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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Dothy em 01 de Maio de 2017, 13:53

Título: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 01 de Maio de 2017, 13:53
Bom dia amigos do FE... Sejam bem vindos a mais um estudo

As mulheres do evangelho

Este mês que comemoramos o mês das mãe, das noivas, de Fátima, em homenagem a estas grandes colaboradoras do evangelho em todos os tempos desde que o mundo é mundo, as inumeras que se sacrificaram em benefício da propagação da boa nova, independente em que religião elas se manifestaram escolhi como tema do estudo mensal "As mulheres do evangelho"
estão todos convidados a participarem para engrandecimento do nosso tema

São poucas as referências à presença da mulher nos tempos de Jesus. Algumas sequer têm o próprio nome citado. Compreende-se essa situação quando se considera que a sociedade de então era extremamente machista, destacando-se somente os feitos masculinos, sendo a mulher relegada a um plano inferior.
As poucas passagens onde a mulher aparece permitem que sejam identificadas pela situação em que se deu seu encontro com Jesus:
- Maria, mãe de Jesus:  Maria não era seu nome; em hebraico, Maria significa senhora.
- Maria, mãe de Tiago Menor.
- Salomé: mãe de João e Tiago Maior, primos de Jesus.
- Joana: esposa de Cuza, procurador de Herodes. Terminou seus dias em grande miséria, morrendo na fogueira por ser cristã, juntamente com seu filho, em Roma.
- Marta e Maria: irmãs de Lázaro. Jesus se hospedou várias vezes na casa desses irmãos, em Betânia, próximo a Jerusalém.
- Maria Madalena: considerada erroneamente como prostituta, foi discípula de Jesus. Terminou seus dias auxiliando os leprosos.
E as anônimas:
- A mulher samaritana: é abordada por Jesus, no poço de Jacó, na Samaria.
- A viúva de Naim: Jesus devolve a vida ao seu filho, considerado morto.
- A adúltera: Jesus foi o único que não a condenou, dizendo aos que a acusavam para que atirassem a primeira pedra quem estivesse sem pecado.
- A hemorroísa: Jesus a curou de hemorragia que a afligia por doze anos.
- A pecadora: lavou os pés de Jesus com perfume e enxugou com os próprios cabelos.
- A mulher de Tiro-Sidon: rogou a Jesus as migalhas de seus ensinamentos.
- A filha de Jairo: Jesus a atendeu dizendo aos pais que ela não estava morta, mas desnutrida, recomendando que dessem alimento a ela.
- A sogra de Pedro: foi curada por Jesus de um forte estado febril.
Certamente não foram somente essas que Jesus socorreu. Mulheres desorientadas, mães aflitas, viúvas desamparadas, meninas órfãs, devem ter procurado refúgio, consolo e orientação de Jesus; muitas passaram a seguir seus ensinamentos sem abandonarem os próprios compromissos familiares, sofrendo em silêncio a incompreensão alheia.
Os Evangelhos afirmam que muitas mulheres seguiam Jesus em suas andanças pela Galiléia e auxiliavam com seus recursos a comprar mantimentos para auxílio aos necessitados.
Por compreender profundamente a psicologia feminina, os sofrimentos e humilhações a que estavam sujeitas na época, a ânsia por uma vida mais espiritualizada, Jesus as encantava. Por isso, pais e maridos consideravam que Jesus as havia enfeitiçado e derramavam sua indignação e seu ódio contra Ele. Essas mulheres amavam Jesus por ser Ele o único que compreendia a alma feminina e as orientava com amor e sabedoria. Tudo sofreram e suportaram para poder segui-Lo até o fim de seus dias.
Os homens daqueles tempos consideravam aquelas mulheres como perturbadas ou loucas. Os Evangelhos dizem que Jesus expulsou espíritos malignos de muitas delas.
Hoje, com os ensinamentos espíritas, compreende-se que eram possuidoras de mediunidade. Jesus as auxiliou, libertando-as dos Espíritos inferiores que as assediavam e oferecendo, ao mesmo tempo, o caminho libertador pela prática constante do amor ao próximo e da confiança em Deus. Grande era o alívio que sentiam, entusiasmando-se para seguir os ensinamentos do Mestre Amado.
Ao longo dos séculos vindouros, talvez essas mesmas mulheres tenham renascido com a tarefa de continuarem colaborando na extensão do Cristianismo, sofrendo mais rudes provas e humilhações, ao ponto de a própria Igreja questionar se a mulher tinha alma!
Encontramos hoje, nas casas espíritas, um número muito maior de mulheres atuando mediunicamente do que de homens. Espírito dotado de maior sensibilidade, mais facilmente pode atuar como intermediária entre o mundo material e o mundo espiritual. Dotada de grande intuição, pela própria tarefa da maternidade que lhe foi confiada, dedica-se hoje, com mais liberdade, à propagação do Evangelho, podendo proclamar sem medo de represálias, seu imenso amor a Jesus

Raul Teixeira

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Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 01 de Maio de 2017, 14:45
17 – A mulher samaritana
 
Descendo Jesus, de Jerusalém para Cafarnaum, seguido de alguns dos discípulos, nas suas habituais jornadas a pé, alcançou a Samaria, quando o crepúsculo já se fazia mais sombrio.
 
Filipe, André e Tiago, estando com muita fome, deixaram o Mestre a repousar junto de urna pequena herdade e demandaram o lugarejo mais próximo, em busca de alimentos.
 
O Messias, olhando em torno de si, reconheceu que se encontrava ao lado da fonte de Jacó. Envolvida nos revérberos do Sol que ia ceder lugar às sombras da noite que se aproximavam, uma mulher acercou-se do antigo poço e observou que o Mestre lhe ia ao encontro, com a bela e costumeira placidez do seu semblante, e lhe pedia de beber.
 
— Como, sendo tu judeu, me pedes um favor a mim, que sou samaritana? - interrogou, surpreendida.
 
Jesus descansou na interlocutora o olhar tranqüilo e redarguiu:
 
— Os judeus e samaritanos terão, porventura, necessidades diversas entre si? Bem se vê que não conheces os dons de Deus, porquanto, se houvesses guardado os mandamentos divinos, compreenderias que te posso dar da água viva.
 
— Que vem a ser essa água viva? - inquiriu a samaritana, impressionada. - Onde a tens, se a água aqui existente é apenas a deste poço?! Acaso serias maior do que o nosso pai Jacó que no-lo deu desde o princípio?
 
— Mulher, a água viva é aquela que sacia toda sede; vem do amor infinito de Deus e santifica as criaturas.
 
E, envolvendo a samaritana no doce magnetismo de seu olhar, continuou:
 
— Este poço de Jacó secará um dia. No leito de terra, onde agora repousam suas águas claras, a serpente poderá fazer seu ninho. Não sentes a verdade de minhas afirmativas, ante a tua sede de todos os dias? Não obstante levares cheio o cântaro, voltarás logo mais ao poço, com uma nova sede. Entretanto, os que beberem da água viva estarão eternamente saciados. Para esses não mais haverá a necessidade material que se renova a cada instante da vida. Perene conforto lhes refrescará os corações, através dos caminhos mais acidentados, sob o Sol ardente dos desertos do mundo!...
 
A mulher escutava, presa de funda impressão, aquelas palavras que lhe chegavam ao santuário do espírito, com a solenidade de uma nova revelação.
 
— Senhor, dá-me dessa água! - exclamou interessada.
 
— Mas, ouve! - disse-lhe Jesus. E o Mestre passou a esclarecê-la sobre fatos e circunstâncias íntimas de sua vida particular, explicando-lhe o que se fazia necessário para que a sagrada emoção do amor divino lhe iluminasse a alma, afastando-a de todas as necessidades penosas da existência material.
 
Observando que não havia segredos para Jesus, a samaritana chorou e respondeu:
 
— Senhor, agora vejo que és de fato um profeta de Deus. Meu espírito está cheio de boa-vontade e, desde muito, penso na melhor maneira de purificar minha vida e santificar os meus atos. Entretanto, é tal a confusão que observo em torno de mim, que não sei como adorar a Deus. Os meus familiares e vizinhos afirmam que é indispensável celebrar o culto ao Todo-Poderoso neste monte; os judeus nos combatem e asseveram que nenhuma cerimônia terá valor fora dos muros de Jerusalém. As discórdias nesta região têm chegado ao cúmulo. Ainda há pouco tempo, um judeu feriu um dos nossos, por causa das suas opiniões acerca da comida impura. Já que tenho a felicidade de ouvir as tuas palavras, ensina-me o melhor caminho.
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Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 01 de Maio de 2017, 15:18
a mulher Samaritana

o despertar

Para despertá-la, finalmente, Jesus dispara: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher espantada respondeu-Lhe: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem. De fato não tens marido, porque tiveste cinco maridos, e o que agora está contigo também não é teu marido; isto disseste com verdade.
Vejamos que interessante. A samaritana já estava no sexto marido e ainda sedenta de amor, cheia de carências, sedenta de plenificação. Onde ela buscava a plenificação? Fora dela mesma, pois vivenciava um processo de carência afetiva, pelo qual dependia psicologicamente do outro, nele buscando o amor que só podia ser encontrado nela mesma. A dependência psicológica é fruto da imaturidade. Quanto mais amadurecimento nós tivermos, mais independentes seremos.
Jesus nos convida a buscar a plenificação sem dependência de outros seres, pois, por mais que eles nos amem, não podem nos dar o auto amor, que é a fonte de água viva.
 Por que Jesus pediu para que ela buscasse o marido se Ele sabia que ela não o tinha? Para que ela entrasse em contato com a verdade dentro de si, reconhecendo o movimento de superficialidade em que vivia. Por isso Jesus diz: isto disseste com verdade. Para suplantar a superficialidade, a pessoa é convidada a superar o parecer e a buscar o ser que ela é, trabalhando-se, por meio do autoconhecimento, para poder vivenciar a Verdade libertadora. É esse o intuito de Jesus no diálogo.
É por isso que a samaritana diz: Senhor, vejo que és profeta. E o disse porque Jesus mostrou saber da situação em que ela vivia, isto é, sedenta de afeto. A partir desse momento, ela percebe a superioridade de Jesus e aprofunda a conversa, perguntando a Ele a respeito do grande dilema que separa Judeus e Samaritanos. Onde adorar a Deus? Os Samaritanos adoram a Deus no monte Garazin e os Judeus no templo em Jerusalém.
 Jesus lhe responde que em nenhum lugar externo vamos encontrar Deus para adorá-lo, porque Deus é Espírito, e deve ser adorado em Espirito e Verdade. E isso só será possível ao ser quando conseguir se libertar dos processos externos, superar a superficialidade e se dispuser a evoluir na vertical da Vida.
 A mulher deixa o seu cântaro e corre à cidade chamando as pessoas para banquetearem-se com Jesus.

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Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 01 de Maio de 2017, 15:25
A mulher samaritana

 O encontro com as verdades divina

A samaritana portava um cântaro, mas o deixou. Qual o significado disso? Cântaro é um recipiente em que se coloca água. Simboliza, portanto, a busca ilusória do amor, a busca externa, em outras pessoas. Após conversar com Jesus e encontrar a sua Identidade Crística, ela realiza o auto encontro amoroso. Com fé em Deus, em Espírito e Verdade, ela já não tem mais necessidade do cântaro, porque leva em si mesma a fonte de água viva. Liberta-se, então, de qualquer dependência material, afetiva ou religiosa, e compreende que a felicidade e a plenitude podem ser alcançadas dentro de si, a partir da transformação interior. Ela se torna a sua própria fonte. Amando-se, passa a distribuir amor e vai convidar outras pessoas, para que também elas possam buscar a sua Identidade Crítica.
A partir da libertação do externo, passamos a ser solidários, praticando verdadeiramente a caridade com cada uma das pessoas que se acercarem de nós, convidando-as para a mesma libertação. Aquele que faz o bem se plenifica com sua realização e deseja para o próximo o mesmo bem que sente.

Esse é o grande objetivo da Doutrina Espírita. O Espiritismo auxilia-nos à planificação, despertando a nossa consciência para encontramos o Cristo que há em nós, e nos solicita a solidariedade, ajudando os outros a fazerem o mesmo.

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Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 01 de Maio de 2017, 15:31
 A mulher Samaritana

O Encontro da Samaritana com Jesus foi rápido, mas aquela mulher, frente a um Espírito Crístico bebe de seus ensinamentos, sacia sua sede de liberdade emocional e começa a vibrar numa sintonia Mental/Comportamental/Espiritual diferenciada.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 10:33
Bom dia amigos... Sejam bem vindos
A mulher da Samaria contida neste livro Primícias do reino

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Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 10:47
Bom dia
dando continuidade no estudo, hoje veremos a história de mais uma grande personalidade feminina na divulgação da boa nova

As mulheres do evangelho

Jesus e a mulher adúltera

" Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério,  fazendo-a ficar de pé  no meio de todos e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Mas Jesus, inclinando-se escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse:" Aquele dentre vós que estiver sem pecado seja o primeira que lhe atire pedra". E tornando  a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram se retirando um por um , a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: "Mulher, onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou?" "Ninguém, Senhor" Respondeu ela. "Então eu tampouco te  condeno; vá e não peques mais" Disse Jesus.
          João 8 - 3,11
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 10:51
A mulher adúltera

Na passagem evangélica da Mulher Adúltera, a narrativa de João Evangelista resume-se até a absolvição dela. O espírito Amélia Rodrigues, em o livro Pelos Caminhos de Jesus, pela psicografia de Divaldo Franco, nos conta que naquela mesma noite a mulher procurou o Mestre para mais elucidações. Abriu seu coração relatando-Lhe suas fraquezas, o abandono do marido que se entregara às noitadas junto dos amigos e da tentação de que não fora capaz de suportar. Reconhecia que nada desculpava sua atitude, o que denotava arrependimento. Continuava sua exortação preocupada, pois não poderia contar com ninguém já que fora levada a execração pública. Nem com a ajuda de seu pai, tampouco de seu marido. Todos a abandonaram.

