Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Maio de 2014, 02:39

Título: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Maio de 2014, 02:39
Boa noite amigos do Fórum Espírita.
Sejam bem vindos ao estudo do mês de maio, no qual pretendemos debater o Capitulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo, que nos coloca uma questão importante de reflexão:
Bem Aventurados os Aflitos

BEM AVENTURADOS OS AFLITOS.

Bem aventurados os que choram, pois que serão consolados. Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois que serão saciados. Bem aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (Mateus cap.V vv 5, 6 e 10)

Essas palavras do mestre Jesus nos convocam a fé, a paciência e a perseverança, sem duvida, virtudes fundamentais em qualquer ser humano.
Mas temos visto, e temos a consciência, de que mesmo a melhor virtude, em um determinado momento, chega ao seu limite.

As dificuldades da vida diária, a correria de todos os dias, em busca do sustento, e por que não dizer, do progresso material, financeiro, faz com que, muitas vezes aflorem vícios dos quais precisamos nos distanciar.

Mesmo quando buscamos sempre agir de forma correta, as informações que nos chegam diariamente, nos bombardeiam com crimes e desvios morais de toda ordem, os quais atingem e afrontam nossa condição de seres humanos, criados pelo amor e para o amor.

Sabemos que Deus é soberanamente justo e bom, e que dessa forma, não há injustiça nos sofrimentos próprios ou alheios.
Entretanto, quando Jesus nos convoca ao exercício das virtudes que podem nos auxiliar a entrar no Reino de Deus, estabelece um conceito um tanto complexo para nossa pequena capacidade de entendimento.

Por esse motivo, levantamos no estudo do mês de maio, a questão da aflição condição pela qual cada um de nós, em algum momento da vida, certamente passou ou passará.

E, para que possamos refletir sobre o tema, constante do capítulo V do ESE, raciocinemos sobre as seguintes questões.

1 - Como podemos fazer para compreender os motivos pelos quais passamos por uma determinada situação aflitiva?

2 - De que consolação, de que Reino, Jesus nos fala, quando nos exorta a paciência e a mansuetude?

3 - Como compreender que um ente amado, uma criança talvez, padeça com doenças terríveis, ou acidentes cuja precaução não foi suficiente?

4 - Como entender a violência e a falta de amor que nos cerca a todo momento?
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Danilo Henrique em 01 de Maio de 2014, 05:59
Observem que coisa curiosa: Tudo, absolutamente tudo, o que o ser humano faz  no seu cotidiano, tem como finalidade a busca do prazer e a fuga da aflição. E essa dualidade, prazer e dor, são como as faces de uma mesma moeda, pois a ausência de um prazer desejado pelo ser humano já é uma aflição. Seja esse prazer a fama, o elogio, a vitória, ou o gozo dos bens materiais.
Pois bem, no entanto, o Cristo disse: bem-aventurados os aflitos. Ou seja, que os aflitos estão em uma posição melhor do que os não-aflitos. Aquilo que Cristo diz ser uma condição de bem-aventurança, é justamente aquela que o ser humano faz de tudo para evitar. Isso requer mais reflexão. Que espécie de “bem-aventurança” seria essa, prometida por Cristo, que ninguém quer para si? Sim, pois se quisessem, não desejariam trilhar por um caminho sem aflições, como todos naturalmente desejam.

Essa bem-aventurança é aquela buscada pelo Espírito. Este que, de posse de sua consciência espiritual, outra é a sua forma de pensar (aqui, por "outra", deve-se entender, bem diferente). Isto é, ele pensa como Espírito, e não como ser humano. Ele não deseja a vitória, o prazer, a fama ou o elogio. O único objetivo do Espírito, ao escolher o seu gênero de provações e se aventurar numa encarnação humana, é fazer um trabalho sobre si mesmo para aproximar-se de Deus.

Esse trabalho, não é um trabalho de sofrimento. Mas um trabalho de vivência de acontecimentos criados por Deus, que é o Gerador de Provas, com finalidade justa e amorosa, para dar a esse Espírito a oportunidade de elevação, que é o despojar-se de todas as posses do seu egoísmo. Mas para que a prova possa existir, o espírito não pode encarnar com a mesma consciência original. É para isso que, ao encarnar, ele veste-se de uma consciência humana chamada “ego”, que criará os desejos, os medos, e as emoções que ele precisará vivenciar, para que sejam propostas as questões da prova.   

Essa é portanto, a bem–aventurança dos aflitos. O êxito da encarnação, ou seja, o melhor aproveitamento possível da experiência terrestre.
Mas por que esse êxito ocorre em uma condição de aflição, e não em uma condição de não-aflição? Na verdade, pode ocorrer em ambas as situações. Contudo, na situação de maior sofrimento estão as provas que apenas Espíritos bem experimentados se propõem a passar. São as provas que oferecem maior oportunidade de aproximação com Deus.

Assim sendo, é correto pensar que se deva buscar voluntariamente a aflição, a fim de aproveitar ao máximo a encarnação? Seria errado tentar evitá-la? Não. Pois quem cria a situação de aflição não é o Espírito. É a vida por ele escolhida. Em outras palavras, é Deus, como já dito, o Gerador de Provas. Cabe ao Espírito vivenciar a situação de aflição ou sofrimento humano, amando a Deus sobre todas as coisas, ou seja, amando os acontecimentos criados por Ele, por saber, pela fé, que estes acontecimentos são justos e amorosos. Todavia, se o Espírito encarnado vivencia estas situações se queixando, murmurando, ou “aceitando”, não estará aproveitando a oportunidade concedida. Isto é o que se pode chamar de aflição ou sofrimento Espiritual, que é fruto do verdadeiro livre-arbítrio do Espírito.

Portanto, não cabe ao Espírito encarnado buscar a aflição ou desejar evitá-la. Mas a exemplo de Cristo, na iminência de sua crucificação, dizer: Pai, se queres, passa de mim este cálice: contudo, não se faça a minha vontade, e, sim, a Tua.
Mas a mente humana não pensa dessa maneira. Muito pelo contrário. Ela encontra mil argumentos para crer que as aflições da encarnação tem a sua origem no “mal”, e que, portanto, podem ser evitadas com o uso do falso livre-arbítrio sobre os acontecimentos da vida. A mente humana não quer viver como Cristo. Ela quer, por si mesma, decidir o rumo da sua própria vida. Ou seja, ela faz de tudo para "desfazer" aquilo que o Espírito escolheu vivenciar como gênero de provação, sem possuir qualquer poder para isso.


Obs: Para que isso não se transforme em uma discussão sobre livre arbítrio, caso alguém tenha dúvidas ou queira contra-argumentar sobre o que eu disse, em respeito à organização do tópico, farei em outro lugar mas não aqui. A não ser que os moderadores não se importem, mas não quero correr o risco de ter textos apagados, já que isso toma e ocupa meu tempo, minha dedicação e minha alma.

Abraços!
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Maio de 2014, 14:55
"Que espécie de “bem-aventurança” seria essa, prometida por Cristo, que ninguém quer para si? Sim, pois se quisessem, não desejariam trilhar por um caminho sem aflições, como todos naturalmente desejam."

Bom dia meu caro Danilo, é bom vê-lo novamente.
Retiro do seu texto essa parte, por entender ser exatamente esse o objetivo desse estudo.
Como temos por base de estudo o ESE, podemos buscar os subsídios no texto doutrinário, realçando com nosso entendimento.
Um exercício que considero importante, embora raríssimas vezes consigamos tentar realizar, é o de raciocinar, não como ser humano encarnado, mas como um espírito imortal, o qual possui inúmeras experiências anteriores a atual, e terá outras tantas após.
É tentar entender que que a vida material, encarnada de hoje, é a colheita das vidas passadas, e a sementeira das vidas futuras
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 16:38
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: msg #2, 010514, às 14:55.

      Rettenmaier ao Danilo: "Que espécie de “bem-aventurança” seria essa, prometida por Cristo, que ninguém quer para si? Sim, pois se quisessem, não desejariam trilhar por um caminho sem aflições, como todos naturalmente desejam”.

      Rett: Retiro do seu texto essa parte, por entender ser exatamente esse o objetivo desse estudo... É tentar entender que que a vida material, encarnada de hoje, é a colheita das vidas passadas, e a sementeira das vidas futuras
...

      Conf: é verdade; no mundo, em todos os seres e em todos os lugares encontramos a aflição, e muitas vezes, em sua forma desesperadora, insuportável, tanto que muitos abandonam a vida por não mais a suportarem.

      Certamente, o Mestre procurava, em seu Sermão, consolá-los, dizendo que esses que estão aflitos serão compensados num futuro, em novas encarnações.

      Mas, porq é, qual é a causa da existência de tantos aflitos, porq é que os espíritos/homens sofrem tantas aflições?

      Sugere, o jovem amigo Danilo, em msg anterior, que procuremos fugir de comentários que tragam a faculdade de livre-arbítrio à discussão (foi isso que entendi). Mas, como fazer isso, se o livre-arbítrio é uma das bases da doutrina, um dos pilares em que ela se assenta pois, sem o livre-arbítrio, a doutrina restaria incompreensível?! Não compreenderíamos, nem mesmo, as aflições dos homens!!

...............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: M.Altino em 01 de Maio de 2014, 17:03
Com uma boa arde para todos e um grande abraço de muita paz ao amigo Gustavo por este lindo temas que nos pode ajudar a compreender mais um oco do que Jesus queria dizer com essas palavras de muita Sabedoria para todos.
Bem Aventurados os Aflitos é  e ainda compreendido como um auxilio a quem está sofrendo, mas não nos podemos esquecer que para os mesmos aflitos mais tarde será deles o Reino do Céu .
Mo que será que Jesus nos quer transmitir , é assim que cada um de nós tem de saber discernir para compreender que é na vida que levamos onde podemos colocar todas as situações menos boas  e entender que fazem parte do nosso crescimento e evolução.
As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura.
Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contra-senso, ou mais ainda, seriam um engodo.
Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz.
Diz-se que é para haver mais mérito.
Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir?
Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam.
A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições infinitas.
Ele deve ser todo- poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus.
E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade.
As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa.
Eis do que todos devem compenetrar-se.
Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-se suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos.
Então amigos aqui está como podemos começar a compreender  toda está situação.
Com um abraço de muita paz. e digo que ainda estou em recuperação do A, B .C. que tive e só escrevo com a mão esquerda ..... Estou na fisioterapia e tudo vai muito devagar embora a mão direita esteja paralisada e ainda mal posso andar , pois também a perna direita está paralisada ...mas com coragem e força vou tentando superar ....

Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: danilohmontuan em 01 de Maio de 2014, 17:12
Obrigado Gustavo, pela boa recepção.
Já faz um bom tempo que li o ESE e não tornei mais a estudá-lo. Peço desculpas se minhas palavras fogem das linhas do livro. Mas creio estar falando as mesmas coisas, porém, sob uma outra forma de entendimento. E caso eu fale alguma besteira, que fuja à doutrina, peço que me alerte, já que não me sinto no direito de dizer nada diferente do que vocês acreditam.
Deixa-me responder a uma frase sua:

Citar
Um exercício que considero importante, embora raríssimas vezes consigamos tentar realizar, é o de raciocinar, não como ser humano encarnado, mas como um espírito imortal

Mas o que é o raciocínio? É um processo do qual você utiliza verdades pré-concebidas para chegar a uma nova verdade, por um método lógico. Essas verdades pré-concebidas são verdades da razão humana. Aquilo que o ser humano percebe, vê, sente, isto é, decodifica do mundo ilusório em que vive. Logo, são todas verdades ilusórias. Não são verdades universais. Não expressam a essência da realidade.
Como explica o Livro dos Espíritos, no capítulo escolha das provas, liberto da ilusão, outra é a forma do Espírito pensar. Então como é que, dentro da ilusão, isto é, durante a vivência da vida encarnada, se quer raciocinar como Espírito? Impossível. Para isso, é preciso estar liberto da ilusão.
Quando por vezes, se acredita que esta pensando como Espírito, isso é nada mais que a mente humana tendo a ilusão de que ela está pensando como Espírito.
A mente humana é presa em quatro âncoras: Prazer, fama, elogio e vitória. Tudo absolutamente que a mente humana cria, está amarrado ao desejo dessas quatro coisas. Inclusive o desejo de evoluir espiritualmente, e o desejo de ajudar ao próximo. E não há como ser diferente. Pois como expliquei, o espírito não pode encarnar com a mesma consciência original. É para isso que, ao encarnar, ele veste-se de uma consciência humana chamada “ego”, que criará os desejos, os medos, e as emoções que ele precisará vivenciar, para que sejam propostas as questões da prova.
Portanto, quando a sua razão humana, ou a sua mente, diz que é interessante o exercício de raciocinar como
Espírito, é porque ela quer descobrir alguma coisa, para fazer alguma coisa, que está amarrado à uma das quatro âncoras. Mas não precisamos descobrir nada para fazer a evolução Espiritual. Precisamos simplesmente amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Desculpe se fugi do tema. Isso seria mais adequado de se falar em outro tópico, não é mesmo? Espero que alguma coisa possa ser aproveitada para o tema do estudo.

Abraços!
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 01 de Maio de 2014, 17:32
Muito obrigado Gustavo, por nos proporcionar esta oportunidade de estudo sobre as bem aventuranças dos aflitos. Mas não posso me privar de colocar aqui, com letras garrafais como forma de expressar a minha euforia íntima em rever o nosso queridíssimo Manuel Altino participando ativamente do fórum.

Seja bem vindo estimado amigo. Que Deus te abençoe tanto quanto nos abençoou permitindo o seu retorno ao nosso círculo de convívio e estudos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 01 de Maio de 2014, 17:48
Observem que coisa curiosa: Tudo, absolutamente tudo, o que o ser humano faz  no seu cotidiano, tem como finalidade a busca do prazer e a fuga da aflição. E essa dualidade, prazer e dor, são como as faces de uma mesma moeda, pois a ausência de um prazer desejado pelo ser humano já é uma aflição. Seja esse prazer a fama, o elogio, a vitória, ou o gozo dos bens materiais.
Pois bem, no entanto, o Cristo disse: bem-aventurados os aflitos. Ou seja, que os aflitos estão em uma posição melhor do que os não-aflitos. Aquilo que Cristo diz ser uma condição de bem-aventurança, é justamente aquela que o ser humano faz de tudo para evitar. Isso requer mais reflexão. Que espécie de “bem-aventurança” seria essa, prometida por Cristo, que ninguém quer para si? Sim, pois se quisessem, não desejariam trilhar por um caminho sem aflições, como todos naturalmente desejam.


A resposta é muito simples.
É que todo aprendizado nasce da dificuldade. Jesus como qualquer Espírito de escol, sabendo isso, nos traz seus ensinamentos fazendo-nos entrever em meio à nossa ignorância a sublimação da Alma em suas aflições.
Em qualquer situação a dificuldade e as aflições geradas pelas mesmas são verdadeiras bençãos. Seja esta dificuldade daquelas que nos trazem dores físicas ou morais, seja as dificuldades por, simplesmente, não compreendermos aquilo que gostaríamos compreender melhor.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 18:22
 

      Altino, msg #4, de 010514.


      Que Deus o abençoe com uma pronta recuperação.

      Abraços.

.......
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Edna☼ em 01 de Maio de 2014, 19:56
Olá a todos!

M. Altino, que alegria contar com sua presença amiga!

Gustavo, muito bom o tema do mês, pois que presenciamos, ou, somos muitas vezes defrontados com diversas aflições, e como é reconfortante encontrar alívio na palavra do Cristo e, nesta Doutrina da paz que mostra o sentido da vida.

Que Deus o abençoe na condução de tão importante assunto!

Bons estudos a todos!

Abraços fraternos,

Edna ;)

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Edna☼ em 01 de Maio de 2014, 19:58
1 - Como podemos fazer para compreender os motivos pelos quais passamos por uma determinada situação aflitiva?

"Quando sofremos uma aflição, se procurarmos a sua causa, encontraremos sempre a nossa própria imprudência, a nossa imprevidência, ou alguma ação anterior. Nesses casos, como se vê, temos de atribuí-la a nós mesmos. Se a causa de uma infelicidade não depende absolutamente de nenhuma das nossas ações, trata-se de uma prova para a existência atual, ou de uma expiação de falta cometida em existência anterior, e, neste caso, pela natureza da expiação podemos conhecer a natureza da falta, desde que somos sempre punidos naquilo em que pecamos.

Naquilo que nos aflige, vemos em geral apenas o mal presente, e não as consequências ulteriores e favoráveis que ele pode ter. O bem é frequentemente a consequência de um mal passageiro, como a cura de um doente resulta dos meios dolorosos que se empregam para obtê-la. Em todos os casos, devemos submeter-nos à vontade de Deus, suportar corajosamente as atribuições da vida, se quisermos que elas nos sejam contadas, e que se apliquem a nós estas palavras do Cristo: Bem-aventurados os que sofrem."

OESE, Allan Kardec
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Maio de 2014, 20:34
Obrigado pela manifestação, e pelo exemplo, mano Altino.
Sabemos que há justiça, como seu texto fala, nas decisões de Deus e consequentemente em nossas aflições.
Entretanto, e esse creio ser o objetivo do estudo, como compreender essa justiça diante do quadro que o amigo cita, que distancia afortunados e miseráveis?
Como achar bondade nas aflições?
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Maio de 2014, 20:41
"Citar

    Um exercício que considero importante, embora raríssimas vezes consigamos tentar realizar, é o de raciocinar, não como ser humano encarnado, mas como um espírito imortal


Mas o que é o raciocínio? É um processo do qual você utiliza verdades pré-concebidas para chegar a uma nova verdade, por um método lógico. Essas verdades pré-concebidas são verdades da razão humana."

Meu caro amigo, alguem ja disse que universo de alguem limita-se ao seu conhecimento, aquilo que não conhece, não existe.
Esse conceito, aliado a sua citação, nos dão a razão pela qual precisamos, e estamos, estudando a DE.
É óbvio que o ESE, nesse caso é a base na qual nos apoiamos, ate por reconhecermos ser ele uma mensagem dos emissários de Deus, mas mesmo assim, sujeito a interpretações e entendimentos diferentes e por vezes distorcidos.
Quanto a ilusão, todos nós a temos, em maior ou maior quota, desde ainda muito imperfeitos e ignorantes.
Essa ilusão só ira se desfazer, conforme o próprio  Cristo falou, com o conhecimento da verdade.
Por isso estudamos, raciocinamos, buscamos a verdade.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Maio de 2014, 20:43
Muito obrigado Gustavo, por nos proporcionar esta oportunidade de estudo sobre as bem aventuranças dos aflitos. Mas não posso me privar de colocar aqui, com letras garrafais como forma de expressar a minha euforia íntima em rever o nosso queridíssimo Manuel Altino participando ativamente do fórum.

Seja bem vindo estimado amigo. Que Deus te abençoe tanto quanto nos abençoou permitindo o seu retorno ao nosso círculo de convívio e estudos.
Agradeço sua participação me e alio a sua saudação ao mano Altino, cuja participação é sempre muito correta e ponderada, acrescentando muito aos nossos estudos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Maio de 2014, 20:48
Observem que coisa curiosa: Tudo, absolutamente tudo, o que o ser humano faz  no seu cotidiano, tem como finalidade a busca do prazer e a fuga da aflição. E essa dualidade, prazer e dor, são como as faces de uma mesma moeda, pois a ausência de um prazer desejado pelo ser humano já é uma aflição. Seja esse prazer a fama, o elogio, a vitória, ou o gozo dos bens materiais.
Pois bem, no entanto, o Cristo disse: bem-aventurados os aflitos. Ou seja, que os aflitos estão em uma posição melhor do que os não-aflitos. Aquilo que Cristo diz ser uma condição de bem-aventurança, é justamente aquela que o ser humano faz de tudo para evitar. Isso requer mais reflexão. Que espécie de “bem-aventurança” seria essa, prometida por Cristo, que ninguém quer para si? Sim, pois se quisessem, não desejariam trilhar por um caminho sem aflições, como todos naturalmente desejam.


A resposta é muito simples.
É que todo aprendizado nasce da dificuldade. Jesus como qualquer Espírito de escol, sabendo isso, nos traz seus ensinamentos fazendo-nos entrever em meio à nossa ignorância a sublimação da Alma em suas aflições.
Em qualquer situação a dificuldade e as aflições geradas pelas mesmas são verdadeiras bençãos. Seja esta dificuldade daquelas que nos trazem dores físicas ou morais, seja as dificuldades por, simplesmente, não compreendermos aquilo que gostaríamos compreender melhor.

Mano Kazaoka, bem colocadas suas palavras.
Acrescento que aprendizado, é a essência da coisa.
Jesus nos ensinou pelo amor que nos dedicou, mas falou a verdade, a realidade.
As aflições são uma ferramenta para que possamos aprender alguma coisa, e a maneira como lidamos com ela fará esse aprendizado mais ou menos fácil.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Maio de 2014, 20:50
Olá a todos!

M. Altino, que alegria contar com sua presença amiga!

Gustavo, muito bom o tema do mês, pois que presenciamos, ou, somos muitas vezes defrontados com diversas aflições, e como é reconfortante encontrar alívio na palavra do Cristo e, nesta Doutrina da paz que mostra o sentido da vida.

Que Deus o abençoe na condução de tão importante assunto!

Bons estudos a todos!

Abraços fraternos,

Edna ;)
Obrigado pela participação minha cara.
Realmente, Deus a ninguem desampara, sempre nos enviando seus mensageiros, como Jesus, para nos ensinar como chegar a casa do Pai.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 21:02
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref msg #6, de 010514, às 17:48.

      Kazaoka cita o Danilo Henrique, que disse, em msg de Hoje, às 05:59: “Observem... Pois bem, no entanto, o Cristo disse: bem-aventurados os aflitos. Ou seja, que os aflitos estão em uma posição melhor do que os não-aflitos. Aquilo que Cristo diz ser uma condição de bem-aventurança, é justamente aquela que o ser humano faz de tudo para evitar. Isso requer mais reflexão. Que espécie de “bem-aventurança” seria essa, prometida por Cristo, que ninguém quer para si? Sim, pois se quisessem, não desejariam trilhar por um caminho sem aflições, como todos naturalmente desejam”.
...

      Kazoka comentou: A resposta é muito simples. É que todo aprendizado nasce da dificuldade. Jesus como qualquer Espírito de escol, sabendo isso, nos traz seus ensinamentos fazendo-nos entrever em meio à nossa ignorância a sublimação da Alma em suas aflições.

      Em qualquer situação a dificuldade e as aflições geradas pelas mesmas são verdadeiras bençãos. Seja esta dificuldade daquelas que nos trazem dores físicas ou morais, seja as dificuldades por, simplesmente, não compreendermos aquilo que gostaríamos compreender melhor.


      Conf: sinto não compreender do modo que o amigo Kaza está compreendendo. São bênçãos, para nós, os canceres de nossos filhinhos? Ou o ver a filhinha, a razão de nosso viver, ser violentamente estuprada e assassinada na nossa frente? Ter nos braços o pequenino, que nem mesmo ainda começou a andar, agonizando com dores sem fim? A esposa, a mãe, as filhas, escravizadas pelas drogas, envolvidas em crimes hediondos, sequestrando e assassinando crianças para lucrar com a venda de seus órgãos...?!!!

      Isso é benção de Deus? Para mim e para muitos isso é um terrível pesadelo! Fazer sofrer aflições insuportáveis, é esse é o remédio que a Perfeita Sabedoria, Amor e Justiça criou para ensinar suas criaturas a abandonarem o mal e a amar?!

      Alguém que passe por sofrimentos, dores e lágrimas sem fim, aprende a amar?! E aprenderá a amar Aquele que criou as leis cujas páginas capitulam sofrimentos tão terríveis para os homens? Ou aprendem a odiar, a não ver sentido na vida, a descrer e até a vituperar contra o próprio Criador, que é isso que vemos tantas vezes no mundo?!

      A lição de Deus de Misericórdia, para ensinar seus filhos a amar, é fazer sofrer desesperadamente, aflições sobre aflições?!!! Como vou entender isso??

................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 21:28
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref msg #13, de 010514, às 20:48.

      Rettenmaier cita Kazaoka que disse ao Danilo: A resposta é muito simples. É que todo aprendizado nasce da dificuldade. Jesus como qualquer Espírito de escol, sabendo isso, nos traz seus ensinamentos fazendo-nos entrever em meio à nossa ignorância a sublimação da Alma em suas aflições.

      Rett comentou: Mano Kazaoka, bem colocadas suas palavras. As aflições são uma ferramenta para que possamos aprender alguma coisa, e a maneira como lidamos com ela fará esse aprendizado mais ou menos fácil.

      Conf: o processo de evoluir, criado pelo Soberano Amor e Perfeita Sabedoria, é baseado em fazer sofrer? Se não há desesperadoras aflições, não há evoluir?!

.............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 01 de Maio de 2014, 21:49

      Conf: sinto não compreender do modo que o amigo Kaza está compreendendo. São bênçãos, para nós, os canceres de nossos filhinhos? Ou o ver a filhinha, a razão de nosso viver, ser violentamente estuprada e assassinada na nossa frente? Ter nos braços o pequenino, que nem mesmo ainda começou a andar, agonizando com dores sem fim? A esposa, a mãe, as filhas, escravizadas pelas drogas, envolvidas em crimes hediondos, sequestrando e assassinando crianças para lucrar com a venda de seus órgãos...?!!!

      Isso é benção de Deus? Para mim e para muitos isso é um terrível pesadelo! Fazer sofrer aflições insuportáveis, é esse é o remédio que a Perfeita Sabedoria, Amor e Justiça criou para ensinar suas criaturas a abandonarem o mal e a amar?!


Os quadros que você pinta são esboços de situações da vida física e que, com certeza, refletem de forma significativa em nossos sentidos. Os exemplos citados são atitudes cruéis que nos chocam, não há dúvida que isso imprima em nossos sentidos um sentimento que reviram nossos impulsos inferiores e nos faça sentir raiva, rancor, ódio e desejos de vingança. Mas nem mesmo estes motivos e nem os sentimentos que eles despertam em nós não nos dá o direito de sermos cruéis. Existem fatos que acontecem em nossas vidas que nunca esqueceremos, que nos marcam profundamente, tanto de forma positiva como negativamente, também. Mas como o Chico dizia; "...tudo passa".
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Maio de 2014, 23:31
Olá Gustavo,  a frase de Jesus soa como um paradoxo nos dias atuais. Como você disse , corremos muito, e eu digo que o mundo mais ainda, na ânsia de conquistas. Ainda temos muito do conquistador em nós. Queremos conquistar tudo e todos, e ainda mascaramos em dizer que "é para o Cristo".

Até quando vamos adiar a maior de todas as vitórias, a guerra contra o ego citado pelo nosso amigo Danilo.

Viu só como somos guerreiros, andamos armados? Já estou falando em conquistar a mim mesmo, sendo assim talvez este seja um viés pelo qual nos aflijamos, e muito.

Boa sorte amigo Gustavo, bom estudo para todos nós.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Maio de 2014, 23:57
Parabéns mano Gustavo pelo tema que com certeza nos faz refletir.Que bom meu irmão Altino
que você está de volta ao nosso convívio.Muito embora o desenvolvimento do tema seja muito
importante para o nosso entendimento e aprendizado,por favor,que não seja entendido como
crítica,mas vamos raciocinar como manda a doutrina,essa frase lembra bem o nosso amigo
Iconforjr.Se o espírito ao reencarnar escolhe as provas pelas quais tenha que passar para que
ele possa resgatar o que tenha feito de mal,sim porque Deus quer que sejamos bons e nos
amemos uns aos outros,porque então devemos saúda-los na forma de dizer:Bem aventurado
aos aflitos,não se estaria desvalidando o seu livre arbítrio.Ficaria então outra pergunta.Os
males causado por esse espírito foram tantos que ele tenha que escolher como provas,tantos
sofrimentos,assim como colocou o nosso irmão Iconfortjr.
Fiquem na paz,e bons estudos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 01:17
É óbvio Coronel, que o livre arbítrio é, por assim dizer, uma das bases da doutrina.
Entretanto, esta na ignorância a principal causa dos equívocos ocasionados por esse tal de livre arbítrio.
Por isso mesmo nos propusemos ao estudo.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 01:23
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref msg #13, de 010514, às 20:48.

      Rettenmaier cita Kazaoka que disse ao Danilo: A resposta é muito simples. É que todo aprendizado nasce da dificuldade. Jesus como qualquer Espírito de escol, sabendo isso, nos traz seus ensinamentos fazendo-nos entrever em meio à nossa ignorância a sublimação da Alma em suas aflições.

      Rett comentou: Mano Kazaoka, bem colocadas suas palavras. As aflições são uma ferramenta para que possamos aprender alguma coisa, e a maneira como lidamos com ela fará esse aprendizado mais ou menos fácil.

      Conf: o processo de evoluir, criado pelo Soberano Amor e Perfeita Sabedoria, é baseado em fazer sofrer? Se não há desesperadoras aflições, não há evoluir?!

.............
Muito bem colocado meu caro, muito bem colocado.
Para mim a resposta é um tanto óbvia: Não.
O problema é que, enquanto encarnados, valorizamos demais os componentes materiais, buscando os gozos desses benefícios, ainda que em prejuízo de nossos irmãos.
Todo o dano causado aos nossos semelhantes, nos retorna como aflição a ser purgada como lição, ensinamento.
Quando assimilarmos as lições e exemplos de amor de Jesus, provavelmente não teremos mais aflições a purgar.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 01:30

      Conf: sinto não compreender do modo que o amigo Kaza está compreendendo. São bênçãos, para nós, os canceres de nossos filhinhos? Ou o ver a filhinha, a razão de nosso viver, ser violentamente estuprada e assassinada na nossa frente? Ter nos braços o pequenino, que nem mesmo ainda começou a andar, agonizando com dores sem fim? A esposa, a mãe, as filhas, escravizadas pelas drogas, envolvidas em crimes hediondos, sequestrando e assassinando crianças para lucrar com a venda de seus órgãos...?!!!

      Isso é benção de Deus? Para mim e para muitos isso é um terrível pesadelo! Fazer sofrer aflições insuportáveis, é esse é o remédio que a Perfeita Sabedoria, Amor e Justiça criou para ensinar suas criaturas a abandonarem o mal e a amar?!


Os quadros que você pinta são esboços de situações da vida física e que, com certeza, refletem de forma significativa em nossos sentidos. Os exemplos citados são atitudes cruéis que nos chocam, não há dúvida que isso imprima em nossos sentidos um sentimento que reviram nossos impulsos inferiores e nos faça sentir raiva, rancor, ódio e desejos de vingança. Mas nem mesmo estes motivos e nem os sentimentos que eles despertam em nós não nos dá o direito de sermos cruéis. Existem fatos que acontecem em nossas vidas que nunca esqueceremos, que nos marcam profundamente, tanto de forma positiva como negativamente, também. Mas como o Chico dizia; "...tudo passa".

Talvez a palavra bênção seja exagerada, não vejo tambem necessariamente dessa forma.
Mas, a partir do momento que consigo compreender Deus como soberanamente justo e bom, devo admitir que existe algo de justo, e bom, no sofrimento, seja ele qual for.
Tanto as doenças, quanto os crimes e a violência, são situações cuja compreensão melhor se fará a partir da necessária ampliação do horizonte temporal: temos a eternidade.
Quanto as drogas, e aos violentos, são irmãos que, por algum motivo que não nos cabe julgar, estão fracassando nas suas provas, na sua tentativa de progredir.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 01:34
Olá Gustavo,  a frase de Jesus soa como um paradoxo nos dias atuais. Como você disse , corremos muito, e eu digo que o mundo mais ainda, na ânsia de conquistas. Ainda temos muito do conquistador em nós. Queremos conquistar tudo e todos, e ainda mascaramos em dizer que "é para o Cristo".

Até quando vamos adiar a maior de todas as vitórias, a guerra contra o ego citado pelo nosso amigo Danilo.

Viu só como somos guerreiros, andamos armados? Já estou falando em conquistar a mim mesmo, sendo assim talvez este seja um viés pelo qual nos aflijamos, e muito.

Boa sorte amigo Gustavo, bom estudo para todos nós.

Abraços
Obrigado pela participação meu caro Marcos.
Realmente queremos conquistar tudo e todos, esquecendo de conquistarmos nós mesmos.
Essa sua participação lembra-me de que não adianta conquistar o mundo se perder a alma, e esse é o grande dilema que não temos tido, ao longo dos séculos, a capacidade de compreender.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 01:43
Parabéns mano Gustavo pelo tema que com certeza nos faz refletir.Que bom meu irmão Altino
que você está de volta ao nosso convívio.Muito embora o desenvolvimento do tema seja muito
importante para o nosso entendimento e aprendizado,por favor,que não seja entendido como
crítica,mas vamos raciocinar como manda a doutrina,essa frase lembra bem o nosso amigo
Iconforjr.Se o espírito ao reencarnar escolhe as provas pelas quais tenha que passar para que
ele possa resgatar o que tenha feito de mal,sim porque Deus quer que sejamos bons e nos
amemos uns aos outros,porque então devemos saúda-los na forma de dizer:Bem aventurado
aos aflitos,não se estaria desvalidando o seu livre arbítrio.Ficaria então outra pergunta.Os
males causado por esse espírito foram tantos que ele tenha que escolher como provas,tantos
sofrimentos,assim como colocou o nosso irmão Iconfortjr.
Fiquem na paz,e bons estudos.
Obrigado pela participação meu caro Antonio, seja bem vindo.
Quanto a sua manifestação, vamos raciocinar.
Em primeiro lugar, ao escolher atravessar uma doença, ou uma dificuldade qualquer, enquanto espírito, estamos conscientes de que aquilo nos fará progredir. O problema está em, estando encarnado ter essa consciência que temos na erraticidade, de que o progresso pode ser acelerado dessa forma.
Quanto aos atos de violência, provavelmente tenhamos praticado atos iguais, ou piores, cujo aprendizado por parte do espírito, só se dará com o sofrimento de situação semelhante.
Não podemos esquecer tambem, que o violento, tem as mesmas condições e liberdade de decisão que nós mesmos.
Apenas o amor incondicional pode nos auxiliar nessa travessia, amenizando os sofrimentos e nos promovendo para a eternidade.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 02 de Maio de 2014, 01:51

Talvez a palavra bênção seja exagerada, não vejo tambem necessariamente dessa forma.
Mas, a partir do momento que consigo compreender Deus como soberanamente justo e bom, devo admitir que existe algo de justo, e bom, no sofrimento, seja ele qual for.
Tanto as doenças, quanto os crimes e a violência, são situações cuja compreensão melhor se fará a partir da necessária ampliação do horizonte temporal: temos a eternidade.
Quanto as drogas, e aos violentos, são irmãos que, por algum motivo que não nos cabe julgar, estão fracassando nas suas provas, na sua tentativa de progredir.

A benção não é o fato, mas a oportunidade que o fato cria. O que faz que um determinado fato seja uma benção ou uma maldição é a forma como o absorvemos. Somos nós mesmos que damos a estes fatos as conotações que eles têm.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: nação de Aruanda em 02 de Maio de 2014, 02:31
caros amigos

Bem aventurados os aflitos.

Segundo a DE, nascemos simples e ignorantes, contemplados com o véu do esquecimento, com isso Deus nos dá todas as chances de evoluir do zero, sabemos que as leis de Deus estão impressa na nossa consciência, mas somos de alguma forma produto do meio em que vivemos, somo confiados a uma família que nos educará e vai nos preparar para a vida, a dificuldade ou facilidade de raciocinar como espírito imortal ou não vem da educação e orientação que receberemos desta família e do meio em que vamos viver, dependendo do modo vida, da evolução e da aceitação ou não dos nossos credos e escolhas, podem gerar conflitos e divergências que vão gerar aflições que muitas vezes não saberemos como lidar com elas,  e a frase “bem aventurados os aflitos” nos chama a atenção à reflexão, o que poderemos tirar de bom destas aflições? Este é um estado que pode nos levar para dentro de nos mesmo, questionar o porquê e o que gerou estas aflições, e buscar solução para estes conflitos internos que causa desarmonia nas nossas vidas, como também, dar um rumo ou direção no mínimo aceitável, poderemos  aprender muito com as bem aventurança se se buscar o sentido de cada frase, e tirar delas através das reflexões e dos porquês diante de cada situação um sentido para nos orientar e buscar um saída para os nossos conflitos internos, que resolvidos de maneira satisfatória pode melhorar a convivência externa, entendo que este seja um dos sentidos  lógico e  benéfico nesta frase dita pelo cristo.

abraços fraternos.

Ao irmão Manuel Altino, estimo melhoras, e estou feliz por saber que estais de volta.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: jacygarcia em 02 de Maio de 2014, 12:07
Bom dia! Sempre leio os posts, mas por timidez e vendo se tratar de pessoas muito interadas me sinto muito leiga, mas tomei coragem e vou expor minha opinião. Entendo que qdo se é dito bem aventurado os aflitos, são para os seres que anseiam, que tem sede de evolução e nisso sentem a aflição pelo que lhe é necessário ao seu desenvolvimento. O corpo não quer sofrer, mas a alma instintivamente tem sede das provas.
 Sentimos a aflição durante provas, mas depois de realizadas é como balsamo nas feridas e se nós pararmos e observar com calma percebemos o quanto evoluimos nesse período pós aflição.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 12:12

Talvez a palavra bênção seja exagerada, não vejo tambem necessariamente dessa forma.
Mas, a partir do momento que consigo compreender Deus como soberanamente justo e bom, devo admitir que existe algo de justo, e bom, no sofrimento, seja ele qual for.
Tanto as doenças, quanto os crimes e a violência, são situações cuja compreensão melhor se fará a partir da necessária ampliação do horizonte temporal: temos a eternidade.
Quanto as drogas, e aos violentos, são irmãos que, por algum motivo que não nos cabe julgar, estão fracassando nas suas provas, na sua tentativa de progredir.

A benção não é o fato, mas a oportunidade que o fato cria. O que faz que um determinado fato seja uma benção ou uma maldição é a forma como o absorvemos. Somos nós mesmos que damos a estes fatos as conotações que eles têm.
Principalmente, meu caro, se compreendermos que o fato é sempre consequencia de algum equivoco nosso, e que, pela misericórdia do Pai, é a melhor maneira de progredirmos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 12:16
caros amigos

Bem aventurados os aflitos.

Segundo a DE, nascemos simples e ignorantes, contemplados com o véu do esquecimento, com isso Deus nos dá todas as chances de evoluir do zero, sabemos que as leis de Deus estão impressa na nossa consciência, mas somos de alguma forma produto do meio em que vivemos, somo confiados a uma família que nos educará e vai nos preparar para a vida, a dificuldade ou facilidade de raciocinar como espírito imortal ou não vem da educação e orientação que receberemos desta família e do meio em que vamos viver, dependendo do modo vida, da evolução e da aceitação ou não dos nossos credos e escolhas, podem gerar conflitos e divergências que vão gerar aflições que muitas vezes não saberemos como lidar com elas,  e a frase “bem aventurados os aflitos” nos chama a atenção à reflexão, o que poderemos tirar de bom destas aflições? Este é um estado que pode nos levar para dentro de nos mesmo, questionar o porquê e o que gerou estas aflições, e buscar solução para estes conflitos internos que causa desarmonia nas nossas vidas, como também, dar um rumo ou direção no mínimo aceitável, poderemos  aprender muito com as bem aventurança se se buscar o sentido de cada frase, e tirar delas através das reflexões e dos porquês diante de cada situação um sentido para nos orientar e buscar um saída para os nossos conflitos internos, que resolvidos de maneira satisfatória pode melhorar a convivência externa, entendo que este seja um dos sentidos  lógico e  benéfico nesta frase dita pelo cristo.

abraços fraternos.

Ao irmão Manuel Altino, estimo melhoras, e estou feliz por saber que estais de volta.
Seja bem vindo ao forum meu caro.
O amigo cita um aspecto fundamental do processo: o auto conhecimento.
Realmente, as dificuldades devem servir tambem, e dependendo do caso, fundamentalmente, para que possamos nos conhecer melhor, nos avaliar, e a partir dai fazer as correções de rumo necessárias.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 12:19
Bom dia! Sempre leio os posts, mas por timidez e vendo se tratar de pessoas muito interadas me sinto muito leiga, mas tomei coragem e vou expor minha opinião. Entendo que qdo se é dito bem aventurado os aflitos, são para os seres que anseiam, que tem sede de evolução e nisso sentem a aflição pelo que lhe é necessário ao seu desenvolvimento. O corpo não quer sofrer, mas a alma instintivamente tem sede das provas.
 Sentimos a aflição durante provas, mas depois de realizadas é como balsamo nas feridas e se nós pararmos e observar com calma percebemos o quanto evoluimos nesse período pós aflição.
Seja bem vindo ao forum.
Alguem ja disse que: " queria ser imbecil, assim não sofreria tanto".
Ter, e buscar conhecimento nos fazem sofrer sim, quanto mais progredimos, mais a ignorância, nossa e alheia, nos faz sofrer.
Por isso devemos ter paciência e resignação diante das aflições, isso é o ensinamento do Mestre.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Maio de 2014, 14:20
Meus irmãos,todos nós espíritos encarnados somos passivos dos sofrimentos,pois quando na
erraticidade escolhemos as provas ou mesmo foram impostas como forma de resgate.No
entanto esses sofrimentos não são medidos na sua intensidade para aceleração do progresso moral,eles apenas são contados como parte deste progresso.Suportar e aceitar,dá ao encar-
-nado um fortalecimento maior no seu progresso moral.Assim eu penso.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: M.Altino em 02 de Maio de 2014, 15:36
Amigos para todos muita paz a minha boa tare e ao mesmo tempo agradecer pelo vosso carinho nesta minha nova caminhada.
Quanto ao tema e pegando no meu caso é muitas vezes simples de compreender quando temos conhecimento desta doutrina.
Pois na vida nada acontece por acaso, e sempre somos muitas vezes os causadores destas provas.
Assim é sempre com muita fé e calma temos de aceitar o que temos de passar pois estas aflições são sempre e muitas vezes provas que nos vou ajudar na nossa evolução.
As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, têm duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Voltando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são a conseqência natural do caráter e da conduta daqueles que os sofrem.
Quantos homens caem por sua própria culpa!
Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
 Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por não terem limitado os seus desejos!
Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração!
Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração.
 Mais tarde colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão.
Que todos os que têm o coração ferido pelas vicissitudes e as decepções da vida, interroguem friamente a própria consciência.
 Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer.
"Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa não estaria nesta situação".
A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos?
O homem é, assim, num grande número de casos, o autor de seus próprios infortúnios.
Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.
Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida.
O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.
 A lei humana alcança certas faltas e as pune.
O condenado pode então dizer que sofreu a consequência do que praticou.
 Mas a lei não alcança nem pode alcançar a todas as faltas.
 Ela castiga especialmente as que causam prejuízos à sociedade, e não as que prejudicam apenas os que as cometem.
Mas Deus vê o progresso de todas as criaturas.
 Eis porque não deixa impune nenhum desvio do caminho reto.
Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração à sua lei, que não tenha consequências inevitáveis, mais ou menos desagradáveis.
Donde se segue que, nas pequenas como nas grandes coisas, o homem é sempre punido naquilo em que pecou.
Os sofrimentos consequentes são então uma advertência de que ele andou mal.
 Dão-lhe a experiência e o fazem sentir a diferença entre o bem e o mal, bem como a necessidade de se melhorar, para evitar no futuro o que já foi para ele uma causa de mágoas.
Sem isso, ele não teria nenhum motivo para se emendar, e confiante na impunidade, retardaria o seu adiantamento, e portanto a sua felicidade futura.
Mas a experiência chega, algumas vezes, um pouco tarde; e quando a vida já foi desperdiçada e perturbada, gastas as forças, e o mal é irremediável, então o homem se surpreende a dizer.
 "Se no começo da vida eu soubesse o que hoje sei, quantas faltas teria evitado; se tivesse de recomeçar, eu me portaria de maneira inteiramente outra; mas já não há mais tempo!"
 Como o trabalhador preguiçoso que diz: "Perdi o meu dia", ele também diz: "Perdi a minha vida".
 Mas, assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para ele também brilhará o sol de uma vida nova, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e pôr em execução suas boas resoluções para o futuro.
Então é assim queridos amigos que temos de compreender que é sempre com os nossos erros que podemos aprender para depois não voltamos a errar.
com um abraço de muita paz e vale a pena meditar nestas palavras
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 02 de Maio de 2014, 15:51
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref msg #18, de 010514, às 21:49.

      Amigos, continuemos a busca de uma “fé raciocinada”. Abaixo, sobre o assunto das aflições, coloco alguns itens para que raciocinemos um pouco pois, sem dúvida, é necessário raciocinar para entender. Se esta msg for levada ao público, haverá a possibilidade de alguém raciocinar, como a DE manda!
...
      Citação de: lconforjr em Ontem às 21:02:... São bênçãos, para nós, os canceres de nossos filhinhos? Ou o ver a filhinha, a razão de nosso viver, ser violentamente estuprada e assassinada na nossa frente? Ter nos braços o pequenino, que nem mesmo ainda começou a andar, agonizando com dores sem fim? A esposa, a mãe, as filhas, escravizadas pelas drogas, envolvidas em crimes hediondos, sequestrando e assassinando crianças para lucrar com a venda de seus órgãos...?!!!

      É bênção de Deus fazer sofrer aflições insuportáveis? É esse o remédio que a Perfeita Sabedoria, Amor e Justiça, criou para ensinar suas criaturas a abandonarem o mal e a amar?! Não há algo muito estranho nessa concepção de que a lição do Pai para aprender a amar, é fazer sofrer?!
........

