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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Dezembro de 2016, 12:11

Título: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Dezembro de 2016, 12:11
Olá a todos
Participantes, colaboradores e visitantes deste Fórum

Iniciaremos mais um estudo mensal
Que está contido no livro:
O Evangelho Segundo o Espiritismo
de autoria de Allan Kardec

O tema:

CAPÍTULO XIX
A fé transporta montanhas

E neste Fórum Espírita
Neste espaço que nos é concedido

Um espaço virtual onde nos encontramos para estudos e aprendizados
Um espaço para auxiliar as nossas crenças
Um espaço com proposito integro
Um espaço onde buscamos socorro
Um espaço onde fazemos amizades
Um espaço que busca nos auxiliar muitas questões
Um espaço comprometido com a Doutrina dos Espíritos
Um espaço reservado ao nosso intimo e a nossa diversidade de ser
Um espaço pessoal e coletivo

Quero agradecer e ao mesmo tempo convidar a todos para que juntos possamos iniciar mais um estudo mensal

Compreendemos que muitos não opinam, mas nos acompanham
Compreendemos as dificuldades diárias para um estudo mais aprofundado
Compreendemos os nossos limites e as nossas persistências
Compreendemos a visão alheia seja ela qual for
Compreendemos também a importância de mantermos a diretriz espíritas paras os estudos
Compreendemos a importância de estudar e reestudar os assuntos disponíveis
Compreendemos nossos desânimos e nossos entusiasmos
Compreendamos uns aos outros sempre

Iniciaremos o estudo deste mês com um tema muito importante
Uma palavra chave para muitas questões
Uma palavra até que polêmica para muitas conclusões
Uma palavra que nos acompanha n imito de nossas almas
Uma palavra que muitas vezes nos vemos vazios quando estamos sem ela
Uma palavra que nos une e também poderá nos tornar adversários
Uma palavra de suma importância

A FÉ

A Fé que nos une
A Fé que nos faz diferentes
A Fé que nos é estranha
A Fé que nos impele e nos retrai
A Fé ao meu modo
A Fé no seu particular
A Fé universal
A Fé que nos é receitada
A Fé que nos é proibida
A Fé que nos agiganta
A Fé que nos fortalece
A Fé que nos traz a magia
A Fé que nos enfrenta, nos acolhe, nos redime...
Nos faz chorar

Na voz do Cristo
A Fé em força transporta montanhas
A Fé em poder cura ferimentos
A Fé em sutilidade enxuga as lágrimas
A Fé em união transforma nações
A Fé em alegria nos faz irmãos
A Fé em alimento sustentam-nos na eternidade
A Fé em carinho e respeito perpetua os laços familiares
A Fé que arde une corações
A Fé em Deus... Nos leva a Deus

E com FÉ a Deus todos iremos

O Cristo nos remete aos nossos esforços
É preciso crer e seguir
É preciso amar e servir
E com os ensinos dos Espíritos contidos nas Obras de Kardec

Novas luzes clareiam o nosso intelecto
É preciso raciocinar
É preciso ser bom
É preciso ser pacificador
É preciso ser fraternos
É preciso saber ouvir
É preciso usar de comedimento
É preciso saber viver

Confiante que estou
E acredito que todos estamos
Busquemos como conquistadores do Reino de Deus
Estabelecer marco luminoso em nosso viver

Estudemos
Vivamos
Pratiquemos

O Amor incondicional

Muito Obrigado


Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Dezembro de 2016, 12:14
CAPÍTULO XIX

A fé transporta montanhas

Poder da fé
Citar
1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? - Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível.
(S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)

2. No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças toma o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má-vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.

3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, toma-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.

4. Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.

5. O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Dezembro de 2016, 13:43
Significado de Fé



O que é Fé:


Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

De acordo com a etimologia, a palavra fé tem origem no Grego "pistia" que indica a noção de acreditar e no Latim "fides", que remete para uma atitude de fidelidade.

No contexto religioso, a fé é uma virtude daqueles que aceitam como verdade absoluta os princípios difundidos por sua religião. Ter fé em Deus é acreditar na sua existência e na sua onisciência. A fé é também sinônimo de religião ou culto. Por exemplo, quando falamos da fé cristã ou da fé islâmica.

A fé cristã implica crer na Bíblia Sagrada, na palavra de Deus, e em todos os ensinamentos pregados por Jesus Cristo, o enviado de Deus. Na Bíblia há inúmeras referências ao comportamento do cristão que age com fé. Uma das frases sobre o tema afirma que "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem". (Hebreus 11:1)

O termo "fé" surge em algumas expressões populares e também no contexto legislativo. Alguns exemplos:

"Fazer fé": acreditar em alguém ou em algum ato; ter esperança.

"Dar fé": afirmar como verdade.

"Boa fé" : forma de agir honestamente, sem quebrar um compromisso.

"Má fé": agir de forma intencional para prejudicar terceiros.

...

Extraído do site: https://www.significados.com.br/fe/


Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Dezembro de 2016, 14:30
https://www.youtube.com/watch?v=8OxlAOvAmZk

Citar
Ofereço esta música a todos os participantes

Tente Outra Vez
Raul Seixas
   
Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!

Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!

Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça aguenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!

Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!

Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!

Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: M.Altino em 02 de Dezembro de 2016, 11:26
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Amigos e doces companheiros deste Estudo Mensal que nos dá muito conhecimento e partilha quero a todos dar o meu bom dia sereno de muita paz e ao mesmo tempo agradecer fervorosamente ao meu Grande amigo António Renato pelo seu lindo trabalho realizado no seu último Mês..... e também dar as boas vindas ao grande amigo Moisés pela sua dedicação ao Estudo que o faz com muito carinho paa todos nós realmente os dois são pessoas dedicadas ao trabalho deste forum  no seu motivo principal que é o Estudo Mensal e que eu mesmo tento colaborar na medida do possivel...........Agora vamos continuar o Estudo que este mês é muito importante
A FÉ REMOVE MONTANHAS (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTlYMmtxRXlXNFdVIw==)
A FÉ REMOVE MONTANHAS ?
“O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética que rege as moléculas de que são formados os órgãos do nosso corpo”.
“Ao invocar a fé, colocamos em movimento determinadas vibrações e alterações químicas em nosso cérebro enquanto pensamos.
Essas vibrações vão percorrendo os caminhos dos neurônios, depois, de nosso corpo como um todo.
Elas vibram em cada corrente química de nosso organismo e, à medida que a carga dos impulsos elétricos do pensamento é enviada, (neste caso, positiva, de vez que a fé é uma relação de intimidade com o Plano Espiritual) vai alterando a química e consequentemente nosso sistema imunológico, por isto é que a cura pode se estabelecer.
Nesta hora uma energia maravilhosa desprende-se de nós e, como um imã, une-se ao Fluido Universal, que por graça de Deus está por toda parte, modificando-lhe adequadamente as qualidades dando-lhe o impulso irresistível na busca da cura.”
Bem por isso é que Jesus dizia àqueles a quem curava:
“A tua fé te curou”, pois os fenômenos de cura considerados prodígios, na verdade eram apenas conseqüências de uma lei natural.
Ensinava nesse momento aos que tinham “ouvidos de ouvir”, que a potência embutida em cada um de nós, pode acionar a cura ou nos desviar das dores que nós mesmos atraímos.
Quando falamos em fé, muitas vezes nos lembramos das doenças graves que nos atingem ou àqueles a quem amamos.
Então perguntamos; porque o poder da fé de alguns pode ser tão abrangente a ponto de lhes ocasionar a cura?...
E a resposta procurada, pesquisada, nos responde: A fé, quando ardente e sincera, pode operar maravilhas, remover montanhas, as Montanhas de Nossas Dificuldades, unicamente pela vontade do pensamento dirigido para o bem.
Quando Jesus disse que “a fé remove montanhas”, falava no sentido moral e não de uma montanha de pedra, que sabemos impossível remover. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências.
O preconceito, o orgulho, os interesses materiais, a cegueira, são outras tantas montanhas que atravessam nossos caminhos, mas não nos iludamos, na grande maioria das vezes somos nós mesmos que as colocamos, e o que é pior, na falta de um culpado, culpamos a Deus!!
E quando, pelo medo de pecar, não O culpamos, nos sentimos desprotegidos, achamos que Deus não é assim tão amoroso e justo!
Então dizemos, embutindo nossa decepção:
Porque justo comigo?
Ou Deus quis assim!
Como se Deus pudesse querer que coisas ruins nos acontecessem!
Não!
 Somos nós que atraímos a devolutiva do que fazemos, desejamos e até pensamos, pois que, sempre.
O resultado do que fazemos nos espera mais adiante.
Nem sempre queremos nos inteirar realmente e não buscamos esclarecimento para o entendimento das coisas espirituais porque, além de trabalhoso, aumentaria a responsabilidade de nossos atos...
E ISTO, NÃO QUEREMOS!...
É  mais fácil e cômodo ter alguém, ainda que seja Deus, para responsabilizar pelos nossos problemas e até pelos nossos desatinos!
A fé raciocinada ilumina demais!...
Não gostamos de encarar nossas falhas, muito menos de trabalhar com elas.
Preferimos ficar no desconhecimento de nós mesmos, e não percebemos que a fé que sem raízes se faz fraca, sem o poder de “remover nossas montanhas”, de nos levar à compreensão da justiça de um Deus que não pune, mas que instituiu entre Suas leis, a justíssima “Lei do Retorno”, ou “Carma”, que significa “Ação e Reação”.
Na verdade...
Somos nós mesmos que atraímos como devolutiva, a conseqüência inexorável daquilo que fazemos.
Na ignorância das Leis de Causa e Efeito, usamos de nosso livre arbítrio do jeito que queremos, o que vale dizer; do jeito que, certo ou errado, no momento nos seja mais prazeroso ou conveniente, sem pensar que há uma justiça no Universo que nos trará como retorno o resultado bom ou mau daquilo que fazemos!
Não é Deus!
 Somos nós que colhemos o que quer que tenhamos plantado, porque não há conta de chegar nas Leis de Deus, ela é justa, inexorável, imutável e eterna, como tudo que Ele criou!
Se aceitarmos uma fé que nos é imposta, sob a qual não temos o direito de raciocinar, passamos a professar uma fé cega, que aceita sem controle o falso e o verdadeiro, mas que cedo ou tarde se choca com a verdade e a lógica, e que, se ainda não for fanática, vacila, não satisfaz, não acalma nossas inquietudes, não alivia nossas dificuldades.
Por isso muitas vezes vivemos infelizes e sofredores, sem o conforto, sem o alívio daquela fé, que raciocinada e entendida, nos confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória, ou superação dos obstáculos das nossas Montanhas Pessoais!
No entanto, quando depositamos nossa confiança no Criador, nosso Espírito passa a estagiar em ondas magnéticas positivas, que por sua vez, como imã que todo pensamento é, atrai os Bons Espíritos, que então, por misericórdia de Deus, vêm em nosso auxílio, e, mesmo que não o percebamos, a ajuda estará se processando, ainda que em nosso imediatismo ignoremos que...
“Pedimos da maneira que queremos... recebemos da maneira que necessitamos!”
Por isto é que Jesus quando operava curas advertia:
“Vá e não tornes a pecar”.
Se não naquele tempo, hoje está muito claro!...
Quando fazemos as coisas de maneira errada ficamos em desarmonia com as Leis de Deus embutida em nosso inconsciente. Inexoravelmente, por devolução natural, sofremos-lhe as consequências, que muitas vezes são doenças ou as grandes dificuldades!
Noutras palavras, se não mudamos de atitude, se teimosamente não fazemos questão de melhorar nossos pensamentos e conduta, se pouco fazemos por nossa reforma interior, por ampliar nosso auto-respeito, nosso auto-amor, o respeito e o amor ao nosso próximo, a ajuda que recebemos dura pouco, e mais a frente os problemas voltarão...
Muito Maiores, e se quer teremos o direito de revolta, pois que tudo é uma questão de resultado.
De outra forma, as “Montanhas” a que se referia Jesus, ao invés de serem removidas por nós mesmos quando buscamos nossa melhora espiritual, tornam-se cada vez mais nas Montanhas de Nossas Dores e Dificuldades...
A doutrina de Kardec nos oferece a chance do estudo que leva ao esclarecimento, mas o interesse, a vontade e a determinação... é de cada um!!................
Amigos este belo texto é parta meditarmos realmente como vamos com  a nossa Fé e com o temos muitas vezes de a entender ...
Com  um abraço carinhoso de muita paz e vamos continuar este nosso tema com muitas vibrações para todos os colaboradores e visitantes
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Manuel Altino
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Anton Kiudero em 02 de Dezembro de 2016, 12:48
O GRÃO DE MOSTARDA

Era criança e certa vez um homem me deu uma semente de mostarda e me disse que se tivesse fé do tamanho daquele grão, poderia dizer a montanha que se movesse, e ela se moveria. Voltei para casa, com a sementinha nas mãos, pensativo. De manhãzinha me encaminhei a montanha e disse: “Montanha, mova-se”, esperei e nada aconteceu. Disse de novo e de novo e nada ocorreu. Voltei a casa, triste, com a semente na bolsa, sem nada entender.

Era jovem e estava no campo, quando uma de minhas cabras se perdeu. Ao procura-la encontrei-a quase exaurida tentando sair de uma funda grota onde caiu. Tentei ajuda-la mas não a alcançava. Então falei: “Senhor, salva minha cabritinha”, e sem querer esbarrei numa pedra que rolou para a grota, e a cabra nela subindo conseguiu sair. Fiquei feliz com a cabra e voltei a casa, com a semente na bolsa, sem nada entender.

Houve uma grande seca, muitos meses sem chuva, a natureza estava morta. E todos sofriam, as pessoas e o rebanho. Todos se lamentavam e choravam a morte de crianças e de animais. Quando nada mais havia a fazer, falei: “Senhor, nada mais temos e tampouco teremos, se não nos enviares um pouco de chuva”. No dia seguinte choveu uma chuva fina, no outro dia mais um pouco e no seguinte ainda mais um pouco, a natureza renasceu, o gado engordou e seu leite salvou as crianças. Eu ainda estava com a semente na bolsa, sem nada entender.

Meus filhos cresceram, casaram e tiveram filhos. E um dia a peste alcançou nossa aldeia. Eu já estava velho e cego e reunido a minha família, assim falei: “Senhor, leva-me a mim que estou velho, e deixa as crianças”. Passaram os dias. Passou a peste e nenhuma criança morreu, Eu apalpei a semente que ainda estava em minha bolsa e nada entendi.

Mais alguns anos passaram e no fim de meus dias, pedi a um de meus netos que me guiasse a montanha. Lá chegando, falei: “Montanha, mova-se”, esperei e nada aconteceu. Disse de novo e de novo e nada ocorreu. Cansado, apalpei a semente, que continuava em minha bolsa e antes que Deus ordenasse a meu coração que cessasse de bater, pensei na pedra que permitiu a cabrita subir do grotão, da chuva que salvou minha aldeia, da peste que não entrou em minha tenda. E apalpando a semente, tudo passei a entender...



Gente, a fé não se ensina e a fé não se apreende.

A fé é um sentimento interior que nos prove da unica felicidade verdadeira, a comunhão com o Pai, Jeová, Deus, Brahma, Manitu, Alah, ou o nome que melhor lhes agrade. A fé é a inondicional entrega a Deus, é o brado interior que não utilizando a razão, afirma: "Deus, faz de mim um instrumento de tua vontade". Porque instrumentos de Deus todos nos somos de qualquer maneira, conscientes ou não.

Ter fé é ficar dependurado em um abismo por um fio de seda meio partido e dizer: "Graças a Deus", porque haja o que houver, sempre será graças a Deus que acontecerá.

Fé é saber que não existe mal algum que pode nos atingir. Fé é saber que o que acreditamos ser um mal é apenas mais uma prova colocada por Deus para que provemos a nos mesmos que confiamos primeiramente Nele, independentemente das circunstancias das quais estamos cercados.

Fé é saber que somos todos Um com Deus.




Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Dezembro de 2016, 19:57
Grande Anton

De velhos tempos

Já velhos creio eu

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Dezembro de 2016, 20:01
A fé religiosa. Condição da fé inabalável

6. Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas especiais, que constituem as diferentes religiões. Todas elas têm seus artigos de fé. Sob esse aspecto, pode a fé ser raciocinada ou cega. Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Em assentando no erro, cedo ou tarde desmorona; somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana. Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade; preconizar alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.

7. Diz-se vulgarmente que a fé não se prescreve, donde resulta alegar muita gente que não lhe cabe a culpa de não ter fé. Sem dúvida, a fé não se prescreve, nem, o que ainda é mais certo, se impõe. Não; ela se adquire e ninguém há que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários. Falamos das verdades espirituais básicas e não de tal ou qual crença particular. Não é à fé que compete procurá-los; a eles é que cumpre ir-lhe, ao encontro e, se a buscarem sinceramente, não deixarão de achá-la. Tende, pois, como certo que os que dizem: "Nada de melhor desejamos do que crer, mas não o podemos", apenas de lábios o dizem e não do íntimo, porquanto, ao dizerem isso, tapam os ouvidos. As provas, no entanto, chovem-lhes ao derredor; por que fogem de observá-las? Da parte de uns, há descaso; da de outros, o temor de serem forçados a mudar de hábitos; da parte da maioria, há o orgulho, negando-se a reconhecer a existência de uma força superior, porque teria de curvar-se diante dela.

Em certas pessoas, a fé parece de algum modo inata; uma centelha basta para desenvolvê-la. Essa facilidade de assimilar as verdades espirituais é sinal evidente de anterior progresso. Em outras pessoas, ao contrário, elas dificilmente penetram, sinal não menos evidente de naturezas retardatárias. As primeiras já creram e compreenderam; trazem, ao renascerem, a intuição do que souberam: estão com a educação feita; as segundas tudo têm de aprender: estão com a educação por fazer. Ela, entretanto, se fará e, se não ficar concluída nesta existência, ficará em outra.

A resistência do incrédulo, devemos convir, muitas vezes provém menos dele do que da maneira por que lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é deste século (1), tanto assim que precisamente o dogma da fé cega é que produz hoje o maior número dos incrédulos, porque ela pretende impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio. É principalmente contra essa fé que se levanta o incrédulo, e dela é que se pode, com verdade, dizer que não se prescreve. Não admitindo provas, ela deixa no espírito alguma coisa de vago, que dá nascimento à dúvida. A fé raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa. A criatura então crê, porque tem certeza, e ninguém tem certeza senão porque compreendeu. Eis por que não se dobra. Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.

A esse resultado conduz o Espiritismo, pelo que triunfa da incredulidade, sempre que não encontra oposição sistemática e interessada.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Dezembro de 2016, 20:04
"Suba o primeiro degrau com fé.
Não é necessário que você veja toda a escada.
Apenas dê o primeiro passo."


Martin Luther King


.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Dezembro de 2016, 20:06
Se um homem tiver realmente muita fé,
pode dar-se ao luxo de ser cético.


Friedrich Nietzsche



.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Dezembro de 2016, 20:09
É permissível a cada um de nós morrer pela sua fé,
mas não matar por ela.


