Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Gustavo Rettenmaier em 31 de Março de 2013, 03:10

Título: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 31 de Março de 2013, 03:10
Bem vindos ao estudo do mês de abril do Forum Espirita.
Espero que possamos ter um estudo proveitoso para nossa caminhada evolutiva, atarvés de um tema considerado um tanto complexo: Amai os vossos inimigos.
Para auxiliar no debate, temos uma pequena analise do tema.

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS
Amai os vossos inimigos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW1fSXR0dk1lZkJnI3dz)
Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam as que as amam? Se o bem, somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? Se só emprestardes aqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entre ajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei o bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. Sede, pois, cheios de misericórdia como cheio de misericórdia é o vosso Deus. (Lucas cap. VI vv 32 a 36). ESE, Cap. XII

* Por certo a humanidade, desde os tempos mais remotos, possui entre seus indivíduos divisões e disputas muitas vezes ferozes.
A luta pela sobrevivência, impõe ao ser humano situações cuja decisão nem sempre é fácil de ser tomada e muitas vezes leva ao conflito, ou mesmo o confronto com seu semelhante.
O orgulho e o egoísmo, próprios dos espíritos menos evoluídos, e ignorantes quanto sua condição de filhos de Deus, espíritos imortais em sucessivas lutas redentoras, lhes coloca em situações em que alguém já disse que o homem é o lobo do próprio homem.
Compreendemos as necessidades do ser humano, tão bem estabelecidas nas leis de Deus, tais como a Lei de Conservação e a Lei do Trabalho.
Mas como conciliar as decisões, muitas vezes difíceis, que o homem precisa tomar no cumprimento dessas leis citadas, sem ferir o mandamento do Cristo, extraído do evangelho de Lucas?
Sabendo que Deus faz nascer o sol para o justo e o injusto, e faz chover sobre o bom e sobre o mau, como devemos nos portar, como conseguir vivenciar esse ensinamento sublime do Mestre Nazareno, conciliando-o com as necessidades e dificuldades do cotidiano.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: ken em 31 de Março de 2013, 13:00

Bom dia a todos,

Amai os vossos Inimigos

Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contrassenso.
Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte pensa ele, o pode livrar.
Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo.
Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.
Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto.
Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas.
Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento.
Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação.
Esta ideia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for. tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.
O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior.
O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 12. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: ken em 31 de Março de 2013, 13:20
Caracteres da Perfeição

Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. - Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? - Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)

Pois que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta proposição: "Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial", tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta. Se à criatura fosse dado ser tão perfeita quanto o Criador, tornar-se-ia ela igual a este, o que é inadmissível. Mas, os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuança, pelo que ele se limitou a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforçassem pelo alcançar.

Aquelas palavras, portanto, devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: "Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem." Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.

Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconhecer-se-á nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação; e isso porque tudo o que sobre-excita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento.

Não podendo o amor do próximo, levado até ao amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão.

Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial."


KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 31 de Março de 2013, 18:26
Boa tarde a todos, em especial ao Gustavo, ao qual desejo muito sucesso na condução do estudo que hora se inicia sob seus zelosos cuidados. Que Deus abençoe todos nós!

Jesus nunca pediu ao homem um grande sacrifício ou imolação, nunca nos pediu que constrangêssemos os grandes desafios materiais para demonstrarmos a Deus a força de nosso Espírito. Não! não foi isso que Jesus nos recomendou. Pelo contrário, nos recomendou coisa muito mais simples, apenas seguí-lo. Porém, para nós Espíritos imperfeitos, isso ainda é coisa muito mais difícil do que escalar as mais íngreme escarpas, ou seja, amar ao próximo como a nós mesmos, aceitando-lhe como naturalmente é, mesmo que suas características não sejam naturalmente concordantes com a nossa maneira de atribuir o acerto e o erro às coisas que sucedem o dia a dia de nossas vidas, para nós ainda é um grande martírio porque contraria todos os nossos interesses e ferem profundamente nossa susceptibilidade.

Amar os nossos inimigos é, acima de tudo, reconhecê-los como um irmão enfermo e que enquanto não dispomos da medicação necessária à sua cura, zelemos das feridas abertas pela própria imprevidência, nele mesmo e em nós que quase sempre não os aceitamos em nossos corações e nem nos reconhecemos como responsáveis pela sua remissão.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: EsoEstudos em 31 de Março de 2013, 19:17

Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das
maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho. Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idéias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.
A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos. Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os Inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.


(O Evangelho Segundo o Espiritismo - págs. 198/199)


Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 31 de Março de 2013, 23:08
Obrigado aos amigos que postaram, pelo carinho e participação, em especial ao irmão Kazaoka, pelas suas opiniões, as quais reputo muito interessantes e sobre as quais gostaria de tecer um pequeno comentário, introduzido com uma pergunta: O que é um grande sacrificio?
Alguem ja disse, e eu concordo, que para grandes conquistas, grandes sacrificios. Mas o que isso significa?
Será que o conceito de amar aos inimigos não seria um grande sacrificio?
A citação do mano Eso, parece ilustrar bem essa questão.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Abril de 2013, 00:25
Vamos comentar um pouco sobre o título do tópico.

Para uma sociedade baseda no materialismo e egoismo, compreende-se que haja a figura do "inimigo" e que portanto há dois milenios esta orientação foi a correta.

No entanto dois mil anos já se passaram. Estamos em um ambiente de pessoas que ao menos afirmam que existe uma vida do espírito, que afirmam que devem procurar a sua elevalçao espiritual e que afirmam que a caridade consiste na BENEVOLENCIA, INDULGENCIA e PERDÃO, conforme informado na questão 886 do Livro dos Espíritos.

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

Do que se deduz que quem afirma o que consta das informações do LE e assim mesmo acredita que haja inimigos, neste contexto, não esta sendo nem benevolente, nem indulgente e tampouco perdoa, segundo o ensino de Jesus.

O que nos leva a questionar, não o amar aos inimigos, mas a questão principal que é o sentir-se ofendido e acreditar haver inimigos.

O Livro dos Espíritos nos informa tambem outra coisa relacionadas ao título e a questão levantada da sentença anterior. Na questão 258a lemos o seguinte:

258-a. Não é Deus quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
- Nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi Ele quem estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis agora por que Ele fez tal lei em vez de tal outra! Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas conseqüências; nada lhe estorva o futuro; o caminho do bem está à sua frente, como o do mal. Mas se sucumbir, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi mal feito. É necessário distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus; tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento; e Deus o permitiu.

Neste texto há a frase que realcei que nos mostra que os perigos, como alias todas as coisas são criadas sempre por Deus. Assim, não existe a menor possibilidade de existirem inimigos materiais, já que a sua ação será sempre de Deus. Ignorar isto e apegar-se ao combate ao inimigo reduz-se portanto a lutar contra Deus. E isto não costuma funcionar e nem dar certo...

Portanto, se não há inimigos, ja que Deus é o criador de todos os males, tampouco ha inimigos a perdoar e a amar, e por esta simples logica, Jesus afirmou: Ame a Deus acima de tudo e ao próximo como a ti mesmo.

Enquanto isto não for interiorizado, qualquer outra coisa será sempre alguma opinião pessoal e que não levará o espírito a sua evolução.

Como disseram os espíritos a Kardec: Fora da CARIDADE não há salvação e mais adiante definiram que CARIDADE é BENEVOLENCIA, INDULGENCIA e PERDÃO.

O que, aplicado, elimina inteiramente qualquer inimigo de nossas vidas. Portanto apliquem-no. Espiritismo não é uma teoria bonita ou filosofia para longas discussões irrelevantes. É um manual de atuação do espírito em sua vida interior, intima. É para ser utilizado no dia a dia. Ou alternativamente faculta a quem o desejar, viver hipocritamente, afirmando algo e vivendo o seu oposto.

Anton

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Abril de 2013, 00:32
....Não! não foi isso que Jesus nos recomendou. Pelo contrário, nos recomendou coisa muito mais simples, apenas seguí-lo....

Vamos compreender o que significa segui-lo. Será andar atras de Jesus em fila indiana? Acho que não. É viver como ele viveu, não na forma mas no conteudo. Se alguem lhe bate na face, é dar a outra... apenas isto...

Amar os nossos inimigos é, acima de tudo, reconhecê-los como um irmão enfermo e que enquanto não dispomos da medicação necessária à sua cura, zelemos das feridas abertas pela própria imprevidência, nele mesmo e em nós que quase sempre não os aceitamos em nossos corações e nem nos reconhecemos como responsáveis pela sua remissão.

Mas quem é o enfermo? O 'inimigo' ou 'quem acredita que possui inimigos'? Será sempre quem acredita que possui inimigos e que se considera superior a eles... O outro é apenas instrumento de Deus para criar uma ou outra vicissitude...

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 01 de Abril de 2013, 01:32
É dado ao Espírito o conhecimento do estado de felicidade que aguarda aqueles que seguem o caminho que a ela conduz. Não existe situação que nos impeça de sermos homens de bem. Não é a companhia desagradável de alguém, não é a presença do filho problema, falta de recursos, enfermidades ou qualquer vicissitude que vão nos impedir de sermos pessoas de bem. A figura do inimigo representa a força que contraria nossos desejos e vontades e, por isso mesmo, está mais relacionado com nosso amor próprio fora de controle do que, propriamente,à ameça real que aquela pessoa nos oferece.
O que triunfa em nós é a força que assimilamos dos outros em função do que mais intensamente estamos sentindo. Se nutrimos em nosso pensamento o medo, a desconfiança, a revolta, raiva, etc., fatalmente tudo que se relaciona a isso estará presente no nosso dia a dia. Dessa forma, o que o Anton diz

Mas quem é o enfermo? O 'inimigo' ou 'quem acredita que possui inimigos'? Será sempre quem acredita que possui inimigos e que se considera superior a eles... O outro é apenas instrumento de Deus para criar uma ou outra vicissitude...

tem a minha concordância. O nosso maior inimigo são nossas próprias imperfeições. E amar os nossos inimigos externos a nós, consiste em dominar em nosso íntimo aquilo que alimenta o sentimento inferior que vemos despertar em nós por identificá-los  nos outros e, assim, querer aplicar apenas nos outros as reformas que devem começar em nós mesmos. Nesse caso, caro Gustavo, sacrifício é tudo aquilo que fazemos contrariando a nossa vontade, interesse ou natureza. Portanto, o fato de amar os inimigos está relacionado à nossa capacidade de reconhecer nossas imperfeições e providenciarmos a necessária reforma. À partir dai não será mais necessário perdão, remorso, arrependimento. Amaremos uns aos outros naturalmente, sem esforços, sem sacrifícios...
 
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Abril de 2013, 02:21
Interessantes suas postagens Anton e Kazaoka, um bom debate, apesar de algumas considerações bem peculiares.
Quando o mano Anton estabelece que nesses dois mil anos a sociedade mudou, entendo sim que ela evoluiu, mas o conhecimento, e acima de tudo, o entendimento do ser espiritual, eterno e imortal, esse ainda é muito superficial. Vide as religiões cristã que negam a reencarnação e suas consequencias.
Dessa forma, ainda estamos em um plano muito material.
O mano Kazaoka, coloca com muita propriedade, que o inimigo representa a força contrária aos nossos desejos e vontades. E normalmente são situações materiais.
Entretanto, acreditar que Deus criou o mal, o perigo, foge um pouco a concepção de "soberanamente justo e bom" que consta na questão 13 do LE.
Prefiro, mano Anton, ficar com as primeiras 4 linhas da resposta 258 a, onde estabelece que Deus criou as Leis que regem o universo, Leis essas, das quais ninguem pode se eximir.
Deixa claro tambem, que Deus permite, de acordo com a capacidade do espirito, que ele escolha determinada prova ou dificuldade.
De qualquer forma, os tópicos nos remetem a duas perguntas importantes:
Quem é meu inimigo? Por que é meu inimigo?
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: ken em 01 de Abril de 2013, 02:34


Meu Inimigo

Que eu faça um mendigo sentar-se à minha mesa, que eu perdoe aquele que me ofende e me esforce por amar, inclusive o meu inimigo, em nome de Cristo, tudo isto, naturalmente, não deixa de ser uma grande virtude. O que eu faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço.
Mas o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor, o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, que precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar.


Carl Gustav Jung




Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 01 de Abril de 2013, 03:01
O mal e os perigos são frutos da imprevidência humana e não da criação de Deus.
Somos seres inteligentes e conscientes, ainda que intuitivamente, de nossa destinação. Fomos criados para sermos co-criadores da obra maior e obedientes das Leis que regem a harmonia universal.
Deus criou os penhascos mas não manda ninguém arriscar-se à borda fatal que a situação anuncia, mas permite ao homem que, consciente do perigo, arrisca-se a expor a ele. Com o mal é a mesma coisa! Na maioria das ocasiões sabemos que estamos lidando com Leis Universais e que, mais cedo ou mais tarde, estaremos a colher os frutos de nossos acertos ou equívocos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Abril de 2013, 04:04
Quem é meu inimigo? Por que é meu inimigo?

O seu único inimigo é a sua mente. É a mente que lhe segreda que voce possui algo e que algum outro deseja furta-lo. É a mente que lhe segreda que alguem a quem voce acredita amar, mesmo sendo apenas uma posse, está lhe traindo, o que fomenta o ciume, outra criação da mente. É a mente que lhe diz que um trapo colorido é um sinal de seu pais e que se alguem vier atacá-lo portando outro trapo colorido será seu inimigo. É a mente que a todo momento vivencia as suas 'posses' e sofre por ve-las negadas, tripudiadas e negadas.

E é a mente também que o faz acreditar que voce esta vivendo uma vida e não vivenciando uma encarnação. Mas esta vivenciando apenas uma encarnação e tudo o que lhe acontece e o que a mente lhe segreda são as provas que voce mesmo solicitou antes de partir para esta aventura encarnatoria.

Quando o LE nos informa que Deus é a causa de todos os perigos, é porque esta é a realidade. A encarnação possui um proposito que se encontra expresso na questão 132:

132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

E o que são 'vicissitudes'? São os altos e baixos da vida, as alternancias de situações, o ter e o não ter, o ser amado e o não ser amado, o saber e o não saber. E estas vicissitudes são sempre criadas por outros espíritos encarnados sempre sob as ordens de Deus. Por isto não há inimigos exteriores, apenas nos parecem ser exteriores. Mas existem apenas se acreditarmos que existam ou melhor enquanto acreditarmos no que nos segreda a mente.

Deus é soberanamente justo e bom e por isto nos da a oportunidade de reencarnarmos e passarmos por vicissitudes e todo tipo de decepções e perdas ou como escreveu o amigo Kazaoka "a figura do inimigo representa a força que contraria nossos desejos e vontades" até compreendermos que tudo isto é fugaz e passageiro e que não possui qualquer valor a não ser para o ego humano.

Libertando-se das ilusões que a mente cria a cada instante, desaparecem os inimigos, não há a quem perdoar porque não há ofensores e resta apenas a felicidade que consiste em fazer a vontade do Pai, sem resmungos ou reclamos de qualquer espécie. Mesmo porque a faremos de qualquer jeito, com ou sem resmungos.

Anton

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Abril de 2013, 12:13
"O seu único inimigo é a sua mente. É a mente que lhe segreda que voce possui algo e que algum outro deseja furta-lo. É a mente que lhe segreda que alguem a quem voce acredita amar, mesmo sendo apenas uma posse, está lhe traindo, o que fomenta o ciume, outra criação da mente. É a mente que lhe diz que um trapo colorido é um sinal de seu pais e que se alguem vier atacá-lo portando outro trapo colorido será seu inimigo. É a mente que a todo momento vivencia as suas 'posses' e sofre por ve-las negadas, tripudiadas e negadas."

Muito boa resposta Anton.
Entretanto, e ai remetendo a primeira frase do post #11 do mano Kazaoka, o que faz com que a nossa mente se porte dessa forma?
Observemos tambem, a postagem #10, do mano Ken, cujo conceito me parece bem pertinente.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Abril de 2013, 13:47
Meus irmão,é um tema muito interessante e que na verdade leva a muitas contróversias,pois
na verdade o que se possa entender como inimigo nosso:O desafeto que nesta nossa encar-
-nação,por ter surgido pelo desentendimento de alguma coisa em que não concordamos e
não pudemos chegar a um consenso,ou de um ato contrario a nossa aceitação.Pelo que pos-
-samos entender,o inimigo de hoje pode ter sido aquele que em outras encarnações se desen-
-tenderam por um motivo qualquer e por determinação e orientação superior venham reencar-
-nar na mesma época,para que possam aproveitar a oportunidade de desfazer todo esse de-
samor,pois o que é determinado por Deus,é que vivamos com amor para melhor evoluir.O ini-
-migo que possamos ter, pode estar até mesmo no seio de nossa família,na figura de um filho,
de um irmão nosso parente,ou até mesmo na presença de uma outra pessoa que irá fazer
parte da mesma família,que é o caso da união de um filho ou de uma filha,através do casa-
-mento.Entretanto meus irmãos,eis o grande desafio a que nós somos postos,amar o nosso inimigo,encontrarmos nele aquilo que não conseguimos ser em muitas das vezes,sermos bene-
-volentes,usar o amor como instrumento que desarme esse que julgamos ser o nosso inimigo.
Portanto meus irmãos,Deus nos coloca a prova,a nós cabe aceitá-las.
Fiquem na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Abril de 2013, 14:41
Entretanto, e ai remetendo a primeira frase do post #11 do mano Kazaoka, o que faz com que a nossa mente se porte dessa forma?
Observemos tambem, a postagem #10, do mano Ken, cujo conceito me parece bem pertinente.

Se não possuirmos nada, nem coisas, nem pessoas e nem conceitos não haverá qualquer possibilidade de termos inimigos ou ofensores. Pois quem cria a figura do 'inimigo' ou 'ofensor' é sempre aquele que possui algo e que teme 'perder.

Não possuir não é o mesmo que não ter ou não usar... Podemos ter um carro sem o 'possuirmos' ou seja sem que o considerarmos propriedade nossa, que não é pois apenas nos foi dado utiliza-lo por algum tempo. E se for roubado, podemos dizer que um ladrão o roubou (o que denota uma atitude individualista) ou apenas dizer "e daí, vou de onibus ou a pé ou compro outro com dinheiro ou com a idenização do seguro", ou qualquer outra atitude que não crie a figura do 'ofensor', 'ladrão' ou 'inimigo' (o que denota uma atitude universalista).

Podemos casar e dizer 'meu' marido ou 'minha' esposa ou apenas dizer meu/minha companheira de jornada. E se algo afasta-la(lo) não imaginar que houvce alguma traição ou ma caratice, pois isto existira apenas na mente de quem acredita que possui outra pessoa...

Podemos dizer "eu sei qualquer coisa" e nos sentirmos ofendidos quando alguem afirma o oposto ou mesmo algo levemente diferente, ou apenas dizer "eu nada sei" e dar a todos o direito de pensar da forma que desejarem, sem nos ofendermos jamais com o que afirmam ser a verdade deles.

Resumindo, podemos afirmar que o problema consiste em sermos individualistas e amarmos a nos mesmos acima de Deus ou sermos universalistas e amarmos a Deus acima de tudo.

Só possui inimigos quem possui coisas, pessoas ou conceitos.

Todo o mais é uma discussão para saber quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha.   :D

Anton

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Abril de 2013, 14:48
Meus irmão,é um tema muito interessante e que na verdade leva a muitas contróversias,pois na verdade o que se possa entender como inimigo nosso:O desafeto que nesta nossa encarnação,por ter surgido pelo desentendimento de alguma coisa em que não concordamos e não pudemos chegar a um consenso,ou de um ato contrario a nossa aceitação.Pelo que possamos entender,o inimigo de hoje pode ter sido aquele que em outras encarnações se desentenderam por um motivo qualquer e por determinação e orientação superior venham reencarnar na mesma época,para que possam aproveitar a oportunidade de desfazer todo esse de-
samor,pois o que é determinado por Deus,é que vivamos com amor para melhor evoluir.O inimigo que possamos ter, pode estar até mesmo no seio de nossa família,na figura de um filho, de um irmão nosso parente,ou até mesmo na presença de uma outra pessoa que irá fazer parte da mesma família,que é o caso da união de um filho ou de uma filha,através do casamento.Entretanto meus irmãos,eis o grande desafio a que nós somos postos,amar o nosso inimigo,encontrarmos nele aquilo que não conseguimos ser em muitas das vezes,sermos benevolentes,usar o amor como instrumento que desarme esse que julgamos ser o nosso inimigo. Portanto meus irmãos,Deus nos coloca a prova,a nós cabe aceitá-las.

Amigo,

Não se perca nos detalhes porque há inumeros e incontáveis formas pelas quais o 'inimigo' pode apresentar-se. Atenha-se ao pricipal. Não possua nada, não considere coisa alguma, pessoa alguma ou ideia alguma como coisa 'sua'. E assim fazendo todos os inimigos se desfarão como fumaça, que são na realidade. Se voce não se amar mais que a Deus nem mesmo a morte poderá ser causada por algum inimigo...

E seja feliz hoje e sempre,

Anton

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Abril de 2013, 15:36
Conceito muito próprio e muito correto, Antonio.
E sobre ele, cabe uma reflexão conforme nos fez o mano Anton, acerca do progresso intelecto-moral da sociedade.
É preciso que compreendamos a lei do amor para poder avançar nesse conceito, ou é preciso avançar nesse conceito para compreender a lei de amor?
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Abril de 2013, 15:46
Olá Gustavo

Parabéns pelo tema escolhido
e também por mais esta oportunidade assumida;
a de conduzir os estudos  deste mês.

Cofesso-me desantento quanto a esta parte do Fórum;
Os Estudos mensais,
mas prometo-me participar mais destas oportunidades
alías
eu preciso.

Eis ai uma proposta bem interessante para um bom debate.
e já está recheado de belas reflexões, que são as nossas opinões
que jamias devem ser impostas
mas também já contém belas mensagens
 do próprio Evangelho Segundo o Espiritismo...

Continuemos
os Estudos
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Abril de 2013, 15:52
Meus irmão,é um tema muito interessante e que na verdade leva a muitas contróversias,pois
na verdade o que se possa entender como inimigo nosso:O desafeto que nesta nossa encar-
-nação,por ter surgido pelo desentendimento de alguma coisa em que não concordamos e
não pudemos chegar a um consenso,ou de um ato contrario a nossa aceitação.Pelo que pos-
-samos entender,o inimigo de hoje pode ter sido aquele que em outras encarnações se desen-
-tenderam por um motivo qualquer e por determinação e orientação superior venham reencar-
-nar na mesma época,para que possam aproveitar a oportunidade de desfazer todo esse de-
samor,pois o que é determinado por Deus,é que vivamos com amor para melhor evoluir.O ini-
-migo que possamos ter, pode estar até mesmo no seio de nossa família,na figura de um filho,
de um irmão nosso parente,ou até mesmo na presença de uma outra pessoa que irá fazer
parte da mesma família,que é o caso da união de um filho ou de uma filha,através do casa-
-mento.Entretanto meus irmãos,eis o grande desafio a que nós somos postos,amar o nosso inimigo,encontrarmos nele aquilo que não conseguimos ser em muitas das vezes,sermos bene-
-volentes,usar o amor como instrumento que desarme esse que julgamos ser o nosso inimigo.
Portanto meus irmãos,Deus nos coloca a prova,a nós cabe aceitá-las.
Fiquem na paz.

Olá Antonio

Ao ler o texto inicial postado pelo Gustavo
vinha meditando nas questões que o texto nos remete
e estava concluindo pelas questões que envolve a nossa família e
não somente ela...mas também nas pessoas que nos envolvemos nestas reencarnações
e os desafetos que nos surgem e também nos desafetos que nos tornamos para os outros...
Enfim
Sua colocação para mim expressa uma maturidade a altura da lição deste mês
Pois
Nos faz refletir sobre o ponto que realmente estamos envolvidos...

Valeu!...me identifiquei com as suas colocações.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Abril de 2013, 15:54
Anton meu caro, suas reflexões são interessantes, mas devemos nos ater a outros pontos.
Ter a posse de algo, como um carro,não significa ser apegado a ele. E você mesmo disse " comprar outro com o seguro". Isso não seria posse?
Da mesma forma, o LE nos diz que a riqueza não é um problema em si, pois Deus não nos daria algo para nos fazer perder.
A questão que voce levanta esta sim no apego aos bens materiais, esse o erro.
devemos ter em mente tambem, quanto a isso, a parabola dos talentos. Quer dizer, tudo que temos, emprego, móveis, imóveis, veiculos, ou qualquer outro patrimônio, e o prórpio corpo, nada mais é do que "emprestimo" que a misericórdia divina nos dispõe para nosso progresso moral.
Assim sendo, devemos sim bem administrar tudo que nos seja posto a disposição, sem o apego que nos prende nos planos inferiores da vida.
Isso tambem, em minha opinião esta na raiz da questão "Amai os vossos inimigos", e é ai que concordamos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Abril de 2013, 16:00
Obrigado pela participação meu caro Moises.
Tambem acho esse tema muito interessante e instigante.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Abril de 2013, 22:30
Ter a posse de algo, como um carro,não significa ser apegado a ele. E você mesmo disse " comprar outro com o seguro". Isso não seria posse?

Vamos fatiar esta frase.

O 'ter a posse' tem a acepção de 'utilizar', ou seja é uma utilidade, desde que não 'possuimos' o carro. Se apeanas 'temos' tanto faz se amanhã não temos e andemos de onibus ou a pé...

Comprar outro da forma que for, se houver o dinheiro disponivel para tal não é posse, volta ao estagio anterior.

A posse é aquilo que gera o sofrimento. "Pô, perdi meu carro e vou ter que andar de onibus lotado"....

A questão que voce levanta esta sim no apego aos bens materiais, esse o erro.
devemos ter em mente tambem, quanto a isso, a parabola dos talentos. Quer dizer, tudo que temos, emprego, móveis, imóveis, veiculos, ou qualquer outro patrimônio, e o prórpio corpo, nada mais é do que "emprestimo" que a misericórdia divina nos dispõe para nosso progresso moral.
Assim sendo, devemos sim bem administrar tudo que nos seja posto a disposição, sem o apego que nos prende nos planos inferiores da vida.
Isso tambem, em minha opinião esta na raiz da questão "Amai os vossos inimigos", e é ai que concordamos.

É exatamente isso aí, sem tirar e nem por...

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Abril de 2013, 01:07
Meu nobre(nobre na alma)irmão Anton,Possuir é mesmo que ter,e nada tenho que eu possa
considerar como sendo meu,até mesmo o espírito que anima o meu corpo,me foi emprestado,
porque então eu deveria pensar que a vida desse mesmo corpo não estaria sujeito ao inimigo.
O inimigo nós não o criamos,ele está em toda parte,até mesmo na roupagem de um amigo,sim,
porque o inimigo que não queremos ter,possa ser o amigo que tanto queremos.Portanto meu
irmão,o grande desafio é amar sem preconceito,ame a sua família,seus filhos,seus irmãos,seus
amigos,ame até mesmo ao seu inimigo.
Fique na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Marcos W. Silva em 02 de Abril de 2013, 01:40
Muito boa sua escolha Gustavo. Em dias como estes precisamos nos aprimorar neste assunto.

 
oOo



Meu Inimigo

Que eu faça um mendigo sentar-se à minha mesa, que eu perdoe aquele que me ofende e me esforce por amar, inclusive o meu inimigo, em nome de Cristo, tudo isto, naturalmente, não deixa de ser uma grande virtude. O que eu faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço.
Mas o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor, o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, que precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar.

Carl Gustav Jung



Nosso amigo Ken foi fundo ao trazer este pequeno texto contendo uma profunda mensagem, afinal, somos nós mesmos que nos permitimos sentir a mágoa, calúnia, inveja, baixa-estima e etc...

Abracos.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Abril de 2013, 02:19
Exatamente Anton, o que nos causa sofrimento é a possessividade sobre aquilo que, efetivamente, não é nosso.
Mas acho que podemos aprofundar um pouco o contexto. Entendo que ter a posse é diferente de ser proprietário.
Explico meu entendimento, tenho a posse de meu carro, utilizo ele como melhor me apraz. Entretanto, tenho de ter a consciência de que seja pelo motivo que for, a qualquer momento posso deixar de ter essa possibilidade, e ter de, como você diz andar de onibus.
Se andar de onibus, ou perder o bem material me fizer sofrer, estou com problemas.
Um exemplo que gosto de citar, possuo um imóvel, tenho a escritura publica para tal.
Porem, daqui a uns 100 anos, em tese, o imovel estará no mesmo lugar, mas ai de mim se estiver dentro dele.
Assim devemos entender tambem os sentimentos, e os entendimentos.
Eles evoluem, esse é o ebjetivo.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 02 de Abril de 2013, 02:50
Quando Deus deu ao homem o discernimento e a consciência da própria existência Ele, automaticamente, impôs a nós o senso de responsabilidade. Portanto, temos responsabilidades assumidas, seja na posse dos bens temporais que Deus nos permite gerir, seja nos efeitos de nossas ações morais.
O trato com aqueles que opõem aos nossos interesses e que, portanto, damos a eles o nome de inimigos, deve ser de nossa parte, uma ação responsável própria daqueles que têm conhecimento de causa e que agem com amor diante das situações mais adversas. Porque, nalguns casos, o sentimento de inimizade nasce naquele que reprime no outro a causa do sentimento de desafeto que nasceu em si mesmo. Aquele que denominamos "inimigo", muitas vezes ignora que o temos nesta conta e nem tem ele a noção do mal que representam para nós. Tai mais uma forte razão para amá-los através do perdão por reconhecer que temos na intolerância ou incompreensão anímica, nossa parcela de responsabilidade na animosidade instalada!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 02 de Abril de 2013, 20:07
Outro dia ouvi o seguinte em um debate:
 "Bateu, doeu? Toma que é seu!"
O que os nossos ditos inimigos encarnados fazem é nos incomodar de alguma forma... E por que incomodam? Certamente por "cutucar" em nós os nossos mais vis desvios morais (os escondidinhos) e nós deveríamos refletir o porquê dessas pessoas nos incomodarem tanto. Pois uma coisa é certa se não somos os incomodados, somos os que causam incômodos...
Após as leituras fiquei refletindo a cerca de certas pessoas que se incomodam com o simples fato de outras existirem, de terem um grau de instrução melhor, uma profissão mais remunerada, entre outras coisas terrenas que despertam sentimentos tão mesquinhos e degenerativos a nós seres humanos... Que juntando com essa citação do debate, cheguei a uma conclusão assim: Se uma pessoa possui algo (material ou moral) que me incomoda, devo me basear no conhecimento das máximas de Cristo e do Evangelho e corrigir, ou pelo menos tentar, esta aresta que revela traços de sentimentos arraigados no meu ser, e que fatalmente será um dos motivos do meu atraso evolutivo... Aparada a aresta (ou diminuída) as prioridades fatalmente mudam e mudando os estímulos mudam-se as reações...
Se bater em mim com palavras ou atitudes e doer... Devo ligar a luz de alerta...
É... Analisando as colocações dos colaboradores deste estudo vejo a complexidade dos trabalhos que Cristo deixou exemplificado, e que nós temos que seguir se quizermos um dia atingir a perfeição... A tarefa não é fácil mesmo, já que em nós pulsa o desejo de devolver na mesma moeda a mínima contrariedade...
Mas não devemos desanimar, a batalha contra nós mesmos é de longe a mais difícil que existe, porém se mantivermos o propósito firme, a sintonia, o trabalho em favor do próximo... a espiritualidade nos secunda esforços... e como necessitamos destes "ombros" amigos para nos ajudar... 
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Abril de 2013, 22:38


AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam as que as amam?

Se o bem, somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida?

Se só emprestardes aqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entre ajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem?

Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei o bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. Sede, pois, cheios de misericórdia como cheio de misericórdia é o vosso Deus. (Lucas cap. VI vv 32 a 36).


Nesta parte do Evangelho
As questões levantadas por Jesus,em seu sermão
leva-nos a uma reflexão profunda...
ele nos mostra como agimos
escancara a nossa conduta...parcial e corporativa.

As perguntas realizadas pelo Mestre não visa as nossas respostas
mas supreende-nos nos calando,
Pois não temos argumentos
São lições que nos fazem crescer.

De repente!
Observamo-nos em suas questões instrutivas,
como homens e mulheres que barganham a boa conduta.

Mas Jesus com suas questões ao dirigi-las a nós
leva-nos ao mesmo tempo
para uma localidade além de nossas cogitações
Tira-nos da mesmice
do comodismo do bem prosceder.
E mosra-nos O Criador e sua Misericórdia para com todos,
nas exemplificações das forças naturais.

Revela-nos que o bem
que ora pensamos praticar
não passa por vezes de lodo que se acomoda
para uma impermanente limpidez  de nossas visões...

e lança-nos com suas sábias indagações
a ampliar o alcance das nossas atitudes

Revela-nos, O Mestre, a existências dos diferentes a nós
e ao mesmo tempo mostra-nos diferentes as demais...
detalhando os proscederes dos homens bons e maus.

Apresenta a palavra inimigo como o titulo do campo das nossas ações
e conclama-nos a vencer as diferenças
com atitudes de misericórdia e ações de fraternidade.

Jesus não nos mostra o inimigo,
não evidencia necessariamente esta questão...
Não é este o objetivo

Mas ao mostra-los
Mostra-nos a nossa estreita visão
e o nosso mesquinho prosceder.

E Conclamanos apontando a direção
O Pai...Deus!
E pede que a Ele buscamos nos assemelhar.

Como?

Amando os nossos inimigos.

(minha opinião)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 03 de Abril de 2013, 01:55
Outro dia ouvi o seguinte em um debate:
O que os nossos ditos inimigos encarnados fazem é nos incomodar de alguma forma... E por que incomodam? Certamente por "cutucar" em nós os nossos mais vis desvios morais (os escondidinhos) e nós deveríamos refletir o porquê dessas pessoas nos incomodarem tanto. Pois uma coisa é certa se não somos os incomodados, somos os que causam incômodos...

Voce tocou em um aspecto sutil. Os inimigos não são somente aqueles que vêm a nos, armados, para roubar algo. Não, é muito mais sutil. Se uma pessoa gosta de se 'vestir de acordo com a moda' por exemplo e se alguem lhe diz 'voce esta mal vestida' isto será tomado como um ataque pessoal de um 'inimigo'. Mas o 'inimigo' foi criado na mente do 'ofendido' porque o outro apenas falou o que lhe pareceu naquele momento e talvez sem nenhuma intenção...

E é isto que o LE na questão 132 denomina de 'vicissitudes' e que são as expiações. Deus, causa primaria de todas as coisas, faz com que cada um de nos seja instrumento das vicissitudes de outro.

Ninguem gosta de ser chamado de 'feio', mesmo que o seja... Mas se alguem o chama assim é apenas uma vicissitude criada por Deus para gerar uma alternancia na vivencia. A resposta da mente será sempre a mesma: "feio, eu?", mas ao espirito cabe dizer a mente: "e dai? Sei la se sou feio ou bonito." e seguir em frente. Assim agindo, naquele instante deixou de criar mais um 'inimigo' e estará em paz. Mas pode tambem pegar um porrete e partir para cima do outro e neste caso a vicissitude foi muito mal vivenciada e com certeza será repetida infindaveis vezes até o espírito aprender a dar a resposta correta que é o "e dai?"...