      Kazaoka respondeu: Os quadros que você pinta são esboços de situações da vida física e que, com certeza, refletem de forma significativa em nossos sentidos. Os exemplos citados são atitudes cruéis que nos chocam, não há dúvida que isso imprima em nossos sentidos um sentimento que reviram nossos impulsos inferiores e nos faça sentir raiva, rancor, ódio e desejos de vingança. Mas nem mesmo estes motivos e nem os sentimentos que eles despertam em nós não nos dá o direito de sermos cruéis. Existem fatos que acontecem em nossas vidas que nunca esqueceremos, que nos marcam profundamente, tanto de forma positiva como negativamente, também. Mas como o Chico dizia; "...tudo passa".


      Conf: sim, é o que a doutrina diz: são quadros que mostram a realidade de sofrimentos, que podem se estender por multiplicadas encarnações e por milhões de anos e que, para aqueles que passam por esses padecimentos, tragédias e desgraças, parecerão penas eternas... !!!

      Mas, o se dizer que “tudo passa" é lenitivo para os sofrimentos dos homens, ou para os seus sofrimentos, Kazaoka, para os sofrimentos  de seus filhos, os dos meus? O saber, ou ouvir que daqui a milhões de anos tais padecimentos cessarão?! Onde estarão a misericórdia e a justiça?

      Somos mandados para a vida destinados a passar por sofrimentos tremendos, ou alguém está livre deles?

      E quanto à sabedoria divina, onde está? Pois, do modo que nos ensinam, essa Sabedoria só criou, e ainda mantém, um plano para a ensinar a evoluir baseado em sofrimentos torturantes, desesperadores! Temos de questionar: onde está essa sabedoria? Onde estão a justiça e o amor soberanos?

      Estará correta a interpretação que nos dão sobre esses fatos? Isto é, que a sabedoria infinita só soube criar um processo evolutivo baseado no fazer sofrer!

      E veja: pergunte àquela mãe, que tem nos braços o filhinho, que ainda nem aprendeu a andar, agonizando e se contorcendo sob dores atrozes, que, se lhe disserem que num futuro longínquo, talvez depois de milhões de séculos, seu filhinho e ela serão bem aventurados, essa mãe se sentirá consolada e feliz?

      Vc está feliz e tranquilo por saber que os terríveis e torturantes sofrimentos de seus queridos, mesmo que lhes sejam aplicados sem que os mereçam, cessarão daqui a milhões de anos?

      E veja que estamos aqui, independentemente de nossa vontade. Somos todos, obrigatoriamente, forçosamente, “matriculados” nesta escola e é, exatamente nesta escola, e em nada mais, para onde viemos para nos libertar das imperfeições, que aprendemos a nos prender a todas elas, às mais monstruosas delas e em consequencia, estranhamente, somos submetidos a desesperadores sofrimentos, mesmo sem culpa? Aqui o homem aprende a ser perverso, pervertido, imoral, homicida, escravo das drogas e tudo o mais que se refira à maldade, indecência e hipocrisia. E o fato de sofrermos é nada mais que consequência de termos sido criados! É isso mesmo?!

      Esse é o destino que Deus planejou para seus filhos? Deus nos criou para, forçosamente, sofrermos?

      Fazer sofrer aflições insuportáveis, é esse é o remédio que a Perfeita Sabedoria, Amor e Justiça criou para ensinar suas criaturas a abandonarem o mal e a amar?! Essa é a lição da escola de espíritos: fazer sofrer para aprender a amar?!

      O que, ou como, devemos fazer para compreender a DE nesses aspectos, para mim  e outros, tão difíceis de compreender?

...............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 02 de Maio de 2014, 17:04
Coronel,
Saiba que os milhões de anos que faltam para que as coisas passem, são os mesmos milhões de anos que já passaram para que chegássemos até aqui. Esta não é a nossa primeira existência, não nascemos ontem e temos tanto para aprender quanto o que já aprendemos até aqui.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 18:11
Meus irmãos,todos nós espíritos encarnados somos passivos dos sofrimentos,pois quando na
erraticidade escolhemos as provas ou mesmo foram impostas como forma de resgate.No
entanto esses sofrimentos não são medidos na sua intensidade para aceleração do progresso moral,eles apenas são contados como parte deste progresso.Suportar e aceitar,dá ao encar-
-nado um fortalecimento maior no seu progresso moral.Assim eu penso.
Fiquem na paz.
Meu caro Antonio, será que o sofrimento não é pelo fato de não termos capacidade de compreender o alcance e a necessidade das liçoes corretivas de cada encarnação?
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 18:50
"Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração!
Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração."

Exatamente meu caro, somos os responsáveis por nossa felicidae, ou desdita.
Entretanto temos muita dificuldade de assimilar isso, seja pelo orgulho, seja pelo egoismo, de achar que somos sempre vitimas de tudo e de todos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2014, 18:52
Coronel,
Saiba que os milhões de anos que faltam para que as coisas passem, são os mesmos milhões de anos que já passaram para que chegássemos até aqui. Esta não é a nossa primeira existência, não nascemos ontem e temos tanto para aprender quanto o que já aprendemos até aqui.
Esse é, para mim um dos maiores desafios que temos meu caro, compreender efetivamente essa máxima.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 02 de Maio de 2014, 19:16
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: msg #35, de 020514, às 18:11, de Rettenmaier.

      Rett comentou: “Meu caro Antonio, será que o sofrimento não é pelo fato de não termos capacidade de compreender o alcance e a necessidade das lições corretivas de cada encarnação?”

      Conf: não, meu amigo Gustavo, de acordo com a DE não pode ser! A doutrina ensina que todos os sofrimentos são aplicados somente àqueles que praticam ações danosas aos semelhantes e à natureza, àqueles que transgridem as leis de Deus; que todos os sofrimentos são merecidos e justos. Portanto, só esses os merecem sofrer pois, não ter capacidade de compreender o alcance das lições que recebemos, não é transgressão às leis divinas!

................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Danilo Henrique em 02 de Maio de 2014, 19:45
Observem que coisa curiosa: Tudo, absolutamente tudo, o que o ser humano faz  no seu cotidiano, tem como finalidade a busca do prazer e a fuga da aflição. E essa dualidade, prazer e dor, são como as faces de uma mesma moeda, pois a ausência de um prazer desejado pelo ser humano já é uma aflição. Seja esse prazer a fama, o elogio, a vitória, ou o gozo dos bens materiais.
Pois bem, no entanto, o Cristo disse: bem-aventurados os aflitos. Ou seja, que os aflitos estão em uma posição melhor do que os não-aflitos. Aquilo que Cristo diz ser uma condição de bem-aventurança, é justamente aquela que o ser humano faz de tudo para evitar. Isso requer mais reflexão. Que espécie de “bem-aventurança” seria essa, prometida por Cristo, que ninguém quer para si? Sim, pois se quisessem, não desejariam trilhar por um caminho sem aflições, como todos naturalmente desejam.


A resposta é muito simples.
É que todo aprendizado nasce da dificuldade. Jesus como qualquer Espírito de escol, sabendo isso, nos traz seus ensinamentos fazendo-nos entrever em meio à nossa ignorância a sublimação da Alma em suas aflições.
Em qualquer situação a dificuldade e as aflições geradas pelas mesmas são verdadeiras bençãos. Seja esta dificuldade daquelas que nos trazem dores físicas ou morais, seja as dificuldades por, simplesmente, não compreendermos aquilo que gostaríamos compreender melhor.

Olá Kazaoza. Espero que tenha visto a resposta do lcjacorf (acho que é assim o nome dele), que contribui um bocado para o que eu tento expor.
Como você pode chamar de "benção", algo que você não deseja pra si, nem para seus familiares, e se tudo o que você faz todos os dias, para si mesmo e para eles, tem como fim evitar os vários tipos de aflição existentes, ou seja, evitar as bençãos proporcionadas por estas aflições, e ainda por cima, tendo a certeza de que está fazendo a coisa correta?
Permita-me expor um exemplo, para ficar mais claro o que quero dizer. Suponhamos que você seja pai de família. Qual a atitude que a maioria dos pais de famílias acreditam ser correta, em relação aos filhos? Colocá-los na escola. Por que você coloca o seu filho na escola? Para que ele tenha estudo, conhecimento, seja "alguém" na vida. Para que você quer isso para o seu filho? Para que ele não sinta as aflições da vida. Oras, se as aflições da vida são uma benção, como você diz, por que você acha tão importante que seu filho estude e seja uma pessoa humanamente preparada para a vida?
(Entenda bem, apesar de eu falar na segunda pessoa, não quero me referir a sua pessoa, pois nem sei se você age dessa forma. Quero apenas expor um raciocínio, que serve para qualquer pessoa).
Portanto, você vai me desculpar, mas para o ser humano, a aflição jamais será uma benção. Benção, para o ser humano, é o prazer, a fama, o elogio, e a vitória. É alcançar a satisfação dos seus desejos. Sua mente, com base no aprendizado Espírita, diz que é uma benção sofrer uma aflição, mas a sua vivência demonstra que benção, é quando o seu filho consegue tirar excelentes notas na escola e arrumar um bom emprego. (Não você, sua pessoa. Me refiro a qualquer um). Então, permita-me ser sincero, você não deu uma resposta para o problema que eu expus. Você deu uma solução. (solução é diferente de resposta). A solução que a sua mente encontrou para esconder hipocrisia da própria mente, que é o ego humano - acessório característico de todo Espírito encarnado. E esta solução é a seguinte: Se eu não conseguir alcançar a satisfação dos meus desejos, isto vai me gerar um "aprendizado" que me ajudará, pelo menos, a ganhar alguma coisa espiritualmente. Ou seja, o ganho espiritual não é um objetivo. É o consolo de uma expectativa frustrada. É a vida humana priorizada em relação a vida espiritual.
É por isso que talvez, você não quis ler ou não deu importância para a sequência do meu raciocínio que coloquei no texto. Porque para dar continuidade a esse pensamento, é necessário admitir o problema que a sua mente não admitiu. Não admitiu, porque para ela, a dificuldade é um "aprendizado", que vai lhe ensinar a saber ou fazer alguma coisa melhor do que você faz hoje. Vamos falar só mais um pouco sobre isso.
O ser encarnado não está em "aprendizado" aqui na Terra. Isso não é ensinamento da Doutrina dos Espíritos. É ideia criada pelo movimento espírita humanizado, que distorceu a verdadeira essência da mensagem divina.
O ser humano está na Terra para finalidade de prova. Isto é, provar que aprendeu aquilo que ele já estudou na erraticidade, assim como na escola, onde existe um período de estudos e aprendizado, e em seguida, o exame. Nós estamos fazendo o exame, a prova. Não estamos aprendendo nada de novo. O ser humano é quem se ilude de estar aprendendo algo. Aquilo que ele chama de "aprendizado" aqui na Terra, na verdade, são questões de prova elaboradas pela vida, feitas somente para prová-lo. E não para ensina-lo. Quer um exemplo? Pense em uma dificuldade que você teve na sua vida. Você diz que aprendeu algo com essa vivência, mas esse aprendizado não foi espiritual. Foi humano. Algo que lhe fez saber algo novo sobre a vida humana. Portanto, não foi um aprendizado. Foi uma nova verdade relativa (ilusória) que a sua mente adquiriu, que te fará pensar e agir de um modo diferente, para que a vida lhe traga novas provas. E assim sucessivamente. 
Não há nada que o ser humano precise aprender, para fazer a evolução espiritual. Ele deve simplesmente por em prática com aquilo que traz em si como Espírito. E seguir o único mandamento que existe: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Isso só é possível alcançar através da reforma íntima. Mas reforma íntima não tem nada a ver com conhecimento, cultura, ou aprendizado. Reforma íntima é o conhecer a si mesmo. Entender por que você age da forma que age, porque faz as coisas que faz. E porque não faz aquilo que sabe que deve fazer.

Abraços!
 
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Danilo Henrique em 02 de Maio de 2014, 23:34
Olá lconforjr. Gostaria de responder só essa parte do seu comentário:


      Sugere, o jovem amigo Danilo, em msg anterior, que procuremos fugir de comentários que tragam a faculdade de livre-arbítrio à discussão (foi isso que entendi). Mas, como fazer isso, se o livre-arbítrio é uma das bases da doutrina, um dos pilares em que ela se assenta pois, sem o livre-arbítrio, a doutrina restaria incompreensível?! Não compreenderíamos, nem mesmo, as aflições dos homens!!

...............

A verdade é que qualquer discussão que se queira fazer sobre espiritualidade, qualquer estudo que se proponha fazer, serão assuntos que estarão diretamente ligados à questão do livre-arbítrio. Dificilmente se conseguirá fugir desse enfoque. Mas os moderadores tem a responsabilidade de direcionar a discussão para onde eles acreditam que ela não se torne dispersa, confusa ou desgastante. Eu não tenho outra opção que não seja me harmonizar ao pensamento deles, para não correr o risco de ter posts apagados.
Entretanto, concordo plenamente contigo. É a compreensão errônea do livre-arbítrio das ações humanas que faz as pessoas andarem em círculos, achando que estão fazendo alguma coisa para a própria evolução espiritual, porém, sempre caindo nos mesmas armadilhas que lhes prendem à vida material. Mas que fique claro, isso não é uma crítica ou repreensão a ninguém. Todos devem pensar exatamente da forma que lhes parece melhor, pois estão corretos naquilo que lhes cabe na obra geral. Assim, tudo está perfeito. Não quero que ninguém acredite no que estou falando, apenas que encontrem isso dentro de si, se assim Deus quiser.
Abraços!
 
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Maio de 2014, 01:28
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: msg #35, de 020514, às 18:11, de Rettenmaier.

      Rett comentou: “Meu caro Antonio, será que o sofrimento não é pelo fato de não termos capacidade de compreender o alcance e a necessidade das lições corretivas de cada encarnação?”

      Conf: não, meu amigo Gustavo, de acordo com a DE não pode ser! A doutrina ensina que todos os sofrimentos são aplicados somente àqueles que praticam ações danosas aos semelhantes e à natureza, àqueles que transgridem as leis de Deus; que todos os sofrimentos são merecidos e justos. Portanto, só esses os merecem sofrer pois, não ter capacidade de compreender o alcance das lições que recebemos, não é transgressão às leis divinas!

................
Meu caro Coronel, é exatamente isso, transgredi a lei, colho a aflição pedagógica, mas como não temos, historicamente essa capacidade de compreensão, consideramos a aflição como castigo, não tendo a capacidade de ver como ensinamento.
Sofremos, quando deveríamos ser resignados.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 03 de Maio de 2014, 02:36

Como você pode chamar de "benção", algo que você não deseja pra si, nem para seus familiares, e se tudo o que você faz todos os dias, para si mesmo e para eles, tem como fim evitar os vários tipos de aflição existentes, ou seja, evitar as bençãos proporcionadas por estas aflições, e ainda por cima, tendo a certeza de que está fazendo a coisa correta?
Permita-me expor um exemplo, para ficar mais claro o que quero dizer. Suponhamos que você seja pai de família. Qual a atitude que a maioria dos pais de famílias acreditam ser correta, em relação aos filhos? Colocá-los na escola. Por que você coloca o seu filho na escola? Para que ele tenha estudo, conhecimento, seja "alguém" na vida. Para que você quer isso para o seu filho? Para que ele não sinta as aflições da vida. Oras, se as aflições da vida são uma benção, como você diz, por que você acha tão importante que seu filho estude e seja uma pessoa humanamente preparada para a vida?
(Entenda bem, apesar de eu falar na segunda pessoa, não quero me referir a sua pessoa, pois nem sei se você age dessa forma. Quero apenas expor um raciocínio, que serve para qualquer pessoa).


O fato de não desejarmos algo não significa que Deus equivocou-se ao Criar este algo ou relapso ao permitir que este algo viesse a fazer parte de nossas vidas.
O zelo que temos para com nossos filhos no sentido de resguardá-los das aflições é um instinto natural do homem. Sabemos que os motivos de aflições continuarão a existir depois de nossa morte física, que o tempo que temos para caminharmos lado-a-lado com aqueles é limitado, que sentimos no dever de educá-los e prepará-los para as naturais adversidades. Dessa forma, o que buscamos é passar a eles aquilo que já aprendemos com as próprias experiências ou com o que recebemos em forma de informações que nos foram repassadas por aqueles que nos orientaram. Isso chama-se educação. É através da educação que tentamos transferir o aprendizado, mas chegará o momento que o educando terá que caminhar guiado pelos seus próprios sentidos. É nesse momento que as informações recebidas surtem seus efeitos e o repasse do aprendizado começa um novo ciclo.
No íntimo sabemos que as aflições são inevitáveis e que o remédio contra seus efeitos não desejáveis é estarmos preparados para lidar com elas. É isso que desejamos aos nossos filhos, é isso que nosso Pai desejou quando nos deu a vida em sociedade.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 03 de Maio de 2014, 03:03
Pois é, Abuelito.
Com todo respeito ao grande filósofo, mas recomendo a humildade da consciência de que já aprendemos muita coisa, e que temos, ainda, muito mais a aprender. É a valoração do que já sabemos e o ímpeto de mais aprender que alavanca o nosso progresso intelectual e este o progresso moral. É assim que a DE ensina.
Entregando-nos ao sentimento do "nada sei" acabamos por nos colocarmos numa sugestiva acomodação mental (intelectual) com consequência espiritual (intelectual + moral).
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 03 de Maio de 2014, 12:37
Citação de: Gustavo Rettenmaier
Sofremos, quando deveríamos ser resignados.

Parece que não, caro Gustavo.

A ideia de submissão paciente aos sofrimentos da vida é incompatível com a justiça divina.

A realidade do sofrimento humano é inegável.

Mas não existe o dever de resignar-se com o sofrimento.

Pelo contrário, compete ao ser humano o dever de lutar, tanto quanto lhe seja possível, para livrar-se dos sofrimentos.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 03 de Maio de 2014, 15:44
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref ms #42, 030514, às 01:28 »

      Rett comentou (msg anterior): “será que o sofrimento não é pelo fato de não termos capacidade de compreender...?”

      Conf respondeu (msg ant): "meu amigo Gustavo, de acordo com a DE não pode ser! A doutrina ensina que todos os sofrimentos são aplicados somente àqueles que praticam ações danosas aos semelhantes e à natureza, àqueles que transgridem as leis de Deus; que todos os sofrimentos são merecidos e justos. Portanto, só esses os merecem sofrer pois, não ter capacidade de compreender o alcance das lições que recebemos, não é transgressão às leis divinas!"
...

      Rett comentou: Meu caro Coronel, é exatamente isso, transgredi a lei, colho a aflição pedagógica, mas como não temos, historicamente essa capacidade de compreensão, consideramos a aflição como castigo, não tendo a capacidade de ver como ensinamento.

      Conf: exato, meu jovem, consideramos as aflições como castigos mas, sejam ou não castigos, implicam em sofrimentos, tantas vezes desesperadores, não é verdade? E, conforme ensina a DE, o amigo sabe, todos os sofrimentos, sem exceção (“o homem será punido naquilo em que pecou”), senão os sofrimentos decorrentes de provas solicitadas ou missões assumidas, resultam, como disse na citação do início desta, de transgressões às lei divinas! Não fosse assim, onde estaria a perfeita justiça?

      Rett: Sofremos, quando deveríamos ser resignados.

      Conf: mas, meu jovem, temos de raciocinar: não ser resignado é transgressão consciente as leis do Amor? O espirito/homem é responsável pelo fato de ser ou não ser resignado? E, meu amigo, se todo efeito tem sua causa, verdade inquestionável, qual é a causa de uns serem resignados e outros, não?

      São estas perguntas que devemos fazer para raciocinar e melhor entender a DE, como ela mesma recomenda.

................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Maio de 2014, 18:10

BEM AVENTURADOS OS AFLITOS.

Bem aventurados os que choram, pois que serão consolados. Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois que serão saciados. Bem aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (Mateus cap.V vv 5, 6 e 10)


Olá a todos
E ao mesmo tempo felicitar o colega Manuel Altino pela participação.
Bom!
A meu ver nesta passagem
Destacaria em primeiro plano a pessoa de Jesus
É Jesus quem nos fala
O Mestre  da um recado de suma importância
E se dirige aos humildes não aos orgulhosos
Toda a palavra proferida pelo Cristo esta em acordo com Deus
Pois Este mesmo que nos fala é seu representante” ímpar”
Jesus é Salvador Pleno
Pois que nos instruí nos ensinos superiores e nos convida a tal prática
Perguntaria!
Quem chora pela justiça?
Quem  tem fome e sede de justiça?
Quem sofre perseguição?
Não são os mesmo que praticam a justiça por que creem em Deus?
Não são os mesmo que praticam o amor ao próximo?
Não são os mesmo que dividem o que tem e nada possuem?
Não são os mesmo que não compartilham das vaidades, das cobiças, das ambições, dos adultérios, dos roubos, dos crimes, das injúrias, das traições, das hipocrisias, dos sacerdócios dos privilégios, dos cargos de poder que em tudo mandam....que o “mundo” gratuitamente os oferecem?
E quem seria Aquele que proclamaria a estes, o próprio reino dos céus, que lhes garantiriam tal morada....se não Aquele que o conhece e sabe quais são seus moradores?
Jesus é a garanta, é a prova mor de tudo o que pregou e viveu?
Jesus é a justiça, pois veio de Deus, da parte do Altíssimo.
É O Cristo
É assim que penso
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 03 de Maio de 2014, 18:16
Bem aventurados os que choram, pois que serão consolados. Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois que serão saciados. Bem aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (Mateus cap.V vv 5, 6 e 10)


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/bem-aventurados-os-aflitos-50354/#ixzz30fT1L0aV

Olá Gustavo, boa sorte na condução deste estudo que considero difícil.

Para procurar opinar sobre o tema estou relendo o livro 'por que sofremos' de Huberto Rohden e isto porque a explicação do porquê da necessidade do sofrimento me parece ponto fundamental para conseguirmos entender essas palavras de Jesus. É claro que o que vai abaixo são apenas tentativas de acertar o alvo e entender e parafraseando, no sentido, o que Huberto Rohden diz em certa parte do livro citado: faço uma tentativa de  interpretação, ou entendimento profano e exotérico do que para ser bem entendido deveria necessitar não apenas da razão, do raciocínio, mas do merecimento pelos atos para que seja bem entendido.

Mas por que bem aventurados, felizes, são os que sofrem? A primeira vista parece que é apenas uma frase de consolação, por outro lado faz parecer que quem não sofre não é merecedor de ser bem aventurado.

Mas sofrem não somente aqueles considerados, em princípio, como justos, mas também sofrem aqueles que, em princípio, consideramos como pecadores, então todos que sofrem são bem aventurados? Huberto Rohden enumera os tipos de sofredores: os revoltados, os resignados e os regenerados e estes últimos que tem fé:

"Os regenerados assumem uma atitude positiva em face do sofrimento, servindo-se dele para sua purificação e maturação espiritual. Para estes, o sofrimento, embora doloroso, conduz à felicidade.

(..)

O que mais deve preocupar o homem não é gozo ou sofrimento, mas felicidade ou infelicidade. Feliz é todo o homem cuja consciência está em harmonia com a Consciência Cósmica, com a Alma do Universo, com Deus. Gozo e sofrimento, como já dissemos, vêm das circunstâncias externas, que não obedecem ao homem – felicidade ou infelicidade vêm da sua substância interna, que obedecem ao homem.
Melhor um sofredor feliz do que um gozador infeliz." (grifei para lembrar da fé fidelidade, harmonia).


Indo ao ESE no capítulo V:
Quanto às causas atuais de aflições, parece não existir grande dificuldade de entendimento.

Em relação aos sofrimentos por questões de expiação, ou de provas também parece não existir grande dificuldade, mas a coisa começa a complicar quando é dito que Espíritos que já atingiram certo grau de elevação solicitam missão e que saem vitoriosos ao enfrentarem sem murmurar os sofrimentos por que passam.

O sofrimento nas expiações pode ser explicado por uma infração à lei divina, semelhante ao que ocorre com a lei da ação e reação e diria até sem o sentido de punição, mas por ser inexorável o resgate. O sofrimento como prova também não deixa de ser para corrigir algo que está errado, um defeito. Mas e o sofrimento em uma missão de Espírito que já atingiu certo grau de elevação, como explicar?

Como explicar ainda o sofrimento dos animais que não podem expiar por que não atingiram uma capacidade de raciocínio que os tornaria responsáveis por seus atos? não tem teoricamente vida moral.

Indo mais adiante ainda, como explicar o sofrimento de Jesus? será que teria sofrido para dar exemplo de resignação? 'só isso'?

Aqui é que entro com o que propõe Huberto Rohden em seu livro 'por que sofremos'.

Quanto ao sofrimento dos animais Rohden parece não explorar muito, apenas diz que não há evolução sem resistência e sofrimento, o que parece não adiantar muito como explicação.

Quanto ao sofrimento da humanidade, então afirma, neste caso, sobre o sofrimento por substituição que é próprio da humanidade (também afirma sobre o sofrimento para sua evolução natural que abrange todos os seres - e, mais uma vez, como seria isso?- e pela existência do ego):

"Onde há livre-arbítrio, pode haver, e, onde há culpa, deve haver reação em forma de pena ou sofrimento. É esta a expressão das leis cósmicas, que exigem reequilibramento de qualquer desequilíbrio.

Por isto, sofre o justo pelo pecador. O justo não desequilibrou o equilíbrio das leis cósmicas, mas, como o pecador as desequilibrou, e não as reequilibrou, deve o justo ajudar a fazer o que o injusto não fez.

É esta a justiça do Universo – a sua justeza, o seu ajustamento.
A humanidade é um todo orgânico e solidário; deve a parte justa da humanidade sofrer pelo que a parte injusta pecou.
Não há nisto injustiça. Injustiça seria, se o justo, sofrendo pelo pecador, se tornasse também pecador, o que é impossível.
A sofrência do inocente não diminui em nada o valor dele, podendo mesmo aumentá-lo. Pode o justo aumentar o seu próprio crédito, enquanto ajuda a pagar débito alheio."

Ainda:

"A fim de ilustrar a possibilidade de um sofrimento substitutivo, um sofrimento por culpa alheia, sirvamo-nos da comparação seguinte:
O paladar do homem ingere veneno, por ser de sabor agradável; a consequência desta aberração (pecado) não é somente a morte do paladar, mas sim a morte do corpo todo, embora as pernas, os braços, o coração e os pulmões não sejam culpados; a organicidade do corpo implica nessa solidariedade do sofrimento.
O indivíduo humano não é um átomo isolado e separado do organismo da humanidade; é uma parte integrante dela; por isto, sofre a parte por outra parte ou pelo todo.

(..)

Ninguém pode herdar o pecado de outrem, mas pode sofrer porque outro pecou.
 
Se uma criança nasce defeituosa, não prova isto necessariamente que ela pecou numa existência anterior; isto lhe pode acontecer porque todo o indivíduo vive num ambiente envenenado pelas maldades da humanidade, conforme as palavras do Mestre: “O príncipe deste mundo, que é o poder das trevas, tem poder sobre vós”.
Enquanto a humanidade for pecadora, haverá sofredores, ainda que inocentes."
Há quem julgue que uma grande espiritualidade possa diminuir ou mesmo abolir o sofrimento. Mas é experiência universal que são precisamente os homens espirituais, os santos, os iniciados, os que mais sofrem. Por quê? Porque, quando o homem já não tem débito próprio, se torna ele um sofredor ideal por débito alheio. É esta a razão por que os santos e iniciados costumam sofrer serenamente, por que se sentem como pecadores de débitos alheios.

Sofrer por débito próprio é vergonhoso – sofrer por débito alheio é honroso."

Abraço.






Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 03 de Maio de 2014, 18:44
Citação de: Mateus, V: 5, 6 e 10
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

Pode-se entender por aflição a inconformação com as vicissitudes que caracterizam as circunstâncias penosas da vida.

Pode-se também entender que a aflição apenas existe como um meio providencial com o propósito de excitar o uso da razão na busca de lenitivos.

Assim, os aflitos são os humanos encarnados que, inconformados com as referidas vicissitudes, lutam para lenificar e suplantar os sofrimentos próprios e alheios da existência material.

Provavelmente, pois, tais são os aflitos mencionados pelo Mestre Jesus no Sermão da Montanha...

Como dignos de bem-aventurança no mundo espiritual.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Maio de 2014, 18:44


BEM AVENTURADOS OS AFLITOS.

Bem aventurados os que choram, pois que serão consolados. Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois que serão saciados. Bem aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (Mateus cap.V vv 5, 6 e 10)
.........

E, para que possamos refletir sobre o tema, constante do capítulo V do ESE, raciocinemos sobre as seguintes questões.

1 - Como podemos fazer para compreender os motivos pelos quais passamos por uma determinada situação aflitiva?
Entendo que devemos examinar cuidadosamente a questão
A mim em primeiro plano devemos compreender Deus como amor e bondade, solicitude e ampara, justiça e sabedoria ...e a nós como seres inconsequentes...falhos...imprudentes....devemos observar o meio em que vivemos e aprender que tudo tende a um destruição, consequência natural das leis que aqui regem todos os elementos e de que somos parte integrante da natureza...devemos examinar em nós dois princípios que desencadeiam desordens física e moral...que são o orgulho e o egoísmo.

Citar
2 - De que consolação, de que Reino, Jesus nos fala, quando nos exorta a paciência e a mansuetude?
Jesus nos fala do Reino dos Céus
Que representa o mundo espiritual
Que representa a são consciência
O consolo vem do resultado das boas obras praticadas, pois que nada é em vão, já que Deus é justíssimo e autor das leis morais

Citar
3 - Como compreender que um ente amado, uma criança talvez, padeça com doenças terríveis, ou acidentes cuja precaução não foi suficiente?
Justamente pela invalidez da precaução
Pelo deficiência no cuidado, e outra!
Cremos na lei de causa e efeito
Se não há consequências nesta vida é por que suas origens estão nas vidas passadas...
A de compreendermos que estamos sujeitos, não por determinação, mas que habitamos num meio onde a ação dos imprudentes, dos impudicos, dos de corações maus, dos que cometem crimes, sermos atingidos....não existe só a manifestação da vida humana...há também os animais de todas as ordens, os vegetais com todos os seus componentes, os vírus, as bactérias, então a questão moral atinge padrões de ordem social em grande escala...logo a DE...a isso nos prescreve; a de sermos bons cidadãos em todos os sentidos.

Citar

4 - Como entender a violência e a falta de amor que nos cerca a todo momento?

A predominância em muitos homens do orgulho e do egoísmo
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 03 de Maio de 2014, 18:50
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref msg #46, 030514, às 18:10, de Moisés de Cerq.

      Moisé escreveu: “... E se dirige aos humildes não aos orgulhosos... Perguntaria: Quem chora pela justiça? Quem tem fome e sede de justiça? Quem sofre perseguição? Não são os mesmos que praticam a justiça por que creem em Deus? Não são os mesmo que praticam o amor ao próximo? Não são os mesmo que dividem o que tem e nada possuem? Não são os mesmo que não compartilham das vaidades, das cobiças, das ambições, dos adultérios, dos roubos, dos crimes, das injúrias, das traições, das hipocrisias, dos sacerdócios dos privilégios, dos cargos de poder que em tudo mandam... que o “mundo” gratuitamente os oferecem?

      Conf: pois é isso, meu amigo, são os que sofrem as injustiças dos próprios irmãos, filhos do mesmo Pai que a todos criou perfeitamente iguais! São esses que praticam a justiça, que creem em Deus, que amam o próximo, que dividem o que tem e nada possuem, que não compartilham das imperfeições do mundo etc etc...

      E, como estamos falando daqueles que são aflitos devido a sofrerem as injustiças dos outros, devemos perguntar, para raciocinar e melhor entender a DE:

      Raciocinando:
      - se todo efeito tem sua causa,

      - se muitos dos que são aflitos são aflitos exatamente porq sofrem, entre outras coisas, as injustiças dos próprios irmãos de igual procedência e igual destino,

      - se todos os sofrimentos só atingem aqueles que merecem sofrer,

      - qual é a causa de uns sofrerem injustiças e outros não?

      - de uns serem injustos e outros não?

      E, mais só um ponto, para novo raciocínio:  Jesus não se dirige aos orgulhosos, aos que praticam injustiças, aos que não crêem em Deus, aos egoístas, aos que nada dividem com o próximo?! Mas, não são esses os que mais precisam da atenção do Mestre que disse: "Eu não vim para os sãos; vim para os doentes!"?".

..............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 03 de Maio de 2014, 21:24
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref msg #47, de 030514, às 18:16.

      Obs: 1) Lembro aos amigos que todas as questões que trago intentam fazer que raciocinemos, como manda a DE;
               2) onde está o nome Noriz, os dizeres se referem ao que ele disse, ou ao que disse o texto que ele cita.
....
      Conf: olá, Noriz, vc está raciocinando e isso é importante. E, pelo que parece, e vc pode ver, poucos são os que raciocinam a respeito disso, poucos se interessam em conhecer a explicação dessa necessidade de sofrer; e veja que o sofrer perturba a vida de todos, sem exceção, e muitas vezes a destrói, ou segue alguém pela vida inteira e de modo desesperador!

      Mas, mesmo assim, poucos se interessam em conhecer quais as causas que nos levam a ser maus e a sofrermos, depois, devido a nossas maldades. Sendo que, se as conhecêssemos com certeza evitaríamos nelas incidir e, consequentemente, nossos sofrimentos cessariam!

      Mas, será esse o processo evolutivo criado por Aquele que é Amor: fazer sofrer para aprender?! Ou o fato de sofrer tem uma outra razão de existir, razão à qual a DE não se refere?

      Noriz: Mas por que bem aventurados, felizes, são os que sofrem? A primeira vista parece que é apenas uma frase de consolação, por outro lado faz parecer que quem não sofre não é merecedor de ser bem aventurado.

      Conf: tb perfeita sua consideração. Com certeza a intenção de Jesus, naquele momento, era trazer um pouco de consolo aos que sofriam, esperanças de dias melhores. Pois, para a DE, e pela justiça divina, todos, sem exceção serão um dia bem aventurados, demore isso milhões de anos e de encarnações!

      Noriz, lembrando Rhoden: "Os regenerados assumem uma atitude positiva em face do sofrimento, servindo-se dele para sua maturação espiritual. Para estes, o sofrimento, embora doloroso, conduz à felicidade”.

      Conf: mas veja que Rhoden incide numa, para mim, lacuna da DE, pois nada diz sobre o porq uns se degeneram e  outros não e estes, consequentemente, são levados à felicidade e os outros à infelicidade, e nem porq o sofrer conduz à felicidade!

      Noriz: O que mais deve preocupar o homem não é gozo ou sofrimento, mas felicidade ou infelicidade. Feliz é todo o homem cuja consciência está em harmonia com a Consciência Cósmica, com a Alma do Universo, com Deus. Gozo e sofrimento, como já dissemos, vêm das circunstâncias externas, que não obedecem ao homem – felicidade ou infelicidade vêm da sua substância interna, que obedecem ao homem.

      Conf: lembre-se o amigo, que Rhoden não abraça as concepções espiritas, mas guarda conceituações mais universalistas, muitas vinculadas a outras doutrinas. Mas, mesmo assim, ele se refere a que o gozo e os sofrimentos vêm das circunstancias externas, do meio portanto, como também sabemos que do meio, e de nada mais, vêm nossas bondades e maldades. E, assim, temos de novamente raciocinar: se tudo vem de circunstancias externas porq temos de sofrer se nossos atos são determinados por elas?

      Noriz: Quanto às causas atuais de aflições, parece não existir grande dificuldade de entendimento.

      Conf: neste ponto, discordo. Pois, se não há grande dificuldade de entendimento, alguém poderá nos dizer: qual é a causa vc, ou eu, ser perturbado pelas aflições? Porq contraímos tantos débitos no passado que, agora, temos de passar por tantas aflições muitas vezes insuportáveis? O que é que nos impede de fazermos escolhas acertadas?

      Noriz: Em relação aos sofrimentos por questões de expiação, ou de provas, também parece não existir grande dificuldade, mas a coisa começa a complicar quando é dito que Espíritos que já atingiram certo grau de elevação...

      Indo mais adiante ainda, como explicar o sofrimento de Jesus? será que teria sofrido para dar exemplo de resignação? 'só isso'?  E o sofrimento em uma missão de Espírito que já atingiu certo grau de elevação, como explicar? Como explicar ainda o sofrimento dos animais que não podem expiar por que não atingiram uma capacidade de raciocínio que os tornaria responsáveis por seus atos? não tem teoricamente vida moral.

      Conf: meu amigo, na DE isso está bem claro: esses sofrimentos (das provas) não dependem de débitos passados, mas de solicitação do espírito.  Só que não sabemos (pelo menos eu não sei) porq o fato de sofrer traz, para quem sofre, mais merecimento do que àqueles que não sofrem!

      Noriz: O sofrimento nas expiações pode ser explicado por uma infração à lei divina, semelhante ao que ocorre com a lei da ação e reação e diria até sem o sentido de punição, mas por ser inexorável o resgate.

      Conf: aqui, penso que o amigo se engana pois, a própria DE afirma que são, sim, punições, penalidades cominadas numa lei divina; que são castigos, e que foram criados mundos para servirem de locais de punições, como este nosso. E, aqui, tenho de raciocinar novamente: porq é que cometemos infrações à lei divina? É desejo nosso, escolha nossa, desrespeitá-las? Pois temos, ensina a DE, poder de escolher fazer o que é certo em vez de fazer o que é errado!

       Noriz: Quanto ao sofrimento dos animais Rohden, apenas diz que não há evolução sem resistência e sofrimento, o que parece não adiantar muito como explicação.

      Conf: é verdade e não adianta como explicação sobretudo para quem segue a doutrina, pois não é isso que a DE ensina: “que não há evolução sem resistência e o consequente sofrimento”. Pois, para a DE, todos os sofrimentos (dos homens, não dos animais) derivam de transgressões à Lei de Deus (exceções já apontadas). Qto aos sofrimentos dos animais, não consigo entender; só entenderia, e assim mesmo com muita estranheza, se o plano de ensino, elaborado pelo Criador, tivesse como método eficiente o fazer sofrer, coisa que não se coaduna com um Soberano Amor e Perfeita Sabedoria.

      Noriz: Quanto ao sofrimento da humanidade, Rhoden ensina que é para sua evolução natural e pela existência do ego: "Onde há livre-arbítrio, pode haver, e, onde há culpa, deve haver reação em forma de pena ou sofrimento. É esta a expressão das leis cósmicas, que exigem reequilíbrio de qualquer desequilíbrio”.

      Por isto, sofre o justo pelo pecador. O justo não desequilibrou o equilíbrio das leis cósmicas, mas, como o pecador as desequilibrou, e não as reequilibrou, deve o justo ajudar a fazer o que o injusto não fez. É esta a justiça do Universo. A humanidade é um todo orgânico e solidário; deve a parte justa da humanidade sofrer pelo que a parte injusta pecou. Não há nisto injustiça. Injustiça seria, se o justo, sofrendo pelo pecador, se tornasse também pecador, o que é impossível.

      Conf: percebe-se, claramente, que essa é uma visão, não da DE, mas de doutrinas chamadas de místicas, do Oriente e do Ocidente.

      Noriz: O indivíduo humano não é um átomo isolado e separado do organismo da humanidade; é uma parte integrante dela; por isto, sofre a parte por outra parte ou pelo todo.

      Conf: o restante do texto é, novamente, a visão do misticismo, do qual tantos suspeitam e o execram, mesmo sem conhecê-lo senão muito superficialmente.
...
      Há no final da msg do Noriz uma citação, cujo autor desconheço: “Sofrer por débito próprio é vergonhoso – sofrer por débito alheio é honroso."

      E, de novo raciocinando: como dizer que é vergonhoso sofrer por débitos nossos se nem mesmo sabemos quais são as causas de os contrairmos?

...........
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Maio de 2014, 22:15
Meus irmãos,o nosso amigo IconfortJr nos coloca uma posição bem interessante nas palavras
ditas por Jesus aos seus discípulos que nos leva a raciocinar para melhor interpretar.O que
na verdade Jesus queria dizer ao pronunciar as palavras:"Eu não vim para os sãos;vim para
os doentes"! Mas que doentes seriam estes,seriam os sofredores,os aflitos,ou seriam os
doentes morais,aqueles que causam sofrimentos aos outros.As próprias palavras do mestre
nos confundem quando é dito que ele não se dirigia aos orgulhosos,aos que praticam injusti-
-ças,aos que não creem em Deus,aos egoístas e aos que nada dividem com o próximo.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 03 de Maio de 2014, 23:48
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref msg #49, de 030514, às 18:44, de Lineu.

      Temos e devemos tentar entender a DE, pois ela foi codificada justamente para que a entendamos e, entendendo, vivenciar suas orientações e compreender qual o caminho a seguir para o aperfeiçoamento.

      Assim, me permita o amigo Lineu colocar, para nosso raciocínio, algumas questões acerca de sua msg/resposta referida acima.
....

      Lineu disse: Pode-se entender por aflição a inconformação com as vicissitudes que caracterizam as circunstâncias penosas da vida.

      Conf: questão a raciocinar: e se essa inconformação acontece com uns e não com outros, a que se deve isso? Qual é a causa de uns se conformarem e outros não, fato que, sem dúvida, fará dos primeiros, seres mais felizes?

      Lineu: Pode-se também entender que a aflição apenas existe como um meio providencial com o propósito de excitar o uso da razão na busca de lenitivos.

       Conf: aflição é sofrimento e, muitas vezes, sofrimento desesperador. Assim, raciocinando: o plano educativo de Deus é baseado no fazer sofrer (trazer aflições) com o propósito de fazer excitar o uso da razão daqueles que sabem ou não querem usá-la? Pela DE, todos os sofrimentos dos espíritos ou homens são sempre merecidos e resultam da perfeita justiça de Deus e somente os merecem os que transgridem as leis divinas. Não saber usar a razão, certamente não é transgressão às leis de Deus.

..........     
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 04 de Maio de 2014, 01:38
Citação de: Gustavo Rettenmaier
Sofremos, quando deveríamos ser resignados.

Parece que não, caro Gustavo.

A ideia de submissão paciente aos sofrimentos da vida é incompatível com a justiça divina.

A realidade do sofrimento humano é inegável.

Mas não existe o dever de resignar-se com o sofrimento.

Pelo contrário, compete ao ser humano o dever de lutar, tanto quanto lhe seja possível, para livrar-se dos sofrimentos.

***
Seja bem vindo meu caro.
Entendo que existe uma grande diferença entre submissão e resignação.
Vejo a submissão como a aceitação incondicional de uma situação desconfortável, uma acomodação, e a resignação como a aceitação de um quadro para o qual não estamos encontrando solução.
Ou seja, precisamos lutar sim, trabalhar sim, mas ter em mente que Deus é soberanamente justo e bom.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 04 de Maio de 2014, 01:45

BEM AVENTURADOS OS AFLITOS.

Bem aventurados os que choram, pois que serão consolados. Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois que serão saciados. Bem aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (Mateus cap.V vv 5, 6 e 10)


Olá a todos
E ao mesmo tempo felicitar o colega Manuel Altino pela participação.
Bom!
A meu ver nesta passagem
Destacaria em primeiro plano a pessoa de Jesus
É Jesus quem nos fala
O Mestre  da um recado de suma importância
E se dirige aos humildes não aos orgulhosos
Toda a palavra proferida pelo Cristo esta em acordo com Deus
Pois Este mesmo que nos fala é seu representante” ímpar”
Jesus é Salvador Pleno
Pois que nos instruí nos ensinos superiores e nos convida a tal prática
Perguntaria!
Quem chora pela justiça?
Quem  tem fome e sede de justiça?
Quem sofre perseguição?
Não são os mesmo que praticam a justiça por que creem em Deus?
Não são os mesmo que praticam o amor ao próximo?
Não são os mesmo que dividem o que tem e nada possuem?
Não são os mesmo que não compartilham das vaidades, das cobiças, das ambições, dos adultérios, dos roubos, dos crimes, das injúrias, das traições, das hipocrisias, dos sacerdócios dos privilégios, dos cargos de poder que em tudo mandam....que o “mundo” gratuitamente os oferecem?
E quem seria Aquele que proclamaria a estes, o próprio reino dos céus, que lhes garantiriam tal morada....se não Aquele que o conhece e sabe quais são seus moradores?
Jesus é a garanta, é a prova mor de tudo o que pregou e viveu?
Jesus é a justiça, pois veio de Deus, da parte do Altíssimo.
É O Cristo
É assim que penso
Obrigado pela participação meu caro.
Normalmente que clama por justiça é aquele que busca ser justo.
Mas temos aqueles que criam sua própria justiça, esses terão de esperar sua vez.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 04 de Maio de 2014, 01:50
Meu caro Norizonte, seja bem vindo.
Interpretação interessante de seu autor citado.
A maneira como encaramos as aflições é o que faz toda a diferença.
"Ter problemas é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 04 de Maio de 2014, 01:59
Citação de: Mateus, V: 5, 6 e 10
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

Pode-se entender por aflição a inconformação com as vicissitudes que caracterizam as circunstâncias penosas da vida.

Pode-se também entender que a aflição apenas existe como um meio providencial com o propósito de excitar o uso da razão na busca de lenitivos.

Assim, os aflitos são os humanos encarnados que, inconformados com as referidas vicissitudes, lutam para lenificar e suplantar os sofrimentos próprios e alheios da existência material.

Provavelmente, pois, tais são os aflitos mencionados pelo Mestre Jesus no Sermão da Montanha...

Como dignos de bem-aventurança no mundo espiritual.