Hermann Hesse
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Dezembro de 2016, 00:22
Boa noite meus irmão de estudos. Meu irmão moisés que belo tema amigo para ser
discutido no nosso FE. Meu irmão Altino nós sabemos das suas limitações por conta
das dificuldades que um AVc provoca no organismo de uma pessoa, mas movido
por uma fé inabalável, você continua conosco nesse trabalho de esclarecer aqueles
que buscam nesse fórum conhecimentos sobre a Doutrina Espirita.
Que bom que estamos tendo a volta do nosso irmão e amigo Anton Kiudero,polêmico
e controvertido para alguns, mas muito inteligente para poucos que o entende.
Meus irmãos, nos dias atuais em que convivemos com mais e mais situações que
provoca em em todos um certo desanimo pelos acontecimentos que vem ocorrendo
no mundo, faz-nos acreditar, que tudo isto seja uma forma de Deus testar a nossa fé.
Essa onda de violência espalhada pelo mundo afora, deixa a todos de uma certa forma
reféns dessa violência. O descredito naqueles que detém o poder vem abalar mesmo
aqueles que buscam na sua fé um escudo de proteção, muito pior para aqueles de
pouca fé, em que a fuga para eles é uma forma de afastar a violência, por conta disto
ver-se essa onda de refugiados que buscam em outros países a proteção, talvez não
seja esse o caso, mas tudo leva a crer.
Assim eu penso.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Dezembro de 2016, 09:08
...
...Olá a todos!
Trago esta simples reflexão
E coloquemos a refletir sobre a importância do outro em nossa vida

Muitas vezes é a fé alheia que nos garante a vida
Muitas vezes é a fé alheia que nos salvaguarda
Muitas vezes é a fé alheia que nos ampara
Muitas vezes é a fé alheia que nos orienta
muitas vezes é a fé alheia que nos cura
Muitas vezes é a fé alheia que é o alimento da nossa fé

A HISTÓRIA DE CHARLES PLUMB

Charles Plumb era piloto de avião na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões, seu avião foi abatido. Plumb saltou de paraquedas. Foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua experiência e o que havia aprendido na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem, que sorriu, dizendo:

— Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?

— Sim, como sabe? – perguntou Plumb, espantado.

— Era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:

— Funcionou perfeitamente, caso contrário não estaria aqui hoje. Devo minha vida a você!

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando:

Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse “Bom Dia”? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro aprendiz.

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente dobrando centenas de paraquedas, tendo em suas mãos a vida de pessoas que nem conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à platéia:

— Quem dobrou seu paraquedas hoje?
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Dezembro de 2016, 13:02
Meus amigos de estudos bom dia. Existe em todos nós uma força que vem de dentro do nosso ser, que se exterioriza a medida em que se coloca esta força para nos impulsionar.
Nada poderá nos deter de alcançarmos os nossos objetivos, quando colocamos ela como
escudo contra as adversidades da vida. Deus com o seu poder nos deu a capacidade de
usa-la quando as nossas forças estiverem fraquejadas, basta-nos acreditar que tudo é
possível quando somos movidos pela Fé!
Fiquem com Deus, fiquem na paz.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Dezembro de 2016, 14:01
Parábola da figueira que secou
Citar
8. Quando saiam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. - No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até á raiz. - Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha como secou a figueira que tu amaldiçoaste. - Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. - Digo-vos, em verdade, que aquele que disser a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito acontecerá, verá que, com efeito, acontece.
(S. MARCOS, cap. Xl, vv. 12 a 14 e 20 a 23.)

9. A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que, em realidade, nada de bom produzem; dos oradores que mais brilho têm do que solidez, cujas palavras trazem superficial verniz, de sorte que agradam aos ouvidos, sem que, entretanto, revelem, quando perscrutadas, algo de substancial para os corações. E de perguntar-se que proveito tiraram delas os que as escutaram.

Simboliza também todos aqueles que, tendo meios de ser úteis, não o são; todas as utopias, todos os sistemas ocos, todas as doutrinas carentes de base sólida. O que as mais das vezes falta é a verdadeira fé, a fé produtiva, a fé que abala as fibras do coração, a fé, numa palavra. que transporta montanhas. São árvores cobertas de folhas porém, baldas de frutos. Por isso é que Jesus as condena à esterilidade, porquanto dia virá em que se acharão secas até à raiz. Quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que nenhum bem para a Humanidade houverem produzido, cairão reduzidas a nada; que todos os homens deliberadamente inúteis, por não terem posto em ação os recursos que traziam consigo, serão tratados como a figueira que secou.

10. Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem, nestes últimos, a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito. Nos tempos atuais, de renovação social, cabe-lhes uma missão especialíssima; são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos; multiplicam-se em número, para que abunde o alimento; há-os por toda a parte, em todos os países em todas as classes da sociedade, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que em nenhum ponto faltem e a fim de ficar demonstrado aos homens que todos são chamados. Se porém, eles desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida, se a empregam em coisas fúteis ou prejudiciais, se a põem a serviço dos interesses mundanos, se em vez de frutos sazonados dão maus frutos se se recusam a utilizá-la em beneficio dos outros, se nenhum proveito tiram dela para si mesmos,melhorando-se, são quais a figueira estéril. Deus lhes retirará um dom que se tornou inútil neles: a semente que não sabem fazer que frutifique, e consentirá que se tornem presas dos Espíritos maus.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Dezembro de 2016, 14:02
.....


A Fé!

Move montanhas

.....
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Dezembro de 2016, 14:13
Salmos 71

Em ti, SENHOR, confio; nunca seja eu confundido.

Livra-me na tua justiça, e faze-me escapar; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me.

Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.

Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel.

Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.

Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.

Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.

Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.

Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força.

Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,

Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.

Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me.

Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.

Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.

A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação todo o dia, pois não conheço o número delas.

Sairei na força do Senhor DEUS, farei menção da tua justiça, e só dela.

Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.

Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.

Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas. Ó Deus, quem é semelhante a ti?

Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida, e me tirarás dos abismos da terra.

Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás.

Também eu te louvarei com o saltério, bem como à tua verdade, ó meu Deus; cantarei com harpa a ti, ó Santo de Israel.

Os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma, que tu remiste.

A minha língua falará da tua justiça todo o dia; pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Dezembro de 2016, 14:22
Diante do assunto FÉ

Podemos atrair todos os credos

E aprender com todas as formas de pensar

Mas devemos buscar sempre a limpidez de nossas atitudes

Ao longo do tempo

Os homens tem buscado Deus

E tem buscado também manifestar os seus sentimentos

Nós somos os homens do ontem

E seremos os homens do amanhã

Tenhamos fé

Tenhamos comedimentos

Tenhamos forças

Estudemos e analisemos

Busquemos a verdade

E sejamos aptos a felicidade

Compreendamos a importância dos estudos

E a eles nos dediquemos

E edifiquemos a nossa fé
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Ace em 04 de Dezembro de 2016, 21:07
Diante do assunto FÉ

Podemos atrair todos os credos

E aprender com todas as formas de pensar

Mas devemos buscar sempre a limpidez de nossas atitudes

Ao longo do tempo

Os homens tem buscado Deus

E tem buscado também manifestar os seus sentimentos

Nós somos os homens do ontem

E seremos os homens do amanhã

Tenhamos fé

Tenhamos comedimentos

Tenhamos forças

Estudemos e analisemos

Busquemos a verdade

E sejamos aptos a felicidade

Compreendamos a importância dos estudos

E a eles nos dediquemos

E edifiquemos a nossa fé



Eu não diria melhor, Moisés!

Estudemos e analisemos, busquemos a verdade, sempre com fé em Deus.

Um abraço. :)




Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Dezembro de 2016, 13:04


A fé vive na base das nossas mínimas operações de cada dia e, por isso mesmo, amplia os horizontes de nossa alma, na medida de nosso esforço dentro da sublimação íntima.

O homem confia nas vias gástricas e alimenta-se com êxito.

Apóia-se nos pés e caminha desassombrado.

Espera o concurso das mãos e trabalha com habilidade.

Conhece o valor do pensamento e influencia milhões de pessoas com a palavra falada ou escrita.

Atende às leis naturais, que lhe orientam a experiência no corpo, e consegue estabilidade física por muitos anos.

Tudo na existência é serviço da Fé viva em Poderes que não vemos e em coisas que não podemos analisar.

É por essa razão que, além da Terra, cada criatura encontra aquilo que cultivou.

O avarento, exclusivamente entregue ao dinheiro, receberá em miragens de ouro, a sua desventura infernal.

O viciado, que se consagrou a sensações mentirosas da carne, achará no desejo insatisfeito a tortura de cada instante.

O criminoso, que se rendeu à violência, viverá entre os quadros escuros em que fixou os pensamentos delituosos.

O espírito inerte, que se devotou à ociosidade, reconhecer-se-á na paisagem fria e desolada dos que se relegaram à retaguarda de preguiça ou desânimo.

Não te canses de procurar a bondade e a beleza, a virtude e a sabedoria, a luz e o amor, cultivando-os sem descansar, porque o homem que procura os cimos da montanha domina a paisagem, compreendendo o infinito em que nos movemos na direção do Senhor, criando visão nova para novos surtos de Espiritualidade santificante, de vez que, no Bem ou no Mal, na Terra ou Fora dela, viveremos onde, pela Fé, estivermos situando o próprio Coração.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Dezembro de 2016, 13:07
Desde já:

Agradeço a todos que estão participando diretamente do estudo
e a todos que acompanham pela leitura 

Abraços
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Dezembro de 2016, 13:09
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

A fé: mãe da esperança e da caridade

11. Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.

A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?

Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.

A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma. ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.

Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. - José, Espírito protetor.

(Bordéus, 1862.)
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Dezembro de 2016, 08:47
Meus irmão de estudos bom dia. O que nos impedem muitas vezes em ir adiante? Seria
talvez a indecisão, ou mesmo a incerteza de alcançarmos os nossos objetivos? A cada
passo, a cada ação nossa, precisamos acreditar que há em todos nós uma força que
nos alavanca, que nos impulsionam, e esta força meus amigos é a Fé, é esse poder
que faz de nós um guerreiro, um lutador, e por melhor dizer: Um vencedor, muito
embora as adversidades da vida seja uma constante, nada nos impedirá de irmos
adiante para alcançar os nossos objetivos.
Fiquem com Deus, fiquem na paz.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 06 de Dezembro de 2016, 09:48
A Fé Humana e a Divina

No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade.

Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a exalçou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis?

A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendures que se não chegue a vencer.

O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres.

Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas.

 Um Espírito Protetor. (Paris, l863.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB.
Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 06 de Dezembro de 2016, 10:05
A Fé e a Caridade

Disse-vos, não há muito, meus caros filhos, que a caridade, sem a fé, não basta para manter entre os homens uma ordem social capaz de os tornar felizes. Pudera ter dito que a caridade é impossível sem a fé. Na verdade, impulsos generosos se vos depararão, mesmo entre os que nenhuma religião têm; porém, essa caridade austera, que só com abnegação se pratica, com um constante sacrifício de todo interesse egoístico, somente a fé pode inspirá-la, porquanto só ela dá se possa carregar com coragem e perseverança a cruz da vida terrena.

Sim, meus filhos, é inútil que o homem ávido de gozos procure iludir-se sobre o seu destino nesse mundo, pretendendo ser-lhe licito ocupar-se unicamente com a sua felicidade. Sem dúvida, Deus nos criou para sermos felizes na eternidade; entretanto, a vida terrestre tem que servir exclusivamente ao aperfeiçoamento moral, que mais facilmente se adquire com o auxílio dos órgãos físicos e do mundo material. Sem levar em conta as vicissitudes ordinárias da vida, a diversidade dos gostos, dos pendores e das necessidades, é esse também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Com efeito, só a poder de concessões e sacrifícios mútuos podeis conservar a harmonia entre elementos tão diversos.

Tereis, contudo, razão, se afirmardes que a felicidade se acha destinada ao homem nesse mundo, desde que ele a procure, não nos gozos materiais, sim no bem. A história da cristandade fala de mártires que se encaminhavam alegres para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para serdes cristãos, não se vos faz mister nem o holocausto do martírio, nem o sacrifício da vida, mas única e exclusivamente o sacrifício do vosso egoísmo, do vosso orgulho e da vossa vaidade. Triunfareis, se a caridade vos inspirar e vos sustentar a fé.

-Espírito protetor. (Cracóvia, 1861.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 11. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Dezembro de 2016, 18:44
Eu Creio
Música por Elvis Presley

Eu creio que para cada gota de chuva que cai
Cresce uma flor

Eu creio que em algum lugar na noite mais escura
Uma vela brilha

Eu creio que pra quem é correto, alguém virá
Para mostrar o caminho

Eu creio, eu creio

Creio que acima de uma tempestade, a menor oração
Ainda pode ser ouvida

Eu creio que alguém no grande desconhecido
Ouve cada palavra

Toda vez que ouço o choro de um recém-nascido
Ou toco uma folha ou vejo o céu
Então eu sei por que, eu creio

Toda vez que eu ouço o choro de um recém-nascido
Ou toco uma folha ou vejo o céu
Então eu sei porque eu acredito (porque eu acredito)

https://www.youtube.com/watch?v=glTghFki8QA
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Dezembro de 2016, 19:32
....

"Não importa se teu mundo tá caindo aos pedaços....
Quando você começa a ter mais fé, de alguma maneira linda a vida dá um jeito de ficar melhor."

Caio Fernando Abreu
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Dezembro de 2016, 12:10
1. FÉ ESPÍRITA RACIOCINADA - DEUS
Allan Kardec


1. Há um Deus, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

A prova da existência de Deus temo-la neste axioma:

Não há. efeito sem causa. Vemos constantemente uma imensidade de efeitos, cuja causa não está na Humanidade, pois que a Humanidade é impotente para produzi-los, ou, sequer, para os explicar. A causa está acima da Humanidade. É a essa causa que se chama Deus, Jeová, Alá, Brama, Fo-Hi, Grande Espírito, etc.

Tais efeitos absolutamente não se produzem ao acaso, fortuitamente e em desordem. Desde a organização do mais pequenino inseto e da mais insignificante semente, até a lei que rege os mundos que circulam no Espaço, tudo atesta uma idéia diretora, uma combinação, uma previdência, uma solicitude que ultrapassam todas as combinações humanas. A causa é, pois, soberana-mente inteligente.

2. Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
Deus é eterno. Se tivesse tido começo, alguma coisa houvera existido antes dele, ou ele teria saído do nada, ou, então, um ser anterior o teria criado. É assim que, degrau a degrau, remontamos ao infinito na eternidade.

É imutável. Se estivesse sujeito à mudança, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.

É imaterial. Sua natureza difere de tudo o a que chamamos matéria, pois, do contrário, ele estaria sujeito às flutuações e transformações da matéria e, então, já não seria imutável.
É único. Se houvesse muitos Deuses, haveria muitas vontades e, nesse caso, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.

É onipotente, porque é único. Se ele não dispusesse de poder soberano, alguma coisa ou alguém haveria mais poderoso do que ele; não teria feito todas as coisas e as que ele não houvesse feito seriam obra de outro Deus.

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nas mais mínimas coisas como nas maiores e essa sabedoria não permite se duvide nem da sua justiça, nem da sua bondade.

3. Deus é infinito em todas as suas perfeições.

Se supuséssemos imperfeito um só dos atributos de Deus, se lhe tirássemos a menor parcela de eternidade, de imutabilidade, de imaterialidade, de unidade, de onipotência, de justiça e de bondade, poderíamos imaginar um ser que possuísse o que lhe faltasse, e esse ser, mais perfeito do que ele, é que seria Deus.

(Allan Kardec, Obras Póstumas, Primeira Parte.)
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Dezembro de 2016, 12:19
TUA FÉ


Citar
“E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.”
— (LUCAS, CAPÍTULO 8, VERSÍCULO 48.)

É importante observar que o Divino Mestre, após o benefício dispensado, sempre se reporta ao prodígio da fé, patrimônio sublime daqueles que O procuram.

Diversas vezes, ouvimos-lo na expressiva afirmação: — “A tua fé te salvou.”

Doentes do corpo e da alma, depois do alívio ou da cura, escutam a frase generosa.

É que a vontade e a confiança do homem são poderosos fatores no desenvolvimento e iluminação da vida.

O navegante sem rumo e que em nada confia, somente poderá atingir algum porto em virtude do jogo das forças sobre as quais se equilibra, desconhecendo, porém, de maneira absoluta, o que lhe possa ocorrer.

O enfermo, descrente da ação de todos os remédios, é o primeiro a trabalhar contra a própria segurança.

O homem que se mostra desalentado em todas as coisas, não deverá aguardar a cooperação útil de coisa alguma.

As almas vazias embalde reclamam o quinhão de felicidade que o mundo lhes deve.

As negações, em que perambulam, transformam-nas, perante a vida, em zonas de amortecimento, quais isoladores em eletricidade.

Passa corrente vitalizante, mas permanecem insensíveis.

Nos empreendimentos e necessidades de teu caminho, não te isoles nas posições negativas.

Jesus pode tudo, teus amigos verdadeiros farão o possível por ti;

contudo, nem o Mestre e nem os companheiros realizarão em sentido integral a felicidade que ambicionas, sem o concurso de tua fé, porque também tu és filho do mesmo Deus, com as mesmas possibilidades de elevação.

(Chico Xavier / Emmanuel,
Pão Nosso, 113, FCXavier, FEB)
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Dezembro de 2016, 12:19
FÉ, ESPERANÇA, CONSOLAÇÕES
Leon Denis

A fé é a confiança da criatura em seus destinos, é o sentimento que a eleva à infinita Potestade, é a certeza de estar no caminho que vai ter à verdade.

A fé cega é como farol cujo vermelho clarão não pode traspassar o nevoeiro; a fé esclarecida é foco elétrico que ilumina com brilhante luz a estrada a percorrer.

Ninguém adquire essa fé sem ter passado pelas tribulações da dúvida, sem ter padecido as angústias que embaraçam o caminho dos investigadores.

Muitos param em esmorecida indecisão e flutuam longo tempo entre opostas correntezas. Feliz quem crê, sabe, vê e caminha firme.

A fé então é profunda, inabalável, e habilita-o a superar os maiores obstáculos. Foi neste sentido que se disse que a fé transporta montanhas, pois, como tais, podem ser consideradas as dificuldades que os inovadores encontram no seu caminho, ou seja, as paixões, a ignorância, os preconceitos e o interesse material.

Geralmente se considera a fé como mera crença em certos dogmas religiosos, aceitos sem exame.

Mas a verdadeira fé está na convicção que nos anima e nos arrebata para os ideais elevados.

Há a fé em si próprio, em uma obra material qualquer, a fé política, a fé na pátria.

Para o artista, para o pensador, a fé é o sentimento do ideal, é a visão do sublime fanal aceso pela mão divina nos alcantis eternos, a fim de guiar a Humanidade ao Bem e à Verdade.

É cega a fé religiosa que anula a razão e se submete ao juízo dos outros, que aceita um corpo de doutrina verdadeiro ou falso, e dele se torna totalmente cativa. Na sua Impaciência e nos seus excessos, a fé cega recorre facilmente à perfídia, à subjugação, conduzindo ao fanatismo.

Ainda sob este aspecto, é a fé um poderoso incentivo, pois tem ensinado os homens a se humilharem e a sofrerem. Pervertida pelo espírito de domínio, tem sido a causa de muitos crimes, mas, em suas conseqüências funestas, também deixa transparecer suas grandes vantagens.

Ora, se a fé cega pôde produzir tais efeitos, que não realizará a fé esclarecida pela razão, a fé que julga, discerne e compreende? Certos teólogos exortam-nos a desprezar a razão, a renegá-la, a rebatê-la.

Deveremos por isso repudiá-la, mesmo quando ela nos mostra o bem e o belo? Esses teólogos alegam os erros em que a razão caiu e parecem, lamentavelmente, esquecer que foi a razão que descobriu esses erros e ajudou-nos a corrigi-los.

A razão é uma faculdade superior, destinada a esclarecer-nos sobre todas as coisas. Como todas as outras faculdades, desenvolve-se e engrandece pelo exercício. A razão humana é um reflexo da Razão eterna. É Deus em nós, disse São Paulo.

