Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2016, 12:50

Título: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2016, 12:50
Olá a todos!

Neste mês de fevereiro tenho a oportunidade
e o prazer de conduzir o "Estudo Mensal"

O tema deste mês
segue o estudo das bem aventuranças
e também chamado por muitos
como: O sermão do Monte.

O Cristo nos conclama neste espaço específico de seu discurso
a aplicação total da educação
Ensina nos O Cristo a importância da moderação, do respeito, do bom trato, da doçura,
da fraternidade...

O Cristo prega o amor e exemplifica com toda a sua sublimidade

A Doutrina Espírita na vós dos espíritos,
Nos reforça este ensinamento do Cristo.

Fala nos da importância dos valores espirituais
Não nos isentando da nossa responsabilidade para com a vida terrena

Nos ensinam a submissão a lei de amor e caridade
A Confiar na Providência Divina

Com esta oportunidade
Quero se possível for

Conduzir este estudo com dedicação e responsabilidade que me é devida

Aos participantes deste estudo:

Meus mais sinceros votos de carinho e incentivo
Para que todos possamos praticar
a humildade para com Deus e a caridade para com o próximo
e consecutivamente ante valiosos ensinos,o respeito a nós mesmos.

Agradeço A todos

Que o Cristo nos ilumine
e os Bons Espíritos nos amparem

Graças a Deus !


Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2016, 13:00
O Evangelho Segundo o Espiritismo

Capítulo IX
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Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos

• Injúrias e violências • Instruções dos Espíritos: A afabilidade e a doçura; A paciência – Obediência e resignação – A cólera

Injúrias e violências

1. Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.
(Mateus, 5:5.)

2. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.
(Mateus, 5:9.)

3. Sabeis que foi dito aos antigos: “Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo.” Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenado no juízo; que aquele que disser a seu irmão: “Raca”, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: “És louco”, merecerá condenado ao fogo do inferno.
(Mateus, 5:21 e 22.)

4. Por estas máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes. Raca, entre os hebreus, era um termo desdenhoso que significava — homem que não vale nada, e se pronunciava cuspindo e virando para o lado a cabeça. Vai mesmo mais longe, pois que
ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.

Evidente se torna que aqui, como em todas as circunstâncias, a intenção agrava ou atenua a falta; mas em que pode uma simples palavra revestir-se de tanta gravidade que mereça tão severa reprovação? É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei de amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles
a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade; é que entretém o ódio e a animosidade; é, enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão.

5. Que queria Jesus dizer por estas palavras: “Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra”, tendo recomendado aos homens que renunciassem aos bens deste mundo e havendo-lhes prometido os do céu?

Enquanto aguarda os bens do céu, tem o homem necessidade dos da Terra para viver. Apenas, o que Ele lhe recomenda é que não ligue a estes últimos mais importância do que aos primeiros.

Por aquelas palavras quis dizer que até agora os bens da Terra são açambarcados pelos violentos, em prejuízo dos que são brandos e pacíficos; que a estes falta muitas vezes o necessário, ao passo que outros têm o supérfluo.

Promete que justiça lhes será feita, assim na Terra como no céu, porque serão chamados filhos de Deus. Quando a Humanidade se submeter à lei de amor e de caridade, deixará de haver egoísmo; o fraco e o pacífico já não serão explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal a condição da Terra, quando, de acordo com a lei do progresso e a promessa de Jesus, se houver tornado mundo ditoso, por efeito do afastamento dos maus.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2016, 13:02
. Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.
(Mateus, 5:5.)
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2016, 13:03
. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.
(Mateus, 5:9.)
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2016, 13:07
Ofereço a todos esta música

http://www.youtube.com/watch?v=2FkiPigI5xE

Música espírita do Grupo Vocal União e Harmonia


"Eu tenho um amigo sincero
Que eu tanto venero,
Com quem tanto me dou
É meu professor, meu parceiro,
Meu bom companheiro
E muito me ajudou
Me ensina a ser caridoso,
A não ser orgulhoso
E a orar sempre a Deus
E quando eu tenho um dilema
Resolvo o problema
Com os conselhos seus
Evangelho de luz
Evangelho perdão
Evangelho Jesus
És minha salvação

E quando a angústia revolta
E não acho a porta
Não vejo a solução
É ele, amigo adorado
Que está sempre ao meu lado
E me traz a consolação
Se choro ou preciso socorro
A ele recorro e por feliz me dou
Ele é o evangelho novo
É a mensagem que ao povo
O Cristo deixou
Ele é o evangelho novo
É a mensagem que ao povo
O Cristo deixou
Evangelho de luz,
Evangelho perdão
Evangelho Jesus
És minha salvação."

https://www.youtube.com/watch?v=2FkiPigI5xE
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: EsoEstudos em 01 de Fevereiro de 2016, 13:37
A mansuetude é um dom magno que o homem deve procurar cultivar com serenidade na construção de seu edifício evolucionário de paz interior. A ira é um vinho frisante sempre prestes a arremeter longe a rolha da garrafa. É a jactância do ego perante si mesmo, num misto de orgulho e arrogância, o olvido de nossa pequenez diante do Pai Eterno. Todos temos nossos momentos de fraqueza, máxime pelo desgaste acumulativo com que o estresse diário nos envenena e vai minando o bom-senso. Tenhamos paciência e boa-vontade. Lembremo-nos do ponto fundamental: todos nós necessitamos de perdão; portanto, não devemos nos deixar levar pela sedução da ira sob pena de recebermos o influxo inevitável de nossa contraparte nas agitações violentas que imprimimos na atmosfera espiritual a que estamos sintonizados.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2016, 17:09
A mansuetude é um dom magno que o homem deve procurar cultivar com serenidade na construção de seu edifício evolucionário de paz interior. A ira é um vinho frisante sempre prestes a arremeter longe a rolha da garrafa. É a jactância do ego perante si mesmo, num misto de orgulho e arrogância, o olvido de nossa pequenez diante do Pai Eterno. Todos temos nossos momentos de fraqueza, máxime pelo desgaste acumulativo com que o estresse diário nos envenena e vai minando o bom-senso. Tenhamos paciência e boa-vontade. Lembremo-nos do ponto fundamental: todos nós necessitamos de perdão; portanto, não devemos nos deixar levar pela sedução da ira sob pena de recebermos o influxo inevitável de nossa contraparte nas agitações violentas que imprimimos na atmosfera espiritual a que estamos sintonizados.

Olá Marcos!

Obrigado pela participação

Em destaque em suas colocações
ponderemos nos na educação

Mansuetude!

Cultivemos este dom
Construindo nos em aquisição da nossa paz interna

Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: M.Altino em 01 de Fevereiro de 2016, 18:12
Amigo Moisés de Cerq. Pereira é muito bom estar aqui para este estudo e o quero saudar com uma boa tarde de muita paz e que sinta com este estudo muita força e serenidade para o continuar e que todos possamos contribuir para o seu bom andamento...
Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra. (Mateus, V: 4).
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (Mateus, V: 9).
 Por essas máximas, Jesus estabeleceu como lei a doçura, a moderação, a mansuetude, a afabilidade e a paciência.
E, por consequência, condenou a violência, a cólera, e até mesmo toda expressão descortês para com os semelhantes.
É evidente que nesta, como em qualquer circunstância, a intenção agrava ou atenua a falta. Mas por que uma simples palavra pode ter tamanha gravidade, para merecer tão severa reprovação?
É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei de amor e caridade, que deve regular as relações entre os homens, mantendo a união e a concórdia.
É um atentado à benevolência recíproca e à fraternidade, entretendo o ódio e a animosidade.
Enfim, porque depois da humildade perante Deus, a caridade para com o próximo é a primeira lei de todo cristão.
Mas o que dizia Jesus por estas palavras: "Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra?"
Não ensinou ele a renúncia aos bens terrenos, prometendo os do céu?
Ao esperar os bens do céu, o homem necessita dos bens da terra para viver.
O que ele recomenda, portanto, é que não se dê a estes últimos mais importância que aos primeiros.
Por essas palavras, ele quer dizer que até agora os bens da terra foram açambarcados pelos violentos, em prejuízo dos mansos e pacíficos. Que a estes falta frequentemente o necessário, enquanto os outros dispõe do supérfluo.
E promete que justiça lhes será feita, assim na terra como no céu, porque eles serão chamados filhos de Deus.
Quando a lei de amor e caridade for a lei da humanidade, não haverá mais egoísmo; o fraco e o pacífico não serão mais explorados nem espezinhados pelo forte e o violento.
Será esse o estado da Terra, quando, segundo a lei do progresso e a promessa de Jesus, ela estiver transformada num mundo feliz, pela expulsão dos maus.
Assim vamos cultivar dentro de cada um de nós a manseutode e a caridade para com todos.
Com um abraço sincero de muita paz e continuação de bons estudos
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 02 de Fevereiro de 2016, 02:19
      Então já sabemos "o que fazer": ser mansos e pacíficos; mas, onde está o "como fazer" para sermos assim, se nem mesmo sabemos como deve fazer o mau para ser bom!
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Fevereiro de 2016, 10:21
Bom dia meus irmãos de estudo. "Bem aventurados os mansos e os pacíficos". Que não
se confunda a brandura, a mansidão como um ato de covardia, mas um ato de coragem
diante daqueles que julgam ser uma fortaleza, com a sua arrogância e prepotência, mas
que diante das adversidades demonstram a sua verdadeira fraqueza. Cai a mascara, eis
que se apresenta com o seu lado verdadeiro, um covarde. Diferente são aqueles que nos
momentos de aflição, procuram com a sua calma, a sua brandura, um caminho para
superar às dificuldades da vida, esses são os verdadeiros fortes, pois acreditam que uma
força maior irá vindo do alto lhes socorrer.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Fevereiro de 2016, 14:06
Amigo Moisés de Cerq. Pereira é muito bom estar aqui para este estudo e o quero saudar com uma boa tarde de muita paz e que sinta com este estudo muita força e serenidade para o continuar e que todos possamos contribuir para o seu bom andamento...
Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra. (Mateus, V: 4).
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (Mateus, V: 9).
 ...
...
Com um abraço sincero de muita paz e continuação de bons estudos
(Ligação para o anexo)
Manuel Altino

Obrigado Manuel Altino
Pelo incentivo e pela participações

Estas são lições que precisamos
sempre revê la para melhor praticá las

Avancemos
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Fevereiro de 2016, 14:17
Bom dia meus irmãos de estudo. "Bem aventurados os mansos e os pacíficos". Que não
se confunda a brandura, a mansidão como um ato de covardia, mas um ato de coragem
diante daqueles que julgam ser uma fortaleza, com a sua arrogância e prepotência, mas
que diante das adversidades demonstram a sua verdadeira fraqueza. Cai a mascara, eis
que se apresenta com o seu lado verdadeiro, um covarde. Diferente são aqueles que nos
momentos de aflição, procuram com a sua calma, a sua brandura, um caminho para
superar às dificuldades da vida, esses são os verdadeiros fortes, pois acreditam que uma
força maior irá vindo do alto lhes socorrer.

Olá Antonio Renato
Valeu pela postagem

Sim !
Diante das dificuldades
Usemos de calma e e brandura
Vamos dar oportunidade devida a inteligência que possuímos
mas não nos esqueçamos da ação Divina
e para isto
regulemos a nossa sintonia
na calma e na brandura

Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Fevereiro de 2016, 14:25
Aproveitando este tema
e fazendo uma pesquisa

Encontrei no próprio Fórum
Um texto interessante

Datado de 2006
Conclusão de um participante

O Colega Almeida

Eis;

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos


INJÚRIAS E VIOLÊNCIAS


“Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra”. (1)
“Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus”.(2)

As pesquisas de opinião pública sobre o que mais preocupa o homem atual colocam a violência entre as primeiras.
Realmente a todo instante presenciamos atos que causam espanto. A perplexidade assoma e ficamos indecisos sobre o que fazer e sem saber o porquê de alguns acontecimentos tal o grau de insanidade.
Tais ocorrências se dão tanto no âmbito, familiar, social, profissional, político, etc. Na maioria das vezes a violência parece ser o meio que os homens encontram para resolver seus problemas, suas divergências mesmo ideológicas.

O Espiritismo, o Consolador, lança luzes meridianas sobre esse tema.
Mostra que toda essa violência é efeito.
As causas são oriundas do estágio evolutivo do homem.

Estudos antropológicos mostram que mais da metade da população terrestre (60 a 70%) é formada por espíritos ainda de mente fixa na região dos movimentos instintivos, na infância do conhecimento. Não sabem criar sensações e vida a não ser mobilizando os recursos da força sexual.
Movem-se no subconsciente. (3)
Outra parte (30 a 40%) está acima do predomínio dos instintos, porém, mesmo quando voltadas a trabalhos proveitosos visam o relevo pessoal; são prepotentes, autoritários, egocêntricos.
Quando se arrependem e o remorso os move na busca de amenizar suas dores, lotam as casas assistenciais, os templos, os hospitais.
Trabalham estimulados pelo Consciente. (3)

Pequena parte da humanidade (1 a 3%) conseguiu ultrapassar as etapas anteriores e buscam atingir a sublimação dos sentimentos. Vivem em regime de responsabilidade individual e não buscam a alegria na satisfação das necessidades do corpo físico nem da evidência pessoal. Alegram-se em poder contribuir para o bem e o progresso. Pressentem a Divindade e anseiam pela identificação com Ela.
Sintonizam-se com o Superconsciente. (3)

Diante desse quadro torna-se compreensível o porquê da predominância da brutalidade no orbe Terreno.

No entanto o destino da Terra é a sua evolução. É a sua promoção de Planeta de Expiação e Provas para Planeta de Regeneração, na escala Kardequiana.
Pela Lei de Progresso, e fruto do esforço individual em adequar-se a ela, paulatinamente essa heterogeneidade evolucional deixará de ser tão evidente pela sublimação natural das sensações humanas.
Desse modo, os mansos e os pacíficos predominarão e serão os herdeiros da Terra mesmo quando da sua promoção a mundo de regeneração.
Serão os que saberão dar o devido valor às suas conquistas materiais e espirituais, utilizando-as de modo a dar causa à Paz e a Harmonia entre os homens.


(1) O Evangelho Segundo Mateus – capítulo 5 versículo 4
(2) O Evangelho Segundo Mateus – capítulo 5 versículo 9
(3) André Luiz – No Mundo Maior – capítulo 3

São Paulo/Brasil, 18/04/06


Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Fevereiro de 2016, 18:12
Instruções dos Espíritos

A afabilidade e a doçura

6. A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se.
Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades.

Quantos há cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula as deformidades interiores!
O mundo está cheio dessas criaturas que têm nos lábios o sorriso e no coração o veneno; que são brandas, desde que nada as agaste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, se muda em dardo peçonhento, quando estão por detrás.

A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos.

Não se atrevendo a usar de autoridade para com os estranhos, que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer-se temidos daqueles que lhes não podem resistir. Envaidecem-se de poderem dizer:

“Aqui mando e sou obedecido”, sem lhes ocorrer que poderiam acrescentar:
“E sou detestado.”

Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. Esse, ademais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana.

– Lázaro. (Paris, 1861.)
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Fevereiro de 2016, 18:19
Mansos de Coração

Quando Jesus proclamou a felicidade nos mansos de coração, não se propunha, de certo, exaltar a ociosidade, a hesitação e a fraqueza.

Muita gente, a pretexto de merecer o elogio evangélico, foge aos mais altos deveres da vida e abandona-se à preguiça e à fé inoperante, acreditando cultivar a humildade.

O Mestre desejava destacar as almas equilibradas, os homens compreensivos e as criaturas de boa vontade que, alcançando o valor do tempo, sabem plantar o bem e esperar-lhe a colheita, sem desespero e sem violência.

A cortesia é o primeiro passo da caridade.

A gentileza é o princípio do amor.

Ninguém precisa, pois, aguardar o futuro, a fim de possuir a Terra. É possível orientá-la hoje mesmo, detendo-lhe os favores e talentos, entre os nossos semelhantes, cultuando a bondade fraternal.

As melhores oportunidades de cada dia no mundo pertencem àqueles que melhores se fazem para quantos lhes rodeiam os passos.

E ninguém se faz melhor, arremessando pedras de irritação ou espinhos de amargura na senda dos companheiros.

A sabedoria é calma e operosa, humilde e confiante.

O espírito de quem ara a Terra com Jesus compreende que o pântano pede socorro, que a planta frágil espera defesa, que o mato inculto reclama cuidado e que os detritos do temporal podem ser convertidos em valioso adubo, no silêncio do chão.

Se pretendes, pois, a subida evangélica, aprende a auxiliar sem distinção.
A pretexto de venerar a verdade, não aniquiles as promessas do amor.

Abraça o teu roteiro, com a alegria de quem trabalha por fidelidade ao Sumo Bem, estendendo a graça da esperança, a benefício de todos, e, um dia, todos os que te cercam e te acompanham entoarão o cântico de bem-aventurança que o teu coração escreveu e compôs nos teus atos, aparentemente pequeninos de fraternidade e sacrifício, em favor dos outros, em tua jornada de ascensão à Divina Luz.

Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Fevereiro de 2016, 22:18
Novamente na mesma pesquisa
e com textos do mesmo colega de fórum
Trago mais uma reflexão quanto a este tema
com referências de outros livros.


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

INJÚRIAS E VIOLÊNCIAS


“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás, e quem matar será réu no juízo. Pois eu vos digo que todo o que se ira contra o seu irmão será réu no juízo; e o que disser a seu irmão: raca, será réu no conselho; e o que disser: és louco, merecerá a condenação do fogo do inferno.” (1)

Conscientes de que o homem é o fautor de suas próprias dores e também das suas alegrias, e estando ele mesmo incluído no contexto, as dificuldades de convívio que se observam convertem-se em convite para a reflexão individual.

A busca da elevação dos sentimentos, o esmero nas manifestações das atitudes, enfim, a reforma-íntima na recomendação Espírita, se apresentam como contribuições para a formação de um mundo melhor.

A violência não se apresenta somente nos acontecimentos exteriores, ostensivos, escandalosos, mas, muito amiúde, na intimidade dos relacionamentos onde, invigilantes, não raro, o homem fere e agride por palavras ou comportamentos, por se descuidar da qualidade das energias mentais que acumula em si mesmo, descarregando-as inadvertidamente nos momentos de dificuldades emotivas.

O pensamento é a mola propulsora da vida e se manifesta pelas palavras.
André Luiz adverte que “a voz de cada pessoa está carregada pelo magnetismo dos seus próprios sentimentos”. (2)

O comportamento bilioso gera energias que se impregnam na aura de seu emissor transformando-o na primeira vítima dos males que causa pela dificuldade de sintonia com vibrações que inseririam a mansuetude, o respeito, a amizade real, a caridade enfim, no seu campo de atuação.

“( ) todo o que se ira contra o seu irmão será réu no juízo; e o que disser a seu irmão: raca, será réu no conselho ( )” repetimos.

“O corpo é a embarcação.
O pensamento é a força.
A língua é o leme”. (3)

(1) O Evangelho Segundo Mateus- capítulo 5 versículos 21 e 22
(2) André Luiz – Sinal Verde – item 3
(3) Emmanuel – O Espírito da Verdade – item 49


São Paulo/Brasil, 24/04/06
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 03 de Fevereiro de 2016, 17:11
Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref msg inicial deste tópico, de Moisés

      Conf: é verdade inquestionável que todos os efeitos têm suas causas; portanto, tudo que existe (exceto o Criador, conforme as doutrinas cristãs), é efeito de uma causa anterior; sendo assim, qual será a causa de nos iludirmos tanto?! Acreditamos que estamos entendendo a doutrina, qdo, na verdade, não a estamos entendendo!! Entre esses milhares de membros deste fórum (mais de 80 mil), quem realmente a entende?!

      Vejam que não existe uma só palavra sobre qual é a causa de uns serem bons e outros sem maus! As respostas sobre isso sempre são incompletas e sempre questionáveis!!

      Moisés disse: O Cristo nos conclama neste espaço específico de seu discurso (o Sermão da Montanha) à aplicação total da educação. Ensina-nos a importância da moderação, do respeito, do bom trato, da doçura, da fraternidade... prega o amor e exemplifica com toda a sua sublimidade.

      Conf: mas, de que nos vale que nos conclamem, Jesus e outros espíritos benfeitores, à prática da moderação, do respeito, do bom trato, da doçura, da fraternidade... se não nos ensinam “como fazer” para possuirmos essas virtudes?!

      E de que adianta saber o que é o amor e como devemos amar, se não nos ensinam “como fazer” para que exista amor em nosso coração?

      A Doutrina Espírita, sem dúvida, pela voz dos espíritos, ensina-nos sobre a importância dos valores espirituais, e não nos isenta da nossa responsabilidade para com a vida terrena. Mas, de que adianta que nos falem dos valores espirituais, se não nos ensinam o “como fazer” para adquiri-los?!

      E porq afirma que somos responsáveis pelos erros que fazemos, se fazê-los, na verdade, não é responsabilidade nossa, mas do aprendizado que a escola da vida, a escola do bem e do mal, nos proporciona incessantemente, através das experiências/lições que nela vivenciamos?

      Também, pela voz dos espíritos, nos ensinam a submissão à lei de amor e caridade, a confiar na Providência Divina. Mas, a doutrina apenas nos diz que devemos ser submissos a essa lei, mas não nos ensina nem mesmo como fazer para sermos submissos a ela, nem como fazer para que confiemos na Providência Divina!

      E aqui uma pergunta que gostaria que alguém respondesse: se nossa iluminação espiritual depender da ajuda de Jesus, ou de os bons espíritos nos ampararem ou ajudarem a alcançá-la, onde estarão nossos méritos?! Segundo diz a doutrina, só haverá méritos se chegarmos a progredir pelo nosso próprio esforço!

      O que nos dirão, o amigo Moisés e os demais amigos participantes deste FE, sobre isso?
.......................
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Fevereiro de 2016, 23:18
A paciência

7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo.

- Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Fevereiro de 2016, 23:26
Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref msg inicial deste tópico, de Moisés

      Conf: é verdade inquestionável que todos os efeitos têm suas causas; portanto, tudo que existe (exceto o Criador, conforme as doutrinas cristãs), é efeito de uma causa anterior; sendo assim, qual será a causa de nos iludirmos tanto?! Acreditamos que estamos entendendo a doutrina, qdo, na verdade, não a estamos entendendo!! Entre esses milhares de membros deste fórum (mais de 80 mil), quem realmente a entende?!

      Vejam que não existe uma só palavra sobre qual é a causa de uns serem bons e outros sem maus! As respostas sobre isso sempre são incompletas e sempre questionáveis!!

      Moisés disse: O Cristo nos conclama neste espaço específico de seu discurso (o Sermão da Montanha) à aplicação total da educação. Ensina-nos a importância da moderação, do respeito, do bom trato, da doçura, da fraternidade... prega o amor e exemplifica com toda a sua sublimidade.

      Conf: mas, de que nos vale que nos conclamem, Jesus e outros espíritos benfeitores, à prática da moderação, do respeito, do bom trato, da doçura, da fraternidade... se não nos ensinam “como fazer” para possuirmos essas virtudes?!

      E de que adianta saber o que é o amor e como devemos amar, se não nos ensinam “como fazer” para que exista amor em nosso coração?

      A Doutrina Espírita, sem dúvida, pela voz dos espíritos, ensina-nos sobre a importância dos valores espirituais, e não nos isenta da nossa responsabilidade para com a vida terrena. Mas, de que adianta que nos falem dos valores espirituais, se não nos ensinam o “como fazer” para adquiri-los?!

      E porq afirma que somos responsáveis pelos erros que fazemos, se fazê-los, na verdade, não é responsabilidade nossa, mas do aprendizado que a escola da vida, a escola do bem e do mal, nos proporciona incessantemente, através das experiências/lições que nela vivenciamos?

      Também, pela voz dos espíritos, nos ensinam a submissão à lei de amor e caridade, a confiar na Providência Divina. Mas, a doutrina apenas nos diz que devemos ser submissos a essa lei, mas não nos ensina nem mesmo como fazer para sermos submissos a ela, nem como fazer para que confiemos na Providência Divina!

      E aqui uma pergunta que gostaria que alguém respondesse: se nossa iluminação espiritual depender da ajuda de Jesus, ou de os bons espíritos nos ampararem ou ajudarem a alcançá-la, onde estarão nossos méritos?! Segundo diz a doutrina, só haverá méritos se chegarmos a progredir pelo nosso próprio esforço!

      O que nos dirão, o amigo Moisés e os demais amigos participantes deste FE, sobre isso?
.......................

O Amigo participa aplicando o cinismo
de uma maneira bem calculada
Eu lhe confesso novamente
que tenho dificuldades de conversar com o amigo

Muitas ocasiões
tenho até por educação o ímpeto
de aprovar as suas mensagens
de outras vezes não tenho a mesma vontade

Não pela oportunidade de aprovar ou não
como um condutor do tópico
mas pela apresentação do próprio amigo
Conforme vem participando
que se faz gentilmente de mal entendido

Que posso lhe dizer?
Apenas lhe agradeço
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Fevereiro de 2016, 23:28
Obediência e resignação

8. A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.

Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos.

- Lázaro. (Paris, 1863.)
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 04 de Fevereiro de 2016, 02:53
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #18 em: 03 02 16, 23:26, de Moisés

      Olá, meu querido amigo, considerando sua resposta, lhe pergunto: nas minhas respostas, argumentações ou perguntas, coloquei algum absurdo?! Se o amigo percebeu que coloquei, por favor, aponte qual é para que eu possa corrigi-lo ou explicar melhor a quem não esteja compreendendo!

      Vc disse tem tem dificuldades de conversar, ou de se comunicar comigo! Pois lhe peço que o que lhe for difícil entender, o amigo diga para que eu tente lhe explicar melhor!

      Moisés: Muitas ocasiões tenho até por educação o ímpeto de aprovar as suas mensagens; de outras vezes não tenho a mesma vontade.

      Conf: esse deve ser um problema grave dos moderadores pois como podem aprovar ou não aprovar aquilo que não estão entendendo?!
 
     Agora, como vc diz que minha apresentação não é a que devia ser, peço-lhe que, como moderador ou fiscal de tudo que aqui postamos, e conhecedor das regras do fórum e de como devem ser
as apresentações, me ensine como fazê-la melhor!

     E vc, meu querido amigo, pergunta “Que posso lhe dizer?”. Vc pode sim dizer alguma coisa: ou que não está entendendo o que tenho escrito, ou mostrar em que errei para que eu corrija! Faça isso, meu amigo, que certamente nos entenderemos melhor!

      Um abraço!
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Fevereiro de 2016, 10:56
AÇÃO PESSOAL


Cumprindo o meu dever:
Fazer sempre algo mais.

No exame de mim mesmo:
Aceitar-me e servir.

Quanto aos outros:
Dar auxílio e respeito.

Nas lutas dia-a-dia:
Trabalhar e esquecer-me.

Ante o mal que apareça:
Calar, buscando o bem.

Fazer perante Deus:
O melhor que eu puder.

Emmanuel
Chico Xavier
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Fevereiro de 2016, 13:58



VALE A PENA
Grupo Vocal Sábado de Sol
Música : André de Francesco
Letra : Débora da Francesco


Vale a pena ser.....coração
Quando tudo é .....desamor
Vale a pena ser.....como irmão
Quando o outro quer a dor

Vale a pena ser .....como o sol
Quando tudo é .....escuridão
Vale a pena ser .....um farol
Quando o resto é solidão

Vale a pena sonhar.....
Vale a pena sorrir.....
Vale a pena viver.....e amar

Vale a pena ser.....uma estrela
Quando alguém quer.....desistir
Vale a pena ser.....um sorriso
Quando a lágrima cair

Vale a pena sonhar.....
Vale a pena sorrir.....
Vale a pena viver.....e amar

https://www.youtube.com/watch?v=WF6q6CE5Tms
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Fevereiro de 2016, 15:31
Mansidão e Irritabilidade
Caírbar Schutel


"Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra."
(Mateus, V, 5.)

A delicadeza e a civilidade são filhas diletas da mansidão.

Pela mansidão o homem conquista amizades na Terra e bem-aventurança no Céu

Inimiga da irritabilidade que gera a cólera, a mansidão sempre triunfa nas lutas, vence as dificuldades, enfrenta os sacrifícios.

: Os mansos e os humildes de coração possuirão a Terra, porque se elevam na hierarquia espiritual e se constituem outros tantos propugnadores invisíveis do progresso de seus irmãos, guiando-lhes os passos nas veredas do Amor e da Ciência—nobres ideais que nos conduzem a Deus!

"Aprendei de mim, disse Jesus, que sou humilde e manso de coração."

É em Jesus que devemos buscar as lições de mansidão de que tanto carecemos nas lutas da vida.Embora enérgico, quando as circunstâncias o exigiam, o Sublime Redentor sábia fazer prevalecer a sua Palavra pelo poder da verdade que a embalsamava, e sem ódio, sem fel. combatia os vícios, os embustes que deprimiam as almas.

Sempre bom, lhano, sincero, caritativo, prodigalizava a seus ouvintes os meios de adquirirem o necessário à vida na Terra e a felicidade no Céu.

"Não vos encolerizeis para que não sejais condenados . "

A irritabilidade produz a cólera e a cólera é uma das causas predominantes de enfermidades físicas e males psíquicos.

A cólera engendra a neurastenia, as afecções nervosas, as moléstias do coração: é um fogo abrasador que corrompe o nosso organismo, é o vírus peçonhento que macula nossa alma.Filha do ódio, a cólera é um sentimento mesquinho das almas baixas, dos Espíritos inferiores.

Sem mansidão não há piedade, sem piedade não ha paciência, sem paciência não há salvação!

A mansidão é uma das formas da caridade que deve ser exercitada por todos os que buscam a Cristo.

É da cólera que nasce a selvageria que tantas vitimas tem feito.

Da mansidão vem a indulgência, a simpatia, a bondade e o cumprimento do amor ao próximo.

O homem prudente é sempre manso de coração: persuade seus semelhantes sem se excitar; previne os males sem se apaixonar; extingue as lutas com doçura, e grava nas almas progressistas as verdades que soube estudar e compreender.

Os mansos e humildes possuirão a Terra, e serão felizes, o quanto se pode ser no mundo em que se encontram.

(Parábolas e Ensinos de Jesus – Caírbar Schutel)
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Fevereiro de 2016, 16:52
Meus irmãos de estudo, vejam bem: No cotidiano da nossa vida, sempre nos deparamos 
com situações que nos põe em medir a nossa capacidade de superação, seja então nos
relacionamentos com  as pessoas ou então quando somos cometido de algum mal que
nos causam dores e sofrimentos. Em uma linguagem popular venha-se dizer, "nessas
horas muita calma", e justamente nessas horas que necessitamos dessa calma,da
brandura que devemos ter para superar tudo isto. Há pessoas em nosso círculos de
relacionamentos, que pela conduta e postura modificam até mesmo às nossas atitudes,
em algumas vezes, nem fazem propositalmente, mas são justamente elas que nos fazem
pensar melhor nos ensinamentos do mestre Jesus. Vivemos sim, e temos a consciência
de que estamos em um mundo de sofrimentos, e os sofrimentos que nos são causados,
exigem de todos nós paciência, resignação e coragem para supera-los.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Fevereiro de 2016, 20:33
Meus irmãos de estudo, vejam bem: No cotidiano da nossa vida, sempre nos deparamos 
com situações que nos põe em medir a nossa capacidade de superação, seja então nos
relacionamentos com  as pessoas ou então quando somos cometido de algum mal que
nos causam dores e sofrimentos. Em uma linguagem popular venha-se dizer, "nessas
horas muita calma", e justamente nessas horas que necessitamos dessa calma,da
brandura que devemos ter para superar tudo isto. Há pessoas em nosso círculos de
relacionamentos, que pela conduta e postura modificam até mesmo às nossas atitudes,
em algumas vezes, nem fazem propositalmente, mas são justamente elas que nos fazem
pensar melhor nos ensinamentos do mestre Jesus. Vivemos sim, e temos a consciência
de que estamos em um mundo de sofrimentos, e os sofrimentos que nos são causados,
exigem de todos nós paciência, resignação e coragem para supera-los.

Mandou muito bem
Valeu!
Pela reflexão e orientação

Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Fevereiro de 2016, 20:56
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #18 em: 03 02 16, 23:26, de Moisés

      Olá, meu querido amigo, considerando sua resposta, lhe pergunto: nas minhas respostas, argumentações ou perguntas, coloquei algum absurdo?! Se o amigo percebeu que coloquei, por favor, aponte qual é para que eu possa corrigi-lo ou explicar melhor a quem não esteja compreendendo!

      Vc disse tem tem dificuldades de conversar, ou de se comunicar comigo! Pois lhe peço que o que lhe for difícil entender, o amigo diga para que eu tente lhe explicar melhor!

      Moisés: Muitas ocasiões tenho até por educação o ímpeto de aprovar as suas mensagens; de outras vezes não tenho a mesma vontade.

      Conf: esse deve ser um problema grave dos moderadores pois como podem aprovar ou não aprovar aquilo que não estão entendendo?!
 
     Agora, como vc diz que minha apresentação não é a que devia ser, peço-lhe que, como moderador ou fiscal de tudo que aqui postamos, e conhecedor das regras do fórum e de como devem ser
as apresentações, me ensine como fazê-la melhor!

     E vc, meu querido amigo, pergunta “Que posso lhe dizer?”. Vc pode sim dizer alguma coisa: ou que não está entendendo o que tenho escrito, ou mostrar em que errei para que eu corrija! Faça isso, meu amigo, que certamente nos entenderemos melhor!

      Um abraço!


Olá Iconforjr

Quis apenas dizer o seguinte
no aspecto de cinismo
como se pelas postagens
O amigo não soubesse
as perguntas que o amigo mesmo faz

Neste sentido que me encontro
Em dificuldades

Um aspecto simples
que o amigo agiganta sem necessidades

Ser manso e pacífico
Tem a ver conosco
nesta instrução

Não tem a ver com
o temos que mudar o mundo

Pelo tema do estudo mensal
declara se no ensino
Simplesmente uma instrução
a própria conduta

Um indicativo ao proceder

Nada de dificil

Abraços



Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Fevereiro de 2016, 21:02
e nos esforçarmos para aplicar estas lições
do Mestre de Assis

Sim

Concluiremos que estamos nos esforçando
a sermos
Brandos e pacíficos:

Citar
Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: EsoEstudos em 04 de Fevereiro de 2016, 21:03

Se alguém nos comete uma agressão, física, moral ou ambas, é perfeitamente natural que nosso imenso acervo de instintos, notadamente o de conservação, seja acionado remetendo-nos a reações de fuga, luta ou simplesmente raiva.

O erro não está em sentir os efeitos que a evolução nos amoldou por necessidade de sobrevivência. O erro está em cultuar esses efeitos na realização de condutas desnecessárias (se forem necessárias, serão mera defesa), iniciando, por exemplo, um projeto de vingança.

Não há passividade em ser manso... Muito pelo contrário, exige-nos um redobrado esforço espiritual, daqueles necessários para nos elevar do reino instintivo.

(Adaptado - http://esoestudos.blogspot.com.br/2013/04/perdoar-let-it-be.html)

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 04 de Fevereiro de 2016, 22:37
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #26 em: 04 02 16, às 20:56, de Moisés

      Conf: olá, amigo Moisés,

      Moisés disse: Olá Iconforjr, quis apenas dizer o seguinte no aspecto de cinismo como se pelas postagenso amigo não soubesse as perguntas que o amigo mesmo faz. Neste sentido que me encontro em dificuldades. Um aspecto simples que o amigo agiganta sem necessidades.

      Conf: Moisés, vc talvez não tenha percebido que eu nunca disse que não sei as respostas às perguntas que faço! O meu objetivo, como já esclareci muitas vezes, não é encontrar as respostas; é, se possível, contribuir para que alguém mais as encontre. Como a doutrina sensatamente recomenda, devemos raciocinar muito para entendê-la melhor; “fé raciocinada” lembra-se? E nada melhor do que fazer perguntas para exercitar o raciocínio, concorda?  Por isso quase só trago perguntas!

      Infelizmente, é verdade que muitos torcem o nariz qdo lhes faço perguntas, talvez porq acreditem que são tolas, infantis, absurdas, que conhecem as respostas e que, por isso, não se interessam em raciocinar para obtê-las. Faço isso há décadas e sei que isso ocorre em todo lugar; aqui mesmo no fórum, as perguntas que faço parecem que são “invisíveis”, pois raramente alguém responde! E qdo responde as respostas nunca são completas; sempre são apenas meias-respostas, são sempre questionáveis!

      E veja como tenho razão em agigantar, pois certas perguntas, como a que coloco em seguida, e já coloquei para vc, cuja compreensão é imperiosa para se entenda a doutrina, infelizmente muitos não sabem responder e, consequentemente, não devem estar conseguindo entender a doutrina; estão apenas "acreditando" que entendem: qual é a causa de um ser bom e outro ser mau? Veja se vc consegue responder, não como todos respondem, que é isso acontece devido ao livre-arbítrio, mas de modo que mostre que vc está entendendo a DE?

      Moisés: Ser manso e pacífico Tem a ver conosco nesta instrução, Não tem a ver com o temos que mudar o mundo... Pelo tema do estudo mensal declara se no ensino Simplesmente uma instrução a própria conduta... Nada de difícil...

      Conf: como “nada de difícil”, meu amigo?! Dificílimo, extremamente difícil! Olhe o mundo e veja que cerca de 7 bilhões de irmãos nossos, talvez com bem poucas exceções, não sabem responder às perguntas; e veja que vc mesmo não sabe porq está dizendo “nada de difícil”!

       Por ex, vc fala que é “nada difícil” ser manso e pacífico, e lhe pergunto: vc sabe como fazer para possuir essa mansidão e ser pacífico? Ou como deve fazer o mau, o egoísta, o orgulhoso, o viciado, o pervertido etc, para não ser assim? E sabe porq é que tantos possuem esses defeitos/imperfeições?