***
Decididamente, gosto desse entendimento.
Realmente a busca pelo nosso progresso, nos faz querer auxiliar o progresso de nossos irmãos.
Sofremos, nos afligimos ao ver nossos irmãos em sofrimento, muitas vezes por uma questão de pura ignorância.
De qualquer forma, continuemos o trabalho.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 04 de Maio de 2014, 02:00


BEM AVENTURADOS OS AFLITOS.

Bem aventurados os que choram, pois que serão consolados. Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois que serão saciados. Bem aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (Mateus cap.V vv 5, 6 e 10)
.........

E, para que possamos refletir sobre o tema, constante do capítulo V do ESE, raciocinemos sobre as seguintes questões.

1 - Como podemos fazer para compreender os motivos pelos quais passamos por uma determinada situação aflitiva?
Entendo que devemos examinar cuidadosamente a questão
A mim em primeiro plano devemos compreender Deus como amor e bondade, solicitude e ampara, justiça e sabedoria ...e a nós como seres inconsequentes...falhos...imprudentes....devemos observar o meio em que vivemos e aprender que tudo tende a um destruição, consequência natural das leis que aqui regem todos os elementos e de que somos parte integrante da natureza...devemos examinar em nós dois princípios que desencadeiam desordens física e moral...que são o orgulho e o egoísmo.

Citar
2 - De que consolação, de que Reino, Jesus nos fala, quando nos exorta a paciência e a mansuetude?
Jesus nos fala do Reino dos Céus
Que representa o mundo espiritual
Que representa a são consciência
O consolo vem do resultado das boas obras praticadas, pois que nada é em vão, já que Deus é justíssimo e autor das leis morais

Citar
3 - Como compreender que um ente amado, uma criança talvez, padeça com doenças terríveis, ou acidentes cuja precaução não foi suficiente?
Justamente pela invalidez da precaução
Pelo deficiência no cuidado, e outra!
Cremos na lei de causa e efeito
Se não há consequências nesta vida é por que suas origens estão nas vidas passadas...
A de compreendermos que estamos sujeitos, não por determinação, mas que habitamos num meio onde a ação dos imprudentes, dos impudicos, dos de corações maus, dos que cometem crimes, sermos atingidos....não existe só a manifestação da vida humana...há também os animais de todas as ordens, os vegetais com todos os seus componentes, os vírus, as bactérias, então a questão moral atinge padrões de ordem social em grande escala...logo a DE...a isso nos prescreve; a de sermos bons cidadãos em todos os sentidos.

Citar

4 - Como entender a violência e a falta de amor que nos cerca a todo momento?

A predominância em muitos homens do orgulho e do egoísmo
Belas respostas meu caro, belas respostas.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: M.Altino em 04 de Maio de 2014, 11:16
Amigos para todos com muito carinho o meu bom dia sincero.
E continuando este nosso estudo que é sempre motivo de muitas questões e ao mesmo tempo saber que são os Aflitos que Jesus nos fala, vamos compreender que apenas nos quer dizer que o importante é hoje tentarmos sermos melhores que fomos e ao mesmo tempo nos modificar.
 Mas se há males, nesta vida, de que o homem é a própria causa, há também outros que, pelo menos em aparência, são estranhos à sua vontade e parecem golpeá-lo por fatalidade.
 Assim, por exemplo, a perda de entes queridos e dos que sustentam a família.
Assim também os acidentes que nenhuma previdência pode evitar; os revezes da fortuna, que frustram todas as medidas de prudência; os flagelos naturais; e ainda as doenças de nascença, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes a possibilidade de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, a imbecilidade etc.
Os que nascem nessas condições, nada fizeram, seguramente, nesta vida, para merecer uma sorte tão triste, sem possibilidade de compensação, e que eles não puderam evitar, sendo impotentes para modificá-las e ficando à mercê da comiseração pública.
Por que, pois, esses seres tão desgraçados, enquanto ao seu lado, sob o mesmo teto e na mesma família, outros se apresentam favorecidos em todos os sentidos?
Que dizer, por fim, das crianças que morrem em tenra idade e só conheceram da vida o sofrimento? Problemas, todos esses, que nenhuma filosofia resolveu até agora, anomalias que nenhuma religião pôde justificar, e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, segundo a hipótese da criação da alma ao mesmo tempo que o corpo, e da fixação irrevogável da sua sorte após a permanência de alguns instantes na Terra.
Que fizeram elas, essas almas que acabam de sair das mãos do Criador, para sofrerem tantas misérias no mundo, e receberem, no futuro, uma recompensa ou uma punição qualquer, se não puderam seguir nem o bem nem o mal?
Entretanto, em virtude do axioma de que todo efeito tem uma causa, essas misérias são efeitos que devem ter a sua causa, e desde que se admita a existência de um Deus justo, essa causa deve ser justa.
Ora, a causa sendo sempre anterior ao efeito, e desde que não se encontra na vida atual, é que pertence a uma existência precedente.
Por outro lado, Deus não podendo punir pelo bem que se fez, nem pelo mal que não se fez, se somos punidos, é que fizemos o mal.
 E se não fizemos o mal nesta vida, é que o fizemos em outra.
 Esta é uma alternativa a que não podemos escapar, e na qual a lógica nos diz de que lado está a justiça de Deus.
O homem não é, portanto, punido sempre, ou completamente punido, na sua existência presente, mas jamais escapa às consequências de suas faltas.
A prosperidade do mau é apenas momentânea, e se ele não expia hoje, expiará amanhã, pois aquele que sofre está sendo submetido à expiação do seu próprio passado.
A desgraça que, à primeira vista, parece imerecida, tem portanto a sua razão de ser, e aquele que sofre pode sempre dizer: "Perdoai-me, Senhor, porque eu pequei".
Os sofrimentos produzidos por causas anteriores são sempre, como os decorrentes de causas atuais, uma consequência natural da própria falta cometida.
Quer dizer que, em virtude de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre aquilo que fez os outros sofrerem.
Se ele foi duro e desumano, poderá ser, por sua vez, tratado com dureza e desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer numa condição humilhante; se foi avarento, egoísta, ou se empregou mal a sua fortuna, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer com os próprios filhos; e assim por diante.
É dessa maneira que se explicam, pela pluralidade das existências e pelo destino na Terra, como mundo expiatório que é, as anomalias da distribuição da felicidade e da desgraça, entre os bons e os maus neste mundo. Essa anomalia é apenas aparente, porque só encaramos o problema em relação à vida presente; mas quando nos elevamos, pelo pensamento, de maneira a abranger uma série de existências, compreendemos que a cada um é dado o que merece, sem prejuízo do que lhe cabe no mundo dos Espíritos, e que a justiça de Deus nunca falha.
O homem não deve esquecer-se jamais de que está num mundo inferior, onde só é retido pelas suas imperfeições.
 A cada vicissitude, deve lembrar que, se estivesse num mundo mais avançado, não teria de sofrê-la, e que dele depende não voltar a este mundo, desde que trabalhe para se melhorar.
 As tribulações da vida podem ser impostas aos Espíritos endurecidos, ou demasiado ignorantes para fazerem uma escolha consciente, mas são livremente escolhidos e aceitas pelos Espíritos arrependidos, que querem reparar o mal que fizeram e tentar fazer melhor.
Assim é aquele que, tendo feito mal a sua tarefa, pede para recomeçá-la, a fim de não perder as vantagens do seu trabalho.
 Essas tribulações, portanto, são ao mesmo tempo expiações do passado, que castigam, e provas para o futuro, que preparam.
Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede aos homens a faculdade da reparação, e não o condena irremediavelmente pela primeira falta.
Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja necessariamente o indício de uma determinada falta: trata-se frequentemente de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento.
Assim, a expiação serve sempre de prova, mas a prova nem sempre é uma expiação.
Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa de ser provado. Um Espírito pode, portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensado, se sair vitorioso, quanto mais penosa tiver sido a sua luta.
Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendências naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mau de sua precedente existência, e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar. Podem-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus.
O sofrimento que não provoca murmurações pode ser, sem dúvida, uma expiação, mas indica que foi antes escolhido voluntariamente do que imposto; é a prova de uma firme resolução, o que constitui sinal de progresso.
Amigos como podemos compreender sempre e muitas vezes há causas de vidas passadas que ainda tem de ser resolvidas, por isso só nos resta hoje sempre fazer o melhor no auxilio ao próximo e a nos mesmo...
Os Espíritos não podem aspirar à perfeita felicidade enquanto não estão puros; toda mancha lhes impede a entrada nos mundos felizes.
Assim acontece com os passageiros de um navio tomado pela peste, aos quais fica impedida a entrada numa cidade, até que estejam purificados.
 É nas diversas existências corpóreas que os Espíritos se livram, pouco a pouco, de suas imperfeições.
 As provas da vida fazem progredir, quando bem suportadas; como expiações, apagam as faltas e purificam; são o remédio que limpa a ferida e cura o doente, e quanto mais grave o mal, mais enérgico deve ser o remédio. Aquele, portanto, que muito sofre, deve dizer que tinha muito a expiar e alegrar-se de ser curado logo.
Dele depende, por meio da resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não perder os seus resultados por causa de reclamações, sem o que teria de recomeçar.
Com um grande abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 04 de Maio de 2014, 15:55
Citação de: Gustavo Rettenmaier
Entendo que existe uma grande diferença entre submissão e resignação.

A palavra resignação é definida no Dicionário Aurélio como a submissão paciente aos sofrimentos da vida. E no Dicionário Priberam como a sujeição paciente às contrariedades da vida.

Observa-se que ambas as definições mencionadas traduzem a ideia de acomodação e/ou aceitação incondicional às situações desconfortáveis da vida.

Tal ideia, ao que parece, não corresponde ao comportamento digno de ser assumido por seres humanos que aspiram progredir no rumo da evolução espiritual, traçado por Deus...

Nem parece traduzir o pensamento do Mestre Jesus a respeito da bem-aventurança reservada aos aflitos no plano espiritual.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 05 de Maio de 2014, 00:17

Bem aventurados os aflitos, é a afirmativa de Jesus. Mas vejo que teimamos em nos afligir. Muitas vezes a aflição tem  sua origem no modo como encaramos o fato ou situação.

Lembro-me de uma situação na qual após um acidente de trânsito fui transportado ao PS local por um veículo de resgate dos Bombeiros. E no sacolejar durante o trajeto, pensava "como meu dinheiro dos impostos foram bem empregados neste serviço".

Talvez seja importante observarmos os dois lados do sofrimento para não incorrermos em análise parcial.

Quando se está acidentado, vulnerável... pequenos gestos como: o sorriso da enfermeira ao trazer a cadeira de rodas ou maca, um pedido de calma de um atendente feito com suavidade... nos fazem sentir bem em meio a um caos à nossa volta.

O entendimento de nosso psicológico em momentos de dores e crises é fundamental. Porque muitos sofreres ocorrem com a nossa permissão.

Abraços



Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2014, 02:16
Meus irmãos,o nosso amigo IconfortJr nos coloca uma posição bem interessante nas palavras
ditas por Jesus aos seus discípulos que nos leva a raciocinar para melhor interpretar.O que
na verdade Jesus queria dizer ao pronunciar as palavras:"Eu não vim para os sãos;vim para
os doentes"! Mas que doentes seriam estes,seriam os sofredores,os aflitos,ou seriam os
doentes morais,aqueles que causam sofrimentos aos outros.As próprias palavras do mestre
nos confundem quando é dito que ele não se dirigia aos orgulhosos,aos que praticam injusti-
-ças,aos que não creem em Deus,aos egoístas e aos que nada dividem com o próximo.

Uma reflexão interessante meu caro Antonio, interessante.
Os ensinamentos de Jesus, falam ao coração dos homens, e como ele dizia, é necessário ter ouvido para ouvir, e não apenas escutar.
Todas as nossas aflições, em ultima análise, são fruto de nossas doenças morais.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2014, 02:22
"Mas se há males, nesta vida, de que o homem é a própria causa, há também outros que, pelo menos em aparência, são estranhos à sua vontade e parecem golpeá-lo por fatalidade.
 Assim, por exemplo, a perda de entes queridos e dos que sustentam a família."

Realmente meu caro, uma situação de aflição certa e séria, pela qual muitas familias se vem atingidas.
Uma oportunidade tambem, para que possamos exercitar a caridade, mas que muitas vezes nos tornamos algozes, agravando nossas próprias aflições.
Compreender o evangelho é fundamental para que possamos progredir.
Nesse sentido, saber o que são aflições verdadeiras, e como suportá-las é parte fundamental desse aprendizado.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2014, 02:25
Citação de: Gustavo Rettenmaier
Entendo que existe uma grande diferença entre submissão e resignação.

A palavra resignação é definida no Dicionário Aurélio como a submissão paciente aos sofrimentos da vida. E no Dicionário Priberam como a sujeição paciente às contrariedades da vida.

Observa-se que ambas as definições mencionadas traduzem a ideia de acomodação e/ou aceitação incondicional às situações desconfortáveis da vida.

Tal ideia, ao que parece, não corresponde ao comportamento digno de ser assumido por seres humanos que aspiram progredir no rumo da evolução espiritual, traçado por Deus...

Nem parece traduzir o pensamento do Mestre Jesus a respeito da bem-aventurança reservada aos aflitos no plano espiritual.

***
Embora não tenha procurado um dicionário, continuo com minha visão de que submissão me leva a imposição, falta de alternativa, ao passo que resignação me leva a aceitação enquanto se busca alternativa.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2014, 02:27

Bem aventurados os aflitos, é a afirmativa de Jesus. Mas vejo que teimamos em nos afligir. Muitas vezes a aflição tem  sua origem no modo como encaramos o fato ou situação.

Lembro-me de uma situação na qual após um acidente de trânsito fui transportado ao PS local por um veículo de resgate dos Bombeiros. E no sacolejar durante o trajeto, pensava "como meu dinheiro dos impostos foram bem empregados neste serviço".

Talvez seja importante observarmos os dois lados do sofrimento para não incorrermos em análise parcial.

Quando se está acidentado, vulnerável... pequenos gestos como: o sorriso da enfermeira ao trazer a cadeira de rodas ou maca, um pedido de calma de um atendente feito com suavidade... nos fazem sentir bem em meio a um caos à nossa volta.

O entendimento de nosso psicológico em momentos de dores e crises é fundamental. Porque muitos sofreres ocorrem com a nossa permissão.

Abraços
Eu diria meu caro, que mais do que com nossa permissão, todo nosso sofrimento é consequência de nossas próprias ações e sentimentos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Danilo Henrique em 05 de Maio de 2014, 04:36
Olá Kazaoza. Em tempo, as respostas.

Citar
O fato de não desejarmos algo não significa que Deus equivocou-se ao Criar este algo ou relapso ao permitir que este algo viesse a fazer parte de nossas vidas.

Perfeitamente. Isso prova que há no homem duas personalidades distintas e totalmente conflitantes entre si: A primeira é a personalidade ilusória e temporal da sua presente encarnação. Aquilo que você pensa ser você. Um ser humano vivendo uma vida de acontecimentos humanos. Essa personalidade é egoísta por natureza. Ama apenas a si mesma, e clama pela satisfação dos seus desejos. A segunda é a personalidade verdadeira e eterna do Espírito. Aquela que deseja a união com Deus, ou seja, que quer abrir mão dos seus desejos  para viver a vontade de Deus  e não a sua própria, assim como Cristo viveu. Mas que precisa se ligar à personalidade humana, para adquirir as virtudes que a afasta de Deus. É o que eu venho dizendo. O problema é que vocês, enquanto humanos encarnados, vivenciam a primeira achando que ela é o próprio Espírito. Dizem que querem educar o filho, achando que é o próprio Espírito que diz isso. Daí a confusão generalizada.
Mas não vou me estender muito agora, pois já escrevi bastante na terceira página. Lá, eu já disse tudo o que queria expor sobre o assunto. Caso queira comentar ou levantar alguma objeção, fique à vontade.
Não há nada pessoal contra o seu modo de pensar. Apenas aproveitei a sua intervenção, para desenvolver o assunto, para quem quiser investigá-lo.

Citar
O zelo que temos para com nossos filhos no sentido de resguardá-los das aflições é um instinto natural do homem. Sabemos que os motivos de aflições continuarão a existir depois de nossa morte física, que o tempo que temos para caminharmos lado-a-lado com aqueles é limitado, que sentimos no dever de educá-los e prepará-los para as naturais adversidades. Dessa forma, o que buscamos é passar a eles aquilo que já aprendemos com as próprias experiências ou com o que recebemos em forma de informações que nos foram repassadas por aqueles que nos orientaram. Isso chama-se educação.


Eu tenho 25 anos ainda, e to achando que vai nascer cabelo branco já já, rsrs.
É incrível como a mente humana só consegue raciocinar através de atos humanos.
Bom, mesmo assim esclareço, nunca disse que se deve deixar de educar os filhos. Em nenhum momento, eu falei sobre isso ser certo ou errado. Ou seja, eu não falei sobre "ato", pois este não existe. O ato é a teatralização do roteiro da peça que você está vivendo. Até porque, não é você quem educa seus filhos. É Deus. Pois nenhum ser humano pode interferir do destino de outro, por algo feito pela sua própria vontade.
Se seu filho na verdade não é o seu filho, mas sim um Espírito, que encarna num mundo  para sofrer as vicissitudes da vida com a finalidade aproximar-se de Deus, respeitando um programa pré-estabelecido, precisando vivenciar um determinado gênero de provações, como é que o Pai humano quer se meter nisso? 
Enfim, problema não é o ato em si, mas a intencionalidade que se coloca no ato. Isto é, fazer alguma coisa, porque acha ela certa. Acreditar, em Espírito, no motivo racional ou na necessidade de fazê-la, e comprometer o seu coração com isso.
O ser humano não pode fugir do medo da aflição e do desejo do prazer. E se o buscasse, acreditando estar fazendo a coisa correta, estaria caindo na mesma armadilha. Pois estaria buscando aquilo que ele "acha" certo, que é sentir aflição para satisfazer o seu "desejo" de evoluir espiritualmente. Não, não fique dúvidas que não foi essa a ideia que eu quis transmitir no meu texto inicial.

Abraços!

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 05 de Maio de 2014, 11:56
Olá pessoal.

Caso me seja permitido gostaria de 'complicar' um pouco a questão sobre a utilidade das aflições:

Qual a utilidade das aflições, dos sofrimentos? como de um sofrimento pode resultar um bem para o Espírito? como se daria esse processo?

Ainda, por que o sofrimento é útil naqueles casos em que não existe expiação, ou prova, nos casos citados em OSE de Espíritos que atingiram certo grau de elevação? e por extensão por que as aflições de Cristo?

Já levantei uma explicação de Huberto Rohden sobre o tema: seriam os sofrimentos por substituição, mas isso seria correto? existiria outra forma de explicar a razão desses sofrimentos que aparentemente não foram gerados pelos Espíritos que sofrem?

Abraço.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2014, 12:21
"É incrível como a mente humana só consegue raciocinar através de atos humanos."

Creio, meu caro Danilo, que essa frase resume bem seu pensamento e a grande dificuldade de cada um de nós.
Não conseguimos entender a vida como sendo a vida de um espirito, momentaneamente envolvido pela matéria.
Mas acho um tanto radical esse conceito de que a vida humana é ilusória. Não é.
A vida humana é extremamente real, é ai que, segundo entendo, conseguimos colocar em prática as conquistas, ou os fracassos, de nossa jornada evolutiva.
sempre considerando que somos espiritos imortais em constante processo evolutivo, nos dois planos da vida.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2014, 12:27
Olá pessoal.

Caso me seja permitido gostaria de 'complicar' um pouco a questão sobre a utilidade das aflições:

Qual a utilidade das aflições, dos sofrimentos? como de um sofrimento pode resultar um bem para o Espírito? como se daria esse processo?

Ainda, por que o sofrimento é útil naqueles casos em que não existe expiação, ou prova, nos casos citados em OSE de Espíritos que atingiram certo grau de elevação? e por extensão por que as aflições de Cristo?

Já levantei uma explicação de Huberto Rohden sobre o tema: seriam os sofrimentos por substituição, mas isso seria correto? existiria outra forma de explicar a razão desses sofrimentos que aparentemente não foram gerados pelos Espíritos que sofrem?

Abraço.
Norizonte meu caro, fique a vontade para "complicar" o que quiser. É dai que extraimos o progresso.
Por que as aflições? Qual a utilidade delas?
Tem um exemplo que gosto muito.
As mães, principalmente, sempre tem muito cuidado com seus filhos próximos ao fogão, para que não se queimem, não se machuquem.
Mas, dizer a uma criança, que mal consegue balbuciar as primeiras palavras, que ela vai se queimar perto do fogo, é algo absolutamente abstrato. Ela não vai entender.
Porem, caso a criança se aproxime do fogo e sinta o calor, sinta que aquilo pode doer, machucar, ela saberá que não pode ficar perto.
É obvio que nenhum pai consciente colocara seu filho no fogo para ele aprender, mas ele vai ter de aprender.
Vejo nas aflições a mesma lógica.
Jesus nos ensinou, com amor e doçura, as lições que nos permitem chegar ao Pai.
Quando, por teimosia ou ignorância, ou os dois, teimamos em errar, teimamos em nos aproximar do fogão, apenas a queimadura, aflição, irá nos ensinar a lição.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 05 de Maio de 2014, 13:36
[...]
Embora não tenha procurado um dicionário, continuo com minha visão de que submissão me leva a imposição, falta de alternativa, ao passo que resignação me leva a aceitação enquanto se busca alternativa.

Talvez a divergência esteja no fato de que ser resignado não é ser passivo ante a aflição. Resignar-se é submeter-se, porém devemos exercer meios para amenizá-la ( a aflição). O passivo aceita e não se move.

Abraços



Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 05 de Maio de 2014, 14:04
Trago mais um texto do livro 'por que sofremos' de Huberto Rohden que pode ser útil

Há entre os sofredores três classes:

1. os revoltados, 2. os resignados, 3. os regenerados.

Os revoltados assumem atitude negativa em face do sofrimento, que, por isto, os leva à frustração.

Os resignados assumem atitude de estoicismo passivo, toleram em silêncio o inevitável – estes não se realizam nem se frustram pelo sofrimento, mas ficam num status quo, numa estagnação neutra.

Os regenerados assumem uma atitude positiva em face do sofrimento, servindo-se dele para sua purificação e maturação espiritual. Para estes, o sofrimento, embora doloroso, conduz à felicidade.

O sofrimento em si não pode perder nem redimir o homem – o homem é que se perde ou que se redime pela atitude que assumir em face do sofrimento.
Disse o Mestre aos discípulos de Emaús: “Não devia o Cristo sofrer tudo isso para entrar em sua glória?”
O sofredor sensato compreende estas palavras e pode dizer: não devia eu então sofrer tudo isso para assim entrar na minha realização existencial?

É sabedoria evitar o que é evitável – e tolerar calmamente o que é inevitável
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 05 de Maio de 2014, 14:26
Gustavo, a 'complicação' a que me refiro estaria na tentativa de fazermos uma análise de como as aflições podem contribuir para nossa evolução como Espíritos. Veja o que postei acima e repito aqui de Huberto Rohden (parece perseguição essa coisa de citar esse autor, mas ele ajuda em alguns casos).

"Os regenerados assumem uma atitude positiva em face do sofrimento, servindo-se dele para sua purificação e maturação espiritual. Para estes, o sofrimento, embora doloroso, conduz à felicidade."

Considerando como certa essa posição do autor, como ocorreria essa purificação e maturação espiritual? Imaginemos alquém passando por uma aflição: grave doença, grave acidente, perde de ente querido, grandes dificuldades financeiras,..

Como essas aflições poderiam ajudar ao encarnado a afastar-se do material e aproximar-se do Espiritual? como nesses casos as aflições ajudariam a 'matar' o ego e despertar a natureza Espiritual?

A ideia de utilidade de um sofrimento, para mim, está no fato de esse sofrimento ajudar ao encarnado a aproximar-se de sua verdadeira natureza e evitar que outro sofrimento, o moral, o acompanhe depois de desencarnar, mas qual exercício o sofredor teria que fazer?

Peguemos um dos exemplos, alguém que sofre com doença terminal, ou muito dolorosa, em que esse sofrimento ajudaria o sofredor?

Depois podemos 'complicar' de vez tratando do sofrimento daqueles que não precisam mais expiar ou passar por provas, os que vêm em missão e o próprio sofrimento do Cristo. ;)
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 05 de Maio de 2014, 14:30
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: msg #53, de 030514, 22:15, de ARenato.

      ARenato disse: O que na verdade Jesus queria dizer ao pronunciar as palavras: "Eu não vim para os sãos; vim paraos doentes"! Mas que doentes seriam estes, seriam os sofredores, os aflitos, ou seriam os doentes morais, aqueles que causam sofrimentos aos outros. As próprias palavras do mestre nos confundem quando é dito que ele não se dirigia aos orgulhosos, aos que praticam injustiças, aos que não creem em Deus, aos egoístas e aos que nada dividem com o próximo.

      Conf: olá, amigo Renato, essas são mesmo palavras do Mestre?! Jesus, aquele que veio pregar o amor, disse mesmo isso, ou apenas algum de nossos companheiros colocou seu ponto de vista, porq o considerou lógico?

      Essas palavras não devem estar nos evangelhos, que Jesus disse que não se dirigia aos orgulhosos, aos que praticam injustiças, aos que não creem em Deus, aos egoístas e aos que nada dividem com o próximo?! 

      E, certamente, são doentes os doentes da alma e os doentes do corpo; assim, tanto os bons sofredores, quanto os maus sofredores e causadores de sofrimentos. Os evangelhos estão cheios de passagens referentes a atos “milagrosos” realizados pelo “médico” Jesus, de curas de problemas físicos, não é?, e até de males psicológicos, como a demência. 

      Mas, e qto aos males morais, onde estão suas ações como médico curador dos males da alma? Também estão em toda parte dos Evangelhos, pois foi mais a isso que a qualquer outra coisa, que Jesus dedicou toda sua vida, até a crucificação, a ensinar o que e o como fazer para que cada um cure a si mesmo. 

      Essa foi a atuação de Jesus como médico dos doentes morais: ensinar o amor. Assim, percebe-se que nem mesmo o iluminado curou males morais, que apenas ensinou a como, cada um, curá-los por si mesmo.

      Mas, sem dúvida, doentes somos todos nós que ainda estamos, como ensina a DE, num mundo de sofrimentos. Os moralmente sãos, devem ser exceções, como ele mesmo e outros que já haviam conhecido a verdade e, consequentemente, haviam se libertado dos males morais.

............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 05 de Maio de 2014, 16:03
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: msg #21, de 020514, 01:17.


      Rettenmaier respondeu: É óbvio Coronel, que o livre arbítrio é, por assim dizer, uma das bases da doutrina. Entretanto, esta na ignorância a principal causa dos equívocos ocasionados por esse tal de livre arbítrio.

      Conf: e, meu amigo, porq temos que sofrer, se, como vc diz, "está na ignorância a principal causa dos equívocos ocasionados por esse tal de livre arbítrio"?!´

............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 05 de Maio de 2014, 17:16
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: msg #22, de 020514, 01:23, de Rettenmaier.

      Meu amigo Gustavo, percebo que vc se aborrece com tantas questões que trago; mas, tenha certeza, por trás delas há a melhor das intenções: fazer, se possível, raciocinar para melhor entender. Faço isso há dezena de anos. Muitos se aborrecem, outros não gostam de raciocinar com relação àquilo que julgam não necessitar de raciocínio, outros consideram minhas questões tolas e infantis, e apenas para iniciantes na doutrina. No entanto, lhe asseguro que, embora pareçam, não são tolas nem infantis; que, a quem se interessar, poderão levar a respostas de significado profundo para um melhor entendimento de o que seja a vida e de  tudo que nela estamos passando.
....
      Citação de lconforjr: “o processo de evoluir, criado pelo Soberano Amor e Perfeita Sabedoria, é baseado em fazer sofrer? Se não há desesperadoras aflições, não há evoluir?!”
....

      Rettenmaier respondeu: Para mim a resposta é um tanto óbvia: Não.

      Conf: se sua resposta é não, então porq é que sofremos? Se não é por ser o processo evolutivo baseado em fazer sofrer, porq é?

      Rett: O problema é que, enquanto encarnados, valorizamos demais os componentes materiais, buscando os gozos desses benefícios, ainda que em prejuízo de nossos irmãos.

      Conf: mas, meu amigo, vc já refletiu sobre porq é que, quando encarnados, valorizamos demais os componentes materiais, buscando os gozos desses benefícios, ainda que em prejuízo de nossos irmãos? Não estará, justamente, no fato de estarmos encarnados que valorizamos demais esses “componente materiais”? Não será por estarmos na carne que erramos tanto e tantas vezes de maneira absurda e monstruosa?

      Porq nos tornamos assim, senão porq estamos num mundo, no qual o Criador nos colocou, e no qual foram colocados numerosos atrativos aos quais nos apegamos com unhas e dentes e, exatamente, por isso é que erramos tanto, causando prejuízos aos nossos irmãos, e que somos submetidos a aflições sem conta?

      Mas, porq é que devido a isso, o espirito/homem tem de, forçosamente passar por aflições, sofrimentos sem conta, como vemos no mundo? Ele, o espirito, é responsável, ou culpado, por se apegar aos atrativos do mundo? Porq temos de sofrer se todos os sofrimentos são merecidos e aplicados com perfeita justiça, mas somente àqueles que transgridem as leis divinas? Será transgressão a essas leis o fato de nos apegarmos às coisas que consideramos boas para nós?


      Rett: Todo o dano causado aos nossos semelhantes, nos retorna como aflição a ser purgada como lição, ensinamento. Quando assimilarmos as lições e exemplos de amor de Jesus, provavelmente não teremos mais aflições a purgar. Todo o dano causado aos nossos semelhantes, nos retorna como aflição a ser purgada como lição, ensinamento. Quando assimilarmos as lições e exemplos de amor de Jesus, provavelmente não teremos mais aflições a purgar.

      Conf: sim, é o ensinamento da doutrina! Mas porq é que causamos danos aos semelhantes se sabemos que isso nos trará aflições e se temos a possibilidade de, pelo livre-arbítrio, agir corretamente? Porq essa nossa teimosia de, quando contrariados ou por apego aos componentes materiais, causarmos danos aos semelhantes? O amigo já encontrou respostas a estas perguntas?

..............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Maio de 2014, 17:36
Meus irmãos,com relação a resposta dada ao Danilo pelo Gustavo na msg # 69,posso até
acrescentar:Sendo a vida real e não ilusória,pode-se criar uma ilusão para atenuar o impacto
dos sofrimentos,isso tira um pouco à aflição.Sitando a exemplo:digamos que uma pessoa
faz um exame para verificar e comprovar uma doença muito grave,mesmo tendo como certo
o resultado positivo na comprovação desta doença,na qual ela irá sofrer muito,ela cria em
 sua mente uma ilusão de que essa doença é passageira e que em pouco tempo estará
curada.Daí em diante ela passa a viver nessa ilusão criada,com certeza vai ter uma vida
melhor.
 
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 05 de Maio de 2014, 18:21

É incrível como a mente humana só consegue raciocinar através de atos humanos.
Bom, mesmo assim esclareço, nunca disse que se deve deixar de educar os filhos. Em nenhum momento, eu falei sobre isso ser certo ou errado. Ou seja, eu não falei sobre "ato", pois este não existe. O ato é a teatralização do roteiro da peça que você está vivendo. Até porque, não é você quem educa seus filhos. É Deus. Pois nenhum ser humano pode interferir do destino de outro, por algo feito pela sua própria vontade.
Se seu filho na verdade não é o seu filho, mas sim um Espírito, que encarna num mundo  para sofrer as vicissitudes da vida com a finalidade aproximar-se de Deus, respeitando um programa pré-estabelecido, precisando vivenciar um determinado gênero de provações, como é que o Pai humano quer se meter nisso? 


Não é isso que a DE ensina a esse respeito.
Leiam sobre;
- Afeição dos Espíritos por certas pessoas
- Anjos de guarda; Espíritos protetores, familiares ou simpáticos
Estes fazem parte do cap 9 do OLE.

O link http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/le/le-2-09.html#1.6
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 05 de Maio de 2014, 18:22
      Ref: resp #24, de 020514, do Rettenmaier.


      E se não esquecermos da conquista de nós mesmos, o que é que devemos fazer?

      Numa outra msg vc falou que só o amor incondicional poderá nos levar a conquistas maiores (ou coisa semelhante), certo? Mas, vc tem alguma ideia de como conquistar, de como fazer para ter esse amor? Não é a caridade, não são os atos forçados de amor ao próximo, nem o sacrifício nisto ou naquilo que trarão amor ao nosso coração. Amor não é ação; se exterioriza em ação, mas não é ação; é sentimento, virtude. E onde está quem nos ensine a como ter essa virtude em nosso coração? Pois, amor (como qualquer virtude) não se ensina, nem se aprende nem com ensinamentos, conselhos, exemplos de quem quer que sejam, mesmo que de Jesus.

................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2014, 18:30
[...]
Embora não tenha procurado um dicionário, continuo com minha visão de que submissão me leva a imposição, falta de alternativa, ao passo que resignação me leva a aceitação enquanto se busca alternativa.

Talvez a divergência esteja no fato de que ser resignado não é ser passivo ante a aflição. Resignar-se é submeter-se, porém devemos exercer meios para amenizá-la ( a aflição). O passivo aceita e não se move.

Abraços
É exatamente essa a diferença que eu vejo, submissão me remete a passividade, sem reação, enquanto a resignação é a aceitação daquilo que AINDA não consegui mudar.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2014, 18:34
"O sofrimento em si não pode perder nem redimir o homem – o homem é que se perde ou que se redime pela atitude que assumir em face do sofrimento.
Disse o Mestre aos discípulos de Emaús: “Não devia o Cristo sofrer tudo isso para entrar em sua glória?”
O sofredor sensato compreende estas palavras e pode dizer: não devia eu então sofrer tudo isso para assim entrar na minha realização existencial?

É sabedoria evitar o que é evitável – e tolerar calmamente o que é inevitável."

Exatamente, o homem se redime pela sua postura face o sofrimento, a aflição.
A redenção vem do aprendizado que faça das aflições sofridas.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 05 de Maio de 2014, 20:57
Citação de: Marcos W. Silva
Resignar-se é submeter-se, porém devemos exercer meios para amenizá-la (a aflição). O passivo aceita e não se move.

De acordo, caro Marcos.

O ser humano não deve conformar-se com a aflição.

Pelo contrário, deve chorar, expressando a própria inconformação com as circunstâncias aflitivas. E despender todas as forças no sentido de livrar-se delas.

Aliás, tal comportamento foi ratificado pelo Mestre Jesus com a seguinte expressão: “Bem-aventurados os que choram porque eles serão consolados”.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 05 de Maio de 2014, 21:54
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: resp #35, 020514, 17:04, de Kazoka.

      Kazaoka disse: Coronel, saiba que os milhões de anos que faltam para que as coisas passem, são os mesmos milhões de anos que já passaram para que chegássemos até aqui. Esta não é a nossa primeira existência, não nascemos ontem e temos tanto para aprender quanto o que já aprendemos até aqui.

      Conf: sim, meu amigo Kazaoka, sei disso. Apenas não sei porq vc lembrou esse fato. Estamos falando dos sofrimentos, das aflições, certo? E o fato de termos vivido por milhões de anos e de termos outros milhões pela frente explica, ou justifica, os sofrimentos dos espíritos? Todas as aflições, ou sofrimentos, são explicados pela doutrina, como sendo consequências do não cumprimento das leis de Deus, não são?

...........
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 05 de Maio de 2014, 22:03
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: resp #36, 020514, 18:11, Rettenmaier.

      Rettenmaier disse: Meu caro Antonio, será que o sofrimento não é pelo fato de não termos capacidade de compreender o alcance e a necessidade das lições corretivas de cada encarnação?

      Conf: amigo Gustavo, todos os sofrimentos (exceção de provas e missões) decorrem de transgredir as leis de Deus! Logo, não podem ser aplicados por não termos capacidade para compreender o que quer que seja, concorda?

..............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 05 de Maio de 2014, 22:27

[...]O problema é que vocês, enquanto humanos encarnados, vivenciam a primeira achando que ela é o próprio Espírito. Dizem que querem educar o filho, achando que é o próprio Espírito que diz isso. Daí a confusão generalizada.


Bom, mesmo assim esclareço, nunca disse que se deve deixar de educar os filhos. Em nenhum momento, eu falei sobre isso ser certo ou errado. Ou seja, eu não falei sobre "ato", pois este não existe. O ato é a teatralização do roteiro da peça que você está vivendo. Até porque, não é você quem educa seus filhos. É Deus. Pois nenhum ser humano pode interferir do destino de outro, por algo feito pela sua própria vontade.
Se seu filho na verdade não é o seu filho, mas sim um Espírito, que encarna num mundo  para sofrer as vicissitudes da vida com a finalidade aproximar-se de Deus, respeitando um programa pré-estabelecido, precisando vivenciar um determinado gênero de provações, como é que o Pai humano quer se meter nisso? 
Enfim, problema não é o ato em si, mas a intencionalidade que se coloca no ato. Isto é, fazer alguma coisa, porque acha ela certa. Acreditar, em Espírito, no motivo racional ou na necessidade de fazê-la, e comprometer o seu coração com isso.
[...]

Danilo, em que consistiria a missão que, segundo O Livro Dos Espíritos, trata dos deveres da paternidade e da maternidade, ou estes não seriam uma missão? Neste caso, em que consiste uma missão para um Espírito reencarnado?

Abraços


Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 05 de Maio de 2014, 22:48
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: resp #57, 040514, às 01:50, Rettenmaier.

      Meus amigos, me perdoem, mas sempre que encontro uma oportunidade de levar alguém a raciocinar para entender, faço perguntas.
...

      Rettenmaier disse: A maneira como encaramos as aflições é o que faz toda a diferença. "Ter problemas é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."

      Conf: preciso perguntar; para mim perguntar é obrigação. Sobre isso que vc disse, que “Essa maneira de como cada um encara as aflições é que faz a diferença”, pergunto: qual diferença? A de sofrer ou não sofrer aflições, ou de um sofrer mais aflições do que outros? Se é assim, qual é causa de se sofrer por isso, se a maneira de encarar nossas aflições depende de nossa compreensão, não sendo, sem dúvida, transgressão as leis de Deus, que só isto é que justifica o sofrimento?

..............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 06 de Maio de 2014, 00:31
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: resp #62, de 050514, às 00:17, de Marcos W.

      Marcos disse: Muitas vezes a aflição tem  sua origem no modo como encaramos o fato ou situação.

      Conf: isso significa que, muitas vezes, a aflição depende do modo como encaramos o fato ou situação, certo? E de que depende o modo como os encaramos? De nossa vontade? Ou da compreensão adquirida no aprendizado da vida? Se é assim, porq uns os encarariam de modo mais favorável para si mesmos, e outros de modo desfavorável?

      Percebam que desses dois modos diferentes de os encarar, resultam para uns mais felicidades do que para outros, certo? Logo, se há uma justiça perfeita, tem de haver uma causa justa para que os modos de encarar sejam mais felizes para uns do que para outros. Só assim, haverá uma perfeita justiça. Então, perguntamos: qual é a causa de uns encararem os acontecimentos de um modo e outros de outro modo?

      Marcos:... Porque muitos sofreres ocorrem com a nossa permissão.

      Conf: tem certeza, meu amigo? É vc que permite os sofreres que lhe vêm dos padecimentos seus ou de seus queridos? Se está em suas mão a faculdade de permitir que existam ou não os sofreres, porq seus sofreres e os de seus queridos acontecem? É vc que permite que aconteçam? Vc pode evitá-los? Porq vc permite que os sofrimentos lhe alcancem? Loucura, ignorância, sadismo?

      Abraços

.........................................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 02:18
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: msg #21, de 020514, 01:17.


      Rettenmaier respondeu: É óbvio Coronel, que o livre arbítrio é, por assim dizer, uma das bases da doutrina. Entretanto, esta na ignorância a principal causa dos equívocos ocasionados por esse tal de livre arbítrio.

      Conf: e, meu amigo, porq temos que sofrer, se, como vc diz, "está na ignorância a principal causa dos equívocos ocasionados por esse tal de livre arbítrio"?!´

............
Por que ainda precisamos experimentar por nós mesmos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 02:20
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: msg #22, de 020514, 01:23, de Rettenmaier.

      Meu amigo Gustavo, percebo que vc se aborrece com tantas questões que trago; mas, tenha certeza, por trás delas há a melhor das intenções: fazer, se possível, raciocinar para melhor entender. Faço isso há dezena de anos. Muitos se aborrecem, outros não gostam de raciocinar com relação àquilo que julgam não necessitar de raciocínio, outros consideram minhas questões tolas e infantis, e apenas para iniciantes na doutrina. No entanto, lhe asseguro que, embora pareçam, não são tolas nem infantis; que, a quem se interessar, poderão levar a respostas de significado profundo para um melhor entendimento de o que seja a vida e de  tudo que nela estamos passando.
....
      Citação de lconforjr: “o processo de evoluir, criado pelo Soberano Amor e Perfeita Sabedoria, é baseado em fazer sofrer? Se não há desesperadoras aflições, não há evoluir?!”
....

      Rettenmaier respondeu: Para mim a resposta é um tanto óbvia: Não.

      Conf: se sua resposta é não, então porq é que sofremos? Se não é por ser o processo evolutivo baseado em fazer sofrer, porq é?

      Rett: O problema é que, enquanto encarnados, valorizamos demais os componentes materiais, buscando os gozos desses benefícios, ainda que em prejuízo de nossos irmãos.

      Conf: mas, meu amigo, vc já refletiu sobre porq é que, quando encarnados, valorizamos demais os componentes materiais, buscando os gozos desses benefícios, ainda que em prejuízo de nossos irmãos? Não estará, justamente, no fato de estarmos encarnados que valorizamos demais esses “componente materiais”? Não será por estarmos na carne que erramos tanto e tantas vezes de maneira absurda e monstruosa?

      Porq nos tornamos assim, senão porq estamos num mundo, no qual o Criador nos colocou, e no qual foram colocados numerosos atrativos aos quais nos apegamos com unhas e dentes e, exatamente, por isso é que erramos tanto, causando prejuízos aos nossos irmãos, e que somos submetidos a aflições sem conta?

      Mas, porq é que devido a isso, o espirito/homem tem de, forçosamente passar por aflições, sofrimentos sem conta, como vemos no mundo? Ele, o espirito, é responsável, ou culpado, por se apegar aos atrativos do mundo? Porq temos de sofrer se todos os sofrimentos são merecidos e aplicados com perfeita justiça, mas somente àqueles que transgridem as leis divinas? Será transgressão a essas leis o fato de nos apegarmos às coisas que consideramos boas para nós?


      Rett: Todo o dano causado aos nossos semelhantes, nos retorna como aflição a ser purgada como lição, ensinamento. Quando assimilarmos as lições e exemplos de amor de Jesus, provavelmente não teremos mais aflições a purgar. Todo o dano causado aos nossos semelhantes, nos retorna como aflição a ser purgada como lição, ensinamento. Quando assimilarmos as lições e exemplos de amor de Jesus, provavelmente não teremos mais aflições a purgar.

      Conf: sim, é o ensinamento da doutrina! Mas porq é que causamos danos aos semelhantes se sabemos que isso nos trará aflições e se temos a possibilidade de, pelo livre-arbítrio, agir corretamente? Porq essa nossa teimosia de, quando contrariados ou por apego aos componentes materiais, causarmos danos aos semelhantes? O amigo já encontrou respostas a estas perguntas?

..............
Não me aborreço meu caro, apenas não gosto de andar em circulos.
Não tenho a pretensão de convencê-lo de nada, por isso quando os argumentos escasseiam, o debate termina.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 02:22
Meus irmãos,com relação a resposta dada ao Danilo pelo Gustavo na msg # 69,posso até
acrescentar:Sendo a vida real e não ilusória,pode-se criar uma ilusão para atenuar o impacto
dos sofrimentos,isso tira um pouco à aflição.Sitando a exemplo:digamos que uma pessoa
faz um exame para verificar e comprovar uma doença muito grave,mesmo tendo como certo
o resultado positivo na comprovação desta doença,na qual ela irá sofrer muito,ela cria em
 sua mente uma ilusão de que essa doença é passageira e que em pouco tempo estará
curada.Daí em diante ela passa a viver nessa ilusão criada,com certeza vai ter uma vida
melhor.
Com certeza, meu caro, podemos viver de ilusão a vontade, mas um dia a mascara cai.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 02:26
      Ref: resp #24, de 020514, do Rettenmaier.


      E se não esquecermos da conquista de nós mesmos, o que é que devemos fazer?

      Numa outra msg vc falou que só o amor incondicional poderá nos levar a conquistas maiores (ou coisa semelhante), certo? Mas, vc tem alguma ideia de como conquistar, de como fazer para ter esse amor? Não é a caridade, não são os atos forçados de amor ao próximo, nem o sacrifício nisto ou naquilo que trarão amor ao nosso coração. Amor não é ação; se exterioriza em ação, mas não é ação; é sentimento, virtude. E onde está quem nos ensine a como ter essa virtude em nosso coração? Pois, amor (como qualquer virtude) não se ensina, nem se aprende nem com ensinamentos, conselhos, exemplos de quem quer que sejam, mesmo que de Jesus.

................
Meu querido, se não fosse possivel ensinar o amor, Jesus teria perdido seu tempo aqui.
Ensinamos e aprendemos a amar quando decididos a ter o sentimento como prioridade.
Sem esquecer obviamente, que sentimento tambem faz parte do processo evolutivo.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 02:32
"E o fato de termos vivido por milhões de anos e de termos outros milhões pela frente explica, ou justifica, os sofrimentos dos espíritos?"

Em parte, sim, pois significa que, embora tenhamos aprendido muito, ainda estamos muito longe da condição de progresso que nos permita não sofrer mais.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 02:38
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: resp #57, 040514, às 01:50, Rettenmaier.