Desconhecer-lhe o valor e a utilidade é menosprezar a natureza humana, é ultrajar a própria Divindade.

Querer substituir a razão pela fé é ignorar que ambas são solidárias e inseparáveis, que se consolidam e vivificam uma à outra.

A união de ambas abre ao pensamento um campo mais vasto: harmoniza as nossas faculdades e traz-nos a paz interna.

A fé é mãe dos nobres sentimentos e dos grandes feitos.

O homem profundamente firme e convicto é Imperturbável diante do perigo, do mesmo modo que nas tribulações.

Superior às lisonjas, às seduções, às ameaças, ao bramir das paixões, ele ouve uma voz ressoar nas profundezas da sua consciência, instigando-o à luta, encorajando-o nos momentos perigosos.

Para produzir tais resultados, necessita a fé repousar na base sólida que lhe oferecem o livre exame e a liberdade de pensamento.

Em vez de dogmas e mistérios, cumpre-lhe reconhecer tão-somente princípios decorrentes da observação direta, do estudo das leis naturais.

Tal é o caráter da fé espírita.

A filosofia dos Espíritos vem oferecer-nos uma fé racional e, por isso mesmo, robusta, O conhecimento do mundo invisível, a confiança numa lei superior de justiça e progresso imprime a essa fé um duplo caráter de calma e segurança.

Efetivamente, que poderemos temer, quando sabemos que a alma é imortal e quando, após os cuidados e consumições da vida, além da noite sombria em que tudo parece afundar-se, vemos despontar a suave claridade dos dias infindáveis?

Essencializados da idéia de que esta vida não é mais que um instante no conjunto da existência integral, suportaremos, com paciência, os males inevitáveis que ela engendra.

A perspectiva dos tempos que se nos abrem dar-nos-á o poder de dominar as mesquinharias presentes e de nos colocarmos acima dos vaivéns da fortuna.

Assim, sentir-nos-emos mais livres e mais bem armados para a luta.

O espírita conhece e compreende a causa de seus males; sabe que todo sofrimento é legítimo e aceita-o sem murmurar; sabe que a morte nada aniquila, que os nossos sentimentos perduram na vida de além-túmulo e que todos os que se amaram na Terra tornam a encontrar-se, libertos de todas as misérias, longe desta lutuosa morada; conhece que só há separação para os maus.

Dessas crenças resultam-lhe consolações que os indiferentes e os cépticos ignoram. Se, de uma extremidade a outra do mundo, todas as almas comungassem nessa fé poderosa, assistiríamos à maior transformação moral que a História jamais registrou.

Mas essa fé, poucos ainda a possuem, O Espírito de Verdade tem falado à Terra, mas insignificante número o tem ouvido atentamente.

Entre os filhos dos homens, não são os poderosos os que o escutam, e, sim, os humildes, os pequenos, os deserdados, todos os que têm sede de esperança.

Os grandes e os afortunados têm rejeitado os seus ensinos, como há dezenove séculos repeliram o próprio Cristo.

Os membros do clero e as associações sábias coligaram-se contra esse “desmancha-prazeres”, que vinha comprometer os interesses, o repouso e derruir-lhes as afirmações.

Poucos homens têm a coragem de se desdizerem e de confessarem que se enganaram. O orgulho escraviza-os totalmente!

Preferem combater toda a vida esta verdade ameaçadora que vai arrasar suas obras efêmeras.

Outros, muito secretamente, reconhecem a beleza, a magnitude desta doutrina, mas se atemorizam ante suas exigências morais.

Agarrados aos prazeres, almejando viver a seu gosto, Indiferentes à existência futura, afastam de seus pensamentos tudo quanto poderia induzi-los a repudiar hábitos que, embora reconheçam como perniciosos, não deixam de ser afagados.

Que amargas decepções irão colher por causa dessas loucas evasivas!

A nossa sociedade, absorvida completamente pelas especulações, pouco se preocupa com o ensino moral. Inúmeras opiniões contraditórias chocam-se; no meio desse confuso turbilhão da vida, o homem poucas vezes se detém para refletir.

Mas todo ânimo sincero, que procura a fé e a verdade, há de encontrá-la na revelação nova. Um influxo celeste estender-se-á sobre ele a fim de guiá-lo para esse sol nascente, que um dia Iluminará a Humanidade Inteira.

(Leon Denis, Depois da Morte, Quinta Parte, cap. 44.)
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Dezembro de 2016, 15:15
...


MARIA DE MAGDALA
 
Maria de Magdala ouvira as pregações do Evangelho do Reino, não longe da Vila principesca onde vivia entregue a prazeres, em companhia de patrícios romanos, e tomara- -se de admiração profunda pelo Messias.
 
Que novo amor era aquele apregoado aos pescadores singelos por lábios tão divinos? Até ali, caminhara ela sobre as rosas rubras do desejo, embriagando-se com o vinho de condenáveis alegrias. No entanto, seu coração estava sequioso e em desalento. Jovem e formosa, emancipara-se dos preconceitos férreos de sua raça; sua beleza lhe escravizara aos caprichos de mulher os mais ardentes admiradores; mas seu espírito tinha fome de amor. O profeta nazareno havia plantado em sua alma novos pensamentos Depois que lhe ouvira a palavra, observou que as facilidades da vida lhe traziam agora um tédio mortal ao espírito sensível. As músicas voluptuosas não encontravam eco em seu íntimo, os enfeites romanos de sua habitação se tornaram áridos e tristes. Maria chorou longamente, embora não compreendesse ainda o que pleiteava o profeta desconhecido. Entretanto, seu convite amoroso parecia ressoar-lhe nas fibras mais sensíveis de mulher. Jesus chamava os homens para uma vida nova.
 
Decorrida uma noite de grandes meditações e antes do famoso banquete em Naim, onde ela ungiria publicamente os pés de Jesus com os bálsamos perfumados de seu afeto, notou-se que uma barca tranqüila conduzia a pecadora a Cafarnaum. Dispusera-se a procurar o Messias, após muitas hesitações. Como a receberia o Senhor, na residência de Simão? Seus conterrâneos nunca lhe haviam perdoado o abandono do lar e a vida de aventuras. Para todos, era ela a mulher perdida que teria de encontrar a lapidação na praça pública. Sua consciência, porém, lhe pedia que fosse. Jesus tratava a multidão com especial carinho. Jamais lhe observara qualquer expressão de desprezo para com as numerosas mulheres de vida equivoca que o cercavam. Além disso, sentia-se seduzida pela sua generosidade. Se possível, desejaria trabalhar na execução de suas idéias puras e redentoras. Propunha-se a amar, como Jesus amava, sentir com os seus sentimentos sublimes. Se necessário, saberia renunciar a tudo. Que lhe valiam as jóias, as flores raras, os banquetes suntuosos, se, ao fim de tudo isso, conservava a sua sede de amor?!...
 
Envolvida por esses pensamentos profundos, Maria de Magdala penetrou o umbral da humilde residência de Simão Pedro, onde Jesus parecia esperá-la, tal a bondade com que a recebeu num grande sorriso. A recém-chegada sentou-se com indefinível emoção a estrangular-lhe o peito.
 
*
 
Vencendo, porém, as suas mais fortes impressões, assim falou, em voz súplice, feitas as primeiras saudações:
 
— Senhor, ouvi a vossa palavra consoladora e venho ao vosso encontro!... Tendes a clarividência do céu e podeis adivinhar como tenho vivido! Sou uma filha do pecado. Todos me condenam. Entretanto, Mestre, observai como tenho sede do verdadeiro amor!... Minha existência, como todos os prazeres, tem sido estéril e amargurada...
 
As primeiras lágrimas lhe borbulharam dos olhos, enquanto Jesus a contemplava, com bondade infinita. Ela, porém, continuou:
 
— Ouvi o vosso amoroso convite ao Evangelho! Desejava ser das vossas ovelhas; mas, será que Deus me aceitaria?
 
O Profeta nazareno fitou-a, enternecido, Sondando as profundezas de seu pensamento, e respondeu, bondoso:
 
— Maria, levanta os olhos para o céu e regozija-te no caminho, porque escutaste a Boa Nova do Reino e Deus te abençoa as alegrias! Acaso, poderias pensar que alguém no mundo estivesse condenado ao pecado eterno? Onde, então, o amor de Nosso Pai? Nunca viste a primavera dar flores sobre uma casa em ruínas? As ruínas são as criaturas humanas; porém, as flores são as esperanças em Deus. Sobre todas as falências e desventuras próprias do homem, as bênçãos paternais de Deus descem e chamam. Sentes hoje esse novo Sol a iluminar-te O destino! Caminha agora, sob a sua luz, porque o amor cobre a multidão dos pecados.
 
A pecadora de Magdala escutava o Mestre, bebendo-lhe as palavras. Homem algum havia falado assim à sua alma incompreendida. Os mais levianos lhe pervertiam as boas inclinações, os aparentemente virtuosos a desprezavam sem piedade. Engolfada em pensamentos confortadores e ouvindo as referências de Jesus ao amor, Maria acentuou, levemente:
 
— No entanto, Senhor, tenho amado e tenho sede de amor!...
 
— Sim - redarguíu Jesus -, tua sede é real. O mundo viciou todas as fontes de redenção e é imprescindível compreenda que em suas sendas a virtude tem de marchar por uma porta muito estreita. Geralmente, um homem deseja ser bom como os outros, ou honesto como os demais, olvidando que o caminho onde todos passam é de fácil acesso e de marcha sem edificações. A virtude no mundo foi transformada na porta larga da conveniência própria. Há os que amam os que lhes pertencem ao círculo pessoal, os que são sinceros com os seus amigos, os que defendem seus familiares, os que adoram os deuses do favor. O que verdadeiramente ama, porém, conhece a renúncia suprema a todos os bens do mundo e vive feliz, na sua senda de trabalhos para o difícil acesso às luzes da redenção. O amor sincero não exige satisfações passageiras, que se extinguem no mundo com a primeira ilusão; trabalha sempre, sem amargura e sem ambição, com os júbilos do sacrifício. Só o amor que renuncia sabe caminhar para a vida suprema...
 
Maria o escutava, embevecida. Ansiosa por compreender inteiramente aqueles ensinos novos, interrogou atenciosamente:
 
— Só o amor pelo sacrifício poderá saciar a sede do coração?
 
Jesus teve um gesto afirmativo e continuou:
 
— Somente o sacrifício contém o divino mistério da vida. Viver bem é saber imolar-se. Acreditas que o mundo pudesse manter o equilíbrio próprio tão-só com os caprichos antagônicos e por vezes criminosos dos que se elevam à galeria dos triunfadores? Toda luz humana vem do coração experiente e brando dos que foram sacrificados. Um guerreiro coberto de louros ergue os seus gritos de vitória sobre os cadáveres que juncam o chão; mas, apenas os que tombaram fazem bastante silêncio, para que se ouça no mundo a mensagem de Deus. O primeiro pode fazer a experiência para um dia; os segundos constroem a estrada definitiva na eternidade.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Dezembro de 2016, 15:16
Na tua condição de mulher, já pensaste no que seria o mundo sem as mães exterminadas no silêncio e no sacrifício Não são elas as cultivadoras do jardim da vida, onde os homens travam a batalha?!... Muitas vezes, o campo enflorescido se cobre de lama e sangue; entretanto, na sua tarefa silenciosa, os corações maternais não desesperam e reedificam o jardim da vida, imitando a Providência Divina, que espalha sobre um cemitério os lírios perfumados de seu amor!...
 
Maria de Magdala, ouvindo aquelas advertências, começou a chorar, a sentir no íntimo o deserto da mulher sem filhos. Por fim, exclamou:
 
— Desgraçada de mim, Senhor, que não poderei ser mãe!...
 
Então, atraindo-a brandamente a si, o Mestre acrescentou:
 
— E qual das mães será maior aos olhos de Deus? A que se devotou somente aos filhos de sua carne, ou a que se consagrou, pelo espírito, aos filhos das outras mães?
 
Aquela interrogação pareceu despertá-la para meditações mais profundas. Maria sentiu-se amparada por uma energia interior diferente, que até então desconhecera. A palavra de Jesus lhe honrava o espírito; Convidava-a a ser mãe de seus irmãos em humanidade, aquinhoando-os com os bens supremos das mais elevadas virtudes da vida. Experimentando radiosa felicidade em seu mundo íntimo, contemplou o Messias com os olhos nevoados de lágrimas e, no êxtase de sua imensa alegria, murmurou comovidamente:
 
— Senhor, doravante renunciarei a todos os prazeres transitórios do mundo, para adquirir o amor celestial que me ensinastes!... Acolherei como filhas as minhas irmãs no sofrimento procurarei os infortunados para aliviar-lhes as feridas do coração, estarei com aleijados e leprosos...
 
Nesse instante, Simão Pedro passou pelo aposento, demandando O interior, e a observou com certa estranheza. A convertida de Magdala lhe sentiu o olhar glacial, quase denotando desprezo, e, já receosa de um dia perder a convivência do Mestre, perguntou com interesse:
 
— Senhor, quando partirdes deste mundo, como ficaremos?
 
Jesus compreendeu o motivo e o alcance de sua palavra e esclareceu:
 
— Certamente que partirei, mas estaremos eternamente reunidos em espírito. Quanto ao futuro, com o infinito de suas perspectivas, é necessário que cada um tome sua cruz, em busca da porta estreita da redenção, colocando, acima de tudo, a fidelidade a Deus e, em segundo lugar, a perfeita confiança em si mesmo.
 
Observando que Maria, ainda opressa pelo olhar estranho de Simão Pedro, se preparava a regressar, o Mestre lhe sorriu com bondade e disse:
 
— Vai, Maria!... Sacrifica-te e ama sempre. Longo é o caminho, difícil a jornada, estreita a porta; mas, a fé remove os obstáculos... Nada temas: é preciso crer somente!
 
*
 
Mais tarde, depois de sua gloriosa visão do Cristo ressuscitado, Maria de Magdala voltou de Jerusalém para a Galiléia, seguindo os passos dos companheiros queridos.
 
A mensagem da ressurreição espalhara uma alegria infinita.
 
Após algum tempo, quando os apóstolos e seguidores do Messias procuravam reviver o passado junto ao Tiberíades, os discípulos diretos do Senhor abandonaram a região, a serviço da Boa Nova. Ao disporem-se os dois últimos companheiros a partir em definitivo para Jerusalém Maria de Magdala, temendo a solidão da saudade, rogou fervorosamente lhe permitissem acompanhá-los à cidade dos profetas; ambos, no entanto, se negaram a anuir aos seus desejos. Temiam-lhe o pretérito de pecadora, não confiavam em seu coração de mulher. Maria compreendeu, mas lembrou-se do Mestre e resignou-se.
 
Humilde e sozinha, resistiu a todas as propostas condenáveis que a solicitavam para uma nova queda de sentimentos. Sem recursos para viver, trabalhou pela própria manutenção, em Magdala e Dalmanuta. Foi forte nas horas mais ásperas, alegre nos sofrimentos mais escabrosos, fiel a Deus nos instantes escuros e pungentes. De vez em quando, ia às sinagogas, desejosa de cultivar a lição de Jesus; mas as aldeias da Galiléia estavam novamente subjugadas pela intransigência do judaísmo. Ela compreendeu que palmilhava agora o caminho estreito, onde ia só, com a sua confiança em Jesus. Por vezes, chorava de saudade, quando passeava no silêncio da praia, recordando a presença do Messias. As aves do lago, ao crepúsculo, vinham pousar, como outrora, nas alcaparreiras mais próximas; o horizonte oferecia, como sempre, o seu banquete de luz. Ela contemplava as ondas mansas e lhes confiava suas meditações.
 
Certo dia, um grupo de leprosos veio a Dalmanuta. Procediam da lduméia aqueles infelizes, cansados e tristes, em supremo abandono. Perguntavam por Jesus Nazareno, mas todas as portas se lhes fechavam. Maria foi ter com eles e, sentindo-se isolada, com amplo direito de empregar a sua liberdade, reuniu-os sob as árvores da praia e lhes transmitiu as palavras de Jesus, enchendo-lhes os corações das claridades do Evangelho. As autoridades locais, entretanto, ordenaram a expulsão imediata dos enfermos. A grande convertida percebeu tamanha alegria no semblante dos infortunados, em face de suas fraternas revelações a respeito das promessas do Senhor, que se pôs em marcha para Jerusalém, na companhia deles. Todo o grupo passou a noite ao relento, mas sentia-se que os júbilos do Reino de Deus agora os dominavam. Todos se interessavam pelas descrições de Maria, devoravam-lhe as exortações, contagiados de sua alegria e de sua fé. Chegados à cidade, foram conduzidos ao vale dos leprosos, que ficava distante, onde Madalena penetrou com espontaneidade de coração. Seu espírito recordava as lições do Messias e uma coragem indefinível se assenhoreara de sua alma.
 
Dali em diante, todas as tardes, a mensageira do Evangelho reunia a turba de seus novos amigos e lhes dizia o ensinamento de Jesus. Rostos ulcerados enchiam--se de alegria, olhos sombrios e tristes tocavam-se de nova luz. Maria lhes explicava que Jesus havia exemplificado o bem até à morte, ensinando que todos os seus discípulos deviam ter bom ânimo para vencer o mundo. Os agonizantes arrastavam-se até junto dela e lhe beijavam a túnica singela. A filha de Magdala, lembrando o amor do Mestre, tomava-os em seus braços fraternos e carinhosos.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Dezembro de 2016, 15:17
Em breve tempo, sua epiderme apresentava, igualmente, manchas violáceas e tristes. Ela compreendeu a sua nova situação e recordou a recomendação do Messias de que somente sabiam viver os que sabiam imolar-se. E experimentou grande gozo, por haver levado aos seus companheiros de dor uma migalha de esperança. Desde a sua chegada, em todo o vale se falava daquele Reino de Deus que a criatura devia edificar no próprio coração. Os moribundos esperavam a morte com um sorriso ditoso nos lábios, os que a lepra deformara ou abatera guardavam bom ânimo nas fibras mais sensíveis.
 
Sentindo-se ao termo de sua tarefa meritória, Maria de Magdala desejou rever antigas afeições de seu círculo pessoal, que se encontravam em Éfeso. Lá estavam João e Maria, além de outros companheiros dos júbilos cristãos. Adivinhava que as suas últimas dores terrestres vinham muito próximas; então, deliberou pôr em prática seu humilde desejo.
 
Nas despedidas, seus companheiros de infortúnio material vinham suplicar-lhe os derradeiros conselhos e recordações. Envolvendo-os no seu carinho, a emissária do Evangelho lhes dizia apenas:
 
— Jesus deseja intensamente que nos amemos uns aos outros e que participemos de suas divinas esperanças, na mais extrema lealdade a Deus!...
 
Dentre aqueles doentes, os que ainda se equilibravam pelos caminhos lhe traziam o fruto das esmolas escassas e as crianças abandonadas vinham beijar-lhe as mãos.
 
Na fortaleza de sua fé, a ex-pecadora abandonou o vale, através das estradas ásperas, afastando-se de misérrimas choupanas. A peregrinação foi-lhe difícil e angustiosa. Para satisfazer aos seus intentos recorreu à caridade, sofreu penosas humilhações, submeteu-se ao sacrifício. Observando as feridas pustulentas que substituíam sua antiga beleza, alegrava-se em reconhecer que seu espírito não tinha motivos para lamentações. Jesus a esperava e sua alma era fiel.
 
