Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Maio de 2016, 16:12

Título: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Maio de 2016, 16:12
...

Olá a todos!
É com imenso prazer
Que iniciamos mais um estudo mensal
O Fórum Espírita
Nos possibilita tal oportunidade
De estudos, reflexões e aprendizados

Este mês trás uma tema importante
Um dos mais fortes enunciados de Jesus Cristo
Um ensino fundamental
Uma decisão precisa
Quando esteve em nosso meio
Nesta vida terrena
O Cristo de Deus nos pede num alerta épico
Firmando de forma preponderante
os caracteres de sua missão:
O Amor incondicional

O Cristo nos pede para
Amar os nosso inímigos
E nesta proposta divina
Elevaremo-nos nas reflexões que se seguirão

Convido a todos
De conformidade com o tempo disponível
E desde já agradeço
Carinhosamente
Tão importante Oportunidade

Moisés



Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Maio de 2016, 16:19
O Evangelho Segundo o Espiritismo

CAPÍTULO XII

Amai os vossos inimigos

..............

Retribuir o mal com o bem

1. Aprendestes que foi dito:
"Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos.
" Eu, porém, vos digo:
"Amai os vossos inimigos;
fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam,
a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus
e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus
e que chova sobre os justos e os injustos.

- Porque, se só amardes os que vos amam,
qual será a vossa recompensa?
 
Não procedem assim também os publicanos?

Se apenas os vossos irmãos saudardes,
que é o que com isso fazeis mais do que os outros?

Não fazem outro tanto os pagãos?"


(S. MATEUS, cap. V, vv. 43 a 47.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Maio de 2016, 16:22
O Evangelho Segundo o Espiritismo

CAPÍTULO XII

Amai os vossos inimigos

..............

Retribuir o mal com o bem

- "Digo-vos que,
se a vossa justiça não for mais abundante que a dos escribas e dos fariseus,
não entrareis no reino dos céus."


(S. MATEUS, cap. V, v. 20.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Maio de 2016, 16:27
O Evangelho Segundo o Espiritismo

CAPÍTULO XII

Amai os vossos inimigos

..............

Retribuir o mal com o bem


2. "Se somente amardes os que vos amam,
que mérito se vos reconhecerá,
uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam?

- Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem,
que mérito se vos reconhecerá,
dado que o mesmo faz a gente de má vida?

- Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor,
que mérito se vos reconhecerá,
quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira,
para auferir a mesma vantagem?

Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos,
fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma.
Então,
muito grande será a vossa recompensa
e sereis filhos do Altíssimo,
que é bom para os ingratos
e até para os maus.

- Sede, pois, cheios de misericórdia,
como cheio de misericórdia é o vosso Deus."


(S. LUCAS, cap. VI, vv. 32 a 36.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Maio de 2016, 16:31
Retribuir o mal com o bem

3. Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.

Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idéias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.

A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos.

Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os Inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.

4. Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contra-senso. Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte. pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.

Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento. Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta idéia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for. tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: M.Altino em 01 de Maio de 2016, 17:43
Amigos e companheiros deste cantinho de estudos é com muita paz que a todos dou a minha boa tarde de muita paz e ao mesmo tempo saudar o nosso amigo Moisés de Cerqueira Pereira pelo seu empenho neste estudo que penso será muito e participativo entre todos.
http://www.youtube.com/watch?v=I-mA2TgM2Vk
Que esta mensagem nos ajude a meditar como é importante sabermos respeitar e em pensamento amar todos os que muitas vezes não aceitamos.
Os Espíritos Superiores, respondendo a Kardec à questão 887 , dizem que:
“Certo ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado.
Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer.
Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem.
O que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca, se procura tomar vingança.”
Ainda em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” , Kardec comenta que:
 “Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo.
A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude.
Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas ideias.
Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.
A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos.
O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente.
O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio.
Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo.
Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos.
Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar.
Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos.
Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo.
Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar.
Quem assim procede preenche as condições do mandamento:
Amai os vossos inimigos.”
Amigos com um carinhoso abraço de muita paz e vamos continuar e debater este lindo tema que é importante para a nossa Evolução.....
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2016, 18:32
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #3 em: 01 05 16, às 16:27 de Moisés de Cerq
     
      Sem dúvida, o amor ao próximo é um dos mais elevados objetivos procurados pelas doutrinas religiosas, em geral. Mas, como vamos poder conquistar esse objetivo se, infelizmente, todas as pessoas de boa-vontade, os bem-intencionadas, as escrituras cristãs, a codificação de Kardec, as mensagens de tantos benfeitores e até mesmo os ensinamentos de Jesus, o Mestre dos Mestres (estes do modo como as doutrinas cristãs tentam passá-los para nós), somente sabem nos ensinar” “o que fazer”?! Quem é que nos trará os ensinamentos de “como fazer”?!! Onde os encontraremos?

      Esses versículos de Lucas, como todos esses milhares de textos que lemos todos os dias, fazem exatamente a mesma coisa: só sabem ensinar “o que fazer”, mas não conseguem nem mesmo nos dar uma vaga ideia de “como fazer”!

      Aliás, infelizmente, é esse o processo de ensino de, também, todas as religiões e filosofias religiosas do mundo! Somente sabem dizer o que fazer! Nenhuma sabe ensinar o “como fazer”! Todas dizem: “façam isso”, mas nenhuma sabe dizer como fazer isso que elas mesmas recomendam!

      Assim, lembrando um a um os versículos de Lucas citados na msg/resp #3, referida acima, perguntamos:

      - como fazer para amar, também, os que não nos amam?

      - para fazer o bem àqueles que nos fazem o mal?

      - para ajudarmos àqueles que não nos ajudam?

      - e para amarmos os nossos inimigos, aqueles que querem e fazem o mal para nós e para nossos queridos?

      - para que em nós exista aquela misericórdia que existe em Deus?

      De onde poderá nos vir essa vontade ou desejo, considerado absurdo por muitos, de amar e ajudar nossos inimigos, de oferecer a outra face, de perdoar sempre, de pagar o mal com o bem?

      Sem dúvida, somente o amor, um amor que tenda a ser incondicional, nos permitirá fazer essas coisas; somente o amor nos dará a vontade e despertará em nós o desejo de amar os nossos inimigos.

      Mas, e aqui está o grande problema: onde vamos aprender a ter em nós esse amor? Quem nos ensinará como fazer para encontrá-lo e dele enchermos nosso coração? Que mestre, que espirito amigo, que doutrina religiosa, que filosofia?

      O que os amigos podem dizer sobre isso? A doutrina não nos ensina como fazer isso! Existirá, em algum lugar, em alguma linha espiritualista, esse ensinamento? 
................ 
     
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Maio de 2016, 22:03
Amigos e companheiros deste cantinho de estudos é com muita paz que a todos dou a minha boa tarde de muita paz e ao mesmo tempo saudar o nosso amigo Moisés de Cerqueira Pereira pelo seu empenho neste estudo que penso será muito e participativo entre todos.
....

Manuel Altino


Obrigado Manuel pela participação, pelo vídeo e pelo texto

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Maio de 2016, 23:17
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #3 em: 01 05 16, às 16:27 de Moisés de Cerq
     
      Sem dúvida, o amor ao próximo é um dos mais elevados objetivos procurados pelas doutrinas religiosas, em geral. Mas, como vamos poder conquistar esse objetivo se, infelizmente, todas as pessoas de boa-vontade, os bem-intencionadas, as escrituras cristãs, a codificação de Kardec, as mensagens de tantos benfeitores e até mesmo os ensinamentos de Jesus, o Mestre dos Mestres (estes do modo como as doutrinas cristãs tentam passá-los para nós), somente sabem nos ensinar” “o que fazer”?! Quem é que nos trará os ensinamentos de “como fazer”?!! Onde os encontraremos?

      Esses versículos de Lucas, como todos esses milhares de textos que lemos todos os dias, fazem exatamente a mesma coisa: só sabem ensinar “o que fazer”, mas não conseguem nem mesmo nos dar uma vaga ideia de “como fazer”!

Olá Luis Junior
Fico feliz que tenhamos compreendido o " O que fazer ?"
Realmente há um bom progresso de entendimento para estas leituras

Vamos verificar as ações
o que realmente estamos praticando
Vejamos:
Gandhi nos diz que a não violência vence a violência
e para Gandhi isto é uma certeza
Pois ele nos certifica que "vence"
Agora já sabemos politicamente o " Como fazer?"

Pois com esta prática
Gandhi desarmado
Liberta a Índia do domínio de Um Inglaterra
Totalmente armada

Citar
      Aliás, infelizmente, é esse o processo de ensino de, também, todas as religiões e filosofias religiosas do mundo! Somente sabem dizer o que fazer! Nenhuma sabe ensinar o “como fazer”! Todas dizem: “façam isso”, mas nenhuma sabe dizer como fazer isso que elas mesmas recomendam!

Para a nooossaaaa feliciiiidade
já parafraseando músicos populares do you tube
digamos que devemos praticar
o que é bom
o que é bem

Citar
      Assim, lembrando um a um os versículos de Lucas citados na msg/resp #3, referida acima, perguntamos:

      - como fazer para amar, também, os que não nos amam?
Amando sabiamente
Citar

      - para fazer o bem àqueles que nos fazem o mal?
Amando prudentemente
Citar
      - para ajudarmos àqueles que não nos ajudam?
Amando desinteressadamente

   
Citar
   - e para amarmos os nossos inimigos, aqueles que querem e fazem o mal para nós e para nossos queridos?
Amando educadamente
Citar
      - para que em nós exista aquela misericórdia que existe em Deus?
Amando divinamente
Citar
      De onde poderá nos vir essa vontade ou desejo, considerado absurdo por muitos, de amar e ajudar nossos inimigos, de oferecer a outra face, de perdoar sempre, de pagar o mal com o bem?
Amando confiadamente
Citar
      Sem dúvida, somente o amor, um amor que tenda a ser incondicional, nos permitirá fazer essas coisas; somente o amor nos dará a vontade e despertará em nós o desejo de amar os nossos inimigos.

Sim!
falaste bem
Citar
      Mas, e aqui está o grande problema: onde vamos aprender a ter em nós esse amor? Quem nos ensinará como fazer para encontrá-lo e dele enchermos nosso coração? Que mestre, que espirito amigo, que doutrina religiosa, que filosofia?
Amando  incondicionalmente
Citar
      O que os amigos podem dizer sobre isso? A doutrina não nos ensina como fazer isso! Existirá, em algum lugar, em alguma linha espiritualista, esse ensinamento? 
................ 
     
Nos evangelhos do Cristo

....

Obrigado amigo pela sua participação
mas por amor a ti mesmo
Não seja repetitivo

Abração
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 02 de Maio de 2016, 01:51
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #8 em: 01 05 16, às 23:17, de Moisés

      Conf (msg ant): Sem dúvida, o amor ao próximo é um dos mais elevados objetivos procurados pelas doutrinas religiosas, em geral. Mas, como vamos poder conquistar esse objetivo se, infelizmente, todas as pessoas de boa-vontade, os bem-intencionadas, as escrituras cristãs, a codificação de Kardec, as mensagens de tantos benfeitores e até mesmo os ensinamentos de Jesus, o Mestre dos Mestres (estes do modo como as doutrinas cristãs tentam passá-los para nós), somente sabem nos ensinar “o que fazer”?! Quem é que nos trará os ensinamentos de “como fazer”?!! Onde os encontraremos?

      Esses versículos de Lucas, como todos esses milhares de textos que lemos todos os dias, fazem exatamente a mesma coisa: só sabem ensinar “o que fazer”, mas não conseguem nem mesmo nos dar uma vaga ideia de “como fazer”!

      Moisés disse: olá Luis júnior, fico feliz que tenhamos compreendido o "o que fazer ?". Realmente há um bom progresso de entendimento para estas leituras...

      Conf: mas é exatamente essa a questão, Moisés; todos sabemos “o que fazer”, mas ninguém sabe o “como fazer”! Vc não concorda com isso?!!!!

      Até Gandhi, nas palavras que vc escreveu, só disse o que fazer: não seja violento com quem é violento com vc! Ele não disse o mais importante que é o como fazer para não ser violento; como fazer para tirar de dentro de si mesmo o desejo de ser violento com quem é violento conosco! Ou ele disse? Vc sabe que é isso que precisamos aprender e não encontramos uma viva alma que nós ensine isso! Dizer “o que fazer” é facílimo; dizer o “como fazer” deve ser muito dificíl, pois não encontramos absolutamente ninguém, nenhum espírito amigo, ou mentor, que nos ensine isso; nem mesmo nos ensinamentos de Jesus, do modo como as doutrinas cristãs querem passá-los, para nós!

      Conf: amigo Moisés, como já coloquei, “ninguém” sabe ensinar o “como fazer”; ali, portanto, incluí tb o Gandhi, pelo menos qto às palavras que vc colocou. Conforme o que vc escreveu, ensinar que “a não-violência vence a violência”, aí está, novamente, apenas “o que fazer”: não usar a violência, mesmo que a usem contra nós. Mas o que todos nós, absolutamente todos, precisamos é de aprender o “como fazer” para não ser violento, Moisés; vc sabe disso! “Como fazer” para não sermos violentos com quem é violento conosco; como fazer para não ser egoísta, para ser humilde, para abandonar nossos defeitos morais, que é aprender isso que necessitamos para nossa marcha evolutiva!

      Já se passaram séculos e séculos desde que Jesus nos deixou o conselho de “amar o próximo como a si mesmo”, “amar os inimigos”, “perdoar sempre” mas, do modo que a doutrinas cristãs, inclusive portanto a espírita, nos ensinam, não podemos aprender, pois só nos dizem “o que fazer”: ame, perdoe, seja humilde, confie em Deus, tenha fé etc; onde está o “como fazer” isso que devemos fazer?!

      Como aquele que é violento vai poder praticar a não-violência, se dentro dele está o sentimento de violência? Como vai dominar o que existe em seu íntimo, o desejo de revidar, o desejo de retribuir violência com violência? Nem mesmo sabemos ainda, se somos maus, como fazer para sermos bons! Todos esses ensinamentos, conselhos só sabem dizer o que fazer; ninguém sabe o como fazer!

      Conf (msg ant): Aliás, infelizmente, é esse o processo de ensino de, também, todas as religiões e filosofias religiosas do mundo! Somente sabem dizer o que fazer! Nenhuma sabe ensinar o “como fazer”!

      Moisés:... digamos que devemos praticar o que é bom, o que é bem...

       Conf: sempre fico pensando que não sei mais me expressar direito; pois é isso que estou falando, Moisés; como aquele que é mau vai poder praticar o que é bom, vai praticar o bem se, dentro dele essa vontade não existe? De que adianta dizer “seja bom”, se não se diz como fazer para ser bom, para que nele exista o desejo, a vontade de ser bom, de amar?!

      Nas várias citações que vc fez sobre o que escrevi sobre os versículos de Lucas, também, como todos, vc só disse o que fazer: ame, ame sabiamente, ame prudentemente, ame desinteressadamente, ame educadamente, ame divinamente, confiantemente, incondicionalmente...! E daí, meu velho?

      Bom, vc não está entendendo!! É exatamente isso que ninguém diz, nem religiões, nem a doutrina espírita... o que fazer nós sabemos; precisamos saber como fazer!!   

      Conf (msg ant): O que os amigos podem dizer sobre isso? A doutrina não nos ensina como fazer isso! Existirá, em algum lugar, em alguma linha espiritualista, esse ensinamento? 

      Moisés: nos evangelhos do Cristo!   

      Conf: agora tenho certeza que vc não está entendendo o que estou falando. Se está nos evangelhos, nos mostre alguma coisa sobre como fazer. Sem ir muito longe, apenas diga, se encontra nos evangelhos, como aquele que é mau, ou que é egoísta, deve fazer para ser bom, para não ser egoísta!!

      Moisés:... mas por amor a ti mesmo Não seja repetitivo!

      Conf: eu também gostaria de não ser repetitivo mas, felizmente, ainda tenho de ser, sou mesmo obrigado a ser.

..................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Maio de 2016, 02:20
Meu nobre(nobre na alma)amigo Moisés, companheiro de caminhada. - Amai os vossos
inimigos. O tema é bastante instigante e nos leva a muitas reflexões, porque amar o
nosso próximo já nos é difícil da forma incondicional como diz o mandamento de Jesus,
imaginemos dedicar este mesmo amor a um inimigo. Mas quem seriam esses inimigos
que às vezes nem sabemos quem são por estarem tão próximos a nós. Sabemos apenas
que este inimigo poderá nos causar mal, até mesmo nos tirar a vida.
Concordo com você quando diz que: Se amar o próximo constitui o princípio da caridade,
amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porque mesmo sabendo que
ele será sempre uma ameaça a nós, devemos ama-lo assim mesmo. É evidente que este
amor não poderá ser da mesma forma que dedicamos ao nosso próximo, dirão alguns
talvez, mas isso é um amor diferenciado, sim, porque se trata do nosso inimigo. Assim eu
penso.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Maio de 2016, 12:44
Meu nobre(nobre na alma)amigo Moisés, companheiro de caminhada. - Amai os vossos
inimigos. O tema é bastante instigante e nos leva a muitas reflexões, porque amar o
nosso próximo já nos é difícil da forma incondicional como diz o mandamento de Jesus,
imaginemos dedicar este mesmo amor a um inimigo. Mas quem seriam esses inimigos
que às vezes nem sabemos quem são por estarem tão próximos a nós. Sabemos apenas
que este inimigo poderá nos causar mal, até mesmo nos tirar a vida.
Concordo com você quando diz que: Se amar o próximo constitui o princípio da caridade,
amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porque mesmo sabendo que
ele será sempre uma ameaça a nós, devemos ama-lo assim mesmo. É evidente que este
amor não poderá ser da mesma forma que dedicamos ao nosso próximo, dirão alguns
talvez, mas isso é um amor diferenciado, sim, porque se trata do nosso inimigo. Assim eu
penso.
Olá Antonio Renato
Sim!
Existe grande diferença entre os amigos e aqueles que não nos devotam boas simpatias
Logo a instrução dos espíritos também nos remete a prudência, a boa observação

O amor sim
devemos buscar praticá-lo de forma incondicional
isto sim ainda requer de nós:
Mais cautela
Mais cuidado
Mais atenção
Mais discernimento

Para não favorecermos ao nosso inimigo
oportunidades que venham prejudicar a ambos
Um pelo mal que recebe
e o outro pelo mal que pratica

Sem provocações
Sem ingenuidades
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Maio de 2016, 12:57
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #8 em: 01 05 16, às 23:17, de Moisés

      Conf (msg ant): Sem dúvida, o amor ao próximo é um dos mais elevados objetivos procurados pelas doutrinas religiosas, em geral. Mas, como vamos poder conquistar esse objetivo se, infelizmente, todas as pessoas de boa-vontade, os bem-intencionadas, as escrituras cristãs, a codificação de Kardec, as mensagens de tantos benfeitores e até mesmo os ensinamentos de Jesus, o Mestre dos Mestres (estes do modo como as doutrinas cristãs tentam passá-los para nós), somente sabem ...               ... o certeza que vc não está entendendo o que estou falando. Se está nos evangelhos, nos mostre alguma coisa sobre como fazer. Sem ir muito longe, apenas diga, se encontra nos evangelhos, como aquele que é mau, ou que é egoísta, deve fazer para ser bom, para não ser egoísta!!

      Moisés:... mas por amor a ti mesmo Não seja repetitivo!

      Conf: eu também gostaria de não ser repetitivo mas, felizmente, ainda tenho de ser, sou mesmo obrigado a ser.

..................

relacionamento
s.m. Ato ou efeito de relacionar. Amizade, intimidade: travar relacionamento com alguém.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Maio de 2016, 13:05
Os inimigos desencarnados

5. Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom,

Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder. Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

6. Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, que, por isso; as deve receber com resignação e como conseqüência da natureza inferior do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham desencarnados.

Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles. E assim que o mandamento: Amai os vossos inimigos não se circunscreve ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Michel Michels em 02 de Maio de 2016, 14:58
Bom dia amigos, iniciando a participação no estudo, gostaria de referir quanto as colocações do nosso irmão Iconfonjr que nas obras básicas temos sim, o como fazer, segue mensagem do Espírito Cáritas:

13. Chamo-me Caridade; sigo o caminho principal que conduz a
Deus. Acompanhai-me, pois conheço a meta a que deveis todos visar.
Dei esta manhã o meu giro habitual e, com o coração amargurado,
venho dizer-vos: “Ó meus amigos, que de misérias, que de lágrimas, quanto
tendes de fazer para secá-las todas!” Em vão, procurei consolar algumas
pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: “Coragem! há corações bons que velam
por vós; não sereis abandonadas; paciência! Deus lá está; sois dele amadas,
sois suas eleitas.” Elas pareciam ouvir-me e volviam para o meu lado
os olhos arregalados de espanto; eu lhes lia no semblante que seus corpos,
tiranos do Espírito, tinham fome e que, se é certo que minhas palavras lhes
serenavam um pouco os corações, não lhes reconfortavam os estômagos.
Repetia-lhes: “Coragem! Coragem!” Então, uma pobre mãe, ainda muito
moça, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e a estendeu
no espaço vazio, como a pedir-me que protegesse aquele entezinho que só
encontrava, num seio estéril, insuficiente alimentação.
Alhures vi, meus amigos, pobres velhos sem trabalho e, em consequência,
sem abrigo, presas de todos os sofrimentos da penúria e, envergonhados
de sua miséria, sem ousarem, eles que nunca mendigaram,
implorar a piedade dos transeuntes. Com o coração túmido de compaixão,
eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles e vou, por toda parte,
estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos
e compassivos. Por isso é que aqui venho, meus amigos, e vos digo:
“Há por aí desgraçados, em cujas choupanas falta o pão, os fogões se
acham sem lume e os leitos sem cobertas. Não vos digo o que deveis fazer;
deixo aos vossos bons corações a iniciativa. Se eu vos ditasse o proceder,
nenhum mérito vos traria a vossa boa ação. Digo-vos apenas: “Sou a caridade
e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos que sofrem.”
Mas, se peço, também dou e dou muito. Convido-vos para um
grande banquete e forneço a árvore onde todos vos saciareis! Vede quanto
é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide, colhei, apanhai
todos os frutos dessa magnificente árvore que se chama a beneficência.
No lugar dos ramos que lhe tirardes, atarei todas as boas ações que praticardes
e levarei a árvore a Deus, que a carregará de novo, porquanto a
beneficência é inexaurível. Acompanhai-me, pois, meus amigos, a fim de
que eu vos conte entre os que se arrolam sob a minha bandeira. Nada
temais; eu vos conduzirei pelo caminho da salvação, porque sou — a
Caridade. – Cárita, martirizada em Roma. (Lyon, 1861.)

outra forma é analisarmos como foi a vida de grandes figuras: Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Paulo e Estevão, os livros Boa Nova, Primícias do Reino, que contam como agiam os primeiros cristãos após o desencarne de Jesus, e o próprio mestre.

Estudarmos a vida de nossos irmãos Allan Kardec que traz inúmeros como fazer na Viagem Espírita de 1862, Chico Xavier - em suas biografias, Divaldo Franco, entre outros.

Existem uma coletânea do Espírito Hammed - as dores da alma, que ensinam o como fazer, a série psicológica da Joanna de Angelis demonstra como fazer.

E sobretudo a prática da caridade no sentido de bem viver com o próximo.

[segue]

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Michel Michels em 02 de Maio de 2016, 15:01
Quanto ao tema de estudo, gostaria de compartilhar com os irmãos uma forma prática de praticarmos o amor aos inimigos, numa prece do Espírito Cerinto, contida no livro Vozes do Grande Além:

A PRECE DE CERINTO
Cerinto

Quantos venham a ler a mensagem constante deste capítulo, decerto nem de longe experimentarão a surpresa de nosso grupo, em cuja a intimidade Cerinto, o amigo espi-ritual que no-la transmitiu, caminhou, pouco a pouco da sombra para a luz.
A princípio era um Espírito atrabiliário e revoltado, chegando mesmo a orientar vastas falanges de irmãos conturbados e infelizes, ainda enquistados na ignorância.
Discutia acerbamente. Criticava. Blasfemava.
De nossos entendimentos difíceis, manda a caridade que nos detenhamos no silên-cio preciso.
Surgiu, porém, o dia em que a influência de nossos Benfeitores Espirituais se reve-lou plenamente vitoriosa.
Cerinto modificou-se e transferiu-se de plano mental, marchando agora ao nosso lado,sedento de renovação e luz como nós mesmos.
Foi por isso com imensa alegria que lhe registramos a comovente rogativa, por ele pronunciada em nossa reunião da noite de 24 de novembro de 1955.

Senhor de Infinita Bondade.
No santuário da oração, marco renovador do meu caminho, não Te peço por mim, Espírito endividado, para quem reservaste os tribunais de Tua Excelsa Justiça.
A Tua compaixão é como se fora o orvalho da esperança em minha noite moral, e isto basta, ao revel pecador que tenho sido.
Não Te peço, Senhor, pelos que choram.
Clamo por Teu amor e benefício dos que fazem as lágrimas.
Não Te venho pedir pelos que padecem.
Suplico-Te a bênção para todos aqueles que provocam sofrimento.
Não Te lembro os fracos da Terra.
Recordo-Te quantos se julgam poderosos e vencedores.
Não intercedo pelos que soluçam de fome.
Rogo-Te amor para os que lhes furtam o pão.
Senhor Todo-Bondoso!...
Não Te trago os que sangram de angústia.
Relaciono diante de Ti os que golpeiam e ferem.
Não Te peço pelos que sofrem injustiças.
Rogo-Te pelos empreiteiros do crime.
Não Te apresento os desprotegidos da sorte.
Sugiro Teu amparo aos que estendem a aflição e a miséria.
Não Te imploro mercê para as almas traídas.
Exorto-Te o socorro para os que tecem os fios envenenados da ingratidão.
Pai compassivo!...
Estende as mãos sobre os que vagueiam nas trevas...
Anula o pensamento insensato.
Cerra os lábios que induzem à tentação.
Paralisa os braços que apedrejam.
Detém os passos daqueles que distribuem a morte...
Ajuda-nos a todos nós, filhos do erro, porque somente assim, ó Deus piedoso e jus-to, poderemos edificar o paraíso do bem com todos aqueles que já Te compreendem e obedecem, extinguindo o inferno daqueles que, como nós, se atiram desprevenidos, aos insanos torvelinhos do mal!...

Me chamou particularmente a atenção, pois geralmente oramos por aqueles que sofrem, que padecem por inúmeros problemas, mas estes já estão digamos assim, efetuando a colheita, ou se beneficiando das dores e problemas para aprender.

Os outros irmãos, os semeadores da discórdia, do ódio, que causam os sofrimentos, aqueles que são os escandalizadores, estes ainda estão fazendo o plantio, e merecem também a nossa lembrança.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Maio de 2016, 16:40
Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra

7. Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente. - Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; - e que se alguém quiser pleitear contra vós, para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto; - e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. - Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado.

(S. MATEUS, cap. V, vv. 38 a 42.)

8. Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar "ponto de honra" produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra, o que é tido como justiça por aquele cujo senso moral não se acha acima do nível das paixões terrenas. Por isso é que a lei moisaica prescrevia: olho por olho, dente por dente, de harmonia com a época em que Moisés vivia. Veio o Cristo e disse: Retribui o mal com o bem. E disse ainda: "Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra." Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente.

Dever-se-á, entretanto, tomar ao pé da letra aquele preceito? Tampouco quanto o outro que manda se arranque o olho, quando for causa de escândalo. Levado o ensino às suas últimas conseqüências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio as agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino. Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. E, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: M.Altino em 04 de Maio de 2016, 10:38
Companheiros de estudos deste cantinho de muita paz é sempre com muita serenidade que venho juntos de todos nós vos dar o meu bom dia sereno e nos fazer meditar no valor do Perdão......
http://www.youtube.com/watch?v=mkzo2ag6A6Y
"Amai os vossos inimigos, fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e caluniam".
(O Evangelho segundo O Espiritismo-Capítulo VII).
Amar os inimigos assim como nos fala o Evangelho de Jesus nos parece uma coisa que não podemos alcançarl.
 Quando ele nos disse para Amar os nossos inimigos, sabia a dificuldade que teríamos até conseguirmos aceitar  isso.
Para desenvolver em nosso ser as potencialidades que nos leve a exercer o  sublime dom de amar é preciso entendermos o que o Cristo quis nos ensinar com este divino preceito.
O evangelho nos fala que é muito diferente o amor que dedicamos a um amigo, já que este amor é todo ternura e confiança, e, com nossos inimigos, não podemos ter a mesma confiança e apreço que temos para com os amigos.
O Evangelho assim nos fala:
"Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha com seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo, pois esta pressupõe confiança.
Ora, ninguém pode depositar confiança em uma pessoa sabendo que esta lhe quer mal, ninguém pode ter expansões de amizade sabendo que ela é capaz de abusar dessa situação".
Afinal de contas, por que consideramos alguém como nosso inimigo?
Qual o papel que ele desempenha em nossas vidas?
Por que não conseguimos amar certas pessoas ou pelo menos tolerá-las? 
Pela nossa vivência espiritual, podemos inferir que o inimigo de hoje é aquele que ontem prejudicamos e amá-lo pode significar tentar buscar uma postura diferente em relação a ele. É tentar compreendê-lo e ter por ele tolerância. Mesmo quando, de alguma forma, somos atingidos pelos atos prejudiciais deles.
Pela reencarnação temos a oportunidade de nos ajustar à lei divina e aprender a ter para com o semelhante o respeito e amor que queremos para nós.
Através dela, Deus nos mostra que sempre encontraremos uma porta aberta para corrigir o rumo de nossa caminhada e aprender a conviver adequadamente com aqueles a quem prejudicamos no passado.
O inimigo que nos aparece do nada, aquela pessoa com a qual não conseguimos estabelecer nenhum laço de simpatia, está relacionada com nossos enganos passados.  Antes de reencarnarmos,  nós mesmos podemos ter pedido a oportunidade de nos reconciliarmos com ela.
Jesus já nos advertia:
"Reconciliai-vos com vosso inimigo enquanto estás a caminho".
É preciso que tenhamos coragem de romper nossas limitações, de domar nosso orgulho e nosso ego exagerado.
Se não nos reconciliarmos o quanto antes com nossos inimigos, não conseguiremos nunca usufruir a paz e a fraternidade verdadeiras.
O ódio deixa a pessoa estagnada e escravizada àquele de quem não gosta. Existem espíritos que ficam muitos séculos estacionados, presos ao ódio, tecendo planos de vingança contra os seus inimigos, sem se darem conta de que assim agindo, permanecem onde estão, parados, perdendo um valioso tempo de seu despertar espiritual.
Além disso, o ódio que devota a seus inimigos pode não atingi-los mais, pois, se eles tiverem ultrapassado suas fases negativas, e conseguido romper a cadeia do mal pelo mal, os sentimentos de ódio de que são alvos já não os prejudicam mais.
É preciso muita força de vontade e coragem, desenvolvida pela fé e a certeza de que precisamos evoluir e nos libertarmos das amarras do ódio e do desejo de vingança, para que consigamos ter em nós os sentimentos negativos em relação aos nossos inimigos.
Não é uma tarefa fácil, porque, mesmo já tendo alcançado um certo grau de evolução, ainda nos enredamos nos sentimentos negativos que geram a mágoa e a vingança e , embora inconscientemente,  podemos nos sentir "recompensados"com o mal que atinge nossos inimigos.
Somos seres sujeitos às instabilidades do ego e embora aspiremos melhorar moralmente, temos ainda uma forte ligação com o nosso lado inferior.
Refletindo sobre o ódio, vemos que ele está relacionado às nossas imperfeições, ao nosso egoísmo e orgulho extremos.
Quando nos libertarmos disso tudo, com o pensamento voltado ao bem e ao amor, com certeza, nos sentiremos mais fortalecidos e prontos a praticar a máxima ensinada pelo Cristo, quando nos exortou ao perdão e ao esquecimento das ofensas.
Fomos criados para a felicidade, apesar de a viver de uma forma relativa no mundo conturbado em que vivemos.
Mas, para encontrá-la, é preciso que nossa consciência esteja tranquila, em paz com tudo o que nos é destinado.
À medida que avançamos em nosso crescimento espiritual mais nos sentimos cobrados por ela, que não nos deixa viver em paz enquanto não resolvermos a situação originada pelos atos infelizes que praticamos contra nossos inimigos.
Ninguém consegue fugir da própria consciência, e, quando entendermos isso, compreenderemos que, mesmo não amando ainda os inimigos como o Cristo nos exortou a amá-los, não podemos deixar que em nosso coração se abrigue sentimentos de ódio e aversão em relação a eles.
Somos guiados por leis divinas perfeitas e não podemos julgar o comportamento de ninguém.
Precisamos é termos força para manter os nossos atos, para que enxerguemos os defeitos que nos recusamos a ver em nós e que, muitas vezes, tentamos encontrar no semelhante. É preciso entender que somos seres únicos e que temos nossas próprias conquistas e lutas e que necessitamos desenvolver e manter a capacidade de perdoar para que lancemos em nosso ser as sementes que brotarão como amor e compaixão pelo próximo. Quem não consegue perdoar, não pode amar.
Para termos condição de perdoar a quem nos fez mal é preciso à capacidade de compreender que todos nós possuímos latente o gérmen do bem.
Quando passamos por uma grande adversidade é que nos tornamos conscientes de quão pequeno somos por abrigarmos ainda sentimentos tão contrários ao amor.
Quando compreendermos que a vida material é tão fútil, é que vamos começar a entender o ensinamento do Cristo, que nos ensina a amar ao próximo como a nós mesmos.
No fundo, somos todos iguais e almejamos o melhor.
E o melhor para mim tem que ser o melhor para o outro.
O amor é a força capaz de modificar nossas vidas e pode transformar um inimigo em um amigo.
Só nos libertaremos do ciclo do ódio com sentimentos contrários a ele.
Os sentimentos libertadores do perdão e do amor, por sua própria natureza, conseguem a força redentora de transformar tudo.
O mal só existe devido à ignorância que ainda habita em nosso ser.
A partir do momento em que começamos a nos inteirar da verdade, a nossa compreensão sobre a vida se dilata e começamos a abrigar em nós sentimentos de compaixão e caridade para com todos indistintamente.
Quando formos Espíritos iluminados pelo conhecimento das verdades divinas compreenderemos que o amor vibra num sentido único, o que significa que amar a si mesmo e ao próximo é o mesmo que amar a Deus.
Afinal de contas tudo se resume numa palavra só:
AMOR.
Queridos amigos assim vamos meditar e tentar realmente Perdoar...
Com um abraço sincero de muita paz este vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2016, 12:57
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

A vingança

9. A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens. E, como o duelo, um dos derradeiros vestígios dos hábitos selvagens sob cujos guantes se debatia a Humanidade, no começo da era cristã, razão por que a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem. Portanto, meus amigos, nunca esse sentimento deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e proclame espírita. Vingar-se é, bem o sabeis, tão contrário àquela prescrição do Cristo: "Perdoai aos vossos inimigos", que aquele que se nega a perdoar não somente não é espírita como também não é cristão. A vingança é uma inspiração tanto mais funesta, quanto tem por companheiras assíduas a falsidade e a baixeza. Com efeito, aquele que se entrega a essa fatal e cega paixão quase nunca se vinga a céu aberto. Quando é ele o mais forte, cai qual fera sobre o outro a quem chama seu inimigo, desde que a presença deste último lhe inflame a paixão, a cólera, o ódio. Porém, as mais das vezes assume aparências hipócritas, ocultando nas profundezas do coração os maus sentimentos que o animam. Toma caminhos escusos, segue na sombra o inimigo, que de nada desconfia, e espera o momento azado para sem perigo feri-lo. Esconde-se do outro, espreitando-o de contínuo, prepara-lhe odiosas armadilhas e, em sendo propícia a ocasião, derrama-lhe no copo o veneno, Quando seu ódio não chega a tais extremos, ataca-o então na honra e nas afeições; não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas a todos os ventos, se vão avolumando pelo caminho. Em conseqüência, quando o perseguido se apresenta nos lugares por onde passou o sopro do perseguidor, espanta-se de dar com semblantes frios, em vez de fisionomias amigas e benevolentes que outrora o acolhiam. Fica estupefato quando mãos que se lhe estendiam, agora se recusam a apertar as suas. Enfim, sente-se aniquilado, ao verificar que os seus mais caros amigos e parentes se afastam e o evitam, Ah! o covarde que se vinga assim é cem vezes mais culpado do que o que enfrenta o seu inimigo e o insulta em plena face.