      Meus amigos, me perdoem, mas sempre que encontro uma oportunidade de levar alguém a raciocinar para entender, faço perguntas.
...

      Rettenmaier disse: A maneira como encaramos as aflições é o que faz toda a diferença. "Ter problemas é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."

      Conf: preciso perguntar; para mim perguntar é obrigação. Sobre isso que vc disse, que “Essa maneira de como cada um encara as aflições é que faz a diferença”, pergunto: qual diferença? A de sofrer ou não sofrer aflições, ou de um sofrer mais aflições do que outros? Se é assim, qual é causa de se sofrer por isso, se a maneira de encarar nossas aflições depende de nossa compreensão, não sendo, sem dúvida, transgressão as leis de Deus, que só isto é que justifica o sofrimento?

..............
Coronel, seu problema é que esta perguntando apenas para perguntar.
Temos aqui uma pergunta comprida e praticamente incompreensivel.
A vida na matéria é uma constante de provações e ensinamentos, os quais na maioria das vezes se fazem atraves de situações desagradáveis, aflitivas.
A maneira como encaramos essas situações, se com revolta ou serenidade, com paciência ou irritação é que estabelecerá quanto teremos ou não progredido, o quanto teremos aprendido de fato a lição a ser ensinada, pelos erros cometidos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Felipa em 06 de Maio de 2014, 03:41
“Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora". Jesus (João, 12:27)


Esta frase foi dita por Jesus, pouco depois de sua entrada triunfante em Jerusalém.

O Mestre preparava seus discípulos para os momentos difíceis que viriam com a sua prisão e crucificação.

Naquele dia todos estavam felizes e Jesus surpreende a todos anunciando que se aproximava o dia de sua glorificação através da morte.

O Mestre sofria ao pronunciar essas palavras; no entanto, Ele sabia que para isso veio ao Mundo.

Jesus sabia os momentos difíceis que teria de enfrentar; a tortura física a que seria submetido; a tortura moral, resultante do abandono e a ingratidão dos entes queridos.

E, no entanto, Ele tudo suportou: a ironia, o suplício e a cruz; a traição de Judas, a quem perdoou antecipadamente, da mesma forma que previu e perdoou a negação de Pedro.

Jesus veio para nos ensinar e nos mostrar como devemos agir em situações semelhantes à crise que Ele experimentava quando pronunciou essas palavras; sabia exatamente o que enfrentaria, embora tivesse esperança de que conseguiria abrir os olhos do povo escolhido para receber a Sua mensagem de Amor.

Jesus sabia qual era a sua missão na Terra e o que teria que enfrentar e estava preparado para os acontecimentos, para o momento de crise.

E nós?

Acaso sabemos por que estamos aqui?

Qual a nossa missão ou tarefa? Por que renascemos na Terra?

A maior parte de nós não sabe e uma minoria tem uma pálida idéia do seu papel ou de sua tarefa no Mundo.

Espíritos a caminho da luz (em evolução) devemos estar preparados para os momentos difíceis, para as dificuldades e as provações; para as “crises” que surgem em nossas vidas e das quais ninguém escapa.

E tal como Paulo, de Tarso, às portas de Damasco, algumas vezes nós também precisamos cair diante de Jesus e Lhe perguntar: “Senhor, que queres que eu faça?”

Jesus carregou a sua cruz e suportou corajosamente o suplício para nos mostrar que as dificuldades que enfrentamos são necessárias para a nossa evolução espiritual.

Por isso Ele diz que é preciso que o grão de trigo que cai na terra morra para produzir frutos.

A terra se prepara para ser rasgada pelo arado para receber a semente e ajudá-la a se tornar uma bela árvore, e produzir muitos frutos.

O minério deverá se submeter ao fogo para se transformar em jóia preciosa.

A madeira precisa submeter-se ao machado para se transformar em móvel.

O mesmo acontece conosco, seres inteligentes da Criação.

Todos nós somos chamados, convidados a realizar a nossa transformação interior e o Pai usa de recursos como os momentos de crise para nos despertar para uma nova vida, para a renovação interior.

Somos Espíritos, criados por Deus simples e ignorantes, mas destinados a evoluir incessantemente, até atingirmos a perfeição.

Joanna de Ângelis, através de Divaldo Pereira Franco, nos ensina que “a provação, para o Espírito encarnado é fogo purificador”.

O fogo purificador são as dores que devemos suportar e provam o valor de nossa fé; até onde ela consegue resistir; a nossa confiança em Deus.

Ter fé é confiar na assistência divina; é ter certeza de que Deus caminha ao nosso lado e nos ajuda a enfrentar todas as lutas e todos os problemas, por mais difíceis que eles sejam.

Mas precisamos de humildade para aceitar o que não compreendemos e saber que tudo tem um propósito: a nossa evolução espiritual, único modo de atingirmos os Planos Espirituais mais evoluídos; ter confiança de estar no caminho que irá nos levar à Verdade.

Não esquecer jamais das palavras de Jesus:

“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.”

O consolo é Jesus quem nos dá, através de seu Evangelho de Amor, a Luz que ilumina a estrada que devemos percorrer para atingir o Reino dos Céus.

Jesus, quando pede ao Pai que o salve daquela hora, sabe que para isso veio ao Mundo e se submete porque chegara a hora do seu testemunho e da sua Glória.

Para nós, cristãos, a hora do testemunho também chega e não devemos recuar diante do sofrimento, mas aprender a usá-lo em nosso favor com confiança em um Pai de misericórdia e a favor do próximo, com alegria, porque, segundo o Evangelho, “a isso fomos chamados”, assim como Jesus, que renunciou em nosso benefício, deixando-nos o modelo espiritual que nos compete atingir.

Esta é a única maneira que temos de provar a nossa fé e a nossa submissão à vontade do Pai, assim como fez Jesus, e a única maneira de enfrentar as dificuldades que se apresentam em nossas vidas.

Fontes consultadas para preparação do texto:
XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Vinha de Luz. FEB. Mensagem n. 58: Crises.
XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Fonte Viva. Mensagem n. 171: Testemunho.
A Bíblia de Jerusalém – Novo Testamento, São Paulo, Edições Paulinas, Evangelho de João, 12:27.
KARDEC, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB, Cap. V: Bem-aventurados os aflitos.
FRANCO, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Messe de Amor. Mensagem 53: Provações.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Danilo Henrique em 06 de Maio de 2014, 07:37

[...]O problema é que vocês, enquanto humanos encarnados, vivenciam a primeira achando que ela é o próprio Espírito. Dizem que querem educar o filho, achando que é o próprio Espírito que diz isso. Daí a confusão generalizada.


Bom, mesmo assim esclareço, nunca disse que se deve deixar de educar os filhos. Em nenhum momento, eu falei sobre isso ser certo ou errado. Ou seja, eu não falei sobre "ato", pois este não existe. O ato é a teatralização do roteiro da peça que você está vivendo. Até porque, não é você quem educa seus filhos. É Deus. Pois nenhum ser humano pode interferir do destino de outro, por algo feito pela sua própria vontade.
Se seu filho na verdade não é o seu filho, mas sim um Espírito, que encarna num mundo  para sofrer as vicissitudes da vida com a finalidade aproximar-se de Deus, respeitando um programa pré-estabelecido, precisando vivenciar um determinado gênero de provações, como é que o Pai humano quer se meter nisso? 
Enfim, problema não é o ato em si, mas a intencionalidade que se coloca no ato. Isto é, fazer alguma coisa, porque acha ela certa. Acreditar, em Espírito, no motivo racional ou na necessidade de fazê-la, e comprometer o seu coração com isso.
[...]

Danilo, em que consistiria a missão que, segundo O Livro Dos Espíritos, trata dos deveres da paternidade e da maternidade, ou estes não seriam uma missão? Neste caso, em que consiste uma missão para um Espírito reencarnado?

Abraços

Consiste em cumprir as ordens, ou as determinações de Deus. Este é, aliás, o objetivo da encarnação, bem explicado na questão 132.

132 Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?

– A Lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, devem sofrer todas as tribulações da existência corporal: é a expiação. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao Espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, toma um corpo em harmonia com a matéria essencial desse mundo para executar aí, sob esse ponto de vista, as determinações de Deus, de modo que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.

Observe bem todos os verbos, destacados em negrito, que indicam aquilo que cabe ao Espírito fazer na encarnação. Sofrer e cumprir. Cumprir de que maneira? Executando (como explicado na cor verde). Executar o que mesmo? As determinações de Deus.
Portanto, missão, no sentido espiritual, não tem nada a ver com missão no sentido humano. O Espírito vivencia as vicissitudes que lhe dão a oportunidade de elevação, e ao mesmo tempo que se adianta, cumpre as determinações de Deus, para criar a vicissitude dos seus semelhantes. Essa é a obra geral.

Portanto, a missão dos pais perante os filhos é: servir de instrumentos de Deus, para dar ao filho, aquilo que ele precisa e merece.
A missão para um espírito reencarnado consiste em: servir de instrumento de Deus, para dar aos seus semelhantes aquilo que eles precisam e merecem.
E como é que os pais fazem isso? Fazendo exatamente aquilo que eles acham certo.
Pois de qualquer maneira que os pais agirem, estarão agindo de acordo com a vontade de Deus, pois O que Deus quer deve sempre acontecer(questão 529 a).

A justiça de Deus que foi revelada é a cada um segundo a suas obras, e não a cada um segundo as obras de seus pais. Portanto, não importa o que os pais façam. Sua missão sempre será bem sucedida, pois sua missão é fazer a justiça de Deus. Seu livre arbítrio está em fazer isso amando à Deus, ou amando a si próprio, isto é, sentindo-se Deus, com o poder de controlar a vida.

O Espírito não faz.
O Espírito não realiza.
O Espírito não cria.

O Espírito pulsa sentimentos. E a sua maior virtude, a maior que podemos compreender, está na capacidade de pulsar sentimentos de amor à Deus. Sua missão é libertar-se do seu individualismo, para alcançar a unidade com o todo. Libertar-se do individualismo é libertar-se das posses do seu egoísmo. E a sua maior posse, é querer fazer o papel de Deus. Saber o que é certo e errado, moral e imoral, justo e injusto. Esse é o Lucifer, o anjo decaído que se perverteu no mal, porque quis ser maior que Deus.

Abraços!





 




 



Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Maio de 2014, 11:36
Meu nobre(nobre na alma) irmão gustavo,na sua msg #90,você disse que a mascara um dia cai,não tenhamos dúvidas que sim,a realidade estará a mostra.Entretanto não foi esse o
sentido dado para a criação de uma ilusão,essa seria apenas para atenuar o impacto dos
sofrimentos.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 12:25
"Jesus veio para nos ensinar e nos mostrar como devemos agir em situações semelhantes à crise que Ele experimentava quando pronunciou essas palavras; sabia exatamente o que enfrentaria, embora tivesse esperança de que conseguiria abrir os olhos do povo escolhido para receber a Sua mensagem de Amor."
Minha cara maria, obrigado pela participação e pelo texto magistral.
Retiro dele essa parte, para ganhar tempo, e dizer que entendo ser essa realmente a grande lição do Mestre: seu exemplo de vida.
Ele não apenas falou das virtudes, ele as exercitou, todas, mostrando que é sim possivel suportar as aflições, as desditas, as dificuldades.
E olha que, ao contrário de nós, Ele era inocente.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 12:32
"Portanto, não importa o que os pais façam. Sua missão sempre será bem sucedida, pois sua missão é fazer a justiça de Deus. Seu livre arbítrio está em fazer isso amando à Deus, ou amando a si próprio, isto é, sentindo-se Deus, com o poder de controlar a vida."
Permita-me discordar meu caro.
Que os pais, dentro das suas possibilidades fazem o seu melhor, isso é inquestionável, porem, para que uma missão seja bem sucedida, é necessário que haja progresso real.
Ademais, sempre pode haver aqueles que, seja pelo motivo quer for negligenciam em suas atividades, fazendo aquilo que, como disse, consideram o seu melhor, porem com premissas equivocadas.
Ademais, esse conceito de que estamos aqui para cumprir ordens de Deus, retira-Lhe um de seus melhores atributos, o da justiça.
Estamos aqui para fazer o que é certo, não por que Deus assim determinou, mas por que nos convencemos de que realmente é certo.
Parece aquele adolescente que so consegue estudar para passar de ano por que vai ganhar um presente caro. Esta errado, ele precisa aprender a estudar por que estudar é o correto e é o melhor para seu futuro.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Maio de 2014, 12:33
Meu nobre(nobre na alma) irmão gustavo,na sua msg #90,você disse que a mascara um dia cai,não tenhamos dúvidas que sim,a realidade estará a mostra.Entretanto não foi esse o
sentido dado para a criação de uma ilusão,essa seria apenas para atenuar o impacto dos
sofrimentos.
Mesmo esse meu caro, mais dia, menos dia, virá a tona.
E ai a ilusão não apenas não terá servido para nada, como ainda irá tornar a dificuldade ainda maior.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Maio de 2014, 14:46

“Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora". Jesus (João, 12:27)

Esta frase foi dita por Jesus, pouco depois de sua entrada triunfante em Jerusalém.

[...]

O Mestre sofria ao pronunciar essas palavras; no entanto, Ele sabia que para isso veio ao Mundo.

Jesus sabia os momentos difíceis que teria de enfrentar; a tortura física a que seria submetido; a tortura moral, resultante do abandono e a ingratidão dos entes queridos.

E, no entanto, Ele tudo suportou: a ironia, o suplício e a cruz; a traição de Judas, a quem perdoou antecipadamente, da mesma forma que previu e perdoou a negação de Pedro.

Jesus veio para nos ensinar e nos mostrar como devemos agir em situações semelhantes à crise que Ele experimentava quando pronunciou essas palavras; sabia exatamente o que enfrentaria, embora tivesse esperança de que conseguiria abrir os olhos do povo escolhido para receber a Sua mensagem de Amor.

Jesus sabia qual era a sua missão na Terra e o que teria que enfrentar e estava preparado para os acontecimentos, para o momento de crise.

E nós?

[...]

Grifos meus.

Jesus sabia o que fazia e até ensinava. E nós...?! Sabemos?!... estorcegamos de todas as maneiras para não admitir a inexorabilidade da Lei... a maioria não sabemos o sentido da vida, daí como reconhecer o benefício da dor, da aflição?

Vejamos que o problema do ignorante (sem o saber), em relação aos próprios equívocos, é justamente o fato de como lida com as Leis Divinas gravadas em sua consciência. Está sempre se punindo, sempre sofrendo. Pois não age pacificamente nem com os outros nem tão pouco consigo mesmo. Além dos sofrimentos decorrentes de acontecimentos externos, há o sofrimento que impõe a si.

Daí ao desespero é um passo, já que não se conhece não sabe porque sofre.

Volto a insistir na importância do uso do intelecto, da análise para podermos caminhar melhor. E a Doutrina Espírita é nossa alavanca neste empreendimento. Vamos usá-la.

Abraços



Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 06 de Maio de 2014, 15:16
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #69, 050514, às 12:21, de Rettenmaier.

      "É incrível como a mente humana só consegue raciocinar através de atos humanos."

      Conf: isso se deve ao fato de que a mente/ego/ eu inferior está se expressando por meio de um cérebro material, e as possibilidades do espirito se acham, como a DE ensina, totalmente tolhidas, prejudicadas pelo fato de estar ligado a um corpo material.

      Rett:... Mas acho um tanto radical esse conceito de que a vida humana é ilusória. Não é.

      Conf: é chamada ilusória porq essa, na carne, não é a vida real; “acreditamos” ser a real, mas não é; uma vida cheia de enganos, de eventos que nos iludem o tempo todo, uma vida que impede a livre manifestação do espírito, provocadora de interpretações erradas que, em consequência, fazem que ajamos erradamente... Quando houver uma percepção por nada estorvada, então veremos a vida real. É como vc entrar no seu quarto, meio escuro, e se deparar com uma cobra (ilusão, o irreal) aos pés de sua cama; vc se amedronta (por uma interpretação errada) mas, assim que acende a luz (cessando o estorvo, cessa o erro) vc se tranquiliza pois vê o que parecia uma cobra nada mais era que um pedaço de corda (o real).

...............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Maio de 2014, 15:18
[...]

Consiste em cumprir as ordens, ou as determinações de Deus. Este é, aliás, o objetivo da encarnação, bem explicado na questão 132.

[...]
Observe bem todos os verbos, destacados em negrito, que indicam aquilo que cabe ao Espírito fazer na encarnação. Sofrer e cumprir. Cumprir de que maneira? Executando (como explicado na cor verde). Executar o que mesmo? As determinações de Deus.
Portanto, missão, no sentido espiritual, não tem nada a ver com missão no sentido humano. O Espírito vivencia as vicissitudes que lhe dão a oportunidade de elevação, e ao mesmo tempo que se adianta, cumpre as determinações de Deus, para criar a vicissitude dos seus semelhantes. Essa é a obra geral.

[...]
O Espírito não faz.
O Espírito não realiza.
O Espírito não cria.

O Espírito pulsa sentimentos. [...]

Abraços!

Grifos meus.

Danilo, estou tentando entendê-lo. Me pareceu uma contradição quando inicialmente disse que o Espírito "executa", "sofre" e "cumpre", as determinações de Deus, e mais ao final afirma que o Espírito "não faz", "não realiza"..., daí subentende-se?!...

Quanto aos pais oferecerem o que acham certo aos filhos é realidade que aí ocorre a oportunidade da qual precisam (os filhos) para expiarem suas provas. Sua explicação é bem sucedida do ponto em que explica uma ação passada dos pais, porém em analisando possibilidades futuras, incide em "risco" de despertar, em alguns(pais), o comodismo, a inércia.

O bom desempenho das tarefas requerem esforço, tentativas, que, caso frustradas, esgotados os recursos, entendemos termos cumprido bem, já que o empenho não faltou de nossa parte. Sem escapismos, sem negligência. E preciso se estender mais sobre este raciocínio.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 06 de Maio de 2014, 15:36
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #82, 050514, às 20:57.

      Citação de: Marcos W. Silva: Resignar-se é submeter-se, porém devemos exercer meios para amenizá-la (a aflição). O passivo aceita e não se move.

      Conf: meu amigo, e qual será a causa de uns serem passivos ante as aflições e outros, não?

...........
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 06 de Maio de 2014, 16:21
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #89, em 060514, às 02:20, Rett

      Conf:... Percebo que o amigo se aborrece com certas perguntas...

      Rett: Não me aborreço meu caro, apenas não gosto de andar em circulos.

      Conf: pois não ande em círculo, Gustavo; siga em frente! Não é essa a minha intenção, que alguém ande em círculos, pois, meu amigo, tudo que coloco é com a intenção de que, quem se interessar, raciocine para encontrar as respostas às questões que trago, para procurar ter uma “fé raciocinada”!

      Mas, não ande em círculos; siga em frente! Vc sabe que o que aqui é publicado é para todos, não só para quem está endereçado! Vá em frente!

      Rett:... por isso quando os argumentos escasseiam, o debate termina.

      Conf: vc tem razão, pois é isso mesmo que acontece: os argumentos escasseiam, o dabate termina, e, vc pode notar, quase sempre pela falta de interesse de alguém, pois o debate deveria continuar já que não temos ainda nem mesmo uma resposta para a simples e básica questão: "qual é a causa de uns serem bons e outros, maus?" ou, como o tópico se refere a aflições: "porq uns agem de modo que, depois, sofrerão aflições sem conta, ap passo que outros não agem assim?" Vc deve ter percebido isso, que ninguém responde a essa questão, não?

.................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: M.Altino em 06 de Maio de 2014, 16:40
Amigos e companheiros deste lindo estudo,e com carinho e muita paz que a todos dou a minha boa tarde de muita paz.
Amigos quanto ao tema proposto tenho a dizer que sempre nos questionamos nas aflições que muitas vezes temos na vida e como são muitas vezes complicados, mas amigos porque muitas vezes nos preocupamos com situações menos boas, e deixando que por vezes sejam complicadas e muitas vezes sem motivo algum.
Vou citar este exemplo de vida,  Eu estou neste momento complicado a passar por uma situação menos boa e que me traz muito preocupado, mas não é assim que devo estar,.... mas  sim confiar em Jesus pois é em Jesus que devo confiar....  pois quem pode saber se isto podia ser mais grave na vida se Eu não tivesse sempre pautado a minha vida pelo Prece e tinha que passar por isto mas com ajuda de Jesus de uma forma mias leve...
Entendo essa dinamica vamos compreendendo que nada é opor acaso e o importante e termos sempre uma Prece nos momentos complicados da vida e sempre confiar,,....
Coloco este texto que nos pode dar melhor a dimensão das aflições como muitas vezes são erros do passado...
 É em vão que se aponta o esquecimento como um obstáculo ao aproveitamento da experiência das existências anteriores.
Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que isso deve ser útil.
Com efeito, a lembrança do passado traria inconvenientes muito graves.
Em certos casos, poderia humilhar-nos estranhamente, ou então exaltar o nosso orgulho, e por isso mesmo dificultar o exercício do nosso livre-arbítrio.
De qualquer maneira, traria perturbações inevitáveis às relações sociais.
O Espírito renasce frequentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito.
Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse.
De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.
Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas; e nos tira o que poderia prejudicar-nos.
O homem traz, ao nascer, aquilo que adquiriu.
Ele nasce exatamente como se fez. Cada existência é para ele um novo ponto de partida.
Pouco lhe importa saber o que foi: se está sendo punido, é porque fez o mal, e suas más tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo.
 É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais.
As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, que o adverte do bem e do mal e lhe dá a força de resistir às más tentações.
De resto, esse esquecimento só existe durante a vida corpórea.
Voltando à vida espiritual, o Espírito reencontra a lembrança do passado.
Trata-se, portanto, apenas de uma interrupção momentânea, como a que temos na própria vida terrena, durante o sono, e que não nos impede de lembrar, no outro dia, o que fizemos na véspera e nos dias anteriores.
Da mesma maneira, não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado.
Pode dizer-se que ele nunca a perde, pois a experiência prova que, encarnado, durante o sono do corpo, ele goza de certa liberdade e tem consciência de seus atos anteriores.
Então, ele sabe porque sofre, e que sofre justamente.
A lembrança só se apaga durante a vida exterior de relação. A falta de uma lembrança precisa, que poderia ser-lhe penosa e prejudicial às suas relações sociais, permite-lhes ganhar novas forças nesses momentos de emancipação da alma, se ele souber aproveitá-los.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 06 de Maio de 2014, 19:33
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #92 em, 060514, às 02:32, Rettenmaier.

      Conf pergunta: "E o fato de termos vivido por milhões de anos e de termos outros milhões pela frente explica, ou justifica, os sofrimentos dos espíritos?"

      Rett: Em parte, sim, pois significa que, embora tenhamos aprendido muito, ainda estamos muito longe da condição de progresso que nos permita não sofrer mais.

      Conf: Gustavo, você acredita mesmo nisso que está dizendo? Que o tempo que nos resta justifica os sofrimentos; a única coisa que, pela DE, os justifica, são as transgressões conscientes às leis de Deus.

............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: wender100%espirita em 06 de Maio de 2014, 19:50
assino em baixo amigo Altino e seja Bem vindo ao forun! paz e muita luz a vc amigo!
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Maio de 2014, 20:22
Re: Bem aventurados os aflitos

Ref: resp #62, de 050514, às 00:17, de Marcos W.
[...]

      Conf: isso significa que, muitas vezes, a aflição depende do modo como encaramos o fato ou situação, certo? E de que depende o modo como os encaramos? De nossa vontade? Ou da compreensão adquirida no aprendizado da vida? Se é assim, porq uns os encarariam de modo mais favorável para si mesmos, e outros de modo desfavorável?

     [...]
      Conf: tem certeza, meu amigo? É vc que permite os sofreres que lhe vêm dos padecimentos seus ou de seus queridos? Se está em suas mão a faculdade de permitir que existam ou não os sofreres, porq seus sofreres e os de seus queridos acontecem? É vc que permite que aconteçam? Vc pode evitá-los? Porq vc permite que os sofrimentos lhe alcancem? Loucura, ignorância, sadismo?

      Abraços

.........................................

lconforjr, muitos sofremos, nos afligimos até por ansiedade ante uma boa notícia que demora chegar... um cheque que demora ser compensado... esse é um sofrer opcional a meu ver, e ocorre pelos dois motivos que apresentou. As preocupações, como o nome já diz, são ocupações prévias, ou seja vêm antes do fato em si.

Podemos amenizá-lo (o sofrimento) em nós e nos outros, mas nem sempre temos recursos para tirá-lo de nós e dos outros. Senão, de que serviriam a oração, a vigilância, o esclarecimento?

Quando mudo o foco de minhas preocupações e ou ocupações, se consigo, me torno senhor do meu sofrer, e pareço forte, mas na verdade não deixei o moral abater, não me fragilizei. Sem técnica, treinamento diante dos sofreres alheios e o próprio não haveria condição para se trabalhar como paramédicos, bombeiros e etc.

Abraços







Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Maio de 2014, 02:16
"Vejamos que o problema do ignorante (sem o saber), em relação aos próprios equívocos, é justamente o fato de como lida com as Leis Divinas gravadas em sua consciência. Está sempre se punindo, sempre sofrendo. Pois não age pacificamente nem com os outros nem tão pouco consigo mesmo."
Muito bem colocado meu caro, não sabemos lidar com aquilo que ainda não temos muito bem assentado em nossa mente e nosso coração.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Maio de 2014, 02:20
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #69, 050514, às 12:21, de Rettenmaier.

      "É incrível como a mente humana só consegue raciocinar através de atos humanos."

      Conf: isso se deve ao fato de que a mente/ego/ eu inferior está se expressando por meio de um cérebro material, e as possibilidades do espirito se acham, como a DE ensina, totalmente tolhidas, prejudicadas pelo fato de estar ligado a um corpo material.

      Rett:... Mas acho um tanto radical esse conceito de que a vida humana é ilusória. Não é.

      Conf: é chamada ilusória porq essa, na carne, não é a vida real; “acreditamos” ser a real, mas não é; uma vida cheia de enganos, de eventos que nos iludem o tempo todo, uma vida que impede a livre manifestação do espírito, provocadora de interpretações erradas que, em consequência, fazem que ajamos erradamente... Quando houver uma percepção por nada estorvada, então veremos a vida real. É como vc entrar no seu quarto, meio escuro, e se deparar com uma cobra (ilusão, o irreal) aos pés de sua cama; vc se amedronta (por uma interpretação errada) mas, assim que acende a luz (cessando o estorvo, cessa o erro) vc se tranquiliza pois vê o que parecia uma cobra nada mais era que um pedaço de corda (o real).

...............
Prejudicada não significa incapacitada. Podemos,e devemos, raciocinar como espírito. Jesus nos mostrou isso a 2000 anos.
Embora a verdadeira vida seja a espiritual, não significa que essa, material não seja real, e mais do que isso, necessária, para que a verdadeira possa vir a se tornar permanente
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Maio de 2014, 02:25
"Entendo essa dinamica vamos compreendendo que nada é opor acaso e o importante e termos sempre uma Prece nos momentos complicados da vida e sempre confiar."
Exatamente meu caro, ate para que possamos entender essa dinâmica que o amigo cita, a prece é um recurso fundamental.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Maio de 2014, 02:33
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #92 em, 060514, às 02:32, Rettenmaier.

      Conf pergunta: "E o fato de termos vivido por milhões de anos e de termos outros milhões pela frente explica, ou justifica, os sofrimentos dos espíritos?"

      Rett: Em parte, sim, pois significa que, embora tenhamos aprendido muito, ainda estamos muito longe da condição de progresso que nos permita não sofrer mais.

      Conf: Gustavo, você acredita mesmo nisso que está dizendo? Que o tempo que nos resta justifica os sofrimentos; a única coisa que, pela DE, os justifica, são as transgressões conscientes às leis de Deus.

............
Parece que realmente não falamos o mesmo idioma.
Ou o amigo esta lendo os textos pela metade, pois ignorou solenemente o final da frase quando digo que "estamos muito longe da condição de progresso que nos permita não sofrer".
Não distorça a frase para sustentar suas perguntas infindas e, como ja disse, circulares.
Não é o tempo que justifica o sofrimento, mas o nosso nível de progresso moral, o qual só cresce com o passar do tempo, e das necessárias experiências nas sucessivas encarnações, visto que, conforme deixa claro a DE se da entre outros fatores, para que tenhamos o mérito de nossas conquistas, por isso é que sofremos, por errar quando tentamos acertar e para crescer através dos nossos próprios aprendizados.
Método estatístico: tentativa e erro.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 07 de Maio de 2014, 03:01
A aflição é definida como profundo sentimento moral produzido por circunstância penosa.

Há quem entende a aflição humana como castigo divino, imposto para reparar transgressão da lei natural.

Porém tal entendimento não corresponde ao sentido da justiça misericordiosa emanada de Deus. Nem satisfaz a razão de quem se aprofunda na perquirição da realidade.

Parece, pois, mais sensato o entendimento da aflição humana como o meio providencial efetivo de estimular os seres humanos ao desenvolvimento da inteligência.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 07 de Maio de 2014, 12:05

A aflição é definida como profundo sentimento moral produzido por circunstância penosa.


Realmente a aflição é fruto de circunstância penosa. E a circunstância penosa é o resultado de nossa inabilidade em lidarmos com algo. São nesses pontos que se concentram nossas maiores necessidades evolutivas. Por isso a aflição é sempre uma oportunidade de desenvolvimento de faculdades e, por isso, também, que os Espíritos reveladores as consideram como bençãos, como verdadeiramente são.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Maio de 2014, 12:17
A aflição é definida como profundo sentimento moral produzido por circunstância penosa.

Há quem entende a aflição humana como castigo divino, imposto para reparar transgressão da lei natural.

Porém tal entendimento não corresponde ao sentido da justiça misericordiosa emanada de Deus. Nem satisfaz a razão de quem se aprofunda na perquirição da realidade.

Parece, pois, mais sensato o entendimento da aflição humana como o meio providencial efetivo de estimular os seres humanos ao desenvolvimento da inteligência.

***
Concordamos, meu caro, que Deus não castiga, Ele apenas nos da a oportunidade de aprendermos através dos nossos esforços.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Maio de 2014, 12:20

A aflição é definida como profundo sentimento moral produzido por circunstância penosa.


Realmente a aflição é fruto de circunstância penosa. E a circunstância penosa é o resultado de nossa inabilidade em lidarmos com algo. São nesses pontos que se concentram nossas maiores necessidades evolutivas. Por isso a aflição é sempre uma oportunidade de desenvolvimento de faculdades e, por isso, também, que os Espíritos reveladores as consideram como bençãos, como verdadeiramente são.

Oportrunidade, gosto dessa palavra.
"O pessimista vê um problema, o otimista, uma oportunidade".
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 07 de Maio de 2014, 12:20
Há quem entende a aflição humana como castigo divino, imposto para reparar transgressão da lei natural.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/bem-aventurados-os-aflitos-50354/105/#ixzz311fjOg7G


Exatamente Lineu, esse entendimento é compreensível nas religiões em que a reencarnação não é admitida, mas quando admitimos a reencarnação esse conceito de castigo divino, no máximo, deveria ser dito, ou escrito, com sentido simbólico e não acreditando realmente nisso.

O castigo divino acontece, nos diversos sofrimentos por que passamos da mesma forma que acontece quando em algum momento, ao darmos vazão a nossa ira, resolvemos dar um ponta pé em algum móvel. É Deus quem castiga pela dor sofrida? Obviamente que não, no exemplo infringimos uma lei natural relacionada à conservação do nosso corpo e a dor sofrida (como bem explicou em vídeo aqui no fórum a dra Anete Guimarães e se não erro na reprodução) é um aviso da ofensa e da morte de células de que somos constituídos. É uma lei até física: se chuto um móvel, o móvel me chuta e de um lado posso ter um móvel quebrado e do outro um ser senciente  que terá como resultado um desconforto físico, a dor.

O problema é quando admitimos, amesquinhando, um Deus antropomórfico movido pelos sentimentos de gratidão distribuindo bênçãos ou pelos sentimentos de raiva, ou desgosto, distribuindo penas e então fazemos solução de continuidade nas leis divinas, ou seja, em alguns casos somos culpados pelos sofrimentos e aflições e em outros casos a lei divina muda e quem passa a punir diretamente é Deus. Além disso, esquecemos  que não somos apenas carne,  que temos um corpo espiritual e que aquilo que fazemos tanto por atos, quanto por pensamentos não ficam restritos apenas ao nosso corpo físico e que esse corpo físico reflete o corpo espiritual.

Se um suicida sofre, como é relatado em obras mediúnicas só pode ser porque a ofensa não se restringiu ao corpo físico, fosse assim com o desligamento do corpo físico não haveria mais sofrimento. Da mesma forma quem nasce (como explico Chico Xavier no programa pinga fogo) com algum grave problema de saúde, pode ter sido um suicida que em vida passada que por conta própria desorganizou não só seu corpo físico, mas seu corpo espiritual. Onde estão, então, as penas divinas?

Dessa maneira eu penso que (embora podendo estar errado): o mal que fazemos, fazemos para nós mesmos; da mesma forma o bem que fazemos, fazemos para nós mesmos. (entendido por mal o ato ou pensamento que contrariando a lei divina possa ou não causar um sofrimento a outro ser, e o bem um ato ou pensamento que de acordo com a lei divina possa trazer o bem estar, o conforto a outro ser).

Abraço.



Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 07 de Maio de 2014, 12:58
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #112 em: 060514, às 02:33 »Rett

      Conf: me perdoe se distorci alguma frase sua, Gustavo; nem percebi. Mas, olhe que leio seus textos e os dos amigos por inteiro; e não ignorei o final da frase quando você disse que "estamos muito longe da condição de progresso que nos permita não sofrer".

      Mas, diga se não estou certo, pois o tempo que nos resta na carne, seja um milhão de anos ou muitos milhões, não é justificativa para sofrimentos, nem que seja uma dor-de-dentes (penso que estamos dando à palavra justificativa significados diferentes). Esse tempo, por maior que seja, é apenas demonstrativo de "possibilidades" de cairmos em muitos erros conscientes, dos quais, pela DE, resultarão sofrimentos; não os justifica; apenas mostra as possibilidades de ocorrerem.

...........
     
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 07 de Maio de 2014, 13:10
Sem interesse em levantar discussão sobre tema paralelo ao estudo, porque falarei um pouquinho sobre o papel da prece em nossas vidas e em nossos problemas, mas o mal entendimento sobre o significado das aflições em nossas vidas fazê-nos até orarmos de forma equivocada. Sempre que estamos em grandes dificuldades as nossas preces são no sentido de pedir que Deus "tire" de nosso caminho aquelas aflições e suas causas, pois as mesma obstaculam nosso caminho em direção à felicidade. Sendo que o ideal seria que nossas rogativas fossem sempre no sentido de Deus nos dar intuição e sabedoria para desvencilharmos das dificuldades por meio do alcance dos métodos corretos para solução de tais problemas. Estas intuições e sabedoria podem nos chegar através do nosso raciocínio equilibrado buscando em nosso arquivo espiritual os conhecimentos acumulados em experiências anteriores. nos facultando o alcance dos resultados desejados ou, então, que nos chegue como orientação espiritual por parte daqueles que Deus permitiu que estivesse próximo a nós para nos auxiliar em nosso progresso. E esta orientação espiritual não quer dizer ação de Espíritos somente através da fenomenologia, esta pode ser feita através de um diálogo entre encarnados simpáticos ou através de uma ideia brilhante que nos é sugestionada em forma de inspiração.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 07 de Maio de 2014, 13:13
Re: Bem aventurados os aflitos

     [...] o tempo que nos resta na carne, seja um milhão de anos ou muitos milhões, não é justificativa para sofrimentos, nem que seja uma dor-de-dentes (penso que estamos dando à palavra justificativa significados diferentes). Esse tempo, por maior que seja, é apenas demonstrativo de "possibilidades" de cairmos em muitos erros conscientes, dos quais, pela DE, resultarão sofrimentos; não os justifica; apenas mostra as possibilidades de ocorrerem.

...........


Sofrimentos da forma como você os colocam, não são só os erros conscientes que os provocam. Os inconscientes também.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Maio de 2014, 13:18
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #82, 050514, às 20:57.

      Citação de: Marcos W. Silva: Resignar-se é submeter-se, porém devemos exercer meios para amenizá-la (a aflição). O passivo aceita e não se move.

      Conf: meu amigo, e qual será a causa de uns serem passivos ante as aflições e outros, não?

...........

Entendo que a reação ou uma ação pró-ativa diante dos acontecimentos, impondo uma resistência sadia diante da fragilidade, nos tornam fortes, demonstram interesse, vontade de superação dos próprios paradigmas. A maioria das pessoas conseguem fazer isso todos os dias quando se levantam e vão para suas atividades cotidianas.

Mas, entendo também que muitos não conseguem absorver e administrar problemas e se calam. Mantêm-se apáticos a ponto de sequer tentarem a mudança. Seus parâmetros são limitados, pois aos primeiros sinais de derrota "deitam com a carga".

Apatia, passividade são, ao meu ver, frutos de uma fraqueza moral. O ser não acredita no seu potencial nem na possibilidade de clemência nos outros. E acreditar é o início de todo o processo para se atingir o grau mais elevado que seria a fidelidade àquilo em que se sabe ser possível. Conforme já estudamos.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 07 de Maio de 2014, 13:32
Meus irmãos,os sofrimentos físicos podem ser controlados por substâncias químicas
enquanto que os morais,esses não,podemos até atenua-los,através de uma ilusão criada,orações,mas não iremos nos livrar deles,pois estão lá na nossa mente nos
 atormentando.A carga desses sofrimentos é muito pesada,vêm na forma de ansie-
-dade,depressão,tornando-se aflitivas.Esses sofrimentos podem perdurar durante a
nossa vida material e continuar pela nossa vida espiritual.Se entendermos bem que
esses sofrimento foram escolhidos pelos nossos espíritos ao reencarnar,ficará mais
fácil aceitá-los com resignação,e isto fará com que tenhamos mais fé para combatê-los.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 07 de Maio de 2014, 15:24
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #110 em: 060514, às 02:20, Rettenmaier. lconforjr em Ontem às 15:16

      Conf (resp ant): isso se deve ao fato de que a mente/ego/ eu inferior está se expressando por meio de um cérebro material, e as possibilidades do espirito se acham, por isso, e como a DE ensina, totalmente tolhidas, prejudicadas pelo fato de estar ligado a um corpo material.       

      E a vida na matéria é chamada de ilusória porq não é a vida real; não nos deixa perceber a realidade dos eventos que ocorrem em torno de nós pois está cheia de enganos, de eventos que nos iludem o tempo todo, uma vida que impede a livre manifestação do espírito, provocadora de interpretações erradas que, em consequência, fazem que nossas ações sejam incorretas, erradas... Quando houver uma percepção por nada estorvada, então veremos a vida real...

      Rett: Prejudicada não significa incapacitada. Podemos, e devemos, raciocinar como espírito. Jesus nos mostrou isso a 2000 anos.

      Conf: sim, prejudicada não significa incapacitada; significa impedida, pois impede, como diz a DE, a livre manifestação do espirito, já que o prende como se fosse um lodo aderente e viscoso, e o faz cair em erros e mais erros pois que só lhe permite ver a vida, os acontecimentos, como se os visse através de um vidro muito opaco, não transparente.

      Com esse impedimento faz com que o espírito, nós, interpretemos a vida e tudo o mais de modo incorreto o que faz que, agindo de acordo com o que interpretamos, que nossas ações sejam também incorretas. 

      Rett: Podemos, e devemos, raciocinar como espírito. Jesus nos mostrou isso a 2000 anos.

      Conf: não, amigo Gustavo, não “podemos”, e é forçado dizer “devemos”. Vc não pode raciocinar como espirito, tolhido que está por esse “escafandro” de carne  que nem mesmo permite que raciocine corretamente como ser humano! Ou vc pode e é mais feliz do  que nós outros se já raciocina como espirito? E se vc “deve”, porq não raciocina como espírito? Vc é capaz de fazer isso? A vida, ou o Criador deu-nos capacidade de fazer isso?

      Rett: Embora a verdadeira vida seja a espiritual, não significa que essa, material não seja real, e mais do que isso, necessária, para que a verdadeira possa vir a se tornar permanente.

      Conf: pois é isso: não significa que não seja real. É apenas chamada de ilusória porq, como já colocado e como vc mesmo escreveu, a “verdadeira” é a outra vida, a espiritual.

........
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: wender100%espirita em 07 de Maio de 2014, 17:26
sobre as seguintes questões.

1 - Como podemos fazer para compreender os motivos pelos quais passamos por uma determinada situação aflitiva?

2 - De que consolação, de que Reino, Jesus nos fala, quando nos exorta a paciência e a mansuetude?

3 - Como compreender que um ente amado, uma criança talvez, padeça com doenças terríveis, ou acidentes cuja precaução não foi suficiente?

4 - Como entender a violência e a falta de amor que nos cerca a todo momento?

[/quote] e amigo gustavo sobre suas perguntas pelo mesno de mim não tenho resposta, mas acho que, o que mais nos alivia nas aflições e a Fé em Deus, a resignação, e a perseverança nos dias melhores, pois se isso fica dificil entender-mos tanta falta de amor e intolerancia nos dias de hoje!paz  e luz
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: HamLacerda em 07 de Maio de 2014, 19:31
O sofrimento não pode ser, a priori, uma benção, porque o sofrimento é o efeito, e não a causa. Se o sofrimento fosse a causa, Deus teria criado os espíritos para sofrerem, e isso é incoerente com um ser perfeitamente justo e bom. O que acontece é que Deus tira do mal o bem. Isso significa que aquele que sofre atrai a piedade, e por essa razão é mais assistido pelos bons espíritos e por bons encarnados. Essa assistência pode trazer muitos benefícios para aquele que sofre, como uma ajuda financeira, ajuda espiritual, a conpanhia constante dos bons espíritos, a amizade de pessoas boas, o perdão, enfim, uma infinidade de bençãos em razão do Livre-arbítrio dos Espíritos.


Por exemplo, muitos animais encontram um ótimo lar porque foram abandonados, maltratados, ou estavam sofrendo.


A caridade com o próximo é um dos principais mandamentos porque sem a caridade não haveria razão para existir o sofrimento.


Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: wender100%espirita em 07 de Maio de 2014, 21:07
o sofrimento e necessario pra despertar ao arrependimento o espirito do caminho errado do que o mesmo se encontra, não adianta nada ao espirito sofrer sem que aquele sofrimento não lhe traga uma nova concepção de vida,o sofrimento e benefico quando tras uma transformação para o Espirito. por isso se tornam  bem-Aventurados no futuro! paz  e luz
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Danilo Henrique em 07 de Maio de 2014, 23:03
Citar
Danilo, estou tentando entendê-lo. Me pareceu uma contradição quando inicialmente disse que o Espírito "executa", "sofre" e "cumpre", as determinações de Deus, e mais ao final afirma que o Espírito "não faz", "não realiza"..., daí subentende-se?!...

Deixa-me então explicar a diferença entre duas coisas diferentes que você tratou como uma só.
O Espírito, para realizar a sua parte da obra da criação, em cada mundo, toma um corpo em harmonia com a matéria essencial desse mundo para, sob esse ponto de vista, executar as determinações de Deus.
Ou seja, quem obedece às determinações de Deus, não é o Espírito. livre, pois esse é dotado do livre-arbítrio. Mas sim a mente do ser humano ao qual ele se liga.
Você perguntou no que consiste a missão dos pais. Como você utilizou a palavra "pai", que na verdade não é pai de ninguém, pois é apenas um papel temporário assumido por uma consciência "humana", ou seja, é um papel vivenciado por um Espírito, então eu apenas respondi o que está no LE. Sua missão é cumprir as determinações de Deus.
Mas se você tivesse me perguntado no que consiste a missão do Espírito que vivencia o papel humano de "pai", daí sim eu te responderia: libertar-se das posses do seu egoísmo para aproximar-se de Deus.
E o Espírito não se liberta fazendo, realizando ou criando nada materialmente. Pois isso é apenas uma interação com o exterior. Não tem nada a ver com ele próprio. Ele liberta-se amando. Apenas isso. Por isso não há nenhuma contradição no que eu disse. Trata-se de um problema de palavras. Há poucas palavras para muitas ideias, e isso que causa a dificuldade de entendimento.

Citar
Quanto aos pais oferecerem o que acham certo aos filhos é realidade que aí ocorre a oportunidade da qual precisam (os filhos) para expiarem suas provas. Sua explicação é bem sucedida do ponto em que explica uma ação passada dos pais, porém em analisando possibilidades futuras, incide em "risco" de despertar, em alguns(pais), o comodismo, a inércia.

Outra armadilha.
Se estas palavras minhas despertar algum comodismo em algum pai humano (pode despertar, como pode não despertar), não é porque EU falei elas. É porque, a mente do pai humano que leu essa mensagem, criou uma compreensão de que o melhor a se fazer, ou o "certo" a se fazer, é agir de forma cômoda. E no entanto, isso não será algo "mal", nem "errado", pois foi Deus que lhe deu essa compreensão, para lhe sugerir uma prova, e ao mesmo tempo, colaborar para que os filhos recebam o seu karma.
Ou seja, não importa o que aconteça, eu não posso interferir no destino de ninguém. É a mente de cada ser humano que cumpre as determinações de Deus. E não tem como eu achar que deixando de dizer isso ou aquilo, outro será o destino dos filhos do pai de alguém. Pois isso seria crer no acaso, e crer no acaso é descrer em Deus.