Realizada a sua aspiração, por entre dificuldades infinitas, Maria achou-se, um dia, às portas da cidade; mas, invencível abatimento lhe dominava os centros de força física. No justo momento de suas efusões afetuosas, quando o casario de Éfeso se lhe desdobrava à vista, seu corpo alquebrado negou-se a caminhar. Modesta família de Cristãos do subúrbio recolheu-a a uma tenda humilde, caridosamente Madalena pôde ainda rever amizades bem caras, consoante seus desejos. Entretanto, por largos dias de padecimentos debateu-se entre a vida e a morte.
 
Uma noite, atingiram o auge as profundas dores que sentia. Sua alma estava iluminada por brandas reminiscências e, não obstante seus olhos se acharem selados pelas pálpebras intumescidas, via com os olhos da imaginação o lago querido, os companheiros de fé, o Mestre bem-amado. Seu espírito parecia transpor as fronteiras da eternidade radiosa. De minuto a minuto, ouvia-se-lhe um gemido surdo, enquanto os irmãos de crença lhe rodeavam o leito de dor, com as preces sinceras de seus corações amigos e desvelados.
 
Em dado instante, observou-se que seu peito não mais arfava. Maria no entanto, experimentava consoladora sensação de alívio. Sentia-se sob as árvores de Cafarnaum e esperava o Messias. As aves cantavam nos ramos próximos e as ondas sussurrantes vinham beijar-lhe OS pés. Foi quando viu Jesus aproximar-se, mais belo que nunca. Seu olhar tinha o reflexo do céu e o semblante trazia um júbilo indefinível. O Mestre estendeu-lhe as mãos e ela se prosternou, exclamando, como antigamente:
 
— Senhor!...
 
Jesus recolheu-a brandamente nos braços e murmurou:
 
- Maria, já passaste a porta estreita!... Amaste muito! Vem! Eu te espero aqui!

........


Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Humberto de Campos apresenta

Livro Boa Nova
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Dezembro de 2016, 17:44
...
...

"E, respondendo Ele, disse-lhes:
Digo-vos que, se estes se calarem,
as próprias pedras clamarão."

Lucas 19:40


...

...
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Dezembro de 2016, 13:00
Bom dia!

Obrigado Ken

Valeu!
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Dezembro de 2016, 13:03
O  TESOURO  MAIOR


Citar
"Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração."
- Jesus. (LUCAS, 12:34.)


No mundo, os templos de fé religiosa, desde que consagrados à Divindade do Pai, são departamentos da casa infinita de Deus, onde Jesus ministra os seus bens aos corações da Terra, independentemente da escola de crença a que se filiam.

A essas subdivisões do eterno santuário comparecem os tutelados do Cristo, em seus diferentes graus de compreensão. Cada qual, instintivamente, revela ao Senhor onde coloca seu tesouro.

Muitas vezes, por isso mesmo, nos recintos diversos de sua casa, Jesus recebe, sem resposta, as súplicas de inúmeros crentes de mentalidade infantil, contraditórias ou contraproducentes. 

O egoísta fala de seu tesouro, exaltando as posses precárias;
o avarento refere-se a mesquinhas preocupações;
o gozador demonstra apetites insaciáveis;
o fanático repete pedidos loucos.

Cada qual apresenta seu capricho ferido como sendo a dor maior.

Cristo ouve-lhes as solicitações e espera a oportunidade de dar-lhes a conhecer o tesouro imperecível.

Ouve em silêncio, porque a erva tenra pede tempo destinado ao processo evolutivo, e espera, confiante, porquanto não prescinde da colaboração dos discípulos resolutos e sinceros para a extensão do divino apostolado.

No momento adequado, surgem esses, ao seu influxo sublime, e a paisagem dos templos se modifica.

Não são apenas crentes que comparecem para a rogativa, são trabalhadores decididos que chegam para o trabalho.

Cheios de coragem, dispostos a morrer para que outros alcancem a vida, exemplificam a renúncia e o desinteresse, revelam a Vontade do Pai em si próprios e, com isso, ampliam no mundo a compreensão do tesouro maior, sintetizado na conquista da luz eterna e do amor universal, que já lhes enriquece o espírito engrandecido.

Do livro "Caminho, Verdade e Vida", 
Médium: Chico Xavier
Espírito: Emmanuel
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 09 de Dezembro de 2016, 13:10
Bom dia Moises, bom dia a todos,

Você diz: “Isso é impossível”
Deus diz: “Tudo é possível” (Lucas 18:27)

Você diz: “Eu já estou cansado”
Deus diz: “Eu te darei o repouso” (Mateus 11:28-30)

Você diz: “Ninguém me ama de verdade”
Deus diz: “Eu te amo” (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: “Não tenho condições”
Deus diz: “Minha graça é suficiente” (II. Corintos 12:9)

Você diz: “Não vejo saída”
Deus diz: “Eu guiarei teus passos” (Provérbios 3:5-6)

Você diz: “Eu não posso fazer”
Deus diz: “Você pode fazer tudo” (Filipenses 4:13)

Você diz: “Estou angustiado”
Deus diz: “Eu te livrarei da angustia” (Salmos 90:15)

Você diz: “Não vale a pena”
Deus diz: “Tudo vale a pena” (Romanos 8:28)

Você diz: “Eu não mereço perdão”
Deus diz: “Eu te perdôo” (I Epístola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: “Não vou conseguir”
Deus diz: “Eu suprirei todas as suas necessidades” (Filipenses 4:19)

Você diz: “Estou com medo”
Deus diz: “Eu não te dei um espírito de medo” (II. Timóteo 1:7)

Você diz: “Estou sempre frustrado e preocupado”
Deus diz: “Confiai-me todas as suas preocupações” (I Pedro 5:7)

Você diz: “Eu não tenho talento suficiente”
Deus diz: “Eu te dou sabedoria” (I Corintos 1:30)

Você diz: “Não tenho fé”
Deus diz: “Eu dei a cada um uma medida de fé” (Romanos 12:3)

Você diz: “Eu me sinto só e desamparado”

Deus diz: “Eu nunca te deixarei nem desampararei” (Hebreus 13:5)

Desconhecido


Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Dezembro de 2016, 13:16
VIVER PELA FÉ

Citar
“Mas o justo viverá pela fé.”
 Paulo. (Romanos, capítulo 1, versículo 17.)

Na epístola aos romanos, Paulo afirma que o justo viverá pela fé.

Não poucos aprendizes interpretaram erradamente a assertiva.

Supuseram que viver pela fé seria executar rigorosamente as cerimônias exteriores dos cultos religiosos.

Frequentar os templos, harmonizar-se com os sacerdotes, respeitar a simbologia sectária, indicariam a presença do homem justo.

Mas nem sempre vemos o bom ritualista aliado ao bom homem.

E, antes de tudo, é necessário ser criatura de Deus, em todas as circunstâncias da existência.

Paulo de Tarso queria dizer que o justo será sempre fiel, viverá de modo invariável, na verdadeira fidelidade ao Pai que está nos céus.

Os dias são ridentes e tranquilos?
 
tenhamos boa memória e não desdenhemos a moderação.

São escuros e tristes?

Confiemos em Deus, sem cuja permissão a tempestade não desabaria.

Veio o abandono do mundo?

O Pai jamais nos abandona.

Chegaram as enfermidades, os desenganos, a ingratidão e a morte?

Eles são todos bons amigos, por trazerem até nós a oportunidade de sermos justos, de vivermos pela fé, segundo as disposições sagradas do Cristianismo.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Médium: Chico Xavier
Espírito Emmanuel
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 10 de Dezembro de 2016, 12:25
Bom dia Moises, bom dia a todos,

Fé Inabalável

"Allan Kardec afirmou: Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.

Acreditar em Deus, na imortalidade do Espírito, na excelência dos postulados da reencarnação e permitir-se abater quando convidado á demonstração da capacidade de resistência, é lamentável queda na leviandade ou clara demonstração de que a fé não é real...

Permitir-se depressão porque aconteceram fenômenos desagradáveis e até mesmo desestruturadores do comportamento, significa não somente debilidade emocional que apenas tem fortaleza quando não há luta, mas também total falta de confiança em Deus.
 
Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a VERDADE.
 
O conhecimento do Espiritismo liberta a consciência da culpa, o indivíduo de qualquer temor, facultando-lhe uma existência risonha com esperança e realizações edificantes pelos atos. Não apenas enseja as perspectivas ditosas do porvir, mas sobretudo ajuda a trabalhar o momento em que se vive, preparando aquele que virá".


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Atitudes Renovadas

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Dezembro de 2016, 12:27
O FUTURO E O NADA

1. Nós vivemos, pensamos, agimos, o que é positivo; morremos, não é menos certo.
Mas ao deixar a terra, para onde vamos?
O que nos tornamos?
Ficaremos melhor ou pior?
Seremos nós ou não seremos nós?
Ser ou não ser, tal é a alternativa;
é para sempre ou nunca;
é tudo ou nada:
ou viveremos eternamente, ou tudo estará acabado sem retorno.
Vale a pena pensar nisso.
Todo homem sente a necessidade de viver, gozar, amar, ser feliz.
Dizei àquele que sabe que vai morrer que viverá ainda, que sua hora foi adiada; dizei-lhe acima de tudo que será mais feliz do que foi, e seu coração vai palpitar de alegria. Mas de que serviriam estas aspirações de felicidade se um sopro pode fazê-las desvanecer?
Haverá alguma coisa mais desesperadora do que este pensamento da destruição absoluta?
Afeições santas, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquirido, tudo seria interrompido, tudo seria perdido!
Qual a necessidade de se esforçar para se tornar melhor, de se dominar para reprimir as paixões, de se cansar para ocupar o espírito, se não se deve daí colher nenhum fruto, acima de tudo com o pensamento de que amanhã talvez isso já não nos sirva de nada?
Se fosse assim, o destino do homem seria cem vezes pior do que o da besta(animal), pois a besta(animal) vive inteiramente no presente, na satisfação de seus apetites materiais, sem aspiração quanto ao futuro. Uma intuição secreta diz que isso não é possível.

2. Pela crença no nada, o homem concentra forçosamente todos os seus pensamentos na vida presente; não se poderia, com efeito, logicamente se preocupar com um futuro que não se aguarda. Esta preocupação exclusiva com o presente conduz naturalmente a pensar em si antes de tudo; é portanto o mais poderoso estimulante do egoísmo, e o incrédulo é consequente consigo mesmo quando chega a esta conclusão: Gozemos enquanto aqui estamos, gozemos o máximo possível visto que depois de nós está tudo acabado; gozemos depressa, porque não sabemos quanto isso durará; e a esta outra, muito mais grave para a sociedade: Gozemos à custa de qualquer um; cada um por si; a felicidade, aqui embaixo, é do mais hábil.
Se o respeito humano retém alguns, que freio podem ter aqueles que nada temem?
Dizem a si mesmos que a lei humana não atinge senão os inábeis; é por isso que aplicam seu gênio aos meios de se esquivar dela. Se há uma doutrina nociva e antissocial, é seguramente a do niilismo [néantisme], porque ela rompe os verdadeiros laços da solidariedade e da fraternidade, fundamentos das relações sociais.

3. Suponhamos que, por uma circunstância qualquer, um povo inteiro adquire a certeza de que dentro de oito dias, dentro de um mês, dentro de um ano, será aniquilado, que nenhum indivíduo sobreviverá, que não restará mais nenhum traço dele depois da morte;
o que ele fará durante esse tempo?
Trabalhará para seu aperfeiçoamento, sua instrução?
Fará esforço para viver?
Respeitará os direitos, os bens, a vida de seu semelhante? Submeter-se-á às leis, a uma autoridade, seja ela qual for, mesmo a mais legítima: a autoridade paterna?
Haverá para ele um dever qualquer?
Seguramente não. Pois bem!
O que não ocorre em massa, a doutrina do vazio realiza todo dia de forma isolada.
Se as consequências não são tão desastrosas quanto poderiam, é porque primeiramente na maioria dos incrédulos há mais bravata do que verdadeira incredulidade, mais dúvida que convicção, e eles têm mais medo do nada do que querem demonstrar; o título de espírito independente lisonjeia-lhes o amor-próprio; em segundo lugar, os incrédulos absolutos são ínfima minoria; sofrem a contragosto o ascendente da opinião contrária e são mantidos por uma força material; mas se a incredulidade absoluta chegar um dia ao estado de maioria, a sociedade estará em dissolução.
É ao que tende a propagação da doutrina do niilismo.
Sejam quais forem as consequências, se ela fosse verdadeira, seria preciso aceitá-la, e não seriam sistemas contrários, nem o pensamento do mal que daí resultaria, que poderiam fazer que ela não fosse. Ora, não se deve dissimular que o ceticismo, a dúvida, a indiferença, ganham terreno a cada dia, apesar dos esforços da religião; isto é positivo. Se a religião é impotente contra a incredulidade, é porque lhe falta alguma coisa para combatê-la, de tal modo que se ela permanecesse na imobilidade, em um tempo dado estaria irremediavelmente ultrapassada. O que lhe falta neste século de positivismo, em que se quer compreender antes de crer, é a sanção de suas doutrinas por fatos positivos; é também a concordância de certas doutrinas com os dados positivos da ciência. Se ela diz branco e os fatos dizem preto, é preciso optar entre a evidência e a fé cega.

4. É neste estado de coisas que o Espiritismo vem opor um dique à invasão da incredulidade, não só pelo raciocínio, não só pela perspectiva dos perigos que ela acarreta, mas pelos fatos materiais, fazendo tocar com o dedo e com o olho a alma e a vida futura.
Cada qual é livre sem dúvida em sua crença, de crer em alguma coisa ou de não crer em nada; mas aqueles que procuram fazer prevalecer no espírito das massas, sobretudo da juventude, a negação do futuro, apoiando-se na autoridade de seu saber e no ascendente de sua posição, semeiam na sociedade germes de distúrbio e de dissolução, e incorrem numa grande responsabilidade.

5. Há outra doutrina que se defende de ser materialista porque admite a existência de um princípio inteligente fora da matéria, é a da absorção no Todo Universal.
Segundo esta doutrina, cada indivíduo assimila no nascimento uma parcela desse princípio que constitui sua alma e lhe dá a vida, a inteligência e o sentimento.
Na morte, essa alma retorna à origem comum e perde-se no infinito como uma gota d’água no Oceano.
Esta doutrina está sem dúvida um passo adiante do materialismo puro, visto que admite alguma coisa, ao passo que a outra não admite nada, mas as consequências são exatamente as mesmas. Quer o homem esteja mergulhado no nada ou no reservatório comum, é o mesmo para ele; se, no primeiro caso, ele é aniquilado, no segundo perde a individualidade; portanto, é como se não existisse; as relações sociais são rompidas para sempre.
O essencial para ele é a conservação de seu eu; sem isso, que lhe importa ser ou não ser!
O futuro para ele é sempre nulo, e a vida presente a única coisa que lhe interessa e o preocupa.
Do ponto de vista de suas consequências morais, esta doutrina é tão nociva, tão desesperadora, tão excitante do egoísmo quanto o materialismo propriamente dito.

6. Pode-se, além disso, fazer-lhe a seguinte objeção: todas as gotas d’água tiradas do oceano se parecem e têm propriedades idênticas, como as partes de um mesmo todo;
por que as almas, sendo tiradas do grande oceano da inteligência universal, se parecem tão pouco?
Por que o gênio ao lado da estupidez?
As mais sublimes virtudes ao lado dos vícios mais ignóbeis?
A bondade, a doçura, a mansidão, ao lado da maldade, da crueldade, da barbárie?
Como as partes de um todo homogêneo podem ser tão diferentes umas das outras?
Dir-se-á que é a educação que as modifica?
Mas então de onde vêm as qualidades nativas, as inteligências precoces, os instintos bons e maus, independentes de toda educação, e com frequência tão pouco em harmonia com os meios onde se desenvolvem?
A educação, sem dúvida nenhuma, modifica as qualidades intelectuais e morais da alma; mas aqui se apresenta outra dificuldade.
Quem dá à alma a educação para fazê-la progredir?
Outras almas que, por sua origem comum, não devem estar mais avançadas.
E depois, aliás, de que serve este aperfeiçoamento, de que servem tantos esforços para adquirir talentos e virtudes, de que serve trabalhar para o progresso da humanidade, se tudo isso deve ir se precipitar e se perder no oceano do infinito, sem proveito para o futuro de cada um?
Mais valeria permanecer o que se é, selvagem ou não, beber, comer, dormir tranquilamente sem se torturar o espírito.
Por outro lado, a alma, voltando ao Todo Universal de onde saíra, depois de ter progredido durante a vida, traz um elemento mais perfeito; de onde decorre que esse todo deve, com o tempo, ficar profundamente modificado e aperfeiçoado.
Como explicar que saiam daí incessantemente almas ignorantes e perversas?

7. Nesta doutrina, a fonte universal de inteligência que fornece as almas humanas é independente da divindade, ser superior e distinto que anima tudo por sua vontade;
não é precisamente o panteísmo.
O panteísmo propriamente dito difere dela, segundo ele, em que o princípio universal de vida e de inteligência é o próprio Deus.
Deus é ao mesmo tempo espírito e matéria; todos os seres, todos os corpos da natureza compõem a divindade da qual são as moléculas e os elementos constitutivos;
numa palavra, Deus está em tudo e tudo é Deus;
Deus é o conjunto de todas as inteligências reunidas;
cada indivíduo, sendo uma parte do todo, é ele mesmo Deus; nenhum ser superior e independente comanda o conjunto;
o universo é uma imensa república sem chefe, ou melhor, onde cada um é chefe com poder absoluto.

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Dezembro de 2016, 12:28
8. A esse sistema podem-se opor inúmeras objeções, das quais as principais são estas.
Não podendo a divindade ser concebida sem o infinito das perfeições, pergunta-se como um todo perfeito pode ser formado de partes tão imperfeitas e necessitando progredir.
Estando cada parte submetida à lei do progresso, daí resulta que o próprio Deus deve progredir; se ele progride sem cessar, deve ter sido, na origem dos tempos, muito imperfeito.
Como um ser imperfeito, formado de vontades e de ideias tão divergentes, pôde conceber as leis tão harmoniosas, de tão admirável unidade, sabedoria e previdência que regem o universo? Se todas as almas são porções da divindade, todas concorreram para as leis da natureza;
como explicar que murmurem sem cessar contra essas leis que são sua obra?
Uma teoria não pode ser aceita como verdadeira a não ser com a condição de satisfazer a razão e de dar conta de todos os fatos que ela abarca;
se um único fato a desmentir, é que ela não está com a verdade absoluta.

9. - Do ponto de vista moral, as consequências são igualmente ilógicas.
É primeiro para as almas, como no sistema precedente, a absorção num todo e a perda da individualidade.
Se se admitir, segundo a opinião de alguns panteístas, que elas conservam sua individualidade,
Deus não tem mais vontade única; é um composto de miríades de vontades divergentes.
Depois, sendo cada alma parte integrante da divindade, nenhuma é dominada por um poder superior;
ela não incorre, por conseguinte, em nenhuma responsabilidade por seus atos bons ou maus;
ela não tem nenhum interesse em fazer o bem e pode fazer o mal impunemente visto que é senhora soberana.

10. - Além do fato de que esses sistemas não satisfazem nem a razão, nem as aspirações do homem, esbarra-se aí, como se vê, em dificuldades intransponíveis, porque eles são incapazes de resolver todas as questões que levantam.
O homem tem então três alternativas:
o nada,
a absorção,
ou a individualidade da alma antes e depois da morte.
É a esta última crença que a lógica nos leva invencivelmente;
é também ela que constituiu o fundo de todas as religiões desde que o mundo existe.
Se a lógica nos conduz à individualidade da alma, ela nos leva também a esta outra consequência, que o destino de cada alma deve depender de suas qualidades pessoais, pois seria irracional admitir que a alma atrasada do selvagem e a do homem perverso estejam no mesmo nível que a do erudito e do homem de bem. Segundo a justiça, cada uma deve ter a responsabilidade de seus atos;
mas para que sejam responsáveis, é preciso que sejam livres para escolher entre o bem e o mal;
sem livre-arbítrio, há fatalidade, e com fatalidade, não poderia haver responsabilidade.