Fora, pois, com esses costumes selvagens! Fora com esses processos de outros tempos! Todo espírita que ainda hoje pretendesse ter o direito de vingar-se seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tem como divisa: Sem caridade não há salvação! Mas, não, não posso deter-me a pensar que um membro da grande família espírita ouse jamais, de futuro, ceder ao impulso da vingança, senão para perdoar.

- Júlio Olivier. (Paris, 1862.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Maio de 2016, 20:19
O ódio

10. Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar os que vos inspiram indiferença, ódio, ou desprezo. O Cristo, que deveis considerar modelo, deu-vos o exemplo desse devotamento, Missionário do amor, ele amou até dar o sangue e a vida por amor, Penoso vos é o sacrifício de amardes os que vos ultrajam e perseguem; mas, precisamente, esse sacrifício é que vos torna superiores a eles. Se os odiásseis, como vos odeiam, não valeríeis mais do que eles. Amá-los é a hóstia imácula que ofereceis a Deus na ara dos vossos corações, hóstia de agradável aroma e cujo perfume lhe sobe até o seio. Se bem a lei de amor mande que cada um ame indistintamente a todos os seus irmãos, ela não couraça o coração contra os maus procederes; esta é, ao contrário, a prova mais angustiosa, e eu o sei bem, porquanto, durante a minha última existência terrena, experimentei essa tortura. Mas Deus lá está e pune nesta vida e na outra os que violam a lei de amor. Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele.

- Fénelon, (Bordéus, 1861.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Maio de 2016, 15:57
O duelo

11. Só é verdadeiramente grande aquele que, considerando a vida uma viagem que o há de conduzir a determinado ponto, pouco caso faz das asperezas da jornada e não deixa que seus passos se desviem do caminho reto. Com o olhar constantemente dirigido para o termo a alcançar, nada lhe importa que as urzes e os espinhos ameacem produzir-lhe arranhaduras; umas e outros lhe roçam a epiderme, sem o ferirem, nem impedirem de prosseguir na caminhada. Expor seus dias para se vingar de uma injúria é recuar diante das provações da vida, é sempre um crime aos olhos de Deus; e, se não fôsseis, como sois, iludidos pelos vossos prejuízos, tal coisa seria ridícula e uma suprema loucura aos olhos dos homens.

Há crime no homicídio em duelo; a vossa própria legislação o reconhece. Ninguém tem o direito, em caso algum, de atentar contra a vida de seu semelhante: é um crime aos olhos de Deus, que vos traçou a linha de conduta que tendes de seguir. Nisso, mais do que em qualquer outra circunstância, sois juízes em causa própria. Lembrai-vos de que somente vos será perdoado, conforme perdoardes; pelo perdão vos acercais da Divindade, pois a clemência e irmã do poder. Enquanto na Terra correr uma gota de sangue humano, vertida pela mão dos homens, o verdadeiro reino de Deus ainda se não terá implantado aí, reino de paz e de amor, que há de banir para sempre do vosso planeta a animosidade, a discórdia, a guerra. Então, a palavra duelo somente existirá na vossa linguagem como longínqua e vaga recordação de um passado que se foi. Nenhum outro antagonismo existirá entre os homens, afora a nobre rivalidade do bem.

- Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1861.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Maio de 2016, 15:59
O duelo

12. Em certos casos, sem dúvida, pode o duelo constituir uma prova de coragem física, de desprezo pela vida, mas também é, incontestavelmente, uma prova de covardia moral, como o suicídio. O suicida não tem coragem de enfrentar as vicissitudes da vida; o duelista não tem a de suportar as ofensas, Não vos disse o Cristo que há mais honra e valor em apresentar a face esquerda aquele que bateu na direita, do que em vingar uma injúria? Não disse ele a Pedro, no jardim das Oliveiras: "Mete a tua espada na bainha, porquanto aquele que matar com a espada perecerá pela espada?" Assim falando, não condenou, para sempre, o duelo? Efetivamente, meus filhos, que é essa coragem oriunda de um gênio violento, de um temperamento sangüíneo e colérico, que ruge à primeira ofensa? Onde a grandeza dalma daquele que, à menor injúria, entende que só com sangue a poderá lavar? Ah! que ele trema! No fundo da sua consciência, uma voz lhe bradará sempre: Caim! Caim! que fizeste de teu irmão? Foi-me necessário derramar sangue para salvar a minha honra, responderá ele a essa voz, Ela, porem, retrucará: Procuraste salvá-la perante os homens, por alguns instantes que te restavam de vida na Terra, e não pensaste em salvá-la perante Deus! Pobre louco! Quanto sangue exigiria de vós o Cristo, por todos os ultrajes que recebeu! Não só o feristes com os espinhos e a lança, não só o pregastes num madeiro infamante, como também o fizestes ouvir, em meio de sua agonia atroz, as zombarias que lhe prodigalizastes, Que reparação a tantos insultos vos pediu ele? O último brado do cordeiro foi unia súplica em favor dos seus algozes! Oh! como ele, perdoai e oral pelos que vos ofendem.

Amigos, lembrai-vos deste preceito: "Amai-vos uns aos outros" e, então, a um golpe desferido pelo ódio respondereis com um Sorriso, e ao ultraje com o perdão. O mundo, sem dúvida, se levantará furioso e vos tratará de covardes; erguei bem alto a fronte e mostrai que também ela se não temeria de cingir-se de espinhos, a exemplo do Cristo, mas, que a vossa mão não quer ser cúmplice de um assassínio autorizado por falsos ares de honra, que, entretanto, não passa de orgulho e amor-próprio. Dar-se-á que, ao criar-vos, Deus vos outorgou o direito de vida e de morte, uns sobre os outros? Não, só à Natureza conferiu ele esse direito, para se reformar e reconstruir; quanto a vós, não permite, sequer, que disponhais de vós mesmos. Como o suicida, o duelista se achará marcado com sangue, quando comparecer perante Deus, e a um e outro o Soberano Juiz reserva rudes e longos castigos. Se ele ameaçou com a sua justiça aquele que disser raca a seu irmão, quão mais severa não será a pena que comine ao que chegar à sua presença com as mãos tintas do sangue de seu irmão!

-Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Maio de 2016, 16:02
O duelo

13. O duelo, como o que outrora se denominava o juízo de Deus, é uma das instituições bárbaras que ainda regem a sociedade. Que diríeis, no entanto, se vísseis dois adversários mergulhados em água fervente ou submetidos ao contacto de um ferro em brasa, para ser dirimida a contenda entre eles, reconhecendo-se estar a razão com aquele que melhor sofresse a prova? Qualificaríeis de insensatos esses costumes, não é exato? Pois o duelo é coisa pior do que tudo isso. Para o duelista destro, é um assassínio praticado a sangue frio, com toda a premeditação que possa haver, uma vez que ele está certo da eficácia do golpe que desfechará. Para o adversário, quase certo de sucumbir em virtude de sua fraqueza e inabilidade, é um suicídio cometido com a mais fria reflexão, Sei que muitas vezes se procura evitar essa alternativa igualmente criminosa, confiando ao acaso a questão: - mas, não é isso voltar, sob outra forma, ao juízo de Deus, da Idade Média? E nessa época infinitamente menor era a culpa. A própria denominação de juízo de Deus indica a fé, ingênua, é verdade, porém, afinal, fé na justiça de Deus, que não podia consentir sucumbisse um inocente, ao passo que, no duelo, tudo se confia à força bruta, de tal sorte que não raro é o ofendido que sucumbe.

Ó estúpido amor-próprio, tola vaidade e louco orgulho, quando sereis substituídos pela caridade cristã, pelo amor do próximo e pela humildade que o Cristo exemplificou e preceituou? Só quando isso se der desaparecerão esses preceitos monstruosos que ainda governam os homens, e que as leis são impotentes para reprimir, porque não basta interditar o mal e prescrever o bem; é preciso que o princípio do bem e o horror ao mal morem no coração do homem.

- Um Espírito protetor. (Bordéus, 1861.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Maio de 2016, 16:06
O duelo

14. Que juízo farão de mim, costumais dizer, se eu recusar a reparação que se me exige, ou se não a reclamar de quem me ofendeu? Os loucos, como vós, os homens atrasados vos censurarão; mas, os que se acham esclarecidos pelo facho do progresso intelectual e moral dirão que procedeis de acordo com a verdadeira sabedoria. Refleti um pouco. Por motivo de uma palavra dita às vezes impensadamente, ou inofensiva, vinda de um dos vossos irmãos, o vosso orgulho se sente ferido, respondeis de modo acre e daí uma provocação. Antes que chegue o momento decisivo, inquiris de vós mesmos se procedeis como cristãos? Que contas ficareis devendo à sociedade, por a privardes de um de seus membros? Pensastes no remorso que vos assaltará, por haverdes roubado a uma mulher o marido, a uma mãe o filho, ao filho o pai que lhes servia de amparo? Certamente, o autor da ofensa deve uma reparação; porém, não lhe será mais honroso dá-la espontaneamente, reconhecendo suas faltas, do que expor a vida daquele que tem o direito de se queixar? Quanto ao ofendido, convenho em que, algumas vezes, por ele achar-se gravemente ferido, ou em sua' pessoa, ou nas dos que lhe são mais caros, não está em jogo somente o amor-próprio: o coração se acha magoado, sofre. Mas, além de ser estúpido arriscar a vida, lançando-se contra um miserável capaz de praticar infâmias, dar-se-á que, morto este, a afronta, qualquer que seja, deixa de existir? Não é exato que o sangue derramado imprime retumbância maior a um fato que, se falso, cairia por si mesmo, e que, se verdadeiro, deve ficar sepultado no silêncio? Nada mais restará, pois, senão a satisfação da sede de vingança. Ah! triste satisfação que quase sempre dá lugar, já nesta vida, a causticantes remorsos. Se é o ofendido que sucumbe, onde a reparação?

Quando a caridade regular a conduta dos homens, eles conformarão seus atos e palavras a esta máxima: "Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam." Em se verificando isso, desaparecerão todas as causas de dissensões e, com elas, as dos duelos e das guerras, que são os duelos de povo a povo.

- Francisco Xavier, (Bordéus, 1861.)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Maio de 2016, 16:17
O duelo

15. O homem do mundo, o homem venturoso, que por uma palavra chocante, uma coisa ligeira, joga a vida que lhe veio de Deus, joga a vida do seu semelhante, que só a Deus pertence, esse é cem vezes mais culpado do que o miserável que, impelido pela cupidez, algumas vezes pela necessidade, se introduz numa habitação para roubar e matar os que se lhe opõem aos desígnios. Trata-se quase sempre de uma criatura sem educação, com imperfeitas noções do bem e do mal, ao passo que o duelista pertence, em regra, à classe mais culta. Um mata brutalmente, enquanto que o outro o faz com método e polidez, pelo que a sociedade o desculpa. Acrescentarei mesmo que o duelista é infinitamente mais culpado do que o desgraçado que, cedendo a um sentimento de vingança, mata num momento de exasperação. O duelista não tem por escusa o arrebatamento da paixão, pois que, entre o insulto e a reparação, dispõe ele sempre de tempo para refletir. Age, portanto, friamente e com premeditado desígnio; estuda e calcula tu do, para com mais segurança matar o seu adversário. E certo que também expõe a vida e é isso o que reabilita o duelo aos olhos do mundo, que nele então só vê um ato de coragem e pouco caso da vida. Mas, haverá coragem da parte daquele que está seguro de si? O duelo, remanescente dos tempos de barbárie, em os quais o direito do mais forte constituía a lei, desaparecerá por efeito de uma melhor apreciação do verdadeiro ponto de honra e à medida que o homem for depositando fé mais viva na vida futura.

-Agostinho. (Bordéus, 1861.)

16. NOTA. Os duelos se vão tornando cada vez mais raros e, se de tempos a tempos alguns de tão dolorosos exemplos se dão, o número deles não se pode comparar com o dos que ocorriam outrora. Antigamente, um homem não saía de casa sem prever um encontro, pelo que tomava sempre as necessárias precauções. Um sinal característico dos costumes do tempo e dos povos se nos depara no porte habitual, ostensivo ou oculto, de armas ofensivas ou defensivas. A abolição de semelhante uso demonstra o abrandamento dos costumes e é curioso acompanhar-lhes a gradação, desde a época em que os cavaleiros só cavalgavam bardados de ferro e armados de lança, até a em que uma simples espada à cinta constituía mais um adorno e um acessório do brasão, do que uma arma de agressão. Outro indício da modificação dos costumes está em que, outrora, os combates singulares se empenhavam em plena rua, diante da turba, que se afastava para deixar livre o campo aos combatentes, ao passo que estes hoje se ocultam. Presentemente, a morte de um homem é acontecimento que causa emoção, enquanto que, noutros tempos, ninguém dava atenção a isso.

O Espiritismo apagará esses últimos vestígios da barbárie, incutindo nos homens o espírito de caridade e de fraternidade.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Maio de 2016, 12:16
Olá grande Moisés, bom amigo

Escolheste um tema dos mais importantes que se pode escolher. Parabéns.

Há mais de 2 000 anos um homem ensinava a não violência, a não vingança, num mundo muito marcado pela brutidade. Quanta elevação, meu Deus. Quanta luz contida nessas palavras que há milénios nos continuam a iluminar.

Se essas palavras fossem interiorizadas por toda a humanidade quanta infelicidade evitada...

Que o Mestre Jesus inspire este estudo para poder ser proveitoso para todos nós.

Uma música inspiradora para o estudo:
http://www.youtube.com/watch?v=EdCbki3fW7A&feature=youtu.be

Bem hajas
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Maio de 2016, 18:44
Olá grande Moisés, bom amigo

Escolheste um tema dos mais importantes que se pode escolher. Parabéns.

Há mais de 2 000 anos um homem ensinava a não violência, a não vingança, num mundo muito marcado pela brutidade. Quanta elevação, meu Deus. Quanta luz contida nessas palavras que há milénios nos continuam a iluminar.

Se essas palavras fossem interiorizadas por toda a humanidade quanta infelicidade evitada...

Que o Mestre Jesus inspire este estudo para poder ser proveitoso para todos nós.

Uma música inspiradora para o estudo:

https://youtu.be/EdCbki3fW7A

Bem hajas

Olá Vitor
Valeu pela participação
E bela canção

Os temas são sugeridos pela administração do tópico
Mas concordo com a importância do tema

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Maio de 2016, 18:47
O Próximo

O próximo, em cada minuto, é aquele coração que se acha mais próximo do nosso, por divina sugestão de amor no caminho da vida.

No lar, é a esposa e o esposo, os pais e os filhos, os parentes e os hóspedes.

No templo do trabalho comum, é o chefe e o subordinado, o cooperador e o companheiro.

Na via pública, é o irmão ou o amigo anônimo que nos partilham a mesma estrada e o mesmo clima.

Na esfera social, é a criança e o doente, o desesperado e o triste, as afeições e os laços da solidariedade comum.

Na luta contundente do esforço humano, é o adversário e o colaborador, o inimigo declarado e oculto ou, ainda, o associado de ideais que nos surgem
por instrutores.

Em toda parte, encontrarás o próximo, buscando-te a capacidade de entender e ajudar.

Auxilia aos outros com aquilo que possuas de melhor.

Os santos e os heróis ainda não residem na Terra.

Somos espíritos humanos, mistos de luz e sombra, amor e egoísmo, inteligência e ignorância.

Cada homem, na fase evolutiva em que nos encontramos, traz uma auréola incompleta de rei e uma espada de tirano.

Se chamas o fidalgo, encontrarás um servidor.

Se procuras o guerreiro, terás um inimigo feroz pela frente.

Por isso mesmo, reafirmou Jesus o antigo ensinamento da Lei: — “ama ao próximo, como a ti mesmo”.

É que o espírito, quando ama verdadeiramente, encontra mil meios de auxiliar, a cada instante, e o próximo, na essência, é o degrau que nos aparece diante do coração, por abençoado caminho de acesso à Vida Celestial.
 
Espírito: Emmanuel
 
Médium: Chico Xavier
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 08 de Maio de 2016, 21:22
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #16 em: 03 05 16, 16:40, de Moisés.

      Gostamos de viver de ilusões; nos satisfazemos com tantas coisas que nos dizem, ou que lemos, como se acreditássemos que, com o que já estamos sabendo e com o que estamos fazendo, chegaremos àquele ponto a que as mensagens nos inspiram a chegar. Dizem: aquele que ama, que perdoa, que ajuda, será feliz! Está lá no Sermão de Jesus! E ficamos satisfeitos, como se já tivéssemos em nós esse elevado amor que nos levará a perdoar os nossos inimigos, a ajudar sempre, mesmo que com nosso próprio sacrifício etc.

      É tão fácil dizer “o que fazer”, pois é só isso que sabem dizer as religiões em geral, a codificação, as pessoas bem intencionadas, esses milhares de msgs e textos de amigos encarnados e/ou desencarnados que lemos todos os dias, essa enorme variedade de literaturas religiosas, inclusive a espírita, e até mesmo os ensinamentos de Jesus (estes, vejam bem, do modo como as doutrinas cristãs, inclusive a espirita, tentam comunica-los para nós).

      Mas quem é que sabe dizer o “como fazer”? Quem é que sabe “como fazer” para chegarmos ao ponto de “oferecer a outra face”?! Perdoar pequenas coisinhas tb é fácil; mas, e as grandes ofensas, quem está preparado para perdoá-las e ainda, por cima, abençoar aqueles que as fazem contra nós e nossos queridos? E quem sabe “o que fazer” e o “como fazer” para termos em nós esse amor incondicional, essa vontade e disposição e desejo de perdoar? Onde está esse ensinamento? Que mestre o trouxe para nós?

      Quem é que sabe como fazer para ser bom, para ser humilde, para deixar de ser egoísta?! Afinal, quem é que sabe como fazer para ter em seu coração amor pelos demais?

      Jesus deu tantos conselhos: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, “perdoai não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes”; “oferecei a outra faze”, “ao que lhe pedir a capa, dai-lhe tb a túnica”, “a quem pedir que andeis com ele uma milha, andai com ele, duas milhas”, etc etc. E daí?! De que nos adianta dizerem “o que fazer”, se não existe o ensinamento, pois ninguém o conhece e nem sabe dizer, de “como fazer” tudo isso?

      Vivemos na ilusão de que sabemos o como fazer e que estamos fazendo o que devemos fazer! Apenas ilusão! Nada mais! Vivemos, também, na ilusão de que entendemos a nossa doutrina; mas isso tb é apenas ilusão, pois ninguém a entende, nem mesmo naquilo que é fundamental para que seja entendida! Pois, quem é que conhece as verdadeiras causas de um ser mau e outro ser bom?!

      Mas, vejam bem, não estamos abandonados, à deriva, sem leme! Existe sim o ensinamento de "como fazer" isso que todos nos aconselham fazer. Mas temos de nós mesmos, com nosso esforço e determinação, encontrar esse "como fazer", que não está em nenhuma doutrina religiosa do mundo, mas além delas! E a doutrina espírita mesma nos oferece uma valiosa pista/dica de por onde começar a procurar esse "como fazer"! Esta lá no LM, cap 3, item 35! Quem está sinceramente determinado a encontrar o "como fazer", que vá até o Livro dos Médiuns e estude esse item que citei!!

      Infelizmente, pelo que parece, muitos não dão a mínima atenção a esse item, talvez por julgá-lo uma tolice, perda de tempo, ou por simples e tolo preconceito!

      Abraços a todos!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Maio de 2016, 21:25
AMANDO OS INIMIGOS

“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem…” – Jesus. (Mateus, 5:44).

Sem liberdade é impossível avançar nas trilhas da evolução, mas fora do entendimento que nasce do amor, ninguém se emancipa nos caminhos da própria alma.

Seja onde seja e seja com quem for, deixa que a simpatia e a compreensão se te irradiem do ser.

Em qualquer parte onde palpite a vida, eis que a vida para crescer e aperfeiçoar-se roga o alimento do amor, tanto quanto pede a presença da luz.

De muitos recebes o apoio da bondade e outros muitos aguardam de ti semelhantes auxílio.

Da faixa dos benfeitores recolhes a bênção para transmiti-lo na direção dos que te não aceitam ou desajudam.

Nessa diretriz, os adversários, quaisquer que eles sejam, nunca te prenderão a desespero ou ressentimento.

Se surgem e atacam, abençoa-os com a justificativa fraterna ou com o pronto-socorro da oração. Entretanto, pensa, acima de tudo, na condição infeliz em que se colocam e compadece-te em silêncio.

Esse, por enquanto, não consegue desalojar-se do ergástulo da opinião individual; aquele, acomoda-se no azedume sistemático; outro descambou para equívocos dos quais, por agora, não sabe se afastar; aquele outro sofre sob a hipnose da obsessão; e aquele outro ainda está doente e talvez exija tempo longo, a fim de recuperar-se.

Entregarmos-nos à mágoa diante dos que perseguem e caluniam, é o mesmo que nos ajustarmos voluntariamente à onda de perturbação a que encadeiam.

Sob o granizo da ignorância ou da incompreensão, segue trabalhando, a servir sempre.

Observa os inimigos do bem e os agressores da renovação e, em lhes percebendo a sombra, condoer-te-ás de todos ele.

Faze isso e sempre que te pretendam agrilhoar ao desequilíbrio, a compaixão te libertará.

Francisco Xavier
Emmanuel
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 09 de Maio de 2016, 22:40
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #29 em: 08 05 16, às 21:25, de Moisés

      Amigos, o amigo Moisés trouxe texto que, se o colocou aqui, é porq o compreendeu, que vamos sobre ele raciocinar para melhor entender a doutrina:

      Texto de Emmanuel: AMANDO OS INIMIGOS - “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem…” – Jesus. (Mateus, 5:44).

      Conf: sábia e inspiradora mensagem de Emmanuel; aos amigos, digo que não consigo (e espero que alguém esclareça) entender o fato de a doutrina aceitar o que esse grande mentor diz, se ele fala muita coisa baseada em ensinamentos de Paulo, acerca dos quais, em relação a muitos deles, a doutrina não aceita e não os aceitando, a doutrina prefere se calar e, assim, nada diz acerca de sérios, graves, esclarecedores e, mesmo “perturbadores” ensinamentos que esse apóstolo nos traz! 

      Quanto ao que Emmanuel disse nesse texto, podemos destacar, para sobre elas raciocinar, as palavras:

      - de Jesus, “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”;

      Luis: raciocinando: todos os destaques feitos relativos ao texto merecem aquela já conhecida pergunta: “como fazer” isso que o texto nos aconselha fazer? O texto somente consegue dizer/ensinar “o que fazer”, mas nenhuma ideia nos dá de “como fazer”.

      Não me refiro aqui às palavras de Jesus ali contidas, pois Jesus disse muito mais do que isso, e nos fez saber o “como fazer”; me refiro, sobretudo, ao restante do texto ditado por Emmanuel. Vamos ver:

      Texto: “sem liberdade é impossível avançar nas trilhas da evolução”;

      Luis: raciocinando: a que liberdade se refere o mentor espiritual? Onde está quem, entre nós, possua essa liberdade? E se ninguém possui essa liberdade, quem poderá estar avançado se, como diz o texto, sem essa liberdade é impossível avançar?!

      Ninguém é livre!!! Todos estão “totalmente presos” a preconceitos, suposições e crenças que nós são impostos pelo aprendizado adquirido nesta escola do bem e do mal que é a vida; vida que, segundo a doutrina, Deus nos deu para nosso aprimoramento espiritual.

      As tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, nos enchem de suposições e crenças, e a elas nos prendemos desde que nossa consciência desperta; desde que abrimos os olhos para esta vida.

      Texto: “fora do entendimento que nasce do amor, ninguém se emancipa nos caminhos da própria alma”.

      Luis: raciocinando: e onde está esse amor de que necessitamos para a emancipação de nossa alma? Quem sabe o “como fazer” para que exista amor em nosso coração? Onde estará esse ensinamento? Nas palavras de que mestre, de que espírito elevado, de que doutrina?

       Basta uma rápida olhada pelo mundo para ver que amor é o que mais falta aqui, que o amor é uma virtude ausente do mundo/Terra! Assim, torna-se necessário perguntar: quem é que sabe colocar amor num coração vazio de amor? Como substituir o desamor, que impera no mundo, por amor? Afinal, a amar e a como fazer para ter amor no coração, ninguém, absolutamente ninguém ensina e absolutamente ninguém aprende nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos mesmo que sejam de Jesus! Ou estou errado? Se alguém acredita que estou errado, peço que coloque aqui a explicação que considera correta.

      O restante do texto, do mesmo modo que acontece com esses “milhares” de outros que, de tantos que são, estamos até cansados de ler, diz tão somente “o que devemos fazer”, esquecendo, como sempre, de dizer o “como fazer”; assim, aí está “o que fazer”: ser bons, não ser egoístas, ser humildes, irradiar simpatia e compreensão; ajudar a todos; abençoar os nos fazem o mal, seja o que for que eles façam contra nós e/ou contra os nossos seres queridos; que devemos ter pena deles; que não nos sintamos magoados pelo que eles ou a vida faça para nós, e que sigamos trabalhando, e servindo sempre”.

      E temos de perguntar: de que adianta que nos digam “o que fazer”, se não nos dizem o “como fazer”?!! Se alguém, um mestre, um espirito superior, um benfeitor aconselhar àquele que é egoísta, dizendo-lhe que não deve ser egoísta, “como deve fazer” ele para deixar de ser egoísta?! Quem entre nós, se é egoísta, sabe como fazer para deixar de ser egoísta? Quem tem essa resposta? Ou aquele que é mau, como deverá fazer para ser bom?

      Diz, também, o texto que tenhamos pena daqueles que nos fazem o mal, pois que eles estão presos a defeitos morais, uns à opinião pessoal, outros acomodados em azedume sistemático, outros equivocados sobre o que devem fazer, outro obsidiado, outro sem condições de fazer o bem, por estar doente etc etc.

      No entanto, novamente apenas se diz quais são alguns dos defeitos ou imperfeições morais que temos, mas, como sempre, não nos ensina “como fazer” para nos libertarmos deles!

      Abraços!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Maio de 2016, 17:07

As suas ordens amigo
Luis Junior

... E a doutrina espírita mesma nos oferece uma valiosa pista/dica de por onde começar a procurar esse "como fazer"! Esta lá no LM, cap 3, item 35! Quem está sinceramente determinado a encontrar o "como fazer", que vá até o Livro dos Médiuns e estude esse item que citei!!

      Infelizmente, pelo que parece, muitos não dão a mínima atenção a esse item, talvez por julgá-lo uma tolice, perda de tempo, ou por simples e tolo preconceito!

      Abraços a todos!

O Livro dos Médiuns
Capitulo três , item 35

Ordem nos estudos espíritas

35. Aos que quiserem adquirir essas noções preliminares, pela leitura das nossas obras, aconselhamos que as leiam nesta ordem:

1º - O que é o Espiritismo? Esta brochura, de uma centena de páginas somente, contém sumária exposição dos princípios da Doutrina Espírita, um apanhado geral desta, permitindo ao leitor apreender-lhe o conjunto dentro de um quadro restrito. Em poucas palavras ele lhe percebe o objetivo e pode julgar do seu alcance. Aí se encontram, além disso, respostas às principais questões ou objeções que os novatos se sentem naturalmente propensos a fazer. Esta primeira leitura, que muito pouco tempo consome, é uma introdução que facilita um estudo mais aprofundado.

2º - O Livro dos Espíritos. Contém a doutrina completa, como a ditaram os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas conseqüências morais. E a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além-túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo objetiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo.

3º - O Livro dos Médiuns. Destina-se a guiar os que queiram entregar-se à prática das manifestações, dando-lhes conhecimento dos meios próprios para se comunicarem com os Espíritos. E um guia, tanto para os médiuns, como para os evocadores, e o complemento de O Livro dos Espíritos.

4º - A Revue Spirite. Variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos isolados, que completam o que se encontra nas duas obras precedentes, formando-lhes, de certo modo, a aplicação. Sua leitura pode fazer-se simultaneamente com a daquelas obras, porém, mais proveitosa será, e, sobretudo, mais inteligível, se for feita depois de O Livro dos Espíritos.

Isto pelo que nos diz respeito. Os que desejem tudo conhecer de uma ciência devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como as apologias, inteirar-se dos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação.

Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da luz. Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Maio de 2016, 17:24
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #29 em: 08 05 16, às 21:25, de Moisés

      Amigos, o amigo Moisés trouxe texto que, se o colocou aqui, é porq o compreendeu, que vamos sobre ele raciocinar para melhor entender a doutrina:

      Texto de Emmanuel: AMANDO OS INIMIGOS - “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem…” – Jesus. (Mateus, 5:44).

      Conf: sábia e inspiradora mensagem de Emmanuel; aos amigos, digo que não consigo (e espero que alguém esclareça) entender o fato de a doutrina aceitar o que esse grande mentor diz, se ele fala muita coisa baseada em ensinamentos de Paulo, acerca dos quais, em relação a muitos deles, a doutrina não aceita e não os aceitando, a doutrina prefere se calar e, assim, nada diz acerca de sérios, graves, esclarecedores e, mesmo “perturbadores” ensinamentos que esse apóstolo nos traz! 
Sobre Paulo e Emmanuel
e este devido texto postado por mim
Não deixa de ser uma opinião exclusivamente sua
Não foi postado nenhum texto atribuído a Paulo e sim uma passagem evangélica atribuída a Mateus
Agora!
O amigo não pode trazer ao tópico questões de entendimentos pessoais
ou até de partido sobre as cartas de Paulo
Isso é com o amigo e não com o tópico
Ao tópico o assunto do tópico

Citar
      Quanto ao que Emmanuel disse nesse texto, podemos destacar, para sobre elas raciocinar, as palavras:

      - de Jesus, “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”;

      Luis: raciocinando: todos os destaques feitos relativos ao texto merecem aquela já conhecida pergunta: “como fazer” isso que o texto nos aconselha fazer? O texto somente consegue dizer/ensinar “o que fazer”, mas nenhuma ideia nos dá de “como fazer”.

      Não me refiro aqui às palavras de Jesus ali contidas, pois Jesus disse muito mais do que isso, e nos fez saber o “como fazer”; me refiro, sobretudo, ao restante do texto ditado por Emmanuel. Vamos ver:
Por enquanto as suas citações acima referem´se ao texto de mateus
e não as citações de Emmanuel...logo poderá fazer um certo sentido as colocações que seguem
não as anteriores
Vamos a elas!
Citar
      Texto: “sem liberdade é impossível avançar nas trilhas da evolução”;

      Luis: raciocinando: a que liberdade se refere o mentor espiritual? Onde está quem, entre nós, possua essa liberdade? E se ninguém possui essa liberdade, quem poderá estar avançado se, como diz o texto, sem essa liberdade é impossível avançar?!

Sem liberdade não se pode avançar nas trilhas
é o mesmo que dizer a uma pessoa que tem os pés amarrados:
Corra!
Então para avançar preciso é se desvencilhar do que se está atado
Citar
      Ninguém é livre!!! Todos estão “totalmente presos” a preconceitos, suposições e crenças que nós são impostos pelo aprendizado adquirido nesta escola do bem e do mal que é a vida; vida que, segundo a doutrina, Deus nos deu para nosso aprimoramento espiritual.
mas nenhum destes sistemas foram ofertados por Deus
Logo! coisas de sistemas criados pelo homem
ou mal interpretados ou de interesse
Citar
      As tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, nos enchem de suposições e crenças, e a elas nos prendemos desde que nossa consciência desperta; desde que abrimos os olhos para esta vida.

Essas questões não fazem parte de uma fé raciocinada
Uma vez preso a elas
sinão está evidente de que não abrimos os olhos
Citar
      Texto: “fora do entendimento que nasce do amor, ninguém se emancipa nos caminhos da própria alma”.

      Luis: raciocinando: e onde está esse amor de que necessitamos para a emancipação de nossa alma? Quem sabe o “como fazer” para que exista amor em nosso coração? Onde estará esse ensinamento? Nas palavras de que mestre, de que espírito elevado, de que doutrina?

Deus é amor
logo o amor está em Deus
para o nosso entendimento
Citar
       Basta uma rápida olhada pelo mundo para ver que amor é o que mais falta aqui, que o amor é uma virtude ausente do mundo/Terra! Assim, torna-se necessário perguntar: quem é que sabe colocar amor num coração vazio de amor? Como substituir o desamor, que impera no mundo, por amor? Afinal, a amar e a como fazer para ter amor no coração, ninguém, absolutamente ninguém ensina e absolutamente ninguém aprende nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos mesmo que sejam de Jesus! Ou estou errado? Se alguém acredita que estou errado, peço que coloque aqui a explicação que considera correta.
Sim parece-nos que no mundo impera o mal
e pelo visto impera mesmo
Mas convenhamos
tamanho pessimismo
Você está errado, os ensinos de Jesus são sublimes e verdadeiros
Citar
      O restante do texto, do mesmo modo que acontece com esses “milhares” de outros que, de tantos que são, estamos até cansados de ler, diz tão somente “o que devemos fazer”, esquecendo, como sempre, de dizer o “como fazer”; assim, aí está “o que fazer”: ser bons, não ser egoístas, ser humildes, irradiar simpatia e compreensão; ajudar a todos; abençoar os nos fazem o mal, seja o que for que eles façam contra nós e/ou contra os nossos seres queridos; que devemos ter pena deles; que não nos sintamos magoados pelo que eles ou a vida faça para nós, e que sigamos trabalhando, e servindo sempre”.

Coloque em prática
Não seja confuso

Citar
      E temos de perguntar: de que adianta que nos digam “o que fazer”, se não nos dizem o “como fazer”?!! Se alguém, um mestre, um espirito superior, um benfeitor aconselhar àquele que é egoísta, dizendo-lhe que não deve ser egoísta, “como deve fazer” ele para deixar de ser egoísta?! Quem entre nós, se é egoísta, sabe como fazer para deixar de ser egoísta? Quem tem essa resposta? Ou aquele que é mau, como deverá fazer para ser bom?
Deve sem medos
parar de pensar somente em si
e pensar nos outros
Procurar ser altruísta
Citar

      Diz, também, o texto que tenhamos pena daqueles que nos fazem o mal, pois que eles estão presos a defeitos morais, uns à opinião pessoal, outros acomodados em azedume sistemático, outros equivocados sobre o que devem fazer, outro obsidiado, outro sem condições de fazer o bem, por estar doente etc etc.
Resumindo
Estão doentes
mergulhados no egoísmo
Citar

      No entanto, novamente apenas se diz quais são alguns dos defeitos ou imperfeições morais que temos, mas, como sempre, não nos ensina “como fazer” para nos libertarmos deles!

      Abraços!

