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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 11:02

Título: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 11:02
Queridos amigos do Fórum Espírita,  sejam todos muito bem-vindos. Sua presença é fundamental para enriquecer ainda  mais o estudo mensal. Estão todos convidados a participarem trazendo suas  mensagens, vídeos e depoimentos. Desejo a todos um ótimo estudo e reflexão  sobre o tema. Estarei à disposição de todos, para facilitar o assunto.


Para aqueles que não me conhecem, sou André Ariovaldo (www.andreariovaldo.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbmRyZWFyaW92YWxkby5jb20uYnI=)) e atuo no movimento espírita desde criança. Realizo inúmeras palestras e seminários por todo Brasil, com uma agenda graças a Deus lotada. Não tenho a mínima pretensão de convencer nem de converter ninguém e tampouco ser dono da verdade. Minha função como facilitador deste estudo não será a de esclarecer com minhas próprias luzes, mas apontar as luzes dos Espíritos e de Allan Kardec que deverão nos ajudar a todos na compreensão de um assunto de extrema importância para todos nós, que é a questão da morte física e da passagem da vida material à espiritual. Afirmo também que não terei o mínimo interesse em debater com quem quer que seja que pretenda criar polêmicas inúteis e conversações que, longe de gerar estudo e enriquecimento, trazem a bandeira da discórdia e da perturbação geral.

Transmissão em direto do estudo dia 10 de Março às 20h Brasília e 23h Portugal, basta acessar a este link e partilhe com seus amigos:
https://www.facebook.com/forumespirita?sk=app_149758925097608



Vídeo de apresentação do estudo:

Transição (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTh3TFBzMUdQUDNFI3dz)

Apresentações feitas, vamos a uma pequena introdução ao assunto:

O que pode nos acontecer no  momento da morte? Sofreremos ao fazer esta passagem? Sentiremos dor ou prazer?  Eis os estudos que realizaremos aqui no fórum, durante o mês de Março. Todos os  tópicos utilizados como fonte de estudo estão 100% baseados em Allan Kardec,  mais especialmente em O Céu e o Inferno. Para que nosso estudo mereça a  confiança de todos, estabeleceremos todos os nossos debates exclusivamente com  base em Allan Kardec e não utilizaremos, em momento algum, obras  complementares, acreditando na suficiência do Codificador e dos Espíritos que o  assessoraram para a compreensão do assunto em questão.


Segundo Allan Kardec, em O Céu e  o Inferno, segunda parte, cap. 1, é notável que a sensação decorrente da morte  seja variada em cada indivíduo. Vemos alguns que se desligam com grande  serenidade, enquanto outros sofrem uma morte cheia de angustias e terror.  Assim, o que mais se teme, não é a morte em si, mas saber o que haveremos de  sentir neste momento.


Em O Livro dos Espíritos, Kardec  pergunta:

961. No momento da morte, qual é o sentimento que domina a maioria dos  homens? A dúvida, o medo ou a esperança? R: A dúvida para os descrentes  endurecidos, o medo para os culpados, a esperança para os homens de bem.

De acordo com o modo que vivemos  a vida durante a encarnação, nossa passagem pode ser-nos agradável ou cheia de  perturbações, em decorrência do maior ou menor apego que tenhamos em relação às  coisas materiais.


Ao reencarnarmos, nos unimos  molécula a molécula ao novo corpo material, formando pontos de contato que nos  prendem a este corpo. Durante a vida, pelo bem que façamos, vamos rompendo  esses pontos de contato, devido a nossa maior relação com as questões  espirituais e quando chegar nosso momento derradeiro, como grande parte desses  pontos estarão rompidos, nossa separação se dará sem choque nem sofrimentos.  Se, do contrário, formos apegados à vida material e nos deixarmos envolver por  ela, mais do que às questões espirituais, teremos dificuldades em romper os  pontos e quando a morte do corpo chegar, como ainda existirão inúmeros pontos  de contato ligados entre corpo e períspirito, haverá por isso uma resistência  que dificultará a libertação da vida física, podendo gerar sofrimentos e  angústia, chegando ao ponto de o Espírito sentir a decomposição do próprio  corpo.


Eis um breve resumo dos pontos  que haveremos de debater.


Certo da interação de todos,  desejamos um ótimo estudo e sugerimos que, para melhor acompanhar o roteiro de  ideias que haveremos de expor, leiam o capítulo de O Céu e o Inferno, 2ª parte,  cap. 1 (A transição ou O Passamento, de acordo com algumas traduções).  Sugerimos ainda O Livro dos Espíritos, perguntas 154 em diante (Separação da  Alma e do Corpo).

De minha parte, agradeço a todos os amigos a oportunidade e esperamos cumprir com essa tarefa de forma útil e objetiva.

Em anexo o power point de suporte, que deu origem ao vídeo e um PDF com blbiografia relacionada.

 
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 12:39
Para acrescentar, estou publicando um vídeo sobre o assunto que transmitimos no programa Dinâmica Espírita.


O Dinâmica Espírita vai ao ar, ao vivo, toda sexta-feira, a partir das 20h00 (Brasil)
www.andreariovaldo.com.br/dinamica (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbmRyZWFyaW92YWxkby5jb20uYnIvZGluYW1pY2E=)


Pela TV CEI:
http://www.tvcei.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=471&Itemid=137 


A Transição: Retorno da vida material à espiritual - Programa Dinâmica Espírita (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVZ3a2VCQlVxckRNI3dz) 
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: ♪♫ Mana ♫ ♪ em 01 de Março de 2012, 15:56
Olá André  :)

Ótima proposta de estudo. Parabéns.

Como você diz no vídeo, “a gente”  :D costuma temer a incerteza do pós-morte do corpo físico, quando, acredito, nossa preocupação deveria girar em torno do “desprendimento”, no sentido literal da palavra:

Substantivo masculino.
Ato ou efeito de desprender(-se), sobretudo das coisas materiais; abnegação, desinteresse.


Isso porque nos fica claro que o que determina, digamos, o grau de dificuldade neste momento de transição, é justamente o nível do nosso desprendimento material.

“8. - A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. A afinidade entre o corpo e o perispírito é proporcional ao apego à matéria, que atinge o seu máximo no homem cujas preocupações dizem respeito exclusiva e unicamente à vida e gozos materiais. Ao contrário, nas almas puras, que antecipadamente se identificam com a vida espiritual, o apego é quase nulo. E desde que a lentidão e a dificuldade do desprendimento estão na razão do grau de pureza e desmaterialização da alma, de nós somente depende o tornar fácil ou penoso, agradável ou doloroso, esse desprendimento.
Posto isto, quer como teoria, quer como resultado de observações resta-nos examinar a influência do gênero de morte sobre as sensações da alma nos últimos transes.”
O Céu e o Inferno – Parte 2, capítulo I

Mais um apelo àquela velha proposta a longo prazo: à nossa reforma íntima, à busca constante pelo conhecimento e autoconhecimento.

Abraço,
Mana  :)
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 17:27

Perfeitamente esse o pensamento do Codificador Mana, instruído pelos Espíritos.
Entretanto, falam também os Espíritos que devemos "viver no mundo como vivem os homens (Ev. cap. 17, O homem no mundo)", ou seja, viver sem peso, sem culpa, buscando viver o hoje e usar o passado somente como forma de experiências e adubos que possam nos servir para nossas aplicações presentes e futuras.


Abraços minha amiga. Votos de paz.









Olá André  :)

Ótima proposta de estudo. Parabéns.

Como você diz no vídeo, “a gente”  :D costuma temer a incerteza do pós-morte do corpo físico, quando, acredito, nossa preocupação deveria girar em torno do “desprendimento”, no sentido literal da palavra:

Substantivo masculino.
Ato ou efeito de desprender(-se), sobretudo das coisas materiais; abnegação, desinteresse.


Isso porque nos fica claro que o que determina, digamos, o grau de dificuldade neste momento de transição, é justamente o nível do nosso desprendimento material.

“8. - A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. A afinidade entre o corpo e o perispírito é proporcional ao apego à matéria, que atinge o seu máximo no homem cujas preocupações dizem respeito exclusiva e unicamente à vida e gozos materiais. Ao contrário, nas almas puras, que antecipadamente se identificam com a vida espiritual, o apego é quase nulo. E desde que a lentidão e a dificuldade do desprendimento estão na razão do grau de pureza e desmaterialização da alma, de nós somente depende o tornar fácil ou penoso, agradável ou doloroso, esse desprendimento.
Posto isto, quer como teoria, quer como resultado de observações resta-nos examinar a influência do gênero de morte sobre as sensações da alma nos últimos transes.”
O Céu e o Inferno – Parte 2, capítulo I
Mais um apelo àquela velha proposta a longo prazo: à nossa reforma íntima, à busca constante pelo conhecimento e autoconhecimento.

Abraço,
Mana  :)
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Gisella em 01 de Março de 2012, 19:24
Olá, André...

É bom contar com você na coordenação do Estudo!! Seja bem vindo!!!

Uma frase que muito me faz pensar sobre o assunto, é a seguinte:

"O estado do Espírito no momento da morte pode se resumir assim: O Espírito sofre tanto mais quanto o desligamento do corpo seja mais lento; a prontidão do desligamento está em razão do grau de adiantamento do Espírito; para o Espírito desmaterializado, cuja consciência é pura, a morte é um sono de alguns instantes, isenta de todo sofrimento, e cujo despertar é cheio de suavidade". (item 13 de O Céu e o Inferno)

Aqui o Codificador deixa bem claro que o grau de adiantamento do Espírito é essencial para a momento da separação do corpo físico.

Esse grau de adiantamento vamos, pouco a pouco, alcançando mediante nosso esforço e aprendizado. Sem contar a prática que vem logo em seguida...

Abraços e excelente assunto!!

Gisella  ;)
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 19:51

Obrigado pelo carinho e amizade Gisella. O ponto que você expôs é de uma qualidade impecável.


Permita-me somente comentar que "aquele que se esforça pelo bem já está dentro dele" segundo Bezerra de Menezes, frase confirmada pelos Espíritos em O Evangelho, quando, ao falarem sobre Os bons Espíritas, afirma que "reconhece-se o bom Espírita pelos esforços que ele faz para domar suas más inclinações".


O que Deus espera de nós é esse esforço e com isso, desde a vida física, vamos rompendo os laços que nos unem ao corpo e assim, no momento derradeiro, nossa partida se dará sem dificuldades e nos permitirá uma adaptação quase imediata à nova realidade, ou seja, sofreremos um estado de perturbação menor ou quase nulo.


Abração e obrigado



Olá, André...

É bom contar com você na coordenação do Estudo!! Seja bem vindo!!!

Uma frase que muito me faz pensar sobre o assunto, é a seguinte:

"O estado do Espírito no momento da morte pode se resumir assim: O Espírito sofre tanto mais quanto o desligamento do corpo seja mais lento; a prontidão do desligamento está em razão do grau de adiantamento do Espírito; para o Espírito desmaterializado, cuja consciência é pura, a morte é um sono de alguns instantes, isenta de todo sofrimento, e cujo despertar é cheio de suavidade". (item 13 de O Céu e o Inferno)

Aqui o Codificador deixa bem claro que o grau de adiantamento do Espírito é essencial para a momento da separação do corpo físico.

Esse grau de adiantamento vamos, pouco a pouco, alcançando mediante nosso esforço e aprendizado. Sem contar a prática que vem logo em seguida...

Abraços e excelente assunto!!

Gisella  ;)
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 01 de Março de 2012, 19:52
O Cristianismo busca nos preparar para a vida eterna e não para o momento da morte, O que  se observa em nosso comportamento humano é uma busca incessante pela certeza de, na vida espiritual, continuar desfrutando da sensação de felicidade que experimentamos quando de nosso estágio na esfera física em função dos acenos que recebemos dos recursos que lhe são próprios e de nossas eventuais realizações nessa natureza; o carro novo, a casa luxuosa, o dinheiro no banco, o corpo perfeito, etc..
E isso acaba por nos trazer, também, um pavor em pensar que o momento do "passamento" é marcado pelo rompimento do Espírito em relação ao corpo físico que lhe serviu de habitáculo mas, principalmente, que é o momento que marca a separação do Espírito com o mundo material. Sendo assim, o Espírito fica com a incerteza sobre o que lhe aguarda do lado de lá e a certeza que tudo continuará a existir do lado de cá a despeito de sua ausência.

Parabéns pelo tema e que esteja amparado espiritualmente para a perfeita condução deste estudo.  Estejamos com Deus tanto quanto Ele está sempre conosco;.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 19:55

Excelente contribuição Kazaoca.


Aproveito seus pensamentos para inserir entre eles a pergunta de Allan Kardec aos Espíritos:


961.) No momento da morte, qual é o sentimento que domina a maioria dos homens? A dúvida, o medo ou a esperança?


– A dúvida para os descrentes endurecidos, o medo para os culpados, a esperança para os homens de bem.




Abraços.





O Cristianismo busca nos preparar para a vida eterna e não para o momento da morte, O que  se observa em nosso comportamento humano é uma busca incessante pela certeza de, na vida espiritual, continuar desfrutando da sensação de felicidade que experimentamos quando de nosso estágio na esfera física em função dos acenos que recebemos dos recursos que lhe são próprios e de nossas eventuais realizações nessa natureza; o carro novo, a casa luxuosa, o dinheiro no banco, o corpo perfeito, etc..
E isso acaba por nos trazer, também, um pavor em pensar que o momento do "passamento" é marcado pelo rompimento do Espírito em relação ao corpo físico que lhe serviu de habitáculo mas, principalmente, que é o momento que marca a separação do Espírito com o mundo material. Sendo assim, o Espírito fica com a incerteza sobre o que lhe aguarda do lado de lá e a certeza que tudo continuará a existir do lado de cá a despeito de sua ausência.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 01 de Março de 2012, 20:00
...E enquanto estamos por aqui, na matéria, vivemos com a "dúvida" íntima de que em qual dessas classes nos encaixamos. Mas isso é normal e o que temos a fazer é buscar ser o melhor de nós mesmos, por isso só. já teremos grandes chances de uma existência física melhor e uma possibilidade melhor para o futuro que nos aguarda.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 20:14

Sem falsa modéstia e seguindo a Codificação, não nos torna difícil reconhecer a qual grau da escala pertencemos.




Os bons Espíritos
107. Características gerais– Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem.




Se existe em nós o desejo de praticar o bem e o esforço sincero em fazê-lo; se nos sentimos felizes quando podemos prestar um favor, ditar uma palavra amiga ou ouvir um companheiro, nos caracterizamos como um Espírito de segunda ordem na escala, segundo nos ensina o Codificador.











...E enquanto estamos por aqui, na matéria, vivemos com a "dúvida" íntima de que em qual dessas classes nos encaixamos. Mas isso é normal e o que temos a fazer é buscar ser o melhor de nós mesmos, por isso só. já teremos grandes chances de uma existência física melhor e uma possibilidade melhor para o futuro que nos aguarda.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 01 de Março de 2012, 20:54
É isso mesmo! Mas como está no vídeo de abertura; "o amor cobre muitos pecados" uma atitude irresponsável, também, anula uma série de ações virtuosas na economia do progresso do Espírito. Que o diga os personalistas!!!
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 02 de Março de 2012, 09:43

Bom dia meu amigo,


sobre esse ponto, permita-me dar uma visão pessoal e caso ela seja destituída de lógica, por gentileza desconsiderar.


Uma atitude má é só uma (diga-se em números) atitude má; já atitudes boas se multiplicam. Se fazemos uma coisa ruim, teremos de resolver aquela coisa ruim; se fazemos algo bom, isso se espalha.


O bem é infinitamente variado em suas expressões. O mal é de efeito reduzido.


Assim, se tomarmos uma má atitude, isso não irá anular o bem que há em nós, mas somente demonstrar que ainda há mal a ser reparado.


"O bem que quero, esse eu não faço; o mal que eu não quero, esse eu faço" - já dizia Paulo.


Abraços meu amigo.

É isso mesmo! Mas como está no vídeo de abertura; "o amor cobre muitos pecados" uma atitude irresponsável, também, anula uma série de ações virtuosas na economia do progresso do Espírito. Que o diga os personalistas!!!
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 02 de Março de 2012, 12:25

sobre esse ponto, permita-me dar uma visão pessoal e caso ela seja destituída de lógica, por gentileza desconsiderar.


Uma atitude má é só uma (diga-se em números) atitude má; já atitudes boas se multiplicam. Se fazemos uma coisa ruim, teremos de resolver aquela coisa ruim; se fazemos algo bom, isso se espalha.


O bem é infinitamente variado em suas expressões. O mal é de efeito reduzido.


Assim, se tomarmos uma má atitude, isso não irá anular o bem que há em nós, mas somente demonstrar que ainda há mal a ser reparado.


"O bem que quero, esse eu não faço; o mal que eu não quero, esse eu faço" - já dizia Paulo.


Abraços meu amigo.


O Bem, mesmo que em determinado momento emane de um coração impuro, surtirá o seu efeito ao meio e aos que se beneficiam da sua prática. O mal pode ser de efeito reduzido mas ainda é predominante na atenção que damos entre às boas e às más ações.

Disseminar o Bem é fundamental para que haja uma inversão nos valores de atenção que damos às ações boas e más. Só que, independentemente do bem que fazemos, existe em nosso íntimo uma montanha de iniquidades que dependem de nossa convicção que o bem realmente vale a pena. Não bastam só nossas ações exteriores, que com certeza tem grande mérito mas que, não raro, representam uma rogativa de benefícios pessoais que julgamos merecedores por impetrarmos determinadas atitudes esporádicas no nosso dia a dia, achando que isso nos exime de aplicarmos a nós mesmos a inversão de valores que esperamos ver no próximo.

"Convidar os pobres e os estropiados. Dar sem esperar retribuição "  ESE cap XIII

Devemos buscar sermos bons sem esperar nada em troca, nem mesmo da parte de Deus. Porque os que aproximam dessa condição, a verdadeira felicidade é o resultado natural.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Marlenedd em 02 de Março de 2012, 14:41
O momento da morte é como um desmaio ou o sono, perde-se a consciência. A única forma de não perder a consciência nesse momento é pelo treino de morrer em vida, todos os dias.

Pela atenção é a única maneira de saber, aqui e agora, o que acontece nesse momento da morte. Colocando a atenção no sono, ou, na oração do coração, sem palavras, em silêncio: meditação e contemplação.

Além de ficarmos a saber o que acontece no momento da morte, ficamos a saber quem somos e o que é Deus.

O estado de espírito depois da morte é como um sono consciente, é bom que estejamos familiarizados com esse estado agora.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 02 de Março de 2012, 14:54

Excelente sua abordagem Marlene. É através desta forma de encarar a vida que nos afastamos da matéria e nos afinizamos mais com o Espírito que somos, e esse é o caminho que devemos percorrer para que assim facilitemos desde já o desligamento dos pontos de contato que nos prendem à vida física.


Abraços.











O momento da morte é como um desmaio ou o sono, perde-se a consciência. A única forma de não perder a consciência nesse momento é pelo treino de morrer em vida, todos os dias.

Pela atenção é a única maneira de saber, aqui e agora, o que acontece nesse momento da morte. Colocando a atenção no sono, ou, na oração do coração, sem palavras, em silêncio: meditação e contemplação.

Além de ficarmos a saber o que acontece no momento da morte, ficamos a saber quem somos e o que é Deus.

O estado de espírito depois da morte é como um sono consciente, é bom que estejamos familiarizados com esse estado agora.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 02 de Março de 2012, 23:27
Mano Ariovaldo,
auguro-lhe um belo momento de estudos.
"vamu qui vamu"!!
abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Edna☼ em 03 de Março de 2012, 00:48
Olá a todos :)

André seja muito bem-vindo ao Estudo Mensal.  :)

Taí um tema que muitas pessoas tem dificuldades para enfrentar, e as pesquisas noticiam que está no topo da lista dos medos da maioria, por isso esse estudo será muito importante e esclarecedor.


O que pode nos acontecer no  momento da morte? Sofreremos ao fazer esta passagem? Sentiremos dor ou prazer?   

"...Essa passagem é algumas vezes penosa, para aqueles que se apegam à matéria e viveram mais para os bens deste mundo do que para os do outro, e cuja consciência se acha perturbada por mágoas e remorsos. Para os que, pelo contrário, mantiveram seus pensamentos elevados ao infinito e se desprenderam da matéria, os  laços são mais fáceis de romper, e seus últimos momentos nada têm de dolorosos. A alma, então, prende-se ao corpo, apenas por um fio, enquanto que, no outro caso, liga-se por raízes profundas..."

Allan Kardec

(in, O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Bom estudo a todos!

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 03 de Março de 2012, 11:31
Edna, Moura, obrigado pelo carinho e apoio.


Estou a pouquíssimo tempo aqui no fórum e me surpreendi com o convite, tendo em vista a quantidade de pessoas mais capacitadas do que eu que poderiam facilitar este estudo com mais qualidade.


Entretanto, sem falsa modéstia, espero corresponder, não com meus pensamentos próprios, mas com Allan Kardec que é nosso porto seguro.


Abração a todos.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Marlenedd em 03 de Março de 2012, 12:27
A morte é a eterna e sábia companheira que em nenhum momento a devíamos esquecer. Só a morte nos pode ajudar sabiamente nos momentos mais difíceis da vida, ou seja, quando estamos entre a espada e a parede só ela nos pode dar o impulso para a liberdade, para o desapego, para o desprendimento.

Com a ideia da morte sempre presente nos tornamos fortes, felizes e libertos. Sem a ideia da morte nos tornamos fracos, indefesos, sofredores, miseráveis, mortais...
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 03 de Março de 2012, 13:26

Bom dia Marlene, obrigado por sua contribuição.
Embora a morte nos sirva à inúmeras reflexões a respeito da vida, não é ela em si que nos impulsiona ao progresso, mas a reencarnação.


A morte é simples passagem que poderá ser feliz ou desagradável de acordo com o bem ou o mal que fizermos durante a vida.


É pensando em viver bem que morreremos bem e não no inverso.







A morte é a eterna e sábia companheira que em nenhum momento a devíamos esquecer. Só a morte nos pode ajudar sabiamente nos momentos mais difíceis da vida, ou seja, quando estamos entre a espada e a parede só ela nos pode dar o impulso para a liberdade, para o desapego, para o desprendimento.

Com a ideia da morte sempre presente nos tornamos fortes, felizes e libertos. Sem a ideia da morte nos tornamos fracos, indefesos, sofredores, miseráveis, mortais...
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Marlenedd em 03 de Março de 2012, 14:03
André: "Embora a morte nos sirva à inúmeras reflexões a respeito da vida, não é ela em si que nos impulsiona ao progresso, mas a reencarnação.
A morte é simples passagem que poderá ser feliz ou desagradável de acordo com o bem ou o mal que fizermos durante a vida.
É pensando em viver bem que morreremos bem e não no inverso."


A vida é que é simples passagem que poderá ser feliz ou desagradável, mas não devido ao bem ou ao mal, mas sim devido à exata compreensão do que é a vida e a morte.

A morte não é uma passagem, é um estado de espírito. Dar atenção ao sono para ficar consciente enquanto se dorme, é que pode ser considerado uma passagem, e o único progresso realmente verdadeiro para a libertação dos sofrimentos e misérias humanas.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: M.Altino em 04 de Março de 2012, 11:19
Amigo  André  como é  bom sentir  que o meu amigo aborda este  estudo  com uma grande clareza e  com um tema  que  a todos nos  faz meditar muito.
Então  seja  muito bem vindo e  que  neste estudo possamos   aprender  e perder  muitos medos  que habitam dentro de cada um de  nós.
Meditando   e  vendo  todo o seu trabalho   neste  tema , senti que  realmente  a transição  de cada um de nós , pode  ser  feita  de  muitas formas , penso eu, mas   como na  obra do Céu e o Inferno nos  vai dizendo, é  sempre  mais ou menos  doloroso consoante a nossa  evolução  e   desmaterialização que possamos ter  nesta encarnação.
Deixo aqui  uma passagem  do Livro O Céu e o Infernos  apenas  um testemunho se  alguém  que  partiu  em condições medianas, ou seja  um pouco  normais para  o comum dos que  tentam  fazer  alguma  coisa na vida  para  que  a transição  seja  o menos penosa........
Sra. HÉLÈNE MICHEL
Jovem de 25 anos, falecida subitamente no lar, sem sofrimentos, sem causa
previamente conhecida.
Rica e um tanto frívola, a leviandade de caráter predispunha-a mais para as futilidades da vida do que para as coisas sérias.
Não obstante, possuía um coração bondoso e era dócil, afetuosa e caritativa.
Evocada três dias após a morte por pessoas conhecidas, exprimia-se assim:
"Não sei onde estou...
que turbação me cerca!
Chamaste-me, e eu vim.
Não compreendo por que não estou em minha casa; lamentam a minha ausência quando presente estou, sem poder fazer-me reconhecida.
Meu corpo não mais me pertence, e no entanto eu lhe sinto a algidez..
Quero deixá-lo e mais a ele me prendo, sempre... Sou como que duas personalidades...
 Oh! quando chegarei a compreender o que comigo se passa?
É necessário que vá lá ainda... meu outro "eu", que lhe sucederá na minha
ausência?
Adeus.
Nota - O sentimento da dualidade que não está ainda destruído por uma
completa separação, é aqui evidente.
 Caráter volúvel, permitindo-lhe a posição e a fortuna a satisfação de todos os caprichos, deveria igualmente favorecer as tendências de leviandade
Não admira, pois, tenha sido lento o seu desprendimento, a ponto de, três dias após a morte, sentir-se ainda ligada ao invólucro corporal.
Mas como não possuísse vícios sérios e fosse de boa índole, essa situação nada tinha de penosa e não deveria prolongar-se por muito tempo.
Evocada novamente depois de alguns dias, as suas ideias estavam já muito modificadas.
 Eis o que disse "Obrigada por haverdes orado por mim.
Reconheço a bondade de Deus, que me subtraiu aos sofrimentos e apreensões consequentes ao desligamento do meu Espírito.
A minha pobre mãe será dificílimo resignar-se; entretanto será
confortada, e o que a seus olhos constitui sensível desgraça, era fatal e
indispensável para que as coisas do Céu se lhe tornassem no que devem ser: tudo.
Estarei ao seu lado até o fim da sua provação terrestre, ajudando-a a suportá-la.
"Não sou infeliz, porém, muito tenho ainda a fazer para aproximar-me da situação
dos bem-aventurados.
Pedirei a Deus me conceda voltar a essa Terra para reparação do tempo que aí perdi nesta última existência.
"A fé vos ampare, meus amigos; confiai na eficácia da prece, mormente quando
partida do coração. Deus é bom."
- P. Levastes muito tempo a reconhecer-vos?
- R. Compreendi a morte no mesmo dia que por mim orastes.
- P. Era doloroso o estado de perturbação?
- R. Não, eu não sofria, acreditava sonhar e aguardava o despertar.
Minha vida não foi isenta de dores, mas todo ser encarnado nesse mundo deve sofrer.
Resignando-me à vontade de Deus, a minha resignação foi por Ele levada em conta.
Grata vos sou pelas preces que me auxiliaram no reconhecimento de mim mesma.
Obrigada; voltarei sempre com prazer. Adeus.
Hélène."
Amigo André   com um grande abraço de muita paz
Manuel  Altino

 
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 04 de Março de 2012, 12:53

Oi Marlene, querida amiga, permita-me comentar que não é a compressão que nos traz crescimento, mas o que fazemos dela. O intelecto, embora indispensável para nosso crescimento, é incapaz de imprimir mudanças na existência se não fizermos bom uso do que sabemos, de tal modo que há aqueles que mesmo inteligentes, são maus.


Assim, mais uma vez assevero que é pelo bem ou mal que fazemos e não o que sabemos da vida, que afrouxaremos os laços que nos retém na vida física e facilitarão nossa adaptação no mundo dos Espíritos, segundo nos ensina Allan Kardec.







André: "Embora a morte nos sirva à inúmeras reflexões a respeito da vida, não é ela em si que nos impulsiona ao progresso, mas a reencarnação.
A morte é simples passagem que poderá ser feliz ou desagradável de acordo com o bem ou o mal que fizermos durante a vida.
É pensando em viver bem que morreremos bem e não no inverso."


A vida é que é simples passagem que poderá ser feliz ou desagradável, mas não devido ao bem ou ao mal, mas sim devido à exata compreensão do que é a vida e a morte.

A morte não é uma passagem, é um estado de espírito. Dar atenção ao sono para ficar consciente enquanto se dorme, é que pode ser considerado uma passagem, e o único progresso realmente verdadeiro para a libertação dos sofrimentos e misérias humanas.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 04 de Março de 2012, 16:31
Amiga Marlene,
você diz: "A morte não é uma passagem, é um estado de Espírito".
Se assim o fosse, o Espírito ainda em vida poderia optar em não morrer, mas tal é incorrer contra a lei natural.
A morte é sim uma passagem, mas não como você descreveu, é a passagem de um plano, o físico-encarnado, para o plano etéreo e apenas assim devamos vê-la.
A vida é simples, mas tal como diz o ditado popular "rapadura é doce mas não é mole não", a vida não é fácil de ser vivida, mormente em mundos como o nosso, onde a imperfeição faz com que o mal se sobreponha ao bem, como ensina OESE.
Abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Marlenedd em 04 de Março de 2012, 16:55
Moura: "Amiga Marlene,
você diz: "A morte não é uma passagem, é um estado de Espírito".
Se assim o fosse, o Espírito ainda em vida poderia optar em não morrer, mas tal é incorrer contra a lei natural."


Já viu algum espírito morrer, amigo?

Moura: "A morte é sim uma passagem, mas não como você descreveu, é a passagem de um plano, o físico-encarnado, para o plano etéreo e apenas assim devamos vê-la."

O espírito como senhor da criação nunca deixa o plano etéreo. Do plano etéreo o espírito emana ou manifesta o aparente plano encarnado.

Não se esqueça das palavras de Santo Agostinho: Eu contemplei todas estas outras coisas sob Vós, e vi que nem existem absolutamente, nem absolutamente deixam de existir. Por certo têm existência pois procedem de Vós; e, no entanto, não existem pois não são o que Vós sois. Pois apenas existe verdadeiramente aquilo que permanece imutável…


Já viu, ou conhece, alguma coisa do que você chama de plano encarnado, pedras, árvores, homens, animais, montanhas, o universo, etc., permanecer imutável?
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 04 de Março de 2012, 17:42
Moura: "Amiga Marlene,
você diz: "A morte não é uma passagem, é um estado de Espírito".
Se assim o fosse, o Espírito ainda em vida poderia optar em não morrer, mas tal é incorrer contra a lei natural."


Já viu algum espírito morrer, amigo?

