubro de 2009, 22:55
Amigo Nelson
(Julgo que posso tratá-lo assim)

É uma honra e um privilégio poder ter amigos onde podemos revelar nossa alma...

Peço desculpa pela minha deficiente formação académica mas ainda assim achei que devia responder-lhe já que me parece que a questão mais importante nesta temática da consciência

Também peço-lhe desculpas... acho que não fui franco o suficiente.
Este seu novo amigo, é muito imaturo espiritualmente, pois em sua vida não encontrou outra forma de seguir a Jesus, senão dando muitas voltas entre erros e letras, para compreender um pouco do que se trata “o amor e a pureza do coração das crianças”.
Preciso de muito esforço para focar minha consciência na proposta do Mestre, mas sei que outros, maiores que eu, o fazem com naturalidade e espontaneidade...
Outro dia ou noutra encarnação serei espontâneo no amor também. Tal qual à viúva posso pouco, mas ofereço de coração a Deus aqui, a minhas poucas moedas que amealhei neste caminho, na esperança que possa ser-lhe útil, bem como aos demais.
Como amigos, desejo que me veja como sou realmente, um homem fraco em coração, mas que procura desesperadamente forças em sua mente para seguir seu caminho. Como não sinto, procuro sentidos em palavras...


… a questão mais importante nesta temática da consciência

-não será precisamente o problema da atrofia da nossa evolução espiritual?

 dos valores morais,
das escolhas conscientes....


 porque se realmente há 5 níveis de evolução e já conquistamos 3 resumidos:

1ro, preenchimento das necessidades homeostáticas( alimentação, sono, eliminação de resíduos) e a consciência do ambiente com o qual se interage,

 2do a memória, desenvolvimento intelectual,

3ro o primeiro ponto de abertura da consciência espiritual, o nível da concepção do eu mais alto, inspiração imaginação emocionalidade, criação de arte de música a pessoa sente a presença de um ser divino dentro dela e para além  de si mesmo)

Quanto ao nível de evolução que você propõe 1ro, 2do e 3ro, me parecem que eles ocorrem dentro da consciência do ser, e desta forma se aplicam exatamente aos níveis propostas por André Luiz, naquilo que chamei por Castelo de Calderaro.

Em estrito senso, não existe a “atrofia de nossa evolução espiritual” .

Na verdade a mente fica focada apenas em si, numa atitude egoísta, o que seria o caso de usar apenas os dois primeiros níveis, e quanto ao terceiro apenas de forma hipócrita, como os Fariseus no tempo de Jesus. A mente reconhece que existe tais percepções porem não sabe como trazê-las à consciência. As informações se perdem dentro da cognição por falta de eventos mentais que a provoque à reflexões e mudanças de conceitos.

Enquanto vive seu momento egoísta, o espírito sofre as conseqüências das Leis de Deus, em sua vida. Busca a sua felicidade e alegria neste mundo, mas sofre desilusões e perdas. De uma forma simples, alguns se fecham a Deus, e outros procuram compreende-Lo. Neste sentido descobre que precisa se adequar à uma realidade externa a sua visão egoísta. De forma criativa vai fazer isso  então sua evolução “acelera”.

segundo a mesma fonte onde lí  esta informação, alguns de nós alcançam o nível da santidade e excepcionalmente há Aqueles que se revelaram como Cristo, Buda...
-O conhece-te a ti mesmo tem de passar por esse preenchimento espiritual, pela desmistificação dos conceitos caducos, pelo contacto real duma nova consciência que aí

Neste sentido concordo com você, mas suponho que desde que o processo de encarnações começou até hoje ninguém chegou a se igualar a Jesus ou Buda...

Agora que somos amigos deixemos as desculpas de lado pois amigos se perdoam...

Obrigado por aparecer

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 13 de Outubro de 2009, 00:19
O gato de Schrödinger.

Sei que aqueles que gostam de saber coisas acerca da física quântica conhecem bem esta famosa personagem quântica que vive num estado suspenso entre a vida e a morte. Como penso ser útil e ao mesmo tempo divertido, vou tentar explicar este enigma ao pé do qual os enigmas da mediunidade parecem umas brincadeiras de crianças.

Como já tive oportunidade de anteriormente referir, a questão que a física quântica não consegue explicar vai muito para além de saber acerca da forma como as coisas acontecem. A física quântica não sabe como é possível as coisas existirem!

Max Planck demostrou que a energia é irradiada não de forma contínua mas sim em “pacotes” ou “quanta”.

Niels Bohr demonstrou que os electrões movem-se através de “saltos quânticos” descontínuos entre os determinados estados de energia característicos, sem que tal efeito fosse desencadeado por qualquer causa, ou seja, de forma simplesmente espontânea.

De um momento para o outro, um átomo que se encontra repousadamente num determinado estado, torna-se num caos de movimentos electrónicos completamente espontâneos, tanto dos níveis mais altos de energia para os mais baixos assim como de forma inversa, sem que seja possível vislumbrar qualquer efeito de causalidade, ou seja as coisa num repente simplesmente acontecem.

Outro aspecto desconcertante acerca do comportamento tresloucado dos electrões, tem a ver com aquilo que é denominado por “transições virtuais”. Tentando ser simples e claro na explicação, um electrão, antes de decidir para onde se “mudar” “experimenta” de forma simultânea vários níveis energéticos. Imagine cada um dos leitores deste texto, que antes de decidir para onde viajar, têm a possibilidade de simultaneamente experimentar como se sentem nos múltiplos possíveis locais de destino, ou seja desdobram-se no sentido literal da palavra, para enfim de forma definitiva ou real se deslocarem para o local escolhido.

Para tornar este fenómeno (é assim que neste momento este facto tem de ser encarado) ainda mais desconcertante, as visitas que levam a cabo não são virtuais no sentido mais estrito da palavra, uma vez que ai deixam as impressões da sua passagem, ou seja, utilizando uma imagem, interferem de forma efectiva com o ambiente que encontram, ou seja, podem deixar esquecida a carteira num local, a cadeira onde se sentaram fora do sítio, ou com a mão de uma senhora ofendida marcada na cara de um indivíduo mais inconveniente que tenha encontrado, antes de escolherem por fim o local para realmente enfim viajar.

É literalmente assim que se passa no louco mundo dos electrões.

É baseada nesta constatação que surge uma teoria denominada “teoria dos muitos mundos”. Tentando de novo ser feliz na minha tentativa de explicação, como consequência das múltiplas oportunidades de escolha que um electrão tem antes de decidir aquela que mais lhe apetece optar, existe um potencial de experiencias possíveis que não foram concretizadas, ou seja as “possibilidades perdidas”. Esta teoria sugere que existe uma infinidade de mundos no qual se encontra uma identidade de cada um de nós, resultante da continuidade da corrente de acontecimentos em cada uma delas, deduzindo assim, que as “oportunidades perdidas” são aproveitadas. Aqui fica esta autêntica pérola com “insígnias científicas” para aqueles que gostam de viajar pelo mundo da “loucura”.

A conjugação destes elementos (onda – partícula / transacções virtuais) abrem de par em par as portas para aquilo que é o meu objectivo presente ou seja, falar acerca do gato quântico.

Se a realidade da matéria elementar é uma caótica e emaranhada teias de possibilidades, surge a inevitável questão: afinal, em que ponto as coisas se tornam reais, ou seja, a partir de que ocorrência atómica, a matéria passa a fazer parte do mundo que os nossos sentidos percepcionam, ou seja, a partir de quando é que a brincadeira termina e começa o tempo a contar e o espaço a existir, ou seja, a partir de que momento as coisas acontecem e qual a sua causa?

Dentro de uma caixa não transparente, Schrödinger coloca uma substancia radioactiva, com a propriedade de potenciar a 50% a transferência de partículas entre níveis de energia, ou seja 50% para níveis superiores, 50% para níveis inferiores, e também coloca lá dentro um gato.
Existem então duas hipóteses, se a partícula sobe, acciona então um mecanismo que provoca a morte do gato por comida envenenada. Se a partícula desce acciona um mecanismo que fornece o gato de alimento saudável.

Agora acontece o seguinte: como vimos anteriormente, em termos quânticos os electrões vão experimentar as transições virtuais, ou seja vão desdobrar-se e experimentar simultaneamente vários níveis de energia tanto acima como abaixo, ou seja, o gato está vivo ou morto ao mesmo tempo, da mesma forma que os electrões são onda e partícula simultaneamente. A vida ou morte do gato é uma onda de probabilidades que ocorre durante toda a experiencia.

Assim, a função de Schrödinger traduz duas possibilidades ou o gato morre envenenado ou engorda. Somente quando a função de onda for definida ou seja, quando o electrão se decidir para onde vai é que conhecemos a sorte do gato.

Mas o que faz desencadear os acontecimentos? Por motivo o gato está morto? Porque motivo o gato está vivo? Porque motivo existe aquilo a que chamamos realidade? Como é possível as coisas serem?

As equações de Schrödinger indicam que nada pode provocar o colapso de uma função de onda, ou seja o gato nunca poderia sair da sua condição de nem morto nem vivo, ou seja, nada que exista no mundo físico pode ditar a sorte do gato. Somente os nossos olhos contrariam esta verdade, ou seja, somente por verificação de facto sabemos que o gato vive ou morre, ou seja, são os nossos olhos que o matam ou o salvam.

Taprobana.

Nota: Este texto está suportado na obra: “O ser quântico” de Danah Zohar.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 02:25
Olá Olinda

Visualizando o NOSSO EU, me respondam "O que é consciência?"

Consciência é uma função que percebe... sua posição no espaço que ocupa, e sua mente (cognição) faz uma interpretação (julgamento) dela.

No seu exemplo:

Moro em minha (de herdeiros e eu sou uma das) casa com uma irmã e uma amiga dela, elas estão aqui a mais ou menos 8 anos, eu cheguei a 6 anos. elas são espíritas, eu conheço a doutrina e por varios motivos que passei juntamente com meus filhos nas mãos delas preferi me afastar da casa espírita. Minha irmã se tornou uma pessoa individualista se afastou da família. Percebi que eu e meus filhos nos tornamos uma pedra em seu sapato, pois elas gostariam que fossemos embora da casa, tenho um filho hoje com 15 anos e revoltado com a vida, e um dos motivos foi pelo que elas sempre fizeram com a presença dele na casa, proibindo que ele comesse à mesa, recebesse amigos, assistisse TV, brincasse e outras coisas.

Entre todos as referencias guardadas na sua memória, a nossa cognição elege um julgamento para fazer uma coerência entre eles, produzindo uma conclusão, em que você, ou  eu, acreditamos estar certos.
Alegando nossas razões de fato estamos certos?
Podemos estar cometendo um erro em nosso “pensar” e “concluir”.

No seu caso apenas vi a sua interpretação e julgamento, o seu ponto de vista de irmã e mãe. Não estou querendo lhe dizer que o diz não é verdade, ou que seu julgamento não está correto. Mas a questão como tratamos neste tema, procuramos usar as lições de santo Agostinho, em que ele nos convida a perguntar à nossa consciência se cometemos algum erro. Você se perguntou? Para esclarecer a questão melhor procurou por sua irmã para um diálogo? Procurou ouvi-la e compreende-la? Como sócias na casa com direitos iguais, diante de um impasse procuram por dividir, (ou vende-lo) o imóvel cessando o conflito e harmonizando o ambiente? Orou a Deus por ela?

Estou tentando lhe responder a sua pergunta, e pelo pouco que você nos contou sua consciência esta fixada no nível um e dois nos termos do castelo de Calderaro, de André Luiz. Esta fixação apenas se modifica pelo amor, conforme o capítulo O Poder do Amor. Ele nos ensina que apesar a posição de vítima ser muito coerente com o direito romano de nossa cultura, e por isso passível de reparação, para o espírito não faz sentido, e se torna uma prisão. Sendo necessário o perdão libertador da sua consciência, para que você fluindo em cada nível de forma saudável permita as percepções mais luminosas e mesmo consoladoras.

Se de fato é isto que lhe ocorre a vida lhe coloca a possibilidade de buscar amparo em Deus e em seu Anjo da Guarda, não para resolver o desequilíbrio de sua irmã mas o seu. Quanto ao desequilíbrio dela a nossa doutrina ensina a tolerância e a busca de um acordo, de uma harmonia possível entre vocês, este esforço é para que sinta que cumpriu com sua obrigação fraternal para com uma irmã, e sinta Paz. Procure outra Casa Espírita para passes, estudo e apoio fraterno.

Que consciência tem uma pessoa assim, que tipo de espírita é essa pessoa?

Essa pessoa espírita que hoje divide laços de parentesco nada mais é que seu o próximo ... e se ela ainda não pode mudar, então mude você e seja uma espírita melhor que ela em compreensão e solidariedade. O exemplo ensina, se ela não pode, então faça você o melhor exemplo, principalmente para o benefício seu e de seus filhos.

... essas palavras me deram uma consciência atual da situação e me fizeram refletir na consciência da revolta cheguei a conclusão que ele tem razão, e me afastei

Você me parece ser uma pessoa muito afetiva, e ele pareceu ser uma pessoa sensata, mas você já lhe ensinou a pensar sobre o estudo e evangelização espírita?

Procurei dar-lha minha opinião sobre suas perguntas. Reflita pois espero de coração que algo de minhas palavras lhe ajude.

Obrigado pela participação importante

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 03:17
Olá Arlindo, Taprobana, Max e demais amigos do fórum

 
... já deveriam ter tido consciencia que na terra, não há inocentes e tampouco vitimas.... pensem nisso..
 

 
Mas nesse caso, podem aqueles que realmente entendem o espiritismo ensinar o local onde se encontram os inocentes e as vitimas?

;D
Sei que o fórum e incentiva o estudo mais me intrigou a frase do Arlindo

Minha opinião

Os inocentes, as vítimas, e os culpados... todos se encontram na Consciência onipresente de Deus.

Há um mundo real, onde somos julgados por critérios distintos à realidade normal de nosso plano. Alguém nos julga... e esta sentença não tarda, é imediata, nós que não nos percebemos Dela. Porem espíritos mais evoluídos podem ver este julgamento...

Capítulo 31 Vampiro, de Nosso Lar:

Deparou-se-nos, então, a miserável figura da mulher que implorava socorro do outro lado. Nada vi, senão o vulto da infeliz, coberta de andrajos, rosto horrendo e pernas em chaga viva; mas Narcisa parecia divisar outros detalhes, imperceptíveis ao meu olhar, dado o assombro que estampou na fisionomia, ordinariamente calma.
— Filhos de Deus — bradou a mendiga ao avistar-nos —, dai-me abrigo à alma cansada! Onde está o paraíso dos eleitos, para que eu possa fruir a paz desejada.
Aquela voz lamuriosa sensibilizava-me o coração. Narcisa, por sua vez, mostrava-se comovida, mas falou em tom confidencial:
— Não está vendo os pontos negros?
— Não — respondi.
— Sua visão espiritual ainda não está suficientemente educada.
E, depois de ligeira pausa, continuou:
— Se estivesse em minhas mãos, abriria imediatamente a nossa porta; mas, quando se trata de criaturas nestas condições, nada posso resolver por mim mesma. Preciso recorrer ao Vigilante-Chefe, em serviço.
Assim dizendo, aproximou-se da infeliz e informou, em tom fraterno:
— Faça o obséquio de esperar alguns minutos.
Voltamos apressadamente ao interior. Pela primeira vez, entrei em contacto com o diretor das sentinelas das Câmaras de Retificação. Narcisa apresentou-me e notificou-lhe a ocorrência.  Ele esboçou um gesto significativo e ajuntou:
— Fez muito bem, comunicando-me o fato. Vamos até lá.
Dirigimo-nos os três para o local indicado.
Chegados à cancela, o Irmão Paulo, orientador dos vigilantes, examinou atentamente a recém-chegada do Umbral, e disse:
— Esta mulher, por enquanto, não pode receber nosso socorro. Trata-se de um dos mais fortes vampiros que tenho visto até hoje. É preciso entregá-la à própria sorte.

Senti-me escandalizado. Não seria faltar aos deveres cristãos abandonar aquela sofredora ao azar do caminho? Narcisa, que me pareceu compartilhar da mesma impressão, adiantou-se suplicante:
— Mas, Irmão Paulo, não há um meio de acolhermos essa miserável criatura nas Câmaras?
— Permitir essa providência — esclareceu ele —, seria trair minha função de vigilante.
E indicando a mendiga que esperava a decisão, a gritar impaciente, exclamou para a enfermeira:
Já notou, Narcisa, alguma coisa além dos pontos negros?
Agora, era minha instrutora de serviço que respondia negativamente.
— Pois vejo mais — respondeu o Vigilante-Chefe.
Baixando o tom de voz, recomendou:
— Conte as manchas pretas.
Narcisa fixou o olhar na infeliz e respondeu, após alguns instantes:
— Cinqüenta e oito.
O Irmão Paulo, com a paciência dos que sabem esclarecer com amor, explicou:
— Esses pontos escuros representam cinqüenta e oito crianças assassinadas ao nascerem. Em cada mancha vejo a imagem mental de uma criancinha aniquilada, umas por golpes esmagadores, outras por asfixia.
Essa desventurada criatura foi profissional de ginecologia. A pretexto de aliviar consciências alheias, entregava-se a crimes nefandos, explorando a infelicidade de jovens inexperientes. A situação dela é pior que a dos suicidas e homicidas, que, por vezes, apresentam atenuantes de vulto.



Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 13 de Outubro de 2009, 11:19
Bom dia.

Inocentes e vitimas.

As narrativas de André Luiz evocadas pelo nelsonmt, têm um cariz literário. Para além da identidade factual do autor ser indeterminada, são interpretações de uma vivencia particular, ou seja, tal como acontece nos livros de Saramago (esses sim com identidade conhecida) também para cá convocados, apresentam uma perspectiva particular sem relevância objectiva no universo do saber pois fundamentam-se por si só, ou seja, as sugestões que justificam o viabilidade cognoscível de um ponto de vista partem de pressupostos que estão contidos nele mesmo, o que tem como consequência a não fundamentação comprovativa daquilo que é sugerido não restando por isso outra alternativa ao leitor que não seja verificar por meios próprios a utilidade não artística, ou seja, não subjectiva que estes podem ter e que é a única que tem legitimidade de ser utilizada para os objectivos que nos propomos aqui atingir.

Apesar de no caso de Saramago por ser uma identidade conhecida e sendo por isso mesmo possível cruzar os conteúdos literários que apresenta nas suas obras com outros elementos constitutivos do seu mundo mental publico, tornando por vezes lógicas e racionais e por outras vezes fundamentadas as suas propostas, no caso de André Luiz, a sua condição incorpórea (não tendo neste momento em conta a analise aquilo que é e aquilo que não é admissível em termos de mecanismos de mediunidade) remete-nos para o mundo da crença ou da intuição, e no caso deste texto, para a evidente tomada de partido e participação politica activa na qualificação e determinação de uma moral objectivamente do domínio da vida, ou seja, parece ser de todo suspeito que mesmo no mundo dos “espíritos elevados” exista o opressor fantasma de Sócrates (o grego  :D), o ditador do que é o bem e do que é o belo.

André Luiz fundamenta as suas obras nesta mesma moral inconcebível. Suspeito que o espírito de Nietzsche o andará a perseguir com uma mordaça na mão para lha colocar na boca.  :D

Quero exprimir aqui publicamente as minhas profundas suspeitas acerca das noções de Bem e de Mal apresentadas na obra de André Luiz, fundamentadas na óbvia manutenção das mesmas regras opressoras que caracterizaram os séculos do período pós-socrático, das quais a humanidade só hoje tem condições de se libertar.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 13 de Outubro de 2009, 15:45

Boa tarde a todos amigos.

Para encontrarmos o que chamamos o "espírito" no interior da matéria, temos de penetrar no interior da singularidade quântica, abordando uma experiência perturbadora que, desde há muitos anos desemboca num mistério. Essa experiência é conhecida pelo nome de " dupla fenda ", realizada pelo físico Thomas Young em 1801: ela constitui o elemento fundamental da teoria quântica.

Isto amigo Taprobana para complementar a teoria do " gato de Schrödinger."

Vejamos uma flor. Se eu decidir colocá-la fora da minha vista, numa outra sala, ela não deixa por isso de existir. É isto, de qualquer modo, o que a experiência quotidiana me permite supor. A teoria quântica diz-nos uma coisa completamente diferente: ela defende que se observarmos essa flor com muita finura, ao nível do átomo, a sua realidade profunda e a sua existência estão intimamente ligadas à maneira como a observamos.


Em suma, o mundo determina-se no ultimo momento, no momento da observação. Antes, nada é real, em sentido estrito.

A primeira ideia é que não seriam somente partículas fantasmas que existiriam ao lado da nossa realidade, mas universos completos, mundos paralelos ao nosso.

O segundo ponto é que não se pode explicar o que se passa ao nível do fotão no momento em que ele escolhe passar por a fenda ( A ) ou ( B ). O mistério é que perante a fenda A, o fotão parece saber que a fenda B está aberta ou fechada. Em suma, ele parece conhecer o estado quântico do universo.

Ora, que é que permite ao fotão escolher este ou aquele itenerário? Simplesmente a consciência do observador.

Jean Guitton (Deus e a Ciência)

***

Um texto de SAINT GERMAIN " Lei do Amor"

“Amor e glorificação ao Grande Eu Interior e a atenção mantida
focalizada sobre a Verdade, a saúde, a liberdade, a paz, a fartura, ou
qualquer outra coisa que desejardes para correto uso, trarão à
manifestação para o vosso proveito e de vosso mundo — se com
persistência os conservardes em vossa consciência (pensamento e
sentimento). Isto é tão certo como existe uma Grande Lei de Atração
Magnética no Universo”.

“O pensamento construtivo e o sentimento harmonioso dentro da
mente e do corpo humano, são as atividades do Amor e da Ordem. Estes
permitem que a Perfeita Proporção e Velocidade dos elétrons dentro do
átomo se mantenham permanentes; desse modo, eles buscam o seu
caminho inteligentemente até o Grande Sol Central, para repolarizar-se
sempre que houver dispersão e perda da polaridade e enquanto for
mantida a duração do Alento de Deus dentro do seu núcleo — pela
Vontade da Inteligência Diretora Auto-Consciente, que utiliza o corpo no
qual eles existem.

Desse modo, a qualidade de Perfeição e a manutenção
da Vida num corpo humano estão sempre sob o controle consciente da
Vontade do indivíduo que o ocupa.

A Vontade do indivíduo é suprema com
relação ao seu templo e, mesmo em caso de acidente, ninguém deixa seu
corpo-templo enquanto não o quiser.

Muitas vezes os padecimentos do
corpo, o medo, a incerteza e muitas outras coisas influenciam a
personalidade para mudar suas decisões, acerca do que decidiu no
passado, mas tudo o que acontece ao corpo está e estará sempre sob o
controle da livre vontade individual.

“Para compreender a explicação acima, concernente ao elétron e ao
controle consciente que o indivíduo tem para governar a estrutura atômica
do próprio corpo, através do seu pensamento e sentimento, deve
compreender o Princípio Uno que governa a forma por toda a Imensidade.

Quando o homem fizer o esforço necessário para provar isto a si mesmo,
ou dentro do seu próprio corpo atômico de carne, então tratará de se
dominar. Quando tiver feito isso, tudo no Universo será voluntário
cooperador seu, para realizar o que desejar através do Amor.

“Todo aquele que se faz voluntariamente obediente à ‘Lei do Amor’,
tem a Perfeição em sua mente e em seu mundo permanentemente
mantida. A ele e só a ele pertence Toda Autoridade e Mestria, Só ele tem o
direito de ordenar, porque aprendeu primeiro a obedecer.

Quando tiver
conseguido a obediência da estrutura atômica dentro de sua própria mente
e corpo, toda a estrutura atômica fora de sua mente e de seu corpo
também lhe obedecerá.

“Assim, a humanidade, através do pensamento e do sentimento,
tem o poder — cada indivíduo dentro de si mesmo — de se elevar à maior
altura, ou submergir na maior profundeza. Cada um, por si só, determina
seu próprio caminho de experiência.

Pelo controle consciente de sua
atenção, quanto àquilo que permite à própria mente aceitar, pode andar e
falar com Deus — Face a Face — ou, desviando-se de Deus, tornar-se
inferior aos animais, mergulhando sua consciência humana no mais
profundo esquecimento.

Neste último caso, a Chama de Deus Dentro dele
se retira de sua habitação humana.

Depois de eóns de tempo, ela tenta de
novo uma jornada humana no mundo da matéria física, até que a vitória
final seja alcançada conscientemente e por sua Livre Vontade”.



Fiquem em paz amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 13 de Outubro de 2009, 16:10

ALLAN KARDEC

Aliança da Ciência com a Religião

A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material, e a outra as leis do mundo moral. Mas aquelas e estas leis, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se umas forem à negação das outras, umas estarão necessariamente erradas e as outras certas, porque Deus não pode querer destruir a sua própria obra. A incompatibilidade, que se acredita existir entre essas duas ordens de idéias, provém de uma falha de observação, e do excesso de exclusivismo de uma e de outra parte. Disso resulta um conflito, que originou a incredulidade e a intolerância.


São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo devem receber o seu complemento; em que o véu lançado intencionalmente sobre algumas partes dos ensinos deve ser levantado, em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; e em que a Religião, deixando de desconhecer as leis orgânicas e imutáveis, essas duas forças, apoiando-se mutuamente e marchando juntas, sirvam uma de apoio para a outra. Então a Religião, não mais desmentida pela Ciência, adquira uma potência indestrutível, porque estará de acordo com a razão e não se lhe poderá opor a lógica irresistível dos fatos.


A Ciência e a Religião não puderam entender-se até agora, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Era necessária alguma coisa para preencher o espaço que as separava, um traço de união que as ligasse. Esse traço está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regulam o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez constatadas pela experiência essas relações, uma nova luz se fez: a fé se dirigiu à razão, esta nada encontrou de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido.
               

Mas nisto, como em tudo, há os que ficam retardados, até que sejam arrastados pelo movimento geral, que os esmagará, se quiserem resistir em vez de se entregarem. É toda uma revolução moral que se realiza neste momento, sob a ação dos Espíritos. Depois de elaborada durante mais de dezoito séculos, ela chega ao momento de eclosão, e marcará uma nova era da humanidade. São fáceis de prever as suas conseqüências: ela deve produzir inevitáveis modificações nas relações sociais, contra o que ninguém poderá opor-se, porque elas estão nos desígnios de Deus e são o resultado da lei do progresso, que é uma lei de Deus.




Paz Amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 13 de Outubro de 2009, 16:23

Amigos de maneira a sermos imparciais quanto à consciência temos que ter em conta a,

Sintaxe

Um homem contemplando suas equações
disse que o universo teve um começo.

Existiu uma explosão, disse ele.

Um senhor estrondo, e nasceu o universo.

E o universo ainda está em expansão, disse ele.

Ele calculou até mesmo a duração de sua vida:
dez bilhões de revoluções da Terra ao redor do sol.
Todo o globo aplaudiu;
Acharam tais cálculos cientificamente certos.

Ninguém percebeu que, propondo um início para o universo,
o homem simplesmente refletiu a sintaxe de sua língua pátria;
uma sintaxe que exige começos, como um nascimento,
e desenvolvimento, como maturação,
e um final, como a morte, para a realização de qualquer evento.

O universo teve um início,
e está envelhecendo, garantiu-nos tal homem,
e ele irá morrer, já que tudo morre,
como ele mesmo morreu depois de confirmar matematicamente
a sintaxe de sua língua pátria.

Sintaxe

O universo teve realmente um começo?
A teoria do “big-bang” é realmente correta?

Essas não são perguntas, embora pareçam ser.

A sintaxe que exige começo, desenvolvimento
e término para a descrição de fatos é realmente a única que existe?

Essa é a questão real.

Existem outras sintaxes.



Fiquem bem
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 20:21
Dim dim e demais amigos do fórum


De acordo com Don Juan, a percepção humana, funcionando em uma condição de silêncio interior, é capaz de atingir níveis indescritíveis. alguns daqueles níveis de percepção são mundos em si e de modo algum são como os mundos alcançados através de sonhar. Eles são indescritíveis e inexplicáveis em termos dos paradigmas lineares que o estado habitual emprega para explicar o universo.


Dim dim obrigado por seu esforço de oferecer a este tema tantas referencias aos nossos amigos leitores.

Peço ao amigo que de agora em diante neste tema se abstenha de colocar citações de livros ou propostas que não sejam possíveis de serem colocadas a disposição de nossos leitores para uma instrução ou treinamento de pessoa competente e treinada para isso.
 


Em se tratando desta, à dupla dom Juan e Castanheda, gostaria de comentar.

Todo o processo proposto na leitura de vários livros publicados desta série, e já li quase todos, tem mesmo uma lógica interna que culmina no amadurecimento de Castanheda  e portanto de sua capacidade de desempenhar sua função no grupo de Nagual. (faz tempo, escrevi certo?) cumprindo então a risca os ensinamentos de seu instrutor D. Juan.

Quem já teve a curiosidade de ler Paulo Coelho esbarra no problema que ele não querer ensinar a magia que se denomina ser capaz de fazer, a não ser a alguns poucos (quatro) escolhidos por seguir a tradição de sua “escola”. E a muitos anos foi convidado a vir a Ribeirão Preto em uma palestra a universitários. Provocado a fazer uma exibição de seu “poder” não o fez, e recusando foi vaiado. Ultimamente seus livros não tocam mais o tema. Mas quando escreveu quem leu sentiu que haveria uma lógica interna em sua narrativa.

Outro ícone de meu passado foi Lobsang Rampa. Mas não vou perder tempo de comentar esse.

O amigo sabedor da Psicologia Analítica e da Psicanálise sabe da importância do profissional treinado (psicólogo ou psiquiatra) que dirige, acompanha e discute e o processo de introspecção (conceito já definido aqui) na relação consciente e inconsciente. Este profissional é fundamental no processo de fortalecer a função do ego, e de treinar as percepções individuais, e em conjunto promover uma ação da inteligência racional ao processo pessoal. Faltou dizer isso aos nossos amigos.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 20:30
Continuando...


Não basta ler Jung ou Freud, Castanheda ou Paulo Coelho, ainda que todos este processos sejam de fato reais é preciso alguém que dirija seu treinamento, de abrir percepções, compreende-las e integrá-las ao seu processo cognitivo, de forma a aliviar sua tensão interior, ou revelar uma grande sabedoria e ou poder.

Dentro deste tema é importante dizer que qualquer um pode comprar livros e aprender com eles intelectualmente conceitos e referencias. Porem é importante refletir o que fazer com eles e que propósito útil terão em nossa vida.

Diante de meu tempo escasso decidi não abandonar tudo aqui e ir ao México procurar pela escola de D Juan, ou a escola de magia de Paulo Coelho, (que deve ser aí na Europa, onde se paga em euro) mas procurei muito humildemente entrar em uma das muitas escolas de Jesus espalhadas ao meu redor. Não tem o glamour de ser aluno de Paulo Coelho, mas acreditei que mesmo não sabendo nada, alguma coisa seria capaz de fazer a um próximo meu, e se este era meu material de estudo e redenção aceitaria o serviço que me torna-se útil e de alguma forma necessário. Procurei rezar por todos eles confiando que isso lhes seria útil

Já fiz terapia com um psicólogo e já fiz consulta com um psiquiatra para saber se ele me avaliava esquizofrênico por causa de minha mediunidade.

A psicóloga da linha rogeriana, me ensinou a observar e a perguntar a mim mesmo. As respostas vieram e aprendi muito. Quando entendi que estava manipulando a terapeuta e ela não me disse nada, abandonei o processo. Hoje sei que errei e devia ter sido mais honesto. Sei que a terapia psicológica ajuda a muitos, mas Divaldo disse que ele começou com o espelho. Encarando-se e desafiando sua consciência a um diálogo. Mas o certo é ter um profissional apoiando o processo com seus conhecimentos.

O psiquiatra ficou na dúvida do que me dizer. Mas concluiu que se fosse esquizofrenia, logo, um familiar ou eu mesmo o procuraria novamente. Eu voltei a ele para falar de estresse e depressão e ele me ajudou muito nisso.

O amigo nunca se perguntou que sendo apenas uma questão psíquica nossa existência que é muito mais útil nosso tempo sendo solidários uns para com os outros?

Que os livros do momento, manipulando palavras de forma criativa, estão vendendo verdades inseridas nos arquétipos e mitos mais comuns de nossa psique e, portanto encontrarão ressonância em nossa mente? Poder e etc.. E alguns não se tratam apenas de “negócio”.?

Aqui no Brasil o amigo deve estar ciente do Daime. Uma corrente do xamanismo. Ocorre a ingestão de ervas e ...  você não sai fazendo a caridade e curando as pessoas .
Você fica pirando o seu cabeção em sua loucura interna de tentar fazer cognição lógica ao efeito alucinógeno. Tenho alguns conhecidos nisso e a vibração em volta deles é muito conturbada e desequilibrada.

Quando se fala de abrir percepção e sentidos é preciso de foco do que fazer com ela. Sendo muito mais fácil abrir o canal do que saber o que fazer com ele. Mediunismos estão por toda a parte, porem empregá-los a uma ação nobre é a questão moral, do bem maior, que precisamos ter em mente, confrontando nosso egoísmo e orgulho.

Amigo, todas essas reflexões já me ocorreram antes e são base de minha opção por estudar Kardec. Nunca procurei ser médium (fui convidado), aliás, se pudesse fugir a compromissos que sei que assumi e simplesmente ajudar, o faria, mas  aceitei a missão de fazer o meu melhor na caridade em mediunidade. Apenas os incautos não sentem a responsabilidade.

Finalmente, vi e testemunhei o poder da oração em conjunto com a espiritualidade em favor do bem ao próximo, e eu mesmo e minha família já recebemos deste poder. Por que buscar longe se tudo tenho ao meu lado? Nunca mais abandonei a instrução dos mentores ou de estudar Kardec. Bastou para mim.


Um abraço fraterno e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 20:52
Dim dim e amigos do fórum


A percepção só desmpenha uma função mínima em nossas vidas e, no entanto, a única coisa que somos de facto é percebedores.

Os seres humanos apreendem livremente a energia e a transformam em dados sensoriais .Depois interpretam esses dados sensoriais no mundo da vida cotidiana.

É a essa interpretação que chamamos percepçao. É essa interpretaçao, que é a parte socializante que nos ilude ao ponto de não vermos mais nada, pois consome toda a energia, eesquecemos que é apenas uma interpretação entre muitas outras possiveis.

O amigo usa de sua interpretação de conceitos hoje científicos, como a palavra “percepção”. Usa  portanto uma referencia em nossa cultura. Não distinguindo isso nesse espaço, ao invés de colaborar com o propósito deste tema cria mais confusão aos sentidos das palavras. e para o bem de nosso diálogo é preciso mais que afirmações pessoais mas inseri-las no contexto da ciência para então colocar a sua opinião.

No contexto científico o amigo não disse nada de concreto nesta afirmação.

Onde fica a função mental da memória, da lógica, do afeto etc?

Um abraço

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 21:11
Taprobana e amigos do fórum


Porque motivo aquilo que caracteriza a vida que cada princípio inteligente individualizando escolheu ou lhe foi determinada por ser conforme os seus interesses evolutivos teria de ser alterada?

A vida algures planeada necessitaria durante o seu percurso de ser alterada e assim modificar a meio as regras deste jogo?

De que crime acusa a “percepção social, da vida do dia a dia, das preocupações, dos medos, etc”?

Porque não acusar também aquele que as criou para nós, ou seja o seu mentor, ou seja a natureza, ou seja Deus?


Excelente pergunta!

Por que temos que mudar? Minha opinião:

Não temos. Desejamos isso e fazemos ou não.

No entanto vale a máxima futibolística brasileira:

“Em time que está ganhando não se mexe”.

Mudamos por que sofremos, e a mudança termina com o sofrimento. Aprenderemos isso aqui ou no Umbral.

Para mudar de consciência temos que ter motivação.

“O Deus que fala Jesus é para os que sofrem...”
Emmanuel


Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 21:19

De tal modo que tudo foi feito para que o homem não creia mais nem em Deus, nem em Cristo tal como eles se revelaram, mas somente no que a igreja ordena que se acredite


Aqui estamos em consonância a não ser que eu já não me sinto de forma nenhuma castrado por Constantino… esse manto do “bem” está hoje a cobrir outras esferas de poder muito mais subtis. Mas esse assunto não é para aqui chamado pois não amigo nelsonmt?  :-X  :D


Sim Obrigado
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 21:34

Enquanto a experiência fortalecer o experimentador, haverá conflito. Tendo experiências, a mente condicionada apenas fortalece o seu condicionamento e, desse modo, perpetua a contradição e a desdita. Só a mente que é capaz da compreensão de todo o seu próprio mecanismo, pode experimentar ser um fator libertador.

Uma vez percebidos e compreendidos os poderes e capacidades das numerosas camadas da mente oculta, poderão as particularidades ser examinadas judiciosa e inteligentemente. O importante é a compreensão da parte oculta, e não o mero preparo da mente superficial para a aquisição de conhecimentos, por necessários que sejam. Essa compreensão do oculto liberta a mente total do conflito, e só então há inteligência.

Cumpre-nos despertar a capacidade plena da mente superficial que vive em diária atividade, e ao mesmo tempo compreender a mente oculta. Na compreensão do oculto há um viver total, na qual a autocontradição, com suas fases alternadas de sofrimento e felicidade, deixa de existir. É essencial estar-se familiarizado com a mente oculta e cônscio de seus movimentos; mas é igualmente importante não ficarmos ocupados com ela e atribuir-lhe indevida significação. É só quando a mente compreende o superficial e o oculto, que ela pode ultrapassar suas próprias limitações e descobrir aquela suprema e atemporal felicidade.

J. Krishnamurti


Amigo Dim Dim

Que belíssimo texto. Obrigado

Pessoalmente exprime parte significativa de minha opinião a respeito deste tema ao responder a pergunta 621.

De fato é um texto que merece a reflexão de todos em compreende-lo.

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 21:43

http://www.rubedo.psc.br/dicjung/listaver.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ydWJlZG8ucHNjLmJyL2RpY2p1bmcvbGlzdGF2ZXIuaHRt)

Chegando à conclusão de que a coisa mais individual do homem era sua consciência e baseada na suposição de que a INDIVIDUAÇÃO é uma necessidade psíquica, a psicologia junguiana ficou equiparada com o aumento da consciência, e na ANÁLISE a suposição era de que a consciência se deslocaria da centralização pelo ego para um ponto de vista mais consistente com a totalidade da personalidade (ver SELF). Assim, a “consciência” da psicologia de Jung esbarrava em todos os perigos identificados com a busca da própria consciência: unilateralidade, inundação, desintegração, INFLAÇÃO, REGRESSÃO, alienação, DISSOCIAÇÃO, divisão (ver POSIÇÃO ESQUIZOPARANÓIDE), egocentrismo e NARCISISMO, lado a lado com a intelectualização. É neste contexto que as proliferações e os cismas da psicologia analítica podem ser vistos (Samuels, 1985a).

Numa tentativa de apresentar paralelismos entre processos individuais e coletivos de se chegar à consciência, Neumann escreveu The Origins and History of Consciousness (1954). Singer (1972) produziu a esse respeito uma obra já considerada clássica. Hillman (1975) define a consciência como “reflexão psíquica do mundo psíquico sobre nós e parte de adaptação àquela realidade”. Ele critica a Psicologia Analítica por se limitar a uma visão demais estreita da consciência.
 

Dim-dim

Obrigado por estes conceitos e suas referencias bibliográficas da obra de Jung.

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 21:52
Taprobana e Dim-Dim

Obrigado pela participação no pensar quantico e consciencia.

Aprendí muito com a contribuição.

Um abraço fraternal e muita Paz

Nelson





Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 22:52
Taprobana e amigos do fórum


Quero exprimir aqui publicamente as minhas profundas suspeitas acerca das noções de Bem e de Mal apresentadas na obra de André Luiz, fundamentadas na óbvia manutenção das mesmas regras opressoras que caracterizaram os séculos do período pós-socrático, das quais a humanidade só hoje tem condições de se libertar.


Obviamente o amigo sabe que a referência a Andre Luiz dentro de um site espírita é aceita por muitos.  Não por ser obra Francisco Candido Xavier, mas por referendar sensações que nós médiuns sentimos.

“Noções de bem e mal”, expressam desajuste à fisiologia da alma, e de seu instrumento de manifestação o corpo periespiritual.

Não é dogma, mas é fato.

Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”


Na compreensão da pergunta da questão 621 admitimos que existe de fato “uma lei de Deus”  que expressa para a energia que anima o espírito humano regras invariáveis semelhantes àquelas que ocorrem na Física, Química e etc.

O Fato de existir um força gravitacional não tem qualidade moral boa ou má, é um fato.

Enquanto não pudermos fazer a experiência com nossos próprios sentidos podemos dizer “Nunca percebi esta afirmação”, então não posso dizer honestamente que é verdade. Ninguém pede nada mais que a verdade, a sua verdade.

A história da humanidade fala de percepções e raciocínios sobre elas, mas aquelas cuja freqüência é menor, nem por isso podem ser desprezadas. Nos laboratórios, não é isso que ocorre dentro dos aceleradores de partículas atômicas: se mede a freqüência que ocorrem? Sendo 99% conhecidas. Não estão a procura neste momento de uma evidencia muito rara que é registrar a partícula (muito instável) que daria a sentido e explicaria uma teoria da gravidade?

A resposta à questão 621 do ponto de vista quântico seria: procuramos por eventos mentais significativos que transformem minha cognição e portanto possa eu dar testemunho às leis de Deus e modificar minha consciência em seu sentido da minha compreensão dentro do todo que me cerca.

Neste processo há a participação não só da percepção, mas da criatividade da inteligência que aplica isso em meu viver.

A comprovação do Boison de Higgs o que mudará na ciência ?
Da mesma forma a comprovação da existência de Deus e de suas leis o que mudará em minha vida?

Paulo à porta de Damasco teve um evento desta magnitude. Com ela ele criou um mundo novo a todos os não judeus.

Fico feliz que você nos tenha colocado o seu limite e os parâmetros de sua verdade suspeitando de regras de opressão à liberdade em André Luiz.

Na regra dos eventos que ocorrem em nós pode ser que amanhã, eu lhe procurar e para dizer que a você, que mudei de idéia, sendo você correto e eu não.

Como na ciência ficamos a espera de confirmação.

Um abraço fraterno e Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 13 de Outubro de 2009, 23:25
Boa noite.

Citar
Ora, que é que permite ao fotão escolher este ou aquele itenerário? Simplesmente a consciência do observador.

Dim-dim, Nelsonmt.

Antes de abandonar a física quântica enquanto tema em debate, o que farei em respeito às ordens de trabalho, não posso deixar de elaborar um remate para que a minha linha de raciocínio que entretanto suspendo não seja mal entendida.

Neste momento são os físicos que não compreendem aquilo que as suas equações determinam, ou seja, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, agora são eles os acusados de misticismo.

Para o bem da verdade, a conclusão que esta frase acima citada determina (um exemplo entre muitas, algumas das quais da minha autoria  :-[), é abusiva pois não passa de uma mera suposição. Tem tanta legitimidade de ser proferida como outra qualquer de onde se destaca pela sua notoriedade a de Einstein, que acreditou que este tipo de fenómeno era um efeito indeterminado e de alguma forma causado pela inabilidade do experimentador em lidar com a matéria a esse nível e outras que supõem que a resposta a este enigma será encontrado a seu tempo quando a matemática e a física evoluírem em termos de novos conceitos que determinarão os eventuais erros que deturpam as conclusões neste momento eventualmente se verificam.

Seria lamentável se fossem os filósofos a carregar com o ónus da prova deste possível equívoco e risível se dai tentassem tirar proveito para dar asas à sua vontade de poder.

Compete à ciência dar resposta às suas próprias questões e que inevitavelmente surgirão a seu tempo.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Ros em 13 de Outubro de 2009, 23:56
Paz plena... Victo Passos, um grande abraço.
Vou expor a minha opinião sobre as perguntas feitas por você.
Citar
1 - É a consciencia a genese da inteligência?
Realmente a consciência é a gênese da inteligência e a inteligência prova a existência de seres pensantes na criação (OLE resposta da pergunta 76).
Citar
2- Qual a relação da consciencia com o Espirito?
A consciência é do espírito, que vai sendo adquirida em sua caminhada evolutiva e manifesta no mundo físico dentro da forma de animismo.
Citar
3 - Qual a função desta ( Consciência) em ação com o espirito?
Volto a dizer a consciência é do espírito. Numa encarnação a consciência é formada pela educação e por tudo o que o espírito já viveu e aprendeu em suas encarnações passadas, que forma o seu arquivo inconsciente e que vai manifestando por meu do animismo do mesmo.  
Citar
4 - Até que ponto esta mesma conciência é ponto decisório nas ações diarias?
No meu modo de pensar todo espírito quando reencarna, ele traz consigo tudo aquilo que já aprendeu e ainda tem o auxílio do grupo de espíritos, que são responsáveis pela sua atual encarnação.
Citar
Estas são as primeiras questões que gostava de ver abordadas porque será estimulante perceber até onde vai a consciencia e onde para o vector emmidssor da mesma, na materia ou no espirito?
A consciência pertence ao espírito e muitas vezes, em situações semelhantes temos reações tão diferenciados dos espíritos, pois tudo irá depender do nível de evolução do espírito encarnado.  
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 13 de Outubro de 2009, 23:58

Compete à ciência dar resposta às suas próprias questões e que inevitavelmente surgirão a seu tempo.


O amigo confia no método científico, e no mediúnico?  segundo os argumentos que se fundamentam as referencias de vários locais, somente válidas no tempo de Kardec ?

Um abraço

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 14 de Outubro de 2009, 00:03
Olá Max Locutor


É com imenso prazer que escrevo; mais para perguntar e pedir ajuda; sou neófito ainda no fórum espírita mais pelo o que já pude perceber que vamos ter que ler e estudar muito.
Não consegui ainda pegar o estudo deste mês mais gostaria que os companheiros de doutrina me ajudassem a compreender o estudo.


É com imenso prazer que lemos sua participação.

A participação aqui é livre e estamos cumprindo uma programação de estudar a palavra consciência, e compreender seu sentido dentro da questão 621.OLE

São muitas as possibilidades e haverá registros para aprofundamentos posteriores a cada um.

De principio sabemos que está resposta e sua compreensão, evolui com o tempo de nossa reflexão, então tem razão quanto a haver muito estudo e leitura

Já traçamos linhas gerais na doutrina, e nesta semana que estamos quase concluindo falamos de alguns conceitos referente à ciência e as aplicações e conceitos que nela se aplica.

Sugerimos a leitura da Obra de Antonio Damásio, não por que ele ser um português brilhante, mas por que colocou a emoção e os sentimentos dentro das ciências exatas, a neurociência. Portanto implicando revisão de conceitos na psicologia e etc...

Foi apresentado um modelo psicanalítico à questão, uma abordagem de modelo quântico, conceitos referentes a psicologia analítica, e bem como fontes de estudo em revistas virtuais de ciência e filosofia dentro do tema desta semana.

Leitores apresentaram seu ponto de vista, assim como você.

Na próxima estudaremos o uso destes conceitos em outras correntes espiritualistas, e na última um debate aberto onde podemos traçar uma síntese.

Manifeste sua opinião sobre um tema de seu interesse e participe sempre, pois agora deixou de ser um “neófito”.

Um abraço fraternal e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 14 de Outubro de 2009, 00:28
Boa noite Nelson.

Enfim chegamos a um ponto de grande importância e quero que saiba que estou ciente das responsabilidades que carregam as minhas palavras.

Citar
Obviamente o amigo sabe que a referência a Andre Luiz dentro de um site espírita é aceita por muitos.  Não por ser obra Francisco Candido Xavier, mas por referendar sensações que nós médiuns sentimos.

Não é suficiente, irmão!
Para que sejam divulgadas opiniões expressas por um espírito que são responsáveis por aquilo que neste momento determina a vida de milhões de pessoas, necessário seria que a sua “Verdade” fosse de todo incontestável.

O Nelson concorda acerca da boa oportunidade das questões que coloco:

Citar
A vida algures planeada necessitaria durante o seu percurso de ser alterada e assim modificar a meio as regras deste jogo?

Responde o Nelson:

Citar
Não temos. Desejamos isso e fazemos ou não. Mudamos por que sofremos, e a mudança termina com o sofrimento. Aprenderemos isso aqui ou no Umbral. Para mudar de consciência temos que ter motivação.

Esta resposta poderia ser perfeitamente proferida por um padre do tempo da inquisição, substituindo a palavra Umbral por Inferno.

Ambos sabemos que nada acontece por acaso mas neste momento o acaso favoreceu as minhas intenções. O tipo de interiorização que advém de uma moral criada em nome de um Deus ao serviço dos fortes é uma fonte de medo que brota nas mentes humanas, que favorece fenómenos de animismo que são a causa daquilo que me preocupa.

Citar
Fico feliz que você nos tenha colocado o seu limite e os parâmetros de sua verdade suspeitando de regras de opressão à liberdade em André Luiz.

Foi o espiritismo que libertou a minha alma dos grilhões da morte e por isso estou profundamente feliz, mas não aceito que em troca exija a submissão da minha vontade. Não se trata de Francisco Xavier e muito menos de Allan Kardec, trata-se de entender aquilo que move os espíritos que se manifestam em nome da vida, ou seja, não aqueles que são os profetas, os que nos guiam para o amor, cujo lugar não conhecemos, mas sim aqueles que antecipam a troco de nada as coisas banais da vida.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 14 de Outubro de 2009, 00:37

Compete à ciência dar resposta às suas próprias questões e que inevitavelmente surgirão a seu tempo.


O amigo confia no método científico, e no mediúnico?  segundo os argumentos que se fundamentam as referencias de vários locais, somente válidas no tempo de Kardec ?

Um abraço

Nelson

Desta vez fiquei em branco...  ??? o que quer comunicar com esta frase misteriosa? Não entendi nada!   >:(  :D

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 14 de Outubro de 2009, 01:23
Nelson

Afinal penso que entendi. A questão é que descontextualizou a minha frase e aparentemente ultrapassou a questão quântica e deu um salto idêntico aos que dão os electrões para outro nível de orbital e assim tive dificuldades em compreender o que queria dizer.

Pretende que várias comunicações recebidas por vários médiuns que entre si coincidem possam ser consideradas como prova de facto acerca do que é a "Verdade"?

Mais uma vez não é suficiente. Por um lado, existem grosseiras incorrecções que são repetidas um pouco por todo o lado como são o caso das mensagens de estranhos espíritos que se divertem a anunciar o apocalipse. Por outro lado, enquanto não forem esclarecidos através do conhecimento, ou seja, enquanto a ciência não entender aquilo que é a mediunidade, um conjunto muito vasto de hipóteses entre as quais as contidas na anteriormente abordada física quântica pode justificar um conjunto de possíveis respostas que disso mesmo não passam.

Por falar nisso, a glândula pineal, quando retirada do cérebro, não tem qualquer tipo de consequência na manutenção da vida consciente.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: odenir junior em 14 de Outubro de 2009, 01:56
OLÁ,DESCULPE FAZER ESTA PERGUNTA NESTE LOCAL QUE ACHO QUE NÃO É APROPRIADO,PORÉM ME REGISTREI A POUCOS MINUTOS E NÃO SEI AINDA ONDE SITUAR MINHAS PERGUNTAS,E CERTOS DIALOGOS... .BEM MESMO ASSIM ARRISCAREI E GOSTARIA DE PERGUNTAR:SERIA JESUS CRISTO UM DOS PRIMEIROS ESPIRITOS A SEREM CRIADOS PELO PAI??TERIA VINDO ELE MUITO ANTES DE VARIOS DE NÓS??OBRIGADO!!
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 14 de Outubro de 2009, 03:08
GOSTARIA DE PERGUNTAR:SERIA JESUS CRISTO UM DOS PRIMEIROS ESPIRITOS A SEREM CRIADOS PELO PAI??TERIA VINDO ELE MUITO ANTES DE VARIOS DE NÓS??OBRIGADO!!

Olá Odenir, seja bem vindo ao fórum.

Respondendo a sua pergunta:

João o evangelista teve esta percepção, e as registrou no início de seu evangelho, chamando aqui Jesus de "O VERBO"

»JOÃO [1]
1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. 7 Este veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos cressem por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 9 Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo. 10 Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. 14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.


Este conceito não é unanime, mas é uma referncia de peso.

Um abraço

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 14 de Outubro de 2009, 03:41

Foi o espiritismo que libertou a minha alma dos grilhões da morte e por isso estou profundamente feliz, mas não aceito que em troca exija a submissão da minha vontade. Não se trata de Francisco Xavier e muito menos de Allan Kardec, trata-se de entender aquilo que move os espíritos que se manifestam em nome da vida, ou seja, não aqueles que são os profetas, os que nos guiam para o amor, cujo lugar não conhecemos, mas sim aqueles que antecipam a troco de nada as coisas banais da vida.


Amigo Taprobana,

As referencias espíritas são todas de via mediúnica. Se não as aceita como pode dizer que sua alma a aceitou a este ponto belíssimo, sendo tão coerente e racional?

Mas isso não importa. O que realmente importa é aquilo que sente neste momento. Pois de alguma forma o amigo foi “tocado” pelas palavras e sentidos de Kardec, e isso se manifestou numa sensação muito positiva em seu interior envolvendo seus sentimentos com coerência intelectual. A mente não precisa de muitas palavras, mas de palavras certas para um salto.