Amar a Deus sobre todas a s coisas e ao próximo como a ti mesmo

Amar e intruir
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Maio de 2016, 17:30
CONDUTA ANTE OS INIMIGOS

Punge-te a alma quando enfrentas os que se tornaram teus inimigos por motivos que ignoras.

Não poucas vezes sentes a sua presença, mesmo que longe fisicamente, pela rede de informações infelizes quão inverídicas que tecem a teu respeito, onde nunca hás estado.

Fiscalizam-te com impiedade e criticam-te com azedume, pondo o sal da malícia nos teus comentários, nas tuas atitudes, nas lições que veiculas.

Sempre vêem a face negativa, que trabalhas por corrigir, e os teus melhores sentimentos são tidos por debilidade de caráter, torcendo a colocação edificante dos teus esforços.

Certamente não os magoaste nesta atualidade, nem mesmo chegaste a privar do círculo fechado da amizade de alguns deles.

Antipatizam-te e comprazem-se em antagonizar-te.

Corroem-se de ciúme ou de inveja e arrojam o ácido da aflição que não conseguem dissimular sobre o teu nome, num processo inconsciente de transferência.

Alguns, quiçá, procedam do teu passado espiritual, contra quem contraíste débito. Outros, são companheiros equivocados que derrapam em obsessões sutis e foram acionados contra ti por adversários desencarnados, que se opõem à tua faina, vitimando-os, sem que se dêem conta.

Desde que os não feriste, não te preocupes com eles.

Não intentes convencê-los dos valores que te negam.

Recusam-se a ver-te corretamente.

Não reajas, a fim de não os vitalizar na trama escura em que se encontram, nem mantenhas maior preocupação com eles.

Na Terra, ninguém avança sem o desafio dos obstáculos, das provocações, dos inimigos.

O de que te acusam, neles falta.

O que arremetem contra ti, neles repleta.

Se alguém te traz a informação malsã veiculada por eles, desvia o assunto, faze abordagem das excelências do bem e do amor.

Destrinças as teias da intriga com que te pretendem envolver, utilizando as mãos da caridade para com eles.

O amor se exterioriza como magnetismo positivo de pessoa a pessoa, contagiando os que nele se envolvem com os recursos do otimismo.

Se não podes compreender fraternalmente os que te não estimam, também estás na iminência de graves perigos emocionais.

Sequer, mentalmente, excogites encontrar as razões das inimizades que te excruciam.

Pensa bem de todos, embora motivos aparentes te induzam a reflexionar de forma diversa.

A tua é a tarefa da luz contra a treva, do amor contra o ódio.

Fizeram-se teus inimigos, mas não te transformes em inimigos de ninguém.

Nem Jesus jornadeou entre nós sem inimigos impertinentes.

O mal tentou envolvê-lo e Ele é o bem; as sombras procuraram dominá-Lo, não obstante Ele é a luz; a mentira seguiu-Lhe os passos, todavia Ele é a verdade; o ódio voltou-se contra Ele, apesar disso Ele é o amor...

Confia e refugia-te nEle, seguindo rigorosamente a trilha da mensagem que te fascina e não receies os maus, seus males, as tricas e intrigas que, se souberes superar, dar-te-ão maior razão de júbilo espiritual hoje mesmo e mais tarde em definitivo.


Divaldo Franco. Da obra: Oferenda.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 10 de Maio de 2016, 19:30
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #31 em: 10 05 16, às 17:07, de Moisés

      Conf: é isso exatamente, Moisés; o LM nos dá uma preciosa “dica” de como encontrarmos a resposta para esse “como fazer” que, pelo que podemos ver, ninguém, ou quase ninguém sabe.

      Na tentativa de explicar melhor, cito o texto abaixo, relativo ao LM, cap 3, item 35, destacando o para mim mais importante e útil, que é o que está escrito no final do n°4, desse item:      

      “Perguntam como se deve estudar o espiritismo. Sem dúvida, com muita disposição, com muita determinação, pois para que viemos ao espiritismo senão para encontrar as respostas àquelas eternas perguntas dos homens: Quem somos? De onde viemos? Para que viemos? Para onde vamos? Qual é a causa dos sofrimentos de humanos e não humanos? Como fazer para evitá-los? O que é tudo isso que está a nossa frente? E, sobretudo: como fazer para sermos felizes?

      Este, afinal, é o maior anseio na vida de todos, sem exceção de ninguém: como fazer para sermos felizes aqui mesmo onde estamos ou onde estivermos, e para continuar sendo felizes para sempre!

      Todos os homens, dos mais virtuosos, aos mais viciosos, corruptos e maldosos, desejam ser felizes. Por isso agem como agem e o mundo é o que é: um verdadeiro caos, no qual os sofrimentos a todos alcançam.

      Sem exceção, e desde que abrem os olhos para vida, a luta de todos, seja través de ações voltadas para o bem, como de ações voltadas para o mal, é uma luta incessante em busca da felicidade.

      E porq é que todos buscam ser felizes? Evidentemente, porq todos são infelizes ou não são felizes como gostariam de ser. A vida é cheia de sofrimentos para todos, sem exceção.

      Afinal, porq todos buscam afetos, amores, admiração, prestígio, fama, poder, beleza, riqueza, aventuras, adrenalina, vícios, sexo, medicinas, terapias e, finalmente, filosofias e religiões? Porq é que, assim que se abre a porta de um novo templo, de uma nova religião (como hoje vemos tanto acontecer pelo mundo!), os homens acorrem e, rapidamente, enchem os novos templos?  E olhem, poderão ver pela TV, o que está estampado nas fisionomias de todos: expressões de angústias, de dores, e de esperanças.

      Todos estão cheios de esperanças de encontrar a solução de seus problemas, a solução para minorar seus sofrimentos, e, por isso, migram de uma “igreja” ou religião para outra porq, na anterior, não encontraram o que, agora, imaginam que poderão encontrar na nova. Mas, não encontrarão...

      Para todas as filosofias e doutrinas, a vida é feita de desencontros, perdas, dores, lágrimas, sofrimentos. Observem o mundo! Para todas as crenças, viver é sofrer! Assim, só aqui no Ocidente, para os católicos, estamos “num desterro, neste vale de lágrimas”; para os espíritas, “num mundo de expiações e provas”; para os evangélicos, “num mundo onde vivemos sob o assédio constante de Satanás” e, embora, como afirma o Apocalipse, “no final dos tempos, Satanás seja lançado aos abismos, depois de mil anos ele será solto para, novamente, enganar as nações”; para outras crenças, devido a tantos males, sofrimentos e violências, nem é Deus quem governa o mundo, é Satanás; e, ainda, para outras, estamos à sorte de velas e rezas, q podem trazer benefícios ou malefícios.

      A vida é sofrimentos e, evidentemente, e perfeitamente lógico e natural, todos buscam deles de afastar e se aproximar de seu oposto que é a felicidade.

      Por isso, a busca de lenitivos, de consolos para todos esses males, a busca daquilo que as religiões prometem, entre elas o espiritismo: um futuro compensador e de felicidade duradoura.

      E, aqui, devemos lembrar um conselho de grande sabedoria mas que, infelizmente, muitos não seguem. A própria doutrina espírita recomenda que, para para buscarmos esse futuro consolador, para estudarmos e compreendermos nossas crenças ou doutrinas, temos de, forçosamente/obrigatoriamente, abrir nossos olhos, não os termos somente focados naquilo em que cremos, mas abandonar os antolhos e olharmos para os lados. Assim, está lá, no cap 3, item 35, de O Livro dos Médiuns:

      "... os que desejam conhecer completamente uma ciência (religião, doutrina, crença) devem ler necessariamente tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Cabe ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso”.

          Aí está um sábio conselho que, pelo que podemos perceber, poucos seguem, semelhante ao que nos deu Paulo: “Estudai de tudo e guardai o que for bom”.

         Em geral, as pessoas se prendem àquela crença que conhecem e que julgam correta e não se interessam em conhecer outras. Veja a necessidade de estudar, olhar noutras direções e comparar; nossa cabeça/mente/compreensão/entendimento é que vai decidir, porque a crença/religião é questão de foro pessoal, íntimo, de acordo com aquilo que compreendemos e pode ser muito diferente do que aquilo que está escrito, por quem quer que seja, daquilo que ouvimos etc.     

         Sem dúvida, isso é que todos devíamos fazer mas, infelizmente, não é o que acontece e, assim, muitos  podem estar deixando de conhecer coisas de muita importância para o crescimento em direção ao aperfeiçoamento espiritual.

      Abraços!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 10 de Maio de 2016, 22:15
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #32 em: 10 05 16, às 17:24, de Moisés

      Conf: amigo Moisés, talvez eu não tenha sido claro e, por isso, vc não entendeu oque eu quis dizer relativamente a Emmanuel. O que eu quis dizer é que esse grande instrutor espiritual ditou mensagens, obras, nas quais se baseou em ensinamentos de Paulo, obras que são perfeitamente aceitas pela doutrina e pelos seguidores dela, concorda?

      Fato que mostra a confiança de todos tanto no que disse Emmanuel, como no que disse Paulo, nos ensinamentos a que Emmanuel se referiu. O que diz o amigo? Estou errado no que disse até aqui?

      O que eu disse que estranho é que, embora a doutrina aceite os ensinamentos de Paulo, aos quais se referiu Emmanuel, instrutor que merece a confiança de todos nós, o que estranho é que a doutrina, e consequentemente seus seguidores, de modo nenhum aceitam outros ensinamentos de Paulo, graves, profundos, esclarecedores, e que nos dão uma nova compreensão sobre nós mesmos, sobre nossa vida etc.   

      A doutrina nem mesmo se refere a eles, embora sejam até mesmo “perturbadores” frente a ensinamentos da doutrina, e nem para tentar explicar porq os considera errados. Esse fato, de a doutrina nem mesmo tentar esclarecer porq considera corretos uns ensinamentos de Paulo, e considera outros errados, deixa muitos amigos perplexos e não confiantes nos conceitos doutrinários.

      Moisés: Agora! O amigo não pode trazer ao tópico questões de entendimentos pessoais ou até de partido sobre as cartas de Paulo. Isso é com o amigo e não com o tópico. Ao tópico o assunto do tópico.

      Conf: não, meu amigo; nada de entendimentos pessoais, como se resultantes de minha opinião; vc não ainda não viu que o que eu disse é uma verdade? Que o espiritismo não leva  em consideração importantes ensinamentos de Paulo?! Mas, isso não ocorre somente em relação à doutrina espirita; as outras doutrinas cristãs, a católica, a protestante, tb, como a espírita, procuram fugir dos ensinamentos de Paulo: não concordam com Paulo e tb não explicam porq ele, Paulo, errou tanto!


      Conf (msg ant): Quanto ao que Emmanuel disse nesse texto, podemos destacar, para sobre elas raciocinar, as palavras:

      - de Jesus, “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”;

      Raciocinando: todos os destaques feitos relativos ao texto merecem aquela já conhecida pergunta: “como fazer” isso que o texto nos aconselha fazer! O texto somente consegue dizer/ensinar “o que fazer”, mas nenhuma ideia nos dá de “como fazer”.

      Não me refiro aqui às palavras de Jesus ali contidas, pois Jesus disse muito mais do que isso, e nos fez saber o “como fazer”; me refiro, sobretudo, ao restante do texto ditado por Emmanuel. Vamos ver:

      Moisés: Por enquanto as suas citações acima referem-se ao texto de Mateus e não as citações de Emmanuel...

      Conf: meu amigo, estou acreditando mesmo que não sei mais me expressar direito. Pois, Moisés, foi Emmanuel que citou o texto de Mateus, nessa mensagem ditada por ele (ele, Emmanuel).[/quote]

     Texto de Emmanuel: “sem liberdade é impossível avançar nas trilhas da evolução”;

      Conf (msg ant): raciocinando: a que liberdade se refere o mentor espiritual? Onde está quem, entre nós, possua essa liberdade? E se ninguém possui essa liberdade, quem poderá estar avançado se, como diz o texto, sem essa liberdade é impossível avançar?!

      Moisés: Sem liberdade não se pode avançar nas trilhas é o mesmo que dizer a uma pessoa que tem os pés amarrados: Corra! Então para avançar preciso é se desvencilhar do que se está atado!

      Conf: exato, meu jovem; e é aí que reside o problema a que sempre me refiro e para o qual a doutrina (nenhuma doutrina religiosa) tem a resposta: “como fazer” para se desvencilhar daquilo em que se está atado”? [/quote]

      Onde, amigo, vc encontra esse ensinamento? Nas palavras de que mestre, de que doutrina religiosa, de que filosofia? Vc já encontrou esse ensinamento? Já sabe “como fazer” para se libertar de seus defeitos e imperfeições morais, que, tenho certeza, vc nem mesmo sabe porq os possui?! Ou sabe? Se sabe porq é que vc ainda não se livrou dos defeitos que possui? Se sabe “como fazer” para não mais errar em suas escolhas, porq, mesmo tendo livre-arbitrio, errou tanto, no passado, e continua errando, no presente? Ou vc não erra mais?[/quote]


      Conf (msg ant): Ninguém é livre!!! Todos estão “totalmente presos” a preconceitos, suposições e crenças que nos são impostos pelo aprendizado adquirido nesta escola do bem e do mal que é a vida; vida que, segundo a doutrina, Deus nos deu para nosso aprimoramento espiritual.

      Moisés: mas nenhum destes sistemas foram ofertados por Deus...

      Conf: eu não disse se foram ou não ofertados por Deus; eu apenas afirmei, e continuo afirmando, que ninguém é livre; e agora, o que vc diz? Veja que Emmanuel afirma que “sem liberdade é impossível avançar nas trilhas da evolução”; e agora, meu amigo, se é preciso ser livre para avançar nas trilhas da evolução e absolutamente ninguém é livre, é preciso que adquiramos essa liberdade, concorda? E aqui surge novamente aquele mesmo problema, ao qual a doutrina não dá resposta: “como fazer” para ser livre? Não sabemos nem mesmo o básico dos básicos que é, se  somos maus “como fazer” para sermos bons, isto é, livres de nossa maldade? Ou como fazer para não sermos egoístas, ou para sermos humildes etc etc!

      Um abraço!

      Obs: continuo a resposta mais tarde!
     
      Um abraço!

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Maio de 2016, 00:21
É a própria mente de um homem, e não seu inimigo ou adversário, que o seduz para caminhos maléficos.      

 
Buda:

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Maio de 2016, 00:24
Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.      

Mahatma Gandhi.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Maio de 2016, 00:25
É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.


Madre Teresa de Calcutá
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Maio de 2016, 01:45
O Livro dos Espíritos
» Parte Terceira - Das leis morais »
Capítulo XI - 10. Lei de justiça, de amor e de caridade »
Caridade e amor do próximo


886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

887. Jesus também disse: Amai até mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais, e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?

“É certo que ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus pretendeu dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. Aquele que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca quem procura tomar vingança.”

888. Que se deve pensar da esmola?

“O homem condenado a pedir esmola se degrada física e moralmente: embrutece-se. Uma sociedade que se baseia na lei de Deus e na justiça deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à mercê do acaso e da boa-vontade de alguns.”

a) – Dar-se-á reproveis a esmola?

“Não; o que merece reprovação não é a esmola, mas a maneira por que habitualmente é dada. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado, sem esperar que este lhe estenda a mão.

“A verdadeira caridade é sempre bondosa e benévola; está tanto no ato, como na maneira por que é praticado. Duplo valor tem um serviço prestado com delicadeza. Se o for com arrogância, pode ser que a necessidade obrigue quem o recebe a aceitá-lo, mas o seu coração pouco se comoverá.

“Lembrai-vos também de que, aos olhos de Deus, a ostentação tira o mérito ao benefício. Disse Jesus: “Ignore a vossa mão esquerda o que a direita der.” Por essa forma, ele vos ensinou a não tisnardes a caridade com o orgulho.

“Deve-se distinguir a esmola, propriamente dita, da beneficência. Nem sempre o mais necessitado é o que pede. O temor de uma humilhação detém o verdadeiro pobre, que muita vez sofre sem se queixar. A esse é que o homem verdadeiramente humano sabe ir procurar, sem ostentação.

“Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.

“Não vos esqueçais nunca que o Espírito, quaisquer que sejam o grau de seu adiantamento e a sua situação, como encarnado ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sede, pois, caridosos, praticando não só a caridade que vos faz dar friamente o óbolo que tirais do bolso ao que vo-lo ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes. Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados. Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus.”

                                       
SÃO VICENTE DE PAULO


889. Não há homens que se vêem condenados a mendigar por culpa sua?

“Sem dúvida; mas se uma boa educação moral lhes houvera ensinado a praticar a lei de Deus não teriam caído nos excessos causadores da sua perdição. Disso, sobretudo, é que depende a melhoria do vosso planeta.”
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Maio de 2016, 12:55
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #31 em: 10 05 16, às 17:07, de Moisés

      Conf: é isso exatamente, Moisés; o LM nos dá uma preciosa “dica” de como encontrarmos a resposta para esse “como fazer” que, pelo que podemos ver, ninguém, ou quase ninguém sabe.

Entendi sobre esta sua citação
que a recomendação de kardec refere-se ao conhecimento do espiritismo
Ele até diz noções preliminares
!!
Citar

      Na tentativa de explicar melhor, cito o texto abaixo, relativo ao LM, cap 3, item 35, destacando o para mim mais importante e útil, que é o que está escrito no final do n°4, desse item:      

      “Perguntam como se deve estudar o espiritismo. Sem dúvida, com muita disposição, com muita determinação, pois para que viemos ao espiritismo senão para encontrar as respostas àquelas eternas perguntas dos homens: Quem somos? De onde viemos? Para que viemos? Para onde vamos? Qual é a causa dos sofrimentos de humanos e não humanos? Como fazer para evitá-los? O que é tudo isso que está a nossa frente? E, sobretudo: como fazer para sermos felizes?

      Este, afinal, é o maior anseio na vida de todos, sem exceção de ninguém: como fazer para sermos felizes aqui mesmo onde estamos ou onde estivermos, e para continuar sendo felizes para sempre!

      Todos os homens, dos mais virtuosos, aos mais viciosos, corruptos e maldosos, desejam ser felizes. Por isso agem como agem e o mundo é o que é: um verdadeiro caos, no qual os sofrimentos a todos alcançam.

      Sem exceção, e desde que abrem os olhos para vida, a luta de todos, seja través de ações voltadas para o bem, como de ações voltadas para o mal, é uma luta incessante em busca da felicidade.

      E porque é que todos buscam ser felizes? Evidentemente, porque todos são infelizes ou não são felizes como gostariam de ser. A vida é cheia de sofrimentos para todos, sem exceção.

      Afinal, porq todos buscam afetos, amores, admiração, prestígio, fama, poder, beleza, riqueza, aventuras, adrenalina, vícios, sexo, medicinas, terapias e, finalmente, filosofias e religiões? Porq é que, assim que se abre a porta de um novo templo, de uma nova religião (como hoje vemos tanto acontecer pelo mundo!), os homens acorrem e, rapidamente, enchem os novos templos?  E olhem, poderão ver pela TV, o que está estampado nas fisionomias de todos: expressões de angústias, de dores, e de esperanças.

      Todos estão cheios de esperanças de encontrar a solução de seus problemas, a solução para minorar seus sofrimentos, e, por isso, migram de uma “igreja” ou religião para outra porq, na anterior, não encontraram o que, agora, imaginam que poderão encontrar na nova. Mas, não encontrarão...

      Para todas as filosofias e doutrinas, a vida é feita de desencontros, perdas, dores, lágrimas, sofrimentos. Observem o mundo! Para todas as crenças, viver é sofrer! Assim, só aqui no Ocidente, para os católicos, estamos “num desterro, neste vale de lágrimas”; para os espíritas, “num mundo de expiações e provas”; para os evangélicos, “num mundo onde vivemos sob o assédio constante de Satanás” e, embora, como afirma o Apocalipse, “no final dos tempos, Satanás seja lançado aos abismos, depois de mil anos ele será solto para, novamente, enganar as nações”; para outras crenças, devido a tantos males, sofrimentos e violências, nem é Deus quem governa o mundo, é Satanás; e, ainda, para outras, estamos à sorte de velas e rezas, q podem trazer benefícios ou malefícios.

      A vida é sofrimentos e, evidentemente, e perfeitamente lógico e natural, todos buscam deles de afastar e se aproximar de seu oposto que é a felicidade.

      Por isso, a busca de lenitivos, de consolos para todos esses males, a busca daquilo que as religiões prometem, entre elas o espiritismo: um futuro compensador e de felicidade duradoura.

depois do O Livro dos Médiuns surgiu;
1864 - O Evangelho segundo o Espiritismo
1865 - O Céu e o Inferno
1868 - A Gênese

kardec participa da revista espírita desde 1858 tá e sua morte 1869
Citar
      E, aqui, devemos lembrar um conselho de grande sabedoria mas que, infelizmente, muitos não seguem. A própria doutrina espírita recomenda que, para para buscarmos esse futuro consolador, para estudarmos e compreendermos nossas crenças ou doutrinas, temos de, forçosamente/obrigatoriamente, abrir nossos olhos, não os termos somente focados naquilo em que cremos, mas abandonar os antolhos e olharmos para os lados. Assim, está lá, no cap 3, item 35, de O Livro dos Médiuns:

      "... os que desejam conhecer completamente uma ciência (religião, doutrina, crença) devem ler necessariamente tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Cabe ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso”.

          Aí está um sábio conselho que, pelo que podemos perceber, poucos seguem, semelhante ao que nos deu Paulo: “Estudai de tudo e guardai o que for bom”.

Penso que a questão não é estudar e se preocupar em demasio que muitos não fazem
A questão é conosco
Se cremos!
façamos
É só praticarmos
Citar
         Em geral, as pessoas se prendem àquela crença que conhecem e que julgam correta e não se interessam em conhecer outras. Veja a necessidade de estudar, olhar noutras direções e comparar; nossa cabeça/mente/compreensão/entendimento é que vai decidir, porque a crença/religião é questão de foro pessoal, íntimo, de acordo com aquilo que compreendemos e pode ser muito diferente do que aquilo que está escrito, por quem quer que seja, daquilo que ouvimos etc.     

         Sem dúvida, isso é que todos devíamos fazer mas, infelizmente, não é o que acontece e, assim, muitos  podem estar deixando de conhecer coisas de muita importância para o crescimento em direção ao aperfeiçoamento espiritual.

      Abraços!
Interessante sua postagem
Pois!

É que você mesmo diz não saber como fazer , como praticar tais instruções
repete e repete tal enunciado próprio

Precisa-se saber o que queres
temos que nos definir
saber do nosso propósito
e seguir

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Maio de 2016, 13:58
A casa do perdão
Fernando A. Moreira

“…mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai Celestial também não vos perdoará os pecados.” (S. Mateus, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22.)

Inúmeras vezes, Jesus nas suas parábolas fez referência ao perdão, para que ficasse bem nítida a sua importância no nosso relacionamento com o nosso próximo e pudéssemos dimensionar a bondade, a misericórdia e a justiça divina, que irão balizar o caminho de nossa evolução.

“(…) – Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: ‘Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim ? Até sete vezes ?’ Respondeu-lhe Jesus: ‘Não vos digo que perdoareis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (S. Mateus, cap. XVIII, vv. 15, 21, 22.)

Jesus deixa bem claro que não há limite para o perdão, que não pode ser contado, porque sendo ele o esquecimento da ofensa, como é apagado, nada sobra para se contar. Perdoar até setenta vezes sete vezes eqüivale a dizer que temos que perdoar sempre, sendo o perdão, pois, incondicional; é o perdão do coração. Mas, às vezes concedemos somente o perdão dos lábios, o falso perdão:

“Eu o perdôo, mas não esquecerei jamais o que me fez.”

Mais além afirmamos: “- Entrego à Deus e à sua justiça”, quando na realidade, estamos desejando a sua condenação; não temos nenhuma procuração divina para assim nos referirmos, mesmo porque, desde que Deus nos criou, já a Ele estamos entregues.

Freqüentemente também dizemos ou ouvimos dizer:

“- Se ele vier se desculpar, eu o perdôo.”

Esta é uma atitude orgulhosa, estática e condicional, se contrapondo aos ensinamentos de Jesus, que nos mostrou de quem deve ser a iniciativa e em que momento deve-se perdoar nestas três passagens evangélicas:

” Se contra vos pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender tereis ganho o vosso irmão.” (Mateus; XVIII, 15)

“Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. – Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não tiveres pago o último ceitil.” ( Mateus: V, 25 e 26)

“Se, portanto, quando depor vossa oferenda, vos lembrardes que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vos, deixai a vossa dádiva junto do altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois então voltai a oferecê-la.” (Mateus, cap. V, vv. 23, 24)

Fica bastante evidente que a iniciativa da reconciliação deve ser nossa, quer sejamos os ofendidos ou os ofensores, isto é , sempre. Igualmente depreende-se que a atitude é extremamente dinâmica, urgente; temos que ir de encontro ao nosso irmão e isto, não deve ser deixado para amanhã, para a outra reencarnação; é para hoje, enquanto ele está no nosso caminho.

Quando nós não perdoamos, sintonizamos com o adversário. A ele, nos vinculamos agora pelo ressentimento, mágoa, raiva, ódio, despertando o desejo de vingança, para encontra-lo mais além como obsessor, podendo, às vezes, chegar até ao grau de subjugação ou possessão. Nos estabecemos no círculo do endividamento (FIG. 1-A), perante ao inimigo e a nós mesmos e, em última análise, perante à lei divina.

Círculo do Endividamento

No entanto, ao termos misericórdia e agirmos com amor, nós perdoamos e nos libertamos para a nosso progresso espiritual (FIG. 1-B), cumprimos a lei, estamos com ela, porque ” (…) quem assim procede, põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que, aquele que perdoou, sofra qualquer vingança.” (1)

“Perdoar os inimigos é pedir perdão para si próprio; perdoar os amigos é dar uma prova de amizade.; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era.(…)” (1)

Jesus assim se pronunciou a respeito dos nossos desafetos:

“Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos do vosso Pai “. (Mateus, 5: 43-47)

Amar os inimigos é dar a outra face, isto é, ante à face do mal, mostrar a face do bem.

“Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer dizendo: Nada tenho contra o meu próximo.” (1). Quem assim procede, pode orar, falar com Deus: “Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos hão ofendido.” (Mateus,6:9-13)

Às vezes, o que nos leva a não administrarmos o perdão é o sentimento de que o outro é que está errado, porque os faróis dos outros automóveis sempre nos parecem mais ofuscantes do que os nossos; é o egoísmo e o orgulho que fazem o homem dissimular seus defeitos. Julgamos os outros com a nossa justiça falha e deformada, olvidando os ensinamentos evangélicos.

“Não julgueis para não seres julgados; – porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que vos tenhais servido para com os outros.” (Mateus, cap. VII, vv. 1,2.)

De igual teor é a “Parábola da mulher adúltera” ( João, cap. VIII, vv. 3 a 11)

“Aquele dentre vos que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.”

Noutra ocasião, na “Parábola do credor incompassivo”, Jesus compara o Reino dos Céus a um rei, que resolveu ajustar contas com um servo que lhe devia dez mil talentos; como este, não lhe pudesse pagar, ordenou que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos e seus bens. Após dramáticos apelos, o rei compadeceu-se dele e perdoou suas dívidas. Ele, porém, ao libertar-se, encontrou-se com um companheiro que lhe devia cem denários, quantia infinitamente inferior. Como também, este não teria como lhe pagar, fez-lhe idênticos e dramáticos apelos mas ele, ao contrário, não o atendeu, deixando-o preso. Ao saber disso, o rei se indignou, entregando seu devedor aos verdugos até que ele lhe pagasse tudo o que devia, indagando: – Tu não devias ter tido compaixão do teu companheiro como eu tive de ti ?

Completa então, Jesus:

“Assim também meu Pai Celestial vos fará, se cada um de vos do íntimo do coração não perdoar a seu irmão.” (Mateus, XVIII 21- 35)

Portanto, não perdoar as ofensas é uma das formas de ir contra a lei e assim fazer recair sobre si a justiça divina; é ingressar no terreno da ofensa à lei (FIG. 2) e “daí não sairá enquanto não tiver pago o último ceitil.”

Casa do Perdão

Só será possível retirar-se deste terreno, fazendo esse ressarcimento entrando-se na CASA DO PERDÃO, e escolhendo-se entre duas opções; primeira, o caminho do arrependimento, que é o prelúdio, a ante-sala do perdão. É o primeiro passo, mas não o único, porque a “graça”, com que acenam outras doutrinas em que basta arrepender-se para daí sair não faz parte da justiça divina que não anistia, mas anula, após a quitação da dívida. Essa anistia, essa “graça”, “de graça”, seria uma injustiça para o ofensor, uma desgraça, um perdão sem reforma, pois assim lhe roubaria a oportunidade de se educar e evoluir, e para o ofendido, que também não poderia se ressarcir das perdas sofridas. O segundo cômodo desta opção é a reforma íntima. “A persistência do indivíduo no descobrimento dos próprios defeitos ampliará consideravelmente o âmbito de possibilidade de êxito. Somente quem sabe os males que possui, pode cura-los.”(2) A reforma íntima “deixa de ser algo constrangedor ou como exigência de conquista do dia para a noite, para ser entendida como algo que conquistaremos gradativamente, através do esforço pessoal que a Doutrina vai aos poucos interiorizando nos corações.” (3)

Admitindo sua culpa e arrependendo-se, promovendo-se a conscientização do erro, a avaliação da dívida, impõe-se a passagem ao terceiro cômodo, a reparação, que é um ato de amor, uma doação nesta encarnação ou uma prova noutra existência.

“Quem perdoa ( de coração ), ama, e quem ama, não se endivida, não contrai débitos, prevenindo-se de períodos expiatórios (…). Harmoniza-se com as leis do Criador.” (4)

“Quem não repara pelo amor”, permanecendo na inércia e no endurecimento, recai na segunda opção da CASA DO PERDÃO (FIG 2,B), “resgata pela dor, e resgates são expiações.” (4) Este cômodo é o mais sombrio e dorido da CASA DO PERDÃO, representando o caminho mais difícil para se deixa-la , mas por qualquer das duas opções alcançamos a saída da CASA DO PERDÃO, o perdão divino e a nossa evolução.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Maio de 2016, 13:58
A CASA DO PERDÃO é a construção do nosso Pai Eterno, bálsamo da sua justiça e que infinitamente sábio, bom e misericordioso, não iria exigir de nós que perdoássemos sempre, se Ele também assim não procedesse.(5) Portanto, como nos ensina a Doutrina Espírita, calcada no Evangelho de Jesus, nós nunca seremos deserdados, porque o Criador, nosso Pai amoroso, não nos condena à penas eternas, nos perdoando sempre, mas, como bom educador, nos remete a um novo ensino, dando-nos uma nova oportunidade, um novo renascimento na carne, para que alcancemos fatalmente nossa meta, a perfeição.

Isto fica bem evidente na parábola do “Filho pródigo e do irmão egoísta”.(6)

Um homem tinha dois filhos e o mais moço requisitou sua herança e atendido, partiu para um país longínquo, onde dissipou toda a fortuna, vivendo dissolutamente. Em conseqüência disso, tornou-se pobre, passando fome e vivendo entre os porcos.

Arrependido, resolve voltar a seu pai e lhe diz: – Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado seu filho.

O pai, no entretanto, teve compaixão dele e correndo o abraçou e o beijou. Mandou que seus servos o vestissem com a melhor roupa, lhe colocassem sandálias nos pés e anel no dedo e matassem um novilho, promovendo uma festa com música e dança.

O filho egoísta indignou-se com o tratamento dado a seu irmão, pela bondade e misericórdia do pai, mas este retrucou: – Filho, tu sempre estais comigo e tudo o que tenho é teu, entretanto cumpre regozijarmo-nos e alegrarmo-nos, porque este teu irmão, era morto e reviveu, estava perdido e se achou. (Lucas 15:11-32)

Vamos, enquanto nos encontramos a caminho, amar ao próximo como a nos mesmos, perdoando nossos inimigos, nos perdoando e promovendo a nossa reforma íntima, único roteiro para conquistarmos, ressarcidos nossos débitos, o perdão divino e alcançarmos a nossa evolução.

Para isso peçamos a inspiração do nosso Mestre amado, que na cruz, na intercorrência de seus algozes, pediu ao Pai:

“- Perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem.”

BIBLIOGRAFIA

1.       KARDEC, Allan _ O Evangelho Segundo o Espiritismo, Ed. FEB,1995, pg. 171.
2.       GLASER, Abel, pelo Espírito Caibar Schutel _ Fundamentos da Reforma Íntima, Casa Ed. O         Clarim, 2000, pg. 23.
3.       CARRARA, Peter Orson _”Mundo Espírita”, jun./2000, pg. 9.
4.       EDITORIAL _ O Perdão de Deus, “O Clarim”, jul./2000, pg. 2.
5.       SCHUTEL, Caibar _ Parábolas e Ensinos de Jesus, Casa Ed. O Clarim, 1993, pg. 94.
6.       VINICIUS _ Na Seara do Mestre, Ed. FEB, 1985, pg. 40.

(Artigo originalmente publicado pela Casa Editora O Clarim na edição de janeiro de 2001 da Revista Internacional de Espiritismo e reproduzido com autorização do autor)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Maio de 2016, 15:46
Inimigo invisível
Joilson José Gonçalves Mendes

Ao consultarmos o Evangelho Segundo o Espiritismo em seu capítulo XII (Amai os vossos inimigos), item 5, encontraremos o tópico –
 Os inimigos desencarnados
– trecho em que nos são apresentadas algumas razões para que aprendamos a amar os nossos inimigos, citado pelo evangelista Mateus em seu capítulo 5-43:47. Assim ensinou Jesus:
“Aprendestes que foi dito: "Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos." Eu, porém, vos digo: "Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. - Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?"

Analisando a proposta do mestre no ensinamento acima, verificamos o quanto temos que aprender em relação aos nossos sentimentos e às Leis Divinas. Jesus inicia fazendo alusão ao que era ensinado em sua época, que era a lei de Talião, o “olho por olho, dente por dente” e depois ensina que Deus é bom para com todos.

Segundo os historiadores a pena de Talião tem sua origem no Código de Hamurabi, datado de 1.700 a.C., na antiga Mesopotâmia. Tinha como princípio impedir que as pessoas fizessem justiça pelas próprias mãos, e assim, cometessem excessos. Um exemplo de como funcionava este código é o que vemos em seu Art 25:

Art. 25 § 227 - "Se um construtor edificou uma casa para um Awilum, mas não reforçou seu trabalho, e a casa que construiu caiu e causou a morte do dono da casa, esse construtor será morto".

Contudo, Jesus veio ensinar a Lei maior, que é a Lei de AMOR. Que devemos aprender a perdoar aqueles que nos prejudicam. Que devemos fazer o bem e orar por aqueles que nos odeiam. Mas qual seria o sentido destas palavras? Como compreender este ensinamento à luz da Doutrina Espírita?

Primeiramente é importante sabermos que ao dizer para amar os nossos inimigos, isto não significa que teremos por eles o mesmo sentimento que temos pelos nossos amigos. Seria muita hipocrisia acreditarmos que devotaríamos sentimentos fraternos as pessoas que nos fizeram mal. Pela própria lei de afinidades é muito natural que venhamos a repelir quem nos prejudica.

Todavia, é justamente neste sentido que vem a proposta de Jesus. Ele ensina que devemos trabalhar nossos sentimentos para que não venhamos recorrer em erros e ficarmos presos (ligados) aos nossos algozes e isso só se consegue com o esquecimento das ofensas, o perdão que emana do coração.