11. - Todas as religiões admitiram igualmente o princípio do destino feliz ou infeliz das almas após a morte, dito de outro modo, das penas e dos gozos futuros que se resumem na doutrina do céu e do inferno que se encontra em toda a parte.
Mas no que elas diferem essencialmente, é sobre a natureza dessas penas e desses gozos, e sobretudo sobre as condições que podem merecer umas e outros.
Donde pontos de fé contraditórios que deram origem aos diferentes cultos, e os deveres particulares impostos por cada um deles para venerar Deus, e por esse meio ganhar o céu e evitar o inferno.

12. - Todas as religiões precisaram, na sua origem, estar em relação com o grau de avanço moral e intelectual dos homens; estes, ainda demasiado materiais para compreender o mérito das coisas puramente espirituais, fizeram consistir a maioria dos deveres religiosos no cumprimento de fórmulas exteriores.
Durante um tempo, essas formas bastaram à sua razão;
mais tarde, fazendo-se a luz em seu espírito, eles sentem o vazio que as formas deixam atrás delas, e se a religião não o preenche, eles abandonam a religião e tornam-se filósofos.

13. - Se a religião, apropriada no princípio aos conhecimentos limitados dos homens, tivesse sempre seguido o movimento progressivo do espírito humano, não haveria incrédulos, porque é da natureza do homem ter necessidade de crer, e ele acreditará se lhe derem um alimento espiritual em harmonia com suas necessidades intelectuais.
Ele quer saber de onde vem e para onde vai; se lhe mostram um objetivo que não responde nem a suas aspirações nem à ideia que ele faz de Deus, nem aos dados positivos que a ciência lhe fornece; se, ademais, lhe impõem para alcançá-lo condições cuja utilidade sua razão não lhe demonstra, ele repele o todo;
o materialismo e o panteísmo parecem-lhe ainda mais racionais, porque aí se discute e se raciocina; raciocina-se errado, é verdade, mas ele prefere raciocinar errado a não raciocinar de modo algum.
Mas apresentem-lhe um futuro em condições lógicas, digno em todos os pontos da grandeza, da justiça e da infinita bondade de Deus, e ele abandonará o materialismo e o panteísmo cujo vazio sente em seu foro íntimo, e os quais só aceitara na falta de melhor. O espiritismo dá melhor, eis porque é acolhido com ardor por todos aqueles que a incerteza lancinante da dúvida atormenta e que não encontram nem nas crenças, nem nas filosofias vulgares aquilo que buscam;
ele tem a seu favor a lógica do raciocínio e a sanção dos fatos, é por isso que o combateram inutilmente.

14. - O homem tem instintivamente a crença no futuro;
mas não tendo até hoje nenhuma base segura para defini-lo, sua imaginação criou os sistemas que trouxeram a diversidade nas crenças.
Não sendo a doutrina espírita sobre o futuro uma obra de imaginação mais ou menos engenhosamente concebida, e sim o resultado da observação dos fatos materiais que ocorrem hoje sob nossos olhos, ela reunirá, como já faz agora, as opiniões divergentes ou flutuantes, e levará pouco a pouco, e pela força das coisas, à unidade na crença sobre esse ponto, crença que não será mais baseada numa hipótese, mas numa certeza.
A unificação, feita no que concerne ao destino futuro das almas, será o primeiro ponto de aproximação entre os diferentes cultos, um passo imenso rumo à tolerância religiosa primeiramente, e mais tarde rumo à fusão.

1 Um jovem de dezoito anos sofria de uma doença cardíaca declarada incurável.
A ciência dissera:
Ele pode morrer dentro de oito dias, como dentro de dois anos, mas daí não passará.
O jovem sabia disso; imediatamente abandonou todo estudo, e entregou-se a todo tipo de excessos.
Quando lhe mostravam quão perigosa era uma vida desregrada no seu estado, ele respondia:
Que me importa, já que só tenho dois anos de vida?
De que me serviria cansar o espírito a aprender?
Aproveito o melhor possível os últimos momentos e quero divertir-me até o fim.
Eis a consequência lógica do niilismo.

Se esse jovem fosse espírita, teria dito para si mesmo:
A morte destruirá apenas meu corpo, que deixarei como uma roupa desgastada, mas meu Espírito viverá sempre.
Eu serei, em minha vida futura, o que tiver feito de mim mesmo nesta vida;
nada do que eu adquiri aqui de qualidades morais e intelectuais se perderá, pois serão ganhos para meu adiantamento;
toda imperfeição da qual eu me despojar é um passo a mais na direção da felicidade;
minha felicidade ou infelicidade no porvir dependem da utilidade ou inutilidade de minha existência presente.
É, portanto, do meu interesse aproveitar o pouco de tempo que me resta, e evitar tudo o que poderia diminuir minhas forças.
Qual dessas duas doutrinas é preferível?

(Extraído do livro O Céu e o Inferno - Primeira Parte -
Doutrina, cap. I - O futuro e o nada.)

(Texto enviado por IPEAK)
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Dezembro de 2016, 12:31
Obrigado

KEN

Pela contribuição

Valeu mesmo

belos texto
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 10 de Dezembro de 2016, 13:21
A fé e o dever

A fé em Deus é imensamente comum.
Embora sob distintas denominações e formas, a imensa maioria dos homens afirma crer na Divindade.
Contudo, seu agir e seu sentir nem sempre espelham essa crença.
Deus é a suprema e soberana inteligência, ilimitado em Seus poderes e virtudes.
Ele é infinitamente poderoso, sábio, justo e bondoso.
Saber que a Divindade está no controle de tudo possui o condão de modificar a percepção de prioridades das criaturas.
Como a justiça Divina é perfeita e impera no Universo, cada qual vive o que necessita e merece.
Assim, não é necessário passar a existência na intransigente defesa do próprio espaço.
Sem dúvida, não é viável ser ingênuo ou preguiçoso e deixar de cuidar de si.
Apenas não é necessário angustiar-se pelas contingências da vida.
Quem crê em Deus tem condições de desenvolver tranqüilidade interior.
Afinal, é convicto de que o Soberano poder impõe ordem no Universo.
Deposita fé na bondade e na justiça Divinas e sabe que sem a permissão celeste nada ocorre.
Justamente por isso, a atenção do crente deixa de estar em seus direitos para residir em seus deveres.
Por saber que o mérito preside os destinos das criaturas, cuida de ser o melhor possível.
Tem fé no futuro, razão pela qual coloca os bens espirituais acima dos materiais.
Sabe que as vicissitudes da vida são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do ideal da fraternidade, faz o bem sem esperar recompensas.
Encontra satisfação em ser útil e bondoso, em fazer ditosos os outros.
É benevolente para com todos, independentemente de credo, cor ou raça, pois sabe que todos os homens são filhos de Deus e Seus irmãos.
Respeita as convicções sinceras dos semelhantes e não condena quem pensa diferente.
Quando ofendido, procura perdoar por compreender as dificuldades dos irmãos de jornada.
Jamais se vinga, ciente de que toda justiça repousa nas mãos do Criador.
É indulgente para as fraquezas alheias, por saber que também necessita de indulgência.
Não se ocupa dos defeitos alheios, mas dos seus.
Estuda as próprias imperfeições, a fim de se melhorar.
Consciente do olhar de Deus sobre si cuida de ser digno em todos os momentos de sua vida, mesmo os mais íntimos.
Usa, mas não abusa, de seus bens, por ser consciente de que são apenas empréstimo da Divindade.
Utiliza seu tempo livre em atividades úteis, fazendo-se um agente do progresso no mundo.
Talvez esses deveres pareçam excessivos, mas não representam um peso para quem realmente acredita em Deus.
Constituem consequência natural da certeza da existência de um ente superior, pleno de bondade, justiça e poder.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no item 3,
do cap. XVII, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo,
de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 11.7.2015.


Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 10 de Dezembro de 2016, 13:50
A Fé

Quando se fazem referências à fé há os que afirmam que a fé é uma coisa doentia, covarde. Própria dos fracos e oprimidos, que necessitam dela para poderem sobreviver.
Ou então, que fé é a recompensa imerecida pelo que você ainda não fez.
Examinando a história de todos os tempos, verificamos que é exatamente o oposto.
Somente homens de extremada fé foram capazes de realizações que assombraram os seus iguais.
Graças à fé, os primitivos cristãos enfrentaram as dores dos mais horrendos suplícios e a morte, entre cânticos e preces, motivo mesmo que arrastava outros tantos a buscarem aqueles ensinos do Carpinteiro, que assim movimentava homens e mulheres na direção dos Céus.
Movido pela fé e seu acendrado amor ao semelhante, Frei Damião de Vesteur buscou a ilha abandonada de Molokai, tornando-se um igual entre hansenianos, à época caçados como animais e simplesmente jogados naquele local.
Mais do que lhes ser o enfermeiro dos corpos, ele lhes foi o médico das almas. Encontrou um rico havaiano que todos diziam haver desaparecido, ali, infectado.
A amargura o tomara por inteiro e ele acariciava, de forma constante, um revólver, afirmando que um dia, quando não mais suportasse o rol das dores, ele haveria de buscar a morte por suas próprias mãos.
Damião lhe falou com tamanha fé dos objetivos da vida e da dor, da vida que não perece para além da tumba que, um dia, recebeu de presente, envolvido em embrulho improvisado, a arma daquele homem.
O bilhete que acompanhava o instrumento, laconicamente afirmava: Estou morrendo e morro com dignidade. Não necessito mais dele. Você me convenceu.
Nos relatos evangélicos, é o próprio Jesus que, mais de uma vez, em Se referindo às curas operadas por Ele, afirmava aos curados: Tua fé te salvou.
A fé é chama Divina que aquece o Espírito e lhe dá forças para tudo superar: mágoas, decepções, revoltas, traições e até mesmo a morte.
Para a aquisição do equilíbrio, é imprescindível a fé, para que o homem sobreviva ao clima de desespero que irrompe de todo lado, ante as problemáticas sempre mais afligentes que invadem a Humanidade.
O homem não pode prescindir da valiosa contribuição da fé.
Alberto Santos Dumont, ao verificar a aplicação do seu invento na guerra, amargurou-se e buscou a morte pelo suicídio.
Alfredo Nobel em descobrindo que a dinamite fora usada para extermínio de povos, entrou em profunda tristeza e assim ficou até a sua desencarnação.
Se eles tivessem fé, poderiam ter aguardado e verificado no tempo, com a marcha do progresso, os benefícios dos seus inventos colocados a bem da Humanidade.
Alimentar a fé é um dever do homem, dever que não deve ser deixado para mais tarde, pois a fé é necessária para sustentar a própria paz.

*   *   *

A fé é virtude espontânea e conquista intelectual.
Sua função é fornecer forças para solucionar problemas, não afastar o seu portador dos testemunhos necessários para a sua evolução.
A fé é, em suma, um tesouro de inapreciável valor que caracteriza os homens nobres, no serviço da Humanidade.

Redação do Momento Espírita, com base em entrevista (com Lobão), publicada na revista Isto é, de 22.04.1998;
 no cap. 22 do livro Convites da vida e no verbete Fé, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, ambos pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 20.07.2009.

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Dezembro de 2016, 14:47
Obrigado

KEN

Pela contribuição

Valeu mesmo

por estes belos texto
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 12 de Dezembro de 2016, 11:46
Bom dia Moises, bom dia a todos,

Fé e entendimento

Saulo de Tarso, hebreu de tradição e formação religiosa estruturada nas mais célebres escolas de sua época, ganharia a história como Paulo, o Apóstolo dos gentios.
Foi a partir dele que se fundaram inúmeros núcleos cristãos nos entornos do Mediterrâneo, fruto de seu esforço e viagens incansáveis.
Porém, seus primeiros contatos com a mensagem da Boa Nova não foram amigáveis. Em sua fé, acreditava que os seguidores do Nazareno seriam uma grande ameaça para o judaísmo e, por isso, deveriam ser reprimidos em todas as suas expressões.
Nesse arroubo e certeza, foi ter com seu tutor, o sábio rabino Gamaliel, buscando orientação de como agir.
Com a sabedoria que os anos permitem, o velho Gamaliel expressa de uma forma simples, porém profunda, seu entendimento a respeito das coisas de Deus.
Quanto ao movimento nascente, refletia o ancião, se ele for de Deus, nada o poderá deter. E se não for, não vale a pena combatê-lo porque ele se diluirá por si mesmo.

*   *   *
Muitos acontecimentos em nossa vida se sucedem assim. Vemos situações acontecerem, fatos se desenrolarem e não nos conformamos com o rumo que as coisas tomam.
Algumas vezes é a situação familiar desse ou daquele ente querido. Vários são os momentos em que isso ocorre em nosso ambiente profissional. E na vida em sociedade são inúmeros exemplos.
Ficamos revoltados algumas vezes, indignados, tantas outras, sem saber agir em incontáveis momentos.
Tentamos de alguma maneira mudar o curso de uma situação. Pensamos várias estratégias, usamos de inúmeros recursos para colocar em ação nosso plano para mudar o rumo das coisas.
E, às vezes, esquecemos que acima de nós está Deus a cuidar de tudo e prover a todos nós do que nos é preciso física e moralmente.
Assim, é lícito e necessário que nossa ação se faça, frente às situações irregulares, aos descalabros do mundo, às injustiças e aos erros.
Porém, muitas vezes nos sentimos impotentes e frustrados, porque os resultados não são como esperávamos.
Empenhamo-nos e, aparentemente, nada muda. Damos o nosso melhor e tudo permanece na mesma situação. Envidamos contínuos esforços e nada acontece.
Nesses momentos, o conselho do sábio Gamaliel deve nos vir à mente, a fim de fortalecer nossa fé.
Se for de Deus, nada poderá deter, e se não for, por si só se diluirá.
Não é esse um convite ao inconformismo, nem tampouco se trata de indiferença ou covardia moral.
É apenas suprema confiança em Deus.
É a reflexão que dá os limites de nosso agir para, a partir desses limites, termos o entendimento que a fé nos propicia, esperando as respostas da vida e suas lições.
Tudo o que nos sucede é experiência para amadurecimento e aprendizado.
Portanto, o Senhor da vida nos mostrará os melhores caminhos e as lições de entendimento e lucidez a respeito da vida produzirão marcas indeléveis em nosso coração.

Redação do Momento Espírita.
Em  13.4.2013.

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Dezembro de 2016, 12:02
...
...
 "A fé não é algo para se entender, é um estado para se transformar."

Mahatma Gandhi

...
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Dezembro de 2016, 10:36
Meus irmãos de estudos bom dia. Quando às forças lhes faltarem, quando os sofrimento
lhes causarem dor, quando as adversidades da vida tentarem lhes impedir de ir adiante,
ore, tenha Fé e diga com o coração aberto para Deus: Pai nosso que estais nos céus
com todo teu poder e bondade, santificado serás sempre, que seja sempre feita a vossa
vontade aqui na terra como nos céus. O pão nosso de cada dia que sempre me destes,
não os deixe faltar. Perdoai senhor aqueles que pela sua ignorância tentam me ferir, assim
como tens perdoado a mim pelos que eu tenha ofendido, não deixai que eu cai nas
tentações da vida mundana, mas me livrai sempre de todo mal. Amém.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Dezembro de 2016, 12:33
Olá a todos

Obriga ken
Obrigado Antonio
Obrigado Manuel Altino

Obrigado a todos que nos acompanham nestes estudos

Continuemos

Abraços a todos nós

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Dezembro de 2016, 17:24
TENHAMOS FÉ

Citar
”... vou preparar-vos lugar.”
Jesus. (João, capítulo 14, versículo 2.)

Sabia o Mestre que, até à construção do Reino Divino na Terra, quantos o acompanhassem viveriam na condição de desajustados, trabalhando no progresso de todas as criaturas, todavia, “sem lugar” adequado aos sublimes ideais que entesouram.

Efetivamente, o cristão leal, em toda parte, raramente recebe o respeito que lhe é devido:

Por destoar, quase sempre, da coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa opinião de muitos.

Se exercita a humildade, é tido à conta de covarde.

Se adota a vida simples, é acusado pelo delito de relaxamento.

Se busca ser bondoso, é categorizado por tolo.

Se administra dignamente, é julgado orgulhoso.

Se obedece quanto é justo, é considerado servil.

Se usa a tolerância, é visto por incompetente.

Se mobiliza a energia, é conhecido por cruel.

Se trabalha, devotado, é interpretado por vaidoso.

Se procura melhorar-se, assumindo responsabilidades no esforço intensivo das boas obras ou das preleções consoladoras, é indicado por fingido.

Se tenta ajudar ao próximo, abeirando-se da multidão, com os seus gestos de bondade espontânea, muitas vezes é tachado de personalista e oportunista, atento aos interesses próprios.

Apesar de semelhantes conflitos, porém, prossigamos agindo e servindo, em nome do Senhor.

Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.

Continuemos, pois, trabalhando com duplicado fervor na sementeira do bem, à maneira de servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar.

“Há muitas moradas na Casa do Pai.”

E o Cristo segue servindo, adiante de nós.

Tenhamos fé.


(Espírito de Emmanuel,
Médium; Chico Xavier
Do livro Fonte Viva)
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 14 de Dezembro de 2016, 11:19
Bom dia Moises, bom dia a todos

Falta de Fé

Conta-se que um alpinista, desejoso de superar mais e mais desafios, resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o pico mais alto da América do Sul, o Aconcágua.
E porque queria a glória só para si, decidiu fazer a escalada sozinho, sem nenhum companheiro.
No dia marcado lá estava ele ao pé da Cordilheira dos Andes, onde iniciaria a difícil subida.
O que ele não esperava era que a neblina lhe dificultasse a marcha, mas isso foi inevitável.
E como o alpinista não tinha se preparado para acampar, foi subindo, com a disposição de alcançar o topo.
Foi ficando cada vez mais tarde até que escureceu completamente. Não se via absolutamente nada. Não havia lua nem estrelas, só a escuridão.
Quando o alpinista estava há apenas cem metros do topo, pisou numa pedra falsa, escorregou e caiu...
Foi caindo numa velocidade vertiginosa e nada mais enxergava do que a escuridão à sua volta.
Sentia uma terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade.
Continuou caindo até que sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade...
Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos, e amarrado uma corda comprida na cintura.
Naqueles momentos de silêncio, suspenso no ar, em completa escuridão, pensou em Deus e resolveu lhe pedir ajuda.
Oh, meu Deus, me ajude!
De repente, ouviu uma voz grave e profunda que parecia lhe falar nas profundezas da alma: O que você quer de Mim, meu filho?
Salve-me, por favor! -  Respondeu mentalmente.
E a voz insistiu: Você acredita mesmo que Eu possa salvá-lo?
Eu tenho certeza, meu Deus. Falou o alpinista, desesperado.
Então, corte a corda que o mantém pendurado. Recomendou a voz.
O homem ficou por um momento em silêncio e depois se agarrou à corda com todas as suas forças.
Conta a equipe de resgate que, no outro dia, o alpinista foi encontrado morto, congelado, agarrado com as duas mãos na corda que o mantinha suspenso... a apenas dois metros do chão...