O Mestre lhe indicou a necessidade de uma mudança, pois em Jerusalém não haveria espaço para um recomeço, tendo em vista tudo o que aconteceu. Ela sentiu nas entrelinhas que deveria buscar novos ares, onde pudesse viver sem a sombra do erro cometido. Na despedida, Jesus a confortou: “Há sempre um lugar no rebanho do amor para ovelhas que retornam e desejam avançar. Onde quer que vás estarei contigo e a luz da verdade no archote do bem brilhará à frente, clareando o teu caminho”.
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Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 10:56
A mulher adúltera

Jesus... o grande médico das almas
Ela, alma enferma e transviada dos caminhos da lei divina, que reconhece seus  erros e precisa de socorro espiritual para sua renovação
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Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 11:59
Mulher adúltera

DIVULGADORA DA BOA NOVA

Dez anos transcorreram e vamos encontrar nossa personagem em Tiro, em casa humilde, onde recebia companheiros enfermos e abandonados. Um pouso de amor ela erguera. Não esquecera jamais a passagem com o Messias. Tornara-se uma divulgadora da Boa Nova alentando almas, enquanto limpava as chagas dos corpos doentes. Encontramos aí sua expiação. Através dos trabalhos redentores se redimia perante a Lei de Causa e Efeito. Mas faltava a reparação final: faltava-lhe apagar totalmente de sua consciência o ato praticado dez anos atrás àquele que ofendera com o adultério. Faltava compensar o ofendido.

Continua Amélia Rodrigues informando que durante uma tarde, trouxeram-lhe um homem desfalecido. Ela tratou de suas chagas, deu-lhe alimento revigorante que lhe aliviou as dores. Em seguida lhe ofereceu mensagem falando de Jesus. Emocionado, o homem confessa que conhecera o Doce Rabi em um fatídico dia em Jerusalém e desde então nutrira amargo sentimento pelo Mestre Jesus. Guardava terrível raiva, pois o Mestre salvara a esposa adúltera, porém, para com ele não guardara nenhuma palavra de consolo. Confessara então que o tempo o fez meditar como se equivocou em seu julgamento em Jerusalém. Buscava encontrar a companheira e a procurou em muitos lugares sem êxito, até que a doença lhe visitara o corpo, consumindo-lhe as energias. Embargada pelas emoções se recordara a mulher de todo o fato. Reconheceu o companheiro do passado e sem revelar-lhe quem era, disse-lhe: “Deus é amor, e, Jesus, por isso mesmo nunca está longe daqueles que O querem e buscam”.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 12:33
A mulher adúltera e nós

Simbolicamente, a mulher adúltera representa todo espírito, como qualquer um de nós, em algum ponto da nossa jornada evolutiva. Todos nós sabemos que há pessoas capazes de cometer crimes bárbaros, ou de simplesmente só pensarem em si mesmos, em suas próprias vantagens, sem nunca experimentarem remorso ou arrependimento.

Mas há um momento em que a consciência começa a despertar – e até que esse despertamento seja capaz de produzir uma transformação nas atitudes, por algum tempo o despertamento parcial da consciência vai apenas gerar sentimento de culpa. O espírito está viciado em antigos erros e já sabe que não deve cometê-los. Sente-se permanentemente acusado, perseguido.

A situação muda radicalmente quando o espírito encontra o seu Cristo interno. O encontro com o Cristo, com a partícula de Deus que habita dentro de cada um de nós, nos dá a certeza de que é possível recomeçar – deixar o nosso passado de erros para trás, livrarmo-nos do sentimento de culpa, dos nossos acusadores internos. Começar uma nova etapa em nossa jornada evolutiva. Com o Cristo.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 13:00
As mulheres do evangelho

Os Evangelhos afirmam que muitas mulheres seguiam Jesus em suas andanças pela Galiléia e auxiliavam com seus recursos a comprar mantimentos para auxílio aos necessitados.
Por compreender profundamente a psicologia feminina, os sofrimentos e humilhações a que estavam sujeitas na época, a ânsia por uma vida mais espiritualizada, Jesus as encantava. Por isso, pais e maridos consideravam que Jesus as havia enfeitiçado e derramavam sua indignação e seu ódio contra Ele. Essas mulheres amavam Jesus por ser Ele o único que compreendia a alma feminina e as orientava com amor e sabedoria. Tudo sofreram e suportaram para poder segui-Lo até o fim de seus dias.
Os homens daqueles tempos consideravam aquelas mulheres como perturbadas ou loucas. Os Evangelhos dizem que Jesus expulsou espíritos malignos de muitas delas.
Hoje, com os ensinamentos espíritas, compreende-se que eram possuidoras de mediunidade. Jesus as auxiliou, libertando-as dos Espíritos inferiores que as assediavam e oferecendo, ao mesmo tempo, o caminho libertador pela prática constante do amor ao próximo e da confiança em Deus. Grande era o alívio que sentiam, entusiasmando-se para seguir os ensinamentos do Mestre Amado.

Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 17:18
Boa tarde amigos.. sejam bem vindos

As mulheres do evangelho

Mulher de Magdala



Como a obra psicográfica de Chico Xavier é confiável quanto aos fatos ocorridos durante a vida do Mestre na Terra, encontramos no capítulo 20 da obra Boa Nova, ditada pelo espírito Humberto de Campos, os esclarecimentos nesse sentido. Vejamos o que diz este capítulo de inicio:

“Maria de Magdala ouvira as pregações do Evangelho do Reino, não longe da vila principesca onde vivia entregue a prazeres, em companhia de patrícios romanos, e tomara-se de admiração profunda pelo Messias.

Que novo amor era aquele apregoado aos pescadores singelos por lábios tão divinos? Até ali, caminhara ela sobre as rosas rubras do desejo, embriagando-se com o vinho de condenáveis alegrias. No entanto, seu coração estava sequioso e em desalento. Jovem e formosa, emancipara-se dos preconceitos fér­reos de sua raça; sua beleza lhe escravizara aos caprichos de mulher os mais ardentes admiradores; mas seu espírito tinha fome de amor.

O Profeta nazareno havia plantado em sua alma novos pensamentos. Depois que lhe ouvira a palavra, observou que as facilidades da vida lhe traziam agora um tédio mortal ao espírito sensível. As músicas voluptuosas não encontravam eco em seu íntimo, os enfeites romanos de sua habitação se tornaram áridos e tristes. Maria chorou longamente, embora não compreendesse ainda o que pleiteava o profeta desconhecido. Entretanto, seu convite amoroso parecia ressoar-lhe nas fibras mais sensíveis de mulher. Jesus chamava os homens para uma vida nova”.

Como vimos, Madalena, depois de levar uma vida de prazeres em companhia de patrícios romanos, tomara-se de admiração profunda por Jesus. E neste mesmo capítulo, informa Humberto de Campos que, certo dia, ela procurou o Mestre na casa de Pedro, quando, ao fim do diálogo, Jesus lhe sorriu com bondade e disse:

- Vai, Maria!... sacrifica-te e ama sempre. Longo é o caminho, difícil à jornada, estreita a porta; mas, a fé remove os obstáculos... Nada temas: é preciso crer somente!

Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 17:22
Maria de Magdala

e a Assistência aos leprosos

Depois da morte do Cristo, Madalena foi residir em Dalmanuta, quando certo dia, um grupo de leprosos veio procurá-la. Procediam da Iduméia aqueles infelizes em supremo abandono. Perguntavam por Jesus Nazareno, mas todas as portas se lhes fechavam. Maria foi ter com eles, e reuniu-os sob as árvores da praia e lhes transmitiu as palavras de Mestre.

As autoridades locais, entretanto, ordena­ram a expulsão imediata dos enfermos. Maria Madalena, diante disso, se pôs em marcha para Jerusalém, na companhia deles. Passando a viver no Vale dos Leprosos, em breve tempo, sua pele apresentava, igualmente, manchas violáceas e tristes da lepra. Sentindo-se ao termo de sua tarefa meritória, Maria de Magdala abandonou o vale, para ir ao  encontro de seu círculo pessoal em Éfeso.

Recebida por Jesus
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 23:08
Boa noite amigos... Sejam bem vindos

A Mulher Pecadora


A história da pecadora que ungiu os pés de Jesus com o puro nardo, um óleo perfumado de altíssimo valor, guardado em um vaso especial, o vaso de alabastro.

O vaso de alabastro era produzido com um tipo de pedra frágil, transparente, que pode ser facilmente polida ou esculpida.

Ela era muito usada para substituir o vidro. Os frascos com perfume de alabastro eram selados e descartáveis. Eram quebrados ao abrir e jogados fora quando ficavam vazios.

Jesus foi convidado por Simão, um fariseu, para comer em sua casa. Simão queria conhecer melhor a Jesus. Queria ver de perto este personagem que sua fama se espalhava por onde passava.

O Mestre arrastava multidões, onde quer que fosse. Quem sabe o fariseu não se sentiria atraído pela pregação de Jesus? É certo que ele queria observar as palavras de Jesus, mais de perto.

Jesus aceitou o convite e foi ter com ele. O Mestre que muitas vezes reprovou os fariseus, demonstrou não ter nenhum preconceito. As conversas de Jesus nestes tipos de encontro, eram extremamente edificantes. O Mestre em todos os lugares, estava em obediência à vontade do Pai, anunciando o evangelho.

E Jesus vinha de longas peregrinações pela palestina, estradas secas, pedregosas e empoeiradas. O Mestre entra na casa de Simão e é recebido com desconfiança e frieza.

Jesus toma o seu lugar à mesa. Eles ficavam meio sentados e meio encostados. As pernas e a parte inferior do corpo ficavam estendidas sobre um sofá, enquanto a parte superior do corpo ficava ligeiramente elevada e sustentada pelo cotovelo esquerdo, que repousava sobre um almofadão.

O braço direito e a mão direita ficavam livres para movimentar-se e pegar o alimento. A mesa era bastante baixa e próxima a cabeça. Os pés dos convidados ficavam fora dos sofás.

E eis que de repente entra uma mulher na sala do banquete. Logo foi reconhecida por todos como uma pecadora que vivia na região. Uma mulher imoral. Aquela de quem as pessoas comentavam, cochichavam aos ouvidos quando se aproximava.

Era discriminada. Ninguém queria a sua companhia ou amizade. Ninguém queria ser visto conversando com ela, muito menos teria coragem de tocá-la, "sob o risco de ser contagiado por seus pecados"! Era o pensamento religioso da época.

A pecadora trazia um vaso de alabastro, com um bálsamo suave, que desejava ungir os santos pés de Jesus, que estavam descalços porque, segundo o costume oriental, as sandálias ficavam na entrada da casa.
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Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 23:31
A mulher pecadora

Ela, sem se importar com a reprovação dos olhares dos convidados, teve grande coragem e se aproxima de Jesus, na frente da multidão que conhecia as suas ofensas. E quando se prostra com o bálsamo puro nardo, se depara com os pés do salvador.

Jesus, pés descalços, pés empoeirados, cheios de marcas dos caminhos que passara. Quanta simplicidade! Ela não resistiu ver o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, na apresentação de tão humilde servo. Um servo obediente, que estava ali sem reclamar da frieza com que fora recebido.

A pecadora imediatamente, tomada de grande emoção, não pôde se conter, num soluço, derrama lágrimas sobre os pés do mestre, com água que vinha de sua alma, os começa a lavar e os enxuga com seus cabelos.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 23:35
A mulher pecadora


Este choro é muito profundo! Há muita reflexão aqui. Há arrependimento de pecados. A Pecadora chorava e refletia suas ações passadas. Seu coração estava totalmente arrependido, quebrantado. Pensava em uma mudança interior. Estava disposta a uma nova prátic
"E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento." Lucas 7:38a de vida.

Assim a pecadora, beijava e ungia os pés do Mestre, em uma atitude de amor, na confissão da sua incapacidade de se autojustificar, mas crendo na justificação pela fé.

"Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora." Lucas 7:39
Logo o anfitrião, dono da casa, em um excesso de farisaísmo, começa a lançar dúvidas sobre a santidade de Jesus, pois se deixava ser tocado por uma pecadora, ainda que arrependida. O Mestre lê o seu pensamento e traz uma resposta que contrasta com a ação de humildade da pecadora.

Jesus com frequência comparava o pecado a uma dívida. .

Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 23:39
A mulher pecadora

O fato é que todos devem a Deus. Todos pecaram, todos estão em dívida e não têm como pagar. Assim, o que diferencia Simão o fariseu da pecadora que ungiu os pés de Jesus, são suas atitudes.

O procedimento de Simão o fariseu, foi dominado pela frieza e desconfiança, pois segundo os rituais da hospitalidade, à chegada dos convidados, um dos criados e, até o próprio dono, lavava e enxugava respeitosamente os pés, mal protegidos da poeira e barro dos caminhos, pelas simples sandálias que calçavam.

O anfitrião também recebia seus hóspedes com um beijo. E durante a refeição se derramava algumas gotas de óleo perfumado sobre a cabeça dos convidados.

"E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos." Lucas 7:44"Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento." Lucas 7:45-46
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 23:42
A pecadora

Simão não cumpriu estes rituais com Jesus, manifestando seu caráter soberbo. Ele como os demais fariseus, não reconhecia os seus pecados, se achava santo, cheio da sua própria justiça. Pensava que não tinha motivo para ser perdoado.

Por isso, não manifestou obras de arrependimento. Sem arrependimento, seus pecados permaneciam.

Já a pecadora que ungiu os pés de Jesus, não se prendeu a teoria da lei, mas teve para com o Mestre uma atitude de amor. A pecadora reconhecia seus muitos pecados. E demonstrava o amor de quem alcançou um magnífico perdão.

"Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama." Lucas 7:47
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 02 de Maio de 2017, 23:44
Muito mais do que a Lei é o Amor. Simão não entendia que o amor supera em muito os pecados! E quem consegue entender a grandeza do perdão recebido, se entrega totalmente ao amor de Jesus.

Jesus nos passa um exemplo de humildade de beleza incomparável. Um Deus sublime, majestoso, porém humilde e acessível e que ama!

O fariseu pensava que servia a um Deus que abominava e afastava o pecador e não se importava com eles. Simão não sabia amar e perdoar.

Jesus porém conhecia a reputação da pecadora, todavia estava interessado em salvá-la por meio da graça de Deus. Ele não afasta o pecador arrependido, mas o transforma para fazer a sua obra.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 00:09
A mulher pecadora

As palavras de consolo do Senhor à pecadora - Lc 7.48-50

48 - Então, disse à mulher: Perdoados são os teus pecados.
49 - Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados?
50 - Mas Jesus disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz (para dentro da paz)!

