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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Kazaoka em 30 de Agosto de 2011, 16:30

Título: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 30 de Agosto de 2011, 16:30
O Demônio, simbolizando a renúncia espiritual de si mesmo, tenta fazer com que Jesus esqueça os valores espirituais para preocupar-se com sua vida material. Ou seja, deixar o Espírito sempre em segundo plano.
Vivemos fisicamente entre os anseios da Alma e os apelos  e exigências da matéria. É como se estivéssemos permanentemente com essa voz a soar no ouvido de nossa Alma. 
"Nós, como Espíritos encarnados, vivemos duas naturezas, uma física e uma espiritual" (Alan Kardec – Introdução do OLE).

A divina aventura do espírito na matéria (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWZBdjJmLXhKOGdRI3dz)

Estamos, portanto, sendo constantemente submetidos aos apelos próprios destas duas naturezas. A nossa natureza física impõe ao Espírito a obrigatoriedade de conceder à carne o saciamento de suas necessidades colocando-o à beira do abismo espiritual (cuidados com o corpo, sexualidade, necessidades materiais, obrigações sócio/econômicas, etc). Isso ocorre porque o atendimento dessas necessidades ordinárias da matéria expõe o  Espírito ao risco do despertamento de sentimentos vis, que abrem grandes chagas na Alma.
Já, a nossa natureza espiritual nos conduz a uma preocupação com o “eu” interior, que nos faz ver nas exigências próprias da  matéria, o eminente risco de contaminação com o fermento da putrefação da Alma. A vaidade e o egoísmo, que vicejam no canteiro das paixões humanas, muitas vezes desencorajando-nos do uso de  nossas forças criadoras, nos afasta da oportunidade de contribuirmos para a elevação da Alma do Planeta, através da intelectualização, socialização e consequente avanço moral de seus habitantes. Somos as alavancas edificadoras de elevação dos Mundos.
A proposta deste estudo é avaliarmos nossa participação individual neste processo, cujo resultado é de interesse universal.
Como estamos participando fisicamente nessa odisséia onde o Espírito eterno é o herdeiro de tudo que produz e cultiva?
Como nos comportamos perante o jugo da força do Espírito contrapondo aos justos apelos da matéria, que também, são importantes e necessários à progressão dos mundos?

Nossa individualidade espiritual e a visão que temos de nós mesmo constituem fontes de pesquisa para estudarmos o que propõe este tema.
Tratando-se de uma questão universalista da existência humana, convidamos a todos os nossos irmãos de jornada terrena para, fraternalmente e de forma ecumênica, fazer cair o véu do sectarismo e juntos fazer-mos luz no caminho de nossa existência, tanto física quanto espiritual, segundo os desígnios e a vontade de Deus,
                                                                                 Equipe de moderadores
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 30 de Agosto de 2011, 17:02
Mano Kao,
é uma grande verdade esta atribuição que você dá ao vivenciar experimentado pelo Espírito. É mesmo uma grande aventura.
E o é, não só porque ele trilhará por caminhos onde será testado a todo instante, este é um fato do qual ele não pode se eximir, porém, torna-se uma aventura muito difícil se levarmos em conta que ainda insipiente no conhecimento de si mesmo, tendo, como você mesmo demonstra, necessidades que lhe são impostas exatamente por sua condição de encarnado.
Tais necessidades, se se adornam de um atributo viciado, ou seja das paixões, carrearão o Espírito envolvido por trilhas que certamente há de afastá-lo de seu caminho original, acarretando um atraso de tal monta em seu progresso, que se visto comparativamente aos que trilharam ao bom caminho, este parecerá estático.
por isso o estudo deste mês vindouro é tão importante, pois nos vai descerrar o véu da ignorância sobre alguns meandros que este tema trás e que não são muito comentados por expositores e palestrantes.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 30 de Agosto de 2011, 17:23
Amigo Moura, sou extremamente grato pela sua opinião e pelo fato de estar conosco na condução deste estudo que, na verdade, é de todos. Acredito que na exploração deste tema, teremos condições e oportunidades de dar-mos amplitudes a tudo que já foi estudado no mês de Agosto e todos estão convidados a reunirmos em torno deste tema e fraternalmente expormos nossos pareceres sobre este assunto, que é tão amplo e, sobre o qual todos nós temos nossas experiências pessoais, se não confessáveis ao próximo mas, com certeza, latentes em nossa Alma.

Sejam todos bem vindos ao estudo de Setembro...

                                     "A divina aventura do Espírito na matéria"
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Eunniceel em 30 de Agosto de 2011, 17:48
Parabenizo a Equipe por brilhante tema.  Espero poder acompanhar todos os estudos, pois, vejo no tema em questão por muitas vezes responsável pelos disturbios psíquicos que o ser passa vivenciar a partir do momento que tem há consciência das suas duas naturezas, e mais, quando a física impede o crescimento da espiritual, quando o que deveria ser uma alavanca torna-se na verdade uma ancora.

Abraços fraternos,
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 30 de Agosto de 2011, 18:12
Acima de tudo somos Espíritos.
A nossa ligação com a matéria, quando encarnamos, nos faz experimentarmos uma série de sensações que são da natureza física do corpo que habitamos. E a consciência de nós mesmo, não raro, confunde as noções do "ser" espiritual com as do "ser" animal. No nosso dia a dia na Terra, passamos todo o tempo equilibrando estas duas forças dentro de nós, fazendo com que tenhamos tendência a ter-mos duas identidades fortes e antagônicas. A identidade animalizada movida pelo instinto e a natureza espiritual guiada pelo Espírito.
Ao postar esta mensagem, passava na tv a notícia de que em Guarulhos SP, de um carro em movimento, alguém atira uma sacola pela janela. Dentro da sacola havia um bebe...
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: sensitive em 30 de Agosto de 2011, 19:05
Ola Kazaoka!

Antes de começar, quero dar os meus parabens pelo tema escolhido.

A primeira coisa que me ocorreu, foi a parabola de Jesus :
observai os passaros do ceu; nao semeiam, não seifam, nada guardam no celeiro, mas vosso Pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles?
e qual dentro de vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um covado a sua estatura?

Com estas palavras deixa-nos bem claro que Deus conhece as nossas necessidades, mas o homem sempre preocupou-se mais no ter (material)do que no ser ( espiritual).
A cobiça, o egoismo, a vaidade,os pontos mais fracos da carne, serão sempre uma prova para espirito reencarnado.Procuramos valores nos bens materiais e esquecemos que na realidade ela se encontra na parte espiritual.

"Não acumuleis tesouros na terra, pois sao pereciveis, acumulai-os no Ceu onde sao eternos"

Claro, a verdade é que é mais facil de dizer do que fazer.Tal é ainda a nossa imperfeiçao.

Abraço

Sensitive


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: M.Altino em 30 de Agosto de 2011, 19:30
Amigo Kao  antes de tudo lhe envio os meus parabéns pelo brilhante tema para o estudo mensal, é uma forma de nos identificarmos um pouco com o que vamos fazendo ao longo da nossa vida na matéria, como ainda somos  muito materializados, é um chamamento a uma mudança intima em cada um de nós , o termos  a consciência do que  temos que fazer para nos melhor.
Por vezes tantas coisas nos passam de forma rápida pela vida e , não paramos para pensar um pouco nas nossas atitudes  perante  todos os que passam pela nossa vida.
Então precisamos mesmo de meditar um pouco , e pensarmos que o grande progresso de cada um é a sua evolução espiritual.

Pois por vezes  muito cuidamos  da matéria ,e nos esquecemos   de cuidar  a grande jóia que temos que é o nosso espírito, cuidando de forma  a  que  sejamos melhores um pouco.
Me desculpe a simplicidade das palavras , mas sinto que é tentado sempre fazermos um grande Reforma Intima em cada um de nós  que vamos aprendendo  cada dia.
Então este estudo  me  faz meditar e muito na  minha  conduta de vida .
Um grande Abraço de muita paz
Manuel Altino 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 30 de Agosto de 2011, 19:50
Amigos,
para evitar um repetir demasiado longo daquilo que já conhecemos, ou seja, de que já formado Espírito, este ser vem por encarnar-se depois de algum périplo anterior, no mundo onde estamos hoje, passo, sem mais demora às questões que se nos vão aparecendo, quando começamos o estudo da doutrina.
Não há entre nós aquele que não se tenha inquirido sobre como poderia um ser recém constituído de humanidade, ter como escolher como agir, não é mesmo?
A resposta é simples: Deus, em sua soberana Justiça e bondade, vem por suprir a falta de conhecimento e mesmo de moral que o Espírito necessita.
E como Ele faz isso?
Ora, por meio de incontáveis Espíritos que nos rodeiam e que, naquele início de caminhada também envolviam ao novo ser humano, tal como uma nuvem.
Assim, é de se compreender sem dificuldade que aqueles viajores que iniciavam sua marcha, haviam de contar com uma intuição muito forte, para que pudessem com que sorverem as mensagens que lhes elucidavam as ações que perpetrariam.
Não podemos nos esquecer que a princípio, mesmo sendo dotado de inteligência superior à legada aos animais, o homem também não a sabia utilizar senão de forma rasa e assim, por também não poder utilizar-se senão em pequenas porções do conteúdo moral, que lhe seria apreensão futura, através exatamente de suas ações, aquele homem dos primórdios, não se distanciava em muito dos animais.
A ele e sobre ele, ainda não vigiam com o vigor de hoje, a lei natural, nos quesitos efeito e estacionaridade.
O porque é que, iniciando aquele homem, o caminho pela fase encarnada, tinha de errar mais, para que aprendesse, também, através de seus erros cometidos.
Se houvesse uma ação forte do quesito estacionaridade, ou seja, de fazê-lo estacionar, por força de seu estado de ignorância, por certo ainda hoje não estaríamos no patamar em que nos encontramos.
Notam como tudo isso é pouco explicado mesmo nas casas espíritas?
Porém, tudo isso está bem delineado quer nas linhas ou mesmo nas entre linhas dos ensinamentos contidos nas obras básicas.
É importante ao máximo que nunca descuremos da atenção, quando dermos azo ao estudo doutrinário, pois sem esta atenção, levaremos mais tempo para uma conclusão mais correta e mais isenta de erros dentro do tema no qual nos lançamos.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 30 de Agosto de 2011, 20:38
Amados,
Ao nascermos já sabemos que temos que sugar o alimento...
Sugar exige uma força muscular de elevada monta, se comparada à fragilidade do recém-nato...
Criança espirra... Logo sabe se defender dos elementos invasores nocivos que estavam contidos no ar que respirou...

Criança já vem dotada de tudo que precisa para se desenvolver fisicamente, e seu objetivo penso que é exatamente combinar comportamentos aquisitivos de experiência, exatamente no que lhe falta para continuar sua caminhada rumo ao progresso sem fim...

Então o comportamento cognitivo, de maneira adequada, vai lhe doando oportunidades tais que o estimulam exatamente naquilo que precisa se desenvolver...

Nenhum dos demais parentes, sabem exatamente do o recém eleito para a vida na matéria precisa exatamente para se expressar e obter as comparações necessárias para tornar suas as experiências vividas e seu melhor guia é seu comportamento cognitivo, que pela vida de relação o testa, uma, duas, mil...enfim um milhão de vezes, até dotar essa divina creação do Pai de amor, nosso irmão do conhecimento da razão e do saber.
Nada há a temer...
Importante, mas importante mesmo é viver.
Com essas palavras desejo me congratular com o amado irmão coordenador do estudo, e desde já dizer-lhe Parabéns o tema será um sucesso!
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 30 de Agosto de 2011, 21:26
Amados,
Nada nos induz dizer de antemão acerca de conhecimento...
Todo conhecimento só é efetivamente testado, no momento da execução...
Uma banda musical treina, testa, centenas de vezes determinadas passagens, antes da execução principal.
Justo nesse instante, um esquecimento, uma falha técnica, uma corda quebra-se, e o conhecimento exaustivamente treinado, fica nulo...
Nulo, se não houver no grupo consciências treinadas em comportamentos cognitivos para o conjunto, aqueles que jogam junto... Corrigem inventivamente as falhas superam-na, e a audiência nem siquer percebem... 
Os elementos de comportamento ortodoxos não estado treinados para o conjunto, posto que estão rigorosamente mentalizados no acerto, nem siquer estão treinados para sair do quadro ensaiado, e imediatamente reconhecem o fiasco, que provavelmente quase ninguém da assistência o percebeu, posto que não são técnicos, passam a notar que houve algo reparando na mudança dos comportamentos, e atentos perceptivos notarão que algo errado ocorreu...
Que é melhor para o conjunto?
Assim, precisamos ser para melhor nos entre ajudarmos na caminhada ascendente do amor em direção do Pai.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 30 de Agosto de 2011, 21:27
É fato que nós buscamos o exercício de nossas virtudes espirituais sempre usando a materialidade (uma cesta básica, uma tarefa de sopa, um agasalho, uma visita a um doente ou a um encarcerado, etc.). Não resta nenhuma dúvida de que isso é importante para quem estamos direcionando estes benefícios. Mas, e para nós mesmo? Será que sabemos realmente, o que desejamos com tais serviços? Será que estamos tendo o aproveitamento espiritual verdadeiro em tais tarefas? Será que não estamos entorpecendo o nosso entendimento sobre os propósitos que nos trouxeram aqui e pegando o efeito como causa?
Materializamos muito nossas ações espirituais... 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Eunniceel em 30 de Agosto de 2011, 21:36
Acho que o nosso problema não é quando desinteressadamente materializamos o amor para suprir a necesssidade do outro, e sim, quando sufocamos o amor, tornamo-nos cego para o ser espiritual, apenas para saciarmos o nosso material.  Quando usamos mais ser instintivo do que o ser espiritual.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 30 de Agosto de 2011, 21:42
Obrigado a todos pelas considerações. E este agradecimento faço em nome de toda equipe que participou da elaboração deste tópico e, do qual, não sou nada mais do que o idealizador. Desejo que este espaço cumpra o seu propósito de criação, que é levar luz às sombras do questionamento íntimo.

Convidem amigos, familiares, pessoas de outras crenças religiosas para estarem opinando sobre o tema. É um assunto amplo e que diz respeito a todos nós que somos espiritualistas e que, portanto, temos a certeza da vida futura. Vida futura que por ser a mesma da presente, depende totalmente do seu alicerssamento hoje, para uma edificação sólida no amanhã.

Serão todos bem vindos e, principalmente, respeitados em seus pontos de vista e opiniões.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 30 de Agosto de 2011, 22:24
Amados,


Marcos 9;35...37 – Evangelho Segundo o Espiritismo – Pág.*135.
35 E ele, sentando-se, chamou os doze e lhes disse: se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.

36 Então tomou uma criança, pô-la no meio deles e, abraçando-a, disse-lhes:

37 Qualquer que em meu nome receber uma destas crianças, a mim me recebe; e qualquer que me recebe a mim, recebe não a mim mas àquele que me enviou.


– Evangelho Segundo o Espiritismo – Pág.135.

Aquele que se eleva será rebaixado
3. Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:
“Quem é o maior no reino dos céus?”
- Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu:
“Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus.
- Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus –
“E aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe.”
(S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 1 a 5.)

4. Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o
adorou, dando a entender que lhe queria pedir alguma coisa.
- Disse-lhe ele:
“Que queres?”
“Manda, disse ela, que estes meus dois filhos tenham assento no teu reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda.”
- Mas, Jesus respondeu:
“Não sabes o que pedes; Podeis vós ambos beber o cálice que eu vou beber?”
Eles responderam:
“Podemos.” -
Jesus lhes replicou:
“É certo que bebereis o cálice que eu beber; mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o tem preparado.”
- Ouvindo isso, os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. - Jesus, chamando-os para perto de si, lhes disse:
“Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império”.
- Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo;
- e, aquele que quiser sero primeiro entre vós seja vosso escravo;
“- do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.”
(S.MATEUS, capítulo XX, vv. 20 a 28.)


6. Estas máximas decorrem do princípio de humildade que Jesus não cessa de apresentar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor e que ele formulou assim:
"Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que o reino dos céus lhes pertence."
Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz:
"Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.

Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 30 de Agosto de 2011, 22:33
É fato que nós buscamos o exercício de nossas virtudes espirituais sempre usando a materialidade (uma cesta básica, uma tarefa de sopa, um agasalho, uma visita a um doente ou a um encarcerado, etc.). Não resta nenhuma dúvida de que isso é importante para quem estamos direcionando estes benefícios. Mas, e para nós mesmo? Será que sabemos realmente, o que desejamos com tais serviços? Será que estamos tendo o aproveitamento espiritual verdadeiro em tais tarefas? Será que não estamos entorpecendo o nosso entendimento sobre os propósitos que nos trouxeram aqui e pegando o efeito como causa?
Materializamos muito nossas ações espirituais... 
Boa Noite Moura e Kazaoka,
Parabéns pelo tema
O Espírito na matéria em sua evolução vai passando do primitivismo e do impulso do instinto animal para o uso da razão utilizando-a à medida que vai desenvolvendo o seu raciocínio em relação às suas experiências de vida. Começa então a atentar para a importância de fazer uma pausa com o objetivo de avaliar melhor tudo o que tem acontecido e que aconteceu em sua vida.
 Sem o uso da razão, nada se torna viável e a tendência é repetir os mesmos erros que já cometeu no passado.
Todos têm uma tendência a processos de repetição até cair em si com o amadurecimento emocional,
Com o passar do tempo o Espírito encarnado desenvolve um melhor julgamento dos acontecimentos.
É como se começasse a ampliação da capacidade de percepção e entendesse os fatos passados com maior clareza. Deve-se procurar aproveitar cada passagem avaliar cada erro criteriosamente e ver quais aspectos precisam e devem ser alterados na nossa maneira de ser e lidar com o mundo.
A nossa essência é pura e clara, o convívio no mundo social e os apelos do mundo material, vão afastando a visão do Espírito encarnado de seu real objetivo a ser alcançado na sua encarnação.
Kazaoka, você perguntou sobre fazer caridade material, até que ponto ajuda o Espírito que a faz. Lógico que se puder fazer faça, mas não é apenas esta prática que vai levar o Espírito a um estado evolutivo maior.
Deus julga pela intenção e se esta intenção ao praticar a caridade for para abrir espaço junto ao Reino de Deus ou satisfazer sua vaidade pessoal em ajudar, de nada vale esse gesto. É preciso a vontade sincera de ajudar, sem esperar o retorno. Por isso Jesus pediu, convide para seu banquete não os nobres e sim os miseráveis e doentes pois deles nada de retorno terás.
Um abc
Hebe

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 31 de Agosto de 2011, 00:29
Amados irmãos,


O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos.
E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca: as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida:
A riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento.
Nada mais possuindo senão isso chega ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas.
Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.
O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição.


Filhodobino reflete:

Cresce e se sustenta forte o desejo de tratar do assunto “vinde a mim as criançinhas”...
Nas minhas preces diárias, peço ao Divino Pai a oportunidade de ser novamente aquela criança que fui... Sei, não devo, peço ao menos um pedacinho de sonho...
Bem o sei, não é para isto que aqui estou e estarei até quando me for possível...

Trato então de cuidar do meu psiquismo, que é a única coisa que subsistirá após esta epopéia... Seguirei psíquico longo tempo, fazendo o que? Só o saberei na hora certa, mas de antemão, peço quero estudar... Estudar muito.

Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Felipa em 31 de Agosto de 2011, 00:54
Olá a todos!
Kazaoka, parabens muito bom o tema.

o corpo material do homem vive no Mundo Material, e o espírito, no Mundo Espiritual. Sendo assim, a situação do Mundo Espiritual influi sobre o espírito e se reflete sobre o corpo, de modo que o destino do homem se origina no Mundo Espiritual.

vejam o anexo
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: ram-wer em 31 de Agosto de 2011, 01:45
Alô, Kazaoka e amiguinhos,

Gostei do jeito como o Estudo foi apresentado.  Simples, direto e aberto.  Isso é inspirativo.

Sinto a matéria como uma redução vibratória do Espírito. Não é algo à parte. Não há dualidades. Não há o mundo do espírito e o mundo da matéria, separados.

[attachimg=1 align=left width=250]Matéria, energia e Espírito são a mesma coisa com vibrações diferentes.

Albert Einstein (1879-1955) propôs que a matéria seria energia condensada.  Que energia e matéria podem se transformar uma na outra.

E o Espírito, onde entra nessa história?  Justamente na origem da energia.  O Espírito (a Divindade) dá uma parte de Si Mesmo para criar os universos.  Faz-se a luz (energia).  Em sacrifício supremo, paralisa o movimento da luz para criar o cenário material.

Toda matéria é Espírito.  Nada existe além de Deus.  Deus é a nossa essência individualizada e o cenário em que atuamos.  É o que somos e O que não somos.  É tudo.

Quando a gente ama a matéria e a energia, dá um grande passo para o amor espiritual puro.

Tudo é sagrado, divino.  Nossos corpos, nosso ambiente, tudo, tudo.  Não se devem separar as coisas de Deus em "puras"  e  "impuras". 

Santifiquemos nosso corpo e a Alma brilhará em Sua santidade. 

Sagrada é a matéria, feita de Espírito.

O cenário e o ator são partes inseparáveis do Produtor.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: SUELI MARINHO DA SILVA em 31 de Agosto de 2011, 02:05
Querido Kazoaka e amigos do fórum, que Jesus envolva a todos.
Obrigada por mais esse tema que veio a nos ensinar tanto, hoje vivemos num mundo aonde vc precisa se vestir bem para ser aceito ter um bom carro uma boa casa, a principio começamos e assim quando damos contas de nós mesmo, estamos deixando a vida espiritual porque a material consome nossos pensamentos, tempo r tudo mais, não que seja errado querer ter  uma casa, um carro  e outras coisas, mais é necessário que saibamos que é mais importante que a vida espiritual, que o evangelho e nossa própria reforma intima. Vamos fazer caridade sempre mesmo se for para refucarmos nossos espírito, se pegarmos o abti da caridade, amanhã estaremos praticando por amor ao próximo.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 31 de Agosto de 2011, 02:38
Vejam como é interessante e muito comum o conflito daquilo que trazemos em nossa dupla natureza. Vamos, nós espíritas, analisarmos como pensamos quando estamos trabalhando o nosso Espírito em tarefas caritativas.
Quando estamos na Casa Espírita (CE) participando de um estudo, ou estamos em trabalhos assistênciais e, até mesmo em reuniões mediúnicas, o que pensamos? Ordinariamente pensamos que aquelas atividades estão nos fortalecendo o Espírito, que estamos nos resguardando e nos precavendo de eventuais influências negativas em nossas vidas, em nossas famílias, em nosso trabalho, etc., provocadas por interferências espirituais de ordem inferiores.
E quem são estes seres considerados de ordem inferiores, senão irmãos nossos desencarnados, que a exemplo dos encarnados que assistimos materialmente, são necessitados do alimento espiritual que deveríamos oferecer-lhes ao invés de marginalizá-los como verdadeiros marginais da esfera espiritual? Será que temos o pão espiritual do qual são necessitados? 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Eunniceel em 31 de Agosto de 2011, 05:11
Cara Hebe,

Quando você diz que "O Espírito na matéria em sua evolução vai passando do primitivismo e do impulso do instinto animal para o uso da razão utilizando-a à medida que vai desenvolvendo o seu raciocínio em relação às suas experiências de vida." refere-se a reencarnação? Mas quando diz "Começa então a atentar para a importância de fazer uma pausa com o objetivo de avaliar melhor tudo o que tem acontecido e que aconteceu em sua vida.", seria daquela encarnação, não de uma forma genérica? Considerando que o Espirito encarnado não tem a lembrança das experiências passadas.  A sua evolução espiritual é sentida através dos atos. Quanto mais espiritualizados, estaremos próximos do amor que o Cristo exemplificou.

Abraços

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 31 de Agosto de 2011, 11:30
Cara Hebe,

Quando você diz que "O Espírito na matéria em sua evolução vai passando do primitivismo e do impulso do instinto animal para o uso da razão utilizando-a à medida que vai desenvolvendo o seu raciocínio em relação às suas experiências de vida." refere-se a reencarnação?
Sim aqui é desde o princípio caminhando através das sucessivas reencarnações.


 Mas quando diz "Começa então a atentar para a importância de fazer uma pausa com o objetivo de avaliar melhor tudo o que tem acontecido e que aconteceu em sua vida.", seria daquela encarnação, não de uma forma genérica? Considerando que o Espirito encarnado não tem a lembrança das experiências passadas.  A sua evolução espiritual é sentida através dos atos. Quanto mais espiritualizados, estaremos próximos do amor que o Cristo exemplificou.

Abraços


O Espírito encarnado  não tem lembranças de vidas anteriores, mas seu aprendizado moral não retrograda, todo aprendizado fica na consciência do espírito e se manifesta em vida terrena através da intuição.
Quando o Espírito encarnado já tem capacidade do uso da razão, a medida que vai saíndo da ignorância, passa a utilizar o equilíbrio entre a intuição e o raciocínio para avaliação de seus atos, dominando assim seu impulso instintivo que também é necessário para sua sobrevivência na matéria.

Um Abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 31 de Agosto de 2011, 12:01
Conforme a  DE explica, o Espírito evolui Moralmente na matéria. Neste estágio físico ele, o Espírito, exercita a sua intelectualidade proporcionando o avanço material (tecnológico, científico, etc) dos mundos que habita, todos os avanços que trazem o conforto, bem estar e engenhosidades que facilitam a existência física. Nisso consiste a participação dos Espíritos na progressão material dos mundos. E nesse sistema, o Espírito mergulha em um oceano de situações em que para atingir os objetivos materiais necessários, toda sua moralidade é posto à prova, determinando, com isso, sua elevação ou estacionamento no progresso espiritual em razão daquilo que ele foi em sua passagem pela esfera física. Por isso, Espírito intelectualmente avançado não é sinônimo de Espírito moralmente superior. E o conhecimento deste estado evolutivo do Espírito por ele mesmo, se dá na esfera espiritual, onde o Espírito passa a ter uma visão ampliada de sua própria existência, podendo identificar melhor o seu estado moral e percebendo os pontos de sua formação moral que necessitam de aperfeiçoamento através das sucessivas reencarnações. É isso que faz da reencarnação a grande benção de Deus para o Espírito. 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 31 de Agosto de 2011, 13:07
Comportamento... A base para a felicidade relativa...
Cognição/intuição... pode nos render felicidade real...


O estudo do comportamento ensina-nos a aceitar as consciências desprovidas de senso, os sentimentos destroçados pela dor e os estados mentais alterados, e sermos nós mesmos, ao invés de tentar mudar os outros...
simples assim...

Há inúmeras e variáveis formas de conhecimentos, que denominamos para formular regras de convivência, de movimentação, de como manejar máquinas, prever o tempo, encontrar defeitos em máquinas e peças, que determinaram ao cirurgião como manejar o bisturi com segurança e evitar levar uma artéria...
Quem se esmerou adquiriu determinados conhecimentos, que nos são úteis, e utilíssimos para outrem... Enquanto estamos mergulhados na matéria densa...
Podemos dizer que conhecemos o caminho, pois estudamos o mapa e nos guiamos pelo GPS e localizamos o ponto exato...
Foi dito que os cães de Pavlov sabiam quando salivar... ? sabiam? Ou sabiam quando tocava a sineta que lhes indicava a hora e local onde se encontrava a comida?
Que os ratos aprendem a apertar alavancas... sim é verdade, quando estão com fome sabem que se apertarem determinadas alavancas uma portinhola se abre e libera comida.
Toda esta vasta gama de conhecimentos, nos é útil, e dele não podemos abrir mão, sob pena de sofrermos pelo menos por algumas horas...
Toda esta vasta gama não são de fato, conhecimentos, são comportamentos, que só os colocamos em marcha, movidos por algum reforço...
E quando nossa mente não mais encontrar modos de nos comportarmos, e nossa mente superior, cheia de conhecimentos, olhar em volta, não ver comportamentos nem agentes de reforço para nos induzir, nem GPS, nem mapas...
Vamos ficar debatendo homofobia, sexualidade, dogmas, tentando ouvir a sineta do almoço, ou procurando alavancas para liberarmos comida?
Já está a pleno vigor em cada um de nós e em todos nós algo que alguns chamam cognição e outros intuição, que bem treinados aqui por certo nos guiará por lá...
Penso que precisamos começar a estudar o que verdadeiramente interessa e o codificador, e inúmeras outras religiões conhecem, mas cada uma delas quer dar varada n’agua à sua moda e da forma que seus saberes lhes ditam...
Há uma saída ainda: Unamos-nos todos no primarismo do conhecimento da cognição/intuição.
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Edna☼ em 31 de Agosto de 2011, 14:46
Olá a todos, :)

Kazaoka, seja bem-vindo ao estudo mensal e parabéns pelo tema escolhido, afinal de contas estamos a trilhar este caminho abençoado aqui chamado de aventura, não é mesmo?

A trajetória do espírito visa a evolução moral e espiritual, para que atingindo a perfeição (relativa) alcance a felicidade.

A transformação é lenta, pois que apesar de criados simples e ignorantes, e dotados com a mesma capacidade, cada um tem o seu tempo que difere do de Deus,  que paciente e amorosamente nos matricula na escola da vida para aprender as lições necessárias, sendo que a maior delas é aprender a amar.

Melhorar a qualidade desta trajetória é trabalho individual, mas dada a solidariamente que une a tudo e a todos, contamos com o auxilio de muitos (encarnados e desencarnados) que de forma velada se interessam por nós, como e onde quer que estejamos, seja aqui ou lá, pois que  nunca estamos desamparados ou só.

Lembrando que Deus não julga, apenas ama e espera por nós!

Bons estudos a todos!

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Edna☼ em 31 de Agosto de 2011, 15:07


A matéria é o liame que escraviza o espírito; é o instrumento que ele usa, e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce a sua ação.  (Q-22)

O Prof. Herculano Pires nos diz que, o Universo se define por uma tríade semelhante às tríades druídicas: Deus, espírito e matéria. Vemos isso no item 27, quando Kardec pergunta se existem dois elementos gerais, o espírito e a matéria, e os Espíritos respondem: “Sim, e acima de ambos, Deus, o Criador, o Pai de todas as coisas. Estas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. A matéria, porém, não é só o elemento palpável, pois há nela o fluido universal, o seu lado fluídico, que desempenha o papel de intermediário entre o plano espiritual e o propriamente material."

Na questão seguinte questionados se seria esse fluido o que designamos por eletricidade, respondem que: “Dissemos que ele é suscetível de inumeráveis combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que é, propriamente falando, uma matéria mais perfeita, mais sutil, que se pode considerar como independente."

Kardec finaliza este item dizendo que: “Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria sem inteligência e um princípio inteligente independente da matéria. A origem e a conexão dessas duas coisas nos são desconhecidas. Que elas tenham ou não uma fonte comum e os pontos de contato necessários; que a inteligência tenha existência própria, ou que seja uma propriedade, um efeito; que seja, mesmo, segundo a opinião de alguns, uma emanação da Divindade, — é o que ignoramos. Elas nos aparecem distintas, e é por isso que a consideramos formando dois princípios constituintes do Universo. Vemos, acima de tudo isso, uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que delas se distingue por atributos essenciais: é a esta inteligência suprema que chamamos Deus.”

É assim que tudo serve, tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia, de que o vosso Espírito limitado ainda não pode abranger o conjunto!”
[attach=1]

(in, O Livro dos Espíritos)


Paz e luz sempre!

Edna ;)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 31 de Agosto de 2011, 17:29
Para nós encarnados, a noção de materialidade e espiritualidade fica ligada às nossas percepções do que consideramos material pelo que conseguimos perceber através de nossos sentidos animalizados (tato, olfato, visão, audição e paladar). Mesmo assim, tem momentos e circunstância que para nós, fica complicado separar o que é matéria do que é, o que chamamos, imaterial. O tato é fácil, tocamos nos objetos e os classificamos como matéria, a visão nos permite perceber visualmente o que é perceptível por este sentido e, portanto, são matéria também. Com o olfato o paladar e principalmente com a audição, a coisa já começa a ficar mais complexa. Mas se são sensações que percebemos no meio físico, por orgãos de percepção física, logicamente são elementos materiais do orbe que habitamos. E com as coisas do plano espiritual que percebemos por aqui, considero que seja a mesma coisa, se as percebemos com nossos sensores físicos, prova que, embora imponderável, continua sendo matéria. Ai acho que o Ram e o Einsten têm razão, rsss.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 31 de Agosto de 2011, 17:41
Amigos,
a doutrina nos dá uma elucidação geral quando em uma de suas respostas ensina:"existem dois elementos gerais, o espírito e a matéria, e os Espíritos respondem: “Sim, e acima de ambos, Deus(...)"

Porém este ensino deve ser objeto de um mergulho crítico intenso para que se possa chegar a seu âmago.
Diz-nos o ensino doutrinário a respeito da matéria e, em sequência nos indica a existência do Espírito.
diz mais, indica que acima de tudo está a Divindade, ou seja Deus.
notam a separação?
É que tudo e sobre tudo vigem regras claras, precisas e omnicientes.
Embora o bojo da resposta dos Espíritos indique as três partes existentes falamos em caráter geral, porém se formos procurando com calma e atenção nas próprias obras básicas vamos observando que a cada uma destas, é especificidade que só a cada uma delas pertence.
Quanto a matéria, temos de observar que, a resposta contendo caráter geral, deixa-nos a nossa própria vontade, mergulharmos mais fundo e se assim o fazemos por certo vamos compreendendo que por matéria fala a doutrina da parte física, porém fala também de outra espécie de matéria, esta quintessenciada, e que está localizada entre a matéria mais comum e o Espírito.
Ora, quão mais densa seja esta matéria quintessenciada, mais primário será o Espírito e isso  por evidenciação de outro princípio doutrinário chamado de Semelhança.
O brocardo Espírita que elucida esta parte é simples e diz: Semelhante atrai semelhante".
sim, a semelhança entre o invólucro perispiritual e o Espírito é a carteira de identidade deste último.
Se é denso indica maior imperfeição intelecto-mortal, por parte do Espírito, ser incorpóreo.
sim, eu poderia apenas indicar a parte moral como fator gerador dessa imperfeição, porém, a elucidação estaria faltante para com a parte que também é importante, já que todo Espírito progride atravessando mundos físicos e para tal necessita do arcabouço carnal que lhe vestirá quando encarnado.
Na vida corpórea, o grau de materialidade é representado pela maior dificuldade que o Espírito há de encontrar em vencer as más tendências, (fator moral), por este senão é que se diz, e com justa razão, que se tratará de um Espírito "mais materializado", este, por certo indicará como via de acesso, sua tendência mais afeita ás coisas mais materiais, com o excesso de importância que dá ao dinheiro, á fama, à busca de notoriedade sob pouco conhecimento etc, estas algumas das chagas morais que o estado de materialismo indica àquele Espírito do exemplo.
É também este estado, que enquanto estiver mais ativo, fará com que os atos e pensamentos deste Espíritos o faça ficar, relativamente aos outros, com oque estacionário na lide do progresso.
Mas e Deus... Onde fica, afinal Ele não preside a tudo?
Mas claro, Deus preside e o termo justo é mesmo este, presidir.
Todavia, presidir não indica semelhança ou sinonímia como termo intervir.
Não meus manos, Deus não interfere, e não o faz porque estaria a dar como nula ou injustificável uma das leis que fez exarar, que é a lei que faz do homem, Espírito encarnado, dotado do livre arbítrio.
Notam como há muito mais água a passar por debaixo desta "ponte" que o ensinamento dado pelos Espíritos Superiores, logo ao início deste meu texto pareceu não indicar?
mesmo estando interligados cada uma das partes indicadas no ensino geral prestado pelos Espíritos Superiores, traduz-se por ações próprias em terrenos diferentes, que na soma de todas as suas atividades levarão o Espírito ou á estagnação relativa ou ao progresso.
perdoem-me por este texto gigante.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-divina-aventura-do-espirito-na-materia/15/?action=post;num_replies=25#12#ixzz1WckhBZKm
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Vitor Santos em 31 de Agosto de 2011, 19:50
Olá

Este tema é muito interessante, é mesmo uma questão essencial, para nós humanos. Os meus parabéns pela escolha do tema!

Como estabelecer um equilíbrio entre as necessidades de sobrevivência, que grande parte das vezes nos empurram para uma competição que não podemos perder, para o "salve-se quem puder", e os mandamentos de Jesus que nos impelem para a solidariedade, para a generosidade, sempre contra o egoísmo? 

Devíamos limitar mais o crescimento demográfico? Já não somos demais, neste planeta? Ou será que os bens da Terra chegam para todos, mas estão mal distribuídos? Qual será o ponto de equilíbrio demográfico?

Será que você mataria por 1 000 milhões de €uros ou de $USD se tivesse a garantia que ninguém o prendia, acusava ou impedia? Muitos de nós talvez o fizessem, entre eles alguns que o negam à partida. Qual é o preço de cada um de nós? quantos se podem gabar de estar acima de qualquer preço?

A diferença entre o espiritismo e outros movimentos espirituais, por enquanto, é que os espíritas não são  profissionais do espiritismo. As associações espíritas com orientação baseada nas obras de kardec não levam dinheiro pelos seus serviços. E isso é uma diferença fundamental. Os espiritas são pessoas como as outras, com as suas imperfeições e as suas boas qualidades, mas, por enquanto, vão resistindo. Pelo menos não querem ser os vendilhões do templo, ainda que tenham de ser vendilhões fora do mesmo. Já é qualquer coisa. Espero que assim continue. Que Deus continue a dar força aos trabalhadores da última hora. Constroem tesouros espirituais, indestrutiveis. E no último dia (o dia do desencarne), lá irão encontrá-los.

bem hajam
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: hcancela em 31 de Agosto de 2011, 21:02
Olá amigo Kazaoka muito bem vindo aos estudos mensais e sucesso para ele. :-*


De facto não tinha pensado dessa forma " A divina aventura" mas que aventura amigo,mas que aventura. ;) ;) ;) ;) ;) ;) ;) :-* :-* :-* :-* :-*

Estava para aqui a pensar o que se passou através dos séculos por ainda não termos percebido " A grande aventura" que o Espírito tem ao reencarnar, quer isto dizer, burilar, trabalhar, aperfeiçoar,etc.

Desde o seu inicio, que o Espírito nessa aventura magistosa de tropeços e subidas consegue por muito esforço e perseverança aquilo a que se propõe! Chegar o mais perto possível da criação com o sentimento do dever cumprido e assim deslumbrar a verdadeira felicidade. De facto se virmos a coisa por este prisma " a divina aventura" até nem é nada ruim não, porque aventura é assim mesmo, aventura, mas como óbvio com objetivos bem traçados(nem sempre) ;). Visto desta forma é como ir passear por uma floresta com alguns obstáculos que temos de ultrapassar(tipo caminhada)para quando chegarmos ao fim dessa caminhada nos sentirmos bem mais saudáveis da nossa saúde, né. Estava a dizer cá para mim! O ar da floresta faz bem há saúde.(tipo contacto com a Natureza).

Obs: Ficou-me na retina esta " A divina aventura do Espirito na matéria". Gostei mesmo. :-*
Vou tentar no dia-a-dia ter esta aventura, achei interessante.


Saudações fraternas
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Renato.Oliv em 31 de Agosto de 2011, 22:13
Parabéns por esse maravilhoso estudo.

O mundo espiritual é constituído como o nosso, de matéria física, com a diferença de que este que vemos e tocamos é denso e o espiritual é fluídico e de freqüência mais alta. Esta tem menos densidade e força de coesão mais fraca entre as moléculas. Sua constituição é maleável, com extrema mobilidade, bastando o impulso da força mental do pensamento para plasmá-la. Daí vem a grande mobilidade e as mutações repentinas das paisagens e locais do plano espiritual.

Nosso corpo sólido, de matéria densa, é completamente insensível. Nenhum dos cinco sentidos lhe pertence: são apenas aberturas na matéria, nas quais se localizam as pontas dos nervos, preparadas de acordo com a sensação que devam captar.

O perispírito é que, através dos nervos, possui sensibilidade; se eliminarmos os nervos (anestesia) nada sentimos no corpo. Só vemos através dos olhos, quando as vibrações da luz ferem o nervo ótico. Ao sentirmos gosto, odores e tato, quer dizer que os nervos gustativo, olfativo e extremidades nervosas sob a epiderme são/foram atingidos. O corpo físico denso amortece todas as sensações. Nos desencarnados são muito mais agudas e vibrantes pois para as percepções não necessitam de órgãos especializados. As percepções se dão por todo o corpo.

O sistema nervoso liga o plano etéreo ao plano físico. O estado energético é o intermediário entre Espírito e matéria. A mente espiritual precisa dessa matéria energética para agir sobre a matéria densa.

O sistema nervoso é complexo e permeia todo o corpo físico denso, formando em certos pontos do corpo uma espécie de rede compacta (emaranhados). São os chamados plexos nervosos, que existem em número elevado. Esses plexos nervosos, apresentam no corpo menos denso (perispírito) seus correspondentes etéreos, que não se materializam, e que possuem funções e trabalhos específicos. É como se o sistema nervoso contasse de duas partes: uma física, densa e tangível e outra fluídica, menos densa e invisível para os encarnados. Correspondendo aos locais dos plexos no físico, o perispírito possui turbilhões que servem de ligação das vibrações e dos elementos fluídicos do plano etéreo.

Esses vórtices giram com intensidade, estabelecendo canais de sucção ou de expulsão, tais como exaustores ou ventiladores.

Essas rodas (Chakras em sânscrito) giram ao dar passagem à matéria fluídica, de dentro para fora ou de fora para dentro.

Texto do Blog Introdução à Doutrina Espírita:    http://introducaodoutrinaespirita.blogspot.com/2009/01/irradiao-bases-do-fenmeno.html

Paz e luz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 31 de Agosto de 2011, 22:57
“Sou mais instinto ou sou mais consciência?”

Esta frase retirada do vídeo de apresentação do estudo mensal reteve a minha atenção e será acerca dela que se centrará esta minha primeira participação.

Algures na obra de Kardec, um Espírito afirmou a necessidade de nos entendermos no significado das palavras para que as coisas possam ser melhor compreendidas.

Quando neste estudo pretendemos separar o Espírito da matéria separando a Individualidade do Uno transformando-o no divisível e desta forma colocar em cada uma das partes os atributivos que lhe correspondem, devemos seguindo os princípios doutrinários do Espiritismo, atender aquilo que os factos que o nosso universo sensitivo relata e racionalizarmos no âmbito de um conhecimento assertivo e avaliado pela Ciência.

Assim sendo, tanto o instinto como a consciência são atributos do Uno, ou seja, impossíveis de serem experimentados sem a concorrência de ambos os princípios aqui em análise: o espiritual e o material.

O Espírito é um Principio Inteligente ou se preferirem, o Espírito é Inteligência.

A avaliação daquilo que a vida é, como uma coisa que deve ser medida, onde o bem e o mal não são mais do que consequências da necessária regulação do limite das vontades de poder que cada Ser transporta em si mesmo, não pode de forma alguma ser confundido com aquilo que é a identidade da natureza do Espírito.

O devir cultural da sociedade ocidental que habitamos, onde as medidas da vida foram durante séculos inscritas em noções de bem e de mal não devem ser tidas como referencia naquilo que seria do domínio da alma ou do domínio do corpo, retomando desta forma ao mesmo porto de onde partiu no final do século XIX a arca que transporta a Verdade.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: SUELI MARINHO DA SILVA em 31 de Agosto de 2011, 22:59
Oi, Hebe querida obrigada, não haveria definição melhor, realmente o corpo só existe para aperfeiçoamos o espirito.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 01 de Setembro de 2011, 00:00
Amados,

A divina aventura do Espírito na matéria, pode bem ser assim:


* * *
 
Na Revista Espírita de dezembro de 1864
 
COMUNICAÇÃO ESPÍRITA
 
A PROPÓSITO DA IMITAÇÃO DO EVANGELHO
(Bordeaux, maio de 1864. Grupo de São João – Médium:: Sr. Rul.)
 
Acaba de aparecer um novo livro; é uma luz mais brilhante que vem clarear a vossa marcha. Há dezoito séculos, por ordem de meu Pai, vim trazer a palavra de Deus aos homens de boa vontade. Esta palavra foi esquecida pela maioria dos homens, e a incredulidade, o materialismo vieram abafar o bom grão que eu tinha depositado em vossa Terra. Hoje, por ordem do Eterno, os Espíritos bons, seus mensageiros, vêm a todos os pontos do globo fazer ouvir a trombeta retumbante. Escutai suas vozes; são destinadas a vos mostrar o caminho que conduz aos pés do Pai celestial. Sede dóceis aos seus ensinos; os tempos preditos são chegados; todas as profecias serão cumpridas.
 
Pelos frutos se conhece a árvore. Vede quais são os frutos do Espiritismo: casais onde a discórdia tinha substituído a harmonia voltaram à paz e à felicidade; homens que sucumbiam ao peso de suas aflições,despertados pelos acordes melodiosos das vozes de além-túmulo, compreenderam que seguiam o caminho errado e,envergonhados de suas fraquezas, arrependeram-se e pediram força ao Senhor para suportarem as suas provações.
 
Provações e expiações, eis a condição do homem na Terra. Expiação do passado, provações para o fortalecer contra a tentação,para desenvolver o Espírito pela atividade da luta, habituá-lo a dominar a matéria e prepará-lo para as alegrias puras que o esperam no mundo dos Espíritos.
 
Há muitas moradas na casa de meu Pai, disse-lhes eu há dezoito séculos. O Espiritismo veio tornar compreensíveis estas palavras. E vós, meus bem-amados, trabalhadores que suportais o calor do dia, que credes ter de vos lamentar da injustiça da sorte, abençoai vossos sofrimentos; agradecei a Deus, que vos dá meios de quitar as dívidas do passado. Orai, não com os lábios, mas com o coração melhorado, a fim de que possais ocupar melhor lugar na casa de meu Pai. Como sabeis, os grandes serão humilhados, mas os pequenos e os humildes serão exaltados.
 
O Espírito de Verdade
 
OBSERVAÇÃO – Sabe-se que não levamos em consideração o nome dos seres que se comunicam, sobretudo os que se apresentam sob nomes venerandos. Não garantimos mais esta assinatura do que muitas outras, limitando-nos a entregar esta comunicação à apreciação de todo espírita esclarecido. Diremos, contudo, que não se pode negar a elevação do pensamento, a nobreza e a simplicidade das expressões, a sobriedade da linguagem e a ausência de toda superfluidade. Se se compara às que são dadas na Imitação do Evangelho (prefácio e capítulo III: O Cristo Consolador), e que levam a mesma assinatura, embora obtidas por médiuns diferentes e em épocas diversas, nota-se entre elas uma analogia impressionante de tom, de estilo e de pensamentos, que acusam uma origem única. Para nós, dizemos que pode ser do Espírito de Verdade, porque é digna dele, enquanto temos visto massas assinadas por este nome venerado ou o de Jesus, cuja prolixidade, verborragia, vulgaridade, por vezes mesmo a trivialidade das idéias, traem a origem apócrifa aos olhos dos menos clarividentes. Só uma fascinação completa pode explicar a cegueira dos que se deixam apanhar,quando não, também, o orgulho de julgar-se infalível e intérprete privilegiado dos Espíritos puros, orgulho sempre punido, mais cedo ou mais tarde, pelas decepções, mistificações ridículas e por desgraças reais nesta vida. À vista desses nomes venerados, o primeiro sentimento do médium modesto é o da dúvida, porque não se julga digno de tal favor.
 
* * *
 
Na Revista Espírita de novembro de 1865
 http://www.aeradoespirito.net/RevistaEspHTML/O_EVANGELHO_SEG_O_ESPIRITISMO.html
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 01 de Setembro de 2011, 03:10
Tapobrana,

interpreto que o "uno" deve ser entendido como a junção do Ser espiritual com o ser animal no caso do Espírito encarnado. E é essa unidade que serve aos propósitos da passagem do Espírito pela existência física tal como a entendemos.
Os nossos irmãos tidos como inferiores, no caso os animais, desfrutam de uma intelectualidade que lhes permitem a interação e adaptação ao meio físico que habitam e são movidos por instintos dos corpos que os hospedam e agem pelo princípio inteligente (PI) que lhes são inato. Neste caso há uma confluência de forças formando o "uno" destes seres, que são desprovidos da Alma moral que é exclusiva de nós Espíritos humanos. A partir dai, em nós humanos, a nossa Alma espiritual passa a ser reclamada nas ações e decisões deste "uno" primitivo que é comum a todos os seres dotados de vitalidade e inteligência. Nossas responsabilidades aumentam e a arca do século XIX passa a ter um capitão.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 01 de Setembro de 2011, 12:46
Renato, Oliv,

Nota-se que você é interessado no estudo sobre centros de força e plexos. Traga para este tópico o conhecimento que tem sobre o assunto, abrindo um campo para discussões e que estão dentro do que o tema central propõe.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 01 de Setembro de 2011, 14:15
Amados,

A divina aventura do Espírito na matéria, é em verdade, um comportamento natural que o criador previdente, sumo previdente, infinitamente previdente, nos cerca de todos os meios necessários para que essa aventura seja na verdade uma viagem segura, em que pese, nossa visão limitada, mas essa viagem tem todas as prerrogativas e ciências pedagógicas para elevar o filho do Pai, ao que o mesmo será...
Com Fé... essa viagem será felicíssima...

"Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade”.

A partir do segundo ano de idade, a criança é direcionada por uma intensa necessidade de aprender, de relacionar-se com novos objetos, orientada pelos instintos através de impulsos que, observados, ensejam entender-se as suas qualidades morais, aquelas de que o espírito é portador, necessitando de direcionamento gentil quando negativas e de estímulos positivos se edificantes.
São-lhe insculpidos, nessa oportunidade, os hábitos, a ordem, a arrumação ou os desequilíbrios que irão formar a sua personalidade harmônica ou indisciplinada, tornando-se difícil reparar quaisquer danos posteriormente, porque os hábitos são uma segunda natureza em a natureza de cada qual.
JOANNA DE ÂNGELIS em CONSTELAÇÃO FEMILIAR - 1ª Ed. Alvorada, 2008 - 10 –


As lembranças que certas crianças têm de vidas anteriores se explica pelo fato de que a adaptação dos sentidos psíquicos ao organismo material opera-se morosa e gradualmente, a partir do nascimento, só se completando por volta dos sete anos ou mais tarde em certos indivíduos.
Essas lembranças se esvaem, geralmente, próximo da idade adulta, quando a alma entra na plena posse de seus órgãos.
LÉON DENIS em O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR - 10ª Ed. FEB, 1977 –Pág.:- 221 e 222 - 223 a 230 –
Allan Kardec em:-
Livro dos Espíritos – Questão: 142 –
A Gênese: 11/18 –
O Que é o Espiritismo:- 197 –

Saúde e Paz!

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/990/#ixzz1WhpWNmlO
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 01 de Setembro de 2011, 14:54
Sim mano Cancela,
é mesmo uma divina aventura.
E a sofremos mesmo sem que saibamos, acredite.
Quantos são os que campeiam no mundo, sem mesmo se darem conta de que a vida como a conhecemos, é a arena onde, tal com gladiadores, de um tempo antigo, lutamos?
Sim, lutamos, não contra leões ferozes, mas contra outros, estes tão vorazes quanto as feras da antiguidade.
Nossos instintos baixos, nossas fraquezas morais, o grande apelo que as coisas materiais ainda nos gritam, estas feras, bem como  as mazelas morais, cupidez, mentira, avareza, as torpezas que os inúmeros vícios fazem com que alguns se aproximem mais da animalidade, quando o caminho do progresso moral tem direção inversa.
mesmo assim, estes pobres de Espíritos ainda experimentam, a aventura do Espírito na carne, só que, tal como o esfomeado que recebe um prato com um alimento que mais gosta o sorve com a sofreguidão que o impossibilita de se deliciar com o sabor e o aroma daquilo que come, nossos irmãos na carne, também não experimentam, o calor que a luz do aprendizado faz espargir por sobre todos nós e quais mendigos em noite enregelada tiritam no frio intenso do sofrimento que muitos julgam eterno.
Para eles, a vida é apenas o momento, mas quando a luz do entendimento obrar em abrir mesmo que uma pequena brecha em suas mentes, começarão a experimentar a mesma vida sob outros olhares e ai sim, poderão dizer que começam a ser felizes, mesmo em meio as vicissitudes.
Esta é a divina aventura a que todos os Espíritos têm por passar e a estrada, por mais estreita e difícil de trilhar que o seja, lhes é, tal como a nós também o é, o instrumento do progresso e da felicidade no por vir.
Desculpo-me com todos pelo tom mais poético que emprego neste pequeno escrito, mas se tomei este caminho foi para não apenar a todos nós com imagens mais pesadas.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 01 de Setembro de 2011, 15:24
Comportamento... A base para a felicidade relativa...
Cognição/intuição... Pode nos render felicidade real...
Cognição/intuição... Impulsiona-nos à ação
.
No start da ação, não usamos os conhecimentos...(Skiner,B.F.)
Pelo menos aquele conhecimento que é oriundo apenas da teoria...
Enquanto que, para poder agir os conhecimentos só nos habilita a apanharmos o martelo de tamanho e peso mais adequado, e o prego de tamanho correto para unirmos dois pedaços de madeira, mas esse conhecimento advém do conhecimento experimentativo, e não exatamente do teórico.

Essa é em essência a tese defendida por Francis Bacon (sendo que pessoalmente seu último seguidor que conheci foi de boa memória o Senhor Amador Aguiar.

Os estudos filosóficos do comportamento, também elegem como martelo adequado:
O incentivo; O estímulo; Os estudos; A experimentação; A troca de conhecimentos...

Exemplo de um comportamento meditativo, que não nos capacita ao poder de ação...
Se mostrarmos uma foto de uma baleia beluga, mesmo a quem já a viu, e deixarmos-lhe que examine com cuidado e paciência, e ao final lhe pedirmos para fazer uma descrição do que viu... Será verbalizado algo bastante incompleto.
Se, todavia pedirmos que grafe um desenho da baleia beluga, dependendo da habilidade do testado, poderemos até obter algo bastante similar...

Concluindo, “O melhor aprendizado é aquele que não nos foi ensinado.”

O poder da ação suplanta o poder que assimilamos só pelo conhecimento, e o poder da meditação bem como o poder do estudo puramente teórico, sem bases práticas, mas todos tem seu próprio valor como tal e todos merecem esmero no nosso propósito evolutivo, razão pela qual assimilo como veraz a afirmativa de que é “Divina a aventura do Espírito na matéria.
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Maria Perez em 01 de Setembro de 2011, 15:58
Amigos,
a doutrina nos dá uma elucidação geral quando em uma de suas respostas ensina:"existem dois elementos gerais, o espírito e a matéria, e os Espíritos respondem: “Sim, e acima de ambos, Deus(...)"

Porém este ensino deve ser objeto de um mergulho crítico intenso para que se possa chegar a seu âmago.
Diz-nos o ensino doutrinário a respeito da matéria e, em sequência nos indica a existência do Espírito.
diz mais, indica que acima de tudo está a Divindade, ou seja Deus.
notam a separação?
É que tudo e sobre tudo vigem regras claras, precisas e omnicientes.
Embora o bojo da resposta dos Espíritos indique as três partes existentes falamos em caráter geral, porém se formos procurando com calma e atenção nas próprias obras básicas vamos observando que a cada uma destas, é especificidade que só a cada uma delas pertence.
Quanto a matéria, temos de observar que, a resposta contendo caráter geral, deixa-nos a nossa própria vontade, mergulharmos mais fundo e se assim o fazemos por certo vamos compreendendo que por matéria fala a doutrina da parte física, porém fala também de outra espécie de matéria, esta quintessenciada, e que está localizada entre a matéria mais comum e o Espírito.
Ora, quão mais densa seja esta matéria quintessenciada, mais primário será o Espírito e isso  por evidenciação de outro princípio doutrinário chamado de Semelhança.
O brocardo Espírita que elucida esta parte é simples e diz: Semelhante atrai semelhante".
sim, a semelhança entre o invólucro perispiritual e o Espírito é a carteira de identidade deste último.
Se é denso indica maior imperfeição intelecto-mortal, por parte do Espírito, ser incorpóreo.
sim, eu poderia apenas indicar a parte moral como fator gerador dessa imperfeição, porém, a elucidação estaria faltante para com a parte que também é importante, já que todo Espírito progride atravessando mundos físicos e para tal necessita do arcabouço carnal que lhe vestirá quando encarnado.
Na vida corpórea, o grau de materialidade é representado pela maior dificuldade que o Espírito há de encontrar em vencer as más tendências, (fator moral), por este senão é que se diz, e com justa razão, que se tratará de um Espírito "mais materializado", este, por certo indicará como via de acesso, sua tendência mais afeita ás coisas mais materiais, com o excesso de importância que dá ao dinheiro, á fama, à busca de notoriedade sob pouco conhecimento etc, estas algumas das chagas morais que o estado de materialismo indica àquele Espírito do exemplo.
É também este estado, que enquanto estiver mais ativo, fará com que os atos e pensamentos deste Espíritos o faça ficar, relativamente aos outros, com oque estacionário na lide do progresso.
Mas e Deus... Onde fica, afinal Ele não preside a tudo?
Mas claro, Deus preside e o termo justo é mesmo este, presidir.
Todavia, presidir não indica semelhança ou sinonímia como termo intervir.
Não meus manos, Deus não interfere, e não o faz porque estaria a dar como nula ou injustificável uma das leis que fez exarar, que é a lei que faz do homem, Espírito encarnado, dotado do livre arbítrio.
Notam como há muito mais água a passar por debaixo desta "ponte" que o ensinamento dado pelos Espíritos Superiores, logo ao início deste meu texto pareceu não indicar?
mesmo estando interligados cada uma das partes indicadas no ensino geral prestado pelos Espíritos Superiores, traduz-se por ações próprias em terrenos diferentes, que na soma de todas as suas atividades levarão o Espírito ou á estagnação relativa ou ao progresso.
perdoem-me por este texto gigante.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-divina-aventura-do-espirito-na-materia/15/?action=post;num_replies=25#12#ixzz1WckhBZKm



Li e reli todas as respostas, é um assunto instigante, envolvente... daqueles que te fazem refletir por longo tempo... a tentar entrar no intimo da questão que neste caso se interligam...

Sabe-se que existe o Espírito...a Matéria e acima deles Deus.

Na minha ainda principiante... mas muito curiosa opinião, analiso que o Espírito precisa da matéria para fins de reencarnação, pois nas condições que ainda estamos isto se mostra necessário, a matéria por sua vez...analisando por este ponto é apenas o veículo pelo qual o principio inteligente se manifestará, mas daí surgem várias facetas de cada elemento que se mostrarão isoladas... mas que se interligam de alguma forma...para um fim.

A matéria mostrará necessidades específicas, comuns a ela, mas que sempre nos deixará em um limite que se mostrará antagona aos objetivos do Espírito...este tem que ser constantemente revisto, analisado, detectado...para que não tomamos o que seja necessário como desculpa para o erro, ou seja: A necessidade do sexo...como desculpa para a promiscuidade... a necessidade do alimento...como desculpa para a gula...e assim por diante.

O espírito por sua vez...que tem por meta o burilamento moral e intelectual necessidade do corpo para lhe servir de invólucro, porém o espírito reencarnante se vê a frente de uma batalha dupla que tem que ser vivenciada, sentida, trabalhada, vivida...e vencida dia após dia. Enquanto o Espírito aspira mesmo que sutilmente por seus objetivos... a matéria exige que suas necessidades sejam atendidas... enquanto o primeiro susurra... o outro grita...

Só o fato de ter que reencarnar já é um desafio enorme, com certeza uma grande aventura, das quais podemos saber o esboço do roteiro... mas que somente quando estamos nela é que realmente vamos saber como nos sairemos... á frente de tudo que surgir.

E neste ponto entra Deus, que não interfere...mas que se mostra sempre ali para auxiliar os que lhe pedem ajuda, posso de forma simplória compará-lo ao oasis no deserto, o viajante já está cansado, chegando ao extremo... e ele enxerga ao longe...o oásis...e lá ele pode parar, saciar sua sede, descansar e continuar o caminho.

A máxima é "Vinde a mim os cansados e sobrecarregados...e eu vos aliviarei".... e não... Vinde a mim...e eu vou fazer as coisas por você...

Deus sempre estará lá... mas os conflitos entre os dois elementos (espírito e matéria) serei eu que terá que colocar os dois em harmonia...para que a somatória...posso me fazer evoluir...progredir.

Fora citado em um estudo semanal na casa espírita que frequento, em um espaço só para trabalhadores, o nome se chama Conviver e melhorar, sobre a questão do tempo... e um dos trabalhadores citou um frase de emmanuel que diz: O dia tem 24 horas, para que 8 horas você possa descansar, 8 horas você possa trabalhar...e 8 horas para que você dedique as coisas do espírito. 

A divisão é perfeita...cabe a mim enquadrar-me nela, pois por vezes construirmos em torno de nós, necessidades ficticias... e quanto mais as contruo... mas tenho que me dedicar a dormir mais... ou a trabalhar mais.. e o tempo que se dedicaria ao espírito diminui...e eu acabo não encontrando no meu dia...nem 30 minutos para refletir sobre qual a minha real necessidade... objetivo e meta.


Parabéns a equipe de moderadores...o assunto é complexo, profundo e tenho certeza que o mês será curto para todos os acréscimos benéficos que ele trará..e as elucidações que serão expostas..e vou tomar emprestadas a frase que o mano Moura citou:

" Há muito mais água a passar por debaixo desta "ponte" "


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 01 de Setembro de 2011, 16:33
Boa tarde a todos.


Bom post Moura.
Algumas coisas que consideramos ruins e boas acontecem com todo mundo. A  diferença primordial entre uma pessoa e outra não é a quantidade ou qualidade de problemas que lhes acometem, mas que tipo de  reação  escolhe  ao que lhes  acontece.
Existem pessoas que se jogam às lamúrias, se queixam eternamente e que se  viciam em sofrer, não conseguem vislumbrar uma vida tranqüila; outras pessoas mais amadurecidas pensam em cima dos acontecimentos, estabelecem um entendimento claro e buscam uma solução mais objetiva para o que aconteceu.
 A chave, portanto é a atitude mental, diante do que  ocorre. Assim sendo, parar  e refletir: que tipo de pessoa você é? Vítima eterna de todos ou alguém? Que assume a responsabilidade sobre sua própria vida e reações emocionais?
Subtrair obstáculos e entraves começa com o perdão. Deve-se refletir se existe rancor em sua vida obscurecendo a sua visão, se isto está sendo benéfico ou não. E, o mais importante. se este comportamento de rancor e ódio acontece constantemente em sua vida, repetindo sempre o mesmo padrão de relacionamento com tudo e com todos levando-o a uma inação diante da vida, ou seja, imobilizando-se sempre dentro de suas emoções a ponto de não conseguir dar um passo adiante na sua maturidade emocional.
Problemas de relacionamento sempre surgem. Isso acontece, estamos num planeta de provas e expiações, convivendo na matéria com espíritos, que tem a mesma necessidade de evolução com ínfimas nuances morais de diferenciação. Importante, neste momento, é entender, que se alguém cruza seu caminho e o irrita ou o hostiliza, faze parte da sua prova, cabe remeter-se ao que esta pessoa tem de bom, sem entrar na sintonia do ódio, o que seria   igualar-se ao lado pernicioso, ao qual se está condenando e fazendo-se de vítima.
 A empatia  é a capacidade, muitas vezes que nasce da simples boa vontade de se colocar no lugar do outro e compreender as coisas a partir do ponto de vista alheio.

Viver, em geral, voltado demais para as próprias razões e expectativa é carecer de uma avaliação mais fiel, justa e sensível da realidade das pessoas, que estão ao seu redor.
Se cultivar uma postura mais compreensiva  a recompensa virá na forma de amor, simpatia e colaboração. Todos sofrem testes claros em sua paciência.
A serenidade da mente diante das vicissitudes da vida é que vai levar o Espírito ao progresso e cessar a  volta para o mundo material.
Sendo assim é parar e  pensar: de que forma estou contribuindo para o meu progresso moral? De que forma estou contribuindo para o progresso do mundo que me cerca?
Qual é o meu objetivo na matéria afinal?
Sou mais Espiritual? Racional? Instintivo?
Como está o meu equilíbrio na vida material?
Um Abç Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 01 de Setembro de 2011, 17:42
Hebe e Moura, como espírita sei que o maior veneno é o elogio pelo que fazemos espiritualmente. Mas, sabendo do amadurecimento espírita de vocês deixo aqui, meus incontidos elogios ao que vocês postaram e pela forma clara que suas palavras expressaram seus sentimentos.
A matéria é o meio de manifestação do Espírito e as palavras a expressão da Alma. E vocês mandaram muito bem!!!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Renato.Oliv em 01 de Setembro de 2011, 19:28
Acredito que o segredo para concluirmos satisfatoriamente nossa aventura na matéria, é aplicarmos a máxima: Conhece-te a ti mesmo. Praticando uma busca incessante em nosso interior, iremos com certeza achar a razão de nossa empreitada atual nesse mundo material. No final de cada dia, devemos refletir sobre nossos atos errôneos para que no próximo dia, tenhamos em mente as ferramentas para evitar os erros do dia anterior.

Devemos não só praticar a caridade mais conhecida e representativa, a material, devemos também ajudar nossos semelhantes com conselhos, boas idéias, agradecimentos, retribuição da ofensa com gentileza, entre muitas outras formas de caridade não-material.

A má influência dos prazeres materiais bate a porta do nosso íntimo a todo momento, com a maioria sucumbindo e poucos perseverando. Como esse planeta é um mundo onde, ainda, o mal prevalece, acabamos por ser levados pela maioria aos prazeres, futilidades e vícios de toda espécie, existem muitos que acabam caindo e praticando o mal, muitas vezes inconscientemente, por simplesmente não quererem ser excluídos da falsa "normalidade" de nosso mundo atual, um mundo onde quem vive pelo bem praticando-o a todo momento, acaba por ser no fundo um "anormal", um estranho para a grande maioria, eis o porque do caminho do amor e caridade ser tão dificultoso, um verdadeiro mar de espinhos. Porém isso está mudando, o homem pouco a pouco começa a cansar de viver somente pelo corpo material, pelas paixões e vícios, é possível notar a evolução progressiva se realizando, pois afinal, ela nunca cessa.

Temos de crer na vida futura, ter resignação perante os acontecimentos dolorosos dessa vida material, a matéria grosseira então ficará em segundo plano para darmos ênfase ao nosso interior, ao Espírito, assim voltaremos ao Mundo Espiritual com muita paz e uma forte sensação de dever cumprido.

Paz e luz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 01 de Setembro de 2011, 21:33
Indo bem para o lado da vida material, esta foi uma palestra que foi passada aos coordenadores do meu local de trabalho, se Kazaoka achar que não tem coerência com o tópico pode pagar.
Porém vê-se aqui um conflito e um stress formado no mundo social muito comum à maioria das pessoas. Pensem neste vídeo não só no ambiente de trabalho , mas em todos os conflitos que se encontra em família e nos ambientes diversos que interagimos.

Daniel Godri - Motivado X Bola Murcha (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9nbD1CUiZhbXA7dj1aOWgwbFJNbGdBSSM=)

Como disse Chico,mais ou menos assim, Deus não pediu para você se tornar Rei ou construir catedrais, ele só pediu para você aprender a amar. Isso inclui toda a sua vida, seja trabalho, amigos, parentes consanguíneos e principalmente a si mesmo.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 01 de Setembro de 2011, 21:47
Amados Irmãos,

Esta reflexão já estava pronta há dias, preparada para os estudos das assertivas bíblicas...
Postando-a hoje, notei a imensa conectividade do assunto a divina aventura do Espírito na matéria...


