Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: M.Altino em 01 de Março de 2016, 11:00

Título: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 01 de Março de 2016, 11:00
Amigos e companheiros deste cantinho muito especial onde sempre iniciamos no principio de cada mês um novo tema tirado do Evangelho Segundo o Espiritismo para debatermos em conjunto com todos os visitantes e colaboradores, onde a todos saúdo com um bom dia de muito carinho e cujo tema vai ser......... Capítulo X  Bem-aventurados os misericordiosos é um tema muito importante para sentirmos que a misericórdia de Deus é infinita e alcança todos.......Então para iniciar o Tema vou  colocar uma mensagem para todos...........
 http://www.youtube.com/watch?v=1IKFNjm1e1w
Amigos podem entender como muitas vezes o perdoar e receber a Misericórdia Divina nos é muito complicado e temos de nos tornar humildes e caridosos para com todos.....
Perdoai Para Que Deus Vos Perdoe
Bem-aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia.
(Mateus, V:7).
Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados.
Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados. (Mateus, VI:14-15).
Se teu irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão.
Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou:
Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe?
Será até sete vezes?
Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. (Mateus, XVIII: 15, 21, 22).
 A misericórdia é o complemento da mansidão e, pois os que não são misericordiosos também não são mansos e pacíficos.
Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.
O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza.
O esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas, que pairam acima do mal que lhe quiseram fazer.
Uma está sempre inquieta, é de uma sensibilidade sombria e amargurada.
A outra é calma, cheia de mansidão e caridade.
Infeliz daquele que diz:
Eu jamais perdoarei!
Porque, se não for condenado pelos homens, o será certamente por Deus.
Com que direito pedirá perdão de suas próprias faltas, se ele mesmo não perdoa aos outros?
Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que se deve perdoar ao irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete.
Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar.
Uma é grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem segunda intenção, tratando com delicadeza o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, mesmo quando a culpa foi inteiramente dele.
A outra é quando o ofendido, ou aquele que assim se julga, impõe condições humilhantes ao adversário, fazendo-o sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar.
Se estende a mão, não é por benevolência, mas por ostentação, a fim de poder dizer a todos:
Vede quanto sou generoso!
Nessas circunstâncias, é impossível que a reconciliação seja sincera, de uma e de outra parte.
Não, isso não é generosidade, mas apenas uma maneira de satisfazer o orgulho.
Em todas as contendas, aquele que se mostra mais conciliador, que revela mais desinteresse próprio, mais caridade e verdadeira grandeza de alma, conquistará sempre a simpatia das pessoas imparciais.
E queridos amigos vejamos como o +perdoar muitas vezes se torna muito complicado, então é para entendermos como todos unidos podemos nos esclarecer uns aos outros a melhor forma de sabermos perdoar...
Amigos com um grande e carinhoso abraço de muita paz e esperando os vossos comentários este vosso dedicado amigo ...............
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 02 de Março de 2016, 11:06
Amigos e dedicados companheiros deste cantinho  onde temos o nosso Estudo e debatemos este lindo tema Capítulo X  Bem-aventurados os misericordiosos e como podemos sempre nos reconciliar com os nossos adversários é com este carinho que lhes dou o meu bom dia sincero e vamos meditar neste filme que nos faz interiorizar como será possível essa reconciliação...........
http://www.youtube.com/watch?v=x6imCSV_DtM
Reconciliar-se com os Adversários
 Concerta-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia.
Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil.
(Mateus, V:25-26).
Há, na prática do perdão, e na prática do bem, em geral, além de um efeito moral, um efeito também material.
A morte, como se sabe, não nos livra dos nossos inimigos.
Os Espíritos vingativos perseguem sempre com o seu ódio, além da sepultura, aqueles que ainda são objeto do seu rancor.
Daí ser falso, quando aplicado ao homem, o provérbio:
"Morto o cão, acaba a raiva."
O Espírito mau espera que aquele a quem quer mal esteja encerrado em seu corpo, e assim menos livre, para mais facilmente o atormentar, atingindo-o nos seus interesses ou nas suas mais caras afeições.
É necessário ver nesse fato a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo daqueles que apresentam certa gravidade, como a subjugação e a possessão.
O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre, vítimas de uma vingança anterior, a que provavelmente deram motivo por sua conduta.
Deus permite a situação atual, para os punir do mal que fizeram, ou se não o fizeram, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, deixando de perdoar.
Importa, pois, com vistas à tranquilidade futura, reparar o mais cedo possível os males que se tenham praticado em relação ao próximo, e perdoar aos inimigos, para assim se extinguirem, antes da morte, todos os motivos de desavença, toda causa profunda de animosidade posterior.
Dessa maneira se pode fazer, de um inimigo encarnado neste mundo, um amigo no outro, ou pelo menos ficar com a boa causa, e Deus não deixa ao sabor da vingança aquele que soube perdoar.
Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não quer apenas evitar as discórdias na vida presente, mas também evitar que elas se perpetuem nas existências futuras.
Não sairás de lá, disse ele, enquanto não pagares o último ceitil, ou seja, até que a justiça divina não esteja completamente satisfeita.
Então amigos é com muito carinho que vos digo o tempo pode-se tornar pouco para podermos perdoar enquanto temos este tempo de vida........vamos tentar sim
Com um carinhoso abraço sincero de muita paz este vosso dedicado amigo sincero.....
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2016, 22:00
Amigos e companheiros deste cantinho muito especial onde sempre iniciamos no principio de cada mês um novo tema tirado do Evangelho Segundo o Espiritismo para debatermos em conjunto com todos os visitantes e colaboradores, onde a todos saúdo com um bom dia de muito carinho e cujo tema vai ser.........
Capítulo X 
Bem-aventurados os misericordiosos ...
É um tema muito importante para sentirmos que a misericórdia de Deus é infinita e alcança todos.......
Então para iniciar o Tema vou  colocar uma mensagem para todos...........
 
Manuel Altino

Olá Manuel Altino
Que os Bons Espíritos o iluminem na condução deste estudo mensal
Este tema é de suma importância para entendermos o amor de Deus
Que, como foi dito por um dos seguidores do Cristo
"Deus é amor"
Palavras estas que não possibilita em nosso raciocínio nenhuma mancha, nenhuma ruptura, nenhum equivoco...
Tornando nos conhecedores desta verdade
Farol de nossa fé
e combustível inextinguível para a nossa convicção
O Amor de Deus é sustentáculo para a vida eterna, para a nossa vida

Compreender a misericórdia divina
nos coloca imediatamente como trabalhadores da seara do Mestre,
pois, compreendendo tal atributo divino
A sua misericórdia ...
Nos coloca frente ao serviço mister
de amá lo com todas as nossas forças e entendimento
e consecutivamente amarmos o próximo como queremos ser amados.