Aceito que não podemos trocar referencias pois elas (as minhas) não são suficientes o bastante, mas isso não muda minha opinião. Mas com relação a questão quântica temos a mesma posição.

Muita Paz interior com a certezas que possui

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: JoelS em 14 de Outubro de 2009, 04:13
Segundo Manfred Frank em "Self-consciousness and Self-knowledge" apresenta a relação entre consciência, autoconsciência e autoconhecimento da seguinte maneira:
1 - Consciência pressupõe autoconsciência. Não há como alguém estar consciente de alguma coisa sem estar consciente de estar consciente dessa coisa.
2 - A autoconsciência é pré-reflexiva. Se a autoconsciência fosse o resultado da reflexão, então só teríamos autoconsciência após termos consciência de alguma coisa que fosse dada à reflexão. Mas isso não pode ser o caso, pois, como dissemos antes, consciência pressupõe autoconsciência. Logo, a autoconsciência é anterior à reflexão.
3 - Autoconsciência e consciência são distintas logicamente, mas funcionam de maneira unitária.
4 - O autoconhecimento; isto é, a consciência reflexiva ou consciência de segunda ordem pressupõe a consciência pré-reflexiva, isto é, a autoconsciência.
De acordo com o esquema acima, a autoconsciência é o elemento fundamental da consciência. Sem ela não há consciência nem reflexão sobre a consciência.

Indo um pouco além... Poderiamos ter autoconsciencia do "bem" e do "mal", do "certo e do "errado", sem termos conhecimento prévio destes significados?
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Siegmund Beulke em 14 de Outubro de 2009, 11:44

Fez confusão amigo Siegmund.

Apenas respondi aos amigos Tropabana e Nelsonmt.

De qualquer forma as mensagens são para nós todos.

Espero que tenha esclarecido.

Muita paz

Entendi. É que eu também recebi e são mensagens bem interessantes.

O que eu gostaria de saber de você que participa ativo , porque se esconde atráz de um nome DIM DIM, quando o seu nome com certeza é muito mais importante.
É o que eu entendo. Não leve a mal.
A tua personalidade tem tudo haver com seu nome. Não qualquer nome, mas o seu mesmo.


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 14 de Outubro de 2009, 12:24

Olá a todos, bom dia amigos!

Amigo Siegmund gosto de pequenas frases que me tragam a essência vou-lhe responder com uma dessas:

"Lê com puro amor e verdade. Não procures saber quem o disse; mas considera o que se diz."
Imitação de Cristo

Paz e Amor



Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 14 de Outubro de 2009, 13:37

Citações de Nelsonmt
"Peço ao amigo que de agora em diante neste tema se abstenha de colocar citações de livros ou propostas que não sejam possíveis de serem colocadas a disposição de nossos leitores para uma instrução ou treinamento de pessoa competente e treinada para isso."


"O amigo sabedor da Psicologia Analítica e da Psicanálise sabe da importância do profissional treinado (psicólogo ou psiquiatra) que dirige, acompanha e discute e o processo de introspecção (conceito já definido aqui) na relação consciente e inconsciente. Este profissional é fundamental no processo de fortalecer a função do ego, e de treinar as percepções individuais, e em conjunto promover uma ação da inteligência racional ao processo pessoal. Faltou dizer isso aos nossos amigos."


"Não basta ler Jung ou Freud, Castanheda ou Paulo Coelho, ainda que todos este processos sejam de fato reais é preciso alguém que dirija seu treinamento, de abrir percepções, compreende-las e integrá-las ao seu processo cognitivo, de forma a aliviar sua tensão interior, ou revelar uma grande sabedoria e ou poder."


"O amigo nunca se perguntou que sendo apenas uma questão psíquica nossa existência que é muito mais útil nosso tempo sendo solidários uns para com os outros? "


"Amigo, todas essas reflexões já me ocorreram antes e são base de minha opção por estudar Kardec. Nunca procurei ser médium (fui convidado), aliás, se pudesse fugir a compromissos que sei que assumi e simplesmente ajudar, o faria, mas  aceitei a missão de fazer o meu melhor na caridade em mediunidade. Apenas os incautos não sentem a responsabilidade."


"No contexto científico o amigo não disse nada de concreto nesta afirmação.
Onde fica a função mental da memória, da lógica, do afeto etc?"

**************

Amigo Nelsonmt um grande abraço por este tópico.

Quanto às suas citações acima referidas tenho que dizer-lhe que as vou respeitar, mas a minha consciência não " vê " nada como o amigo disse, mas isso faz parte da minha liberdade de percepção, também notei que o amigo tentou dizer-me algo de xamanismo, sem o conseguir, e terminou a falar de Paulo Coelho o qual nunca sugeri .



Muita paz e compreensão
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 14 de Outubro de 2009, 13:40
Segundo Manfred Frank em "Self-consciousness and Self-knowledge" apresenta a relação entre consciência, autoconsciência e autoconhecimento da seguinte maneira:
1 - Consciência pressupõe autoconsciência. Não há como alguém estar consciente de alguma coisa sem estar consciente de estar consciente dessa coisa.
2 - A autoconsciência é pré-reflexiva. Se a autoconsciência fosse o resultado da reflexão, então só teríamos autoconsciência após termos consciência de alguma coisa que fosse dada à reflexão. Mas isso não pode ser o caso, pois, como dissemos antes, consciência pressupõe autoconsciência. Logo, a autoconsciência é anterior à reflexão.
3 - Autoconsciência e consciência são distintas logicamente, mas funcionam de maneira unitária.
4 - O autoconhecimento; isto é, a consciência reflexiva ou consciência de segunda ordem pressupõe a consciência pré-reflexiva, isto é, a autoconsciência.
De acordo com o esquema acima, a autoconsciência é o elemento fundamental da consciência. Sem ela não há consciência nem reflexão sobre a consciência.

Indo um pouco além... Poderiamos ter autoconsciencia do "bem" e do "mal", do "certo e do "errado", sem termos conhecimento prévio destes significados?


Olá TheMaghus

Seja bem vindo ao fórum,

Esta sua participação é importante contribuição à reflexão do tema. Se não me engano ela está a disposição no Wikipédia não?

O autor, Manfred Frank, também confuso no uso de uma palavra para tantos significados, faz uma distinção de dois momentos daquilo que usamos e imaginamos  ser consciência, e suas implicações.

Todos têm autoconsciência, e num sentido mais amplo os animais também, e no nível do protozoário sua busca instintiva por alimento é autoconsciência de seu ser e de suas necessidades no meio em que vive. A ciência concorda que o pensamento é um movimento voluntário sem ato (conforme discutido anteriormente). Então o pensamento nasce da autoconsciência.

Nos seres humanos isto ocorre na infância e adolescência e se não desenvolvida permanece neste estágio por toda a vida, ou seja uma mente voltada a responder aos anseios instintivos, como a busca ao alimento, a luta pela sobrevivência, e pela preservação da espécie, e a satisfação do prazer egoísta.

Segundo já foi publicado aqui também o ser social, e a capacidade de afeto e mesmo de uso de uma inteligência abstrata depende de estímulos que ocorrem nos três primeiros anos até os dez. Desta base na infância que o adulto se tornará mais apto e desenvolvido em todas as possibilidades alcançando a consciência reflexiva, ou consciência de segunda ordem.

Após os dez anos como fica? O indivíduo pode procurar por um profissional treinado e capacitado para concluir (ou desenvolver mais ) este segundo processo do ser. Esta discussão ocorre no fluxo de conhecimentos entre o primeiro e o segundo nível do castelo de Calderaro. (já discutido aqui)

O dedo na ferida:

“Indo um pouco além... Poderiamos ter autoconsciencia do "bem" e do "mal", do "certo e do "errado", sem termos conhecimento prévio destes significados?”


Amigo TheMaghus, a pergunta não seria melhor expressa assim:

Poderiamos ter autoconsciencia do "bem" e do "mal", do "certo e do "errado", sem termos consciência reflexiva prévia destes significados?”

Na sua pergunta fica a grande questão, temos o dentro de nós todos os conceitos de certo e errado (as leis de Deus) em nossa memória espiritual? Bastando despertá-los, pois já somos perfeitos

Na minha á questão é que somos imperfeitos e aprendemos com o processo científico de experienciação do bom e do mau. Guardamos na memória espiritual nossas conquistas e as utilizamos, conjuntamente, no processo reflexivo a cada encarnação.

Qual será a pergunta certa a se fazer?

Obrigado pela oportunidade.

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 14 de Outubro de 2009, 23:13
Boa noite.

Boa noite Nelson.  ;)

Citar
As referencias espíritas são todas de via mediúnica. Se não as aceita como pode dizer que sua alma a aceitou a este ponto belíssimo, sendo tão coerente e racional?

A ilusão da discórdia, advém da posição assumida perante a vida, a vida como algo que merece a pena. Observo e admiro o seu imenso e incrível potencial que me fascina, e quero agarrar esta extraordinária oportunidade como se fosse a ultima. Sei que a ignorância provoca o erro mas não acredito no pecado. O pecado não existe. Cada um de nós vive aquilo que de direito de momento lhe pertence. Alguns sofrem consequências de acções em contra-mão com o mundo em que vivem e outros são santificados e alguns endeusados. Mas o pecado não pode existir, isso é de todo impossível.

Todas as escrituras cabem numa simples e minúscula folha de papel, o que sobra, são tautologias, oportunismo camuflado ou simples mentiras.

Mais do que acredito eu experimento os processos mediúnicos a cada momento do dia.

No entanto, nada daquilo que se passa em termos de mecanismos da mediunidade é mais cognoscível do que os mecanismos da física quântica. Aquilo que os espíritos vão tentando explicar acerca desta matéria, são propostas com o mesmo tipo de suporte demonstrativo que têm aquelas que vão sendo legitimamente apresentadas, provenientes de múltiplos quadrantes de opinião e das mais diversas disciplinas do saber, ou seja, nenhum.

Para aqueles cuja fascinação está ultrapassada pela experiencia, a realidade da grande e múltiplas vezes demonstradas falibilidade das inteligências incorpóreas, prova que pelo facto de habitarem num estado diverso da matéria que por nós é concebida, nenhuma vantagem lhes dá em termos do conhecimento.

Se adicionar estes argumentos com aqueles que anteriormente apresentei enquadrados na perplexidade que causam as intenções reveladoras e inúteis que quase a totalidade dos que se manifestam na matéria apresentam, coloca esta fonte de cognição sob a alçada de uma forte suspeita de proveniência doentia, talvez idêntica ou da mesma espécie daquela que identificou no enquadramento do que considera a bússola do bem.

Concluo este exercício argumentativo, indicando a fonte que o inspirou: Allan Kardec, ou seja, esta atitude descreve aquilo que é a prática básica do exercício pleno das mais vivas recomendações de reserva que a experiencia vivida à época já tornava evidente a sua imperiosa necessidade acerca dos “ensinamentos” dos espíritos. E esse exercício é uma tarefa que deve ser levada a cabo diariamente e na proporção directa dos deveres que nos são transferidos pelo avanço do conhecimento científico para que seja assim possível um dia encontrar a tal pequena folha onde está escrita a revelação espírita.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 14 de Outubro de 2009, 23:59
Taprobana


Mais do que acredito eu experimento os processos mediúnicos a cada momento do dia.


Se voce se percebe experimentando os processos mediúnicos, mais do que acredita, a cada minuto do dia, então lhe compreendí

Os livros refletem nossa mente, precisamos dos sentidos das palavras, e de muitos para que algum atinja a consciencia, e a percepção como algo diferente e relevante que movimente o mecanismo da cognição.

Nós é que somos complicados (imperfeitos, bloqueado, cheios de pecado... ) enfim algum adjetivo que nos coloque em atenção de nos mesmos, e do que nos rodeia.

Mas não discordei. Aceitei.

suas palavras refletem um coração muito honesto. Gosto disso.

Um abraço fraternal

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 02:05
Dim Dim


Quanto às suas citações acima referidas tenho que dizer-lhe que as vou respeitar, mas a minha consciência não " vê " nada como o amigo disse, mas isso faz parte da minha liberdade de percepção, também notei que o amigo tentou dizer-me algo de xamanismo, sem o conseguir, e terminou a falar de Paulo Coelho o qual nunca sugeri .

Muita paz e compreensão

Este seu amigo Nelsonmt, é um homem que já perdeu muitos amigos, e respeitou suas escolhas de consciência, mesmo não concordando com elas.

Amigos que se drogaram e se destruíram.
Amigos que jogaram sua vida fora.
Amigos e amigas que se suicidaram, por causa de uma mulher, ou um homem.
Amigos que despertaram a subida da Kudalini, e não sabiam o que fazer com ela.
Amigos que me ligavam para me dizer que a nave mãe, ia chegar dia tal, e não vinha, adiava para outro, e não vinha, e o incrível é que ao invés de parar de esperar, eles aguardam a próxima chamada.
Outros amigos me ligavam para dizer do fim do mundo, na virada do século, e foi quase todo dia.

Não quero perder meu amigo Dim Dim!

Não se drogue em busca de percepções ou consciência alterada.

Se o amigo leu o que escrevi, leu que já me droguei também. Sei na obsessão que isto vai dar.

Usei de ironia com você, e até apelei para o Paulo Coelho e o Lobsang Rampa (que li também confesso) me desculpe.

Minha esposa tem uma afilhada cujo pai vai na reunião do Daime. Ele já se separou da família, e quase não consegue trabalhar mais, e veio em casa me dizer que recebe 200 entidades em uma reunião. Só alto nível, Jesus, Nossa Senhora, Krishina etc. ele só pensa em ir na reunião e se drogar.

O amigo é inteligente, pois já demonstrou isso aqui, e entendeu o que quis dizer em meu texto anterior, mas não aceitou. Sei que me ouviu por que não foi capaz de discutir o que disse de verdade ao amigo. O propósito moral e ético de se fazer a abertura da percepção é fundamental, e que as pessoas que escrevem livros querem ganhar uma grana. Eles não querem ensinar a você, e sim desejam manipular sua vaidade, seu orgulho com promessas maravilhosas. São vendedores de ilusão. Procure saber se estas pessoas dão plantão de atendimento fraterno e gratuito. Elas querem vender livros e workshops.

Eu lhe respeito e lhe quero como amigo, então um abraço fraternal e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Suelen em 15 de Outubro de 2009, 06:17
Oi Nelson!
Parabéns pela condução exemplar desse estudo, estou a aprender muito.

Amigos!
Li as manifestações expostas, e me perguntei, será que a consciência não deve ser educada? Assim busquei e encontrei este tema, vinculado às idéias de Rousseau.

Partilho um trabalho elaborado por Maria Inês Dourado - A EDUCAÇÃO  DA CONSCIÊNCIA. (http://www.notapositiva.com/superior/filosofia/filosofiamoderna/rousseau.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ub3RhcG9zaXRpdmEuY29tL3N1cGVyaW9yL2ZpbG9zb2ZpYS9maWxvc29maWFtb2Rlcm5hL3JvdXNzZWF1Lmh0bQ==))

O texto é extenso, estão cortei blocos que me interessou, para a leitura completa ver endereço acima.



 
    No nosso quotidiano, na vida prática, não são raras as vezes que quando se fala no dualismo educação-consciência, uma das primeiras deduções que irrefletida e tendencialmente se faz, é a seguinte: uma boa educação implica uma boa consciência, da mesma maneira que uma pessoa consciente implica que teve uma boa educação. No entanto, problematizando a dedução, questiona-se de imediato: Mas quantas crianças têm uma ‘boa educação’ e, quando adultos, constata-se constantemente ‘falta de consciência’ nas suas atitudes, enquanto que muitas não têm uma ‘boa educação’ e, no entanto, quando adultos são ‘pessoas conscientes’!? No entanto, se for feita uma reflexão cuidada sobre esta problematização, pergunta-se: Será este o modo correcto de pensar ‘a consciência’? Será que quando fazemos depender uma boa consciência de uma boa educação estamos certos? Se a consciência é algo de inato, será que a educação influencia a consciência, que permanece ‘adormecida’ no homem natural, quando esta desperta para o mundo? Ou seja, preciso de educação para ter consciência das coisas ou tenho consciência delas inatamente mas necessito de ‘educá-la’ para as entender bem e as levar a bom termo? O que é, então, ‘educar a consciência’? O que é que quererá dizer ‘ter consciência das coisas’?
Não há dúvida que, quando ‘problematizamos a consciência’, somos confrontados com uma plêiade de interrogações. Tal facto coloca imperativamente, pelo menos mais uma questão, a derradeira questão:
    Mas afinal o que é que a consciência?
    A definição mais presente, no quotidiano de uma sociedade, é aquela que é sintetizada pelos dicionários. Por exemplo, o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa dá-nos algumas definições para a palavra ‘consciência’: Conhecimento que se tem da própria existência; noção que a pessoa tem do que se passa, através da interpretação das informações fornecidas pelos sentidos; apreensão clara dos factos, da realidade; conhecimento que a pessoa tem dos próprios fenómenos psíquicos; conjunto de fenómenos conscientes [9], etc. Contudo, na vida prática, o conceito de consciência é muito mais do que meras definições linguísticas. Por exemplo, quando um médico diz que o paciente está consciente não quer dizer a mesma coisa que o cidadão que se diz consciente, ou quando o patrão se refere ao funcionário e diz que este faz as tarefas com consciência, ou ainda, quando a mãe se refere ao seu filho e diz que este tem consciência de como as coisas são. Embora todas as situações expostas sejam diferentes, as referências estão sempre ‘no individuo’. Ou seja, em cada uma das diferentes situações, a referência de cada um dos intervenientes, i.é., do médico, do cidadão, do patrão e da mãe, pode estar sempre ‘no mesmo individuo’. São as faces de um mesmo individuo, faces de um todo que dele fazem parte e a que chamamos ‘consciência’: a voz da sua alma, a fonte de tudo o que é sublime no ser humano[10], a responsável por todos os estados a que chamamos estados de consciência.
    Não há dúvida que, ao lermos o Emílio, especialmente a Profissão de Fé do Vigário Saboiano, nos apercebemos que Rousseau sublima a ‘voz da alma’, ou seja, a consciência. Esta exaltação é bem evidente quando Rousseau, com uma entoação quase ‘salmódica’, nos diz: “Consciência! Consciência! Instinto divino, imortal e celeste voz; guia seguro de um ser ignorante e limitado, mas inteligente e livre; juiz infalível do bem e do mal, que tornas o homem semelhante a Deus, és tu que fazes a excelência da sua natureza e a moralidade das suas acções; sem ti nada sinto em mim que me eleve acima dos animais, a não ser o triste privilégio de me perder de erros em erros com o auxílio de um entendimento sem regra e de uma razão sem princípio.”[11]. Rousseau define consciência de uma forma tão plena de sentimento, que nos deixa quase sem recurso a definições tão completas e exaltantes. Realmente, a consciência é o cume do conhecimento humano. É a voz de mim para mim, é o meu ‘guia espiritual’. Diz-me se estou trilhar um bom ou um mau caminho. Segreda-me passiva e insistentemente as suas ordens ou os seus conselhos. Dita-me a minha disposição: se me diz que estou bem, eu estou bem; se me diz que estou mal, eu estou mal. A consciência é um conhecimento concomitante, um saber que já se sabe. Ela manda e eu obedeço. Tal como diz Rousseau: “A consciência é a voz da alma, as paixões são a voz do corpo”[
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Muita paz!
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 09:24
Suelen, e amigos do fórum



Esta exaltação é bem evidente quando Rousseau, com uma entoação quase ‘salmódica’, nos diz: “Consciência! Consciência! Instinto divino, imortal e celeste voz; guia seguro de um ser ignorante e limitado, mas inteligente e livre; juiz infalível do bem e do mal, que tornas o homem semelhante a Deus, és tu que fazes a excelência da sua natureza e a moralidade das suas acções; sem ti nada sinto em mim que me eleve acima dos animais, a não ser o triste privilégio de me perder de erros em erros com o auxílio de um entendimento sem regra e de uma razão sem princípio.”[11]. Rousseau define consciência de uma forma tão plena de sentimento, que nos deixa quase sem recurso a definições tão completas e exaltantes. Realmente, a consciência é o cume do conhecimento humano. É a voz de mim para mim, é o meu ‘guia espiritual’. Diz-me se estou trilhar um bom ou um mau caminho. Segreda-me passiva e insistentemente as suas ordens ou os seus conselhos. Dita-me a minha disposição: se me diz que estou bem, eu estou bem; se me diz que estou mal, eu estou mal. A consciência é um conhecimento concomitante, um saber que já se sabe. Ela manda e eu obedeço. Tal como diz Rousseau: “A consciência é a voz da alma, as paixões são a voz do corpo”

Obrigado pelas palavras, e principalmente pelo texto que nos ofereceu.

Ele reflete a preocupação da sociedade com a falta de consciência cidadã.
Voltando a citar o trabalho de Antonio Damásio, e outros, inserindo a neurociência dentro das ciências exatas, e colocando como base de uma consciência social melhor, não o intelecto, que se desenvolve a partir dos 6 ou 7 anos, mas o sentimento e a emoção que se fixa principalmente nos 3 primeiros anos de vida.
A questão agora não é aprender e ensinar a ler, mas estabelecer eficientes estruturas e vias cerebrais precocemente, para garantir ao indivíduo o potencial máximo de sua consciência na vida futura. Nos anos que se seguem uma discussão sobre a atenção do Estado sobre este período da formação do cidadão será levada aos congressos de todas as nações. A escola, alem de ensinar as letras e a criatividade artística, ensinará bases de adaptação afetiva ao meio. Sem ela não há razão.
O sofrimento interior interferindo na qualidade de vida é conseqüência de uma desatenção de nossa cultura à base do problema, sendo, sua solução transferida a ser vividos dentro de dogmas de religião, ou na terapêutica psicológica recentemente. A violência social em todos os sentidos terá uma nova abordagem.

Um abraço fraterno

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 10:02
Suelem e demais amigos do Forum,

Penso que a melhor forma de respeitar a inteligencia e a consciencia de cada leitor deste tema é oferecer fontes de estudo e aprofundamento.
Meu papel é observar este estudo e fazer um corte comparativo com a doutrina espírita, e este corte sim discutir, e alem da primeira semana onde já estabeleci meu ponto de vista, teremos na última semana mais espaço para disucussão e aprofundamento da doutrina.

Para este momento precisaremos de referencias sobre a neurociencia. Não quero impor aos amigos um estudo de neurologia, e sim simples depoimentos ...

Entrevista de Antonio Damásio à Revista Superinteresante edição 164/2001

 Super Qual a origem da consciência humana?

A consciência é fruto da necessidade básica de nos mantermos vivos. É claro que, na natureza, existe uma série de organismos simples que vivem de uma forma basicamente automática. Desde que mantenham cuidados básicos, como evitar perigos e adquirir a energia por meio dos alimentos, a vida desses organismos pode ser preservada. Os seres humanos são mais complexos: além de precisarem manter a vida de uma forma simples, eles têm que se adaptar a um ambiente cheio de dificuldades para obter energia e se expõem a inúmeros perigos e oportunidades. Nesse ambiente que não é apenas físico, mas também cultural, precisamos de um sistema complexo de imaginação, criatividade e planejamento. A consciência surge dessa necessidade.

Existe uma primeira forma de consciência?

Uma forma de consciência inicial aparece quando o homem sente que ele é um ser em si mesmo. É difícil encontrar uma palavra, em português, para definir o processo. Chamo essa consciência de self. É ela que faz que não sejamos um robô, uma máquina manipulável. Podemos guiar a imaginação e conduzir a criatividade por meio dessa consciência. Para compreendermos o que é a dor, o sofrimento, e também o prazer das outras pessoas, precisamos antes ter uma idéia de quem somos. E a consciência self é fundamental para que possamos respeitar os outros.

Como o estudo da consciência pode melhorar a vida das pessoas?

Grande parte do sofrimento humano é causado por conflitos das pessoas consigo mesmas. Quando conhecemos mais a natureza biológica do homem, encaramos esses problemas com outro olhar. Se conhecemos os mecanismos que acionam a ansiedade, a tristeza e a alegria, podemos entender melhor como cada pessoa é e evitar certos problemas. Pense nos conflitos religiosos, políticos e de grupos sociais. É claro que há bases econômicas para eles mas acredito que a compreensão das emoções pode ajudar a mudar a maneira pela qual as pessoas tentam resolver essas disputas. Entender a tendência para a violência, para a competição ou o funcionamento do medo é fundamental para o autocontrole. Posso soar otimista, mas acredito que, quando admitirmos que nossa razão é influenciada por essas emoções, o mundo poderá tornar-se melhor.


Como o estudo da consciência pode melhorar a vida das pessoas?

Grande parte do sofrimento humano é causado por conflitos das pessoas consigo mesmas. Quando conhecemos mais a natureza biológica do homem, encaramos esses problemas com outro olhar. Se conhecemos os mecanismos que acionam a ansiedade, a tristeza e a alegria, podemos entender melhor como cada pessoa é e evitar certos problemas. Pense nos conflitos religiosos, políticos e de grupos sociais. É claro que há bases econômicas para eles mas acredito que a compreensão das emoções pode ajudar a mudar a maneira pela qual as pessoas tentam resolver essas disputas. Entender a tendência para a violência, para a competição ou o funcionamento do medo é fundamental para o autocontrole. Posso soar otimista, mas acredito que, quando admitirmos que nossa razão é influenciada por essas emoções, o mundo poderá tornar-se melhor.

 
A compreensão detalhada da consciência não pode nos tornar mais céticos ao descobrirmos, por exemplo, que há, no cérebro, uma região responsável pelo amor ou outra pela fé?

Mesmo que venhamos a compreender a mente com mais profundidade, será muito difícil desvendar mistérios como a origem do universo ou o que faz com que nos apaixonemos por outra pessoa. É possível que nunca cheguemos a desvendar essas questões talvez nosso cérebro não tenha capacidade para compreender certos enigmas...
 
Como a crença em Deus...

Exatamente. Acho improvável que a neurociência consiga, um dia, apresentar razões para que as pessoas tenham ou deixem de ter fé numa inteligência superior. Elas podem até deixar de acreditar em milagres. Mas a ciência não tem como concluir que o Criador existe ou deixa de existir. A fé e a origem do universo não são problemas científicos passageiros. Mesmo assim, o conhecimento da mente pode mudar a forma como nos relacionamos com a vida. As pessoas tendem a aceitar a morte em função da complexidade do universo. Acho que deveria ser o contrário: constatando como a vida é frágil, podemos dar mais importância a ela e trabalhar para que seja a melhor possível enquanto dure.
 

A cada ano surgem um novo antidepressivo e drogas que provocam emoções artificiais. Você acredita que, no futuro, teremos uma droga que possa acabar com as emoções ruins?

Acho que sim. É uma questão importante, que precisaremos discutir cada vez mais. Imagine uma superpopulação tomando Prozac diariamente. Esse grupo de pessoas alteraria um sistema natural e poderia causar diversos problemas é claro que alguns problemas seriam resolvidos, mas as conseqüências da proliferação dessa medicação poderiam levar à ruína de uma sociedade. Tem que haver mais investigação sobre como essas drogas serão usadas. É claro que as pessoas deprimidas devem ser tratadas, mas pode ser um erro tomar o medicamento apenas para inibir a timidez e impulsionar a vida social. A ciência precisa trazer mais informações para que esses temas não sejam discutidos pela simples opinião ou intuição de algumas pessoas.
 
Chegaremos, um dia, a manipular tão bem as áreas do cérebro que poderemos reproduzir com uma pílula a sensação de voar ou de passear numa montanha russa?

É bem provável que isso seja possível. E, sem dúvida, para a sociedade esse será um assunto tão polêmico quanto o da clonagem genética. Vamos ter que decidir o que deve e não deve ser permitido exatamente como na regulamentação da indústria do cinema e da televisão. Há um ponto em que tanto a criação artística quanto a científica precisam ser filtradas pela sociedade. Mas não podemos deixar que um burocrata decida isso. Quanto mais informações forem divulgadas no futuro, inclusive por meio desta revista, mais condições a sociedade terá para tomar suas decisões.
 
Que outro tipo de realidade virtual poderá ser criada, no futuro, manipulando o cérebro?

Prefiro não especular, tudo ainda não passa de teoria.
 
O estudo da consciência humana é um campo da ciência à espera de um novo Newton?

O problema da consciência é um tema complexo, que tem sido mal abordado. É evidente que é necessário avançar muito mais. Acho que meu livro O Mistério da Consciência traz alguns avanços importantes sobre o assunto, mas não devemos ter a ingenuidade de acreditar que tudo está resolvido. Há imensos problemas à espera de mais investigação e trabalho. Nos próximos dez ou 20 anos, talvez seja possível resolver boa parte deles.
 
Como escrever sobre assuntos tão complexos para o público leigo?

Os temas sobre os quais escrevo são importantes demais para ficarem restritos aos cientistas. Escrever sobre o pâncreas ou o fígado pode ser atraente apenas para os médicos, mas o público tem interesse quando falamos da mente, do pensamento, da emoção e do sentimento. É fantástico o retorno que tenho recebido dos leitores dos meus livros em todo o mundo. Interessados em arte, literatura e cinema dizem que essa pesquisa os ajuda a compreender melhor o que fazem nas suas próprias áreas.

 
drusso@abril.com.br

continua...

 

 




Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 10:30
continuando...

Na conferência "A neurobiologia das emoções numa perspectiva actual", promovida pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA),(...)  procurou responder a três questões:

 "O que é a emoção?",
"O que são os sentimentos?" e
 "Como é que sentimos uma emoção".


Segundo António Damásio,

a emoção desencadeada por determinado estímulo dá origem a "um programa de acções",

 diferentes conforme o tipo de emoção, que provocam alterações no rosto, no corpo ou no sistema endócrino (estratégias activas).

 O corar de um rosto, a tensão muscular, o aumento do ritmo cardíaco, ou o aumento da secreção de determinada hormonal são exemplos dessas alterações fisiológicas.


Contudo, falar da emoção apenas como um programa de acções é restrito demais, considera o especialista, sustentando que existem também as estratégias cognitivas,

"certos estados mentais que fazem parte do programa completo de acções".

 Como exemplo, o neurobiologista referiu que "a tristeza obriga a certa estratégia cognitiva": num estado de tristeza, uma pessoa não pensa num jantar agradável e divertido, mas é capaz de pensar na morte.

"É sabido que é difícil uma atenção focalizada em momentos de extrema tristeza ou que durante emoções de medo pode haver uma capacidade de aprendizagem aumentada", disse


 Mas a questão da emoção é ainda mais complexa, porque as emoções (esses programas de acções) são desencadeadas por determinados estímulos que não têm obrigatoriamente o mesmo efeito em pessoas diferentes.

Os estímulos podem ser objectos ou situações, actuais ou existentes na mente, e alguns são evolucionais e outros são aprendidos individualmente. "Situações que causem medo ou compaixão são muito antigas e são colocadas em nós pela evolução, estão nos genomas", por isso são evolucionais, explicou António Damásio.

"Mas se o estímulo que desencadeia emoções em uma determinada pessoa que nada tenha a ver com a História ou evolução, mas com aspectos de aprendizagem que tenham só a ver conosco", está-se perante um estímulo individual, acrescentou.


Três tipos de emoções

A propósito, o cientista referiu três tipos de emoções:

as de fundo, que são mais vagas, como o entusiasmo ou o desencorajamento,

as primárias, que são mais pontuais, como a tristeza, o medo, a raiva ou a alegria,

 e as sociais, que são um resultado sócio-cultural, como a compaixão, a vergonha ou o orgulho.


Passada a exposição da sua teoria sobre a emoção, António Damásio debruçou-se sobre o que são os sentimentos, explicando que são por um lado alterações do corpo que podem ser reais ou simuladas, e por outro estados alterados de recursos cognitivos.

"Nem todas as alterações que sentimos no corpo são necessariamente as que se estão a passar", pois é possível o cérebro simular essas alterações sem que elas realmente aconteçam.

Quanto aos "estados alterados de recursos cognitivos", António Damásio refere-se à percepção que a pessoa tem de que algo se modifica no seu espírito, na maneira de pensar ou na tendência para agir de determinada forma.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 10:46
continuando...

No final da palestra, o investigador tratou de explicar "como é que sentimos uma emoção".

Optar por matar uma pessoa,
 para salvar muitas outras,
experimentar remorsos...
Para compreender como o nosso cérebro reage e o papel da emoção na decisão, uma equipa de investigadores (...)  submeteu estes dilemas a pessoas com lesões cerebrais particulares.

1 Os pacientes cujo córtex frontal ventromediano - zona do cérebro situada acima dos olhos - está lesado têm geralmente menores reacções emocionais de dimensão social (compaixão, vergonha, culpabilidade) sem que a sua inteligência e a sua lógica sejam afectadas, segundo Damásio, da Universidade de Los Angeles, Califórnia.

Com Ralph Adolphs, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e outros especialistas em neurociência, colocou 30 pessoas, seis das quais com estas lesões cerebrais, face a escolhas moralmente difíceis, implicando sacrificar uma pessoa para salvar outras.

Exemplo de cenário proposto: no teu laboratório foram preparadas duas subtâncias - um líquido tóxico e uma vacina contra um perigoso vírus mortal que se propaga. A única forma de identificar a vacina é testar estas substâncias em dois pacientes.
Estarias pronto a matar um deles para salvar muitas outras vidas? Confrontados com este tipo de dilema, os participantes com o córtex frontal ventromediano lesado responderam muito mais frequentemente "sim", sem hesitações, do que os outros voluntários (12 com outros tipos de lesões cerebrais e 12 sem lesões neurológicas).

As suas opções lógicas em favor de um bem maior são consideradas "utilitaristas" pelos investigadores. O que não significa forçosamente que agissem realmente como afirmam, nota uma outra especialista.

"Em tais circunstâncias, a maioria das pessoas sem lesões cerebrais específicas ver-se-ia confrontada com um conflito interior. Mas estes pacientes particulares não parecem experimentá-lo", explica António Damásio na revista científica britânica Nature, que apresenta os seus trabalhos. Normalmente, um sentimento de aversão mistura a recusa do acto, emoções de dimensão social, compaixão pela pessoa envolvida, impede um homem de fazer mal a outro, acrescenta.


Face a outras escolhas menos difíceis (como guardar ou não um porta-moedas encontrado na rua), poucas diferenças de reacções foram observadas entre os três grupos participantes.
Preocupado em distinguir o que resulta de uma aprendizagem social do que provém da própria estrutura do cérebro, Marc Hauser, da Universidade de Harvard, considera que este trabalho prova directamente o papel das emoções nos julgamentos morais.

Um outro estudo, publicado em 2004 na revista norte-americana Science, definira já o papel essencial do córtex pré-frontal ventromediano na expressão do remorso, mostrando que os pacientes que têm esta estrutura lesada não o exprimem face às consequências da sua escolha.

"É a região que modula as emoções em função do contexto", explicou Ângela Siragu, investigadora do Instituto de Ciências Cognitivas de Lyon, centro-leste da França, que coordenara este trabalho.

Estes pacientes "procuram sempre maximizar os ganhos. Ficam tristes se perdem, contentes se ganham, mas não modulam, como os pacientes 'normais», o seu contentamento ou a sua tristeza em função do que teriam podido ganhar", refere Siragu. Como se lhes faltasse a imaginação para o antecipar.

continua...

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 13:28
Segue um pequeno fixamento da evolução dos conceitos atuais sobre a consciência e suas questões intrínsecas. Não substitui a necessidade de ler o livro.

Do livro O Mistério da Consciência

Antonio Damásio

Como saímos à luz da consciência é justamente o tema deste livro. Escrevo sobre o sentido do self e sobre a transição da inocência e da ignorância para o conhecimento e o auto-interesse. Meu objetivo específico é examinar as circunstâncias biológicas que permitem essa transição crítica.

Espinosa afirmou que o esforço da auto preservação é o primeiro e único fundamento da
virtude. A consciência possibilita esse esforço.

Queria saber, especificamente, como o cérebro poderia representar o fato de que um objeto, quando um organismo se ocupa com seu processamento, faz com que o organismo reaja e, com isso, altera seu estado.

Minha teoria é que nos tornamos conscientes quando os mecanismos de representação do organismo exibem um tipo específico de conhecimento sem palavras — o conhecimento de que o próprio estado do organismo foi alterado por um objeto — e quando esse conhecimento ocorre juntamente com a representação realçada de um objeto. O sentido do self no ato de conhecer um objeto é uma infusão de conhecimento novo, criado continuamente dentro do cérebro contanto que os “objetos”, realmente presentes ou evocados, interajam com o organismo e o levem a mudar.

Em termos um tanto mais precisos, é um sentimento que acompanha a produção de qualquer tipo de imagem — visual, auditiva, tátil, visceral — dentro de nosso organismo vivo. Situado no contexto apropriado, o sentimento marca essas imagens como nossas e nos permite dizer, no sentido próprio dos termos, que vemos, ouvimos ou percebemos algo pelo tato.

Desde seus mais humildes princípios, consciência é conhecimento, conhecimento é consciência, não menos interligados do que a verdade e a beleza para Keats.

Para alguns não-especialistas, consciência e mente são praticamente indistinguíveis, tanto quanto consciência e consciência moral, consciência e alma ou consciência e espírito. Para essas pessoas, e talvez para você, mente, consciência, consciência moral, alma e espírito compõem uma vasta região enigmática que singulariza os seres humanos, que separa o misterioso do explicável e o sagrado do profano.

Entretanto, é preciso esclarecer um ponto. A ciência ajudanos a fazer distinções entre fenômenos, e agora é capaz de distinguir com êxito diversos componentes da mente humana.
 Consciência e consciência moral são, de fato, distinguíveis: quando falamos em consciência, referimo-nos ao conhecimento de qualquer objeto ou ação atribuída a um self, ao passo que
consciência moral concerne ao bem ou mal que podem ser discernidos em ações ou objetos.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 13:32


Consciência e mente também são distinguíveis:
consciência é a parte da mente relacionada ao sentido manifesto do self e do conhecimento.
A mente não é apenas consciência, e pode haver mente sem consciência, como descobrimos em pacientes que possuem uma mas não a outra. [/b]

Sem exceção, homens e mulheres de todas as idades, culturas, níveis de instrução e econômicos têm emoções, atentam para as emoções dos outros, cultivam passatempos que manipulam suas emoções e em grande medida governam suas vidas buscando uma emoção, a felicidade, e procurando evitar emoções desagradáveis. À primeira vista, não existe nada caracteristicamente humano nas emoções, pois é claro que numerosas criaturas não humanas têm emoções em abundância; entretanto, existe algo acentuadamente característico no modo como as emoções vincularam-se às idéias, valores, princípios e juízos complexos que só os seres humanos podem ter, e é nessa vinculação que se baseia nossa sensata percepção de que a emoção humana é especial. A emoção humana não diz respeito apenas aos prazeres sexuais ou ao medo que podemos ter de cobras. Diz respeito também ao horror que sentimos ao testemunhar o sofrimento e à satisfação de ver a justiça sendo feita, ao nosso encanto com o sorriso sensual de Jeanne Moreau ou com a densa beleza das palavras e das idéias nos poemas shakespearianos...

O impacto humano de todas essas causas de emoções, refinadas e não tão refinadas, e de todas as nuances de emoções sutis ou não sutis que elas induzem depende dos sentimentos engendrados por essas emoções. É por intermédio destes, que são privados, voltados para dentro, que as emoções, que são públicas, voltadas para fora, iniciam seu impacto sobre a mente; mas o impacto integral e duradouro dos sentimentos requer a consciência, pois somente em conjunção com o advento de um sentido do self os sentimentos tornam-se conhecidos pelo indivíduo que os tem.

Em suma, a consciência tem de estar presente para que os sentimentos influenciem o indivíduo que os tem, além do aqui e agora imediato. A relevância desse fato — de que as conseqüências supremas da emoção e do sentimento humano giram em torno da consciência — não foi adequadamente aquilatada (a estranha história das pesquisas sobre emoção e sentimento, mencionada adiante, possivelmente é a causa dessa negligência). A emoção provavelmente havia se estabelecido na evolução antes do aparecimento da consciência, e emerge em cada um de nós como resultado de indutores que com freqüência não reconhecemos conscientemente; por outro lado, os sentimentos produzem seus efeitos supremos e duradouros no teatro da mente consciente.

Também chamo a atenção para um fato neurológico curioso: quando a consciência está ausente, da consciência central para cima, em geral a emoção também está ausente, indicando que, embora emoção e consciência sejam fenômenos diferentes, seus alicerces podem estar ligados. Por todas essas razões, é importante discutir as características variadas da emoção antes de começarmos a tratar diretamente da consciência.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 15 de Outubro de 2009, 13:57
Boa tarde.

Olá nelsonmt eu também o respeito muito e ninguém vai perder ninguém amigo, nem fazer cenas de drogados, senão passariamos a chamar a este tópico inconsciente!

Eu encontrei-me a mim próprio, estou bem comigo mesmo amigo.

Não estou aqui para interpretar ou descodificar as mensagens ou a mente de ninguém à luz da minha consciência.

Por isso nem vou fazer citações das interpretações feitas ao dim-dim, à luz da sua consciência amigo.

Só sou seguidor e mestre de mim próprio, essa é a minha liberdade.

Os restantes irmãos gosto deles como são, a minha consciência sente que não pode modificar nada nem ninguém, porque isso seria interferir na liberdade do outro.

Neste tópico apenas pretendi elevar um pouco a consciência.


Deixo aqui um texto um pouco longo mas o amigo por certo vai entendê-lo; e muitas felicidades amigo nelsonmt.


Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz já 147 anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:


“O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.


Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.


Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d’água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.

Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.


De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.


Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.”

NAMASTÉ
 
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 14:19
continuando...

Propus que o termo

sentimento fosse reservado para a experiência mental privada de uma emoção, enquanto o termo

emoção seria usado para designar o conjunto de reações, muitas delas publicamente observáveis. As emoções são parte dos mecanismos biorreguladores com os quais nascemos equipados, visando à sobrevivência.

Na prática, isso significa que não se pode observar um sentimento em outra
pessoa, embora se possa observar um sentimento em si mesmo quando, como ser consciente, seus próprios estados emocionais são percebidos.


O nível básico de regulação da vida

 — o kit de sobrevivência —

1 Inclui os estados biológicos que podem ser percebidos conscientemente como impulsos e motivações
e como estados de dor e de prazer.

2 As emoções encontram-se em um nível mais elevado e complexo. As setas duplas indicam relação causai ascendente ou descendente. Por exemplo, a dor pode induzir emoções, e algumas emoções podem
incluir um estado de dor.

3 Razão superior


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 14:33
Antes de terminar estes conceitos de Damasio, é preciso definir um conceito que ele aplica:


é preciso usar da wikipédia o conceito de "Qualia"

Imagens que exemplificam o conceito podem ser visualisadas em http://pt.wikipedia.org/wiki/Qualia (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9RdWFsaWE=)

Qualia [singular: quale, em latim e português]. Termo filosófico que define as qualidades subjectivas das experiências mentais. Por exemplo, a vermelhidão do vermelho, ou o doloroso da dor.
Os qualia simbolizam o hiato explicativo que existe entre as qualidades subjectivas da nossa percepção e o sistema físico a que chamamos cérebro. As propriedades das experiências sensoriais são, por definição, epistemologicamente não cognoscíveis na ausência da sua própria experiência directa. Como resultado, são também incomunicáveis.
Os qualia desempenham um papel importante na filosofia da mente, principalmente por poderem ser interpretados como uma refutação de facto do fisicalismo. No entanto, a existência e a natureza dos qualia continuam a ser objecto de um aceso debate na filosofia da mente contemporânea.

Daniel Dennett, identifica quatro propriedades que são comumente associadas aos qualia, isto é, os qualia são:
1.   inefáveis; isto é, não podem ser comunicados ou apreendidos por outros meios diferentes da experiência directa.
2.   intrínsecos; isto é, são propriedades não relacionais, que não se alteram conforme relação da experiência com outras coisas.
3.   privados; isto é, todas as comparações intersubjectivas dos qualia são sistematicamente impossíveis.
4.   directa ou imediatamente apreensíveis pela consciência; isto é, "experienciar um quale" é "saber-se que se experiencia um quale, sabendo-se que é isso mesmo tudo quanto há a saber sobre esse quale".



Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 14:48
Finalmente, terminando este pequeno fixamento de uma das obras de A. Damásio, O Mistério da Consciencia, coloco aqui suas ponderações finais na obra.

SOB A LUZ

“Iniciei este livro citando o nascimento e o momento de sair à luz como metáforas sugestivas para a consciência. Quando o self surge na mente pela primeira vez, e para sempre desse momento em diante, dois terços de cada dia vivido, sem nenhuma pausa, saímos à luz da mente e nos tornamos conhecidos por nós mesmos.

E agora que a memória de tantas dessas ocasiões criou as pessoas que somos, podemos até mesmo nos imaginar atravessando o palco sob a luz. Tudo começa modestamente, nosso ser vivo em seu sentido mais simples relacionando-se com algo simples dentro ou fora dos limites do corpo. E então a luz se intensifica e, à medida que seu brilho aumenta, mais o universo se ilumina. Mais do que nunca, objetos de nosso passado podem ser vistos com clareza, primeiro separadamente, depois ao mesmo tempo; mais objetos de nosso futuro e ao nosso redor são intensamente iluminados. Sob a luz crescente da consciência, a cada dia mais coisas vêm a ser conhecidas, com mais detalhes e ao mesmo tempo.

 De seus princípios humildes a seu estado presente, a consciência é uma revelação da existência — uma revelação parcial, devo acrescentar. Em algum ponto de seu desenvolvimento, com a ajuda da memória, do raciocínio e, mais tarde, da linguagem, a consciência também se torna um meio de modificar a existência. Toda criação humana remonta àquele momento de transição em que começamos a manipular a existência guiados pela revelação parcial dessa própria existência. .


Só criamos um sentido do bem e do mal, assim como normas de comportamento consciencioso, a partir do momento em que tomamos conhecimento de nossa própria natureza e de outros como nós. A própria criatividade — a habilidade para gerar novas idéias e artefatos — requer mais do que a consciência pode fornecer. A criatividade requer uma memória fecunda para fatos e habilidades, uma sofisticada memória operacional, excelente capacidade de raciocínio, linguagem. Mas a consciência está sempre presente no processo da criatividade, não só porque sua luz é indispensável, mas porque a natureza de suas revelações guia o processo da criação, de um modo ou de outro, com maior ou menor intensidade.

Curiosamente, tudo o que inventamos, seja o que for, de normas éticas e jurídicas a música e literatura, ciência e tecnologia, é diretamente determinado ou inspirado pelas revelações da existência que a consciência nos proporciona. Ademais, de um modo ou de outro, em um grau maior ou menor, as invenções exercem um efeito sobre a existência assim revelada; alteram-na, para melhor ou para pior. Existe um círculo de influências — existência, consciência, criatividade —, e o círculo se fecha. O drama da condição humana advém unicamente da consciência.

Obviamente, a consciência e suas revelações permitem que criemos uma vida melhor para nós mesmos e para outros, mas o preço que pagamos por essa vida melhor é alto. Não é só o preço do risco, do perigo e da dor. É o preço de conhecer o risco, o perigo e a dor. Pior ainda: é o preço de conhecer o que é o prazer e de conhecer quando ele está ausente ou é inacessível. Assim, o drama da condição humana advém da consciência porque diz respeito ao conhecimento obtido em uma troca que nenhum de nós fez: o custo de uma existência melhor é a perda da inocência sobre essa mesma existência. [/b]

O sentimento do que acontece é a resposta a uma pergunta que nunca fizemos, e é também a moeda de uma troca faustiana que nunca poderíamos ter negociado. A natureza fez isso por nós. Mas drama não é necessariamente tragédia. Em certa medida, de várias maneiras imperfeitas, individual e coletivamente, temos meios para guiar a criatividade e, com isso, melhorar a existência humana em vez de piorá-la. Isso não é fácil de realizar; não há diretrizes a seguir, os êxitos podem ser pequenos, o malogro é provável. Entretanto, se a criatividade for dirigida com sucesso, mesmo modestamente, permitiremos à consciência, mais uma vez, cumprir seu papel de regulador homeostático da existência.

Conhecer contribuirá para ser. Tenho até alguma esperança de que compreender a biologia da natureza humana contribuirá com seu quinhão nas escolhas a serem feitas.

Seja como for, melhorar as condições da existência é precisamente a finalidade da civilização, a principal conseqüência da consciência; e, por no mínimo 3 mil anos, com recompensas maiores ou menores, melhorar é o que a civilização vem buscando. A boa notícia, portanto, é que já começamos.”

Muita paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 17:11
Amigos do fórum,

Temos um débito de discussão com nosso amigo Vitor Passos


 1 - É a consciência a gênese da inteligência?

 2- Qual a relação da consciência com o Espírito?

 3 - Qual a função desta ( Consciência) em ação com o espírito?

 4 - Até que ponto esta mesma consciência é ponto decisório nas ações diárias?

5 - Estas são as primeiras questões que gostava de ver abordadas porque será estimulante perceber até onde vai a consciência e onde para o vector emissor da mesma, na matéria ou no espírito?

 

Alguns apontamentos para nossa discussão: 1 Cognição, 2 Inteligência, 3 Raciocínio e 4 Razão

==========================
1 COGNIÇÃO E CONSCIENCIA
Todos esses diferentes aspectos da cognição — estado de  vigília, formação de imagem, atenção, memória operacional,  memória convencional, linguagem, inteligência — podem ser  separados por análise apropriada e investigados separadamente,  apesar do fato de operarem em conjunto, em um concerto  perfeito com a consciência, como uma orquestra muitíssimo  harmoniosa e virtuosa.  (*)

* A. Damásio, O Mistério da Consciência.

==========================
2 INTELIGENCIA
A inteligência é o termo usado no discurso comum para se referir à habilidade cognitiva. Porém, é uma definição geralmente vista como muito imprecisa para ser útil em um tratamento científico do assunto. (**)

(**) Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9JbnRlbGlnJUMzJUFBbmNpYQ==)

==========================
3 RACIOCÍNIO
O raciocínio, um mecanismo da inteligência, gerou a convicção nos humanos de que a razão unida à imaginação constituem os instrumentos fundamentais para a compreensão do universo, cuja ordem interna, aliás, tem um caráter racional, portanto, segundo alguns, este processo é a base do racionalismo.
Logo, resumidamente, o raciocínio pode ser considerado também um dos integrantes dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da formação de conceitos e da solução de problemas, sendo parte do pensamento. (***)

(***) Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Racioc%C3%ADnio (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9SYWNpb2MlQzMlQURuaW8=)




continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Siegmund Beulke em 15 de Outubro de 2009, 17:17

Olá a todos, bom dia amigos!

Amigo Siegmund gosto de pequenas frases que me tragam a essência vou-lhe responder com uma dessas:

"Lê com puro amor e verdade. Não procures saber quem o disse; mas considera o que se diz."
Imitação de Cristo

Paz e Amor



Bom dia.

Bom. Isto eu percebi. Frases de autores que falam a verdade.  Uma frase fala alguma coisa. Uma frase dentro de um contexto fala muito mais. Sabendo a fonte se trasforma em luz.
Mas a nossa atitude e o que nós fazemos , o nosso carater, a nossa fé, a nossa capacidade fica escondida quando falamos idéias de outros.
Quando falamos nossas próprias idéias nos revelamos.
Talvez seja este o verdadeiro motivo. REVELAÇÃO.
Aqui na terra poderemos nos esconder mas na Espiritualidade, não existe esconderijo. Agora mesmo você está lendo esta mensagem e muitos espiritos estão ai ao seu lado te ouvindo e te influenciando.
Quando Kardec pergunta aos espíritos se eles nos influenciam, a resposta foi: Mais do que imaginais, na maioria das vezes são eles que nos dirigem.
Descuplas pela minha sinceridade. Mas me sinto falando com um fantasma.....
Me sentiria realmente muito mais a vontade , conversando com você sabendo realmente quem é você. Sua fé. Seu entendimento, seu conhecimento, sua experiência.
Contar ou falar idéias de outras pessoas , com certeza constroe. Mas experiências de vida, arrastam pessoas.
Quem sabe a sua experiência ajudaria milhares de pessoas a mudar de vida.Talvez logo eu me acostume com a idéia.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 15 de Outubro de 2009, 18:05

Olá Siegmund o amigo diz: " Descuplas pela minha sinceridade. Mas me sinto falando com um fantasma....."

Não gostou ou não achou suficiente a minha frase ( Lê com puro amor e verdade. Não procures saber quem o disse; mas considera o que se diz." ) porque o amigo quer medirme perante a sua mente e seus conceitos, mas se tivesse lido com atenção a minha ultima mensagem neste tópico teria entendido a minha liberdade.

Mas vou transcrevê-la para o meu bom amigo:

Eu encontrei-me a mim próprio, estou bem comigo mesmo amigo.

Não estou aqui para interpretar ou descodificar as mensagens ou a mente de ninguém à luz da minha consciência.

Por isso nem vou fazer citações das interpretações feitas ao dim-dim, à luz da sua consciência amigo.

Só sou seguidor e mestre de mim próprio, essa é a minha liberdade.

Os restantes irmãos gosto deles como são, a minha consciência sente que não pode modificar nada nem ninguém, porque isso seria interferir na liberdade do outro.

Neste tópico apenas pretendi elevar um pouco a consciência.



Vamos deixar a liberdade e o livre arbítrio para serem usados por todos os seres como bem entenderem amigo, sem obsessões e com todo o respeito e amor por todos!