Meu amigo Gustavo, Deus é tudo, e tudo é Deus. Não há um evento, um acontecimento da vida, que não tenha Deus como sua causa primária. Não há nada na vida humana que não seja um desígnio de Deus, e no fim, não há nada que se possa achar um mal. O mal, o único que existe, é negar essa realidade, e querer ter a vida nas próprias mãos. E assumir o papel de Deus, sabendo o que é bom e o que é ruim para as pessoas, e agir a intencionalidade da mente, ou seja, acreditando piamente no motivo pelo qual se está fazendo a coisa, amando a si próprio, e esquecendo-se de Deus.

Abraços!
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Maio de 2014, 02:32
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #112 em: 060514, às 02:33 »Rett

      Conf: me perdoe se distorci alguma frase sua, Gustavo; nem percebi. Mas, olhe que leio seus textos e os dos amigos por inteiro; e não ignorei o final da frase quando você disse que "estamos muito longe da condição de progresso que nos permita não sofrer".

      Mas, diga se não estou certo, pois o tempo que nos resta na carne, seja um milhão de anos ou muitos milhões, não é justificativa para sofrimentos, nem que seja uma dor-de-dentes (penso que estamos dando à palavra justificativa significados diferentes). Esse tempo, por maior que seja, é apenas demonstrativo de "possibilidades" de cairmos em muitos erros conscientes, dos quais, pela DE, resultarão sofrimentos; não os justifica; apenas mostra as possibilidades de ocorrerem.

...........
     
Como ja disse, não estamos falando a mesma lingua.
O tempo, é apenas uma referencia ao fato de que ninguem vira "santo" de uma hora para outra.
O aprendizado que precisamos fazer para não mais sofrer, leva séculos, e diversas encarnações.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Maio de 2014, 02:34
Sem interesse em levantar discussão sobre tema paralelo ao estudo, porque falarei um pouquinho sobre o papel da prece em nossas vidas e em nossos problemas, mas o mal entendimento sobre o significado das aflições em nossas vidas fazê-nos até orarmos de forma equivocada. Sempre que estamos em grandes dificuldades as nossas preces são no sentido de pedir que Deus "tire" de nosso caminho aquelas aflições e suas causas, pois as mesma obstaculam nosso caminho em direção à felicidade. Sendo que o ideal seria que nossas rogativas fossem sempre no sentido de Deus nos dar intuição e sabedoria para desvencilharmos das dificuldades por meio do alcance dos métodos corretos para solução de tais problemas. Estas intuições e sabedoria podem nos chegar através do nosso raciocínio equilibrado buscando em nosso arquivo espiritual os conhecimentos acumulados em experiências anteriores. nos facultando o alcance dos resultados desejados ou, então, que nos chegue como orientação espiritual por parte daqueles que Deus permitiu que estivesse próximo a nós para nos auxiliar em nosso progresso. E esta orientação espiritual não quer dizer ação de Espíritos somente através da fenomenologia, esta pode ser feita através de um diálogo entre encarnados simpáticos ou através de uma ideia brilhante que nos é sugestionada em forma de inspiração.
Não acho que o amigo tenha desviado o foco do estudo, ao contrário, traz uma ótima contribuição.
A prece é fundamental para que possamos nos equilibrar na busca de nosso progresso, suportando e superando as aflições.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Maio de 2014, 02:37
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #82, 050514, às 20:57.

      Citação de: Marcos W. Silva: Resignar-se é submeter-se, porém devemos exercer meios para amenizá-la (a aflição). O passivo aceita e não se move.

      Conf: meu amigo, e qual será a causa de uns serem passivos ante as aflições e outros, não?

...........

Entendo que a reação ou uma ação pró-ativa diante dos acontecimentos, impondo uma resistência sadia diante da fragilidade, nos tornam fortes, demonstram interesse, vontade de superação dos próprios paradigmas. A maioria das pessoas conseguem fazer isso todos os dias quando se levantam e vão para suas atividades cotidianas.

Mas, entendo também que muitos não conseguem absorver e administrar problemas e se calam. Mantêm-se apáticos a ponto de sequer tentarem a mudança. Seus parâmetros são limitados, pois aos primeiros sinais de derrota "deitam com a carga".

Apatia, passividade são, ao meu ver, frutos de uma fraqueza moral. O ser não acredita no seu potencial nem na possibilidade de clemência nos outros. E acreditar é o início de todo o processo para se atingir o grau mais elevado que seria a fidelidade àquilo em que se sabe ser possível. Conforme já estudamos.

Abraços
Estamos de acordo meu caro
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Maio de 2014, 02:46
"Conf: sim, prejudicada não significa incapacitada; significa impedida, pois impede, como diz a DE, a livre manifestação do espirito, já que o prende como se fosse um lodo aderente e viscoso, e o faz cair em erros e mais erros pois que só lhe permite ver a vida, os acontecimentos, como se os visse através de um vidro muito opaco, não transparente."

Prejudicada meu caro significa diminuida. Ainda que o espirito esteja preso, continua sendo um espirito com todos os atributos de um. A dificuldade esta em aceitar e assimilar isso.

"Conf: não, amigo Gustavo, não “podemos”, e é forçado dizer “devemos”. Vc não pode raciocinar como espirito, tolhido que está por esse “escafandro” de carne  que nem mesmo permite que raciocine corretamente como ser humano!"

Ora meu querido, se não fosse possivel Jesus não teria nos dito isso quando aqui esteve.
Afinal que outra maneira existe para consolar os que tem sede de justiça?
Ou melhor ainda, como entender que devemos guardar tesouros no céu? Ou vender tudo que temos e dar aos pobres?
Como entender que um homem inocente se entrega ao martirio e ainda diz que "venceu o mundo".
Sim meu caro, somos espirtos e, enquanto estudantes da DE é assim que devemos, isso mesmo, verbo impositivo, pelo menos tentar raciocinar.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Maio de 2014, 02:47
sobre as seguintes questões.

1 - Como podemos fazer para compreender os motivos pelos quais passamos por uma determinada situação aflitiva?

2 - De que consolação, de que Reino, Jesus nos fala, quando nos exorta a paciência e a mansuetude?

3 - Como compreender que um ente amado, uma criança talvez, padeça com doenças terríveis, ou acidentes cuja precaução não foi suficiente?

4 - Como entender a violência e a falta de amor que nos cerca a todo momento?

e amigo gustavo sobre suas perguntas pelo mesno de mim não tenho resposta, mas acho que, o que mais nos alivia nas aflições e a Fé em Deus, a resignação, e a perseverança nos dias melhores, pois se isso fica dificil entender-mos tanta falta de amor e intolerancia nos dias de hoje!paz  e luz
[/quote]
Meu querido, essa é a resposta.
E ela serve para todas as questões.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 08 de Maio de 2014, 13:16
Citar
Danilo, estou tentando entendê-lo. Me pareceu uma contradição quando inicialmente disse que o Espírito "executa", "sofre" e "cumpre", as determinações de Deus, e mais ao final afirma que o Espírito "não faz", "não realiza"..., daí subentende-se?!...

Deixa-me então explicar a diferença entre duas coisas diferentes que você tratou como uma só.
[...]

Falou garoto! rsrs

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 08 de Maio de 2014, 16:36
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #67, 050514, às 04:36, Danilo.

      Danilo:... Isso prova que há no homem duas personalidades distintas e totalmente conflitantes entre si: A primeira é a personalidade ilusória e temporal da sua presente encarnação... Um ser humano vivendo uma vida de acontecimentos humanos. Essa personalidade é egoísta por natureza.

      Conf: concordo totalmente com o amigo Danilo, inclusive quando diz que o egoísmo é um sentimento natural. E é um sentimento natural a todos, humanos e não humanos pois nasce, naturalmente, do confronto da natureza ignorante e fraca que Deus dá ao ser humano, com a natureza extremamente adversa que Deus ao mundo deu.

      Danilo: A segunda é a personalidade verdadeira e eterna do Espírito. Aquela que deseja a união com Deus, ou seja, que quer abrir mão dos seus desejos para viver a vontade de Deus e não a sua própria, assim como Cristo viveu. Mas que precisa se ligar à personalidade humana, para adquirir as virtudes que a afasta de Deus.

      Conf: tb, concordo com vc, pois é exatamente nesta escola que o homem, não o espirito fora da carne, mas como ser humano, aprende as virtudes. Mas, é evidente, não aprende só virtudes, mas, tb, todas as imperfeições e defeitos morais que apresenta ao mundo. Esta é uma escola, podemos dizer, do bem e do mal, pois é aqui que aprendemos a ser bons e que aprendemos a ser maus! No entanto, tenho uma pergunta ao amigo Danilo: será verdade que o espírito precisa se ligar à personalidade humana, para adquirir as virtudes e se libertar das imperfeições que o afastam de Deus?

      Danilo: O zelo que temos para com nossos filhos no sentido de resguardá-los das aflições é um instinto natural do homem.

      Conf: como é natural o egoísmo...

      Danilo: É incrível como a mente humana só consegue raciocinar através de atos humanos.

      Conf: isso acontece porq somente raciocinamos através das interpretações suspeitas, erradas, parciais, que o corpo material, obstáculo à livre manifestação do espirito, faz dos eventos do mundo material.

      Danilo: O ato é a teatralização do roteiro da peça que você está vivendo. Até porque, não é você quem educa seus filhos. É Deus.

      Conf: por isso, na concepção de muitos, a vida é um palco, onde se desenrola esse drama sem fim, que é a vida, no qual todos os papeis são realizados por um único personagem...

      Danilo: Se seu filho na verdade não é o seu filho, mas sim um Espírito, que encarna num mundo para sofrer as vicissitudes da vida com a finalidade aproximar-se de Deus...

      Conf: vem a vida “para” sofrer, é isso mesmo que vc quer dizer? Que o destino do ser é sofrer, as vicissitudes da vida, independentemente de merecê-las ou não? Não será, assim, o sofrimento inerente ao fato de o espirito ver-se tolhido, devido ao peso da carne?

      Danilo: Enfim, problema não é o ato em si, mas a intencionalidade que se coloca no ato. Isto é, fazer alguma coisa, porque acha ela certa.

      Conf: sendo assim, com certeza não há justiça nos sofrimentos, pois fazemos o errado, as escolhas erradas, achando que estamos fazendo o certo, as escolhas corretas. Pois porq as faríamos incorretas se, conforme a doutrina, por isso podemos vir a sofrer sofrimentos desesperadores, como os vemos no mundo... sendo assim, temos de perguntar: e qual é a causa de nossos sofrimentos, ou porq há sofrimentos?...

      Danilo: O ser humano não pode fugir do medo da aflição e do desejo do prazer.

      Conf: sem dúvida isso faz parte da natureza do homem pois a vida, o mundo nos mostra que precisamos fugir dos sofrimentos e buscar aquilo que consideramos nos faça felizes... essa é a batalha da vida de todos os momentos e de de todos, sem exceção, seja com ações sabidas corretas, ou com incorretas, mesmo que as saibam incorretas.

...........
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 08 de Maio de 2014, 16:55

Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #128 em: 080514, às 02:32, Rettenmaier

      Rett: Como ja disse, não estamos falando a mesma lingua. O tempo, é apenas uma referencia ao fato de que ninguem vira "santo" de uma hora para outra.

      Conf: agora entendi o que vc quis dizer. E o que eu quis dizer é que a necessidade de aprender e o tempo que temos pela frente não é justificativa para que a lei de causa e efeito faça cair sobre os homens suas terríveis consequências de sofrimentos desesperadores e insuportáveis; que devido a um tempo tão longo, e devido a nossa natural ignorância, isso apenas mostra que há muitas possibilidades de errar.

      Acho que agora estamos falando a mesma língua.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 08 de Maio de 2014, 17:06
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #126 em: 060514, às 21:07, Wender.

      Wender disse: o sofrimento é necessário pra despertar ao arrependimento o espirito do caminho errado do que o mesmo se encontra...

      Conf: então, amigo Wender, me permita fazer uma pergunta: devemos entender que aquele que é Infinito Amor, cria um plano de ensino para seus filhos, cujo método mais eficiente de ensinar é fazer sofrer sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis, como canceres, deformações físicas, mentais e morais, aleijões, o nascer sem membros, cego, louco, o sofrer o esmigalhamento de órgãos e ossos nos desastres da vida, perda de membros e de esperanças, ver a pequena filhinha, a razão de seu viver, ser cruelmente estuprada e assassinada, os seus pequenos terem os pés arrancados a machadadas, e toda esse serie de horrores, misérias e desgraças que a vida nos mostra?

      Esse é o processo evolutivo criado pelo Soberano Amor e Justiça? E será que alguém aprende a amar pelo fato de dores sem fim caírem sobre suas costas? O método para aprender a amar é fazer ter medo de sofrer?     

      Que a Infinita Sabedoria apenas soube fazer para que seus filhos aprendam a amar, um plano baseado em ter medo dos sofrimentos?!
.............
 
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 08 de Maio de 2014, 17:34
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #121 em: 070514, às 13:18, de Marcos W

      Citação de: Marcos W. Silva: Resignar-se é submeter-se, porém devemos exercer meios para amenizá-la (a aflição). O passivo aceita e não se move.

      Conf: meu amigo, perceba como precisamos mesmo raciocinar, e raciocinar muito para compreender pois veja: qual será a causa de uns serem passivos ante as aflições e outros, não? Aí, por uns serem passivos e outros não, sem dúvida, uns sofrerão mais do que os outros, concorda? Mas, se todos os sofrimentos são merecidos e aplicados com uma justiça perfeita, qual é a causa de uns serem mais passivos, ou mais ativos do que os demais e, decorrente disso, uns sofrerem mais do que outros?

      Marcos: Entendo que a reação ou uma ação pró-ativa diante dos acontecimentos, impondo uma resistência sadia diante da fragilidade, nos tornam fortes, demonstram interesse, vontade de superação dos próprios paradigmas... Mas, entendo também que muitos não conseguem absorver e administrar problemas e se calam. Mantêm-se apáticos a ponto de sequer tentarem a mudança. Seus parâmetros são limitados, pois aos primeiros sinais de derrota "deitam com a carga".

      Apatia, passividade são, a meu ver, frutos de uma fraqueza moral. O ser não acredita no seu potencial nem na possibilidade de clemência nos outros. E acreditar é o início de todo o processo para se atingir o grau mais elevado que seria a fidelidade àquilo em que se sabe ser possível.

      Conf: pois é isso, Marcos; mas, vc há de concordar que em tudo que vc escreveu não há a explicação definitiva ou completa para o fato de uns sentirem mais aflições do que outros. Pois, porq é que uns impõem uma resistência sadia diante da fragilidade, se tornam mais fortes, demonstram interesse, vontade de superação dos próprios paradigmas, e outros não? Porq nem todos conseguem absorver e administrar seus problemas e se mantêm-se apáticos e facilmente "deitam com a carga"?

      E se, como vc diz, apatia, passividade são, a seu ver, frutos de uma fraqueza moral, porq esses possuem uma moral mais fraca do que outros? Porq uns não acreditam no seu potencial nem na possibilidade de clemência nos outros, mas outros acreditam?

      A DE está coberta de razão ao dizer que devemos raciocinar, e raciocinar profundamente para entender; mas não só para entend^-la, mas tb para entender a vida e tudo mais.

      Abraços

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 08 de Maio de 2014, 18:46
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #131 em: 080514, às 02:46, do Rettenmaier.   

      Rett: Prejudicada meu caro significa diminuida. Ainda que o espirito esteja preso, continua sendo um espirito com todos os atributos de um. A dificuldade esta em aceitar e assimilar isso.

      Conf: então, meu amigo, por favor, substitua a palavra "prejudicada" pela palavra "impedida" que, assim, ficará conforme o que eu quis dizer, mas escolhi palavra impropria. No entanto é a própria DE que diz que " o fato de se estar na matéria impede a livre manifestação dos atributos do espirito, já que o prende como se fosse a um lodo aderente e viscoso, e o faz cair em erros e mais erros pois que só lhe permite ver a vida, os acontecimentos, como se os visse através de um vidro muito opaco, não transparente".

      Conf (msg ant): não, amigo Gustavo, não “podemos”, e é forçado dizer “devemos”. Vc não pode raciocinar como espirito, tolhido que está por esse “escafandro” de carne  que nem mesmo permite que raciocine corretamente como ser humano!"

      Rett: Ora meu querido, se não fosse possivel Jesus não teria nos dito isso quando aqui esteve.

      Conf: amigo Gustavo, tem certeza de que o Mestre disse que “devemos” raciocinar como espirito e que “podemos” raciocinar como espirito?! O que, sem dúvida, significa que se não raciocinamos como espirito é displicência nossa, desleixo nosso, demérito nosso? É isso mesmo?

      Seja sincero: vc raciocina como espirito? Não diga que não raciocina, pois, segundo o que vc disse, vc pode e deve raciocinar como espirito, não é isso que vc disse! Vc oferece a outra face? Perdoa e abençoa aquele que estupra e mata sua filhinha, a razão de seu viver, a alegria de sua vida? Abençoa aquele que a leva para a escravidão às drogas e a sequestrar e matar crianças inocentes para lucrar com a venda de órgãos? Abençoa aquele que a leva para a prostituição? Dá tudo que tem aos necessitados? Isso é raciocinar como espirito, concorda?

      Rett: Afinal que outra maneira existe para consolar os que tem sede de justiça?

      Conf: amigo Gustavo, agora não entendi bem o que vc quis dizer nessa pergunta acima: “que outra maneira existe para consolar os que têm sede de justiça?”! Se puder ser mais claro, agradeço. Se não existe "outra" maneira, qual é a maneira que vc conhece para consolar os que têm sede de justiça? Dizer que podemos e devemos raciocinar como espíritos, é essa a maneira de consolar?! Não compreendi!

      Rett: Ou melhor ainda, como entender que devemos guardar tesouros no céu? Ou vender tudo que temos e dar aos pobres?

      Conf: e foi raciocinando como espírito, e não devido a ter aprendido pelo que a DE ensina, que vc entendeu que devemos guardar tesouros nos céus e dar tudo aos pobres?! Vc é feliz se tem suficiente evolução para raciocinar como espirito! Devo tirar o chapéu para você!

      Rett: Sim meu caro, somos espíritos e, enquanto estudantes da DE é assim que devemos, isso mesmo, verbo impositivo, pelo menos tentar raciocinar.

      Conf: pois é, meu amigo, aqui vc suavizou sua argumentação dizendo “devemos tentar raciocinar como espírito”. E onde está e qual é a lição que nos ensine a como raciocinar como espírito? Qual doutrina, qual religião, qual religioso, sabe ensinar isso? Ensinar a raciocinar como espirito, é o mesmo que ensinar a amar, ninguém tem aptidão para isso! Qualquer um só conseguirá raciocinar como espirito qdo  estiver livre dos atrativos do mundo e dos condicionamentos que a vida nos impõe, tiver o coração repleto de amor incondicional, ou se estiver libertado da canga pesada do corpo material.

..................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 08 de Maio de 2014, 21:53
[...]
Ou seja, não importa o que aconteça, eu não posso interferir no destino de ninguém. É a mente de cada ser humano que cumpre as determinações de Deus. E não tem como eu achar que deixando de dizer isso ou aquilo, outro será o destino dos filhos do pai de alguém. Pois isso seria crer no acaso, e crer no acaso é descrer em Deus.

[...]
Abraços!

Interferir não é o caso, mas influenciar vem ao caso. Senão, não seríamos influenciáveis...

Ninguém pode interferir enquanto homem encarnado, mas enquanto "instrumento de Deus" você pode interferir positivamente sim, pois há sim previsão de alteração no programa das provas escolhidas. Se assim assim não fosse...

 ...Os detalhes nascem das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, aqueles que influem no destino, estão previstos. Se tomas um caminho cheio de desvios, sabes que deves ter muitas precauções, porque corres o perigo de cair, mas não sabes quando cairás, e pode ser que nem caias, se fores bastante prudente. Se, ao passar pela rua, uma telha te cair na cabeça, não penses que estava escrito, como vulgarmente se diz.- OLE

 860. Pode o homem, por sua vontade e pelos seus atos, evitar acontecimentos que deviam realizar-se e vice-versa?

     — Pode, desde que esse desvio aparente possa caber na ordem geral da vida que ele escolheu. Além disso, para fazer o bem, como é do seu dever e único objetivo da vida, ele pode impedir o mal, sobretudo aquele que possa contribuir para um mal ainda maior. (OLE)


Esse "desvio", ainda que aparente, pode surgir em decorrência da ação, da ajuda, de um "instrumento" que o influencia, o ajuda.

A única razão em afirmar que não se pode mudar o destino de alguém, é a mesma que tem o sentido de dizer que não é o médico quem cura, e é verdade; é o paciente que sara. Não é o professor quem ensina; é o aluno que aprende, e sempre na hora que ele quiser e achar que deve. Mas, ainda assim, como ficar sem bons conselheiros, médicos e professores?!...

Realmente mudar, curar, ensinar alguém não podemos, todavia sempre poderemos ser o instrumento que o leva a fazê-lo. E quando fazemos isso sentimos a consciência aliviada, e as aflições também.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 09 de Maio de 2014, 00:13

Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #128 em: 080514, às 02:32, Rettenmaier

      Rett: Como ja disse, não estamos falando a mesma lingua. O tempo, é apenas uma referencia ao fato de que ninguem vira "santo" de uma hora para outra.

      Conf: agora entendi o que vc quis dizer. E o que eu quis dizer é que a necessidade de aprender e o tempo que temos pela frente não é justificativa para que a lei de causa e efeito faça cair sobre os homens suas terríveis consequências de sofrimentos desesperadores e insuportáveis; que devido a um tempo tão longo, e devido a nossa natural ignorância, isso apenas mostra que há muitas possibilidades de errar.

      Acho que agora estamos falando a mesma língua.

Encontramos um ponto em comum.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 09 de Maio de 2014, 00:16
"Conf: então, meu amigo, por favor, substitua a palavra "prejudicada" pela palavra "impedida" que, assim, ficará conforme o que eu quis dizer, mas escolhi palavra impropria. No entanto é a própria DE que diz que " o fato de se estar na matéria impede a livre manifestação dos atributos do espirito, já que o prende como se fosse a um lodo aderente e viscoso, e o faz cair em erros e mais erros pois que só lhe permite ver a vida, os acontecimentos, como se os visse através de um vidro muito opaco, não transparente."

Mas não impede de raciocinar como um espirito, e essa é a grande questão.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: M.Altino em 09 de Maio de 2014, 12:24
Amigos para todos com muito carinho o meu fraternal abraço de muita paz e um linda tarde a todos os participantes deste lindo e útil estudo.
companheiros depois de ter lido os vários textos colocados fico com a impressão que muitas vezes esta
mos a falar de um coisa completamente diferente do proposto pelo nosso amigo Gustavo que nos coloca a questão de Bem Aventurados os Aflitos.
Sabemos todos que o homem tem tido e comete muitos erros muitos dos quais não tem conhecimento e o que vimos dizendo é que muitas vezes os assumimos mas depois procuramos sempre uma forma de não sermos culpados...o que está errado .... pois tudo o erro que cometemos nós somos sempre os culpados e não adianta inventar desculpas... por isso vamos nos debruçar na causa  e tentar minimizar a os efeitos .....
 É em vão que se aponta o esquecimento como um obstáculo ao aproveitamento da experiência das existências anteriores. Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que isso deve ser útil.
Com efeito, a lembrança do passado traria inconvenientes muito graves.
Em certos casos, poderia humilhar-nos estranhamente, ou então exaltar o nosso orgulho, e por isso mesmo dificultar o exercício do nosso livre-arbítrio.
De qualquer maneira, traria perturbações inevitáveis às relações sociais.
O Espírito renasce frequentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito.
Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.
Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas; e nos tira o que poderia prejudicar-nos.
O homem traz, ao nascer, aquilo que adquiriu.
Ele nasce exatamente como se fez.
Cada existência é para ele um novo ponto de partida.
 Pouco lhe importa saber o que foi: se está sendo punido, é porque fez o mal, e suas más tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo.
 É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, que o adverte do bem e do mal e lhe dá a força de resistir às más tentações.

De resto, esse esquecimento só existe durante a vida corpórea. Voltando à vida espiritual, o Espírito reencontra a lembrança do passado.
Trata-se, portanto, apenas de uma interrupção momentânea, como a que temos na própria vida terrena, durante o sono, e que não nos impede de lembrar, no outro dia, o que fizemos na véspera e nos dias anteriores.
Da mesma maneira, não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado.
Pode dizer-se que ele nunca a perde, pois a experiência prova que, encarnado, durante o sono do corpo, ele goza de certa liberdade e tem consciência de seus atos anteriores.
Então, ele sabe porque sofre, e que sofre justamente.
A lembrança só se apaga durante a vida exterior de relação. A falta de uma lembrança precisa, que poderia ser-lhe penosa e prejudicial às suas relações sociais, permite-lhes ganhar  novas forças nesses momentos de emancipação da alma, se ele souber aproveitá-los.....
Amigos então o importante é em cada encarnação procurarmos sermos melhores e sempre tentar corrigir os nossos hábitos menos bons e assim já estamos a resolver muitas coisas que ficaram pendentes...
Com abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 09 de Maio de 2014, 18:22
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: res #72, 050514, 14:04, Norizonte.

      Noriz disse: Trago mais um texto do livro 'por que sofremos' de Huberto Rohden que pode ser útil.

      Texto: “Há entre os sofredores três classes: 1. os revoltados, 2. os resignados, 3. os regenerados.

      "Os revoltados... acabarão frustrados e, consequentemente, sofrendo.

      "Os resignados... se acomodam passivamente e, ficam num status quo, numa estagnação neutra.

      "Os regenerados... servem-se do sofrimento para sua purificação e maturação espiritual, e o sofrimento, embora doloroso, o conduzirá à felicidade".
     
      Conf: esclarecedor texto de Rohden. Mas, para que o compreendamos perfeitamente, fica faltando alguma coisa:       

      - porq, ou qual é a causa de uns se tornarem revoltados, outros resignados e outros regenerados, sendo que, antes, não eram assim? Qual é a causa de terem se tornado diferentes uns dos outros, fato do qual, consequentemente, virão para uns mais sofrimentos do que para os outros?

      Texto: O sofrimento em si não pode perder nem redimir o homem; o homem é que se perde ou que se redime pela atitude que assumir em face do sofrimento.

      Conf: com certeza, todos sabem que esse não é o entendimento da DE; para esta, o sofrimento tem a exatamente a finalidade de redimir os humanos pecadores. Esse, que o texto traz, é o entendimento de alguns, mas não de todos os demais, pois não o dos místicos que buscaram Deus. Acreditar qual é o correto, dependerá do trabalho e da consequente compreensão de cada um.

      Texto: Disse o Mestre aos discípulos de Emaús: “Não devia o Cristo sofrer tudo isso para entrar em sua glória?” O sofredor sensato compreende estas palavras e pode dizer: não devia eu então sofrer tudo isso para assim entrar na minha realização existencial?

      Conf: essas palavras também não explicam os sofrimentos dos homens. Não devemos esquecer que esses sofrimentos de Jesus, conforme a DE, vieram da missão que o Mestre assumiu e não, de que, obrigatoriamente, o homem tenha de sofrer para “entrar em sua glória” ou realização espiritual.       

      A frase que encerra o texto: “É sabedoria evitar o que é evitável – e tolerar
calmamente o que é inevitável”, lembra frase semelhante de outros sábios: “Para se viver melhor, frente às adversidades da vida, uma boa dose de humor e uma boa dose de indiferença!”.

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 09 de Maio de 2014, 18:51

Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #114, de 070514, 12:05, Kazaoka

      Kazaoka: Realmente a aflição é fruto de circunstância penosa. E a circunstância penosa é o resultado de nossa inabilidade em lidarmos com algo... São nesses pontos que se concentram nossas maiores necessidades evolutivas. Por isso a aflição é sempre uma oportunidade de desenvolvimento de faculdades e, por isso, também, que os Espíritos reveladores as consideram como bençãos, como verdadeiramente são.

      Conf: amigo Kazaoka, pela DE todos os sofrimentos são aplicados com perfeita justiça, não é isso? Ou estou enganado? Sendo assim, onde está a perfeita justiça se as circunstancias penosas, que certamente são sofrimentos, são o resultado de nossa inabilidade em lidarmos com algo, seja este algo o que for?

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 09 de Maio de 2014, 19:19
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp de Lineu em 070514, às 03:01, e

             resp #115, de 070514, 12:17, Rettenmaier


      Lineu escreveu: Há quem entende a aflição humana como castigo divino, imposto para reparar transgressão da lei natural... Porém tal entendimento não corresponde ao sentido da justiça misericordiosa emanada de Deus. Nem satisfaz a razão de quem se aprofunda na perquirição da realidade.

      Conf: exatamente, Lineu; castigos provocadores de sofrimentos torturantes, como diz a DE, não condizem com um Ser que é perfeito amor e perfeita justiça, e sobretudo de perfeita sabedoria.

      Lineu: Parece, pois, mais sensato o entendimento da aflição humana como o meio providencial efetivo de estimular os seres humanos ao desenvolvimento da inteligência.

      Conf; muito mais sensato esse entendimento! No entanto, porq não é isso que a DE ensina? A DE, como está escrito nas obras básicas, ensina que Deus, que é Amor e Justiça, criou leis e mundos para "castigos" dos transgressores de Suas leis! Que esses "castigos", para muitos que os sofrem são verdadeiras torturas morais e até mesmo se assemelham a penas eternas, pois podem implicar em multiplicadas encarnações e durarem por milhões de anos.
     
.....................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 09 de Maio de 2014, 23:16
"O Espírito renasce frequentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito."

Obrigado por mais uma participação importante meu caro Altino.
É exatamente por ai.
As aflições são a colheita dos equívocos, e as pessoas de nossas relações são as ferramentas nas quais podemos realizar essa colheita.
Se tivermos a capacidade de efetivamente reparar o mal que tenhamos feito, estaremos em melhores condições de superar as aflições.
A grande lição que vejo, é que não podemos nos deixar abater pelas aflições, pelas dificuldades, e sim tomá-las como alavanca de impulso para nosso progresso moral.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 09 de Maio de 2014, 23:22
"Conf; muito mais sensato esse entendimento! No entanto, porq não é isso que a DE ensina? A DE, como está escrito nas obras básicas, ensina que Deus, que é Amor e Justiça, criou leis e mundos para "castigos" dos transgressores de Suas leis! Que esses "castigos", para muitos que os sofrem são verdadeiras torturas morais e até mesmo se assemelham a penas eternas, pois podem implicar em multiplicadas encarnações e durarem por milhões de anos."

Não temos essa interpretação meu caro.
Deus crio espíritos "simples e ignorantes", para que, de forma equitativa, cada um alcance a perfeição através dos seus esforços.
Os mundos existentes são adequados a cada nível, a cada estágio de progresso moral dos espíritos que ai habitam.
Não existem mundos de sofrimentos, existem mundos onde a ignorância é maior, consequentemente os vícios e desvios tambem são, gerando sofrimentos causados pela incapacidade de compreender que somente o amor pode fazer o homem progredir.
Não nos esqueçamos que "fora da caridade, não há salvação".
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 10 de Maio de 2014, 02:08

Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #114, de 070514, 12:05, Kazaoka

      Kazaoka: Realmente a aflição é fruto de circunstância penosa. E a circunstância penosa é o resultado de nossa inabilidade em lidarmos com algo... São nesses pontos que se concentram nossas maiores necessidades evolutivas. Por isso a aflição é sempre uma oportunidade de desenvolvimento de faculdades e, por isso, também, que os Espíritos reveladores as consideram como bençãos, como verdadeiramente são.

      Conf: amigo Kazaoka, pela DE todos os sofrimentos são aplicados com perfeita justiça, não é isso? Ou estou enganado? Sendo assim, onde está a perfeita justiça se as circunstancias penosas, que certamente são sofrimentos, são o resultado de nossa inabilidade em lidarmos com algo, seja este algo o que for?

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O sofrimento não é aplicado, ele nasce naquele que contrariou a Lei que estabelece a ordem natural das coisas. A inabilidade é elemento primordial de todo processo de aprendizado e é ela que assinala a que distância nos encontramos da condição ideal para lidarmos com tais e tais situações. A perfeita justiça consiste em Deus ter dado em comum, os instrumentos e as circunstâncias que fazem com que cada Espírito evolua de acordo com o desenvolvimento de suas faculdades.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: HamLacerda em 10 de Maio de 2014, 13:52
Isso mesmo, Kasa. Os sofrimentos estão diretamente relacionados com os fluidos, e os fluidos diretamente relacionados com o moral dos espíritos. Quando os espíritos não estão em harmonia com as leis divinas, ele causa uma confusão nos fluidos que o cercam, e essa desarmonização é a causa de boa parte dos seus sofrimentos. É parecido ao que acontece com aquele que come desregradamente, pois uma série de problemas advêm disso. Ninguém aplicou castigo a ele, foi ele próprio o causador de seus males.


Esse artigo é muito esclarecedor.





Revista Espírita 1865 » Cura moral dos encarnados


Muitas vezes veem-se Espíritos de natureza má ceder muito prontamente sob a influência da moralização e se melhorar. Pode-se agir do mesmo modo sobre os encarnados, mas com muito mais trabalho. Por que a educação moral dos Espíritos desencarnados é mais fácil que a dos encarnados?

Esta pergunta foi motivada pelo seguinte fato. Um jovem, cego há doze anos, tinha sido recolhido por um espírita dedicado, que se havia empenhado em curá-lo pelo magnetismo, pois os Espíritos haviam dito que isso era possível. Mas o jovem, em vez de se mostrar reconhecido pela bondade de que era objeto, e sem a qual teria ficado sem asilo e sem pão, só teve ingratidão e mau procedimento, e deu provas do pior caráter.

Consultado a respeito, respondeu o Espírito de São Luís:

“Esse jovem, como muitos outros, é punido por onde pecou e suporta a pena de sua má conduta. Sua enfermidade não é incurável, e uma magnetização espiritual praticada com zelo, devotamento e perseverança, certamente teria êxito, ajudada por um tratamento médico destinado a corrigir seu sangue viciado. Já haveria uma sensível melhora em sua visão, que ainda não está completamente extinta, se os maus fluidos de que está cercado e saturado não opusessem um obstáculo à penetração dos bons fluidos que, de certo modo, são repelidos. No estado em que ele se encontra, a ação magnética será impotente enquanto, por sua vontade e sua melhoria, ele não se desembaraçar desses fluidos perniciosos.

“É, pois, uma cura moral que se deve obter, antes de buscar a cura física. Uma mudança de direção em seu comportamento é a única coisa que pode tornar eficazes os cuidados de seu magnetizador, que os bons Espíritos procurarão ajudar. Caso contrário, deve-se esperar que ele perca o pouco de luz que lhe resta e que seja submetido a novas e muito terríveis provações que terá de sofrer.

“Agi, pois, sobre ele como fazeis com os maus Espíritos desencarnados, que quereis trazer ao bem. Ele não está sob uma obsessão: é sua natureza que é má e que, além disso, perverteu-se no meio onde viveu. Os maus Espíritos que o assediam só são atraídos pelas semelhanças com ele próprio. À medida que ele se melhorar, eles se afastarão. Só então a ação magnética terá toda a sua eficácia. Dai-lhe conselhos; explicai-lhe sua posição; que várias pessoas sinceras se unam em pensamento para orar, a fim de atrair influências salutares sobre ele. Se ele as aproveitar, não tardará a lhes experimentar os bons efeitos, porque será recompensado por uma sensível melhora na sua posição.”

Esta instrução nos revela um fato importante, o obstáculo oposto pelo estado moral, em certos casos, à cura dos males físicos. A explicação acima é de uma lógica incontestável, mas não poderia ser compreendida pelos que apenas veem em toda parte a ação exclusiva da matéria. No caso de que se trata, a cura moral do paciente encontrou sérias dificuldades; foi o que motivou a pergunta acima, proposta na Sociedade Espírita de Paris.

Seis respostas foram obtidas, todas concordando perfeitamente entre si. Citaremos apenas duas, para evitar repetições inúteis. Escolhemos aquelas em que a questão é tratada com mais desenvolvimento.



Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 10 de Maio de 2014, 15:28
Isso mesmo, Kasa. Os sofrimentos estão diretamente relacionados com os fluidos, e os fluidos diretamente relacionados com o moral dos espíritos. Quando os espíritos não estão em harmonia com as leis divinas, ele causa uma confusão nos fluidos que o cercam, e essa desarmonização é a causa de boa parte dos seus sofrimentos. É parecido ao que acontece com aquele que come desregradamente, pois uma série de problemas advêm disso. Ninguém aplicou castigo a ele, foi ele próprio o causador de seus males.


Esse artigo é muito esclarecedor.





Revista Espírita 1865 » Cura moral dos encarnados


Muitas vezes veem-se Espíritos de natureza má ceder muito prontamente sob a influência da moralização e se melhorar. Pode-se agir do mesmo modo sobre os encarnados, mas com muito mais trabalho. Por que a educação moral dos Espíritos desencarnados é mais fácil que a dos encarnados?

Esta pergunta foi motivada pelo seguinte fato. Um jovem, cego há doze anos, tinha sido recolhido por um espírita dedicado, que se havia empenhado em curá-lo pelo magnetismo, pois os Espíritos haviam dito que isso era possível. Mas o jovem, em vez de se mostrar reconhecido pela bondade de que era objeto, e sem a qual teria ficado sem asilo e sem pão, só teve ingratidão e mau procedimento, e deu provas do pior caráter.

Consultado a respeito, respondeu o Espírito de São Luís:

“Esse jovem, como muitos outros, é punido por onde pecou e suporta a pena de sua má conduta. Sua enfermidade não é incurável, e uma magnetização espiritual praticada com zelo, devotamento e perseverança, certamente teria êxito, ajudada por um tratamento médico destinado a corrigir seu sangue viciado. Já haveria uma sensível melhora em sua visão, que ainda não está completamente extinta, se os maus fluidos de que está cercado e saturado não opusessem um obstáculo à penetração dos bons fluidos que, de certo modo, são repelidos. No estado em que ele se encontra, a ação magnética será impotente enquanto, por sua vontade e sua melhoria, ele não se desembaraçar desses fluidos perniciosos.

“É, pois, uma cura moral que se deve obter, antes de buscar a cura física. Uma mudança de direção em seu comportamento é a única coisa que pode tornar eficazes os cuidados de seu magnetizador, que os bons Espíritos procurarão ajudar. Caso contrário, deve-se esperar que ele perca o pouco de luz que lhe resta e que seja submetido a novas e muito terríveis provações que terá de sofrer.

“Agi, pois, sobre ele como fazeis com os maus Espíritos desencarnados, que quereis trazer ao bem. Ele não está sob uma obsessão: é sua natureza que é má e que, além disso, perverteu-se no meio onde viveu. Os maus Espíritos que o assediam só são atraídos pelas semelhanças com ele próprio. À medida que ele se melhorar, eles se afastarão. Só então a ação magnética terá toda a sua eficácia. Dai-lhe conselhos; explicai-lhe sua posição; que várias pessoas sinceras se unam em pensamento para orar, a fim de atrair influências salutares sobre ele. Se ele as aproveitar, não tardará a lhes experimentar os bons efeitos, porque será recompensado por uma sensível melhora na sua posição.”

Esta instrução nos revela um fato importante, o obstáculo oposto pelo estado moral, em certos casos, à cura dos males físicos. A explicação acima é de uma lógica incontestável, mas não poderia ser compreendida pelos que apenas veem em toda parte a ação exclusiva da matéria. No caso de que se trata, a cura moral do paciente encontrou sérias dificuldades; foi o que motivou a pergunta acima, proposta na Sociedade Espírita de Paris.

Seis respostas foram obtidas, todas concordando perfeitamente entre si. Citaremos apenas duas, para evitar repetições inúteis. Escolhemos aquelas em que a questão é tratada com mais desenvolvimento.


Obrigado pela participação meu caro HamLacerda, muito boa sua contribuição para o entendimento do tema
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: HamLacerda em 10 de Maio de 2014, 16:20
Olá, Gustavo. Esse artigo é de fato muito interessante.

Ele não mostra apenas a relação dos fluidos com os sofrimentos, mas também a relatividade das provas e dos sofrimentos. Ou seja, ação e ração, causa e efeito, são questões bastante relativas dentro da Doutrina. Cada um pode melhorar a sua situação apenas com a sua vontade e evitar muitas provas que deveriam passar. Mesmos as provas mais difíceis, como a perda da visão, pode ser tratada se o espírito mudar a sua conduta e atrair a compaixão dos espíritos bons, tanto encarnados como desencarnados, onde essa máxima faz valer: "bem aventurados os aflitos", pois só está em aflição quem está arrependido, e todo espírito bom tem compaixão daqueles que se arrependem e quer melhorar.


Essa é uma das coisas mais belas na leis de Deus, onde a caridade com o próximo é o mandamento mais importante - e não a fatalidade com o próximo.


Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 10 de Maio de 2014, 16:29
Citação de: Coronel
A DE, como está escrito nas obras básicas, ensina que Deus, que é Amor e Justiça, criou leis e mundos para "castigos" dos transgressores de Suas leis!

Sim, caro Coronel, a doutrina espírita ensina que Deus é justo e bom. E que ele instituiu a lei natural como a regra de direito imprescindível à manutenção da ordem e do desenvolvimento no universo.

A doutrina espírita também ensina que Deus criou mundos adequados aos seus Espíritos, segundo as conveniências individuais de cada um. E que Deus jamais constrange qualquer espírito ao acatamento da sua lei.

Importa compreender, na conformidade da doutrina espírita, que a expiação não é castigo. Mas é, de fato, uma oportunidade de reabilitação que Deus oferece aos Espíritos indisciplinados no sentido de exortá-los ao arrependimento...

E à efetiva mudança de atitudes.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Danilo Henrique em 10 de Maio de 2014, 21:29
Olá Marcos.


Interferir não é o caso, mas influenciar vem ao caso. Senão, não seríamos influenciáveis...

Ninguém pode interferir enquanto homem encarnado, mas enquanto "instrumento de Deus" você pode interferir positivamente sim, pois há sim previsão de alteração no programa das provas escolhidas. Se assim assim não fosse...

(...)

A única razão em afirmar que não se pode mudar o destino de alguém, é a mesma que tem o sentido de dizer que não é o médico quem cura, e é verdade; é o paciente que sara. Não é o professor quem ensina; é o aluno que aprende, e sempre na hora que ele quiser e achar que deve. Mas, ainda assim, como ficar sem bons conselheiros, médicos e professores?!...

Realmente mudar, curar, ensinar alguém não podemos, todavia sempre poderemos ser o instrumento que o leva a fazê-lo. E quando fazemos isso sentimos a consciência aliviada, e as aflições também.

Abraços

Significado de Influenciar

v.t.d. e v.pron. Induzir (alguém) a fazer alguma coisa, a se comportar de determinada maneira e/ou a pensar de um determinado modo.
Ocasionar ou ser alvo de modificações (físicas ou intelectuais): o caráter influência comportamentos; os pais agem juntos e se influenciam na educação de seus filhos; a Lua influencia as marés.
(Etm. influencia + ar)

Quando falamos em interferir ou influenciar, estamos falando da mesma coisa. Ser a causa de qualquer modificação que possa ocorrer na vida de outrem, em qualquer aspecto.
E quando se fala em modificação, fala-se em algo diferente do que poderia ser, se outra tivesse sido a influência. Ou seja, o acaso.
Mas eu já venho afirmando nesse e em outros tópicos. Qualquer que seja o caminho que a vida de alguém tome, esse caminho tem uma razão de ser, e ele tem como causa primária a justiça perfeita de Deus. E a justiça de Deus é "A cada um segundo às suas obras" e não "a cada um segundo às suas obras e à influência de terceiros".
Portanto, do ponto de vista Espiritual, não há qualquer razão para se vangloriar em ter ajudado alguém a ir por um caminho bom, ou se culpar por ter atrapalhado alguém a ir por esse caminho, pois somente a Justiça Perfeita tem o direito de determinar o rumo dos acontecimentos.
Há uma coisa apenas da qual o Espírito possui méritos. O trabalho que ele realiza sobre si mesmo, isto é, as suas obras de libertação de si próprio.
Além do mais, aquilo que o ser humano acha bom, é apenas aquilo que ele acha. O que é bom, de fato, para o Espírito, é tudo o que acontece, pois tudo o que acontece, é a materialização da Justiça de Deus.   


Citar
mas enquanto "instrumento de Deus" você pode interferir positivamente sim

Você não pode interferir positivamente. Você deve interferir positivamente, e é exatamente isso o que você sempre faz. Não importa qual seja a sua ação sobre outra pessoa, é exatamente aquilo que ela merece e precisa naquele momento. Deus não deixa na mão de seres humanos o poder ou a escolha de fazer bem ou mal a outro ser humano. Ele é quem determina qual será a sua ação, e enquanto você cria a vicissitude do próximo, encontra a oportunidade de se melhorar interiormente.


Citar
Realmente mudar, curar, ensinar alguém não podemos, todavia sempre poderemos ser o instrumento que o leva a fazê-lo. E quando fazemos isso sentimos a consciência aliviada, e as aflições também.