Muita Luz
Muita Paz
Muitas Bençãos

Abraços



Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 03 de Março de 2016, 11:15
Amigos e companheiros deste cantinho de estudo e onde podemos sempre debater esta lindo tema,
Capitulo X Bem-aventurados os misericordiosos ... que pode ser muito importante para todos nós conhecermos que a reconciliação é entre muitas uma das coisas mais agradáveis a Deus e que muitas vezes não somos capazes de o fazer com verdadeiro Amor....
Assim com muito carinho e paz desejo a todos os irmãos que nos visitam um bom dia sereno e meditem no valor destas palavras e do filme que vos coloco.....
Antes primeiro quero saudar e agradecer ao nosso amigo Moisés de Cerqueira. Pereira pelo seu contributo para este tema muito importante e que todos podemos e devemos comentar para ajudar todos os que nos visitam.....
http://www.youtube.com/watch?v=XSYwKuWqkZ0
O Sacrifício Mais Agradável a Deus
 Portanto, se estás fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta.
(Mateus, V:23-24).
Quando Jesus disse:
"Vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta", ensinou que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o dos próprios ressentimentos; que antes de pedir perdão ao Senhor, é preciso que se perdoe aos outros, e que, se algum mal se tiver feito contra um irmão, é necessário tê-lo reparado.
Somente assim a oferenda será agradável, porque é proveniente de um coração puro de qualquer mau pensamento.
Ele materializa esse preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais, e era necessário conformar as suas palavras aos costumes do povo.
O cristão não oferece prendas materiais, pois que espiritualizou o sacrifício, mas o preceito não tem menos força para ele.
Oferecendo a sua alma a Deus, deve apresentá-la purificada.
Ao entrar no templo do Senhor, deve deixar lá fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra o seu irmão.
Só então sua prece será levada pelos anjos aos pés do Eterno.
Eis o que ensina Jesus por essas palavras:
"Deixai ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão", se queres ser agradável a Deus.
Amigos que cada um de nós medite nestas palavras e as coloca na sua vida para que também possamos dizer ... Também eu consigo perdoar ........
Com um carinhoso abraço sincero de muita paz ...... este vosso dedicado amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 04 de Março de 2016, 10:49
Amigos e dedicados companheiros deste cantinho onde o Estudo nos dá sempre uma nova forma de meditar os textos do Evangelho Segundo o Espiritismo é com grande carinho que a todos dou o meu bom dia sereno partilhando mais um filme onde a Caridade nos faz meditar no quanto ainda cada um de nós tem de fazer e praticar na vida........
http://www.youtube.com/watch?v=uIojYnV_pVY
O Argueiro e a Trave no Olho.
Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho?
Ou como dizes a teu irmão:
 Deixa-me tirar do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verá como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão.
(Mateus, VII:3-5).
Um dos caprichos da humanidade é ver cada qual o mal alheio antes do próprio.
Para julgar-se a si mesmo, seria necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando:
Que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço?
É o orgulho, incontestavelmente, o que leva o homem a disfarçar os seus próprios defeitos, tanto morais como físicos.
Esse capricho é essencialmente contrário à caridade, pois a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente.
A caridade orgulhosa é um contra-senso, pois esses dois sentimentos se neutralizam mutuamente.
Como, de fato, um homem bastante fútil para crer na importância de sua personalidade e na supremacia de suas qualidades, poderia ter ao mesmo tempo, bastante abnegação para ressaltar nos outros o bem que poderia eclipsá-lo, em lugar do mal que poderia colocar em destaque?
Se o orgulho é a fonte de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes. Encontramos no fundo e como móvel de quase todas as ações.
Foi por isso que Jesus se empenhou em combatê-lo, como o principal obstáculo ao progresso.
Companheiros é assim que aprendemos e temos de o fazer nas vida.olhar primeiro para cada um de nós e só depois corrigir os outros ...pois assim estamos a construir a nossa meta de caridade .e é muito negativo termos apenas uma falsa caridade........... Ao meditarmos neste pequeno texto que cada um de nós pense e medite no que tem feito na vida.....será que fazemos a Caridade que Jesus muito nos ensinou .ou temos caridade para nos fazer sentir que somos melhores........Amigos por favor meditem e tentem modificar a vossa vida ....
Com um carinhoso abraço de muita sinceridade e muita paz este vosso amigo sincero.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 05 de Março de 2016, 10:44
Amigos e ternos companheiros deste cantinho de Estudo onde sempre podemos debater esta questão do Evangelho Segundo o Espiritismo para meditarmos que é importante antes de apontarmos o dedo aos outros olhar para nós mesmo.
Então com muito carinho o meu bom dia de muita paz e meditem nesta passagem de Jesus quando lhe trazem uma mulher pecadora........Quem foi que condenou........ninguém pois todos eram pecadoras e curiosamente a começar pelos mais velhos ..... então foi quando Jesus lhe disse Vai e não tornes a pecar .....aqui está um belo exemplo de vida que cada um de nós devia ter ..... primeiro ohar para dentro de nós antes de acusar seja quem for.......
http://www.youtube.com/watch?v=mJULZEc_SZA
Não Julgueis Para Não Serdes Julgados.
Aquele Que Estiver Sem Pecado Que Atire a Primeira Pedra
Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós.
(Mateus, VII:1-2).
Então lhe trouxeram os escribas e os fariseus uma mulher que fora apanhada em adultério, e a puseram no meio, e lhe disseram:
Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério; e Moisés, na Lei, mandou apedrejar a estas tais.
Qual é a vossa opinião sobre isto:
Diziam pois os judeus, tentando-o, para o poderem acusar.
Jesus, porém, abaixando-se, pôs-se a escrever com o dedo na terra.
E como eles perseveraram em fazer-lhes perguntas, ergueu-se Jesus e disse-lhes:
Aquele dentre vós que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra.
E tornando a abaixar-se, escrevia na terra.
Mas eles, ouvindo-o, foram saindo um a um, sendo os mais velhos os primeiros.
E ficou só Jesus com a mulher, que estava no meio, em pé.
Então, erguendo-se, Jesus lhe disse:
Mulher, onde estão os que te acusavam?
Ninguém te condenou?
Respondeu ela: Ninguém, Senhor.
Então Jesus lhe disse:
Nem eu tampouco te condenarei; vai, e não peques mais.
 (João, VIII:3-11).
"Aquele que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra", disse Jesus.
Esta máxima faz da indulgência um dever, pois não há quem dela não necessite para si mesmo.
Ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros o que nos desculpamos em nós.
Antes de reprovar uma falta de alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada.
A censura de conduta alheia pode ter dois motivos: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos criticamos.
Este último motivo jamais tem escusa, pois decorre da maledicência e da maldade.
O primeiro pode ser louvável, e torna-se mesmo um dever em certos casos, pois dele pode resultar um bem, e porque sem ele o mal jamais será reprimido na sociedade.
Aliás, não deve o homem ajudar o progresso dos seus semelhantes?
Não se deve, pois, tomar no sentido absoluto este princípio:
"Não julgueis para não serdes julgados", porque a letra mata e o espírito vivifica.
Jesus não podia proibir de se reprovar o mal, pois ele mesmo nos deu o exemplo disso, e o fez em termos enérgicos.
Mas quis dizer que a autoridade da censura está na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia.
Tornar-se culpável daquilo que se condena nos outros é abdicar dessa autoridade, e mais ainda, arrogar-se arbitrariamente o direito de repressão.
A consciência íntima, de resto, recusa qualquer respeito e toda submissão voluntária àquele que, investido de algum poder, viola as leis e os princípios que está encarregado de aplicar.
A única autoridade legítima, aos olhos de Deus, é a que se apoia no bom exemplo.
É o que resulta evidentemente das palavras de Jesus.
Companheiros depois desta bela lição de Moral meditemos como vai a nossa vida..será que conseguimos praticar o mesmo que Jesus tanto nos ensina.......... ou só o fazemos dentro do Centro Espírita e depois na vida corrente fazemos prevalecer sempre o nosso Orgulho e vaidade..... Vamos todos nós meditar e quando digo todos nós Eu estou incluído........ Vamos meditar .
Amigos com um sincero abraço de muita paz deste vosso dedicado amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 06 de Março de 2016, 11:06
Companheiros e dedicados amigos deste cantinho onde o Estudo é uma constante para conhecermos melhor este Evangelho Segundo o Espiritismo que nos vem falar sempre do Perdão para com  todos.......
Assim com muito carinho o meu bom dia sereno de muita paz e vamos mais uma vez meditar neste filme que nos vem falar do Perdão..........
http://www.youtube.com/watch?v=dTtxbl0RnEo
Perdão das Ofensas
Quantas vezes perdoarei ao meu irmão?
Perdoá-lo-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete.
Eis um desses ensinos de Jesus que devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao vosso coração.
Comparai essas palavras misericordiosas com a oração tão simples, tão resumida, e ao mesmo tempo tão grande nas suas aspirações, que Jesus ensinou aos discípulos, e encontrareis sempre o mesmo pensamento.
Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro:
Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, tantas vezes quantas ela vos for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus tratos e às injúrias, serás doce e humilde de coração, não medindo jamais a mansidão; e farás, enfim, para os outros, o que desejas o que o Pai celeste faça por ti.
Não tem Ele de te perdoar sempre, e acaso conta o número de vezes que o seu perdão vem apagar as tuas faltas?
Ouvi, pois, essa resposta de Jesus, e como Pedro, aplicai-a a vós mesmos.
Perdoai, usai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo pródigos no vosso amor.
Dai, porque o Senhor vos dará; abaixai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos fará sentar à sua direita.
Ide, meus bem-amados, estudai e comentai essas palavras que vos dirijo, de parte da Aquele que, do alto dos esplendores celestes, tem sempre os olhos voltados para vós, e continua com amor a tarefa ingrata que começou há vinte séculos.
Perdoai, pois, os vossos irmãos, como tendes necessidade de ser perdoados.
Se os seus atos vos prejudicaram pessoalmente, eis um motivo a mais para serdes compassivos, porque o mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal, e não haveria nenhum em passar por alto os erros de vossos irmãos, se estes apenas vos incomodassem de leve.
Espíritas, não vos esqueceis de que, tanto em palavras como em atos, o perdão das injúrias nunca deve reduzir-se a uma expressão vazia.
Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato: esquecei o mal que vos tenham feito, e pensai apenas numa coisa: no bem que possais fazer. Aquele que entrou nesse caminho não deve afastar-se dele, nem mesmo em pensamento, pois sois responsáveis pelos vossos pensamentos, que Deus conhece.
Fazei, pois, que eles sejam desprovidos de qualquer sentimento de rancor.
Deus sabe o que existe no fundo do coração de cada um.
Feliz aquele que pode dizer cada noite, ao dormir: nada tenho contra o meu próximo.
Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar aos amigos é dar prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se melhora.
Perdoai, pois, meus amigos, para que Deus vos perdoe.
Porque, se fordes duros, exigentes, duros, se guardardes até mesmo uma ligeira ofensa, como quereis que Deus esqueça que todos os dias tendes grande necessidade de indulgência?
Oh, infeliz daquele que diz: eu jamais perdoarei, porque pronuncia a sua própria condenação!
Quem sabe se, mergulhando em vós mesmos, não descobrireis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por um simples aborrecimento e acaba pela desavença, não fostes vós a dar o primeiro golpe?
Se não vos escapou uma palavra dura?
Se usastes de toda a moderação necessária?
Sem dúvida o vosso adversário está errado ao se mostrar tão suscetível, mas essa é ainda uma razão para serdes indulgente, e para não merecer ele a vossa reprovação.
Admitamos que fosseis realmente o ofendido, em certa circunstância. Quem sabe se não envenenastes o caso com represálias, fazendo degenerar numa disputa grave aquilo que facilmente poderia cair no esquecimento?
Se dependeu de vós impedir as consequências, e não o fizestes, sois realmente culpado. Admitamos ainda que nada tendes a reprovar na vossa conduta e, nesse caso, maior será o vosso mérito, se vos mostrardes clemente.
Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração.
Muitos dizem do adversário: "Eu o perdoo", enquanto que, interiormente, experimentam um secreto prazer pelo mal que lhe acontece, dizendo-se a si mesmo que foi bem merecido. Quantos dizem: "Perdoo", e acrescentam: "mas jamais me reconciliarei; não quero vê-lo pelo resto da vida!"
É esse o perdão segundo o Evangelho?
Não.
O verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado.
E o único que vos será levado em conta, pois Deus não se contenta com as aparências: sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos, e não se satisfaz com palavras e simples fingimentos.
O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade.
Não esqueçais que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, muito mais que pelas palavras.
Assim queridos companheiros vamos entender que o Perdão é muito importante para a nossa evolução .......... meditemos e façamos um esforço para perdoarmos sempre.
Com um, abraço sereno de muita paz este vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: Dothy em 06 de Março de 2016, 23:55
Boa noite amigos do estudo
Amigo Altino, desejo que este seja mais um estudo enriquecedor para todos nós
que a espiritualidade amiga, presente neste espaço te envolva em paz e sabedoria
abraços
Ser misericordioso  É apiedar-se das crianças órfãs ou abandonadas, interessando-se pela sua sorte e contribuindo, como e quanto seja possível, para que tenham um lar que as eduque e prepare para serem úteis a si mesmas e à sociedade, assim como olhamos os velhinhos desamparados, oferecendo-lhes um abrigo onde possam aguardar, serenamente, que a morte venha a libertá-los das vicissitudes terrenas.”
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 08 de Março de 2016, 11:36
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e Estudo é com muito carinho que agradeço a participação da nossa amiga Dothy e vamos continuar agora meditando na indulgência um sentimento maravilhoso e muito doce que para cada um de nós deve ser meditado.....
A Indulgência
Espíritas, queremos hoje falar-vos da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam.
A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta-os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto possível.
Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados.
Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras?
A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado.
 Oh, homens!
Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos?
Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros.
Pensai na Aquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em consequência, desculpa frequentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações.
Pensai que vós, que clamais tão alto:
"Anátema!" talvez tenhais cometido faltas mais graves.
Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.
Sede indulgentes para as faltas alheias, quaisquer que sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações, e o Senhor usará de indulgência para convosco, como usastes para com os outros.
Sustentai os fortes: estimulai-os à perseverança; fortificai os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da contrição, estendendo suas brancas asas sobre as faltas humanas, e assim ocultando-as aos olhos daqueles que não podem ver o que é impuro.
Compreendei toda a misericórdia infinita de vosso Pai, e nunca vos esqueçais de lhe dizer em pensamento, mas sobretudo pelas vossas ações:
"Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos nossos ofensores".
Compreendei bem o valor destas sublimes palavras; pois não são admiráveis apenas pela letra, mas também pelo espírito que elas encerram.
Que solicitais ao Senhor quando lhe pedis perdão?
Somente o esquecimento de vossas faltas?
Esquecimento de que nada vos deixa, pois se Deus se contentasse de esquecer as vossas faltas, não vos puniria, mas também não vos recompensaria.
A recompensa não pode ser pelo bem que não fez, e menos ainda pelo mal que se tenha feito, mesmo que esse mal fosse esquecido.
Pedindo perdão para as vossas transgressões, pedis o favor de sua graça, para não cair de novo, e a força necessária para entrardes numa nova senda, numa senda de submissão e de amor, na qual podereis juntar a reparação ao arrependimento.
Quando perdoardes os vossos irmãos, não vos contenteis com estender o véu do esquecimento sobre as suas faltas. Esse véu é quase sempre muito transparente aos vossos olhos.
Acrescentai o amor ao vosso perdão, fazendo por ele o que pedis a vosso Pai Celeste que faça por vós.
Substituí a cólera que mancha, pelo amor que purifica.
Pregai pelo exemplo essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou.
Pregai-a como ele mesmo o fez por todo o tempo em que viveu na Terra, visível para os olhos do corpo, e como ainda prega, sem cessar, depois que se fez visível apenas para os olhos do espírito.
Segui esse Divino Modelo, marchai sobre as suas pegadas: elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o descanso após a luta.
Como Ele, tomai a vossa cruz e subi penosamente, mas corajosamente, o vosso calvário: no seu cume está a glorificação.
Queridos amigos, sede severos para vós mesmos e indulgentes para as fraquezas alheias. Essa é também uma forma de praticar a santa caridade, que bem poucos observam.
Todos vós tendes más tendências a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar.
Todos vós tendes um fardo mais ou menos pesado que alijar, para subir ao cume da montanha do progresso.
Por que, pois, ser tão clarividentes quando se trata do próximo, e tão cegos quando se trata de vós mesmos?
Quando deixareis de notar, no olho de vosso irmão, um argueiro que o fere, sem perceber a trave que vos cega e vos faz caminhar de queda em queda?
Crede nos Espíritos, vossos irmãos.
Todo homem bastante orgulhoso para se julgar superior, em virtudes e méritos, aos seus irmãos encarnados, é insensato e culpado, e Deus o castigará, no dia da sua justiça.
O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, e consiste em não se verem superficialmente os defeitos alheios, mas em se procurar destacar o que há de bom e virtuoso no próximo.
Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seus mais ocultos lugares, os germes de alguns bons sentimentos, centelhas ardentes da essência espiritual.
Espiritismo, doutrina consoladora e bendita, felizes os que te conhecem e empregam sempre com proveito os salutares ensinos dos Espíritos do Senhor!
Para esses, o ensino é claro, e ao longo de todo o caminho eles podem ler estas palavras, que lhes indicam a maneira de atingir o alvo: caridade prática, caridade para o próximo como para si mesmo.
Em uma palavra, caridade para com todos e amor de Deus sobre todas as coisas, porque o amor de Deus resume todos os deveres, e porque é impossível amar a Deus sem praticar a caridade, da qual Ele faz uma lei para todas as criaturas.......
Amigos como podemos compreender a Caridade é sempre uma forma de sermos indulgentes para com todos...........
Com um abraço carinhoso de muita amizade este vosso dedicado amigo.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 09 de Março de 2016, 10:55
Amigos e ternos companheiros deste cantinho de muita paz para todos os que nos visitam o meu bom dia sereno e que este Estudo sirva para nos lembrar quanto temos de aprender e a respeitar todos..........seria muito bom escutar os vossos comentários aos textos colocados......
http://www.youtube.com/watch?v=TrKLlRjO1RQ
É permitido Repreender os Outros?
Ninguém sendo perfeito, não se segue que ninguém tem o direito de repreender o próximo?
Certamente que não, pois cada um de vós deve trabalhar para o progresso de todos, e sobretudo dos que estão sob a vossa tutela.
Mas isso é também uma razão para o fazerdes com moderação, com uma intenção útil, e não como geralmente se faz, pelo prazer de denegrir.
Neste último caso, a censura é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda cumprir com todas as cautelas possíveis; e ainda assim, a censura que se faz do outro deve ser endereçada também a nós mesmos, para vermos se não a merecemos.
Será repreensível observar as imperfeições dos outros, quando disso não possa resultar nenhum benefício para eles, e mesmo que não as divulguemos?
Tudo depende da intenção.
Certamente que não é proibido ver o mal, quando o mal existe.
Seria mesmo inconveniente ver-se por toda a parte somente o bem: essa ilusão prejudicaria o progresso.
O erro está em fazer essa observação em prejuízo do próximo, desacreditando-o sem necessidade na opinião pública.
Seria ainda repreensível fazê-la com um sentimento de malevolência, e de satisfação por encontrar os outros em falta. Mas dá-se inteiramente o contrário, quando, lançando um véu sobre o mal, para ocultá-lo do público, limitamos  a observá-lo para proveito pessoal, ou seja, para estudá-lo e evitar aquilo que censuramos nos outros.
Essa observação, aliás, não é útil ao moralista?
Como descreveria ele as extravagâncias humanas, se não estudasse os seus exemplos?
Há casos em que seja útil descobrir o mal alheio?
Esta questão é muito delicada, e precisamos recorrer à caridade bem compreendida.
Se as imperfeições de uma pessoa só prejudicam a ela mesma, não há jamais utilidade em divulgá-las.
Mas se elas podem prejudicar a outros, é necessário preferir o interesse do maior número ao de um só.
Conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um homem caia, do que muitos serem enganados e se tornarem suas vítimas. Em semelhante caso, é necessário balancear as vantagens e os inconvenientes....
Amigos portanto muito cuidado ao apontarmos os defeitos dos outros..........
Com um abraço de muita paz deste vosso dedicado amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 10 de Março de 2016, 11:20
Amigos e companheiros deste cantinho onde sempre temos o nosso Estudo é com muito carinho que vos saúdo com o meu bom dia sereno de muita paz e vos trago para meditarmos mais um filme onde podemos entender como Jesus nos dá muita coragem quando estamos em aflição........... e ao mesmo tempo vos coloco Bem-Aventurados os Misericordiosos no seu conceito e sua explicação para todos nós..........
http://www.youtube.com/watch?v=mbFoacemFH8
INTRODUÇÃO
O objetivo deste estudo, baseado no capítulo X de O Evangelho Segundo o Espiritismo, é analisar o perdão e suas consequências para a nossa vida de relação em sociedade.
CONCEITO
Misericórdia - do lat. misericórdia. 1. Compaixão suscitada pela miséria alheia. 2. Indulgência, graça, perdão.
Misericordioso
Aquele que perdoa as ofensas que lhe fazem. (Dicionário Aurélio)
Perdoar - do lat. med. perdonare significa "desculpar", "absolver", "evitar".
É o estado de ânimo, em que se encontra alguém, agravado por outrem, seu agressor, e sente-se desagravado.
O pecado, na Religião, é um agravo a Deus, e o perdão consiste em não considerar-se Deus agravado; ou seja, desagravado.
Ofensa - do lat. offensa significa injúria, agravo, ultraje, afronta, lesão, dano.
Causar mal físico a; ferir suscetibilidades.
HISTÓRICO SOBRE O PERDÃO
Na Antiguidade clássica grega pouco se escreveu acerca do perdão.
Entende-se que esses filósofos estavam mais preocupados com a questão do conhecimento racional e da prática de conduta.
Contudo, nas entrelinhas das filosofias de Sócrates e de Platão, considerados os precursores do Cristianismo e das ideias espíritas, encontramos muitas aceções sobre as virtudes, a questão do bem e do mal, a justiça etc.
"Não é preciso jamais retribuir injustiça por injustiça, nem fazer o mal a ninguém, qualquer mal que se nos tenha feito.
Poucas pessoas, entretanto, admitirão este princípio, e as pessoas que estão divididas não devem senão se desprezar umas às outras".
"Não está aí o princípio da caridade, que nos ensina a não retribuir o mal com o mal, e de perdoar aos inimigos?"
É lugar comum no Antigo Testamento que Iahweh é perdão, entendido em termos antropomórficos.
As orações para obter o perdão são comuns, embora desprovidas de razão explícita.
O caráter misericordioso de Iahweh é suficiente para conceder o perdão. Há dizeres referentes à confissão do perdão, à conversão do pecador e ao pedido de perdão.
João Batista pregava o Batismo do arrependimento para a remissão dos pecados.
Jesus mesmo reivindicava e exercia o poder de perdoar pecados.
O perdão da pecadora. O Cristão conhece a salvação através do perdão dos pecados.
 A diferença entre o Velho Testamento e Novo Tstamento é que neste último o perdão vem através do Cristo.
Todos os pecados vos serão perdoados menos o cometido contra o Espírito Santo.
 OS INIMIGOS
 O PERDÃO DE DEUS
"Se vós perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se vós não perdoardes aos homens quando eles vos ofendam, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados".
Deus perdoa?
 Como?
Deus não derroga as suas leis.
"A oportunidade de resgatar a culpa já constitui em si mesma, um ato de misericórdia divina, e, daí o considerarmos o trabalho e o esforço próprio como a luz maravilhosa da vida".
É por isso que Jesus recomenda-nos perdoar não sete mas setenta vezes sete vezes.
 E recomenda-nos, porque sabe que vivemos num mundo de provas e expiações, sujeitos aos mesmos erros cometidos pelos outros.
Perdoar os outros é perdoar a nós mesmos.
 RECONCILIAR-SE COM OS ADVERSÁRIOS