De 'e dai?' em 'e dai?' o espírito vai se aquietando, gerando menos inimigos e aprendendo a compreender que todos são unicamente instrumentos de Deus. Portanto para amar a Deus acima de tudo devemos passar por esta fase de não criar inimigos. Esta quietude em relação aos sentimentos positivos e negativos denomina-se equanimidade que consiste em viver feliz independentemente do que aconteça no mundo.

Para muitos esta postura, do 'ah, é?' ou 'cara de paisagem' pode parecer ignorancia ou falta de personalidade, mas trata-se de um dos degraus mais elevados que podem ser alcançados enquanto encarnados.

Santos não nascem, santos morrem. O que isto quer dizer é que todo espirito encarnado pode transformar-se durante a sua existencia, a ponto de ser incondicionalmente feliz, por não possuir inimigos em sua mente e por conscientemente fazer sempre a vontade do Pai.

Este o objetivo da encarnação, a perfeição...

Anton

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Abril de 2013, 02:23
Com relação ao seu post #26, mano Kazaoka, é um entendimento muito interessante, e em minha opinião, correto, interpretar os erros que nossos "adversários", prefiro essa palavra pois me soa mais leve, apenas como o fruto da ignorância dos mesmos.
Afnal o próprio Cristo asseverou isso quando pediu ao Pai: Perdoa, eles não sabem o que fazem.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Abril de 2013, 02:27
Aline, minha cara, obrigado pela participação, e seja bem vinda aos debates do FE.
Voce tem razão, e não so quanto a alguem, mas em qualquer situação que possamos ficar incomodados, o evangelho é a resposta concreta.
Quanto ao tema de estudo, acho que esse é oum enfoque muito bom, olhar para si mesmo e perceber o que nos incomoda, e por que.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Abril de 2013, 02:32
Exatamente Moises, Jesus nos mostra que somos todos irmãos, abençados pelo Pai, que portanto não podemos "ter" inimigos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Abril de 2013, 03:16
[...]

Santos não nascem, santos morrem. O que isto quer dizer é que todo espirito encarnado pode transformar-se durante a sua existencia, a ponto de ser incondicionalmente feliz, por não possuir inimigos em sua mente e por conscientemente fazer sempre a vontade do Pai.

Este o objetivo da encarnação, a perfeição...

Anton




Há tempos não via uma frase com tamanho peso. Mandou bem Anton.

Abracos.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 03 de Abril de 2013, 04:00
Com relação ao seu post #26, mano Kazaoka, é um entendimento muito interessante, e em minha opinião, correto, interpretar os erros que nossos "adversários", prefiro essa palavra pois me soa mais leve, apenas como o fruto da ignorância dos mesmos.
Afnal o próprio Cristo asseverou isso quando pediu ao Pai: Perdoa, eles não sabem o que fazem.

Aqueles que nos aportam na condição de adversários não são, obrigatoriamente, inimigos. Os adversários são aqueles que obreiam conosco na disputa de um interesse em comum. Nesse caso, a relação mantem-se no campo da disputa onde a possibilidade de desenvolvimento intelectual e moral é muito grande para ambos. Nas inter relações humanas a troca de aprendizado às vezes passa pelo estágio de contendas entre os postulantes dos mesmos interesses, e isso é uma condição natural e que em nada contraria as Leis que regem a paz e a harmonia universal.
Já ao sentimento que sentimos em relação àquele que denominamos inimigo, existe uma força negativa que, antes de reivindicar uma postura de convivência e debate de caráter moral e intelectual, essa força negativa está sempre nos sugestionando o aniquilamento completo daqueles que nos afeiçoam como uma irresistível ameaça. Eis a diferença conceitual entre o "adversário" e o "inimigo". O primeiro aceitamos sua presença, o segundo desejamos expurgá-los em nome de nossos interesses egoísticos (de nós mesmos).   
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Abril de 2013, 12:50
Mano Kazaoka, perfeito seu entendimento conceitual da diferença entre inimigos e adversários.
Mas, atendo-me a frase final de seu post, por que "desejamos expurgá-los em nome de nossos interesses egoisticos."?
Você mesmo responde, por que é nosso egoismo que os torna nossos inimigos.
A partir do momento que tivermos a capacidade de ver esses individuos como adversarios, estaremos começando a exercitar o que o Mestre nos ensinou, e que da titulo ao estudo.
Tiramos eles da condição de inimigos, posto que na verdade não são, são apenas que tem interesses ou métodos diferentes dos nossos. Interesses e métodos esses que nos impedem a satisfação do nosso ego.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: ken em 03 de Abril de 2013, 13:46
Bom dia a todos

Amigo Gustavo, a seguir um texto pertinente ao tema,  para apreciação dos amigos.:

A Indulgência

Caros amigos, sede severos convosco, indulgentes para as fraquezas dos outros. E esta uma prática da santa caridade, que bem poucas pessoas observam. Todos vós tendes maus pendores a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar; todos tendes um fardo mais ou menos pesado a alijar, para poderdes galgar o cume da montanha do progresso. Por que, então, haveis de mostrar-vos tão clarividentes com relação ao próximo e tão cegos com relação a vós mesmos? Quando deixareis de perceber, nos olhos de vossos irmãos, o pequenino argueiro que os incomoda, sem atentardes na trave que, nos vossos olhos, vos cega, fazendo-vos ir de queda em queda? Crede nos vossos irmãos, os Espíritos. Todo homem, bastante orgulhoso para se julgar superior, em virtude e mérito, aos seus irmãos encarnados, é insensato e culpado: Deus o castigará no dia da sua justiça. O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem e esforçar-se por fazer que prevaleça o que há nele de bom e virtuoso, porquanto, embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.

Espiritismo! doutrina consoladora e bendita! felizes dos que te conhecem e tiram proveito dos salutares ensinamentos dos Espíritos do Senhor! Para esses, iluminado está o caminho, ao longo do qual podem ler estas palavras que lhes indicam o meio de chegarem ao termo da jornada: caridade prática, caridade do coração, caridade para com o próximo, como para si mesmo; numa palavra: caridade para com todos e amor a Deus acima de todas as coisas, porque o amor a Deus resume todos os deveres  e porque impossível é amar realmente a Deus, sem praticar a caridade, da qual fez ele uma lei para todas as criaturas.(Grifos meus)

Dufêtre, bispo de Nevers. (Bordéus.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo X, item 18. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 03 de Abril de 2013, 13:53
Bom Dia!
Gustavo fico muito agradecida pelas orientações iniciais e pelas boas vindas, estes debates são de suma importância, pois estamos "gastando" tempo instrutivamente, a mais árdua parte é aplicar as lições colhidas aqui no nosso cotidiano, mas não podemos prostrar não é mesmo?!
Quanto à sua referência ao enfoque analisado, penso (veja bem EU penso e me orientem se estiver errada), que de nada adianta passarmos a existência inteira absorvendo conhecimentos, ou pelo menos tentando, pois ninguém consegue guardar tudo na memória, acumulando livros e mais livros se no fim das contas estes livros estarão empoirando nas prateleiras e nós estaremos um pouco melhores p/ ler, p/ discutir, p/ fazer uma palestra pública, evangelizar... enfim... mas de quase nada vale se não nos enxergarmos como O campo de obras, O terreno a ser arado, O vaso a ser moldado com as orientações do Nosso Oleiro (Jesus). Passaremos uma encarnação morna onde poderíamos ter descentralizado um pouco das nossas prioridades e priorizar o outro... Não necessariamente o nosso "inimigo" ou adversário como foi dito, mas qualquer outro, todos, nosso companheiro em casa, colegas de trabalho, a moça da padaria, o homem no ônibus, o motorista apressadinho do trânsito, o idoso da minha família e o do abrigo... Temos, necessitamos de pensar no outro como o próximo da máxima "amar ao próximo como a si mesmo"... O nosso trabalho é mínimo se analisarmos o trabalhão que demos e damos à espiritualidade desde nosso planejamento reencarnatório, e é somente através do trabalho que adquiriremos as tão sonhadas companhias dos Amigos Espirituais junto conosco, como citei anteriormente, nos secundando esforços...
Então esse é o ponto, como fazer para chegar nessas condições tão almejadas?
Temos a instrução aí a nosso alcance de todas as formas, temos nossa reforma para tocar em frente baseada nos subsídios adquiridos com o estudo, e temos o campo de ação para agirmos, e uso da citação do Anton "Este o objetivo da encarnação, a perfeição..."
O assunto é sutil mesmo, e tenso até... Pois é muito mais cômodo eu me deparar nessa encarnação com uma "pedra no sapato" das antigas e ela literalmente me incomodar, pois é para isso que nos esbarramos, e eu rotulá-lo como meu inimigo, me trancar num quarto, chorar e pedir a Deus a resolução do meu problema, propôr barganha com Ele e coitada de mim que tenho inimigos!!
Não existe vítima, e a nossa Doutrina nos faz o favor de nos esclarecer quanto a isso, não sou coitadinha... Logo se estou incomodada, então devo tratar de trabalhar isso até o ponto em que o dito inimigo deixar de me incomodar, e chegarmos a ponto colocado por Anton de falarmos "e daí?"... Se veio p/ nós é para resolvermos, ou pelo menos tentarmos com todas as nossas forças... E o trabalho (subsistencial e caritativo) vem como uma das ferramentas mais poderosas que temos, aliada ao estudo, para auxiliar nossa reforma, é progressivo como assevera Kardec.
A partir do momento em que o outro deixar de refletir as minhas próprias vicissitudes (e mazelas) ele deixará de me incomodar, agora, é como dizem: "se estamos em um momento difícil, isso é produto de um passado infeliz, mas está em nossas mãos semearmos para um futuro mais ditoso..."
 
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Abril de 2013, 15:02
Bem vinda ao debate minha querida Aline.
A DE nos diz que o progresso intelectual precede o progresso moral, pois é importante compreender para discernir.
Dessa forma, precisamos conhecer, buscar o maior conhecimento possivel.
Mas, somente a compreensão dos conceitos nos permitirão colocá-los em pratica.
Independente dos livros ficarem empoeirados na prateleira, se voce lê, repetidamente a mesma coisa, é por que é ela que voce precisa compreender.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 03 de Abril de 2013, 15:14
Em momento algum me reportei à insignificância do estudo, muito pelo contrário... Só enfatizei a importância de não nos atermos somente à leituras e análises sem vinculá-las à nossa vivência diária... Pois de nada adianta os livros na prateleira se os seus ensinamentos não estiverem enrraizando dentro da gente... Evidente que há tempo de semear, tempo de crescer, tempo de amadurecer e tempo de colher, a evolução não dá saltos.
Não podemos ficar estagnados é o que nos aconselha os amigos espirituais, pois a "perca" de tempo p/ quem não tem noção da importância dele não será cobradda com o mesmo peso àqueles que sabem... E cá entre nós amigo Gustavo, sabemos e sabemos muito bem... Não poderemos entrar como coitadinhos no plano espiritual, já passamos dessa fase.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Abril de 2013, 17:37
Meus irmãos.Eis a palavra chave que nos impulsiona e que nos adverte:"Indulgência",sim,a
ela devemos sempre estarmos atentos,pois a este que julgamos como inimigo e procuramos
nos afastar ou mesmo nos livrar,seja aquele que foi mal compreendido em um determinado
momento desta ou de outra encarnação,em que estiveram ambos juntos,e tiveram por um
motivo qualquer uma desavença,se tornando não só  desafetos,mas inimigos declarados.
Sermos condescendentes para com todos,principalmente com aqueles que sabemos ser menos
esclarecidos,possamos nós, diferenciar como foi bem colocado,adversário e inimigo,e usando
do bom senso e da compreensão,nos desamarmos para podermos melhor exercita a lei maior
de Deus,a lei do amor.
Fiquem na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Abril de 2013, 23:05
Com relação ao seu post #26, mano Kazaoka, é um entendimento muito interessante, e em minha opinião, correto, interpretar os erros que nossos "adversários", prefiro essa palavra pois me soa mais leve, apenas como o fruto da ignorância dos mesmos.
Afnal o próprio Cristo asseverou isso quando pediu ao Pai: Perdoa, eles não sabem o que fazem.

Aqueles que nos aportam na condição de adversários não são, obrigatoriamente, inimigos. Os adversários são aqueles que obreiam conosco na disputa de um interesse em comum. Nesse caso, a relação mantem-se no campo da disputa onde a possibilidade de desenvolvimento intelectual e moral é muito grande para ambos. Nas inter relações humanas a troca de aprendizado às vezes passa pelo estágio de contendas entre os postulantes dos mesmos interesses, e isso é uma condição natural e que em nada contraria as Leis que regem a paz e a harmonia universal.
Já ao sentimento que sentimos em relação àquele que denominamos inimigo, existe uma força negativa que, antes de reivindicar uma postura de convivência e debate de caráter moral e intelectual, essa força negativa está sempre nos sugestionando o aniquilamento completo daqueles que nos afeiçoam como uma irresistível ameaça. Eis a diferença conceitual entre o "adversário" e o "inimigo". O primeiro aceitamos sua presença, o segundo desejamos expurgá-los em nome de nossos interesses egoísticos (de nós mesmos).   

Sem este lembrete o estudo ficaria em falta. Valeu Kasaoka.

 Não me lembro o autor deste raciocínio; "...é natural que em um mundo de provas e expiacões tenhamos um ou outro adversário, porém, totalmente dispensável que este se transforme em inimigo."

Abracos.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Abril de 2013, 23:11
"Pois de nada adianta os livros na prateleira se os seus ensinamentos não estiverem enrraizando dentro da gente... Evidente que há tempo de semear, tempo de crescer, tempo de amadurecer e tempo de colher, a evolução não dá saltos."
Aline, a parte final dessa trreco copiado é fundamental, a evolução não dá saltos.
Quanto ao trecho todo, concordamos, apenas enfatizo o fato de que, para que os ensinamentos fiquem realmente enraizados, é preciso compreendê-los efetivamente, e isso, muitas vezes, vem a custa de muita meditação, pesquisa e reflexão.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Abril de 2013, 23:14
Anotnio meu caro, para complementar seu post, cito entendimento dito pelo Pastor Neemias Marien: "Unidade naquilo nos une, respeito, naquilo que nos separa e caridade para com todas as coisas."
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Abril de 2013, 23:17
Exato Marcos.
Gosto de futebol, e sou colorado.
Ao contrario de alguns amigos, tanto colorados como gremistas, tenho muito respeito pelo nosso co-irmão, pois vejo nele um adversário, alguem que busca as mesmas coisas que nós colorados, mas jamais um inimigo.
Um exemplo banal talvez, mas real, nossos inimigos são aqueles que nós criamos pelo nosso egoismo e orgulho.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 05 de Abril de 2013, 12:03
"Unidade naquilo nos une, respeito, naquilo que nos separa e caridade para com todas as coisas."

Fantástica essa citação...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 05 de Abril de 2013, 18:15
      Amigos         (ref ao tópico e à msg #3, do Kazaoka)

      Cel: amigos e meu jovem e distinto Kazaoka, me permitam tecer algumas considerações, sempre objetivando uma “fé raciocinada”.

      Kazaoka escreveu: Jesus nunca pediu ao homem um grande sacrifício ou imolação, nunca nos pediu que constrangêssemos os grandes desafios materiais para demonstrarmos a Deus a força de nosso Espírito. Não! não foi isso que Jesus nos recomendou. Pelo contrário, nos recomendou coisa muito mais simples, apenas segui-lo.

      Cel: Meu amigo, como vc diz, o seguir Jesus não tem nada de simples; é o q há de mais difícil, tremendamente difícil, para aqueles q, como nós, estão submetidos ao peso da matéria. A matéria nos leva a ações q fazem os semelhantes sofrerem e a nós mesmos, pois ela não permite a livre manifestação do espírito q somos, e distorce, de modo inquestionável, nossa percepção do mundo. Com isso, tolhe nosso entendimento e raciocínio, perturba e desvirtua nossos desejos, vontades e, em conseqüência, as possibilidades de fazermos escolhas corretas. Por isso erramos, sofremos e fazemos sofrer. 

      Os conselhos de Jesus, de “amar os inimigos”, “abençoar os q querem nos fazer mal”, “perdoar sempre”, “oferecer a outra face”, dificilmente serão obedecidos por nós, enquanto encarnados. Nos soam como coisas absurdas, pois são conselhos segundo o ponto de vista do iluminado, não do homem q ainda não conhece a verdade e, como disse Paulo, “a sabedoria de Deus é loucura para os homens”. E nos parecem absurdos porq as religiões e crenças não divulgaram, ou se esqueceram de divulgar, ou não compreenderam, o <como> fazer isso. Tão somente ensinam o <que fazer>: “amar”, mas não ensinam o <como fazer>: “como fazer para amar”.

      Falando assim, parece (apenas parece), q o Mestre nos deixou lições incompletas, pois nos teria dito o q fazer, mas não o como fazer! No entanto, não é assim! Jesus disse o q fazer e como fazer. O que ocorre é q as religiões, ou por interpretações equivocadas, ou por não julgarem pontos importantes, ou por outra razão, não ensinam o mais importante.

      Contudo, para quem estiver atento e estudar e refletir profundamente, as lições de Jesus, como as de Paulo e de muitos outros, ensinam, sim, o como fazer. Em geral, nós e as doutrinas, só damos atenção aqueles conceitos e ensinos que podemos chamar de “regras para bem conviver”, ou “para bem sobreviver” e nos esquecemos, pois as religiões não lhes dão a ênfase necessária, dos ensinamentos q podemos chamar de “regras para a salvação”.

      Devido a estarmos na matéria, num mundo q percebemos ameaçador ao nosso redor, nos tornamos o q antes não éramos: cheios de egoísmo. Contudo o egoísmo não somos nós mesmos q o criamos em nosso íntimo. São as circunstâncias da vida, o confronto de nossa natureza, como Deus no-la deu, ao nos criar, com a natureza de um meio hostil e repleto de adversidades, como Deus deu ao mundo, ao o criar, q despertam, em humanos e não humanos, esse sentimento considerado pela doutrina “a maior chaga da humanidade”, o causador de todos os sofrimentos provocados, no mundo, pelas criaturas de Deus.   

      Para aquele q estiver atento, esse poderá perceber, com o q foi dito acima, q o egoísmo, portanto, é um sentimento natural a todos os racionais e irracionais. Não somos nós q o criamos, mas a vida, o meio ameaçador em q vivemos. É um sentimento espontâneo e inerente à natureza como Deus a fez.

       Agora, raciocinando: qual é a causa q tem como efeito o sofrermos as conseqüências da lei de Deus, por procedermos de modo egoísta? O egoísmo nos vem das próprias circunstâncias criadas por Deus! Então, porq temos de sofrer as torturantes conseqüências da Lei, se erramos porq a vida, não nós, nos faz errar?

      Kazaoka:... Amar os nossos inimigos é, acima de tudo, reconhecê-los como um irmão enfermo e que enquanto não dispomos da medicação necessária à sua cura, zelemos das feridas abertas pela própria imprevidência, nele mesmo e em nós que quase sempre não os aceitamos em nossos corações e nem nos reconhecemos como responsáveis pela sua remissão.

      Cel: é verdade e, para isso devemos, também, nos reconhecer a nós mesmos enfermos como eles, viajores do mesmo barco, buscadores daquilo q eles também buscam.

      No entanto, se “o que somos e o que fazemos é a escola da vida que nos faz ser e fazer” (ou onde é q o espírito se torna, ou aprende a ser bom ou a ser mau, a fazer o bem ou a fazer o mal?), devemos considerar q somos o q somos a cada instante, exatamente do modo q a escola da vida nos faz ser. Assim, é evidente q, dentro da concepção de um sentimento de amor ao próximo, devemos considerar q os homens são o q são, conforme a doutrina, a cada instante, isto é, bons ou maus, honestos ou desonestos, benfeitores ou malfeitores, porq a escola do bem e do mal os faz ser assim.

      Sendo assim, deveremos raciocinar: o bruto, o perverso, o pervertido são o q são porq a vida os faz ser como são, ou porq eles mesmos, de livre vontade, se fazem perversos e pervertidos? Se vc é mau, porq se fez mal? Desejou ser mau? Não soube lutar contra as tentações? Mas, qual é a causa de uns saberem lutar e vencerem as tentações e outros, ao contrário, a elas sucumbirem? Desejo próprio? Vc é bom simplesmente porq quer ser bom? E, se vc é mau, foi seu desejo o se tornar mau?

      Deve ser por isso q o Mestre Jesus aconselhou “amai os vossos inimigos” (como, também, o "nunca julgueis") pois q, se são seus inimigos, se querem lhe fazer o mal ou aos seus queridos, não são eles, na realidade, q desejam ser assim, mas as experiências/lições que todos nós recebemos nesta escola q estamos cursando e q nos ensina a praticar o bem e/ou a praticar o mal.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 05 de Abril de 2013, 18:39
      Aline   (ref #45)

      Olá, nova companheira de estudos.

      Alice colocou:"Unidade naquilo nos une, respeito, naquilo que nos separa e caridade para com todas as coisas."

      Cel: e lhe pergunto, como é que se faz isso? Como é q devemos fazer para nos unir com os demais, como devemos fazer para ser caridoso (ter amor no coração, é isso?)? Basta querer? Basta prometer a si mesma ou a Deus: "a partir de amanhã vou me unir, ou me sentir em unidade com os demais? Ou dizer: "a partir de agora, ter amor por todos em meu coração-"?
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 05 de Abril de 2013, 19:01
      Antonio Renato    (ref #23)

      Renato colocou: Portanto meu irmão, o grande desafio é amar sem preconceito; ame a sua família, seus filhos, seus irmãos, seus amigos, ame até mesmo ao seu inimigo.

      Olá, meu amigo Renato: e como é q se faz isso? Basta querer?

      Proceder corretamente com os demais, proceder carinhosamente é apenas uma manifestação exterior; o amor é um sentimento q temos no interior! Pode se manisfestar como ação exterior, mas a manifestação exterior não significa q temos amor no coração!

      Como amar alguém, até mesmo os inimigos?
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 05 de Abril de 2013, 21:28
      Kazaoka    (ref #26)

      Kazaoka escreveu: Quando Deus deu ao homem o discernimento e a consciência da própria existência Ele, automaticamente, impôs a nós o senso de responsabilidade.

      Cel: meu jovem, me permita repetir aquela pergunta, semelhante a q colocaria aqui,  q o amigo não responde (aliás, nenhum dos amigos responde): se somos da mesma essência de Deus e Ele, ao criar nos impôs o senso de responsabilidade, porq não o usamos? Porq, segundo a doutrina (segundo todas as doutrinas), o homem é tão tremendamente irresponsável?

      Essas são questões q juntamente com o q vai abaixo, provocam estranhezas em muitos.

      Porq o homem é o q é, irresponsável, cínico, egoísta, orgulhoso, sem escrúpulos etc etc? Se pela doutrina, “sendo Deus todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos, pois o que é infinitamente sábio, justo e bom, nada pode produzir que seja destituído de inteligência, mau e injusto”, como entender isso?

      Frente a essa conceituação, amigos que estudam a doutrina, já perguntaram: mas, de onde, então, procedem os espíritos? Haverá um outro criador?!
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 05 de Abril de 2013, 23:54
      Gustavo Rettenmaier    (ref 32)

      Rettenmaier escreveu:...  Jesus nos mostra que somos todos irmãos,  abençados pelo Pai, que portanto não podemos "ter" inimigos.

      Cel: amigo Rettenmaier, o “abençoados pelo pai”, que vc colocou, significa também abençoados com cânceres, mutilações, deformações mentais ou físicas, loucura, crimes hediondos, filhos entrevados, escravizados pelas drogas... é isso?

      Mas, o q significa “portanto, não podemos ter inimigos”? A doutrina também afirma não podemos ser maus, nem injustos, nem ininteligentes! Mas, está em nossas mãos o deixarmos de ser maus, injustos, ininteligentes? Está em nossas mãos o não sermos inimigos de ninguém? Está nas mãos daquele q é inimigo nosso, o deixar de sê-lo?

      Podemos, é verdade, agir, proceder como indivíduos bons e justos; como se não tivéssemos inimizade ou como se não fôssemos inimigos de ninguém. Mas, apenas proceder, isto é,  práticas ou manifestações exteriores; o interior será o q era antes dessas manifestações; se odiava, continuará odiando; se invejava, continuará invejando; se antes da ação era egoísta, orgulhoso, enfim, fosse o q fosse, continuará sendo. Não são praticas exteriores q aperfeiçoam o interior, mas a beleza interior, se houver, q pode aperfeiçoar as práticas exteriores. O íntimo é quem revela o q nós somos; não as ações visando o próximo. Este, é certo, poderá se beneficiar com nossas ações nesse sentido, mas, nós mesmos q as praticamos, não demos um passo na direção de Deus.

      Não são nossos procedimentos, ações exteriores, q mostram q somos bons ou maus; é o intimo, q os demais não conseguem ver.

      Então, devemos perguntar: então, o q é q pode aperfeiçoar o interior? Essa resposta existe, mas temos de procurá-la com determinação se, realmente, quisermos conhecê-la. Para essa procura, a partir das concepções espíritas, talvez, o primeiro passo a ser dado seja atender ao sábio conselho de Kardec, de estudar outras doutrinas (o mundo tem tantas, para as quais nunca voltamos os olhos), compará-las com a nossa e, se for o caso, se uma outra mais se harmonize com nosso íntimo, escolhê-la e a seguirmos, através do estudo de seus conceitos e da reflexão e raciocínio.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 06 de Abril de 2013, 02:09
      Kazaoka    (ref #26)

      Kazaoka escreveu: Quando Deus deu ao homem o discernimento e a consciência da própria existência Ele, automaticamente, impôs a nós o senso de responsabilidade.

      Cel: meu jovem, me permita repetir aquela pergunta, semelhante a q colocaria aqui,  q o amigo não responde (aliás, nenhum dos amigos responde): se somos da mesma essência de Deus e Ele, ao criar nos impôs o senso de responsabilidade, porq não o usamos? Porq, segundo a doutrina (segundo todas as doutrinas), o homem é tão tremendamente irresponsável?

Caro Coronel, a situação de estarmos sempre retardatários em relação ao grau de noção de responsabilidades que devemos ter sobre nossos atos, diz respeito, única e exclusivamente, à diversificação de grau de evolução moral que cada um.
Veja a nossa condição de encarnados, enquanto uns frequentam universidades para o burilamento intelectual, outros estão aqui participando de tão edificantes discussões de ordem moral e filosófica neste fórum. Em contra partida, quantos outros estão por ai embrenhados em ações delituosas, não por falta de educação ou  falta de oportunidade para obtê-la, mas pelo simples fato de este estado de Espírito estar intrínseco em seu âmago naquele momento de sua existência eterna?
Não se trata de escolha de ser bom ou mau, mas de grau de evolução espiritual que cada um já tenha alcançado.

Quanto a participação da natureza material neste processo, ela não é a vilã da história, constituindo apenas um instrumento do qual Deus se serve para que a sua obra de realize no Espírito em evolução. Merecendo, por isso mesmo, toda nossa atenção ao seu papel em nossas vidas e extraindo dela, dá materialidade, todo aprendizado que ela possa nos oferecer e fazendo com isso que nos  elevemos como Espírito.
A matéria é como o substrato de um canteiro, que embora abundantemente constituído de impurezas, dá condição para que as flores exalem seus perfumes e outras produzam seus frutos, cumprindo assim o fenômeno da abençoada lei que diz que tudo está em tudo e que nada se perde, apenas se transforma.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Abril de 2013, 23:33
Meu nobre(nobre na alma)irmão Coronel.Sim meu amigo,é fruto da nossa vontade o exercício
do amor,podemos também amar o nosso inimigo,porque este amor que por ele se possa de-
-dicar,vem do perdão,perdão esse que vem do nosso íntimo,desarmado,sem preconceito,
aquele perdão que o mestre Jesus nos ensinou:Perdo-ai não somente sete,mas setenta
vezes sete.No capítulo XII do Evangelho Segundo O Espiritismo que versa sobre amar os
vossos inimigos,em seu paragrafo 3 nos diz como muita clareza:"Amar os inimigos não é,
portanto,ter-lhes uma afeição que não está na natureza,visto que o contacto de um inimigo
nos faz bater,ao contacto de um amigo.Amar os inimigos é não lhes guardar ódio,nem rancor,nem desejo de vingança;é perdoar-lhes,sem pensamento oculto e sem condições,o
mal que nos causem;é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles;é desejar-lhes
o bem e não o mal;...Portanto meu irmão Coronel,podemos sim amar até mesmo o nosso inimigo.
Fique na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Felipa em 07 de Abril de 2013, 01:28

Amar os inimigos

Como se pode amar a quem nos quer mal? Mesmo se já tenhamos ultrapassado muitas barreiras, e já estejamos em codições de não odiar a alguém gratuitamente, ainda assim nos sentimos com dificuldade em lidar com o ódio que nos é dirigido. Podemos dizer que é um direito nosso, ou que se trata apenas de defesa. Mas é forçoso reconhecer que o coração se rebela, e que o sentimento de vingança muitas vezes espera apenas pela hora mais oportuna. Se não tomamos em armas contra nossos inimigos, torcemos pelo seu insucesso. Rimos de seus fracassos, e ficamos frustrados com suas vitórias.

Não é esse o espírito do mandamento. Mas, se sabemos repeti-lo -- "amai os vossos inimigos" -- como fazer para colocá-lo em prática? Este é o desafio. A vigilância é necessária, mas é preciso ir mais adiante, desenvolvendo uma postura mental adequada.

Há pessoas que dedicam sua vida à obtenção de uma total paz de espírito, caracterizada pelo esvaziamento completo da mente. Se não implica amor, pelo menos o esvaziamento já permite a neutralização do ódio. Na impossibilidade que me encontro de atingir este estado, o que fazer? Render-me aos pensamentos normais leva, com certeza, ao ódio incubado, um sentimento perigoso de se guardar, que envenena a alma e apenas espera pela oportunidade para se manifestar.

A vigilância ativa sugere outras formas de agir. Lembro-me de uma conversa, onde me foi dito que o Divaldo Pereira Franco conversava com um companheiro espiritual seu; ora para dedicar uma ação de caridade, ora para evocar a beleza de uma planta, ou de um dia ensolarado. Esta atitude de convite ao amor transformou o seu obsessor em um companheiro, um amigo que passou a acompanhá-lo no seu trabalho.

Assim, minha sugestão é: na impossibilidade de ignorar, vamos fortalecer a mente nos pensamentos positivos. Vamos amar sem afetação; vamos conviver bem, convidando ao amor. Essa parece ser uma forma justa de obter uma reforma íntima, em benefício não somente nosso, mas de todos os nossos 'inimigos'
CARLOS RIBEIRO
Consultor em tecnologia por profissão, curioso por natureza.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Felipa em 07 de Abril de 2013, 01:34


Quem são os meus inimigos?

Os nossos inimigos são por nós eleitos a cada dia.
Muitas vezes se tornam nossos inimigos e voltam a serem os
nossos amigos e não ficam nem sabendo. Isso ocorre porque os
criamos dentro de nós. Sempre que julgamos os atos dos outros,
estamos automaticamente criando esse inimigo dentro de nós.
O importante é sabermos que com nossos julgamentos emanamos
energia para outras pessoas e essas energias podem, de alguma forma,
prejudicá-las, porém tudo que fazemos tem um retorno para nós
e essa energia negativa voltará com mais força para o nosso
campo vibratório. Nesse momento nos tornamos inimigos de nós mesmos,
pois estamos nos atacando de forma inconsciente.
Como lidar com isso, então? Exercitando o perdão e a paciência.
Esse exercício impedirá que façamos julgamentos, e que sejam
emanadas energias negativas para os outros, o que também nos
auxiliará a melhorar o nosso campo vibratório.
Lembremo-nos sempre de que com a mesma medida que medirmos
os outros seremos também medidos.
É mais fácil julgar e mais difícil amar e crescer espiritualmente,
mas a escolha cabe sempre a cada um de nós.
http://www.gotasdepaz.com.br
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 07 de Abril de 2013, 19:18
Minha querida irmã Maria em consonância ao que eu já havia respondido ao nosso irmão
Coronel,você nos brinda com essa sua conclusão."O perdão",eis aí uma forma de não reter
o inimigo dentro de nós,pois assim o fazendo porque o queremos,para uma necessidade
de crescimento,exercitamos o perdão para aqueles que por ventura nos tenha cometido
algum mal.Surgiro então aos nossos irmãos para melhor entendimento que revejam o
o capítulo XII do nosso evangelho,página 205,onde encontrará toda a conclusão.
Fique na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Felipa em 07 de Abril de 2013, 19:35

Inimigos

        Inimigo. A palavra traz uma carga negativa impressionante! O inimigo é alguém que desperta em nós os sentimentos mais primitivos: medo, ódio, desejo de vingança.

        Diante de um inimigo, as mãos ficam geladas, o coração bate forte, o sangue pulsa nas têmporas. E a pergunta surge: Como agir? O que fazer?

        A resposta a essa pergunta foi dada pelo Cristo: Ama o inimigo, ora pelos que te perseguem.

        Mas, nós, que somos pessoas comuns, costumamos reagir a esse conselho de Jesus.

        E nos perguntamos: Amar o inimigo? Fazer o bem a quem nos feriu e maltratou?

        E, em geral, concluímos: Impossível. Para nós, a expressão Amar o inimigo parece uma utopia.

        Em alguns casos, até somos irônicos: Esse ensinamento de Jesus não é para nós. Ainda somos muito imperfeitos.

        O que acontece é que não entendemos corretamente o significado da palavra amar, quando se aplica ao inimigo.

        Jesus era um sábio. Ele conhecia profundamente a alma humana. Você acha que Ele iria sugerir algo que não seríamos capazes de fazer?

        Claro que não! Todas as sugestões de Jesus são perfeitamente possíveis. Por isso vamos examinar melhor essa questão do amor ao inimigo?

        A primeira coisa é entender o que significa a expressão Amar o inimigo.

        Com essas palavras, Jesus apenas nos convida a perdoar quem nos fez mal. Ou, no mínimo, apela para que não busquemos a vingança.

        Parece difícil? Nem tanto. Vamos falar de forma prática.

        Se alguém tem um inimigo, em geral, qual é a atitude que adota?

        A maioria das pessoas mantém o inimigo permanentemente em seus pensamentos. Não consegue pensar em nada, além da pessoa odiada.

        E assim a vida segue. Quem odeia mantém-se escravo do inimigo.

        Faz as refeições, dorme, acorda, trabalha e vive constantemente em meio a esse sentimento de rancor, alimentando desejos de vingança.

        Parece ruim? Pois é exatamente o que fazemos: deixamos o inimigo comandar a nossa vida. Tornamo-nos escravos daqueles que odiamos.

        Por isso a sabedoria da proposta de Jesus, que é a libertação dos laços que nos prendem aos inimigos.