      A doutrina, meu amigo, aliás todas as doutrinas que creem em Deus, não nos dizem como fazer isso, não sabem nem mesmo como deve fazer o mau fazer para ser bom!!

      Abraços tb para vc!
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 05 de Fevereiro de 2016, 01:17
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #28 em: 04 012 16, às 21:03, de EsoEstudos:

      Conf: olá Eso, me permita algumas palavras.

      Eso escreveu: Se alguém nos comete uma agressão, física, moral ou ambas, é perfeitamente natural que nosso imenso acervo de instintos, notadamente o de conservação, seja acionado remetendo-nos a reações de fuga, luta ou simplesmente raiva.

      Conf: e se é natural, a Lei não nos fará sofrer por isso, certo?

      Eso: O erro não está em sentir os efeitos que a evolução nos amoldou por necessidade de sobrevivência. O erro está em cultuar esses efeitos na realização de condutas desnecessárias (se forem necessárias, serão mera defesa), iniciando, por exemplo, um projeto de vingança.

      Conf: e se todos os efeitos têm suas causas,  qual é a causa de uns errarem assim, cultuando esses efeitos, e outros não?

      Eso: Não há passividade em ser manso... Muito pelo contrário, exige-nos um redobrado esforço espiritual, daqueles necessários para nos elevar do reino instintivo.
 
     Conf: e, meu amigo, se alguns conseguem fazer esse esforço, porq outros não conseguem?
...............
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Fevereiro de 2016, 12:48

Se alguém nos comete uma agressão, física, moral ou ambas, é perfeitamente natural que nosso imenso acervo de instintos, notadamente o de conservação, seja acionado remetendo-nos a reações de fuga, luta ou simplesmente raiva.

O erro não está em sentir os efeitos que a evolução nos amoldou por necessidade de sobrevivência. O erro está em cultuar esses efeitos na realização de condutas desnecessárias (se forem necessárias, serão mera defesa), iniciando, por exemplo, um projeto de vingança.

Não há passividade em ser manso... Muito pelo contrário, exige-nos um redobrado esforço espiritual, daqueles necessários para nos elevar do reino instintivo.

(Adaptado - http://esoestudos.blogspot.com.br/2013/04/perdoar-let-it-be.html)



Olá Eso
Penso que algumas vontades nada boas podem até nos visitar
mas nos esforcemos para que não façam moradas
que não se tornem hábitos

Que nos esforcemos o máximo para a prática do que é bom...

Que tenhamos coragem de abandonar
qualquer desejo de violência

Que possamos trocar toda e qualquer arma
pelos argumentos do evangelho

Mesmo que a pratica de tais ações
nos pareçam impossiveis


Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Fevereiro de 2016, 12:57
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #26 em: 04 02 16, às 20:56, de Moisés

      Conf: olá, amigo Moisés,

      Moisés disse: Olá Iconforjr, quis apenas dizer o seguinte no aspecto de cinismo como se pelas postagenso amigo não (...)
(...)A doutrina, meu amigo, aliás todas as doutrinas que creem em Deus, não nos dizem como fazer isso, não sabem nem mesmo como deve fazer o mau fazer para ser bom!!

      Abraços tb para vc!


Que bom amigo que você compreendeu
Fico feliz pelo meu progresso
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Fevereiro de 2016, 13:32
"Não sou o primeiro Buda que existiu na terra, nem serei o último.
No tempo devido outro Buda levantar-se-á no mundo,
um santo,
um ser divinamente iluminado,
dotado de sabedoria em sua conduta,
benigno,
conhecendo o universo,
um líder incomparável dos homens,
um mestre dos anjos e dos mortais.
Ele vos revelará as mesmas verdades eternas que vos ensinei.
Ele vos pregará esta religião,
gloriosa em sua origem,
gloriosa em seu climáx,
gloriosa em seus objetivos,
tanto no espírito como na forma.
Ele proclamará uma vida religiosa tão pura e perfeita como a que agora proclamo.
Seus discípulos serão contados em milhares,
enquanto que os meus contam-se em centenas."

Buda
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Fevereiro de 2016, 16:27
MANSOS

Aqui, a impiedade ao passar deixou profundos sulcos e o triunfo, agora, adorna a cabeça do déspota que vive indiferente à sorte do próximo.

Ali, o poder fez morada, no lar de verdugo cruel, acostumado a perseguir.

Adiante, os maus conseguem aplausos, recepcionados pela afabilidade geral entre sorrisos e festas.

Tens, assim, a impressão de que a Terra está convertida num covil de salteadores e que a honra, incompreendida, silenciou sua voz, sendo substituída pelo descalabro moral.

Diante das facilidades de que tantos se utilizam e que estão ao teu alcance, indagas: Não será loucura permanecer no posto a que me atenho?

E confrontas: alguém que te parecia a personificação do equilíbrio foi arrastado vilmente pela cobiça e o erro; outrem de valor aos teus olhos, revelou-se de inopino servo de interesses subalternos, mostrando-se vassalo de paixões animalizantes…

Nubla-se tua visão, afliges-te intimamente e concluis que o melhor a fazer é segui-los…

Refaze, porém, os painéis morais de tua mente.

Deixa-te afagar pela brandura e pacifica-te.

***

O macrocosmo é constituído de átomos que são, por sua vez, universos miniaturizados.

A floresta impenetrável é dependência do filete dágua que lhe alimenta as raízes, no imo da terra.

O Sol imponente gasta-se enquanto consome massa em energia.

A vida moral e espiritual na Terra, do mesmo modo, é serva das mil insignificâncias nobres de que o Senhor se serve para a construção do melhor.

É imperioso que permaneças no posto do bem servir.

Deus, é verdade, não tem pressa.

Apesar disso tens infinito caminho a percorrer na senda evolutiva.

Cuida, desde agora, de exercitar a mansuetude e a cordura.

Se o Orbe fosse o paraíso dos pacíficos, a mansuetude dos justos seria lugar comum.

Por isso se faz necessário que dilates os tesouros da benignidade e da paciência.

As transformações sócio-econômicas-morais que se prevêem, começarão dentro de cada espírito afervorado à causa da justiça.

A humanidade começa na célula-homem.

Dá começo ao programa do mundo feliz, hoje e agora, vivendo-o em ti mesmo.

***

Porque fosse difícil, no jogo falaz das ansiedades humanas, a permanência nos altos postulados da vida cristã é que o Mestre, com sabedoria e propriedade, considerando os obstáculos a transpor entre tantas tentações, nos animou com elevado prêmio, informando:

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.

(De: Dimensões da Verdade,
de Divaldo P. Franco,
pelo Espírito Joanna de Ângelis).
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Fevereiro de 2016, 16:37
Brandos e Pacíficos

A azáfama do dia cedera lugar a terna e suave tranqüilidade. As atividades fatigantes alongaram-se até as primeiras horas da noite, que se recamara de astros alvinitentes. Os últimos corações atendidos, à margem do lago, após a formosa pregação do entardecer, demandaram os seus sítios facultando que eles, a seu turno, volvessem à casa de Simão.

Depois do repasto simples, o Mestre acercou-se da praia em companhia do apóstolo afeiçoado e, porque o percebesse tristonho, interrogou com amabilidade:

- Que aflição tisna a serenidade da tua face, Simão, encobrindo-a com o véu de singular tristeza?

Havia na indagação carinhoso interesse e bondade indisfarçável.

Convidado diretamente à conversação renovadora, o velho pescador contestou com expressiva entonação de voz, na qual se destacava a modulação da amargura:

- Cansaço, Senhor. Sinto-me muitas vezes descoroçoado, no ministério abraçado... Não fosse por ti...

Não conseguiu concluir a frase. As lágrimas represadas irromperam afogando o trabalhador devotado em penosa agonia. E como o silêncio se fizesse espontâneo, ante o oscular da noite que os acalentava em festival de esperança, o companheiro, sentindo-se compreendido e, passado o volume inicial da emotividade descontrolada, prosseguiu:

- Não ignoro a própria inferioridade e sei que teu amor me convocou à boa nova a fim de que me renovasse para a luz e pudesse crescer na direção do amor de nosso Pai. Todavia, deparo-me a cada instante com dificuldades que me dilaceram os sentimentos, inquietando-me a alma.

Ante o olhar dúlcido e interrogativo do Amigo discreto adiu:

- É verdade que devemos perdoar todas as ofensas, no entanto, como suportar a agressividade que nos fere, quando pretende admoestar e que humilha, quando promete ajudar?

- Guardando a paz do coração - redarguiu o divino Benfeitor.

- Todavia - revidou o discípulo sensibilizado -, como conservar a paz, estando sitiado pela hipocrisia de uns, pela suspeita pertinaz de outros, sob o olhar severo das pessoas que sabemos em pior situação do que a nossa?

- Mantendo a brandura no julgamento - respondeu o Senhor.

- Concordo que a mansuetude é medicamento eficaz - redargüiu Pedro -, não obstante, não seria de esperarmos que os companheiros afeiçoados à luz nova também a exercitassem por sua vez? Quando a dúvida sobre nossas atitudes parte de estranhos, quando a suspeição vem de fora da grei, quando a agressividade nos chega dos inimigos da fé, podemos manter a brandura e a paz íntimas. Entrementes, sofrer as dificuldades apresentadas por aqueles que nos dizem amar, tomando parte no banquete do Evangelho, convém consideremos ser muito mais difícil e grave o cometimento...

Percebendo a angústia que se apossara do servo querido, o Mestre, paciente e judicioso, explicou:

- Antes de esperarmos atitudes salutares do próximo, cabe-nos o dever de oferecê-las. Porque alguém seja enfermo pertinaz e recalcitrante no erro, impedindo que a luz renovadora do bem o penetre e sare, não nos podemos permitir o seu contágio danoso, nem nos é lícito cercear-lhe a oportunidade de buscar a saúde. Certamente, dói-nos mais a impiedade de julgamento que parte do amigo e fere mais a descortesia de quem nos é conhecido. Ignoramos, porém, o seu grau de padecimento interior e a sua situação tormentosa. Nem todos os que nos abraçam fazem-no por amor, bem o sabemos... Há os que, incapazes de amar, duvidam do amor do próximo; os que mantendo vida e atitudes dúbias descrêem da retidão alheia; os que tropeçando e tombando descuram de melhorar a estrada para os que vêm atrás... Necessário compreendê-los todos e amá-los, sem exigir que sejam melhores ou piores, convivendo sob o bombardeio do azedume deles sem nos tornar-nos displicentes para com os nossos deveres ou amargos em relação aos outros...

- Ante a impossibilidade de suportá-los -sindicou o pescador com sinceridade -, sem correr o perigo de os detestar, não seria melhor que os evitássemos, distanciando-nos deles?

- Não, Simão - esclareceu Jesus. - Deixar o enfermo entregue a si mesmo será condená-lo à morte; abandonar o revel significa torná-lo pior... Antes de outra atitude é necessário que nos pacifiquemos intimamente, a fim de que a brandura se exteriorize do nosso coração em forma de bênção.

“Na legislação da montanha foi estabelecido que são bem-aventurados os brandos e pacíficos...

“A bem-aventurança é o galardão maior. Para consegui-lo é indispensável o sacrifício, a renúncia, a vitória sobre o amor-próprio, o triunfo sobre as paixões.

“Amar aos bons é dever de retribuição, mas servir e amar aos que nos menosprezam e de nós duvidam é caridade para eles e felicidade para nós próprios.”

Como o céu continuasse em cintilações incomparáveis e o canto do mar embalasse a noite em triunfo, o Mestre silenciou como a aspirar as blandícias da Natureza.

O discípulo, desanuviado e confiante, com os olhos em fulgurações, pensando nos júbilos futuros do Evangelho, repetiu quase num monólogo, recordando o Sermão da Montanha:

“Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.

“Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.”

E deixou-se penetrar pela tranqüilidade, em clima de elevadas reflexões.



Autor: Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Franco
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Fevereiro de 2016, 16:30
A Cólera
UM ESPÍRITO PROTETOR
Bordeaux, 1863

 

            9 – O orgulho vos leva a vos julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa rebaixar, e a vos considerardes, ao contrário, de tal maneira acima de vossos irmãos, seja na finura de espírito, seja no tocante à posição social, seja ainda em relação às vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e vos fere. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera.

            Procurai a origem desses acessos de demência passageira, que vos assemelham aos brutos, fazendo-vos perder o sangue frio e a razão: procurai-a, e encontrareis quase sempre por base o orgulho ferido. Não é acaso o orgulho ferido por uma contradita, que vos faz repelir as observações justas e rejeitar, encolerizados, os mais sábios conselhos? Até mesmo a impaciência, causada pelas contrariedades, em geral pueris, decorre da importância atribuída à personalidade, perante a qual julgais que todos devem curvar-se.

            No seu frenesi, o homem colérico se volta contra tudo, à própria natureza bruta, aos objetos inanimados, que espedaça, por não o obedecerem. Ah!, se nesses momentos ele pudesse ver-se a sangue frio, teria horror de si mesmo ou se reconheceria ridículo! Que julgue por isso a impressão que deve causar aos outros. Ao menos pelo respeito a si mesmo, deveria esforçar-se, pois, para vencer essa tendência que o torna digno de piedade.

            Se pudesse pensar que a cólera nada resolve,que lhe altera a saúde, compromete a sua própria vida, veria que é ele mesmo a sua primeira vítima. Mas ainda há outra consideração que o deveria deter: o pensamento de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tiver coração, não sentirá remorsos por fazer sofrer as criaturas que mais ama? E que mágoa mortal não sentiria se, num acesso de arrebatamento, cometesse um ato de que teria de recriminar-se por toda a vida!

            Em suma: a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede que se faça muito bem, e pode levar a fazer-se muito mal. Isso deve ser suficiente para incitar os esforços por dominá-la. O espírita, aliás, é incitado por outro motivo: o de que ela é contrária à caridade e à humildade cristãs.     
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Fevereiro de 2016, 16:32
A Cólera
HAHNEMANN
Paris, 1863
                                         

            10 – Segundo a idéia muito falsa de que não se pode reformar a própria natureza, o homem se julga dispensado de fazer esforços para se corrigir dos defeitos em que se compraz voluntariamente, ou que para isso exigiriam muita perseverança. É assim, por exemplo, que o homem inclinado à cólera se desculpa quase sempre com o seu temperamento. Em vez de se considerar culpado, atribui a falta ao seu organismo, acusando assim a Deus pelos seus próprios defeitos. É ainda uma conseqüência do orgulho, que se encontra mesclado a todas as suas imperfeições.

            Não há dúvida que existem temperamentos que se prestam melhor aos atos de violência, como existem músculos mais flexíveis, que melhor se prestam a exercícios físicos. Não penseis, porém, que seja essa a causa fundamental da cólera, e acreditai que um Espírito pacífico, mesmo num corpo bilioso, será sempre pacífico, enquanto um Espírito violento, num corpo linfático, não seria mais dócil. Nesse caso, a violência apenas tomaria outro caráter. Não dispondo de um organismo apropriado à sua manifestação, a cólera seria concentrada, enquanto no caso contrário seria expansiva.

            O corpo não dá impulsos de cólera a quem não os tem, como não dá outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. Sem isso, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem que é deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nada tem com isso, mas pode modificar o que se relaciona com o Espírito, quando dispõe de uma vontade firme. A experiência não vos prova, espíritas, até onde pode ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam aos vossos olhos? Dizei, pois, que o homem só permanece vicioso porque o quer, mas que aquele que deseja corrigir-se sempre o pode fazer. De outra maneira, a lei do progresso não existiria para o homem.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Fevereiro de 2016, 21:12
Sê Amável

É nosso dever, em todas as horas das nossas conversações com os outros, demonstrar educação. O modo de falar denuncia o que somos para quem nos ouve. Sejamos amáveis no que devemos dizer, e quem nos escuta irá nos devolver a mesma harmonia que ofertamos através da cordialidade com que o tratamos.

O homem estouvado é sempre relegado ao esquecimento pelos companheiros e recebe o preço da sua ignorância pela solidão. Não queiras ser um destes sofredores que estimulam instintos inferiores no trato com os outros. Aprende a conversar amavelmente com quem te procura ou com aqueles que te amam. Se tu não fazes força para melhorar moralmente, nem te esforças para o aprimoramento da tua conduta, permaneces morto, e essa morte é das piores, um suicídio que praticas conscientemente.

Nós somos todos enfermos e poucos têm vontade de curar-se. Alegam a cruz pesada nos ombros, porém, permanecem parados, e aí ela pesa mais. O movimento é princípio de libertação. Andemos com os nossos fardos sem reclamar, que eles se tornarão leves. Mesmo que as dores nos imobilizem em cima de um catre, mostremos fortaleza espiritual e deixemos, nas nossas conversações, transparecer o amor e a gratidão por todos os que estão nos ajudando a melhorar.

A dor, os problemas, enfim, todos os tipos de infortúnios, vêm nos provar o que aprendemos. Estamos constantemente com a cabeça cheia de teorias de todas as formas.

Estamos com os ouvidos carregados de conceitos e com a consciência amontoando um celeiro de advertências. Entretanto, esquecemo-nos da melhor parte: a vivência. E quando ela demora a aparecer, surge na pauta da nossa vida a dor, com inúmeras modalidades, para que despertemos o jovem dentro do ancião. Se alguém te serve um copo de água que seja, agradece amavelmente, porque, naquele ato de servir e ser servido há trocas de energias sutis que passam despercebidas pela razão, mas que a intuição aprimorada registra.

Demonstrar educação para com os nossos amigos não é muita vantagem; é dever, pelas reverências deles para conosco. A grandeza da disciplina é testada diante daqueles que nos ofendem e nos desagradam. Amplia o teu poder de tolerar, mas sem chegares à conivência. O bom senso te indicará os limites a que podes chegar sem desestimular o desequilíbrio.

Desfruta da alegria, pois esse dom não precisa ser comprado; ele pode despertar em teu coração. Faze da tua mente uma força a desvendar mistérios, mas aqueles mistérios que ajudam a viver melhor. Não te esqueças da gentileza em todos os aspectos que refletem o Amor, porque cada conquista, em se tratando de virtudes, é uma operação moral que estás fazendo no teu mundo interno e cada passo que deres neste sentido será um reflexo de luzes que se acendem no teu universo interior, buscando e harmonizando com a criação e vivendo a mesma paz que vive o Senhor de todos nós.

Se, por vezes, a educação te faltar na comunicação com os teus semelhantes, é preferível que cales a boca, sem deixar de trabalhar por dentro para desfazeres os impulsos de inferioridade. Não deves esquecer a oração, nestes momentos. Ela ajuda a serenar todas as tempestades que possam nos arruinar.

Do livro: Cirurgia Moral, Médium: João Nunes Maia
Autor: Lancellin
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Fevereiro de 2016, 17:23
CALMA

Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.

Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.

Se a razão é a enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.

Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.

Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.

Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.

Se contrariedades apareceram, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.

Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.

Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar.

Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema a serenidade é o teto da alma, pedindo serviço por solução.

Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Francisco Xavier
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Fevereiro de 2016, 12:13
Discurso de Mahatma Gandhi

Em 20 de Outubro de 1931, com 62 anos, Mahatma Gandhi decide gravar a sua voz para que desta forma este discurso ecoasse para sempre no tempo.

"Há um poder misterioso indefinível que permeia tudo, sinto-o apesar de não o ver."

Há um poder misterioso indefinível que permeia tudo, sinto-o apesar de não o ver.
É esse poder invisível que se faz sentir e ainda desafia toda a prova, porque é tão diferente de tudo o que vejo através dos meus sentidos. Ele transcende os sentidos.

Mas é possível questionar a existência de Deus até um certo ponto.
Mesmo em assuntos comuns, sabemos que as pessoas não sabem quem as governa ou por quem e como são governadas e ainda assim sabem que há um poder que, certamente, vai regendo.

Na minha viagem do ano passado em Mysore eu conheci muitos aldeões pobres e percebi que eles não sabiam quem governava Mysore. Eles simplesmente disseram que algum Deus governava.
Se o conhecimento dessas pobres pessoas era tão limitado sobre os seus governantes, eu que sou infinitamente menor em relação a Deus, não me surpreendo se não perceber a presença de Deus - o Rei dos Reis.

No entanto, eu sinto-me, como os aldeões pobres se sentiam sobre Mysore. Que não há ordem no universo, existe uma lei inalterável que rege tudo e todos os seres que existe ou vidas.
Não é uma lei cega. Nenhuma lei cega pode governar a conduta do ser vivo. E graças às pesquisas maravilhosas de Sir JC Bose pode agora ser provado que até mesmo a matéria é a vida.

Essa lei, que rege toda a vida é Deus. E a lei e o legislador são um. Eu não posso negar a lei ou o legislador, porque eu sei tão pouco sobre ela ou ele. Assim como minha negação ou a ignorância da existência de um poder terrestre de nada me vai valer, tal como a  minha negação de Deus e Sua lei não vai me libertar de sua operação.

Mas a sua aceitação humilde faz com que a jornada da vida seja mais fácil, tal como a aceitação da lei terrena torna a vida mais fácil.

Eu percebo vagamente, que enquanto tudo ao meu redor está sempre mudando, sempre morrendo, lá está - subjacente a toda a mudança - um poder vivo que é imutável, que mantém todos juntos, que cria, recria e se dissolve.

Esse poder que dá vida em forma de espírito é Deus, e já que nada do que eu vejo apenas através dos sentidos pode ou vai persistir, só Ele é.

E é esse poder benevolente ou malevolente?

Eu vejo isso como puramente benevolente, pois posso ver que no meio da morte a vida persiste, no meio da mentira a verdade persiste, no meio das trevas a luz persiste.

Assim entendo que Deus é vida, luz, verdade. Ele é amor. Ele é o Bem supremo.

Mas Ele não é um Deus, que apenas satisfaz o intelecto, se é que ele o faz.
Deus para ser Deus governa o coração e transforma-o. Ele deve expressar-se em cada pequeno acto do Seu devoto.

Isso só pode ser feito através de uma compreensão definitiva, mais real do que os cinco sentidos - que podem sempre produzir percepções. As percepções dos sentidos, podem ser - e muitas vezes são -  falsas e enganosas, por mais reais que possam parecer para nós. Quando há compreensão para além dos sentidos esta é infalível.

Está provado, pela conduta e pelo carácter transformados daqueles que se sentiram a presença real de Deus dentro si. Tal testemunho encontra-se nas experiências de uma linha ininterrupta de profetas e sábios em todos os países. Rejeitar esta evidência é negar-se a si mesmo.

Esta compreensão é precedida por uma fé inamovível. Aquele que é, em sua própria pessoa a prova viva da presença de Deus pode fazê-lo por uma fé viva.

Uma vez que a própria fé não pode ser provada por indícios exteriores o caminho mais seguro é acreditar no governo moral do mundo e, portanto, na supremacia da lei moral , a lei da verdade e do amor. O exercício da fé vai ser o mais seguro, onde há uma clara determinação sumariamente a rejeitar tudo o que é contrário à verdade e amor.

Confesso que não tenho nenhum argumento para convencer através da razão. A fé transcende a razão. Tudo o que eu posso aconselhar é a não tentar o impossível.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Fevereiro de 2016, 12:25
Discurso "Não violência".
Mahatma Gandhi.


Dou-lhes boas-vindas.

A todos vocês.

Não temos segredos.

Vamos começar esclarecendo...

...a nova lei do General Smuts.

Os indianos devem fornecer suas impressões digitais...

...como criminosos.

Homens e mulheres.

Por esta lei...

...um policial...

...ao passar na habitação de um indiano...

...pode entrar e pedir o passe de qualquer mulher indiana.

...ele não precisa esperar na porta.

Ele pode entrar.

Por essa causa, eu também estou preparado para morrer.

Porém, meus amigos...

...não há causa nenhuma pela qual eu me disporia a matar.

Não importa o que nos façam...

...não atacaremos ninguém...

...não mataremos ninguém.

Mas também ninguém dará suas impressões digitais.

Vão nos prender, nos multar...

...e confiscar nossos bens...

...mas não tomarão nossa dignidade...

...se não a entregarmos.

Estou pedindo que lutem.

Que lutem contra o ódio deles. Não que o provoquem.

Não desferiremos um golpe.

Mas receberemos golpes.

E, por meio da nossa dor...

...faremos com que eles percebam a injustiça.

Isso será doloroso...

...como toda luta é dolorosa...

...mas não perderemos.

Não podemos perder.

Podem torturar o meu corpo...

...quebrar os meus ossos...

...e até me matar.

Então...

...eles terão o meu cadáver...

...mas não minha obediência.

Nós somos hindus e muçulmanos...

...crianças de Deus...

...cada um de nós.

Vamos fazer um solene juramento...

...pelo Seu nome.

Que não importa o que acontecer...

...nós não iremos nos submeter a essa lei.

Não posso lhes ensinar a violência, porque eu mesmo não acredito nela.
Posso somente lhes ensinar a não se curvar perante ninguém, ainda que isso lhes custe a vida.

Força não vem da capacidade física, mas de uma vontade indomável.

Felicidade é quando o que você pensa o que você diz, e o que você faz, está em harmonia.
Olho por olho, e o mundo acabará cego.

Seus únicos pertences.

Quando me encontro em desespero, lembro que em toda a história, a verdade e o amor sempre venceram.
Apesar dos tiranos e assassinos parecerem invencíveis por um tempo, no final eles sempre caem.

Mantenha isso em mente.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Fevereiro de 2016, 15:27
As três peneiras ...


Um homem, procurou um sábio e disse-lhe:
- Preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de...

Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
- Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras?
- Sim. A primeira é a da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro?
- Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram!
- Então suas palavras já vazaram a primeira peneira.
Vamos então para a segunda peneira: a bondade.
O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Não! Absolutamente, não!
- Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira.

Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade.
Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante?
Resolve alguma coisa?
Ajuda alguém?
Melhora alguma coisa?
- Não...

Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que nada me resta do que iria contar.
E o sábio sorrindo concluiu:
- Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo.
Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos.

Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz!
Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de passá-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras porque:
Pessoas sábias falam sobre idéias; Pessoas comuns falam sobre coisas; Pessoas medíocres falam sobre pessoas.

(Atribuído a Sócrates)
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Fevereiro de 2016, 13:15
Ação - Bondade

A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva.

O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite.

Quando se faz algo meritório em favor do próximo aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso.

O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência.

A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada.

O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade.

*

Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua recompensa.

Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz.

Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor.

Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade. Ninguém te saberá o nome, no entanto, o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo.

Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir.

Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da Comunicação.

Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir.

 Divaldo Pereira. Episódios Diários.
Pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Fevereiro de 2016, 13:52
A omissão dos bons - Falta de energia não é bondade.

Várias questões de O Livro dos Espíritos figuram entre as minhas preferidas. A 932 é uma delas.

Citar
“932. Por que, no mundo, tão amiúde a influência dos maus sobrepuja a dos bons?”
“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

Conheço gente que pensa serem o bem e o mal duas forças antagônicas e de igual poder que vivem em eterna luta. É a visão maniqueísta, sobre a qual já falei no livro Inquietações de um espírita.

É equivocado achar que o bem e o mal têm igual potência. O mal é somente a ausência do bem. Só isso. Quando o bem chega, o mal bate em retirada. É como a escuridão: ao acendermos uma luz, um fósforo que seja, a escuridão perde a força. Se a rua está às escuras e acendemos a luz do quarto, não é a escuridão que entra pela janela, é a luz que sai por ela.

Para quem acha que estou sendo um tanto piegas, vamos a exemplos com mais sustança, como dizem os antigos.

O livro Libertação, do espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier, mostra um vasto local de baixíssima vibração espiritual comandado por uma entidade astuta, mas profundamente infeliz, porque se mostra enredada em planos de ódio e vingança. Para pô-los em prática, comanda diversos espíritos igualmente infelizes, que cumprem suas ordens, atuando sobre o psiquismo de várias criaturas encarnadas. A equipe da qual André Luiz faz parte inicia, então, com amor, coragem e paciência, uma plano que aos poucos vai conduzindo aquelas almas à redenção de si mesmas pelo trabalho de reerguimento moral. Ao final do livro, a mãe do, digamos, chefe do bando aparece, esplendorosa, nimbada de luz para buscar o filho, que não a encontrava havia muito tempo, visto que, tão logo desencarnou, se deixou levar por sentimentos inferiores. Ele, então, emocionado ante a presença da mãe, deixa cair toda a máscara de crueldade, revela-se frágil, carente, a mãe o leva embora e a luz do bem se faz presente, inundando o lugar de paz. O bem não foi tímido, foi audacioso, trabalhou de forma diligente e o mal se dissipou.

Outro ótimo exemplo está no livro Sexo e Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo P. Franco. No livro, o Marquês de Sade (sim, ele mesmo!), espírito altamente vinculado ao sexo vicioso – tanto que a palavra sadismo deriva de seu nome – embora séculos depois de sua morte, é também surpreendido, no plano espiritual, pela presença da mãe. E com o concurso dos amigos espirituais (sim, eles mesmos!), é iniciado um processo de redenção daquela alma, pois o bem sempre vence.

Assim também deve ser conosco. Somos de fato muito tímidos quando nos defrontamos com o mal. E não estou falando do mal enorme, simbolizando por um vampiro, uma assombração ou coisa que o valha. Tampouco estou falando do bem em grandes proporções. Aliás, precisamos parar de achar que bem e mal são coisas de grandes escalas. Também são, mas podem estar presentes igualmente nas pequenas ações do dia a dia.

É curioso esse dado do ser humano. Achar que para fazer o bem é necessária grande soma em dinheiro, feitos grandiosos etc. Conheço gente que diz ter o sonho de construir um hospital se ganhasse na loteria. De fato é um sonho louvável, mas enquanto isso, os bancos de sangue vivem vazios, suplicando por doadores, e quase ninguém aparece para doar sangue. Por essa razão, o mal, representado por doentes necessitados e por baixos estoques de sangue, prospera. E prospera por quê? Por fraqueza dos bons, traduzida em preguiça, falta de interesse, medo da agulha... E eu falo isso de cadeira, pois sou doador de sangue.

Fiz meu primeiro curso universitário à noite no Rio de Janeiro, morando em Petrópolis. À época (1988 a 1992), os ônibus Rio-Petrópolis-Rio não possuíam ar condicionado. Nos dias quentes, era necessário abrir a janela para refrescar o ambiente. Só que havia janelas que não eram janelas, eram vidros fixos. Quem viaja muito em ônibus interurbanos sabe que, dependendo da poltrona comprada, senta-se ao vidro, e não à abertura da janela. Eu, como viajava sempre, já sabia quais assentos eram janelas e quais eram vidros.

Certa vez, num dia quente de verão, cheguei cedo à Rodoviária Novo Rio e comprei janela. Fui então lanchar. Quando embarquei no ônibus, havia um homem sentado no assento de janela que eu havia comprado. Em suma, ele comprou um assento que era no vidro, e não na abertura da janela, e sentou-se no meu lugar. Ele, então, de forma autoritária, despachando-me, disse para que eu sentasse no lugar dele, que era janela também. Eu sabia que não era, mas por covardia moral sentei-me e vim emburrado para casa, julgando-me o homem mais tolo do mundo. Não havia sido corajoso para lutar pelo direito de sentar no assento que eu havia escolhido. Deixei o mal, representado por um sujeito folgado e arrogante, me vencer.

O tempo passou, fui pegando idade, estudando a Doutrina Espírita e aprendendo a não ser omisso ante o mal nosso de cada dia. Por várias vezes, vi-me em situações parecidas com a que relatei e fiz, com educação e força moral, valerem os meus direitos.

Um belo exemplo aconteceu quando eu esperava para atravessar a rua na faixa de pedestres e um carro só faltou passar por cima de mim para estacionar... na faixa de pedestres! Como logo atravessei a rua, acabei não me manifestando, mas passei a ficar atento ao fato. Tempos depois, estava eu esperando para atravessar no mesmo local quando chegou um carro, encostou mais à frente e começou a dar marcha a ré para estacionar na faixa, onde eu aguardava para, no meu direito, atravessar a rua. Não arredei pé de onde estava. Fiz o motorista desistir de estacionar na faixa e sair em busca de outra vaga. Senti-me vitorioso; o mal da falta de respeito aos direitos do próximo na via pública havia sido derrotado por mim. Fiz valer o meu direito e o de muitos pedestres.

Em 2005, estava em Brasília, quando tive a oportunidade de assistir ao seminário Diretrizes para uma vida feliz, ministrado pelo médium e tribuno baiano Divaldo Pereira Franco. Foi um seminário de dois dias (sábado e domingo à tarde). No domingo de manhã, foi promovido um bate-papo de Divaldo com dirigentes dos centros espíritas da região, do qual também participei.

Uma das perguntas feitas a Divaldo versou justamente sobre se devemos ou não chamar atenção de algum companheiro de centro espírita que está fazendo algo errado. Divaldo disse que sim. Se a pessoa está errada, deve-se chamar-lhe atenção, claro que com respeito e carinho, mas precisa realmente ser advertida, a fim de não continuar cometendo o mesmo erro. – E se ela ficar chateada? – perguntou alguém. Resposta de Divaldo: – Se ela ficar chateada é problema dela. O que não podemos é deixar o mal triunfar por receio nosso.

Ele, então, aproveita a deixa e conta que, certa vez, depois de uma série de palestras, estava na fila do check in do aeroporto, a fim de voltar para Salvador, onde mora. Veio, então, um sujeito e furou a fila, postando-se à frente de Divaldo que então disse: – O senhor furou a fila. O homem retrucou: – Ah, mas eu estou com pressa. Divaldo rebateu: – As outras pessoas também. Foi por isso que elas chegaram antes do senhor. Qual é o seu destino? O homem respondeu: – Salvador. Divaldo finalizou: – O meu também. Por favor, para o fim da fila.

O homem então não teve alternativa a não ser procurar o fim da fila e lá esperar a sua vez.

Finalizando, Divaldo disse uma frase que nunca mais esquecerei e que levo comigo até hoje, a fim de fazer valer meus direitos e não ser omisso diante do mal: – Não confundam falta de energia com bondade.

Espero de coração que você, que lê estas linhas, tenha essa frase sempre em mente e não deixe prosperar o mal presente nas pequenas coisas do dia a dia.

por Marcelo Teixeira
Fonte: Casa Editora O Clarim
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Fevereiro de 2016, 14:02
O que é ser manso e pacífico?

GUARACI DE LIMA SILVEIRA
Juiz de Fora, MG (Brasil)

Muitos acreditam que ser manso e pacífico é estar predisposto a aceitações permanentes das intempéries naturais que a existência possa oferecer ao indivíduo. Acreditam ainda que ser manso e pacífico é ser subserviente a qualquer proposta, sem relutar, reclamar, propor, modificar.

Vejamos o exemplo de Jesus: Ele andou como um homem simples em meio a um povo cheio de lágrimas, opulências e maldades. Em momento algum deixou de ser o espírito altaneiro e virtuoso que é. Sua mansuetude encanta a todos que estuda Suas lições, comportamentos e propostas. A paz que Ele transmitiu referenda toda a Sua mensagem e ações. Assim sendo, ser manso e pacífico tem outros atributos que precisam ser pesquisados.

A mansidão, segundo os dicionários, é a brandura de índole, mas também é atributo do gênio. Um espírito genial não necessita sobrepor-se a nada ou a ninguém para mostrar suas qualidades. Elas são suas marcas, seus aparatos, seu espelho. A serenidade lhes é peculiar, pois sabem dar o passo certo para o local exato. Sabem esperar, sabem propor, sabem praticar seus misteres com tranquilidade porque conscientes de si mesmos. Os gênios são aqueles que já romperam as barreiras do ego inferior e buscam com permanência os status superiores do existir, permitindo igualmente que o irmão ou irmã ao lado faça o mesmo. Neles busca seus pares, semelhantes que lhe possa enriquecer numa espetacular projeção de crescimentos do self. Olha o mundo não como uma gaiola de loucos ou uma jaula para humanos e sim como uma feliz oportunidade de manipular todas as informações contidas na natureza e suas leis. O manso olha para a tempestade em fúria e vê nela a ação do puro se fazendo. Olha para o fogo abrasador de um incêndio e vê nele a restauração de um ouro perdido, presto a modificações salutares e revitalizadoras.

O manso não é aquele que deita numa rede de balanço e olha para o céu como um ser estático perante a grandiosidade cósmica. Se deita numa rede o faz para meditar enquanto se enriquece das presenças dos raios que emanam de Deus através da Sua Augusta e perene criação. O manso não é aquele que aceita propostas indecorosas para manter-se vivo perante as modalidades fétidas e passageiras de ações infelizes impetradas por espíritos belicosos que nada produzem de útil para a sociedade. Antes, sugam dela seus legítimos direitos, envolvendo-se em deveres atrozes que lhes cobrarão ações hercúleas num futuro. Muitas vezes em dores lancinantes da culpa, do arrependimento, através torturas físicas e morais difíceis de serem descritas.

O manso entende que o dinamismo próprio para as solturas espirituais demanda tolerância, indulgência e bondade. Assim ele se estabelece como um ser em busca da sua própria plenitude. Somente o ser pleno consegue atingir os atributos da reta consciência. Pela questão 615 de “O Livro dos Espíritos” somos informados de que a Lei de Deus é eterna e imutável. Enquanto não a praticamos sofremos as injunções das nossas rebeldias. Sabemos hoje que somente a prática do bem e a consciência reta podem nos garantir os avanços à plenitude espiritual. Sem mansuetude isto é impossível. Sem mansuetude nossos olhares continuarão travessos; nossas mãos, garras perigosas, nossos pés buscarão trilhas e escarpas ao invés de caminhos. A mansuetude é luz que guia que promove o indivíduo a patamares onde as observações podem ser feitas com maiores profundidades. Na mansuetude respiramos ares benfazejos porque nos é possível seleciona-los sem atropelos. Na mansuetude os esgares cedem espaços a tudo que é convicto porque pensado com parcimônia. Somente na mansuetude é possível buscar nos seres e propostas seus reais valores e credibilidades. Por isto o gênio é manso.