Reconciliai-vos, o mais depressa, com vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, a fim de que vosso adversário não vos entregue ao juiz, e que o juiz não vos entregue ao ministro da justiça, e que não sejais aprisionado.
Eu vos digo, em verdade, que não saireis de lá, enquanto não houverdes pago até o último ceitil.
A orientação de nos reconciliarmos com o adversário enquanto estivermos a caminho é porque no perdão, além do efeito moral, há também um efeito material, ou seja, mesmo depois da sua morte, o Espírito continua vivo.
Caso tenha partido com o coração cheio de mágoa contra nós, as suas vibrações de ódio atingir-nos com mais facilidade, devido à sua invisibilidade.
NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS
"Não julgueis para não serdes; porque vós sereis julgados segundo tiverdes julgado os outros; e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles".
Nesta passagem evangélica, Jesus não está nos exortando à passividade enquanto o mal cresce; recomenda-nos o dever da indulgência, porque não há ninguém que dela não tenha necessidade para si mesmo.
A mulher pega em adultério é um nobre exemplo: quando todos queriam apedrejá-la, Jesus diz
"Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra".
O Evangelista João conta que depois de ouvirem esta admoestação as pessoas foram se retirando uma após a outra, as velhas saindo primeiro; e assim Jesus permaneceu só com a mulher e disse-lhe:
Mulher, onde estão os vossos acusadores?
Ninguém vos condenou?
Ela lhe disse:
Não, Senhor. Jesus lhe respondeu:
Eu também não vos condenarei.
Ide, e, no futuro, não pequeis mais.
O PROBLEMA DA OFENSA
A ofensa é algo que nos machuca.
Diz-se, inclusive, que a ofensa de um amigo fere mais do que a do inimigo.
Contudo, ela depende muito mais de nosso estado de espírito do que dela objetivamente. Ghandi, no fim de sua vida, pôde responder à pergunta se perdoou todas as ofensas recebidas com a declaração sincera:
"Nada tenho que perdoar a ninguém, porque nunca ninguém me ofendeu".
Ego é ofensor e ofendido.
Mas quando o ego humano é substituído pelo Eu divino, não pode mais haver ofensor nem ofendido.
 A Ofensa é objetiva, considerar-se ofendido ou não subjetivo.
Ghandi simplesmente não considerou a ofensa como ofensa.
Aquele que tiver suportado o maior dos ultrajes, além das recompensas celestes da outra vida, terá a paz de coração nesta e uma alegria incompreensível por haver duas vezes respeitado a obra de Deus.
 ESQUECIMENTO DA OFENSA
Há esquecimento da ofensa?
O que significa esquecer o ultraje?
Em nosso modo de entender, significa não lhe dar guarida em nosso pensamento.
O pensamento é como uma bola de neve.
Quanto mais pensamos mais ficamos enovelados em nosso modo de ser.
É uma fixação mental que precisa ser extinta com o auxílio da vigilância e da prece.
As explicações do Mestre Jesus no livro Boa Nova complementam as nossas ideias.
Ele diz:
"Não será vaidade exigirmos que toda a gente faça de nossa personalidade elevado conceito?
 Pedro, o perdão não exclui a necessidade de vigilância, como o amor não prescinde da verdade".
 AÇÃO E REAÇÃO
Nosso destino é a perfeição; nossa caminhada é a evolução em sentido positivo. Determinismo e Livre- Arbítrio são as faces do mesmo plano que nos sustenta a caminhada. o Livre-Arbítrio consiste na liberdade que temos de poder dar impulso às nossas ações contra ou a favor das leis divinas.
Não nos esqueçamos de que a lei do progresso é inexorável.
O que fizermos de mal tem que ser refeito.
Quem sabe se a pessoa que nos ofende não será aquela mesma que ensinamos a atirar uma pedra?
Se praticarmos atos bons, o resultado será atos bons; se praticarmos atos maus, o resultado será os atos maus, mas com o condicionante de que teremos de recapitular a ação, quer nesta ou em outras encarnações, para transformá-la em um ato bom.
AS LEIS DA VITÓRIA
"Quando Jesus nos pede cultivar a misericórdia, o perdão das ofensas, o não julgar, o focalizar as virtudes em nosso semelhante, não nos incita à passividade diante do mal contra o benefício coletivo.
 Inclusive dá demonstração de energia benéfica, quando reprova o comercialismo que humilha o tempo, quando corrige os erros de sua época".
Como a ofensa está ligada ao ofensor e ao ofendido, a vitória sobre o perdão implica num conhecimento de nós mesmos.
Tomando consciência de nossos defeitos e de nossas potencialidades, conseguiremos aquilatar o quanto somos imunes em ofender e em sermos ofendidos.
Tornando um hábito essa reflexão, aguçaremos a nossa perceção e evitaremos muitos desagravos na sociedade.
CONCLUSÃO
Estamos sempre querendo vencer o mundo, ou seja, sobressair nos afazeres materiais.
É ser o primeiro em determinado desporto, o melhor em determinada arte.
 Mas como precisar a vitória sobre nós, a capacidade de perdoarmos àqueles que foram colocados  nossa volta para serem motivos de nossa melhoria interior?
Humilhar  , dobremos, mortificarmos.
Renunciar à nossa própria personalidade, é culparmos antes de culparmos o nosso próximo, é suportarmos as coisas do destino, sem reclamações e sem outro móvel que não seja a obediência aos ditames do Deus, criador do mundo e das coisas que nos cercam..
Amigos aqui temos muita matéria para meditarmos e pensarmos todos nós e partilhar todos.....
Com um sincero abraço de muita paz este vosso amigo..
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 11 de Março de 2016, 10:47
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e onde sempre continuamos o nosso estudo é com carinho que a todos dou o meu bom dia sereno e vamos comentar este belo texto que aqui vos trago hoje..
Esta bem-aventurança é resultado prático e imediato da Lei de causa e efeito.
A lei de causa e efeito é seguidamente lembrada por Jesus, para que a registemos e tenhamos sempre em mente que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Lembremos alguns ensinamentos de Jesus neste sentido:
“Todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão”.
Mateus 26:52;
“Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão”. Lucas 6:37
“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Mateus 6:12;
“Com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”.
Lucas 6:38
E, aqui, “os misericordiosos obterão misericórdia”.
Existem outras; estas são algumas.
Emmanuel nos aconselha a lembrar da misericórdia dos outros em relação a nós. Quase sempre somos incentivados, nos meios religiosos – no meio espírita em particular – a sermos misericordiosos, a praticarmos a misericórdia, quase sempre com a promessa de recebermos a misericórdia de Deus.
Mas não costumamos lembrar as inúmeras vezes em que nós recebemos a misericórdia dos outros.
Quando os outros suportam a nossa antipatia, o nosso mau humor, a nossa má vontade, as nossas eventuais falhas de caráter, às vezes algum erro grosseiro, uma falta de educação ou atitude covarde.
Quantos erros nós cometemos sem que tenhamos a consciência suficientemente acesa para percebermos estes erros, e, no entanto, outros os percebem e são misericordiosos connosco, sem que nós ao menos tomemos conhecimento disso.
A misericórdia é uma característica que leva à caridade.
Quem age com misericórdia releva os erros alheios por compreender que esses erros são fruto da ignorância.
Rohden explica a Lei de causa e efeito afirmando que quanto mais se dá horizontalmente, mais se recebe verticalmente, ou seja, quanto mais se contribui com o desenvolvimento do próximo, que é o que está à nossa volta, encarnado ou desencarnado, mais se recebe do alto, pois ao darmos de nós mesmos nós nos elevamos vibrações  e ficamos mais próximos da espiritualidade superior.
Deus manifesta a sua infinita misericórdia nos concedendo novas oportunidades através da reencarnação, que é um ciclo de experiências, e através de ciclos menores como os dias e as noites.
Cada novo dia é uma nova chance que Deus nos concede para progredirmos.
Por isso temos que aproveitar cada dia de nossas vidas tentando nos tornar melhores do que fomos na véspera.
Exercendo a misericórdia para consigo mesmo e para com o próximo, o espírito está se alinhando com Deus, está se tornando digno da misericórdia divina.
Amigos vamos meditar e sentir que cada dia é uma nova oportunidade que nos é dada para podermos perdoar............
Com um carinhoso abraço de muita paz este vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 12 de Março de 2016, 10:29
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é com muito carinho que a todos dou o meu bom dia sereno e continuando o nosso Estudo vou colocar um filme para entendermos o valor de perdoar que Jesus tanto  ensinou..........
http://www.youtube.com/watch?v=TKDNv2DoI0k
Humberto de Campos, Espírito, nos conta no livro Boa Nova que depois de difundidas as primeiras pregações de Jesus, os enfermos e derrotados da sorte, enchiam as ruas em turbas ansiosas.
Vinham das aldeias importantes do lago da Galileia como Magdala, Corazim, Betsaida, Dalmanuta, e enchiam as ruas de Cafarnaum, buscando o mestre.
Conta-nos também que Levi, um dos que Jesus convidara para O seguir, que era cobrador de impostos e tinha uma boa situação financeira, foi procurado por um grupo de infelizes que queriam saber mais do Evangelho de Jesus de modo a trabalharem com o Mestre.
Levi achou muito estranho e disse aos infortunados que o novo reino congregaria os corações sinceros e de boa vontade, que desejassem irmanar-se como filhos de Deus.
Mas que poderiam fazer eles na situação em que se encontravam?
E foi apontando as desgraças daqueles que conhecia e com isso justificando a não possibilidade deles neste trabalho.
Os infelizes, cabisbaixos e humilhados, somente então chegaram a reconhecer suas deficiências.
Foram tomados de uma dor sem limites.
Afinal Jesus havia falado tão diferente, com palavras tão carinhosas dissera que seu amor viera buscar os que se encontrassem em tristeza e angústia.
O grupo retirou-se desalentado.
Mas, afinal, Jesus pregaria no monte, quem sabe ministraria os ensinamentos de que necessitavam...!
Logo em seguida, Jesus comparece à casa de Levi e este lhe relata o ocorrido. Jesus, com profundo desvelo, bate-lhe no ombro e diz que precisamos aceitar a colaboração dos vencidos do mundo.
Se o Evangelho é a Boa Nova, como não há de ser a mensagem Divina para os tristes e deserdados na imensa família humana?
Os vencedores da Terra não necessitam de boas notícias.
E Jesus sobe o monte e uma grande multidão de oprimidos o aguarda.
Deixando perceber que se dirigia aos vencidos e sofredores do mundo e como que esclarecendo o espírito de Levi, pela primeira vez pregou as Bem-Aventuranças.
Vendo a multidão, Jesus subiu a um monte, sentou-se e os discípulos o rodearam. Pôs-se então a lhes pregar, dizendo:
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os mansos porque possuirão a Terra.
Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os de coração puro, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sereis quando vos cobrirem de maldições , vos perseguirem e, mentindo, disserem de vós todo o mal por minha causa.
Rejubilai então e exultai, porque grande recompensa vos estará reservada nos céus; visto que assim também perseguiram os profetas, que existiram antes de vós.”
(Mt V. v 1-12)
Pessoas estudiosas da nossa Doutrina e de outras nos dizem que o Sermão da Montanha ou Sermão do Monte seria a nossa Carta Magna.
Se todos os escritos se houvessem perdido, este sermão bastaria, para nos mostrar quem foi Jesus, seria o nosso Código de Moral.
No Sermão da Montanha, além de todos os ensinamentos, temos implícita a lei de causa e efeito, a cada bem-aventurança segue uma consequência para a mesma, mostrando, assim, a justiça e o amor de Deus.
Hoje refletiremos sobre a quinta bem-aventurança.
O que seria ser misericordioso?
Misericórdia: 1.  Sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça, acompanhado do desejo de ajudar ou salvar essa pessoa; compaixão, piedade.
Misericórdia: 2. Ato concreto de manifestação desse sentimento, como o perdão; indulgência; clemência.
Ser misericordioso é compadecer-se das misérias alheias, materiais e espirituais.
No nosso estágio evolutivo, já entendemos as misérias materiais, quando vemos as catástrofes ocasionadas pelos furacões, enchentes, incêndios, terremotos, erupção de vulcão.
Nós entendemos, nos apiedamos quando vemos as estatísticas da fome, do desemprego, falta de moradia, saúde, principalmente quando caminhamos na nossa rua e vemos as filas que se formam para o atendimento no INSS, filas estas onde observamos: mulheres, grávidas ou não, pessoas jovens, idosas, não sabemos por quanto tempo ali esperam.
O que sabemos é que descemos e subimos a rua e a fila continua do mesmo jeito.
Ser misericordioso é condoer -se destas e de muitas outras misérias que vemos no nosso dia-a-dia.
Mas a misericórdia, segundo o dicionário e o entendimento de nossa Doutrina, não é passiva, ela supõe uma ação.
Rodolfo Calligaris, no livro O Sermão da Montanha nos diz:
 É apiedar-se das crianças órfãs ou abandonadas, interessando-se pela sua sorte e contribuindo, como e quanto seja possível, para que tenham um lar que as eduque e prepare para serem úteis a si mesmas e à sociedade, assim como olhamos os velhinhos desamparados, oferecendo-lhes um abrigo onde possam aguardar, serenamente, que a morte venha a libertá-los das vicissitudes terrenas.
Ele ainda fala nas doenças que flagelam a humanidade.
Nos dias atuais temos câncer, AIDS, depressão, acidentes vasculares, entre outras, que também devem despertar em nós sentimentos de piedade.
 Mas uma piedade que não seja a do choro e sim da ação no bem.
“Mas não há como resolvermos os problemas do mundo”!
 Nós sempre dizemos isto.
Não é preciso que resolvamos tudo, mas que façamos aquilo que está ao nosso alcance.
Nós já sabemos o quanto a oração ajuda, quanto de benefícios traz uma palavra, um abraço, uma visita.
Façamos, então, a nossa parte, aquilo que nos é possível.
Já temos o conhecimento de que todas as ações nossas resultarão em uma reação.
O próprio Sermão da Montanha apresenta isto de forma clara.
Então, deixemos de lado as nossas desculpas :
Não tenho tempo, Não sou capaz,
Não gosto de ver tristeza,
 Vou fazer quando me aposentar,
 Vou deixar para a próxima encarnação.
Se eu faço alguma coisa, outro também, mais outro, acaba acontecendo uma mudança, que progredirá.
 Assim mudaremos o planeta.
É preciso começar.
Não importa quem vai me seguir, eu devo fazer a minha parte.
Mas além das misérias físicas, temos as morais, caracterizadas pela imperfeição humana, talvez as mais difíceis de agirmos com misericórdia.
Não percebemos as nossas imperfeições:
Temos a grande facilidade de nos desculparmos: nosso temperamento é assim, temos que cobrar porque também somos cobrados, nossa sinceridade em primeiro lugar, e por aí afora.
Percebemos as imperfeições alheias:
Geralmente tudo o que desculpamos em nós ou nos nossos, conseguimos perceber como imperfeição nos outros.
Não nos perdoamos:
Muitas vezes percebemos nossas limitações, mas ficamos remoendo, gerando culpa. Mas não mudamos a situação, que seria a de nos perdoarmos, seguindo em frente com novas atitudes e ressarcimento daquilo que fosse possível.
Não perdoamos o outro:
Se não sabemos nos perdoar, dificilmente conseguiremos ter essa atitude para com o nosso próximo.
Nos detemos em julgamentos.
E os Espíritos, através de Kardec em o ESE, nos dizem que a misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico.
 Ainda nos dizem que ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.
Há dois modos de se praticar o perdão:
Um grande, nobre, generoso, sem pensamento oculto, evita ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter.
Outro em que o ofendido impõe condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita em vez de acalmar.
Se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação afim de poder dizer a todos: vede como sou generoso.
 É impossível uma reconciliação sincera nestas condições.
Não há generosidade, mas orgulho.
Os misericordiosos alcançarão misericórdia, disse Jesus.
Aquilo que fizermos aos outros, receberemos, essa é a lei.
Sabendo que ainda somos Espíritos em seu começo evolutivo, muito precisamos da misericórdia alheia, daí termos que ser muito misericordiosos.
E encerrando a nossa historia...
Quando Jesus terminou, algumas estrelas já brilhavam.
Levi sentiu uma emoção diferente, compreendera a lição do Mestre.
Observou as filas que se retiravam e entre as pessoas estava o grupo que o procurara, que saia abraçado, com uma expressão de ventura.
Aproximou-se dele e os saudou.
No dia imediato abriu as portas de sua casa a todos os convivas daquele dia memorável
Jesus participou da festa, partiu o pão e se alegrou com eles.
E quando Levi abraçou o aleijado, com a sinceridade de sua alma fiel, o Mestre o contemplou enternecido e disse:
Levi, meu coração se rejubila hoje contigo, porque são também bem-aventurados todos os que ouvem e compreendem a palavra de Deus.!....
Amigos vamos meditar que este texto nos faça sentir o grande valor de Perdoar ..........
Com um grande abraço de muita paz este vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 13 de Março de 2016, 10:31
Amigos de devotados companheiros deste cantinho onde continuamos o nosso Estudo é com muito carinho que lhes dou o meu bom dia sereno e vamos meditar neste belo texto..........
Explique porque Jesus falou que os misericordiosos alcançarão misericórdia.
Ele dá importância à aplicação da lei de causa e efeito nos nossos atos diários, ou seja, que tudo o que fizermos, voltará para nós mesmos.
Que temos que compreender o nosso companheiro mais problemático, causador de contrariedades, pois também nós muitas vezes necessitamos de compreensão.
Esse é o sentido do perdão: perdoar porque todos também precisaremos ser perdoados.
Senhor, quantas vezes poderá pecar o meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Até sete vezes?
(Mateus VI: 14, 15)
Quantas vezes temos que perdoar?
Até sete vezes?
Quando o apóstolo Pedro pergunta isso a Jesus, o Mestre responde que até setenta vezes sete.
Assim, ele nos ensina que a necessidade do perdão é infinita e que não existe uma quantidade para fazermos este ato.
Só a nossa limitação e a falta de paciência é que vão limitar a quantidade de perdão que iremos distribuir.
Podemos salientar que a quantidade não é tão importante, pois não iremos contar, mas o mais importante é a qualidade do perdão.
 Não adianta perdoar sem esquecimento do fato gerador, ou perdoar com sentimentos negativos ou desejando o mal para a pessoa "perdoada".
O verdadeiro perdão requer o esquecimento emocional do fato.
Podemos até lembrar dos atos passados, mas como aprendizado, sem gerar sentimentos de mágoas ou ódio.
Conserta-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao Juiz, e que o Juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia.
(Mateus V: 25,26)
Jesus pede nesta passagem para reconciliarmo-nos sem demora com o nosso adversário enquanto estivermos a caminho com ele.
E isto a Doutrina Espírita explica completamente.
Jesus fala da reencarnação, pois temos que aproveitar esta oportunidade na matéria sem deixarmos nenhuma mágoa e ódio para ser resolvido em vidas futuras.
Mostre a importância de nos esforçarmos para o perdão, mesmo que não tenhamos sido os culpados no desenrolar do problema.
É literalmente engolir nosso orgulho, para aplacarmos o sentimento negativo. Conseguindo isso dentro de nosso ser, o adversário transitório também será afetado, e todos poderão, cedo ou tarde, receber os benefícios do esquecimento do mal ocorrido.
Portanto, se estás fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta.
(Mateus V: 23, 24)
Conforme Jesus, o sacrifício mais agradável a Deus não é vir ao Centro Espírita ou mesmo ir fazer caridade junto a algum necessitado.
Antes de fazermos tudo isto é necessário reconciliarmo-nos com o nosso adversário.
Pois não adianta nada aprendermos o Evangelho e a Doutrina Espírita, se estes ensinos não são praticados no momento das dificuldades.
Jesus nos fala para sermos humildes, pacientes e misericordiosos.
A oferta verdadeira do espírita, não é aquela que podemos fazer com simples atos materiais ou exteriores, mas sim aquela que exige uma modificação espiritual, com atos de reflexão íntima e em favor do próximo.
 Lembre ao ouvinte que sempre o maior beneficiado com o perdão somos nós mesmos.
Por que vês tu, pois, o cisco no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão:
 Deixa-me tirar-te do teu olho o cisco, quando tens no teu uma trave?
(Mateus VII: 3)
Aqui, o Mestre nos alerta para o cisco que vemos no olho do irmão deixando de enxergar a trave que temos no nosso olho.
Simboliza os pequenos defeitos que reparamos nos outros, esquecendo-se das grandes imperfeições que somos portadores.
 Somos juízes severos para os outros, mas complacentes para connosco mesmos. Nesta frase, Jesus condena a maledicência e o pensamento maléfico.
 Alerte, porém, que o Senhor não condena o estudo e a análise dos defeitos e das imperfeições nossas e dos outros, quando isso visa o aprendizado.
Para combatermos o mal, temos que conhecê-lo.
 E, portanto, discutir seus efeitos não é errado.
 Mas quando formos alertar um irmão que está no erro, temos que agir com um verdadeiro sentimento de caridade e benevolência, e não com uma superioridade moral que muitas vezes não temos.
Conclusão
Grande parte da obra evangélica e da Doutrina Espírita diz respeito ao relacionamento humano.
Procura nos informar sobre a grande necessidade de aprendermos a nos relacionar melhor com os companheiros de vida.
E para isto temos que questionar os nossos atos diários, aferindo se eles são benéficos ou maléficos, e assim chegarmos a uma importante conclusão: a de sempre utilizar uma lei de comportamento deixada por Jesus.
Diz ela:
 Fazei ao próximo aquilo que quereis que o próximo faça a você.
Com esta prática, iremos nos colocar sempre no lugar da pessoa que irá receber o nosso ato ou as nossas palavras.
Se gostarmos do que ouvimos ou sentimos, estaremos fazendo o bem.
Se não gostarmos, com certeza estaremos praticando o mal, e consequentemente iremos receber a consequência disto............
Amigos meditemos e o Perdão é sempre muito importante pois não podemos Amar sem primeiro Perdoar.......
Com um abraço sincero de muita paz este vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 14 de Março de 2016, 11:09
Amigos e dedicados companheiros deste cantinho onde sempre temos o nosso estudo é com muito carinho que a todos saúdo com o meu bom dia sereno de muita paz e vamos entender que só pelo Amor conseguimos que o Perdão seja sincero e compreender a  misericórdia de Deus para com todos...........Vamos meditar neste filme e sentirmos o grande Amor que Jesus nos ensina............
http://www.youtube.com/watch?v=BiBmKvsC1dE
O que é misericórdia:
A palavra tem a origem latina, formada pela junção “miseris” (ter compaixão), e “córdia”(coração). Assim sendo é o mesmo que ter compaixão de coração, sentir exatamente o que o outro sente.
Ser indulgente, paciente, tolerante..etc..e lembrar sempre que na maiorias das vezes somos nós mesmo que precisamos de perdão.
Senhor, quantas vezes poderá pecar o meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe?
 Até sete vezes?
Nosso mestre nos ensinando que nosso perdão é infinito, só a nossa falta de paciência, tolerância é que vai limitar a quantidade.
A quantidade nem tem tanta importância, mas sim a qualidade.
Não adianta perdoar com sentimentos negativos.
Requer o esquecimento emocional do fato. podemos até nos lembrar, mas como aprendizado, sem gerar mágoas, tristezas ou ódio…
Conserta-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia.
Aqui Jesus nos orienta para que possamos nos reconciliar sem demora com nossos adversário enquanto estivermos junto a ele.
E isto a doutrina espirita explica por completo quando fala da reencarnação ,oportunidade essa onde temos que aproveitar o máximo, não deixarmos nenhuma mágoa para se resolver em vidas futuras.
Cabe a nós o esforço, engolir nosso orgulho, mesmo que não tenha sido nós os culpados do problema, quando realmente conseguimos de coração isso, nosso adversário transitório também é afetado e cedo ou tarde receberemos os benefícios do mal esquecido.
Portanto, se estás fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta.
Jesus nos orientando que o sacrifício mais agradável a Deus não só vir ao centro espírita ou mesmo fazer caridade junto a algum necessitado.
Sem antes nos reconciliar com nosso adversário. Pois não adianta aprender e não colocar em prática os ensinamentos, nos pede então a modificação e humildade em favor do próximo.
Por que vês tu, pois, o cisco no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: deixa-me tirar-te do teu olho o cisco, quando tens no teu uma trave?
Simboliza os pequenos defeitos que reparamos nos outros, esquecendo das grandes imperfeições da qual somos portadores.
Somos juízes severos com os outros, mas complacentes connosco. Jesus também condena a maledicência e o pensamento maléfico.
Não é condenável o estudo e a analise dos defeitos e das imperfeições nossas e dos outros, quando se visa o aprendizado.
Pois para combater o mal é preciso conhecê-lo.
E se por ventura formos alertar um irmão que está no erro, haja com benevolência, com sentimento de caridade e não mostrando uma superioridade moral que muitas vezes não temos.
Conclusão
Grande parte da obra evangélica e da doutrina diz a respeito ao relacionamento humano.
Nos informando a grande necessidade de aprendermos a nos relacionar com nossos companheiros de vida.
E assim temos que nos questionar sempre nossos atos diários, se eles são benéficos ou maléficos.
E isso se faz somente quando aplicamos a máxima: fazei ao próximo aquilo que quereis que o próximo faça por  nós.
O errar está na natureza humana;
O amar e o perdoar estão na natureza divina.
Consciência e responsabilidade.
Amigos e companheiros como seria bom todos entender estas maravilhas que nos são colocadas para meditarmos e também partilhar que pensam............
Companheiros vamos todos dar as mãos e fazer deste Estudo uma partilha de vida de cada um de nós.....
Com um forte e carinhoso abraço de muita amizade este vosso companheiro e amigo.
[attach=1]
Manuel Altino
 










Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: Antonio Renato em 15 de Março de 2016, 00:40
Meu irmão altino e demais participantes deste estudo. O tema para estudo deste mês, está
contido nas bem-aventuranças ditas por Jesus, é de uma certa forma instigante, pois nos
coloca em xeque por assim dizer. Será que somos verdadeiramente misericordiosos para
com os necessitados, perdoar aquele que nos tenha ofendido, mesmo que ele continue e
não guardar dele nenhum rancor. Jesus foi inquerido quando foi perguntado: senhor, devo
perdoar sete vezes ao meu irmão, como resposta disse ele: sete não, setenta vezes sete, a
isto quer dizer que, enquanto houver um sentimento de mágoa ou rancor com relação ao
nosso irmão, ainda não o perdoamos. A ofensa pode e deve ser na verdade um teste a
capacidade de sermos indulgentes e misericordiosos para com os nossos irmãos.
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 15 de Março de 2016, 11:39
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e harmonia é com muito carinho que lhes dou o meu bom dia sereno de muita paz e vamos continuar a meditar no Perdão e quantas vezes devemos perdoar, para isso trago aqui um filme que nos ensina e relembrarmos as palavras de Jesus no Sermão da Montanha............
http://www.youtube.com/watch?v=iU-SnjSZe1o
Meditemos nestas palavras e vamos fazer uma Reforma Intima a cada um de nós....pois não basta dizer e apregoar é muito importante a fazermos na nossa vida...
Perdoai Para Que Deus Vos Perdoe
1. Bem-aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia. (Mateus, V:7).
Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados.
Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados.
(Mateus, VI:14-15).
Se teu irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão.
Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe?
Será até sete vezes?
Respondeu-lhe Jesus:
Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.
(Mateus, XVIII: 15, 21, 22).
A misericórdia é o complemento da mansuetude, pois os que não são misericordiosos também não são mansos e pacíficos.
Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.
 O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza.
O esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas, que pairam acima do mal que lhe quiseram fazer.
Uma está sempre inquieta, é de uma sensibilidade sombria e amargurada.
A outra é calma, cheia de mansuetude e caridade.
Infeliz daquele que diz:
Eu jamais perdoarei!
Porque, se não for condenado pelos homens, o será certamente por Deus.
Com que direito pedirá perdão de suas próprias faltas, se ele mesmo não perdoa aos outros?
Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que se deve perdoar ao irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete.
Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar.
Uma é grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem segunda intenção, tratando com delicadeza o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, mesmo quando a culpa foi inteiramente dele.
A outra é quando o ofendido, ou aquele que assim se julga, impõe condições humilhantes ao adversário, fazendo-o sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar.
Se estende a mão, não é por benevolência, mas por ostentação, a fim de poder dizer a todos: vede quanto sou generoso!
Nessas circunstâncias, é impossível que a reconciliação seja sincera, de uma e de outra parte.
Não, isso não é generosidade, mas apenas uma maneira de satisfazer o orgulho.
Em todas as contendas, aquele que se mostra mais conciliador, que revela mais desinteresse próprio, mais caridade e verdadeira grandeza de alma, conquistará sempre a simpatia das pessoas imparciais.
Culpa, perdão e auto perdão
A excelência do sentimento do perdão saiu das hostes da religião e adentrou nos conceitos terapêuticos da psicologia e da medicina.
 Ninguém mais tem dúvidas de que a sanidade mental e o equilíbrio emocional têm raízes profundas no indivíduo que consegue exercer e receber o perdão.
Desta forma, somos chamados diariamente a praticar o perdão no lar, no trabalho, no convívio social, nas pequenas coisas do quotidiano para que, quando necessário, possamos utilizá-lo nas grandes mágoas.
É como o treinamento de um atleta de alta performance: muito exercício para atingir as grandes vitórias.
O prefixo PER significa ao todo, total;
DOAR, dar.
 Doar, totalmente, esforço para amar um pouco mais.
Se alguém pisar no seu pé, sem querer, é relativamente fácil perdoar, mas se pisar no pé que está com a unha inflamada, cuja dor é muito superior, precisará de um esforço maior ainda...
Às vezes o perdão é quase instantâneo, também pode demorar algumas horas, dias, meses, anos, séculos, algumas reencarnações.
Mas se entender que o perdão é inevitável à conquista da paz, da felicidade, peça fundamental na evolução do ser, e que sem o perdão sempre haverá pendências que mais cedo ou mais tarde deverão ser sanadas, o indivíduo, racionalmente, empreenderá todos os esforços para atingir este intento.
No capítulo 10 de O Evangelho segundo o Espiritismo (Bem-aventurados os misericordiosos), o apóstolo Paulo afirma:
Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo.
Perdoar aos amigos é dar-lhes prova de amizade.
Perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor do que antes.
Perdoai, portanto, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe...
Quando estamos perdoando o outro, estamos também exercendo o auto perdão; um é consequência do outro, porque somos com o outro como somos connosco mesmo.
Alan Kardec indica, no livro O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo, a psicoterapia do perdão e auto perdão: arrependimento (dar-se conta que errou), expiação (desconforto e sofrimento moral pelo equívoco) e reparação (o ato final, a corrigenda do erro).
O verdadeiro perdão sempre envolve atividades reparadoras.
Mágoas, culpas e ressentimento servem como alerta, um despertador avisando que alguma coisa na nossa conduta está equivocada.
Quando não trabalhados com a tolerância e o perdão, trazem como consequências transtornos psiquiátricos ou doenças físicas.
Emanuel, na obra Pronto Socorro, nos diz que o remorso é um lampejo de Deus sobre o complexo de culpa que se expressa por enfermidade da consciência.
Como você se vê no futuro?
Como afirmou Pierre Dac, líder francês da resistência nazista da Segunda Grande Guerra Mundial, o futuro é o passado em preparação.
Que passado queremos ter daqui a 20, 30 anos ou na dimensão espiritual ou nas próximas reencarnações?
Vale a pena investir no perdão consigo mesmo e com o outro para que o remorso e o arrependimento não sejam nossos companheiros no futuro...........
Amigos como podemos entender o importante é saber como perdoar sempre........
Com um carinhoso abraço de muita paz este vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: Antonio Renato em 15 de Março de 2016, 16:33
Meu companheiro de caminhada lconforjr, ninguém, nem escola nenhuma nos ensina
"como fazer", nós somos induzidos por uma força que vem do nosso íntimo a fazer,
amar por exemplo: Não há explicação para este sentimento, ele nos vem simplesmente
sem que se faça qualquer esforço. Ser misericordioso e indulgente, não nos é ensinado
como sê-los, é da nossa natureza ter esses sentimentos, ser bom, caridoso, solidário,
quem nos ensina?  então para mim esse seu questionamento de "como fazer" perde
um pouco de sentido. Meu irmão estudioso de religiões e Doutrinas, lconforjr, acredito
ser você da área médica, responda para mim: Há uma explicação para ter medo, receio,
seja o nome que possa dá, pois todos nós temos esses sentimentos. Há uma explicação
para o amor que uma mãe tem pelo filho ao ponto de dá a sua vida pela dele, e isto em
muitas vezes acontece em um parto de uma gravidez de risco, onde essa mãe pede ao
médico que salve a vida do seu filho e não a dela, você me responderia a esses meus
questionamentos?
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 17 de Março de 2016, 11:07
Amigos e companheiros deste maravilhoso cantinho de muita é com grande alegria que os saúdo com um bom dia caloroso e sincero e partilho com todos este filme sobre o Perdão que é real e me fez emocionar quando alguém Perdoa a forma que aquele homem perdoou.....é assim que todos devíamos ser ......perdoar sempre pois é nesse perdão que fica a grande misericórdia de Deus para com todos nós.......
http://www.youtube.com/watch?v=3VbMsiefHOQ
misericórdia de Deus é infinita, mas não é cega.
O culpado que ela atinge não fica exonerado, e, enquanto não houver satisfeito a justiça, sofre a consequência dos seus erros.
Por infinita misericórdia, devemos ter que Deus não é inexorável, deixando sempre viável o caminho da redenção.
A vida é amor e a lei é justiça, no entanto, por marco de ação entre, a Divina Providência colocou entre ambas a fonte da misericórdia, assegurando o equilíbrio.
 O amor sabe que, sem justiça, a estrada mergulharia no caos, e a justiça reconhece que, sem amor, a meta se perderia nas tramas do ódio.
A Misericórdia está dentro de nós.
Fácil constatar.
Basta que quando venhamos ser chamados para apresentarmos alguma decisão, prestemos atenção aos reclamamos do nosso subconsciente.
Em todos nós, espíritos normais, sempre nos vêm a ordem de fazermos o bem.
Decidirmos por tornar útil as nossas decisões.
Esta é a Misericórdia que está dentro de nós, que nasceu connosco quando DEUS nos criou.
Portanto, perdoarmos os nossos irmãos é uma condição natural dos nossos espíritos.
Entretanto, as  da convivência, que muitas vezes chegam até nós em termos agressivos e nos coloca em posição de defesa e que direciona as nossas ações para fora dos reclamamos do nosso condicionamento natural de fazermos o bem é, também, uma constante neste mundo de provas e de expiações.
Por isso, precisamos entender que a Lei Divina nos impõe uma dose de sacrifício, para conseguirmos ser Misericordiosos.
Aqueles que costumam praticar diariamente, agindo com Misericórdia, por certo, não serão atingidos pela dor do sacrifício, pois o estado espiritual já se elevou o suficiente para pairar por sobre tudo e, inclusive, pelo prazer de agir dentro dos preceitos das leis de Deus, do Evangelho que Jesus nos ensinou.
Perdoar, assim como, agir com misericórdia diante da ignorância dos nossos irmãos, para este tipo de espírito é uma satisfação que o faz viver na vibração do bem e está imune, por isso, às vicissitudes da vida que faz o espírito comum sofrer.
Não julga para não ser julgado.
Acredita na sua Misericórdia como agente objetivo da paz entre os homens, e sabe que no contexto do mundo em que vivemos, a maioria dos espíritos precisam aprender muito ainda. Reconhece que ele próprio e todos os seus irmãos são imperfeitos.............
Queridos amigos como seria bom meditarmos nestas palavras e as comentarmos para todos nós que precisamos de evoluir sempre..............
Amigos com um grande abraço de muita paz esta vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: Anton Kiudero em 17 de Março de 2016, 12:41
Jamais perdoe!