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 20:51


Continuando...
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4 RAZÃO
A razão como característica da condição humana, quando se define o homem, por exemplo, como animal racional, ou se diz que alguém está no uso da razão ou a perdeu;

Princípio ou fundamento, a razão pela qual as coisas são como são ou ocorrem os fatos desta ou daquela maneira.

A razão não é uma instância transcendente, dada de uma vez por todas, mas um processo que se desdobra ou realiza ao longo do tempo. Dir-se-ia que, assim como o homem é a história do homem, a razão é a história da razão.

Zenão de Eléia, identificando a razão com o ser e admitindo que o princípio de identidade, formalmente entendido, é o princípio fundamental da razão, argumenta para provar que o movimento e a pluralidade, envolvendo contradição, são irracionais e, portanto, irreais, meras ilusões dos sentidos.

A razão, entendida como diálogo, não tem um conteúdo eventual, mas permanente, o conhecimento de si mesma e das essências das coisas, do universal. A razão socrática é o método que permite, pelo diálogo, proposição da tese, crítica da tese ou antítese, chegar à síntese, a essência descoberta em comum, ao termo da controvérsia.

Há quem acredite que a razão se subordina totalmente à fé, pois o critério supremo da verdade é o dogma, a revelação divina. A razão abdica de suas exigências próprias em favor de uma instância meta-racional, cuja autoridade não se discute. A razão é tida, por alguns, como instrumento não de demonstração, mas de afirmação da fé.[****)

(****) Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Raz%C3%A3o (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9SYXolQzMlQTNv)



1 - É a consciência a gênese da inteligência?

Como já disse anteriormente usando os conceitos das Filogenética, e o texto de Dr. Yusaku Soussumi, que é de concordância com os conceitos de Antonio Damásio, conforme publicamos trechos acima.

É a ação eficiente da consciência que permitiu toda a evolução animal, e por isso esta agregada à nossa estrutura cerebral, a mais complexa de todas Esta complexidade atualmente, se caracteriza pelo processo da cognição, sendo Inteligência, de um modo geral, a capacidade de operação dela. Especificamente a inteligência faz parte do processo de cognição, abrigando em sua função a capacidade de raciocínio e razão.
No sentido cartesiano do pensar cientificamente, a razão em objetos externos procura por erros de lógica e sentidos. Culturalmente tentamos aplicar este mesmo método internamente dentro de nossa consciência, porem, neste terreno esta objetividade se perde em qualidade. Não podemos excluir do raciocínio a questão da função dos sentidos (emoção e sentimentos).

Esta questão consciência, emoção, sentimentos e razão superior, e a questão do livro “O erro de Descartes” de A. Damásio



Sugeri no início do livro que os sentimentos exercem uma forte influência sobre a razão, que os sistemas cerebrais necessários aos primeiros se encontram enredados nos sistemas necessários à segunda e que esses sistemas específicos estão interligados com os que regulam o corpo.

No caso de essas hipóteses virem a se confirmar, haverá implicações socioculturais para a noção de que a razão não é de modo algum pura? Creio que há e que são claramente positivas.

Conhecer a relevância das emoções nos processos de raciocínio não significa que a razão seja menos importante do que as emoções, que deva ser relegada para segundo plano ou deva ser menos cultivada. Pelo contrário, ao verificarmos a função alargada das emoções, é possível realçar seus efeitos positivos e reduzir seu potencial negativo. Em particular, sem diminuir o valor da orientação das emoções normais, é natural que se queira proteger a razão da fraqueza que as emoções anormais ou a manipulação das emoções normais podem provocar no processo de planejamento e decisão.


continua...

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 21:08
Continuando...



O que me preocupa é a aceitação da importância das emoções sem nenhum esforço para compreender sua complexa maquinaria biológica e sociocultural. Podemos encontrar o melhor exemplo dessa atitude na tentativa de explicar sentimentos magoados ou comportamentos irracionais por meio de causas sociais superficiais ou da ação dos neurotransmissores, duas explicações que predominam no discurso apresentado pelos meios de comunicação social visual e escrita, e na tentativa de corrigir problemas pessoais e sociais com drogas médicas e não médicas. É precisamente essa falta de compreensão da natureza das emoções e da razão (uma das características mais salientes da ”cultura da queixa”*2) que suscita alarme.[/b]

Em um nível prático, a função atribuída às emoções na criação da racionalidade tem implicações em algumas das questões com que nossa sociedade se defronta atualmente, entre elas a educação e a violência. Não é este o local para uma abordagem adequada dessas questões, mas devo dizer que os sistemas educativos poderiam ser melhorados se se insistisse na ligação inequívoca entre as emoções atuais e os cenários de resultados futuros, e que a exposição excessiva das crianças à violência na vida real, nos noticiários e na ficção audiovisual desvirtua o valor das emoções na aquisição e desenvolvimento de comportamentos sociais adaptativos. O fato de tanta violência gratuita ser apresentada sem um enquadramento moral só reforça sua ação dessensibilizadora.

Qual foi, então, o erro de Descartes? Ou, melhor ainda, a que erro de Descartes me refiro com ingratidão? Poderíamos começar com um protesto e censurá-lo por ter convencido os biólogos a adotarem, até hoje, uma mecânica de relojoeiro como modelo dos processos vitais. Mas talvez isso não fosse muito justo, e comecemos, então, pelo ”penso, logo existo”. Essa afirmação, talvez a mais famosa da história da filosofia, surge pela primeira vez na quarta seção de O discurso do método (1637), em francês (”Je pense, doncje suis”); e depois na primeira parte de Princípios da filosofia (1644), em latim (”Cogito ergo sum”).3 Considerada literalmente, a afirmação ilustra exatamente o oposto daquilo que creio ser verdade acerca das origens da mente e da relação entre a mente e o corpo. A afirmação sugere que pensar e ter consciência de pensar são os verdadeiros substratos de existir. E, como sabemos que Descartes via o ato de pensar como uma atividade separada do corpo, essa afirmação celebra a separação da mente, a ”coisa pensante” (rés cogitans), do corpo não pensante, o qual tem extensão e partes mecânicas (rés extensa).

No entanto, antes do aparecimento da humanidade, os seres já eram seres. Num dado ponto da evolução, surgiu uma consciência elementar. com essa consciência elementar apareceu uma mente simples; com uma maior complexidade da mente veio a possibilidade de pensar e, mais tarde ainda, de usar linguagens para comunicar e melhor organizar os pensamentos. Para nós, portanto, no princípio foi a existência e só mais tarde chegou o pensamento. E para nós, no presente, quando vimos ao mundo e nos desenvolvemos, começamos ainda por existir e só mais tarde pensamos. Existimos e depois pensamos e só pensamos na medida em que existimos, visto o pensamento ser, na verdade, causado por estruturas e operações do ser.

É esse o erro de Descartes: a separação abissal entre o corpo e a mente, entre a substância corporal, infinitamente divisível, com volume, com dimensões e com um funcionamento mecânico, de um lado, e a substância mental, indivisível, sem volume, sem dimensões e intangível, de outro; a sugestão de que o raciocínio, o juízo moral e o sofrimento adveniente da dor física ou agitação emocional poderiam existir independentemente do corpo. Especificamente: a separação das operações mais refinadas da mente, para um lado, e da estrutura e funcionamento do organismo biológico, para o outro.

Pode bem ter sido a idéia cartesiana de uma mente separada do corpo que esteve na origem, na metade do século XX, da metáfora da mente como programa de software. De fato, se a mente pudesse ser separada do corpo, talvez fosse possível compreendê-la sem recorrer à neurobiologia, sem nenhuma necessidade de saber neuroanatomia, neurofisiologia e neuroquímica. É interessante e paradoxal que muitos investigadores em ciência cognitiva, que se julgam capazes de investigar a mente sem nenhum recurso à neurobiologia, não se considerem dualistas.

A separação cartesiana pode estar também subjacente ao modo de pensar de neurocientistas que insistem em que a mente pode ser perfeitamente explicada em termos de fenômenos cerebrais, deixando de lado o resto do organismo e o meio ambiente físico e social — e, por conseguinte, excluindo o fato de parte do próprio meio ambiente ser também um produto das ações anteriores do organismo. Protesto contra essa restrição, não porque a mente não esteja diretamente relacionada com a atividade cerebral, pois obviamente está, mas porque essa formulação restritiva é forçosamente incompleta e insatisfatória em termos humanos.

É um fato incontestável que o pensamento provém do cérebro, mas prefiro qualificar essa afirmação e considerar as razões por que os neurônios conseguem pensar tão bem. Essa é, de fato, a questão principal.

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 15 de Outubro de 2009, 21:22
Amigos do forum

Concluindo e buscando uma resposta alternativa e complementar à questão número 2 de Vitor Passos, cito novamente Damásio, para a reflexão dos amigos.

2- Qual a relação da consciência com o Espírito?


No entanto, a mente verdadeiramente incorporada que concebo não renuncia aos seus níveis mais refinados de funcionamento, aqueles que constituem sua alma e seu espírito. Do meu ponto de vista, o que se passa é que a alma e o espírito, em toda a sua dignidade e dimensão humana, são os estados complexos e únicos de um organismo.

 Talvez a coisa mais indispensável que possamos fazer no nosso dia-a-dia, enquanto seres humanos, sejá  recordar a nós próprios e aos outros a complexidade, fragilidade, finitude e singularidade que nos caracterizam.

É claro que essa não é uma tarefa fácil: tirar o espírito do seu pedestal em algum lugar não localizável e colocá-lo num lugar bem mais exato, preservando ao mesmo tempo sua dignidade e sua importância; reconhecer sua origem humilde e sua vulnerabilidade e ainda assim continuar a recorrer à sua orientação e conselho. Uma tarefa indispensável e difícil, sem dúvida, mas sem a qual talvez seja melhor que o erro de Descartes fique por corrigir.

Versões do erro de Descartes obscurecem as raízes da mente humana em um organismo biologicamente complexo, mas frágil, finito e único; obscurecem a tragédia implícita no conhecimento dessa fragilidade, finitude e singularidade. E, quando os seres humanos não conseguem ver a tragédia inerente à existência consciente, sentem-se menos impelidos a fazer algo para minimizá-la e podem mostrar menos respeito pelo valor da vida.

Os fatos que apresentei relativos às sensações e à razão, juntamente com outros que discuti acerca da interligação entre o cérebro e o corpo propriamente dito, dão apoio à idéia mais geral com a qual abri o livro: que a compreensão cabal da mente humana requer a adoção de uma perspectiva do organismo; que não só a mente tem de passar de um cogitum não físico para o domínio do tecido biológico, como deve também ser relacionada com todo o organismo que possui cérebro e corpo integrados e que se encontra plenamente interativo com um meio ambiente físico e social.
Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 15 de Outubro de 2009, 22:32
Boa noite.

Aqui vai uma pirueta num trapézio sem rede. Vou responder de forma intuitiva às questões do Victor Passos!  8)

1 - É a consciência a gênese da inteligência?

Não. A inteligência é o único atributo do espírito.

 2- Qual a relação da consciência com o Espírito?

De escola para aluno.

 3 - Qual a função desta ( Consciência) em ação com o espírito?

De professor para aluno

 4 - Até que ponto esta mesma consciência é ponto decisório nas ações diárias?

Em ponto nenhum. Essa competência é do princípio inteligente.

5 - Estas são as primeiras questões que gostava de ver abordadas porque será estimulante perceber até onde vai a consciência e onde para o vector emissor da mesma, na matéria ou no espírito?

Na matéria.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 16 de Outubro de 2009, 01:22
Amigos do Fórum

Ultrapassando a questão proposta por Damásio, sobre emoção, sentimento, razão e consciência, antes de terminar esta semana dedicada aos conceitos da ciência, é preciso dedicar ainda um espaço para a inteligência múltiplas, questão abordada por Rita Folker, ampliando a compreensão do conceito

INTELIGENCIA ESPIRITUAL

O conceito de Inteligência Espiritual está proposto no mundo acadêmico e científico para se tornar o oitavo tipo de inteligência. Nela o qualia de "imponderável", é fundamental. Quais são os atuais sete tipos?.

O Que Constitui uma Inteligência?

Na visão tradicional a inteligência é conceituada como a capacidade de responder a testes de inteligência, o Q.I. Alguns testes realizados demonstram que a "faculdade geral da inteligência" não muda muito com a idade ou com treinamento ou experiência.

 A inteligência é um atributo ou uma faculdade inata do ser humano. Gardner procurou ampliar este conceito. A inteligência para ele, é a capacidade de solucionar problemas ou elaborar produtos que são importantes em um determinado ambiente ou comunidade cultural. (...) enfim todos aqueles que apresentam perfis cognitivos regulares ou circuitos irregulares em diferentes culturas e espécies.

A capacidade de resolver problemas permite às pessoas abordar situações, atingir objetivos e localizar caminhos adequados a esse objetivo. A criação de um produto cultural torna-se crucial nessa função na medida em que captura e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou sentimentos da pessoa.

Os problemas a serem resolvidos são os mais diversos, indo desde uma teoria científica até uma composição poética ou musical. A teoria das inteligências múltiplas foi elaborada à luz das origens biológicas de cada capacidade de resolver problemas. A tendência biológica deve ser vinculada aos estímulos culturais. A linguagem, por exemplo, que é uma capacidade universal, ora pode apresentar-se como oratória, ora como escrita, ou secreta, etc.

As sete Inteligências reconhecidas.

1. Inteligências Lingüísticas: característica dos poetas;
2. Inteligências Lógico-Matemática: à Capacidade lógica e matemática ;
3. Inteligências Espacial: à capacidade de formar um mundo espacial e de ser capaz de manobrar e operar utilizando esse modelo (Marinheiros, Engenheiros, cirurgiões, etc.);
4. Inteligência Musical: possuir o dom da música como Mozart ;
5. Inteligência Corporal-Cinestésica: capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos utilizando o corpo (Dançarinos, Atletas, artistas, etc.);
6. Inteligência Interpessoal: capacidade de compreender outras pessoas (Vendedores, Políticos, Professores, etc.);
7. Inteligência Intrapessoal: capacidade correlativa, voltada para dentro. Capacidade de formar um modelo acurado e verídico de si mesmo e de utilizar esse modelo para operar efetivamente na vida.

Obs: Inteligência emocional é a associação da Inteligência Interpessoal com Inteligência Intrapessoal

Obs: somos uma mistura dos tipos de inteligencia, são talentos de cada um. Maiores informações em anexo

Muita Paz
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Vera Castanho em 16 de Outubro de 2009, 02:21
Olá amigos,
Em anexo, PPS sobre "A Consciência de Cada Um."
Abraços fraternos,
Vera
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 16 de Outubro de 2009, 10:49
Em anexo, PPS sobre "A Consciência de Cada Um."

Olá Vera, e demais amigos do fórum

Obrigado por aparecer e contruibuir ao tema.

É mesmo interessante pensar no que motivou todas estas pessoas do bem à sua vida pelo próximo, onde em suas consciencias se apoiaram e se motivaram para viver isso. Como chegaram lá? Esta sua mensagem nos coloca novamente no rumo proposto por santo Agostinho, e sua busca pela Paz de sua consciencia. É linda!

No entanto quanto a missão de cada um penso que Deus faz do empresário que cria empregos, tambem um colaborador do bem, e que o cientista que dedica a sua vida em estudo para contribuir com uma solução à humanidade, também é!
O que falar de anonimos professores, policiais e enfemeiros, tambem são... de alguma forma todos já estamos em nossa missão, basta olhar ao lado, e para sí.

Acredito que Deus, em Sua Consciencia, não perde nada e tudo transforma.

Um abraço fraterno

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 16 de Outubro de 2009, 11:15
Olá

Normalmente confunde-se consciência com manifestação da consciência. Parece a mesma coisa mas não é.

A cosciência já está totalmente em nós. Faz parte do todo.

A Alma, que foi criada simples e ignorante, já contem, em si, todas as coisas.

A evolução faz-se pela conquista da sabedoria que, por sua vez, provoca o DESPERTAR da consciência, que se encontra adormecida.

Toda a acção consciente resulta da manifestação da consciência desperta, nada mais.

Atlante 
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 16 de Outubro de 2009, 12:07
Boa tarde.

Citar
O Que Constitui uma Inteligência?

Aqui está a questão filosofal!

Presumo que esta questão também contem aquilo que o Atlante anteriormente expressa.

Gostaria de acrescentar um conjunto de aspectos secundários que poderão complementar os aspectos introduzidos pelo Nelson na expectativa de serem contributivos e objecto de ponderação acerca da sua viabilidade como elementos constitutivos do principio inteligente, ou seja, o juízo de valor, o juízo estético, a linguagem, o pensamento e o raciocínio, entre outros aspectos mais que poderão ser tidos como a-propósito e finalmente reflectir acerca da inevitabilidade da memoria ser também ela um elemento constituinte da inteligência, pois caso assim não seja, torna completamente incognoscível (de momento) os processos da reencarnação, ou seja, esse principio inteligente terá de alguma forma conter em si o potencial de armazenamento de resultados.

Taprobana

Nota de atenção: Este texto foi entretanto por mim alterado no que originalmente editei.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 16 de Outubro de 2009, 12:33
Boa tarde.

Citar
O Que Constitui uma Inteligência?

Aqui está a questão filosofal!

Presumo que contem aquilo que o Atlante anteriormente expressa.

Gostaria de acrescentar um conjunto de aspectos secundários que poderão complementar os aspectos introduzidos pelo Nelson na expectativa de serem contributivos e objecto de ponderação acerca da sua viabilidade como elementos constitutivos do principio inteligente, ou seja, o juízo de valor, o juízo estético, a linguagem, o pensamento e o raciocínio, entre outros aspectos mais que poderão ser tidos como a-propósito e finalmente reflectir acerca da inevitabilidade da memoria ser também ela um elemento constituinte da inteligência, pois caso assim não seja, torna completamente incognoscível (de momento) os processos da reencarnação, ou seja, esse principio inteligente terá de alguma forma conter em si o potencial de armazenamento de resultados.

Taprobana

Nota de atenção: Este texto foi entretanto por mim alterado no que originalmente editei.


Olá Companheiro

Nem poderia ser doutra forma, por muito que custe a alguns entender isso.
Tudo tem a sua razoabilidade e a sua racionalidade.
De que serviria ao Principio Inteligente experienciar a vida, a partir dos reinos inferiores, se depois ia esquecer tudo? Não faria sentido.
Quanto a mim, nós temos gravado em nossas Almas toda a experiência vivida.
Os Orientais chamam ao registo de memórias, registo akáshico ( no google tem informação ).

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 16 de Outubro de 2009, 12:46
Olá a todos amigos,
já tinhamos dito aqui que a consciência passou a existir quando o pensamento tornou-se consciente de si próprio, o que ainda não dissemos foi que a essência é o sentimento.

Porquê? porque o sentimento vem de sentir, todas as células sentem. O pensamento ao sentir o cheiro das flores ou o medo de outros seres, falamos dos nossos primórdios, começou a refletir e é isso o principio da consciência.

Essa reflexão, que é a consciência, vai-nos proteger de perigos e da extinção pelo refletir sobre memórias armazenadas, experiências ganhas e ultrapassadas durante o nosso passado.

É fácil pensarmos agora que os sentimentos mais importantes, apesar de muitos lhe chamarem instinto, que sempre perservaram a vida foram a reprodução e a alimentação.

Também desse bem estar e segurança adquiridos pela reflexão do pensamento, consciência, surge rápidamente a lógica que é só uma questão de comparação dentro da mesma consciência, pensamentos armazenados.


Por tudo isso somos os seres racionais, porque raciocinamos.

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 16 de Outubro de 2009, 12:59

Estou completamente de acordo com o Atlante e o Taprobana, mas é dizer muito pouco, aliás já tinhamos dito mais atrás quando falámos de física que o universo era visto pelos físicos como uma enorme rede de informação.

Agora se todas as nossas células são conscientes porque nos julgamos uma só consciência?

Depois , esse é o ponto da discórdia, será que manteremos consciência do que fomos depois da morte?

Essa informação vai-se manter por toda a eternidade.



Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 16 de Outubro de 2009, 13:41
Boa tarde

Citar
Nem poderia ser doutra forma, por muito que custe a alguns entender isso.
Tudo tem a sua razoabilidade e a sua racionalidade.
De que serviria ao Principio Inteligente experienciar a vida, a partir dos reinos inferiores, se depois ia esquecer tudo? Não faria sentido.
Quanto a mim, nós temos gravado em nossas Almas toda a experiência vivida.
Os Orientais chamam ao registo de memórias, registo akáshico ( no google tem informação ).

Boa tarde, Atlante, Dim-din.

É necessário porem encontrar os motivos pelos quais, os atributos que deveriam ser do princípio inteligente, à luz dos desenvolvimento da ciência poderão não o ser, ou pelo menos da forma como tendemos a crer. Alguns deles como é o caso do pensamento, do raciocínio e da memória, parecem estar intimamente ligados a mecanismos neurobiológicos, cujos processos de causalidade pode em muitos casos ser observados, ou seja, será possível suspeitar, que o princípio inteligente é também ele receptor de causalidade, potenciando assim que de alguma forma e através dessa experimentação evolua para níveis evolutivos que o tornam apto a vivenciar outro nível de consciência.

Se assim fosse, a vida seria uma manifestação da unicidade matéria-inteligência, ou seja, uma não ser viável sem a outra.

Seria nesse caso completamente compreensível a imprescindível necessidade que os princípios inteligentes individualizados afirmam de comunhão com a matéria (perespirito) no mundo dos mortos e transferir para a matéria os atributos da imperfeição suja propriedade a estar no espírito o tornaria perecível.

Citar
Agora se todas as nossas células são conscientes porque nos julgamos uma só consciência?

Através das sugestões da mecânica quântica esse tipo de unidade que surge do diverso é cognoscível. A explicação comprovativa desta afirmação seria extensa e deslocaria o foco do importante tema que debatemos pelo que sugiro se assim pensar necessário que o concretize noutra oportunidade.

Citar
Depois , esse é o ponto da discórdia, será que manteremos consciência do que fomos depois da morte?

As evidências demonstradas através da mediunidade afirmam peremptoriamente que sim. Penso ser isso que podemos em conjunto ponderar, tentando manter presente, como até aqui foi de forma meritória, corajosa e surpreendente, os novos conhecimentos que a ciência todos os dias nos proporciona.

Taprobana.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 16 de Outubro de 2009, 14:13
Amigos do forum,

Estamos encerrando esta semana sobre conceitos na ciência.

Foi uma semana intensa.

Particularmente a leitura de Damásio foi um desafio, ter que ler algo que é tão novo ao meu cérebro, mas não foi desagradável pois ele se esforça para explicar aos seu leitor o que a Neurociência esta nos oferecendo. Eu ainda estou meditando nela.

Neste caminho que se abre muitas novas interpretações e descobertas nos esperam, mas apontam para uma solução para formação de melhores consciências sociais, transformadas por uma nova abordagem na educação, do ponto de vista de estímulos cerebrais, tornando a vivencia da emoção e sentimento algo mais compreensível ao indivíduo permitindo uma autocrítica e planejamento de avanços de consciência. Esta visão privilegia o mais sábio, não em cultura acadêmica, mais na inteligência intra pessoal, podendo este ser referência social para as pessoas em seus momentos difíceis e de sofrimento, papel e responsabilidade que cabe ao espírita em nossa sociedade.

É necessário que registrar que publicar parte dos textos originais de Damásio tem um caráter didático. Aqueles que se sentirem atraídos pela problemática da consciência em todos os níveis que este conceito comporta terão que compreender os conceitos da Neurociência. Na língua portuguesa não encontrei referencias disponíveis melhores. Mesmo sabendo que a publicação de textos longos inviabilizem o prazer da leitura na telinha, não encontrei outra forma de deixar esta mensagem em nosso espaço. Minha expectativa é deixar em registro referencias que levarão à ampliação do conhecimento, e portanto da consciência, mesmo no futuro, aos amigos leitores.

Importante registrar a contribuição de Dim Dim ( e sua personalidade) e de Taprobana ( e sua personalidade), que contribuíram com uma visão não cartesiana ao processo da consciência, nos oferecendo o “misterioso”  estilo do Porto. Mas uma visão do uso da lógica quântica ao processo individual é também um aprendizado.

Nesta semana houve mais diálogos, e mais amigos trouxeram suas contribuições ao nosso convívio. Positivas ou negativas à percepção individual de cada leitor, ainda assim tivemos que usar de nossa capacidade cognitiva para nos entender e para nos expressar no sentido de transmitir ao outro o que somos e como pensamos. A cada diálogo e mensagem fazemos um contato com nossa consciência, e entendemos de uma forma nossa o outro.

Preciso reconhecer que Dim Dim, Taprobana e Damásio, me fizeram refletir, e relembrar que o uso do método racional é importante em nosso processo interno, do diálogo interior. A busca da referencias mediúnica, perceptivas e intuitivas passarão pelo processo cognitivo de cada um, e é importante o exercício da razão (pura, ou o melhor possível) para não ocorrer um erro lógico, ou ético. Este processo me lembrou santo Agostinho e Kardec. Neste sentido sou muito grato aos amigos por mais este reforço em minha convicção na doutrina.

Finalmente depois de ler e estudar o Damásio, ainda que falemos de espírito e alma em sua obra , seu alcance, em minha opinião se restringe apenas entre o nível um e dois do Castelo de Calderaro. Mas sua contribuição para o equilíbrio desta base ao espírito, considero relevante e útil à nossa discussão por ser uma abordagem com metodologia e conceitos novos. Ainda que científica, é uma ajuda enviada por Deus, e pessoalmente espero que esta nova ferramenta seja cada vez mais útil a todos nós.

Nesta nova semana vamos em busca de novas referencias quanto a conceitos.
Abordaremos as outras correntes espiritualistas, e na próxima uma síntese.

Obrigado por mais esta semana de estudo

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 16 de Outubro de 2009, 14:14
Amigos disse numa mensagem anterior que não sou seguidor nem mestre de ninguém, mas atenção todos esses grandes pensadores que têm sido referidos neste tópico, incluindo Kardec têm-me ensinado como as filosofias orientais que todo esse conhecimento está em nós, aliás para mim eles apenas servem esse propósito que é libertar-nos a consciência de conceitos sem sentido e de ideias rígidas, como Cristo depois de se ter libertado das amarras da consciência deixou as suas parábolas e principiou uma vida despejado de todos aqueles valores que à altura e ainda hoje julgamos de grande importância.

Porque todos esses pensadores, para mim, não nos quiseram pregar uma doutrina ou um saber, porque tudo isso está em nós. O que quiseram foi tornar-nos conscientes das possibilidades que se encontram em todos nós à espera que nós as descubramos.

Por isso desde sempre houve os retiros nas montanhas como forma de pararmos de pensar e economizar alguma energia para que possam vir a nós todos esses espíritos, costumo chamar-lhes seres energéticos ou seres inorgânicos porque não têm corpos orgânicos.


É o meu pensar amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 16 de Outubro de 2009, 14:43
Atlante e demais amigos do Fórum,


Normalmente confunde-se consciência com manifestação da consciência.

Parece a mesma coisa mas não é.

A consciência já está totalmente em nós. Faz parte do todo.

A Alma, que foi criada simples e ignorante, já contem, em si, todas as coisas.

A evolução faz-se pela conquista da sabedoria que, por sua vez, provoca o DESPERTAR da consciência, que se encontra adormecida.

Toda a acção consciente resulta da manifestação da consciência desperta, nada mais.


Toda a acção consciente resulta da manifestação da consciência desperta, nada mais.

Atlante, o amigo poderia dizer isso em outras palavras?
Frases como esta é que nos confundem os sentidos, menos acostumados aos conceitos, impedindo a uma maioria o aprofundamento da compreensão.  

Nem poderia ser doutra forma, por muito que custe a alguns entender isso.

Por isso mesmo, que peço ao amigo um esforço por outras palavras.

Tudo tem a sua razoabilidade e a sua racionalidade.

De que serviria ao Principio Inteligente experienciar a vida, a partir dos reinos inferiores, se depois ia esquecer tudo?

Não faria sentido.

Então qual é o sentido?

Que somos inteligências perfeitas, fazendo o que aqui?

Ou que somos inteligências potencialmente perfeitas, procurando aqui um meio rápido de desenvolvimento de seus potencias?

Quanto a mim, nós temos gravado em nossas Almas toda a experiência vivida.
Os Orientais chamam ao registo de memórias, registo akáshico ( no google tem informação ).

Se está lá e não aqui, como faremos?

Amigo obrigado por vir participar, e esta sua opinão e discussão ao tema.

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 16 de Outubro de 2009, 15:04

Citar
O Que Constitui uma Inteligência?

Aqui está a questão filosofal!

Gostaria de acrescentar um conjunto de aspectos secundários que poderão complementar os aspectos introduzidos pelo Nelson na expectativa de serem contributivos e objecto de ponderação acerca da sua viabilidade como elementos constitutivos do principio inteligente, ou seja, o juízo de valor, o juízo estético, a linguagem, o pensamento e o raciocínio, entre outros aspectos mais que poderão ser tidos como a-propósito e finalmente reflectir acerca da inevitabilidade da memoria ser também ela um elemento constituinte da inteligência, pois caso assim não seja, torna completamente incognoscível (de momento) os processos da reencarnação, ou seja, esse principio inteligente terá de alguma forma conter em si o potencial de armazenamento de resultados.


Realmente a questão da memória é relevante à inteligência. Será que meu raciocínio esta correto?

Sendo inacessível a memória de nossas existências anteriores, e que a disponibilidade de lembranças na memória atual, esta vinculada ao impacto emocional causado pela experiência, ou pelo valor de sentimento que agregamos a ela, então participa da disponibilidade:

 o valor afetivo de cada lembrança,
o valor de sentimento (e moral) de cada lembrança.

Sendo portanto que na economia da consciência ocorre uma eleição de sintonia de nível onde participa enfim o desejo latentes daquela personalidade, e sua inteligência, produz  por processo cognitivo um resultado compatível com todos os elementos. Esta capacidade é a inteligência. Porem isso não significa que este resultado é racional fora deste meio.

O uso da razão em nossa lógica interna produz um equilíbrio, entre o meio interno e o externo.

Estou certo?

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 16 de Outubro de 2009, 16:10
Atlante e demais amigos do Fórum,


Normalmente confunde-se consciência com manifestação da consciência.

Parece a mesma coisa mas não é.

A consciência já está totalmente em nós. Faz parte do todo.

A Alma, que foi criada simples e ignorante, já contem, em si, todas as coisas.

A evolução faz-se pela conquista da sabedoria que, por sua vez, provoca o DESPERTAR da consciência, que se encontra adormecida.

Toda a acção consciente resulta da manifestação da consciência desperta, nada mais.


Toda a acção consciente resulta da manifestação da consciência desperta, nada mais.

Atlante, o amigo poderia dizer isso em outras palavras?
Frases como esta é que nos confundem os sentidos, menos acostumados aos conceitos, impedindo a uma maioria o aprofundamento da compreensão.  


Olá
Quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos. Vamos ver como descalço a bota. ;D

Q 621 do LE
Onde está escrita a lei de Deus?
R. Na consciência
a) Visto que o homem traz em sua consciência a lei de Deus, que necessidade havia de lhe ser ela revelada?
R. Ele a esquecera e desprezara. Quis então Deus lhe fosse lembrada.
Nota: não concordo com a resposta dada à alinea a), mas para a questão que se coloca é suficiente para a nossa compreensão.

Então a consciência está em nós desde o principio. No entanto, nós, não temos conhecimento disso. Ela está adormecida. E vai despertando com a vivência da vida e das coisas da vida, isto é, conforme vamos conquistando o conhecimento e transformando este em sabedoria.
A manifestação da consciência apenas se processa em relação à sua parte desperta. Tudo o resto são acções inconscientes, isto é, executadas sem conhecimento de causa. Umas vezes dá certo, outras nem por isso.
Muitas vezes afirmamos que não podemos pedir aos outros aquilo que eles ainda não têm, porque não nos podem dar o que não têm. Isto é tudo aquilo que se situa na parte não desperta da consciência.

Espero me ter feito entender.

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 16 de Outubro de 2009, 16:19
Boa tarde

Citar
Sendo inacessível a memória de nossas existências anteriores, e que a disponibilidade de lembranças na memória atual, esta vinculada ao impacto emocional causado pela experiência, ou pelo valor de sentimento que agregamos a ela, então participa da disponibilidade:

 o valor afetivo de cada lembrança,
o valor de sentimento (e moral) de cada lembrança.

Sendo portanto que na economia da consciência ocorre uma eleição de sintonia de nível onde participa enfim o desejo latentes daquela personalidade, e sua inteligência, produz  por processo cognitivo um resultado compatível com todos os elementos. Esta capacidade é a inteligência. Porem isso não significa que este resultado é racional fora deste meio.

O uso da razão em nossa lógica interna produz um equilíbrio, entre o meio interno e o externo.

Estou certo?

Nelson, se fui capaz de entender aquilo que transmite penso que em grande parte sim, amigo. No entanto a inacessibilidade da memória às nossas experiencias anteriores a esta vida, parece ser contrariada pelos estudos levados a cabo por outras áreas do conhecimento, nomeadamente os resultados que as técnicas usadas através de hipnose regressiva que parecem demonstrar que o cérebro contém algures inscrita em forma de “memória não consciente”, registos que provêm (aparentemente) tanto de experiencias vividas no decurso da morte, como provenientes de vidas anteriores, cujo significado neurobiológico não foi tido aparentemente em conta por Damásio, assim como não foi ainda possível obter informação acerca da forma como este tipo de mecanismo biológico está disponível durante o sono com sonhos.

Além disso, Damasio reconhece vários “tipos” de memória que denomina de “memória convencional”, “memória de trabalho”, “memória autobiográfica” “memória de curto prazo”,… ou seja, o cérebro gere a forma e os conteúdos de como a memória está ou não presente em cada momento da vida.

Aquilo que definiu, e muito bem, (tentando utilizar as suas palavras) como uma formula de definição de inteligência, aquilo que relaciona de forma causal os processos cognitivos internos com os externos estabelecendo assim relações de equilíbrio, continua a ser propriedade causal da matéria e portanto tal “não significa que este resultado é racional fora deste meio”.

Assim sendo aquilo que constitui a natureza do principio inteligente individualizado, (esta suspeita tem como uma das ancoras as evidencias que testemunhei da sobrevivência do espírito à morte, que sabemos estar recolhida para bordo dos navios que são a vida de muitos cientistas) está para além deste tipo de definição de inteligência, sendo que os valores afectivos e sentimentais de cada lembrança estarão balizados por parâmetros da vida encarnada.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 16 de Outubro de 2009, 17:10
Olá
Isto é tudo muito complicado.

Em Outubro de 1989, realizou-se uma conferência entre o Dalai Lama e um pequeno grupo de Neurocientistas e psiqiatras, todos lideres no seu dominio específico. Entre eles Robert Livingston, António Damásio,Lewis Judd, Patricia Churchland e Larry Squire.
Desta conferência surgiu o livro Os Caminhos Cruzados da Consciência.

Nossos amigos cientistas, duma forma geral, defendem que todas as funções residem no cérebro. Alguns inclusivé não aceitando a existência da Alma.

Em determinado momento o Dalai Lama perguntou
- Até ao momento qual a percentagem do funcionamento do cérebro que compreendem?

As respostas foram
Robert Livingston - Meio por cento

Antonio Damasio - Eu diria mais do que isso. ( mas não quantifica )

Lewis Judd - Não estou certo. Acho que mal esgravatamos a sua superfície.

Patricia Churchland - Se quiser saber o modo como os neurónios se juntam em circuitos para explicar coisas como a percepção ou a capacidade de nos movermos adequadamente, para esse tipo de coisas conhecemos uma boa parte da história, mas não compreendemos realmente como o cérebro realiza essas funções no seu modo integrado caracteristico.

Larry Squire - Creio que ao nível das funções grosseiras compreendemos muita coisa. Podemos falar, como ouviu, sobre a memória e sobre a visão. Mas uma maneira certa de testar aquilo que compreendemos seria: Somos ou não capazes de pegar nalgumas destas operações e pô-las num computador, de modo a que ele possa ver, tomar decisões, falar ou passar a linguagem para a impressora sem que alguém o ajude? Ainda não somos capazes de fazer nada disso. Por isso, como é obvio, não conhecemos com muito pormenor o modo como o cérebro faz essas coisas.

Resumindo
Apesar de não saberem nada, não se privam de negar a existência da Alma, da mente independente do cérebro e outras coisas mais.

Se a doutrian Espírita fica aguardando por estes cientistas, sem demérito do seu trabalho, bem pode esperar sentada, que de pé cansa.

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 16 de Outubro de 2009, 18:20
Investigar e aprender é função da mente. "aprender" não é mero cultivo da memória ou acumulação de conhecimentos, porém, a capacidade de pensar clara e sãmente, sem ilusões, partindo de fatos e não de crenças e ideais.

Em nosso esforço para promover o total desenvolvimento do ente humano, devemos tomar em consideração tanto a mente inconsciente como o consciente. Tratar apenas de educar a mente consciente, sem compreender o inconsciente, é introduzir a autocontradição na vida humana, com todas as suas frustrações e desditas.

A mente consciente é presente imediato, limitado, ao passo que a inconsciente está sob o peso dos séculos e não pode ser detida ou posta à margem por uma simples necessidade imediata.

O inconsciente tem a qualidade do tempo profundo e a mente consciente, com sua recente cultura, não pode entender-se com o inconsciente, conforme suas passageiras premências. Quando não há resistência entre o manifesto e o oculto, então o oculto, dotado que é da paciência do tempo, não violará o presente imediato.

A mente superficial que "experimenta" o exterior sem compreender o interior, o oculto, só Poe produzir conflito maior e mais amplo.

A experiência não liberta ou enriquece a mente, como geralmente pensamos.

Enquanto a experiência fortalecer o experimentador, haverá conflito. Tendo experiências, a mente condicionada apenas fortalece o seu condicionamento e, desse modo, perpetua a contradição e a desdita. Só a mente que é capaz da compreensão de todo o seu próprio mecanismo, pode experimentar ser um fator libertador.

Uma vez percebidos e compreendidos os poderes e capacidades das numerosas camadas da mente oculta, poderão as particularidades ser examinadas judiciosa e inteligentemente. O importante é a compreensão da parte oculta, e não o mero preparo da mente superficial para a aquisição de conhecimentos, por necessários que sejam. Essa compreensão do oculto liberta a mente total do conflito, e só então há inteligência.

Cumpre-nos despertar a capacidade plena da mente superficial que vive em diária atividade, e ao mesmo tempo compreender a mente oculta. Na compreensão do oculto há um viver total, na qual a autocontradição, com suas fases alternadas de sofrimento e felicidade, deixa de existir. É essencial estar-se familiarizado com a mente oculta e cônscio de seus movimentos; mas é igualmente importante não ficarmos ocupados com ela e atribuir-lhe indevida significação. É só quando a mente compreende o superficial e o oculto, que ela pode ultrapassar suas próprias limitações e descobrir aquela suprema e atemporal felicidade.

J. Krishnamurti


Amigos do Fórum

Há poucos dias nosso amigo Dim Dim nos ofereceu à reflexão este texto acima.
Não li Krishnamurti, mas sabia de sua existência. Rapidamente (Google) soube que ele nasceu na Índia, e foi acolhido dentro da Filosofia Teosófica, e depois se afastou dela ficando um pensador independente.

Para o espírita há algum interesse útil, ao seu propósito, em conhecer as filosofias espiritualistas?

Quando me propus a discutir este tema neste espaço, fui avisado que mexeria em um vespeiro.

Vespas, aqui vou eu!

Nosso estudo esta pautado em conhecer significados e sentidos que alarguem nossa compreensão a uma palavra que é empregada de forma ampla em nossa cultura , expressa na questão 621, que pergunta onde está expressa “as Leis de Deus”.

Outras filosofias dizem o que?

A yoga e a meditação oriental podem ser praticadas pelos espíritas?

Alguém leitor amigo já praticou, ou pratica? O que o amigo tem a dizer?

Elas se tratam de uma técnica ou de uma filosofia?

Basicamente já li alguma coisa sobre isso, mas para ser franco, minha impressão é que os autores, eles escrevem livros para turistas. Não podendo nos inserir dentro da cultura indiana, tibetana (o que sobrou da cultura) e etc, eles fazem livros para os ocidentais, deixando sempre algo de fora. Sinto que há uma simplificação. Será que este algo não faz falta? Portanto já digo que penso que se você quer aderir a uma filosofia como a Hindu, você deve ir para lá, para a Índia, e viver a cultura simbólica para compreender de fato o que eles estão querendo nos ensinar.

Penso saber mais da cultura cristã entre os cristãos, que longe deles. Claro que o esforço ajuda e não é impossível, mas como imergir totalmente a distancia? Ou é possível?

No texto acima há alguns conceitos, que apenas compreenderei estando na Índia, ou não?  O que é para um oriental:

Mente?

Minha modesta compreensão destas palavras deste texto é que ele revela o conflito existente entre o nível um e dois do Castelo de Calderaro. Consciência atual, com a Subconsciência.  Estou certo?

Muita Paz


Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 16 de Outubro de 2009, 18:38

Então a consciência está em nós desde o principio. No entanto, nós, não temos conhecimento disso. Ela está adormecida. E vai despertando com a vivência da vida e das coisas da vida, isto é, conforme vamos conquistando o conhecimento e transformando este em sabedoria.
A manifestação da consciência apenas se processa em relação à sua parte desperta. Tudo o resto são acções inconscientes, isto é, executadas sem conhecimento de causa. Umas vezes dá certo, outras nem por isso.
Muitas vezes afirmamos que não podemos pedir aos outros aquilo que eles ainda não têm, porque não nos podem dar o que não têm. Isto é tudo aquilo que se situa na parte não desperta da consciência.

 

Atlante, desculpe o trabalho, mas uso da palavra consciência ” está em nós desde o principio” e que está adormecida e vai despertando com a vivência da vida e das coisas da vida, isto é, conforme vamos conquistando o conhecimento e transformando este em sabedoria.... não poderia ser substituída por outra?

Ela não seria “Inteligência”?

Por que “consciência” ?

Parece-me que apesar do processo contínuo de agregar conhecimento gerar ampliação da consciência, não é o uso dela, e dos demais aparatos mentais pela inteligência, ser mais racional entre o meio interno e o externo, fundamental ao espírito. A lucidez de observar a realidade pessoal e exterior, não é nada sem a ação da inteligência e a criatividade para  interagir em um propósito ético.

Um abraço fraternal

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 16 de Outubro de 2009, 18:44
A mente inocente abrange aquele todo em que está contido o corpo, o coração, o cérebro e a mente propriamente dita. A mente inocente, jamais atingida pelo pensamento, pode ver o verdadeiro, o real. Isso é meditação. Para alcançar-se aquela maravilhosa beleza da verdade e seu êxtase, é necessário lançar a base adequada. Essa base é a compreensão do pensamento, que gera medo e nutre o prazer; é a compreensão da ordem e, por tanto, virtude. Fica-se, assim, livre de todo conflito, de toda agressividade, brutalidade e violência. Lançada essa base da liberdade, desponta uma sensibilidade que é a culminância da inteligência, e a vida do homem se torna, em todos os seus aspectos, inteiramente diferente.

Krishnamurti – 30 de julho de 1970


Obrigado amigo nelsonmt, por trazer esse belo texto novamente para a nossa compreensão da consciência. O amigo tinha-me pedido para não citar mais autores por causa da compreenção dos amigos que nos lêm.

Mas amigo vou só deixar mais um pequeno texto deste autor e também a sua coletânea.

É um autor que muito ademiro.

Sobre yoga , que pratico desde 1980 de maneira auto didata, falarei mais tarde. Nasci em 1962 a 23 de dezembro e sou António Ezequiel vivo na margem sul do Tejo em Setúbal ao vosso dispor amigos e grato por este espaço.


http://www.cuidardoser.com.br/coletanea-krishnamurti.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jdWlkYXJkb3Nlci5jb20uYnIvY29sZXRhbmVhLWtyaXNobmFtdXJ0aS5odG0=)



Muita paz amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 16 de Outubro de 2009, 19:25

Então a consciência está em nós desde o principio. No entanto, nós, não temos conhecimento disso. Ela está adormecida. E vai despertando com a vivência da vida e das coisas da vida, isto é, conforme vamos conquistando o conhecimento e transformando este em sabedoria.
A manifestação da consciência apenas se processa em relação à sua parte desperta. Tudo o resto são acções inconscientes, isto é, executadas sem conhecimento de causa. Umas vezes dá certo, outras nem por isso.
Muitas vezes afirmamos que não podemos pedir aos outros aquilo que eles ainda não têm, porque não nos podem dar o que não têm. Isto é tudo aquilo que se situa na parte não desperta da consciência.

 

Atlante, desculpe o trabalho, mas uso da palavra consciência ” está em nós desde o principio” e que está adormecida e vai despertando com a vivência da vida e das coisas da vida, isto é, conforme vamos conquistando o conhecimento e transformando este em sabedoria.... não poderia ser substituída por outra?

Ela não seria “Inteligência”?

Por que “consciência” ?

Parece-me que apesar do processo contínuo de agregar conhecimento gerar ampliação da consciência, não é o uso dela, e dos demais aparatos mentais pela inteligência, ser mais racional entre o meio interno e o externo, fundamental ao espírito. A lucidez de observar a realidade pessoal e exterior, não é nada sem a ação da inteligência e a criatividade para  interagir em um propósito ético.

Um abraço fraternal

Nelson

Olá Nelson

Não é fácil dizer por outras palavras.
Nós estamos falando da consciência absoluta, nossos amigos estão falando da consciência relativa ou consciência manifestada.
Quando cada um de nós tiver despertado totalmente a sua consciência, a Alma que somos atingiu a purificação, porque ela domina e respeita todas as leis da creação ( de Deus ).
Não podemos confundir inteligência com consciência, não tem nada a ver. A inteligência é aquele atributo que te leva à racionalidade de tudo, à execução daquilo que em cada momento te parece mais conveniente e apropriado. Pode funcionar com a consciência ou não.

O problema está na forma como utilizamos as palavras. Verifica
Normalmente consideramos como inconsciente aquele que não tem consciência. Mas se verificarmos a questão 621 do LE, percebemos que todos temos consciência, pois é nela que estão impressas as leis de Deus.
Então correcto seria afirmar que inconsciente é aquele que ainda não despertou sua consciência.

Para não alongar o post, colocarei outras observações num post seguinte

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 16 de Outubro de 2009, 19:44
Olá, continuando

No texto que citas do Krisnamurti, estamos falando de consciência relativa à mente.
Sucede que a mente é algo construido pela Alma, enquanto a consciência provém directamente de Deus, está na Alma através da Centelha Divina.
Assim se explica o facto dos animais, por exemplo, terem inteligência, mas não terem consciência.

O Krisnamurti está falando de mente consciente e inconsciente. Mas aqui as palavras têm um sentido diferente. Ele está referindo a mente visivel ou conhecimento manifestado, aquela parte que utilizamos no dia a dia de nossas vidas, e a parte invisivel ou conhecimento ocultado por não nos ser necessário nesta vivência. Aquilo que nosso amigo nos convida é a concentração sobre nossa mente por forma a acedermos a esse conhecimento ocultado, mas que é conquista da Alma através das várias experiências reencarnatórias.

Como podemos ver, quanto a mim, são coisas diferentes.

Atlante

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Ana Belo em 16 de Outubro de 2009, 20:20
Sobre yoga , que pratico desde 1980 de maneira auto didata, falarei mais tarde. Nasci em 1962 a 23 de dezembro e sou António Ezequiel vivo na margem sul do Tejo em Setúbal ao vosso dispor amigos e grato por este espaço.


----------------------------------------------------------------------------

Olá.
Desculpa o meu pouco conhecimento  (consciência) de Geografia,
Mas pensava que Setúbal ficava na MARGEM NORTE do SADO

Será que Setúbal fica em Almada ?

Minha consciência está a ficar baralhada...

--------------------------------------------------------------------------------

B´jinhos.
           

      Ana Belo
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 16 de Outubro de 2009, 20:28

Olá.
Desculpa o meu pouco conhecimento  (consciência) de Geografia,
Mas pensava que Setúbal ficava na MARGEM NORTE do SADO

Será que Setúbal fica em Almada ?

Minha consciência está a ficar baralhada...

--------------------------------------------------------------------------------

B´jinhos.
           

      Ana Belo


********

Com toda a certeza amiga que fica na margem norte do Sado.

Mas também com toda a certeza que fica na margem sul do Tejo bem como Almada que é um concelho de Setúbal.

Cm muito carinho
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Ana Belo em 16 de Outubro de 2009, 21:09
Olá. Dim Dim 

Imagina  que estamos sentados a uma mesa , e temos em frente de nós uma chávena.

Eu afirmo que a asa está do lado direito...
O meu amigo afirma que está do lado esquerdo...

Quem tem razão ?

Para os outros amigos e amigas do fórum , uns dizem que a asa está em frente..
os do outro lado, podem dizer que não veem nenhuma asa...
A nossa consciencia permite-nos compreender várias realidades ... relativas...

Podemos ter consciencia que há vários graus de consciência ?

........................................................................................

B´jinhos

             Ana Belo
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 16 de Outubro de 2009, 21:28

Olá. Dim Dim 

Imagina  que estamos sentados a uma mesa , e temos em frente de nós uma chávena.

Eu afirmo que a asa está do lado direito...
O meu amigo afirma que está do lado esquerdo...

Quem tem razão ?

Para os outros amigos e amigas do fórum , uns dizem que a asa está em frente..
os do outro lado, podem dizer que não veem nenhuma asa...
A nossa consciencia permite-nos compreender várias realidades ... relativas...

Podemos ter consciencia que há vários graus de consciência ?

........................................................................................

B´jinhos

             Ana Belo

*****


Razão temos todos os que estamos a ver a chávena minha amiga.

Esse aliás é o nosso grande problema, a razão desvia-nos da nossa essência e faz-nos pensar que apenas somos objetos, a razão lida com energia mas esquece-se que somos seres de energia e que criamos energia.

Aí o jogo tem que ser feito com a nossa percepção, há muito mais para lá daquilo que percebemos, quando comecei a ver-me como energia devido à yoga esses problemas terminaram. porque na verdade eles só existem porque nos ensinaram a pensar assim.

Vou sair mais tarde responderei com mais consciência.

Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Siegmund Beulke em 16 de Outubro de 2009, 21:38

Olá Siegmund o amigo diz: " Descuplas pela minha sinceridade. Mas me sinto falando com um fantasma....."

Não gostou ou não achou suficiente a minha frase ( Lê com puro amor e verdade. Não procures saber quem o disse; mas considera o que se diz." ) porque o amigo quer medirme perante a sua mente e seus conceitos, mas se tivesse lido com atenção a minha ultima mensagem neste tópico teria entendido a minha liberdade.

Mas vou transcrevê-la para o meu bom amigo:

Eu encontrei-me a mim próprio, estou bem comigo mesmo amigo.

Não estou aqui para interpretar ou descodificar as mensagens ou a mente de ninguém à luz da minha consciência.

Por isso nem vou fazer citações das interpretações feitas ao dim-dim, à luz da sua consciência amigo.

Só sou seguidor e mestre de mim próprio, essa é a minha liberdade.

Os restantes irmãos gosto deles como são, a minha consciência sente que não pode modificar nada nem ninguém, porque isso seria interferir na liberdade do outro.

Neste tópico apenas pretendi elevar um pouco a consciência.



Vamos deixar a liberdade e o livre arbítrio para serem usados por todos os seres como bem entenderem amigo, sem obsessões e com todo o respeito e amor por todos!




PAZ

"Parabéns......"

POSIÇÃO : MUNDO DE GENERAÇÃO
E-MAIL: ESCONDIDO
CIDADE:LISBOA
PAIS:PORTUGAL
IDADE: N/D

ISTO É LIBERDADE???
CINCO PERGUNTAS: QUAL ESTÁ CORRETA???

 ???BOM.É.NÃO SEI.

DEIXA PRÁ LÁ . VAI....

DEUS TE ABENÇOE.....




Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 17 de Outubro de 2009, 01:23
Vou aproveitar e recreio!  :D

Citar
Em Outubro de 1989, realizou-se uma conferência entre o Dalai Lama …

Atlante, em 1989 que computador tinhas em casa? Se utiliza-se um topo de gama poderias ter instalado o Windows 2.0!  8)

Brincadeira…
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 17 de Outubro de 2009, 01:44
Citar
Para o espírita há algum interesse útil, ao seu propósito, em conhecer as filosofias espiritualistas?

Citar
A yoga e a meditação oriental podem ser praticadas pelos espíritas?

Nelson… se não retirar estas duas frases do seu texto vou lançar-lhe com o vespeiro logo a abrir a semana.  >:(
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 17 de Outubro de 2009, 11:38
Em Outubro de 1989, realizou-se uma conferência entre o Dalai Lama e um pequeno grupo de Neurocientistas e psiqiatras, todos lideres no seu dominio específico. Entre eles Robert Livingston, António Damásio,Lewis Judd, Patricia Churchland e Larry Squire.
Desta conferência surgiu o livro Os Caminhos Cruzados da Consciência.

Nossos amigos cientistas, duma forma geral, defendem que todas as funções residem no cérebro. Alguns inclusivé não aceitando a existência da Alma.