Sabemos que ao deixarmos o corpo físico pelo fenômeno da morte, continuaremos a existir em outra dimensão e seremos o que sempre fomos. Ninguém vira “anjo” ou “demônio” após o desencarne. Se fomos, enquanto encarnados, pessoas boas, honestas, com princípios morais, continuaremos com estes princípios do outro lado da vida. Mas se fomos pessoas más, do tipo que gostava de levar vantagem em tudo sem se preocupar com o próximo ou sem termos os princípios éticos/morais sedimentados em nossa estrutura psicoespiritual, continuaremos assim quando da falência dos órgãos físicos.

Agora, desencarnada, esta pessoa passa a gozar da vantagem de estar oculta aos nossos olhos materiais e poder influenciar a vida daqueles que ela não gostava, agindo telepaticamente ou até mesmo fisicamente contra as pessoas que ela julgava serem seus inimigos. Passa a ser o nosso inimigo invisível.

Inicia-se, desta forma, os processos obsessivos que vão das mais simples influências até as mais elaboradas subjugações, demorando, muitas vezes, séculos para nos livrarmos, ou melhor, reconciliarmos com esses obsessores. Sim, a única maneira de nos vermos livres dos obsessores é nos reconciliando com eles, é da Lei.

“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil” Jesus – Mateus 5-25:26

Este processo obsessivo pode acontecer por coisas muito pequenas, como uma discussão no trânsito, um mal entendido no local de trabalho, um desentendimento familiar, o tão famoso melindre, etc. Jesus há dois mil anos vem nos convidando a trabalharmos os sentimentos para que possamos aprender a perdoar e evitarmos atrasos em nossa evolução espiritual. Sua vida foi o maior exemplo que nos deixou ao ser cruelmente torturado e ainda assim perdoar a todos.

Busque a reflexão interior sobre como estás agindo ou reagindo no mundo. Como me sinto diante das adversidades ou daqueles que desejam me prejudicar? O que estou fazendo para melhorar interiormente?

Medite profundamente sobre a sua verdadeira natureza. 

Paz e Luz
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 12 de Maio de 2016, 19:24
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #32 em: 10 05 16, 17:24, de Moisés

      Percebo que o amigo se aborrece com minhas argumentações e perguntas; outros tb se aborrecem e até mesmo me chamaram de “mala”, de “chato de galochas” e já perguntaram se meu teclado só tem “ponto de interrogação”. Mas, embora se aborreçam, vou continuar argumentando, pois esse é um dos motivos devido aos quais estou aqui e, um dos motivos da existência deste Fórum. Embora alguns suponham que quero complicar, afirmo que o que eu quero é contribuir.

      A questão, meu amigo, como já coloquei várias vezes, é que desejo, entre outras coisas, raciocinar para entender a doutrina do mesmo modo que, me parece, vc e amigos a estão entendendo; por isso coloco tantas perguntas! Não é essa a finalidade da existência deste Fórum? O amigo acha que estou errado?!

      Moisés disse:... sobre Paulo e Emmanuel... Não deixa de ser uma opinião exclusivamente sua... Não foi postado nenhum texto atribuído a Paulo...

      Conf: Meu querido amigo Moisés, se vc reler o que escrevi, vai perceber que eu não disse que em sua msg/resp foi postado algum texto atribuído a Paulo; como é de Emmanuel o texto que vc citou, apenas me referi a Paulo dizendo que esse grande mentor ditou livros baseados em ensinamentos dele.

     Moisés: O amigo não pode trazer ao tópico questões de entendimentos pessoais... ou até de partido sobre as cartas de Paulo.

      Conf: meu jovem, observe que nunca coloco aqui “opiniões pessoais” minhas; essa não é uma opinião; é um entendimento a que todos poderão chegar e, assim, poderão verificar que é uma verdade o que eu disse sobre a não aceitação, pela doutrina espirita, de importantes ensinamentos de Paulo. E isso não acontece só com a doutrina espirita, mas tb com as demais doutrinas cristãs, como poderá ver quem as tenha estudado. 

      E não me referi diretamente a Paulo, mas à estranheza que sinto em ver que o que Emmanuel escreveu baseando-se em Paulo é aceito pelo espiritismo, ao passo que outros ensinamentos do apóstolo dos gentios não são aceitos; e nem a doutrina não explica porq não os aceita, embora sejam até mesmo “perturbadores” frente aos ensinamentos da doutrina! Fui mais  claro agora, de Cerqueira? 

      Qto às palavras do Mestre dos Mestres, “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”, continuo afirmando, pois aqui tb quem estiver atento verá que é verdade, que absolutamente ninguém, "nem a doutrina", sabe ensinar “como fazer” para amar os inimigos, para que haja amor em nosso coração, pois, como tb os amigos podem constatar, ninguém ensina e ninguém aprende “como fazer” para possuir a virtude do amor: aliás, não só a do amor, mas qualquer virtude que seja.

      E depois perguntei, e não obtive resposta, como fazer para progredir espiritualmente, já que, em sua msg, está dito que ninguém pode progredir espiritualmente se não for livre, lembra-se?! Pois todos nós estamos “totalmente presos” a preconceitos, suposições e crenças que nós são impostos, desde que desperta nossa consciência,  pelo aprendizado adquirido nesta escola do bem e do mal que é a vida que, segundo a doutrina, Deus nos deu para nosso aprimoramento espiritual, embora colocando obstáculos para esse aprimoramento.

      Vc disse, qdo escrevi que as tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, nos enchem de suposições e crenças, e a elas nos prendemos desde que abrimos os olhos para esta vida, nos condicionando, portanto nos prendendo a crenças sem fundamentos, que isso nada tem a ver com a “fé raciocinada”, a que a doutrina se refere, concorda? E o que eu quis dizer é que todos estamos “totalmente presos” a essas coisas e que, sendo assim, precisamos, para possuir uma “fé raciocinada”, saber “como fazer” para nos libertarmos já que, como seu texto afirma, para progredir espiritualmente é preciso ser “livre”, não concorda?

     Qdo seu texto disse que “fora do entendimento que nasce do amor, ninguém se emancipa nos caminhos da própria alma”, apenas perguntei, e tb aqui não obtive resposta, “onde está esse amor de que necessitamos para a emancipação de nossa alma? Quem sabe o “como fazer” para que exista amor em nosso coração? Onde estará esse ensinamento? Nas palavras de que mestre, de que espírito elevado, de que doutrina?”.

      Moisés respondeu que esse amor, “para nosso entendimento” (para que o entendamos, para saber como fazer para ter esse amor, é isso?), está em Deus, e aqui pergunto: pois é exatamente essa a questão que ninguém, nem a doutrina responde: “como fazer” para possuir uma parcela  que seja desse amor que está em Deus?...".

      Qdo  eu disse que o que mais falta no mundo é o amor, e que se torna necessário perguntar: “quem é que sabe colocar amor num coração vazio de amor! Como substituir o desamor, que impera no mundo, por amor? Afinal, a amar e a como fazer para ter amor no coração, ninguém, absolutamente ninguém ensina e absolutamente ninguém aprende nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos mesmo que sejam de Jesus! Ou estou errado? Se alguém acredita que estou errado, peço que coloque aqui a explicação que considera correta”; o amigo Moisés respondeu:

      Moisés: “Sim parece-nos que no mundo impera o mal... mas convenhamos tamanho pessimismo...”,

      Conf: vc não continuou seu pensamento... assim não entendo o que quis dizer.

      Moisés (msg ant): Você está errado, os ensinos de Jesus são sublimes e verdadeiros.

      Conf: não entendi, Moisés! Errado em quê?!! Eu nunca disse que os ensinos de Jesus não são sublimes e verdadeiros! Essas palavras não são minhas! Veja que é vc que as colocou aí.

      Meu amigo Moisés, o restante do texto, do mesmo modo que acontece com esses “milhares” de outros que, de tantos que são, estamos até cansados de ler, tb diz tão somente “o que devemos fazer”, esquecendo (porq não sabem) como sempre, de dizer o “como fazer”; assim, aí está “o que fazer”: ser bons, não ser egoístas, ser humildes, irradiar simpatia e compreensão; ajudar a todos; abençoar os nos fazem o mal, seja o que for que eles façam contra nós e/ou contra os nossos seres queridos; que devemos ter pena deles; que não nos sintamos magoados pelo que eles ou a vida faça para nós, e que sigamos trabalhando, e servindo sempre”.

      Qdo coloquei que ninguém sabe dizer o “como fazer” o que nos aconselham a fazer, o amigo apenas disse:

      Moisés: Coloque em prática... Não seja confuso...

      Conf: pois é isso, meu amigo, é esse o problema; vc sabe "como fazer" isso? Vc, Moisés, conhece alguém, alguma doutrina, algum espírito, que tenha ensinado “como fazer” para colocar em prática os ensinamentos que nos incentivam a ser bons, humildes, não egoístas, não mentirosos, não invejosos, não ciumentos, sem desejos, pensamentos e sentimentos maus etc? E, meu jovem, conhece quem saiba ensinar a alguém que é confuso, "como fazer" para não ser confuso?

      Moisés: Deve sem medos parar de pensar somente em si e pensar nos outros... Procurar ser altruísta... que os que fazem o mal é porq “Estão doentes... mergulhados no egoísmo...”.

      Conf: perfeito meu amigo, e, se vc está percebendo, a questão é a mesma: “como fazer” isso aquele que só pensa em si mesmo, aquele que não é altruísta? "Como fazer" para deixar esse egoísmo, se nem mesmo sabemos quais as causas de termos nos tornado egoístas. Afinal, Moisés, porq nos tornamos egoístas?

      E, terminando sua resposta, vc tb disse que “a solução para todas essa coisas é ‘amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo  como a si mesmo”. Logo, como todos, disse nada mais que apenas “o que fazer”; não disse o “como fazer” porq nem a doutrina espirita, nem qualquer outra doutrina religiosa popular do mundo, sabe dizer isso.

      Esse "como fazer" vc só o encontrará além dos ensinamentos das doutrinas populares do mundo!

      Abraços!
..............
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Maio de 2016, 14:48
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #32 em: 10 05 16, 17:24, de Moisés

      Percebo que o amigo se aborrece com minhas argumentações e perguntas; outros tb se aborrecem e até mesmo me chamaram de “mala”, de “chato de galochas” e já perguntaram se meu teclado só tem “ponto de interrogação”. Mas, embora se aborreçam, vou continuar argumentando, pois esse é um dos motivos devido aos quais estou aqui e, um dos motivos da existência deste Fórum. Embora alguns suponham que quero complicar, afirmo que o que eu quero é contribuir.
Sabe Luis
O aborrecimento se refere a sua condução
A condução de si mesmo
O tópico tem uma proposta
e o amigo não se compadece da proposta
Articula pretextos... totalmente fora
É isso!
Citar
     A questão, meu amigo, como já coloquei várias vezes, é que desejo, entre outras coisas, raciocinar para entender a doutrina do mesmo modo que, me parece, vc e amigos a estão entendendo; por isso coloco tantas perguntas! Não é essa a finalidade da existência deste Fórum? O amigo acha que estou errado?!
Não pelo errar ou acertar
sendo um fórum não é um vestibular
mas conduzes a questões infindáveis
sobre a sua própria opinião
oras se já possuis uma opinião
O que há para questionar?
sobrepor-se?? !!
Citar
      Moisés disse:... sobre Paulo e Emmanuel... Não deixa de ser uma opinião exclusivamente sua... Não foi postado nenhum texto atribuído a Paulo...

      Conf: Meu querido amigo Moisés, se vc reler o que escrevi, vai perceber que eu não disse que em sua msg/resp foi postado algum texto atribuído a Paulo; como é de Emmanuel o texto que vc citou, apenas me referi a Paulo dizendo que esse grande mentor ditou livros baseados em ensinamentos dele.
Tudo bem encerremos esta questão
Citar
     Moisés: O amigo não pode trazer ao tópico questões de entendimentos pessoais... ou até de partido sobre as cartas de Paulo.

      Conf: meu jovem, observe que nunca coloco aqui “opiniões pessoais” minhas; essa não é uma opinião; é um entendimento a que todos poderão chegar e, assim, poderão verificar que é uma verdade o que eu disse sobre a não aceitação, pela doutrina espirita, de importantes ensinamentos de Paulo. E isso não acontece só com a doutrina espirita, mas tb com as demais doutrinas cristãs, como poderá ver quem as tenha estudado. 

      E não me referi diretamente a Paulo, mas à estranheza que sinto em ver que o que Emmanuel escreveu baseando-se em Paulo é aceito pelo espiritismo, ao passo que outros ensinamentos do apóstolo dos gentios não são aceitos; e nem a doutrina não explica porq não os aceita, embora sejam até mesmo “perturbadores” frente aos ensinamentos da doutrina! Fui mais  claro agora, de Cerqueira? 
Mas a proposta para o estudo mensal é o ensinamento de amar os inimigos
e amar com prudência
A questão de Saulo de Tarso aulo não pertence a este tópico
Creio que isto está claro
isto sim torna-se chato
por ser repetitivo

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Maio de 2016, 14:48
Citar
      Qto às palavras do Mestre dos Mestres, “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”, continuo afirmando, pois aqui tb quem estiver atento verá que é verdade, que absolutamente ninguém, "nem a doutrina", sabe ensinar “como fazer” para amar os inimigos, para que haja amor em nosso coração, pois, como tb os amigos podem constatar, ninguém ensina e ninguém aprende “como fazer” para possuir a virtude do amor: aliás, não só a do amor, mas qualquer virtude que seja.
Então!
Sinta-se órfão deste ensinamento e vá a busca
Se a Doutrina Espírito não lhe completa
sem problemas
deixe-a
Uai!que medo é este?
Citar
      E depois perguntei, e não obtive resposta, como fazer para progredir espiritualmente, já que, em sua msg, está dito que ninguém pode progredir espiritualmente se não for livre, lembra-se?! Pois todos nós estamos “totalmente presos” a preconceitos, suposições e crenças que nós são impostos, desde que desperta nossa consciência,  pelo aprendizado adquirido nesta escola do bem e do mal que é a vida que, segundo a doutrina, Deus nos deu para nosso aprimoramento espiritual, embora colocando obstáculos para esse aprimoramento.

Mas fique tranquilo
isto é para os que sentem e sabem no que estão presos
ou  até pressentem
Confiemos no Cristo e nos seus dizeres
Os são não precisam de médicos!

Citar
      Vc disse, qdo escrevi que as tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, nos enchem de suposições e crenças, e a elas nos prendemos desde que abrimos os olhos para esta vida, nos condicionando, portanto nos prendendo a crenças sem fundamentos, que isso nada tem a ver com a “fé raciocinada”, a que a doutrina se refere, concorda? E o que eu quis dizer é que todos estamos “totalmente presos” a essas coisas e que, sendo assim, precisamos, para possuir uma “fé raciocinada”, saber “como fazer” para nos libertarmos já que, como seu texto afirma, para progredir espiritualmente é preciso ser “livre”, não concorda?
O texto diz isto mesmo
façamos um exame de nós na íntegra
Citar
     Qdo seu texto disse que “fora do entendimento que nasce do amor, ninguém se emancipa nos caminhos da própria alma”, apenas perguntei, e tb aqui não obtive resposta, “onde está esse amor de que necessitamos para a emancipação de nossa alma? Quem sabe o “como fazer” para que exista amor em nosso coração? Onde estará esse ensinamento? Nas palavras de que mestre, de que espírito elevado, de que doutrina?”.
Procuremos saber o que vem a ser o amor
E se ele sendo puro é capaz de existir
se existe....vamos a ele
Citar
      Moisés respondeu que esse amor, “para nosso entendimento” (para que o entendamos, para saber como fazer para ter esse amor, é isso?), está em Deus, e aqui pergunto: pois é exatamente essa a questão que ninguém, nem a doutrina responde: “como fazer” para possuir uma parcela  que seja desse amor que está em Deus?...".
Façamos a vontade de Deus
mas isso se cremos nEle
se não
dispense o texto

Citar
      Qdo  eu disse que o que mais falta no mundo é o amor, e que se torna necessário perguntar: “quem é que sabe colocar amor num coração vazio de amor! Como substituir o desamor, que impera no mundo, por amor? Afinal, a amar e a como fazer para ter amor no coração, ninguém, absolutamente ninguém ensina e absolutamente ninguém aprende nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos mesmo que sejam de Jesus! Ou estou errado? Se alguém acredita que estou errado, peço que coloque aqui a explicação que considera correta”; o amigo Moisés respondeu:
Se não ensina
estamos a deriva
Mas não é o que muitos pensam
Citar
      Moisés: “Sim parece-nos que no mundo impera o mal... mas convenhamos tamanho pessimismo...”,

      Conf: vc não continuou seu pensamento... assim não entendo o que quis dizer.
Eu disse que você se faz de pessimista
Citar
      Moisés (msg ant): Você está errado, os ensinos de Jesus são sublimes e verdadeiros.

      Conf: não entendi, Moisés! Errado em quê?!! Eu nunca disse que os ensinos de Jesus não são sublimes e verdadeiros! Essas palavras não são minhas! Veja que é vc que as colocou aí.

      Meu amigo Moisés, o restante do texto, do mesmo modo que acontece com esses “milhares” de outros que, de tantos que são, estamos até cansados de ler, tb diz tão somente “o que devemos fazer”, esquecendo (porq não sabem) como sempre, de dizer o “como fazer”; assim, aí está “o que fazer”: ser bons, não ser egoístas, ser humildes, irradiar simpatia e compreensão; ajudar a todos; abençoar os nos fazem o mal, seja o que for que eles façam contra nós e/ou contra os nossos seres queridos; que devemos ter pena deles; que não nos sintamos magoados pelo que eles ou a vida faça para nós, e que sigamos trabalhando, e servindo sempre”.
Muitas coisas não lhe fazem sentido
não lhe satisfaz a sua razão
destas que foram ditas
Busque outras
em outro lugar
Citar

      Qdo coloquei que ninguém sabe dizer o “como fazer” o que nos aconselham a fazer, o amigo apenas disse:

      Moisés: Coloque em prática... Não seja confuso...

      Conf: pois é isso, meu amigo, é esse o problema; vc sabe "como fazer" isso? Vc, Moisés, conhece alguém, alguma doutrina, algum espírito, que tenha ensinado “como fazer” para colocar em prática os ensinamentos que nos incentivam a ser bons, humildes, não egoístas, não mentirosos, não invejosos, não ciumentos, sem desejos, pensamentos e sentimentos maus etc? E, meu jovem, conhece quem saiba ensinar a alguém que é confuso, "como fazer" para não ser confuso?
talvez o amigo não tenha está sede que tanto demonstra
parece-me que rodeia tanto que se perde
estranho você
não tem compromisso contigo
se professas outra fé
os argumentos espíritas não lhe servem
simples
Citar
      Moisés: Deve sem medos parar de pensar somente em si e pensar nos outros... Procurar ser altruísta... que os que fazem o mal é porq “Estão doentes... mergulhados no egoísmo...”.

      Conf: perfeito meu amigo, e, se vc está percebendo, a questão é a mesma: “como fazer” isso aquele que só pensa em si mesmo, aquele que não é altruísta? "Como fazer" para deixar esse egoísmo, se nem mesmo sabemos quais as causas de termos nos tornado egoístas. Afinal, Moisés, porq nos tornamos egoístas?

      E, terminando sua resposta, vc tb disse que “a solução para todas essa coisas é ‘amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo  como a si mesmo”. Logo, como todos, disse nada mais que apenas “o que fazer”; não disse o “como fazer” porq nem a doutrina espirita, nem qualquer outra doutrina religiosa popular do mundo, sabe dizer isso.

      Esse "como fazer" vc só o encontrará além dos ensinamentos das doutrinas populares do mundo!

      Abraços!
..............

Então faça
siga além desta margem
Vá em frente

mas aqui nesta retaguarda
os assuntos são pertinentes aos estudos mensais
por esta razão
este assunto particular não continuará
seja prudente
e compreenda o limite do estudo
em beneficio de todos
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Maio de 2016, 14:53
A PARÁBOLA DO “BOM SAMARITANO”

"E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?
E, respondendo ele, disse: Amarás ao
Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele.
Disse, pois, Jesus:
Vai, e faze da mesma maneira.”

(Lucas: 10. 30 – 37)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 13 de Maio de 2016, 17:42
o amigo Moisés lembrou, abrindo este tópico, o conselho de Jesus: amai os vossos inimigos... e, me perdoe, há tantos que nem mesmo sabem amar os próprios amigos...! Bom, mas esse é outro assunto e este tópico não se refere a ele...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Maio de 2016, 21:11
o amigo Moisés lembrou, abrindo este tópico, o conselho de Jesus: amai os vossos inimigos... e, me perdoe, há tantos que nem mesmo sabem amar os próprios amigos...! Bom, mas esse é outro assunto e este tópico não se refere a ele...
Sabe Luis
Algumas vezes
E talvez por muito tempo
Somos também
Conscientes ou não
Os nossos próprios inimigos

E também não nos amamos
Como deveríamos nos amar

E aí sim
Se não nos amamos
Como iríamos dosar
Qualquer dose que seja
De amor
Para com os nossos inimigos?

Como compreenderíamos
Este processo?

Creio que nesta sutilidade
A sua colocação é pertinente

Como devemos nos amar?
O que é nos amar?
por que deveríamos nos amar?

Poderia fazer alguma colocação
Ante estas três perguntas?

!!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Maio de 2016, 21:23
A PARÁBOLA DO “BOM SAMARITANO”

"E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?
E, respondendo ele, disse: Amarás ao
Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele.
Disse, pois, Jesus:
Vai, e faze da mesma maneira.”

(Lucas: 10. 30 – 37)

     Se examinarmos atentamente a Doutrina de Jesus, veremos em todos os seus princípios a exaltação da humildade e a humilhação do orgulho.
     As personalidades mais impressionantes e significativas de suas parábolas são sempre os pequenos, os humildes, os repudiados pelas seitas dominantes, os excomungados pela fúria e ódio sacerdotal, os acusados pelos doutores da Lei, pelos rabinos, pelos fariseus e escribas do povo, em suma, os chamados heréticos e descrentes! Todos estes são os preferidos de Jesus, e julgados mais dignos do Reino dos Céus que os potentados da sua época, que os sacerdotes ministradores da lei, que os grandes, os orgulhosos, os representantes da alta sociedade!
     Leiam a passagem da “mulher adúltera”, a Parábola do Publicano e do Fariseu, a do Filho Pródigo, a da Ovelha Perdida, a do Administrador Infiel, a do Rico e o lázaro; vejam o encontro de Jesus com Zaqueu, ou com Maria de Betânia, que lhe ungiu os pés; as Parábolas do Grão de Mostarda em contraposição à da frondosa Figueira Sem Frutos, e a do Tesouro Escondido em contraposição à dos tesouros terrenos e das ricas
pedrarias que adornavam os sacerdotes!
     Esta afirmação se confirma com esta sentença do Mestre aos fariseus e doutores da lei: “Em verdade vos afirmo que as meretrizes e os pecadores vos precederão no Reino dos Céus.”
     E para que melhor testemunho desta verdade, que aparece aos olhos de todos os que penetram o Evangelho em espíritos, do que esta Parábola do Bom Samaritano?
     Os samaritanos eram considerados heréticos aos olhos dos judeus ortodoxos; por isso mesmo eram desprezados, anatematizados e
perseguidos.
     Pois bem, esse que, segundo a afirmação dos sacerdotes, era um descrente, um condenado, foi justamente o que Jesus escolheu como figura preeminente de sua Parábola. O interessante, ainda, é que a referida parábola foi proposta a um Doutor da lei, a um judeu da alta sociedade que, para tentar o Mestre, foi inquiri-lo a respeito da vida eterna.
     O judeu doutor não ignorava os mandamentos, e como os podia ignorar se era doutor! Mas, com certeza, não os praticava! Conhecia a  teoria, mas desconhecia a prática. O amor de toda a alma, de todo o coração, de todo o entendimento e de toda a força que o doutor Judeu conhecia, não era ainda bastante para fazê-lo cumprir seus deveres para com Deus e o próximo.
     Amava, como amavam os fariseus, como os escribas amavam e como amam os sacerdotes atuais, os padres contemporâneos e os doutores da lei de nossos dias. Era um amor muito diferente e quiçá oposto ao que preconizou o Filho de Deus.
     É o amor do sacerdote, que, vendo o pobre ferido, despido e espancado, quase morto, passou de largo; é o amor do levita (padre também da Tribo de Levi), que, vendo caído, ensangüentado, nu e arquejante à beira do caminho, por onde passava, um pobre homem, também se fez ao largo; é o amor dos egoístas, o amor dos que não compreenderam ainda o que é o amor; é o amor do sectário fanático que ama a abstração mas desama a realidade!
     Salientando na sua Parábola essas personalidades poderosas da sua época, e cujo exemplo é fielmente imitado pelo sacerdócio atual, quis Jesus fazer ver aos que lessem o seu Evangelho que a santidade dessa gente não chega ao mínimo do Reino dos Céus, ao passo que os excomungados pelas Igrejas, que praticam o bem, se acham no caminho da vida eterna.
     De fato, quem é o meu próximo, se não o que necessita de meus serviços, de minha palavra, de meus cuidados, de minha proteção?
     Não é preciso ser cristão para se saber isto que o próprio Doutor da Lei afirmou em resposta à interpelação de Jesus: “O próximo do ferido foi aquele que usou de misericórdia para com ele.” Ao que Jesus disse, para lhe ensinar o que precisava fazer a fim de herdar a vida eterna:
“Vai, e faze tu a mesma coisa.”
     O que equivale a dizer: Não basta, nem é preciso ser Doutor da Lei, nem sacerdote, nem fariseu, nem católico, nem protestante, nem assistir a cultos ou cumprir mandamentos desta ou daquela Igreja, para ter a vida eterna; basta ter coração, alma e cérebro, isto é, ter amor, porque o que verdadeiramente tem amor, há de auxiliar o seu próximo com tudo o que lhe for possível auxiliar: seja com dinheiro, seja moralmente ensinando os que não sabem, espiritualmente prodigalizando afetos e descerrando aos olhos do próximo as cortinas da vida eterna, onde o espírito sobrevive ao corpo, onde a vida sucede à morte, onde a Palavra de Jesus triunfa dos preceitos e preconceitos sacerdotais!

***

     Finalmente, a Parábola do Bom Samaritano refere-se verdadeiramente a Jesus; o viajante ferido é a Humanidade saqueada de seus bens espirituais e de sua liberdade, pelos poderosos do mundo; o sacerdote e o levita significam os padres das religiões que, em vez de tratarem dos interesses da coletividade, tratam dos interesses dogmáticos e do culto de suas Igrejas; o samaritano que se aproximou e atou as feridas, deitando nelas azeite e vinho, é Jesus Cristo. O azeite é o símbolo da fé, o combustível que deve arder nessa lâmpada que dá claridade para a Vida Eterna — a sua Doutrina; o vinho é o suco da vida, é o espírito da sua Palavra; os dois denários dados ao hospedeiro para tratar do doente, são: a caridade e a sabedoria; o mais, que o “enfermeiro” gastar, resume-se na abnegação, nas vigílias, na paciência, na dedicação, cujos feitos serão todos recompensados. Enfim, o hospedeiro representa os que receberam os seus ensinos e os “denários” para cuidarem do “viajante ferido e saqueado”.

Cairbar Shutel
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Maio de 2016, 14:36
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Preces pelos inimigos e os que nos querem mal

– Jesus disse: Amai os vossos inimigos. Esta máxima nos revela o que há de mais sublime na caridade cristã. Mas, Jesus não queria dizer que devemos ter pelos inimigos a mesma ternura que dedicamos aos amigos. Por essas palavras ensina-nos a perdoar as ofensas, perdoar todo o mal que nos fizerem e pagar o mal com o bem. Além do merecimento que tem essa conduta aos olhos de Deus, serve para mostrar aos homens o que é a verdadeira superioridade.

Prece
– Meu Deus, perdôo a Fulano o mal que me fez e o que pretendia fazer-me, como desejo que me perdoeis, e que ele por sua vez me perdoe às faltas que eu tenha cometido. Se o pusestes no meu caminho como uma prova, seja feita a Vossa vontade. Afastai de mim, ó meu Deus, a idéia de maldizê-lo, e qualquer sentimento malévolo contra ele. Que eu não sinta jamais nenhuma alegria pelos males que o possam atingir, nem qualquer aborrecimento pelos benefícios que ele venha a receber, a fim de não manchar minha alma com sentimentos indignos de um cristão. Possa a Vossa bondade, Senhor, ao tocar-lhe o coração, induzi-lo a melhores sentimentos para comigo!

Bons Espíritos, inspirai-me o esquecimento do mal e a lembrança constante do bem! Que nem o ódio, nem o rancor, nem o desejo de lhe retribuir o mal com o mal, penetre    m no meu coração, porque o ódio e a vingança são próprios unicamente dos maus Espíritos,encarnados e desencarnados! Que eu esteja, pelo contrário, sempre pronto a lhe estender a mão fraterna, a pagar-lhe o mal com o bem, e a ajudá-lo quando possível.

Desejo, para experimentar a sinceridade das minhas palavras, que se me apresente uma oportunidade de lhe ser útil. Mas, sobretudo, ó meu Deus, preservai-me de fazê-lo por orgulho ou ostentação, abatendo-o com uma generosidade humilhante, o que anularia os méritos da minha atitude.porque, nesse caso, eu bem mereceria estas palavras do Cristo: Já recebestes a vossa recompensa.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Maio de 2016, 16:52
Amor e Ódio
José Carlos Leal

Citar
(...) Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o seu Sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos. Com efeito, se amais aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também os publicanos a mesma coisa? E se saudais apenas os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem também os gentios a mesma coisa? Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito. Jesus
(Mateus, V: 43 a 48.).
O Evangelho Segundo O Espiritismo – Capítulo XII, item 3.


Ódio e Amor

Uma pessoa relativamente inteligente, e com uma boa dose de bom senso, deve perguntar a si mesma antes de tomar uma atitude: O que posso ganhar com isso? Depois de obter uma resposta honesta e franca para essa questão, entra-se em ação. Se houver mais vantagem do que desvantagem na proposta, fazemos o que desejamos, entretanto, se ocorrer o contrário, devemos abandonar o projeto para buscar outra coisa. Assim, diante dessa passagem evangélica, podemos nos perguntar: O que posso ganhar odiando as pessoas ou fazendo inimigos? Vou tomar a liberdade de responder o que uma pessoa consegue no exercício do ódio através das palavras do Espírito Joanna de Ângelis, pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco:

“Toda vez que a raiva é submetida à pressão e não digerida, produz danos no organismo físico e no emocional. No físico, mediante distúrbios do sistema vago-simpático, tais como: indigestão, diarréia, acidez, disritmia, inapetência ou glutonaria – como autopunição – etc. No emocional, nervosismo, amargura, ansiedade, depressão”.

“Muitas raivas que são ingeridas a contragosto e não eliminadas desde a infância, em razão de métodos castradores da educação, ou agressividade do grupo social, ou necessidades socioeconômicas, podem desencadear tumores malignos e outros de graves efeitos no organismo, alterando a conduta por completo”. (Autodescobrimento. Uma Busca Interior. Conteúdos Perturbadores. A Raiva).

Em outras palavras, se deixarmos que o ódio, em qualquer de suas formas, penetre em nossa vida, o resultado é o sofrimento. O ódio apresenta muitas faces, usa muitas máscaras, e a primeira delas é o desprezo. Essa é a forma mais comum, mais simples e, aparentemente, a mais inofensiva do ódio. O desprezo começa com a idéia de que o objeto de nosso ódio (pessoa ou não) não merece nossa atenção, nossa preocupação e muito menos nossa cólera. Então fechamos o coração, pois um ser tão pequeno e desprezível não é digno nem mesmo de um olhar de nossa parte. Convencidos de nossa superioridade, passamos a diminuir a importância daquela pessoa, se a encontramos na rua, desviamos como se fosse alguém impuro ou portador de um mal contagioso.

Esse tipo de comportamento, à medida que cresce e toma força, vai além da pessoa desprezada por quem passamos a ter um sentimento ainda menor: a inveja. Assim, ignoramos as suas conquistas, o seu modo de viver ou de ser; se ela comprou um carro novo, chegamos até a desejar que se acabe em um acidente. Segue-se aqui aquela máxima sobre a inveja: “Dói mais ao invejoso o sucesso do outro do que seu próprio fracasso”.

Um outro sentimento provocado pelo ódio é a vingança. Quem odeia, às vezes, acredita que o ser odiado fez-lhe um grande mal, que pode não ser imaginário, mas real; como o patrão que despede o empregado; o professor que reprova o aluno; um amigo que engana o outro; a jovem ou o jovem que perde o (a) namorado (a) para outra pessoa; e, em casos mais extremos, o assassinato de um ente querido. Nesse momento, a pessoa julga-se com direito de provocar no outro um dano proporcional ao que acredita ter sofrido e vive o sentimento anticristão do olho por olho, dente por dente. Em verdade, o vingador não se vinga da ferida provocada nele ou em alguém que ele pensa amar, mas da ferida em seu amor-próprio. O vingador sente-se humilhado, menor, descompensado, e acredita que vingando-se devolverá ao seu ego a auto-estima perdida. O mesmo se dá com a necessidade de vingança que o marido traído tem contra a mulher adúltera. Esse último caso é disfarçado com o nome de sentimento de honra.

Muitas vezes, a pessoa ofendida não pode atingir aquele que a ofendeu. Caso o ofendido tenha uma mentalidade mais primitiva, o ódio poderá ser dirigido contra seu rival através de ações verbais, e o sentimento de hostilidade se transforma em pragas, maldiçoes e, paradoxalmente, a pessoa que se deseja atingir com a maldição não será atingida porque há uma justiça divina que está ao lado dela e que, automaticamente, ferirá a outra pessoa. Eu mesmo já ouvi frases como: “Se existe um Deus no céu”, fulano “há de pagar pelo que me fez”. Essas pessoas parecem ignorar que Deus é amor e jamais atenderia a um pedido de vingança, não importa o motivo.

Esse tipo de pessoa, com suas pragas contra o odiado, e com o poder de sua imaginação, passa a lançar em torno de si uma escura e pesada rede mental, na qual constrói a sua vingança imaginária. “Vê” a outra pessoa morta ou muito doente, abandonada pelo seu amor, coberta de farrapos, esmolando pelas ruas. Nesse momento, sem saber, quem odeia atrai para si a companhia de espíritos desencarnados e trevosos que se afinizam com os sentimentos do encarnado, e como moscas-varejeiras voam sobre ele, impedindo que seus pensamentos alcem vôo em busca dos planos maiores. Daí a loucura, muitas vezes, basta um passo.

Depois dessas considerações introdutórias, vamos ao texto do Evangelho de Mateus. Jesus começa dizendo: “Tendes ouvido dizer que deveis amar o vosso próximo e odiar o vosso inimigo”. Com essas palavras, Jesus quer dizer que existe um discurso tradicional que relaciona amigo e amor inimigo e ódio. Em seguida, ele coloca a palavra “porém” (conjunção coordenada adversativa) que introduz uma oração de sentido contrário à anterior, e dá uma segunda regra sobre amar até mesmo o inimigo: “Amai o vosso inimigo e orai pelos que vos perseguem”. Com isso, Jesus altera a relação antiga para: amigo e amor e inimigo e amor, eliminando o ódio por completo.