Na cadência mansa do cordeiro Jesus estabeleceu Seu aprisco. Na cadência mansa dos astros a rolarem peremptórios pelos espaços cósmicos, Deus estabeleceu a Casa para morada dos Seus filhos. Na cadência feliz dos espíritos que se auto descobrem a centelha divina vai se expandido, enriquecendo o indivíduo, tornando-o livre. O espírito livre vê mais distante, vê as entrelinhas, vê as essências – fundamentos primeiros das coisas e causas, tornando-se diferenciado, respeitado, um dínamo propulsor do progresso, genial! Sabe de antemão que o orgulho e o egoísmo representam o maior obstáculo ao progresso. E reunidos criam no ser um estado de inconstância e apreensões, medos e inseguranças que o fazem retrógrado, muitas vezes avançado intelectualmente e estirado num lamaçal no campo da moralidade. Isto não é plenitude que promove a mansuetude. São desvarios que promovem guerras internas e externas.

O manso sabe que o entrelaçamento dos valores intelectuais e morais promovem a corrente do bem e avança por ele e, através dele, atinge os cumes dos seus ideais para entendê-los além numa feliz sucessão de probidades espirituais. Sabe que os bens terrenos são apenas passageiros e não conduzem os seres aos próprios “vir-a-ser” de excelências. Ele estudou a questão 785 de “O Livro dos Espíritos” e aprendeu que a humanidade ainda não atingiu o apogeu da perfeição, mas que ela é perfectível, portanto, ele próprio é um ser perfectível por pertencer à raça humana.

E o ser pacífico, quem seria ele? Um pregador ermitão morando nas alturas do mundo, confortando almas em desalinho que de quando em vez o procura? Ou um intérmino dialogador silencioso conversando infinitamente com os vegetais numa atitude quase ante social? Seria um andarilho de cajado liso a andar pelas estradas à procura do seu “eu” superior? Seria ainda o mediador das contendas a promover as bondades em meias partes iguais? Afirmamos que o ser pacífico é maior e mais aparelhado dinamizador do progresso real da humanidade. Passividade não representa compassividade para com o erro ou o atraso moral e intelectual de quem quer que seja e em qual civilização for. Há um provérbio chinês que diz: “Em plena paz deves agir com intensa atividade e, em intensa atividade, deves agir com intensa paz”. Um é perfeito corolário do outro. Um complementa o outro. O pacífico é, pois aquele que vislumbra o belo e a perfeição, a face do bem em todas as moedas que encontra pelo caminho. Sabe das temporalidades dos eventos. Sabe das distorções promovidas pelos incautos, sabe das propostas promissoras ao surgimento de novas alianças com a luz. Somente o pacífico pode ver a luz. Somente o pacífico pode agir com justiça, solidariedade e amor pelas pessoas e circunstâncias. Porque somente naquele estado as intuições saudáveis podem penetrar-lhe o ser buscando suas profundidades de filho de Deus.

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Fevereiro de 2016, 14:03
Por isso que Jesus disse: “Felizes são os mansos e os pacíficos porque eles herdarão a Terra”. Ver em Mateus Cap. 5 Vv.  4 e 9. E que Terra eles herdarão? Juntemos aqui outra palavra do Mestre Jesus: “Meu Reino ainda não é deste mundo”. Ver João Cap. 18 Vv. 33 a 37. Ora, Ele estava defronte Pilatos ali representando o poder temporal. O mesmo poder que todas as nações do mundo estabelecem ainda hoje como critérios de representatividades. Roma era o máximo. Isto, na pura concepção da transitoriedade. Jesus O representante do Poder Divino que rege toda a Criação através das suas leis imutáveis porque absolutamente justas. Roma e Jesus o mesmo que os reinos atuais e o Reino Futuro. No Reino de Jesus os brandos e os pacíficos aprendem com Ele, convivem com Ele, trabalham para Ele. Gradativamente a Terra vem sendo saneada pelas propostas da mansuetude e da paz. Cada gênio que aqui nasce ou renasce estabelece novas diretrizes, novos caminhos, criando pilares para que o projeto do Senhor desta humanidade possa, enfim, estabelecer-se nos sítios inferiores do planeta Seu reinado é de eficácia e luz, liberdade para todos e responsabilidade aliada. Assim, os murros, socos, pontapés, lixos orais ou grafados, atividades bélicas, corrupções, negociatas, infidelidades, drogas lícitas ou não, mentiras e um sem conta de propostas e comportamentos, filhos eficientes do orgulho e do egoísmo, estão com seus dias contados neste mundo. Como no futuro não haverá cidades fantasmas, esses agêneres infelizes terão que ser remanejados. Para onde? Para onde suas consciências indicarem, suportar e aninhar dentro dos seus propósitos de egos inflados ou subservientes.

Não se trata de amedrontamentos. De temores a Deus, de falácias próprias das religiões. Trata-se de buscas aparelhadas com a lógica Divina. Entendamos que tudo que pensamos já foi antes pensado. Tudo que não podemos por hora aprofundar, já foi antes estabelecido. É assim o universo. Ele não cresce ou se expande através das nossas descobertas. É uma casa repleta de aprendizados e apropriações que nos compete realizar. Não é a ciência que cria as coisas, ela apenas dá-lhe os sentidos e as formas, as possibilidades ou não. A filosofia não pode ser impregnada de “achismos”. Necessita estar isenta para melhor analisar e concluir. As religiões devem aliar-se à ciência e à filosofia para melhor encaminhar a Deus os Seus filhos em trânsito pelas vias da evolução. Não podem estar impregnadas de doutos, supostos condutores de almas, necessitando antes melhor conduzir-se. Os céus não são conquistados por gritos e tampouco são comprados por dinheiro terreno. A moeda que circula aqui, somente a este mundo pertence. A moeda dos céus é o amor a Deus e ao próximo como a si mesmo. Não se compra pedacinhos de felicidades. Felicidades são conquistadas com trabalho e orientação eficaz. Com persistência e avanços. Não há atropelos nas conquistas espirituais. Vejamos os exemplos dos embriões. Desenvolvem-se no tempo certo e nas condições adequadas.

Os mansos e pacíficos serão os governadores do mundo do futuro. Serão os leais e dignos representantes de Jesus entre as humanidades futuras. Por isso eles se preparam nos planos espirituais. Tornarão vivaz a árvore da família. E serão inúmeras aquelas árvores a acolher em seus galhos as folhas, vivificando-as para que cresçam, tornando-se sementes para novas árvores. No futuro as famílias estarão alinhadas entre si e com suas frondes direcionadas para Deus. As famílias abraçarão a proposta de criar e educar com realeza os seus membros. E pai não matará o filho e filho não matará a mãe e irmãos estarão de braços dados rumando para o justo. Naqueles tempos as infidelidades conjugais ou não, estarão banidas para sempre do mundo e marido e mulher entenderão seus reais valores no cômputo das sociedades. E juntos erguerão diariamente um brinde à vida por tê-los unidos. E será um brinde nas taças das virtudes, recheadas de luzes e cores provindas dos seios cósmicos que a tudo provê.

Os mansos e os pacíficos caminharão sobre a Terra em construção social maviosa. A cidadania avançará para as sociedades espirituais e a sabedoria será buscada avidamente por todos. Os salões de festas estarão repletos de convivas cônscios dos seus deveres uns para com os outros e saberão que os corpos físicos contêm em sua essência um espírito e que na essência de cada espírito pulsa a centelha de Deus. Assim se respeitarão e serão respeitados. E não se jogarão como dados num tabuleiro de aventuras. O sorriso sincero e leal será a marca da beleza pessoal. Também eles estarão nas grandes mesas dos negócios, não para enriquecerem-se de uma moeda de valor apenas nominal. E sim de valores reais que adquirirão pelo trabalho perfeito e em constante busca da perfeição. As escolas serão transformadas em templos e os templos em escolas. Os hospitais em laboratórios de pesquisas aprofundadas e os leitos cederão lugar aos equipamentos de alta precisão onde será possível estabelecer cada vez mais e maiores as metas da saúde física e espiritual.

A engenharia e a arquitetura desenharão e construirão no mundo as visões alcandoradas das mentes em plena liberdade para ver e sentir os planos sublimados do além. Os tribunais cederão lugar a refúgios onde a consciência possa buscar os parâmetros legítimos da justiça e aplica-la em suas lidas diárias. Por não haver violência, não haverá processos criminais. Por não haver culpabilidades individuais e coletivas, as varas judiciais encerrarão suas atividades no mundo, aliando-se ao contingente dos construtores eficazes das sociedades futuras, estabelecendo-lhes as regras a partir da Lei Maior em seus dez artigos.

Podemos concluir dizendo que ser manso e pacífico é ser inteligente, culto, perspicaz, futurista, empreendedor e representante em si do bem e do belo. Sem esses requisitos não se poderá habitar na Terra em pleno Reino de Jesus. E dizem que este futuro já bate às nossas portas. Que os encaminhamentos legais a ele devem ser protocolados desde já, que embainhemos nossas espadas, que sepultemos nossos vícios, que modifiquemos nossa maneira de ver e agir sexualmente, que... Enfim, que nos tornemos ovelhas mansas e pacíficas em pleno exercício da genialidade e do dinamismo que proporcione o progresso espiritual, individual e coletivo. É a proposta real porque vinda Daquele que é O Caminho, A Verdade e A Vida. Deixemos de lado as ideias de fim do mundo. Energia criada, energia perpetuada em contínuas transformações. Isto é o que somos. Isto é o que é. Entender assim a vida é ser de fato manso e pacífico, atuante eficaz a favor da vida em suas múltiplas dimensões e devidamente aparelhado para herdar o mundo em seu futuro glorioso.

http://www.oconsolador.com.br/ano6/270/guaraci_lima.html
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Fevereiro de 2016, 17:46
Se algum colaborador amigo
aprova as postagens dos colega Inconforjr.

Que dê as respostas
e se apresente


Digo assim devido mesmo
a minha falta de condições de atende lo


Gracias
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Fevereiro de 2016, 13:11
Sedes mansos e pacíficos

Cada época da humanidade traz consigo diferentes valores.
Ao olhar para os valores que temos hoje vemos que alguns são bem diferentes dos que acreditávamos essenciais tempos atrás.
Mas os valores fundamentais da vida, aqueles que nos dão segurança são os que se mostram imutáveis ao longo do tempo.
Ser manso e pacífico, como recomendava Jesus, por muito tempo significou ser frágil, fraco ou covarde.
Aqueles que hoje olham com mais atenção sabem que para ser manso e pacífico é necessária coragem, controle, enfim, autoconhecimento.
Era esta a mansidão e a pacificação esperadas por Ele que sabia o real valor destas virtudes.
Por muito tempo os bens da Terra, que podem trazer poder e riqueza, foram amealhados pelos violentos através da força bruta ou do constrangimento.
Aos mansos muitas vezes faltou mesmo o necessário para uma sobrevivência digna.
Então o Evangelho Segundo o Espiritismo nos vem afirmar:
“Bem-aventurados os mansos e pacíficos porque eles possuirão a Terra."
"Bem-aventurados os mansos e pacíficos porque serão chamados filhos de Deus.”
Para desenvolver a mansidão e encontrar a paz precisamos fortalecer algumas virtudes como a afabilidade e a doçura, a paciência, a obediência e a resignação.
É um trabalho diário que precisa ser realizado incansavelmente.
É necessário que pela repetição, estas virtudes possam ser transformadas em hábitos.
Uma vez que nós nos habituarmos a elas serão então de fato ferramentas de transformação profunda.
Serão aquisições.
Tornam-se tesouros imperecíveis.
Em “O Pequeno Príncipe”, o menino veio de um planeta bem pequeno onde nascem roseiras e também baobás, que são árvores muito grandes com raízes fortes e profundas.
Logo que brotam, roseiras e  baobás são muito parecidos.
Então diariamente, logo pela manhã, ele observava e arrancava os baobás que brotavam em meio ao roseiral.
Ele sabia que as rosas tinham espinhos.
Mas com os devidos cuidados podia usufruir de sua beleza e de seu perfume apesar dos espinhos.
Os baobás, porém, se crescessem poderiam até rachar seu pequeno planeta.
E depois das raízes se firmarem seria muito difícil arrancá-los.
O mesmo acontece com nossas más tendências que “brotam” com aparência de que poderemos administrá-las ao longo da vida.
Não nos enganemos.
Uma vez fincadas as raízes na profundidade de nosso ser difícil será nos transformarmos. Vigiar e “limpar” nossa casa mental diariamente pode não ser tarefa agradável, mas é bastante eficiente.
Portanto é urgente reconhecer em nós nossas imperfeições.
É urgente agir para transformá-las em virtudes.
A imensa bondade de Deus nos permite rever valores, resignificar sentimentos e agir no bem.
O olhar carinhoso e compassivo de Jesus repousa ainda sobre nós.
Sejamos mansos e pacíficos e assim pacificaremos a Terra.


por Denise Besouchet
Dir. do DAPSE
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Fevereiro de 2016, 13:44
O Livro dos Espíritos

VII – Progressão dos Espíritos

114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se?
 — Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus?
 — Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem, o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.

 115. a) Segundo isto, os Espíritos, na sua origem, se assemelham a crianças, ignorantes e sem experiência, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida?
 — Sim, a comparação é justa: a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.

116. Há Espíritos que ficarão perpetuamente nas classes inferiores?
 — Não; todos se tomarão perfeitos. Eles mudam, embora devagar, porque, como já dissemos uma vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente os seus filhos. Querias que Deus, tão grande, tão justo e tão bom, fosse pior que vós mesmos?

117. Depende dos Espíritos apressar o seu avanço para a perfeição?
 — Certamente. Eles chegam mais ou menos rapidamente, segundo o seu desejo e a sua submissão à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa que uma rebelde?

118. Os Espíritos podem degenerar?
 — Não. À medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição. Quando o Espírito concluiu uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar.

119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem?
 — Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar os benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe nos diferentes graus está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.

Comentário de Kardec: Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um país não faz, de cada um dos seus soldados, um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual, existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.

 120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?
 — Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.

121. Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros, o do mal?
 — Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.

122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado que para outro?
 — O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria Uberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não esta nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros a resistiram.

122. a) De onde vêm as influências que se exercem sobre ele?
 — Dos Espíritos imperfeitos que procuram envolvê-lo e dominá-lo, e que ficam felizes de afazer sucumbir. Foi o que se quis representar na figura de Satanás.

122. b) Esta influência só se exerce sobre o Espírito na sua origem?
 — Segue-o na vida de Espírito, até que ele tenha de tal maneira adquirido o domínio de si mesmo que os maus desistam de obsediá-lo.

123. Por que Deus permitiu que os Espíritos pudessem seguir o caminho do mal?
 — Como ousais pedir a Deus conta dos seus atos? Pensais poder penetraras seus desígnios? Entretanto, podeis dizer: A sabedoria de Deus se encontra na Uberdade de escolha que concede a cada um, porque assim cada um tem o mérito de suas obras.

 124. Havendo Espíritos que, desde o princípio, seguem o caminho do bem absoluto, e outros, o do mal absoluto, haverá gradações, sem dúvida, entre esses dois extremos?
 — Sim, por certo, e constituem a grande maioria.

125. Os Espíritos que seguiram o caminho do mal poderão chegar ao mesmo grau de superioridade que os outros?
 — Sim, mas as eternidades serão mais longas para eles.

Comentário de Kardec: Por essa expressão, as eternidades, devemos entender a idéia que os Espíritos inferiores fazem da perpetuidade dos seus sofrimentos, cujo termo não lhes é dado ver. Essa idéia se renova em todas as provas nas quais sucumbem.

126. Os Espíritos que chegam ao supremo grau, depois de passarem pelo mal, têm menos mérito que os outros aos olhos de Deus?
 — Deus contempla os extraviados com o mesmo olhar, e os ama a todos do mesmo modo. Eles são chamados maus porque sucumbiram; antes, não eram mais que simples Espíritos.

127. Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais?
 — São criados iguais, mas não sabendo de onde vêm, é necessário que o livre-arbítrio se desenvolva. Progridem mais ou menos rapidamente, tanto em inteligência como em moralidade.

Comentário de Kardec:  Os Espíritos que seguem desde o princípio o caminho do bem nem por isso são Espíritos perfeitos; se não têm más tendências, não estão menos obrigados a adquirir a experiência e os conhecimentos necessários à perfeição. Podemos compará-los a crianças que, qualquer que seja a bondade dos seus instintos naturais têm necessidade de desenvolver-se, de esclarecer-se e não chegam sem transição da infância à maturidade. Assim como temos homens que são bons e outros que são maus desde a infância, há Espíritos que são bons ou maus desde o princípio com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências, e toma uma direção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 12 de Fevereiro de 2016, 17:10
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #48 em: 12 02 16, às 13:11, de Moisés

      Conf: amigo Moisés, 3 perguntas sobre o texto que vc trouxe:

      - como adquirir a “necessária coragem para sermos mansos e pacíficos”, se ter coragem não depende de nossa vontade?

      - se “para desenvolver a mansidão e encontrar a paz precisamos fortalecer virtudes que o texto cita”, como devemos fazer se nem mesmo sabemos como adquirir essas virtudes?!

      - E qual é a causa de adquirirmos “más tendências” se, no princípio, nenhuma possuíamos?

      Um abç!
..................
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 13 de Fevereiro de 2016, 18:46
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #49 em: 12 01 16, às 13:44, de Moisés

      Conf: caros amigos, não sei porq não consigo entender a doutrina espírita do mesmo modo como vcs a entendem. Vejam qtas estranhezas encontro só nessas 2 questões do LE que, entre outras, o amigo Moisés citou. Vou comentar para facilitar nosso raciocínio:

      Ham: O Livro dos Espíritos - VII – Progressão dos Espíritos:

      114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se? Resp: Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

      Conf: e como devem fazer os espíritos para se melhorarem? É evidente que, antes de tudo, devem ter a vontade de se melhorar; mas como ter essa vontade, se ter ou não vontade não depende de nós, do mesmo modo que não depende de nós o termos pensamentos, sentimentos, desejos, sejam bons ou maus etc?!!

      Quem é que sabe como deve fazer o mau, para ser bom? O egoísta, para deixar de ser egoísta? O orgulhoso para ser humilde? O viciado, o drogado, o pedófilo, o estuprador, o ladrão, o assassino, o corrupto, para deixarem de possuir essas imperfeições?!! 

      115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus? Resp: Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão,...

      Conf: não é daí que nascem as gigantescas desigualdades entre os espíritos, entre todos nós?! Éramos todos perfeitamente iguais; nada nos diz a doutrina sobre o porq nos tornamos desiguais; sendo assim, a única razão, ou motivo, que encontramos na doutrina que causa as desigualdades, está nas desigualdades das missões que Deus, lá no princípio, nos dá!! Alguém conhecerá outro motivo para as desigualdades?

      E para raciocinarmos: se, no princípio, somos todos perfeitamente iguais, porq, já desde o princípio,agimos tão profundamente desiguais, uns aceitando as provas que Deus nos dá com submissão... outros não conseguindo aceitá-las sem se lamentar? De onde vem, já no princípio, essa desigualdade, se somos, no princípio, todos iguais?!!!!

......................

     
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Fevereiro de 2016, 16:56
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #48 em: 12 02 16, às 13:11, de Moisés

      Conf: amigo Moisés, 3 perguntas sobre o texto que vc trouxe:

      - como adquirir a “necessária coragem para sermos mansos e pacíficos”, se ter coragem não depende de nossa vontade?

Acredito pela minha interpretação que o amigo não leu o texto corretamente
Já que coragem está ligado necessariamente a ter vontade, iniciativa, capacidade, determinação.

Citar
      - se “para desenvolver a mansidão e encontrar a paz precisamos fortalecer virtudes que o texto cita”, como devemos fazer se nem mesmo sabemos como adquirir essas virtudes?!

Busque saber o que vem a ser virtudes
e seguindo as orientações do texto
exercite...pratique...faça
Citar

      - E qual é a causa de adquirirmos “más tendências” se, no princípio, nenhuma possuíamos?

      Um abç!


Seria acaso a de nos beneficiarmos pela uso da força em detrimento
dos direitos dos nosso próximos

Se nós temos más tendências é que já a havíamos adquiridos
Agora de que príncipio o colega fala?

Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Fevereiro de 2016, 17:17
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #49 em: 12 01 16, às 13:44, de Moisés

      Conf: caros amigos, não sei porq não consigo entender a doutrina espírita do mesmo modo como vcs a entendem. Vejam qtas estranhezas encontro só nessas 2 questões do LE que, entre outras, o amigo Moisés citou. Vou comentar para facilitar nosso raciocínio:

      Ham: O Livro dos Espíritos - VII – Progressão dos Espíritos:

      114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se? Resp: Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

      Conf: e como devem fazer os espíritos para se melhorarem? É evidente que, antes de tudo, devem ter a vontade de se melhorar; mas como ter essa vontade, se ter ou não vontade não depende de nós, do mesmo modo que não depende de nós o termos pensamentos, sentimentos, desejos, sejam bons ou maus etc?!!

      Quem é que sabe como deve fazer o mau, para ser bom? O egoísta, para deixar de ser egoísta? O orgulhoso para ser humilde? O viciado, o drogado, o pedófilo, o estuprador, o ladrão, o assassino, o corrupto, para deixarem de possuir essas imperfeições?!! 

      115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus? Resp: Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão,...

      Conf: não é daí que nascem as gigantescas desigualdades entre os espíritos, entre todos nós?! Éramos todos perfeitamente iguais; nada nos diz a doutrina sobre o porq nos tornamos desiguais; sendo assim, a única razão, ou motivo, que encontramos na doutrina que causa as desigualdades, está nas desigualdades das missões que Deus, lá no princípio, nos dá!! Alguém conhecerá outro motivo para as desigualdades?

      E para raciocinarmos: se, no princípio, somos todos perfeitamente iguais, porq, já desde o princípio,agimos tão profundamente desiguais, uns aceitando as provas que Deus nos dá com submissão... outros não conseguindo aceitá-las sem se lamentar? De onde vem, já no princípio, essa desigualdade, se somos, no princípio, todos iguais?!!!!

......................

     

Olá Amigo Luis

Como pode o amigo se perder na própria argumentação
rodear se constantemente
e não descobrir que não chegou a nenhum ponto fixo?

Abraços


Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Fevereiro de 2016, 17:19
Pacificar


Não perturbe. Tranqüilize.

Não Grite. Converse.

Não critique. Auxilie.

Não acuse. Ampare.

Não se irrite. Sorria.

Não fira. Balsamize.

Não se queixe. Compreenda.

Não condene. Abençoe.

Não exija. Sirva.

Não destrua. Edifique.

Recorde: a Humanidade é uma coleção de grupos e a paz do grupo de corações a que pertencemos começa de nós.

..

XAVIER, Francisco Cândido. Respostas da Vida. Pelo Espírito André Luiz. IDEAL. Capítulo 27.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 14 de Fevereiro de 2016, 21:47
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #52 em: 14 02 16, às 16:56, de Moisés

      Conf (msg ant): amigo Moisés, 3 perguntas sobre o texto que vc trouxe:

      - como adquirir a “necessária coragem para sermos mansos e pacíficos”, se ter coragem não depende de nossa vontade?

     Moisés: Acredito pela minha interpretação que o amigo não leu o texto corretamente, já que coragem está ligado necessariamente a ter vontade, iniciativa, capacidade, determinação.

      Conf: sem dúvida que para ter coragem há de se ter tb vontade de tê-la, de ter iniciativa, de ter capacidade e determinação. Sendo assim, o fato de ter coragem depende de termos essas qualidades q vc citou, certo? Mas, se a coragem depende delas, elas de que dependem, meu amigo? De que depende ter ou não vontade, ter ou não determinação etc? Lembremos de que é uma verdade inquestionável que todos os efeitos têm suas causas, certo? Sendo assim, qual é a causa que nos levará a ter vontade, a sermos determinados etc?

      Conf (msg ant): - se “para desenvolver a mansidão e encontrar a paz precisamos fortalecer virtudes que o texto cita”, como devemos fazer se nem mesmo sabemos como adquirir essas virtudes?!

      Moisés: Busque saber o que vem a ser virtudes e seguindo as orientações do texto exercite...pratique...faça...

      Conf: mas, meu jovem, saber o que são as virtudes apenas nos fará conhece-las, não fará que sejamos virtuosos, concorda? Ex: se vc sabe o que é o amor, isso fará q vc tenha amor?! Aquele q é orgulhoso, por saber o que é ser humilde, se tornará humilde?! Certamente que não, concorda?

      E exercitar o amor, fará que vc tenha amor? Vc poderá exercitar ou praticar pela vida inteira atos de amor mas  isso não fará que nasça amor em seu coração! O exercício repetido, ou continuado, apenas poderá formar um hábito; e hábito é apenas hábito, costume, não colocará amor no íntimo de ninguém!

      Conf (msg ant): - E qual é a causa de adquirirmos “más tendências” se, no princípio, nenhuma possuíamos?

      Moisés: Seria acaso a de nos beneficiarmos pelo uso da força em detrimento dos direitos dos nossos próximos. Se nós temos más tendências é que já a havíamos adquirido.

      Conf: pois é exatamente essa pergunta que faço: porq adquirimos más tendências? Éramos todos, como diz a doutrina, no princípio, perfeitamente iguais, certo? Sendo assim, o que é que faz que essa igualdade original se transforme em gigantesca desigualdade, uns adquirindo más tendências e outros não?

      Moisés: Agora de que princípio o colega fala?

      Conf: ora, vc conhece de que princípio estou falando, meu amigo; ou então se esqueceu do que a doutrina fala sobre isso. Falo do mesmo princípio de que a doutrina fala: o instante de nossa criação, o instante em que, como seres conscientes, galgamos o nível hominal. Daí a questão: “de onde vem, já no princípio, essa desigualdade, se somos, no princípio, todos perfeitamente iguais?”!!!! E perfeitamente iguais inclusive qto às faculdades objetivas e subjetivas, em todos os requisitos que interessam à evolução!

       Lembre-se tb de que, estranhamente, a doutrina afirma: “que, desde o princípio, uns seguem pelo caminho do bem absoluto, eqto outros, tb desde o princípio, seguem pelo caminho do mal absoluto”!!! Como podemos entender essa afirmação se ela mesma aí se contradiz? Vc a entende?

      Abraços!
...........
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 14 de Fevereiro de 2016, 22:05
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos


      Ref resp #53 em: 14 02 16, às 17:17, de Moisés


      Conf: caros amigos, não sei porq não consigo entender a doutrina espírita do mesmo modo como vcs a entendem. Vejam qtas estranhezas encontro só nessas 2 questões do LE que, entre outras, o amigo Moisés citou. Vou comentar para facilitar nosso raciocínio:


      Ham: O Livro dos Espíritos - VII – Progressão dos Espíritos:



      114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se? Resp: Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.


      Conf: e como devem fazer os espíritos para se melhorarem? É evidente que, antes de tudo, devem ter a vontade de se melhorar; mas como ter essa vontade, se ter ou não vontade não depende de nós, do mesmo modo que não depende de nós o termos pensamentos, sentimentos, desejos, sejam bons ou maus etc?!!


      Quem é que sabe como deve fazer o mau, para ser bom? O egoísta, para deixar de ser egoísta? O orgulhoso para ser humilde? O viciado, o drogado, o pedófilo, o estuprador, o ladrão, o assassino, o corrupto, para deixarem de possuir essas imperfeições?!! 


      115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus? Resp: Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão,...


      Conf: não é daí que nascem as gigantescas desigualdades entre os espíritos, entre todos nós?! Éramos todos perfeitamente iguais; nada nos diz a doutrina sobre o porq nos tornamos desiguais; sendo assim, a única razão, ou motivo, que encontramos na doutrina que causa as desigualdades, está nas desigualdades das missões que Deus, lá no princípio, nos dá!! Alguém conhecerá outro motivo para as desigualdades?


      E para raciocinarmos: se, no princípio, somos todos perfeitamente iguais, porq, já desde o princípio, agimos tão profundamente desiguais, uns aceitando as provas que Deus nos dá com submissão... outros não conseguindo aceitá-las sem se lamentar? De onde vem, já no princípio, essa desigualdade, se somos, no princípio, todos iguais?!!!!


      Moisés escreveu: Olá Amigo Luis, Como pode o amigo se perder na própria argumentação rodear se constantemente e não descobrir que não chegou a nenhum ponto fixo?

     Conf: meu querido amigo, não entendi: em que argumentação me perdi?!!! Se vc indicar qual é essa argumentação, se for o caso, poderei explicar-me melhor!

      Fique em Deus!
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 14 de Fevereiro de 2016, 22:23
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #54 em: 14 02 16, às 17:19, de Moisés

      Conf: estás percebendo, amigo Moisés: todos, codificação, msgs, ensinamentos etc, sejam e Jesus, de espíritos superiores etc, só sabem dizer “o que fazer”, porém não sabem dizer o “como fazer”. Esse texto que vc trouxe, do início ao fim, somente diz “o que fazer” mas, nele não há qualquer indício de  “como fazer”!

      E de que nos adianta saber o que fazer se não sabemos o como fazer?!

           
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 13:18
Os mansos herdarão a Terra
 
Em Seu famoso Sermão da Montanha, Jesus enunciou uma série de bem-aventuranças.

Uma delas se refere aos mansos, que herdarão a Terra.

É interessante observar que os bens do mundo são habitualmente tomados pelos espertos e violentos.

Ao longo da História, há inúmeros exemplos de rapinagem, escravização e violência cometidos pelos chamados fortes.

Os povos mais pacatos e ordeiros sempre são as vítimas preferidas.

No âmbito individual, quem não é muito dado a violências e arbitrariedades também é mais visado pelos espertalhões.

Até agora, essa felicidade dos mansos não foi corretamente entendida e percebida.

O Espiritismo lança luz sobre a questão, ao ensinar a respeito da pluralidade dos mundos habitados.

Segundo essa lição, o nível evolutivo dos mundos guarda relação com o dos Espíritos que neles vivem.

Há os mundos primitivos, nos quais ocorrem as primeiras encarnações.

Há os de provas e expiações, em que renascem seres já intelectualmente evoluídos, mas ainda viciosos.

Há os de regeneração e paz, os felizes e os celestes ou divinos.

A Terra da atualidade figura entre os de provas e expiações.

Isso significa que nela encarnam Espíritos com significativa evolução intelectual, mas com moralidade vacilante, revelada por inúmeros vícios e paixões.

A experiência terrena se destina a promover expiações e provas.

Expiações são trânsitos dolorosos voltados a fazer surgir o arrependimento no íntimo de quem se fez vicioso.

Provas são testes para aferir a constância no bem e o vigor na luta.

Nesse contexto, é normal que a vida seja trabalhosa e difícil.

Fora o caso dos missionários do amor, os habitantes do planeta lutam contra si mesmos no processo de aprendizado e sublimação.

Mas o importante é que a transição para mundo de regeneração e paz está próxima.

Trata-se do fim dos tempos de angústia.

Por ora, os Espíritos mais rebeldes se encontram misturados aos demais.

É por intermédio deles que são aplicados os testes mais duros aos candidatos à paz.

No contato com criaturas difíceis, estes desenvolvem paciência, compaixão, serenidade e fé em Deus.

Ao final, os mansos realmente herdarão a Terra.

Porque quem persistir no mal, quem teimar em ser violento e esperto será degradado.

Passará a viver em mundos inferiores, nos quais sua inteligência será preciosa.

Neles, ao contato com seres primitivos, aprenderá a lição do amor que rejeitou aqui.

Quando se regenerar, retornará ao convívio de seus amores que permaneceram na Terra.

Ciente dessa realidade, preste atenção em seu viver.

Você figura entre os candidatos à paz ou entre os que, por seu egoísmo, servem à purificação dos mansos?

Pense nisso.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 11.08.2010.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 13:34
Os Mansos que herdarão a Terra
José Márcio de Almeida


Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. (Mateus, 5: 5).

 Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz. (Salmos, 37: 11).

O Espírito Emmanuel, com a precisão e compreensão que lhe são características, grafou e nos legou para quando buscarmos analisar e interpretar o evangelho, a assertiva de que “Todas as sentenças evangélicas permanecem assinaladas de beleza e sabedoria ocultas. Indispensável meditar, estabelecer comparações no silêncio e examinar experiências diárias para descobri-las” (1). O mesmo benfeitor espiritual ainda recomenda que “Na leitura do Evangelho, é necessário fixar o pensamento nas lições divinas, para que lhe sorvamos o conteúdo de sabedoria” (2).

Reconhecemos que a simples interpretação literal nos conduz, quase sempre, a um entendimento superficial, quando não, equivocado. Os reais significados e ensinamentos do texto evangélico, como assinala Emmanuel, estão, via de regra, ocultos. Bem compreender-lhes, ainda segundo o benemérito instrutor, requer, de cada um de nós, a fixação do pensamento, a meditação e a experiência diária.

Assim, atentos a esta diretriz, busquemos compreender e meditar sobre o significado da lição transmitida pelo Divino Mestre, nas bem-aventuranças (Mateus, 5: 5) e presente também em Salmos (37: 11), respectivamente: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”; e, “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz”.

Afinal, quem são os mansos a que se refere Jesus?

Os mansos são todos aqueles espíritos, que, aproveitando as várias oportunidades reencarnatórias no planeta Terra, se depuraram e evoluíram segundo os ensinamentos passados pelo Divino Mestre, ou seja, aqueles que verdadeiramente aprenderam e vivenciaram o amor a Deus e ao próximo; aqueles que fraternalmente contribuíram para com o desenvolvimento espiritual do planeta; aqueles que humildemente e com resignação aceitaram e suportaram as suas provas e expiações e se depuraram; aqueles que engrossaram as fileiras do trabalho redentor na seara divina; aqueles que, individual e coletivamente, contribuíram para o desenvolvimento social e científico da humanidade; aqueles que efetivamente contribuíram para o desenvolvimento de seus irmãos de caminhada na senda evolutiva.

Mas, e a terra? Que ou qual Terra, herdarão os mansos?

A terra a que se refere o Meigo Mestre é o planeta! O planeta Terra! Não se trata, portanto, de um pedaço de terra geograficamente delimitado e tampouco se refere à terra prometida.

Jesus quer nos mostrar que chegará o momento que, no planeta Terra, somente reencarnarão os espíritos que, ao longo de suas experiências, passaram a vibrar na faixa do amor, da compreensão, da caridade, da fraternidade e da liberdade.

Corroborando esse entendimento, o Espírito Cairbar Schutel (3), nos legou a seguinte mensagem:

“Quando os mansos herdarem a terra, cumprindo-se a promessa de Jesus, já não haverá lugar para os maus e os que, de qualquer forma, entravam o progresso espiritual da humanidade. Por absoluta incompatibilidade com a vibração evangélica dos bons e dos libertos, irão os mais automaticamente para as trevas exteriores. Delas retornarão um dia para a luz do Mestre, que não quer que ninguém se perca”.

“Até lá, o mundo terá alcançado tal progresso que mesmo um retorno um tanto antecipado, por acréscimo de misericórdia, de algum espírito ainda não-integralmente evangelizado, longe de causar qualquer perturbação, será estímulo sagrado para os demais, no sentido do amparo fraternal”.

O deleite na abundância de paz

É sabido que estamos vivendo a fase de transição em que o planeta Terra se elevará na escala dos mundos, deixando de ser um mundo de provas e expiações, para se tornar um mundo de regeneração.

Nesse diapasão, assim nos ensinou o Espírito de Santo Agostinho (4), quando adentra a lição sobre a progressão dos mundos:

“O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. (…) Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. (…) Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus”.

Bem-aventurados, então, os dignos de permanecer junto à nova psicosfera terrestre (5), pois viverão e desfrutarão de um mundo em que a paz e a harmonia prevalecerão em abundância.

Acerca do tema, diz ainda o Espírito de Cairbar Schutel, obra citada: “Reinarão os bons de forma absoluta e total, sob a égide do Divino Mestre e de seus prepostos”.

Mas, e os que não herdarem a Terra? Poderão a ela retornar algum dia?

Deixemos a resposta desta intrigante questão a cargo do Espírito Cairbar Schutel, mesma obra:

“E que as bênçãos do Criador e de Jesus amparem os Exilados da Terra para que, em breve, retornem à casa abençoada, que a Divina Misericórdia lhes concedeu habitarem no universo. E se escolherem por permanecer no Novo Lar, a que serão conduzidos para aprendizado bendito, que as bênçãos de Deus lhes possibilitem, nessa nova seara, um trabalho profícuo no campo da evangelização coletiva”.

Somos os mansos e dignos que herdarão e permanecerão na Terra? As nossas lutas, experiências e vivências diárias responderão.


(1) Xavier, Francisco Cândido. Vinha de Luz, pelo Espírito Emmanuel, Cap. 95, Procuremos.
(2) _____.  Vinha de Luz, pelo Espírito Emmanuel, Cap. 126, Obediência construtiva.
(3) Armond, Edgard. A Hora do Apocalipse. Editora Aliança, p. 130.
(4)  Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. III, Item 19.
(5) Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. (Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. III, item 17).

Os Mansos que herdarão a Terra, por José Márcio de Almeida; do Livro Semeando o Evangelho, p. 26-34.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 14:22
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #52 em: 14 02 16, às 16:56, de Moisés

      Conf (msg ant): amigo Moisés, 3 perguntas sobre o texto que vc trouxe:

      - como adquirir a “necessária coragem para sermos mansos e pací..(...)

     ...(...)
      Moisés: Agora de que princípio o colega fala?

      Conf: ora, vc conhece de que princípio estou falando, meu amigo; ou então se esqueceu do que a doutrina fala sobre isso. Falo do mesmo princípio de que a doutrina fala: o instante de nossa criação, o instante em que, como seres conscientes, galgamos o nível hominal. Daí a questão: “de onde vem, já no princípio, essa desigualdade, se somos, no princípio, todos perfeitamente iguais?”!!!! E perfeitamente iguais inclusive qto às faculdades objetivas e subjetivas, em todos os requisitos que interessam à evolução!

       Lembre-se tb de que, estranhamente, a doutrina afirma: “que, desde o princípio, uns seguem pelo caminho do bem absoluto, eqto outros, tb desde o princípio, seguem pelo caminho do mal absoluto”!!! Como podemos entender essa afirmação se ela mesma aí se contradiz? Vc a entende?