Marlene, tergiversar é uma arte mas esta a amiga não detém, portanto, maninha, hás de entender que postei sob a mesma forma que você postou anteriormente e exatamente para fazê-la entender melhor.

Moura: "A morte é sim uma passagem, mas não como você descreveu, é a passagem de um plano, o físico-encarnado, para o plano etéreo e apenas assim devamos vê-la."

O espírito como senhor da criação nunca deixa o plano etéreo. Do plano etéreo o espírito emana ou manifesta o aparente plano encarnado.

EU: Ninguém falou de Senhor da Creação, Marlene, mas apenas em Espíritos tal como nós o sejamos hoje. tratam,ops dos seres da creação e não do Creador.

Não se esqueça das palavras de Santo Agostinho: Eu contemplei todas estas outras coisas sob Vós, e vi que nem existem absolutamente, nem absolutamente deixam de existir. Por certo têm existência pois procedem de Vós; e, no entanto, não existem pois não são o que Vós sois. Pois apenas existe verdadeiramente aquilo que permanece imutável…


Já viu, ou conhece, alguma coisa do que você chama de plano encarnado, pedras, árvores, homens, animais, montanhas, o universo, etc., permanecer imutável?
EU: O que chamo de plano encarnado é o mesmo  que os espíritos Chamam de plano fício ou material, onde habitam os Espíritos encarnados...
Entendeu maninha? Se não eu posso desenhar.

EU:  A amiga ainda não viu nem pedras ou carros ou nuvens? Permita-me brincar, mas "bota os óculos maninha".
Abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Marlenedd em 04 de Março de 2012, 18:20
Moura: "Marlene, tergiversar é uma arte mas esta a amiga não detém, portanto, maninha, hás de entender que postei sob a mesma forma que você postou anteriormente e exatamente para fazê-la entender melhor."

Não foi minha intenção usar de subterfúgios, ou tergiversar como você entendeu as minhas palavras. Antes pelo contrário, perguntei e pergunto novamente, ou melhor, é uma afirmação que faço: Já viu algum espírito morrer, amigo? Como o espírito não conhece a morte, sendo eu espírito também não conheço. Agora pode brincar à vontade amigo, não me afeta.

Moura: "A amiga ainda não viu nem pedras ou carros ou nuvens? Permita-me brincar, mas "bota os óculos maninha"."

Claro que vejo isso tudo e muito mais, homens, pedras, enfim, o universo. Vejo tudo o que é mutável, mas não sou nada disso. Nas palavras do Santo (que você fez que não as viu), eu sou o imutável, por isso não sou nada disso.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: hcancela em 04 de Março de 2012, 20:44
Olá amigos(as)

André um belo estudo mensal e sucesso, que estamos aí para Ele.

O que pode nos acontecer no momento da morte?

Ninguém sabe caros amigos e amigas, mas o que sabemos; Aliás temos a certeza é que tivermos uma vida Terrena mais ou menos no caminho do equilibrio, o que nos acontece no momento da Morte é uma Paz boa, porque sentiremos aquele sentimento inexplicável ,do dever cumprido.

Saudações fraternas

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 05 de Março de 2012, 09:59

bom dia meus amigos, votos de paz. Obrigado a todos pelo apoio e incentivo que tem me dispensado para a realização deste estudo.


Sobre a questão de "partir". Na verdade nós não partimos da vida física, pois de certo modo "jamais" entramos nela... antes que você dê um pulo e já planeje tudo no cérebro na intenção de resposta, respire fundo... acalme-se e concentre-se no porque digo isso:


Allan Kardec, em OLE, perg. 141:


Citar
Há alguma verdade na opinião dos que pensam que a alma é exterior e envolve o corpo?

– A alma não está aprisionada no corpo como um pássaro numa gaiola. Irradiante, ela brilha e se manifesta ao redor dele como a luz através de um globo de vidro ou como o som ao redor de um centro sonoro. É desse modo que se pode dizer que é exterior, mas não é o envoltório do corpo. A alma tem dois envoltórios ou corpos: um sutil e leve, que é o primeiro, chamado perispírito; o outro, grosseiro, material e pesado, que é o corpo carnal. A alma é o centro de todos esses envoltórios, como o germe o é numa semente, como já dissemos.


Nós, Espíritos encarnados, estamos ligados ao corpo através de um laço ou perispírito e é somente através deste laço que interagimos com a vida material. Do contrário isso seria impossível. Mesmo os desencarnados continuam sempre com a necessidade de um corpo perispiritual para a interação com a matéria, independente do grau em que se encontrem (pois que os Espíritos puros tem perispírito).


Assim, o Espírito propriamente dito, ou seja, a Alma que é o ser central, a essência por assim dizer, é muito sutil para poder agir sobre a matéria que é demais grosseira.


Desse modo, se “a alma não está aprisionada no corpo” e “brilha e se manifesta ao redor dele como a luz através de um globo de vidro” equivale dizer que, de certa forma, jamais deixamos o mundo dos Espíritos e que nossa manifestação no mundo físico é uma manifestação indireta, pois não estamos dentro de um corpo, mas agimos externamente sobre ele, como afirmam os Espíritos – “É desse modo que se pode dizer que é exterior”.


Quando chega o momento da morte, o Espírito não parte, pois nunca saiu de onde está; ele simplesmente rompe o laço.  A imagem de um garoto soltando pipa dá uma visão a respeito de nossa ação externa sobre o corpo. O garoto é o Espírito, a linha que sai do garoto à pipa é o perispírito e a pipa é o corpo que obedece aos impulsos da vontade do Espírito, transmitidos pela linha. A pipa não é o garoto e o garoto não está dentro da pipa.


O apego ao corpo pode-se comparar ao apego do garoto à pipa, quando esta se vai pelo arrebentar da linha, pois há aqueles que choram, se esperneiam, correm atrás da pipa feito loucos, acidentam-se por causa da pipa, enquanto outros embora entristecidos, não dão assim tanto valor ou ênfase à perda da mesma e outros ainda, mesmo perdendo a pipa, não se entristecem e compreendem que "é só uma pipa".


Em resumo, não estamos dentro do corpo e quando a morte chega, ela chega para o corpo pelo rompimento da linha ou perispírito que ligava o Espírito a esse "brinquedo pedagógico". O Espírito não volta ao mundo espírita, pois nunca saiu dele, mas somente passa a interagir no mesmo, agora livre desse empecilho que era o seu corpo, adquirindo assim maior liberdade e mesmo leveza.













































Olá amigos(as)

André um belo estudo mensal e sucesso, que estamos aí para Ele.

O que pode nos acontecer no momento da morte?

Ninguém sabe caros amigos e amigas, mas o que sabemos; Aliás temos a certeza é que tivermos uma vida Terrena mais ou menos no caminho do equilibrio, o que nos acontece no momento da Morte é uma Paz boa, porque sentiremos aquele sentimento inexplicável ,do dever cumprido.

Saudações fraternas
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: PJC em 05 de Março de 2012, 14:26
Muito interessante a analogia do espírito, corpo, perispírito com garoto, linha e pipa, fica muito bem explicado e mais fácil de entender.

Fica muito evidente mais uma vez a  extrema importância de uma reforma íntima profunda, através da qual podemos subir na escala evolutiva e evitamos muitos dissabores, em termos de resgate, débitos e um verdadeiro refrigério na hora da transição.

Um forte e fraterno abraço a todos!

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 05 de Março de 2012, 14:30

Exatamente meu amigo. Nós não estamos dentro de um corpo, mas interagindo sobre ele de forma externa.


Abração



Muito interessante a analogia do espírito, corpo, perispírito com garoto, linha e pipa, fica muito bem explicado e mais fácil de entender.

Fica muito evidente mais uma vez a  extrema importância de uma reforma íntima profunda, através da qual podemos subir na escala evolutiva e evitamos muitos dissabores, em termos de resgate, débitos e um verdadeiro refrigério na hora da transição.

Um forte e fraterno abraço a todos!
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Março de 2012, 14:35
Meus caros irmãos e irmães,o tema do nosso estudo em discursão é um dos mais díficeis.Falar
da vida em vida,é fácil,estamos vivenciando ela,agora falar da morte física por assim dizer,aí
a coisa se complica.Não há  este que se coloque preparado para ela,sabemos e temos a
certeza que um dia mudaremos de plano,pelo que estudamos da nossa doutrina,sabemos o
irá acontecer com o nosso espírito,mas mesmo tendo esse conhecimento,ainda estamos muito
presos às coisas materiais,motivados talvez pela nossa imperfeição.Há muito blá,blá,blá e muita
falação sobre como devemos nos preparar para a partido do mundo físico,mas nada disso im-
-porta quando chega esta hora,sejamos realistas.É assim que eu penso.
Fiquem na paz.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Hebe M C em 05 de Março de 2012, 14:46
Bom dia Ariovaldo,

O desligamento da matéria é proporcional ao apego que temos ao mundo material.
Quanto mais desapegados, melhor se dará o desenlace e a condição da passagem da vida terrena para o mundo espiritual.

Tenha como apegos, posses materiais, relações possessivas, afetos e desafetos desequilibrados, identificação violenta com a personalidade (papel) assumida para o cumprimento de provas entre outras coisas.

Somos seres individuais , mas é preciso se desvencilhar do individualismo para que o Espírito se liberte.

Boa condução de estudo,

um abç

Hebe
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 05 de Março de 2012, 15:08

Querido Antonio, concordo com você em relação a não termos ainda consciência suficiente para fazer sempre uma transição tranquila, mas gostaria de apontar algumas citações de Allan Kardec a respeito:


1º) Escala Espírita - Bons Espíritos
Características Gerais: predominância do Espírito sobre a matéria e desejo do bem.


Neste caso, vemos que se há em nós o desejo de praticar o bem, e uma predominância maior às questões espirituais do que às materiais, o que se revela em nossos atos, isso nos põe na condição de bons Espíritos. Com isso, nosso desenlace se dará sem choque.


2º) Referente à citação:


Citar

Há muito blá,blá,blá e muita
falação sobre como devemos nos preparar para a partido do mundo físico,mas nada disso im-
-porta quando chega esta hora,sejamos realistas. 


Preciso discordar, pois é através de debates, estudos e trocas de experiências que agregamos valor a nós mesmos, e isso deve facilitar nossa separação dos laços físicos, uma vez que desencarnamos com mais consciência e lucidez da vida espiritual.


Vemos constantemente em nosso movimento, pensamentos que ao invés de girar em torno de otimismo e suavidade, pretendem colocar-nos frente a frente com o medo, assim como o fazia a Igreja, na tentativa de controlar as massas.


Jesus diz: "meu jugo é suave e meu fardo é leve". Com isso, podemos dizer sem medo de errar que tudo o que tente nos deixar pra baixo, com peso na consciência, não pode vir do Cristo; não pode vir de Deus.


O Espiritismo segue e aplica o mesmo princípio.

Meus caros irmãos e irmães,o tema do nosso estudo em discursão é um dos mais díficeis.Falar
da vida em vida,é fácil,estamos vivenciando ela,agora falar da morte física por assim dizer,aí
a coisa se complica.Não há  este que se coloque preparado para ela,sabemos e temos a
certeza que um dia mudaremos de plano,pelo que estudamos da nossa doutrina,sabemos o
irá acontecer com o nosso espírito,mas mesmo tendo esse conhecimento,ainda estamos muito
presos às coisas materiais,motivados talvez pela nossa imperfeição.Há muito blá,blá,blá e muita
falação sobre como devemos nos preparar para a partido do mundo físico,mas nada disso im-
-porta quando chega esta hora,sejamos realistas.É assim que eu penso.
Fiquem na paz.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Março de 2012, 15:47
Meu nobre irmão André,talvez a minha citação tenha sido forte ou até mesmo fora de contexto,
em dizer muito blá,blá,blá e muita falação,mas na constatação da verdade,por mais que se diga
ou se aprenda,ainda não temos uma certeza concreta desta realidade, que é estarmos prepara-
-dos para a nossa partida e desligamento do mundo físico.
Fique na paz.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: ♪♫ Mana ♫ ♪ em 05 de Março de 2012, 15:52

Quando chega o momento da morte, o Espírito não parte, pois nunca saiu de onde está; ele simplesmente rompe o laço.  A imagem de um garoto soltando pipa dá uma visão a respeito de nossa ação externa sobre o corpo. O garoto é o Espírito, a linha que sai do garoto à pipa é o perispírito e a pipa é o corpo que obedece aos impulsos da vontade do Espírito, transmitidos pela linha. A pipa não é o garoto e o garoto não está dentro da pipa.

O apego ao corpo pode-se comparar ao apego do garoto à pipa, quando esta se vai pelo arrebentar da linha, pois há aqueles que choram, se esperneiam, correm atrás da pipa feito loucos, acidentam-se por causa da pipa, enquanto outros embora entristecidos, não dão assim tanto valor ou ênfase à perda da mesma e outros ainda, mesmo perdendo a pipa, não se entristecem e compreendem que "é só uma pipa".

Em resumo, não estamos dentro do corpo e quando a morte chega, ela chega para o corpo pelo rompimento da linha ou perispírito que ligava o Espírito a esse "brinquedo pedagógico". O Espírito não volta ao mundo espírita, pois nunca saiu dele, mas somente passa a interagir no mesmo, agora livre desse empecilho que era o seu corpo, adquirindo assim maior liberdade e mesmo leveza.


Olá André... interessante analogia. Adorei! :)

Entendi o que o amigo Antonio quis dizer da seguinte forma: há sim, muito blablablá, muito falatório, muita teoria sobre este momento da chamada transição, mas na prática, "sejamos realistas", a teoria é diferente.

Vejo então, que assim se explica a necessidade de não nos prendermos às palavras e às pregações e sim torná-las reais, fazer da prática do bem um hábito, fazer da busca pela reforma íntima uma constante, do desapego material um fato.

A busca pelo conhecimento e pelo entendimento dessas questões são um grande passo e como você mesmo disse: "é através de debates, estudos e trocas de experiências que agregamos valor a nós mesmos, e isso deve facilitar nossa separação dos laços físicos, uma vez que desencarnamos com mais consciência e lucidez da vida espiritual."

Essa nossa convivência e trabalho conjunto é forte aliada para começarmos a agir, e quem sabe, um dia, sejamos capazes de nos divertir com a pipa sendo levada pelo vento e não lamentar sua perda.

Obrigada a todos.

Abraços,

Mana  :)

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 05 de Março de 2012, 17:23

Oi Antonio, mais uma vez o provérbio se aplica:


"O que quero dizer nem sempre é o que digo e quase nunca será aquilo que os outros irão entender"


Abração meu amigo, votos de paz.











Meu nobre irmão André,talvez a minha citação tenha sido forte ou até mesmo fora de contexto,
em dizer muito blá,blá,blá e muita falação,mas na constatação da verdade,por mais que se diga
ou se aprenda,ainda não temos uma certeza concreta desta realidade, que é estarmos prepara-
-dos para a nossa partida e desligamento do mundo físico.
Fique na paz.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Março de 2012, 20:28
Meu nobre irmão André.Sem querer contemporizar ou até mesmo usar de sofisma,deixemos às
citações filosóficas em forma de provérbios,foi só uma questão de colocação e interpretação,
a nossa querida irmã Mana entendeu muito bem onde eu quiz chegar.
Fique na paz,e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Ps.vamos em frente,a fila tem que andar.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Marlenedd em 06 de Março de 2012, 01:14
Boa noite, amigos... penso eu que já era hora de acabarmos com a ideia da morte e do nascimento, senão viveremos sempre no mutável, no que muda, no que se transforma, e Santo Agostinho, como já citei antes, diz que o que existe verdadeiramente é aquilo que não se transforma, que não muda, o imutável, nas palavras do Santo.

Boa noite!
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: M.Altino em 06 de Março de 2012, 11:03
Amigos  Foristas  um bom dia   de muita paz   e voltado ao tema  deste  estudo que  nos   dá uma  grande visão  do que pode acontecer  à Alma   Espírito ) depois  de partir , vamos encontrar  no Livro  dos Espíritos   as respostas que   podemos  ter  e  nos pode ajudar imenso  na sua  compreensão a este  mesmo debate ............. Então vejamos  como na questão 149 , 150  , 151  Kardec  faz uma pergunta e  com obteve   respostas  sérias dos  Espíritos  Elevados ..........  149. Que sucede à alma no instante da morte?
“Volta a ser Espírito, esto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara
momentaneamente.”
150. A alma, após a morte, conserva a sua individualidade?
         “Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?”
      a) - Como comprova a alma a sua individualidade, uma vez que não tem mais corpo
material?
     “Continua a ter um fluido que lhe é próprio, haurido na atmosfera do seu planeta, e
que guarda a aparência de sua última encarnação: seu perispírito.”
      b) - A alma nada leva consigo deste mundo?
     “Nada, a não ser a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor, lembrança
cheia de doçura ou de amargor, conforme o uso que ela fez da vida.
 Quanto mais pura for,melhor compreenderá a futilidade do que deixa na Terra.
     151. Que pensar da opinião dos que dizem que após a morte a alma retorna ao todo
universal?
    “O conjunto dos Espíritos não forma um todo?
Não constitui um mundo completo?
Quando estás numa assembleia   és parte integrante dela; mas, não obstante, conservas
sempre a tua individualidade.”
 Então  pelas respostas  que nos deram  vamos  compreender  que  quando partimos  apenas levamos  as nossas  condições  Morais e  que  ,  como  o nosso Espírito está  envolto  em  duas  camadas de matéria  , ou seja uma  mais sutil de que outra.....  ou seja   o Perispíríto e Matéria mais  grosseira que  é  no nosso envoltório  carnal.
Este  envoltório é  o que  morre , mantendo sempre o Espírito através  do seu Perispírito a   sua
entidade natural .
Então  a  vamos  compreender  que  a morte ( passagem ) é  apenas  o despreendimento da  Matéria mais  grosseira  que  é a  nossa vestimenta  carnal
Espero ter contribuído um pouco para este  debate cujo tema  é  demasiado  importante para todos .
Um grande abraço de muita paz ~
Manuel Altino
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Fred Hauch em 06 de Março de 2012, 13:33
É importante salientar, como nos conta "OLE", que, a cada desencarne, no ato do desprendimento espírito-matéria, junto com a última, ficam também "partes" mais densas ou grossas de nosso perispirito, tornando-o cada vez mais tênue.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 06 de Março de 2012, 15:38
Gostaria que o amigo Fred indicasse onde está a parte que o amigo diz aparecer em OLE...
abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 06 de Março de 2012, 20:52

Ola Fred, meu amigo, obrigado por sua participação. Sua contribuição é sempre muito bem vinda e importante para todos nós.


Em relação à sua colocação, talvez o que você queira dizer é que a reencarnação é como um alambique, na qual cada vez que o Espírito passa, sai dela mais purificado e desenvolvido, segundo nos ensinam os Espíritos em A Gênese.


Desse modo é que devemos compreender que não há encarnações perdidas, como afirmam alguns, mas mal aproveitadas, no caso de Espíritos pouco ligados à sua questão espiritual.


Sempre que habitamos a vida física, nos depuramos de uma forma ou de outra, seja pelo aspecto moral ou intelectual, mas sempre avançamos. Aí podemos compreender sua frase ao dizer que, ao deixarmos a vida, deixamos por assim dizer "partes impuras", pois se avançamos, nem que seja por um milímetro, equivale dizer que nosso perispírito também deverá se formar de partes mais puras, pois que composto de fluidos ambientais, atrai para si o gênero de energia que é peculiar à qualidade do Espírito que dele se envolve, como nos ensina novamente a Gênese, no capítulo 14, dos fluidos.


Abraços meu amigo, votos de paz.




At. André
www.andreariovaldo.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbmRyZWFyaW92YWxkby5jb20uYnI=)







É importante salientar, como nos conta "OLE", que, a cada desencarne, no ato do desprendimento espírito-matéria, junto com a última, ficam também "partes" mais densas ou grossas de nosso perispirito, tornando-o cada vez mais tênue.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 06 de Março de 2012, 21:05
Querido amigo André
Parabéns pela escolha do tema
É um assunto de grande importância pra todos nos
Desejo que o estudo transcorra em clima de paz, união, compreensão e respeito
Abraços


Que se passa no momento da morte?

Como se desprende o Espírito da sua prisão material?

Que impressões, que sensações o esperam nessa ocasião temerosa?

É isso o que interessa a todos conhecer, porque todos cumprem essa jornada. A vida foge-nos a todo instante: nenhum de nós escapará a morte.

Deixando sua residência corpórea, o Espírito purificado pela dor e pelo sofrimento, vê sua existência passada recuar, afastar-se pouco a pouco com seus amargores e ilusões; depois, dissipar-se como as brumas que a aurora encontra estendidas sobre o solo e que a claridade do dia faz desaparecer. O Espírito acha-se, então, como que suspenso entre duas sensações: a das coisas materiais que se apagam e a da vida nova que se lhe desenha à frente. Entrevê essa vida como através de um véu, cheia de encanto misterioso, temida e desejada ao mesmo tempo. Após, expande-se a luz, não mais a luz solar que nos é conhecida, porém uma luz espiritual, radiante, por toda parte disseminada.

Pouco a pouco o inunda, penetra-o, e, com ela, um tanto de vigor, de remoçamento e de serenidade. O Espírito mergulha nesse banho reparador. Aí se despoja de suas incertezas e de seus temores. Depois, seu olhar destaca-se da Terra, dos seres lacrimosos que cercam seu leito mortuário, e dirige-se para as alturas. Divisa os céus imensos e outros seres amados, amigos de outrora, mais jovens, mais vivos, mais belos que vêm recebê-lo, guiá-lo no seio dos espaços. Com eles caminha e sobe às regiões etéreas que seu grau de depuração permite atingir. Cessa, então, sua perturbação, despertam faculdades novas, começa o seu destino feliz.

A entrada em uma vida nova traz impressões tão variadas quanto o permite a posição moral dos Espíritos.


Depois da Morte

Autor: Léon Denis
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: RUI FERNANDES MORGADO em 07 de Março de 2012, 02:45
Sou um espírita convicto há mais de 30 anos. Com dores ou não, não possuo medo do momento da "morte", já que a mesma não existe para o Espírito...

Portanto, uma dor a mais ou a menos não me farão diferença em meu momento de transição!

Tampouco alimento inseguranças com relação ao porvir na condição de um Espírito desencarnado que um dia me tornarei, pois, se não sou um poço de virtudes enquanto encarnado, contudo, sempre procurei trilhar pelo caminho do Bem! Por isso tenho minha consciência tranquila!

Também não me causará desconforto deixar meus bens materiais, tais como, casa; carro e ou
tros bens duráveis...

O que de fato me causará angústia, embora eu venha trabalhando isso, é a separação daqueles a quem amo na vida física, minha esposa, meus filhos, meus netos, meus cães...

Embora sabedor que essa separação de meus entes queridos será temporária, contudo, julgo ser este o meu maior desafio na hora de minha transição...

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: filhodobino em 07 de Março de 2012, 02:49
Querido amigo André


Que se passa no momento da morte?

Depois da Morte

Autor: Léon Denis


A lucidez, não está disponível numa unica alma, Espírito ou entidade, é matéria de origem arcana, desconhecida, e está a todos disponíveis...
Seria ético cada um apanhar um punhado de lucidez e dizê-la sua, arquivá-la num cofre na suiça, e tê-lo por tesouro próprio?
Ou usar a dádiva da comunicação e fazê-la luzeiro que brilha sobre o candeiro aposto no velador, para que sua luz ilumine a todos, como nos exemplificou em parábolas pelo mestre Jesus...
posto que nem mesmo meste Jesus, o Cristo de Deus dizia que não falava de si... mas do Pai...

Toda luz é fonte de vida.
Saúde e Paz!
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 07 de Março de 2012, 10:29
Como nós vimos, a transição se dará sem choque, quando o Espírito encarnado conduzir-se pelo bem; assim, mesmo que haja nele uma perturbação, essa será curta ou quase nula, pela facilidade que ele terá quando no momento do desligamento do corpo.


Entretanto, abro aos amigos a seguinte questão, contando com a participação de todos:


E em casos de morte violenta? Vou apresentar dois casos que são conhecidos da maioria:


1.) Airton Senna - morte súbita por acidente - estava no auge da vida, novo, cheio de vigor.
Como deve ter sido a sua transição, com uma morte deste gênero?


2.) Kadafi - morto brutalmente por rebeldes, espancado, torturado e morto a tiros.
De que modo você imagina que ocorreu, para ele, a transição?




Lembro que aqui "ninguém é dono da verdade" e que ninguém é mais que ninguém; assim, sua contribuição, ponto de vista, observações a respeito são indispensáveis para o bom desenvolvimento do assunto em questão.


Abração a todos e aguardamos a sua participação.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 07 de Março de 2012, 10:39
Baseado no conhecimento da história de vida das duas personalidades citadas e, analisando as condições de ambos nessa encarnação, dá bem para deduzir como deve ter sido diferente a transição entre eles.

Lembremos das respostas das questões 287, 288, 289 do OLE;

287 Como a alma é acolhida em seu retorno ao mundo dos Espíritos?

– A do justo, como um irmão bem-amado que é esperado há muito tempo. A do mau, como um ser que se equivocou.

288 Que sentimento têm os Espíritos impuros quando vêem um mau Espírito chegando até eles?

– Os maus ficam satisfeitos ao ver seres à sua imagem e privados, como eles, da felicidade infinita, como, na Terra, um perverso entre seus iguais.

289 Nossos parentes e amigos vêm algumas vezes ao nosso encontro quando deixamos a Terra?

– Sim, eles vêm ao encontro da alma que estimam. Felicitam-na como no retorno de uma viagem, se ela escapou dos perigos do caminho, e a ajudam a se despojar dos laços corporais. É a concessão de uma graça para os bons Espíritos quando aqueles que amam vêm ao seu encontro, enquanto o infame, o mau, sente-se isolado ou é apenas rodeado por Espíritos semelhantes a ele: é uma punição. 
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 07 de Março de 2012, 11:02

Excelente abordagem Kazaoka. Em relação ao desligamento dos laços materiais e à perturbação, o que deve ter ocorrido nos dois casos?



Baseado no conhecimento da história de vida das duas personalidades citadas e, analisando as condições de ambos nessa encarnação, dá bem para deduzir como deve ter sido diferente a transição entre eles.

Lembremos das respostas das questões 287, 288, 289 do OLE;

287 Como a alma é acolhida em seu retorno ao mundo dos Espíritos?

– A do justo, como um irmão bem-amado que é esperado há muito tempo. A do mau, como um ser que se equivocou.

288 Que sentimento têm os Espíritos impuros quando vêem um mau Espírito chegando até eles?

– Os maus ficam satisfeitos ao ver seres à sua imagem e privados, como eles, da felicidade infinita, como, na Terra, um perverso entre seus iguais.

289 Nossos parentes e amigos vêm algumas vezes ao nosso encontro quando deixamos a Terra?

– Sim, eles vêm ao encontro da alma que estimam. Felicitam-na como no retorno de uma viagem, se ela escapou dos perigos do caminho, e a ajudam a se despojar dos laços corporais. É a concessão de uma graça para os bons Espíritos quando aqueles que amam vêm ao seu encontro, enquanto o infame, o mau, sente-se isolado ou é apenas rodeado por Espíritos semelhantes a ele: é uma punição.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Hebe M C em 07 de Março de 2012, 11:10
Como nós vimos, a transição se dará sem choque, quando o Espírito encarnado conduzir-se pelo bem; assim, mesmo que haja nele uma perturbação, essa será curta ou quase nula, pela facilidade que ele terá quando no momento do desligamento do corpo.


Entretanto, abro aos amigos a seguinte questão, contando com a participação de todos:


E em casos de morte violenta? Vou apresentar dois casos que são conhecidos da maioria:


1.) Airton Senna - morte súbita por acidente - estava no auge da vida, novo, cheio de vigor.
Como deve ter sido a sua transição, com uma morte deste gênero?


2.) Kadafi - morto brutalmente por rebeldes, espancado, torturado e morto a tiros.
De que modo você imagina que ocorreu, para ele, a transição?




Lembro que aqui "ninguém é dono da verdade" e que ninguém é mais que ninguém; assim, sua contribuição, ponto de vista, observações a respeito são indispensáveis para o bom desenvolvimento do assunto em questão.


Abração a todos e aguardamos a sua participação.
Deus julga pela intenção das ações.
Não há fatalidade, cada Espírito volta ao plano espiritual na hora certinha, ou seja, esse comando pertence a  Deus. Não temos  a visão de quando e nem como se dará a nossa morte do corpo físico enquanto encarnados.

Pode uma pessoa morrer num acidente em tenra idade e se desligar em paz depois de um certo estado de pertubação. A consciência do Espírito, o seu desapego a materialidade é que vai determinar.

Jeus foi espancado, torturado, humilhado e marginalizado pela sociedade e no entanto se desligou em paz, com certeza. Pelo seu estado avançado de consciência nada lhe afetou moralmente.

Não dá para imaginar o estado deste ou daquele Espírito no desenlace da vida material, seria especulação, pois não conhecemos seu intimo.

Cabe a nós cuidar da nossa casa interna, fazer uma analise profunda de como estamos, ver o que nos incomoda, porque nos incomoda e principalmente qual a causa do incomodo.

Uma ofensa ou calúnia dirigida a alguém sem fundamento não encontrará respaldo algum caso não exista identificação com o intimo de quem está sendo ofendido, o mesmo para mágoa.

A dor na matéria num mundo de provas e expiações é inevitável, mas o sofrimento  dura o tempo que houver apego a essa dor. Não passamos por nada que não devemos passar  para o nosso aprimoramento, porém podemos agravar nosso estado mental e sucumbir a prova se não compreendemos pelo o quê e porque passamos.

Só o desapego a materialidade, ou seja, se livrar dos apegos morais e materiais libertam o Espírito.