A divina aventura do Espírito na matéria, é em verdade, um comportamento natural que o criador previdente, sumo previdente, infinitamente previdente, nos cerca de todos os meios necessários para que essa aventura seja na verdade uma viagem segura, em que pese, nossa visão limitada, mas essa viagem tem todas as prerrogativas e ciências pedagógicas para elevar o filho do Pai, ao que o mesmo será... A intuição diz: e ambos se farão sob as bençãos do Pai.

ei-la:

Numa época em que os valores são sublevados, para se resguardar as finalidades...
O Espiritualismo Cristão, encontra porto seguro nesta ocasião, para sugerir  na maravilhosa oportunidade de reflexão da divina aventura do Espírito na matéria, uma leitura, atualíssima embora fale desde o helenismo,  A filosofia de Louis Lavelle (1883-1951)1 foi, para nós, uma descoberta tardia.

http://www.lusosofia.net/textos/pereira_americo_louis_lavelle_senda_milenar_tradicao_metafisica.pdf
filhodobino sugere aos amados irmãos, essa leitura com muito carinho, posto que a caridade com aconselhamentos e com atos, tem nessa tese, belos pensamentos, embora não fale diretamente.
Descoberta tardia, mas descoberta extraordinária.
“Lendo e estudando a obra De l’acte, enquanto preparávamos a nossa dissertação de mestrado em Filosofia, por volta de 1995–96, fomos descobrindo um pensamento cuja grandeza só era igualável pela profundidade.
O pensamento de Lavelle, se bem que profundamente original nomodo como se apropria dos temas de que se ocupa - os grandes temas.
 Sobre a vida de Lavelle, remetemos para dois estudos: JEANTIN Paul, “Louis Lavelle (1883-1951): Notice Biographique”, in Louis Lavelle, Actes du colloque international d’Agen, Agen, Société Académique d’Agen, 1987, pp. 29-36; ÉCOLE
Jean, Louis Lavelle et le renouveau de la métaphysique de l’être au XXe siècle, Hildesheim, Zürich, New York, Georg Olms Verlag, 1997, 1ocapítulo: “La vie et l’IJuvrede Lavelle”, pp. 17-51, que inclui um ponto muito desenvolvido acerca das obras do Autor.”
“2 Américo Pereira de sempre da história do pensamento -, insere-se na continuidade de uma tradição muito antiga, que sempre porfiou por relevar a irredutível especificidade do espírito humano, em ligação com um horizonte espiritual, que o transcende, mas cuja maravilhosa notícia o visita.”
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 01 de Setembro de 2011, 22:56
Tapobrana,

interpreto que o "uno" deve ser entendido como a junção do Ser espiritual com o ser animal no caso do Espírito encarnado. E é essa unidade que serve aos propósitos da passagem do Espírito pela existência física tal como a entendemos.
Os nossos irmãos tidos como inferiores, no caso os animais, desfrutam de uma intelectualidade que lhes permitem a interação e adaptação ao meio físico que habitam e são movidos por instintos dos corpos que os hospedam e agem pelo princípio inteligente (PI) que lhes são inato. Neste caso há uma confluência de forças formando o "uno" destes seres, que são desprovidos da Alma moral que é exclusiva de nós Espíritos humanos. A partir dai, em nós humanos, a nossa Alma espiritual passa a ser reclamada nas ações e decisões deste "uno" primitivo que é comum a todos os seres dotados de vitalidade e inteligência. Nossas responsabilidades aumentam e a arca do século XIX passa a ter um capitão.

Kazaoka,

Confesso não ter qualquer tipo de opinião formulada de forma intelectualmente satisfatória acerca da natureza dos Seres que denominamos “animais” pelo que me obrigo a circunscrever as intenções das minhas palavras ao Homem.

Detendo a atenção naquilo que são as respostas ás questões 21 e seguintes do OLE é possível entender que Inteligência é sinonimo de Espírito.

Do meu ponto de vista esta questão é de capital importância para que seja entendido que aquilo que somos não é aquilo que o ego reclama.

Na fase do processo evolutivo que nos caracteriza, tendemos a importar para o Espírito tudo aquilo que seria o atributo da alma moral (utilizando as suas palavras) e a exportar para a matéria o lixo nas nossas consciências.

No entanto tendo em conta os ensinamentos doutrinários do Espiritismo e as sugestões provindas da neurobiologia, sugerir que a Vida somente seja uma experiencia consciente com o contributo da matéria parece ter a legitimidade da razão.

Poderíamos propor que quer o Espírito se encontre encarnado na matéria que compõem o mundo dos vivos quer se encontre “encarnado” na matéria que constitui o mundo dos mortos, somente é consciente de si, somente sabe que existe, se experimentar um mundo mental que somente é possível no comunhão do Uno, de um corpo e de uma alma.

Por este e outros motivos mais que por enquanto não evoco para não tornar esta intervenção excessivamente densa de conteúdos, que no entanto já por várias oportunidades expus neste Fórum, não se observa qualquer tipo de diferença, no que à sua origem biológica diz respeito, entre as experiencias emocionais que determinam aquilo que é por nós tido por identidade moral do Homem, com qualquer outra experiencia que determina uma vontade de poder censurada pela moralidade civilizacional.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 02 de Setembro de 2011, 01:04
Taprobana, aqui no Brasil tem uma espécie de ave que tem o nome popular de "João de Barro".  A natureza instintiva desta ave diz para ela que ela deve escolher um local para construir seu ninho. E o seu instinto ainda lhe diz que ela deve levar em consideração a direção predominante das chuvas daquela região, para que ela, ao construir sua casa, que é feita de barro e obedecendo um padrão de construção característico, tome o cuidado de edificá-la com a entrada voltada ao sentido oposto ao da predominância das chuvas. E todos os indivíduos desta espécie seguem este praxe e atendem aquilo que suas naturezas exigem. Não se preocupam em construir edifícios, não se preocupam com a cor que suas casas deverão ter, se terão que ter dois ou três quartos, se o piso deverá ser de mármore ou granito... Isso por que são seres dotados de vitalidade e inteligência, não têm eles o sentido moral. Se neles existissem o senso moral, com certeza haveria manifesto o sentimento de vaidade, orgulho, egoismo e tudo mais que nos faz trilharmos caminhos desconhecidos, impulsionados por estes sentimentos, nos fazendo aventurar em projetos que idealizamos, dando-nos a oportunidade do erro e exigindo a devida reparação, determinando, com isso, a disciplina e fortalecimento de nosso aprendizado como Espíritos humanos. Por isso que nossas casas são tão diferentes das do "joão de barro" e tão diferenciadas entre nós, indivíduos da mesma espécie.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mizica em 02 de Setembro de 2011, 01:13
Boa noite à todos!

Kazaoka, felicito-o pela escolha do tema e o enfoque dado ao assunto o torna, realmente, muito atraente, instigante...
Seja bem vindo, e que o bom êxito do estudo se faça em todos os dias de setembro. Que aconteça na mais suave paz, redundando em excelente aprendizado a quantos aqui vierem para conhecer o estudo mensal.

Venho, timidamente, mas cheia de boa vontade, contribuir (espero que satisfatoriamente) para o desenvolvimento desse trabalho.
Procurei observar os escritos postados e sem dúvida A Divina Aventura do Espírito na Matéria pode nos levar a muitos caminhos. Com paciência, tentei ler e reler os posts e reter na memória muitos pontos que me agradaram... Taprobana nos fala do UNO, que entendo, não sei se alcancei o raciocínio,  que é o homem que une em si, segundo a DE, a Matéria e o Espírito. A Maria Perez nós reporta ao burilamento moral e intelectual do espírito como meta a ser alcançada quando de sua trajetória na matéria. E gostei muito dessa acertiva ainda de Maria Perez: "A máxima é "Vinde a mim os cansados e sobrecarregados...e eu vos aliviarei".... e não... Vinde a mim...e eu vou fazer as coisas por você...". Depois, observo o comentário, coerente do mano Moura e a Hebe que dá um fechamento muito interessante ao todo comentado.

Sim, a máxima evangélica diz "Vinde a mim etc, etc... que eu vos aliviarei" Não nos foi dito que alguém iria nos colocar no colo e caminhar, por nós, o nosso próprio caminho. Ai o palestrante do vídeo que Hebe nos mostra, fala que podemos ser como aquele balão (ou bexiga, como muitos ai conhecem): Bola Cheia ou Bola Murcha. Vamos caminhar nosso próprio caminho, enfrentando corajosamente tudo o que temos que viver, ou vamos ficar murchos, caidos, nos lamentando sempre, e nada fazendo para mudar?
Como Espíritos que somos, nossa Trajetória na Matéria pode ser ou não Divina, depende de nós.
Na grande maioria das vezes, quando falamos em passado parece que estamos falando de nosso Hoje. Somos tentados a esquecer que, na concepção da DE esse passado é tão mais além, tão mais lá para trás... O processo reencarnatório é de primordial importância nessa trajetória do espirito na matéria. O burilamento moral e intelectual vai acontecendo aos poucos, no dia a dia das várias reencarnações, no ir e vir que nos acontece sempre ... hoje estou Mizica, amanhã o que estarei? Estarei José? Estarei Antonia? E minha trajetória vai continuar, e o que me acontecerá? O que eu fizer, como vou agir e reagir, vai determinar o que me acontecerá.
O Bem e o Mal,  duas forças que sempre vão morar dentro de nós...

Bons estudos à todos.
Paz e luz e meu afeto...
Mizica
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 02 de Setembro de 2011, 01:35
Mizica, é muito bom ter você por aqui e esperamos poder continuar contando com seus acessos a este tópico, dando-nos a oportunidade de aprendizado com suas justas ponderações.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 02 de Setembro de 2011, 02:14
O Hebe, quanto ao vídeo  "Motivado X Bola murcha" postado por você na pag 3 deste tópico, não só tem minha total aprovação como, também, até sugiro para aqueles que não o acessaram, que o façam. Vale a pena, é ótimo!!!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 02 de Setembro de 2011, 11:33
Amados Irmãos,

A divina aventura do Espírito na carne, não foi, não é, não será para curtir uma viagem dos sonhos, óbvio, terá naturalmente que ter em seu conteúdo um aprendizado que será ricamente aproveitado ou probremente aproveitado...
Então falemos um pouquinho no proveito...

Recordemos o cipoal das relações poligâmicas de que somos egressos, quanto aos evos transcorridos, e entenderemos.
Com absoluta naturalidade, os complexos da personalidade infantil.
Assim sucede, porque herdamos espiritualmente de nós mesmos, pelas raízes do renascimento físico, reencontrando, matematicamente, na posição de filhos e filhas, aqueles mesmos companheiros de experiência sentimental, com os quais tenhamos contas por acertar.
Atentos a semelhante realidade, somos logicamente impulsionados a concluir que os vínculos da criança, de uma forma ou de outra, em qualquer distrito de progresso e em qualquer clima afetivo, solicitam providências e previdências, que sintetizaremos tão-somente numa palavra única: educação.
Psicografia : Francisco Cândido Xavier Livro : Vida e Sexo

SEXO  E  RELIGIÃO

 Emmanuel
 
Pergunta - Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se?
Resposta - Sofrendo a prova de uma nova existência.
Pergunta - Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito?
Resposta - Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.
Item n.166, de “O Livro dos Espíritos”.

Dar-se-á o fato de se isentar alguém dos impulsos e inquietações sexuais, simplesmente por haver assumido compromissos de natureza religiosa?
Claro que a lógica responde no espírito de seqüência da natureza.
A criatura que abraça encargos dessa ordem está procurando ou aceitando para si mesmos aguilhões regeneradores ou educativos, de vez que ordenações e providências de caráter externo não transfiguram milagrosamente o mundo íntimo.
As realizações da fé, por isso mesmo, se concretizam à base de porfiadas lutas da alma, de si para consigo.


Assistimos diariamente na TV moças e rapazes,vivenciando situações de perfeito equilibrio sexual, (aliás, perfeito até demais)... Porém essas mesmas pessoas invariavelmente demonstram profundos desequilíbrios comportamentais sociais, das mais variadas ordens sem serem exatamente pessoas criminosas, cuja lei humana alcança...
Se você tivesse a oportunidade de ser o educador dessas pessoas, com tendencias extremamente egoístas, preconceituosas, mas cujas inteligências já bastante desenvolvidas, você não pensaria em lhes submeter a uma encarnação que lhes produzisse receber em si mesmas pelo menos um volume parecido em termos de preconceito tal qual essa pessoa praticou em vidas passadas, e assim somatizando, teria a bendita oportunidade de regenerar vivenciando uma divina aventura do Espírito na matéria?
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 02 de Setembro de 2011, 12:56
É muito viva a interferência recíproca entre a consciência espiritual e as barreiras da matéria física animalizada com seus padrões de organização social e de valores. Um exemplo disso é o que ocorre com todos nós a nível de pensamentos e organizações mentais de idéias, em todos os campos: moral, intelectual, afetivo, etc..
Nossa mente animalizada é inundada de belas interpretações sobre o que vemos, ouvimos ou estudamos. E na hora de expressá-las... quanta diferença do que passa em nossas mentes com o que conseguimos expressar para o mundo exterior de nossos pensamentos. Fora aquelas grandes idéias que temos em nossa intimidade e que guardamos só para nós por medo de colocá-las à prova dos outros e sofrermos a decepção da opinião contrária, o medo que temos  de demonstrar o amor que sentimos intimamente e sofrermos com a falta de reciprocidade deste sentimento. Esquecemos que amor é para ser distribuido e peca quem não assim o faz. Quem ama no sentido verdadeiro, não espera recompensa de seu amor.
Têm aqueles que são depositários de grandes conhecimentos nas mais diversas áreas e insulam-se no seu próprio saber, ignorando que existe um mar de possibilidades de serviço ao seu redor, esperando pela sua vontade de servir. Tudo isso e mais uma infinidade de grandes oportunidades são perdidas ou deixadas para trás devido ao nosso medo de aventurarmos em nossas existência e falharmos nas diversas provas que seríamos submetidos. Isso por que na assembléia da organização física humana, são reservadas as poltronas do fundo para aqueles que aventuraram a tribuna e não recebem os lauréis do reconhecimento por seus valores íntimos, muitas vezes por culpa de sua própria dificuldade em externá-los.

                                  Tenham todos um ótimo dia e bom estudo!!!

                                                                              kazaoka
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 02 de Setembro de 2011, 14:01
Bom dia,



Os livros sagrados, como a Bíblia, a Sutra Budista, Alcorão e os ensinamentos de várias religiões, agem no sentido de mostrar o caminho ao Espírito encarnado.
A Codificação Espírita também em seus escritos vem esclarecer a interação do mundo Espiritual com o mundo material, orientando principalmente da necessidade de elevação moral para se atingir o estado pleno do ser.
No mundo Espiritual, que é o mundo real, não preso no espaço tempo, o Espírito tem consciência da sua jornada e vislumbra um estado melhor quando vê Espíritos em estados mais evoluídos que o seu.
No mundo Espiritual, portanto o Espírito tem duas opções, ou permanece no seu estado de evolução, tendo inveja do mundo Superior ao seu e se mantém aos seus apegos terrenos , ou escolhe provas de acordo com suas experiências anteriores na matéria, para corrigir e não resgatar faltas cometidas em outras encarnações, única e exclusivamente para o seu adiantamento moral primeiro, depois o do próximo, que irá conviver com ele no gênero de prova escolhida.
O Espiritismo não é salvacionista, não cura doenças morais nem físicas; é, sobretudo esclarecimento para os homens sobre seu estado evolutivo e a necessidade do aprimoramento para atingir a purificação.
É na matéria através da experiência que o Espírito evolui e no mundo espiritual recebe esclarecimentos e orientações para uma melhor atuação na vida terrena.
A doença, a pobreza e a riqueza a convivência e os conflitos serão processos purificadores, se assim o Espírito encarnado entender. Se sua visão turva na matéria, dependendo de seu estado evolutivo, o arrastar para revolta, inveja, ciúme e mágoa sucumbirá a prova escolhida.
É importante atinar para a necessidade desta compreensão para não atribuir às religiões ou a filosofia escolhida, a causa de seu fracasso por ter seguido fielmente e não ter curado o seu sofrimento.
A dor é comum a todos, o sofrimento será maior ou menor dependendo do peso que o homem der a ele.
Quando conseguirmos vencê-la, também estará alcançada a solução dos problemas na vida corporal. Portanto, a base da felicidade é a eliminação das impurezas espirituais e a compreensão, que aqui é tudo transitório, não se devem apegar nem a dor e nem ao prazer.
O esforço e a compreensão são individuais, não conseguimos ajudar quem não quer ou não consegue compreender.
A compreensão e a maturidade emocional diante dos fatos da vida significam reduzir os sofrimentos e, proporcionalmente, aumentar a nossa felicidade.
Não há outro processo para o alcance da felicidade.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: pati em 02 de Setembro de 2011, 14:48

Citar
Mas claro, Deus preside e o termo justo é mesmo este, presidir.
Todavia, presidir não indica semelhança ou sinonímia como termo intervir.
Não meus manos, Deus não interfere, e não o faz porque estaria a dar como nula ou injustificável uma das leis que fez exarar, que é a lei que faz do homem, Espírito encarnado, dotado do livre arbítrio.

Bons dias a todos!Olá, amigos queridos de estudos de vida e da vida!!
Atenta aos estudos do forum, acompanhando, ainda que sem manifestação, cá estou com um destaque dentre tantos textos elucidativos. Então Deus creou leis naturais para que seus filhos pudessem caminhar com as próprias pernas. E nessa aventura divina, entendi que captamos influências também divinas, a nos presidir sem intervir. Tais influências nos chegam através dos incontáveis Espíritos à nossa volta, assim percebi. De acordo com nossas escolhas, conduta de vida, essas influências são aceitas e as usamos a nosso favor, para melhorarmos, ou  para estacionarmos.
Esse estacionar, não seria interferência de Deus a nos mostrar a escolha equivocada? 

Abraços
pati
Estejamos em Deus

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Setembro de 2011, 15:36
A Criação ganha consciência e se individualiza na realização de si perante o todo. Passa a harmonizar-se com o todo pela comunhão ou dele se afasta pela liberdade de opção, refratando-se pelo cristal do livre arbítrio que reside no seio granítico com que Cronos amolda seus filhos antes de devorá-los. É o simbolismo do Tempo que nos veste com o barro da experiência cotidiana e o devora no retorno à essência.

Somos Um com o Todo Universal apenas quando entramos em comunhão com Ele. Se nos afastamos, não pecamos, não erramos, apenas compomos harmônicos dissonantes que, ademais, servem-nos ao aprimoramento de padrões ainda mais elevados do que a simples aceitação dos acordes uníssonos.

Quando perambulamos aqui e acolá por força de nossa livre opção, mantemos a mesma individualidade de sempre; em vez da comunhão com que nos harmonizamos, experimentamos então as variantes que advêm da liberdade divorciada, ao menos em parte, dessa comunhão.

Somos a Glória do Pai Eterno e a Alegria do Mundo. Somos o Pai e o Filho irmanados no Espírito Santo.

Somos únicos na medida em que não podemos negar que os sons de um acorde somente o podem compor por serem, de si para consigo, uma vibração sem a qual o acorde não estaria completo.

Mas a liberdade de opção é também tão abstrata quanto imaginar, em meio ao som desse mesmo acorde, como seria ouvir apenas e restritamente um de seus graus.

Deus tudo sabe. Transcende o presente, o passado e o futuro. Portanto, cada passo da mais absoluta liberdade é apenas a relativização desse Conhecimento nos limites de quem se julga realmente livre para decidir.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: pati em 02 de Setembro de 2011, 15:45
Olá!
O Kasaoka nos diz:
Citar
Têm aqueles que são depositários de grandes conhecimentos nas mais diversas áreas e insulam-se no seu próprio saber, ignorando que existe um mar de possibilidades de serviço ao seu redor, esperando pela sua vontade de servir. Tudo isso e mais uma infinidade de grandes oportunidades são perdidas ou deixadas para trás devido ao nosso medo de aventurarmos em nossas existência e falharmos nas diversas provas que seríamos submetidos. Isso por que na assembléia da organização física humana, são reservadas as poltronas do fundo para aqueles que aventuraram a tribuna e não recebem os lauréis do reconhecimento por seus valores íntimos, muitas vezes por culpa de sua própria dificuldade em externá-los.

A "dificuldade de externar sentimentos", esse "medo de aventurarmos", "a ignorância de que existe um mar de possibilidades de serviço", e a perda de "grandes oportunidades", até onde alcancei, são frutos do orgulho.
Digo isso por sofrer,ainda, com essas dificuldades: o medo pode ser traduzido como ressentimento; o não aventurar-se, vejo como melindre, quando acontece a crítica; mania de "falasanga"(segundo Huberto Rodhen), aquele esperar algo em troca de afeições externadas.
Bem, esse estudo dá "panos pra manga", no campo pessoal. Desculpem-me se me excedo mas, o estudo desperta algumas paixões ainda insistentes. (vejam: coloquei a culpa nas paixões  ;))

pati
Em Deus

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: pati em 02 de Setembro de 2011, 16:02
Olá!
EsoEstudos nos traz:

Citar
Deus tudo sabe. Transcende o presente, o passado e o futuro. Portanto, cada passo da mais absoluta liberdade é apenas a relativização desse Conhecimento nos limites de quem se julga realmente livre para decidir.

Aqui entendi assim: Deus está a presidir(tudo sabe). Usamos o livre arbítrio na "divina aventura", mas esse arbítrio, essa liberdade é limitada, conforme nosso entendimento, nosso estágio evolutivo. Se o livre arbítrio é relativo ao progresso/evolução do Espírito, entendo que seja uma interferência de Deus no nosso caminhar. ( ai,ai,ai... eu insisto...)
Abraço
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 02 de Setembro de 2011, 16:04
Não Pati, não seria interferência.
Seria, antes, a ação da lei natural no quesito "causa e efeito" gerado pela atuação do Espírito.
A coisa é assim: Deus exara a lei natural, aquele que se põe marginal a qualquer dos elementos, artigos, parágrafos dessa lei, sente o efeito de seus próprios atos.
Abração,
Moura


Citar
Mas claro, Deus preside e o termo justo é mesmo este, presidir.
Todavia, presidir não indica semelhança ou sinonímia como termo intervir.
Não meus manos, Deus não interfere, e não o faz porque estaria a dar como nula ou injustificável uma das leis que fez exarar, que é a lei que faz do homem, Espírito encarnado, dotado do livre arbítrio.

Bons dias a todos!Olá, amigos queridos de estudos de vida e da vida!!
Atenta aos estudos do forum, acompanhando, ainda que sem manifestação, cá estou com um destaque dentre tantos textos elucidativos. Então Deus creou leis naturais para que seus filhos pudessem caminhar com as próprias pernas. E nessa aventura divina, entendi que captamos influências também divinas, a nos presidir sem intervir. Tais influências nos chegam através dos incontáveis Espíritos à nossa volta, assim percebi. De acordo com nossas escolhas, conduta de vida, essas influências são aceitas e as usamos a nosso favor, para melhorarmos, ou  para estacionarmos.
Esse estacionar, não seria interferência de Deus a nos mostrar a escolha equivocada? 

Abraços
pati
Estejamos em Deus


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: pati em 02 de Setembro de 2011, 16:14
Olá, Moura!!  :-*

Então, acho que entendi: o estacionar  seria fruto(efeito) da vontade(causa) do Espírito.
pati
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 02 de Setembro de 2011, 16:18
Pati, deixamos de realizar tantas coisas, umas vezes por sucumbirmos à ação da vaidade e/ou da orgulho, que são as grandes chagas do Espírito humano, ora por nossa falta de coragem ou comodismo em aventurarmos. Como diz Shakespeare: "...heróis são aqueles que fizeram o que tinha que ser feito, não temendo as consequências."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: pati em 02 de Setembro de 2011, 16:25
Citar
O Bem e o Mal,  duas forças que sempre vão morar dentro de nós...

Olá!
Espero que essa dualidade seja uma forte característica, vamos dizer assim, dos Mundos menos evoluídos como o nosso. O bem e o mal irão morar dentro de nós enquanto estagiarmos em mundos expiatórios. Acho até que ainda nos farão companhia em mundos de regeneração, mas com outro entendimento, com mais tendência para o Bem.
pati
Em
Deus




Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: pati em 02 de Setembro de 2011, 16:31
Pati, deixamos de realizar tantas coisas, umas vezes por sucumbirmos à ação da vaidade e/ou da orgulho, que são as grandes chagas do Espírito humano, ora por nossa falta de coragem ou comodismo em aventurarmos. Como diz Shakespeare: "...heróis são aqueles que fizeram o que tinha que ser feito, não temendo as consequências."

É vero, amigo Kazaoka. Obrigada pela frase "shakespeareana"... nos dá incentivo pra seguir.
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Renato.Oliv em 02 de Setembro de 2011, 16:33
Olá queridos irmãos.

Jesus falava que a felicidade não é deste mundo, justamente para não nos apegarmos as ilusões desse mundo material, o apego é um grande empecilho para todos, se desapegar das coisas materiais é mais fácil que desapegar da família, quantos sofrem com ou pelos parentes, somente o Espiritismo para iluminar a mente dos apegados.
Mas muitas dessas pessoas, não estão preparadas para receber os esclarecimentos do Espiritismo, é difícil para elas aceitar o verdadeiro objetivo da existência, preferem ficar presas a ilusões materialistas, muitas fogem para o uso de drogas, bebidas alcoólicas, sensualidade, etc. Daí acabam com um vazio imenso, uma tristeza interior de grande intensidade, que não sabem de onde vem. Para que esse vazio seja preenchido, o Espiritismo deve ser divulgado a essas pessoas sem pressa, somente com informações na hora certa, usando, em alguns casos, de figuras de linguagem. Se muita informação, de uma só vez, for jogada na mente de um irmão ignorante materialista, ela se perde.
Porém, tem irmãos que é quase impossível de ser esclarecido, não ouvem de jeito nenhum, nesses é necessário que passem pelas várias tribulações da vida, sem interferências, para só assim aprenderem, daí conseguirão ouvir ensinamentos mais elevados de teor espiritual.
Como a felicidade não é deste mundo, temos de pelo menos nos aproximar dela, a chave para isso é a prática do amor e caridade.

Paz e luz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 02 de Setembro de 2011, 16:59
Estacionar, (aqui falamos num estacionar relativo a marcha que os outros mantêm), é a resposta dada pela Lei de causa e efeito, a uma ou várias ações que o Espírito perpetra pelo mau uso do livre arbítrio.
Abração,
Moura

Olá, Moura!!  :-*

Então, acho que entendi: o estacionar  seria fruto(efeito) da vontade(causa) do Espírito.
pati
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 02 de Setembro de 2011, 17:01
Pati, deixamos de realizar tantas coisas, umas vezes por sucumbirmos à ação da vaidade e/ou da orgulho, que são as grandes chagas do Espírito humano, ora por nossa falta de coragem ou comodismo em aventurarmos. Como diz Shakespeare: "...heróis são aqueles que fizeram o que tinha que ser feito, não temendo as consequências."

É vero, amigo Kazaoka. Obrigada pela frase "shakespeareana"... nos dá incentivo pra seguir.
pati

Estejamos em Deus


O medo é um fator importante a ser visto.
É  oriundo do egoísmo ( medo da perda) , da vaidade e da insegurança.
Cabe aqui refletir sobre diversos fatores.

O homem faz caridade para receber aplausos por ela, ou porque tem realmente vontade de fazer?

O homem se intelectualiza pela vontade de saber, ou para mostrar que sabe se auto-afirmando?
O homem procura frequentar Igreja e Centros para ser visto socialmente como um homem de bem e religioso, ou porque se identifica com o que ali é pregado ou cultuado?

O homem agarra uma determinada religião como tábua de salvação, ou porque tem a necessidade intima de melhorar?

Quantos fatores externos ao ser ( opiniões) estão em jogo nestas ações a ponto de imobilizá-lo em fazer ou deixar de fazer determinada ação?

O que importa ao homem de consciência tranquila fazer o que é devido a opinião de terceiros ?
 As opiniões talvez sejam válidas quando realmente encontra respaldo em seu íntimo para o seu aprimoramento, fora isso se não há respaldo interno não tem importância alguma, cai no vazio.
Ninguém externo a você tem o poder de te intimidar ou te depreciar se você não permitir, só através do auto-conhecimento, que ultrapassa os condicionamentos sociais adquiridos em suas vivências, é que os fatores externos serão vistos de forma mais amenas e serenas e não imobilizarão as suas ações.
Dentro de cada um existe uma coisa chamada consciência, escute, se errou volte atrás, recomece, se acertou continue, só você sabe o que se passa em seu intimo.
Deus julga pela intenção, nada fica escondido, não se preocupe.

Um abç
Hebe 


PS: mais uma frase " só erra quem faz", quem fica sentadinho na cadeira só criticando, nunca  faz, porque deve ter um medo absurdo de errar e ser criticado.  ;)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 02 de Setembro de 2011, 17:32
Eh, Hebe... doi mas é verdadeiro tudo o que você disse.




O homem faz caridade para receber aplausos por ela, ou porque tem realmente vontade de fazer?

O homem se intelectualiza pela vontade de saber, ou para mostrar que sabe se auto-afirmando?
O homem procura frequentar Igreja e Centros para ser visto socialmente como um homem de bem e religioso, ou porque se identifica com o que ali é pregado ou cultuado?

O homem agarra uma determinada religião como tábua de salvação, ou porque tem a necessidade intima de melhorar?



PS: mais uma frase " só erra quem faz", quem fica sentadinho na cadeira só criticando, nunca  faz, porque deve ter um medo absurdo de errar e ser criticado.  ;)


E, se me permite, ainda acrescento:

Em todas essas nossas ações citadas por você, onde colocamos o próximo com suas necessidades e imperfeições?
Os momentos que mais precisamos de amor são, justamente, aqueles nos quais menos estamos fazendo por merecê-los. Amor é um bem que se dá a quem precisa, não a quem julgamos merecê-lo. É assim que começamos a entender o que seja a verdadeira caridade que a DE nos ensina, através das "linguas de fogo sobre nossas cabeças" (Erasto - Missão dos espíritas, ESE cap XX). Entenda por "línguas de fogo" a voz dos Espíritos, nos unindo não só o corpo com a Alma mas, as Almas unidas entre si, harmoniosa e equilibrada, como tudo que Deus criou.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 02 de Setembro de 2011, 21:12
De todo o rol de causas que dão origem ao egoísmo, o fulcro está na ignorância em que esteja o Espírito.
Este é um fato.
Assim, quanto mais se aprimora, vai o Espírito conseguindo rasgar nacos do véu de ignorância com que ainda se vista ou se recubra e assim é que ele progride.
A imperfeição do Espírito origina as emoções traduzidas errôneamente por sentimentos, posto que não o são, sendo apenas sensações o que assinala ao Espírito seu grau de imperfeição que mais o aproxima da animalidade, do que à razão.
Facilitando exemplifico assim:
Emoções, = sensações -> imperfeição do Espírito gerando o egoísmo, entre outros.
Razão = Sentimento -> demonstrando o grau de aperfeiçoamento (progresso) do Espírito.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 02 de Setembro de 2011, 22:48
Amados Irmãos,
A razão pela qual consagramos tantos encantos às nossas infâncias, podem ter muitas explicações...
Mas, pensando “Na divina aventura do Espírito na matéria”, recordo-me do quão eram meus pensamentos isentos de preocupações, necessidades, prioridades, dificuldades, problemas, e o quão agora me preocupa, o after Day, do retorno...
A paciência... Quanto dela ainda me falta, preocupa-me se terei tempo para terminar pelo menos o elementar do ensino da paciência...
Por falar nisso, acho que vou sair por ai, sem lenço e sem documento, esperando encontrar alguém que tente me roubar a paciência, só para me exercitar...
Ainda não inventaram uma academia segura para paciência, e preciso dela, então vou por ai...
E meus amados irmão, que farão, ficarão por aqui, sem treinar nada?
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 02 de Setembro de 2011, 23:18
Eh, Hebe... doi mas é verdadeiro tudo o que você disse.

  :D :D Oi Kazaoka,

Doi em todo mundo, ou alguém aqui neste planeta já chegou pelo menos perto da ponta da unha do dedinho mindinho de Jesus?

Conta-se nos dedos pessoas como Chico Xavier, Madre Thereza de Calcutá e mais alguns que por aqui passaram. Se não fossem raros ninguém falaria sobre eles e nem citaria suas ações e suas palavras.

Todos falam muito sobre Cristo , sobre sua moral, procuram seguir de uma forma ou de outra o que ele nos trouxe.
Mas quem pode detonar, penalizar qualquer um  por aqui, que não se reconheça pelo menos alguma vez na vida tendo este tipo de comportamento que eu citei acima?

Alguns como disse o Moura podem ter levantando um pouquinho mais o véu da ignorância e se desfeito um pouco de seu egoísmo, outros se envaidecem ou seguem Cristo fanaticamente, ou seja, cegamente, mas em comportamento moral ficam só nas citações, são muito críticos em relação ao comportamento de A, B ou C, mas de si próprio...hum!!! é difícil.

O importante é não parar, não insistir no erro, se enxergar por inteiro cada vez que erra, ver o que é seu e o que é do outro.

Como disse Cristo, tirar a trave do olho antes de acusar o cisco no olho do outro  ;)

  :D Está vendo, lá estou eu citando Cristo, mas é verdade.

O fundamental é se reconhecer, se auto-avaliar para depois ajudar de alguma forma a quem desejar a ajuda.

Impossível chegar lá? Lógico que não, senão nem valeria a pena viver.

Duas coisas são importantes neste trajeto da vida corporal, não se imobilizar pela culpa.  Outra, não se deter na vitimização deste ou daquele, cada um dá o que tem e o que pode de acordo com a sua evolução.  Não se esqueça que todos nós escolhemos o gênero de provas que temos que passar.

Vamos caminhando, o navio que estamos embarcados é o mesmo, a convivência social é a grande prova de todos que estão por aqui.

Um Abç
Hebe




 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 02 de Setembro de 2011, 23:26
 :) Saindo um pouco do Espiritismo e entrando na sabedoria do Zen.
Reflitam sobre esse conto.



A CASA DOS MIL ESPELHOS
Há algum tempo atrás existia, numa distante e pequena vila, um lugar conhecido como A Casa dos Mil Espelhos.

Certo dia, um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar.

Quando lá chegou, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e abanando a sua cauda, tão rapidamente quanto podia.

Para sua grande surpresa, deparou-se com outros mil pequenos e felizes cãezinhos, todos a abanarem as suas caudas, tão rapidamente quanto a dele.

Nesse momento, deu um enorme sorriso e foi correspondido com mil sorrisos enormes. Quando saiu da casa pensou: 'Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um milhão de vezes'.


Na mesma vila havia outro pequeno cãozinho, não tão feliz quanto o primeiro, que decidiu também visitar a casa.

Subiu lentamente as escadas e espreitou através da porta.

Quando viu mil cães a olhá-lo fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou assustado ao ver mil cães a rosnar-lhe e a mostrar-lhe os dentes.

Saiu a correr e pensou: "Que lugar horrível, nunca mais volto aqui!"

Todos os rostos no mundo são espelhos.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 02 de Setembro de 2011, 23:38
No seu percurso o espirito evolui em todos os aspectos: na cultura e no conhecimento, na ciência e na moral. Nenhum destes aspectos deve ser descorado sendo que a moral nos tem merecido maior atenção por ser aqui que a humanidade tem sentido maior dificuldade em progredir... digamos que o Homem já atingiu um grau de desenvolvimento em que, lhe é agora exigido, poder entender que a estabilidade, a harmonia, a paz interior só é possível de alcançar na medida em que a consciência intima de cada um está tranquila.

Essa tranquilidade, que reflecte um estado de felicidade interior que perdura, é atingida, quando a conduta de cada um de nós não mereça reparos íntimos, na auto-avaliação constante de actos ou atitudes que cometemos.

Os sentimentos inferiores como o orgulho, o egoísmo, o materialismo, são exemplos de projecções do nosso ego, no sentido de dar-mos a nós próprios uma importância desmedida, em detrimento da importância que damos ao bem-estar dos nossos semelhantes.

Quando o espirito atinge um nível de desenvolvimento e entendimento, em que esta esfera de sentimentos, são substituídos pelo amor ao próximo, pela resignação apoiada na fé em Deus, pela humildade fortificante, passa a ter condições de entender e sentir, que o que edifica e contribui para o bem próprio e comum, é a preocupação pelo bem estar e instrução dos irmãos que o rodeiam traduzida na palavra amor. O egoísmo que cega dá estão lugar a um altruísmo edificante, o orgulho corrosivo dá lugar à humildade salvadora, a resignação iluminará o nosso espirito e o amor ao próximo consolidará uma caminhada segura em direcção ao nosso próprio bem estar, que é a paz, a felicidade e a harmonia de uma consciência intima tranquila, antevendo já o convívio com Deus nosso pai.

Não importando se temos ou não capacidades mediúnicas “desenvolvidas” a prática da caridade, do amor ao próximo, do aconchego aos necessitados é a demonstração prática de um espirito que se situa em parâmetros de desenvolvimento espiritual elevado.

Nunca é cedo para se pôr em prática estas atitudes santificantes e em qualquer circunstância devem sempre estar presentes para a nossa própria felicidade e bem-estar.

Por outro lado sempre que o livre-arbítrio nos leve para percursos em que o orgulho e o egoísmo imperem, mais cedo ou mais tarde, terão lugar consequências lamentáveis para o próprio equilíbrio espiritual, das quais somos os únicos responsáveis, motivadas pela cargas negativas e densas que nos envolvem, frutos das formas vivas criadas pelos nossos próprios pensamentos, que nos atingem de forma violenta e dolorosa, e pelo estado de má consciência ou remorso que daí provirá, sendo estes os responsáveis por períodos mais ou menos longos de deplorável condição...

Uma primeira fase para o desenvolvimento espiritual em termos da elevação da moral, é necessariamente um período de transição, em que, o nosso espirito vive em sobressalto, pois já tem a capacidade de entender, que um grupo de atitudes que considerávamos normais dentro de um padrão evolutivo, não são agora toleradas pela nossa própria consciência intima...

Podemos dizer, que á medida que evoluímos num padrão de moralidade, vamos criando a faculdade de ver o nosso espirito mergulhado num tipo de emoções, que não são mais admissíveis no nosso equilíbrio.

Inicia-se assim um processo de auto avaliação extremamente severo e incriminatório...

Por outro lado, tendemos a exigir ás pessoas que nos rodeiam, que acompanhem esse nosso percurso, criando condições para que a intolerância aumente na proporção do nível de exigência que impomos.

Assim surge o sofrimento sagrado, motivado pela elevação espiritual nesta nossa caminhada.

Passada esta fase, passaremos a ter uma maior capacidade de humildade, resignação e de amar ao próximo como Jesus nos amou... e será então, que de novo teremos a paz e a harmonia um dia perdida... até que uma vez mais chegue o dia, em que Deus nosso pai nos veja preparados e nos permita de novo sofrer...

A lei da evolução constante e irreversível é a verdade consolada, da certeza que um dia, mais cedo ou mais tarde, todos os espíritos serão perfeitos e só aí poderemos todos realmente viver em paz.


Com amor
António Rodrigo
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 03 de Setembro de 2011, 04:07
Outra questão complicada de lidar na materialidade é, com o que chamamos, grupo familiar.
Nossa família consanguínea é, na verdade, nossa família espiritual. Vivemos na matéria, sobre o mesmo teto, com aqueles que escolhemos no mundo espiritual. E quando chegamos aqui começam os problemas, filhos rebeldes, pais irresponsáveis, revoltas familiares, irmãos que não se falam, casais que separam, doenças físicas ou morais que desajustam famílias antes harmonizadas, etc.. Tudo isso acontece entre nós e, muitas vezes, ouvimos as frases: "não pedi para nascer...", "quem mandou vocês se casarem...", "casei com você, não com seus pais...", "você é um peso morto na minha vida...".
E, na verdade, tudo isso foi acertado antes da gente vir para cá.
Quando encarnados, escolhemos nossos amigos e essa escolha é baseada em afinidades que nos fazem experimentar o que acreditamos ser a felicidade. Porém, são afinidades ligadas as questões terrenas, o mesmo gosto pela pescaria, pelo futebol, pela cerveja, pelas noitadas e, também, por afinidades mais nobres, cultura, religiosidade, profissão, etc. Só que estas, fazemos por aqui e as vivenciamos aqui também. Nossas escolhas espirituais não. Às escolhemos lá, para vivenciá-las aqui, sob o efeito do tal "véu do esquecimento" porque é aqui que precisamos corrigir nossos defeitos e resgatar nossas faltas. E estes que nos unimos espiritualmente são as pedras angulares da edificação de nossos Espíritos. São aqueles que na materialidade nos dão a oportunidade do entesouramento espiritual e, que por isso, devem ser aqueles que merecem nossa maior gratidão. Sejam eles nossos devedores ou credores, são antes de tudo, nossos irmãos celestiais e a matéria que nos interpõe nessa relação, é o canteiro onde estes Espíritos cultivam as sementes da angelitude dada por Deus a cada um de nós. 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: hcancela em 03 de Setembro de 2011, 10:35
Olá amigos(as)




Muitas vezes, teremos a( honra )de ser condecorados com a incompreensão e com a dor. Nossos recursos cerebrais serão gastos na grande luta. Vermos, de perto, os monstros da sombra, que nos perseguirão a tranqüilidade. Peregrinaremos na triste estrada de obstáculos sentimentais, os mais variados, muita vez, depois de grandes e longas aspirações, laboriosamente sustentadas... mas rendemos graças ao Senhor por não havermos desanimado na luta purificadora.

Quando encontramos a lama, não receemos. Há pântanos que fornecem adubo.

Muito vale a dor pela causa que esposamos.

Espiritismo bem sentido e bem vivido é luz que nos compete estender. E quanto mais extensa se fizer a nossa tarefa, maior será a nossa família, perante a Eternidade.

Não nos prendamos aos laços pequeninos com que o sofrimento procura acorrentar-nos ao campo inferior.

Libertemos nosso coração, cada vez mais, usando os recursos do Cristo, o Nosso Divino Amigo. Não nos confiemos ao trabalho de discutir a consideração e o reconhecimento daqueles que amamos na Terra. O socorro de Deus basta-nos à felicidade pessoal.

Não acreditemos que a nossa paz venha do concurso dos outros, porque, na realidade, somente nós mesmos detemos, no centro da própria alma, a fonte de luz capaz de aquietar-nos o espírito, na senda redentora.


Saudações fraternas
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Angela Hygina em 03 de Setembro de 2011, 14:24
Venho estudando sobre o Homem de Bem e temos que nos ater ao prazer de servir, dispor a auxiliar espontaneamente, num breve esquecimento de si mesmo. Criar momentos de doação afetiva, desinteressada, espontânea. Faz-se necessário a semeadura, o plantio. Trabalhar fazendo o bem.
Um abraço
Angela Hygina
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 03 de Setembro de 2011, 17:29
Amados,
O divino mergulho do Espírito na matéria, encontra frequentemente, um caos de tal ordem nefasto e infeliz que se desconfiasse, recuaria...

Reflitamos:
Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim.

De que dureza de coração falou Jesus aos fariseus?
Levítico 20;
10 O homem que adulterar com a mulher de outro, sim, aquele que adulterar com a mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o adúltero, como a adúltera.
xxx
Quem aprova a dureza dos corações adúlteros tendo filhos para criar, acalenta, cuida, promove os órfãos?

Quem tendo filhos para criar, deixa-se arrastar de forma irresponsável para o adultério, sem pensar?

Queridos e amados irmãos, pais separados, caso não mais pensem nem desejem reunir-se, desconsiderem... fica pra próxima.

Aqueles que estão começando... vale a pena estudar com atenção...

Para quem pensa que o sacrifício de viver juntos mesmo sem perfeita harmonia, façam todo esforço do mundo que puderem para que suas manifestações desarmônicas sejam às ocultas para não dar mau exemplo, e estudem também:
“A divina aventura do Espírito na matéria”

Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 03 de Setembro de 2011, 18:27
Século XI, sul da França e norte da Itália, os cátaros (palavra de origem grega com significado de "puro"), como eram conhecidos os homens e mulheres seguidores deste apêndice do cristianismo medieval, circulavam por aquelas regiões difundindo o pensamento do catarismo. Os fiéis desta ordem tinham como crença fundamental a dualidade da existência humana. Para os cátaros, todas as criaturas e o mundo criado estão imersos em uma guerra eterna entre dois princípios irreconciliáveis: a luz – ou seja, o Espírito – e a escuridão, ou a matéria. O verdadeiro Deus é visto como o criador do reino divino. Já nosso mundo material, repleto de miséria e corrupção, não pode ser uma criação do verdadeiro Deus. Portanto, só pode ter sido criado por um Deus mundano, que em certas ocasiões se associa com Satã. Ao mesmo tempo, os cátaros acreditam que há partículas do reino de Deus - centelhas divinas adormecidas no ser humano material (encarnados, para nós Espíritas) - perdidas neste mundo, e que elas precisam ser despertadas e resgatadas.
É com o intuito de resgatar as centelhas divinas aprisionadas no mundo e nos homens que o ideal cátaro organiza na terra o que consideram a verdadeira igreja de Cristo, a igreja cátara. Para isso, os cátaros precisam afastar-se, tanto quanto possível, deste mundo e de seus atributos.
No mundo moderno este aspecto do ideal Cátaro é conseguido de forma interior, um afastamento interior das paixões e aprisionamentos da vida terrena e passageira, sem contudo descuidar dos compromissos sociais e familiares.
Mais tarde, em 1184, foi instituido pela igreja de Roma o movimento inquisitório para identificação e eliminação de todo movimento considerado erético pela igreja, fazendo dos cátaros, as suas primeiras vitimas.

     trechos extraidos da Wikepédia no endereço:http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarismo

 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Felipa em 03 de Setembro de 2011, 18:39
Kazaoka e demais
Quando se fala sobre a importância dos pais em nossas vidas, é muito comum se ouvir que eles servem apenas para oferecer aquilo que não conseguimos por nossos próprios esforços.
 
Não se questionam sequer razões porque os filhos procuram seus pais apenas para satisfação dos seus desejos, e jamais para lembrar que estamos aqui para compensar nossas falhas pretéritas, bem como servir de guias amorosos para a formação do núcleo familiar.
 
Muitos filhos não têm alcance do quanto valem os pais, que são únicos, embora quando os perdem fiquem chorando pelos cantos, pois tiveram a vida inteira para dar e retribuir parte do amor que tanto receberam e não o fizeram por egoísmo, dispensando-os do carinho e da atenção que mereciam.
 
Diz o dito popular que “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe” e de acordo com a sabedoria contida nessa frase, também são as alegrias e tristezas da vida, sucedendo-se numa alternância sem fim, que revelam a dualidade da sustentação do mundo entre pais e filhos no campo das relações humanas.
 
Nossa visão do bem é limitada e imediatista, pois se concentra em perspectivas de poucos setores da vida, no máximo buscando dar prazer ao outro que no fundo não passa de um sentimento egoísta como investimento em interesses próprios.
 
Buscar prazer para si não é errado, desde que não ceda lugar à dor ou crie dependência. Assim como o ódio não pode se opor ao amor real, este não pode levar ao sofrimento.
 
O problema é que todo ser humano se sujeita a dualidade do amor e do ódio que limita o prazer do apego instintivo, e contrário a razão alimentadora de atitudes, favoráveis ou desfavoráveis por vícios e paixões desmedidas.
 
Quando a idade se estabelece avançada, a pessoa lembra que em momento algum da vida se defendeu do seu próprio egoísmo porque preferiu a mente polarizada dos prazeres, sem se importar com a dor daqueles que o amavam, e agora carente quer os filhos por perto, mas cala por força da ausência deles que não raro os esquecem abandonados em casas de apoio ou asilos.
 
Às vezes recolhido a insignificância da minha ousadia, fico pensando que Jesus não sentiu o sofrimento da mente polarizada no prazer, mas sim a dor daqueles que o amavam de fato, ao presenciar atos inconsequentes dos seres que ele tanto amou quando na solidão da cruz pediu: “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem”.
 
Pais, mesmo no seu sentido duplo é a palavra mais importante e forte em nossas vidas.
 
A desagregação da família nos nossos dias, embora fazendo exercício utópico, deixaria de existir, quando os pais que passam o dia longe de casa, ao retornarem do trabalho, à noite, estabelecessem um dia e horário semanal para uma reunião doméstica, meia horinha ou uma horinha, como se fora um programa de variedades, incluindo exercícios educativos e preces amorosas, ao invés de ficar na frente da televisão acusando as mídias e os filhos pela vida desregrada que levam, por falta dos seus próprios cuidados.
 
O exemplo vem de cima, aprendi. Se nossos pais nos ensinaram o que era responsabilidade, de nada adiantará nós, atribuir aos nossos filhos nosso fracasso, e por querer que tudo de bom aconteça se não fomos educadores ideais e bons pais.
 
Devemos ensinar aos nossos filhos que a vida não é apenas para estudar, crescer, ter uma profissão, sucesso e dinheiro, realizando neles os nossos próprios sonhos e não os deles, demonstrando o preparo que nos faltou para tê-los.
 
Trazer um ser para a escola terrena além de soberana importância, é preciso responsabilidade, pois é a missão que exige comprometimento com a evolução dele.
 
Quando uma criança deixa o Berçário Celestial, vem para o Plano Terreno com a sabedoria divina aflorada e é dever de orientar o desenvolvimento espiritual dos filhos, independente de qual seja a orientação religiosa.
 
Portanto, precisam fazer a lição de casa e mostrar aos filhos que são espíritos em evolução acima de tudo e, por isso ensiná-los o que é espiritualidade de forma livre para que possam escolher seus caminhos.
 
O impacto das reações dos pais é imenso na criança, pois ela observa e absorve absolutamente tudo em seu meio, pois eles são o seu modelo e essa imagem permanece por toda a vida, podendo causar sérios danos e até uma repetição de comportamento quando constituir a sua própria família.
 
É na infância que é formada a parte emocional da criança, a atitude dos pais marca profundamente sua personalidade em formação.
 
Devemos sim, vigiá-los cada vez mais, embora tendo que fazer uma autoanálise sobre nossa conduta para influenciarmos não só a vida deles, mas também servirmos de exemplos para as crianças em geral de maneira positiva.
 
Temos que de vez em quando regar os jardins da nossa humildade para que ela não se resseque, ouvindo as experiências daqueles que já nos ultrapassaram na idade, pois é daí que vem o exemplo da velha lição que devemos sempre aprender com os erros, ajudando a facilitar a vida que surge contribuindo para fazer do futuro um mundo melhor para se viver e que deles também vai depender.
 
Filho não vem com manual de instrução, diz o ditado popular, é difícil educar, até porque cada espírito já vem a Terra com sua bagagem, mas devemos perceber que as crianças não são uma folha em branco, pois tudo que ali escrevermos será para evolução delas.
 
Nilton Salvador
http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Felipa em 03 de Setembro de 2011, 19:48
Homem universal
O homem é aquilo que no Universo une o mais elevado espírito e a forma mais densa de matéria. No homem pode existir a união desses dois pólos da mesma realidade por meio da inteligência. A presença da inteligência o torna um Deus-manifestado, que vencerá todos os obstáculos desse elo da cadeia evolutiva, elo que é a própria experiência da Vida na condição de homem.
O homem pode ter infinitas formas. Representa o ponto evolutivo no qual os dois pólos – espírito e matéria – deram-se as mãos e estão em equilíbrio. Na atual fase do homem terrestre, o livre-arbítrio é para ser transcendido. Assim ele terá, como homem novo, a oportunidade de conduzir-se pelos caminhos que interna e profundamente elegeu no princípio.
A denominação homem não se limita a vós, que sois membros de uma pequena raça da grande Hierarquia Humana. Cada ser do Universo deve passar pelo estágio humano. Se ainda não passou, passará. A denominação refere-se ao homem em toda a Criação, e não só ao terrestre. Depois de ter completado o ciclo como homem, os seres integram-se conscientemente na grande cadeia universal. Os que se encontram além deste Universo devem ter passado por esse ciclo; se ainda não passaram, deverão fazê-lo.
O homem é campo de batalha entre a matéria e o espírito, esses dois pólos. E cada homem deve vencer tal batalha em si antes de entrar no Reino Divino. O homem novo, que as Hierarquias estão aguardando surgir entre os terrestres, tem consciência do Reino Divino, dimensão infinitamente mais sutil do que as que conheceis.
Cada elo é um círculo de vida em evolução, uma etapa de vida que constitui um círculo completo. E haverá, como há, sete círculos ou etapas. Cada elo desenvolve um reino da Natureza: o mineral, o vegetal, o animal e o humano, que conheceis. Depois vêm outros. Cada um desses reinos eleva à máxima perfeição seu tipo particular, até que, tendo passado por todos eles, chegareis aos três tipos futuros. Com todos os elos desenvolvidos, completa-se uma cadeia.
Sem o despertar do consciente direito, vossas etapas futuras serão muito lentas. Se estudardes profundamente, compreendereis o trabalho a fazer e então tereis maior possibilidade de colaborar com a Evolução.
Muitas crianças estão vindo com Espíritos desenvolvidos e lembram-se de terem estado em civilizações não terrestres recentemente. Vós, adultos, deveríeis ir às escolas, não as crianças, pois elas estão chegando à Terra prontas para o que necessitam viver. Dentro em pouco rirão de vós, que tendes ainda livros e bibliotecas onde procurais conhecimento.
Se em realidade desejais despertar como homem novo, procurai a verdade saindo para novas buscas, ignorando os costumes atuais, rompendo as estruturas que vos atam a velhos conceitos. Buscai vosso despertar e aceitai a mudança que vos conduz à verdade. Reconhecei que a atual civilização que povoa a Terra está passando por um momento crucial. Isso está evidente, não pode mais ser disfarçado por parábolas. A luz não poderá continuar oculta, como vinha acontecendo até agora.

http://www.terceiromilenionline.com.br/102/trigueirinho.php

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 04 de Setembro de 2011, 12:24


Espírito e Matéria




"Não há efeito sem causa; nada procede do nada. Esses são axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se constata em cada um de nós a existência de forças e de poderes que não podem ser considerados como materiais, há a necessidade, para explicar sua causa, de se chegar a uma outra fonte além da matéria, a esse princípio que chamamos alma ou espírito."


"Quando, descendo ao fundo de nós mesmos, querendo aprender a nos conhecer, a analisar nossas faculdades; quando, afastando de nossa alma a borra que a vida acumula, o espesso envelope de preconceitos, erros e sofismas que têm revestido nossa inteligência; penetrando nos recessos mais íntimos de nosso ser, encontramo-nos face a face com esses princípios augustos sem os quais não haveria grandeza para a humanidade: o amor ao bem, o sentimento de justiça e de progresso."


"Esses princípios, que se encontram em diversos graus, tanto entre os ignorantes quanto entre os homens de gênio, não podem vir da matéria, desprovida que está de tais atributos. E se a matéria não possui essas qualidades, como poderia formar, sozinha, os seres que delas são dotados? O senso do belo e do verdadeiro, a admiração que sentimos pelas grandes e generosas obras, não poderia ter a mesma origem que a carne de nossos membros ou o sangue de nossas veias. Está lá, na sua maior parte, como os reflexos de uma luz sublime e pura que brilha em cada um de nós, da mesma forma que o sol se reflete sobre as águas, quer estejam perturbadas ou límpidas."


"Em vão se pretende que tudo seja matéria. E apesar de que ainda que nos ressintamos de poderosos impulsos de amor e de bondade, já conseguimos amar a virtude, o devotamento, o heroísmo; o sentimento da beleza moral está gravado em nós; a harmonia das coisas e das leis nos penetra, nos arrebata. E, com tudo isso, nada nos distinguiria da matéria?


"Sentimos, amamos, possuímos consciência, vontade e razão e procederíamos de uma causa que não encerra essas qualidades em nenhum grau, de uma causa que não sente, não ama nem conhece nada, que é cega e muda? Superiores à força que nos produziu, seríamos mais perfeitos e melhores que ela!"


"Uma tal maneira de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Por seu corpo, por seus órgãos, deriva da matéria; por suas faculdades intelectuais e morais, é espírito."


"Dizendo ainda mais exatamente, relativamente ao corpo humano, os órgãos que compõem essa admirável máquina são semelhantes a rodas incapazes de agir sem um motor, sem uma vontade que as coloque em ação. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento religa os dois outros, transmitindo aos órgãos as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Envolve a alma, acompanha-a após a morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo um corpo diáfano, vaporoso."


"O espírito jaz na matéria como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as aberturas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria, cedo ou tarde, declina, periclita e se desagrega, o espírito aumenta em poder, fortifica-se pela educação e experiência. Suas aspirações se engrandecem, se estendem para além da túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer e de viver não tem limites."


"Tudo mostra que o ser humano pertence apenas temporariamente à matéria. O corpo não é senão uma vestimenta emprestada, uma forma passageira, um instrumento com a ajuda do qual a alma prossegue, nesse mundo, sua obra de depuração e de progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem fim."


Léon Denis

Livro “O Porquê da Vida”



Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 04 de Setembro de 2011, 13:15
TRANSTORNOS CONTEMPORÂNEOS

"Os impulsos que se derivam dos instintos básicos levam o indivíduo à busca do prazer imediato, a fim de sobreviver aos mecanismos agressivos, àqueles que ar­rastam ao desequilíbrio e à consumpção física e emoci­onal.
Ao mesmo tempo, as necessidades de preservação da existência física, a disputa por um lugar ao Sol, as ambições exageradas, os anseios do sentimento e os desejos perturbadores contribuem para que se instalem tormentos íntimos no ser humano, levando-o a distonias emocionais. Simultaneamente, as pressões exter­nas, os compromissos em tempo exíguo, o tráfego de­sumano, a violência urbana, o medo, contribuem de for­ma preponderante para que o equilíbrio se desnorteie, dando surgimento a disfunções psicofísicas com ten­dências agravantes."
A busca do prazer, no bom sentido, aquele que transcende o imediatismo sexual e o do estômago, ampliando-se à área da beleza e da estesia, da esperança e do bem-estar, emula à luta, ao tempo em que desgasta a emoção, precipitando frustrações, quando a resposta não é imediata, ou ansiedade que combure, torturando de maneira lamentável.
A ilusão propiciada pelo modismo dos equipamen­tos eletrodomésticos e eletrônicos desencadeia a luta para adquiri-los, ao tempo em que a falsa necessidade de conforto exagerado perturba as aspirações normais, desorganizando a programação de paz, em razão da perda do sentido de valores, no qual o secundário se faz preponderante em detrimento da qualidade e da ordem de conteúdos que os devem caracterizar.
A busca de sucesso, isto é, de poder, que proporci­ona destaque social, prestígio político, privilégios, cons­titui-se meta central do comportamento h umano, como se a própria existência pudesse reduzir-se à transitori­edade, às variações da bolsa, aos impositivos da econo­mia internacional, às negociações político-partidárias...
Como conseqüência, advêem os tormentos moder­nos, as lutas intérminas pela posse, as preocupações exageradas para amontoar coisas, distanciando-se da auto-realização, da autoplenificação.
Facilmente surge a desestruturação da personali­dade com a instalação de distúrbios compatíveis com a intensidade do estresse.
O êxito não é portador de magia, de fenômenos que alterem o ser interior, desde que o mesmo não se encontre equipado com valores para enfrentá-lo e vivê­-lo.
Eis porque, lograda a meta, uma outra nova se apre­senta em desafio perturbador, conduzindo ao desvario e à alucinação.
Mesmo quando conseguido um estágio, o tédio, que sucede à conquista, se instala, até que outra moti­vação forte levante o ânimo do indivíduo, que se lhe en­trega, vivenciando fases de comportamentos i nstáveis.
Nesse ínterim, a fuga para o álcool, o tabaco, as drogas, o sexo em desregramento se apresenta como sendo solução, prazer, que não atende às necessidades reais, aquelas que predominam em a natureza humana e têm transcendência, em razão da sua origem, do ser espiritual que é.
Crê-se, indevidamente, que o êxito é o medidor de valores através dos quais se destacam as pessoas. Encontra-se em qualquer tipo de busca, não somente econômica, mas também cultural, científica, social, artística, em qualquer área que seja necessário o desem­penho e a manifestação de valores.
O sucesso tem sentido quando realiza o lutador, esta­belecendo equilíbrio na conduta e produzindo paz interi­or. Em caso contrário, não se trata de uma realização legí­tima, porém, de uma projeção de imagem que se faz afli­ção pelo temer competidores, por fragilizar-se com facilidade, por estar em constantes enfrentamentos.
O significado da luta estabelece-se nas metas liber­tadoras dos sentimentos angustiantes, das paixões pri­márias, dos instintos básicos...


Joana de Ângelis - Psicografado por Divaldo franco
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 04 de Setembro de 2011, 13:26
A grande dificuldade que enfrentamos é entender que nós, Espíritos materializados (encarnados), somos seres espirituais como aqueles que ficamos buscando compreender sua natureza, lidando com eles como se fossem entidades diferentes de nós. E isso é causado pela influência da materialidade na nossa capacidade de raciocinar. Tudo que fazemos ou pensamos fica com base no sentimento material que temos das coisas. E este é o recurso que a nossa Alma tem de exteriorizar seus sentimentos e atributos de forma mais clara e perceptível por aqueles que nos rodeiam. Por isso que, para mostrar até para nós mesmo que somos caridosos, sentimos a necessidade de prestar a assistência material aos necessitados destes recursos. Por isso que achamos que para demonstrar que consideramos muito uma pessoa devemos lhe dar presentes e quanto maior o valor deste presente maior o sentimento que ele representa. É incrível como precisamos da matéria para sermos compreendidos como Espírito, mesmo sabendo que pela sua natureza passível de tantas mutabilidades, podem dissimular facilmente o que, na verdade é ou sente o Espírito que através dela se manifesta !!! 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 04 de Setembro de 2011, 13:47
Bom dia Kazaoka,

Todo o problema surge no condicionamento social.
Desde que voltamos para matéria, somos condicionados a uma série de valores no meio que estamos inseridos, esses valores passam a ser verdades, mas são transitórios, ou seja, materiais. Lógico que o ajuste ao meio que vivemos é necessário, temos que crescer, trabalhar, se relacionar, cuidar do corpo físico, enfim, viver na matéria.
Mas a balança não pode estar desequilibrada.
Qual o  peso que damos a vida material?
O corpo físico tem que ser bonito ou saudável?
A nossa casa tem que ser abrigo ou grande e bonita para satisfazer nosso orgulho?
O nosso conhecimento intelectual e científico tem que ser para uso comum e impulsionar o progresso  ou para satisfazer vaidade?
O problema do mundo, acredito, é emocional, toda vez que existe uma insatisfação pessoal grande, esta balança se desequilibra e o ser vai se auto-afirmar em determinado aspecto da vida material, como se o corpo físico bonito, ou o poder do dinheiro ganho, ou cargo adquirido, ou a sua grande intelectualidade, fosse esteio suficiente para se considerar digno socialmente e pleno de si mesmo, quando isso desaba, porque são valores absolutamente transitórios, vem a frustração e a dor e a constatação da falta absoluta do auto-conhecimento para alcançar a sua paz.

Um Abç
Hebe

PS: Tenham todos um bom domingo
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 04 de Setembro de 2011, 14:13
Amados,
2. Então, aproximou-se dele um mancebo e disse:
Bom mestre, que bem devo fazer para adquirir a vida eterna?
- Respondeu Jesus:
Por que me chamas bom?
Bom, só Deus o é.
Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos.
- Que mandamentos? - retrucou o mancebo.
Disse Jesus:
Não matarás;
não cometerás adultério;
não furtarás;
não darás testemunho falso. –
Honra a teu pai e a tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo.

O moço lhe replicou:
Tenho guardado todos esses mandamentos desde que cheguei à mocidade.
Que é o que ainda me falta?

Filosofando o comportamento intuitivo, nos deparamos com um caso expressivo dependente de impulso e deliberação...
Para se proceder a uma deliberação, teremos que proceder a análise das razões...
A cultura grega antiga assim deliberava para se proceder de forma impulsiva, há de se adotar comportamento extático, cuidadosamente planejada, “euplástica” –“sophrosyne; ou seja, uma pessoa comedida.
Que adota comportamentos moderados por análises das suas conseqüências.

No divino mergulho do Espírito da matéria, a grande maioria de nós não estamos agindo da mesma maneira, que agiu o jovem mancebo?

QAC - A decisão é tua! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWFKS3c1eGFsalY4Iw==)

Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 04 de Setembro de 2011, 15:59
Amados,

Todos nós mergulhamos fundo na divina aventura do Espírito na Matéria, e a forma como recebemos esses Espíritos, e como os receberemos, é deveras preocupante...

Amados,
Não se sintam ofendidos nem melindrados com a seguinte pergunta:

Esperam ser recebidos em suas desencarnações, de forma diferente da que dispensaram aos filhos que Deus lhes confiou, que para aqui se aventuram no divino mergulho espiritual na matéria?

A guisa de conselho...
Bem no-lo disse Pedro: “O amor cobre uma multidão de pecados”... Ajamos!


A doutrina anti-reencarnacionista anula, necessariamente, a preexistência da alma.
Sendo estas criadas ao mesmo tempo em que os corpos, nenhum laço anterior há entre elas, que, nesse caso, serão completamente estranhas umas às outras.
Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas fundamentais que decorrem da não-reencarnação, a sorte das almas se acha irrevogavelmente determinada, após uma só existência.
A fixação definitiva da sorte implica a cessação de todo progresso, pois desde que haja qualquer progresso já não há sorte definitiva.
Conforme tenham vivido bem ou mal, elas vão para a mansão dos bem-aventurados, ou para o inferno eterno.
Ficam assim, imediatamente e para sempre, separadas e sem esperança de tornarem a juntarem-se, certos de jamais se verem novamente; é a ruptura absoluta dos laços de família.
Com a reencarnação e progresso a que dão lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, serão ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam e um dia sairão do lodaçal em que se enterraram.
Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.
ALLAN KARDEC em Evangelho Segundo o Espiritismo- 4/22 e 23 –

Filhodobino reflete:

Espero que vários leitores se deparem com este post, e por convicção não sejam reencarnacionistas...
É natural...
Mas, mesmo não sendo reencarnacionistas, reflitam um pouco, estamos recebendo não os nossos filhos em nossos braços, todos são filhos de um único e mesmo Pai...
E ainda assim titubeias em pensar na pergunta?

Esperam ser recebidos em suas desencarnações, de forma diferente da que dispensaram aos filhos que Deus lhes confiou, que para aqui se aventuram no divino mergulho espiritual na matéria?

Saúde e Paz!

OS FILHOS KHALIL GIBRAN (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUVpSmlfOVlXQjI0Iw==)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 04 de Setembro de 2011, 16:15
Bino maninho,
gostaria de lhe agradecer por ter relembrado o ensino "O amor cobre uma multidão de pecados", porque este ensino é muito mal compreendido.
Quando nos deparamos com este ensino dentro de um tema, ou no mais das vezes dentro de uma postagem, quer aqui ou noutro local, sempre vamos ter a visão de que este verbo "cobrir" quer nos dizer que o amor se bem verdadeiro for, nos vai desculpar os pecados cometidos, porém isso não é uma compreensão correta.
Sim, o amor, com diz Simão pedro, cobre uma multidão de pecados, mas isso quer fazer entender que o amor, faz atenuar a resposta da lei de causa e efeito, porém, não nos exime da contra partida tida pela Lei de Causa e Efeito.
Não há dois pesos e duas medidas na D. E.;
Se erramos sofreremos as consequências de nossos erros, este o axioma.
Porém, quando agimos com amor, mesmo que erremos, é através deste amor que teremos a condição atenuante para os erros e só assim se pode compreender o ensino de Pedro.
Abração,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Felipa em 04 de Setembro de 2011, 17:06
Olá Kazaoka!

 Portal do Espirito
Materialismo e Ciência
Matheus Artioli Firmino

Materialismo é a corrente filosófica que admite como causa de todos os fenômenos do Universo a matéria e suas propriedades. Nega a existência de um princípio inteligente independente da matéria. A inteligência e sentimentos humanos seriam atributos da matéria. A Consciência nasceria com o desenvolvimento do sistema nervoso no feto e morreria junto com o corpo na falência do encéfalo. A mente seria uma secreção do cérebro, como a bile é uma secreção do fígado, o suco gástrico do estômago e a urina dos rins [1].

