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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: M.Altino em 01 de Setembro de 2016, 10:39

Título: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 01 de Setembro de 2016, 10:39
Amigos e companheiros deste cantinho onde sempre temos o Estudo Mensal é sempre com muito carinho que a todos os companheiros saúdo fraternalmente com um bom dia sereno de muita paz e que espero que todos participem neste valioso estudo onde podemos entender as diferenças entre o bem o mal no sentido da riqueza..
Antes de dar começo a este tema deixo aqui o meu sincero agradecimento ao grande amigo Moisés Cerqueira pelo empenho e dedicação colocada no Estudo anterior...muito obrigado amigo......
"NÃO SE PODE SERVIR À DEUS E A MAMON" - disse Jesus
O texto "Não se pode servir a Deus e a Mamon" está no capipulo XVI do O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Mas, quem foi Mamon?
 Mamon era um dos deuses adorados pelos sírios, no antigamente.
Ele representava as riquezas.
Por isso, suas estátuas eram fundidas em ouro ou prata.
Por isso Jesus disse:
“Ninguém pode servir a dois senhores, porque aborrecerá a um e amará a outro ou se unirá a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas.”
Lendo estas palavras, parece que Jesus tinha horror à riqueza e muita má vontade com os ricos.
O que não é verdade.
Ao proclamar que não se pode servir a Deus e às riquezas, o Mestre refere-se ao problema do apego.
É bem próprio das tendências humanas que o indivíduo, quanto mais ganhe, mais deseje ganhar.
E, quanto mais se empolga pelas riquezas, menos sensível se faz às misérias alheias.
Então, complica-se, porque, ao invés de servir-se da riqueza para aproximar-se de Deus, afasta-se de Deus por servir à riqueza.
Vejamos estes dois exemplos:
A Condessa Paula, que está no livro O Céu e o Inferno, que enquanto encarnada foi bela, rica, de família ilustre, de qualidades intelectuais e morais.
Ela era boa, meiga e indulgente, soube administrar a fortuna levando grande parte aos necessitados.
Em sua comunicação mediúnica disse:
“Ricos, tenham sempre em mente que a verdadeira fortuna é sempre imortal, não existe na Terra; procure antes saber o preço pelo qual possa alcançar os benefícios do Todo-Poderoso.”
Já no O Evangelho Segundo o Espiritismo, temos o depoimento da Rainha de França, que não soube administrar a riqueza para o bem, e se utilizava de seu poder para humilhar seus súditos. Sua comunicação após a desencarnação dizia assim:
“ Quem melhor do que eu poderá compreender as palavras de Nosso Senhor, quando Ele disse: ‘Meu Reino não é deste mundo?’
O orgulho me perdeu sobre a Terra; quem, pois compreenderia a insignificância dos reinos deste mundo, se eu não o compreendesse?
Que carreguei comigo da minha realeza terrestre?
Nada, absolutamente nada; e como para tornar a lição mais terrível, ela não me seguiu até o túmulo!
Rainha eu fui entre os homens, rainha eu acreditava entrar no Reino dos Céus.
Que desilusão!
Que humilhação, ao invés de ser recebida como soberana, vi acima de mim, mas bem acima, homens que eu acreditava pequenos e que desprezei porque não eram de um sangue nobre. . .”
Por isso, Pascal disse:
“O homem não possui seu, senão aquilo que pode levar deste mundo. O que é, então, que possuímos?
Nada do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais . . .”
"O problema é quando o dinheiro deixa de ser um meio de vida e se converte na finalidade dela, quando deixamos de ser senhores do dinheiro e nos transformamos em escravos dele.
O portador de dinheiro amoedado esquece que está na Terra para evoluir, não para acumular bens materiais de que jamais usufruirá, ainda que estenda por muitos anos a jornada humana."
Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens.
E deu a um cinco talentos, e a outro dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo.
O que recebera pois cinco talentos, foi-se, e entrou a negociar com eles e ganhou outros cinco.
Da mesma sorte também o que recebera dois, ganhou outros dois.
Mas o que havia recebido um, indo-se com ele, cavou na terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor.
E passando muito tempo, veio o senhor daqueles servos, e chamou-os a contas.
E chegando-se a ele o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhes outros cinco talentos, dizendo:
 Senhor, tu me entregaste cinco talentos; eis aqui tens outros cinco mais que lucrei.
Seu senhor lhe disse:
Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel nas coisas pequenas, vou dar-te a intendência das grandes; entra no gozo do teu senhor.
Da mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, e eis aqui tens outros dois que ganhei com eles. Seu senhor lhe disse:
Bem está, servo bom e fiel; já que fostes fiel nas coisas pequenas, vou dar-te a intendência das grandes; entra no gozo de teu senhor.
Chegando também o que havia recebido um talento, disse:
Senhor, sei que és homem de rija condição; Colhes onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste; e temendo me fui, e escondi o teu talento na terra; eis aqui tens o que é teu.
E respondendo o seu senhor, lhe disse: Servo mau e preguiçoso, sabias que colho onde não semeei, e que recolho onde não tenho espalhado.
Devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e vindo eu, teria recebido certamente com juro o que era meu.
Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos.
Porque a todo o que tem, vamos dar, e terá em abundância; e ao que não tem, tira.se até o que parece que tem.
 E ao servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá choro e ranger de dentes. (Mateus, xxv: 14-30).
Amigos é assim que cada um de nós deve fazer render e colher o que cada um de nós pode semear no cultivo da Seara de Jesus...........
Com um abraço sincero de muita paz e esperando muitas resposta.. este vosso amigo.
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 02 de Setembro de 2016, 10:47
Amigos e companheiros deste lindo cantinho para todos com muito carinho o meu bom dia sereno de muita paz e vamos continuando este nosso Tema de Estudo....
Servir a Deus e a Mamon
Jesus nos deixou orientações para todos os setores da nossa vida, para que pudéssemos nos conduzir nesta caminhada evolutiva na terra, e com os esclarecimentos da doutrina, essas orientações se ampliam ainda mais.
Neste capitulo Servir a Deus e a Mamon, fala sobre bens materiais.
Jesus utilizou varias parábolas para exemplificar. O bom uso e o mau uso do dinheiro, o apego excessivo ao material, a utilidade da riqueza, as desigualdades, etc.
Nas perguntas do Livro dos Espiritos:
“712. Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais?
 Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para prová-lo na tentação.
712-a. Qual o objetivo dessa tentação?
Desenvolver a razão que deve preservá-lo dos excessos.
Deus na sua infinita sabedoria colocou o atrativo do prazer na posse e no uso dos bens materiais, para estimularmos ao cumprimento da nossa missão.
Para que o planeta possa evoluir é necessário que os seus habitantes se esforcem intelectualmente e fisicamente para progredir e também Deus quis prová-lo pela tentação, que o arrasta ao abuso, do qual a sua razão deve se esforçar para livrá-lo.
Assim nos foi ensinando com parabolas para entendermos as diferenças entre as duas situações diferentes:
Salvação dos rico
Quando Jesus disse ao jovem:
“Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu.
Depois, venha e siga-me”.
Esclarecimento:
Ele não quis dizer que devemos nos livrar de tudo o que temos para entrar no reino de Deus.
Foi para exemplificar que podemos ser honestos, não fazer mal a ninguém, não maldizer o próximo, não ser inconsequente nem orgulhoso, respeitar seus pais e, ainda assim, não ter a verdadeira caridade, porque sua virtude não vai até o desapego dos bens materiais.
Em outras palavras, que fora da caridade não há salvação.
Guardai-vos da Avareza:
Um homem pede a Jesus que faça com que seu irmão divida seus bens com ele.
Jesus diz a ele que não era sua função, e conta-lhe uma parábola.
O campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos e teve a ideia de fazer celeiros maiores para armazenar para que tivesse provisões para muitos anos, Jesus diz:
Homem bobo que a morte pode vir buscá-lo e para quem ficará tudo isso que juntou?
Entendimento:
Duas lições:
 É comum as pessoas aproximarem-se do espiritismo para que os espíritos ofereçam soluções para seus problemas, favorecendo facilidades e privilégios.
E não é esse o objetivo da doutrina.
Quem amontoa coisas com certeza perderá pelo excesso ou irá se prender a eles, mas um dia, a vida o obrigará a deixar tudo o que acumulou.
Jesus em casa de Zaqueu:
Para escândalo de todos, principalmente de seus discípulos, ao chegar a Jericó, Jesus oferece-se para se hospedar em casa de Zaqueu, homem rico e ainda publicano; dois motivos bastante fortes para que o cobrador de impostos fosse o último dos habitantes daquele lugar onde Jesus se hospedaria, segundo entendimento da época.
Pensava-se que os possuidores de bens materiais estavam irremediavelmente condenados ao sofrimento eterno, devido ao apego à matéria, considerada a fonte do mal.
Mas Ele foi muito bem recebido por Zaqueu, que, feliz, após expor os benefícios que a sua fortuna proporcionava a várias famílias da região, propôs-se a distribuir parte de seus recursos financeiros e a ressarcir generosamente a aqueles que porventura houvesse prejudicado.
Esclarecimento
Alan Kardec afirma que “a riqueza é, sem dúvida, uma prova mais arriscada, mais perigosa que a miséria, em virtude das excitações e das tentações que oferece, da fascinação que exerce.
É o supremo excitante do orgulho, o egoísmo e da vida sensual”.
A riqueza não é, em si, boa ou má.
Mau, é o homem que dela abusa.
A riqueza bem aproveitada traz muitos benefícios, gera empregos a muitas pessoas, realiza muitas obras para a melhoria do nosso planeta,
Todo esse trabalho exige pesquisa, que desenvolve a inteligência, expande a capacidade humana de resolver problemas.
Sem dúvida, é poderoso elemento de progresso.
Por isso, cabe ao homem extrair dela todo o bem possível.
Parábolas do talento:
Essa é mais conhecida, um senhor vai viajar entrega dinheiro a cada um dos seus servos, para que cada um dispusesse da forma que bem entendesse, mas quando chegasse, eles deveriam prestar contas do que tinha feito com o que receberam, dois deles devolveram mais do que haviam recebido, demonstrando assim, que empregaram bem o dinheiro, e o outro por medo de perder, enterrou o dinheiro, e o senhor, não se mostrou nada satisfeito com mau uso empregado do seu dinheiro.
Entendimento
As aptidões e virtudes que se temos são os nossos talentos, são ferramentas com as quais devemos trabalhar para o nosso próprio bem e o bem geral de todos.
Todos possuem talentos para alguma coisa, para as artes, para a administração, para o desporto, para o comércio, para a política, para a religiosidade, para o ensino ou outros ramos quaisquer das atividades humanas.
São todas ferramentas que, se bem utilizadas, multiplicam-se, em nós.
Produzem em âmbito geral: elevação de sentimentos nas artes, disciplina na administração, estímulos no desporto, fartura no comércio, justiça na política, elevação espiritual na religiosidade e capacitação no ensino.
Por isso não devemos enterrar os talentos que recebemos, por medo, por preguiça, temos que colocá-los em pratica, para assim progredirmos, e melhorarmos ainda mais o que recebemos, e isso só conseguindo, através de esforços e muito trabalho.
“Disse-lhes o Senhor:
Bem está, bom e fiel servo.
Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei.”
Desse modo, considerando que pela Lei da Reencarnação o ser sempre progride, os ricos de hoje poderão receber no futuro novas incumbências de realizações que necessitem administradores experientes, bem assim, os que falharam em suas provas poderão ser convidados a se submeterem a novo estágio, renascendo como aprendizes, administrando poucos recursos que lhes serão concedidos como objeto de novo aprendizado.
Desigualdade das riquezas
811-“Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas”?
“Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.”
811-a) “Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade. Que pensais a respeito?”
“São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja.
Não compreendem que a igualdade com que sonham seria a curto prazo desfeita pela força das coisas.
Combatei o egoísmo, que é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras.”
É impraticável, portanto, a igualdade das riquezas entre os homens.
Se toda a riqueza fosse bem  distribuída, todos ficariam impossibilitados de realizações em favor da coletividade e utilizariam a pequena parte que lhes pertencessem apenas para si mesmo. Esse fato anularia a possibilidade de conviver com a experiência de caridade, e de desenvolver a razão que alerta para os abusos, e também a motivação, causando o estacionamento da evolução natural tanto do homem quanto do planeta.
Além disso, em pouco tempo, as aptidões e os caracteres individuais, fariam com que essa igualdade se desfizesse.
Os mais aptos, os mais trabalhadores, os mais corajosos, os empreendedores, se diferenciaria dos demais, e com certeza iriam adquirir mais.
Todos nós temos conhecimento da postura materialista que domina este mundo, isso se dá devido ao atraso espiritual da maioria dos espíritos que aqui habitam.
Mas para aqueles que acreditam numa vida futura melhor, como Jesus nos disse; não podemos encarar a vida da mesma forma do que todos os homens.
Os Espíritos superiores nos alerta a termos domínio sobre o mundo material e não a sermos escravos dele, como ocorre largamente.
E resumindo o que aprendemos com as parábolas:
Ter desapego as coisas materiais, aproveitá-las para o nosso bem e de todos, pois nada é nosso, tudo, ficará aqui quando partirmos.
 Tudo que se tem em excesso, e, é mal aproveitado se perde, se estraga, isso nos exalta a caridade, doemos aquilo que temos em excesso, e que às vezes nem utilizamos mais, pode ser útil a alguém.
Lembremos que ter não é mal, mas que devemos dar uma utilidade boa a tudo, e não nos tornarmos egoístas e avarentos.
 E não enterremos nossos talentos, por medo ou por preguiça, para que possamos quando voltar, mostrar a Deus que utilizamos o máximo o que tínhamos, para fazer nossa parte e melhorar este mundo.
“O senhor não te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que retiveste, pelos anos que viveste no corpo físico.
Reconhecer-te-á pelo emprego dos teus dons, pelo valor de tuas realizações e pelas obras que deixaste, em torno dos próprios pés”.
Vale colocarmos limites nos excessos materiais; vale o sacrifício; vale a disciplina; vale o esforço em participar, na educação das crianças, na dos jovens, nas causas ecológicas, na defesa dos animais, vale a pena estarmos aqui, tudo vale a pena, para nos melhorar e ajudar este mundo, a também ficar melhor...............
Amigos assim podemos viver uma vida com mais dignidade e ajudar-mos os outros fazendo sempre a caridade.............
Amigos com um abraço sincero de muita sinceridade este vosso amigo..
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 03 de Setembro de 2016, 10:53
Amigos e ternos companheiros deste cantinho sério onde sempre procuramos fazer um estudo dentro da Doutrina Espirita para ajudar todos os que nos visitam e procuram respostas
sérias...assim com muita amizade para todos o meu bom dia sereno de muita paz e que neste pequena mensagem possamos meditar neste grande mal que por vezes a avareza nos coloca.....cuidado
https://www.youtube.com/watch?v=B9Bt7N2rEi4
Guardai-vos da Avareza
Capítulo 16 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Karde”
Servir a Deus e a Mamon, item 3 – Guardai-vos da Avareza.
Este tema em reflexão examina uma Parábola de Jesus em que o Mestre inesquecível ensina que de nada nos serve a ganância de acumular tesouros materiais pois nada nos garante a sobrevivência física nos próximos minutos.
A passagem registada por Lucas em seu Evangelho (Lucas, 12:13-21) narra a história de um avarento produtor rural que colhendo em abundância, cuidou de armazenar, ampliando seus celeiros a fim de assegurar o usufruto egoísta de sua riqueza, passando o resto da vida a gozar dela. Jesus conta que, no entanto DEUS o chama de Néscio (tolo, idiota) pois que sua alma seria chamada á morte ainda naquela noite, deixando tudo para trás.
O ensinamento de  reveste de profundas ponderações. Lembremos  que nosso capítulo em estudo é não se pode servir a dois senhores, o que significa:
 É INCOMPATÍVEL A ESCRAVIDÃO ÀS RIQUEZAS DO MUNDO (Mamon) COM A VIDA ESPIRITUAL (servir a Deus).
Há quem pondere que estamos no mundo e precisamos dos bens materiais para viver.
Afirmativa razoável e justa.
Nenhum de nós na dimensão física da vida pode se subtrair sem graves consequências ao dever de trabalhar para sustentar o corpo, as necessidades do quotidiano...
Porém não é o uso do dinheiro e da riqueza que Jesus condena mas a avareza que escraviza o homem à riqueza.
Lembremos os dicionários:
Avareza  em boa sinonímia que dizer: mesquinhez, sovinice; qualidade de quem tem excessivo apego ao dinheiro, às riquezas; falta de generosidade.
Vejamos que os bons dicionários não se resumem a definir o termo, ainda indicam qual a falta o de caráter que o causa:
Falta de Caridade.
Habitualmente aprendemos que devemos poupar para uma necessidade, garantir o futuro... quem assim pensa geralmente enfrenta os reveses desse pensamento: a emergência vem, em forma de doença, desastres financeiros ou outras adversidades desagradáveis evocadas pela avareza.
Claro que não há nada errado em poupar para uma aquisição, um investimento ou uma meta a atingir.
O que se recomenda aqui é não deixar de ser bom para ser sovina.
O vício de garantir o futuro é uma crença mesquinha de que Deus é pobre!
Crença de que a vida trapaceia ou ainda de que os bens infinitos vão escassear.
Isso não é verdade.
O mesmo Deus que nos dá forças diárias para alcançarmos o que temos hoje é o mesmo ontem e será o mesmo amanhã.
“Pois de que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e  perder a sua alma?”
(Marcos 8:36)
 Interroga-nos  Jesus.
Quantos de nós estamos descuidando da própria alegria de viver abusando de nossas forças físicas em dois ou mais empregos apenas para ter... ter... ter... sem perceber que a sua alma deseja ser antes de tudo, livre do apego e feliz consigo mesmo pela alegria de fazer  o bem?
Quantos de nós vivemos atormentados pelo fantasma do desemprego, pelo medo do amanhã, pelo excessivo zelo com o dinheiro esquecendo que a vida nos confiou filhos e filhas para que cuidássemos e educássemos que precisam muito mais de exemplos de virtude do que objetos, roupas de marca ou status sociais.
Muito mais que um carro novo, sua alma deseja direção, muito mais que roupas impecáveis, seu espírito pede direção, muito mais que posição e prestígio, sua essência deseja ser humilde...
Até quando permaneceremos cegos às necessidades de nossa alma imortal para tão somente prestar atenção ás coisas passageiras que o “ladrão rouba e a traça rói”?
Somos avarentos com os outros guardando  o nosso rico dinheiro como somos connosco mesmo, negligenciamos os bens do espírito à nossa alma faminta, de virtudes e cuidados.