*   *   *

O que ocasionou a falta de fé daquele alpinista foi a falta de visão.
Se o sol estivesse clareando à sua volta, ele perceberia que, cortando a corda, estaria a salvo, mas isso não aconteceu.
Comparando a claridade do sol com a luz do conhecimento, entenderemos porque a nossa fé é ainda vacilante.
Quando iluminamos a fé com a luz da razão, ela se torna tão firme que nada, nem ninguém nos poderá tirá-la.
E se é balizada pelo conhecimento se torna capaz de transportar montanhas e remover qualquer obstáculo porque deixa de ser uma crença vaga, para ser uma convicção inabalável.
Assim, quando buscamos estudar e compreender as Leis que regem a vida, como a Imortalidade da alma, por exemplo, adquirimos uma segurança tão firme, que nem a morte do corpo físico nos abala, por termos a certeza de que apenas saímos do corpo, sem sair da vida.

*   *   *

Graças à fé inabalável na vida após a morte, foi que os primeiros cristãos se entregaram ao martírio, louvando a Deus em cânticos de gratidão...
Foi pela confiança integral no Pai que Jesus Se entregou totalmente ao sacrifício, sem mágoa nem culpa, de modo a ensinar-nos que a fé é a ponte Divina por onde transitaremos de nossa pequenez na direção da liberdade total e grandiosa, em nossa escalada para Deus.

Redação do Momento Espírita, história de autoria ignorada.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.
Em 13.09.2010

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Dezembro de 2016, 13:28
Quais são as montanhas que a fé pode transportar?

As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências e a má vontade.
Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade.
A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas como nas grandes.

Allan Kardec –
(Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, itens 1 e 2)
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Dezembro de 2016, 11:18
Nossa fé

"O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma.
Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descortinar,
e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao termo do caminho."


(Cap. VI, item 4)

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: ken em 16 de Dezembro de 2016, 12:20
Bom dia Moises, bom dia a todos,

A fé em Deus

 
A fé em Deus renova em todos os momentos toda energia do corpo e do espírito. É um laço que une o espírito ao seu Creador.

Cria equilíbrio entre a consciência e a subconsciência. Desperta no nosso interior a alegria pela vida; conduz o espírito do homem ao Universo da existência. Liberta o ser humano da angústia, do temor, da miséria, da incerteza. É a base, o sustentáculo de todas as grandes obras. Fortalece a confiança do homem na sua capacidade de criar e sustentar o bem, a justiça, a verdade, a luz para o espírito. A inteligência, a criatividade, se desenvolve quando iluminadas pela fé, que é a luz de toda a verdade, a bússola da sabedoria.

A fé é o resultado do nosso conhecimento interior. Quanto maior for a nossa identidade com a fé, mais forte aparecerá em nossas vidas à felicidade. Os Evangelhos têm asseverado: "Que tudo te seja feito segundo a tua fé" A fé é a realização do homem no espírito, no mundo da consciência, é o crer para ser. Devemos caminhar em direção da nossa fé.


Mensagem extraída do livro: "NO CENÁRIO DA VIDA" psicografada através do médiun Maury Rodrigues da Cruz Curitiba, SBEE

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Antonio Renato em 16 de Dezembro de 2016, 14:32
Meus irmão de estudos bom dia. Quando às forças lhes faltarem ore, quando tudo parecer impossível ore, quando a dor lhes parecer insuportável ore, ore sempre com fé que tudo
irá acontecer na medida das tuas necessidades, e pelo teu merecimento Deus concederá.
 
                                               -  Prece de Caritas  -                                                                                                       

Deus, nosso pai, que sois todo poder e bondade, dai a força àquele que passa pela
provação, dai a luz àquele que procura verdade; ponde no coração do homem a
compaixão e a caridade!
Deus, dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, dai  ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao
orfão o pai!
Senhor, que vossa bondade se estenda por tudo que criaste. Piedade, senhor,
para aqueles que não vos conhece, esperança para aqueles que sofre. Que a vossa
bondade permita que aos espíritos consoladores derramem por toda parte, a paz,
a esperança, a Fé.
Deus! Um raio, uma faísca do vosso amor pode abrasar a terra; deixe-nos beber
nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lagrimas secarão, todas as
dores se acalmarão. E um só coração, um só pensamento subirá até vós, como um
grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços aberto, Oh
poder! Oh bondade! Oh beleza! Oh perfeição! E queremos de alguma sorte merecer
a vossa divina misericórdia.
Deus, dai-nos a força de ajudar o progresso, afim de de subirmos até vós; dai-nos
a caridade pura, dai-nos a Fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas
almas o espelho onde se reflitirá a vossa divina e santa imagem.
Fiquem com Deus, fiquem na paz.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Dezembro de 2016, 13:25


A Fé que transporta montanhas...


Quando percebemos a grandeza da Boa Nova, compreendemos que Jesus, com a sua presença, através de seus ensinos... E exemplos; modifica e renova a cada um de nós. E aí, passamos a amar a casa de Caridade que frequentamos, porque ela nos mostra o modo de ser, através das preleções... Dos doutrinadores amorosos...

E Frequentamos então, semanalmente com boa vontade, e levamos para nossa a casa, o nosso Celeste Amigo.

 Lá em casa, Jesus nos inspira a boa palavra... Orienta-nos o modo de ser... Nos ajuda a domar as nossas paixões; e naturalmente vamos praticando seus ensinos com os nossos familiares e aos pouquinhos a nossa casa vai se transformando em um Lar.

O lar é a nossa primeira sala de aula, nessa grande escola que é o Planeta Terra. É ali, entre as quatro paredes que mostramos quem realmente somos, é ali que retiramos a nossa máscara, quando chegamos. E é naquelas quatro paredes que iremos aprender a amar o nosso irmão.

Quantas vezes ouvimos a frase: - Olha... tenho um amigo, que mais é meu irmão do que o meu próprio irmão de sangue!

E semana passada ouvi o seguinte comentário: - Meu neto começou a namorar uma mocinha, olha não sei por que, mas eu gosto tanto dela! Não a conhecia, nunca a tinha visto... Até falei para ela - Letícia, você parece ser minha neta de sangue.

E às vezes, nos sentimos tão incomodados com nossos próprios parentes de sangue...
Por que isso acontece?

Porque esses espíritos que nos transmitem o bem estar, em outras encarnações nasceram em nosso meio familiar, bem próximos de nós, e conseguimos desenvolvemos o amor para com eles, então, nessa encarnação eles não precisam estar tão próximos. Eles fazem parte de nossa família Universal e não de nossa família carnal.

E com aqueles parentes que sentimos dificuldade é onde se faz necessário desenvolver o amor.

A família é um agrupamento onde nós espíritos, fomos atraídos por sentimentos de simpatia ou antipatia, dependendo das nossas necessidades carmicas, todos nós, temos diferentes tendências e buscando o ajuste familiar.

Muitas vezes sob conflitos.

Na família e onde temos a oportunidade de praticar as nossas virtudes e adquirirmos outras; com o único objetivo. Desenvolver o amor!

Para essa nossa caminhada... Se faz necessário que tenhamos muita Fé. A verdadeira fé, a fé que transporta montanhas...

Na época de Jesus havia um homem que estava desesperado porque seu filho estava doente. Ele já havia levado o filho até os apóstolos, mas esses não conseguiram curá-lo. Então o homem foi até Jesus e pediu: - Senhor cura meu filho, seus apóstolos não conseguiram, e Jesus pediu que trouxesse o rapaz, e Ele o curou.

Depois os Apóstolos perguntaram a Jesus por que eles não conseguiram curar o filho daquele homem?

E Jesus lhes disse: Vós não conseguistes curá-los, porque vos faltou Fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes a fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar.
(Mateus cap. 17: vers. 14-15).

Jesus não quis dizer que o monte se arrastaria daqui para lá, Ele usou dessa figura de linguagem para mostrar o quanto é poderosa a fé. A verdadeira Fé. A Fé que transporta montanhas.

Agora o que é ter Fé?
O que é a Fé?

Ter fé é acreditar?
Crer?
Ter fé é ter fidelidade, é ser fiel à nossa crença.

Pensemos... Todos nós acreditamos... Cremos... que os ensinos de Jesus, praticados em nosso dia-a-dia nos transforma em pessoas melhores. Não é mesmo!

Pois bem, se não tivermos fidelidade, se não formos fieis a essa crença. Se não vestirmos a camisa e lutarmos por essa causa em nosso dia-a-dia, não adianta só crer e acreditar.

Se eu comprar uma máquina com um motor forte para me ajudar no serviço, mas se nunca ligar a máquina, o que adianta tê-la?

Se tenho um cômodo em minha casa que está escuro, puxo um fio de energia, instalo uma lâmpada, mas se não apertar o botão no interruptor, não adianta, o cômodo continuará no escuro.

A fé precisa de obras! Senão não tem valor.

Na hora da dificuldade, da provação se não tenho a verdadeira fé, me desespero, aí chega alguém e diz:

- Olha! Ali tem um lugar que pode resolver o seu problema, eu acredito, creio e vou até lá, chegando, vejo que não resolveu como esperava, aí volto...

Escuto na T.V. um convite para ir a tal lugar que minha vida será modificada... Acredito. Creio e vou. Chegando lá, vejo que não é bem assim...

Voltando olho em um poste na rua e vejo um cartaz,  onde está escrito; - Resolvemos seu problema em 24 h. acredito. Creio e vou novamente ...Me decepciono por não resolver meu problema e assim vou pulando de galho em galho e o desespero aumentando... Ao ponto de fazer uma escolha errada.

Se tiver fé, sei que ela não tem o poder de retirar os meus problemas, as minhas dificuldades, pois são ensinamento e eu preciso deles, para evoluir, então, diante da dificuldade, da provação...

Vou chorar?
Sim!

Vou sofrer?
Sim!

Mas não irei me desesperar, porque sei que o socorro está vindo, devo aguentar só mais um pouquinho e socorro já vai chegar. A fé tem o poder de dar esperanças.

A verdadeira fé, a fé que remove montanhas...

Quais montanhas a fé remove?
As montanhas que trazemos dentro de nós: O egoísmo, a orgulho, a vaidade, a inveja, o ciúmes, o personalismo, a ira, a maledicências... Num trabalho constante de autoconhecimento e reforma íntima.

A fé não é conquistada através de estudos. A fé é inata, todos nós nascemos com o germe da fé e ela é desenvolvida através de nossos sofrimentos diante das nossas provas diárias.

Devemos ter fé para conosco, se Deus nos confiou um trabalho, é porque temos condições, capacidade para tal, mas muito importante, devemos ter humildade, não pensemos que só porque Deus nos confiou algo, nada poderá nos impedir de realizarmos.

Devemos estar sempre vigilantes, olhando o nosso caminhar para que não nos desviemos.

O Espiritismo nos ensina que devemos ter uma fé raciocinada, devemos usar da razão, se acreditamos em algo, devemos saber o porquê acreditamos.

Emmanuel no livro Caminho, Verdade e vida, psicografado por Francisco Cândido Xavier nos orienta que diante de uma dificuldade, devemos fazer o uso da ferramenta Meditação e nos diz assim:

*NA MEDITAÇÃO

(...)

Teus olhos, naturalmente, estão cheios da angústia recolhida nas perturbações ambientes.
... Tens o coração atormentado.
É natural. Nossa mente sofre sede de paz, como a terra seca tem necessidade de água fria.
Vem a um lugar à parte, no país de ti mesmo, a fim de repousar um pouco.
Esquece as fronteiras sociais, os controles domésticos, as incompreensões dos parentes, os assuntos difíceis, os problemas inquietantes, as ideias inferiores.
... Concentra-te, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de teus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas...
Ele te lavará a mente eivada de aflições.
Balsamizará tuas úlceras.
... Basta que te cales e sua voz falará no sublime silêncio.
Oferece-lhe um coração valoroso na fé e na realização, e seus braços divinos farão o resto.

(...)

Jesus nos responde da maneira que mais nos aprouver, pode ser através de uma mensagem... Uma letra de música... Uma frase dita por alguém que não conhecemos... Uma criança... Um a outdoor na rua, mas para isso devemos estar sempre atentos, ligados, sintonizados com ao alto, prestando atenção em nossos sentimentos e pensamentos.

Lembrando sempre da necessidade de se preparar para dormir, lendo uma mensagem edificante, fazendo nossas preces com sentimento, para que enquanto nosso corpo físico se refaz do desgaste diário, nosso espírito possa ser levado às escolas, ao aconselhamento, afim de que possamos no dia seguinte estarmos fortalecidos para um novo dia.

Que Deus nos fortaleça em nossa caminhada.

Obrigada pela atenção e vamos aos trabalhos.


Por ;Elaine Saes


Palestra V ministrada na Casa da Prece Jesus nos Guie  07 de junho de 2012
Inspiração:
Livros: Jesus no Lar - Neio Lúcio - F.C.X. - Lição:  Introdução  e  O Culto Cristão no Lar.
Adolescente, mas de passagem - Paulo R. Santos - cap. IX A família, a casa e o lar.
Citação:
* Livro: Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel - F.C.X. Lição 168 "Na Meditação".
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Dezembro de 2016, 10:41
Meus irmãos de estudos bom dia. - A Fé, acreditar que tudo é possível  a medida em que
voltamos o nosso pensamento para o criador, o poder que emana dele é que nos tornam
fortes diante às atribulações e as dificuldades da vida. Jesus em suas falas, disse na
época aos seus seguidores: "A Fé remove montanhas", isso é uma alegoria. Mas o que
seria essas montanhas se não  as adversidades da vida, as circunstâncias em que somos colocados no dia a dia. É para todos nós uma prova, isso para o nosso progresso moral.
Fortalecidos por esse sentimento, iremos adiante, qualquer que sejam as dificuldades
que se possa encontrar. A nossa Fé é o nosso escudo, o nosso cajado que se transforma
em uma alavanca para nos impulsionar, dessa forma tornando-nos um vencedor.
Fiquem com Deus, fiquem na paz.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Dezembro de 2016, 09:52
Compromisso com a Fé

Qualquer compromisso que se assume impõe deveres que devem ser atendidos, a fim de conseguir-se a desincumbência feliz.

Se te comprometes com a área da cultura sob qualquer aspecto, enfrentas programas e horários, disciplina e atenção, para alcançares a meta pretendida.

Se buscas trabalho e desenvolvimento econômico, arrostas obrigações sucessivas, obediência, ação constante, e através dessa conduta chegarás aos objetivos que anelas.

Se te comprometes com a edificação da família, muitos imperativos se te fazem indispensáveis atender, de forma que o lar se transforme em realidade feliz.

Se aceitas o compromisso social, tens que te submeter a inúmeras condições inadiáveis, para atingires os efeitos ditosos.

Compromisso é vínculo de responsabilidade entre o indivíduo e o objetivo buscado.

Ninguém se pode evadir, sem tombar na irresponsabilidade.

Medem-se a maturidade e a responsabilidade moral do ser através da maneira como ele se desincumbe dos compromissos que assume.

O profissional liberal que enfrenta dificuldades, para o desempenho dos compromissos, luta e afadiga-se para bem os atender, mantendo-se consciente e tranqüilo.

O operário que aceita o compromisso do trabalho, sejam quais forem as circunstâncias e os desafios, permanece na atividade abraçada até sua conclusão.

Compromisso é luta; é desempenho de dever.

O prazer sempre decorre da honorabilidade com que cada qual se desincumbe da ação.

*

Em relação à fé religiosa, a questão é semelhante.

Quem se apresenta no campo espiritual buscando a ilunminação, não tem condição de impor requisitos, mas, aceitá-los conforme são e devem ser seguidos.

Não se trata de um mercado de valores comezinhos, que devem ser leiloados e postos para a disputa dos interesses subalternos.

O compromisso com a fé religiosa é de alta relevância, pois se trata de ensejar a libertação do indivíduo, dos vícios e delitos a que se condicionou, e que o atormentam.

São graves os quesitos da fé religiosa.

Mesmo em se tratando de preservar a liberdade do candidato à fé, ela não modifica os programas que devem ser considerados e aplicados na transformação moral íntima.

Estabelecida a dieta moral, o necessitado de diretriz esforça-se para aplicar, incorporar as lições hauridas no seu cotidiano. Nenhuma modernidade altera as leis da vida, que são imutáveis.

Desse modo, o compromisso com a fé não permite ao indivíduo adaptar a linha direcional da doutrina que busca aos seus hábitos perniciosos e às suas debilidades morais.

*

O Espiritismo apóia-se moralmente nas lições de Jesus, sendo a sua, a mesma moral vivida e ensinada pelo Mestre.

Adaptar essa moral às licenças atuais, aos escapismos éticos em moda, às concessões sentimentais de cada um, constitui grave desconsideração ao excelente conteúdo que viceja no pensamento espírita.

Indispensável que o compromisso com a fé espírita mantenha-se inalterado, sem a incorporação dos modismos perniciosos e perturbadores do momento, assim ensejando a transformação moral para melhor de todos quantos o aceitem em caráter de elevação.

Somente assim, todo aquele que abrace a fé, que luz na Doutrina Espírita, terá condições para vencer estes difíceis dias em paz de consciência, mesmo que sob chuvas de incompreensões e desafios constantes do mal, dos vícios e dos perturbadores.

*  *  *

Médium: Divaldo Pereira Franco
Espírito: Joanna de Ângelis

Da obra: Momentos Enriquecedores
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Dezembro de 2016, 09:58
FÉ EM TI

..

Fanatismo é torpe descaracterização da fé, exteriorizando demência da faculdade de pensar.

A descrença sistemática é conflito emocional, de curso largo, a inquietar o equilíbrio da razão.

O homem crê por impositivo da evolução, por hereditariedade psicológica.

Nem toda crença é racional, passada pelo crivo do exame, mas também, automática, natural, em um número de pessoas, pela qual se expressa.

A fé, por isso mesmo, manifesta-se de maneira natural e racional.

A primeira encontra-se ínsita no homem, enquanto a outra é adquirida através do raciocínio e da lógica.

A fé religiosa, pois, surge espontaneamente ou resulta de uma elaboração mental que os fatos confirmam.

Virtude, portanto, conquista pessoal, descortina os horizontes amplos da vida, facultando paz e estimulando à luta.

Aquisição intelectual, transforma-se em uma luz sempre acesa a conceder claridade nas circunstâncias mais complexas da vida.

Seja, porém, qual for a forma em que se manifesta a tua fé, vitaliza-a com o amor, a fim de que ela se expanda na ação do bem.

A fé é parte ativa da natureza espiritual do homem, cujo combustível deve ser mantido através da oração, da meditação frequente e do esforço por preservá-la.

Não faças experiências-testes à tua fé. Ela estará presente nos momentos hábeis sem que se faça necessário submetê-la a avaliações.

Aprende a crer nos teus valores.

O homem crê por instinto, por assimilação, pela razão.
Põe a tua fé em Deus e absorve a ideia do bem, pois foste criado para uma vida feliz e saudável.


Médium: Divaldo P. Franco
Espírito: Joanna de Ângelis
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: lconforjr em 21 de Dezembro de 2016, 14:45
Amigos,

Não é a fé simplesmente que transporta montanhas; é a fé-convicção, uma convicção que brota espontaneamente do percebimento da “verdade que liberta”. A fé simplesmente não passa de crença, suposição, esperança, e pode resultar em decepções, frustrações, sentimentos, ou sensação de desamparo, de abandono, revoltas, e sofrimentos.

É essa fé, que não mais é simplesmente fé, mas que é convicção, que deve ter tornado Jesus capaz de fazer o que as religiões chamam de “milagres”. Nós, em geral, frente a algum problema que devemos solucionar, temos apenas, em nosso entendimento, 2, ou 3, ou 4 soluções. No entanto, aquele que conhece a verdade tem outras, tem “n” soluções.