Jamais perdoe uma ofensa. Perdoar é muito difícil. Temos que retirar um peso enorme, uma pedra, que nos sufoca e dói. E como gostamos de sofrer... sofrendo, os outros nos fazem um afago e dizem “tadinho, foi ofendido...”

E se conseguirmos assim mesmo tirar o pedregulho e dizer “perdoamos”, ainda assim dizemos lá no fundo, “perdoo a tua safadeza”. E consideramos o ofensor, unicamente um “salafrario”.

E é por isto que insisto em dizer, JAMAIS PERDOE, porque é muito dolorido ter que conviver com um salafrário pelo resto da vida. E além do mais, deixar de receber qualquer afago por isto...

Mas para não perdoar devemos primeiro entender porque somos ofendidos.

Quem é o ofensor, o salafrário?

É alguém que cruzou nosso caminho e cometeu a enorme ofensa de nos atingir em uma das seguintes coisas:

Destruiu, tirou, levou, apropriou-se, furtou ou roubou algo material que sentíamos como “nosso”, propriedade absoluta e indiscutível, que nos custou muito ou pouco, mas é nosso...

E a “perda” deste objeto material nos fez doer o coração.

Traiu ou fez com que alguém que consideramos como nosso, traísse a nossa compreensão do que deveria fazer. Alguém agiu de forma contrária ao que gostaríamos que agisse.

E esta “traição” de alguém possuído nos fez doer o coração.

Contradisse algo que pensamos seja o certo e o correto. Disse, por exemplo, que o que pensamos está errado. Aliás talvez tenha mesmo dito que não existe o certo e o errado, o melhor e o pior, o espírito e a matéria. Diz que é igual, a religião que é de Deus e o ateísmo que é do diabo. Que o livro “tal” que nos sustenta a mente, a conduta e os sentimentos não contém toda a verdade. Que Hitler e Gandhi eram iguais (e também Saddam Hussein e Madre Teresa). É aquele que torce por um farrapo colorido enquanto torcemos por outro, no futebol, na política e na guerra.... É aquele que afirma que tudo o que existe é uma percepção e, portanto, uma ilusão pessoal.

E esta perda de nossas “verdades” nos fez doer o coração.

Então chegamos a um ponto comum. O salafrário é alguém que de alguma forma nos fez doer o coração. Mas como? É só isso? Mas o salafrário é um salafrário, oras!

Pode ser que para você ele seja um salafrário porque fez doer o seu coração. O que em outras palavras significa que ele é um salafrário para você. Um salafrário particular, só seu, que você criou e com isto ficou ofendido e ao sofrer pode sentir o doce afago dos “amigos” quando dizem: “tadinho, foi ofendido pelo seu salafrário particular e individual…” e que continuam tão “amigos” como antes de seu salafráriozinho, porque não foram ofendidos por ele...

Então temos um problema. O salafrário não é um salafrário. Porque para ser um verdadeiro, absoluto e indiscutível salafrário, deveria ser para todos, sem exceção e durante todo o tempo. Meio salafrário é como uma mulher meio-grávida, não existe.

E se não existe o salafrário absoluto devemos procurar a canalhice não fora de nós, no “outro” que nos “ofendeu”, mas em nós mesmos que percebemos o “outro” como “ofensor”. E compreender porque nos sentimos ofendidos.

E para isto temos que compreender que as três causas apontadas acima para que criássemos em nossa mente a figura do ofensor foram geradas unicamente por nós mesmos. E que foram consequência de nosso sentimento de “posse”.

Possuímos as coisas materiais e se alguém as tira de nós, sofremos. Não pelo objeto e sim por nosso sentimento em relação ao objeto.

Possuímos as pessoas, os sentimentos das pessoas, e se há alguma modificação neste sentimento, sofremos. Não pelo outro, mas por nosso sentimento de “perda” do sentimento alheio (ou o que imaginamos fosse o sentimento alheio).

Possuímos o saber, os conceitos. E se alguém nos contradiz, sofremos. Não pela alteração que um conhecimento diferente possa causar no mundo, mas pela nossa sensação de sentirmos que alguém nos fez ver que estamos “errados” e não mais “certos”.

Resumindo, sofremos apenas porque insistimos em possuir, coisas, pessoas e conhecimentos. E em consequência de nossa posse passamos a criar e cultivar os ofensores e os salafrários privativos de cada um.

Visto assim, podemos resolver a questão do perdão afirmando simplesmente, “não perdoe, mas jamais se “sinta ofendido” e, portanto, não tenha a quem perdoar”. Não existem salafrários universais de plantão só para lhe ofender, a não ser em sua mente.

No entanto ainda resta um aspecto a considerar. É o fato de que sempre, a cada instante, existe algum “outro” nos agredindo em uma das três áreas acima. E a cada instante somos chamados a criar mais um salafrário particular e individual. E mesmo se nos desligarmos das “posses” e, portanto, não sentirmos as ofensas, algo dentro de nós nos dirá a cada instante: “está havendo uma tentativa de ofensa” e neste momento devemos sempre, agradecer a Deus pela oportunidade de passar por mais esta prova. Prova, como todas, criadas por Deus unicamente para nos permitir testar-nos, verificar se conseguimos superar a posse e a tendência a criar salafrários particulares.

Porque o ilusório salafrário que ilusoriamente nos ofendeu e a quem não temos o que perdoar por que simplesmente não houve ofensor, ofensa e ofendido é o enviado divino que indica o caminho de nossa evolução.

Cada um é soberano em seu reino particular, para passar por suas provas com Deus ou sem Deus e nisto consiste todo o livre arbítrio do ser humano.

Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: Anton Kiudero em 17 de Março de 2016, 12:44
Perdoa sempre!

Afirmei antes “Jamais perdoe!” e complemento agora “Perdoa sempre!”.

O que parece antagônico não é. A diferença entre o “jamais” e o “sempre” é apenas uma das ilusões que carregamos, nada as distingue, ambos são infinitos e, portanto, divinos.

E não apenas perdoa, mas principalmente, ama o seu salafrário particular, individual e privativo. Ama-o como amas a ti mesmo.