      Abraços!
...........

Olá Luis

O principio
creio eu
é aquele que conta a partir do momento que o espírito responde pelas suas escolhas...
Pois se os espíritos seguem pelo bem ou pelo mal
É por que escolhem, decidem

E se é o bem ou o mal
É por que já respondem
Sofrem o imperativo da lei
causa e efeito
mas creio que tudo é correspondente ao grau de evolução que estes se encontram...

O principio da razão adquirida
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 14:27
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos


      Ref resp #53 em: 14 02 16, às 17:17, de Moisés


      Conf: caros amigos, não sei porq não consigo entender a doutrina espírita do mesmo modo como vcs a entendem. Vejam qtas estranhezas en...(...)...

      Moisés escreveu: Olá Amigo Luis, Como pode o amigo se perder na própria argumentação rodear se constantemente e não descobrir que não chegou a nenhum ponto fixo?

     Conf: meu querido amigo, não entendi: em que argumentação me perdi?!!! Se vc indicar qual é essa argumentação, se for o caso, poderei explicar-me melhor!

      Fique em Deus!


Olá Luis
O que o amigo entendo por bem e por mal?

E como o amigo entendendo da forma que entende
praticaria o bem e o mal ?

Poderia me responder?
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 14:31
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #54 em: 14 02 16, às 17:19, de Moisés

      Conf: estás percebendo, amigo Moisés: todos, codificação, msgs, ensinamentos etc, sejam e Jesus, de espíritos superiores etc, só sabem dizer “o que fazer”, porém não sabem dizer o “como fazer”. Esse texto que vc trouxe, do início ao fim, somente diz “o que fazer” mas, nele não há qualquer indício de  “como fazer”!

      E de que nos adianta saber o que fazer se não sabemos o como fazer?!

           

Olá Luis
Ante os sentimentos que lhe acontecem ante suas necessidades fisiológicas
Como o amigo se satisfaz ?
Como o colega percebe o que sente e como o amigo realiza tais atendimento a estas necessidades?

Se não atendesse as suas necessidades básicas... O que isto lhe acarretaria?

poderia me explicar como percebe, como avalia e como toma as suas atitudes?

Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 15 de Fevereiro de 2016, 17:25
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #62 em: 15 02 16, às 14:31, de Moisés
   
      Moisés escreveu: Olá Luis, ante os sentimentos que lhe acontecem ante suas necessidades fisiológicas Como o amigo se satisfaz? Como o colega percebe o que sente e como o amigo realiza tais atendimentos a estas necessidades?

      Conf: certamente como vc, Moisés, com moderação, tranquilidade etc!

      Moisés: Se não atendesse as suas necessidades básicas... O que isto lhe acarretaria?

      Conf: com certeza, isso me acarretaria, do mesmo modo como a vc, insatisfação, enfermidades etc.

      Moisés: poderia me explicar como percebe, como avalia e como toma as suas atitudes?

      Conf: acredito que faço tudo isso do mesmo modo que vc faz!

      Aguardo que vc me diga a que vêm essas perguntas.

      Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 18:34
Tenhamos Paz

“Tende paz entre vós.” – Paulo. (I Tessalonicenses, 5:13).

Se não é possível respirar num clima de paz perfeita, entre as criaturas, em face da ignorância e da belicosidade que predominam na estrada humana, é razoável procure o aprendiz a serenidade interior, diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a cada instante.

Cada mente encarnada constitui extenso núcleo de governo espiritual, subordinado agora a justas limitações, servido por várias potências, traduzidas nos sentidos e percepções.

Quando todos os centros individuais de poder estiverem dominados em si mesmos, com ampla movimentação no rumo do legítimo bem então a guerra será banida do Planeta.

Para isso, porém, é necessário que os irmãos em humanidade, mais velhos na experiência e no conhecimento, aprendam a ter paz consigo.

Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representa base primordial do pacifismo edificante.

Geralmente, ouvimos, vemos e sentimos, conforme nossas inclinações e não segundo a realidade essencial.

Registramos certas informações, longe da boa intenção em que foram inicialmente vazadas, e, sim, de acordo com as nossas perturbações internas. Anotamos situações e paisagens com a luz ou com a treva que nos absorvem a inteligência. Sentimos com a reflexão ou com o caos que instalamos no próprio entendimento.

Eis porque, quanto nos seja possível, façamos serenidade em torno de nossos passos, ante os conflitos da esfera em que nos achamos.

Sem calma, é impossível observar e trabalhar para o bem.

Sem paz, dentro de nós, jamais alcançaremos os círculos da paz verdadeira.


Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Do livro: Pão Nosso
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 18:38
Missionário da paz
 
Bem difícil será encontrar quem não tenha ouvido falar a respeito de Albert Einstein.

Ou quem não tenha visto a sua mais célebre foto, que o mostra pondo a língua para fora. Foto datada de 14 de março de 1951, durante a comemoração dos seus 72 anos de idade.

O que poucos talvez saibam é de suas intensas lutas pelas causas sociais.

Ele foi membro do Comitê de Cooperação Intelectual da Liga das Nações, juntamente com o maior líder dos direitos civis indianos, Mahatma Gandhi.

Participou de um manifesto internacional pela Liga Internacional da Mulher pela paz e liberdade. Também pelo desarmamento internacional, como fator principal para assegurar a paz no Mundo.

Estabeleceu uma campanha para angariar fundos para a Universidade Hebraica de Jerusalém. Desejava que os judeus de toda parte pudessem estudar sem viver sob regime de discriminação.

Como Físico famoso e invejada capacidade para palestras, conseguiu êxito nessa empreitada e se tornou Presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Em Berlim, ocupando cargo de orientador no Instituto de Física, é informado de que Hitler chegara ao poder, na Alemanha.

Avisado por amigos de que havia um plano para que ele, Einstein, fosse assassinado, parte para os Estados Unidos.

Deixa a Alemanha com lágrimas nos olhos e na alma, por sentir a aproximação da Segunda Guerra Mundial. A esperança de paz se diluía no confronto do ódio e do egoísmo de homens, que sentiam prazer em matar pela prepotência do poder.

Instalado em Princeton, nos Estados Unidos, trabalha no Instituto de Estudos Avançados.

A essa altura, soube que os alemães, baseados em suas teorias, estudavam a construção de uma bomba atômica.

De imediato, escreve ao Presidente americano Franklin Roosevelt, procurando alertá-lo sobre a potência do urânio.

Nunca, declarava Albert, ele deveria servir como arma destruidora.

Judeu pacifista, luta contra a utilização das armas nucleares e convida o povo de Israel a lutar para a resistência contra o Nazismo.

Após a guerra, continua suas viagens e conferências, alertando:

A guerra está ganha, mas não a paz...

Aceita fazer um concerto de violino, na cidade de Princeton, para beneficiar as crianças que ficaram órfãs durante a guerra.

Como Presidente do Comitê de Emergência dos Cientistas Atômicos, pede às Nações Unidas para pensarem numa forma de governo mundial.

Einstein acreditava que o único modo de preservar a paz seria tocando o sentimento do amor universal entre os povos.

Pensando nos outros, oferece um manuscrito de seu trabalho sobre a Teoria da Relatividade, com seu autógrafo, para ser leiloado.

A arrecadação de seis milhões de dólares foi enviada ao fundo de ajuda às vítimas da Segunda Guerra Mundial.

Ele reencarnara para revolucionar o mundo com a Lei da Relatividade e a matemática.

Também revolucionou corações como missionário da paz.

 
Redação do Momento Espírita, com base
na biografia de Albert Einstein.
Em 09.04.2009.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 18:45
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #62 em: 15 02 16, às 14:31, de Moisés
   
      Moisés escreveu: Olá Luis, ante os sentimentos que lhe acontecem ante suas necessidades fisiológicas Como o amigo se satisfaz? Como o colega percebe o que sente e como o amigo realiza tais atendimentos a estas necessidades?

      Conf: certamente como vc, Moisés, com moderação, tranquilidade etc!

      Moisés: Se não atendesse as suas necessidades básicas... O que isto lhe acarretaria?

      Conf: com certeza, isso me acarretaria, do mesmo modo como a vc, insatisfação, enfermidades etc.

      Moisés: poderia me explicar como percebe, como avalia e como toma as suas atitudes?

      Conf: acredito que faço tudo isso do mesmo modo que vc faz!

      Aguardo que vc me diga a que vêm essas perguntas.

      Abraços


Por que o amigo tomou a decisão de responder desta maneira?

Tomando assim como paridade as nossas pessoas?

E de onde, o colega, tirou para suas respostas e se pode me explicar o que venha a ser moderação, tranquilidade ?

Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Fevereiro de 2016, 18:48
A paz no mundo começa em mim

*  *  * 
A paz no mundo começa em mim... A voz do mundo é a minha voz.

Se calo, cala também o mundo. Se falo, fala ele também.

A paz no mundo começa em mim... E as mãos do mundo são as minhas mãos.

E as lágrimas do mundo são minhas lágrimas. E seu sorriso, seu céu azul, nascem também aqui.

A paz no mundo começa em mim.... Começa onde termina o gelo. Começa onde termina o sono.

Começa onde finda o breu... Da indiferença, da minha indiferença...

*   *   *


Por vezes, falar de paz na Terra parece ser um discurso utópico e frágil.

Não que a utopia seja um problema. Ela é necessária, porém, quando deixamos os sonhos, os desejos, apenas lá, distantes, fica parecendo que nos acostumamos a patinar onde estamos.

A paz mundial do discurso da miss, tão caricaturada ao longo dos tempos, parece às vezes invadir nossas vidas, pois todos desejamos a tal pacificação, mas poucos temos trabalhado por ela, isto é, feito esforços reais.

Por isso, ter essa consciência de que a paz lá de fora, no mundo, na sociedade, começa aqui, dentro de mim, de você, é fundamental para que despertemos desse sono que já dura séculos.

Qual a minha parte nisso tudo? Será que estou vivendo a paz em mim, dentro do meu lar, nas instituições das quais faço parte?

Será que sou defensor da paz para meus filhos? Em meus gestos, em minha fala, em minhas escolhas?

Como alguém que se diz pacifista ainda assiste conteúdos de extrema violência, violência gratuita, nas diversas mídias existentes?

Não se trata de discussão se a violência na TV ou na internet nos faz mais violentos, ou estimula a agressividade em nossos pequenos e em nós. A discussão não é essa, é mais profunda.

Ela vai no imo de nosso ser para saber se ainda temos prazer em conviver com ela, se ainda nos sentimos atraídos por esse tipo de expressão, mesmo que no campo da ficção.

Isso demonstra claramente que não estamos vivendo a paz em sua completude, pois as tendências arcaicas e desequilibradas ainda encontram guarida em nosso coração.

Será que ainda precisamos de brinquedos bélicos?

Analisemos quantos dos brinquedos em uma loja estão associados a algum tipo de violência. São maioria, pois nossas crianças recebem de nós esse triste legado.

Quando daremos um basta? Quando diremos chega? Faz-se necessária uma ação de ruptura, sim, e drástica, por que não?

São pequenas ações, dentro de nós, em nossos costumes, em nossa cultura, que vão nos aproximar de uma nova realidade, quando não mais teremos a violência como uma opção para se resolver qualquer dificuldade.

É preciso se acostumar com a paz. É preciso automatizar a ação boa, para que uma reação violenta nem sequer passe pela nossa cabeça.

A paz alimentará a paz. Cada gesto nosso, cada escolha em nome da paz trará mais gente, mais pessoas, que também estão saturadas de tudo isso, e querem apenas um incentivo a mais para romperem com o homem velho dentro delas.

A paz no mundo começa em mim, começa em você.

O que você tem feito por ela?

 

Redação do Momento Espírita com base no poema A paz
no mundo começa em mim, de Andrey Cechelero, publicado no
site www.immortality.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbW1vcnRhbGl0eS5jb20uYnI=).
Em 30.4.2013.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Ronaldo Ribeiro em 16 de Fevereiro de 2016, 00:40
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #54 em: 14 02 16, às 17:19, de Moisés

      Conf: estás percebendo, amigo Moisés: todos, codificação, msgs, ensinamentos etc, sejam e Jesus, de espíritos superiores etc, só sabem dizer “o que fazer”, porém não sabem dizer o “como fazer”. Esse texto que vc trouxe, do início ao fim, somente diz “o que fazer” mas, nele não há qualquer indício de  “como fazer”!

      E de que nos adianta saber o que fazer se não sabemos o como fazer?!

           


Boa noite meu amigo, me desculpe a intromissão, já que a pergunta não foi para mim, porém vi que esta com algumas dúvidas que talvez possa ajudar.

Recentemente li as obras de Kardec e como aconteceu com você, milhões de dúvidas surgiram, assim comecei a ler também os romances espiritas, neles muitas questões foram respondidas, como a deste caso em que você questiona o "como fazer"... realmente não tem uma receita para isso, isso esta em seu subconsciente de evoluções adquiridas em vidas passadas, como informado, todos nascemos iguais, todos inferiores, porém existem pessoas que querem melhorar e buscam por isso, outras não, por pior que seja, para elas esta bom, elas se acostumaram e mudar vai dar trabalho demais, então permanecem no vicio, na luxuria, na ira, para você mudar não tem como eu te dar um sermão e mostrar todos os benefícios, você tem que querer, o querer é difícil e esta mudança ocorre aos poucos, mudando pequenos hábitos que temos no dia-a-dia... não tem como uma pessoal viciada acordar totalmente curada, sem vícios, ela vai ter que mudar aos poucos, diminuir as drogas até superar, não tem como tirar a ira de uma pessoa, ela vai ter que diminuir isso gradativamente até sumir, ai você pergunta como... exemplo: tente trocar algum habito ruim que você tenha por um bom... tipo... quando der vontade de xingar no trânsito, faça um elogio a pessoa que estiver ao seu lado, ou se elogie, somente quando estiver no transito (como disse, pequenas mudanças), com o tempo você vai acabar fazendo piadas com estas substituições de xingamento, assim você já elimina a raiva, conseguiu no transito, pense em outra coisa que te deixa irritado e faça alterações de sua preferencia também e assim por diante, é demorado, sim, vai dar resultado, depende de você, sei que é mais fácil xingar o cara que jogou o carro na frente do seu sem dar seta, o difícil é você se controlar... e ai que esta a desigualdade que você não encontra a resposta... tem pessoas que passam pela difícil tarefa de se controlar e acaba se modificando, acabam diminuindo a ira, outras preferem o caminho mais fácil, e continuam raivosos.
E se me permite, recomendo um livro para você, ele se chama "O Guardião do Sétimo Portal" - escritora Maura de Albanesi - ditado pelo espirito Joseph, ele que me ajudou nesta questão do "como fazer".
Espero que tenha ajudado.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Fevereiro de 2016, 16:28
Fazer O Bem Sem Ostentação

1 – Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará.
(Mateus, VI: 1-4).

2 – E depois que Jesus desceu do monte, foi muita a gente do povo que o seguiu. E eis que, vindo um leproso, o adorava dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Pois eu quero; fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra. Então lhe disse Jesus: Vê, não o digas a alguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faze a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles.
(Mateus, VIII: 1-4).

           
3 – Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura. É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura.. Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.

           
Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.

           
Quem a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam as suas recompensa na Terra. Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.

           
Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele? Oh!, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho. As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo. O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.

           
O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.

O Evangelho Segundo o Espiritismo
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Fevereiro de 2016, 17:02
A ferramenta do bem

Marcus Vinicius de Azevedo Braga


A NECESSIDADE DE FAZER O BEM:
Uma das questões cruciais e que funciona como um divisor de águas da Doutrina espírita em relação a outras religiões é a necessidade de se praticar o bem para o desenvolvimento espiritual. As palavras de Jesus4, "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo" e o exposto na sua parábola do Bom Samaritano tornam bem claro esta questão. Não nos basta ser bons e pertencer ao grupo A ou B. É imperioso praticarmos o bem. A lei é de amor e o amor é que nos elevará. Por isso, o espiritismo cristão deve estar vinculado a prática da beneficência e este artigo buscará elucidar algumas razões desse imperativo.

A PERSPECTIVA INTERVENCIONISTA:
Ao contrário da história religiosa da humanidade, repleta de isolamentos, reclusões, clausuras e retiros espirituais, na busca de nos isolarmos do mundo3, inspirados nas temáticas do Filósofo Rosseau da Revolução Francesa, que pregava o corrompimento do homem bom pelo mundo, a perspectiva espírita enunciada por Kardec na sua máxima4 "fora da caridade não há salvação", incita-nos ao contato com o mundo na busca de transformá-lo e averba que o mundo somente se transformará quando transformarmos a nós mesmos. Ou seja, o espiritismo tem esse caráter intervencionista nas questões que se apresentem diante do cristão, combatendo a omissão e o isolamento, demonstrando que é na luta do mundo que crescemos rumo a perfeição.

A reforma íntima é uma necessidade. Paradoxalmente, não haverá reforma íntima sem contato com o nosso próximo, mais próximo ou não. Como amar sem ter ação para o amor. Como perdoar sem ter objeto de perdão.

FAÇA VOCÊ MESMO:
Na década de oitenta nos deliciávamos com revistas que nos ensinavam a fazer os pequenos reparos de nossa residência. Essa lógica do "faça você mesmo" também se aplica a questão da prática do bem. Jesus já asseverava4 : "Vai tu e faze o mesmo", reforçando a necessidade da ação no bem ser realizada pessoalmente. As pessoas que nos rodeiam são a nossa ferramenta de progresso e não podemos olvidar que o nosso coração é um músculo poderoso, que precisa ser exercitado no sentido físico e principalmente no sentido espiritual.

Na prática do bem não cabe terceirização. Mandar entregar na porta do centro espírita não tem o valor de se envolver na entrega. A prática do bem deve ser bilateral, ajudando a quem dá e permitindo a reflexão de quem recebe. Esse é o princípio que rege o Bônus-Hora6 descrito em Nosso Lar por André Luís. Somente tem valor quando permite a reflexão e reforma de quem praticou a ação. Caso contrário, instauraríamos um ranking de doações volumosas que nos conduziriam a "salvação", como na época das indulgências. Recordemos a passagem do óbolo da viúva, onde valeu mais aos olhos de Jesus aquela que tirou do seu próprio sustento. A matemática divina funciona subjetivamente.

OS MOVIMENTOS SOCIAIS:
Outrossim, consideremos sempre que "movimentos geram movimentos". A nossa ação no bem sempre se alinhará com outras iniciativas que em composição gerarão movimentos sociais em prol dos nossos irmãos menos favorecidos. Nenhum benemérito fundador fez ou faz tudo sozinho em qualquer obra assistencial.

Entretanto, constatamos também que a sociedade influencia o espiritismo, por ser esse uma parcela dela. Na década de 70/80, fruto de conjunturas políticas, as pessoas se engajavam em movimentos sociais, onde existiam iniciativas diversas de preocupação com o coletivo, no campo da assistência, do ambientalismo e da educação. Podemos citar os grupos ambientais, o Projeto Rondon e os movimentos de Alfabetização de adultos. No espiritismo, observamos o florescer de caravanas, campanhas e iniciativas diversas no campo assistencial, onde as casas espíritas logo buscavam atrelar a sua programação diversas atividades assistenciais com a participação de seus freqüentadores.

Na década de 90, observamos o individualismo campear em nossa sociedade, onde a tecnologia nos fez cada vez mais desiguais e isolados e estabeleceu níveis de conforto e divisão social nunca antes vistos. Hoje, o indivíduo pode pedir as suas compras pela internet, assistir ao filme no shopping transitando pelas ruas sem sair de seu automóvel, vivendo sem conviver, isolado no seu mundo e nas suas necessidades. No movimento espírita, observamos a explosão dos romances, falando de uma esperança passiva e a busca de um esoterismo voltado para previsões futurísticas e a busca da paz por fórmulas e meios exteriores, sem contar a desenfreada busca da cura do corpo.

TERAPIAS E AUTO-AJUDA:
Esses fatores geram uma tendência atual de terapizar-se tudo, em um "psicologismo" que reduz a problemática da criatura humana a solução por um simples diálogo como um passe de mágica. Os aspectos psicológicos da criatura são fundamentais, mas não podemos nos esquecer das questões do Coletivo. Essa preocupação com o indivíduo deságua em um conceito que muitos se equivocam em classificar as nossas obras espíritas que é a auto-ajuda.

Podemos compreender a auto-ajuda como aquela literatura que expõe a felicidade como uma questão de disposição pessoal, de se sentir bem, de acreditar e se programar mentalmente para isso. Infelizmente, uma questão tão complexa aparece reduzida a uma questão da vontade momentânea indivíduo.

A FELICIDADE:

Isso ocorre pois o nosso conceito de felicidade está difuso. A felicidade está associada a ter coisas, ter status, ter reconhecimentos e direitos. Esquecemos que a vida é uma balança de direitos e deveres. Não há felicidade egoística. Não há como ser feliz se o nosso irmão está infeliz, se no mundo ainda há infelicidade. Por isso, Kardec assevera que a felicidade na Terra é relativa4. Confundimos hoje o nosso conceito de felicidade, ignorando que a felicidade está implícita no desejo de um mundo melhor. Um mundo que será construído por nós e que seremos felizes nesse processo e não se buscarmos diminuir tantos números do nosso manequim ou se não estamos nos aceitando com o nariz que nós nascemos. A felicidade transcende tudo isso e a sua conquista deve se fazer sem muletas.

O PARADIGMA HOLÍSTICO:
Tomando o Paradigma Holístico do mundo2, podemos ter bem claro a importância da ferramenta do bem como caminho da nossa felicidade. Segundo o livro "A canção da inteireza2", o homem inicialmente adotou um paradigma Teocêntrico, onde tudo se prendia a um mundo sobrenatural onde a vida existiria em função deste. Inicialmente subordinados as forças da natureza, passando para os deuses antropomórficos até quando o conceito cristão de ressurreição subordinou de vez a vida na terra a espera de outro mundo, chegando ao seu auge na Idade média com as indulgências.

Com o renascentismo, quando Galileu tira a Terra do Centro do Universo, o paradigma antropocêntrico começa a levar o centro das questões para o homem, sendo este então a medida de tudo. Com os iluministas, temos o racionalismo de Descartes, onde todo conhecimento vem da razão e o Empirismo de Locke e Hume, onde todo conhecimento provém da experimentação, colocando a fonte de saber sempre pelo viés humano, reforçando através de Newton que o universo funciona como uma engrenagem determinista, gerando os modelos de pensamento para a futura sociedade industrial que através das revoluções tecnológicas se estabeleceu a vida que preza o "Ter" e o individualismo que vivemos em pleno auge nos dias de hoje. Mais uma vez, como na negritude da idade média, o homem se vê em uma encruzilhada temporal, tendo acesso aos bens de forma desigual e se preocupando cada vez mais consigo e com as suas necessidades enquanto o mundo padece da violência e do desamor.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Fevereiro de 2016, 17:03

O FOCO NO COLETIVO:

O paradigma Holístico propõe um novo foco. Nem no homem, nem no mundo que virá. Ele propõe que o Universo é um todo dinâmico que se relaciona. É um complexo sistema de relações e que o foco deve ser na interdependência. Toda ação que realizamos ecoa no universo e reverbera pelos outros elementos. A nossa relação é de Co-criadores, com o planeta e com a vida, sendo também co-responsáveis , como cita Emmannuel em A Caminho da luz5:

"Mas é chegado o tempo de um reajustamento de todos os valores humanos. Se as dolorosas expiações coletivas preludiam a época dos últimos "ais" do Apocalipse, a espiritualidade tem de penetrar as realizações do homem físico, conduzindo-as para o bem de toda a humanidade  ."

Ou seja, o foco deve ser no bem de toda a humanidade, inclusive dos animais, das plantas e dos minerais, habitantes de nosso globo. O nosso desenvolvimento espiritual é uma responsabilidade individual que somente tem sentido no coletivo. Esse deve ser o foco. O espiritismo como doutrina libertadora e transformadora das consciências, para que entendamos que a solução de nossos problemas está na solução dos problemas do mundo e que os nossos grandes vultos, dentro da sua dimensão humana, também tinham seus problemas e não se imobilizaram em uma postura passiva, partindo para a Terapia da prática do bem, ferramenta que cura os nossos males e de nossos semelhantes.

AMAR A SI MESMO E A DEUS ATRAVÉS DO PRÓXIMO:
Sabemos que a auto-estima e o amor a si mesmo é uma condição fundamental, para que não incorramos novamente em flagelações e autocomiserações de outras épocas. Mas, faz-se mister amar a si mesmo e a Deus através do próximo, dentro do enunciado evangélico4 de que quando fazemos a um destes pequeninos, é ao Mestre que fazemos. A palavra Bem-estar não existe no dicionário espírita-cristão associada ao próprio bem da pessoa, pois metodologia nenhuma trará o nosso bem se não envolver o bem de nossos irmãos. Como amar a si mesmo se não amamos o mundo, a natureza e os nossos irmãos.

O TRABALHO NA CASA ESPÍRITA:
Após falarmos da evolução histórica do planeta, terminamos por nos defrontar com a nossa realidade diante da prática do bem. O que temos feito? A casa espírita é a Oficina que deve viabilizar as equipes que permitam aos freqüentadores a oportunidade de abraçar cada irmão, pois "a disciplina antecede a espontaneidade6" e se nos disciplinarmos para o bem no trabalho organizado, o nosso coração romperá o gelo de nossa sociedade para que possamos estender seu amor aos próximos mais próximos e a nós mesmos.

Cabe-nos a construção na juventude do hábito da prática do bem desde cedo1, para que tenhamos como objetivos que todos sejam em um futuro trabalhadores e colaboradores da casa espírita, doando-se nas frentes que são inúmeras. Espíritas envolvidos e comprometidos com a causa da Casa espírita na construção de um mundo melhor. Um sonho, talvez, uma utopia, não.

CONCLUSÃO:
A ferramenta da nossa evolução está bem claro nas palavras do Espírito de Verdade4:

"Espíritas, Amai-vos é o primeiro mandamento. Instrui-vos é o segundo"

E como não cremos no amor como verbo intransitivo, cabe-nos utilizar esta ferramenta no palco do mundo para o nosso crescimento, na luta diária, onde realmente descobrimos quem somos e o que necessitamos ainda aperfeiçoar. Sem fórmulas mágicas...

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BRAGA, Marcus Vinícius de Azevedo. Alegria de Servir, FEB, 2001.
CARDOSO, Clodoaldo Meneguello- A canção da inteireza- Uma visão holística da educação- Editora Summus - São Paulo- 1995
KARDEC, Allan. O livro dos espíritos, FEB.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo, FEB.
XAVIER, F.C..A caminho da luz, pelo espírito Emmanuel, FEB.
XAVIER, F.C.. Nosso Lar, pelo espírito André Luís, FEB.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Fevereiro de 2016, 21:04
PAZ ÍNTIMA


Para que uma conduta pacifista se estabeleça e predomine no homem, faz-se necessária uma vontade forte que promova a revolução interior, em violência contra si mesmo, através da revisão e reestruturação dos conceitos sobre a vida, assumindo uma posição de princípios definidos, sem titubeios nem ambigüidades escapistas.

Tomada essa conduta, a marcha se faz amena, porque o homem passa a considerar todos os sucessos do ponto de vista espiritual, isto é, da transitoriedade da existência corporal e da perenidade do Espírito.

Desse modo, muda a paisagem dos fenômenos humanos que, efeitos de causas profundas, devem ser examinados e corrigidos nas suas gêneses, antes que mediante a irrupção de novos incidentes, em razão das reações tomadas contra os mesmos.

Agir com lucidez ao invés de reagir pela força, é a conduta certa, porque procedente da razão, antes que decorrente do instinto-paixão dissolvente.

Não há outra alternativa para o ser inteligente, senão o uso da razão em todo momento e em qualquer ocorrência nas quais seja colhido.

A sua reação não pode ultrapassar o limite do equilíbrio, sustando o golpe que lhe foi desferido ou o amortecendo no algodão da misericórdia em favor de quem lho aplicou…

Mediante esse processo, ruem as barreiras da intolerância, e do ódio; acabam-se as distâncias impeditivas à fraternidade; apagam-se as mágoas; diluem-se os rancores, porque ninguém logra vencer aquele que a si próprio já se venceu.

Os ultrajes não o afetam; as agressões não o intimidam; a morte não o atemoriza, porque ele é livre, portador de uma liberdade que algema nenhuma escraviza ou aprisiona, nem cárcere algum limita…

É, portanto, imbatível, terminando por fazer-se amado, mártir dos ideais e das aspirações de todos. Pronto!


pelo Espírito Victor Hugo
Do livro: Árdua Ascensão
Médium: Divaldo Pereira Franco.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Fevereiro de 2016, 21:34
Sócrates e a Imortalidade da Alma

No ano 399 antes da era cristã, o Tribunal dos Heliastas, composto por representantes das dez tribos que compunham a democrata Atenas, reunia-se com seus 501 membros para cumprir uma obrigação bastante difícil.

Representantes do povo, escolhidos aleatoriamente, estavam ali para julgar o filósofo Sócrates.

O pensador era acusado de recusar os deuses do Estado, e de corromper a juventude.

Figura muito controversa, Sócrates era admirado por uns, criticado por outros.

Tinha costume de andar pelas ruas com grupos de jovens, ensinando-os a pensar, a questionar seus próprios conhecimentos sobre as coisas e sobre si mesmos.

Sócrates desenvolveu a arte do diálogo, a maiêutica, este momento do “parto” intelectual, da procura da verdade no interior do homem.

Seus dizeres “Só sei que nada sei” representam a sapiência maior de um ser, reconhecendo sua ignorância, reconhecendo que precisava aprender, buscar a verdade.

Por isso foi sábio, e além de sábio, deu exemplos de conduta moral inigualáveis.

Viveu na simplicidade e sempre refletiu a respeito do mundo materialista, dos valores ilusórios dos seres, e das crenças vigentes em sua sociedade.

Frente a seus acusadores foi capaz de lhes deixar lições importantíssimas, como quando afirmou:

“Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas.”

O grande filósofo foi condenado à morte por cerca de 60 votos de diferença.

A grande maioria torcia para que ele tentasse negociar sua pena, assumindo o crime, e tentasse livrar-se da punição capital, com pagamento de algumas moedas.

Com certeza, todos sairiam com as consciências menos culpadas.

Todos, menos Sócrates que, de forma alguma, permitiu-se ir contra seus princípios de moralidade íntimos. Assim, aceitou a pena imposta.

Preso por cerca de 40 dias, teve chance de escapar, dado que seus amigos conseguiram uma forma ilícita de dar-lhe a liberdade.

Não a aceitou. Não permitiu ser desonesto com a lei, por mais que esta o houvesse condenado injustamente. Mais uma vez exemplificou a grandeza de sua alma.

E foram extremamente tranqüilos os últimos instantes de Sócrates na Terra.

Uma calma espantosa invadia seu semblante, e causava admiração em todos que iam visitá-lo.

Indagado a respeito de tal sentimento, o pensador revelou o que lhe animava o espírito:

“Todo homem que chega aonde vou agora, que enorme esperança não terá de que possuirá ali o que buscamos nesta vida com tanto trabalho!

Este é o motivo de que esta viagem que ordenam me traz tão doce esperança.”

Sim, Sócrates tinha a certeza íntima da imortalidade da alma, e deixou isso bem claro em vários momentos de seus diálogos.

A perspicácia de seus pensamentos e reflexões já haviam chegado a tal conclusão lógica.

O grande filósofo partia, certo de que continuaria seu trabalho, de que prosseguiria pensando, dialogando, e de que desvendaria um novo mundo, uma nova perspectiva da vida, que é uma só, sem morte, sem destruição.

O Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, indagou aos imortais:

“No momento da morte, qual o sentimento que domina a maioria dos homens? A dúvida, o medo ou a esperança?”

Ao que os Espíritos lhe respondem:

“A dúvida para os descrentes endurecidos;
O medo para os culpados;
A esperança para os homens de bem.”

Que possamos todos, a exemplo de Sócrates, deixar este mundo com o coração repleto de esperança.

De;
Momento Espírita
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Fevereiro de 2016, 21:39
Viver

Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja.

Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.

Toda melhoria que realizarmos em nós, é melhoria na estrada que somos chamados a percorrer.

Toda idéia que você venha a aceitar influenciará seu espírito; escolha os pensamentos do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos.

Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida porque somente assim, a existência lhe converterá o erro em lição.

Muito difícil viver bem se não aprendemos a conviver.

A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.

Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um.

Toda vez que criticamos a experiência dos outros, estamos apontando em nós mesmos os pontos fracos que precisamos emendar em nossas próprias experiências.

Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você.

Chico Xavier
André Luiz
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Fevereiro de 2016, 21:51
Reformas de Metade

Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável, intransferível: a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus.

Isso porque toda reforma nas linhas da boa intenção será respeitável, mas somente a renovação interior é fundamental.

Tudo o que vise melhorar a vida deve ser feito, no entanto, se não nos melhoramos, todas as aquisições efetuadas são vantagens superficiais.

Qualquer benefício externo para ser benefício real depende de nós.

A luz que nos auxilia a escrever uma página de fraternidade pode ser aproveitada pelo companheiro menos feliz para traçar uma carta que favorece o crime.

O dinheiro que nos custeou a movimentação para o estudo das leis morais que nos governam o destino é o mesmo que está sendo despendido pelos que compram a decadência do corpo e da alma nos redutos do álcool.

O automóvel que nos conduz ao cenáculo de oração onde louvamos a Bondade Divina, transporta de igual modo a locais determinados os que se reúnem para a negação da fé.

A morfina que alivia o sofrimento na dose adequada não é diversa da que garante os abusos do entorpecente.

Justo que não se impeça a formação de medidas destinadas ao bem comum.

A higiene é um atestado eloqüente de que ninguém deve e nem pode viver sem a Constante renovação exterior.

O Espiritismo, porém, nos adverte de que todas as modificações por fora, ainda as mais dignas, são reformas de metade, que permanecerão incompletas sem as reformas do homem que lhes manejará os valores.

Reflitamos nisso, observando o caminho e a meta. Sem estrada não alcançarmos o alvo, entretanto, a estrada é o meio e o alvo é o fim.

Para sermos mais precisos, resumamos o assunto com a lógica espírita, num raciocínio ligeiro e claro: todos nós, os ignorante e os sábios, os justos e os injustos, podemos fazer o bem e devemos fazer o bem, acima de tudo, é preciso ser bom...

Chico Xavier
André Luiz
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 17 de Fevereiro de 2016, 00:52
Oi, Moisés,

Novamente o aborreço com perguntas: se tudo que precisa de reforma é porq está ou foi deformado, e se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa de termos de reformar nosso íntimo, o que ou quem o deformou?

Certamente que não fomos nós mesmos que fizemos isso, pois porq nós mesmos escolheríamos nos deformar sabendo que isso nos traria terríveis sofrimentos; e ainda mais, considerando que tendo o livre-arbítrio, podemos só escolher fazer o bem, porq escolheríamos fazer o mal, concorda?! Éramos ignorantes qto aos sofrimentos que Deus nos impõe por fazermos o mal?

Sinto, sinceramente, que minhas perguntas o aborreçam, como sei que outros tb ficam aborrecidos pois não sabem lhes dar respostas! Mas, vc sabe, é a própria codificação que exige que raciocinemos para ter uma "fé raciocinada"!

Um abraço! E não me queira mal, pois só estou tentando ajudar a vc e aos demais amigos deste fórum!
...........
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Fevereiro de 2016, 20:19
Oi, Moisés,

Novamente o aborreço com perguntas: se tudo que precisa de reforma é porque está ou foi deformado, e se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa de termos de reformar nosso íntimo, o que ou quem o deformou?

Olá Luis!
Você não me aborrece
Faz perguntas como todos nós fazemos
tem sua própria opinião

A DE ensina a lei do progresso
E a ela mantém também seus postulados
Ontem éramos crianças, pensávamos como crianças, hoje somos velhos pensamos como velhos
Ontem nos vestíamos como queríamos e íamos onde nos conviera
Hoje nos vestem, não andamos mais como queríamos e somos levados muitas vezes a lugares onde não queremos
As reformas chegam com as conquistas de novos saberes
Assim como o ramo estende suas garras na direção da luz.
O Homem é atraído por Deus que é a sua destinação

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Certamente que não fomos nós mesmos que fizemos isso, pois porque nós mesmos escolheríamos nos deformar sabendo que isso nos traria terríveis sofrimentos; e ainda mais, considerando que tendo o livre-arbítrio, podemos só escolher fazer o bem, porque escolheríamos fazer o mal, concorda?! Éramos ignorantes quanto aos sofrimentos que Deus nos impõe por fazermos o mal?

A DE ensina as vidas pregressas
Em um enunciado interessante
Se estamos com determinada questão
e Constatamos que não tem sua causa nesta vida
Como a observação da causa elimina a existência do acaso
resta nos sim saber raciocinar

Então a DE também ensina a lei da causa e de efeito
propondo assim a dinâmica relativa aos nossos atos

Então a DE conclui diferentemente como o amigo conclui
de que somos nós os responsáveis pelos nossos atos
tendo lembrança ou não tendo
pois enuncia a DE que do conhecido parte se para o desconhecido

O Amigo, pelo visto, não concordando com a DE
devo concluir que o aborrecido é o amigo
que tu és o causador dos próprios aborrecimentos
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Sinto, sinceramente, que minhas perguntas o aborreçam, como sei que outros tb ficam aborrecidos pois não sabem lhes dar respostas! Mas, vc sabe, é a própria codificação que exige que raciocinemos para ter uma "fé raciocinada"!

O certo aborrecimento não é causado pelas suas perguntas
Suas perguntas muitas vezes o colocam como ingenuo
e em algumas questões como provocador
Não que seja fruto de uma sabedoria distanciada
mas se o amigo não concorda com a DE
A de convir que a DE tem a característica de não se impor a ninguém

O Amigo faz uma propaganda gratuita

Abraços

PS. Não respondestes minhas simples indagações
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Um abraço! E não me queira mal, pois só estou tentando ajudar a vc e aos demais amigos deste fórum!