Ex: vc está caminhando rumo a uma vila, casa, um objetivo a que pretende chegar.  Mas, qdo chega àquele rio que corta seu caminho, vc se depara com o inesperado: a ponte que o levaria à outra margem foi levada pelas águas. Quais seriam as soluções possíveis para solucionar esse problema?

Nós, os não iluminados, isto é, que não conhecemos a verdade, teremos algumas soluções: procuraremos outra ponte, ou uma barca, ou uma passagem a vau, coisas assim. Mas, se nada disso encontrarmos, o que faremos? Sem dúvida que, não podendo continuar, vamos desistir e fazer o caminho de volta ao ponto de onde partimos; e pronto!

Já, aquele que conhece a verdade, tem outras soluções coerentes com aquele mesmo problema que nos fez desistir: esse caminhará sobre as águas e continuará sua marcha rumo ao destino programado.

Qdo Jesus disse “se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha ‘vai para lá’, ela irá”, certamente que quis dizer que não temos nenhuma fé; não que temos culpa ou que somos responsáveis por não ter fé; mas apenas que não temos fé-convicção. Se tivermos essa fé–convicção, certamente poderíamos curar doenças, ensinar os nossos irmãos etc.
.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Dezembro de 2016, 22:01
O que nos importa

O abandono te tortura.
Mas o que importa é tua fé.

Ouves a calúnia.
A falsidade te fere.
Mas o que importa é tua verdade.

Assistes à revolta.
A violência te atinge.
Mas o que importa é teu perdão.

Bezerra de Menezes
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Dezembro de 2016, 11:02
Você Mesmo

Lembre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa,
o mais eficiente propagandista de seus ideais,
a mais clara demonstração de seus princípios,
o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros.
Não se esqueça, igualmente, de que o maior inimigo de suas realizações mais nobres, a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa, a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação -
é você mesmo.

Chico Xavier
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Dezembro de 2016, 11:08
Confie Sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda Que os teus pés estejam sangrando,
segue para a frente,
erguendo-a por luz celeste,
acima De ti mesmo.
Crê e trabalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na terra,
mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo,
porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve.
Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte.
Não te esqueças,
porém,
de que amanhã será outro dia.

Chico Xavier
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Antonio Renato em 23 de Dezembro de 2016, 10:07
Meus irmãos de estudos bom dia. Aproveito a oportunidade para desejar a todos um feliz
natal e um prospero ano novo cheio de realizações e conquistas, principalmente no que
diz respeito ao nosso progresso moral.
Meus amigos, vivemos em nosso país e também no mundo todo, um momento muita
atribulações, em que todos nós ressentimos pela falta de paz e tranquilidade, seja isto
para todos um teste para a nossa Fé. Muitos chegam ao ponto de até mesmo culpar a
Deus por está passando por este momento de crise, mas para aqueles, assim como nós
espiritas que temos a compreensão de que todos esses acontecimentos fazem com que
a nossa Fé seja mais fortalecida, pois quanto maior a crise, maior seja a nossa crença no
poder de Deus. Tudo e todas as coisas passam, mesmo que elas tenham a intensidade
de um furacão. Todos nós temos a consciência de que este mundo é de provas, e como
tal, seja este momento uma delas.
Mais uma vez venho reforçar o meu desejo de felicidade neste final de ano junto aos seus
familiares e amigo.
Fiquem com Deus, fiquem na paz.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Dezembro de 2016, 12:05
CATIVAR

Há uma palavra tão linda
jamais esquecida me fez recordar
Contendo 7 letrinhas
que todas juntinhas se leêm Cativar

Cativar é amar,
é também carregar,
um pouquinho da dor
que alguém tem pra levar

Cativou disse alguém
laços fortes criou
responsável tu és
pelo que ca-ti-vou

Num deserto tão só
entre homens de bem
vou tentar cativar,
viver perto de alguém

Cativou disse alguém
laços fortes criou
responsável tu és
pelo que ca-ti-vou

https://www.youtube.com/watch?v=5DdpxQbprnM&feature=youtu.be
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Dezembro de 2016, 14:10
Ausência e Fé

Alma fraterna, um dia meditando
Na imensidão do amor, assim qual é,
Interroguei, no mundo, as vidas simples
De que modo aliar distância e fé.

Por que meios guarda a confiança
Quando o amargo da ausência nos invade?
Quando a falta dos entes mais queridos
É suplício com o nome de saudade?

Ouvi uma andorinha
Que se encontrava anônima e sozinha,
Sob antigo telhado:
" Veja, irmã, o meu ninho desprezado!..."

Disse-me sem revolta e sem tristeza.
" Tive filhos que amei com desvelo e ternura,
Entretanto, segundo a Natureza,
Quando se viram emplumados,

Procuraram altura,
Desenvoltos, felizes, fascinados
Ante o Infinito Azul que os atraía...
A princípio, sofri terrível agonia...

Depois, vim a saber
Que Deus, de quem vieram para mim,
O Pai de Imenso Amor e Compaixão sem fim,
Que pode avaliar a minha longa espera,

É quem me fará vê-los,
Para cercá-los com meus zelos
No brilho de futura primavera!..."

Entrevistei robusta laranjeira;
Ela clamou serena e conformada:
"Irmã, tenho lutado a vida inteira
E estou sempre ferida e despojada...

Sabe o Céu com que amor gero os meus frutos,
No entanto, a todos vejo arrebatados,
Sob torções cruéis e, a gestos brutos,
Para serem vendidos nos mercados.

Mas sei que Deus, nosso Pai, que nos ama e nos fez,
Quem conserva o pomar por troféu da lavoura,
Devolverá meus frutos, outra vez,
Na colheita vindoura..."

Busquei ouvir formoso jasmineiro.
Ele falou-me apenas: " Minhas flores
São taladas sem meu consentimento
Por criaturas de instintos inferiores

Que nada sabem de meu sofrimento...
Uma certeza única, no entanto,
Resguarda as forças de que me levanto:
Deus, o Criador das Matas e Jardins
Dar-me-á novamente jasmins..."

Fui ver um manancial, a fim de ouvi-lo...
Ele aclarou tranqüilo:
"As fontes que me trocaram pelo chão
São filhas de meu próprio coração!...

Dói-me notar que correm sobre a lama,
Auxiliando ao solo que as reclama...
A fé, porém, me anima e me acalenta...

Em abordando o Mar,
O belo e imenso Mar que Deus sustenta,
Tornarão a voltar,
Primeiramente em forma de vapor,

Subindo ao firmamento...
No Alto, serão nuvens contemplando
As minhas grandes mágoas
E voltarão a mim, entre chuvas em bando,
De novo enriquecendo as minhas próprias águas..."

Reconheci, então, alma querida,
Que a saudade é esperança em nova vida,
Para o reencontro daqueles que nos são
Tesouros de alegria e de afeição,

A esperarem por nós no Mais Além...
Porque Deus que de amor nos fez o coração
Nunca nos deixa em solidão
Nem separa ninguém.

Chico Xavier
Maria Dolores
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Dezembro de 2016, 14:09
E para nós, onde Jesus nasceu?

Perguntemos a Maria de Magdala, onde e quando nasceu Jesus.

E ela nos responderá:
Jesus nasceu em Betânia. Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.

Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus.

Ele nos responderá:
- Ele nasceu no dia em que, na Praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-Lo incondicionalmente, pois sabia que somente ele é a fonte inesgotável de amor.

Perguntemos a Pedro quando deu o nascimento de Jesus.

Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifas, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida.

Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus.

Ele nos responderá:
- Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: Saulo, Saulo porque me persegue? E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse:
- Senhor, o que queres que eu faça?!

Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus.

E ela nos responderá:
- Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar: -Negue! Negue! E o soldado com a tocha acesa dizendo: -Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?
Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer:
- Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo.

Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus.

Ele nos responderá:
- Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sentido de suas palavras:
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Perguntemos à mulher da Samaria o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus.

E ela nos responderá:
- Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse:
- Mulher Eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas. Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi:
- Senhor, dá-me desta água.

Perguntemos a João Batista quando se deu o nascimento de Jesus.

Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse. E ante a meiguice do Seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto:
- "Este é o Meu Filho Amado, no qual pus a minha complacência! " Compreendi que chegara o momento de Ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.

Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus?

Ele nos responderá:
- Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse:
- Lázaro! Levanta. Neste momento compreendi finalmente quem Ele era...
A Ressurreição e a Vida!

Perguntemos a Judas Iscariotes quando se deu o nascimento de Jesus.

Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e a sua condenação. Compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos.

Perguntemos a Bezerra de Menezes o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus.

E ele nos responderá:
- Jesus nasceu no dia em que desci as escadas da Federação Espírita Brasileira e um homem se aproximou dizendo:
- Vim devolver-lhe o abraço que me deste em nome de Maria, porque renovei minha fé e a confiança em Deus. Foi naquele instante que percebi a Sua misericórdia e o Seu imenso amor pelas criaturas.

Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus.

E ela nos responderá:
-Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha. Foi quando segurei em meus braços pela primeira vez que senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do amor.

Agora pensemos um pouquinho: E para nós, quando Jesus nasceu?
Pensemos mais um pouquinho: E se descobrirmos que ele não nasceu?

Então, procuremos urgentemente fazer com que ele nasça um dia destes, porque, quando isso acontecer, teremos finalmente entendido o Natal e verdadeiramente encontrado a luz.

Chico Xavier

FONTE: Texto retirado do site Portal do Espírito
http://www.espirito.org.br/…/d…/natal/onde-jesus-nasceu.html
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Dezembro de 2016, 20:13
...

...é manter viva a esperança
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Dezembro de 2016, 20:23
O SACRIFÍCIO DE JESUS E A REENCARNAÇÃO


Citar
     “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.”
(Isaías 53:5)¹
   
 
Citar
"   1010 – a) Então a Igreja, pelo dogma da ressurreição da carne, ensina a doutrina da reencarnação?

      — Isso é evidente. Essa doutrina é a conseqüência de muitas coisas que passaram despercebidas e que não se tardará a compreender nesse sentido; dentro em pouco se reconhecerá que o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras Sagradas. Os Espíritos não vêm, portanto, subverter a Religião, como pretendem alguns, mas pelo contrário vêm confirmá-la, sancioná-la através de provas irrecusáveis. E como é chegado o tempo de substituir a linguagem figurada, falam sem alegorias, dando às coisas um sentido claro e preciso que não possa ser objeto de nenhuma falsa interpretação. Eis porque dentro de algum tempo tereis mais pessoas sinceramente religiosas e crentes do que as tendes hoje.
-São Luís.

O Livro dos Espíritos "

            Os judeus acreditavam em sacrifícios de animais para a expiação de pecados (ler o Levítico). Esses holocaustos visavam o resgate de pecados pessoais e tambem de pecados coletivos. Mas não eram somente os judeus, praticamente todos os povos antigos praticavam sacrifícios.

          É imbuído desse pensamento que o profeta Isaías, ao receber do plano espiritual superior a visão profética, compreende o sacrifício futuro do Messias: como um cordeiro que será sacrificado em resgate coletivo.

          E essa mesma ideia será retomada pelos apóstolos principalmente Paulo, o que é bastante compreensível visto que no seu tempo ainda se realizavam sacrifícios no templo de Jerusalém.

          Assim sendo, o sacrifício de Jesus foi necessário apenas como um meio de chegar ao coração de pessoas ainda nos estágios da barbárie e da violência e que ainda não compreenderiam uma salvação sem um holocausto, apesar dos vários esclarecimentos da espiritualidade superior nas mesmas páginas do Antigo Testamento, exortando a substituírem-se os holocaustos pela prática do amor ao próximo, ensinamento que logicamente não foi compreendido. [2]

         Assim, Jesus sabia que seria rejeitado e sofreria, devido a essa ignorância, Jesus conhecia cada um deles, sabia do estado evolutivo em que cada um se encontrava, mas, mesmo assim, quis nos trazer o roteiro perfeito para a nossa salvação, quer dizer, a moral evangélica que nos leva a reforma interior salvando-nos de nós mesmos.

          O confrade Melcíades José de Brito, autor do livro “O Espiritismo à luz da Bíblia Sagrada” [3] comenta esta passagem de Isaías no capítulo “A Pessoa de Cristo”, respondendo a um articulista protestante que utilizava os textos bíblicos com a intenção de desacreditar a Doutrina Espirita.

          Como o tópico é muito extenso escolhemos trechos que se ligam de modo a não se perder o pensamento do autor, é um texto muito bom, então vamos aos estudos:

          “O trecho utilizado pelo articulista diz respeito à previsão bíblica do sofrimento e morte de Jesus na cruz. Foi uma profecia, feita sete séculos antes e que se confirmou. O fato em si dá validade ao fenômeno mediúnico. A visão de Isaías decorreu de seu contato com o plano Espiritual. Foram seus superiores espirituais que lhe proporcionaram a visão, com a finalidade de preparar o povo judeu para a vinda de Jesus.

         É importante observar que Isaías não determinou a data em que o Messias viria. A Espiritualidade Superior, ao anunciar fatos premonitórios, raramente estabelece a data em que ocorrerão. E esse ponto serve até como recurso para diferenciar se uma comunicação é de boa qualidade ou não, visto que os Espíritos inferiores fixam datas e se divertem com a confiança que atribuímos às suas leviandades.

          Raciocinando em cima do tempo decorrido de Isaías até Jesus, podemos concluir que muitas gerações se sucederam, sem que a visão profética se confirmasse.

          A grande antecipação com que a vinda de Cristo foi anunciada demonstra para nós que a missão de Jesus foi precedida de um extenso e demorado planejamento. Aguardou-se, na Espiritualidade, o tempo propício para a efetivação do evento, que dependia de avanços morais daquele povo.

         Se Jesus tivesse sido contemporâneo de Isaías, por exemplo, o seu fim teria sido mais perverso que a cruz e a perpetuação do Evangelho estaria comprometida. Faltava ao povo amadurecimento espiritual que possibilitasse, ao menos, a preservação dos ensinos.

         O Espiritismo não tem nada contra aquela profecia de Isaías. Afirmamos que ela se referia aos fatos que haveriam de vir, setecentos anos depois, e que desencadeariam a morte de Jesus. Tudo se confirmou. Corroboramos o entendimento de que Jesus foi ferido por nossas transgressões.

         Dizer que Jesus foi ferido por nossas transgressões é, no fundo, pregar a reencarnação. Senão, vejamos: quando eu me refiro a nossas transgressões, estou incluindo a minha transgressão, a sua, a de nossos amigos, a de todas as pessoas que compõe a humanidade.

          Se Jesus foi ferido pela minha transgressão, das duas uma: ou eu havia transgredido antes dEle nascer, ou já estava determinado na Lei que quando um dia eu nascesse fatalmente transgrediria.

          No primeiro caso, Jesus pagou por uma transgressão já acontecida. Aí, se transgredi no passado e hoje estou aqui é porque nasci de novo (reencarnei). No segundo, pagou por uma transgressão ainda por acontecer.

          É inaceitável que Jesus tenha pago antecipadamente. Se isto tivesse acontecido, ao nascer eu estaria obrigado a transgredir, até para justificar o sofrimento já suportado por Ele. Já pensou se eu nascesse e não cometesse nenhuma transgressão? O pedacinho de dor que ele suportou em meu beneficio teria sido em vão.

          Há a possibilidade de eu vir e não transgredir? Não, porque sou um Espírito imperfeito. Numa nova existência posso vir melhor, errar menos, mas o erro só será banido de meu ser quando eu me tornar Espírito puro. Agora o fato de eu errar, não tem correlação com o sofrimento dEle na cruz, porque meu erro decorre da minha inferioridade espiritual.

         Olha, vou dizer aqui uma verdade, revelada pelos Espíritos: antes de Jesus vir ao mundo, nós, hoje reencarnados, já tínhamos vivido na terra, noutros corpos e em condições de muito maior inferioridade do que hoje, cometendo toda sorte de erros e maldades. Antes da vinda de Jesus, já acumulávamos transgressões às leis de Deus.

          Foi para nos libertar do ciclo do erro e da maldade que Jesus esteve aqui e nos legou o seu evangelho redentor. É nesse sentido que devemos entender o “ferido por nossas transgressões e moído por nossas iniquidades”, citado pelo profeta.”

Por:
Jefferson Moura de Lemos

 

Referencias:

[1] Bíblia Sagrada. João Ferreira de Almeida. Ed. 1995 São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005.
[2] (Oséias 6:6)
[3[ BRITO, Melcíades José de. O Espiritismo à luz da Bíblia Sagrada. Editora DPL – SP , ano 2000.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Dezembro de 2016, 00:39
DEUS SEGUNDO SPINOZA
(reflexão)

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.

Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.

Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?

Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?

Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.

Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.

Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.

Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.

Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me!

Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.

Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora!

Não me acharás.

Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Dezembro de 2016, 00:42
A árvore e o fogo
(reflexão)

........

Quando O Fogo Passa na floresta todos correm…

O Homem corre,

Os pássaros voam para outro abrigo,

E até o leão, mais forte, dominador, e temido da floresta também corre.

Enfim!
Todos que podem correr, correm

A única que não corre é a árvore.

O fogo pergunta para a árvore:
– Árvore, todos correram e você não vai correr?

A árvore responde:
– Eu sou árvore plantada por Deus.

Você passará por mim, queimara os meus galhos, os meus frutos e as minhas flores e folhas.

Mas…dentro de alguns meses eu volto a florescer.
Porque a minha raiz você não queimará.

Minhas folhas, galhos e frutos novamente aparecerão.
Pois a árvore que Deus planta ninguém arranca.

“Deus Te Sustentará em toda sua vida nessa Terra.

Venha o fogo que vier, fique firme.
Pois você é uma árvore plantada por Deus”.

Então não importa a situação que você esteja passando;
Suas raízes estão firmadas "Naquele" que tudo pode.

....

João 16:33 -
Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Dezembro de 2016, 14:03
A LUZ DA RAZÃO E O PODER DA FE

O conceito religioso da Fé como graça especial, concedida por Deus aos crentes de uma determinada religião, pertence ao passado.

Esse conceito equivale a uma interpretação profundamente injusta da Justiça Divina.

A Fé é um dom, sem dúvida, mas a doação de Deus é sempre universal, nunca se processa na medida estreita dos homens.

Deus é o Criador e nós somos as suas criaturas. Isso quer dizer que Deus é Pai e nós somos os Seus filhos.

Como poderia o Pai Supremo, que é fonte de todo o amor, de toda a misericórdia, conceder apenas a alguns dos seus filhos o dom fundamental da Fé, sem o qual o homem não poderia se elevar a Ele?

O novo conceito da Fé, estabelecido pelo Espiritismo, coloca o problema em termos claros e precisos.

A Fé, como dom natural, está presente no coração de todas as criaturas humanas.

A semelhança do amor, que todos trazemos em gérmen dentro de nós, a Fé precisa germinar em nosso coração e ser cultivada por nós à luz da Razão.

Assim, a Fé nos é dada como semente, mas temos de cultivá-la e desenvolvê-la.

Nesse sentido, a Fé se toma uma conquista que temos de fazer na vida.

Todas as nossas faculdades não devem também ser cultivadas?

A Fé é uma faculdade da alma, do espírito, e cabe-nos desenvolvê-la em nós mesmos.

Fé e Razão se ligam com o Sol e a Terra.

A Razão é o sol espiritual que alumia o nosso entendimento, afugentando as trevas e o frio da ignorância e da superstição, para nos dar a luz da compreensão e o calor da vida.

Um homem sem fé está morto em si mesmo, é o seu próprio sepulcro.