Além da avareza financeira há outra muito séria que requer a nossa atenção, porque ela trabalha a fim de a nossa felicidade.
Trata-se da avareza espiritual, daquela mesquinhez emocional que alimentamos, tratando nosso sentimentos da mesma maneira egoísta que os avarentos cuidam do outro e dos bens.
Todos nós reconhecemos em nosso íntimo uma grande capacidade de amar, de espalhar o bem de de dar carinho.
 Avarentos porém, economizados essas virtudes...
 Afinal e se faltar ananhã
Então elegemos um ou dois “grandes amores” do nosso coração para serem objetos de nosso “AMOR”...
AMOR está entre aspas no parágrafo anterior, não por acaso...
Geralmente esse amor exclusivo que distribuímos é geralmente um sentimento de posse disfarçado, escamoteamos ai nosso desejo de possuir ...... controlar .....e mandar em pessoas que são livres.
Adulamos e mimamos nosso “afetos” a fim de garantirmos de que sejam dependentes emocionalmente de nós para que não deixem nosso celeiro de exclusividades...
Como pessoas avarentas emocionais atraem avarentos para sua convivência, você não será amS na ânsia de guardar para a sim a fim de gozar indefinidamente...
ado em plenitude e como desejaria, porque ambos estarão cuidando de seus desejos exclusivos.
A Avareza emocional produz esse grande prejuízo para a alma: faz com que não recebamos o amor que desejamos e merecemos e colhemos tão somente artificialidades, hipocrisias, desatenção, traição e abandono em nossos relacionamentos afetivos.
Economizar Amor  ?
Não nasce ele da fonte inesgotável de seu coração que quanto mais gosta mais é capaz de gostar?
Não acredita?
Então experimente!
Jesus anunciou que o seu jugo (a lei de amor) era um fardo leve exatamente porque AMAR é bom, dá prazer e alegria, tranquiliza a alma e alivia os fardos do egoísmo, da vaidade e do orgulho que nos sobrecarregam num jogo de escravidão às coisas transitórias e sem importância.
No episódio evangélico em estudo há uma frase do personagem avarento que diz:
“Alma minha, tu tens muitos bens em depósito para largos anos: descansa, come, bebe, regala-te”. Quantos de nós estamos nesse equivoco do gozo das paixões transitórias, sem nos dar conta de que é impossível ser feliz sozinho, como cantou o poeta...
Para usufruirmos da felicidade é possível sendo  necessário abandonarmos a postura de avareza espirituasl e começarmos ainda hoje a distribuir os tesouros do nosso coração com todos ao nosso redor.
Isso mesmo.
! Não é só papai, mamãe, marido e cachorrinho não!
Temos que amar a todos os filhos e filhas de Deus a fim de que também sejamos mais adiante amados por todos.
E ai acontece o milagre maravilhoso que a força de sermos generosos sempre provoca: você entra na abundância do amor!
Uma fase em que o amor que você mesmo dá já te nutre,  e completa. Um estágio em que encontra satisfação e felicidade simplesmente porque é bom e generoso com os tesouros de seu Espírito.
E se DEUS ainda hoje nos disser que nossa alma será chamada à vida imortal esta noite, carregaremos para a outra dimensão os tesouros do Amor que são aqueles que Jesus disse que são acumulados nos céus, longe do ladrão, das traças e da ferrugem.
“Guardai-vos e acautelai-vos de toda avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui”.
Ensinou o Mestre incomparável! Então de que consiste a vida de cada um?
O Evangelho nos mostra claramente que para Ter a Vida  farta nos basta amar a todos  nossos irmãos e irmãs, tratando-os como desejamos ser tratados.
A vida de cada um  consiste, pois no amor que conseguimos espalhar, fazendo com que, à nossa passagem, marquemos um rastro de bondade para  os demais espíritos com que cruzarmos, servindo de exemplo e roteiro aos que ainda não sabem dar de si.........
Amigos com um grande abraço sincero de muita paz e vamos meditar nestes ensinamentos..
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Setembro de 2016, 17:27
“712. Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais?
 Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para prová-lo na tentação.
712-a. Qual o objetivo dessa tentação?
Desenvolver a razão que deve preservá-lo dos excessos."
Essa é a grande questão, buscar o crescimento material, que através do trabalho é absolutamente lícito, sem permitir que os bens materiais nos escravizem.
Necessitamos da matéria, a casa que nos abriga, a roupa que nos veste, a coberta para a noite fria, e a comida que alimenta o corpo.
E não há mal nenhum em buscar mais conforto e qualidade, a doutrina nos diz, e não lembro qual a questão, que devemos nos portar de acordo com nossa posição na terra. Coisa que o próprio Mestre nos ensinou, ao dizer que devemos dar "a César o que é de César".
Entretanto utilizar-se da posição para humilhar os irmãos, ou buscar a riqueza material, em detrimento do crescimento moral, espiritual, o único verdadeiro, é o que está posto como equivocado.
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Setembro de 2016, 22:31
Olá Manuel Altino

O acompanhar em sequencia as lições do O Evangelho Segundo o Espiritismo
nos faz aprender a economia e a providência para os estudos mensais

Neste tema o amigo expõe uma qualidade impar nas colocações
pessoais

Parabéns pela palavras e pela maneira compreensível que coloca
além das advertências precisas

O Estudo é fundamental
e ter o esclarecimento daquele que estuda e se dedica
muito nos ajuda

Belo trabalho
Belo estudo

..............

Grande Gustavo

Valeu pela colaboração

Servir a Deus
No serviço ao próximo
Em recursos divinos
Para o crescimento próprio

Abraços
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: lconforjr em 03 de Setembro de 2016, 22:46
Aos amigos, tentando entender a DE: se devemos servir a Deus, qual é a deficiência que existe no entendimento dos homens que faz que tantos escolham servir a Mamon?
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 04 de Setembro de 2016, 10:55
Amigos é com carinho e muita saúde que a todos dou o meu bom dia sereno e ao amigo Moisés um grande obrigado pela sua colaboração neste lindo tema e continuando...
Mamon era uma palavra do aramaico para designar dinheiro.
No cristianismo recebeu uma conotação negativa aproximando-se de cobiça, avareza. Pode-se, então, traduzir da seguinte forma as suas palavras:
“Não se pode servir a Deus e ao dinheiro” ou, analiticamente, “não se pode ser um servo de Deus e ao mesmo tempo possuir cobiça pelos bens e riquezas materiais”.
Isso nos deixa um pouco assustados, porque parece, num primeiro momento, que Jesus está dizendo que o dinheiro é um mal que se opõe a Deus.
Parece colocar o dinheiro e Deus como mutuamente excluídos, não sendo possível ter os dois ao mesmo tempo em nossas vidas.
Tal interpretação gera mal estar em muita gente, porque afinal o dinheiro é uma necessidade e nos proporciona muitas coisas na vida, apesar de não ser tudo o que importa.
Chega a provocar um sentimento de culpa relacionado à riqueza e isso está tão impregnado em nossa cultura que, contraditoriamente, enquanto se venera tanto o dinheiro e se deseja tanto possuí-lo, ser rico é quase um motivo de vergonha, por estar associado à luxúria.
Mas que mal há no dinheiro?
O mal, na verdade, não está nele, mas no que fazemos dele e como nos relacionamos com ele.
Quando Jesus esclarece que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, podemos interpretar suas palavras uma metáfora.
De tal perspectiva ele não estaria falando de Deus e dinheiro propriamente, mas das dimensões espiritual e material da vida.
Deus remete a tudo que é espiritual e eterno, e mamon ao que é material e passageiro.
Em outro momento Jesus, utilizando-se de metáforas semelhantes, comunica ser importante cuidar destes dois aspectos existenciais.
Ele diz:
 “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” César certamente é o material e Deus o espiritual.
Deve-se, então, cuidar de ambos.
Compreendamos, porém, que no trecho em questão Jesus não fala de cuidado, mas de subserviência.
Ele afirma que não é possível servir a Deus e a mamon ao mesmo tempo.
Ora, servir implica uma relação de subordinação.
E é diferente servir ao dinheiro de ter o dinheiro a nosso serviço!
Jesus nos pede para optar, então, entre nos subordinar ao dinheiro, ao mundo material, que é o mundo das coisas perecíveis, e o mundo espiritual, que é eterno.
O mundo material implica não só em riqueza, mas em determinas regras também.
A grande realidade é que vale mais à pena servir a Deus, enquanto símbolo da espiritualidade.
Ter Deus como referência, como centro de nossas vidas – e não falo de um Deus antropomórfico, porém dessa força criadora à qual se referiu magistralmente Leon Denis: o ser absoluto mas sem forma e limites – é bem mais seguro.
Tudo isso nos faz lembrar um dia em que Jesus foi criticado por realizar cura aos sábados, quando era proibido aos judeus trabalhar neste dia.
Ele então reagiu:
“O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”.
Verdade!
O mundo material foi feito para o Espírito e não o Espírito para o mundo material!
Tudo o que temos, neste mundo que habitamos temporariamente, está a nosso serviço, e não o contrário.
Mas alguns de nós agimos como se não fosse assim, e invertemos a ordem de importância das coisas.
A aparência acaba se tornando mais importante que a essência…
É bem diferente quem serve a Deus.
 Quem se foca nos bens do Espírito.
A mãe, por exemplo, se estiver centrada no amor, e não na presença ou na vida do filho, mas no afeto que lhe tem, terá muito mais facilidade em encarar as mudanças de sua vida, em entregá-lo ao mundo, como ele precisa que seja.
Justamente porque, por amor, ela saberá respeitá-lo, e respeitar suas decisões.
Uma pessoa centrada na esperança não ficará totalmente desorientada se perder o emprego, se atravessar algum revés.
Um espírita centrado na caridade terá a mesma postura ética onde quer que vá, porque age na convicção de que a caridade é realmente vital, e não uma mera formalidade.
Pessoas que aprenderam o valor da caridade não se sentem praticando um bem, porque fazê-lo é como respirar.
Não contabilizamos nossa respiração.
Ela acontece porque sem ela não vivemos.
Assim a mais autêntica caridade não é entendida por quem a pratica, pois ela é espontânea e necessária.
Um gesto de caridade não espera retribuição nem dos homens nem de Deus.
Quem é caridoso já sente, no bem que pratica, o benefício.
Sua consciência tranquila é seu maior tesouro!
E isso, este tesouro, jamais poderá ser roubado, como nenhum tesouro espiritual: a fé, o conhecimento, a esperança, o amor, a verdade, a compaixão, a idoneidade.
Estar centrado no eixo espiritual da vida é, de fato, mais seguro, o melhor investimento.
Por isso disse Jesus:
“Não ajunteis tesouros na terra, cuidai antes de ajuntar tesouros no céu.”
Por isso recomenda construamos nossa casa sobre a rocha, onde as ondas batem, mas não derrubam, como acontece com a casa construída sobre a areia.
Jesus se desdobra em metáforas que nos advertem para o que realmente importa na vida. Como um semeador, semeia no mundo a consciência dos valores espirituais, elevando-os na inesquecível poesia do Sermão da Montanha.
Bem aventurados, portanto, os que servem a Deus, porque terão sempre pelo que viver!......
Amigos com muita paz vamos meditando e que cada um de nós entenda que o servir a Deus é muita mais importante..........sendo a Caridade uma virtude muita séria......
Com um abraço carinhoso e esperando as vossas meditações este vosso amigo...
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 05 de Setembro de 2016, 10:20
Amigos e companheiros deste cantinho onde sempre temos o nosso estudo é com muita serenidade que a todos dou o meu bom dia sereno e vamos continuando esta partilha de conhecimento esperando a colaboração de todos neste lindo trabalho.
O sentido da palavra Mamon relaciona-se as coisas materiais, aos prazeres desequilibrados que afetam os nossos sentimentos espirituais, que são os únicos capazes de nos levar a felicidade.
Quando Jesus nos diz que não podemos servir a Deus e a Mamon, Ele quer dizer que não podemos viver, simultaneamente, fascinados pelas coisas materiais e comprometidos com a salvação do nosso espírito.
Jesus não pretende estabelecer com isso que cada um se desfaça do que possui, e que a salvação só se consegue a esse preço.
Ele quer mostrar que o amor possessivo aos bens materiais é um obstáculo ao progresso espiritual.
A riqueza é, sem dúvida, uma prova .
É mais perigosa do que a pobreza em virtude das tentações que oferece e da fascinação que exerce, podendo ser motivo de queda para o seu detentor, conforme o uso que fizer dela.
Mas Deus deu ao homem os recursos para o seu progresso material, a forma de como vamos usá-lo é que é determinante em nossa vida.
Através do trabalho é que conquistaremos esses recursos e seria um absurdo não admitir semelhante conquista porque iria contra a uma Lei de Deus, que é a lei do progresso.
O homem tem por missão trabalhar para o melhoramento de sua vida e da vida do próprio planeta. E ele usa a sua inteligência para esse trabalho.
E essa inteligência, que a princípio concentra na satisfação de suas necessidades materiais, o ajudará também a compreender as grandes verdades morais.
A partir dessa tomada de consciência sobre a verdadeira função dos bens materiais utilizando-os em benefício também do próximo, ela se tornará poderoso auxílio para o nosso progresso espiritual.
Progresso espiritual que é tarefa individual e intransferível e que nos levará a acumular uma outra riqueza que é a que conta para quando entrarmos no Reino do Céu.
Portanto, a verdadeira riqueza, é a soma dos conhecimentos e das qualidades morais armazenadas em cada um de nós.
O destino do homem é viver na presença de Deus.
É só Nele que experimentaremos a plenitude da paz e da felicidade que tanto buscamos...........
Amigos vamos participar e a todos com carinho o meu sincero abraço de muita paz....
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 06 de Setembro de 2016, 10:23
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é sempre com muita estima que a todos os que nos visitam dou o meu bom dia sereno de muita paz e os convido a meditar no valor deste estudo como devemos viver que as coisas que afinal apenas nos são emprestadas durante esta encarnação........
Atrativos Materiais
Deus colocou na matéria atrativos para os homens, no sentido de ensinar-lhes a saber usá-los educando seus impulsos nas investidas dos instintos, como também, para que eles sentissem um pouco de bem-estar e passassem a gozar dos seus próprios esforços, no aperfeiçoamento das coisas em seu benefício.
O objetivo dessa atração quase irresistível é para que o homem passe a educar, como já dissemos, as forças em luta dentro de cada criatura e daí surgirá a luz, sendo que o entendimento mostrar-lhe-á o caminho mais acertado para a sua paz de consciência. O homem, desenvolvendo a razão, busca outros planos para operar, passando a mexer  todos os condicionamentos do passado, buscando respirar uma atmosfera mais leve onde o amor é a base da vida.
Poderemos analisar ó próprio sexo; nele existe para o homem um grande atrativo, que se irradia em todos os seres, objetivando a reprodução da espécie.
Se não fora isso, as raças desapareceriam por completo na face da Terra, e como ficaria a reencarnação?
O sexo é a base da vida física, no entanto, existem leis que regulam a reprodução dos seres, a pedirem o bom senso.
Assim, surgiu o casamento para disciplinar esse instinto que é tão forte, a ponto de levar as criaturas a desrespeitarem a lei.
Os homens já saíram da faixa animal, por isso que o sexo não é livre na sua dimensão.
A liberdade, neste caso, e na evolução em que os homens se encontram, lhes faz mais mal do que bem.
Ela poderá existir quando a Terra passar para outro plano de vida, ascendendo na hierarquia dos mundos superiores, onde os deveres andam juntamente com os direitos, onde o amor é a lei dominante. O sexo, para a grande maioria dos homens, é um prazer incomparável, mesmo momentâneo, e por enquanto não tem substituto na concepção deles; no entanto, a consciência está ativa, para discipliná-lo nos moldes que o verdadeiro amor nos concita. Jesus é verdadeiramente o disciplinador desses impulsos santos, mas que precisam ser educados para a paz de consciência.
A educação dos homens está ligada aos dons espirituais; estes despertados, o campo de facilidades disciplinares aumenta e eis o homem novo nascendo dentro do homem velho. Não podemos fugir da vontade da  que nos criou.
Ouçamos o que Paulo disse aos Romanos, no capítulo onze, versículo vinte e nove:
Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.
O que Deus fez para o nosso bem e a nossa paz são irrevogáveis; como mudar as coisas eternas?
Jamais as mudaremos.
A inteligência nos convoca para a obediência a toda a vontade do Senhor.
E Jesus veio confirmar e nos fazer crer nesse Deus de bondade e de amor.
Os homens não poderiam usar os bens terrenos somente pela sua utilidade, devendo também usá-los como instrumentos para despertar os seus valores espirituais, utilizando o seu esforço para concretizar a sua conquista.
Eis ai a beleza da vida, dentro da vida de Deus.
Jesus Cristo veio ao mundo por amor às criaturas, nos mostrando algo mais que não conhecíamos.
Ele rasgou mais um véu, trazendo mais esperança para a humanidade que se encontrava em desespero.
Os caminhos da felicidade foram abertos por Jesus.
O Senhor pôs atrativos nos bens materiais para estímulo dos homens, para que estes rompessem a ignorância, avançando pela porta estreita do esforço próprio, passando a conhecer a verdade...........
Amigos como podemos entender tudo nos é dado para vivermos e se possível com muita paz...........
Com  um abraço carinhoso deste vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Setembro de 2016, 15:28
A lição da escolha certa