Você não escolhe ser instrumento ou deixar de sê-lo. Porque ao ser instrumento de um "bem" que você faz a outra pessoa, você está vivenciando uma prova que apenas você precisa e merece vivenciar (seu karma), onde encontrará oportunidade para se melhorar interiormente, isto é, ajudar ao próximo servindo à Deus, ou ajudar ao próximo servindo a si mesmo. Portanto, não há outro ser humano que deveria fazer o que você fez, pois a essência maior da questão não está no ato, isto é, não está no benefício feito ou doado, mas está na oportunidade de elevação que você e a outra pessoa estão recebendo, servindo de instrumento de prova um ao outro.
Para Deus, é absolutamente indiferente o pão que você doa, a doença que você cura, o nú que veste, etc.
Porque Deus basta estas pessoas merecerem a solução destes problemas, que Ele lhes dará, sem depender de qualquer outro humano. Entretanto, como sempre existe ocasião de alguém ser testado na prova de doar, curar ou vestir, Deus apenas oferece a oportunidade destes também fazerem as suas provas.
Isto é: junta o karma do "curar alguém" com o karma "receber a cura".
É isso que se deve entender por Deus "não agir por milagres". Aliás, deixa-me explicar uma coisa sobre a palavra "milagre"

Há um paradoxo que poucas pessoas percebem no uso dessa palavra.
Enquanto acreditamos que o universo é feito de coisas, acreditamos em "leis" que regem a estas coisas.
E consideramos milagre tudo aquilo que escapa a essas leis.
Contudo, não temos condições de conhecer as leis primárias do universo.
Logo, jamais saberemos dizer quando um evento será milagroso ou não, pelo simples fato de não conhecermos todas as leis.
Portanto eu lhes digo: Se uma pessoa está passando fome, vocês acham que Deus, onipotente, precisa que ela coma comida, para saciar essa fome? E consequentemente, vocês acham que quando um  humano dá pão a outro humano, que esse primeiro está matando a fome do segundo?
Isso acontece, apenas no mundo ilusório que o humano vive.
Do que é feito o corpo humano? Fluido cósmico universal.
Do que é feito o estômago? Fluido cósmico universal.
Do que é feito o pão? Fluido cósmico universal.

Ou seja, o universo, sendo constituído de um único elemento, não existe um fenômeno sequer, que não encontre a sua explicação no próprio universo. Portanto, o que impediria Deus de matar a fome de um ser humano, sem comida? 
Mas eu não entendo. Os Espíritas acham que isso é milagre. E daí, acham que Deus precisa que uma mão leve comida à boca, já que essa é a lei. Não, essa não é a lei do universo. Essa é a lei das "coisas" que o ser humano acredita existir. E essa lei existe, não porque Deus não possa revogá-la (senão, Deus estaria abaixo da Lei). Mas sim, porque faz parte do karma humano a necessidade de conviver com as coisas que a sua mente gera como prova para ele mesmo.

Resumindo: Se você auxiliar alguém, diga: Graças a Deus. Se não auxiliar, diga: Graças a Deus. Se conseguir a cura: Graças a Deus. Se não conseguir: Graças a Deus.
É essa desvinculação do que acontece, em relação aos próprios conceitos individualistas, que ajudará o homem a alcançar a sabedoria e encontrar a sua natureza Espiritual.
Ao sair de casa e ir para o centro Espírita, ao invés de dizer: Vou lá "fazer o bem", "ajudar pessoas". Diga apenas: Vou lá fazer provas. E outra será a vivência dos acontecimentos.

Quanto as questões do Livro dos Espíritos, eu as expliquei detalhadamente num outro tópico. No caso este:
http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/uma-outra-compreensao-da-lei-de-causa-e-efeito/msg356652/?topicseen#msg356652

Abraços!   
 


Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 10 de Maio de 2014, 21:59
Olá, Gustavo. Esse artigo é de fato muito interessante.

Ele não mostra apenas a relação dos fluidos com os sofrimentos, mas também a relatividade das provas e dos sofrimentos. Ou seja, ação e ração, causa e efeito, são questões bastante relativas dentro da Doutrina. Cada um pode melhorar a sua situação apenas com a sua vontade e evitar muitas provas que deveriam passar. Mesmos as provas mais difíceis, como a perda da visão, pode ser tratada se o espírito mudar a sua conduta e atrair a compaixão dos espíritos bons, tanto encarnados como desencarnados, onde essa máxima faz valer: "bem aventurados os aflitos", pois só está em aflição quem está arrependido, e todo espírito bom tem compaixão daqueles que se arrependem e quer melhorar.


Essa é uma das coisas mais belas na leis de Deus, onde a caridade com o próximo é o mandamento mais importante - e não a fatalidade com o próximo.

Muito interessante meu caro, temos ai um outro enfoque para o texto e para o estudo.
Concordo com o amigo, a aflição é, por assim dizer, resultado da consciência, ou da conscientização do indivíduo acerca de de sua necessidade de correção e de progresso moral.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: wender100%espirita em 10 de Maio de 2014, 22:07
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #126 em: 060514, às 21:07, Wender.

      Wender disse: o sofrimento é necessário pra despertar ao arrependimento o espirito do caminho errado do que o mesmo se encontra...

      Conf: então, amigo Wender, me permita fazer uma pergunta: devemos entender que aquele que é Infinito Amor, cria um plano de ensino para seus filhos, cujo método mais eficiente de ensinar é fazer sofrer sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis, como canceres, deformações físicas, mentais e morais, aleijões, o nascer sem membros, cego, louco, o sofrer o esmigalhamento de órgãos e ossos nos desastres da vida, perda de membros e de esperanças, ver a pequena filhinha, a razão de seu viver, ser cruelmente estuprada e assassinada, os seus pequenos terem os pés arrancados a machadadas, e toda esse serie de horrores, misérias e desgraças que a vida nos mostra?

      Esse é o processo evolutivo criado pelo Soberano Amor e Justiça? E será que alguém aprende a amar pelo fato de dores sem fim caírem sobre suas costas? O método para aprender a amar é fazer ter medo de sofrer?     

      Que a Infinita Sabedoria apenas soube fazer para que seus filhos aprendam a amar, um plano baseado em ter medo dos sofrimentos?!
.............
 

amigo coronel eu disse aquele espirito no caminho errado o sofrimento e necessario para seu arrependimento e nisso a minha colocação, ou vc acha que Deus na sua sabedoria tem dois pesos pra medir nossos atos? se nós buscarmos a nossa evolução moral fazer o Bem, e logico que não vamos passar pelo sofrimento que é o efeito de um ato contra as leis de Deus! e a mesma coisa vc estar trabalhando em uma empresa, e quer uma promoção vc acha que o Dono da empresa vai te dar esse premio se for um mal funcionario? que não segue as regras da empresa? não sei se fui claro mas e assim que penso paz  e luz
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 11 de Maio de 2014, 00:33
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #126 em: 060514, às 21:07, Wender.

      Wender disse: o sofrimento é necessário pra despertar ao arrependimento o espirito do caminho errado do que o mesmo se encontra...

      Conf: então, amigo Wender, me permita fazer uma pergunta: devemos entender que aquele que é Infinito Amor, cria um plano de ensino para seus filhos, cujo método mais eficiente de ensinar é fazer sofrer sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis, como canceres, deformações físicas, mentais e morais, aleijões, o nascer sem membros, cego, louco, o sofrer o esmigalhamento de órgãos e ossos nos desastres da vida, perda de membros e de esperanças, ver a pequena filhinha, a razão de seu viver, ser cruelmente estuprada e assassinada, os seus pequenos terem os pés arrancados a machadadas, e toda esse serie de horrores, misérias e desgraças que a vida nos mostra?

      Esse é o processo evolutivo criado pelo Soberano Amor e Justiça? E será que alguém aprende a amar pelo fato de dores sem fim caírem sobre suas costas? O método para aprender a amar é fazer ter medo de sofrer?     

      Que a Infinita Sabedoria apenas soube fazer para que seus filhos aprendam a amar, um plano baseado em ter medo dos sofrimentos?!
.............
 

amigo coronel eu disse aquele espirito no caminho errado o sofrimento e necessario para seu arrependimento e nisso a minha colocação, ou vc acha que Deus na sua sabedoria tem dois pesos pra medir nossos atos? se nós buscarmos a nossa evolução moral fazer o Bem, e logico que não vamos passar pelo sofrimento que é o efeito de um ato contra as leis de Deus! e a mesma coisa vc estar trabalhando em uma empresa, e quer uma promoção vc acha que o Dono da empresa vai te dar esse premio se for um mal funcionario? que não segue as regras da empresa? não sei se fui claro mas e assim que penso paz  e luz

Bem colocado meu caro, o exercício do bem e do amor nos preserva do sofrimento.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: M.Altino em 11 de Maio de 2014, 11:19
Amigos e prezados companheiros deste lindo estudo onde procuramos dialogar sobre as aflições da vida é com muito carinho que a todos saúdo e desejo neste dia lindo um lindo Dia da Mãe... e contribuir com este texto que também nos pode fazer meditar .
Pelas palavras bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento, como o prelúdio da cura.
Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura.
Deveis, portanto, estar felizes por Deus ter reduzido vossas dívidas, permitindo-vos quitá-las no presente, o que vos assegura a tranquilidade para o futuro.
O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: "Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo".
O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma?
 Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria?
É esse o sentido das palavras: "Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados".
Eles são felizes porque pagam suas dívidas, e porque, após a quitação, estarão livres.
 Mas se, ao procurar quitá-las de um lado, de outro se endividarem, nunca se tornarão livres.
Ora, cada nova falta aumenta a dívida, pois não existe uma única falta, qualquer que seja, que não traga consigo a própria punição, necessária e inevitável.
Se não for hoje, será amanhã; se não for nesta vida, será na outra.
 Entre essas faltas, devemos colocar em primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus, de maneira que, se reclamamos das aflições, se não as aceitamos com resignação, como alguma coisa que merecemos, se acusamos a Deus de injusto, contraímos uma nova dívida, que nos faz perder os benefícios do sofrimento.
Eis porque precisamos recomeçar, exatamente como se, a um credor que nos atormenta, enquanto pagamos as contas, vamos pedindo novos empréstimos.
Ao entrar no mundo dos Espíritos, o homem é semelhante ao trabalhador que comparece no dia de pagamento.
 A uns, dirá o patrão: "Eis a paga do teu dia de trabalho".
 A outros, aos felizes da Terra, aos que viveram na ociosidade, que puseram a sua felicidade na satisfação do amor-próprio e dos prazeres mundanos, dirá: "Nada tendes a receber, porque já recebestes o vosso salário na Terra.
 Ide, e recomeçai a vossa tarefa".
 O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena. Maior é o seu sofrimento, quando o considera mais longo.
Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto do infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa.
A certeza de um futuro próximo e mais feliz o sustenta e encoraja, e em vez de lamentar-se, ele agradece ao céu as dores que o fazem avançar.
Para aquele que, ao contrário, só vê a vida corpórea, esta parece interminável, e a dor pesa sobre ele com todo o seu peso.
O resultado da maneira espiritual de encarar a vida é a diminuição de importância das coisas mundanas, a moderação dos desejos humanos, fazendo o homem contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, e sentir menos os seus revezes e decepções.
Ele adquire, assim, uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo como à da alma, enquanto com a inveja, o ciúme e a ambição, entrega-se voluntariamente à tortura, aumentando as misérias e as angústias de sua curta existência.
Assim amigos é que podemos compreender muitas vezes a razão do nosso sofrimento, e então termos de trabalhar para nos libertarmos .
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 11 de Maio de 2014, 11:58
Bom dia amigo Altino, que bom que estejas bom e contribuindo com o estudo, mas embora respeitando sua posição gostaria de questionar essa parte, para não citar todo o texto:


 Entre essas faltas, devemos colocar em primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus, de maneira que, se reclamamos das aflições, se não as aceitamos com resignação, como alguma coisa que merecemos, se acusamos a Deus de injusto, contraímos uma nova dívida, que nos faz perder os benefícios do sofrimento.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/bem-aventurados-os-aflitos-50354/150/#ixzz31P1hKL1Y


Não parece que aqui estamos vendo um Deus antropomórfico? se acusamos Deus de injusto e contraímos uma nova dívida por isso, parece essa forma de pensar que existe um Deus que se sente ofendido, mas veja: e aqueles que não creem em Deus? como ofenderiam a Deus se não ligam seus sofrimentos a Deus? mas nem por isso deixam de contrair nova "dívida", correto?! Por outro lado, penso que mesmo aqueles que culpam a Deus, não adquirem uma nova "dívida" por terem desagradado a Deus e a razão é simples, porque somos infinitamente inferiores a Deus, o que nos separa de Deus é algo que nem podemos conceber tamanha a distância e dizer que ao desagradarmos a Deus seremos punidos por isso, seria semelhante e em uma aproximação muito imperfeita que considerarmos que um senhor de 90 anos iria ofender-se com as birras e xingamentos de um bisneto de cinco anos de idade, no máximo esse senhor de 90 anos riria e acharia graça das birras do bisneto.

Penso que ao ofendermos a Deus, ou o acaso que seja (para quem não crê em Deus) estamos na verdade ofendendo a nós mesmos, criando mais desequilíbrios em nosso corpo físico que é reflexo do nosso corpo Espiritual que é o primeiro atingido em caso de um desequilíbrio do Espírito.

Abraço.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 11 de Maio de 2014, 16:42
Re: Bem aventurados os aflitos

      Sempre raciocinar para compreender
.......

      Ref: resp #152 em: 100514, às 16:29, do Lineu

      Citação de: Conf: A DE, como está escrito nas obras básicas, ensina que Deus, que é Amor e Justiça, criou leis e mundos para "castigos" dos transgressores de Suas leis!

      Lineu: Sim, caro Coronel, a doutrina espírita ensina que Deus é justo e bom. E que ele instituiu a lei natural como a regra de direito imprescindível à manutenção da ordem e do desenvolvimento no universo.

      Conf: é verdade, amigo Lineu; apenas questionei, porq não compreendo o que  vc e outros dizem, “que há quem entende a aflição humana como “castigo” divino,... Que tal entendimento não corresponde ao sentido da justiça misericordiosa de Deus”, enquanto a própria DE afirma, e muitas vezes, que são sim castigos.   

      E tanto que são "castigos", que para muitos que os sofrem são verdadeiras torturas morais, muitas vezes insuportáveis, que muitos até procuram abandonar a vida terrena, e até mesmo se assemelham a penas eternas, pois podem implicar em multiplicadas encarnações e durarem por milhões de anos, lembra-se?

      Lineu: A doutrina espírita também ensina que Deus criou mundos adequados aos seus Espíritos, segundo as conveniências individuais de cada um. E que Deus jamais constranger qualquer espírito ao acatamento da sua lei.

    Conf: e o que são, amigo Lineu, os sofrimentos senão constrangimentos? Constranger significa forçar, coagir. E qual é a finalidade de fazer sofrer, senão a de forçar o espirito a não mais errar, pois fará, como qualquer outra penalidade faz, que ele procure não mais errar, devido ao medo de que, novamente, se repitam os sofrimentos pelos quais já passou.

      Como tb coloquei, concordando com vc, castigos provocadores de sofrimentos torturantes não condizem com um Ser que é perfeito amor e perfeita justiça, e sobretudo de perfeita sabedoria. Mas é o que a DE ensina: que todos os sofrimentos, sejam os mais terríveis e desesperadores, são impostos pela lei de Deus. Não é isso que a DE ensina?

...............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 11 de Maio de 2014, 17:37
Ref: resp #155 em: 100514, às 22:07, do Wender.
                #156 em: 110514, às 00:33, do Rettenmaier

      Conf: Esta resposta tb é endereçada ao amigo Gustavo, que concordou com parte que citou, de o que o Wender colocou na sua resp anterior e está repetido nesta..
...

      Wender disse: o sofrimento é necessário pra despertar ao arrependimento o espirito que está no caminho errado... o sofrimento é necessário para seu arrependimento... ou vc acha que Deus na sua sabedoria tem dois pesos pra medir nossos atos?

      Conf: não, amigo Wender, não acho que Deus tem dois pesos... concordo com vc. Mas,  como tento fazer raciocinar para melhor entender a DE, devo perguntar a vc, ao Gustavo e aos demais amigos: qual é a causa de o espírito, nós, estarmos no caminho errado?

      Se temos de sofrer os horrores que apontamos na msg anterior, devido a estarmos no caminho errado, perguntamos: ignorávamos que era errado? Nós mesmos, de propósito, escolhemos andar pelo caminho errado? Queremos enfrentar a terrível lei de causa e efeito? Queremos sofrer? Ou o que ou quem nos levou ao caminho errado se, podemos escolher ir pelo caminho certo?   

      E devo fazer outra pergunta (já feita na msg/resp anterior, mas que você não deu resposta): devemos crer que aquele que é Infinito Amor, cria um plano de ensino para seus filhos, cujo método mais eficiente de ensinar é fazer sofrer sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis, como canceres, deformações físicas, mentais e morais, ser aleijado, ver a filhinha estuprada e assassinada, os filhos terem os pés amputados a machadadas... e toda essa serie de horrores, misérias e desgraças que a vida nos mostra? É esse o processo evolutivo criado pelo Deus de infinito amor? Fazer sofrer?!

      Será esse é o processo evolutivo criado pelo Deus de Amor e Justiça? E será que alguém aprende a amar pelo fato de dores sem fim caírem sobre suas costas? A lição de Deus, para ensinar a amar é fazer ter medo de sofrer? E será que o medo de sofrer, ensina alquém a amar?!     

      Wender: se nós buscarmos a nossa evolução moral fazendo o Bem, é logico que não vamos passar pelo sofrimento que é o efeito de um ato contra as leis de Deus!

      Conf: pois é, amigo Wender, e se é assim, se fazendo o bem não vamos passar pelos sofrimentos, porq tantos não fazem o bem e, em consequência, terão de, pela lei daquele que é perfeito amor, passar por cruéis sofrimentos. Não é isso que vemos no mundo, sofrimentos para todos? Porq, se sabe que vai sofrer, o homem não faz o bem?

..............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 11 de Maio de 2014, 18:29
Re: Bem aventurados os aflitos

      Raciocinar para compreender, para ter uma "fé raciocinada"!
....

      Ref: resp #157 em: 110514,  às 11:19, do Altino.

      Altino:... Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento, como o prelúdio da cura.

      Conf: meu amigo Altino, pelo que vc disse, devo trazer algumas questões para nosso raciocínio:

      - Raciocinando: qual é a causa de nossa doença moral, de havermos ficado doentes, e de, em consequência, temos de sofrer e de, se possível, nos resignar e bendizer os sofrimentos? E devemos bendizer os canceres, a lepra, as deformações cruéis físicas, mentais, morais? Bendizer o ver nossos queridos estuprados e assassinados e escravos das drogas e dos crimes? Bendizer as misérias, desgraças e tragédias e tantos horrores mais que a lei de Deus nos manda e a nossos queridos?

      - Porq é que ficamos doentes? As doenças vêm do ato da criação?! Nós mesmos quisemos, de livre escolha, ficar doentes e, por ficar doentes, sofrer?! As adquirimos na erraticidade, antes de virmos para esta escola do bem e do mal? Ou as adquirimos exatamente nesta mesma escola para onde, obrigatoriamente, viemos para aprender a nos libertar delas?

      - Se são dívidas de faltas passadas, qual é a causa de as termos cometido, no passado? Ignorância? Desejo de desrespeitar as leis de Deus? Desejo de sofrer?


      Altino: Entre essas faltas, devemos colocar em primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus...

      Conf: raciocinando: e qual será a causa, ou motivo, explicação, de uns serem submissos à vontade de Deus, e outros não serem? 

      Alt: Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto do infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa.

      Conf: e como é que se faz para se colocar no ponto de vista da vida espiritual? Tantos aconselham “o que fazer”: nos colocar nesse ponto de vista, que isso nos faria até mesmo mais felizes e que compreendêssemos a vida e tudo que nos acontece. Mas “como fazer” isso, ninguém ensina. De nada nos vale saber o que fazer, se não soubermos como fazer, concorda?
     
...............................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 11 de Maio de 2014, 20:59
"Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura."
A grande dificuldade meu caro Altino, é conseguirmos ter essa compreensão, esse entendimento.
Para começar temos dificuldade, face a nossa tradição religiosa, de assimilar a justiça e a misericórdia de Deus através da reencarnação.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 11 de Maio de 2014, 21:05
"Penso que ao ofendermos a Deus, ou o acaso que seja (para quem não crê em Deus) estamos na verdade ofendendo a nós mesmos, criando mais desequilíbrios em nosso corpo físico que é reflexo do nosso corpo Espiritual que é o primeiro atingido em caso de um desequilíbrio do Espírito."

Embora concorde com esse trecho de seu post, meu caro, não acho que invalide a manifestação do mano Altino.
Na realidade, acho que Deus, sendo soberanamente justo e bom, não se ofende com nossos erros, Ele nos criou, sabe como somos, sabe o que fez.
Mas temos suas leis, eternas e imutáveis, as quais precisamos cumprir.
O sofrimento é a consequência desse descumprimento, da agressão a essas leis, entendido como ofensa a Deus.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 11 de Maio de 2014, 22:29
"Penso que ao ofendermos a Deus, ou o acaso que seja (para quem não crê em Deus) estamos na verdade ofendendo a nós mesmos, criando mais desequilíbrios em nosso corpo físico que é reflexo do nosso corpo Espiritual que é o primeiro atingido em caso de um desequilíbrio do Espírito."

Embora concorde com esse trecho de seu post, meu caro, não acho que invalide a manifestação do mano Altino.
Na realidade, acho que Deus, sendo soberanamente justo e bom, não se ofende com nossos erros, Ele nos criou, sabe como somos, sabe o que fez.
Mas temos suas leis, eternas e imutáveis, as quais precisamos cumprir.
O sofrimento é a consequência desse descumprimento, da agressão a essas leis, entendido como ofensa a Deus.

E da primeira parte do texto discordas? não há nenhum problema em discordar de textos, o problema não é esse, mas o discordar sem dar um motivo, pois quem escreve ou tenta manifestar-se e não consegue fica a pensar se escreveu algo absurdo e que tal entendimento por ser absurdo deveria ser modificado, ou pensa-se até que se descumpriu alguma regra do fórum, ou ainda que se ofendeu alguém. Não tento invalidar textos, apenas quando leio algo que soa estranho então me manifesto sobre o que li, mas se o estranho é ou o que soa estranho é justamente o que penso, então deveria ser corrigido à luz do que se estuda.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 12 de Maio de 2014, 00:19
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Citação de: Coronel
Mas é o que a DE ensina: que todos os sofrimentos, sejam os mais terríveis e desesperadores, são impostos pela lei de Deus. Não é isso que a DE ensina?

Muita gente entende que todos os sofrimentos humanos são fundados na lei natural de causalidade, baseando-se em alguns preceitos inespecíficos da doutrina espírita.

Tal entendimento, porém, não satisfaz a razão de quem se aprofunda na investigação escrupulosa da realidade. E parece ser inconveniente ao Espiritismo autêntico.

Para replicar tal entendimento basta confrontá-lo com os relatos evangélicos que se referem aos sofrimentos do Mestre Jesus no episódio conhecido como a Paixão de Cristo.

Certamente, tais sofrimentos físicos, espirituais e mentais suportados pelo Mestre Jesus, sobretudo nas horas que antecederam o seu julgamento e a sua crucificação, não foram fundados na lei natural de causalidade...

Mas impostos pela crueza dos seus algozes, em manifesta insurgência contra a sua autoridade moral.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 12 de Maio de 2014, 00:33
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #158, de 110514, de Norizonte,               
                     #162, de 110514, às 20:59, de Rett
                     #163, de 110514, às 21:25, de Rett
                       
      Rett citou de um de nossos companheiros: "Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas,...".

      Conf: como já comentei em resp anterior, não consigo entender, nem imaginar, como alguém poderá se sentir feliz por sofrer os “castigos” que a lei de Deus nos manda, como o câncer de nosso filhinho, o ver a querida filhinha ser estuprada e assassinada por malfeitores, terem nossos meninos os pés amputados a machadadas, enfim, toda essa extensa lista de sofrimentos que nos vêm dessas misérias, tragédias e desgraças que vemos no mundo.

      Também, não consigo entender quais as causas de, no passado, cometermos tantas e tão monstruosas faltas, pelas quais agora estamos pagando, se podíamos escolher não cometê-las.

      Do mesmo modo, não entendo porq é que os filhos de Deus, nós, criados pelo Deus de Amor, Justiça e Sabedoria, que não éramos inclinados nem para o bem, nem para o mal, decidimos escolher seguir pelos caminhos do mal, e não pelos do bem, nos encher de tão monstruosas imperfeições, apesar de saber que fazer o mal e possuir imperfeições nos traz desesperadores sofrimentos e lágrimas!
 
     Norizonte, em resp #158, de 110514, disse: "Penso que ao ofendermos a Deus, ou o acaso que seja (para quem não crê em Deus) estamos na verdade ofendendo a nós mesmos, criando mais desequilíbrios em nosso corpo físico que é reflexo do nosso corpo Espiritual que é o primeiro atingido em caso de um desequilíbrio do Espírito".

      Conf: também não compreendo qual é a causa de ofendermos Deus, ou como Noriz diz, a nós mesmos, se sabemos que isso produz desequilíbrios em nossos corpos físico e espiritual!

      Rett, em resp #163, de 110514, às 21:05, disse:... acho que Deus, sendo soberanamente justo e bom, não se ofende com nossos erros, Ele nos criou, sabe como somos, sabe o que fez. Mas temos suas leis, eternas e imutáveis, as quais precisamos cumprir. O sofrimento é a consequência desse descumprimento, da agressão a essas leis, entendido como ofensa a Deus.

      Conf: concordo plenamente com o amigo Gustavo. Um Ser de Perfeição Absoluta, Sabedoria e Amor, Onipotente e Onisciente, como ensina a DE, deve estar muito acima dos absurdos que praticamos, para se ofender com eles. Como disse vc, Gustavo, Ele mesmo nos criou, sabe como somos porq sempre soube como seríamos, mesmo antes de nos criar, pois nos cria a todos com habilidades, aptidões, possibilidades e, sem dúvida, liberdade para cometê-los e, além disso, os cometemos com a Sua permissão.

..............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 12 de Maio de 2014, 02:20
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: rsp #148, 100514, 02:08, de Kazaoka »

      Conf (msg ant): amigo Kazaoka, pela DE todos os sofrimentos são aplicados com perfeita justiça, não é isso? Ou estou enganado? Sendo assim, onde está a perfeita justiça se as circunstancias penosas, que certamente são sofrimentos, são o resultado de nossa inabilidade em lidarmos com algo, seja este algo o que for?
...

      Kaza respondeu: O sofrimento não é aplicado, ele nasce naquele que contrariou a Lei que estabelece a ordem natural das coisas. A inabilidade é elemento primordial de todo processo de aprendizado e é ela que assinala a que distância nos encontramos da condição ideal para lidarmos com tais e tais situações. A perfeita justiça consiste em Deus ter dado em comum, os instrumentos e as circunstâncias que fazem com que cada Espírito evolua de acordo com o desenvolvimento de suas faculdades.

      Conf: certo; substitua, por favor, a frase “pela DE todos os sofrimentos são ‘aplicados’ com perfeita justiça” por: “pela DE todos os sofrimentos ‘nascem’ conforme a perfeita justiça de Deus”; não é a mesma coisa, Kaza, se aplicado ou se nascido, tudo se dá de conformidade com as leis de Deus, não? Então, meu jovem, o sofrimento não é imposto; o nascimento dele é que imposto, estabelecido, determinado pela lei de Deus, conforme a DE, pela terrível lei de causa e efeito!

      E quanto à inabilidade ser elemento primordial no processo de aprendizado, por ser ela que mostra a que distância nos encontramos da condição ideal para lidarmos com tais e tais situações, não ter essa habilidade, nesta ou naquela situação, é justificativa para que, no espirito venha a nascer o sofrimento?

      Kaza: A perfeita justiça consiste em Deus ter dado em comum, os instrumentos e as circunstâncias que fazem com que cada Espírito evolua de acordo com o desenvolvimento de suas faculdades.

      Conf: sem dúvida é isso e tem de ser assim; se não for assim, a perfeita justiça será apenas uma fantasia.

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 12 de Maio de 2014, 12:11
"Penso que ao ofendermos a Deus, ou o acaso que seja (para quem não crê em Deus) estamos na verdade ofendendo a nós mesmos, criando mais desequilíbrios em nosso corpo físico que é reflexo do nosso corpo Espiritual que é o primeiro atingido em caso de um desequilíbrio do Espírito."

Embora concorde com esse trecho de seu post, meu caro, não acho que invalide a manifestação do mano Altino.
Na realidade, acho que Deus, sendo soberanamente justo e bom, não se ofende com nossos erros, Ele nos criou, sabe como somos, sabe o que fez.
Mas temos suas leis, eternas e imutáveis, as quais precisamos cumprir.
O sofrimento é a consequência desse descumprimento, da agressão a essas leis, entendido como ofensa a Deus.

E da primeira parte do texto discordas? não há nenhum problema em discordar de textos, o problema não é esse, mas o discordar sem dar um motivo, pois quem escreve ou tenta manifestar-se e não consegue fica a pensar se escreveu algo absurdo e que tal entendimento por ser absurdo deveria ser modificado, ou pensa-se até que se descumpriu alguma regra do fórum, ou ainda que se ofendeu alguém. Não tento invalidar textos, apenas quando leio algo que soa estranho então me manifesto sobre o que li, mas se o estranho é ou o que soa estranho é justamente o que penso, então deveria ser corrigido à luz do que se estuda.
Não se trata de discordância meu caro, apenas manifestei um entendimento de que Deus não se ofende, por consequencia, não é a ofensa a Deus que nos faz sofrer, mas sim a tomada consciência dos nossos equivocos e a sua necessária reparação.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 12 de Maio de 2014, 12:21
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Citação de: Coronel
Mas é o que a DE ensina: que todos os sofrimentos, sejam os mais terríveis e desesperadores, são impostos pela lei de Deus. Não é isso que a DE ensina?

Muita gente entende que todos os sofrimentos humanos são fundados na lei natural de causalidade, baseando-se em alguns preceitos inespecíficos da doutrina espírita.

Tal entendimento, porém, não satisfaz a razão de quem se aprofunda na investigação escrupulosa da realidade. E parece ser inconveniente ao Espiritismo autêntico.

Para replicar tal entendimento basta confrontá-lo com os relatos evangélicos que se referem aos sofrimentos do Mestre Jesus no episódio conhecido como a Paixão de Cristo.

Certamente, tais sofrimentos físicos, espirituais e mentais suportados pelo Mestre Jesus, sobretudo nas horas que antecederam o seu julgamento e a sua crucificação, não foram fundados na lei natural de causalidade...

Mas impostos pela crueza dos seus algozes, em manifesta insurgência contra a sua autoridade moral.

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Uma otica interessante meu caro, afinal não podemos esquecer o livre arbitrio daqueles que, ainda muito animalizado, se comprazem com o sofrimento alheio.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: wender100%espirita em 13 de Maio de 2014, 00:06
Ref: resp #155 em: 100514, às 22:07, do Wender.
                #156 em: 110514, às 00:33, do Rettenmaier

      Conf: Esta resposta tb é endereçada ao amigo Gustavo, que concordou com parte que citou, de o que o Wender colocou na sua resp anterior e está repetido nesta..
...

      Wender disse: o sofrimento é necessário pra despertar ao arrependimento o espirito que está no caminho errado... o sofrimento é necessário para seu arrependimento... ou vc acha que Deus na sua sabedoria tem dois pesos pra medir nossos atos?

      Conf: não, amigo Wender, não acho que Deus tem dois pesos... concordo com vc. Mas,  como tento fazer raciocinar para melhor entender a DE, devo perguntar a vc, ao Gustavo e aos demais amigos: qual é a causa de o espírito, nós, estarmos no caminho errado?

      Se temos de sofrer os horrores que apontamos na msg anterior, devido a estarmos no caminho errado, perguntamos: ignorávamos que era errado? Nós mesmos, de propósito, escolhemos andar pelo caminho errado? Queremos enfrentar a terrível lei de causa e efeito? Queremos sofrer? Ou o que ou quem nos levou ao caminho errado se, podemos escolher ir pelo caminho certo?   

      E devo fazer outra pergunta (já feita na msg/resp anterior, mas que você não deu resposta): devemos crer que aquele que é Infinito Amor, cria um plano de ensino para seus filhos, cujo método mais eficiente de ensinar é fazer sofrer sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis, como canceres, deformações físicas, mentais e morais, ser aleijado, ver a filhinha estuprada e assassinada, os filhos terem os pés amputados a machadadas... e toda essa serie de horrores, misérias e desgraças que a vida nos mostra? É esse o processo evolutivo criado pelo Deus de infinito amor? Fazer sofrer?!

      Será esse é o processo evolutivo criado pelo Deus de Amor e Justiça? E será que alguém aprende a amar pelo fato de dores sem fim caírem sobre suas costas? A lição de Deus, para ensinar a amar é fazer ter medo de sofrer? E será que o medo de sofrer, ensina alquém a amar?!     

      Wender: se nós buscarmos a nossa evolução moral fazendo o Bem, é logico que não vamos passar pelo sofrimento que é o efeito de um ato contra as leis de Deus!

      Conf: pois é, amigo Wender, e se é assim, se fazendo o bem não vamos passar pelos sofrimentos, porq tantos não fazem o bem e, em consequência, terão de, pela lei daquele que é perfeito amor, passar por cruéis sofrimentos. Não é isso que vemos no mundo, sofrimentos para todos? Porq, se sabe que vai sofrer, o homem não faz o bem?

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amigo coronel o que o amigo entende por sofrimento? qual e sua opinião? pois acho que o amigo acha sofrimento um cancer um morte traumatica coisas terrenas, uma decepção sera isso que entendi? paz  e luz
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Danilo Henrique em 13 de Maio de 2014, 23:50
Se ainda houver fôlego para discussão, gostaria que comentassem essa colocação, ditada por um Espírito, que tem a ver com o tema em estudo.


Entre as Bem Aventuranças Cristo afirmou: “Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês...” (Mateus, 5, 11). Repare, ele não disse se, mas quando. Isso quer dizer que ser perseguido, caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual. Será que os seres humanizados oram a Deus pedindo para que isso aconteça com eles ou seus filhos? Claro que não... Movidos pela defesa de suas posses, os seres humanizados esperam ter uma vida onde eles possam ganhar e assim ter o prazer, o reconhecimento e o elogio.
(Joaquim de Aruanda)

Abraços!
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Maio de 2014, 00:23
Se ainda houver fôlego para discussão, gostaria que comentassem essa colocação, ditada por um Espírito, que tem a ver com o tema em estudo.


Entre as Bem Aventuranças Cristo afirmou: “Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês...” (Mateus, 5, 11). Repare, ele não disse se, mas quando. Isso quer dizer que ser perseguido, caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual. Será que os seres humanizados oram a Deus pedindo para que isso aconteça com eles ou seus filhos? Claro que não... Movidos pela defesa de suas posses, os seres humanizados esperam ter uma vida onde eles possam ganhar e assim ter o prazer, o reconhecimento e o elogio.
(Joaquim de Aruanda)

Abraços!

Aproveito seu post, meu caro Danilo, para inserir uma outra ótica, ou ampliar o debate.
Parece-me que estamos ignorando alguns aspectos fundamentais nesse processo:
Em primeiro lugar, somos Espíritos Imortais, os quais possuem uma bagagem adquirida ao longo das diversas passagens pela matéria, e que na sua soma, nos faz ser o que somos hoje.
O segundo aspecto que considero importante, é o fato de que, sendo todos criados simples e ignorantes, temos, ao longo das experiências  acima citadas progredindo a passos curtíssimos, visto que ainda nos encontramos em um planeta de provas e expiações, ou seja, na "base da pirâmide".
Levando em consideração os dois aspectos acima, podemos chegar a conclusão, para mim óbvia, de que somos espíritos ainda muito pobres, do ponto de vista moral, muito próximos da ignorância.
Jesus, conhecendo de forma mais ampla e clara essa realidade, nos avisa que teremos sim muitos dissabores, muitos sofrimentos, dificuldades, injustiças para enfrentar em nossa caminhada.
Mas nos garante que, se continuarmos no bom caminho, se tivermos fé, paciência, tolerância e resignação, haveremos de ser consolados, de receber a devida recompensa.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 14 de Maio de 2014, 01:34
Se ainda houver fôlego para discussão, gostaria que comentassem essa colocação, ditada por um Espírito, que tem a ver com o tema em estudo.


Entre as Bem Aventuranças Cristo afirmou: “Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês...” (Mateus, 5, 11). Repare, ele não disse se, mas quando. Isso quer dizer que ser perseguido, caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual. Será que os seres humanizados oram a Deus pedindo para que isso aconteça com eles ou seus filhos? Claro que não... Movidos pela defesa de suas posses, os seres humanizados esperam ter uma vida onde eles possam ganhar e assim ter o prazer, o reconhecimento e o elogio.
(Joaquim de Aruanda)

Abraços!

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa."

Danilo, os bem aventurados aqui não seriam aqueles que tinham fidelidade ao que Cristo ensinava e então perseguidos? e a bem aventurança não teria a ver com uma promessa de felicidade pela demonstração de firmeza na fé?

Orar para Deus para pedir penas a meu ver é tão útil quanto pegar um chicote e malhar a si próprio, qual o sentido disso? e considerando ainda que Deus não é um ser antropomórfico concedendo pedidos e sim existem leis que se não seguidas acarretarão em sofrimentos e isso não tem nada a ver com Deus distribuindo penas ou graças.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: HamLacerda em 14 de Maio de 2014, 02:00
gostaria que comentassem essa colocação, ditada por um Espírito, que tem a ver com o tema em estudo.


Entre as Bem Aventuranças Cristo afirmou: “Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês...” (Mateus, 5, 11). Repare, ele não disse se, mas quando. Isso quer dizer que ser perseguido, caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual. Será que os seres humanizados oram a Deus pedindo para que isso aconteça com eles ou seus filhos? Claro que não... Movidos pela defesa de suas posses, os seres humanizados esperam ter uma vida onde eles possam ganhar e assim ter o prazer, o reconhecimento e o elogio.
(Joaquim de Aruanda)

Abraços!

Olá, Danilo.

Jesus não afirmou que ser caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual. Isso seria muito contraditório com todos os seus ensinamentos porque geralmente quem sofre calúnia e insultos são pessoas que dão motivos, que provocam ou rebatem as ofensas. É muito difícil alguém sofrer calúnia ou insulto sem ter provocado.




As palavras do Cristo são muito diferente dessas que o espírito colocou:

"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa."

Mateus 5:10-11


Ou seja, os bem aventurados que sofrem insultos ou calúnias são somente aqueles que sofrem injustamente.

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: M.Altino em 14 de Maio de 2014, 12:52
Amigos e companheiros deste estudo para todos com muita paz o meu bom dia.
Pelo que venho lendo dentro deste estudo há muita coisa a ressaltar e que por vezes da a impressão que falamos de coisas que aconteceram agora nesta encarnação, mas muitas vezes não é assim vejamos.
Pelas palavras bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento, como o prelúdio da cura.
Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura. Deveis, portanto, estar felizes por Deus ter reduzido vossas dívidas, permitindo-vos quitá-las no presente, o que vos assegura a tranquilidade para o futuro.
O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: "Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo".
O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria?
É esse o sentido das palavras: "Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados".
 Eles são felizes porque pagam suas dívidas, e porque, após a quitação, estarão livres.
 Mas se, ao procurar quitá-las de um lado, de outro se endividarem, nunca se tornarão livres.
 Ora, cada nova falta aumenta a dívida, pois não existe uma única falta, qualquer que seja, que não traga consigo a própria punição, necessária e inevitável.
Se não for hoje, será amanhã; se não for nesta vida, será na outra. Entre essas faltas, devemos colocar em primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus, de maneira que, se reclamamos das aflições, se não as aceitamos com resignação, como alguma coisa que merecemos, se acusamos a Deus de injusto, contraímos uma nova dívida, que nos faz perder os benefícios do sofrimento. Eis porque precisamos recomeçar, exatamente como se, a um credor que nos atormenta, enquanto pagamos as contas, vamos pedindo novos empréstimos.
Ao entrar no mundo dos Espíritos, o homem é semelhante ao trabalhador que comparece no dia de pagamento.
A uns, dirá o patrão: "Eis a paga do teu dia de trabalho".
 A outros, aos felizes da Terra, aos que viveram na ociosidade, que puseram a sua felicidade na satisfação do amor-próprio e dos prazeres mundanos, dirá: "Nada tendes a receber, porque já recebestes o vosso salário na Terra. Ide, e recomeçai a vossa tarefa".
 O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena.
 Maior é o seu sofrimento, quando o considera mais longo.
 Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto do infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa.
 A certeza de um futuro próximo e mais feliz o sustenta e encoraja, e em vez de lamentar-se, ele agradece ao céu as dores que o fazem avançar.
Para aquele que, ao contrário, só vê a vida corpórea, esta parece interminável, e a dor pesa sobre ele com todo o seu peso.
 O resultado da maneira espiritual de encarar a vida é a diminuição de importância das coisas mundanas, a moderação dos desejos humanos, fazendo o homem contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, e sentir menos os seus revezes e decepções.
Ele adquire, assim, uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo como à da alma, enquanto com a inveja, o ciúme e a ambição, entrega-se voluntariamente à tortura, aumentando as misérias e as angústias de sua curta existência.
Como podemos compreender há muitas coisas que se não resgatarmos agora sempre vai chegar esse momento  na hora certa.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Maio de 2014, 14:08
Olá Marcos.

[...]
Portanto, do ponto de vista Espiritual, não há qualquer razão para se vangloriar em ter ajudado alguém a ir por um caminho bom, ou se culpar por ter atrapalhado alguém a ir por esse caminho, pois somente a Justiça Perfeita tem o direito de determinar o rumo dos acontecimentos.
Há uma coisa apenas da qual o Espírito possui méritos. O trabalho que ele realiza sobre si mesmo, isto é, as suas obras de libertação de si próprio.
Além do mais, aquilo que o ser humano acha bom, é apenas aquilo que ele acha. O que é bom, de fato, para o Espírito, é tudo o que acontece, pois tudo o que acontece, é a materialização da Justiça de Deus.   

[...]
Abraços!   


Em nenhum momento eu disse que há razão para se vangloriar disto ou daquilo. Apenas afirmei e reafirmo que podemos influenciar as pessoas, e isso em qualquer instância da vida na terra. Após a influenciação, a interferência propriamente dita, depende da pessoa que se deixa levar. Assim como em palavras de amor ou calúnias só funcionam com quem aceita o "presente". Se não aceito... não houve interferência, a vida seguiu seu curso... embora tenha havido a influência...

Abração.

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 14 de Maio de 2014, 18:34
Sobre a última postagem do Danilo.

Nem Jesus e nem os Espíritos nos ensinam a pedir a Deus nada além de forças para suportarmos nossas provas. Quem pede além disso o faz de forma ignorante e, nestes casos, costuma-se não ser atendido. A ação de Deus através dos bons Espíritos que nos auxiliam é no sentido de nos auxiliar no cumprimento de nossas provas e não de tirá-las de nós ou nos eximir de cumpri-las. Deus sempre nos oferece o que precisamos e nem sempre o que pedimos.

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap XXVII

"...O que Deus lhe concederá sempre, se ele o pedir com confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também lhe concederá os meios de se tirar por si mesmo das dificuldades, mediante idéias que fará lhe sugiram os bons Espíritos, deixando-lhe dessa forma o mérito da ação. Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, de conformidade com esta máxima: "Ajuda-te, que o Céu te ajudará"; não assiste, porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, as mais das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem despender o mínimo esforço. "

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 14 de Maio de 2014, 19:18
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #172, 140514, 00:23, de Rettenmaier

      Conf: como manda a DE, vamos raciocinar novamente.

      Rett disse:... uma outra ótica, ou ampliar o debate. Parece-me que estamos ignorando alguns aspectos fundamentais nesse processo:

      Em primeiro lugar, somos Espíritos Imortais, os quais possuem uma bagagem adquirida ao longo das diversas passagens pela matéria, e que na sua soma, nos faz ser o que somos hoje.

      Conf: raciocinando: e essa bagagem, que certamente inclui nossos acertos e erros, o fato de sermos bons ou cruéis, egoístas e orgulhosos, de estarmos ainda na “base da pirâmide”, de sermos  espíritos ainda muito pobres do ponto de vista moral, muito próximos da ignorância, como será que a adquirimos?

       Se é conforme as experiências que essa bagagem contém que nos tornamos bons ou maus, qual é a justificativa para a existência de uma lei “moral” de causa e efeito? 

      Rett: Jesus, conhecendo de forma mais ampla e clara essa realidade, nos avisa que teremos sim muitos dissabores, muitos sofrimentos, dificuldades, injustiças para enfrentar em nossa caminhada.

      Conf: e raciocinando: qual é a causa de, em nossa caminhada, termos de, obrigatoriamente, enfrentar as naturais misérias da vida? Nisso há justiça?!

...............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 14 de Maio de 2014, 19:34
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #173 em: 140514, às 01:34, Norizonte

      Conf: novamente temos, eu pelo menos tenho, de raciocinar para entender a DE.


      Noriz: os bem aventurados aqui não seriam aqueles que tinham fidelidade ao que Cristo ensinava e então perseguidos? e a bem aventurança não teria a ver com uma promessa de felicidade pela demonstração de firmeza na fé?

      Conf: será essa uma explicação sobre o q Jesus falou? Pois, porq os que tinham firmeza na fé, seriam bem aventurados, seriam felizes  com a posse do reino dos céus e os outros não? Onde está, no fato de não se possuir fé, o demérito que nos levará a ser infelizes?

.....................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 14 de Maio de 2014, 19:49
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #174 em: 140514,  às 02:00, HamLacerda

      Rett comentou: Jesus não afirmou que ser caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual. Isso seria muito contraditório com todos os seus ensinamentos porque geralmente quem sofre calúnia e insultos são pessoas que dão motivos, que provocam ou rebatem as ofensas. É muito difícil alguém sofrer calúnia ou insulto sem ter provocado.

      Conf: concordo plenamente com o amigo.