        Perdoar é mais fácil. Deixa a alma mais leve, o corpo mais saudável, as emoções sob controle.

        Quando o Cristo pronunciou a expressão Amar o inimigo, na verdade, ofereceu um caminho de equilíbrio e de serenidade.

        É claro que o Cristo não espera que tenhamos pelos inimigos o mesmo amor que dedicamos à família e aos amigos.

        Jesus quer apenas que afastemos de nosso coração a mágoa, a infelicidade, o ódio e o desejo de vingança.

        Por isso ele aconselhava: Orem pelos que vos ofendem.

        E nessas preces, pedi a Deus que vos dê forças para superar a ofensa vivida.

        Pedi também a Deus que vos ofereça oportunidade de ser útil àquele que vos feriu.

        Se essa oportunidade surgir, não deixemos passar a chance de sermos úteis e bons. Gestos desse tipo fazem nascer na alma o sentimento de superação, de etapa vencida.

        É um momento único, encantador.

        Pensemos nisso!
 Redação do Momento Espírita.
Em 31.03.2008.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Abril de 2013, 00:03
"Rettenmaier escreveu:...  Jesus nos mostra que somos todos irmãos,  abençados pelo Pai, que portanto não podemos "ter" inimigos.

      Cel: amigo Rettenmaier, o “abençoados pelo pai”, que vc colocou, significa também abençoados com cânceres, mutilações, deformações mentais ou físicas, loucura, crimes hediondos, filhos entrevados, escravizados pelas drogas... é isso?"

Não meu querido, isso é a nossa ignorância nos afastando das bençãos que o Pai distribui, àqueles que compreendem e, principalmente vivem suas leis.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Abril de 2013, 00:09
Mano Kazaoka, seu post #51 me faz saltar aos olhos uma unica palavra: oportunidade.
Deus, com sua infinita misericórdia, nos cobre de bençãos, e uma das maiores resume-se nessa palavra, oportunidade, ou oportunidades, para ser mais correto.
Entretanto, escolhemos a porta larga para passar e assim nos perdemos nos caminhos desviados das leis eternas e imutáveis de Pai.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Abril de 2013, 00:12
Meu caro Antonio, a lógica é essa mesma, mas como fazer para chegarmos a essa condição de amar os inimigos?
Como conseguir perceber que aqueles que colocamos como inimigos, na realidade são ferramentas, colocadas por Deus para nos dar a oportunidade, de novo essa palavra, de crescimento?
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Abril de 2013, 00:19
"Inimigos

        Inimigo. A palavra traz uma carga negativa impressionante! O inimigo é alguém que desperta em nós os sentimentos mais primitivos: medo, ódio, desejo de vingança."
Maria47, minha cara, encontramos nessa frase, um otimo resumo, por assim dizer.
Entretanto, entendo que a questão da vingança, bem como do prazer em ver nosso "inimigo" perder, esta exclusivamente em nossa inferioridade moral.
Quando começarmos a bem compreender os ensinamentos do Mestre, veremos que o desejo de vingança, o desejo de que nosso "inimigo", seja derrotado, é apenas a nossa ignorância querendo, como diz o ditado, "tirar o porco da lama, para deitar no lugar dele".
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Abril de 2013, 03:13
Meu irmão Gustavo,a todo momento nós somos testados por Deus,neste tênue que separa o
amor e ódio,está a oportunidade,lá vem essa palavra novamente,rsrs,que Deus nos concede
para reconciliarmos com o nosso inimigo,concedendo-lhe o perdão,pois só assim poderemos
amar o nosso inimigo.
Fique na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Abril de 2013, 12:20
Antonio, seu post me possibilitou uma reflexão: será que é Deus que nos testa?
Sera que "teste" e "oportunidade" possuem o mesmo significado?
Sempre que nos encontramos em uma situação de dificuldade, seja ela qual for, dizemos que estamos sendo testados, provados, ou qualquer outra expressão similar.
Entretanto, se bem observarmos bem, por teste, podemos entender aquela situação onde estamos sendo avaliados, é algo um tanto compulsório. Por oportunidade, porem, parece ser aquela situação onde fizemos as nossas escolhas, utilizando-se do livre arbitrio.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Abril de 2013, 13:11
Meu "mano" Gustavo,lembrei do nosso querido mano Moura.Em concordância ao que você
escreveu,a oportunidade Deus sempre nos concede,usando do nosso relativo livre arbítrio
fazemos a escolha de perdoar aquele em que nós chamamos de inimigo.O perdão é o pri-
-meiro passo para que se possa  então amar o nosso inimigo.Ao que chamamos de ser
testados por Deus,seja uma forma de nós mesmo nos avaliarmos se tivemos crescimento
moral suficiente, para entendermos que nas leis universais e no exercício delas,somos
levados a perfeição,e ter inimigos não coadunam com essa perfeição.Ter inimigos é uma
prova evidente de quanto ainda somos imperfeitos,a medida em que vamos diminuindo as
nossas imperfeições,vamos entendendo melhor e aceitando as leis criadas por Deus para
a nossa evolução.Assim eu penso.
Fique na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 08 de Abril de 2013, 13:39
Bom dia caros companheiros de estudo que possamos ter um dia proveitoso...
Coronel vou tentar responder aos seus questionamentos, mas já saliento que se eu conseguisse fazer, literalmente, o que nos diz a citação que foi postada pelo Gustavo com certeza, eu deveria ser uma missionária por aqui, tamanha a profundidade dela, e isso caro irmão não é o caso e está bem longe, pois preciso caminhar muito por aqui, estudar, trabalhar... para conseguir perder a animalidade intrínseca em meu ser...

"Unidade naquilo que nos une, respeito naquilo que nos separa e caridade para com todas as coisas."

Definição de Caridade segundo o dicionário Aurélio - amor a Deus e ao próximo, a caridade é uma das três virtudes teologais/ na expressão comum, amor ao próximo: agir por pura caridade/ esmola, favor, benefício: fazer a caridade/ bondade, compaixão´.

No questionamento a cerca de se caridade é ter amor no coração Coronel, baseando na definição crua do Aurélio (dicionário da língua portuguesa) já nos faz compreender que sim, e se analisarmos o que Cáritas e outros amigos espirituais nos deixa no Evangelho então, concluiremos que caridade é a expressão mais sublime do amor em nossa alma e em nossas ações. Pois só conseguiremos agir com amor quando o sentimento já estiver arraigado em nós.
Outro questionamento seu: "Basta querer? Basta prometer a si mesma e a Deus (...)"
Compreendo da seguinte maneira, se penso em algo, e quero algo, o pensamento é força criadora, logo já estou dando alguns passos em direção ao objetivo almejado. Agora o que eu desejo aqui na Terra está diretamente ligado às nossas prioridades na vida. O desenvolvimento da nossa intelectualidade e da nossa moralidade nos fará evoluir gradativamente e assim, conseguirmos agir com a mesma sabedoria de Cristo nosso irmão e modelo. Não é fácil, o caminho é tortuoso e nós somos muito egoístas, vaidosos e orgulhosos ainda, defeitos inerentes à nossa situação evolutiva, e que devem ser domados incessantemente, mas vamos chegar lá sim, temos que ter foco no que nos esclarece a espiritualidade.  Agora um breve estudo sobre as Leis que nos regem deixa-nos límpido que com Deus não existe "barganhas" não precisamos prometer nada a Ele, somos criaturas Dele, milimetricamente planejados para estarmos aqui, e devemos render graças todos os dias por sua tamanha misericórdia para conosco.
E finalizando... "Como se faz isso?"
Como disse no início se eu soubesse... rs
Na verdade enquanto estudiosos, já sabemos, pelo menos teoricamente, já sabemos que não estamos a passeio pelo planeta, e a nossa consciência com relação a isso já nos disperta à procura do caminho reto. Sabemos que temos a nossa reforma para assumirmos e alavancarmos e conforme ela vai ocorrendo, através de muito estudo, disciplina e responsabilidade, as coisas vão mudando, nossos pontos de vista, nossas atitudes, nossos sentimentos e a nossa sintonia (fundamental)... Quando vibrarmos na sintonia um pouquinho voltada aos planos superiores, os nossos objetivos mudam e o inimigo deixa de nos incomodar, as viciações deixam de nos tentar... enfim... conseguiremos ter dentro de nós, refletindo em todas as atitudes, os sentimentos mencionados na citação inicial, sendo eles - união, respeito e caridade...
Então caro Coronel, saber como fazer a gente até já sabe, agora está nas mãos de cada um traçar os caminhos a serem trilhados, através da "semeadura" do presente, mas como disse anteriormente, já não poderemos mais alegar desconhecimento das Leis que nos regem e que seremos cobrados proporcionalmente aos nossos conhecimentos...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Abril de 2013, 17:02
"Ter inimigos é uma prova evidente de quanto ainda somos imperfeitos..."
Perfeita essa frase meu caro Antonio, precisamos olhar para dentro de nós mesmos e compreenderemos essa verdade.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 09 de Abril de 2013, 17:52
DIVERGÊNCIAS
"Lembre-se de que as outras pessoas são diferentes e, por isso mesmo, guardam maneiras próprias de agir.
Esclarecer à base de entendimento fraterno, sim; polemicar, não.
Antagonizar sistematicamente é um processo exato de angariar aversões.
Você pode claramente discordar sem ofender, desde que fale apreciando os direitos do opositor.
Afaste palavras agressivas em seu vocabulário.
Tanto quanto nos acontece, os outros querem ser eles mesmos na desincumbência dos compromissos que assumem.
Existem inúmeros meios de auxiliar sem ferir.
Geralmente, nunca se discute com estranhos e sim com as pessoas queridas; visto isso, valeria a pena atormentar àqueles com quem nos cabe viver em paz?
Aprendamos a ceder em qualquer problema secundário, para sermos fiéis às realidades essenciais.
Se alguém diz que a pedra é madeira, é justo se lhe acate o modo de crer, mas se alguém toma a pedra ou madeira para ferir outrem, é importante argumentar quanto à impropriedade do gesto insano."
André Luiz
Do livro Sinal Verde  [/size][/font]
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 10 de Abril de 2013, 01:12
Minha cara Aline, uma coisinha simples mas que acho de fundamental importância: distinguir forma, de conteúdo.
Uma coisa é o conteudo, a mensagem que pasamos as pessoas, outra, é a maneira como fizemos isso.
E é na maneira que está toda a diferença.
Tenho um amigo, de um centro espirita aqui do interior, que costuma dizer que: "com carinho, você me leva até para o inferno, a pontapé, não me leva nem para o céu.".
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 10 de Abril de 2013, 12:26
Não entendi???
Você se ofendeu com a mensagem Gustavo??
Procurei algo q tivesse em concordância com o tema, com autoria espiritual relevante para nossa análise, mas parece que vc está me dando um puxão de orelhas... Não tive intenção nenhuma além de colocar o tópico no estudo do Fórum...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 10 de Abril de 2013, 16:38
Se eu me ofendi com a postagem, Aline?
Não, muito pelo contrário, estou corroborando ela.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 10 de Abril de 2013, 17:30
OK!!! Por um momento pensei e pensei errado então... Boa tarde pra nós todos!!!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Abril de 2013, 00:56
Meus irmãos.Vejam como somos imperfeitos:Jesus quando nos ensinou a oração para agra-
-decermos ao pai,ele estava ao mesmo tempo nos ensinando a não ter inimigos,pois Quando
dizemos em oração:"Perdoai aqueles que nos tenham ofendido",na verdade estamos pedindo
para que não criemos inimigos por uma simples ofensa,aliás,só se sente ofendido aqueles
que ainda não sabem o verdadeiro significado do amor e do perdão.Em dizer da oração que
Jesus nos ensinou,gostaria de compartilhar com todos do FE,uma forma diferente de orar ao
pai:" Pai nosso tu és e sempre serás,nesses dias e nos dias que sucederão.
         Iremos nós ao vosso reino se assim o merecemos.
         Pois assim será na terra como é nos teus reinos dos céus,pois a tua
         vontade é soberana.
         O pão que é nosso alimento,nos darás sempre.
         Perdoa-nos pois sempre seremos devedores,pelas nossas fraquezas
         de não acreditar em vós,e em achar que fomos ofendidos por aqueles
         a quem chamamos de irmão.
         Não deixai que as tentações nos façam fraquejar,e que possamos
         fazer de vós o nosso verdadeiro escudo.
         Agora e para sempre,amém.
Fiquem na paz,e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
         
         
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 11 de Abril de 2013, 12:18
Uma postagem interessante e, diria mais, importante meu caro Antonio.
Não podemos esquecer a importância da prece, do contato com Deus, para que possamos melhor compreender aquilo que nos acontece no dia a dia e assim melhor nos portar-mos, melhor vivermos os ensinamentos luminares do Cristo.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 11 de Abril de 2013, 12:51
Bom Dia!!! Mais uma análise contextualizando com o tema "Amai os vossos inimigos."
"O Evangelho não desce para trabalhar num terreno virgem, mas num já poluído por mil delitos. É necessário enfrentar um trabalho imenso, porque se trata de corrigir, de reeducar de novo, reedificar o que está mal construído. É preciso desentrançar esta carga de explosivos que quer estourar, e ter a força de engolir esse triste passado, neutralizando tanto mal com outro tanto de bem, que é indispensável cada um possuir em si para poder expandi-lo em torno de si.
 
A humanidade está verdadeiramente onerada por uma carga de iniqüidade que lhe paralisa a subida, mas que precisa ser anulada de qualquer forma, seguindo a estrada oposta, substituindo a guerra pela paz, o ódio pelo amor, pois não há outro meio de anular o passado e dele libertar-se. Ele nos perseguira e esmagará, enquanto não o soubermos vencer."

E conforme o último post, a oração nos conecta com o Pai e nos serve de bálsamo e obtenção de forças para a luta diária...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Abril de 2013, 18:08
Minha querida irmã Aline,as suas colocações muito nos lembra o quanto necessitamos modificar as
nossas atitudes em relação aos nossos irmãos em que convivemos no dia a dia.Somos empurrados e
motivados por um competição desenfreada para estarmos em posição melhor,e que em muitas das vezes
cometemos maldades contra esses nossos irmãos.Nos tornamos assim inimigos pelo qual não gostaria
de ser.Amor,eis ai então a alavanca que nos impulsiona e nos fazem melhores,se em todas as vezes
em que fossemos tomar qualquer atitude,colocar-se ele em primeiro lugar,nenhuma reação contrária
poderia existir,consequentemente o inimigo deixaria de ser criado.
Fique na paz.
 
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 12 de Abril de 2013, 12:13
Antonio meu caro, trouxeste um ponto interessantissimo para nosso estudo: competição desenfreada.
A sociedade moderna torna tudo competitivo, ter mais, ter melhor.
Com essa postura, vamos criando inimizades onde antes havia companheirismo, coleguismo.
Mas de novo voltamos ao ponto: nós criamos nossos inimigos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Felipa em 12 de Abril de 2013, 12:58

 Amor aos desafetos
 
O amor resume toda a Doutrina do Mestre Jesus.
Em resposta à pergunta dos fariseus, sobre qual era o maior mandamento, ensinou que o amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos resumia toda a Lei.
Mas quem será o próximo? Será apenas aquele que nos ama?
Em outra passagem do Evangelho, o Rabi nos recomenda que amemos nossos inimigos, que façamos o bem a quem nos odeia e que oremos pelos que nos perseguem e caluniam.
O Mestre nos fala que nenhum mérito teremos em amar somente quem nos ama ou fazermos o bem somente a quem nos faz o bem.
Amar quem nos ama, quem nos trata bem, quem para nós só tem pensamentos bons não nos exige qualquer esforço, é natural de nossa parte. Sorrir a quem nos sorri, ser amável a quem é amável para conosco é fácil.
O que ocorre, no entanto, é que costumamos amar somente quem tem atitudes amáveis para conosco.
Poucos agimos com amor para com aqueles que não conseguem nos amar.
A ideia de amar quem nos prejudica, quem para nós só tem pensamentos negativos, pode nos parecer um tanto absurda.
No entanto, é preciso entendamos o que o Mestre nos quis transmitir.
Ele não quis nos dizer que tenhamos para com nosso inimigo a ternura que dispensamos aos nossos amigos e irmãos, pois a ternura pressupõe confiança.
Não se tem confiança verdadeira em quem nos dirige pensamentos negativos, pois os pensamentos criam uma corrente de fluidos e, se esses são impregnados negativamente, não há como inspirar bons sentimentos.
Mas não devemos, em troca, emitir o mesmo padrão de pensamentos. Ou ter o mesmo tipo de atitudes de quem nos prejudica, pois assim nos igualamos a eles.
Amar os inimigos não é, portanto, ter para com eles uma afeição que não é compatível com os sentimentos negativos que deles emanam e aos quais não somos indiferentes. Mas é não guardar ódio ou rancor ou desejo de vingança.
Amar os inimigos é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem quaisquer condições impostas, o mal que nos tenham causado.
É não opor nenhuma restrição à reconciliação com eles, é desejar-lhes o bem e não o mal, é experimentar alegria com o bem que lhes aconteça, é ajudá-los, se possível.
É, por fim, jamais emitir pensamentos ruins e, muito menos ter atitudes negativas para com eles, abstendo-se por palavras ou por atos, de tudo aquilo que os possa prejudicar.
Como Jesus nos recomendou, é oferecer a outra face, a face da benevolência e do perdão, frente alguma agressão moral, física ou material.
É agir com caridade, pois, se amar o próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação deste princípio, e tal virtude representa uma das maiores vitórias contra o egoísmo e o orgulho.
Redação do Momento Espírita com base nos cap.
 XI e XII do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo,
de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 09.04.2010.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Felipa em 12 de Abril de 2013, 13:03

Amar os Inimigos
Martin Luther King, Jr.

Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.
Mateus 5.43-48
Talvez nenhum ensinamento de Jesus seja, hoje, tão difícil de ser seguido como este mandamento do "amai os vossos inimigos". Há mesmo quem sinceramente julgue impossível colocá-lo em prática. Consideramos fácil amar quem nos ama, mas nunca aqueles que abertamente e insidiosamente procuram prejudicar-nos. Outros ainda, como o filósofo Nietzsche, sustentam que a exortação de Jesus para amarmos os nossos inimigos prova que a ética cristã se destina somente aos fracos e aos covardes, e nunca se pode aplicar aos corajosos e aos fortes. Jesus – dizem eles – era um idealista sem sentido prático.
Apesar dessas dúvidas prementes e persistentes objeções, o mandamento de Jesus desafia-nos hoje com nova urgência.
Insurreições sobre insurreições demonstram que o homem moderno caminha ao longo de uma estrada semeada de ódios, que fatalmente o conduzirão à destruição e à condenação. O mandamento para amarmos os nossos inimigos, longe de ser uma piedosa imposição de um sonhador utópico, é uma necessidade absoluta para podermos sobreviver. O amor pelos inimigos é a chave para a solução dos problemas do nosso mundo. Jesus não é um idealista sem sentido prático; é um realista prático.
Estou certo de que Jesus compreendeu a dificuldade inerente ao ato de amar os nossos inimigos. Nunca pertenceu ao número dos que falam fluentemente sobre a simplicidade da vida moral. Sabia que toda a verdadeira expressão de amor nasce de uma firme e total entrega a Deus. Quando Jesus diz: "Amai os vossos inimigos", não ignora a dificuldade dessa imposição e conhece bem o significado de cada uma das suas palavras. A responsabilidade que nos cabe como cristãos é a de descobrir o significado desse mandamento e procurar apaixonadamente vivê-lo toda a nossa vida.
Como Amar os nimigos?
Agora sejamos práticos e formulemos a pergunta: Como devemos nós amar os nossos inimigos?
Temos, primeiro, de desenvolver e manter a capacidade de perdoar. Aquele que não perdoa, não pode amar. É mesmo impossível iniciar o gesto de amar o inimigo sem a prévia aceitação da necessidade de perdoar sempre a quem nos faz mal ou nos injuria. Também é preciso compreender que o ato do perdão deve partir sempre de quem foi insultado, da vítima gravemente injuriada, daquele que sofreu tortuosa injustiça ou ato de terrível opressão. É quem faz o mal que requer o perdão. Deve arrepender-se e, como o filho pródigo, retomar o caminho do regresso de coração ansioso pelo perdão. Mas só o ofendido, seu próximo, pode realmente derramar as águas consoladoras do perdão.
O perdão não significa ignorância do que foi feito ou imposição de um rótulo falso em uma má ação. Deve significar, pelo contrário, que a má ação deixe de ser uma barreira entre as relações mútuas. O perdão é o catalisador que cria a atmosfera necessária para de novo partir e recomeçar; é alijar um fardo ou cancelar uma dívida. As palavras "perdôo-te, mas não esqueço o que fizeste" não traduzem a natureza real do perdão. Nunca ninguém, decerto, esquece, se isso significar varrer totalmente o assunto do espírito; mas quando perdoamos, esquecemos, no sentido em que a má ação deixa de constituir um impedimento para estabelecer relações. Da mesma maneira, nunca devemos dizer: "Perdôo-te, mas já não quero nada contigo". Perdão significa reconciliação, um regresso a uma posição anterior; sem isso, ninguém pode amar os seus inimigos. O grau da capacidade de perdoar determina o da capacidade de amar os inimigos.
Em segundo lugar, temos de reconhecer que a má ação de um nosso próximo, inimigo, – ou seja, aquilo que magoa, – nunca exprime a sua completa maneira de ser. É sempre possível descobrir um elemento de bondade no nosso inimigo. Existe algo de esquizofrênico em cada um de nós, que divide tragicamente a nossa própria personalidade, e trava-se uma persistente guerra civil dentro das nossas vidas. Há em nós alguma coisa que nos obriga a lamentarmo-nos com o poeta latino Ovídio: "Vejo e aprovo o que é melhor, mas sigo o que é pior", e ou como Platão, que comparava a pessoa humana a um cocheiro que guiasse dois cavalos possantes, e cada um deles puxasse o carro em direções opostas. Também podemos repetir o que disse o Apóstolo Paulo: "Pois não faço o que prefiro e sim o que detesto".
Isso significa muito simplesmente que naquilo que temos de pior há sempre algo de bom, assim como no melhor existe algo de mau. Quando percebemos isso, sentimo-nos menos prontos a odiar os nossos inimigos. E quando olhamos para além da superfície ou para além do gesto impulsivo de maldade, descobrimos em nosso próximo um certo grau de bondade, e percebemos que o vício e a maldade dos seus atos não traduzem inteiramente aquilo que ele de fato é. Observamo-lo a uma nova luz. Reconhecemos que o seu ódio foi criado pelo medo, orgulho, ignorância, preconceito ou mal-entendido, mas vemos também que, apesar disso tudo, a imagem de Deus se mantém inefavelmente gravada no seu ser. Amamos os nossos inimigos porque sabemos então que eles não são completamente maus, nem estão fora do alcance do amor redentor de Deus.
Em terceiro lugar, não devemos procurar derrotar ou humilhar o inimigo, mas antes granjear a sua amizade e a sua compreensão. Somos capazes, por vezes, de humilhar o nosso maior inimigo: há sempre, inevitavelmente, um momento de fraqueza em que podemos enterrar no seu flanco a lança vitoriosa, mas nunca deveremos fazê-lo. Todas as palavras ou gestos devem contribuir para um entendimento com o inimigo e para abrir os vastos reservatórios onde a boa vontade está retida pelas paredes impenetráveis do ódio.
Não devemos confundir o significado do amor com desabafo sentimental; o amor é algo de mais profundo do que verbosidade emocional. Talvez que o idioma grego nos possa esclarecer sobre este ponto. O Novo Testamento foi escrito em grego; e em sua versão original há três palavras que definem o amor. A palavra eros traduz uma espécie de amor estético ou romântico. Nos diálogos de Platão, eros significa um anseio a alma dirigido à esfera divina. A segunda palavra é philia, amor recíproco e afeição íntima, ou amizade entre amigos. Amamos aqueles de quem gostamos e amamos porque somos amados. A terceira palavra é ágape, boa vontade, compreensiva e criadora, redentora para com todos os homens. Amor transbordante que nada espera em troca, ágape é o amor de Deus agindo no coração do homem. Nesse nível, não amamos os homens porque gostamos deles, nem porque os seus caminhos nos atraem, nem mesmo porque possuem qualquer centelha divina: nós os amamos porque Deus os ama. Nessa medida, amamos a pessoa que pratica a má ação, embora detestemos a ação que ela praticou.
Continua...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 12 de Abril de 2013, 13:05
Bom Dia!!! Que a paz do Pai Celestial possa nos envolver...

"Vejo os pombos no asfalto eles sabem voar alto, mas insistem em catar as migalhas no chão..."

Será que se assemelha conosco, com nossas atitudes perante a vida, perante nossa fé???
Somos uma espécie privilegiada pela obtenção do livre-arbítrio, milimetricamente calculados, com um planejamento reencarnatório fantástico, para servirmos ao nosso Pai e evoluirmos...
Nossas "asas" (da moral e da instrução) estão nos levando para o alto e avante, ou estamos a catar migalhas no chão da Terra ainda?

Para nossa análise do dia...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Felipa em 12 de Abril de 2013, 13:07
Continuação...

Podemos compreender agora o que Jesus pretendia quando disse: "Amai os vossos inimigos". Deveríamos sentir-nos felizes por Ele não ter dito: "Gostai dos vossos inimigos". É quase impossível gostar de certas pessoas; "gostar" é uma palavra sentimental e afetuosa. Como podemos sentir afeição por alguém cujo intento inconfessado é esmagar-nos ou colocar inúmeros e perigosos obstáculos em nosso caminho? Como podemos gostar de quem ameaça os nossos filhos ou assalta as nossas casas? É completamente impossível. Jesus reconhecia, porém, que o amar era mais do que o gostar. Quando Jesus nos convida a amar os nossos inimigos, não é ao eros nem à philia que se refere, mas ao ágape, compreensiva e fecunda boa vontade redentora para com todos os homens. Só quando seguimos esse caminho e correspondemos a esse tipo de amor, ficamos aptos a ser filhos do nosso Pai que está nos céus.
POR QUE Amar os Inimigos?
Saltemos agora do prático como para o teórico porquê.
Por que devemos amar os nossos inimigos? A principal razão é perfeitamente óbvia: retribuir o ódio com o ódio multiplica o ódio e aumenta a escuridão de uma noite já sem estrelas. A escuridão não expulsa a escuridão, só a luz o pode fazer. O ódio não expulsa o ódio: só o amor o pode fazer. O ódio multiplica o ódio, a violência multiplica a violência e a dureza multiplica a dureza, numa espiral descendente que termina na destruição. Quando, pois, Jesus diz: "amai os vossos inimigos", é uma advertência profunda e decisiva que pronuncia. Não chegamos nós, em nosso mundo moderno, a uma encruzilhada onde nada mais resta do que amar os nossos inimigos? A cadeia de reação ao mal, – ódios provocando ódios, guerras gerando guerras – tem de acabar, sob pena de sermos todos precipitados no abismo sombrio do aniquilamento.
Outro motivo por que devemos amar os nossos inimigos são as cicatrizes que o ódio deixa nas almas e a deformação que provoca na nossa personalidade. Conscientes de que o ódio é um mal e uma força perigosa, pensamos muitas vezes nos efeitos que exerce sobre a pessoa odiada e nos irreparáveis danos que causa nas suas vítimas. Podemos avaliar as suas terríveis conseqüências na morte de seis milhões de judeus, ordenada por um louco obcecado pelo ódio, cujo nome era Hitler; na inqualificável violência exercida por turbas sanguinárias sobre os negros, ou ainda nas terríveis indignidades e injustiças perpetradas contra milhões de filhos de Deus por opressores sem consciência.
Mas há ainda outro aspecto que não podemos omitir. O ódio é também prejudicial para a pessoa que odeia. É como um cancro incurável que corrói a personalidade e lhe desfaz a unidade vital. O ódio destrói no homem o sentido dos valores e a sua objetividade. Faz com que ele considere bonito o que é feio ou feio o que é bonito, confunda o verdadeiro com o falso, ou vice-versa.
O Dr. E. Franklin Frazier, no seu interessante ensaio "The Pathology of Race Prejudice" cita vários exemplos de pessoas brancas normais, simpáticas e acessíveis no seu trato do dia-a-dia com outros brancos, e que reagem com inconcebível irracionalidade e anormal descontrole quando alguém alude à igualdade dos negros, ou ao problema da injustiça racial. Ora, isso acontece quando o ódio invadiu o nosso espírito. Os psiquiatras afirmam que muitas coisas estranhas passadas em nosso subconsciente e grande parte dos nossos conflitos íntimos são criados pelo ódio. Dizem eles: "ama ou morrerás". A psicologia moderna reconhece a doutrina que Jesus ensinou há muitos séculos: o ódio divide a personalidade, e o amor, de maneira espantosa e inexorável, restabelece-lhe a unidade.
Um terceiro motivo por que devemos amar os nossos inimigos é que o amor é a única força capaz de transformar o inimigo em um amigo. Nunca nos livraremos de um inimigo opondo o ódio ao ódio – só o conseguiremos, libertando-nos da inimizade. O ódio, pela sua própria natureza, destrói e dilacera; e também pela sua própria natureza, o amor é criador e construtivo: a sua força redentora transforma tudo.
Lincoln experimentou o caminho do amor e legou à História um drama magnífico de reconciliação. Quando da sua campanha eleitoral para Presidente, um dos seus mais acérrimos inimigos era um homem chamado Stanton que, por qualquer razão, odiava Lincoln. Todas as suas energias eram empregadas para o diminuir aos olhos do público e tamanho era o ódio que sentia, que chegava a usar expressões injuriosas sobre o seu aspecto físico, procurando ao mesmo tempo embaraçá-lo com as mais azedas diatribes. Mas, apesar de tudo, Lincoln foi eleito Presidente dos Estados Unidos. Chegou então a hora de constituir o seu gabinete e nomear as pessoas que, mais de perto, teriam de participar na elaboração do seu programa. Começou por escolher um ou outro para as diversas pastas e, por fim, foi preciso preencher a mais importante, que era a da Guerra. Imaginai agora quem ele foi buscar: nada menos do que o tal homem chamado Stanton. Houve imediatamente grande agitação lá dentro quando a notícia começou a espalhar-se, e vários conselheiros vieram dizer-lhe: "O Senhor Presidente está laborando num grande erro. Sabe quem é esse Stanton? Está lembrado do que ele disse a seu respeito? Olhe que ele é seu inimigo e vai tentar sabotar a sua política. Pensou bem no que vai fazer?" A resposta de Lincoln foi nítida e concisa: "Sei muito bem quem é Stanton, e as coisas desagradáveis que tem dito de mim. Considerando, porém, o interesse da nação, julgo ser o homem indicado para este cargo". Foi assim que Stanton se tornou Secretário da Guerra do governo de Abraão Lincoln e prestou inestimáveis serviços ao país e ao seu Presidente. Alguns anos mais tarde, Lincoln foi assassinado e grandes elogios lhe foram feitos. Ainda hoje milhões de pessoas o veneram como a maior homem da América. H. G. Wells considerava-o um dos seis maiores vultos da História. Mas de todos os elogios que lhe fizeram, os maiores são constituídos, decerto, pelas palavras de Stanton. Junto do corpo do homem que ele odiara, Stanton a ele se referiu como um dos maiores homens que jamais tivesse existido, e acrescentou:"agora pertence à História". Se Lincoln tivesse retribuído o ódio com ódio, ambos teriam ido para a sepultura como inimigos implacáveis, mas, pelo amor, Lincoln transformou um inimigo num amigo. Foi essa mesma atitude que tornou possível, durante a Guerra Civil – e quando os ânimos estavam mais azedos – uma palavra sua a favor do Sul. Abordado então por uma assistente escandalizada, Lincoln retorquiu: "Minha Senhora, não será fazendo deles meus amigos que destruirei os meus inimigos?" Este é o poder do amor que redime.
Apressemo-nos a dizer que não são esses os supremos motivos para amar os nossos inimigos. Há uma outra razão muito mais profunda para explicar por que somos intimados a fazê-lo e essa está claramente expressa nas palavras de Jesus: "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste". Somos chamados para essa difícil incumbência com o fim de realizarmos um parentesco único com Deus. Somos, em potência, filhos de Deus e, através do amor, essa potencialidade torna-se realidade. Temos a obrigação de amar os nossos inimigos, porque somente amando-os podemos conhecer Deus e experimentar a beleza da Sua santidade.
Continua...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Felipa em 12 de Abril de 2013, 13:08
Continuação....