        Por isso, ao dizer "Tua fé te ajudou, vai em paz" à mulher, ele revela aos convivas o inabalável fundamento sobre o qual o perdão dela está exclusiva­mente alicerçado. Ela goza do desígnio: quem crê é bem-aventurado. Não foi amor nem obras que a ajudaram, mas sua fé a salvou e a tomou bem-aventu­rada. O amor e as obras são os frutos de sua fé.
      A bem-aventurança que tomou conta da mulher agraciada por intermédio das palavras do Redentor (''vai em paz") não é descrita. Contudo, assinala-se a impressão que as palavras do Redentor causaram entre os presentes. Os convidados deitados à mesa reagem, intimamente atigidos: "Quem é esse, que até perdoa pecados?" Não podiam deixar de escandalizar-se com o amor dele pela pecadora.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 00:48
A mulher pecadora

Quatro aprendizado com as atitudes da mulher pecadora

Regava os seus pés com lágrimas: As lágrimas daquela mulher já não era de tristeza pelo repudio, mas sim de alegria. Pois estava aos pés de Alguém que por mais que era conhecido e considerado o convidado principal, não a rejeitou. As lágrimas dela naquele presente momento era de gratidão por achar alguém que á amava. A Videira Verdadeira, que é Jesus, nunca menosprezou um servo, ainda que fosse pequeno diante da sociedade.

Enxugava com os cabelos: Soltar o cabelo para uma mulher judia em publico ou até mesmo entre amigos era inaceitável pois soltar o cabelo era considerado um ato obsceno (semelhante a uma mulher mostrar os seios hoje em dia) por isto uma mulher só fazia isto junto ao seu esposo em um momento intimo dentro de “quatro paredes”. Mas aquela mulher não teve escolha ela tinha ido até aquele local apenas para ungir os pés de Jesus como vemos no versículo 37 quando diz que ela levou apenas um “vaso de alabastro com unguento” só que quando chegou lá deixou a emoção tomar conta e com o derramamento de lágrimas sobre os pés agora tinha que secar de alguma forma e a única que encontrou foi os cabelos.

Beijava os pés: Já vimos que o osculo simbolizava “Boas-vindas” por mais que aquela mulher já tinha aceitado Jesus como o Messias ela ainda esta fazendo isto querendo dizer “Mestre tu é e sempre será bem vindo dentro de minha casa (meu coração)”. Um grande exemplo de como dizer que Jesus é bem vindo na sua vida, é por intermédio da Palavra, pois quando lemos a Bíblia, estamos dando a liberdade para o Espírito Santo mudar nosso interior e nossos pensamentos, por isso as 5 regras de estudo bíblico são tão eficientes quando praticamos.

Ungia com o unguento: O auge da adoração daquela mulher nos pés de Jesus ela simplesmente ao ungir seus pés estava oferecendo o melhor que tinha para Jesus, o que antes era usado por ela como instrumento de sedução para um pecado, agora, era usado como simbolismo da melhor coisa que ela podia oferecer para o Deus todo poderoso que estava sobre a mesa.
Se você quiser se aprofundar ainda mais no assunto (exatamente nesse e-book abaixo), preparei um conteúdo totalmente gratuito, aliás, todo conhecimento produzido aqui no site é só para sua edificação, baixe imediatamente!
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 01:08
A mulher pecadora

mulher amava a Jesus acima de tudo, não teve medo do que iria enfrentar por sua fé. “ O verdadeiro amor lança fora todo o medo”,  esse versículo  Verdadeiramente ele se aplica a situação da pecadora que ungiu os pés de Jesus, ela não teve medo de entrar na casa de Simão sem ser convidada e prestar honras a um homem que tinha certeza ser o Messias Salvador. Ela foi corajosa, mais que isso, ela muito amou. E assim Jesus a descreve para os presentes: “uma mulher que amou por demais porque teve uma grande dívida perdoada” . Simão amou pouco a Jesus, e amou demais o mundo. Ele teve receio de tratar Jesus bem demais e ser criticado por seus colegas de religião, ele teve medo de demonstrar amor. E se isso aconteceu, é porque o medo venceu , o amor perdeu. Simão é o típico exemplo de pessoas que confessam ser cristãs por conveniência. Convidam Jesus para suas mesas, mas não O deixam entrar em seus corações e nos demais recintos da casa.

A mulher que ungiu os pés de Jesus, estava visivelmente grata por tudo e prestou - Lhe uma adoração sincera. Os gestos dela, repletos de amor e simplicidade, impressionaram  a Jesus muito mais  que o jantar de luxo oferecido por Simão. Com um frasco de unguento, ela unge os pés de Jesus
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 01:30
A MULHER HEMORROÍSSA -


A - A DAMA DA FÉ.
Grande multidão o seguia, comprimindo-o. Certa mulher, que havia doze anos tinha uma hemorragia, e que havia padecido muito à mão de vários médicos, e despendido tudo o que tinha, sem contudo nada aproveitar, pelo contrário, indo a pior, ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Dizia ela: Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei. Imediatamente se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no seu corpo estar curada do flagelo. Jesus, conhecendo que de si mesmo saíra poder voltou-se na multidão, e perguntou: Quem tocou nas minhas vestes? Responderam-lhe os discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? Porém ele olhava em redor, para ver a que isto fizera. Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, prostrou-se diante dele, e declarou-lhe toda a verdade. Ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz, e sê sarada deste teu mal. MARCOS 5:24-34
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 01:32
A mulher hemorroísa

Sua história foi uma história de sofrimento e de provações. Desde a adolescência, acostumou-se com as dores freqüentes que sentia e os incômodos de sua saúde frágil.
Sob a tutela de abnegada dama, ela soube enfrentar dolorosamente a falta da mãe, que perdera a vida anos atrás, deixando-a órfã. O pai, homem trabalhador e honesto, dedicava-se ao seu ofício, provendo assim o sustento para o lar. Após o luto e a viuvez, contraíra novas núpcias, e a filha fora adotada pela madrasta como se fora fruto de seu próprio ventre.
Desde cedo aquela jovem aprendeu o manejo do tear, fabricando belas peças de fazenda. Do linho puro, tecia mantos formosos, que vendia para auxiliar a família quanto pudesse.
Em determinada ocasião, o pai terminou por perder a vida, dando assim vitória à doença que o consumiu durante longo período. Restava-lhe agora somente as bênçãos de um casamento, que desejava fosse feliz.
Donzela, viu seus sonhos se esvaírem quando a saúde tornou-se-lhe mais delicada. Estranha hemorragia se manifestou, requerendo maiores cuidados por parte dela e da madrasta. Não podia mais trabalhar como antes, o que comprometeu severamente o orçamento doméstico. Viram-se então obrigadas a racionar os alimentos e se adaptar a uma vida ainda mais austera do que o cotidiano simples e despojado de requintes que já conheciam. Os tempos eram difíceis, e a falta de uma presença masculina, paternal, tornava as coisas bastante delicadas, em especial na sociedade machista e patriarcal em que viviam. A jovem moça era obrigada a sacrifícios extremos.
A estranha hemorragia transformou-se também em motivo de angústia, de pesar. De acordo com as leis religiosas vigentes, que pautavam toda a convivência social, a mulher com fluxo menstrual era tida como imunda. O homem era proibido até mesmo de tocar qualquer mulher em tais condições. No caso daquela jovem, a situação era ainda mais grave, pois seu fluxo de sangue era ininterrupto. O tempo havia transcorrido vagarosamente, e o sangue lhe fluía mais constante, acompanhado de dor.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 12:25
Bom dia amigos.. Sejam bem vindos

A mulher hemorroísa

Por interferência de amigos, a jovem hemorroíssa procurou por longo tempo os facultativos da época, não logrando resultados. Médicos foram consultados, porém a ciência ou a sabedoria de seu tempo não detinha condições de solucionar esse mal.
Andou a companheira desafortunada por várias cidades e vilas: se houvesse a informação da presença de algum médico ou curandeiro aqui ou ali, onde quer que fosse, lá estava a jovem. Tudo em vão. Os anos passaram, e as tentativas frustradas de socorro e tratamento esgotaram o viço de sua juventude, restando-lhe apenas a opção da convivência pacífica com a enfermidade e o seu resguardo na fé viva que alimentava dentro do peito.
Mesmo ante tantos fracassos na tentativa de curar-se, não desanimava. Sua vida transformara-se num exemplo de perseverança e fé viva. Ainda abatida, a mulher não se entregava à enfermidade nem deixava de trabalhar para seu sustento.
Passou pela vida com o desejo mal contido de ser mãe. Seus sonhos de menina-moça e, agora, de mulher não poderiam ainda ser realizados. A hemorragia persistia por longos anos, como a esgotar-lhe lentamente as forças vitais, provando-lhe a resistência espiritual. Diante da provação dolorosa, respondia como podia com a sua dedicação ao trabalho e, agora, com o cuidado extremado com a sua segunda mãe, para a qual soavam os lamentos próprios do inverno da existência.
Não desistiria jamais. Lutaria quanto pudesse; faria a sua parte. Embora por tantos e longos anos não encontrasse cura através da medicina humana, alimentava a idéia de que Deus colocaria diante dela o facultativo de que necessitasse para debelar o seu mal.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 12:33
A mulher hemorroísa

O exemplo é de persistência, de perseverança, de esperança. Quando muitos se entregavam ao desespero e ao desânimo, diante das moléstias consideradas incuráveis, ela, mesmo ciente das dificuldades da época, insistia na procura pela solução para os seus males. Desejava ardentemente a superação de si mesma e de seus próprios limites. Não se entregou à depressão ou ao azedume. Trabalhou.
Talvez, desconhecedora ainda de certas leis da vida, da reencarnação, não atinava com a origem distante de seus males. Quem sabe num passado distante não atentara contra a vida própria ou a alheia, na tentativa de aborto ou no desprezo pela vida?
São tantas as possibilidades que não convém, na hora da dor, procurar pelos motivos do mal. Isso só trará mais contrariedades. O certo é que esta mulher valorosa transformou sua vida num exemplo dignificante de trabalho e de fé no futuro.
O processo que desencadeou a sua enfermidade, no passado longínquo, perdia importância diante de sua fé num futuro em que sua alma brilharia, graças à fé viva que trazia consigo.
Foi assim que 12 anos se passaram, e aquela sombra de mulher arrastava-se pelas ruas de sua cidade, na qual ficou conhecida como a Dama da Fé.
Ouvira falar de um certo Jesus da Galiléia, filho de José, e que Ele, o galileu, era um profeta, um enviado de Deus.
O ânimo aumentou-lhe, e a fé, de uma simples chama bruxuleante, transformou-se numa claridade imorredoura, ante as novas perspectivas que se abriam diiante da existência.
Já não tinha a força da mocidade, e a fraqueza generalizada dominava seu organismo físico, minando-lhe as derradeiras reservas de vitalidade. Um dos médicos consultados não aconselhava maiores esforços, pois, segundo o conhecimento que detinham, não lhe restava muito tempo de vida.
Como enfrentar a estranha situação? E esse Jesus do qual tanto falavam? Será que não estará nele a sua esperança de melhores dias? Orou fervorosamente ao Deus de seu país. Confiava que, talvez, somente de ouvir as palavras do rabi encontraria forças para suportar o momento crítico que se avizinhava. Já estava quase desfalecendo.
No entanto, à medida que o corpo fragilizava-se, aumentava-lhe a confiança no futuro e a certeza de que fios invisíveis a conduziam, orientando o seu destino. Andava pensativa pelas ruas quando ouviu um murmúrio que aumentava lentamente. Ao longe avistou uma multidão que se aproximava. O coração palpitava, e parecia que estranha emoção a dominava. Era tarde. A tarde da história sofrida da humanidade
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 12:36
Aproximava-se cada vez mais a multidão que envolvia o rabi por todos os lados. Num ímpeto de fé, a mulher arroja-se em meio ao povo, tentando abrir passagem para atingir o Mestre. Seu caminho é obstruído, no entanto, pela gente que procurava beneficiar-se com a presença de Jesus. Não conseguia romper o cerco de pessoas que acompanhavam o Senhor.
Sua fé, porém, alcançava forças desconhecidas pela multidão. O coração daquele que crê caminha bem mais longe que seus pés.
Novo impulso empreende a mulher hemorroíssa rumo a seu objetivo. "Não sou merecedora de seu olhar" pensava ela. "Contudo, sei que dele emana poder, força curadora." Neste momento a aura do Mestre expande-se, e seu pensamento entra em sintonia com o pensamento da mulher enferma. Ele continua seus passsos sem ignorar-lhe as necessidades.
Ela aproxima-se cansada, aflita, cheia de esperanças e movida por intensa fé. Num dado momento, a multidão dá-lhe passagem, e ela tenta a todo custo chegar até o profeta galileu.
Apenas um minuto a separa de seu objetivo. A hemorragia, neste exato instante, parecia aumentar em intensidade; esvaindo-se em sangue, ela se lança em direção ao Mestre, ajuntando todo o resto das forças que possuía num esforço hercúleo. Consegue apenas tocar-lhe as vestes.
É o suficiente. Imediatamente a virtude do Senhor é canalizada até ela, e uma onda de vitalidade percorre-lhe o ser.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 12:41
O magnetismo divino reestrutura órgãos e células e reequilibra corpo e alma da atormentada criatura. Ela pára por um momento, pensativa. Apenas por um momento. Volta para dentro de si e faz silêncio em sua alma.
O Mestre, detendo seus passos, confabula com os seguidores mais próximos:
- Sinto que alguém me tocou.
- Mas. Senhor, são tantos os que o tocam em meio a esta multidão ... - respondem os discípulos, sem compreender as palavras do Mestre.
- Sim, mas alguém tocou-me de modo especial.
Sinto que de mim saiu virtude.
Jesus, voltando-se para a mulher, dirige a ela seu olhar.
Neste momento parece haver se realizado o casamento do Céu com a Terra. Ninguém resiste ao doce e meigo olhar de Jesus.
Naquele olhar, o Nazareno devassa-lhe a alma e esquadrinha-lhe o coração. É a hora da verdade. A verdade que jamais poderia ser declarada; em vez disso, vivida.
- Mulher, a tua fé te salvou !" - são as palavras pronunciadas pelo Senhor.
Aquele fora o momento da redenção para aquela alma valorosa. Sua vida ilibada, sua fé ardorosa e sua conformação com a vontade do Eterno a faziam merecedora das bênçãos divinas. Onde a medicina humana falhara, porque limitada, manifestava todo o seu poder a ciência divina, e o embaixador das estrelas, o divino médico das almas, mostrava-se soberano aos problemas humanos."A hemorragia cedera ante a atuação do amor. A prova da mulher cessara, e ali, no encontro com Jesus, iniciara uma nova etapa para aquela alma que provara a sua fé, cheia de esperança, na fonte divina de todo o bem. Era a vitória da luz.
O tempo escoou-se vagarosamente. O cenário agora era uma pequena cidade, uma aldeia dos samaritanos. Via-se de longe um burburinho, algumas pessoas que envolviam uma figura singela de uma madona. O lugar, um pequeno albergue erguido à beira de um riacho, com pequeno campo de flores que vicejavam formosas, como expressão da bondade
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 12:44
A mulher valorosa fundara um abrigo que amparasse os órfãos de qualquer procedência. Em nome do amor, ela ministrava os conceitos de vida e luz para aquelas almas em provação. O encontro com Jesus, anos antes, transformara sua vida de tal maneira que a força do amor contida em seu ser explodiu em obras de caridade e benemerência, por onde quer que passasse.
Ninguém permanece o mesmo depois de encontrar-se com Jesus. Todos que ali passavam, moços, velhos e crianças, encontravam sempre um prato de sopa e uma réstia de pão para aplacar a fome. Ensinando as donzelas a manejar o tear, provia recursos para a manutenção do lar dos necessitados. Ali, à sombra de formosa árvore, ouviam da boca da nobre senhora a velha e feliz história de um homem chamado Jesus.
Estevão
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 13:45
A MULHER CANANÉIA