Em determinado momento o Dalai Lama perguntou
- Até ao momento qual a percentagem do funcionamento do cérebro que compreendem?
(...)
Resumindo
Apesar de não saberem nada, não se privam de negar a existência da Alma, da mente independente do cérebro e outras coisas mais.

Se a doutrina Espírita fica aguardando por estes cientistas, sem demérito do seu trabalho, bem pode esperar sentada, que de pé cansa.
 

Atlante, Taprobana e demais amigos do fórum,

Não vejo como complicado. Assim como na conferencia de 1989, estamos reunindo aqui as duas posições.

A questão dos cientistas, não é que eles não aceitam a existência da Alma, e sim que eles não podem prová-la cientificamente. Qualquer afirmação nesse sentido ocasionaria a perda do emprego. O fato deles se reunirem com Dalai Lama, já é um reconhecimento, não acha Atlante? Não podemos esperar da ciência, mais do que seus princípios determinam, e devemos reconhecer que o método científico é útil em nossa cultura.

Mas sou pessimista quanto a um dia ela venha afirmar a existência de Deus e da Alma. Caso isso ocorra diminuiria o mérito da busca interior e da ascensão iluminativa, que deve ocorrer internamente ao espírito, começando por se perguntar: Deus existe?
E encontrar argumentos em sua consciência que indiquem afirmativamente esta possibilidade, mesmo com toda contra argumentação de que é uma criação da psique humana.

Penso que a Doutrina Espírita, que acredita na ciência e na razão, inclusive, não esta esperando por cientista nenhum. Mas deseja contribuir com aqueles que buscam.

Aquele que busca deve esperar resistência e deve organizar em si argumentos e referencias para a manutenção de sua busca, ou desistir dela.

Talvez seja este o primeiro passo, e a idéia e concepção deste tema Consciência pretende oferecer passos. Seguindo palavras e argumentos.

Lendo Damásio encontro nele o pensador científico e o humanista. E considero que sua posição de inserir a alma e seus sentidos em um corpo um grande avanço e oferece passo nesta busca por consciência.

Atlante este seu pensamento ainda que correto esta inserido em um corpo e esta alma se manifesta biologicamente agora encarnada.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 17 de Outubro de 2009, 11:40
Citar
Para o espírita há algum interesse útil, ao seu propósito, em conhecer as filosofias espiritualistas?

Citar
A yoga e a meditação oriental podem ser praticadas pelos espíritas?

Nelson… se não retirar estas duas frases do seu texto vou lançar-lhe com o vespeiro logo a abrir a semana.  >:(


Ai  Ai Nelson.

Vem aí tempestade, procura um bom abrigo.

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 17 de Outubro de 2009, 11:43

Nós estamos falando da consciência absoluta, nossos amigos estão falando da consciência relativa ou consciência manifestada.
Quando cada um de nós tiver despertado totalmente a sua consciência, a Alma que somos atingiu a purificação, porque ela domina e respeita todas as leis da creação ( de Deus ).

De alguma forma a consciência absoluta está imergindo dentro da consciência relativa ou manifestada corporeamente. Pois deve ser ela que motiva e alimenta esta busca.

Penso ser importante em nossa reflexão os argumentos de Damásio contra a visão cartesiana de Descartes que imagino reproduzida em suas afirmações.

Andre Luiz nos fala que o cérebro é uma representação dos avanços do espírito guardando suas conquistas. (conforme dito anteriormente)

Para meus argumentos neste tema preciso do testemunho de um amigo espírita: Taprobana, sendo você o homem que acredita na ciência e no uso da razão, nos diga:

Conhecer e agregar os conceitos de Damásio ao seu processo de cognição ajudou o amigo a reconhecer em si, pela sua consciência, como parte de seu processo interno ocorre? O amigo agregou ferramentas na forma de conceitos?

Se não estou errado foi isso que ocorreu com Damásio  e ainda que não seja um grande passo para os espíritas convictos, é um grande passo para a ciência e para aqueles que desejam iniciar seu caminho. É uma ferramenta pedagógica para mostrar ao neófito o cenário onde ocorre a busca, e seus elementos

continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 17 de Outubro de 2009, 12:11
Não podemos confundir inteligência com consciência, não tem nada a ver. A inteligência é aquele atributo que te leva à racionalidade de tudo, à execução daquilo que em cada momento te parece mais conveniente e apropriado. Pode funcionar com a consciência ou não.

Não posso concordar completamente de sua afirmação sobre a inteligência.

Não podemos confundir inteligência com consciência (...) Inteligência é aquele atributo que te leva à racionalidade de tudo, à execução daquilo que em cada momento te parece mais conveniente e apropriado

“O problema está na forma como utilizamos as palavras”

Neste ponto de nosso debate é importante defender que a “Inteligência te leva a racionalidade ou irracionalidade... à execução daquilo que em cada momento te parece mais conveniente e apropriado”

Quando propus a palavra Inteligência foi neste sentido de “execução”, defendendo uma posição do espírito humano se tornar um agente ativo de modificação de seu meio, mediante à sua capacidade de percepção dele. Contrariando uma idéia inerente da palavra “consciência” liga a uma plena percepção do meio apenas.

Não é uma diferença sutil por que marca um propósito útil e ético na idéia mental de sua busca interior. Não seria esta uma diferença na proposta evolutiva de Buda, e quando Jesus e Kardec nos colocam em foco a caridade, e não a contemplação?

Este debatedor pode estar com preconceitos, devido a falta de informações mais completas. Mas neste momento é minha posição. A melhor palavra para está idéia é Inteligência, como força operativa da alma.


Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 17 de Outubro de 2009, 13:18

O problema está na forma como utilizamos as palavras. Verifica

Normalmente consideramos como inconsciente aquele que não tem consciência. Mas se verificarmos a questão 621 do LE, percebemos que todos temos consciência, pois é nela que estão impressas as leis de Deus.

Então correcto seria afirmar que inconsciente é aquele que ainda não despertou sua consciência.
 

Atlante, aqui sua percepção foi brilhante! Obrigado!

Ela dever ser ajuntada ao marco zero de qualquer neófito diante da questão 621 com estes conceitos se os amigos concordarem:
1    Afirma Steven Pinker: a consciência é a faculdade de segundo momento – ninguém pode ter consciência de alguma coisa (objeto, processo ou situação) no primeiro contato com essa coisa; no máximo se pode referenciá-la com algum registro próximo, o que permite afirmar que a coisa é parecida com essa ou com aquela outra coisa, de domínio. Consciencia é parte de uma função mental.
=======================
2    Afirma Manfred Frank (em "Self-consciousness and Self-knowledge", apresenta a relação entre consciência, autoconsciência e autoconhecimento da seguinte maneira:
1.   Consciência pressupõe autoconsciência. Não há como alguém estar consciente de alguma coisa sem estar consciente de estar consciente dessa coisa.
2.   A autoconsciência é pré-reflexiva. Se a autoconsciência fosse o resultado da reflexão, então só teríamos autoconsciência após termos consciência de alguma coisa que fosse dada à reflexão. Mas isso não pode ser o caso, pois, como dissemos antes, consciência pressupõe autoconsciência. Logo, a autoconsciência é anterior à reflexão.
3.   Autoconsciência e consciência são distintas logicamente, mas funcionam de maneira unitária.
4.   O autoconhecimento—isto é, a consciência reflexiva ou consciência de segunda ordem—pressupõe a consciência pré-reflexiva, isto é, a autoconsciência.

De acordo com o esquema acima, a autoconsciência é o elemento fundamental da consciência. Sem ela não há consciência nem reflexão sobre a consciência

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 17 de Outubro de 2009, 13:55
Queridos companheiros de estudo. Bom dia.

Segue abaixo a entrevista, onde um cientista reconhecido afirma e confirma cientificamente que DEUS esta no DNA. Portanto a afirmativa dos Espíritos em O Livro dos Espíritos de que as Leis Divinas estão expressas em nossas consciências, encontra ressonancia na ciência de hoje.

O biólogo molecular Dean Hamer, chefe do setor de estrutura genética do
Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, afirma que "a
necessidade de cultuar *Deus* está carimbada em nosso *DNA*".
Entrevista de Dean Hamer

O biólogo molecular Dean Hamer causou frenesi entre os cientistas e
religiosos ao afirmar no livro "O gene de *Deus*", que a fé pode ser
medida e está definida no código genético. Ele deu a seguinte entrevista
ao jornal Correio Braziliense - Revista do Correio, 8/4/2007, pg. 25:

O que levou o senhor a buscar a existência de *Deus* no *DNA*?

Eu sentia que faltava na ciência experimentos sobre essa idéia. Não acho
que *Deus* faça parte do *DNA*, mas a nossa predisposição a acreditar
nele pode fazer.

Como o senhor define a espiritualidade?

Nós a definimos com um teste específico chamado Robert Cloninger, que
foi quem desenvolveu (faça o teste, abaixo). Ele analisa aspectos das
relações interpessoais baseado principalmente nas experiências
psicológicas do passado, como a habilidade de você se desligar durante,
por exemplo, o trabalho ou um jogo. Outro é a interconectividade, ou
seja, se sentir ligado às outras pessoas e a tudo que há no universo. O
terceiro aspecto é acreditar em milagres.

Qual seria o gene específico envolvido nesse processo? Todos os seres
humanos o carregam?

O gene se chama BMAT2 e todo mundo o tem. Quer dizer que todos têm o
"passe" para a espiritualidade, mas algumas pessoas têm uma versão
levemente diferente dela. Claro que a expressão dessa espiritualidade
pode mudar com o passar do tempo. À medida que a pessoa cresce, esse
lado espiritual pode aumentar ou diminuir, mas o *DNA* estará sempre lá.

De acordo com seu raciocínio, uma pessoa poderia ser quimicamente
incapaz de desenvolver a fé?

Não, eu não acho que ninguém seja inapto, mas para algumas pessoas é
mais fácil ter fé.

A espiritualidade é hereditária? Ela pode ser desenvolvida?

Sim, por ser genética, é por definição hereditária, mas não é simples
como ter o cabelo castanho ou loiro. Então não dá para olhar para os
pais ou avós de alguém e dizer se ele vai ser uma pessoa espiritual, é
muito mais complexo. É possível para uma pessoa desenvolver o senso de
espiritualidade. Por exemplo: se uma pessoa começa a meditar, isso
aumenta o nível de autotranscendência. Ela foi procurar aquilo por causa
do seu gene, que busca ambientes onde possa ser estimulado.

Como o senhor explicaria o fato de hoje em dia as pessoas estarem se
envolvendo com mais de uma religião ao mesmo tempo?

Eu acho que é porque as pessoas estão buscando algo que satisfaça suas
necessidades espirituais e têm religiões que não oferecem isso. Muitas
religiões têm sido dogmáticas e não espirituais.

O senhor é uma pessoa religiosa? Tem alguma religião?

Não, eu sou muito espiritualizado, não religioso.

Para finalizar. Se os Espíritos da codificação afirmam que as Leis estão em nossa conscciência, isso equivale a dizer que todos nós Espíritos temos consciência e só nos compete educá-la para desenvolvê-la. CONCORDAM?
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 17 de Outubro de 2009, 14:50

Ao neófito, e a todos nós cabe a posição humilde de que parte de parte do tempo que estamos usando em nossa evolução está em aprender pela consciência reflexiva onde nossa inteligência esta operando irracionalmente em referencias que o meio externo envia à percepção e aos sentidos seja do corpo seja da alma.

Neste aspecto é importante a compreensão da expressão biológica do processo que nos ensina a Neurociência.

Da mesma forma a Psicologia  nos ensina a compreensão da personalidade e de seus elementos afetivos.

Mas estamos ainda em estágio dos primeiros passos, mas conhecer os elementos e as regras básicas do jogo é fundamental para aumentar as chances de vitória. Ainda que em sucessão de erros (erros de lógica de sua inteligência) cabe ao neófito que é preciso desenvolver uma atitude de reciclagem de si, e principalmente de percepção entre vários eventos mentais próprios aqueles que provem de sua Centelha Divina (ponto em que a Alma nos encontra). Cabe a inteligência uma ação lógica e criativa de transformação do “eu”, a partir da consciência reflexiva. É por ela que compreende o texto de Krisnamurti e que esta falando desta fase.


No texto que citas do Krisnamurti, estamos falando de consciência relativa à mente.
Sucede que a mente é algo construido pela Alma, enquanto a consciência provém directamente de Deus, está na Alma através da Centelha Divina.

Assim se explica o facto dos animais, por exemplo, terem inteligência, mas não terem consciência.

O Krisnamurti está falando de mente consciente e inconsciente. Mas aqui as palavras têm um sentido diferente. Ele está referindo a mente visível ou conhecimento manifestado, aquela parte que utilizamos no dia a dia de nossas vidas, e a parte invisível ou conhecimento ocultado por não nos ser necessário nesta vivência. Aquilo que nosso amigo nos convida é a concentração sobre nossa mente por forma a acedermos a esse conhecimento ocultado, mas que é conquista da Alma através das várias experiências reencarnatórias.

Como podemos ver, quanto a mim, são coisas diferentes.
 

Obrigado por se esforçar em encontrar sentidos melhores a todos nós, e isso ajudou muito, e da mesma forma espero ter conseguido me expressar melhor. Tenho dificuldade de ser claro.

Nesse sentido de crescimento em passos é que julgo Não ser  complicado falar e ensinar estas coisas da consciência unindo os cientistas e o oriente. Na concepção deste tema pretendi unir os extremos do Castelo de Calderaro e aprender passos com isso.

Tudo que falamos da ciência (Neurociência e Psicologia) em termos de consciência são os primeiros passos para conhecer e tornar saudável o primeiro e o segundo andar e só.

(Primeiro andar) A criatura estacio¬nária na região dos impulsos perde-se num labi¬rinto de causas e efeitos, desperdiçando tempo e energia;
(Segundo andar) ...quem se entrega, de modo absoluto, ao esforço maquinal, sem consulta ao passado e sem organização de bases para o futuro, mecaniza a existência, destituindo-a de luz edificante;
(Terceiro andar) ...os que se refugiam exclusivamente no templo das noções superiores sofrem o perigo da contemplação sem as obras, da meditação sem trabalho, da renúncia sem proveito.

Agora vamos em busca do terceiro andar, reconhecendo que ele não se sustenta no ar, mas se apoia inegavelmente sobre os outros dois. Ao neófito e seus instrutores cabe a responsabilidade de lhe mostrar o cenário completo de fundamentação de sua busca pelas leis de Deus.

Meu pressuposto é procurar a atitude saudavel de não criar fixação em nehum nível de consciencia, mas desenvolve-los todos. Esta é referencia básica deste tema.

Fundamental repetir aqui entre os espiritualistas (não havia sentido antes no cenário da ciencia) que temos como modelo proposto ao neófito ( e atodos nós) a conquista, uma meta máxima (etapas por livre arbítrio) da condição de sua consciencia: o mandato mediúnico e a se tornar um ser portador do amor fraternal

Neste sentido pergunto aos amigos como se alcança isso a partir da consciencia reflexiva?

Técnicas orientais nos ajudam?


Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 17 de Outubro de 2009, 15:10
Para finalizar. Se os Espíritos da codificação afirmam que as Leis estão em nossa consciência, isso equivale a dizer que todos nós Espíritos temos consciência e só nos compete educá-la para desenvolvê-la. CONCORDAM?

SIM!

Amigo Delphus, que material importante e pertinente nos ofereceu.

Obrigado.

Como o amigo sabe estamos procurando por referencias que consolidem nossa convicção.

Em se tratando de uma questão genética, é importante o meio para que ela se manifeste ou não. Precisamos em nosso processo cognitivo estabelecer sentidos entre vários, e de algo tão sutil quanto a idéia de Deus precisamos de mais.

Aprender a educar-nos e no desenvolver é uma forma de explicar este tema.

Um grande abraço fraternal

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 17 de Outubro de 2009, 15:39


A essas teorias genéticas e moléculares sobre consciência e Deus encontrei algumas respostas que me satisfazem plenamente pela sua simplicidade e essência, para mim claro está:


"A pergunta sobre se há Deus, verdade, ou realidade ou como se queira chamá-lo - jamais será respondida pelos livros, pelos sacerdotes, filósofos ou salvadores. Ninguém e nada pode responder a essa pergunta, porém somente vós mesmo, e essa é a razão por que deveis conhecer-vos. Só há falta de madureza na total ignorância de si mesmo. A compreensão de si próprio é o começo da sabedoria."


"Nós, entes humanos, somos os mesmos que éramos há milhões de anos - enormemente ávidos, invejosos, agressivos, ciumentos, ansiosos e desesperados, com ocasionais lampejos de alegria e afeição. Somos uma estranha mistura de ódio, medo e ternura; somos a um tempo a violência e a paz. Têm-se feito progressos, exteriormente, do carro de boi ao avião a jato, porém, psicologicamente, o indivíduo não mudou em nada, e a estrutura da sociedade, em todo o mundo, foi criada por indivíduos. A estrutura social, exterior, é o resultado da estrutura psicológica, interior, das relações humanas, pois o indivíduo é o resultado da experiência, dos conhecimentos e da conduta do homem, englobadamente. Cada um de nós é o depósito de todo o passado. O indivíduo é o ente humano que representa toda a humanidade. Toda a história humana está escrita em nós."

Krishnamurti

***

E também aqui onde deixo o sitio:

Em João 3:8 o Senhor Jesus disse “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes
donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.”

http://www.scribd.com/doc/15571137/ezequiel-mensagem-3 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zY3JpYmQuY29tL2RvYy8xNTU3MTEzNy9lemVxdWllbC1tZW5zYWdlbS0z)

------------------------------------------



A respeito do que o amigo Delphus nos deixou ainda há mais:

http://www.scribd.com/doc/5672378/GENE-HUMANO-PODE-CONTER-NOME-DE-DEUS (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zY3JpYmQuY29tL2RvYy81NjcyMzc4L0dFTkUtSFVNQU5PLVBPREUtQ09OVEVSLU5PTUUtREUtREVVUw==)

Muita consciência amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 17 de Outubro de 2009, 16:39
Olá Delphus e companheiros.

Os cientistas poldem afirmar op que quiserem. Ninguém os vai levar presos. :o

Mas conosco já não é assim. Se afirmamos coisas de ordem espiritual em contraponto áquilo que afirmam de ordem material, logo nos pedem provas e mais provas. Sucede que a ciência, na área que estamos debatendo e noutras também, está assente sobre teorias, unicamente.
Então porque umas teorias comprovam tudo e as outras têm que ser provadas?
No caso que mencionei, sobre o Dalai Lama e os cientistas, tem como objectivo entendermos este facto. Meio por cento de conhecimento do cérebro não dá para comprovar a existência de nada, mas já dá para comprovar a não existência de algumas coisas. Estranho não é?

Sobre o caso que nosso amigo aponta, é mais uma fantasia de cientista. Por força não sei de quê tudo tem que estar inserido no corpo físico, como se este fosse o único existente. Claro que tudo tem correspondência no corpo físico, como forma da sua manifestação, mas a sede da maior parte das coisas, não se situa no corpo físico. Enquanto procurarem no corpo físico, não vão encontrar. E nós sabemos isso, portanto não vale a pena alimentar tais fantasias .

Deixo apenas uma pergunta:
Se Deus está  instalado no DNA, sendo este elemento do corpo físico que perecerá com este, quando o corpo morre a Alma fica sem Deus?
Se a consciência está instalada no corpo físico aquando da morte, a Alma fica sem consciência?

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 17 de Outubro de 2009, 17:08
Boa tarde

Dean Hamer faz parte do número restrito de cientistas que são tidos em atenção pela imprensa generalista e pelas editoras de revistas e magazines, pela sua habilidade em descobrir nos genes motivos de grande interesse popular.

Todos estão perfeitamente recordados da sua “descoberta” do gene Xq28 na altura considerado o responsável pela homossexualidade, suspeita que foi entretanto abandonada por existirem demonstrações contraditórias ou não conclusivas.

Antes de abordar este objecto em análise penso ser importante anotar que Hamer poderia perfeitamente investigar o gene que potencia o gosto pela curiosidade acerca da natureza das pulgas, mas decidiu escrever acerca de Deus.

O titulo do livro “O gene de Deus” em nada faz supor que afinal não falamos acerca da presença de Deus no DNA mas na melhor das hipóteses estará uma predisposição maior ou menor para a espiritualidade ou para a crença.

Esta é uma autêntica descoberta de La Palisse. Se de facto o DNA se constituir por si mesmo também de factores determinantes ao nível das tendências de personalidade é um aspecto interessante por si mesmo, mas fatalmente inconclusivo a respeito dos aspectos em debate neste tópico, ou seja, toda e qualquer tipo de manifestação de uma personalidade tem ou não tem influencia ao nível genético.

Assim fico com serias dificuldades em conjugar ao nível das suas relações, a forma como este tipo de sugestão pode concluir que:

Citar
Para finalizar. Se os Espíritos da codificação afirmam que as Leis estão em nossa conscciência, isso equivale a dizer que todos nós Espíritos temos consciência e só nos compete educá-la para desenvolvê-la. CONCORDAM?

Assim, se a proposta é feita no sentido de que as ideias de Hamer deduzem que através do estudo do DNA provamos a existência de Deus, ou mesmo dele temos por essa via consciência, esta conclusão é um claro e obvio NÃO!, nem tampouco desta feita Hamer se atreveu a expor as suas ideias da mesma forma que o fez aquando dos últimos minutos de fama que conseguiu obter aquando da exploração do anterior tema da moda, desta vez essa intenção foi mais simples de atingir conjugando o seu próprio nome com um titulo enganador que sugere aquilo que não é… 

Se por outro lado simplesmente podemos suspeitar e até aceitar como provável que no DNA estão inscritos determinadas características inatas de personalidade, estas não são mais do que aquilo que o Homem é, ou seja, um ser único e infinitamente diverso na crença, tendência ou opinião pelo menos enquanto encarnado, que constituiriam sem duvida um excelente campo de reflexão acerca da forma como a nossa alma experimenta a vida mas nunca em termos de ser possível esperar qualquer tipo de prova em relação à manifestação de facto de Deus através do DNA.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 17 de Outubro de 2009, 17:33

Nelson… se não retirar estas duas frases do seu texto vou lançar-lhe com o vespeiro logo a abrir a semana.  >:(


Amigo, não sei desejo ou não as vespas...

Vou tentar explicar-me o e amigo decide.

Não sou praticante da Yoga, mas não posso dizer honestamente que não saiba pouco sobre ela.

Tenho um amigo que o Dim-dim adoraria conhecer, é Doutor em Literatura e especialista em mitos. Ocorreu-lhe há muitos anos por um choque emocional a abertura de sua mediunidade, mas na concepção dele a subida da Kundalini e a abertura dos chacras. Tornou-se vidente,  mas no processo traumático que ocorreu ficou paralisado das pernas para baixo.

Sua busca por compreender o que lhe ocorria encontrou na Yoga, solução, apoio e cura.

Acompanho seu processo há muitos anos ( e ele o meu) e sempre conversamos. Tornou-se um instrutor de yoga com auxilio de outra instrutora e de uma entidade espiritual (já vista por outras pessoas, se apresentando como um indiano) que o inspira em seu caminho. Desde a muito trabalha com as orientações dos dois. Digo-lhe que o processo dele seria explicado pela doutrina espírita, e que seu trabalho seria um “tipo” de sessão, mas que se baseia em posturas, mantras, metalizações e meditação. Ele não aceita a comparação e me diz que o que faz é yoga. Reconheço que ele consegue harmonizar seus alunos e dar-lhes bem estar, principalmente ensinou sua mãe, na época com 80 anos a usar as técnicas  recuperando-lhe a saúde, e a mantendo em ótima saúde ate este momento.

Não posso avaliar a evolução de seus alunos, mas a maioria está com ele há muitos anos, e, portanto deve ser uma referência que eles encontram algo em suas aulas que os beneficia. Mas reconheço que sua sensibilidade e percepção aumentaram muito, e ao mesmo tempo sua dificuldade de estar com outras pessoas, ou em ambientes menos equilibrados. Consegue projetar sua consciência com muita facilidade. È muito ético.

Recentemente, e só muito recentemente reconheceu a vibração cósmica de Jesus. Sua opção pela yoga se baseava em sua compreensão que a Igreja se apropriou dos mitos antigos os revestindo em torno da imagem cultuada de Jesus. Agora aceita a reflexão do evangelho, salvo algumas críticas ainda de sua parte, e de certa forma tornou-se cristão.

Tendo meu amigo e confiando nele, não recorri a ele para apoiar meu desenvolvimento mediúnico, aceitando o contato direto no meu trabalho em prol da caridade. Ele trilhou seu caminho e eu o meu. Vi nele durante anos, buscar por compreender os textos antigos, e se temos dificuldade hoje com os textos antigos o que se dirá dos textos védicos, mais antigos ainda.

A proposta de Kardec se basta. Basicamente não precisamos de mais nada, sendo que podemos sair da consciência reflexiva e alcançar os níveis mais altos em contato com a oração e nas sessões mediúnicas.

Sabendo o que queremos para nós, há algum problema ao estudante de Kardec praticar as técnicas orientais? Pode ser-nos útil? Atrapalha?

Sinceramente não sei e não encontrei respostas objetivas que me esclareçam. Portanto fiz as perguntas.

Dentro do sentido de nosso estudo, tenho a contribuir de meu estudo prévio, certas formas de observar o problema que podem ser útil ao neófito e que publicarei brevemente. Mas temos que começar pelo básico.

Dentro da coerência é preciso dizer que uma pessoa formada técnica em Yoga e com bom currículo pode ser uma instrutora , e está a disposição em muitas cidades sendo inclusive indicadas por médicos, pois é reconhecida como uma técnica curativa pela OMS (Organização Mundial de Saúde) dentro de seus limites.

Particularmente penso ser uma proposta contemplativa, e que não se fixa na caridade, mas posso estar errado. Não conheço mas pode existir textos sagrados deles que reconhecem o amor como instrumento poderoso de transformação dos seres, ou não?

Meu amigo é muito vago neste assunto e desejo saber se podemos ter indícios que exista uma ponte possível entre a doutrina de Kardec, ou não.

Um abraço fraterno e muita  Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 17 de Outubro de 2009, 18:27

Olá amigos já vos disse que pratico yoga de maneira auto-didata, vou tentar dar alguma luz sobre este assunto e também "sitios" para que os amigos possam ler por vocês mesmos.

Yoga é traduzido por união, na India pronuncia-se yôga, nessa união e na prática adquire-se conhecimento físico e mental e o mais surpreendente liberdade de percepção que tanto tenho falado.

Porquê e como? libertando-nos de todas as paixões do mundo material para nos ligarmos ao nosso grande Deus interior e enchernos de sabedoria, discernimento, entendimento e mais que tudo Amor, por nós pelo próxomo pela natureza, enfim pela vida e por todos os seres sem qualquer descriminação.

Enfim amigos a minha modesta contribuição para este tema tão bonito e que tanto me fascina. Bem haja a todos.

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"... Aquilo que "inspeciona" os vários elementos que surgem durante a meditação é 'sati', atenção plena… Sati é vida… Quando não temos sati, quando somos descuidados, é como se estivéssemos mortos… Sati é simplesmente a mente atenta… É a causa do surgimento do auto-conhecimento e da sabedoria…Mesmo quando não nos encontramos mais em samadhi, sati deveria estar sempre presente…"

http://www.acessoaoinsight.net/arquivo_textos_theravada/gosto_da_liberdade.php#C3 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hY2Vzc29hb2luc2lnaHQubmV0L2FycXVpdm9fdGV4dG9zX3RoZXJhdmFkYS9nb3N0b19kYV9saWJlcmRhZGUucGhwI0Mz)

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"A atenção foi definida como focalização da consciência. Podemos compará-la à acção da lente, por meio da qual os raios solares são concentrados num objecto, de que resulta que o calor se acumula num pequeno ponto dado, e este calor pode aumentar sua intensidade por muitos graus, até que venha a acender um pedaço de lenha, ou fazer a água ferver e evaporar. Se os raios não tivessem sido focalizados, os mesmos raios e o mesmo calor haver-se-iam estendido por uma grande superfície, e o efeito e o poder seriam diminuídos. E assim se dá com a mente. Se se lhe permite estender-se por todo campo de um objecto, poderá exercer somente pouco poder, e os resultados serão fracos.
Se, porém, passa pela lente da atenção e se focaliza primeiro a uma parte da matéria, depois a outra, e assim por diante, dominará toda a matéria minuciosamente e obterá um resultado que parecerá quase maravilhoso a quem não conhece o segredo.

Parece que a atenção cava um túnel pelo qual flúi o saber. Ela aumenta e robustece os poderes de percepção, auxiliando muito o emprego das faculdades perceptivas."

Ramacharáca


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" Ó Kounteya, se um homem no momento da morte pensa em qualquer coisa (objeto,pessoa ou deva), por estar constantemente absorto nela (durante a vida), vai a ela quando deixa o corpo.

Portanto pensa constantemente em Mim e luta. Mantendo tua mente e intelecto absortos em Mim, sem dúvida Me alcançarás."

http://www.scribd.com/doc/6527819/Srimad-Bhagavad-Gita-em-Portugues (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zY3JpYmQuY29tL2RvYy82NTI3ODE5L1NyaW1hZC1CaGFnYXZhZC1HaXRhLWVtLVBvcnR1Z3Vlcw==)


Muito Amor
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 17 de Outubro de 2009, 18:32
Olá Nelson

Adorei este seu texto. Essencialmente a sua abertura de Alma.

Nelson o problema dos Espíritas é que só olham para o lado exotérico da doutrina, esquecendo o seu aspecto esotérico.
Mas lá chegaremos. Até porque falamos das coisas, só que não as relacionamos.
Por o exemplo o meu amigo falando da Yoga também fala da oração.

Nunca pratiquei Yoga, no sua abrangência, mas estudei a Yoga com alguma profundidade e utilizo algumas de suas técnicas em meus exercícios de concentrção.

Agora veja
- Um dos objectivos da Yoga
A interiorização do Ser. O encontro consigo próprio, a ligação ao seu interior mais profundo ou Deus manifestado em si.

-Um dos objectivos da oração
A interiorização do Ser. O encontro consigo próprio, a ligação com o Deus interno e as forças superiores da vida.

Haverá alguma diferença, no objectivo? Hum, não me parece.

Mas há no método.
Enquanto na Yoga nós utilizamos os mantras que outros construiram, na oração nós utilizamos as nossas palavras, para falarmos com o Pai que está em nós.

Nelson
Em relação às questões que colocou, minha resposta é simples.
No dia em que a doutrina atentar contra a minha liberdade, seja no que for, eu, pura e simplesmente, saio fora.

Um dia num conselho federativo nacional, caí na asneira de afirmar que os espíritas deveriam ler outras obras erspiritualistas, para perceberem a diferença das coisas.
Bem cairam-me os Mouras  ;D ( oi amigo ) daqui em cima. Foi de tal maneira que já passaram 20 anos e ainda me doem as dentadas.
Coisas da Federação nunca mais.

Atlante
 

  
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 17 de Outubro de 2009, 21:29
A proposta de Kardec se basta. Basicamente não precisamos de mais nada, sendo que podemos sair da consciência reflexiva e alcançar os níveis mais altos em contato com a oração e nas sessões mediúnicas.

Caro Nelson, creio que a afirmativa acima já define tudo.

Perdoe-mem os amigos, mas creio que o estudo conciência deveria servir para mensurmos a nossa própria consciência e não ficarmos tentando mensurar aquilo que foi colocado para a humanidade por técnicas outras, sejam elas orientais ou de cientistas que no dizer de Leon Denis, ficou assim analisado: -

Com efeito, na Universidade, assim como na Igreja, a alma moderna não encontra senão obscuridade e contradição em tudo que diz respeito ao problema de sua natureza e de seu futuro. É a esse estado de coisas que se deve atribuir, em grande parte, o mal de nossa época, a incoerência das idéias, a desordem das consciências, a anarquia moral e social.
A educação que se dá às gerações é complicada; mas, não lhes esclarece o caminho da vida; não lhes dá a têmpera necessária para as lutas da existência. O ensino clássico pode guiar no cultivo, no ornamento da inteligência; não inspira, entretanto, a ação, o amor, a dedicação. Ainda menos possibilita alcançar uma concepção da vida e do destino que desenvolva as energias profundas do “eu” e nos oriente os impulsos e os esforços para um fim elevado.   Essa concepção, no entanto, é indispensável a todo ser, a toda sociedade, porque é o sustentáculo, a consolação suprema nas horas difíceis, a origem das virtudes másculas e das altas inspirações.


MAIS AINDA, NOS DIZ LEON DENIS....

É tempo de reagir com vigor contra essas doutrinas funestas e de procurar, fora da órbita oficial e das velhas crenças, novos métodos de ensino que correspondam às imperiosas necessidades da hora presente. É preciso dispor os Espíritos para os reclamos, os combates da vida presente e das vidas ulteriores; é necessário, sobretudo, ensinar o ser humano a conhecer-se, a desenvolver, sob o ponto de vista dos seus fins, as forças latentes que nele dormem.
Até aqui, o pensamento confinava-se em círculos estreitos: religiões, escolas, ou sistemas, que se excluem e combatem reciprocamente. Daí essa divisão profunda dos espíritos, essas correntes violentas e contrárias, que perturbam e confundem o meio social.Aprendamos a sair desses círculos austeros e a dar livre expansão ao pensamento. Cada sistema contém uma parte de verdade; nenhum contém a realidade inteira.
O universo e a vida têm aspectos muito variados, numerosos demais para que um sistema possa abraçar a todos. Dessas concepções disparatadas, devem-se recolher os fragmentos de verdade que contêm, aproximando-os e pondo-os de acordo; é necessário, depois, uni-los aos novos e múltiplos aspectos da verdade que descobrirmos todos os dias e encaminharmo-nos para a unidade majestosa e para a harmonia do pensamento.
A crise moral e a decadência da nossa época provêm, em grande parte, de se ter o espírito humano imobilizado durante muito tempo. É necessário arrancá-lo à inércia, às rotinas seculares, levá-lo às grandes altitudes, sem perder de vista as bases sólidas que lhe vem oferecer uma ciência engrandecida e renovada. É essa ciência de amanhã que trabalhamos para constituir. Ela nos fornecerá o critério indispensável, os meios de verificação e de comparação sem os quais o pensamento, entregue a si mesmo, estará sempre em risco de desvairar.


AINDA MAIS UMA VEZ, PERDOEM-ME.:
Como disse o amigo Nelson, para o básico basta Kardec,  esse básico, dentro de um prognóstico otimista, poderemos nos aprofundar por mais 500 anos, e com certeza não teremos conhecimento de sua total profundidade.

                                               ---CON - CIÊNCIA ---

CREIO QUE É; TOMAR CONHECIMENTO, ATRAVÉS DO ESTUDO DAS OBRAS DE KARDEC E

                                    -----CONSCIÊNCIA -----
É FAZER EXATAMENTE O QUE SANTO AGOSTINHO NOS ORIENTA NO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

Abraços fraternos a todos.
 
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 17 de Outubro de 2009, 22:01
Olá Delphus

Companheiro tem dó.

Se Deus não me limita na minha liberdade, porque razão tu o pretendes fazer?

Essa agora de ter que ficar reduzido aos livros Espíritas e ao estudo unico e exclusivo da doutrina espírita não lembrava nem ao diabo.

Atlante

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 17 de Outubro de 2009, 23:16
Boa noite Nelson.

Não posso perder esta oportunidade para utilizar aquilo que de forma consensualmente aceite foi aqui exposto, pois que não mereceu qualquer tipo de comentário que o questiona.

Refiro-me por um lado à aceitação dos mecanismos da consciência descritos por António Damásio, suportados naquilo que definem os processos causais da emoção e do sentimento resultante da sua exposição prático reflectiva.

Por outro lado, as propostas provenientes da física quântica, que foram da mesma forma aceites dentro da nossa comunidade de estudo, o que legitima a seguinte exposição:

Tendo em conta estes dois vectores, nada mais cognoscível do que a possibilidade dos processos mentais que são focados nas práticas meditativas possam ter um efeito efectivo na forma como a matéria orgânica se apresenta, podendo assim justificar os resultados práticos que o Nelson testemunha no exemplo evocado do Yoga, tanto ao nível dos tipos de mapas mentais resultantes dessa atitude, como também ao nível das respostas micro biológicas que ocorrerão a nível celular e que determinam como sabemos estados emotivos, sentimentais e mentais determinados.

Se ainda assim este tipo de argumento não parecer suficiente, poderemos sempre nos socorrer do testemunho proveniente dos próprios praticantes desse tipo de experimentação meditativa que de forma empírica servem de prova com o mesmo tipo de fundamento assertivo daquele que afirmam as resultantes dos processos mediúnicos que desenvolvem ou testemunham.

No entanto amigo Nelson, aquilo que inspirou a minha brincadeira, não foi esta perspectiva que evocou através da reflexão que muito bem expôs, mas sim, a preocupação que sinto em mim ao pressentir nas suas palavras a cristalização de dogmas que interiorizou na forma de fundamentos que parecem ser para si de tal forma determinantes que com eles tende a construir uma religião em torno do espiritismo, ao ponto de ponderar excluir todo e qualquer conhecimento que de alguma forma possa colocar em causa algum dos alicerces que acredita serem estruturantes de uma verdade que exactamente por ser verdade nada tem a temer e como tal é leve e etérea. Não tem necessidade de qualquer tipo de alicerce, ou seja de dogma, ou seja não teme ser enquadrado pela vida e como tal não exige que seja esta a adaptar-se a si.

Os processos de certificação Kardecistas não exigem que a Verdade se adapte a si mesmo, o que exige é que o Espiritismo se adapte à Verdade.

Meu irmão, é este o compromisso que o espírita tem para com a doutrina, pois só assim pode esta ser suportada pela razão e pela ciência.

O Espiritismo fechando-se sobre si mesmo pura e simplesmente deixa de existir enquanto disciplina Kardecista, pura e simplesmente transforma-se numa religião tão anacrónica e decadente como as demais.

Citar
Para o espírita há algum interesse útil, ao seu propósito, em conhecer as filosofias espiritualistas?

Para o propósito espírita todo o conhecimento é pouco para o apuramento da Verdade, seja esse saber proveniente das filosofias espiritualistas, ou de qualquer outro campo do conhecimento, para assim através da razão e da ciência averiguar acerca da sua legitimidade e assertividade.

Citar
A yoga e a meditação oriental podem ser praticadas pelos espíritas?

Este tipo de questão é da mesma família destas: Os espíritas podem beber álcool? Os espíritas podem comer carne de vaca? Os espíritas podem ir ao futebol? Os espíritas podem contar anedotas? Mesmo as picantes e indecentes? Os espíritas podem cantar músicas pagãs? Os espíritas podem andar de biquíni curto nas praias? As espíritas podem fazer top-less? …

Os espíritas podem fazer tudo aquilo que a vida proporciona, devem viver de acordo com aquilo que a sua vontade de poder determina com a certeza de que o pecado não existe. Ser espírita é ser livre, é não ser forçado a submeter a sua vontade a valores impostos como superiores à sua própria vida, é ter como único opressor a Verdade e finalmente, ser espírita é saber, é ter consciência, de que procura e caminha para o AMOR.

Um abraço fraterno meu irmão.

Taprobana.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 17 de Outubro de 2009, 23:48
Nelson

Citar
Para meus argumentos neste tema preciso do testemunho de um amigo espírita: Taprobana, sendo você o homem que acredita na ciência e no uso da razão, nos diga:

Conhecer e agregar os conceitos de Damásio ao seu processo de cognição ajudou o amigo a reconhecer em si, pela sua consciência, como parte de seu processo interno ocorre? O amigo agregou ferramentas na forma de conceitos?

Se não estou errado foi isso que ocorreu com Damásio  e ainda que não seja um grande passo para os espíritas convictos, é um grande passo para a ciência e para aqueles que desejam iniciar seu caminho. É uma ferramenta pedagógica para mostrar ao neófito o cenário onde ocorre a busca, e seus elementos

Em que mais posso eu acreditar que não na ciência e no uso da razão? Felizmente eu tenho fé e sinto-me um ser espiritual, sinto-me um ser imortal, sinto-me filho de Deus como tal fruto do seu “sangue” da sua “carne”, felizmente o meu DNA deve ter o tal VMAT2 (o BMAT2 parece ser um aparelho de massagem de controlo remoto, não tem nada a haver com DNA  :D (brincadeira)) mas nada disso é útil para o debate que levamos a cabo. Simplesmente utilizo essa fé como local de observação da vida, ou seja, é esse “O Meu Lar”. No entanto como não é “O Nosso Lar” não tem qualquer tipo de utilidade em termos de utilização na troca de argumentos sociais que somente poderão ser entendidos através la linguagem lógica da razão e das demonstrações cientificas enquanto dentro do seu prazo de validade.

Respondendo de forma directa à questão relacionada com os conceitos de Damásio, foram em termos pessoais de uma utilidade extraordinária, possibilitaram o cabal entendimento daquilo que os espíritos afirmam quando definem a sua própria natureza cuja resposta me colocou em estado perplexo, ou seja, são os princípios inteligentes da matéria.

Por outro lado, esta revelação da ciência, vem ao encontro daquilo que do ponto de vista intuitivo transportava no meu âmago, ou seja, a vida teria de ser forçosamente algo de muito importante para mim, nunca aceitei a morte como uma libertação… não faz qualquer tipo de sentido.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 18 de Outubro de 2009, 23:13
Olá Delphus

Companheiro tem dó.

Se Deus não me limita na minha liberdade, porque razão tu o pretendes fazer?

Essa agora de ter que ficar reduzido aos livros Espíritas e ao estudo unico e exclusivo da doutrina espírita não lembrava nem ao diabo.

Atlante



Caro Atlante, jamais tive a intenção de deixar-te reduzido a Doutrina Espírita, realmente é uma redução incomodativa..... assim como deve incomodar também diversos outros companheiros que tiveram todo o tempo do mundo para estudar todas as praticas e religiões de outrora, mas não o fizeram.

Conheçe alguma outra Doutrina que trata de Ciência, Filosofia e Religião????

Realmente o que falta-nos é consciência ou tomar conhecimento de verdade da 3ª REVELAÇÃO ou se preferir o Consolador prometido por Jesus Cristo.

Você já o dissestes.... DOUTRINA ESPÍRITA.

abraços....
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 18 de Outubro de 2009, 23:38

Conheçe alguma outra Doutrina que trata de Ciência, Filosofia e Religião????

Realmente o que falta-nos é consciência ou tomar conhecimento de verdade da 3ª REVELAÇÃO ou se preferir o Consolador prometido por Jesus Cristo.

Você já o dissestes.... DOUTRINA ESPÍRITA.

abraços....

Eu conheço, amigo. Não conheces? Terás que procurar mais.

Quanto a essa coisa da 3ª revelação, tem muito que se lhe diga.
O que é que a doutrina revela que já não fosse conhecido?
Nada em rigor.
Mas é precisamente nisto que está o seu mérito. O de conseguir conjugar e divulgar aquilo que já era do conhecimento de alguns.

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 19 de Outubro de 2009, 00:48
Amigos do fórum,

Delphus, Atlante, Taprobana.

Sabemos a proposta de Jesus?
Sabemos o que define Kardec?

Não tenho Jesus como Mestre e Kardec como ponto de referencia para uma vivencia plena de Seus ensinamentos por dogma ou crença.

Minha consciência fez uma escolha livre, entre várias opções.
Aquele que estiver lendo este tema tem que saber que existe a liberdade de consciência, e que eu, Nelsonmt, fiz uma escolha lógica e afetiva entre inúmeras escolas cristãs e não cristãs.

Entrei neste caminho pela porta da dor, acolhido e desorientado me agarrei a uma sensação muito vaga que ali entre aquelas pessoas me sentia bem. Acolhi isto em meu ser como uma sensação positiva entre o caos de meus pensamentos e sensações.

Tive uma bendita oportunidade de nascer. Tendo sido acolhido nesta vida por uma família sem religião definida, e não tinha nenhuma referência de Deus, a não ser que era uma “energia” e que era o “ópio do povo”. Recebi carinho e instrução básica. Mais nada. Um templo era uma construção arquitetônica.

Mas meu maior erro foi não saber dar valor às emoções e sentimentos, nem os meus ou de outros. Achava que sabia pensar e que alguns argumentos bastariam, pois eram “os meus”. Buscava prazer, mas na verdade, naquele momento eu não sabia se gostava de alguma coisa ou alguém. Estava perdido e sem rumo no mundo. Desta forma fiz muito mal a mim mesmo e a algumas pessoas.

Hoje sei que devia ser uma pessoa muito difícil de suportar, vibratoriamente falando, mas não havendo restrição de minha permanecia onde me sentia algum conforto, fui aprendendo regras básicas, rezar, procurar ajudar e ser útil de alguma forma ao grupo e cometi também muitos erros tentando acertar, ou mesmo não tentando nada, só pensando bobagens. Regras básicas são necessárias, pois apresentam um caminho para quem não tem nenhum, mas ninguém me exigiu nada, fui aconselhado. Parei de beber e nunca mais me embebedei ou me droguei. Cabeça fraca e sem rumo como a minha, era beber e piorar. Não sabia o que sei hoje sobre minha capacidade sensível e perceptiva. Desenvolvi aprendizagem sobre mim mesmo, e me descobrindo médium do outro lado, do desequilíbrio e da baixa vibração.

Quando descobri que tudo era uma conseqüência de minhas escolhas, fiz a minha: a de não mais servir de médium onde me sentia infeliz e perdido. Somos médiuns em maior ou menor grau de alguma vibração. Fiz uma escolha consciente por mudar minha vida e buscar formas de me senti melhor e sentir alegria e Paz, mas, de forma permanente, e não mais por algumas horas quando com meus amigos.

Sei o que são estruturas mentais e concepções a serem modificadas, não por livro, mas, por fazê-las em mim. Hoje sei e compreendo que podemos tudo, porem nem tudo, devemos. No começo não compreendia Kardec, ou André Luiz, por que dormia em cima do livro, mas, confiei na sensação muito vaga de que estava no caminho certo, e percebi que gostava de poder ajudar, e estava ali para servir um copo de água, varrer o chão, mas ouvir e conversar com meus amigos sobre como cada um chegou a este caminho.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 19 de Outubro de 2009, 00:50
Nenhum deles chegou pelos livros de Kardec, mas pelo acolhimento dos espíritos em várias casas espíritas e não espíritas. Kardec (estudar) veio depois, e trouxe fundamento a todos eles para se tornarem mais um a realizar este feito: acolher alguém.

Não sirvo aos espíritos por dogma, mas por gratidão, e convicção do processo de transformação da pior à melhor sensação interna, e isto não é uma questão de certo e errado imposta por ninguém e sim algo experenciável por qualquer pessoa que ponha em práticas as orientações dos mentores espirituais. Vejo isso ocorrer a anos, assim como pessoas livremente abandonarem estas orientações e ninguém foi excomungado, mas deixado livre. Responsabilizo-me voluntariamente da minha parte de ser membro de uma equipe atuando na caridade cristã a desencarnados quanto a desencarnados. Não oferecemos Kardec, acolhemos e procuramos ajudar. Havendo interesse oferecemos orientação e estudo.

Há espíritas que vão à missa e há aqueles que se casam nela. Há aqueles que apenas lêem romances. E eu recebo orientações que ainda não sou capaz de compreender e executar, e não sou melhor de que ninguém, mas apenas um que precisou ir mais fundo para resolver e pacificar sua consciência. Mesmo incompletos e imperfeitos vamos todos à nossa casa e oferecemos o nosso melhor, a serviço da caridade cristã.

Sobre o amor. Ser um portador do Amor Fraternal. Quando sirvo em desobsessão trabalho de forma consciente com os irmãos sofredores. Minha consciência neste momento é capaz de sentir o sofredor, eu mesmo e aquilo que vem do companheiro em doutrinação, e não só ouvir as palavras e sua entonação, mas senti-las. Há companheiros que doutrinam, outros que falam e não doutrinam, e há em especial uma companheira que quando fala, sinto algo diferente. É  transformação da entidade sofredora acolhida por uma sentimento de amor intraduzível. Reação de melhora sobre o sofredor é imediata. Esta irmã e os mentores a que acompanham em trabalho de desobsessão são capazes de transmitir isso. É comovente e lindo sentir.

Desde o início deste tema procurei estabelecer exatamente o que os melhores manuais nos falam da possibilidade de ser dentro da caridade conscientemente. (Mandato Mediúnico e Ser Portador do amor Fraternal) Posso ter errado nisso, mas ainda ninguém me convenceu do contrário. Penso que sei do que estou tratando, por que comecei de baixo, da sarjeta, e por isso assumi a responsabilidade de debater este tema. Confesso que pensei que seria mais fácil no entendimento da proposta. Procuramos por sentidos em palavras que nos traduzam uma compreensão da questão 621, mas ela se assenta no processo descrito por santo Agostinho, que nos pede meditação e diálogo com todos. Meus preconceitos e idéias preconcebidas têm que ficar a parte e ouvir e procurar por pontos comuns e incomuns com o que penso. Precisamos ouvir principalmente os incomuns, e entrar em reflexão com uso da razão e não da paixão. Mesmo estranho preciso acolher na razão e refletir em busca de mim mesmo dentro daquelas palavras. Confio que em minhas orações receberei orientação exata do que é preciso aprender ou deixar de lado, e na dúvida posso procurar por um amigo.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 19 de Outubro de 2009, 00:51
Se algum leitor deixar de ser espírita por isso é por que não entendeu a proposta de Kardec. Ainda que você não entenda experimente e diga depois. Compreendo a necessidade de defender a doutrina. Mas a melhor defesa talvez seja saber exatamente o que ela é, o que propõe e dar o exemplo. Debater com posições claras e definidas é também uma forma de divulgá-la e defende-la. Precisamos dialogar para que os outros saibam exatamente o que somos o que pensamos e por que.

Neste sentido evitei desde o começo todo e qualquer desvirtuamento de um andamento em que uma pessoa possa encontrar uma didática e um raciocínio claro. Estabeleci o padrão do Castelo de Calderaro e começamos por estabelecer o mais básico, que podemos ser inconsciente de nós mesmos mesmo que neurologicamente tenhamos uma consciência dentro de nós. Hoje existem recursos úteis ao processo de autoconhecimento, mas nem todos podemos oferecer em casa espírita, ainda que a proposta espírita se baste, como aconselhamento psicológico e para auto ditadas os livros de Antonio Damásio. Aqui nos dispomos a deixar um caminho, em passos rumo à consciência reflexiva para que o leitor possa, ele mesmo ser capaz de se auto avaliar.

O passo espírita do segundo para o terceiro nível é abertura das percepções e da mediunidade, seja pela oração, seja pelo exercício de experimentar vivenciar uma de suas formas, ou o conjunto das duas. É levar a consciência reflexiva a experimentar a qualidade vibracional de si. Agora os livros retratam sua experiência interna. Ainda assim você é livre para fazer o que quiser e experimentar, inclusive de dizer não a este processo. Não precisamos da oração e da mediunidade para escrever livros, mas para nosso autoconhecimento..

Há outra forma que é ensinada pelos indianos em termos de meditação e yoga. A yoga foi extraída do contexto do hinduísmo. Existe a meditação e a yoga tibetana nascida do budismo do Dalai Lama(mais difícil de encontrar instrutor) Existe ainda os divertidos Koans do Zen Budismo (Instrutor mais difícil ainda).. Eles ensinam a técnica Talvez sirva a alguém que procura outra forma de ser espírita. Mas eles conseguiram olhar para o problema da consciência e da mente de outra forma e é importante ouvi-los e refletir no que dizem pois é real e conseguem resultados na harmonização e no bem estar. Mas anotemos que eles não levam a bandeira cristã da caridade.

Podemos defender e aceitar Kardec sem sermos espíritas, procurando por nossa conta e risco, livremente outra forma.

Não se cria uma relação de caridade da matéria em serviço de cura e evolução dos desencarnados, mas ainda sim se aprende o que temos no terceiro andar.

Não se aprende amor se não se desejar ter consciência dele. Amor é algo a se buscar pela consciência e aquele que não busca no próximo, no inimigo e no perdão, nem começou. E basicamente ainda não percebeu a lição de Jesus.

Amigos e leitores não procuro deturpar a doutrina, mas, defini-la exatamente, em seu processo curador e libertador. Há recursos deste nosso tempo de globalização e avanços científicos. Usemos com consciência crítica e façamos metas e escolhas para nosso avanço rumo à maturidade espiritual. Só depende de nós. O Pai nos aguarda para sermos mais um de seus anjos.

Nesta forma libertária e fraternal é que posso dizer que ouvi a todos, e os compreendi, todos tem argumentos importantes e os próprios, reflitamos nas idéias uns dos outros, não seremos menos espíritas por causa disso, mas muito mais em minha opinião, e procuremos aprender o que útil e o que não for livrar-se.

André Luiz, nos diz:  Constitui-nos incessante trabalho a conservação de nossa forma  atual, a caminho de conquistas mais alcandoradas; não podemos  descansar nos processos iluminativos; cumpre-nos purificar sempre, selecionar pendores e joeirar concepções, de molde a não interromper a marcha."

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 19 de Outubro de 2009, 03:13

Olá!

Bom...Amigos da consciência, em jeito de terminar a semana agradeço-vos a todos.

Com o amigo Taprobana à moda do Porto e com muita consciência.

Ainda bem que o nosso amigo Atlante também nos enriqueceu com a sua consciência. 

Quanto ao autor deste tópico, nelsonmt, o seu irmão dim-dim está consigo amigo, as suas ultimas mensagens trazem a essência da consciência de uma forma bastante humilde.