É claro que nada disso é prático. A vida é uma questão de desforra, de desagravo, de "quem mais faz paga mais". Quererei eu dizer que Jesus nos manda amar quem nos magoa e oprime? Não serei eu como a maioria dos pregadores idealista e pouco prático? Talvez que numa utopia distante – direis vós – a idéia possa ser realizável, mas nunca neste mundo duro e hostil em que vivemos.
Queridos amigos, seguimos já há muito esses caminhos que consideramos práticos e que nos conduzem inexoravelmente a uma confusão e a um caos cada vez maiores. Vêem-se, acumuladas através dos séculos, as ruínas das comunidades que sucumbiram à tentação do ódio e da violência. Para salvar o nosso país e para salvar a humanidade, temos de seguir outro caminho. Isso não significa o abandono dos nossos retos esforços; devemos continuar a empregar toda a energia para libertarmos este país do pesadelo da injustiça social. Mas nesta emergência nunca podemos esquecer o nosso privilégio e a nossa obrigação de amar. Ao mesmo tempo em que detestamos a injustiça social, devemos amar os que praticam tais injustiças. Será a única forma de criar uma comunidade de amor.
Aos nossos mais implacáveis adversários, diremos: "Corresponderemos à vossa capacidade de nos fazer sofrer com a nossa capacidade de suportar o sofrimento. Iremos ao encontro da vossa força física com a nossa força do espírito. Fazei-nos o que quiserdes e continuaremos a amar-vos. O que não podemos, em boa consciência, é acatar as vossas leis injustas, pois tal como temos obrigação moral de cooperar com o bem, também temos a de não cooperar com o mal. Podeis prender-nos e amar-vos-emos ainda. Assaltais as nossas casas e ameaçais os nossos filhos, e continuaremos a amar-vos. Enviais os vossos embuçados perpetradores da violência para espancar a nossa comunidade quando chega a meia-noite, e, quase mortos, amar-vos-emos ainda. Tendes, porém, a certeza de que acabareis por ser vencidos pela nossa capacidade de sofrimento. E quando um dia alcançarmos a vitória, ela não será só para nós; tanto apelaremos para a vossa consciência e para o vosso coração que vos conquistaremos também, e a nossa vitória será dupla vitória". O amor é a força mais perdurável do mundo. Este poder criador, tão belamente exemplificado na vida de nosso Senhor Jesus Cristo, é o instrumento mais poderoso e eficaz para a paz e a segurança da humanidade. Diz-se que Napoleão Bonaparte, o grande gênio militar, recordando a sua anterior época e conquistas, teria observado: "Tanto Alexandre como César, Carlos Magno ou eu próprio, criamos grandes impérios. Mas onde se apoiaram eles? Unicamente na força. Jesus, há séculos, iniciou a construção de um império fundado no amor, e vemos hoje ainda milhões de pessoas que morrem por Ele". Ninguém pode duvidar da veracidade dessas palavras. Os grandes chefes militares do passado desapareceram, os seus impérios ruíram e desfizeram-se em cinza; mas o império de Jesus, edificado solidamente e majestosamente nos alicerces do amor, continua a progredir. Começou por um punhado de homens dedicados que, inspirados pelo Senhor, conseguiram abalar as muralhas do Império Romano e levar o Evangelho ao mundo todo. Hoje, o reino de Cristo na terra compreende mais de um bilhão de pessoas e reúne todas as nações ou tribos. Ouvimos hoje de novo a promessa de vitória:
Jesus há de reinar enquanto o sol
fizer sua viagem cada dia;
o seu Reino irá de costa a costa
até que a lua deixe de mudar.
A que outro coro, alegremente, responde:
Não há em Cristo Leste ou Oeste,
n’Ele não há Norte nem há Sul,
mas a grande unidade do Amor
por toda a vasta terra inteira.
Jesus tem sempre razão. Os esqueletos das nações que o não quiseram ouvir enchem a História. Que neste século vinte, nós possamos escutar e seguir as suas palavras antes que seja tarde demais. Possamos nós também compreender que nunca seremos verdadeiros filhos do nosso Pai do céu sem que amemos os nossos inimigos e oremos por aqueles que nos perseguem.
________________________________________
Este sermão foi escrito pelo Pastor Martin Luther King, Jr., prêmio Nobel da Paz em 1964, nascido em Atlanta, Estado da Geórgia, no dia 15 de janeiro de 1929, e assassinado no dia 4 de abril de 1968, com apenas 39 anos de idade, em Memphis, no Estado de Tennessee. O autor formou-se em Teologia no Seminário Teológico de Crozer, em Chester, em 1955. Logo depois foi consagrado pastor e empossado como pastor-auxiliar da Igreja Batista da Avenida Dexter, de Montgomery, no Alabama. Depois assumiu o pastorado da Igreja Batista Ebenézer de Atlanta, sua cidade natal. O pastor King Jr. foi o maior líder dos movimentos contra a segregação racial nos Estados Unidos e seu nome figura na galeria das maiores personalidades do Século XX.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Abril de 2013, 16:58
Meu nobre(nobre na alma)irmão Gustavo,vejamos como se possa entender:Ninguém quer
ter inimigos,nem cria-los propositalmente,no entanto as circunstâncias em que se é envolvido
cria esse inimigo,a exemplo:de como citei da competição desenfreada,você trabalha em uma
empresa em que os cargos são valorizados pela competência e pela capacidade que se possa
ter, você então um profissional zeloso e que procura melhor se qualificar, é escolhido para um cargo de chefia,diante de outros profissionais da mesma área e com mais tempo trabalhando  nesta empresa,despertando assim um sentimento de inveja,pois estes outros profissionais se julgam ter direito a este cargo,e não você que tem menos tempo trabalhando na mesma área da empresa,dai então pode-se passar a ter inimigos que não se queria ter.Assim eu penso.
Fique na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 13 de Abril de 2013, 00:34
De qualquer forma meu caro Antônio, são nossas paixões inferiores que nos levam a essa condição.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: EsoEstudos em 13 de Abril de 2013, 01:22


Na exata medida em que, salvo raras exceções, ninguém pode estar 100% certo, devemos ter em mente que nosso desafeto, ao menos em alguma coisa, deve ter também razão em seu ponto de vista...

Temos quase sempre muita vaidade misturada em nosso senso de "justiça".

Devemos perdoar porque todos nós necessitamos de perdão.

Amemos nossos inimigos, pois, sob a ótica deles, nós é que o somos...

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Abril de 2013, 11:49
Minha querida irmã Maria,você nos trouxe um belo texto que com certeza enriquece o nosso
estudo,a linha de raciocínio do pastor Martin Luther King jr.,é a mesma em que eu sempre
tive."O perdão",e é através dele que nos desarmamos e também desarmamos o nosso ini-
-migo.O perdão é o primeiro passo que se deve dá para aceitarmos esse irmão que hora
o temos como inimigo.Se pensarmos bem,veremos que nós somos tão imperfeitos quanto
ele,podemos não passar a gostar desse irmão porque o perdoamos,mas exercitamos desta
forma a lei do amor.Como o próprio texto nos diz,é muito difícil amar o inimigo assim como
amamos os nossos amigos,mas esse inimigo poderia ter sido um desses amigos,que no
entanto uma determinada circunstância, nos colocou como inimigo.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 13 de Abril de 2013, 15:57
      Amigos,

      Acima foi perguntado se Jesus estaria querendo mesmo dizer para amar, perdoar, fazer o bem e abençoar quem nos oprime, quem quer nos esmagar e esmagar nossos queridos e coisas semelhantes. Que ninguém duvide q é esse, realmente, o verdadeiro conselho do Mestre. Estranhamos, até mesmo achamos absurdo q nos diga "oferece a outra face" e o q está acima pois, como perdoar quem humilha, estupra, destrói vida e a felicidade nossa e de nossos filhes e coisas assim?! Estranhamos porq nos esquecemos de esse é o "ponto de vista", a verdade dos iluminados; nos esquecemos de q "a sabedoria de Deus é loucura para os homens!". Aqueles que se iluminam, q, portanto, conhecem a verdade, <sabem> q ninguém é culpado pelo q faz de errado, nem é digno de méritos pelo q faz de acertado; que a vida é que leva ao erro, ao desatino, às ações absurdas, como leva aos bons procedimentos, atitudes e obras. Assim, de Jesus estas palavras esclarecedoras: "Pai, perdoai-os por que eles não sabem o que fazem!".
...............................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Abril de 2013, 00:59
EsoEstudos, meu caro, tenho a convicção de que cada um de nós só faz aquilo que julga o mais correto naquele momento.
Dessa forma, quando meu "inimigo", faz alguma coisa contra mim, esta, na verdade, fazendo a favor dele. Mas as vezes, por ignorância, isso significa ter a vontade de nos atingir.
De qualquer forma isso não deve ser motivo para que vejamos nele um inimigo e sim um irmão ignorante.
Quem pode ser maior inimigo do que aqueles que me condenam, me executam, e ainda se divertem com isso?
Mesmos assim, passando pelo martirio da Cruz, o mestre nos deu o exemplo mais claro desse seu mandamento ao orar pelos que lhe insultavam: "Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem".
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Abril de 2013, 01:06
Maria e Antonio, temos o perdão como a grande virtude desse estudo.
Mas ainda acho que o perdão é efeito, não causa.
Efeito de uma ação anterior, a mágoa, a revolta, o desamor, a ofensa sentida.
Entretanto, se observarmos o que ja estudamos, e refletirmos um pouco sobre o que estamos falando, perceberemos que podemos eliminar o efeito, alterando a causa.
Quando conseguirmos perceber que nosso irmão, aqui colocado como inimigo, é apenas um irmão equivocado, teremos a condição de não nos ofendermos.
Se não nos ofendermos não teremos necessidade de perdoar, não teremos o que perdoar.
Mas para isso precisamos amar, amar de forma incondicional, como o Pai nos ama, como o Cristo nos ama.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Abril de 2013, 01:08
Coronel meu caro, o certo e o errado estão no ponto de vista de cada um.
Por esse motivo, devemos compreender as diferenças e dificuldades que temos como nossos irmãos, muitas vezes chamados de inimigos, equivocadamente.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: EsoEstudos em 14 de Abril de 2013, 04:08


Perdoar... Temos a renitente mania de imaginar que perdão seja algo magno que concedemos a um semelhante cuja conduta nos tenha atingido por força de sua inferioridade...

Imagino que perdoar, em essência, é não permitir que o ato nos desperte o personalismo em tons de revolta, ira ou desejo de vingança.

Na verdade, sempre que perdoamos alguém como uma "doação de amor", estamos, a bem da verdade, polindo nosso ego com o ideário de uma mal dissimulada vingança fundada no desejo de esfregar-lhe à face nossa superioridade.

Se alguém nos comete uma agressão, física, moral ou ambas, é perfeitamente natural que nosso imenso acervo de instintos, notadamente o de conservação, seja acionado remetendo-nos a reações de fuga, luta ou simplesmente raiva.

O erro não está em sentir os efeitos que a evolução nos amoldou por necessidade de sobrevivência. O erro está em cultuar esses efeitos na realização de condutas desnecessárias (se forem necessárias, serão mera defesa), iniciando um projeto de vingança que, como dito, poderá ser até mesmo uma requintada atitude de falso perdão, na verdade uma encenação enunciativa do grau de inferioridade do agressor.

Certa vez já se disse "let it be"...

Quando formos agredidos e não houver necessidade de desforço imediato para afastar a agressão (temos o dever de manter nossa integridade), amaremos verdadeiramente nosso "inimigo" através do perdão real: falar é prata, calar é ouro. Deixe estar... Isso sim exige desprendimento.

É apenas uma opinião...

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Abril de 2013, 11:58
Certa feita, um amigo me disse ter ouvido um inimigo seu expondo algumas "verdades" a seu respeito, e dentre estas, ouviu muitas críticas. Parou, pensou, e refletindo percebeu que o inimigo falara coisas que jamais um amigo diria, por isso usou-as em seu benefício.

Segundo este amigo aquelas críticas foram pérolas em sua vida.

Abraços.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 14 de Abril de 2013, 12:20
Meu nobre(nobre na alma)irmão EsoEstudos.Concordando com você nesta linha de raciocínio,
quando somos agredidos por alguém em diversas formas,pelo nosso instinto e natureza ani-
-mal é acionado o mecanismo de defesa,se faz necessário então pela nossa consciência,aten-
-tar para os ensinamentos de Jesus e pelo respeito a lei maior de Deus,que é a lei do amor.O
que não se deve é responder essas agressões com outras,mas sim exercitar o perdão,não
simplesmente pela boa ação,mais ainda pelo sentimento verdadeiro,aquele que não se guar-
-da ressentimentos pelo que aconteceu.
Fique na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Abril de 2013, 16:10
"É apenas uma opinião..."
Com a qual concordamos de pleno meu caro EsoEstudos.
Alias nem acho que seja "apenas" uma opinião, acho até que é uma otima formula para a felicidade.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Abril de 2013, 16:15
Meu caro Marcos, aprendi que posso receber as criticas, e ate mesmo as ofensas, de duas aneiras distintas.
Posso me deixar levar pela mágoa, me rebelando contra quem me ofendeu, me agrediu.
Ou posso refletir sobre elas, corrigindo algum eventual erro de conduta que essa critica exponha, ou simplesmente deixando que a verdade venha a tona quando for necessária, cabendo a caja um pensar o que bem lehe apraz..
Devemos, sempre que possivel refletir sobre as ofensas e, ainda que sejam injustas perante nossa visão acanhada e muitas vezes distorcidas, deixar que a justiça de Deus faça sua parte.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Abril de 2013, 18:58
Olá amigo Gustavo

Excelente tema, este. Muito bem escolhido e explorado!

Para mim "Amai os vossos inimigos" é o mesmo que dizer "não vos vingueis, nem vos regozijais com o mal que acontece aos vossos inimigos".

Em resumo, os outros podem ser nossos inimigos, mas nós não devemos ser inimigos deles. O que não quer dizer que não tenhamos o direito de defesa e que tenhamos de confiar em quem já demonstrou e tem fortes probabilidades de voltar a demonstrar que não é de confiança.

Este principio, quanto a mim, contradiz a ideia de alguns espiritas que as nossas infelicidades são penas de males que fizemos em encarnações anteriores, se nós já ultrapassámos as imperfeições que nos conduziram a esses males. A dor é uma advertência de que algo está mal, em nós, nesta vida, e não de que algo esteve mal em encarnação anterior.

A vingança é um segundo crime, desta feita perpetrado por nós mesmos, contra os que os julgamos que nos fizeram mal antes. A única compensação do mal é a reparação positiva, a favor do lesado.     

bem haja
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 14 de Abril de 2013, 21:49
      Amigos,

      Acima foi perguntado se Jesus estaria querendo mesmo dizer para amar, perdoar, fazer o bem e abençoar quem nos oprime, quem quer nos esmagar e esmagar nossos queridos e coisas semelhantes.

      Que ninguém duvide q é esse, realmente, o verdadeiro conselho do Mestre. Estranhamos, até mesmo achamos absurdo, q nos diga "oferece a outra face" e o q está acima pois, como perdoar quem humilha, estupra, destrói vida e a felicidade nossa e de nossos queridos e coisas assim?!

      Estranhamos porq nos esquecemos de esse é o "ponto de vista", a verdade dos iluminados; nos esquecemos de q "a sabedoria de Deus é loucura para os homens!" Aqueles que se iluminam, q, portanto, conhecem a verdade, <sabem> q ninguém é culpado pelo q faz de errado, nem é digno de méritos pelo que faz de acertado; que a vida é que leva ao erro, ao desatino, às ações absurdas, como leva aos bons procedimentos, atitudes e obras.

      Assim, de Jesus estas palavras esclarecedoras: "Pai, perdoai-os por que eles não sabem o que fazem!".

      Como também Ele disse: “Quem puder compreender, compreenda!”
.................................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 14 de Abril de 2013, 22:42
      Amigos,     (ref msg #33, de Marcos W.)

      Anton (disse em msg anterior):... todo espírito encarnado pode transformar-se durante a sua existência, a ponto de ser incondicionalmente feliz, por não possuir inimigos em sua mente e por conscientemente fazer sempre a vontade do Pai.

      Cel: meu amigo Anton, a quem respeito, me permita perguntar: nos explique porq é q o homem não quer ser feliz, se o objetivo de todos é ser feliz? Essas suas afirmações q, penso, devem vir de sua experiência (é isso?), necessitam de mais alguma coisa para q seja possível entendê-las, se é q algum dos companheiros as entendeu! Mas, se já a entendem, qual será, para vc, a causa q tem como efeito o não quererem ser felizes?! Vc coloca suas palavras como se dissesse: “se vc quiser, vc poderá se transformar e ser totalmente feliz; é só querer! Não há qualquer obstáculo para isso!”

      É isso mesmo?! É isso q vc observa no mundo? Todos querendo ser infelizes? Porq será q o mundo é o q é, cheio de infelicidade, se só basta querer para ser feliz? Os homens não querem ser felizes, é isso? Se não querem e sofrem terrivelmente por não quererem, qual será a causa de não quererem? O q se poderá fazer para q queiram? Porq será q o homem sabendo q será feliz se quiser, não se torna feliz?

      É óbvio, q não sabem ou q não compreendem isso q muitas vezes vc repete. Porq o amigo não é mais claro sobre isso pois q é disso q o mundo urgentemente necessita? “... colocai-a sobre o velador para q ilumine a todos!”, lembra-se? Não entendo!

      Cel: vc também afirma:  Vc pode, se quiser, não ser inimigo de ninguém e não possuir inimigos em sua mente. O amigo deve estar querendo dizer q vc não será inimigo de ninguém. Mas, lhe pergunto: será q aquele a quem fulano estuprou e cruelmente matou a filhinha, sua razão de viver, lhe basta querer para não considerar o fulano um inimigo, ou digno de vingança, lhe basta quere para perdoá-lo? Depende de nossa vontade perdoar os q nos fazem o mal, abençoá-lo e eliminar todo resquício de q animosidade q podemos ter contra ele?!
 
      E vc afirma q podemos sempre fazer a vontade do Pai, se quisermos! É isso? Então porq é, conforme seu entendimento, a razão de tantos terem tantos inimigos? De tantos não fazerem a vontade do Pai? Qual é precisamente a vontade do Pai? Amar e perdoar a todos? E como é q se faz isso? Como aquele amará a quem lhe fez o mal, que levou seus queridos para as drogas, que aleijou sua esposa? Basta também querer? Simples assim?!

      E mais uma coisa: como é q se faz para amar algo q não se conhece, senão pela imaginação q as doutrinas fazem nascer nos homens? Como fazer conscientemente sempre a vontade do Pai?! Os homens a conhecem? E, veja q com relação ao aquilo a q chamamos de Pai, as doutrinas são tão contraditórias a respeito! Para umas, Deus é amor e misericórdia; para outras, ódio e vingança!

      Vc completa dizendo: Este o objetivo da encarnação, a perfeição... Contudo, os homens (é o q parece q vc crê), ainda não perceberam isso, pois o não percebimento é a única razão de eles não quererem ser felizes, ou chegar à perfeição. Ou o amigo conhece alguma outra razão de os homens não quererem ser felizes, se a busca de todos os instantes de sua vida, desde que abrem os olhos, sem exceção de nenhum, do mais virtuoso ao mais corrupto, seja através da pratica de ações na área do bem, como de ações na área do mal, é uma busca incessante de felicidade?!

      Se vc está certo no que diz, seja mais claro, meu amigo! E mostre a todos que para ser feliz basta querer. Como é q o amigo explicará essa tão estranha e absurda realidade (realidade, para vc) de os homens não quererem ser felizes?!
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Abril de 2013, 23:53
"Em resumo, os outros podem ser nossos inimigos, mas nós não devemos ser inimigos deles. O que não quer dizer que não tenhamos o direito de defesa e que tenhamos de confiar em quem já demonstrou e tem fortes probabilidades de voltar a demonstrar que não é de confiança."
Muito bem resumido Vitor, e com um acréscimo importantissimo: confiança.
Ainda que não façamos nada cotra quem nos prejudica, ou tenta, sem duvida é dificil voltar a confiar em alguem que age assim. E temos, dessa forma, o direito de nos prevenir, de nos precaver daquilo que possa nos fazer mal.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 15 de Abril de 2013, 00:32
      Anton    (ref #12)

      Anton citou: “LE/132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?  Resp: Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação.

      Cel: isso significa q somente chegamos à perfeição mediante sofrimentos terríveis, desesperadores, insuportáveis? Esse é o processo evolutivo q o soberano Amor criou (e mantém ainda) para q suas criaturas, criadas com total ignorância se desfaçam da ignorância: fazer que, obrigatoriamente, passem a serem possuidoras de cânceres, aleijões, deformações de todas as espécies, enfermidades cabulosas, bizarras, humilhantes... ?!   

      Anton, citando: “Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

      Cel: e são esses mesmos espíritos, idealizados e criados pela infinita Sabedoria para “suportarem a parte q lhes toca na obra da criação”, os únicos que a desarmonizam completamente, e q destroem as criaturas semelhantes e a própria obra para a qual foram criados com o objetivo de a suportarem como deseja o Criador! Como entender isto? O Criador errou em seu processo criativo? Eles destroem precisamente aquilo que, pela vontade e plano idealizado por Deus, devem evitar q seja destruído!

      Anton: E o que são 'vicissitudes'? São os altos e baixos da vida, as alternancias de situações, o ter e o não ter, o ser amado e o não ser amado, o saber e o não saber. E estas vicissitudes são sempre criadas por outros espíritos encarnados sempre sob as ordens de Deus. Por isto não há inimigos exteriores, apenas nos parecem ser exteriores. Mas existem apenas se acreditarmos que existam ou melhor enquanto acreditarmos no que nos segreda a mente.

      Cel: evidentemente isso mostra, novamente o q já mostrou acima:  q o plano evolutivo criado pela Infinita Perfeição, q cria seres destinados a se tornarem tremendamente inperfeitos, é baseado no fazer passar pelas vicissitudes da vida, vicessitudes q nada mais são do q aquilo q já apontamos acima: cânceres, deformações, demência, cegueira, idiotice, estupros, escravidão às drogas, assassinatos, crimes hediondos, pedofilia, humilhações e dores sem fim e insuportáveis... Essas são as vicissitudes a q a Suprema Misericordia, q  Aquele q é soberanamente bom e justo, nos impõe pela vida afora, que podem se estender por multiplicadas encarnações e até por milhões de anos, como afirma a doutrina! Onde estarão o soberano amor, a infinita misericórdia, a suprema justiça q impõe sofrimentos obrigatórios a Suas criaturas pois só progridem se houver dores e lágrimas?!

      Anton: Deus é soberanamente justo e bom e por isto nos da a oportunidade de reencarnarmos e passarmos por vicissitudes e todo tipo de decepções e perdas...

      Cel: será q devemos acreditar q esse é o plano de ensino para a aprendizagem do espírito: vicissitudes, decepções e perdas?! O plano elaborado pela Infinita Sabedoria e Inteligencia tem como seu método mais eficiente para fazer evoluir, o fazer sofrer?!  Se não há sofrimentos insuportáveis, não há evolução?!

      Anton:...  contraria nossos desejos e vontades" até compreendermos que tudo isto é fugaz e passageiro e que não possui qualquer valor a não ser para o ego humano.

      Cel: e quem é o ego humano, nas suas percepções, senão o espírito encarnado? Isso q é fugaz e passageiro pela doutrina pode se estender por numerosas encarnações a até pó milhões de anos! Dizer q é fugaz e passageiro alivia os insuportáveis sofrimentos do ser humano, sofrimentos q, sem dúvida, atormenta o espírito de modo desesperador Ou o espírito não sofre; apenas fica, de lado, observando os inenarráveis sofrimentos do corpo carnal q o algema ao mundo?! 

      Anton: Libertando-se das ilusões que a mente cria a cada instante, desaparecem os inimigos, não há a quem perdoar porque não há ofensores e resta apenas a felicidade que consiste em fazer a vontade do Pai, sem resmungos ou reclamos de qualquer espécie. Mesmo porque a faremos de qualquer jeito, com ou sem resmungos.

      Cel: também isso de nos libertarmos de nossas ilusões, o método é “só querer” e pronto?! Basta afirmar: "estou liberto de minhas ilusões!" e estarei livre delas?
......................................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 16 de Abril de 2013, 00:33
      Amigos,

      Uma única e simples questão: como é que se faz para amar a quem destruiu nossa família, estuprou e cruelmente assassinou a pequena filhinha, nossa alegria de viver, amputou a machadads os pés de nossos filhos, introduziu a esposa no comércio de venda de órgãos a partir de sequestrar e matar crianças filhos de nossos irmãos, que levou nossos queridos para a escravidão às drogas e para crimes hediondos?

      Todos, "zilhões", dizem, ensinam "amem!", mas todos, sem exceção, nem nossas doutrinas, não sabem ensinar como fazer isso!
....................................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 16 de Abril de 2013, 02:06
Para poder amar é preciso antes compreender o que seja amar.

Kardec nos dá uma luz no capítulo 12 de O Evangelho segundo do espiritismo:

Citar
Não obstante, geralmente nos equivocamos quanto ao sentido da palavra amor, aplicada a esta circunstância. Jesus não entendia, ao dizer essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo. A ternura pressupõe confiança.Ora, não se pode ter confiança naquele que se sabe que nos quer mal. Não se pode ter para com ele as efusões da amizade, desde que se sabe que é capaz de abusar delas. Entre pessoas que desconfiam uma das outras, não pode haver os impulsos de simpatia existentes entre aquelas que comungam nos mesmos pensamentos. Não se pode, enfim, ter a mesma satisfação ao encontrar inimigo, que se tem com um amigo.
(...)
Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-lo enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.(Grifei)

Abraços,
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 16 de Abril de 2013, 04:40
      Kazaoka    (ref #51)

      Kazaoka (msg anterior): “Quando Deus deu ao homem o discernimento e a consciência... nos impôs o senso de responsabilidade”.

      Cel (msg ant): meu jovem, me perdoe, mas tenho de repetir aquela pergunta, tantas vezes feita, mas q o amigo não responde (aliás, nenhum dos amigos responde): se somos da mesma essência de Deus, por Ele criados e Dele procedentes, e Ele ao nos criar nos impôs o senso de responsabilidade, porq não o usamos? Porq, segundo a doutrina (todas as doutrinas), o homem é tão tremendamente irresponsável?

      Kazaoka escreveu:... o estarmos sempre retardatários em relação ao grau de noção de responsabilidades que devemos ter sobre nossos atos, diz respeito, única e exclusivamente, à diversificação de grau de evolução moral que cada um.

      Cel: meu distinto amigo; caímos novamente naquela questão, q ninguém conseque responder, e nem mesmo a doutrina tem a resposta (aliás, a doutrina, se bem raciocinada, mostra-nos a resposta mas, ela mesma e os seguidores, não a aceitarão): qual é a causa que tem como efeito essa “diversificação” no grau de evolução moral, com que vc tentou explicar o fato de os homens serem tão irresponsáveis?   

      Voltamos à velha e séria pergunta, de qual é a causa das desigualdades, entre espíritos criados iguais sob todos os aspectos, causa q os torna gigantescamente desiguais pois que leva uns, à prática do amor e à conseqüente felicidade, e outros, à prática da maldade e a conseqüentes extremas infelicidades! 

      E, por sua resposta acima, dizendo haver “desigualdades” também na evolução moral, surge nova questão: “nós somos criados tão somente simples e ignorantes, como afirma a doutrina, ou somos criados, também, possuidores de deficiências morais, ou com a moral ausente, ou com falhas, ou deficiente? No ato da criação, o Criador já nos fez imperfeitos moralmente, além de simples e ignorantes? Somos criados por Deus já imperfeitos?

      Kazaoka: Veja a nossa condição de encarnados, enquanto uns frequentam universidades para o burilamento intelectual, outros estão aqui participando de tão edificantes discussões de ordem moral e filosófica. Em contra partida, quantos outros estão por ai embrenhados em ações delituosas, não por falta de educação ou  falta de oportunidade para obtê-la, mas pelo simples fato de este estado de Espírito estar intrínseco em seu âmago naquele momento de sua existência eterna.

      Cel: meu jovem, com essas suas palavras de novo voltamos àquela já cansativa questão das desigualdades pois, conforme vc mesmo está dizendo, “enquanto uns  se dedicam a ações edificantes,  outros se embrenham em ações delituosas”! E (apenas me parece q) numa tentativa de suavisar a responsabilidade do espírito atrasado, q a doutrina afirma q ele a tem e q deve ser punido por isso, pois por mais insignificante q seja um comportamento contra a Lei, Deus não o deixa passar impune, o jovem amigo diz que “essa dedicação a práticas delituosas vem do simples fato de este estado de Espírito estar intrínseco em seu âmago naquele momento de sua existência eterna!”

      Meu jovem, afinal, o q é q justifica o fato de a lei de causa e efeito alcançar o espírito com suas terríveis conseqüências?  Quais são os requisitos que uma ação deve ter para que a doutrina considere ser o espírito culpado ou responsável ao ponto de a Lei lhe impor esses torturantes sofrimentos que vemos no mundo?

      Kazaoka: Não se trata de escolha de ser bom ou mau, mas de grau de evolução espiritual que cada um já tenha alcançado.

      Cel: essas suas palavras suscitam outra pergunta: porq os espíritos sofrem? Não é por serem maus ou pelo grau de evolução espiritual menor onde permanecem? Porém, porq é q sofrem pelo nível de evolução espiritual em q estão? O nível de evolução depende do espírito?

      Como vc disse “não se trata de escolha de ser bom ou mal”, mas perceba que não é isso o q Kardec diria pois, para ele, a origem de todos os males do mundo vem de escolhas boas ou más q fazemos.

      Kazaoka: Quanto à participação da natureza material neste processo, ela não é a vilã da história, constituindo apenas um instrumento do qual Deus se serve para que a sua obra de realize no Espírito em evolução. Merecendo, por isso mesmo, toda nossa atenção ao seu papel em nossas vidas e extraindo dela, dá materialidade, todo aprendizado que ela possa nos oferecer e fazendo com isso que nos  elevemos como Espírito.

      Cel: o amigo desconhece a grande influência saudável ou tremendamente nociva produzida pelo meio, tanto na área fisiológica, qto na psicológica, do ser humano. Tanto a herança genética, qto o meio podem produzir santos ou criminosos. Vou citar trecho de tópico q pretendo publicar, para o amigo ter uma idéia:   

      “Não é somente pelo curto tempo de uma vida nossa ou de um antepassado, mas por milhões de vidas, ao longo dos milênios, q as características genéticas se formam. Duas coisas exercem influências constantes sobre o q somos neste instante: a genética e o meio e, comprovado por pesquisas contundentes sob todo o rigor científico, a genética é enormemente preponderante. Apenas um exemplo: filhos de pais criminosos, mesmo q nunca tenham convivido com os pais, e mesmo q adotados por indivíduos sem inclinação para o crime, se tornam, percentualmente, em muito maior número criminosos, em relação aos filhos de pais não criminosos. O amigo ficará pasmado e compreenderá e não mais lhe causará estranheza qto à genética, se procurar conhecer a genética comportamental, isto é, as influências pesadas q os genes dos antepassados exercem sobre o nosso comportamento em relação aos demais, aí incluída a natureza. (por isso, sempre dizer q somos e fazemos exatamente o q a vida faz q sejamos e façamos; nada mais):

      “São, os genes, os responsáveis por todas as nossas características fisiológicas e psicológicas. Nosso comportamento no relacionamento social é profundamente influenciado tanto pelo meio, qto pela genética. Assim as características fisiológicas, como cor da pele, cabelos e olhos, estatura, predisposição para inúmeras doenças e anomalias...; e características psicológicas, como o comportamento e muitas anomalias do comportamento, o normal e o anormal nas atitudes, procedimentos, sentimentos, emoções, inteligência, discernimento, ações e reações nos relacionamentos com os semelhantes..."

     Logo, aí está incluído, como resultante da hereditariedade, nosso comportamento moral. Os genes transmitem de geração para geração, características q nos fazem semelhantes (mesma linha genética) ou diferentes dos outros, e todas as informações que resultam no desenvolvimento normal ou anormal das características fisiológicas e psicológicas, dos seres vivos.

      Portanto, nosso mau, agressivo, violento comportamento social não deve ser explicado como se fosse o espírito o responsável por ele, mas pelo fato de sermos assim devido às características de nossas heranças genéticas. Somos inclinados para o crime, impacientes, agressivos, mentirosos, egoístas porq são características q os genes imprimem em nossa personalidade. Não sou mau, egoísta, orgulhoso porq meu espirito possui essas imperfeições, mas porq a predisposição para a maldade está impressa em meus genes.
..........................................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 16 de Abril de 2013, 12:20
Com certeza Edmar, não podemos ter com pessoas adversárias, a mesma satisfação que temos com os "chegados".
Entretanto, tambem não podemos dar aos adversários, tratamento que não seja digno do respeito que essas pessoas, enquanto irmãos de jornada que são, merecem.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: pati em 19 de Abril de 2013, 18:34
 olá para todos!! recebi, por e-mail, o tema dos estudos deste mes, aliás, muito atual e de grande valia pra todos nós!! há muito q estava afastada, mas venho sempre que posso a este forum. confesso que tenho saudades dos debates...  ;D
feliz com novos colaboradores e 'foristas'. estarei por aqui, ''bisbilhotando'' e aprendendo com vcs.

ao anton kiudero: copiei e colei suas postagens, para efeito de estudos que realizamos aqui em casa. são instigadoras as assertivas... tenho que reconhecer que, na medida de mais compreensão da doutrina dos espíritos, essas colocações vão soando cada vez melhor em nossos ouvidos.
desejo bons estudos e ótimas reflexões a todos.
parabéns aos irmãos que estão a conduzir os estudos. fraternidade e sensibilidade nas colocações...
abraços fraternos
 estejamos em deus
pati
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 19 de Abril de 2013, 19:24
seja bem vinda Pati, e aproveit ebem os estudos
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 20 de Abril de 2013, 00:34
Se voce não se amar mais que a Deus nem mesmo a morte poderá ser causada por algum inimigo...

Jesus, um Espírito Puro, teve uma morte causada por outrem.
Pode ser considerado um inimigo quem o matou, não no ponto de vista de ser inimigo de Jesus, que ama a todos.
Mas no ponto de vista de que te causou um mal.

Inimigo, seria aquele que te fere, tira a sua vida, sua oportunidade de evoluir, interrompe suas provas e expiações.

Exemplo: Você simplesmente por ser feliz, mesmo sendo deficiente físico, demonstra sua paz interior, muitos ao seu redor ficarão com inveja, e tentarão te fazer um mal. Te difamando, perseguição, ou até mesmo agressões físicas. Os agressores não serão considerados seus inimigos para você, entretanto podem te causar o mal, assim como fizeram com Jesus.
Assim, a concepção de inimigo é aquele que te causa algum mal.

As iniquidades são decorrentes do meio em que vivemos. Se aventure em algum local frequente em ocorrência de assaltos, ande sozinho neste local, e verifique se corre o risco ou não de ser assaltado. A prudência é que nos impede de sofrer o mal.

Abraços.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 20 de Abril de 2013, 02:09
      Uma única e simples questão: como é que se faz para amar a quem destruiu nossa família, estuprou e cruelmente assassinou a pequena filhinha, nossa alegria de viver, amputou a machadadas os pés de nossos filhos, introduziu a esposa no comércio de venda de órgãos a partir de sequestrar e matar crianças filhos de nossos irmãos, que levou nossos queridos para a escravidão às drogas e para crimes hediondos?
Bom pegarei como exemplo de mal extremamente prejudicial o que nosso amigo Coronel citou acima.
Inimigo = termo utilizado para identificar aquele que lhe comete um mal.

Imaginemos então um Espírito que segue o bem absoluto, e ainda não chegou à perfeição, está num mundo de expiação e provas, a Terra.

De acordo com questão 127-comentário de Kardec: "Os Espíritos que seguem desde o princípio o caminho do bem nem por isso são Espíritos perfeitos. Se não têm tendências más ainda precisam adquirir a experiência e os conhecimentos necessários para atingir a perfeição."

E de acordo com questão 115: "...Os Espíritos adquirem esses conhecimentos ao passar pelas provas que a Lei Divina lhes impõe..."

Assim pergunto, como o Espírito que segue o Bem Absoluto poderia provar que é capaz de perdoar seus "inimigos" se não fosse submetido a provas realmente difíceis sofrendo mal extremamente prejudicial, como as citadas pelo amigo coronel?

Seria como lhe dar mérito de uma graduação em Matemática com uma prova com conteúdos de nível fundamental, termos provas bem leves e como mérito a comprovação de que somos capazes de perdoar os "inimigos" em qualquer situação.

Ou será Deus tem uma forma diferente de avaliar provas?
De acordo com questão 192, a medida que evoluímos teremos provas menos longas e difíceis.
Talvez seja porque nós mesmos passamos a não dar tanta importância às vicissitudes terrenas.

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Abril de 2013, 13:07
Meus irmãos.Baseados na compreensão que possamos ter ao estudarmos o capítulo XII do
Evangelho Segundo o Espiritismo.Sabemos que para amar o nosso inimigo,não se faz neces-
-sário que passemos a ter a mesma afeição que temos pelos nossos amigos,basta-nos tão
somente que:Não guardarmos ódio,nem rancor,nem desejos de vingança;é perdoar-lhes,
sem pensamento oculto e sem condições,o mal que nos causem;...,e finalmente,retribuir-lhes
sempre o mal com o bem,sem intenção de os humilhar.Mesmo tendo na consciência de que
estamos assim exercitando a lei do amor,nos é muito difícil dado a nossa imperfeição.Notada-
-mente quando praticamos esse ato de amor,passamos a entender melhor o que seja ter
progresso na nossa caminhada evolutiva.
Fiquem na paz.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Oliva Prado em 20 de Abril de 2013, 13:29
Bons dias a todos
Fico animada quando recebo um convite para partecipar no fórum e nem sempre partecipo por achar que o tema ultrapassa a minha experiência, como foi o tema do mês passado. Mas é sempre um desafio, pois só o facto de me pôr a pensar sobre ; já é muito bom.