Mas basta-lhe acender a luz da razão para libertar-se da morte e do túmulo, para ressuscitar como Lázaro ante a voz do Messias.


O materialista, o ateu, o homem sem fé, na verdade confia em si mesmo, tem fé nas suas próprias forças.

É como o peixe das profundezas, que sabe dominar a água mas ainda não conhece a luz do sol.

 A fé humana que o sustenta nas lutas diárias da vida vai se abrir na fé divina que lhe mostrará o esplendor das estrelas.

A luz da Razão, à semelhança da luz solar, fará germinar e crescer o poder da fé em seu coração.

Ninguém se perde, ninguém está condenado para sempre.

A Justiça de Deus se cumpre no íntimo de nós mesmos, porque Deus está em nós, presente em nós na misericórdia de suas leis.


Herculano Píres

Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Dezembro de 2016, 16:23
FÉ RACIOCINADA

“Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.” Kardec

Em torno da fé existem inúmeras afirmativas negando-lhe o caráter racional. Segundo alguns teólogos, raciocina-se sobre a crença, mas não sobre a fé. A fé, segundo eles, é uma virtude, um dom que transcende a própria razão.

Por colocarem-na como virtude ou dom transcendental, pertencente exclusivamente à área do sentimento, é que muitas pessoas confundem emoção com fé. Por isso, é comum pessoas dizerem ter sentido uma fé imensa, capaz de levá-las a grandes realizações, no momento em que ouviam o relato de passagens do Evangelho, ou de ações levadas a efeito por benfeitores da Humanidade, ou até mesmo em decorrência da simples leitura de uma página edificante.

A emoção, a vibração espiritual que os atos nobres suscitam nas almas já portadoras de alguma sensibilidade não pode ser confundida com fé. O estado emocional é transitório, enquanto a fé é permanente. A emoção, se analisada e orientada pela inteligência, pode ser auxiliar valiosa para levar a criatura a modificar-se para melhor. Entretanto, se não for esclarecida pela razão pode conduzir ao fanatismo, à chamada fé cega, que é a negação da própria fé.

O mundo está cheio de exemplos tristes dos frutos do fanatismo religioso. Em nome da fé, quantas perseguições, quantas mortes e até guerras?

Ainda nos dias atuais, principalmente na semana santa, existem pessoas que vertem seu próprio sangue, ferindo seus corpos, ou se entregam a privações terríveis no intuito de mostrar sua fé em Deus. Se raciocinassem, veriam que Deus, como Pai amoroso, bom e misericordioso, nunca poderia ser homenageado com o derramamento do sangue dos Seus filhos. Essa concepção de um deus sanguinário, combateu-a o Profeta Elias, séculos antes de Jesus, quando enfrentou os sacerdotes adoradores do deus Baal. (I Reis, 18: 22 a 40).

Aprende-se no Espiritismo que, na sua caminhada evolutiva, o Espírito vai conhecendo as leis de Deus, vai percebendo-lhes a perfeição e, quanto mais as conhece, mais se identifica com elas, mais confia na justiça e no amor do Criador, mais se conscientiza da Sua perfeição, mais tem fé. Essa a fé que nasce do entendimento. Inabalável, indestrutível.

Emmanuel ensina:
“Ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da crença religiosa, fazendo o coração repousar numa energia constante de realização divina da personalidade. Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer eu creio, mas afirmar eu sei, com todos os valores da razão, tocados pela luz do sentimento.” (2).

A fé que o Espiritismo preconiza não é uma fé contemplativa, capaz de levar uma pessoa à imobilidade, em situações de êxtase, em que fica aguardando providências de Deus em seu favor. Ao contrário, é uma fé dinâmica, edificada vagarosa e conscientemente pelo Espírito, à medida que evolui, conforme ensina Emmanuel:
“A árvore da fé viva não cresce no coração miraculosamente. A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço. A maioria das pessoas admite que a fé constitua milagrosa auréola doada a alguns espíritos privilegiados pelo favor divino.”
(3)

A fé espírita não é aquela que se fixa em objetos materiais como cruzes, escapulários, bentinhos, talismãs, amuletos, medalhas, etc. O espírita tem fé em Deus, em Jesus, nos bons Espíritos, entidades dotadas de sentimento e de inteligência, seres capazes de movimentar recursos em seu favor.

Essa fé é muito diferente da crença infantil num pretenso poder mágico de objetos materiais, que não poderiam jamais movimentar, com inteligência e sentimento, recursos a benefício de alguém.

Entretanto, é lícito se indague sobre a origem da fé raciocinada. Teria ela nascido com o Espiritismo?
Não, a fé raciocinada nos vem de Jesus, dos ensinamentos do seu Evangelho.

O Mestre mudou completamente o próprio conceito de religião, introduzindo no campo até então puramente emocional da fé, o componente razão, entendimento.

Ninguém, até Jesus, fez tantos apelos ao raciocínio no âmbito religioso.

Kardec, conhecedor profundo da atuação de Jesus, o conhecia, não como um místico, mas como um educador de almas que, ao tempo em que tocava o sentimento daqueles que o ouviam, sabia também levá-los ao entendimento das lições..

Por isso, tem a Doutrina Espírita essa característica de racionalidade. E não podia ser de outra forma, de vez que ao Espiritismo coube o papel de reviver o Cristianismo na sua pureza, simplicidade e pujança originais.

Jesus nunca explorou a emoção de ninguém. Sua fala, mansa e humilde, precisa e firme, era dirigida ao sentimento e à inteligência. Suas lições foram sempre pautadas no diálogo, através do qual propunha o exame racional daquilo que ensinava.

Censurado por haver curado uma mulher paralítica num sábado, bem poderia deixar que a própria cura falasse por ele, mas não perdeu a oportunidade de, através de uma pergunta, fazer pensar aqueles que o ouviam: “(...) no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou o jumento, e não o leva a beber? E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás a tinha presa?” (Lc, 13: 15 e 16).

De outra feita, ele próprio perguntou aos doutores da lei, antes de curar um homem: “É lícito curar no sábado?” (Lc, 14: 3). Como não respondessem, Jesus curou o hidrópico e o despediu. Depois, ele volta a inquiri-los, a fim de conscientizá-los de que acima da letra morta há uma interpretação racional, inteligente: “Qual de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo?” (Lc, 14: 5).

“E orando, não useis de vãs repetições...” (Mt, 6: 7).

Quer o Mestre dizer que devemos orar com plena consciência daquilo que falamos, que a nossa oração não seja uma repetição emocional de uma fórmula decorada, como se fosse algo recitado ou declamado. Ao contrário, que seja uma mensagem conscientemente elaborada, com um conteúdo de comunicação dirigida ao Alto, e que não seja uma simples ladainha.

Jesus, ao conversar com a samaritana, à beira do poço de Jacó, demonstra que não necessitava de inquirir alguém para informar-se de algo. Ali deixa claro para ela que conhecia-lhe o passado como a palma de sua mão. (Jo, 4: 17).
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Dezembro de 2016, 16:24
Entretanto, freqüentemente fazia perguntas para suscitar dúvida no seu interlocutor, a fim de fazê-lo pensar, raciocinar e não receber passivamente um ensinamento: “Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te e anda?” (Lc, 5: 23).

Ao invés de fazer um discurso eloqüente e emocionado sobre a Providência Divina, o Mestre busca, através de perguntas, levar seus ouvintes a pensarem, a raciocinarem sobre Deus. Depois de lhes ter falado sobre os lírios do campo, dizendo que Deus os veste, e compara sua vestimenta ao luxo do rei Salomão: “Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?” (Mt, 6: 30).

“E qual de vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?” (Mt, 7: 9 a 11).

Também por essa passagem pode-se ver que Jesus não buscava levar ninguém a uma adoração emotiva, a uma fé cega. Ele poderia ter dito, por exemplo que se deve ter fé em Deus, criador de tudo o que existe, que é bom, amoroso, misericordioso, providente etc. Mas não, só isso não bastava. Se ficasse só nessas afirmações, teria suscitado uma fé passiva. Ele queria fazer as criaturas entenderem, através de uma comparação, que o Todo Poderoso deveria ser, necessariamente, melhor que um pai terreno e, portanto, capaz de dar maiores bens aos Seus filhos.

Os apelos que Jesus, nas suas lições, fazia não só ao sentimento, mas também à inteligência, foi objeto de estudo até mesmo fora do ambiente religioso, por um médico psiquiatra, Augusto Jorge Cury, quando diz: “... ele não anulava arte de pensar, ao contrário, era um mestre intrigante nessa arte. Cristo não discorria sobre uma fé sem inteligência. Para ele, primeiro se deveria exercer a capacidade de pensar e refletir antes de crer, depois vinha o crer sem duvidar. Se estudarmos os quatro evangelhos e investigarmos a maneira como Cristo regia e expressava seus pensamentos, constataremos que pensar com liberdade e consciência era uma obra-prima para ele.” (4)

O trecho do Novo Testamento que mais evidencia o ambiente pedagógico, de diálogo, de liberdade de análise, na busca de esclarecimentos, que Jesus propiciava a todos que ouviam-lhe as lições é, certamente, o assim chamado “A Transfiguração”. Registra Mateus, no capítulo 17, que Jesus subiu a um alto monte, acompanhado de Pedro, Tiago e João. O Mestre orou e se transfigurou, cobrindo-se de luz, ao tempo em que apareceram – seguramente materializados, pois que os três discípulos os viram – Moisés e Elias, que conversaram com ele.

Passado o momento sublime, ao regressarem, o Mestre ordena aos discípulos que não contem nada do que acontecera até ele ressuscitasse. É de se imaginar o contentamento e a emoção que devem ter sentido aqueles discípulos ao contemplarem Jesus coberto de luz, Moisés, o pai dos profetas, e o grande profeta Elias.

Entretanto, eles não se detiveram em atitude de contemplação mística, de deslumbramento. Pelo contrário, o raciocínio funcionou imediatamente, na busca de resposta para algo que lhes pareceu estranho: “E os discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?” (Mt, 17: 10).

Por que a pergunta? Ora, havia sido predito pelos profetas – e os escribas sempre o repetiam – que o Mestre seria precedido por Elias, que voltaria para preparar-lhe o caminho.

Os discípulos, vendo Elias desencarnado, deduziram que algo estava errado: ou as profecias não espelhavam a verdade, ou aquele que se apresentara e conversara com Jesus não era Elias, ou Jesus não era o Messias!

Jesus, com a tranqüilidade daqueles que detêm a verdade, respondendo, disse-lhes: “Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.” (Mt, 17: 12).

E, em seguida, conclui o Evangelista: “Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista.” (Mt, 17: 13).

Tudo estava certo. A profecia já se havia cumprido.

Diante do que se acabou de ver, conclui-se que Jesus foi um pedagogo e não um místico.

Sabia atrair seus ouvintes com as doces consolações da fé, mas não alimentava atitudes de deslumbramento contemplativo, face aos apelos ao raciocínio com que mesclava suas sublimes lições.

Encaminhava-os ao entendimento lógico, racional dos fatos! Jesus, como Mestre admirável que foi, soube criar um clima de diálogo aberto.

Foi essa liberdade que levou os discípulos a buscarem imediatamente esclarecimento sobre a aparição de Elias, embora a pergunta formulada por eles contivesse embutido um grave questionamento, qual seja o da própria condição de Messias do seu Mestre. Jesus não se sente agastado e, com a segurança daqueles que estão com a Verdade, os esclarece.

Assim, vê-se claramente que Jesus não impunha suas idéias, não violentava consciências, nem exigia fé cega, sem exame.

 Não. Sua mensagem sempre foi dirigida ao intelecto e ao sentimento, bases legítimas da fé raciocinada, que o Espiritismo veio reviver.


1. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 9, item 7
2. O Consolador, perg. 354
3. Caminho, Verdade e Vida, cap. 40
4. Análise da Inteligência de Cristo, pág. 18
5. Bíblia Sagrada, trad. João Ferreira d'Almeida (todas as citações)

De: José Passini
Publicado no Reformador – fev. 2005
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Antonio Renato em 31 de Dezembro de 2016, 00:44
Meus irmãos de estudos, boa noite. Ao iniciar um novo ano, renova em nós a esperança
 de termos um mundo melhor, que a nossa vida possa ser melhor conduzida por nós. A
nossa Fé será fortalecida a medida em que formos nos esclarecendo, por isto usamos as ferramentas necessária. A doutrina Espirita vem dando a todos nós esse suporte, tem
sido ela a nos guiar pelos caminhos tortuosos que eram desconhecidos por nós. A
medida em que vamos nos esclarecendo seguimos com mais segurança os caminhos do
mestre Jesus, pois os seus ensinamentos da a todos nós a confiança no poder da nossa
Fé, pois ela nos conduzirá até Deus. As adversidades podem ser uma constante em
nossas vidas, mas se tivermos Fé, nenhuma delas irá impedir de seguirmos adiante na
marcha evolutiva do nosso espírito. A nossa Fé é o nosso escudo, o nosso cajado, que
nos dará apoio quando nos sentirmos enfraquecidos pelas dores e sofrimentos que
possamos ter.
A todos os meus amigos e irmãos do FE, um feliz Ano Novo. Fiquem com Deus, fiquem
na paz.
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Dezembro de 2016, 19:47
...

Olá a todos!

Deixo aqui os meus agradecimentos a todos os amigos que participaram e acompanharam este estudo mensal

Deixo também minhas felicitações de Ano Novo

Neste mês falamos um pouco sobre a FÉ

E acredito que todos conseguimos apreciar as lições postadas
Jamais, como nos solicita Kardec no caráter da Doutrina Espírita, tivemos a intenção de impor os nossos pareceres e muito menos os pareceres doutrinários

Buscamos tão simplesmente estudar e meditar e consequentemente havendo interesses e afinidades, que busquemos praticar em nós tais orientações

Que possamos todos nós tirarmos o melhor proveito possível

feito assim obrigado a todos

Coloco abaixo uma caso que envolve os recursos mediúnicos de Francisco Cândido Xavier e também o seu compromisso com o caráter da Doutrina que a própria vivencia

.....................................................................................

"Como vou falar com meus pais que meu irmão foi assassinado?!

Eu estava estava angustiado, mas não conseguia chorar. Fui transmitir uma partida de futebol em Recife quando fui informado da morte de meu irmão. Não pude fazer meu trabalho e já estava num vôo com destino a São Paulo.
Sentei-me bem atrás. Não queria ser reconhecido, não queria conversar. Abaixei a cabeça e a tristeza era imensa.
De repente, alguém senta-se ao meu lado e toca o meu braço. A custo levantei a cabeça para olhar quem poderia ser.
- Está me reconhecendo?
Fiquei extremamente surpreso. Era Chico Xavier.
Usava um terno verde-escuro, estava sem gravata e com o tradicional óculos escuro.
Então perguntou-me:
- Como era ele?
Entendí que ele se referia a meu irmão e passei a descreve-lo fisicamente.
Chico abaixou a mesinha do passageiro, pegou um pedaço de papel e começou a escrever.
Quando terminou disse:
- Ele teve que ir mesmo. Deus o levou.Os próximos meses de sua vida seriam horríveis. Deus o poupou desse sofrimento.
Não se preocupe, seu irmão está bem. Passados alguns meses me procure que teremos mais notícias sobre ele.
Em seguida se levantou e caminhou para a frente do avião.
Quando aterrisamos em São Paulo fui o primeiro a descer e pela porta dos fundos.
Queria espera-lo fora do avião. Observei atentamente a descida dos passageiros. Um a um. Chico Xavier não apareceu.
Procurei então saber. Ele não estava nesse vôo. Somente depois entendí.
Ele esteve sim naquele avião mas em desdobramento e para socorrer-me.
Aquele encontro confortou-me a tal ponto, que pude cumprir a minha difícil missão de ajudar a minha família."

Nota:
Esse episódio aconteceu com o Dr. Osmar de Oliveira, médico, jornalista, narrador e comentarista de futebol.
Trabalhou nas TV's Gazeta, Cultura, SBT, Globo e Bandeirantes.
Desencarnou aos 71 anos em 2014. Nós que gostamos de futebol sempre o víamos na TV Bandeirantes, última emissora em que trabalhou.
Esta narrativa está na íntegra no livro "Chico Xavier Meus Pedaços do Espelho", de autoria da médica e espírita Dra. Marlene Nobre.
Onde quer que estejamos guardemos a fidelidade aos postulados Espíritas
Porque a ação digna será sempre nossa advogada onde quer que estejamos
Que o "homem velho" (que habita em nossos velhos hábitos ainda infelizes), quase sempre, motivo certo de nossa dor, possa ser sepultado junto com esse calendário que para nós não terá mais função alguma no dia a dia.

Roguemos a Deus resistência diante dos chamados que nos retardarão a caminhada e busquemos a vivência com Jesus na intimidade de nosso ser.

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Visto este episódio coloco também um experiência por mim conhecida

"Este caso lembrou-me de uma amiga minha que cuidava pessoalmente da sua irmã, pois sua irmã estava em sérias dificuldades e assim sem poder ir a casa dela, ia em desdobramento dar-lhe sua possível atenção...
A sua irmã adoentada física e vamos dizer mentalmente também, além de muitas vezes ficar acamada...
E esta minha amiga, também possuía as suas dificuldades,mas com recurso de desdobramento, ia visita-la e conforta-la até quando pode...
E a irmã veio a partir desta vida e soube que ainda hoje ela conforta a irmã,pois a mesma não se compreende perfeitamente como espírito livre que é....
Por isto que muitos sabiamente dizem: Que o Chico Xavier é gente da gente e nós de nossa parte dizemos que nós somos ou, melhor, queremos ser ao menos um pouquinho do que o Chico foi e pode fazer pelo próximo....
Como disse um estudioso espírita e famoso, a mediunidade do Chico Xavier transcende... Feliz Ano Novo e parabéns por todos estes exemplos...

Abraços e muita paz "

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Fé a todos
kardec nos diz que as provas nos educam

Feliz 2017
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A foto abaixo é a do Chico e a do jornalista citado
Título: Re: A fé transporta montanhas
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Janeiro de 2017, 13:10
Carta de Ano Bom

Entre um ano que se vai
E outro que se inicia,
Há sempre nova esperança,
Promessas de Novo Dia...

Considera, meu amigo,
Nesse pequeno intervalo,
Todo o tempo que perdeste
Sem saber aproveitá-lo.

Se o ano que se passou
Foi de amargura sombria,
Nosso Pai Nunca está pobre
Do pão de luz da alegria.

Pensa que o céu não esquece
A mais ínfima criatura,
E espera resignado
O teu quinhão de ventura.

Considera, sobretudo
Que precisas, doravante,
Encher de luz todo o tempo
Da bênção de cada instante.

Sê na oficina do mundo
O mais perfeito aprendiz,
Pois somente no trabalho
Teu ano será feliz.

Não esperes recompensas
Dos bens da vida terrestre,
Mas, volve toda a esperança
À paz do Divino Mestre.

Nas lutas, nunca te esqueças
Deste conceito profundo:
O reino da luz de Cristo
Não reside neste mundo.

Não olhes faltas alheias,
Não julgues o teu irmão,
Vive apenas no trabalho
De tua renovação.

Quem se esforça de verdade
Sabe a prática do bem,
Conhece os próprios deveres
Sem censurar a ninguém.

Ano Novo!... Pede ao Céu
Que te proteja o trabalho,
Que te conceda na fé
O mais sublime agasalho.

Ano Bom!... Deus te abençoe
No esforço que te conduz
Das sombras tristes da Terra
Para as bênçãos de Jesus.


Francisco Cândido Xavier.
Cartas do Evangelho.
Pelo Espírito Casimiro Cunha..