Um abç
Hebe





Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: M.Altino em 07 de Março de 2012, 11:19
Um bom dia   a todos  e meditam neste tema  e  escutando  algumas  considerações, me reporto mais uma vez  ao Livro dos Espíritos e  como depois  da Morte da Matéria como o Espírito encontra  a  sua individualidade e como  a podemos  comprovar...........
Vemos  então na questão  152  como Kaerdec  indagou e como lhes responderam os Espíritos Elevados ............
Questão 152.
Que prova podemos ter da individualidade da alma depois da morte?
     “Não tendes essa prova nas comunicações que recebeis?
      Se não fôsseis cegos,veríeis; se não fôsseis surdos, ouviríeis; pois que muito amiúde uma        voz vos fala, reveladora da existência de um ser que está fora de vós.”
Os que pensam que, pela morte, a alma reingressa no todo universal estão em erro, se supõem que,semelhante
 à gota d’água que cai no Oceano, ela perde ali a sua individualidade.
Estão certos, se por todo universal entendem o conjunto dos seres incorpóreos, conjunto de que cada alma ou Espírito é um elemento.
Se as almas se confundissem num amálgama só teriam as qualidades do conjunto, nada as distinguiria uma das outras.
Careceriam de inteligência e de qualidades pessoais quando, ao contrário, em todas as comunicações, quando, ao contrário, em todas as comunicações, vontade própria.
 A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a  consequência mesma de constituírem
  individualidades diversas.
Se, após a morte, só houvesse o que se chama o grande Todo, a absorver todas as individualidades, esse Todo seria uniforme e, então, as comunicações que se recebessem do mundo invisível seriam idênticas.
Desde que, porém, lá se nos deparam seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes  e desgraçados;
 que lá os há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e ponderados, etc., patente se faz que  eles são
 seres distintos.
A individualidade ainda mais evidente se torna, quando esses seres provam a sua  identidade por  indicações
 incontestáveis particularidades individuais verificáveis, referentes às suas  vidas  terrestres, também não pode
 ser posta em dúvida, quando se fazem visíveis nas aparições.
 A individualidade da alma nos era ensinada em teoria, como artigo de fé.
O Espiritismo a torna manifesta e, de certo modo material.
Apenas  podemos  compreender  que o Espírito  quando retorna  à  sua  vida   como Espírito conserva sempre a sua individualidade,  dentro  do que teve   nesta  vida , dai  as  mortes por vezes  violentas e  ouras  menos .
è   apenas  um comentário que  no pode  ajudar a  compreender  a individualidade do  espírito depois  da Morte.
 Um abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 07 de Março de 2012, 11:19

Você citou um ponto importante Hebe, que é o da intenção.


Com isso, percebemos que, dependendo dos motivos, os Espíritos podem ter suas provações intensificadas ou atenuadas.


Mas com isso, perguntamos novamente a todos:


Um suicida que se mata porque se viu acuado na vida e que antes de ter se matado, tentou de várias outras formas resolver as coisas sem o conseguir, é tão culpado como aquele que se mata por covardia?







Como nós vimos, a transição se dará sem choque, quando o Espírito encarnado conduzir-se pelo bem; assim, mesmo que haja nele uma perturbação, essa será curta ou quase nula, pela facilidade que ele terá quando no momento do desligamento do corpo.


Entretanto, abro aos amigos a seguinte questão, contando com a participação de todos:


E em casos de morte violenta? Vou apresentar dois casos que são conhecidos da maioria:


1.) Airton Senna - morte súbita por acidente - estava no auge da vida, novo, cheio de vigor.
Como deve ter sido a sua transição, com uma morte deste gênero?


2.) Kadafi - morto brutalmente por rebeldes, espancado, torturado e morto a tiros.
De que modo você imagina que ocorreu, para ele, a transição?




Lembro que aqui "ninguém é dono da verdade" e que ninguém é mais que ninguém; assim, sua contribuição, ponto de vista, observações a respeito são indispensáveis para o bom desenvolvimento do assunto em questão.


Abração a todos e aguardamos a sua participação.
Deus julga pela intenção das ações.
Não há fatalidade, cada Espírito volta ao plano espiritual na hora certinha, ou seja, esse comando pertence a  Deus. Não temos  a visão de quando e nem como se dará a nossa morte do corpo físico enquanto encarnados.

Pode uma pessoa morrer num acidente em tenra idade e se desligar em paz depois de um certo estado de pertubação. A consciência do Espírito, o seu desapego a materialidade é que vai determinar.

Jeus foi espancado, torturado, humilhado e marginalizado pela sociedade e no entanto se desligou em paz, com certeza. Pelo seu estado avançado de consciência nada lhe afetou moralmente.

Não dá para imaginar o estado deste ou daquele Espírito no desenlace da vida material, seria especulação, pois não conhecemos seu intimo.

Cabe a nós cuidar da nossa casa interna, fazer uma analise profunda de como estamos, ver o que nos incomoda, porque nos incomoda e principalmente qual a causa do incomodo.

Uma ofensa ou calúnia dirigida a alguém sem fundamento não encontrará respaldo algum caso não exista identificação com o intimo de quem está sendo ofendido, o mesmo para mágoa.

A dor na matéria num mundo de provas e expiações é inevitável, mas o sofrimento  dura o tempo que houver apego a essa dor. Não passamos por nada que não devemos passar  para o nosso aprimoramento, porém podemos agravar nosso estado mental e sucumbir a prova se não compreendemos pelo o quê e porque passamos.

Só o desapego a materialidade, ou seja, se livrar dos apegos morais e materiais libertam o Espírito.

Um abç
Hebe
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Hebe M C em 07 de Março de 2012, 12:16
Pelo o que eu entendo,  o suicídio sempre é um abandono de prova, portanto covardia diante do que solicitou no mundo Espiritual, porém pode também causar a própria morte em detrimento de outrem, ou seja, ao salvar alguém perde a sua vida, sabia dos riscos e mesmo assim se expôs, neste caso é atenuado.

 
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 07 de Março de 2012, 12:29

Sem dúvidas, o suicídio sempre será uma péssima ideia e deverá gerar grande perturbação ao Espírito que assim procede. Mas em se tratando de atenuantes e agravantes e ligando o assunto à questão da transição, todos os que cometem o suicídio sofrerão da mesma forma quando na espiritualidade?


Todos sentirão a decomposição e cairão em sombras emocionais?



Pelo o que eu entendo,  o suicídio sempre é um abandono de prova, portanto covardia diante do que solicitou no mundo Espiritual, porém pode também causar a própria morte em detrimento de outrem, ou seja, ao salvar alguém perde a sua vida, sabia dos riscos e mesmo assim se expôs, neste caso é atenuado.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Hebe M C em 07 de Março de 2012, 13:29
Depende muito das circunstancias em que ocorreu o ato.
Trago algumas questões para refletirmos.

952 O homem que morre vitimado pelo abuso de paixões que sabia apressariam o seu fim, mas às quais não tem mais o poder de resistir por ter se habituado a fazer delas verdadeiras necessidades físicas, comete suicídio?

– É um suicídio moral. Deveis compreender que o homem é duplamente culpado nesse caso. Nele há, além da falta de coragem, a ignorância e, acima de tudo, o esquecimento de Deus.

952 a Ele é mais ou menos culpado do que aquele que tira a própria vida por desespero?

– É mais culpado, por ter tido tempo de reconhecer seu suicídio. Naquele que o comete de súbito existe algumas vezes uma espécie de alucinação obsessiva próxima à loucura; o outro será punido com mais rigor, porque as penalidades são sempre proporcionais à consciência que se tem dos erros cometidos.

953 Quando uma pessoa vê diante de si uma morte inevitável e terrível, é culpada por abreviar em alguns instantes seus sofrimentos por uma morte voluntária?

– Sempre se é culpado por não aguardar o termo fixado por Deus. Quem poderá assegurar, aliás, se o fim chegou, apesar das aparências, e que não se pode receber um socorro inesperado no último momento?

953 a Concebe-se que em circunstâncias comuns o suicídio seja condenável, mas suponhamos o caso em que a morte é inevitável e a vida seja abreviada apenas por alguns instantes.

– É sempre uma falta de resignação e submissão à vontade do Criador.

953 b Quais são, nesse caso, as conseqüências dessa ação?

– Uma expiação proporcional à gravidade do erro, de acordo com as circunstâncias, como sempre.

954 Uma imprudência que compromete a vida sem necessidade é repreensível?

– Não existe culpabilidade se não há intenção ou consciência positiva de fazer o mal.

955 As mulheres que, em certos países, se fazem queimar nas piras cinerárias1 voluntariamente junto com o cadáver do marido podem ser consideradas suicidas, e sofrem as conseqüências disso?

– Elas obedecem a um preconceito e muitas vezes mais pela força do que por vontade própria. Acreditam cumprir um dever, e aí não se caracteriza o suicídio. São desculpáveis pelo pouco desenvolvimento moral da maioria delas e pela ignorância. Esses costumes bárbaros e estúpidos desaparecem com a civilização.

956 Aqueles que, não podendo suportar a perda das pessoas queridas, se matam na esperança de reencontrá-las, atingem seu objetivo?

– O resultado é completamente diferente do que esperam: em vez de se unirem às pessoas de sua afeição, afastam-se delas por mais tempo, porque Deus não pode recompensar um ato de covardia e o insulto que é feito ao duvidarem de Sua Providência. Eles pagarão esse instante de loucura com desgostos maiores que os que acreditam abreviar e não terão mais para recompensá-los a satisfação que esperavam. (Veja a questão 934 e seguintes)

957 Quais são, em geral, as conseqüências do suicídio sobre o Espírito?

– As conseqüências do suicídio são muito diversas: não existem penalidades fixas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que o provocaram; mas uma conseqüência da qual o suicida não pode escapar é o desapontamento. Além disso, a sorte não é a mesma para todos: depende das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente; outros, em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.

☼ A observação mostra, de fato, que as conseqüências do suicídio nem sempre são as mesmas; mas existem as que são comuns a todos os casos de morte violenta, pela interrupção brusca da vida. Primeiramente há a persistência mais prolongada e insistente do laço que une o Espírito ao corpo, porque esse laço está quase sempre na plenitude de sua força no momento em que é quebrado, enquanto na morte natural ele se enfraqueceu gradualmente, e muitas vezes se rompe antes que a vida seja completamente extinta. As conseqüências dessa situação são o prolongamento da perturbação espiritual e a ilusão que, durante um certo tempo mais ou menos longo, faz o Espírito acreditar que ainda está entre os vivos. (Veja as questões 155 e 165.)

A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo sobre o Espírito, que sente, assim, o desprazer dos efeitos da decomposição do corpo e passa por uma sensação cheia de angústias e de horror, e esse estado pode persistir tanto tempo quanto devia durar a vida que eles interromperam. Esse efeito não é geral; mas, em nenhum caso, o suicida está livre das conseqüências de sua falta de coragem e, cedo ou tarde, reparará sua falta de uma maneira ou de outra. É assim que alguns Espíritos, que haviam sido infelizes na Terra, disseram ser suicidas na existência anterior e se submeteram, voluntariamente, a novas provas para tentar suportá-las com mais resignação. Em outros há uma espécie de ligação à matéria da qual procuram em vão se desapegar, para atingir mundos melhores, mas cujo acesso lhes é proibido. Na maioria, é o remorso por terem feito uma coisa inútil, uma vez que só colheram decepção. A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como algo contrário à lei da natureza; todos nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente sua vida; mas por que não se tem esse direito? Por que não se é livre para colocar um fim aos seus sofrimentos? Estava reservado ao Espiritismo demonstrar, pelo exemplo daqueles que o praticaram, que não é apenas um erro como infração a uma lei moral, consideração que pouco importa para certos indivíduos, mas que também é um ato estúpido, uma vez que, ao contrário do que pensam, nada ganha quem o pratica. O Espiritismo nos ensina isso não de forma teórica, mas pelos fatos que coloca diante de nossos olhos.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 07 de Março de 2012, 16:11
Exato maninha hebe!
Há situações e situações porém em linha geral o suicida sempre não obterá nem a resposta nem a saída por perpetrar um ato desses.
Abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: RUI FERNANDES MORGADO em 07 de Março de 2012, 23:32
Caro André!

A julgar-se pela pergunta inserida no título do tópico: Transição - O que pode nos acontecer no
"Momento da Morte"?, acredito que estamos nos desviando um pouco do foco da pergunta, ou
seja, alguns amigos já argumentam o pós morte, consequências...

Eu mesmo fui muito sucinto em meus comentários relativos ao tópico, porque entendi que o foco
é de fato o "Momento da Morte" e não o pós...

Abraços!

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Si em 08 de Março de 2012, 01:07
OLá,

As sensações e emoções experimentadas pelo suicida variam de caso para caso.

Há, entretanto, algo em comum, ou seja, a constatação de que a vida consciencial é indestrutível e que ninguém burla suas leis sem assumir pesados compromissos cármicos a impor a indispensável reparação compulsória, por ter rompido, prematuramente, os elos de ligação psicobiofísica que permitiram a manutenção da vida no plano físico por uma cota de tempo compatível com as necessidades específicas de auto-realização espiritual de cada um, através do cumprimento de um plano de realizações existenciais educativo, visando à plena harmonização consciencial com as leis da vida, e na execução de projetos específicos de aprendizagens provacionais, sacrificiais, missionárias ou de resgate inadiáveis, tendo em vista a necessidade moral de construir a própria redenção.

Os relatos mediúnicos contendo informações sobre a situação do suicida após o ato cometido são unanimes em afirmar o estado de dolorosa penúria do espírito, o qual se vê num processo psicodinamico e bioenergético de recapitulação compulsiva das ações desencadeadas em decorrência do suicídio, gerando um profundo sentimento de remorso, dor e sofrimento inomináveis.

Este estado de verdadeira psicose alucinatória assume características  dramáticas e traumáticas, e na maioria dos casos o suicida sente-se mais vivo e sensível aos embates da decomposição cadavérica do próprio corpo físico.

Extraído-Morte e significado( Cícero Marcos Teixeira)

Muita Paz
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Fraterno em 08 de Março de 2012, 06:13
Bom, estou cada dia mais propenso em acreditar nos milhares e milhares de relatos sobre EQM no mundo inteiro. Existem muitos documentários e livros sobre o tema.
Eu não tenho nenhuma noticia se na época de Kardec o codificador estudou tais relatos em questão. Mas o que sei, pelos depoimentos de quem passou por uma EQM, é que o momento da morte é muito menos feia e dolorosa do que se tem propagado nas literaturas espiritas em todos os tempos.

Obviamente que quem planta o mal colhe o mal e quem planta o bem colhe o bem e assim acontece aqui como do "outro lado." Porém, na grande maioria dos relatos o que se diz sentir na hora do despreendimento momentaneo é uma felicidade indescritível, um sentimento de amor e conforto inenarrável só comparado a quando somos bebês acolhidos no colo de nossa mãe.

Lá sentem uma paz, uma luz divina que banha todo ambiente, vêem paisagens magnificas e exuberantes e entram em contato com os entes queridos já falecidos.
Isso acontece todo santo dia no mundo todo!

E esse papo de estar preso a coisas materiais não faz o menor sentido diante da sensação de liberdade, bem estar e paz que se encontram. Há relatos de milionários que não tinham a menor vontade de voltar para ficar junto aos seus bens, pelo contrário, todos voltaram a contra gosto porque sempre é dito que não está na sua hora.

Enfim, a EQM é uma ciência e nunca custa repetir que Kardec nos alertou que se a ciência comprovasse algum ponto que fosse contrário ao que se disse na codificação que ficassemos com a ciência.
E tem mais, esta ciência ainda está apenas engatinhando e sendo estudada a "quatro paredes" nos laboratórios mundo afora. Quero acreditar que nos próximos 10, 20 anos muitas novidades irão aparecer no campo da espiritualidade a própria física quântica aponta para isso.

Abraços Fraterno do Fraterno.

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: M.Altino em 08 de Março de 2012, 11:22
Um bom  dia  todos  os foristas e  ainda  meditam um pouco  neste problema  da  transição para o outro lado da vida  e  como as podemos sentir  Já  Allan Kardec  no seu livro de  O Céu  e  o Inferno nos   esclarece  em vários pontos  como  pode acontecer essa Transição , embora  todos nós sabemos  hoje  que   quanto mais desmaterializados estivermos, Melhor  se faz  essa passagem.
é sempre  uma questão da nossa mudança moral.
Transcrevo  este  paragrafo nº 4  do mesmo livro  para  nos situar  de como já  o codificador nos alertava  para  esta  transição e   os seus temores  que podemos ter ....
 4. - Para libertar-se do temor da morte é mister poder encará-la sob o seu
verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado pelo pensamento no mundo espiritual,
fazendo dele uma idéia tão exata quanto possível, o que denota da parte do Espírito
encarnado um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria.
No Espírito atrasado a vida material prevalece sobre a espiritual.
Apegando-se às aparências, o homem não distingue a vida além do corpo, esteja embora na alma a vida real; aniquilado aquele, tudo se lhe afigura perdido, desesperador.
Se, ao contrário, concentrarmos o pensamento, não no corpo, mas na alma, fonte  da vida, ser  real a tudo
sobrevivente, lastimaremos menos a perda do corpo, antes fonte de misérias e dores.
Para isso, porém, necessita o Espírito de uma força só adquirível na madureza.
O temor da morte decorre, portanto, da noção insuficiente da vida futura, embora denote  também necessidade de
 viver e o receio da destruição total;
igualmente o estimula secreto anseio pela sobrevivência da alma, velado ainda pela incerteza.
Esse temor decresce, à proporção que a certeza aumenta, e desaparece quando esta  é completa.
Eis aí o lado providencial da questão.
Ao homem não suficiente esclarecido, cuja razão mal pudesse suportar a perspectiva muito
positiva  e sedutora de um futuro melhor, prudente seria não o deslumbrar com tal idéia, desde  que por ela pudesse negligenciar o presente, necessário ao seu adiantamento material e intelectual.
Com um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 11:31

Querido Rui, bom dia. Meu amigo, embora eu compreenda a lógica de sua observação, não penso que devemos ser radicais, pois que todos os assuntos até agora transcorridos estão de certo modo ligados ao tema central. O intuito não é somente o de debater o que pode acontecer no momento da morte em si, em torno da morte, ou seja, antes, durante e depois.


Desse modo, embora entenda a justiça de sua consideração, apoio os amigos que apresentam os pontos de vista paralelos ao assunto, pois que todos estão centrados no mesmo princípio de ideias.


Abraços dos mais sinceros,




at. andre

Caro André!

A julgar-se pela pergunta inserida no título do tópico: Transição - O que pode nos acontecer no
"Momento da Morte"?, acredito que estamos nos desviando um pouco do foco da pergunta, ou
seja, alguns amigos já argumentam o pós morte, consequências...

Eu mesmo fui muito sucinto em meus comentários relativos ao tópico, porque entendi que o foco
é de fato o "Momento da Morte" e não o pós...

Abraços!

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 11:35

Gosto sempre de citar uma frase, quando debatemos sobre esse assunto que é: "Se se dá o céu aquele que mata o próprio corpo, que prêmio se dará a uma pessoa justa e nobre?".


(lembrando que a palavra céu aqui é alegórica, assim como a utilizou Kardec em no livro O céu e o inferno).





Exato maninha hebe!
Há situações e situações porém em linha geral o suicida sempre não obterá nem a resposta nem a saída por perpetrar um ato desses.
Abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 11:57


Olá Fraterno,


realmente, através das experiência de "quase morte", vemos relatos das delícias que sentem alguns Espíritos ao deixarem o corpo físico, rumo à vida do Espírito, no entanto não devemos deixar de considerar que esses casos revelam pessoas boas e honestas que, pela sua qualidade pessoal, são atraídas a regiões agradáveis.


Outro ponto é que algumas pessoas, mesmo antevendo tais regiões, nem sempre a habitarão, visualizando-as para que se desperte nelas o interesse pelo bem a fim de serem no futuro dignas de a conquistarem. Um exemplo é quando em Obras Póstumas, Allan Kardec cita o caso da jovem que ignorava as belezas da música e das artes no mundo dos Espíritos e que rejeitava a possibilidade de existirem músicas mais belas do que as que conhecia aqui na Terra. Depois de uma discussão com seu pai a respeito deste assunto, adormece, e é de súbito transportada às regiões celestes onde é tocada de músicas profundamente sensíveis, de tal forma que ela não deseja voltar. O pai que percebe seu estado, procura acordá-la e ela, depois de retornar desta experiência, deixa de negar a existência destes planos divinos da dimensão do Espírito.


Note que ela não viu essa região, porque deveria habitá-la, nem tampouco teve uma experiência de quase morte, mas foi transportada para ela a fim de reposicionar o seu pensamento a respeito das coisas.


Assim, algumas pessoas que passam pelo QM, ao verem tais regiões, podem, assim como a jovem, serem sensibilizadas nas fibras mais íntimas do seu ser, e ao retornar ao mundo físico, reverem conceitos e mudarem comportamentos, sem que haja por isso o fato de que é para tais regiões que irão, ao desencarnar.


Há casos em que realmente é para lá que vão, mas o que digo é que não se pode generalizar.


Outro ponto que desejo citar em seu comentário e que vejo de suma importância, é quando você diz:


Citar
E esse papo de estar preso a coisas materiais não faz o menor sentido diante da sensação de liberdade, bem estar e paz que se encontram. 




Se visto de modo absoluto é uma afirmação equivocada, pois pode dar a entender que uma pessoa que fez o mal em vida, sentirá prazer e sensação de liberdade ao desencarnar. Assim, onde estaria a justiça e qual seria a necessidade do bem, se tanto justos e injustos serão tocados de leveza, bem estar e paz ao deixarem a vida física?
O mesmo pensamento é totalmente válido para aqueles que foram bons e que fizeram por merecer e aí não há o que discutir neste pensamento.


Ainda, em seus comentários, você afirma:


Citar
e nunca custa repetir que Kardec nos alertou que se a ciência comprovasse algum ponto que fosse contrário ao que se disse na codificação que ficassemos com a ciência 




Frase mais do que perfeita, no entanto, em relação às experiências de quase morte, não há nada nelas que contrarie a Codificação e portanto, nada a ser mudado em relação à mesma, em se tratando de tais experiências. Em alguns momentos vemos a presença de sistemas particulares, achismos pessoais, tentando argumentar as coisas e citando Kardec como que se dissessem "foi kardec que disse"; mas em muitos casos, quando isso ocorre, vemos que Kardec não disse, não da forma que a pessoa entende, sendo na verdade uma distorção.


O estudo da Codificação é o caminho que devemos seguir para a aplicação de um Espiritismo eficaz e se alguma coisa na Codificação, contrarie as nossas ideias e os nossos sistemas, devemos ser humildes e abandonar esses pontos, e seguir com Kardec.


Abração meu amigo e que tudo o que eu comentei aqui não seja visto de modo algum como oposição aos seus pensamentos, que sinceramente achei muito justos e oportunos. De minha parte, fiz apenas considerações, a fim de clarear pontos aos nossos amigos que acompanham esse estudo.


Obrigado!




André Ariovaldo
www.andreariovaldo.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbmRyZWFyaW92YWxkby5jb20uYnI=)













Bom, estou cada dia mais propenso em acreditar nos milhares e milhares de relatos sobre EQM no mundo inteiro. Existem muitos documentários e livros sobre o tema.
Eu não tenho nenhuma noticia se na época de Kardec o codificador estudou tais relatos em questão. Mas o que sei, pelos depoimentos de quem passou por uma EQM, é que o momento da morte é muito menos feia e dolorosa do que se tem propagado nas literaturas espiritas em todos os tempos.

Obviamente que quem planta o mal colhe o mal e quem planta o bem colhe o bem e assim acontece aqui como do "outro lado." Porém, na grande maioria dos relatos o que se diz sentir na hora do despreendimento momentaneo é uma felicidade indescritível, um sentimento de amor e conforto inenarrável só comparado a quando somos bebês acolhidos no colo de nossa mãe.

Lá sentem uma paz, uma luz divina que banha todo ambiente, vêem paisagens magnificas e exuberantes e entram em contato com os entes queridos já falecidos.
Isso acontece todo santo dia no mundo todo!

E esse papo de estar preso a coisas materiais não faz o menor sentido diante da sensação de liberdade, bem estar e paz que se encontram. Há relatos de milionários que não tinham a menor vontade de voltar para ficar junto aos seus bens, pelo contrário, todos voltaram a contra gosto porque sempre é dito que não está na sua hora.

Enfim, a EQM é uma ciência e nunca custa repetir que Kardec nos alertou que se a ciência comprovasse algum ponto que fosse contrário ao que se disse na codificação que ficassemos com a ciência.
E tem mais, esta ciência ainda está apenas engatinhando e sendo estudada a "quatro paredes" nos laboratórios mundo afora. Quero acreditar que nos próximos 10, 20 anos muitas novidades irão aparecer no campo da espiritualidade a própria física quântica aponta para isso.

Abraços Fraterno do Fraterno.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 12:19

A Lei de Deus não é a Lei dos homens. Nós projetamos ou tentamos projetar às leis universais o nosso modo de ver e entender as coisas e por isso que, sendo a humanidade ainda de uma cultura punitiva, queremos que haja punição para todos os atos maus, sejam eles quais forem.


O suicídio é um mal do qual aquele que o praticar, sofrerá consequências. Isso é fato e não há o que discutir.
No entanto, as consequências podem ser mais ou menos graves; as dores mais ou menos intensas, de acordo com os motivos que levaram a pessoa a se suicidar.


As sensações que deverá experimentar na morte, pelo suicídio, da mesma forma, pois para as Leis Universais, não são os atos em si que constituem leis, mas as intenções, os motivos, a cultura, enfim...


Havia em épocas não muito distantes (não sei se ainda há) uma cultura por parte dos orientais que os levava a crer que o Suicídio era um ato de honra e não de covardia. Vemos uma cena dessas presente no filme "O último Samurai". O ato, para eles, não era uma forma de fuga, mas de honra e dignidade. Certa ou errada, essa cultura faz com que aqueles que assim agiam, sejam responsabilizados de modo diferente do que outros que se matam porque não querem suportar as provas da vida e acham que pela morte estarão livres dela.


Se, por exemplo, uma pessoa que possui o conhecimento da continuidade da vida, seja ela espírita ou espiritualista, comete o suicídio, ela será muito mais responsabilizada do que aquele que não sabia de nada disso e achava que a morte seria o fim dos seus sofrimentos.


Não estamos de modo algum justificando o ato, somente demonstrando que Deus julga as coisas de forma justa e não radical como é o julgamento de nossas tendências.


Conheço a história de um senhor que sofria de esclerose; a doença, que causou nele um grande distúrbio, fazia com que ele tentasse se matar, todos os dias; ele sabia que em certo horário, passava um ônibus na frente do asilo onde ele morava e sempre que possível, ele rompia os portões e tentava se jogar na frente do ônibus. Um dia, ele conseguiu... e morreu.


Aí, comunicou-se em uma casa espírita, todo chateado, pois que havia se matado porque ficou esclerosado e de certo modo a loucura o levou ao erro. Havia nele uma tendência, mas com o distúrbio do corpo, ele não agiu em seu estado normal. Não havia nele sofrimentos atrozes, escuridão, perturbação aguda... havia lamentação e tristeza e arrependimento do ato praticado.


Quando lemos a respeito de casos de suicidas que sofrem horrores na vida espiritual, devemos aprender a separar as coisas e compreender que, de certo modo, ainda muitos Espíritos e Espíritas querem fazer assim como fazia e talvez ainda faça a Igreja, ou seja, converter pelo medo e não pela luz do esclarecimento.


Matar o próprio corpo gera consequências inevitáveis, mas a intensidade destas consequências depende dos motivos e das intenções que geraram o ato.

























OLá,

As sensações e emoções experimentadas pelo suicida variam de caso para caso.

Há, entretanto, algo em comum, ou seja, a constatação de que a vida consciencial é indestrutível e que ninguém burla suas leis sem assumir pesados compromissos cármicos a impor a indispensável reparação compulsória, por ter rompido, prematuramente, os elos de ligação psicobiofísica que permitiram a manutenção da vida no plano físico por uma cota de tempo compatível com as necessidades específicas de auto-realização espiritual de cada um, através do cumprimento de um plano de realizações existenciais educativo, visando à plena harmonização consciencial com as leis da vida, e na execução de projetos específicos de aprendizagens provacionais, sacrificiais, missionárias ou de resgate inadiáveis, tendo em vista a necessidade moral de construir a própria redenção.

Os relatos mediúnicos contendo informações sobre a situação do suicida após o ato cometido são unanimes em afirmar o estado de dolorosa penúria do espírito, o qual se vê num processo psicodinamico e bioenergético de recapitulação compulsiva das ações desencadeadas em decorrência do suicídio, gerando um profundo sentimento de remorso, dor e sofrimento inomináveis.

Este estado de verdadeira psicose alucinatória assume características  dramáticas e traumáticas, e na maioria dos casos o suicida sente-se mais vivo e sensível aos embates da decomposição cadavérica do próprio corpo físico.

Extraído-Morte e significado( Cícero Marcos Teixeira)

Muita Paz
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: juliadraghi em 08 de Março de 2012, 12:26
Olá bom dia, estou no momento com uma contradição. Se devemos viver a vida intensamente, já que é um presente de Deus, como faço para ao mesmo tempo ser desapegada das coisas materiais, para assim poder ter uma passagem mais tranquila? Uns meses atrás eu encarava bem o assunto da morte física. Não tinha medos. Mas daí comecei a achar que estava desperdiçando a oportunidade de viver neste plano, já que, o "lado de lá" parece ser melhor pela ausência de dores e angústias carnais.
Atualmente, tenho ficado com muito medo de morrer, mas não pela passagem e sim, pelo fato de que gosto muito de viver aqui e não gostaria que isso mudasse, especialmente agora sendo jovem e com tantos planos de crescimento pessoal. Alguém me ajuda?
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 12:51

Ainda sobre o modo punitivo de vermos a vida e o desejo que Deus puna a tudo e a todos, que bate muito forte dentro de nós, vemos por exemplo o caso de André Luiz que diz ter se suicidado. A alegação é de que ele, em vida, bebericava... além de outras coisas...


Sobre isso, vemos em Kardec as seguintes considerações:



952 O homem que morre vitimado pelo abuso de paixões que
sabia apressariam o seu fim, mas às quais não tem mais o poder de
resistir por ter se habituado a fazer delas verdadeiras necessidades
físicas, comete suicídio?


– É um suicídio moral. Deveis compreender que o homem é duplamente
culpado nesse caso. Nele há, além da falta de coragem, a ignorância
e, acima de tudo, o esquecimento de Deus.


952 a Ele é mais ou menos culpado do que aquele que tira a
própria vida por desespero?


– É mais culpado, por ter tido tempo de reconhecer seu suicídio. Naquele
que o comete de súbito existe algumas vezes uma espécie de
alucinação obsessiva próxima à loucura; o outro será punido com mais
rigor, porque as penalidades são sempre proporcionais à consciência que
se tem dos erros cometidos.




Então é possível que realmente André Luiz tenha sido um suicida moral de acordo com o estilo de vida que levou na Terra. O problema em torno disso são as fantasias que se criam em torno da história, ou seja, algumas pessoas chegam ao absurdo de dizer que "Allan Kardec se suicidou", porque, mesmo sendo avisado pelos Espíritos sobre seu estado de saúde, continuou trabalhando e por isso seu corpo não suportou. Kardec não trabalhava para si, mas para a humanidade e o ato não é um ato suicida, mas de abdicação de si mesmo em prol da Humanidade. Insensatos aqueles que ousam afirmar uma estupidez destas!