Porque este teu salafrário particular, individual e privativo, só teu, é o teu irmão mais querido, que o Pai permitiu fosse colocado em teu caminho para te dar a oportunidade de exercitar o amor. Você, o teu salafrário particular, individual e privativo, só teu, e todos os demais, conhecidos ou não, aparentados ou não, são irmãos. Irmãos verdadeiros e não aquilo que, na ilusão, imaginas ser “irmão”.

A escola das provas da vida se incumbe de destruir todas as ilusões que criamos. Os que denominamos de “amigos” serão sempre, em algum momento, candidatos a salafrários particulares, individuais e privativos, bastando para tal que deixem, por um instante, de agir, sentir ou pensar da maneira que queres que ajam, sintam ou pensem.

Os pais, filhos, irmãos e parentes, igualmente. Se por um instante deixam de cumprir o que imaginas ser a “imagem” de pais, filhos, cônjuges, irmãos e parentes, também eles em algum instante se transformarão em salafrários particulares, individuais, privativos e além do mais, íntimos...

Os “amigos”, os que concordam com tudo o que dizes e fazes, são na verdade os teus inimigos verdadeiros. Embalam-te no doce sonho do afago. Concordam com alegria e entusiasmo com tudo o que fazes, sentes ou pensas... fazem crer que as ilusões que cultivas são realidades... nada mais fazem que escancarar a imensa porta que se abre a teus pés e que seguramente será transposta...

Por outro lado, os salafrários particulares, individuais, privativos e às vezes, até íntimos, são os teus maiores amigos. Mostram-te a cada passo o “nada” que és. Destroem tua confiança no ser humano... destroem tua confiança nos relacionamentos humanos... destroem tua confiança nas instituições humanas... destroem e trituram teus apegos, desejos e paixões... destroem tuas vestes e carnes enquanto laboriosamente procuras a porta miúda, estreita e semioculta que está a tua espera há milênios e que deves transpor, se quiseres evoluir.

Portanto perdoa sempre aos teus amigos, conhecidos e desconhecidos que agem, sentem ou pensam como gostas que o façam. Perdoa-os sempre por serem como são. Estes mesmo que sem o saber, aprisionam o teu espírito às esferas escuras das paixões e ilusões. Perdoa-os sempre, porque é perdoando-os que aprenderás a perdoar-te, pois és apenas um destes “amigos”.

Aliás o maior de todos os teus “amigos”.

“Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; e assim os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.”
(Mateus 10 35/37)
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 18 de Março de 2016, 10:44
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e onde sempre debatemos o tema mensal para todos com muito carinho o meu bom dia de muita paz e as boas vindas ao nosso amigo Anton Kiudero pela contribuição para o tema e vamos meditar mais um pouco como muitas vezes o perdão nos torna mais livres........
http://www.youtube.com/watch?v=XCJuVAZU95w
Bem-aventurados os misericordiosos
Começamos, então, entendendo o significado da palavra MISERICÓRDIA que na verdade é uma junção de 2 palavras que vêm do latim:
Cordis que quer dizer coração, Miserere  que remete a dor, ao sofrimento, à penúria.
Misericórdia significa, portanto, sentir - com nosso coração- o sofrimento do outro.
Jesus nos recomendou no Sermão do Monte que exercitássemos esta virtude, quando afirmou, em meio às bem-aventuranças, que “os misericordiosos receberão as bênçãos dos céus.”
Rodolfo Calligaris, no livro sobre este mesmo Sermão, explica que o misericordioso é aquele que se compadece da miséria alheia, seja ela miséria material, na forma de indigência, de abandono, de enfermidade; ou miséria espiritual, caracterizada pelas mil e uma facetas da imperfeição humana.
Diz, ainda, que ser misericordioso é suportar cristãmente os defeitos daqueles que nos rodeiam, habituando-nos a fazer aos outros, aquilo que gostaríamos que eles nos fizessem.
Então, se pensarmos nos dias atuais, o que menos temos visto são atitudes misericordiosas de uns para com os outros.
Ao contrário, a sociedade em que vivemos está repleta de situações e exemplos que demonstram a falta desta virtude.
A vida extremamente competitiva que levamos, faz com que esqueçamos de demonstrar misericórdia pelos familiares, amigos, companheiros de trabalho, que sempre estão próximos a nós; que dirá dos que são mais distantes!
Sem falar que, diariamente, são divulgados casos de homofobia, racismo, etnocentrismo, machismo,
São tantos os tipos diferentes de preconceito e discriminação, que até já foi criado um método para medir o grau de intensidade que ocorrem, sabiam disso?
É conhecido como Método Allporte – que vai desde o nível 1, onde ocorrem as piadas estereotipadas, até o nível 5, que qualifica os casos de extermínio.
E o que está por trás de todas estas atitudes infelizes? 
É a tendência do homem em não aceitar o diferente.
Há um conto, escrito pelo jornalista da FSP e académico Carlos Heitor Cony, que explica bem o problema em aceitar o diferente.
É sobre um menino que usava longas meias vermelhas.
Era um garoto triste.
Na escola não tinha amigos e por isso mesmo, na hora do recreio, ficava afastado dos colegas. 
Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas.
Um certo dia, o cercaram e lhe perguntaram porque só usava aquelas meias, e o menino explicou, com simplicidade, que em seu último aniversário, a mãe o levou ao circo.
Colocou as meias vermelhas, mesmo com o garoto reclamando que todos iriam rir dele.
Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para fazer aquilo.
Caso ele se perdesse, seria muito mais fácil reconhecer o filho se ele usasse as chamadas meias. 
Os colegas dizem que ele não estava mais num circo, porque não tirava as meias e as jogava fora?
Foi então que o menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar cheio de lágrimas, e explicou  que sua mãe havia abandonado a casa, tinha ido embora.
 Por isso ele continuava usando as meias vermelhas.
Assim, quem sabe, quando a mãe passasse por ele, em algum lugar por aí, iria reconhecê-lo e o levaria com ela.
Naquele momento, os garotos da escola sentiram misericórdia pelo colega, sentiram com o seus corações duros o sofrimento do menino e pararam de o importunar.
Este conto, muito sugestivo, nos traz através de uma imagem atual, um problema que é secular: o quanto somos intolerantes a uma pequena diferença.
Sem tolerância não nos suportamos.
É ela que abre as portas para o entendimento, que nos permite olhar o outro por um ângulo novo.
Mas para que possamos viver em paz com o diferente, precisamos da misericórdia, é essa virtude que nos faz senti-lo com o coração, renovando nossas emoções e sentimentos em relação a ele.
Os Sábios Espíritos da Verdade, que auxiliaram na codificação de nossa doutrina, compreendiam a necessidade do homem de desenvolver urgentemente esta virtude, por isso instruíram Alan Kardec para organizar no E.S.E., um capítulo inteiro dedicado a Misericórdia.
Quando profundamos seu estudo, percebemos o quanto ainda temos que caminhar!
E, entre os itens apresentados ali pelo codificador, encontramos uma importante reflexão a respeito de uma indagação de Jesus.
O Mestre nos pergunta:
 “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não vês a trave no teu olho?”. Porque vemos o mal alheio antes de termos a certeza do mal que nós ainda praticamos?
Kardec explica que por trás dessas atitudes intolerantes está o orgulho, que tem como um dos efeitos mais inconfessáveis a nossa falta de habilidade para conviver com o brilho dos êxitos alheios.
Alan Kardec teve o ensejo de destacar, no item 10 desse capitulo, disse:
“Como poderá um homem presunçoso, que acredita na importância de sua personalidade e na supremacia de suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ao outro o bem em vez do mal?”
O orgulho turva a nossa visão, nos ilude com as fantasias do nosso ego, fazendo-nos achar sempre que somos melhores.
Mas como disse Jesus:
“Quem tem olhos de ver, vê o bem em toda a parte, não é?
Os que já podem ser chamados de  misericordiosos, têm os olhos voltados para a boa parte das pessoas, para a beleza da vida; sabem extrair luz dos acontecimentos e das atitudes humanas.
Aliás este é o fundamento da psicologia de Jesus, o maior psicólogo que existe, a valorização dos potenciais da alma, por meio da tolerância mútua e incondicional.
Era assim que Jesus agia.
Quem se interessa em conhecer Sua vida, vê o quanto ela é rica em exemplos de estímulo, incentivo, desapego de julgamentos, bondade, acolhimento e misericórdia com todos os que passaram em seu caminho.
O Mestre mantém seu olhar na luz que está depositada em cada um de nós.
Um exemplo disso foi o que ocorreu no caso da Pesca maravilhosa, marrada por Lucas no capitulo 5 de seu Evangelho.
Tendo Simão Pedro trabalhado a noite inteira sem nada pescar, Jesus lhe incentiva a continuar tentando e, vendo a persistência do pescador, que acaba enchendo sua rede aos olhos do Senhor, Jesus chama-o então para ser um pescador de homens.
Naquela ocasião Jesus demonstra o princípio das relações saudáveis: tornar nossa mente capaz de selecionar a luz e a beleza que cada criatura carrega dentro de si. No caso, Ele não ressaltou os erros do pescador, não o criticou, nem julgou, apenas incentivou, demonstrou misericórdia ao ver as dificuldade com Seu coração amoroso.
Se O queremos ter por nosso modelo e guia, precisamos aprender com seus exemplos.
Encontramos importantes lições evangélicas, como o perdão da ofensas, a reconciliação com os adversários, a questão dos julgamentos, a prática da indulgência, que precisamos praticar o quanto antes, se queremos ser misericordiosos e alcançar o quanto antes a misericórdia do Pai.
Vamos por nos esforçar  nos conduzir na vida, tendo por norma os preceitos cristãos, para que, transformados, possamos de fato fazer algo em favor do nosso próximo.
Amigos com um grande abraço carinhoso de muita paz este vosso amigo.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Março de 2016, 15:41
Meus irmãos de estudo vejam com o texto do nosso irmão Altino é enriquecedor para o
nosso estudo. A todo instante, mesmo não querendo, colocamos em evidência um
defeito,uma falta de virtude, um comportamento inadequado de outras pessoas, mas
esquecemos de olhar para nós mesmo, que podemos ser igual ou pior. Eu costumo
dizer para as pessoas que a moeda tem duas faces, e também quem vê são os olhos,
mas que deve falar é o coração. Vejam que quando se usa o coração os defeitos que
se vê com os olhos, viram virtudes em uma pessoa. Ser misericordioso não é tão
somente se compadecer das misérias alheias, é também não olhar ou criticar porque
esta pessoa chegou a este ponto.

Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 19 de Março de 2016, 10:41
Amigos e companheiros deste cantinho onde sempre temos o nosso Estudo e debatemos as situações que nos parecem boas ou menos boas.........assim com muito carinho para todos os que nos visitam o meu bom dia sereno de muita paz e vamos debater uma situação que está muito comum entre todos...é que normalmente sabemos apontar defeitos aos outros e esquecemos os nossos ....é uma prova que afinal muitas vezes somos egoísta e só
olhamos para o que fazemos e estamos prontos a criticar os outros........Vamos meditar e nos remeter muitas vezes a pensar sempre nos outros pelo bem que tentam fazer.......
http://www.youtube.com/watch?v=55pQvmHGGi0
É bem conhecida a analogia que fez Jesus, ao nos explicar um dos mais profundos males da humanidade.
Temos connosco, em razão de nosso grau inferior de evolução, a tendência de julgar duramente os outros por seus erros, ao passo que, em relação a nossos próprios erros, somos poços de indulgência.
Onde está nisso a caridade e o perdão?
Por tantas vezes já ouvimos sobre os benefícios infinitos do perdão, da humildade e da misericórdia; ainda assim, a mensagem já decorada pelo cérebro pouco afeta o coração.
Continuamos reproduzindo, apesar de nossas boas intenções, os erros originados no orgulho e na arrogância.
E até mesmo nossa formação espírita pode se tornar uma armadilha e fazer com que nos acreditemos mais importantes, mais informados ou até mesmo, de certa forma, superiores àqueles que seguem outras doutrinas ou que não seguem doutrina alguma.
Tal conduta só serve para mostrar a nós mesmos nossa própria insegurança, que tem por origem a sensação de inferioridade natural que sentimos por termos nos afastado do Criador, caindo nas fileiras da maldade.
Assim, uma das melhores formas de reconstruir as pontes que nos ligam a Deus é exatamente a auto aceitação, o reconhecimento de nossas fraquezas, a misericórdia com os outros, a alegria sincera pelo sucesso alheio, a tomada da responsabilidade por nós mesmos.
Tudo isso tem apenas um nome: o auto amor.
Quando nos aceitamos e nos amamos, não temos necessidade de procurar o mal no outro para nos envaidecermos.
Sabemos quem somos, compreendemos os limites que nos impõe nosso grau de evolução e, em contato com o outro, buscamos nele o melhor, perdoando-o por suas próprias limitações.
É esta uma das formas mais belas de caridade.
Procuremos, através da reforma íntima e do auto conhecimento, a retirada da trave de nossos olhos, através da aceitação e do amor a nós mesmos; é esta a única forma de amarmos também ao próximo...........
Amigos que nesta meditação possamos nos tentar modificar e pensar seriamente na Nossa Reforma Intima...
Com um carinhoso abraço de muita paz este vosso companheiro e amigo.
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 20 de Março de 2016, 10:40
Amigos e companheiros deste cantinho de estudo é com muito carinho que a todos dou o meu bom dia sereno e vamos meditar neste texto que nos ensina a olharmos para dentro de cada um de nós...
[attach=1]
Quando uma pessoa faz alguma coisa errada, não devemos criticá-la, porque nós também erramos.
Aquele erro deve servir de lição para que não façamos o mesmo.
Além de não criticar, não devemos também ficar espalhando seu erro.
Porque, antes de mais nada, devemos nos preocupar com o nosso comportamento. Os misericordiosos devem aprender a perdoar as ofensas.
Porque, quando perdoamos de coração, Deus também perdoará nossos erros.
Quem nunca errou?
Quem nunca precisou de perdão?
 Por isso, Jesus ensina que devemos perdoar as faltas dos outros, porque nós também cometemos faltas.
Quando orarmos sem mágoa da pessoa que nos ofendeu e arrependido dos nossos erros, nossa prece agradará Deus.
As pessoas daquela época estavam confusas com os ensinamentos de Jesus, porque pedia: para perdoar, para não revidar ofensas, etc., e eles estavam acostumados a seguir A LEI que são as leis escritas por Moisés, e que eram rígidas, a maioria mandava matar para punir aquele que errasse.
Moisés escreveu a maioria das leis, mas também recebeu, através de sua mediunidade, leis divina, que são os 10 MANDAMENTOS.
Então, um dia, levaram até Jesus uma mulher que era casada e adulterava com outro homem.
 Queriam apedrejá-la, porque A LEI de Moisés dizia para apedrejar até a morte a mulher e o homem que fossem casados e cometessem o adultério.
E aí perguntaram a Jesus:
 Que Lei devemos aplicar a esta mulher?
A Lei de Moisés, que manda matar ou a sua, que pede para perdoar?
Jesus, com sua sabedoria, pôde ver que a mulher estava arrependida e que aqueles homens também tinham erros.
Então, olhou para eles e disse:
 Aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra.
Depois desta grande lição de moral, os homens ficaram envergonhados, saíram de cabeça baixa.
E Jesus falou à mulher.
 Vai e não peques (erres) mais.
Jesus quis mostrar que só pode apontar erro alheio, aquele que nunca errou.
E que é a lei de Deus que está nos 10 mandamentos e que diz “não adulteres” que deve ser seguido por todos, homens e mulheres e não a de Moisés que diz "Os adúlteros serão apedrejados até a morte" (Deuteronômio 22:22).
Afinal, nos 10 mandamentos Deus diz: "não matarás".
E Jesus pediu para que a mulher não transgredisse a Lei divina novamente.
Então, o perdão é um exercício que devemos começar a praticar.
Há pessoas que não conseguem pedir desculpas, porque são muito orgulhosas; outras dizem que perdoam da boca para fora, pois vibram de longe para que algo aconteça para quem as prejudicou, e quando acontece sentem-se vingadas e dizem: “bem feito!”; etc.
Precisamos entender que quando nos vingamos com palavras ou gestos, direta ou indiretamente, é porque não perdoamos.
A vingança é contrário ao perdão.
Quando nós entendermos que, mais dia menos dia, precisaremos (nós ou nossos entes queridos) da misericórdia de alguém para que sejamos perdoados por algo que fizermos, nos esforçaremos mais para sentirmos misericórdia de alguém e com isso, exercitaremos com mais facilidade o perdão.
Afinal, somos espíritos que já erramos muito em encarnações passadas e continuamos a errar porque ainda temos falhas morais.
Amigos este texto nos ensina que temos de saber nos perdoar sempre a cada um de nós ......sempre .
Com um carinhoso abraço de muita paz este vosso amigo
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 21 de Março de 2016, 10:45
Amigos e ternos companheiros deste cantinho de muita paz e onde estamos a debater um tema muito importante para todos nós que precisamos de sempre Perdoar e a quem eu saúdo com o meu bom dia sereno de muita paz e que este filme seja para todos meditarmos no valor que Jesus coloca nas Bem Aventuranças e nos faz pensar o quanto ainda temos de aprender...
http://www.youtube.com/watch?v=XroLT65AnXE
As bem-aventuranças
As bem-aventuranças, dentro do sermão da montanha, é um longo discurso de jesus que pode ser lido no evangelho de São Mateus.
Este discurso pode ser considerado como um resumo dos ensinamentos de jesus.
Mahatma Gandhi disse: "se toda a literatura espiritual da humanidade perecesse, e só se salvasse o sermão da montanha, nada estaria perdido".
As bem-aventuranças representam o mais violento contraste entre os padrões do homem material e o ideal do ser espiritual.
Elas englobam uma série de situações, humanas, em que no momento que você olha para elas parece que é prejuízo. Mas atado a esse prejuízo, a sempre uma situação bonita sendo prometida.
Bem-aventurado. Qual é a tradução disso? Bem-encaminhado, feliz.
Imaginem chamar felizes os pobres de espírito, felizes os que choram, felizes os injustiçados, felizes os que sofrem perseguição,...
Quanto masoquismo e ironia!
Existe uma aparente contradição...
Jesus proclama felizes, precisamente, aqueles que o mundo considera infelizes.
Jesus ensinou o avesso daquilo que os homens pensavam essa contradição só pode ser superada e resolvida, se a gente chega ao final da frase, e percebe que a última palavra está sempre conectada com a primeira.
Bem-aventurado o que sofre, porque se alegrarão, porque deles é o reino dos céus.
Vai fazendo sempre está comparação.
Sugere que tudo aquilo que é colocado como bem aventurado, se bem vivido, bem experimentando, o resultado final desse processo é a bem aventurança.
A proposta de jesus para a nossa vida passa o tempo todo, não pela solução mágica das situações, mas pela proposta de um processo, parte por parte.
Se estiver amargurado hoje, então encare está amargura de maneira positiva tenha um olhar diferenciado, e ao olhar com tranquilidade, sem desespero, você começará a compreende – lá.
Começará a sentir de forma diferente, aos poucos ela vai deixando de ser um peso e você alcança a leveza... Que é o oposto da amargura.
Ninguém consegue chegar ao resultado, se não passar pelo duro processo de construção desse resultado.
É por isso que o contexto das bem-aventuranças nos ata a um contexto de promessas.
Vive bem o sofrimento de hoje, pois você vai conseguir chegar ao resultado bonito, que o sacrifício propõe...
Descubra aquilo que você está sofrendo hoje, identifique nisso, uma oportunidade de se transformar numa pessoa melhor.
A águia americana
A águia perde o poder de caçar aos 40 anos, ela toma uma decisão, ela de refugia nas montanhas, nas alturas das pedras, próximos a penhascos, e entra num processo de regeneração, ela bate o bico nas pedras, para que ele caia aquela casca velha, então nasce uma casca nova, para ser um novo bico, com um bico novo ele começa um processo doloroso, de retirar as garras (unhas) velhas dos pés, então nascem unhas novas, então com um bico novo e garras novas, ela começa a arrancar as penas velhas, todo processo dura (6) seis meses, todo processo de restauração, depois desse tempo, ela vive mais pelo menos mais 40 anos.
Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus.
Não é aquele que é pobre do ponto de vista material; não é aquele que se deprecia; não é aquele que é covarde; não é aquele que esconde seu talento.
Os "pobres em espírito" são os que têm a modéstia em afirmar que nada sabem que reconhecem as suas fraquezas e estão constantemente buscando o seu aperfeiçoamento e a lapidação das suas imperfeições.
Bem-aventurados que choram, pois que serão consolados.
Os que choram se encontram envolvidos num processo de crescimento.
Eles serão consolados quando o valor projetado, perdido, for recuperado.
Agora, os que não aceitam os períodos de dificuldades, que se revoltam e vivem reclamando de tudo e de todos, está recusando o débito do resgate, muitas vezes acaba gerando males não programados e amarguras desnecessárias.
Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados.
Ai dos indiferentes, dos acomodados, dos covardes, dos servis, que em proveito próprio aplaudem a injustiça.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus.
Refere-se aos idealistas que ousaram enfrentar as limitações e os preconceitos de suas épocas.
Geralmente estas pessoas são atacadas, caluniadas, encarceradas e até mortas, por defenderem suas opiniões e ponto de vista, mas ficaram para sempre na história como precursoras de novas ideias que contribuíram para reformular a ciência, a religião, as artes, a sociedade.         
Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a terra.
Com as mudanças previstas em nosso planeta, não mais reencarnarão pessoas rebeldes, perversas e violentas.
Os brandos e pacíficos herdarão a terra, porque continuarão a viver nela em busca do seu processo evolutivo, e não mais de quitação de dívidas do passado.
Ser manso não significava ser um covarde servil, mas um crente na bondade de deus e na benignidade do universo, mesmo quando a alma vive imersa no sofrimento e não vê razão para isso. Essa regra exprimia a aceitação da vontade de deus.
Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia.
Ser misericordioso é, acima de tudo, suportarmos os defeitos daqueles que nos rodeiam, de não guardarmos qualquer ressentimento, não alimentarmos desejos de vingança, e estarmos sempre dispostos a servir, mesmo sabendo que não obteremos nada em troca e teremos que suportar ingratidão alheia.
Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a deus.
Ter o coração puro é não dar abrigo a paixões inferiores, tais como: o ódio, a inveja, o orgulho, a maledicência,...
As paixões inferiores turvam a visão espiritual.   
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.
Um pacificador para fazer jus à recompensa de ser chamado de filho de Deus deve ser pacífico, ainda que injuriado e perseguido.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós.
Aos olhos de Deus mais vale ser odiado do que odiar, ser ofendido do que ofender, ser perseguido do que perseguir.....................
Amigos como seria bom meditarmos e ao mesmo tempo fazer um simples esforço para tentar Perdoar a nós mesmo e também aos outros............
Com um carinhoso abraço de muita serenidade este vosso dedicado amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 22 de Março de 2016, 11:03
Amigos e dedicados companheiros deste cantinho onde sempre debatemos o estudo para todos com muito carinho o meu bom dia sereno e vou colocar algumas questões sobre as Bem Aventuranças para ficarmos mais atentos e conhecedores destas maravilhosas palavras que Jesus nos ensinou....
BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS PORQUE OBTERÃO MISERICÓRDIA
 O que  se entende por bem-aventurança?
Bem-Aventurança é um pedido de bênção, de felicidade para com o seu próximo.
Com Jesus toma a forma de um paradoxo, ou seja, a bem-aventurança é feita em cima de uma má-sorte.
Por isso, bem-aventurados os pobres, os injustiçados etc.
Qual o conceito de misericórdia?
Do latim miseria e cor-cordis (coração) significa compaixão afetiva a uma miséria de bens, sobretudo o respeito à virtude, que recai sobre um miserável.
Dó, compaixão. Compaixão pelos que sofrem.
Como está expresso o texto evangélico?
Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia.
Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; - mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados.
3. Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão.
 Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro:
"Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?"
 Respondeu-lhe Jesus: "Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes."
O que significa obter misericórdia?
No Evangelho é anunciado como "bem-aventurados os misericordiosos, porque obterão misericórdia". Cristo anuncia uma certeza: a obtenção de misericórdia.
Mas como?
Há um condicionamento: antes de obtermos misericórdia, temos que ser misericordiosos. E por que é desta forma e não de outra?
 É que nada nos vem de mão beijada. Tudo depende de um esforço anterior. "Para que o náufrago se salve, ele tem que se despojar de seus pertences", diz o anexim.
Em se tratando da misericórdia, temos que nos despojar do nosso eu, do nosso amor próprio, da nossa personalidade.
Somente assim conseguiremos adentrar no reino de Deus.
 Como interpretar a hipérbole:
"Não se deve perdoar sete mas setenta vezes sete vezes"?
Como sabemos, esta foi a resposta dada por Cristo à indagação de Pedro: "quantas vezes devo perdoar o meu semelhante?
Sete vezes?"
A resposta de Jesus:
"Não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes".
Quer dizer, indefinidamente.
Isso significa que Jesus não tolera limites além dos quais o amor próprio e a dureza reclamam os seus direitos. Quando não perdoamos, o nosso coração fica preso ao ódio, o que dificulta a libertação do Espírito.
6) Os misericordiosos enfraquecem a justiça?
É falso tal pensamento.
O perdão é um ato de força.
E força não quer dizer dureza.
Além do mais, o perdão do ofensor não nega a sua culpabilidade.
Devemos perdoar não porque a pessoa o mereça, mas porque faz bem à nossa alma.
 Por isso, o fato de se perdoar é uma espécie de libertação, porque ficamos desagravados e os nossos pensamentos menos felizes a respeito de tal pessoa são substituídos por pensamentos criativos e altruístas, mais específicos para a construção de um mundo mais feliz e harmonioso.
 Há oposição entre justiça e misericórdia?
A nossa maneira habitual de agir e de interpretar os fatos parece corroborar para certa oposição.
Exemplo: se alguém nos deve, a justiça pode exigir o pagamento integral da dívida.
Nós, porém, vendo o estado do devedor, podemos perdoar parte da dívida.
De um lado a justiça; de outro, o nosso coração generoso.
 No âmbito do espírito do Evangelho, seria vão distinguir uma coisa da outra, porque as duas estão interligadas. Devemos amar o nosso próximo, não porque o mereça, mas porque é nosso próximo.
 Como triunfar da ofensa?
A maneira de triunfar da ofensa é recusarmos a considerar-nos ofendidos.
Foi esta a razão pela qual Gandhi, quando questionado se já tinha perdoado alguém, ele simplesmente disse que nunca tinha perdoado ninguém, porque nunca se sentira ofendido. Se ele não se sentiu ofendido, não tinha o que perdoar.
Mas para atingir esse estado de alma, há muita luta, muita mudança interior a ser realizada.
9) Existe algum exercício que nos ajuda a perdoar?
O exercício parece referir-se à pergunta anterior.
Acreditamos que não nos consideramos ofendido é o começo.
 Em se tratando do perdão, devemos sempre perdoar porque também somos passíveis de culpa.
Considerar-nos culpados é também um bom treinamento.
Pode-se imaginar a pessoa com quem tivemos algum atrito e endereçar-lhes vibrações de paz e harmonia.
Amigos vejam como é importante Perdoar sempre tanto ao próximo como a nós mesmo.
Com um carinhoso abraço de muita paz este vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 23 de Março de 2016, 10:35
Amigos e companheiros deste cantinho de estudo onde debatemos é com muito carinho que a todos dou o meu bom dia de muita paz e vamos tentar mais uma vez compreender que só através de Perdoar podemos encontrar muita paz e ao mesmo tempo deixarmos de só ver os defeitos dos outros julgando-nos os melhores.........pobre de quem assim pena........
http://www.youtube.com/watch?v=jwe63KDH73A
O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO
“Porque vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou, como dizes a teu irmão:
Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão.”
A palavra argueiro significa partícula leve, cisco; por extensão: coisa insignificante. Trave significa viga; pedaço de madeira ou de outro material utilizado para sustentar ou reforçar uma estrutura.
Os orgulhosos e os pseudo -sábios sorriem á vista da descrição dessa situação extranha.
Mas, esse é mais um exemplo da preocupação de Jesus em usar de coisas simples e chamativas, às vezes pela situação absurda, a fim de que suas palavras não se perdessem e se fixassem na memória dos que o ouviam, porque ele sabia da necessidade de um longo tempo de desenvolvimento espiritual para que grande parte da humanidade entendesse seus ensinos. As palavras ficaram, foram entendidas por muitos, mas, muitos mais, somente agora, estão percebendo seu real significado e sua importância, e outros muitos, nem chegaram até aí.
 Quanto mais se estuda os Evangelhos, mais Jesus se agiganta, se eleva, se sublima aos nossos olhos, à nossa ainda imperfeita capacidade de compreensão e entendimento, e seus ensinos de mais de dois mil anos, mostram-se atuais e cada vez mais necessários a toda humanidade da Terra.
Nessas palavras, citadas por Mateus, Jesus destaca a facilidade que o homem tem em perceber os erros alheios e a dificuldade que tem em perceber os seus.
 “Para julgar-se a si mesmo, seria necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando:
Que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço?”
 Admirável Kardec, com sua sabedoria de tornar sua escrita acessível a todos, escrevendo de maneira simples sobre coisas difíceis de serem entendidas e vividas!
Olhar-se para si mesmo, como se outra pessoa fosse, é a maneira melhor, talvez a única, de conhecer-se a si próprio, ideia já conhecida desde antes de Sócrates, que a divulgou há mais de trezentos anos antes de Cristo nascer. Isso é possível ao homem, observando, perseverantemente, as suas reações aos acontecimentos, às situações da vida e às pessoas com as quais se relaciona ou convive.
Analisando essas reações com objetividade, sem complacência, nem justificativas, como se outra pessoa fosse, vai - se conhecendo a si próprio.
A partir desse hábito, fica mais fácil, conhecer suas qualidades em desenvolvimento, as que estão quais novas plantas, ainda frágeis, requerendo cuidados e atenções especiais, suas imperfeições e suas qualificações negativas. Aceitá-las todas, as boas e as más, na compreensão de ser um Espírito em evolução, portanto, sujeito a erros, equívocos e omissões, é um novo passo.
Não parar aí, a fim de que o progresso, que é inevitável, não precise ser feito através de dores e sofrimentos.
Querer progredir no bem, pelo bem e para o bem, no cumprimento das leis divinas, exige que se combata, até eliminá-lo, o mal que existe dentro do ser, criado por ele mesmo, ao mesmo tempo em que se esforce, o mais possível, para desenvolver as virtudes por brotar, as já plantas novas e as mais crescidas.
Essa é a tarefa maior dos habitantes da Terra, a finalidade das inúmeras reencarnações.
Nas descobertas sobre si mesmo, o homem vai perceber que o orgulho que o leva a sentir-se ofendido e o impede de perdoar, também está presente na dificuldade que tem de ver-se como é, no disfarce dos “seus próprios defeitos, tanto morais quanto físicos”.
É o orgulho que o leva a perceber e destacar no outro o mal que se recusa a ver em si. Isso é falta de caridade, porque ressaltando o defeito alheio é como se dissesse: “Eu não faço isso, sou melhor do que ele”.
Querendo que os outros o vejam como ele pensa que é ou deseja parecer ser, destacando os defeitos alheios, pensa que esconde os seus, desviando a atenção. Por isso Kardec afirma que “o orgulho, além de ser a fonte de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes.
Encontramos no fundo e como móvel de quase todas as ações. Foi por isso, que Jesus se empenhou em combatê-lo, como o principal obstáculo ao progresso.” Assim, o orgulhoso não é ou tem dificuldade em ser caridoso, indulgente, tolerante, generoso, paciente, obediente, resignado, manso, pacífico...
Busquemos, todos nós, que consideramos Jesus como nosso Guia e Modelo, procurar ver e destacar o bem que existe nos outros, sendo benevolentes com suas faltas, tanto quanto desejamos que os outros o sejam para connosco.
Deixemos o rigor e a exigência para connosco, na luta contra nossas imperfeições morais, com a certeza de que só nos modificando interiormente podemos chegar a essa evolução.
Amigos podem meditar ......... mas sintam que se não fizermos a nossa parte este texto de nada serve.........então vamos meditar e tentar mudarmos as nossas atitudes..
Com um abraço sincero este vosso amigo.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 24 de Março de 2016, 11:35
Amigos e devotados companheiros deste cantinho onde sempre temos o nosso Estudo para melhorarmos a nossa vida e tentarmos sempre colocar nos nossos atos o Perdão para com todos e com cada um de nós .......assim os saúdo com o meu bom dia sereno de muita paz e vamos sempre meditar nestas palavras que tem de ser muitas vezes lembradas a todos nós que é O PERDÃO...........
[attach=1]
BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS
Perdoai para que Deus vos perdoe
 Reconciliar-se com os adversários