Obrigado por sermos autênticos.

Amanhã há mais.

Muito amor a todos os participantes, e mais, a todo mundo.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 19 de Outubro de 2009, 09:37
Olá Nelson

Obrigado companheiro, por tudo, mas essencialmente por este ultimo post.

Esta é a doutrina que amo, revolucionária, transformadora, recuperadora mas, acima de tudo, AMANTE,

Bem haja

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 19 de Outubro de 2009, 11:32
 :)

Talvez seja AMOR aquilo que por aqui passou. Podemos seguir o seu rasto, seguir os seus sinais. Vale a pena.

Um abraço meus irmão.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 19 de Outubro de 2009, 17:49
Amigos do Fórum


Procurando construir pontes úteis, talvez seja útil ao debate e estudo o conhecimento sobre “Transe”.

Segue abaixo aquilo que a ciência consegue captar por ECG e por estudos filosóficos sobre o estado meditativo e mediúnico, que ocorre tanto em espíritas como espiritualistas.

Sua importância nada mais é que o ponto da consciência reflexiva científica chegou, e de onde podemos partir nesta fase de estudo. Na verdade tanto espíritas como espiritualistas, cada qual por suas razões se colocam na experiência de vivenciar processos alterados de consciência, de forma voluntária, seja em oração, meditação, e entre os vários tipos de mediunidade.

De posse da consciência reflexiva e racional aquele que busca conhecer a leis de Deus pela própria vivencia, no auto conhecimento, em sua consciência deverá se colocar a disposição, em um espaço ou grupo para que ocorrera um evento mental ou onírico, sensorial ou físico, diferente do normal do ambiente de sua psique. O grande argumento é que isso é muito válido ao ser, pois se fortalece na crise, conforme inúmeros relatos históricos e toda a parte do planeta, oferecendo ordem interna na consciencia que podemos definir como Paz e Harmonia. O amigo Delphus colocou muito bem esta questão:

(...)É a esse estado de coisas que se deve atribuir, em grande parte, o mal de nossa época, a incoerência das idéias, a desordem das consciências , a anarquia moral e social.
O universo e a vida têm aspectos muito variados, numerosos demais para que um sistema possa abraçar a todos. Dessas concepções disparatadas, devem-se recolher os fragmentos de verdade que contêm, aproximando-os e pondo-os de acordo; é necessário, depois, uni-los aos novos e múltiplos aspectos da verdade que descobrirmos todos os dias e encaminharmo-nos para a unidade majestosa e para a harmonia do pensamento.
A crise moral e a decadência da nossa época provêm, em grande parte, de se ter o espírito humano imobilizado durante muito tempo. É necessário arrancá-lo à inércia, às rotinas seculares, levá-lo às grandes altitudes, sem perder de vista as bases sólidas que lhe vem oferecer uma ciência engrandecida e renovada. É essa ciência de amanhã que trabalhamos para constituir. Ela nos fornecerá o critério indispensável, os meios de verificação e de comparação sem os quais o pensamento, entregue a si mesmo, estará sempre em risco de desvairar.
 

Ocorrendo este evento mentla deverá registrar na memória e entrar em reflexão, e podendo ocorrer o erro lógico ou de ignorância, muito comum, e não interpretar corretamente. Aqui vale muito o estudo em grupo, e ter um amigo ou instrutor experiente que lhe oriente nas referencias de fontes bibliográficas e na ponderação de sua opinião sobre o que ocorreu neste evento. Não há outro meio mais seguro de fazer o processo em minha opinião.

Nesse sentido vale novamente salientar o propósito moral elevado das casas cristãs de caridade espiritual aonde ocorre a cooperação em nome do bem maior de inúmeros trabalhadores espirituais, espaço perfeito para a busca de tais eventos mentais, que podem ser registrados tanto pela própria consciência, quanto de um companheiro ao seu lado, para sua comparação e referencia, já que ambos estão vivenciando o mesmo momento e experiência. Ocorre aquilo inexplicável ao conceito de Transe, como um evento próprio da psique.

Continua com a definição de Transe, recolhida na Wikipédia:
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 19 de Outubro de 2009, 17:57
TRANSE é um estado alterado de consciência.

O termo transe (trance, em inglês) é da mesma família do verbo « transir » (em francês) que, na Idade Média, significava « partir », « passar », « desaparecer ». É derivado do latin transire.

Características

Transe (também) é o objetivo a ser atingido pela hipnose. Estado de consciência onde podem ocorrer diversos eventos neuro-fisiológicos (anestesia, hiperamnésia, amnésia, alucinações perceptivas, hipersugestionabilidade etc). Em hipnose o transe pode ser classificado basicamente em leve, médio e profundo. Sendo que os dois primeiros são de principal interesse das psicoterapias e o último bastante utlizado por odontólogos (dentistas).

Ao contrário do que se pensa o transe tem um caráter prioritariamente voluntário, ou seja, na ampla maioria das vezes é necessário que a pessoa submetida ao transe tenha concordado com tal procedimento, sob risco dele não ser obtido ou não ter utilidade prática alguma. Existe uma parcela da população que é facilmente sugestionada e que pode entrar em transe independente de sua vontade, mas esta parcela é, ratifico, é bastante reduzida e são as principais "vítimas" ou "cobaias" de apresentações circenses de Hipnose.

O transe é identificado pelo eletroencefalograma como um padrão de ondas característico e pode ser obtido quimicamente; fármacos como os barbitúricos e enteógenos induzem ao transe e podem vir a ser utilizados como "soro da verdade" (droga-se a pessoa para obter informações que ela conscientemente não revelaria), tal procedimento é ilegal mas ainda não totalmente eliminado.

Êxtase, literalmente quer dizer arrebatar, desprender subitamente, elevar-se (do gr. ékstasis, pelo lat. tard. ecstase, exstase, êxtase), corresponde ao sentimento de prazer, orgasmo ou encantamento divino, transe, resultado da meditação. Também denominado consciência cósmica (ampliada) em comunhão com a natureza; iluminação; paz equivalente ao Nirvana que no Budismo, é estado de ausência total de sofrimento.

Por se derivar de uma palavra grega (ékstasis) poderia se ter como padrão o transe profético e visões talvez causadas por inalações do vapor (Etileno? ou Dióxido de carbono de origem vulcânica?) respirado por Pítia a Sacerdotisa de Apolo do Oráculo de Delphos ou e as experiências de possessão do culto de Dionísio e por extensão das religiões pagãs, utilizando a classificação católica que se distingue das não cristãs com seus transes associados ao jejum, orações, abstinência sexual e/ou auto-flagelação e exorcismos.

O estado de êxtase já foi comparado aos estados hipnóticos e do sono concebidos por Pavlov como similares e contínuos (em fases, hoje identificados com EEG) à vigília ou do sonho distinguindo-se desse último por manter a atividade psicomotora, denominado por alguns de sonho lúcido, equivalente também aos estados induzidos por enteógenos e outras substâncias psicoativas. Sargant, (1975) compara estes aos estados induzidos nas religiões de possessão e à terapia por choque elétrico e choque de insulina, já utilizados como tratamento psiquiátrico, com suas típicas fases de intensa excitação, colapso e inibição temporária.

Segundo Eliade (2002) todas as tradições mitológicas do xamanismo têm ponto de partida numa ideologia e numa técnica de êxtase que implicam a viagem do espírito Assinala que o meio mais antigo e clássico foi a dança proporcionando esta tanto o vôo mágico (citando como exemplo as fantásticas viagens pelo Universo descritas pelos chineses) como a descida de um espírito ou divindade ressaltando que essa última não necessariamente implicava na possessão, o espírito podia inspirar o xamã.

Uma reflexão sobre a ampla possibilidade de definições do êxtase ou transe na realidade traduz a diversidade de religiões e crenças humanas.

Transe mediúnico ou transe, é um estado alterado de consciência.
Segundo o médico psiquiatra Dr. Jorge Ândrea dos Santos - "O transe mediúnico, por ser condição fisiológica e absolutamente hígida, ou seja, saudável, necessita de avaliações e apreciações cuidadosas, a fim de não ser confundido com outros setores, principalmente o patológico, aliás o que já deu margem a intensos desencontros".
Estudo médico

O transe mediúnico é fonte de profundos estudos desde os tempos mais remotos, mas a partir do século XIX muitos pesquisadores da área médica se envolveram com o termo fenomenologia, que surgiu a partir das análises de Franz Brentano sobre a intencionalidade da consciência humana. Filósofos como Edmund Husserl, Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty fizeram parte dessas pesquisas.

Na psicologia e psiquiatria estudado por Sigmund Freud com a psicanálise através dos estudos sobre a histeria, Carl G. Jung e outros o seguiram, Karl Jaspers com a psicopatologia. E a parapsicologia o estudo de alegações de origem supostamente sobrenatural e associados à experiência humana.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 19 de Outubro de 2009, 20:29
Nunca pratiquei Yoga, no sua abrangência, mas estudei a Yoga com alguma profundidade e utilizo algumas de suas técnicas em meus exercícios de concentração.

"A atenção foi definida como focalização da consciência. Podemos compará-la à acção da lente, por meio da qual os raios solares são concentrados num objecto, de que resulta que o calor se acumula num pequeno ponto dado, e este calor pode aumentar sua intensidade por muitos graus, até que venha a acender um pedaço de lenha, ou fazer a água ferver e evaporar. Se os raios não tivessem sido focalizados, os mesmos raios e o mesmo calor haver-se-iam estendido por uma grande superfície, e o efeito e o poder seriam diminuídos. E assim se dá com a mente. Se se lhe permite estender-se por todo campo de um objecto, poderá exercer somente pouco poder, e os resultados serão fracos.
Se, porém, passa pela lente da atenção e se focaliza primeiro a uma parte da matéria, depois a outra, e assim por diante, dominará toda a matéria minuciosamente e obterá um resultado que parecerá quase maravilhoso a quem não conhece o segredo.

Parece que a atenção cava um túnel pelo qual flúi o saber. Ela aumenta e robustece os poderes de percepção, auxiliando muito o emprego das faculdades perceptivas."
 

Amigos do fórum

Procurando ouvir estas mensagens fui atraído pelas palavras “Concentração” e “Atenção”, as duas servem para dizer ” focalização da consciência”? ou não?

Procurei por paralelos e encontrei dois: um da ciência e outro de Andre Luiz.

Gostaria de saber se este treinamento é útil TDH Transtorno de Déficit de Atenção, ou não está relacionado?


ATENÇÃO(*)
Considera-se a atenção como um processo psicológico mediante o qual concentramos a nossa atividade psíquica sobre o estímulo que a solicita, seja este uma sensação, percepção, representação, afeto ou desejo, a fim de fixar, definir e selecionar as percepções, as representações, os conceitos e elaborar o pensamento. Resumidamente pode-se considerá-la como a capacidade de se concentrar, que pode ser espontânea ou ativa; é um processo intelectivo, afetivo e volitivo.
É importante ressaltar que a atenção não é uma função psíquica autônoma, visto que ela encontra-se vinculada à consciência. Por exemplo, o indivíduo que está em obnubilação geralmente se encontra com alterações ao nível da atenção, apresentando-se hipervigil. Contudo, um paciente em torpor se encontra hipovigil
Sem a atenção a atividade psíquica se processaria como um sonho vago, difuso e contínuo
Segundo Alonso Fernández, ao concentrar a atenção escolhemos um tema no campo da consciência e elevamos este ao primeiro plano da mesma, mantendo este tema rigorosamente perfilado, sem deixar-se desviar pelas influências dos setores excêntricos do campo da consciência, podendo modificar o tema escolhido com plena liberdade. Este tema poderia ser um objeto, uma ação, um lugar, uma palavra, etc.

Distinguem-se duas formas de atenção: a espontânea (vigilância) e a ativa (tenacidade).
No primeiro caso ela resulta de uma tendência natural da atividade psíquica orientar-se para as solicitações sensoriais e sensitivas, sem que nisso intervenha um propósito consciente. A atenção voluntária é aquela que exige certo esforço, no sentido de orientar a atividade psíquica para determinado fim. Entretanto, o grau de concentração da atenção sobre determinado objeto não depende apenas do interesse, mas do estado de ânimo e das condições gerais do psiquismo.
O interesse e o pensamento são os dirigentes da atenção, sendo que a intensidade com que a efetuamos é o grau de concentração alcançado.
As alterações da atenção desempenham um importante papel no processo de conhecimento. Em geral estas alterações são secundárias, decorrem de perturbações de outras funções das quais depende o funcionamento normal da atenção. A fadiga, os estados tóxicos e diversos estados patológicos determinam uma incapacidade de concentrar a atenção.

(*)  FUNÇÕES PSÍQUICAS: "CONSCIÊNCIA, ATENÇÃO E ORIENTAÇÃO" Carlos Eduardo Sandrini De Castro
No texto abaixo, completo em anexo explica-se de forma simples as psicopatologias de Atenção, Consciência e Orientação
Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 19 de Outubro de 2009, 20:58
     ANDRÉ LUIZ, NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE CAP 5
Citar
 Foquei os companheiros encarnados em con¬centração mental, identificando-os sob aspecto di¬ferente.
       Dessa vez, os veículos físicos apareciam quais se fossem correntes electromagnéticas em elevada tensão.
O sistema nervoso, os núcleos glandulares e os plexos emitiam luminescência particular. E, justapondo-se ao cérebro, a mente surgia como esfera de luz característica, oferecendo em cada compa¬nheiro determinado potencial de radiação.
Assinalando-nos a curiosidade, o Assistente explicou:
Em qualquer estudo mediúnico, não pode¬mos esquecer que a individualidade espiritual, na carne, mora na cidadela atômica do corpo, forma¬do por recursos tomados de empréstimo ao ambiente do mundo. Sangue, encéfalo, nervos, ossos, pele e músculos representam materiais que se aglu¬tinam entre si para a manifestação transitória da alma, na Terra, constituindo-lhe vestimenta tem¬porária, segundo as condições em que a mente se acha.
(...)
Assim como possuímos na Terra valiosas observações alusivas à química da matéria densa, relacionando-lhe as unidades atômicas, o campo da mente oferecia largas ensanchas ao estudo de suas combinações... Pensamentos de crueldade, revolta, tristeza, amor, compreensão, esperança ou alegria teriam natureza diferenciada, com característicos e pesos próprios, adensando a alma ou sutilizan¬do-a, além de lhe definirem as qualidades mag¬néticas... A onda mental possuiria determinados coeficientes de força na concentração silenciosa, no verbo exteriorizado ou na palavra escrita...
Compreendia, desse modo, mais uma vez, e sem qualquer obscuridade, que somos naturalmente vítimas ou beneficiários de nossas próprias criações, segundo as correntes mentais que projetamos, es¬cravizando-nos a compromissos com a retaguarda de nossas experiências ou libertando-nos para a vanguarda do progresso, conforme nossas delibera¬ções e atividades, em harmonia ou em desarmonia com as Leis Eternas...
(...)
—   Temos então aqui a técnica do próprio pen¬samento? — perguntou Hilário, com interesse.
—   Não tanto — adiantou o interlocutor —; o pensamento que nos é exclusivo flui incessantemente de nosso campo cerebral, tanto quanto as ondas magnéticas e caloríficas que nos são par¬ticulares, e usamo-lo normalmente, acionando os recursos de que dispomos.
—   Não será, porém, tão fácil estabelecer a diferença entre a criação mental que nos pertence daquela que se nos incorpora à cabeça... — pon¬derou meu colega intrigado.
—   Sua afirmativa carece de base — exclamou o Assistente. — Qualquer pessoa que saiba mane¬jar a própria atenção observará a mudança, de vez que o nosso pensamento vibra em certo grau de freqüência, a concretizar-se em nossa maneira es¬pecial de expressão, no círculo dos hábitos e dos pontos de vista, dos modos e do estilo que nos são peculiares.
E, bem-humorado, comentou:
—   Em assuntos dessa ordem, é imprescindível muito cuidado no julgar, porque, enquanto afina¬mos o critério pela craveira terrena, possuímos uma vida mental quase sempre parasitária, de vez que ocultamos a onda de pensamento que nos éprópria, para refletir e agir com os preconceitos consagrados ou com a pragmática dos costumes preestabelecidos, que são cristalizações mentais no tempo, ou com as modas do dia e as opiniões dos afeiçoados que constituem fácil acomodação com o menor esforço. Basta, no entanto, nos afeiçoe¬mos aos exercícios da meditação, ao estudo edifi¬cante e ao hábito de discernir para compreender¬mos onde se nos situa a faixa de pensamento, identificando com nitidez as correntes espirituais que passamos a assimilar.
Hilário pensou alguns instantes e, estampando na fisionomia o contentamento de quem fizera im¬portante descoberta, falou satisfeito:
— Agora percebo como podem surgir fenôme¬nos mediúnicos em comezinhas situações da vida, tanto nos feitos notáveis da genialidade, como nos dramas cotidianos...
— Sim, sim... — acentuou o orientador, ago¬ra preocupado com o tempo que a nossa palestra¬ção consumia — a mediunidade é um dom inerente a todos os seres, como a faculdade de respirar, e cada criatura assimila as forças superiores ou inferiores com as quais sintoniza. Por isso mesmo, o Divino Mestre recomendou-nos oração e vigilân¬cia para não cairmos nas sugestões do mal, porque a tentação é o fio de forças vivas a irradiar-se de nós, captando os elementos que lhe são seme¬lhantes e tecendo, assim, ao redor de nossa alma, espessa rede de impulsos, por vezes irresistíveis.

Amigos do fórum

Talves não seja capaz de fazer as perguntas certas neste intricado assunto, mas faço as minhas de agora:

Podemos estabelecer uma ponte entre a palavra atenção e concentração como um objetivo útil ao processo mental de uso do terceiro nivel de consciencia?

Não serão elas elementos importantes à percepção e à alavanca da vontade?

Muita paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Atlante em 19 de Outubro de 2009, 21:40
Olá Nelson

Quanto a mim a atenção e a concentração são a mesma coisa mas utilizada em sentido e com objectivos diferentes. Enquanto a atenção é voltada para fora de nós, para o espaço que nos rodeia, a concentração é voltada para o interior do Ser, buscando em si mesmo as respostas que pretende.
Um exemplo
Numa aula, quando o professor fala, nós estamos atentos ao que é dito. Quando vais fazer um teste sobre essa matéria, tu concentras-te na busca das respostas às questões colocadas.
Claro que, muitas vezes, nós estamos atentos e concentrados ao mesmo tempo. Quando necessitamos de responder rápidamente a uma questão que se coloca, temos que estar atentos para compreender a questão e concentrados para definir a resposta.

Atlante
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: walmo lopes em 19 de Outubro de 2009, 23:06
A INTELIGENCIA, A CIENCIA DE SI E DO MUNDO, BEM COMO A CONSCIENCIA, ESTÃO NUM LUGAR SAGRADO, "NO ESPÍRITO". . A CARIDADE BEM COMO A MALDADE , TAMBEM, ESTÃO GUARDADAS LÁ,NA CONSCIENCIA, DANDO  A FELICIDADE PARA UNS OU O CANSAÇO INFELIZ, DOS TREVOSOS. A CONSCIENCIA POR SI SÓ, NOS FAZ SER MELHOR, PORQUE DISPERTA O ACONCHEGANTE APOIO DOS BONS ESPÍRITOS.
 EMPOLGADAMENTE SENTIDO DE FAZER O QUE NOS TRAS FELICIDADE
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 19 de Outubro de 2009, 23:19

Olá amigos concordo com o que foi dito, mas...

Yoga não é um treinamento. É uma atitude. Uma forma de estar na vida, apoiada na simplicidade e no amor, no respeito por tudo e por todos.

Uma intenção inflexível. Claro que acaba por beneficiar o físico, mas de forma secundária.

A atenção é o caminho da consciência.

A atenção, com essa atitude de mantê-la focalizada em poucas coisas ao mesmo tempo, leva-nos a uma experiência de vida onde as palavras já não são necessárias. A comunicação e o conhecimento  dá-se com tudo e com todos pela luz, pelos olhos.

A atenção é essa coisa que têm-nos ensinado desde crianças, por todos os que nos rodeiam, e que temos que aprender a pôr em foco para vermos o mundo tal como todos, é como uma escada podemos levá-la a vários níveis de entendimento.

Mas também nos absorve por completo, não deixando nenhum espaço para vermos outras alternativas.

Yoga ainda eleva mais esta atenção, até a entendermos e estarmos familiarizados com ela. Com esse conhecimento e familiaridade temos controle sobre as duas opções da atenção, esta que sustenta o nosso mundo da vida, do trabalho, que temos andado a enriquecer com a experiência, e a outra do aqui e do agora como quando eramos crianças, sem estar ainda conceituada.


Yoga permite-nos mudar de níveis de atenção instantâneamente em qualquer lugar e a todo o momento, com controle e entendimento, e é a nossa intenção que comando o foco da consciência.

É o que eu sinto e é o meu entendimento de coisas extremamente difíceis de transmitir de forma linear, é necessário ter essea intenção de focalizar a nossa consciência para sabermos o que realmente é yoga.



Com carinho amigos
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 20 de Outubro de 2009, 00:11
A INTELIGENCIA, A CIENCIA DE SI E DO MUNDO, BEM COMO A CONSCIENCIA, ESTÃO NUM LUGAR SAGRADO, "NO ESPÍRITO". . A CARIDADE BEM COMO A MALDADE , TAMBEM, ESTÃO GUARDADAS LÁ,NA CONSCIENCIA, DANDO  A FELICIDADE PARA UNS OU O CANSAÇO INFELIZ, DOS TREVOSOS. A CONSCIENCIA POR SI SÓ, NOS FAZ SER MELHOR, PORQUE DISPERTA O ACONCHEGANTE APOIO DOS BONS ESPÍRITOS.
 EMPOLGADAMENTE SENTIDO DE FAZER O QUE NOS TRAS FELICIDADE

Olá Walmo,

Seja bem vindo ao nosso tema.

Amigo Walmo, estamos procurando por aprimorar esta ciência de si e do mundo, nestes tempos atuais.

O “Espírito” se manifesta biologicamente e desta posição tem que partir melhor e mais feliz. Porem é seduzido a perder-se de si mesmo e virar uma massa guiada ao consumo e atitudes fúteis.

Atualmente a ciência fez por nos muitos conceitos ampliou nossa percepção dos processos mentais biológicos e psíquicos. Destas palavras e conceitos desejamos um salto ao espírito pela razão e reflexão voluntária em Deus.
Mesmo aquele ama incondicionalmente deve refletir e criar razões para sua alma.
Os argumentos necessários dependem de cada espírito colecionar. É uma busca por vivencias.

Um abraço fraternal e Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 20 de Outubro de 2009, 01:18
Boa Noite

Inicio a minha incursão nesta nova proposta, fazendo uma declaração de ignorância.

Não conheço, para além daquilo que são resultados avulsos provenientes de experiencias que visam estabelecer efeitos de causalidade entre o transe e os mapas neurológicos e outras manifestações biológicas eventualmente tipificadas, qualquer tipo de trabalho fundamentado e organizado, que permita abordar este assunto do transe que não seja fazendo uso daqueles que já foram suficientemente debatidos anteriormente e que obviamente justificam com as mesmas ordens de razão também estes estados de consciência não comuns ou habituais.

Se necessário for, tenho todo o gosto e disponibilidade em repor ou recuperar as linhas de razão anteriormente já declaradas adaptando-as à proposta de estudo em curso. Caso contrário, através de um pequeno exercício de lógica, é facilmente compreendido a analogia completa em termos de causalidades entre estes tipos específicos de um estado de consciência de si, com aqueles que por serem mais usuais estudamos anteriormente.

Sabemos que consoante o tipo de personalidade que um espírito manifesta, maior ou menos disponibilidade tem para experimentar novos tipos de consciência, ou seja, o estado de transe está sempre submetido à vontade do sujeito que tem em seu poder a decisão de querer ou não experimenta-lo, ou seja, aparentemente o cérebro contem em si mesmo os mecanismos necessários para bloquear qualquer tipo de indução (exceptuando os casos em que se verifica a administração de drogas e aceitando como verdadeiras as excepções a esta regra testemunhadas por alguns) que seja contrária à sua vontade.

No entanto, poderá ser curioso ponderar a hipótese da causa deste tipo de constatação ser ela mesma fruto de uma opção que a experiencia com a vida impõe, ou seja, o mundo mental “normal”, poderá ser ele mesmo resultante de uma necessidade imposta pela vida que “submete” ou “obriga” um estado mental “normal” que é aquele que permite que ao acordar o individuo não se recuse a sair do seu leito por saber que nada do que vai fazer faz parte daquilo que a sua vontade reclama, ou seja, a submissão da mente a um estado que nada tem de “normal” mas sim resultante da alienação provocada e imposta. Para alimentar esta suspeita é suficiente comparar o universo mental “normal” das crianças, dos jovens, dos adultos, dos velhos e dos mortos da sociedade deste século. (Não poderei responder a citações utilizando esta frase que contém o palavra “mortos”. Senti necessidade de os incluir mas o motivo por que o fiz está para além do tema em debate proposto. Assim liberto desde já a permissão, para aqueles que o quiserem fazer, de retirar este ultimo estrato da população do contexto desta frase.)

Usando agora o contraditório, se a vontade de experimentar for eminente, a cérebro parece conter mecanismos ainda menos conhecidos que permitem condições para a materialização de um estado mental que potencia uma experiencia anómala, que sabemos ter tradução, na hipnose, na pratica yoga, na mediunidade, na meditação introspectiva, ou e também, em estados consequentes da experimentação de emoções traumáticas que podem potenciar estados mentais incomuns.

Agora vou-me calar e dar a vez…  :D

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 20 de Outubro de 2009, 02:16

Amigos estava a enviar este poema para a nossa amiga lucineide.c e lembrei-me que podemos chamar essas consciências dos poetas à nossa discussão, na verdade procuraram o mesmo fim que nós mas por outros caminhos e expressaram-no através da poesia, daí aquele momento de pausa que nos transporta a outras dimensões.



Fernando Pessoa
Ah, quanta vez, na hora suave

Ah, quanta vez, na hora suave
Em que me esqueço,
Vejo passar um voo de ave
E me entristeço!

Porque é ligeiro, leve, certo
No ar de amavio?
Porque vai sob o céu aberto
Sem um desvio?

Porque ter asas simboliza
A liberdade
Que a vida nega e a alma precisa?
Sei que me invade

Um horror de me ter que cobre
Como uma cheia
Meu coração, e entorna sobre
Minh'alma alheia

Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê do voo suave
Dentro em meu ser.


Com Carinho
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 20 de Outubro de 2009, 12:38
Dim Dim, Atlante e demais amigos do fórum

Sobre a ATENÇÃO

Uma intenção inflexível. Claro que acaba por beneficiar o físico, mas de forma secundária.  A atenção é o caminho da consciência.  A atenção, com essa atitude de mantê-la focalizada em poucas coisas ao mesmo tempo, leva-nos a uma experiência de vida onde as palavras já não são necessárias. A comunicação e o conhecimento  dá-se com tudo e com todos pela luz, pelos olhos.

Yoga ainda eleva mais esta atenção, até a entendermos e estarmos familiarizados com ela. Com esse conhecimento e familiaridade temos controle sobre as duas opções da atenção, esta que sustenta o nosso mundo da vida, do trabalho, que temos andado a enriquecer com a experiência, e a outra do aqui e do agora como quando éramos crianças, sem estar ainda conceituada. Yoga permite-nos mudar de níveis de atenção instantaneamente em qualquer lugar e a todo o momento, com controle e entendimento, e é a nossa intenção que comando o foco da consciência.

Talvez possamos encontrar na atitude de atenção uma ponte entre as palavras que nos levam ao uso da consciência reflexiva, como operador das funções mentais do indivíduo.

Estamos aqui em estudo do terceiro nível de consciência e sobre isso é importante nos referirmos novamente a André Luiz: em Mecanismos da Mediunidade

Citar
TODOS SOMOS MÉDIUNS — Nos centros de atividade referidos em nosso estudo, encontramos o reflexo condicionado e a sugestão como ingredientes indispensáveis na obra de educação e apri¬moramento.
Urge reconhecer que a liberdade é tanto maior para a alma quanto maior a parcela de conheci¬mento que se lhe debite no livro da existência.
Por isso mesmo, quanto mais cresça em pos¬sibilidades, nesse ou naquele sentido, mais se lhe desdobram caminhos à visão, constrangendo-a a vigiar sobre a própria escolha.
Mais extensa mordomia, responsabilidade mais extensa.
Isso acontece porque, com a intensificação de nossa influência, nesse ou naquele campo de inte¬resses, mais persistentes se fazem os apelos em torno, para que não nos esqueçamos do dever primordial a Cumprir.
Quem avança está invariàvelmente entre a van¬guarda e a retaguarda E a romagem para Deus é uma viagem de ascensão.
Toda subida, quanto qualquer burilamento, pede suor e disciplina.
Todo estacionamento é repouso enquistante.
Somos todos, assim, médiuns, a cada passo refletores das forças que assimilamos, por força de nossa vontade, na focalização da energia mental.

Podemos ver um André Luiz o uso da consciencia no manejo da atenção e da vontade como base ao tratamento do reflexo condicionado e a energia mental.

É a atitude consciente (reflexa ou voluntária) de uso da materia mental a base dos fenômenos de intercambio de nossa mediunidade. É um mecanismo de liga e desliga, que mentalmente de reveste em atenção (liga) e desatenção (desliga). Quando nossa consciencia nos mantem “ligados”, em vigilia de nossa atenção estamos conectados àquilo que temos afinidade no universo. Andre Luiz tratou a “Atenção Ligada” como “circuito fechado”, e Atenção desligada (desatenção) como “circuito aberto”. E penso que podemos aceitar que a “concentração” é um grau da atenção mental da consciencia, e portanto uma chave ligada onde passa mais energia. Mais detalhes em Mecanismos da Mediunidade capítulo 9 Cérebro e Energia.

Sobre o reflexo condicionado e a consciencia reflexiva:

Citar
Mecanismos da Mediunidade, Cap 12 Reflexo Condicionado
IMPORTÂNCIA DA REFLEXÃO — Entenden¬do-se que toda mente vibra na onda de estímulos e pensamentos em que se identifica, fàcilmente perceberemos que cada Espírito gera em si mesmo inimaginável potencial de forças mento-eletromag¬néticas, exteriorizando nessa corrente psíquica os recursos e valores que acumula em si próprio.
Daí nasce a importância da reflexão em todos os setores da vida.
É que, gerando força criativa incessante em nós, assimilamos, por impulso espontâneo, as cor¬rentes mentais que se harmonizem com o nosso tipo de onda, impondo às mentes simpáticas o fruto de nossas elucubrações e delas recolhendo o que lhes seja característico, em ação que independe da distância espacial, sempre que a simpatia esteja estabelecida e, com mais objetividade e eficiência, quando o serviço de troca mental se evidencie assegurado conscientemente.

Sobre o reflexo condicionado e a oração:

Citar
Mecanismos da Mediunidade, Cap 25 , Oração
GRANDEZA DA ORAÇÃO — Observamos em todos os momentos da alma, seja na repouso ou na atividade, o reflexo condicionado (ou ação inde¬pendente da vontade que se segue, imediatamente, a uma excitação externa) na base das operações da mente, objetivando esse ou aquele gênero de serviço.
Dai resulta o impositivo da vigilância sobre a nossa própria orientação, de vez que sômente a conduta reta sustenta o reto pensamento e, de pos¬se do reto pensamento, a oração, qualquer que seja o nosso grau de cultura intelectual, é o mais ele¬vado toque de indução para que nos coloquemos, para logo, em regime de comunhão com as Esferas Superiores.
De essência divina, a prece será sempre o re¬flexo positivamente sublime do Espírito, em qual¬quer posição, por obrigá-lo a despedir de si mes¬mo os elementos mais puros de que possa dispor.
No reconhecimento ou na petição, na diligência ou no êxtase, na alegria ou na dor, na tranqüilidade ou na aflição, ei-la exteriorizando a consciên¬cia que a formula, em efusões indescritíveis, sobre as quais as ondulações do Céu corrigem o magne¬tismo torturado da criatura, insulada no sofrimen¬to educativo da Terra, recompondo-lhe as faculda¬des profundas.
A mente centralizada na oração pode ser com¬parada a uma flor estelar, aberta ante o Infinito, absorvendo-lhe o orvalho nutriente de vida e luz.
Aliada à higiene do espírito, a prece representa o comutador das correntes mentais, arrojando-as à sublimação.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 20 de Outubro de 2009, 13:05
Boa Tarde.

Citar
Que é, no entanto, uma onda?
À falta de terminologia mais clara, diremos que uma onda é determinada forma de ressurreição da energia, por intermédio do elemento particular que a veicula ou estabelece.
Partindo de semelhante princípio, entenderemos que a fonte primordial de qualquer irradiação é o átomo ou partes dele em agitação, despedindo raios ou ondas que se articulam, de acordo com as oscilações que emite.

Por não ter disponíveis fontes de conhecimento provenientes do mundo dos vivos que como já sabem são aquelas que considero viáveis em termos de uma certificação assertiva pois não exige de mim posturas cuja crença seja definida a priori, surge a oportunidade de me socorrer de um espírito para suportar a exposição seguinte:

Este trecho, retirado do livro de André Luiz “Mecanismos da Mediunidade” de 1960 contém uma surpreendente actualidade em termos de potencial do conhecimento, pois os fundamentos que sustentam a física quântica somente em 1930 estavam fundamentalmente alinhavados.

Agora se me permitem vou tentar instalar uma grande confusão.  >:(

Estamos em presença de uma contemporaneidade extraordinária que se parece traduzir como obvia uma de duas hipóteses: ou assistimos a uma manifestação de um princípio inteligente extra-corpóreo através de processos mediúnicos, ou o médium de alguma forma contem no seu universo mental conhecimento inconsciente que se torna consciente através de processos cerebrais.

Ambas as hipóteses apontam como prova a sobrevivência do princípio inteligente, sendo que a primeira o demonstra através da existência após a morte e o segundo através da existência antes da vida.

Assim, de uma vez só, poderemos suspeitar que nos processos de mediunidade, tanto poderão estar presentes elementos cuja natureza seja estranha à natureza individual do médium, como também elementos cuja proveniência nele esteja contida.

Assim, três hipóteses se apresentam:

1-   Ou as almas penadas por aqui andam e estão presentes nos processos da mediunidade.
2-   Estes são realidades que derivam da natureza imortal do princípio inteligente que incorpora o corpo do médium cujo potencial de conhecimento é indeterminado, e que por isso em nada torna incognoscível a hipótese de que a proveniência desse nível de consciência se encerra dentro da sua própria individualidade
3-   Esta fundamenta naquilo que é no meio espírita é conhecido como animismo, ou seja uma omeleta resultante das duas hipóteses em separado.

Qual das três hipóteses poderá ser a Verdade?
Que consequência teria para o espiritismo caso a Verdade estivesse na hipótese 2?

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 20 de Outubro de 2009, 13:32

Agora se me permitem vou tentar instalar uma grande confusão.  >:(

Qual das três hipóteses poderá ser a Verdade?
Que consequência teria para o espiritismo caso a Verdade estivesse na hipótese 2?
 

O amigo já tem uma resposta própria que lhe satisfaça neste momento?

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 20 de Outubro de 2009, 13:46
Boa tarde Nelson.

Não. Nem sequer tenho a mínima suspeita. Não encontro a resposta para esta questão. É este o motivo da minha tendência em observar a vida do lado da vida.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 20 de Outubro de 2009, 14:34

Usando agora o contraditório, se a vontade de experimentar for eminente, a cérebro parece conter mecanismos ainda menos conhecidos que permitem condições para a materialização de um estado mental que potencia uma experiencia anómala, que sabemos ter tradução, na hipnose, na pratica yoga, na mediunidade, na meditação introspectiva, ou e também, em estados consequentes da experimentação de emoções traumáticas que podem potenciar estados mentais incomuns.
 

Taprobana, e demais amigos do fórum,

Não sei se compreendi bem seu texto, mas me parece que este “mecanismo cerebral” talvez seja a questão do uso da chave liga e desliga de nossa consciência, ou seja Atenção e Desatenção. Minha opinião:

Com este tema e a ajuda dos amigos tenho encontrado outra forma de ler os manuais focando minha “atenção” às funções cerebrais utilizadas para descrever os fenômenos e acontecimentos da esfera do espírito.

Desde Noé, Abrão e Jesus estamos falando de espírito e de funções cerebrais, em suas emoções, sentimentos, percepções, fé etc. Hoje falamos consciência, e dentro dela há funções intrínsecas já anotadas pela ciência pelo exame e discussão de casos patológicos e não patológicos. A ciência anota a existência de estados alterados de consciência com o nome de “Transe”.

Os manuais de nossa doutrina nos colocam que o estado de “transe” é mais amplo e que diariamente a consciência se altera, não só na questão da vigília e repouso neurológico, mas que as alterações do humor provocam alterações importantes do estado qualitativo da consciência e significativas para a saúde mental, e, portanto espiritual. É neste sentido de “transe” que a doutrina nos coloca que todos somos médiuns.

Tomar consciência disso é o passo seguinte à consciência reflexiva. Saber que o transe ocorre em nós e sermos conscientes disso. Portanto assumir a mediunidade que temos ainda que não tenhamos percepção dela neste momento é a recomendação, porem a forma acolhida pelo indivíduo é de livre escolha.

Citar
USO DO DISCERNIMENTO — A liberdade de escolha, na pauta das Leis Divinas, é clara e incontestável nos processos da consciência.
Ainda mesmo em regime de prisão absoluta, do ponto de vista físico, o homem, no pensamento, é livre para eleger o bem ou o mal para as rotas do Espírito.
O discernimento deve ser, assim, usado por nós outros à feição de leme que a razão não pode esquecer à matroca, de vez que se a vida física está cercada de correntes eletrônicas por todos os lados, a vida espiritual, da mesma sorte, jaz imersa em largo oceano de correntes mentais e, dentro delas, é imprescindível saibamos procurar a com¬panhia dos espíritos nobres, capazes de auxiliar a nossa sustentação no bem, para que o bem, como aplicação das Leis de Deus, nos eleve à vida superior.

Em minha opinião, estas rotas de bem ou mal se definem em função mental na chave liga e desliga da atenção. Sabero como isso ocorre dentro de cada um de nós é a questão. Porem núcleos em vinculados à função afetiva desejam ser autonomos na consciencia, definindo o gosto, o prazer e o sofrimento. Estes núcleos merecem da consciencia “atenção” e tratamento cuidadoso, e até mesmo com acompanhamento profissional, saindo da esfera de atução exclusiva de casa espírita, que atuará no campo energético e espiritual.

Citar
Mecanismos da Mediunidade Cap.24
DOUTRINA ESPIRITA — Forçoso é conside¬rar que a atividade religiosa, digna e venerável, em qualquer setor da edificação humana, exprime socorro celeste aos desajustes morais de quantos se demoram na reencarnação, buscando a restau¬ração precisa.
E, compreendendo-se que elevada percentagem das personalidades humanas traz, no imo do pró¬prio ser, raízes e brechas de comunhão com o pre¬térito de sombra, através das quais são suscetíveis de sofrer os mais estranhos processos de obsessão oculta — a se reavivarem, constantes, nos diversos períodos etários que correspondem ao tempo de formação dos débitos cármicos que buscam eqüa¬cionar no corpo terrestre —, é justo encarecer, assim, a oportunidade e a excelência do amparo moral da Doutrina Espírita, como sendo o recurso mais sólido na assistência às vítimas do desequilí¬brio espiritual de qualquer matiz, por oferecer-lhes, no estudo nobre e no serviço santificante, o clima indispensável de transmutação e harmonização, com que se recuperem, no domínio dos pensamentos mais íntimos, para assimilarem a influência bené¬fica dos agentes espirituais da necessária renovação. .

Muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 20 de Outubro de 2009, 15:39

Amigos não sei como responder a essas questões, mas sinto que não é nada de ligar e desligar, falando de atenções ou níveis de atenção.

Tenho que deixar de me ver como um bloco sólido, e olhar-me como energia para poder dizer algo.

E dessa visão da energia do abstrato, que é o que na realidade somos, sinto que só temos que regredir a nível de consciência para nos unirmos ao todo do qual pertencemos e sempre estivemos, simplesmente sinto que perdemos essa ligação, por outra, não a perdemos, apenas não temos energia para nos lembrarmos dessa conectividade com o nosso Deus interior, a maioria das vezes só alcansável na hora da morte quando se soltam todas essas amarras desta vida " sólida " como nos ensinaram a crer.


Com Carinho

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 20 de Outubro de 2009, 16:40
Amigos do fórum

Concordando com a afirmação de André Luiz sobre a “atenção” (e concentração) e “desatenção” (distração) temos o texto abaixo a filosofia da Yoga, como base para a elevação da consciência a níveis mais altos. Afirma também a atenção e concentração como chave para adquirir a “força de vontade”, que não é uma benção conferida por Deus, mas um patrimônio de treinamento diário.

Penso que a base da função mental das duas filosofias é a mesma, ou seja, a manipulação e treinamento da atenção da consciência. Considerando os inúmeros estímulos para atrair nossa atenção ao mundo material, a concentração de força mental para nossas orações e meditações com apoio da razão será uma ferramenta útil ao processo entrar em vibração com as instâncias superiores.

Este texto serve para provar a utilidade de se ler com os olhos sem preconceito como podemos aprender com os “diferentes” correntes, analisando pela doutrina e a razão.

Muita Paz

Nelson

Concentração e Meditação, Swami Sivananda – Ed. Pensamento
Citar
A Concentração em Toda a Caminhada da Vida

Para o iniciante no caminho espiritual a concentração é uma preparação muito importante. A concentração não só é necessária no caminho espiritual, bem como em toda a caminhada da vida. Um homem sem concentração é um fracasso.

Em sentido espiritual a concentração significa a mente dirigida a uma única coisa. (...) Para conseguir a concentração, você deve se desvencilhar de todas idéias inúteis do mundo. Você precisa estar inteiramente livre de todos os desejos fundamentais de natureza material. Você precisa substituí-los por idéias divinas.

A meditação segue a concentração. (...) É por isso que a concentração é a primeira e a mais importante coisa que um aspirante deve adquirir no caminho espiritual.
Cada pequena ação exige concentração e atenção de todo o coração. Se você quiser passar um fio de linha pelo buraco da agulha, você tem que remover todas as fibras que estiverem soltas. Então você tem que transformá-lo num único fio e, com grande cuidado, ficar com a mente concentrada num só ponto; enfiar o fio na agulha.

Quando você escala uma montanha ou desce uma encosta íngreme, você precisa ter muito cuidado. De outro modo, você levará um escorregão e cairá no abismo embaixo. Quando você monta uma bicicleta, se conversar com os seus amigos na estrada, um carro poderá bater em você por detrás. Se você está um pouco distraído ao andar pela rua, pode tropeçar numa pedra e cair. Um barbeiro desatento cortará o nariz do seu freguês. Um tintureiro sem cuidado queimará as roupas do seu patrão. Um aspirante sonolento baterá com a cabeça contra a parede ou cairá prostrado ao solo. Por isso, você deve desenvolver a atenção que leva a concentração.

Concentre a sua mente no trabalho que tem em mãos. Dedique todo o seu coração e toda a sua alma a ele. Mesmo que seja o pequeno trabalho de tirar a casca de uma banana ou espremer um limão. Nunca faça nada ao acaso. Nunca se apresse ao tomar as suas refeições. Seja calmo e paciente em todas as suas ay5es. Nunca tire conclusões apressadas. Nunca faça alguma coisa com pressa. Nenhum trabalho pode ser realizado com sucesso, sem calma e concentração. Os que obtiveram sucesso e se tornaram grandes, todos eles tinham essa virtude indispensável.

Você obterá sucesso em tudo o que tentar. Você nunca se deparará com o fracasso se puder fazer o seu trabalho com perfeita atenção e concentração. Quando você se sentar para meditar e para rezar, nunca pense no seu escritório. Quando trabalhar no escritório, nunca pense na criança que está do ente ou em outro trabalho doméstico qualquer. Ao tomar um banho, não pense em jogos. Ao sentar-se para as refeições, não pense no trabalho pendente lá no escritório. você precisa exercitar-se em atender apenas o trabalho que estiver realizando com perfeita concentração nele você pode desenvolver, com facilidade, a sua força de vontade e a sua memória. A concentração é a chave-mestra para abrir os portais da vitória. Se um homem comum leva uma hora para fazer um trabalho, um homem com boa concentração cumprirá a tarefa em meia hora com maior eficiência que o anterior. Você se tornará um homem poderoso.

Você precisa conhecer bem a ciência do relaxamento da mente você precisa ser capaz de eliminar todas as outras idéias da mente. Você precisa pensar apenas no descanso. você deveria pensar em você como se estivesse morto. Mentalmente, repita os nomes do Senhor e pense no aspecto Ananda do Seu Atributo. você não terá sonhos. você descansará um sono bem-aventurado. você ficará facilmente refeito. Mesmo se você dormir por duas horas, se sentirá bastante descansado.

E muito difícil dizer onde termina a concentração e onde começa a meditação. A meditação segue a concentração. Purifique a mente através da prática de Yama e Niyama. Em seguida, passe para a prática de Dharana. A concentração sem pureza não serve para nada.

A concentração é a inflexibilidade da mente. Se você remover todas as causas de distração, o seu poder de concentração aumentará.  A atenção representa um papel importante na concentração. Aquele que desenvolveu o seu poder de atenção terá uma boa concentração. você deverá ser capaz de visualizar claramente o objeto da concentração, mesmo na ausência dele, você precisa recordar a sua imagem mental, num momento. Se você tiver uma boa prática de concentração poderá fazê-lo sem dificuldade. Aquele que atingiu sucesso terá boa concentração. você terá que caminhar, passo a passo, etapa por etapa, no caminho espiritual. Comece com os fundamentos de Yama (boa conduta), Niyama, Asana (posição), Pranayama e Pratyahara. A superestrutura de Dharana (concentração), Dhyana (meditação), e Samadhi, então, será bem-sucedida.

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: PENSADOR espirita em 20 de Outubro de 2009, 17:02
Ficamos cada vez mais preocupados com certas posições e colocações, sendo que a maxima do espiritismo é: Fora da Caridade não hà salvação, ficamos prestando atenção em espiritas cultos porém de curtas caridades. Bezerra de Menezes afirma que no atual momento de nosso planeta o Amor é o remedio,  atitude fundamental para convivermos com abalos morais e cismicos que estamos vivendo, é momento de pegarmos a charrua e não olharmos para traz, confiante no Cristo e promovendo o Amor e a caridade em qualquer movimento em que estamos inseridos.
Muita paz a todos.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 20 de Outubro de 2009, 17:06

Amigos não sei como responder a essas questões, mas sinto que não é nada de ligar e desligar, falando de atenções ou níveis de atenção.

Tenho que deixar de me ver como um bloco sólido, e olhar-me como energia para poder dizer algo.

E dessa visão da energia do abstrato, que é o que na realidade somos, sinto que só temos que regredir a nível de consciência para nos unirmos ao todo do qual pertencemos e sempre estivemos, simplesmente sinto que perdemos essa ligação, por outra, não a perdemos, apenas não temos energia para nos lembrarmos dessa conectividade com o nosso Deus interior, a maioria das vezes só alcansável na hora da morte quando se soltam todas essas amarras desta vida " sólida " como nos ensinaram a crer.


Amigo Dim Dim


O contrario desta sua atitude de procurar estar ligado em tudo, que nome o amigo dá?

Inconciencia?

Desatenção?

O que nos liga ao mundo é a função de atenção, na minha opinião.

Um abraço

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 20 de Outubro de 2009, 17:13

Citação da mensagem do nosso amigo nelsonmt.

A concentração é a inflexibilidade da mente. Se você remover todas as causas de distração, o seu poder de concentração aumentará.  A atenção representa um papel importante na concentração. Aquele que desenvolveu o seu poder de atenção terá uma boa concentração. você deverá ser capaz de visualizar claramente o objeto da concentração, mesmo na ausência dele, você precisa recordar a sua imagem mental, num momento. Se você tiver uma boa prática de concentração poderá fazê-lo sem dificuldade. Aquele que atingiu sucesso terá boa concentração. você terá que caminhar, passo a passo, etapa por etapa, no caminho espiritual. Comece com os fundamentos de Yama (boa conduta), Niyama, Asana (posição), Pranayama e Pratyahara. A superestrutura de Dharana (concentração), Dhyana (meditação), e Samadhi, então, será bem-sucedida.

---------------------------------------

O texto é verdadeiro, não porque eu o diga, mas porque o sinto, mas muito superficial.

Também nos lembrou a " imaginação " esse bem tão poderoso e único que possuímos, onde temos completo poder de criar.

Já escrevemos mais atrás sobre Ramacharáca que eu recupero para nós:

"A atenção foi definida como focalização da consciência. Podemos compará-la à acção da lente, por meio da qual os raios solares são concentrados num objecto, de que resulta que o calor se acumula num pequeno ponto dado, e este calor pode aumentar sua intensidade por muitos graus, até que venha a acender um pedaço de lenha, ou fazer a água ferver e evaporar. Se os raios não tivessem sido focalizados, os mesmos raios e o mesmo calor haver-se-iam estendido por uma grande superfície, e o efeito e o poder seriam diminuídos. E assim se dá com a mente. Se se lhe permite estender-se por todo campo de um objecto, poderá exercer somente pouco poder, e os resultados serão fracos.
Se, porém, passa pela lente da atenção e se focaliza primeiro a uma parte da matéria, depois a outra, e assim por diante, dominará toda a matéria minuciosamente e obterá um resultado que parecerá quase maravilhoso a quem não conhece o segredo.

Parece que a atenção cava um túnel pelo qual flúi o saber. Ela aumenta e robustece os poderes de percepção, auxiliando muito o emprego das faculdades perceptivas."

Ramacharáca

E por ultimo vou trazer um tema Tolteca:

Uma visão "TOLTECA"

A atenção do ser humano é dividida pelo tonal e o nagual. O tonal é tudo o que podemos imaginar e consta na nossa mente e no nosso inventário. O nagual faz parte da atenção do ser consciente de sua luminosidade.Se tudo o que conhecermos for posto numa mesa, todos os itens, poderíamos supor que a mesa é o tonal. O universo à volta é o nagual. O vidente xamã sai da segurança do tonal para encarar o inconcebível.

Para desenvolver a segunda atenção, é necessário não fazer. Fazer é o que torna o mundo do jeito que o vemos. Uma pedra só é uma pedra porque conhecemos o fazer necessário para isso. Não fazer seria tudo aquilo que nós não temos um valor cognitivo.
É o corpo quem não faz.É um método, conseguido por coisas estranhas à razão, que torna o mundo diferente.
O mundo é uma sensação, e a realidade é uma interpretação. Não fazer é necessário para parar o mundo.
O diálogo interno é que mantém a percepção fixa sendo necessário pará-lo e ficar apenas sentindo para romper com o esquema da razão.

O pior que nos pode acontecer é termos que morrer,e já que esse de qualquer modo é nosso destino inalterável, somos livres; aqueles que perderam tudo, nada mais têm a temer.


Com Carinho Amigos



Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Oliva Prado em 20 de Outubro de 2009, 17:30
  Boas
Aqui Oliva Prado

Desculpem mas não tenho podido acompanhar todo o forum, para além de haver algumas temáticas sobre os quais nem me atrevi a partecipar, mas sim a ler, compreendere pesquisar.
Bem-Hajam todos.
Apenas algum texto me levou a escrever isto, também porque esta temática está na sua fase final e gostaria de deixá-los com algumas palavras, reforçando o muito que já foi dito por todos sobre o mesmo.

Portanto,  se certos textos ou certos conteudos de textos tem a capacidade virtuosa ou gloriosa de nos legarem conhecimentos que sendo intemporais só se tornam por nós compreendidos quando conseguimos interpretá-los, porque entre outros factores também conseguimos realizar " a tal de alquimia" de que também  falam os livros de Paulo Coelho, então o parágrafo que vou reescrever a seguir é concerteza um deles Fonte -site (www.rosanevolpatto.trd.br/deusaneith.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yb3NhbmV2b2xwYXR0by50cmQuYnIvZGV1c2FuZWl0aC5odG1s))

"Neith chega até nós para nos dizer que é hora de levantarmos nossos véus e nos conhecermos verdadeiramente. Quando você se olhar no espelho, poderá ver-se com a cabeça de uma górgona coberta de serpentes. Entretanto se olhar novamente com os olhos do discernimento poderá visualizar sua própria beleza imortal.

 Ora o espiritismo está aí para ajudar os homens a tornarem-se conscientes disso mesmo, podendo assim melhorar o seu desempenho intelectual e moral Melhorando como espírito imortal que é. E claro que isto está a levar o seu tempo até que possamos integrar qualquer instituição com um potencial novo que vise melhorar a própria vida e a vida num geral, (a dos outros seres que partilham a evolução connosco). Claro que como alguém escreveu aqui neste forum .., ainda é, mesmo, só palavras bonitas e para alguns é-o concerteza. E hà a questão da obsessão  que é  um dos maiores flagelos e um dos maiores entraves ao progresso, devido precisamente aos desvios comportamentais do homem que tarda em Renovar-se.
  E há os incrédulos que como alguém disse : - para quê coçar a orelha esquerda com a mão direita, para quê ser complexo quando se pode ser simples.