Abstendo-nos de estudar as origens históricas do materialismo, podemos refletir sobre o que leva um Espírito imortal negar a própria realidade. Notemos que a idéia se alastra entre as pessoas dedicadas a desvendar a Verdade pelo método mais rigoroso e seguro, a Ciência. Entre as Ciências Naturais, particularmente aquelas cujo objeto de estudo é o corpo humano, a Anatomia e a Fisiologia, encontramos pesquisadores de renome ridicularizarem o Espiritualismo, ou seja, a concepção científico-filosófico-religiosa da existência da alma [2]. Tal é a desarmonia entre as idéias inatas clamando pela imortalidade e a crença artificial do nada, que o materialista pode ser considerado como portador de um desvio mental, de causa inexata, como uma excrescência nascida de um pequeno cisto, mas agora espalhando metástases [3].

Citemos um exemplo. No século XX, com os avanços da neurofisiologia e da neurocirurgia, o sistema nervoso pôde ser mais intimamente investigado. Como o cérebro em si não possui nervos para dor e tato em sua superfície, experimentos com humanos foram feitos atuando-se diretamente no cérebro exposto de voluntários. Dessa forma, através de microeletrodos geradores de pequenas correntes elétricas em células nervosas, foram determinadas com precisão as área cerebrais que comandam cada músculo voluntário do corpo. Nesse caso, o indivíduo fica desacordado e o pesquisador cataloga qual músculo é ativado frente a um estímulo elétrico numa área do cérebro [4]. Observemos as conclusões do materialismo: "a mente humana é, portanto, um conjunto de impulsos nervosos (elétricos) percorrendo o encéfalo".

Todavia, esse experimento nos faz lembrar as reflexões de Allan Kardec, no século XIX, quando toma como modelo as batidas de um sino numa antiga cidade [5]: o sino é matéria e portanto não toca pela vontade própria, assim como um corpo sem o Espírito; mas quando às 18 horas ele soa, as pessoas da cidade entendem a mensagem e sabem que, na verdade, é uma inteligência externa a ele que o comanda; porém, quando o sino soa aleatoriamente, todos entenderão que não há mensagem alguma, e possivelmente o vento o balançou. A análise neurofisiológica citada indica evidentemente que o cérebro comando o corpo, no entanto sozinho não é nada, pois quando a inteligência encarnada não agia (por efeito do anestésico) foi necessário uma outra inteligência externa, o pesquisador, para ativá-lo.
   
As conseqüências da crença materialista são óbvias: ausência total da responsabilidade para consigo e para com os outros. Considerar a existência humana começando no berço e terminando no sepulcro é a apologia de todos os vícios, como um material inflamável lançado sobre o fogo das paixões humanas. Levaria o ser a pensar em aproveitar todos os prazeres oferecidos na matéria com a exaltação suprema do egoísmo. "O mundo é dos espertos, dos astutos" diríamos, já que tudo acaba na morte. Aliás, já que todos iriam desaparecer mesmo, porque não desligar os aparelhos vitais de pacientes terminais e daqueles que gritam de dor em um momento de desespero? Ao sinal do menor sofrimento, o que não é raro, o suicídio seria uma solução elegante. Se um indivíduo pensando assim traria problemas, imaginemos se essa doutrina fosse generalizada. A sociedade acabaria por destruir-se, exterminando toda a espécie humana [6].Felizmente, um número muito reduzido de pessoas chega a esse ponto, vivenciando o credo materialista e superando o próprio instinto de conservação. Na realidade, devemos compreender que não são os estudos das Ciências Naturais que são perigosos por levarem as pessoas ao materialismo. Quase sempre, o orgulho de pensar conhecer todos as leis e fenômenos naturais e o desejo de não comprometer-se com a própria consciência, criam tais conclusões infantis. Daí entendermos que as Universidades estão povoadas de Espíritos pseudo-sábios, liderando a Ciência com interesses pessoais de crença. Para compreender melhor as origens dessa patologia mental, podemos dividir os materialistas em: os sistemáticos e os fanfarrões [7].

No primeiro grupo, estão aqueles que negam sistematicamente as verdades espirituais apesar das evidências filosóficas e científicas. Compreendendo, por exemplo, os fenômenos biológicos previsíveis, independentes da nossa vontade, e que são facilmente induzidos se entendermos a neurofisiologia humana, constataremos a nossa existência pelos nossos pensamentos e não pelo comportamento corporal. "Penso, logo existo", essa é a segurança filosófica da existência de um princípio inteligente independente da matéria [8]. Ademais, desde o século XIX, a existência do Espírito e suas relações com a matéria têm sido investigadas segundo à luz da Ciência, ou seja, experimental e quantitativamente. Desse modo, não devemos perder tempo em tentar convencer essa classe de materialistas, cujo orgulho venceu as evidências. Lembremos de Paulo de Tarso, quando, depois de pregar o Evangelho em várias cidades do Oriente, lembrou-se de anunciar a Boa Nova em Atenas, a capital da Filosofia Clássica, cujas luzes conhecera desde criança. Chegando lá, foi considerado louco e fanático e ridicularizado a gargalhadas pelos "ilustres" pensadores. Então, Paulo compreendeu com mais clareza porque o Mestre Jesus tinha escolhido encarnar entre os povos submissos, vivendo entre as pessoas simples da Galiléia; a humildade é uma condição indispensável para entender e aceitar que somos todos igualmente filhos de Deus e temos compromissos com a própria Consciência [9].

No segundo grupo, estão os materialistas vacilantes, cuja ausência de crença e vazio interior conduziram-nos ao desespero do niilismo. Negaram antes o irracional, as religiões dogmáticas que apresentam conceitos grosseiros e fantasiosos de forma imposta e irrefletida. Na verdade, mostrando-lhes uma doutrina racional e esclarecedora, com bases científicas e filosóficas para a realidade da inteligência livre, agarrá-la-ão como uma tábua de salvação das angústias carregadas. Por isso, "ao verdadeiro espírita nunca faltará oportunidade de fazer o bem; há corações aflitos a aliviar, consolações a dispensar, desesperos a acalmar, reformas morais a operar; essa é a sua missão e nela encontrará a verdadeira satisfação [10]." Assim, o esclarecimento espírita deve ser estendido levantando a bandeira da imortalidade àqueles que realmente a desejam, mas a prática da caridade consciente, conseqüência desse entendimento, arrasta qualquer um para o caminho do Bem [11].

Nesse sentido, desejamos desenvolver essas páginas na Internet, com o objetivo de atender a necessidade de nós, espíritas, trazendo conceitos científicos e temas da área atestando sempre a veracidade dos ensinos de Allan Kardec e dos Espíritos da Codificação nas Obras Básicas e notando com entusiasmo a Ciência terrestre chegando cada vez mais perto das verdades espirituais. Mais uma vez, recordemos o Apóstolo dos gentios, em sua primeira carta para Coríntios (1:23): "Mas nós pregamos um Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos."; o aprendiz fiel, porém, não se atemoriza [12].
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 04 de Setembro de 2011, 17:28
Bino, temos nossos laços com aqueles que acordamos na espiritualidade, constituindo com eles os laços fraternais das famílias consanguíneas que vivemos por aqui. Esta escolha está fundamentada nas diferenças existentes entre os acordantes, para que com a benção da reencarnação tenhamos a oportunidade dos acertos e resgates necessários à nossa evolução. Já, na Terra, nossas escolhas se baseiam nas afinidades. Com isso podemos concluir que nossas escolhas espirituais se baseiam nas diferenças entre os Espíritos e as escolhas terrenas se baseiam nas afinidades entre eles. Por isso que as relações humanas na terra são instáveis e passíveis de transformações absolutas de sentimentos. São as paixões que nos une na terra e é o amor que nos aproxima na espiritualidade. E, como disse o mestre: " A verdadeira felicidade não é deste mundo"

Bino, agradeço muito pelo post do clipe "a decisão é sua", esta música e sua letra é uma mensagem importantíssima para a nossa vivência espiritual e Espírita.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 04 de Setembro de 2011, 17:39
Moura, seguindo o raciocínio que você colocou. A consciência da culpabilidade não nos exime da necessária reparação. Não existem culpados, existem responsáveis. É a consciência da culpabilidade que nos faz responsáveis pela reparação dos equívocos que a noção do que seria o certo nos dá. Nos colocar-mos como simplesmente culpado nos faz crer na falsa idéia que o reconhecimento do próprio erro nos desobriga da reparação devida e que o simples fato de ter esta consciência nos faz merecedores da consideração de Deus. Quanta ilusão e fé mal compreendida ou mal praticada!!!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 04 de Setembro de 2011, 21:41
Moura, seguindo o raciocínio que você colocou. A consciência da culpabilidade não nos exime da necessária reparação. Não existem culpados, existem responsáveis. É a consciência da culpabilidade que nos faz responsáveis pela reparação dos equívocos que a noção do que seria o certo nos dá. Nos colocar-mos como simplesmente culpado nos faz crer na falsa idéia que o reconhecimento do próprio erro nos desobriga da reparação devida e que o simples fato de ter esta consciência nos faz merecedores da consideração de Deus. Quanta ilusão e fé mal compreendida ou mal praticada!!!

Boa Tarde Kazaoca e Moura,

Cada vez eu penso mais sobre esta questão de resgate, culpas, punições.
A interpretação que dou a respeito e gostaria muito que me corrigissem se eu estiver errada, é que o Espírito sendo criado ignorante, vem através das encarnações  experimentando na matéria situações,que vai lhe tirando pouco a pouco de sua ignorância. Por isso representa diversos papéis , ora como rico e pobre, homem e mulher, pai, mãe, filho, amigo etc adquirindo conhecimento a ponto de não mais precisar encarnar, penso que não vem para corrigir erros passados, ou resgatar alguma coisa, e sim para adquirir conhecimento que não absorveu nas encarnações anteriores.  :(
Não é o aprimoramento moral o objetivo?  ???
Não existe a hereditariedade, laços consanguíneos no mundo Espiritual. Os espíritos se reúnem por afinidade e por diversas vezes fazem parte de provas em comum para que nos diversos papéis atinjam a compreensão e aprendam a se amar.
Não é isso?
 

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 04 de Setembro de 2011, 21:58
Hebe, entrando pelo campo da opinião pessoal, eu também não vejo muita lógica na idéia de que sofremos por experimentar o mesmo efeito que nossas faltas provocaram em nossos irmãos. As sensações que experimentamos quando encarnados, são janelas a exteriorizar as impressões marcadas no Espírito e guardadas em seu arquivo de aprendizado e experiência, que chamamos de consciência. Consciência de si mesmo e que é característica própria de Espíritos em evolução, como o são os Espíritos humanos.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 04 de Setembro de 2011, 22:04
Hebe, entrando pelo campo da opinião pessoal, eu também não vejo muita lógica na idéia de que sofremos por experimentar o mesmo efeito que nossas faltas provocaram em nossos irmãos. As sensações que experimentamos quando encarnados, são janelas a exteriorizar as impressões marcadas no Espírito e guardadas em seu arquivo de aprendizado e experiência, que chamamos de consciência. Consciência de si mesmo e que é característica própria de Espíritos em evolução, como o são os Espíritos humanos.
Pois é, se não fosse assim  cairíamos na Lei do Talião. Não é bem essa a compreensão que o Espiritismo passa.
Tem muito romance espiritualista que passa  essa idéia, mas o propósito da reencarnação não é esse a meu ver.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 04 de Setembro de 2011, 22:20
De uma forma simplista de explicar o exposto, considero que sofremos não pelo erro que cometemos ou pelo mal que praticamos mas, pela falta da nossa necessária reparação. Por isso, considero a reencarnação um educandário, não um campo de punição.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 04 de Setembro de 2011, 22:54
Hebe, entrando pelo campo da opinião pessoal, eu também não vejo muita lógica na idéia de que sofremos por experimentar o mesmo efeito que nossas faltas provocaram em nossos irmãos. As sensações que experimentamos quando encarnados, são janelas a exteriorizar as impressões marcadas no Espírito e guardadas em seu arquivo de aprendizado e experiência, que chamamos de consciência. Consciência de si mesmo e que é característica própria de Espíritos em evolução, como o são os Espíritos humanos.

Amados,
Uma é a prova...
Outra é a expiação...

A Parábola do rico que vestia púrpura, e de Lazaro no seio de Pai Abraão, nos convida a tentar entender o profundo e intransponível vale que se formou para o rico...
Um grupo de jovens de classe média, sem nada mais útil por fazer, encharcam um ser humano deitado em um banco de jardim e nele ateiam fogo por diversão?
Imaginemos outro caso, Um Jovem casal se enamoram fazem tudo direitinho e se casam, na ilusão da paixão, nem se dão tempo para se conhecerem... Logo nasce um filhinho, mas, um dos conjuges (não vale alegar depressão pos-parto), descobri que a vida está dura por demais e quer voltar a namorar, flertar, passear, ir a festas, abandona o lar....
Não precisamos responder, pois se misturamos provas com expiações, ocorrerá uma brutal distonia de entendimentos...
A vida é como ela é... Há um regime de tolerâncias, bastante estreito, para passar de uma situação para outra...
Queimei o individuo, errei, me arrependi... fiz mil outras obras, fui filantropo dos da melhor qualidade... e o queimado?
Só para pensar, não precisamos nos alongar que estamos fugindo do assunto.
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 04 de Setembro de 2011, 23:29
Amados,
A razão e a loucura, são constantes affair's no cotidiano do Espiritismo...
Quando começamos uma análise comportamental pela razão, estamos nos promovendo à loucura... A vida metódica, simples, útil, ética, não consegue analisar e perceber nuanças de loucuras escondidas nos mais profundos reconditos da mente...
De repente essa vida simples e boa, vem abaixo... escurece...
Persisitindo nos esforçanco diante da loucura, realizando esforços heróicos para iluminar esse mente em comportamento louco, atuar minorando os reforços instintivos do comportamento buscando aliviar a loucura é mais louco que irracional.
O Rico expectro de imensas possibilidades de uma nova vida em sí enriquecida por comportamentos amorosos e gestos de ternura, são racionalmente mais aceitos como eficazes e eficientes em expiação por um novo divino mergulho do Espírito na matéria...
Quem elegeríamos para acolher com amor essa alma expiante, senão seu próprio algoz?
É comportamento racional justo, ético, simples, eficaz dizer então que o amor cobre uma multidão de pecados.

O AMOR COBRE A MULTIDÃO DE PECADOS (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXBRaUxvWVc3WEh3Iw==)
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 05 de Setembro de 2011, 00:19
Jesus é o que conhecemos Dele pelo que fez ou pela forma que foi imolada sua matéria?

A maior lembrança que temos Dele é seu corpo na cruz. É isso que ainda veneramos. A dor do calvário dava aos algozes a ilusão de ali estarem sepultando o ideal cristão. Da mesma forma imaginamos que, simplesmente resgatando o imolado estaremos a combater a complexidade do mal que o causou.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Felipa em 05 de Setembro de 2011, 00:20
Decisões
 
A nossa vida é uma seqüência infinita de decisões. A cada instante, para viver, cada um de nós tem que tomar decisões, com graus variados de importância, que passam a modelar o nosso comportamento de forma marcante, gerando conseqüências para os outros e para nós mesmos, automaticamente, pois que o homem não vive isoladamente, mas em sociedade, com dependência de uns para com os outros. É o uso do livre-arbítrio, da liberdade de viver, que Deus sabiamente nos concede.
O ato decisório está intimamente ligado às escolhas seletivas que fazemos nas ações de cada segundo. Abrange pequenas e grandes coisas como, por exemplo, decidir (escolher) o tipo de alimento que vamos ingerir nas refeições do dia a dia; o tipo de condução que vamos utilizar para ir de casa para o trabalho (ônibus, táxi, trem ou metrô), ou se vamos ou não casar dom determinada pessoa; se vamos abraçar esta ou aquela carreira profissional, e assim por diante. Tomada a decisão, escolhido o que vamos fazer, só nos resta aguardar as conseqüências dos nossos atos, que um dia virão.
Algumas decisões são tomadas quase que instintivamente, sem sequer nos apercebermos que estamos decidindo, ou seja, fazendo uma escolha.
Doutras vezes, a decisão é complexa e, por isso mesmo, causa em nós preocupações sérias, podendo causar estresse e não raras vezes depressão, por não conseguirmos descobrir, de imediato, qual a melhor decisão.
O livre-arbítrio nos é concedido por Deus como uma verdadeira dádiva, mas a utilização dessa liberdade de viver tem que se alicerçar em decisões responsáveis, ou seja, ninguém tem o direito de prejudicar ninguém e, desta forma, a liberdade de ação que todos possuímos, não é totalmente absoluta, muito pelo contrário, é relativa, possuindo limites que precisam ser bem visualizados. Essas barreiras divisórias estão colocadas na posição exata em que os direitos de uma pessoa terminam e os direitos dos seus semelhantes começam.
Sempre que esses limites de liberdade são ultrapassados, acabamos prejudicando alguém, consciente ou inconscientemente e, pela lei de justiça divina, passamos a ser infratores perante a harmonia do Universo, condição que terá que ser reparada, oportuna e convenientemente, para que a lei de causa e efeito se cumpra.
Daí uma das razões das dores e sofrimentos aqui na Terra, que não são eternos, mas exatamente proporcionais às dores e sofrimentos que causamos aos nossos semelhantes.
Allan Kardec explica no livro O CÉU E O INFERNO, que os deslizes que cometemos, criam como que manchas no Espírito, de maior ou menos intensidade, de acordo com a extensão do mal que criamos. Só há um meio de apagar estas manchas do Espírito, meio este composto de três etapas fundamentais: Arrependimento, Expiação e Reparação.
O primeiro passo é o arrependimento sincero, isto é, o reconhecimento de que fizemos algo errado. Esta fase do processo é importantíssima, pois significa que o discernimento entre o bem e o mal já existe. Há pessoas que, infelizmente, praticam o mal, achando que estão fazendo um bem. Estas pessoas ainda não despertaram a consciência para distinguir corretamente o bem do mal. É nosso dever supremo praticar, única e exclusivamente o bem, mas se, por qualquer motivo, não pudermos o bem realizar, jamais devemos praticar o mal.
A depuração quanto aos erros cometidos, começam com o arrependimento.
Somente o arrependimento, porém, não é suficiente para apagar a mancha criada pelo erro cometido. É preciso passar pela expiação, isto é, sofrer conforme fizemos os outros sofrer. É bem verdade que esta fase do processo pode ser atenuada, desde que o infrator pratique, por livre e espontânea vontade, muita caridade em beneficio dos seus semelhantes, anulando, para isso, o seu próprio egoísmo, o que nem sempre é tão fácil.
Chamamos a atenção para um outro ponto essencial, pois poderia parecer que o arrependimento, seguido da expiação das faltas fosse suficiente para nos livrarmos dos estragos que causamos com os nossos erros. E não é bem assim.
Torna-se necessária uma terceira e ultima etapa: a reparação, que consiste em nós fazermos o bem a que fizemos o mal. Só depois que passamos por tal procedimento é que conseguimos nos livrar totalmente das nódoas dos nossos erros.
Portanto, usar mal o livre-arbítrio, isto é, decidir erradamente, não é um bom negócio, pois as conseqüências para o Espírito são desastrosas, exigindo muita compreensão, determinação, coragem, força de vontade e resignação, além do dispêndio de muito tempo para a concretização das três etapas assinaladas: Arrependimento, Expiação e Reparação.
Nelson Oliveira e Souza

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Felipa em 05 de Setembro de 2011, 00:54
 A culpa acompanha o culpado
 
        Há algum tempo, lemos a notícia de que um médico alemão, acusado de vários crimes sexuais e assassinatos, suicidara-se na prisão, enquanto aguardava julgamento.

        Sem entrar no mérito quanto à veracidade de ter sido ou não suicídio, recordamos que são muitas as notícias desse gênero.

        É comum o fato de criminosos tentarem fugir da culpa pela porta falsa do suicídio, ou evadindo-se do local do crime, querendo apagar as marcas dos delitos, fugindo para outra localidade.

        No entanto, estando em si mesmos a gravação dos desatinos, deles terão que dar conta onde estejam, sob quaisquer disfarces de que se revistam, pois a cada um será concedido conforme suas obras.

        Assim, a culpa acompanhará o culpado até que ele consiga dela libertar-se pelo reajuste da própria consciência.

        Ademais, o criminoso, cujo crime fica oculto das leis humanas, não consegue se livrar da vítima, a não ser que esta seja um Espírito superior.

        Contrariando o dito popular: morto o animal, extinto o veneno, aquele que saiu do corpo sem sair da vida, planejará a vingança.

        Permanecerá vinculado ao seu algoz, emitindo vibrações desequilibradas e desequilibrantes, de forma a perturbar a mente culpada, induzindo-a à loucura ou ao suicídio.

        É por esse motivo que muitos criminosos não suportam a presença invisível de suas vítimas e caem em desatinos de grandes proporções.

        Essa vinculação se dá mente a mente. E só se efetiva porque há a conexão ódio-remorso.

        Quando o agente do ódio se aproxima da criatura culpada, com suas vibrações perturbadoras, destrambelha o psiquismo desta, podendo causar convulsões epilépticas, entre outros desequilíbrios.

        Não queremos dizer com isto que todas as enfermidades mentais sejam de origem obsessiva, pois incorreríamos em grave erro.

        Para algumas pessoas, essa forma de resgate do culpado tem sabor de castigo Divino, mas assim não é.

        O que ocorre é que existem leis das quais não podemos fugir, e uma delas é a lei de causa e efeito.

        O homem tem o livre-arbítrio para agir, pois que a nada é constrangido, mas perante as Leis Divinas assume toda a responsabilidade dos seus atos.

        Dessa forma, se todos observássemos a recomendação do Cristo de fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem, não teríamos tantos frutos amargos para colher.
* * *
        Não só pela dor podemos resgatar nossas faltas.

        Conforme afirma o apóstolo Pedro, “o amor cobre a multidão de pecados”.

        Quando optamos pelo amor, a caminhada fica mais leve e a felicidade mais próxima.

        Pensemos nisso, e optemos pelo amor lúcido.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A culpa acompanha o culpado, do livro Justiça e amor, pelo Espírito Camilo, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em17/12/2007.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 05 de Setembro de 2011, 01:40
O Livro dos Espíritos:

  "1002 O que deve fazer aquele que, no último momento da vida, reconhece suas faltas, mas não tem tempo de repará-las? Basta, nesse caso, arrepender-se?

– O arrependimento apressa a reabilitação, mas não o absolve. Não tem diante de si o futuro que nunca se fecha?"

O arrependimento é no Espírito e o resgate é na matéria. Não tem outro jeito.

Ainda no OLE:

"22a  Que definição podeis dar da matéria?

– A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que ele se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação."

☼ De acordo com essa idéia, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário, com a ajuda do qual, e sobre o qual, atua o Espírito. (comentário de Kardec). Os grifos são nossos.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 05 de Setembro de 2011, 11:43
Muito bom o PPS,
Bem elucidativo.
Confesso que as vezes me canso só em pensar nesta eternidade  :D :D :D.
Mas enfim, façamos a nossa parte por aqui, sempre procurando corrigir e aceitando o que nos vem como prova, pois afinal foram escolhidas por nós para nosso aperfeiçoamento.
Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: EsoEstudos em 05 de Setembro de 2011, 13:31
Hebe e Kazaoka, permitam-me um pitaco.

Como sempre e sempre digo, sou espiritualista e não propriamente espírita. Por isso fico até mais à vontade para dizer que não vejo na Lei o Talião um conceito aplicável no progresso espiritual.

No entanto, é assim que consta da Doutrina:

764. Disse Jesus: Quem matou com a espada, pela espada perecerá. Estas palavras não consagram a pena de talião e, assim a morte dada ao assassino não constitui uma aplicação dessa pena?

“Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito dessas palavras, como acerca de outras. A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus quem a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo em que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aquele que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá a achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito sofrer. Este o sentido das palavras de Jesus. Mas, não vos disse ele também: Perdoai aos vossos inimigos? E não vos ensinou a pedir a Deus que vos perdoe as ofensas como houverdes vós mesmos perdoado, isto é, na mesma proporção em que houverdes perdoado, compreendei-o bem?”

O Livro dos Espíritos
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 05 de Setembro de 2011, 13:50
Hebe e Kazaoka, permitam-me um pitaco.

Como sempre e sempre digo, sou espiritualista e não propriamente espírita. Por isso fico até mais à vontade para dizer que não vejo na Lei o Talião um conceito aplicável no progresso espiritual.

No entanto, é assim que consta da Doutrina:

764. Disse Jesus: Quem matou com a espada, pela espada perecerá. Estas palavras não consagram a pena de talião e, assim a morte dada ao assassino não constitui uma aplicação dessa pena?

“Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito dessas palavras, como acerca de outras. A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus quem a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo em que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aquele que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá a achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito sofrer. Este o sentido das palavras de Jesus. Mas, não vos disse ele também: Perdoai aos vossos inimigos? E não vos ensinou a pedir a Deus que vos perdoe as ofensas como houverdes vós mesmos perdoado, isto é, na mesma proporção em que houverdes perdoado, compreendei-o bem?”

O Livro dos Espíritos
Sim , Marco está escrito isto tudo no LE.
Mas veja bem, a prova é escolhida pelo Espírito, não é vingança de Deus e nem do outro Espírito que sofreu  nas mãos de outro na encarnação anterior.
Até porque vingança é uma inferioridade humana na matéria ou no mundo  espiritual ( obsessores), a pessoa ( Espírito encarnado) ou Espírito que se vingam podem estar cometendo um grave erro, pois sua visão na matéria é turva e no mundo Espiritual lhe causa um grande atraso. Normalmente se afundam ainda mais no próprio ódio.
A visão  no mundo Espiritual é ampla e o Espírito tem consciência de seus atos e pede como prova experimentar a situação oposta para seu aprendizado, é na matéria que o Espírito evolui e não no mundo Espiritual. No mundo Espiritual se instrui, através de auxilio de Espíritos mais elevados  e sua escolhas de provas é assistida para que tenha capacidade de suportar.
A lei do Talião, é olho por olho, dente por dente, é bem diferente desse entendimento que eu tenho.
Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 05 de Setembro de 2011, 15:13
Amigos,
há uma questão do LE que trata dos feitos: maus e bons.
ela contém, na pergunta a indagação que perturba a muitos, se quem não faz o mal mas também não faz o bem, erra.
A resposta que se segue é: "Aquele que não faz o mal mas que também o bem não o faz erra, pois havereis de fazer todo o bem que vos é possível, e expungir de vós todo o mal que ainda contiverdes."
Esses os caracteres do homem de bem.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: EsoEstudos em 05 de Setembro de 2011, 15:54
Eu concordo com a Hebe.
Também não vejo na Lei do Talião um conceito claro do que se esteja querendo dizer. Cabe, sim, a interpretação feita e que, no frigir dos ovos, resulta na velha e conhecida lei da causa e efeito. Não existem pecados, nem castigos, muito menos vingança por parte do Kosmos ou de quem seja.
Se eu esmurro a parede, minha mão se fere --- mas não posso dizer, senão à conta de mera figura de linguagem, que a parede devolveu-me o soco dado. A causa do dano foi o próprio agente. Ninguém puniu nem vingou-se.
Particularmente, desgosto da filosofia do "crime e castigo".
Se ponho a mão no fogo, queimo-a pura e simplesmente.
Se aceito uma prova, percorro-lhe a duração por mim mesmo.


 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 05 de Setembro de 2011, 16:07
No texto evangélico, o trecho citado acima: "Quem com a espada fere..." entendo que a espada foi colocada em sentido figurativo, não representando a belicosidade da arma. Entendo que nesta expressão do mestre o que Ele quis dizer é que todas as nossas ações, sejam elas de defesa (no sentido de preservação do bem conquistado) ou de ataque (no sentido de novas conquistas), estarão sempre sob o jugo da lei universal de Causa e Efeito. O resultado destas ações devem ser sempre o avanço da comunhão universal dos seres e serão passíveis de ratificação sempre que o efeito for contraditório a esta comunhão.

“Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito dessas palavras, como acerca de outras. A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus quem a aplica..."
E como entendemos a justiça de Deus? É uma justiça punitiva pela sua vontade ou soberanamente justa por que é aplicada pela própria consciência de quem errou, convidando-o ao ajuste necessário?
A pena de talião, conforme a entendemos, contraria totalmente a certeza que temos sobre a suprema inteligência do criador, que não utilizaria uma lei tão humana como a do "olho por olho. dente por dente". Ainda mais que uma justiça nestes moldes nutre o mal e cria um ciclo vicioso de faltas e punições que não redime e que nem redundaria em progresso moral a quem quer que seja e que  dele faça parte.

Ver na lei de Talião, assimilando-a pelo sentido literal da palavra, como mecanismo de justiça Divina, é o mesmo que substimar a onipotência de Deus. Principalmente no que concerne à inteligência e bondade.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 05 de Setembro de 2011, 17:49
Oi Kazaoka,
Só para fechar o assunto e voltar ao tema do tópico.

OLE:

2.7. Duração das penas futuras

"A duração dos sofrimentos do culpado, na vida futura, não é arbitrária, pois "Deus nunca obra caprichosamente e tudo, no universo, se rege por leis, em que a sua sabedoria e a sua bondade se revelam."

"Assim, a duração dos sofrimentos do culpado baseia-se no tempo necessário para que se melhore. Sendo o estado de sofrimento ou de felicidade proporcional ao grau de purificação do espírito, a duração e a natureza de seus sofrimentos dependem do tempo que ele gaste em melhorar-se. À medida que progride e que os sentimentos se lhe depuram, os seus sofrimentos diminuem e mudam de natureza."

Para o espírito sofredor o tempo se afigura mais longo do que quando estava encarnado. Só para os espíritos que já chegaram a certo grau de purificação, o tempo, por assim dizer, se apaga diante do infinito.

Os sofrimentos do espírito não poderão ser eternos, pois ele não poderá ser eternamente mau e jamais se arrepender. "Deus não criou seres tendo por destino permanecerem votados perpetuamente ao mal. Apenas os criou a todos simples e ignorantes, tendo todos, no entanto, que progredir em tempo mais ou menos longo, conforme decorrer da vontade de cada um."

"Mais ou menos tardia pode ser a vontade, porém, cedo ou tarde, ela aparece, por efeito da irresistível necessidade que o espírito sente de sair da inferioridade e de se tornar feliz. Eminentemente sábia e magnânima é, pois, a lei que rege a duração das penas, porquanto subordina essa duração aos esforços do espírito. Jamais o priva do seu livre-arbítrio: se deste faz ele mau uso, sofre as consequências."

Desse modo, as penas jamais poderão ser eternas, coisa que o bom senso e a razão repelem, pois uma condenação perpétua, motivada por alguns momentos de erro, seria a negação da bondade de Deus.

Os antigos, na ignorância em que se achavam, consideravam o Senhor do Universo um Deus terrível, cioso e vingativo; atribuíam-lhe as paixões dos homens. Todavia, esse não é o Deus dos cristãos que considera o amor, a caridade, a misericórdia e o perdão, como virtudes principais. Poderia, pois, Deus carecer dessas qualidades, cuja posse prescreve, como dever, às suas criaturas? Não haverá contradição em lhe atribuir a bondade infinita e a vingança também infinita? Dizemos que, acima de tudo, ele é justo e que o homem não lhe compreende a justiça. Porém, a justiça não exclui a bondade e ele não seria bom se condenasse a eternas e horríveis penas a maioria das suas criaturas. "Aliás, em fazer com que a duração das penas dependa dos esforços do culpado está toda a sublimidade da justiça unida à bondade. Aí é que se encontra a verdade desta sentença: "A cada um segundo as suas obras."

A ideia da eternidade das penas deve, pois, ser combatida, por ser blasfémia sobre a justiça e a bondade de Deus, germe fecundo da incredulidade, do materialismo e da indiferença que invadiram as massas, desde que as inteligências começaram a desenvolver-se."


Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Josete Nascimento em 05 de Setembro de 2011, 18:55
Me registrei hoje no grupo e logo me deparei com este posto sobre a aventura do Espírito na matéria, muito interessante e enriquecedor por sinal. Entendo que existe grande responsabilidade por parte daqueles que estudam a Doutrina dos Espíritos e, por isso mesmo, por muitas vezes me encontro em grande dificuldade quando me deparo com as necessidades de afeto e de compreensão a que o nosso querido planeta nos presenteia como obstáculos a vencer. A prática da observação é muito interessante, quando sinto meu coração aflito e aquela dor no estomago, tipica da angustia, começo a observar a minha respiração, observar as respostas da matéria aos apelos do Espírito quando em oração, é um exercício muito interessante e proveitoso, é incrível ver como quando em oração somos claramente auxiliados pelos nossos guias espirituais e como eles realmente conseguem resultado sobre a matéria. Paz e luz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 05 de Setembro de 2011, 19:06
O Livro dos Espíritos:

846. O organismo não influi nos atos da vida? E se influi, não o faz com prejuízo do livre   arbítrio?

-- O Espírito é certamente influenciado pela matéria, que pode entravar as suas manifestações. Eis porque, nos mundos em que os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desenvolvem com mais liberdade. Mas o instrumento não dá faculdades ao Espírito. De resto, é necessário distinguir neste caso as faculdades morais das faculdades intelectuais. Se um homem tem o instinto do assassínio, é seguramente o seu próprio Espírito que o possui e que lho transmite, mas nunca os seus órgãos. Aquele que aniqüila o seu pensamento para se ocupar apenas da matéria faz-se semelhante ao bruto, e ainda pior, porque não pensa mais em se premunir contra o mal. É nisso que ele se torna faltoso, pois assim age pela própria vontade. (Ver item 367 e seguintes, Influência do organismo).

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Alita em 05 de Setembro de 2011, 22:04
Querido amigo Moura

Sua colocação foi perfeita.

Citar
Sim, o amor, com diz Simão pedro, cobre uma multidão de pecados, mas isso quer fazer entender que o amor, faz atenuar a resposta da lei de causa e efeito, porém, não nos exime da contra partida tida pela Lei de Causa e Efeito.
Não há dois pesos e duas medidas na D. E.;
Se erramos sofreremos as consequências de nossos erros, este o axioma.
Porém, quando agimos com amor, mesmo que erremos, é através deste amor que teremos a condição atenuante para os erros e só assim se pode compreender o ensino de Pedro.
Abração,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-divina-aventura-do-espirito-na-materia/75/#ixzz1X77u5rxo

Muito bem entendido!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 05 de Setembro de 2011, 22:20
Oi Kazaoca,
Encontrei este artigo na revista Espírita.
É dividido em 5 partes.
Vou postar as duas primeiras para avaliação e reflexão sobre o assunto, em seguida vou colocando o restante para não pesar muito no tópico.

Estudos sobre reencarnação

Revista Espírita, fevereiro de 1864

(Sociedade Espírita de Paris. Médium, senhorita A. C.)
Publicado na Revista Espírita - Jornal de Estudos Psiclógicos - 7º ano - Nº 1 - Janeiro de 1864
1ª Edição - 1995 - Instituto de Difusão Espírita

I - Limites da reencarnação.

"A reencarnação é necessária enquanto a matéria domina o Espírito; mas do momento em que o Espírito encarnado chegou a dominar a matéria e anular os efeitos de sua reação sobre o moral, a reencarnação não tem mais nenhuma utilidade nem razão de ser. Com efeito, o corpo é necessário ao Espírito para o trabalho progressivo até que, tendo chegado a manejar esse instrumento à sua maneira, a lhe imprimir a sua vontade, o trabalho está realizado. É-lhe preciso, então, um outro campo para a sua caminhada, para o seu adiantamento no infinito; lhe é preciso um outro círculo de estudos onde a matéria grosseira das esferas inferiores seja desconhecida. Tendo sobre a Terra, ou em globos análogos, depurado e experimentado suas sensações, está maduro para a vida espiritual e seus estudos. Tendo se elevado acima de todas as sensações corpóreas, não tem mais nenhum desses desejos ou necessidades inerentes à corporeidade: ele é Espírito e vive pelas sensações espirituais que são infinitamente mais deliciosas do que as mais agradáveis sensações corpóreas.

II - A reencarnação e as aspirações do homem.

As aspirações da alma ocasionam a sua realização, e esta realização se cumpre na reencarnação enquanto o Espírito está no trabalho material; eu me explico. Tomemos o Espírito em seu início na carreira humana; estúpido e bruto, sente, no entanto, a centelha divina nele, uma vez que adora um Deus, que ele materializa segundo a sua materialidade. Nesse ser, ainda vizinho do animal, há uma aspiração instintiva, quase inconsciente, rumo a um estado menos inferior. Começa por desejar satisfazer seus apetites materiais, e inveja aqueles que vê num estado melhor do que o seu; também, numa encarnação seguinte, ele mesmo escolhe, ou antes, é arrastado a um corpo mais aperfeiçoado; e sempre, em cada uma de suas existências, deseja uma melhoria material; não se achando jamais feliz, quer sempre subir, porque a aspiração à felicidade é a grande alavanca do progresso.

À medida que suas sensações corpóreas se tornam maiores, mais refinadas, suas sensações espirituais despertam e crescem também. Então o trabalho moral começa, e a depuração da alma se une à aspiração do corpo para chegar ao estado superior.

Esse estado de igualdade das aspirações materiais e espirituais não é de longa duração; logo o Espírito se eleva acima da matéria, e suas sensações não podem ser satisfeitas por ela; é-lhe preciso mais; lhe é preciso o melhor; mas aí o corpo, tendo sido levado à sua perfeição sensitiva, não pode seguir o Espírito, que então o domina e dele se desliga cada vez mais, como um instrumento inútil. Volta todos os seus desejos, todas as suas aspirações, para um estado superior; sente que as necessidades corpóreas, que lhe eram um objeto de felicidade em suas satisfações, não são mais do que uma tortura, um rebaixamento, do que uma triste necessidade da qual aspira se libertar para gozar, sem entraves, de todas as felicidades espirituais que ele pressente".

Um espírito protetor do médium.

Nota.

- Esta comunicação não leva outra assinatura senão esta acima, o que prova que não há necessidade de haver tido um nome célebre sobre a Terra para ditar boas coisas.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 05 de Setembro de 2011, 23:48
No divino mergulho do Espírito na matéria, a atividade bendita da divulgação do amor de Deus para conosco, sendo exercida, já quando a independência do sobreviver do candidato a obreiro, é fator que lhe rende possibilidades de sofrer menos...
Reflitamos com Emmanuel...
 Se aspiras o título de obreiro do Senhor, não olvides que o mundo é um campo imenso de trabalho para a lavoura do bem.
Não esperes facilidades na plantação. Suportarás, naturalmente, obstáculos e perigos de toda sorte na preparação da colheita futura.
Repara ao redor de ti.
Melindres e suscetibilidades são pragas e vermes roedores, destruindo-te a sementeira.
Cólera e irritação constituem granizo e vento, arrasando-te as leiras frágeis.
 Compromissos com a sombra simbolizam vigorosos cipoais, asfixiando-te os esforços. Indolência e desânimo são ervas parasitárias, aniquilando-te a produção.
Leviandade e maledicência representam enxurro e detritos, sufocando-te as melhores promessas.
Perversidade e crítica expressam aridez e secura, capazes de arruinar-te a esperança.
Lembra: cada dia é tempo abençoado de trabalhar e não confies a enxada de tua oportunidade à ferrugem da negação.
Recorda que o tempo voa, que tudo se transforma e que a própria terra, onde se alonga a tua esfera de ação, turbilhona em pleno céu à procura da perfeita comunhão com a Grande Luz. EMMANUEL em TAÇA DE LUZ - 4ª Ed. FEESP, 1972 - 24 –
Todavia, todo esse esforço, ainda que eficaz e eficiente, de nada servirá se não estiveres bastante atento ao que nos diz Marco Prisco...
Pregar e servir.
Ensinar e atender.
Doutrinar e ajudar.
Todas as tarefas que objetivam distender o reino de Deus entre os homens, são valiosas e expressivas normativas de trabalho para o espírito.
Todavia, não deixe de trabalhar em você mesmo, lutando cada instante pela transformação íntima do seu espírito, sem o que pouco adiantará o esforço de corrigir os outros, ajudar os outros e ensinar os outros.
MARCO PRISCO em LEGADO KARDEQUIANO - 3ª Ed. LEAL, 1982. – 22
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 06 de Setembro de 2011, 00:07
Nota-se na colocação feita pelo Espírito que ditou esta mensagem uma atribuição de vontade animalizada à matéria, como se o ser animal fosse dotado de sentidos e vontades independentes aos do Espírito (ser espiritual). E esta vontade animalizada, conhecida como instinto, torna-se mais intensa sobre a vontade do Espírito na razão direta à capacidade do Espírito de resistir aos impulsos instintivos da natureza grosseira da matéria. Se o corpo animalizado não fosse dotado de sentidos e vontades próprias, não justificaria a presença do Espírito como um ser em evolução a habitá-lo e dominar-lhe os sentidos, como prova para evoluir.

O Livro dos Espíritos:, na questão 136a, Kardec pergunta;

136 – a) O corpo pode existir sem a alma?

 — Sim; e não obstante, desde que o corpo deixa de viver, a alma o abandona. Antes do nascimento não há uma união decisiva entre a alma e o corpo, ao passo que, após o estabelecimento dessa união, a morte do corpo rompe os liames que a unem a ele, e a alma o deixa. A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo sem vida orgânica.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 00:41
 ::) Oi kazaoka,
O corpo físico é apenas o veículo do Espirito.
Mas a sua evolução espiritual se dá, quando ele passa a dominar seus instintos e não se deixa arrastar pelas necessidades apenas materiais, que lhe dão prazer ou o ameaçam, ao desenvolver este domínio consegue então através do desenvolvimento da inteligência e do senso  moral  controlar seus impulsos. Isso se dá a medida que a ignorância vai cedendo lugar ao discernimento entre o  bem e o mal.
Não é isso?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 06 de Setembro de 2011, 01:00
Dizer do sensorial, é subjetivamente dizer da percepção de algo cuja presença não pode ser vista.
Nossa percepção nos indica quase sempre de que algo que nesta hora se nos apresenta, seja algo que já nos lembramos de tê-lo sentido ou visto antes sem exatamente precisarmos o que, como, quem, onde... etc.,
Então tratando-se de percepção incontestavelmente vista, nosso mergulho divino Espiritual na matéria, no  qual ora vivemos, podemos verificar que nossas condições de vida estão sempre sendo consideravelmente melhoradas.
Como fator de humana humildade, atribuímos a Deus essa melhora, que vamos alcançando paulatinamente...
Até ai tudo bem, problema é quando passamos a Dele e só Dele esperar a continuidade dos melhoramentos, que tanto ainda precisamos que são muitos, pois muitos Espíritos que realizaram ao nosso mesmo tempo seu mergulho na matéria, nossos irmãos, ainda sofrem e muito as necessidades principalmente nas áreas da saúde e de educação.
Não que nos refiramos a ilogicidade dessa espera divina, mas que ela seja apenas fruto de um comportamento mental expectativo no campo das idéias...
Percepção sólida de comportamento cognitivo real, é usarmos essa confiança supra citada, alojada no campo das idéias e colocarmos na prática, agindo em todos os setores que se nos afigurem oportunos e úteis...
O mesmo podemos afiançar acerca da caridade, a simpatia e a afeição a outrem.
Promovendo dessa forma em nós e por nós um fomento de atitudes práticas que forcem avolumarem-se recursos para que tais iniciativas sejam cada vez mais eficientes e eficazes e não ficarmos só esperando que os que têm fama e projeção social o façam.
O Criança Esperança está findando, mas vemos tão pouca ação entre nós Espiritistas nesse engajamento, que  me tocou o desejo de aqui o expressar.
Penso que seja boa medida de autoconsciência coletiva, nos envolver mais objetivamente nessas campanhas, óbvio sem abandonar as que nós próprios já nos empenhamos, nem que seja simplesmente em divulgação, posto que afinal os beneficiários dessas campanhas também o são Espíritos nossos irmãos que no mesmo tempo em que nós mergulhamos nessa divina experiência na matéria.
Saúde e Paz!





CRIANÇA ESPERANÇA? / Everything I Do /Bryan Adams /RV 101 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVVaMno2UnhENm9vJmFtcDtmZWF0dXJlPWZ2c3Ij)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 06 de Setembro de 2011, 01:30
Hebe, eu entendo que o instinto está relacionado à matéria animalizada, não ao Espírito. Este termo "animalizado" significa animada por um princípio vital sem, necessariamente, ser o Espírito. É o que o Espírito diz na resposta da questão 136a.
Sendo o Espírito humano um ser dotado de uma complexidade a mais do que os outros seres, pois lhe é dado o sentido moral e, sendo a forma animalizada humana um ser com complexidade instintiva aprimorada, por que é dado a este animal humano a capacidade do raciocínio avançado, torna-se ele apto a receber o Espírito humano, oferecendo-lhe as bases necessárias ao seu adiantamento. E ao ser animal, chamado homem, o Espírito da a intelectualidade que lhe proporciona o avanço na escala evolutiva animal, aprimorando-o em intelectualidade e senso moral.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 01:39
Certo Kazaoka,
Entendi, perfeito.
Mas o que eu quis dizer que a medida que o homem ( espírito encarnado) vai dominando o instinto animal, vai se elevando Espiritualmente.
O Instinto também é útil, é uma forma de defesa e de sobrevivência, o que nos diferencia dos animais é o senso moral e o reconhecimento de si mesmo.


Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 06 de Setembro de 2011, 02:43
Hebe, é interessante como, ao falarmos em Espíritos, seres espirituais, etc., nos colocamos em posição distinta à destes seres. No íntimo, sentimos que nós, na condição de encarnados, somos seres à parte dos seres espirituais. Ou, pelo menos, somos dotados de "algo" que é comum a nós e não faz parte da natureza deles e esse algo é a matéria. Acho que é nessa hora que a nossa consciência animalizada entra em ação. Acho que é por isso que lidamos com os Espíritos como se fossem seres muito diferente de nós, coisa de outro mundo mesmo! E não é nada disso, somos todos irmãos e interdependemos uns dos outros...

Ainda comentando o seu post. Se tirar-mos do encarnado humano, o senso moral e a noção de si mesmo, teríamos ai, um animal biológicamente aprimorado, chamado homem. É assim, por exemplo, que os símios que são nossos parentes mais próximos, não passam de seres intelectivos pois, falta-lhes o sentido moral e a consciência de si mesmo, prevalecem neles os atos instintivos e o raciocínio prático.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 03:09
Oi Kazaoka,
Nós fazemos parte da natureza tanto quanto qualquer espécie, tudo se encadeia.

Trago aqui as questões OLE
Parte Segunda – Capítulo 11
604 a A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e a do homem?

– Sim, mas os animais têm apenas a inteligência da vida material; para o homem, a inteligência produz a manifestação da vida moral.

605 Se considerássemos todos os pontos de contato entre o homem e os animais, não poderíamos deduzir que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se não tivesse essa última, poderia viver como o animal? De outro modo, pode-se considerar que o animal é um ser semelhante ao homem, tendo menos alma espírita? Isso não significaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma dessas duas almas?

– Não. O homem não tem duas almas; mas os corpos têm instintos que são o resultado da sensação dos órgãos. Há nele apenas uma dupla natureza: a natureza animal e a natureza espiritual. Pelo seu corpo, participa da natureza dos animais e seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.

605 a Assim, além de suas próprias imperfeições, das quais o Espírito deve se despojar, o homem tem ainda que lutar contra a influência da matéria?

– Sim, quanto mais é inferior mais os laços entre o Espírito e a matéria são unidos; não o vedes? O homem não tem duas almas;a alma é sempre única em cada ser. A alma do animal e a do homem são distintas uma da outra, de modo que a alma de um não pode animar o corpo criado para a outra. Mas, ainda que o homem não tenha alma animal que, por suas paixões, o nivele aos animais, tem o corpo que muitas vezes o rebaixa a eles, porque seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, porém ininteligentes e limitados ao cuidado de sua conservação.

☼ O Espírito, ao encarnar no corpo do homem, traz o princípio intelectual e moral que o torna superior aos animais. As duas naturezas que existem no homem dão às suas paixões duas origens diferentes: uma vem dos instintos da natureza animal, outra das impurezas do Espírito encarnado e que simpatiza mais ou menos com a grosseria dos apetites animais. Purificando-se, o Espírito se liberta pouco a pouco da influência da matéria. Submisso a essa influência, se aproxima da brutalidade; despojado dela, se eleva à sua verdadeira destinação.

606 De onde os animais tiram o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma, da qual são dotados?

– Do elemento inteligente universal.

606 a A inteligência do homem e a dos animais vêm de um princípio único?

– Sem dúvida. Mas no homem ela recebeu uma elaboração que o eleva acima do animal."


Cada espécie está sempre em evolução, mas são distintas em sua cadeia evolutiva,em seguida neste mesmo cap.11 os Espíritos respondem que também os animais estão em outros mundos mais avançados. em função destas respostas dos Espíritos Superiores que afirmei meu post anterior.
Lógico que somos Espíritos, apenas estamos encarnados e evoluindo para outros mundos de matérias mais sutis.
Um abç
Hebe

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 06 de Setembro de 2011, 03:20
É, o cap XI tem o título - "Os três reinos". E o que trata este capítulo dá cada discussão...

Concluindo o raciocínio, então sem a Alma humana o homem pode continuar a existir como um animal aprimorado.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 03:26
 :D :D Sim, cada discussão daquelas!!!!! Já vi por aqui.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 10:09
Bom dia a todos

Continuando o artigo...

Estudos sobre reencarnação

Revista Espírita, fevereiro de 1864

(Sociedade Espírita de Paris. Médium, senhorita A. C.)
Publicado na Revista Espírita - Jornal de Estudos Psiclógicos - 7º ano - Nº 1 - Janeiro de 1864
1ª Edição - 1995 - Instituto de Difusão Espírita


III - Ação dos fluidos na reencarnação.

"Sendo os fluidos os agentes que colocam em movimento o nosso aparelho corpóreo, são eles também que são os elementos de nossas aspirações, porque há fluidos corpóreos e fluidos espirituais, que todos tendem a se elevarem e se unirem aos fluidos da mesma natureza. Esses fluidos compõem o corpo espiritual do Espírito que, no estado encarnado, age por eles sobre a máquina humana que está encarregado de aperfeiçoar, porque tudo é trabalho na criação, tudo concorre para o adiantamento geral.

O Espírito tem seu livre arbítrio, e procura sempre o que lhe é agradável e o satisfaz. Se é um Espírito inferior e material, procura suas satisfações na materialidade, e então dará um impulso aos seus fluidos corpóreos que dominarão, mas tenderão sempre a crescer e a se elevar materialmente; portanto, as aspirações desse encarnado são materiais, e, retornado ao estado de Espírito, procurará uma nova encarnação onde satisfará as suas necessidades e seus desejos materiais; porque, notai bem, a aspiração corpórea não pode pedir, como realização, senão uma nova corporeidade, ao passo que a aspiração espiritual não se prende senão às sensações do Espírito. Ela será solicitada por seus fluidos que deixou se materializarem; e como no ato da reencarnação os fluidos agem para atrair o Espírito ao corpo que foi formado, houve, pois, atração e união dos fluidos, a reencarnação se opera em condições que darão satisfação às aspirações de sua existência precedente.

Ocorre o mesmo com os fluidos espirituais com os fluidos materiais, se são eles que dominam; mas então, quando o espiritual se sobrepôs sobre o material, o Espírito, que julga diferentemente, escolhe ou é atraído por simpatias diferentes; como lhe é necessária a depuração, e que não é senão pelo trabalho que a alcança, as encarnações escolhidas são mais penosas para ele, porque, depois de haver dado a supremacia à matéria e aos seus fluidos, lhe é necessário constrangê-la, lutar com ela e dominá-la. Daí essas existências tão dolorosas e que parecem, freqüentemente, tão injustas, infligidas a Espíritos bons e inteligentes. Aqueles fazem sua última etapa corpórea e entram, saindo deste mundo, nas esferas superiores onde suas aspirações superiores acharão a sua realização".
Um espírito protetor do médium.

Nota.

- Esta comunicação não leva outra assinatura senão esta acima, o que prova que não há necessidade de haver tido um nome célebre sobre a Terra para ditar boas coisas.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 06 de Setembro de 2011, 12:32
Na análise do I° parágrafo do trecho do artigo da Revue, item III,  colocado no último post da Hebe, tem afirmações interessantes, cito algumas (com esse "cito algumas", me lembrei do Coronel, rss);
"... porque há fluidos corpóreos e fluidos espirituais".
Nessa afirmação do Espírito, entendemos que, embora de natureza original comum, o Espírito e a matéria possuem fluidos diferenciados em seus arranjos. E que a associação dos dois princípios, a matéria com o Espírito (reencarnação), buscam a depuração fluídica de ambos. E mostra, também, que é esse arranjo fluídico que dá a estabilidade das organizações materiais e espirituais. Assim, sempre existirão pedras, água, plantas, animais e Espíritos. "...porque tudo é trabalho na criação, tudo concorre para o adiantamento geral."

No 2° parágrafo:
        "O Espírito tem seu livre arbítrio, e procura sempre o que lhe é agradável e o satisfaz. Se é um Espírito inferior e material, procura suas satisfações na materialidade". Nesta frase e nas que seguem, o Espírito afirma que o que traz a necessidade da reencarnação é a afinidade do ser espiritual com a materialidade, satisfazendo os seus desejos e suas necessidades materiais. O que faz o Espírito reencarnar é sua afinidade com os fluídos da matéria.

São afirmações fortes e pesadas, colocando os fundamentos da reencarnação em um prisma de dissociação de causas, nos apresentando uma visão diferente e muito além daquela que simplesmente diz: "reencarnamos para evoluirmos". Tem muita coisa para ser melhor estudada e para ser melhor compreendida.


PS: Após postar, percebi que esta mensagem abriu uma nova página. Por isso, sugiro que os leitores voltem à página anterior, pag 8, onde tomarão conhecimento do artigo da "revista espírita". que está sendo material de estudo neste momento.




Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 13:17
Penso que neste estágio o Espírito ainda apegado a matéria em decorrência de seu adiantamento,  sente a necessidade  da vida corporal, mais a diante, conforme vai evoluindo a atração da matéria vai se tornando menor, existindo então o predomínio do Espírito sobre a matéria.
Seguindo o artigo mais adiante nós vamos percebendo como a evolução Espiritual do ser hominal vai se dando.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Regis Mesquita em 06 de Setembro de 2011, 14:41
Hebe disse:

"É preciso a vontade sincera de ajudar, sem esperar o retorno. Por isso Jesus pediu, convide para seu banquete não os nobres e sim os miseráveis e doentes pois deles nada de retorno terás".

Belas palavras. Acrescento que Jesus também queria que ampliássemos nossa atenção. Incluindo os que sofrem como dígnos de compartilhar conosco a alimentação. Este é um dos maiores símbolos da igualdade. Apesar de sermos diferentes no corpo, somos iguais no espírito, por isto a confraternização conjunta é tão necessária.

abraço,

Regis Mesquita
@tvidaspassadas


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 06 de Setembro de 2011, 16:10
Regis meu mano,
este tema, trazido do ensino de jesus, sobre as bodas, é muito mal compreendido.
Jesus quando nos afirma, sobre os rotos e esfarrapados, não falava em alimentação propriamente.
Falava sim na interação que devemos ter também para com eles e o ensino, então fica enobrecido tanto pela caridade, quanto pelo sentimento de igualdade que se tenha de ter com eles.
Trazer para as nossas bodas estes pobres, não quer dizer convidá-los para nossas festas mas sim em termos a noção de que para com eles, devamos agir tal e qual agimos para com nossos pares.
Abração,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 16:32
Regis meu mano,
este tema, trazido do ensino de jesus, sobre as bodas, é muito mal compreendido.
Jesus quando nos afirma, sobre os rotos e esfarrapados, não falava em alimentação propriamente.
Falava sim na interação que devemos ter também para com eles e o ensino, então fica enobrecido tanto pela caridade, quanto pelo sentimento de igualdade que se tenha de ter com eles.
Trazer para as nossas bodas estes pobres, não quer dizer convidá-los para nossas festas mas sim em termos a noção de que para com eles, devamos agir tal e qual agimos para com nossos pares.
Abração,
Moura
Está certo Moura o sentido é este mesmo, não é só o aspecto da caridade material.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 06 de Setembro de 2011, 17:29
Continuando o artigo postado pela Hebe...

Estudos sobre reencarnação

Revista Espírita, fevereiro de 1864

(Sociedade Espírita de Paris. Médium, senhorita A. C.)
Publicado na Revista Espírita - Jornal de Estudos Psiclógicos - 7º ano - Nº 1 - Janeiro de 1864
1ª Edição - 1995 - Instituto de Difusão Espírita


IV - As afeições terrestres e a reencarnação.

O dogma da reencarnação indefinida encontra oposições no coração do encarnado que ama, porque em presença dessa infinidade de existências, produzindo cada uma delas novos laços, pergunta-se com medo o que se tornam as afeições particulares, e se elas não se fundem num único amor geral, o que destruiria a persistência da afeição individual. Pergunta-se se essa afeição individual não é somente um meio de adiantamento, e então o desencorajamento se insinua em sua alma, porque a verdadeira afeição sente a necessidade de um amor eterno, sentindo que não se deixará jamais de amar. O pensamento de milhares dessas afeições idênticas lhe parece uma impossibilidade, mesmo admitindo faculdades maiores para o amor.

O encarnado que estuda seriamente o Espiritismo, sem tomar partido por um sistema antes que por um outro, se encontra arrastado para a reencarnação pela justiça que decorre do progresso e do adiantamento do Espírito em cada nova existência; mas quando o estuda do ponto de vista das afeições do coração, duvida e se atemoriza apesar dele. Não podendo colocar de acordo esses dois sentimentos, se diz que ali ainda tem um véu a levantar, e seu pensamento nesse trabalho atrai as luzes dos Espíritos para concordar seu coração e sua razão.

Eu disse precedentemente: a encarnação se detém lá onde a materialidade é anulada. Mostrei como o progresso material havia de início refinado as sensações corpóreas do Espírito encarnado; como o progresso espiritual, tendo vindo em seguida, havia contrabalançado a influência da matéria, depois a havia, enfim, subordinado à sua vontade, e, que chegado a esse grau de domínio espiritual, a corporeidade não tinha mais razão de ser, o trabalho estando realizado.

Examinemos agora a questão da afeição sob esses dois aspectos, material e espiritual.

De início, o que é a afeição, o amor? Ainda a atração fluídica atraindo dois seres um para o outro, e unindo-os num mesmo sentimento. Essa atração pode ser de duas naturezas diferentes, uma vez que os fluidos são de duas naturezas. Mas para que a afeição persista eternamente, é preciso que ela seja espiritual e desinteressada; é preciso a abnegação, o devotamento, e que nenhum sentimento pessoal seja o móvel desse arrastamento simpático. Do momento em que haja, nesse sentimento, personalidade, há materialidade; ora, nenhuma afeição material persiste nos domínios do Espírito. Portanto, toda afeição que não seja senão o resultado do instinto animal ou do egoísmo, se destrói à morte terrestre. Também, que seres supostamente amados são esquecidos depois de pouco tempo de separação! Vós os haveis amado por vós e não por eles, aqueles que não são mais, uma vez que os esquecestes e substituístes; procurastes a consolação no esquecimento; eles se vos tornam indiferentes, porque não tendes mais amor.

Contemplai a Humanidade, e vede o quanto há pouca afeição verdadeira sobre a Terra! Também não se deve tanto se amedrontar com a multiplicidade das afeições contraídas nesse mundo; elas são em minoria relativa, mas existem, e as que são reais persistem e se perpetuam sob todas as formas, sobre a Terra, de início, depois continuam no estado de Espírito numa amizade ou um amor inalterável, que não faz senão crescer em se elevando mais.

Vamos estudar esta verdadeira afeição: a afeição espiritual.

A afeição espiritual tem por base a afinidade fluídica espiritual, que, agindo sozinha, determina a simpatia. Quando ocorre assim, é a alma que ama a alma, e essa afeição não toma força senão pela manifestação dos sentimentos da alma. Dois Espíritos unidos espiritualmente se procuram e tendem sempre a se aproximarem; seus fluidos são atrativos. Que estejam num mesmo globo, serão levados um para o outro; que estejam separados pela morte terrestre, seus pensamentos se unirão na lembrança, e a união se fará na liberdade do sono; e quando a hora de uma nova encarnação soar para um deles, procurará se aproximar de seu amigo entrando nisso que é sua filiação material, e fá-lo-á com tanto mais facilidade quanto seus fluidos periespirituais materiais encontrarem afinidade na matéria corpórea dos encarnados que deram a luz ao novo ser. Dai um novo aumento da afeição, uma nova manifestação do amor. Tal Espírito amigo vos amou como pai, vos amará como filho, como irmão ou como amigo, e cada um desses laços aumentará de encarnação em encarnação, e se perpetuará de maneira inalterável quando, vosso trabalho estando feito, vivereis da vida do Espírito.

Mas essa verdadeira afeição não é comum sobre a Terra, e a matéria vem retardá-la, anulando-lhe os efeitos, segundo ela domine o Espírito. A verdadeira amizade, o verdadeiro amor sendo espiritual, tudo o que se relaciona com a matéria não é de sua natureza, nem concorre em nada para a identificação espiritual. A afinidade persiste, mas fica no estado latente até que o fluido espiritual se sobrepondo, o progresso simpático se efetue de novo. Para me resumir, a afeição espiritual é a única resistência no domínio do Espírito; sobre a Terra e nas esferas de trabalho corpóreo, ela concorre para o adiantamento moral do Espírito encarnado que, sob a influência simpática, cumpre milagres de abnegação e de devotamento pelos seres amados. Aqui, nas moradas celestes, ela é a satisfação completa de todas as aspirações, e a maior felicidade que o Espírito possa sentir.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 06 de Setembro de 2011, 18:07
E ai gente!?

Nesta mensagem o Espírito fala que os laços de família terrena são baseados na afinidade, por semelhança, entre os fluidos espirituais e que os fluidos materiais é que "atrapalham" (força de expressão) esta relação... E a gente ouve tanto falar que os laços familiares são estabelecidos, justamente, em razão das diferenças ou débitos e que a reencarnação é para ajustarmos estas questões!?...Diz, também, que as afeições ou amores terrenos são, na maioria das vezes, efêmeros e baseados na fluidez material, não tendo sobrevivência no mundo espiritual!?...

"De início, o que é a afeição, o amor? Ainda a atração fluídica atraindo dois seres um para o outro, e unindo-os num mesmo sentimento. Essa atração pode ser de duas naturezas diferentes, uma vez que os fluidos são de duas naturezas. Mas para que a afeição persista eternamente, é preciso que ela seja espiritual e desinteressada; é preciso a abnegação, o devotamento, e que nenhum sentimento pessoal seja o móvel desse arrastamento simpático. Do momento em que haja, nesse sentimento, personalidade, há materialidade; ora, nenhuma afeição material persiste nos domínios do Espírito."



Esta "divina aventura na matéria" é mesmo, cheia de nuanças e pormenores que a nossa razão, ainda animalizada, desconhece ou não tem condição de compreender.

      "O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece".
                                                                 Blaise Pascal

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 20:29
Boa tarde a todos,

V parte e conclusão do Artigo.

Estudos sobre reencarnação

Revista Espírita, fevereiro de 1864
(Sociedade Espírita de Paris. Médium, senhorita A. C.)
Publicado na Revista Espírita - Jornal de Estudos Psiclógicos - 7º ano - Nº 1 - Janeiro de 1864
1ª Edição - 1995 - Instituto de Difusão Espírita

V - O progresso entravado pela reencarnação indefinida.

Até aqui a reencarnação foi admitida de um modo muito prolongado; não se pensou senão nessa prolongação da corporeidade, embora cada vez menos material, ocasionando, no entanto, necessidades que deviam entravar o vôo do Espírito. Com efeito, admitindo a persistência da geração nos mundos superiores, atribui-se ao Espírito encarnado necessidades corpóreas, dão-lhe deveres e ocupações ainda materiais que constrangem e detêm o impulso dos estudos espirituais. Que necessidade desses entraves? O Espírito não pode gozar as felicidades do amor sem sofrer as enfermidades corpóreas? Sobre a própria Terra, esse sentimento existe por si mesmo, independente da parte material de nosso ser; os exemplos, embora sejam raros, estão aí, suficientes para provar que deve ser sentido mais geralmente entre os seres mais espiritualizados.

A reencarnação ocasiona a união dos corpos, o amor puro somente a união das almas. Os Espíritos se unem segundo suas afeições começadas nos mundos inferiores, e trabalham juntos para o seu adiantamento espiritual. Eles têm uma organização fluídica muito diferente daquela que era a conseqüência de seu aparelho corpóreo, e seus trabalhos se exercem sobre os fluidos e não sobre os objetos materiais. Vão em esferas que, também elas, cumpriram seu período material, em esferas cujo trabalho humano levou a desmaterialização, e que, chegados ao apogeu de seu aperfeiçoamento, também passaram por uma transformação superior, que os torna próprios para sofrer outras modificações, mas num sentido todo fluídico.

Compreendeis, desde hoje a força imensa do fluido, força que não podeis senão constatar, mas que não vedes nem apalpais. Num estado menos pesado do que aquele em que estais, teríeis outros meios de ver, de tocar, de trabalhar esse fluido que é o grande agente da vida universal. Porque, pois, o Espírito teria ainda necessidade de um corpo que está fora das apreciações corpóreas? Dir-me-eis que esse corpo está em relação com os novos trabalhos que o Espírito terá que cumprir; mas uma vez que esses trabalhos serão todo fluídicos e espirituais nas esferas superiores, por que dar-lhe o embaraço das necessidades corpóreas, porque a reencarnação ocasiona sempre, como eu o disse, geração e alimentação, quer dizer, necessidade da matéria a satisfazer, e, em compensação, entraves para o Espírito. Compreendeis que o Espírito deve ser livre em seu vôo para o infinito; compreendeis que tendo saído dos cueiros da matéria, ele aspira, como a criança, a caminhar e correr sem ser contido pelas andadeiras maternas, e que essas primeiras necessidades da primeira educação da criança são supérfluas para a criança crescida, e insuportáveis ao adolescente. Não desejeis, pois, permanecer na infância; considerai-vos como alunos fazendo seus últimos estudos escolares, e se dispondo a entrar no mundo, e a ter nele seu lugar, e a começar os trabalhos de um outro gênero que seus estudos preliminares terão facilitado.

O Espiritismo é a alavanca que levantará de um pulo ao estado espiritual todo encarnado que, querendo bem compreendê-lo e pô-lo em prática, se ligará em dominar a matéria, a dela se tornar senhor, a aniquilá-la; todo Espírito de boa vontade pode se colocar em estado de passar, deixando este mundo, ao estado espiritual sem retorno terrestre; somente, lhe é preciso a fé ou vontade ativa. O Espiritismo a dá a todos aqueles que querem compreendê-lo em seu sentido moralizador.

Um espírito protetor do médium.

Nota.

- Esta comunicação não leva outra assinatura senão esta acima, o que prova que não há necessidade de haver tido um nome célebre sobre a Terra para ditar boas coisas.

Resumo:

A vida do Espírito, considerada do ponto de vista do progresso, apresenta três períodos principais, a saber:

1º- O período material onde a influência da matéria domina a do Espírito; é o estado dos homens dados às paixões brutais e carnais, à sensualidade; cujas aspirações são exclusivamente terrestres, que são apegados aos bens temporais, ou refratários às idéias espiritualistas.

2º - O período de equilíbrio; aquele em que as influências da matéria e do Espírito se exercem simultaneamente; onde o homem, embora submetido às necessidades materiais, pressente e compreende o estado espiritual; onde ele trabalha para sair do estado corpóreo.

Nesses dois períodos o Espírito está submetido à reencarnação, que se cumpre nos mundos inferiores e medianos.

3º - O período espiritual aquele em que o Espírito, tendo dominado completamente a matéria, não tem mais necessidade da encarnação nem do trabalho material, seu trabalho é todo espiritual; é o estado dos Espíritos nos mundos superiores.