Sobre o que havíamos acabado de falar, sobre a intensidade das penas perante o suicídio, vemos Allan Kardec falando a respeito em O Livro dos Espíritos:



(944) O homem tem o direito de dispor de sua própria vida?
– Não, apenas Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma
transgressão dessa lei.


(944a) O suicídio não é sempre voluntário?
– O louco que se mata não sabe o que faz.




Notemos que está de acordo com o pensamento expressado de que o suicídio será SEMPRE uma transgressão das Leis, mas que é um ato atenuado, caso trate-se de um ato de loucura (como o que citamos sobre o Sr. Esclerosado).




Sobre a questão de cultura:



(949) O suicídio pode ser desculpável quando tem por objetivo
impedir que a vergonha recaia sobre filhos ou sobre a família?


– Aquele que age desse modo não procede bem, embora acredite
que o faça. A Providência leva isso em conta, porque é uma expiação que
se impõe a si mesmo. Ele atenua seu erro pela intenção, mas não deixa de
cometer um erro. Portanto, eliminai os abusos da sociedade e os vossos
preconceitos e não tereis mais suicídios.


"Aquele que tira a própria vida para escapar da vergonha de uma má
ação prova que tem mais estima aos homens do que a Deus, porque vai
entrar na vida espiritual carregado de suas maldades, tendo-se privado
dos meios de repará-las durante a vida. Porém, sendo a Providência
divina mais benévola do que os homens na sua justiça, perdoa pelo
arrependimento sincero e leva em conta nossa reparação. Mas o suicídio
nada repara."






Enfim, olho por olho, dente por dente, é lei que ainda fala alto em nossos corações, mas esta não tem nenhuma relação com as Leis Universais determinadas por Deus.


Concluímos com o Cristo, que diz:


"Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei, pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve".




O Espiritismo, assim como o Cristianismo, são suaves e leves em suas considerações. Tudo o que procura promover em nós o peso e a dor de consciência, é porque deseja nos conduzir pelo medo e não pela razão e é por esse motivo que não podem provir do Cristo nem do Espiritismo.




Abraços a todos.




André Ariovaldo
www.andreariovaldo.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbmRyZWFyaW92YWxkby5jb20uYnI=)






A Lei de Deus não é a Lei dos homens. Nós projetamos ou tentamos projetar às leis universais o nosso modo de ver e entender as coisas e por isso que, sendo a humanidade ainda de uma cultura punitiva, queremos que haja punição para todos os atos maus, sejam eles quais forem.


O suicídio é um mal do qual aquele que o praticar, sofrerá consequências. Isso é fato e não há o que discutir.
No entanto, as consequências podem ser mais ou menos graves; as dores mais ou menos intensas, de acordo com os motivos que levaram a pessoa a se suicidar.


As sensações que deverá experimentar na morte, pelo suicídio, da mesma forma, pois para as Leis Universais, não são os atos em si que constituem leis, mas as intenções, os motivos, a cultura, enfim...


Havia em épocas não muito distantes (não sei se ainda há) uma cultura por parte dos orientais que os levava a crer que o Suicídio era um ato de honra e não de covardia. Vemos uma cena dessas presente no filme "O último Samurai". O ato, para eles, não era uma forma de fuga, mas de honra e dignidade. Certa ou errada, essa cultura faz com que aqueles que assim agiam, sejam responsabilizados de modo diferente do que outros que se matam porque não querem suportar as provas da vida e acham que pela morte estarão livres dela.


Se, por exemplo, uma pessoa que possui o conhecimento da continuidade da vida, seja ela espírita ou espiritualista, comete o suicídio, ela será muito mais responsabilizada do que aquele que não sabia de nada disso e achava que a morte seria o fim dos seus sofrimentos.


Não estamos de modo algum justificando o ato, somente demonstrando que Deus julga as coisas de forma justa e não radical como é o julgamento de nossas tendências.


Conheço a história de um senhor que sofria de esclerose; a doença, que causou nele um grande distúrbio, fazia com que ele tentasse se matar, todos os dias; ele sabia que em certo horário, passava um ônibus na frente do asilo onde ele morava e sempre que possível, ele rompia os portões e tentava se jogar na frente do ônibus. Um dia, ele conseguiu... e morreu.


Aí, comunicou-se em uma casa espírita, todo chateado, pois que havia se matado porque ficou esclerosado e de certo modo a loucura o levou ao erro. Havia nele uma tendência, mas com o distúrbio do corpo, ele não agiu em seu estado normal. Não havia nele sofrimentos atrozes, escuridão, perturbação aguda... havia lamentação e tristeza e arrependimento do ato praticado.


Quando lemos a respeito de casos de suicidas que sofrem horrores na vida espiritual, devemos aprender a separar as coisas e compreender que, de certo modo, ainda muitos Espíritos e Espíritas querem fazer assim como fazia e talvez ainda faça a Igreja, ou seja, converter pelo medo e não pela luz do esclarecimento.


Matar o próprio corpo gera consequências inevitáveis, mas a intensidade destas consequências depende dos motivos e das intenções que geraram o ato.

























OLá,

As sensações e emoções experimentadas pelo suicida variam de caso para caso.

Há, entretanto, algo em comum, ou seja, a constatação de que a vida consciencial é indestrutível e que ninguém burla suas leis sem assumir pesados compromissos cármicos a impor a indispensável reparação compulsória, por ter rompido, prematuramente, os elos de ligação psicobiofísica que permitiram a manutenção da vida no plano físico por uma cota de tempo compatível com as necessidades específicas de auto-realização espiritual de cada um, através do cumprimento de um plano de realizações existenciais educativo, visando à plena harmonização consciencial com as leis da vida, e na execução de projetos específicos de aprendizagens provacionais, sacrificiais, missionárias ou de resgate inadiáveis, tendo em vista a necessidade moral de construir a própria redenção.

Os relatos mediúnicos contendo informações sobre a situação do suicida após o ato cometido são unanimes em afirmar o estado de dolorosa penúria do espírito, o qual se vê num processo psicodinamico e bioenergético de recapitulação compulsiva das ações desencadeadas em decorrência do suicídio, gerando um profundo sentimento de remorso, dor e sofrimento inomináveis.

Este estado de verdadeira psicose alucinatória assume características  dramáticas e traumáticas, e na maioria dos casos o suicida sente-se mais vivo e sensível aos embates da decomposição cadavérica do próprio corpo físico.

Extraído-Morte e significado( Cícero Marcos Teixeira)

Muita Paz
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 12:57

Por fim, meus queridos, publico para nossa apreciação as considerações de Chico Xavier a respeito do assunto, aguardando posteriormente a interação de todos.


Chico Xavier - Pinga Fogo 1971 - Parte 3/10 - Suicídio e doenças congênitas (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVFYYWZaZTZ5OGowIw==) 










Ainda sobre o modo punitivo de vermos a vida e o desejo que Deus puna a tudo e a todos, que bate muito forte dentro de nós, vemos por exemplo o caso de André Luiz que diz ter se suicidado. A alegação é de que ele, em vida, bebericava... além de outras coisas...


Sobre isso, vemos em Kardec as seguintes considerações:



952 O homem que morre vitimado pelo abuso de paixões que
sabia apressariam o seu fim, mas às quais não tem mais o poder de
resistir por ter se habituado a fazer delas verdadeiras necessidades
físicas, comete suicídio?


– É um suicídio moral. Deveis compreender que o homem é duplamente
culpado nesse caso. Nele há, além da falta de coragem, a ignorância
e, acima de tudo, o esquecimento de Deus.


952 a Ele é mais ou menos culpado do que aquele que tira a
própria vida por desespero?


– É mais culpado, por ter tido tempo de reconhecer seu suicídio. Naquele
que o comete de súbito existe algumas vezes uma espécie de
alucinação obsessiva próxima à loucura; o outro será punido com mais
rigor, porque as penalidades são sempre proporcionais à consciência que
se tem dos erros cometidos.




Então é possível que realmente André Luiz tenha sido um suicida moral de acordo com o estilo de vida que levou na Terra. O problema em torno disso são as fantasias que se criam em torno da história, ou seja, algumas pessoas chegam ao absurdo de dizer que "Allan Kardec se suicidou", porque, mesmo sendo avisado pelos Espíritos sobre seu estado de saúde, continuou trabalhando e por isso seu corpo não suportou. Kardec não trabalhava para si, mas para a humanidade e o ato não é um ato suicida, mas de abdicação de si mesmo em prol da Humanidade. Insensatos aqueles que ousam afirmar uma estupidez destas!






Sobre o que havíamos acabado de falar, sobre a intensidade das penas perante o suicídio, vemos Allan Kardec falando a respeito em O Livro dos Espíritos:



(944) O homem tem o direito de dispor de sua própria vida?
– Não, apenas Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma
transgressão dessa lei.


(944a) O suicídio não é sempre voluntário?
– O louco que se mata não sabe o que faz.




Notemos que está de acordo com o pensamento expressado de que o suicídio será SEMPRE uma transgressão das Leis, mas que é um ato atenuado, caso trate-se de um ato de loucura (como o que citamos sobre o Sr. Esclerosado).




Sobre a questão de cultura:



(949) O suicídio pode ser desculpável quando tem por objetivo
impedir que a vergonha recaia sobre filhos ou sobre a família?


– Aquele que age desse modo não procede bem, embora acredite
que o faça. A Providência leva isso em conta, porque é uma expiação que
se impõe a si mesmo. Ele atenua seu erro pela intenção, mas não deixa de
cometer um erro. Portanto, eliminai os abusos da sociedade e os vossos
preconceitos e não tereis mais suicídios.


"Aquele que tira a própria vida para escapar da vergonha de uma má
ação prova que tem mais estima aos homens do que a Deus, porque vai
entrar na vida espiritual carregado de suas maldades, tendo-se privado
dos meios de repará-las durante a vida. Porém, sendo a Providência
divina mais benévola do que os homens na sua justiça, perdoa pelo
arrependimento sincero e leva em conta nossa reparação. Mas o suicídio
nada repara."






Enfim, olho por olho, dente por dente, é lei que ainda fala alto em nossos corações, mas esta não tem nenhuma relação com as Leis Universais determinadas por Deus.


Concluímos com o Cristo, que diz:


"Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei, pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve".




O Espiritismo, assim como o Cristianismo, são suaves e leves em suas considerações. Tudo o que procura promover em nós o peso e a dor de consciência, é porque deseja nos conduzir pelo medo e não pela razão e é por esse motivo que não podem provir do Cristo nem do Espiritismo.




Abraços a todos.




André Ariovaldo
www.andreariovaldo.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbmRyZWFyaW92YWxkby5jb20uYnI=)






A Lei de Deus não é a Lei dos homens. Nós projetamos ou tentamos projetar às leis universais o nosso modo de ver e entender as coisas e por isso que, sendo a humanidade ainda de uma cultura punitiva, queremos que haja punição para todos os atos maus, sejam eles quais forem.


O suicídio é um mal do qual aquele que o praticar, sofrerá consequências. Isso é fato e não há o que discutir.
No entanto, as consequências podem ser mais ou menos graves; as dores mais ou menos intensas, de acordo com os motivos que levaram a pessoa a se suicidar.


As sensações que deverá experimentar na morte, pelo suicídio, da mesma forma, pois para as Leis Universais, não são os atos em si que constituem leis, mas as intenções, os motivos, a cultura, enfim...


Havia em épocas não muito distantes (não sei se ainda há) uma cultura por parte dos orientais que os levava a crer que o Suicídio era um ato de honra e não de covardia. Vemos uma cena dessas presente no filme "O último Samurai". O ato, para eles, não era uma forma de fuga, mas de honra e dignidade. Certa ou errada, essa cultura faz com que aqueles que assim agiam, sejam responsabilizados de modo diferente do que outros que se matam porque não querem suportar as provas da vida e acham que pela morte estarão livres dela.


Se, por exemplo, uma pessoa que possui o conhecimento da continuidade da vida, seja ela espírita ou espiritualista, comete o suicídio, ela será muito mais responsabilizada do que aquele que não sabia de nada disso e achava que a morte seria o fim dos seus sofrimentos.


Não estamos de modo algum justificando o ato, somente demonstrando que Deus julga as coisas de forma justa e não radical como é o julgamento de nossas tendências.


Conheço a história de um senhor que sofria de esclerose; a doença, que causou nele um grande distúrbio, fazia com que ele tentasse se matar, todos os dias; ele sabia que em certo horário, passava um ônibus na frente do asilo onde ele morava e sempre que possível, ele rompia os portões e tentava se jogar na frente do ônibus. Um dia, ele conseguiu... e morreu.


Aí, comunicou-se em uma casa espírita, todo chateado, pois que havia se matado porque ficou esclerosado e de certo modo a loucura o levou ao erro. Havia nele uma tendência, mas com o distúrbio do corpo, ele não agiu em seu estado normal. Não havia nele sofrimentos atrozes, escuridão, perturbação aguda... havia lamentação e tristeza e arrependimento do ato praticado.


Quando lemos a respeito de casos de suicidas que sofrem horrores na vida espiritual, devemos aprender a separar as coisas e compreender que, de certo modo, ainda muitos Espíritos e Espíritas querem fazer assim como fazia e talvez ainda faça a Igreja, ou seja, converter pelo medo e não pela luz do esclarecimento.


Matar o próprio corpo gera consequências inevitáveis, mas a intensidade destas consequências depende dos motivos e das intenções que geraram o ato.

























OLá,

As sensações e emoções experimentadas pelo suicida variam de caso para caso.

Há, entretanto, algo em comum, ou seja, a constatação de que a vida consciencial é indestrutível e que ninguém burla suas leis sem assumir pesados compromissos cármicos a impor a indispensável reparação compulsória, por ter rompido, prematuramente, os elos de ligação psicobiofísica que permitiram a manutenção da vida no plano físico por uma cota de tempo compatível com as necessidades específicas de auto-realização espiritual de cada um, através do cumprimento de um plano de realizações existenciais educativo, visando à plena harmonização consciencial com as leis da vida, e na execução de projetos específicos de aprendizagens provacionais, sacrificiais, missionárias ou de resgate inadiáveis, tendo em vista a necessidade moral de construir a própria redenção.

Os relatos mediúnicos contendo informações sobre a situação do suicida após o ato cometido são unanimes em afirmar o estado de dolorosa penúria do espírito, o qual se vê num processo psicodinamico e bioenergético de recapitulação compulsiva das ações desencadeadas em decorrência do suicídio, gerando um profundo sentimento de remorso, dor e sofrimento inomináveis.

Este estado de verdadeira psicose alucinatória assume características  dramáticas e traumáticas, e na maioria dos casos o suicida sente-se mais vivo e sensível aos embates da decomposição cadavérica do próprio corpo físico.

Extraído-Morte e significado( Cícero Marcos Teixeira)

Muita Paz
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 13:13

Julia... o Espiritismo é a chave de sua resposta e digo isso de forma despretensiosa. Se estudarmos o Espiritismo segundo o exposto por Allan Kardec na Codificação, não nos será difícil compreender que na Terra, estamos apenas de passagem.


O desapego à vida material não tem absolutamente a mínima relação com o uso dos recursos materiais. Um homem milionário pode ser um extraordinário Espírito, enquanto um miserável pode ser um Espírito da pior espécie.


Não são os bens ou o uso da matéria que devemos rejeitar, mas o modo de usá-los, evitando a avareza e o orgulho das posições sociais que muitas vezes são fontes de exploração e humilhação dos semelhantes.


Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, vemos a melhor resposta à sua questão, quando Allan Kardec publica a mensagem de Um Espírito Protetor, no capítulo 17, item 10, de onde extraímos o seguinte trecho e que acreditamos ser suficiente para sanar as suas e as nossas indecisões:


"Não acrediteis, contudo, que, incentivando vossa dedicação à prece e à evocação mental, desejamos vos levar a viver uma vida mística, que vos coloque fora das leis da sociedade, onde estais obrigados a viver. Não; vivei com os homens de vossa época, como devem viver os homens. Mas se renunciardes às necessidades, ou mesmo às banalidades do dia-a-dia, fazei-o com um sentimento de pureza que possa santificá-las. Se sois obrigados a estar em contato com homens cujos espíritos são de natureza diferente da vossa e de caracteres opostos, não deveis afrontá-los; não os contrarieis. Sede alegres, felizes, mas com a alegria que provém da consciência limpa da felicidade de um herdeiro do Céu que conta os dias que o aproximam de sua herança. A virtude não consiste em assumir um aspecto severo e sombrio, em rejeitar os prazeres que a vossa condição humana permite; basta reger todos os vossos atos pela lei do Criador, que vos deu a vida. Quando se começa ou termina uma obra, deveis elevar o pensamento a Ele e pedir-Lhe, num impulso da alma, a proteção para nela ter êxito ou sua bênção para a obra acabada. O que quer que façais, ligai vosso pensamento à fonte suprema de todas as coisas e não façais nada sem que a lembrança de Deus purifique e santifique vossos atos."






Com votos de paz, e feliz por sua participação,


André Ariovaldo
www.andreariovaldo.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbmRyZWFyaW92YWxkby5jb20uYnI=)





Olá bom dia, estou no momento com uma contradição. Se devemos viver a vida intensamente, já que é um presente de Deus, como faço para ao mesmo tempo ser desapegada das coisas materiais, para assim poder ter uma passagem mais tranquila? Uns meses atrás eu encarava bem o assunto da morte física. Não tinha medos. Mas daí comecei a achar que estava desperdiçando a oportunidade de viver neste plano, já que, o "lado de lá" parece ser melhor pela ausência de dores e angústias carnais.
Atualmente, tenho ficado com muito medo de morrer, mas não pela passagem e sim, pelo fato de que gosto muito de viver aqui e não gostaria que isso mudasse, especialmente agora sendo jovem e com tantos planos de crescimento pessoal. Alguém me ajuda?

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 13:29
Saindo agora do terreno das questões sobre suicídio, proponho aos amigos entremos nos debates referentes às questões das sensações dos Espíritos, tanto experimentadas no momento da morte, como após ela.


Assim, abrimos caminho com as seguintes questões:


1º) Um Espírito, ao desencarnar por causa de uma doença, como a AIDS ou o Câncer, por exemplo, continua doente no mundo espiritual? A doença, que é física, prossegue no mundo dos Espíritos?


2º) Um Espírito desencarna pelo hábito da bebida. No mundo dos Espíritos, continuará com vício? Se sim, poderá saciá-lo, uma vez que já não possui mais um corpo e que não há bebidas alcoólicas no mundo espiritual?


Contamos com a participação de todos!




abração
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 08 de Março de 2012, 15:06
As imperfeições morais que geraram as manifestações dos vícios e de eventuais enfermidades no corpo material, continuarão a existirem no Espírito se ao vivenciarem estas experiências na matéria não conseguiram o domínio destas imperfeições. Agora, as doenças físicas e vícios materiais não há como existirem, posto que são próprios da matéria grosseira e, por mais grosseiro que seja o perispírito do Espírito imperfeito, ainda assim será bem mais etéreo do que a forma material que conhecemos.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 15:40
Amigo Ariovaldo,
Você pergunta:
"1º) Um Espírito, ao desencarnar por causa de uma doença, como a AIDS ou o Câncer, por exemplo, continua doente no mundo espiritual? A doença, que é física, prossegue no mundo dos Espíritos?

EU:tudo dependerá da progressão feita pelo Espírito. Ora Não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos que é todo moral, este Espírito não trará ao Éter as doenças que só o atingem na carne ou seja, no físico.


2º) Um Espírito desencarna pelo hábito da bebida. No mundo dos Espíritos, continuará com vício? Se sim, poderá saciá-lo, uma vez que já não possui mais um corpo e que não há bebidas alcoólicas no mundo espiritual?

EU: Tanto quanto na resposta acima, a coisa será também regida pelo progreso moral deste espírito.
Como tal progresso pode ser adquirido mesmo na erraticidade, dependerá dele continuar no vício.
Vejamos também que este vício poderá ser decorrência mesmo de uma prova pedida que o levou a convivência com pessoas ébrias e que ele a pediu assim para mais rapidamente progredir e faliu.
Porém, mesmo ficando tal Espírito detido no mesmo estágio de Imperfeição,  será para ele uma das maiores penas, enquanto na erraticidade, querer saciar seu vício a custa dos encarnados.
O exemplo do avaro que temos da doutrina, revela mesmo este sofrer que ele passa na erraticidade.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-transicao-o-que-pode-nos-acontecer-no-momento-da-morte/60/#ixzz1oXYKFGnp
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 15:51

Desse modo Kaza, como deve-se entender, segundo sua visão, a questão de que fala Allan Kardec sobre alguns Espíritos que, depois de mortos, diziam coisas como: "sei que estou morto, no entanto, sinto os vermes que me roem"?


Se as sensações físicas desaparecem, e se os vermes não roíam o perispírito, mas o corpo, como devemos entender a questão de que "doenças físicas, vícios materiais deixam de existir", quando comparamos essa afirmação com a de Allan Kardec, ao falar do mesmo assunto?


(lembrando que essas questões meu amigo, devem ser vistas como interação ao estudo e não como oposição ok?)



As imperfeições morais que geraram as manifestações dos vícios e de eventuais enfermidades no corpo material, continuarão a existirem no Espírito se ao vivenciarem estas experiências na matéria não conseguiram o domínio destas imperfeições. Agora, as doenças físicas e vícios materiais não há como existirem, posto que são próprios da matéria grosseira e, por mais grosseiro que seja o perispírito do Espírito imperfeito, ainda assim será bem mais etéreo do que a forma material que conhecemos.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 15:57
Eu diria, mano Ariovaldo, que as tais sensações, tendem a desaparecer, segundo o progresso moral e intelectual do Espírito porém enquanto existam, atuam diferentemente de quando o Espírito está na carne.
Encarnado, ele as sente localizadamente, porém despido do grilhão carnal ele as sente generalizadamente.
Abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 15:59

Grande Moura! Obrigado pelo apoio no estudo.


(você) Ora Não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos que é todo moral, este Espírito não trará ao Éter as doenças que só o atingem na carne ou seja, no físico.


(eu) da mesma forma que perguntei ao nosso amigo Kaza, lhe pergunto: como devemos então compreender o fato de alguns Espíritos que foram decapitados, verem a si mesmos, no mundo dos Espíritos, sem cabeça? Ou então, como podem os Espíritos sentirem os vermes lhes roer? Se, como você diz, "as doenças só os atingem na carne, ou seja, no físico" e se os Espíritos podem sentir a decomposição do corpo, porque não poderiam então levar ao mundo dos Espíritos as sensações da doença que tiveram na Terra?


(eu, de novo) como devemos entender esse seu argumento: "não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos", uma vez que sabemos estar o Espírito sempre revestido de perispírito e que este envoltório é material, mesmo sendo de uma matéria mais sutil que a nossa. Não haveria aí algo de físico?




Tais perguntas, lanço somo estímulo ao estudo e não como confronto ok?




Abração meu amigo.











Amigo Ariovaldo,
Você pergunta:
"1º) Um Espírito, ao desencarnar por causa de uma doença, como a AIDS ou o Câncer, por exemplo, continua doente no mundo espiritual? A doença, que é física, prossegue no mundo dos Espíritos?

EU:tudo dependerá da progressão feita pelo Espírito. Ora Não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos que é todo moral, este Espírito não trará ao Éter as doenças que só o atingem na carne ou seja, no físico.


2º) Um Espírito desencarna pelo hábito da bebida. No mundo dos Espíritos, continuará com vício? Se sim, poderá saciá-lo, uma vez que já não possui mais um corpo e que não há bebidas alcoólicas no mundo espiritual?

EU: Tanto quanto na resposta acima, a coisa será também regida pelo progreso moral deste espírito.
Como tal progresso pode ser adquirido mesmo na erraticidade, dependerá dele continuar no vício.
Vejamos também que este vício poderá ser decorrência mesmo de uma prova pedida que o levou a convivência com pessoas ébrias e que ele a pediu assim para mais rapidamente progredir e faliu.
Porém, mesmo ficando tal Espírito detido no mesmo estágio de Imperfeição,  será para ele uma das maiores penas, enquanto na erraticidade, querer saciar seu vício a custa dos encarnados.
O exemplo do avaro que temos da doutrina, revela mesmo este sofrer que ele passa na erraticidade.
Abraços,
Moura

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Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 16:03

Justíssimo pensamento Moura! Mas para aqueles que são principiantes no Espiritismo e que estão acompanhando nossos estudos, gostaria de pedir que, se possível, você nos exemplificasse esse pensamento para que seja mais simples de entender...


Por exemplo, no caso do Espírito que se vê sem cabeça, sem braços, cego, mudo no mundo dos Espíritos... não parece que aí nestes casos, as sensações estão localizadas e não generalizadas?


Como simplificar para nós todos a compreensão destes casos?







Eu diria, mano Ariovaldo, que as tais sensações, tendem a desaparecer, segundo o progresso moral e intelectual do Espírito porém enquanto existam, atuam diferentemente de quando o Espírito está na carne.
Encarnado, ele as sente localizadamente, porém despido do grilhão carnal ele as sente generalizadamente.
Abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 16:03
Exatamente como explica a doutrina mano Ariovaldo, é que no estado de imperfeição em que estejam, aliam-se aos pensamentos materialistas e não estando ainda totalmente desmaterializados ( que é coisa diferente de materialismo), eles continuam a ter de si mesmo a impressão de que ainda vivam.
Abraços,
Moura


Grande Moura! Obrigado pelo apoio no estudo.


(você) Ora Não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos que é todo moral, este Espírito não trará ao Éter as doenças que só o atingem na carne ou seja, no físico.


(eu) da mesma forma que perguntei ao nosso amigo Kaza, lhe pergunto: como devemos então compreender o fato de alguns Espíritos que foram decapitados, verem a si mesmos, no mundo dos Espíritos, sem cabeça? Ou então, como podem os Espíritos sentirem os vermes lhes roer? Se, como você diz, "as doenças só os atingem na carne, ou seja, no físico" e se os Espíritos podem sentir a decomposição do corpo, porque não poderiam então levar ao mundo dos Espíritos as sensações da doença que tiveram na Terra?


(eu, de novo) como devemos entender esse seu argumento: "não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos", uma vez que sabemos estar o Espírito sempre revestido de perispírito e que este envoltório é material, mesmo sendo de uma matéria mais sutil que a nossa. Não haveria aí algo de físico?




Tais perguntas, lanço somo estímulo ao estudo e não como confronto ok?




Abração meu amigo.











Amigo Ariovaldo,
Você pergunta:
"1º) Um Espírito, ao desencarnar por causa de uma doença, como a AIDS ou o Câncer, por exemplo, continua doente no mundo espiritual? A doença, que é física, prossegue no mundo dos Espíritos?

EU:tudo dependerá da progressão feita pelo Espírito. Ora Não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos que é todo moral, este Espírito não trará ao Éter as doenças que só o atingem na carne ou seja, no físico.


2º) Um Espírito desencarna pelo hábito da bebida. No mundo dos Espíritos, continuará com vício? Se sim, poderá saciá-lo, uma vez que já não possui mais um corpo e que não há bebidas alcoólicas no mundo espiritual?

EU: Tanto quanto na resposta acima, a coisa será também regida pelo progreso moral deste espírito.
Como tal progresso pode ser adquirido mesmo na erraticidade, dependerá dele continuar no vício.
Vejamos também que este vício poderá ser decorrência mesmo de uma prova pedida que o levou a convivência com pessoas ébrias e que ele a pediu assim para mais rapidamente progredir e faliu.
Porém, mesmo ficando tal Espírito detido no mesmo estágio de Imperfeição,  será para ele uma das maiores penas, enquanto na erraticidade, querer saciar seu vício a custa dos encarnados.
O exemplo do avaro que temos da doutrina, revela mesmo este sofrer que ele passa na erraticidade.
Abraços,
Moura

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Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 16:06
Mano Ariovaldo, você disse bem "sentem-se", logo é apenas uma aparente cegueira, ou mudez que pensam sentir.
Entretanto, embora diga sobre mudez ou cegueira, se coxos ou manetas, sentem estes daquilo que lhes vota a memória  da vida terrena.
Não há Espíritos cegos, ou decapitados, pois que estes não têm uma organização física.
abração,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 16:07

Então, neste caso, podemos concluir que ele pode, pelas impressões que conserva da vida que acaba de deixar, manter-se com a doença no mundo dos Espíritos?









Exatamente como explica a doutrina mano Ariovaldo, é que no estado de imperfeição em que estejam, aliam-se aos pensamentos materialistas e não estando ainda totalmente desmaterializados ( que é coisa diferente de materialismo), eles continuam a ter de si mesmo a impressão de que ainda vivam.
Abraços,
Moura


Grande Moura! Obrigado pelo apoio no estudo.


(você) Ora Não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos que é todo moral, este Espírito não trará ao Éter as doenças que só o atingem na carne ou seja, no físico.


(eu) da mesma forma que perguntei ao nosso amigo Kaza, lhe pergunto: como devemos então compreender o fato de alguns Espíritos que foram decapitados, verem a si mesmos, no mundo dos Espíritos, sem cabeça? Ou então, como podem os Espíritos sentirem os vermes lhes roer? Se, como você diz, "as doenças só os atingem na carne, ou seja, no físico" e se os Espíritos podem sentir a decomposição do corpo, porque não poderiam então levar ao mundo dos Espíritos as sensações da doença que tiveram na Terra?


(eu, de novo) como devemos entender esse seu argumento: "não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos", uma vez que sabemos estar o Espírito sempre revestido de perispírito e que este envoltório é material, mesmo sendo de uma matéria mais sutil que a nossa. Não haveria aí algo de físico?




Tais perguntas, lanço somo estímulo ao estudo e não como confronto ok?




Abração meu amigo.











Amigo Ariovaldo,
Você pergunta:
"1º) Um Espírito, ao desencarnar por causa de uma doença, como a AIDS ou o Câncer, por exemplo, continua doente no mundo espiritual? A doença, que é física, prossegue no mundo dos Espíritos?

EU:tudo dependerá da progressão feita pelo Espírito. Ora Não tendo uma formação física no mundo dos Espíritos que é todo moral, este Espírito não trará ao Éter as doenças que só o atingem na carne ou seja, no físico.


2º) Um Espírito desencarna pelo hábito da bebida. No mundo dos Espíritos, continuará com vício? Se sim, poderá saciá-lo, uma vez que já não possui mais um corpo e que não há bebidas alcoólicas no mundo espiritual?