"Mas os discípulos, aproximando-se dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a,
porque vem gritando atrás de nós. (Mateus, 15:23)

Os cananeus eram membros de tribos semíticas que se estabeleceram primeiramente na Golfo Pérsico e, mais tarde, emigraram para a Síria, parte deles formando a nação fenícia.

Eis por que o Evangelho de Marcos (7:26), discorrendo sobre a mulher cananéia, "afirma que ela era grega, sirofenícia de nação", portanto considerada como gentia, ou estrangeira, pelos judeus.

Jesus Cristo caminhava com os seus apóstolos rumo às bandas de Tiro e Sídon. Inopinadamente, surgiu a sua frente uma mulher cananéia, pedindo-lhe que curasse a sua filhinha que era atormentada por um Espírito maligno.

O Mestre, entretanto, não a atendeu prontamente, como de seu hábito. Porém a mulher não desanimou, passando a ir o grupo e insistindo, em voz alta, para que Jesus a ouvisse.

Os apóstolos, preocupados com o grande alarido que ela fazia, pediram a Jesus que a despedisse.

Em face dessa rogativa de seus discípulos, o Mestre estacou; olhou, firmemente, para a mulher, dando a ela o ensejo de dirigir-lhe um apelo veemente: "Senhor, filho de Davi, tem misericórdia mim! Minha filha está miseravelmente atormentada por um espírito imundo!"

Diante dessa angustiante solicitação, Jesus obtemperou: "Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da Casa de Israel! Não é bom pegar o pão dos filhos para dá-lo aos cachorrinhos."

"Senhor!" disse ela, "mas os cachorrinhos também comem migalhas que caem das mesas de seus senhores".

Ouvindo essa resposta tão incisiva, sábia e entrecortada de dor, o Mestre retrucou: "Mulher, grande é a tua fé. Vai, e seja feito contigo como tu desejas." E desde aquela hora a sua filha ficou sã.

Jesus Cristo havia sido enviado especificamente para um segmento do povo judeu, que Ele denominou como "as ovelhas perdidas da Casa de Israel." O povo judeu era a única comunidade monoteísta da época, e essa parcela do povo era também a única que estava preparada para assimilar a sua mensagem em toda a sua plenitude. Uma outra parcela, desse mesmo povo, era composta de criaturas empedernidas, a qual o considerava conspurcador dos costumes, acusando-o, reiteradamente, de contrariar as leis de Moisés. Dessa acusação, resultaram-lhe a prisão, flagelação e crucificação.

Os Evangelhos são incisivos na demonstração de que nem todas as cidades judaicas receberam, galhardamente, a mensagem cristã. O próprio Jesus em (Lucas, 10:11-15) recrimina as cidades de Corozaim, Betsaida e Cafarnaum, dizendo que, se em Tiro e Sídon se tivessem ocorrido as maravilhas ali produzidas, há muito tempo elas se teriam penitenciado de seus erros. Disse, ainda, o Mestre que na Justiça Divina haveria mais tolerância no julgamento da cidade de Sodoma, do que no ajuste de contas das cidades que haviam rejeitado as palavras dos Evangelhos, ali levadas pelos discípulos de Jesus.

Não houve menosprezo nas palavras do Mestre, quando qualificou de "filhos" a parcela dos que receberam a sua mensagem e de "cachorrinhos" os gentios e todos os que rejeitaram ou desconheceram a sua Doutrina. Ficou evidenciado, na narrativa da casa da mulher cananéia, que o Pão do Céu seria dado em profusão, e os gentios, mesmo sem terem recebido a visita amorável de Jesus, uma vez que não havia ainda chegado a sua hora, poderiam saciar-se das migalhas que sobejariam da vasta distribuição do pão espiritual que o Mestre viera trazer, que, mais tarde, Paulo de Tarso, Barnabé e outros grandes missionários se encarregariam de distribuí-lo a todas as comunidades gentias, fazendo-o de forma abrangente e irrestrita.

A própria mulher cananéia comprova essa assertiva, pois, habitando nas comunidades estrangeiras de Tiro e Sídon, ao tomar conhecimento da estada de Jesus em um território vizinho, para lá se locomoveu apressadamente, a fim de se beneficiar de sua auspiciosa visita e, semelhantemente, a um "cachorrinho", também se saciar, ainda que fosse com as migalhas que sobejavam.

Esta passagem evangélica enseja-nos um ensinamento de suma importância, pois, enquanto muitos judeus ortodoxos não acreditavam nos poderes de que Jesus estava investido, e seus irmãos duvidavam Dele, o Mestre curou uma menina estrangeira, livrando-a da terrível influenciação que sobre ela exercia uma entidade das trevas.

A mulher cananéia tornou-se, pois, um exemplo vivo de fé, e sua persistência e confiança foram os fatores básicos, para que a tão esperada cura se operasse.

Paulo A. Godoy
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 17:48
Boa tarde amigos... sejam bem vindos

A mulher de fé....

 JOANA DE CUSA
 
Entre a multidão que invariavelmente acompanhava a Jesus nas pregações do lago, achava-se sempre uma mulher de rara dedicação e nobre caráter, das mais altamente colocadas na sociedade de Cafarnaum. Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de Ântipas, na cidade onde se conjugavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores.
 
Joana possuía verdadeira fé; contudo, não conseguiu forrar-se às amarguras domésticas, porque seu companheiro de lutas não aceitava as claridades do Evangelho. Considerando seus dissabores íntimos, a nobre dama procurou o Messias, numa ocasião em que ele descansava em casa de Simão, e lhe expôs a longa série de suas contrariedades e padecimentos. O esposo não tolerava a doutrina do Mestre. Alto funcionário de Herodes, em perene contacto com os representantes do Império, repartia as suas preferências religiosas, ora com os interesses da comunidade judaica, ora com os deuses romanos, o que lhe permitia viver em tranqüilidade fácil e rendosa. Joana confessou ao Mestre os seus temores, suas lutas e desgostos no ambiente doméstico, expondo suas amarguras em face -das divergências religiosas existentes entre ela e o companheiro.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 17:50
A mulher de fé

Após ouvir-lhe a longa exposição, Jesus lhe ponderou:
 
— Joana, só há um Deus, que é o Nosso Pai, e só existe uma fé para as nossas relações com o seu amor. Certas manifestações religiosas, no mundo, muitas vezes não passam de vícios populares nos hábitos exteriores. Todos os templos da Terra são de pedra; eu venho, em nome de Deus, abrir o templo da fé viva no coração dos homens. Entre o sincero discípulo do Evangelho e os erros milenários do mundo, começa a travar-se o combate sem sangue da redenção espiritual. Agradece ao Pai o haver-te julgado digna do bom trabalho, desde agora. Teu esposo não te compreende a alma sensível? Compreender-te-á um dia. É leviano e indiferente? Ama-o, mesmo assim. Não te acharias ligada a ele se não houvesse para isso razão justa. Servindo-o com amorosa dedicação, estarás cumprindo a vontade de Deus. Falas-me de teus receios e de tuas dúvidas. Deves, pelo Evangelho, amá-lo ainda mais. Os sãos não precisam de médico. Além disso, não poderemos colher uvas nos abrolhos, mas podemos amanhar o solo que produziu cardos envenenados, a fim de cultivarmos nele mesmo a videira maravilhosa do amor e da vida.
 
Joana deixava entrever no brilho suave dos olhos a íntima satisfação que aqueles esclarecimentos lhe causavam; mas, patenteando todo o seu estado d’alma, interrogou:
 
— Mestre, vossa palavra me alivia o espírito atormentado; entretanto, sinto dificuldade extrema para um entendimento recíproco no ambiente do meu lar. Não julgais acertado que lute por impor os vossos princípios? Agindo assim, não estarei reformando o meu esposo para o céu e para o vosso reino?
 
O Cristo sorriu serenamente e retrucou:
 
— Quem sentirá mais dificuldade em estender as mãos fraternas, será o que atingiu as margens seguras do conhecimento com o Pai, ou aquele que ainda se debate entre as ondas da ignorância ou da desolação, da inconstância ou da indolência do espírito? Quanto à imposição das idéias - continuou Jesus, acentuando a importância de suas palavras -, por que motivo Deus não impõe a sua verdade e o seu amor aos tiranos da Terra? Por que não fulmina com um raio o conquistador desalmado que espalha a miséria e a destruição, com as forças sinistras da guerra? A sabedoria celeste não extermina as paixões: transforma-as. Aquele que semeou o mundo de cadáveres desperta, às vezes, para Deus, apenas com uma lágrima. O Pai não impõe a reforma a seus filhos: esclarece-os no momento oportuno. Joana, o apostolado do Evangelho é o de colaboração com o céu, nos grandes princípios da redenção. Sê fiel a Deus, amando o teu companheiro do mundo, como se fora teu filho. Não percas tempo em discutir o que não seja razoável. Deus não trava contendas com as suas criaturas e trabalha em silêncio, por toda a Criação. Vai!... Esforça-te também no silêncio e, quando convocada ao esclarecimento, fala o verbo doce ou enérgico da salvação, segundo as circunstâncias! Volta ao lar e ama o teu companheiro como o material divino que o céu colocou em tuas mãos para que talhes uma obra de vida, sabedoria e amor!...
 
Joana de Cusa experimentava um brando alívio no coração. Enviando a Jesus um olhar de carinhoso agradecimento, ainda lhe ouviu as últimas palavras:
 
— Vai, filha!... Sê fiel!
 
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 17:55
A mulher de fé

Desde esse dia, memorável para a sua existência, a mulher de Cusa experimentou na alma a claridade constante de uma resignação sempre pronta ao bom trabalho e sempre ativa para a compreensão de Deus. Como se o ensinamento do Mestre estivesse agora gravado indelevelmente em sua alma, considerou que, antes de ser esposa na Terra, já era filha daquele Pai que, do Céu, lhe conhecia a generosidade e os sacrifícios. Seu espírito divisou em todos os labores uma luz sagrada e oculta. Procurou esquecer todas as características inferiores do companheiro, para observar somente o que possuía ele de bom, desenvolvendo, nas menores oportunidades, o embrião vacilante de suas virtudes eternas. Mais tarde, o céu lhe enviou um filhinho, que veio duplicar os seus trabalhos; ela, porém, sem olvidar as recomendações de fidelidade que Jesus lhe havia feito, transformava suas dores num hino de triunfo silencioso em cada dia.
 
Os anos passaram e o esforço perseverante lhe multiplicou os bens da fé, na marcha laboriosa do conhecimento e da vida. As perseguições políticas desabaram sobre a existência do seu companheiro. Joana, contudo, se mantinha firme. Torturado pelas idéias odiosas de vingança, pelas dívidas insolváveis, pelas vaidades feridas, pelas moléstias que lhe verminaram o corpo, o ex-intendente de Ântipas voltou ao plano espiritual, numa noite de sombras tempestuosas. Sua esposa, todavia, suportou os dissabores mais amargos, fiel aos seus ideais divinos edificados na confiança sincera. Premida pelas necessidades mais duras, a nobre dama de Cafarnaum procurou trabalho para se manter com o filhinho que Deus lhe confiara. Algumas amigas lhe chamaram a atenção, tomadas de respeito humano. Joana, no entanto, buscou esclarecê-las, alegando que Jesus igualmente havia trabalhado, calejando as mãos nos serrotes de modesta carpintaria e que, submetendo-se ela a uma situação de subalternidade no mundo, se dedicara primeiramente ao Cristo, de quem se havia feito escrava devotada.
 
Cheia de alegria sincera, a viúva de Cusa esqueceu o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão. Mais tarde, quando a neve das experiências do mundo lhe alvejou os primeiros anéis da fronte, uma galera romana a conduzia em seu bojo, na qualidade de serva humilde.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 17:58
A mulher de fé

No ano 68, quando as perseguições ao Cristianismo iam intensas, vamos encontrar, num dos espetáculos sucessivos do circo, uma velha discípula do Senhor amarrada ao poste do martírio, ao lado de um homem novo, que era seu filho.
 
Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações.
 
— Abjura!... - exclama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.
 
A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas: - "Repudia a Jesus, minha mãe!... Não vês que nos perdemos?! Abjura!... por mim, que sou teu filho!...
 
Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angústia que lhe retalham o coração.
 
— Abjura!... Abjura!
 