A facilidade com a qual certas pessoas aceitam as idéias espíritas, das quais parecem ter a intuição, indica que pertencem ao segundo período; mas entre estas e as outras há uma multidão de graus que o Espírito atravessa tanto mais rapidamente quanto mais próximo estiver do período espiritual; é assim que, de um mundo material como a Terra, ele pode ir habitar um mundo superior, como Júpiter, por exemplo, se seu adiantamento moral e espiritual for suficiente para dispensá-lo de passar pelos graus intermediários. Depende, pois, do homem deixar a Terra sem retorno, como mundo de expiação e de prova para ele, ou não retornar a ela senão em missão."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 06 de Setembro de 2011, 23:12
Considerando a escala dos períodos proposta pelo Espírito (esta escala é simbologia do Espírito comunicante), nos situamos no segundo estágio. Somos conhecedores do mundo espiritual e da vida futura mas, somos ainda, susceptíveis aos apelos da matéria.
Ainda sentimos um apego aos valores corporais e somos pezarosos em abrir mão dos gozos materiais que experimentamos. É em vão que insistimos em querer trazer para a materialidade grosseira o mundo espiritual que nos aguarda e que será, em uma época mais ou menos distante, o nosso próximo estágio. Ainda nos preocupamos se existem ou não colônias espirituais, se iremos para o umbral ou não, se Espírito alimenta materialmente ou não... E tantas outras preocupações que se tornam insignificantes diante da necessidade de compreender-mos, ainda em carne, o que é o verdadeiro amor espiritual. Isso sim, é evolução...
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 06 de Setembro de 2011, 23:27
Concordo Kazaoka,

Ainda estamos muito presos a matéria. Segundo os Espíritos Superiores a Terra está na segunda escala dos mundos.
O que não que dizer que nivele todos os Espíritos aqui encarnados no mesmo grau de evolução.
Existem as exceções, mas segundo eles também a nossa ignorância não nos permite ver, está no LE não me lembro agora em que questão.
Mas tivemos e temos grandes Espíritos por aqui, Gandhi, Rohden, Krishnamurti, Madre Thereza, o próprio Chico Xavier, que foi um exemplo de conduta e outros.
O Espiritismo, dito nas palavras de Kardec é inteiramente moral, essa é a maior compreensão que se pode dar a DE.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 07 de Setembro de 2011, 00:05
Considerando a escala dos períodos proposta pelo Espírito (esta escala é simbologia do Espírito comunicante), nos situamos no segundo estágio. Somos conhecedores do mundo espiritual e da vida futura mas, somos ainda, susceptíveis aos apelos da matéria.
Ainda sentimos um apego aos valores corporais e somos pezarosos em abrir mão dos gozos materiais que experimentamos. É em vão que insistimos em querer trazer para a materialidade grosseira o mundo espiritual que nos aguarda e que será, em uma época mais ou menos distante, o nosso próximo estágio. Ainda nos preocupamos se existem ou não colônias espirituais, se iremos para o umbral ou não, se Espírito alimenta materialmente ou não... E tantas outras preocupações que se tornam insignificantes diante da necessidade de compreender-mos, ainda em carne, o que é o verdadeiro amor espiritual.

Seguindo esta linha de opinião sugiro que a evolução espiritual não se processe por estágios definidos mas sim de forma linear e continua, ou seja, a evolução não é homogénea em todos os aspectos, esta parece ser parcial e fragmentada em vários factores que distinguem de forma marcante o estádio evolutivo de uma Inteligência cuja competência poderá evoluir de forma mais célere em aspectos relacionados com a inteligência emocional por exemplo e manter-se estacionária ou com pouco relevantes progressos tomando como exemplo a inteligência lógico-matemática.

Não me parece que os aspectos relacionados com e por exemplo também, a inteligência moral possa ser tido como um factor cuja importância para a caracterização do estádio evolutivo de uma Inteligência, a possa qualificar de forma clara como estando num estágio mais competente se não for acompanhada de processos evolutivos equivalentes nos restantes aspectos que caracterizam um complexo conjunto de competências que são também elas indispensáveis para a consumação do “verdadeiro amor espiritual”.

Tenho sérias reservas acerca da assertividade da conduta que tende em encontrar na morte, ou se preferirem na vida espiritual, o encontro com aquilo que somos, pelo menos enquanto se processam estas etapas da reencarnação. O “verdadeiro amor espiritual” é uma meta, um fim, cuja Vida é o meio através do qual a Inteligência o adquire, ou seja, os apelos da matéria não são do domínio do pecado mas sim do domínio da lei de Deus.

Esta transmutação de valores parece ser a chave para a libertação de um devir cultural impregnado de uma moral cuja finalidade é suspeita acerca das suas intenções que camuflam os interesses daqueles que ao longo dos séculos domaram, reduzindo ás suas mais ínfimas expressões a vontade de poder da própria Vida, em favor da consumação de vontades de poder individuais expressas no domínio e na submissão da afirmação da liberdade.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 07 de Setembro de 2011, 00:13
Estamos com um número significativo de companheiros a observar o tópico neste momento.
Participem fazendo suas colocações, questionando, dando pareceres. Não existem participações sem importância, todas terão nossa consideração e, principalmente, o nosso respeito.

Por tanto, participem!!!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: DAMIAO LUIZ em 07 de Setembro de 2011, 02:41
Boa noite  a todos. Acho  muito importante o tema para que possamos debater o assunto e se for o caso meditarmos profundamente sobre o que nos alcança. Na minha opinião a aventura do espírito na matéria serve para nos lapidar, para sermos preparados para cumprir mais uma etapa da nossa existência. Enquanto continuarmos encarnando é porque existe a necessidade de nos aprimorarmos, seja moralmente ou seja consciencialmente. O importante é sempre avançarmos, nem que seja um pouquinho de cada vez, procurmos ouvir mais as vozes do nosso coração, que sempre busca a conciliação, o perdão e o amor. Acho que as almas mais antigas, que já tem uma vivência maior, "ouvem" as palavras do Cristo Planetário. Sejamos conscientes do que se passa ao nosso redor, busquemos sempre a essência das coisas e deixemos os sentimentos de baixa vibração como o ódio, a vingança, a inveja e a raiva para trás, é preciso transpor obstáculos para alcançarmos e consequentemente para que possamos entender quem somos, qual a nossa missão e para onde vamos. Que Jesus em sua imensa sabedoria e amor nos abençoe a todos. Fiquem na Paz e no Amor do Senhor
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 07 de Setembro de 2011, 04:24
Damião, concordo plenamente com você e é isso mesmo que precisamos fazer. É deixarmos as nossas mazelas e imperfeições para trás e deixá-las para trás por tê-las sob nosso controle, sob nosso domínio. Não adianta ao Espírito, ignorar ou fazer pouco de suas deficiências, engrandece o Espírito a sua capacidade de sobrepor os dons espirituais aos valores materiais.
Não basta esquecer ou ignorar, é necessário o confronto das duas naturezas, material e espiritual, para que se destaque no íntimo de cada Espírito o gérmen do Amor Divino, o verdadeiro Amor.

Ter-mos o conhecimento dos fatos espirituais, principalmente a progressão espiritual, nos faz responsáveis colaboradores pela transformação da humanidade e do planeta, isso não é tarefa só de desencarnados não, nós também temos nossa parcela de responsabilidade. E esta transformação começa em nós mesmo e tende a encampar o entorno, é assim que as coisas funcionam.
Se não somos capazes de mudar o mundo é porque pensamos individualmente. E não é porque não somos capazes desta mudança mundial sozinhos, que não somos capazes de mudar-mos nós mesmos e dar a nossa significativa contribuição para a mudança do todo. A eternidade do Espírito e a reencarnação nos dão tempo eterno para operarmos tais mudanças. Mas, se temos a eternidade a nosso favor, temos o conhecimento da necessidade clamando por urgência nestas transformações.

Pouco adianta o saber se não conseguimos uma aplicação prática para os mesmos. Por isso a frase: "A quem muito é dado, muito lhe será cobrado"
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mizica em 07 de Setembro de 2011, 06:24
 :-* :-* Olá!
Bom dia à todos!
Kazaoka, meu irmão, um bom dia para voce.

Como é gratificante ver a evolução do Estudo do mês de setembro. Que belos frutos produz aquilo que é feito com amor e seriedade.
Observando os posts anteriores detive-me em algumas considerações do Kazaoka, em relação ao post de Damião: "Ter-mos o conhecimento dos fatos espirituais, principalmente a progressão espiritual, nos faz responsáveis colaboradores pela transformação da humanidade e do planeta, isso não é tarefa só de desencarnados não, nós também temos nossa parcela de responsabilidade."

E seguindo, bem ao final temos:
"Pouco adianta o saber se não conseguimos uma aplicação prática para os mesmos."

É realmente um detalhe importante esse que nos fala o irmão Kazaoka. De que adianta conhecermos os fatos espirituais, conhecermos profundamente a DE se não colocamos o que aprendemos em prática? Se eu só falo, e falo bonito, e descrevo a dificil tarefa do espírito na matéria, porém eu mesmo nada faço, como posso fazer as coisas acontecerem? Como operar a mudança interior? Como aprender a conciliar o epírito e a matéria? Como perceber que a matéria densa que cobre o espírito é dádiva Divina oportunizando o progresso espiritual?
O mundo pode mudar porém, o homem tem que modificar-se primeiro. Se cada um de nós se propõe firmemente a realizar essa mudança, aos poucos, tudo no entorno também muda. O começo de tudo, o modificar-se, pode ser apartir do próprio lar... expandindo depois para o mundo.
Compartilho essa pequena mensagem, se me permite o coordenador do Estudo.
É de coração, amigos caros...

Meu carinho à todos
Mizica

ROTA ESPÍRITA

Erguer-se de manhã e bendizer a vida.
Espalhar ao redor a presença do bem.
Escutar calmamente as notícias da hora.
Dar a palavra amiga. Ajudar conversando.
Dispor o coração a servir sem perguntas.
Fazer mais que o dever na tarefa em que esteja.
Suportar sem revolta as provações em curso.
Apagar a discórdia e liquidar problemas.
Estudar e entender. Discernir e elevar.
Render culto à Verdade entre bênçãos de amor.
Ver o direito alheio e respeitá-lo em tudo.
Ser fiel ao trabalho e esquecer as ofensas.
Amar fraternalmente a todas as criaturas.
Acender cada noite as estrelas da paz no abrigo da consciência em preces de alegria.
- Eis a rota ideal na jornada constante do espírita-cristão, à luz de cada dia.


Francisco C.Xavier - Autor: Albino Teixeira

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 07 de Setembro de 2011, 13:01
 
Considerando a escala dos períodos proposta pelo Espírito (esta escala é simbologia do Espírito comunicante), nos situamos no segundo estágio. Somos conhecedores do mundo espiritual e da vida futura mas, somos ainda, susceptíveis aos apelos da matéria.
Ainda sentimos um apego aos valores corporais e somos pesarosos em abrir mão dos gozos materiais que experimentamos. É em vão que insistimos em querer trazer para a materialidade grosseira o mundo espiritual que nos aguarda e que será, em uma época mais ou menos distante, o nosso próximo estágio. Ainda nos preocupamos se existem ou não colônias espirituais, se iremos para o umbral ou não, se Espírito alimenta materialmente ou não... E tantas outras preocupações que se tornam insignificantes diante da necessidade de compreendermos, ainda em carne, o que é o verdadeiro amor espiritual.

 

Seguindo esta linha de opinião sugiro que a evolução espiritual não se processe por estágios definidos, mas sim de forma linear e continua, ou seja, a evolução não é homogênea em todos os aspectos, esta parece ser parcial e fragmentada em vários fatores que distinguem de forma marcante o estádio evolutivo de uma Inteligência cuja competência poderá evoluir de forma mais célere em aspectos relacionados com a inteligência emocional, por exemplo, e manter-se estacionária ou com pouco relevantes progressos tomando como exemplo a inteligência lógico-matemática.
Bom dia Taprobana,
A evolução concordo que não seja homogênea, penso que no intervalo de cada encarnação o Espírito perceba os aspectos que deva melhorar para continuar a sua escalada para plenitude.
No mundo Espiritual essa consciência é mais clara fora da matéria que turva a visão do Espírito, este tem  assim a orientação para as provas que deva passar para alcançar seu objetivo. Mas sem dúvida a inteligência emocional é o principal fator que alavanca seu progresso, vejo-a diretamente ligada à moral, para não sucumbir nos demais aspectos. Usando um exemplo bem prático, quando uma empresa faz uma seleção de colaboradores, o aspecto do equilíbrio emocional, hoje em dia, é levado muito em consideração, até acima do aspecto técnico ou intelectual, por que? Por mais que tenha o conhecimento técnico ou intelectual, se não tiver equilíbrio emocional, não vai saber interagir, não vai conseguir produzir, ao passo que se for sereno e equilibrado, aprenderá com certeza os demais fatores para sua atuação na empresa. Não que o conhecimento técnico ou intelectual seja irrelevante.
Não me parece que os aspectos relacionados com e por exemplo também, a inteligência moral possa ser tido como um factor cuja importância para a caracterização do estádio evolutivo de uma Inteligência, a possa qualificar de forma clara como estando num estágio mais competente se não for acompanhada de processos evolutivos equivalentes nos restantes aspectos que caracterizam um complexo conjunto de competências que são também elas indispensáveis para a consumação do “verdadeiro amor espiritual”.

Reporte-se à minha resposta anterior.

Tenho sérias reservas acerca da assertividade da conduta que tende em encontrar na morte, ou se preferirem na vida espiritual, o encontro com aquilo que somos, pelo menos enquanto se processam estas etapas da reencarnação. O “verdadeiro amor espiritual” é uma meta, um fim, cuja Vida é o meio através do qual a Inteligência o adquire, ou seja, os apelos da matéria não são do domínio do pecado mas sim do domínio da lei de Deus.
Nesta parte concordo, a vida material também é da competência de Deus, que é a causa primária de todas as coisas, mas o Espírito não retrograda moralmente, o que foi aprendido não tem como voltar atrás, já nos outros aspectos poderá lançar mão ou não dependendo do uso que tenha feito, por exemplo, da sua intelectualidade ou da utilidade que deu ao seu saber científico. 
Esta transmutação de valores parece ser a chave para a libertação de um devir cultural impregnado de uma moral cuja finalidade é suspeita acerca das suas intenções que camuflam os interesses daqueles que ao longo dos séculos domaram, reduzindo ás suas mais ínfimas expressões a vontade de poder da própria Vida, em favor da consumação de vontades de poder individuais expressas no domínio e na submissão da afirmação da liberdade.

O conjunto de todos os aspectos são necessários para evolução espiritual, mas principalmente a forma como utilizamos os conhecimentos adquiridos, é que vai determinar a evolução do Espírito, e o fiel da balança é a moral do Espírito.   

Um abç
Hebe


PS: Entenda por moral, não a moral condicionada socialmente e sim interiorizada, porque a moral condicionada cai por terra quando bate no emocional desequilibrado.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: pasqual em 07 de Setembro de 2011, 14:33
A vida espiritual é sem dúvidas o maior tesouro que Deus nos concedeu. Mas será que nós vivemos verdadeiramente como espíritos? agimos no nosso dia a dia como espíritos ou como matéria? Numa situação em que entra a parte espiritual e outra material, verdadeiramente optmos pela espiritual? porque não? Será que nos reconhecemos como espiritos? Precisamos nos conhecer verdadeiramente e também ver quais opções que fazemos em nossas decisões. Discursamos e pregamos muitas vezes de uma maneira, mas na hora de praticar muitas vezes agimos de outra. Verdadeiramente precisamos nos conhecer melhor. Devemos aceitar a receita de Santo Agostinho e de tanto outros Espiritos Iluminados: "Conheça-te a ti mesmo"e aí vai a segunda questão como? 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 07 de Setembro de 2011, 14:58
O mergulho do Espírito na matéria proporciona-nos oportunidade de melhorarmos sempre o nosso autoconhecimento, na conformidade de  deduzimos em nós mesmos mediante os comportamentos alheios em entrechoques com os nossos causando assim aprendizados.
O Espírito nunca é na verdade uma criança, é sim um ainda desconhecido de si mesmo.
O período da infância(era inocente), é simplesmente um periodo adaptativo.
Diz-nos Ramatis:
"A muda da laranjeira superior, enxertada em uma "muda cavalo laranjeira selvagem"modifica substancialmente o resultado do fruto a ser colhido, quando a arvore começar a produzir...

Então depende de nós... pela qualidade e propriedade dos nutriente que aceitarmos inserir em nossas essências...

Música Depende de Nós (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW5SaGVZaWtfUFBrIw==)

Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kenia Fidalgo em 07 de Setembro de 2011, 15:37
amigo kao,

meus parabens pelo estudo, esta muito bom, e os comentarios dos irmaos entao, nem se fala...

acompanhando......
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 07 de Setembro de 2011, 16:24
Amigo Pasqual,
A idéia muito difundida que trás a imagem do discursar e do praticar, realmente tem muitos divulgadores, porém todos sem exceção, pensam-na reducionistamente.
Todos nós somos Espíritos, este é um fato.
Todo Espírito, qualquer que lhe seja a ordem e classe em que esteja, é também um ser puramente moral.
Note: não sou eu quem o afirma, mas sim a doutrina.
A qualidade e extensão desta moral é que vai designar a classe e ordem, dentro da Escala Espírita (OLE) em que vamos estar e produzir.
Sendo assim, o simples fato, de estarmos aqui a debater sobre este tema, já nos é uma praxis espírita, logo moral por excelência.
Ora o Espírito, para progredir há de passar obrigatoriamente, por períodos em que se veste da matéria e esta, tão menos ou tão maior que lhe seja a moralidade, é que vai entravar mais ou menos a sua ação no campo material.
Porém, todos sem nos esquecermos de nenhuma das classes e ordens constantes na obra básica constituirão sua prática encarnada em atos morais, estes sim é que serão mais ou menos qualificados segundo  a classe e ordem em que estejam.
Desse discurso, podemos inferir que erram pelo generalizar reducionistas os divulgadores do pensamento ao qual pretendi dissertar neste post.
todo ato que estamos a fazer neste FE e cito o nosso Fórum como apenas um exemplo fácil de ser digerido, é moral, quer dizer uma obra de união entre a parte moral (Espiritual) e a parte material (organização psíquico mental), na qual estagiamos.
por conseguinte, o que nos vai fazer desassemelhados, conquanto os atos e idéias é exatamente o contingente de moralidade que possamos já ter assimilado.
Parece que estou a falar difícil mas todo o este texto é de uma facilidade pueril ao entendimento de todos.
Abração,
Moura

A vida espiritual é sem dúvidas o maior tesouro que Deus nos concedeu. Mas será que nós vivemos verdadeiramente como espíritos? agimos no nosso dia a dia como espíritos ou como matéria? Numa situação em que entra a parte espiritual e outra material, verdadeiramente optmos pela espiritual? porque não? Será que nos reconhecemos como espiritos? Precisamos nos conhecer verdadeiramente e também ver quais opções que fazemos em nossas decisões. Discursamos e pregamos muitas vezes de uma maneira, mas na hora de praticar muitas vezes agimos de outra. Verdadeiramente precisamos nos conhecer melhor. Devemos aceitar a receita de Santo Agostinho e de tanto outros Espiritos Iluminados: "Conheça-te a ti mesmo"e aí vai a segunda questão como? 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: AngelaGaia em 07 de Setembro de 2011, 17:04
Muito apropriado o tema. Agradeco muito poder ter este instrumento a mais de aprendizado e discussao, para que juntos, crescamos dentro de uma possibilidade de vivenciar os ensinamentos de nosso Mestre.
Deus no possibilite o entendimento para incorporarmos as nossas vidas as propostas abracadas nesta doutrina esclarecedora.
Abracos,

Angela
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 07 de Setembro de 2011, 17:58
Introdução do "O Livro dos Espíritos"
Trecho do item VI da Introdução ao estudo da doutrina espírita

“Há três coisas no homem:
     1ª) o corpo ou ser material semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 
     2ª) a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo;
     3ª) o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.

“Assim, o homem tem duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais tem os instintos; pela alma participa da natureza dos Espíritos.”

“O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semi material. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se algumas vezes visível e mesmo tangível, como ocorre no fenômeno das aparições.”

“O Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que somente o pensamento pode conceber; é um ser real, definido, que, em alguns casos, pode ser reconhecido, avaliado pelos sentidos da visão, da audição e do tato.”

Perispírito
Sugiro que façamos um estudo aprofundado deste elemento e da sua função nesta relação Espírito / matéria.
Peço aos colegas foristas (membros e visitantes) que tragam o que tenham de conhecimentos ou dúvidas sobre este assunto para que juntos, possamos discutir e conhecermos melhor este laço de união entre as duas naturezas. Fazendo dele, o elemento material mais próximo do imaterial e, analisando de lá para cá, o elemento espiritual mais próximo da matéria grosseira.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 07 de Setembro de 2011, 18:40
O que está no "O Livro dos Espíritos";



Perispírito

93 O Espírito, propriamente dito, não tem nenhuma cobertura, ou como pretendem alguns, é envolvido por alguma substância?

– O Espírito é envolvido por uma substância vaporosa para vós, mas ainda bem grosseira para nós; é suficientemente vaporosa para poder se elevar na atmosfera e se transportar para onde quiser.

☼ Assim como nas sementes o germe do fruto é envolvido pelo perisperma2, do mesmo modo o Espírito, propriamente dito, é revestido de um envoltório que, por comparação, pode-se chamar perispírito. (comentário de Kardec)

94 De onde o Espírito tira seu envoltório semimaterial?

– Do fluido universal de cada globo. É por isso que não é igual em todos os mundos. Ao passar de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como trocais de roupa.

94 a Assim, quando os Espíritos que habitam os mundos superiores vêm até nós, revestem-se de um perispírito mais grosseiro?

– É preciso que se revistam de vossa matéria, como já dissemos.

95 O envoltório semimaterial do Espírito tem formas determinadas e pode ser perceptível?

– Sim, tem a forma que lhe convém. É assim que se apresenta, algumas vezes, nos sonhos, ou quando estais acordados, podendo tomar uma forma visível e até mesmo palpável.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 07 de Setembro de 2011, 20:01
O perispírito é o corpo fluídico que envolve o Espírito como um elemento semimaterial. Mais grosseiro que o espírito e mais sutil que o corpo. Entre outras funções, cuida da transmissão da vontade do Espírito para a matéria e das sensações da matéria para o Espírito. É formado à partir de modificações particulares do Fluido Cósmico Universal (FCU), matéria primordial da qual é constituido o universo.
                                                   fonte: Wikipédia
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 07 de Setembro de 2011, 20:31
Allan Kardec em A Gênese Cap. XI, nos assevera que; "Pela sua essência espiritual, o Espírito é um ser indefinido, abstrato, que não pode ter ação direta sobre a matéria, sendo-lhe indispensável um intermediário, que é o envoltório fluídico, o qual, de certo modo, faz parte integrante dele." dito por Kardec, o espírito administra a formação do perispírito, apropriando-o às suas novas necessidades"
Portanto a formação do perispírito e a forma como se apresenta é de livre-arbítrio do Espírito.
Esse tema é muito vasto, através do perispírito do médium que o Espírito se manifesta na matéria e se comunica, é sempre necessário o agente e o agenciador.
A memória e a consciência do Espírito que faz com que ele se apresente desta ou daquela forma, sempre o Espírito que comanda.
Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 07 de Setembro de 2011, 21:01
Muitos adeptos da Doutrina Espírita definem hoje o perispírito como um "corpo" dotado de "centros de força", adotando para estes praticamente as mesmas definições que a Teosofia e outras doutrinas baseadas nos ensinamentos orientais elaboraram para o Corpo Astral e os Chakras.
O perispírito tem função de "modelar" o corpo físico (chamado de soma), de forma que cada centro de força corresponderia a uma glândula no corpo físico e estaria intimamente ligado ao sistema nervoso do homem animal, através do qual conduz ao corpo as deliberações do espírito, e ao Espírito transporta as impressões sensoriais do corpo denso.
Desempenha, ainda, o importante papel de elo entre o Espírito comunicante e o Espírito encarnado nos fenômenos mediúnicos.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 07 de Setembro de 2011, 22:25
Kazaoka, Pelo o que eu estudei na doutrina a mediunidade é organica, trata-se da capacidade de expansão do perispírito,seria assim como um sexto sentido além dos 5 que que temos no corpo físico.

Estava lendo esse artigo e destaquei este trecho.
Gostaria de saber o que tem de verdade nele.

"A maior ou menor sensibilidade mediúnica, seguramente estaria na dependência do modo pelo qual o perispírito acopla-se na zona física. Quanto mais atado à matéria menor será a sensibilidade mediúnica. No desacoplamento do perispírito em relação ao corpo, o campo perceptivo se alarga e o médium participará de percepções que transcendem os conhecidos cinco sentidos. O perispírito, quando atrelado ao corpo somático, é como se sofresse uma espécie de absorção, abafamento do campo energético, limitado, como nos diz Jorge Andréa (Psicologia Espírita Vol. II), a sua influência à zona consciente, e os fluidos densificados da matéria física."

Segue o link da fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/elferr/perispirito.html
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 07 de Setembro de 2011, 23:19
Humm!??...

Vamos tentar trocar isso em miudos:
O trecho do artigo diz que quanto mais ligado à matéria tiver o perispírito, menor a sensibilidade mediúnica. A afirmação de que a mediunidade é ligada ao organismo físico é reconhecida como verdadeira no meio espírita. Mesmo porque se não fosse assim não precisaria que ela existisse. A questão da ligação perispiritual ser maior ou menor em cada encarnado não é por um "erro de fabricação". Isso ocorre em razão daquele Espírito que está  mais fortemente ligado à matéria ser um Espírito com os seus sentimentos ainda, também, muito materializado. Para ele, os eflúvios espirituais atuam de forma imperceptível, atendendo apenas às suas necessidades evolutivas ordinárias da reencarnação. O aparelhamento físico destinado à reencarnação deste Espírito não tem a necessidade da percepção ostensiva dos fluidos espirituais, não é atribuido a ele o compromisso de avançar, naquela encarnação, usando os recursos que a percepção mediúnica pode dar. 

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 07 de Setembro de 2011, 23:23
No mundo Espiritual essa consciência é mais clara fora da matéria que turva a visão do Espírito, este tem  assim a orientação para as provas que deva passar para alcançar seu objetivo.

Olá Hebe.

Tenho algumas dúvidas acerca do que é a natureza “mental” existente no mundo espiritual.

Do ponto de vista da ciência (embora múltiplos quadrantes de opinião os processos de causalidade não tenham origem em qualquer elemento que não esteja contido no que é o organismo vivo) e também tendo em conta aquilo que os espíritos que participaram na obra editada por Kardec, a matéria é o suporte através da qual a Inteligência pode ter consciência de si, ter consciência da sua própria existência, “A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua acção.” (OLE 22 a)).

Serve o próprio exercício da comunicabilidade mediúnica para verificar que nem sempre o Espírito detém “uma consciência mais clara fora da matéria que turva a visão” e não raro está completamente incapaz de discernir o que quer que seja acerca da auto-avaliação necessária para deter uma “uma orientação para as provas que deva passar para alcançar o seu objectivo”.

Tendo em sugerir que independentemente do tipo de matéria que constitui o sue corpo (seja ele o perespirito ou o orgânico comum) é a competência do seu princípio inteligente individualizado que determina a sua capacidade para deter uma “consciência mais clara” independentemente de este se encontrar vivo ou morto.


Mas sem dúvida a inteligência emocional é o principal fator que alavanca seu progresso, vejo-a diretamente ligada à moral, para não sucumbir nos demais aspectos. Usando um exemplo bem prático, quando uma empresa faz uma seleção de colaboradores, o aspecto do equilíbrio emocional, hoje em dia, é levado muito em consideração, até acima do aspecto técnico ou intelectual, por que? Por mais que tenha o conhecimento técnico ou intelectual, se não tiver equilíbrio emocional, não vai saber interagir, não vai conseguir produzir, ao passo que se for sereno e equilibrado, aprenderá com certeza os demais fatores para sua atuação na empresa. Não que o conhecimento técnico ou intelectual seja irrelevante.

Não consigo encontrar outro tipo de moralidade que não seja o exercício daquilo que é o Amor, ou seja, a meta final que se anseia, ou seja, entender que a felicidade comum é uma condição indispensável para a experiencia da felicidade individual. E não é nada parecido com isto que o entendimento daquilo que é tido como moralmente aceitável, que desencadeia em noções de bem e de mal, e que é a exigência vigente nos padrões que determinam um tipo de conduta que vai regular e medir aquilo que a Vida deve ser, assumindo o papel do legislador das vontades de poder individuais que são aquilo que é indispensável para a experiencia que determina e consuma um processo evolutivo.

Concordo plenamente quando diz, evocando o exemplo que propõe, que o conhecimento técnico ou intelectual é relevante na escolha dos colaboradores de uma empresa a par com a capacidade inteligente de gerir o universo emocional que experimenta o indivíduo no decurso do seu trabalho, ou seja, por muito competente que seja na avaliação inteligente das experiencias emocionais, sem a capacidade inteligente para resolver toda a complexidade de desafios que esta experiencia determina, a incompetência é evidente e transportando este exemplo para o objecto da nossa conversa, nos processos evolutivos faz sentido que algo de idêntico se processe.

Obrigado Hebe. Um abraço.
Joaquim
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Marccello em 08 de Setembro de 2011, 00:04
Olá amigos (as)!

Parabéns querido amigo Kazaoka,  moderadores e todos os forístas que estão fazendo parte deste brilhante estudo... sempre com o mais alto nível de conhecimento, educação e fraternidade.

Obrigado a todos pelos ensinamentos!

Grande abraço! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 08 de Setembro de 2011, 01:59
Humm!??...

Vamos tentar trocar isso em miudos:
O trecho do artigo diz que quanto mais ligado à matéria tiver o perispírito, menor a sensibilidade mediúnica. A afirmação de que a mediunidade é ligada ao organismo físico é reconhecida como verdadeira no meio espírita. Mesmo porque se não fosse assim não precisaria que ela existisse. A questão da ligação perispiritual ser maior ou menor em cada encarnado não é por um "erro de fabricação". Isso ocorre em razão daquele Espírito que está  mais fortemente ligado à matéria ser um Espírito com os seus sentimentos ainda, também, muito materializado. Para ele, os eflúvios espirituais atuam de forma imperceptível, atendendo apenas às suas necessidades evolutivas ordinárias da reencarnação. O aparelhamento físico destinado à reencarnação deste Espírito não tem a necessidade da percepção ostensiva dos fluidos espirituais, não é atribuido a ele o compromisso de avançar, naquela encarnação, usando os recursos que a percepção mediúnica pode dar. 


Bom, Kazaoka
Podemos chegar a conclusão , com essa sua explicação que a mediunidade trata-se de uma prova para o Espírito?
Kardec não era médium, todos nós sabemos,  utilizou da mediunidade de terceiros para realizar seu trabalho.
Nem todo Espírita é necessariamente médium , assim como nem todo médium é Espírita.
A mediunidade independe da religião, culto e filosofia que siga.
Segundo Kardec, todos nós somos médiuns porque interagimos constantemente com o mundo Espiritual, embora muitos não percebam por não ter a capacidade mediúnica muito aflorada.
Muito Obrigada pela explicação
Um abç
Hebe
 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 08 de Setembro de 2011, 02:16
No mundo Espiritual essa consciência é mais clara fora da matéria que turva a visão do Espírito, este tem  assim a orientação para as provas que deva passar para alcançar seu objetivo.

Olá Hebe.

Tenho algumas dúvidas acerca do que é a natureza “mental” existente no mundo espiritual.

Do ponto de vista da ciência (embora múltiplos quadrantes de opinião os processos de causalidade não tenham origem em qualquer elemento que não esteja contido no que é o organismo vivo) e também tendo em conta aquilo que os espíritos que participaram na obra editada por Kardec, a matéria é o suporte através da qual a Inteligência pode ter consciência de si, ter consciência da sua própria existência, “A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua acção.” (OLE 22 a)).

Serve o próprio exercício da comunicabilidade mediúnica para verificar que nem sempre o Espírito detém “uma consciência mais clara fora da matéria que turva a visão” e não raro está completamente incapaz de discernir o que quer que seja acerca da auto-avaliação necessária para deter uma “uma orientação para as provas que deva passar para alcançar o seu objectivo”.

Tendo em sugerir que independentemente do tipo de matéria que constitui o sue corpo (seja ele o perespirito ou o orgânico comum) é a competência do seu princípio inteligente individualizado que determina a sua capacidade para deter uma “consciência mais clara” independentemente de este se encontrar vivo ou morto.


Mas sem dúvida a inteligência emocional é o principal fator que alavanca seu progresso, vejo-a diretamente ligada à moral, para não sucumbir nos demais aspectos. Usando um exemplo bem prático, quando uma empresa faz uma seleção de colaboradores, o aspecto do equilíbrio emocional, hoje em dia, é levado muito em consideração, até acima do aspecto técnico ou intelectual, por que? Por mais que tenha o conhecimento técnico ou intelectual, se não tiver equilíbrio emocional, não vai saber interagir, não vai conseguir produzir, ao passo que se for sereno e equilibrado, aprenderá com certeza os demais fatores para sua atuação na empresa. Não que o conhecimento técnico ou intelectual seja irrelevante.

Não consigo encontrar outro tipo de moralidade que não seja o exercício daquilo que é o Amor, ou seja, a meta final que se anseia, ou seja, entender que a felicidade comum é uma condição indispensável para a experiencia da felicidade individual. E não é nada parecido com isto que o entendimento daquilo que é tido como moralmente aceitável, que desencadeia em noções de bem e de mal, e que é a exigência vigente nos padrões que determinam um tipo de conduta que vai regular e medir aquilo que a Vida deve ser, assumindo o papel do legislador das vontades de poder individuais que são aquilo que é indispensável para a experiencia que determina e consuma um processo evolutivo.



Obrigado Hebe. Um abraço.
Joaquim

Falamos aqui da moral de Cristo, que é Universal, lógico que o amor é a meta, e obviamente através da moralização de cada  Espírito individualmente vai haver uma interação em seu meio de forma positiva influenciando o ambiente que habita, nisso concordamos também.
Quando falo da visão mais ampla do Espírito no mundo Espiritual, ela se dá quando acaba o período de pertubação e este tem a consciência do que deve ou não ser feito para seu adiantamento avaliando o caminho que ainda deve percorrer.
Muitos em atraso não tem essa noção e ficam presos ainda em suas idéias terrenas, muitos nem se consideram mortos, são estágios evolutivos que cada espírito passa até finalmente dar o impulso que deve ser dado para continuar sua caminhada.
Não sei se fui mais clara agora no que quis expressar.

Um abç
Hebe

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Ronaldo9078 em 08 de Setembro de 2011, 02:51
Estou aqui pela primeira vez e fiquei bastante animado com as postagens. Vou me familiarizando aos poucos. Obrigado!
Ronaldo
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 08 de Setembro de 2011, 02:57
Hebe,

A prova por que passa um Espírito pode ser a mediunidade. Mas, não quer dizer isso que toda mediunidade seja uma prova. A mediunidade ostensiva significa relativa desmaterialização do Espírito encarnado, embora esta condição não lhe de a classificação, ainda de Espírito adiantado. Como você disse independe da crença religiosa do encarnado e dele acreditar ou não em Espíritos. Agora, no caso do médium espírita,  se não for uma prova com certeza é uma missão. E quantos missionários espíritas renunciando a tarefa por eles pedida e por Deus concedida. Tudo por falta de encorajamento e fé naquilo que acreditam e sentem. Depois enchem as casas espíritas em busca daquilo que são eles mesmos portadores, a mediunidade e o mediunato (trabalho disciplinado com o uso da faculdade mediúnica).
 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 08 de Setembro de 2011, 03:35
A aptidão orgânica para a mediunidade, está relacionada com a presença de uma glândula localizada na caixa craniana, alojada na base do cérebro, é a glândula pineal. A epífese, como também é conhecida, sempre foi considerada um orgão em involução à partir da puberdade mais ou menos.
Consideravam esta glândula apenas como reguladora da manifestação da sexualidade nas crianças, passando a ter esta função diminuida na puberdade até perder totalmente esta função no indivíduo adulto. Por isso era considerada orgão em involução nos adultos.
Porém, após observações e estudos científicos da pineal, os pesquisadores descobriram que o processo de calcificação por ela sofrida após a perda de sua funcionalidade como regulador sexual, dava-lhe uma outra funcionalidade que era o de sensor magnético.
Descobriu-se então, que no homem adulto ela passa a ter uma função de orgão sensor de ondas magnéticas. Fato este comprovado através de experimentações práticas, onde uma glândula extirpada de um cadáver foi exposta a campo magnético e observaram que ela respondeu ao efeito da percepção deste campo, elevando em mais de 1°C sua temperatura, mesmo estando fora do corpo. Experiência não menos importante e convincente foi realizada com aves migratórias, que após terem suas epífeses extirpadas, perderam a capacidade de indentificarem o norte magnético do planeta, ficando incapacitadas de acompanharem o bando nas viagens migratórias.
Outra curiosidade a respeito disso é que a intensidade da calcificação com cristais de apatita nesta glândula parece estar relacionada com a capacidade da percepção dessas ondas e, também, que esta calcificação, normalmente, é maior nas mulheres. Talvez isso explique o maior número de mulheres trabalhando mediunicamente e, até o maior número delas na própria fenomenologia por ocasião da codificação da DE.
Curioso, também, é o fato de que mesmo sendo considerada um orgão sem função ela é o orgão mais vascularizado do nosso corpo. Mais do que os rins, que são responsáveis pela filtragem de toda massa sanguínea que circula em nosso corpo. Dá para acreditar que seja um orgão em involução? 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Luiz Cláudio Araújo em 08 de Setembro de 2011, 11:45

Bom dia! Espero que esta mensagem venha contribuir para este debate. Que Deus nos  Abençoe!

O HOMEM NO MUNDO - Ev.Seg.Espiritismo - Cap.17

Um Espírito Protetor - Bordeaux, 1863

10  Um sentimento de piedade deve sempre orientar o coração
daqueles que se reúnem sob os olhos do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos. Purificai, vossos corações; não vos deixeis
perturbar por nenhum pensamento fútil ou de prazeres materiais; elevai
vosso Espírito em direção àqueles que vós chamais, a fim de que, encontrando em vós as necessárias condições, possam lançar em
quantidade a semente que deve germinar em vossos corações, e nele
produzir os frutos da caridade e da justiça. Não acrediteis, contudo,
que, incentivando vossa dedicação à prece e à evocação mental, desejamos vos levar a viver uma vida mística, que vos coloque fora das
leis da sociedade, onde estais obrigados a viver. Não; vivei com os
homens de vossa época, como devem viver os homens. Mas se renunciardes às necessidades, ou mesmo às banalidades do dia-a-dia, fazei-o
com um sentimento de pureza que possa santificá-las.
Se sois obrigados a estar em contato com homens cujos espíritos são de  natureza diferente da vossa e de caracteres opostos, não
deveis afrontá-los; não os contrarieis. Sede alegres, felizes, mas com
a alegria que provém da consciência limpa da felicidade de um herdeiro do Céu que conta os dias que o aproximam de sua herança.
A virtude não consiste em assumir um aspecto severo e sombrio,
em rejeitar os prazeres que a vossa condição humana permite; basta
reger todos os vossos atos pela lei do Criador, que vos deu a vida.
Quando se começa ou termina uma obra, deveis elevar o pensamento a Ele e pedir-Lhe, num impulso da alma, a proteção para nela ter
êxito ou sua bênção para a obra acabada. O que quer que façais, ligai
vosso pensamento à fonte suprema de todas as coisas e não façais
nada sem que a lembrança de Deus purifique e santifique vossos atos.
A perfeição encontra-se inteiramente, como disse o Cristo, na
prática da caridade sem limites, porém, os deveres da caridade se
estendem a todas as posições sociais, desde a mais elevada à mais
simples. O homem, se vivesse só, não teria como exercitar a caridade, e, somente no contato com seus semelhantes, nas lutas mais
difíceis é que ele encontra a ocasião de exercê-la. Aquele que se
isola, priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfei-
çoar-se e, pensando apenas nele, sua vida é a de um egoísta. (Veja
nesta obra Cap. 5:26.)
Não imagineis que, para viver em comunicação constante conosco, para viver sob a observação do Senhor, seja preciso entregar-se
ao martírio e cobrir-se de cinzas. Não; mais uma vez não! Sede felizes, de acordo com as necessidades humanas, mas que na vossa
felicidade nunca entre um pensamento ou um ato que possa ofender
a Deus, ou entristecer a face daqueles que vos amam e vos dirigem.
Deus é amor e abençoa aqueles que amam com pureza.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 08 de Setembro de 2011, 12:24
Bom dia a todos,
Kazaoka o estudo da glândula pineal tem sido objeto de grande pesquisa do medico Sergio Felipe de Oliveira e também através da Neuro Ciência pelo psicólogo Julio Peres, que fez o mapeamento cerebral observando as áreas que são ativadas quando se entra em oração e em contato mediúnico.
Pela codificação sabemos que é através da capacidade de expansão do Perispírito, que se dá as comunicações mediúnicas.
Fico pensando, quanto a glândula pineal, será que ao ser retirada acaba a mediunidade?
Penso que não.
Sabe o porquê da minha dúvida?
 No estudo feito sobre os possessão ( possessos de Morzine Revue 1863), por exemplo, o que acontece é o envolvimento do perispírito do obsessor ao perispírito do obsediado, não há referência específica a um determinado orgão físico a não ser o corpo fluídico que permite esse envolvimento.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 08 de Setembro de 2011, 12:45
Hebe, a pineal não é uma "geradora" de mediunidade, ela é um sensor deste sentido. Na falta dela, o indivíduo deixa de ter a percepção ostensiva que ela propicia, ou seja, a presença magnética. Neste caso a ação e/ou influenciação espiritual continua existindo, o que deixa de existir é o orgão próprio para notá-la fisicamente. Assim como ocorre com a pessoa que perde a visão; ela deixa de enxergar mas, tudo que ela via continua existindo e fazendo parte de sua existência.
A função desta glândula é dar a percepção não é atrair, ela não funciona tal como um "imã espiritual".
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 08 de Setembro de 2011, 12:53
Sobre esse aspecto concordo,a pineal é apenas um orgão físico, mas as manifestações mediúnicas e a sensibilidade das comunicações continuarão existindo por outros meios.
Assim como o cego desenvolve os outros sentidos, como tato, olfato e audição em escala bem maior que usamos tendo os 5 sentidos em estado normal.

Um abç
Hebe

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 08 de Setembro de 2011, 12:55
Hebe,

...também entendo que seja assim.

Você citou o Dr Sérgio como um dos pesquisadores dessa área, cito, também, o Dr Décio Iandoli Jr., que tem um estudo muito interessante sobre o perispírito e, no qual, fala-se bastante sobre esta glândula, inclusive com livros publicados. ou se prefirirem, acessem o youtoube e encontrarão lá, vários vídeos destes dois pesquisadores falando sobre esse assunto.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 08 de Setembro de 2011, 13:15
Só para reforçar a ação do perispírito na mediunidade vejam o trecho abaixo.


Estudo sobre os Possessos de Morzine, As causas da obsessão e os meios de combatê-la

Revista Espírita, dezembro de 1862


"Voltemos ao nosso assunto.

O perispírito, pela sua natureza fluídica, é essencialmente móvel, elástico, podendo-se assim se exprimir; como agente direto do Espírito, põe em ação e projeta raios pela vontade do Espírito; por esses raios serve à transmissão do pensamento, porque é de alguma sorte animado pelo pensamento do Espírito.

Sendo o perispírito o laço que une o Espírito ao corpo, é por esse intermediário que o Espírito transmite aos órgãos, não a vida vegetativa, mas os movimentos que são a expressão de sua vontade; é também por esse intermediário que as sensações do corpo são transmitidas ao Espírito. O corpo sólido destruído pela morte, o Espírito não age mais e não percebe mais senão pelo seu corpo fluídico, ou perispírito, é porque age mais facilmente e percebe melhor, sendo-lhe o corpo um entrave. Tudo isto é ainda um resultado da observação.

Suponhamos agora duas pessoas perto uma da outra, envolvida cada uma de sua atmosfera perispiritual, - que se nos permita ainda esse neologismo.- Esses dois fluidos vão se pôr em contato, penetrar um no outro; se são de natureza antipática, se repelirão, e os dois indivíduos sentirão uma espécie de mal-estar com a aproximação um do outro, sem disso se darem conta; sendo ao contrário movidos por um sentimento bom e benevolente, levarão consigo um pensamento benevolente que atrai. Tal é a causa pela qual duas pessoas se compreendem e se adivinham sem se falarem. Um certo não sei o quê diz freqüentemente que a pessoa que se tem diante de si deve estar animada de tal ou tal sentimento; ora, esse não sei quê é a expansão do fluido perispiritual da pessoa em contato com o nosso, espécie de fio elétrico condutor do pensamento. Compreende-se, desde então, que os Espíritos, cujo envoltório fluídico é bem mais livre do que no estado de encarnação, não têm mais necessidade de sons articulados para se entenderem.

O fluido perispiritual do encarnado, portanto, é posto em ação pelo Espírito; se, pela sua vontade, o Espírito irradia, por assim dizer, seus raios sobre um outro indivíduo, esses raios o penetram; daí a ação magnética mais ou menos possante segundo a vontade, mais ou menos benfazeja segundo esses raios sejam de uma natureza mais ou menos boa, mais ou menos vivificante; porque, pela sua ação, podem penetrar os órgãos, e, em certos casos, restabelecer o estado normal. Sabe-se qual é a influência das qualidades morais no magnetizador.

O que pode fazer o Espírito encarnado irradiando seu próprio fluido sobre um indivíduo, um Espírito desencarnado pode fazê-lo igualmente, uma vez que tem o mesmo fluido, quer dizer, que pode magnetizar, e, segundo seja bom ou mau, sua ação será benfazeja ou malfazeja.

Dá-se conta facilmente assim da natureza das impressões que se recebe segundo os meios onde se encontra. Se uma assembléia é composta de pessoa animadas de maus sentimentos, elas encherão o ar ambiente do fluido impregnado de seus pensamentos; daí, para as almas boas, um mal-estar moral análogo ao mal-estar físico causado pelas exalações mefíticas: a alma é asfixiada. As pessoas, ao contrário, se têm intenções puras, acham-se em sua atmosfera como num ar vivificante e salutar. O efeito será naturalmente o mesmo num meio cheio de Espíritos segundo sejam bons ou maus.

Estando isto bem compreendido, chegamos sem dificuldade à ação material dos Espíritos errantes sobre os Espíritos encarnados, e daí à explicação da mediunidade."

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1862/12a-estudo-sobre.html
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 08 de Setembro de 2011, 13:32
Neste artigo da revue, postado pela Hebe, dá bem para compreender a forma como a ação espiritual atua no meio físico. Esta ação se dá baseada na sustentabilidade que a organização física oferece para que a ação espiritual ocorra.
Se estamos sequiosos por intervenção espiritual em questões terrenas que nos afligem, devemos ainda, mesmos que com o coração partido, vibrarmos amorosamente sobre o mal que nos acomete. Pois, é o campo vibratório de energia que emana de nosso pensamento que atrai a influenciação espiritual. Se sofremos e evocamos assistência espiritual aurindo em nós, sentimento de revolta, atrairemos Espíritos que vibram na mesma frequência energética. Ai o que acontece? ...Teremos as companhias espirituais que atraimos e não as que desejávamos.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 08 de Setembro de 2011, 14:01
Hebe,

...também entendo que seja assim.

Você citou o Dr Sérgio como um dos pesquisadores dessa área, cito, também, o Dr Décio Iandoli Jr., que tem um estudo muito interessante sobre o perispírito e, no qual, fala-se bastante sobre esta glândula, inclusive com livros publicados. ou se prefirirem, acessem o youtoube e encontrarão lá, vários vídeos destes dois pesquisadores falando sobre esse assunto.

reencarnacao e biologia - dr decio iandoli jr.flv (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9nbD1CUiZhbXA7dj1qNVpMUVBvRWc2USM=)


Podem comparar com este estudo feito por Deepak Chopra, médico Indiano, criado na filosofia Vedanta.

''A FORÇA DO PENSAMENTO'' (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWpYX2hZbVJ2ME9NJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Car Ribeiro em 08 de Setembro de 2011, 15:28
Grato aos amigos pela sensibilidade na feitura do vídeo.
CLeber.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: fernando salem em 08 de Setembro de 2011, 15:30
O espiritismo tem destas coisas ,vai de encontro aos nossos anseios, tenho me perguntado, a respeito, de como esta o nosso mundo, com tanta oportunidade de consumo e facilidades , que o mundo nos oferece , O que fazer para viver neste Mundo, sem ser dele ???Ser um Cristão, sem mascaras e nem disfarces ,sem hipocrisia .Pois é uma aventura sem duvida , que conveniente é este estudo ...
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: D em 08 de Setembro de 2011, 15:33
Bom dia,
Venho estudando a Doutrina Espírita há uns 3 anos no ESDE da casa espírita que freguento e a cada aula e leitura descubro que ainda não sei nem um grão de areia desta imensidão terrestre.´Está sendo a primeira vez que participo de estudos deste site e achei de grande valia os comentários.
Espero um dia estar comentando  e acrescentando algo a este tema tão enobrecedor.
Abraços fraternos a todos!
Débora
Título: Re: Dúvidas de iniciante
Enviado por: cassiarbs em 08 de Setembro de 2011, 17:42
Olá,
Parabéns pela escolha do tema, estou inciando os estudos espíritas. E Tenho algumas dúvidas sobre o assunto:
1. É o próprio espírito que planeja sua reencarnação? Como pode ele fazer isto se ainda não é perfeito?
2. Como o espírito reencarnado irá melhorar-se se não lembra das vidas anteriores, e nem do que se propôs a fazer aqui na Terra?Como saberá o que precisa realizar?

Obrigada
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Weronica em 08 de Setembro de 2011, 18:35
Ola cassiarbs!

Bom não sou nenhuma experts..rsrsrs, mas acho que posso contribuir  respondendo a estas duas perguntas mas aguardo que membros mais experientes possam rever ou complementar o que vou escrever a seguir:

Conforme já li em alguns livros e vi no filme "Nosso Lar"

O espírito pode participar de seu plano de reencarnação como também pode se preparar para ele, se instruindo, estudando para não cometer os mesmos erros anteriores ou completar sua missãoo na Terra. Existem espíritos que precisam expiar atos antigos encarnados mas não o querem mas precisam reencarnar e reencarnam contra a vontade. Mas nunca estamos sozinhos semopre assistidos por espírtos amigos e nossos mentores, que nos inspiram e nos auxiliam mesmo sem termos esse conhecimento. Se mantemos nossos pensamentos e ações no bem, no amor e resignação teremos eles sempre ao nosso lado, caso contrário entraremos em vibrações negativos que nos desviarão do nosso propósito.
A vida sempre nos recoloca de onde paramos por isso que não conseguimos entender porque sempre voltamos para o mesmo lugar ou quando algo não dá certo, é porque tem uma "equipe"..rsrsr.. nos mostrando que precisamos aprender as lições corretamente, se não, voltamos ao mesmo exercício para não errar mais.

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 08 de Setembro de 2011, 18:45
Olá,
Parabéns pela escolha do tema, estou inciando os estudos espíritas. E Tenho algumas dúvidas sobre o assunto:
1. É o próprio espírito que planeja sua reencarnação? Como pode ele fazer isto se ainda não é perfeito?
2. Como o espírito reencarnado irá melhorar-se se não lembra das vidas anteriores, e nem do que se propôs a fazer aqui na Terra?Como saberá o que precisa realizar?

Obrigada
Segue o link do Livro dos Espíritos
" Escolha das provas"

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/le/le-2-06.html#1.5
É só clicar no link e ler, não precisa fazer download
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Weronica em 08 de Setembro de 2011, 19:16
Obrigada por postar o link Hebe é sempre bom recorrer às obras básicas da doutrina diante de algua dúvida, o Livro dos Espíritos é explicativo, simples e direto.
Dá sempre um "medinho" quando se fala em erraticidade rsrsrs.. mas mérito é mérito.


Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 08 de Setembro de 2011, 21:58
Oi Weronica,
O termo erraticidade se refere a todos os Espíritos que ainda não se purificaram totalmente, e estão fora do mundo físico.
não se refere diretamente a erro. Pode ser um Espírito numa escala muito elevada, mas que ainda não chegou ao estado de Espírito puro.

Um abç
Hebe

OLE:

Espíritos errantes

223 A alma reencarna imediatamente após a separação do corpo?

– Algumas vezes pode reencarnar imediatamente, mas normalmente só após intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Nesses mundos em que a matéria corporal é menos grosseira, o Espírito, quando encarnado, desfruta de quase todos os seus atributos de Espírito. Seu estado normal é semelhante ao dos vossos sonâmbulos lúcidos.

224 Em que se torna a alma no intervalo das encarnações?

– Espírito errante que aguarda nova oportunidade e a espera.

224 a Qual a duração desses intervalos?

– De algumas horas a alguns milhares de séculos. Não há, propriamente falando, limite extremo estabelecido para o estado de erraticidade, que pode se prolongar por muito tempo, mas que nunca é perpétuo. O Espírito sempre encontra, cedo ou tarde, a oportunidade de recomeçar uma existência que sirva de purificação às suas existências anteriores.

224 b Essa duração está subordinada à vontade do Espírito ou pode ser imposta como expiação?

– É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos têm perfeita consciência do que fazem, mas para alguns é também uma punição que a Providência lhes impõe1. Outros pedem para que se prolongue, a fim de progredirem nos estudos que só podem ser feitos com proveito na condição de Espírito.

225 A erraticidade é, por si mesma, um sinal de inferioridade dos Espíritos?

– Não, porque existem Espíritos errantes de todos os graus. A encarnação é para o Espírito um estado transitório. Como já dissemos, em seu estado normal, o Espírito está liberto da matéria.


226 Todos os Espíritos que não estão encarnados são errantes?

– Daqueles que devem reencarnar, sim. Mas os Espíritos puros que atingiram a perfeição não são errantes: seu estado é definitivo.

☼ Os Espíritos, com relação às qualidades íntimas, são de diferentes ordens ou graus que vão avançando sucessivamente à medida que se depuram. Quanto ao estado em que se acham, podem ser: encarnados, ou seja, unidos a um corpo; errantes, quer dizer, despojados do corpo material à espera de uma nova encarnação para se aperfeiçoarem; Espíritos puros, perfeitos, que não têm mais necessidade de encarnação.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 08 de Setembro de 2011, 23:36
Amados Irmãos,
Na conformidade do que pude apreender na pag.249, do livro Consciência Cósmica, (O estudo da evolução da mente), Tradução de Ana Maria Moreno Bueno - Primeira edição Ed. Renes Ltda-

O autor faz a sua reflexão, embasada no que eu resumi para não ser tão longo quanto o foi o autor nesse assunto que merece o maior respeito, mas tem uma importância relevantes para o nosso entendimento do quanto importante é a divina aventura do Espírito na matéria...
Anexo video you tube, para salientar o que reduzi em palavras, sobre o assunto...

A força da palavra com que Gautama e Paulo, enalteceram de tal modo o Espírito, e perante um comportamento de auto-negação interpretativa da importância do corpo que todos nós humanos fizemos ao longo da história, nós todos de maneira generalizada ainda estamos viajando nessa nau...
A relevância desse tópico, e a seriedade com que esse assunto é tratado sem preconceitos, me atrevo a dizer que muito, mas muito mesmo esse estudo irá produzir em termos de esclarecimentos, da importância do corpo e o quanto o Espírito dele pode se aproveitar para se aperceber de aprendizado verazes e úteis.
Se nos atermos a averiguar as maravilhas do nosso corpo físico, Não me refiro à beleza física, mas ao seu funcionamento, veremos que nossa carne não é merecedora de tantas desditas como às vezes vemos por ai afora.

O corpo humano - 09 - Sistema nervoso - Parte 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBPcExCRmlUaHU0JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 09 de Setembro de 2011, 00:07
Sim Hebe eu entendo-a perfeitamente bem.  :)

O visionamento dos vídeos acima editados, de novo me induziram na razão a convicção de que o Espírito é Inteligência e é esse o motivo que torna impossível ao entendimento através dos sentidos da vida perceber aquilo que na realidade somos. Na verdade nunca foi possível definir de forma universal e inquestionável o que é a Inteligência.

Reparei que partindo dos princípios sugeridos por Décio Iandoli, os processos de causalidade que são originados pelo Espírito, ou Inteligência como o próprio define, são automáticos, ou seja, o Homem diferencia-se do Macaco não porque sabe que é um Homem e não um Macaco, mas porque automaticamente e de forma autónoma, a sua Inteligência determina uma identidade para além daquilo que é uma acção consciente.

Isto vai ao encontro da teoria dos marcadores somáticos de António Damásio. Na medida que evolui através da experiencia da Vida, o Espírito, ou seja a Inteligência adquire capacidade para que os processos de decisão sejam automáticos e se encontrem para além da vontade da mente, ou seja, para além do ego humano.

Discordo do palestrante do vídeo quando cola aquilo que é a mente à natureza da Inteligência ou do Espírito se preferirem. A mente não é o Espírito é um produto do cérebro, sem cérebro não existe mente, ou se preferirem, sem matéria o Espírito ou Inteligência não tem consciência de si fica inibida de experimentar uma existência.

É exactamente aqui que aproveito a oportunidade para sugerir que da mesma forma que a Inteligência determina de forma automática, não consciente, a sua identidade biológica na Vida, também o faz na morte, de forma diferente é certo, mas com os mesmos conteúdos, ou seja, molda através do fluido universal que caracteriza um determinado “mundo evolutivo” um corpo eventualmente passível de ser entendido através da “biologia da morte”, onde da mesma forma que na vida acontece, cria um mundo mental suportado pela matéria que potencia uma organização “biológica” que é o suporte que permite a consciência da vida na morte.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 09 de Setembro de 2011, 00:57
Amado Irmão Joaquim,
Respeito seu ponto de vista e me disponho a respondê-lo, mpois me pareceu que não é exclusivamente sua essa colocação:
Citar
Discordo do palestrante do vídeo quando cola aquilo que é a mente à natureza da Inteligência ou do Espírito se preferirem. A mente não é o Espírito é um produto do cérebro, sem cérebro não existe mente, ou se preferirem, sem matéria o Espírito ou Inteligência não tem consciência de si fica inibida de experimentar uma existência.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-divina-aventura-do-espirito-na-materia/165/#ixzz1XPKCokHa

Alma é um espírito encarnado. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível. Tomada neste sentido, alma e espírito são a mesma coisa. Indicando, porém, o princípio da vida material, poder-se-ia chamá-la alma vital, e o princípio da inteligência de alma intelectual.
Livro dos Espíritos: Questão:134 e Introdução II -
Livro dos Espíritos: Introdução XIII e questão 135 a 146 -
Evangelho Segundo o Espiritismo: Prefácio IV/I

Pela qualidade evolutiva que o Espirito reencarnante já adquiriu, e pela força mesma da evolução naturalmente assistida, o nosso sistema nervoso contribui, perfeitamente para a tarefa do ente encarnante, dando-lhe percepções antes desconhecidas, razão pela qual Richard Maurice Burk, (na minha opinião tem razão, no que tange), a extrema valoração que damos ao Espírito, (não nego o merece), mas o corpo, vem adquirindo capacidades variadas desde a percepção das cores até a percepções extra-sensoriais, e esse estudo, com certeza nos convida a refletir com seriedade e embasando não só nos nossos parcos conhecimentos, mas também colando, posto que todo estudo é de certa forma uma forma de colagem, mas o raciocínio é nosso.

Acrescento ainda:
O corpo é o instrumento da dor.
Se não é a causa primária desta é, pelo menos, o efeito.
A lembrança que da dor a alma conserva pode ser muito penosa, mas não pode ter ação física.
De fato, nem o frio, nem o calor são capazes de desorganizar os tecidos da alma, que não é suscetível de congelar-se, nem de queimar-se.
O perispírito é o agente de transmissão da sensação, pois que no espírito é que está a consciência.
Se o espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a toda e qualquer sensação dolorosa.
É o que se dá com os espíritos completamente purificados.
Quanto mais se purificam, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, onde se segue que a influência material diminui à medida que o espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.
Agente das sensações exteriores, quando no corpo os órgãos, servindo-lhes de condutos localiza essas sensações.
Destruído o corpo, elas se tornam gerais.
Daí o espírito não dizer que sofre mais da cabeça do que dos pés, ou vice-versa.
Allan Kardec em:-
Livro dos Espíritos – Questão: 257 –
HERMINIO C. MIRANDA em:- CANDEIAS NA NOITE ESCURA - 2ª Ed. FEB, 1992 -16

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/1020/#ixzz1XPUBSVLP

Saúde e paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 09 de Setembro de 2011, 01:40

Discordo do palestrante do vídeo quando cola aquilo que é a mente à natureza da Inteligência ou do Espírito se preferirem. A mente não é o Espírito é um produto do cérebro, sem cérebro não existe mente, ou se preferirem, sem matéria o Espírito ou Inteligência não tem consciência de si fica inibida de experimentar uma existência.



Taprobana,
sem a intenção de advogar nada. Mas, quando você faz a afirmação acima, você não nos dá sua visão de como esta estrutura complexa chamada cérebro foi capaz de se organizar em sua formação, sem a ação de uma vontade inteligente agindo no processo, cujo resultado será a criação do próprio meio de manifestação e interação dessa força com a materialidade. Que força inteligente seria essa, na sua opinião?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 09 de Setembro de 2011, 03:00
  :o Taprobana,

 ;D Calma,

Fui dar uma olhada no que você se referiu aos marcadores somáticos de Antonio Damásio.
encontrei este link
http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/texto1.htm

e abaixo destaquei um texto com uma citação

"E Antônio Damasio conclui com precisão, como para desculpar-se antes deste reducionismo um tanto blasfematório: “Demonstrar que a percepção de uma determinada emoção depende de um certo número de órgãos do corpo não diminui o valor daquela percepção o ponto de um fenômeno humano. Nem a mágoa, nem o êxtase que podem acompanhar o amor ou a arte  se encontram desvalorizados pelo fato de nós cumprirmos quaisquer dos milhares de processos biológicos que fazem dessas emoções aquilo que são”. “É precisamente o contrário que é verdadeiro: nós não podemos estar espantados diante da complexidade dos mecanismos que tornam possíveis estes sortilégios. A percepção das emoções é a base daquilo que os seres humanos chamam, depois de milênios, a alma e o espírito”.

Sinceramente ainda não conclui nada a respeito.

Mas me arrisco um pouco a falar por mim mesma, algumas conclusões que cheguei.

A mente humana é condicionada a pensar através do meio a qual está inserida, classifica então o belo, o feio, a repulsa, o horror etc. provocando emoções, essas emoções estimulam  através do comando do cérebro a produzir determinados reações, que causam a sudorese,  acidez excessiva no estomago, arritmia cardíaca etc causando doenças como úlcera, dermatites, infarto, assim como inibição de serotonina causando estado depressivo, enfim. Dependendo do trauma causado pelo estímulo que o sujeito estiver exposto existe, de fato uma desorganização física. Portanto nosso estado de espírito pode mudar a nossa organização biológica a meu ver.

O Espírito usa o corpo físico como veículo, é através do perispírito que o espirito experimenta as sensações da matéria. Existe então uma interação entre as sensações do Espírito e a vivência na vida social quando encarnado, que pode desorganizar seu corpo físico causando doenças ou até mesmo curas.

Tenho que pensar um pouquinho mais a respeito, pois acho que é sempre o Espírito que comanda através do que ele percebe na vida material.
Se você puder ser um pouco mais claro, me ajudaria muito a entender aonde você quer chegar.

Um abç
Hebe


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Vicentte em 09 de Setembro de 2011, 04:16
Boa noite,

Amigos, essa quetão da divisão entre viver espiritualmente ou materialmente sempre foi motivo de controversias,
mas exatamente por nao ser discutido prevalece a ignorância sobre o assunto em questão.

Deixo aqui minha humilde mas sincera opinião, totalmente aberto a novas idéias e
pronto para contribuir com outras.

Estudamos dentro de nossa amada doutrina que nosso corpo físico é apenas um corpo a mais em nossa constituição humana.
Porque primeiramente temos o perispírito que tem propriedades físicas apesar de não material, e propriedades espíritual.
Ao meu ver, o espírito é uma força consciente não interagível com com as forças que regem a matéria no Cósmos infinito,
precisando assim de algo que sirva de intermediário, aí entra a função do perispírito.
Atravéz do perispírito podemos interagir com as forças do Universo, e assim controlar a matéria.
A interação estratégica entre a energia e o perispírito produz campos de força de natureza eletromagnéticas de ondas psíquicas,
extremamente poderosas, e combinadas com as forças do próprio corpo físico, que é retirada dos alimentos, do ar, água, etc,
fazem com que nossa existência corpórea tenha realmente um sentido muito profundo, revelando assim a intenção sábia da
providência.

Para chegar-mos a uma resposta, não correta, mas pelo menos um pouquinho mais próximo da verdade, não podemos estudar um assunto
levando em conta apenas uma delas, a ciência, filosofia, e religião, que firmam nossa doutrina, mas sim levando em conta as três.

Alimentar corretamente, no ato sexual ser sincero quanto ao amor, e no trabalho físico ponderado, nos evita grandes prejuísos como
doenças provocadas pela má alimentação, sexo sem respeito e consciência, desgastes emocionais e desequilíbrios, e a eventual
materialização devido ao trabalho imprudentemente exagerado pelo dinheiro e poder.

Assim como tudo na natureza, nosso corpo físico se adápta e evolui.
Cuidar bem e utilizar sabiamente os recursos do nosso corpo e seus instintos, já é por si um sinal de consciencia, é como
se nós tivessemos a capacidade de dar inteligência a matéria.
Assim sendo, não podemos pensar em valorizar a espiritualidade de nossa naruteza e nem a materialização, mas sim em
espiritualizar o nosso corpo físico, cada vez mais, até que de encarnação a encarnação, cada corpo físico gerado, ele se
identifique cada vez mais com o perispírito.

Certamente isso não será conseguido martirizando nosso corpo e nem abstendo dele suas necessidades, mas sim usar com ponderação.
Em nosso atual estágio evolutivo, acredito que a permanência como ser encarnado é de fato nosso estado natural, pois não podería-mos
viver plenamente na dimenção espiritual se nossa mente não se identifica.
A naruteza de nosso corpo material, está ligado diretamente a evolução espiritual, por isso talvêz, o corpo de Jesus "sumiu" de
seu túmulo, ao acordar com sua missão cumprida, Jesus liberou todo seu potencial mental, e seu corpo transcedeu as dimenções, se
identificando com seu perispírito.
Se fosse um corpo como o nosso, ele se queimaria talvêz, não comportando tanta força, vejam por exemplo a aparição de Jesus a Paulo de Tarso.
Sempre Jesus aparece irradiando uma intença luz.

Viver espiritualmente, é viver em harmonia com nosso corpo físico e trabalhando pelo progresso coletivo.
Um corpo físico bem regido evidencia uma mente melhorada, e produz médiuns mais qualificados.

É claro que existe o mito do pecado, se fizer sexo vai pro inferno.
O problema nunca foi o sexo mas a má utilização dele, que esgota os recursos do corpo, e da uma falsa impressão de felicidade e amor.
O sexo deve nascer do amor, e não o contrário.
Más isso é uma luta de todos nós, que devemos aprender a controlar mais nós mesmos do que nosso corpo físico, dizem a carne é fraca, não,
a mente sim é fraca.
Atravéz do sexo nasce as traições, da comida a obesidade, ipertenção, infarto, derrame, etc, no trabalho exagerado os problemas ósseos e
musculares, inutilizando as vezes bem cedo aquele que poderia servir por mais tempo.
Etudo isso se aplica a todos os vícios, bebida, drogas, comer mal e exageradamente.