Citar
“As coisas mais importantes da vida somente são valorizadas depois que passam ou se as perdem.”
(Joanna de Ângelis – Vida Feliz)


O homem de todos os tempos, sobretudo dos dias modernos, tem concentrado a sua atenção em torno de inúmeras coisas que despertam o seu interesse.

Objetos e utensílios vários, muitos de avançada tecnologia, aguçam o seu desejo de posse, tudo fazendo para conquistá-los, no que se desgasta ou se deprime, quando não logra o êxito sonhado.

Há consideráveis registros de ocorrências envolvendo graves conflitos, especialmente entre familiares, na disputa de propriedades móveis e imóveis, bens semoventes e depósitos bancários, gerando, muitas vezes, litígios que conduzem os participantes na demanda jurídica a destilarem sentimentos de ódio e ressentimento, por se considerarem, as partes, cada uma merecedora do direito de domínio, jamais admitindo “divisão”, ou “renúncia”, ou “acordos”. Os que vencem essas batalhas no foro legal, saem delas, frequentemente, com acentuado desgaste emocional, a mente em desalinho, quando não descambam para a loucura aqueles derrotados na querela debatida em juízo.

Muito tem sofrido o homem que fixa os seus valores nas coisas transitórias do Mundo.

Alcançado pelo momento fatal de se despedir do corpo físico, através do fenômeno da morte, muitas vezes prematuramente, chega ao outro lado da vida portando superlativas aflições, cercado pelos fantasmas de seus desejos e aspirações menos dignas, que elegeu como metas importantes e legítimas, mantendo os seus ideais de dominação e  poder, que se esfumaçam, ante a realidade espiritual da sobrevivência.

Nesses instantes, o desespero e o arrependimento conduzem-no aos momentos de dor, que antecedem as reflexões e o “encontro com a Verdade”, de que nos falou o Mestre. E é nesse staccato que descobre as coisas mais importantes que foram desvalorizadas e negligenciadas.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, no capítulo XVI, Não se pode servir a Deus e a Mamon, insere uma mensagem de Blaise Pascal, obtida em Genebra em 1860. O grande matemático, físico, filósofo e escritor francês, desencarnado em 1662, numa Instrução dos Espíritos, intitulada A verdadeira propriedade, destaca que “O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então que ele possui? Nada do que é do uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo,  o que ninguém lhe pode arrebatar (...)”.   (1)

Narra o Evangelista Lucas que Jesus “estando em viagem, entrou numa aldeia” e, numa residência, é alvo da atenção especial de uma mulher chamada Maria, enquanto Marta, sua irmã, busca os afazeres domésticos para homenagear o hóspede inesperado. As duas irmãs, ante a presença do Cristo, fazem escolhas diferentes: Maria ouve a palavra do Mestre, “homenageia o Jesus espiritual. Sua figura importa mais do que tudo porque Ele transmite a palavra de Deus”. Ela não se preocupa com as atividades que atraem o interesse de Marta, a qual, “não percebendo a messianidade de Jesus” (2), reclama da atitude da irmã, censurando-a, recebendo do Rabi, em resposta, a lição da escolha certa: “– Marta, Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas; no entanto, pouca coisa é necessária, Maria escolheu a melhor parte, que nunca lhe será tirada”. (3)  (destacamos)

Maria prefere ouvir a Voz do Amor, para aprender a amar-se e a amar os seus irmãos de Humanidade, e atingir a culminância do amor a Deus acima de todas as coisas.

O Espírito Joanna de Ângelis, em sua décima obra da Série Psicológica, Jesus e o Evangelho – à luz da Psicologia profunda -, psicografada pelo médium Divaldo Franco,  destaca que Jesus compreendia a finalidade superior da propriedade, por isso, valorizou-a, quando conviveu com os homens de bem e aqueles que possuíam recursos, estimulando-os porém, a buscarem o reino dos Céus, de que se haviam esquecido. (4)

A oportunidade reencarnatória é valiosa bênção para o nosso progresso espiritual. Durante a viagem terrestre busquemos valorizar as coisas mais importantes, a fim de não perdê-las. 


ADILTON PUGLIESE

Referências bibliográficas:

(1) Kardec, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo. 110. ed. Rio de Janeiro: FEB – 1995 -  pp. 260/261
(2) Quéré, France. As mulheres do Evangelho. s/ed. São Paulo: Edições Paulinas – 1984 – p. 42
(3)  Evangelho de Lucas – 10: 38 a 42
(4) 1a. ed. Salvador/Ba.: LEAL – 2000 - p.145

Revista eletrônica
O Consolador
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: lconforjr em 06 de Setembro de 2016, 21:32
Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:

      Ref msg inicial de MAltino

      Altino, para melhor entender a DE me deixe perguntar: se Jesus disse que "não se pode servir a Deus e a Mamon”, que “Ninguém pode servir a dois senhores, porque aborrecerá a um e amará a outro ou se unirá a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas”, o que é que leva tantos de nossos irmãos a desprezarem esse conselho do Mestre? A ignorância, a loucura, rebeldia, desejo de desafiar o nosso Criador, o Todo Poderoso Criador de todas as coisas? O quê?

      E à luz da DE, como se explica isso que vc apresenta e que vemos que é um fato real, que ‘é bem próprio das tendências humanas, que o indivíduo, quanto mais ganhe, mais deseje ganhar, e quanto mais se empolga pelas riquezas, menos sensível se faz às misérias alheias’ e, com isso, ‘em vez de se aproximar de Deus, dele se afasta mais e mais’? De onde vem ao homem essa tendência que ‘lhe é bem própria’ de sempre ambicionar mais e mais??
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 08 de Setembro de 2016, 10:46
Amigos e ternos companheiros deste cantinho onde sempre temos o nosso estudo é com carinho que a todos dou o meu bom dia e sejamos sérios pois quando Jesus disse Não se pode servir a dois senhores estava a tentar dizer que é muito importante servir a Deus e apenas valor ao dinheiro na medida em que precisamos para viver e não o ter da forma exagerada prejudicando o próximo...
Para isso colocou Limites aos homens..
A natureza, como mãe, imprimiu limites para o gozo dos bens terrenos, onde podemos observar como Deus é bom, na Sua justiça e no Seu amor para com todos os Seus filhos. Ele dotou a todos com um organismo que sabe avisar quando já se encontra farto.
Quando a imprudência passa dos limites, este organismo sofre as consequências para se educar.
A disciplina é necessária em todos os campos de trabalho.
Nos próprios deveres materiais o corpo dá sinal de cansaço, pedindo para descansar, assim como se tem vontade de trabalhar, pelo aviso interno do dever.
Para tudo Deus traçou, por leis, os limites, tanto do trabalho como do repouso e do lazer; parte ficou como dever para o homem, que deve descobrir seus próprios caminhos.
Os excessos, quando vêm, são carregados do enfado, e as suas sequelas são pesos na consciência.
É neste sentido que muitos sábios aconselham o caminho do meio em tudo o que se faz. Se existe multidão de almas ignorantes, quantas iluminadas não existem movendo-se em corpos de carne?
Muitas e inspiradas por Deus. Jesus inspira todos os sábios da Terra, dotando-os de todos os meios para educar e instruir a humanidade.
Deus a ninguém pune; os homens é que se punem a si mesmos, pelos seus atos sem pensar e, ao passarem pelos sofrimentos, aprendem a usar os bens da natureza com equilíbrio e amor, compreendendo que tudo é de Deus, que eles são apenas Seus filhos, aos quais o Pai confia os valores para serem usados com caridade.
Sempre falamos que Jesus é a maior expressão de misericórdia de Deus na Terra. Observemos Seus feitos, que compreenderemos isso.
Marcos, no capítulo um, versículo trinta e um, assim anotou o que usamos como exemplo:
Então, aproximando-se, tomou-a pela mão e a febre a deixou, passando ela a servi-los.
A febre era um processo de disciplina da natureza em consequência de alguma agressão a ela, mas o Mestre, por misericórdia, ordenou que a febre cessasse, dando oportunidades à alma de redimir-se, ou não pecar mais contra a vida.
Compreendamos logo os nossos limites.
Quando os compreendemos, a paz passa a reinar na consciência, o maior tribunal instalado dentro de nós para nos educar, disciplinando nossos instintos, que estão vivos no mundo mental e dominando a nossa intimidade.
Podemos usar de tudo dentro do necessário, dentro do limite.
Esse é o respeito para com os outros e para com a nossa vida.
Deus fez as leis para que pudéssemos gozar dos bens terrenos, no entanto, a natureza traçou limites a esses gozos, evitando assim o abuso das belezas da Terra, que são reflexos da sublimidade dos céus.
A educação do homem o faz sentir o ritmo da vida e seu coração se ilumina com a luz da vida em Deus..
Amigos com um grande abraço de muita paz e vamos pensar sempre no que é melhor para cada um de nós......
Este vosso amigo .........
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 09 de Setembro de 2016, 11:03
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Amigos e companheiros deste cantinho de estudo é com muita serenidade que a todos dou o bom dia sereno e vamos continuar a meditar qual será a grande riqueza que podemos levar nesta encarnação....
A verdadeira propriedade
A vida na Terra é eminentemente transitória.
Por longa que pareça determinada existência, seu término é uma certeza.
O plano espiritual é o ponto de partida e de chegada de todas as almas que renascem na Terra.
Elas aqui aportam trazendo projetos de trabalho e de crescimento pessoal
A experiência terrena é como um estágio de aprendizado.
A morada natural dos Espíritos é no plano espiritual.
A ampla maioria dos homens não consegue assimilar essa verdade e os seus inevitáveis desdobramentos.
Muitos deles vivem na Terra como se nela se centrassem todas as suas aspirações.
Procuram riquezas, poder e projeção social, mesmo à custa de atos vergonhosos.
Agem como se apenas eles e suas famílias fossem importantes.
Nessa ótica, não titubeiam em semear a miséria e a desgraça nas vidas dos outros
Enquanto cuidam de seus interesses imediatos, cobrem-se de crimes e desenvolvem numerosos vícios.
Mesmo quem não chega a extremos, raramente reflete a respeito da razão de sua existência.
A certeza da morte deveria funcionar como um antídoto para as ilusões mundanas.
A transitoriedade da experiência terrestre faz com que ela se assemelhe à preparação para uma grande viagem.
Quando alguém vai a um país distante, cuida de levar na bagagem objetos que lá sejam úteis.
De nada adianta gastar tempo e esforço para amealhar coisas que não poderão atravessar a fronteira.
Quem assim age corre o risco de chegar sem nada ao seu destino, na qualidade de um autêntico mendigo.
Sem dúvida é necessário cuidar dos interesses terrenos.
Não há problema algum no desfrute dos bens materiais e muito menos no trabalho que propicia o seu alcance.
O erro reside em centrar nas coisas mundanas toda atenção, em detrimento dos próprios interesses eternos.
Fortuna, beleza, poder, nada disso atravessa os portais da eternidade.
É insano comprometer a própria dignidade espiritual com conquistas transitórias.
Sempre chegará o momento de resgatar os equívocos cometidos e de reparar os estragos causados na vida do semelhante.
Embora o dinheiro e a importância fiquem para trás, os atos indignos praticados na sua busca são levados na consciência.
Ocorre que também os gestos nobres integram o património do Espírito em sua jornada de retorno ao lar.
Na verdade, o homem só possui efetivamente o que pode levar deste mundo.
Tudo o que será constrangido a deixar constitui apenas uma posse transitória.
Assim, nada do que é de uso do corpo é permanente e real.
Já os dons da alma são eternos: uma vez conquistados, jamais são perdidos.
Convém, pois, tratar de desenvolver a inteligência e as qualidades morais, reveladas mediante uma vida digna.
Elas são o único tesouro que pode ser levado na viagem de regresso ao verdadeiro lar.
Pense nisso.
Amigos é por este entendimento que cada um de nós pode alcançar a grande verdade da vida e tentar viver com o que apenas seja preciso para vivermos bem e se tivermos  muito temos a Caridade para doar a quem esteja precisando assim estamos a preparar o nosso caminho para sermos capazes de recebermos o auxilio espiritual.........
Amigos com  um grande e sincero abraço de muita serenidade este vosso amigo de sempre.
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 10 de Setembro de 2016, 10:29
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Amigos é com muito carinho que neste cantinho de muita paz venho aqui dar o meu bom dia de muita amizade e vamos continuar este nosso estudo sobre a riqueza e os seus motivos para tentarmos viver o melhor possível e com regras......
Em toda a história da humanidade a desigualdade das riquezas e desigualdade sociais sempre existiram e são motivos de revolta e de revoluções.
Os desafortunados sempre imcomodados pela miséria ou pela falta de bens que lhe garantam o conforto, os ricos também se julgam infelizes, pois com a riqueza suas necessidades aumentam, e ele nunca julga possuir o bastante para satisfazer à sua ambição.
O que vemos é toda a humanidade sofrendo pela riqueza que se tem e pela que não se tem, a busca pela riqueza é tão grande que ela faz prisioneiros àqueles que a veneram como se fosse a causa mais importante da vida, e isso em consequência da visão limitada do espírito encarnado, em querer enxergar somente esta existência sem se preocupar com a vida futura.
A riqueza é um laço estreito que, movida pelo orgulho e egoísmo, prende o homem à Terra desviando sua necessidade de buscar riquezas com outros valores, elegidos pela razão e emoção que não se transfere de mãos, que poderá levar consigo quando de sua mudança para outros planos da vida.
No Novo Testamento encontramos a verdadeira riqueza que nos conduzirá a tão almejada paz de espírito, Lucas no capítulo 12:15 diz:
“tende cuidado de preservar-vos de toda a avareza, porquanto seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possuir”.
Antes de nos revoltarmos pelas desigualdades existentes em toda parte é preciso compreender que a Justiça Divina estabeleceu igualdade de direitos e de méritos entre as criaturas, mas não estabeleceu a desigualdade social, pois esta é obra do orgulho e do egoísmo humano.
Se, num determinado momento, fosse feita a distribuição de toda a riqueza do mundo, em partes iguais, a todas as pessoas, essa distribuição se desfaria, num segundo momento, em razão das diferentes aptidões e do grau evolutivo de cada um, porque cada um faria um diferente uso e aplicação de sua parte, com os consequentes resultados, e muito rapidamente as riquezas mudariam de mãos.
A igualdade das riquezas só seria possível se fosse acompanhada da igualdade do grau evolutivo e aptidões entre todos, o que seria impossível, pois cada um tem sua própria experiência e visão, no estágio da vida neste planeta.
No Livro dos Espíritos, questão 804, os Espíritos asseveram que:
“Deus criou todos os espíritos iguais, mas cada um viveu mais ou menos tempo e, por conseguinte, realizou mais ou menos aquisições; a diferença esta no grau de experiência e na vontade, que é o livre arbítrio: daí decorre que uns se aperfeiçoam mais rapidamente, o que lhes dá aptidões diversas”.
A Doutrina Espírita não condena a riqueza, mas sim a forma como ela é adquirida e utilizada.
A diversidade de riquezas e misérias tem uma finalidade útil que é a de provar os seres nos excessos ou na submissão.
Somente os que sabem realmente sofrer com resignação e trabalho constantes é que conseguem superar essas provas de riqueza e pobreza, ambas muito difíceis.
Se houvesse uma única existência do Espírito na carne, nada justificaria esse estado de coisas na Terra, mas se considerarmos não só a vida atual, mas o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça, por isso o pobre não tem motivos para invejar o rico, e nem os ricos de se vangloriarem pelo que possuem.
Conforme disse Jesus: “onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração”, Ele não veio até nós para julgar ou dividir, veio abrir o caminho para nós, desejando a união entre os pobres e os ricos, e por isso nos ensinou a caridade, onde pobres e ricos, irmanados, encontrarão oportunidade de segui-lo....
Amigos com muito carinho vamos meditar e entender que Jesus apenas condena os excessos e lembra que é na caridade ao próximo de devemos centralizar as nossas forças...
Com um abraço carinhoso de muita paz este vosso amigo de sempre
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Setembro de 2016, 14:20
Chamados a Servir

Chamados para servir, quantos de nós temos alegado, até agora, insuficiência, falha, defeito ou incapacidade, tentando justificar a própria omissão?