Joana ouve aqueles gritos, recordando a existência inteira. O lar risonho e festivo, as horas de ventura, os desgostos domésticos, as emoções maternais, os fracassos do esposo, sua desesperação e sua morte, a viuvez, a desolação e as necessidades mais duras... Em seguida, ante os apelos desesperados do filhinho, recordou que Maria também fora mãe e, vendo o seu Jesus crucificado no madeiro da infâmia, soubera conformar-se com os -desígnios divinos. Acima de todas as recordações, como alegria suprema de sua vida, pareceu-lhe ouvir ainda o Mestre, em casa de Pedro, a lhe dizer: - "Vai filha! Sê fiel!" Então, possuída de força sobre-humana, a viúva de Cusa contemplou a primeira vítima ensangüentada e, fixando no jovem um olhar profundo e inexprimível, na sua dor e na sua ternura, exclamou firmemente:
 
— Cala-te, meu filho! Jesus era puro e não desdenhou o sacrifício. Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a Deus!
 
A esse tempo, com os aplausos delirantes do povo, os verdugos lhe incendiavam, em derredor, achas de lenha embebidas em resina inflamável. Em poucos instantes, as labaredas lamberam-lhe o corpo envelhecido. Joana de Cusa contemplou com serenidade a massa de povo que lhe não entendia o sacrifício. Os gemidos de dor lhe morriam abafados no peito opresso. Os algozes da mártir cercaram-lhe de impropérios a fogueira:
 
— O teu Cristo soube apenas ensinar-te a morrer? - perguntou um dos verdugos.
 
A velha discípula, concentrando a sua capacidade de resistência, teve ainda forças para murmurar:
 
— Não apenas a morrer, mas também a vos amar!...
 
Nesse instante, sentiu que a mão consoladora do Mestre lhe tocava suavemente os ombros, e lhe escutou a voz carinhosa e inesquecível:
 
— Joana, tem bom ânimo!... Eu aqui estou!...

Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 19:19
Maria de Betânia

A narrativa de Lucas, capítulo 10, versos 38 a 42 é a seguinte:

‘Aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada

Este episódio é a referência mais conhecida e comentada a respeito de Maria de Betânia. Aí está a informação de que Betânia era um pouso para Jesus. Tratava-se de um refúgio, lugar para onde se dirigiu em situações especialmente graves em sua vida. E também o local onde se deu o seu feito mais espetacular, a ressurreição de Lázaro, fato que levou à sua prisão e morte..”
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 19:25
Mulher de Betânia

Este episódio é a referência mais conhecida e comentada a respeito de Maria de Betânia. Aí está a informação de que Betânia era um pouso para Jesus. Tratava-se de um refúgio, lugar para onde se dirigiu em situações especialmente graves em sua vida. E também o local onde se deu o seu feito mais espetacular, a ressurreição de Lázaro, fato que levou à sua prisão e morte.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2017, 23:38
Boa noite amigos.. sejam bem vindos

aqui encerra a primeira parte da história de algumas mulheres que conviveram com Jesus, aquelas que se renovaram ao encontrarem com ele

Jesus e as mulheres do evangelho

As mulheres que seguiram a Jesus, devotadas apóstolas do Amor, nunca temeram as ameaças do mundo, sentiram a dor de seu Mestre e cantaram hosanas quando viram o sepulcro vazio como um majestoso sinal de vitória do bem sobre as sombras da ignorância, do medo e do desamor. Sem a coragem e o amor dessas apóstolas da Caridade, não teríamos as bênçãos da renunciação, o êxito completo das peregrinações, a perseverança diante do cansaço e dos dissabores, o consolo diante da cruz e o fortalecimento da fé e da esperança com o ressurgimento e a ascensão do nosso Senhor rumo às esplendorosas moradas do Pai
 A mulher, dentre tantas características, ama de verdade, entrega-se de verdade. E quando decide seguir algo ou alguém, entra de cabeça, é firme e ousada. Quando uma mulher gosta, quando ela ama um líder, ela assume toda a consequência para não perder o líder que tem. Vemos isso, claramente, na história das mulheres citadas na Palavra. Elas não temeram o que poderia acontecer, antes acompanharam Jesus em todos os momentos da sua vida e da sua morte. Isso é que é fidelidade.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 00:04
A mulher corajosa



Blandina

Nos julgamentos eram pedidos aos da fé que negassem seu Senhor e que adorassem aos deuses e a figura do imperador. Os que se negavam eram mortos em todo tipo de sórdida tortura. Se é que existe tortura que não seja sórdida. Entre os muitos mártires, estava Blandina.

Os documentos que restam, falam dela como uma mulher frágil.  Muitos irmãos temiam esta fragilidade física, por que ela seria alvo fácil dos verdugos. Ledo engano: no momento em que foi torturada não negou seu Senhor de tal modo que os verdugos se alternaram nas torturas. E ela se mantendo firme! Quando vários irmãos foram levados circo para morrerem devorados pelas feras, a penduraram num madeiro e em meio as dores ela conseguiu ter forças para encorajar o que iriam ser mortos a manterem-se fiéis a Quem tinhas lhes dado vida. Os outros morreram, mas as feras não a tocaram.

Diante de tanta força, os verdugos a levaram de volta as torturas físicas em frente ao público: a açoitaram, jogaram cães para a morderem, fizeram-na assentar numa chapa de ferro quente. Por fim a amarraram a uma rede e fizeram com que um touro bravo a chifrasse.

Além de estar completamente moída os verdugos e oficiais a obrigavam a negar sua fé. Ela no fio de voz que sobrava dizia que a morte não tinha lugar em sua vida, pois o Senhor havia vencido a morte por ela. As autoridades sem ter o que fazer, mandaram degolar Blandina.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 00:19
A mulher virtuosa

Célia, cujo coração, amoroso e sábio, entendeu e aplicou todas as lições do Divino Mestre, no transcurso doloroso de sua vida. Célia paira como um anjo, acima de todas as contingências da Terra.

Santa pelas virtudes e pelos atos de sua existência edificante, seu Espírito era bem o lírio nascido do lodo das paixões do mundo, para perfumar a noite da vida terrestre, com os olores suaves das mais divinas esperanças do Céu.

Ela assume culpas que não são suas, sofre o abandono total da família e, a fim de sobreviver, num mundo de muitas ciladas, assumirá papel masculino, internando-se em um mosteiro, junto a quatro dezenas de cristãos ricos, desiludidos dos prazeres do mundo,  em Alexandria, tomando o nome de Irmão Marinho.

As descrições do ambiente que ela encontra denotam que já, no século segundo, o Cristianismo assumia feições que o distanciavam da simplicidade das catacumbas. O mosteiro assinala um ponto de partida para o sacerdócio organizado sobre bases econômicas, eliminativas de todas as florações do messianismo.

Será ali, sofrendo ardilosa calúnia, que Célia/Irmão Marinho trabalhará exaustivamente no cultivo das hortaliças, aproveitando os crepúsculos para as meditações e os estudos, que pareciam povoados de seres e de vozes carinhosas do Invisível.

Ali exercerá a atividade da imposição das mãos, recebendo pobres e aflitos de todas as categorias sociais, que a buscavam rogando as bênçãos de Jesus.

A descrição de sua desencarnação é um do momentos mais emocionantes do livro. Ela se despede da Terra, quando o sol se preparava para mergulhar no horizonte, e as crianças a quem ela evangelizara, acolhera e amara, em sua casinhola do horto, nos fundos do mosteiro, a rodeiam, dando-se as mãos e entoam o hino de sua preferência, o Hino do Entardecer.

Emmanuel nos traz os versos delicados desse hino e ficamos a imaginar quão sublime deve ter sido a música que os acompanhavam.

Foi recepcionada, na Espiritualidade, por seus pais, avô, por Nestório, o benfeitor que lhe cedera o nome e a figura encantadora de Ciro, seu grande amor, que, nessa sua reencarnação, após morrer no circo, por amor a Jesus, retornara aos braços dela, por duas vezes, por breves períodos.


do livro 50 anos depois
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 00:29
A mulher abnegada



Alcíone

Lembramo-nos de Alcione, desde os dias de sua infância. Muitas vezes a vi, com o Padre Damiano, num velho adro de Espanha, passeando ao pôr do Sol.
Não raro, levantava o semblante infantil para o céu e perguntava, atenciosa:
— Padre Damiano, quem terá feito as nuvens, que parecem flores grandes e pesadas, que nunca chegam a cair no chão?
- Deus minha filha — dizia o sacerdote.
Mas, como se no coração pequenino não devesse existir esquecimento das coisas simples e humildes, voltava ela a interrogar:
E as pedras? — quem teria criado as pedras que seguram o chão?
— Foi Deus também.
Então, após meditar de olhos mergulhados no grande crepúsculo, a pequenina exclamava:
— Ah! como Deus é bom! Ninguém ficou esquecido!
E era de ver-se a sua bondade singular, o interesse pelo dever cumprido, dedicação à verdade e ao bem.
Cedo compreendi que a família afetuosa de Ávila se constituía de amizades vigorosas, cujas origens se perdiam no tempo.
Os anos — minutos do relógio da eternidade —correram sempre movimentados e cheios de amor. A criança de outros tempos tornara-se na benfeitora cheia de sabedoria. Sua vida não representava um feixe de atos comuns, mas um testemunho permanente de sacrifícios santificantes. Desde a primeira juventude, Alcione transformara-se em centro de afeições, em fonte de luz viva, onde se podiam vislumbrar as claridades augustas do Céu. Sua conduta, na alegria e na dor, na facilidade e no obstáculo, era um ensinamento generoso, em todas as circunstâncias.
Creio mesmo que ela nunca satisfez a um desejo próprio, mas nunca foi encontrada em desatenção aos desígnios de Deus. Jamais a vi preocupada com a felicidade pessoal; entretanto, interessava-se com ardor pela paz e pelo bem de todos. Demonstrava cuidado singular em subtrair, aos olhos alheios, seus gestos de perfeição espiritual, porém queria sempre revelar as idéias nobres de quantos a rodeavam, a fim de os ver amados, otimistas, felizes.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 00:31
A mulher abnegada

Para as almas sinceras, que ainda solucem nos laços do desânimo e desalento, a história de Alcione é um bálsamo reconfortador. Naturalmente que ela própria, qual amorosa visão da Espiritualidade eterna, emergirá das páginas luminosas da sua experiência, perguntando ao leitor que se sinta oprimido e exausto:
— Por que reténs a noção dos castigos implacáveis, quando Nosso Pai nos oferece o manancial inexaurível do seu amor? Por que atribuis tamanha importância ao sofrimento? Levanta-te! Esqueceste Jesus? Já que o Mestre padeceu por todos, sem culpa, onde estás que não sentes prazer em trabalhar, de qualquer forma, por amor ao seu nome?
A psicologia de Alcione é bem mais complexa do que se possa imaginar ao primeiro exame. Na grandeza da sua dedicação, vemos o amor renunciando à glória da luz, a fim de se mergulhar no mundo da morte. Com seu gesto divino, a Terra não é apenas um lugar de expiação destinado a exílio amarguroso, mas, também, uma escola sublime, digna de ser visitada pelos gênios celestes. Dentro dos horizontes do Planeta, ainda vigem a sombra, a morte, a lágrima... Isso é incontestável. Mas, quem seguir nas estradas que Alcione trilhou, converterá todo esse patrimônio em tesouros opinos para a vida imortal.
Aqui, pois, oferecemos-te, leitor amigo, tão velhas recordações.

do livro Renúncia]
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 14:55
A mulher generosa

E havia em Jope uma discípula chamada ... Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia" (Atos 9:36).
Morava em Jope, numa cidade da costa do Mediterrâneo, uma mulher muito preciosa chamada Dorcas. Seu nome significava gazela e em hebraico ela era Talita. Muito querida por todos que habitavam ali, ela procurava fazer túnicas e vestidos para as viúvas e necessitados e, para isso, não media esforços. Ela tinha um coração piedoso e não queria que ninguém passasse necessidade ou sofresse.
Na congregação que ela freqüentava, ela trabalhava com muito amor e dedicação. Esta era a Dorcas que todos conheciam, amavam e confiavam.
A história de Dorcas é muito bonita e muito cheia de amor pelas pessoas. Ela era boa e tinha um bom coração mas ... era humana e, um dia, ela tinha que morrer. A sua morte foi chorada e lamentada por muitas pessoas mas, desta vez, ela nada pôde fazer para aliviar o sofrimento deles. O Senhor, no entanto, estava com eles.

Lembro-me das palavras de Donna Rice que, no auge do seu sofrimento, proferiu as seguintes palavras: "Depois daquele grave acontecimento, quando eu orava dizendo ' Deus, queria que estivesses aqui para conversar comigo, envolver-me em Seus braços e enxugar minhas lágrimas', passei a sentir que Ele estava fazendo tudo isso - por intermédio dos cristãos que me cercavam. Foi aí que comecei a entender que a igreja não é um prédio; é o corpo de Cristo. Em meio à minha dor, Deus deu-me amigos cristãos que me ensinaram sobre o amor e o perdão."

Deus nunca nos abandona, assim como não abandonou aquelas que choravam por causa da morte de Dorcas.

A Bíblia nos diz que "... ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, lhe mandaram dois homens, rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com eles" (Atos 9:38). Pedro, prontamente, atendeu ao chamado deles e foi para Jope. Chegando lá, viu várias pessoas chorando a morte de Dorcas. Algumas viúvas mostravam as túnicas e roupas que ela lhes havia dado. Pedro então mandou que todos se retirassem do quarto, orou fervorosamente e, ao se aproximar dela, disse: "Talita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se. E ele dando-lhe a mão, a levantou e, chamando os santos e as viúvas, apresentou-lha viva" (Atos 9:40b-41).

Dorcas foi a única mulher da Bíblia a ser chamada de discípula, ou seja, seguidora de Jesus, aprendiz, aquela que se senta aos pés do seu mestre...
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 15:34
A mulher corajosa

 FELICIDADE E SEUS FILHOS

Marco Aurélio assumiu o trono em 161 d.C. e no ano 180 começou de novo as perseguições. Um dos martírios que mais impacto causou em Roma foi a de Felicidade e seus sete filhos. Ela foi acusada de ser cristã e o prefeito da cidade a ameaçou de morte, mas ela disse: "Viva, eu te vencerei; se me matares, em minha própria morte te vencerei ainda mais.". Todos os seus filhos morreram na sua frente. O mais velho foi espancado até a morte. Dois foram golpeados por clavas. O quarto foi jogado do despenhadeiro. Três foram degolados. Por fim depois de muita tortura, ela foi decapitada.