Como disse, essa é apenas uma opinião de mais um encarnado, feliz por aqui estar crescendo com a ajuda de vocês!
Obrigado pela oportunidade de participar!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 09 de Setembro de 2011, 11:15
Amados do meu coração...
A dúvida não ficou nos marcadores somáticos, que são estudos recentes, tem sua razão de ser, pois marcam determinados traumas psíquicos, (na psicologia do comportamento estudam os marcadores somáticos como formadores dos pulsões (os im e as com) de uma encarnação para outra, senão para que a TVP?
O Joquim incluiu esse assunto que foi de outro estudo anterior, o fato aqui não é marcador somático, isso é desviador do assunto, o fato aqui é melhorias que ocorrem no perispírito e promovem melhorias no corpo físico para melhor servir ao espírito. Nada se elimina que fica no perispírito, pois o cérebro, evoluiu em tamanho, e em qualidade(quem prova é a ciência) e segundo Dr. Maurice, o próprio daltonismo, determina uma evolução na capacidade do cérebro em apreciar nuanças de cores,
A percepção dos aromas também evoluiu com a evolução do cerebro, tal que nos hinos Zen Avesta só uma vez falam do incenso... já no Rig Vesta o oferecimento de sacrifício com incenso, não é descrito...
Todavia no Yadshurveda já faziam questão do oferecimento do sacrificio com incenso de vários armos... Na Bíblia no Cantico dos Canticos também já falam em suaves aromas, mas é raro dizerem do azul do céu... Ora sabemos que nada disto está no cérebro, fica arquivado aonde?
No perispirito, como a semente guarda todas as especialidades e qualidades individualizadores do carvalho(por exemplo)... Ora, no universo só há Espirito, Matéria e Deus, então perispírito é matéria dentro da matéria, mais grosseira... O Espírito, não troca de perispirito a cada encarnação, senão onde a individuação, impossível mesmo seria até a individualização...
Por essa razão o corpo requer cuidados e possui qualidades que muito lentamente contribui de forma a auxiliar que o espírito melhore o perispirito e que por sua vez terá um corpo melhorado.

replicando:
Se o espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a toda e qualquer sensação dolorosa.
É o que se dá com os espíritos completamente purificados.
Quanto mais se purificam, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, onde se segue que a influência material diminui à medida que o espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.
Agente das sensações exteriores, quando no corpo os órgãos, servindo-lhes de condutos localiza essas sensações.
Destruído o corpo, elas se tornam gerais.
Daí o espírito não dizer que sofre mais da cabeça do que dos pés, ou vice-versa.
Allan Kardec em:-
Livro dos Espíritos – Questão: 257 –
HERMINIO C. MIRANDA em:- CANDEIAS NA NOITE ESCURA - 2ª Ed. FEB, 1992 -16

Resumo: Corpo tem valor e precisamos valorizá-lo ao máximo, pois, a produção de um corpo fisico humano ou animal, não é algo automático ou robotizado.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 09 de Setembro de 2011, 11:34
Bom dia a todos,

Penso que o corpo físico não tem que ser valorizado e sim cuidado, pois ele é o veículo, ao qual, o  Espírito se utiliza para vida na matéria.
O excesso de valor ao corpo físico o desvia do seu principal objetivo, que é o aprimoramento moral. A beleza e a feiura são provas para o espírito, pode influenciá-lo para a vaidade, orgulho ou auto -depreciação na formação do EGO, se este fator for levado ao extremo. A dor é inevitável mas o que estende o sofrimento é a revolta e a falta de resignação diante das vicissitudes da vida.
Nós somos espíritos, a vida na matéria é transitória, está LE e nós não somos o corpo físico.
A causa maior do sofrimento do Espírito encarnado ou não é a identificação absurda com a vida material e com o EGO ali vivenciado, causa também das obsessões no mundo Espiritual.
As doenças psicossomáticas tem valor no tópico, pois essas refletem a incapacidade do espírito em lidar com suas emoções danificando o corpo físico, portanto o assunto é relevante.

A vida na matéria é complexa, envolve vários aspectos e é isto que está sendo levado em consideração neste tópico.

Um abç
Hebe

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 09 de Setembro de 2011, 13:08
"        Não penseis, porém, que aos vos exortar incessantemente à prece e à evocação mental, queiramos levar-vos a viver uma vida mística, que vos mantenha fora das leis da sociedade em que estais condenados a viver. Não. Vivei com os homens do vosso tempo, como devem viver os homens; sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com um sentimento de pureza que as possa santificar."(Um Espírito Protetor, Bordeux, 1863)
                                                                                                                        ESE


Esta é uma recomendação que nos é dada por alguém que está de lá, só que às vezes, ou melhor, quase sempre, a gente pega isso tão ao pé-da-letra que perdemos o sentido de ordenamento de valores, principalmente os valores morais e materiais que regem nossa existência como encarnados, passando a dar às questões de ordem material um valor superestimado. Não vamos ser extremistas e querer condenar a matéria ao "fogo eterno" por ela despertar em nosso Espírito sentimentos que atiçam as "feras" que nós, como Espírito, tentamos domar em nossa essência. Esta é a função da matéria no trabalho de aperfeiçoamento espiritual. A forma correta de proceder nestes casos, conforme nos sugere a DE, é buscar a valorização do ser espiritual através do conhecimento de si mesmo, dando ênfase aos extremos de nossa personalidade espiritual, ou seja, as nossas imperfeições e as nossas virtudes.
O trato correto com estes dois elementos da personalidade humana, buscando equilibrá-las, é que determina a tão sonhada "reforma íntima'. E Deus nos oferece a materialidade com seu poder de aliciamento da Alma, como campo de ação do Espírito para burilar sua personalidade, conduzindo-o à angelitude.
E estamos caminhando para isso. Mas, os indicativos comportamentais nosso, nos dão uma idéia da distância que nos separa desta consciência. Até nos momentos de preces e rogativas a Deus, suplicamos por intervenções divinas em nossas questões de ordem material por não reconhecer que as dores físicas e da Alma e a dificuldade que temos em lidar com isso, nada mais são do que oportunidades de corrigirmos imperfeições de nós mesmo, de nós Espírito eterno. Imagino que quando entendermos isso, nossas preces serão menos rogativas e mais de eterno reconhecimento das bençãos que sempre recebemos, sejam elas nos momentos de deliciarmos com o que temos de virtuoso ou nos momentos de aprendizado que o sofrimento nos impõe.
Quando atingirmos o patamar desse entendimento da natureza humana, a mensagem ditada pelo Espírito poderá ser resumida em uma única frase; "Vivei com os homens do vosso tempo"
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 09 de Setembro de 2011, 14:05
Certo Kazaoka,
Não se pode negar a vida social, o homem é um ser social, através da vivencia e interação com os outros, que o aprendizado se dá, isso se houver a compreensão dos relacionamentos e da limitação de si mesmo e do outro em cada situação.
Erramos muito, com certeza e muitas vezes rodamos no mesmo lugar atribuindo o erro a este ou aquele e não a si mesmo, porque bate direto no orgulho, no egoísmo, na falta de clareza causada por traumas ou vivencias na infância mal compreendidos.
O ser humano é complexo, ele não age só pelo instinto, ele cria pensamentos, ele classifica, ele julga de acordo com a sua ótica vivenciada. Ele espelha no outro seus conflitos internos.
O que me ofende ou me fere , pode ser uma bobagem pra outro e vice -versa.
O que eu quis dizer com a identificação excessiva com a vida material é exatamente se deixar arrastar totalmente por ela, a ponto de esquecer completamente que a vida material só serve única e exclusivamente para o seu aprendizado moral, nada na matéria é eterno, nem o corpo físico, eterna é a vida Espiritual, só vamos levar para esta o nosso aprendizado moral.

Penso que isso que Cristo quis dizer " Não se preocupe com o que tem para comer ou com o que tem para vestir, busque primeiro o Reino dos Céus que o resto lhe será dado por acréscimo", nestas palavras ele não estava dizendo, abandone seu trabalho ou suas obrigações sociais e se torne um eremita, e sim não dê excessivo valor a matéria, seja sereno, esteja em paz, confie, porque assim sendo as suas dificuldades materiais serão suportadas e terão o peso certo.

Veja a trajetória de Buda (Sidharta Galtama) para entender o sofrimento e chegar a iluminação, é só ler sua história, que acredito já seja conhecida por todos, ele passou por várias experiências até encontrar o caminho que leva a felicidade.

Cada povo teve seu Avatar, falando na linguagem própria à cultura estabelecida em sua época, mas o sentido das palavras, se formos analisar é o mesmo. Existe uma verdade, e não é relativa, se fosse não seria verdade, não é?

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: JABAMARAL em 09 de Setembro de 2011, 14:51
Olá apesar de já ter me cadastrado há algum tempo só agora estou começando no fórum. Espero está contribuindo um pouco, pois com certeza estarei aprendendo muito. Segue abaixo, algo de meus momentos de silêncio interior, quando estava refletindo sobre esse tema fascinante:

... E o vento soprou nos caminhos do universo e levou meu grito aos ouvidos do Infinito... e a idéia Divina bailou na via láctea e rodopiou ao som da música das esferas... e o meu passo lento arrastou-se ao longo das eras  e terminou na curva em que olhei nos olhos de Deus. Aturdido parei e, como um relâmpago o verbo Divino rasgou os céus, estrelas explodiram gerando um espetáculo de luzes que ofuscaram meus olhos, e a lágrima que durante séculos insistia em não sair, rolou velozmente passeando entre as rugas que hoje enfeitam as paisagens do meu rosto envelhecido. E os milênios desfilaram na tela de minha mente revelando a saga evolucionista da história da humanidade. Do átomo ao Arcanjo, da matéria ao espírito, do ponderável ao imponderável. Faça-se a luz e a luz se fez, e na solidão de Deus o amor sofre a metamorfose, gerando a centelha divina que na sua simplicidade e ignorância inicia sua caminhada rumo à perfeição. O Espírito imortal nasce das entranhas de Deus, da solidão de Deus, do amor de Deus.  Um excelente final de semana para todos. Jâmisson Amaral
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 09 de Setembro de 2011, 18:04
Somos seres espirituais e neste momento de nossa existência, estamos assentados em bases materiais, estamos encarnadados.
Esta condição faz com que tudo que emanamos ou recebemos da esfera espiritual esteja em sintonia com as impressões que damos às vibrações que emitimos. E estas impressões, embora emane do Espírito, são lançados no universo das percepções, rebuscadas pela influência da matéria. É a simplicidade do Espírito rebuscada pelo sentimento do orgulho material, a caridade rebuscada pelo egoismo, a simplicidade pela vaidade e assim desfiaríamos um rosário de rebuscamentos... 
Por isso devemos zelar muito do tipo de sentimentos que nutrimos, por que eles são clamores da Alma a atrair para si, o mesmo tipo de vibração que manifestam.
Este pode ser um dos motivos que muitas vezes achamos que não fomos ouvidos em nossas preces, que temos ou sofremos o que não merecíamos. Além do que, quando não vigiamos a nós mesmos em termos de sentimentos, não conseguimos o que realmente precisamos e, pior, atraimos companhias que não desejávamos.
Então, mais uma recomendação dos de lá; "Orai e vigiai"
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 09 de Setembro de 2011, 18:23
Ai está, em poucas palavras, uma bela explicação, mano Kao.
Abração,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 09 de Setembro de 2011, 23:10
Olá filhodobino, Kazaoka , Hebe

O Joquim incluiu esse assunto que foi de outro estudo anterior, o fato aqui não é marcador somático, isso é desviador do assunto, o fato aqui é melhorias que ocorrem no perispírito e promovem melhorias no corpo físico para melhor servir ao espírito. Nada se elimina que fica no perispírito, pois o cérebro, evoluiu em tamanho, e em qualidade(quem prova é a ciência) e segundo Dr. Maurice, o próprio daltonismo, determina uma evolução na capacidade do cérebro em apreciar nuanças de cores,
A percepção dos aromas também evoluiu com a evolução do cerebro, tal que nos hinos Zen Avesta só uma vez falam do incenso... já no Rig Vesta o oferecimento de sacrifício com incenso, não é descrito...

Este comentário penso ser útil para tentar explicar melhor as ideias que neste momento me absorvem a atenção excluído as matérias que não abordei.

Tentando simplificar ao máximo:
O Espírito nasce simples e ignorante ou seja, é Inteligência de capacidade infinita mas em estado potencial.

Na medida que experimenta a Vida adquire competências que perduram para a eternidade, ou seja, o Espírito nunca regride.

O Espírito enquanto Inteligência isolada da matéria, somente é possível conceber através do pensamento, ou seja a comunhão do Espírito com a matéria é o Uno e não o divisível.

O Espírito é o principio inteligente do universo, ou seja, é o Espírito o responsável único por toda a organização física da matéria, seja ela de natureza bariônica ( a matéria ordinária da Vida) ou não bariônica (a matéria que constitui o mundo Espiritual)

Os marcadores somáticos serem o conjunto de competências que a Inteligência adquiriu através da experiencia da existência consciente na comunhão com a matéria é uma sugestão da minha exclusiva responsabilidade, uma hipótese especulativa derivada da hipótese dos marcadores somáticos sugeridos por António Damásio.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese_dos_marcadores_som%C3%A1ticos
Citar
(...) Quando nós tomamos decisões, nós devemos avaliar o valor de incentivo das escolhas possíveis, usando processos cognitivos e emocionais. Quando nos deparamos com escolhas complexas e conflituantes, nós não poderemos decidir usando somente processos cognitivos, pois eles devem se tornar sobrecarregados e incapazes de chegar a um resultado satisfatório.

Nestes casos, os marcadores somáticos podem ajudar na decisão. Eles são associações entre estímulos de recompensa que induzem um estado afetivo / fisiológico associado. Conjectura-se que os marcadores somáticos são armazenados no cérebro na região do córtex pré-frontal ventromedial (VMPFC; a subsection of the orbitomedial PFC).[3] Estas associações de marcadores podem ocorrer novamente durante a tomada de decisão e podem influenciar nosso processo cognitivo. Quando nós temos de fazer decisões complexas e incertas, os marcadores somáticos criados por um estímulo relevante são agregados para produzir uma rede de estado somático. A totalidade deste estado direciona ou influencia nossa decisão sobre como agir.[4]. Esta influência sobre nossa tomada de decisão deve ocorrer dissimuladamente (inconscientemente), via o tronco cerebral e o corpo estriado, ou manifestamente (conscientemente), empenhando alto processamento cognitivo cortical. Damásio propõe que os marcadores somáticos direcionam a atenção para opções mais vantajosas, simplificando o processo de decisão.

Conclusão hipotética: O Inteligência evolui nas suas competências, na razão da qualidade e quantidade de marcadores somáticos que lhes está contida que fazem parte daquilo que ele é. Se assim fosse, as “melhorias” não ocorrem no perespirito mas sim na Inteligência propriamente dita, é ela que de forma lógica e óbvia determina a estruturação da matéria, por si mesmo incapaz de se organizar. É o princípio inteligente que molda o perespirito da mesma forma que o faz no corpo animal. Inteligência é Espírito.

Destra forma Kazaoka, o cérebro com toda a sua complexidade biológica é um produto evolutivo das competências Inteligência que de forma autónoma, ou seja, para além da Vida e da Morte, adquirem competência para um dia dizer: faça-se luz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 10 de Setembro de 2011, 00:45
Boa Noite Taprobana,

Esse seu último post é perfeitamente compreensível, ele vem de encontro com o que a DE fala sobre a formação do perispírito ser de livre arbítrio do Espírito e também a formação do corpo físico ser um reflexo da vontade e do avanço da consciência do Espírito.
Lógico que o comando é a inteligência ( Espírito) e não o perispírito formado por ele. O Espírito também não retrograda, está na doutrina.
Porém os vídeos postados de estudos que falam sobre a desorganização do corpo físico causado pelas emoções mal elaboradas é um fato.
No dia a dia, vemos isso, até num simples semblante abatido, nas doenças nervosas, nos estados depressivos e também nas doenças físicas causadas por estresses como hipertensão ulceras, além dos vícios em drogas etc.

As pessoas com um equilíbrio emocional mais elaborado, são difíceis de desenvolver este tipo de doença. O que vai diferenciar a vivência da dor é exatamente o controle sobre as emoções, ou seja, o amadurecimento.

O que se faz com o que nos atinge e como se vivencia os fatos da vida é a diferença fundamental entre uma pessoa e outra. Numa catástrofe coletiva, por exemplo, para alguns é uma oportunidade de reconstrução,apesar de terem perdido tudo, até familiares, para outros é um desespero total apenas por ter perdido a casa.

O que determina essa diferença se não atitude e a compreensão diante da vida que reflete o adiantamento e amadurecimento do Espírito?

Uns sucumbem, outros se elevam e até reorganizam os seus valores diante do mesmo agente estressor.

Agora com certeza a medida que o Espírito vai amadurecendo, mais complexo e elaborado fica a sua estrutura cerebral e organização do corpo físico. E vai se sutilizando conforme a sua necessidade.

Um abç
Hebe

 
PS: Já nem sei se estamos falando a mesma coisa  ???, interfira, por favor, se a compreensão não for essa  :D




Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 10 de Setembro de 2011, 03:49
Taprobana,
o raciocínio que você apresentou, pelo menos para mim, é lógico e dentro do entendimento que consigo compreender, considero válidas as colocações.
E raciocinando cientificamente tudo que você colocou, deduz=se que tudo que é fisicamente complexo é resultado de uma ação com inteligência e complexidade maior do que o que foi obrado.
O mapeamento do genoma humano apresenta um número de marcadores somáticos que não condiz com o número de informações genéticas que julgava-se necessário à transmissão de todos os caracteres do ser humano como animal e como inteligência.
Partindo dessa primícia, somos levados a imaginar algo a mais como portador destas informações. E, pelo raciocínio espírita, atribuimos ao Espírito a função de registrar estes acréscimos de aprendizado e de evolução em um, desculpe a analogia grosseira, "pendrive" espiritual chamado perispírito.
Enquanto necessitado da experiência física (reencarnação) para o seu avanço espiritual o Espírito utiliza do perispírito como arquivo de informações físicas necessárias à continuidade do processo evolutivo do ser animal e espiritual, registrando ali, todas marcações das imperfeições que precisam ser corrigidas e todos os avanços intelectuais que conseguiu efetuar. Veja que abstivemos de falar em moral, por que esta diz respeito somente ao Espírito e sua essência, não tem nada a ver com o que é atribuido ao perispírito que é matéria.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 10 de Setembro de 2011, 12:31
Bom dia Kazaoka,
Desculpe-me, mas essa dúvida paira e é motivo de alguns debates.
"Quando o Espírito está encarnado, o perispírito serve como elo de ligação entre o Espírito e o corpo. Desencarnado, o perispírito faz o papel de corpo com o qual o Espírito se manifesta."
Pelo o que eu entendi sobre o perispírito, ele é um corpo fluídico formado pelo Espírito a partir da manipulação do FCU, onde o Espírito vai formá-lo de acordo com seu grau de evolução e de acordo com sua consciência.
Explicando o que eu quero dizer, não há nada impresso ou guardado no perispírito e sim ele vai retratar aquilo que a inteligencia (Espírito) que o forma comandar. Ele é maleável, moldável não está encerrado no corpo físico quando encarnado.
Ex: Quanto mais elevado for a inteligencia que o forma mais sutil.
O Espírito pode se apresentar da forma que lhe convier, aparência física da reencarnação anterior para identificação.
O Espírito por estar ainda preso a matéria pode se ver mutilado (sem perna ou com um ferimento  no peito), mas o ferimento não está no seu perispírito e sim na  memória do Espírito que assim o forma e se apresenta.
O Espírito já adiantado pode modelá-lo mais denso para se adaptar ao meio que irá atuar, num mundo inferior ao seu, por exemplo. Ele pode torná-lo tangível de acordo com sua vontade.
O Espírito brincalhão pode formar através do perispírito uma imagem monstruosa para assustar, não que seu perispírito seja monstruoso, ele assim o modela.
O Espírito pode ainda, devido ao seu atraso ou culpa, se ver deformado horrendo e assim formar a imagem de seu perispírito. Enfim a memória não está no corpo fluídico e sim na consciência do Espírito.
A história do Espírito encarnado causar danos ao seu perispírito devido a vícios físicos ou qualquer outra coisa, para mim é dúbia, sei que tem na literatura espírita ( não na codificação) essa informação.
Então esse "pen drive", ou arquivo armazenado no perispírito é  para mim um pouco estranho.
Um abç
Hebe

Segue abaixo o que consta na codificação só para ilustrar a minha resposta:

56. "Ele tem a forma humana e, quando nos aparece, é geralmente com a que revestia o Espírito na condição de encarnado. Daí se poderia supor que o perispírito, separado de todas as partes do corpo, se modela, de certa maneira, por este e lhe conserva o tipo; entretanto, não parece que seja assim. Com pequenas diferenças quanto às particularidades e exceção feita das modificações orgânicas exigidas pelo meio em o qual o ser tem que viver, a forma humana se nos depara entre os habitantes de todos os globos. Pelo menos, é o que dizem os Espíritos. Essa igualmente a forma de todos os Espíritos não encarnados, que só têm o perispírito; a com que, em todos os tempos, se representaram os anjos, ou Espíritos puros. Devemos concluir de tudo isto que a forma humana é a forma tipo de todos os seres humanos, seja qual for o grau de evolução em que se achem. Mas a matéria sutil do perispírito não possui a tenacidade, nem a rigidez da matéria compacta do corpo; é, se assim nos podemos exprimir, flexível e expansível, donde resulta que a forma que toma, conquanto decalcada na do corpo, não é absoluta, amolga-se à vontade do Espírito, que lhe pode dar a aparência que entenda, ao passo que o invólucro sólido lhe oferece invencível resistência.
Livre desse obstáculo que o comprimia, o perispírito se dilata ou contrai, se transforma: presta-se, numa palavra, a todas as metamorfoses, de acordo com a vontade que sobre ele atua. Por efeito dessa propriedade do seu envoltório fluídico, é que o Espírito que quer dar-se a conhecer pode, em sendo necessário, tomar a aparência exata que tinha quando vivo, até mesmo com os acidentes corporais que possam constituir sinais para o reconhecerem."
O Livro dos Médiuns


PS: Grifo meu.


Ah! Lembrei-me de uma explicação dada no Centro esta semana, sobre sinais de nascença no corpo físico exatamente no local onde houve danos físicos na encarnação anterior.

O Orientador falou o seguinte, pode sim o Espírito na formação do corpo atual imprimir tais sinais de nascença, isso acontece devido a não ter perdoado o que ocorreu em sua vida anterior, se já se livrou desta culpa não haverá tais sinais. Portanto é sempre a memória do Espírto que imprime tal sinal em seu perispírito e por conseguinte no corpo físico e não o perispírito danificado. Essa explicação achei razoável.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 10 de Setembro de 2011, 12:53
Mano Traprobana,
você informa: O Espírito é o principio inteligente do universo, ou seja, é o Espírito o responsável único por toda a organização física da matéria, seja ela de natureza bariônica ( a matéria ordinária da Vida) ou não bariônica (a matéria que constitui o mundo Espiritual)."

Não é bem assim. O Espírito é o ser inteligente da creação, esta a definição que OLE nos dá.
O Princípio Inteligente do Universo, é tomado como espírito, com o identificador de ter a letra inicial em minúscula para exemplificar que este não é o mesmo que há de seguir avançando via múltiplas encarnações.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-divina-aventura-do-espirito-na-materia/180/#ixzz1XY8LmmdZ"

Olá filhodobino, Kazaoka , Hebe

O Joquim incluiu esse assunto que foi de outro estudo anterior, o fato aqui não é marcador somático, isso é desviador do assunto, o fato aqui é melhorias que ocorrem no perispírito e promovem melhorias no corpo físico para melhor servir ao espírito. Nada se elimina que fica no perispírito, pois o cérebro, evoluiu em tamanho, e em qualidade(quem prova é a ciência) e segundo Dr. Maurice, o próprio daltonismo, determina uma evolução na capacidade do cérebro em apreciar nuanças de cores,
A percepção dos aromas também evoluiu com a evolução do cerebro, tal que nos hinos Zen Avesta só uma vez falam do incenso... já no Rig Vesta o oferecimento de sacrifício com incenso, não é descrito...

Este comentário penso ser útil para tentar explicar melhor as ideias que neste momento me absorvem a atenção excluído as matérias que não abordei.

Tentando simplificar ao máximo:
O Espírito nasce simples e ignorante ou seja, é Inteligência de capacidade infinita mas em estado potencial.

Na medida que experimenta a Vida adquire competências que perduram para a eternidade, ou seja, o Espírito nunca regride.

O Espírito enquanto Inteligência isolada da matéria, somente é possível conceber através do pensamento, ou seja a comunhão do Espírito com a matéria é o Uno e não o divisível.

O Espírito é o principio inteligente do universo, ou seja, é o Espírito o responsável único por toda a organização física da matéria, seja ela de natureza bariônica ( a matéria ordinária da Vida) ou não bariônica (a matéria que constitui o mundo Espiritual)

Os marcadores somáticos serem o conjunto de competências que a Inteligência adquiriu através da experiencia da existência consciente na comunhão com a matéria é uma sugestão da minha exclusiva responsabilidade, uma hipótese especulativa derivada da hipótese dos marcadores somáticos sugeridos por António Damásio.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese_dos_marcadores_som%C3%A1ticos
Citar
(...) Quando nós tomamos decisões, nós devemos avaliar o valor de incentivo das escolhas possíveis, usando processos cognitivos e emocionais. Quando nos deparamos com escolhas complexas e conflituantes, nós não poderemos decidir usando somente processos cognitivos, pois eles devem se tornar sobrecarregados e incapazes de chegar a um resultado satisfatório.

Nestes casos, os marcadores somáticos podem ajudar na decisão. Eles são associações entre estímulos de recompensa que induzem um estado afetivo / fisiológico associado. Conjectura-se que os marcadores somáticos são armazenados no cérebro na região do córtex pré-frontal ventromedial (VMPFC; a subsection of the orbitomedial PFC).[3] Estas associações de marcadores podem ocorrer novamente durante a tomada de decisão e podem influenciar nosso processo cognitivo. Quando nós temos de fazer decisões complexas e incertas, os marcadores somáticos criados por um estímulo relevante são agregados para produzir uma rede de estado somático. A totalidade deste estado direciona ou influencia nossa decisão sobre como agir.[4]. Esta influência sobre nossa tomada de decisão deve ocorrer dissimuladamente (inconscientemente), via o tronco cerebral e o corpo estriado, ou manifestamente (conscientemente), empenhando alto processamento cognitivo cortical. Damásio propõe que os marcadores somáticos direcionam a atenção para opções mais vantajosas, simplificando o processo de decisão.

Conclusão hipotética: O Inteligência evolui nas suas competências, na razão da qualidade e quantidade de marcadores somáticos que lhes está contida que fazem parte daquilo que ele é. Se assim fosse, as “melhorias” não ocorrem no perespirito mas sim na Inteligência propriamente dita, é ela que de forma lógica e óbvia determina a estruturação da matéria, por si mesmo incapaz de se organizar. É o princípio inteligente que molda o perespirito da mesma forma que o faz no corpo animal. Inteligência é Espírito.

Destra forma Kazaoka, o cérebro com toda a sua complexidade biológica é um produto evolutivo das competências Inteligência que de forma autónoma, ou seja, para além da Vida e da Morte, adquirem competência para um dia dizer: faça-se luz!

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 10 de Setembro de 2011, 13:22
Bom dia Kazaoka,

Voltando ao assunto perispírito:

Parte da questão 257 de O Livro dos Espíritos, Ensaio teórico da sensação nos Espíritos

“Durante a vida, o corpo recebe impressões exteriores e as transmite ao Espírito por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se chama fluido nervoso. Uma vez morto, o corpo nada mais sente, por já não haver nele Espírito, nem perispírito. Este, desprendido do corpo, experimenta a sensação, porém, como já não lhe chega por um conduto limitado, ela se lhe torna geral. Ora, não sendo o perispírito, realmente, mais do que simples agente de transmissão, pois que no Espírito é que está a consciência, lógico será deduzir-se que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, aquele nada sentiria, exatamente como um corpo que morreu. Do mesmo modo, se o Espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a toda e qualquer sensação dolorosa. É o que se dá com os Espíritos completamente purificados. Sabemos que quanto mais eles se purificam, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, donde se segue que a influência material diminui à medida que o Espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.



Ainda na questão 257, Allan Kardec nos explica que, quando encarnados, percebemos o mundo através de nossos sentidos, que estão circunscritos em alguns órgãos: a visão pelos olhos, a audição pelos ouvidos, o tato pela pele e assim por diante. Os Espíritos ainda apegados à matéria, ao desencarnarem, continuam percebendo o plano espiritual pelos órgãos do perispírito, não por necessidade, mas por condicionamento. À medida em que evoluem, podem perceber tudo ao redor de si por todo o seu perispírito, sem precisarem de um órgão, e pelo mesmo motivo podem ver e ouvir a qualquer distância ou ler os pensamentos, conforme a sua vontade.
O perispírito é ainda a chave para a compreensão dos fenômenos mediúnicos, especialmente os chamados de efeitos físicos, como os de materializações (quando o perispírito dos mortos pode tornar-se visível ou tangível), de bicorporeidade (quando um indivíduo encarnado parece estar em dois lugares ao mesmo tempo), de transporte de objetos, de transfiguração (um médium toma a aparência do espírito que se comunica) e de curas.
Transporte e materialização de objetos
13ª Como trazes o objeto? Será segurando-o com as mãos?
"Não; envolvo-o em mim mesmo."
NOTA DE ERASTO. A resposta não explica de modo claro a operação. Ele não envolve o objeto com a sua própria personalidade; mas, como o seu fluido pessoal é dilatável, combina uma parte desse fluido com o fluido animalizado do médium e é nesta combinação que oculta e transporta o objeto que escolheu para transportar. Ele, pois, não exprime com justeza o fato, dizendo que envolve em si o objeto.
14ª Trazes com a mesma facilidade um objeto de peso considerável, de 50 quilos por exemplo?
"O peso nada é para nós. Trazemos flores, porque agrada mais do que um volume pesado."
NOTA DE ERASTO. É exato. Pode trazer objetos de cem ou duzentos quilos, por isso que a gravidade, existente para vós, é anulada para os Espíritos. Mas, ainda aqui, ele não percebe bem o que se passa, A massa dos fluidos combinados é proporcional à dos objetos. Numa palavra, a força deve estar em proporção com a resistência; donde se segue que, se o Espírito apenas traz uma flor ou um objeto leve, é muitas vezes porque não encontra no médium, ou em si mesmo, os elementos necessários para um esforço mais considerável.
18ª Como conseguiste outro dia introduzir aqueles objetos, estando fechado o aposento?
"Fi-los entrar comigo, envoltos, por assim dizer, na minha substância. Nada mais posso dizer, por não ser explicável o fato."
19ª Como fizeste para tornar visíveis estes objetos que, um momento antes, eram invisíveis?
"Tirei a matéria que os envolvia."
NOTA DE ERASTO. O que os envolve não é matéria propriamente dita, mas um fluido tirado, metade, do perispírito do médium e, metade, do Espírito que opera.
20ª (A Erasto) Pode um objeto ser trazido a um lugar inteiramente fechado?
Numa palavra: pode o Espírito espiritualizar um objeto material, de maneira que se torne capaz de penetrar a matéria?
"É complexa esta questão. O Espírito pode tornar invisíveis, porém, não penetráveis, os objetos que ele transporte; não pode quebrar a agregação da matéria, porque seria a destruição do objeto. Tornando este invisível, o Espírito o pode transportar quando queira e não o libertar senão no momento oportuno, para fazê-lo aparecer. De modo diverso se passam as coisas, com relação aos que compomos. Como nestes só introduzimos os elementos da matéria, como esses elementos são essencialmente penetráveis e, ainda, como nós mesmos penetramos e atravessamos os corpos mais condensados, com a mesma facilidade com que os raios sol ares atravessam uma placa de vidro, podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar que esteja hermeticamente fechado, mas isso somente neste caso.
Itens da questão 99 de O Livro dos Médiuns
 
Materialização de Espíritos
105. Por sua natureza e em seu estado normal, o perispírito é invisível e tem isto de comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir, sem que, entretanto, jamais os tenhamos visto. Mas, também, do mesmo modo que alguns desses fluidos, pode ele sofrer modificações que o tornem perceptível à vista, quer por meio de uma espécie de condensação, quer por meio de uma mudança na disposição de suas moléculas. Aparece-nos então sob uma forma vaporosa.
A condensação (preciso é que não se tome esta palavra na sua significação literal; empregamo-la apenas por falta de outra e a título de comparação), a condensação, dizemos, pode ser tal que o perispírito adquira as propriedades de um corpo sólido e tangível, conservando, porém, a possibilidade de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível. Podemos apreender esse efeito, atentando no vapor, que passa do de invisibilidade ao estado brumoso, depois ao estado líquido, em seguida ao sólido e vice-versa.
Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito e não de uma causa física exterior, como se dá com os nossos gases. Quando o Espírito nos aparece, é que pôs o seu perispírito no estado próprio a torná-lo visível. Mas, para isso, não basta a sua vontade, porquanto a modificação do perispírito se opera mediante sua combinação com o fluido peculiar ao médium. Ora, esta combinação nem sempre é possível, o que explica não ser generalizada a visibilidade dos Espíritos. Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se; não basta tão pouco que uma pessoa queira vêlo; é necessário que os dois fluidos possam combinar-se, que entre eles haja uma espécie de afinidade e também, porventura, que a emissão do fluido da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem ainda outras condições que desconhecemos. E necessário, enfim, que o Espírito tenha a permissão de se fazer visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido, ou só o é em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar."
O Livro dos Médiuns
 
Continua...
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 10 de Setembro de 2011, 13:23
Bicorporeidade
119. ...Isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. Demais, pelas mesmas causas que temos exposto, pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenômeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu início às histórias de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar.
O Livro dos Médiuns
 
Transfiguração
123. A transfiguração, em certos casos, pode originar-se de uma simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa. Temo-lo observado freqüentemente com alguns sonâmbulos; mas, nesse caso, a transformação não é radical. Uma mulher poderá parecer jovem ou velha, bela ou feia, mas será sempre uma mulher e, sobretudo, seu peso não aumentará, nem diminuirá. No fenômeno com que nos ocupamos, há mais alguma coisa. A teoria do perispírito nos vai esclarecer.
Está, em princípio, admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, mediante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguintemente, a opacidade; que o perispírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, é passível das mesmas transformações; que essa mudança de estado se opera pela combinação dos fluidos. Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto. Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá, a essa combinação de fluidos, imprimir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob o envoltório fluídico exterior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito. Esta parece ser a verdadeira causa do estranho fenômeno e raro, cumpra se diga, da transfiguração.
Quanto à diferença de peso, explica-se da mesma maneira por que se explica com relação aos corpos inertes. O peso intrínseco do corpo não variou, pois que não aumentou nele a quantidade de matéria. Sofreu, porém, a influência de um agente exterior, que lhe pode aumentar ou diminuir o peso relativo, conforme explicamos nas questões 78 e seguintes. Provável é, portanto, que, se a transformação se produzir, tomando a pessoa o aspecto de uma criança, o peso diminua proporcionalmente.
O Livro dos Médiuns
 
Os Passes
O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.
Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más. Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.
Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. Se os fluidos são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os fluidos maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.
Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais.
Parte da questão 18 de A Gênese, capítulo XIV
 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 10 de Setembro de 2011, 14:24
Hebe,
nada do que está na codificação contradiz que o perispírito possa ser portador de informações aplicáveis à matéria que virá hospedar aquele Espírito em reencarnações posteriores.
O Espírito não tem a matéria como meio de manifestação e de imprimir sobre ela todas as suas vontades e ações? E, sendo o Espírito essencialmente, inteligência e moralidade, do que ele se ocuparia para o trato das coisas que diz respeito à matéria a qual ele ainda, pelo seu grau de adiantamento, se vê ligado? Imagino que seja o próprio perispírito, por que esta é a parte material que o Espírito mantém em si quando está desencarnado. Em poucas palavras; "cada coisa em seu lugar", o que é imaterial com o Espírito e o que é material com o perispírito.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 10 de Setembro de 2011, 14:31
Mas Kazaoka, o perispírito é o veículo material do Espírito, apenas isso, assim como nosso corpo físico na vida material.

Penso que ao atribuirmos memória ao perispírito é o mesmo que atribuir a alma ao cérebro que é apenas a parte física da qual a alma se utiliza na vida material.
Um cérebro fisicamente danificado, apenas é um empecilho que o espírito encontra na matéria para se comunicar, mas o Espírito é são.

Para se ter uma idéia mais clara do que eu estou dizendo, existe um relato, aqui, numa sessão mediúnica onde o Espírito de uma moça encarnada num corpo físico com paralisia cerebral, se manifestou falando normalmente , agradecendo a mãe por todo o amor e dedicação que ela  ofertou em cuidá-la apesar de sua deficiência. Quer dizer, Espiritualmente ela se manifestou sem sequela alguma e ainda preveniu a mãe que estava na hora dela partir. No dia seguinte essa moça faleceu.
O Espírito da moça utilizou o seu perispírito para essa comunicação.

Toda a consciência é exclusivamente do Espírito, ser inteligente.
Sem a inteligência que conduz e alimenta a matéria ela perece.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 10 de Setembro de 2011, 14:33
Dessas explicações hauridas da própria doutrina, que a maninha Hebe nos tras ficam os ensinamentos:
21:
As trais "nódoas"perispirituais de que fala certa literatura espiritual, não existem;
2. Que o p]erispírito segundo este excerto é mesmo oque já adiantei em várias outras vezes, ou seja:
"(...) Ora, não sendo o perispírito, realmente, mais do que simples agente de transmissão, pois que no Espírito é que está a consciência, lógico será deduzir-se que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, aquele nada sentiria, exatamente como um corpo que morreu(...)"
3. Que todas as modificações das quais o perispírito possa ter, são oriundas da vontade do Espírito.
Estas as informações mais simples que se possa retirar do texto trazido pela Hebinha.
Abração,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-divina-aventura-do-espirito-na-materia/180/?action=post;num_replies=190#12#ixzz1XYWXAg6x
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 10 de Setembro de 2011, 14:36
Mano Kao,
Numa analogia eu diria que o perispírito é para o Espírito o mesmo que a memória RAM é para o nosso computador.
Note, a memória RAM de um PC apaga-se automaticamente, logo que se desliga a máquina.
tal é o mesmo que acontece para com o perispírito que não sendo mais que um agente das sensações do Espírito, só atua por vontade deste, e não por sua própria vontade já que nem mesmo vontade tem.
Abraços,
Moura

Hebe,
nada do que está na codificação contradiz que o perispírito possa ser portador de informações aplicáveis à matéria que virá hospedar aquele Espírito em reencarnações posteriores.
O Espírito não tem a matéria como meio de manifestação e de imprimir sobre ela todas as suas vontades e ações? E, sendo o Espírito essencialmente, inteligência e moralidade, do que ele se ocuparia para o trato das coisas que diz respeito à matéria a qual ele ainda, pelo seu grau de adiantamento, se vê ligado? Imagino que seja o próprio perispírito, por que esta é a parte material que o Espírito mantém em si quando está desencarnado. Em poucas palavras; "cada coisa em seu lugar", o que é imaterial com o Espírito e o que é material com o perispírito.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Setembro de 2011, 16:35
Amigos, participantes deste debate Bom dia a todos
 E  muito amor no coração
“Tudo é aprendizado desde que estejamos despertos para isso”
“Sou mais instinto ou sou mais consciência”
Tenho para mim que:
Com os erros  aprendemos a ser melhores.

 A doutrina Espírita ajuda-nos neste despertar  moral, espiritual e intelectual mas a realidade de cada um responde pela maior ou menor dificuldade em superar os  instintos que inevitavelmente nos ligam às forças de sobrevivência das quais surgem  normalmente conflitos de difícil solução.
Mas a resposta é sempre a mesma, projectarmo-nos num futuro em que a decisão do hoje responda pela colheita futura, lei da causalidade. Pelo menos tentemos e se inevitavelmente tudo ao redor funcionar de forma a contrariar, haverá uma resposta sábia para que assim seja. Mas seremos sempre nós com o nosso livre arbítrio que aqui podemos chamar “vontade”que respondemos pela nossa consciência em formação ou em evolução.

Como alguém ou alguns Espíritas disseram ou escreveram;
Aos descrentes, aos aflitos, aos desesperados, o Espiritismo envia a sua mensagem de fé: tudo passa e tudo se renova.
Aos que temem o futuro, a sua afirmação: tudo evolui.
Aos que se apegam a princípios sectários e estreitos, a sua advertência: "Fora da caridade não há salvação".
Aos que semeiam a discórdia e aos que desejam impor-se pela violência e a força, o grande lema escolhido por Kardec para o movimento espírita: "Trabalho, solidariedade, tolerância".

Mas tudo isto só funciona se a informação chegar a todos e ao chegar a todos possa se desenvolver nos moldes em que frutificará.
Desde que li a questão 785 do Livro dos Espíritos encontrei uma resposta há altura das minhas dúvidas;  podemos visionar toda a grandiosidade desta doutrina quere-la muito Bem, mas este é ainda um estágio de chamamento. Mesmo integrando nesta ideia todo o movimento renascentista de outras fontes que trabalham na mesma espiral a questão é sempre a mesma o desnível na sua aplicação ou vivência.

Portanto o tempo é de estudo muito estudo. E  felizes os que alcançaram o merecimento da partilha.
Obrigada por mais esta oportunidade de ler-vos.
Muita paz
O P






Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 10 de Setembro de 2011, 17:33
Moura e Hebe...
...tudo isso que vocês colocaram é compreensível, aceitável e é uma das formas que podemos estabelecer como um provável sistema para explicar este assunto.
Sem querer ser redundante na afirmação, o que entendo é que a matéria é o veículo de manifestação do espírito. Até aqui estamos todos em comum acordo. Sendo o perispírito o elemento mais grosseiro, ou se preferirem, menos etéreo do Espírito, é natural que todas as impressões materiais ligadas ao Espírito estejam ligadas a este elemento. Sabemos que enquanto há Espírito, obrigatoriamente existirá perispírito. Pois é o perispírito que individualiza o Princípio Inteligente, isso também é ensinado pela DE.
Dando extensão à analogia do Moura, vamos continuar tomando o computador como figura analógica ao ser humano. O computador é uma máquina (matéria) capaz de realizar diversas tarefas ao comando de um operador humano(Espírito). Assim ele trabalha um dia todo conforme ao que foi programado e de acordo com os comandos e vontade de quem o opera. Esta máquina tem uma série de componentes mecânicos que a capacita, entre elas está a memória RAM (controladora dos instintos), que é desligada após a jornada de trabalho daquele dia. Mas a tarefa continua no dia seguinte(reencarnação) e o operador do computador precisará das informações da jornada do dia anterior (existência passada) para dar continuidade ao que havia iniciado e que não concluiu. Só que neste novo dia de trabalho todos os computadores da empresa ( a Terra ) haviam sido trocados. Como este fato era conhecido do operador e como ele sabia que iria precisar de tais informações, ele as gravou na sua memória rígida portátil, "pendrive" ou outra forma de memória que uma outra máquina semelhante a anterior fosse capaz de lê-la. O homem sabe que a conclusão daquele trabalho é a destinação final de sua tarefa, é sua conclusão que trará o benefício que se almeja, ou seja, o crescimento, o avanço da empresa da qual ele faz parte e da qual está a serviço. O resultado será etéreo, será o sentimento de dever cumprido mas, o trabalho e os marcadores (como diz o "Tapro") são físicos e necessitam de uma base física para registrá-los. No caso, da forma que entendo, seria o perispírito essa memória física portátil e estável que vai passando de existência em existência, levada pela vontade do Espírito e que lhe é indispensável no campo material para a conclusão de sua tarefa, cujo resultado final é todo espiritual. Se não fosse assim, em cada retorno nosso ao mundo físico encontraríamos uma desorganização primitiva, exigindo um recomeço ao invés de nos oferecer uma continuidade.
Sei lá se me expressei bem. Mas, pode ser, também, um modelo de sistema.   
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 10 de Setembro de 2011, 17:48
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus o Cristo... assim o entendo e creio, vivo meus dias restantes na organização dessa busca e a expondo como entendo...
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Setembro de 2011, 17:55
Sobre Perispírito….
Também eu já refleti  sobre este tema aliás ainda tenho duvidas porque não me sinto satisfeita com as respostas uma vez que elas são amplas.
Uma verdade seja dita é com a ideia de perispírito que conseguimos visualizar e compreender o nosso ser encarnado e desencarnado e todos os fenómenos da qual ele é o agente.

Abraço
O.P
Nota: no poste anterior tinha colocado a questão785 do Livro dos Espiritos em Imagem por isso deixei de a transcrever como faço normalmente pensando nos que gostam de ler as mesmas. A estes as minhas desculpas.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 10 de Setembro de 2011, 18:41
Moura e Hebe...
...tudo isso que vocês colocaram é compreensível, aceitável e é uma das formas que podemos estabelecer como um provável sistema para explicar este assunto.
Sem querer ser redundante na afirmação, o que entendo é que a matéria é o veículo de manifestação do espírito. Até aqui estamos todos em comum acordo. Sendo o perispírito o elemento mais grosseiro, ou se preferirem, menos etéreo do Espírito, é natural que todas as impressões materiais ligadas ao Espírito estejam ligadas a este elemento. Sabemos que enquanto há Espírito, obrigatoriamente existirá perispírito. Pois é o perispírito que individualiza o Princípio Inteligente, isso também é ensinado pela DE.
Dando extensão à analogia do Moura, vamos continuar tomando o computador como figura analógica ao ser humano. O computador é uma máquina (matéria) capaz de realizar diversas tarefas ao comando de um operador humano(Espírito). Assim ele trabalha um dia todo conforme ao que foi programado e de acordo com os comandos e vontade de quem o opera. Esta máquina tem uma série de componentes mecânicos que a capacita, entre elas está a memória RAM (controladora dos instintos), que é desligada após a jornada de trabalho daquele dia. Mas a tarefa continua no dia seguinte(reencarnação) e o operador do computador precisará das informações da jornada do dia anterior (existência passada) para dar continuidade ao que havia iniciado e que não concluiu. Só que neste novo dia de trabalho todos os computadores da empresa ( a Terra ) haviam sido trocados. Como este fato era conhecido do operador e como ele sabia que iria precisar de tais informações, ele as gravou na sua memória rígida portátil, "pendrive" ou outra forma de memória que uma outra máquina semelhante a anterior fosse capaz de lê-la. O homem sabe que a conclusão daquele trabalho é a destinação final de sua tarefa, é sua conclusão que trará o benefício que se almeja, ou seja, o crescimento, o avanço da empresa da qual ele faz parte e da qual está a serviço. O resultado será etéreo, será o sentimento de dever cumprido mas, o trabalho e os marcadores (como diz o "Tapro") são físicos e necessitam de uma base física para registrá-los. No caso, da forma que entendo, seria o perispírito essa memória física portátil e estável que vai passando de existência em existência, levada pela vontade do Espírito e que lhe é indispensável no campo material para a conclusão de sua tarefa, cujo resultado final é todo espiritual. Se não fosse assim, em cada retorno nosso ao mundo físico encontraríamos uma desorganização primitiva, exigindo um recomeço ao invés de nos oferecer uma continuidade.
Sei lá se me expressei bem. Mas, pode ser, também, um modelo de sistema.   

Boa tarde Kazaoka,

Esse assunto como disse antes gera debate sempre, embora a analogia tenha partido do Moura e o seu raciocínio em cima dela tenha sido linear, o Espírito não retrograda em seu aprendizado moral, toda a memória e aprendizado está na sua consciência e não no veículo que usa para se comunicar.
Penso que este seu raciocínio é muito terreno. Nós precisamos de um pendrive para assegurar as informações, mas o Espírito não, uma vez que aprendeu não há possibilidade de esquecimento.

Um abç
Hebe

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 10 de Setembro de 2011, 18:47
Olá Hebe

(…) Porém os vídeos postados de estudos que falam sobre a desorganização do corpo físico causado pelas emoções mal elaboradas é um fato.
No dia a dia, vemos isso, até num simples semblante abatido, nas doenças nervosas, nos estados depressivos e também nas doenças físicas causadas por estresses como hipertensão ulceras, além dos vícios em drogas etc.

As pessoas com um equilíbrio emocional mais elaborado, são difíceis de desenvolver este tipo de doença. O que vai diferenciar a vivência da dor é exatamente o controle sobre as emoções, ou seja, o amadurecimento.

O que se faz com o que nos atinge e como se vivencia os fatos da vida é a diferença fundamental entre uma pessoa e outra. Numa catástrofe coletiva, por exemplo, para alguns é uma oportunidade de reconstrução,apesar de terem perdido tudo, até familiares, para outros é um desespero total apenas por ter perdido a casa.

O que determina essa diferença se não atitude e a compreensão diante da vida que reflete o adiantamento e amadurecimento do Espírito? (…)

Perante as evidencias que descreve, penso ser perfeitamente possível admitir que é exactamente a competência da Inteligência que gere um determinado ambiente mental que vai determinar o tipo uma conduta.

Penso ser possível admitir que uma Inteligência que controla de forma automática, ou seja não consciente, um conjunto elevado de factores de ordem diversa, sejam eles de origem emocional, racional ou sensitivos, detém em si uma competência que lhe permite avaliar um numero diminuto de factores, ou seja, está imune, está acima dos efeitos provenientes da actividade mental potencialmente nociva ao seu equilíbrio emocional. Somente foca a sua atenção consciente naquilo que é determinante para a concretização da decisão aumentando assim o seu potencial assertivo, ou seja, age de acordo com aquilo que convém ao seu bem estar e ao daqueles que o rodeiam impedindo assim que sentimentos degenerativos marquem presença em si de forma consciente.

Assiste-se desta forma ao anular do ego em favor do Amor.

(…)Veja que abstivemos de falar em moral, por que esta diz respeito somente ao Espírito e sua essência, não tem nada a ver com o que é atribuido ao perispírito que é matéria.

Olá Kazaoka

Parece estarmos convergentes naquilo que expôs. O destaque deste parágrafo tem a haver com a partilha de uma dúvida que me assalta a razão.

O que é afinal a moral?

Se nos referimos aquilo que é o resultado da pratica do Amor, consequência de um processo evolutivo onde a Inteligência adquiriu os “marcadores somáticos” que lhe permitem uma prática inconsciente de uma conduta enquadrada com o exemplo de Jesus, estamos de acordo. Sim a moral é do domínio do Espírito.

No entanto se falarmos em moral definida como um padrão de conduta que determina e impõem aquilo que é a expressão da Vida, estamos perante um produto mental, ou seja, estamos perante a experiencia de um universo emocional que condiciona através de sentimentos degenerativos a vontade de poder individual, que a não ser concretizada tem como consequência o adiar de um processo evolutivo.

Mano Traprobana,
você informa: O Espírito é o principio inteligente do universo, ou seja, é o Espírito o responsável único por toda a organização física da matéria, seja ela de natureza bariônica ( a matéria ordinária da Vida) ou não bariônica (a matéria que constitui o mundo Espiritual)."

Não é bem assim. O Espírito é o ser inteligente da creação, esta a definição que OLE nos dá.
O Princípio Inteligente do Universo, é tomado como espírito, com o identificador de ter a letra inicial em minúscula para exemplificar que este não é o mesmo que há de seguir avançando via múltiplas encarnações.

Olá Moura.

Esta questão é intrigante. Sim tem razão. Tudo aquilo que até aqui expus ignorou essa componente da inteligência universal que refere. Todo a minha linha de raciocínio está enquadrada por aquilo que é o Principio Inteligente Individualizado e relendo tudo o que escrevi, parece-me que a introdução desta matéria como elemento de reflexão não impede, ou seja, não contradiz ou prova como erradas as hipóteses que foram colocadas em analise.

No entanto é de facto indispensável avaliar a natureza do Principio Inteligente Universal e o papel que desempenha na organização da matéria e também de que forma convivem estas duas forças Inteligentes

A Individualizada, parece necessitar da matéria para existir de forma consciente. E a Universal? Será uma forma de Inteligência que age inconscientemente? Ou seja, qual o papel de uma força Inteligente que independe da matéria?

Confesso ter opinião  mas gostaria de me reservar para uma próxima intervenção para evitar tornar esta minha intervenção demasiado densa de conteúdos.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 10 de Setembro de 2011, 19:44
Caros Amigos,

Como estudar a divina aventura do espírito na matéria, sem estudarmos o que realmente é o espírito e o que é a matéria.

Pelo que tenho lido até aqui, estão a discutir teorias formulada por outros espíritos desencarnados e encarnados. E utilizam partes da DE para justificar tais teorias.

O maior erro nosso é analisar o efeito sem conhecer a causa.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 10 de Setembro de 2011, 20:39
LE - 540 "...os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto; enquanto ensaiam para a vida e antes de ter plena consciência de seus atos e seu livre-arbítrio, agem sobre alguns fenômenos dos quais são agentes inconscientes. Executam primeiro; mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material; mais tarde ainda, poderão dirigir as coisas do mundo moral...."

A divina aventura do espírito na matéria não inicia-se na encarnação.

Apos a criação simples e ignorante, os espíritos atuam e exercem as suas ações de forma inconsciente sobre a matéria.

Como a matéria é muito grosseira para que o espírito exerça a sua ação sobre ela, o espírito utiliza o fluido para realizar esta tarefa.

Somente após começar a desenvolver a sua inteligência e adquiri o conhecimento de si mesmo e de seus atos, o espírito entra no processos de encarnações.

Neste processos o espírito utiliza, se liga a um corpo material através do fluido intermediário. Aqui no planeta terra é o ser humano o escolhido por Deus para esta encarnação.

O ser humano não é um ser a parte na natureza deste planeta, ele tem os seus instintos e suas necessidades de conservação. Este ser não precisa do espírito para existir, ele faz parte integrante da natureza e esta sujeito as Leis Divinas.

Quando o espírito se une a ele, há uma interação entre eles. O espírito exerce a sua ação/vontade ao corpo e vice versa.

O espírito que por sua natureza só tem a necessidade de se aperfeiçoar, passa a receber impressões das necessidades do corpo material. Pela simplicidade e ignorância, o espírito se confunde e se materializa, achando que essas necessidades materiais são próprias de seu ser.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 10 de Setembro de 2011, 21:01
Quando falamos em perispírito estamos falando em matéria, mesmo que etérea mas continuamos tratando de materialidade.
Não confundamos evolução moral com evolução intelectual prática, aplicável somente à matéria. Por isso a riqueza e, portanto, o valor do Espírito está em seu nível moral, só nele.
O que zela o modelador biológico é da adaptação e evolução da organização física que ele ordena, obedecendo a vontade do Espírito que o comanda. Se levarmos para o raciocínio científico, seria o mesmo que dizer que é o perispírito o responsável pela evolução das espécies, segundo a teoria de Darwin. E essa teoria não tem nada a ver com a evolução dos Espíritos, por que a dos Espíritos é apenas moral. E a de Darwin, embora envolva o Espírito, mas trata apenas da materialidade dos seres corpóreos. E a ciência tem demonstrado que carcacteres fenotípicos (adquiridos no ambiente). não são transmitidos geneticamente. Então, a pergunta, se não é a genética, quem leva estas adaptações e modificações de geração para geração?
 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 10 de Setembro de 2011, 21:55
(...) Então, a pergunta, se não é a genética, quem leva estas adaptações e modificações de geração para geração?

Resposta: O Espírito
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 10 de Setembro de 2011, 22:21
Muito bem, Taprobana...
... e se o Espírito está fadado a evoluir em moral, purificando-se e afastando-se da materialidade, como explicar o seu envolvimento, criando laços eternos justamente com ela?
A questão é que temos muita dificuldade em assimilar a não materialidade do Espírito e a materialidade do perispírito que ele elabora.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 10 de Setembro de 2011, 22:33
Boa noite kazaoka, 
Mesmo mergulhado na matéria a medida que o Espírito vai evoluindo os valores materiais vão perdendo a importância.
Socialmente isto é muito observado.
Entenda como valores materiais não só bens, mas atitudes diante da vida.
Exemplo: Vale a pena brigar por herança? Vale a pena agir de forma anti-ética para subir de cargo? Vale a pena arriscar a vida numa cirurgia para embelezamento de um corpo físico já perfeito? Vale a pena humilhar um subalterno pelo cargo que ocupa?
Vale a pena entrar em vícios com alcoolismo ou drogas em geral por desgosto ou tristeza?
São tantos exemplos que se vê, observe o verdadeiros sábios diante da vida.
Infelizmente a maioria ainda não é. Os sábios são raros por aqui.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 10 de Setembro de 2011, 22:39
Estamos diante de mais um impasse onde os sentidos conflitantes entre as naturezas física e espiritual se manifesta no Espírito encarnado. É o Espírito querendo eterizar a matéria e a racionalidade animal querendo materializar o Espírito.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 10 de Setembro de 2011, 22:43
 :D Eterno impasse.
Essa afirmativa remete-se ao

CAPÍTULO XVI - ESE
Não se pode servir a Deus e a mamon
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 10 de Setembro de 2011, 23:18
Amigos, deixem-me expor meu pensar.
O Espírito progride (vamos falar usando termos corretos ok?), moral e intelectualmente, aliás, o faz primeiramente intelectualmente.
Ora, este progresso o faz conceber e receber um arcabouço mais importante que é o moral, e assim, trilhando a estrada do progresso ele avança.
Enquanto que avança mais intelectualmente, vai percebendo mais os meandros da moralidade, antevê e mesmo compreende melhor tais sutilezas e nota que muitas delas se encontravam mesmo que já percebidas, ainda envoltas numa espessa bruma que lhe dificultava a compreensão total.
A cada setor caminhado, cabendo-lhe moralidade mais ilibada, o Espírito no dizer mais facilitado, se desgarra da matéria.
Muito bem, se bem que correta a narrativa, o Espírito não se desagrega da matéria, pois que tem de passar por muito tempo ainda pelo mesmo grilhão, por isso o termo que se utiliza no interstício deste andar é progresso e não evolução.
Mas este grilhão que ainda o prende na matéria, não o faz, decerto, materialista, e é neste sentido que se fala em desapegar-se da matéria.
Da matéria bruta, se bem que mais sutil tendo-se em vista o progresso já alcançado, ele necessitará ainda por algum tempo, até que conseguindo todos os méritos passa a adentrar um mundo mais avançado, ai se ter-se-á a imagem conhecida como Evolução e está se dará apenas neste novo mundo.
Quando falamos em perispírito ser matéria, é que, no dizer do codificador, não tempos um vocábulo mais acertado para nomear o elemento constituinte do perispírito, e por isso, quando Kardec fala nele, di-lo, segundo os Espíritos Superiores, matéria quintessenciada.
Numa alegoria final eu costumo dizer que, tal como num dos muitos brocardos que temos no meio espírita, o Espírito está em a matéria, mas não é a matéria, enquanto que nós, seres viventes, estamos na terra mas não somos da Terra.
É assim que vejo e que tento explicar mais facilitadamente no sentido de desfazer este aparente impasse.
Abração,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 10 de Setembro de 2011, 23:29
Moura:

O que é afinal o Principio Inteligente do Universo?

Citar
79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?
“Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.”

Citar
27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”

Esse processo de individualização torna o Espírito Individualizado emancipado ou continua sob a influência do princípio Inteligente Universal? E a matéria? Emancipa-se do princípio material? Será que o fluido universal é também uma individualização do princípio material? Caso a emancipação exista, tanto da Inteligência como da matéria em relação aquilo de onde foram gerados é possível resolver de forma intelectualmente satisfatória esta questão:

Poderíamos assim deduzir que estes princípios, o inteligente e o material são os elementos primordiais a partir dos quais se dá a génese ou seja seriam assim mais um atributo de que uma obra de Deus a Inteligência Suprema a Causa Primeira de todas as coisas.

Se assim as coisas se passassem, a Inteligência que actua sobre a matéria somos nós mesmos ocupando o um papel na obra da criação e consoante as qualificações que o processo evolutivo individual determina.

Se assim as coisas não se passam, tanto espírito como matéria não passariam de um fenómeno necessariamente efémero submetidos à necessária natureza primordial de onde afinal nunca se desligaram e onde fatalmente retornariam contrariando assim a base de toda a doutrina espírita.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: hcancela em 10 de Setembro de 2011, 23:30
Olá amigos(as)

Na sua aventura material, o Espirito em evolução e não raro, encontra-se como que anestesiado em seus pensamentos desequilibrados chegando ao Mundo espiritual em total desacerto, vivendo amparado até à sua recuperação,e assim sentindo a necessidade de voltar a nova Aventura e com isto repetindo até á liberdade material com o dever cumprido.

Nesta sua aventura as quedas e subidas serão como que um catálogo de Amor, quando bem compreendido uma força que poucos compreendem mas que todos mais dia menos dia também alcançarão.

Tende bom ânimo disse o meigo Rabino de Nazaré! Vois sois Deuses afirmou Ele! Será que nos enganou? Não por certo, por isso estimados amigos(as) procuremos que nesta aventura ela seja bem proveitosa, porque a Doutrina Espirita é Consoladora por Excelência porque nos explica as coisas e assim termos a certeza que estamos condenados a sermos Felizes :-* :-* :-* :-*

Saudações fraternas
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 10 de Setembro de 2011, 23:47
Muito bem, Taprobana...
... e se o Espírito está fadado a evoluir em moral, purificando-se e afastando-se da materialidade, como explicar o seu envolvimento, criando laços eternos justamente com ela?
A questão é que temos muita dificuldade em assimilar a não materialidade do Espírito e a materialidade do perispírito que ele elabora.

Kazaoka,
O Espírito está fadado a experimentar a Vida e a evoluir não somente na moral mas em todos os aspectos inteligentes. Do meu ponto de vista, o problema fica resolvido compreendendo que Espírito e matéria são o Uno e não o divisível e que a moral não é a ausência de pecado. O pecado não existe. O Espírito foi criado para intelectualizar a matéria e a matéria é o suporte através do qual o Espírito sabe que existe.

O Espírito tanto elabora o perespirito como o corpo biológico da vida. Além disso o Espírito é também ele de alguma forma matéria, pois caso assim não fosse simplesmente não existia, era o nada e o nada não existe, parafraseando um Espírito que o disse algures no OLE. Obviamente um tipo de matéria cuja organização ainda não nos é possível entender mas certamente ao alcance do potencial infinito da Inteligência que o próprio Espírito é, algures concretizada na nossa caminhada evolutiva.

A questão não é Espírito vs matéria, mais sim Espírito vs Amor.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 11 de Setembro de 2011, 03:02
OLE questão 29

29 A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria?

– Da matéria, assim como a entendeis, sim; mas não da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que forma esse fluido é imponderável para vós, mas nem por isso deixa de ser o princípio de vossa matéria pesada.

Desta resposta dada pelo Espírito, tudo que se origina do fluido cósmico universal têm a mesma natureza primitiva. E tudo que não é Princípio Inteligente tiveram origens comuns nesta fonte, no FCU, ficando assim, circunscritos ao grupo da matéria, seja ela grosseira ou quintessenciada. O que dá quintessenciamento à matéria é a falta dos orgãos sensitivos para percebê-la. E o organismo humano não dispõe de orgãos com sensibilidade para perceber ponderavelmente o que está quintesseciado. Se esxistisse esse orgão em nosso corpo o mundo espiritual deixaria de ser espiritual.
A verdade é que vivemos com um pé aqui e o outro de lá! E nossa cabeça, com sua consciência vivenciando nos dois lados.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Setembro de 2011, 09:27
Bom Dia a todos
Com muito amor no coração
Traprobana, Kasaoka,
Gostei por demais destas vossas últimas postagens.

Como já se falou aqui de dois factores determinantes na nossa evolução
O conhece-te a ti mesmo
E a Lei de Talião
Achei por bem lembrar OLE, questão 918 que diz praticamente tudo acerca dessas verdades.
Curiosidade
 Tales de Mileto foi um dos sábios que disse que a mais difícil de todas as coisas é o conhece-te a ti mesmo.

Caracteres do homem de bem
 
918. Por que indícios se pode reconhecer em um homem o progresso real que lhe elevará o Espírito na hierarquia espírita?
 
“O espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual.”
 
A.K.: Verdadeiramente, homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza. Se interrogar a própria consciência sobre os atos que praticou, perguntará se não transgrediu essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém tem motivos para dele se queixar, enfim se fez aos outros o que desejara que lhe fizessem.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem contar com qualquer retribuição, e sacrifica seus interesses à justiça. É bondoso, humanitário e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças, nem de crenças. Se Deus lhe outorgou o poder e a riqueza, considera essas coisas como UM DEPÓSITO, de que lhe cumpre usar para o bem. Delas não se envaidece, por saber que Deus, que lhas deu, também lhas pode retirar.
Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e complacência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho. É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros e se lembra destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.
Não é vingativo. A exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, para só se lembrar dos benefícios, pois não ignora que, como houver perdoado, assim perdoado lhe será. Respeita, enfim, em seus semelhantes, todos os direitos que as leis da Natureza lhes concedem, como quer que os mesmos direitos lhe sejam respeitados."
________________________________________________________________________PS: Olivia eliminei o anexo e coloquei a questão direta, porque fica mais legível, foi a única alteração, ok? 
Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Setembro de 2011, 12:31
Hebe
eu é que agradeço
mesmo na primeira postagem algo ficou imperfeito e não tinha reparado.
No entanto se imprimirmos através do word documentos é uma maneira original de ler.
Abraço
O P
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 11 de Setembro de 2011, 16:54
Nos deleitemos com esta leitura e veja em que classe você se enquadra. Porque, com certeza, nos enquadramos em uma delas. Pelo menos se formos sinceros em nossos sentimentos...

O Livro dos Médiuns

Classes de materialistas

20. Entre os materialistas, importa distinguir duas classes: colocamos na primeira os que o são por sistema. Nesses, não há a dúvida, há a negação absoluta, raciocinada a seu modo. O homem, para eles, é simples máquina, que funciona enquanto está montada, que se desarranja e de que, após a morte, só resta a carcassa.

Felizmente, são em número restrito e não formam escola abertamente confessada. Não precisamos insistir nos deploráveis efeitos que para a ordem social resultariam da vulgarização de semelhante doutrina. Já nos estendemos bastante sobre esse assunto em O Livro dos Espíritos (n. 147 e § III da Conclusão).

Quando dissemos que a dúvida cessa nos incrédulos diante de uma explicação racional, excetuamos os materialistas extremados, os que negam a existência de qualquer força e de qualquer princípio inteligente fora da matéria. A maioria deles se obstina por orgulho na opinião que professa, entendendo que o amor-próprio lhes impõe persistir nela. E persistem, não obstante todas as provas em contrario, porque não querem ficar de baixo. Com tal gente, nada há que fazer; ninguém mesmo se deve deixar iludir pelo falso tom de sinceridade dos que dizem: fazei que eu veja, e acreditarei. Outros são mais francos e dizem sem rebuço: ainda que eu visse, não acreditaria.

21. A segunda classe de materialistas, muito mais numerosa do que a primeira, porque o verdadeiro materialismo é um sentimento antinatural, compreende os que o são por indiferença, por falta de coisa melhor, pode-se dizer. Não o são deliberadamente e o que mais desejam é crer, porquanto a incerteza lhes é um tormento. Há neles uma vaga aspiração pelo futuro; mas esse futuro lhes foi apresentado com cores tais, que a razão deles se recusa a aceitá-lo. Daí a dúvida e, como conseqüência da dúvida, a incredulidade. Esta, portanto, não constitui neles um sistema.

Assim sendo, se lhes apresentardes alguma coisa racional, aceitam-na pressurosos. Esses, pois, nos podem compreender, visto estarem mais perto de nós do que, por certo, eles próprios o julgam.

Aos primeiros não faleis de revelação, nem de anjos, nem do paraíso: não vos compreenderiam. Colocai-vos, porém, no terreno em que eles se encontram e provai-lhes primeiramente que as leis da Fisiologia são impotentes para tudo explicar; o resto virá depois.

De outra maneira se passam as coisas, quando a incredulidade não é preconcebida, porque então a crença não é de todo nula; há um gérmen latente, abafado pelas ervas más, e que uma centelha pode reavivar. E o cego a quem se restitui a vista e que se alegra por tornar a ver a luz; é o náufrago a quem se lança uma tábua de salvação.