Curioso pensar, porém, que o Evangelho do Senhor não nos convida para exercer o ministério dos anjos, e sim nos solicita engajamento para desempenhar o papel de servidores.

Neste sentido importa recordar os elementos imperfeitos da própria Terra, convocados para a organização sócio-planetária ,conquanto as deficiências com que se caracterizam.

Enumeremos alguns.

A pedra é agressiva e capaz de ferir, mas suportando corte e ajustamento é a base da moradia e da estrada nobre em que os homens edificam intercâmbio e segurança.

O solo em si é matéria-primitiva concentrada, todavia, em se deixando tratar convenientemente, é celeiro de produção intensiva.

Certos fios metálicos atirados ao léu são resíduos para a sucata, no entanto, se ligados ao serviço elétrico, fazem-se de imediato condutores de luz e força.

Os bichos-de-seda não são agradáveis ao olhar, mas se atendem aos programas de trabalho do sericicultor, dão origem a tecidos valiosos.

O ouro é a garantia simbólica das riquezas de cúpula da organização social, entretanto, o esterco é o agente que assegura a vitalidade e o perfume das rosas.

Chamados para servir! – eis a indicação do mais alto no rumo de quantos amadurecem nas experiências do mundo buscando a compreensão do bem.

O Senhor nos conhece claramente a condição de espíritos ainda incompletos, mas se nos dispusermos a lhe ouvir a palavra, disciplinando-nos para o valor da utilidade, estaremos logo no clima do progresso em plenitude, de melhoria e de elevação.

Chico Xavier - Emmanuel
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 11 de Setembro de 2016, 10:34
Amigos e companheiros deste cantinho onde o nosso estudo é sempre importante para o nosso aprendizado e entendermos as palavras de Jesus é com muita amizade que lhes dou o meu bom  dia de muita paz e vamos meditar nestas palavras para melhor entendemos que a riqueza é sempre uma prova complicada e dura na nossa Evolução........
Aptidões diferentes
Deus, sendo justo, criou todos iguais, com as mesmas aptidões.
As desigualdades que se vêem, existem porque os Espíritos se encontram em escalas diferentes uns dos outros.
Toma-se necessário que compreendamos essas diferenças pela maturidade da Espírito.
As aptidões diferentes não são doadas por Deus a uns e a outros não.
Nós recebemos os dons e temos que desenvolvê-los.
Se se precisa de algo que só o próximo pode proporcionar, é porque ainda se carece do desenvolvimento de certos dons.
A força da necessidade faz com que nasça a amizade, que leva ao amor que irá gerar fortes laços de união.
Se todos já tivessem seus dons despertados, o egoísmo e o orgulho poderiam se alastrar com muita facilidade nos corações, porém, as aptidões são diversas, e sempre nos falta algo que encontramos em outros.
Eis porque vivemos em sociedade.
Mesmo o egoísta não deseja viver isoladamente, e o orgulhoso quer estar sempre rodeado de admiradores.
O progresso só acontece com os homens vivendo em sociedade.
Um cientista precisa de todos aqueles que o rodeiam para as suas devidas experiências. Assim acontece em todos os segmentos da comunidade.
Ninguém pode viver sozinho, nem os animais, nem as plantas.
O próprio corpo humano é uma sociedade de órgãos que devem trabalhar em harmonia, para que a paz se instale no complexo humano.
Para se formar um lar, é preciso mais de uma pessoa, e somente o amor tem o condão de ensinar os familiares a viverem em paz espiritual.
As aptidões diferentes obrigam os seres humanos a viverem em conjunto, no entanto, em se reunindo, pode haver, e sempre há, posicionamentos que geram inimizades, e para tanto, é necessário que se busquem recursos no Cristo, para apaziguar os ânimos.
É bom que busquemos primeiro a oração, para que o ambiente melhore e surja o perdão. Observemos as anotações de Marcos, no capítulo onze, versículo vinte e cinco, assim nos informando das palavras do Mestre:
E quando estiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai Celestial vos perdoe as vossas ofensas.
O homem superior esquece todas as ofensas, mas o inferior ainda guarda mágoas que o fazem sofrer.
O perdão é terapia divina, na divina expressão de amor.
Assim, também, a fraternidade.
Não devemos maltratar o próximo, pois ele tem muito a nos dar, e que ainda não despertou em nossos corações.
Somos todos iguais, pela fonte que nos gerou, e o Criador não se esqueceu de nos ofertar todo o Seu amor, que multiplica virtudes e que individualiza dons espirituais, obrigando-nos às trocas de valores espirituais e morais, em gestos elevados, assegurando-nos a união com todos os seres e todas as coisas.
Quem na Terra não precisa dos outros reinos da natureza para viver?
Eles nos ofertam tudo que podem, sem preço estipulado.
Qual o dever do homem para com eles?
Amá-los na profundidade do seu amor. Isto é amar a Deus em todas as coisas.
Todos os homens têm as mesmas aptidões; as diferenças que se observam é que uns já despertaram e outros estão ainda dormindo, mas, na verdade, todos eles serão despertados pela força do progresso, movidos pelas mãos do tempo.
Deus criou todos iguais; o que ocorre é que uns estão ainda nascendo, outros na juventude, e outros já adultos.
Quem tem olhos de ver, que observe e analise essas diferenças...........
Amigos aqui temos com o quase sempre é na riqueza material e de ambição que faz o homem se tornar duro e sem caridade vamos meditar nisto....
Amigos carinhosos com u m grande abraço de muita paz............
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Manuel Altino
 
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 12 de Setembro de 2016, 11:04
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Amigos e ternos companheiros deste cantinho de muita paz e onde procuramos debater este assunto sobre a riqueza tendo em conta as Palavras de Jesus que não podemos servir a dois senhores e então a riqueza é sempre e muitas vezes um mal necessário, mas que podemos minimizar ajudando os que mais sofrem....a esta atitude chama-se Caridade...assim com muita paz o meu bom dia de muita paz e agradecendo a vossa colaboração neste assunto muito sério...
Uns nascem na indigência
e outros na opulência.
Há pessoas que nascem cegas, surdas, mudas ou atacadas de enfermidades incuráveis,
enquanto que outras têm todas as vantagens físicas.
É isso efeito do acaso ou da Providência?
Se é efeito do acaso, não o é da Providência;
se é efeito da Providência, pergunta-se onde está sua bondade e sua justiça?
Ora, é por não compreenderem a causa desses males, que muitas pessoas são levadas a acusá-la.
Compreende-se que aquele que se torna miserável ou enfermo por suas imprudências ou seus excessos, seja punido pelo que pecou;
mas se a alma é criada ao mesmo tempo que o corpo, que fez ela para merecer semelhantes aflições, desde o seu nascimento, ou para delas estar isenta?
Se se admite a justiça de Deus, deve-se admitir que esse efeito tem uma causa; se essa causa não está nesta vida, deve ser de antes dela, porque em todas as coisas, a causa deve preceder o efeito; por isso, é preciso, pois, que a alma tenha vivido e que tenha merecido uma expiação.
Os estudos espíritas nos mostram, com efeito, que mais de um homem que nasceu na miséria, foi rico e considerado em uma existência anterior, mas, fez mau uso da fortuna que Deus lhe deu para gerir; que mais de um indivíduo, que nasceu na vileza, foi orgulhoso e poderoso; nos mostram, às vezes submetido às ordens daquele mesmo ao qual comandou com dureza, sob os maus tratos e a humilhação que fez os outros suportarem.
Uma vida penosa não é sempre uma expiação; frequentemente, é uma prova escolhida pelo Espírito, que vê um meio de se adiantar mais rapidamente, se a suporta com coragem.
A riqueza é também uma prova, porém, mais perigosa que a da miséria, pela suas  tentações que dá e os abusos que provoca; o exemplo daqueles que a viveram também prova que é uma daquelas em que, frequentemente, saem menos vitoriosos.
A diferença de posições sociais seria a maior das injustiças, quando não resulta da conduta atual, se ela não devesse ter uma compensação.
É a convicção que se adquire desta verdade pelo Espiritismo, que dá a força para suportar as vicissitudes da vida e aceitar a sorte sem invejar a dos outros.....
Amigos vamos meditar e tentar cada um de nós termos a Caridade para quem precisa.
Com um carinhoso abraço de muita paz este vosso amigo dedicado
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: lconforjr em 12 de Setembro de 2016, 21:18
Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:

      Ref resp #8 em: 06 de Setembro de 2016, 10:23, de MAltino

      Se é Deus que coloca na matéria os atrativos para os homens, no sentido de ensinar-lhes a saber usá-los educando seus impulsos nas investidas dos instintos, qual é a causa de tantos sofrerem se erram devido a ainda não terem aprendido a usá-los? Porq tantos se deixam ainda arrastar por seus instintos? Onde está o livre-arbítrio que Deus deu aos espíritos para que façam as escolhas corretas? E porq tantos fazem escolhas erradas, mesmo sabendo que a lei de Deus cairá sobre eles, fazendo-os sofrer desesperadamente?
.
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Setembro de 2016, 01:44
Meu irmão Altino e demais participantes deste estudo, estou a mais de um mês com
problemas na minha conta, sem poder participar dos estudos dando respostas, já
solicitei a ajuda de diversas maneiras para normalizar essa situação, até agora sem
sucesso, espero que eu consiga enviar essa minha pequena participação.
Meus irmãos vejam bem. A causa precede o efeito, eis um fato verdadeiro, nenhum
espírito reencarna para expiar as suas faltas sem que não houver-se uma causa, e
essa causa aconteceu em encarnação anterior vivida por esse espírito.
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 13 de Setembro de 2016, 11:24
Amigos com muito carinho e paz o eu bom dia sereno e as boas vindas ao nosso amigo António Renato e vai conseguir entrar para continuar a ser importante para os estudos e meditam neste texto vamos entender que é riqueza muitas vezes mal gerida que provoca nos homens grande sofrimento
Quando o Senhor nos traçou a obrigação de dar a César o que é de César, como de outras vezes, imprimia ao ensinamento significação mais profunda.
Habitualmente recordamos a diretriz, fixando a atenção no imposto amoedado, anotando mentalmente o brilho pessoal daqueles que exercem o poder representativo da governança para transviar-nos, quase sempre, no solo arenoso da crítica e da maldade.
Entretanto, bastar-nos-á a singela reflexão para reconhecermos que César é a legenda que encerra vastos deveres de nosso espírito, quando encarnado, junto da terra que nos localiza o berço.
César exprime a direção que nos garante a tranquilidade, a justiça que nos angaria respeito, a organização do trabalho que nos assegura a bênção do pão, a ordem que nos mantém o ninho doméstico, e, sobretudo, a lei que nos guarda a todos, nos variados climas do mundo, dentro da dignidade recíproca, na qual o cumprimento fiel de nosso dever nos confere o direito à verdadeira ascensão.
Não chega, desta forma, o simples pagamento do tributo vulgar ao cofre que nos define a riqueza pública, para que atendamos à recomendação do Senhor, mas, sim, também o nosso zelo e a nossa abnegação na salvaguarda dos bens que desfrutamos na experiência comum, seja auxiliando a segurança do próximo,
Defendendo a higiene de um logradouro, cooperando na execução dos estatutos que nos governam ou amparando a educação que nos governam ou amparando a educação do povo que nos constitui a família, porque, somente assim, auxiliando à Terra, teremos no Céu, como província redimida e generosa refulgir no Reino do Amor de Deus.
Amigos então meditem e sintam na Caridade que muitos podem ter que lhes sobra alguma riqueza,,,,,,,,,,,,
Com um forte abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Antonio Renato em 14 de Setembro de 2016, 00:17
Meus irmãos de estudos É uma grande responsabilidade para aquelas pessoas que detêm
o poder do dinheiro, como também é uma grande prova, pois usar esse dinheiro de uma
forma que só traga beneficio para si, é uma prova de egoismo e usura, é também um
apego muito grande as coisas materiais. Quando aqueles que detém grandes somas de dinheiro e utiliza para trazer benefícios ao seu próximo, isso na forma de geração de
emprego, onde muitos irão tirar o seu sustento e da sua família, ele está trazendo um bem
para si e para outros. outra situação é quando essa pessoa que tem muito dinheiro faz
uso de uma parte dele para benefício dos menos favorecidos, através de campanhas
humanitárias e de criação de espaços para acolhimentos. Quantos beneméritos existem espalhados pelo mundo que usam parte da sua fortuna para esse fim. Há na história da
2ª grande guerra mundial o feito de um grande homem que utilizou o seu dinheiro para
salvar vidas. Oskar Schindler, empresário alemão que salvou mais mil judeus de serem
mortos pelo nazistas durante o holocausto, empregando-os em sua fábrica, mesmo não
necessitando desse número de pessoas como mão de obra, para isto ele usou toda a sua
fortuna para cobrir os gastos. Isto foi retratado em um filme Americano de 1993, com o
título de: " A Lista de Schindler ".
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 14 de Setembro de 2016, 10:24
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é com carinho que lhe dou o meu bom dia e conversando sobre este tema das riquezas  vamos entendendo o perigo que o dinheiro provoca em algumas pessoas sendo por isso o mais importante ter Caridade quando se tem dinheiro e assim  sendo exemplo para muitos.... Então não podemos servir a dois senhores ao mesmo tempo e com destinos antagónicos.
Ninguém em sã consciência pode negar que a humanidade esteja mergulhando na fase mais negra de sua história, onde o materialismo, maquilhado pela tecnologia e meios de comunicação, engana e escraviza o homem aos seus instintos.
Poucos são os que têm um espírito de entendimento a respeito dessa grave questão.
A maioria está inebriada pelo clima de esperança, que a virada do milénio parece ter trazido a quem vinha sofrendo revezes de toda ordem.
Mas os primeiros dias do ano mostraram-se duros, com a natureza aqui e acolá dando sinais de que não está disposta a deixar o homem em paz, antes que aprenda a viver em harmonia com as leis universais.
Até que se consumam os dias necessários ao despertar, é preciso sobreviver no plano em que nos situamos.
E a maior prova para todos é a de termos que conviver com um meio inóspito, que rejeita os princípios do bom-senso, relacionados com os ensinamentos da Espiritualidade.
Os homens, na sua maioria, fecham os olhos para Deus, por não estarem dispostos a submeter-se a um poder superior.
Acredita-se no Pai, mas a relação das criaturas humanas com o Criador não passa de crença irracional, donde não se tira qualquer consequência moral, capaz de mudar os destinos das individualidades e da coletividade.
E segue o povo como determina a doutrina dos homens, cada um cuidando de suas vidas, conforme os conceitos do mundo.
No capítulo 16, do Evangelho de Lucas, encontramos um dos mais duros discursos de Jesus, alertando seus seguidores para os cuidados no relacionamento com o mundo material: 
"Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer a um e amar o outro, ou há de entregar-se a um e não fazer caso do outro; vós não podeis servir a Deus e às riquezas".
Estas palavras do Senhor, ficariam meio sem sentido, como tantas outras, não houvéssemos recebido do Alto a Doutrina Espírita que consola e esclarece.
Infelizmente a humanidade não demonstrou interesse pela Mensagem Divina e mesmo aqueles que deveriam compreendê-la, por serem seus seguidores diretos, quase nada conseguem fazer pelo próprio equilíbrio.
As riquezas, pode-se afirmar, são o móvel do desenvolvimento humano.
Não há um só país que não tenha interesse em fortalecer-se nesse sentido, pois o progresso material é associado à felicidade do homem.
Evidente que tal pensamento é produto no niilismo, doutrina falsa, que resume a vida do homem entre o nascer e o morrer.
Nós, espíritas, precisamos compreender a postura materialista da criatura humana, em face do atraso espiritual reinante.
Mas se quisermos viver o Reino de Deus, a que nos prometeu Jesus, não podemos encarar a vida da mesma maneira como todos os homens.
A essência da doutrina cristã é a modificação do caráter de quem se orienta por ela.
Se você deseja sobreviver aos tempos difíceis que vivemos e viveremos, se quer se ver livre da ilusão que aos poucos vai tomando conta da humanidade, se pretende chegar ao fim de sua vida no mundo material com as tarefas fundamentais cumpridas, terá de buscar em Jesus as condições para todas as essas coisas.
E quando falamos nesse nome, não pretendemos enaltecer sua individualidade, mas chamar a atenção para a doutrina que nos deixou há dois mil anos e que hoje está explicada pelos ensinamentos dos Espíritos Superiores, revelados ao missionário Allan Kardec.
Não queremos desvalorizar a mensagem de nenhum outro mestre, mas queremos falar da Terceira Revelação de Deus aos homens; que mostra o caminho da felicidade individual e da estabilidade social.
Não se pode encontrar respostas aos anseios humanos, esperança no porvir, senão o for através desses ensinamentos. A experiência que Deus proporciona a seus filhos é essencialmente pessoal e interior.
Não é possível se beneficiar efetivamente da Lei, se não nos entregarmos à sua prática.
E, embora seja indispensável nossa estada semanal num templo ou núcleo onde os ensinamentos são ministrados, a instrução maior deve acontecer em nosso próprio domicílio. Temos o dever de estudar os livros espíritas.
Ao citar a Lei estamos nos referindo ao estudo das duas obras fundamentais para operar mudanças no ser humano:
 O Livros do Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Aí está expressa a Lei maior do amor a Deus e ao próximo, e por isso devemos nos entregar ao seu estudo regular, quase que diário, de tudo o que ensinam.
Muitos espíritas ou simpatizantes acham enfadonho dedicar-se ao exame da Lei.
Alguns preferem abster-se desse esforço e tomar passes todas as semanas.
Outros, lêem emocionados romances que falam ao coração, mas pouco edificam para a inteligência.
É compreensível que assim procedam, pois é próprio do ser humano optar pelo menor esforço.
Daí o insucesso e as distorções observadas nas crenças por toda parte.
O Espiritismo (doutrina revelada a Allan Kardec) não é ensino de massas.
É compreendido com exame e estudo cuidadoso.
E, aqueles que o compreendem seguramente fazem parte dos mesmos a que se referia Jesus em seus discursos, dizendo:
"Muitos são os chamados, mas poucos conseguem entrar".
Não podemos continuar sob o jugo da ignorância e alimentarmos a falsa ideia de que seremos salvos pela bondade ou graça de Deus.
Se não nos esforçarmos na melhoria moral e intelectual, é certo que a vida será de dificuldades e a vida futura idem.
Os filhos de Deus movem-se no Seu espírito em direção à luz.
A vida é um mecanismo criado pelo Pai, para nos impulsionar ao progresso.
Se entrarmos em harmonia com a Lei que rege o Universo, viveremos em melhores condições que antes.
O materialismo nos solicita a todo instante e somos inclinados a ele.
Quantas vezes desculpamos nossa ausência na prática do Bem, da Justiça e da Caridade pela falta de tempo.
Sim, dedicamos nossa existência terrena com as coisas desse mundo.
Amamos o mundo.
Não estudamos a Lei; não oramos; não perdoamos; não cumprimos com as obrigações junto a filhos, esposas, esposos, pais, profissão.
Sequer sabemos quais são os deveres.
E queremos ser felizes.
E reclamamos das coisas ruins que tomam conta do viver.
E nos surpreendemos com a postura de filhos mal criados; com o insucesso financeiro; com as doenças; as desgraças...
Sejamos sinceros, nesse grave momento da viagem.
Ou optamos por "perder nossa vida", como afirmava o Cristo, ou sacrificaremos nossa felicidade na Vida Eterna.
Aquele que põe atenção nas coisas materiais, mais que nas coisas espirituais, está a caminho do sofrimento.
A Lei é a regra da vida.
Aqui, e em qualquer lugar do Universo.
Fosse de outra maneira, não haveria estabilidade na Obra Divina.