      Rett: Ou seja, os bem aventurados que sofrem insultos ou calúnias são somente aqueles que sofrem injustamente.

      Conf: já aqui, se considero os ensinamentos da DE, não concordo. Pois, existem, no mundo, sofrimentos injustos, existe quem sofra injustamente? (além daqueles que solicitam provas ou que assumem missões que os façam sofrer, sem que o mereçam?) Pela DE não existe, concorda?

.............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: HamLacerda em 14 de Maio de 2014, 22:10


      Conf: já aqui, se considero os ensinamentos da DE, não concordo. Pois, existem, no mundo, sofrimentos injustos, existe quem sofra injustamente? (além daqueles que solicitam provas ou que assumem missões que os façam sofrer, sem que o mereçam?) Pela DE não existe, concorda?

.............

Olá, lconforjr

As palavras de Jesus não se refere propriamente ao sofrimento em si mesmo, ou seja, o fato de alguém sofrer não significa que será bem aventurado. Os bem aventurados, que Jesus se refere nestas palavras, são aqueles que lutam contra a injustiça, que trás o progresso, o avanço moral, a transformação para um lugar, uma instituição, uma cidade, um País etc, e em decorrência disso eles sofrem injustiças, são perseguidos etc. Eles são bem aventurados pelo seu esforço, pela sua luta, pela transformação que trazem à sociedade, e não pelo sofrimento em si mesmo.


"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa."

Mateus 5:10-11

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Renato.Oliv em 14 de Maio de 2014, 22:28
Olá amigos.

Parabéns ultra atrasado pelo ótimo tema escolhido! Acabei tendo que me ausentar do fórum por motivos pessoais.  :)

Minhas considerações pessoais e principais acerca do tema:

Aflição é teste, provação, avaliação, testemunho, reparação, dor, enfim, é larga a quantidade de termos que entram nessa palavra.
Jesus nos deixou que no mundo passaremos por aflições e a cada dia basta o seu mal, portanto é algo diário, praticamente constante.

Devido ao atual estado do nosso planeta, no limiar do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração, os obstáculos e desafios se fazem mais críticos do que nunca. É o momento de ver quem é quem, das máscaras caírem e de separar o joio do trigo.
Tudo o que passamos hoje foi causado por nós mesmos e Deus em sua infinita misericórdia e infinito amor, ainda nos deu um enorme desconto na dívida, pois se fossemos reparar tudo o que fizemos no passado, bem provável que não suportaríamos.

Mas, como o tema propõe relembrando a palavra de Jesus, ainda bem que sofremos, por provação ou por nossa própria culpa, as dificuldades, os testes, as dores, os desamores, as perfídias, o ódio, a incompreensão, a crueldade, etc, etc. Cada um desses males despertam, exercitam e reajustam determinadas zonas do nosso Espírito nos trazendo pouco a pouco à integração com Deus.
Um Espírito que volta jubiloso ao mundo espiritual após ter saldado uma dívida que tinha ou um encarnado que aprende a lição e segue adiante com maior confiança e esperança, é um Espírito bem-aventurado. É como se algo pesado sumisse, pois de fato os traços negativos incrustados em nosso Perispírito, angariados através de séculos de rebeldia e más escolhas, após as devidas reparações, somem! Devido a transformação interna para melhor do Princípio Inteligente individualizado.

Aflição também remete a trabalho, pois nos leva a realizar decisões, mover forças, agir conjuntamente com outras pessoas, exercitando assim a resistência espiritual, o amor e a fraternidade.
Realmente os ganhos para quem suporta com fé raciocinada, confiança em Deus e resignação são imensos. Por isso bem-aventurados!

Finalizando: É preciso sofrer? Temos de ser amantes da dor? Não. Ao invés de praguejarmos, nos revoltarmos e debocharmos contra as aflições, é bem mais prudente avaliarmos que só se trata de uma avaliação, de um teste, da chamada oportunidade de ouro onde podemos fazer diferente, reparando os equívocos.
A chave para nos tranquilizarmos e nos mantermos resignados é a crença na imortalidade e na reencarnação, pois fica muito mais fácil suportar e seguir em frente sabendo que apenas estamos colhendo o que plantamos e/ou que estamos sendo avaliados e alertados para voltarmos ao caminho correto.

Que Deus nos abençoe para que tenhamos força de carregar a nossa cruz individual, marchando assim, de forma satisfatória para a integração com Ele.

Abraço fraterno!
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 14 de Maio de 2014, 23:05
Citação de: Mateus 5:11
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. (Jesus) 

O Espírito conhecido como Pai Joaquim de Aruanda, interpretando o versículo da presente citação, afirma que “isso quer dizer que ser perseguido, caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual”.

Falácia!

Ao que parece, tal interpretação não corresponde ao verdadeiro sentido da citada expressão atribuída ao Mestre Jesus. E nem deve ser acatada como um parecer válido ao estudo do tema abordado neste tópico.

Na verdade, ser injuriado, perseguido e caluniado neste mundo, pela causa do Mestre Jesus, por óbvia razão, constitui fato previsível, com alta probabilidade...

Mas não implica, em absoluto, numa condição essencial e necessária à elevação espiritual.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: wender100%espirita em 14 de Maio de 2014, 23:51
Bem aventurados os aflitos nosso maior exemplo e o Mestre Jesus sofreu aflições, torturas, crucificação, mas no fundo não sofreu Moralmente, somente fisicamente, tanto que pediu a Deus que perdoa-se , pois não sabiamos o que estavamos fazendo, dai o grande ensinamento! não se ofender com as ofensas, pois quem perseverar ate o fim sera salvo! salvo do que? salvo de entrar em divida com a providência Divina, de ´praticarmos a vingança, o odio, a falta de caridade, porque Jesus mesmo mostrou que aquele que amar a Deus, e ao proximo estara junto do Pai! paz  e luz
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2014, 12:13
Obrigado pela participação meu caro Manuel Altino, muito correto e importante seu texto.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2014, 12:15
Olá Marcos.

[...]
Portanto, do ponto de vista Espiritual, não há qualquer razão para se vangloriar em ter ajudado alguém a ir por um caminho bom, ou se culpar por ter atrapalhado alguém a ir por esse caminho, pois somente a Justiça Perfeita tem o direito de determinar o rumo dos acontecimentos.
Há uma coisa apenas da qual o Espírito possui méritos. O trabalho que ele realiza sobre si mesmo, isto é, as suas obras de libertação de si próprio.
Além do mais, aquilo que o ser humano acha bom, é apenas aquilo que ele acha. O que é bom, de fato, para o Espírito, é tudo o que acontece, pois tudo o que acontece, é a materialização da Justiça de Deus.   

[...]
Abraços!   


Em nenhum momento eu disse que há razão para se vangloriar disto ou daquilo. Apenas afirmei e reafirmo que podemos influenciar as pessoas, e isso em qualquer instância da vida na terra. Após a influenciação, a interferência propriamente dita, depende da pessoa que se deixa levar. Assim como em palavras de amor ou calúnias só funcionam com quem aceita o "presente". Se não aceito... não houve interferência, a vida seguiu seu curso... embora tenha havido a influência...

Abração.
Realmente meu caro, ninguem faz comigo, aquilo que eu não permito
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2014, 12:21
Sobre a última postagem do Danilo.

Nem Jesus e nem os Espíritos nos ensinam a pedir a Deus nada além de forças para suportarmos nossas provas. Quem pede além disso o faz de forma ignorante e, nestes casos, costuma-se não ser atendido. A ação de Deus através dos bons Espíritos que nos auxiliam é no sentido de nos auxiliar no cumprimento de nossas provas e não de tirá-las de nós ou nos eximir de cumpri-las. Deus sempre nos oferece o que precisamos e nem sempre o que pedimos.

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap XXVII

"...O que Deus lhe concederá sempre, se ele o pedir com confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também lhe concederá os meios de se tirar por si mesmo das dificuldades, mediante idéias que fará lhe sugiram os bons Espíritos, deixando-lhe dessa forma o mérito da ação. Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, de conformidade com esta máxima: "Ajuda-te, que o Céu te ajudará"; não assiste, porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, as mais das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem despender o mínimo esforço. "

O problema, meu caro kazaoka, esta no fato do ser humano se julgar "o gaz da coca-cola", o elo fundamental da criação, um ser superior ao próprio Deus.
Até certo ponto é compreensivel, pois o entendimento que se tem tradicionalmente de Deus, é um ser mesquinho e humano, como qualquer um de nós, nosso igual.
Ao não conseguir compreender a diferença, se coloca na condição de vitima de tudo e de todos, inclusive desse deus antropomórfico.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2014, 12:25


      Conf: já aqui, se considero os ensinamentos da DE, não concordo. Pois, existem, no mundo, sofrimentos injustos, existe quem sofra injustamente? (além daqueles que solicitam provas ou que assumem missões que os façam sofrer, sem que o mereçam?) Pela DE não existe, concorda?

.............

Olá, lconforjr

As palavras de Jesus não se refere propriamente ao sofrimento em si mesmo, ou seja, o fato de alguém sofrer não significa que será bem aventurado. Os bem aventurados, que Jesus se refere nestas palavras, são aqueles que lutam contra a injustiça, que trás o progresso, o avanço moral, a transformação para um lugar, uma instituição, uma cidade, um País etc, e em decorrência disso eles sofrem injustiças, são perseguidos etc. Eles são bem aventurados pelo seu esforço, pela sua luta, pela transformação que trazem à sociedade, e não pelo sofrimento em si mesmo.


"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa."

Mateus 5:10-11

Lutar pela justiça, é lutar pelo bem e pelo amor.
Quem é egoista e orgulhoso, ignora essas virtudes.
Egoistas perseguem aqueles que lutam pelo bem, e cometem, via de regra, injustiças.
O que Jesus nos diz, é para que continuemos lutando pelo bem, ainda que isso nos faça sofrer.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2014, 12:38
Obrigado pela participação meu caro Renato.
Muito interessante essa sua postagem, pois me remeteu a uma questão que considero fundamental: meritocracia.
Como nos sentimos bem quando recebemos uma tarefa qualquer e a desempenhamos com qualidade.
Entendo que aqui estamos, não para "pagar contas", mas fundamentalmente para progredirmos. As contas são o preço desse progresso, que precisam ser pagas.
Mas a satisfação do dever cumprido, da atividade bem executada, da conquista feita pelo e com o esforço próprio, quando não nos levam ao orgulho prejudicial, nos enchem de uma satisfação digna.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2014, 12:41
Citação de: Mateus 5:11
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. (Jesus) 

O Espírito conhecido como Pai Joaquim de Aruanda, interpretando o versículo da presente citação, afirma que “isso quer dizer que ser perseguido, caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual”.

Falácia!

Ao que parece, tal interpretação não corresponde ao verdadeiro sentido da citada expressão atribuída ao Mestre Jesus. E nem deve ser acatada como um parecer válido ao estudo do tema abordado neste tópico.

Na verdade, ser injuriado, perseguido e caluniado neste mundo, pela causa do Mestre Jesus, por óbvia razão, constitui fato previsível, com alta probabilidade...

Mas não implica, em absoluto, numa condição essencial e necessária à elevação espiritual.

***
É nesse momento meu caro Lineu, que a chamada ortodoxia doutrinária revela sua importância.
Por mais respeitavel que seja a opinião desse espirito, e do médium que a trouxe, é apenas uma opinião.
E é assim que a vejo, dentro do universo desse estudo.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2014, 12:43
Bem aventurados os aflitos nosso maior exemplo e o Mestre Jesus sofreu aflições, torturas, crucificação, mas no fundo não sofreu Moralmente, somente fisicamente, tanto que pediu a Deus que perdoa-se , pois não sabiamos o que estavamos fazendo, dai o grande ensinamento! não se ofender com as ofensas, pois quem perseverar ate o fim sera salvo! salvo do que? salvo de entrar em divida com a providência Divina, de ´praticarmos a vingança, o odio, a falta de caridade, porque Jesus mesmo mostrou que aquele que amar a Deus, e ao proximo estara junto do Pai! paz  e luz

Um outro enfoque importante meu caro, a diferença entre o sofrimento físico e o sofrimento moral.
Qual deles é o mais importante? qual deles nos faz crescer mais?
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 15 de Maio de 2014, 13:09
Bem aventurados os aflitos nosso maior exemplo e o Mestre Jesus sofreu aflições, torturas, crucificação, mas no fundo não sofreu Moralmente, somente fisicamente, tanto que pediu a Deus que perdoa-se , pois não sabiamos o que estavamos fazendo, dai o grande ensinamento! não se ofender com as ofensas, pois quem perseverar ate o fim sera salvo! salvo do que? salvo de entrar em divida com a providência Divina, de ´praticarmos a vingança, o odio, a falta de caridade, porque Jesus mesmo mostrou que aquele que amar a Deus, e ao proximo estara junto do Pai! paz  e luz

Um outro enfoque importante meu caro, a diferença entre o sofrimento físico e o sofrimento moral.
Qual deles é o mais importante? qual deles nos faz crescer mais?

Sem dúvida aquele ao qual nos arrojamos com amor.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: wender100%espirita em 15 de Maio de 2014, 13:24
com certeza amigo gustavo para Espirito que ja evoluido não existe sofrimento Moral, agora nós que ainda estamos ainda no estagio de provas e expiações necessitamos em alguns casos do sofrimento fisico justamente para nos dispertar no caminho errado que estamos galgando.paz  e
luz
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 15 de Maio de 2014, 14:30
Citação de: Gustavo Rettenmaier
Por mais respeitável que seja a opinião desse espírito, e do médium que a trouxe, é apenas uma opinião.

De fato, caro Gustavo: Convém respeitar o direito alheio de opinar.

Mas, além disso, é preciso combater as opiniões falaciosas...

E desmascarar a hipocrisia e a mentira.

Nota: Vide item 21 do capítulo X do Evangelho Segundo o Espiritismo.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 15 de Maio de 2014, 15:23
...............

Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #183 em: 140514, às 23:05, de Lineu

      Conf: o amigo Lineu tem razão ao dizer que a interpretação do Pai de Aruanda é uma "falácia", que o que Jesus quis dizer é que "ser perseguido, caluniado e insultado é necessário para a elevação espiritual”. Essa interpretação torna nulo o conceito, que a DE nos passa, de um Deus de amor, justiça e sabedoria.

...............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 15 de Maio de 2014, 17:35
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #188 em: 150514, às 12:25, Rettenmaier

      Rett: Lutar pela justiça, é lutar pelo bem e pelo amor. Quem é egoísta e orgulhoso, ignora essas virtudes. Egoístas perseguem aqueles que lutam pelo bem, e via de regra, cometem, injustiças. O que Jesus nos diz, é para que continuemos lutando pelo bem, ainda que isso nos faça sofrer.

      Conf: concordo com vc, amigo Gustavo; o que eu disse é que, conforme a DE, não existe quem sofra injustamente, mesmo esses que lutam pelo bem de todos, pelo progresso moral, concorda? Concordo com sua resposta. Apenas não consigo entender o fato de nem religiões, nem doutrinas religiosas, nem religiosos, saberem qual é a causa disso que você diz: que uns lutam pelo bem e pelo amor, enquanto outros, ao contrário, são egoístas, orgulhosos e, consequentemente,  perseguem aqueles que lutam pelo bem e, por isso, cometem, injustiças. Sabemos que é assim, o mundo nos mostra; mas não sabemos porq é assim!

      Como vc disse, Jesus nos aconselha a que continuemos lutando pelo bem, ainda que isso nos faça sofrer; no entanto, mesmo que lutar pelo bem "não" nos fizesse sofrer, tantos lutam pelo mal, o que significa que, estranhamente, lutam contra seu próprio bem e contra sua felicidade e a dos seus!

      É exatamente isso que é extremamente difícil de entender: os espíritos, os homens, nós, nos esforçamos para fazer o mal contra nós mesmos! E, mesmo, como diz a doutrina, aliás todas as doutrinas que creem em Deus e Sua infalível justiça, mesmo tendo o livre-arbítrio, fazemos as escolhas, tantas delas, contra nós mesmos!

...............
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 15 de Maio de 2014, 18:11
Re: Bem aventurados os aflitos

   [...]

      Conf: meu amigo, perceba como precisamos mesmo raciocinar, e raciocinar muito para compreender pois veja: qual será a causa de uns serem passivos ante as aflições e outros, não? Aí, por uns serem passivos e outros não, sem dúvida, uns sofrerão mais do que os outros, concorda? Mas, se todos os sofrimentos são merecidos e aplicados com uma justiça perfeita, qual é a causa de uns serem mais passivos, ou mais ativos do que os demais e, decorrente disso, uns sofrerem mais do que outros?

     [...]

      Conf: pois é isso, Marcos; mas, vc há de concordar que em tudo que vc escreveu não há a explicação definitiva ou completa para o fato de uns sentirem mais aflições do que outros. Pois, porq é que uns impõem uma resistência sadia diante da fragilidade, se tornam mais fortes, demonstram interesse, vontade de superação dos próprios paradigmas, e outros não? Porq nem todos conseguem absorver e administrar seus problemas e se mantêm-se apáticos e facilmente "deitam com a carga"?

      E se, como vc diz, apatia, passividade são, a seu ver, frutos de uma fraqueza moral, porq esses possuem uma moral mais fraca do que outros? Porq uns não acreditam no seu potencial nem na possibilidade de clemência nos outros, mas outros acreditam?

      A DE está coberta de razão ao dizer que devemos raciocinar, e raciocinar profundamente para entender; mas não só para entend^-la, mas tb para entender a vida e tudo mais.

      Abraços

................


E aí  lconforjr, desculpe a demora. É que tinha me perdido nos textos.

Os homens são diferentes uns dos outros porque há diferentes graus de desenvolvimento dos Espíritos que os animam. Uns crescem mais em intelecto outros em moral e vice e versa. O necessário para a depuração é saber tudo do que é cabível à criatura, ou seja, evoluir moral e intelectualmente até ao máximo possível.

Naturalmente que quem está na retaguarda sofre mais aos olhos daquele que está à sua frente, visto parecer fastidioso voltar a um estágio já percorrido. O deitar com a carga é uma expressão caipira que demonstra fraqueza física, falta de persistência em seus objetivos, se é que os objetivos são claros neste patamar de fraqueza moral, que revela imaturidade. São pessoas que sempre deixam seus compromissos pela metade não se importando com os que assumirão os encargos de sua desistência. Com o passar do tempo e a vinda de novas experiências se tornarão maduros o suficiente para superarem os próprios limites.

Espíritos imperfeitos ( porque infantis, espiritualmente falando ) estamos sempre par e passo com nossas fraquezas, e com as influências de outros iguais que atraímos por sintonia. E por muito ignorar, sequer acreditamos na possibilidade do êxito, desconhecendo até que há o êxito também na derrota.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 16 de Maio de 2014, 12:51
com certeza amigo gustavo para Espirito que ja evoluido não existe sofrimento Moral, agora nós que ainda estamos ainda no estagio de provas e expiações necessitamos em alguns casos do sofrimento fisico justamente para nos dispertar no caminho errado que estamos galgando.paz  e
luz

O amigo resume muito bem a questão, o nivel de progresso em que nos encontramos é fundamental para se efetuar um entendimento, e por esse mesmo motivo, o entendimento é tão dificil.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 16 de Maio de 2014, 12:54
Citação de: Gustavo Rettenmaier
Por mais respeitável que seja a opinião desse espírito, e do médium que a trouxe, é apenas uma opinião.

De fato, caro Gustavo: Convém respeitar o direito alheio de opinar.

Mas, além disso, é preciso combater as opiniões falaciosas...

E desmascarar a hipocrisia e a mentira.

Nota: Vide item 21 do capítulo X do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Por isso existe o estudo, calcado em debate.
Combater opiniões falaciosas não pode, em minha opinião, nos levar a condição de "donos da verdade".
Não acho que o amigo tenha feito isso, ao contrário, me reportei apenas ao fato de que devemos,alem de estudar com afinco e seriedade, termos mais critério ao analisar mensagens psicografadas, por mais respeitáveis que possam ser medium e espírito comunicante.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 16 de Maio de 2014, 17:32
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #197 em: 150514, às 18:11, Marcos W

      Conf (msg anterior): meu amigo, perceba como precisamos mesmo raciocinar, e raciocinar muito para compreender pois veja: qual será a causa de uns serem passivos ante as aflições e outros, não? Aí, por uns serem passivos e outros não, sem dúvida, uns sofrerão mais do que os outros. Mas, se todos os sofrimentos são merecidos e aplicados com uma justiça perfeita, qual é a causa de desses uns sofrerem mais do que outros?
....

      Conf (msg ant): pois é isso, Marcos; mas, vc há de concordar que em tudo que vc escreveu não há a explicação definitiva ou completa para o fato de uns sentirem mais aflições do que outros. Pois, porq é que uns impõem uma resistência sadia diante da fragilidade, se tornam mais fortes, demonstram interesse, vontade de se superarem, e outros não? Porq nem todos conseguem absorver e administrar seus problemas e se mantêm-se apáticos e facilmente "deitam com a carga"?

      E se, como vc diz, apatia, passividade são, a seu ver, frutos de fraqueza moral, porq esses possuem uma moral mais fraca do que outros? Porq uns não acreditam no seu potencial, e outros acreditam?
................

      Marcos W escreveu: Os homens são diferentes uns dos outros porque há diferentes graus de desenvolvimento dos Espíritos que os animam. Uns crescem mais em intelecto outros em moral e vice e versa. O necessário para a depuração é saber tudo do que é cabível à criatura, ou seja, evoluir moral e intelectualmente até ao máximo possível.

      Conf: sim, o que vc diz é evidente; é o que o mundo nos mostra. Mas, para entender a doutrina precisamos raciocinar e nada melhor para raciocinar do que perguntar: “Por quê?”. Então pergunto a vc: porq uns são diferentes dos outros? Qual é a causa dessa desigualdade se, no início, somos todos iguais, inclusive qto ao que interessa à evolução?

      Marcos:... fraqueza moral, que revela imaturidade. São pessoas que sempre deixam seus compromissos pela metade não se importando com os que assumirão os encargos de sua desistência. Com o passar do tempo e a vinda de novas experiências se tornarão maduros o suficiente para superarem os próprios limites. Espíritos imperfeitos ( porque infantis, espiritualmente falando ) estamos sempre par e passo com nossas fraquezas, e com as influências de outros iguais que atraímos por sintonia.

      Conf: exato. E é devido a tudo que somos que uns sofrem mais e outros menos. Então, de novo aquela necessária pergunta: Porq esses são assim, se nem todos são? Porq uns entram em sintonia com seres “do mal” e outros não? Porq esses são “do mal”? Porq há espíritos imperfeitos e outros nem tanto? Porq adquirimos imperfeições? Porq uns são mais ignorantes e infantis do que outros, excetuando-se a questão de maior tempo de criação? Tudo isso representará mais sofrimentos para uns do que para outros? Novamente aquela pergunta: porq essa gigantesca desigualdade entre uns e outros?

      (Obs: em todas as suas dúvidas ou incompreensões coloque sempre essa pergunta: "Por quê?"; mas não fique num único porq; vá até o fundo: Porq? Porq? Porq?... até que consiga a resposta verdadeira, inquestionável!)

...................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 17 de Maio de 2014, 15:49
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #182 em: 140514, às 22:28, Renato OLiv.

      Amigos, como a DE sensatamente aconselha, temos, realmente, necessidade de raciocinar para melhor entendê-la, para ter uma “fé raciocinada”. Assim, convido os que lerem esta resposta que raciocinem comigo, ou apresentem seu entendimento, ou dúvidas etc.
...
      Renato: Aflição é teste, provação, avaliação, testemunho, reparação, dor...

      Conf: raciocinando: meu amigo Renato, vc quer dizer que o processo evolutivo criado pelo Supremo Amor, Justiça e Sabedoria, tem como método mais eficiente o fazer passar por cruéis sofrimentos, desesperadores e insuportáveis como os vemos no mundo, no dia-a-dia?! É isso mesmo que vc quer dizer? Se aflição é teste, provação, reparação etc, e todos sem dúvida passam por esses sofrimentos, é porq todos têm, “obrigatoriamente”, de sofrer?! Essa é a ação de Deus: nos cria para, obrigatoriamente, sofrermos?! É a lição que o Criador nos dá: “vc tem de sofrer, mesmo sem culpa, mas porq a evolução exige que vc sofra”?!!

      Então, se a DE afirma que só sofrem os que merecem sofrer, devido a haverem transgredido a lei de Deus, vc acredita que sofre mesmo aquele que não mereça sofrer?!

      Renato: Jesus nos deixou que no mundo passaremos por aflições e a cada dia basta o seu mal, portanto é algo diário, praticamente constante.

      Conf: raciocinando: perceba, meu jovem amigo, que Jesus não disse (aliás ninguém disse) que temos, forçosamente, obrigatoriamente, de sofrer, pois só sofrem os que transgridem as leis de Deus, não é isso? Se Jesus disse que todos sofrerão é porq a vida é cheia de sofrimentos e que "a cada dia basta seu mal" para que os homens não se percam no desânimo e incredulidade de ficarem preocupados e amedrontados com os sofrimentos que lhes virão também “amanhã”.

      Talvez, por isso, como o sofrimento é inevitável “devido à ignorância” dos espíritos que Deus criou, Jesus, para ensinar e consolar, disse: “a cada dia basta o seu mal” e, ainda, “o amanhã cuidará de si mesmo”, sem dúvida tentando mostrar que os sofrimentos virão independentes de nossa vontade, mas em razão de nossa ignorância de agir erradamente nos relacionamentos com o próximo e com a natureza. Mas, e porq é que agimos de modo tão errado? De propósito? Escolhemos errar? Por ignorância?

      Devemos questionar, refletir, raciocinar, como a própria DE aconselha. Assim, devemos perguntar:

      - o espirito é responsável pelo atual estado do planeta para que, pela lei do Amor, tenha de, obrigatoriamente, passar pelos obstáculos e desafios que, sem dúvida configuram sofrimentos muitas vezes desesperadores, e que “se tornam, cada vez, mais críticos do que nunca, como vc diz”?

      - E porq é que nós temos de ir para um mundo de regeneração? O que é que causa nossa degeneração, e que resulta em que, agora, temos de nos regenerar, nos reformar, renovar? Há, no processo evolutivo, retrocesso moral? Se não há, como é que de, antes, sem necessidade de regeneração, agora, precisamos nos regenerar?

      - Porq é que os espíritos, nós, criados perfeitamente iguais nos aspectos que interessam à evolução, nos tornamos tão gigantescamente desiguais que uns se assemelham ao trigo, que deve ser preservado, e outros, ao joio, que deve ser lançado fora?

      Renato: Tudo o que passamos hoje foi causado por nós mesmos e Deus em sua infinita misericórdia e infinito amor, ainda nos deu um enorme desconto na dívida, pois se fossemos reparar tudo o que fizemos no passado, bem provável que não suportaríamos.

      Conf: raciocinando: mas se, como vc diz, os nossos sofrimentos são causados por nós mesmos, porq é que os causamos? Queremos sofrer e propositadamente causamos sofrimentos
para nós mesmos?

      E essa questão de que Deus nos deu enorme desconto na dívida que contraímos, deve ser apenas outra opinião sua, pois a DE assegura que “todos seremos punidos em tudo aquilo em que pecamos, e que não ficará nenhuma falta sem punição, nesta ou em outras encarnações”.

      Renato: Mas,... ainda bem que sofremos, por provação ou por nossa própria culpa, as dificuldades, os testes, as dores, os desamores, as perfídias, o ódio, a incompreensão, a crueldade, etc, etc.

      Conf: raciocinando: o que o amigo quer dizer com "ainda bem que sofremos"? Essa é uma verdade experimentada por vc, na sua pele, por alguém, ou são apenas palavras que dizemos, devido às influencias que sobre nós exercem a doutrina, textos e historietas inspiradoras, sempre prometendo um amanhã melhor?

      Mas, vc terá, realmente, a capacidade de, com sinceridade, dizer "ainda bem que estou sofrendo por terem cruelmente estuprado e assassinado minha filhinha, a razão de minha vida"?! E dirá “ainda bem que estou sofrendo” pelos canceres que nos atingem, deformações físicas, morais e psicológicas; pelas dores cruéis que nos acompanham por toda a vida? Por sofrimentos que se estendem por multiplicadas encarnações e por milhões de anos?!

      Sem dúvida é o que vemos no mundo, todos contraindo dívidas devido a suas escolhas erradas, a seus desacertos! Mas, qual é a causa de as contrairmos se, pelo uso do livre-arbítrio, podemos escolher o certo e descartar o errado?

      Renato: É como se algo pesado sumisse, pois de fato os traços negativos incrustados em nosso Perispírito, angariados através de séculos de rebeldia e más escolhas, após as devidas reparações, somem!

      Conf: de novo raciocinando: qual é a causa de, através de séculos, termos agido com rebeldia e, propositadamente, termos feito más escolhas? Isso, sem dúvida, está mostrando que queremos sofrer! Mas será verdade que queremos?       

      Renato: É preciso sofrer? Temos de ser amantes da dor? Não. Ao invés de praguejarmos, nos revoltarmos e debocharmos contra as aflições, é bem mais prudente avaliarmos que só se trata de uma avaliação, de um teste, da chamada oportunidade de ouro onde podemos fazer diferente, reparando os equívocos.

      Conf: raciocinando: se não é preciso sofrer, porq é que sofremos? Novamente fica parecendo que o que vc disse acima, é apenas uma opinião pessoal sua. Pois, se somente sofrem os que merecem sofrer, qual é a explicação para as aflições dos demais? 

      E não é próprio da natureza que Deus nos deu que praguejamos, nos revoltemos contra as aflições, devido ao fato de elas nos fazerem sofrer e aos nossos queridos?! Quem é que sabe ensinar a “como fazer” para, tendo o filhinho querido nos braços agonizando sob dores cruéis, permanecermos tranquilos e passivos, aceitando tudo com naturalidade?!

      Sem dúvida há quem sofra sem que o mereça; são as exceções apontadas pela DE: os que solicitam provas, ou que assumem missões que envolvem sofrimentos. Mas, e os demais, porq sofrem? Como vc perguntou: querem sofrer? Certamente que ninguém quer sofrer, senão algum  desequilibrado mental ou sádico! Sendo assim, qual é a causa de, propositadamente, fazermos escolhas erradas?

      Renato: A chave para nos tranquilizarmos e nos mantermos resignados é a crença na imortalidade e na reencarnação, pois fica muito mais fácil suportar e seguir em frente sabendo que apenas estamos colhendo o que plantamos e/ou que estamos sendo avaliados e alertados para voltarmos ao caminho correto.

      Conf: raciocinando: com certeza os que creem na imortalidade sofrerão menos que os que não creem. Mas, em que foi que estes outros "pecaram", para que sofram mais do que outros? Não crer na imortalidade é falta que exige corretivo?

      E quem é que nos ensina a como fazer para ficarmos resignados ante os sofrimentos? Com certeza ficará mais fácil suportá-los, mas quem, qual religião ou religioso, nos ensina como fazer isso?

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Portiolly em 19 de Maio de 2014, 03:13



Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. - Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. - Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

                                   Justiça das aflições

3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. E, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Portiolly em 19 de Maio de 2014, 03:15

O Evangelho Segundo o Espiritismo


                                              Causas atuais das aflições

4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.

5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem, Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto, Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.
Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal, Põe-se então o homem a dizer: "Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!" Como o obreiro preguiçoso, que diz: "Perdi o meu dia", também ele diz: "Perdi a minha vida". Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.


Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Portiolly em 19 de Maio de 2014, 03:19


O Evangelho Segundo o Espiritismo


                                               Motivos de resignação


"Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.

Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranqüilidade no porvir".


Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 19 de Maio de 2014, 12:36



Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. - Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. - Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

                                   Justiça das aflições

3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. E, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.
Meu caro Portiolly, seja bem vindo ao estudo e obrigado pela participação, mas o amigo não esqueceu de nada?
Sendo um espaço de estudos, entendo que, citar as obras básicas, ou mesmo o evangelho, é interessante, mas o importante é o entendimento que cada um tenha do tema,para que possamos, através do debate, ampliar nossos horiziontes.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lineu em 19 de Maio de 2014, 13:56
Citação de: lconforjr
E quem é que nos ensina a como fazer para ficarmos resignados ante os sofrimentos?

Convém raciocinar, caro Coronel. E confiar no poder da própria razão.

Ninguém deve dar-se por satisfeito com o sofrimento.

Pelo contrário: O ser humano deve deplorar o sofrimento e despender todas as forças, trabalhando com aferro, no sentido de suplantá-lo.

De fato, a dor existe. Mas ninguém deve submeter-se pacientemente à sensação dolorosa.

Pois, se a dor fosse realmente essencial e necessária à elevação espiritual não existiria analgésico...

Nem anestesia.

***
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 19 de Maio de 2014, 16:56
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #202 em: 190514, às 03:13, de Portiolly

      Olá, vc aí de Itu, de cujas terras partiram os homens que, segundo contam, fundaram minha cidade natal, Capivari, tanto que, por isso (assim contavam os mais velhos), a igreja matriz foi construída enviesada, fora do alinhamento normal das ruas e quarteirões, para que sua entrada principal ficasse voltada na direção de Itu.
....
      Amigo Portiolly, minha intenção, neste fórum e fora dele, é contribuir na tentativa de, se possível, levar alguns amigos a raciocinarem como, sensatamente, manda a DE, para melhor a compreenderem. Essa é a razão de apresentar tantas questões pois, sem dúvida, é através de questionamentos e perguntas, que raciocinamos melhor.

      Assim, não se aborreça, como tem acontecido com outros, com tantas perguntas que faço; até já me perguntaram se meu teclado só tem ponto d interrogação.
...
      Vc trouxe textos de OLE e ESE que vamos analisar para, se for o caso, questionar para melhor compreender pois, sem dúvida, muitas coisas só compreendemos raciocinando, sobretudo estes assuntos que, em geral, só conhecemos através de escritos e ensinamentos aos quais muitos nem mesmo dão crédito.
...
      Citação: “Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. - Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. - Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

      Conf: para melhor entender a DE já há nessas palavras necessidade de questionar pois:

      -  porq os ricos sofrerão devido a terem no mundo sua consolação? Observe que Jesus não disse que é porq, pelo fato de, sendo ricos, desprezarem os pobres, embora, para muitos, essa é a interpretação correta. Pois há ricos que não os desprezam!

      - Do mesmo modo, porq os que estão saciados, passarão fome? Porq os que riem, gemerão e chorarão?

      - Outra questão: será esse o plano de ensino preparado por Aquele que é Infinito Amor e Justiça, para as criaturas que Ele cria, um plano cujo método mais eficiente é fazer que passemos por sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis?

      - Seremos nós, os filhos da Infinita Perfeição, criados tão imperfeitos, tão imbecis (= desprovidos de inteligência, néscios), que só por meio das chicotadas de sofrimentos cruéis, desesperadores, é que aprendemos a agir com correção? Se não houver terriveis sofrimentos para nós, nunca aprenderemos a agir corretamente?!

      - Se não há sofrer, não há evoluir?

      - E, se de início, não éramos inclinados nem para o bem, nem para o mal, qual é a causa de, depois, nos termos inclinado tão profundamente para o mal, e mesmo conhecendo as consequências terríveis que nos virão da lei de causa e efeito?

      - Qual é a causa que faz com que, mesmo tendo o livre-arbítrio, escolhamos, propositadamente, portanto conscientemente, fazer o mal e não o bem? E sabemos  que isso nos trará sempre sofrimentos, dores e lágrimas, pois, como ensina a DE, “o homem sempre será punido em tudo aquilo em que pecou” e "nem uma só falta será esquecida"!

      - Queremos sofrer esses sofrimentos tão desesperadores, como os vemos no mundo?

      - Queremos nascer, ou ver nossos filhos nascerem sem membros, deformados mental, física e moralmente, com doenças humilhantes que os acompanharão até a morte, e os tornarão incapacitados por toda a vida? ?!

      - Escolhemos sofrer? Sem dúvida, só fazem escolhas tão absurdas os desequilibrados mentais, os dementes, os totalmente ignorantes das coisas do espirito! Mas estes, certamente, havendo uma justiça perfeita, a lei de Deus não os responsabilizará como se fossem transgressores e, portanto, não sofrerão pelos erros que fazem! Concorda?

      - Será esse o processo evolutivo criado pelo Infinito Amor, fazer que uns sejam felizes e outros, extremamente infelizes?!

      - E, sendo o objetivo do que a DE ensina nos levar ao crescimento intelectual e moral, que significa levar-nos a amar o próximo e a ter amor no coração, a lição para amar e ter amor para dar, é fazer sofrer?

      - Se não passarmos por cruéis sofrimentos, não aprendemos a amar?! Alguém aprende a amar, devido a que passe por cruéis sofrimentos? Fazer sofrer, ensina a amar?

      - Esta é a lição de Deus para nós? : “Vc quer ser feliz? Então obrigarei você a que sofra terrivelmente, pois só sofrendo vc aprende a amar e só amando, no final, vc será feliz”?!

...........
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 19 de Maio de 2014, 17:33
Re: Bem aventurados os aflitos


      Ref: resp #205 em: 190514, às 12:36, de Rettenmaier

      Conf: Amigo Rettenmaier, concordo contigo. Tb, para mim, é extremamente importante que coloquemos aqui no Fórum o entendimento que temos do estudo da DE, não seus textos que estes todos os têm nas obras básicas e mesmo na internet. Ampliar os horizontes, como vc  disse.

      Abç.

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Maio de 2014, 22:19

O conhecimento espírita pode ser um diferencial ante os padeceres diversos.

Neste sábado, uma carreta sem controle, com o motorista embriagado, atingiu 3 veículos na porta de nosso CE. Graças a Deus, dissemos, ninguém se feriu. Todos os veículos atingidos eram de trabalhadores espíritas, e dois, inclusive o meu com perca total.


Parecia cena de guerra, os destroços, mas o espírita deve saber porque sofre tais acontecimentos. Curioso que alguns transeuntes diziam, ...mas como?! Estavam rezando, fazendo o bem e como isso aconteceu?!... muitos pensamos que há uma imunidade para quem reza ou ora, como queiram, mas em realidade o que há é o fortalecimento moral nas horas de dificuldade.


Hoje o proprietário do caminhão ao negociar os prejuízos afirmou ter tido a sorte de serem os espíritas pessoas extremamente educadas. E até relatou ao ver os destroços ; se fosse eu... não teria tido essa calma.


Com uma pequena dose de humor agora, até analiso que ficava difícil dar um "piti" na porta do centro espírita, né rsrs... mas na verdade todos se comportaram muito bem, de maneira equilibrada.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: HamLacerda em 19 de Maio de 2014, 23:42


      E quem é que nos ensina a como fazer para ficarmos resignados ante os sofrimentos? Com certeza ficará mais fácil suportá-los, mas quem, qual religião ou religioso, nos ensina como fazer isso?



As pessoas sofrem porque se apegam a algo, meu caro. Logo, não é somente a resignação que devemos aprender, mas, sobretudo, dar menos valor as coisas deste mundo, ou melhor, dar apenas o valor que elas merecem.

A equação é bem simples: quanto menos valor nós darmos às coisas deste mundo, menos sofremos.



Mas isso depende de tempo. Ninguém aprende da noite pro dia.

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Maio de 2014, 23:48
Meus irmãos,para que se possa entender os sofrimentos.Vamos raciócinar,assim como costuma
colocar o nosso amigo e irmão Iconforjr.O espírito ao reencarnar tem conciência de que para
resgatar os seus débitos terá pela frente provas,e que delas muitas veem acompanhada de
sofrimentos,sofrimentos esses que não são escolhido pelo espírito,esses lhes serão impostos
de acordo com o débito a resgatar.entretanto,lhes será dado a oportunidade nos momentos
de aflição a bem aventurança,pois Deus não seria justo se permitisse que um filho seu continue
em sofrimento sem interceder.No capítulo VII,ítem 28º e 29º do livro O Céu E O Inferno,
podemos entender dessa forma.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 20 de Maio de 2014, 03:56
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #206 em: 190514, às 13:56, do Lineu.

      Citação de: lconforjr: E quem é que nos ensina a como fazer para ficarmos resignados ante os sofrimentos?
...

      Lineu não respondeu a pergunta, mas de modo inteligente disse: Convém raciocinar, caro Coronel. E confiar no poder da própria razão. Ninguém deve dar-se por satisfeito com o sofrimento. Pelo contrário: O ser humano deve deplorar o sofrimento e despender todas as forças, trabalhando com aferro, no sentido de suplantá-lo.

      Conf: exatamente, meu amigo Lineu! Convém raciocinar como aconselha a DE, e raciocinar profundamente, porq a DE não é fácil de ser entendida. É exatamente por isso que me impus, desdes décadas atrás, como verdadeira obrigação ou dever, o empenhar-me o tempo todo, aqui, em todas as msg/respostas, e fora daqui, em todos os lugares e oportunidades, em procurar fazer que se procure entender o porq é que sofremos, qual é a causa de nossos sofrimentos. Pois, se conhecermos suas causas, poderemos evitá-las e, em consequência, nos livraremos de sofrê-los.

      Quanto a suas causas, uns dizem que é porq transgredimos as leis de Deus, mas não encontramos quem explique o que afirmam, que Aquele que é Amor e Sabedoria, só consegue dar a seus filhos um plano de ensino no qual o método mais eficiente para fazer aprender é fazer sofrer, e sofrer cruelmente. E, tb, para aprender a amar, fazer sofrer!

      Outros, que Deus cria os sofrimentos porq, só sofrendo dolorosamente, desesperadamente, é que nós conseguimos compreender que devemos abandonar a prática de maldades, como se nós todos, criaturas de Deus, Infinita Perfeição e Sabedoria, houvéssemos todos sido criados destituídos de qualquer sinal de inteligência, de qualquer sinal de moralidade, imbecis, inconsequentes e néscios, pois todos, sem exceção, temos de, obrigatoriamente, sentir o aguilhão de desesperadoras e insuportáveis dores e lágrimas, por multiplicadas encarnações, por milhões de anos, por que, só as sentindo, vamos compreender que devemos abandonar o caminho do mau e seguir pelo do bem. Mas não encontramos quem saiba explicar porq é que todos nós, sem dúvida, estamos seguindo pelo caminho do mal, como, se fôssemos todos  sádicos pois, teimosamente, de livre vontade, escolhemos por ele seguir no passado, e estamos escolhendo por ele seguir no presente, fato que nos faz permanecer vivendo num mundo de sofrimentos sem fim, porq nele "queremos" viver.

      Lineu: De fato, a dor existe. Mas ninguém deve submeter-se pacientemente à sensação dolorosa.

      Pois, se a dor fosse realmente essencial e necessária à elevação espiritual não existiria analgésico... Nem anestesia.

      Conf: novamente, perfeito e lógico! E nem medicinas, nem medicamentos, nem a possibilidade de encontrar soluções que possam fazer diminuir, cessar, ou esquecer os sofrimentos!

.................


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/bem-aventurados-os-aflitos-50354/195/#ixzz32DU6TevY
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Portiolly em 20 de Maio de 2014, 04:19

Meu caro Portiolly, seja bem vindo ao estudo e obrigado pela participação, mas o amigo não esqueceu de nada?
Sendo um espaço de estudos, entendo que, citar as obras básicas, ou mesmo o evangelho, é interessante, mas o importante é o entendimento que cada um tenha do tema,para que possamos, através do debate, ampliar nossos horiziontes.



De fato, faltou o  principal.

Obrigado pela lembrança!

Meu entendimento coincide com o que é dito em OESE, segundo o qual a bem-aventurança dos aflitos (sofredores) não está na aflição em si, mas do que dela resulta: A cura dos males do Espírito, o resgate das dívidas e o aprendizado para o futuro.


Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 20 de Maio de 2014, 04:42
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #209 em: 190514, às 22:19, do Marcos W

      Marcos escreveu: Neste sábado, uma carreta sem controle, com o motorista embriagado, atingiu 3 veículos na porta de nosso CE. Graças a Deus, dissemos, ninguém se feriu. Todos os veículos atingidos eram de trabalhadores espíritas, e dois, inclusive o meu com perca total.

      Conf: e já que temos o conhecimento espirita, porq não disseram, tb, “graças a Deus nossos veículos tiveram perda total”. E se houvesse feridos e mortos, “graças a Deus alguns ficaram gravemente feridos e outros não resistiram e morreram”?

      Marcos: Parecia cena de guerra, os destroços, mas o espírita deve saber porque sofre tais acontecimentos. Curioso que alguns transeuntes diziam, ...mas como?! Estavam rezando, fazendo o bem e como isso aconteceu?!... muitos pensamos que há uma imunidade para quem reza ou ora, como queiram, mas em realidade o que há é o fortalecimento moral nas horas de dificuldade.

      Conf: meu amigo Marcos, vc está querendo dizer que aqueles transeuntes não compreenderam como aqueles que têm o conhecimento espíta, certo? Mas, e vc, o que é que vc compreendeu nesse acontecimento? Que vc, como os outros que tiveram perdas, usaram, no passado, a liberdade que têm para, propositadamente, escolher fazer coisas más e não coisas boas e que, por isso, agora, a justiça divina lhes faz expiarem, ressarcirem, repararem os males que cometeram? É esse ensinamento que vc tirou do que aconteceu?

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Maio de 2014, 12:02
Citação de: lconforjr
E quem é que nos ensina a como fazer para ficarmos resignados ante os sofrimentos?

Convém raciocinar, caro Coronel. E confiar no poder da própria razão.

Ninguém deve dar-se por satisfeito com o sofrimento.

Pelo contrário: O ser humano deve deplorar o sofrimento e despender todas as forças, trabalhando com aferro, no sentido de suplantá-lo.

De fato, a dor existe. Mas ninguém deve submeter-se pacientemente à sensação dolorosa.