    Quando leio esta palavra inimigo, penso em desafetos ou adversários, pois se todos nascemos para evoluir, passando por diversos estágios de lapidação sendo o objectivo último a perfeição, é lógico que já não podemos sentir como é dito naquela famosa advertência , passo a citar  “morto o cão, acaba a raiva” - Cap. X, do E.S.E. – Bem-Aventurados os Misericordiosos)mas que pode ser ainda vivência para muitos espíritos nossos irmãos.                                                                                                                                                        Jesus ensina a Oração do Pai Nosso como resposta  a essa necessidade de perdão e protecção de cada um e de todos em simultâneo.                                                                                                                                                                                                                                 Pela minha experiência e segundo o que aqui já foi referenciado e bem; cada um de nós ( como espírito inferior que reencarnou para evoluir) é portador das suas inferioridades causadas por vivências pretéritas que criam na vivência em comum diversos e variados bloqueios e logo passamos a ser " inimigos" desafetos ou adversários uns dos outros  e claro de nós mesmos. Estes bloqueios podem desencadear verdadeiras epedemias que a doutrina Espirita no Cap. XXIII do Livro dos Médiuns esclarece como Da Obsessão. Tendo em conta que  podemos ter vícios que incomodam quem connosco vive e aos quais nada fazemos para superá-los.  Para finalizar este pequeno raciocínio, Amar os nossos inimigos é desejar-lhes nenhum mal, é ajudarmos se pudermos, penso que é tudo isso que o E. S. E.  ensina ou esclarece, mas como espíritos mais ou menos imperfeitos que ainda somos, muito provávelmente andaremos  doentes, porque infelizes. Mas é melhor cravar o aguilhão em nossa carne que sair por aí ferindo.

Muita paz, sempre, pelo menos como esforço íntimo....
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 20 de Abril de 2013, 17:10
[...] é melhor cravar o aguilhão em nossa carne que sair por aí ferindo.



Esta é uma verdade que deveríamos vivenciar em nós mesmos em nosso dia a dia.

Quando falamos em "inimigos" falamos de alguém que, por algum motivo, não coaduna com a visão que temos sobre uma determinada questão ou interesse nosso sobre algo da vida que é comum a ambos.
Então, a animosidade que se instala sempre tem sua origem em um sentimento egoísta, aquele egoismo chamado de "chaga da humanidade". Não adianta querermos estabelecer uma paz e uma harmonia universal trabalhando aquilo que enxergamos como imperfeições nos outros. E, pior ainda, querendo fixar como padrão a nossa concepção pessoal sobre os fatos que nos rodeiam.

É comum ouvirmos dizer que o bem geral começa no bem das individualidades. Mas estamos sempre querendo ver a melhora moral no próximo julgando-o mais necessitado de reformas do que nós mesmos, e imaginando que o mundo não está melhor por causa de indivíduos como aquele e que se ele aproximasse mais do que sou o mundo todo melhoraria. Pura ilusão e prepotência!!!

Devemos ser humildes em nossas pretensões de transformação do mundo, admitindo que a grande montanha que a nossa fé deve mover para mudar o panorama geral é a de nosso egoismo.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Abril de 2013, 18:00
Minha querida irmã Olivia.Se você atentar bem para o que seja inimigo,verá que há uma grande
diferença se forem colocados:Desafetos ou adversário tão somente.Podemos eu e você sermos
adversários,no caso de uma disputa qualquer,ou que venhamos discordar um do outro em uma
discussão,tornando-nos desafetos,sem necessariamente nos tornamos inimigos.Isto já foi colo-
-cado em post anterior pelos nossos irmãos,reveja por favor o nosso estudo deste mês desde o início.
Fique na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Brenno Stoklos em 20 de Abril de 2013, 20:19
Amar, ou não, aos nossos inimigos = Exercício do Livre-Arbítrio.

Reconhecer, ou não, sua existência = Exercício do Livre-Arbítrio.

O Livre-Arbítrio gera a responsabilidade dos atos morais ou materiais de nossa existência e é o fator "sine qua non" de nossa evolução espiritual.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: pati em 20 de Abril de 2013, 21:40
... agradeço aos moderadores do estudo pela aceitação.

palavras do anton:
Citar
'''...'''
'''Como disseram os espíritos a Kardec: Fora da CARIDADE não há salvação e mais adiante definiram que CARIDADE é BENEVOLENCIA, INDULGENCIA e PERDÃO.
O que, aplicado, elimina inteiramente qualquer inimigo de nossas vidas. Portanto apliquem-no. Espiritismo não é uma teoria bonita ou filosofia para longas discussões irrelevantes. É um manual de atuação do espírito em sua vida interior, intima. É para ser utilizado no dia a dia. Ou alternativamente faculta a quem o desejar, viver hipocritamente, afirmando algo e vivendo o seu oposto.''''

bons dias!!
fiz um destaque no que creio ser de suma importância para reflexões individuais. o ' melindre' ainda reina no íntimo de muitos de nós, nos quais me incluo. sinto-me incluída E assumindo a hipocrisia citada pelo anton. nós espíritas, ainda estamos a pregar sem praticar. ainda temos respostas prontas pra tudo! não vejo isto como algo negativo, mas fazendo parte da caminhada que traçamos pra nós mesmos, na morosidade da vontade, digo, da boa-vontade. e sim, o espiritismo é ''manual de atuação do espírito em sua vida interior, íntima''. mas nem todos estão no mesmo nível de progresso e evolução. '''Fora da CARIDADE não há salvação e mais adiante definiram que CARIDADE é BENEVOLENCIA, INDULGENCIA e PERDÃO.''' sim, sim e sim!!! vejo assim: não SOU, ainda, digna destes vocábulos. ainda não compreendo... ainda não tenho isto no coração. mas ESTOU no exercício constante para algo melhor, às vezes irritante pelo modo vicioso em que me encontro, ainda. e digo mais: com ou sem melindre, continuo estudando, persevero no empenho do entendimento, mais que isto, na introspecção dos ensinamentos através de ações. tímidas ações... mas ESTOU animada!!  :D vamos em frente!!!

estejamos em deus
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 20 de Abril de 2013, 21:49
Re: Amai os vossos inimigos

      Edmar    (ref #100, de 16.04.2013, 02:06)

      Edmar: Para poder amar é preciso antes compreender o que seja amar. Kardec nos dá uma luz no capítulo 12 de OESE...

      Cel: me perdoe o amigo Edmar; para amar não é necessário compreender o q seja amar ou compreender qualquer outra coisa q seja! Amor é algo que vem espontaneamente, naturalmente, seja compreendido ou não o que o provoca. Amar os inimigos é amá-los verdadeiramente; não apenas suportá-los.

      Amor, pressupõe ternura, como diz o texto, mas não pressupõe confiança. Não é apenas “não ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança”, pois se não tenho ódio de alguém, nem rancor, nem desejo de vingança, isso, de nenhum modo significa que amo esse alguém.

      Amar é muito mais do que isso! Amor verdadeiro é incondicional, e esse de apenas não ter ódio, é nada mais que um falso amor, pois se manifesta sob “n” condições. Esse não é o verdadeiro amor. O verdadeiro amor, o mundo ainda não o conhece, pois só ama no sentido, como dito acima, de não guardar ódio, desejo de vingança. O verdadeiro amor, só o conhecem os q estão próximos a Deus, os iluminados.

      Porq teria Jesus aconselhado a “oferecer a outra face”?
      Porq teria dito: “Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem”?

      O genuino amor é amor total, com relação a tudo, inclusive àquilo q seja risco para nós, que nos possa trazer sofrimentos e tristezas. Todos somos criaturas de Deus, iguais em essência; qto ao proceder, podemos ser enormemente desiguais mas, como disse o Mestre “eles não sabem o que fazem!”. A vida é que nos faz proceder do modo como procedemos.

      O correto (palavra inapropriada), embora não possa, é evidente, ser exigido por ninguém, nem pelo Mestre, nem por Deus, pois não depende do “querer” mas, como todas as coisas, do “compreender”, é amar a todos indistintamente. Se houver restrições qto a esse sentimento, não é amor.

      Assim, tudo q existe, todos os seres vivos, humanos ou não humanos, "devem ou merecem ou são dignos" (palavras inapropriadas) ser amados, sem distinção de ninguém; assim, os maiores facínoras, os mais perversos e corruptos! Todos somos criaturas de Deus, irmãos, filhos do mesmo Pai. Se alguns são perigosos, se podem causar o mal, nos afastemos deles ou os afastemos de nós, apenas isso! É como o escorpião que pica, faz doer e até mata, mas não têm culpa, “eles não sabem o que fazem”!

      O verdadeiro amor não tem endereço determinado, nem pesa as conseqüências de se externar: apenas ama! É um sentimento incontrolável, q existe e se manifesta espontaneamente e naturalmente! Ninguém pode segurá-lo, impor-lhe limites!

      O demais, é afeto, admiração, atração, amizade, respeito, gratidão, desejo de estar junto!

      Para o amor não importa raça, temperamento, crença, caráter, merecimento! Amor é apenas amar! ..................................................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 20 de Abril de 2013, 22:32
Re: Amai os vossos inimigos

      Edmar    (ref #100, de 16.04.2013, 02:06)

      Edmar: Para poder amar é preciso antes compreender o que seja amar. Kardec nos dá uma luz no capítulo 12 de OESE...

      Cel: me perdoe o amigo Edmar; para amar não é necessário compreender o q seja amar ou compreender qualquer outra coisa q seja! Amor é algo que vem espontaneamente, naturalmente, seja compreendido ou não o que o provoca. Amar os inimigos é amá-los verdadeiramente; não apenas suportá-los.

(...)

Coronel,

Se o amor é algo tão espontâneo para o ser humano, porque  Jesus veio então ensiná-lo e exemplificá-lo? Não seria mais prático e objetivo apenas esperar que ele surgisse espontaneamente no ser humano?

Abraço,
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 20 de Abril de 2013, 23:06
As iniquidades são decorrentes do meio em que vivemos. Se aventure em algum local frequente em ocorrência de assaltos, ande sozinho neste local, e verifique se corre o risco ou não de ser assaltado. A prudência é que nos impede de sofrer o mal.

Se eu não tiver que morrer por um tiro, posso passear em meio a um tiroteio de bandos rivais que nada irá me acontecer. E se tiver que morrer por um tiro, posso me esconder a vida inteira em um bunker e no dia em que botar o nariz de fora para cheirar as flores, posso receber uma bala perdida.

Então, se não sei se devo receber um tiro ou não, porque me preocupar com isto? Deixo esta preocupação aos amparadores que jamais nos abandonam e cumprem sempre as ordens de Deus.

Conversando com um espírito amigo ele me esclareceu o seguinte. Se alguem deve morrer por acidente aereo, o seu guia espiritual, vai intuí-lo a tomar um voo que vai cair e vai aguardá-lo do outro lado. E se não tiver que pegar este voo, vai intuí-lo a tomar outro voo. De forma que é desnecessário se preocupar. O "preocupar-se" e a "prudencia" são intuições necessárias em algum instante apenas.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 21 de Abril de 2013, 00:18
Anton, em relação ao momento da morte, só acontecerá quando tiver que acontecer, porém muitos de nós não sabemos o momento exato, e não vamos expor nossas vidas a riscos desnecessários por isso.

Pode me garantir que não serei ferido, assaltado, sequestrado, dentre outros possíveis acontecimentos ruins com exceção da morte?

Garante que não serei assaltado?
Garante que não serei ferido?

Garante que Jesus não seria ferido aqui na Terra?

..
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Oliva Prado em 21 de Abril de 2013, 15:17
Amigos do fórum
Boa tarde a todos.
Longe de mim o perfeccionismo embora o deseje.. Diante do que acabei de ler, eu pergunto; qual a importancia do conceito aqui em debate à luz da doutrina Espírita que é toda perdão e caridade, como  foi referenciado e bem; e está no próprio Capítulo em estudo. Um inimigo é pior que um adversário e que um desafeto, sendo verdadeiro o grau de ofensa ou de contenda de cada situação, o que está aqui em causa é ou não é a resposta que devemos ter para com eles e que de acordo com a doutrina Espírita será de perdão amor e caridade. Mas claro que isto são só belas palavras ricas noções que estamos obtendo da leitura do Espiritismo, na prática todos sabemos que doi, doi doi, perturba, corroi, mata, mata essencialmente o quê; a força de viver, por isso eu falei de doença e tristeza porque sem alegria ficamos tristes. É preciso educar o espírito. Por isso eu falei da obsessão do doutrinar os espíritos, não só os encarnados como os desencarnados, portanto é preciso educar o espirito para  renascer, e isto tudo requer tempo, estrutura, vontade. Transformar uma má vontade numa boa-vontade; tem situações que só se resolvem  com a intervenção dos Espiritos superiores porque só eles têm a moral e o conhecimento necessário para isso. Isto é o que a doutrina nos ensina.                      Parece-me que a  pura ilusão e prepotencia   se explicam pela falencia da própria existencia  que a todos nos toca de uma forma ou de outra,  e que  a  humildade pode ser impalpavel mas real e tanto o egoista como o doador podem sofrer  de solidão,  um carente de amor  verdadeiro e outro de fraternidade. Quem sabe!  exprimi só uma opinião.
Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Oliva Prado em 21 de Abril de 2013, 20:05
muito a prepósito estive à pouco nessa janela do ciberespaço de onde retirei estes diálogos se eles ajudarem ao estudo pois aqui fica a ideia.
Chico Xavier Diálogos e Recordações - net

Certa feita uma senhora, ás voltas com complicada família, marido e filhos agressivos que infernizavam sua vida, reclamava com Chico Xavier. Não suportava mais, estava prestes a explodir.
- Minha filha – dizia o abnegado médium -, Jesus recomendou que perdoemos não sete vezes, mas setenta vezes sete.
- Olhe, Chico, tenho feito as contas. Perdoei meus familiares bem mais que quatrocentos e noventa vezes. Já fiz o suficiente…
Chico Xavier:
- Bem, minha filha, Emmanuel está ao meu lado e manda dizer-lhe que é para perdoar setenta vezes sete cada tipo de ofensa. Ainda há muito a perdoar.
Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar os amigos é uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor.
(BIS – Boletim Informativo Seara – Ano II Nº 20)

De vez em quando aparece alguém que, em virtude de algum problema social mais grave – a violência, por exemplo, – pede a pena de morte. O senhor concorda?Chico Xavier:
- A pena deveria ser de educação. A pessoa deveria ser condenada mas é a ler livros, a se educar, a se internar em colégios ainda que seja, vamos dizer, por ordem policial.
Mas que as nossas casas punitivas, hoje chamadas de casas de reeducação, sejam escolas de trabalho e instrução.
Isto porque toda criatura está sentenciada à morte pelas leis de Deus, porque a morte tem o seu curso natural.
Por isso, acho que a pena de morte é desumana, porque ao invés de estabelecê-la devíamos coletivamente criar organismos que incentivassem a cultura, a responsabilidade de viver, o amor ao trabalho. O problema da periculosidade da criatura, quando ela é exagerada, esse problema deve ser corrigido com educação e isso há de se dar no futuro.
Porque nós não podemos corrigir um crime com outro, um crime individual com um crime coletivo.
(Transcrito do livro Chico Xavier – Mandato de Amor, editado pela União Espírita Mineira)

Que lhe ocorre dizer às pessoas que, embora se esforcem, não conseguem se espiritualizar, porque se sentem cativas de remanescentes paixões ou fortes algemas emocionais?Chico Xavier:
- Ainda que nos sintamos encarcerados em idéias negativas que, às vezes, nos colocam em sintonia com inteligências encarnadas ou desencarnadas, ainda presas a certos complexos de culpa, conseguiremos a própria liberação desses estados, claramente infelizes, se nos dispusermos com sinceridade a varar a concha do nosso próprio egoísmo, esquecendo, quanto ao aspecto inarmônico de nossa vida mental, para servir aos outros, especialmente àqueles que atravessam provações e problemas muito maiores que os nossos.
(Jornal “O Espírita Mineiro”, de Belo Horizonte, MG, número 171, fevereiro/abril de 1977

Chico, estamos diante de uma onda crescente de violência em todo o mundo. A que os espíritos atribuem essa ocorrência? Gostaria que você se detivesse também no problema dessa corrida da população às armas, para a defesa pessoal. Como você vê tudo isso?Chico Xavier:
- Temos debatido esse problema com diversos amigos, inclusive com nossos benfeitores espirituais e eles são unânimes em afirmar que a solidão gera o egocentrismo e esse egocentrismo exagerado reclama um espírito de autodefesa muito avançado em que as criaturas, às vezes, se perdem em verdadeiras alucinações.
Então a violência é uma conseqüência do desamor que temos vivido em nossos tempos, conforto talvez excessivo que a era tecnológica nos proporciona. A criatura vai se apaixonando por facilidades materiais e se esquece de que nós precisamos de amor, paciência, compreensão e carinho. A ausência desses valores espirituais vai criando essa agressividade exagerada no relacionamento entre as pessoas ou entre muitas das pessoas no nosso tempo.
De modo que precisaríamos mesmo de uma campanha de evangelização, de retorno ao Cristianismo em sua feição mais simples para que venhamos a compreender que não podemos pedir assistência espiritual a um trator de esteira, não podemos pedir socorro a determinados engenhos que hoje nos servem como recursos de pesquisas em pleno firmamento, nós precisamos desses valores de uns para com os outros.
Quando nos voltarmos para o sentimento, para o coração, acreditamos que tanto a violência, como a corrida às armas para defesa pessoal decrescerão ao ponto mínimo e vamos extinguindo isso, pouco a pouco, à medida que crescemos em manifestações de amor, reciprocamente.
(Transcrito no livro de sua autoria “Lições de Sabedoria – Chico Xavier)

Chico, como é que você vê a onda de violência que aumenta a cada dia?Chico Xavier:
- A violência é qual se fosse a nossa agressividade exagerada trazida ao nosso consciente, quando estamos em carência de amor. Ela lava, por isso, o desamor coletivo da atualidade.
Se doarmos mais um tanto, se repartirmos um tanto mais, se houver um entendimento maior, estaremos contribuindo para a diminuição desta onda crescente de agressividade.
À medida que a riqueza material aumenta, o conforto e a aquisição de bens também cresce, com isso retornaremos à autodefesa exagerada, isolando-nos das criaturas humanas. A vacina é o amor de uns pelos outros, programa que Jesus nos deixou há dois mil anos.
Numa entrevista coletiva perante as câmeras da Rede Globo, comandada por Augusto César Vanucci, em julho de 1980.
(Consta do livro “Lições de Sabedoria – Chico Xavier)

Qual o melhor antídoto contra a falta de confiança em nós mesmos?
Chico Xavier:
- Os amigos da Vida Maior nos ensinam que na prática da humildade, na prestação de serviços aos nossos irmãos da Humanidade, adquiriremos esse antídoto contra a falta de confiança em nós próprios, de vez que aprenderemos, na humildade, que o bem verdadeiro, de que possamos ser intérprete, em favor de nossos semelhantes, procede de Deus e não de nós.
(Em entrevista publicada no jornal “O Espírita Mineiro”, de Belo Horizonte, MG, fevereiro/abril de 1977).
continua.....

tenho que dizer o seguinte;  humildade não pode ser confundida com humilhação, já falamos disso num debate. E também não podemos impor seja o que for a ninguém se este não estiver recetivo. Por vezes  censuram-nos mas esquecem-se que podem não ser justos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 22 de Abril de 2013, 00:10
Um fim de seman sem internet e o tópico explode, que bom.
Obrigado aos amigos que participaram com suas opiniões.
Mano Brenno, tudo que fazemos esta no nosso livre arbitrio, e aquilo que nos acontece, de bom ou ruim, é o retorno, a colheita dessa livre plantação.
Entretanto, contrário do Mano Anton, não acho que exista uma fatalidade tão precisa quanto sua tese da morte por um tiro.
Acho sim que, se tivermos uma conduta moral adequada, podemos sim aliviar o peso das nossas provas, sejam elas quais forem, visto só a Deus cabe essa decisão.
E, no que diz respeito a amar os inimigos, acho que esta, e por isso a escolha desse tema para estudo, uma passo importante do processo evolutivo.
Se tivermos a capacidade, ai sim como disse o Anton, de exercitar a caridade, tal como Jesus a entendia, na obra citada, estaremos livres desse sentimento de inimizade, que nada mais é do que exponenciarmos pequenas dierenças de entendimento e de progresso moral.
Quanto ao amor, mano Edmar, entendo que ele seja sim natural no ser humano, visto que somos criados por amor e pelo amor. Entretanto, e de novo volamos ao tópico do amor aos inimigos, temos um entendimemnto muito superficial do seja esse sentimento, limitando-o apenas aos que nos são caros, o que, como diria Jesus, não traz méritos, ja que as "pessoas de má vida" tambem assim o fazem.
De qualquer forma Olivia, não podemos "cravar" agulhões em ninguem, e temos de compreender que, quem faz assim conosco, é apenas um irmão enfermo.
E volto a frisar aquele que considero o maior exemplo dessa postura fraterna de amor aos inimigos:
"Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem."
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 22 de Abril de 2013, 00:55
Anton, em relação ao momento da morte, só acontecerá quando tiver que acontecer, porém muitos de nós não sabemos o momento exato, e não vamos expor nossas vidas a riscos desnecessários por isso.

Pode me garantir que não serei ferido, assaltado, sequestrado, dentre outros possíveis acontecimentos ruins com exceção da morte?

Garante que não serei assaltado?
Garante que não serei ferido?

Garante que Jesus não seria ferido aqui na Terra?

Primeiro, eu não garanto nada e quem o fizer nem sabe do que esta falando.
Segundo, sempre vai lhe acontecer o que deve acontecer, nem mais e nem menos a cada instante. Se tiver que ser assaltado, será. Se tiver que ser ferido, será. Se nada deve acontecer, nada acontecerá. Não se esqueça de que Deus é o criador de todos os perigos.

258-a -  Não é Deus quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
- Nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi Ele quem estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis agora por que Ele fez tal lei em vez de tal outra! Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas consequências; nada lhe estorva o futuro; o caminho do bem está à sua frente, como o do mal. Mas se sucumbir, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi mal feito. É necessário distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus; tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento; e Deus o permitiu.

O que falta aos homens é serem felizes. Voce sabe o que é felicidade? É 'fé' + 'licita' ou seja fé verdadeira. Sem a fé e confiando apenas em si mesmo, ninguem pode ser feliz, porque sempre haverá algo que o fara sofrer...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 22 de Abril de 2013, 02:00
Interessante seu raciocinio, meu caro Anton.
Se observar bem a questão 258a, que voce cita, verá que a questão toda fala o contrário daquilo que você afirma.
Voce salienta o fato de que "Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus".
Mas esquece, ou ignora, todo o restante da assertiva que afirma o inverso da sua tese:
"Nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi Ele quem estabeleceu todas as leis que regem o universo." Salientamos a palavra permissão, que é diferente de ordenamento, ou ordem.
"Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas consequências". Mais claro que isso, impossivel: livre arbitrio, livre escolha.
"Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi mal feito." Ou seja corrigir-se onde se errou, onde escolheu, livremente, de forma equivocada.
"tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento; e Deus o permitiu." Novamente a vontade na escolha da forma de progresso, com a permissão de Deus.
Como vemos Anton, uma discussão interminável, sobre conceitos diverentes acerca de uma mesma situação.
De qualquer forma, no que diz respeito ao tema de estudo, a parte final do post esta muito bem elaborada: só sofremos quando nos permitimos ser atingidos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 22 de Abril de 2013, 02:36
Interessante seu raciocinio, meu caro Anton.
Se observar bem a questão 258a, que voce cita, verá que a questão toda fala o contrário daquilo que você afirma.
Voce salienta o fato de que "Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus".
Mas esquece, ou ignora, todo o restante da assertiva que afirma o inverso da sua tese:
"Nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi Ele quem estabeleceu todas as leis que regem o universo." Salientamos a palavra permissão, que é diferente de ordenamento, ou ordem.
"Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas consequências". Mais claro que isso, impossivel: livre arbitrio, livre escolha.
"Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi mal feito." Ou seja corrigir-se onde se errou, onde escolheu, livremente, de forma equivocada.
"tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento; e Deus o permitiu." Novamente a vontade na escolha da forma de progresso, com a permissão de Deus.
Como vemos Anton, uma discussão interminável, sobre conceitos diverentes acerca de uma mesma situação.
De qualquer forma, no que diz respeito ao tema de estudo, a parte final do post esta muito bem elaborada: só sofremos quando nos permitimos ser atingidos.

Só que fala do espírito e não do ser humano. E atos do espirito são apenas morais. Espirito não tem corpo algum, é uma luz.... E ninguem esta discutindo o livre arbítrio do espírito na escolha do genero de provas, isto esta mais que comprovado.



Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 22 de Abril de 2013, 12:29
Mas Anton, o que é o ser humano, se não um espirito encarnado?
Ja estudamos o capitulo que fala do reino não ser desse mundo.
A verdadeira vida é a espiritual, nossa essencia, nossa verdade é o espirito, a matéria, no caso a carne, apenas a ferramenta de que o espirito se utiliza para atingir seus objetivos.
Portanto, a ação do ser humano, espirito encarnado, é a ação do espirito, o qual é a inteligencia que movimenta a matéria .
Todos os atos, em ambos os lados da vida, são atos morais, posto que refletem a condição moral de quem o pratica, ou seja, do espirito, principio inteligente, que movimenta a matéria.
Se o espirito possui livre arbitrio, o terá em ambos os lados da vida.
A diferença, é que poucos de nós conseguem compreender que, ainda que encarnados, são espiritos imortais, assumindo, executando, as responsabilidades dessa condição.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 22 de Abril de 2013, 16:21
Meus irmãos."Como amar o nosso inimigo", eis o foco do debate.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 22 de Abril de 2013, 16:33
Re: Amai os vossos inimigos

      Amigos do estudo,           (ref msg #106, do Kayto)

      Cel (msg 16.04.2013): Uma única e simples questão: como é que se faz para amar a quem destruiu nossa família, estuprou e cruelmente assassinou a pequena filhinha, nossa alegria de viver, amputou a machadadas os pés de nossos filhos, introduziu a esposa no comércio de venda de órgãos a partir de sequestrar e matar crianças filhos de nossos irmãos, que levou nossos queridos para a escravidão às drogas e para crimes hediondos?

      Kayto escreveu: Bom pegarei como exemplo de mal extremamente prejudicial o que nosso amigo Coronel citou acima. Inimigo = termo utilizado para identificar aquele que lhe comete um mal.

      Cel: inimigo não é exatamente isso; alguém pode me fazer, e aos meus, males da mais extrema crueldade e não ser meu inimigo; talvez ele se considere inimigo meu e considere q sou inimigo dele (qtas vezes acontece X ter alguém que o odeie tanto q deseja matar X, e X nem mesmo sabe q esse alguém/inimigo existe!).

      O q coloquei na msg anterior é a pergunta: como poderei amar alguém que fez tanto contra mim e os meus (como no trecho q o Kayto citou acima)? Que destruiu nossas vidas, nossas mais caras esperanças?! Como poderei perdoar não sete vezes..., oferecer a outra face... etc? O q quero dizer é que de nada adianta se ensinar <o que> devemos fazer, no caso, amar nossos inimigos (“Amai os vossos inimigos!”), se não se ensina <como> fazer uma coisa tão difícil, extremamente difícil? Foi essa a pergunta q coloquei. Pois vejam q nem as psicologias, filosofias, doutrinas, religiões têm a resposta; ninguém encontrará a resposta nelas. Mas a resposta existe; muitos a encontraram e se libertaram do ódio, do desejo de vingança, de desejar o mal, o mais leve mal q seja, ou q se faça justiça contra esse q tudo destruiu. A resposta está além dos ensinamentos das religiões q conhecemos e a própria codificação dá-nos uma “pista” para encontrá-la ao recomendar q estudemos outras doutrinas.

      Infelizmente, moderadores, ou administradores, do Fórum, assim q chegamos ao ponto de começar a compreender o como fazer para chegar a essa resposta, impedem a publicação de nossas mensagens, ou trancam o tópico. 

      Infelizmente. E nada se pode fazer.
........................................................

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 22 de Abril de 2013, 16:55
"Cel (msg 16.04.2013): Uma única e simples questão: como é que se faz para amar a quem destruiu nossa família, estuprou e cruelmente assassinou a pequena filhinha, nossa alegria de viver, amputou a machadadas os pés de nossos filhos, introduziu a esposa no comércio de venda de órgãos a partir de sequestrar e matar crianças filhos de nossos irmãos, que levou nossos queridos para a escravidão às drogas e para crimes hediondos?"
Simples de entender, embora dificil de praticar.
Tendo em mente basicamente 2 coisas:
Primeiro: Aquilo que nos acontece, acontece por alguma razão, para, com a permissão de Deus, nos auxiliar no processo evolutivo, gerando aprendizado, muitas vezes dolorido, das virtudes que o mestre Jesus no enisnou.
Segundo: Aquele irmão que cometeu o crime hediondo, seja contra nós ou não, é um irmão ignorante, apegado aos vicios degradantes que a materia suscita, incapaz de reconhecer sua condição de espirito imortal, criado pelo amor a epara o amor.
Voltamos ao grande exemplo da cruz: Pai, perdoa, eles NÃO sabem o que fazem.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Arievlis em 22 de Abril de 2013, 17:08
Amai aos vossos inimigos, ....................
Alguém me ensine !
Um praticante de magia negra, matou aquela que seria a minha companheira.
Eu o perdoo de coração, com toda sinceridade, pois ele contraiu uma carga a que terá de prestar contas ao bom Deus certamente, pela qual não gostaria de estar em sua pele.
Muitos vão dizer, ah, então não perdoou, sim com certeza, pois não lhe tenho raivas ou ódios, tal sentimento não existe em meu coração.

Esta pessoa aos filhos dela, disse rindo, fiz mas nunca poderão provar.

Agora amar esta criatura, não é pedir demais? Nunca poderia. Perdoar sim pois não cabe a mim ou a quem quer que seja julgar, mas amar, ....... amar? Como? Se alguém souber como, me conte.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 22 de Abril de 2013, 17:19
Coronel,
no meu post #106 não respondi sua pergunta, apenas utilizei seu exemplo pra fazer uma pergunta.

Inimigo = termo utilizado para identificar aquele que lhe comete um mal.

Aqui estou falando que "inimigo" é o termo que foi utilizado, uma alegoria. Não falo que quem me fez o mal é meu inimigo, pois nem devo ter inimigos.
Mas naquela época de Jesus, poderíamos identificar facilmente de quem Jesus falava, a quem ele se referia quando utilizava o termo "inimigos".
Um termo que ele se serviu para utilizar menos palavras para dizer a mesma coisa.

Concisão: Maior informação possível na menor quantidade de palavras.
.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 22 de Abril de 2013, 18:27
Esse é o objetivo do estudo dessa passagem meu caro Arievlis, entender o que significa amar os inimigos.
Para isso o ESE possui uma explicação muito interessante, e você colocou muito bem o inicio dese processo.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gracy Kelly em 22 de Abril de 2013, 19:20
Gente, estou começando agora a estudar sobre o espiritismo , pois há algumas semanas fui pela primeira vez a um centro espírita. Sou filha adotiva e durante todo período que residí com minha mãe tivemos sempre muitas brigas. casei, ela foi morar em outra cidade e as coias estavam indo bem, até que em razão de problemas de saúde eu a trouxe para morar na minha cidade. As brigas voltaram a acontecer e estamos agora desde janeiro sem nos falarmos.
Segundo um pessoal espirita, nosso caso é complexo porque ela tem obsessão por mim, me v~e como um objeto que deveria ficar com ela até a sua morte, razão pela qual ela odeia sme razão o meu marido que a trata muito bem. Há uns dias ela falou ao meu marido que após a sua morte ela voltaria para nos infernizar...fiquei magoada com o comentário e preocupada, pois se a nossa missão era de reconcicliação ela já deixou bem claro que terá que retornar para evoluir. O que posso fazer?
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 22 de Abril de 2013, 19:25
Mas Anton, o que é o ser humano, se não um espirito encarnado?
Ja estudamos o capitulo que fala do reino não ser desse mundo.
A verdadeira vida é a espiritual, nossa essencia, nossa verdade é o espirito, a matéria, no caso a carne, apenas a ferramenta de que o espirito se utiliza para atingir seus objetivos.
Portanto, a ação do ser humano, espirito encarnado, é a ação do espirito, o qual é a inteligencia que movimenta a matéria .
Todos os atos, em ambos os lados da vida, são atos morais, posto que refletem a condição moral de quem o pratica, ou seja, do espirito, principio inteligente, que movimenta a matéria.
Se o espirito possui livre arbitrio, o terá em ambos os lados da vida.
A diferença, é que poucos de nós conseguem compreender que, ainda que encarnados, são espiritos imortais, assumindo, executando, as responsabilidades dessa condição.

Aparentemente é assim, do ponto de vista humano, mas é um pouco diferente o ponto de vista espiritual.

O ser humano é um espirito que vive uma encarnação. E o que é encarnação? É um filminho que o espirito assiste, como em realidade virtual e se ve envolvido em diversos acontecimentos apenas para provar-se e tentar amar a Deus acima de tudo ou a imagem o filme acima de tudo. E na maioria dos casos se apaixona pelo persongem a ponto de acreditar que ele é 'o cara'...

Por isto os objetivos do espírito são diametralmente opostos aos do mesmo espirito enquanto vive uma encarnação. E a ação do espírito é apenas moral enquanto no filminho o espírito se ve praticando ações e decidindo quais sentimentos emanar após cada uma. E esta é toda a prova, passar pelas vicissitudes da vida (os altos e baixos) em equanimidade, sem entrar em extase se algo 'bom' acontece e sem sofrer se algo 'mal' acontece.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 22 de Abril de 2013, 20:45
Gracy Kelly, faça a sua parte.
Ainda que as pessoas, proximas ou não, e no caso é bem proxima, não queiram abrir mão de suas posturas egoistas, nós precisamos fazer a nossa parte e compreendê-las.
parece-me ser esse o grande desafio desse tema de estudo.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 22 de Abril de 2013, 20:49
Meu caro Anton, não acho que os objetivos de um espirito sejam diferentes dele próprio, apenas por estar ou não encarnado.
Os objetivos do espirito são unicos, a maneira como ele vai buscar atingir esses objetivos é sofre uma alteração quando estando na roupagem material, uma vez que enquanto espirito, visualiza a verdadeira vida, mas enquanto encarnado, precisa aprender a viver a verdadeira vida, associando-a a materia que lhe turva e impõe necessidades.
É como costumamos dizer, na prática, a teoria é outra.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Oliva Prado em 22 de Abril de 2013, 21:02
Como amar
Um dia li uma frase que dizia assim: - O amor somente é autentico, quando imola quem ama. A mim parece-me que o perdão já é a melhor forma de amar alguém que magoa alguém. E a determinação em não se  revidar, fazer justiça pelas próprias mãos também. A vitima normalmente encontra amparo, mas o infelicitador não. A mim parece-me que a doutrina espirita oferece a quem dela se acerca o consolo necessário. mesmo que seja a conta gotas.
E afinal não precisamos todos de fazer acertos espirituais......preciso é que o espirito nasca de novo. «O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."
Claro que todos os crimes tem de ser julgados pelas leis vigentes e por isso é que o livro dos Espiritos fala delas no capitulo próprio.CAPÍTULO VIII - Da lei do progresso
Hoje  também me zanguei com a vida e com as pessoas porque ninguém é santo ainda;, mas fez-me bem este tempo que pensei convoscco " "  naquilo que o irmão Arievlis escreveu. Como amar.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 22 de Abril de 2013, 21:33
Pelo que vemos Jesus não pediu muito, apenas perdoar e não desejar o mal. É como igualar este a outro desconhecido qualquer, ao vê-lo reagir da mesma forma que regiria com um desconhecido.