Não te quero mal
longe disto
...........
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Fevereiro de 2016, 14:01
Ecce Homo

Quem reconheceria naquele Homem as grandezas da Sua alma?

O mundo estava, e ainda está, acostumado a avaliar as coisas pelos olhos, não entendendo as ponderações do coração.

Por isso, muitos sábios, ricos e doutores O desprezaram, enquanto outros, maltrapilhos, andrajosos, doentes, entenderam a música que Ele cantava.

Quem diria que o Rei Celeste viria para servir?

Os sonhos infantis da Humanidade O esperavam como um mandatário, a exigir que, sob o peso de Sua espada, todos se prostrassem aos Seus pés.

Ele, porém, foi capaz de se fazer servo, lavando os pés dos apóstolos, ensinando as lições ainda incompreendidas da humildade e da simplicidade.

Como seria possível perceber naquela figura um homem santo?

Uma vez que andava com os leprosos, conversava com as meretrizes, ceiava com publicanos, como não haveria Ele de se contaminar com os impuros?

Porém, impoluto, mostrou que a pureza é capaz de limpar todas as máculas, a ponto de um dos Seus asseverar que o amor é capaz de cobrir uma multidão de pecados.

Chamou-nos de ovelhas, a fim de que entendêssemos ser Ele o Bom Pastor.

E convidou-nos a segui-lO, tomando apenas do Seu fardo leve e de Seu jugo suave.

Em nome de um amor nunca visto antes, e até hoje pouco vivido, foi capaz de curar cegos, limpar carnes apodrecidas, converter os iludidos da vida e revolucionar o mundo.

Curou no sábado, travou conversa com a mulher samaritana, convidou o cobrador de impostos a segui-lO.

Mostrou que a pobre viúva doava mais do que o rico fariseu. Serviu-se da figura da figueira seca, sem frutos, para falar da necessidade de sempre se produzir boas obras.

E, curando a tantos, alertava que não adiantaria deitar vinho bom em odre velho, convidando, portanto, à renovação dos pensamentos, das atitudes, do proceder.

Como irmão mais velho e experiente, explicou-nos que Deus é Pai, Pai bondoso e generoso, provedor de todas as nossas necessidades.

Aquietou nossas aflições no relicário da fé.

E amou incondicionalmente. De tal maneira e com tanta intensidade, que o Seu cantar, desde a primeira hora, embriagou heróis e heroínas, que se imolaram em nome de viver a Sua mensagem: queimados nas fogueiras, estraçalhados pelas feras.

Depois foram os primeiros pensadores, modificando-se, reformando-se moralmente, no entendimento da Sua mensagem.

Não tardou, vieram os mais santos, a fim de retomar a simplicidade da Sua mensagem, já perdida no lamaçal das paixões humanas.

E, mais recentemente, não faltaram aqueles a se destacarem na multidão, por se permitirem amar, tal qual Ele veio propor.

Afinal, quem é esse Homem, quem é Ele em nossa vida?

Pilatos, ao apresentá-lO à multidão, a fim de satisfazer a turba, apenas se referiu a Ele dizendo: Ecce Homo. Eis o Homem.

Extraordinária síntese. Ali estava o homem integral, pleno.

Mas, para aqueles que se deixam sensibilizar pela Sua proposta, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. O Bom Pastor, a Luz do mundo, a plenitude.

Nestes momentos , reflitamos o que Ele, o bom Jesus, tem representado em nossa vida.

Lembremos que soa a hora em que, finalmente, haja guarida para Ele na morada do nosso coração, para que, em definitivo, se faça Natal perene em nós.

 

Redação do Momento Espirita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 26, ed. FEP.
Em 9.9.2014.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Fevereiro de 2016, 14:07
É dando que se recebe

A visão filosófica de Francisco de Assis é profundamente importante, permitindo-nos a compreensão maior do modo como ele viveu pelos caminhos do mundo.

O missionário incomparável lançou mão de instrumentos de vida muito especiais, como as coisas simples de seu tempo.

A percepção íntima de que, em última análise, ninguém é possuidor de coisa alguma no mundo das formas físicas, levou-o a continuadas renúncias e a uma viagem fundamental para dentro de si.

No íntimo de seu ser, encontrava a orientação segura de Jesus a propor que procurasse conquistar a si mesmo, pois aí estaria a riqueza verdadeira, a que não pode ser usurpada por nenhum gatuno, que nenhuma traça pode corroer e que não é consumida pela oxidação.

Entendia isso e percebia como são fugazes os haveres materiais. Como são perecíveis. Como são temporais. Tudo é extremamente vulnerável à ação indomável do tempo.

O pobrezinho de Assis nos clareia os caminhos, mostrando que devemos buscar sempre, em primeiro lugar, valores que pulsem no meio dessa atemporalidade.

O que pertence à alma é aquilo que essa alma pode conduzir consigo, onde quer que vá, onde quer que esteja.

Os únicos valores passíveis de impregnar a alma, tornando-se sua parte constitutiva, como brilho, cor, realidade, decorrem da frequência intensa, desenvolvida através do comportamento individual.

Na conclusão filosófica do jovem de Assis, é dando que se recebe, não registramos nenhuma referência a qualquer coisa material, mas às doações da alma.

É assim que, pelas leis da sintonia, da reciprocidade, ou de causa e efeito, concluiu que o que parte de nós é, de fato, o que a nós retorna.

A sementeira é sempre livre, mas a colheita é obrigatória.

Na figura apresentada por Jesus, o que se oferece ao solo, o solo devolve, ampliado, renovado, sejam aromas de flores, sejam espinhos.

*   *   *

Semeemos simpatia, e a teremos de volta. Espalhemos farpas e as veremos de retorno.

Distribuamos esperança e nos veremos esperançados. Semeemos agonia, e poderemos contar com a ação do desespero, logo mais.

Ofertemos nosso tempo precioso para atender ao próximo, e veremos que as preocupações do nosso próprio coração também estarão sendo atendidas.

Doemos nosso sorriso ao mundo e o mundo, dentro de nós, sorrirá satisfeito.

Perdoemos aquele familiar que falhou conosco mais uma vez, e perceberemos que, quando nós errarmos, encontraremos mais facilmente o autoperdão.

Semeemos a paz, o otimismo, em meio ao negativismo viciante dos dias atuais, e colheremos tranquilidade em meio ao caos, silêncio em meio à balbúrdia ensurdecedora.

É dando que se recebe. É dando-nos, doando-nos que receberemos a recompensa da consciência pacificada, cumpridora de todos os deveres para com Deus, o próximo e a nós mesmos.

Amemos e nos estaremos amando. Perdoemos e estaremos nos perdoando. Doemos e já estaremos recebendo.

Experimentemos a doce exortação de Francisco de Assis e nos sintamos em paz, desde agora.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap.20
do livro A carta magna da paz, pelo Espírito Camilo,
psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 1.10.2013.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: lconforjr em 18 de Fevereiro de 2016, 17:27
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #77 em: 17 02 16, às 20:19, de Moisés

      Conf (resp ant): Novamente o aborreço com perguntas: se tudo que precisa de reforma é porque está ou foi deformado, e se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa de termos de reformar nosso íntimo, o que ou quem o deformou?

      Moisés escreveu: Você não me aborrece, Faz perguntas como todos nós fazemos, tem sua própria opinião...

      Conf: meu amigo, “nunca” e em nenhum lugar coloco “opiniões”; sempre “percepções” devidas às experiências pelas quais passei! E, um dia, talvez vc verá que minhas “provocações” objetivam fazer, se possível, que outros abram os olhos como já os abri. E, tb poderá perceber que não faço nenhuma “propaganda gratuita” pois, para fazê-las, “paguei” 70 anos de estudos.     

      Muitos de nossos irmãos, por não entenderem e por eu não poder ser mais claro (pois, se for mais claro, arrisco-me a ser excomungado como tantas vezes já fui), me acham, como vc disse, ingênuo, que faço perguntas tolas, infantis etc; no entanto, os que dizem isso não sabem (apenas acreditam que sabem) nem mesmo responder àquela perguntinha que tantas vezes fiz e sem cuja resposta ninguém pode estar entendendo a doutrina e, consequentemente, nem a vida.

      E vc, se estiver bem atento, raciocinando, determinado a aprender, e comparando e atendendo ao conselho da DE, contido no LM cap 3, item 35, talvez possa concluir que minhas perguntas nada têm de ingênuas, nem são tolas ou infantis!

      Assim, para provar que isso é uma verdade, esqueça quaisquer outras considerações e responda só está pergunta, cuja resposta correta é imprescindível para que se entenda a doutrina: qual é a verdadeira causa de um ser bom e outro, mau? Só isso meu amigo!

      Vc acredita que sabe a resposta, mas vc mesmo é um dos que não se dispõem a respondê-la! Talvez a ache tola, que pode ser feita apenas aos iniciantes dos estudos sobre a doutrina; mas perceberá que, como outras que faço, é pertinente, séria e sábia!

      A quais indagações suas não respondi? Diga-me em que resposta sua estão q terei gosto em responder!

      Um abraço!
..........
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Fevereiro de 2016, 18:27
Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos

      Ref resp #77 em: 17 02 16, às 20:19, de Moisés

      Conf (resp ant): Novamente o aborreço com perguntas: se tudo que precisa de reforma é porque está ou foi deformado, e se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa de termos de reformar nosso íntimo, o que ou quem o deformou?

      Moisés escreveu: Você não me aborrece, Faz perguntas como todos nós fazemos, tem sua própria opinião...

      Conf: meu amigo, “nunca” e em nenhum lugar coloco “opiniões”; sempre “percepções” devidas às experiências pelas quais passei! E, um dia, talvez vc verá que minhas “provocações” objetivam fazer, se possível, que outros abram os olhos como já os abri. E, tb poderá perceber que não faço nenhuma “propaganda gratuita” pois, para fazê-las, “paguei” 70 anos de estudos.     

Parece me que foi Aristóteles quem disse que: " Este mundo é o mundo das opiniões, todos possuem a sua"...
Logo luis toda e qualquer opinião vem de uma certa percepção
E isto em compatibilidade com a capacidade de quem opina de conformidade com sua percepção
Isto é com todos
Colocou algo!...Opinou.

Sabe Luis
Uma senhora trabalhou 55 anos no governo no departamento de notas
e perguntaram a ela, numa entrevista para uma certa TV em rede nacional
Sobre o que ela poderia dizer sobre este periodo tão imenso trabalhando para o governo...
O que ela falaria sobre sua experiência de 55 anos
No que ela disse que não foram 55 anos de experiência
E se surpreenderão...Como Não?
Ela disse que de experiência foram 05 meses
para aprender sobre quais as folhas das notas deverias ser carimbadas
e que os 55 anos foram apenas de repetição
Fica os nossos anos de experiências
como prova de repetição
Uma mesmice
Por está razão
Apresenta a DE a reencarnação.... para valer a penas o que se sabe

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      Muitos de nossos irmãos, por não entenderem e por eu não poder ser mais claro (pois, se for mais claro, arrisco-me a ser excomungado como tantas vezes já fui), me acham, como vc disse, ingênuo, que faço perguntas tolas, infantis etc; no entanto, os que dizem isso não sabem (apenas acreditam que sabem) nem mesmo responder àquela perguntinha que tantas vezes fiz e sem cuja resposta ninguém pode estar entendendo a doutrina e, consequentemente, nem a vida.

Esta ingenuidade que disse não é um ofensa
É uma constatação do nosso estágio
Pois pouco sabemos...Nosso planeta é de provas e expiações
provas  e expiações

Muitos não fazem mais provas
e nem expiam
Mas não é o nosso caso

Fique tranquilo
Eu mesmo
Não me ofendo quando me chamam de ingenuo...
Não se ofenda...
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      E vc, se estiver bem atento, raciocinando, determinado a aprender, e comparando e atendendo ao conselho da DE, contido no LM cap 3, item 35, talvez possa concluir que minhas perguntas nada têm de ingênuas, nem são tolas ou infantis!
Creio que não existe item 35 neste capitulo
verifique por gentileza!
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      Assim, para provar que isso é uma verdade, esqueça quaisquer outras considerações e responda só está pergunta, cuja resposta correta é imprescindível para que se entenda a doutrina: qual é a verdadeira causa de um ser bom e outro, mau? Só isso meu amigo!

630 Como se pode distinguir o bem e o mal?
– O bem é tudo o que está conforme a lei de Deus; o mal, tudo o que
é contrário. Assim, fazer o bem é proceder conforme a lei de Deus; fazer o
mal é infringir essa lei.

631 O homem tem, por si mesmo, meios de distinguir o bem do mal?
– Sim, quando crê em Deus e de fato quer saber porque Deus lhe deu
a inteligência para distinguir um do outro.
...

636 O bem e o mal são absolutos para todos os homens?
– A lei de Deus é a mesma para todos; mas o mal depende principalmente
da vontade que se tem de o praticar. O bem é sempre o bem e o
mal é sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem; a diferença
está no grau de responsabilidade.
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      Vc acredita que sabe a resposta, mas vc mesmo é um dos que não se dispõem a respondê-la! Talvez a ache tola, que pode ser feita apenas aos iniciantes dos estudos sobre a doutrina; mas perceberá que, como outras que faço, é pertinente, séria e sábia!

      A quais indagações suas não respondi? Diga-me em que resposta sua estão q terei gosto em responder!

      Um abraço!
..........

Creio que mais para trás
Foram indagações bem simples....nem sei se vale a pena

Mas tudo bem

Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Fevereiro de 2016, 19:06
Discernimento e bom senso
Orson Peter Carrara


Os espíritas devem sempre refletir sobre o que leem, o que fazem e como fazem, e seu critério de discernimento e bom senso deve apoiar-se na lógica.

Eis vocábulos que nunca podem faltar na prática espírita. Uma pessoa sem discernimento é alguém que age impensadamente, sem reflexão; discernimento é exatamente uma apreciação prévia de fatos e situações, prudência no agir, refletindo antecipadamente. Bom senso é a faculdade de discernir, de julgar, de raciocinar.

Como espíritas somos sempre convidados a refletir sobre o que lemos, o que fazemos, como fazemos. O critério de discernimento e bom senso deve estar apoiado na lógica, mas especialmente ligado ao bem geral. Isto exige atenção, amadurecimento, conhecimento.

Allan Kardec, O Codificador da Doutrina Espírita, é reconhecido pelos espíritas como o "bom senso encarnado", tamanha sua capacidade de refletida análise – que bem demonstrou em seus escritos – diante dos fenômenos que teve oportunidade de presenciar e estudar. A própria aceitação pessoal da realidade das manifestações esteve sujeita a esta característica de sua personalidade, acostumada à análise ponderada e cuidadosa de fatos, situações e novidades que a vida lhe apresentava. É interessante ponderar sobre este aspecto da personalidade do então professor Rivail, pois o detalhe foi de máxima importância na organização do corpo doutrinário do Espiritismo, já que ele tudo submetia à análise prévia da razão, da lógica e do bom senso.

Encarando os fenômenos apresentados pelas manifestações dos Espíritos, Allan Kardec estudou-os e os submeteu a rigoroso método científico de observação, optando pela publicação daquilo que ficou conhecido como a "universalidade dos ensinos", quer dizer: os ensinos foram os mesmos, ainda que recebidos por médiuns desconhecidos entre si, de diversos pontos do planeta, e primavam pela concordância entre si. Fato notável esse, pois essa concordância é que dá garantia dos ensinos.

Os Espíritos superiores querem que o nosso julgamento se exercite em discernir o verdadeiro do falso.

Dessas reflexões, destacamos trecho importante colhido na Revista Espírita (1): "Sabemos que os Espíritos estão longe de possuir a soberana ciência e que se podem enganar; que, por vezes, emitem ideias próprias, justas ou falsas; que os Espíritos superiores querem que o nosso julgamento se exercite em discernir o verdadeiro do falso, aquilo que é racional daquilo que é ilógico. É por isso que nada aceitamos de olhos fechados. Assim, não haveria ensino proveitoso sem discussão. Mas, como discutir comunicações com médiuns que não suportam a menor controvérsia, que se melindram com uma observação crítica, com uma simples observação, e acham mal que não se aplaudam as coisas que recebem, mesmo aquelas lançadas de grosseiras heresias científicas? Essa pretensão estaria deslocada se o que escrevem fosse produto de sua inteligência; é ridícula desde que eles não são mais que instrumentos passivos, pois se assemelham a um ator que ficaria ofuscado, se nós achássemos maus os versos que tem de declamar. Seu próprio Espírito não se pode chocar com uma crítica que não o atinge; então é o próprio comunicante que se magoa e transmite ao médium a sua impressão. Por isto o Espírito trai a sua influência, porque quer impor as suas ideias pela fé cega e não pelo raciocínio ou, o que dá no mesmo, porque só ele quer raciocinar. Disso resulta que o médium que se acha com tais disposições está sob o império de um Espírito que merece pouca confiança, desde que mostra mais orgulho que saber. Assim, sabemos que os Espíritos dessa categoria geralmente afastam seus médiuns dos centros onde não são aceitos sem reservas.

Esse capricho, em médiuns assim atingidos, é um grande obstáculo ao estudo. Se só buscássemos o efeito, isto seria sem importância; mas como buscamos a instrução, não podemos deixar de discutir, mesmo com o risco de desagradar aos médiuns. (...) Aos seus olhos, os obsedados são aqueles que não se inclinam diante de suas comunicações. Alguns levam a sua susceptibilidade a ponto de se formalizarem com a prioridade dada à leitura das comunicações recebidas por outros médiuns. Por que uma comunicação é preferida à sua? Compreende-se o mal-estar imposto por tal situação. Felizmente, no interesse da ciência espírita, nem todos são assim (...)". (2)

Devemos ter o bom senso de analisar criteriosamente tudo o que venha dos Espíritos

Observem os leitores que a simples citação, no início do texto, indicando que os Espíritos não sabem tudo, que podem se enganar e emitir ideias próprias, já por si só convida ao bom senso de analisar criteriosamente tudo que venha dos Espíritos. Este simples cuidado é capaz de afastar toda investida de misticismo que possa haver por iniciativa dos Espíritos ou mesmo no comportamento que venha dos encarnados, uma vez que sabendo, por antecedência, que os Espíritos estão ainda em patamares de evolução e limitados em seu saber e moralidade, teremos o cuidado de avaliar e refletir, usando o discernimento e o bom senso nessas avaliações.

Por outro lado, sem envolver-se diretamente com os fenômenos advindos da mediunidade, a própria vida do espírita, em particular, suas ações e engajamento no movimento espírita também solicitam a aplicação desses dois princípios. Seja na conduta, seja na vida social ou familiar, pois são princípios norteadores de uma vida equilibrada. Usando-os, sempre teremos onde nos apoiar.

A continuidade do texto apresentado por Kardec, acima parcialmente transcrito, permite alargar o horizonte de observação para outro aspecto marcante deste tesouro espiritual chamado Espiritismo. É que, estudando-o metodicamente – com o mesmo sentido observador e crítico, característico do discernimento e do bom senso –, alcançaremos um degrau importante no entendimento de sua proposta: seremos adeptos esclarecidos, conscientes, coerentes.

O espírita tem o dever de agir em favor de seus irmãos, enquanto age pelo próprio progresso.

Adeptos esclarecidos, conscientes, coerentes formarão a própria consciência espírita; esta consciência espírita permitirá saber que rumo tomar, que diretrizes usar, identificar descompassos na prática espírita – inclusive de dirigentes, que também são seres em aperfeiçoamento e experiências necessárias – para agir com segurança.

Ora, é esta mesma consciência espírita que faz o espírita compreender o dever de agir em favor de seus irmãos, enquanto age concomitantemente pelo próprio progresso; é ela mesma que toma posições, que não se deixa abater pelos obstáculos, que não se afasta da Doutrina em virtude de comportamentos equivocados de companheiros espíritas, enfim que já desperta para o grave compromisso de estarmos reencarnados.


Efeitos naturais de uma consciência espírita formada pelo estudo e embasada pelas virtudes do discernimento e do bom senso, caminhos seguros para o espírita consciente. E já que o Espiritismo não está restrito à prática mediúnica, o campo é vasto e pede ponderada análise do que estamos fazendo.

Referências:

1. Publicação fundada por Allan Kardec em 1858.

2. Trecho parcial de discurso de Allan Kardec na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, na abertura do ano social, em 1º de abril de 1862 (extraído da Revista Espírita de junho de 1862, ano V, vol. 6, edição EDICEL).
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Fevereiro de 2016, 09:48
Influência infeliz


Você, que convive mais de perto com as crianças, já notou como elas, em geral, têm um coração generoso e uma grande capacidade de perdoar?

Além disso, percebem as coisas de maneira simples e descomplicada.

Mas, infelizmente, o que acontece é que, às vezes, os adultos exercem sobre elas uma influência infeliz.

Quando a criança chega chorando, por exemplo, dizendo que o amigo lhe bateu, logo os pais tomam partido, aconselhando que não brinque mais com o malvado, que fique longe dele.

Passam-se apenas alguns minutos e eis que o pirralho já está às voltas com o amiguinho brigão, dando mostras de leveza de sentimentos, de esquecimento das ofensas.

Mas, para os pais, isso não está certo. E não é raro que questionem o filho, perguntando-lhe como pode brincar novamente com aquela criança agressiva. Isso quando não dizem, logo no início: Se ele te bateu, bata nele também!

Ao agir assim o educador passa para o seu educando a lição da mágoa, do rancor, do melindre, da violência.

Noutras vezes, passa lições de vingança. É quando, por exemplo, a criança bate em algum objeto e corre para o colo da mãe chorando.

Esta imediatamente começa a xingar o objeto, dizendo que ele é o culpado, que é feio, malvado. E chega ao cúmulo de bater no objeto como se fosse um ser vivo.

Sem dúvida, uma lição de vingança. E, além disso, a criança aprende a jogar nos outros a culpa pelos próprios descuidos. Se é um objeto inanimado, não poderia ter saído do lugar para se jogar contra nosso filho, mas há pais que passam essa ideia.

Seria mais fácil e verdadeiro, além de educativo, socorrer a criança e lhe dizer que isso acontece porque, às vezes, andamos meio distraídos.

Há crianças que também aprendem, com os próprios pais, a lição do egoísmo. Esses lhe dão um brinquedo e não deixam de recomendar: Não deixes ninguém mexer no teu brinquedo, filho, pois poderá estragar.

Mais tarde, quando o filho esconde suas coisas dos próprios irmãos, não se sabe onde arranjou tanto egoísmo.

A mentira, não raro, também é lecionada dentro do lar. Há pais que mentem com tanta naturalidade na presença dos filhos, que nem se dão conta de que eles os observam e imitam seus exemplos.

Lições de desonestidade, por vezes, são transmitidas com tanta frequência que passam a fazer parte da formação dos caracteres do educando.

É quando o pai pede ao filho que não conte isto ou aquilo para a mãe, ou vice-versa.

Quando o garçom se engana no troco e entrega dinheiro a mais, e o pai diz que não devolverá, pois o problema não é dele e sim do garçom que não presta atenção no que faz.

Mas, se o garçom devolve dinheiro a menos, então o pai reclama seus direitos.

Esses são apenas alguns exemplos de como podemos exercer influência negativa na formação do caráter dos nossos filhos.

Sendo assim, é preciso que prestemos muita atenção em nossas atitudes, em nossa maneira de lidar com as situações corriqueiras, pois elas são de extrema importância na educação informal das nossas crianças.

*   *   *

A criança é extremamente observadora.

Ela está sempre atenta aos nossos menores gestos e palavras.

Portanto, conduzirá seus passos guiados pelos nossos. Tomará atitudes baseadas nas nossas. Terá por valores tudo o que valorizamos e por desvalores o que desvalorizamos.

Por essas e outras razões, precisamos pensar muito bem antes de agir, de forma que nossas ações sejam lúcidas e coerentes com o caráter de um verdadeiro homem de bem.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita
Em 06.12.2010.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Fevereiro de 2016, 09:57
Evangelho no lar


Em torno de cada um de nós existe uma psicosfera, formada por fluidos espirituais, que será boa ou má, de acordo com o nosso comportamento mental.

Quem vive num clima interior de desequilíbrio cria em torno de si uma psicosfera negativa. Naturalmente, quem cultiva virtudes morais e intelectuais estará envolvido numa atmosfera agradável.

Mas também os lugares possuem sua atmosfera espiritual peculiar. Esta será formada pelo conjunto de ideias, sentimentos e desejos nutridos pelos que ali vivem, trabalham e se movimentam.

Para dar uma ideia de quanto os ambientes espirituais nos afetam façamos uma analogia. Imagine uma sala fechada, encharcada de fumaça de cigarro e uma outra, bem arejada, iluminada pelo sol e onde ninguém fume: você certamente se sentiria melhor no segundo ambiente do que no primeiro.

O que acontece em nível espiritual é mais ou menos a mesma coisa. Mas, ao invés da fumaça de cigarro, o que contamina os fluidos espirituais são os pensamentos de ódio, de malícia, de ironia... E o que os purifica são os sentimentos nobres, como a tolerância, a compreensão, a paciência.

Muitas pessoas reclamam dizendo que não se sentem bem dentro de casa, isso é muito grave, especialmente sabendo que o lar simboliza para o ser humano o seu abrigo, a sua proteção. Ali, mais do que em qualquer outro lugar, ele deve se sentir bem.

Então, o que fazer?

Não existem soluções milagrosas, mesmo porque a paz depende do nosso esforço por conquistar equilíbrio interior. Mas há um hábito absolutamente positivo e que serve de antídoto contra muitos dos males que nos atingem: é a oração em família.

Sempre no mesmo dia e no mesmo horário os familiares se reúnem para ler uma página edificante e comentá-la.

Aproveita-se a ocasião para conversar com o Criador através da oração, agradecendo pela existência, pedindo proteção...

A oração em família é o alimento para a alma e, muitas vezes, as dores e angústias que se abatem sobre nós são fruto de uma espécie de subnutrição espiritual.

Colabore com uma psicosfera mais amena em sua casa, evitando gritos, discussões vazias e brigas sem sentido.

Mas faça mais, mande, através da oração, um convite ao Criador de todas as coisas para que Ele, com Sua presença luminosa, venha fazer parte da sua vida.

A oração no lar, ante a sombra da indiferença e da maldade que teima em nos envolver nestes dias, é um farol de luz norteando uma Nova Era, a Era do amor.

*   *   *

Somos Espíritos imperfeitos. É difícil encontrar uma pessoa que nunca se zangue, que não se magoe de vez em quando ou que jamais pense no mal.

Daí percebemos que as nossas distonias emocionais acabam por perturbar os nossos ambientes, sobretudo o nosso próprio lar.

Por isso é tão importante a oração em família. É o momento em que paramos para meditar, pensar na vida, sob a proteção dos espíritos bons.

Converse com seus familiares e experimente por algum tempo acender esta luz dentro da sua casa.

Pense nisso, mas, pense agora!

*   *   *

Sábio é o homem que conduz a vida sabendo para onde a vida o está levando.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 22.10.2012.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Fevereiro de 2016, 10:12
Outra chance
 
A linguagem dos Evangelhos, pela sua tônica de síntese, não se alonga em descrições, como muito gostaríamos.

Assim é que alguns personagens são apresentados de forma meteórica e nos deixam a pensar o que lhes terá ocorrido, após o encontro com Jesus.

O caso da adúltera, surpreendida em flagrante e conduzida pelo esposo e seus amigos à praça pública para julgamento é um desses episódios.

O desenlace não se encerra com as palavras do Cristo à turba exaltada e à mulher sofrida.

Narram-nos as tradições espirituais que, após ouvir do Mestre as frases: Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Vai e não tornes a errar, ela se ausentou da praça, de alma angustiada.

O que fazer, agora? Retornar ao lar? De forma alguma, desde que não poderia aguardar do esposo compreensão, após o desfecho dos fatos.

Voltar ao lar paterno? Inviável, marcada que estava pelo equívoco considerado imperdoável e merecedor da morte pela lapidação.

Jesus lhe permitira viver. Contudo, para onde ir? O que fazer? Com o Espírito conturbado, quando o véu da noite se fez sobre a Terra, ela buscou o Mestre, no lar que O acolhia.

Solicitou entrevista em particular e Lhe falou das suas incertezas.

Errara, sim, pois se deixara enredar nas malhas da sedução de habilidoso homem. Que rumo tomar, indagava, desde que não tinha para onde ir?

O Mestre, que viera para os doentes, e não para os sãos, que viera para consolar, não para julgar, estendeu-Lhe as mãos e Lhe acenou com perspectivas novas.

Aconselhou-a a buscar localidade onde não fosse conhecida, recomeçar sua vida e primar pelo reto caminho.

A noite recamada de estrelas a surpreendeu na estrada para distantes sítios.

Anos depois, nas imediações da cidade de Tiro, ela podia ser encontrada em humilde casa, servindo ao seu próximo.

Transformara sua sede de amor em doação ao semelhante. Recebia em seu lar os doentes abandonados, chagados e enfermos da alma.

Lavava-os, tratava-lhes as feridas e para lhes dulcificar o caminho cheio de espinhos, falava-lhes de Jesus.

Eu estava perdida, afirmava, e Jesus me recuperou, apontando-me a luz.

A esperança acena para além do véu da desesperança, para todos os que, caídos, embora, anseiam reerguer-se.

*   *   *

Se você está a ponto de cair, cedendo às paixões inferiores, alce os olhos e busque Jesus, através dos fios delicados da prece.

Se você se sente à beira do abismo, recorde que os que seguem o Cristo, caem de pé, dispostos ainda à retomada dos bons propósitos e das lutas nobres, no sincero desejo de acertar.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 15 do livro
Pelos caminhos de Jesus, pelo Espírito Amélia Rodrigues,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 17.07.2009.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Fevereiro de 2016, 20:47
Fazer O Bem Sem Ostentação
O Evangelho Segundo o Espiritismo

                1 – Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará.
(Mateus, VI: 1-4).

            2 – E depois que Jesus desceu do monte, foi muita a gente do povo que o seguiu. E eis que, vindo um leproso, o adorava dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Pois eu quero; fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra. Então lhe disse Jesus: Vê, não o digas a alguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faze a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles.
(Mateus, VIII: 1-4).

            3 – Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura. É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura.. Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.

            Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.

            Quem a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam as suas recompensa na Terra. Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.

            Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele? Oh!, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho. As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo. O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.

            O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Fevereiro de 2016, 11:11
Meus irmãos de estudo, eis umas máximas que todos deveriam ter, mas só poucos a tem: Humildade, brandura e simplicidade. Na sua maioria às pessoas costumam de alguma
forma colocar em evidência o seu amor, a sua solidariedade para com os outros irmãos,
como se essas ações necessitassem ser proclamadas para a satisfação do ego de quem
às praticam. Bem-aventurados serão sempre aos reinos dos céus aqueles que sempre
estarão guiados por estes sentimentos.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Fevereiro de 2016, 12:55
Meus irmãos de estudo, eis umas máximas que todos deveriam ter, mas só poucos a tem: Humildade, brandura e simplicidade. Na sua maioria às pessoas costumam de alguma
forma colocar em evidência o seu amor, a sua solidariedade para com os outros irmãos,
como se essas ações necessitassem ser proclamadas para a satisfação do ego de quem
às praticam. Bem-aventurados serão sempre aos reinos dos céus aqueles que sempre
estarão guiados por estes sentimentos.

Obrigado
Antonio
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Fevereiro de 2016, 14:27
A prática do bem
Antônio Moris Cury

"Haverá quem, pela sua posição, não tenha possibilidade de fazer o Bem?"
"Não há quem não possa fazer o Bem. Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o Bem, e não há dia da existência que não ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de praticá-lo. Porque, fazer o Bem não consiste, para o homem, apenas em ser caridoso, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso venha a ser necessário"

(resposta dada à questão número 643 de O Livro dos Espíritos, a obra basilar da Doutrina Espírita, 75ª edição, FEB, 1994, página 3l3).

Como é verdadeiro o conteúdo do texto antes reproduzido!

Com efeito, todos estamos em condições de fazer o Bem, nada importando que sejamos brancos, negros, amarelos ou vermelhos; pobres, miseráveis ou ricos; investidos de poder temporal ou não; intelectuais ou sem nenhum estudo, etc.

E fazer o Bem, ao contrário do que à primeira vista possa parecer, não é somente doar um pedaço de pão a quem tem fome, um par de sapatos a quem está descalço, um agasalho a quem não tem onde se abrigar ou, como é mais comum, repassar algum dinheiro para as necessidades mais urgentes de outrem, conquanto tudo isso seja excelente e deveras importante, servindo também, no mínimo, de treinamento para o desapego dos bens materiais, que ninguém levará para o outro lado da vida, a vida espiritual, de onde todos proviemos e para onde todos retornaremos, e, simultaneamente, valendo como exercício da caridade que, no dizer do apóstolo Paulo de Tarso, "é o amor em ação".

Fazer o Bem é ser útil, na medida do possível; é doar-se, doando um pouco do seu tempo, da atenção, do carinho, da amizade, do respeito, da compreensão, do amor...

E todos, sem exceção, podemos ser úteis, doando-nos, como, por exemplo, quando ouvimos com atenção e interesse o interlocutor aflito, desejoso de conhecer outra opinião ou, pelo menos, de desabafar, aliviando-se da angústia ou da ansiedade.

Por igual, quando conseguimos impor silêncio à tentação de reclamar, o que seguramente aumentaria a confusão, pacificando quanto possível o ambiente em que nos encontramos, optando pelo entendimento, sempre.

Também podemos ser úteis no dia-a-dia, nas mínimas coisas, prestando informação correta a quem não seja da cidade; auxiliando um cego a atravessar a rua; visitando um doente que esteja hospitalizado, levando-lhe uma palavra de esperança; oferecendo-nos para a realização de trabalhos diversos, nos mais variados campos, sem esperar pela convocação; trabalhando, enfim, com capricho em tudo o que fizermos, nas tarefas simples ou nas complexas, cumprindo por esse modo a nossa parte e contribuindo para a harmonia e o equilíbrio das relações sociais, uma vez que vivemos em regime de interdependência, vale dizer, dependemos uns dos outros.

E, que não se perca de vista, "toda ocupação útil é trabalho", como bem o define a veneranda Doutrina Espírita (questão 675 de O Livro dos Espíritos), que, com ênfase, nos ensina: "O mérito do Bem está na dificuldade em praticá-lo. Nenhum merecimento há em fazê-lo sem esforço e quando nada custe. Em melhor conta tem Deus o pobre que divide com outro o seu único pedaço de pão, do que o rico que apenas dá do que lhe sobra, disse-o Jesus, a propósito do óbolo da viúva" (questão 646 da mesma obra básica), alertando-nos, igualmente, que devemos fazer o Bem no limite de nossas forças, porquanto responderemos por todo mal que haja resultado de não termos praticado o Bem (questão 642 de O Livro dos Espíritos), ficando claro, assim, que não basta deixar de praticar o mal.

Não praticar o mal, portanto, é um bom começo, mas não é por si suficiente. Não basta.

É preciso, é absolutamente indispensável, que haja a prática do Bem. E, a despeito das aparências em contrário, só o Bem é real e permanente!

Não praticar o mal, portanto, é um bom começo, mas não é por si suficiente. Não basta.

(Jornal Mundo Espírita de Junho de 1998)
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Fevereiro de 2016, 14:35
O Bem e o Mal
Sérgio Biagi Gregório



1. INTRODUÇÃO
O que é o bem? E o mal? O mal é ausência do bem? Onde está a origem do mal? Em Deus? Nos Homens? Utilizamos essas perguntas para a introdução deste tema, que se subdividirá em: a origem do mal, as necessidades humanas e o bem versus o mal.

2. CONCEITO
Bem – Designa, em geral, o acordo entre o que uma coisa é com o que ela deve ser. É a atualização das virtualidades inscritas na natureza do ser. Relaciona-se com perfeito e com perfectibilidade. Segundo o Espiritismo, tudo o que está de acordo com a lei de Deus.
Mal – Para a moral, é o contrário de bem. Aceita-se, também, como mal, tudo o que constitui obstáculo ou contradição à perfeição que o homem é capaz de conceber, e, muitas vezes, de desejar. Divide-se em: mal metafísico (imperfeição); mal físico (sofrimento); mal moral ("pecado"). Segundo o Espiritismo, tudo o que não está de acordo com a lei de Deus.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A questão das mudanças de nossas avaliações é um dos pontos centrais para o entendimento do bem e do mal. Malinovsky, etnólogo polonês, estudando a moral sexual dos selvagens australianos, chegou à conclusão de que tudo o que entre nós é considerado válido e até santo, lá é considerado mal. Embora haja uma moral objetiva, traçada pelas leis divinas, só captamos o que nossa visão interior consegue abarcar. O valor das coisas está constantemente alterando-se, principalmente devido à educação cultural dos diversos povos. O valor, por sua vez, pode ser entendido como: valor moral (refere-se à ação); valor estético (refere-se ao dever-ser); valor religioso (refere-se ao sentimento de temor ou de confiança na divindade). Sendo assim, um fato pode ser analisado, respectivamente, como proveniente de uma ação má, feia ou "pecaminosa".
De acordo com a Doutrina Espírita, o problema do bem e do mal está relacionado com as leis de Deus e o progresso alcançado pelo Espírito ao longo de suas várias encarnações. É o que veremos a seguir.