É muito simples compreendermos o que Deus tem querido nos fazer compreender nesses quase quatro mil anos de manifestações. Por derradeiro, a mensagem foi revelada de maneira inquestionável. Vamos continuar sofrendo? Continuaremos afirmando não termos tempo para o Bem? É passada a hora da tomada de consciência. Nosso tempo está esgotado. Não podemos mudar essa humanidade enferma, mas podemos transformar nossas vidas já, se tivermos a disposição de mudança interior. O Reino de Deus, em nós, não pode esperar.
Se continuarmos fechando o nosso coração para Ele, nossa sorte será a mesma das multidões, que terão de recomeçar distante, muito distante.
Adquira as obras que citamos acima.
Estude.
Procure viver pouco a pouco as instruções dos Espíritos superiores.
Não dispense a leitura e estudo de O Novo Testamento.
Com a luz dos ensinamentos da Espiritualidade, pode-se perceber a gravidade, a profundidade de tudo o que se passou com o Mestre há vinte séculos atrás.
 Ele é o grande médico das almas; o divino professor; o guia; o pastor; nosso irmão, a quem devemos amar em espírito e verdade.
Deixemos de lado os vícios.
A bebida, o fumo, o adultério, a desonestidade, as discussões negativas, a idolatria. Vivamos a serenidade, a paz, ao perdão, a compreensão, a amizade,a dedicação, ao altruísmo, a renúncia.
Este é o caminho do equilíbrio interior.
Este é o caminho para nossa sobrevivência na instabilidade e incerteza desse tempo.
Não podemos, portanto, servir a Deus e aos interesses materiais.
Os Espíritos superiores nos incitam a termos domínio sobre o mundo material e não a sermos escravos dele, como ocorre largamente.
Mas essa é uma realização íntima a que cada ser deve dedicar-se.
Não importa o que pensam, se dizem que somos "anormais", que estamos com o "diabo", que ficamos "loucos". Ao partirmos desse plano, estaremos em paz com nossa consciência, inseparável amiga.
E, se estivermos em harmonia com ela, em espírito de compreensão, não das qualidades, mas, e acima de tudo, das próprias mazelas, chegaremos bem.
Cada um será recebido conforme as obras.
Por isso vale a pena investirmos na melhoria pessoal para que possamos realizar as boas obras.
Vale colocarmos limites nos excessos materiais; vale o sacrifício; vale a disciplina; vale o esforço em participar. Sigamos orientados pela mais sadia caridade cristã.
O espírito do Senhor nos guiará.
O espírito do Senhor é vida e deve vibrar em nossas almas, nos ajudando a suportar as provas, dando-nos ânimo e esperanças no porvir.
Amigos então este texto dá para meditarmos um  pouco e mudarmos a nossa vida pensado mais na Caridade e menos no dinheiro....
Com um terno abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Diegas em 14 de Setembro de 2016, 14:14
Olá !!


A evangelização integral requer, realmente, a abdicação de bens, posses, direitos e indenizações tão próprias da personalidade humana. Por isso, Deus não censurar e nem punir o individuo que, infantilmente, adora as formas materiais dos mundos provisórios ou, ainda, ama a vida física. Não dá para exigir que a criança situada no mundo dos brinquedos deva reagir pelos estatutos do homem adulto, mas será surpreendente paradoxo quando o adulto fecha os ouvidos às diretrizes superiores e obstina-se em preencher a sua vida no culto das coisas infantis !

Aliás, todos os entes espirituais que, de forma consciente, renunciaram o mundo da matéria simbolizam algo de 'turistas espirituais' por que viveram na face da Terra exclusivamente preocupados com o bem dos companheiros desavisados da realidade espiritual: Francisco de Assis, Vicente de Paulo, Paulo de Tarso, Maharishi, Gandhi, João Evangelista, Pedro-Apóstolo, Maria de Magdala, Teresinha de Jesus, Padre Damião, Buda, Ramakrishna, Francisco Xavier... e, inesquecivelmente, Jesus.

Renunciaram a tudo para servir o próximo por serem espíritos conscientes da transitoriedade do mundo e da função valiosa do tempo despendido em favor da vida autêntica do espírito imortal. Pobres, simples e desapegados, eles foram/são os verdadeiros monarcas da espiritualidade !



Abç
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 15 de Setembro de 2016, 11:06
Amigos e ternos companheiros deste cantinho de muita paz e onde sempre conversamos sobre o Estudo assim para todos o meu bom dia sereno e meditando nas palavras de Jesus: Não podeis servir a Deus e a Mamom; guardai bem isto, vós que sois dominados pelo amor do ouro, vós que venderíeis a alma para enriquecer, porque isso poderia elevar-vos acima dos outros e proporcionar-vos o gozo das paixões.
O lado sombra da alma que ignora as leis divinas aparece nesse diálogo de Jesus com os seus discípulos e demonstra o conhecimento do Mestre Nazareno com relação às misérias da alma humana.
O Meigo Rabi referia-se a um Deus de amor, justiça e caridade, que não aprisiona os homens em seus ensinos e suas leis, mesmo que estes estejam ainda tão próximas do ponto de partida - instintos e sensações - e tão distantes do ponto de chegada - o sentimento - que, no seu mais alto grau, é o amor por excelência.
O evangelista dá tanta importância a esses segredos do Coração do Mestre, que encaixa a narração dentro do Sermão da Montanha, o grande 'discurso' de Jesus, aberto com as Bem-Aventuranças.
Por fim, alguns teólogos colocaram ordem nos “pecados”, criando uma lista definitiva: Vaidade, Inveja, Ira, Preguiça, Avareza, Gula, Luxúria.
 Mamon, esse 'Deus', esse 'senhor', que também controla e domina os homens, aparece como um dos sete pecados capitais: “o demónio da avareza”, representado como uma ave de rapina.
Normalmente traduz-se 'Mamon' por 'dinheiro', mas o significado é mais extenso.
O evangelista, escrevendo em grego, usou essa palavra, que é aramaica, justamente pela amplitude de sentido, estendendo-a a riqueza, dinheiro.
Ou seja, não é simplesmente 'ter dinheiro' apenas, mas, principalmente, 'o uso' que dele se faz. 'Ter' ou 'deixar de ter' não é o que mais importa, mas saber, na posse ou não do 'metal sonante", como você se comporta?
Continua sendo bom e justo?
Associado à idolatria como se fosse o nome de uma 'divindade', Mamon significa tudo aquilo que gera em nós o desejo de possuir, dominar, controlar coisas ou pessoas.
 Pode significar também o desejo de possuir e o sofrimento que dele advêm quando não se logra êxito.
Tal coisa pode ocorrer no campo material e mental e/ou permanecer na esfera do pensamento, escravizando quem lhe dá curso.
Por isso, possui-nos, domina-nos, controla-nos.
É muito mais do que essa 'coisa' chamada dinheiro: é o 'sistema' e a maneira servil como ele nos domina.
Que tem a ver com o mais fundo dos nossos desejos, do que procuramos primeiro e com o que primeiro sonhamos.
Está relacionado com os nossos impulsos egoístas, nossos apetites de poder sobre os outros e o domínio das situações, não importando o preço a pagar, que somos compelidos a quitar na esteira de nossas inúmeras existências, amargando, no caminho da dor, personalidades apagadas e sofridas.
Mamon lembra servilismo.
Comportando-se como um ídolo, 'o senhor do mundo e nosso dono', provoca-nos o desejo de dominar os outros.
Na realidade, porém, a intenção é nos subjugar.
Mamon está presente onde estiver a criatura humana e suas imperfeições: no ambiente doméstico, no trabalho, na sociedade.
Ele cria em nós a necessidade insubstituível de possuir cada vez mais, para que sejamos 'felizes', 'amados', 'aceites', 'reconhecidos', 'conhecidos', 'superiores', ao mesmo tempo em que, para enfraquecer-nos, gera o medo permanente de perder a sua companhia, e, como consequência, uma inquietação cada vez maior pelo dia de amanhã, cheio de ansiedade, solidão, medo, egoísmo, vaidade, orgulho...
Mamon é o chamamento da matéria, do animal, do medo das crenças e costumes.
Deus é o Amor libertário, que concede à criatura o livre-arbítrio, o direito de escolha de seus próprios caminhos, apenas acenando, vez ou outra, para indicar-lhe o rumo certo.
Qual, então, o melhor emprego da fortuna?
“Amai-vos uns aos outros”. Eis a solução do problema, o segredo da boa aplicação das riquezas, pois aquele que ama ao seu próximo já tem a sua conduta inteiramente traçada, porquanto a aplicação que agrada a Deus é a da Caridade.
O bom emprego da fortuna não se restringe ao simples usufruto dos bens, mas a eficiente aplicação de todos os talentos que recebemos na vida, em cada etapa reencarnatória: a riqueza, o conhecimento, a cultura, as aptidões, a família, os amigos.
Na verdade, é o emprego dos meios de que dispomos para superarmos com resignação os campos da prova e da expiação, ou seja, compreensão da vida, exercício da inteligência para superar obstáculos e o uso dos talentos do espírito em favor de si mesmo e dos que o cercam, promovendo o Amor em toda parte.
Mas Jesus conhece a profundeza de nossas almas.
Sabe das nossas dores, dos nossos desejos e prazeres.
Por isso o ensinamento de que não se pode servir a dois senhores, dado que, agindo assim, estaremos divididos e não obteremos resultado eficiente.
Nosso amor é ainda incipiente; teima em querer se apagar.
É o amor em evolução, que precisa de cuidados especiais.
Todos nós precisamos amar e ser amado.
O amor é o principal alimento do Universo, o alimento do espírito imortal.
É um sentimento capaz de apagar a multidão de enganos e promover a ascensão espiritual daquele que compreende o “amar” como fonte de evolução e progresso.
Amigos aqui fica mais uma chamada para termos cuidado e tentar sempre nesta encarnação termos sempre Caridade....
Com um grande abraço de muita paz este vosso amigo....
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 16 de Setembro de 2016, 11:04
Companheiros e amigos deste cantinho de muita serenidade é com  carinho que lhes dou o meu bom dia e vamos continuando a conversar sobre este lindo tema mas muito polémico quando se fala da riqueza e como muito Jesus nos avisou que não se pode servir a dois senhores..
 “Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer a um e amar o outro, ou há de entregar-se a um e não fazer caso do outro; vós não podeis servir a Deus e às riquezas”.
(Lucas, XVI: 13)
Segundo o Dicionário de Filosofia Espírita, de L. Palhano Júnior, a palavra Mamon é grega e deriva do aramáico, significando o mesmo que mamona, isto é, dinheiro, riquezas, bens materiais.
Todo homem sabe que vive na Terra, um certo tempo, que ninguém pode calcular quanto, até que seu corpo físico, por falta de condições necessárias a essa vida, morre.
Talvez, por essa certeza, joga-se o homem no objetivo de enriquecer, de amealhar bens, para sentir seu êxito no viver e garantir uma velhice tranquila.
Evidentemente, que a prudência exige que, enquanto se pode trabalhar, deve-se precaver-se para o futuro.
A própria legislação humana prevê um sistema de aposentadoria para o tempo da velhice, ou para a incapacidade física ou mental de trabalhar.
Jesus não poderia, como não o fez, censurar a riqueza individual, familiar, e das nações, pois, ela é necessária ao progresso material e moral da humanidade .
O que Jesus ensinou e exemplificou é o desapego, o não prender-se às riquezas, ao dinheiro, aos bens terrenos, aos valores materiais.
Assim, quando diz que não se pode servir a dois senhores, refere-se não se poder ser escravo dos bens materiais, porque esse apego impede o desenvolvimento das qualificações nobres que todo Espírito tem de fazer, nas suas existências na Terra.
Somos filhos de Deus, que é nosso Senhor, a quem devemos amar, no conhecimento e na prática das Suas leis, trazidas por Jesus, para o aperfeiçoamento dessa humanidade.
Não podemos, pois, servir a Deus, vivendo em função da aquisição e manutenção dos bens terrenos.
Estamos na Terra para progredir incessantemente, no bom uso de tudo que esse viver propicia, tendo sempre na mente e no coração que o Espírito do homem é imortal, encarna-se para progredir através das experiências que as inúmeras encarnações concedem.
Desse modo, não podemos amar a Deus, sem amar os seres criados por Ele, e amar o próximo é fazê-lo partilhar do que temos, é fazer a ele o que queremos para nós.
Enquanto o egoísmo existir no homem, este não pode amar a Deus e ao próximo como a si mesmo.
Enquanto o reino dos Céus não existir na Terra, enquanto Espírito em desenvolvimento, o cristão, vive a luta de querer seguir os ensinos de Jesus e ser atraído, pelo seu apego às coisas da Terra, a viver segundo esses valores.
Mas, como não se pode servir a dois senhores, deve o cristão fazer a sua escolha. Definindo por servir a Deus, seguindo os ensinos de Jesus, deve esforçar-se, incessantemente, para sentir, pensar e agir, segundo as leis do amor, da caridade, do bem, com todo o entendimento e vontade possíveis no grau de evolução em que se encontre.
Viver no mundo, usufruindo dos benefícios que esse viver propicia, seguindo os valores espirituais, como o fez o Mestre Jesus.
Viver no mundo sem pertencer a ele, visto que todos e tudo pertencem a Deus......
Amigos como podemos constatar o fazer Caridade é muito importante para cada um de nós...
Com um abraço carinhoso de muita paz......
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Antonio Renato em 16 de Setembro de 2016, 12:59
Meus irmãos de estudos bom dia. Somos todos irmãos filhos do mesmo pai, amamos uns
aos outros pois este é o sentimento maior que nos unem como sendo uma grande família.
É um mandamento, um dever de todos amar a Deus sob todas as coisas, no entanto
muitos desses nossos irmãos saem deste caminho quando são tentados pela riqueza, e
essa riqueza muitas das vezes chegam mesmo modificar o seu comportamento em relação
aos demais. Em primeiro lugar ele pensa em acumular para que não venha lhes falta, dai
então ele passa a querer mais e muito mais, não importando o prejuízo que possa causar
a outrem, desperta nele um sentimento de egoísmo, pois a ganância em ter mais, chega
mesmo a apagar o amor que sentia pelos seus irmãos, e o respeito a Deus deixa de existir,
passando então a ser escravo do poder da riqueza. Jesus em seus ensinamentos foi muito
claro em dizer que não se deve amar a Deus e a Mamon ao mesmo tempo, sendo assim,
um filho não deve deixar de amar ao seu pai para então passar a amar o poder da riqueza,
ela pode até existir, e com ela trazer benefícios a muitos.
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 18 de Setembro de 2016, 10:37
Amigos e companheiros deste cantinho de Estudo é com muito carinho que lhes dou o meu bom dia sereno e meditamos que é na riqueza que muitas vezes o homem se perde, deixando a Caridade para conseguir mais valores na vida ficando assim preso na vaidade e no orgulho perdendo todas as qualidades para ajudar.............Então cá temos a frase de Jesus .... Não podemos servir a dois senhores........
É muito fácil servir à vista.
Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.
Difícil, porém é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
O servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito.
De modo geral, quase todos os crentes se dispõem ao ensino e ao conselho, prontos ao combate expetacular e à advertência humilhante ou vaidosa, poucos surgindo com o desejo de servir, em silêncio, convencidos de que toda a glória pertence a Deus.
Apresentam-se muitos operários ao Senhor do trabalho, diariamente, mas os verdadeiros servidores são raros.
A maioria dos tarefeiros que se candidatam à obra do mestre não seguem além do cultivo de certas flores, recuam à frente dos pântanos desprezados, temem os sítios desertos ou se espantam diante da magnitude do serviço, recolhendo-se a longas e ruinosas vacilações ou fugindo das regiões infecciosas.
Servir é criar simpatia, fraternidade e luz.
Todos os homens menos rudes têm a sua convocação pessoal ao serviço do Cristo.
As formas podem variar, mas a essência ao apelo é sempre a mesma.
O convite ao ministério chega, às vezes, de maneira sutil, inesperadamente; a maioria, porém, resiste ao chamado generoso do Senhor.
A abnegação, que é sacrifício pela felicidade alheia, sublima o espírito.
Então como podemos constatar é muito complicado o servir a dois senhores e quando queremos Servir a Deus por vezes como deve ser feito com serenidade e recato as pessoas querem dar nas vistas que muitas vezes lhes parece o mais importante...
Amigos com um abraço carinhoso de muita paz....
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 19 de Setembro de 2016, 10:49