Pelos nossos inimigos e pelos que nos querem mal

46. PREFÁCIO. Disse Jesus: Amai os vossos inimigos. Esta máxima é o sublime da caridade cristã; mas, enunciando-a, não pretendeu Jesus preceituar que devamos ter para com os nossos Inimigos o carinho que dispensamos aos amigos. Por aquelas palavras, ele nos recomenda que lhes esqueçamos as ofensas, que lhes perdoemos o mal que nos façam, que lhes paguemos com o bem esse mal. Além do merecimento que, aos olhos de Deus, resulta de semelhante proceder, ele eqüivale a mostrar aos homens o em que consiste a verdadeira superioridade. (Cap. XII, nº 3 e nº 4.)

47. Prece. - Meu Deus, perdôo a N... o mal que me fez e o que me quis fazer, como desejo me perdoes e também ele me perdoe as faltas que eu haja cometido. Se o colocaste no meu caminho, como prova para mim, faça-se a tua vontade.

Livra-me, ó meu Deus, da idéia de o maldizer e de todo desejo malévolo contra ele. Faze que jamais me alegre com as desgraças que lhe cheguem, nem me desgoste com os bens que lhe poderão ser concedidos, a fim de não macular minha alma por pensamentos indignos de um cristão.

Possa a tua bondade, Senhor, estendendo-se sobre ele, induzi-lo a alimentar melhores sentimentos para comigo!

Bons Espíritos, inspirai-me o esquecimento do mal e a lembrança do bem. Que nem o ódio, nem o rancor, nem o desejo de lhe retribuir o mal com outro mal me entrem no coração, porquanto o ódio e a vingança só são próprios dos Espíritos maus, encarnados e desencarnados! Pronto esteja eu, ao contrário, a lhe estender mão fraterna, a lhe pagar com o bem o mal e a auxiliá-lo, se estiver ao meu alcance.

Desejo, para experimentar a sinceridade do que digo, que ocasião se me apresente de lhe ser útil; mas, sobretudo, ó meu Deus, preserva-me de fazê-lo por orgulho ou ostentação, abatendo-o com uma generosidade humilhante, o que me acarretaria a perda do fruto da minha ação, pois, nesse caso, eu mereceria me fossem aplicadas estas palavras do Cristo: Já recebeste a tua recompensa. (Cap. XIII, nº 1 e seguintes.)

Capítulo XXVIII - Coletânea de preces espíritas. ESE
.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 22 de Abril de 2013, 21:50
Meu caro Anton, não acho que os objetivos de um espirito sejam diferentes dele próprio, apenas por estar ou não encarnado.
Os objetivos do espirito são unicos, a maneira como ele vai buscar atingir esses objetivos é sofre uma alteração quando estando na roupagem material, uma vez que enquanto espirito, visualiza a verdadeira vida, mas enquanto encarnado, precisa aprender a viver a verdadeira vida, associando-a a materia que lhe turva e impõe necessidades.
É como costumamos dizer, na prática, a teoria é outra.

A encarnação é uma ilusão para o espírito, segundo o LE:

266. Não parece natural que se escolham as provas menos dolorosas?
“Pode parecer-vos a vós; ao Espírito, não. Logo que este se desliga da matéria, cessa toda ilusão e outra passa a ser a sua maneira de pensar.”

Comentário de Kardec - Sob a influência das idéias carnais, o homem, na Terra, só vê das provas o lado penoso. Tal a razão de lhe parecer natural sejam escolhidas as que, do seu ponto de vista, podem coexistir com os gozos materiais. Na vida espiritual, porém, compara esses gozos fugazes e grosseiros com a inalterável felicidade que lhe é dado entrever e desde logo nenhuma impressão mais lhe causam os passageiros sofrimentos terrenos. Assim, pois, o Espírito pode escolher prova muito rude e, conseguintemente, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável para se curar de pronto. Aquele que intenta ligar seu nome à descoberta de um país desconhecido não procura trilhar estrada florida. Conhece os perigos a que se arrisca, mas também sabe que o espera a glória, se lograr bom êxito.

A doutrina da liberdade que temos de escolher as nossas existências e as provas que devamos sofrer deixa de parecer singular, desde que se atenda a que os Espíritos, uma vez desprendidos da matéria, apreciam as coisas de modo diverso da nossa maneira de apreciá-los. Divisam a meta, que bem diferente é para eles dos gozos fugitivos do mundo. Após cada existência, vêem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta em pureza para atingirem aquela meta. Daí o se submeterem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, solicitando as que possam fazer que a alcancem mais presto. Não há, pois, motivo de espanto no fato de o Espírito não preferir a existência mais suave. Não lhe é possível, no estado de imperfeição em que se encontra, gozar de uma vida isenta de amarguras. Ele o percebe e, precisamente para chegar a fruí-la, é que trata de se melhorar.

Não vemos, aliás, todos os dias, exemplos de escolhas tais? Que faz o homem que passa uma parte de sua vida a trabalhar
sem trégua, nem descanso, para reunir haveres que lhe assegurem o bem-estar, senão desempenhar uma tarefa que a si mesmo se impôs, tendo em vista melhor futuro? O militar que se oferece para uma perigosa missão, o navegante que afronta não menores perigos, por amor da Ciência ou no seu próprio interesse, que fazem, também eles, senão sujeitar-se a provas voluntárias, de que lhes advirão honras e proveito, se não sucumbirem? A que se não submete ou expõe o homem pelo seu interesse ou pela sua glória? E os concursos não são também todos provas voluntárias a que os concorrentes se sujeitam, com o fito de avançarem na carreira que escolheram? Ninguém galga qualquer posição nas ciências, nas artes, na indústria, senão passando pela série das posições inferiores, que são outras tantas provas. A vida humana é, pois, cópia da vida espiritual; nela se nos deparam em ponto pequeno todas as peripécias da outra. Ora, se na vida terrena muitas vezes escolhemos duras provas, visando posição mais elevada, por que não haveria o Espírito, que enxerga mais longe que o corpo e para quem a vida corporal é apenas incidente de curta duração, de escolher uma existência árdua e laboriosa, desde que o conduza à felicidade eterna? Os que dizem que pedirão para ser príncipes ou milionários, uma vez que ao homem é que caiba escolher a sua existência, se assemelham aos míopes, que apenas vêem aquilo em que tocam, ou a meninos gulosos, que, a quem os interroga sobre isso, respondem que desejam ser pasteleiros ou doceiros.

O viajante que atravessa profundo vale ensombrado por espesso nevoeiro não logra apanhar com a vista a extensão da estrada por onde vai, nem os seus pontos extremos. Chegando, porém, ao cume da montanha, abrange com o olhar quanto percorreu do caminho e quanto lhe resta dele a percorrer. Divisa-lhe o termo, vê os obstáculos que ainda terá de transpor e combina então os meios mais seguros de atingi-lo. O Espírito encarnado é qual viajante no sopé da montanha. Desenleado dos liames terrenais, sua visão tudo domina, como a daquele que subiu à crista da serrania. Para o viajor, no termo da sua jornada está o repouso após a fadiga; para o Espírito, está a felicidade suprema, após as tribulações e as provas.

Dizem todos os Espíritos que, na erraticidade, eles se aplicam a pesquisar, estudar, observar, a fim de fazerem a sua escolha. Na vida corporal não se nos oferece um exemplo deste fato? Não levamos, freqüentemente, anos a procurar a carreira pela
qual afinal nos decidimos, certos de ser a mais apropriada a nos facilitar o caminho da vida? Se numa o nosso intento se malogra, recorremos a outra. Cada uma das que abraçamos representa uma fase, um período da vida. Não nos ocupamos cada dia em cogitar do que faremos no dia seguinte? Ora, que são, para o Espírito, as diversas existências corporais, senão fases, períodos, dias da sua vida espírita, que é, como sabemos, a vida normal, visto que a outra é transitória, passageira?


Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Carlos Cmz em 23 de Abril de 2013, 12:09
Esse tópico é bem interessante.
Só não entendo uma coisa: Quais inimigos?

- Aqueles que cruzam o nosso caminho com a benção de Deus para que a Justiça seja feita?
- Aqueles que a lei de causa e efeito faz entrelaças as vidas para que possamos evoluir espiritualmente?

Esses estão mais para amigos...
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 23 de Abril de 2013, 12:18
Mas é importante, Oliva, não nos colocarmos na condição de vitima, pois assim estaremos dificultando o processo evolutivo, tanto o nosso como o do nosso ofensor.
Precisamos ter em mente que estamos todos, vitima e agressor, em processo evolutivo, do qual ninguem pode se eximir.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 23 de Abril de 2013, 12:26
Mas Anton, o que impede um espirito ignorante, ou inferior, de se manter iludido no plano espiritual?
Acho que seu texto corrobora o que venho dizendo, uma vez que tomando consciência da realidade espiritual, o individuo resolve acelerar o processo. Obstruido pela matéria, passa a ver outrros atrativos.
É como aquela criança que saiu arrumadinha para a escola. No caminho encontrou um grupo brincando, achou que tinha tempo e foi brincar tambem.
No plano espiritual nos aprumamos para voltar aqui e fazer o que for necessário para acelerar nosso progresso.
Ao chegarmos aqui, encontramos os amigos e vizinhos brincando e resolvemos brincar com eles, retardando o processo.
O objetivo não mudou, a maneira de buscá-lo sim.
Continuamos sendo crianças-espiritos com o objetivo de passar de ano na escola, mas sem saber muitas vezes como fazer isso da melhor maneira.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 23 de Abril de 2013, 12:27
Carlos meu caro, chegando agora, acho que não acompanhou todas as postagens.
Essa é a essencia desse debate, a compreensão do que seja efetivamente inimigo, se é que eles existem.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Carlos Cmz em 23 de Abril de 2013, 17:42
Carlos meu caro, chegando agora, acho que não acompanhou todas as postagens.
Essa é a essencia desse debate, a compreensão do que seja efetivamente inimigo, se é que eles existem.

hehehe. Compreendi.
As perguntas foram a minha própria resposta sobre a questão.

Minha reflexão é a seguinte:
Quero dizer que para compreendermos o que nos parece injusto hoje como ser humano, temos de lançar o olhar através da perspectiva de vida do Espírito e não das perspectivas humanas.

Para o Carlos Cmz humano, uma tentativa de assalto ou assassinato pode parecer injusto, pois trabalho no meu trabalho humano, pago as minhas contas humanas, tento ser educado com outros seres humanos... Daí vem um cara é quer me roubar e me matar por nada?
Parece injusto mesmo.

Mas para o eu Espírito despojado do corpo do Carlos Cmz, isso é apenas a Justiça e Bondade Divina, é a lei se cumprindo, são as minhas escolhas como Espíritos acontecendo com a permissão de Deus Pai.

- Quanto tempo eu existo?
Como ser humano eu afirmo que são 26 anos.
- E como Espírito?
Alguns milhares de anos provavelmente...

-Como posso avaliar algo que na visão humana me parece injusto, se não tenho a menor ideia de quais foram as minhas condutas morais para com o próximo nos milhares de anos de minha existência como Espírito?
Impossível quando partimos da perspectivas de seres humanos.
Abrindo o leque de possibilidades de todas as existências e observando da perspectiva do Espírito, percebemos que as linhas que entralaçam os "destinos" de uns aos outros pode estar mais emaranhada do que podemos imaginar.

Por isso, não há injustiça e nem inimigos.
Considerar que existem inimigos e injustiça é julgar ser falha a Justiça e Bondade Divina e a Lei de causa e efeito.

Estamos passando por provas e expiações a todo momento enquanto encarnados na Terra.
Nossa vida humana aqui não pode ser um mar-de-rosas, pois não somos merecedores de mergulhar em um mar-de-rosas.

"Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado."
ESE - Causas anteriores das aflições - Item 9.

Abç!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 23 de Abril de 2013, 17:43
Meus irmãos.Só se tem como inimigo aqueles que nos fez um grande mal,nos feriu,nos
mutilou,retirou de nós aquilo que mais amamos,tão somente por maldade sem fazer
uso da razão.O perdão consiste em responder a esses inimigo o quanto ele necessita
evoluir para está no nosso nível de progresso moral,pois pelo uso da razão exercitamos
o perdão,cumprindo assim mais uma etapa da nossa evolução.Se ao contrario eu não
perdoar,estarei me colocando no mesmo nível moral deste inimigo,e mais vezes  terá
que reencarnar o meu espírito neste mesmo mundo que é de provas e expiação.
Fiquem na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 23 de Abril de 2013, 18:04
Boa tarde!!!! Olha que coisa linda...
LUZ DO AMOR
 
Cultiva o amor, qual o fizesses a um campo fértil, de onde planejasses retirar a subsistência. Toda a colheita futura resultará de como programes, executes e assistas a sementeira.
 
De origem divina, o amor está latente no homem, que deve fazê-lo germinar e crescer, propiciando-lhe os fatores necessários, sem os quais dificilmente se desenvolverá.
 
O amor substitui o personalismo dissolvente, unindo os homens numa família sadia.
 
Consegue arrancar pela raiz o egoísmo , gerador da miséria de múltiplos aspectos que infelicita os homens.
 
O amor é como a luz - imprescindível para a vida.
 
O amor é como o ar - impossível existir, na Terra, sem ele.
 
O homem que vive sem amar, ainda não aprendeu a viver, se deteriora, reaparecendo em expressões menos felizes, porque ninguém pode sobreviver sem a sua presença...
 
Reaparece, então, em forma de amargura - amor enfermo;
 
em manifestação de ódio - amor selvagem;
 
em paixão de posse - amor desequilibrado;
 
em revolta surda - amor despeitado;
 
como egoísmo - amor pessoal mórbido;
 
como queixa e competição - amor ciumento;
 
como vingança - amor desesperado.
 
Quando o homem ama, fomenta a vida e o progresso.
 
Em sua volta floresce a esperança e o bem se irradia em todas as direções - amor fraterno;
 
a renúncias e a abnegação fazem parte do cotidiano - amor sacrifício;
 
a felicidade se espraia onde ele surge - amor bondade;
 
o perdão reanima os arrependidos - amor indulgência;
 
a alegria reina em pleno campo da miséria - amor caridade...
 
E porque Deus é amor, ei-lo em todo lugar dinamizando o homem e dignificando a vida.
 
Ama, pois, sem cessar, tornando-te um campo onde sempre medrem a ternura e a misericórdia, em nome do Amor Supremo.
 
(Da Obra Luz da Esperança, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Oliva Prado em 23 de Abril de 2013, 20:55
Sim eu compreendo perfeitamente essa realidade,Gustavo Retternmaier; até porque acontece muitas vezes o ofensor de repente virar vitima, e isso normalmente dá-se porque a pessoa que erra apesar de se arrepender perdeu a confiança dos outros. Até já vimos isso retratado em novela.  São como duas faces de uma moeda. Assim como tenho de reconhecer que é muito dificil a pratica dessa rogativa  que está na oração do Pai Nosso e que o  Ksaytomuriel tão oportunamente postou. (nunca é demais lembrar a importancia da oração no nosso apuramento espiritual e reequelibrio geral ( mente - corpo -emoção) e que é a seguinte:
" Desejo, para experimentar a sinceridade do que digo, que ocasião se me apresente de lhe ser útil; mas, sobretudo, ó meu Deus, preserva-me de fazê-lo por orgulho ou ostentação, abatendo-o com uma generosidade humilhante, o que me acarretaria a perda do fruto da minha ação, pois, nesse caso, eu mereceria me fossem aplicadas estas palavras do Cristo: Já recebeste a tua recompensa."  ás vezes nem é nossa intenção fazer isto mas se o antagonismo existe, nada do que a gente faça parece destituido de orgulho aos olhos do outro, e de nós mesmos já que podemos ser nós os carentes de compreensão.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Anton Kiudero em 23 de Abril de 2013, 23:22
Mas Anton, o que impede um espirito ignorante, ou inferior, de se manter iludido no plano espiritual?
Acho que seu texto corrobora o que venho dizendo, uma vez que tomando consciência da realidade espiritual, o individuo resolve acelerar o processo. Obstruido pela matéria, passa a ver outrros atrativos.
É como aquela criança que saiu arrumadinha para a escola. No caminho encontrou um grupo brincando, achou que tinha tempo e foi brincar tambem.
No plano espiritual nos aprumamos para voltar aqui e fazer o que for necessário para acelerar nosso progresso.
Ao chegarmos aqui, encontramos os amigos e vizinhos brincando e resolvemos brincar com eles, retardando o processo.
O objetivo não mudou, a maneira de buscá-lo sim.
Continuamos sendo crianças-espiritos com o objetivo de passar de ano na escola, mas sem saber muitas vezes como fazer isso da melhor maneira.

Então tá....   ;) :D ::)

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Abril de 2013, 12:30
"Minha reflexão é a seguinte:
Quero dizer que para compreendermos o que nos parece injusto hoje como ser humano, temos de lançar o olhar através da perspectiva de vida do Espírito e não das perspectivas humanas."
Essa é a grande questão que as pessoas ignoram, uns por não aceitar a reencarnação e os espiritas, que mesmo aceitando a reencarnação não conseguem ainda compreender o alcance do conceito.
Se começarmos a observar a vida, como ela realmente é, eterna e imortal, veremos que a cada encarnação estamos como em um progresso escolar, aprendendo coisas novas e recordando conteudos passados, conceitos passados.
Por isso, é, ou deveria ser para os espiritas, perfeitamente compreensivel, que os fatos de hoje fossem aceitos como naturais, visto que são por obvio, consequencia de algum ato pregresso.
O "inimigo" de hoje, pode ter sido o aliado traido de ontem.
De qualquer forma, nós, unica e exclusivamente nós, somos os responsáveis pelo que nos acontece de ruim, ou "injusto".
Quando conseguirmos compreender isso, veremos que o que chamamos de inimigos, são na verdade, as ferramentas do nosso progresso.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Abril de 2013, 12:34
"Se ao contrario eu não perdoar, estarei me colocando no mesmo nível moral deste inimigo"
Perfeito meu caro Antonio, é exatamente isso, alem de se colocar no mesmo nivel, esta perpetuando um circulo vicioso extremamente danoso para ambos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Abril de 2013, 12:36
Obrigado pelo texto Aline, é importante refletirmos sobre a essencia da criação.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Abril de 2013, 12:42
Por isso minha cara Oliva, é que Deus observa o coração dos homens.
Jesus nos ensina, em varias passagens do evangelho, que são os sentimentos dos homens que definem as condições dele perante Deus.
Ainda que os homens te julguem, e é um direito deles apesar das advertencias, somente teu coração pode saber se existe orgulho ou humildade na tua ação.
Mesmo assim, faça o bem, espalhe o amor, deixe que Deus julgue seu coração.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Carlos Cmz em 24 de Abril de 2013, 12:43
"Minha reflexão é a seguinte:
Quero dizer que para compreendermos o que nos parece injusto hoje como ser humano, temos de lançar o olhar através da perspectiva de vida do Espírito e não das perspectivas humanas."
Essa é a grande questão que as pessoas ignoram, uns por não aceitar a reencarnação e os espiritas, que mesmo aceitando a reencarnação não conseguem ainda compreender o alcance do conceito.
Se começarmos a observar a vida, como ela realmente é, eterna e imortal, veremos que a cada encarnação estamos como em um progresso escolar, aprendendo coisas novas e recordando conteudos passados, conceitos passados.
Por isso, é, ou deveria ser para os espiritas, perfeitamente compreensivel, que os fatos de hoje fossem aceitos como naturais, visto que são por obvio, consequencia de algum ato pregresso.
O "inimigo" de hoje, pode ter sido o aliado traido de ontem.
De qualquer forma, nós, unica e exclusivamente nós, somos os responsáveis pelo que nos acontece de ruim, ou "injusto".
Quando conseguirmos compreender isso, veremos que o que chamamos de inimigos, são na verdade, as ferramentas do nosso progresso.

Sim, dessa forma que penso.

Passando a enxergar os acontecimentos da vida dessa forma, começamos a compreender situações que antes nos pareciam injustas.

Abç!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 24 de Abril de 2013, 14:33
Por isso, é, ou deveria ser para os espiritas, perfeitamente compreensivel, que os fatos de hoje fossem aceitos como naturais, visto que são por obvio, consequencia de algum ato pregresso.
O "inimigo" de hoje, pode ter sido o aliado traido de ontem.

Mas não necessariamente seja assim. Nem tudo é por expiação.
Se fosse desse modo Jesus estaria aqui expiando seus pecados.
Um Espírito que segue o Bem absoluto não poderia sofrer, pois não pecou.

E as provas?

O (...) processo reencarnatório não será tão-somente condição de pagamento (expiação) das deficiências passadas, mas, principalmente, fatores de impulsão evolutiva (Visão espírita nas distonias mentais, FEB, cap. 2).

O sofrimento é inerente ao estado de imperfeição... Mas atenua-se com o progresso e desaparece quando o Espírito vence a matéria (À margem do Espiritismo: refutação à critica feita à parte filosófica do Espiritismo, cap. 36, pt. 4; FEB).

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Abril de 2013, 15:14
Kaytomuriel, para mim, nada é expiação, tudo é consequencia.
O problema meu querido, esta no nivel de entendimento e de progresso moral de cada um.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 24 de Abril de 2013, 17:16
Gustavo,
Expiação é uma consequência.

Prova é uma consequência? Pode ser consequência da necessidade de evoluir.

Poderíamos considerar como a mesma coisa expiação e prova, visto que expiação pode ser uma doença pra pagar o mal, e a prova pode ser essa mesma doença pra aprender.
Se suportar a doença com resignação não perde o fruto da prova, e não perde o fruto da expiação.
Assim quem expiou dessa forma, não precisaria de prova similar para aprender?
.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 24 de Abril de 2013, 17:30
Meus irmãos.Asim como bem colocou o nosso irmão Gustavo:"Se começarmos a observar a
vida,como ela realmente é,eterna e imortal,veremos que a cada encarnação estamos como
em um progresso escolar". Na verdade,ainda nos é muito difícil aceitar de uma forma natural
perdoar os nossos inimigos pelo que eles nos tenham feito,mas se faz necessário para o nos-
-so progresso na nossa caminhada evolutiva,assim como em um progresso escolar,estaremos
passando para outra classe mais adiantada,e para isso se faz necessário exercitar o perdão
para podermos então amar o nosso inimigo.
Fiquem na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 24 de Abril de 2013, 17:37
Tenho um exemplo para debatermos,

O "inimigo": um assaltante (irmão imperfeito que pratica o mal)
A lei de Deus está na consciência. E sabemos que muitos criminosos aqui da Terra sabem perfeitamente o que estão fazendo, inclusive sabem que é errado, e não gostariam que fizessem com eles. Mas por egoísmo fazem.

Uma vítima ainda apegada aos bens materiais pode ser roubada, como uma prova ou expiação, e como está apegada sofrerá com isso, ou poderá aprender a desapegar-se.

Uma outra vítima (Espírito que segue o bem absoluto) pode ser roubada, será uma prova para aprender a ser desapegado de bens materiais.

Essa última vítima (Espírito que segue o bem absoluto) após estar desapego desses bens materiais, já passou por tal prova, pode ser roubado novamente, porém dessa vez nem será considerado uma prova, como também não haverá sofrimento para ele, pois sabe que esses bens são temporários, e ele pode ser capaz até de dar mais dinheiro do que o assaltante pediu querendo ajudá-lo.

.Está de acordo com a Doutrina ou não? E por quê?

Abraços.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 24 de Abril de 2013, 18:25
Uma mesma experiência tanto pode ser uma prova como pode ser uma expiação. Isso vai depender da conduta daquele que a vivencia. Se passa pela experiência com sentimento de revolta estará expiando, mas, se por outro lado, passa pelas mesmas dificuldades, lutando com os problemas presentes tendo fé num futuro melhor, neste caso, com certeza, estará vivendo uma prova. Prova ou expiação não está no tipo de problema, na intensidade da dor, no tamanho do sofrimento, carência e nem mesmo na abastança. A diferença entre uma e outra está no sentimento íntimo de cada um diante das adversidades que a vida comumente oferece. Por isso que a DE explica que toda expiação é uma prova e nem toda prova é uma expiação. Seguindo o mesmo raciocínio; - Todo opositor é um adversário, mas só passará a ser um inimigo em função da maneira que trabalhamos essa oposição. Em ambas situações somos nós mesmo, através de nossas atitudes, que definimos se será uma coisa ou outra.   
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Abril de 2013, 19:39
"Gustavo,
Expiação é uma consequência.

Prova é uma consequência? Pode ser consequência da necessidade de evoluir."
Tudo meu caro, é consequencia de atos passados.
Se isso virá em forma de expiação ou de prova, vai depender da nossa capacidade de aceitação e entendimento do tema.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Abril de 2013, 20:06
Concordamos meu caro Kazaoka.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Oliva Prado em 24 de Abril de 2013, 21:06
Obrigada, Gustavo Retternmaier,  por seu carinhoso pensamento.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: alexmandl em 25 de Abril de 2013, 01:01
Uma mesma experiência tanto pode ser uma prova como pode ser uma expiação. Isso vai depender da conduta daquele que a vivencia. Se passa pela experiência com sentimento de revolta estará expiando, mas, se por outro lado, passa pelas mesmas dificuldades, lutando com os problemas presentes tendo fé num futuro melhor, neste caso, com certeza, estará vivendo uma prova. Prova ou expiação não está no tipo de problema, na intensidade da dor, no tamanho do sofrimento, carência e nem mesmo na abastança. A diferença entre uma e outra está no sentimento íntimo de cada um diante das adversidades que a vida comumente oferece. Por isso que a DE explica que toda expiação é uma prova e nem toda prova é uma expiação. Seguindo o mesmo raciocínio; - Todo opositor é um adversário, mas só passará a ser um inimigo em função da maneira que trabalhamos essa oposição. Em ambas situações somos nós mesmo, através de nossas atitudes, que definimos se será uma coisa ou outra.   

Muito bem pontuado, meu amigo!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 25 de Abril de 2013, 02:44
Uma mesma experiência tanto pode ser uma prova como pode ser uma expiação.
Até aqui tudo bem.
Isso vai depender da conduta daquele que a vivencia.
A conduta é o que ele faz durante a expiação ou prova.
Há muitos relatos no Evangelho que diz que se perderá o fruto da prova se não enfrentá-la com resignação.
Uma prova é uma prova. Pode-se vencer ou fracassar. O fracasso depende de sua conduta. Mesmo se revoltando não deixa de ser uma prova.
Se é prova ou expiação isso será definido antes de encarnar.
Só pode depender de uma conduta em vida pregressa, pois expiar é pagar os erros.

Se passa pela experiência com sentimento de revolta estará expiando, mas, se por outro lado, passa pelas mesmas dificuldades, lutando com os problemas presentes tendo fé num futuro melhor, neste caso, com certeza, estará vivendo uma prova....... A diferença entre uma e outra está no sentimento íntimo de cada um diante das adversidades que a vida comumente oferece.
Se fosse assim não haveria fracasso nas provas, quem encara as provas desse modo sempre vence. Nem se chamaria mais prova. Não teria mais o que provar.
Como enfrentamos a prova, nossa conduta, é que determina se superamos ou falhamos na prova.
Acho que entendi o que quis dizer:
No caso de falhar em uma prova, já estará sendo punido imediatamente, se tornando assim uma expiação.
E uma expiação se for bem entendida pelo que sofre, pode expiar com resignação, servindo também com uma prova.

Por isso que a DE explica que toda expiação é uma prova e nem toda prova é uma expiação.
Entendi, mas por curiosidade pode me mostrar onde está isso na DE.

Abraços
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 25 de Abril de 2013, 03:05

Por isso que a DE explica que toda expiação é uma prova e nem toda prova é uma expiação.
Entendi, mas por curiosidade pode me mostrar onde está isso na DE.

Abraços


Esta afirmação pode ser conferida no OESE - Capítulo V, que transcrevo o trecho que contém tal afirmativa;

9. Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado. Pode, pois, um Espírito haver chegado a certo grau de elevação e, nada obstante, desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a executar, pela qual tanto mais recompensado será, se sair vitorioso, quanto mais rude haja sido a luta. Tais são, especialmente, essas pessoas de instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parece nada de mau haverem trazido de suas precedentes existências e que sofrem, com resignação toda cristã, as maiores dores, somente pedindo a Deus que as possam suportar sem murmurar. Pode-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam queixas e impelem o homem à revolta contra Deus.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 25 de Abril de 2013, 03:30

Isso vai depender da conduta daquele que a vivencia.
A conduta é o que ele faz durante a expiação ou prova.
Há muitos relatos no Evangelho que diz que se perderá o fruto da prova se não enfrentá-la com resignação.
Uma prova é uma prova. Pode-se vencer ou fracassar. O fracasso depende de sua conduta. Mesmo se revoltando não deixa de ser uma prova.
Se é prova ou expiação isso será definido antes de encarnar.
Só pode depender de uma conduta em vida pregressa, pois expiar é pagar os erros.


Não sei se é o caso, mas muitas vezes confunde-se resignação com passividade. Deus nos oferece a oportunidade da prova ou da expiação e espera-se que aquele que esteja sendo provado ou expiando, aja com sabedoria e reconhecimento que todas as dificuldades são postas à nossa frente para que possamos suplantá-las.
Suportá-las lutando para dar-lhes os contornos de solução, isso é que é resignar-se.
Lei de Deus é Lei de amor, através dela ninguém paga suas faltas apenas experimentando o próprio veneno, mas sim desenvolvendo em si mesmo o antídoto para os males que nós mesmos disseminamos. Se não fosse assim os resgates de débitos seriam a perpetuação do erro pois, aquele que com a espada fere, pela espada será ferido, e isso se repetiria perpetuamente. Tá certo que está frase é de Jesus, mas é verdade também que as pessoas atribuem a ela as suas convicções de que temos que vivenciar todo mal que praticamos em prejuízo ao próximo, como se fosse isso suficiente para remissão de nossos pecados. Mas não é bem assim, o que Jesus quis dizer com ela é que vivemos mergulhados no campo vibracional daquilo que cultivamos. Somos multiplicadores daquilo que cultuamos e essa multiplicação faz com que se predomine no ambiente aquilo que prevalece no íntimo de cada um.
E é por isso, também, que Jesus ao reerguer a moral da pecadora que estava prestes a ser apedrejada lhe disse; "...vá e não peques mais."

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 25 de Abril de 2013, 03:57
Re: Amai os vossos inimigos
     
      Edmar    (ref #114)

      Cel (msg ant): para amar não é necessário compreender o q seja amar, ou compreender qualquer outra coisa q seja relativa ao amor! Amor é algo que vem espontaneamente, naturalmente, seja compreendido ou não o que desperta sua manifestação naquele instante em nós. Amar os inimigos é amá-los verdadeiramente; não apenas suportá-los.

      Edmar escreveu: Se o amor é algo tão espontâneo para o ser humano, porque  Jesus veio então ensiná-lo e exemplificá-lo? Não seria mais prático e objetivo apenas esperar que ele surgisse espontaneamente no ser humano?

      Cel: meu jovem, é espontâneo qdo se manifesta por já existir, por ter já despertado no intimo de alguém, q já compreendeu q ele é imprescindível para a vida; não é “tão espontâneo” dentro desta vida q, segundo as doutrinas, Deus nos deu; de competições, de busca do melhor para mim, egoísmo, orgulho, ânsia de poder, de dominar, de ser o melhor, de ambição e cobiça, ...!

      Para quem está atento, não é difícil de entender; e vc, me parece, sempre atento. Observe q nem conselhos, nem exemplos mudam o coração de ninguém; aconselhe o egoísta, o orgulhoso, ambicioso, perverso, ciumento, invejoso, o ladrão, o pedófilo q deixe de ser assim como é, que será melhor para ele, q será mais feliz, e veja se será atendido!

      Conselhos, em geral, só são seguidos se acompanhados de promessas de ganhos ou perdas, q é o q acontece com crianças advertidas pelos pais e com muitos pseudo-religiosos q estão por aí, que receiam as penas com q as religiões ameaçam o tempo todo, ou almejam méritos q os beneficiarão no futuro. Ou, então, com aqueles q seguem disciplinas, q obedecem a superiores, a regulamentos e leis.

      O mesmo acontece com relação aos exemplos; coloque alguém sem amor no coração a assistir aos exemplos de Madre Teresa, ou de Jesus! O q resultará disso? Nada transforma o intimo de quem quer que seja, senão a compreensão de que é isso, exatamente, q deve ser feito. O amor não comove ninguém, senão aqueles q já estão compreendendo alguma coisa da vida...

      Nos ensinamentos de todos aqueles de cujas palavras os homens convencionaram religiões, estão duas espécies de ensinamentos: os primeiros, mais divulgados e, na época talvez mais necessários, q podemos chamar de “regras para bem sobreviver”, ou “para bem conviver”; os outros, podemos chamar de “regras para a salvação”

      Em geral, as experiências da vida, dizem respeito mais às regras de bem conviver q, todas elas, sem exceção, se destinam à conquista de um melhor relacionamento entre os homens e à melhora da qualidade de vida na matéria. O q a escola da vida nos ensina quase nada tem a ver com o processo evolutivo espiritual... senão qto ao fato de q, pelo sofrimento, podemos buscar outros caminhos além daqueles q estamos condicionados a seguir.

      Assim, a obediência aos mandamentos e regras éticas das religiões e o atender aos conselhos e ensinamentos dos Grandes, mais objetivam um relacionamento menos cheios de conflitos entre as criaturas. Veja o Decálogo: não matar, não roubar, não cobiçar o que seja do próximo, não desonrar, não dar falso testemunho, não adulterar. Observe que, aí, nada tem que signifique “regras para a salvação”; são “regras para bem conviver”. Quanto aos dois ou três primeiros mandamentos, são inócuos, pois apenas visavam a que se respeitasse aquele ser poderoso que o homem tão somente “imaginava” o que poderia ser. E não só que se respeitasse, mas que se temesse e obedecesse, como ainda hoje ocorre com tantas ameaças que todas as religiões apregoam.