Abraços desta que vos escreve
O.  P.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 20 de Outubro de 2009, 17:32
Ficamos cada vez mais preocupados com certas posições e colocações, sendo que a maxima do espiritismo é: Fora da Caridade não hà salvação, ficamos prestando atenção em espiritas cultos porém de curtas caridades. Bezerra de Menezes afirma que no atual momento de nosso planeta o Amor é o remedio,  atitude fundamental para convivermos com abalos morais e cismicos que estamos vivendo, é momento de pegarmos a charrua e não olharmos para traz, confiante no Cristo e promovendo o Amor e a caridade em qualquer movimento em que estamos inseridos.
Muita paz a todos.

Ola Pensador Espírita,

Obrigado pela participação.

Sua afirmação é verdadeira.

Bem aventurados os que sabem amar, pois Jesus disse Ame!

Estes já estão salvos amigo.

O problema é que quando se diz “amor”, é preciso encontrá-lo e vive-lo dentro de si, o que não fez muito sentido para todos os espíritos que vieram a ter contato com as lições do Mestre nestes 2 mil anos. Continuamos errando em aprender.

Referencias são importantes, tanto para o espírita como para aquele que não é, e este tema sendo aberto a todos é importante que possamos fazer sentido em nossos argumentos, não só pelos manuais da doutrina, mas também para alem dela, pois o importante é ajudar e acolher, deixando clara a posição da doutrina espírita. Nossos argumentos são válidos, mas cabe a escolha a cada um fazer uso deles ou não.

Divulguemos a doutrina de Jesus debatendo-a. Argumentos e provas não nos faltam, não acha?

Vejo que está é sua primeira participação. Precisamos de pessoas aptas a defender a doutrina neste espaço virtual, com idéias e material para reflexão. Participe sempre

Dentro de alguns dias nosso tema procurará fazer uma síntese, e uma reflexão sobre a questão 621. Acompanhe e colabore.

Um abraço fraternal e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 20 de Outubro de 2009, 17:33
Citação de: dim-dim em Hoje às 15:39

Amigos não sei como responder a essas questões, mas sinto que não é nada de ligar e desligar, falando de atenções ou níveis de atenção.

Tenho que deixar de me ver como um bloco sólido, e olhar-me como energia para poder dizer algo.

E dessa visão da energia do abstrato, que é o que na realidade somos, sinto que só temos que regredir a nível de consciência para nos unirmos ao todo do qual pertencemos e sempre estivemos, simplesmente sinto que perdemos essa ligação, por outra, não a perdemos, apenas não temos energia para nos lembrarmos dessa conectividade com o nosso Deus interior, a maioria das vezes só alcansável na hora da morte quando se soltam todas essas amarras desta vida " sólida " como nos ensinaram a crer.



Amigo Dim Dim


O contrario desta sua atitude de procurar estar ligado em tudo, que nome o amigo dá?

Inconciencia?

Desatenção?

O que nos liga ao mundo é a função de atenção, na minha opinião.

Um abraço

Nelson

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Olá amigo nelsonmt não sei que nome lhe dou, mas sei que é estar alheio à nosssa essência, dá-me vontade de dizer como o nosso amigo Taprobana, " é estarmos mortos ".

Palavras do amigo nelsonmt: " O que nos liga ao mundo é a função de atenção, na minha opinião ". Na minha também só que em vez de dizer de diria da atenção.



Com Carinho
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 20 de Outubro de 2009, 18:49

Mensagem enviada por mim a este tópico logo no inicio.

Olá amigo nelsonmt!

Estou a gostar deste tópico e também da maneira que o amigo o está a gerir.

Mas a essência da consciência é-nos dada pelo Livro dos Espíritos:

" Na condição de Espírito livre, tem o idiota consciência do seu estado mental?
Frequentemente tem. Compreende que as cadeias que lhe obstam ao vôo são prova e expiação. "

Mais:

" Conservando a intuição do seu estado de Espírito, o espírito encarnado tem, instintivamente, consciência do mundo invisível, mas os preconceitos bastas vezes falseiam essa ideia e a ignorância lhe mistura a superstição. "

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Olá a todos amigos, recuperei esta mensagem que enviei logo no inicio deste tópico para mostrar que mesmo não tendo sido grande estudioso de Kardec consegui em pouco tempo vislumbrar outro entendimento dado pelo mesmo autor.


NAMASTÉ
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Siegmund Beulke em 20 de Outubro de 2009, 19:15
Boa Tarde.

Citar
Que é, no entanto, uma onda?
À falta de terminologia mais clara, diremos que uma onda é determinada forma de ressurreição da energia, por intermédio do elemento particular que a veicula ou estabelece.
Partindo de semelhante princípio, entenderemos que a fonte primordial de qualquer irradiação é o átomo ou partes dele em agitação, despedindo raios ou ondas que se articulam, de acordo com as oscilações que emite.

Por não ter disponíveis fontes de conhecimento provenientes do mundo dos vivos que como já sabem são aquelas que considero viáveis em termos de uma certificação assertiva pois não exige de mim posturas cuja crença seja definida a priori, surge a oportunidade de me socorrer de um espírito para suportar a exposição seguinte:

Este trecho, retirado do livro de André Luiz “Mecanismos da Mediunidade” de 1960 contém uma surpreendente actualidade em termos de potencial do conhecimento, pois os fundamentos que sustentam a física quântica somente em 1930 estavam fundamentalmente alinhavados.

Agora se me permitem vou tentar instalar uma grande confusão.  >:(

Estamos em presença de uma contemporaneidade extraordinária que se parece traduzir como obvia uma de duas hipóteses: ou assistimos a uma manifestação de um princípio inteligente extra-corpóreo através de processos mediúnicos, ou o médium de alguma forma contem no seu universo mental conhecimento inconsciente que se torna consciente através de processos cerebrais.

Ambas as hipóteses apontam como prova a sobrevivência do princípio inteligente, sendo que a primeira o demonstra através da existência após a morte e o segundo através da existência antes da vida.

Assim, de uma vez só, poderemos suspeitar que nos processos de mediunidade, tanto poderão estar presentes elementos cuja natureza seja estranha à natureza individual do médium, como também elementos cuja proveniência nele esteja contida.

Assim, três hipóteses se apresentam:

1-   Ou as almas penadas por aqui andam e estão presentes nos processos da mediunidade.
2-   Estes são realidades que derivam da natureza imortal do princípio inteligente que incorpora o corpo do médium cujo potencial de conhecimento é indeterminado, e que por isso em nada torna incognoscível a hipótese de que a proveniência desse nível de consciência se encerra dentro da sua própria individualidade
3-   Esta fundamenta naquilo que é no meio espírita é conhecido como animismo, ou seja uma omeleta resultante das duas hipóteses em separado.

Qual das três hipóteses poderá ser a Verdade?
Que consequência teria para o espiritismo caso a Verdade estivesse na hipótese 2?

Taprobana


Bom . Taprobana  

Gostaria de somar nesta informação.

Acredito que todas as 3 hipóteses está incerido dentro da consciência.

Se buscarmos as experiências e testemunhos de Chico Xavier,  ele traz cartas, evidências de pessoas que já morreram e que comprovam inclusive suas assinaturas, e que não tem nada a haver com o chico, ou com suas vivencias espirituais ou com conciências da vivência espiritual do chico ou mesmo com as personalidade vividas do próprio chico em outras vidas.
São manifestações por intermédio de um médium (chico) com muito conhecimento e experiência.
As hipóteses 1 e 3 , creio que acontece e muito.Contra fatos não há argumentos.

Mas buscando o Livro do Médius, no capítulo I, HÁ ESPÍRITOS?

Nos é respondido o seguinte.
As almas que povoam o espaço são precisamente o que chamam de Espíritos; Os Espíritos não são ,pois, outra coisa senão as almas dos homens despojadas do seu envoltório corporal(físico).
Creio que sê são almas dos que estavam aqui na terra , morreram, e agora estão no espaço(espiritualidade) e eles são de diversos níveis evolutivos.
Desde os mais ignorantes até os mais evoluidos seja por inteligência e ou por moralidade. Sendo assim se comunicam conosco , não só as "almas penadas", mas muitos mais do que imaginamos. Acredito também , pelos estudos espíritas, e do que eu já vivênciei, que existem muito animismo mesmo. Ou seja , o dito médium está falando de si próprio , pois como cada um de nós já viveu diversas encarnações, cada um de nós também já viveu diversas personalidades. Cada personalidade continua viva dentro de cada um, digamos que no "inconsciente ou subconsciente", na verdade fica tudo gravado no cérebro espiritual.
No momento de se servirem como médiuns, acabam manifestando de si próprios sem saberem.
Mas não deixam de ser médiuns. É ensinado que todos somos mais ou menos médiuns, porque de alguma maneira somos todos sensitivos aos espíritos desencarnados.
Entendo que consciência é muito mais do que nossa vâ inteligência possa alcançar.
Consciência não pode ser confundido com conhecimento. Se Buscarmos a figura de Jesus, então poderemos dizer que ele tinha consciência da lei de Deus, pois conseguia entender, viver e ensinar, sem alterar o conteúdo na sua caminhada.
 Entendo que ter consciência  de alguma nível é ter absorvido a excência do entendimento de tal forma que se consegue entender, colocar na nossa vivência e ensinar , sem altera-lo.
Não acredito que consciência tem estágios. O conhecimento sim, tem estágios mil.
A consciência seria o ápice do conhecimento de algum ponto determinado.

Olhando desta forma , as 3 hipóteses tem um fundo de verdade. As tres juntas e mais as que não foram colocadas....... formará um consenso mais profundo do assunto. Ainda não seria a consciência do que é médium , mas nos traz uma vaga idéia.

Uma vez um sábio que dizia saber tudo, ou quase tudo, se apresentou diante de uma platéia e começou a falar e a falar e a falar. A maioria ficou de boca aberta de tanta sabadoria.
Depois de algum tempo, alguém e levantou , ergueu a mão e disse:
Se eu soubesse tudo o que você não sabe, eu seria o maior sábio do mundo......

Na realidade pura, nós ainda não conhecemos absolutamente nada de espiritualidade, de matéria, de espírito, de consciência......... Digo nada , no sentido de que falta muito informação para concluir algo como consciência....

Creio que consciência é muito mais que conhecimento, muito mais que domínio, muito mais que sabedoria, muito mais que visão........





 

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 20 de Outubro de 2009, 22:48

Outra explicação da consciência amigos.

http://video.google.com/videoplay?docid=7939505976833408618# (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3ZpZGVvLmdvb2dsZS5jb20vdmlkZW9wbGF5P2RvY2lkPTc5Mzk1MDU5NzY4MzM0MDg2MTgj)


NAMASTÉ
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 21 de Outubro de 2009, 00:21
Boa noite.

É um privilégio poder conviver convosco.

Vejo as reflexões do Nelson a propósito dos mecanismos do transe como perfeitamente aceitáveis, perfeitamente lógicas e suportadas tanto pela razão como pela verificação de facto, para além de estarem enquadradas com as tendências apresentadas pela neurobiologia e pela mecânica quântica.

Comungamos essencialmente na abordagem a esta matéria, ou seja, as divergências potenciais têm a ver com aspectos secundários ou acessórios para a análise deste tema em si mesmo, mas que assumem uma marcante distância de ponto de vista que abordarei neste texto mais abaixo aquando do comentário acerca da reflexão oferecida pelo Pensador espírita.

O mesmo acontece quando visito a mente do dim-dim. Não sinto discordância acerca da sua procura íntima do ser, ou seja da forma como sente a sua natureza imortal, mais do que isso partilho da mesma sensação, mas distancio-me da forma como aparentemente tende a adjectivar a vida como algo que se arrasta de forma penosa, acusando-a de ser uma amarra que o impedir de ver o seu Deus interior.

Os motivos para esta posição filosófica foi já anteriormente exposta que neste momento não é oportuno evocar pois alterariam o foco da minha atenção.

No entanto mantendo-se de pé as três hipóteses causais deste tipo de estado mental, ou seja, internas, externas ou combinadas, não nos resta outra saída do que as ter sempre presentes quando são tidas em consideração no universo do conhecimento das coisas.

Citar
Ficamos cada vez mais preocupados com certas posições e colocações, sendo que a maxima do espiritismo é: Fora da Caridade não hà salvação, ficamos prestando atenção em espiritas cultos porém de curtas caridades. Bezerra de Menezes afirma que no atual momento de nosso planeta o Amor é o remedio,  atitude fundamental para convivermos com abalos morais e cismicos que estamos vivendo, é momento de pegarmos a charrua e não olharmos para traz, confiante no Cristo e promovendo o Amor e a caridade em qualquer movimento em que estamos inseridos.

Boa noite Pensador espírita.

O que é a caridade? Existira alguém que queira, que se sinta feliz ao ser vítima dessa caridade?
 
Que abalos morais são esses que identifica com tanta precisão?
Qual é a face dessa moral que se sente abalada conhece-a?
Quem conduz essa charrua misteriosa?
E porque motivo não olha para trás?
Pensa que Cristo acompanha a charrua? Acredita que ele também não olha para trás?
Como promover o amor e a caridade?
Conhece o seu significado?

Boa noite Siegmund

Aceito o que expõem.

Mas nada disso é comprovadamente assim. Neste momento, tendo em conta aquilo que já sabemos acerca da biologia e da física, é possível encontrar justificações lógicas, suportadas na razão, com o mesmo tipo de viabilidade daquela que justifica a possibilidade da comunicação entre o mundo dos vivos e dos mortos, que apontam de forma consistente para a possibilidade da mediunidade ser completamente justificável através da hipótese 2.

Repare meu irmão, mesmo que assim um dia a Verdade for sustentada de forma irrefutável, nada disso significaria o fim do espiritismo, antes pelo contrário, abriria de par em par as portas da glória desta doutrina, ou seja, serviria de prova irrefutável acerca da assertividade das palavras que a mediunidade profere.

A única grande transmutação estaria ao nível da interpretação e no significado que a vida tem no nosso percurso imortal, ou seja, à vida estaria reservada a existência do uno (principio inteligente + matéria), mantendo-se da mesma forma intocáveis a verdade que compõem todos os restantes princípios básicos do espiritismo, ou seja, a existência de Deus, a imortalidade da alma, a reencarnação, a pluralidade dos mundos habitados, passando somente a fonte do seu saber a estar inscrita numa forma de consciência que provavelmente Damásio chamaria de “Consciência Suprema de Si” que contem tudo aquilo que o nosso princípio inteligente é. Assim, ao invés de estarmos a comunicar com os mortos, estaríamos a comunicar com o morto ( :D ), o ou seja, com aquilo que nós mesmo somos e sabemos.

Concluindo, o espírita não tem que temer a Verdade, o espírita deve amar a Verdade da mesma forma que ama a Deus. Ambos são um e um só.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 21 de Outubro de 2009, 02:30
" Na condição de Espírito livre, tem o idiota consciência do seu estado mental?
Frequentemente tem. Compreende que as cadeias que lhe obstam ao vôo são prova e expiação. "

Mais:

" Conservando a intuição do seu estado de Espírito, o espírito encarnado tem, instintivamente, consciência do mundo invisível, mas os preconceitos bastas vezes falseiam essa ideia e a ignorância lhe mistura a superstição. "

Caro amigo Dim-Dim, boa noite e PAZ.

Fiquei confuso, pelo que pude perceber o tema consciência em discussão estava direcionado para o fato de aquisição de conhecimento a fim de estruturar a maturidade do e no Espírito.

Da forma que voce colocou, conforme OLE; consciência é deter o conhecimento de seu atual estado de idiotia e de percepção do mundo espiritual.

Já no ESE Cap. XIII - ítem 10, temos o seguinte:
- "Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará."

Ou a confusão tá feita, ou então, cresce com as Obras Básicas nossa possibilidade de ampliar a consciência, senão vejamos:

Está na inteligência - aquisição de conhecimento para estruturação da maturidade do Espírito.

Está nos sentidos - dá-nos a exata percepção do que somos e de onde nos encontramos, até mesmo geograficamente falando.

Está no coração - nos serve de bússola a orientar-nos para atitudes embasadas no amor.

Adquirimos consciência, quando ???

Conceito tem algo a ver com consciência ???

Percebemos que Conceito é resultado de vivência, estruturada em nossos sentidos, adquirindo significados que resultam na experiência.

A experiência com fixação emocional nos permite criar preconceito, que conduz ao julgamento.

Mas pode nos levar ao discernimento que é a porta da compreensão.
Ocorrendo a compreensão podemos chegar a uma determinada verdade.

Essa verdade que é a nossa estrutura atual dá-nos consciência ??? em que sentido ???

Intelectual, perceptiva pelos sentidos ou emocional ???

O que fazer meu Deus, dá-me consciência :o

Meu amigo Atlante, saiba que todas essas informações somente encontrei, quando me encontrei reuzido ao estudo da Doutrina Espírita..... e veja quantas perguntas!!!!!

fique bravo não é só uma espetadinha...rs..rs..rs..

abraços fraternos a todos e muita PAZ.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 21 de Outubro de 2009, 02:42
Agora se me permitem vou tentar instalar uma grande confusão.  >:(

Estamos em presença de uma contemporaneidade extraordinária que se parece traduzir como obvia uma de duas hipóteses: ou assistimos a uma manifestação de um princípio inteligente extra-corpóreo através de processos mediúnicos, ou o médium de alguma forma contem no seu universo mental conhecimento inconsciente que se torna consciente através de processos cerebrais.

Ambas as hipóteses apontam como prova a sobrevivência do princípio inteligente, sendo que a primeira o demonstra através da existência após a morte e o segundo através da existência antes da vida.

Amigo Tapobrana, PAZ.

Isso é que é tomar consciência da sobrevivência do princípio inteligente, através da comunicação do Espírito via mediunidade com filtro limpo (médium) (1ª), e-ou, tomar consciência do que é ANIMISMO, comunicação com interferência do filtro não tão limpo assim (2ª).

Abraços fraternos.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 21 de Outubro de 2009, 11:59

Citação do amigo Delphus:

"Da forma que voce colocou, conforme OLE; consciência é deter o conhecimento de seu atual estado de idiotia e de percepção do mundo espiritual."

Olá
Essa é a interpretação do amigo Delphus, por isso eu digo que senti outro entendimento no autor, porque me fundi com o seu espírito sem o medir pelas minhas crenças ou conceitos, chamo a isso liberdade de percepção.

Isto foi o que ficou escrito:" Na condição de Espírito livre, tem o idiota consciência do seu estado mental?
Frequentemente tem. Compreende que as cadeias que lhe obstam ao vôo são prova e expiação. "

É um pouco diferente do que o amigo escreveu, aliás eu coloquei aqui estas frases do Livro dos Espíritos por ter visto a palavra do autor ser interpretada e reinterpretada à luz de todas as consciências, quando deveriamos meditar sobre o sentido delas e o espírito do autor para tentarmos ao menos ser imparciais.


"Conceito tem algo a ver com consciência", citando Delphus.


Isto foi o que ficou escrito:
"mas os preconceitos bastas vezes falseiam essa ideia e a ignorância lhe mistura a superstição. "

O que é que isto nos diz amigo Delphus?

A resposta é-nos dada na mensagem pelo autor que referi.


A mensagem não pode ser descontextualizada, então cá está ela:


Mensagem enviada por mim a este tópico logo no inicio.

Olá amigo nelsonmt!

Estou a gostar deste tópico e também da maneira que o amigo o está a gerir.

Mas a essência da consciência é-nos dada pelo Livro dos Espíritos:

" Na condição de Espírito livre, tem o idiota consciência do seu estado mental?
Frequentemente tem. Compreende que as cadeias que lhe obstam ao vôo são prova e expiação. "

Mais:

" Conservando a intuição do seu estado de Espírito, o espírito encarnado tem, instintivamente, consciência do mundo invisível, mas os preconceitos bastas vezes falseiam essa ideia e a ignorância lhe mistura a superstição. "

-------------------------------------------------


Olá a todos amigos, recuperei esta mensagem que enviei logo no inicio deste tópico para mostrar que mesmo não tendo sido grande estudioso de Kardec consegui em pouco tempo vislumbrar outro entendimento dado pelo mesmo autor.


NAMASTÉ
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 21 de Outubro de 2009, 20:03
Amigos do fórum


Sendo minha a responsabilidade de conduzir este debate permitam reconhecer a minha ignorância para falar ou explicar a Yoga. Mas sou responsável por ela e devo fazer algo por isso. Encontrei um forma de me redimir com minha consciência mostrando respeito à tão antiga escola.

Um dos livros que tenho sobre a yoga é prefaciado pelo Sri Krishnamacharya Tirumalai procurei saber no Google sobre ele e é espantosa sua biografia vivendo 101 anos.

Sobre a biografia dele.

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Tirumalai_Krishnamacharya&ei=0xPeSrGIMsLf8Qap3MVe&sa=X&oi=translate&resnum=1&ct=result&ved=0CAsQ7gEwAA&prev=/search%3Fq%3Dkrishnamacharya%2Bwikipedia%26hl%3Dpt-BR (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3RyYW5zbGF0ZS5nb29nbGUuY29tLmJyL3RyYW5zbGF0ZT9obD1wdC1CUiZhbXA7c2w9ZW4mYW1wO3U9aHR0cDovL2VuLndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9UaXJ1bWFsYWlfS3Jpc2huYW1hY2hhcnlhJmFtcDtlaT0weFBlU3JHSU1zTGY4UWFwM01WZSZhbXA7c2E9WCZhbXA7b2k9dHJhbnNsYXRlJmFtcDtyZXNudW09MSZhbXA7Y3Q9cmVzdWx0JmFtcDt2ZWQ9MENBc1E3Z0V3QUEmYW1wO3ByZXY9L3NlYXJjaCUzRnElM0RrcmlzaG5hbWFjaGFyeWElMkJ3aWtpcGVkaWElMjZobCUzRHB0LUJS)

Sobre a sua escola de Yoga

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Tirumalai_Krishnamacharya&ei=0xPeSrGIMsLf8Qap3MVe&sa=X&oi=translate&resnum=1&ct=result&ved=0CAsQ7gEwAA&prev=/search%3Fq%3Dkrishnamacharya%2Bwikipedia%26hl%3Dpt-BR (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3RyYW5zbGF0ZS5nb29nbGUuY29tLmJyL3RyYW5zbGF0ZT9obD1wdC1CUiZhbXA7c2w9ZW4mYW1wO3U9aHR0cDovL2VuLndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9UaXJ1bWFsYWlfS3Jpc2huYW1hY2hhcnlhJmFtcDtlaT0weFBlU3JHSU1zTGY4UWFwM01WZSZhbXA7c2E9WCZhbXA7b2k9dHJhbnNsYXRlJmFtcDtyZXNudW09MSZhbXA7Y3Q9cmVzdWx0JmFtcDt2ZWQ9MENBc1E3Z0V3QUEmYW1wO3ByZXY9L3NlYXJjaCUzRnElM0RrcmlzaG5hbWFjaGFyeWElMkJ3aWtpcGVkaWElMjZobCUzRHB0LUJS)

Talvez fique mais claro começar, a saber, o que Yoga tem a oferecer se olharmos para aqueles que foram mais longe nela, e dentro disso avaliar a dificuldade de encontrar um instrutor experiente, mas isso não pode ser um problema para quem realmente deseja. Aqui também é uma busca, e nesta biografia vemos assim como nos médiuns espíritas os anos gastos em preparação e aperfeiçoamento.

Do livro “Yoga para o corpo, a respiração e a mente” (Ed. Pensamento) de AG Mohan, discípulo do mestre acima citado, retirei um texto que usaremos aqui como referência pois penso que expressa uma nova abordagem da consciência, e fala também de mente, auto conhecimento e espírito.

Yoga os mestres baseiam-se em textos antigos, mais que a Bíblia, portanto devem hoje passar por dificuldades de aplicar palavras modernas e sentidos a eles. Como tratam de fenômenos humanos, talvez possamos fazer o exercício de substituir palavras e procurar por sentidos que fizemos com a Bíblia, e procurar conceitos das funções mentais. Obviamente este não é um texto clássico, mas é inspirado nele e escrito para ocidentais, alem disso ele reflete uma visão de uma escola, mas é o que dispomos para procurar por referências ao nosso estudo sobre consciência.

Penso ser importante também trazer a reflexão dos amigos espíritas é a visão yogue do desequilíbrio da mente. A palavra “mente” pode ser aplicada para designar o processo de cognição ou atenção, e “Percebedor” , como a palavra  consciência. Ao texto apliquei em parênteses e em vermelhos os sinônimos, para uma compreensão mais coerente ao nosso estudo.

É importante contrapor este conhecimento com a visão da ciência cartesiana à questão da função mental e mesmo a espírita. Neste texto há uma mudança de visão daquilo que é “consciência” e sua importância para o espírito, mas esta discussão proponho a seguir.

Realmente não sei se há instrutores capazes no nível de mestre, em todas as cidades e isso pode ser um fator limitador para alcançar este resultado, portanto tem que ser levado em conta na hora de se ocupar com ela.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 21 de Outubro de 2009, 20:07
O Problema: Mente a origem da percepção equivocada.

Percebemos o mundo por meio de nossa mente(cognição)[/b]. O fator crucial é a clareza de nossas percepções. Ela determina se ingressamos numa vida de escravidão ou liberdade.
De acordo com a filosofia da yoga, normalmente a mente(atenção)[/b] se move em muitas direções. Ao mesmo tempo, sabemos que é possível dar direção a todo esse movimento, o que sugere que alguma entidade alem da mente(atenção)[/b], ocupa a direção. Chamamos a essa entidade de o Percebedor(consciência)[/b]. O próprio Percebedor(consciência)[/b] é constante e imutável. Assim como a mente(cognição)[/b] experimenta o mundo graças aos sentidos, o Percebedor(consciência)[/b] , “vê”, graças a seu próprio instrumento de percepção, a mente(cognição)[/b]. É Ele quem reconhece os movimentos e mudanças mentais.

Quando a mente(cognição)[/b] não esta obnubilada, ou coberta de sombras, o Percebedor(consciência)[/b] vê claramente.


Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 21 de Outubro de 2009, 20:09
 “Impurezas” na mente(cognição)[/b] é que deturpam, falseiam e tendenciam nossa compreensão/percepção de tudo que observamos pelo Percebedor(consciência)[/b]. É como se Ele devesse olhar através de uma vidraça suja. Essas impurezas incluem desejo, ódio, medo, preconceitos, reações e resíduos de nossas experiências passadas, de modo ao olharmos uma pessoa, lugar ou objeto, através das janelas de nossa mente(cognição)[/b], vemos apenas sujeira. Não vemos as pessoas, lugar ou objeto,  como realmente são, mas como reflexos de nós mesmos e de nossas associações mentais. O problema surge quando nos identificamos com nossa mente(cognição)[/b] e com essas percepções distorcidas. Sofremos

Impurezas da mente.

Impurezas da mente(cognição)[/b] ou impedimentos para alcançar a liberdade.
Embora possam não estar diretamente relacionadas com o objeto focalizado, elas tem um poderoso efeito sobre nossas compreensão/percepção e, portanto, sobre nossas ações. Estes efeitos as tornam reais e não uma ilusão (como são de fato).
Existem 5 “Impurezas”, elas anuviam nossa inteligência e nosso conhecimento, afetando assim nosso comportamento, e por último, toda a nossa qualidade de vida. Mas elas podem ser sutis, e mesmo assim nos cegar. Cegos não encontramos a solução duradoura para nosso problemas. Juntas atuam para distrair nossa atenção e impedir-nos de ver claramente. Elas obscurecem a nossa visão, sujam a janela através da qual contemplamos o mundo.

1 Compreensão falsa.

A principal delas. Não avaliamos corretamente, o objeto, fato, pessoa, lugar. Erramos em saber suas qualidades reais, usando de nossos resíduos mentais para defini-los, bom mau, certo, errado e etc.
2 Identidade equivocada- O Ego.

Indentificamo-nos com algo que não é o nosso “eu”. Por falta de auto conhecimento e não sabendo aquilo que somos de fato, nos identificamos com coisas e pessoas que nada tem a ver conosco.

3. Ansiedade Irracional.

Desejo cobiçoso insensato.

4 Ódio e Repulsa.

Sofremos por noções a coisas, fatos e pessoas que nos causam repulsa e ódio,  quando não podemos evitá-las.

5 Medo

O medo existe para todos. Só pelo conhecimento que somos o Espírito, e permanecendo como Espírito, é que ultrapassamos este medo.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 21 de Outubro de 2009, 20:11
Sofremos quando confrontados com a tensão de ambientes ou situações desagradáveis, sentimos constrangimento e opressão. Podemos querer escapar desse estado mas, enquanto este é um modo de sentir “a nós mesmos”, para onde havemos de ir?

O Percebedor(consciência)[/b] é inerentemente integrado. Sua natureza e a capacidade de ver claramente não mudam. É na mente(cognição)[/b] que ocorre a falha de integração, com isso afetando as percepções do Percebedor(consciência)[/b].[/b] Quando nossas percepções se obscurecem, a falta clareza, e isso perturba a mente(cognição)[/b], o nosso corpo e a nossa respiração.

Os Cinco Estados da Mente.

Como parte do esforço para compreender a mente e sua intromissão no caminho da nossa liberdade, é útil saber que ela tem várias formas de atuação e que 5 os seus estados básicos. Ela pode ser muito distraída (3 tipos) ou pode ser dirigida para a concentração da atenção (2 tipos).

1 Mente Agitada.

mente(atenção)[/b] fora de controle, hiperativa e salta de uma coisa para outra.

2 Mente Obscurecida

mente(cognição)[/b] “pesada”, “entorpecida”e “desfocada’”

3 Mente Distraída

Alternamos entre atenção e distração.  Às vezes focamos, e outras vezes ficamos viajando aleatoriamente entre vários objetos. Por causa disso, esta mente(cognição)[/b] ainda representa um estado sem integração.

4 Mente Focalizada.

Nossa mente(atenção)[/b] focaliza um só objeto interior ou exterior.

5 Mente em Estado de Absorção.

Nossa mente(atenção)[/b] focaliza um só objeto interior ou exterior, mas absorve-se totalmente nele. Há uma recepção pura e direta. Nenhuma força exterior pode perturbar esse foco e a mente(cognição)[/b] está integrada por completo.

O mais importante na prática da yoga é o constante senso de descoberta de sí mesmo. Quando urna prática se torna mecânica e estéril, não há descoberta, cessa o progresso. A chave para manter a vitalidade de urna prática é a observação coerente pelo professor ou por você, para que sejam feitas adaptações e mudanças no momento oportuno.
Urna prática bem-sucedida é a que é executada com regularidade e que é incorporada á todos os outros aspectos da sua vida. A inter-relação entre alimentação, atividade, lazer, sono, socialização, etc., afeta toda a qualidade e a harmonia da vida. A jornada para o estado de yoga exige urna reavaliação contínua, bem como redefinição de objetivos, de áreas de resistência e do esforço exigido, já que esses fatores estão em constante fluxo em relação um ao outro.
Se quisermos mudar, crescer e percorrer o caminho rumo à liberdade devemos começar de onde estamos exatamente agora. O movimento para a frente tem de ser constante, feito com atenção, reflexão e gratidão. À medida que progredirmos, perceberemos que os nossos sentidos estão se tornando disciplinados e a nossa mente(cognição)[/b] menos confusa. Nossas atitudes com relação a nós mesmos e aos outros mudarão. Notaremos que não sofremos mais como antes, e que o mundo, na verdade, é um bom lugar para ficar, rezar e realizar coisas. Esta é a jornada de total reintegração pessoal.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: malamari em 21 de Outubro de 2009, 20:58
Olá , tô chegando atrasada...me cadastrei no site hj, e achei muito interessante e gostaria de dar minha contribuição:
Do livro "Mereça ser Feliz" (Ermance Dufaux)

Conscientizar é tomar contato com os conteúdos velados da mente estabelecendo conexão com o ser divino que há em nós. Tomemos como exemplo o orgulho: sabemos que somos orgulhosos, estamos informados disso, mas não temos consciência plena de suas manifestações, dos detalhes de sua ação. Essa a diferença entre conhecer e saber.
A conscientização surge quando aprendemos a utilizar a informação para a transformação.
A informação é atividade cognitiva que só abrirá portas para a conscientização quando houver o aporte dos processos renovadores da sensibilidade humana.

Abçs
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 21 de Outubro de 2009, 21:02
Amigos do fórum,


Desejo chamar à reflexão dos amigos algumas semelhanças com os textos de André Luiz, em relação a palavra Atenção nos livros Nos domínios da Mediunidade e Mecanismos da Mediunidade, conforme já publiquei no fórum.

Para a minha compreensão dos termos empregados, fiz um exercício de substituir palavras que pensei ser sinônimos equivalentes no contexto da frase com relação à palavra “mente”. Que como já vimos, esta palavra abriga modernamente muitas funções. Salientei duas basicamente Atenção e Cognição. Posso ter errado na aplicação destas palavras mudando o sentido real do texto. Aceito críticas. Não posso saber por que não estudo Yoga para tanto, mas sem estas mudanças não poderia ler o texto e buscar um sentido.

Usei também a palavra consciência como sinônimo de “percebedor” e parece que ela reflete muito um sentido próximo àquele que Antonio Damásio nos coloca. Eu percebo mas não registro, ou não compreendo com a cognição, etc...

Finalmente compreender a consciência como a lente do espírito neste mundo é uma idéia que me agrada. Ser ela inalterável e a mente a variável é uma idéia muito pertinente no terceiro nível de consciência. Ela contrapõe à consciência reflexiva uma outra, a “consciência perceptiva”. Será com o auxílio destas duas que buscaremos a clareza do raciocínio e  clareza das percepções, nos aproximando do ideal de Mandato Mediúnico. Penso que o nível quinto de foco é uma descrição de um tipo de Mandato Mediúnico.

5 Mente em Estado de Absorção.

Nossa mentefocaliza um só objeto interior ou exterior, mas absorve-se totalmente nele. Há uma recepção pura e direta. Nenhuma força exterior pode perturbar esse foco e a menteestá integrada por completo.[/color]

Todas estas afirmações e conclusões coloco em debate aos amigos.

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 21 de Outubro de 2009, 21:08
Olá , tô chegando atrasada...me cadastrei no site hj, e achei muito interessante e gostaria de dar minha contribuição:
Do livro "Mereça ser Feliz" (Ermance Dufaux)

Conscientizar é tomar contato com os conteúdos velados da mente estabelecendo conexão com o ser divino que há em nós. Tomemos como exemplo o orgulho: sabemos que somos orgulhosos, estamos informados disso, mas não temos consciência plena de suas manifestações, dos detalhes de sua ação. Essa a diferença entre conhecer e saber.
A conscientização surge quando aprendemos a utilizar a informação para a transformação.
A informação é atividade cognitiva que só abrirá portas para a conscientização quando houver o aporte dos processos renovadores da sensibilidade humana.

Abçs


Olá Malamari,


Gostei do texto. É exatamente isso que estamos falando.
Como buscamos as leis de Deus pela nossa consciencia.
Desejo colocar instrumentos para tornar este processo mais fácil.
Ele deve ser contínuo então fizemos um upgrade nas palavras e seus sentidos modernos.
Tem muita coisa a ler.

Um abraço fraternal

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 21 de Outubro de 2009, 22:44
Amigos do fórum,


Delphus e Taprobana,


Não sei se os amigos acharão o que vou dizer pertinente, mas, penso e sinto ser importante.

Acho importante mais as perguntas que as repostas!
As perguntas ficam e as repostas mudam, e até a questão perde importância.
Se estiver compreendendo a proposta de santo Agostinho e de Kardec, isso é relevante.

As perguntas ficam as respostas vem e vão, e o que muda é a consciência que se ganha. Portanto é importante perguntar e questionar.

Quanto ao satisfazer-se com uma resposta devemos aceitar que isso será temporário. Quem pode perguntar com certeza já está perto de uma resposta. Mas já vi muitas pessoas desistirem de buscar a sí mesmo, ou a compreender Deus e suas leis por que “não encontrou resposta”. Ou outras que ficaram no vício de uma pergunta e mais outra e mais outra e mais outra e mais outra e mais outra e mais outra... é um vício que chamo de intelecto dependência. A pessoa fica viciada em pensar e usar a razão e deixa de sentir e perceber, e nunca sai disso. Primeira reação: pensar e questionar.

Mas não podemos aguardar as respostas para que entremos em ação no esforço do amor a se viver e aprender e serviço que nos aguarda. Elas virão. E é no trabalho ativo que “coincidentemente” elas nos aparecem pela intuição. É um salto no escuro sem certezas. E sim na Fé.

Animismo:

Faremos e pronto! Haverá oscilação! É um fato até no texto da Yoga que acabo de postar que sujeiras de nossa mente interferiram no objeto, ou ação da percepção.
Já sabemos disso, então entremos em ação com honestidade, em exercício anímico. Quanto mais vivenciá-lo mais saberá dele e aprenderá com erros, você tomará consciência. Não vivenciá-lo é se negar a tomar consciência. Não espere sucessos e sim fracassos. Não conte os anos, mas as décadas. Quando comecei estipulei 4 décadas de treinamento, mas antes disso, aproveitando as faltas de companheiros mas talentosos que eu entrava em serviço e procurava fazer o meu melhor. Não dá para dispensar um treinamento que permite você a viver o processo pessoalmente. Não tenho certezas que outros me disseram, mas as que eu vivi, entre minha consciência reflexiva e a consciência perceptiva. Mas não sei tudo, e isso não é mais um problema para mim.

Espero ter ajudado

Um abraço fraternal e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 21 de Outubro de 2009, 23:16
Boa noite.

Boa noite Nelson. Aproveitando a oportunidade que a sua permissão nos dá, sugiro que o entendimento que tem do texto não esteja em concordância com aquilo que está escrito. O meu ponto de vista é:

A mente é a mesma mente de que aqui falamos desde o inicio deste tópico, e o percebedor é aquilo que temos designado por princípio inteligente.

Assim o percebedor é constante e imutável, que tem como ferramenta cognitiva a mente que por sua vez se socorre dos sentidos para perceber o mundo.

Assim dependendo do universo mental que o cérebro cria através da concepção dos seus mapas, resultantes dos múltiplos vectores já anteriormente abordados entre os quais se encontram os sentidos aqui evocados, assim se depara o mundo ao percebedor.

Partindo deste ponto o que este autor propõem é um conjunto de soluções que poderão ser utilizadas por aqueles que assim o sintam necessário para que através de uma mudança de atitude perante a vida seja possível criar um universo mental mais confortável ao seu principio inteligente.

Citar
Mas não podemos aguardar as respostas para que entremos em ação no esforço do amor a se viver e aprender e serviço que nos aguarda. Elas virão. E é no trabalho ativo que “coincidentemente” elas nos aparecem pela intuição. É um salto no escuro sem certezas. E sim na Fé.

Inteligente a forma como resolve a “confusão” proposta (  :) ), mas suspeito que essas questões terão em breve respostas objectivas por parte da vida e os espíritas terão de estar despertos e atentos.

O que é a fé? Qual a sua proveniência? Da matéria ou da alma?

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Delphus em 22 de Outubro de 2009, 00:33
Animismo:

Faremos e pronto! Haverá oscilação! É um fato que sujeiras de nossa mente interferiram no objeto, ou ação da percepção.
Já sabemos disso, então entremos em ação com honestidade, em exercício anímico. Quanto mais vivenciá-lo mais saberá dele e aprenderá com erros, você tomará consciência. Não vivenciá-lo é se negar a tomar consciência. Não espere sucessos e sim fracassos.

Espero ter ajudado. Um abraço fraternal e muita Paz. Nelson

Caro amigo Nelson, com certeza ajudou, álias, em geral nosso maiores nos falam que em rarísssimos médiuns não ocorre o animismo. Aquele se propõe a realizar algo na DE seja como médium em reuniões mediunicas ou em qualquer área, está sujeito ao animisno, pois em nossa  própria anamnese temos a contrução de nós mesmos, sendo assim, às vezes contribuimos e vezes outras interfirimos erroneamente na comunicação, porém no exercício vamos como que separando o Joio do Trigo e tornando-nos assim melhor ferramenta. Contudo de par a par devemos tomar o cuidado de manter o estudo sempre ativo, tomarmos consciência do ocorrido e nos disponibilizar-mos para Jesus. Quando através do estudo e do auto-conhecimento tivermos a possibilidade de praticarmos a individuação e não o individualismo, conscientemente cresceremos e estaremos a caminho da luz -(DEUS).

A  nossa interferência pode dar-se de 2 maneiras:
a) com sujeiras de nossas mentes, transmitindo a mensagem erroneamente, pela metade ou totalmente distorcida.
b) com aquisições pelo estudo sério e metódico, auxiliando as mentes de irmãos menos evoluidos, cerceando palavras e atitudes de baixo calão.

Portanto o animismo só o passa por ele quem trabalha, assim como consciencia, só a adquire quem exercita o auto-conhecimento.

Como bem fala Divaldo P. Franco - tudo na vida é resultado de exercício.

Abs fraternos e PAZ.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Suelen em 22 de Outubro de 2009, 02:31
Boa noite Nelson!

"As perguntas ficam as respostas vem e vão, e o que muda é a consciência que se ganha. Portanto é importante perguntar e questionar."

Muita feliz essa citação, pois sabemos que a verdade absoluta está em Deus, e toda manifestação é uma parcela para se chegar mais perto da verdade absoluta.

"Amai-vos e instruí-vos" - caminho para ganharmos a consciência.

Muita paz!

Muita paz!

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Luizahelena em 22 de Outubro de 2009, 02:55
Olá amigo Nelonmt! Parabéns pelo estudo!!!

Gostaria de partilhar com vocês:

"Daí provêm nossas mais altas aspirações, nosso desejo de saber, mamais satisfeito, nosso sentimento do Belo e do Bem; daí os clarões repentinos que iluminam de tempos a tempos as trevas da existência e os pressentimentos, a previsão do futuro, relâmpagos fugitivos no abismo do tempo, que luzem à vezes para certas inteligências.
Sob a superfície do "eu", supefície agitada pelos desejos, esperanças e temos, está o santuário que encerra a Consciência integral, calma, pacífica, serena, o princípio da Sabedoria e da Razão, de que a maior parte dos homens só tem conhecimento por surdas impulsões ou vagos reflexos entrevistos."
O Problema do Ser do Destino e da Dor - XXI - A Consciência. O Sentido ìntimo - Leon Denis.

Abreijos a todos;

Luiza.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Luizahelena em 22 de Outubro de 2009, 03:04
Mais um pouquinho amigos:

"A consciência é, pois, como diria W.James, o centro da personalidade, centro permanente, indestrutível, que persiste e se mantém através de todas as transformações do indivíduo. A consciência é não somente a faculdade de perceber, mas também o sentimento que temos de viver, agir, pensar, querer. É una e indivisível."

O "eu" afirma-se, desenvolve-se, e a personalidade completa-se pela manifestação da consciência moral ou espiritual. A faculdade de perceber os efeitos do mundo sensível exercer-se-á por modos mais elevados; converter-se-á na possibilidade de sentir as vibrações do mundo moral, de discriminar suas causas e leis."

Leon Denis - O Problema do Ser do Destino e da Dor.

Com carinho;

Luiza.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 22 de Outubro de 2009, 13:20
Boa tarde.

Após expor com precisão cirúrgica e com uma explanação competente aquilo que a ciência tinha há época já conquistado, André Luiz (ou o principio inteligente de Francisco Xavier (?), ou ambos) na obra “Mecanismos da Mediunidade” termina o capítulo “Fótons e fluido cósmico” com esta conclusão:

Citar
A proposição de Einstein, no entanto, não resolve o problema, porque a indagação quanto à matéria de base para o campo continua desafiando o raciocínio, motivo pelo qual, escrevendo da esfera extrafísica, na tentativa de analisar, mais acuradamente, o
fenômeno da transmissão mediúnica, definiremos o meio sutil em que o Universo se equilibra como sendo o Fluido Cósmico ou Hálito Divino, a força para nós inabordável que sustenta a Criação.

Continua no capítulo “Matéria Mental” que se segue:

Citar
Identificando o Fluido Elementar ou Hálito Divino por base mantenedora de todas as associações da forma nos domínios inumeráveis do Cosmo, do qual conhecemos o elétron como sendo um dos corpúsculos-base, nas organizações e oscilações da matéria, interpretaremos o Universo como um todo de forças dinâmicas, expressando o Pensamento do Criador. E superpondose-lhe à grandeza indevassável, encontraremos a matéria mental que nos é própria, em agitação constante, plasmando as criações temporárias, adstritas à nossa necessidade de progresso.

Ultrapassando de momento as questões às quais não temos ainda resposta por parte daquilo que constitui a vida, nomeadamente no que se refere à natureza do elemento do “Hálito de Deus” ou “Fluido Elementar” (que acredito estar-mos próximos de o poder suspeitar) é notável a similaridade da génese da mente aqui descrita, com as conclusões dos mais recentes desenvolvimentos da neurobiologia que aqui abordamos.

Apesar de não ser ainda possível determinar a natureza eventualmente quântica da mente, sabemos de forma quase precisa que esta é um efeito cerebral, portanto necessariamente material e perecível tal como é explicado por Francisco Xavier.

Para além disso, merece ser sublinhada a função educacional da mente na razão da nossa necessidade de progresso. Uma vez mais a VIDA surge não como um fardo mas sim como aquilo que nós somos.

Taprobana.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 22 de Outubro de 2009, 13:37
A propósito daquilo que Francisco Xavier denomina de “Corpúsculos mentais”

Citar
Como alicerce vivo de todas as realizações nos planos físico e extrafísico, encontramos o pensamento por agente essencial.
Entretanto, ele ainda é matéria, – a matéria mental, em que as leis de formação das cargas magnéticas ou dos sistemas atómicos prevalecem sob novo sentido, compondo o maravilhoso mar de energia sutil em que todos nos achamos submersos e no qual
surpreendemos elementos que transcendem o sistema periódico dos elementos químicos conhecidos no mundo.
(…)
Assim é que o halo vital ou aura de cada criatura permanece tecido de correntes atômicas sutis dos pensamentos que lhe são próprios ou habituais, dentro de normas que correspondem à lei dos “quanta de energia” e aos princípios da mecânica ondulatória, que lhes imprimem freqüência e cor peculiares.
Essas forças, em constantes movimentos sincrônicos ou estado de agitação pelos impulsos da vontade, estabelecem para cada pessoa uma onda mental própria.

Aqui está uma descrição da dualidade quântica onda-particula que faz inveja ao mais erudito dos físicos contemporâneos. É simplesmente extraordinário.

A propósito Nelson, é por estas e por outras que a certeza da imortalidade da alma é algo de inquestionável do ponto de vista da razão.

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 22 de Outubro de 2009, 13:54
Amigos do fórum

Estamos terminando mais uma semana.

Esta foi uma semana tensa e intensa. Agradeço aos irmãos a compreensão do objetivo do estudo desta semana. Procurei usando uma insignificante amostra do material espiritualista, visando encontrar paralelos à nossa questão sobre o uso da função mental que a consciência exerce em todos nós encarnados. Era necessário ser espiritualista pois a princípio, temos um problema comum, ou seja: revelar o Espírito que habita em nós.

Desta proposta os depoimentos dos amigos Atlante e Dim-Dim abriram uma visão do problema que não estava planejada: o reconhecimento (tomar consciência) da função mental da “atenção” e “concentração”. Meu foco inicial era a “alavanca da vontade”. Tive que buscar em André Luiz os tais paralelos de meu propósito. Minha consciência se abriu para reinterpretar as obras Mecanismos da Mediunidade e Nos domínios da Mediunidade diante desta nova função mental. E estava lá, explicando os mecanismos básicos do uso da matéria mental. Neste sentido o texto Funções Psíquicas: "Consciência, Atenção E Orientação", de Carlos Eduardo Sandrini De Castro (deixei em anexo) foi fundamental para meu entendimento. A descoberta funcional da atenção e desatenção no mecanismo mediúnico equilibrado e obsessivo, em conjunto com a ação involuntária de pensamentos reflexos. Caí de frente ao meu processo de invigilância e enfim da base da estrutura da “alavanca da vontade”.

Sobre a problemática da questão que envolve a função mental Atenção, e sua importância em nossas vidas, fiquei impressionado lendo a biografia do mestre yogue que citei, que seu treinamento sobre isso ocorreu inicialmente em casa, da relação de pai para filho. Registrei isso para refletir sobre a questão biológica de nossa experiência espiritual que estudamos em Antonio Damásio em aplicar isso em minha vida. Já é uma nova meta.

Não seria ninguém nesta vida se não fossem as pessoas que encontro nela. Amigos, obrigado pela lição!

Outra alegria desta semana foram as muitas manifestações de novos e velhos amigos do fórum. Todas muito instrutivas e afetivas.

Taprobana, penso que você tem razão sobre o significado de “Percebedor” como “inteligência”, no sentido que discutimos antes. Não havia considerado isso. Obrigado.
Sobre a razão. Sim desde que o individuo encontre um meio (uma resposta que o convença) sobre o Espírito, e sobre a qualidade energética sutil que nos envolve. A razão científica ainda não capaz de abordar aquilo que podemos perceber na apuração de nossos sentidos.

Delphus, sua enorme capacidade de citar a doutrina me deixa feliz de contar com o amigo neste tema. Entre tantas questões que me ocupam, sua participação é fundamental, obrigado.

Suelen, você tem toda a razão.

Luisa Helena adorei o texto e as referencias de estudo. Obrigado pela participação.
Enfim vamos para última semana. Uma Síntese.

Obrigado por mais uma semana de estudo.
Muita Paz a todos
Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Marta81 em 22 de Outubro de 2009, 15:38
Existe o momento em k o silêncio das palavras dá lugar ´
a voz da consciência.
HÁ  SABODORIA NO SILÊNCIO,hÁ DEUS DENTRO DE NÓS!
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 22 de Outubro de 2009, 20:24
Amigos do fórum,

Quando comecei a estudar previamente o tema que envolve a questão 621 percebi a complexidade de abordagens possíveis.

Teria que relacionar com os ensinamentos Bíblicos e com aqueles pós Kardec, mas diante dos inúmeros sentidos de consciência e de seus sinônimos e de funções intrínsecas a ela, precisaria estabelecer rapidamente uma definição da doutrina que representasse exatamente uma vivencia um exemplo comparável e concreto.

Na Bíblia existem outras palavras que expressam a palavra “mente” e “consciência”. Quais estas palavras, a problemática da tradução e as melhores substituições modernas não seria possível abordar, então apenas registrei o problema para chamar a atenção ao uso destas palavras. Elas estão lá, mas, não com estas letras modernas.

Nos cinco livros básicos da doutrina o uso da palavra consciência é múltiplo, representando tanto as funções mentais neurológicas quanto a seu uso de um pensamento de valor social. Também não fiz discussão, mas apresentei o problema, mas agora a palavra consciência já esta presente em todos os livros da doutrina e foi aplicado em muitos contextos. Estes recortes podem ser uma forma de uma pessoa se iniciar na ampla questão que temos refletir.

Nos livros de Francisco Candido Xavier, especialmente em André Luiz, mais modernos, (não ampliei a outros autores por motivos logísticos e ficará esta lacuna) o uso também acontece freqüentemente, mas procurei aplicar a mesma abordagem sondando os textos digitalizados com a função de busca do programa “word.”

Propus duas vivencias como modelo comparativo: O Mandato Mediúnico e uma vivencia de alguém como portador do Amor Fraternal. E no exemplo maior que temos notícia: Jesus.

Como modelo articulador do tema, segui os conselhos de santo Agostinho e Kardec fazendo uma reflexão ampla, partindo em uma busca pessoal por estabelecer com todos, diálogo sobre esta questão específica. Dentro da doutrina encontrei em André Luiz o Castelo de Calderaro que serviu de referencia estabelecendo 3 níveis de consciência.

Busquei dialogo e informação na ciência e encontrei informações úteis em cientistas que fizeram um mapeamento das funções cerebrais e psíquicas, e portanto precisaram dividir e especificar cada aspecto conhecido da função mental, entre elas a consciência. Dedicamos uma semana fornecendo referências e fontes bibliográficas e aqui existe uma enorme fonte de estudos a todos. E pessoas podem ser atraídas a dominar estes conceitos. São ferramentas úteis para discutir os textos clássicos da doutrina e da bíblia, pois definem exatamente o uso de cada sinônimo e expressão que se apresente da função mental humana. E mais, expressam exatamente aquilo que ocorrem conosco em nossos muitos tipos de vivencias de humor e alteração da consciência, bem como, ajuda na educação de crianças. Aqui estão em linguagem fácil, as mais modernas definições da palavra consciência e suas implicações possíveis na questão 621, acessível em 3 livros, e muitas outras fontes citadas.

Busquei diálogo com a corrente espiritualista da Yoga, exatamente por ser uma escola que usa de treinamento mental, corporal e emocional, e não apenas filosófica. Busquei referencias paralelas exatamente à problemática da função mental que estudamos, agora num enfoque que reconhece a existência do Espírito. Pessoalmente achei muito válida e instrutiva seu foco na função da “atenção” e a questão dos fatores que impedem a mente de ser clara.

Enfim voltamos a nós mesmos nesta semana, a refletir sobre aquilo que aprendemos e como aplicaremos este conhecimento em nosso dia a dia.

Tenho as pendências: com amiga SR , e com o amigo Vitor Santos e a que ficaram para esta semana. Pretendo responder a todos.