A questão, do ponto de vista de Jesus, é tão séria que ele chega a dizer: “Aquele que não conseguir banir o ódio de sua vida não pode ser considerado filho de Deus”. Se o cristão consegue isso, ele se torna diferente do gentio e do publicano, em outras palavras, ele se torna uma pessoa de qualidade que se pode traduzir, em linguagem evangélica, por uma pessoa justa. Por esse motivo, Jesus está muito ocupado em nos dar a oportunidade de refletir sobre a inimizade. Ele chega a dizer em Mateus, V: 24: “Antes de oferecerdes a vossa oferenda ao Templo, correi e reconciliai-vos como o vosso inimigo”. Ou seja, não adianta, ensina Jesus, irmos aos cultos evangélicos, às missas católicas, às reuniões espíritas, aos terreiros de Umbanda, a fim de cumprir as nossas obrigações religiosas, se o nosso coração está tomado por sentimentos menores e hostis contra um irmão. Quando fazemos isso, realizamos um tipo de culto externo que muito pouco valor terá para o nosso progresso espiritual. Deus é amor, e não se pode comparecer perante o amor com o coração manchado de ódio.
A esta altura podemos nos perguntar: O que se pode fazer, do ponto de vista prático, para minimizar ou mesmo eliminar os sentimentos hostis? Acreditamos poder tomar algumas atitudes que, dependendo do compromisso que temos com as mudanças, podem ser bastante úteis.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Maio de 2016, 16:53
1. Não feche questão sobre os seus sentimentos.

Não siga a frase impeditiva do crescimento: “Eu sou assim, assim mesmo que eu sou”. Procure refletir sobre o seguinte: nós nada somos, apenas estamos. Quando utilizo o verbo ser, estou me servindo de uma palavra de essência e é muito difícil, difícil mesmo, mudar em nós aquilo que é essencial. Quando uso o verbo estar, emprego uma palavra que exprime circunstãncia. O professor Eduardo Portela, cerra vez, foi questionado sobre a sua posição de ministro. Ele comentou, dizendo: “Eu não sou ministro, estou ministro”. Com essa frase, ele queria dizer que o ministério era um “acidente” e não fazia parte de sua essência e, portanto, poderia abrir mão do cargo sem maiores dificuldades.

Se considerarmos esse modo de ver, estaremos sempre mais propensos às mudanças. Odiar, portanto, não faz parte de nossa essência. O ódio é uma atitude mental na qual me encontro temporariamente e nela não preciso continuar. Estar aberto às mudanças é o primeiro passo para abandonar rancores e ódios. Troque a frase: “Não gosto dele (ou dela) e acabou” por: “Não gosto dele (ou dela), mas estou disposto a rever minha posição”.

2. Reveja as causas de seu ódio.

Procure examinar com cuidado os motivos por que você não gosta de uma determinada pessoa, raça ou instituição.

Muitas vezes, nos aborrecemos com uma pessoa por futilidades, como:

Ela é uma pessoa “do contra”, se opõe sempre a tudo que falo. Se eu digo: é pedra, ela diz: é pau.

Se não gosto de uma pessoa por causa disso, preciso rever os meus conceitos de democracia. A democracia é a habilidade de conviver com as diferenças. Não posso esperar que uma pessoa pense sempre como eu ou concorde sempre com as minhas idéias, a não ser que me imagine dono da verdade. Somos espíritos muito diferentes uns dos outros, e cada um de nós é resultado de muitas experiências ao longo de várias vidas. Assim, por que ficarmos irritados se um companheiro discorda de nós? Isso é um direito dele. Deixe-o com os seus pontos de vista e sigamos o caminho que escolhemos. O tempo dirá quem estava certo.

Uma outra regra muito boa nesse caso é refletir com honestidade se a discordância do outro possui fundamento. Precisamos admitir que nem sempre temos razão, e que a discordância que nos irrita poderia ser útil à nossa vida se a examinássemos com maior cuidado.

Tomei raiva daquela pessoa quando soube que falou mal de mim.

Embora bastante corriqueiro em nosso dia-a-dia, esse é o motivo mais fútil para se indispor com alguém. É necessário ser muito frágil para acreditar em fofoca, em diz-que-diz. Muitas pessoas, ao ouvir que um amigo ou conhecido falou mal a seu respeito, ficam indignadas e fecham o coração para o suposto ofensor. Não se preocupam com os motivos do “fofoqueiro” e nem querem saber se o que disse (se é que disse) não poderia ser uma advertência que não foi feita diretamente por medo de magoar.

Imaginemos que alguém conte a você que ouviu uma amiga sua dizer: “A fulana não está educando bem a filha. Ontem vi a menina com umas pessoas estranhas, fumando”... Não responda a essa informação com frases como: “Por que ela não se mete com a própria vida? Da minha filha cuido eu”. Não seria melhor averiguar se essa informação procede? Será que a amiga, em vez de uma crítica, fez uma advertência? Não seria mais interessante procurá-la, agradecê-la por seu interesse e pedir-lhe mais informações? Situações como essas são muito comuns, mas as pessoas ficam magoadas quando deveriam ficar agradecidas.

Fulana (ou fulano) não me convidou para a festa na sai casa.

Qual é o problema? Há um fato concreto: não fui convidada(o) para uma festa e isso me magoou. É lamentável que você se magoe por tão pouco. Surpreender-se com esse comportamento é normal, porém, magoar-se não é aceitável. Frente a um fato como esse, não dê asas à sua imaginação, buscando os motivos por que você não foi convidada(o), motivos imaginários, pois os verdadeiros estão vedados a você. Espere que a pessoa, em outro momento, lhe dê uma explicação, e é bem provável que ela o faça. Aceite-a, mesmo que lhe soe uma simples desculpa.

Não se aborreça, não busque desforra, não faça cara feia, isso só provará a sua fragilidade emocional.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Maio de 2016, 16:54
Fulano (a) criticou o meu trabalho.

Será que o seu trabalho não merece críticas? Só os trabalhos perfeitos estão ao abrigo de críticas, e a perfeição é um ideal que devemos buscar, mas ainda é apenas um ideal. Não pedi a opinião dele, certo? Poderá você dizer. Mas ele não precisa pedir a sua permissão para criticá-lo, principalmente quando o seu trabalho é público. Se você escreve um livro, ao ser lançado, ele pertencerá ao público que pode ou não gostar da obra. O mesmo acontece com um recital de canto ou de música, com uma palestra, conferência ou aula. Nesses casos, é o receptor que vai nos julgar, pois, de um certo modo, ao correr esse risco, estamos, ainda que sem querer, pedindo a opinião das pessoas.

Nesses casos, seria muito útil questionar a validade da crítica. Pode ser que meu livro não seja tão bom quanto imagino ou eu não cante tão bem como penso, ou ainda, que as minhas aulas não sejam tão boas quanto acredito. Se tiver coragem e honestidade comigo mesmo, poderei crescer a partir dessas críticas. Ficando zangado, magoado com a crítica e com o crítico, nada ganharei, a não ser aborrecimentos.

Em outras situações, estou irado contra uma pessoa que me fez algo realmente grave e com o claro intuito de me prejudicar. São exemplos:

Ela (Ele) fingiu-se de amiga (o) para roubar o (a) meu (minha) esposo (a). Isso não perdôo.

Há, nesse pensamento puramente emocional, um equivoco sério. Não podemos perder aquilo que não possuímos. Não somos proprietários das pessoas, seres humanos não são possuíveis. E mais: se alguém nos tomou a pessoa amada, isso só foi possível porque os laços que nos prendiam a ela já estavam muito deteriorados ou nem mesmo existiam mais. Assim, a pessoa que acusamos de destruidora de lar nada maiôs foi do que um pretexto para o final de uma relação que perdera o significado.

Não podemos nos esquecer ainda que a pessoa com quem somos hostis, nesse caso, pode ter tirado de nossa vida um problema e tê-lo transferido para a dela, abrindo para você perspectivas novas de refazer a vida. É como o povo diz: “Deus escreve certo por linhas tortas”. Não odeie, portanto, a pessoa que fez isso com você, ela pode ter feito um bem, ainda que, no primeiro momento, pareça um mal.

Por causa dele (dela) perdi o meu emprego.

Esse caso parece muito com o anterior e se ajusta ao dito popular: “Há males que vêm para o bem”. Posso estar há anos em um emprego que não me satisfaz muito, entretanto, tenho medo de abandoná-lo. Porém, se um dia, alguém faz uma “ursada” comigo e sou despedido, inicialmente fico muito aborrecido e posso até desejar me vingar, até com violência, contra a pessoa que fez isso. Se consigo controlar meus sentimentos e não piorar a situação partindo para uma vingança, vou à luta, pois a vida continua. Foi com a indenização recebida de um colégio, onde trabalhou cerca de vinte anos, que um professor amigo meu abriu um colégio que hoje lhe dá um rendimento muitas vezes maior do que anteriormente. O professor, perdendo o emprego, ganhou um colégio. Então pergunta-se: a pessoa que fez mal a ele, despedindo-o, não teria, de fato, feito um bem?

Aqui ainda é pertinente lembrar uma frase do pensador chinês: “O mal que alguém me faz não me faz mal porque não me faz mal; mas o mal que faço a alguém, este sim me faz mal porque me faz mal”. Repare bem essa frase. Se uma pessoa me faz mal, faz mal a si mesma, pois, aos olhos de Deus, ela se torna má, entretanto, se faço mal a uma pessoa, torno-me mau, e isso, segundo a moral evangélica, é ruim para mim. Daí Jesus ter recomendado que orássemos por aqueles que nos perseguem, pois é melhor ser vítima do mal do que ser seu produtor.

Odeio aquela pessoa que matou meu ente querido.

Essa parece ser uma razão suficiente para se odiar alguém e buscar vingança contra o assassino, entretanto, não é. Em primeiro lugar, o meu ente querido não morreu enquanto individualidade, o que desapareceu foi a sua personalidade. Não houve, portanto, uma perda total. Em segundo lugar, o meu desespero, ou mesmo a minha vingança, não vão alterar a situação objetiva, ou seja, não trarão aquela pessoa de volta. Em terceiro lugar, não conhecemos as motivações espirituais do crime; e, em quarto lugar, digna de pena é a pessoa que matou e não a que foi morta. Por todos esses motivos, devo perdoar o assassino, perdoar mesmo, sinceramente, e deixar que a vida dê a cada um segundo as suas obras.

Jesus trata a questão das inimizades com muito interesse pois, para ele, o ódio é o inverso frontal do amor, e não posso melhorar a minha realidade espiritual se ainda abrigo ódio em meu mundo interior. Com isso, abrimos um espaço para falar do ato de amar. Onde não existir amor, não poderá haver nem ação nem vida; por isso, o homem nada será se não amar e for amado. O homem sem amor é uma árvore estéril, sem galhos, flores e frutos. Nela os pássaros não pousam nem fazem ninhos, apenas deslizam negras e venenosas serpentes.

O amor é um sentimento bastante forte para se bastar a si mesmo, por isso, o verdadeiro amor não busca recompensa, apenas ama. Assim, Jesus amou a sua família, aos seus apóstolos, mas também aqueles que o levaram ao suplício da cruz. Suas últimas palavras no Gólgota são uma intercessão em favor de sues algozes. “Perdoai-os, Pai, pois eles não sabem o que fazem...” Nessas palavras de perdão está a maior de todas as lições sobre a necessidade de amar ao próximo sem restrições.

O amor, lembra Erich Fromm, é o sentimento que busca a união entre os seres, que nos leva a superar o sentimento de isolamento e de separação, sem que, porém, amante e amado percam a sua individualidade. No amor ocorre um paradoxo, pois dois se tornam um sem deixar de serem dois. O amor é, em última análise, uma atividade.

O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um “erguimento” e não uma “queda”. De um modo geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito, afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar e não em receber. (E. Fromm).
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Maio de 2016, 16:55
O amor, desse ponto de vista, é o contrário do egoísmo. No amor, meu sentimento altruísta volta-se para outro e, no egoísmo, faço de mim mesmo o centro do mundo; entretanto, quanto mais me amo egoisticamente, menos sou capaz de amar o outro. Nenhuma dor me comove, a não ser a minha própria dor, nenhum problema me preocupa, a não ser o meu. Amor e egoísmo não convivem e compete a cada um de nós escolher um ou outro.

No texto do Evangelho que motivou essas paginas há uma exigência de Jesus que, em geral, consideramos muito complexa: “Amar os inimigos”. Vamos voltar a ela. A palavra amigo deriva de um antigo radical indo-europeu que significa ligar, unir, atar. Assim, o amor seria o sentimento que funde dois pronomes eu e tu, convertendo-os em nós. Assim, amigo é aquele que ama, que busca a união, a junção com todos os outros seres. A palavra inimigo é formada de in=não+amigo=ao que ama, ou seja, inimigo é aquele que não amamos, aquele do qual é imperativo viver separado. Como é possível, então, que uma pessoa possa amar o inimigo? Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, há um texto no qual há um esclarecimento sobre o que consiste amar o inimigo:

Amar os inimigos, portanto, não é ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato com o inimigo faz o coração bater de uma forma totalmente diferente da que ocorre ao contato com um amigo. Amar os inimigos é não ter contra eles nem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; é perdoar-lhes sem segundas intenções e sem restrições o mal que nos fizeram; e não colocar nenhum obstáculo è reconciliação; é desejar-lhes o bem em lugar do mal; é ficar alegre em vez de triste, com o bem que lhes aconteça; é estender-lhes a mão para socorrê-los em caso de necessidade; é evitar por palavras e ações, tudo o que possa prejudicá-los; é, enfim, retribuir-lhes o mal com o bem, sem intenção de humilhá-los. Aquele que assim proceder cumpre plenamente o mandamento: “Amai os vossos inimigos”.

Fonte:
Livro: Evangelho e Qualidade de Vida


Extraído do O Mensageiro
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 15 de Maio de 2016, 21:12
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #45 em: 13 05 16, às 14:48,

      Conf (msg de 12 05 16, 19:24): Percebo que se aborrecem com minhas argumentações e perguntas... Embora alguns suponham que quero complicar, afirmo que o que eu quero é contribuir.

      Moisés disse: Sabe Luis, O aborrecimento se refere a sua condução, A condução de si mesmo... O tópico tem uma proposta e o amigo não se compadece da proposta... Articula pretextos... totalmente fora... É isso!

      Conf: meu amigo, bom dia; se vc estivesse atento qdo leu minhas respostas, certamente teria verificado que “me compadeço, sim, da proposta do tópico”! O tópico trata do amor entre os homens e tudo que comentei ou sobre o que perguntei, se relaciona com esse amor.

      Conf (m ant): A questão, meu amigo, como já coloquei várias vezes, é que desejo, entre outras coisas, raciocinar para entender a doutrina do mesmo modo que, me parece, vc e os amigos a estão entendendo; por isso coloco tantas perguntas! Não é essa a finalidade da existência deste Fórum? O amigo acha que estou errado?!

      Moisés: Não pelo errar ou acertar... sendo um fórum não é um vestibular... mas conduzes a questões infindáveis... sobre a sua própria opinião... oras se já possuis uma opinião, o que há para questionar? Sobrepor-se?? !!

      Conf: acho até mesmo estranho que vc, meu jovem, conhecedor da doutrina como devem ser todos os “colaboradores FE”, se aborreça com quem deseja contribuir para o entendimento daqueles que querem entendê-la!

      Como tb já lhe disse, não coloco aqui opiniões, meu amigo. Coloco percepções resultantes da experiência. E, tb como já lhe disse, não estou procurando entender nada; o que procuro é, se possível, fazer que algum dos amigos, um só que seja, raciocine, como a própria doutrina manda, para entende-la melhor e, consequentemente, entender tudo o que a vida oferece a todos nós, como qual é a causa de nossos erros, a causa de nossos sofrimentos, o como devemos proceder para a nossa salvação etc. E isso é do interesse de todos os espíritas, de todos os homens. O amigo acredita que existe um espírita que não esteja querendo saber isso?

      Conf (m ant): Moisés disse:... sobre Paulo e Emmanuel... Não deixa de ser uma opinião exclusivamente sua... Não foi postado nenhum texto atribuído a Paulo...

      Conf (m ant): Meu querido amigo Moisés, se vc reler o que escrevi, vai perceber que eu não disse que em sua msg/resp foi postado algum texto atribuído a Paulo; como é de Emmanuel o texto que vc citou, apenas me referi a Paulo dizendo que esse grande mentor ditou livros baseados em ensinamentos dele.

      Moisés: Tudo bem encerremos esta questão.

      Conf: podemos encerrá-la; vc mesmo, sendo colaborador, tem o poder de encerrá-la se quiser. Mas se for encerrada, nunca vamos entender a doutrina, pois que ela aceita determinados ensinamentos de Paulo e não aceita outros, mas não nos deixa saber qual é a causa desse procedimento desigual dela!

      Veja que a doutrina aconselha ter uma “fé raciocinada”, certo? Mas como podemos ter uma fé raciocinada se ela mesma esconde a explicação de certos procedimentos desiguais que nela existem?!

      Moisés (m ant): O amigo não pode trazer ao tópico questões de entendimentos pessoais... ou até de partido sobre as cartas de Paulo.

      Conf (m ant): meu jovem, observe que nunca coloco aqui “opiniões pessoais” minhas; essa não é uma opinião; é um entendimento a que todos poderão chegar e, assim, poderão verificar que é uma verdade o que eu disse sobre a não aceitação, pela doutrina espirita, de importantes ensinamentos de Paulo.

      E não me referi diretamente a Paulo, mas à estranheza que sinto em ver que o que Emmanuel escreveu baseando-se em Paulo é aceito pelo espiritismo, ao passo que outros ensinamentos do apóstolo dos gentios não são aceitos; e nem a doutrina não explica porq não os aceita, embora sejam até mesmo “perturbadores” frente aos ensinamentos da doutrina!

      Moisés: Mas a proposta para o estudo mensal é o ensinamento de amar os inimigos e amar com prudência. A questão de Saulo de Tarso não pertence a este tópico...

      Conf: meu amigo Moisés, e os ensinamentos de Paulo, todos eles, a que questão se referem? Vc, se sabe quais são, ainda não percebeu que todos eles contribuem para que se entenda a questão do amor?! Ou porq Paulo os teria pronunciado? Para se entender o quê?

      Moisés: Creio que isto está claro... isto sim torna-se chato por ser repetitivo...

      Conf: amigo Moisés, qual é a finalidade da existência deste fórum, do qual vc é um “colaborador”? Estudar a doutrina, correto? Procurar ter uma “fé raciocinada”. O amigo não percebe que é exatamente nisso que quero contribuir? Que se estude a doutrina e que tenhamos uma fé raciocinada? Pois, me diga, se puder: o que é melhor do que fazer perguntas sobre o que estamos estudando, para exercitar o nosso raciocínio e nos motivar a buscar as respostas?

     É assim que entendo. Se o amigo entende que existe um modo melhor, por favor, me diga qual é para que eu possa melhor contribuir para os estudos dos amigos, que lhe serei muito grato! Afinal, Moisés, vc pode me dizer em que é que estou errando?
 
      Um abraço e bom domingo!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Maio de 2016, 22:35
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #45 em: 13 05 16, às 14:48,

      Conf (msg de 12 05 16, 19:24): Percebo que se aborrecem com minhas argumentações e perguntas... Embora alguns suponham que quero complicar, afirmo que o que eu quero é contribuir.

      Moisés disse: Sabe Luis, O aborrecimento se refere a sua condução, A condução de si mesmo... O tópico tem uma proposta e o amigo não se compadece da proposta... Articula pretextos... totalmente fora... É isso!

      Conf: meu amigo, bom dia; se vc estivesse atento qdo leu minhas respostas, certamente teria verificado que “me compadeço, sim, da proposta do tópico”! O tópico trata do amor entre os homens e tudo que comentei ou sobre o que perguntei, se relaciona com esse amor.
Parece-me que tudo envolve as prática do amor
Do amor
apesar deste apontamento
ainda sinto que se foge do assunto
(opinião)
Citar
      Conf (m ant): A questão, meu amigo, como já coloquei várias vezes, é que desejo, entre outras coisas, raciocinar para entender a doutrina do mesmo modo que, me parece, vc e os amigos a estão entendendo; por isso coloco tantas perguntas! Não é essa a finalidade da existência deste Fórum? O amigo acha que estou errado?!

Então todos estão errados
e você está correto
É o que se conclui, ante as suas colocações
Citar

      Moisés: Não pelo errar ou acertar... sendo um fórum não é um vestibular... mas conduzes a questões infindáveis... sobre a sua própria opinião... oras se já possuis uma opinião, o que há para questionar? Sobrepor-se?? !!

      Conf: acho até mesmo estranho que vc, meu jovem, conhecedor da doutrina como devem ser todos os “colaboradores FE”, se aborreça com quem deseja contribuir para o entendimento daqueles que querem entendê-la!

      Como tb já lhe disse, não coloco aqui opiniões, meu amigo. Coloco percepções resultantes da experiência. E, tb como já lhe disse, não estou procurando entender nada; o que procuro é, se possível, fazer que algum dos amigos, um só que seja, raciocine, como a própria doutrina manda, para entende-la melhor e, consequentemente, entender tudo o que a vida oferece a todos nós, como qual é a causa de nossos erros, a causa de nossos sofrimentos, o como devemos proceder para a nossa salvação etc. E isso é do interesse de todos os espíritas, de todos os homens. O amigo acredita que existe um espírita que não esteja querendo saber isso?

Não cogito está estatística
nem fico calculando isto
Creio que não é uma questão única da doutrina

Citar
      Conf (m ant): Moisés disse:... sobre Paulo e Emmanuel... Não deixa de ser uma opinião exclusivamente sua... Não foi postado nenhum texto atribuído a Paulo...

      Conf (m ant): Meu querido amigo Moisés, se vc reler o que escrevi, vai perceber que eu não disse que em sua msg/resp foi postado algum texto atribuído a Paulo; como é de Emmanuel o texto que vc citou, apenas me referi a Paulo dizendo que esse grande mentor ditou livros baseados em ensinamentos dele.

      Moisés: Tudo bem encerremos esta questão.

      Conf: podemos encerrá-la; vc mesmo, sendo colaborador, tem o poder de encerrá-la se quiser. Mas se for encerrada, nunca vamos entender a doutrina, pois que ela aceita determinados ensinamentos de Paulo e não aceita outros, mas não nos deixa saber qual é a causa desse procedimento desigual dela!

Não é a questão do tópico
Aferir Paulo e os seus texto comparando o que se aceita ou não na doutrina
Percebeu?
Citar
      Veja que a doutrina aconselha ter uma “fé raciocinada”, certo? Mas como podemos ter uma fé raciocinada se ela mesma esconde a explicação de certos procedimentos desiguais que nela existem?!

      Moisés (m ant): O amigo não pode trazer ao tópico questões de entendimentos pessoais... ou até de partido sobre as cartas de Paulo.
Você já possui um posicionamento
não se preocupe
haverá várias reencarnações para ambos
Lá adiante serão outras questões
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Maio de 2016, 22:36
Citar
      Conf (m ant): meu jovem, observe que nunca coloco aqui “opiniões pessoais” minhas; essa não é uma opinião; é um entendimento a que todos poderão chegar e, assim, poderão verificar que é uma verdade o que eu disse sobre a não aceitação, pela doutrina espirita, de importantes ensinamentos de Paulo.

      E não me referi diretamente a Paulo, mas à estranheza que sinto em ver que o que Emmanuel escreveu baseando-se em Paulo é aceito pelo espiritismo, ao passo que outros ensinamentos do apóstolo dos gentios não são aceitos; e nem a doutrina não explica porq não os aceita, embora sejam até mesmo “perturbadores” frente aos ensinamentos da doutrina!
ah!
não se sinta contrariado
a doutrina alcança um espaço e um conteúdo
possivelmente já ultrapassaste
Não se aborreça
Citar
      Moisés: Mas a proposta para o estudo mensal é o ensinamento de amar os inimigos e amar com prudência. A questão de Saulo de Tarso não pertence a este tópico...

      Conf: meu amigo Moisés, e os ensinamentos de Paulo, todos eles, a que questão se referem? Vc, se sabe quais são, ainda não percebeu que todos eles contribuem para que se entenda a questão do amor?! Ou porq Paulo os teria pronunciado? Para se entender o quê?
Penso que o amigo fica se divertindo do outro lado
Não sei
Ou está variando

pense bem!
Citar

      Moisés: Creio que isto está claro... isto sim torna-se chato por ser repetitivo...

      Conf: amigo Moisés, qual é a finalidade da existência deste fórum, do qual vc é um “colaborador”? Estudar a doutrina, correto? Procurar ter uma “fé raciocinada”. O amigo não percebe que é exatamente nisso que quero contribuir? Que se estude a doutrina e que tenhamos uma fé raciocinada? Pois, me diga, se puder: o que é melhor do que fazer perguntas sobre o que estamos estudando, para exercitar o nosso raciocínio e nos motivar a buscar as respostas?
Olha!
Não é o que parece
Há constantes repetições
e insistências de uma repetição continua
Citar
     É assim que entendo. Se o amigo entende que existe um modo melhor, por favor, me diga qual é para que eu possa melhor contribuir para os estudos dos amigos, que lhe serei muito grato! Afinal, Moisés, vc pode me dizer em que é que estou errando?
 
      Um abraço e bom domingo!

Talvez não precisa
Todos já se cansaram de sua maneira
O amigo não percebe
o rodopio que faz em si mesmo
O amigo constrange a própria pessoa
agindo sem medida
Um quesito para a fé raciocinada
é pensar nas próprias ações

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 16 de Maio de 2016, 03:00
    Amigos deste Fórum,

      Me perdoem usar este tamanho de "fonte"; o fato é que esse tamanho me facilita a leitura já um pouco deficiente devido aos meus quase noventa anos.

      Amigo Moisés, como “colaborador FE” que vc é, me permita de mais esta vez, só mais esta vez, me afastar, como vc diz, do tema do tópico (embora eu não veja em que esteja me afastando, pois este tópico trata da questão do amor, e tudo que aqui no FE coloco se relaciona a essa mesma questão), mas tenho de escrever esta pequena explicação pois se refere exatamente a mensagens recentes que trocamos neste tópico.

      O que desejo dizer aos amigos é isto: como é tão extremamente difícil o entendimento entre os espíritos encarnados! E uma das causas dessa dificuldade é, vejam bem, segundo a própria doutrina espírita ensina, justamente o fato de estarmos encarnados.

      No entanto, para aqueles que com atenção estudarem a doutrina, o fato de estarmos na matéria não é apenas "uma das causas dessa dificuldade"; é, vejam bem, não uma, mas a "única” causa dela, do mesmo modo que esse mesmo fato, o fato de estarmos encarnados é a "única causa" de "todas" as demais dificuldades com que os espíritos se deparam na vida, de “todos” os problemas e males, de todos os desentendimentos, conflitos, crimes, de "todas" as imperfeições morais, de “todos” os sofrimentos físicos e morais pelos quais passamos.

      Quem estiver atento, poderá perceber que, absolutamente todos os defeitos e todas as imperfeições morais que possuímos (e mesmo as demais imperfeições de que espécie sejam), resultam exatamente do fato de estarmos num mundo material, dessa condição nossa de estarmos encarnados, de possuirmos um corpo material.

      Segundo a doutrina, Deus nos manda para um mundo material para crescermos intelectual e moralmente, e é exatamente devido a nos revestirmos de carne necessária para vivermos nesse mundo para o qual Deus nos manda, que nos tornamos carregados das mais abjetas imperfeições!

      Se não viéssemos para um mundo material, não teríamos absolutamente nenhuma imperfeição, de que natureza fosse, nem fisiológica, nem psicológica ou mental, nem moral ou espiritual.

      Por mais estranho que isto possa parecer aos cristãos, e aos crentes de quaisquer outras religiões, todas as imperfeiçoes, das menos sérias às mais monstruosas, nascem exatamente do fato de, revestidos com um corpo material, vivermos num mundo material!

      Sendo assim, e como a doutrina espírita ensina, Deus nos manda para um mundo material para aprendermos a nos libertar de nossas imperfeições mas, ao mesmo tempo Ele nos reveste de um corpo que é obstáculo para essa libertação!

      Deus nos coloca no mundo material para que nos aperfeiçoemos, e nenhuma imperfeição tínhamos antes de vir para cá e nenhuma teríamos se não viéssemos para cá!

      É exatamente devido a estarmos num mundo material que adquirimos imperfeições. Se Deus não nos mandasse para um mundo material, absolutamente nenhuma imperfeição, de qualquer espécie que fosse, teríamos!

     E, sendo assim, tenho de perguntar a mim mesmo: qual é a causa, ou porq se ensina que somos responsáveis ou culpados pelos males que fazemos?!!

..................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Maio de 2016, 13:14
    Amigos deste Fórum,

      Me perdoem usar este tamanho de "fonte"; o fato é que esse tamanho me facilita a leitura já um pouco deficiente devido aos meus quase noventa anos.
Tranquilo Luis Jr.
Citar
      Amigo Moisés, como “colaborador FE” que vc é, me permita de mais esta vez, só mais esta vez, me afastar, como vc diz, do tema do tópico (embora eu não veja em que esteja me afastando, pois este tópico trata da questão do amor, e tudo que aqui no FE coloco se relaciona a essa mesma questão), mas tenho de escrever esta pequena explicação pois se refere exatamente a mensagens recentes que trocamos neste tópico.
Vamos lá
e verifiquemos os seus pareceres
Citar
      O que desejo dizer aos amigos é isto: como é tão extremamente difícil o entendimento entre os espíritos encarnados! E uma das causas dessa dificuldade é, vejam bem, segundo a própria doutrina espírita ensina, justamente o fato de estarmos encarnados.
Não necessariamente
A morte não nos trás conhecimento gratuito
Há desencarnados com as mesmas dificuldades
Isso não se encontra na doutrina como regra
na doutrina diz que há desencarnados que sabem muto menos que nós
e que espíritos superiores reencarnam por várias questões
explicitas no conteúdo doutrinário
Citar
      No entanto, para aqueles que com atenção estudarem a doutrina, o fato de estarmos na matéria não é apenas "uma das causas dessa dificuldade"; é, vejam bem, não uma, mas a "única” causa dela, do mesmo modo que esse mesmo fato, o fato de estarmos encarnados é a "única causa" de "todas" as demais dificuldades com que os espíritos se deparam na vida, de “todos” os problemas e males, de todos os desentendimentos, conflitos, crimes, de "todas" as imperfeições morais, de “todos” os sofrimentos físicos e morais pelos quais passamos.
O amigo diz coisas sem fundamento
A perfeição (melhora de si) moral e intelectual
são aquisições ao alcance
são metas
para ser um espírito puro
Tudo deve saber e conhecer
Citar
      Quem estiver atento, poderá perceber que, absolutamente todos os defeitos e todas as imperfeições morais que possuímos (e mesmo as demais imperfeições de que espécie sejam), resultam exatamente do fato de estarmos num mundo material, dessa condição nossa de estarmos encarnados, de possuirmos um corpo material.
O colega de estudo se confunde
são argumentos sem fundamento
Não existe esta mágica
O cristo estava encarnado
não por isso
é o modelo  a ser seguido
Citar
      Segundo a doutrina, Deus nos manda para um mundo material para crescermos intelectual e moralmente, e é exatamente devido a nos revestirmos de carne necessária para vivermos nesse mundo para o qual Deus nos manda, que nos tornamos carregados das mais abjetas imperfeições!
Outro equivoco
falta de estudos e aprendizados básicos
isto se ensina nas escolinhas nas casas espíritas
crianças de 07 a 09 anos
bem instruídas já não comete mais estes equívocos
Citar
      Se não viéssemos para um mundo material, não teríamos absolutamente nenhuma imperfeição, de que natureza fosse, nem fisiológica, nem psicológica ou mental, nem moral ou espiritual.
A doutrina que o amigo fala
não é a Espírita
desculpe-me
mas agradeço o esclarecimento que aponta a sua variação
Citar
      Por mais estranho que isto possa parecer aos cristãos, e aos crentes de quaisquer outras religiões, todas as imperfeiçoes, das menos sérias às mais monstruosas, nascem exatamente do fato de, revestidos com um corpo material, vivermos num mundo material!
outro equivoco
contrario aos planos e execuções da vontade de Deus
umm revolta aparente
fruto da ignorância
e conclusões precipitadas
resumindo
uma vez palpitando sobre a doutrina
estude a doutrina
Citar
      Sendo assim, e como a doutrina espírita ensina, Deus nos manda para um mundo material para aprendermos a nos libertar de nossas imperfeições mas, ao mesmo tempo Ele nos reveste de um corpo que é obstáculo para essa libertação!

      Deus nos coloca no mundo material para que nos aperfeiçoemos, e nenhuma imperfeição tínhamos antes de vir para cá e nenhuma teríamos se não viéssemos para cá!
quanta bobagem
por isto cansa-se de suas colocações
queres enxertar interpretações próprias
num fórum que visa estudar a doutrina
Citar
      É exatamente devido a estarmos num mundo material que adquirimos imperfeições. Se Deus não nos mandasse para um mundo material, absolutamente nenhuma imperfeição, de qualquer espécie que fosse, teríamos!
O amigo é repetitivo e não percebe
isso cansa e o torna chata e inconveniente
isso acontece comigo também
para não te deixar sozinho
Citar
     E, sendo assim, tenho de perguntar a mim mesmo: qual é a causa, ou porq se ensina que somos responsáveis ou culpados pelos males que fazemos?!!

Jesus nos disse
cada um segundo as suas obras
se isto não lhe basta
ao menos é o que ensina a doutrina

Eu mesmo não aprovarei mais suas postagens
até nas conversas particulares o amigo se mostra repetitivo

tenha um belo dia
abração
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Maio de 2016, 15:43
AMAR O INIMIGO -
Divaldo Franco

Divaldo Pereira Franco, narra em uma de suas palestras, uma emocionante história de amor

:

Uma mãe o procurou pedindo socorro, pois o filho havia sido assassinado pelo próprio amigo. Divaldo, sensibilizado disse :
-    Minha irmã, eu não tenho nada para lhe dizer, porque há dores que são tão pessoais, que o silêncio é a única palavra.
Na hora que ele a abraçou, viu o espírito de Joanna de Ângelis se aproximar e dizer :
-    Parabenize-a.
Divaldo achou estranho, pois como parabenizar uma mãe cujo filho foi assassinado? Mas ela explicou:
-    Eu daria pêsames, se ela fosse a mãe do assassino. Seu filho não morreu, mas o criminoso perdeu a reencarnação, seu filho vive.
E Joanna trouxe-o e disse :
-    Pense na mãe do assassino, coloque-se no lugar dela.
E a mulher respondeu :
-    Eu a odeio.

E Joanna perguntou :
-    Que culpa tem ela de ter gerado um filho doente? Que culpa tem a  senhora  de  ter  gerado a vítima da loucura? Pense na dor que ela deve estar experimentando.
E o filho despertou, viu a mãe e começou a falar (através da mediunidade de Divaldo), por uns 15 minutos. No final da mensagem, os espíritos amigos disseram para que a mulher procurasse a mãe do algoz (assassino). A mulher emocionada, atendeu ao pedido, abraçou Divaldo agradecida, e lá se foi em busca da amiga sofredora. E no sábado seguinte, ambas visitaram Divaldo, onde este, sugeriu que elas visitassem o rapaz, e completou dizendo:
-    Mãe, seu filho está enfermo (da alma), ame-o, e lhe fale do amor. A necessidade que ele tem de ter a mãe nesse momento, é grande. Ele deve estar despertando da loucura e deve ser amado.

Recomendou Jesus:
 “Aprendestes com as leis de Moisés a: “Amar o vosso próximo e odiar os vossos inimigos.” Eu, porém, vos digo: “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam (...) Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa?(...)