Mas não se preocupe exageradamente, estamos aqui é para isso mesmo. É para a nossa auto-afirmação como seres eternos que somos e que sempre seremos. Somos seres espirituais, mesmo que no momento estejamos densamente constituidos. Por isso, tudo que esperamos dos de lá, devemos buscar ou cultivar em nós mesmo também.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 11 de Setembro de 2011, 17:25
A maioria de nós, passamos nossas existências nos preparando para a morte física e poucos passam se preparando, conscientemente, para a vida futura como a DE nos ensina. Para a maioria, a vida futura é uma subjetividade e, sendo subjetiva, é cheia de incertezas e dúvidas. Daí a nossa preocupação com o hoje, deixando a vida futura para o futuro que ela pertence. É o maior erro que cometemos...
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Edna☼ em 11 de Setembro de 2011, 19:11
Olá a todos, :)

"A idéia clara e precisa que se faça da vida futura dá uma fé inabalável no porvir, e essa fé tem conseqüências enormes sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista pelo qual eles encaram a vida terrena. Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que rápida passagem, uma breve permanência num país ingrato. As vicissitudes e as tribulações da vida são apenas incidentes que ele enfrenta com paciência, porque sabe que são de curta duração e devem ser seguidos de uma situação mais feliz. A morte nada tem de pavoroso, não é mais a porta do nada, mas a da libertação, que abre para o exilado a morada da felicidade e da paz. Sabendo que se encontra numa condição temporária e não definitiva, ele encara as dificuldades da vida com mais indiferença, do que resulta uma calma de espírito que lhe abranda as amarguras.

Pelas simples dúvida sobre a vida futura, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida terrena. Incerto do porvir, dedica-se inteiramente ao presente. Não entrevendo bens mais preciosos que os da Terra, ele se porta como a criança que nada vê além dos seus brinquedos e tudo faz para os obter. A perda do menor dos seus bens causa-lhe pungente mágoa. Um desengano, uma esperança perdida, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que for vítima, o orgulho ou a vaidade ferida, são tantos outros tormentos, que fazem da sua vida uma angústia perpétua, pois que se entrega voluntariamente a uma verdadeira tortura de todos os instantes.

Sob o ponto de vista da vida terrena, em cujo centro se coloca, tudo se agiganta ao seu redor. O mal o atinge, como o bem que toca aos outros, tudo adquire aos seus olhos enorme importância. É como o homem que, dentro de uma cidade, vê tudo grande em seu redor: os cidadãos eminentes como os monumentos; mas que, subindo a uma montanha, tudo lhe parece pequeno.

Assim acontece com aquele que encara a vida terrena do ponto de vista da vida futura: a humanidade, como as estrelas no céu, se perdem na imensidade; ele então se apercebe de que grandes e pequenos se confundem como as formigas num monte de terra; que operários e poderosos são da mesa estatura; e ele lamenta essas criaturas efêmeras, que tanto se esfalfam para conquistar uma posição que os eleva tão pouco e por tão pouco tempo. É assim que  importância atribuída aos bens terrenos está sempre na razão inversa da fé que se tem na vida futura.   

Se todos pensarem assim, dir-se-á, ninguém mais se ocupando das coisas da Terra, tudo perigará. Mas não, porque o homem procura instintivamente o seu bem estar, e mesmo tendo a certeza de que ficará por pouco tempo em algum lugar, ainda quererá estar o melhor ou o menos mal possível. Não há uma só pessoa que, sentindo um espinho sob a mão, não a retire para não ser picada. Ora, a procura do bem estar força o homem a melhorar todas as coisas, impulsionado como ele é pelo instinto do progresso e da conservação, que decorre das próprias leis da natureza. Ele trabalha, portanto, por necessidade, por gosto e por dever, e com isso cumpre os desígnios da Providência, que o colocou na Terra para esse fim. Só aquele que considera o futuro pode dar ao presente uma importância relativa, consolando-se facilmente de seus revezes, ao pensar no destino que os aguarda.

Aquele que se identifica com a vida futura é semelhante a um homem rico, que perde uma pequena soma sem se perturbar; e aquele que concentra os seus pensamentos na vida terrestre é como o pobre que ao perder tudo o que possui, cai em desespero.

O Espiritismo dá amplitude ao pensamento e abre-lhe novo horizonte. Em vez dessa visão estreita e mesquinha, que o concentra na vida presente, fazendo do instante que passa sobre a terra o único e frágil esteio do futuro eterno, ele nos mostra que esta vida é um simples elo do conjunto harmonioso e grandioso da obra do Criador, e revela a solidariedade que liga todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos o mundos."

por Allan Kardec

Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 11 de Setembro de 2011, 19:27
Amados,
A divina aventura do Espírito na matéria... ainda não foi compreendida...
Pois o cada um por si, detona o tempo e prolonga sua realização...
Realização que se dará... mas, dolorida... muito dolorida, por causa do egoísmo...
senão vejamos:

Adquirida a auto-suficiência, os passos são liberados na livre caminhada, posto que já esteja o filho de Deus dotado de todas as virtudes necessárias para a execução do plano de Deus, sem a necessária limitação do livre-arbítrio, pois a execução do plano de Deus é o amor incondicional e justo.
No reino dos céus, o filho de Deus busca associar o ser bom com a auto-suficiência.
Costumo usar um exemplo:
Figuremos um pé de couve... Naturalmente bom, quanto mais se lhe tira as folhas, mais folha produz... A parreira, quanto melhor for a poda, melhor será a próxima safra... Um coqueiro, se lhe tiram o cacho ainda verde, produz até 3 safras, em seria apenas uma se lhe deixarem o cacho amadurecer.
Mas... Se lhes faltar água nas raízes, morrem e não se movem para buscar a própria sobrevivência.
A natureza nos ensina, e de forma especial no que tange ao entendimento de que os últimos serão os primeiros.
A mãe natura, através do nosso maravilhoso veículo de manifestação, nos dá um corpo sadio, perfeito, pronto para servir...
Mas, antes mesmo de servir...
Queremos logo aprender as leis cósmicas, para nos afastarmos logo, desse vale de lágrimas, e que Deus cuide dos que aqui permanecerem, o meu “EU” precisa logo, ser perfeito...
Que Deus cuide dos que por aqui permanecerem... eu quero é logo, logo ir para o paraíso...
Não é mesmo isso o que fazemos?


A natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado.
Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem.
Dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que o aguarda no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benignidade.
Desse gozo está excluído o egoísta.
ALLAN KARDEC em Livro dos Espíritos- Questão: 938 Obs -
A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros, cumpriu a lei.
Epistola de S.Paulo -Apostolo aos Romanos: 13:8 -
...vide pdf...)
Amar é servir,
compreender,
auxiliar,
abençoar,
libertar...
Que o teu amor seja paz e vida,
alegria e esperança naqueles a quem ofertas dedicação e carinho.
Não te permitas entravar os passos dos entes queridos com grilhões psicológicos, porque toda afeição possessiva é sinônimo de sofrimento.

EMMANUEL em BUSCA E ACHARÁS - 1ª Ed. IDEAL, 1976 - 42 - 48
Saúde e Paz!


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 11 de Setembro de 2011, 20:06
Mano Taprobana,
o LE ensina:
"23. Que é o espírito?
– O princípio inteligente do Universo."
Repere, mano, que o termo "espírito" está grafado com a inicial em minúsculo. Isso se dá para diferençar este que é o ponto de onde é retirada a espécie de inteligência que se vai inserir nas diversas espécies.
Todavia, após este PI passar por todas as espécies e reinos, já tendo havido a transformação, eis que toma outro nome, "Espírito", e este já não mais é o principio inteligente do universo, mas sim o ser inteligente da creação.

Esta a diferença.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 11 de Setembro de 2011, 20:12
OLE questão 29

29 A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria?

– Da matéria, assim como a entendeis, sim; mas não da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que forma esse fluido é imponderável para vós, mas nem por isso deixa de ser o princípio de vossa matéria pesada.

Desta resposta dada pelo Espírito, tudo que se origina do fluido cósmico universal têm a mesma natureza primitiva. E tudo que não é Princípio Inteligente tiveram origens comuns nesta fonte, no FCU, ficando assim, circunscritos ao grupo da matéria, seja ela grosseira ou quintessenciada. O que dá quintessenciamento à matéria é a falta dos orgãos sensitivos para percebê-la. E o organismo humano não dispõe de orgãos com sensibilidade para perceber ponderavelmente o que está quintesseciado. Se esxistisse esse orgão em nosso corpo o mundo espiritual deixaria de ser espiritual.
A verdade é que vivemos com um pé aqui e o outro de lá! E nossa cabeça, com sua consciência vivenciando nos dois lados.

Caro Amigo,

Conforme questão 27, os elementos universais são Deus, Espírito e Matéria Universal. Mas existe um quarto elemento que por nossa falta de percepção e sentidos, acaba sendo colocado como sendo matéria. Este elementos é o Fluido Universal se distingue por propriedades especiais que a matéria não tem.

Como a Matéria Universal é muito grosseira para que o espírito possa ter uma ação direta sobre ela, este fluido é utilizado como intermediário entre o espírito é a matéria.

Tudo que podemos ver e tocar é uma derivação da matéria universal. Essas coisas são produzidas através da combinações entre a matéria universal com o fluido universal. Se não fosse o fluido universal a matéria estaria dispersa pelo universo e jamais ganharia as suas qualidades e propriedades.

"A verdade é que vivemos com um pé aqui e o outro de lá! E nossa cabeça, com sua consciência vivenciando nos dois lados."

Achei interessante esta sua colocação, mas em meu entendimento, só existe o aqui, os espíritos estão ao nos rodear e nos influenciam a todo instante, é a nossa falta de percepção que não nos permitem ver a realidade em que vivemos. A unica diferença que vejo é o fato de estarmos encarnado ou não.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 11 de Setembro de 2011, 21:26
Mano Taprobana,
o LE ensina:
"23. Que é o espírito?
– O princípio inteligente do Universo."
Repere, mano, que o termo "espírito" está grafado com a inicial em minúsculo. Isso se dá para diferençar este que é o ponto de onde é retirada a espécie de inteligência que se vai inserir nas diversas espécies.
Todavia, após este PI passar por todas as espécies e reinos, já tendo havido a transformação, eis que toma outro nome, "Espírito", e este já não mais é o principio inteligente do universo, mas sim o ser inteligente da creação.

Esta a diferença.
Abraços,
Moura

Sim é verdade Moura. Na minha edição do livro em papel a palavra “espírito” na questão 23 está escrita em letra minúscula. Quando colo neste fórum extractos do OLE utilizo uma edição digital, onde na mesma questão a palavra está escrita com “e” maiúsculo.

Mesmo assumindo como verdade que o Espírito adquire a sua qualificação através da experiencia que descreve, experimentando a matéria em todos os reinos e espécies, poderemos continuar a supor que é o Espírito e não o espírito o elemento Inteligente que em comunhão com a matéria é o responsável por todas as qualificações inteligentes. O Espírito é dotado de consciência o espírito aparentemente não. A explicação que deu e pela qual lhe agradeço, parece ir ao encontro da ideia que o espírito, é uma causa primeira, ou seja, um atributo de Deus.

Obrigado pela sua atenção
Abraço
Joaquim
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 12 de Setembro de 2011, 12:13
Caros Amigos,

Em nenhuma instrução dos espírito dentro da DE, eu consigo relacionar o termo Espírito como sendo uma palavra ambígua.

Já o termo Princípio Inteligente é ambíguo. Encontramos o termo PI como sendo:

- Atributo dado por Deus a todos os seres. Cada ser absolve uma porção de PI proporcional à sua finalidade, este PI poderá se manifestar de forma mecânica ou instintiva que são limitadas às necessidades de conservação, sobrevivência e finalidade dentro da obra divina, ou de forma ilimitada.

- Sinônimo de espírito. Apesar da matéria ter a sua porção de PI, a inteligência só se manifesta plenamente na matéria, quando esta está sobre a ação do espírito. Sendo assim, o espírito é o princípio inteligente da matéria.

O espírito é criado simples e ignorantes, sua porção do PI nesta fase é nula e precisa se desenvolver, por isso, após a criação o espírito age de forma inconsciente, adquirindo experiências e conhecimentos, com isso, desenvolve seu PI ao ponto de obter o conhecimento de si mesmo e de seus atos.

Se o espírito fosse criado a partir de um PI já desenvolvido, este nunca teria sido simples é ignorante. 





Mano Taprobana,
o LE ensina:
"23. Que é o espírito?
– O princípio inteligente do Universo."
Repere, mano, que o termo "espírito" está grafado com a inicial em minúsculo. Isso se dá para diferençar este que é o ponto de onde é retirada a espécie de inteligência que se vai inserir nas diversas espécies.
Todavia, após este PI passar por todas as espécies e reinos, já tendo havido a transformação, eis que toma outro nome, "Espírito", e este já não mais é o principio inteligente do universo, mas sim o ser inteligente da creação.

Esta a diferença.
Abraços,
Moura

Sim é verdade Moura. Na minha edição do livro em papel a palavra “espírito” na questão 23 está escrita em letra minúscula. Quando colo neste fórum extractos do OLE utilizo uma edição digital, onde na mesma questão a palavra está escrita com “e” maiúsculo.

Mesmo assumindo como verdade que o Espírito adquire a sua qualificação através da experiencia que descreve, experimentando a matéria em todos os reinos e espécies, poderemos continuar a supor que é o Espírito e não o espírito o elemento Inteligente que em comunhão com a matéria é o responsável por todas as qualificações inteligentes. O Espírito é dotado de consciência o espírito aparentemente não. A explicação que deu e pela qual lhe agradeço, parece ir ao encontro da ideia que o espírito, é uma causa primeira, ou seja, um atributo de Deus.

Obrigado pela sua atenção
Abraço
Joaquim

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 12 de Setembro de 2011, 12:22
O Livro dos Espíritos
cap 3
"Separação da Alma e do Corpo"


☼ Durante a vida, o Espírito se encontra preso ao corpo por seu envoltório semimaterial ou perispírito. A morte é apenas a destruição do corpo e não do perispírito, que se separa do corpo quando nele cessa a vida orgânica. A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; opera-se gradualmente e com uma lentidão muito variável, conforme os indivíduos. Para uns é bastante rápido e pode-se dizer que o momento da morte é ao mesmo instante o da libertação, quase imediata. Mas, para outros, aqueles cuja vida foi extremamente material e sensual, o desprendimento é mais demorado e dura algumas vezes dias, semanas e até mesmo meses. Isso sem que haja no corpo a menor vitalidade nem a possibilidade de um retorno à vida, mas uma simples afinidade entre corpo e Espírito, afinidade que sempre se dá em razão da importância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É racional conceber, de fato, que quanto mais o Espírito se identifica com a matéria, mais sofre ao se separar dela. Por outro lado, a atividade intelectual e moral, a elevação de pensamentos, operam um início do desprendimento mesmo durante a vida do corpo, de tal forma que, quando a morte chega, o desprendimento é quase instantâneo. Esse é o resultado de estudos feitos em todos os indivíduos observados no momento da morte. Essas observações ainda provaram que a afinidade que em alguns indivíduos persiste entre a alma e o corpo é, algumas vezes, muito dolorosa, visto que o Espírito pode sentir o horror da decomposição. Esse caso é excepcional e particular para certos gêneros de vida e certos gêneros de morte; verifica-se entre alguns suicidas. (Alan Kardec)

Nesta colocação de Kardec fica bem claro que o nível de consciência do Espírito desencarnado, em relação a seu perispírito, não é, muitas das vezes, tão lúcida como consideramos em nossas análises. E que sua ação sobre o perispírito nem sempre é uma ação "controlada" racionalmente pela sua vontade. Dá para deduzir que esta ação controlada pela vontade só ocorre em Espíritos com um certo grau de equilíbrio ou conhecimento de seu próprio estado.
Será que é assim que podemos entender?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 12 de Setembro de 2011, 12:36
Bom dia a todos
Com muito amor no coração e clareza no discernimento.
Hoje vou ser um bocado “saturnina” ( femenino de saturnino)
Filhodobino Mensagem 3729
Edna Mensagem 630
Amar, amar, amar
Amamos quando não nos vingamos.
Amamos quando suportamos o desamor e o desafecto.
Amamos quando nos doamos, quando temos oportunidade de fazer qualquer bem.
Mas o corpo carente acaba por sofrer, sofre o espírito encarnado nele, e nem sempre estamos há altura de uma resposta “salvacionista” nossa e dos outros precisamente porque somos iguais podendo ser apenas melhores no entendimento dos valores morais.
Coragem moral de ser, sem sermos amados. É isto que se pede ao espírita! Ao homem do futuro.
“Um dia percebemos que precisamos ser verdadeiramente amados pelo Universo para podermos amar”.
Por isso é tão difícil a arte de amar talvez porque ninguém pode dar do que não tem.
Podemos  é começar agora com esta consciência , a valorizar a vida em todos os ângulos e a plantar o amor.
Um dia destes percebi que: - Aquele gatinho, passarinho, minhoca, seja lá o que for que cuidamos com desvelo; é também o nosso ser reverenciando sua natureza angélica que precisa de cuidados, maternais, paternais, numa só palavra de Quem nos faça bem. Por isso fazemo-lo.
Portanto é importante cultivar o amor da melhor forma que podermos.
Mudando o foco do assunto;
Uma vez que  KASAOKA
 fala algures neste fórum dos Cátaros  vou sugerir  o seguinte site que tem artigos muito bem elaborados não só sobre este movimento como de várias personagens históricas e temáticas que é bom conhecer quando estudamos ou tentamos compreender Espiritismo, um site que conheci em 2005 e que este tema de Setembro mo fez lembrar.
Para quem quiser aqui vai http//geocities.yahoo.com.br/Carlos.guimaraes/temp.html
Ou melhor será procurar por seu nome Carlos Antonio Fragoso Guimarães
Abraços
O. P.


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 12 de Setembro de 2011, 15:51
Boa tarde,

Kazaoka, pelo o que eu entendi esta afirmação é correta, quanto mais apegado a matéria, mais tempo leva para se desprender do corpo físico.
E também no LE afirma que dependendo do grau de evolução do Espírito, eles manipulam o FCU sem ter consciência do que fazem, posso trazer o  texto mais tarde.

Um abç Hebe
 
O Livro dos Espíritos
cap 3
"Separação da Alma e do Corpo"


☼ Durante a vida, o Espírito se encontra preso ao corpo por seu envoltório semimaterial ou perispírito. A morte é apenas a destruição do corpo e não do perispírito, que se separa do corpo quando nele cessa a vida orgânica. A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; opera-se gradualmente e com uma lentidão muito variável, conforme os indivíduos. Para uns é bastante rápido e pode-se dizer que o momento da morte é ao mesmo instante o da libertação, quase imediata. Mas, para outros, aqueles cuja vida foi extremamente material e sensual, o desprendimento é mais demorado e dura algumas vezes dias, semanas e até mesmo meses. Isso sem que haja no corpo a menor vitalidade nem a possibilidade de um retorno à vida, mas uma simples afinidade entre corpo e Espírito, afinidade que sempre se dá em razão da importância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É racional conceber, de fato, que quanto mais o Espírito se identifica com a matéria, mais sofre ao se separar dela. Por outro lado, a atividade intelectual e moral, a elevação de pensamentos, operam um início do desprendimento mesmo durante a vida do corpo, de tal forma que, quando a morte chega, o desprendimento é quase instantâneo. Esse é o resultado de estudos feitos em todos os indivíduos observados no momento da morte. Essas observações ainda provaram que a afinidade que em alguns indivíduos persiste entre a alma e o corpo é, algumas vezes, muito dolorosa, visto que o Espírito pode sentir o horror da decomposição. Esse caso é excepcional e particular para certos gêneros de vida e certos gêneros de morte; verifica-se entre alguns suicidas. (Alan Kardec)

Nesta colocação de Kardec fica bem claro que o nível de consciência do Espírito desencarnado, em relação a seu perispírito, não é, muitas das vezes, tão lúcida como consideramos em nossas análises. E que sua ação sobre o perispírito nem sempre é uma ação "controlada" racionalmente pela sua vontade. Dá para deduzir que esta ação controlada pela vontade só ocorre em Espíritos com um certo grau de equilíbrio ou conhecimento de seu próprio estado.
Será que é assim que podemos entender?

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 12 de Setembro de 2011, 16:38
Mano Kao,
qualquer Espírito chegado à reencarnação em nosso orbe, está em condição de discernir.
Este discernimento é que se modifica em razão do progresso moral de cada um dos Espíritos encarnados na terra.
Sendo assim, mesmo que contenhamos todos a faculdade da "voluntum", usaremos esta vontade, de acordo com nossas aquisições.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 12 de Setembro de 2011, 23:35
Kazaoka, pelo o que eu entendi esta afirmação é correta, quanto mais apegado a matéria, mais tempo leva para se desprender do corpo físico.
E também no LE afirma que dependendo do grau de evolução do Espírito, eles manipulam o FCU sem ter consciência do que fazem, posso trazer o  texto mais tarde.

Este exemplo que a Hebe aqui evoca, é um de inúmeros processos que não dependem vontade consciente do Espírito, ou seja, é inteligível utilizar a designação “programação” (uma nova formula comunicativa que apresento na perspectiva de melhorar o entendimento das ideias que aqui partilho) para a referência aos processos automáticos ou não conscientes que se operam no Espírito.

Este tipo de opção na observação do objecto, poderá ter consequências interessantes na resolução de várias questões que são tema de debate em múltiplos tópicos deste fórum.

Poderia assim o Espírito através deste tipo de automatismos estar “programado” para agir em conformidade com um plano pré-definido, dando assim suporte cognoscível ao que é e por exemplo, a escolha ou a imposição do tipo de provas que vai cumprir em cada encarnação.

Se quisermos ir um pouco mais longe neste tipo de programabilidade da Inteligência poderíamos supor que o próprio principio inteligente (denominado espírito em letra minúscula) poderá ser o responsável pela complexa programação de toda a existência de uma Era que cumpriria um plano predefinido para aquilo que estaria predeterminado, usualmente denominado destino ou determinismo.

Se assim fosse, existiria um plano individual inscrito no Espírito e um plano colectivo inscrito no espírito (ou principio inteligente universal).

E acerca do livre arbítrio? Que tipo de oportunidade sugere a Vida e a Morte para o seu exercício? A resposta e relativamente simples de especular. Este tem lugar em todas as decisões que são levadas a cabo de forma consciente ou seja, que não estão sujeitas aos automatismos espirituais, ou seja, que são avaliadas através da mente da Vida ou da “mente” da morte. A decisão que é tomada como consequência da avaliação emocional, racional e consciente.


Nota: Este texto está suportado na premissa que a "programação" do Espírito" é levada a cabo pela experiencia que este vivencia ao longo das multiplas encarnações.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 13 de Setembro de 2011, 00:49
Moura,

por favor, dê uma "esmiuçada" para nós, no que signifique o termo "voluntum", que você colocou no seu último post.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 13 de Setembro de 2011, 12:23
Na literatura espírita, incluindo as obras básicas, o homem (animal + Espírito) é tratado como um ser à parte do humano espiritual (desencarnado), mostrando que, quando encarnados, somos como que dois seres independentes dividindo o mesmo espaço e interagindo em suas vontades e ações. Observa-se ai, o homem animalizado agindo por seus instintos e sendo moralmente e intelectualmente guiado pelo ser espiritual que o habita. E o ser espiritual sendo provado em suas qualidades morais quando lhe é facultado todos os recursos materiais para o uso e aplicação de sua intelectualidade e moralidade.
Então começamos a compreender que desta relação animalidade / racionalidade, floresce o Espírito humano e manifesta-se no homem toda sabedoria Divina. O homem animal desenvolvendo pela influência e assimilação intelectual e moral exercida pelo Espírito e o Espírito cristalizando sua essência (Amor) quando dá ao homem o avanço intelectual moralizado, avançando assim naquilo que está fadado. E o que sentimos é que, em termos intelectuais, como humanos animalizados (Espírito x matéria), estamos indo muito bem. Mas, em moral, que é a pedra angular do Espírito, estamos destoados em relação ao saber adquirido (como animal) e repassado (como Espírito).
Nem precisamos nos esforçarmos muito para percebermos isso.
Basta olharmos à nossa volta e nos apercebermos do que está acontecendo. É a ciência revelando conhecimentos nas mais diversas áreas e todas estas descobertas apresentando prós e contras para a estabilidade da humanidade e do próprio planeta. Vendo o homem enveredar-se por caminhos iluminados pela ganância, orgulho e egoismo, transformando conhecimentos em armas de destruição de si mesmo. E o que é pior, destruição em massa!
O ser espiritualizado tem seu papel neste processo e deve assumí-lo com a dignidade devida. Se nos sentimos impotentes diante de um oceano de iniquidades e, se dele, tirarmos um copo desta grande massa, parece não ser nada. Mas, o oceano terá um copo a menos e teremos feito o que o propósito de nossa criação nos pede para fazer.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: fhespanhol em 13 de Setembro de 2011, 14:54
Amar ao próximo e dar a outra face não são tarefas fáceis. Eu por exemplo sempre procurei ajudar minha irmã que é muito problemática e infelizmente um espírito não muito evoluído, apesar dos esforços aplicados por mim e outras pessoas em benefício dela ela continua a cometer os mesmos erros de sempre levada pelo orgulho e pela soberba. Ela em sua arrogância e egoísmo extremos separou-se do marido, perdeu 2 apartamentos próprios por não pagar o condomínio, não pára em emprego algum pois acha humilhante cumprir ordens e acha que todos tem a obrigação de sustentá-la por tempo indeterminado, diante deste quadro todos que a ajudavam estão se afastando, o ex-marido que pagava suas contas está em dificuldades financeiras, o dinheiro que minha mãe e eu lhe davamos ela gastava em bebida, cigarro e ração para 4 cães que cria sem condições.
Eu já aconselhei, minha mãe já aconselhou, o ex-marido já aconselhou, a madrinha dela já aconselhou e ainda assim ela continua sem ceder um milímetro sequer em seus pontos de vista de modo que só nos resta nos afastarmos dela e deixar que ela aprenda por si mesma, já que morde a mão que lhe é estendida.  Daí eu pergunto estou errado em deixá-la ao sabor da própria sorte?  Afinal de contas eu creio que apoiar um erro é ser conivente com ele, sendo assim não é justo deixar que a pessoa que erra sem parar mesmo após todos os conselhos e socorros possíveis aprender por si mesma? 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 13 de Setembro de 2011, 15:06
Na literatura espírita, incluindo as obras básicas, o homem (animal + Espírito) é tratado como um ser à parte do humano espiritual (desencarnado), mostrando que, quando encarnados, somos como que dois seres independentes dividindo o mesmo espaço e interagindo em suas vontades e ações. Observa-se ai, o homem animalizado agindo por seus instintos e sendo moralmente e intelectualmente guiado pelo ser espiritual que o habita. E o ser espiritual sendo provado em suas qualidades morais quando lhe é facultado todos os recursos materiais para o uso e aplicação de sua intelectualidade e moralidade.
Então começamos a compreender que desta relação animalidade / racionalidade, floresce o Espírito humano e manifesta-se no homem toda sabedoria Divina. O homem animal desenvolvendo pela influência e assimilação intelectual e moral exercida pelo Espírito e o Espírito cristalizando sua essência (Amor) quando dá ao homem o avanço intelectual moralizado, avançando assim naquilo que está fadado. E o que sentimos é que, em termos intelectuais, como humanos animalizados (Espírito x matéria), estamos indo muito bem. Mas, em moral, que é a pedra angular do Espírito, estamos destoados em relação ao saber adquirido (como animal) e repassado (como Espírito).
Nem precisamos nos esforçarmos muito para percebermos isso.
Basta olharmos à nossa volta e nos apercebermos do que está acontecendo. É a ciência revelando conhecimentos nas mais diversas áreas e todas estas descobertas apresentando prós e contras para a estabilidade da humanidade e do próprio planeta. Vendo o homem enveredar-se por caminhos iluminados pela ganância, orgulho e egoismo, transformando conhecimentos em armas de destruição de si mesmo. E o que é pior, destruição em massa!
O ser espiritualizado tem seu papel neste processo e deve assumí-lo com a dignidade devida. Se nos sentimos impotentes diante de um oceano de iniquidades e, se dele, tirarmos um copo desta grande massa, parece não ser nada. Mas, o oceano terá um copo a menos e teremos feito o que o propósito de nossa criação nos pede para fazer.

Dentro da ótica do trato educacional do psiquismo,(envolvendo a evolução do perispirito e da formação do sistema nervoso) e refletindo no seu post, reforça aquilo que falo, de que vale a pena não ficar ligado a uma só tendencia de pensamento quando envolve nosso mergulho espiritual na carne, replico Skiner como retrato de que é possível educarmos o psiquismo pelo comportamento, até conseguirmos nosso equilíbrio ético, compaixão e desenvolvimento intelectual. Uma palavra da ciência...
Ética e compaixão:

Falamos de um governante benevolente, de um professor devotado, de um terapeuta compassivo e de um industrial dotado, de espírito público, como se seus comportamentos fossem sintomas de traços íntimos de caráter. Quando perguntamos por que uma pessoa é benevolente, compassiva ou dotada de espírito público, vemo-nos examinando o de seu comportamento sobre os demais(...)

As conseqüências responsáveis por comportamento benevolente devotado, compassivo ou imbuído de espírito público são formas de contracontrole e quando estas não existem, esses traços de comportamento, tão admirados, tampouco existem. (...)

O contracontrole não é, evidentemente, a única razão de alguém tratar outrem. Podemos agir de forma a reforçar outra pessoa e reforçar-nos a nós próprios. A dotação genética humana pode incluir uma tendência desse tipo, como por exemplo, o cuidado dos pais para com as crias parece ilustrar. Darwin assinalou o valor de sobrevivência do comportamento altruísta... (...)

Skiner, Burrhus Frederic, 1904/1990- Sobre o Behaviorismo – trad. Maria da Penha Villalobos 10ªed.São Paulo : Cultrix, 2006.-Pág. 164
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 13 de Setembro de 2011, 15:26
Oi Mano Kao, "voluntum" é a forma latina do vocábulo vontade.


Moura,

por favor, dê uma "esmiuçada" para nós, no que signifique o termo "voluntum", que você colocou no seu último post.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 13 de Setembro de 2011, 15:39
Então amados,
Reflitamos em EMMANUEL...
Apesar de quaisquer dúvidas da inteligência do mundo, propriamente material, a vida continua além da morte. Trazemos em nós e conosco a bagagem do que somos e fizemos, detendo a possibilidade de renovar-nos e melhorar-nos constantemente. Os embates e conflitos em que se nos mergulha o espírito, nas águas profundas da reencarnação, constituem o caminho em que aprimoramos sentimentos e raciocínios para a vida imperecível. Reencontramo-nos no mundo com a finalidade de acender no próprio coração a luz do amor com que extinguiremos qualquer sombra da separação de uns para com os outros. Não atingiremos o burilamento interior sem atritos e sem lágrimas e tão só na aplicação real dos ensinamentos de Jesus é que nos habilitaremos para a conquista da paz e da felicidade que aspiramos na amplidão do universo. EMMANUEL em INSPIRAÇÃO - Ed. GEEM.- 1 -
e vivamos sem dar nenhuma chance aos melindres, pois tudo é aprendizado.
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 13 de Setembro de 2011, 16:19
Amar ao próximo e dar a outra face não são tarefas fáceis. Eu por exemplo sempre procurei ajudar minha irmã que é muito problemática e infelizmente um espírito não muito evoluído, apesar dos esforços aplicados por mim e outras pessoas em benefício dela ela continua a cometer os mesmos erros de sempre levada pelo orgulho e pela soberba. Ela em sua arrogância e egoísmo extremos separou-se do marido, perdeu 2 apartamentos próprios por não pagar o condomínio, não pára em emprego algum pois acha humilhante cumprir ordens e acha que todos tem a obrigação de sustentá-la por tempo indeterminado, diante deste quadro todos que a ajudavam estão se afastando, o ex-marido que pagava suas contas está em dificuldades financeiras, o dinheiro que minha mãe e eu lhe davamos ela gastava em bebida, cigarro e ração para 4 cães que cria sem condições.
Eu já aconselhei, minha mãe já aconselhou, o ex-marido já aconselhou, a madrinha dela já aconselhou e ainda assim ela continua sem ceder um milímetro sequer em seus pontos de vista de modo que só nos resta nos afastarmos dela e deixar que ela aprenda por si mesma, já que morde a mão que lhe é estendida.  Daí eu pergunto estou errado em deixá-la ao sabor da própria sorte?  Afinal de contas eu creio que apoiar um erro é ser conivente com ele, sendo assim não é justo deixar que a pessoa que erra sem parar mesmo após todos os conselhos e socorros possíveis aprender por si mesma? 
Boa Tarde,
fhespanhol,
Não conheço a sua irmã, mas conheço o meu rsrsrs.
Às vezes é preciso um choque social para pessoa acordar.
Não importa a idade, mas alguns permanecem eternamente na adolescência, acha que todos tem culpa de tudo, todos tem obrigação de ajudar, se revoltam, agridem se sente vitimizados, não se livram do que os incomodam, criam uma dependência até nas brigas que causam.
Muitas vezes para justificar a inação diante da vida.
Não se enquadram socialmente. Não reconhecem o valor que tem.
O nome disso e medo diante da vida. Não amadurecem.
Precisam se ver realmente sozinhos para reconhecer seu próprio valor em se manter e lutar pela vida.
Isso na minha casa funcionou, é duro virar as costas, dói muito principalmente para os pais, que tem a tendencia a super proteger.
Mas vamos pensar o seguinte, não se trata de espírito atrasado, as vezes fatores estressantes no mesmo convívio familiar, para alguns pode significar querer ser independente, correr atrás para sair daquela situação, para outros causa uma auto-estima baixa, falta de reconhecimento de si mesmo. A questão é muito complexa na formação do EGO que criamos nesta encarnação.
Tudo o que passamos são provas escolhidas, a atitude diante da vida varia de pessoa para pessoa e é determinante.

Ninguém consegue ser ajudado se não quiser ser. Não adianta.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 13 de Setembro de 2011, 16:42
fhespanhol, "amar ao próximo", "dar a face direita quando formos atingido na esquerda" e tantas outras demonstrações de altruismo, que de altruismo não tem, senão, apenas o esboço, é comportamento natural nosso e do meio que vivemos. Mas isso não anula e nem deve nos desestimular na busca desse estado de sentimento, onde fazemos o bem naturalmente, sem impor condições ou respostas. Fazer o bem e vivenciá-lo instintivamente e não de forma maquinada como ainda acontece.
Todo fruto tem o seu tempo para amadurecimento e até que isso ocorra ele necessita de cuidados que o ensaiam para o desfecho final. O mesmo acontece com tudo que temos em termos de virtudes. Em uma das várias parábolas ditas pelo mestre, tem uma que encaixa muito bem na situação que você vivência; "Certa vez um jovem pastor de ovelhas acompanhava o seu experiente pai no trato com os animais do rebanho, procurando absorver-lhe todo o aprendizado para, no futuro, dar continuidade aquela tarefa. Ao questionar ao pai na forma de proceder com os animais rebeldes do rebanho, obteve a seguinte explicação:
=Pai, se uma ovelha cai em uma vala e lá fica retida, como devo proceder?
=Recolhe-a e reintegre=a ao rebanho.

E o jovem continua inquerindo.
= Mas e se ela estiver ferida e não puder acompanhar o rebanho?

O pai responde;
=Tome-a nos braços e conduza-a ao tratamento necessário.
=Mas e se ela, ao ser retirada da vala, tratada as feridas e mesmo assim, manter-se rebelde e embrenhar-se no mato, afastando=se do rebanho, como agir?

Então o velho sábio, observando o rebanho na campina, lhe esclarece;
=Mande que os cães vá resgatá-la, porque tens o restante do rebanho para zelar.

Os cães aqui estão simbolizando a dor e o sofrimento que pode acometer ao Espírito renitente no erro.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 14 de Setembro de 2011, 00:28
Amados Irmãos,
Alhures postamos dizendo acerca de “contra-controles”...
Esta é uma designação filosófica de cunho científico, que nós popularmente a começamos há pouco conhecê-la como:
“Ações socialmente corretas” / “ações ecologicamente corretas”... etc,...

Essas designações também são conhecidas teologicamente desde longa data e vêem sendo usadas, com outros nomes, em virtude da dureza dos corações empedernidos dos homens e lideranças civis...
Essa a pedra angular, cabeça de esquina, que foi amplamente divulgada pelo Evangelho como:
“ação misericordiosa” / “ação caridosa” / etc., e que foi amplamente exemplificado pelo Cristo e amplamente difundida pelos Evangelhos, como mãe Caridade...

O uso deu-se dessa forma para produzir acesso como se diz popularmente “pegar/vingar/ser executado”, com esses nomes exatamente pela dureza dos corações de antão...

O Espiritismo, tem como agente de reforço, a filosofia do comportamento, para reformar essas designações, pois os tempos são outros, e há compreensão suficiente nos corações humanos para essa mudança e ela precisa de certa urgência de compreensão...

Os inimigos das bem-aventuranças estão usando a palavra mãe caridade como elemento desacreditador num jogo de palavras cruel e eficaz...

O Espiritismo bem sentido e bem compreendido, o sabe muito bem, que caridade é outra coisa, mas o jogo duro para desacreditar a evolução humana, joga com muita dureza, e nós Espíritas que temos o reforço de contingência que é a filosofia do comportamento, e a psicologia cognitiva, sabemos que:

“Ações socialmente corretas” / “ações ecologicamente corretas”... etc,...

São comportamentos rigorosamente obrigatórios a serem desenvolvidos no psiquismo humano, sob pena, de faltar indivíduos para que no planeta Terra se estabeleça a tão sonhada era da regeneração...

“Ações socialmente corretas” / “ações ecologicamente corretas”... etc,...

Não são e nunca foram comportamentos objetos de virtude...
São e Sempre foram comportamentos obrigatórios de humana realização...
Mas que no passado, não poderiam ser dessa forma colocados, pelo enfrentamento sangrento que adviria com os súditos do reino dos gigantes.

Que temos por fazer?

Exaltar os bons exemplos sejam como forem de forma ética, mas exaltarmos os bons exemplos, que formarão marcadores somáticos nos psiquismos humanos, retirando a pecha de caridade, para plena realização humana...
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: fhespanhol em 14 de Setembro de 2011, 01:43
Obrigado, Kazaoka e Hebe MC, suas respostas me foram muito esclarecedoras e me ajudaram bastante, pois eu me achava realmente na dúvida, continuar auxiliando sempre mesmo a pessoa insistindo no erro ou realmente deixar ela sofrer um pouco para aprender? Vejo que apesar de nosso dever cristão de ajudar a todos também devemos deixar a pessoa aprender com seus erros pois para alguns o sofrimento é remédio eficaz para os males do espírito. E o sofrimento acaba por auxiliar na reforma íntima do ser em questão. Assim espero.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 14 de Setembro de 2011, 12:14
Obrigado, Kazaoka e Hebe MC, suas respostas me foram muito esclarecedoras e me ajudaram bastante, pois eu me achava realmente na dúvida, continuar auxiliando sempre mesmo a pessoa insistindo no erro ou realmente deixar ela sofrer um pouco para aprender? Vejo que apesar de nosso dever cristão de ajudar a todos também devemos deixar a pessoa aprender com seus erros pois para alguns o sofrimento é remédio eficaz para os males do espírito. E o sofrimento acaba por auxiliar na reforma íntima do ser em questão. Assim espero.
fhespanhol,

Não deixe de dar amor e carinho.
Apoio moral não se dá em espécie, acompanhe, mas deixe que ela reflita e busque seu próprio caminho. No princípio pode haver revolta, mas não absorva, lembre-se que esse problema é dela com ela mesma.
Muita paz pra você
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: fhespanhol em 14 de Setembro de 2011, 16:09
Gostaria de dar uma opinião minha sobre o tema do estudo deste mês. É quanto ao medo da morte e o determinismo. Todos acham que teme-se a morte por ela ser a representação do desconhecido. Discordo, temos medo da morte justamente pelo contrário como espíritos que vieram do Umbral ou dos abismos a Terra é para nós um paraíso de modo que trazemos em nosso íntimo as lembranças de nossos sofrimentos nestas regiões e é por isso que temos medo de morrer. Isto nos leva a uma outra questão. Porquê falimos em nossas missões? Simplesmente porquê muitos espíritos ainda não tem grau de discernimento suficiente para efetuar suas escolhas conscientemente, ingressando na matéria por atração e afinidade de gênios. Só espíritos que possuem um certo grau de elevação conseguem escolher suas reencarnações e o tipo de vida que irão levar um espírito simplório ou pouco evoluído simplesmente vai ao rumo da marés por assim dizer reencarnando compulsóriamente. Isto pode ser visto no relato encontrado no Livro  O Céu e o Inferno início do capítulo 4:

"O mau Espírito, no exercício da sua cólera, é quase feliz, sofrendo apenas nos momentos em que deixa de atuar, ou nos casos em que o bem triunfa do mal. Passam no entanto os séculos e, de repente, o mau Espírito pressente que as trevas acabarão por envolvê-lo; o círculo de ação se lhe restringe e a consciência, muda até então, faz-lhe sentir os acerados espinhos do remorso.

Inerte, arrastado no turbilhão, ele vagueia, como dizem as Escrituras, sentindo a pele arrepiar-se-lhe de terror. Não tarda, então, que um grande vácuo se faça nele e em torno dele: chega o momento em que deve expiar; a reencarnação aí está ameaçadora... e ele vê como num espelho as provações terríveis que o aguardam; quereria recuar, mas avança e, precipitado no abismo da vida, rola em sobressalto, até que o véu da ignorância lhe recaia nos olhos.

Vive, age, é ainda culpado, sentindo em si não sei que lembrança inquietadora, pressentimentos que o fazem tremer, sem recuar, porém, da senda do mal. Por fim extenuado de forças e de crimes, vai morrer. Estendido numa enxerga (ou num leito, que importa?!), o homem culpado sente, sob aparente imobilidade, resolver-se e viver dentro de si mesmo um mundo de esquecidas sensações. Fechadas as pupilas, ele vê um clarão que desponta, ouve estranhos sons; a alma, prestes a deixar o corpo, agita-se impaciente, enquanto as mãos crispadas tentam agarrar as cobertas... Quereria falar, gritar àqueles que o cercam: — Retenham-me! eu vejo o castigo! — Impossível! A morte sela-lhe os lábios esmaecidos, enquanto os assistentes dizem: Descansa em paz!

E contudo ele ouve, flutuando em torno do corpo que não deseja abandonar. Uma força misteriosa o atrai; vê e reconhece finalmente o que já vira. Espavorido, ei-lo que se lança no Espaço onde desejaria ocultar-se, e nada de abrigo, nada de repouso.

Retribuem-lhe outros Espíritos o mal que fez; castigado, confuso e escarnecido, por sua vez vagueia e vagueiará até que a divina luz o penetre e esclareça, mostrando-lhe o Deus vingador, o Deus triunfante de todo o mal, e ao qual não poderá apaziguar senão à força de expiação e gemidos.

Jorge."


Este relato creio ser uma prova de que raramente um espírito inferior como os que aqui habitam tem realmente o livre arbítrio de escolher o tipo de vida que levam, pois ainda jazem nas trevas da ignorância e do embrutecimento. Sendo o temor do retorno as trevas de onde saiu após a morte que o leva a agarrar-se a todos os gozos terrenos e a buscar aqui o máximo prazer e conforto mesmo que ilusórios e materiais pois sabe que está falindo em sua missão e terá que pagar mais este débito quando desencarnar, mesmo que este diga-se ateu trará sempre em si a lembrança da vida além da vida.

Desculpem a minha ignorância, mas acho que é assim que a reencarnação aqui na Terra se dá e é esta a razão de tanto sofrimento e tanto mal, ou seja a nossa própria ignorância que turva nossos sentidosce embota nossos sentimentos.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 14 de Setembro de 2011, 16:30
Mano fhespanhol,
toda a construção do pensamento que o amigo nos passa, está envolta em pequenos erros de convicção.
1. Não existem, senão em modo consciencial, tanto o Umbral quanto os abismos que o amigo relata.
2. também quanto as lembranças, o Espírito quando encarnado não as tem vivas. Esquece-se o amigo do véu do esquecimento?
Na verdade as lembranças que poderemos vir a ter, aparecem-nos, apenas em pequenos flashes,  e exatamente no sentido de nos dar mais confiança no porvir e demover-nos de pensamentos menos elevados, logo, mesmo que por vezes e de um modo muito pouco sentido e já relatado, poderiam aparecer indicando momentos ruins.
Estes flashes, servem, ao Encarnado, como ligações sob o aspecto moral, que o faz ter ciência do erro ainda perpetrado nesta romagem, logo o erro ou o momento viciado é presente, enquanto que o flash irá identificar um momento ao qual o encarnado poderá adentrar ao se modificar moralmente.
Senão mano, de que serviria uma lembrança se apenas elencasse maus momentos?
Nosso aprendizado, quando estamos na matéria, meu mano, é ainda todo moral, poi sé a moral que nos irá abrir as portas para mundos superiores.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 14 de Setembro de 2011, 16:53
O receio natural que temos da morte diz mais respeito à consciência que temos do que fomos e do que somos na atual existência, do que de lembranças intuitivas de existências anteriores.
É um desperdício de tempo passarmos a maior parte de nossas vidas nos preparando para este momento da existência chamado "morte", que não é nada mais do que um lapso em nossa vida, esquecendo de viver sabiamente nossa existência física.
Os ensinamentos de Jesus e da DE que Nele assenta, visa nos ajustarmos ao ensaio para a vida e não para nos prepararmos para a morte.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 14 de Setembro de 2011, 18:01
O medo da morte na matéria vem do instinto de sobrevivência.
Qualquer coisa que  ameace, todos instintivamente se esquivam, é irracional.
Pensem ao dirigir como isso é evidente.
Não estou falando do temor que alguns têm só em pensar na morte.
Racionalmente qualquer um que tenha um pouco do conhecimento Espírita, não pensa na morte como algo tenebroso como em outras crenças, mas todos em grau maior ou menor se esquivam do que ameace a integridade física.
Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: ram-wer em 14 de Setembro de 2011, 18:09
Gostaria de dar uma opinião minha sobre o tema do estudo deste mês. É quanto ao medo da morte e o determinismo. Todos acham que teme-se a morte por ela ser a representação do desconhecido. Discordo, temos medo da morte justamente pelo contrário como espíritos que vieram do Umbral ou dos abismos a Terra é para nós um paraíso de modo que trazemos em nosso íntimo as lembranças de nossos sofrimentos nestas regiões e é por isso que temos medo de morrer. (...)

Alô, Kazaoka e amiguinhos,

Ô, Espanhol, tudo bem? 

Concordo a mil com você.  O "desconhecido" é o que move o mundo.  A expectativa, a surpresa, o que não se vê, essas impressões atiçam nossa curiosidade.  Basta ver o sucesso dos relatos mediúnicos sobre a vida no Além. Ninguém tem medo do que não conhece, mas do que imagina sobre o desconhecido.  Ninguém fica "diante" do desconhecido, esse o problema.

O medo da morte não é exclusividade humana: os animais o têm.  Porém, no homem, esse temor assume dois aspectos: 

O medo instintivo, alarme soado pelo mecanismo de preservação da espécie (em comum com o reino animal);

E o medo pessoal, que é o terror egoico, o medo de que a personalidade se desfaça. Esse é o nosso grande pavor: perder meus detalhes personalísticos, meus valores, minhas lembranças, enfim, ficar sem o meu Avatar na internet carnal :D .

Mas essa última morte, ela existe.  Não daqui pra lá, porém de lá pra cá.  Nascer na carne física, perder aos poucos toda a memória personalística, eis a verdadeira morte. 

Vai ver, foi por isso que os Espíritos disseram que o desconhecido causa medo.  É que eles sabem que, ao renascerem na carne, toda a "cultura" anterior tende a se apagar.

E a gente fica diante do grande desconhecido: nós mesmos.  Nossa reação ao novo meio, agora sem as lembrancinhas... 






Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 14 de Setembro de 2011, 18:10
A Hebe chama a atenção para o medo instintivo, aquele que zela pela integridade física e que nos mantém vivos, biologicamente falando. Este é comum a todos os seres.
Tem, também, aquele medo da morte, que é próprio do Espírito consciente de si mesmo e que a cultura e a religiosidade, fazendo uso deste fato, o amedronta e o ameaça no intuito de educá-lo espiritualmente; "...o medo do juízo final", o qual um dia nos foi falado e que ficou traumaticamente marcado em nossas memórias.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 14 de Setembro de 2011, 18:28
O medo da morte tem várias facetas, por exemplo, quando nos tornamos pais, pensamos com certeza mais sobre isso, trata-se de pensar na proteção aos filhos.
Não queremos deixá-los enquanto não caminham sozinhos, isso é independente também das religiões e nos cuidamos mais.
Qualquer um que teve filhos sabe disso.
Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 14 de Setembro de 2011, 21:52
Complementando a minha resposta anterior.
O fato de você ter medo da morte, instinto de sobrevivência e  se preocupar em não correr riscos maiores em função da criação de filhos,  instinto da preservação da espécie, que temos dentro de nós assim como os animais, é inerente ao homem.
Estes instintos o preservam e  impulsionam a vida material, porém a razão, e o conceito moral o faz dominá-los de forma a atuar socialmente de maneira adequada.
Deve haver um equilíbrio em agir só pelo instinto ou só pela inteligencia.

O LIVRO DOS ESPíRITOS - LIVRO 1, CAP. 4 - INTELIGêNCIA E INSTINTO
"71. A inteligência é um atributo do princípio vital?
-- Não: pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência só pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência a matéria animalizada.
A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos, aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover as suas necessidades.
Podemos fazer a seguinte distinção: 1º) os seres inanimados, formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2º) os seres animados não pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3º) os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade, e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar.

72. Qual é a fonte da inteligência?
-- Já o dissemos a inteligência universal.
72-a. Poder-se-ia dizer que cada ser tira uma porção de inteligência da fonte universal e a assimila, como tira e assimila o princípio da vida material?
-- Isto não é mais que uma comparação mas não exata, porque a inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral. De resto, bem o sabeis, há coisas que não é dado ao homem penetrar, e esta, por enquanto, é uma delas.

73. O instinto é independente da inteligência?
-- Precisamente, não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional: é por ele que todos os seres provêm as suas necessidades.

74. Pode-se assinalar um limite entre o instinto e a inteligência, ou seja, precisar onde acaba um e onde começa a outra?
-- Não, porque eles freqüentemente se confundem: mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem a inteligência.

75. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, a medida que crescem as intelectuais?
-- Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem: ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão: ele nunca se engana.

75-a. Por que a razão não é sempre um guia infalível?
-- Ela seria infalível se não estivesse falseada pela má educação, pelo orgulho e o egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre arbítrio.

O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações, enquanto as daquele são o resultado de apreciações e uma deliberação.
O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.


Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: fhespanhol em 15 de Setembro de 2011, 01:56
Então de acordo com o que foi posto aqui o medo provém do desconhecido e o desconhecido no caso somos nós mesmos e a reminiscência que guardamos das trevas são de nossas próprias trevas interiores que  nos arrastam ao vazio dentro de nós mesmos e a elevação moral e espiritual é justamente a consciência que o ser vai tomando de si mesmo conforme se depura.
Isto me faz lembrar a alegoria mitológica da deusa chamada sabedoria que trazia uma coroa de fogo em sua cabeça, um baú contendo as pérolas da sabedoria e um lampião para iluminar as trevas da ignorância e a cada boa idéia as chamas de sua cabeça se intensificam.
Uma alegoria simplista, mas que serve de exemplo ao aqui espoxto pois mostra que a reforma íntima é nosso lampião e a espiritualidade a chama que arde dentro de nós.
Sendo assim cabe a nós mesmos o querer despertar e sair da estagnação da matéria grosseira deste mundo e evoluir.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 15 de Setembro de 2011, 02:00
Então de acordo com o que foi posto aqui o medo provém do desconhecido e o desconhecido no caso somos nós mesmos e a reminiscência que guardamos das trevas são de nossas próprias trevas interiores que  nos arrastam ao vazio dentro de nós mesmos e a elevação moral e espiritual é justamente a consciência que o ser vai tomando de si mesmo conforme se depura.
Isto me faz lembrar a alegoria mitológica da deusa chamada sabedoria que trazia uma coroa de fogo em sua cabeça, um baú contendo as pérolas da sabedoria e um lampião para iluminar as trevas da ignorância e a cada boa idéia as chamas de sua cabeça se intensificam.
Uma alegoria simplista, mas que serve de exemplo ao aqui espoxto pois mostra que a reforma íntima é nosso lampião e a espiritualidade a chama que arde dentro de nós.
Sendo assim cabe a nós mesmos o querer despertar e sair da estagnação da matéria grosseira deste mundo e evoluir.
Se pensar que  o aprimoramento moral e o conhecimento de si mesmo que nos liberta , é isso mesmo.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 15 de Setembro de 2011, 09:50
Uma outra maneira de analisar o medo através de outra cultura.
Krishnamurti não tem religião, não quis fundar escola ( seguidores), se aprofundou muito no estudo do ser, se dedicou profundamente à educação. Acreditava que desde a infância é fundamental o conhecimento de si mesmo.
Para Krishnamurti  o medo é criado pelo pensamento condicionado à dor do passado e o apego ao prazer que é o outro lado da moeda.
O condicionamento ao meu, ou seja, meu país, meu marido, meus filhos, minha casa, meu prestígio, minha imagem, segrega e divide os homens, isso causa um profundo sofrimento ao ser e ao coletivo. Não há possibilidade de amor neste modelo.
O medo de perder o que se considera seu ( posse) é a causa de todos os conflitos da humanidade.
Para ele o mundo é inteiramente psicológico.
Pede neste vídeo que não aceitem ou contradigam o que ele diz, isso não é importante, o que é importante é se despir do condicionamento, das crenças e analisar, estudar junto com ele a questão do medo.

Assistam o vídeo

J.Krishnamurti - Pode a mente humana ficar completamente livre do medo? - 2º Diálogo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXd5WjVmNGdoUjZvIw==)

PS: Não ignorem o vídeo por não ser Espírita ou por qualquer outro preconceito.
É importante uma outra visão.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Setembro de 2011, 10:23
Amigos foristas Bom dia a todos
E muito amor no coração
Desculpem vir assim atrasada no tema tão bem debatido sobre o perispírito mas ainda voltando a ele talvez seja importante referenciar o livro O Homem Integral pelo Espirito Joanna de Angelis Psicografia de Divaldo Pereira Franco no Cap 9 O Futuro Do Homem – Modelo Organizador do homem. Encontrei na nett Formato do arquivo: Microsoft Word
38
O modelo organizador biológico

O homem é, deste modo, um conjunto de elementos que se ajustam e interpenetram, a fim de condensar-se em uma estrutura biológica, assim formado pelo Espírito — ser eterno, preexistente e sobrevivente ao corpo somático —, o perispíri¬to — também chamado modelo organizador biológico, que é o “princípio intermediário, substância semimaterial que ser¬ve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o germe, o perisperma e a casca”(*) — e o corpo — que é o envoltório material.

Estes elementos mantêm um inter-relacionamento profun¬do com os respectivos planos do Universo.
O perispírito, também denominado corpo astral, é cons¬tituído de vários tipos de fluidos (energia) ou de matéria hi¬perfísica, sendo o laço que une o Espírito ao corpo somático.
Multimilenarmente conhecido, atravessou a História sob denominações variadas. Hipócrates, por exemplo, chamava¬o Enormon, enquanto Plotino o identificava como Corpo Aé¬reo ou Ígneo. Tertuliano o indicava como Corpo Vital da Alma, Orígenes como Aura, quiçá inspirados no apóstolo Paulo que o referia como Corpo Espiritual e Corpo Incorruptível. No Vedanta ele aparece como Mano-ntaya-Kosha e no Budismo Esotérico é designado por Kainarupa. Os egípcios diziam-no Ka e o Zend Avesta aponta-o por Baodhas, a Cabala hebraica
(*)   O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, 29ª edição da FEB - Nota da Autora espiritual.
por Rouach. É o Eidôlon do Tradicionalismo grego, o mia¬go dos latinos, o Khi dos chineses, o Corpo sutil e etéreo de Aristóteles... Confúcio igualmente o identificou, chamando¬-o Corpo Aeriforme e Leibnitz qualificou-o de Corpo fluídi¬co... As variadas épocas da Humanidade defrontaram-no e por outras denominações ele passou a ser aceito.
De importância máxima no complexo humano, é o mo¬derno Modelo organizador biológico, que se encarrega de plasmar no corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e cromossomos, pois que, indestrutível, eteriza-se e se purifica durante os processos reencarnatórios elevados.
Pode-se dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo físico. E na sua intimidade ener¬gética que se agregam as células, que se modelam os órgãos, proporcionando-lhes o funcionamento. Nele se expressam as manifestações da vida, durante o corpo físico e depois, por facultar o intercâmbio de natureza espiritual. É o condutor da energia que estabelece a duração da vida física, bem como e responsável pela memória das existências passadas que ar¬quiva nas telas sutis do inconsciente atual, facultando lampe¬jos ou recordações esporádicas das existências já vividas.
O filósofo escocês Woodsworth estudando-o, disse que éo Mediador plástico “através do qual passa a torrente de ma¬téria fluente que destrói e reconstrói incessantemente o orga¬nismo vivo.”
Na sua estrutura de energia se localizam os distúrbios nervosos, que se transferem para o campo biológico e que procedem dos compromissos negativos das reencarnações passadas.
Igualmente ele responde pelas doenças congênitas, em razão das distonias morais que conduz de uma para outra vida. Por isso mesmo, trata-se de um organismo vivo e pul¬sante, sendo constituído por trilhões de corpos unicelulares rarefeitos, muito sensíveis, que imprimem nas suas intrinca¬das peças as atividades morais do Espírito, assinalando-as nos órgãos correspondentes quando das futuras reencarna¬ções.
Veículo sutil e organizador, é o encarregado de fixar no organismo os traumas emocionais como as aspirações da be¬leza, da arte, da cultura, plasmando nos sentimentos as ten¬dências e as possibilidades de realizá-las.
Graças à sua interpenetração nas moléculas que constitu¬em o corpo, exterioriza, através deste, os fenômenos emocio¬nais — carmas —, positivos ou não, que procedem do passado do indivíduo e se impõem como mecanismos necessários àevolução.
Comandado pelo Espírito mediante automatismos nas fai¬xas menos evoluídas da Vida, pode ser dirigido consciente-mente, desde que se encontre liberado dos impositivos dos resgates dolorosos, no processo da aprendizagem compulsó¬ria.
Quanto mais o homem se espiritualiza, domando as más inclinações e canalizando as forças para as aspirações de eno¬brecimento e sublimação, mais sutis são as suas possibilida-des plasmadoras, dando gênese a corpos sadios, emocional e moralmente, em razão do agente causal estar liberado das aflições e limites purificadores.
O amadurecimento psicológico proporciona ao indivíduo utilizar-se das aquisições morais, mentais e culturais para estimular-lhe os núcleos fomentadores de vida, alterando sem¬pre para melhor a própria estrutura física e psíquica pelo irra¬diar de energias saudáveis, reconstruindo o organismo e uti¬lizando-o com sabedoria para fruir da paz e da alegria de vi¬ver.
  A mim parece-me que a questão 94-a do Livro dos Espiritos  criar alguma confusão dentro desta ideia alargada de perispírito mas se aprofundarmos as questões elas se completam ao invés de se negarem.




Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Setembro de 2011, 11:31
Amigos do fórum voltando ao vosso convívio

Interessante que quando falamos de Espiritos raramente referenciemos os elementais
ELEMENTAL – ELEMENTAIS – São elementos ou espíritos da natureza, criaturas que habitam as florestas, os rios e os mares. Os celtas os chamavam de “pequeno povo” ou “povo Sidh”. Funcionam numa faixa de vibração mais alta que a matéria densa, não podendo portanto serem destruídos por elementos materiais. Não possuem espírito imortal, pois são constituídos de um único princípio, ou elemento, sua morte ocorre com sua total desintegração e a volta ao elemento do qual se individualizou. Vivem cerca de mil anos. Terra – gnomo, duende, elfo, fauno, árvore, floresta. Água – ondina, sereia, mantra. Fogo – salamandra. Ar – fada, silfo, fúria, furacão. (Fonte – girafamania)
Alguém quer comentar; afinal a sua existência que não é de todo negada pela doutrina,  Livro dos Espíritos IV Escala Espirita 103; e sua existência nos leva a ponderar sobre  a ideia de espíritos sua criação e manifestação.
Num site espírita li “Eles procedem de uma larga experiência evolutiva nos chamados reinos inferiores e, como princípios inteligentes, estão a caminho de uma humanização no futuro, que somente Deus conhece.”
Tenho para mim que sermos ajudados por eles é sempre Bom o que não é bom é o nosso comportamento animalizado que dificultará a integração em nossos seres dos elementos purificadores que eles interagem.
 E essa ideia de que haja pessoas capazes de tirar proveitos terrenos com a ajuda deles ? justifica-se? Tem sido isso a causa de tantas infelicidades humanas?
Dá que pensar !
Abraço
O P

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 15 de Setembro de 2011, 12:46
Olivia, tudo que seja capaz de nos trazer alguma forma de aprendizado é importante. Seja elas de que natureza for. O que devemos é refinar o nosso sentido do discernimento para sabermos tirar todo proveito daquilo que nos é apresentado sem sermos influenciados pelo misticismo que nos hipnotiza o Espírito, anulando a razão.
A própria bíblia está repleta de quadros alegóricos, principalmente no velho testamento e nem por isso deixa de dizer as verdades, dando a cada estudioso a forma de escrutinar a mensagem ali contida.
Devemos ter uma fé que nos faz confiar em Deus e um equilíbrio espiritual que nos faz confiarmos em nós mesmos. Só assim seremos fadas, gnomos, mentores, guias espirituais, etc., do nosso destino e daqueles que se aproximam de nós.
Não é a proteção divina a nos abster da luta contra os revés que nos faz evoluir, é o aprendizado!! Principalmente o moral...
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 15 de Setembro de 2011, 13:20
Vejam quantas simbologias nesta passagem do evangelho de Lucas;

Jesus Em Casa De Zaqueu
4 – E tendo entrado em Jericó, atravessava Jesus a cidade. E vivia nela um homem chamado Zaqueu, e era ele um dos principais entre os publicanos, e pessoa rica. E procurava ver Jesus, para saber quem era, e não o podia conseguir, por causa da muita gente, porque era pequeno de estatura. E correndo adiante, subiu a um sicômoro para o ver, porque por ali havia de passar. E quando Jesus chegou aquele lugar, levantando os olhos, ali o viu, e lhe disse: Zaqueu, desce depressa, porque importa que eu fique hoje em tua casa. E desceu ele a toda pressa, e recebeu-o com gosto. E vendo isto todos murmuravam, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um homem pecador. Entretanto Zaqueu, posto na presença do Senhor, disse-lhe: Senhor, eu estou para dar aos pobres metade dos meus bens, e naquilo em que eu tiver defraudado alguém, pagar-lho-ei quadruplicado. Sobre o que Jesus lhe disse: Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que tinha perecido. (Lucas, XIX: 1-10)

Fixamos sempre o nosso pensamento na atitude de tomada de consciência e arrependimento de Zaqueu. Mas não é só isso que podemos apreender desta lição. Sendo Zaqueu homem da lei e com autoridade, ele poderia ter aberto caminho entre a multidão e se colocado bem à frente por onde Jesus estaria passando e, assim, por Ele ser notado. Ele tinha autoridade para isso. Mas não, pelo conhecimento que tinha sobre o que Jesus pregava e reconhecendo nas palavras a verdade, ele busca Jesus. Ele renuncia sua autoridade, que lhe facultava o direito de ser "notado", para optar pelo anonimato e pelo esforço íntimo levando-o a buscar a "ver" aquele que representava a verdade. Talvez a essência da mensagem seja essa; A grande diferença que existe entre "notar" e "ser notado". E nós ainda gostamos mais de sermos notados, achando que nossas dificuldades são deveras grande e justifica plenamente sermos notados pela providência Divina, aliviando-nos o fardo sem a necessidade do nosso esforço pessoal, por que achamos que já sofremos muito. Que erro....
Pode até ser que já sofremos muito mesmo. Mas, será que estamos aprendendo e apreendendo na mesma proporção?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Setembro de 2011, 13:30
Tal como na questão do medo!
O que precisamos é de esclarecimento.

O Espiritismo   ajuda nos  a resolver os conflitos gerados precisamente por experiências negativas mas como somos diferentes na forma de compreender e vivenciar as informações isso explica o fracasso algumas vezes da sua aplicação.

Alguém escreveu “Estudar não pode reduzir-se a uma acumulação de itens do conhecimento, mas a um conjunto de atitudes críticas sobre o conhecimento”.  Conhecimento este que precisa ser praticado para superar medos e limitações.

Muita paz.



Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: fhespanhol em 15 de Setembro de 2011, 14:10
Concordo, Kazaoka. As pessoas não querem se esforçar, querem que tudo seja da maneira que acham que tem de ser. Dou o exemplo do lugar onde trabalho, como é óbvio em uma empresa existem regras a serem cumpridas e estas nos são informadas assim que somos admitidos em um manual de conduta ética, contudo as pessoas ao entrarem na operação esquecem isso e ao invés de quererem se adaptar as normas da empresa querem sim que a empresa se adapte as normas deles. É comum pessoas serem advertidas lá simplesmente porquê faltam o trabalho para assistirem futebol ou saem cedo nos finais de semana pois acham um absurdo terem de trabalhar até tarde nos fins de semana e quando acabam por serem demitidas ficam chorosas reclamando como foram injustiçadas quando na verdade colheram somente aquilo que plantaram, ou seja o fruto de sua própria negligência.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 15 de Setembro de 2011, 14:29
Bom dia,
O que é o medo se não a ignorância ?
O que nos faz reagir sempre do mesmo modo se não o medo de passar por dores já vividas e mal compreendidas?
Quantas vezes nos vemos projetando ou imaginando um futuro negro diante de coisas que consideramos ameaçadoras, que nem sequer ainda estão acontecendo, e já de ante mão nos tornamos ansiosos , nos defendemos e reagimos negativamente, piorando a situação?
Quantas vezes não aceitamos determinadas características de pessoas, que nos lembram dores passadas, que não tem nada a ver com o momento presente e são pessoas absolutamente distintas, mas identificamos como sendo iguais e por isso mesmo já rejeitamos?
O mundo ainda briga por posse de terra, por religião, por poder econômico. Por que?
Pelo apego ao que é transitório, pelo personalismo, pelo egoísmo, pelo medo de sofrimento, pela mente condicionada. Pior que sofre e causa sofrimento exatamente por isso.
O que é isso senão a ignorância ou  visão limitada e fragmentada de um Universo criado apenas em torno da realidade vivida no seu ambiente social?

Alguém uma vez disse que "o mundo vive uma paranoia coletiva", não me lembro exatamente agora o autor desta frase, mas é para se pensar a respeito.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 15 de Setembro de 2011, 15:52
Mano Oliva,
os Espíritos que ajudam em a natureza são conhecidos, não como elementais, pois que estes são seres originários de outra doutrina e em nada têm a ver com os Espíritos que o amigo relaciona.
OLE relaciona tais Espíritos como Elementares, que são aqueles que nunca encarnaram ou que estão em via de encarnar.
Sobre o MOB, esta concepção é apenas uma divagação, e não encontra bases na doutrina.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 15 de Setembro de 2011, 17:13
A nossa existência física, tal como a compreendemos, é um universo de possibilidades de aprendizado e consequente avanço. Somos seduzidos pelo apelo material dos bens efêmeros e, muitas vezes, nos vemos entregues a estes caprichos e paixões, não percebendo o quanto deixamos passar de oportunidades para enobrecermos espiritualmente.
Às vezes acomodamos em nossa "santa ignorância" achando que o tempo cuida de tudo e cura tudo, esquecendo que o tempo é apenas o referencial de quanto demoramos em cada etapa de nossas existências.
Não precisamos sair atropelando o processo mas, também, não podemos estacionar às margens do caminho, renunciando ao necessário esforço do caminhar. A vida transcorre sempre serena e contínua e o mundo não para prá resolvermos os nossos problemas. Sejamos fortes no esforço e na fé, pedindo a Deus, senão, a complementação do que nos falta, seja lá o que for, para perseverarmos em nossa aventura na matéria.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Renato.Oliv em 15 de Setembro de 2011, 18:12
Um fator que atrapalha bastante a aventura de todos na matéria, é o lado negro do Senso Comum. A maioria de nós encarnados, deixa prevalecer o lado animal, e acaba por entrar no ciclo de "não opinião", o que já estiver estipulado ou o que a maioria faz deve ser feito, ou é o certo, mesmo que na verdade esteja errado.
Isso caracteriza mais uma fuga inconsciente da realidade. Acabamos por evidenciar e viver costumes que as vezes nem concordamos totalmente, algo no íntimo nos diz que tal costume é inútil, supérfluo e vai nos fazer mal, mas acabamos fazendo pois já era feito a muito tempo pela maioria, é comum. Então nos entregamos sem reflexão a "receita de bolo". Logo em seguida, vem a acomodação e o início da bola de neve de problemas que surgem, gerando aquela pergunta: Como isso foi acontecer?
É muito importante, refletir, debater, ter opinião, estudar, para assim termos um discernimento maior e não acabarmos fazendo algo errado só porque parece comum e todos fazem.