Leia mais: http://consolidador.webnode.com.br/news/saiba%20como%20morreram%20nossos%20irm%C3%A3os%20por%20amor%20a%20cristo/
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 15:39
A mulher fervorosa

Perpétua era uma jovem mãe, de 22 anos que tinha um bebê de poucos meses. Pertencia a uma família rica e muito estimada por toda a população. Enquanto estava na prisão, a pedido de seus companheiros mártires, foi escrevendo um diário de tudo o que ia acontecendo.
No ano 202 o imperador Severo mandou que os que continuassem sendo cristãos e não quisessem adorar aos falsos deuses tinham que morrer. Perpétua estava celebrando uma reunião religiosa em sua casa de Cartago quando chegou a polícia do imperador e a levou prisioneira, junto com sua escrava Felicidade e os escravos Revocato, Saturnino e Segundo.

Diz Perpétua em seu diário: "Nos jogaram na cárcere e eu fiquei consternada porque nunca tinha estado em um lugar tão escuro. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia e sofria por não poder ter junto a mim o meu filho que era de tão poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a deus era que nos concedesse um grande valor para ser capazes de sofrer e lutar por nossa santa religião"
O chefe do governo de Cartago chamou a juízo a Perpétua e seus servidores. Na noite anterior Perpétua teve uma visão na qual lhe foi dito que teriam que subir por uma escada cheia de sofrimentos, mas que no final de tão dolorosa pendente, estava um Paraíso Eterno que lhes esperava. Ela narrou a seus companheiros a visão que tinha tido e todos se entusiasmaram e se propuseram permanecer fiéis na fé até o fim.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 15:42
A mulher fervorosa

O juiz lhe rogava que deixasse a religião de Cristo e que se passasse à religião pagã e que assim salvaria a sua vida. E recordava que ela era uma mulher muito jovem e de família rica. Mas Perpétua proclamou que estava resoluta a ser fiel até a morte, à religião de Cristo Jesus. Então chegou seu pai (o único da família que não era cristão) e de joelhos lhe rogava e lhe suplicava que não persistisse em chamar-se cristã. Que aceitasse a religião do imperador. Que o fizesse por amor a seu pai e a seu filhinho. Ela se comovia intensamente mas terminou dizendo-lhe: Pai, como se chama esta vasilha que há aí na frente? "Uma bandeja", respondeu o pai. Pois bem, "essa vasilha deve ser chamada de bandeja, e não de pote ou colher, porque é uma bandeja. E eu que sou cristã, não posso me chamar pagã, nem de nenhuma outra religião, porque sou cristã e o quero ser para sempre".

E acrescenta o diário escrito por Perpétua: "Meu pai era o único da minha família que não se alegrava porque nós íamos ser mártires por Cristo".
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 04 de Maio de 2017, 15:45
A mulher fervorosa

Antes de levá-los à praça os soldados queriam que os homens entrassem vestidos de sacerdotes dos falsos deuses e as mulheres vestidas de sacerdotisas das deusas dos pagãos. Mas Perpétua se opôs fortemente e ninguém quis colocar vestidos de religiões falsas. O diácono Sáturo tinha conseguido converter ao cristianismo a um dos carcereiros, chamado Pudente, e disse-lhe: "Para que vejas que Cristo sim é Deus, te anuncio que serei jogado a um urso feroz, e essa fera não me causará dano algum". E assim sucedeu: o amarraram a o aproximaram da jaula de um urso muito agressivo. O feroz animal não quis fazer-lhe nenhum dano, e ao contrário deu uma tremenda mordida no domador que tratava de fazer com que se lançasse contra o santo diácono. Então soltaram a um leopardo e este com uma dentada destroçou a Sáturo. Quando o diácono estava moribundo, untou com seu sangue um anel e o colocou no dedo de Pudente e este aceitou definitivamente tornar-se cristão.

Perpétua e Felicidade foram envolvidas dentro de uma malha e as colocaram na metade da praça, e soltaram uma vaca bravíssima, a qual as chifrou sem misericórdia. Perpétua unicamente se preocupava por ir arrumando a roupa de maneira que não desse escândalo a ninguém por parecer pouco coberta. E arrumava também os cabelos para não parecer despenteada como uma chorona pagã. As pessoas emocionadas ao ver a valentia destas duas jovens mães, pediu que as tirassem pela porta onde iam os gladiadores vitoriosos. Perpétua, como voltando de um êxtase, perguntou: E onde está a tal vaca que ia nos atacar?

Mas logo esse povo cruel pediu que voltasse a trazê-las e que cortassem-lhes a cabeça diante de todos. Ao saber desta notícia, as duas jovens valentes se abraçaram emocionadas, e voltaram à praça. Felicidade teve a cabeça cortada com uma machadada, mas o carrasco que tinha que matar Perpétua estava muito nervoso e errou o golpe. Ela deu um grito de dor, mas estendeu bem a cabeça sobre o cepo e indicou ao carrasco com a mão, o lugar preciso de seu pescoço onde devia dar a machadada. Assim esta mulher valorosa até o último momento demonstrou que se morria mártir era por sua própria vontade e com toda generosidade.

Estas duas mulheres, uma rica e instruída e a outra humilde e simples serva, jovens esposas e mães, que na flor da vida preferiram renunciar às alegrias de um lar, com tal de permanecer fiéis à religião de Jesus Cristo, o que nos ensinam? Sacrificaram um meio século que poderia restar-lhes de vida nesta terra e estão a mais de 17 séculos gozando no Paraíso eterno.

5153
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 05 de Maio de 2017, 00:54
A mulher anônima

Júnia de Roma era, pois, uma apóstola exímia e notável, nas fileiras dos apóstolos,  era uma pessoa cristã antes do apóstolo Paulo e que realizava um trabalho missionário/evangelístico já antes dele, pois o apóstolo Paulo conhecia Júnia como apóstola, como uma mulher no ofício apostólico, que estava “em Cristo antes” dele e que realizava um trabalho missionário já antes dele, PREGANDO a mensagem do Evangelho de Cristo Jesus a TODOS que precisavam, tanto que até foi presa pelas autoridades romanas!
Esse fato revela que o conceito de ‘apóstolo/a’ NÃO somente era superior ao grupo dos Doze, MAS também que mulheres exerciam esse ministério eclesial, que foi específico, temporal e delimitado àqueles que viram Jesus ressuscitado
Até à Idade Média, a identidade da Júnia como uma apóstola feminina foi inquestionável. Tradutores subsequentes tentaram mudar o gênero por mudar o nomes para o masculino Junio. Mas tal nome é desconhecido na antiquidade; e não existe absolutamente nenhuma evidência literária, epigráfica, ou papirológica por ele.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 05 de Maio de 2017, 01:01
Boa noite amigos.. Sejam bem vindos

A mulher detemida

   
O nome Lídia refere-se a uma mulher de Filipos e à uma província ou região da Ásia Menor. A região Lídia era uma área muito fértil e além disso ficava numa das principais rotas comerciais da Ásia. Por causa desta estrada, várias cidades de Lídia ficaram famosas no mundo da época, tais como Sardes, Tiatira e Filadélfia. Observamos ainda que nestas cidades havia uma Igreja cristã. Das 7 cartas às Igrejas da Ásia Menor que o Apocalipse apresenta, estão Sardes, Tiatira e Filadélfia (2.18, 3.1 e 3.7). Hoje a região de Lídia pertence à Turquia.

 Seu nome era Lídia. Natural de Tiatira, cidade de Lídia, província da Ásia Menor. Seu nome deriva da região onde nasceu. Ela era comerciante de púrpura. A púrpura era uma das tintas mais famosas e caras da época. Estas tintas eram fabricadas na cidade de Tiatira e eram facilmente comercializadas por causa da estrada comercial que facilitava o transporte. Lídia morava em Filipos e lá vendia as púrpuras.

2. Lídia aparece na história e é apresentada por Lucas (autor de Atos) quando Paulo decide ir à Macedônia (Província Romana). O apóstolo estava na cidade de Trôade (litoral da Ásia Menor) e teve uma visão: um homem da Macedônia pedia que fosse para lá (Atos 16.9). Imediatamente Paulo toma o primeiro navio e dirige-se para esta importante região situada na Europa (Atos 16.10-11). Chega, finalmente a Filipos, a primeira cidade da província (Atos 16.12).

3. A cidade de Filipos era um importante centro comercial da Macedônia. Ficava às margens da principal estrada romana, e isto tornava a cidade próspera no comércio de ouro e prata que eram bradas das minas próximas da cidade. Paulo tinha o costume de ir à sinagoga dos judeus. Em Filipos eles se reuniam num local à beira do rio. Paulo e Suas dirigem-se para lá e encontram um grupo de mulheres, entre elas, Lídia. Embora não fosse judia, era simpatizante do judaísmo e foi a primeira a aceitar o evangelho e ser batizada, como sinal do seu compromisso com o cristianismo, ou seja, o Reino de Deus
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 05 de Maio de 2017, 01:04
A mulher destemida

O que ela fez?

1. Após sua conversão, convidou os missionários para se hospedarem em sua casa. Demonstrou ser uma mulher decidida e corajosa. Veja o que ela disse a Paulo; “Se haveis julgado que eu creio no Senhor, entrai e ficai em minha casa” (16.5). Com isto ela dá um grande apoio a Paulo e seus companheiros e ajuda na implantação e crescimento da Igreja em Filipos.

2. Depois disto, Paulo e Silas foram presos. Alguns comerciantes que exploravam uma escrava adivinhadora, acusaram os dois de fazerem perturbação (Atos 16.16-24). Com esta prisão, o carcereiro se converteu e tornou-se um membro da Igreja em Filipos. Após a libertação, Paulo e Silas foram até a casa de Lídia, pois lá os primeiros cristãos filipenses se reuniam (Atos 16.40).


O que ela nos ensina?

1. Ensina que a participação da mulher é importante e decisiva para o crescimento do cristianismo. Em Filipos não havia sinagoga dos judeus, isto significava que não havia “dez homens judeus, número necessário para organizar uma sinagoga”. Mas um grupo de mulheres costumava se reunir para orar. Lídia estava entre elas e, tão logo aceitou o evangelho, tomou a iniciativa de servir aos irmãos. Ela foi a primeira mulher a aderir ao cristianismo na Europa.

2. Demonstra que é necessário ter coragem e determinação. Paulo e Silas foram acusados pelos comerciantes de perturbadores e isto era motivo para prejudicarem os cristãos. Lídia não teve medo de sofrer perseguições, ser prejudicada financeiramente, pois também era comerciante, e nem tampouco teve receio por sua reputação. Assumiu seu compromisso de cristã e hospedou Paulo e Silas após a prisão. Alguns estudiosos da Bíblia afirmam que Lídia era viúva ou solteira, o que demonstra ainda mais a coragem desta mulher.

3. A vida de Lídia demonstra que a Igreja desenvolveu-se em tempos de crise e dificuldades por causa da solidariedade e da hospitalidade. Lídia hospedou Paulo e seus companheiros desde o início do trabalho missionário em Filipos. Depois hospedou a Igreja em sua casa e ainda foi solidária com os dois missionários, recebendo-os em sua casa após a prisão. A atitude de Lídia foi decisiva para que o Reino de Deus fosse anunciado naquele lugar. Como Lídia, a Igreja de Filipos foi solidária com o apóstolo Paulo quando ele foi, anos mais tarde, preso novamente, enfrentando privações. Em Filipenses 1.3-5, Paulo destaca isto e termina dizendo: “Pela vossa cooperação a favor do evangelho desde o primeiro dia até agora”. Sem dúvida alguma está fazendo referência a Lídia também.

4. Lídia nos ensina que a missão da Igreja tem sido desenvolvida com equilíbrio e criatividade por causa da participação da mulher. A mulher tem sido fundamental também no exercício dos dons e ministérios. Desta forma, ao exemplo de Lídia e de muitas outras, que as mulheres da nossa Igreja hoje continuem a ter a coragem, a determinação, a fé, a esperança, os frutos do Espírito Santo e a perseverança cristã, além de outras características, para que a presente geração de novos membros aprenda com elas o caminho do serviço e da felicidad
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 05 de Maio de 2017, 01:18
A mulher determinada

Priscila do ponto

como é bonito de se ver que o diácono Apolo, um missionário bem formado, aceitou o ensino de Priscila, uma missionária artesã! Priscila do Ponto exemplifica UMA MULHER COMPETENTE e, ATIVAMENTE, ENVOLVIDA no MINISTÉRIO cristão!
Embora dirigisse a sua casa, como mulher casada e dona-de-casa, e também tivesse uma profissão, Priscila encontrou tempo para se aprofundar no conhecimento das Sagradas Escrituras e gostava, efetivamente, de ensinar!
Por volta do ano 57, o apóstolo Paulo fez uma visita à cidade de Éfeso e, algum tempo depois disso, Priscila e seu marido voltaram a Roma, capital do Império Romano e, como já tinham feito em Corinto e em Éfeso, Priscila do Ponto e Áquila abriram a casa deles para uma igreja. (Romanos 16:5)

Assim, através do testemunho de Paulo, vem à tona a PARTICIPAÇÃO DECISIVA de mulheres, nos trabalhos MISSIONÁRIOS e EVANGELÍSTICOS no início da Igreja de Cristo!
Eram mulheres que viajavam pelo Império Romano, mulheres que exerciam a sua profissão de cidade em cidade, a fim de garantirem sua sobrevivência, mulheres que tinham ou NÃO marido, MAS que NÃO VIVIAM À SOMBRA de NENHUM homem!
E, a partir das afirmações de Paulo, em Romanos 16:3 a 5 e 1Coríntios 16:19, vemos que Priscila foi uma dessas mulheres e teve uma função importante, ela trabalhava com Paulo, na obra de Cristo: era “colaboradora, em Cristo Jesus”, de Paulo! (Romanos 16:3)
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 05 de Maio de 2017, 01:50
As mulheres do evangelho

As discípulas de Jesus:

Jesus criou um movimento novo, rompeu uma série de preconceitos culturais e entre suas inovações está o discipulado feminino. No seu discipulado, eram admitidas mulheres, em igualdade de condições com os homens. Jesus convive com elas, conversa, quer em particular, quer em público, procura escutá-las. elas participam ativamente e são beneficiadas com milagres e curas. Quebra os preconceitos da impureza, deixa-se tocar pela hemorroíssa. Ele mesmo toca o cadáver da filha de Jairo conforme (Mc 5,25-43).