      Observe o q, todos os líderes, de cujas palavras os homens convencionaram religiões, tiveram que fazer inicialmente: organizar e trazer tranqüilidade ao povo.

      Esse é o exemplo de Moisés, liderando uma fuga pelo deserto, durante 40, de, fora as crianças, 600 mil adultos (do Êxodo), rebeldes, sofridos, desorganizados, indisciplinados, prontos para desobedecer, reclamar, matar, mentir, roubar, cobiçar etc. 

      Como essa multidão desorganizada, indisciplinada o obedeceria, quando não tinha nem mesmo qualquer recurso para comunicar suas ordens, para se fazer obedecido? Um povo cansado e em fuga de muitos anos de escravidão no Egito! Somente despertando-lhe medo, o que fez apresentando-lhe um “Deus poderoso e cruel, impaciente, nervoso, vingativo, vaidoso, orgulhoso e parcial”, com ordens que, se não obedecidas, resultariam castigos terríveis e assustadores, como ocorreu tantas vezes.   

      As lições de Jesus, em geral, tinham o mesmo objetivo: uma vida menos sofrida alicerçada no fato de todos se respeitarem, pela obediência àquelas imposições dos mandamentos. Quando o Mestre disse “perdoai, não sete vezes, mas...”,  “... dali não sairás até que tenhas pago o último ceitil...”, “... serás atirado ao fogo da geena...”, “... teu credor te levará ao juiz...”, “oferece a outra face”, “perdoai e abençoai os vossos inimigos”, observe que tudo visava apenas a um relacionamento mais harmonioso com vistas a suavizar a vida daqueles homens já sujeitos a tantas infelicidades, sobretudo em tempos em que os poderosos eram a lei. Como no decálogo, nas palavras de Jesus, “<como são comunicadas pelas religiões>”, não há qualquer “regra de salvação” mas, apenas, “regras de bem-conviver”.

      Os ensinamentos que se destinam ao buscador de Deus, as “regras para a salvação”, felizmente, ao menos alguns, foram preservados nas escrituras, mesmo depois de séculos de alterações introduzidas, que lhes suprimiram textos e acrescentaram conceitos à conveniência dos poderosos. Essas lições estão nas palavras de Jesus, como: “Buscai, em primeiro lugar, o reino de...”, “... a verdade vos libertará”, “não direis: ei-lo aqui, ou ei-lo acolá, pois o reino de Deus está dentro de vós”, “tudo vem do alto”, em muitas parábolas, como a daquele que, encontrando um tesouro num campo, se desfez de tudo para comprar aquele campo; na afirmação de que aquele que não abandona pai e mãe não é digno de segui-lo; na história do jovem que desejava, primeiro, enterrar seu pai; nas parábolas das virgens insensatas; do servo que, atento, aguardava a chegada do patrão...

      Também, nas afirmações de Paulo: “Vós sois o templo do Altíssimo”, “o Senhor habita em vossos corações”, “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer”, “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”, “Deus não faz acepção de pessoas...” e em outras passagens.

      Aqui sim, estão algumas “regras para a salvação”; as outras, anteriormente vistas, são apenas “regras para bem conviver”, como são os mandamentos apresentados por Moisés. E as regras de bem-conviver é o q aprendemos com as experiências da vida, com os erros dos outros mas, de modo algum levam ao aperfeiçoamento espiritual.

      Atente para isso.



Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 25 de Abril de 2013, 12:32
Coronel, meu caro, a salvação, é o bem conviver.
O problema é que a religiosidade tradicional estabeleceu, para uma univa vida, entenda encarnação, a necessidade de uma tabua de salvação e cada lider religioso escolheu a que mais lhe parecia lógica.
A salvação é o bem conviver, por que o bem conviver nos fará viver em paz, em harmonia, consequentemente, a "salvo" dos castigos e punições.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 25 de Abril de 2013, 12:40
Manos Kazaoka e kaytomuriel, interessante seu debate sobre provas e expiações, para o qual dou uma pequena contribuição com uma frase atribuida, se não me falha a memória, a Mohandas Ghandi: "olho por olho, e o mundo acabará cego".
Dito isso, vendo por esse ângulo, podemos sim vislumbrar o tema do estudo, pois é necessário que aprendamos a amar os inimigos para acabar com esse circulo vicioso, como ja me referi antes.
Entretanto, o conceito que acho importante extrair desse debate estabelecido entre voces esta no post #163 e diz: "Lei de Deus é Lei de amor, através dela ninguém paga suas faltas apenas experimentando o próprio veneno, mas sim desenvolvendo em si mesmo o antídoto para os males que nós mesmos disseminamos. Se não fosse assim os resgates de débitos seriam a perpetuação do erro."
Esse é o entendimento que podemos, e na minha opinião devemos, ter acerca da importância das provas e expiações na tarefa de amar os inimigos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Carlos Cmz em 25 de Abril de 2013, 13:38
Olá!

Kayto: "Só pode depender de uma conduta em vida pregressa, pois expiar é pagar os erros."

132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada minuto, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

Kardec: A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.


133. Têm necessidade de encarnação os Espíritos que, desde o princípio, seguiram
o caminho do bem?

“Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida
corporal.
Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos,
conseguintemente sem mérito.


a) - Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o caminho do bem, se isso
não os isenta dos sofrimentos da vida corporal?

Chegam mais depressa ao fim. Demais, as aflições da vida são muitas vezes a conseqüência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos.

Vicissitude não é necessariamente sofrimento para pagar erros, é também a alternância das situações que aparecem na vida.
Ex.: Hoje eu ganho, amanhã eu perco; Hoje estou empregado, amanhã não tenho emprego...etc...

Deve haver alternância devido a posição que estamos:
"Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado."
ESE - Item 9 postado pelo Kazaoka.

Como disse Kardec, tudo é coordenado e solidário na Natureza.
Tanto as situações quanto as pessoas que estão envolvidas nelas servem de instrumentos para as provas e expiações uns dos outros, ao mesmo tempo somos instrumentos de Deus para a marcha do Universo.

É essa alternância das situações que podem nos gerar sofrimentos de acordo com nossas próprias imperfeições.
Veja a questão 133-a:
"As aflições da vida são muitas vezes a conseqüência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos.”

As imperfeições não estão nas situações da vida e sim em nós mesmos, por isso é importante conhecermos a nós mesmos. A raiz das imperfeições está em nós.

Ex.:
Se não somos ambiciosos e perdemos uma promoção no emprego, não sofremos com isso.
Se não somos ávaros e perdemos dinheiro ou bens, seja de qual forma for, não sofreremos com isso.
Se não somos invejosos, não nos sofremos por outro ter uma TV bonita e nós não.
Assim por diante..

Ambição, avareza, inveja são derivados do apego que temos para com as coisas e pessoas. O apego gera sofrimentos.

Aliás, o que é sofrimento?
Já reparam que sofremos somente quando somos contrariados?
Sofremos apenas quando não somos contemplado com o que desejamos. Quando algo acontece da forma que nós queremos, não sofremos.

Ex.: Alguém sofre pela morte de todo mundo? Não né...
Quando morre algum familiar ou algum amigo sofremos porque isso contraria o nosso desejo de querer aquela pessoa viva.
Quando morre alguém por quem não depositamos simpatia, não sofremos porque não temos desejo de que aquela pessoa permaneça viva, as vezes até dizemos que já vai tarde...

Outro ex.:
Se estudamos para um concurso e passamos, ficamos felizes (apesar de muitas vezes essa alegria ser recheada de orgulho), porque o objetivo que sonhamos em atingir é o de ser aprovado no teste.
Se reprovamos no teste, vem o sofrimento, porque queríamos passar nos teste. Nos apegamos ao desejo de conseguir ser aprovado.

Quando não somos aprovados vem a contrariedade ao que gostaríamos que tivesse acontecido e com a contrariedade vem o sofrimento.
Se já vamos fazer a prova sabendo que temos a possibilidade de ser aprovado e ser reprovado, porque sofrer?

Isso vale também para dores físicas e doenças:
Quantas vezes vemos pessoas a nossa volta que não se entristecem mesmo com doenças dos mais variados tipos, enquanto nos lamentamos por bem menos...

O sofrimento não está no acontecimento, está na forma que cada um reage perante ele e a forma de reagir é íntima e depende apenas de nós mesmos.

Quando alguém ou alguma situação nos contraria, vemos esse alguém como inimigo, e essa situação como sofrimento, nem nos damos conta que quem cria tudo isso somos nós mesmos.

Abç!
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 25 de Abril de 2013, 15:53
Não sei se é o caso, mas muitas vezes confunde-se resignação com passividade.
O problema é que muitos de nós não sabemos o como proceder diante das aflições.

Deus nos oferece a oportunidade da prova ou da expiação e espera-se que aquele que esteja sendo provado ou expiando, aja com sabedoria e reconhecimento que todas as dificuldades são postas à nossa frente para que possamos suplantá-las.
Suportá-las lutando para dar-lhes os contornos de solução, isso é que é resignar-se.
Por isso podemos diminuir as nossas aflições, procurar meios de nos curarmos.

Lei de Deus é Lei de amor, através dela ninguém paga suas faltas apenas experimentando o próprio veneno, mas sim desenvolvendo em si mesmo o antídoto para os males que nós mesmos disseminamos. Se não fosse assim os resgates de débitos seriam a perpetuação do erro pois, aquele que com a espada fere, pela espada será ferido, e isso se repetiria perpetuamente. Tá certo que está frase é de Jesus, mas é verdade também que as pessoas atribuem a ela as suas convicções de que temos que vivenciar todo mal que praticamos em prejuízo ao próximo, como se fosse isso suficiente para remissão de nossos pecados. Mas não é bem assim, o que Jesus quis dizer com ela é que vivemos mergulhados no campo vibracional daquilo que cultivamos. Somos multiplicadores daquilo que cultuamos e essa multiplicação faz com que se predomine no ambiente aquilo que prevalece no íntimo de cada um.
Justamente, pois se um ato mal é um prejuízo para o todo, para o universo. Quando o infrator recebe o mal como expiação de outro infrator apenas estaríamos gerando mais prejuízo para o universo. O infrator recebe este mal que pode ser proveniente de outro infrator ou simplesmente uma doença de nascença, um acontecimento da natureza, tsunami, etc. Assim o infrator ao receber o mal, compreende o que fez. E então irá reparar isso, fazendo o bem.
Por isso a frase: "O amor cobre multidões de pecados"
No final, tudo é para aprender a amar. Amar a todos.

Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso.
Assim até mesmo um Espírito que segue o bem absoluto pode receber o mal (assalto, sequestro, assassinato,etc) como uma prova, porém se continuar seguindo o bem absoluto vencerá a prova. Pois para quem é evoluído não há motivos para sofrer. Se sofrer com o mal, estará expiando, pois será uma falta, estará apegado ao bem material que foi furtado. Se não sofreu com o mal, vence a prova, não se importa com o bem material furtado, sabe que não lhe pertence, que a felicidade não é deste mundo.
.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Oliva Prado em 25 de Abril de 2013, 22:11
Boa noite a todos
lido o debate, sobre provas e expiações será caso de lembrar a questão 268, do Livro dos espíritos sobre a natureza das provas. - tribulações materiais e aperfeiçoamento, e este só é penoso quando se trata de ajudar os outros a se aperfeiçoarem. Quem pode  afirmar  a natureza real da prova ou expiação de um espirito em determinada circunstancia....

Em relação á defenição de expiação encontra-se esta  no Livro O Que é o Espiritismo 

134.Por que nascem alguns na indigência e outros na opulência? Por que
vemos tantas pessoas nascerem cegas, surdas, mudas ou afetadas de
moléstias incuráveis, enquanto outros possuem todas as vantagens físicas?
Será um efeito do acaso, ou um ato da Providência?
Se fosse do acaso, a Providência não existiria. Admitida, porém, a
Providência, perguntamos como se conciliam esses fatos com a sua bondade e
justiça? Ë por falta de compreensão da causa de tais males que muitos se
arrojam a acusar Deus.
Compreende-se que quem se torna miserável ou enfermo, por suas
imprudências ou por excessos, seja punido por onde pecou: porém, se a alma
é criada ao mesmo tempo que o corpo, que fez ela para merecer tais aflições,
desde o seu nascimento, ou para ficar isenta delas?
Se admitimos a justiça de Deus, não podemos deixar de admitir que esse
efeito tem uma causa; e se esta causa não se encontra na vida presente, deve
achar-se antes desta, porque em todas as coisas a causa deve preceder ao
efeito; há, pois, necessidade de a alma já ter vivido, para que possa merecer uma expiação.Os estudos espíritas nos mostram, de fato, que mais de um homem,nascido na miséria,foi rico e considerado em uma existência anterior, na qual fez mau uso da fortuna que Deus o encarregara de gerir; que mais de um, nascido na abjeção, foi anteriormente orgulhoso e prepotente, abusou do poder
para oprimir os fracos. Esses estudos no-los fazem ver, muitas vezes, sujeitos
àqueles a quem trataram com dureza, entregues aos maus-tratos e à
humilhação a que submeteram os outros. Nem sempre uma vida penosa é expiação; muitas vezes é prova escolhida pelo Espírito, que vê um meio de avançar mais rapidamente, conforme a coragem com que saiba suportá-la.
A riqueza é também uma prova, mas muito mais perigosa que a miséria,
pelas tentações que dá e pelos abusos que enseja; também o exemplo dos que
viveram, demonstra ser ela uma prova em que a vitória é mais difícil. A diferença das posições sociais seria a maior das injustiças — quando não seja
o resultado da conduta atual — se ela não tivesse uma compensação. A
convicção que dessa verdade adquirimos, pelo Espiritismo, nos dá força para
suportarmos as vicissitudes da vida e aceitarmos a nossa sorte, sem invejar a dos outros.

Não sei se é oportuna esta intervenção mas penso que ajuda, ou não?

Muita paz.

Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 26 de Abril de 2013, 01:38
Meus irmãos.É instintivo essa repulsa que se tem de tudo que nos possa fazer mal,notadamente aqueles que temos como inimigo,pois de alguma forma já nos causou algum mal. Ao invés de darmos vasão ao instinto animal  e atentarmos para o nosso nível moral,veremos que há um necessidade de aproximação deste inimigo, para que se possa desfazer todo esse sentimento antagônico.Alguns poderiam até dizer que não é tão simples assim,e na verdade não é,mas  o nosso nível de progresso moral que irá determinar o grau de dificuldade para que se possa então amar o inimigo,pois quanto maior for o nível moral,menor será essa dificuldade.
Fiquem na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2013, 02:44
Conforme o Renato bem colocou, a condição de podermos amar aqueles que nos ferem ou nos feriram dependerá da condição moral que nos encontramos. E como em tudo a causa deve anteceder a consequência, não adianta querermos exercitar na prática uma virtude que não tenhamos adquirido, exibindo ações exteriores que não correspondem com aquilo que trazemos em nossos corações. E pior, achando que agindo assim estamos dispensados da imprescindível evangelização que promove nossa reforma íntima, tomando o efeito pela causa.

É comum, também, às vezes vermos pessoas sem orientação ou formação religiosa levarem uma vida casta de conduta muito próxima à do homem de bem que trata o evangelho. E ai questionamos; "Aquele nunca foi à igreja, nem no centro e nem teve exemplificação familiar para ser como ele é. E aí!?". Como explicar essa situação tão comum em nosso cotidiano?
Só a pluralidade das existências com o acúmulo de aprendizado adquirido em cada uma delas pode explicar o que poderia parecer uma injustiça de Deus, dando àquele homem atributos de perfeição que não deu a outros que vivem enfileirando as unidades religiosas ou doutrinárias, parecendo que nenhum aproveitamento estão obtendo disso. Em todas as circunstâncias o aprendizado tem que, necessariamente, anteceder à prática. É desejável que quando partimos para a prática estejamos agindo com a devida responsabilidade daquele que tem consciência de que o que está fazendo é um exercício de um aprendizado. E assim, fazer o bem e amar indistintamente como um exercício interior de uma condição que desejamos que passe a ser a natural em nós.
São raríssimos os casos de indivíduos que ombreiam conosco a jornada terrena e trazem consigo este perfil. E aqueles que nos apresentam nesta condição tornam-se modelos de personalidade na qual todos se espelham, porque intimamente sentimos que é o caminho que estamos predestinados a trilharmos. É só uma questão de tempo.

Quando conseguimos afastar de nós aquela figura que para nós representa o inimigo, experimentamos um bem estar ou uma certa satisfação que nos é bastante agradável, porém, quase sempre passageira pois as causas não foram sanadas, apenas o desafeto foi afastado de nossa suscetibilidade que continua latente.

Quando estamos com o evangelho de jesus em nossos corações e não enfeitando nossa estante, percebemos que aquele irmão pode ser um instrumento que Deus nos enviou para nos mostrar os pontos fracos que trazemos em nós, dando-nos a abençoada oportunidade de reparação de nossas faltas, não com aquele que nos ofende, mas com Deus e com nossa própria consciência que é seu juiz em nós. E, assim, experimentarmos a verdadeira felicidade dos eleitos.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 26 de Abril de 2013, 12:57
Diante dos ultimos posts, para enquadrar o que foi escrito, no contexto do estudo,faço uma pergunta:
Amar os inimigos, tal como temos entendido, é uma prova, uma expiação ou o exercicio daquilo que ja aprendemos em termos de evangelho?
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Oliva Prado em 26 de Abril de 2013, 15:47
Na minha opinião:
- É uma prova ou uma expiação de acordo com a lei de causa e efeito. Dentro do nosso livre-arbitrio, para aqueles que estão tendo a possibilidade de conhecer o Espiritismo é uma responsabilidade acrescida amar os nossos inimigos.

O P
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2013, 15:49
Num mundo de provas e expiações, os Espíritos que nele habitam estão sempre exercitando um aprendizado. Os que ainda estão nas bases fundamentais que alicerça a edificação moral da alma são habitantes de mundos menos adiantados que a Terra.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 26 de Abril de 2013, 16:11
Conforme o Renato bem colocou, a condição de podermos amar aqueles que nos ferem ou nos feriram dependerá da condição moral que nos encontramos. E como em tudo a causa deve anteceder a consequência, não adianta querermos exercitar na prática uma virtude que não tenhamos adquirido, exibindo ações exteriores que não correspondem com aquilo que trazemos em nossos corações. E pior, achando que agindo assim estamos dispensados da imprescindível evangelização que promove nossa reforma íntima, tomando o efeito pela causa.
Podemos também evoluir de fora pra dentro.
Temos pensamentos ruins em relação ao "inimigo", pensamentos sugeridos ou próprio mesmo, se odiamos o "inimigo" temos nossos pensamentos ruins para ele. Porém apesar de ainda não conseguir eliminar todos esses pensamentos ruins que tenho em relação ao meu "inimigo" eu posso no mínimo evitar exteriorizar esses pensamentos. Evitarei xingá-lo ao vê-lo, etc.
Teremos o pensamento de xingá-lo, porém evitaremos mesmo tendo a oportunidade de fazer, e nisso há virtude.
Assim como há virtude em resistir a pensamentos sugeridos, espiritos nos sugerem xingar o inimigo, porém resistimos à essa influência mesmo tendo oportunidade de fazer, e nisso teremos mérito.

Assim, pouco a pouco, aprenderei a não odiá-lo, e minimizando os pensamentos ruins que tenho para com o inimigo, conseguirei me livrar de tais pensamentos, e começarei a ter pensamentos bons, aí o perdão.
Após o perdão, poderemos vivenciar com o "antigo inimigo" e conhecer o seu lado bom, e o amaremos assim como nossos amigos e familiares.

Amar os inimigos, tal como temos entendido, é uma prova, uma expiação ou o exercicio daquilo que ja aprendemos em termos de evangelho?
Tudo será uma prova se vencer, e alcançará um novo grau em sua evolução. Se fracassar será apenas uma expiação, e ainda terá prova similar para mostrar que conseguiu superar.

E tudo se resume em vivência, exercitar o evangelho. Aprender a:
Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo.
.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 26 de Abril de 2013, 16:24
Meus irmãos.Respondendo a pergunta do nosso irmão Gustavo:Como prova temos o que
foi bem colocado pelo nosso irmão Kazaoka,"Quando estamos com o evangelho de Jesus
em nossos  corações e não enfeitando nossa estante,percebemos que aquele irmão pode
ser um instrumento que Deus nos enviou para nos mostrar os pontos fracos que trazemos
em nós,dando-nos a oportunidade de reparação das nossas faltas".Como expiação,pela
reparação do mal que tenhamos cometido a este inimigo em outra encarnação.Pelo exer-
-cício do aprendizado,seguimos os exemplos deixado e ensinados por Jesus.Assim eu penso.
Fiquem na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2013, 16:28

Podemos também evoluir de fora pra dentro.


O que vivenciamos na relação com o exterior é a expiação, e o reflexo disso no âmago do Ser é a prova. Tanto é assim que tudo que você relatou após a afirmativa que destacamos acima confirma isso. Tudo que você sugeriu a ser feito parte do princípio que já existe um conhecimento que este é o caminho a ser percorrido, isso já está apreendido na moral daquele que busca aperfeiçoar-se. Portanto, mesmo na condição que você ilustrou, o agente que cataliza as ações não está no externo, mas já pré existia no íntimo daquele que busca agir assim.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 26 de Abril de 2013, 16:44
Kaytomuriel, por que o fracasso deve ser definido expiação?
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 26 de Abril de 2013, 18:03
Kazaoka,

kazaoka: "não adianta querermos exercitar na prática uma virtude que não tenhamos adquirido, exibindo ações exteriores que não correspondem com aquilo que trazemos em nossos corações."

Como você falou posteriormente: já existe o conhecimento preexistente do caminho correto, porém desde quando fomos criados temos esse "conhecimento", temos as leis de Deus na consciência apesar de sermos ignorantes.
Que seja então esse conhecimento preexistente que você diz apenas após a compreensão mais correta da lei. Compreender que tal atitude é errado. Apesar de ter minhas dúvidas quanto a isso, pois temos na consciência desde a criação.

No seu entendimento seria: exercitar virtude compreendida.
Mas poderíamos exercitar as leis de Deus que estão na consciência.

O que quis mostrar no post anterior foi em relação à atitude. Por exemplo: compreendi que minha atitude é errada e quero mudar, porém ainda não adquiri a virtude de perdoar o inimigo.
Então vou exercitar para adquirir tal virtude, e o fato de evitar realizar uma atitude estaríamos sendo contrários ao que trazemos em nossos corações, pois evito fazer o mal tendo oportunidade, mas meu desejo era de fazer o mal. É como uma disputa interior.

Assim vou exibir ações exteriores que não correspondem com meu coração, pois um amigo me recomendou fazer isso como uma forma de evoluir. E de fato isso funciona, pois sabemos que há mérito em resistir aos maus pensamentos.

A maior parte do sentimento interno está no sentido de fazer o mal, porém há um pequeno incentivo interno para mudar. E que ao evitar praticar a ação, estaríamos aparentemente contrários ao nosso interior, mas de fato estaríamos contrários a maior parte de nosso interior. E poderíamos chegar a pensar que estaríamos contrários a todo o interior.
Ao expor que não adianta começar por fora, pode levar o leitor a continuar na "vida errante", pois verá assim: "Pra quê vou tentar resistir à pratica do mal se meu desejo é praticar?" E então se manterá nesse estado por um longo período.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 26 de Abril de 2013, 18:18
Kaytomuriel, por que o fracasso deve ser definido expiação?

Foi minha interpretação à frase:
Toda expiação é uma prova, mas nem toda prova é uma expiação.

De forma que se é expiação ou prova dependerá também da conduta no momento.
Exemplo: Antes de encarnar foi determinado uma expiação para o espírito X.
1) O espírito X quando encarnado procede com resignação, confiança em Deus, etc.
Assim terá o fruto da prova, pois essa expiação foi também uma prova.

2) Se o espírito X quando encarnado se revolta contra tudo, de forma a perder o fruto da prova.
Essa expiação apenas serviu como expiação mesmo.

Pelo que entendi, expiação serve apenas para compreender o erro cometido. Porém quando não compreende o erro, serve como sofrimento moral, e apenas sofre moralmente quem expia. Caso compreenda o erro, saiba receber as vicissitudes da vida numa boa, não sofrerá moralmente e ainda terá o mérito como uma prova vencida.

Quem está numa prova e vence não sofre moralmente, quem fracassa na prova já está cometendo uma falta, e por isso sofrerá moralmente, sendo assim uma expiação.

É o exemplo do Espírito que segue o bem absoluto, este não pode sofrer moralmente(expiação), porém poderá receber vicissitudes da vida ( como provas, ou simples acontecimentos sem importância).

Assim vemos a bondade divina, mesmo quando os indivíduos estarão recebendo suas "penas", estas penas somente serão sofrimentos morais se ele não decidir evoluir quando encarnado, sendo então um novo fracasso e por conseguinte apenas uma expiação. Se ele decide evoluir, as "penas" se tornam provas.

Se eu estiver errado, aponta onde e porque, valeu.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 27 de Abril de 2013, 01:09
Kaytomuriel, vamos divagar.,
A questão 984 do LE nos diz que jamais ficam impunes as infrações as leis de Deus.
A questão 998 nos diz que a expiação se cumpre mediante as provas a que o espirito se ache submetido.
Se perceber bem, a compreensão do erro se dá antes dessas duas situações, portanto, entendo que a expiação é a correção do erro cometido, cabendo a essa correção o que você falou sobre encer ou não o desafio.
É possivel que, executando a tarefa sem lamurias, o espirito expie, resgate a falta cometida.
Ao contrário, a não fazer isso estara mantendo o débito, o qual poderá crescer a ponto de se tornar compulsório.
De qualquer forma, o conceito de amar os inimigos, que amplia o entendimento acerca do amor e da pratica do bem para o exercicio com todos nossos irmãos, nos permitira cmpreender tambem a importância de outros valores, ou virtudes, tais como a humildade, o respeito, a paciência.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Kazaoka em 27 de Abril de 2013, 01:44
Só há expiação se a consciência acusar o erro.

Um homicida só expiará à partir do momento que reconhecer que transgrediu a Lei Divina que diz "não matarás", e começar a sentir arrependimento. Deus não o fará uma vitima em potencial de um futuro assassinato, naquela ou em outra encarnação. Simplesmente permitirá que ele escolha o gênero de prova que alivie a sua dor consciencial. Pode ser que neste caso ele escolha vivenciar uma situação análoga ao pecado que cometeu e Deus assim o permite provar o seu arrependimento através da expiação em condição semelhante ao de sua falta.

Assistindo uma palestra no Centro esta noite, a palestrante, uma jovem da Casa dissertando sobre o capítulo XXV do Evangelho, falou uma coisa muito interessante. Ela comentou; -Quando pedimos a Deus paciência Ele nos manda um bando de desafetos (inimigos) para que a gente tenha oportunidade de trabalhar esta paciência em nós. Isso não é uma expiação? É assim que age a providência no atendimento de nossos pedidos. Ela não nos dá pronto o que precisamos adquirir com nosso próprio esforço, obtendo-a como fruto de nosso trabalho, nos fazendo meritórios de nossas conquistas ou responsáveis pela nossa improbidade. Deus nos dá os meios. Os ditos inimigos são meios de aprimoramento utilizados por Deus e não meros instrumentos de punição. 
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 27 de Abril de 2013, 02:33
Gustavo,
Expiar apenas pra expiar não resultaria em nada. Ex: Um ladrão te rouba o carro, de que adianta ele ser torturado por causa disso. Você continuaria sem o carro. E ele poderia tornar-se ainda pior. Porém para reparar o erro, ele lhe deve devolver o carro. A "tortura" serviria apenas como incentivo para guiá-lo ao bem, e impedir que se perpetue no mal. Pois uma hora vai cansar de sofrer e resolverá resgatar os erros.

De acordo com questão 994 ele reconhece o erro antes de reencarnar. Porém o arrependimento não é imediato. E se o espírito mesmo reconhecendo o erro não se arrepende é porque ainda não compreendeu.
Ele só encarnará após se arrepender? Existe reencarnação compulsória.
Então ele poderá encarnar para expiar e então se arrepender, enfim compreender.

Caso arrependa antes de encarnar, ele terá uma prova para provar que está arrependido, que não cometerá tal erro, e ainda reparar o erro. Poderia ser considerado uma expiação, porém será apenas se fracassar na prova, mostrando que não se arrependeu, ainda comete os mesmos erros.

E o ponto chave: LE 1000: "O mal apenas é reparado pelo bem"

Uma simples expiação (o sofrimento em si) não resgata faltas, não repara o mal, pois ele somente será reparado com o bem.

LE 1006: "A lei que rege a duração dos sofrimentos é, portanto, eminentemente sábia e benevolente, uma vez que subordina a sua duração aos esforços do Espírito para se melhorar."

Sofrimento é apenas útil para direcionar para a prática do bem. O que seria melhor:
1) Ver um assassino se tornando um bom samaritano e se esforçando para melhorar-se. Ainda após se arrepender, poderá sentir na pele o que fez, e isto servirá como prova, aprendizado para compreender o quanto aquilo que praticou faz mal. Serve como mais um direcionamento para o bem. E então fará o bem, reparando o erro.
ou
2) Ver um assassino sofrendo para sentir na pele o mal. Mesmo após se arrepender tem que sofrer, pois bandido merece sofrer. Terá apenas expiação, e apenas sofrendo já resgatará sua dívida.

Para amar os inimigos precisamos compreender a bondade de Deus, muitas vezes queremos ver os criminosos penar nas cadeias, querendo apenas nossa justiça, mas nem nos importamos com sua educação, seu direcionamento para o bem, enfim não nos importamos com os criminosos.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 27 de Abril de 2013, 22:25
Kaytomuriel, você esta partindo do pressuposto que o espirito escolheu expiar e desistiu?
Ou esta tendo a premissa de que a expiação é uma prova mais exigente?
Entendo que, por expiação, temos circunstâncias nas quais não existe alternativa, o espirito precisa passar por aquilo, é algo compulsório, ao contrário da prova, a qual é um teste para saber se o espirito realmente adquiriu aquela virtude elencada.
Consciente, enquanto desencarnado, ou inconsciente pelo veu do esquecimento, o espirito precisa resignar-se ao que Deus lhe da por alternativas, e fazer o seu melhor, dentro da perspectiva de amor que Jesus nos ensinou.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 28 de Abril de 2013, 15:22
Gustavo,
Uma expiação só é imposta de forma compulsória nos casos dos Espíritos rebeldes que não querem encarnar, a encarnação que é compulsória e por consequência sua expiação também será.
Temos várias passagens do LE, que diz sobre o espírito escolher um tipo de vida, que lhe servirá de expiação. Assim como também pode escolher uma prova.

A partir do momento que encarna, as provas ou expiações se tornam de certa forma compulsórias, no sentido de destino, terá que passar por isso, apesar da possibilidade de mudar de prova, mas quem faz isso é o espírito(você quando está dormindo), e por uma prova que seja mais útil ao espírito, talvez até mais sofrida.

Tanto expiação como prova será algo que o espírito terá de enfrentar para evoluir.
Se um terá que passar por tal acontecimento por expiação, pode demorar pra encarnar, mas uma hora irá passar por tal expiação.

Do mesmo modo um que não precisa expiar terá que passar pelo acontecimento similar por provas, uma hora terá que aprender.

Por que expiação seria uma prova mais exigente? Uma mesma prova para um pode ser moleza, para outro pode ser super difícil. Depende de sua evolução moral.
Apenas o avaro sofrerá com perda de dinheiro, um desapegado passará tranquilamente por tal prova.

(...) O sofrimento é inerente ao estado de imperfeição... Mas atenua-se com o progresso e desaparece quando o Espírito vence a matéria (À margem do Espiritismo: refutação à critica feita à parte filosófica do Espiritismo, cap. 36, pt. 4; FEB).

Se o sofrimento é inerente ao estado de imperfeição, então o que é expiação?
Só sofre quem comete falta, mas todos recebem as vicissitudes da vida, todos podem receber o mal, todos da Terra estão sujeitos às leis orgânicas, leis que regem a natureza, estão sujeitos à matéria.

Por isso, toda expiação é prova. Porque o que importa mesmo é aprender. O importante é evoluir, e não sofrer. O sofrimento é apenas um impulso. Assim como a dor é um alerta pra nos avisar de que algo não vai bem.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 28 de Abril de 2013, 22:47
"(...) O sofrimento é inerente ao estado de imperfeição... Mas atenua-se com o progresso e desaparece quando o Espírito vence a matéria (À margem do Espiritismo: refutação à critica feita à parte filosófica do Espiritismo, cap. 36, pt. 4; FEB)."
Meu caro, essa passagem é o ponto alto do conceito.
Quando nos propusemos a viver, pelo menos buscando a compreensão do amor incondicional, buscando a pratica das melhores virtudes, estaremos sim nos defendendo e protegendo das consequencias dos atos equivocados do passado.
Como compulsório, a rigor, vejo só o progresso, esse nós faremos, custe o que custar, demore o que demorar.
Quanto mais tivermos a capacidade de reconhecer e praticar essas virtudes, mais rapido nos livraremos das expiações e das provas que tanto nos "perseguem".
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: EsoEstudos em 28 de Abril de 2013, 23:48

REVISTA ESPÍRITA (junho de 1860)
"O Espírito de um idiota"
(Sociedade, 25 de maio de 1860)

Charles de Saint-G... é um jovem idiota de treze anos, vivo, e cujas faculdades intelectuais são de tal modo nulidade que não reconhece seus pais, e pode, com dificuldade, tomar ele mesmo seu alimento. Há nele parada completa do desenvolvimento de todo o sistema orgânico. Pensara-se que aí poderia estar um interessante assunto de estudo psicológico.

1. (A São Luís.) Quereis dizer-nos se podemos evocar o Espírito dessa criança? - R. Podeis evocá-lo como evocais o Espírito de um morto.

2. Vossa resposta nos faria supor que a evocação poderia dar-se qualquer momento. - R. Sim; sua alma liga-se ao seu corpo por laços materiais, mas não por laços espirituais; ela pode sempre se desligar.

3. Evocação de Ch. de Saint-G...-R. Sou um pobre Espírito amarrado à Terra como um pássaro por uma pata.

4. Em vosso estado atual, como Espírito, tendes a consciência de vossa nulidade nesse mundo? -R. Certamente; sinto bem o meu cativeiro.

5. Quando o vosso corpo dorme, e que o vosso Espírito se desliga, tendes as idéias tão lúcidas como se estivésseis num estado normal? - R. Quando meu infeliz corpo repousa, estou um pouco mais livre para elevar-me ao céu a que aspiro.

6. Sentis, como Espírito, um sentimento penoso de vosso estado corpóreo? - R. Sim, uma vez que é uma punição.

7. Lembrai-vos de vossa existência precedente? - R. Oh! Sim; foi a causa de meu exílio na presente.

8. Qual foi essa existência? - R. Um jovem libertino ao tempo de Henrique III (Séc. XIII - Inglaterra ou Séc. XVI - França)

9. Dissestes que a vossa condição atual é uma punição; portanto, não a escolhestes? - R. Não.


10. Como a vossa existência atual pode servir ao vosso adiantamento, no estado de nulidade em que estais? - R. Ela não é nula para mim diante de Deus que ma impôs.