4. ORIGEM DO BEM E DO MAL

4.1. O MAL NÃO PODE TER ORIGEM EM DEUS
Muitos pensam que Deus, que é o criador do mundo e de tudo o que existe, também é o criador do mal. Para tanto, as religiões dogmáticas elaboraram uma série de raciocínios sobre a demonologia, ou seja, o tratado sobre o diabo. Baseando-nos nessas imagens, seríamos forçados a crer que existem dois deuses, digladiando-se reciprocamente. A lógica e os ensinamentos espíritas apontam-nos, porém, para a existência de um único Deus, que é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Como um de seus atributos é ser infinitamente bom, Ele não poderia conter a mais insignificante parcela do mal. Assim, Dele não pode provir a origem do mal. Mas o mal existe e deve ter uma origem. Onde estaria? (Kardec, 1975, cap. III)

4.2. A CAUSA DO MAL
O mal existe e tem uma causa. Há, porém, males físicos e morais. Há os que não se pode evitar (flagelos) e os que se podem evitar (vícios.) Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. No que tange aos flagelos naturais, o homem recebeu a inteligência e com ela consegue amenizar muito desses problemas.
No sentido moral, o mal só pode estar assentado numa determinação humana, que se fundamenta no livre-arbítrio. Enquanto o livre-arbítrio não existia, o homem não cometia o mal, porque não tinha responsabilidades pelas suas ações. Conforme os amigos espirituais foram nos facultando tal liberdade, tivemos que fazer escolhas e com isso errar e conseqüentemente praticar o mal.

4.3. O PRINCÍPIO DO BEM E DO MAL
O bem e o mal como princípios podem ser encontrados no livro da natureza. O conhecimento deles requer experiência. Tomemos as figuras de Adão e Eva. Eles comeram o fruto proibido, instigados pela serpente. Para conhecerem o bem e o mal, tiveram de prová-los. Mas Adão pode ter pensado: não vou ligar para isso, pois foram a serpente e a Eva que me tentaram. Porém, nesse momento, Deus passa-lhe a noção de responsabilidade. A "consciência moral" começa com a responsabilidade.
Quando começarmos a dar valor à moral, nosso progresso começa a se fundamentar. O Espírito André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, traça-nos a trajetória do princípio inteligente através dos vários reinos da natureza. O princípio inteligente é conduzido pelos "Operários Espirituais". A repetição dos atos cria a herança e o automatismo. Ao adentrar na fase hominal, ele adquire o pensamento contínuo, o livre-arbítrio e a razão. Aos poucos esses operários espirituais vão entregando o aprendizado ao livre-arbítrio, sob a própria responsabilidade.

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Fevereiro de 2016, 14:35
5. NECESSIDADES HUMANAS

5.1. O QUE É UMA NECESSIDADE?
Necessidade é a consciência de que nos falta algo. Por que nos falta algo? Porque a necessidade, sendo um estado de espírito e um atributo do homem subjetivo, impõe ao homem este ou aquele desejo. As necessidades podem ser: a) prioritárias: comer, beber, dormir etc.; b) secundárias: vestir-se bem, passear, cinema etc.
Em termos espirituais, as necessidades vão se depurando conforme vamos galgando novos degraus de evolução espiritual. Há, assim, muita sabedoria no provérbio: "Deus, livra-me das minhas necessidades". Deveríamos deixar de lado os apetites da carne e nos direcionarmos para os anseios do Espírito.

5.2. VÍCIOS
Os vícios são as ações que tendem para mal. Allan Kardec diz: "Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra". O animal, por exemplo, só come para preservar a sua vida; o homem, dotado de inteligência, come mais com os olhos do que com a boca. O vício surge não pelo fato de atender a necessidades, mas no excesso que com que se atende a necessidades. Há um ditado que diz: "devemos comer para viver e não viver para comer". Nesse sentido, a pessoa que se alimenta em demasia acaba se tornando glutão, o que lhe impede de estar bem com o seu físico. O mesmo se diz daquele que se excede nas bebidas alcoólicas, na sexualidade etc. É preciso, pois, relembrar que todos sofreremos as conseqüências de nossas ações, quer sejam boas ou más. (Kardec, 1975, cap. III)

5.3. DOR
A dor é teleológica e leva consigo um destino. É um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. Se não fosse a dor, sucumbiríamos a muitas doenças sem sequer nos dar conta do perigo. Por ela podemos saber o que fomos e, também, o que tencionamos ser. Ela é sempre positiva; no sofrimento, estamos purgando algo ou preparando-nos para o futuro. De acordo com Allan Kardec, "A dor é o aguilhão que impele o Espírito para frente, na senda do progresso". Se o Espírito nada tivesse a temer, nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor; ficaria inativo, como entorpecido. Reportando-nos à alimentação, poder-se-ia dizer que ao ingerirmos alimentos em excesso, teríamos um mal-estar físico, uma espécie de sentinela do equilíbrio.

6. BEM VERSUS MAL

6.1. ESTENDER O BEM
"Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem".
— Paulo. (Romanos, 12, 21)
O Espírito Emmanuel lembra-nos de que a natureza é pródiga em nos oferecer exemplos vivos para a nossa mudança comportamental. Depois de um temporal (mal), em que parece ter destruído a paisagem, novas forças congregam-se para a obra de refazimento: "O sol envia luz sobre o lamaçal, curando as chagas do chão, o vento acaricia o arvoredo e enxuga-lhe os ramos, o cântico das aves substitui a voz do trovão... A árvore de frondes quebradas ou feridas regenera-se, em silêncio, a fim de produzir novas flores e novos frutos". Incita-nos, com isso, a aprender com a natureza, ou seja, mesmo sofrendo os maiores dos males, deveríamos nos concentrar no bem, estendendo-o ao infinito, porque o mal é passageiro e fruto da ignorância humana. (Xavier, sdp, cap. 35)

6.2. DESERTOR DO BEM
Se soubéssemos, de antemão, o tributo de dor que a vida nos cobrará, evitaríamos o homicídio, a calúnia, a ingratidão e o egoísmo. O mesmo sucede com aquele que se esquiva do bem. O Espírito Emmanuel diz: "Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres". Lembremo-nos de que viemos a este mundo para cumprir uma missão, um dever. Nesse sentido, a esposa de Heidegger dizia que Deus tinha condenado o seu marido a ser filósofo. Para nós outros, que nos compenetramos da necessidade de praticar o bem, poderíamos dizer que Deus nos condenou a ser benevolente. (Xavier, sdp, cap. 38)

6.3. RESISTIR AO MAL
Jesus dizia que o joio deveria crescer junto com o trigo. Contudo, no momento aprazado separaria um do outro. O trigo representa o bem; o joio, o mal. Os dois devem crescer juntos, ou seja, não há dualismo entre um e outro, pois o mal é sempre visualizado como a ausência do bem. Ele só surge quando o bem não se fez presente. É como o ladrão que rouba. Ele só rouba porque não houve antes uma prevenção.
Resistir ao mal significa suportar pacientemente a sua presença, mas sem perder de vista o bem. Haverá tentações, desânimo, mal-entendidos e incompreensões alheias. Nada disso deve tirar o ensejo de continuarmos firmes em nossa jornada evolutiva, pois "a seu tempo ceifaremos se não houvermos desfalecidos".

7. CONCLUSÃO
Não nos detenhamos apenas em praticar atos de caridade; sejamos também caridosos. Auxiliemos o próximo, não por uma espécie de convenção social, mas como um arroubo que parte do íntimo de nosso coração.


8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975.XAVIER, F. C. Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, [s.d.p.]
São Paulo, maio de 2005

*Copyright © 2010: Centro Espírita Ismael
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Fevereiro de 2016, 11:09
QUEM HERDARÁ A TERRA?

“Bem-aventurados os mansos e pacíficos, porque eles herdarão a Terra ...” -  Jesus

A Terra está deixando de ser um planeta de provas e expiações para se tornar um planeta de regeneração.
Nosso planeta está evoluindo, embora não pareça.
Os futuros moradores do Planeta Terra terão que ser mansos e pacíficos, porque a Terra não terá lugar para os coléricos, os odiosos, os violentos, os vingativos, etc.
Esses terão que reencarnar em planetas que condizem com seu grau de evolução.
Estamos naquela "peneira" simbólica que Jesus mencionou, onde está havendo a separação do joio e do trigo.
E esta separação ocorre no plano espiritual ao desencarnarmos.
Quando estivermos nos preparando para reencarnar, será levado em conta nosso comportamento na última encarnação.
Por enquanto, nosso planeta recebe espíritos com vários graus evolutivos.
Os bons continuarão reencarnando na Terra para dar exemplo e continuidade a um planeta regenerado.
E os maus estão tendo a oportunidade de regenerar-se, para que possam continuar reencarnando na Terra.
Se não regenerar terão que mudar-se para outro planeta. Um planeta que condiz com sua conduta.
Mas, como está no livro “Transição Planetária”: “Antes, porém, de chegar esse momento (de transição), a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos  bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)
“Como em toda batalha, momentos difíceis surgirão exigindo equilíbrio e oração fortalecedores, os lutadores estarão expostos no mundo, incompreendidos, desafiados por serem originais na conduta, por incomodarem os insensatos que, ante a impossibilidade de os igualarem, irão combatê-los, e padecendo diversas ocasiões de profunda e aparente solidão... Nunca, porém, estarão solitários, porque a solidariedade espiritual do Amor estará com eles, vitalizando-os e encorajando-os ao prosseguimento (...)”

Então, façamos nossa parte colaborando com essa transição para que sejamos dignos de sermos herdeiros de um mundo melhor.


Rudymara
 11 DE ABRIL DE 2012
Postado por GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Fevereiro de 2016, 11:17
PARA SERMOS MANSOS E PACÍFICOS

Toda ação gera uma reação. Ações de violência, geralmente, provocam reações igualmente violentas. A não ser que nós comecemos a agir e reagir de forma diferente.

Estamos vivendo num mundo realmente confuso, numa época de transição que está trazendo muitas dores ao nosso planeta e, consequentemente, a nós também.  As agressões na vida são muitas e as mais variadas: somos agredidos no trabalho, pelo chefe que nos humilha; somos agredidos numa loja ou repartição, porque o atendente ganha mal e não tem paciência nem educação; somos agredidos no trânsito, quando levamos uma fechada ou outro motorista nos xinga; somos, muitas vezes, agredidos do nada, quando alguém nos dá um fora aparentemente inexplicável.

O que fazer?  A física nos diz:  Toda ação provoca uma reação de igual intensidade e em sentido contrário. Essa lei, de ação e reação, pode e deve ser aplicada a todas as nossas relações da vida.  Quando recebemos uma ação que nos agride, temos a tendência de reagir da mesma forma, e o resultado será a devolução da violência, que vai rebater no agressor, e voltar, e ser devolvida, e tornar a rebater, e isso não termina.

Por conta dessa lei, ocorrem verdadeiros desastres, a começar pelos nossos lares.  Vivemos em constante reclamação, gritando uns com os outros, nos ofendendo, reagindo tal qual sofremos a ação. A ação é o que provoca o resultado, e a reação é o resultado devolvido ao agente.  Então, para quebrarmos o padrão da reação, precisamos simplesmente não reagir.

A violência não está somente nos gestos truculentos dos brutos que fazem as guerras, cometem assassinatos ou explodem como homens-bomba.  Ela também está dentro de nós, e essa, na maioria das vezes, é a mais difícil de ser percebida.  Não conseguimos visualizar a violência quando reagimos à ação do outro.  Ao contrário, achamos que é nosso direito reagir às ofensas.  Quando alguém nos agride, nosso orgulho nos estimula a revidar, porque não queremos ser chamados de bobos nem admitimos que alguém fique por cima de nós, na nossa visão distorcida.

Responder na mesma moeda só aumenta a violência, seja verbal, seja física.  Temos sempre que responder com o sentimento oposto.  Se alguém nos diz palavras de ódio, temos que aprender a enviar o inverso, que é o amor.  Lembremos de Jesus.  Ele jamais reagiu.  Quando alguém o ofendia, ele respondia com palavras de sabedoria e demonstrava, com as suas atitudes, sua natureza pacífica e infinitamente superior à dos homens.

O que nós fazemos, quase sempre, é nos igualarmos ao agressor em todos os sentidos.  Respondemos à altura e, o que é pior, nos sentimos orgulhosos disso, porque assim ninguém vai nos chamar de idiotas.  Mas será que devemos nos orgulhar de atitudes que envenenam o nosso espírito?  Logo nos sentimos mordidos e damos o troco.  Agimos todos na mesma sintonia, embarcamos na mesma onda de intolerância e, com isso, vamos alimentando a violência.

É difícil nos policiarmos e dominarmos a nossa própria agressividade, contudo, se fosse fácil, não seríamos seres humanos.  Reencarnamos para aprender e evoluir, dominando nossos instintos mais primitivos, dentre os quais se encontra a violência.  Não temos que nos igualar ao agressor.  Quem executa uma sentença de morte possui o mesmo instinto que o condenado.  Quem não tem o instinto de matar não aceita esse emprego.

A violência é um grande mal no nosso planeta e precisa ser combatido.  Mas não se combate a violência com mais violência.  Sem falar que atraímos espíritos que vibram nessa sintonia de ódio e agressividade, e que vão estimulando em nós comportamentos violentos, para provocar mais reação e, com isso, se alimentarem de tanto ódio.

O mundo precisa é de amor, que trará a paz a todos os povos.  É engano nosso acharmos que não temos nada com isso, que o problema do vizinho não é nosso.  Não é diretamente, mas indiretamente, sim.  Se começarmos a agir de forma amorosa, outros acabarão se contagiando, até que chegará o momento em que todo o planeta estará vibrando na mesma sintonia de amor.  Isso é sonho?  Não, é responsabilidade nossa, faz parte do nosso dever de colaborar com o equilibro da nossa humanidade.  Temos apenas que ter coragem e começar, fazer a nossa parte, independentemente do que estão fazendo os outros.

Só que nós, infelizmente, ainda temos uma natureza vingativa, mesmo que não nos apercebamos disso.  Falamos mesmo: bandido tem que morrer, sem nem nos lembrarmos de que, muito provavelmente, já fomos como ele um dia, em alguma vida passada.  E é ilusão achar que matar um bandido acaba com o problema.  Ele só muda de lugar: passa do mundo físico para o invisível e vai continuar agindo segundo a sua natureza, só que com muito mais liberdade para influenciar os encarnados que estão em sintonia com ele.  E quando é que isso vai terminar?

Vai terminar quando nós percebermos que o combate à violência tem que começar por nós, através da modificação de nossos pensamentos, palavras e atitudes.  Isso não acontece da noite para o dia, então, temos que nos esforçar para conhecer bem as verdades divinas, lendo e nos instruindo, para que aprendamos a controlar a agressividade em nós, colocando-a sob o domínio da nossa razão.

É tudo uma questão de exercício.  Vamos começar pelas coisas mais simples: se alguém nos xingar no trânsito, vamos pedir desculpas e dar um sorriso.  Nosso chefe brigou conosco?  Vamos nos esforçar para fazer melhor e, se alguém nos der um fora, vamos abraçá-lo e mostrar que não guardamos mágoas nem rancor.  E se não conseguirmos nada disso?  Bom, então só nos resta rezar para que Deus nos dê sabedoria para controlar nossos impulsos mais destrutivos.

Somente através do exercício constante é que aprenderemos a ser mansos e pacíficos.  Mais ou menos como Gandhi, que soube lutar pelos direitos de seu povo sem o uso da violência, sem qualquer reação às agressões que sofria, apenas agindo com amorosidade e respeito.  E são dele as seguintes frases, que devem servir de reflexão para nossas vidas:
“Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo?  É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua.”

“A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos.”

“Ao rejeitar a espada, não tenho senão a lâmina do amor para oferecer àquele que investiu contra mim. É ao oferecer-lhe esta lâmina que espero sua aproximação. Não posso conceber um estado de hostilidade permanente entre um homem e outro. Pois, crendo na reencarnação, vivo na esperança que, se não nesta vida humana mas numa outra, poderei cingir toda a humanidade num fraternal abraço.”

“Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.”

E, há muitos anos, disse Joanna de Ângelis:

“Quando alguém te atirar lama, não fiques teimosamente à frente, porque ela te baterá na face e te sujará por alguns minutos. Quando alguém o fizer, sai do caminho. A lama passa e quem a jogou ficará com as mãos sujas. Nunca revides, para que não fiques enlameado também”.

Façamos deles o nosso exemplo.


Extraído de :
Blog Movimento e Crescimento
Site pessoal da escritora Mônica de Castro
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Fevereiro de 2016, 14:37
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra
Morel Felipe Wilkon

Esta é a terceira bem-aventurança ensinada por Jesus de acordo com o Evangelho de Mateus.

Esse texto é parte integrante do nosso livro Evangelho sem Mistérios, que você pode ler clicando sobre o título.

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”. Mateus 5:5

São mansos os que adquiriram consciência de sua pequeneza espiritual. Depois de milênios de ilusão material, depois de inúmeras experiências materiais personalísticas, interpretando as personagens mais diversas sem atender à sua própria intimidade, sem perceber a presença de Deus em si, sem suspeitar da existência do seu Cristo interno, agora reconhecem que são pequenos como seres individuais, mas gigantes pela sua natureza de filhos de Deus.

Desse reconhecimento, dessa conscientização desenvolve-se, vagarosamente, a submissão ao seu Cristo interno.

A mansidão é característica indispensável para quem pretende libertar-se do domínio da matéria. É a prevalência da consciência sobre os instintos.

O manso não perde a sua força, mas aprendeu a controlá-la e dirigi-la. Um cavalo que foi domado não perde o seu vigor, mas controla e direciona o seu vigor para uma direção determinada.

A mansidão pressupõe o abandono de toda e qualquer violência, da violência física, astral e mental, abre mão de qualquer pensamento negativo.

Assim como os pobres pelo espírito possuem dinheiro sem serem possuídos pelo dinheiro, os mansos possuirão a Terra sem que a Terra os possua.

A mansidão pressupõe também a libertação ou abandono das emoções. A palavra grega que é traduzida como perdão nos Evangelhos é áfese. Esta palavra tem como seu primeiro significado “deixar ir”. Pode ser traduzida também como libertar, deixar para trás.

Aquele que conquistou a mansidão libertou-se das emoções, deixou para trás as emoções. As emoções, mesmo as consideradas positivas, são sinal de atraso espiritual.

Os sentimentos são eternos e devem ser cada vez mais desenvolvidos, mas as emoções são típicas de nosso estágio de recém-saídos da animalidade. Em nosso estágio evolutivo as emoções ainda podem ser necessárias. Muitas vezes são as emoções que fazem alguém se converter, se conscientizar, mudar de vida.

Um discurso ou uma palestra emocionada pode convencer mais facilmente e atingir o espírito mais profundamente. Mas para alcançarmos o estado de mansidão temos que abandonar as emoções.

A mansidão é um passo além, quem conquistou a mansidão já não se emociona, tem um maior domínio sobre si mesmo, é espiritualmente maduro. Sente amor sem sentir paixão, sente uma íntima alegria sem deixar-se levar pala euforia.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Fevereiro de 2016, 15:16
Construindo a paz


 As guerras nascem no espírito do homem, afirma o preâmbulo do ato constitutivo da UNESCO. Esta concepção põe em relevância a necessidade de se desenvolver uma ecologia interior ou pessoal para se alcançar a vivência da paz no mundo. Também subtende a indissociabilidade entre a dimensão psíquica e a social, o sujeito e o ambiente.

Um dos passos essenciais para a construção da ecologia interior é a dissolução dos conflitos intrapsíquicos. Para tanto, torna-se necessário compreender a si mesmo nas múltiplas facetas existenciais, identificar nossa fragmentação interior que se traduz em comportamentos contraditórios e desarmonias psicoenergéticas e laborar com proficiência para nos constituirmos como seres íntegros e  congruentes. Neste estágio,  haverá identidade entre o sentir, o pensar e o agir. Assim, estabeleceremos o equilíbrio entre o superconsciente e o consciente, o coração e a razão, as aspirações e os instintos.

Uma outra conduta importante é a elevação do nosso estágio de consciência. O estado egocêntrico que predomina em nosso viver torna-nos crentes de que somos os senhores da verdade, detentores da sabedoria e merecedores de primazia, em matéria de direitos e vantagens.

Isto nos leva a adotar uma postura de luta, vendo os outros, principalmente quando discordam, como ameaças a nossa realização e quiçá, sobrevivência, e que devem ser combatidos, pois representam o mal, a mentira, o diabólico.

Projetamos no mundo, o nosso lado sombrio, para nós inconsciente, com claras repercussões nas relações interpessoais. O trabalho de percepção do grau evolutivo da consciência e, conseqüentemente, o seu aprimoramento, é fundamental para alcançarmos no psiquismo o estágio globocêntrico, multicultural e integrativo.

Assim, nos desvencilharemos do consumo de energia psíquica em mecanismos de defesa  e utilizaremos esta sobra na constituição de sinergias, de pontes entre os diferentes.
As variadas percepções do mundo não nos parecerão ameaçadoras, pois poderemos apreendê-las como momentos evolutivos da expressão da consciência.

O outro, seja qual for, não será visto com antagonismo e não será adversário ou inimigo.
Como resultado, no âmbito do conhecimento, constituiremos uma visão não fragmentária do saber.

A separatividade entre ciência, arte, filosofia e tradição espiritual bastante acentuada por uma cultura centrada na razão, que tornou hegemônica a ciência, é fonte constante de tensões, tanto intrapessoais como interpessoais, comunitárias e internacionais.

Minimizaremos esse mal da civilização, quando realizarmos a reintegração do ser em nossa produção do saber, constituindo uma gnose que integre nossas funções psíquicas: sentimento, sensação, intuição e razão, aliadas à  vontade e imaginação.

A percepção da  indissociabilidade entre ser e mundo nos leva a entender que não se pode pensar a paz como um projeto solitário, isolacionista, ou uma ascese personalíssima.

O próprio desenvolvimento da consciência nos conduz à percepção   do nosso vínculo genético com a sociedade e a natureza. Ao nos constituirmos como indivíduos, não eliminamos a nossa condição natural e social. Pelo contrário, tornamo-nos representantes  da teia da vida em suas múltiplas dimensões, e como tal, responsáveis pelo seu sucesso através de um  equilíbrio dinâmico.

Para expressarmos nossa paz na dimensão social, podemos realizar alguns exercícios  propostos pelo movimento simplicidade voluntária. Eles nos levam a organizar a vida para fins significativos, atuar com menos consumismo e assegurar abundância de vida e conforto essencial para o maior número de pessoas.

Podemos aderir a ações de economia solidária, de justiça econômica distributiva e responsabilidade social.

Na política, podemos adotar os princípios da “ahimsa”, conhecida como não-violência, que é a ausência de má intenção e boa vontade para com todos, compaixão nas relações interpessoais.

Na dimensão  ecológica, podemos desenvolver atitudes de reverência pela vida e de preservação dos ecossistemas.

Quando nos sentirmos seguros na cultura  da paz, poderemos estendê-la à educação, a partir de práticas pedagógicas cooperativas, à saúde pela promoção da paz nos serviços específicos e comunidades atendidas, à religião pela descoberta dos pontos convergentes entre as tradições espirituais e à política pela difusão de valores suprapartidários .

Superar o estado de luta pela vivência da paz é nosso grande desafio atual. Por mais que avancemos em conquistas tecnológicas e construamos infinitas possibilidades de facilitação da vida, se não nos distanciarmos do espírito guerreiro, atavismo decorrente da vida selvagem, seremos apenas sofisticados animais em litígios permanentes e mais complexos, condenados pelo medo do outro, incapazes de viver a plenitude do ser, que decorre do estado pleno de paz.

André Luiz Peixinho
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Fevereiro de 2016, 13:14
Encontrei neste texto abaixo, assunto pertinente ao estudo deste mês,
remete nos a paz que buscamos e a mansidão em nossas práticas...
Tratar deste assunto
Expor este assunto
é dar atenção a todos que se encontram no campo desta amargura


SUICIDIO  PERGUNTAS E RESPOSTAS

 
Ø       Quais as principais motivações que podem levar alguém ao suicídio nos dias de hoje?
 
A primeira delas é a falta da noção da Ideia de Deus. O restante é tudo consequência, como por exemplo uma noção deturpada da vida após a morte. Hoje, como consequência destas duas ideias citadas acima, vemos as pessoas a procurar necessidades que as fazem sofrer por não atingir o padrão que os meios de comunicação e a sociedade impõem; estes cobram das criaturas que elas tenham determinado padrão de beleza, determinado padrão social, determinado padrão de cultura determinado padrão de pensamentos e se as pessoas não alcançam este padrão, entram num desânimo, num sentimento de menos valia, na depressão e daí, como lhes faltam o conhecimento da Ideia de Deus e de Suas Leis, para o suicídio faltam poucos passos, pois a noção de mundo espiritual também é frágil.
 
Ø       Todo aquele que se suicida sofre muito ao chegar ao plano espiritual, ou existe alguma excepção a esta regra?
 
Cada caso é um caso. Não podemos esquecer que mesmo o suicídio sendo um crime, as Leis de Deus usarão todos os nossos créditos que tenhamos no sentido do socorro. Por exemplo, pode existir uma pessoa que se tenha suicidado por qualquer razão, mas que traga alguns méritos, de ser um indivíduo trabalhador, honesto, de ter sido bom pai, de ter auxiliado as pessoas, até aquela data. É claro que este será visto de maneira diferente daquele que não traz nenhuma qualidade, pois ele próprio dificultará o socorro.
 
Ø       Ao reencarnar, absorvemos uma quantidade de fluido vital. O suicida antecipa a sua morte. Como se extingue, então, este fluido?
 

Com o passar do tempo, este fluido vai se extinguindo neles. Muitas vezes pode levar até anos. No Livro "Memórias de Um Suicida" vemos que os suicidas que estão na região chamada Vale dos Suicidas, que já é uma região de socorro, pois os suicidas ali estão a ser monitorizados, quando estes fluidos começam a extinguir-se, eles tornam-se capazes de perceber o socorro junto deles, e é nestas horas que são levados para ambientes hospitalares no Plano Espiritual. No livro citado, o Hospital Maria de Nazaré.
 
Ø No caso de uma criança, por volta dos 12/13 anos, que consequências terá para ela o suicídio?
 

O erro é sempre um erro, mas a percepção desse erro estará na medida do entendimento daquele que errou, pois muitas das vezes a criança que se mata fá-lo sem a devida noção dos seus actos, até mesmo as leis humanas as olham de maneira diferente quando apreciam os seus erros e crimes.
 
Ø       O suicida carrega para outra vida a recordação "inconsciente" deste acto? Esta recordação pode fazer surgir, em algum momento da sua vida, este desejo novamente?
 

O suicida em determinada época já reencarnado, se trazia no mundo espiritual plena consciência após ser socorrido, traz com ele não só o mapa das expiações, consequência directa do suicídio, como também a necessidade da prova, e é nessas horas que encontra situações semelhantes àquela que o fizeram desistir da luta, procurando o suicídio. Embora não exista uma regra, o facto se dá quase sempre  numa idade próxima daquela em que ocorreu o suicídio.
 
Ø No suicídio inconsciente (tabagismo, alcoolismo) o espírito terá de sofrer-lhe também as consequências, embora minoradas. Como entender as penas deste?
 
Sofrerá as consequências de ter lesado determinadas partes do seu corpo, como também sofrerá as consequências morais de ter cedido as paixões que o levou ao vício.
 
Ø       Como ajudar uma pessoa que diz que pretende se suicidar? É indicado um tratamento com psicólogo para estes casos?
 
Há necessidade de se usar todos os recursos  de que se puder dispor para cada caso específico. A psicologia será de grande auxílio, alguns casos será necessário até o auxílio da psiquiatria (nos casos de depressão) mas não podemos esquecer que o conhecimento da Doutrina Espirita, fortalecendo em nós a ideia de Deus e mostrando-nos que não vale a pena o suicídio como porta de saída, será sempre o antídoto perfeito contra o suicídio, principalmente porque poderemos valer-nos não só dos conhecimentos, da fluidoterapia que nos recompõem corpo e mente, como também nos indicará o trabalho do bem como elemento sustentador da nossa harmonia íntima. Diz Kardec, no livro A Viagem Espírita de 1862 da editora "O Clarim" que muitos poderiam rir das nossas crenças na Doutrina Espírita, mas jamais poderiam rir quando vissem homens transformados. O Espírito Hilário Silva no livro O Espírito de Verdade (FEB), conta-nos uma história, que ocorreu na França no tempo de Kardec, de um livreiro que manda para Kardec um livro ricamente encadernado e narra na dedicatória que estava prestes a suicidar-se, atirando-se ao rio Sena, quando tocou em algo que caiu no chão. Era O Livro dos Espíritos e na contracapa estava escrito: “Este livro salvou a minha vida”. Curioso, ele leu o livro e quando o remeteu a Kardec acrescentou: “Também salvou a minha.”
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Fevereiro de 2016, 13:23
BEM E O MAL NA VISÃO ESPÍRITA

MAS AFINAL, O QUE É O BEM E O MAL?
“O Bem é proceder de acordo com a Lei de Deus; e o Mal é desrespeitá-la.” (Questão 629 em O Livro dos Espíritos).

POR QUE O MAL GERALMENTE VENCE O BEM?
“Por fraqueza dos bons é que vemos com freqüência no mundo, a influência dos maus vencerem a influência dos bons. Porque os maus são intrigantes e audaciosos, e os bons são tímidos. E que, quando os bons quiserem, predominarão.” (Questão 932 em O Livro dos Espíritos)

Em conflito com o Bem e o Mal, o Apóstolo Paulo disse: “o querer o Bem está em mim, mas não sou capaz de fazê-lo. Não faço o Bem que quero, e sim o Mal que não quero.”
Semelhante desvio é típico de um planeta de expiação e provas como a Terra, habitado por Espíritos de variados graus de evolução. Mas, todos temos meios de distinguir o Bem do Mal se acreditarmos em Deus. Pois, Ele nos deu inteligência para discernirmos um do outro. O grau de culpabilidade de um ato depende do quanto sabemos. Exemplo: Se uma criança pegar uma arma e ferir alguém não será julgado com o mesmo rigor que uma pessoa que saiu com uma arma com intenção de ferir.

Por isso, Jesus disse que a porta da perdição é larga, porque as más paixões são numerosas, e o caminho do mal é freqüentado pela maioria. E da salvação é estreita, porque o homem que quer ultrapassá-la deve fazer grandes esforços sobre si mesmo para vencer as más tendências.

Não podemos ignorar que temos uma bagagem (boa e má) adormecida de outra vida. E que ao freqüentarmos certos lugares, ao fazermos certas leituras, ao cometermos certos atos e pensamento podemos despertar vícios, falhas e erros do passado, que irão somar com os erros do presente. Porque não sabemos se fomos envolvidos com assassinato, drogas, jogos, sexo desregrado, etc. Sem contar que tais atitudes são pratos cheios para atrairmos espíritos (encarnados e desencarnados) afins que estão esperando uma oportunidade para nos intuir (incentivar) ao erro.

Por isso, muitas vezes, ouvimos os obsessores encarnados e desencarnados sugerirem o Mal.

Por exemplo:
- Você não vai beber ? Você é bobo!
- Você não vai usar drogas ? Você é babaca!
Agora, perguntemos:
- Por que temos que ceder para o que é errado ?
- Por que o errado não cede para o que é certo ?
Porque, como disseram os espíritos, o bem é tímido e o mal audacioso.

Sabemos que o meio que certas pessoas vivem é para ele o principal motivo para enveredar para o vício e o crime. Mas, exposição á tentação é uma prova escolhida por nós antes de encarnar, para testarmos nossa resistência. É uma prova difícil, mas somos capazes de dizer "não" ao Mal usando nosso livre arbítrio.

Disse Raul Teixeira: "Muitos de nós usamos a desculpa que: "todo muito erra; todo mundo bebe; todo mundo fuma; etc., para errarmos também." Mas, na porta estreita da vida não passaremos senão a "sós". Mesmo que desencarnemos num acidente coletivo, cada qual se encontrará num estado vibratório diferente. Portanto, cada qual adentrará os umbrais da vida a "sós". Não conseguiremos justificar nossos erros dizendo que fomos arrastados por fulano ou beltrano."

Infelizmente, os meios de comunicação incentivam nossas crianças, nossos jovens e muitos adultos ao desequilíbrio. Músicas e danças vulgares; propagandas que mostram a bebida como um amuleto da felicidade e da alegria; a violência e o sexo banalizados. Só o Evangelho nos fortalecerá contra nossas próprias fraquezas.

Portanto, respeitemos o livre arbítrio dos que querem seguir o Mal, mas vamos exigir respeito quanto ao nosso livre arbítrio em querer seguir o Bem. Não nos envergonhemos de ser diferente.

Todos podemos fazer o Bem, somente o egoísta não encontra ocasião de praticá-lo. O espírita é um cidadão dinâmico e não um alienado. Nós devemos cooperar nas atividades que engrandeçam o mundo.

Demonstrar nas atividades públicas a conduta espírita, assumindo os deveres do mundo sem nos tornarmos mundano, ser cristão na liça movimentada das realizações sociais. Porque, como disse Divaldo P. Franco: “o mal é o bem ausente. A treva é a luz apagada. Ao invés de amaldiçoarmos na escuridão, acendamos uma luz.”


“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” (Martin Luther King)


Rudymara

GRUPO DE ESTUDO "ALLAN KARDEC"

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más."
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Fevereiro de 2016, 13:34

Espiritismo e adultério
Morel Felipe Wilkon

O Espiritismo, tomando por base a questão 701 do Livro dos Espíritos, afirma que o casamento deve se fundar na afeição dos dois seres que se unem. Mas não podemos ignorar que o adultério é prática comum, tolerada pela sociedade.

Você já parou pra pensar a respeito do poder que há no sexo? O sexo sempre esteve por trás das grandes conquistas e das grandes tragédias da História. Talvez um dos desequilíbrios mais comuns na trajetória do espírito imortal seja justamente o sexo. Se você se alimenta pouco, enfraquece; se come demais, adquire doenças. Se você dorme pouco, não recupera totalmente as energias; se dorme muito, perde o dinamismo. Com o sexo ocorre o mesmo. É preciso equilíbrio.

O desejo sexual represado representa um grande perigo, pois poucas pessoas são elevadas a ponto de canalizar a energia sexual para o processo criativo. O represamento do desejo sexual pode levar ao descontrole e é causa de muitos crimes. Pessoas sexualmente equilibradas convivem melhor em sociedade e são mais felizes.

Nosso senso moral e nossa cultura cristã nos legaram a monogamia como relação ideal mais propensa a incentivar o amor. Mas não podemos ignorar que o adultério é prática comum, tolerada pela sociedade. Você tem ideia das consequências espirituais do adultério? A relação sexual é o momento de maior intimidade e troca de energias que se pode experimentar na Terra. Isso não fica restrito ao plano físico, mas também ao plano astral.

Ao nos unirmos sexualmente com alguém, formamos ligações com as companhias espirituais da outra pessoa. Você sabe que nunca estamos sozinhos, estamos sempre acompanhados de espíritos que se afinizam conosco, com os nossos gostos, com nossas atividades, pensamentos, atitudes, emoções. Numa relação adúltera é inevitável que sejam atraídos por nós espíritos que se afinizam com este tipo de ato clandestino, furtivo, baixo. Em situações assim reatamos antigas ligações espirituais conflituosas ou encetamos novos comprometimentos.

O mesmo ocorre com o sexo pago. Você acha que quem recorre à prostituição pratica o ato sozinho? Na verdade quem costuma comandar a situação são os espíritos desencarnados viciados em sexo. Os lugares ligados à prostituição são habitados por inúmeros espíritos nessas condições, que vivem da energia dos encarnados que os frequentam. São verdadeiras parcerias que se formam entre os dois planos. Os dois lados em busca do prazer desenfreado oferecido pelo sexo.

Há muitos que não consumam a traição. Não se atrevem a levar o adultério às últimas consequências. Mas o fazem em pensamento. Jesus falou sobre isso, ao dizer que desejar a mulher do próximo em pensamento já é cometer adultério. Nada ativa tão bem a imaginação como o desejo sexual. O poder mental é capaz de atrair espiritualmente a pessoa desejada se for fortemente imaginada. Se houver reciprocidade de intenções, pode haver uma espécie de vida paralela em que os adúlteros em pensamento passam a encontrar-se no astral para saciar seus desejos. De qualquer maneira, sendo ou não sendo correspondido o desejo, outros espíritos sedentos por sensações prazerosas do sexo são atraídos. Qualquer pessoa que tenha seu pensamento dominado pela ideia do sexo atrai para si companhias espirituais das quais se torna muito difícil de se livrar.

Durante o período de sono físico, nada atrai tanto o espírito encarnado quanto o sexo. Muitos são habituados a se relacionar com desencarnados ou com outros encarnados desdobrados pelo sono. Às vezes são pessoas de conduta exemplar, que racionalmente não procurariam essa situação. Mas, parcialmente livres do corpo físico durante o sono, se deixam dominar pelo subconsciente. No subconsciente está armazenada a bagagem de todas as vidas anteriores do espírito imortal; é a soma de tudo o que ele é.

Quem vive essas experiências geralmente não tem vida sexual satisfatória; vive sem esperança amorosa. Geralmente essas pessoas roubam a energia das pessoas próximas; familiares, amigos, colegas. A energia que retiram de seus próximos é gasta em seus encontros no astral.

O sexo é energia sagrada, é criação de Deus que nos concedeu o poder de criar, pois somos Sua imagem e semelhança. O sexo equilibrado é manifestação de amor, e eleva o espírito a Deus. Mas o sexo em desequilíbrio pode ser motivo de queda e destruição. Deus não nos castiga, não há crime ou pecado. Há desgaste espiritual, há desperdício de forças criadoras, há desrespeito com o amor. E tudo isso tem um preço.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Fevereiro de 2016, 15:12
ONDE ESTÃO OS NOSSOS DEFEITOS
 
    
Gilberto de Nucci tem uma excelente imagem a respeito de nosso comportamento.

Segundo ele, os homens caminham pela face da Terra em uma fila indiana, cada um carrega uma sacola na frente e outra atrás.

Na sacola da frente, nos colocamos as nossas qualidades, na de trás, guardamos todos os nossos defeitos.

Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito.

Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que esta adiante, em todos os defeitos que ele possui.

E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa atrás de nos, esta pensando a mesma coisa a nosso respeito...
 