Um abraço fraternal

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 22 de Outubro de 2009, 20:27
SR

Olá

Lhe pedi que aguardasse o momento de conversarmos. Obrigado
Desejo voltar ao diálogo

Um abraço fraternal

Nelson

Olá,

Peço desculpa pela minha não compreensão. Mas não entendi o intuito verdadeiramente, do Topico que deu inicialmente a este Estudo, sendo que tornar consciente ou ser consciente é reconhecido internamente e são distintas. Não entendi o facto das leituras recomendadas, nem da busca de conceitos... :P

As informações que nos sao externas, podem fazer ressonância, no entanto nao faz de nós mais ou menos Conscientes verdadeiramente, apenas informam/formam algo em nós, nos torna conscientes de algo, podendo nao ser de nós ...sermos conscientes é outra coisa... sermos conscientes é sermos mais autenticos conosco...

E sim, percebi que se trata de saber ou estudar sobre Consciencia, mas de facto nao entendi o conteudo espiritual da questao (volto a referir), desculpem-me.

A Consciencia, meus amigos, saberemos o que será em nós, quando percebermos que o Sentir nao é o mesmo do que Saber.

Para reconhecermos a Consciencia em nós, deveriamos dar mais crédito, á aceitação ao invés da resignação, por exemplo...

Para tornar mais clara a consciencia do que somos, sermos entao Conscientes, deveriamos primeiro nos desapegar dos preconceitos imposto por uma sociedade ate mesmo pela Doutrina, livres, podemos ter consciencia daquilo que somos, e dar hipoteses aquela frase que as vezes oiço (muito pouco) eu nao sou o que penso que sou, mas sou o que penso e por isto, entanto eu ainda pergunto: - Saberás o que és? Entao, como saberás que és Consciente?  ;)

Ter consciencia de...não nos faz Ser mais Conscientes ;)

Ter e Ser...o que será isto, em relação á Consciencia, ou, em relação a Deus?  :D

Citar
Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?

 “Na CONSCIÊNCIA.”

Abraços e bons estudos ;)

Ola Nelson,´

Mas quanto mais o leio, mais confusa fico... :P

Fala em mente...percepção..coração...biblias e etc's...

Repare Nelson...estamos no Forum Espirita, e seria interessante começarmos pelo principio..o que será entao isso de MENTE comparado ou que relação faz a ALMA e o ESPIRITO, dentro deste assunto que é a Consciencia?

O que será realmente isso da Consciencia?
Onde fica Deus perante a nossa Consciencia?

Nao me respondeu as minhas questões iniciais, espero ver estas agora a serem respondidas.

Abraço
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 22 de Outubro de 2009, 21:27
SR



As informações que nos são externas, podem fazer ressonância, no entanto não faz de nós mais ou menos Conscientes verdadeiramente, apenas informam/formam algo em nós, nos torna conscientes de algo, podendo não ser de nós ...sermos conscientes é outra coisa... sermos conscientes é sermos mais autênticos conosco...

Penso que palavras trazem dentro de si uma energia que é sentida pelo espírito, por isso elas fazem “sentido” a nós. Vivemos constantemente o universo espiritual, mesmo encarnados, nos identificando com tais sentidos 

Penso que o espírito não está isolado, e se relaciona com o meio e por isso desenvolve em si as percepções das leis de deus com o passar dos tempos, encontrado ressonâncias que desenvolve pelo princípio inteligente.

Procurei estabelecer palavras e seus sentidos muito exatos para que esta ressonância seja a mais perfeita possível e então não haver dúvidas à inteligência em seu processo cognitivo. Exatamente para que cada indivíduo por seu livre arbítrio se torne autentico e autoconsciente disso e suas conseqüências. Penso que a exatidão em nossas escolhas pelo uso da razão inteligente é fundamental para minimizar as chances de erro, bem como para a reavaliação dos resultados obtidos.


A Consciencia, meus amigos, saberemos o que será em nós, quando percebermos que o Sentir não é o mesmo do que Saber.

Para reconhecermos a Consciência em nós, deveríamos dar mais crédito, á aceitação ao invés da resignação, por exemplo...

Penso que precisamos aprender tanto o Saber e o Sentir e como eles participam da função mental e por isso a idéia de estudar a Neurociência. Ela propõe um lugar de destaque ao sentir, e exatamente precisamos rever isso.
Na aceitação existe uma questão lógica e racional de reconhecimento daquilo que aceitamos. Neste processo existe uma valor que vem de nossos sentimentos aprimorados. Mais uma vez é importante a leitura de Antônio Damásio, e outros.

Para tornar mais clara a consciência do que somos, sermos então Conscientes, deveríamos primeiro nos desapegar dos preconceitos imposto por uma sociedade ate mesmo pela Doutrina, livres, podemos ter consciência daquilo que somos, e dar hipóteses aquela frase que as vezes oiço (muito pouco) eu não sou o que penso que sou, mas sou o que penso e por isto, entanto eu ainda pergunto: - Saberás o que és? Então, como saberás que és Consciente?  ;)

Ter consciencia de...não nos faz Ser mais Conscientes ;)

Ter e Ser...o que será isto, em relação á Consciência, ou, em relação a Deus?  :D

Existem muitas escolas que nos preparam a saltar da consciência atual para a Consciência definitiva. De fato é uma busca por treinamento e instrução. A doutrina espírita é mais uma. Ter consciência em último grau neste plano somente dentro do Mandato Mediúnico. Na doutrina ocorre conjuntamente com a experiência de ser fonte de amor fraternal. É o que penso que ela pretende nos ensinar.
Provavelmente não veremos a Deus ao fim desta jornada, mas seremos totalmente perceptivos a conscientes a Ele.


Repare Nelson...estamos no Fórum Espírita, e seria interessante começarmos pelo principio..o que será então isso de MENTE comparado ou que relação faz a ALMA e o ESPIRITO, dentro deste assunto que é a Consciência?

O que será realmente isso da Consciência?
Onde fica Deus perante a nossa Consciência?
Nao me respondeu as minhas questões iniciais, espero ver estas agora a serem respondidas.
 

Não saberia citar aqui, mas, em um livro de André Luiz ele nos diz que a vida de encarnados para o espírito é uma experiência hipnótica. Ele deve querer dizer que a encarnação é um estado alterado da consciência espiritual. Mas ela se manifesta na matéria biológica. Então esta consciência que temos deve algum modo nos ligar na matriz. Acredito que seja com as ressonâncias que nos fazem sentidos ao nosso ser aqui, e temos como verdade. Isto se expressa biologicamente em emoções e reações emocionais que induzem nossa inteligência a criar por soluções que nos justifiquem, e por onde possamos nos expressar o mais satisfatoriamente. Entre esta lógica interna correta e a realidade externa, a verdadeira verdade, esta o conflito que nos transformará a alma. Aprenderemos errando e aplicando a razão e a inteligência, em conjunto com estes sentimentos. Deus é o lado externo, as Leis, sua consciência e sua livre escolha a lógica interna.

Um abraço

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 22 de Outubro de 2009, 22:04
Olá Aruanda


termino, dizendo que realmente  ainda não se explicou o que é a Consciencia ou o que se pensa sobre o assunto.


A amiga tem razão. Usei da definição de André Luiz, e ele colocou a mais ampla das definições que encontrei, conforme descrevi no “Castelo de Calderaro”, do Livro No Mundo Maior.

Eis a minha

Esta visão revolucionária nos coloca na obrigação de buscar sentidos nos três níveis simultaneamente, tantos pelos órgãos sensoriais, a reflexão e a razão bem como as percepções mediúnicas integrando-as amorosamente sendo sua manifestação livre e espontânea.  Na disciplina da concentração da atenção e do amor movimentamos nosso foco mental e emocional onde desejamos pelo nosso livre julgamento. Nossa moral é definida por critérios energéticos, auto percebidos, da melhor qualidade e não abrimos mão disso. Somos um canal inteligente de sabedoria e amor dos planos superiores.

Peço desculpa pelo processo adotado parecer confuso, de construir conceitos ao longo da semana, pensando no critério didático e dinâmico.  Nada sabendo sobre como exercr esta função, fui na intuição e nos modelos que vi. Pensei que temas semanais organizassem a leitura. Mas a inexperiência tem seu preço a pagar.

Um abraço fraterno muita Paz

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Robson Silva em 22 de Outubro de 2009, 22:49
Pessoal, fiquei realmente impressionado com as informações ditadas por todos voces e confesso que aprendi muito, mas eu acredito que quando os Espiritos se referiram a consciencia, na verdade eles queriam dizer Perispirito,porem para a epoca ainda era um palavra nova e pouco compreendida. Todos sabemos que o arquivo mental do Espirito é o Perispirito e nele esta grvada todas nossas existencias e tambem o germe do nosso futuro que é a Consciencia plena de Deus.
Espero ter contribuido.

Abraços a todos. Que Deus seja a razão de nossas vidas.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 22 de Outubro de 2009, 23:38
Boa noite.

Enquanto a Susana e a Aruanda não aparecem vou colocar mais um tabuleiro de questões (inspiradas por aquilo que o Robson Silva afirma) no forno para irem aquecendo.  :D

A existência de perespirito aponta no sentido de que o princípio inteligente tem na matéria um elo indispensável para que a consciência de si esteja presente? Ou seja, poderá o princípio inteligente ter consciência de si sem qualquer tipo de suporte material?

Um espírito amigo (ou o meu Eu mais culto do que o meu eu   ::) ) contou-me um dia que somente a partir de determinado estádio evolutivo é que os espíritos se libertam por completo da matéria.

Se assim for, como pode esse princípio inteligente ter consciência de si?

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 24 de Outubro de 2009, 01:42

Olá amigos como ninguém diz nada e eu de consciência ( espirito ) não sei dizer nada, pois a minha consciência ( espirito ) só sabe sentir não sabe falar, deixo-vos a vocês todos, a todo mundo e para este espirito que vos envia uma musica que repito porque faz-me sentir muito.



http://www.youtube.com/watch?v=0Wv3Ya9nskA (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBXdjNZYTluc2tB)



Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 24 de Outubro de 2009, 01:57

Este espirito ( dim-dim ) sente o Zamfir pelo Amor que é a maior atração e a melhor mas todas as emoçoes são a forma de nos comunicarmos espiritos.


http://www.youtube.com/watch?v=q8C8ys7SF3I&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXE4Qzh5czdTRjNJJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)



Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 24 de Outubro de 2009, 07:19
Olá Robson Silva, e demais amigos do Fórum

Pessoal, fiquei realmente impressionado com as informações ditadas por todos voces e confesso que aprendi muito, mas eu acredito que quando os Espíritos se referiram a consciência, na verdade eles queriam dizer Perispirito,porem para a época ainda era um palavra nova e pouco compreendida. Todos sabemos que o arquivo mental do Espírito é o Perispirito e nele esta gravada todas nossas existências e também o germe do nosso futuro que é a Consciência plena de Deus.
Espero ter contribuído.
 

E como contribuiu. Obrigado.
Modificando um pouco sua questão, ela se revela pertinente ao nosso estudo.
Qual a importância do Perispirito para a consciência do espírito? e portanto...
Qual a importância do Perispirito para aprendermos as Leis de Deus?

Esta é a abordagem indutiva dos autores espirituais para nos ensinar a questão 621. Sempre vemos as opções escolhidas conscientemente aqui se refletirem lá, no mundo espiritual. Em exemplos marcantes, “personagens” e seus dramas pessoais diante da realidade do espírito e das Leis de Deus, na “com-seqüência” (ou seja ação e reação) do uso do livre arbítrio. Fazemos aqui, e de forma simplista, conferimos lá, no que deu as nossas concepções.

Desta experiência de fato aprendemos as Leis de Deus, gravando na inteligência (como capacidade de fazer uma função) do espírito, e, portanto refletindo no periespírito.
Então o amigo talvez concorde também, que ”já fazemos uso das leis de Deus pela nossa consciência”.

Penso que a qualidade de imperfeição que nos ocorre neste momento é de “sentidos” e de nossa incapacidade de reconhecer no processo cognitivo as emoções e as percepções sutis. Uma vindo de nosso próprio ser e a outra alem dele. É essa a leitura que faço das obras espíritas. Kardec nos permitiu sentir, e desta qualidade fazer opções melhores, mais inteligentes e racionais. Se o amigo não se permite sentir como saberá o que é certo e o que é errado para si? O amigo com certeza já faz uso disso com sua inteligência intrapessoal, e lógico-matemática, mas a proposta é desenvolver sempre estas capacidades. É fundamental em minha opinião, aprender como “sentimos”, ou seja, como nossa personalidade se expressa em emoções e quais sentimentos nutre.

Com estas capacidades (inteligências) poderá desenvolver a inteligência interpessoal cristã, ou seja, ser capaz de se colocar no lugar de outra pessoa, e sabendo que sente e, que o outro também sente, então fazer escolhas menos impulsionadas pelo “pensamento reflexo”, e mais pela consciência reflexiva.

Neste tema estamos usando a palavra inteligência como algo dinâmico, que se desenvolve pelo aprimoramento, e não mais uma capacidade fixa. Desta forma é determinante para o espírito aprender a fazer uso da “vontade”, de forma consciente (já faz inconscientemente). E como vimos recentemente, a vontade é uma função da consciência estabelecida pela atenção e concentração.

Na questão da consciência,  que envolve a Atenção, a Desatenção, a Concentração, os Pensamentos reflexos, a Vontade, as Inteligências Inatas (no sentido de Gardner, incluindo a Espiritual) estabelecem o “foco” básico da personalidade (que sente) em um dos 3 níveis proposto no tema. Este foco básico é uma zona de conforto que só se modifica pelo autoconhecimento e reflexão, aprendendo a manejar, (operar) seu foco nos 3 níveis.

Penso que esta capacidade de operação do foco da consciência é fundamental para o espírito em sua vida pós encarnação.

Erros eu fiz, mas se não souber focar minha consciência alem do meu remorso, caio em desequilíbrio vibracional.
De erros eu fui vítima, mas se souber focar minha consciência alem do desejo de vingança ou de lamentações, caio em desequilíbrio vibracional.
Se não fui mau, mas não busquei o terceiro nível de consciência, não consigo elevar-me vibratoriamente e manter-me.

Em desequilíbrio no mundo espiritual temos que ser enviados terapeuticamente à reencarnação até que possamos na oportunidade de momento conseguir planejar nossos passos futuros de lá para cá.

Aprendendo o equilíbrio vibratório, operando o foco da consciência aqui, podemos planejar passos futuros, daqui para lá.

Penso que Kardec nos ensina a palavra Sentido, tanto em sua forma verbal, como substantiva. Assim a Afetividade, a Reflexão e a Percepção, como função mental é que precisamos sentir operando e se desenvolvendo em nossa consciência de forma consciente e voluntária, no modelo deixado por Jesus, o Cristo. Operando nossa consciencia plenamente no amor (e no perdão) e pelo Amor.

Um abraço meu amigo e muita Paz.

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 24 de Outubro de 2009, 08:48
Amigos do Fórum,

Que tempos vivemos! Quantas benções ao Espírito.

Esperamos cinco mil anos de nossa cultura judaico cristã  (idéias mentais) pudesse ouvir,  recentemente,  que as Leis de Deus estão na consciência.

Lemos no livro Bíblico que Deus fez o mundo em sete dias, e muitas maravilhas, mas lá não consta a palavra consciência.

Lá existe o pecado original, que se trata de um desobedecimento às leis de Deus, e o nome da culpada: Eva!

Moises estabeleceu os dez mandamentos morais e uma instituição entre as tribos criando a estrutura social (copiando dos egípcios) e física do Templo, e nele o sacerdote.
Como não compreendemos que o Templo era um lugar de aprender a ter Deus dentro de nós, fomos nele em busca de Dele com ofertas e dízimos corrompendo o sacerdote em sua função de professor de autoconhecimento, usando-o como intermediário. É mais fácil, prático (do que buscar dentro) e é politicamente correto com a sociedade, “doamos a Deus” e faço o que eu quero com minha vida.

Fugimos da responsabilidade. Mas espíritos ascenderam.
Veio Jesus. Ame!
Criamos a Igreja do mesmo jeito de antes.
Fugimos da responsabilidade. Mas espíritos ascenderam pois a mensagem é mais interna, é de dentro do “coração”.

Veio Kardec. Tomou consciência a revelou-a exibindo a Mediunidade, definindo neste contexto que as Leis de Deus estão no interior e se expressa pela livre escolha do homem.
Agora teremos que corromper a nos mesmos?

Tudo é muito recente, e não houve muito tempo, mas para aqueles que já buscam, existem pessoas experientes em quase todas as cidades brasileiras e em Portugal (outros países também.) que podem ser seu amigo, ser merecedor de sua confiança, de forma que pela obra valha à pena conhecer a filosofia.

Voltando ao problema de Eva. De uma forma muito livre, penso que a Neurociência salvou a figura mítica de Eva, pois ela estava certa. A emoção existe na razão na mesma grandeza. Eva é igual a Adão. Nós homens temos muito que aprender com as mulheres. Aprendemos com nossos erros.

Um abraço fraternal a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 24 de Outubro de 2009, 13:08

Olá amigos o dim-dim vive perto do campo, meia hora de caminhada e está no chaparral, onde acontecem coisas fascinantes.

São muitos kilometros de chaparral, ali termina as luzes e os barulhos das cidades, pela noite.

A primeira consciência ( espirito ) que faz contacto é através do medo, eriça os cabelos da nuca, paraliza os movimentos, muda as feições, abre os olhos, destapa os ouvidos.

Sim os ouvidos que é o melhor meio de comunicação dos espiritos.

O dim-dim aguenta firme e instantâneo ouve os melhores sons do mundo em uma paz que não se sabe falar apenas sentir. Alegria das alegrias.

Esta parte da consciência (espirito ) que por aqui anda à quatro décadas e tal ainda sente muita dificuldade em pôr em palavras o que a consciência ( espirito ) sente.


Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 24 de Outubro de 2009, 15:59

Olá amigos já me ia embora mas tenho um amigo ( espirito ) que me fez voltar para vos dizer o quanto somos amigos.

Nesse mesmo chaparral (sobreiros) um dia já faz muitos anos o dim-dim a muitos kilometros de casa deparou-se com uma grande chuvada e muito vento em plena noite.

Sem nenhum local para abrigo o dim-dim procurou alguma proteção debaixo de uma dessas belas árvores enormes mas de pequena folhagem, protegeu-se (nunca nos devemos defender de nada) do vento frio mas a chuva estava a enregelá-lo.

Foi então , depois de algum tempo, que ele reparou numa pequeníssima plantinha com um palmo de altura e seu tronco de tão fino dobrava-se para todo lado ao sabor do vento mas sem partir, sem se lamentar, apenas aguentava com firmesa e determinação, era uma bolota dos sobreiros que tinha germinado ali onde se encontrava o dim-dim.

O dim-dim de imediato, a sós com aquela imensidão, obteve o entendimento perfeito pelo Amor e contemplação daquela plantinha frágil que não se queixava, e também de imediato desapareceu o frio e o mal estar.

Quem era o dim-dim perante aquele Amor todo para se queixar e obstruir o seu sentir com sentimentos de fraqueza perante uma plantinha tão frágil, a minha bela amiga.


Depois desse evento tornaram-se protetores um do outro com visitas frequentes e boas " conversas " até hoje que essa bela amiga de um palmo já tem a altura do dim-dim.

Em casa o dim-dim basta pensar nela para de imediato estar com ela.

Com Amor Amigos


Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Edna☼ em 25 de Outubro de 2009, 14:35
[i]Dim-dim[/i]

Obrigada por partilhar conosco tão belas músicas, viajei.... são simplesmente lindas.

Quanta beleza que há na música, envolve nosso coração e faz vibrar as fibras mais sutis das nossas almas.

Tenham todos um lindo domingo.

Abraços fraternos, :)
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 25 de Outubro de 2009, 16:07

Olá amiga Edna Soares vou só deixar mais uma de Zamfir que me expande a consciência e me desfragmenta ( não liguem a esta de desfragmentar ) que acaba com as partições, também não sei se é isto. Mas temos que comunicar baixinho senão os amigos da consciência...e o amigo ( autor da consciência ) nelsonmt ai ai...

Com Carinho Amigos

http://www.youtube.com/watch?v=DC-qVU58Nk4&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PURDLXFWVTU4Tms0JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Robson Silva em 25 de Outubro de 2009, 20:46
Pessaol, boa noite.
Conforme pude entender da Doutrina, somos (nós espiritos) feitos simples e ignorantes e segundo estudos da Genesis e A Caminho da Luz, nós ja estagiamos no reino mineral, vegetal e finalmente no reino Hominal, onde temos o DESPERTAR da consciencia, ou seja, nossa trajetoria no Universo incia no ÁTOMO e finda no ARCANJO, alias, acho que não sabemos ainda se finda no Arcanjo porque nossa evolução é infinita.
Quero dizer que nossa consciencia esta e sempre esteve conosco, atestando nossa individualidade, nossa trajetoria e chega um momento que ela desperta, e isso não quer dizer que ela não existia anteriormente.
Espiritos mais evoluidos nos dizem que ainda não temos condições de saber o principio inteligente das coisas, mas nos afirma que a medida que o véu (consciencia) for se depurando vamos tomando conhecimento do "misterio" de nossa origem. Portanto, acho que nossa consciencia faz parte do Espirito, e a medida que nos evoluimos ela vai nos mostrando outras opções.
Pessoal, caso esteja equivocado estou aberto a maiores esclarecimentos.

Um forte abraço.

Robson Silva.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 26 de Outubro de 2009, 12:00
Amigo Robson,

Conforme pude entender da Doutrina, somos (nós espiritos) feitos simples e ignorantes e segundo estudos da Genesis e A Caminho da Luz, nós ja estagiamos no reino mineral, vegetal e finalmente no reino Hominal, onde temos o DESPERTAR da consciencia, ou seja, nossa trajetoria no Universo incia no ÁTOMO e finda no ARCANJO, alias, acho que não sabemos ainda se finda no Arcanjo porque nossa evolução é infinita.
Quero dizer que nossa consciência esta e sempre esteve conosco, atestando nossa individualidade, nossa trajetoria e chega um momento que ela desperta, e isso não quer dizer que ela não existia anteriormente.
Espiritos mais evoluidos nos dizem que ainda não temos condições de saber o principio inteligente das coisas, mas nos afirma que a medida que o véu (consciencia) for se depurando vamos tomando conhecimento do "misterio" de nossa origem. Portanto, acho que nossa consciencia faz parte do Espirito, e a medida que nos evoluimos ela vai nos mostrando outras opções.
 

O amigo “entendeu corretamente”.
Mas quero chamar a sua atenção, que fez um exemplo de “ter em mente”, “ter na consciência”, um pensamento, uma idéia.
Ao conquistar este ou aquele entendimento da doutrina, ou de outros aspectos da existência,  só isso não basta.

Um exemplo:

Quando fui aprender a andar de bicicleta meu pai me disse toda a teoria do “andar de bicicleta”. Ele me disse:
_Filho, para o lado que você estiver caindo vire o “guidão” e pedale.
Disse isso e foi embora. Testei a teoria dele e naquela tarde “aprendi” a andar de bicicleta. No mesmo dia tive meu primeiro acidente.
Na teoria simples de meu pai não havia capítulos sobre “fazer curvas e frear”. Apesar da monumental queda que tive naquela tarde não desisti, e hoje sei andar de bicicleta.

Quando se discute aprendizagem de questões sutis como consciência e amor apenas “idéias” não bastam. “Ter em mente” é pouco eficiente, mas é um começo. Nossa vida moderna reclama nossa “atenção”, pois ela é captada pelo marketing para fatos e produtos fora de nós, mas “tendo em mente” os conceitos da doutrina o amigo terá que iniciar uma jornada dentro de si e “fazer” processos de aprendizagem pela prática. Cada prática em seus acertos e erros, ao longo do tempo, farão a construção do seu saber pessoal e este sim é importante para sua evolução.

Diante de dificuldades talvez seja útil conhecer questões intrínsecas sobre, onde e como tudo acontece dentro de sua função mental. Mecanismos da memória, da cognição e da atenção entre outros são importantes de serem reconhecidos durante este processo de aprender. Uma longa jornada tem que ser planejada conhecendo as adversidades que enfrentará e os recursos de que dispõe. Tome consciência das funções mentais que lhe ocorrem, e procure desenvolver suas capacidades e recursos pessoais para tornar o processo cognitivo uma ferramenta ao seu espírito, e não um inimigo “desconhecido” (pois parece que estamos brigando conosco mesmo, e não apenas com uma incapacidade corrigível se detectada.). Seja honesto e objetivo e verá que a sua prática contemplará muitos mais acertos do que erros. Os livros da doutrina contem muitos capítulos, mas eles não são suficientes para o seu caso, ou para o meu, pois eles contem palavras de quem já sabe, e elas expressam sentidos que nossa cognição associa de forma incompleta ou errada e tudo isso reflete na nossa consciência e em nossas atitudes. Por isso não basta "te-los em mente", e sim aprender seus sentidos, sentindo na prática.

Quando comecei estudar a doutrina não havia uma correlação entre ela e a psicologia. Graças a um enorme trabalho de Divaldo Pereira Franco e outros podemos fazer esta ponte. Neste trabalho, inspirado por estas pontes criadas anteriormente, e aproveitando a oferta do material que temos a disposição em nossa língua, procurei iniciar uma com a Neurociência. Imagino que todos têm muito a aprender com ela, e esta é uma contribuição a um debate que não se encerra aqui, mas que é permanente, pois se trata de nossa capacidade de aprender e viver a doutrina e os ensinamentos de Jesus.

Um abraço fraterno e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Robson Silva em 26 de Outubro de 2009, 13:37
Nelson, bom dia.
Obrigado pela explanação, com sua colaboração tomei conhecimento de outra realidade que acredite vou procurar explorar.
Qualquer duvida entrarei em contato.

Obrigado. Muita paz.

Robson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 26 de Outubro de 2009, 14:26
Boa tarde.

Convido todos os amigos a uma excursão a um mapa mental que desenhei em 1987 (21 anos).

Citar
Siente da ultrapassagem do deleito das terras, ficando sem palavras proveitosas, voando sobre lampejos de amor, querendo entrar na solidão dos corpos desenterrados. Prometi ao destino não voltar atrás. Nunca antes tinha havido tanta dor. Chegou alguém que fugia da ternura da sua finura volátil. Não quero que ultrapassem o meu ser. Não quero que entrem na solidão das pedras. Outras vozes se levantam sobre mim. Quero viver sobre terra manhosa. Egoísmo que perfura a própria força, não transparece sem que os dons do mundo prevaleçam sobre a razão. Não quero morrer sem deixar escrito que lembranças vãs não têm lugar entre os homens. Que a diferença prevaleça sobre a virtude. Na terra dos homens, ninguém tem o direito de viver.
Profecias macabras correm pelo Mundo, querendo ultrapassar o que nunca foi dito. Não posso viver perante a indiferença dos corpos. Que ninguém queira ultrapassar a arrancada divina. Pontos dançarinos tentam penetrar na escuridão bela, terna, doce, moribunda de amor. Amando a penumbra encontraras a verdadeira essência da vida, vivida por viver. Musica de espanto provoca dores na coesão divina da Terra. Nunca me deixei ultrapassar por infiéis á doutrina dos seres. Imperfeição mental que destroi o que foi feito com saber. Jamais entrareis no Mundo divino.

1987 (psicodactilografia  não consciente)

Quem escreveu este texto?  ???

Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 26 de Outubro de 2009, 15:04
Usando-me a mim mesmo como objecto de observação e uma vez que o autor deste texto (entre muitos outros do género) sou eu próprio, levanta-me a questão: pode um principio inteligente transmutar em 20 anos ao ponto de não se reconhecer a si mesmo? ou seja, como posso ter escrito isto?  ???
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 26 de Outubro de 2009, 15:09

Olá a todos amigos!

(                     )
Quem disse, Taprobana, bem vindo amigo, "  Pontos dançarinos tentam penetrar na escuridão bela, terna, doce, moribunda de amor. Amando a penumbra encontraras a verdadeira essência da vida, vivida por viver."
 
Quem disse?
(                      ), não vale ver lá em baixo.
Sei um ninho

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

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http://www.youtube.com/watch?v=_drEFOaPaK8 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PV9kckVGT2FQYUs4)

Miguel Torga

Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 26 de Outubro de 2009, 16:11

A todos amigos da consciência, há umas palavras libertadoras naqueles momentos em que a aquisição da consciência é de tal intensidade que das duas uma, ou parece que vai "cair" o mundo, ou o momento de extase de entendimento de amor com tanta intensidade, transforma-se em entendimento de eternidades instantâneos.

-------------------------------------

 SWAMI VIVEKANANDA
A MEDITAÇÃO E SEUS MÉTODOS

OREM, AGORA!

Repitam mentalmente:
Sejam felizes todos os seres;
Vivam em paz todos os seres;
Sejam abençoados todos os seres.

Façam isso dirigindo-se ao leste, ao sul, ao norte e a oeste. Quanto mais fizerem isso, melhor se sentirão.

Vocês irão verificar que o modo mais fácil de terem saúde é desejarem que os outros se tornem saudáveis, e o meio mais fácil de se sentirem felizes é fazerem os outros felizes.

Depois de fazer isto, aqueles que acreditam em Deus deverão rezar - não por dinheiro, não para sua própria saúde, não pelo céu; orem pela luz e pelo conhecimento; qualquer outra prece é egoística.


Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 26 de Outubro de 2009, 18:35
Uma síntese, dentre as muitas possíveis sobre este mês.

Na primeira semana buscamos um recurso da Filosofia da Linguagem:

Citar
Filosofia da linguagem (*) é o ramo da filosofia que estuda a essência e natureza dos fenômenos lingüísticos. Uma das principais caracteristicas da filosofia da linguagem é a maior diferença entre o ser humano e os outros seres que existem no mundo. Ela trata, de um ponto de vista filosófico, da natureza do significado lingüístico, da referência, do uso da linguagem, do aprendizado da linguagem, da criatividade dos falantes, da compreensão da linguagem, da interpretação, da tradução, de aspectos lingüísticos do pensamento e da experiência. Trata também do estudo da sintaxe, da semântica, da pragmática e da referência. As principais questões investigadas pela disciplina são:

Qual a natureza do significado? O que é o significado?
Como a linguagem se relaciona com a mente do falante e do intérprete?

A pergunta "qual o significado do 'significado'?" não tem uma resposta óbvia. tradição empirista tratou o significado do "significado" como uma idéia provocada por um signo. Teorias da condição de verdade tratam os significados como condições sob as quais uma frase envolvendo uma expressão pode ser verdadeira ou falsa. Teorias do significado como uso entendem o significado como algo relacionado a atos de fala e frases particulares. Teorias pragmatistas tratam o significado como conseqüência. Teorias referenciais do significado tratam o significado como algo equivalente às coisas no mundo conectadas às palavras que as designam.
(*) Wikipédia.

A discussão de significados que envolvam a palavra “consciência” nos textos classicos, bem como as extruturas das funções mentais a ela relacionadas são uma maneira de fazer uma releitura de signiificados aplicados na linguagem utilisada.
Obviamente a questão das palavras de Jesus, ou de Kardec no que tange a funções mediúnicas se referem a uma experiencia concreta, ainda que possivel à aqueles que a desenvolvem. Então entendemos que os significados destas palavras são conectadas às palavras que as designam e portanto é preciso usar sabiamente os seus conceitos, e mais, estão referenciadas por uma consequencia, a uma realidade.

. Nesta primeira semana alem de definir a questão da consciencia dentro da doutrina, procuramos lançar luzes de palavras chaves em significados da função da mente humana. Estas “luzes” serviram de contextuação para a indrodução da Neurociencia, e de conceitos atuais da ciência, que se iniciaria na outra semana. Então a busca por palavras e seus sinonimos servem à reflexão e portanto é uma forma de meditação util, segundo nos admoestra santo Agostinho. Mas aqui neste espaço e neste tema apenas passamos tangenciando esta questão (mesmo porque não sou especialista nesta area, sou apenas autodidata) mas é um recurso racional àqueles que desejarem usar.

Relacionamos a questão 621 a um modelo e uma estrutura. O modelo se baseia na experiencia de uma função mental, de uma consciencia que alcança um nível de Mandato Mediúnico e de se tornar um ser Portador do Amor Fraternal e nesta proposta se utilisando das orientações do texto de santo Agostinho, e da estrutura de cosnciencia das páginas de André Luiz de No Mundo Maior. Esta relação é um consenso?
Particularmente penso que sim, assim como penso que toda a doutrina em sua função de revelação busca ensinar esta relação. Pensando assim propuz a compreenção que a conciencia se estabece completa com o terceiro nível.

Focamos na palavra percepção, no entanto faltou dizer que a razão de todo trabalho é de no mínimo a busca voluntária pelo ser superior, onde podemos contactar nosso Anjo da Guarda, a voz da consciencia. Como não o fizemos é bom que o façamos já.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 26 de Outubro de 2009, 18:40
 O Livro dos Espíritos

491. Qual a missão do Espírito protetor?

“A de um pai com relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida.”

495. Poderá dar-se que o Espírito protetor abandone o seu protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos conselhos?

“Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas, não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame.

 Quanto vos livraria dos maus Espíritos! Mas, oh! Quantas vezes, no dia solene, não se verá esse anjo constrangido a vos observar: “Não te aconselhei isto? Entretanto, não o fizeste. Não te mostrei o abismo? Contudo, nele te precipitaste!
Não fiz ecoar na tua consciência a voz da verdade? Preferiste, no entanto, seguir os conselhos da mentira!” Oh! Interrogai os vossos anjos guardiães; estabelecei entre eles e vós essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos. Não penseis em lhes ocultar nada, pois que eles têm o olhar de Deus e não podeis enganá-los. Pensai no futuro; procurai adiantar-vos na vida presente. Assim fazendo, encurtareis vossas provas e mais felizes tornareis as vossas existências. Vamos, homens, coragem! De uma vez por todas, lançai para longe todos os preconceitos e idéias preconcebidas. Entrai na nova senda que diante dos passos se vos abre. Caminhai! Tendes guias, segui-los, que a meta não vos pode faltar, porquanto essa meta é o próprio Deus.

“Não receeis fatigar-nos com as vossas perguntas. Ao contrário, procurai estar sempre em relação conosco. Sereis assim mais fortes e mais felizes.

498. Será por não poder lutar contra Espíritos maléficos que um Espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida? .


“Não é porque não possa, mas porque não quer. E não quer, porque das provas sai o seu protegido mais instruído e perfeito. Assiste-o sempre com seus conselhos, dando-os por meio dos bons pensamentos que lhe inspira, porém que quase nunca são atendidos. A fraqueza, o descuido ou o orgulho do homem são exclusivamente o que empresta força aos maus Espíritos, cujo poder todo advém do fato de lhes não opordes resistência.”

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 26 de Outubro de 2009, 19:26
O Livro dos Espíritos

522. O pressentimento é sempre um aviso do Espírito protetor?

“É o conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos quer bem. Também está na intuição da escolha que se haja feito. É a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espírito conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas caráter assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando lhe chega o momento de sofrê-las, se torna pressentimento.”

523. Acontecendo que os pressentimentos e a voz do instinto são sempre algum tanto vagos, que devemos fazer, na incerteza em que ficamos?

“Quando te achares na incerteza, invoca o teu bom Espírito, ou ora a Deus, soberano senhor de todos, e Ele te enviará um de seus mensageiros, um de nós.”

524.Os avisos dos Espíritos protetores objetivam unicamente o nosso procedimento moral, ou também o proceder que devamos adotar nos assuntos da vida particular?

“Tudo. Eles se esforçam para que vivais o melhor possível. Mas, quase sempre tapais os ouvidos aos avisos salutares e vos tornais desgraçados por culpa vossa.”
Os Espíritos protetores nos ajudam com seus conselhos, mediante a voz da consciência que fazem ressoar em nosso íntimo. Como, porém, nem sempre ligamos a isso a devida importância, outros conselhos mais diretos eles nos dão, servindo-se das pessoas que nos cercam. Examine cada um as diversas circunstâncias felizes ou infelizes de sua vida e verá que em muitas ocasiões recebeu conselhos de que se não aproveitou e que lhe teriam poupado muitos desgostos, se os houvera escutado.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 26 de Outubro de 2009, 20:37
Conforme dissemos a busca mínima é um diálogo com o Anjo da Guarda, e se for de merecimento alcançar um nível de Mandato Mediunico, onde a percepção mental entre os dois planos ocorre quase sem interferencias. Este mínimo é garantido, porem, apesar de ser permanente esta relação ocorre melhor se o indivíduo a busca honestamente num apelo sincero, sendo um homem de bem e sem bloqueios mentais a isso Dentro do processo cognitivo, as vias de acesso à consciência, devem estabelecer, pelo livre arbítrio, a possibilidade de entrada de informações da função mental da intuição. É uma opção complementar à razão. E reconhecida como instrumento pela ciência. Faltou completar a relação entre percepção e intuição dentro do pensamento de Antonio Damásio, e Kardec.

Citar

INTUIÇÃO(*)


Esse mecanismo oculto seria a fonte daquilo que chamamos intuição, o misterioso mecanismo por meio do qual chegamos à solução de um problema sem raciocinar, com vista a essa solução.

O físico e biólogo Leo Szilard defendeu algo idêntico: ”O cientista criador tem muito em comum com o artista e o poeta. O pensamento lógico e a capacidade analítica são atributos necessários a um cientista, mas estão longe de ser suficientes para o trabalho criativo. Aqueles palpites na ciência que conduziram a grandes avanços tecnológicos não foram logicamente derivados de conhecimento preexistente: os processos criativos em que se baseia o progresso da ciência atuam no nível do subconsciente”.13 Jonas Salk apontou para uma idéia idêntica ao defender que a criatividade assenta numa ”fusão da intuição e da razão”.
 É, pois, interessante neste ponto dizer algo mais acerca do raciocínio fora do campo pessoal e social.(*)
(*) O erro de Descartes.

Citar
OLE 620. Antes de se unir ao corpo, a alma compreende melhor a lei de Deus do que depois de encarnada?

“Compreende-a de acordo com o grau de perfeição que tenha atingido e dela guarda a intuição quando unida ao corpo. Os maus instintos, porém, fazem ordinariamente que o homem a esqueça.”

Médiuns intuitivos

A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado. O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito livre não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. E o que se chama médium intuitivo.

Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à idéia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium. O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente o papel do médium intuitivo.

Portanto a relação com o Anjo da Guarda pode ser ampliada tanto pelo treino das mediunidades conscientes, quanto pela consciência das ocorrências mentais, abrindo a cognição para a participação das percepções intuitivas, e pelo apelo ao ser superior, em orações e diálogos internos.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 26 de Outubro de 2009, 23:28
Enfim o Amor Fraternal

Correções a parte, a opção de relacionar o modelo com esta estrutura funcional da consciência em 3 níveis, junto com as orientações de santo Agostinho, é pedagógica. Tantos e tantos exemplos de personagens em livros espíritas podem passar por uma análise do foco da consciência em um dos 3 níveis. André Luiz nos ensina que o problema acontece quando permanecemos em um deles, por razões particulares a cada um. Ocorre uma identificação da realidade cognitiva com o nível em que o foco da consciência se fixa. Esta realidade cognitiva tem de ser vivida com referencias dos três níveis, ou seja, dos impulsos, do raciocínio, e da percepção/ intuição simultaneamente. Neste processo ocorre a vivencia da Fé. Diante do resultado dos atendimentos das orações a cognição aceita que a fé é um fator lógico e seus argumentos internos independente de ser por dogma ou não. Há um raciocínio interno que se impõe mesmo diante da razão e por isso temos Fé, é nossa intuição.

Mas nem sempre estamos certos em nosso raciocínio interno. Nós nos excedemos alem da razão nos vícios e padrões inferiores de vibração. Há uma associação cognitiva que nos justifica nos velhos padrões que não desejamos mais, mesmo diante de uma consciência reflexiva. Este fato é discutido pela neurociência, daí sugerimos a leitura de Antônio Damásio, e outros, mas é tratado também pela doutrina que nos coloca a meta de conquista da “alavanca da vontade”.

Pode parecer que podemos nos modificar pela capacidade de “força da vontade”, mas não é tão simples. Nos exemplos que temos há outro elemento a ser conquistado em aprendizado. A vontade é uma conquista da focalização (concentração) da atenção e, portanto do segundo nível de consciência. Penso ter aprendido isso neste estudo. Podemos atuar com a atenção para mudar de foco, de nível, mas toda mudança só é válida quando vivida na alteração de qualidade vibracional que o amor e o perdão podem realizar sobre as referencias cognitivas que mantemos em foco de nossos argumentos. Se o amor transforma de fora para dentro como no exemplo do capítulo do Poder do Amor, do livro no Mundo Maior, não poderá ele ser focado pela atenção e “enviado” pela consciência onde for preciso internamente?

Esta pode ser a questão chave do processo de transformação que buscamos e precisa ser refletida. Em nossa argumentação falamos sempre nos elementos intrínsecos da consciência, da razão, da percepção e intuição, mas todos estes elementos nos conduzem a uma experiência próxima do Mandato Mediúnico, mas isso não significa desenvolver na experiência vivida a questão da transformação da consciência pelo amor fraternal. Estaremos equilibrados e harmonizados, mas não transformados pelo amor.

Podemos falar do Amor?

Como o Espírito aprende e vive o Amor?

O Amor é libertário ou uma prisão?
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 27 de Outubro de 2009, 13:19
Boa tarde.

Citar
Podemos falar do Amor?

Para tal é necessário que se defina aquilo de que falamos. A palavra amor tem um sentido distinto consoante a contextualização em que é evocada. Usualmente falamos de amor como um sentimento que provém da emoção, como tal de uma causa que a matéria exerce sobre o espírito, ou seja, amor pode ser assim definido:

Citar
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(obviamente Luís de Camões  :D )

Citar
Como o Espírito aprende e vive o Amor?

Aqui está a mesma questão que Camões já havia colocado. Diria que poderíamos alterar a última estrofe deste poema adicionando a questão do Nelson. Ficaria assim:

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Como o Espírito aprende e vive o Amor?  8)

Suspeito que Camões não colocaria qualquer objecção. O problema é que este nosso autor épico não responde a esta questão, seremos nós competentes para o fazer?

Citar
O Amor é libertário ou uma prisão?

Já a esta Camões responde de forma peremptória: é uma prisão.

Mas no entanto, existe um sentimento que provem de uma emoção que é contrário ao que a natureza da matéria nos obriga, ou seja, eleva-se e derrota-a alterando por completo aquilo que seria inevitável acontecer, ou seja, existe um sentimento em nós que nos impele para a morte se assim fosse necessário, ou seja, anula, aniquila por completo o ego. Falo do sentimento que nos permite beijar sem hesitar a boca um filho mesmo enfermo de um mal contagioso e que seja fatal para a vida.

Penso que esta é a pista que temos mais próxima do AMOR.

Sei que alguns de nós diriam fazer o mesmo pela sua amada, no entanto, esta pista não é tão segura pelo motivo de que, caso esse objecto do seu amor agi-se de forma contraria à sua vontade, ou seja, se considera uma "traição", estaria-mos de novo perante aquilo que Camões acima descreve.

Assim, suspeito esse sentimento "puro" de AMOR, ou seja, aquele que se eleva acima da vida, encontra-se mais ou menos como que "conspurcado" por tudo aquilo que compõem a experiência mental de cada um dos espíritos, com aquilo que o ego determina.

Concluindo, a minha suspeita recai no sentido de que somente anulando por completo o ego, é possível entrever o AMOR.



Taprobana
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Diegas em 27 de Outubro de 2009, 15:41
'...ou seja, como posso ter escrito isto?  ???

Olá, Taprobana


O seu questionamento é interessante.

Poderia descrever o funcionamento desse mapa que construiu a 20 anos ? O mapa tem a ver com o seu avatar ? Poderia compartilhar em qual momento filosofico-religioso-consciencial de sua vida foi concebido ?


Abç
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 27 de Outubro de 2009, 17:45
Citar
Poderia descrever o funcionamento desse mapa que construiu a 20 anos ? O mapa tem a ver com o seu avatar ? Poderia compartilhar em qual momento filosofico-religioso-consciencial de sua vida foi concebido ?

Olá Diegas! Enfim de novo nos encontramos nos caminhos labirínticos deste fórum.

A hipótese mais credível é aparentemente aquela que aponta a causa que determinou este escrito estar alojada no meu avantar (curiosa a forma como te socorres da terminologia hindu, mas isso obriga-me a sublinhar que avantar significa espírito encarnado na linguagem que por aqui é corrente. Não obstante isso concordo que o termo que empregas é mais competente do ponto de vista qualificativo).

Esta minha suspeita está suportada naquilo que é a resposta à tua segunda questão, ou seja, o momento filosófico poderá ser classificado como “ego-artístico inconsciente e incognoscível”, ou seja, na suposição que teria muito a comunicar ao mundo na figura de um potencial iluminado, que acreditou que pela combinação da palavra e da música poderia explicar aquilo que sentia ser importante. O mundo egocêntrico do jovem cuja força vital dispensa qualquer tipo de religião, ou seja, desperto no sentido “oshoístico” (para continuar no mundo da nomenclatura hindu) para a vida no instante presente, onde o passado é mesmo passado e o futuro de facto não existe.

No entanto, já pressentia que o processo conspiratório da vida tinha para mim planos bem distintos daqueles que eu ambicionava e que ainda hoje passados 23 anos seguem no seu percurso imparável.

No entanto, apesar das suspeitas expostas, a questão em mim mantém-se: Quem escreveu essa colecção de textos místicos por mim gerados no ano de 1987? Fui Eu, foi Ele ou fomos Nós?

Um abraço amigo.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Diegas em 27 de Outubro de 2009, 19:35
'...No entanto, apesar das suspeitas expostas, a questão em mim mantém-se: Quem escreveu essa colecção de textos místicos por mim gerados no ano de 1987? Fui Eu, foi Ele ou fomos Nós?...'

Olá, Taprobana


Então, trata-se de uma psicografia inconsciente, e conseguiu manter o texto guardado por 20 anos. No momento imediato à datilografia, observando o que escrevera também veio-lhe a surpresa ? Pressuponho que existam mais escritos (datilografados) além deste, sem a assinatura do autor.

Se tinha na época a intenção de transformar em palavras e música algo de positivo, e desde que tenha gosto pelo oficio, não percebo o que possa impedí-lo de seguir adiante. Sempre se encontra um tempinho e espaço para colocar à mostra algum dom, benfeciar a sociedade com talento artistico.


Hoje, a quantas anda o desenvolvimento de sua psicografia ? 



Abç
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 27 de Outubro de 2009, 23:35
'...No entanto, apesar das suspeitas expostas, a questão em mim mantém-se: Quem escreveu essa colecção de textos místicos por mim gerados no ano de 1987? Fui Eu, foi Ele ou fomos Nós?...'

Olá, Taprobana


Então, trata-se de uma psicografia inconsciente, e conseguiu manter o texto guardado por 20 anos. No momento imediato à datilografia, observando o que escrevera também veio-lhe a surpresa ? Pressuponho que existam mais escritos (datilografados) além deste, sem a assinatura do autor.

Se tinha na época a intenção de transformar em palavras e música algo de positivo, e desde que tenha gosto pelo oficio, não percebo o que possa impedí-lo de seguir adiante. Sempre se encontra um tempinho e espaço para colocar à mostra algum dom, benfeciar a sociedade com talento artistico.


Hoje, a quantas anda o desenvolvimento de sua psicografia ? 

Olá Diegas

Sim tenho uma colecção de vários textos estranhos todos dactilografados de forma intuitiva e todos eles foram gerados num período de tempo de algumas semanas no decurso desse ano de 87. Sentia-me bem a desabafar com as teclas da velha maquina de escrever. Sentia um certo alivio da tensão da perspectiva de uma vida complicada que sentia ser inevitável e que estava já em curso. Para além disso divertia-me imenso ler para mim mesmo em voz alta aquilo que acabava de escrever e sentia sempre um certo fascínio pelo "milagre" que   acontecia quando um conjunto de palavras escritas ao acaso assumiam afinal a forma de um texto inteligível.

Somente cerca de 15 ou 16 anos depois, aquando dos trabalhos para a defesa de uma tese de final de curso suportada numa estética da alma como factor genético do acontecimento artístico, foi-me pela primeira vez oferecida a oportunidade de testemunhar processos mediunicos não espíritas que foram o primeiro dia de uma fase de fascinação no decurso da qual desenvolvi a minha mediunidade expressa em psicografia semi-mecânica o que me possibilitou a obtenção de evidências para mim irrefutáveis acerca da presença de um processo fenomenológico, que me levou ao percurso que neste momento atravesso, sendo que desde há alguns anos deixei de sentir qualquer tipo de necessidade da utilização destes processos de forma consciente e propositada.

Quanto à música, penso que dá para ver que continua a ser uma das minhas especialidades, andar por aqui pelo fórum a soprar trombones e tubas.

Abraço, amigo.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Edna☼ em 28 de Outubro de 2009, 00:35
Pessaol, boa noite.
Conforme pude entender da Doutrina, somos (nós espiritos) feitos simples e ignorantes e segundo estudos da Genesis e A Caminho da Luz, nós ja estagiamos no reino mineral, vegetal e finalmente no reino Hominal, onde temos o DESPERTAR da consciencia, ou seja, nossa trajetoria no Universo incia no ÁTOMO e finda no ARCANJO, alias, acho que não sabemos ainda se finda no Arcanjo porque nossa evolução é infinita.
Quero dizer que nossa consciencia esta e sempre esteve conosco, atestando nossa individualidade, nossa trajetoria e chega um momento que ela desperta, e isso não quer dizer que ela não existia anteriormente.
Espiritos mais evoluidos nos dizem que ainda não temos condições de saber o principio inteligente das coisas, mas nos afirma que a medida que o véu (consciencia) for se depurando vamos tomando conhecimento do "misterio" de nossa origem. Portanto, acho que nossa consciencia faz parte do Espirito, e a medida que nos evoluimos ela vai nos mostrando outras opções.
Pessoal, caso esteja equivocado estou aberto a maiores esclarecimentos.

Um forte abraço.

Robson Silva.


Amigo Robson,

Na Revista Espírita Informação nº 395, de Agosto de 2009, há uma matéria que vai de encontro a sua colocação, (".... que tudo começou com o átomo e vai até o arcanjo. E onde estava escondido o arcanjo? ...." ), se puder leia a entrevista, em especial o constante nas páginas 09/10, ali falam sobre evolucionismo,  penso que vai gostar.

Abraços fraternos,
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Diegas em 28 de Outubro de 2009, 01:39
'...foi-me pela primeira vez oferecida a oportunidade de testemunhar processos mediunicos não espíritas...'

Olá, Taprobana


Peço permissão ao criador do tópico em prosseguir neste coloquio, pois temos a oportunidade de aprender com o relato, sinalizado pelo amigo por uma tomada de consciencia.

Sobra-me curiosidade em aproveitar de sua experiencia: a quê voce denomina 'processos mediunicos não espiritas' ?



Citar
'...psicografia semi-mecânica o que me possibilitou a obtenção de evidências para mim irrefutáveis acerca da presença de um processo fenomenológico...'

Talvez aqui resida a maior dificuldade em aceitar a Doutrina Espirita. Poucos são aqueles que tiveram a feliz oportunidade de um contato mediunico. Contato este que eliminaria, definitivamente, qualquer tipo de duvida ou descrença.


Abç
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Taprobana em 28 de Outubro de 2009, 02:08
Olá, Taprobana

Peço permissão ao criador do tópico em prosseguir neste coloquio, pois temos a oportunidade de aprender com o relato, sinalizado pelo amigo por uma tomada de consciencia.

Sobra-me curiosidade em aproveitar de sua experiencia: a quê voce denomina 'processos mediunicos não espiritas' ?

Realmente esta minha frase está mal conseguida... é algo por assim dizer... estúpida?  :D

Claro que os processos mediunicos são do domínio do Homem e não do dominio de uma qualquer doutrina...

O que realmente quero dizer é que as primeiras vezes que fui testemunha de processos mediunicos foram levados a cabo num ambiente não espirita, ou seja, praticado por pessoas cuja finalidade tinha como objecto outro tipo de interesses, diversos daqueles que movem os deste forum.


Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Aldebaran em 29 de Outubro de 2009, 07:52
Olá pessoal, peguei o barco andando e o estudo já está no final. Totalmente impossível ler as 24 páginas do tópico (mas vou ler quando tiver tempo).

A título de contribuição:

http://www.youtube.com/watch?v=N99UaOS8dE4 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU45OVVhT1M4ZEU0)

abçs,

Renato
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 19:38
Olá

Amor existe.

Definindo Amor Fraternal da maneira como entendo.

Há comprovação externa. Sentimento interno que extravasa ao exterior e quando unido à rogativa aos céus comove corações e consciências ao seu redor.

Penso que Jesus em todos os momentos narrados nos evangelhos viveu o amor, mas trouxe algumas referencias

Citar
Co 12:31 Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente.
Co 13: 1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. 2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. 4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, 5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; 6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; 7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; 9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; 10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. 11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. 12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. 13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor. .

Citar
Mt 5: 44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; 45 para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. 46 Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo? 47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo? 48 Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial. .

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Jô 12: 26 Se alguém me quiser servir, siga-me; e onde eu estiver, ali estará também o meu servo; se alguém me servir, o Pai o honrará.

Jô 15: 12 O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. 13 Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. .

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2Pe 1: 2 Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor; 3 visto como o seu divino poder nos tem dado tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou por sua própria glória e virtude; 4 pelas quais ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. 5 E por isso mesmo vós, empregando toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, 6 e à ciência o domínio próprio, e ao domínio próprio a perseverança, e à perseverança a piedade, 7 e à piedade a fraternidade, e à fraternidade o amor. 8 Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, elas não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, vendo somente o que está perto, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. 10 Portanto, irmãos, procurai mais diligentemente fazer firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. .