11. Prevedes a duração de vossa existência atual? - R. Não; ainda alguns anos e reentrarei em minha pátria.

12. Desde a vossa precedente existência até a vossa encarnação atual, que fizestes como Espírito? -R. Foi porque eu era um Espírito leviano que Deus me aprisionou.

13. Em vosso estado de vigília, tendes consciência do que se passa ao vosso redor, e isso apesar da imperfeição dos vossos órgãos? - R. Eu vejo, ouço, mas meu corpo não compreende nem vê nada.

14. Podemos fazer alguma coisa que vos seja útil? - R. Nada.



Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 29 de Abril de 2013, 00:47
Caro Esoestudos,
em nenhum momento neguei a possibilidade de expiação compulsória, disse que esta se dá por causa de uma encarnação compulsória.

E falei sobre escolher expiação pois está aqui:
264 Como o Espírito escolhe as provas que quer suportar?

– Ele escolhe as que podem ser para ele uma expiação, pela natureza de seus erros, e lhe permitam avançar mais rapidamente.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 29 de Abril de 2013, 00:52
Mas Kaytomuriel, todas as encarnações são compulsórias, pelo menos até o momento em que consigamos progresso intelecto-moral suficiente para não necessitarmos mais de um corpo material.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 29 de Abril de 2013, 01:10
      Amigos,

      É sem dúvida pelo menos estranho que neste forum, como na doutrina, e em todas as religiões do mundo, todos os dias, todas as mensagens, o tempo todo e de diversos modos, estejam aconselhando e ensinando "o que fazer" para q cresçamos espiritualmente: seja bom, seja caridoso, perdoe, abençoe e ame seus inimigos; não seja egoísta, não seja orgulhoso, seja humilde, não seja invejoso, nem ciumento, ... etc, como nos mandamentos: não roube, não minta, não mate, não ambicione o q é dos outros... etc etc.

      Meus amigos, sejam sinceros: de adianta aconselhar isso? Um egoísta, se torna mais interessado pelo bem dos outros, passará a amar os demais, se o aconselharem a não ser egoísta? O orgulhoso se tornará humilde se o aconselharem a ser humilde? Esta pergunta pode ser aplicada a <todos> os defeitos e imperfeições do homem, mas nenhum resultado benéfico resulta de conselhos!

      Nunca o mais importante é ensinado: <o como fazer> isso. Sempre <o que fazer>, nunca <o como fazer>. Pois como colocar amor no coração de quem não tem amor?

      As religiões e doutrinas, nenhuma delas ensina <o como fazer> e não ensina porq não sabe! Essa resposta, ou não foi compreendida, ou foi esquecida, pelo decorrer do tempo. Mas, existe sim e poderá ser encontrada se buscada com determinação e sem preconceitos! A própria codificação nos dá uma "pista" para isso, ao recomendar q estudemos outras doutrinas, q as comparemos com a nossa etc. Se não seguirmos esse conselho, é provável q nossa compreensão a respeito de como "amai vossos inimigos" fique num "marca-passo" sem fim!
..............................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 29 de Abril de 2013, 01:42
Gustavo,
se assim fosse então a questão do LE que postei está errada. Nós não escolhemos nada, não há livre-arbítrio.
Podemos escolher, e também há o caso excepcional de uma encarnação compulsória.
É necessário reencarnar para progredir.
Também há encarnações inúteis, que nós escolhemos. LE269
Você tem chance de escolher antes, se não escolher e decidir ficar na erraticidade, Deus escolherá por você, e então será uma compulsória.

Mas o fato de expiar, quando o espírito reconhece o erro, e se arrepende, ele tentará vencer o que fracassou antes. Aceitará vicissitudes mais pesadas, pois sabe que lhe ajudará a vencer tal prova. Assim, se aceita tranquilamente, não terá importância tais vicissitudes.
Não é o sofrimento moral mais pesado que o material?

O amor cobre multidões de pecados.
Se não bastasse fazer o bem para resgatar o erro, se ainda tivesse que sofrer, penar, etc. A frase acima estaria errada.
.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 29 de Abril de 2013, 02:13
      Gustavo Rettenmaier    (ref #189)

      Rettenmaier escreveu:... todas as encarnações são compulsórias, pelo menos até o momento em que consigamos progresso intelecto-moral suficiente para não necessitarmos mais de um corpo material.

      Cel: é evidente q, com essas palavras, o amigo está dizendo q as encarnações são "obrigatórias", q não dependem de nossa vontade ou desejo! E isso provoca uma questão: o espirito é levado compulsoriamente a passar por todos esses sofrimentos torturantes, insuportáveis, obrigatoriamente? O Criador trata, assim, com essa extrema crueldade seus filhos? Pois, pelo q a doutrina diz, o processo evolutivo criado pelo Infinito Amor é nos trazer os mais cruéis sofrimentos, é nos colocar nas costas sofrimentos insuportáveis! Será esse o Amor infinito? Fazer sofrer com crueldade?
 
      E veja; sofremos obrigatoriamente, independentemente de nossa vontade, e mesmo sem que tenhamos pedido para vir a este mundo, pois nossa vinda é compulsória!

      Sofremos terrivelmente, exatamente porq o Amor nos faz sofrer terrivelmente?!!!

      E será q alguém aprende a amar porq o aguilhão dos sofrimentos lhe cai, sem piedade, sobre suas costas e as costas de seus queridos?

      Devemos acreditar q alguém aprende a amar à força de sofrimentos torturantes, terríveis?! O fazer alguém sofrer, enche de amor o coração desse alguém?!

      Pois, o que, na verdade, tantas vezes acontece é, exatamente, o contrário: pelos sofrimentos, em vez de aprender a amar, muitos aprendem a odiar; a odiar e a descrer da vida e de Deus, a se revoltar contra Deus e a lhe dirigir insultos os mais ultrajantes, os mais abomináveis, pois não existe como fugir desses sofrimentos, já q estamos na escola do bem e do mal e é exatamente esta escola que traz todos os sofrimentos. 

      Será isso mesmo? A nossa interpretação acerca dessas coisas está mesmo correta?
.............................
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 29 de Abril de 2013, 02:39
Coronel meu amigo, uma frase tornou-se celebre, atribuidas a algum oficial nazista:
"uma mentira dita mil vezes, torna-se verdade".
Não acho que ninguem esteja aconselhando ninguem a fazer nada, eis ai o livre arbitrio.
O que se reitera aqui no forum, e em qualquer estudo sério da DE, é que necessitamos progredir tanto no aspecto intelectual como no aspecto moral, e que no aspecto moral encontramos as virtudes do homem de bem.
Se algum conselho poderiamos dar, seria o de que nos conhecessemos a nos mesmos, para saber quais os aspectos virtuosos ainda nos faltam.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 29 de Abril de 2013, 02:45
Meu amigo Kaytomuriel, e tambem para o Coronel, pelo meu livre arbitrio, escolho que não quero mais encarnar nesse planeta de provas e expiações, quero viver num plano espiritual, onde não haja violencia, assassinatos, estupros, guerras e outros crimes hediondos que tanto nos entristecem.
Mas, meus caros, isso só me sera permitido quando eu alcançar as condições para isso. Até lá, é compulsorio, é obrigatório que eu encarne em um planeta compativel com minha condição moral.
As provas, as dores, os sofrimentos, as expiações, essas nos podemos escolher para acelerar nosso progresso moral, mas impedir a reencarnação, apenas pelo exercicio do livre arbitrio, conseguira unica e exclusivamente nos atrasar o processo, podendo levar a condição citada no post #187 pelo mano Eso estudos, ou seja, uma encarnação absoltamente compulsória, punitiva pela nossa rebeldia.
E ai teriamos, de forma absolutramente clara a compulsoriedade da encarnação.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 29 de Abril de 2013, 06:03
      Re: Amai os vossos inimigos

      Gustavo Rettenmaier     (ref #193)

      Cel: amigo Rettenmair, não entendi bem sua msg, mas vou tentar responder.

      Rettenmaier escreveu: Coronel meu amigo, uma frase tornou-se celebre, atribuída a algum oficial nazista: "uma mentira dita mil vezes, torna-se verdade".

      Cel: meu jovem amigo, acredito mesmo q isso acontece, não que se torne verdade, é óbvio, mas q muitos a considerem verdade! Isso talvez tenha acontecido com os alemães q Hitler levou a guerras destruidoras e com muitos outros que têm plena confiança nas fontes de onde vêm aquilo em que estão acreditando.

      Mas, o q sei é exatamente o oposto do q vc está dizendo: q uma mentira que foi considerada como sendo verdade por anos, séculos, milênios, o tempo q for, não se torna verdade porq assim foi considerada por muito tempo, como muitos inocentes chegam a crer.

      Observe a história do mundo, da ciência, como estão repletas de coisas, fenômenos, eventos, a princípio julgadas verdades, mas, depois, provadas serem falsas. Assim, q a Terra não era redonda e que no horizonte os oceanos desaguavam nos abismos sem fim; q o mundo era sustentado por gigantescos elefantes, cada um num dos ângulos do quadrilátero q julgavam ser o mundo; que a Terra era o centro do universo e q o Sol é q girava em torno dela (obviamente, o amigo sabe q Galileu Galilei teve de se retratar perante o tribunal, para não ser condenado à morte pelo fogo, por afirmar q a Terra é q girava em torno do Sol, e não o contrário, trazendo uma verdade científica q fez cair por terra aquilo q fora considerado por milênios como sendo uma verdade, por estar na Gênese bíblica); q Sol e a Lua foram criados para iluminar a Terra... e muitas outras coisas.

      Outro fato q talvez vc não conheça (por ser muito interessante, o coloco abaixo): até pouco tempo atrás, a verdade, q se revelou falsidade, fez q se considerasse verdade q os animais não humanos eram irracionais; mas, sabe-se hoje, que eles têm as mesmas características psicológicas q os homens: raciocínio, sentimentos, emoções, inteligência; os mesmos sentidos, mesmas intuições e mesmas sensações; paixões, afetos e emoções similares, até mesmo os mais complexos como o ciúme, a suspeita, a emulação, a gratidão e a magnanimidade; eles enganam, planejam e se vingam; têm às vezes o senso do ridículo e até de humor; sentem espanto e curiosidade; possuem as mesmas faculdades de imitação, atenção, deliberação, escolha, memória, imaginação, associação de idéias e raciocínio, embora em graus bem diferentes. Já existe mesmo (EUA e/ou Europa) um movimento de notáveis, cientistas, psicólogos, homens da lei e até filósofos, para q os animais tenham, por lei, direitos iguais ou bem semelhantes aos dos homens.

      Mais dia, menos dia, a mentira cai, e a verdade prepondera. Por isso, o Buda disse (o tópico tem repetido essas palavras): “três coisas não podem ser escondidas por muito tempo: “o Sol, a Lua e a verdade!”

      Mas, por favor, me explique o q quis dizer com isso.  Que estou dizendo alguma inverdade, em minhas colocações? Espero q não seja isso, pois vejo no amigo um jovem inteligente e ponderado. Se houver algo, por mais simples que seja, q o amigo ache inverdade, ilógico, absurdo, por favor, traga para q conversemos a respeito. Vc há de convir q de nada adianta dizer q algo está errado, se não explicarmos, pelo menos por nosso ponto de vista, porq achamos q está errado.

      Muitos companheiros do fórum e de outros endereços, já afirmaram, e muitas vezes, que tenho colocado coisas absurdas, incoerentes mas nunca, mesmo q solicitado, apontam onde estão os absurdos e as incoerências.

      Rettenmaier: Não acho que ninguem esteja aconselhando ninguem a fazer nada, eis ai o livre arbitrio.
 
      Cel: meu amigo, desconheço porq vc está dizendo isso, mas vou considerar q seja pelo q escrevo nas msgs. Vc já deve ter constatado, e pode ter esquecido, mas quase todas, talvez a grande maioria das msgs e textos deste fórum, estão, sim, sempre aconselhando: as obras básicas, as subsidiárias, as escrituras estão repletas de conselhos, nos ensinando o q devemos ser ou o q fazer, para q sejamos melhores e q a vida seja melhor para nós; para q conquistemos méritos e direito a recompensas futuras. Milhares de textos, poesias, historietas, as fábulas, as parábolas e ensinamentos de Jesus, o Sermão da Montanha, as palavras de Paulo e de outros, os mandamentos trazidos por Moisés, tudo isso e mais outras coisas, estão sempre nos aconselhando a fazer isto e não aquilo.

      Rettemmaier: O que se reitera aqui no forum, e em qualquer estudo sério da DE, é que necessitamos progredir tanto no aspecto intelectual como no aspecto moral, e que no aspecto moral encontramos as virtudes do homem de bem. Se algum conselho poderiamos dar, seria o de que nos conhecêssemos a nós mesmos, para saber quais os aspectos virtuosos ainda nos faltam.

        Cel: meu jovem, pois é isso mesmo; concordo plenamente com vc. E, como já lhe disse, essa é minha intenção desde muitos anos atrás. Se o amigo leu minhas mensagens com atenção deve ter percebido isso! E, veja, este é apenas mais um conselho q, quase sempre, repito em minhas postagens: que os amigos atendam os conselhos da doutrina, que estudem, questionem, investiguem até mesmo outras doutrinas, como aconselhou Kardec; que somente fazendo assim poderemos compreender o que somos dentro desse universo sem fim e qual nosso papel dentro da criação.

      E lembre-se o amigo de um outro conselho, sempre presente na codificação: que procuremos ter uma “fé raciocinada”.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 29 de Abril de 2013, 12:15
Coronel, todas as verdades o são, relativas ao seu tempo e espaço.
Isso quer dizer, o que é verdade hoje, ode não ser amanhã, assim como muitas verdades do passado, hoje não passam de folclore.
A questão fundamental, e concordamos no final do post, esta em se exercitar o raciocinio, que nos dará progresso intelectual que alavanca o progresso moral.
E so conseguimos fazer isso conhecendo-nos o mais profundamente possivel.
As vezes, precisamos ajuda profissional para isso.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Murielk em 29 de Abril de 2013, 12:45
Gustavo,
sei que é obrigatório encarnar, precisamos disso para evoluir.
sei que um Espírito deve encarnar num mundo compatível com sua evolução.
Seu livre arbítrio lhe dará livre escolha dentre as opções possíveis, ir para um mundo feliz no momento não é uma opção possível.
Porém não lhe será imposta uma determinada encarnação, nem o momento da encarnação, você além de poder escolher uma dentre as opções, pode também desistir temporariamente de encarnar. Só que uma hora irá encarnar querendo ou não.
Acho que vocês não entenderam o que disse nos posts #183 #185 e #191, pois mudaram o foco do debate.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Antonio Renato em 30 de Abril de 2013, 01:18
Meus irmãos,como amar o nosso inimigo.Em seus ensinamentos o nosso mestre Jesus disse
que todos deveriam amar,amar até mesmo o seu inimigo,não de uma forma imperativa,mas       por necessidade de evolução.O espírito não poderia avançar no seu processo evolutivo,se
deixa-se de exercitar o perdão,pois é o primeiro passo para poder amar o seu inimigo.Quan-
-do desencarnado na erraticidade,o espírito pode ter escolhido como prova ,reencarnar junto
 ao seu inimigo, é aí que entra a sua elevação moral,pois quanto maior for,menor será a sua
dificuldade em amar esse inimigo.Acredito eu que todos os inimigos que se possa ter,não
foram criados pelas cirscunstâncias tão somente nesta encarnação,mas em outras,se levamos
em consideração que o nosso espírito possa ter séculos ou até mesmo milênios de existência.
Portanto meus irmãos,perdoar o nosso inimigo é uma necessidade,ama-lo será uma grande
prova para podermos evoluir.
Fiquem na paz.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 08 de Maio de 2013, 17:16
      Amigos        (referencia msg #172, de Rettenmaier)

      Rettenmaier: Amar os inimigos, tal como temos entendido, é uma prova, uma expiação ou o exercício daquilo que já aprendemos em termos de evangelho?

      Cel: não é uma coisa, nem outra. Amar é virtude que vem da compreensão, e qdo brota no íntimo, não necessita nem ser provado, nem ser levado a se exercitar, ou se manifestar exteriormente, nem a amigos, nem a inimigos.

      Sua exteriorização é espontânea, sem esforço, sem sequer qualquer pensamento, raciocínio ou reflexão; sem endereço, pois para todos, seja para o bom, seja para o mau; não lhe interessa a opinião de ninguém, se o julguem errado, ou tolo, pois é incondicional.  É um sentimento íntimo, que não nasce do querer, do desejar ou escolher possuí-lo, mas da compreensão profunda de q é necessário para suavizar a vida, sempre é impiedosa e caótica.

      É disso q vem o amor: da observação da vida, de ver que todos, humanos e não humanos, sem exceção, sofrem, e de que as ciências, medicinas, psicologias, filosofias, religiões, enfim, de q o mundo não tem solução para esses sofrimentos. Assim, vem da compreensão, por exemplo, da compreensão espontanea, pois inconsciente mesmo,de que é preciso proteger o filhinho q nasceu de suas entranhas, pois se não for protegido certamente sofrerá...

      Do mesmo modo, vem da compreensão de que a vida é impiedosa para humanos e não humanos... só assim, nasce o amor. Mas, não para todos; não em todos os corações, mas para aqueles aos quais a escola da vida lhes preparou, com todas sua incessantes experiências/lições, o terreno da compreensão de q deve ser assim, de que o amor é extremamente necessário.

      E nenhum márito existe em amar, pois essa compreensão não depende de nenhum de nós, mas, como tudo o mais, da compreensão obtida da escola da vida. Por isso, não há qualquer mérito em sentir amor pelo próximo, pois o amor não vem nem do esforço de possuí-lo, nem do desejo, nem do exercitar manifestações de amar. O amor não vem do treiná-lo, da repetição constante de atos amorosos, mas da compreensão profunda e, portanto, não depende de nós, mas do q a vida já nos ensinou (como tudo mais, seja virtude ou vício!).

      Se praticarmos ações de amor, porq assim recomendam os mandamentos, os mestres, os instrutores/conselheiros, a ética de nossa crença, isso nada mais será do que um arremedo de amor, obediencia, fruto de interesse próprio, pois o fazemos, não porq temos amor em nosso íntimo, mas por obediência aos ensinamentos, ou para a aquisição de méritos.

      O amor verdadeiro é cego; não olha para quem se dirige; se analisa se o alvo merece ou não ser se objeto do amor, não é amor verdadeiro, pois está agindo obedecendo a condições; e isso não é amor.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 08 de Maio de 2013, 18:54
      ANTONIO RENATO BARBOSA    (ref #198, de 30 de Abril de 2013, 01:18)

      ARenato escreveu: como amar o nosso inimigo. Em seus ensinamentos, o nosso mestre Jesus disse que todos deveriam amar, amar até mesmo o seu inimigo, não de uma forma imperativa, mas por necessidade de evolução.

      Cel: meu amigo, tem certeza de q o Mestre disse isso, q "devemos amar <por necessidade de evolução>"?! Pois amar por necessidade, ou por qualquer outro motivo consciente, não é amar; é apenas "encenação" por interesse próprio, busca de lucro, no caso, o lucro de ter progresso na evolução.

      Muitas vezes achamos até absurdo os conselhos de Jesus, como oferecer a outra face; perdoar e até mesmo abençoar os q nos querem fazer mal, ou aos nossos queridos; perdoar os criminosos dos crimes mais perversos e hediondos; os q exploram e humilham a nós e a outros; os q levam nossos filhos à escravidão das drogas, ao crime; os estupradores de nossas filhas, os pedófilos, etc etc.

      Mas, não devemos achar nada disso absurdo nem exagerado, pois esse é o ponto de vista, melhor, a sabedoria daquele que conheceu a verdade; daquele que despertou, que agora compreende; essa é a compreensão do iluminado, daquele q chegou lá no topo da montanha da evolução, e q assim, compreende o q somos e o q a vida é! Nada mais! Ele sabe que ninguém vê a vida como ele vê; q ninguém, realmente, sabe o q faz. Por isso, qdo na cruz, nos últimos momentos, disse: "... eles não sabem o que fazem!".   

      ARen: O espírito não poderia avançar no seu processo evolutivo, se deixasse de exercitar o perdão, pois é o primeiro passo para poder amar o seu inimigo.

      Cel: não será exatamente o oposto? Pois o perdoar só será verdadeiro se já houver amor! Perdão exercitado não é amor; é apenas ação realizada com esforço para se atender os ensinamentos dos Grandes. E perdoar com esforço, não é amor. E não podemos chegar a ter amor por quem quer que seja exercitando o perdão ou qualquer outra coisa q se assemelhe a ações de amor.

      O amar não se aprende, exercitando! O amor não vem pelo treinar ou repetir, mesmo q incessantemente, ações de amor, a caridade, ou o q seja em benefício do próximo. O amor não se aprende (como não se ensina) nem com o praticá-lo, nem com palavras, nem com exemplos. O amor simplesmente brota no e do coração, pelo se compreender q a vida é impiedosa para humanos e não humanos, q todos sofrem, e q nem as medicinas, as psicologias, as religiões, o mundo não tem solução para acabar com esses sofrimentos!
 
     Só daí, dessa compreensão, pode (e assim mesmo, eventualmente) nascer o amor!
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: maxmenezes em 09 de Maio de 2013, 20:16
AMAR os inimigos, pra mim isso é impossível, quem vai amar aquele que um dia matou seus filhos? quem vai amar aquele cujo rastro é lágrimas e sangue? se alguem vir e quebrar as pernas de quem você ama  com uma marreta, será que ainda está disposto a ama-lo? Eu duvido. Se  tocarem fogo em alguem atrelado e preso a três pneus, sera que a vítima  será capaz de amar o seu autor? Se pegarem uma pessoa colocar de cabeça para baixo, sangrar o pescoço em ritual de magia negra, será que mesmo assim esse bruxo será amado pela sua vítima? Se acertarem acido no rosto, vocẽ vai amar a pessoa que lhe deixou deformado, se for atropelado, vão amar a pessoa que lhe deixou tetraplégico? Eu particularmente não acredito nisso, se isso existe eu não sei, só sei que eu nunca vi isso acontecer. Eu não quero generalizar, talvez exista realmente pessoas capazes de amar seus inimigos, mas pra mim são pessoas raras. De qualquer forma admito que não tenho essa capacidade.   
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 16 de Maio de 2013, 19:50
      Maxmenezes, nosso novo companheiro, (ref #201)

      Vc está certo; ninguém tem essa capacidade; por mais q as escrituras, ou o que for, contenha essa recomendação de Jesus, quem entre nós disser q a atende deve estar faltando com a verdade. Essas palavras de Jesus, são até consideradas absurdas, pois q foram pronunciadas por "aquele q já compreendeu", despertou, conheceu a verdade; essa é a verdade dos iluminados, não nossa, que ainda estamos na escuridão da ignorância. Para Jesus, como para outros q se iluminaram e puderam afirmar "eu e o Pai somos um!", eles sabem q os homens, as criaturas divinas, não são responsáveis, nem culpadas por piores q sejam as ações q pratiquem. Por isso mesmo, na cruz, ele disse: "Pai, perdoai-os porq não sabem o que fazem!".
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 17 de Maio de 2013, 13:52
Max meu caro, uma coisa fundamental nesse processo, é compreendermos o significado da palavra amar, e como enquadrá-lo na nossa capacidade de entendimento.
Para alguns, amar os inimigos é procurar o convivio fraterno com essas pessoas, a fim de fazer com que as magoas sejam, pela convivencia e respeito, apagadas.
Para outros, apenas respeitar as diferenças existentes, limitando-se a não revidar ou prejudicar quando possivel, já é uma condição de amor, ainda que iniciante.
De qualquer forma, compreender que cada irmãoesta em um momento do processo evolutivo, e que isso nos inclui, é fundamental para respeitá-los, iniciando assim a ardua e dificil caminhada ate chegarmos ao amor incondicional que o Mestre ensinou.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 17 de Maio de 2013, 22:57
      Gustavo Rettenmaier    (ref #203, 170513, 13:52)

      O que é amar?

      Amar é o querer bem e o desejar o bem, mesmo àqueles q a vc, e/ou aos seus, causaram o mal; amar é perdoar, de coração, não não da boca para fora! Amar não é não revidar por compreender q o irmão malfeitor ainda está em determinado nível de seu processo evolutivo. Não é, também, procurar o convívio fraterno com os que fazem o mal, se não temos condições de emendá-lo, de levá-lo ao caminho do bem.

      Isso seria como afagar o escorpião q acabou de picar o pé de sua filhinha! Devemos nos afastar do maldoso ou afastá-lo de nós, mas não lhe desejar o mal pelo q fez.
     
      O Mestre pregou um amor incondicional, possível, não para nós, q ainda não saímos da escuridão, q ainda não encontramos a verdade q de tudo liberta, mas possível para aqueles q, como ele, já despertaram para a verdade e sabem que quem pratica o mal de nada é culpado.

      Por isso, aos q o torturaram e crucificaram, apenas pediu: "... perdoai-os, pois eles não sabem o que fazem!"

      Um amor incondicional só o teremos, não por imitarmos os grandes, ou por atendermos os seus ensinamentos e conselhos, nem pelo desejarmos possui-lo, mas quando chegarmos, como disse Paulo, "à estatura do Cristo!".

      O mais q se disser é jogar palavras fora!
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Brenno Stoklos em 19 de Maio de 2013, 06:23
                                               Como Amar os nimigos?

                                                               Martin Luther King, Jr.

Temos, primeiro, de desenvolver e manter a capacidade de perdoar. Aquele que não perdoa, não pode amar. É mesmo impossível iniciar o gesto de amar o inimigo sem a prévia aceitação da necessidade de perdoar sempre a quem nos faz mal ou nos injuria. Também é preciso compreender que o ato do perdão deve partir sempre de quem foi insultado, da vítima gravemente injuriada, daquele que sofreu tortuosa injustiça ou ato de terrível opressão. É quem faz o mal que requer o perdão. Deve arrepender-se e, como o filho pródigo, retomar o caminho do regresso de coração ansioso pelo perdão. Mas só o ofendido, seu próximo, pode realmente derramar as águas consoladoras do perdão.

O perdão não significa ignorância do que foi feito ou imposição de um rótulo falso em uma má ação. Deve significar, pelo contrário, que a má ação deixe de ser uma barreira entre as relações mútuas. O perdão é o catalisador que cria a atmosfera necessária para de novo partir e recomeçar; é alijar um fardo ou cancelar uma dívida. As palavras "perdôo-te, mas não esqueço o que fizeste" não traduzem a natureza real do perdão. Nunca ninguém, decerto, esquece, se isso significar varrer totalmente o assunto do espírito; mas quando perdoamos, esquecemos, no sentido em que a má ação deixa de constituir um impedimento para estabelecer relações. Da mesma maneira, nunca devemos dizer: "Perdôo-te, mas já não quero nada contigo". Perdão significa reconciliação, um regresso a uma posição anterior; sem isso, ninguém pode amar os seus inimigos. O grau da capacidade de perdoar determina o da capacidade de amar os inimigos.

Em segundo lugar, temos de reconhecer que a má ação de um nosso próximo, inimigo, – ou seja, aquilo que magoa, – nunca exprime a sua completa maneira de ser. É sempre possível descobrir um elemento de bondade no nosso inimigo. Existe algo de esquizofrênico em cada um de nós, que divide tragicamente a nossa própria personalidade, e trava-se uma persistente guerra civil dentro das nossas vidas. Há em nós alguma coisa que nos obriga a lamentarmo-nos com o poeta latino Ovídio: "Vejo e aprovo o que é melhor, mas sigo o que é pior", e ou como Platão, que comparava a pessoa humana a um cocheiro que guiasse dois cavalos possantes, e cada um deles puxasse o carro em direções opostas. Também podemos repetir o que disse o Apóstolo Paulo: "Pois não faço o que prefiro e sim o que detesto".

Isso significa muito simplesmente que naquilo que temos de pior há sempre algo de bom, assim como no melhor existe algo de mau. Quando percebemos isso, sentimo-nos menos prontos a odiar os nossos inimigos. E quando olhamos para além da superfície ou para além do gesto impulsivo de maldade, descobrimos em nosso próximo um certo grau de bondade, e percebemos que o vício e a maldade dos seus atos não traduzem inteiramente aquilo que ele de fato é. Observamo-lo a uma nova luz. Reconhecemos que o seu ódio foi criado pelo medo, orgulho, ignorância, preconceito ou mal-entendido, mas vemos também que, apesar disso tudo, a imagem de Deus se mantém inefavelmente gravada no seu ser. Amamos os nossos inimigos porque sabemos então que eles não são completamente maus, nem estão fora do alcance do amor redentor de Deus.

Em terceiro lugar, não devemos procurar derrotar ou humilhar o inimigo, mas antes granjear a sua amizade e a sua compreensão. Somos capazes, por vezes, de humilhar o nosso maior inimigo: há sempre, inevitavelmente, um momento de fraqueza em que podemos enterrar no seu flanco a lança vitoriosa, mas nunca deveremos fazê-lo. Todas as palavras ou gestos devem contribuir para um entendimento com o inimigo e para abrir os vastos reservatórios onde a boa vontade está retida pelas paredes impenetráveis do ódio.

Não devemos confundir o significado do amor com desabafo sentimental; o amor é algo de mais profundo do que verbosidade emocional. Talvez que o idioma grego nos possa esclarecer sobre este ponto. O Novo Testamento foi escrito em grego; e em sua versão original há três palavras que definem o amor. A palavra eros traduz uma espécie de amor estético ou romântico. Nos diálogos de Platão, eros significa um anseio a alma dirigido à esfera divina. A segunda palavra é philia, amor recíproco e afeição íntima, ou amizade entre amigos. Amamos aqueles de quem gostamos e amamos porque somos amados. A terceira palavra é ágape, boa vontade, compreensiva e criadora, redentora para com todos os homens. Amor transbordante que nada espera em troca, ágape é o amor de Deus agindo no coração do homem. Nesse nível, não amamos os homens porque gostamos deles, nem porque os seus caminhos nos atraem, nem mesmo porque possuem qualquer centelha divina: nós os amamos porque Deus os ama. Nessa medida, amamos a pessoa que pratica a má ação, embora detestemos a ação que ela praticou.

Podemos compreender agora o que Jesus pretendia quando disse: "Amai os vossos inimigos". Deveríamos sentir-nos felizes por Ele não ter dito: "Gostai dos vossos inimigos". É quase impossível gostar de certas pessoas; "gostar" é uma palavra sentimental e afetuosa. Como podemos sentir afeição por alguém cujo intento inconfessado é esmagar-nos ou colocar inúmeros e perigosos obstáculos em nosso caminho? Como podemos gostar de quem ameaça os nossos filhos ou assalta as nossas casas? É completamente impossível. Jesus reconhecia, porém, que o amar era mais do que o gostar. Quando Jesus nos convida a amar os nossos inimigos, não é ao eros nem à philia que se refere, mas ao ágape, compreensiva e fecunda boa vontade redentora para com todos os homens. Só quando seguimos esse caminho e correspondemos a esse tipo de amor, ficamos aptos a ser filhos do nosso Pai que está nos céus.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 19 de Maio de 2013, 16:23
      Amigos,

      Enquanto não formos capazes de amar incondicionalmente, pois isso pra nós é impossível enquanto sob o peso, q nos é imposto, de um corpo carnal, que nos perturba até mesmo a correta interpretação do q ocorre em torno de nós, "finjamos" q amamos (mesmo q não tenhamos amor no coração), pois é de amor, de ações de amor mesmo q sejam encenações, forçadas, por interesse próprio, por conquista de méritos, pois que é de ações de amor q o mundo necessita.
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 19 de Maio de 2013, 23:28
O sentimento Coronel, precisa ser sincero, fingir amar não acrescenta em nada, mas como cita o texto de Martim Luther King, o primeiro passo é perdoar.
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Conforti em 20 de Maio de 2013, 03:51
      Gustavo Rettenmaier     (ref #207)

      Amigo Rettenmaier, eu não fui claro e por isso vc não entendeu.

      Entendo o q vc quis dizer, q o sentimento se não for sincero, não leva "o praticante" a nada. Mas, veja: pode levar o beneficiado a ser ajudado e até a se sentir melhor.

      Não me referi, na msg anterior, a algum sentimento (no caso foi o amor) que leve a nós mesmos a algum progresso espiritual, como diz a doutrina, que beneficie a nós mesmos, de algum modo q seja, mas me referi a algo que beneficie o próximo.

      Me referi à enorme necessidade de, mesmo sem nos amarmos, que pratiquemos atitudes, manifestações, ações que auxiliem o próximo, mesmo que apenas se assemelhem a atos de amor, pois é de muito amor q necessita este nosso mundo.

      Sendo este um mundo no qual a vida é totalmente impiedosa e cruel, se não houver amor, mesmo q apenas nas atitudes, nos relacionamentos, no se dar as mãos (mesmo q forçado, ou encenado, como disse antes), a vida aqui, onde estamos, forçosamente, colocados por um Poder Maior, será ainda mais impiedosa e mais cruel.
     
      Agora, deu para perceber?
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Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Maio de 2013, 14:30
Olá amigo Gustavo

Citar
O sentimento Coronel, precisa ser sincero, fingir amar não acrescenta em nada, mas como cita o texto de Martim Luther King, o primeiro passo é perdoar.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/amai-os-vossos-inimigos-46536/195/#ixzz2Tq2SM2jG

Como alma imortal eu sou indestrutível. Nenhum inimigo me pode atingir. No entanto, associado transitoriamente a um corpo de corpo de carne, tenho de me defender, para cumprir na carne a minha obrigação. Logo eu não posso amar os meus inimigos tal como amo os meus amigos. Não tenho confiança neles para isso.

Aquilo que Jesus nos ensina é a separar a emoção negativa associada a quem nos quer mal, da postura defensiva que a vida num ambiente hostil como a Terra implica. Aquele que é meu inimigo deve ser encarado por mim tal como eu encaro um animal selvagem perigoso. Tenho de me defender dele, se é perigoso para mim, mas não tenho de nutrir um sentimento de ódio por ele. Muito menos me ocorre vingar dos animais selvagens pelos seus ataques a mim ou aos meus.

Ainda que o agressor tivesse a intenção declarada de me atacar, ele fez isso porque está a pensar como um animal mortal. Se eu me penso como uma alma imortal, vejo mais longe do que ele. Compreendo que ele está a passar apenas por um estado transitório, que se vai curar, ao longo dos anos, séculos, milénios. O que for preciso.   

Amar os inimigos é não se vingar deles. Nem nutrir sentimentos de ódio e ressentimento contra eles. Mas não implica confiança e afecto imprudente, obviamente.

bem haja
Título: Re: Amai os vossos inimigos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Maio de 2013, 16:49
Exatamente meu caro Vitor, o problema esta no fato de que normalmente consideramos que a melhor defesa, é o ataque, e é ai que erramos.
Devemos sim nos defender, nos preservarmos de quem nos ofereça riscos, mas devemos fazer isso sem coloca-los em riscos, nem tãopouco guardando magoas e ressentimentos daqueles que ainda estão a ver o mundo apenas com os olhos da matéria.