Pois, se a dor fosse realmente essencial e necessária à elevação espiritual não existiria analgésico...

Nem anestesia.

***
Exatamente meu caro, como tenho reiterado, é a maneira de encarar a dor,o sofrimento, a aflição que faz toda a diferença.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Maio de 2014, 12:05

O conhecimento espírita pode ser um diferencial ante os padeceres diversos.

Neste sábado, uma carreta sem controle, com o motorista embriagado, atingiu 3 veículos na porta de nosso CE. Graças a Deus, dissemos, ninguém se feriu. Todos os veículos atingidos eram de trabalhadores espíritas, e dois, inclusive o meu com perca total.


Parecia cena de guerra, os destroços, mas o espírita deve saber porque sofre tais acontecimentos. Curioso que alguns transeuntes diziam, ...mas como?! Estavam rezando, fazendo o bem e como isso aconteceu?!... muitos pensamos que há uma imunidade para quem reza ou ora, como queiram, mas em realidade o que há é o fortalecimento moral nas horas de dificuldade.


Hoje o proprietário do caminhão ao negociar os prejuízos afirmou ter tido a sorte de serem os espíritas pessoas extremamente educadas. E até relatou ao ver os destroços ; se fosse eu... não teria tido essa calma.


Com uma pequena dose de humor agora, até analiso que ficava difícil dar um "piti" na porta do centro espírita, né rsrs... mas na verdade todos se comportaram muito bem, de maneira equilibrada.

Abraços
Um exemplo interessante meu caro.
Mas o fator fundamental é a compreensão de que o trabalho no bem, não nos torna imunes dos percalços, apenas nos da mais força e condição para superá-los.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Maio de 2014, 12:06


      E quem é que nos ensina a como fazer para ficarmos resignados ante os sofrimentos? Com certeza ficará mais fácil suportá-los, mas quem, qual religião ou religioso, nos ensina como fazer isso?



As pessoas sofrem porque se apegam a algo, meu caro. Logo, não é somente a resignação que devemos aprender, mas, sobretudo, dar menos valor as coisas deste mundo, ou melhor, dar apenas o valor que elas merecem.

A equação é bem simples: quanto menos valor nós darmos às coisas deste mundo, menos sofremos.



Mas isso depende de tempo. Ninguém aprende da noite pro dia.

É um aprendizado longo, demorado, e muitas vezes sofrido.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Maio de 2014, 12:09
Meus irmãos,para que se possa entender os sofrimentos.Vamos raciócinar,assim como costuma
colocar o nosso amigo e irmão Iconforjr.O espírito ao reencarnar tem conciência de que para
resgatar os seus débitos terá pela frente provas,e que delas muitas veem acompanhada de
sofrimentos,sofrimentos esses que não são escolhido pelo espírito,esses lhes serão impostos
de acordo com o débito a resgatar.entretanto,lhes será dado a oportunidade nos momentos
de aflição a bem aventurança,pois Deus não seria justo se permitisse que um filho seu continue
em sofrimento sem interceder.No capítulo VII,ítem 28º e 29º do livro O Céu E O Inferno,
podemos entender dessa forma.
Fiquem na paz.

Meu caro Antonio, se ao reencarnar eu sei que terei de passar por provações, não seria lógico tambem que eu soubesse que essas provações podem, me causar tal ou tal sofrimento?
Sendo assim, esse sofrimento não seria imposto, mas a consequencia da maneira como eu, encarnado, encaro o desafio que eu mesmo escolhi enquanto desencarnado.
Ai temos o que nos coloca nosso irmão HamLacerda: o desapego das coisas materiais.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Maio de 2014, 12:10

Meu caro Portiolly, seja bem vindo ao estudo e obrigado pela participação, mas o amigo não esqueceu de nada?
Sendo um espaço de estudos, entendo que, citar as obras básicas, ou mesmo o evangelho, é interessante, mas o importante é o entendimento que cada um tenha do tema,para que possamos, através do debate, ampliar nossos horiziontes.



De fato, faltou o  principal.

Obrigado pela lembrança!

Meu entendimento coincide com o que é dito em OESE, segundo o qual a bem-aventurança dos aflitos (sofredores) não está na aflição em si, mas do que dela resulta: A cura dos males do Espírito, o resgate das dívidas e o aprendizado para o futuro.
Bastante resumido, mas muito correto, sem duvida.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Maio de 2014, 14:46
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #209 em: 190514, às 22:19, do Marcos W
[...]

      Conf: e já que temos o conhecimento espirita, porq não disseram, tb, “graças a Deus nossos veículos tiveram perda total”. E se houvesse feridos e mortos, “graças a Deus alguns ficaram gravemente feridos e outros não resistiram e morreram”?

    [...]
.............

Na real... meu entendimento não chega a tanto... como sou hoje, se dissesse isso seria hipocrisia pura.

Re: Bem aventurados os aflitos
      [...]
      Conf: meu amigo Marcos, vc está querendo dizer que aqueles transeuntes não compreenderam como aqueles que têm o conhecimento espíta, certo?
[...]
.............

Correto. Em nenhum momento aprendemos com a Doutrina que esta ou aquela atitude nos livrará, nos isentará da convivência com o mal ou a dor.


Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #209 em: 190514, às 22:19, do Marcos W

    [...] Mas, e vc, o que é que vc compreendeu nesse acontecimento? Que vc, como os outros que tiveram perdas, usaram, no passado, a liberdade que têm para, propositadamente, escolher fazer coisas más e não coisas boas e que, por isso, agora, a justiça divina lhes faz expiarem, ressarcirem, repararem os males que cometeram? É esse ensinamento que vc tirou do que aconteceu?

.............


Presto atenção aos mínimos detalhes. Os carros estavam estacionados corretamente, então não houve negligência de nossa parte, nem equívoco. Logo, vê-se uma prova pedida pelo Espírito(nós) e criada por nossas necessidades de aprendizado neste campo. Benefícios do ocorrido; nossos carros serviram de barricada que evitou o caminhão avançar em uma lanchonete com, pelo menos de 30 a 40 pessoas; não estávamos nos veículos(uma bêncão?); nem o motorista envolvido se feriu. E o aprendizado; desapego; ... o fundamental entendimento que de um minuto a outro tudo... mas tudo mesmo pode mudar, inclusive para pior, segundo o entendimento humano, mas para o Espírito deve ser a prova tão esperada para se obter uma resposta que o liberte do seu ego.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 20 de Maio de 2014, 17:20
Re: Bem aventurados os aflitos

      Sempre buscando ter uma “fé raciocinada”!
...
      Ref: resp #210 em: 170514, às 23:42  HamLacerda

      Conf, em 17 de Maio de 2014, 15:49:         

      “E quem é que nos ensina “como fazer” para conseguirmos ficar resignados ante os sofrimentos? Com certeza ficará mais fácil suportá-los, mas quem, qual doutrina, religião ou religioso, psicologia ou filosofia, nos ensina “como fazer” isso?

      Todos ensinam “O que fazer”: resignar-se; o “como fazer”, ninguém ensina, nenhuma religião, crença etc!

      De nada adianta ensinar o que é fácil ensinar, “o que fazer”, se ninguém ensina o que é muito mais importante e difícil, o “como fazer”!!!

      Ham: As pessoas sofrem porque se apegam a algo, meu caro. Logo, não é somente a resignação que devemos aprender, mas, sobretudo, dar menos valor as coisas deste mundo, ou melhor, dar apenas o valor que elas merecem.

      Conf: é evidente, Ham, concordo com vc, sofremos porq nos apegamos às coisas que consideramos boas, aos atrativos que o Criador coloca, à nossa vista, no mundo; isso está na natureza que Deus nos deu; acreditamos que nos farão felizes, que são duradouras e, qdo cessam ou não conseguimos alcançá-las, sofremos, é evidente.

      Mas a questão é outra: porq, ou, qual é a causa de nos apegarmos às coisas do mundo? Porq nos apegamos a elas mesmo sabendo que esse apego nos trará sofrimentos torturantes e que pode resultar em multiplicadas encarnações a se estenderem por milhões de anos? Não temos livre-arbítrio?!

      Ham: A equação é bem simples: quanto menos valor nós darmos às coisas deste mundo, menos sofremos.

      Conf: exato; bem simples! Mas, tb aqui a questão não é essa. A questão aqui é: porq é que damos mais valor às coisas do mundo, do que às coisas espirituais? Todo efeito, sem dúvida, tem sua causa. E aí, qual é a causa de darmos mais valor às coisas do mundo? E se sabemos, como já dito acima, que isso é a causa de tantos e tão desesperadores sofrimentos, porq teimamos em continuar apegados a elas? É essa a questão!

      Ham: Mas isso depende de tempo. Ninguém aprende da noite pro dia.

      Conf: tb concordo com vc mas, tb aqui trago uma questão, muitas vezes repetida e nunca respondida: porq é que nesse tempo do qual, como vc disse, depende a aprendizado, temos de sofrer?

      Assim, como vc disse, "não é somente a como ser resignados que precisamos aprender, mas, sobretudo, a dar menos valor as coisas deste mundo, ou melhor, dar apenas o valor que elas merecem".
      A essas suas palavras acrescento: e, tb, aprender a como delas nos desapegarmos.

      E a questão continua: como vamos aprender a fazer isso, se ninguém sabe ensinar?

      No entanto, como já coloquei em muitos tópicos e em muitas respostas, existem, sim, ensinamentos que podem, eventualmente, e se tivermos as condições necessárias, nos levar a aprender tudo isso, e a compreender a vida, a causa dos sofrimentos, quem realmente somos e tudo mais. Os primeiros passos para chegar a eles está na codificação, no LM, cap 3, item 35.

..................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 20 de Maio de 2014, 18:02
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #211, em 190514, às 23:48, do Antonio Renato

      Sempre, como manda a DE, procurando ter uma “fé raciocinada”.
...

      Conf: Olá, querido amigo e irmão ARenato, permita trazer uma questão relativa a sua resposta #211.

      ARen disse: O espírito ao reencarnar tem consciência de que, para resgatar os seus débitos, terá pela frente provas, e que delas muitas vêm acompanhadas de sofrimentos, sofrimentos esses que não são escolhidos pelos espíritos, mas que lhes são impostos de acordo com o débito a resgatar...

      Conf: questão que trago:

      - qual é a causa de contrairmos débitos no passado se, tendo o livre-arbítrio, poderíamos ter escolhido agir de modo a não ficar endividados?

      - Desejo de sofrer as consequências de nossos erros?   

      - Desejo de desafiar a Lei de Deus?

      - ignorância e, consequentemente, incapacidade de proceder de modo a não contrair débitos?...

      Abç.

...........
     
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Maio de 2014, 18:18
Meu nobre(nobre na alma)irmão Gustavo,veja bem,eu posso até concordar em parte com  a
sua colocação em que sendo o espírito conhecedor das provações que terá que passar,para
que então possa resgatar os seus débitos,saibam também quais os tipos de sofrimentos.No
entanto se isso pudesse acontecer,ele poderia não aceitá-los,o que aumentaria mais os seus
débitos.No desenvolvimento deste debate já foi colocado diversas vezes que os sofrimento
são de consequência das transgressões as leis divinas,pois nenhum espírito,encarnado ou
desencarnado sofre por querer sofrer."Aquele que muito sofre na terra,muito tinha a expiar";
cap.VII,Código penal da vida futura,artigo 28º;livro O Céu E O Inferno.A misericórdia de Deus
é infinita mas não é cega.O culpado que ela atinge não fica exonerado,e,enquanto não houver satisfeito à justiça,sofre as consequência dos seus erros,art.29ºdo mesmo código.
Fique na paz.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 20 de Maio de 2014, 18:31
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #215 em: 200514, às 12:02, do Rettenmaier

      Conf perguntou em msg anterior: E quem é que nos ensina a como fazer para ficarmos resignados ante os sofrimentos?
...

      Lineu não responde a pergunta, mas comenta: Convém raciocinar, caro Coronel. E confiar no poder da própria razão. Ninguém deve dar-se por satisfeito com o sofrimento. Pelo contrário: O ser humano deve deplorar o sofrimento e despender todas as forças, trabalhando com aferro, no sentido de suplantá-lo.

      De fato, a dor existe. Mas ninguém deve submeter-se pacientemente à sensação dolorosa. Pois, se a dor fosse realmente essencial e necessária à elevação espiritual não existiria analgésico... Nem anestesia.

      Rett, concordando co Lineu disse: Exatamente meu caro, como tenho reiterado, é a maneira de encarar a dor, o sofrimento, a aflição que faz toda a diferença.

      Conf: querido amigo Gustavo, me perdoe, mas não entendi o q vc quis dizer com “que faz toda a diferença”. Diferença entre o quê, ou em de que em relação a quê?

       Mas, veja, meu amigo, que nem o que disse o amigo Lineu, nem o que vc disse, tem relação com a pergunta  feita: “Se, como diz a doutrina, devemos nos resignar ante os sofrimentos, quem é que nos ensina como fazer para ficarmos resignados? Quem sabe ensinar como fazer isso?! Qual religião, doutrina, religioso?” 

      De que adianta que, a doutrina ou alguém, repita mil vezes: "é preciso, ou devemos nos resignar ante os sofrimentos", se ninguém ensina, pois ninguém sabe como fazer isso?

........
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Maio de 2014, 04:01
Meu nobre(nobre na alma)irmão Iconforjr,veja na minha resposta #223,quando coloquei
que no desenvolvimento desse nosso debate,já foi colocado que os sofrimentos são
consequências das transgressões as leis divinas.Se o espírito não resgatou todo o seu
débito na encarnação anterior,na próxima ele irá continuar esse resgate,mesmo sabendo
que virá com uma carga de sofrimentos,isto querendo evoluir.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 21 de Maio de 2014, 12:39
"Citação de: lconforjr em Ontem às 04:42
 
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #209 em: 190514, às 22:19, do Marcos W
[...]

      Conf: e já que temos o conhecimento espirita, porq não disseram, tb, “graças a Deus nossos veículos tiveram perda total”. E se houvesse feridos e mortos, “graças a Deus alguns ficaram gravemente feridos e outros não resistiram e morreram”?

    [...]
.............
Na real... meu entendimento não chega a tanto... como sou hoje, se dissesse isso seria hipocrisia pura."

Nem vejo por esselado meu caro.
Entendo que ninguem pode "agradecer" a Deus por uma tragédia, temos a Lei de Conservação a os explicar isso.
O que precisamos é compreender que as tragédias fazem parte do processo de aprendizado e evolução.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 21 de Maio de 2014, 12:42
Meu nobre(nobre na alma)irmão Gustavo,veja bem,eu posso até concordar em parte com  a
sua colocação em que sendo o espírito conhecedor das provações que terá que passar,para
que então possa resgatar os seus débitos,saibam também quais os tipos de sofrimentos.No
entanto se isso pudesse acontecer,ele poderia não aceitá-los,o que aumentaria mais os seus
débitos.No desenvolvimento deste debate já foi colocado diversas vezes que os sofrimento
são de consequência das transgressões as leis divinas,pois nenhum espírito,encarnado ou
desencarnado sofre por querer sofrer."Aquele que muito sofre na terra,muito tinha a expiar";
cap.VII,Código penal da vida futura,artigo 28º;livro O Céu E O Inferno.A misericórdia de Deus
é infinita mas não é cega.O culpado que ela atinge não fica exonerado,e,enquanto não houver satisfeito à justiça,sofre as consequência dos seus erros,art.29ºdo mesmo código.
Fique na paz.
Antonio meu caro, o aproveitamento da lição esta exatamente em não se rebelar contra a aflição, em compreender ela como parte fundamental do processo evlutivo.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 22 de Maio de 2014, 13:45
Re: Bem aventurados os aflitos

      Re resp #226 em: 210514, às 12:39, do Rettenmaier

      Rett comentou: Nem vejo por esse lado, meu caro. Entendo que ninguém pode "agradecer" a Deus por uma tragédia, temos a Lei de Conservação a nos explicar isso.

      O que precisamos é compreender que as tragédias fazem parte do processo de aprendizado e evolução.


      Conf: bom dia, Gustavo, como não compreendi o que vc disse em seu comentário acima, me perdoe perguntar:  será isso mesmo que a DE ensina, que todos temos de sofrer tragédias para aprender e para evoluir?! Pois todos sabemos que a DE, e as demais doutrinas cristãs, sempre nos mostram um Deus Sábio e de Infinito Amor e Justiça!

..................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 23 de Maio de 2014, 00:09
Re: Bem aventurados os aflitos

      Re resp #226 em: 210514, às 12:39, do Rettenmaier

      Rett comentou: Nem vejo por esse lado, meu caro. Entendo que ninguém pode "agradecer" a Deus por uma tragédia, temos a Lei de Conservação a nos explicar isso.

      O que precisamos é compreender que as tragédias fazem parte do processo de aprendizado e evolução.


      Conf: bom dia, Gustavo, como não compreendi o que vc disse em seu comentário acima, me perdoe perguntar:  será isso mesmo que a DE ensina, que todos temos de sofrer tragédias para aprender e para evoluir?! Pois todos sabemos que a DE, e as demais doutrinas cristãs, sempre nos mostram um Deus Sábio e de Infinito Amor e Justiça!

..................
Meu caro coronel, apesar das perguntas repetitivas, como esse post é curtinho, uma perguntinha só, vou tentar ser didático.
Quando digo que as tragédias "fazem parte do processo de aprendizado, estou dizendo exatamente isso, que "fazem parte", não disse que sejam obrigatórias, ou compulsórias.
A obrigatoriedade se dá, pela reincidência do indivíduo, no erro, no desvio moral.
Com certeza o amigo ja entendeu minha posição, mas, para que não se sinta mal vou reiterar:
A sabedoria e a justiça de Deus, estão na liberdade que Ele da a cada espírito.
Mas, e a DE deixa claro tambem, que as Leis de Deus são, como o próprio Deus, eternas e imutáveis.
Ora se as leis preveem tal ou qual "consequência", não é por que eu ou o coronel não entendemos, que ela não irá acontecer.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Vinícius Costa em 24 de Maio de 2014, 19:40
Boa tarde a todos...

Espero poder contribuir com o tema e agradeço pela oportunidade...

Acredito que foi esquecido quanto aos questionamentos feitos pelo sr. Iconforjr que os espiritos não foram criados todos num mesmo momento e que no nosso planeta de provas e expiações temos a presença de espíritos de várias "idades". Talvez nesse tópico responderam aos questionamentos espíritos criados em momentos distintos e que alguns mais novos estão mais maduros espiritualmente falando do que outros que foram criados bem antes. Quando o espírito adiquiriu a razão ele pode progredir mais rápido ou não...isso vai do espírito...Deus não interfere em seu livre arbitrio. A diferença que o senhor pergunta nos posts anteriores está basicamente nessa evolução espiritual que é inerente a cada um e vai de acordo com a vontade de cada espírito.
Por exemplo: O senhor falou em posts passados sobre um possível exemplo de um estupro e morte de uma filhinha por um irmão doente né? Com o pai vendo e não podendo fazer nada....eu me coloquei no lugar porque tenho uma garotinha linda de 2 anos de idade...é algo extremo e que poderia causar em mim até problemas psicológicos...dependendo de como eu iria ver a situação e encarar suas consequências...com certeza seria traumático e levaria um bom tempo para assimilação e "digestão", mas tudo dependeria de minha evolução espiritual e da visão que eu poderia ter a respeito do acontecido. Um espírito com uma bagagem maior e com uma evolução moral mais adiantada sofreria como é de se esperar mas conseguiria perdoar o algoz, que veria como um irmão doente e atrasado moralmente precisando de auxilio como milhares que existem mas que não ficarão nessa situação por toda a eternidade.
Agora vamos pensar sobre a criancinha que sofreu o abuso e a morte...ela não é apenas uma criancinha de 2, 3,4 ou 5 anos como nossos olhos vêem...é um espírito que teve milhares de encarnações para chegar nessa (e não sabemos o que era ou fez nessas encarnações) e que terá a eternidade pela frente ainda....essa é a verdade quanto a todos os espíritos que foram criados simples e ignorantes, viajando nos reinos mineral, vegetal e animal e que tem a perfeição relativa como alvo.
Por favor me perdoem pela formatação do texto porque estou usando um celular para acessar a net

Continuem com Deus!!!
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Maio de 2014, 23:05
Boa tarde a todos...

Espero poder contribuir com o tema e agradeço pela oportunidade...

Acredito que foi esquecido quanto aos questionamentos feitos pelo sr. Iconforjr que os espiritos não foram criados todos num mesmo momento e que no nosso planeta de provas e expiações temos a presença de espíritos de várias "idades". Talvez nesse tópico responderam aos questionamentos espíritos criados em momentos distintos e que alguns mais novos estão mais maduros espiritualmente falando do que outros que foram criados bem antes. Quando o espírito adiquiriu a razão ele pode progredir mais rápido ou não...isso vai do espírito...Deus não interfere em seu livre arbitrio. A diferença que o senhor pergunta nos posts anteriores está basicamente nessa evolução espiritual que é inerente a cada um e vai de acordo com a vontade de cada espírito.
Por exemplo: O senhor falou em posts passados sobre um possível exemplo de um estupro e morte de uma filhinha por um irmão doente né? Com o pai vendo e não podendo fazer nada....eu me coloquei no lugar porque tenho uma garotinha linda de 2 anos de idade...é algo extremo e que poderia causar em mim até problemas psicológicos...dependendo de como eu iria ver a situação e encarar suas consequências...com certeza seria traumático e levaria um bom tempo para assimilação e "digestão", mas tudo dependeria de minha evolução espiritual e da visão que eu poderia ter a respeito do acontecido. Um espírito com uma bagagem maior e com uma evolução moral mais adiantada sofreria como é de se esperar mas conseguiria perdoar o algoz, que veria como um irmão doente e atrasado moralmente precisando de auxilio como milhares que existem mas que não ficarão nessa situação por toda a eternidade.
Agora vamos pensar sobre a criancinha que sofreu o abuso e a morte...ela não é apenas uma criancinha de 2, 3,4 ou 5 anos como nossos olhos vêem...é um espírito que teve milhares de encarnações para chegar nessa (e não sabemos o que era ou fez nessas encarnações) e que terá a eternidade pela frente ainda....essa é a verdade quanto a todos os espíritos que foram criados simples e ignorantes, viajando nos reinos mineral, vegetal e animal e que tem a perfeição relativa como alvo.
Por favor me perdoem pela formatação do texto porque estou usando um celular para acessar a net

Continuem com Deus!!!
Boa tarde e seja bem vindo meu amigo flamenguista.
O amigo toca em um ponto fundamental, o qual já citei e cito com frequência: somos espíritos imortais.
Tendo sido criados de maneira igual, e tendo inúmeras experiências encarnatorias, cada um de nós tem uma bagagem específica. a qual nos coloca na condição de hoje, no aprendizado de hoje, nas aflições de hoje.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: jocellito em 24 de Maio de 2014, 23:45
Boa tarde !!!
Nossas vidas são esboçadas com o auxílio da espiritualidade maior, no momento do processo reencarnatório;
Um esboço do que será nossas vidas, são predeterminados em comum acordo quando ainda estamos na espiritualidade.
As linhas perfeitas e completas de nossas vidas, são traçadas por nós,, encarnados durante o uso de nosso livre-arbítrio.
Uma das variantes, que contribui para certos acontecimentos durante nossa vida, e que  foge do predeterminado, são nossas más ações, as quais nos pediam uma ação mais pensada, refletida e calcada nos ensinamentos morais inatos e adquiridos.
Quantas vezes agimos por emoção, sem pensar; outras tantas, pensamos tanto e agimos maquiavelicamente;
Toda ação tem uma ação proporcional á intensidade da mesma; se, ao dirigirmos ou acompanharmos um motorista, estando conscientes dos perigos aos quais estamos nos espondo, sejam eles provenientes do alcoolismo, da inconsequente loucura durante o passeio, falta de revisão, etc... consequentemente estaremos suscetíveis aos possíveis acidentes de percurso.
Sim, Deus e a espiritualidade olha e rege por nós; porém não nos invade a liberdade de ação;
somos construtores do nosso próprio destino;
Aprendamos sim, com as lições que a vida nos dá; reflitamos sobre as mesmas e, se nos declararmos culpados, nos arrependamos e mudemos a direção de nossas ações; caso não nos declaremos culpado e concluamos não ter participação alguma nos acontecimentos, lemb remos sim que somos espíritos em evolução e nossa vida não nos é dada para que seja tudo lindo, repleto de flores, nem tao pouco repleta de alegrias e desprovidas de tristeza; espelhemo-nos em Jesus; Será que valorizamos as ações de CRisto, ou vos achamos inconsequente ao pregar seus ensinamentos em um mundo onde era certo a represália e os castigos sofridos, as humilhações, a morte.
Qual é o sentido da vida?
A felicidade? se for ...qual a probabilidade de termos uma vida desprovida plenamente de sofrimentos? se essa probabilidade é pouca, da felicidade plena, seria então o sentido da vida, a quase plena felicidade? ou seria o sentido da vida constituído de alegrias e tristezas? ou de sofrimentos e gozos? Podemos nos sentir empaz diante as adversidades da vida?
Cristo nos ensinou a não nos afligirmos diante as intemperanças!!!
O Evangelho de Jesus Cristo, lido e vivido em sua totalidade, nos livrará dos laços do passarinheiro, tornando-nos seres aptos a aceitar as condições da vida, sejam elas melhores, medianas ou piores do que pensamos ou desejamos.
Cristo é o caminho, a verdade e a vida !!!!
Não são utopias seus ensinamentos...
Utopias são ideais realizáveis, porém distantes da realidade.
Sim, somos frágeis... mas Cristo se fez homem, viveu, sofreu, chorou, sangrou...
E Nós...o que estamos fazendo de nossas vidas????????
Paz e luz á todos nós !!!
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 25 de Maio de 2014, 01:04
"Quantas vezes agimos por emoção, sem pensar; outras tantas, pensamos tanto e agimos maquiavelicamente;
Toda ação tem uma ação proporcional á intensidade da mesma."

Meu caro Joselito, obrigado pela participação.
Interessante essa frase, dentro do que ja vimos, colhemos os frutos de nossas próprias plantações, lei de ação e reação.
Entretanto, movidos pela ignorância e pelo orgulho, acreditamos sempre esta fazendo o melhor, não levando em conta que esse melhor é apenas para nós, e através de uma visão materialista e, muitas vezes mesquinha.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Maio de 2014, 14:23
Meus irmãos,a alavanca que nos impulsiona a termos progresso moral é a mesma que nos
coloca diante de situações que em muitas das vezes nos trazem sofrimentos,e esses por
vez nos conduzem à aflições.Está em nós a capacidade de poder superar às atribulações
que a vida nos apresenta,é pela nossa vontade que iremos nos fortalecer,pois sabemos
a quem recorrer quando nos sentimos enfraquecidos por estes sofrimentos.E é através da
nossa fé que iremos caminhar,mesmo que os caminhos pareçam difíceis e os fardos muito
pesados,Deus estará sempre de mãos estendidas para nos ajudar,e isto Jesus nos ensinou.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 27 de Maio de 2014, 19:16
Sugiro este vídeo com o Dr Victor Frankl ex prisioneiro dos campos de concentração em Auschwitz.

https://www.youtube.com/watch?v=bqK7-Re3LtI&list=PLC7hfuDyTTx6vVo54LhmIh1B44eKPth_C&index=10

Vale a pena ver.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 29 de Maio de 2014, 00:18
Sugiro este vídeo com o Dr Victor Frankl ex prisioneiro dos campos de concentração em Auschwitz.

https://www.youtube.com/watch?v=bqK7-Re3LtI&list=PLC7hfuDyTTx6vVo54LhmIh1B44eKPth_C&index=10

Vale a pena ver.

Abraços

Realmente meu caro, muito bom o depoimento.
Tiro, apenas para ilustrar 1 ponto importante.
Dar um sentido ao sofrimento, perceber que existe uma lição, uma tarefa, um objetivo a ser buscado, passando pelo sofrimento.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 29 de Maio de 2014, 01:25
Sugiro este vídeo com o Dr Victor Frankl ex prisioneiro dos campos de concentração em Auschwitz.

https://www.youtube.com/watch?v=bqK7-Re3LtI&list=PLC7hfuDyTTx6vVo54LhmIh1B44eKPth_C&index=10

Vale a pena ver.

Abraços

Muito bom meu caro Marcos, vídeo para assistir mais de uma vez e meditar principalmente em como saber dar um sentido ao sofrimento. Encontrado esse sentido, parece ser a porta para a evolução e até a felicidade nesta vida mesma, mas como encontrar esse sentido? os sofrimentos normalmente são causados por frustrações, algum impedimento à livre escolha do que fazer e que nos traria teoricamente a felicidade (uma doença, um acidente que leve a uma limitação física, uma frustração afetiva,..). Como buscar esse sentido, eis a questão central a meu ver, a chave para a felicidade.

Abraço.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Maio de 2014, 13:25

A frase que mais gostei do Dr V. Frankl é "...eu costumo afirmar que o desespero pode ser definido nos termos de uma equação matemática: D=S-S. Quer dizer: desespero é igual a sofrimento sem sentido. Enquanto o indivíduo não for capaz de descobrir nenhum sentido em seu sofrimento, ele estará propenso ao desespero, e em certas condições ao suicídio. "

O espírita deve saber muito bem qual é o sentido dos sofrimentos, a meu ver. São provas, expiações e também ocorre em missões nas encarnações em um mundo como o nosso.

Um pneu não fura sem motivo,  ninguém desencarna sem um motivo/sentido, e assim sucessivamente. As circunstâncias às quais tudo acontece é que às vezes nos assusta, mas genericamente falando nossos pesares ocorrem nas situações acima citadas.

Abraços

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 31 de Maio de 2014, 23:31
Meus caros amigos e colegas de estudos, o mês de maio acaba e, em tese o trabalho esta encerrado.
Entretanto, para qualquer um que se dedique ao estudo da Doutrina Espírita, o estudo não para nunca.
De nossa parte, estaremos acessando o FE sempre que nos for possível, para continuar esse trabalho fantástico de estudar a DE.
Esperamos que o mês de maio tenha contribuído para que cada um de nós cresça em entendimento e vontade de continuar progredindo.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Kazaoka em 01 de Junho de 2014, 00:15
Gustavo,
Agradecemos pela contribuição e disposição sempre viva em oportunizar o estudo a todos nós. Nesse mesmo instante aproveito para, em nome da equipe que conduzirá o estudo mensal de Junho, convidar você e todos os demais companheiros para acompanharem de forma participativa o estudo que se iniciará.
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 01 de Junho de 2014, 20:03
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #225 em: 210514, 04:01, Antonio Renato

      Olá, meu querido amigo ARenato; a resposta q vc deu, vc há de concordar comigo, é a mesma que todos dão; mas não é completa já que só responde parte da pergunta; não dá resposta completa, pois provoca esta outra questão: e porq é, ou qual é a causa de transgredirmos as leis divinas? Não temos o livre-arbítrio, a liberdade de escolher ou não escolher praticar ações que poderão transgredi-las?

      Essa é a questão: se podemos não cometer transgressões às leis de Deus, porq é q as cometemos? E se nós estamos sofrendo por débitos cometidos no passado, porq é q os contraímos, se estava, e continua a estar, em nossas possibilidades, não contraí-los, concorda?

      Não conseguimos evitar cometer erros, evitar contrair dívidas? O que é q nos impede? A ignorância? Ou, de propósito, escolhemos praticá-los, mesmo sabendo que, com isso nos virão terríveis sofrimentos, a nós, aos nossos e aos demais?

      É desejo nosso sofrer? Desafiar a terrível e divina lei de causa e efeito, desafiar com nosso insignificante poder aquele que o Todo Poderoso, Onipotente? E não sabemos q isso nos atrasará a evolução? 

      Mas, se não conseguimos evitar de praticar esses erros absurdos que vemos no mundo, devido a sermos ignorantes, ou porq não conseguimos mesmo evitar de praticá-los porq é que sofremos devido a isso se, como ensina a doutrina, todos sofrimentos são aplicados com perfeita justiça e amor?
 
...................
Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 02 de Junho de 2014, 01:14

Re: Bem aventurados os aflitos
 
     Ref: resp #230 em: 240514, 19:40, de Vinicius Costa

      Olá, Vinicius,

      Vinicius: Acredito que foi esquecido, quanto aos questionamentos feitos pelo sr. Iconforjr, que os espiritos não foram criados todos num mesmo momento e que no nosso planeta de provas e expiações temos a presença de espíritos de várias "idades".

      Conf: não, meu novo amigo, não esqueci isso, as idades e as experiências/lições que os espíritos já receberam e que os fazem pensar, agir e escolher diferentemente uns dos outros, uns se inclinado para o bem, outros para o mal.

      O que ocorre é q sempre estou atento aos sofrimentos, que são a única coisa a nos impedir uma vida completamente feliz, concorda? E que a doutrina ensina que são aplicados de acordo com a perfeita justiça de Deus.

      Tentando ser mais claros para um raciocinar melhor: todos nós, criados "perfeitamente" iguais; se, "por hipótese" (para melhor raciocinar), a igualdade continuasse nas missões recebidas e nas experiências que todos adquirem nesta escola do bem e do mal, que é a vida, todos reagiríamos de modo igual às vicissitudes e, consequentemente, acertaríamos ou erraríamos de modo igual, fato que nos traria recompensas iguais e penalidades/sofrimentos iguais, concorda?

      Logo, é devido às desigualdades que, afinal, uns sofrem mais do que outros, pois elas nos tornam gigantescamente desiguais, uns se inclinando para o bem/amor, outros para o mal/desamor.

      Daí os questionamentos: tendo em vista o que coloquei acima, onde estão as causas que nos tornam gigantescamente desiguais, uns bons, outros maus? 

      Daí se deduz que ações e reações desiguais, que levam uns para o “céu” e para a felicidade e outros para o “inferno” e para as mais desesperadores infelicidades, são devidas, não à responsabilidade dos espíritos, mas às diferenças entre as experiências de uns e outros, isto é, ao aprendizado diferente que cada um adquire na vida.

      Por isso o questionamento: onde está a explicação, para que possamos entender a doutrina, e mesmo a vida, de sofrermos, muitos desde que abrem os olhos para a vida, até a morte do corpo físico? Quais são as causas de nossos sofrimentos?
     
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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 02 de Junho de 2014, 01:31
      Ref: resp #234, 250514, 14:23, do ANTONIO RENATO

      ARenato escreveu: Está em nós a capacidade de poder superar às atribulações
que a vida nos apresenta, é pela nossa vontade que iremos nos fortalecer, pois sabemos
a quem recorrer quando nos sentimos enfraquecidos por estes sofrimentos.E é através da
nossa fé que iremos caminhar, mesmo que os caminhos pareçam difíceis e os fardos muito
pesados, Deus estará sempre de mãos estendidas para nos ajudar, e isto Jesus nos ensinou.

      Conf: amigo Renato, para raciocinar para melhor entender a doutrina me permita algumas questões:

      - se está em nós a capacidade de poder superar às atribulações, porq há tanto sofrimento no mundo?

      - Se é pela nossa vontade que iremos nos fortalecer, qual é a causa  que terá como efeito o termos uma vontade eficiente para isso?

      - E, se é através de nossa fé que iremos caminhar, mesmo que os caminhos pareçam difíceis e os fardos muito pesados, o que é que devemos fazer para ter essa fé?

      Um abraço.

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lconforjr em 02 de Junho de 2014, 02:29
Re: Bem aventurados os aflitos

      Ref: resp #236 em: 290514, 00:18, do Rettenmaier
             resp #237 em: 290514, 01:25, do Norizonte »

      Temos de raciocinar, e raciocinar profundamente se estamos mesmo desejando compreender!
...
      Conf: amigos Gustavo e Noriz, sem dúvida os sofrimentos podem nos fazer refletir, meditar, “sobretudo” procurar um meio de descobrir como fugir deles, que esse é o objetivo de todos nós, humanos e não humanos, sem exceção de um só, do mais virtuoso ao mais corrupto, e desde que a consciência desperta em nós, e seja por meio da prática tanto de ações boas, como de ações más.

      Podemos mesmo, na tentativa ou desejo de encontrar uma explicação ou justificativa para o fato de todos sofrerem, conferir, aos sofrimentos, valores, como o de lhe dar um sentido, imaginar ou acreditar que nele existe uma lição, uma tarefa, um objetivo a ser atingido, como disseram o Gustavo e o Noriz.

      No entanto, será isso uma verdade? Isso pode nada mais ser do que desejo nosso, o desejo de dar ao sofrimento um valor para a evolução, uma explicação, uma justificativa.

      No entanto, todos sabemos q não é isso que a DE ensina; a DE não ensina que o processo evolutivo criado pelo Supremo Amor, é baseado no fazer sofrer; q tem, como método eficiente, o fazer sofrer, ou para aprender a proceder corretamente, mesmo que forçados, ou a aprender a amar, a ter amor no coração.

      Quando muito, o sofrimento ensina que devemos descobrir como fugir dele, pois este é o desejo, e é o que faz cada um de nós, em todos os minutos em que estamos de olhos abertos: tentar nos afastar da infelicidade, e nos aproximar da felicidade. E porq é assim, senão porq a vida é sofrimento para todos?

      Para todas as religiões, doutrinas, crenças, ciências, filosofias, psicologias, sejam do Ocidente ou do Oriente, a vida é ameaçadora de sofrimentos cruéis para todos e, todos, sem exceção de um só, como vocês, eu, os semelhantes (e até animais e vegetais) estamos batalhando, em todos os instantes de nossa vida, para chegar a uma condição onde não haja sofrimento.

      Como o sofrimento nos castiga, muitas vezes sem piedade, tentamos justificá-lo, dando-lhe um sentido de utilidade e justiça. Assim, justificamos os canceres, as deformações mentais, morais e físicas, as violências que sofremos, o estupro, o assassinato, a pedofilia, os desastres e doenças da vida que nos deixam cegos, loucos, sem membros, ossos e órgãos esmigalhados, as guerras, os desastres naturais etc. 

      Seremos nós criaturas daquele que é Perfeição, Amor e Justiça? Nós, os praticantes de todas as misérias que vemos no mundo? E que, para aprendermos a amar só o fazemos, estranhamente, se os sofrimentos nos caírem sobre as costas nossas e dos nossos, fazendo-nos chorar e gemer?!

      Será esta a lição de Deus para nós?: vc tem de sofrer porq, se não sofrer você não atingirá seu objetivo de aperfeiçoamento?! Se não sofrer, vc não não aprenderá a amar, nem será amado pelos seus semelhantes?!

      E quem é que, se antes não amava os semelhantes e, pelo fato de sofrer de modo torturante, passará a amá-los?!

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Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: Brenno Stoklos em 08 de Junho de 2014, 05:58


Todos os que sofrem é porque não usaram o seu livre-arbítrio para a prática do bem. Se fui muito rica em uma existência  humilhei e feri muitas pessoas, fui orgulhosa, egoísta  e materialista, não fiz bem algum, posso vir a reencarnar muito pobre e privada até do necessário.

Muitas vezes antes de reencarnar nós pedimos e escolhemos nossas provas, por isso é nosso dever aceitar com coragem, sem murmurar, todas as dificuldades e sofrimentos que a vida impõe.

O Sofrimento e a dificuldade podem ser de formas (seja físico, moral, intelectual ou social) como, por exemplo, moral e físico.

Os desafios (dificuldades) são provas que temos que passar, chega à nossa vida para auxiliar a nossa evolução ou para nos despertar para o caminho do bem por meio de dores físicas e morais.

Que são dores físicas e morais? Se refletirmos ou paramos para pensar vamos entender que eles têm uma razão de ser muito profunda.

O Sofrimento e a dificuldade são um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. O mal sempre está no que sentimos e como agimos em relação conosco e com o próximo.

O nosso processo de crescimento espiritual está associado à dor e ao sofrimento.

Quando temos um problema físico que fazemos? Procuramos um médico e ele poderá pedir exames e nos receitar remédios. E se acontece ser uma doença demorada que sentimos muito mal e tomamos muitos remédios, poderemos sofrer um pouco, não é verdade?

Mas, se for uma dor moral, ou seja, dor da alma, aquela causado por sentimentos de tristeza, angústia, mágoa, aflição, falta de fé, incredulidade, etc., poderemos sofrer muito também.

Então podemos sofrer de dois jeitos com dor no corpo e dor na alma. A dor no corpo que surge por ferimentos ou doenças é curada com medicamentos, tratamentos mudanças de hábitos muitas das vezes.

E se a dor for moral? Aquelas dores causadas por tristeza, mágoa, doenças, por mortes de pessoas queridas ou pode ser também provocadas por nós mesmos por nossos sentimentos e ações negativas; sentimentos de rancor, raiva, vingança, mentira que se refletem no corpo provocando doenças físicas. Como podemos curar? (Com o esforço de melhorar, transformar nosso sentimento)

Existe também o sofrimento causado por pobreza extrema, que é uma grande provação quando as pessoas são privadas materialmente até do básico, ou seja, não tem o que comer nem vestir, não conseguem estudar, ter um emprego estável.

Cada existência é planejada, com antecedência, no Mundo Espiritual, antes da reencarnação. A duração da existência, saúde, doenças mais sérias, riqueza, pobreza fazem parte do planejamento. E todos os espíritos reencarnam com o objetivo de progredir, de só fazer o bem e de resgatar as dívidas contraídas em outras existências. Ninguém vem a Terra para fazer o mal.

Depois de reencarnados, os espíritos conservam o livre- arbítrio. Podem desviar-se dos rumos traçados no Mundo Espiritual, abandonar os planos de trabalhar pelo próprio aperfeiçoamento e desviar- se para o caminho do mal.

Os espíritos mais imperfeitos (que ainda não adquiriram virtudes fortes em seu coração) correm maior risco de cometer tais desvios, enquanto os que já conquistaram certas virtudes costumam cumprir os planos traçados antes da reencarnação.

Deus não intervém no livre arbítrio, para que possamos crescer com nossos erros e acertos, mas sempre nos amparando, pois todos nós temos destino futuro certo que é a perfeição.

Existe um BEM sofrer e MAL sofrer. Mas como pode ser isso?

Se me acontece que eu passe por situações que me façam sofrer e ficar reclamando, lamentando, choramingando, revoltar, “culpar tudo e a todos, Deus e o mundo”, não lutar e desanimar, descontando a dor nos outros... É uma forma de sofrer, mas é uma forma má de sofrer, e se assim agirmos sofreremos mais, e não fazendo os outros que amamos e convivemos sofrer também.

Aquele que sofre BEM é resignado, Suporta problemas e dificuldades sem se revoltar, mas não se abate diante do sofrimento, esforça e trabalha no bem com amor, confia em Deus e em Jesus que todas as coisas têm propósitos e são para seu bem, tem coragem e determinação para enfrentar e superar as situações; é otimista que coisas boas o aguardam.

http://evangelizacao-infantil.blogspot.com.br/2013/04/aula-bem-aventurados-os-aflitos.html

Título: Re: Bem aventurados os aflitos
Enviado por: lucineide.c em 26 de Junho de 2014, 05:39
Bom dia, caros irmãos .Quero deixar um texto meu aqui. Diante do sofrimento precisamos manter a calma e ter fé na ajuda divina.

       Diante da dor, ajustemos o passo em busca da harmonização  espiritual , elevemos nossos pensamentos ao Criador, equilibrando assim  nossa saúde corporal e mental. A oração e a fé , dois medicamentos  infalíveis , devem ser por nós cultivadas diariamente
     Quando a dor aportar em nós, lembremo-nos dos irmãos  em situações  piores, que choram a nossa volta. Caminhemos buscando  equilíbrio no amor e na fé em Deus.  Façamos uma análise das 24h do dia e vejamos se a vida é apenas  sofrimento ,e nesse momento de reflexão  vejamos em quais períodos de nossa vida nossa alma entra em desequilíbrio e procuremos trabalhar  a serenidade em nós.
       Aceitemos que a dor é uma ferramente capaz de polir o espírito , assim poderemos passar por ela com serenidade e resignação . Acreditemos  na vitória,  que um dia há de chegar para todos, na certeza de que  tudo passa , principalmente os dias de provações.
       A angústia,  que domina a alma do homem,  é a falta de fé em dias promissores. O desespero , que  traz a angústia , deve ser substituído pelo trabalho . Portanto, silenciemos diante da angústia e trabalhemos em benefício do bem.  Nunca esqueçamos de que todo aquele que ajuda um dia será beneficiado  no bem .  Procuremos caminhar enfrentando com coragem as situações  adversas .  Busquemos  equilíbrio e nunca paremos no meio do caminho. É  bem verdade que há provas mais dolorosas , mas com certeza já passamos por muitas piores   e conseguimos aprovações.
       Somos pequenos riachos a procura de um mar sublime, e cada passo que damos  é uma conquista . Muitos pântanos  ainda iremos atravessar, mas se estivermos preparados e bem equilibrados , com certeza nossos pés  irão se transformar em belas asas , que divinamente nos conduzirão ao divino mar.
Lembremo-nos de que não estamos  sozinhos nessa caminhada . Deus é tão maravilhoso que nos presenteou com  nosso anjo guardião, que muito tem nos ajudado nessa  jornada.         O Criador  envia-nos também  vários anjos sem asas que caminham conosco, escutando nossas queixas , emprestando-nos seus  ombros , e enxugando com carinho nossas lágrimas.  Agradeçamos pelo  sorriso  e não esqueçamos   também  dos  momentos  de pranto, são  nestes que  recebemos os  mais lindos abraços dos  companheiros  espirituais . Trabalhemos e confiemos  e confiemos em Deus.
Que o Pai Celestial nos abençoe hoje e sempre!
 Lu
Muita paz a todos , que Jesus seja a vossa verdadeira luz.