” (Mateus, V – 43 – 47)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 16 de Maio de 2016, 18:25
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #60 em: 16 05 16, às 13:14

      Apenas estude e raciocine, amigo Moisés! Vc, como todos, deve encontrar as respostas por si mesmo, por seu próprio esforço! Ninguém, nem a doutrina, vai dá-las numa bandeja para quem quer que seja!

      Abraço e uma boa semana para vc e os seus!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Maio de 2016, 19:17
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #60 em: 16 05 16, às 13:14

      Apenas estude e raciocine, amigo Moisés! Vc, como todos, deve encontrar as respostas por si mesmo, por seu próprio esforço! Ninguém, nem a doutrina, vai dá-las numa bandeja para quem quer que seja!

      Abraço e uma boa semana para vc e os seus!
Estudemos todos nós
e podemos sim
aprender um com os outros
sabemos que há os mais informados que nós
e são muitos

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 16 de Maio de 2016, 20:50
Ninguém chegará à verdade por informações ou pelos relatos de outros sobre as experiencias pelas quais passaram. Cada um tem de chegar "lá" por sua própria e exclusiva experiência.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Maio de 2016, 16:09
Ninguém chegará à verdade por informações ou pelos relatos de outros sobre as experiencias pelas quais passaram. Cada um tem de chegar "lá" por sua própria e exclusiva experiência.

Não é bem assim luis
Os cientistas passam anos estudando vacinas
e chegam a uma descoberta eficiente
Não por isso
Por estarmos doentes
Teremos que fazer nós as nossas pesquisas
O objetivo da pesquisa foi justamente o altruísmo
Todos tomarem da vacina
Pois está será produzida em grandes escala
beneficiando nós os infectados e ignorantes quanta a estas descobertas
para o bem da coletividade e
segurança da espécie

Se alguém possui um experiência amarga
por ter caído em um buraco e por esta razão ande hoje com mais atenção
e vem e nos adverte quanto ao cuidado que devemos ter no nosso andar...
Não por isto  que nos lançaremos nos buracos que encontrarmos a revelia
somente para adquirir experiências

Sejamos prudentes
veja!
parece-me que suas colocações
Corroboram com a misericórdia divina
Para concluirmos para a existência da reencarnação
Você, segundo você, possui seus noventa anos
e não aprendeu esta questão
A de se aprender com as experiências alheias

Ainda bem que existe reencarnação
Pois haverá mais oportunidades para todos nós

Assim é o amor que se deve dedicar aos inimigos
Não devemos ser ingênuos
Mas prudentes
E assim buscarmos pagar o mal com o bem
Com a prudência
Com a sensatez
Com a candura
Com a paz de espírito

Abraços

Não seja repetitivo e teimoso
Também sou um senhor
e careço ainda de muito aprender

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Maio de 2016, 16:18
Amar ao Próximo Como a Si Mesmo


O Cristianismo, fundamentado no conceito sublime do "amar ao próximo como a si mesmo",
Abriu as primeiras portas da compaixão e da misericórdia aos portadores de lepra, nos dias difíceis dos séculos passados.
Proliferaram, assim, os lazaretos,onde cada recém-chegado era considerado como "se fosse o próprio Cristo que ali se hospedava",
Passando a receber a caridade da assistência e o socorro do amor fraterno.
Muito deve a Humanidade a esses primeiros hospitais, se levarmos em consideração a época de ignorância e promiscuidade, de imundície e indiferença humana, em que se multiplicaram.
Se o passado é nossa sombra de dor, o futuro significa a nossa primavera de bênçãos, conforme o presente ao nosso alcance.
As trevas cedem ante a luz, e o sofrimento desaparece em face à alegria da esperança e ao consolo da consciência em tranqüilidade.
Ninguém paga além do débito a que se vincula.
O amor, porém, é o permanente haver, em clima de compensação de todas as desgraças quer por acaso hajamos semeado, recompensando-nos o espírito pelo que fizermos em nome do bem e realizarmos em prol de nós mesmos.
Não receies, nem temas, nunca!
O pântano desprezível é desafio ao nosso esforço para mudar-lhe o aspecto, e a aridez do deserto é incitação à nossa capacidade de transformá-la em jardim de esperanças e em pomar de bênçãos...
Imprescindível começar agora a nossa obra de aprimoramento interior, enquanto surge a oportunidade favorável.
Amanhã, talvez seja tarde demais, e o minuto valioso já se terá esvaído na ampulheta do tempo.
Cada coração é nosso momento de produzir.
Cada sofrimento é a nossa quota de reparação.
O adversário significa o solo a trabalhar, esperando por nós, enquanto o amigo é dádiva de que nos devemos utilizar com respeito e elevação.

Victor Hugo
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Maio de 2016, 12:39
Como Neutralizar as Más Influências Espirituais
Marta Antunes Moura

 A influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos é tão comum que os orientadores espirituais afirmam categoricamente: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, pois, frequentemente, de ordinário, são eles que vos dirigem.”1 Esta informação dos Espíritos pode até surpreender. Porém, se analisarmos mais detidamente a questão, concluiremos que a resposta não poderia ser outra, uma vez que vivemos mergulhados em um universo de vibrações mentais, influenciando e sendo influenciados, como bem  esclarece Emmanuel:

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

[…] A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente. De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.2

          Por efeito da vontade podemos, conscientemente, aprender a administrar nossas emissões mentais, mantendo-nos em sintonia com os Espíritos benfeitores, encarnados e desencarnados. Da mesma forma, é possível estabelecermos com eles ligações de simpatia, selecionando os diferentes matizes de influências espirituais que favoreçam  nossa harmonia íntima  e que estimulem o nosso progresso moral-intelectual.

               Faz–se necessário, pois, desenvolver controle sobre as próprias emissões e recepções mentais, selecionando as que garantam paz e harmonia e nos  livram das ações dos Espíritos ainda distanciados do Bem:  “Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.3

             As influências espirituais podem ser leves ou profundas; ocultas, perceptíveis apenas do próprio indivíduo, ou ostensivas, claramente detectadas pelos circunstantes. Neste contexto, é importante distinguir  as nossas ideias  e as que procedem de outras mentes. Trata-se de um aprendizado que exige tempo e perseverança para alcançar bons resultados, pois nem sempre é fácil fazer tal distinção, sobretudo quando a influência é oculta e sutil.

             É válido, portanto,  desenvolver um programa de autoconhecimento em que se considere: a) observar com mais atenção o teor dos pensamentos que usualmente emitimos; b) analisar a carga emocional que impregna as nossas manifestações verbais e as nossas ações; c) procurar identificar, de maneira honesta, inclinações, tendências, imperfeições, assim como virtudes, conquistas intelectuais e morais; d) delinear necessidades reais, estabelecendo um plano de como atendê-las sem lesar o próximo; e) habituar-se a fazer um balanço das influências, boas ou ruins, exercidas pelo meio social (família, amigos, colegas de profissão), no qual estamos inseridos.

         As seguintes orientações de Santo Agostinho, encontradas em O Livro dos Espíritos, nos auxiliam  na elaboração e execução do programa de autoconhecimento:

Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Portanto, questionai-vos, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo agis em dada circunstância; se fizestes alguma coisa que censuraríeis, se feita a outrem; se praticastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda isto: Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada é oculto?  Examinai o que podeis ter feito contra Deus, depois contra vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas acalmarão a vossa consciência ou indicarão um mal que precise ser curado.

O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual.  Mas, direis, como pode alguém julgar-se a si mesmo? […]. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, perguntais como a qualificaríeis se praticada por outra pessoa.  Se a censurais nos outros, ela não poderia ser mais legítima, caso fôsseis o seu autor, pois Deus não usa de duas medidas na aplicação de sua justiça.  Procurai também saber o que pensam os outros e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, já que estes não têm nenhum interesse de disfarçar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Aquele, pois, que tem o desejo de melhorar-se perscrute a sua consciência, a fim de extirpar de si as más tendências, como arranca as ervas daninhas do seu jardim; faça o balanço de sua jornada moral, avaliando, a exemplo do comerciante, seus lucros e perdas, e eu vos garanto que o lucro sobrepujará os prejuízos. […].

Formulai, portanto, a vós mesmos, perguntas claras e precisas e não temais multiplicá-las: pode-se muito bem consagrar alguns minutos para conquistar a felicidade eterna. […].4


Referências
KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 4 ed. 1. Imp. Brasília: FEB, 2013. Q. 459, p. 230.
XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. 13. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. 26, p.111/112.
p.112.
KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 4 ed. 1. Imp. Brasília: FEB, 2013. Q. 919-a, p. 395/396.


Marta Antunes Moura,
coordenadora das Comissões Regionais na área da Mediunidade da Federação Espírita Brasileira (FEB), Vice-presidente da FEB.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Maio de 2016, 22:28
COISAS MÍNIMAS

“Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por
que estais ansiosos pelas outras?” Jesus (LUCAS, 12: 26)

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.

Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura.

Um sábio não pode esquece-se e que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.

Além disso, nenhuma obra é perfeita se as particularidades não foram devidamente consideradas e compreendidas.

De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência, pelos destinos dramáticos e empolgantes.

Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.

Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação se fixe com real proveito à vida.

A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota, o poema é obscuro quando se omite um verso.

Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. São parte integrante e inalienável dos grandes feitos.

Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: “Pois se nem podeis ainda fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?”

Francisco Cândido Xavier
CAMINHO, VERDADE E VIDA (pelo Espírito Emmanuel)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Maio de 2016, 15:26
Inimigos

        Inimigo. A palavra traz uma carga negativa impressionante! O inimigo é alguém que desperta em nós os sentimentos mais primitivos: medo, ódio, desejo de vingança.

        Diante de um inimigo, as mãos ficam geladas, o coração bate forte, o sangue pulsa nas têmporas. E a pergunta surge: Como agir? O que fazer?

        A resposta a essa pergunta foi dada pelo Cristo: Ama o inimigo, ora pelos que te perseguem.

        Mas, nós, que somos pessoas comuns, costumamos reagir a esse conselho de Jesus.

        E nos perguntamos: Amar o inimigo? Fazer o bem a quem nos feriu e maltratou?

        E, em geral, concluímos: Impossível. Para nós, a expressão Amar o inimigo parece uma utopia.

        Em alguns casos, até somos irônicos: Esse ensinamento de Jesus não é para nós. Ainda somos muito imperfeitos.

        O que acontece é que não entendemos corretamente o significado da palavra amar, quando se aplica ao inimigo.

        Jesus era um sábio. Ele conhecia profundamente a alma humana. Você acha que Ele iria sugerir algo que não seríamos capazes de fazer?

        Claro que não! Todas as sugestões de Jesus são perfeitamente possíveis. Por isso vamos examinar melhor essa questão do amor ao inimigo?

        A primeira coisa é entender o que significa a expressão Amar o inimigo.

        Com essas palavras, Jesus apenas nos convida a perdoar quem nos fez mal. Ou, no mínimo, apela para que não busquemos a vingança.

        Parece difícil? Nem tanto. Vamos falar de forma prática.

        Se alguém tem um inimigo, em geral, qual é a atitude que adota?

        A maioria das pessoas mantém o inimigo permanentemente em seus pensamentos. Não consegue pensar em nada, além da pessoa odiada.

        E assim a vida segue. Quem odeia mantém-se escravo do inimigo.

        Faz as refeições, dorme, acorda, trabalha e vive constantemente em meio a esse sentimento de rancor, alimentando desejos de vingança.

        Parece ruim? Pois é exatamente o que fazemos: deixamos o inimigo comandar a nossa vida. Tornamo-nos escravos daqueles que odiamos.

        Por isso a sabedoria da proposta de Jesus, que é a libertação dos laços que nos prendem aos inimigos.

        Perdoar é mais fácil. Deixa a alma mais leve, o corpo mais saudável, as emoções sob controle.

        Quando o Cristo pronunciou a expressão Amar o inimigo, na verdade, ofereceu um caminho de equilíbrio e de serenidade.

        É claro que o Cristo não espera que tenhamos pelos inimigos o mesmo amor que dedicamos à família e aos amigos.

        Jesus quer apenas que afastemos de nosso coração a mágoa, a infelicidade, o ódio e o desejo de vingança.

        Por isso ele aconselhava: Orem pelos que vos ofendem.

        E nessas preces, pedi a Deus que vos dê forças para superar a ofensa vivida.

        Pedi também a Deus que vos ofereça oportunidade de ser útil àquele que vos feriu.

        Se essa oportunidade surgir, não deixemos passar a chance de sermos úteis e bons. Gestos desse tipo fazem nascer na alma o sentimento de superação, de etapa vencida.

        É um momento único, encantador.

        Pensemos nisso!

Citar
Texto de:
Redação do Momento Espírita.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Maio de 2016, 15:31
QUESTÃO 887 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS
 
Parte Terceira
Das leis morais
 
CAPÍTULO XI
DA LEI DE JUSTIÇA, DE AMOR E DE CARIDADE

 
Caridade e amor do próximo
 
887. Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?
 
“Certo ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. O que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca , se procura tomar vingança.”
 
 
COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

Questão 887 comentada
AMAR OS INIMIGOS
 

Amar os inimigos constitui fator de paz. Quem revida ofensas, se coloca abaixo dos ofensores, e o Mestre, vendo a posição dos judeus, que eram na sua maioria violentos nos resguardos da lei mosaica, ensinou aos Seus discípulos que deveriam amar aos ofensores, para isolarem o ambiente de inimizade entre eles.

Certamente que não se consegue facilmente ter o mesmo sentimento para com os ofensores, como o que se tem pelas pessoas que nos dedicam carinho e confiança. No entanto, o amor aos que nos perseguem e caluniam pode receber do seu viver o esquecimento das ofensas e, quando preciso, ajudá-los, sem nos encontrarmos atrás destas criaturas, procurando-as para perdoá-las frente a frente.

Amor é vibração de serenidade e de entendimento. Podemos amar no silêncio, que esse amor interpenetra tudo e fala em sua linguagem de harmonia. O revide fortalece as ofensas, ao passo que o perdão abre caminho para a reconciliação, no amanho do amor.
O mundo ainda se encontra cultivando ódios em raízes milenárias, capazes de destruir trabalhos realizados por civilizações inteiras, somente para satisfazer o orgulho e a vaidade, o egoísmo e a prepotência. Não se deve acompanhar os homens que desconhecem os ensinamentos de Jesus. O Mestre se entregou ao sacrifício para estabelecer a paz entre a humanidade, mas a Sua seqüência de amor ainda deve gastar tempo para dominar os corações. Essa força de Deus tem marcha lenta, porém, é duradoura e marca sua posição na eternidade.

Se o Cristo em nós é motivo de glória, no dizer de Paulo, vamos despertar essa luz no coração, para que ela clareie a consciência. Se continuarmos a negar o Divino Mestre, nos acontecerá como Ele mesmo disse, anotado por João no capítulo sete, versículo trinta e quatro:

Haveis de procurar-me, e não me achareis; também onde estou, vós não podeis ir.
Significa que, tampando os ouvidos à Sua voz e fechando o entendimento para os preceitos de luz que safam dos Seus lábios, é perda de tempo procurar o Senhor, somente para saber onde Ele está. E onde Ele estiver, quem poderá ir, envolvido nas paixões inferiores?
Somente quem perdoar aos que os ofendem e caluniam, somente quem amar no sentido exato da palavra, somente quem usar seus valores espirituais para ajudar, servindo de modelo para os que vêm na retaguarda, os caridosos, os justos, poderão procurar o Mestre e encontrá-Lo na Sua plenitude, por saberem, desta forma, onde Ele se encontra. Os que assim procedem se encontram acima dos seus inimigos, ainda mais, ajudando-os a despertar na,intimidade dos sentimentos, o amor.

A Doutrina dos Espíritos nos mostra com profundidade o que pode ser uma vingança; ela destrói as possibilidades humanas e inverte os valores do coração. Os grandes Espíritos de todos os tempos foram homens que esqueceram completamente as ofensas, tomando os ofensores como filhos do coração. Eis porque alcançaram a serenidade imperturbável da consciência.

Mesmo que alguém nos prejudique, não lhe façamos o mesmo, pois ele não sabe o que faz. Confiemos em Deus e não nos esqueçamos dos exemplos de Jesus, que a nossa vida entrará em estado de luz, ganhando o ritmo da vida em estado de graça.
 
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 20 de Maio de 2016, 18:26
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #60 em: 16 05 16, 13:14, de Moisés

      Conf: amigo Moisés, de toda essa grande resposta que vc fez o favor de dar à minha msg/resp anterior, para não nos alongarmos em argumentações que a nada estão levando, pois devo estar me expressando mal e, em consequência, vc não está me entendendo, somente vou comentar o que vai abaixo:     

      Conf (m ant):... para aqueles que com atenção estudarem a doutrina, o fato de estarmos na matéria não é apenas "uma das causas dessa dificuldade"; é, vejam bem, não uma, mas a "única” causa dela, do mesmo modo que esse mesmo fato, o fato de estarmos encarnados é a "única causa" de "todas" as demais dificuldades com que os espíritos se deparam na vida, de “todos” os problemas e males, de todos os desentendimentos, conflitos, crimes, de "todas" as imperfeições morais, de “todos” os sofrimentos físicos e morais pelos quais passamos.

      Moisés: O amigo diz coisas sem fundamento... A perfeição (melhora de si) moral e intelectual... são aquisições ao alcance são metas... para ser um espírito puro... Tudo deve saber e conhecer...

      Conf: amigo, se estou dizendo coisas sem fundamento, por favor, lhe peço que me diga qual é a causa das dificuldades que enfrentemos na vida, de todos os problemas e males, desentendimentos, conflitos, crimes, imperfeições morais, sofrimentos pelos quais passamos; as causas são resultantes de qdo estamos no mundo espiritual ou no mundo material? Onde é que adquirimos os nossos defeitos e imperfeições morais? Na carne ou fora dela?

      Tenha um bom fim de semana!

................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Maio de 2016, 23:00
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #60 em: 16 05 16, 13:14, de Moisés

      Conf: amigo Moisés, de toda essa grande resposta que vc fez o favor de dar à minha msg/resp anterior, para não nos alongarmos em argumentações que a nada estão levando, pois devo estar me expressando mal e, em consequência, vc não está me entendendo, somente vou comentar o que vai abaixo:     

      Conf (m ant):... para aqueles que com atenção estudarem a doutrina, o fato de estarmos na matéria não é apenas "uma das causas dessa dificuldade"; é, vejam bem, não uma, mas a "única” causa dela, do mesmo modo que esse mesmo fato, o fato de estarmos encarnados é a "única causa" de "todas" as demais dificuldades com que os espíritos se deparam na vida, de “todos” os problemas e males, de todos os desentendimentos, conflitos, crimes, de "todas" as imperfeições morais, de “todos” os sofrimentos físicos e morais pelos quais passamos.

      Moisés: O amigo diz coisas sem fundamento... A perfeição (melhora de si) moral e intelectual... são aquisições ao alcance são metas... para ser um espírito puro... Tudo deve saber e conhecer...

      Conf: amigo, se estou dizendo coisas sem fundamento, por favor, lhe peço que me diga qual é a causa das dificuldades que enfrentemos na vida, de todos os problemas e males, desentendimentos, conflitos, crimes, imperfeições morais, sofrimentos pelos quais passamos; as causas são resultantes de qdo estamos no mundo espiritual ou no mundo material? Onde é que adquirimos os nossos defeitos e imperfeições morais? Na carne ou fora dela?

      Tenha um bom fim de semana!

................

Olá Luis
bem na verdade sou chato
e as vezes lhe provoco
peço desculpas

bem na verdade a vida na carne é um grande empecilho
dificulta-nos

Mas não é a única causa
E nem é a causa

Ao optarmos por sermos maus
é uma questão de decisão pessoal

Cristo esteve na Carne
e foi um espírito Puro
O maior que passou entre nós

E não possuía as paixões pertinentes aos espíritos inferiores
Logo
Busquemos nos assemelhar a Ele
Venceremos
Creiamos!

Venceremos
As nossas más decisões
Tanto na carne como fora dela

Abraços
e obrigado

Conversar não faz mal



Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 20 de Maio de 2016, 23:29
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #72 em: 20 05 16, às 23:00, de Moisés

      Conf: me desculpe, Moisés, mas eu não estou entendendo. Então vc é mau porq quer ser mau!! E tb sofre por ser mau, como manda a lei de Deus, porq deseja sofrer!!

      Então todos os que são maus são semelhantes aos masoquistas? Esses cerca de 7 bilhões de irmãos nossos, que habitam este planeta, são masoquistas? Todos escolheram sofrer?! Vc então acredita que Deus, conforme a doutrina diz, não nos criou apenas simples e ignorantes? Criou-nos também desequilibrados mentais?!!!

      E o meu pedido e a minha pergunta, vc não tem resposta para eles? Vc disse que falei bobagem, coisa sem fundamento, que qualquer criança sabe a resposta, mas vc mesmo não sabe?!

      Qual é, meu amigo, a causa das dificuldades que enfrentamos na vida, de todos os problemas e males, imperfeições morais, sofrimentos etc etc? Essas causas vêm de quê? Nascem em nós qdo estamos no mundo espiritual ou qdo estamos no mundo material? Onde é que adquirimos os nossos defeitos e imperfeições morais? Na carne ou fora dela?

      E se antes de encarnarmos pela primeira vez como seres conscientes, não tínhamos quaisquer imperfeições, onde é que adquirimos as imperfeições, meu amigo, senão na vida material?

      Não me responda, meu amigo! Apenas raciocine!

      Tenham também vc e os seus um bom fim de semana!

................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Maio de 2016, 17:35
Uma maneira de pensar
Uma possibilidade de se auto analisar
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Maio de 2016, 01:28
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #72 em: 20 05 16, às 23:00, de Moisés

      Conf: me desculpe, Moisés, mas eu não estou entendendo. Então vc é mau porq quer ser mau!! E tb sofre por ser mau, como manda a lei de Deus, porq deseja sofrer!!
Vamosos lá!
Mas sem generalizar
e fazermos más interpretações:
Lei de causa e efeito
Não há retrogradação
O bem adquirido não se perde
Citar
      Então todos os que são maus são semelhantes aos masoquistas? Esses cerca de 7 bilhões de irmãos nossos, que habitam este planeta, são masoquistas? Todos escolheram sofrer?! Vc então acredita que Deus, conforme a doutrina diz, não nos criou apenas simples e ignorantes? Criou-nos também desequilibrados mentais?!!!
Quem conhece o que é bom, o pratica e vive suas consequências
Jamais se aparta dele

Isso é sexo
Digo ao masoquismo na real

mas pode-se não estar sofrendo(no momento) e fazer o próximo sofrer

??
Citar

      E o meu pedido e a minha pergunta, vc não tem resposta para eles? Vc disse que falei bobagem, coisa sem fundamento, que qualquer criança sabe a resposta, mas vc mesmo não sabe?!
Já foram respondidas em tantos tópicos
Agora parecemos crianças, pelas tolices
Citar
      Qual é, meu amigo, a causa das dificuldades que enfrentamos na vida, de todos os problemas e males, imperfeições morais, sofrimentos etc etc? Essas causas vêm de quê? Nascem em nós qdo estamos no mundo espiritual ou qdo estamos no mundo material? Onde é que adquirimos os nossos defeitos e imperfeições morais? Na carne ou fora dela?
A falta de humildade é uma das principais
O orgulho  e o egoismo propícia 
tantos males
Citar
      E se antes de encarnarmos pela primeira vez como seres conscientes, não tínhamos quaisquer imperfeições, onde é que adquirimos as imperfeições, meu amigo, senão na vida material?

Não é uma questão de imperfeição
é uma condição de ser simples e ignorante
Citar
      Não me responda, meu amigo! Apenas raciocine!
      Tenham também vc e os seus um bom fim de semana!
................


Trocentas vezes já lhes responderam
Todos dos vários  tópicos
Que já participaste com as mesmas questões
Já o fizeram
mas sua prepotência
parece-me que o faz cego

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 22 de Maio de 2016, 15:43
Meus irmãos Moisés e lconforjr, respeitando a inteligência e o conhecimentos que os dois têm
sobre a Doutrina Espirita e outras Doutrinas e religiões, posso dizer o seguinte levando para
o lado do humor: Velho é teimoso, quando cisma com uma coisa, ninguém o convence do
contrário, seja qual for o argumento, talvez seja esse o caso do lconforjr insistir em bater na
mesma tecla, rsrs.
Ps. Não é nada pessoal, eu também acho que tô ficando velho, é só 68 anos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Maio de 2016, 15:44
Amai os vossos inimigos

Recentemente, em palestra sobre o tema “Amai os vossos inimigos”, ouvi uma abordagem muito interessante a respeito.

Começa pela indagação de quem são os nossos inimigos.

Normalmente nós só reconhecemos como nossos inimigos o outro, aquele que nos magoa, que interfere em nossas vidas, que impedem que façamos algo que nos dá prazer, por exemplo.

A palestrante, no entanto, nos fez refletir sobre o fato de que, muitas vezes em nossas vidas nós somos nossos próprios inimigos quando agimos de forma a nos prejudicar, seja física, emocional ou espiritualmente.

Em o livro “Jesus e Atualidade”, de Joanna de Angelis, por Divaldo Franco, encontramos o seguinte texto:

“Há modelos para todos os nivelamentos de indivíduos com injustificável desprezo pela sua identidade humana.

Sufocado pela falta de humanidade, o homem busca refúgio … temendo enfrentar-se.
Permanece na multidão, sofrendo de insuportável soledade.

Vê inimigos em toda parte e busca afastá-los, usando artifícios segregacionistas de vários tipos, …

Os inimigos mais cruéis, todavia, permanecem no imo das próprias criaturas, que os vitalizam com o orgulho, o egoísmo e o disfarce da acomodação social aparente.

Jesus soube identificá-los, como jamais alguém logrou fazê-lo em tal profundidade.

Ouvia os Seus interlocutores, que embora dissimulassem os motivos reais que os assinalavam, não conseguiram passar despercebidos.

A Sua (de Jesus) posição moral impunha-se-lhes … e Ele os enfrentava com amor ou energia, conforme a circunstância e a intenção de que se revestissem; sempre, porém, generoso.

Levava cada um a auscultar-se e adentrar-se, a fim de extirpar as matrizes do mal em desenvolvimento.

Logo depois, estimulava-os ao crescimento pessoal, desarticulando os mecanismos mentais e sociais que conspiravam para a decadência geral…”

Sugere-nos Joanna de Angelis:

“Não temas enfrentar as tuas sombras, esses inimigos que vigem em ti mesmo.
Fortalece o ânimo e concentra-te em Jesus, a própria terapia atuante.

Deixa que a tua emoção O alcance.

Não tenhas medo destes adversários com os quais convives sem saber.

Identifica-os, um a um, desembaraçando-te logo após da pressão que exercem sobre ti.

Recupera a tua humanidade, sendo tu mesmo.

Convive com todos no teu grupo social, mas preserva-te, sem seguir os modelos fabricados pelo consumismo devorador e neurotizante.

Permanece aberto à renovação.

Desprovido de prevenções perturbadoras, gozarás de otimismo, fator essencial a uma vida sadia e a um inter-relacionamento social saudável.”

Em um outro "livro", um romance, encontrei uma passagem em que a personagem foi ao encontro de uma oportunidade de aprendizado espiritual onde exercitou a meditação e recebeu ajuda de orientadores nesse caminho de auto conhecimento e reforma interior.

Em certo momento desse caminhar, ela identificou em si mesma vários “inimigos” que a impediam de prosseguir sua vida de forma saudável e compreendeu que precisava libertar-se para prosseguir sua caminhada espiritual.

A forma que encontrou para essa libertação foi muito especial. Identifica-se sobremaneira com a forma sugerida pelo Mestre.

Em processo meditativo e em oração, ela procurou cada um de seus “inimigos” internos e a cada um que identificava procedia ao exercício de oferecer-lhe o seu coração mentalizando-o envolvido pelo seu amor dizendo a si mesma que compreendia sua fragilidade, mas que a partir daquele momento queria libertá-lo e permitir que ele encontrasse o caminho do amor em seu coração.

Ao final desse exercício sentiu uma paz interior intensa e a presença do amor por sua própria vida.

Muitas vezes precisamos enfrentar nossa sombra, reconhecer a sua existência para então exercitarmos a nossa libertação. Enquanto mantivermos os nossos “inimigos” velados eles permanecerão em nós, fortalecidos a cada instante, tornando-se verdadeiros obstáculos ao nosso crescimento e evolução. No entanto, caso nos predispusermos a nos libertar teremos que reconhecer a sua existência e dar a eles a oportunidade de serem libertados e consequentemente proporcionaremos a nossa própria libertação.

Já nos dizia o Mestre “Conheça e verdade e a verdade vos libertará.”

O caminho já nos foi oferecido há muitos séculos, resta a nós querer tomar esse caminho como objetivo de vida e seguirmos em busca da nossa libertação e da nossa felicidade.


Texto do livro “Reflexões Evangélicas”,
de Elda Evelina Vieira,

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Maio de 2016, 15:47
Meus irmãos Moisés e lconforjr, respeitando a inteligência e o conhecimentos que os dois têm
sobre a Doutrina Espirita e outras Doutrinas e religiões, posso dizer o seguinte levando para
o lado do humor: Velho é teimoso, quando cisma com uma coisa, ninguém o convence do
contrário, seja qual for o argumento, talvez seja esse o caso do lconforjr insistir em bater na
mesma tecla, rsrs.
Ps. Não é nada pessoal, eu também acho que tô ficando velho, é só 68 anos.

Olá Antonio!

Seja bem vindo
Obrigado pela auxilio participando
Sim
Somos velhos
Chegamos a tal .. rsrs
E haverá mais oportunidades
Para tal

Que Deus queira

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Maio de 2016, 20:29
Livre-arbítrio e Responsabilidade
– Rodolfo Calligaris


“O livre-arbítrio é a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta”
– As Leis Morais

O livre-arbítrio, é a condição básica para que a pessoa programe a sua vida e construa o seu futuro entendendo, porém, que os direitos, limitações e capacidades individuais devem ser respeitados pelas regras da vida em sociedade.

Deus nos deu a liberdade e o livre-arbítrio como instrumentos de felicidade. A liberdade nos é concedida para que possamos ter uma visão mais lúcida de nós mesmos e das demais pessoas, de forma a discernir que papel devemos exercer na sociedade, quais são os nossos limites e possibilidades, assim como os dos semelhantes.

À medida que aprendemos a associar as noções de liberdade e responsabilidade, a pessoa melhor exercita seu livre-arbítrio, sendo impulsionada por um sentimento superior, que lhe permite desenvolver ações de amor ao próximo.

Conforme a questão 843 do O Livro dos Espíritos, o homem tem livre-arbítrio nos seus atos? O homem tem a liberdade de pensar e de agir. Sem o livre-arbítrio o homem seria uma máquina.


Sem o livre-arbítrio não seria responsável pelo mal que praticasse e nem teria mérito pelo bem que fizesse.

O processo de amadurecimento espiritual é gradual, estando diretamente subordinado à Lei do esforço próprio.

O espírito desligado da matéria (corpo físico), no estado errante (no mundo dos espíritos, espiritualidade), faz a escolha de suas futuras existências corpóreas segundo o grau de perfeição que tenha atingido. É nisso, que consiste sobretudo o seu livre arbítrio.

Essa liberdade não é anulada pela encarnação. Se ele cede a influência da matéria, é então que sucumbe nas provas por ele mesmo escolhidas. E é para o ajudar a superá-las que pode invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.

As faltas que cometemos têm, portanto, sua origem primeira nas imperfeições do nosso próprio Espírito, que ainda não atingiu a superioridade moral a que se destina, mas nem por isso tem menos livre arbítrio.

Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha vontade de resistir.

À medida que aprendemos a associar as noções de liberdade e responsabilidade, melhor exercitamos nosso livre-arbítrio. Somos, então, impulsionados por um sentimento superior, que nos permite desenvolver ações de amor ao próximo.

Para sermos livres é necessário querer sê-lo e fazer o esforço para vir a sê-lo, libertando-nos da escravidão da ignorância e das paixões baixas, substituindo o império das sensações e dos instintos pelo da razão.

Referências Bibliográficas
Moreira, Márcia – Lei de Liberdade e Lei de Igualdade – Agosto/2014.
KARDEC, Allan — O Livro dos Espíritos — edição nº 86 — Editora FEB (Federação Espírita Brasileira) – Capítulo 10 – Da Lei de Liberdade (Questões: 833 até 850) – Rio de Janeiro/2005.
CALIGARIS, Rodolfo – As Leis Morais – Edição nº 09 – Editora FEB (Federação Espírita Brasileira) – Página: 148 – Rio de Janeiro/2001.
Site Wikipédia – Pensamento – 2016
Site Espírita na Net – Reflexão sobre o Livre Arbítrio – 2011
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Maio de 2016, 13:14
1 Coríntios 13:1-13

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão;
 havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face;

Agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

(Atribuído a São Paulo)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Maio de 2016, 13:28
Como perdoar?

Na maioria dos casos, o impositivo do PERDÃO surge entre nós e os companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda no coração.
Isso acontece porque, geralmente, as mágoas mais profundas repontam entre os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.

Quando nossas relações adoeçam, no intercâmbio com determinados amigos que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores, perguntemo-nos com sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume à questão de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento ? ”

Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto pertencem a Deus e não a nós; que também temos erros a corrigir e reajustes em andamento; que não é justo rete-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas do burilamento e do progresso. Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão, conforme a vida nos preceitua.

Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.

Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários como autênticos irmãos teus, – tão necessitados do Amparo Divino quanto nós mesmos, penetrarás a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e com a tua própria alma.

Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu encontrará Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração: “ bendito sejas …”


EMMANUEL
do Livro: ALMA E CORAÇÃO
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Maio de 2016, 15:50
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Preces – Pelos Inimigos do Espiritismo

Citar
   – Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados são, quando vos injuriarem, e vos perseguirem, e disserem todo o mal contra vós, mentindo, por meu respeito. Folgai e exultai, porque o vosso galardão é copioso nos céus; pois assim também perseguiram os profetas, que foram antes de vós. (Mateus, V: 6, 10-12)

Citar
            E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma: temei antes, porém, o que pode lançar no inferno tanto a alma como o corpo.
(Mateus, X: 28)

– Prefácio –
De todas as liberdades, a mais inviolável é a de pensar, que compreende também a liberdade de consciência. Lançar o anátema contra os que não pensam como nós, é reclamar essa liberdade para nós e recusá-la aos outros, e é violar o primeiro mandamento de Jesus: o da caridade e do amor do próximo. Perseguir os outros pela crença que professam, é atentar contra o mais sagrado direito do homem: o de crer no que lhe convém, adorando a Deus como lhe parece melhor. Constrangê-los à prática de atos exteriores semelhantes aos nossos, é mostrar que nos apegamos mais à forma do que à essência, mais às aparências do que à convicção. A abjuração forçada jamais produziu a fé. Só pode fazer hipócritas. É um abuso da força material, que não prova a verdade. Porque a verdade é segura de si mesma; convence e não persegue, porque não tem necessidade de fazê-lo.

            O Espiritismo é uma opinião, uma crença; fosse mesmo uma religião, por que não teriam os seus adeptos a liberdade de se dizerem espíritas, como a tem os católicos, os judeus e os protestantes, os partidários desta ou daquela doutrina filosófica, deste ou daquele sistema econômico? Esta crença é falsa ou verdadeira: se for falsa, cairá por si mesma, porque o erro não pode prevalecer contra a verdade, quando a luz se faz nas inteligências; e se é verdadeira, a perseguição não a tornará falsa.