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Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 19:50
Supondo que o leitor amigo receba a seguinte mensagem:
_Filho meu, você não sabe amar, aprenda!

Independente da questão da origem de tal mensagem, mas apenas analisando internamente sua questão haveria basicamente duas respostas, uma começando com Não e outra com Sim. Exemplo: Não, eu já sei amar, portanto Amo! E outra: Sim, não sei Amar, portanto, como aprendo?

É possível fazer reflexão sobre o Amor Fraternal? À reflexão tudo é possível, porem “o teorizar” Amor não basta. É possível ensinar noções de aritmética e teoria musical, mas é possível ensinar a viver o Amor?  Penso que não, mas creio que exista, e pode ser uma experiência a ser vivida. Nossa cultura não ajuda, entende que nascemos com a capacidade plena de sentir dor e amor e não discute esta questão, pois entrega a cada um viver esta duas experiências dentro das consciências. Trata como uma questão de sorte: “sim (ou não) tive sorte no amor”. Sabemos mais sobre o desenvolvimento da Razão do que do Amor, e minha contribuição, teórica, para esta questão dentro deste tema é pouca, mas trago à reflexão e discussão dos amigos:

Assim como todos “pensam”, (processo cognitivo), todos “sentem” (processo cognitivo). A função cognitiva leva em consideração muitos fatores, como já vimos (é preciso conhecê-los), e quanto ao Amor Fraternal, podemos concebê-lo com a razão e até estabelecer regras de conduta pessoal, mas vive-lo é “a conquista” do espírito sobre a matéria. Tirar este coelho da cartola é um desafio de autoconhecimento, autodomínio da atenção e da vontade, da reflexão e razão. Nossa consciência identifica que o que sentimos internamente seja o nosso “eu”, porque focamos apenas em referencias de primeiro nível, no entanto, ao desenvolver referencias principalmente de terceiro nível compreendemos de fato que somos um espírito, habitando na carne, preso ao fluxo hormonal, com acesso a padrões mentais e vibrações de nossa escolha. Encarnados, vivamos os três níveis com domínio de nosso foco para que, desencarnados, vivamos pelo mérito de nossas conquistas.

Precisamos reconhecer que a ciência oferece muitos recursos terapêuticos úteis, e cabe salientar o esforço atual daqueles que estudam formas de capacitação da inteligência emocional (inteligência interpessoal mais a intrapessoal, segundo Gardner). Alem da questão terapêutica do conflito psicológico, podemos atuar na cognição e sua associação com reflexão e hipnose. Assim há caminhos para aqueles que buscam conviver consigo mesmo, e vivem cronicamente em sofrimento e até auto obsessão a traumas emocionais.

Quanto a ser libertário, penso também que não, mas outra opção não quero.

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MT 11: 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve.

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Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 19:53
Voltando à questão do aprender a Amar, talvez possa ser útil a leitura do livro Amor, Imbatível Amor de Divaldo Pereira Franco e Joanna de Angelis. Todo este tema de estudo deste mês da consciência serve aos iniciantes, seja na doutrina, seja na proposta cristã, a compreensão profunda em significados de textos como este. Aquele que se coloca a caminho de um objetivo deve saber onde e por onde vai trilhar. Na doutrina uma meta é o Amor Fraterno, e mesmo não sabendo Amar, sua terapêutica e o autoconhecimento, com boa vontade e dedicação ao bem lhe levarão a ele. Enfim se tornar a cada encarnação, passo a passo um ser portador de Amor Fraternal. No início pode haver dúvidas, mas ele existe.

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Agir, evitando reagir; pensar antes de atuar; reflexionar como passo inicial para qualquer empreendimen¬to; promover a paz, ao invés de investir na violência constituem os passos decisivos para o comportamento saudável.
A herança animal, no entanto, que o acostumara a to¬mar, a impor-se, a predominar, quando mais tarde, se trans¬formou em conflito psicológico, quando no convívio social inteligente as   circunstâncias não facultaram esse procedimen¬to primitivo.
Por outro lado, os fatores endógenos — hereditarieda¬de, doenças degenerativas e suas seqüelas  —, assim como aqueles de natureza exógena — conflitos familiares, pres¬sões psicossociaís, religiosas, culturais, sócio-econômicas, de relacionamento interpessoal — e os traumatismos cra¬nianos, respondem pelos transtornos psicológicos e pelos distúrbios psiquiátricos que assolam a sociedade e desar¬ticulam os indivíduos.
Criado o Espírito simples, para adquirir experiências a esforço próprio, e renascendo para aprimorar-se, as realiza¬ções se transferem de uma para outra vivência, dando curso aos impositivos da evolução que, enquanto não viger o amor, se imporão através dos processos aflitivos.
Inevitavelmente, porém, momento surge, no qual há um despertamento para a emoção superior e o amor brota, a prin¬cípio como impulso conflitivo, para depois agigantar-se de forma excelente, preenchendo os espaços emocionais e libe¬rando as tendências nobres, enquanto dilui aquelas de natu¬reza inferior.
As terapias psicológicas, psicanalíticas e psiquiátricas, de acordo com cada psicopatologia, dispõem de valioso arse¬nal de recursos que, postos em prática, liberam as multidões de enfermos, gerando equilíbrio e paz.
Não obstante, a contribuição psicoterapêutica do amor é de inexcedível resultado, por direcionar-se ao Si profundo, restabelecendo o interesse do paciente pelos obgetivos saudá¬veis da vida, de que se díssocira.

Sobre o desenvolvimento do Amor

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       O amor atravessa diferentes fases: o infantil, que tem caráter possessivo, o juvenil, que se expressa pela insegurança, o maduro, pacificador, que se entrega sem reservas e faz-se plenificador.
Há um período em que se expressa como compen¬sação, na fase intermediária entre a insegurança e a ple¬nificação, quando dá e recebe, procurando liberar-se da consciência de culpa.
O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fugaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e devem ser vencidos.
Somente o amor real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresentem esporádicos.
A ambição, a posse, a inquietação geradora de in¬segurança — ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobran¬ça de carinhos e atenções —, a necessidade de ser ama¬do caracterizam o estágio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.
A confiança, suave-doce e tranqüila, a alegria na¬tural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não-posse, não-dependência, não-exigência, são benesses do amor pleno, pacificador, imorredouro.
Mesmo que se modifiquem os quadros existenci¬ais, que se alterem as manifestações da afetividade do ser amado, o amor permanece libertador, confiante, in¬destrutível. .

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Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 19:57
Continuando com Amor, Imbatível Amor de Divaldo Pereira Franco e Joanna de Angelis.

Do Medo de Amar

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A insegurança emocional responde pelo medo de amar.
Como o amor constitui um grande desafio para o Self, o indivíduo enfermiço, de conduta transtornada, inquieto, ambicioso, vítima do egotismo, evita amar, a fim de não se desequipar dos instrumentos nos quais  oculta a debilidade afetiva, agredindo ou escamotean¬do-se em disfarces variados.
O amor é mecanismo de libertação do ser, median¬te o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e men¬tais, sob os quais o ego se esconde.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambi¬ções imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal con¬quista fosse resultado de determinados condicionamen¬tos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.
Mecanismos conscientes como inconscientes pro¬pelem o indivíduo a fugir do sofrimento, que se lhe afigura como processo de perturbação e desequilí¬brio.
Remanescente das experiências animais, nas quais a dor feria a sensibilidade do instinto, produzindo de¬sespero incontrolável, por falta do recurso da razão, tal atavismo transforma-se em arquétipo conflitivo ínsito no inconsciente coletivo, tornando-se gênese de fobias variadas, que se avultam e se transformam em estados patológicos.
Por outro lado, vivências anteriores, que decorrem de reencarnações malsucedidas, transformam-se em receios, que são reminiscências do já passado ou pre¬disposição automática para futuros acontecimentos.
Esses sucessos encontram-se estabelecidos pela Lei de Causa e Efeito, que é inexorável na sua programáti¬ca, afinal decorrente da conduta do próprio Espírito, na sua condição de autor de todos os fenômenos que o alcançam, em razão da sua observância ou não aos Es¬tatutos da Vida.
O sentimento de medo que alcança o ser humano é sempre descarregado através da fuga, evitando que aconteça o lance perturbador.
Expressa-se, esse medo, toda vez que se pressente a predominância de uma força superior, real ou não, que pode produzir sofrimento. Surge, então, o desafio entre fugir e enfrentar, dependendo da reação momen¬tânea que se apossa do indivíduo.
Relativamente aos danos que o sofrimento pode causar, surgem as manifestações de medo físico, moral e psíquico, afetando o comportamento..

Amor no terceiro nível de consciência

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Para melhor expressar-se, o amor irrompe de for¬mas diferentes, convidando à reflexão em torno dos valores existenciais. Muito do significado que se carac¬teriza pelo poder — mecanismo dominante da realiza¬ção do ego — desaparece, quando o amor não está pre¬sente (na consciência), preenchendo o vazio existencial. Essa ânsia de acumular, de dominar, que atormenta enquanto com¬praz, torna-se uma projeção da insegurança íntima do ser que se mascara de força, escondendo a fragilidade pessoal, em mecanismos escapistas injustificáveis que mais postergam e dificultam a auto-realização.


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Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 20:01
Continuando com Amor, Imbatível Amor de Divaldo Pereira Franco e Joanna de Angelis.

Aceitação e Sofrimento

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O sofrimento constitui, desse modo, desafio evo¬lutivo que faz parte da vida, assim como a anomalia da ostra produzindo a pérola. Aceitá-lo com resignação dinâmica, através de análise lúcida, e bem direcioná-lo é proporcionar-se um sentido existencial estimulante, responsável por mais crescimento interior e maior va¬lorização lógica de si mesmo, sem narcisismo nem uto¬pias.
Todos os indivíduos, uma ou mais vezes, são con¬vidados ao enfrentamento, sem enfermidades graves ou irreversíveis, com dramas familiares inabordáveis, com situações pessoais quase insuportáveis, defrontan¬do o sofrimento.
A reação irracional contra a ocorrência piora-a, alu¬cina ou entorpece os centros da razão, enquanto que a compreensão natural, a aceitação tranqüila, propiciam a oportunidade de conseguir o valor supremo de ofe¬recer-se para a conquista do sentimento mais profun¬do da existência.

Mente astuta e mente criativa.

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A criatividade inspira à busca do real, embora no campo imaginário, conduzindo o ser psicológico à aquisição de recursos que o emulam ao desenvol¬vimento das potencialidades nele jacentes. Quando bem direcionada, supera a fantasia, que se lhe pode antecipar, penetrando no âmago das coisas e ocor¬rências com que compõe novos cenários e estabelece produtivos objetivos.
O ser criativo sai das situações menos felizes sem amarguras ou seqüelas dos insucessos e desgos¬tos experimentados, convertendo-os em lições de vida mediante as quais progride em tranqüilidade.
Somente a criatividade pode manter as pessoas que experimentam superlativas dores e excruciantes abandonos, perseguições e impiedades.
Quando despidas de tudo — haveres, família, ami¬gos, títulos — não são despojadas de si mesmas, com as quais contam, reconstruindo a autoconfiança e pro¬jetando-se no futuro.
O astuto busca enganar, enganando-se.
Inseguro, tenta a lisonja, o enredo falso e se ema¬ranha na tecedura da rede de ilusões.
O criativo, quando sofre o presente, recupera mentalmente o passado, revivendo-o, recompondo as cenas e programando o futuro. Se, por acaso, o seu foi um passado menos feliz, repara-o, reexami¬na-o e tenta descobrir-lhe os pontos vulneráveis do comportamento que lhe brindou as conseqüências perturbadoras. Ao delinear o futuro reforça a cora¬gem e a vigilância, trabalhando-se para os enfrenta¬mentos, sempre de maneira nobre, a fim de não perder o respeito nem a dignidade para consigo mesmo.
A mente criativa é atuante e renovadora, propi¬ciando beleza ao ser, que se faz solidário no grupo social, participante dos interesses gerais, aos quais se afeiçoa, enquanto vive as próprias expectativas elaboradas pelo pensamento idealista.
A mente astuta, anestesiada pela ilusão, nega-se à aceitação da realidade por temor de ver desmoro¬nar o seu castelo de sonhos, e ter que se enfrentar despida das mentiras e quejandos. Momento porém, chega, no qual se rompe essa couraça constritora — o sofrimento, o amor, o conhecimento, a alegria legíti¬ma afloram — e surge, num parto feliz, a criatividade enriquecedora, equilibrada e tranqüila, proporcionan¬do saúde psicológica.

Livre arbítrio

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Ao livre-arbítrio cabe o mister de examinar e dis¬cernir o que se deve e se pode fazer, daquilo que se pode mas não se deve, ou se deve, porém não se pode realizar. Ao errar, atormenta-se todo aquele que não possui resistências psicológicas para considerar a pró¬pria fragilidade, dispondo-se a novo cometimento re¬parador.
Quando o ego é saudável, enfrenta a situação do erro com naturalidade, porque compreende que os con¬ceitos certo e errado são abstratos, cabendo-lhe discer¬nir o que é de melhores resultados para si e para os outros, portanto, permitindo-se o direito de errar e im¬pondo-se o dever de corrigir.
Torna-se indispensável que a educação contribua com orientação adequada, de modo a definir-se um comportamento saudável, que evite as associações de¬preciativas.
Não obstante, a sociedade não se estruturaria, se não existissem esses sentimentos de culpa e de vergo¬nha que, de alguma forma, funcionam como árbitro de muitas ações, contribuindo para o despertar do discer¬nimento.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 20:11
Continuando com Amor, Imbatível Amor de Divaldo Pereira Franco e Joanna de Angelis.

AUTO-AFIRMAÇÃO

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A medida que vão sendo liberados os sentimentos perturbadores e negativos que se encontram em repressão, os desejos de afetividade, de expressão, de harmonia, manifestam-se, direcionando-o para va¬liosas conquistas.
Com o desenvolvimento da capacidade de jul¬gar valores, surgem as oportunidades de auto-afir¬mação, face à necessidade de escolhas acertadas, a fim de atender aos desejos de progresso, de cresci¬mento ético-moral e de realização interior.
Por meio de exercícios mentais, nos quais se encontrem presentes as aspirações elevadas e de eno¬brecimento, bem como através de movimentos res¬piratórios e físicos outros, para liberar o corpo da couraça dos conflitos que o tornam rígido, a auto-afirmação se fixa, propiciando um bom relaxamen¬to, que se faz compatível com o bem-estar que se deseja.
Com o desenvolvimento intelecto-moral da crian¬ça, passando pela adolescência e firmando os propósi¬tos de autoconquista, mais bem delineadas surgem as linhas de segurança da personalidade que enfrenta os desafios com tranqüilidade e esperanças renovadas.
Nesse particular, a vontade desempenha impor¬tante papel, trabalhando em favor de conquistas in¬cessantes, que contribuem para o amadurecimento psicológico, característica vigorosa da saúde mental e moral.
Em cada vitória alcançada através da vontade que se faz firme cada vez mais, o ser encontra estímulos para novos combates, ascendendo interiormente e afir¬mando-se como conquistador que se não contenta em estacionar nos primeiros patamares defrontados duran¬te a escalada de ascensão. Desejando as alturas, não interrompe a marcha, prosseguindo impertérrito no rumo das cumeadas.
Esta é a finalidade precípua do desenvolvimento emocional, estabelecendo diretrizes que definam a rea¬lidade do ser, que se afirma mediante esforço próprio. Em tal cometimento, não podem ficar esquecidos o con¬tributo dos pais, da família, da sociedade, e as possibi¬lidades inatas, que remanescem do seu passado espiri¬tual.
Estando, na Terra, o Espírito, para aprender, repa¬rar e evoluir, nele permanecem as matrizes da conduta anterior, facultando-lhe possibilidades de triunfo ou impondo-lhe naturais empecilhos que lhe cumpre su¬perar.
Quando a auto-afirmação não se estabelece, apre¬sentando indivíduos psicologicamente dissociados da própria realidade, tem-se a medida dos seus compro¬missos anteriores fracassados e da concessão que a Vida lhe propicia por segunda vez para regularizá-los.
Somente assim, se poderá entender racionalmente o porquê de determinados indivíduos iniciarem a auto-afirmação nos primeiros meses da infância, enquanto outros já se apresentam fanados, incapazes de lutar em favor da sua realidade, no meio onde passará a experi¬enciar a vida.
A sociedade marcha inexoravelmente para a com¬preensão do Espírito eterno que o homem é, do seu pro¬cesso paulatino de evolução através dos renascimen¬tos, herdeiro de si mesmo, que transfere de uma para outra etapa as realizações efetuadas, felizes ou equivo¬cadas, qual aluno que soma experiências educacionais, promovendo-se ou retendo-se na repetição das lições não gravadas, com vistas à conclusão do curso.

Continua...
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 20:16

Continuando com Amor, Imbatível Amor de Divaldo Pereira Franco e Joanna de Angelis.

AMORTERAPIA

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A conquista do amor é resultado de processos emo¬cionais amadurecidos, vivenciados pela conquista do Si.
Inicialmente, dá-se a paulatina conscientização da própria humanidade em latência, quando lampejam os sentimentos de solidariedade, de interdependência no grupo social, de afetividade desinteressada, de partici¬pação no processo de crescimento da sociedade.
Cada conquista que vai sendo adquirida enseja maior perspectiva de possível desenvolvimento, en¬quanto as necessidades da evolução desenham mais amplos espaços de movimentação emocional.
O pensamento, irradiando essa onda de simpatia afetuosa, estimula os neurônios à produção de enzimas saudáveis que respondem pela harmonia do sistema nervoso simpático e estímulo das glândulas de secre¬ção endócrina, superando as toxinas de qualquer natu¬reza, responsáveis pelos processos degenerativos e pela deficiência imunológica, que faculta a instalação das doenças.
Por outro lado, face ao enriquecimento emocional que o amor proporciona, a alegria de viver estimula a multiplicação de imunoglobulinas que preservam o or¬ganismo físico de várias infecções tornando-se respon¬sáveis por um estado saudável.
Ao mesmo tempo, a irradiação psíquica produzi¬da pelo amor direciona vibrações específicas em favor das pessoas enfocadas que, permitindo-se sintonizar com essa faixa, beneficiam-se das suas ondas carrega¬das de vitalidade salutar.
A identificação dessa força poderosa, que é o amor, faculta a sua utilização de maneira consciente em favor de si mesmo como de todas as formas vivas.
O ser humano, mais sensível, porque portador de mais amplas possibilidades nervosas de captação — pode-se afirmar com segurança —, vive em função do amor ou desorganiza-se em razão da sua carência.
Amorterapia, portanto, é o processo mediante o qual se pode contribuir conscientemente em favor de uma sociedade mais saudável, logo, mais justa e nobre.
Essa terapia decorre do auto-amor, quando o ser se enriquece de estima por si mesmo, descobrindo o seu lugar de importância sob o sol da vida e, esplen¬dente de alegria reparte com as demais pessoas o senti mento que o assinala, ampliando-o de maneira vigoro¬sa em benefício das demais criaturas.
Ao descobrir-se a potência da energia do amor, faz-se possível canalizá-la terapeuticamente a benefício próprio como do próximo.
Desaparecem, então, a competição doentia e per¬versa, o domínio arbitrário e devorador do egoísmo, surgindo diferente conduta entre os indivíduos, que se descobrirão portadores de inestimáveis recursos de paz e de saúde, promotores do progresso e realizado¬res da felicidade na Terra. .

Continua..
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 20:20
Continuando com Amor, Imbatível Amor de Divaldo Pereira Franco e Joanna de Angelis.

AMOR QUE LIBERTA

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A vigência do amor no ser humano constitui a mais alta conquista do desenvolvimento psicológico e também ético, porqüanto esse estágio que surge como experiência do sentimento concretiza-se em emoções profundamente libertadoras, que facultam a compre¬ensão dos objetivos essenciais da existência humana, como capítulo valioso da vida.
O amor suaviza a ardência das paixões canalizan¬do-as corretamente para as finalidades a que se pro põem, sem as aflições devastadoras de que se reves¬tem.
No emaranhado dos conflitos que às vezes o assal¬tam, mantém-se em equilíbrio norteando o comporta¬mento para as decisões corretas.
Por isso é sensato e sereno, resultado de inumerá¬veis conquistas no processo do desenvolvimento inte¬lectual.
Enquanto a razão é fria, lógica e calculada, o amor é vibrante, sábio e harmônico.
No período dos impulsos, quando se apresenta sob as constrições dos instintos, é ardente, apaixonado, cer¬cado de caprichos, que o amadurecimento psicológico vai equilibrando através do mecanismo das experiên¬cias sucessivas.
Orientado pela razão faz-se dúlcido e confiante, não extrapolando os limites naturais, a fim de se não tornar algema ou converter-se em expressão egoísta.
Não obstante se encontre presente em outras emo¬ções, mesmo que em fase embrionária, tende a desen¬volver-se e abarcar as sub-personalidades que manifes¬tam os estágios do primitivismo, impulsionando-as para a ascensão, trabalhando-as para que alcancem o estágio superior.
É o amor que ilumina a face escura da personali¬dade, conduzindo-a ao conhecimento dos defeitos e auxiliando-a na realização inicial da auto-estima, pas¬so importante para vôos mais audaciosos e necessários.
O amor é luz permanente no cérebro e paz contí¬nua no coração. .
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 29 de Outubro de 2009, 20:23
Continuando com Amor, Imbatível Amor de Divaldo Pereira Franco e Joanna de Angelis.

AMOR DE PLENITUDE

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Em qualquer circunstância a terapia mais efici¬ente é amar.
A síntese proposta por Jesus em torno do amor, é das mais belas psicoterapias que se conhece: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, em uma trilogia harmônica.
Ante a impossibilidade de o homem amar a Deus em plenitude, já que tem dificuldade em conceber o Absoluto, realiza o mister, invertendo a ordem do ensinamento, amando-se de início, a fim de desen¬volver as aptidões que lhe dormem em latência, esforçando-se por adquirir valores iluminativos a cada momento, crescendo na direção do amor ao próximo, decorrência natural do auto-amor, já que o outro é extensão dele mesmo, para, finalmente amar a Deus, em uma transcendência incomparável, na qual o amor predomina em todas as emoções e é o responsável por todos os atos.
Diante, portanto, de qualquer situação, é neces¬sário amar.
Desamado, se deve amar.
Perseguido, é preciso amar.
Odiado, torna-se indispensável amar.
Algemado a qualquer paixão dissolvente, a li¬bertação vem através do amor.
Quando se ama, se é livre.
Quando se ama, se é saudável.
Quando se ama, se desperta para a plenitude.
Quando se ama, se rompem as couraças e os anéis que envolvem o corpo, e o Espírito se movi¬menta produzindo vida e renovação interior.
O amor é luz na escuridão dos sentimentos tu¬multuados, apontando o rumo.
O amor é bênção que luariza as dores morais.
O amor proporciona paz.
O amor é estímulo permanente.
Somente, portanto, através do amor, é que o ser humano alcança as cumeadas da evolução, transfor¬mando as aspirações em realidades que movimenta na direção do bem geral.
O amor de plenitude é, portanto. o momento culminante do ato de amar.
Desse modo, através do amor, imbatível amor, o ser se espiritualiza e avança na direção do infinito, plenamente realizado, totalmente saudável, portan¬to, feliz. .

Um abraço fraterno e muita Paz

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 30 de Outubro de 2009, 10:01
Amigos do fórum


Assim, suspeito esse sentimento "puro" de AMOR, ou seja, aquele que se eleva acima da vida, encontra-se mais ou menos como que "conspurcado" por tudo aquilo que compõem a experiência mental de cada um dos espíritos, com aquilo que o ego determina.

Concluindo, a minha suspeita recai no sentido de que somente anulando por completo o ego, é possível entrever o AMOR.


Taprobana, minha opinião: O ego realmente não se anula, mas se fortalece. Não se impõe, aceita.


Meu Amigo Espírita

J.A. não era meu amigo quando acompanhei a sua história. Isso aconteceu depois.
No início fui um expectador dos fatos que vou narrar.

J.A era casado e havia uma crise em seu relacionamento. Sua esposa acabou por encontrar uma solução em outro relacionamento. No começo foram olhares e depois um namoro.
Não era eu o outro. Mas era amigo dele e desta posição acompanhei os fatos.
Eles continuaram morando juntos, mas separados e J.A. era quem conduzia a esposa para os encontros com o amante. Era uma simples carona... e ele a deixava na porta.
Não havia segredos.
Eu ficava pasmo...e podia até entender um casamento aberto, apesar de não aceitar esta idéia, porem levar a esposa para o encontro? Pensei que J.A. no mínimo era um frouxo. E não me conformava.
Então ela ficou grávida. O que fez J.A.?
Ofereceu para cuidar do filho dela, e continuarem juntos, já que meu amigo ainda era apenas um estudante universitário sem rendas.
Eu tinha uns dezoito anos na época e não sabia do poder de amor que algumas pessoas eram capazes. Meu primeiro contato com isso foi com J.A. Ele me demonstrou.e isso mudou meus paradigmas sobre posse e sobre o amar ao longo do tempo.
Meu amigo e sua namorada decidiram se unir de vez, e aquele casamento de J.A. terminou, mas eles continuaram se encontrando. Participei de alguns e me tornei amigo de todos. Soube que ele era espírita e conversávamos muito. Espontaneamente foi um mestre. Nunca observei uma retaliação, sarcasmo ou ressentimento pelo que ocorreu, nunca ouvi uma queixa ou comentário de uma. Da parte dele sentia uma enorme capacidade e de ser fraterno com todos e isso era muito fácil para ele. Dois anos mais tarde se casou e teve filhos.

Quando li “Nosso Lar” fiquei surpreso com o caso de Tobias, Hilda e Luciana:

Citar
“— Pois não será motivo de júbilo — aduziu Tobias bem-humorado —, vencer o monstro do ciúme inferior, conquistando, pelo menos, alguma expressão de fraternidade real?” .

Quando conheci melhor J.A. e a doutrina soube então que ele também tinha motivos de comemoração, apesar de nunca ter feito festa disso.

O Poeta Gil cantou...

O seu amor
Ame-o e deixe-o livre para amar
Livre para amar
Livre para amar
O seu amor
Ame-o e deixe-o ir aonde quiser
Ir aonde quiser
Ir aonde quiser
O seu amor
Ame-o e deixe-o brincar
Ame-o e deixe-o correr
Ame-o e deixe-o cansar
Ame-o e deixe-o dormir em paz
O seu amor
Ame-o e deixe-o ser o que ele é
Ser o que ele é



Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 30 de Outubro de 2009, 19:53
Victor Passos e demais amigos do fórum


O Amor Como Graduação da Nossa Consciência

Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa {b]consciência[/b].

Camilo Castelo Branco

A Nossa Consciência é Fabricada a Partir da Visão dos Outros

Se, por acaso, a visão dos outros não nos ajudar a constituir em nós, de algum modo, a realidade daquilo que vemos, os nossos olhos já não sabem o que vêem; a nossa consciência perde-se, porque aquilo que pensamos ser a nossa coisa mais íntima, a consciência, significa os outros em nós; e não podemos sentir-nos sós.

Luigi Pirandello (escritor italiano, 1867-1936), in 'Um, Ninguém e Cem Mil'

Existimos em Função do Futuro

Tentai apreender a vossa consciência e sondai-a. Vereis que está vazia, só encontrareis nela o futuro. O homem não é de modo nenhum a soma do que tem, mas a totalidade do que não tem ainda, do que poderia ter. E, se nos banhamos assim no futuro, não ficará atenuada a brutalidade informe do presente? O acontecimento não nos assalta como um ladrão, visto que é, por natureza, um Tendo-sido-Futuro. E, para explicar o próprio passado, não será a primeira tarefa do historiador procurar o futuro?

Jean-Paul Sartre, in 'Situações I'

Victor Passos (*)

(*)Atendendo as estas asservativas temos que ver a consciência em varias vertentes e estruturas psicofísicas e espirituais.todos os valores fazem da consciência algo que tem sempre uma dependência ...o espírito e é nisto que quero debater  o conceito, os valores cônscios, são sempre limitados aos estados ou estágios de alma, quando entramos no seu inconsciente , estamos mais próximos da espiritualidade porque deixamos de estar ativos na sua projeção ideoplástica, ou seja apenas retomaremos a envolvência do estado psique pelo nevoeiro lançado tal como o véu do passado, nas terapias regressivas temos muito dessas situações... ....

Não concordo totalmente com o amigo. Realmente a consciência é dependente, mas é nela que o espírito se manifesta encarnado ou não. Todos os inúmeros fatores intrínsecos da alma desembocam em uma expressão, em uma manifestação da consciência. Portanto ela é nosso objeto de estudo para o Espírito. Nossa Inteligência tem que observá-la e avaliar seu desempenho. Estamos presos inexoravelmente ao processo físico do correr do tempo, onde excitamos nosso livre arbítrio diante de uma realidade interna e externa aos nossos sentidos constituída pelas Leis de Deus. Pela Lei de ação e reação descobrimos como reagimos e o que somos nos observando. Uma vez encarnados temos o problema da matéria e a consciência se ocupará dele, mas estando aqui, como viver “pelo espírito?”  Temos que encontrar argumentos e referencias que construam passos, mas passos para onde? Qual é a meta? Qual o objetivo destes passos?

Referencias do inconsciente são ótimas, mas são apenas argumentos para a jornada, e ainda passam pelo crivo da cognição atual. Mas a questão mais importante é a criatividade da Inteligência em encontrar soluções que alterem resultados em função do tempo e das referencias que temos.

Na busca de nós mesmos copiamos soluções dos outros e as testamos. Precisamos de modelo. Jesus veio para cumprir uma jornada e ser modelo dela. Dentro do relativo fator humano que temos todos, exemplos positivos podemos retirar do esforço à perfeição. Precisamos uns dos outros, seja pelo erro, seja pelo acerto.

Todo este cenário é da consciência e seus elementos.

(*)Então temos a consciência do social, do amor, da paz , da vida , do ciúme , do medo, enfim mas essa limitação tem sempre um ponto vital que aqui não pode ser esquecido, tudo parte do espírito e não do conceito materializado da massa encefálica. ....

Inverti esta ordem, meu amigo neste tema. A “massa encefálica” e suas vias,  agora é uma ciência exata de primeiro nível quando fala de consciência dentro do ser biológico. É irrefutável. Apresenta conceitos e definições de função e circuitos.
Consciência e Mente, conceitos antes muito vagos e amplos, agora são exatamente definidos bem como a interação entre todos os demais. Neste tema apenas traçamos pontes entre este ser biológico e o espírito, mostrando o caminho, os passos necessários para a busca do espírito. Acredito que podemos aplicar tais conceitos na nossa auto observação partindo das funções biológicas e depois abrindo as percepções mediúnicas de forma responsável reconhecer o espírito. Tudo mediado pela Razão.

(*)Mais ainda todos estes conceitos estão também limitados aos fluidos que envolvem o ser , a sua moral, a sua capacidade de projetar seus valores e acima de tudo de libertação de si mesmo....

À consciência biológica básica deste tema estabeleci as metas e estruturas da doutrina, enquanto modelos a ser vividos. O inicio e o final de um processo espírita cristão. Sendo a função mental uma experiência que todos universalmente passamos buscamos referencias na filosofia da Yoga, para encontrar a mesma problemática dos espíritas. Ainda que não encontremos problemas quanto à pratica de técnicas da Yoga (de concentração da atenção, por exemplo), concordamos que não encontramos com facilidade no ocidente orientadores capazes de promover, por ela, o encontro do espírito e sua libertação. Mais seguro e com proposta melhor é a casa espírita, pois nela habitam os caminhos do Amor Fraterno e da Mediunidade com obras, definitivamente o melhor caminho de libertação do espírito.

Este tema é dedicado aos que iniciam sua busca e precisam de concepções permanentes para sua jornada ao encontro de no mínimo intuições de seu Anjo de Guarda, que lhe abreviem o sofrimento e ilumine o caminho.

Muita Paz a todos

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 30 de Outubro de 2009, 20:43
Taprobana, e amigos do forum


Aqui vai uma pirueta num trapézio sem rede. Vou responder de forma intuitiva às questões do Victor Passos!  8)

De forma curta também vou eu.


1 - É a consciência a gênese da inteligência?

Não. A inteligência é o único atributo do espírito.

Sim! Para esta realidade é a concepção mais pedagógica. Este conceito de Inteligência precisa ser definido.

 2- Qual a relação da consciência com o Espírito?

De escola para aluno.

Laboratório e Ponte para o externo

 3 - Qual a função desta ( Consciência) em ação com o espírito?

De professor para aluno

Expressão de uma solução

 4 - Até que ponto esta mesma consciência é ponto decisório nas ações diárias?

Em ponto nenhum. Essa competência é do princípio inteligente.

Nesta realidade, totalmente decisório, seja pela reflexão, seja pela emoção e sentimento, seja pelo impulso inconsciente.

5 - Estas são as primeiras questões que gostava de ver abordadas porque será estimulante perceber até onde vai a consciência e onde para o vector emissor da mesma, na matéria ou no espírito?

Na matéria.

No espírito.
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: pedro. em 31 de Outubro de 2009, 04:29
Olá amigos,há muito venho aprendendo através dos estudos mensais aqui apresentados. Tenho uma historia de vida meio complicada,já estive no fundo do poço devido a certos habitos que tinha, mais Deus sempre me protegeu mesmo quando  eu não tinha consciencia do meu papel como um ser previlegiado criado por ele. Consciência para mim é ter certeza de que se Deus não existir eu to ferrado porque o tempo todo, o tempo inteiro, eu penso Nele. E acredito que cada ação minha irá contribuir para o bem ou para o mal ou para o equilíbrio meu, e dos meus parceiros de jornada neste plano em direção a Ele. Sou um homem de pouca Fé, mas não consigo viver sem Deus
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 31 de Outubro de 2009, 11:18
Olá Pedro,

Bem vindo ao lado consciente de sí mesmo. É um grande passo.

Sou um homem de pouca Fé, mas não consigo viver sem Deus

Olá amigos do Forum Espírita...

Publiquei o texto abaixo no estudo a Fé transporta montanhas farei uma adaptação a este sobre Consciência.

Da Wikipédia: O Conceito de Estado na Mecânica Quântica (*)


(*)Em física, chama-se sistema um fragmento concreto da realidade que foi separado para estudo. Dependendo do caso, a palavra sistema refere-se a um elétron ou um próton, um pequeno átomo de hidrogênio ou um grande átomo de urânio, uma molécula isolada ou um conjunto de moléculas interagentes formando um sólido ou um vapor. Em todos os casos, sistema é um fragmento da realidade concreta para o qual deseja-se chamar atenção.

NÓS SOMOS UM "SISTEMA"

Este sistema em nós é a “Mente"

(*)A especificação de um sistema físico não determina unicamente os valores que experimentos fornecem para as suas propriedades (ou as probabilidades de se medirem tais valores, em se tratando de teorias probabilísticas). Além disso, os sistemas físicos não são estáticos, eles evoluem com o tempo, de modo que o mesmo sistema, preparado da mesma forma, pode dar origem a resultados experimentais diferentes dependendo do tempo em que se realiza a medida (ou a histogramas diferentes, no caso de teorias probabilísticas). Essa idéia conduz a outro conceito-chave: o conceito de estado. Um estado é uma quantidade matemática (que varia de acordo com a teoria) que determina completamente os valores das propriedades físicas do sistema associadas a ele num dado instante de tempo (ou as probabilidades de cada um de seus valores possíveis serem medidos, quando se trata e uma teoria probabilística). Em outras palavras, todas as informações possíveis de se conhecer em um dado sistema constituem seu estado

NÓS SOMOS UM "SISTEMA", EM UM "ESTADO"

Este estado em nós é a “Consciência"

(*)Cada sistema ocupa um estado num instante no tempo e as leis da física devem ser capazes de descrever como um dado sistema parte de um estado e chega a outro. Em outras palavras, as leis da física devem dizer como o sistema evolui (de estado em estado).

ENTRE UM "ESTADO" E OUTRO "ESTADO" DE UM SISTEMA, EXISTE A FUNÇÃO DO "TEMPO"

O Tempo marca a transformação do sistema consciência  em outro pela aprendizagem e escolhas


(*)Muitas variáveis que ficam bem determinadas na mecânica clássica são substituídas por distribuições de probabilidades na mecânica quântica, que é uma teoria intrinsicamente probabilística (isto é, dispõe-se apenas de probabilidades não por uma simplificação ou ignorância, mas porque isso é tudo que a teoria é capaz de fornecer).

A FISICA PROVA ENTÃO QUE TUDO EVOLUI. CONCENTRE-SE, OU SEJA, DEPOSITE, FOQUE  SUA ENERGIA DE LIVRE ARBITRIO, NA EXPERIENCIAÇÃO DA FÉ.
SEJA SINCERO E HONESTO.
DEUS FARA O RESTO.


Um abraço fraterno

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 31 de Outubro de 2009, 14:17

Olá amigos da consciência!

Obrigado amigo nelsonmt por este tópico tão bonito e sempre tão atual, este estudo mensal, compreendo o mensal mas temos que refletir nele como eterno, infinito.

A minha participação deu-se dentro de todas as minhas condicionantes, pois tenho sempre muito a aprender com todos nós.

Deixo um video para refletir-mos um pouco mais.

http://www.youtube.com/watch?v=t7bOgr8rqq4&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXQ3Yk9ncjhycXE0JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

A Todos Amigos com Carinho

Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 31 de Outubro de 2009, 14:21
Amigos do fórum espírita


Estamos encerrando este tema de estudo mensal

Penso ter seguido nosso roteiro programado, cumprindo a meta proposta. Mas sei que este tema não se esgota aqui nos tópicos eleitos para estudo. Mas diante de tantas possibilidades de abordagem a atualização de conceitos e de perspectivas de relação com a cultura globalizada, esta abordagem pareceu ser a mais urgente.

Hoje tenho consciência de algumas de minhas falhas nesta função de coordenador, e amanhã terei muito mais. Agradeço a caridade e o respeito dos amigos diante delas, bem como a colaboração valiosa de todos com sua opinião honesta. Penso que o que deixamos aqui será útil e construtivo a quem se interessar pelo tema, seja pelas referências deixadas ou pelas reflexões.

Deixo minha última.

Na parábola do filho pródigo troquemos as palavras “”pecador por consciência”; e “pequei” por “refleti que errei” .

Notemos o Amor Fraterno em ação.

Citar
Lucas15:10 Assim, digo-vos, há alegria na presença dos anjos de Deus por um só consciência que se arrepende.  11 Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos.  12 O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.  13 Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.  14 E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.  15 Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.  16 E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada.  17 Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!  18 Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, ]  refleti que errei contra o céu e diante de ti;  19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.  20 Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.  21 Disse-lhe o filho: Pai, ] refleti que errei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.  22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés;  23 trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos,  24 porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.  25 Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças;  26 e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.  27 Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.  28 Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.  29 Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos;  30 vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.  31 Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu;  32 era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.


Acredito que o sentido das palavras em nos ajudar a meditar.

Acredito no Amor e na Gratidão, portanto registro minha gratidão eterna a aqueles que me estenderam a mão em fraternidade, meus amigos: o mentor espiritual José das Miçangas, Oswaldo e Augusto, que me mostraram as minhas possibilidades nos meus piores momentos de inconsciência de mim mesmo. Finalmente ao meu melhor amigo de todos os momentos, meu mentor espiritual, A. que me permitiu estar aqui aprendendo. Reconheci a lição, meu amigo, obrigado

Sobre a Paz:

Lucas 19: 42 dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos.

João 16: 33 Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

João 14: 27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.


Obrigado por mais esta semana e pelo mês proveitoso.

Nelson
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 31 de Outubro de 2009, 17:25

Olá, mais uma partilha para ficar para a Consciência.

http://www.youtube.com/watch?v=L8_uZd9XDbQ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUw4X3VaZDlYRGJR)

Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: pedro. em 01 de Novembro de 2009, 03:54
Consciência para mim é ter certeza de que Deus existe, é pensar o tempo todo, o tempo inteiro, Nele. E saber que cada ação minha, irá contribuir para o bem ou para o mal ou para o equilíbrio meu, e dos meus parceiros de jornada neste plano em direção na direção Dele. Sou um homem de pouca Fé, mas não consigo viver sem Deus
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Edna☼ em 13 de Novembro de 2009, 10:35
"A consciência é a presença de Deus nos homens."

                                            S.Chamfort
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: nelsonmt em 27 de Fevereiro de 2010, 15:54
Olá Edna,

Esta citação é interessante, não conheço o autor, ele tem trabalhos para nos indicar?

No entanto dentro deste estudo, discordamos dela. Caso fosse verdadeira podemos crer que já teriamos a consciencia angélica, e que todos já viveríamos em paz.

Porem podemos de fato ser capaz de conquista-la. Isto é o interessante.

Neste estudo fizemos uma síntese do que é a consciencia na codificação espírita e depois nos aventuramos a fazer dialogos com a ciencia e com as linhas espiritualistas, com objetivo de atualizar o tema iniciado por Kardec e os espiritos em OLE, assim podemos dizer, depois do confronto aberto e sincero,  que nossa obra mestre continua atualíssima, e apta a nos guiar.

Basta continuar estudando e servindo em caridade cristã e mediunica.

Muita paz

Nelson

Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Hauch em 27 de Fevereiro de 2010, 17:29
   Que a Paz e o Amor de DEUS permaneçam em todos os corações!

   Companheiros do fórum, aproveitemos neste Domingo, que geralmente nós espíritas realizamos nossos “Cultos nos Lares”, para orarmos, num só pensamento, para os irmãos de Madeira, e agora do Chile, façamos uníssonas nossas consciências espíritas!

   Que DEUS fique conosco, nos protegendo, e guiando nossos caminhos para o bem...

   Muita Paz.


   Irmão Hauch
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: dim-dim em 27 de Fevereiro de 2010, 19:01

Olá!

" Allan Kardec "

737 Com que objetivo os flagelos destruidores atingem a humanidade?

– Para fazê-la progredir mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É preciso ver o objetivo para apreciar os resultados dele. Vós os julgais somente do ponto de vista pessoal e os chamais de flagelos por causa do prejuízo que ocasionam; mas esses aborrecimentos são, na maior parte das vezes, necessários para fazer chegar mais rapidamente a uma ordem de coisas melhores e realizar em alguns anos o que exigiria séculos. (Veja a questão 744.)

738 A Providência não poderia empregar para o aperfeiçoamento da humanidade outros meios que não os flagelos destruidores?

– Sim, pode, e os emprega todos os dias, uma vez que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É o homem que não tira proveito disso; é preciso castigá-lo em seu orgulho e fazer-lhe sentir sua fraqueza.

738 a Mas nesses flagelos o homem de bem morre como o perverso; isso é justo?

– Durante a vida, o homem sujeita tudo ao seu corpo; mas, após a morte, pensa de outro modo e, como já dissemos, a vida do corpo é pouca coisa; um século de vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos que sentis por alguns meses ou alguns dias não são nada, são um ensinamento para vós e servirão no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, compõem o mundo real. (Veja a questão 85.) Esses são filhos de Deus e objeto de toda a sua solicitude; os corpos são apenas trajes sob os quais aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que destroem os homens, é como se um exército tivesse durante a guerra seus trajes estragados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com as roupas que usam.

738 b Mas nem por isso as vítimas desses flagelos são menos vítimas?

– Se considerásseis a vida como ela é, e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Essas vítimas encontrarão numa outra existência uma grande compensação para seus sofrimentos se souberem suportá-los sem se lamentar.


Namasté
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Edna☼ em 23 de Março de 2010, 04:25
Olá Nelson,

Encaminhei a biografia para seu e-mail.

Penso que, quando ocorrer o despertar pleno da consciência, com a inevitável evolução, conseguiremos compreender e sentir a profundidade da frase de Chamfort.

Parabéns pelo trabalho aqui efetuado.

Abraços,
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Simone Nardi em 30 de Outubro de 2013, 17:33
;DA paz do cristo estejam conosco!!!

É com imenso prazer que escrevo; mais para perguntar e pedir ajuda; sou neófito ainda no fórum espírita mais pelo o que já pude perceber que vamos ter que ler e estudar muito.
Não consegui ainda pegar o estudo deste mês mais gostaria que os companheiros de doutrina me ajudassem a compreender o estudo.
Sei que o fórum e incentiva o estudo mais me intrigou a frase do Arlindo
Meus caros amigos espíritas, se vcs realmente entendem o espiritismo, já deveriam ter tido consciência que na terra, não há inocentes e tampouco vitimas....
"Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara."
Citado no "Livro dos conselhos",
de El-Rei Dom Duarte.

A maioria já deve ter lido ou ao menos ouvido falar do livro "Ensaio Sobre a Cegueira", de José Saramago; vamos apenas pincelar o livro que narra como de repente uma cegueira branca vai se espalhando, contaminando e tomando conta das pessoas; a princípio parece ser incurável e aos poucos toda a humanidade vai ficando cega, reduzida a seres meramente instintivos. Em meio a tanto terror, apenas uma pessoa não perde a visão e é ela, sozinha, que os guia dentro dessa cegueira branca, dentro desse mundo desconhecido e assustador. O filme retrata como o ser humano é capaz de perder anos de civilização ao ser privado de um de seus sentidos. É possível compreender no livro a necessidade dos "cegos", em confiarem naquele único ser que enxerga, de modo a poderem se humanizar e se socializar novamente, pois o governo os envia a um sanatório e, quanto mais pessoas chegam, mais deplorável fica o lugar. Começam a surgir disputas pela comida e pelo domínio do sanatório, situações constrangedoras fazem com que os personagens comecem a se questionar sobre sua dignidade, seu auto-respeito e seu orgulho.

Por trás do livro podemos notar que Saramago não trata apenas da cegueira física, mas da cegueira moral dentro da qual a sociedade se encontra, e sabemos que todo esse orgulho e dignidade são deixados de lado quando o animal humano é posto diante do animal não humano. Em confronto com um ser que ele julga inferior, o animal humano esquece que é civilizado e se bestializa de tal forma que perde sua verdadeira identidade, seu orgulho e seu auto respeito, descendo a níveis que os animais não humanos não conseguem alcançar, a própria "miséria moral". Foi há muitos anos atrás que essa cegueira branca teve início, ao matar no animal humano todo seu senso de moral, compaixão é ética pelos animais não humanos. A ética social, tal como no livro, desmoronou desde então. O animal humano cego pelo orgulho e pela vaidade separou-se da natureza, espezinhou-a e aos seus outros filhos, os animais, com a mesma crueldade com que trata tudo aquilo que lhe é diferente. Nessa sua cegueira, a humanidade é capaz de ignorar o fato de que há uma igualdade senciente entre nós e os animais, é capaz de se manter cega diante de tanto sofrimento, ensaiando o dia em que consiga obter a coragem de enfrentar seus medos em resistir à cegueira a qual a condicionaram.
"O medo cega, já éramos cegos no momento em que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos.[...] Quantos cegos serão preciso para fazer uma cegueira, Ninguém soube responder." (J. Saramago)

Quanto ainda será preciso mostrar, demonstrar, expor, falar ou escrever sobre o sofrimento animal, antes que os "cegos da ética" notem que estão errados, que estão com medo e que esse medo os cega. Quanto ainda teremos que pedir para que abram seus olhos, pois somente assim essa cegueira se dissipará e a ética voltará a se fazer parte da sociedade? Esse cegos contemporâneos são cegos do coração e da alma, são cegos da moral e da ética, guiam outros cegos e conhecemos a velha frase que nos diz: "Cegos guiando cegos,ambos cairão no abismo". Já estamos caindo no "abismo" a cada dia que passa, por todo o desrespeito que as pessoas mostram em relação aos animais; é a humanidade quem polui o seu próprio ar, que contamina sua própria água, que apodrece sua própria terra, que desrespeita a eles, os animais não humanos e em igualdade, a si mesma, mas a maioria ainda deseja se manter cega diante disso. Essa cegueira não os deixa ver aonde pisam nem em quem pisam, não os deixa livres para escolherem qual caminho tomar, qual posição escolher.São cegos que temem enxergar, porque fazem tantas coisas ruins aos animais que se envergonham, e se fecham cada vez mais dentro de uma cegueira manipulada e cruel.
"Por que cegamos, não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que vendo, não vêem" (J. Saramago)

Essa á a grande parcela da humanidade hoje diante da exploração animal, cegos que vendo, ainda assim fingem não ver, que diante da repulsa que a visão do sofrimento animal acarreta, com uma insensibilidade fora do normal, conseguem ignorar o que lhes mostrado, que hibernam em seus costumes e tradições bárbaras com medo de enxergar a verdade de seus atos cruéis.

"Por que cegamos?"

Porque passamos a nos achar seres privilegiados, seres mais fortes, mais poderosos e, no entanto, nos tornamos seres mais cruéis, mais frios, mais irracionais. Não somos cegos, estamos cegos diante daquilo que não desejamos ver, a agonia animal que praticamos todos os dias.

Assim como os personagens de Saramago perderam o senso de civilidade, hoje, os cegos contemporâneos, perderam o senso de civilidade junto a natureza, junto aos animais, tornaram-se egoístas ao fazerem da Terra, um Planeta para uso exclusivo de animais humanos.Não dividem, não doam, ao contrário, tomam a força, ameaçam, humilham, matam, violam e desmoralizam qualquer ser que se oponha a essa cegueira.

Saramago diz que deseja que seu leitor sofra ao ler o livro, tanto quanto ele sofreu as escrevê-lo. E hoje nós sofremos por essa cegueira que perdura há séculos, séculos de tortura, de morte e muito sangue. Tal como o livro, a vida dos animais tem sido um capítulo brutal e violento, repleto de experiências dolorosas e aflições sem fim.
"Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." (J. Saramago)

O que nos falta para reconhecermos isso, então? O que nos falta para enxergarmos que, o que fazemos com os animais se opõe a qualquer ética que tentemos criar para nos proteger uns dos outros? Que falta para as pessoas abrirem os olhos e enxergarem que os gritos de agonia só irão cessar quando elas mudarem? Não somos cegos, repito, estamos cegos, e ser cego é uma opção.

A cura para essa cegueira nada mais é do que a aceitação verdade, e a verdade é que realmente não somos bons que, embora o veganismo nos guie para a moralização ética, nós nos afastamos desse guia por medo de descobrirmos que não somos aquilo que pensamos que éramos: seres bondosos e racionais. Temos medo, tanto quanto os cegos de Saramago, de caminharmos por esse mundo desconhecido e assustador que é o respeito aos animais não humanos, não estamos acostumados a respeitá-los, somos orgulhosos demais, porém a cegueira nos tem feito viver num mundo igualmente deplorável ao sanatório onde os cegos de Saramago viviam, fingimos não ver, mas sentimos o cheiro da morte e da nossa sujeira. Quando será que a humanidade se desvencilhará dessa cegueira para alcançar a sua lucidez, pois qualquer pessoa que saiba sobre o sofrimento animal e nada faça a esse respeito, está cego e perdeu parte de sua sanidade. Seria irracional nos colocarmos como seres racionais diante da visão do abate de um animal, diante da vivissecção, diante das touradas, bem mais fácil realmente seria essa posição ocupada pela grande massa, a de seres cegos e insensíveis a dor, não há como explicar de outro modo como alguém que tendo conhecimento sobre o que acontece com os animais, não mude, nem tente mudar.

É preciso que nos se humanizemos e nos socializemos novamente com a natureza, com os animais, com o mundo no qual vivemos, precisamos ter coragem para abandonarmos a cegueira de anos e anos de exploração animal, por uma conduta mais digna, pois o ser humano que usa de sua força contra um ser qualquer, não é digno, nem possui qualquer valor moral e os animais humanos necessitam, urgente-mente, se moralizarem perante a natureza e sobretudo, diante dos animais não humanos.

"Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara."1

Se podes enxergar e reparar, então que esperas para mudar?

Referências Bibliográficas

SARAMAGO, José - Ensaio sobre a cegueira.

Nossa  :D :D :D :D :D
fiquei feliz de ver um dos meus artigos auxiliando em estudos aqui do forum,  :-X
grande abraço, vou terminar de ler os outros topicos
 :D :D :D
Simone
Título: Re: Consciência - Estudo Mensal de Outubro 2009
Enviado por: Brenno Stoklos em 18 de Março de 2014, 23:13


Podemos dizer que a Consciência é o próprio Espírito, pois que esse só é assim reconhecido quando atinge a auto-consciência.

É quando o PI desponta para a existência como Espírito.

A Consciência também é o que dá a responsabilidade ao Espírito:


833. Haverá no homem alguma coisa que escape a todo constrangimento e pela qual goze ele de absoluta liberdade?

“No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe peias. Pode-se-lhe deter o vôo, porém, não aniquilá-lo".

834. É responsável o homem pelo seu pensamento?

“Perante Deus, é. Somente a Deus sendo possível conhecê-lo, Ele o condena ou absolve, segundo a Sua justiça".

835. Será a liberdade de consciência uma conseqüência da de pensar?

“A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos".

836. Tem o homem direito de pôr embaraços à liberdade de consciência?

“Falece-lhe tanto esse direito, quanto com referência à liberdade de pensar, por isso que só a Deus cabe o de julgar a consciência. Assim como os homens, pelas suas leis, regulam as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da Natureza, regula as relações entre Ele e o homem".

                                                    O Livro dos Espíritos