EU: Tanto quanto na resposta acima, a coisa será também regida pelo progreso moral deste espírito.
Como tal progresso pode ser adquirido mesmo na erraticidade, dependerá dele continuar no vício.
Vejamos também que este vício poderá ser decorrência mesmo de uma prova pedida que o levou a convivência com pessoas ébrias e que ele a pediu assim para mais rapidamente progredir e faliu.
Porém, mesmo ficando tal Espírito detido no mesmo estágio de Imperfeição,  será para ele uma das maiores penas, enquanto na erraticidade, querer saciar seu vício a custa dos encarnados.
O exemplo do avaro que temos da doutrina, revela mesmo este sofrer que ele passa na erraticidade.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-transicao-o-que-pode-nos-acontecer-no-momento-da-morte/60/#ixzz1oXYKFGnp
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 16:18

Desse modo, equivale dizer que o Espírito que se sente ou se vê sem os braços, por exemplo, no mundo dos Espíritos está sofrendo uma ilusão, que é decorrente da perturbação da morte, e que esse estado deve desaparecer a partir do momento que ele tomar consciência disso, correto?









Mano Ariovaldo, você disse bem "sentem-se", logo é apenas uma aparente cegueira, ou mudez que pensam sentir.
Entretanto, embora diga sobre mudez ou cegueira, se coxos ou manetas, sentem estes daquilo que lhes vota a memória  da vida terrena.
Não há Espíritos cegos, ou decapitados, pois que estes não têm uma organização física.
abração,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 16:19
Minha resposta vai como inteiro teor contido na doutrina, mano Ariovaldo:
"230. O Espírito progride no estado errante?
– Pode melhorar-se bastante, sempre de acordo com a sua vontade e o seu desejo; mas é na existência corpórea que ele põe em prática as novas idéias adquiridas.

Porém, um Espírito não tem doenças senão as morais e essas por extensão ao vocábulo doença.
Ele por certo não a conserva, posto que não tem organização física, porem há de lembar-se de seus malefícios, sentido quando em vida carnal.
Abração,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 16:25
Não mano, não é esta a idéia que a doutrina afirma.
Falo explicitamente desta parte de seu questionamento: "(...) Espíritos está sofrendo uma ilusão, que é decorrente da perturbação da morte (...)"

Não é a turbação causada pela morte que lhe faz sentir a ilusão, a perturbação pela qual todos passamos na volta à Pátria espiritual, turba-nos a consciência totalmente, logo, não produz ilusão ou sensação alguma ao Espírito turbado. Porém ele por certo irá sentir efeitos da doença ou do vício do qual foi portador, unicamente por não estar desmaterializado totalmente e ainda conservar as vontades e pensamentos que teve quando encarnado.
Tratamos aqui de memórias, lembranças da vida encarnada.
abraços,
Moura

Desse modo, equivale dizer que o Espírito que se sente ou se vê sem os braços, por exemplo, no mundo dos Espíritos está sofrendo uma ilusão, que é decorrente da perturbação da morte, e que esse estado deve desaparecer a partir do momento que ele tomar consciência disso, correto?









Mano Ariovaldo, você disse bem "sentem-se", logo é apenas uma aparente cegueira, ou mudez que pensam sentir.
Entretanto, embora diga sobre mudez ou cegueira, se coxos ou manetas, sentem estes daquilo que lhes vota a memória  da vida terrena.
Não há Espíritos cegos, ou decapitados, pois que estes não têm uma organização física.
abração,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 08 de Março de 2012, 16:29

Desse modo Kaza, como deve-se entender, segundo sua visão, a questão de que fala Allan Kardec sobre alguns Espíritos que, depois de mortos, diziam coisas como: "sei que estou morto, no entanto, sinto os vermes que me roem"?


Se as sensações físicas desaparecem, e se os vermes não roíam o perispírito, mas o corpo, como devemos entender a questão de que "doenças físicas, vícios materiais deixam de existir", quando comparamos essa afirmação com a de Allan Kardec, ao falar do mesmo assunto?



Sentir os vermes a corroerem o corpo físico que já não existe está ligado às percepções do Espírito desencarnado. No caso de Espíritos com grau de imperfeições mais alto estas sensações relacionadas ao físico, tornam-se mais intensas quanto maior o grau de imperfeição do ser em questão, estabelecendo forte ligação do desencarnado com sua existência física precedente. Esta sensação que o desencarnado experimenta de sentir os vermes a lhe corroerem ao corpo que já não possui, é comparável àquelas que pessoas que tem membros amputados sentem nestes membros que já não possuem.
Isso quer dizer que as doenças e os vícios são problemas físicos ou orgânicos que podem ter origem espiritual mas, que são de manifestação exclusiva nos corpos materiais. Assim como o Espírito pode sentir os vermes corroerem um corpo que já não existe, pode ele, também, sentir enfermidades físicas próprias de corpos que já não possuem mais.
Portanto, sentir enfermidades físicas no mundo espiritual, sentir vermes corroerem a carne, sentir necessidade saciar vícios materiais, etc., são características de Espíritos fortemente ligados à existência física, tal qual acontece com aqueles que se apegam aos bens materiais, como; casa, dinheiro, fazendas, etc.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 16:36

Então, prosseguindo nossa entrevista, o Espírito pode conservar impressões deixadas pela doença do corpo, uma vez que existem inúmeros relatos em Allan Kardec sobre a presença destas sensações existentes nos Espíritos libertos do corpo, mas essas são apenas impressões e não mais as doenças físicas, tendo em vista que nem o Espirito nem o perispírito podem adoecer, assim como o Espírito não pode queimar-se, por exemplo.


Assim como nós que, depois de termos usado um boné durante o dia, ao tirarmos o boné, temos a impressão de que ele ainda está em nossa cabeça, ou assim como uma pessoa que sente dor no braço amputado, o Espírito pode conservar impressões ou sensações daquilo que experimentou em vida, no caso citado, as doenças.


Essa sensação pode ser maior ou menor de acordo com o apego do Espírito à vida material, lembrando o caso que estudamos do suicídio, onde pode atingir o cume de o Espírito sentir a decomposição do corpo, por exemplo.


Enfim, que por mais angustiante sejam as suas sensações elas já não possuem nada mais de físico, por assim dizer, ou seja, do corpo, tendo em vista que esse morreu, mas se se tratar de um Espírito que ainda não se desligou completamente dos pontos que o ligam ao corpo, poderá sentir uma repercussão do mesmo sobre ele.


Tais pensamentos estão corretos?



Não mano, não é esta a idéia que a doutrina afirma.
Falo explicitamente desta parte de seu questionamento: "(...) Espíritos está sofrendo uma ilusão, que é decorrente da perturbação da morte (...)"

Não é a turbação causada pela morte que lhe faz sentir a ilusão, a perturbação pela qual todos passamos na volta à Pátria espiritual, turba-nos a consciência totalmente, logo, não produz ilusão ou sensação alguma ao Espírito turbado. Porém ele por certo irá sentir efeitos da doença ou do vício do qual foi portador, unicamente por não estar desmaterializado totalmente e ainda conservar as vontades e pensamentos que teve quando encarnado.
Tratamos aqui de memórias, lembranças da vida encarnada.
abraços,
Moura

Desse modo, equivale dizer que o Espírito que se sente ou se vê sem os braços, por exemplo, no mundo dos Espíritos está sofrendo uma ilusão, que é decorrente da perturbação da morte, e que esse estado deve desaparecer a partir do momento que ele tomar consciência disso, correto?









Mano Ariovaldo, você disse bem "sentem-se", logo é apenas uma aparente cegueira, ou mudez que pensam sentir.
Entretanto, embora diga sobre mudez ou cegueira, se coxos ou manetas, sentem estes daquilo que lhes vota a memória  da vida terrena.
Não há Espíritos cegos, ou decapitados, pois que estes não têm uma organização física.
abração,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 16:39

Congratulations!










Desse modo Kaza, como deve-se entender, segundo sua visão, a questão de que fala Allan Kardec sobre alguns Espíritos que, depois de mortos, diziam coisas como: "sei que estou morto, no entanto, sinto os vermes que me roem"?


Se as sensações físicas desaparecem, e se os vermes não roíam o perispírito, mas o corpo, como devemos entender a questão de que "doenças físicas, vícios materiais deixam de existir", quando comparamos essa afirmação com a de Allan Kardec, ao falar do mesmo assunto?



Sentir os vermes a corroerem o corpo físico que já não existe está ligado às percepções do Espírito desencarnado. No caso de Espíritos com grau de imperfeições mais alto estas sensações relacionadas ao físico, tornam-se mais intensas quanto maior o grau de imperfeição do ser em questão, estabelecendo forte ligação do desencarnado com sua existência física precedente. Esta sensação que o desencarnado experimenta de sentir os vermes a lhe corroerem ao corpo que já não possui, é comparável àquelas que pessoas que tem membros amputados sentem nestes membros que já não possuem.
Isso quer dizer que as doenças e os vícios são problemas físicos ou orgânicos que podem ter origem espiritual mas, que são de manifestação exclusiva nos corpos materiais. Assim como o Espírito pode sentir os vermes corroerem um corpo que já não existe, pode ele, também, sentir enfermidades físicas próprias de corpos que já não possuem mais.
Portanto, sentir enfermidades físicas no mundo espiritual, sentir vermes corroerem a carne, sentir necessidade saciar vícios materiais, etc., são características de Espíritos fortemente ligados à existência física, tal qual acontece com aqueles que se apegam aos bens materiais, como; casa, dinheiro, fazendas, etc.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 08 de Março de 2012, 18:50

Vamos lá, como parece que o assunto sobre a transição está mais acessado do que o do dias das mulheres (com respeito e carinho às mesmas) vamos estimular aqui novas questões, contando com a participação de todos:


Vemos dois casos recentes de mortes violentas por acidente que chocaram o Brasil:


1º) a menina que foi atingida na praia pelo jet sky
2º) a outra menina que caiu do brinquedo, no hopi hari


Como você imagina que esses Espíritos fizeram a transição, sendo crianças e sofrendo uma morte violenta?


Lembrando que por serem crianças, os laços que as prendem ao corpo físico são mais tênues do que os de um adulto.




Aguardamos a sua participação.






Congratulations!










Desse modo Kaza, como deve-se entender, segundo sua visão, a questão de que fala Allan Kardec sobre alguns Espíritos que, depois de mortos, diziam coisas como: "sei que estou morto, no entanto, sinto os vermes que me roem"?


Se as sensações físicas desaparecem, e se os vermes não roíam o perispírito, mas o corpo, como devemos entender a questão de que "doenças físicas, vícios materiais deixam de existir", quando comparamos essa afirmação com a de Allan Kardec, ao falar do mesmo assunto?



Sentir os vermes a corroerem o corpo físico que já não existe está ligado às percepções do Espírito desencarnado. No caso de Espíritos com grau de imperfeições mais alto estas sensações relacionadas ao físico, tornam-se mais intensas quanto maior o grau de imperfeição do ser em questão, estabelecendo forte ligação do desencarnado com sua existência física precedente. Esta sensação que o desencarnado experimenta de sentir os vermes a lhe corroerem ao corpo que já não possui, é comparável àquelas que pessoas que tem membros amputados sentem nestes membros que já não possuem.
Isso quer dizer que as doenças e os vícios são problemas físicos ou orgânicos que podem ter origem espiritual mas, que são de manifestação exclusiva nos corpos materiais. Assim como o Espírito pode sentir os vermes corroerem um corpo que já não existe, pode ele, também, sentir enfermidades físicas próprias de corpos que já não possuem mais.
Portanto, sentir enfermidades físicas no mundo espiritual, sentir vermes corroerem a carne, sentir necessidade saciar vícios materiais, etc., são características de Espíritos fortemente ligados à existência física, tal qual acontece com aqueles que se apegam aos bens materiais, como; casa, dinheiro, fazendas, etc.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: RUI FERNANDES MORGADO em 08 de Março de 2012, 19:53
Caro Ariovaldo!

Espero que o debate ainda não tenha chegado ao seu final, pois, sòmente neste momento estou tendo acesso as argumentações dos amigos foristas!

Vc pergunta:

Um Espírito ao desencarnar por causa de uma doença, como a AIDS ou o Câncer, por exemplo, continua doente no mundo espiritual? A doença, que é física, prossegue no mundo dos Espíritos?

Eu teorizo:

Acredito que sim, já que tudo fica registrado no Perispírito. Daí existir no plano espiritual, Instituições Hospitalares, Espíritos socorristas...

Tanto as impressões e marcas da vida física ficam registradas no Perispírito, que aqueles Espíritos, que se suicidam, como por exemplo, através de um tiro na cabeça, reencarnam
com sérios problemas mentais; os que se suicidam através de venenos, reencarnam em sua
maioria, com severos problemas no aparelho digestivo e assim por diante!

Vc pergunta:

Um Espírito que desencarna pelo hábito da bebida, no mundo espiritual, continuará com o
seu vício? Se positivo, poderá saciar-se, uma vez que não possui mais um corpo e que não
há bebidas alcoólicas no mundo Espiritual?

Eu teorizo:

Sim, o Espírito que desencarna pelo hábito da bebida continuará um viciado! Ao desencarnarmos
continuaremos sendo o mesmo Espírito que estava até então encarnado, nada se altera em seu psiquismo, ninguém se tranforma em "santo" após o desencarne... continuamos com as mesmas
virtudes, defeitos, vícios...

Não havendo bebidas (alcoól) no plano espiritual, esses Espíritos, ainda através de seus livres arbítrios, procurarão seus semelhantes/afins nos "butecos" da vida e nesses lugares obsediarão
seus escolhidos... Assim também ocorre com os Espíritos desencarnados viciados em drogas...

No caso do Espírito desencarnado viciado no alcoól ocorre o seguinte: Enquanto o encarnado ingere a bebida, e esta através da lei da gravidade desce pelo seu aparelho digestivo. a outra
propriedade invisível do alcoól é absorvida com grande prazer por um ou muitos Espíritos desen
carnados...

Um forte abraço!

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP 


Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 09 de Março de 2012, 00:35

Vemos dois casos recentes de mortes violentas por acidente que chocaram o Brasil:


1º) a menina que foi atingida na praia pelo jet sky
2º) a outra menina que caiu do brinquedo, no hopi hari


Como você imagina que esses Espíritos fizeram a transição, sendo crianças e sofrendo uma morte violenta?


Acima de quaisquer colocações mais ou menos acertadas de nossas opiniões sobre tão tristes fatos, vamos colocar a sabedoria e justiça Divina em primeiro lugar.

Entendo que no caso a que se refere, ambos Espíritos entraram em um estado letárgico no momento crítico das ocorrências e que somente pouco a pouco, já na espiritualidade, e com a intervenção auxiliadora dos Espíritos que as ampararam é que elas serão despertadas na esfera espiritual.
Isso, partindo do pressuposto de que aqueles Espíritos são de ordens inferiores e que os incidentes que as envolveram faziam parte de um processo de resgate e/ou provas dos próprios Espíritos ou, ainda, de expiações dos pais. Se não for assim, e pelo o que a DE nos ensina, sendo eles de ordens mais elevadas, o que dissemos aqui deve ser desconsiderado. 
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Fraterno em 09 de Março de 2012, 03:30
Amigo Rui.

Eu teorizo que em lugares mais atrasados moralmente no plano espiritual existem espíritos que fermentam e destilam suas próprias bebidas sem a necessidade mesmo de estar junto a um encarnado para o consumo alcoólico.

Por que eu teorizo que matéria é matéria em qualquer lugar, a diferença só está na sutilidade.
O que muitas vezes esquecemos, e que está na codificação, é que existem três coisas no universo. Deus, Espírito e matéria.

Digamos que o Espírito é a alma do perispírito e consquentemente do corpo carnal.
Então, de uma certa forma nunca seremos "Espíritos in natura" sempre haverá um veículo que servirá de tabernáculo para essa centelha divina que é invísivel até mesmo no próprio plano espiritual... e eu ouso dizer que na verdade o que existe é um plano perispíritual onde a matéria se faz presente com as mesmas características da que existe na terra, porém mais maleável devido a sua natureza sutil.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: RUI FERNANDES MORGADO em 09 de Março de 2012, 04:58
Caro Ariovaldo!

Embora os Espíritos de ambas as meninas, tenham tido desencarnes violentos (casos Jet e Hopi
Hari), contudo, seus Espíritos óbviamente são antigos e estavam sujeitos a resgates, provas  ou
expiações.

Tanto isso é uma verdade, que existe no Espiritismo um axioma, uma máxima, de que neste mundo "Ninguém Sofre Inocentemente", portanto, não seria por tratar-se de duas "crianças",
que as mesmas seriam mais poupadas de sofrimentos, terror... do que se fossem duas adultas...

Até mesmo no momento de transição, devemos lembrar das afirmações de Jesus, talvez ditas em outras palavras similares, ou sejam, "Ao Homem Conforme Suas Obras; Quem Com Fer
ro Fere Com Ferro Será Ferido; A Semeadura é Livre, Porém, a Colheita Obrigatória...".

Como não sabemos das dívidas e/ou créditos desses dois Espíritos, desencarnados de formas
violentas, difícil se torna imaginar como foram suas transições...

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: RUI FERNANDES MORGADO em 09 de Março de 2012, 05:20
Amigo Rui.

Eu teorizo que em lugares mais atrasados moralmente no plano espiritual existem espíritos que fermentam e destilam suas próprias bebidas sem a necessidade mesmo de estar junto a um encarnado para o consumo alcoólico.

Por que eu teorizo que matéria é matéria em qualquer lugar, a diferença só está na sutilidade.
O que muitas vezes esquecemos, e que está na codificação, é que existem três coisas no universo. Deus, Espírito e matéria.

Digamos que o Espírito é a alma do perispírito e consquentemente do corpo carnal.
Então, de uma certa forma nunca seremos "Espíritos in natura" sempre haverá um veículo que servirá de tabernáculo para essa centelha divina que é invísivel até mesmo no próprio plano espiritual... e eu ouso dizer que na verdade o que existe é um plano perispíritual onde a matéria se faz presente com as mesmas características da que existe na terra, porém mais maleável devido a sua natureza sutil.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.

Amigo Fraterno!

Os casos de obsessões de Espíritos desencarnados/viciados para Espíritos encarnados, são uma realidade. Trabalho há muito tempo na Desobsessão e essa realidade poderá ser compro
vada...

Agora, se é verdade que no plano espiritual existem sopinhas, sucos... talvez vc tenha razão,
porquê não "caipirinhas"   ;D :D rsrsrsrs

Um forte abraço!

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Fraterno em 09 de Março de 2012, 05:54
Olá amigo Rui,

Essa da caipirinha foi boa! Mas se há limões porque não? ;D

E quanto ao que o amigou postou:

"Tanto isso é uma verdade, que existe no Espiritismo um axioma, uma máxima, de que neste mundo "Ninguém Sofre Inocentemente"

O amigo quis dizer ninguém ou nenhum ser? Eu pergunto isso pelo seguinte:
Sempre que se vê uma pessoa com algum problema físico, uma perna que esteja faltando por exemplo, já se diz logo que essa pessoa usou essa mesma perna pra fazer alguma maldade na vida anterior ou se é um braço que falta que usou este mesmo braço pra assassinar uma pessoa, ou se é um problema mental que foi devido a suicídio com tiro na cabeça, etc.

Agora eu pergunto: Um cachorro que nasce aleijado de uma perna, ou um rato que nasce sem um dos membros que faltas eles cometeram pra merecer estas limitações?

O ser humano nasce com limitações e sofrimentos porque veio para resgatar débitos, agora para os animais qual resposta seria sendo que os mesmos não possuem livre arbítrio para sofrerem de pena consciencial.

Confesso que até hoje não obtive uma resposta convincente para essa questão.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: PJC em 09 de Março de 2012, 10:32
MORTE


Sendo a mente o espelho da vida, entenderemos sem dificuldade que, na morte, lhe prevalecem na face as imagens mais profundamente insculpidas por nosso desejo, à custa da reflexão reiterada, de modo intenso. Guardando o pensamento — plasma fluídico — a precisa faculdade de substancializar suas próprias criações, imprimindo-lhes vitalidade e movimento temporários, a maioria das criaturas terrestres, na transição do sepulcro, é naturalmente obcecada pelos quadros da própria imaginação, aprisionada a fenômenos alucinatórios, qual acontece no sono comum, dentro do qual, na maioria das circunstâncias, a individualidade reencarnada, em vez de retirar-se do aparelho físico, descansa em conexão com ele mesmo, sofrendo os reflexos das sensações primárias a que ainda se ajusta.

Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do hábito, porque todas as conquistas do espírito se efetuam na base de lições recapituladas.

As classes são vastos setores de trabalho específico, plasmando, por intermédio de longa repercussão, os objetivos que lhes são peculiares naqueles que as compõem.

É assim que o jovem destinado a essa ou àquela carreira é submetido, nos bancos escolares, a determinadas disciplinas, incluindo a experiência anterior dos orientadores que lhe precederam os passos na senda profissional escolhida.

O futuro militar aprenderá, desde cedo, a manejar os instrumentos de guerra, cultuando as instruções dos grandes chefes de estratégia, e o médico porvindouro deverá repetir, por anos sucessivos, os ensinos e experimentos dos especialistas, antes do juramento hipocrático.

Em todas as escolas de formação, vemos professores ajustando a infância, a mocidade e a madureza aos princípios consagrados, nesse ou naquele ramo de estudo, fixando-lhes personalidade particular para determinados fins, sobre o alicerce da reflexão mental sistemática, em forma de lições persistentes e progressivas.

Um diploma universitário é, no fundo, o pergaminho confirmativo do tempo de recapitulações indispensáveis ao domínio do aprendiz em certo campo de conhecimento para efeito de serviço nas linhas da coletividade.

Segundo o mesmo principio, a morte nos confere a certidão das experiências repetidas a que nos adaptamos, de vez que cada espírito, mais ou menos, se transforma naquilo que imagina.

É deste modo que ela, a morte, extrai a soma de nosso conteúdo mental, compelindo-nos a viver, transitoriamente, dentro dele. Se esse conteúdo é o bem, teremos a nossa parcela de céu, correspondente ao melhor da construção que efetuamos em nós, e se esse conteúdo é o mal estaremos necessariamente detidos na parcela de inferno que corresponda aos males de nossa autoria, até que se extinga o inferno de purgação merecida, criado por nós mesmos na intimidade da consciência.

Tudo o que foge à lei do amor e do progresso, sem a renovação e a sublimação por bases, gera o enquistamento mental, que nada mais é que a produção de nossos reflexos pessoais acumulados e sem valor na circulação do bem comum, consubstanciando as idéias fixas em que passamos a respirar depois do túmulo, à feição de loucos autênticos, por nos situarmos distantes da realidade fundamental.

É por esta razão que morrer significa penetrar mais profundamente no mundo de nós mesmos, consumindo longo tempo em despir a túnica de nossos reflexos menos felizes, metamorfoseados em região alucinatória decorrente do nosso monoideísmo na sombra, ou transferindo-nos simplesmente de plano, melhorando o clima de nossos reflexos ajustados ao bem, avançando em degraus conseqüentes para novos horizontes de ascensão e de luz.


(EMMANUEL - Pensamento e Vida, 29, Chico Xavier)
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 09 de Março de 2012, 15:14

O ser humano nasce com limitações e sofrimentos porque veio para resgatar débitos, agora para os animais qual resposta seria sendo que os mesmos não possuem livre arbítrio para sofrerem de pena consciencial.

Confesso que até hoje não obtive uma resposta convincente para essa questão.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.

As anomalias ou mutilações dos corpos são por razões materiais, que podem ter origem na genética ou em acidentes ou enfermidades. As necessidades dos Espíritos é disporem de corpos aptos a lhes oferecerem os dispositivos adequados às suas evoluções morais. Por isso o Espírito faz suas escolhas ou lhes são impostas, as condições físicas e ambientais que melhor adequem aos seus interesses evolutivos. Então, a pré-disposição dos corpos já existia para essa ou aquela questão e, dentre essas, o Espírito opta por aquelas que lhe são mais favoráveis ao progresso moral.
Para os animais que não tem a necessidade do progresso moral, a vivência física para eles é vivida dentro dos recursos que os corpos lhes oferecem, com a diferença que o sofrimento deles é apenas físico. Não observamos animais deprimidos ou angustiados e nem desistirem da vida por serem mutilados. Notamos o sofrimento deles, é óbvio, mas notamos, também, a disposição que sempre apresentam para viverem, mesmo tendo limitados os recursos físico. Além disso, sendo os animais auxiliares em nosso progresso, quando estes apresentam sofrimentos de qualquer ordem e que são provocados pela imprevidência do homem, isso causa um efeito moral naquele que está susceptível a isso, no caso o Homem. Assim, se o sofrimento dos animais não tem efeito moral para eles, esse efeito se fará no Homem que lhes impuseram a causa.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mourarego em 09 de Março de 2012, 15:47
Amigo Fraterno,
animais não são seres morais, por isso progridem em via expressa, ou seja por força das coisas.
Abraços,
Moura
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: raiodesol em 09 de Março de 2012, 16:54
Olha vou postar o que ouvi numa palestra aqui em minha cidade,sabe aquele menino o João Helio que foi arrsastado pelo carro,o palestrante falou que ele não sofreu porque a espiritualidade tirou o perispirito antes de ele sofrer,será isso verdade ou mais uma invenção dele?
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Fraterno em 09 de Março de 2012, 19:14
Olá amigo Moura,

Primeiramente gostaria de pedir desculpas ao amigo Ariovaldo por ter fugido um pouco do tema, mas como uma questão acaba levando a outra...

Moura, vou descrever aqui um episódio de um documentário que certa vez eu assisti no National Geographic e que já até postei aqui há alguns anos.

Um búfalo teve a infelicidade de ficar atolado em um lamaçal na savana africana sem conseguir sair, nisso algumas hienas tomaram proveito da situação e passaram a devorá-lo ainda vivo. Começaram comendo a carne pela parte traseira do animal, arrancaram o rabo, e foram devorando o bicho pouco a pouco, coxas, quadris, pernas enquanto animal permanecia vivo e se debatendo inutilmente. Em um dado momento a câmera focalizou o olhar do búfalo e seus olhos lacrimejavam muito, denotando aí que o animal expressava bastante sofrimento.
Mas a cena mais terrível foi quando uma das hienas arrancou-lhe as tripas pela parte traseira, isso tudo enquanto o animal permanecia vivo.
O infeliz ser teve que sofrer muito, mas muito mesmo antes de morrer para servir de alimento para as hienas.

E me diga Moura, se eu tivesse retratado essa mesma cena, mas no caso se trataria de um homem e topasse com as mesmas hienas.
Eu seria capaz de apostar que quase 100% dos espíritas diriam que este mesmo homem no mínimo teria sido um carrasco em uma vida anterior e que agora estava sofrendo dos mesmos males que havia subjugado suas pobres vítimas.

O que eu não consigo compreender é o porque de tamanha dor e sofrimento que um animal precisa passar sem ter culpa de absolutamente nada. Por Deus...

Abraços fraternos do Amigo Fraterno.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: HamLacerda em 09 de Março de 2012, 22:41


Revista Espírita 1864 » Novembro »


 Palestras familiares de além-túmulo »
 Sobre os Espíritos que ainda se julgam vivos

(SOCIEDADE DE PARIS, 21 DE JULHO DE 1864)

(MÉDIUM: SR. VÉZY)

 

Já vos falamos diversas vezes das várias provas e expiações, mas diariamente não descobris novas? Elas são infinitas, como os vícios da Humanidade. Como vos estabelecer a sua nomenclatura? Entretanto, vindes reclamar por um fato e eu vou tentar instruir-vos.

Nem tudo é provação na existência. A vida do Espírito continua, como já vos foi dito, desde o nascimento até o infinito. Para uns a morte é um simples acidente que em nada influi sobre o destino do que morre. Uma telha caída, um ataque de apoplexia, uma morte violenta, muitas vezes nada mais fazem além de separar o Espírito do seu envoltório material; mas o envoltório perispiritual conserva, pelo menos em parte, as propriedades do corpo que acaba de cair. Se eu pudesse, num dia de batalha, vos abrir os olhos que possuís, mas dos quais não podeis fazer uso, veríeis muitas lutas continuando, muitos soldados se atirando ainda ao assalto, defendendo e atacando trincheiras; ouvi-los-íeis mesmo soltando seus hurras e gritos de guerra, em meio ao silêncio e sob o véu lúgubre que segue um dia de matança. Terminado o combate, eles voltam aos lares para abraçar seus velhos pais e suas velhas mães que os esperam. Para alguns tal estado às vezes dura muito tempo; é uma continuidade da vida terrena, um estado misto entre a vida corporal e a vida espiritual. Por que, se foram simples e prudentes, sentiriam o frio do túmulo? Por que passariam bruscamente da vida à morte, da claridade do dia à noite? Deus não é injusto e deixa aos pobres de espírito esse prazer, esperando que eles vejam o seu estado pelo desenvolvimento de suas próprias faculdades e que passem calmamente da vida material à vida real do Espírito.

Consolai-vos, pois, vós que tendes pais, mães, irmãos ou filhos extintos sem luta. Talvez lhes seja permitido acreditar ainda que seus lábios se aproximem de vossas frontes. Enxugai vossas lágrimas: o pranto é doloroso para eles, e eles se admiram ao ver-vos derramá-lo; eles envolvem com os braços o vosso pescoço e vos pedem sorrisos. Sorri, pois, para esses invisíveis, e orai para que eles troquem o papel de companheiros pelo de guias; para que desdobrem suas asas espirituais, que lhes permitirão planar no infinito e vos trazer as suas suaves emanações.

Notai bem que não vos digo que todos os mortos de súbito caem nesse estado. Não, mas não há um só cuja matéria não tenha que lutar com o Espírito que se reencontra. Houve o duelo, a carne rasgou-se, o Espírito se obscureceu no momento da separação, e na erraticidade ele reconheceu a verdadeira vida.

Agora vou dizer-vos algumas palavras sobre aqueles para os quais este estado é uma provação. Oh! Como ela é penosa! Eles se julgam vivos e bem vivos, possuindo um corpo capaz de sentir e saborear os prazeres da Terra, e quando suas mãos querem tocá-los, as mãos se dissolvem; quando querem aproximar os lábios de uma taça ou de uma fruta, os lábios se aniquilam; eles veem, eles querem tocar, mas não podem sentir nem tocar. O paganismo oferece uma bela imagem deste suplício apresentando Tântalo sentindo fome e sede e jamais podendo tocar com os lábios na fonte de água que murmurava aos seus ouvidos, ou no fruto que parecia amadurecer para ele. Há maldições e anátemas nos gritos desses infelizes! O que fizeram eles para suportar tais sofrimentos? Perguntai a Deus. É a lei, que foi escrita por ele. Aquele que mata com a espada, morrerá pela espada; aquele que profanou o próximo, por sua vez será profanado. A grande lei de Talião estava escrita no livro de Moisés e ainda está escrita no grande livro da expiação.