PERDOAI PARA QUE DEUS VOS PERDOE

Bem-aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia.
(S. Mateus 5:7).

Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados.
Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos
pecados.
 (S. Mateus 6:14 e 15).

Se teu irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão.
Então, chegando-se a Pedro a ele, perguntou:
Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão
contra mim, para que eu lhe perdoe?
Será até sete vezes?
 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até
sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.
(São. Mateus, 10:18,:15, 21,e 22).
A misericórdia é o complemento da mansidão, pois os que o são misericordiosos também não são mansos e pacíficos.
Ela insiste no esquecimento e no perdão das ofensas.
O ódio e o rancor lotam uma alma sem elevação e sem grandeza.
O esquecimento ofensas é próprio das almas elevadas, que pairam acima do mal que lhe quiseram fazer.
Uma está sempre inquieta,
é de uma sensibilidade sombria e amargurada.
A outra é calma, cheia de mansidão e caridade.
Infeliz daquele que diz:
Eu jamais perdoarei!
Porque, se não foi condenado pelos homens, o será certamente por Deus.
Com que direito pedirá perdão de suas próprias faltas, se ele mesmo na perdoa aos outros?
 Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que se deve perdoar ao irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete.
Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar.
Uma é grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem segunda intenção, tratando com delicadeza o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário mesmo quando a culpa foi inteiramente dele.
A outra é quando ofendido, ou aquele que assim se julga, impõe condições humilhantes ao adversário, fazendo-o sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar.
Se estende a mão, não é por benevolência, mas por ostentação, a fim de poder dizer a todos: vede quanto sou generoso!
Nessas circunstâncias, é impossível que a reconciliação se sincera, de uma e de outra parte.
Não, isso não é generosidade, mas apenas uma maneira de satisfazer o orgulho.
Em todas as contendas, aquele que se mostra mais conciliador, que revela mais desinteresse próprio, mais caridade e verdadeira grandeza de alma, conquistará sempre a simpatia das pessoas imparciais........
Amigos para todos com grande carinho este vosso amigo
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 25 de Março de 2016, 10:55
Amigos com muito carinho o meu bom dia sereno de muita paz e vou tentar explicar a este nosso amigo Valdemar Albuquerque. e dar-lhe as boas vindas a este estudo ...........
++++++++++++++
Sendo Deus Perfeito é infinitamente misericordioso para com seus filhos ao ponto de lhes proporcionar inúmeras reencarnações para que esses façam melhores escolhas e, assim, consigam alcançar suas evoluções (pensamento da doutrina Espírita).
 Como pode Ele CONDENAR ?
+++++++++++++
Amigo Deus não condena nós é que pelo nosso livre arbítrio cometemos erros que tem de ser reparados nesta encarnação ou noutras tudo depende da nossa vontade.......somos nós os causadores de todos os erros e Deus na Sua Infinita vontade de Amar todos da mesmo maneira .....porque Deus é Amor........... então é sempre o homem que pela sua livre vontade provoca os erros que só podem ser reparados com Amor e Perdão pois o Perdão é muitas vezes ter que ser a cada um  de nós e depois aos outros como é esclarecido durante este estudo.......
Ps.
Amigo Valdemar lhe peço por dar uma resposta sem ser rápida usando o local usado para resposta. na palavra responder abrindo um espaço onde pode escrever e aparece no seguimento das outras colocações

Com um grande abraço de muita paz este seu amigo
[attach=1]
Manuel Altino

Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: lconforjr em 26 de Março de 2016, 01:21
Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos

      Ref resp #29 em: 25 03 16, às 10:55, de MAltino

      Conf: querido e jovem amigo de além-mar; vc pergunta: “como pode Deus condenar?”; e eu lhe pergunto: “mas não é Deus que condena?!!”.

      Como soa estranho, para mim, que tantos companheiros, que conhecem as obras básicas, afirmem que “Deus não condena”! Houve tempo, qdo começava a estudar a doutrina, que eu mesmo me perguntava se edições de OLE, mais novas que a minha, tinham sido, de algum modo, corrigidas, expurgando conceitos que a minha continha!

      Pois não é Ele mesmo que nos impõe essas terríveis condenações que podem até vir a multiplicar nossas encarnações e a se estenderem por milhões de anos? Condenações que, de tão longas, podem se assemelhar, aos que as sofrem, às penas eternas com que outras religiões nos ameaçam?

      Não é Deus o criador das leis punitivas e de mundos de expiações, para o castigo daqueles que transgridem Suas leis? Porq temos de falar diferente do que a doutrina fala?

      Porq é que Deus é considerado “infinitamente misericordioso por nos proporcionar inúmeras reencarnações” para que nós, que erramos, aprendamos a fazer escolhas melhores que as que já fizemos, em nosso passado?

      Sinceramente, não consigo entender isso e, também sinceramente, sinto ter de dizer estas coisas que a doutrina não diz!! Quem pode me explicar porq o Criador nos criou com todas as potencialidades e possibilidades de possuirmos aptidões, desejos, habilidades, inclinações e absoluta liberdade para que agíssemos erradamante e maldosamente e, depois, Deus nos impõe penalidades que podem ser terríveis e desesperadoras por passarmos a agir de acordo com as potencialidades que Ele mesmo nos deu?!

      Desde sempre sabe, se é Onisciente, que tantas de suas criaturas se tornariam verdadeiros monstros de imperfeições, assassinas, egoístas, perversas e pervertidas e, depois, lhes aplica penalidades cruéis, desesperadoras, sofrimentos sem conta, devido a terem se tornado assim, como sabia que se tornariam!!!

      Se algum dos companheiros pudesse explicar isso, eu lhe seria muito agradecido.
.............
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 26 de Março de 2016, 11:32
Amigos e companheiros deste estudo e debate é com muita amizade que a todos dou o meu bom dia sincero e para debater estas dúvidas do nosso amigo devo dizer que já as coloquei  em cima e que me parecem ser as mais justas.....pois o grande problema esta sempre na nossa vontade e livre arbítrio e é com muitas reencarnações que podemos evoluir ........
Amigo Deus não condena nós é que pelo nosso livre arbítrio cometemos erros que tem de ser reparados nesta encarnação ou noutras tudo depende da nossa vontade.......somos nós os causadores de todos os erros e Deus na Sua Infinita vontade de Amar todos da mesmo maneira .....porque Deus é Amor........... então é sempre o homem que pela sua livre vontade provoca os erros que só podem ser reparados com Amor e Perdão pois o Perdão é muitas vezes ter que ser a cada um  de nós e depois aos outros como é esclarecido durante este estudo.......
Com um carinhoso abraço sincero de muita paz este vosso amigo......
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Capítulo X Bem-aventurados os misericordiosos
Enviado por: M.Altino em 30 de Março de 2016, 11:18
[attach=1]
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e onde temos o nosso estudo mensal é com grande carinho que a todos saúdo com  o meu bom dia sincero e como estamos no final vou rematar com estas explicações de como não devemos apontar o sedo ao próximo sem primeiro olharmos para dentro de cada um de nós............e ao mesmo tempo dar as boas vindas para quem vai iniciar o próximo estudo para que sinta esta serenidade e entusiasmo que é muito importante neste trabalho de ajuda a todos....... Então seja muito bem vindo caro amigo António Renato para o estudo..........
Capítulo XI
Amar o próximo como a si mesmo
http://www.youtube.com/watch?v=cJJym9lsm_c
RECONCILIAR-SE COM OS ADVERSÁRIOS
 “Reconcilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia.
Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil.”
 (Mateus, V: 25 e 26)
Adversário significa antagonista, contendor, opositor, rival, concorrente, adverso. Este último significa também, aquele que traz desgraça, que provoca infortúnio, inimigo.
Ceitil: moeda portuguesa dos anos 1385 a 1433.
Por extensão, quantia insignificante.
 Nas duas frases, em negrito, Jesus fala da necessidade do perdão para o bem do que se sente ofendido.
Mas, como tudo se relaciona, os benefícios se estendem também ao que ofende, pois que o ofensor do momento, quase sempre, foi antes o ofendido, ou assim se sentiu.
Kardec inicia, afirmando que há dois efeitos na prática do perdão e na prática do bem em geral: um moral e o outro material.
O primeiro são os efeitos morais para quem dá e para quem recebe o perdão, efeitos no sentir, provocando sentimentos e emoções agradáveis e mais nobres. Ambos, ofensor e ofendido, se sentem mais aliviados, mais felizes.
O outro elimina as vibrações negativas do ofensor e do que se sente ofendido, que se estabelecem entre um e outro, consequência da ação e dos sentimentos e pensamentos, igualmente negativos.
Kardec considerou esse efeito, material, por desfazer, no ato, a ligação negativa desses fluidos venenosos, impedindo que continuem após a morte do ofensor.
O desencarne não elimina os inimigos, visto que o Espírito leva consigo todas as suas qualificações boas ou más, todos os seus sentimentos, todo o seu conhecimento, toda a sua maneira de ser.
 Desperta lá como é cá.
Kardec até cita o provérbio popular “morto o cão, acaba a raiva”, como não verdadeiro, quando aplicado ao homem.
Assim, o inimigo, leva seu ódio, sentindo-se até mais livre, sem as limitações do corpo físico, para agir sobre seu desafeto, tornando-se seu obsessor.
A maioria das obsessões, sobretudo a subjugação e a possessão, são, quase sempre, motivadas por vingança.
 Deus permite que isso aconteça pela lei de causa e efeito, no respeito ao uso do livre arbítrio de cada um, que leva o homem, pela má escolha, a fazer o mal, ou por haver faltado com a indulgência e a caridade, deixando de perdoar.
Assim, nas consequências do mau uso do livre arbítrio, vai o homem aprendendo que “o amor cobre multidão de pecados”, conforme escreveu o apóstolo Pedro em sua carta 1, 4:8.
Quando Jesus disse que devemos reconciliar-nos sem demora com nosso adversário, pretendia nos ensinar a evitar as discórdias na vida presente, mas também que elas continuassem no plano espiritual e nas existências futuras, neste mundo, porque dele não sairemos enquanto não pagarmos nossas dívidas até o último ceitil, ou seja, até que a justiça esteja, completamente, satisfeita.
Por isso, enquanto estamos na Terra, ignorantes do nosso passado, devemos buscar não fazer novos adversários e, na valorização do tempo presente, esforcemos para tornar os relacionamentos difíceis em relacionamentos agradáveis, os adversários em amigos, na prática do perdão, sempre que houver qualquer desentendimento, “para assim se extinguirem, antes da morte, todos os motivos de desavença, toda causa profunda de animosidade posterior.”
Assim amigos meditemos nestas palavras e vamos sempre cada um de nós antes de apontar o dedo ao próximo . olharmos para dentro de cada um de nós e tentar nos modificar para assim ajudarmos com humildade...
Neste momento sincero quero agradecer a todos os que nos visitaram e colaboraram e meu muito obrigado e vamos continuar este trabalho de ajuda a todos. Muito Obrigado amigos que eu tenho no coração e fazem parte desta minha atribulada vida obridado com muita amizade este vosso dedicado amigo.
[attach=2]
Manuel Altino