            A perseguição é o batismo de toda idéia nova, grande e justa, cuja propagação aumenta, na razão da grandeza e da importância da idéia. O furor e a cólera dos seus inimigos são equivalentes ao temor que ela lhes infunde. Foi essa a razão das perseguições ao Cristianismo na antiguidade, e essa a razão das perseguições ao Espiritismo, na atualidade, com a diferença de que o Cristianismo foi perseguido pelos pagãos, e o Espiritismo o é pelos cristãos. O tempo das perseguições sanguinárias já passou, é verdade, mas se hoje não matam o corpo, torturam a alma. Atacam-na até mesmo nos seus sentimentos mais profundos, nas suas mais caras afeições. As famílias são divididas, excitando-se a mãe contra a filha, a mulher contra o marido. E mesmo a agressão física não falta, atacando-se o corpo no tocante às suas necessidades materiais, ao tirarem às pessoas o próprio ganha pão, para reduzi-las à fome. (Cap. XXIII, nº 9 e segs.)

            Espíritas, não vos aflijais com os golpes que vos desferem, pois são eles a prova de que estais com a verdade. Se não o estivésseis, vos deixariam em paz, não vos agrediriam. É uma prova para a vossa fé, pois é pela vossa coragem, pela vossa resignação, pela vossa perseverança, que Deus vos reconhece entre os seus fiéis servidores, os quais já está contando desde hoje, para dar a cada um a parte que lhe cabe, segundo suas obras.

            A exemplo dos primeiros cristãos, orgulhai-vos de carregar a vossa cruz. Crede na palavra do Cristo, que disse: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma”. E acrescentou: “Amai aos vossos inimigos, fazei bem aos que vos fazem mal, e orai pelos que vos perseguem”. Mostrai que sois os seus verdadeiros discípulos, e que a vossa doutrina é boa, fazendo, para isso, o que ele ensinou e exemplificou. A perseguição será temporária. Esperai, pois, pacientemente, o romper da aurora, porque a estrela da manhã já se levanta no horizonte. (Cap. XXIV, nº 13 e segs.)

– Prece –
Senhor, vós nos mandastes dizer por Jesus, o vosso Messias: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça; perdoai os vossos inimigos; orai pelos que vos perseguem”, e ele mesmo nos mostrou o caminho, orando pelos seus algozes. Por seu exemplo, Senhor, apelamos à vossa misericórdia, em favor dos que desprezam os vossos divinos preceitos, os únicos que realmente podem assegurar a paz, neste e no outro mundo. Como o Cristo, também nós vos pedimos: “Perdoai-lhes, Pai, porque eles não sabem o que fazem!” Dai-nos a força de suportar com paciência e resignação, como provas para a nossa fé e a nossa humildade, as zombarias, as injúrias, as calúnias e as perseguições que nos movem! Afastai-nos de qualquer ideia de represálias, pois a hora da vossa justiça soará para todos, e nós esperamos, submetendo-nos à vossa santa vontade.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Maio de 2016, 16:06
Oração de um sofredor.

Meu Deus, és soberanamente justo,
todo sofrimento, neste mundo, há pois,
de ter a sua causa e a sua utilidade.

Aceito a aflição que acabo de experimentar
como expiação de minhas faltas passadas
e como prova para o meu futuro.

Bons Espíritos que me protegeis, daí-me para
suportá-la sem lamentos.

Fazei que ela me seja um aviso salutar;
que me acresça a experiência que abata em
mim o orgulho, a ambição, a tola vaidade
e o egoísmo, e que contribua assim para o meu adiantamento.

Ó meu Deus, dá-me forças
para suportar as provações que te aprouve destinar-me.

Submeto-me resignado,
ó meu Deus, mas a criatura é tão fraca,
que temo sucumbir, se me não amparares.

Não me abandones, Senhor,
que sem ti nada posso.

Deus onipotente, que vês as nossas misérias,
digna-te de escutar, benevolente, a súplica
que nesse momento te dirijo.

Se é desarrazoado o meu pedido, perdoa-me;
se é justo e conveniente segundo as tuas vistas,
que os bons espíritos, executores das tuas
vontades, venham em meu auxílio para
que ele seja satisfeito.

Como quer que seja,
meu Deus, faça-se a tua vontade.

Se os meus desejos não forem atendidos,
é que está nos teus desígnios experimentar-me
e eu me submeto . sem me queixar.

Faze que por isso nenhum desânimo me
assalte e que nem a minha fé nem a minha
resignação sofram qualquer abalo.


Terezinha Oliveira
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Maio de 2016, 17:05
O Sucesso consiste em não fazer Inimigos



Max Gehringer -

Administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial, nos prestigia com mais um artigo brilhante.

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1:


Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.

Regra número 2:

A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3:

Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências."
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 24 de Maio de 2016, 20:46
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #84 em: 24 05 16, às 17:05, de Moisés

      Moisés citou texto de pessoa experiente, que diz que o sucesso para não fazer inimigos depende do cumprimento de algumas poucas regras: não ofender, não desrespeitar, não tratar com grosseria ninguém... etc.

      E, como todos só sabem dizer “o que fazer”, isto é, ninguém sabe ensinar o “como fazer” para respeitarmos essas regras em nossos relacionamentos, pergunto aos irmãos espíritas estudiosos da doutrina:

      - qual é a causa de tantas vezes sermos assim grosseiros, de desrespeitarmos e ofendermos nossos semelhantes? De tantas vezes agirmos de má vontade e nem mesmo mostrarmos o menor interesse pela situação deles?

      É evidente que isso se deve à falta de amor pelo próximo, aquele amor tão enfatizado por Jesus ao dizer: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei... Perdoai não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes... Abençoai os que vos querem fazer o mal... etc.

      Mas saber que a causa é a falta de amor, não resolve o problema, não melhora nosso relacionamento com os demais, não nos torna mais educados, gentis, amigos, menos grosseiros e mais respeitadores; o que precisamos saber é “como fazer” para termos isso que está faltando em nós, o amor pelo próximo. É aí que está o problema: como fazer para que sintamos amor pelos demais!

      Mas, e quem é que sabe como fazer isso, que doutrina, que religião, que espírito amigo benfeitor/mentor é capaz de ensinar a amar os semelhantes?

      A própria doutrina espírita, assessorada que foi por tantos espíritos superiores, nada ensina sobre isso !Pelo que a(s) doutrina(s) ensinam, podemos ver que ninguém, nem mesmo, vejam só, nem mesmo Jesus, sabe nos ensinar como fazer para ter amor pelo próximo!

      Sendo assim, como vamos fazer para resolver o problema, como vamos ter condições de amar nossos inimigos?
...........
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Maio de 2016, 23:43
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #84 em: 24 05 16, às 17:05, de Moisés

      Moisés citou texto de pessoa experiente, que diz que o sucesso para não fazer inimigos depende do cumprimento de algumas poucas regras: não ofender, não desrespeitar, não tratar com grosseria ninguém... etc.

      E, como todos só sabem dizer “o que fazer”, isto é, ninguém sabe ensinar o “como fazer” para respeitarmos essas regras em nossos relacionamentos, pergunto aos irmãos espíritas estudiosos da doutrina:

      - qual é a causa de tantas vezes sermos assim grosseiros, de desrespeitarmos e ofendermos nossos semelhantes? De tantas vezes agirmos de má vontade e nem mesmo mostrarmos o menor interesse pela situação deles?

      É evidente que isso se deve à falta de amor pelo próximo, aquele amor tão enfatizado por Jesus ao dizer: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei... Perdoai não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes... Abençoai os que vos querem fazer o mal... etc.

      Mas saber que a causa é a falta de amor, não resolve o problema, não melhora nosso relacionamento com os demais, não nos torna mais educados, gentis, amigos, menos grosseiros e mais respeitadores; o que precisamos saber é “como fazer” para termos isso que está faltando em nós, o amor pelo próximo. É aí que está o problema: como fazer para que sintamos amor pelos demais!

      Mas, e quem é que sabe como fazer isso, que doutrina, que religião, que espírito amigo benfeitor/mentor é capaz de ensinar a amar os semelhantes?

      A própria doutrina espírita, assessorada que foi por tantos espíritos superiores, nada ensina sobre isso !Pelo que a(s) doutrina(s) ensinam, podemos ver que ninguém, nem mesmo, vejam só, nem mesmo Jesus, sabe nos ensinar como fazer para ter amor pelo próximo!

      Sendo assim, como vamos fazer para resolver o problema, como vamos ter condições de amar nossos inimigos?
...........


Rsrs

O amigo é uma figura

Bom!
Ante a sua perspectiva
Sedamos a nossa condenação de cabeça erguida

Só por Deus
Só por Deus

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Maio de 2016, 01:43
Ir e Ensinar

Portanto, ide e ensinai..."
Jesus. MATEUS. 28:19

Estudando a recomendação do Senhor aos discípulos - ide e ensinai -, é justo não olvidar que Jesus veio e ensinou.

Veio da Altura Celestial e ensinou o caminho de elevação aos que jaziam atolados na sombra terrestre.

Poderia o Cristo haver mandado a lição por emissários fiéis... Poderia ter falado brilhantemente esclarecendo como fazer...

Preferiu, contudo, para ensinar com segurança e proveito, vir aos homens e viver com eles, para mostrar-lhes como viver no rumo da perfeição.

Para isso, antes de tudo, fez-se humilde e simples na Manjedoura, honrou o trabalho e o estudo no lar e, em plena atividade pública, foi o irmão providencial de todos, amparando a cada um, conforme as suas necessidades.

Com indiscutível acerto, Jesus é chamado o Divino Mestre.

Não porque possuísse uma cátedra de ouro...

Não porque fosse o dono da melhor biblioteca do mundo...

Não porque simplesmente exaltasse a palavra correta e irrepreensível...

Não porque subisse ao trono da superioridade cultural, ditando obrigações para os ouvintes...

Mas sim porque alçou o próprio coração ao amor fraterno e, ensinando, converteu-se em benfeitor de quantos lhe recolhiam os sublimes ensinamentos.

Falou-nos do Eterno Pai e revelou-nos, com o seu sacrifício, a justa maneira de buscá-Lo.


"Ide e ensinai!"

Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Fonte Viva
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Maio de 2016, 01:54
Saber e Fazer


Em matéria de educação a nós mesmos, existe, comumente, um adversativo, em nossas melhores definições.

Via de regra, afirmamos, a cada trecho de nossa marcha espiritual:
sei que a morte é apenas mudança e devo corrigir-me para a Vida Maior;
entretanto, estou sob o cativeiro de inúmeras imperfeições, à maneira de árvore asfixiada pela erva-de-passarinho, e não consigo renovar-me;
sei que é necessário praticar o bem para que o mal não me ensombre as horas;
todavia, por mais que me esforce, não chego a vencer a preguiça que me entorpece;
sei que é urgente estudar, melhorando conhecimentos, a fim de entender os desafios do mundo e solucioná-los com segurança; contudo, não tenho tempo;
sei que é minha obrigação abraçar as boas obras, que as circunstâncias me indicam, em proveito de minha felicidade, mas receio entrar em choque com as alheias opiniões.

Sei que é preciso... - é a nossa frase trivial, diante do serviço que nos compete;
no entanto, habitualmente falha o motor da vontade, no momento da ação.

Quase sempre, perdemos tempo precioso, empenhando-nos em saber o que ainda estamos muito longe de aprender, numa atitude, aliás, muito compreensível, porquanto, desejando saber dignamente, a curiosidade respeitável alenta o progresso; mas, se fizéssemos o melhor do que já conhecemos, transferindo ideais e planos superiores das linhas teóricas para o terreno da realização e da prática, desde muito estaríamos guindados à posição de numes apostolares das doutrinas redentoras que apregoamos, adiantando o relógio da evolução terrestre.

Como é fácil de anotar, nós todos, coletiva-mente examinados, criamos muitas dificuldades na Terra, pela ânsia de fazer sem saber, mas agravamos, consideravelmente, essas mesmas dificuldades, pelo atraso de saber e não fazer.
 
Autor: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Maio de 2016, 01:59
O AMOR é substancia criadora e...

O AMOR é substancia criadora e mantenedora do Universo, constituído por essênia divina.

É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte.

Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia.

Nunca perece, porque não entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para a existênia orgânica, o AMOR é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustação.

Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo, ideal, hamrônio, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reune as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimentando o corpo e dulcificando o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do AMOR pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.

O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fulgaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e dever ser vencidos.

Somente o AMOR real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresenem esporádicos.

A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções - a necessidade de ser amado, caracterizam o estagio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.

A confiança, suave-doce e tranquila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não posse, a não dependência, não exigênia, são benesses do AMOR pleno, pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, se alterem as manifestações da afetitividade do ser amado, o AMOR permanece libertador, confiante, indestrutivel.

Nunca se impõe porque é espontaneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de jubilos e paz.

Expande-se como um perfume que impregna, agradavel, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...

O AMOR não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre porque vive no intimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.

O AMOR DEVE SER SEMPRE O PONTO DE PARTIDA DE TODAS AS ASPIRAÇÕES E A ETAPA FINAL DE TODOS OS ANELOS HUMANOS

Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: lconforjr em 25 de Maio de 2016, 20:01
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #86 em: 24 05 16, às 23:43, de Moisés

      Conf (msg anterior): Mas, e quem é que sabe como fazer isso, que doutrina, que religião, que espírito amigo benfeitor/mentor é capaz de ensinar a amar os semelhantes?

      A própria doutrina espírita, assessorada que foi por tantos espíritos superiores, nada ensina sobre isso! Pelo que a(s) doutrina(s) ensinam, podemos ver que ninguém, nem mesmo, vejam só, pelo que a própria doutrina espírita ensina nem mesmo Jesus sabe nos ensinar o "como fazer" para ter amor pelo próximo! Quem pode, sinceramente, negar que o que estou afirmando não é verdade?

      Adianta dizer para alguém: seja bom, ame perdoe, abençoe?!!!

      Sendo assim, como vamos fazer para resolver o problema, como vamos ter condições de amar nossos inimigos?
....
       Conf: É só isso que o amigo tem a dizer, que sou uma figura? E quanto ao que coloquei, nada tem a dizer, nem refutar, nem questionar, nem trazer uma alternativa, uma palavra sua, nada?!! Coloquei ali alguma coisa errada?!

      Onde está, amigo Moisés, que vc não nos mostra, o ensinamento de como fazer para sermos bons, para atendermos àquele conselho que o Mestre dos Mestres nos deixou: “Amai-vos uns aos outros...” e tantos outros semelhantes a esse, para que sejamos o "homem de bem" preconizado nos Evangelhos?

      E veja, existe sim, Moisés, o ensinamento de “como fazer”, mas está além do que ensinam as religiões populares, as religiões do povo, as religiões que são estruturadas, convencionadas, organizadas a partir de escritos considerados sagrados.

      E não é fácil chegarmos até esse ensinamento pois é preciso fazer uma coisa que é extremamente difícil para os homens: abandonar todos os preconceitos; e não olhar só para aquilo em que aprendemos a crer, não ter receio de perder tempo, ou de magoar amigos encarnados ou desencarnados que nos influenciaram para estarmos onde estamos neste momento; e se esforçar, pois cada um só o alcançará caminhando sobre suas próprias pernas, pois, como já disse anteriormente, só o compreenderemos se nós mesmos o experienciarmos; nunca pelo que outros nos disserem. 

      Vc é um cara inteligente e deve estar entendendo o que estou falando.

      Abç!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Maio de 2016, 18:22
Conduta Ante os Inimigos

Punge-te a alma quando enfrentas os que se tornaram teus inimigos por motivos que ignoras.

Não poucas vezes sentes a sua presença, mesmo que longe fisicamente, pela rede de informações infelizes quão inverídicas que tecem a teu respeito, onde nunca hás estado.

Fiscalizam-te com impiedade e criticam-te com azedume, pondo o sal da malícia nos teus comentários, nas tuas atitudes, nas lições que veiculas.

Sempre vêem a face negativa, que trabalhas por corrigir, e os teus melhores sentimentos são tidos por debilidade de caráter, torcendo a colocação edificante dos teus esforços.

Certamente não os magoaste nesta atualidade, nem mesmo chegaste a privar do círculo fechado da amizade de alguns deles.

Antipatizam-te e comprazem-se em antagonizar-te.

Corroem-se de ciúme ou de inveja e arrojam o ácido da aflição que não conseguem dissimular sobre o teu nome, num processo inconsciente de transferência.

Alguns, quiçá, procedam do teu passado espiritual, contra quem contraíste débito. Outros, são companheiros equivocados que derrapam em obsessões sutis e foram acionados contra ti por adversários desencarnados, que se opõem à tua faina, vitimando-os, sem que se dêem conta.

Desde que os não feriste, não te preocupes com eles.

Não intentes convencê-los dos valores que te negam.

Recusam-se a ver-te corretamente.

Não reajas, a fim de não os vitalizar na trama escura em que se encontram, nem mantenhas maior preocupação com eles.

Na Terra, ninguém avança sem o desafio dos obstáculos, das provocações, dos inimigos.

O de que te acusam, neles falta.

O que arremetem contra ti, neles repleta.

Se alguém te traz a informação malsã veiculada por eles, desvia o assunto, faze abordagem das excelências do bem e do amor.

Destrinças as teias da intriga com que te pretendem envolver, utilizando as mãos da caridade para com eles.

O amor se exterioriza como magnetismo positivo de pessoa a pessoa, contagiando os que nele se envolvem com os recursos do otimismo.

Se não podes compreender fraternalmente os que te não estimam, também estás na iminência de graves perigos emocionais.

Sequer, mentalmente, excogites encontrar as razões das inimizades que te excruciam.

Pensa bem de todos, embora motivos aparentes te induzam a reflexionar de forma diversa.

A tua é a tarefa da luz contra a treva, do amor contra o ódio.

Fizeram-se teus inimigos, mas não te transformes em inimigos de ninguém.

Nem Jesus jornadeou entre nós sem inimigos impertinentes.

O mal tentou envolvê-lo e Ele é o bem; as sombras procuraram dominá-Lo, não obstante Ele é a luz; a mentira seguiu-Lhe os passos, todavia Ele é a verdade; o ódio voltou-se contra Ele, apesar disso Ele é o amor...

Confia e refugia-te nEle, seguindo rigorosamente a trilha da mensagem que te fascina e não receies os maus, seus males, as tricas e intrigas que, se souberes superar, dar-te-ão maior razão de júbilo espiritual hoje mesmo e mais tarde em definitivo.

FRANCO, Divaldo Pereira. Oferenda. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Maio de 2016, 01:48
Re: Amai os vossos inimigos

      Ref resp #86 em: 24 05 16, às 23:43, de Moisés

      Conf (msg anterior): Mas, e quem é que sabe como fazer isso, que doutrina, que religião, que espírito amigo benfeitor/mentor é capaz de ensinar a amar os semelhantes?
se não sabem
nem podem serem chamados de benfeitores !!
Hummm ?
Citar

      A própria doutrina espírita, assessorada que foi por tantos espíritos superiores, nada ensina sobre isso! Pelo que a(s) doutrina(s) ensinam, podemos ver que ninguém, nem mesmo, vejam só, pelo que a própria doutrina espírita ensina nem mesmo Jesus sabe nos ensinar o "como fazer" para ter amor pelo próximo! Quem pode, sinceramente, negar que o que estou afirmando não é verdade?

      Adianta dizer para alguém: seja bom, ame perdoe, abençoe?!!!
No alcance do seu entediamento
O amigo está coberto de razão
Não há como violentar o seu raciocínio
seria contrário a Doutrina dos espíritos
Citar
      Sendo assim, como vamos fazer para resolver o problema, como vamos ter condições de amar nossos inimigos?
....

Não se avexe não
isso só o é para quem tem inimigos
Acaso alguém se atreveria a contraria-lo?
Não acredito que exista
Citar
       Conf: É só isso que o amigo tem a dizer, que sou uma figura? E quanto ao que coloquei, nada tem a dizer, nem refutar, nem questionar, nem trazer uma alternativa, uma palavra sua, nada?!! Coloquei ali alguma coisa errada?!

Eu falei figura no sentido de adjetivo
você se destaca dos demais
torna-se uma figura
pela particularidade que o move
Foi por isso
Citar
      Onde está, amigo Moisés, que vc não nos mostra, o ensinamento de como fazer para sermos bons, para atendermos àquele conselho que o Mestre dos Mestres nos deixou: “Amai-vos uns aos outros...” e tantos outros semelhantes a esse, para que sejamos o "homem de bem" preconizado nos Evangelhos?

Bom!
Pelo visto se ele deixou
conforme você acentua
é por que o enxerga
E se o chama de Mestre
mais culpa tem
por saber de mais
pensou nisto?
Citar
      E veja, existe sim, Moisés, o ensinamento de “como fazer”, mas está além do que ensinam as religiões populares, as religiões do povo, as religiões que são estruturadas, convencionadas, organizadas a partir de escritos considerados sagrados.
Que bom amigo
que encontraste a sua pedra filosofal
Agora penso eu
que estejas radiante
Parabéns
Siga em paz
Fico feliz quando encontro uma pessoa que encontrou a sua luz
lembro-me de BUda
quando disse a um de seus discipulos
Eu encontrei a minha luz
Vá e encontre a sua ( mais ou menos assim)

Citar
      E não é fácil chegarmos até esse ensinamento pois é preciso fazer uma coisa que é extremamente difícil para os homens: abandonar todos os preconceitos; e não olhar só para aquilo em que aprendemos a crer, não ter receio de perder tempo, ou de magoar amigos encarnados ou desencarnados que nos influenciaram para estarmos onde estamos neste momento; e se esforçar, pois cada um só o alcançará caminhando sobre suas próprias pernas, pois, como já disse anteriormente, só o compreenderemos se nós mesmos o experienciarmos; nunca pelo que outros nos disserem. 

      Vc é um cara inteligente e deve estar entendendo o que estou falando.

      Abç!

Poxa!
Obrigado pelas considerações
mas
reconheço o meu patamar
e pretendo não me iludir de queimar etapas
que eu prossiga
em minha simplória jornada
mas que eu não pare

pois devagar se vai ao longe

Abração Amigo
Luis

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Maio de 2016, 15:22
O Criador de Inimigos

No começo, criámos o inimigo. Antes da arma, vem a imagem. Pensamos em matar os outros e então inventamos a alabarda ou o míssil nuclear com os quais realmente os matamos. A propaganda precede a tecnologia.

Políticos de esquerda e de direita continuam a não entender as coisas. Eles acham que o inimigo desaparecerá no instante em que mudarmos a maneira como nos servimos das nossas armas. Os conservadores acreditam que o inimigo se assustará e ficará manso se tivermos armas maiores e melhores. Os liberais acreditam que o inimigo se tornará nosso amigo se reduzirmos o nosso arsenal bélico.

Ambos raciocinam a partir de premissas nacionalistas e optimistas: nós, seres humanos, somos racionais e pragmáticos animais fabricantes de ferramentas. Ao longo da história, já progredimos bastante e tornamo-nos o Homo sapiens (“homem racional”) e o Homo faber (“homem artífice”). Portanto, podemos fazer a paz através de negociações racionais e do controle de armamentos.

Só que isto não está a funcionar. O problema parece estar, não na nossa razão ou na nossa tecnologia, mas na insensibilidade dos nossos corações. Geração após geração, encontramos desculpas para nos odiarmos e desumanizarmos uns aos outros e sempre nos justificamos com a retórica política que nos parece mais amadurecida. E recusamo-nos a admitir o óbvio. Nós, seres humanos, somos Homo hostilis (“homem hostil”), a espécie hostil, o animal que fabrica inimigos.

Somos levados a fabricar um inimigo como um bode expiatório, para carregar o fardo da inimizade que reprimimos. Do resíduo inconsciente da nossa hostilidade, criamos um alvo; dos nossos demónios particulares, conjuramos um inimigo público. As guerras em que nos envolvemos talvez sejam, no fundo, rituais compulsivos, dramas da sombra nos quais continuamente tentamos matar aquelas partes de nós mesmos que negamos e desprezamos.

A nossa melhor esperança de sobrevivência está em mudar o modo como pensamos os inimigos e a guerra. Em vez de sermos hipnotizados pelo inimigo, precisamos de começar a observar os olhos com os quais vemos o inimigo. Vamos agora explorar a mente do Homo hostilis: vamos examinar em detalhe as maneiras como fabricamos a imagem do inimigo, como criamos um excesso de mal, como transformamos o mundo num campo de matança.

Parece improvável que alcancemos qualquer sucesso no controle da guerra a menos que cheguemos a compreender a lógica da paranóia política e o processo de criação da propaganda que justifica a nossa hostilidade. Precisamos de tomar consciência daquilo a que Carl Jung chamou a sombra.

Os heróis e líderes pacifistas do nosso tempo serão aqueles homens e mulheres com coragem para mergulhar nas trevas do fundo da psique pessoal e colectiva, e enfrentar o inimigo interior. A psicologia das profundezas presenteou-nos com a inegável sabedoria de que o inimigo é construído a partir de aspectos reprimidos do Si Mesmo [O Si Mesmo é o núcleo consciente da psique, o nó mais íntimo da nossa Consciência] .

Portanto, o mandamento radical “Ama os teus inimigos como a ti mesmo” indica o caminho tanto para o auto-conhecimento como para a paz. Na verdade, amamos ou odiamos os nossos inimigos na mesma medida em que nos amamos ou odiamos a nós mesmos. Na imagem do inimigo, encontraremos o espelho no qual podemos ver a nossa própria face com a máxima clareza.

Mas é um facto que existem agressores, impérios do mal, homens e mulheres perversos no mundo real. Existiram e existem vilões reais – Hitler, Estaline, Pol Pot (líder do Khmer Vermelho do Camboja, responsável pela morte de dois milhões de pessoas do seu próprio povo). Assim como só entendemos a luz quando a consideramos como onda e partícula, só poderemos estudar realmente o problema da guerra vendo-a como um sistema que é sustentado por estes pares:

A psique guerreira                  e               A cidade violenta
Paranóia                                  e               Propaganda
A imaginação hostil                 e               Os conflitos geopolíticos e de valores entre os países

O pensamento criativo sobre a guerra sempre envolverá a consideração da psique individual e das instituições sociais. A sociedade molda a psique e vice-versa. Portanto, temos de trabalhar para criar alternativas psicológicas e políticas à guerra, mudando a psique do Homo hostilis e a estrutura das relações internacionais. Ou seja, trata-se tanto de uma heróica jornada no Si Mesmo quanto de uma nova forma de política compassiva.

Não temos nenhuma possibilidade de reduzir as guerras a não ser que observemos as raízes psicológicas da paranóia, da projecção e da propaganda; a não ser que deixemos de ignorar as cruéis práticas de educação dos jovens, as injustiças, os interesses especiais das elites no poder, os históricos conflitos raciais, económicos e religiosos, e as intensas pressões populacionais que sustêm o sistema da guerra.

A paranóia envolve um complexo de mecanismos mentais, emocionais e sociais; através dele uma pessoa, ou um povo, reivindicam para si rectidão e pureza, e atribuem hostilidade e mal ao inimigo. O processo começa com uma divisão entre o lado “bom”, com o qual nos identificamos conscientemente e que é celebrado pela mitologia e pelos media, e o lado “mau”, que permanecerá inconsciente na medida em que puder ser projectado sobre um inimigo. Através dessa prestidigitação, fazemos com que as partes inaceitáveis do ser humano – as suas avidez, crueldade, sadismo, hostilidade, aquilo a que Jung chamou a sombra – desapareçam e só as reconheçamos como qualidades do inimigo. A paranóia reduz a ansiedade e a culpa ao transferir para o outro todas as características que a pessoa não quer reconhecer em si mesma.

Ela é mantida pela percepção selectiva e pela reevocação. Nós vemos e reconhecemos unicamente os aspectos negativos do inimigo que sustentam o estereótipo que já criámos. Por isso, a televisão norte-americana transmite principalmente as más notícias sobre os russos, e vice-versa. Lembramo-nos apenas das evidências que confirmam os nossos preconceitos.

A melhor ilustração da feição paranóica está, sem dúvida, na propaganda anti-semita. Para o anti-semita, o judeu é a fonte do mal. Por detrás dos inimigos acidentais e históricos da Alemanha – Inglaterra, Estados Unidos, Rússia – sempre esteve emboscado o judeu conspirador. A ameaça era simples e oculta a um olhar casual, mas evidente para aqueles que realmente acreditavam na supremacia ariana.

Dentro dessa lógica retorcida, fazia sentido para os nazis desviar os comboios tão necessários ao transporte das tropas até à frente a fim de levar os judeus aos campos de concentração para a “solução final”. Para a mente paranóica, a própria noção de igualdade é impossível. Um paranóico precisa de ser sadicamente superior e dominar os outros, ou masoquisticamente inferior e sentir-se ameaçado por eles.

O Homo hostilis é incuravelmente dualista, um maniqueu moralista:

Nós somos inocentes.
                                   Eles são culpados.
Nós dizemos a verdade – informamos.
                                   Eles mentem – usam propaganda.
Nós apenas nos defendemos.
                                 Eles são agressores.
Nós temos um departamento de defesa.
                               Eles têm um departamento de guerra.
Os nossos mísseis e armamentos destinam-se a dissuadir.
                              As armas deles destinam-se a atacar primeiro.

O mais terrível de todos os paradoxos morais, o nó górdio que precisa de ser cortado se queremos que a História prossiga, é que criamos o mal a partir dos nossos ideais mais elevados e das nossas mais nobres aspirações. Tanto precisamos de ser heróicos, de estar ao lado de Deus, eliminar o mal, limpar o mundo e vencer a morte, que vemos destruição e morte em todos aqueles que se põem no caminho do nosso heróico destino histórico.

Procuramos bodes expiatórios e criamos inimigos absolutos, não por sermos intrinsecamente cruéis mas porque o facto de focalizarmos a nossa raiva sobre um alvo externo e atingirmos um estranho faz com que a nossa raça ou nação se una, e tal facto permite-nos fazer parte de um grupo restrito e bom. Criamos um excesso de mal porque precisamos de pertencer a um lugar que queremos chamar “nosso”.

Por que criamos psiconautas, exploradores das alturas e das profundezas da psique? Por que dramatizamos o guerreiro da batalha interior que luta contra a paranóia, as ilusões, a auto-indulgência, a culpa e a vergonha infantis, a indolência, a crueldade, a hostilidade, o medo, a reprovação, a falta de sentido? Por que é que a sociedade reconhece e celebra a coragem daqueles que lutam contra as tentações demoníacas do Ser, que empreendem uma guerra santa contra tudo o que é mau, distorcido, perverso e ofensivo do Si Mesmo?

Se queremos a paz, cada um de nós precisa de começar a desmistificar o inimigo; de deixar de politizar os eventos psicológicos; de reassumir a sua sombra; de fazer um estudo complexo das mil maneiras pelas quais reprimimos, negamos e projectamos o nosso egoísmo, crueldade, avidez, etc. sobre os outros; de consciencializar a maneira pela qual, inconscientemente, criamos uma psique guerreira e perpetuamos as muitas formas de guerra.

Connie Zweig e Jeremiah Abrams (orgs.)
Ao Encontro da Sombra
S. Paulo, Cultrix, 1998
Excertos adaptados
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Maio de 2016, 15:56
Ego e eu

A batalha mais difícil de ser travada ocorre no teu mundo íntimo.

Ninguém a vê, a aplaude ou a censura.

É tua. Vitória, ou derrota, pertencerá a ti em silêncio.

Nenhuma ajuda exterior poderá contribuir para o teu sucesso, ou conjuntura alguma te levará ao fracasso.

*

Os inimigos e os amigos residem na tua casa interior e tu os conheces.

Acompanham-te, desde há muito estás familiarizado com eles, mesmo quando te obstinas por ignorá-los.

Eles te induzem a glórias e a quedas, aos atos heróicos e às fugas espetaculares, erguendo-te às estrelas ou atrelando-te ao carro das ilusões.

*

São conduzidos, respectivamente, pelo teu Ego e pelo teu Eu.

O primeiro comanda as paixões dissolventes, gerando o reinado do egoísmo cego e pretensioso que alucina e envilece.

É herança do primarismo animal, a ser direcionado, pois que é o maior adversário do Eu.

Este é a tua individualidade cósmica, legatária do amor de Deus que te impele para as emoções do amor e da libertação.

Sol interno, é chama na fumaça do Ego, aguardando o momento de a dissipar, a fim de brilhar em plenitude.

*

O Ego combate e tenta asfixiar o Eu.

O Eu é o excelente libertador do Ego.

*

Sob disfarces, que são as suas estratégias de beligerância criminosa, o Ego mente, calunia, estimula a sensualidade, fomenta a ganância, gera o ódio, a inveja, trabalha pela insensatez.

Desnudado, o Eu ama, desculpa, renuncia, humilha-se e serve sem cessar.

Jamais barganha ou dissimula os seus propósitos superiores.

*

O Ego ameaça a paz e se atulha com as coisas vãs, na busca instável da dominação injusta.

O Eu fomenta a harmonia e despoja-se dos haveres por saber que é senhor de si mesmo e não possuidor dos adornos destituídos de valor real.

*

César cultivava o Ego e marchou para a sepultura sob as honrarias que ficaram à sua borda, prosseguindo a sós conforme vivia.

Jesus desdobrou o Eu divino com que impregnou a Humanidade e, ao ser posto na cruz, despojado de tudo, prosseguiu, de braços abertos, afagando todos que ainda O buscam.

O Ego humano deve ceder o seu lugar ao Eu cósmico, fonte inesgotável de amor e de paz.

Não cesses de lutar, nem temas a refrega.

 Divaldo Pereira.
 Joanna de Ângelis
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Maio de 2016, 14:46
Motivos para Desculpar

Citar
“Eu vos digo, porém, amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, faze bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.”
Jesus – Mateus, 5:44

Em muitas ocasiões, quem imaginas te haja ferido, não tem disso a mínima idéia, de vez que terá agido sob a ação compulsiva de obsessão ou enfermidade.

Se recebeste comprovadamente uma ofensa de alguém, esse alguém terá dilapidado a tranqüilidade própria, passando a carregar arrependimento e remorso, em posição de sofrimento que desconheces.

Perante os ofensores, dispõe da oportunidade de revelar compreensão e proveito, em matéria de aperfeiçoamento espiritual.

Aquele, a quem desculpas hoje uma falta cometida contra ti, será talvez, amanhã, o teu melhor defensor, se caíres em falta contra os outros.

Diante da desilusão recolhida do comportamento de alguém, coloca-te no lugar desse alguém, observando se conseguirias agir de outra forma, nas mesmas circunstâncias.

Capacitemo-nos de que condenar o companheiro que erra é agravar a infelicidade de quem já se vê suficientemente infeliz.

Revide de qualquer procedência, mesmo quando se enquiste unicamente na mágoa, não resolve problema algum.

Quem fere o próximo efetivamente não sabe o que faz, porquanto ignora as responsabilidades que assume na lei de causa e efeito.

Ressentimento não adianta de vez que todos somos espíritos eternos destinados a confraternizar-nos todos, algum dia, à frente da Bondade de Deus.

Desculpar ofensas e esquecê-las é livrar-se de perturbação e doença, permanecendo acima de qualquer sombra que se nos enderece na vida, razão por que, em nosso próprio benefício, advertiu-nos Jesus de que se deve perdoar qualquer falta não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.


Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Mais Perto
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Maio de 2016, 14:50
Sobre o Perdão
José Argemiro da Silveira
Citar
Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados".
(Mateus, VI: 14-15)
De 14 a 16 de janeiro/2000 foi realizado, em São Paulo, um seminário com Divaldo Pereira Franco, sobre o perdão. Registramos aqui algumas das reflexões sobre o importante tema, como foram colocadas no aludido evento:

O perdão na visão da Psicologia profunda é dar o direito de cada um ser como é. E também a nós o direito de sermos como somos. Se o próximo é assim, não nos cabe modificá-lo, mas se estou assim, tenho dever de modificar-me para melhor. Não posso impor-me ao outro, porque minhas palavras serão apenas propostas. Eu que estou desejando ser feliz tenho a psicologia da minha autotransformação. E nunca devolverei mal por mal; procurarei sempre retribuir o mal com o bem. Se o outro é um caluniador, não posso me permitir ser igual a ele. Toda vez que fico com raiva a pessoa está me manipulando, e eu não deixo ninguém me manipular. Não posso permitir que um desequilibrado me oriente. Sou eu a pessoa saudável; não devo dar a ele a importância que se atribui. Devo olhá-lo como um terapeuta olha um doente. Se tenho uma visão diferente da vida, e se desejo transmitir esta visão, é nobre; mas não posso esperar que o outro a acate, porque ele está em outro nível de evolução. Devo dar o direito ao outro de ser inferior, se isto lhe agrade. Se achamos que ele nos ofendeu, a nossa é uma situação simpática. Se ele nos caluniou, tanto eu como ele sabemos que é mentira dele. Se nos traiu, somos a vítima e ele sabe que é nosso algoz. Então o problema é da consciência dele. Não devemos cultivar animosidade, e sim perdoar. Não ficarmos manipulados, dominados pelo ódio, odiando também.

Esquecer é outra coisa. Na luz da Psicologia profunda o perdão não tem nada a ver com o esquecimento. Na visão espiritualista o perdão é o total esquecimento. São dois pontos diferentes. Não devolver o mal depende de mim; esquecer depende da minha memória. Muita coisa eu queria esquecer e simplesmente não esqueço. Se dou um golpe num móvel e causou uma lesão nos tecidos da mão, essa lesão só vai desaparecer com o tempo, quando o organismo se recompor. Eu posso reconhecer que não devia ter feito, mas esse reconhecimento não tira o dano que causei. À luz da Psicologia profunda, o perdão é exatamente não devolver o mal. Tenha a raiva, mas não a conserve que faz muito mal. Á predominância da natureza animal, sobre a espiritual, questão 742 do Livro dos Espíritos. Sentimos o impacto e não temos como evitar a raiva, é fisiológico, reagimos no momento. Mas conservar a mágoa é da minha vontade. Se eu conservar a mágoa tenho um transtorno psicológico, sou masoquista, gosto de sofrer. É tão maravilhoso quando a gente ouve: Coitado! E aí fica pior. O outro vai embora e a gente fica aquele depósito de lixo, intoxicando-se. O racional é nos libertarmos de tudo que nos perturba. Somos seres inteligentes e possuímos os mecanismos de libertação.

Geralmente dizemos: Mas ele não devia ter feito isto comigo. Mas fez, o problema é dele. Quem rouba, quem furta é que é o ladrão. Já está encarcerado na consciência culpada. A visão psicológica do perdão é diferente da visão espiritualista do perdão. Como seres emocionais sentimos o impacto da agressão, mas não devemos nos revoltarmos, e trabalhemos para esquecer.

A medida que formos trabalhando, a mágoa, a ofensa, vai perdendo o significado. A medida que vamos descobrindo nossos valores, ela vai desaparecendo. Quando estamos de bom humor, ouvimos até desaforo e dizemos: "Sabe que você tem razão?" Quando levantamos de mau humor, só de a pessoa nos olhar, perguntamos: "Qual é o caso?" Não é o ato em si; é conforme nós recebemos o ato." Divaldo conta o caso de alguém que, na festa de aniversário, recebeu de uma pessoa que não gostava dela, como presente, um vaso de porcelana, com um bilhete: "Recebe o meu presente, e dentro dele o que você merece". Dentro dele havia dejetos humanos. No aniversário da pessoa que havia enviado tal "presente", o nosso personagem lhe enviou o mesmo vaso, com os dizeres: "Estou devolvendo o vasilhame. O seu conteúdo coloquei num pé de roseira, e estou lhe enviando as rosas que saíram dali". É um ato de perdão, devolver em luz o que se recebe em trevas.

O esquecimento somente vem quando a memória se encarrega de diluir a impressão negativa, o que demanda tempo, reflexão e auto-superação.

Perdão não é conivência com a coisa errada. Quando uma pessoa me agride, eu não estou de acordo com ele; simplesmente não estou contra ele. Se meu filho age erradamente, está aturdido emocionalmente, é ingrato, faz tudo quando me desagrada como se fosse de propósito, eu não estou de acordo, é lógico. Mas eu não posso ficar contra ele. Porque mais do que nunca ele precisa de mim; ele está doente. Não é normal, isto é, não é saudável uma atitude assim. Mas então eu tenho o direito de me sacrificar? Sim, se aceitou a maternidade, a paternidade, não há condição difícil. Ser co-criador é ser co-participador. Será que Deus nos abandona toda vez que somos ingratos para com ele? que blasfemamos, que fazemos tudo quanto não devemos? Então o perdão não é conivência com a coisa errada. Não é uma atitude para fingir que tudo está bem. Alguém nos prejudica e nos pede desculpa. Respondemos: "Ok! mas ele me paga". É melhor enfrentar a realidade. Quando alguém nos disser "me desculpe", responderemos "Não posso. Hoje, eu não posso. Estou muito magoado". A gente diz: "eu te perdôo!" e no outro dia amanhece com dor de cabeça, porque não digeriu. O que devemos é não devolver o mal que nos foi feito. A pessoa nos diz uma palavra grave, e nós conseguimos segurar. Aí ela diz "você me desculpe, eu não tive a intenção... Você vai perdoar?" — Estou pensando. — Mas então não perdoa? você não é espírita? sou espírita, mas, agora, não tenho condição de perdoar, agora me dê licença... Geralmente, dizemos: "Perdôo de todo o meu coração"; perdoa, mas com ele nunca mais. E ainda pensamos: "Quem me fizer, faça bem feito, porque não vai ter outra oportunidade". Entretanto, o meu problema não é com ele, é comigo. Seja gentil com você. Se eu me permito viver magoado, ressentido, sofrendo, como vou amar o outro? Eu mereço ter uma vida melhor. Ao chegar ao escritório: "Bom dia!", o outro responde: "não vejo porque seja tão bom assim". Não nos ofendermos com isso; se ele está de mau humor é problema dele, A doença do mau humor requer tratamento psiquiátrico.

Seja gentil com você. Ame-se. Não permita que ninguém torne sua vida insuportável, nem para você, nem para os outros.

Divaldo conta o caso da pessoa que foi visitar um hospital de doentes mentais e lhe chamou a atenção, o psiquiatra. Noventa por cento dos agitados passavam perto do psiquiatra, uns diziam: Dr. já estou curado; ele respondia: Ok!; outros falavam absurdos, e ele ouvia, silenciava, ou concordava, e continuava a caminhada. No final, o visitante perguntou o por que da atitude dele, ao que respondeu: Eu sou saudável, não posso me atingir com o que dizem ou fazem, pois são doentes... E aí podemos perguntar: Será que a Terra não é um grande hospital?...

A pessoa saudável não faz o mal conscientemente a ninguém. Mas quando está de mal consigo, agride o outro. Então seja gentil com você; seja honesto; está com raiva, admita. Estou magoado, etc. Reprimir esses ressentimentos vai ficar lhe prejudicando. Digira sua raiva; digira o ressentimento. Não os mantenha. Necessário deixar cicatrizar; às vezes fica uma cicatriz e é necessário uma cirurgia.

Devemos nos empenhar em descobrir os nossos pontos vulneráveis. E Divaldo narra uma experiência pessoal. "Depois de anos de auto-análise, descobriu alguns pontos vulneráveis e começou a trabalhar esses pontos. Notou que atendendo o público, às vezes ficava irritado. E descobriu que o ponto vulnerável era o cansaço. Quando ia ficando cansado perdia um pouco a lucidez. O autógrafo é a oportunidade de ter um contacto com as pessoas. Alguns são tímidos, não chegam para conversar, pensam que vai incomodar. Mas o atendimento às vezes é prolongado. Começa 18h30 e vai até 1h30, 2h da manhã ainda está em pé. Quando a fila estava grande, ficava ansioso. Fez sua autoterapia: Está ali porque quer; faz porque gosta. Certo dia, uma senhora, o anjo bom, lhe disse: "Pelo menos me olhe". O sangue subiu, voltou. — Muito obrigado, porque a senhora acaba de me ajudar. "Como me fez bem. Descobri o ponto vulnerável".

Devemos dar o direito de a pessoa ser agressiva, mas não nos dar o direito de revidar a agressão. A raiva é semelhante a uma labareda, ou um raio. Pode provocar danos incalculáveis. É inesperada. O rancor é calculado. É necessário que aprendamos a colocar um para-raio e evitemos os tóxicos do rancor. Porque esse rancor nos dá prazer. Observamos mesmo entre os companheiros espíritas. Quando alguém que não lhe é simpático sofre algum dano, algum sofrimento, a pessoa diz: "Ah! já esperava. Quando não faço, Deus faz por mim". Deus é pai dele; do outro só é padrasto.

Não tenha prazer na infelicidade de alguém. Se devemos ter compaixão de quem sofre, devemos sentir prazer com a felicidade dos outros. Por seu intermédio, Bezerra de Menezes fez uma prece em que pede em favor dos que fazem os outros sofrerem. Geralmente pedimos pelos que sofrem, mas os que fazem sofrer estão em situação pior. Geralmente, quando alguém progride nós temos inveja. Deus sabe como ele conseguiu tal coisa. Devemos alegrar-nos com o triunfo dos outros. É uma forma de perdoar a vida, por não nos haver dado aquilo que outro recebeu. Saúde, sucesso financeiro, são responsabilidades, provações.

(Jornal Verdade e Luz Nº 170 de Março de 2000)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Maio de 2016, 13:10
O Amor ao Próximo e aos Inimigos
Por: Valdir Pedrosa


Citar
“(...) Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
Jesus (Mateus, 22:38)
“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos (...)”
Jesus (Mateus, 5:44)

O amor ao próximo e aos inimigos são dois dos ensinamentos de Jesus que mais são comentados nas agremiações cristãs em todo o mundo, porém, infelizmente, não estão na lista daqueles mais praticados. E estes são aspectos que mexem realmente com o ser humano, pois sentir e demonstrar amor por nossos familiares e amigos não é uma tarefa difícil. Por outro lado, como fica a situação quando nos deparamos com os ensinamentos do Mestre nos concitando a exercer este mesmo amor junto à pessoas que nem conhecemos e, pior, junto aos nossos inimigos?

É forçoso convir que, pelo menos no atual estágio evolutivo em que nos encontramos, o exercício do sentimento do amor depende da convivência e da intensidade dos relacionamentos. Nós não sentimos amor ou ódio por uma pessoa simplesmente porque alguém mandou que tivéssemos tal ou qual sentimento. A vida nos mostra que ninguém, absolutamente ninguém, é capaz de mandar nos nossos sentimentos. O que sentimos pelas pessoas que nos cercam é algo que nasce e vai se desenvolvendo aos poucos, com o passar do tempo, este grande companheiro que exerce também a função de sábio conselheiro em nossa evolução espiritual.

Mas então, como ficam as palavras de Jesus? O que Mestre quis dizer com “amarás o teu próximo” e “amai a vossos inimigos”? Estava o Cristo impondo o sentimento de amor aos seus discípulos? É claro que não. Sabemos que os Espíritos superiores não nos obrigam a nada e não violentam o nosso livre-arbítrio; eles nos orientam, sugerem, mas deixam por nossa conta o aceitar ou não as suas instruções, as quais sempre chegam até nós pelos canais da intuição e da inspiração. Mas as dúvidas continuam: Como amar uma pessoa que não conheço? Como amar uma pessoa que quer me prejudicar?

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, comenta sobre o amor aos inimigos no capítulo 12, item 3 de O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos”.

Ao estudarmos a formação do Novo Testamento, constatamos que os textos foram escritos em grego, exceto o de Mateus, que o fez em aramaico, mas que, com o passar do tempo, foi traduzido para aquele idioma. Quando tomamos contato com o vocabulário grego, percebemos a existência de várias palavras diferentes para expressarem as diversas nuances do amor. Dentre estas palavras, há uma que aparece muitas vezes nos textos primitivos dos Evangelhos: o substantivo ágape, correspondente ao verbo agapaó.

Verificamos que sempre que Jesus se referia ao amor, tal palavra havia sido escrita em grego como ágape, que significa um amor incondicional, baseado no comportamento com os outros, sem exigir nada em troca. Não há necessidade de compensações. É o amor incondicional. Perceberam? Quando o Mestre fala de amor, Ele está dizendo de um amor traduzido pelo comportamento e pela escolha, e não pelo sentimento de amor propriamente dito. Isto faz muita diferença.

Muitos confrades dizem não serem capazes de amar porque comparam a sua capacidade de amar com a de Jesus. É uma comparação absurda, pois ainda somos Espíritos que estamos mais próximos do início de nossa caminhada do que do final. Jesus não, tendo em vista que trata-se de um Espírito puro. Não dá para nos comparar ao Mestre. E o Divino Carpinteiro, sabendo de nossas dificuldades, jamais iria ordenar que tivéssemos determinado sentimento por uma pessoa. Como todo Espírito superior, o que Ele faz é nos orientar para que exercitemos o ágape, ou seja, o amor incondicional baseado no nosso comportamento. Em outras palavras, Jesus nos sugere uma mudança de postura para que possamos nos relacionar de forma mais saudável com nosso próximo e com os nossos inimigos, calgando assim os primeiros passos para uma caminhada espiritual mais feliz e segura.

Aprendemos com o Espírito Emmanuel, guia espiritual de Francisco Cândido Xavier, que a “disciplina antecede a espontaneidade”, e o ensinamento evangélico vem ratificar esta proposta. O amor, quando falamos em sentimento, existe em todos nós, de forma latente, esperando que criemos as condições propícias para que ele possa se expandir, crescer, ultrapassar os limites acanhados de nossa personalidade e se derramar em favor de todos aqueles que dividem conosco a caminhada evolutiva. Mas o que podemos fazer para que isto ocorra? Como iniciamos esse processo? A resposta está na prática do amor-comportamento.

Se nos consideramos discípulos do Mestre Nazareno é necessário que sigamos seus passos, aprendendo com Ele e colocando em prática todos os ensinamentos recebidos. Desta forma fica claro que precisamos, em nosso dia-a-dia, exercitar o nosso ágape. Como um estudante aprende Matemática? Não há outra maneira senão exercitando, exaustivamente, as diversas operações aritméticas que irão lhe garantir a assimilação do conteúdo ministrado. Não há outra forma. Assim também ocorre na “Matemática Cristã”.

Vejamos duas situações práticas: somos abordados na via pública por um transeunte necessitado que nos solicita um auxílio qualquer. Ele é nosso próximo, mas nem por isso podemos dizer que sentimos amor por ele, pois não o conhecemos, não nos relacionamos anteriormente com ele. Entretanto, dentro da proposta crística e como discípulos de Jesus, nós devemos ter pelo companheiro desafortunado um comportamento amoroso, ou seja, precisamos exercitar junto ao nosso irmão as virtudes da caridade, da tolerância, da fraternidade, da humildade, etc.

Em outro exemplo imaginemos que estamos frente a frente com uma pessoa que nutre o desejo de nos prejudicar a qualquer custo. Podemos dizer que sentimos amor por ela? Como ter afeição por uma criatura que nos quer mal? Entretanto, orienta o Evangelho para que tenhamos com esta pessoa atitudes amorosas. Em outras palavras, é necessário que não façamos a ela o mal que ela quer nos fazer; é necessário retribuir seu comportamento maldoso com as moedas da paciência, da honestidade e do respeito.

Lembremos da parábola do bom samaritano (Lucas, 10:25-37), o qual teve um comportamento amoroso por um indivíduo que ele não conhecia, ao contrário dos religiosos que passaram anteriormente e nada fizeram em benefício do irmão que se encontrava às portas da morte. O samaritano agiu com caridade, que definiríamos como sendo o “amor em movimento”, sendo que este conceito nos remete, novamente, à questão da postura evangélica e do comportamento amoroso.

Na primeira carta de Paulo aos Coríntios (13:1-13), percebemos que o grande apóstolo dos gentios diz, em essência, que o amor (a palavra no texto primitivo é ágape, cuja tradução em algumas versões da Bíblia foi feita como caridade) é paciente, é bom, não se gaba, não é arrogante, não se comporta inconvenientemente, não é invejoso, não se regozija com a maldade, mas sim com a verdade, suporta todas as coisas e que nunca falha. Percebam que nesta lista temos comportamentos e não sentimentos.

Sabemos que toda mudança de comportamento, principalmente quando nos decidimos a pautar nossa conduta pelos padrões crísticos, exigem de nós muita disciplina e vigilância. “Contra a gota de boa vontade do presente, há um oceano de vícios do passado”. Entretanto, é justamente nessa perseverança em nos melhorar que vamos fazendo com que, aos poucos, o sentimento de amor que jaz em nós em estado latente, comece a despertar. Com o passar do tempo, aquilo que fazíamos por disciplina já fará parte de nós espontaneamente, pois o comportamento amoroso já estará incorporado ao nosso patrimônio espiritual. Podemos dizer que o amor-comportamento (ágape) é o que vai desenvolver em nós o amor-sentimento, apanágio dos seres luminosos que já conquistaram a capacidade de amar a todos indistintamente.

Podemos concluir que amar o nosso próximo, bem como amar os nossos inimigos, em nossa atual situação evolutiva, não está ainda na esfera dos sentimentos, mas sim no campo do comportamento. O Espiritismo traz em si uma proposta segura e confiável de educação moral para toda a humanidade, nos armando de todos os recursos de que necessitamos para esta empreitada, principalmente aos nos fornecer as lentes da razão, do bom senso e da lógica para nos aprofundarmos no conhecimento e na prática dos ensinamentos legados pelo Mestre Jesus.

Portanto, meus amigos, ter um comportamento mais amoroso, postando-se de forma mais fraterna e cristã perante a vida e aos homens de forma em geral, é questão de escolha. Basta assumirmos este compromisso conosco mesmos e, quando menos esperarmos, já sentiremos em nosso íntimo a alegria do sentimento do amor a palmilhar todas as nossas ações.

Lembremo-nos de que “nem sempre podemos controlar o que sentimos a respeito de outras pessoas, mas podemos controlar como nos comportamos em relação às outras pessoas”. É preciso não perdermos de vista a afirmativa do Cristo: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”
 Jesus (João, 13:35)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Maio de 2016, 16:47
Inimizades

Herança preponderante em a natureza humana,que procede do primarismo ancestral, a inimizade é expressão inferior que ergastula a sua vitima à selvageria da qual se deveria libertar.

A conquista da paz e do amor, que leva à saúde integral, faz-se lentamente, através da superação dos impulsos violentos dos instintos dominadores, que insistem em permanecer.

A inimizade é o fenômeno perturbador que instala cizânia e turbulência onde medra e em quem se instala.

Irradia-se como um morbo pestífero, contaminando todos quantos a enfrentam, porque se utiliza da mentira a da calúnia para dominar as mentes e envenenar os corações.

Apóia-se em argumentos doentios quanto falsos, pretendendo defender falsamente a dignidade que se lhe apresenta ferida e exige reparação do que considera como ofensa, desconsideração ou afronta...

Essa conduta é filha predileta do egoísmo, que se expressa como prepotência ou jactância que o orgulho intoxica.

À medida, porém, que o Espírito se liberta das injunções penosas dos atavismos primários, a inimizade cede passo à tolerância e à compreensão das ocorrências que afetam todas criaturas.
Em passo relativamente próximo, a cultura hedonista, extravagante e perversa utilizava-se do duelo para reparar aparentes ou reais danos morais, afrontar adversários legítimos ou pressupostos, transferindo os ódios para futuro espiritual, infelizmente programando renascimento dolorosos, obsessões cruéis até o momento em que o amor em forma de perdão venha libertar os atormentados litigantes.

Um inimigo desencarnado é mais perturbador e virulento do que mergulhado no corpo físico.

Hoje, no entanto, é quase igual a conduta humana em relação aos inimigos.
O progresso moral dos povos eliminou esse tipo de homicídio legal em nome da honra.

No entanto, o processo de evolução individual não conseguiu modificar as paisagens íntimas das criaturas, nas quais o duelo mental permanece hediondo, engendrando combates e vinganças terríveis, em nome da alucinação de que se fazem vítimas.

As inimizades, geradas pelos embates e incompreensões do inter-relacionamento pessoal, ou resultante das antipatias que medram insensatamente, devem ser enfrentadas mediante
Reflexões de paz através de orações em favor daqueles cujas vibrações de rancor buscam encontrar campo mental e emocional naqueles contra os quais são direcionadas.

Inimigos repontam, inevitavelmente, em todo lugar, confirmando o estágio de evolução do planeta terrestre, que ainda hospeda incontáveis Espíritos em fase de desenvolvimento evolutivo inferior.

Encontram-se abençoados certamente pela oportunidade para crescer e libertar-se das faixas constritoras do primitivismo no qual estorcegam..

Comprazem-se, no entanto, em perseguir, em malsinar, em descarregar as energias mórbidas naqueles com os quais antipatizam.

Não são necessariamente vítimas solicitando reparação, cobrando dívidas espirituais, mas criaturas estúrdias, invejosas, que necessitam de compaixão e de fraternidade, nunca de revide ou combate.

Implicam com facilidade e voltam-se contra as demais com ferocidade estranha e insistente, que lhes constitui estímulo e motivação para continuarem a viver...

Não sabem caminhar ao lado, preferindo estar contra, ao invés de cooperando, dificultando o acesso ao progresso.

Insistem em permanecer na conjuntura perturbadora, que lhes parece fazer bem, embora os danos morais profundos, fechando os sentimentos e a razão a qualquer possibilidade de mudança de conduta.

Desde que não as podes evitar, porquanto sempre as defrontarás pelo caminho de ascensão,

não lhes sintonizes com os pensamentos deletérios, nem lhes dês ocasião de debater, explicando-te ou procurando parlamentar fraternalmente.

Nada que justifique a inimizade sob o ponto de vista moral e racional.
Trata-se de uma quase irracionalidade.

Segue, porém, adiante, sem te fixares nesses irmãos infelizes da retaguarda espiritual. Nunca revides por palavras, atos ou sequer pensamentos.

Eles necessitam de socorro e da terapia da misericórdia que dimana do amor.
Tenta entendê-los e não lhes comentes a enfermidade espiritual, ampliando o campo de ação perturbadora.

Faze silêncio em torno das suas agressões e não dês maior importância aos ultrajes que te dirigem.

O tempo, esse grande educador, e as Soberanas Leis despertá-los-ão conforme a ti mesmo aconteceu.

Aprende com eles paciência e humildade.

Fazendo-se teus algozes, constituirão teus mestres, porque te ensinarão bondade sob perseguições e amor em situações penosas.

O diamante que brilha experimentou o buril e o cinzel que lhe retiram a ganga, oferecendo-lhe beleza e majestade.

Jesus, o Amigo por excelência, não obstante a dedicação total à Humanidade, não passou incólume entre esses pobres e infelizes membros da comunidade humana.

Uns odiaram-nO por inveja; outros o detestaram pela impossibilidade de fazerem o que Ele realizava; mais outros, vitimados pelo despeito e amargurados pela própria pequenez perseguiram-nO; todos, no entanto, porque se não amavam a si mesmos, soberbos e egoístas, por detectarem a grandeza dEle e a inferioridade pessoal.

Urdiram tramas hediondas, disseminaram calúnias, perseguiram-nO, crucificaram-nO, e Ele, não obstante, retornou para erguê-los do paul moral onde se encontravam na direção do Reino, em gloriosa ascensão reparadora.

Faze o mesmo. Mas se te faltarem os valores hábeis para esse cometimento libertador, perdoa-os e segue em paz, não sendo inimigo de ninguém, embora haja aqueles que preferiram ser teus inimigos.
 
 Divaldo P. Franco,
Joanna de Ângelis
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 31 de Maio de 2016, 17:19
Meu irmão Moisés, foi muito bom o estudo deste mês, muitos pontos aqui colocados
eu tinha outra visão. Amar o inimigo é na verdade um grande desafio para todos nós,
e isso o próprio Jesus sabia, pois amar o próximo não é tarefa fácil, amar o inimigo
então! Todos nós temos os nossos inimigos, para uns não seria uma afirmação correta,
mas se for analisado de uma forma consciente pode ser visto. Inimigos que  criamos
por não está em concordância com ele, inimigos que as circunstâncias provocam, os
que foram em vidas passadas e hoje estão no mesmo plano, esses são os maiores,
pois ainda não se perdoaram pelo que tenham cometido um contra o outro e ao se defrontarem torna-se desafetos por qualquer motivo. Acredito que o primeiro passo
para cessar a inimizade seja não aceitar o desafio daqueles que nos afronta, não como
um acovardamento, mas promovendo o perdão, e isso irá desarma-lo. O sentimento de vingança deve ser afastado, e isto já é uma forma de cumprir este mandamento de Jesus,
amar o inimigo.
Fique com Deus, fique na paz e até o próximo estudo.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Maio de 2016, 21:55
Meu irmão Moisés, foi muito bom o estudo deste mês, muitos pontos aqui colocados
eu tinha outra visão. Amar o inimigo é na verdade um grande desafio para todos nós,
e isso o próprio Jesus sabia, pois amar o próximo não é tarefa fácil, amar o inimigo
então! Todos nós temos os nossos inimigos, para uns não seria uma afirmação correta,
mas se for analisado de uma forma consciente pode ser visto. Inimigos que  criamos
por não está em concordância com ele, inimigos que as circunstâncias provocam, os
que foram em vidas passadas e hoje estão no mesmo plano, esses são os maiores,
pois ainda não se perdoaram pelo que tenham cometido um contra o outro e ao se defrontarem torna-se desafetos por qualquer motivo. Acredito que o primeiro passo
para cessar a inimizade seja não aceitar o desafio daqueles que nos afronta, não como
um acovardamento, mas promovendo o perdão, e isso irá desarma-lo. O sentimento de vingança deve ser afastado, e isto já é uma forma de cumprir este mandamento de Jesus,
amar o inimigo.
Fique com Deus, fique na paz e até o próximo estudo.

Grande Antonio Renato
Suas observações são importantes
E suas colocações são prudentes

Valeu
Por mais esta contribuição
para estes estudos

O mês está terminando
E manhã iniciar-se-á um novo tema

Valeu
Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Maio de 2016, 23:06
Inimigas da humildade


Uma virtude muito esquecida e até mesmo desprezada é a humildade.

Infelizmente vivemos numa sociedade que se diz cristã, mas que na realidade é materialista.

Isso faz com que as pessoas vivam numa competição constante, umas querendo se destacar mais do que as outras.

Não é, portanto, de se estranhar que a humildade ande tão escassa.

Há contudo, uma lei universal segundo a qual todos somos iguais perante Deus.

Ao contrário do pensamento comum, ser humilde não significa ser submisso, subserviente.       Ser humilde é ser natural, é reconhecer que ninguém é dono da verdade, que ninguém é superior a ninguém.

Para conquistar essa virtude especial é necessário eliminar do nosso comportamento quatro grandes inimigas da humildade e, por consequência, da paz.

A primeira grande inimiga é a presunção.

É terrível conviver com pessoas presunçosas, que acham que sabem tudo e que, via de regra, sabem muito pouco.

Mas a presunção é muito pior para o presunçoso do que para as pessoas que com ele convivem, pois ele vive enganando-se a si próprio e perde importantes oportunidades de crescer ao julgar que nada tem a aprender.

A segunda inimiga da humildade é a ostentação.

Existem pessoas que realmente possuem domínio sobre certos assuntos, certas habilidades e que ostentam seus conhecimentos e suas capacidades a fim de deixarem evidente sua superioridade.

Todavia, a ostentação indica uma falta de amadurecimento psicológico, pois nossas habilidades especiais, se existem, estão para servirmos mais à comunidade e não para que fiquemos a nos vangloriar.

A terceira grande inimiga da humildade é a teimosia.

Naturalmente, ela é produto das duas primeiras, a presunção e a ostentação, porque demonstra que o teimoso considera o seu ponto de vista superior ao ponto de vista dos demais.

A teimosia é responsável por muita confusão.

Mas ela também traz seus prejuízos para o teimoso, afinal de contas, a nossa opinião sobre as coisas não altera a sua realidade e é muito comum vermos os teimosos terem de morder a própria língua.

Finalmente, a quarta grande inimiga da humildade é a impiedade.

A impiedade faz com que nos excedamos na luta pelo que julgamos ser nosso direito.

É claro que ser humilde não significa ser tolo, mas a grosseria é dispensável na luta pelo que é certo.

Como podemos ver, a nossa vida seria mais tranquila se buscássemos conquistar essa virtude especial que é a humildade, sem tirar da mente a ideia sublime do Cristo que afirmava: Quem quiser ser o maior no reino dos céus, faça-se o menor, isto é, o servo de todos  - ideia, aliás, que Ele exemplificou muito bem.

*   *   *

Em várias mensagens incluídas nas obras de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, os Espíritos superiores nos falam a respeito das duas grandes doenças da Humanidade.

Porém essas doenças terríveis não são nem a Aids, nem o câncer, nem a hanseníase.

As duas grandes chagas da Humanidade são o egoísmo e o orgulho.

Pensemos nisso.

 

Redação do Momento Espírita
Em 22.10.2012.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Maio de 2016, 23:09
Insuperável amor


Até onde vai a capacidade de amar de uma pessoa? Fala-se muito a respeito do amor de mãe, verdadeiramente qualificado como excepcional.

Mas, quando se menciona a vida a dois, alguns casais demonstram tal intensidade no amor, que deixam boquiabertos os que os conhecem.

Isso nos faz lembrar de Mário e Lia. O filho teve poliomielite e ficou com várias sequelas. Os pais se revezavam no atendimento às suas necessidades.

Certo dia, estavam os três no jardim. Mário aparava a grama, enquanto Lia e o filho o observavam. De repente, ela começou a sentir frio nas pernas.

Logo, Mário foi ao interior da casa e buscou um cobertor. Mas, o frio não passou. Avançou noite adentro e, no dia seguinte, ele a conduziu ao hospital.

Lia foi internada a fim de ser submetida a uma bateria de exames complicados. Grave doença circulatória se manifestara, de forma intempestiva. Naquela mesma semana, ela teve amputada uma das pernas, acima do joelho.

E, na semana seguinte, foi a outra, próxima ao quadril. O quadro piorou e ela teve amputadas as duas mãos. A fragilidade da circulação local impedia o recebimento de próteses.

Em todo esse drama, que se desenrolou em apenas trinta dias, Lia nunca reclamou nem de dor, nem de cansaço. No hospital, as fisioterapeutas e psicólogas buscavam amenizar a dificuldade, distraindo-a com brincadeiras que ela, facilmente, aceitava.

Sabia ser gentil e agradecida. E o marido, firme, ao lado dela. Quando ela recebeu alta hospitalar, ele continuou a levá-la, várias vezes na semana, para o trabalho de preparação para receber prótese dos membros inferiores.

Era de tal forma atencioso, carinhoso no trato para com ela que as estagiárias, em observando, brincavam com Lia:

Você trate muito bem este marido porque, do contrário, iremos roubá-lo de você.

*   *   *

Amor, insuperável amor, que transcende a beleza e a integridade física, que mantém acesa a chama do carinho, acima e além de qualquer circunstância.

Ao criar os Espíritos, Deus lhes conferiu a Sua própria essência de amar. Por isso, o amor é a vida em expansão.

E, por essa mesma razão, os seres se atraem para o fenômeno da comunhão. E, onde reinem problemas, dificuldades, incapacidades, o amor enseja soluções, solidariedade, companheirismo.

Quando a criatura humana ama com a profundidade real, que a leva a esquecer-se de si mesma, torna-se força ativa da alegria, saudavelmente direcionada para o altruísmo.

Por isso, onde vige o amor, a dor é diminuída no algodão aconchegante da ternura e o amparo se faz presente, em todas as horas.

No amor se iniciam todas as coisas e seres, sob o hálito Divino, e nele se plenificam as criaturas.

Somente o amor, com sua força insuperável, possui a energia transformadora para tudo suportar, firme, ao lado de quem padece limitações, de qualquer ordem.

Atendamos pois ao convite do Divino Pastor: Amai-vos, como eu vos amei.

E façamos do amor nosso estandarte de vida, de propósitos, de luz.

 
Espírito :Guaracy Paraná Vieira
Divaldo Pereira Franco
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Maio de 2016, 23:28
União fraternal

Deus fez o homem para viver em sociedade.

Todos devemos concorrer para o progresso ajudando-nos mutuamente.

Nenhum de nós possui todos os conhecimentos. Pelas relações sociais é que nos completamos, nesse objetivo de assegurar nosso bem-estar e progredir.

É por isso que, tendo necessidade uns dos outros, somos feitos para viver em sociedade e não isolados.

A vida social nos apresenta, então, diversos desafios.

Somos muito diferentes uns dos outros. Nossas bagagens culturais, intelectuais e morais nos diferenciam intensamente.

Não é fácil conviver. Porém, a união fraternal é o único caminho para a felicidade verdadeira.

O Espírito Emmanuel nos deixa uma mensagem muito esclarecedora sobre o tema:

À frente de teus olhos, mil caminhos se descerram, cada vez que te lembras de fixar a vanguarda distante.

São milhões de sendas que marginam a tua.

Não olvides a estrada que te é própria e avança, destemeroso.

Estimarias, talvez, que todas as rotas se subordinassem à tua e reportas-te à união, como se os demais viajores da vida devessem gravitar ao redor de teus passos.

Une-te aos outros, sem exigir que os outros se unam a ti.

Procura o que seja útil e belo, santo e sublime e segue adiante...

A nascente busca o regato, o regato procura o rio e o rio liga-se ao mar.

Não nos esqueçamos de que a unidade espiritual é serviço básico da paz.

Observas o irmão que se devota às crianças?

Reparas o companheiro que se dispôs a ajudar aos doentes?

Identificas o cuidado daquele que se fez o amigo dos velhos e dos jovens?

Assinalas o esforço de quem se consagrou ao aprimoramento do solo ou à educação dos animais?

Aprecias o serviço daquele que se converteu em doutrinador na extensão do bem?

Honra a cada um deles, com o teu gesto de compreensão e serenidade, convencido de que só pelas raízes do entendimento pode sustentar-se a árvore da união fraterna, que todos ambicionamos robusta e farta.

Não admitas que os outros estejam enxergando a vida através de teus olhos.

A evolução é escada infinita. Cada qual abrange a paisagem de acordo com o degrau em que se coloca.

Aproxima-te de cada servidor do bem, oferecendo-lhe o melhor que puderes, e ele te responderá com a sua melhor parte.

A guerra é sempre o fruto venenoso da violência.

A contenda estéril é resultado da imposição.

A união fraternal é o sonho sublime da alma humana, entretanto, não se realizará sem que nos respeitemos uns aos outros, cultivando a harmonia, à face do ambiente que fomos chamados a servir.

Somente alcançaremos semelhante realização "procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz".

 

Emmanuel,
Francisco  Xavier
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Junho de 2016, 15:27
Olá a todos
agradeço a participação e o acompanhamento destes estudos neste tópico
Informo que o estudo mensal muda de tema,
Terá o tema:

Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

e será dirigido por nosso colega:

Manuel Altino

Que seguirá neste endereço:

http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/que-a-mao-esquerda-nao-saiba-o-que-faz-a-direita/#.V07vhfkrLIU

E que Deus nos abençoe