Orai pois incessantemente por esses na hora final. Seus olhos fechar-se-ão, e eles dormirão no espaço, como dormiram na Terra, e, ao despertar, encontrarão não mais um juiz severo, mas um pai compassivo, lhes assinando novas obras e novos destinos.

 

SANTO AGOSTINHO
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: RUI FERNANDES MORGADO em 09 de Março de 2012, 23:34
Olá amigo Rui,

Essa da caipirinha foi boa! Mas se há limões porque não? ;D

E quanto ao que o amigou postou:

"Tanto isso é uma verdade, que existe no Espiritismo um axioma, uma máxima, de que neste mundo "Ninguém Sofre Inocentemente"

O amigo quis dizer ninguém ou nenhum ser? Eu pergunto isso pelo seguinte:
Sempre que se vê uma pessoa com algum problema físico, uma perna que esteja faltando por exemplo, já se diz logo que essa pessoa usou essa mesma perna pra fazer alguma maldade na vida anterior ou se é um braço que falta que usou este mesmo braço pra assassinar uma pessoa, ou se é um problema mental que foi devido a suicídio com tiro na cabeça, etc.

Agora eu pergunto: Um cachorro que nasce aleijado de uma perna, ou um rato que nasce sem um dos membros que faltas eles cometeram pra merecer estas limitações?

O ser humano nasce com limitações e sofrimentos porque veio para resgatar débitos, agora para os animais qual resposta seria sendo que os mesmos não possuem livre arbítrio para sofrerem de pena consciencial.

Confesso que até hoje não obtive uma resposta convincente para essa questão.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.

Meu caro Fraterno!

Quando eu disse "Que Ninguém Sofre Inocentemente", eu desejei dizer que Os Espíritos Encarnados, Não Sofrem Injustamente, suas dores, seus defeitos físicos, seus dramas...

Na maioria dos casos, esses sofrimentos tem origem na Lei de Causa e Efeito, óbviamente resul
tados de suas ações equivocadas, ainda nesta ou em outras vidas passadas... Outros casos po
derão ter origem em provas pelas quais optou ou lhes foram orientadas...

Os Espíritos Desencarnados também estão sujeitos a Lei de Causa e Efeito!

Quanto aos animais, que não possuem o livre arbítrio, portanto, não estão sujeitos a Lei de Causa e Efeito, suas dores, sofrimentos... são justificados como sendo uma preparação para
a fase hominal que no futuro ascenderá...

Um forte abraço!

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP

Nota: Embora os esclarecimentos de Chico Xavier estejam mais focados nos resultados dos suicídios, contudo, eles poderão lhe dar uma idéia a respeito (acesse em uma das páginas deste mesmo tópico o Vídeo postado pelo amigo Ariovaldo).

 
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Fraterno em 10 de Março de 2012, 04:27
Olá,

Quero agradecer ao amigo Rui pela resposta e também ao amigo Kazaoka, esta recebida via MP.

Mas tanto numa resposta quanto na outra para mim, infelizmente, a matemática não bate.
O homem sofre as dores carnais em resgate as dores morais.
Deus jamais imputa sofrimento a quem quer que seja, porque Deus é bom e infinitamente justo.
Toda a dor, todo sofrimento provém das próprias ações humanas.
Porém, um animal que sofre não está em débito com absolutamente nada.
Seria o sofrimento o pagamento a Deus pela sua criação? Não concordo.

O que talvez explicaria tais sofrimentos seria ação da metempsicose (coisa que também não concordo já que o ser humano jamais involui)
Então, ainda falta uma resposta para essa equação, esse quebra-cabeça divino.
Todo ser constituido de terminações nervosas passa por dores atrozes quando essas mesmas terminações são danificadas. O mecanismo da dor é uma resposta da evolução para que nos prontifiquemos a defesa ou a fuga a fim de nos preservarmos como espécie.
Então se um animal quebra uma perna foi devido as forças da natureza, mas se um ser humano também quebra uma perna foi resgate de débitos.
Nós humanos não poderiamos sentir as mesmas dores porque tão somente isso é um processo evolutivo?

Ao meu ver essa matemática só pende para um lado de maneira apenas a justificar o sofrimento humano, enquanto o outro lado é relegado devido apenas a fatores naturais.

Mas gostaria de dar por encerrado este assunto, se possível, e prossigamos com o tema mensal tão bem eleborado pelo amigo Ariovaldo e que é verdadeiramente o cerne deste tópico.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Kazaoka em 10 de Março de 2012, 10:37
Os acidentes, doenças, etc. que porventura ocorrem com o homem e demais seres da criação não é o resgate em si. A prova ou resgate do Espírito está na ação comportamental do Espírito ao vivenciá-las, e somente o humano aplica o efeito moral (revolta, maledicência, vingança, perdão, etc.) em tais fatos. E estas são apenas algumas das várias situações que o Espírito é provado. Além das já citadas, temos ainda as questões familiares, profissionais, relacionamento, caridade, riqueza, pobreza, etc..

A sabedoria Divina é muito grande para aplicar a sua justiça no simples toma-lá-dá-cá.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 10 de Março de 2012, 11:27

Antes de iniciar, quero agradecer a todos os amigos e amigas que estão interagindo conosco nestes estudos e dizer de minha imensa satisfação em fazer parte deste quadro de amigos.


Aproveito para dizer que os questionamentos levantados são tão somente uma forma de conduzir os estudos e manter a dinâmica em torno das ideias e debates que estamos desenvolvendo a respeito da questão da transição.


Enfim, informar que hoje a noite, as 20h00 (Brasil), faremos uma apresentação em vídeo e ao vivo, através de transmissão pela internet pelo site http://www.ustream.tv/channel/forumespirita, onde abordaremos sobre o assunto, utilizando-nos de slides e abrindo para perguntas através do nosso e-mail perguntas@andreariovaldo.com.br


Com isso, contamos com a participação de todos na única intenção de aproveitarmos os recursos que a internet nos oferece e enriquecermos nossos conhecimentos em torno da Doutrina dos Espíritos.













Amigo Rui.

Eu teorizo que em lugares mais atrasados moralmente no plano espiritual existem espíritos que fermentam e destilam suas próprias bebidas sem a necessidade mesmo de estar junto a um encarnado para o consumo alcoólico.

Por que eu teorizo que matéria é matéria em qualquer lugar, a diferença só está na sutilidade.
O que muitas vezes esquecemos, e que está na codificação, é que existem três coisas no universo. Deus, Espírito e matéria.

Digamos que o Espírito é a alma do perispírito e consquentemente do corpo carnal.
Então, de uma certa forma nunca seremos "Espíritos in natura" sempre haverá um veículo que servirá de tabernáculo para essa centelha divina que é invísivel até mesmo no próprio plano espiritual... e eu ouso dizer que na verdade o que existe é um plano perispíritual onde a matéria se faz presente com as mesmas características da que existe na terra, porém mais maleável devido a sua natureza sutil.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 10 de Março de 2012, 18:59
Querido amigo André e amigos do estudo mensal... Muita paz a todos

Trago esta mensagem e espero que contribua no tema desenvolvido

Treino para a Morte


        Preocupado com a sobrevivência além-túmulo, você pergunta, espantado, como deveria ser levado a efeito o treinamento de um homem para as surpresas da morte.
        A indagação é curiosa e, realmente, dá o que pensar.
        Creia, contudo, que, por enquanto, não é muito fácil preparar, tecnicamente, um companheiro à frente da peregrinação infalível.
        Os turistas que procedem da Ásia ou da Europa habilitam futuros viajantes com eficiência, por lhes não faltarem os termos analógicos necessários. Mas, nós, desencarnados, esbarramos com obstáculos quase intransponíveis.
        A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material. Entretanto, a Religião até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma.
        Importa considerar, também, que a sua consulta, ao invés de ser encaminhada a grandes teólogos da Terra, hoje domiciliados na Espiritualidade, foi endereçado justamente a mim, pobre noticiarista sem méritos para tratar de semelhante inquirição.
        Pode acreditar que não obstante achar-me aqui de novo, há quase vinte anos de contado, sinto-me ainda no assombro de um xavante, repentinamente trazido da selva matogrossense para alguma de nossas Universidades, com a obrigação de filiar-se, de inopino, aos mais elevados estudos e às mais complicadas disciplinas.
        Em razão disso, não posso reportar-me senão ao meu próprio ponto de vista, com as deficiências do selvagem surpreendido junto à coroa da Civilização.
        Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante.
Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, Não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.
Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão. Tenho visto muitas almas de origem aparentemente primorosa, dispostas a trocar o prórpio Céu pelo uísque aristocrático ou pela nossa cachaça brasileira.
Tanto quanto lhe seja possível, evite os abusos do fumo. Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes da nicotina.
Não se renda à tentação dos narcóticos. Por mais aflitivas pareçam as crises do estágio no corpo, agüente firme os golpes da luta. As vítimas da cocaína, da morfina e dos barbitúricos demoram-se largo tempo na cela escura da sede e da inércia.
E o sexo? Guarde muito cuidado na preservação do seu equilíbrio emotivo. Temos aqui muita gente boa carregando consigo o inferno rotulado de "amor".
Se você possui algum dinheiro ou detém alguma posse terrestre, não adie doações, caso esteja realmente inclinado a fazê-las. Grandes homens, que admirávamos no mundo pela habilidade e poder com que concretizavam importantes negócios, aparecem, junto de nós, em muitas ocasiões, à maneira de crianças desesperadas por não mais conseguirem manobrar os talões de cheque.
Em família, observe cautela com testamentos. As doenças fulminatórias chegam de assalto, e, se a sua papelada não estiver em ordem, você padecerá muitas humilhações, através de tribunais e cartórios. Sobretudo, não se apegue demasiado aos laços consangüíneos. Ame sua esposa, seus filhos e seus parentes com moderação, na certeza de que, um dia, você estará ausente deles e que, por isso mesmo, agirão quase sempre em desacordo com sua vontade, embora lhes respeitem a memória. Não se esqueça de que, no estado presente da educação terrestre, se alguns afeiçoados lhe registrarem a presença extraterrena depois dos funerais, na certa intimá-lo-ão a descer aos infernos, receando-lhe a volta inoportuna.
Se você já possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça. É horrível a responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele.
Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos. Convença-se de que se você não experimenta simpatia por determinadas criaturas, há muita gente que suporta você com muito esforço. Por essa razão, em qualquer circunstância, conserve o seu nobre sorriso.
Trabalhe sempre, trabalhe sem cessar. O serviço é melhor dissolvente de nossas mágoas.
Ajude-se, através do leal cumprimento de seus deveres.
Quanto ao mais, não se canse nem indague em excesso, porque, com mais tempo ou menos tempo, a morte lhe oferecerá o seu cartão de visita, impondo-lhe ao conhecimento tudo aquilo que, por agora, não lhe posso dizer.
               (Irmão X no livro CARTAS E CRÔNICAS - Psicografia de Chico Xavier.)
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: FENet em 10 de Março de 2012, 19:54
Transmissão em direto do estudo dia 10 de Março às 20h Brasília e 23h Portugal, basta acessar a este link e partilhe com seus amigos:
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Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Felipa em 10 de Março de 2012, 21:01

PORQUE DEVEMOS NOS CONFORMAR COM A MORTE

Muitas pessoas ficam até mesmo revoltadas quando fazem orações com muita fé pedindo pela saúde de um amigo ou parente e os pedidos não são atendidos. Na verdade se revoltar contra Deus quando perdemos um filho é um grande erro. E tudo se resolve quando mudamos a forma como vemos as coisas. Quando passamos a ver as coisas da forma correta.
A primeira coisa que precisamos entender é que nossos filhos não são nossos. Ter um filho significa receber de Deus a responsabilidade temporária de cuidar, amar e educar um ser que pertence a Deus.
Em segundo lugar precisamos entender que a verdadeira vida não é a vida terrena. A vida na Terra é uma situação transitória. Jesus falou sobre isto algumas vezes. A vida real, a felicidade real não pertence a este mundo. A vida na Terra é curta e transitória. A vida do nosso espirito é eterna. Todos nós estamos aqui cumprindo uma processo de aprendizagem que tem inicio, meio e fim. É como se matricular em uma escola sabendo que dentro de alguns anos terminaremos o curso e voltaremos para a nossa vida normal longe do universo escolar.
Em terceiro lugar precisamos entender que todos nós já nascemos e morremos inúmeras vezes. Em cada existência aprendemos alguma coisa de útil e subimos um degrau na escada que nos levará a pureza e perfeição do espirito. Esta não foi a única e não será a última existência do seu filho. Com certeza não é a primeira e nem a última vez que você verá seu filho pois vocês possuem toda a eternidade e inúmeras existências pela frente.
Na maioria das vezes morremos quando nossa missão nesta existência atual se encontra cumprida ou então quando sucumbimos a missão. Nos dois casos não existe mais razão para nossa permanência aqui. Deus felizmente nos poupa de viver desnecessariamente aprisionados dentro deste corpo material limitado sujeito a tantas dores e doenças. Vivemos até o momento em que nossa existência é útil para o nosso aprendizado ou para o aprendizado de terceiros. E assim que possível Deus nos liberta da vida da Terra e retornamos para a nossa verdadeira vida.
A dor que sentimos quando perdemos um parente é fruto de nossa falta de entendimento das coisas divinas. É fruto da educação que recebemos dentro da nossa sociedade. Dependendo da cultura e do povo a dor sentida em uma situação de morte pode ser maior, menor ou mesmo não existir. No máximo devemos sentir aquele mesmo sentimento de saudade que temos quando um parente nosso embarca em uma viagem que irá durar alguns anos. Precisamos ter a certeza que nossa existência é curta e em breve todos nós nos encontraremos inúmeras vezes.
http://www.vidaemorte.org
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Felipa em 10 de Março de 2012, 21:19

Morri e Agora? – A Enfermeira

Sônia estava atrasada para o trabalho. Depois de aprontar seus filhos para a escola chegou no hospital onde trabalhava. Ao atravessar a rua correndo é atropelada por um veículo. Logo os funcionários do hospital a socorreram. Ouvia seus colegas de trabalho dizendo que seu estado era muito grave. Durante o atendimento um dos médicos declara que estava morta.
Sônia entra em desespero, pois se sentia viva. Ouvia tudo que acontecia a sua volta. Suas amigas enfermeiras choravam e lamentavam sua morte. Porem uma voz de alguém que não conseguiu identificar diz que sabe que ela estava viva e que deveria se acalmar.
Ouve a voz dizendo que seria levada para um local mais tranqüilo e que deveria se acalmar. Sônia ainda sem entender nada conclui que seria levada para a U.T.I. Ao mesmo tempo continuava ouvindo choros e lamentações em sua mente.
Dormiu e ao acordar do sono em que se encontrava viu que estava em uma enfermaria, mas que não sabia onde ficava esta enfermaria. Achou estranho o fato de não encontrar os ferimentos que havia no seu corpo depois do atropelamento.
Um médico que nunca viu na vida entra no quarto e questiona se está bem. A esta altura ela acreditava estar saindo de um coma e que estava em outro hospital. Então ela pergunta para o médico:
- Onde estou?
- Você está na outra parte do hospital.
- Que outra parte? – indaga curiosa.
- Na que fica do outro lado – respondeu uma das senhoras que se encontravam no quarto.
- Lado, que lado?
- Do além – diz a senhora baixinho e rapidamente.
- Sônia – falou o senhor médico -, você compreenderá aos poucos.
Sônia fica aborrecida, finge dormir. Quando todos saem do quarto ela escapa. Passa por um corredor e vê uma escada. Logo reconhece o hospital onde trabalhava. Então volta para o quarto achando estranho o fato de nunca ter visto aquela parte do hospital onde trabalhava. Em um segundo momento ela foge do hospital.
Sem saber como ela chega na casa onde morava. Tentava por os objetos no lugar, mas percebeu que não os conseguia mover. Depara-se com seu filho e sua mãe e se surpreende pelo fato deles não a conseguir ver. Ninguém na casa a conseguia ver e ouvir. Sônia acha tudo estranho e acredita que a família estava irritada pelo fato dela ter fugido do hospital.
Isso durou semanas.
Aproveitando que sua mãe iria ao hospital pegar algumas coisas dela, Sônia vai junto. Ao chegar no hospital não encontra mais as escadas por onde havia fugido e perde sua família. Vai até a área de doentes terminais onde trabalhava.
Viu um senhor em estado terminal que já conhecia pelo fato de ser rude e mal educado com os funcionários do hospital que tratavam dele. O senhor tem o estado de saúde agravado e morre na sua frente. Sônia vê dois vultos escuros entrando no quarto. Um deles puxa o senhor da cama com força fazendo com que o senhor se transformasse em duas pessoas. O que ficou na cama estava morto e quieto. O outro parecia desesperado gritando e desaparecendo com o vulto. Pouco tempo depois uma senhora no mesmo local falece orando. Uma luz muito forte a envolve e a divide em duas, uma fica no leito e a outra é levada pela bonita luz.

continua...
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Felipa em 10 de Março de 2012, 21:21

continuação...

Sônia assustada com tudo que estava vendo se depara com a mesma mulher que cuidava dela quando estava na enfermaria. Então fica sabendo que na verdade não possui mais seu corpo físico. Mas que continuava viva já que seu espírito não morre. Sônia fica ciente de que estava morta.
Levada novamente para enfermaria fica sabendo que já estava morta a oito meses. Pelo fato de ter dormido muito e ter ficado desorientada perdeu a idéia de tempo. Entendeu como chegou em casa. Foi através da volitação, uma espécie de viagem no espaço/tempo feita pelos espíritos de forma inconsciente ou consciente (quando se estuda para isto). Já o fato de ter conseguido trocar de roupa é explicado pela possibilidade que os espíritos possuem de “plasmar” objetos através de sua força mental.
O senhor que havia morrido e levado pelos vultos negros levou uma vida praticando maldade. Pessoas que sofreram estas maldades e que não o perdoaram o levaram para regiões trevosas com o objetivo de vingar-se dele. Já a senhora foi uma pessoa bondosa fazendo grandes amizades. Estes bons amigos a levaram para regiões melhores onde encontraria outros amigos e parentes para seguir sua vida como espírito.
Existe ainda a situação de morte vivida por Sônia que continuou por muito tempo ligada ao corpo material e por este motivo ouvia as vozes de seus parentes e os reflexos do seu corpo como se ainda estivesse dentro dele. Sônia só foi desligada do corpo 2 horas antes do enterro e precisou passar por um tratamento na enfermaria por todos estes meses. Muitos se recusam a abandonar o corpo e acabam sendo enterrados junto com ele.
Sônia se preocupa pelo fato de seu marido desejar ser cremado no lugar de ser enterrado. Então lhe explicam que nos crematórios existem equipes de espíritos socorristas especializados em realizar o procedimento de desligamento do espírito antes do inicio da cremação. Os bons espíritos são levados para colônias onde irão aprender a viver esta nova vida. Os espíritos imprudentes que não aceitam a morte ou a ajuda ficam a vagar ou retornam para a casa de seus familiares aqui na Terra até que um dia estejam prontos para receber algum tipo de ajuda.
Sônia é transferida para uma colônia no plano espiritual onde aprende a viver e a ser útil nesta nova forma de vida. Tempos depois é convidada a enfermeira socorrista no mesmo hospital que trabalhou quando viva.
E a vida fantasticamente continua.
Lição aprendida:
Não devemos nos iludir. Devemos aceitar o fato de que a morte existe, ocorre com todos, e devemos nos preparar para ela como um novo estágio de nossa vida. Não aceitar a morte pode nos gerar sofrimento desnecessário no primeiros momentos depois do desencarnar.
Resumo do Capítulo 1
Livro: Morri e Agora?
Psicografia: Vera Lúcia Marinzek
Espírito: Antônio Carlos
http://www.vidaemorte.org
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: PJC em 10 de Março de 2012, 22:50
Boa noite.

Trago uma parte do livro "Depois da Morte" de Leon Dennis, o grande apóstolo do Espiritismo e continuador da obra de Kardec.
Penso que é interessante vermos o que ele escreveu a respeito do assunto do presente estudo.
Um forte abraço a todos!


A HORA FINAL

Que se passa no momento da morte e como se desprende o Espírito da sua prisão material?

Que Impressões, que sensações o esperam nessa ocasião temerosa? É isso o que interessa a todos conhecer, porque todos cumprem essa jornada.

A vida foge-nos a todo instante: nenhum de nós escapará à morte.

Ora, o que todas as religiões e filosofias nos deixaram ignorar os Espíritos, em multidão, no-lo vêm ensinar.

Dizem-nos que as sensações que precedem e se seguem à morte são infinitamente variadas e dependentes sobretudo do caráter, dos méritos, da elevação moral do Espírito que abandona a Terra.

A separação é quase sempre lenta, e o desprendimento da alma opera-se gradualmente.

Começa, algumas vezes, muito tempo antes da morte, e só se completa quando ficam rotos os últimos laços fluídicos que unem o perispírito ao corpo. A impressão sentida pela alma revela-se penosa e prolongada quando esses laços são mais fortes e numerosos. Causa permanente da sensação e da vida, a alma experimenta todas as comoções, todos os despedaçamentos do corpo material.

Dolorosa, cheia de angústias para uns, a morte não é, para outros, senão um sono agradável seguido de um despertar silencioso.

O desprendimento é fácil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres.

Há, ao contrário, luta, agonia prolongada no Espírito preso à Terra, que só conheceu os gozos materiais e deixou de preparar-se para essa viagem.

Entretanto, em todos os casos, a separação da alma e do corpo é seguida de um tempo de perturbação, fugitivo para o Espírito justo e bom, que desde cedo despertou ante todos os esplendores da vida celeste; muito longo, a ponto de abranger anos inteiros, para as almas culpadas, impregnadas de fluídos grosseiros.

Grande número destas últimas crê permanecer na vida corpórea, muito tempo mesmo depois da morte. Para estas, o perispírito é um segundo corpo carnal, submetido aos mesmos hábitos e, algumas vezes, às mesmas sensações físicas como durante a vida terrena.

Outros Espíritos de ordem inferior se acham mergulhados em uma noite profunda, em um completo Insulamento no seio das trevas. Sobre eles pesa a Incerteza, o terror.

Os criminosos são atormentados pela visão terrível e incessante das suas vítimas.

A hora da separação é cruel para o Espírito que só acredita no nada. Agarra-se como desesperado a esta vida que lhe foge; no supremo momento Insinua-se-lhe a dúvida; vê um mundo temível abrir-se para abismá-lo, e quer, então, retardar a queda. Daí, uma luta terrível entre a matéria, que se esvai, e a alma, que teima em reter o corpo miserável. Algumas vezes, ela fica presa até à decomposição completa, sentindo mesmo, segundo a expressão de um Espírito, “os vermes lhe corroerem as carnes”.

Pacífica, resignada, alegre mesmo, é a morte do justo, a partida da alma que, tendo muito lutado e sofrido, deixa a Terra confiante no futuro. Para esta, a morte é a libertação, o fim das provas. Os laços enfraquecidos que a ligam à matéria, destacam-se docemente; sua perturbação não passa de leve entorpecimento, algo semelhante ao sono.

Deixando sua residência corpórea, o Espírito, purificado pela dor e pelo sofrimento, vê sua existência passada recuar, afastar-se pouco a pouco com seus amargores e ilusões; depois, dissipar-se como as brumas que a aurora encontra estendidas sobre o solo e que a claridade do dia faz desaparecer.

O Espírito acha-se, então, como que suspenso entre duas sensações: a das coisas materiais que se apagam e a da vida nova que se lhe desenha à frente. Entrevê essa vida como através de um véu, cheia de encanto misterioso, temida e desejada ao mesmo tempo. Após, expande-se a luz, não mais a luz solar que nos é conhecida, porém uma luz espiritual, radiante, por toda parte disseminada. Pouco a pouco o inunda, penetra-o, e, com ela, um tanto de vigor, de remoçamento e de serenidade. O Espírito mergulha nesse banho reparador. Aí se despoja de suas incertezas e de seus temores. Depois, seu olhar destaca-se da Terra, dos seres lacrimosos que cercam seu leito mortuário, e dirige-se para as alturas. Divisa os céus Imensos e outros seres amados, amigos de outrora, mais jovens, mais vivos, mais belos que vêm recebê-lo, guiá-lo no seio dos espaços. Com eles caminha e sobe às regiões etéreas que seu grau de depuração permite atingir. Cessa, então, sua perturbação, despertam faculdades novas, começa o seu destino feliz.

A entrada em uma vida nova traz impressões tão variadas quanto o permite a posição moral dos Espíritos. Aqueles — e o número é grande — cujas existências se desenrolam indecisas, sem faltas graves nem méritos assinalados, acham-se, a princípio, mergulhados em um estado de torpor, em um acabrunhamento profundo; depois, um choque vem sacudir-lhes o ser. O Espírito sai, lentamente, de seu invólucro: como uma espada da bainha; recobra a liberdade, porém, hesitante, tímido, não se atreve a utilizá-la ainda, ficando cerceado pelo temor e pelo hábito aos laços em que viveu. Continua a sofrer e a chorar com os entes que o estimaram em vida. Assim corre o tempo, sem ele o medir; depois de muito, outros Espíritos auxiliam-no com seus conselhos, ajudando a dissipar sua perturbação, a libertá-lo das últimas cadeias terrestres e a elevá-lo para ambientes menos obscuros.

Em geral, o desprendimento da alma é menos penoso depois de uma longa moléstia, pois o efeito desta é desligar pouco a pouco os laços carnais.

As mortes súbitas, violentas, sobrevindo quando a vida orgânica está em sua plenitude, produzem sobre a alma um despedaçamento doloroso e lançam-na em prolongada perturbação.

Os suicidas são vítimas de sensações horríveis. Experimentam, durante anos, as angústias do último momento e reconhecem, com espanto, que não trocaram seus sofrimentos terrestres senão por outros ainda mais vivazes.


continua...
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: PJC em 10 de Março de 2012, 22:52
...continuação.


O conhecimento do futuro espiritual, o estudo das leis que presidem à desencarnação são de grande importância como preparativos à morte. Podem suavizar os nossos últimos momentos e proporcionar-nos fácil desprendimento, permitindo mais depressa nos reconhecermos no mundo novo que se nos desvenda.

O JULGAMENTO

Uma lei tão simples em seus princípios quanto admirável em seus efeitos preside à classificação das almas no espaço.

Quanto mais sutis e rarefeitas são as moléculas constitutivas do perispírito tanto mais rápida é a desencarnação, tanto mais vastos são os horizontes que se rasgam ao Espírito. Devido ao seu peso fluídico e às suas afinidades, ele se eleva para os grupos espirituais que lhe são similares.

Sua natureza e seu grau de depuração determinam-lhe nível e classe no meio que lhe é próprio.

Com alguma exatidão tem-se comparado a situação dos Espíritos no espaço à dos balões cheios de gases de densidades diferentes que, em virtude de seus pesos específicos, se elevam a alturas diversas.

Mas, cumpre que nos apressemos em acrescentar que o Espírito é dotado de liberdade e, portanto, não estando imobilizado em nenhum ponto, pode, dentro de certos limites, deslocar-se e percorrer os páramos etéreos.

Pode, em qualquer tempo, modificar suas tendências, transformar-se pelo trabalho ou pela prova, e, conseguintemente, elevar-se à vontade na escala dos seres.

É, pois, uma lei natural, análoga às leis da atração e da gravidade, a que fixa a sorte das almas depois da morte.

O Espírito impuro, acabrunhado pela densidade de seus fluídos materiais, confina-se nas camadas inferiores da atmosfera, enquanto a alma virtuosa, de envoltório depurado e sutil, arremessa-se, alegre, rápida como o pensamento, pelo azul infinito.

É também em si mesmo — e não fora de si, é em sua própria consciência que o Espírito encontra sua recompensa ou seu castigo. Ele é seu próprio juiz. Caído o vestuário de carne, a luz penetra-o e sua alma aparece nua, deixando ver o quadro vivo de seus atos, de suas vontades, de seus desejos.

Momento solene, exame cheio de angústia e, muitas vezes, de desilusão.

As recordações despertam em tropel e a vida inteira desenrola-se com seu cortejo de faltas, de fraquezas, de misérias. Da infância à morte, tudo, pensamentos, palavras, ações, tudo sai da sombra, reaparece à luz, anima-se e revive. O ser contempla-se a si mesmo, revê, uma a uma, através dos tempos, suas existências passadas, suas quedas, suas ascensões, suas fases inumeráveis.

Conta os estágios franqueados, mede o caminho percorrido, compara o bem e o mal realizados.

Do fundo do passado obscuro, surgem, a seu apelo, como outros tantos fantasmas, as formas que revestiu através das vidas sucessivas.

Em uma visão clara, sua recordação abraça as longas perspectivas das Idades decorridas; evoca as cenas sanguinolentas, apaixonadas, dolorosas, as dedicações e os crimes; reconhece a causa dos processos executados, das expiações sofridas, o motivo da sua posição atual.

Vê a correlação que existe, unindo suas vidas passadas aos anéis de uma longa cadeia desenrolando-se pelos séculos. Para si, o passado explica o presente e este deixa prever o futuro. Eis para o Espírito a hora da verdadeira tortura moral. Essa evocação do passado traz-lhe a sentença temível, a increpação da sua própria consciência, espécie de julgamento de Deus. Por mais lacerante que seja, esse exame é necessário porque pode ser o ponto de partida de resoluções salutares e da reabilitação.

O grau de depuração do Espírito, a posição que ocupa no espaço representam a soma de seus progressos realizados e dão a medida do seu valor moral. É nisto que consiste a sentença infalível que lhe decide a sorte, sem apelo.

Harmonia profunda! Simplicidade maravilhosa que as instituições humanas não poderiam reproduzir; o princípio de afinidade regula todas as coisas e fixa a cada qual o seu lugar. Nada de julgamento, nada de tribunal, apenas existe a lei imutável executando-se por si própria, pelo jogo natural das forças espirituais e segundo o emprego que delas faz a alma livre e responsável.

Todo pensamento tem uma forma, e essa forma, criada pela vontade, fotografa-se em nós como em um espelho onde as imagens se gravam por si mesmas. Nosso envoltório fluídico reflete e guarda, como em um registro, todos os fatos da nossa existência. Esse registro está fechado durante a vida, porque a carne é a espessa capa que nos oculta o seu conteúdo. Mas, por ocasião da morte, ele abre-se repentinamente e as suas páginas distendem-se aos nossos olhos.