Paz e luz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 15 de Setembro de 2011, 20:56
Um fator que atrapalha bastante a aventura de todos na matéria, é o lado negro do Senso Comum. A maioria de nós encarnados, deixa prevalecer o lado animal, e acaba por entrar no ciclo de "não opinião", o que já estiver estipulado ou o que a maioria faz deve ser feito, ou é o certo, mesmo que na verdade esteja errado.
Isso caracteriza mais uma fuga inconsciente da realidade. Acabamos por evidenciar e viver costumes que as vezes nem concordamos totalmente, algo no íntimo nos diz que tal costume é inútil, supérfluo e vai nos fazer mal, mas acabamos fazendo pois já era feito a muito tempo pela maioria, é comum. Então nos entregamos sem reflexão a "receita de bolo". Logo em seguida, vem a acomodação e o início da bola de neve de problemas que surgem, gerando aquela pergunta: Como isso foi acontecer?
É muito importante, refletir, debater, ter opinião, estudar, para assim termos um discernimento maior e não acabarmos fazendo algo errado só porque parece comum e todos fazem.

Paz e luz!

Prezado Renato, vejo coerência, no seu post, e lamentavelmente esse comportamento é bem mais real do que parece ser...

Peço-lhe vênia para acrescentar um chamamento que estava a preparar num estudo...
Postarei, algumas linhas e juntarei um pdf com pensamento mais amplo, para me manter dentro das normas do forum...

eis a manchete:

A divina aventura do mergulho do Espírito na matéria produz uma imensa variedade de conhecimentos, compreensões e percepções, que de outra forma seriamos incapazes de aquilatá-las...

Conhecimentos, compreensões e percepções, essas, que doravante denominaremos didaticamente comoções...

Só o palpitar dos nossos corações são incapazes de torná-las (as comoções) perceptíveis a nós na nossa senda individual de aprendizados...

Anexo um pdf.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 16 de Setembro de 2011, 14:30
Amados Irmãos,
Na regeneração, pensam muitos que tudo será só flor...
Haverá muitas flores sim... Mas misturas de raizames também serão motivos de muitas quedas...

Quando estudando o comportamento de outrem, e percebemos que algo que outrem faz e a forma como se comporta, a maneira como faz, como vive, como trabalha, como reage, quando nos parece antipático, mal educado, chuta latinhas, ouve som incomodativo, nos parece grosseiro, anti-caridoso, cruel, maldoso, sarcástico, desleal, indigno, atrevido, bajulador, esnobe, prepotente, ou quaisquer outras imperfeições de caráter que nos incomode e ou nos irrite, não devemos deixar de lado, e evitar julgamentos...
Só que esse julgamento deve ser feito unicamente para a nossa mente...
Jamais deve ser divulgado...
Assim como não devemos nos esforçar para ignorá-los...

Pelo contrário, devemos prestar bastante atenção porque todas as imperfeições que notamos em outrem estão em quantidade igual ou superior em nosso próprio psiquismo, à espera de educação...

Esta é uma atitude psíquica-mental, de auto-proteção para nos manter na zona de conforto, que tanto almejamos para nos parecer que somos felizes e melhores...

O estudo filosófico do comportamento cognitivo, nos informa que essa comportamento defensivo é natural e está presente em todos nós, sem exceção, e desde longos séculos os abafamos em nós, para evitarmos sofrimentos, o que é uma atitude natural, da qual não devemos nos envergonhar...
Vergonha, é continuar tentando mantê-la escondida, abafada, “inrrustida”, e não nos comportarmos de maneira pró-ativa a nosso favor, porque já nos amamos e queremos o melhor para nós, então tratemos de pesquisar em nós próprios e em nós identificaremos as mesmas imperfeições que outrem praticam e nos causa tanta irritação, exatamente porque está nos avisando que aqueles comportamentos também nós os temos agregados em nossos hábitos e precisamos sim, nós é que realmente os precisamos educá-los.

Esta é a moderna fórmula de aplicação do conheça-te a ti mesmo, descrita desde o oráculo, que há milênios está descrita para nosso uso, mas que a ignorância que havia em nós nos impedia de percebê-las...

Atualmente as ciência da psicologia cognitiva, que recebeu um vigoroso aliado contemporâneo B.F.Skinner, exatamente tão criticado pela mesma razão da dificuldade de aceitação, nos convida a revivenciar esse aprendizado, via sua filosofia...
O mesmo o fez Sócrates, Sto. Agostinho, a Codificação, e nós permanecemos teimosos e turrões, afirmando que não depende de nós executarmos as mudanças, que elas virão pelas graças de Deus, por isso de graça sem esforços de nossa parte, e outros que afirmam que afirmam que temos de adotar um comportamento de isolamento, que a vida de relação não nos ajuda a nos melhorarmos, e tantas outras atitudes de comportamentos defensivos...

Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 16 de Setembro de 2011, 17:16
Forista Moura,
 amigos do fórum - Boa Tarde
Com muito amor no coração.
 
Fica difícil compreender a doutrina quando se impõe limites no seu estudo sem ao menos tentar perceber se esses conhecimentos podem ser refutáveis e se obedecem ao princípio pelo qual o reconhecimento da ciência do espírito se faz.

Nesta matéria dos elementais o Livro dos Espiritos apresenta algumas luzes que passarei a citar.

538 Os Espíritos que dirigem os fenômenos da natureza formam uma categoria especial no mundo espírita? São seres à parte ou Espíritos que estiveram encarnados como nós?
– Que estiveram ou que estarão.
538 a Esses Espíritos pertencem às ordens superiores ou inferiores da hierarquia espírita?
– Isso é conforme seja mais ou menos material ou inteligente o papel que desempenham. Uns comandam, outros executam. Aqueles que executam as coisas materiais são sempre de uma ordem inferior, entre os Espíritos como entre os homens.
539 Na produção de alguns fenômenos, as tempestades por exemplo, é um Espírito que age, ou se reúnem em massa?
– Em massas inumeráveis.
540 Os Espíritos que exercem ação sobre os fenômenos da natureza agem com conhecimento de causa, pelo seu livre-arbítrio, ou por um impulso instintivo ou irrefletido?
– Uns sim, outros não. Façamos uma comparação: imaginai essas imensidades de animais que pouco a pouco fazem sair do mar as ilhas e os arquipélagos, acreditais que não há nisso um objetivo providencial e que essa transformação da superfície do globo não seja necessária para a harmonia geral? Esses são apenas animais da última ordem que realizam essas coisas para proverem suas necessidades e sem desconfiarem que são os instrumentos de Deus. Pois bem! Do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto; enquanto ensaiam para a vida e antes de ter plena consciência de seus atos e seu livre-arbítrio, agem sobre alguns fenômenos dos quais são agentes inconscientes. Executam primeiro; mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material; mais tarde ainda, poderão dirigir as coisas do mundo moral.
 É assim que tudo serve, tudo se encaixa na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que começou pelo átomo; admirável lei de harmonia da qual vosso Espírito limitado ainda não pode entender o conjunto.
é bem evidente o uso da palavra de nosso grande impacto evolutivo Espírito e Espíritos.
Assim como aparece no CapI- Livro 2º- Dos Espiritos 76, 77, 78, 79, 82, 91, 103
103 Nona classe. Espíritos Levianos – São ignorantes, maliciosos, inconseqüentes e zombeteiros. Envolvem-se em tudo, respondem a tudo, sem se preocupar com a verdade. Comprazem-se em causar pequenos desgostos e pequenas alegrias, atormentar e induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados sob os nomes de duendes, trasgos4, gnomos, diabretes.
Estão sob a dependência dos Espíritos Superiores, que se utilizam deles, muitas vezes, como fazemos com os nossos servidores.
Nas suas comunicações com os homens, a linguagem é algumas vezes espirituosa e engraçada, mas quase sempre sem profundidade. Compreendem os defeitos e o ridículo humanos, exprimindo-os em tiradas mordazes e satíricas. Se usam nomes supostos, é mais para se divertir connosco do que por maldade.

Como o irmão Moura já afirmou aqui no fórum em vários debates a sua posição pouco receptiva a outros nobres divulgadores da doutrina e da qual posição eu não comungo fica difícil referenciá-los a si; mas como isto é um debate aberto a todos nós;  aqui vai mais um testo de Vladimir- Bahia, Brasil que fala sobre esta questão dos elementais.

Na entrevista que concedeu, Divaldo Franco AFIRMOU QUE OS ELEMENTAIS EXISTEM. O grande orador espírita esclareceu que há, de fato, uma submissão hierárquica dos elementais a uma ordem superior de Espíritos, que os comandam e orientam. Alguns deles, diz Divaldo, "apresentam-se, não raro, com formas especiais, de pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado. Acreditamos, pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns vivem o período intermediário entre as formas primitivas e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas".
Divaldo acrescenta que os elementais desempenham inumeráveis tarefas (chuvas, tempestades, terremotos, etc.) e interferem nos fenômenos "normais" da Natureza sob a direção dos "Engenheiros Siderais" (Pergunta 536-b de O Livro dos Espíritos).


Existe realmente muita confusão entre o que é crendice e o que pode ser conhecimento espírita já que nesta área parece que há poucas referências e dúvidas hão-de haver muitas pois o nosso passado evolutivo as criou da melhor forma que pode para explicar os mesmos

No entanto eu  pergunto - porque referenciaria o Eminente professor Allan Kardec segundo orientação dos espíritos os mesmo.
E o facto de serem simples e rudimentares o que é que isso significa em termos de evolução de reencarnação do espírito.

Eu prefiro ficar com aquela famosa frase de que o meu espírito ainda não pode compreender certas verdades inerentes a toda a humanidade e reconhecendo também as minhas limitadas capacidades actuais de estudos que não tenho. Por isso mesmo é que também não vou mais falar sobre a questão do perispírito porque o que sei sobre o mesmo basta-me para o que sou até peço desculpa pelo atrevimento em querer ir mais além numa matéria que ainda é tão pouco aceite e compreendida no mundo.  Mas tenho muito respeito pelos seus divulgadores.

Por hora é tudo e sem fazer grande alarde irmão Moura aqui quem escreve é uma irmã.

Muita paz


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 16 de Setembro de 2011, 17:27
620 A alma, antes de sua união com o corpo, compreende a lei de Deus melhor que depois de sua encarnação?

– Compreende-a conforme o grau de perfeição que atingiu e conserva disso a lembrança intuitiva depois de sua união com o corpo; contudo, os maus instintos do homem o fazem esquecer-se dela.

634 Por que o mal está na natureza das coisas? Eu falo do mal moral. Deus não poderia criar a humanidade em condições melhores?

– Já vos dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. Deus deixa ao homem a escolha do caminho. Tanto pior se tomar o mau: sua peregrinação será maior. Se não houvesse montanhas, o homem não compreenderia que se pode subir e descer, e, se não houvesse rochedos, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito adquira experiência e para isso é necessário que conheça o bem e o mal; é por essa razão que há a união do Espírito ao corpo.

784 A perversidade do homem é muito grande. Não parece recuar em vez de avançar, pelo menos do ponto de vista moral?

– Engano vosso. Observai bem o conjunto e vereis que o homem avança, uma vez que compreende melhor o que é o mal e a cada dia corrige abusos. É preciso o mal chegar a extremos para fazer compreender a necessidade do bem e das reformas.

172 Nossas diferentes existências corporais se passam todas na Terra?

– Não, nem todas, mas em diferentes mundos. As que passamos na Terra não são nem as primeiras nem as últimas, embora sejam das mais materiais e mais distantes da perfeição.

E muitos ainda acham que o ser humano está logo abaixo do angelical em relação à escala evolutiva.
Falam em conhecer a si mesmo, e pensam como homens e se esquecem que no nosso âmago somos todos espíritos, levando estes pensamentos para o além tumulo, se tornando espíritos humanizados.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 16 de Setembro de 2011, 17:30
Amigo Oliva.
primeiro, não sou pouco receptivo a nenhum Espírito.
Se o fosse não trabalharia com tantos.
Só não aceito que suas idéias sejam postas como doutrina, pois não passam de opiniões pessoais, aliás, o próprio Emmanuel já disse o mesmo sobre suas intervenções e por escrito numa obra psicográfica do Chico.
São opiniões e estas podem ser boas ou não, mas não serão doutrina se não passaram pelo CUEE vide ESE, LE etc.
Conquanto falemos em elementais, continuo a explicar que estes formam denominação de outra doutrina, ou seja da Escola Teosófica de Mme, Blavastky

os Espíritos que presidem os fatos ou alções da natureza, não são os Elementares, mas Espíritos que os vemos explicados na primeira parte de seu post.
Os Elementares são aqueles que se incumbem do feito, seguindo ordens dos primeiros.
Esta a minha colocação.
Abração,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 16 de Setembro de 2011, 17:59
Amados Irmãos,
Alhures postei, mas peço vossa vênia para aqui replicar, posto que embora tratando de temas diferentes o fundo é semelhante, e pode ser esclarecedor para alguém, e se nosso estudo pessoal de alguma forma puder ser útil a outrem Louvado seja N.S.J. o Cristo.
Áquele que jugar inservível, não importa, Louvores também sejam manifestos.

A mais singela conquista interior corresponde para a nossa alma a horizontes novos, tanto mais amplos e mais belos, quanto mais bela e mais ampla se faça a nossa visão espiritual.

ANDRÉ LUIZ em VOZES DO GRANDE ALÉM - 2ª Ed. FEB, 1974 -12 –
Livro dos Espíritosos- Conclusão VII –

A modificação do plano mental das criaturas ninguém jamais a impõe: é fruto de tempo, de esforço, de evolução.
Esfalfamo-nos, bastas vezes, diligenciando impor a fé religiosa naqueles que amamos esquecidos de que o Criador lhes consagra mais amor que nós mesmos.
No entanto, se a Divina Providência no-los confiou, decerto aguarda algo de nossa cooperação no amparo a eles e, assim, não podemos abandoná-los ao vento da provação.
Nenhum cultivador logra desentranhar com as próprias mãos os princípios da semente, cujo embrião possui um instante próprio de desacolchetar envoltórios e desabrochar à plena luz.
Ama-os, trabalha e prepara com eles e junto deles o futuro melhor, na convicção de que, se os mais elevados anseios humanos são compelidos a esperar pelo “momento de Deus”, não nos é lícito relegar para Deus as obrigações que nos competem.
ANDRÉ LUIZ em NO MUNDO MAIOR - 7ª Ed. FEB, 1977 -1
SOL NAS ALMAS - 3ª Ed. CEC, 1974 - Sol nas Almas. Pelo Espírito André Luiz. 3. ed. Uberaba, MG, CEC, 1974.
Allan Kardec.
O CÉU E O INFERNO - 36ª Ed. FEB, 1967 -3/7

O plano evolutivo, conforme nos é amplamente ensinado, não é imposto de cima para baixo, antes porem, é concedido do indivíduo para o conjunto de indivíduos.
A Codificação, esclarece meios de tornar mais célere esse plano evolutivo, quando nos conscientizamos de que se ao invés de evoluirmos individualmente, façamos a individuação da nossa evolução.
Parece semelhante mas não o é.
A individuação é a conscientização de sozinhos somos pouco eficazes, porém eficientes para nos desenvolvermos...
Ora, um medicamento do tipo homeopático é eficiente, mas carece de longo prazo para que sua ação se torne eficaz...
Esta bendita doutrina nos ensina, a sermos eficientes e eficazes, via individuação, para forrarmos dores desnecessárias, mas enfim... A cada um segundo a sua obra...

Saúde e Paz!

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/1035/#ixzz1Y8SZ8fZP
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 16 de Setembro de 2011, 18:26
Acho que ainda não fomos expulsos do Éden mas, continuamos nos envenenando com o fruto da árvore do conhecimento.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 16 de Setembro de 2011, 19:07
Bela alegoria mano Kao!
Abração,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 16 de Setembro de 2011, 19:09
O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.

Capítulo II - Noções Elementares de Espiritismo 104- O Espiritismo ensina pouco quanto a verdades absolutamente novas, em virtude do axioma de que nada há de novo sob o Sol. Não há verdades absolutas senão aquelas que são eternas; as que o Espiritismo ensina, estando fundadas sobre as leis da Natureza, existiram de todos os tempos; por isso delas se encontram os germes que um estudo mais completo e observações mais atentas têm desenvolvido. As verdades ensinadas pelo Espiritismo são, pois, antes conseqüências que descobertas.
O Espiritismo não descobriu nem inventou os Espíritos, nem descobriu o mundo espiritual, no qual se acreditou em todos os tempos; somente ele o prova por fatos materiais e o mostra sob sua verdadeira luz, livrando-o dos preconceitos e das idéias supersticiosas que engendram a dúvida e a incredulidade.

Com estas palavras dou-me por satisfeita respeitando sempre suas opiniões.
Muita paz


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Taprobana em 16 de Setembro de 2011, 21:57
Não elevando a consideração que tenho por si em conta por acima de todos os outros que aqui estão presentes, sinto necessidade de expressar o meu agradecimento à sua partilha, filhodobino.

Acho que ainda não fomos expulsos do Éden mas, continuamos nos envenenando com o fruto da árvore do conhecimento.

Kazaoka, seria possível concretizar melhor esta sua opinião?

Já me confessei agnóstico (http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnosticismo) neste fórum, e confesso agora também o meu “agnosiologismo”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnoseologia)

De facto a procura que aqueles que como eu levam a cabo, no sentido de encontrar através da razão, dos sentidos, da imaginação ou do pensamento o entendimento acerca do que é a real natureza das coisas não está nem nunca estará resolvida.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 17 de Setembro de 2011, 00:03
Temos uma sede muita grande por conhecimento, porque sabemos que ele nos faculta os meios necessários ao nosso crescimento em todos os campos. E, a nós espíritas, que temos ciência da necessidade do estudo e da compreensão do que estudamos, precisamos agora é vivenciar o nosso aprendizado. Somos vanguardeiros no estudo da problemática do Espírito humano e pouco uso fazemos disso. Aplicamos muito pouco do que sabemos, não só em benefício do próximo como, também, em favor de nós mesmos.
Podemos afirmar com segurança que sabemos mais do que fazemos. E, ainda mais grave, usando de falsa modéstia, achamos que não estamos devidamente preparados para alçarmos nossos primeiros voos, alargando nossos horizontes. Se a vida é eterna a necessidade de aprendizado também é! Não nos iludamos com a idéia que temos muito a aprender se não usamos o pouco que já sabemos!

"A quem muito tem, mais será dado. E o que pouco tem, até o pouco lhe será tirado"
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 17 de Setembro de 2011, 00:22
Amados do meu coração, que a paz que o mundo não pode nos dar, posto que é ilusão, esteja inteirinha em todos os corações...  Saúde e Paz!

Na seleção de nossas preferências, posto que somos todos livres, para fazermos nossas escolhas, que idéia mais inteligente, alguém sugeriria à mãe natura, para induzir um espírito em evolução, ou seja um evoluendo a fazer ligeiras mudanças de afinidades para se adaptar melhor ao que melhor lhe proporcione opções de evolução?

Só mesmo o divino mergulho do Espírito na matéria propiciaria opções de reforço ao seu mentalismo comportamental e psíquico, posto que há sutis diferenças, que em sendo reforçadas e repetidas formam conceitos...

Assim é que desenvolvemos e educamos o que alguns chamam de ego, e eu passei a denominar, para meu entendimento essência.
 
Por isso peço vênia para replicar o que já postei alhures, pois, não é questão de semântica, mas assunto igual produz entendimentos diferentes aplicados a diferentes situações.

Anexo pdf.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 17 de Setembro de 2011, 00:27
Temos uma sede muita grande por conhecimento, porque sabemos que ele nos faculta os meios necessários ao nosso crescimento em todos os campos. E, a nós espíritas, que temos ciência da necessidade do estudo e da compreensão do que estudamos, precisamos agora é vivenciar o nosso aprendizado. Somos vanguardeiros no estudo da problemática do Espírito humano e pouco uso fazemos disso. Aplicamos muito pouco do que sabemos, não só em benefício do próximo como, também, em favor de nós mesmos.
Podemos afirmar com segurança que sabemos mais do que fazemos. E, ainda mais grave, usando de falsa modéstia, achamos que não estamos devidamente preparados para alçarmos nossos primeiros voos, alargando nossos horizontes. Se a vida é eterna a necessidade de aprendizado também é! Não nos iludamos com a idéia que temos muito a aprender se não usamos o pouco que já sabemos!

"A quem muito tem, mais será dado. E o que pouco tem, até o pouco lhe será tirado"
Kazaoka,
Concordo em muito no que diz, mas não é o fato de sermos Espíritas que nos faz privilegiados em elevação Espiritual, mas sim que procuramos o caminho de forma mais racional ( no Ocidente) e temos muitos esclarecimentos que talvez outras doutrinas cristãs não passem.  ::)
Quantos conhecem várias doutrinas profundamente no dizer intelectual, mas não aplicam na totalidade seus ensinamentos, ou são apenas grande pesquisadores, não seguem nenhuma?
O mundo teve a mensagem de Jesus há 2011 anos atrás,  Buda  entre os séculos VI e IV a. C antes Krishna, e o mundo continua muito avançado cientificamente, mas moralmente não acompanha.
Não basta estudar para que o Espírito se torne puro, é preciso experimentar e vivenciar os ensinamentos. Se fosse fácil só através do conhecimento, ninguém neste mundo erraria mais.
Por outro lado , acho sim que usamos pouco do que sabemos, não gosto desta acomodação também de deixar pra próxima, façamos agora o que nos é possível dentro do nosso adiantamento, mas para fazer tem que sentir e não apenas conhecer e seguir regras de conduta.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Renato.Oliv em 17 de Setembro de 2011, 00:45
Temos uma sede muita grande por conhecimento, porque sabemos que ele nos faculta os meios necessários ao nosso crescimento em todos os campos. E, a nós espíritas, que temos ciência da necessidade do estudo e da compreensão do que estudamos, precisamos agora é vivenciar o nosso aprendizado. Somos vanguardeiros no estudo da problemática do Espírito humano e pouco uso fazemos disso. Aplicamos muito pouco do que sabemos, não só em benefício do próximo como, também, em favor de nós mesmos.
Podemos afirmar com segurança que sabemos mais do que fazemos. E, ainda mais grave, usando de falsa modéstia, achamos que não estamos devidamente preparados para alçarmos nossos primeiros voos, alargando nossos horizontes. Se a vida é eterna a necessidade de aprendizado também é! Não nos iludamos com a idéia que temos muito a aprender se não usamos o pouco que já sabemos!

"A quem muito tem, mais será dado. E o que pouco tem, até o pouco lhe será tirado"

Irmão Kazaoka,

Cada um caminha para a perfeição de forma diferente, uns precisam de mais tempo, mesmo tendo conhecimento, não conseguem vivenciar de imediato, já outros tem condições de vivenciar e avançar mais rápido. Os que não conseguem aplicar, estão pelo menos tentando, tenho certeza disso, mas como suas imperfeições são fortes, acabam caindo várias vezes, e a cada queda, se levantam melhores, com mais força.
Achar que todos nós Espíritas devemos agir 100% com o que aprendemos, logo após adquirir conhecimento, está errado, como falei, cada um precisa do seu tempo para ir aplicando, vivenciando, através dessa e das nossas próximas encarnações.
Sempre temos de ter cautela, para o orgulho não tomar conta. O que sabemos, são dicas para avançar mais na evolução, nem fazemos ideia de muitos outros conhecimentos que existem, onde, com certeza, serão elucidados no futuro.
Todos nós conseguiremos, mas cada um em seu devido tempo.

Paz e luz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 17 de Setembro de 2011, 02:35
Deixamos de realizar muita coisa pelo nosso medo de errar.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 17 de Setembro de 2011, 03:22
"Saulo de Tarso, numa única encarnação, assassinou Estevão e se tornou o maior apóstolo do Cristianismo."

"Pedro negou Jesus por três vezes no mesmo dia e, mesmo assim, se transformou na pedra fundamental da igreja nascente."

"Pôncio Pilatos absteve-se de exercer a justiça e condenou a si próprio."

E nós, o que podemos ter feito de tão grave que não sentimos dignos de professar e exercer o que temos aprendido? Será que somos tão imperfeitos a ponto de termos o conhecimento e não sermos capazes de aplicá-los? Será que temos que nos sentir "santo" para fazer o que é atribuido a "querubins"?
Precisamos nos desvencilharmos da falsa humildade e da falsa modéstia e assumirmos perante Deus e perante nós mesmos, a direção de nossas existências e do nosso futuro, pois ele está nas nossas mãos e na dependência do bom uso que fazemos com o saber que já dispomos.
Se a Terra há de entrar em um estágio de mundo regenerador é por que os Espíritos que aqui habitam assim a promoverão. E isso será conseguido com trabalho, esforço, empenho, vontade, coragem, decisão por parte dos responsáveis por essa edificação. E, que por sinal, somos nós. Tudo isso baseado em um aprendizado que estamos acumulando desde que nos tornamos Espíritos. Nossa hora é agora e não estamos aqui, presos à matéria, sabedores de tudo que já sabemos, para sermos punidos pelo que já fizemos.
Com o grau de conhecimentos que temos, e pelo que conhecemos sobre justiça Divina, merecemos punição não pelo que fizemos no passado, sim pelo que deixamos de fazer hoje para o nosso amanhã. E isso vale para tudo em nossa vida, tanto na espiritual como na material, também.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 17 de Setembro de 2011, 13:02
Kazaoka, bom dia,
Quanto tempo tem o Cristianismo? 2011 anos.
O que ocorreu neste período, idade das trevas, depois evolução intelectual e científica acelerada, mas a evolução moral acompanhou na mesma proporção?
Penso que não, talvez um pouco.
Quanto tempo tem o Espiritismo? 150 anos e a maioria não é adepta ao mesmo.
Olhando o movimento Espírita, você acha que todos que o abraçaram realmente compreende os ensinamentos ou alguns ainda o transformam como uma religião salvacionista?
Veja bem, não me cabe aqui uma crítica ácida ao Espiritismo e sim uma análise séria de como o Espiritismo está sendo visto pela maioria que o abraça.
Quantos entenderam realmente que não basta abraçar o Espiritismo e suas práticas de caridade que vai mudar o  seu intimo?
E que a mudança tem que ser, sentida, que o Espiritismo é um dos caminhos para o auto-conhecimento para melhora moral do individuo, se ele apenas quiser.
E Para isso não basta frequentar o Centro e se engajar em obras sociais.
O Espiritismo veio esclarecer as palavras de Cristo que estavam obscurecidas, restaurar os valores, acabar com os milagres , o fanatismo cego, apelar para razão, mostrar que somos espíritos eternos em aperfeiçoamento e não homens fadados ao Inferno ou Paraíso. Mostrar que seu melhoramento só depende de você, independente da religião que abrace, portanto seus esclarecimentos servem para todos, para humanidade em geral, ele não segrega porque não é religião, não é separatista. Todos entendem assim?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: rosana medaglia em 17 de Setembro de 2011, 13:20
 :D muito bom!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 17 de Setembro de 2011, 14:26
Deixamos de realizar muita coisa pelo nosso medo de errar.

O que causa o medo de errar?
Eu busquei a questão do medo, porque acho fundamental para estudar o que trava o auto-conhecimento.
O que é o medo de errar, de perder, de se machucar? porque o medo paralisa as ações ?
Se nós não formos a fundo nesta questão vamos ficar no estudo superficial.
Esse medo não é seu, todos nós temos, mas qual a causa do medo?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 17 de Setembro de 2011, 15:42
Amados Irmãos,
Que a paz que o mundo não pode nos dar, posto que é ilusão, mas o Cristo no-la prometeu, esteja em todos os corações, e proporcione a todos foristas um excelente final de semana.

O Medo.

Na essência imanente do “ser”, não há medo...
Na essência imanente do “ser”, há destemor...
Imanente: É o que não desaparece, é perene, que existe sempre, e é privativo do “ser”, é parte integrante do “Eu” desde a luz do primeiro dia.

Medo é comportamento adventício de reforço da prerrogativa de autodefesa.
Assim como é adventício, também o é parte componente das razões inventadas...
Tem suas origens na superstição...
Mas também tem origens na razão, quando advém de experiências pessoais traumáticas sejam: físicas, morais ou mentais...
O medo é real, tem existência e poder controlador do comportamento...
Os tratamentos são individuais, e nenhuma receita coletiva é suficientemente eficiente e eficaz na sua erradicação.
O conhecimento, a experiência do mergulho do indivíduo na matéria, tanto produz medo na descida, quanto o elimina na subida.
O medo tem pequenos motivos refreadores em determinadas situações que até se tornam úteis, razão pela qual existe e de certa maneira mantido.
A fé racionada, bem compreendida muito contribui para sua eliminação, posto que com medo não se possa pensar em atenuar, pois sendo visceral intuitivo, retorna às vezes até mais potente.
Sendo o medo um conceito irracional subjetivamente inventado para oferecer reforço no comportamento de auto proteção, pode ser tratado pelo próprio interessado, sendo, todavia de solução mais lenta...
O divino mergulho do Espírito na matéria, em suas reencarnações possui ferramentas excelentes para esse tratamento, mas requer fé, razão, paciência, perseverança, estudo, auto conhecimento e bondade consigo mesmo, e melhor para com outrem na vida de relação.
Quando patológico, precisamos de ajuda das ciências médicas psicológicas.

Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 17 de Setembro de 2011, 16:16
A insegurança é uma manifestação do sentimento que desencoraja o indivíduo a ser provado em situações que defronta, tomando esta insegurança, os contornos do medo. Somos tanto mais amedrontados quanto menos seguros nos sentimos. Nas questões do Espírito a insegurança é resultado da fragilidade que sente diante das situações que o envolva e que estão fora do modelo por ele conhecido. O Espírito inseguro na matéria, entrega-se às atitudes viciosas humanas, ao pensamento retrógrado e apelidado de "conservadorismo", torna-se resistente aos impulsos inovadores e resistentes a novos aprendizados. Para o inseguro, tudo parece uma grande ameaça ao modelo estabelecido e nada compensa o risco da "estabilidade" que ele imagina viver e que, na verdade, não existe. Tudo se movimenta, o universo é dinâmico, como é dinâmica, também, a vida. Insegurança, medo, temor, receios são facetas de um instrumento que exige habilidade de quem com ele lide. E habilidade é uma virtude adquirida com treinamento, estudo e prática. Está é a receita para dominar o instinto, a arma e o instrumento chamado medo.   
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 17 de Setembro de 2011, 16:29
A quem pertence o medo, ao Espírito ou ao corpo material?

605 Se considerássemos todos os pontos de contato entre o homem e os animais, não poderíamos deduzir que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se não tivesse essa última, poderia viver como o animal? De outro modo, pode-se considerar que o animal é um ser semelhante ao homem, tendo menos alma espírita? Isso não significaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma dessas duas almas?

– Não. O homem não tem duas almas; mas os corpos têm instintos que são o resultado da sensação dos órgãos. Há nele apenas uma dupla natureza: a natureza animal e a natureza espiritual. Pelo seu corpo, participa da natureza dos animais e seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.

O medo faz parte dos instintos dos corpos e em meu entendimento, esta ligado às leis de destruição e conservação.

634 Por que o mal está na natureza das coisas? Eu falo do mal moral. Deus não poderia criar a humanidade em condições melhores?

– Já vos dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. Deus deixa ao homem a escolha do caminho. Tanto pior se tomar o mau: sua peregrinação será maior. Se não houvesse montanhas, o homem não compreenderia que se pode subir e descer, e, se não houvesse rochedos, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito adquira experiência e para isso é necessário que conheça o bem e o mal; é por essa razão que há a união do Espírito ao corpo.

O espírito sendo criado simples e ignorante, não conhece nem o bem e nem o mal, e para adquirir este conhecimento é que se liga a um corpo material. Ao mesmo tempo que transmite sua vontade ao corpo através do fluido intermediário, recebe do corpo material as suas impressões, percepções e instintos. O medo faz parte deste processo, e pode transmitir ao espírito as sensações deste a ansiedade até o pavor.

Para o corpo é uma sensações instintivas e automática, onde ele deverá tomar a decisão de defesa, ataque ou fuga.

Para o espírito que é o ser pensante, dependendo da sua elevação, pode leva-lo a pertubação mental.





 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 17 de Setembro de 2011, 17:25
A insegurança é uma manifestação do sentimento que desencoraja o indivíduo a ser provado em situações que defronta, tomando esta insegurança, os contornos do medo. Somos tanto mais amedrontados quanto menos seguros nos sentimos. Nas questões do Espírito a insegurança é resultado da personalidade volúvel, susceptível de fácil alterações em função da situação que o envolva. O Espírito inseguro na matéria entrega-se às atitudes viciosas humanas, ao pensamento retrógrado e apelidado de "conservadorismo", torna-se resistente aos impulsos inovadores e resistentes a novos aprendizados. Para o inseguro, tudo parece uma grande ameaça ao modelo estabelecido e nada compensa o risco da "estabilidade" que ele imagina viver e que, na verdade, não existe. Tudo se movimenta, o universo é dinâmico, como é dinâmica, também, a vida. Insegurança, medo, temor, receios são facetas de um instrumento que exige habilidade de quem com ele lide. E habilidade é uma virtude adquirida com treinamento, estudo e prática. Está é a receita para dominar o instinto, a arma e o instrumento chamado medo.   
Certo Kazaoka, o medo provem da insegurança, da ignorância e do instinto de sobrevivência, mas você tocou num ponto fundamental, até que ponto queremos largar a zona de conforto, que o condicionamento social nos causa para levar adiante um objetivo, uma meta, atingir um maior conhecimento de nós mesmos?
Veja bem, a criança nasce num determinado núcleo social, a principio desconhece o perigo, temos que ampará-la e orientá-la, ela vai então acreditando numa série de verdades pré concebidas deste núcleo que ela está inserida.
Como é dada esta educação a esta criança? Medo de Deus? Medo de ser rejeitada? Medo de errar porque é vergonhoso? Medo da pobreza? Medo de ser aceito ou não em determinado núcleo? Quanto à maneira de ser desta criança e seus talentos e espontaneidades podem estar sendo sufocados pela imposição comportamental deste núcleo que ela convive?
É neste ponto que eu quero chegar.
O erro faz parte da vida, ninguém acerta 100%, não se tem que ter medo de errar e nem vergonha, o erro vem para corrigir, aprender. Romper com a estagnação, ou com padrões requer atitudes e correr riscos. Se eu não me engano Jesus nos deixou o maior exemplo disso.
Foi marginalizado crucificado e não abandonou seu propósito. Ele conseguiria se tivesse se enquadrado na sociedade da época? Lógico que não.
Qual o maior exemplo de Jesus se não o desapego a valores sociais vigentes na sua época? Aos valores materiais que o projetariam com certeza com sua inteligência ao trono dos homens?
Penso que muito dos nossos medos são impostos socialmente exatamente pela rigor da perfeição social que é imposta desde criança.
Não que não deva educar lógico que sim, os valores morais têm que ser passados. Mas dentro do egoísmo humano, do apego aos valores relativos, os valores morais e o ensino espiritual ficam em segundo plano.
Exemplo: Educação rigorosa ao extremo.
Um filho rebelde ou agitado, ele é só isso? Um problema?
Não, ele tem seus talentos, ele tem que ser dirigido e não só repreendido. Ele não tem que atender a absolutamente todas as  expectativas impostas, ele tem as dele, que não são necessariamente iguais as dos pais. Se ele se atreve além do que deve, é rigorosamente castigado. Mas alguém mostrou a ele o valor da sua ação? Alguém perguntou qual foi a sua intenção? Alguém viu nessa criança o porquê do seu ato de rebeldia? Alguém tentou fazê-lo canalizar essa sua agitação para algo que lhe atribuísse algum benefício?
Isso causa várias reações típicas, a primeira, pode inibi-lo completamente diante da vida, se torna um eterno dependente com medo de assumir suas ações para não errar, ou pode torná-lo um eterno revoltado diante da vida com a auto-estima no pé, mesmo que lhe mostre seu valor, não acredita, não consegue ver, ou pode se tornar alguém socialmente correto, mas extremamente crítico e tão intolerante quanto ao modelo que teve e se torna um hipócrita, esconde seus erros, não assume, calca valores errôneos e externos como projeção social, dinheiro e prestígio para ser aceito e querido, mas a sua essência está tão obscurecida quanto ao que tomou o caminho da rebeldia. Ambos não se sentem amados ou aceitos pelo o que são e sim pelo o que ensinaram que deveria representar.

O erro é sempre dos pais? Não, o Espírito já trás a sua carga a ser corrigida, sabemos disso, vai estar aonde deve e com quem deve para aprender a se desvencilhar de seus erros, mas sucumbe se focar o conhecimento de si mesmo nos fatores externos a ele.

Quantos medos imaginários adquirimos no convívio social, que inibem nossas ações e nos forçam a comportamentos errados ou corretos que nem sequer analisamos?

Ir a fundo no auto-conhecimento é ver profundamente o porque de seus erros , defeitos, remorsos culpas e enxergá-los, principalmente ,não culpar a ninguém por eles, e tomar atitude diante da vida.

Muito difícil, mas possível, se viéssemos prontos como Jesus não erraríamos como pais e nem como filhos e teríamos já alcançado a plenitude almejada. É para isso que estamos na matéria.

Um abç
Hebe
 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 17 de Setembro de 2011, 18:00
O fulcro do medo está ligado ao desconhecimento, ou seja na ignorância.
Por não conhecermos algo, este temos ao desconhecido  faz criar a figura do dragão de sete cabeças.
Quando crianças, qual de nós não se sentia amedrontado com certas estorinhas infantis, como a da mula sem cabeça, ou contos sobre fantasmas etc?
É este desconhecer que nos leva a acionar automatizadamente,  tudo o que vocês falam.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: hcancela em 17 de Setembro de 2011, 18:36
Olá amigos(as)

No caso do medo, não me parece que seja algo de mal, desde que não se torne uma patologia , levando a doença, mas sim um sistema de alerta e desde que nos faça avançacom mais cuidado, e, não castrador.
É como a dor, que nada de mal é, e só a tem quem possui saúde.É um sistema de alerta que funciona a dizer que nos devemos tratar.
Nesta aventura terrena, o espirito por inerência evolutiva, terá avanços e recuos desde que o recuo seja uma forma de pensar na escolha do trajecto melhor.
Temos por norma incorreta a comparação de A ou B, mas todos teremos o nosso caminho, nem sempre o mais certo é óbvio, mas será o nosso quer queiramos ou não, e ele nos levará a tão almejada felicidade por caminhos tortuosos, mas serão nossos. :-*
Todos temos o nosso lugar e entrar nele é dificil mesmo, mas que fazer, ninguém o irá fazer por nós, não é verdade? Nem sequer adianta reclamar, temos de o fazer, e mais nada. Só aliviará esse caminho a compreensão do porquê da vida, coisa que o Espiritismo o faz muito bem, desde que o compreendemos e ao colocá-lo em prática, se torna de fato Consolador.

Muitos dizem que o Medo é a raiz de todos os males, compreendo o que quer dizer, mas também creio que ele (medo) é muito bom para nos alertar, e neste caso não é nenhuma raiz não, mas sim a flor que brilhará dentro de nós, depois dessa fase turbulenta, do tipo do Espirito que chega a casa cansado depois de milénios de trabalho, mas que brilhará para todo o sempre como Espirito (puro)-

Saudações fraternas
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 17 de Setembro de 2011, 20:30
Em meu entendimento, você esta correto Hcancela,

O meu é apenas um sinal, um alerta que o corpo passa para ao espírito, informando que algo esta errado, fora do controle e provocando desconforto.

Conforme a imperfeição/ignorância do espírito, este assimilará a informação e dentro dos seus conhecimentos, experiências adquiridas e o do seu livre arbítrio, irá tomar a decisão que achar melhor.

Portanto o medo não é o problema. O problema começa quando o medo é assimilado por espíritos imperfeitos e materializados que não admitem nenhuma espécie de perda ou divisão.


Olá amigos(as)

No caso do medo, não me parece que seja algo de mal, desde que não se torne uma patologia , levando a doença, mas sim um sistema de alerta e desde que nos faça avançacom mais cuidado, e, não castrador.
É como a dor, que nada de mal é, e só a tem quem possui saúde.É um sistema de alerta que funciona a dizer que nos devemos tratar.
Nesta aventura terrena, o espirito por inerência evolutiva, terá avanços e recuos desde que o recuo seja uma forma de pensar na escolha do trajecto melhor.
Temos por norma incorreta a comparação de A ou B, mas todos teremos o nosso caminho, nem sempre o mais certo é óbvio, mas será o nosso quer queiramos ou não, e ele nos levará a tão almejada felicidade por caminhos tortuosos, mas serão nossos. :-*
Todos temos o nosso lugar e entrar nele é dificil mesmo, mas que fazer, ninguém o irá fazer por nós, não é verdade? Nem sequer adianta reclamar, temos de o fazer, e mais nada. Só aliviará esse caminho a compreensão do porquê da vida, coisa que o Espiritismo o faz muito bem, desde que o compreendemos e ao colocá-lo em prática, se torna de fato Consolador.

Muitos dizem que o Medo é a raiz de todos os males, compreendo o que quer dizer, mas também creio que ele (medo) é muito bom para nos alertar, e neste caso não é nenhuma raiz não, mas sim a flor que brilhará dentro de nós, depois dessa fase turbulenta, do tipo do Espirito que chega a casa cansado depois de milénios de trabalho, mas que brilhará para todo o sempre como Espirito (puro)-

Saudações fraternas

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 17 de Setembro de 2011, 21:46
Boa tarde,
Penso que a dor é um alerta de que alguma coisa vai mal, o medo é um efeito ou causado por uma memória passada ou pela ignorância do que está por vir.
A dor está no presente, é real, o medo está preso ao passado ou na imaginação de algo que possa acontecer.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 17 de Setembro de 2011, 22:32
Para o espírito são apenas informações que os corpos passam através do fluido intermediário.

O espírito sendo o ser pensante e o princípio inteligente do universo, é ele quem vai assimilar estas informações de tomará as decisões conforme o seu estado evolutivo e dentro do seu livre arbítrio.

Como estamos em um mundo dos mais materialistas e dos mais distantes da perfeição, é preciso lutar muito contra as vicissitudes que a materialidade nos transmitem.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 17 de Setembro de 2011, 22:56
Para o espírito são apenas informações que os corpos passam através do fluido intermediário.

O espírito sendo o ser pensante e o princípio inteligente do universo, é ele quem vai assimilar estas informações de tomará as decisões conforme o seu estado evolutivo e dentro do seu livre arbítrio.

Como estamos em um mundo dos mais materialistas e dos mais distantes da perfeição, é preciso lutar muito contra as vicissitudes que a materialidade nos transmitem.
Então Lucazan temos que pensar bem como estamos assimilando o que o mundo material nos transmite através da experiência. Como a mente retorna as sensações através do estímulo.

Voltando ao medo, que na minha opinião é o maior entrave criado pela mente.

Alguns exemplos possíveis:

Medo de relacionamentos novos , por exemplo, pode ser causado ou por relacionamentos difíceis anteriores ou por memórias aflitivas de relacionamentos em casa. Imobiliza.

Medo de se dar mal num emprego: pode ser  insegurança causada por não ter conhecimento da própria capacidade, essa também tem origem lá atrás, ter sido prestigiado ou não na infância. Atrapalha o desempenho , às vezes nem passa na seleção.

Medo de errar numa nova ação: Pode ser medo se se expor ao ridículo, de ser mostrar incompetente. Pode ser inibição por já ter passado por isso ou orgulho, auto-crítica ferrenha. Imobiliza

Medo da dor moral ou física é sempre um produto mental baseado em experiências anteriores que é projetado para o futuro. O medo deve ser enfrentado sempre se não cresce e paralisa o progresso.

Todos nós sentimos medo, ninguém está isento, porém só erra quem faz, quem se expõe, quem rompe com barreiras e isso tem um mérito grande, porque através do erro é que nos conhecemos e nos corrigimos e não através do medo. O medo não leva a nada a não ser ao sofrimento. Não estou dizendo para ninguém ser inconsequente e pular no abismo, não entendam mal.
Estou só mostrando que o medo provoca comportamentos de defesa muitas vezes irreais  no momento presente. Causa mal estar, repete conflitos e causa dor e fracasso para Espírito nas suas ações que poderiam levá-lo a um caminho melhor.

Ah! Esqueci de citar um importantíssimo, o medo de sair da zona de conforto, pessoas ficam em relacionamentos conflituosos por ter medo de se verem sozinhas para enfrentar a vida, aturam tudo, se submetem, brigam mas não se separam, por que?
Vários motivos, perda de bens materiais, perda da companhia mesmo sendo conflituosa por não suportarem a solidão e por aí vai. Medo de criar os filhos sozinhos.
Dão N desculpas.

Um abç
Hebe 


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 18 de Setembro de 2011, 00:40
Só uma frase para se pensar.

"Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim."

Jean-Paul Sartre
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Setembro de 2011, 10:53
 Amigos do fórum muito Bom dia com muito amor no coração.

Peço desculpa por interromper o vosso diálogo sobre o medo mas como neste debate falámos de Deus,
 Espirito e matéria a trilogia do espiritismo o princípio de tudo o que existe; por isso se falou de perispírito e de fluido universal, e "espiritos", a importancia do amor - caridade, posicionamento evolutivo ao longo dos séculos;
- na questão dos espíritos  a doutrina diz: - necessário é que o espirito se una à matéria para intelectualizá-la.
mas eu estou com dificuldade em perceber completamente a questão 25a do livro dos Espiritos.
(compreendendo que o princípio Inteligente é fonte do elemento espiritual que virá a ser o espirito imortal)

25 O Espírito é independente da matéria ou é apenas uma propriedade dela, como as cores são propriedades da luz e o som uma propriedade do ar?

– Ambos são distintos, mas é preciso a união do Espírito e da matéria para que a inteligência se manifeste na matéria.

25 a Essa união é igualmente necessária para a manifestação do Espírito? (Entendemos, aqui, por espírito o princípio inteligente,e não as individualidades designadas sob esse nome).

Abraço
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 18 de Setembro de 2011, 12:09
Oliva, você fez menção a Trindade Universal. Conforme os ensinamentos dos Espíritos, estes são os elementos causais de tudo que existe.
Quando falamos em matéria animada, ou seja, seres vivos, podemos entender que dentro desta classe existem três grupos básicos. Os três têm um ponto em comum, que é o princípio vital, o que dá a vida como a entendemos.
No primeiro grupo podemos considerar todos os seres vivos destituidos de uma organização nervosa complexa (sem cérebro), ai temos os unicelulares, plantas, fungos, etc. Nesta classe existe apenas a vitalidade.
Na segunda classe enquadram-se os animais superiores, aqueles que por possuirem cérebro, tornam-se capazes de desenvolverem inteligência. Nesta classe, soma-se à vitalidade, o princípio inteligente. E, finalmente, no homem, animal que está no topo desta escala, além dos  princípios vital e inteligente, junta-se o fator moral e a consciência de si mesmo. A individualidade espiritual é dada pela consciência que o Espírito tem de si mesmo e do conhecimento da necessidade de evoluir.
Enquanto nos demais seres da criação a evolução se dá, exclusivamente, pela força das coisas, no homem, além dessa, ocorre o concurso do trabalho moral do Espírito.
Portanto, existem seres com Alma vital, seres com Alma vital e inteligente e, por último, o homem cuja Alma vital e inteligente tem um atributo que o diferencia do restante da criação, a Alma moral.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 18 de Setembro de 2011, 12:12
Cara Hebe,

Em resposta ao seu post 289, dentro do meu entendimento da DE. afirmo:

O medo é um instinto da matéria.

A relação de medos que você postou, se referem as imperfeições do espírito, como sabemos existem vários graus de evolução e cada espírito tem a sua visão da realidade conforme as suas crenças, experiência e conhecimento. Essa realidade geralmente é mal compreendida e mal explicada.

Quando uma pessoa alega ter medo de algo que ainda nem aconteceu, de uma possibilidade futura, isto vem do espírito e não da matéria. Na verdade eles não querem se expôs devido às vicissitudes que falam dentro do seu ser, pode ser por egoísmo, por vaidade, ambição, orgulho, etc...

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: fhespanhol em 18 de Setembro de 2011, 12:52
Desculpem, mas acho que o homem "humano" é fruto do meio em que vive. E carrega com ele por muitas encarnações os traumas e medos que agregou ao longo de sua existência. Como exigir que uma pessoa aja moral e sabiamente se a pessoa ão tem sequer noção do que sejam estes conceitos? Creio que para mudarmos os rumos em que a humanidade se encontra o caminho é a educação. Preparar uma pessoa para viver sem medos ou preconceitos e desenvolvendo seu amor-próprio e seu auto-conhecimento ajudando o indivíduo a cumprir sua missão neste mundo eis a chave. O ser humano é fruto do meio em que vive isto é fato leiam este texto de Claudio de Moura e Castro onde ele expõe estes fatos de forma bem clara:
Os meninos-lobo
"Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade
civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo"

Ilustração Atômica Studio

No velho conto de Rudyard Kipling Mogli, o Menino-Lobo, o autor descreve uma criança que, adotada por uma loba, cresce sem jamais haver usado uma só palavra humana, até ser encontrada e se integrar à sociedade. O conto é atraente, mas cientificamente absurdo. Porém, houve outros casos, supostamente reais, de crianças criadas por animais. E também casos reais (até recentes) de crianças que cresceram isoladas e sem oportunidades de aprender a falar.

Faz tempo, meninos-lobo e outros jovens criados sem interação humana despertaram o interesse da psicologia cognitiva e da linguística. A razão é que seriam um experimento natural que permitiria responder a uma pergunta crucial: esses jovens, sem conhecer palavras, poderiam pensar como os demais humanos?

A questão em pauta era decidir se pensamos porque temos palavras ou se seria possível pensar sem elas. Como os meninos-lobo não conheciam palavras, se podiam pensar, teria de ser sem elas. Nos diferentes casos de crianças criadas em isolamento, ficou clara a enorme dificuldade de ajustamento que elas encontraram ao ser reabsorvidas pela sociedade. Muitas jamais se ajustaram, fosse pelo trauma do isolamento, fosse pela impossibilidade de pensar humanamente sem palavras. Mas o fato é que não desenvolveram um raciocínio (abstrato) classicamente humano.

O interesse pelos meninos-lobo feneceu. Mas se aprendeu muito desde então, e hoje não se acredita que o pensamento sem palavras seja possível – pelo menos, o pensamento simbólico que é a marca dos seres humanos. Ou seja, Mogli não seria capaz de pensar.

"Vivemos em um mundo de palavras", diz o celebrado antropólogo Richard Leakey. "Nossos pensamentos, o mundo de nossa imaginação, nossas comunicações e nossa rica cultura são tecidos nos teares da linguagem... A linguagem é o nosso meio... É a linguagem que separa os humanos do resto da natureza." Para o neuropaleontólogo Harry Jerison, precisamos de um cérebro grande (três vezes maior do que o de outros primatas) para lidar com as exigências da linguagem.

Portanto, se pensamos com palavras e com as conexões entre elas, a nossa capacidade de usar palavras tem muito a ver com a nossa capacidade de pensar. Dito de outra forma, pensar bem é o resultado de saber lidar com palavras e com a sintaxe que conecta uma com a outra. O psicólogo Howard Gardner, com sua tese sobre as múltiplas inteligências, talvez diga que Garrincha tinha uma "inteligência futebolística" que não transitava por palavras. Mas grande parte do nosso mundo moderno requer a inteligência que se estrutura por intermédio das palavras. Quem não aprendeu bem a usar palavras não sabe pensar. No limite, quem sabe poucas palavras ou as usa mal tem um pensamento encolhido.

Talvez veredicto mais brutal sobre o assunto tenha sido oferecido pelo filósofo Ludwig Wittgenstein: "Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento". Simplificando um pouco, o bem pensar quase que se confunde com a competência de bem usar as palavras. Nesse particular não temos dúvidas: a educação tem muitíssimo a ver com o desenvolvimento da nossa capacidade de usar a linguagem. Portanto, o bom ensino tem como alvo número 1 a competência linguística.

Pelos testes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), na 4ª série 50% dos brasileiros são funcionalmente analfabetos. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), a capacidade linguística do aluno brasileiro corresponde à de um europeu com quatro anos a menos de escolaridade. Sendo assim, o nosso processo educativo deve se preocupar centralmente com as falhas na capacidade de compreensão e expressão verbal dos alunos.

Ao estudar a Inconfidência Mineira, a teoria da evolução das espécies ou os afluentes do Amazonas, o aprendizado mais importante se dá no manejo da língua. É ler com fluência e entender o que está escrito. É expressar-se por escrito com precisão e elegância. É transitar na relação rigorosa entre palavras e significados.

No conto, Mogli se ajustou à vida civilizada. Infelizmente para nós, Kipling estava cientificamente errado. Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo.

Claudio de Moura Castro é economista

É como nos casos em que crianças foram criadas por lobos, ao serem encontradas apresentam o comportamento destes animais e nem andar eretas sabem, mostrando que até isso que é considerado uma característica puramente humana deve ser aprendida ao longo da vida.
 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 18 de Setembro de 2011, 13:30
fhespanhol, tudo que o texto nos apresenta é verdadeiro e apresentado de forma prática pelos ensaios científicos. Mas, isso não desqualifica em nada o que a DE nos explica para tais fatos e nem a justiça Divina em relação aos seres que são submetidos a estas condições reencarnatórias.
O Espírito reencarna de acordo com as necessidades e nas condições que lhe são apropriadas ao seu desenvolvimento espiritual/moral. E em cada reencarnação o Espírito goza dos recursos que a matéria lhe oferece, dando-lhe campo à manifestação de virtudes como, também, oferecendo embaraços para a exteriorização de imperfeições morais. E, para o segundo caso, limitações ou obliterações físicas, são fundamentais para a disciplina de anomalias da Alma.
É por isso que, muitas vezes, o que parece uma grande injustiça é, na verdade, uma grande benção.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 18 de Setembro de 2011, 14:16
Cara Hebe,

Em resposta ao seu post 289, dentro do meu entendimento da DE. afirmo:

O medo é um instinto da matéria.

A relação de medos que você postou, se referem as imperfeições do espírito, como sabemos existem vários graus de evolução e cada espírito tem a sua visão da realidade conforme as suas crenças, experiência e conhecimento. Essa realidade geralmente é mal compreendida e mal explicada.

Quando uma pessoa alega ter medo de algo que ainda nem aconteceu, de uma possibilidade futura, isto vem do espírito e não da matéria. Na verdade eles não querem se expôs devido às vicissitudes que falam dentro do seu ser, pode ser por egoísmo, por vaidade, ambição, orgulho, etc...


Sim, o instinto de sobrevivência, como já disse antes é animal, provoca o medo e a reação espontânea, esta reação não é raciocinada. Está presente nos animais e nos homens e os  exemplos que eu relacionei já são reações adquiridas no convívio social.

Nenhum animal irracional vai pensar se será ou não rejeitado em determinado grupo, se tem que ser bonito ou feio, rico ou pobre, se é inteligente ou burro, age por instinto que também é uma espécie de inteligência. Não adquire complexos, alto ou baixa estima, ele simplesmente é.

As emoções, os conceitos morais as reações ao meio, aos quais citei são adquiridas no meio social, ao qual o Espírito está inserido.

O homem é um ser social, os exemplos que fhespanhol trouxe são válidos, na Rússia foram encontradas crianças criadas por lobos  na faixa de 3 a 4 anos, não conseguiram desenvolver a capacidade de andar com o corpo ereto, não se socializaram e nem desenvolveram a linguagem, morreram pouco tempo depois.

O desenvolvimento emocional da criança se dá na primeira infância de 1 a 3 anos, isso já está comprovado.

Então falamos de pessoas normais não criadas por animais e sim no nosso modelo social.

Acho, sim que o meio tem grande influência sobre a formação da personalidade, porém não é tudo.
 Os Espíritos que habitam a Terra tem milhares de anos e já trazem consigo a suas imperfeições adquiridas em outras vidas que serão lapidadas de encarnação a encarnação, daí a diferença de comportamento e reação de filhos que passam pelos mesmos agentes estressores, uns sucumbem e os outros não. Uns se desenvolvem, outros repetem o modelo até que repudiam, mas não conseguem se situar, ou se enquadrar socialmente de forma devida.
A diferença se dá na capacidade de resiliência muito  usada hoje na psicologia moderna e também na evolução do Espírito. Veja Chico Xavier, por exemplo, criado num meio pobre, feio, órfão de mãe, torturado na infância pela madrinha e no entanto foi o que foi na vida material. Todos esses agentes estressores não o abalaram.

Citei Chico, por ser familiarizado por nós aqui, mas tem muitos exemplos de vida que poderiam ser citados, nas favelas do Rio de Janeiro se vê isso todos os dias, uns entram para violência e para o tráfico, outros apesar de conviverem neste ambiente, conseguem  levar vidas dignas e não caem no modelo. Então é possível quando existe a vontade.

Vencer o medo e a culpa é fundamental para o desenvolvimento do Espírito na matéria, são dois fatores importantes. A culpa imobiliza, ou se culpa alguém de seu estado, ou se sente culpado por ser ou reagir de determinada forma, e o medo causado por traumas anteriores reflete em todo o comportamento social, que o homem venha a ter já na fase adulta.
 Vive cegamente entre esses dois fatores, até conseguir pela auto-observação, a compreensão dos fatores determinantes para suas reações comportamentais, a partir desta compreensão não existe mais barreira para seguir adiante. Porque se dá o perdão a si mesmo e ao próximo. O perdão nada mais é que a auto-compreensão e a compreensão do próximo.

Um abç
Hebe



 

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: pati em 18 de Setembro de 2011, 15:34
Bons dias a todos!!

Apesar de não postar muito, acompanho os comentários e opiniões dos amigos por aqui. Além de acompanhar, de vez em quando destaco algo que me chama mais a atenção, devido a atual situação que me encontro. Por enquanto, gosto de estudar assim, citando o que mais se identifica comigo, hoje.
Essa  "divina aventura do Espírito na matéria" é algo novo para mim. Ou antes: somente há vinte anos dessa existência, fui iniciada numa nova maneira de encarar o mundo de Deus, e precisei conhecer o Espiritismo para tal. Mas há apenas uns dois anos(se tanto), despertei para o autoconhecimento; para o fato de que o alvo principal na aplicação das práticas do Cristo, sou eu mesma. Ainda engatinho nos conhecimentos espirituais, mas sei que pesa sobre mim a responsabilidade desses conhecimentos. Andava cega, querendo que o outro fizesse o que eu não queria fazer, ou achava que não precisava. Sempre a velha história: o outro. Bem, despertamento acontecido, nos empenhamos o quanto nos é possível para a atualização de SER, sem ser.
Esbarramos, ainda, no velho e conhecido medo, que mais parece mesmo é falta de perdão, como afirma o trecho abaixo citado. Vencer o medo e a culpa é vencer a si mesmo, observar e atualizar as tendências, para o progresso individual, se gostando mais para conseguir gostar do outro.

Abraços fraternos a todos!
pati

Estejamos em Deus


Citar
Vencer o medo e a culpa é fundamental para o desenvolvimento do Espírito na matéria, são dois fatores importantes. A culpa imobiliza, ou se culpa alguém de seu estado, ou se sente culpado por ser ou reagir de determinada forma, e o medo causado por traumas anteriores reflete em todo o comportamento social, que o homem venha a ter já na fase adulta.
 Vive cegamente entre esses dois fatores, até conseguir pela auto-observação, a compreensão dos fatores determinantes para suas reações comportamentais, a partir desta compreensão não existe mais barreira para seguir adiante. Porque se dá o perdão a si mesmo e ao próximo. O perdão nada mais é que a auto-compreensão e a compreensão do próximo.

PS: Agradeço a Deus pela oportunidade de aqui estar aprendendo junto com vocês. Que as bênçãos do céu recaiam sobre todos! Assim seja.
     
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 18 de Setembro de 2011, 15:58
Bom dia Pati,
Agradeço o seu comentário,

Realmente não há prática religiosa e conhecimento intelectual possível, que elevem o ser, sem o auto-conhecimento e a vontade própria de melhora.

Buscar respostas externamente só vai fazê-lo rodar de um lado para outro, ora no catolicismo, na fé cega, ora na fé raciocinada e passa a fazer caridade e ajudar ao próximo querendo se encontrar, ora nas práticas orientais através da meditação, que é muito eficaz, mas não vai conseguir enquanto não se desvencilhar do que o amarra.

A compreensão Espírita de porque as coisas se dão na vida material e a necessidade de progresso ajuda, mas tem fatores de tal ordem, que só a psicologia e a psiquiatria vão auxiliar, e assim mesmo não só isso.

Deixo novamente um pequeno texto extraído de um livro de Krishnamurti, que pode auxiliar ainda mais no que estou dizendo. Assim como você venho na mesma busca há bem uns dois anos e também tenho 24 anos de DE e me reconheço em erros ainda sérios, mas muito tem me ajudado.

Não estou em absoluto negando a DE nem seus ensinamentos, porque ainda a sigo e a compreendo ainda mais.

Observem o texto:

Krishnamurti
Aprende-se muita coisa observando

Aprende-se muita coisa observando, observando as coisas sobre você, observando os pássaros, a árvore, observando os céus, as estrelas, a constelação de Orion, a Ursa Maior, a estrela D'alva. Aprende-se apenas observando, não apenas as coisas ao seu redor, mas também observando as pessoas, a maneira como estão vestidas. Você observa não somente o que está do lado de fora, mas também observa a si mesmo, porque você pensa isto ou aquilo, seu comportamento, a sua conduta cotidiana, porque seus pais querem que faça isto ou aquilo. Você está observando, não resistindo. Se você resiste, não aprende. Ou se você chega a algum tipo de conclusão, alguma opinião que você julga correta e a qual se atém, então naturalmente nunca aprenderá. A liberdade é necessária para aprender, e curiosidade, um senso de querer saber por que você ou os outros se comportam de uma certa maneira, porque as pessoas ficam bravas, porque você fica chateado.Aprender é extraordinariamente importante porque o aprendizado é infinito. Aprender porque os seres humanos matam uns aos outros, por exemplo. Obviamente existem explicações em livros, todas as razões psicológicas pelas quais os seres humanos se comportam da sua maneira particular, porque os seres humanos são violentos. Tudo isso tem sido explicado em livros de vários tipos por autores eminentes, psicólogos e assim por diante. Mas o que você lê não é o que voce é. O que você é, como você se comporta, porque fica bravo, com inveja, porque fica deprimido, se você observa a si mesmo, aprende muito mais do que de um livro que te diz o que você é. - Letters to the Schools vol II, pp 75-76

 

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Setembro de 2011, 16:55
Kazaoka
então sua resposta explica a nota do cap I Livro segundo, 76 Nota: A palavra Espírito é empregada aqui para designar a individualidade e não mais o elemento inteligente universal.

Finalmente começo a compreender fluido universal e princípio espiritual.
Então podemos dizer que a trilogia é : - Deus, criação, dentro desta a compreensão de fluído Universal e Princípio Espiritual.
Sendo o princípio vital o "interrupetor" entre os dois.

Eu sempre penso assim espirito é a combinação de mente(inteligência)- corpo (os orgãos de que é feito e sua funcionalidade) - sentimento ou emoção (moral vivida) e nele compreendia a existência de perispírito.
Mas para compreender os restantes seres vivos tinha que fazer essa abstração  que nos explicou.
Interessante é que para compreender o encadeamento da evolução pelos "reinos"este ensinamento "possa passar" despercebido assim nestes termos em que a doutrina ensina.
Nas questões 607- 607a completa-se este meu raciocínio.

Obrigado e muita paz
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 18 de Setembro de 2011, 20:42
Um texto de Bezerra de Menezes


A Viagem do Autoconhecimento

Se não fosse a persistência desse grande vulto que é Allan kardec, o que teria sido de todos nós? De mim, que despertei, realmente, com a leitura do livro dos espíritos, do evangelho consolador, para abraçar o mundo espiritual das grandes verdades que a codificação encerra.

Todo aquele que quiser ser espírita, tem de deixar muito da sua ânsia de ser compreendido.

Não pode ser hipersensível, não pode mergulhar nas susceptibilidades. Tem de ser, realmente, fraterno e compreensivo. Porque todos nós estamos na terra numa grande viagem, vocês encarnados principalmente.

Nessa grande viagem, vocês sofrem as condições exteriores de agressões, de lutas, provas, enfermidades.

Mas vocês estão, também, realizando uma grande viagem interior. Vocês estão conhecendo o caráter, a personalidade, os sentimentos que vocês agasalham dentro da alma e do coração e que só vocês conhecem.

Essa viagem interior, que todos os espíritas devem fazer, que se todas as criaturas a fizessem seria muito bom, é aquela de auto reconhecimento.

Sabemos que estamos caminhando, trazendo muita coisa que podemos deixar pelos caminhos da terra, para que as nossas almas sejam aladas e consigam empreender o grande vôo para o cimo da Luz.

Sem essa viagem interior com esses permanentes bloqueios que nós teimamos em fazer, não reconhecendo nossas falhas, nossas dúvidas, nossos conflitos, nossas neuroses, nossos traumas, transferindo sempre para o exterior tudo o que sofremos - nós não conseguiremos obter a nossa libertação.

É preciso, meus filhos, viajarmos dentro de nossa própria alma. Porque na grande viagem reencarnatória, dependendo ou não de vocês, vocês terão lutas e problemas, que, muitas vezes, esse ponto de agressão, de sentimentos inferiores. Mas, dentro do nosso espírito não, somos senhores absolutos do que pensamos, do que queremos, do que realizamos. Por isso, se as nossas chagas interiores, só nos mesmos podemos curá-las.

Que o mestre, que com suas mãos chagadas cura as chagas de nossas mãos, que nem sempre trabalham pelo próximo e que, muitas vezes, se feriram, ferindo semelhantes, que esse mestre possa, com as suas mãos divinas, acalentar a todos nós, na luz do seu infinito, do seu imenso e bondoso amor.


Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Shyrlene Campos

Encerro a minha participação com esse texto de Bezerra de Menezes.
Agradeço ao Kazaoka pelo tema e por sua excelente condução do estudo do mês.
Não poderei acompanhar até o fim, pois terei que me ausentar para fazer um curso até o final do mês de outubro.

Muito obrigada a todos que participaram  pela troca de conhecimentos.

Um Abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 19 de Setembro de 2011, 02:37
É realmente uma pena que não possamos mais continuar contando com a participação tão ativa e importante de nossa irmã Hebe. Mas, de qualquer forma, devemos compreender as necessidades que a leva a afastar do nosso estudo, desejando-lhe muito sucesso no projeto que inicia. Esta é a nossa forma de agradecimento pela sua valiosa colaboração no desenvolvimento de nosso aprendizado.
Hebe, em nome de todos os companheiros e companheiras, que têm acompanhado suas importantes intervenções no FE, muito obrigado!!!
Que Deus lhe conceda as complementações aos seus esforços pessoais e muito sucesso a você!!!
E estaremos ansiosos pelo seu breve retorno...
                                                         
                                                                               Estejamos todos com Deus!
   
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 19 de Setembro de 2011, 02:59
Nunca é demais repetir...
...pelo menos o que diz o pps anexo
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 19 de Setembro de 2011, 12:49
Oliva

Com relação à referência que você faz no seu último post às questões 607 e 607a, faremos um comentário baseado no que percebi sobre o que te levou aludir a elas.
O encandeamento da fases que constitui a evolução dos espíritos é uma questão que gera uma série de debates e opiniões, que mesmos entre os Espíritos superiores não há uma opinião de uniformidade sobre isso. Esta é uma das questões que está nos mistérios de Deus e que não nos é dado o conhecimento exato de como tudo ocorre. Veja a questão 607b, nela nem se fala em seres inferiores tal como entendemos.