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Fevereiro de 2016, 20:05
Meu companheiro de caminhada André, veja então uma questão bastante intrigante, tendo
como base a visão que muita das vezes é distorcida. Julgamos às pessoas pelos defeitos
elas possam ter, mas esquecemos das virtudes que possuem, porque na verdade estamos
muito mais interessados nas virtudes que achamos ter. Veja então na verdade o quanto
somos imperfeitos, e essa alegoria da fila indiana nos dá uma verdadeira ideia de vê nos
outros os seus defeitos e em nós só às virtudes.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Fevereiro de 2016, 20:19
Meu companheiro de caminhada André, veja então uma questão bastante intrigante, tendo
como base a visão que muita das vezes é distorcida. Julgamos às pessoas pelos defeitos
elas possam ter, mas esquecemos das virtudes que possuem, porque na verdade estamos
muito mais interessados nas virtudes que achamos ter. Veja então na verdade o quanto
somos imperfeitos, e essa alegoria da fila indiana nos dá uma verdadeira ideia de vê nos
outros os seus defeitos e em nós só às virtudes.

Olá Antonio
O Companheiro "André" não pode comparecer...
Mas mandou um agradecimento e uma abraço

Rs...tudo de bom
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Fevereiro de 2016, 20:30
O Maniqueísmo: o Bem, o Mal e seus efeitos ontem e hoje
Por RAYMUNDO DE LIMA
Psicanalista e professor da UEM

 
Temo o homem que só conhece um livro (Timeo hominem unius libri)
Sto. Tomás de Aquino


É possível que os primeiros homens não nasceram com inteligência. Esta foi construída ao longo de sua história de hominização. A evolução de qualquer criança em todos os tempos e culturas, que evolui do mais simples para o mais complexo pensamento abstrato ou simbólico, deve estar ainda acontecendo com o ser humano, ou seja, ainda estamos em processo de evolução de nossa capacidade de raciocínio, de convivência com as diferenças de raça, cultura, religião, língua ou modo de ser.

Desde o seu surgimento, o homem é movido por duas lógicas, consciente e inconsciente. O homem, primeiramente instintivo e passional, foi sendo recoberto pela consciência e razão. Mas essa razão ainda não conseguiu determinar a totalidade de seus atos. Ou seja, o irracional cujo efeito são as passagens aos atos ainda domina grande parte do existir humano. Freud descobriu que somos resultantes de dois princípios psíquicos opostos que lutam entre si: os Princípios de Prazer ou do Gozo e o de Realidade. E, ainda, haveria uma luta entre essas duas e a leis da cultura, cujo base inaugural teria surgido com a proibição do incesto.

Esse jogo de forças - do desejo e da cultura - sempre foi complicado para as culturas entender, resolver ou administrar. Tradicionalmente a cultura resolveu, reprimindo, regrando, punindo, etc. Foi preciso muito tempo, experiências e debate para que algumas culturas e sujeitos aprendessem a conviver com o seu próprio desejo, com o erótico, com as diferentes sexualidades, especialmente com a mulher. Todas as culturas ainda têm dificuldade de aceitar que o Bem e o Mal constituem o todo do ser humano. As pulsões e desejos humanos sempre foram tidos como forças demoníacas. Na antigüidade, o demônio nada tinha a ver com o diabo, era um ser inspirador ou era quem vetava as más atitudes. Sócrates, no séc. 5 antes de Cristo, dizia que o daimon o guiava ao bem e vetava suas tendências mal pensadas. Só mais tarde é que interesses mais políticos que religiosos, fizeram acontecer a fusão do demônio como o diabo, satã, etc.

Um dos mecanismos mais utilizados pelo ser humano para se livrar do Mal é a projeção de sentimentos ou figuras inexistentes como operadores simbólicos do psiquismo. A atividade psíquica que sustenta a projeção é de ordem inconsciente, tal como todos os demais mecanismos de defesa. Odiar o vizinho, ou não aceitar uma tendência sexual, ser invejoso, etc. poderia forçar o psiquismo a projetar essas idéias e sentimentos em outras pessoas, personificadas enquanto diabo, satã, enfim o Mal. Uma nação inteira pode ser tomada pelo histerismo de projetar numa só figura o Mal que, no fundo, é dela mesma. Mas, ela própria não se dá conta disso, visto ser uma ação made in inconsciente que demanda purificação de Mal.

Maniqueísmo: a luta entre o Bem e o Mal

O maniqueísmo é uma forma de pensar simplista em que o mundo é visto como que dividido em dois: o do Bem e o do Mal. A simplificação é uma forma primária do pensamento que reduz os fenômenos humanos a uma relação de causa e efeito, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. A simplificação é entendida como forma deficiente de pensar, nasce da intolerância ou desconhecimento em relação a verdade do outro e da pressa de entender e reagir ao que lhe apresenta como complexo. "A pressa de saber obstrui o campo da curiosidade e liquida a investigação em muito pouco tempo", declara o psicanalista W. Zusman (A terra sob o poder de Mani, JB/s.d.). A pressa não é só inimiga da perfeição, é também inimiga do diálogo, do pensamento mais elaborado, sobretudo, filosófico e científico.

O maniqueísmo é uma forma religiosa de pensar; não como religião autônoma, mas enquanto comandos camuflados que influenciam os discursos do cotidiano, inclusive as religiões formais e seitas.

Mani (Manes ou Manchaeus), nascido na Pérsia, no século III, fundou  uma religião, o maniqueísmo, após ter sido "visitado" duas vezes por um anjo que o convocou para esta tarefa, fato este comum entre aqueles que fundam religiões e seitas até hoje. A religião maniqueísta se difundiu pelo Império Romano e pelo Ocidente Cristão. O maniqueísmo combina elementos do zoroastrismo, antiga religião persa, e de outras religiões orientais, além do próprio Cristianismo. "Possui uma visão dualista radical, segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem (luz) e o Mal (trevas) como entidades antagônicas em perpétua luz. Luz e trevas no sistema maniqueísta não são figuras retóricas, são representações concretas do Bem e do Mal. O Reino da Luz e o Reino das Trevas estão em permanente conflito. É dever de cada ser humano entregar-se a esse eterno combate para extinguir em si e nos outros a presença das Trevas afim de poder alcançar o Reino da Luz, que é o Reino de Deus. No maniqueísmo, os homens "eleitos" irão purificar o Bem, com uma vida de castidade, renúncia a família, alimentação especial, etc.

A expressão maniqueísmo ganhou uso corrente  ao definir aquele tipo de pessoa ou aquele tipo de pensamento de estruturação dualista que reduz a vida (ou alguns de seus aspectos) a pares antagônicos irreconciliáveis, tipo: direita/esquerda, corpo/mente, reacionário/progressista, belicista/pacifista, fiel/infiel, capitalista/comunista, individualismo/coletivismo, branco/negro, ariano/judeu, raça superior/raça inferior, objetivo/subjetivo e assim por diante. "É evidente que não se pode deixar de reconhecer a existência daquilo que cada um desses pares antitéticos nomeia, mas o pensamento maniqueísta vai além na medida em que considera que um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas" (Zusman), um é o Bem e o outro é o Mal.

Por exemplo, a propaganda nazista contra os judeus plantou no inconsciente do povo alemão o que este já continha de preconceito e racismo.  Primeiramente, o alemão ariano e cristão tinha herdado a crença de que os judeus eram os assassinos de Cristo e representavam o diabo ou todas as forças do mal, na terra. Assim como Cristo comanda o mundo espiritual, o diabo comanda o mundo material - dinheiro, poder e sexo.  Segundo, os judeus foram associados a esses três elementos materiais, principalmente o dinheiro. No período nazista, as crianças alemãs eram educadas para estigmatizar os judeus, com desenhos e histórias associando-os ao mal ou ao diabo. Terceiro, a propaganda nazista foi sistemática contra os judeus, explorando o simplismo do pensamento maniqueísta. Começaram associando os judeus a traças, piolhos e vermes que "corroíam a economia alemã", em verdade, tal propaganda  preparava o espírito coletivo alemão para a chamada "solução final" ou medida "higiênica" de extermínio em massa de todo o povo judeu, segundo análise de Robert Vistrich, da Universidade de Jerusalem.

Outro exemplo, no período da guerra fria, o presidente norte-amearicano, R. Reagan, fazia declarações apontando os soviéticos como a encarnação do demônio. Depois, o Bush pai, fez o mesmo com Saddam Husseim. Hoje, o Bush filho, personifica o Mal em Osama bin Laden e declara em bom discurso maniqueísta de que "quem não está com os EUA, está a favor dos terroristas. Os fundamentalistas islâmicos usam do mesmo maniqueísmo com os norte-americanos, chamando-os de "grande Satã" e Israel de "pequeno Satã". São mais que discursos, são preparativos para ações de destruição do mal em nome do bem. Sendo o maniqueísmo uma simplificação do modo de pensar a vida todo o sistema social que sobre ele se monta é necessariamente dogmático, violento, intolerante e também fadado ao desmoronamento.

O maniqueísmo não se sustenta por muito tempo, devido ao seu dogmatismo, isto é, sua incapacidade de colocar à prova da realidade ou da lógica, suas verdades simplificadas. Como seu pensamento está reduzido a um par de verdades antagônicas, aceitar o raciocínio do outro, discordante, significa deixar-se arrastar para o domínio do mal e ser por ele tragado. A vida do maniqueísta se converte em uma prontidão de vigilância (paranóia) constante para não se deixar iludir com os "discursos sedutores".  Santo Agostinho que inicialmente foi maniqueísta, depois de ter se afastado, escreveu em Confissões (livro 7) que, nessa doutrina "não tinha encontrado paz e apenas expressava opiniões alheias".

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Fevereiro de 2016, 20:30
Atualidade do maniqueísmo

O modo de pensar maniqueísta é oportunista em todos os espaços humanos. Ele demonstra ter mais força quando vivemos situações-limite, desesperança, ódio extremo, ou falta de perspectiva quanto ao futuro. Nesses momentos, a mente regride às origens, em busca de soluções mágicas, simplistas, libertadoras de angústia. A história alerta que, até pessoas sofisticadas intelectualmente e nações cientificamente avançadas, como EUA, Alemanha, Israel, foram levadas pela onda histérica maniqueísta. Os sintomas aparecem nos discursos: "infinita justiça", "cruzada contra o terror", "guerra santa [Jihad] contra o império do mal", a alegria de antiamericanos após o ataque a Nova York e pseudo-análises comparando as mortes desses ataques com as de outras partes do mundo, etc. Leonardo Boff, ex-frei franciscano, prolífico escritor, gurú da teologia da libertação, atualmente teólogo e ambientalista, em recente entrevista no jornal O Globo, num acesso de ira ideológica que não condiz com o autêntico espírito do cristianismo disse: ''Acho muito pouco cair um avião sobre o Pentágono. Deveriam cair 25 aviões. É preciso destruir o Pentágono todo.'' Segundo a crítica de Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, não foi um escorregão retórico, a tese é defendida ''racionalmente'' mais adiante colocando o Pentágono e as torres do WTC como símbolos de um sistema que precisa ser destruído para acalmar a perplexidade da humanidade.

Escreve Dines: "O compassivo teólogo sabe que os aviões não caíram do céu empurrados pela Divina Providência, foram jogados por alguém. Sabe também que nesses edifícios, com apenas três Boeings, foram assassinadas milhares de pessoas. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente".

Enfim, todos saímos perdendo ao ler falsas análises - ou meras opiniões fundadas no pensamento maniqueísta. Alguns fazem comparações absurdas de Bin Laden como se fosse o Che Guevara de hoje. Ora, colocar ambos no mesmo saco é o mesmo erro que chamar um chinês de japonês ou um cearense de baiano. Bin Laden é de origem aristocrática, nunca se preocupou com a pobreza e é um seguidor  fanático do Alcorão que ele interpreta como quer. Já Che Guevara era um médico que se tornou um guerrilheiro marxista, um sonhador da erradicação da pobreza; seu método de luta não matava inocentes tal como faz o terror, mas os adversários em combate e, também questionava o valor da religião. Bin Laden nada tem de socialista, não tem projeto de uma sociedade progressista, em nada avança no pensamento dialético, muito ao contrário, como todo fundamentalismo religioso, no fundo é um protofascista. Che olhava para o futuro, já o Bin Laden quer levar a sociedade para um passado mítico - que nunca houve - segundo a promessa das escrituras sagradas.

Como alerta Zusman: "É mais fácil criar "mísseis inteligentes do que conquistar a inteligência que permite a superação do pensamento maniqueísta". É mais cômodo seguir os paradigmas estabelecidos do que rever os posicionamentos, reorganizar e contextualizar o pensamento, ter a coragem de reconhecer os erros ou até abandonar um posicionamento por outro melhor.

Portanto, mais que uma forma simplista e dogmática de pensar, o maniqueísmo propõe uma ação, uma luta eterna contra o Mal, personificado em algumas coisas, pessoas e situações. Na ação maniqueísta "vale tudo", até mesmo a violência extrema contra o Mal, que ele delira. A guerra e a tortura são os principais meios do maniqueímo. Hitler, também acreditava ter uma grande missão de purificação da humanidade. "As lágrimas da guerra prepararão as colheitas do mundo futuro", escreveu.

K. Popper constata que " toda vez que o homem quis trazer o céu para a terra, fez reinar o inferno". Sabemos pela história que o pior inferno é aquele que mata, oprime e ordena, em nome do Bem contra o Mal. Nada é tão perigoso quanto a certeza, o dogmatismo, a fé cega ou louca.

Nietzsche propõe pensarmos para além do Bem e do Mal: "Perguntai aos escravos quem é o "mau"?, e apontarão a personagem que para a moral aristocrática é "bom", isto é, o poderoso, o dominador" (GM, pref. XI). Então, o Bem e o Mal, dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga. Deveríamos nos colocar no lugar do outro. Por exemplo, por quê Bin Laden é um homem "mau" para o ocidente-cristão e, é herói "bom"  no oriente islâmico? Por quê algumas igrejas fazem show contra o Mal, mas terminam mais falando das terríveis forças do Mal do que do Bem?

A atitude cética parece ser o melhor remédio contra o maniqueísmo. O cético suspende o juízo, não toma partido, não se rende ao simplismo de encurralar o pensamento entre a paredes do Bem e do Mal, do certo e errado. Suspender o juízo não quer dizer inação; significa elaborar um melhor pensamento para além da solução dualista, ou seja, um agir com sabedoria. A educação e a cultura tem uma grande tarefa pela frente para prevenir o maniqueísmo.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Fevereiro de 2016, 22:20
Meu nobre(nobre na alma)amigo Moisés, desculpe-me pela pequena garfe em ter trocado o seu nome. Diga-se de passagem que o André que coloquei na minha resposta era de um
amigo, professor da universidade federal de alagoas, estávamos em um bate-papo formal
pelo Msn, em seguida entrei no fórum. Veja como somos falhos e imperfeitos.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Fevereiro de 2016, 01:07
Meu nobre(nobre na alma)amigo Moisés, desculpe-me pela pequena garfe em ter trocado o seu nome. Diga-se de passagem que o André que coloquei na minha resposta era de um
amigo, professor da universidade federal de alagoas, estávamos em um bate-papo formal
pelo Msn, em seguida entrei no fórum. Veja como somos falhos e imperfeitos.

Olá Antonio
Pois eu já tive a certeza que recebia um elogio

Tranquilo

rsrsrs

Abraços
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Fevereiro de 2016, 22:00
BONDADE


Ao apelo do divino Mestre, recomendando-nos “sede perfeitos”, evitemos a indesejável resposta da aflição.
Ninguém pode trair os princípios de seqüência que governam a Natureza, e o tempo será sempre o patrimônio divino, em cujas bênçãos alcançaremos as realizações que a vida espera de nós.
Antes de cogitar da colheita, atendamos à sementeira.
Antecipando a construção do teto de nossa casa espiritual, no aprimoramento que nos cabe atingir, edifiquemos humildes, erguendo sobre eles as paredes de nossa renovação, a fim de não nos perdemos no movimento vazio.
                                                             
Iniciemos a perfeição de amanhã com a bondade de hoje.
Ninguém é tão deserdado no mundo que não possa começar com êxito necessário.
                                                             
Não intentes curar o enfermo de um momento para o outro. Cede-lhe algumas gotas de remédio salutar.
                                                             
Não busques regenerar o delinqüente a rudes golpes verbais. Auxilia-o, de algum modo, oferecendo-lhe algumas frases de fraternidade e compreensão.
                                                             
Não procures estabelecer a verdade num gesto impetuoso de esclarecimento espetacular, acreditando desfazer as ilusões de muitos anos, em um só dia. Enceta a obra do reajustamento moral com os teus pequeninos gestos de sinceridade à frente de todos.
                                                           
Não suponhas seja possível à milagrosa transformação de alguém, no caminho empedrado da crueldade ou da ignorância. Faze algo que possa servir de plantação inicial de luz no espírito que te propões reformar.
                                                             
E ainda, em se tratando de nós, não julgues seja fácil converter nossa própria alma para Deus, num instante rápido. Trazemos conosco vasto acervo de sombras e precisamos serenidade e diligência para desintegrá-las, pouco a pouco, ao preço de nossa própria submissão à Lei do Senhor que nos rege os destinos.
                                                             
Se realmente nos dispomos à aceitação do ensinamento do Divino Mestre, usemos de bondade, em todos os momentos da vida. Bondade para com o próximo, bondade para com os ausentes, bondade para com os nossos opositores, bondade para com todas as criaturas que nos cercam...
                                                             
A bondade é chave de simpatia e conhecimento com que descerraremos a passagem para as Esferas Superiores.
                                                             
Com ela, seremos mais humanos, mais amigos e mais irmãos.
Avancemos, assim, com a bondade por norma de ação. Retificando em nossa estrada os aspectos e experiências que nos desagradam na estrada dos outros, e desse modo, estejamos convictos de que o sonho sublime de nosso aperfeiçoamento encontrará, em breve futuro, plena concretização na Vida Eterna.

Francisco Cândido Xavier
Emmanuel
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Fevereiro de 2016, 22:05



JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO
Leandro Brancher

5. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.
João


A humanidade continua debatendo-se em meio ao nevoeiro denso do sofrimento, mesmo após a vinda do Cristo ainda não compreendemos o caminho que leva à Justiça do PAI, a qual estamos todos inseridos.

Dezenove séculos se passaram e DEUS em sua infinita bondade permitiu que o véu fosse rasgado em prol da humanidade perdida e assim iniciou-se uma nova investida da LUZ, para que os cegos enxergassem, para que os surdos escutassem.

Assim vimos o conhecimento da Justiça Divina atravessar os céus e por intermédio de homens de boa vontade as vozes dos espíritos espalharam-se pelos quatro cantos da abóboda azul para que o homem pudesse enxergar e compreender de forma mais perfeita.

O Espiritismo é de ordem Divina, abrandou todos os corações de boa vontade que por esforço próprio conseguiram entrever a verdade.

Desde o momento em que o Codificador Francês transcreveu a última linha da obra “O céu e o inferno” foi dado ao homem compreender com clareza os mecanismos da Justiça Divina cujo único objetivo é a glorificação do Espírito.

35 e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para pô-lo à prova:
36 Mestre, qual é o maior mandamento da lei?
37 Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Dt 6,5).
38 Este é o maior e o primeiro mandamento.
39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo.
(Mateus: 22, 35-39)

Antes destes dois princípios, somente a dúvida acompanhava aqueles que desejavam de alguma forma compreender como se processa a Justiça Divina, necessário se faz que o homem eleve-se acima desta vida, é preciso olhar para o passado, para as existências anteriores onde encontram-se as causas dos sofrimentos e das alegrias de hoje.

Sem o conhecimento da reencarnação jamais conseguiremos conceber um Deus soberanamente bom e justo, pois de alguma forma Ele se tornaria parcial, uma vez que alguns nascem em berço de ouro, enquanto outros em condições paupérrimas, como explicar aquele que brota saúde em frente ao que desde tenra idade demonstra fragilidade orgânica, inúmeras doenças, problemas psíquicos, famílias onde seus integrantes odeiam-se entre si, enquanto que em outras a paz reina soberana, como entender os laços que nos ligam sem levar em consideração as vidas anteriores da criatura?

Velhas concepções, já desgastadas pelo tempo, que já não atendem mais as necessidades da razão, nem o avanço da ciência, acabaram por criar uma lacuna entre o conhecimento atual e as noções do Céu, do Inferno, do sofrimento, das angustias e das alegrias. Era necessário que algo novo viesse para que pudéssemos vislumbrar com maior nitidez o Pai Amado, ao qual devemos tudo o que somos.

CAUSAS DOS SOFRIMENTOS

Não é possível que o PAI tenha sido injusto com aquele que sofre desde tenra idade, mesmo não sabendo por que sofreu, aquele que sofre deve ter a consciência que os tormentos porque passa é efeito, não causa.

Como pode ser assim se nenhum mal fez nesta vida? Bem, pode não ter feito nada nesta vida, mas é imprescindível considerar as vidas anteriores, deve ser considerada a individualidade, que tem na existência atual nada mais que o resultado dos desajustes cometidos em existências anteriores e que não foram reparadas. Aqui um ponto muito importante, o Divino MESTRE jamais enunciou o sofrimento como algo indispensável para que o ser humano cresça, mas a rebeldia que faz do sofrimento o último recurso para que o homem acorde do seu egoísmo e passe a modificar seu mundo mental. Segundo Emmanuel o sofrimento consegue penetrar nos escaninhos da consciência de uma forma que não podemos ainda compreender, no entanto é sempre um benefício para o renitente que não quer ver nada além de si mesmo. Com certeza a receita para o nosso crescimento não é a dor, mas sim o AMOR, algo que está no âmago de todos nós, pois somos centelhas Divinas, a nossa origem, o pano de fundo da nossa consciência é DEUS e ESTE não quer que sua criatura sofra, mas que se eduque e viva em fraternidade.

Há que se reparar também na proporcionalidade entre a falta e a pena, não podemos conceber que uma falta temporária, resultado da imperfeição do homem possa ter uma conseqüência eterna e irrevogável, se assim fosse, não haveria justiça. Se Deus é perfeito, a condenação eterna não é possível.

Todos sofrem na medida que fizeram os outros sofrerem até que se arrependam e sintam a necessidade de reparação onde então poderão enxergar um fim para situação penosa.

Há que considerar também as dificuldades que tem origem nos atos cometidos no presente, segundo André Luiz 80% dos nossos problemas atuais não tem origem no passado, mas na desordem mental a que nos entregamos. A imprevidência, o orgulho e a vaidade são algumas das causas presentes da falência dos homens na vida presente. Tendo consciência disto é muito importante nos questionarmos todos os dias a respeito do que fazemos ou deixamos de fazer e quais as causas que nos fazem tomar nossas decisões, uma análise diária de nossos atos auxilia na reconstrução dos nossos destinos.

Para que o sofrimento seja proveitoso é necessário aplicar algo que Divaldo Pereira Franco sita em uma de suas entrevistas sobre a Justiça Divina.

“Resignação dinâmica”, ou seja, aceitar o destino como processo natural para o nosso adiantamento, sem deixar por isso, de buscar a melhoria da nossa condição. Ou seja, é não revoltar-se contra DEUS pelas vicissitudes do presente e fazer o máximo possível para melhorar cada vez mais".
“Aflição de hoje, dívida de ontem”
“Merecimento de agora, crédito de amanhã”
“Cada problema que te procura é semelhante ao trabalho de análise dirigida, como a radiografar-te certas zonas do ser, de modo a verificar-lhe o equilíbrio.”
“Nossas dores respondem, assim, pelas falhas que demonstremos ou pelas culpas que contraímos”
“A Lei estabelece, porém, que as provas e as penas se reduzam, ou se extingam, sempre que o aprendiz do progresso ou o devedor da justiça se consagre às tarefas do bem, aceitando, espontaneamente, o favor de servir e o privilégio de trabalhar”
Emmanuel

A LEI DO PROGRESSO

O Universo em sua distribuição de galáxias, sistemas e planetas está totalmente submetido aos ditames da sintonia, alguns mundos, até mesmo regiões de um planeta, o nosso por exemplo, está inacessível aos espíritos que não atingiram um grau satisfatório de purificação, se assim não fosse, muitos espíritos endurecidos no mal seriam causa de perturbação para espíritos que já sintonizaram com as leis do Criador e assim não haveria justiça. Mas a misericórdia de DEUS é infinita e permite que em um mesmo planeta reencarnem espíritos das mais variadas categorias, os mais adiantados auxiliam os mais atrasados, os mais atrasados devem perseverar para alcançar o grau de adiantamento necessário para conquista da própria felicidade, , mas no momento do desencarne, o homem sempre recebe a colheita daquilo que plantou quando vivo, se esforçou-se para crescer moralmente, se tornou-se um homem caridoso que não pensa apenas em si mesmo, será o momento de refazer as energias, aprender e seguir evoluindo no mundo espiritual, ao passo que aquele que não teve como objetivo mais do que enriquecer-se com às coisas do mundo, que pensou apenas em si mesmo, será o momento de refletir sobre seus erros, muitas vezes necessitando passar por zonas de esgotamento de resíduos mentais (Umbral) até que chegue o arrependimento e assim de início a uma nova caminhada que com certeza deve ser mais fraterna.

Diante do PAI não importa o caráter da missão, nem a magnitude, mas com quanto amor ela foi executada, pode ser um simples carpinteiro, se foi um homem de bem é maior do que o rico presunçoso que nada mais vê além de si mesmo.

O progresso depende da própria individualidade, levar mais ou menos tempo para chegar ao objetivo será de acordo com as escolhas da própria consciência. O PAI não interfere no livre-arbítrio da criatura, aguarda compassivo até que o ser desperte e sinta em si mesmo a necessidade de dar mais um passo na escala evolutiva.

A LEI DIVINA também prevê o nível de responsabilidade de cada criatura pelo conhecimento já adquirido, quanto maior o conhecimento, maior a sua responsabilidade, pois sabe o que é certo, sendo portanto mais culpado por atrasar a própria felicidade.

O Mestre inesquecível de nossas vidas nos deixa uma grande esperança com relação à Lei do progresso, quando nos diz: “Nenhuma das ovelhas que o PAI me confiou se perderá”, isso significa que o homem terá as oportunidades necessárias para se libertar de suas imperfeições e o Mestre estará sempre conosco através de seus enviados, nos sustentando em todas as nossas deficiências sem nos eximir da responsabilidade, do compromisso de cada um com a própria evolução.

“Para todos nós, que temos errado infinitamente, no caminho longo dos séculos, chega sempre um minuto em que suspiramos, ansiosos, pela mudança de vida, fatigados de nossas próprias obsessões”
“A Lei do progresso confere a cada espírito a possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, afim de que a justiça estabeleça o merecimento de cada um, na pauta das próprias obras”
Emmanuel


Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Fevereiro de 2016, 22:06
A REENCARNAÇÃO

“Os discípulos lhe perguntavam, dizendo: Pois por que dizem os Escribas que importa vir Elias primeiro? Mas Ele respondendo, lhes disse: Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas: Digo-vos porém, que Elias já veio, e eles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram".
Jesus

Allan Kardec nos diz: “Assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para eles também brilhará o sol de uma nova vida, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e por em execução suas boas resoluções para o futuro.”

Dentro da Justiça Divina para que os Espíritos alavanquem o seu próprio progresso, ainda temos a reencarnação, que é o retorno da individualidade ao mundo material, através de um novo corpo de carne, onde o espírito recebe nova oportunidade de crescimento. Mas qual a necessidade da reencarnação? Vejamos.

Espíritos ainda carentes de evolução cometem por muitas vezes atos censuráveis dos quais se penaliza após adquirir consciência dos atos indevidos de que foi autor, a consciência em processo de culpa não consegue entrever o caminho da reparação e com isso trava seu avanço. Para que possa prosseguir sua jornada sem a culpa do passado que invariavelmente não resolve nada, pois o que permite ao ser a felicidade e a tranqüilidade de consciência é justamente a reparação então o espírito volta ao corpo, um véu é lançado sobre o passado, então se sente livre para tomar novas resoluções.

“O Espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito”

Porém este eclipse da consciência não é total e o espírito carrega consigo de forma latente suas boas e más inclinações e cabe aos genitores aparar as arestas desta criatura incentivando o bem, como é grande a responsabilidade dos Pais, pois tem uma oportunidade de auxiliar o espírito a fazer o bem que lhe faltou no passado, por isso se justifica que no nosso planeta a infância tenha um período maior, justamente para que os pais exerçam sua influência por um maior período sobre seus filhos, o que não se confirma nos mundos superiores onde a infância sendo de curta duração, confere independência ao espírito em um tempo muito menor.

Francisco Cândido Xavier dizia que ninguém poderia escrever um novo começo, mas todos podem recomeçar e escrever um novo fim, ou seja, o espírito receberá quantas oportunidades necessitar em reencarnações inumeráveis para realizar o seu aperfeiçoamento.

Todas as existências do homem na terra não são elos perdidos no caminho do espírito, são apenas a continuidade umas das outras, onde os atos do espírito em uma vida repercutirão na próxima e assim sucessivamente, por não lembrar e estar temporariamente sob o véu do esquecimento, poder-se-ia inferir que não existe este elo, mas a criatura se purificando, torna sua indumentária cada vez mais tênue e este véu não sendo mais tão espesso acaba por abarcar a realidade mais completa e guarda consigo a lembrança mais vasta de suas experiências anteriores.

Alguns irmãos podem achar que a reencarnação é fruto de uma punição do Criador contra a Criatura, o que não se confirma, pois é justamente na reencarnação que reside a maior oportunidade, uma verdadeira concessão em favor do espírito para que possa operar sua própria recuperação.

“Livres, estamos interligados perante a LEI, para fazer o melhor, e, escravizados aos compromissos expiatórios, estaremos acorrentados uns aos outros no instituto da reencarnação, segundo a LEI, para anular o pior que já foi feito por nós mesmos nas existências passadas”.
“Ninguém entrará no reino dos céus se não nascer denovo”
“Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a Lei”
Allan Kardec

A LEI DE AÇÃO

Poderíamos por um momento acredita que apenas o fato de ser perdoado por nossos desafetos seria o suficiente para que a nossa consciência livrar-se do peso de uma má ação praticada, no entanto, sabemos que não é bem assim.

“Reconcilia-te com o teu inimigo” nos disse o Mestre, e aí sim, encontra-se um meio efetivo para que possamos rearmonizar a desarmonia de que fomos responsável, é preciso invariavelmente aliar arrependimento e reparação para ficar quites com a LEI, sem uma ou outra não alcançamos o intento.

Ao contrário do que se pode achar esta LEI não vem de fora, mas de dentro, pois é nossa própria consciência à medida que avança que não dá descaso e exige a reparação.

Nos diz Allan Kardec: “Unicamente a reparação pode anular o efeito, em destruindo a causa; o perdão seria uma graça e não uma anulação”.

Agora, se invertermos os papéis, temos uma lição diferente, o perdão liberta quem perdoa e não quem praticou a falta, quando nós perdoamos, nos sentimos verdadeiramente livres e mais felizes, ao passo que aquele que foi perdoado deverá invariavelmente reparar o mau que fez.



A grande LEI da Justiça Divina se traduz perfeitamente nesta máxima.

“A cada um conforme suas obras”
Deus não produziu o mal, mas este é fruto da ignorância dos homens, DEUS apenas o permite, porque sabe que dele sairá um bem maior.
“Na matemática do Universo, o destino dar-nos-á sempre daquilo que lhe dermos”
Emmanuel

LAÇOS DE FAMÍLIA

Temos que considerar os laços de família enquanto encarnados e os laços de família após o desencarne.

Durante a existência terrestre os laços de família consistem nos laços consangüíneos, porém no mundo espiritual não se passa exatamente assim. Para o ser desencarnado os laços de família são construídos ou extintos pela afinidade, pelas inclinações do ser.

Uma família encarnada na terra unida pelos laços consangüíneos não será necessariamente a família espiritual, no momento do desenlace da matéria densa o espírito vai ter com aqueles que conservam as mesmas aspirações, por exemplo, espíritos ligados à boemia encontrarão os ébrios, espíritos com interesse por substâncias tóxicas encontrarão viciados no mundo espiritual assim como espíritos caridosos certamente terão como companhia espíritos da mesma envergadura.

Também podemos considerar as ligações antagônicas, que constituem as famílias antipáticas, o filho que não suporta a mãe, o pai que não suporta a filha ou os cônjuges que não se toleram. Estes espíritos geram laços de família por vezes justamente para que substituam os laços de ódio até que se tornem afins, pois o destino da humanidade é a fraternidade completa. Enquanto uns servem de provas para outros, servem também de meio de progresso. Os maus se melhoram ao contato com os bons, afinal DEUS ajuda o homem pelo homem.

“Corpo doente, companheiro difícil, parente complexo, chefe amargo e dificuldade constante são oportunidades que se renovam”
“E em toda parte, o verdadeiro campo de luta somos nós mesmos”
“O Lar é instituto de regeneração e amor, onde retomas a convivência dos amigos e desafetos das existências passadas para a construção do futuro melhor."
“O lar pejado de sacrifício, a família consangüínea a configurar-se por forja ardente, a viuvez expressando exílio, a obrigação qual golilha atada ao pescoço, o compromisso em forma de algema e a moléstia semelhando espinho na própria carne constituem liquidações de longo prazo ou ajuste de contas a prestações, para que a liberdade nos felicite.”
“Trazes hoje, na própria casa, a presença de certos familiares que te acompanham à feição de verdugos. Entretanto são eles credores de ontem, que surgem, no tempo, pedindo contas”
Emmanuel

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Fevereiro de 2016, 22:08
A VIDA FUTURA

Eis uma questão que nos aflige de certo modo, porque sem termos a noção de que a vida não cessa no cerrar dos olhos cometemos muitos equívocos que prejudica o caminho evolutivo do ser. Não tendo consciência de que a vida futura depende das nossas ações no presente, o indivíduo busca todos os prazeres materiais ao seu alcance, sem se preocupar com as conseqüências.

O homem pensando apenas no presente comete todos os excessos possíveis, bebidas, fumo, sensualidade e acaba construindo para si mesmo problemas de ordem moral e física. É comum nos depararmos com recém nascidos que já trazem desde o útero da mãe problemas vasculares, pulmonares, renais, hepáticos. Problemas conquistados ao preço dos excessos de outros tempos.

E assim o homem empilha faltas inúmeras contra a própria consciência, por pensar que ao morrer tudo estará terminado.

A morte para o materialista, que pensa apenas nesta vida tem caráter horrendo, dor, sofrimento, sentimento de perda são alguns dos temperos deste momento para aqueles que passaram a vida alimentando o ateísmo.

Quando nos deparamos com a enfermidade de alguém em tenra idade, abonado, com tudo que a vida pode oferecer a mão logo nos apressamos em dizer.

- Coitado, é uma pena, ele tinha tudo, era muito feliz.

Nem por um momento pensamos na fase evolutiva daquele ser, nem nos apercebemos de quais as conseqüências desta pseudo tragédia para as vidas futuras desta criatura. Apressamos-nos em dizer que Deus é injusto, que se Deus existisse nada disso estaria acontecendo. Erramos sempre ao desconsiderar a vida futura.

A ignorância espiritual, o desinteresse com as coisas além da matéria, o ceticismo costumeiro e a despreocupação com o próprio destino sempre proporcionarão como colheita o medo, a incerteza e a decepção.

Quando a humanidade compreender que a vida presente não passa de um elo entre a vida passada e a vida futura se tornará mais razoável em suas resoluções, mudarão radicalmente os valores e com certeza uma nova humanidade estará sobre a terra, renovada nos seus conceitos. A preguiça, os excessos de toda ordem e o materialismo desmedido serão afastados para que seja valorizada a vida, as qualidades morais, a vontade de avançar espiritualmente, com certeza a terra estará transformada.

Nos diz Alan Kardec no livro “O céu e o Inferno” que a duração da expiação está subordinada ao melhoramento do culpado, vejamos que não é subordinado ao sofrimento do culpado e sim a sua depuração, as suas boas ações.

O homem quando desencarna responde por todos seus atos na terra, pelas mazelas que não aniquilou do seu caráter, durante sua vida na carne, suas dificuldades ou facilidades dependerão do maior ou menor grau de depuração a que alcançou.

Para a parte da humanidade que reside na Terra cabe ainda mais uma responsabilidade, uma vez que já teve todos os meios para se instruir já não pode mais se contentar em apenas não fazer o mal, também será considerado como falta todo o bem que poderia fazer e não fez. Facilmente chegamos à conclusão de que conhecimento é responsabilidade, nada que o PAI nos confia deve ficar a cargo da preguiça.

“Materialismo, afrodisíaco da irresponsabilidade moral”
Emmanuel


O CÉU E O INFERNO – OS ANJOS E OS DEMÔNIOS

O céu e o inferno, muito além de regiões específicas do Universo devem ser considerados como o momento de cada um em seu próprio universo Evolutivo.

“O Reino dos Céus é dentro de voz” nos diz o mestre."


 
O que isso quer nos dizer? Qual a mensagem por trás das palavras do MESTRE?

Jesus se referia ao estado de consciência de cada um, as dores ou as alegrias que cada um trás em sua consciência, pelos próprios atos construímos o nosso céu, ou o nosso inferno, depende da escolha que fazemos; avançar ou estacionar, nos despojarmos de nossos preconceitos, vícios, excessos ou simplesmente mantê-los.

Há que considerarmos também a contraparte física destes conceitos, as regiões do Universo são diferenciadas pela vibração que as caracteriza, em seus infinitos níveis de energia, desde as mais densas, regiões onde habitam espíritos culpados, renitentes no mal até as mais sutis onde podemos denominar como esferas elevadas.

Os espíritos em evolução estão encapsulados em diversos níveis de energia, do mais denso ao mais sutil podemos citar sete (Físico, etérico, Astral, Mental Concreto, mental abstrato, búdico e átmico)

Através de suas ações, de seus pensamentos e sentimentos o homem adensa ou sutiliza seus corpos de manifestação, quando desencarna leva consigo este “peso” que o situa entre as diversas regiões que circundam o orbe onde habita.

Um espírito que quando encarnado teve como norte de sua vida o Evangelho do Cristo, vivenciou a caridade e o amor ao próximo com certeza sutilizou sua roupagem fluídica e fica em condições de habitar as esferas mais elevadas, tem mais liberdade de ação, pode se deslocar com mais facilidade, encontrar aqueles que ama.