Jesus não se esquiva de ser tachado de imoral e escandaloso, pelos fariseus, enquanto desafia os preceitos legais e entra em casa de mulheres sozinhas, como a de Marta e Maria (Lc 10,38-42).

Outra prática inconcebível para um rabino da época seria ter um grupo de mulheres que abandonassem seus lares para seguí-lo, viajando com Ele (Lc 8,1-3). Mas, a atitude de Jesus, com relação às mulheres é em muitos sentidos inovadora, até mesmo revolucionária.

Para ser discípulo de Jesus precisava: chamado, seguimento, serviço, visão, escuta e missão. As mulheres preenchem esses requisitos e se inserem nessa missão, desde a Galiléia até Jerusalém (Mc 15,40-41).

Quando Jesus foi preso e condenado, os discípulos fogem. As mulheres arriscaram suas próprias vidas, permaneceram ao pé da cruz, foram ao sepulcro, creram e difundiram a ressurreição. Elas participam, portanto, de todos os fatos e acontecimentos.

Jesus chama as mulheres: no caso do seu discipulado, há um chamado por parte dele, isto é, o mestre toma a iniciativa, costume diferente de outros filósofos e rabinos. Jesus rompe as discriminações e chama os “impuros”, como o publicano Levi, zelotes, como Simeão e mulheres como Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé.

As mulheres com gratuidade e prontidão dão resposta e tem presença marcante no discipulado de Jesus. As mulheres seguiam e serviam Jesus, conforme Mc 15,41. O mesmo Evangelista em 14,3-9 diz que uma mulher anônima unge a cabeça de Jesus com perfume de nardo puro (óleo perfumado, muito caro por causa de sua escassez). Essa era uma prática típica dos profetas, quando ungiam os reis: sinal de que as discípulas perceberam, na convivência com Jesus, o seu messianismo.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 17:03
Boa tarde amigos.. Sejam bem vindos



As mulheres do evangelho

. Numa sociedade que nem sempre reconhecia a dignidade das mulheres, Jesus lhes deu o status que lhes pertence na divina ordem da criação: elas são filhas de Deus, filhas de Abraão, e iguais aos homens na nova era do evangelho.

Apenas para Deus e Jesus, as mulheres são vistas de formas iguais na era da boa nova
Apenas Jesus reconheceu a mulher com igualdade,
Para Jesus as mulheres possuem a mesma igualdade do que os homens
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: lconforjr em 07 de Maio de 2017, 17:41
Qual religião, qual povo, em qual território deste planeta a mulher possui "status" igual ao dos homens? Em nenhum e isso se deve tb ao Novo Testamento que, em muitas de suas passagens, tenta mostrar que as mulheres ainda são seres inferiores em relação aos homens!
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 18:52
A mulher martirizada

Tecla não é citada na Bíblia, e a única fonte de informações sobre sua vida é o Atos de Paulo e Tecla livro escrito provavelmente no século II e tido como apócrifo. De acordo com o livro, quando o apóstolo Paulo chegou à Icônio se hospedou na casa de Onesíforo, do qual Tecla era vizinho. Nesta altura com 18, prometida a Tamire, Técla ouve a pregação de São Paulo e então decide dedicar sua vida a pregação do Evangelho. A mãe de Técla opôs-se aos planos da filha, enquanto seu pretendente delatou Paulo para o prefeito da cidade que o aprisionou.[1]

Subornando os guardas com todo seu ornamento em ouro, Técla vai ao encontro de São Paulo que lhe transmitiu diversos preceitos paternais. Três dias depois os servos de sua família a encontraram e a levaram a força. Irredutível quanto ao casamento foi, a mando de sua mãe, condenada a fogueira. Segundo a tradição ao entrar no fogo fazer um sinal da cruz sobre si mesma uma luz a cercou e as chamas não conseguiram tocá-la. Uma forte chuva acompanhada com granizo apagou o fogo e seus torturadores dispersaram-se em pavor.[1]

Técla abandonou a cidade e foi ao encalço de São Paulo que estava em uma caverna nas cercanias da cidade junto de seus companheiros; Técla acompanhou Paulo em sua viagem de pregação na Antioquia da Pisídia. Na cidade o dignitário Alexandre, vislumbrado por sua beleza, a pede em casamento e novamente a virgem recusa o pedido o que provoca ira em Alexandre que ordena que animais famintos sejam investidos contra ela. Segundo a tradição os animais recusaram-se a tocar nela. Posteriormente Técla foi amarrara em cordas puxadas por dois bois. Segundo a tradição as cordas arrebentaram como teias de aranha e os bois fugiram. Após tais fatos Técla é liberta.[1]

Técla estabeleceu-se em uma região desolada nas proximidades de Selêucia Isauria onde por muitos anos pregou a palavra de Deus, curou enfermos e converteu pagãos ao cristianismo. Com cerca de 90 anos, feiticeiros pagãos invejando a popularidade de Técla, enviam seus seguidores para contaminá-la. Segundo a tradição, quando eles estavam próximos, Técla gritou em súplico a Deus e uma rocha se abriu e escondeu a virgem, que entregou sua alma a ele.[1] Em Ma'loula, na Síria, há um convento, Deir Mar Takla, dedicado a Santa Tecla, construído próximo do local onde a rocha abriu-se para ela. Atualmente parte de suas relíquias está em uma catedral em Milão.

Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 19:29
A mulher convertida

Afra vivia uma vida de pecado, inconsequente e era apoiada por sua mãe, chamada Hilária ( outras traduções a chamam de Hilda). Incentivada pela mãe, prestava culto à deusa Vênus. As duas viviam com três criadas cujos nomes eram: Eunômia, Digna e Eprepria. Na casa em que viviam reinava o paganismo e os costumes levianos.

Por volta do ano 304, sob o domínio do imperador Diocleciano, Roma perseguia severamente os cristãos. Por causa dessa perseguição, um bispo chamado Narciso, acompanhado de um diácono chamado Félix, hospedaram-se na casa de Afra, vindos da Espanha, fugindo dos romanos. Os dois forasteiros foram acolhidos na casa como era o costume delas. Porém, uma surpresa iria transformar a vida daquelas mulheres.

Os dois forasteiros pareciam, aos olhos delas, pessoas do bem, porém, estranhas, pois não as procuraram com segundas intenções. Queriam apenas hospedagem. Então, no momento da refeição, os dois puseram-se em oração agradecendo a Deus pelo alimento e pela acolhida que tiveram. Tal oração tocou o coração das mulheres pela beleza, simplicidade e pureza de coração. Assim, elas descobriram que os dois eram cristãos.

Tocada pela graça de Deus, que chegou àquela casa pela simples presença dos dois cristãos, Afra fez uma revisão de sua vida e sentiu um profundo arrependimento em seu coração. Por isso, sem compreender direito o que acontecia consigo, ajoelhou-se aos pés do bispo Narciso e confessou a ele sua vida de pecado e imoralidades. Narciso percebeu logo que o arrependimento de Afra era verdadeiro e sincero. Por isso, deu-lhe a absolvição e o batismo, percebendo que a alma daquela jovem clamava por esta graça.

Experimentando o amor e a graça de Deus em seu coração, Afra convenceu sua mãe e as criadas a fazerem a experiência do encontro com Jesus através do arrependimento e do batismo. Elas aceitaram e experimentaram também a felicidade do amor de Deus. Narciso e Félix instruíram as mulheres o quanto foi possível na fé cristã. Depois, tiveram que prosseguir com a fuga, por causa da perseguição. Afra e as mulheres ajudaram os dois despistando os perseguidores romanos.

Após a fuga dos clérigos cristãos, Afra foi denunciada anonimamente aos romanos. Por isso, foi presa. Os romanos ofereceram a ela a liberdade, caso renegasse a fé cristã e prestasse culto aos deuses pagãos. Afra, porém, não aceitou. Pelo contrário, reafirmou sua fé em Jesus.

Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 19:40
A mulher decidida

Santa Águeda, mesmo diante das dores e humilhações foi firme em escolher Jesus como seu único Esposo

Virgem e mártir, Santa Águeda nasceu no século III numa família muito conhecida, em Catânia, na Sicília. Muito cedo, ela discerniu um chamado a Deus consagrando a sua virgindade ao Senhor, seu amado e esposo. A grande santa italiana foi uma jovem de muita coragem vivendo o Santo Evangelho na radicalidade num tempo em que o imperador Décio levantou contra o Cristianismo uma forte perseguição. Aqueles que não renunciassem ao senhorio de Cristo e não O desprezassem eram punidos com muitos sofrimentos até a morte.

Santa Águeda era consagrada ao Senhor, amava a Deus, mas foi pedida em casamento por um outro jovem. Claro, por coerência e por vocação, ela disse ‘não’. Esse jovem, que dizia amá-la, a denunciou às autoridades. Ela foi presa e injustamente condenada. Que terríveis sofrimentos e humilhações!

Ela sempre se expressava com muita transparência e dizia que pertencia a uma família nobre, rica, conhecida, mas tinha honra de servir a Nosso Senhor, o seu Deus. De fato, para os santos, a maior honra e a maior glória é servir ao Senhor.

Entregaram-na a uma mulher tomada pelo pecado, uma velha prostituta para pervertê-la, mas esta não conseguiu, pois o reinado de Cristo se dava no coração de Águeda antes de tudo. Então, novamente, como num gesto de falsa misericórdia, perguntaram-lhe: “Então, o que você escolheu, Águeda, para a salvação?”. “A minha salvação é Cristo”, ela respondeu.

Os santos passaram por muitas dificuldades, mas, em tudo, demonstraram para nós que é possível glorificar a Deus na alegria, na tristeza, na saúde, na dor.

Em 254 foi martirizada e se encontra na eternidade, com seu esposo, Jesus Cristo, a interceder por nós.

Nascimento: 231 d.C., Catânia, Itália
Falecimento: 251 d.C., Catânia, Itália
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 19:49
A mulher solitária

Santa Bárbara foi, segundo a Tradição católica, uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual Izmit, Turquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. A moça era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romano chamado Dióscoro.

Por ser filha única e com receio de deixar a filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, Dióscoro decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara na sua solidão, tinha a mata virgem como quintal, e questionava-se se de fato, tudo aquilo era criação dos ídolos que aprendera a cultuar com seus tutores naquela torre.

Por ser muito bela e, acima de tudo, rica, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum.

Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as "desfeitas" da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essa visita ela teve contato com cristãos, que lhe contaram sobre os ensinamentos de Jesus sobre o mistério da união da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria a batizou.

Em certa ocasião, seu pai "decidiu construir uma casa de banho com duas janelas para Bárbara. Todavia, dias mais tarde, ele viu-se obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, Barbara ordenou a construção de uma terceira janela na torre, visto que a casa de banho ficara na torre. Além disso, ela esculpira uma cruz sobre a fonte".

O seu pai Dióscoro, quando voltou, "reparou que a torre onde tinha trancado a filha tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou-lhe que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este fato deixou o pai furioso, pois ela se recusava a seguir a Religião da Roma Antiga.

Sentença de Morte

A tortura de Santa Bárbara

Debaixo de um impulso e fúria, e obedecendo a suas tradições romanas, Dióscoro denunciou a própria filha ao prefeito Martiniano que a mandou torturar numa tentativa de a fazer renunciar sua fé, fato que não aconteceu. Assim, Márcio condenou-a à morte por degolação".

Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara.

Ambas foram levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara teve os "seios cortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o seu próprio pai a executou, degolando-a. Quando a cabeça de Bárbara rolou pelo chão, um imenso trovão estrondou pelos ares fazendo tremer os céus. Um relâmpago flamejou pelos ares e atravessando o céu fez cair por terra o corpo sem vida de Dióscoro.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 21:54
A mulher obstinada


Cristina nasceu no ano 288 d.C., na região da Itália chamada Toscana, vizinha do lago de Bolsena. Era filha de um oficial do exército romano chamado Urbano. Seu pai atuava em Tir, região da Etrúria, que é parte da Toscana. Aproveitando que o império romano perseguia os cristãos, Urbano, que era um homem rude, perseguia os seguidores de Cristo abusando de seu poder militar. Vivendo numa família com tal pai, seria difícil imaginar que Cristina se tornasse cristã. Deus, porém, tem seus caminhos insondáveis.

A força dos cristãos toca o coração da menina
Para tentar sufocar o movimento cristão, que se alastrava no império romano, Urbano submeteu vários seguidores de Cristo a interrogatórios terríveis e humilhantes, no espaço de sua própria casa. Isso aconteceu durante alguns anos. A menina Cristina acompanhava tudo, impressionada com a serenidade e alegria que os cristãos enfrentavam os piores constrangimentos. Através do testemunho dos cristãos, ela começou a conhecer Jesus e quis conhecer mais profundamente esta fé que tantos perseguiam. Vendo a maneira que eles reagiam, ela não conseguia entender porque eles eram perseguidos.

Abraçando a fé contra o próprio pai
Uma escrava cristã ficou presa na casa de Cristina por um bom tempo. Ao ver que Cristina tinha o coração aberto e queria conhecer Jesus, a escrava preparou-a para receber o batismo. Terminada sua preparação, ela foi batizada sem que o pai o soubesse. A partir de então, seu comportamento mudou. Ela passou a defender os cristãos e a se interessar pela comunidade cristã local.

Perseguida pelo próprio pai
O pai desconfiou e começou a pressioná-la, ordenando-a a cultuar os ídolos romanos, oferecendo incenso a eles. Cristina, porém, disse não. Pressionada pelo pai, ela respondeu: "Tolo é vosso medo, tola a vossa advertência; diante de um deus cego aos sofrimentos do povo, surdo ao clamor dos fracos, eu não peço favores e não acendo uma vela. Ao Deus vivo, ao Senhor do céu e da terra que nos enviou seu Filho Jesus, a este, sim, apresento sacrifícios de verdade e amor".