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Amigos e ternos companheiros deste lindo cantinho de estudo e sempre podemos debater e confrontar ideias sobre as palavras de Jesus Não podemos servir a dois senhores......
Então agora com carinho o meu bom dia de muita paz para todos...
A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação;
a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.
Uns nascem na indigência
e outros na opulência.
Há pessoas que nascem cegas, surdas, mudas ou atacadas de enfermidades incuráveis,
enquanto que outras têm todas as vantagens físicas.
É isso efeito do acaso ou da Providência?
Se é efeito do acaso, não o é da Providência;
se é efeito da Providência, pergunta-se onde está sua bondade e sua justiça?
Ora, é por não compreenderem a causa desses males, que muitas pessoas são levadas a acusá-la.
Compreende-se que aquele que se torna miserável ou enfermo por suas imprudências ou seus excessos, seja punido pelo que pecou;
mas se a alma é criada ao mesmo tempo que o corpo, que fez ela para merecer semelhantes aflições, desde o seu nascimento, ou para delas estar isenta?
Se se admite a justiça de Deus, deve-se admitir que esse efeito tem uma causa; se essa causa não está nesta vida, deve ser de antes dela, porque em todas as coisas, a causa deve preceder o efeito; por isso, é preciso, pois, que a alma tenha vivido e que tenha merecido uma expiação.
Os estudos espíritas nos mostram, com efeito, que mais de um homem que nasceu na miséria, foi rico e considerado em uma existência anterior, mas, fez mau uso da fortuna que Deus lhe deu para gerir; que mais de um indivíduo, que nasceu na vileza, foi orgulhoso e poderoso; nos mostram, às vezes submetido às ordens daquele mesmo ao qual comandou com dureza, sob os maus tratos e a humilhação que fez os outros suportarem.
Uma vida penosa não é sempre uma expiação; frequentemente, é uma prova escolhida pelo Espírito, que vê um meio de se adiantar mais rapidamente, se a suporta com coragem.
A riqueza é também uma prova, porém, mais perigosa que a da miséria, pelas  tentações que dá e os abusos que provoca; o exemplo daqueles que a viveram também prova que é uma daquelas em que, frequentemente, saem menos vitoriosos.
A diferença de posições sociais seria a maior das injustiças, quando não resulta da conduta atual, se ela não devesse ter uma compensação.
É a convicção que se adquire desta verdade pelo Espiritismo, que dá a força para suportar as vicissitudes da vida e aceitar a sorte sem invejar a dos outros.............
Amigos como podemos constatar há sempre qualidades muito negativos nos homens quando exercem o seu poder pela riqueza deixando a Caridade de lado...........
Amigos com um grande abraço de muita paz este vosso amigo sincero......
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Setembro de 2016, 16:08
POBREZA E RIQUEZA

O pobre, pobre de humildade e de espírito de serviço, é o irmão dileto do rico, rico de avareza e indiferença.
*
O pobre, rico de resignação e de atividade no bem, é o companheiro ideal do rico, rico de bondade e entendimento.
*
Pobreza e riqueza são portas à glorificação espiritual.
Na primeira, é mais fácil aprender a servir; na segunda, a ciência de dar exibe agradável acesso.
*
Não vale a pobreza sem a conformação e ruinosa é a riqueza insensata.
*
Todos os homens, na intimidade de si mesmos, são defrontados por desafios da carência e da fortuna que os convocam ao esforço de sublimação.
Aquele que se empobrece de ignorância e maldade, buscando enriquecer-se de amor e sabedoria, no serviço ao próximo, através do trabalho e do estudo incessantes, adquirindo compreensão e conhecimento, luz e paz, diante das Leis Divinas, é, de todos os pobres e de todos os ricos, o homem mais valioso e mais feliz.

(Francisco Cândido Xavier por André Luiz. In: Caridade)
(texto recebido de Cristiano de Almeida)
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Setembro de 2016, 16:11
A RIQUEZA REA

Citar
"Porque o meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades..."
- Paulo. (Filipenses, 4:19.)

Cada criatura transporta em si mesma os valores que amealha na vida.

Os sábios, por onde transitam, conduzem no espírito os tesouros do conhecimento.

Os bons, onde estiverem, guardam na própria alma a riqueza da alegria.

Os homens de boa-vontade carreiam consigo os talentos da simpatia.

As pessoas sinceras ocultam na própria personalidade a beleza espiritual.

Os filhos da boa-fé cultivam as flores da esperança.

Os companheiros da coragem irradiam de si mesmos a energia do bom ânimo.

As almas resignadas e valorosas se enriquecem com os dons da experiência.

Os obreiros da caridade são intérpretes da vida Superior.

A riqueza real é atributo da alma eterna e permanece incorruptível quem a conquistou.

Por isso mesmo reconhecemos que o ouro, a fama, o poder e a autoridade entre os homens são meras expressões de destaque efêmero, valendo por instrumentos de serviço da alma, no estágio das reencarnações.

Desassisado será sempre aquele que indisciplinadamente disputa as aflições da posse material, olvidando que há mil caminhos sem sombras para buscarmos, com o próprio coração e com as próprias mãos, a felicidade imperecível.

A responsabilidade deve ser recebida, não provocada.

Muitos ricos da fortuna aparente da terra funcionaram na posição de verdugos do Cristo, sentenciado à morte entre malfeitores, entretanto, o Divino Mestre, com as simples e duras traves da cruz, produziu, usando o amor e a humildade, o tesouro crescente da vida espiritual para os povos do mundo inteiro. 

Do cap. 11 do livro Ceifa de Luz, de Emmanuel, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 20 de Setembro de 2016, 11:35
Amigos e ternos companheiros deste cantinho onde sempre sintonizamos boas vibrações e onde o Estudo é uma forma de debatermos pontos de vista sobre as palavras que Jesus disse que não se pode servir a dois senhores.... pois a péssima distribuição da riqueza provoca muito Egoísmo e tortura os mais Pobres..
Então queridos amigos para todos que sempre nos visitam o meu bom dia de muita paz e vamos fazer um bom uso das coisas que nos são colocadas na vida para nosso bem e ao mesmo tempo ajudar os outros.....
Longe de diminuir, o egoísmo cresce com a civilização, que, até, parece, o excita e mantém, tornando-se difícil imaginar como poderá a causa destruir o efeito.
Porém, quanto maior é o mal, mais hediondo se torna.
Era preciso que o egoísmo produzisse muito mal, para que compreensível se fizesse a necessidade de o sanar.
Os homens, quando se houverem despojado do egoísmo que os domina, viverão como irmãos, sem se fazerem mal algum, auxiliando-se reciprocamente, impelidos pelo sentimento mútuo da solidariedade.
 Então, o forte será o amparo e não o opressor do fraco e não mais serão vistos homens a quem falte o indispensável, porque todos praticarão a lei de justiça.
Esse o reinado do bem, que os Espíritos estão incumbidos de preparar.
Cá temos a prova de que as Palavras de Jesus fazem muito sentido dizendo que não podemos servir a dois senhores.....
Com um grande abraço de muita paz este vosso dedicado amigo......
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Setembro de 2016, 13:08
A Quem Segues?
Citar
"Mas vós não aprendestes assim a Cristo."
- Paulo. (EFÉSIOS, capítulo 4, versículo 20.)
O homem, como é natural, encontrará diversas sugestões no caminho. Não somente do plano material receberá certos alvitres tendentes a desviá-lo das realizações mais nobres. A esfera invisível, imediata ao circulo de suas cogitações, igualmente pode oferecer-lhe determinadas perspectivas que se não coadunam com os deveres elevados que a existência implica em si mesma.

Na consideração desse problema, os discípulos sinceros compreendem a necessidade de sua centralização em Jesus-Cristo.

Quando esse imperativo é esquecido, as maiores perturbações podem ocorrer.

O aprendiz menos centralizado nos ensinos do Mestre acredita que pode servir a dois senhores e, por vezes, chega a admitir que é possível atender a todos os desvairamentos dos sentidos, sem prejudicar a paz de sua alma. Justificam-se, para isso, em doutrinas novas, filhas das novidades científicas do século; valem-se de certos filósofos improvisados que conferem demasiado valor aos instintos; mas, chegados a esse ponto, preparem-se para os grandes fracassos porque a necessidade de edificação espiritual permanece viva e cada vez mais imperiosa. Poderão recorrer aos conceitos dos pretensos sábios do mundo, entretanto, Jesus não ensinou assim.

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 159.
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 21 de Setembro de 2016, 10:43
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Amigos e companheiros deste cantinho de Estudo e meditação para todos os que nos visitam e querem conhecer esta Doutrina Maravilhosa que nos ajuda a entender porque aqui estamos os saúdo com o meu carinhoso bom dia de muita paz e vamos continuar a meditar nas palavras de Jesus que nos avisa que não podemos servir e dois senhores ou seja a Riqueza e a Deu......... .Mas cuidado Jesus não se refere a quem apenas tem o que precisa para viver.............mas sim a quem gere muito mal a sua riqueza fazendo e cometendo coisas depravadas em desfavor dos mais humildes que apenas precisam de sobreviver.........
Uns nascem na indigência
e outros na opulência.
Há pessoas que nascem cegas, surdas, mudas ou atacadas de enfermidades incuráveis,
enquanto que outras têm todas as vantagens físicas.
É isso efeito do acaso ou da Providência?
Se é efeito do acaso, não o é da Providência;
se é efeito da Providência, pergunta-se onde está sua bondade e sua justiça?
Ora, é por não compreenderem a causa desses males, que muitas pessoas são levadas a acusá-la.
Compreende-se que aquele que se torna miserável ou enfermo por suas imprudências ou seus excessos, seja punido pelo que pecou;
Mas se o seu espírito é criado ao mesmo tempo que o corpo, que fez ela para merecer semelhantes aflições, desde o seu nascimento, ou para delas estar isenta?
Se se admite a justiça de Deus, deve-se admitir que esse efeito tem uma causa; se essa causa não está nesta vida, deve ser de antes dela, porque em todas as coisas, a causa deve preceder o efeito; por isso, é preciso, pois, que a alma tenha vivido e que tenha merecido uma expiação.
Os estudos espíritas nos mostram, com efeito, que mais de um homem que nasceu na miséria, foi rico e considerado em uma existência anterior, mas, fez mau uso da fortuna que Deus lhe deu para gerir; que mais de um indivíduo, que nasceu na vileza, foi orgulhoso e poderoso; nos mostram, às vezes submetido às ordens daquele mesmo ao qual comandou com dureza, sob os maus tratos e a humilhação que fez os outros suportarem.
Uma vida penosa não é sempre uma expiação; frequentemente, é uma prova escolhida pelo Espírito, que vê um meio de se adiantar mais rapidamente, se a suporta com coragem.
A riqueza é também uma prova, porém, mais perigosa que a da miséria, pela  tentações que dá e os abusos que provoca; o exemplo daqueles que a viveram também prova que é uma daquelas em que, frequentemente, saem menos vitoriosos.
A diferença de posições sociais seria a maior das injustiças, quando não resulta da conduta atual, se ela não devesse ter uma compensação.
É a convicção que se adquire desta verdade pelo Espiritismo, que dá a força para suportar as vicissitudes da vida e aceitar a sorte sem invejar a dos outros.
Amigos assim vejamos que é muitas vezes na Riqueza que se tem as maiores Provas de vida.............então muito cuidado e vamos gerir a nossa riqueza com muito cuidado começando por ter a capacidade de sermos humildes tanto nas pequenas coisas como nas grandes......mas que as façamos com  o coração e não por orgulho e vaidade............mas sim com muito respeito e humildade..........Meditemos e que cada um de  nós faça o seu melhor para mais tarde poder dizer fiz o meu Dever Obrigado Jesus por aceitares no Teu Reino de Amor...........
Amigos com um grande e carinhoso abraço muito sincero a todos os que nos visitam.....
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Setembro de 2016, 21:00
Não se pode servir a dois senhores

Citar
Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou há de entregar-se a um e não fazer caso do outro. Vós não podeis servir a Deus e as riquezas.
(Lucas 16:13)

No livro “Fonte Viva”, cap. 120, Emmanuel, através de Francisco C. Xavier, nos lembra:

“Guardarás inúmeros títulos de posse sobre as utilidades terrestres, mas se não fores senhor de tua própria alma, todo o teu patrimônio não passará de simples introdução à loucura. Multiplicarás, em torno de teus pés, maravilhosos jardins da alegria juvenil, entretanto, se não adquirires o conhecimento superior para o roteiro de amanhã, a tua mocidade será a véspera ruidosa da verdadeira velhice. Cobrirás com medalhas honoríficas o teu peito, aumentando a série dos admiradores que te aplaudem, mas, se a luz da reta consciência não te banhar o coração, assemelhar-te-ás a um cofre de trevas, enfeitado por fora e vazio por dentro. Amontoarás riquezas e apetrechos de conforto para a tua casa terrena, imprimindo-lhe perfil dominante e revestindo-a de esplendores artísticos, contudo, se não possuíres na intimidade do lar a harmonia que sustenta a felicidade de viver, o teu domicílio será tão-somente um mausoléu adornado."