O Espírito desencarnado traz, portanto, em si, visível para todos, seu céu ou seu inferno. A prova irrecusável da sua elevação ou da sua inferioridade está inscrita em seu corpo fluídico. Testemunhas benévolas ou terríveis, as nossas obras, os nossos desígnios justificam-nos ou acusam-nos, sem que coisa alguma possa fazer calar as suas vozes. Daí o suplício do mau que, acreditando estarem os seus pérfidos desejos, os seus atos culpáveis profundamente ocultos, os vê, então, brotar aos olhos de todos; daí os seus remorsos quando, sem cessar, repassam diante de si os anos ociosos e estéreis, as horas impregnadas no deboche e no crime, assim como as vítimas lacrimosas, sacrificadas a seus instintos brutais. Daí também a felicidade do Espírito elevado, que consagrou toda a sua vida a ajudar e a consolar seus irmãos.

Para distrair-se dos cuidados, das preocupações morais, o homem tem o trabalho, o estudo, o sono. Para o Espírito não há mais esses recursos. Desprendido dos laços corporais, acha-se incessantemente em face do quadro fiel e vivo do seu passado. Assim, os amargores e pesares contínuos, que então decorrem, despertam-lhe, na maior parte dos casos, o desejo de, em breve, tomar um corpo carnal para combater, sofrer e resgatar esse passado acusador.


(LEON DENIS, "Depois da Morte", caps. 30 e 31)



*
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: FENet em 10 de Março de 2012, 22:58
Está a começar agora a transmissão, clique aqui para assitir: https://www.facebook.com/forumespirita?sk=app_149758925097608
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 12 de Março de 2012, 18:22
A todos os amigos que não acompanharam sábado, durante a transmissão ao vivo de nosso curso sobre o tema A Transição, os meus mais sinceros agradecimentos. A satisfação de fazer esse trabalho para mim é indescritível.


Para todos, os meus mais sinceros abraços.


Abaixo, colamos o vídeo do estudo realizado para a apreciação e debate geral.




A morte, segundo o Espiritismo - Passagem da vida material à espiritual (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVVMMXF2eTk3RG53I3dz) 
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 12 de Março de 2012, 18:45


No vídeo, há um erro de minha parte nas explicações, onde eu falo que "Não é a morte do corpo que causa a partida do Espírito, mas a partida deste...". Nesse ponto, peço a todos que ignorem esse trecho, pois o correto é exatamente o oposto:


"Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito." (Genese, cap. 11, item 18).


Assim, o Espírito parte, quando o corpo morre e não o contrário.









A todos os amigos que não acompanharam sábado, durante a transmissão ao vivo de nosso curso sobre o tema A Transição, os meus mais sinceros agradecimentos. A satisfação de fazer esse trabalho para mim é indescritível.


Para todos, os meus mais sinceros abraços.


Abaixo, colamos o vídeo do estudo realizado para a apreciação e debate geral.




A morte, segundo o Espiritismo - Passagem da vida material à espiritual (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVVMMXF2eTk3RG53I3dz)
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Mizica em 12 de Março de 2012, 19:44
 :) Oi!
Boa tarde André, boa tarde à todos!

Prazer em conhecê-lo e parabéns pela escolha do tema. Que todo o transcurso do trabalho seja coroado de êxito.

A questão da morte é sempre uma incognita para todos nós, creio eu. No meu caso, a medida que fui deixando fluir em mim os ensinamentos da DE o medo de morrer, foi como se desvanecendo. Mas estou sempre aprendendo, aprendendo e aprendendo... E a gente já passou por esse processo tantas vezes, não é mesmo? É só pensarmos nas várias reencarnações que tivemos ...
É realmnente impressionante o que encontramos ao ler o livro o Céu e o Inferno, uma das obras da codificação que mais gosto, sem falar do Evangelho Segundo o Espiritismo que me acompanha sempre. E muitas respostas são ali encontradas aliviando-nos as dúvidas...
Assistindo o vídeo, após o sábado pois não pude assistir ao vivo, voce fala da melancolia, da escravidão do espírito preso à matéria... então o fenomeno da morte liberta o espirito.... isso já nos pode ajudar a encarar o fenomeno morte com um pouco mais de tranquilidade e com um pouco menos de medo. E realmente nossa matéria, nosso corpo acaba sendo o vilão que nos aprisiona e a morte da matéria liberta o espírito.
Lógica que para ser aceita leva tempo ... mas conforta.

Até breve e obrigada por sua boa vontade de ajudar transmitindo-nos, com tanta naturalidade e humildade, seus cohecimentos sobre assunto tão palpitante.
Fique bem, fique em paz
Mizica, qualquer hora posso voltar...
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Felipa em 12 de Março de 2012, 23:06
 
Que significa morrer

O ataúde parecia guardar impassível aquilo que era o significado de boa parte de sua vida.
Ao mirar o corpo inerte, não conseguia conceber como poderia jazer ali a razão de suas alegrias, a fonte de suas mais nobres inspirações, o reduto dos seus sentimentos mais profundos.
A morte roubara-lhe de maneira infame quem lhe fora tesouro dos mais valiosos, ao longo de boa parte de sua vida. O amor de sua vida jazia ali.
Percebendo-lhe os tormentos que lhe vinham na alma, refletidos no olhar aprofundado pela dor, velho amigo acercou-se-lhe, indagando:
Admirando a estupidez da morte, meu amigo? A pergunta foi de tal forma inesperada, inusitada mesmo, que ele teve que refletir um tanto.
De fato, se fosse resumir seus sentimentos, era isso mesmo que ele pensava... A morte não é nada mais do que o momento mais estúpido da vida.
Mas, antes que pudesse concatenar algo para responder ao amigo, esse de imediato retomou a fala.
A morte pode nos parecer estúpida ou pode nos parecer lógica e racional, meu amigo. Depende de como você entende a vida.
Se vendo esse corpo inerte à sua frente, você conclui que aqui também está toda a fonte de seu afeto, o motivo de suas alegrias, a inteligência que você admira, ou o coração afetuoso que você aprendeu a amar, a vida é realmente uma tolice.
Se pensar assim, pode concluir que na vida aprendeu a amar células, a admirar secreções glandulares, a se apaixonar por sinapses cerebrais.
E como tudo que é feito de matéria, um dia perece e se transforma. É o que está acontecendo com o corpo que ora você enxerga.
Porém, se você consegue ver além do que seus olhos podem, e conseguir chegar onde sua razão melhor entende, verá que tudo aquilo que você aprendeu a amar teve morada neste corpo, mas não lhe pertencia, nem era fruto de suas atividades corporais.
Como o verdadeiro amor não se atém na forma, mas mergulha além daquilo que conseguimos ver, é essa a verdadeira fonte de nosso amor.
E a fonte desse amor continua vivendo, somente que agora apartado de um corpo que o acompanhou ao longo dessa existência. Chama-se Espírito imortal.
Quer dizer que voltaremos a nos encontrar? Redarguiu titubeante, entre a esperança e a incerteza.
Mas é claro, respondeu o amigo. Afinal, o amor desconhece o tempo e a distância.
Se alguns são chamados antes para o retorno ao lar, os que nos amam, justamente por nos amarem, estarão a aguardar o dia do reencontro, quando nós mesmos iremos aportar do lado de lá da vida.
E as dificuldades, doenças ou limitações daqui, lá já não mais se farão presentes, permitindo que as relações de afeto e carinho se façam mais amplas e plenas.
Assim meu caro, concluiu o amigo solícito, derrame suas lágrimas apenas pelas saudades naturais que irá sentir. Mas não dê a elas o peso da revolta ou da incompreensão para com os desígnios da vida, que são sempre sábios e acertados.
Aguarde, na paciência do coração daqueles que verdadeiramente amam, o dia em que novamente poderá estar estreitando o carinho e o amor com os que compartilhou tais expressões, ao longo de toda esta existência.
Lembre que além do corpo está o Espírito imortal.
 
Redação do Momento Espírita.
Em 10.03.2012
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Felipa em 12 de Março de 2012, 23:16

O que é a morte?

A morte um dia chegará para todos nós. Você esta preparado para o que vai acontecer? Muitos espiritos retornam para contar as situações vividas após a morte. Saiba como funciona mais este mecanismo da vida.
Para alguns morrer significa dormir e acordar entre amigos em um belo lugar. Para outros é um processo lento, doloroso, triste e que pode levar décadas para se concretizar.
A morte é um processo que só ocorre para o corpo orgânico. Este corpo formado de matéria, átomos, moléculas, células é parte física do planeta Terra e ao planeta retornará se transformando em material fértil para o solo.
Nosso espírito uma forma “energia inteligente” que da vida a massa orgânica que compõe nosso corpo. Esta energia mantém animada a matéria que nos compõe. Sem ela voltamos a ser matéria idêntica a terra, água e pedras existentes no solo.
Com a morte existe um desligamento do corpo físico da força energética que é o nosso espírito. Podemos chamar isto de desencarne. Este desencarnar é uma situação desagradável para aqueles que não estão preparados. Entender como isto funciona é muito simples e importante para evitar o sofrimento pela falta de conhecimento.
O seu sofrimento será maior quanto maior for o seu apego pelos objetos e coisas que te pertenciam no planeta. Entender isto é simples. Se você não tem mais corpo físico, então não pode mais usufruir do seu dinheiro, do seu poder, da beleza do seu corpo, dos prazeres do seu corpo, das suas jóias, do seu carro, da sua casa. Você se dará conta de que nada foi seu, nada teve em sua vida que fosse realmente seu. Você apenas estava usando as coisas que conquistou enquanto estava vivo. Depois de morto não pode levar estas coisas com você. Pouca importância e significado tem todas as coisas físicas que você conquistou em sua prevê vida na Terra diante de sua situação atual de eternidade do seu espírito. Não entender esta idéia tão simples gera muito sofrimento a muitos espíritos.
Existem situações em que o morto se recusa a abandonar a casa onde moravam. Fica perturbado e com raiva quando vê seus pertences sendo vendidos ou dados para seus familiares sem que ninguém o consultasse. Entender que nada temos é uma boa coisa a se fazer.
O sofrimento também será maior se você possuir apego exagerado pelas pessoas. Todos nós amamos nossos parentes, filhos, conjugue e amigos. É preciso entender que a morte não separa você dos demais por toda a eternidade. É preciso entender que a vida é um momento curto já que nosso espirito é eterno. Que significado tem 80 anos de vida se você é um ser eterno? Seus familiares também são eternos e em breve também morrerão e estarão no mundo espiritual como você. Por isto é preciso evitar o apego exagerado, o sentimento de saudade doentia.
Pessoas ciumentas sofrem muito pois não aceitam quando seus companheiros ou companheiras resolvem se unir a outras pessoas já que se encontram viúvas e desimpedidas quanto a isto. Um conselho muito dado pelos espíritos é que devemos evitar acompanhar nossos parentes depois que estamos mortos. Na maioria das vezes nada podemos fazer, e na verdade não devemos interferir em suas vidas.
O sofrimento na morte será maior quando temos raiva, ódio, rancor. São sentimentos que te deixa preso na Terra ou que te levam ao Umbral. É comum o caso de pessoas que morrem e ficam na Terra tentando atrapalhar a vida dos vivos. No final o maior prejudicado é você mesmo.
Quando se faz muito mal para as pessoas na Terra durante a vida as conseqüências podem ser trágicas durante a sua vida ou depois da sua morte.. Perceba que se não existe a morte o mal que você fez a outras pessoas não será esquecido e isso pode te gerar problemas algum dia. Por exemplo, se você fez mal a alguém, e este alguém morreu e não te perdoou, é possível que te persiga depois de morto. É possível que esteja presente na sua frente na hora em que você estiver morrendo. Os amigos do além das pessoas que você prejudicou em vida também podem estar dispostos a se vingar de você. Existem muitos relatos de pessoas que ao morrerem são raptadas por espíritos de baixa vibração que as levam para o Umbral para realizar torturas, humilhações e escravidão.

Continua...
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Felipa em 12 de Março de 2012, 23:19

Continuação…

O sofrimento é maior quando estamos repletos de sentimentos de culpa pelo mal que fizemos em vida ou pelo bem que deixamos de fazer em vida. Muitas vezes o arrependimento vem tarde demais e estando morto pouco se pode fazer para reparar com os vivos o mal que foi feito. O sentimento de remorso tortura.
O sofrimento será maior quando não acreditamos em vida após a morte e na existência de Deus. Muitos são os casos de pessoas que morrem e seus espíritos continuam no corpo. Por acreditarem no NADA após a morte permanecem imóveis como se estivessem em sono profundo. Chegam a ser enterrados junto com o corpo, tamanha a ligação que os mantêm junto a carne. Infelizmente acabam sentindo o processo de decomposição como se ainda estivessem vivos em seu corpo. Sofrem de pesadelos por ouvirem tudo como se estivessem vivos. Ouvem as vozes de espíritos brincalhões que habitam os cemitérios para zombarem de espíritos que lá ficam se fingindo de mortos dentro de seus túmulos até um dia serem resgatados por forças do bem ou forças do mal.
Existem equipes de socorro que ajudam as pessoas que estão morrendo. Eles facilitam o processo de desligamento do corpo do espírito evitando qualquer sofrimento prolongado. Mas isto só ocorre quando a pessoa é merecedora e tem uma vibração espiritual positiva permitindo assim que a ajuda surta efeito. Existem relatos de postos localizados em hospitais, cemitérios e até mesmo em estradas e rodovias onde é comum a existência de acidentes fatais.
Espíritos maldosos possuem vibrações em sintonia com espíritos imperfeitos. Estes espíritos sombrios também podem ajudar a pessoa a se desencarnar se desligando do corpo. E fazem isto para se vingarem, para humilhar e maltratar nas cidades do Umbral.
Com estas idéias já da para perceber com seria ter uma boa morte. A boa morte ocorre com aqueles que fizeram o bem em quanto estiveram na Terra e por isto possuem muitos amigos. Os amigos e parentes que se foram são os primeiros a ajudar e orientar nos momentos depois da morte. Se você não tem apego às coisas materiais que deixou na Terra não sofrerá ao perceber que suas coisas não são mais suas. Se aceitar a existência do espírito, da vida após a morte e na existência de Deus não sofrerá por estar agora separado de seus amigos e parentes, pois saberá que a vida é uma passagem e em breve estará junto a eles. Também não terá problemas de ser enterrado vivo pois ao saber da vida após a morte procurará orientação e ajuda. Se você fez o bem para as pessoas na Terra certamente encontrará amigos e familiares destas pessoas do outro lado onde estes serão gratos pelo bem que fez. Você será um espírito querido, respeitado e ajudado nesta situação de mudança que é a passagem da vida para a morte, ou melhor, da vida para a verdadeira vida.
Um ponto importante ao se destacar.
Os espíritos não podem agilizar a morte das pessoas. O desligamento do espírito do corpo só pode ocorrer quando o corpo está sem qualquer possibilidade de manter a vida. Nesta situação os espíritos continuam ligados ao corpo de forma desnecessária e inútil. Para agilizar o desligamento é que existe a ajuda de espíritos socorristas. A técnica que possibilita o desligamento é conhecida por espíritos socorristas, por familiares e amigos desencarnados que estão presentes e que possuem o conhecimento, e por espiritos maldosos que podem possuir o conhecimento da técnica utilizada no processo.
http://www.vidaemorte.org
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: M.Altino em 13 de Março de 2012, 11:03
Um bom dia  a todos  e antes  de tudo  quero dar os meus parabéns  ao nosso amigo Arivaldo pela  sua  forma agradável  com que nos   expôs e esta  tema sempre  bastante  complicado  que é  o momento da transição para o outro lado  da vida.
Sei  que  por  muito  que possamos dizer e pela  confiança e no conhecimento que vamos tendo,Eu pergunto :  Será que  todos estamos preparados ?
Resposta  muito complicada  de  dizer, pois  sempre é um momento  que  é  vivido individualmente  por  cada pessoa.
E pelo estudo da Doutrina Espírita  vamos   tentando compreender  todo o processo da transição para o outro lado  da vida.
Mas  o que podemos fazer  para que  esse  processo  seja  o melhor possível para  cada um de nós.
Vamos   pensar que  tudo o que vamos dizendo e fazendo nesta vida  tem de ser  ........ fazermos  o bem  e o melhor possível   na ajuda aos outros  e  sempre  colocarmos  nos  nossos  atos  de vida, pelo menos  o que vamos lendo  e  aprendendo.
Porque  na finalidade  quase sempre  não estamos devidamente preparados para  a separação , e  depois  pelo períspirito que  é  sempre  o que vai assimilar  tudo o que se passa  quando  a matéria se  desfaz e  as  sensações  são  vividas pelo períspirito, tudo acontece  pela  forma  mais  ou menos  materializada  que  tivemos  na vida.
Então penso eu  e   me digam  se estou errado tudo o que possamos passar  depois  da transição,  sempre  tem  muito  a ver  com a vida  que  aqui preparamos .
Lendo o Céu e  o Inferno vamos   entendendo  as várias fases  da partida de várias  Homens  e mulheres  em  que  a sua transição se faz  mais  ou menos  dolorosa consoante  a sua vivência nesta  vida.
Então temos  de estar atentos  para esse  grandioso momento da nossa partida nos  irmos preparando o melhor possível  seguindo os  conselhos do Cristo no  seu Evangelho ..........Orai  e   Vigiai.

Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino   
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: M.Altino em 13 de Março de 2012, 11:31
Ainda  na continuação do texto acima referido  deixo aqui um pequena  exemplo que nós é relatado no livro Céu e o Inferno.......
Que  nos dá uma grande  força  para  compreendermos o estudo e  estar nesta doutrina  Reveladora.
 A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro.
 A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade.
O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação.
 Ergueu-se o véu;
O mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os
homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os
próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos
em todos os graus da escala espiritual, em todas as bases da felicidade e da desgraça,
assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo
Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus
últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os
conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores
condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar
do Sol após uma noite de tempestade.
 Os motivos dessa confiança decorrem outrossim, dos fatos testemunhados e da concordância
 desses  fatos com a lógica com a justiça e bondade de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da Humanidade.
Para os espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a
define ao pensamento, o que muito é para fixar as idéias sobre a sua individualidade,
aptidões e percepções.
A lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa real.
 Não se nos apresentam mais como chamas fugitivas que nada falam ao pensamento, porém  sob uma forma concreta que antes no-los mostra como seres viventes.
 Além disso, em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, estão ao redor de nós ;
 o mundo corporal e o mundo espiritual identificam-se em perpétuas relações, assistindo-se
 mutuamente.
Não mais permissível sendo a dúvida sobre o futuro, desaparece o temor da morte;
 encara-se a sua aproximação a sangue-frio, como quem aguarda a libertação
pela porta da vida e não do nada.
Então vejamos   como o conhecimento e estudo  aliado  à  vida Moral que possamos  levar  e  sempre colocando  em prática  tudo,  podemos   então dizer  que  pelo menos  estamos um pouquinho preparados  e compreendermos  este  grande  momento da  nossa transição  e  como o podemos  sentir .
Temos  tudo ao nosso alcance .........  Então   porque   muitas  vezes adiamos ........... Perdoar   e  Amar ......... sermos melhores....

Um grande abraço  de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Silvio Matos em 13 de Março de 2012, 15:20
Amigos, parabéns pela escolha do tema, estudo e opiniões apresentadas. Muito bom.

Colaborando com o estudo de Ernesto Bozzano.

Abç

Eis os detalhes fundamentais sobre os quais estão de acordo os espíritos comunicantes (salvo as inevitáveis exceções, que confirmaram a regra, e que intervêm as vezes modificando, abreviando, eliminando algumas das habituais experiências inerentes à crise da morte, ou então determinam a manifestação de outras experiências incomuns no período inicial da existência espiritual).
Todos afirmam que:

1.   Reencontraram-se em forma humana no mundo espiritual.
2.   Ignoraram, durante algum tempo, ou mesmo por um longo tempo, que estavam mortos.
3.   Passaram, durante a crise anterior à agonia, ou pouco depois, pela prova de rememoração sintética de todos os acontecimentos da sua existência (visão panorâmica ou epílogo da morte ).
4.   Foram acolhidos no mundo espiritual pelos espíritos dos seus familiares ou amigos.
5.   Passaram, quase todos, por uma fase mais ou menos longa de sono restaurador.
6.   Estiveram em um ambiente espiritual radiante e maravilhoso (no caso de desencarnados moralmente normais), e um ambiente tenebroso e oprimente (no caso de desencarnados moralmente depravados).
7.   Consideraram o meio espiritual um novo mundo: objetivo, substancial, real, análogo ao ambiente terreno espiritualizado.
8.   Aprenderam que isso se deve ao fato de que no mundo espiritual o pensamento é uma força criadora, com a qual um espírito existente no plano astral pode reproduzir em torno de si o ambiente das suas recordações.
9.   Demoraram para aprender que a transmissão do pensamento é a linguagem espiritual, por mais que os espíritos recém chegados se iludam acreditando conversar com palavras.
10.   Observaram que a faculdade da visão espiritual coloca-os em condições de perceber simultaneamente os objetos de todos os lados, assim como em seu interior e através deles.
11.   Descobriram que os espíritos podem transportar-se instantaneamente de um lugar a outro, mesmo muito distante, devido a um ato de vontade, isso não impede que eles possam igualmente passear embiente espiritual, ou sobrevoar a curta distância do solo.
12.   Aprenderam que os espíritos dos desencarnados gravitam fatal e automaticamente rumo à esfera espiritual, ou sobrevoar a curta dist6ancia do solo.

Todos os fatos citados neste livro foram extraídos de coleções de “revelações transcendentais” publicadas na Inglaterra e nos Estados Unidos. O motivo alegado por Bozzano foi que não haviam sido publicadas em outros países como França, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha coleções de “revelações transcendentais” sob a forma de narrativas continuadas, orgânicas, ditadas por uma só personalidade mediúnica e confirmadas por provas excelentes de identidade dos defuntos que se comunicaram. Uma exceção seria o livro “O Céu e o Inferno”, de Kardec, no qual podem se ler três ou quatro episódios dessa espécie, mas eles seriam, na opinião de Bozzano, de natureza muito vaga e geral para poderem ser tomados em consideração numa obra de análise comparada.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 15 de Março de 2012, 23:47
Querido amigos André e amigos do estudo mensal... Boa noite

Porque a morte propicia tanto sofrimento e catadupas de pranto, acarretando desespero no mundo, é válido lembrarmos que:
a semente morre para que surja a plântula tenra;
transforma-se a ostra, de modo a produzir a pérola preciosa;
estiola-se a flor, emurchecida, a fim de que provenha o fruto que guarda, na essência, o sabor;
morre o dia nas tintas do poente, de modo que o véu cintilante da noite envolva a Terra;
morre a noite, entre as lágrimas do orvalho, para que o manto aurifulgente do dia consiga embelezar a amplidão;
o rio morre na exuberância do mar;
fana-se o homem para que se liberte o Espírito, antes cativo.
* * *
À frente disso, vemos que a morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, essencialmente. Tudo é transformação, tudo é recriação...
A lágrima de agora se tornará sorriso.
A dor atual prepara a ventura porvindoura.
A saudade que punge hoje, fomenta o sublime reencontro de logo mais.
Morte é vida, agora o sabemos...
* * *
Habitue-se, caro coração, a refletir a respeito da morte, com serenidade e confiança em Deus, porque você não ignora que, por mais se aturda, desarvore ou se inconforme, essa é a única regra para a qual não se conhece exceção.
Prepare-se, amando e trabalhando no bem grandioso, até que você, um dia, igualmente se transforme em ave libertada da prisão – escola corporal.
A morte tão somente revela a vida mais amplamente. Pense nisso.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 16 de Março de 2012, 00:16
Boa noite.

Trago uma parte do livro "Depois da Morte" de Leon Dennis, o grande apóstolo do Espiritismo e continuador da obra de Kardec.
Penso que é interessante vermos o que ele escreveu a respeito do assunto do presente estudo.
Um forte abraço a todos!


A HORA FINAL

Que se passa no momento da morte e como se desprende o Espírito da sua prisão material?

O desprendimento é fácil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres.




Olá amigo PJC
Agradecemos a presença e esta importante contribuição ao nosso estudo mensal
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 16 de Março de 2012, 00:21
Amigos, parabéns pela escolha do tema, estudo e opiniões apresentadas. Muito bom.

Colaborando com o estudo de Ernesto Bozzano.

Abç

Eis os detalhes fundamentais sobre os quais estão de acordo os espíritos comunicantes (salvo as inevitáveis exceções, que confirmaram a regra, e que intervêm as vezes modificando, abreviando, eliminando algumas das habituais experiências inerentes à crise da morte, ou então determinam a manifestação de outras experiências incomuns no período inicial da existência espiritual).
Todos afirmam que:
.
7.   Consideraram o meio espiritual um novo mundo: objetivo, substancial, real, análogo ao ambiente terreno espiritualizado.



Olá amigo Silvio Matos
Agradecemos sua presença e contribuição ao estudo mensal
Depois da morte do corpo fisico, muitos espiritos por desconhecerem o mundo espiritual, acreditam estar em um mundo diferente
Abraços
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 16 de Março de 2012, 00:53
PERANTE A DESENCARNAÇÃO – André Luiz / Waldo Vieira

Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos.

Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.

Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação.

Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.

Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição.

A caridade é dever para todo clima.

Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte.

O companheiro recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se.

Desterrar de si quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários impróprios nos enterros a que comparecer.

A solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana.

Transformar o culto da saudade, comumente expresso no oferecimento de coroas e flores, em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário, fazendo o mesmo nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam elas pessoais ou gerais.

A saudade somente constrói quando associada ao labor do bem.

Ajuizar detidamente as questões referentes a testamentos, resoluções e votos, antes da desencarnação, para não experimentar choques prováveis, ante inesperadas incompreensões de parentes e companheiros.

O corpo que morre não se refaz.

Aproveitar a oportunidade do sepultamento para orar, ou discorrer sem afetação, quando chamado a isso, sobre a imortalidade da alma e sobre o valor da existência humana.

A morte exprime realidade quase totalmente incompreendida na Terra.


“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” — Jesus. (JOÃO, 8:51)

Livro Conduta Espírita, do Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 16 de Março de 2012, 12:52
Bom dia queridos amigos e irmãos

Dando continuidade com o nosso estudo trago esta mensagem pra contribuir com o tema

-O que pode nos acontecer no  momento da morte? Sofreremos ao fazer esta passagem? Sentiremos dor ou prazer? 


Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores. . .

Quanto àqueles que viste partir, de quem sofres saudades infinitas e impreenchíveis vazios no sentimento, entrega-os a Deus, confiando-os e confiando-te ao Pai, na certeza de que, se souberes abrir a alma à esperança e a fé, conseguirás senti-los, ouvi-los, deles haurindo a confortadora energia com que te fortalecerás até o instante da união sem dor, sem sombra, sem separação pelos caminhos do tempo sem fim, no amanhã ditoso.



Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 16 de Março de 2012, 13:03
Além-Túmulo

"E, se não há ressurreição de
mortos, também o Cristo não
ressuscitou."
Paulo. (1 CORINTIOS, 15:13.)
Teólogos eminentes, tentando harmonizar interesses temporais e espirituais, obscureceram o problema da morte, impondo sombrias perspectivas à simples solução que lhe é própria.
Muitos deles situaram as almas em determinadas zonas de punição ou de expurgo, como se fossem absolutos senhores dos elementos indispensáveis à análise definitiva. Declararam outros que, no instante da grande transição, submerge-se o homem num sono indefinível até o dia derradeiro consagrado ao Juízo Final.

Hoje, no entanto, reconhece a inteligência humana que a lógica evolveu com todas as possibilidades de observação e raciocínio.

Ressurreição é vida infinita. Vida é trabalho, júbilo e criação na eternidade.

Como qualificar a pretensão daqueles que designam vizinhos e conhecidos para o inferno ilimitado no tempo? como acreditar permaneçam adormecidos milhões de criaturas, aguardando o minuto decisivo de julgamento, quando o próprio Jesus se afirma em atividade incessante?

Os argumentos teológicos são respeitáveis; no entanto, não deveremos desprezar a simplicidade da lógica humana.

Comentando o assunto, portas a dentro do esforço cristão, somos compelidos a reconhecer que os negadores do processo evolutivo do homem espiritual, depois do sepulcro, definem-se contra o próprio Evangelho. O Mestre dos Mestres ressuscitou em trabalho edificante. Quem, desse modo, atravessará o portal da morte para cair em ociosidade incompreensível? Somos almas, em função de aperfeiçoamento, e, além do túmulo, encontramos a continuação do esforço e da vida.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 16 de Março de 2012, 13:29
VIVER BEM PARA MORRER EM PAZ

Ninguém deseja a morte de ninguém, muito menos de alguém a quem se quer bem. A minha “avó ideal” passou por um período prolongado de doença, antes de desencarnar. E eu orei muito, e pedi a Deus não pelo seu corpo físico, perecível, passageiro, transitório, mas pedi por sua libertação. A morte é libertação. É mudança de casa – pra uma casa melhor. Assim é para os que bem viveram.

Em Educação para a Morte, Herculano Pires diz que “o homem terreno sempre se apegou, principalmente nas civilizações ocidentais, ao conceito negativo da morte como frustração total de todas as possibilidades humanas”. Mas, ao morrer na terra, um horizonte de infinitas possibilidades se descortina com clareza diante do espírito eterno. O espírito “continua a viver com mais liberdade e maiores possibilidades de realizações, certamente inconcebíveis aos que ficam no plano terreno”.

O que nos aprisiona é a veste carnal. Diz Herculano que “se, no plano espiritual, a posição assumida pelos espíritos fosse a mesma dos homens, seríamos considerados como “espíritos mortos”. Porque o espírito que se encarna na Terra, afastando-se da realidade viva do espírito, é praticamente “sepultado” na carne.”


Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 16 de Março de 2012, 14:00
POR QUE O MEDO DA MORTE?

O medo da morte é o medo do desconhecido. E talvez porque intuímos que, como espíritos, do outro lado da vida, nos defrontaremos com quem realmente somos. Sem a veste do corpo, sem o escudo das aparências, a morte é o nosso encontro com o nosso íntimo.

Diz Emmanuel que “a morte é campo de sequência, sem ser fonte milagrosa. Aqui ou além, o homem é fruto de si mesmo.”

Daí a serenidade inabalável dos que bem viveram. Devemos, então, viver de maneira a que o nosso encontro com a morte seja um feliz regresso à verdadeira pátria. E ficar com as malas prontas, sem deixar para depois ou outorgar a terceiros a nossa quota de trabalho e de suor, de aprendizado e de sublimação.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 17 de Março de 2012, 08:19
Queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos

Sempre vivos

Considerando as convenções estabelecidas em nosso trato com os amigos encarnados, de quando em quando nos referimos à vida espiritual utilizando a palavra “morte” nessa ou naquela sentença de conversação usual. No entanto, é imprescindível entendê-la, não por cessação e sim por atividade transformadora da vida.

Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte - a da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralítica nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime.

É chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação Eterna. Em virtude de tardar semelhante conhecimento nos homens, é que se verificam grandes erros.

Em razão disso, a Igreja Católica Romana criou, em sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades das organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá um dia dos sepulcros, violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas e aéreas, errando indefinidamente.

Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só existe desordem para o desordeiro.

Na Crosta da Terra ou além de seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente.

Não te esqueças, pois, de que os desencarnados não são magos, nem adivinhos.

São irmãos que continuam na luta de aprimoramento.

Encontramos a morte tão-somente nos caminhos do mal, onde as sombras impedem a visão gloriosa da vida.

Guardemos a lição do Evangelho e jamais esqueçamos que Nosso Pai é Deus dos vivos imortais.

Por: Emmanuel - Livro: “Pão Nosso” - Psicografia: Chico Xavier

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Dothy em 17 de Março de 2012, 23:21
Queridos  amigos
Por motivos contrários a nossa vontade, o amigo Andréariovaldo teve que se ausentar da moderação do estudo mensal
Estarei, junto com a participação de vocês levando o estudo adiante até o retorno dele
Estão todos convidados a participarem trazendo suas mensagens, videos, pps, contribuindo desta forma com o tema:
Desde já agradecemos sua compreensão causada por esta situação
Abraços fraterno


Dando continuidade ao estudo, temos as seguintes perguntas:
O que pode nos acontecer no  momento da morte? Sofreremos ao fazer esta passagem? Sentiremos dor ou prazer?


Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Felipa em 18 de Março de 2012, 00:46

Que significa morrer
 
O ataúde parecia guardar impassível aquilo que era o significado de boa parte de sua vida.
Ao mirar o corpo inerte, não conseguia conceber como poderia jazer ali a razão de suas alegrias, a fonte de suas mais nobres inspirações, o reduto dos seus sentimentos mais profundos.
A morte roubara-lhe de maneira infame quem lhe fora tesouro dos mais valiosos, ao longo de boa parte de sua vida. O amor de sua vida jazia ali.
Percebendo-lhe os tormentos que lhe vinham na alma, refletidos no olhar aprofundado pela dor, velho amigo acercou-se-lhe, indagando:
Admirando a estupidez da morte, meu amigo? A pergunta foi de tal forma inesperada, inusitada mesmo, que ele teve que refletir um tanto.
De fato, se fosse resumir seus sentimentos, era isso mesmo que ele pensava... A morte não é nada mais do que o momento mais estúpido da vida.
Mas, antes que pudesse concatenar algo para responder ao amigo, esse de imediato retomou a fala.
A morte pode nos parecer estúpida ou pode nos parecer lógica e racional, meu amigo. Depende de como você entende a vida.
Se vendo esse corpo inerte à sua frente, você conclui que aqui também está toda a fonte de seu afeto, o motivo de suas alegrias, a inteligência que você admira, ou o coração afetuoso que você aprendeu a amar, a vida é realmente uma tolice.
Se pensar assim, pode concluir que na vida aprendeu a amar células, a admirar secreções glandulares, a se apaixonar por sinapses cerebrais.
E como tudo que é feito de matéria, um dia perece e se transforma. É o que está acontecendo com o corpo que ora você enxerga.
Porém, se você consegue ver além do que seus olhos podem, e conseguir chegar onde sua razão melhor entende, verá que tudo aquilo que você aprendeu a amar teve morada neste corpo, mas não lhe pertencia, nem era fruto de suas atividades corporais.
Como o verdadeiro amor não se atém na forma, mas mergulha além daquilo que conseguimos ver, é essa a verdadeira fonte de nosso amor.
E a fonte desse amor continua vivendo, somente que agora apartado de um corpo que o acompanhou ao longo dessa existência. Chama-se Espírito imortal.
Quer dizer que voltaremos a nos encontrar? Redarguiu titubeante, entre a esperança e a incerteza.
Mas é claro, respondeu o amigo. Afinal, o amor desconhece o tempo e a distância.
Se alguns são chamados antes para o retorno ao lar, os que nos amam, justamente por nos amarem, estarão a aguardar o dia do reencontro, quando nós mesmos iremos aportar do lado de lá da vida.
E as dificuldades, doenças ou limitações daqui, lá já não mais se farão presentes, permitindo que as relações de afeto e carinho se façam mais amplas e plenas.
Assim meu caro, concluiu o amigo solícito, derrame suas lágrimas apenas pelas saudades naturais que irá sentir. Mas não dê a elas o peso da revolta ou da incompreensão para com os desígnios da vida, que são sempre sábios e acertados.
Aguarde, na paciência do coração daqueles que verdadeiramente amam, o dia em que novamente poderá estar estreitando o carinho e o amor com os que compartilhou tais expressões, ao longo de toda esta existência.
Lembre que além do corpo está o Espírito imortal.
 
Redação do Momento Espírita.
Em 10.03.2012.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Felipa em 18 de Março de 2012, 01:08

Um Olhar sobre a Vida e a Morte

O novo e o desconhecido é algo que assusta a todos nós. E como pensar no novo e no desconhecido sem pensar na morte?
Todos os dias vivemos pequenas mortes que nos fazem refletir na capacidade de enfrentarmos uma nova situação, uma nova questão que ainda não havíamos experimentado. Portanto, falar de morte nos remete a pensar na vida, a refletir sobre como temos vivido, como temos sentido, como temos aproveitado nossos potenciais e, principalmente como vivemos sabendo que somos mortais e que, mais dia menos dia, também “viveremos” a experiência da morte.
Um dos maiores desejos do homem é o da imortalidade, já que a morte não é encarada como parte da vida e sim como algo antagônico a ela. O fim da existência sempre preocupou o homem. As religiões, as ciências, as artes e a filosofia tentaram responder as questões relativas à morte, porém nenhuma delas conseguiu respostas completas e universais.
A nossa sociedade, ainda hoje, considera a morte um tabu. Esse tema é evitado e ignorado, fazendo com que vejamos a morte como algo que acontece com os outros e não conosco. A questão principal é que não temos coragem de encarar nossa finitude, pois ela nos faz sentir que não somos tão importantes ou tão especiais assim.
Durante um longo período histórico, acreditava-se que a morte mandava avisos e quem estivesse doente poderia perceber consigo uma “alma de outro mundo”, pois havia a crença de que os mortos estavam presentes entre os vivos. Havia um certo ritual para esperá-la e, a morte repentina era considerada desonrosa, assim como a morte por acidente ou assassinato, uma vez que, para esta, não era permitido sepultura cristã, justificando que não havia tempo para o arrependimento dos pecados (Kovács, 1992*).
Do século V até o final do século XVIII, o homem aceitava a morte com certa familiaridade, em contraposição aos dias de hoje, que nem se ousa pronunciar seu nome. Havia simplicidade nas cerimônias, pois existia o simbolismo do morto estar reunindo seus familiares. Além da familiaridade com a morte, havia também a resignação, aceitando a mesma como fatalidade (op.cit.).
Nos séculos XIX e XX, tem inicio a influência da medicina na história da morte, que passa a ser considerada como algo negativo, pois é estudada em função da doença (op.cit.).
Surge o Espiritismo e médiuns intermediam a comunicação entre vivos e mortos. Allan Kardec destaca-se como codificador da Doutrina Espírita, que é hoje discutida nas Universidades e nos cursos de Teologia. Com os médiuns observa-se a busca da compreensão das leis da vida após a morte (op.cit.).
Já no século XX, a morte não é vista como horrível, nem agradável, torna-se simplesmente ausente, torna-se um evento solitário, que muitas vezes, é transferida para os hospitais, onde se vêem os sintomas, as doenças, mas não a proximidade da morte, nada se falando a respeito. O avanço da medicina faz com que a morte não podendo ser suprimida seja estendida, tendo-se a falsa idéia da onipotência e vitória. A duração da morte passa a ser um acordo entre médicos e familiares, deixando de ser um processo natural (op.cit.).
Na atualidade, se estivermos numa roda de amigos e surgir o tema morte, perceberemos que existe uma grande resistência em falar sobre o assunto. Obviamente que todos nós temos dificuldades com este tema, mas o que se percebe é que, com raras exceções, é tratado com defesa, ou seja, fala-se somente o essencial, como se falar pouco mascarasse o medo e a dor de pensar e encarar o assunto.
Pensar no morrer incomoda, porque viver também incomoda, afinal o homem vive em busca de um significado para a vida e tenta inutilmente encontrar significado “fingindo” que é imortal e que a morte nunca vai chegar, pois com tal fantasia haverá muito tempo para procurar (e encontrar) um sentido para a vida. Desta forma, nega-se a única e grande certeza que temos na vida: SOMOS MORTAIS e podemos lidar bem ou mal com a morte, mas não podemos fugir dela.
A morte, portanto, é uma etapa da nossa existência com a qual temos que conviver. Não podemos mudar o fato de que vamos morrer um dia (aliás, desde o primeiro minuto de vida já trazemos conosco a possibilidade de morte), mas podemos mudar a maneira como lidamos com ela; podemos encará-la e assim encaramos nossa finitude, ou podemos negá-la (como fizemos até agora).
Acredito que a questão principal sobre a morte e o morrer é o medo do desconhecido, é a dor de não poder controlar algo que é infinitamente maior que o desejo humano. Diz o dito popular: “Teme mais a morte, quem mais temeu a vida”. A pergunta que surge diante dessa questão e, que cabe a cada um de nós encontrar uma resposta é: será que vivemos com desapego? Será que lidamos bem com nossas “mortes diárias”? Será que lidamos bem com aquelas pequenas questões que, por vezes, minam nossa satisfação perante a vida?
Falar de morte significa falar de vida, pois o medo da morte e a dificuldade de enfrentá-la nos leva a refletir sobre nossas possibilidades na VIDA.
Creio que, quando conseguirmos abrir mão do apego à vida, a morte será considerada realmente como o fim de uma etapa boa e aí viveremos plenamente, com muito mais intensidade e com uma dose muito maior de valor à vida. É nos entregando para a possibilidade da morte que podemos viver realmente, pois se entregar para a possibilidade de morte é se entregar para a vida. Não quero dizer com isso que precisamos pensar na morte, nem tampouco fantasiar sobre todas as possibilidades diante dela, muito pelo contrário.
Penso que todos os dias podemos nos preparar para a morte. Pode parecer até mórbido insistir tanto nisso, no entanto, NOS PREPARAMOS PARA A MORTE VIVENDO. Não vivendo de maneira autônoma ou indiferente, muito menos negando nossa finitude, mas vivendo dignamente, plenamente e, principalmente aceitando a vida em toda sua totalidade e finitude.
* Kovács MJ et al. Morte e Desenvolvimento Humano. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1992.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: ken em 18 de Março de 2012, 15:02
Morte


Tudo que nasce, vive, morre e se transforma.
O corpo se organiza, tem o seu ciclo vital, desagrega-se e modifica as moléculas que o constituem, mediante o fenômeno da morte.
A morte é, portanto, acontecimento biológico, inevitável, para todas as formas vivas na Terra.

*
Considera a fragilidade orgânica na qual te movimentas, e, ao cair do dia, antes do repouso no lar, pensa na possibilidade de a perderes mediante a transformação pela morte.

O sono é uma quase desencarnação, e ninguém tem segurança se despertará na aparelhagem física no dia seguinte...

Faze uma avaliação do teu dia, busca retificar o em que te enganaste, reprograma as tuas atividades e vive com a retidão que caracteriza aquele que dispõe de pouco tempo, confiando no prosseguimento da vida após o transe.

*
Desenfaixa-te dos elos retentivos com a retaguarda, sempre que te sintas atado, recordando que a vida prossegue, e toda vinculação com os caprichos humanos representa sofrimento em programação.

Todos os momentos que passam, podem ser considerados adeuses.
Assim, avança para o amanhã, libertando-te, para alcançares o triunfo da tua imortalidade.


FRANCO, Divaldo Pereira. Episódios Diários. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 50.

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: PJC em 18 de Março de 2012, 22:57
A tradição Védica informa que o nascimento orgânico é morte, porque é uma viagem no mundo de sombras e de limites, quanto que a morte é vida, por ensejar a libertação do presídio da matéria para facultar os vôos nos rios do infinito.

Possivelmente por essa razão, o sábio chinês Confúcio, escreveu: "Quando nasceste todos riam e tu choravas. Vive, porém, de tal forma que, quando morras, todos chorem, mas tu sorrias.

[...]
 
Concordando com essa perspectiva, reencarnação é morte e desencarnação é vida!

[...]



Livro: Impermanência e Imortalidade, pelo espírito Carlos Torres Pastorino/Divaldo Franco.



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Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 19 de Março de 2012, 10:52

Queridos amigos e amigas do Fórum, que Deus abençoe os nossos passos. Devido a inúmeros compromissos na Doutrina e cumprindo uma agenda de palestras e viagens, não estou conseguindo manter-me sempre presente no debate sobre a transição e peço a todos sinceras desculpas por isso.


Agradeço a todos os colaboradores que tem me apoiado em minha ausência.


Tentarei me fazer presente o máximo possível até o fim deste mês.



















A tradição Védica informa que o nascimento orgânico é morte, porque é uma viagem no mundo de sombras e de limites, quanto que a morte é vida, por ensejar a libertação do presídio da matéria para facultar os vôos nos rios do infinito.

Possivelmente por essa razão, o sábio chinês Confúcio, escreveu: "Quando nasceste todos riam e tu choravas. Vive, porém, de tal forma que, quando morras, todos chorem, mas tu sorrias.

[...]
 
Concordando com essa perspectiva, reencarnação é morte e desencarnação é vida!

[...]



Livro: Impermanência e Imortalidade, pelo espírito Carlos Torres Pastorino/Divaldo Franco.



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Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 19 de Março de 2012, 11:02

O medo que surge com a morte é resultado de 2 coisas principais:


1º) instinto de conservação, proveniente do corpo que se resguarda
2º) incerteza do que nos aguarda após tal ocorrência


Para a primeira, não há o que fazer, pois faz parte de uma lei física; sem ela pereceríamos brevemente. Já para a segunda, podemos nos preparar com o estudo sério e despretensioso do Espiritismo.


A Doutrina Espírita possui a chave para a nossa compreensão em torno dos mistérios da morte, fazendo que a mesma deixe de ser mistério e torne-se algo tão natural como o é a respiração ou o pensar.


Nada de penoso aguarda aquele que vive em paz e que preserva a paz nos outros; nada de angústias para aqueles que se espiritualizam não somente com conhecimentos, mas com práticas em torno daquilo que sabem.


A dor, o desespero e a angústia só podem existir aos injustos e criminosos do caminho; àqueles que, em transição na matéria, não souberam ver além de si mesmos e absorveram sem limites os prazeres que a vida física lhes proporcionou.


Assim, nós todos que compreendemos a realidade do Espírito; que possuímos passagem reservada para a grande viagem que não possui data marcada, façamos a nossa parte, contribuindo com o mundo para que em nós tenhamos paz e assim, deixaremos a vida física como pássaros libertos do cativeiro de anos.


Abraços dos mais sinceros a todos e que Deus nos permita a sua paz.


















Queridos amigos e amigas do Fórum, que Deus abençoe os nossos passos. Devido a inúmeros compromissos na Doutrina e cumprindo uma agenda de palestras e viagens, não estou conseguindo manter-me sempre presente no debate sobre a transição e peço a todos sinceras desculpas por isso.


Agradeço a todos os colaboradores que tem me apoiado em minha ausência.


Tentarei me fazer presente o máximo possível até o fim deste mês.



















A tradição Védica informa que o nascimento orgânico é morte, porque é uma viagem no mundo de sombras e de limites, quanto que a morte é vida, por ensejar a libertação do presídio da matéria para facultar os vôos nos rios do infinito.

Possivelmente por essa razão, o sábio chinês Confúcio, escreveu: "Quando nasceste todos riam e tu choravas. Vive, porém, de tal forma que, quando morras, todos chorem, mas tu sorrias.

[...]
 
Concordando com essa perspectiva, reencarnação é morte e desencarnação é vida!

[...]



Livro: Impermanência e Imortalidade, pelo espírito Carlos Torres Pastorino/Divaldo Franco.



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Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: sensitive em 19 de Março de 2012, 21:57
Ola a todos!

A dor da morte é uma das emoçoes mais complicadas, porque é sempre acompanhada
por um sentimento de falta de esperança.
Uma coisa é ter uma emoçao como a ira e saber, qa partir da experiencia,que irá acabar, outra coisa é sofrere saber que a vida mudou para sempre.
Devido a sua natureza a dor faz-nos ver a realidadetal como ela é.
como uma pedra cai num poço, a mente penetra na base do seu ser.
Larga as suas culpas, as suas defesas e olha a crueza das coisas como elas sao.
Por vezes sentimos que somos desleias para com a pessoa que morreu, se a nossa dor
diminui e regressamos a um estilo de vida mais completo, como se retomar completamente
a vida normal, matasse o amor que temos pela pessoa que morreu.
Se a nossa dor acaba, será que isso significa que já nao honramos o relacionamentos que tivemos?
Será que muitas pessoas vem o fim da dor como uma traiçao?
A medida que saramos, começamos a compreender,que quando nos apoiamos na dor
,tornamo-nos tao mortos quanto a pessoa que prestamos luto.
Cristo disse: deixai os mortos enterrar os mortos.
Ele pode ter querido dizerque somente aqqueles que nao estao preocupados  com o seu
crescimento espiritual irao viver no passado, e que a nossa culpa, remorso e dor mantem nos mortos para o mundo vivo.

Abraço Sensitive
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 21 de Março de 2012, 13:04

A maior parte dos sofrimentos que encaramos em torno da morte estão relacionados à vida material. Como já o dissemos, o corpo tem o instinto de conservação e impõe muitas vezes o medo de sua destruição, ou seja, o medo da morte. Mas para o Espírito, a morte nada tem de penosa, senão àqueles que são materialistas, pois encontram dificuldades de se adaptarem às realidades espirituais.


Para os Espírito, a morte é sempre agradável, pois é o momento de sua libertação.



Ola a todos!

A dor da morte é uma das emoçoes mais complicadas, porque é sempre acompanhada
por um sentimento de falta de esperança.
Uma coisa é ter uma emoçao como a ira e saber, qa partir da experiencia,que irá acabar, outra coisa é sofrere saber que a vida mudou para sempre.
Devido a sua natureza a dor faz-nos ver a realidadetal como ela é.
como uma pedra cai num poço, a mente penetra na base do seu ser.
Larga as suas culpas, as suas defesas e olha a crueza das coisas como elas sao.
Por vezes sentimos que somos desleias para com a pessoa que morreu, se a nossa dor
diminui e regressamos a um estilo de vida mais completo, como se retomar completamente
a vida normal, matasse o amor que temos pela pessoa que morreu.
Se a nossa dor acaba, será que isso significa que já nao honramos o relacionamentos que tivemos?
Será que muitas pessoas vem o fim da dor como uma traiçao?
A medida que saramos, começamos a compreender,que quando nos apoiamos na dor
,tornamo-nos tao mortos quanto a pessoa que prestamos luto.
Cristo disse: deixai os mortos enterrar os mortos.
Ele pode ter querido dizerque somente aqqueles que nao estao preocupados  com o seu
crescimento espiritual irao viver no passado, e que a nossa culpa, remorso e dor mantem nos mortos para o mundo vivo.

Abraço Sensitive
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Março de 2012, 13:34
A maior parte dos sofrimentos que encaramos em torno da morte estão relacionados à vida material. Como já o dissemos, o corpo tem o instinto de conservação e impõe muitas vezes o medo de sua destruição, ou seja, o medo da morte. Mas para o Espírito, a morte nada tem de penosa, senão àqueles que são materialistas, pois encontram dificuldades de se adaptarem às realidades espirituais.

Para os Espírito, a morte é sempre agradável, pois é o momento de sua libertação.

Amigo Andre,

O corpo não possui qualquer instinto de conservação. Instinto é uma propriedade do espirito e instinto de conservação é uma propriedade do espirito que acredita 'ser' um corpo. Em outras palavras, quanto mais materializados forem os sentimentos do espírito, mais medo da morte terá.

E o que são os sentimentos materializados?

Os apegos, materiais, sentimentais e morais. Diga 'é meu' ou 'eu tenho' ou 'eu amo' ou 'eu não amo' ou 'eu sei' ou 'isto é certo e aquilo é errado' ou 'isto é bom e aquilo é mau' e isto denota a materialidade do espirito ou grau de apego a realidade materialista, se preferir.

Paz pra ti,
Anton

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: DANNYLEMOS em 21 de Março de 2012, 14:05
acredito que além do apego à matéria,também acontece  pertubação do espírito.O que não deixa de ser normal.Quando o espírito não quer compreender ,ou por desespero ou apego mesmo à "vida que tinha",´´e onde os caminhos começam a sombrear,onde a caminhada rumo ao mundo espiritual se torna mais dificil.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: ken em 21 de Março de 2012, 14:14
Além da morte

Cumprida mais uma jornada na Terra, seguem os Espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas.

Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios.

São homens, almas em aprendizagem, despojadas da carne.

São os mesmos homens que eram antes da morte.

A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes.

Não lhes outorga títulos, nem conquistas.

Não lhes retira méritos, nem realizações.

Cada um se apresenta, após a morte, como sempre viveu.

Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto.
Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia.

A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade.

Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente endereços que não conseguem localizar.

Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades.

Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações.

Os escravos do prazer prosseguem inquietos.

Os servos do ódio demoram-se em aflição.

Os companheiros da ilusão permanecem enganados.

Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas.

Os amigos da ignorância continuam perturbados.

Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos Espíritos superiores.

Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino.

Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a paternal Providência Divina.

Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.

A morte a todos aguarda.

Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável.

Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade.

A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução.

A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal.

Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço.

Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte.

Na contabilidade divina a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos.

Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à Humanidade, é degrau de ascensão.

* * *

Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em outro plano e em condições diversas.
Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos movimentavam antes do transe da morte.
A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela.
Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base nos caps. 1 e 16, do livro
Além da morte, pelo Espírito Otília Gonçalves, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 09.02.2009.

Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 21 de Março de 2012, 16:20

Anton, eu não estou aqui para concordar ou discordar de ninguém, porque aqui, minhas ideias pessoais são menos importantes do que os motivos pelos quais estou moderando os nossos debates em torno do assunto. Desse modo, calo-me e deixo que falem os Espíritos, em argumentação às suas ideias:


Gênese, cap. 3 - Origem do bem e do mal - item 10:




Citar


10. Estudando-se todas as paixões e, mesmo, todos os vícios, vê-se que as raízes de umas e outros se acham no instinto de conservação, instinto que se encontra em toda a pujança nos animais e nos seres primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o ser nascido para a vida intelectual.


O instinto se enfraquece, à medida que a inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria. O Espírito tem por destino a vida espiritual, porém, nas primeiras fases da sua existência corpórea, somente às exigências materiais lhe cumpre satisfazer e, para tal, o exercício das paixões constitui uma necessidade para o efeito da conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando. Mas, uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais e semimateriais, depois exclusivamente morais. É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final.


Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto. Nessa situação, o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do ser. Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é, pois, relativo e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento.








Baseando-nos nos ensinamentos dos Espíritos e do Codificador, tenho certeza de que serão mais corretos os nossos passos.




At. André Ariovaldo
www.andreariovaldo.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbmRyZWFyaW92YWxkby5jb20uYnI=)









A maior parte dos sofrimentos que encaramos em torno da morte estão relacionados à vida material. Como já o dissemos, o corpo tem o instinto de conservação e impõe muitas vezes o medo de sua destruição, ou seja, o medo da morte. Mas para o Espírito, a morte nada tem de penosa, senão àqueles que são materialistas, pois encontram dificuldades de se adaptarem às realidades espirituais.

Para os Espírito, a morte é sempre agradável, pois é o momento de sua libertação.

Amigo Andre,

O corpo não possui qualquer instinto de conservação. Instinto é uma propriedade do espirito e instinto de conservação é uma propriedade do espirito que acredita 'ser' um corpo. Em outras palavras, quanto mais materializados forem os sentimentos do espírito, mais medo da morte terá.

E o que são os sentimentos materializados?

Os apegos, materiais, sentimentais e morais. Diga 'é meu' ou 'eu tenho' ou 'eu amo' ou 'eu não amo' ou 'eu sei' ou 'isto é certo e aquilo é errado' ou 'isto é bom e aquilo é mau' e isto denota a materialidade do espirito ou grau de apego a realidade materialista, se preferir.

Paz pra ti,
Anton
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 21 de Março de 2012, 16:23

Sem dúvidas Dany, a perturbação que se segue após a morte é uma das maiores preocupações dos Espíritos, mas a intensidade desta perturbação está diretamente relacionada à intensidade do apego à vida material. A prática do bem e da abnegação são, nesse sentido, indispensáveis para nos auxiliar neste momento, pois somente os mais endurecidos é que tem uma partida sofrida.







acredito que além do apego à matéria,também acontece  pertubação do espírito.O que não deixa de ser normal.Quando o espírito não quer compreender ,ou por desespero ou apego mesmo à "vida que tinha",´´e onde os caminhos começam a sombrear,onde a caminhada rumo ao mundo espiritual se torna mais dificil.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 26 de Março de 2012, 14:05

Publico aos amigos e amigas do fórum trecho do pinga fogo com chico xavier, falando sobre a questão da morte.


Como agir para ter uma morte suave e tranquila (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUQ4LTlpZThPZ0JBJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj) 


Sem dúvidas Dany, a perturbação que se segue após a morte é uma das maiores preocupações dos Espíritos, mas a intensidade desta perturbação está diretamente relacionada à intensidade do apego à vida material. A prática do bem e da abnegação são, nesse sentido, indispensáveis para nos auxiliar neste momento, pois somente os mais endurecidos é que tem uma partida sofrida.







acredito que além do apego à matéria,também acontece  pertubação do espírito.O que não deixa de ser normal.Quando o espírito não quer compreender ,ou por desespero ou apego mesmo à "vida que tinha",´´e onde os caminhos começam a sombrear,onde a caminhada rumo ao mundo espiritual se torna mais dificil.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Antonio Renato em 26 de Março de 2012, 17:24
Caros irmãos,por mais que se diga está preparado para a transição,nunca irá corresponder
a uma verdade,ao longo da vida de encarnado o espírito vem se apegando a tudo,mesmo
independente da sua vontade,e o desapego na hora da partida é o que lhe faz sofrer,uns
mais que outro,dependendo do grau de esclarecimento.O mêdo do desconhecido e a in-
-certeza do que vai lhe acontecer,aumenta o seu sofrimento.Nós os espíritas,temos uma maior consciência dos acontecimentos futuros,mas não nos insenta do mêdo da transição,
pois sendo ainda imperfeitos como somos,não poderiamos ser diferentes.
Fiquem na paz.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: andreariovaldo em 27 de Março de 2012, 12:38

Querido Antonio, votos de paz e felicidade.


Embora seu pensamento seja justo, cai por terra se visto pela ótica espiritual. Materialmente falando é preciso, mas se visto pela ótica do espírito, é incompleto.


O Espírito anseia a transição e independente do grau em que o Espírito se encontre, o momento do desligamento dos laços físicos é sempre, para ele, o mais esperado. Veja a respeito em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap 5, item 5 - A Melancolia.


O temor da morte tem sua intensidade nos laços físicos, ou seja, no corpo. O instinto de conservação quer preservar a existência do corpo a todo custo e daí o medo da morte. Por isso dissemos que, pela ótica material, seu pensamento é justo, pois que enquanto encarnados, estamos sob o jugo do corpo e sofremos dele o medo da morte, ou seja, da extinção física.


Por isso, o conhecimento do Espiritismo (digo Espiritismo e não Espiritualismo) é deveras importante, pois esta é a única Doutrina capaz de descortinar os horizontes da vida física, nos permitindo ver além.


Tememos o desconhecido. O Espiritismo é a chave da compreensão da vida espírita e é através desta compreensão que pode ser adquirira através de um estudo sério e aprofundado da Doutrina que seremos capazes de superar as impressões físicas que nos trazem o medo da morte e assim, quando soar para nós o momento esperado, poderemos partir sem receios e nem perturbações.


Abraços dos mais sinceros do seu amigo André.



Caros irmãos,por mais que se diga está preparado para a transição,nunca irá corresponder
a uma verdade,ao longo da vida de encarnado o espírito vem se apegando a tudo,mesmo
independente da sua vontade,e o desapego na hora da partida é o que lhe faz sofrer,uns
mais que outro,dependendo do grau de esclarecimento.O mêdo do desconhecido e a in-
-certeza do que vai lhe acontecer,aumenta o seu sofrimento.Nós os espíritas,temos uma maior consciência dos acontecimentos futuros,mas não nos insenta do mêdo da transição,
pois sendo ainda imperfeitos como somos,não poderiamos ser diferentes.
Fiquem na paz.
Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: Si em 27 de Março de 2012, 14:51
Olá,

Na realidade, todos esses temores são fruto da ignorância e o desconhecido é sempre atemorizante. É muito comum ouvirmos pessoas lastimando a morte de alguém dizendo "coitado, morreu tão jovem", como se o seu tempo de vida na Terra não tivesse sido suficiente e a vida no além não fosse mais agradável. São idéias errôneas preconcebidas por vários e vários séculos. Sem contar que, muitas vezes, no intuito de se livrar das crendices e preconceitos, o homem cai no fosso do materialismo, fazendo com que a morte lhe represente o fim de tudo: da existência, do ego, da individualidade. Ou seja, um destino terrível para um ser pensante.

Através de experiências incontestáveis, a doutrina espírita trouxe a dissipação dessas idéias errôneas que perduraram por tanto tempo. A certeza da continuação da existência, da inteligência, da individualidade, das afinidades, das memórias, do reencontro com entes queridos que o precederam e muito mais construiu um arcabouço de confiança e conscientização sobre o estado de coisas aqui e no além. Para eliminar o temor da morte, o homem necessita adotar a perspectiva espiritual sobre a vida, de maneira a contrapô-la com a material. Somos seres espirituais e estamos temporariamente na vida material, não se podendo inverter essa visão. O espírita não deve temer o desencarne, o Espiritismo "matou" a morte.
 

Raphael Carneiro - Entrevista realizada pelo canal IRC #Espiritismo

Muita Paz


Título: Re: A Transição - O que pode nos acontecer no momento da morte?
Enviado por: FENet em 31 de Março de 2012, 23:57
vai começar agora mesmo a conclusão deste estudo em directo neste link: https://www.facebook.com/forumespirita/app_149758925097608