Já o homem que preferiu carregar em si mesmo as chagas da humanidade: o Egoísmo, o ciúme, a avareza, que prejudicou o seu irmão, em fim, que foi completamente alheio aos preceitos da vivência cósmica, adensou sua roupagem fluídica e com certeza não terá acesso as esferas mais elevadas quando cerrar os olhos do corpo físico, habitará no inferno que construiu para si mesmo até que a consciência se reajuste na senda do bem e a individualidade receba nova oportunidade de recuperar a si mesmo nascendo em um novo corpo de carne, carregando os estigmas que alimentou no passado.

A felicidade, a tristeza, o céu e o inferno são conquistas do espírito, cada ato, cada pensamento, cada palavra carrega consigo o tijolo que edifica o próprio destino.

Importante destacar que nenhuma criatura está fadada ao inferno eterno, ou seja, a estar sempre habitando o sofrimento. A LEI do progresso é clara, nada que foi criado por DEUS está fadado a derrota, ao sofrimento. A criatura sempre encontrará ensejo de crescer, de evoluir e de subir os degraus da Evolução.

Nos diz Allan Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” que o Céu é ganho pela caridade e pela brandura”.

E os Anjos? Seriam seres privilegiados? Teriam eles sido criados já com toda a sabedoria e devotados ao sumo bem?

Segundo a Doutrina espírita os Anjos não são seres privilegiados, pois se houvesse dois sistemas de criação, não haveria justiça e, por conseguinte DEUS não seria perfeito.

Os Anjos de acordo com o Espiritismo são espíritos que já passaram por inúmeras experiências neste e em outros mundos, são seres que passaram por todas as etapas do processo evolutivo e alcançaram considerável evolução, o que lhes confere perante algumas doutrinas o título de Anjos, que para o Espiritismo são Espíritos muito avançados moral e intelectualmente, que já possuem uma união mais perfeita com o pai, fruto de seus esforços nos milênios incontáveis.

E os Demônios? Seriam seres criados exclusivamente criados para o mal e para sempre o serão? Será que algo que foi criado por DEUS que é soberanamente bom e justo vai negar pela eternidade a sua origem Divina?

Segundo a Doutrina Espírita a resposta é não. Demônios, espíritos maus, nada mais são que espíritos pouco esclarecidos, que por seu orgulho, sua vaidade e teimosia persistem por tempo indeterminado nas faixas mais baixas da vida, o que não podemos dizer que será para sempre, pois só depende do seu livre-arbítrio reformar-se e dar um passo na direção do criador. Portanto serão maus enquanto quiserem, pois como todas as criaturas também são dotadas de livre-arbítrio bastando uma vontade firme para dar início ao seu processo de renovação.

“Deus não concede privilégios, em qualquer estância do Universo, a alma recebe, inelutavelmente, da vida o bem ou o mal que da de si própria”
“O criador concede as criaturas, no espaço e no tempo, as experiência que desejem, para que se ajustem, por fim, às Leis de bondade e equilíbrio, que o manifestam. Eis por que, permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós”
“O inferno, consolidado por localidade inferior ou estância de suplício, depois da morte, começa de cada um e comunica-se, pessoalmente, de espírito desvairado a espírito desvairado”
“A providência Divina permite a colonização dos seres bestializados, além do túmulo, em regiões específicas do espaço, para limitação e tratamento das calamidades mentais em que se projetaram ou que fizeram em merecer”
“A falta que depende de nós, chega antes, e o sanatório que corrige chega depois”
“O céu começará sempre em nós mesmos e o inferno tem o tamanho da rebeldia de cada um”
“O inferno é remorso, na consciência culpada, cujo sofrimento cessa com a necessária e justa reparação”
“Todas as vítimas das trevas serão trazidas a luz, e todos os caídos serão levantados, ainda que, para isso, a esponja do sofrimento tenha de ser manejado pelos braços da vida, em milênios de luta. Isso porque as leis Divinas são de justiça e misericórdia, e a providência inefável jamais decreta o abandono do pecador”
Emmanuel


Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Fevereiro de 2016, 22:08
Imprescindível recordar diariamente as advertências do MESTRE, pois em matéria de evolução, carecemos muito do “Amai vos uns aos outros como eu vos amei”.

Em matéria de Evolução o espírito necessita conscientizar-se de que é o único responsável pelos sofrimentos e alegrias que venha a passar, culpar o próximo, a Deus, aos desencarnados pelos nossos erros é infantil e deve fazer parte do passado desde já, assim à conquista de nossa própria libertação estará em nossas próprias mãos e jamais relegado aos outros.

Temos um só DEUS, uma só LEI que determina o espírito como sendo Juiz, advogado e réu de seus atos. Juiz porque a própria consciência deve definir os parâmetros do seu julgamento conforme cresce em conhecimento, advogado pelo bem que faz e que o defende em qualquer parte e réu pelas faltas que comete.

A vontade de servir e amar na seara do Criador sempre nos elevará, ao passo que se reter na ociosidade sempre será caminho de sofrimento na jornada de cada um.


Obras consultadas

Allan Kardec – O céu e o Inferno, A justiça Divina segundo o Espiritismo;
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier – Justiça Divina.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 13:07
Culpa, arrependimento e reparação sob a ótica espírita
CLAUDIA GELERNTER
Vinhedo, SP (Brasil)



1002. O que deve fazer aquele que, no último momento, na hora da morte, reconhece as suas faltas, mas não tem tempo para repará-las? É suficiente arrepender-se, nesse caso?

“O arrependimento apressa a sua reabilitação, mas não o absolve. Não tem ele o futuro pela frente, que jamais se lhe fecha?” (O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.)

Jean-Jacques Rousseau, um dos grandes nomes do iluminismo, nasceu em Genebra, no ano de 1712. Não conheceu sua mãe, porque ela, devido a complicações do parto, veio a falecer dias após seu nascimento. Quando completou dez anos de idade, seu pai envolveu-se em uma discussão com pessoa importante da cidade e, com receio de represálias, fugiu, deixando o filho para ser educado por um tio. Segundo seus biógrafos, o fato de Rousseau não ter conhecido a mãe marcou-o profundamente.

Tornou-se, na vida adulta, compositor autodidata, teórico político, filósofo e escritor. Contribuiu amplamente para as grandes reformas ocorridas na América e na Europa, no século XIX, com seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, sendo ainda um dos colaboradores da famosa Enciclopedie, de Diderot e D´Alembert. Escreveu vários livros, influenciando diversas culturas e gerações. Foi um daqueles homens que não passam despercebidos, pois possuía conhecimentos bastante avançados para sua época – visões que romperam com os paradigmas vigentes, trazendo transformações importantíssimas para o panorama do mundo ocidental.

Um de seus escritos, de estrondoso sucesso, chama-se “Emílio, ou Da Educação”. Nesta obra, Rousseau cria um personagem fictício, de nome Emílio, e vai, no transcorrer de seus escritos, contando ao leitor qual a forma como ele educa este personagem. O objetivo de Emílio é “formar um homem livre; e o verdadeiro amor pelas crianças…”.  Hoje esta obra é vista não apenas como uma referência obrigatória para todos os educadores [pais, professores etc.], mas, acima de tudo, como uma lição de vida. Entretanto, Rousseau, esse mesmo homem, filósofo, escritor, teve cinco filhos. E os abandonou, a todos, em orfanatos.

No prefácio da obra mencionada, o tradutor assim comenta: “Como levar a sério um livro sobre a educação escrito por um homem que abandonou os cinco filhos que teve com Thérese Levasseur? Esta questão prévia, repetida pelos jovens leitores de ontem e de hoje, deve ser colocada, não para ser ela própria levada a sério, mas para que nos desvencilhemos dela de uma vez por todas. Rousseau é daqueles que acham que não há covardia pior do que o abandono dos filhos que se teve o prazer de fazer. Escreveu Rousseau em sua obra Emílio: ‘Um pai, quando gera e sustenta filhos, só realiza com isso um terço de sua tarefa. Ele deve homens à sua espécie, deve à sociedade homens sociáveis, deve cidadãos ao Estado. Todo homem que pode pagar essa dívida tríplice e não paga é culpado, e talvez ainda mais culpado quando só paga pela metade. Quem não pode cumprir os deveres de pai não tem direito de tornar-se pai. Não há pobreza, trabalho nem respeito humanos que os dispensem de sustentar seus filhos e de educá-los ele próprio. Leitores, podeis acreditar no que digo. Para quem quer que tenha entranhas e desdenhe tão santos deveres, prevejo que por muito tempo derramará por sua culpa lágrimas amargas e jamais se consolará disso’.” (Emílio, Livro 1.)

Rousseau influenciou sobremaneira pensadores  como Pestalozzi

Foi justamente por sentir-se culpado que Rousseau escreveu Emílio (de 1757 a 1762). Não podemos pretender que o livro não tenha nada para nos ensinar porque seu autor não o colocou em prática. Para isso, seria necessário inverter a cronologia e proibir a Rousseau toda a oportunidade de um arrependimento sincero que busca a reparação. Afirmou o autor de Emílio: “Não escrevo para desculpar meus erros, mas para impedir meus leitores de os imitar”.

Jean-Jacques influenciou sobremaneira alguns pensadores, tais como Johann Pestalozzi, fundador da escola de Yverdun, na Suíça, mestre de Allan Kardec. Portanto, podemos dizer que Rousseau é o avô espiritual de Kardec nas questões da educação. Levando-se em conta que o codificador da Doutrina Espírita [assim como Pestalozzi] era pedagogo, logo percebemos quanto a obra Emílio foi importante para todos os três e tantos outros. E se Rousseau influenciou sobremaneira Kardec, nós outros, daqui deste lado do planeta, 150 anos após Kardec, somos também influenciados por suas ideias fantásticas de educação através do amor e da liberdade.

Sabemos, ainda, através dos escritos do final da vida de Jean-Jacques Rousseau, que ele tentou resgatar todos os seus filhos dos orfanatos, mas não teve sucesso. Portanto, de seu arrependimento e expiação vemos surgir a busca pela reparação, se não diretamente aos prejudicados, através de todos aqueles que beberem nas fontes de suas ideias renovadoras e, por que não dizer, maravilhosas.

O escritor Catulo da Paixão Cearense, em seu poema “A Dor e a Alegria”, afirma que “a dor é como um relâmpago; no escuro assusta a gente, mas alumia os caminhos”. Rousseau aprendeu o verdadeiro sentido dessa frase 300 anos antes de ser pronunciada por Catulo.

Seguindo tal linha de pensamento, podemos afirmar que Rousseau não ficou estagnado no susto causado pela dor. Abriu os olhos, no momento em que ela clareava caminhos, e soube segui-los com coragem. Ainda bem.

Outra história, mais antiga que a de Rousseau, mas que inspira nossos corações sobremaneira, fala sobre uma mulher nascida em uma época difícil, na cidade de Magdala. Chamava-se Maria. Contam-nos alguns evangelistas que ela carregava em seu psiquismo a presença de sete demônios, tendo sido curada por Jesus. Hoje, através da Doutrina Espírita, aprendemos que tais ‘demônios’ eram, na verdade, Espíritos ainda ignorantes, voltados temporariamente ao mal.

Afastaram-se de Maria sob a imposição moral do Mestre, entretanto cabe-nos salientar que, se não voltaram a importuná-la, foi devido aos méritos que ela acumulou, através de sua reforma interior.

Rousseau mostrou-se em muitos momentos um protestante rebelado

Humberto de Campos, no livro Boa Nova, conta-nos, de forma emocionante, a história do encontro entre Maria e Jesus. Ela, curvada pelo peso de sua culpa, carregando no íntimo muitas dores nascidas do remorso constante, abre seu coração atormentado. Jesus, o Grande Sábio, aponta novos caminhos: “Ame, Maria. Ame muito. Ame os filhos de outras mães... escolha a porta estreita...”.

Nada de acusações. Apenas um pedido: que amasse muito, sem nada esperar de volta. Foi o que fez.

Após a crucificação de Jesus, decidiu seguir os discípulos na divulgação da Boa Nova. Entretanto, aqueles homens, encharcados de preconceitos, negaram-lhe a companhia. Teve de ficar às margens do Tiberíades, em lágrimas, cheia de saudades e dor.

Foi quando viu chegarem à cidade diversos leprosos, em busca do Mestre. Não sabiam que Ele já não pertencia àquele mundo – queriam ouvir Sua voz, Seus ensinamentos e, quem sabe, conseguir a tão almejada cura.

Maria não hesitou. Buscou-os e, em todas as tardes, passou a divulgar os ensinamentos que houvera aprendido com o amigo nazareno. Em pouco tempo, porém, aquelas pessoas foram expulsas de Cafarnaum e ela, com o melhor sentimento de que dispunha, acompanhou-os para longe dali. Seguiu seus dias cuidando, diuturnamente, dos doentes, amparando-os, tentando minimizar suas dores, sua fome, sua tristeza. Depois de algum tempo percebeu manchas róseas em sua pele. Estava com hanseníase, também.

Sentindo que o final se abeirava, decidiu procurar pela mãe de Jesus, Maria, e por João, seus amigos diletos. Seguiu para Éfeso, mas não conseguiu adentrar a cidade, caindo pouco antes de sua entrada.

Logo após sua desencarnação, viu-se novamente às margens do mar da Galileia, encostada em uma grande árvore. Ao longe, aproxima-se Jesus, com os braços abertos, a dizer-lhe: “Maria, já passaste a porta estreita!... Amaste muito! Vem! Eu te espero aqui!”.

Duas histórias fantásticas, com pontos em comum: Rousseau e Maria saíram do processo de remorso, arrependeram-se verdadeiramente e optaram pela reparação. Outro ponto que devemos destacar é que ambos, embora dentro de culturas essencialmente religiosas [ela era judia e ele protestante] e preconceituosas, conseguiram libertar-se das amarras teológicas. Ela, porque bebeu nas fontes da Verdade, diretamente com Jesus. Recordemos que Ele afirmou: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. (João, 8:32.) Foi o que ocorreu com Maria. Libertou-se do remorso e pôde seguir em frente.

Ele [Rousseau], porque rompeu com as amarras dos dogmas. Mostrou-se em muitos momentos um protestante rebelado, desconfiado das interpretações eclesiásticas sobre os Evangelhos. Dizia sempre: "Quantos homens entre mim e Deus!", o que atraía a ira tanto de católicos como de protestantes. 

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 13:10
A culpa no Ocidente – O capitalismo e a normose

Na atualidade, enfrentamos muitos dilemas quando analisamos a questão da culpa.

Cada vez mais tomamos consciência de como as teorias individualistas ocidentais estão equivocadas (1) no que se refere à realidade do ser. Tanto através da lente espírita, como das ciências ditas humanas, temos tido contato com outra realidade: a de que pertencemos ao todo, influenciando e sendo influenciados, num mar de experiências, onde tudo se modifica, continuamente, através das relações. Não é possível explicar o ser em separado do meio onde ele atua. Não podemos deixar de considerar o tempo histórico e a cultura onde está inserido, sob risco de cometermos erros crassos, subtraindo influências importantes e, pior, não reconhecendo sua real essência neste meio.

Com isso, já percebemos a urgência de um olhar mais holístico, vislumbrando o sujeito com todas as suas faces. O ser como sendo um sujeito bio-psico-socio-espiritual, pois é o que somos, sendo que o Espírito, o ser imortal, criado simples e ignorante, com potencialidades de perfeição relativa e que vai, através de vidas sucessivas, evoluindo, é sua essência, o seu verdadeiro eu, com o qual atua no mundo, através de sua porção biológica, com mecanismos psicológicos característicos, dentro de uma sociedade, em determinada cultura e em determinado tempo histórico.

Quando ampliamos este nosso olhar, vamo-nos aproximando da realidade, e, com isso, podemos melhorar nosso entendimento, conseguindo, por consequência, refletir melhor sobre nossas ações e as implicações destas em nossas vidas e no meio onde atuamos.

Na cultura judaico-cristã, o medo dos fiéis alimentou, por séculos, o poder de alguns, através do mecanismo da culpa. Nesse contexto, já nascíamos culpados; afinal somos descendentes de um erro imperdoável: nossos ancestrais Adão e Eva que, num ato de muita insensatez (pela visão religiosa tradicional) abdicaram do maior presente de Deus – o paraíso na Terra – trocando-o pelo fruto da árvore da sabedoria. Somos culpados por desejarmos algo saber. Sendo assim, a ignorância seria o melhor remédio, aceitando dogmas irrevogáveis e, lógico, inquestionáveis. Talvez aí pudéssemos fazer as pazes com Deus, por determinado tempo, desde que ainda contribuíssemos com algo, de preferência de natureza material, pela ‘Causa de Deus na Terra’.

Mas a nossa história com a culpa não para por aí. Mulheres judias nascem impuras; afinal, menstruam e nem sequer podem orar como os homens nos templos. Depois do ano 234 d.C., quando se criou a instituição católica, a culpa continuaria presente. Homens deveriam lutar nas ‘guerras santas’, trazendo ouro para a igreja e diminuindo o número de ‘infiéis’, através da espada. Se assim fizessem, poderiam dormir com a consciência tranquila, pois estariam quites com Deus.  (Este artigo será concluído na próxima edição.)


(1) Segundo a ideia vigente na ideologia do capitalismo, o homem é um ser que ‘se faz sozinho’, podendo ascender ou fracassar, de acordo com sua vontade [ou falta dela]. Nesta forma de pensamento não são consideradas as influências do meio para estudo e entendimento do indivíduo; os fenômenos humanos poderiam ser estudados em separado do contexto onde este se desenvolveu. Na cultura norte-americana, o ‘self-made man’ (homem que se faz sozinho) é o símbolo maior desse tipo de pensamento, auxiliando, desta forma, a manutenção da ideologia em que estamos mergulhados.

Hoje, a questão da culpa tornou-se ainda mais abrangente, de acordo com a ideologia vigente. No capitalismo, somos culpados se não juntamos capital. O fracasso consiste em não ser sucesso nos negócios, nos estudos, na empresa, no consumo. Para as mulheres, mais que isso: fracassadas são as que não conseguem manter o padrão de beleza das modelos magérrimas das passarelas.

Jean-Yeves Leloup, o padre francês, autor do livro “Normose, a Patologia da Normalidade”, criou um conceito bastante interessante para definir o contexto atual. Chamou de “normose” tudo o que é aceito socialmente como sendo algo normal, mas que, no entanto, causa sofrimento, patologias e até mesmo a morte.

As relações fluidas, o consumo exacerbado, a busca pelo padrão de beleza ideal, pelo sucesso, pelo poder etc., faz com que boa parcela da população sofra, gerando sintomas de difícil solução. Somos culpados por não conseguirmos atingir a meta proposta, dentro desse padrão de normose atual. E, buscando encobrir a culpa, usamos máscaras sociais que nos fazem parecer. Parecemos não errar, parecemos ter, parecemos ser. Mas só parecemos. Todos erramos, nada possuímos [uma vez que tudo pertence a Deus e pode nos ser retirado a qualquer momento] e, nesse caminho, nem sequer temos conhecimento de quem realmente somos.

Salientamos ainda que, se por um lado temos a questão da culpa como produto social, não é menos verdadeiro que temos tido contato, há mais de dois mil anos, com outras formas de pensamento que nos trazem reflexões sobre a situação do apego à matéria e o descaso com as questões do Espírito. Portanto, embora mergulhados numa ideologia marcante e opressora, não nos faltam opções filosóficas e religiosas neste contexto para que possamos analisar nosso modo de ser e agir no mundo e suas possíveis consequências.

O remorso como mecanismo de autopunição

Culpa é a consciência de um erro cometido através de um ato que provocou algum prejuízo [seja material ou moral] a si mesmo ou a outrem. A consciência do erro traz-nos sofrimento. E tal sentimento pode ser vivenciado de duas formas: saudável ou patologicamente.

Chamaremos de culpa saudável aquela que nos leva ao arrependimento sincero e que, embora revestida de dor, impulsiona o ser à reparação.

Na origem da palavra, arrependimento quer dizer mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente. Ela origina-se do grego metanoia (meta=mudança, noia=mente). Arrependimento quer dizer, portanto, mudança de mentalidade.

Temos, então, no processo saudável, primeiro o diagnóstico do erro. Sem este, impossível seguirmos adiante sem acumularmos mais débitos. Pessoas que se mantêm com a consciência adormecida, ao acordar, resgatam dores maiores, acumuladas devido à cegueira espiritual em que se comprazem. Importante ressaltar que nenhum filho está à margem do Amor do Pai Celestial. Todos temos, em diversas oportunidades e em variados contextos, contato com as verdades do Mundo Maior. Preciso é que a boa vontade surja no cenário, sob risco de ficarmos derrapando na estrada evolutiva além do necessário, colhendo dores tardias. É preciso que exista o arrependimento sincero. Ou seja, a mudança de mentalidade.

Diagnosticamos o erro e não desejamos mais praticá-lo. Contudo, não ficaremos apenas na luta pela não repetição do mal cometido, sentindo a dor da expiação [a dor sentida pela dor causada]. Iremos além: no terceiro [e imprescindível] passo, seguiremos em direção à reparação.

Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno, no código penal da vida futura, afirma que "o arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação. (...) Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências".

Na culpa patológica temos, como resultado, apenas o remorso, num pensamento em circuito fechado, no qual o ser acredita [erroneamente] que, ao sentir a dor repetida, está pagando pelo mal cometido e resgatando seus débitos. Triste ilusão, em que a pessoa que sofre mantém-se num monodeísmo, autoflagelando-se, sem conseguir libertar-se ou evoluir. Trata-se aqui de um processo de congelamento evolutivo, uma trava psicológica que leva a sérias patologias da mente e do corpo se não percebidas e alteradas em pouco tempo.

No remorso o sujeito enclausura-se em sua dor, lamentando-se, acreditando não ser merecedor de nada bom, desistindo de lutar, de reparar para libertar-se. Não consegue perceber a função do erro e da dor na evolução de si próprio, estagnando em águas tormentosas, num continuo sofrer sem sentido. O remorso o faz sofrer, mas não o liberta. A pessoa fica acomodada na queixa e na lamentação. Mais amadurecida psicologicamente, avançaria pelo caminho do autoperdão e seguiria em direção à reparação. 

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 13:11
Muitas vidas e a culpa inconsciente

Com o advento da Doutrina Espírita, adquirimos conhecimentos importantes, tais como o da reencarnação. Aprendemos, através dela, que experimentamos existências sucessivas, num continuum evolutivo, em que as experiências surgem como ferramentas preciosas, impulsionando o ser à melhoria constante. Nesse processo, a dor pode ser comparada com o advento da febre no vaso orgânico, que assinala algum problema infeccioso que deve ser diagnosticado para que possa ser tratado. Na alma, a dor tem o importante papel de nos alertar sobre algo moral que não vai bem.

Precisamos sair da postura persecutória em que frequentemente nos alojamos, analisando a dor como uma inimiga. Muito ao contrário, ela deve ser vista como oportunidade de conhecimento, de entendimento de nós mesmos, para uma possível melhoria íntima real.

O que acontece é que, viciados nesse ‘mal sofrer’, seguimos acumulando remorsos, distantes ainda do objetivo maior, que é o de aprender com os erros, reparando-os e seguindo adiante, libertos.

Vamos acumulando no psiquismo inconsciente emoções relacionadas à culpa patológica, carregando, em existências posteriores, problemas de difícil solução. Síndromes neuróticas podem estar intimamente ligadas a essas lembranças pretéritas, porém não acessíveis à consciência. Por exemplo: o medo terrível que algumas pessoas apresentam de estar em posição de comando podem refletir erros do passado, quando precisaram lidar com a experiência do poder e faliram, devido à sua personalidade arrogante, abusiva ou intempestiva.

A Doutrina Espírita auxilia-nos sobremaneira na compreensão de todo esse processo, pois nos revela a anterioridade do Ser, onde muitas vezes está a gênese dos desequilíbrios do hoje. Passamos a nos compreender como senhores de nossas ações e tendemos, portanto, à mudança, libertando-nos do remorso patológico e aprendendo a viver com mais responsabilidade.

E os que acabam de chegar ao Espiritismo?

Outro ponto que gostaríamos de citar é sobre os neófitos, os que chegam à Doutrina Espírita e começam a beber em suas fontes. Logo percebem a grandiosidade da mensagem reveladora e em muitos casos assustam-se e se esquivam de saber mais, amedrontados com a possibilidade de nunca conseguirem realizar seus ensinamentos.

Outros, que persistem um pouco mais, mas que ainda não compreenderam a mensagem em toda a sua extensão, iniciam um processo autopunitivo complexo, sofrendo demasiadamente a dor oriunda de seu passado complicado.

Um exemplo: pessoas que fazem uso de drogas [mesmo as chamadas lícitas], ao aprenderem o que ocorre com o corpo espiritual [perispírito], podem passar a sentir tremendas dificuldades íntimas.

É preciso que se saiba que não importa o tamanho do problema ou do erro, mas nosso empenho sadio nas escolhas do hoje que redundarão num futuro diferente.

Não temos mais controle sobre o que já fizemos. Isso é passado. Mas podemos controlar o nosso próprio futuro e isso realmente depende de nós.

Os erros nos ajudam sobremaneira na compreensão sobre os novos caminhos que devem ser trilhados. São importantíssimos para nossa evolução. Não farão sentido para nós determinadas escolhas se não soubermos o porquê delas. A fé precisa ser raciocinada. Devemos saber por que precisamos mudar, como mudar e quando mudar. E mesmo que não consigamos nos reformar em determinados aspectos, o que aprendemos é que precisamos tornar a tentar, tornar a tentar e tornar a tentar... setenta vezes sete vezes, se preciso for...

E se não tivermos a oportunidade de reparar o mal que fizemos com determinada pessoa, diretamente?

Busquemos não repetir o erro e amemos muito. Disse o apóstolo Pedro que “O amor cobre uma multidão de pecados” (I Pedro, 4:8). É isso.

Recordemos que do erro de Rousseau e de Maria de Magdala surgiram frutos maravilhosos. Embora sem conseguirem uma reparação direta com os prejudicados ainda naquela encarnação [no caso de Rousseau, os cinco filhos por ele abandonados], ambos optaram pelo exercício do amor desinteressado e com isso nos deixaram um belíssimo e importante legado que, se observado e levado a efeito, ajuda-nos em nossa caminhada, libertando-nos do remorso, impulsionando-nos ao acerto, ao bom caminho, conforme já nos indicava, há dois mil anos, Jesus, o Mestre por excelência.

E mesmo que tenhamos de aguardar um tempo maior para conseguirmos oportunidade de reparação direta, não tenhamos dúvida de que, fortalecidos pelo amor em ação, conseguiremos ultrapassar barreiras íntimas, tornando-nos, por fim, benfeitores não apenas destes, mas de muitos outros que cruzarem os nossos caminhos.

 

Referências bibliográficas:

LELOUP: J. Y; WEILL, P.; CREMA, R. Normose: a patologia da normalidade. São Paulo, Thot, 1997. 
KARDEC, A. O Céu e o Inferno, Código da Vida Futura, p.94, Tradução de Manuel Justiniano Quintão, 42ª edição; FEB; Rio de Janeiro, 1998.
___________O Livro dos Espíritos, 1ª edição comemorativa do sesquicentenário, Tradução de Evandro Noleto Bezerra, FEB, Rio de Janeiro, 2006.

ROUSSEAU, J.J.; Emílio ou Da Educação; tradução Roberto Leal Ferreira, 3ª edição, São Paulo, Martins Fontes, 2004.
WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. São Paulo, Martin Claret. 4ª edição, 2001.
XAVIER, F.C.; Boa Nova, capítulo Maria de Magdala, pelo Espírito Humberto de Campos; FEB; 3ª edição, Rio de Janeiro, 2008.

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Extraido de:
O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita

Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 17:44
Enriquece-te sempre

A vida não foi criada para a mendicância.

Em toda a parte, a Natureza é uma lição viva de magnificência divina.

O rio é o tesouro das fontes acumuladas.

A colheita é o feixe de bênçãos da fartura.

O Sol é a riqueza da luz.

Mas a fonte cresce para servir sem distinção, a espiga incorpora os grãos valiosos para sustento da mesa e a claridade solar é foco de vida e esplendor para nutrir todas as formas de existência.

Foge da usura, mas não temas a prosperidade.

Sabemos que é preciso amealhar recursos que se coloquem a serviço de nosso aperfeiçoamento.

Enriquece-te de sabedoria, estudando e aprendendo; enriquece-te de amor, praticando a boa vontade para com os que te cercam; enriquece-te de paciência, tolerando, com calma, as pedras e os espinhos da estrada, e enriquece-te de qualidades preciosas, aceitando o trabalho de cada dia, que o mundo te impõe.

Dinheiro que domina é sombra congelante das nossas melhores oportunidades de aprimoramento, mas dinheiro dirigido pelo serviço e pela caridade é veículo de progresso a ascensão.

Imita, pois, a árvore que se enriquece de flores e frutos, para distribuir abastança e alegria, e, cumprindo os nossos deveres de cada hora, não nos esqueçamos de que Jesus exemplificou a fraternidade e a cooperação, dando sempre de si mesmo, sem mendigar.

Emmanuel - 
Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 17:46
Pensar

O pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. Em qualquer tempo, é muito importante não nos esquecermos disso.

A ideia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.

A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente. Em razão disso, qualquer mudança real em seus caminhos, virá unicamente da mudança de seus pensamentos.
Imagine a sua existência como deseja deva ser e, trabalhando nessa linha de idéias, observará que o tempo lhe trará as realizações esperadas.

As leis do destino carrearão de volta a você tudo aquilo que você pense. Nesta verdade, encontramos tudo o que se relacione conosco, tanto no que se refere ao bem quanto ao mal.

Observe e verificará que você mesmo atraiu para o seu campo de influência tudo o que você?
possui e tudo aquilo que faz parte do seu dia-a-dia.

Deus é Amor e não pune criatura alguma. A própria criatura é que se culpa e se corrige, ante os falsos conceitos que alimente com relação a Deus.

Em nosso íntimo a liberdade de escolher é absoluta; depois da criação mental que nos pertence, é que nos reconhecemos naturalmente sujeitos a ela.

O Bem Eterno é a Lei Suprema; mantenha-se no bem a tudo e a todos e a vida se lhe converterá em fonte de bênçãos.

Através dos princípios mentais que nos regem, de tudo aquilo que dermos de nós aos outros receberemos dos outros centuplicadamente.
 

André Luiz
Chico Xavier
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 17:48
Estendamos o Bem

"Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem." Paulo (Romanos, 12 :21)

Repara que, em plena casa da Natureza, todos os elementos, em face do mal, oferecem o melhor que possuem para o reajustamento da harmonia e para a vitória do bem.

Quando o temporal parece haver destruído toda a paisagem, congregam-se as forças divinas da vida para a obra do refazimento.

O Sol envia luz sobre o lamaçal, curando as chagas do chão.

O vento acaricia o arvoredo e enxuga-lhe os ramos.

O cântico das aves substitui a voz do trovão.

A planície recebe a enxurrada, sem revoltar-se, e converte-a em adubo precioso.

O ar que suporta o peso das nuvens e o choque da faísca destruidora, torna à leveza e à suavidade.

A árvore de frondes quebradas ou feridas regenera-se, em silêncio, a fim de produzir novas flores e novos frutos.

A terra, nossa mãe comum, sofre a chuva de granizos e o banho de Iodo, periodicamente, mas nem por isso deixa de engrandecer o bem cada vez mais.

Por que conservaremos, por nossa vez, o fel e o azedume do mal, na intimidade do coração?

Aprendamos a receber a visita da adversidade, educando-lhe as energias para proveito da vida.

A ignorância é apenas uma grande noite que cederá lugar ao sol da sabedoria.

Usa o tesouro de teu amor, em todas as direções, e estendamos o bem por toda parte.

A fonte, quando tocada de lama, jamais se dá por vencida. Acolhe os detritos no próprio seio e, continuando a fluir, transforma-os em bênçãos, no curso de suas águas que prosseguem correndo, com brandura e humildade, para benefício de todos.

XAVIER, Francisco Cândido.
Fonte Viva.
Pelo Espírito Emmanuel.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 17:51
Sintonia moral

As leis de afinidade ou de sintonia que vigem em toda parte, respondem pela ordem e pelo equilíbrio universal.

Pequena alteração para mais ou para menos, entre os fenômenos do eletromagnetismo e as forças da gravitação universal, tornaria as estrelas gigantes azuis ou pequenos astros vermelhos perdidos no caos.

Transferidas para a ordem moral, as leis de afinidade promovem os acontecimentos vinculando os indivíduos, uns aos outros, de forma que o intercâmbio seja automático, natural.

*

Mentes especializadas mais facilmente se buscam em razão do entendimento e interesse que as dominam na mesma faixa de necessidade.

Sentimentos viciosos encontram ressonância em caracteres morais equivalentes produzindo resultados idênticos.

*

O homem colérico sempre encontrará motivo para a irritação; assim como a pessoa dócil com facilidade identifica as razões para desculpar e entender.

*

Há uma inevitável atração entre personalidades de gostos e objetivos semelhantes como repulsa em meio àqueles que transitam em faixas de valores que se opõem.

*

Na área psíquica o fenômeno é idêntico.

Cada mente se irradia em campo próprio, identificando-se com aquelas que aí se expandem.

O psiquismo é o responsável pelos fenômenos físicos e emocionais do ser humano.

Conforme a expansão das idéias, vincula-se a outras mentes e atua na própria organização fisiológica em que se apóia, produzindo manifestações equivalentes à onda emitida.

Assim, os pensamentos positivos e superiores geram reações salutares, tanto quanto aqueloutros de natureza perturbadora e destrutiva produzem desarmonia e insatisfação.

*

No campo das expressões morais o fenômeno prossegue com as mesmas características.

Os semelhantes comportamentos entre os homens e os Espíritos jungem-se, impondo-lhes interdependência de conseqüências imprevisíveis.

Se possuem um teor elevado, idealista, impelem os seres encarnados quão desencarnados a realizações santificantes, enquanto que, de caráter vulgar, facultam intercâmbio obsessivo ou tipificado pela burla, mentira, insanidade...

*

É, portanto, inevitável afirmar-se que as qualidades morais do médium são de alta importância para o salutar intercâmbio entre os homens e os Espíritos.

Somente as Entidades inferiores se apresentam por intermédio dos médiuns vulgares, insatisfeitos, imorais...

Os Mentores, como é natural, sintonizam com aqueles que se esforçam por melhorar-se, empenhados na sua transformação moral, que combatem as más inclinações e insistem para vencer o egoísmo, o orgulho, esses cânceres da alma que produzem terríveis metástases na conduta do indivíduo.

*

Pode-se e deve-se, pois, examinar o valor e a qualidade das comunicações espirituais, tendo-se em conta o caráter moral do médium, seu comportamento, sua vida.

*

Jesus, o Excelente Médium de Deus, demonstrou a grandeza da Sua perfeita identificação com o pensamento divino através da esplêndida pureza e elevação que O caracterizavam.

Divaldo Pereira Franco. 
Joanna de Ângelis
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 17:52
A Paciência

A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu. Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo.
- Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 17:54
A Realeza de Jesus

Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza?
Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal.
Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de idéias quaisquer, a todo aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade.
E nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc.
Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real?
Imperecível é a primeira, enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra.
Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte.
Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra?
Razão, pois, lhe assistia para dizer a Pilatos, conforme disse:

 "Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo."

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 17:56
Dai a César o que é de César

Os fariseus, tendo-se retirado, entenderam-se entre si para enredá-lo com as suas próprias palavras. - Mandaram então seus discípulos, em companhia dos herodianos, dizer-lhe: Mestre, sabemos que és veraz e que ensinas o caminho de Deus pela verdade, sem levares em conta a quem quer que seja, porque, nos homens, não consideras as pessoas. Dize-nos, pois, qual a tua opinião sobre isto: É-nos permitido pagar ou deixar de pagar a César o tributo?

Jesus, porém, que lhes conhecia a malícia, respondeu: Hipócritas, por que me tentais? Apresentai-me uma das moedas que se dão em pagamento do tributo. E, tendolhe eles apresentado um denário, perguntou Jesus: De quem são esta imagem e esta inscrição? - De César, responderam eles. Então, observou-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Ouvindo-o falar dessa maneira, admiraram-se eles da sua resposta e, deixando-o, se retiraram.

(S. MATEUS, cap. XXII, vv. 15 a 22. - S. MARCOS, cap. XII, vv. 13 a 17.)

*

A questão proposta a Jesus era motivada pela circunstância de que os judeus, abominando o tributo que os romanos lhes impunham, haviam feito do pagamento desse tributo uma questão religiosa. Numeroso partido se fundara contra o imposto. O pagamento deste constituía, pois, entre eles, uma irritante questão de atualidade, sem o que nenhum senso teria a pergunta feita a Jesus: "É-nos lícito pagar ou deixar de pagar a César o tributo?" Havia nessa pergunta uma armadilha. Contavam os que a formularam poder, conforme a resposta, excitar contra ele a autoridade romana, ou os judeus dissidentes. Mas "Jesus, que lhes conhecia a malícia", contornou a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, com o dizer que a cada um seja dado o que lhe é devido. (Veja-se, na "Introdução", o artigo: Publicanos.)

Esta sentença: "Dai a César o que é de César", não deve, entretanto, ser entendida de modo restritivo e absoluto. Como em todos os ensinos de Jesus, há nela um princípio geral, resumido sob forma prática e usual e deduzido de uma circunstância particular. Esse princípio é conseqüente daquele segundo o qual devemos proceder para com os outros como queiramos que os outros procedam para conosco. Ele condena todo prejuízo material e moral que se possa causar a outrem, toda postergação de seus interesses. Prescreve o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus. Estende-se mesmo aos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, tanto quanto para com os indivíduos em geral.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2016, 17:57
O Homem de Bem

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.

Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.

Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."

Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.

Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.

Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.

O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.

Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.

Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Título: Re: Cap. IX – Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2016, 17:32
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