O referido instrutor espiritual, através da mediunidade segura de Chico Xavier nos mostra com clareza, os equívocos que cometemos, buscando, com todas as forças o crescimento horizontal, sem nos empenhar no mais importante, que é o crescimento na vertical, ou seja, os valores do Espírito.

Podemos deter muitos haveres,
“inúmeros títulos de posse sobre as utilidades terrestres, mas se não formos senhores de nossa própria alma”,
diz-se ele, isto constituirá para nós “introdução à loucura”.
É como alguém que gasta suas energias, seu tempo, caminhando em determinada direção e ao se aproximar do ponto de chegada constata que seu esforço foi na direção errada. Terá que voltar e caminhar na direção oposta.

A riqueza não é obstáculo absoluto à salvação, reflete Allan Kardec nos seus comentários no Evangelho Segundo o Espiritismo. Entendemos por salvação o aperfeiçoamento espiritual, a evolução do Ser. Salvação não é um ponto de chegada, mas uma caminhada, é o despertamento das faculdades do Espírito, o que vai acontecendo paulatinamente. Se a riqueza fosse obstáculo absoluto à salvação, Deus estaria colocando nas mãos de alguns, instrumento fatal de perdição, o que é inadmissível. Se o dinheiro não é bem utilizado, o problema não está na moeda, e sim naquele que a administra. Condenar a fortuna pelos desastres da avareza, é o mesmo que espancar o automóvel pelos abusos do motorista. O dinheiro é alavanca suscetível de ser manejada para o bem e para o mal.

“O homem não possui como seu senão aquilo que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar e o que deixa ao partir, goza durante sua permanência na Terra; mas, desde que é forçado a deixá-los é claro que só tem o usufruto e não a posse real. O que é, então, que ele possui? Nada do que se destina ao uso do corpo e tudo que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Eis o que ele traz e leva consigo, e que ninguém tem o poder de tirar-lhe e o que ainda mais lhe servirá no outro mundo do que neste
(Pascal, texto constante de O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 16).

Nenhum servo pode servir a dois senhores, disse-nos o Mestre Jesus. Necessário saber o que é mais importante; saber fazer a hierarquia de valores. Se colocamos, ainda, em primeiro lugar, os bens materiais, ainda não aprendemos a trabalhar para a aquisição dos verdadeiros bens – aqueles que o ladrão não rouba e a traça não come.

......................

José Argemiro da Silveira.
Verdade e Luz - Edição 252.

FRATERLUZ
 Fraternidade Espírita Luz do Cristianismo
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Setembro de 2016, 14:31
As Riquezas e as Honras

As riquezas e as honras são objecto da ambição dos homens, mas se não podem ser alcançadas por meios rectos e honrados, cumpre renunciar a elas.

A pobreza e as posições humildes merecem a aversão e o desprezo dos homens.

Se delas não se pode sair por meios rectos e honrados, é mister neles permanecer.

Se o homem abandona as virtudes humanitárias, como poderá merecer o nome que tem?
 
O homem superior não pode esquecer tais virtudes um momento que seja.

Mesmo nas horas de maior apuro e confusão, deve pautar a sua conduta por elas.
 
Recuso-me a discutir com aquele que, pretendendo buscar a verdade, envergonha-se, ao mesmo tempo, de comer e vestir-se mal.

Confúcio
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 23 de Setembro de 2016, 10:58
Amigos e doces companheiros deste cantinho de muita serenidade que com muita amizade dou o meu bom dia e agradeço ao nosso bom amigo Moisés palas suas lindas colocações que ajudam muito neste onde devemos ter cuidado que a riqueza  quando essa mesma riqueza se torna a nossa forma de vida ...cuidado pois quando deixamos a humildade se vencida pela riqueza estamos a faltar a uma das grandes virtudes da vida que é .....Ajudar quem precisa.
Para dilatar nossa capacidade espiritual, ainda não encontramos uma fórmula mais elevada e mais bela que a do esforço próprio, dentro da humildade e do amor, no ambiente de trabalho e de lições da Terra, onde Jesus houve por bem instalar a nossa oficina de perfectibilidade para a futura elevação dos nossos destinos de espíritos imortais.
Ao lavar os pés dos seus discípulos, queria o Divino Mestre testemunhar às criaturas humanas a suprema lição da humildade, demonstrando, ainda uma vez, que, na coletividade cristã, o maior para Deus seria sempre aquele que se fizesse o menor de todos.
O Cristo, que não desdenhou a energia fraternal na eliminação dos erros da criatura humana, afirmando-se como o Filho de Deus nos divinos fundamentos da Verdade, ao lavar os pés dos discípulos, cingiu-se com uma toalha para revelar-se o escravo pelo amor à Humanidade, à qual vinha trazer a luz da vida, na abnegação e no sacrifício supremos
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Amigos é assim com esta humildade que muitas vezes devemos sentir que podemos ajudar e não nos deixar vencer pelas riquezas do mundo,,,
Amigos devotados com um grande abraço de muita paz e vamos meditando neste tema importante para todos nós
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 24 de Setembro de 2016, 10:47
Amigos e companheiros deste cantinho de muita serenidade é com muito carinho que vos dou o meu bom dia de amizade e ao mesmo tempo meditando nas palavras do Mestre Jesus para dizer que não podemos servir a dois senhores, nos faz meditar que é sempre na caridade e humildade que devemos pautar a nossa vida para construirmos o nosso futuro dentro do Amor por todos os que sofrem.
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Onde estejas e por onde passes, sempre que possível, deixa algum sinal de paz e luz para aqueles irmãos que estão vindo na retaguarda, a fim de que não se percam do rumo certo.
O verdadeiro sentido da palavra caridade:
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito.
Tal o sentido destas palavras de Jesus:
Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles...
Nossos inferiores,
Nossos iguais,
Ou nossos superiores.
Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer.
Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas.
Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela.
No entanto, quanto mais negativa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação.
O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.
Amigos aqui temos algumas formas de dar valor a cada um de nós e ao mesmo tempo fazer um bom uso da riqueza que nos foi dada para a sabermos gerir com Caridade...
Com um abraço carinhoso de muita paz deste vosso amigo sincero...
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Setembro de 2016, 20:54
Bens Verdadeiros

Os verdadeiros bens são aqueles que têm caráter inalienável. O que transita não constitui posse, antes é mordomia. Nesse particular, os tesouros terrenos valem pela tônica que lhes emprestamos, caracterizados pelas paixões que envilecem, aqueles que os dominam parcialmente ou pela dinâmica do trabalho valioso que fomentam.

A posse monetária, no entanto, em si mesma não é responsável pelos bens que produz nem pelos males que gera.

Manipulando a posse encontra-se sempre o espírito, que a faz nobre ou perniciosa.

O dinheiro, de tão desencontradas conceituações, não é o responsável direto pela miséria social nem o autor das glórias culturais.

A moeda que compra consciências é a mesma que adquire leite para a orfandade; o dinheiro que entorpece o caráter é aquele que também salva uma vida, doando sangue a alguém que esteja à beira da desencarnação; o numerário que corrompe moçoilas invigilantes, fascinadas pelo momentâneo ouropel da glória social, faculta igualmente sucesso às grandes conquistas do conhecimento.

Se ele favorece o tráfico de entorpecentes e narcóticos, a prostituição e rapina, também estimula o progresso entre as Nações, drena as regiões pantanosas e transforma os desertos em abençoados pomares, educa...

Em mãos abençoadas pela caridade, ele dá lume e pão, distribui reconforto e alegria, difunde o alfabeto e a arte, amplia a fraternidade e o amor, atenuando as asperezas da senda. por onde transitam os infelizes.

Movimentado por ociosos consome-se na usura e, insensatamente, vai conduzindo para perverter, malsinando vidas e destroçando-as.

As legítimas fortunas são as que têm fôrça indestrutível.

Valem muitas vezes menos, porque desconsideradas pelo egoísmo geratriz dos males que infestam os espíritos multimilenarmente. Raros as disputam. São os valores morais.

*

Certamente a ganância, resultante da má educação religiosa e social do homem, fomenta os crimes que são catalogados como conseqüências das riquezas mal dirigidas. A ganância. de uns engendra a miséria de muitos e a ambição desmedida de poucos faz-se a causa da ruína generalizada que comanda multidões.

O Evangelho de Jesus, no entanto - inapreciável fortuna de paz e amor ao alcance de todos -, possui a solução para o magno problema da riqueza e da pobreza, em se referindo às leis do amor e da caridade que um dia. unirão todos os homens como verdadeiros irmãos.

E o Espiritismo, confirmando as lições do Senhor, leciona, soberano, graças à informação dos imortais, que o mau uso da riqueza impõe o recomeço difícil na miséria, àquele que a tenha malbaratado.

Multiplica, então, os bens verdadeiros de que disponhas nas leiras do amor e reparte os valores transitórios de que te faças detentor na seara da Caridade para que tranquilos sejam os teus dias no Orbe e feliz o teu renascimento futuro, quando de volta à Terra

*

"Vendei o que possuís e dai esmolas. fazei para vós bolsas que não envelheçam, um tesouro inexaurível nos céus, onde o ladrão não chega nem a traça roi".
Lucas: capítulo 12º, versículo 33.

*

"O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo".
Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 16º - Item 9.

Divaldo Pereira.
Florações Evangélicas
Espírito Joanna de Ângelis
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 26 de Setembro de 2016, 11:07
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Amigos e doces companheiros deste cantinho de muita paz e onde sempre comentamos o tema atual que temos para saborear as palavras de Jesus ...... Não se pode Servir a dois Senhores........ sabendo que é na riqueza que está uma dura prova para todos nós e onde prolifera a ambição... o orgulho e a vaidade sendo muitas vezes as causas da perdição dos homens...
Então queridos amigos e companheiros é com elevado carinho e muita paz que lhes dou o meu bom dia sereno e vamos meditando nestas palavras e termos muito cuidado com o que fazemos na vida.
Não te mortifiques pela obtenção do ensejo de aparecer nos cartazes enormes do mundo. Isso pode traduzir muita dificuldade e perturbação para teu espírito, agora ou depois.
São os homens e não Deus quem faz os costumes sociais.
Se eles a estes se submetem, é porque lhes convêm. Tal submissão, portanto, representa um ato de livre-arbítrio, pois que, se o quisessem, poderiam libertar-se de semelhante jugo. Por que, então, se queixam?
Falta lhes a razão para acusarem os costumes sociais.
A culpa de tudo devem lançá-la ao tolo amor-próprio de que vivem cheios e que os faz preferirem morrer de fome a infringi-los.
Ninguém lhes leva em conta esse sacrifício feito à opinião pública, ao passo que Deus lhes levará em conta o sacrifício que fizerem de suas vaidades.
Não quer isto dizer que o homem deva afrontar sem necessidade aquela opinião, como fazem alguns em que há mais originalidade do que verdadeira filosofia.
Tanto desatino há em procurar alguém ser apontado a dedo, ou considerado animal curioso, quanto acerto em descer voluntariamente e sem murmurar, desde que não possa manter-se no alto da escala.
A vaidade de certos homens, que julgam saber tudo e tudo querem explicar a seu modo, dará nascimento a opiniões dissidentes.
Mas, todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão num só sentimento: o do amor do bem e se unirão por um laço fraterno, que prenderá o mundo inteiro.
Estes deixarão de lado as miseráveis questões de palavras, para só se ocuparem com o que é essencial.
E a doutrina será sempre a mesma, quanto ao fundo, para todos os que receberem comunicações de Espíritos superiores.
Com perseverança é que chegarás a colher os frutos de teus trabalhos.
O prazer que experimentarás, vendo a doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral conhecerás, talvez mais no futuro do que no presente.
Não te inquietes, pois, com os espinhos e as pedras que os incrédulos ou os maus acumularão no teu caminho.
Conserva a confiança: com ela chegarás ao fim e merecerás ser sempre ajudado.
Lembra-te de que os Bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; que se afastam do orgulhoso e do ambicioso.
O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira erguida entre o homem e Deus.
São um véu lançado sobre as claridades celestes, e Deus não pode servir-se do cego para fazer perceptível a luz..
Amigos vamos meditar e aqui vemos como a ambição por vezes consegue turbar o pensamento dos homens por essa razão vamos estar atentos e vigilantes nas nossas atitudes diante dos outros......
Com um grande abraço de serenidade este vosso amigo...
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Setembro de 2016, 14:15
Riqueza

Rico é o pântano pelos depósitos de matéria orgânica.

Rica é a enxurrada pelos recursos de adubação.

Rica é a argila pela maleabilidade com que obedece ao oleiro.

Rica é a pedra pela segurança que oferece à construção.

Rica é a ostra que encerra a pérola no próprio seio.

Rica é a árvore pelos tesouros que espalha.

Rico é o serro bruto pelos metais que esconde.

Rica é a areia que defende o leito das águas.

Rica é a fonte que auxilia sem recompensa.

Rica é a forja pelas utilidades que produz.

Rica é a dor pelas lições que ensina.

O Senhor não criou a pobreza.

Além disso, converteu o homem no rei coletivo da definição, permanece detido na posição de chefe dos animais.

Onde há luz de inteligência, não há penúria.

Cada coração pode ser um manancial de bênçãos.

Doar estímulo, fraternidade, alegria, consolo, esperança e amor é mais que transferir as bênçãos dos recursos amoedados.

Estejamos a postos para trabalhar e servir, sem olvidamos que se há grandes benfeitores da Humanidade, que semeiam fortunas incalculáveis na preservação da saúde e da instrução da vida comunitária, Jesus, ainda e sempre, é o maior de todos os redentores da Terra, porque ofereceu ao mundo a própria vida, no sacrifício supremo do próprio coração.

Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Setembro de 2016, 14:20
POBREZA E RIQUEZA


O pobre, pobre de humildade e de espírito de serviço, é o irmão dileto do rico, rico de avareza e indiferença.
*
O pobre, rico de resignação e de atividade no bem, é o companheiro ideal do rico, rico de bondade e entendimento.
*
Pobreza e riqueza são portas à glorificação espiritual.
Na primeira, é mais fácil aprender a servir; na segunda, a ciência de dar exibe agradável acesso.
*
Não vale a pobreza sem a conformação e ruinosa é a riqueza insensata.
*
Todos os homens, na intimidade de si mesmos, são defrontados por desafios da carência e da fortuna que os convocam ao esforço de sublimação.
Aquele que se empobrece de ignorância e maldade, buscando enriquecer-se de amor e sabedoria, no serviço ao próximo, através do trabalho e do estudo incessantes, adquirindo compreensão e conhecimento, luz e paz, diante das Leis Divinas, é, de todos os pobres e de todos os ricos, o homem mais valioso e mais feliz.

Francisco Cândido Xavier 
André Luiz
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Setembro de 2016, 00:49
Dever de Servir

Em matéria de beneficência, todos estamos na obrigação de doar algo de nós à vida que nos cerca.

E isso não sucede tão somente a nós, as criaturas que atingimos a razão, mas igualmente a todos os seres.

Minerais fornecem agentes químicos.

Vegetais distribuem utilidades múltiplas.

No reino animal, milhões de vidas trabalham e se sacrificam a benefício do homem: camelos que o transportam, ovelhas que o vestem, cães que o auxiliam e bovinos que o alimentam.

Todos nos achamos convocados a entregar a nossa cooperação pelo bem geral.

Acontece, no entanto, que na criatura humana, o discernimento conquistado cria o problema da livre aceitação do dever de servir.