Testemunho de uma menina em meio à perseguição
O pai, inconformado, ameaçou Cristina, mas pensava que aquilo seria “coisa de criança”. Cristina, porém, segui firme, participando da Eucaristia e de reuniões de oração dos cristãos. Além disso, visitava os presos, dava esmola para os pobres e ajudava os doentes. Cheia de coragem, vendeu as imagens de ídolos que tinha em sua casa (e isso valia um bom dinheiro) para ajudar os pobres. Seu pai, ao descobrir tudo isso, ficou furioso. Por isso, ele mesmo chicoteou Cristina. Muitos de sua casa lhe pediram para que ela aceitasse a vontade do pai, mas ela respondia: "Deixar a vida não me custa; abandonar minha fé, isto nunca".
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 21:58
A mulher obstinada

A ira se volta contra o pai
Urbano, pai de Santa Cristina, cada vez mais furioso e inconformado, prosseguiu com as torturas, amarrando a filha e lançando-a ao fogo. A história conta que, nesse momento, um anjo protegeu-a e as chamas não lhe fizeram mal. Mais irado ainda, Urbano mandou prender a filha. Cristina permaneceu em oração, entregando seu coração e sua vida ao Senhor. Urbano, então, mandou amarrá-la a uma pedra de moinho e jogá-la no lago. Conta-se que, milagrosamente, a pedra boiou e Cristina não se afogou. A fúria de Urbano foi tão forte que seu coração não resistiu e ele morreu de infarto.

Morta pelo sucessor do pai
Após a morte do pai, Santa Cristina foi presa, acusada de ser a responsável pela morte de Urbano. O sucessor de Urbano, chamado Dio, submeteu Santa Cristina a terríveis torturas  como jogá-la ao fogo. Porém, mais uma vez, o fogo não a queimou. Ordenou, então, que ela fosse jogada às víboras, mas nenhuma picou a menina. Mandou cortar sua língua mas, mesmo assim,  ela continuou cantando louvores ao Senhor. A essa altura, os cristãos se fortaleceram na fé e vários outros se converteram a Jesus vendo o testemunho inacreditável de uma menina de apenas doze anos. Então, Dio ordenou que ela fosse morta a flechadas. Aprouve ao Senhor Deus chamar Santa Cristina para si através desse tipo de morte. Ela faleceu no dia 24 de julho do ano 300.

Protetora contra a depressão psicológica
O testemunho de Santa Cristina nos lembra, mais uma vez, que Deus escolhe aquele que é pequeno, fraco, indefeso, para confundir os fortes e poderosos. Através da fragilidade física desta menina, o Senhor mostrou que a verdadeira força vem dEle. Por isso, ela é invocada contra os males da depressão psicológica. O deprimido se sente o último, pequeno, sem forças para reagir. O testemunho de Santa Cristina mostra de onde vem esta força da qual tanto precisamos. Santa Cristina conheceu verdadeiramente o Senhor Jesus e não se desfez deste conhecimento ao preço de sua própria vida. Que o Senhor nos dê a graça de conhece-lo nesta profundidade para enfrentarmos a depressão e todos os obstáculos desta vida, perseverando na fé e prontos para testemunhar que pertencemos a Ele.

Relíquias de Santa Cristina no Brasil
Em 1927, partes de ossos de Santa Cristina foram trazidas de Roma para a cidade de Campinas, SP, pelo segundo bispo da diocese, Dom Francisco de Campos Barreto, fundador da Congregação das Missionárias de Jesus Crucificado. As relíquias foram colocadas na capela da Casa Geral da Congregação. Depois, foram trasladadas para a Basílica Nossa Senhora do Carmo, no centro da cidade, no dia 23 de outubro de 2010. Elas foram assentadas no altar do Sagrado Coração de Jesus, junto com a imagem de Santa Cristina.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 23:45
A mulher santificada

Santa Cecília nasceu provavelmente no ano 150, em Roma. Era filha de um Senador Romano, da família nobre dos Metelos. Era cristã, e desde pequena fez voto de castidade para viver o Amor de Deus e de Cristo. Como cristã numa época tão antiga, e em Roma, ela certamente herdou a fé dos discípulos de São Paulo, que levou a fé até Roma, e de São Pedro, o primeiro papa.

Cecília herdou a fé desses santos homens e de tantos outros que foram martirizados exatamente em Roma. O cristianismo que Cecília recebeu em sua formação, era o cristianismo dos mártires, dos heróis da fé. Cecília foi cristã numa Igreja perseguida, numa Igreja que ainda era minoritária, porém, cheia de profunda fé, esperança e coragem.

História de Santa Cecília
No transcorrer normal de sua vida, quando jovem ela foi prometida e dada em casamento a um jovem chamado Valeriano. No dia do casamento ela estava muito triste. Então, ela  chamou seu noivo disse a ele toda verdade sobre sua fé. Disse que tinha feito voto de castidade para Deus, e começou a falar das glórias de Deus e de Jesus Cristo ao jovem, que a ouvia boquiaberto com a força de suas palavras e a convicção que vinha de seu coração.

Tamanho foi o poder das palavras de Cecília que, após ouvi-la, ele se converteu, entendeu a promessa de sua noiva e disse que iria respeitá-la em sua decisão. Naquela mesma noite ele recebeu o batismo. Valeriano contou o que ocorrera para seu irmão Tiburcio e este também, impressionado, se converteu. Ambos eram pagãos.

A primeira canção de Santa Cecília
Santa Cecília, então, vendo a maravilha que Deus estava operando através dela, agradecida, cantou para Deus: Senhor, guardai sem manchas o meu corpo e minha alma, para que não seja confundida. Foi um canto inspirado e emocionante, que tocou profundamente o coração de todos. Daí vem o fato de ela ser considerada a padroeira dos músicos cristãos.

O prefeito de Roma, Turcius Almachius, teve conhecimento da conversão dos dois irmãos e quis o tesouro dos dois irmãos nobres e ricos. Os dois irmãos, porém, já tinham distribuído todos os seus bens aos pobres. O prefeito de Roma exigiu, então, sob pena de morte, que os dois abandonassem a nova fé. Os dois, porém, alimentados com a força do cristianismo nascente e cheios do poder de Deus, não renegaram sua fé. Assim, foram condenados à morte e decapitado
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2017, 23:47
A mulher santificada


Santa Cecília foi chamada ao conselho romano logo em seguida. Isso aconteceu  provavelmente no ano 180. O conselho exigiu primeiro que ela revelasse onde estaria o tesouro dos dois irmãos. Ela disse que tudo já tinha sido distribuído aos pobres.

O prefeito, furioso, exigiu que ela renunciasse a fé cristã e adorasse aos deuses romanos. Cecília negou-se mostrando muita coragem e serenidade diante de todos. Condenaram-na à tortura. Mas, estando ela diante dos soldados romanos para ser torturada, ela falou a eles sobre as maravilhas de Deus, sobre a verdadeira religião, sobre sentido da vida, que é o seguimento de Jesus Cristo. Os soldados, maravilhados com uma mensagem que nunca tinham ouvido, ficaram do lado de Cecília, dizendo que iriam abandonar o culto aos deuses. Essas inúmeras conversões foram milagres que Deus operou através de Santa Cecília para que essas pessoas alcançassem a felicidade  e a salvação.

O prefeito então, aborrecido e furioso, deu ordens para outros algozes trancarem Santa Cecília no balneário de águas quentes do seu próprio castelo, logo na entrada dos vapores. Ali, ela seria asfixiada pelos vapores ferventes que aqueciam as águas. Ninguém conseguia ficar ali por mais de alguns minutos. Era morte certa.

Porém, para surpresa de todos, milagrosamente ela foi protegida e nada lhe aconteceu. Todos ficavam impressionados com a fé daquela jovem, frágil, que enfrentava a morte sem receio por causa da grande fé que tinha em seu coração. Mas o prefeito, irredutível, mandou que ela fosse morta com três golpes de machado em seu pescoço.

O algoz obedeceu, mas não conseguiu arrancar sua cabeça, coisa que ele estava acostumado a fazer com apenas uma machadada. Santa Cecília permaneceu viva ainda por 3 dias, conversando e dando conselhos a todos que corriam para vê-la e rezar por ela.

Martírio de Santa Cecília
Por fim, pressentindo sua morte iminente, Santa Cecília pediu para o Papa entregar todos os seus bens aos pobres e transformar sua casa numa igreja. Antes de sua morte, em seus últimos momentos neste mundo, sentindo que sua missão estava cumprida mesmo ela sendo ainda tão jovem, Cecília conseguiu cantar louvando a Deus, cantando as maravilhas de Deus.

Por isso, ela é a padroeira dos músicos e da música sacra. Depois disso, a fisicamente frágil e interiormente forte jovem romana que desafiou os poderes deste mundo, entregou seu espírito ao Pai Celestial. Após sua morte ela foi sepultada pelos cristãos na catacumba de São Calisto e desde então passou a ser venerada como mártir.

Descoberta do túmulo de Santa Cecília
O túmulo de Santa Cecília ficou desaparecido por muitos séculos. No século IX, Santa Cecília apareceu ao Papa Pascoal l (817-824). Logo após este fato, seu túmulo foi encontrado e lá estava o caixão com as relíquias da Santa.

O corpo dela estava intacto, na mesma posição em que ela foi enterrada. Ao lado da Santa estavam também os corpos de Valeriano e Tiburcio. No ano de 1599, o Cardeal Sfondrati mandou abrir o tumulo de Santa Cecília, e seu corpo foi encontrado na mesma posição que estava quando o Papa Pascoal l a encontrou. Sua festa é celebrada em 22 de novembro, dia dos músicos e da música.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 30 de Maio de 2017, 19:02
Boa tarde amigos.. Dando continuidade ao estudo

As mulheres do evangelho

A mulher santa

Conhecida em vida como "a santa das sarjetas" ), Madre Teresa de Calcutá nasceu em 26 de agosto de 1910 em uma família albanesa em Skopje, capital da atual república da Macedônia – que na época pertencia à Albânia –, com o nome de batismo Gonxhe Agnes Bojaxhiu.
 

MADRE TERESA
Beata foi transformada em santa
canonização
história
críticas
milagre em brasileiro
origem em disputa
Ela entrou em 1928 para a ordem religiosa Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, que tem sede na Irlanda, e passou a usar o nome Teresa em homenagem a Santa Teresa de Lisieux.
Enviada a Calcutá, na Índia, foi professora durante muitos anos em uma escola para meninas de classe alta, antes de decidir servir a Deus através dos pobres. No início de 1948, se mudou para os bairros pobres de Calcutá, onde suas ex-alunas se tornaram, a seu lado, as primeiras Missionárias da Caridade.
Em 1952, ao observar uma mulher agonizante, abandonada na rua e com os pés atacados por ratos, ela sentiu uma profunda comoção e decidiu assumir uma nova tarefa: ajudar os mais pobres entre os pobres. Depois de procurar com insistência as autoridades da cidade, conseguiu a concessão de um antigo edifício para dar abrigo às pessoas que sofriam de tuberculose, desinteria e tétano, as quais nem os hospitais queriam atender.
Dezenas de milhares de necessitados passaram pelo lugar. Muitos encontraram uma morte digna, com respeito às suas próprias religiões, e outros se recuperaram graças aos cuidados das freiras. Pelo seu trabalho, ela foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 1979.
Título: Re: As mulheres do Evangelho
Enviado por: Dothy em 30 de Maio de 2017, 19:06
A mulher beneficiente

Irmã Dulce (1914-1992) foi uma religiosa católica brasileira que dedicou a sua vida a ajudar os doentes, os mais pobres e necessitados. Foi beatificada pelo Papa Bento XVI, no dia 10 de dezembro de 2010, passando a ser reconhecida com o título de "Bem-aventurada Dulce dos Pobres". Será canonizada se for comprovado um segundo milagre.
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (1914-1992) nasceu em Salvador, Bahia, no dia 26 de maio de 1914. Filha de Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Desde criança desejava seguir a vida religiosa e rezava muito, pedindo algum sinal que mostrasse se deveria ou não seguir esse caminho.
Ainda na adolescência, começou a desenvolver a sua missão de ajudar os mendigos, carentes e enfermos. Aos treze anos, foi recusada pelo convento de Santa Clara por ser muito nova. Em 8 de fevereiro de 1932, formou-se professora primária e no ano seguinte entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, Sergipe. Em 1934, fez votos de fé, tornando-se freira e recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
De volta a Salvador, já como freira, sua primeira missão foi ensinar em um colégio mantido por sua congregação religiosa. Em 1936, com 22 anos, fundou a União Operária São Francisco, juntamente com o Frei Hildebrando Kruthaup. Deve-se à Irmã Dulce a criação do Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e suas famílias. Importante também foi a sua participação na criação de um albergue para doentes, localizado no convento de Santo Antônio, o que depois iria se transformar no Hospital Santo Antônio.
Em 1980, durante a primeira visita do Papa João Paulo II, ao Brasil, Irmã Dulce foi convidada a subir no altar e recebeu do Papa, um terço e ouviu as seguintes palavras: "Continue, Irmã Dulce, continue".
Em 1988, foi indicada ao Nobel da Paz pelo então Presidente do Brasil José Sarney, com o apoio da rainha da Suécia. Em 2000, recebeu do Papa João Paulo II, o título de "Serva de Deus". Durante mais de cinquenta anos a Irmã dedicou-se a dar assistência aos doentes, pobres e necessitados.
Irmã Dulce começou a apresentar problemas respiratórios, tinha uma saúde frágil, mas não parou seu trabalho. Já debilitada, foi internada no Hospital Português da Bahia, e depois transferida para a UTI do Hospital Aliança e finalmente para o Hospital Santo Antônio. No dia 20 de outubro de 1991, Irmã Dulce recebeu a visita do Papa João Paulo II, para receber a benção e a extrema-unção. Irmã Dulce faleceu em Salvador, no dia 13 de março de 1992. Seus restos mortais estão enterrados na Capela do Hospital Santo Antônio.