Todos nos reconhecemos indicados para oferecer o melhor de nós para que apareça o melhor dos outros em auxílio de todos.

Desfrutando, porém, do atributo divino de contribuir conscientemente na Criação Universal e não constando a violência da Obra de Deus, o homem, muitas vezes, quando se vê compelido pelas forças da vida a fazer o melhor de si a benefício do progresso comum, oferece ingredientes negativos à engrenagem do destino, que ele próprio se incumbe de suprimir depois do erro cometido, despendendo tempo e força para reajustar o que ele mesmo desequilibrou.

Consideremos a nossa parcela de trabalho na economia da existência.

Importa observar, entretanto, que qualidade de observação doamos de nós e o modo pelo qual entregamos a quota de serviço ao mundo, junta às pessoas e ocorrências que nos cercam, porque embora sejamos livres no espírito e responsáveis na ação, todos, na essência, somos canais vivos de Deus.


Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier.
Livro: Encontro de Paz
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Setembro de 2016, 01:01
OS VIRA LATAS

Desaparecera Nelito, o filhinho do industrial Sérgio Luce.

A família viera da cidade passar o fim de semana no apagado burgo madeireiro. E Manoel, o pequeno Nelito, de quatro anos, embrenhara-se na mata enorme que circundava a localidade.

Duas horas longas de expectativa.

A senhora Luce chorava ao pé do marido preocupado. Amigos chegando. Servidores em movimento. Lá estavam as pessoas mais salientes da vila. O médico, o sacerdote, o juiz, alguns professores e o antigo advogado, Dr. Nascimento Júnior, muito conhecido pela sua intransigência religiosa.

Humilde, apareceu também Florêncio Gama, o diretor do templo espírita recém-fundado. Misturava-se, em sua roupa surrada, à turba palradora, no grande portão da entrada, sustendo dois cães arrepiados, em corda curta.

– Florêncio! Florêncio, venha cá!

Era o Dr. Nascimento a chamá-lo. O operário simples, de chapéu na mão e segurando os cachorros mansos, foi atender.

Talvez desejando humilhá-lo, o causídico pronunciou grande sermão.

Não estimava saber que um templo espírita se erguera.

Respeitava em Florêncio um homem de bem. Trabalhador correto. Ordeiro. Entretanto, não queria vê-lo nas fileiras espíritas. E acrescentava que os espíritas não eram cristãos tradicionais. Não tinham classe. Discutiam livremente o Evangelho do Senhor. E isso parecia desrespeito.

A Doutrina Espírita, a seu ver, constituía desordenado movimento do povo. Sem pastor visível. Sem qualquer linha aristocrática na direção. Que o amigo lhe desculpasse. A hora de inquietude não comportava o assunto; contudo, não conseguia furtar-se ao ensejo.

Florêncio ouviu calado.

Explicou que desejava simplesmente cooperar na busca. E pediu uma roupa usada pela criança.

A senhora Luce atendeu.

Em seguida, solicitou a presença dos cães que habitavam a casa. Vieram à sala quatro buldogues solenes, cinco dinamarqueses fidalgos, dois “fox-terriers” e uma cadelinha bassé”.

Florêncio deu-lhes a roupa da criança a cheirar, mas não se moveram.

A seguir, repetiu a operação com os dois cãezinhos que o acompanhavam. Latiram, impacientes. E libertos correram para a mata, voltando, daí a alguns minutos, ladrando alegremente.

– “Sigamo-los – disse Florêncio -, tudo indica que a criança foi encontrada”.

Todo o grupo avançou.

Com efeito, em pouco tempo, seguindo os cães, surpreenderam a criança dormindo num monte de palha seca.

Os animais ganiam, felizes, como quem havia cumprido agradável dever.

Júbilo geral.

Florêncio recolheu os companheiros para a volta, e, dirigindo-se bem-humorado, ao Dr. Nascimento, disse-lhe:

– Olhe a lição, doutor. O senhor, decerto, enganou-se ao, dizer que a Doutrina Espírita não possui representantes respeitáveis. Temos, sim. E muitos. Agora, quanto a sermos uma religião do povo, lembre-se de que os cães de raça, embora valiosíssimos. Ficaram em casa emproados e preguiçosos. Nossos cachorros anônimos, porém, não hesitaram…

E terminou, contente:

– Conforme o senhor disse, os espíritas podem ser os vira-latas do canil terrestre, segundo o seu conceito, mas procuram trabalhar, aprendendo a servir…

Waldo Vieira (médium)
Hilário Silva (espírito) Livro: Almas em Desfile
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Setembro de 2016, 19:50
Parábola de Lázaro e o Rico
LEDA MARIA FLABOREA

É um ensino alegórico, representativo do que se passa no plano espiritual, para afirmar que a nossa vida além-túmulo é uma consequência justa e equitativa da nossa existência na Terra.

A parábola fala do abismo entre os que livremente pautam suas escolhas no bem, no nobre e no belo, e os que, também, livremente, insistem em permanecer em atitudes de desequilíbrio, deboche e insensatez frente aos convites de mudanças propostos por Jesus.

É a escolha de cada um e, por isso mesmo, o Mestre nos fala das imutáveis leis divinas e de como o homem é o próprio criador do seu céu e do seu inferno.

Eis a parábola:

Um rico vivia luxuosamente em seu palacete, vestindo-se com finas roupas e banqueteando-se esplendidamente todos os dias. À porta de sua residência, jazia um pobre homem de nome Lázaro, coberto de feridas e com fome. Desejava catar as migalhas que caíam da mesa do rico, mas ninguém lhas dava, e ele não podia mover-se para apanhá-las.

Um dia, o pobre Lázaro morreu e foi levado pelos anjos, ao seio de Abraão. Algum tempo depois, o rico também morreu e “foi sepultado”.

O texto conta que, no inferno, o rico “levantou os olhos”, não os olhos materiais, mas os do Espírito (destaque nosso), seguindo-se estranho diálogo entre ele e Abraão – representante do mundo espiritual, das regiões mais elevadas.

No meio dos seus sofrimentos, o rico pede a Abraão que mande Lázaro refrigerar-lhe a língua com uma gota de água, para aliviar um pouco suas agonias. Abraão, porém, nega-lhe o pedido, acrescentando que há um “abismo” entre os do inferno e os das alturas, de maneira que não há possibilidade de trânsito entre os dois níveis.

Em seguida, pede que mande Lázaro à casa de seu pai, para que conte aos cinco irmãos o que está acontecendo, para que não tenham que vir para o mesmo lugar. Mais uma vez, Abraão diz que eles têm Moisés e os profetas e que se eles não conseguem ouvi-los, como escutarão alguém que já morreu?

Como todas as parábolas de Jesus, esta também tem endereço certo.

O que se faz necessário, antes de qualquer coisa, é compreender o conceito de rico, segundo o ponto de vista do Mestre, pois a parábola fala de um rico egoísta e avarento, que não sabe aplicar de forma justa a riqueza que Deus colocou, transitoriamente, em suas mãos.

Em momento algum, refere-se aos ricos que fazem com que suas fortunas sejam fonte perene de bens, e que favorecem a todos que estão ao seu redor.

E o Evangelho adverte-nos que o homem não possui de seu senão aquilo que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar e deixa ao partir, goza durante sua permanência na Terra; mas, desde que seja forçado a deixá-los, é claro que só tem deles o usufruto.

Por ser mero depositário, administrador dos bens que Deus, por misericórdia, colocou em suas mãos, terá de prestar contas de como esses bens foram empregados.

Para entender melhor essa parábola, precisamos separar seus trechos.

1 – Assim, quando Jesus narra que há um abismo entre o inferno e o céu, não se refere, certamente, à impossibilidade de uma conversão após a morte, como se os sofrimentos fossem eternos e os gozos dos habitantes celestes sem-fim.

O texto não menciona uma só palavra, algo como “conversão” do sofredor. O que o rico pede é somente alívio das penas; não se mostra arrependido. Pensa em aliviar seu mal, sem se converter da sua maldade. Continua igual a como era na vida planetária.

Segundo o ponto de vista de Jesus, o que o rico sofredor pede não é possível em face da Lei de Justiça. Enquanto a maldade perdurar no seu íntimo, o mal persistirá nos seus atos e pensamentos.

O interessante é que ele não solicita nova encarnação para a remissão dos seus enganos; não solicita que seus irmãos mudem a conduta diante de Lázaro redivivo, mas que eles não venham a sofrer o que ele está sofrendo.

Diante da solicitação, Abraão fez ver que eles não estão com vontade de se converterem, pois sequer atendem a Moisés e aos profetas.

2 – podemos perceber que a pretensa dissociação entre culpa e pena, entre causa e efeito, entre maldade e mal, é absolutamente impossível em face das leis divinas. Por isso, Abraão diz existir um grande abismo entre uns e outros.

É importante salientar que esse abismo não é criação de Deus, mas é cavado pelo próprio homem. Deus não fez nenhum céu e nenhum inferno para o homem. É o livre-arbítrio humano o responsável por eles.

Por essa razão, céu e inferno não são lugares geograficamente localizados no além-túmulo, mas, sim, estados da consciência, criações humanas que determinam sofrimentos ou bem-aventuranças.

Jesus nos disse que o Reino dos Céus está dentro de nós e o reino do inferno também pode estar. Portanto, é tolice imaginar que desencarnados tornam-se anjos, se não mudarem a mentalidade enquanto estiverem encarnados. Somos o que somos, aqui e além.

A morte do corpo não destrói os sentimentos inferiores, negativos, que abrigamos no Espírito. Quem vivia ligado às coisas da matéria, sem se incomodar com as coisas de Deus, continuará, no plano espiritual, a ser alguém ligado à matéria e, agora, sofrendo.

Por essa razão, existe esse abismo entre os dois mundos da parábola. Então, enquanto esse homem materialista não modificar seus sentimentos, retornará ao círculo da matéria tantas vezes quantas forem necessárias, até que se modifique.

A cada nova vivência, será despertado para novos valores. “Somente um novo compreender, um novo querer, um novo viver é que podem redimir o homem de suas maldades, e, finalmente, de todos seus males.” (Huberto Rohden) 

3 – A parábola do rico avarento e do pobre Lázaro encerra, ainda, outra visão:

Há quem pense que o sofrimento seja fator de redenção. Nenhum sofrimento em si redime o homem, mas, sim, a atitude do homem face ao sofrimento: desespero, revolta ou aproveitamento da lição bendita. Dois caminhos e uma escolha...

Um encara as dificuldades com otimismo, porque tem fé na Providência Divina, nos bons Espíritos e em si mesmo. Sabe que é filho de Deus com infinitas possibilidades de vencer, em cada fase evolutiva, apesar das dificuldades inerentes a ela.

O outro revolta-se ante os problemas: não aceitação, desesperança, transfere para os outros, inclusive a Deus, as responsabilidades que nos são próprias.

Com isso, acabamos por acrescentar um quadro de desequilíbrios, forjados por nós mesmos, frutos das nossas escolhas descabidas, com desejos e caprichos de todas as ordens. Com essa atitude, perde-se o fruto da bênção que poderia aliviar e até mesmo anular as penas em reencarnações vindouras.

O Mestre nos ensina, então, a entender o valor educativo das aflições. No início doem, machucam a alma, como o aluno que é reprovado. Mas, após vencer as primeiras provas, as lutas seguintes transformam-se em alimento espiritual, porque entendemos que só através do trabalho diário de renovação, contra nossas imperfeições, podemos nos melhorar.

Portanto, “o simples fato de ser rico não constitui obstáculo irremovível para os Espíritos que descem à Terra, assim como as palavras de Jesus não representam a proclamação automática da salvação dos pobres de bens materiais” (P. Alves Godoy). O “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus” não significa o rico de bens materiais, mas o rico em orgulho, egoísmo, avareza, cobiça.

Quantos ricos há que podem ser considerados Lázaros da parábola; e quantos pobres podem ser considerados os ricos.

O sofredor da parábola não se converteu com os sofrimentos pelos quais passava. Podia querer e não o fez. A alma sem o corpo físico pode converter-se quando quiser, pois o livre-arbítrio – o direito de escolhas – é atributo do Espírito e não da matéria.

A ideia comodista e irresponsável de que “a carne é fraca” sucumbe diante dessa afirmação. A carne não é fraca; fraco é o Espírito que não luta contra as tentações.

E onde buscar a força, a coragem para essa luta? Em Jesus. Na prece sentida, acreditando que não há órfãos na Criação e que somos capazes de vencer as atribulações.

“Vinde a mim vós todos que estais atribulados e eu vos aliviarei.” Busquemos, pois, Jesus.
 

Bibliografia:

1. ROHDEN, Huberto. Sabedoria das Parábolas – 12ª ed., Editora Martin Claret – São Paulo/SP, 1997, p. 35.
2. GODOY, Paulo Alves. As Maravilhosas Parábolas de Jesus – 9ª ed., Edições FEESP – São Paulo/SP – 2008 – p. 74.
3. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. V e XVI.
4. SCHUTEL, Cairbar – Ensinos e Parábolas de Jesus – 14ª ed., Casa Editora O Clarim – Matão/SP – 1997 – 1ª Parte – p. 104.
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: M.Altino em 30 de Setembro de 2016, 10:27
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Amigos e doces companheiros deste cantinho de estudo que temos e partilhamos conhecimentos entre todos os que sempre nos visitam e querem aprender é com grande carinho que os saúdo com o meu bom dia sereno de muita paz e pensando nas palavras de Jesus ...... que não se pode servir a dois senhores........... nos leva a meditar no valor de sabermos gerir a riqueza que nos foi emprestada nesta vida para a gerirmos com racionalidade e respeito pois o seu bom  uso é importante para a nossa Evolução.
Então uma das coisas que devemos ter é Caridade para com todos e ao mesmo tempo a fazer sem magoar e fazer das pessoas sentirem-se humilhadas este será uma grande prova para todos nós.
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A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas existe, porém,
 uma muito mais penosa e bem mais meritória:
É a de perdoar aqueles que Deus colocou no nosso caminho, para serem os instrumento de nosso sofrimento e submeterem à prova a nossa paciência..
Amigos estamos no final deste nosso estudo e sinto-me na necessidade de agradecer gentilmente a todos o vosso interesse por este estudo e principalmente ao meu querido amigo Moisés para sua dedicação e colaboração...........Muito obrigado amigo.........
Quero também neste momento dar as boas vindas ao nossa amiga Dothy que vai começar um novo estudo desejando que sinta muita paz e confiança para nos dar os seus lindos testemunhos de vida durante o estudo ............ Espero que como Dothy esteja tudo bem para o começo do Estudo..
Amigos muito obrigado e sintam que é assim com dedicação e amizade por todos nós que neste momento me despeço com um grande abraço a todos e mais uma vez o meu grande obrigado deste vosso amigo sincero e vamos meditando nos conselhos que Jesus nos dá....
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Outubro de 2016, 00:58
.........

Confia Sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.

Crê e batalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve.

Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com aflição ou ameaçando-te com a morte...

Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.

Chico Xavier
Meimei
Título: Re: Capítulo XVI Servir a Deus e a Mamon:
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Outubro de 2016, 01:04
VONTADE DE DEUS

Quando nos reportamos à vontade de Deus, referimo-nos ao controle da Sabedoria Perfeita que nos rege os destinos.

E, observando nossa condição de espíritos eternos, acalentados pelo Infinito Amor da Criação, ser-nos-á sempre fácil reconhecer as determinações de Deus, em todos os eventos do caminho, a nosso respeito, já que a Divina Providência preceitua para cada um de nós:

– saúde e não doença;

– trabalho e não ócio;

– cultura e não ignorância;

– conciliação e não discórdia;

– paz e não desequilíbrio;

– tolerância e não intransigência;

– alegria e não tristeza;

– esperança e não desânimo;

– conformidade e não desespero;

– perdão e não ressentimento;

– êxito e não fracasso;

– fé e não medo destrutivo;

– humildade e não subserviência;

– intercâmbio e não isolamento;

– disciplina e não desordem;

– progresso e não atraso;

– amor e não indiferença;

– vida e não morte.

Se dificuldades, sofrimentos, desacertos e atribulações nos agridem a estrada, são eles criações nossas, repercussões de nossos próprios atos de agora ou do passado que precisamos desfazer ou vencer a fim de nos ajustarmos à vontade de Deus, que nos deseja unicamente o Bem, a Felicidade e a Elevação no Melhor que sejamos capazes de receber dos patrimônios da vida, segundo as leis que asseguram a harmonia do Universo.

Eis porque Jesus, exaltando isso, nos ensinou a reafirmar em oração:

– Pai Nosso, que se faça a tua vontade, assim na Terra como nos céus.

Espírito: Emmanuel.
Médium: Francisco Cândido Xavier