"607 b Esse período de humanização começa na nossa Terra?
– A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana; o período de humanização começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores; entretanto, essa não é uma regra geral, e poderia acontecer que um Espírito, desde o começo de sua humanização, estivesse apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente; é, antes, uma exceção."

Poderíamos citar várias outras questões do OLE sobre este assunto que, hora reforça uma teoria e hora reforça outra teoria. Não que isso signifique divergência ou erro na obra, é que ali estão respostas de vários Espíritos e, como disse antes, cada um com um sistema próprio de visualizar a questão da origem e progressão dos espíritos, que continua sendo um dos mistérios guardados por Deus e que, a seu tempo, poderá nos ser revelado.
No comentário que Kardec faz na questão 613, destaco este trecho que, com as palavras do próprio Kardec, explica com mais clareza o que foi, por mim, colocado.

"...O ponto de partida dos Espíritos é uma dessas questões que se ligam ao princípio das coisas e que estão nos segredos de Deus. Não é permitido ao homem conhecê-lo de maneira absoluta, e ele somente pode fazer a esse respeito suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de conhecer tudo; sobre o que não sabem podem também ter opiniões pessoais mais ou menos sensatas..."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 19 de Setembro de 2011, 18:17
Sabemos da trindade universal; Princípio Inteligente - Matéria - DEUS. Tendo a ação de Deus como causa primária e mais o PI e Matéria, estes três agentes determinam a existência de tudo o que é conhecido e, até mesmo, o ainda desconhecido, na obra da criação.
No caso dos seres vivos, ou melhor, no caso da vida orgânica, alia-se a estes elementos um terceiro fator. Este terceiro fator é o Fluido Vital, o que dá vitalidade sem dar inteligência.
O Fluido Vital é, a exemplo da matéria, uma variação do elemento primordial que é o  Fluido Cósmico Universal.

OLE;

62 Qual é a causa da animalização da matéria?
– Sua união com o princípio vital.

63 O princípio vital é um agente particular ou é apenas uma propriedade da matéria organizada? Numa palavra, é um efeito ou uma causa?
– Uma e outra. A vida é um efeito produzido pela ação de um agente sobre a matéria. Esse agente, sem a matéria, não é vida, do mesmo modo que a matéria não pode viver sem esse agente. O princípio vital dá a vida a todos os seres que o absorvem e assimilam.

64 Vimos que o Espírito e a matéria são dois elementos constituintes do universo. O princípio vital forma um terceiro?
– É, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do universo, mas ele mesmo tem sua fonte na matéria universal modificada. É um elemento, como para vós o oxigênio e o hidrogênio que, entretanto, não são elementos primitivos, embora tudo isso proceda de um mesmo princípio.

65 O princípio vital reside em algum dos corpos que conhecemos?
– Tem sua fonte no fluido universal. É o que chamais fluido magnético ou fluido elétrico animalizado. Ele é o intermediário, o elo entre o Espírito e a matéria.

70 O que acontece com a matéria e o princípio vital dos seres orgânicos quando eles morrem?
– A matéria sem atividade se decompõe e vai formar novos organismos. O princípio vital retorna à sua origem, à sua fonte.


Comentário de Kardec:
"Quando o ser orgânico morre, os elementos que o constituíam passam a fazer parte de novas combinações e participam na formação de novos seres, que por sua vez passam a tirar da fonte universal o princípio da vida e da atividade, o absorvem e assimilam para novamente devolvê-lo a essa fonte quando deixarem de existir.

Os órgãos estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital que dá a todas as partes do organismo uma atividade geradora da união entre elas, e, no caso de lesões, restabelece as funções que estavam momentaneamente danificadas. Mas quando os elementos essenciais ao funcionamento dos órgãos são destruídos, ou muito profundamente desarranjados, o fluido vital é incapaz de transmitir o movimento da vida, e o ser morre.

Mais ou menos por uma ação inevitável e forçosa os órgãos reagem uns sobre os outros. É da harmonia de seu conjunto que resulta sua ação mútua. Quando, por qualquer causa, essa harmonia é destruída, suas funções param como o movimento de uma máquina cujas peças principais se desarranjaram. Como um relógio que se desgasta com o tempo ou quebra por acidente, e ao qual a força motriz é incapaz de pôr em movimento.

Temos uma imagem mais exata da vida e da morte num aparelho elétrico. Esse aparelho, como todos os corpos da natureza, possui eletricidade em estado latente. Os fenômenos elétricos somente se manifestam quando o fluido é colocado em atividade por uma causa especial. Então, poderíamos dizer que o aparelho está vivo. Parando a causa da atividade, o fenômeno cessa: o aparelho volta ao estado de inércia. Os corpos orgânicos seriam, assim, uma espécie de pilhas ou aparelhos elétricos nos quais a atividade do fluido produz o fenômeno da vida. A paralisação dessa atividade produz a morte.

A quantidade de fluido vital não é precisamente a mesma para todos os seres orgânicos. Ela varia de acordo com as espécies e não é constante, seja no mesmo indivíduo ou em indivíduos da mesma espécie. Há os que são, por assim dizer, saturados desse fluido, enquanto outros possuem apenas uma quantidade suficiente; daí, para alguns a vida mais ativa, mais tenaz e, de certo modo, superabundante.

A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.

O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro. Aquele que tem mais pode dar para quem tem menos e, em alguns casos, restabelecer a vida prestes a se extinguir."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 19 de Setembro de 2011, 18:23
Podemos agora, dedicar um pouco do período de nosso estudo mensal sobre a aventura do Espírito na matéria, para discutirmos sobre o Fluido Vital, buscando uma melhor compreensão deste elemento e o seu papel nessa odisséia chamada vida.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 20 de Setembro de 2011, 01:45
Analisemos a questão 65;

65 O princípio vital (PV) reside em algum dos corpos que conhecemos?
– Tem sua fonte no fluido universal. É o que chamais fluido magnético ou fluido elétrico animalizado. Ele é o intermediário, o elo entre o Espírito e a matéria.


Nesta localização e com essa função de ligar Espírito à matéria encontramos, também, o perispírito.

Será que o Princípio Vital está relacionado com o perispírito?
Será que são dois princípios (princípio vital e matéria) num mesmo elemento (perispírito)?
Será que o perispírito é o condutor desta centelha Divina de vitalidade dos corpos, de reencarnação em reencarnação?
Se a matéria após a morte não retorna ao FCU, será que o Princípio Vital retornaria?

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 20 de Setembro de 2011, 11:38
Caro Amigo,

Temos que tomar o cuidado com as palavras, conforme instrução OLE/28 "As palavras pouco nos importam; cabe a vós formular vossa linguagem de maneira a vos entenderdes. Vossas controvérsias surgem quase sempre do que não compreendeis sobre as palavras que usais, porque vossa linguagem é incompleta para as coisas que os vossos sentidos não percebem."

22 a Que definição podeis dar da matéria?
– A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que ele se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.

65 O princípio vital reside em algum dos corpos que conhecemos?
– Tem sua fonte no fluido universal. É o que chamais fluido magnético ou fluido elétrico animalizado. Ele é o intermediário, o elo entre o Espírito e a matéria.

135 Há no homem outra coisa mais que a alma e o corpo?
– Há o laço que une a alma ao corpo.

135 a Qual é a natureza desse laço?
– Semimaterial, ou seja, de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo. É preciso que assim seja para que possam se comunicar um com o outro. É por esse princípio que o Espírito age sobre a matéria e vice-versa.

Tanto o Fluido Vital, como o Fluido Intermediário, tem sua origem no FCU, mas eles se distingues por propriedades diferentes.

O Fluido Intermediário, faz a ligação entre o espírito e a matéria, permitindo que o espírito exerça a sua ação sobre a matéria.

O Fluido Vital, ao ser assimilado pela matéria proporciona a animalização, ou seja, a união deste fluido com a matéria é o princípio que gera a vida a todos os seres orgânicos.




Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 20 de Setembro de 2011, 12:15
Onde começa a vitalidade do indivíduo humano. Ou seja, onde começa existir vitalidade para o novo ser humano que se forma?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 20 de Setembro de 2011, 13:11
Vamos analisar:

27 - "...Esse fluido universal, primitivo, ou elementar, sendo o agente que o Espírito utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de dispersão e nunca adquiriria as propriedades que a força da gravidade lhe dá."

67 A vitalidade é um atributo permanente do agente vital ou apenas se desenvolve pelo funcionamento dos órgãos?
– Apenas se desenvolve com o corpo. Não dissemos que esse agente sem a matéria não é a vida? É preciso a união das duas coisas para produzir a vida.

67 a Pode-se dizer que a vitalidade está em estado latente, quando o agente vital não está unido ao corpo?
– Sim, é isso.

68 Qual é a causa da morte entre os seres orgânicos?
– O esgotamento dos órgãos.

70 O que acontece com a matéria e o princípio vital dos seres orgânicos quando eles morrem?
– A matéria sem atividade se decompõe e vai formar novos organismos. O princípio vital retorna à sua origem, à sua fonte.

Matéria e fluido se confundem em sua combinações, a matéria sem o fluido se dispersa pelo universo.

A matéria em combinação com o fluido ganha qualidades e propriedades.

Quando um corpo orgânico se forma, este já esta com as combinações de matéria e fluido apropriados para o seu desenvolvimento.

Portanto, a vitalidade do ser humano inicia-se igual a todos os demais seres orgânicos, ou seja, desde o inicio do desenvolvimento do corpo.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 20 de Setembro de 2011, 16:33
...e o novo corpo origina-se de um outro corpo que, por sua vitalidade, foi capaz de gerar um novo indivíduo. O corpo gerador da vida já era portador de sua vitalidade, que através dos gametas, que são seres unicelulares com vitalidade, em combinação uns com os outros (fecundação) irá formar o novo indivíduo. Mas a vitalidade do novo indivíduo dependeu da vitalidade dos gametas que lhe deram origem, que dependeu da vitalidade do indivíduo que forneceu estes gametas e assim vai tendendo ao infinito passado. Então, para o organismo vivo, existe o cessamento da ação do fluido vital determinando a desorganização e morte do organismo físico. Ao contrário da vitalidade, que passa de ser para ser, perpetuando a vida.
E essa energia vital não é transmitida somente neste processo de reprodução dos seres. Ela pode ser transferida, também, por outros meios. Dentre estes destacamos o passe magnético e o passe espiritual.
Vejam o que diz Kardec no OLE, no comentário que faz após a resposta da questão 70;

"...A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.
O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro. Aquele que tem mais pode dar para quem tem menos e, em alguns casos, restabelecer a vida prestes a se extinguir."


E, muitas vezes, achamos que o passe é apenas um ritual religioso e que a ação é toda espiritual e que não temos participação nenhuma no processo, a não ser a "afinidade" com a assistência do Espírito que nos acompanha. Aqui fica claro que, no passe ou mesmo nas benzições o que ocorre é uma transferência de fluido vital do passista ou benzedor e que a qualidade deste fluido fica dependente da condição do que o originou. Dai a importância da preparação do passista ou do benzedor quando da realização destas tarefas. O que estamos doando é fluido vital e a interferência dos Espíritos fica condicionada a necessidade de cada caso.
 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 20 de Setembro de 2011, 16:53
Só para clarear:
Sim existe diferença entre fluido vital e perispírito.
Hauridos da mesma fonte, um porém, tem acrescido do todo que o Espírito pode retirar do mundo em que irá encarnar, este o perispírito.
Por parecer ainda de difícil entendimento saco do post do mano Kao, esta parte:
"...A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.
O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro. Aquele que tem mais pode dar para quem tem menos e, em alguns casos, restabelecer a vida prestes a se extinguir."

Ora se este fluido pode Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida, não se está a falar do perispírito, pois que este não se extingue hora alguma mesmo quando o Espirito esteja na classe dos Puros Espíritos.
então falamos do fluido vital ou melhor do princípio vital. este sim pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida.
Esta a diferença básica.
Abração,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 20 de Setembro de 2011, 17:45
É muito interessante quando a gente busca raciocínio lógico sobre o que, para nós encarnados, parece subjetivo. E como as coisas mostram-se realmente interligadas e compreensíveis quando começamos a ter uma visão mais natural, portanto, mais simples das coisas.
O Moura fez uma observação importante. Sabemos que o perispírito é que delimita o Espirito dando-lhe a individualidade e que, por isso mesmo, estará sempre associado ao Espírito. E o perispírito sendo matéria, ainda que quintessenciada, e sendo passível de manifestações e interações com o meio físico, deve ter lá suas necessidades vitais a serem atendidas também. Está lá o perispírito manifestando vitalidade, materializando e animalizando as impressões do Espírito. E, assim, a vida perpetuando e sobrepujando o que conhecemos como morte e que tanto temor cultivamos sobre a mesma, achando que poderia ser o fim de tudo... A aventura continua!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 20 de Setembro de 2011, 19:56
Caros Amigos,

Ao estuda a DE, não tenho o mesmo entendimento, sobre:  "...A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.
O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro. Aquele que tem mais pode dar para quem tem menos e, em alguns casos, restabelecer a vida prestes a se extinguir."

Vejamos as instruções dos espíritos:

68 Qual é a causa da morte entre os seres orgânicos?
– O esgotamento dos órgãos.

LM - CAPÍTULO XVIII/

221. 1ª Será a faculdade mediúnica indício de um estado patológico qualquer, ou de um estado simplesmente anômalo?

"Anômalo, às vezes, porém, não patológico; há médiuns de saúde robusta; os doentes o são por outras causas."
222.2ª O exercício da faculdade mediúnica pode causar fadiga?
"O exercício muito prolongado de qualquer faculdade acarreta fadiga; a mediunidade está no mesmo caso, principalmente a que se aplica aos efeitos físicos, ela necessariamente ocasiona um dispêndio de fluido, que traz a fadiga, mas que se repara pelo repouso."

Quando da pergunta sobre a causa da morte, a resposta é clara, "O esgotamento dos órgãos".

Quanto à saúde, ao meu ver também não me deixa duvidas, no máximo a perda de fluidos pode provocar a fadiga.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 20 de Setembro de 2011, 20:54
Sabemos que o perispírito é que delimita o Espirito dando-lhe a individualidade e que, por isso mesmo, estará sempre associado ao Espírito. E o perispírito sendo matéria, ainda que quintessenciada, e sendo passível de manifestações e interações com o meio físico, deve ter lá suas necessidades vitais a serem atendidas também. Está lá o perispírito manifestando vitalidade, materializando e animalizando as impressões do Espírito. E, assim, a vida perpetuando e sobrepujando o que conhecemos como morte e que tanto temor cultivamos sobre a mesma, achando que poderia ser o fim de tudo... A aventura continua!


284 Como os Espíritos, que não têm mais corpo, podem constatar a sua individualidade e se distinguir dos outros que os rodeiam?
– Eles constatam sua individualidade pelo perispírito, que os distingue uns dos outros, assim como pelo corpo se podem distinguir os homens.

O perispírito é apenas uma forma aparente, que o espírito cria através do fluido. Ele não dá a individualidade, ele apenas permite que o espírito ignorante possa se reconhecer.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 20 de Setembro de 2011, 21:09
Talvés esta resposta do LM, possa ajudar a compreensão do que realmente é o perispírito.

"Não podeis compreender a natureza dos Espíritos nem a maneira por que atuam, senão mediante comparações, que de uma e outra coisa apenas vos dão idéia incompleta, e errareis sempre que quiserdes assimilar aos vossos os processos de que eles usam. Estes, necessariamente, hão de corresponder à organização que lhes é própria. Já te não disse eu que o fluido do perispírito penetra a matéria e com ela se identifica, que a anima de uma vida factícia? Pois bem! Quando o Espírito põe os dedos sobre as teclas, realmente os põe e de fato as movimenta. Porém, não é por meio da força muscular que exerce a pressão. Ele as anima, como o faz com a mesa, e as teclas, obedecendo-lhe à vontade, se abaixam e tangem as cordas do piano. Em tudo isto uma coisa ainda se dá, que difícil vos será compreender: é que alguns Espíritos tão pouco adiantados se encontram e, em comparação com os Espíritos elevados, tão materiais se conservam, que guardam as ilusões da vida terrena e julgam obrar como quando tinham o corpo de carne. Não percebem a verdadeira causa dos efeitos que produzem, mais do que um camponês compreende a teoria dos sons que articula. Perguntai-lhes como é que tocam piano e vos responderão que batendo com os dedos nas teclas, porque julgam ser assim que o fazem. O efeito se produz instintivamente neles, sem que saibam como, se bem lhes resulte da ação da vontade. O mesmo ocorre, quando se exprimem por palavras.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 21 de Setembro de 2011, 01:50
O Livro dos Médiuns, Cap I - "Da ação dos Espíritos Sobre a Matéria";

"54. Numerosas observações e fatos irrecusáveis, de que mais tarde falaremos, levaram à consequência de que há no homem três componentes:

1º, a alma, ou Espírito, princípio inteligente, onde tem sua sede o senso moral;

2º, o corpo, invólucro grosseiro, material, de que ele se revestiu temporariamente, em cumprimento de certos desígnios providenciais;

3º, o perispírito, envoltório fluídico, semimaterial, que serve de ligação entre a alma e o corpo.

A morte é a destruição, ou, antes, a desagregação do envoltório grosseiro, do invólucro que a alma abandona. O outro se desliga deste e acompanha a alma que, assim, fica sempre com um envoltório. Este último, ainda que fluídico, etéreo, vaporoso, invisível, para nós, em seu estado normal, não deixa de ser matéria, embora até ao presente não tenhamos podido assenhorear-nos dela e submetê-la à análise.

Esse segundo invólucro da alma, ou perispírito, existe, pois, durante a vida corpórea; é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe e pelo qual transmite sua vontade ao exterior e atua sobre os órgãos do corpo. Para nos servirmos de uma comparação material, diremos que é o fio elétrico condutor, que serve para a recepção e a transmissão do pensamento; é, em suma, esse agente misterioso, imperceptível, conhecido pelo nome de fluido nervoso, que desempenha tão grande papel na economia orgânica e que ainda não se leva muito em conta nos fenômenos fisiológicos e patológicos.

Tomando em consideração apenas o elemento material ponderável, a Medicina, na apreciação dos fatos, se priva de uma causa incessante de ação. Não cabe, aqui, porém, o exame desta questão. Somente faremos notar que no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 21 de Setembro de 2011, 02:13
Livro dos Espíritos, Parte Segunda - Cap VII;

344 Em que momento a alma se une ao corpo?

– A união começa na concepção, mas só se completa no instante do nascimento. No momento da concepção, o Espírito designado para habitar determinado corpo se liga a ele por um laço fluídico e vai aumentando essa ligação cada vez mais, até o instante do nascimento da criança. O grito que sai da criança anuncia que ela se encontra entre os vivos e servidores de Deus.

345 A união entre o Espírito e o corpo é definitiva desde o momento da concepção? Durante esse primeiro período o Espírito poderia renunciar ao corpo designado?

– A união é definitiva no sentido de que nenhum outro Espírito poderá substituir o que está designado para aquele corpo. Mas, como os laços que o unem são muito frágeis, fáceis de se romper, podem ser rompidos pela vontade do Espírito, se este recuar diante da prova que escolheu; nesse caso, a criança não vive.

346 O que acontece ao Espírito, se o corpo que escolheu morre antes de nascer?

– Ele escolhe um outro.


354 Como explicar a vida intra-uterina?

– É a da planta que vegeta. A criança vive, então, a vida animal. O homem tem em si a vida animal e a vida vegetal, que se completam no nascimento com a vida espiritual.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 21 de Setembro de 2011, 12:28
Citar
Tomando em consideração apenas o elemento material ponderável, a Medicina, na apreciação dos fatos, se priva de uma causa incessante de ação. Não cabe, aqui, porém, o exame desta questão. Somente faremos notar que no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-divina-aventura-do-espirito-na-materia/315/#ixzz1YaJi9xC5

Amados Irmãos,
A codificação nos ensina que observando os efeitos chegaremos à causa...
Fazer engenharia reversa do que ocorre com o nosso psiquismo e tudo que o envolve(ego, intuição, inspiração, In e ou compulsão, etc)., é o único meio pelo qual temos para chegar com consciencia a um determinismo de sermos bons. O Conhecimento naturalmente conduz o homem ao bem sem que seja preciso ser feito de maneira forçada, o que não ajuda muito.
É preciso vontade, e saber o que é a vontade e de onde vem a vontade, e como se processa a vontade em todos e em cada um de nós.
Querer é poder, não importa o tempo... é preciso persistir em educar-mos-nos e não a outrem para que a evolução tenha chance em nos evoluir.
Educarmos-mos-nos... não significa que não devamos ajudar, apoir, incentivar, investir em outrem... mas a pior ajuda é fazer por outrem o que ele mesmo tem que fazer por si.
Isso se consegue observando atentamente o porque das coisas à nossa volta... humilde e serenamente.

O heroísmo é, talvez, mais fácil pelo deslumbramento de uma hora, à frente da dor dos homens.
Entretanto, a coragem da fé será sempre mais difícil, porque exige humildade e renúncia, tolerância e dedicação ao bem do próximo no desdobramento incessante do dia-a-dia.
Allan Kardec em:-Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. 24/15
EMMANUEL em Consolador- 367 e MONTE ACIMA, 2ª Ed. GEEM, 1989 -3 -

Saúde e Paz!

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/1050/#ixzz1YaLgvRYt
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 21 de Setembro de 2011, 12:31
"...Este último, ainda que fluídico, etéreo, vaporoso, invisível, para nós, em seu estado normal, não deixa de ser matéria..."

"...no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."

Vamos analisar o que foi grifado no post 316.

O que é o perispírito?
Perispírito é a denominação que Kardec de ao fluido intermediário. Este fluido é próprio de orbe/planeta/mundo em que o espírito se encontra. O espírito é envolvido por esse fluido. Como a matéria é muito grosseira para que o espírito possar exercer uma ação direta sobre ela, o espírito utiliza-se deste fluido para realizar suas ações sobre a matéria.
LE 27 - "...Ainda que sob certo ponto de vista se possa incluí-lo no elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse matéria, não haveria razão para que o Espírito não o fosse também..."

Sinceramente, não sei o que Kardec quis dizer com esta frase "... no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 21 de Setembro de 2011, 14:35
Mano Lukazan,
há uma certa confusão no seu entender.
É dito na questão 70 de OLE  que a quantidade do fluido vital poder se tornar insuficiente para a manutenção da vida.
Ora, é esta insuficiência que faz com que os órgãos se esgotem. Isso no plano geral, pois há causas físicas que também fazem com que isso aconteça.
Quanto  a doação de fluidos ou seja, dele ser transmitido de um a outro, isso só vai acontecer nos passes ou em tratamentos magnéticos.
Para que tal aconteça, sem prejuízo ao médium é necessário que este tenha uma capacidade maior de absorção do Fluido, e por isso são chamados de médiuns curadores. Note que esse fluido vital, no caso sofre uma transformação  para que se torne energia magnética e é esta que vai ajudar ao paciente.
Abração,
Moura

Caros Amigos,

Ao estuda a DE, não tenho o mesmo entendimento, sobre:  "...A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.
O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro. Aquele que tem mais pode dar para quem tem menos e, em alguns casos, restabelecer a vida prestes a se extinguir."

Vejamos as instruções dos espíritos:

68 Qual é a causa da morte entre os seres orgânicos?
– O esgotamento dos órgãos.

LM - CAPÍTULO XVIII/

221. 1ª Será a faculdade mediúnica indício de um estado patológico qualquer, ou de um estado simplesmente anômalo?

"Anômalo, às vezes, porém, não patológico; há médiuns de saúde robusta; os doentes o são por outras causas."
222.2ª O exercício da faculdade mediúnica pode causar fadiga?
"O exercício muito prolongado de qualquer faculdade acarreta fadiga; a mediunidade está no mesmo caso, principalmente a que se aplica aos efeitos físicos, ela necessariamente ocasiona um dispêndio de fluido, que traz a fadiga, mas que se repara pelo repouso."

Quando da pergunta sobre a causa da morte, a resposta é clara, "O esgotamento dos órgãos".

Quanto à saúde, ao meu ver também não me deixa duvidas, no máximo a perda de fluidos pode provocar a fadiga.


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 21 de Setembro de 2011, 14:39


Este conhecimento Lukazan, se inicia na justa visão de que o perispírito não contenha órgãos, ou que possa ser acossado por nódoas, tomadas , etc, como a literatura paralela quer fazer crer.
na verdade o perispírito é ainda pouco conhecido, mesmo porque não há muito sobre ele, nos escritos de kardec.
Abração,
Moura
"...Este último, ainda que fluídico, etéreo, vaporoso, invisível, para nós, em seu estado normal, não deixa de ser matéria..."

"...no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."

Vamos analisar o que foi grifado no post 316.

O que é o perispírito?
Perispírito é a denominação que Kardec de ao fluido intermediário. Este fluido é próprio de orbe/planeta/mundo em que o espírito se encontra. O espírito é envolvido por esse fluido. Como a matéria é muito grosseira para que o espírito possar exercer uma ação direta sobre ela, o espírito utiliza-se deste fluido para realizar suas ações sobre a matéria.
LE 27 - "...Ainda que sob certo ponto de vista se possa incluí-lo no elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse matéria, não haveria razão para que o Espírito não o fosse também..."

Sinceramente, não sei o que Kardec quis dizer com esta frase "... no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 21 de Setembro de 2011, 15:09
Amados Irmãos,
Penso que a vontade sinceramente exercitada cada um por si, produzirá amplo domínio sobre a maneira como o perispírito afiniza a percepção entre Espírito e matéria.

Ainda hoje, há o costume de se comer algo pela boca, para formatar no psiquismo a idéia de que uma divindade entrou em nós...

Até há pouco tempo, abriam cérebros humanos, corações, para tentarem ver a alma...

Enquanto tentarmos estudar o perispírito, como a medicina o faz com o corpo físico, não haverá possibilidade de estudarmos o perispírito...

Nem com uma ressonância magnética das mais aperfeiçoadas, isso será capaz.
Tentar conhecer o perispirito pela observação da matéria, sempre resultará ato inócuo.

Filhodobino crê, que a melhor chance que temos de nos melhorarmos está baseada numa tentativa sincera de controle racional da vontade. Digo tentativa, pois o controle absoluto, ainda é uma utopia, para nós, em face do meio que vivemos, e das situações que não podemos controlar.
Vontade... Sincero desejo de controlá-la, isso fará um perispirito mais afeiçoado às percepções boas, ou menos afeiçoado às boas percepções, depende da persistência em evoluirmos.
Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na terra aos homens de Boa-Vontade!

Saúde e Paz!   
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 21 de Setembro de 2011, 18:15
Caro Moura,

Vamos ver o que a questão 68 e 70 diz:

68 Qual é a causa da morte entre os seres orgânicos?
– O esgotamento dos órgãos.

70 O que acontece com a matéria e o princípio vital dos seres orgânicos quando eles morrem?
– A matéria sem atividade se decompõe e vai formar novos organismos. O princípio vital retorna à sua origem, à sua fonte.

67 A vitalidade é um atributo permanente do agente vital ou apenas se desenvolve pelo funcionamento dos órgãos?
– Apenas se desenvolve com o corpo. Não dissemos que esse agente sem a matéria não é a vida? É preciso a união das duas coisas para produzir a vida.

Como podemos ver, nas instruções dos espíritos codificada, encontramos que a vitalidade se desenvolve com o corpo, (possivelmente seja nos órgão que se dá esse desenvolvimento da vitalidade) sem os órgãos estiverem danificados ou debilitados, estará comprometido a produção desta vitalidade.

Na questão 70, existe um nota de Kardec, onde ele dá o seu parecer ou entendimento sobre a questão. Está nota é de Kardec e não dos espíritos. 

Mano Lukazan,
há uma certa confusão no seu entender.
É dito na questão 70 de OLE  que a quantidade do fluido vital poder se tornar insuficiente para a manutenção da vida.
Ora, é esta insuficiência que faz com que os órgãos se esgotem. Isso no plano geral, pois há causas físicas que também fazem com que isso aconteça.
Quanto  a doação de fluidos ou seja, dele ser transmitido de um a outro, isso só vai acontecer nos passes ou em tratamentos magnéticos.
Para que tal aconteça, sem prejuízo ao médium é necessário que este tenha uma capacidade maior de absorção do Fluido, e por isso são chamados de médiuns curadores. Note que esse fluido vital, no caso sofre uma transformação  para que se torne energia magnética e é esta que vai ajudar ao paciente.
Abração,
Moura

Caros Amigos,

Ao estuda a DE, não tenho o mesmo entendimento, sobre:  "...A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.
O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro. Aquele que tem mais pode dar para quem tem menos e, em alguns casos, restabelecer a vida prestes a se extinguir."

Vejamos as instruções dos espíritos:

68 Qual é a causa da morte entre os seres orgânicos?
– O esgotamento dos órgãos.

LM - CAPÍTULO XVIII/

221. 1ª Será a faculdade mediúnica indício de um estado patológico qualquer, ou de um estado simplesmente anômalo?

"Anômalo, às vezes, porém, não patológico; há médiuns de saúde robusta; os doentes o são por outras causas."
222.2ª O exercício da faculdade mediúnica pode causar fadiga?
"O exercício muito prolongado de qualquer faculdade acarreta fadiga; a mediunidade está no mesmo caso, principalmente a que se aplica aos efeitos físicos, ela necessariamente ocasiona um dispêndio de fluido, que traz a fadiga, mas que se repara pelo repouso."

Quando da pergunta sobre a causa da morte, a resposta é clara, "O esgotamento dos órgãos".

Quanto à saúde, ao meu ver também não me deixa duvidas, no máximo a perda de fluidos pode provocar a fadiga.


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Lucazan em 21 de Setembro de 2011, 18:40
Concordo, ainda mais quando acreditam que perispírito seja um corpo etéreo e não um fluido intermediário.



Este conhecimento Lukazan, se inicia na justa visão de que o perispírito não contenha órgãos, ou que possa ser acossado por nódoas, tomadas , etc, como a literatura paralela quer fazer crer.
na verdade o perispírito é ainda pouco conhecido, mesmo porque não há muito sobre ele, nos escritos de kardec.
Abração,
Moura
"...Este último, ainda que fluídico, etéreo, vaporoso, invisível, para nós, em seu estado normal, não deixa de ser matéria..."

"...no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."

Vamos analisar o que foi grifado no post 316.

O que é o perispírito?
Perispírito é a denominação que Kardec de ao fluido intermediário. Este fluido é próprio de orbe/planeta/mundo em que o espírito se encontra. O espírito é envolvido por esse fluido. Como a matéria é muito grosseira para que o espírito possar exercer uma ação direta sobre ela, o espírito utiliza-se deste fluido para realizar suas ações sobre a matéria.
LE 27 - "...Ainda que sob certo ponto de vista se possa incluí-lo no elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse matéria, não haveria razão para que o Espírito não o fosse também..."

Sinceramente, não sei o que Kardec quis dizer com esta frase "... no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 22 de Setembro de 2011, 13:37
Amados,
Já concordamos que há uma troca de percepções entre o Espírito e o perispírito e entre este e aquele...
Parece-me que neste assunto já temos uma razoável concordância...
Então...
Peço vênia para expor mais uma Divina razão para nosso mergulho na matéria...
ei-la:
A melhor de todas as religiões é aquela que só ensina o que é conforme a bondade de Deus;
Que dá de Deus a maior e a mais sublime idéia e não O rebaixa emprestando-Lhe as fraquezas e as paixões da humanidade, que torna os homens bons e virtuosos e lhes ensina a amarem-se todos como irmãos;
Que condena todo mal feito ao próximo;
Que não autoriza a injustiça sob qualquer forma ou pretexto que seja;
Que nada prescreve de contrário às leis imutáveis da natureza, porque Deus não se pode contradizer;
Aquela cujos ministros dão o melhor exemplo de bondade, caridade e moralidade;
Aquela que procura melhor combater o egoísmo e lisonjear menos o orgulho e a vaidade dos homens;
Aquela, finalmente, em nome da qual se comete menos mal, porque uma boa religião não pode servir de pretexto a nenhum mal;
Ela não lhe deve deixar porta alguma aberta, nem diretamente, nem por interpretação.
Vede, julgai e escolhei.
ALLAN KARDEC em: O Que é o Espiritismo: 131 e 132 –


131 - Qual a origem do bem e do mal sobre a Terra, e por que há mais mal do que bem?
A origem do mal sobre a Terra resulta da imperfeição dos Espíritos que aí estão encarnados.
A predominância do mal decorre de que, sendo a Terra um mundo inferior, a maioria dos Espíritos que a habitam são, eles mesmos, inferiores, ou progrediram pouco.
Nos mundos mais avançados, onde não são admitidos a se encarnarem senão Espíritos depurados, o mal é desconhecido, ou em minoria.
132 - Qual é a causa dos males que afligem a Humanidade?
A Terra pode ser considerada, ao mesmo tempo, como um mundo de educação para os Espíritos pouco avançados, e de expiação para os
Espíritos culpados.
Os males da Humanidade são a conseqüência da inferioridade moral da maioria dos Espíritos encarnados.
Pelo contato dos seus vícios, eles se tornam reciprocamente infelizes e se punem uns aos outros.
oOo
O não revide, cria uma freqüência diferente na mentalização e faz o psiquismo pensar diferente...
Eis um caminho já provado:
Recorramos à homeopatia...
“similia similibus curantur,”
“Uma regra que a medicação homeopática capaz de produzir sintomas numa pessoa saudável também remover sintomas semelhantes ocorrem como uma expressão da doença”.
Pessoas que desejam evoluir, já estão de posse da magnífica expressão do amor de Deus em ação...
O contato dos evoluendos com os ainda que ainda durmam na imperfeição, estão expostos à radiação do Pleroma (figura retórica para descrever o impossível de ser descrito).
Essa exposição, não sendo assimilada com o revide, promove no evoluendo a materialização do pensamento bom, por conseguinte, a vontade também se torna boa, e os atos, por conseguinte, também se tornam cada vez melhores...
Exatamente o que o Cristo fez entre nós, então não há mágicas, milagres, nem mistérios, é só manter-se em vigilância constante, até na hora de dormir, peçam ao anjo guardião, que o ajude em sua evolução, (o que o mesmo já faz, mesmo sem pedirmos), mas, pedindo, estaremos nos comprometendo a participar com nossa vontade, e, melhor, nunca irmos para a cama sem as preces e totalmente sóbrios.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 23 de Setembro de 2011, 11:12
Bom dia  e muita paz
 A todos os participantes do debate em questão

Resumindo:
Podemos dizer

Encarnado
Corpo  (animado pelo principio vital)
Alma  (espírito encarnado)
Perispirito  (agente de intermediação )

 Desencarnado  espírito – perispírito

Por vezes e parece-me que e foi o que aconteceu comigo, ao  ler determinado Cap. do L.E  sem ter em conta os anteriores surgem duvidas que não são propriamente dúvidas mas erro de interpretação ou da forma como se lê. Ou até de como a mente naquele momento pode estar bloqueada.

De qualquer das maneiras  fica clara a diferença entre principio vital e perispírito ou pelo menos que o segundo  se destaca do outro por elementos da própria individualização do “espírito” .

Actualmente existe variada literatura sobre o mesmo é uma questão de ter acesso à mesma e em tendo acesso conseguir descodificar o que está escrito sabendo que por vezes o desnível mental de uns para outros é impecilho na compreensão ou interpretação dos mesmos tal qual como nos debates.

Abraço
 O P
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 23 de Setembro de 2011, 12:33
A Gênese: Cap XI.

"18. - Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atraí por uma força irresistível, desde o momento da concepção. A medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior.

Por um efeito contrário, a união do perispírito e da matéria carnal, que se efetuara sob a influência do princípio vital do gérmen, cessa, desde que esse princípio deixa de atuar, em conseqüência da desorganização do corpo. Mantida que era por uma força atuante, tal união se desfaz, logo que essa força deixa de atuar. Então, o perispírito se desprende, molécula a molécula, conforme se unira, e ao Espírito é restituída a liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito.

Dado que, um instante após a morte, completa é a integração do Espírito; que suas faculdades adquirem até maior poder de penetração, ao passo que o princípio de vida se acha extinto no corpo, provado evidentemente fica que são distintos o princípio vital e o princípio espiritual."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 23 de Setembro de 2011, 12:37
A Gênese: Cap XI;

"19. - O Espiritismo, pelos fatos cuja observação ele faculta, dá a conhecer os fenômenos que acompanham essa separação, que, às vezes, é rápida, fácil, suave e insensível, ao passo que doutras é lenta, laboriosa, horrivelmente penosa, conforme o estado moral do Espírito, e pode durar meses inteiros.

20. - Um fenômeno particular, que a observação igualmente assinala, acompanha sempre a encarnação do Espírito. Desde que este é apanhado no laço fluídico que o prende ao gérmen, entra cm estado de perturbação, que aumenta, à medida que o laço se aperta, perdendo o Espírito, nos últimos momentos, toda a consciência de si próprio, de sorte que jamais presencia o seu nascimento. Quando a criança respira, começa o Espírito a recobrar as faculdades, que se desenvolvem à proporção que se formam e consolidam os órgãos que lhes hão de servir às manifestações."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 23 de Setembro de 2011, 12:45
A Gênese: Cap XI;

"24. - A obrigação que tem o Espírito encarnado de prover ao alimento do corpo, à sua segurança, ao seu bem-estar, o força a empregar suas faculdades em investigações, a exercitá-las e desenvolvê-las. Útil, portanto, ao seu adiantamento é a sua união com a matéria. Daí o constituir uma necessidade a encarnação. Além disso, pelo trabalho inteligente que ele executa em seu proveito, sobre a matéria, auxilia a transformação e o progresso material do globo que lhe serve de habitação. É assim que, progredindo, colabora na obra do Criador, da qual se torna fator inconsciente."
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 23 de Setembro de 2011, 14:11
A nossa vivência física está cercada de mistérios na sua origem e de incertezas no seu desfecho.
Para o espiritismo como doutrina, interessa o intervalo entre estes dois pontos da existência humana. A vida para nós é como um livro formatado com capítulos em branco, onde cada um escreve sua própria história formando um diário onde se registra todas intercorrências de nossa passagem pela matéria. Este livro da vida nos serve como recursos autodidáticos para a nossa educação e avanço espiritual, como também, estará nas prateleiras da história do Espírito humano, servindo de relato da valorosa experiência de viver espiritualmente preso a uma matéria ordinariamente viciosa.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Edna☼ em 23 de Setembro de 2011, 21:38
Olá a todos! :)

Desde o início mesmo sem compreender o mecanismo da vida, o homem já tinha certa noção do espírito e da matéria.

Se hoje mesmo com a tabela periódica temos dificuldades para compreender tantas coisas, o que dizer dos demais elementos que ainda não conhecemos?  ???

A aventura do Espírito na matéria é mesmo fantástica, pois que a criação divina é simplesmente maravilhosa!

Há muito o que aprender, pois a evolução do ser  é lenta,  um passo de cada vez, tanto na esfera intelectiva como na moral, sabemos que a natureza não dá saltos.


Na sua costumeira humildade e até de forma poética, o querido codificador nos diz que:

 “o Espírito só chega a receber a iluminação divina que lhe dá, ao mesmo tempo, o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, após haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra de sua individualidade; é somente a partir do dia em que o Senhor imprime sobre sua fronte seu augusto sinal, que o Espírito toma lugar entre as humanidades. (in, A Gênese).

(O trecho destacado em negrito é colocado com autorização por escrito da LAKE - Livraria Allan Kardec Editora, para fins de estudo).


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 23 de Setembro de 2011, 21:56
Exatamente Edna,
e o LE esclarece o ponto quando ensina que até que aja a transformação em Espírito,  o que existe é o princípio inteligente atravessando os périplos nos reinos anteriores ao da humanidade.
Abração,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 24 de Setembro de 2011, 21:11
Amados Irmãos,
No divino mergulho do Espírito na matéria, encontramos exemplos variáveis aos milhares, com todos os tipos e características, que nos servem ao aprendizado...

O Assunto do Garoto que perdeu a oportunidade de ser provado e sucumbiu, alhures postei um pensamento e aqui replico pois também é fator de aprendizado para o que aqui se estuda...

A mentalização irresponsável, curiosa, principalmente de outros tantos que também possuem débitos nessa ordem, podem sofrer mediunicamente e terem seus perispíritos desarquivando antigos débitos, tanto é que casos que recebem o foco dos refletores de tamanha monta, estão sempre se repetindo, lamentávelmente...

convido-os a orarem...

PENSAMENTO –
Primeiro que tudo é preciso aprender a fiscalizar nossos pensamentos, a discipliná-los, a imprimir-lhes uma direção determinada, um fim nobre e digno.
Isso implica na fiscalização de nossos atos, porque, se uns são bons, os outros sê-lo-ão igualmente, e todo esse procedimento achar-se-á regulado por uma concatenação harmônica.
Allan Kardec em:
Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 8 itens: 6 e 7
LÉON DENIS em O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR - 10ª Ed. FEB, 1977-357 –

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/1065/#ixzz1Yu0USbxh
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 25 de Setembro de 2011, 17:56
Que livro fantástico este da Génese.
 Foi bom ter pegado nele e relido esta matéria
Obrigado pelo estimulo intelectivo.
Abração
O P
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 25 de Setembro de 2011, 20:22
Perispírito...

Antes da codificação, praticamente todos os povos mais evoluídos espiritualmente pesquisaram o perispírito a ele atribuindo diversos nomes...

No mergulho do Espírito na matéria, desde os Egípcios, o estudo do perispirito fez parte das buscas de como se dariam a evolução, e como o Espírito se comunicava com a matéria bruta.
Com o Advento da codificação temos oportunidade impar de pesquisa, compreendendo que tanto o perispírito influi na matéria, como as percepções obtidas pela convivência social, vai também possibilitando que o perispírito assimile percepções, que naturalmente se tornarão percebidas também pelo evoluendo (princípio Espiritual simples e ignorante, mas, perfectível pelo próprio esforço.

Bastar-no-ia unicamente essa razão para justificar e louvar em gratidão ao Creador, a divina oportunidade do mergulho do Espírito na matéria.

Alguns nomes que o perispírito recebeu ao longo da nossa história:

Egípcios .........Khá.
Pitágoras... Corpo sutil da alma.
Aristóteles..Corpo sutil e etéreo.
Platônicos...Okhêma;
Neoplatônicos...Aura.
Tertuliano... Corpo vital da Alma.
Proclo... Veículo da Alma.
Budismo...Kama-rupa.
Cabala.....Rouach
Vendanta: Manu, Mãyã, kosha.
Hipócrates: Eu astral.
Caldeus: Coroa de fogo.
Paulo de Tarso: Corpo Espiritual.
Cristãos Primitivos: Corpo Glorioso.
Paracelso: Corpo Astral.
Católicos: Alma.
Teósofos: Corpo Causal.
Leibniz: Corpo Fluídico.
Zollner: Corpo fantasma.
Rosa-crucianos: Corpo Vital.
Ocultistas: Ego Transcendental.
Pesquisadores modernos: Corpo psíquico, corpo bioplasmático.

Contribuição do companheiro monitor do ESDE tomo único- Luiz Gonzaga Pinheiro.

Filhodobino continua pensando que as vicissitudes, os traumas, os tropeços, os erros e os acertos, que obtemos durante cada encarnação, vai propiciando ao perispírito, percepções que facultam ao espírito compreender o que se vai na carne e ao mesmo tempo, tudo quando o Espírito consegue pela boa vontade do ser humano, fazer com que o perispirito compreenda e arquive, vai somando na construção de um ser que um dia será bom...
No dia em que esse ser for bom, não precisará mais reencarnar na Terra, e como na natureza nada se cria, tudo se transforma, esse bom perispirito,haverá de ter um emprego adequado ao seu estado evolutivo, não creio absolutamente no descarte puro e simples, pois para isso basta o descarte dos próprios corpos.
Nem o que o monitor do ESDE explicou é doutrina, nem o que o filhodobino também escreveu o é... simples opiniões pessoais, que vão brotando, enquanto estudamos.

Aproveito a oportunidade para avisar aos cabalistas, que a cabala é exatamente assim que foi montada, opiniões daqui, opiniões dali, e outras doutrinas mais.
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: ram-wer em 25 de Setembro de 2011, 23:34
Alô, Kazaoka e amigos,

Oi, Hebe.  Somente esta tarde é que pude assistir ao vídeo de Krishnamurti que você postou, páginas atrás.

http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-divina-aventura-do-espirito-na-materia/msg231260/#msg231260



... "e o pensamento também nutre o prazer - que nada tem a ver com a alegria - porque a alegria não é produto do pensamento: ela não é prazer.

Você pode cultivar o prazer, pode pensar nele indefinidamente e obter grande prazer; mas não pode fazer isso com a alegria.  No momento em que faz isso, ela passou.  Tornou-se algo de onde você obtém prazer e, portanto, algo que você teme perder".


(Krishnamurti, aos 40 min. do vídeo.)



Ô, Filho do Bino, obrigado pela lista de nomes para o corpo astral.  De todos eles, o que me parece mais natural é corpo astral, mesmo.  Primeiro, porque diz o que aquilo é: um corpo, logo feito de matéria.  Depois, porque refere o tipo de matéria de que é feito.

O termo "perispírito", embora seja convenção espírita para corpo astral, não é tão preciso, pois o Espírito é envolvido por outros corpos, inclusive o físico. Assim, não seria errado chamar o corpo de carne física de "perispírito".

Toda a aventura do Espírito na Criação depende desses corpos: o diáfano corpo causal ou das ideias, o corpo astral ou dos desejos e o corpo sensorial ou físico.

André Luiz chama o corpo causal de "corpo mental", em seus livros da série Nosso Lar.

Não só de corpos o Espírito precisa para aventurar-se na matéria, mas de cenários em que esses corpos possam aparecer e sustentar-se. Desse modo, tão (ou mais) importante do que o corpo astral é o Universo Astral.  O mesmo para os outros corpos e universos.  Afinal, nossos corpos são feitos de nossos ambientes.

Que tal?







Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 26 de Setembro de 2011, 03:55
É verdade Ram.
O Espírito quando encarnado tem, além do corpo físico, toda natureza material do orbe para lidar. Tem a natureza e seus fenômenos climáticos, geológicos, ecológicos, etc. Tem, também, as questões sociais, o dinheiro e seus efeitos pela falta ou pelo excesso e tantas outras que a materialidade do mundo proporciona ou impõe e que exige do Espírito, uma habilidade muito grande para lidar com esse universo. E como tudo tem dois lados, o positivo e o negativo, cabe ao Espírito aprender a discernir o lado que, naquele momento de sua existência, é o que lhe convém.
Se estamos na dualidade do material e do espiritual, o nosso maior desafio e encontrar o equilíbrio íntimo das duas naturezas.
Sempre tachamos o lado negativo como sendo o lado ruim, o lado que nos compromete espiritualmente. Mas, prestemos a atenção em duas passagens evangélicas onde os fatos contrariam essa idéia.
Quem não conhece a história do jovem rico que não renunciou à riqueza para seguir Jesus e a de Zaqueu, que embora fosse uma pessoa que tinha como hábito usurpar os irmãos através do poder que o seu cargo lhe conferia, renunciou a tudo e seguiu o mestre?
O jovem rico era correto, de boa índole, cumpridor de todas as obrigações como cidadão, seguidor daquilo que Jesus pregava em termo de atitudes caritativas, enfim, um representante vivo do positivismo das atitudes beneméritas elevadoras da Moral do Espírito. Mas mesmo assim, quando foi chamado a renunciar à riqueza que lhe havia sido concedido por Deus e simplesmente seguir e divulgar o que acreditava como sendo a verdade, ele recuou. Já, Zaqueu que viveu o lado obscuro da razão, portando o lado negativo das ações, teve no reconhecimento e arrependimento da vida turva que vivia, a tábua de salvação de sua Alma.
Um foi salvo pelos próprios erros e o outro condenado por viver a verdade e fracassar no momento do testemunho de sua própria obra.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 26 de Setembro de 2011, 12:35
A questão da justa distribuição das riquezas materiais do mundo é um assunto que sempre ocupa o nosso raciocínio e é o idealismo de muitos.
Feita em perfeita igualdade entre todos os habitantes, será que seria o suficiente para que reinasse a paz e a perfeita harmonia entre os encarnados?
Será que se não houvesse as diferentes classes sócio/econômica, culturais, étnicas e outras, seria o ideal para o desenvolvimento do Espírito e o progresso mundial?
Será que é a desigualdade na distribuição das riquezas, a culpada pelo estado de espírito que vivemos hoje, onde a violência, os vícios, as paixões, são as causadoras das grandes tragédias sociais?
A natureza física humana é uma prova muito grande ao Espírito eterno. Mas, o ambiente físico que a raça humana tem como habitat também tem um peso e uma influência muito grande na aventura material do Espírito.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 26 de Setembro de 2011, 12:50
Bom dia Kazaoka,
Trago aqui essas questões para reflexão

O Livro dos Espíritos

Parte Terceira – Capítulo 9

Lei de igualdade

814 Por que Deus deu a uns riquezas e poder e a outros a miséria?

– Para experimentar cada um de maneiras diferentes. Aliás, vós já o sabeis, essas provas foram os próprios Espíritos que escolheram e, muitas vezes, nelas fracassam.

815 Qual das duas provas é a mais terrível para o homem, a miséria ou a riqueza?

– Tanto uma como outra; a miséria provoca a lamentação contra a Providência; a riqueza estimula todos os excessos.

Comentário de Allan Kardec:
 Neste mundo tanto as posições de destaque quanto a autoridade sobre seus semelhantes são provas tão arriscadas e difíceis para o Espírito quanto a miséria. Quanto mais se é rico e poderoso, mais se tem obrigações a cumprir e maiores são as possibilidades de fazer o bem e o mal. Deus experimenta o pobre pela resignação e o rico pelo uso que faz de seus bens e de seu poder.

A riqueza e o poder despertam todas as paixões que nos ligam à matéria e nos afastam da perfeição espiritual; é por isso que Jesus ensinou: “Em verdade vos digo que é mais fácil um camelo1 passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

Um abraço
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 26 de Setembro de 2011, 15:22
Amados do Meu Coração,

No estudo da lei de igualdade, assim tenho como entendimento pessoal...

A igualdade suposta no entendimento da percepção dos comportamentos cognitivos, e também defendida no OLE é a igualdade de direitos... Perante a lei; Perante o sofrimento.

Jamais sobre a crosta terrena estabelecer-se-ia um exército constituído apenas de generais ou somente de soldados, nem poderiam ser todos ricos, mas já fomos todos pobres, simples e ignorantes, daí advém a certeza de que em cada um de nós sem nenhuma exceção,temos percepções psíquicas do que é ser pobre, razão pela qual toda malversação em torno da usura é comportamento com conhecimento de causa ...
A prerrogativa de formar riqueza, é benção divina, que proporciona oportunidade milhares levarem salário dignificado pelo trabalho para casa, dela (a riqueza), pode então usufruir o proprietário sem danos à consciência... Entretanto, se apenas usufrui dos juros e rendimentos de um capital aplicado, ai.ai.ai.(me lembro do plano Collor – dos ricos do Iraque – e agora o norte da África, demonstra com clareza, os caminhos dos descaminhos da usura.

Do material que me serviu ao estudo anexo pdf, para que se for útil a alguém que se sirva à vontade.
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 26 de Setembro de 2011, 16:00
Em primeiro lugar agradecer a intervenção da Hebe, bem como, de todos que fazem suas postagens e comentários sempre edificantes e ricos de conhecimentos ou oportunidades para adquiri-lo.

Fazendo um comentário sobre a postagem da Hebe, a frase de Jesus que diz;"“Em verdade vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. , devemos entender o seguinte:
O camelo, a que se refere a citação evangélica, trata-se de um tipo de corda de fibras entrelaçadas que era usada naquela época e que tinha o nome de "camelo", semelhante à corda de cisal que conhecemos hoje. Analisando esta analogia de Jesus, devemos entender a possibilidade de passar esta corda pelo fundo da agulha, somente desfiando-a fibra por fibra e, com paciência e perseverança, passar a corda ou o camelo como cita o evangelho, fio por fio pelo fundo da agulha. Não existe outra forma de fazer isso. E quando Jesus diz que é mais fácil, subtende-se que não seja impossível. A corda ou o camelo simboliza o Espírito em progresso e as fibras desta corda cada encarnação deste Espírito.
Volto a citar a passagem do evangelho que cita a história do jovem rico para reforçar esta interpretação da mensagem de Jesus.

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Daniel Vieira em 26 de Setembro de 2011, 16:58
Estive numa palastra no centro Allan Kardec, na sexta, onde o palestrantre referiu, após longa introdução e entrosamento da Parábola do filho pródigo, que: o homem não é uma pessoa com momentos de espiritualidade, mas um espírito com momentos de humanidade.  Mas ou menos assim, claro, não nestas palavras, mas foi o que me ficou para reflexão. Nossos atos aqui, ali, acolá...é um complexo desenvolver, num intrincado mundo espiritual, material, e outros que não conheço. Mas na matéria, a densidade das vibrações inferiores é a maior prova que temos, pois até mesmo Jesus jogou-se a terra clamando a Deus pelo fardo enorme que o aguardava, mas que não a sua mas a vontade de Deus fosse feita.

Me questiono apenas, sobre a imensidão do universo: a matéria não é feita de matéria, mas de incontáveis átomos que, ao ampliar seus minúsculos espaços, surgem mais espaços, e mais, e mais... A matéria é uma ilusão. Só existem os espaços. O que somos senão um conjunto de galáxias, planetas, elétrons, prótons...

Vibremos juntos na mesma esfera!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 26 de Setembro de 2011, 17:10
Daniel, na sua opinião, o que está ocupando estes espaços?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: JT em 26 de Setembro de 2011, 17:16
Kazaoka,

quando a desfia, à corda, está a alterá-la, a transformá-la em outra coisa qualquer, não concorda?

e assim sendo, está a alterar o significado que Jesus pretendeu dar a «camelo»;

assim sendo, é impossível o camelo passar; e sendo impossível, é igualmente impossível um rico entrar no reino dos céus.

Agora, a forma que os espíritas arranjaram para que os ricos possam entrar no dito reino, é a de que o rico a que se refere Jesus, não ser um rico em bens materiais, mas sim uma pessoa apegada aos bens materiais; que Jesus não condena a riqueza, ...

assim, um espírita rico já entra pela porta estreita.

esta é a melhor forma de dar a volta ao texto.

abraço
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 26 de Setembro de 2011, 17:30
JT, a doutrina espírita, bem como, a maioria das doutrinas e religiões, apresenta como condição à elevação do ser ou do Espírito, a sua transformação moral. E transformar não quer dizer deixar de ser algo e passar a ser outro, é aprimorar o que já existe. E para isso a inteligência aliada à moral, são as bases que sustentam esta transformação. A transformação que nos eleva é o equilíbrio harmonioso em nós, dos princípios que regem o comportamento humano como homem e como Espírito. E estes dois princípios são o bem e o mau ou como queiram alguns, o certo e o errado, o positivo e o negativo.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: JT em 26 de Setembro de 2011, 17:33
e agora o Kazaoka também bem pode dizer: Bem, mas aí também se está a alterar o sentido, porque o rico é afinal um apegado; portanto, como também há pobres apegados, ...,

pois é Kazaoka. Em que ficamos?

E se o rico for mesmo rico, mas porque o rico tem o seu pensamento em manter essa riqueza, se o rico tem o pensamento quase que permanentemente envolto na matéria, se o rico ocupa a sua mente no negócio, não estará aí a impossibilidade? Não estará aí a incompatibilidade? Que seria do apóstolo, que mantivesse o seu pensamento diariamente com as preocupações de ordem material?

abraço
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 26 de Setembro de 2011, 17:42
JT, entendo suas colocações e seus pontos de vista. Porém, não dá, doutrinariamente falando, aceitar a idéia de que todo rico esteja fatalmente condenado. Se pensarmos assim, como entender a condição de quem nasce em um berço rico, quem herda uma fortuna que nem sabia que existia, quem ganha um premio milionário na loteria, etc.? Por que teríamos que passar pela prova da riqueza se ela fatalmente nos condenaria ao fracasso inevitável?
Seria desacreditar em Deus ou, no mínimo, em sua soberana justiça.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: JT em 26 de Setembro de 2011, 18:05

Moisés não renuciou à riqueza?

Buda não renunciou também?

Algum dos 11 discípulos dispendia tempo com assuntos de ordem material?

O que o Kazaoka agora precisa de investigar, é na minha ideia, «o reino dos céus» a que Jesus se referia.

abraço

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 26 de Setembro de 2011, 18:31
Quem de nós não tem mais do que o necessário para sobreviver?
Quem de nós não dispõe de mais conhecimento do que o necessário para evoluirmos, para fazer por nós e pelos outros, mais do que temos feito?
O que atrapalha o avanço do Ser não é o que ele tem materialmente, é o que lhe falta espiritualmente.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 26 de Setembro de 2011, 19:34
Com relação aos discípulos de Jesus, todos tinham seus ofícios e mantinham a si e seus familiares com o fruto de seus trabalhos. O que eles renunciaram foram os excessos, mesmo por que, ao renunciarmos ao essencial, antes de entesourarmos riquezas espirituais, tornaremos um peso para a sociedade.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 26 de Setembro de 2011, 21:00
A explicação dada pelo mano Kao, reflete uma das que tenta mostrar o real sentido da frase alegórica de Jesus.
Há outra, esta da qual compartilho. diz esta que a referência feita ao ouvido de agulha ou buraco de agulha, é a que é demonstrada quando se nota os pórticos que existiam na entrada das cidades ao tempo de Jesus,
Eram constituídos de uma parede, que tinha ao seu centro  uma entrada que tinha a parte superior arredondada e por isso se parecia com o ouvido das agulhas.
Como naquele tempo o meio de transporte era o camelo ou as mulas e cavalos, Jesus houve de usar os primeiros para dar mais força à imagem.

Já para com os discípulos erram os que os vêem como seres santificados.
Havia muita discussão entre eles, e mesmo inveja, eram homens comuns à época e pouco dotados de conhecimento.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 26 de Setembro de 2011, 22:07
Amados,
foi ótima a sugestão de mudança de assunto, mas fiquei sem responder ao Irmão Ran Wer, então peço-lhes vênia para em respeito ao comentário dele, legítimo por sinal, na ficar como se eu me esquivasse de dizer o que penso a respeito do assunto:

Citar
Ô, Filho do Bino,   De todos eles, o que me parece mais natural é corpo astral, mesmo.  Primeiro, porque diz o que aquilo é: um corpo, logo feito de matéria.  Depois, porque refere o tipo de matéria de que é feito.

O termo "perispírito", embora seja convenção espírita para corpo astral, não é tão preciso, pois o Espírito é envolvido por outros corpos, inclusive o físico. Assim, não seria errado chamar o corpo de carne física de "perispírito".

Toda a aventura do Espírito na Criação depende desses corpos: o diáfano corpo causal ou das ideias, o corpo astral ou dos desejos e o corpo sensorial ou físico.

André Luiz chama o corpo causal de "corpo mental", em seus livros da série Nosso Lar.

Não só de corpos o Espírito precisa para aventurar-se na matéria, mas de cenários em que esses corpos possam aparecer e sustentar-se. Desse modo, tão (ou mais) importante do que o corpo astral é o Universo Astral.  O mesmo para os outros corpos e universos.  Afinal, nossos corpos são feitos de nossos ambientes.

Que tal?

Tal qual o amigo e irmão pensa, acolho suas palavras com profundo respeito, mas penso diferente, e já expus anteriormente, acerca do perispírito, então respondo-lhe acerca do seguinte assunto, pois envolvestes vários temas no mesmo post:
Citar
Desse modo, tão (ou mais) importante do que o corpo astral é o Universo Astral.

Amado Irmão, nesse ponto do estudo eu fico com um pé atrás, pois de vero mesmo só creio no que Kardec e o Espirito da verdade extraiu na Bíblia e compôs as assertivas no ESE, e no que está codificado.
Pois só quem tem autoridade para falar em verdade vos digo, é quem vive a experiência, no lugar certo.
Há nos Evangelhos maravilhas que devem servir ao estudo como exemplo...
Os Espíritos Espíritas-Cristãos, eu os comparo ao que está no novo testamento, ou seja um segundo ato dos Apóstolos... assim mais ou menos...
Agora esse negócio de universo é o que menos acredito, nem mesmo creio nesse tal universo...
Coisa de doido né?
Mas imagine.... um nano é o mesmo que um giga...
Já estão falando em neutrinos especiais que viajam mais rápido que a luz...
E esse negócio de viajar, sei lá, a mãe natura é muito sábia, de repente de tanto o freguez querer viajar, ele pode sonhar acordado...
Agora para viajar mesmo, podemos viajar dentro de nós mesmos e achar uma maravilha das maiores do universo, e nem saimos provavelmente do nosso fígado, ou viajar por entre os espeços inter-celulares do teclado do nosso computador, e ficarmos maravilhados... pois no nosso teclado há mais espaço para viajem relativamente que tudo que o Huble já viajou.
Repara na lógica... primeiro 1,2,3, - quando acharam o zero ficou melhor... mas aí parece que só existia pra cima, pra baixo nada....
Então descobriram o -1, -2, -3- os entremeios, posto que há um universo entre o zero e o um...
Giga agora é fichinha... negócio é tera, e isso não é só na informática não, tudo está sendo olhado assim...
Mas vejam que descobrem primeiro o pra cima...
Só depois é que vão descobrir o pra baixo, ou o menor cada vez menor...
Falando nisso não sei a distancia de quantos nanos temos que medir para formar um tera...

É preciso, continuar estudando, confiando no Deus único bom e misericordioso, no amor, na fraternidade e manter este site assim amigo... só isso...
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 27 de Setembro de 2011, 16:39
Boa tarde a todos
E muito amor no coração

Estou consigo moderador Kazaoka nessas palavras O que atrapalha o avanço do Ser não é o que ele tem materialmente, é o que lhe falta espiritualmente.

Corrija-me se estou errada mas parece-me que a doutrina Espírita diz que cada um de nós nasce em conformidade com a sua necessidade evolutiva e a riqueza ou a pobreza são condicionamentos dessa verdade estando as pessoas com mais dinheiro mais vulneráveis aos vícios.
A questão mais importante parece-me que é perceber quando é que a pessoa rica ou pobre desperta para os valores imortais de que a doutrina espírita explana e começa a melhorar a sua realidade e a maneira como interage com o mundo que a rodeia.

 Um pensamento que retiro de uma resposta  do LE que soa mesmo bem
“ As boas acções são doces e os das outras são sempre amargos; sempre, entendei bem isso”.

Isto faz-me lembrar outras situações em que o mais importante é o que a pessoa faz e não o que o mundo á volta dela possa estar a fazer. Porque os cegos não vêem os surdos não ouvem etc.

Da mesma forma que a vivência do perdão.
“ Eu,  hipoteticamente, mas generalizando cada um de nós;  posso perdoar, libertando as almas e desejando-lhes toda a felicidade do mundo mas isso não significa que elas passem a gostar mais de mim ou possam mudar seu estado de pensar em relação a mim.

A alquimia a ascese é de cada um em relação ao seu “sofrimento”, aquilo que provoca descontentamento, revolta etc.
A mim parece-me que  esta   Divina aventura do espírito sobre a matéria é dificílima mas não impossível, precisamente porque  o objectivo é superar a  rudeza da mesma superando-nos a nós mesmos pela positiva.

O que é que verdadeiramente trabalha a nosso favor desde que nascemos até ao desencarne.
A capacidade de abraçar o que traz paz, conforto ou seja o conselho sábio aquilo que alumia e o que possa vivificar, aquecer dar alento,  mas quem pode dizer com toda a certeza que está a salvo do erro da injustiça  da perda de razão. Todos os dias vemos o mundo e as pessoas a mudarem seus comportamentos, uns para melhor outros para pior. Falamos de obsessões, mas e o tratamento para elas! Falamos de auxilio aos outros, mas quantos conseguem organizar-se ou integrar-se nessa maravilhosa viagem que é a doação!

Vamos fortalecendo a fé isso sim.
Abraço
O P




Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 27 de Setembro de 2011, 17:39
Com toda certeza, o que temos que estarmos sempre atentos é, justamente, com as questões íntimas que temos mais dificuldade em lidar e, que por isso mesmo, estamos sempre nos esquivando ou adiando indefinidamente a lida inevitável. Este é o maior indicativo que temos dos pontos em que as nossas imperfeições se pronunciam e que nossas fraquezas se materializam.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 28 de Setembro de 2011, 01:57
Estamos chegando ao final do mês e, com isso, o final do nosso estudo de Setembro. Somos muito gratos a Deus pela oportunidade que tivemos de nos interagirmos em torno do tema que propusemos refletir. Sabemos que o estudo é amplo e contínuo e jamais estaremos a dar tons conclusivos em qualquer assunto que seja, principalmente sendo estes, ligados à existência do Espírito eterno.
Portanto, muitas dúvidas e muitas colocações que sofreram com o desencorajamento dos postulantes em trazê-las a público, ficaram no anonimato e continuarão latentes no coração e na mente de quem as detenham. Então, meus irmãos, aproveitem estes dois ou três dias que restam e tragam à luz da apreciação comum e do esclarecimento fraterno, todas as suas dúvidas, questionamentos e manifestações de opiniões sobre o que aqui foi apresentado e discutido.
Repetimos o que foi dito na abertura deste estudo; "Não existem participações sem importância nem colocações sem relevância. O importante é aproveitarmos o espaço e o tempo para expor nossos pensamentos, nossa forma de ver e interpretar essa aventura do Espírito na matéria e na materialidade"   
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 28 de Setembro de 2011, 02:38
Amados,

Dos estudos da psicologia cognitiva, envolvendo a filosofia do comportamento, podemos nos estudar sob a nossa própria pele, a nossa própria sensibilidade, e nos conhecermos melhor...
Importantes funções biológicas evoluíram em nosso corpo, através de vários sistemas nervosos que ficaram semeados no nosso perispírito, e o mergulho do Espírito na matéria deles se beneficia aprendendo a conhecer a sutileza da hipocrisia.
Esses sistemas nervosos desenvolvidos que nos propiciaram a evolução do nosso comportamento verbal, é de tal modo que perguntas simples do dia-a-dia, podem nos induzir a buscas interiores para respondermos que nos fazem repetir ações de mentalização a nos auscultar nossa sensibilidade e nos proporciona por acrescimento da bondade da lei de utilidade o: “Como nos conhecer melhor”.
Perguntas tais:
Você está com sede?
Você quer ir ao cinema?
Você está com dor de cabeça?
Porque essa cara de emburrado?
Porque você faz assim?
São perguntas que suscitam nas pessoas uma forma de procederem mesmo inconscientemente uma auto Análise de si mesmas, observarem-se sob suas peles...
Isto teria pouco valor se todos nós já fossemos perfeitos...
Como somos todos perfectíveis, e o conheça a ti mesmo é lei utilitária para a evolução, todos nós que não estamos habituados a auto-análise, temos nessas relações, oportunidades de aprender a nos observar, mesmo inconscientemente.
Com o advento do hábito da leitura, o que é extremamente difícil expor para o nosso próximo sua imperfeição de ser hipócrita, sob pena de exasperação, vejo relevância no estudo das assertivas e das comparações, uma magnífica oportunidade de aprender, e este fórum abaixo de Deus, me permite exteriorizar a quem o queira ler, conhecimentos magníficos que aprendo, que de outra forma expostos gerariam melindres e reações rancorosas.
Muito Obrigado!
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 28 de Setembro de 2011, 18:12
Vejam o que o Espírito é capaz de fazer com a materialidade...
E o quanto é contagiante uma manifestação espontânea de um sentimento chamado Amor...
Este vídeo foi gravado na estação central de Antuérpia, Bélgica e foi realizado sem o conhecimento dos usuários daquela estação. É incrível a perplexidade e o envolvimento das pessoas com aquele clima de paz e harmonia criado de forma inusitada e repentina. Foram apenas dois ensaios com um grupo de mais de cem dançarinos de todas as idades.


Centraal Station Antwerpen gaat uit zijn dak! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBVRTNDTnVfcnRZJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlc3VsdHNfdmlkZW8mYW1wO3BsYXluZXh0PTEmYW1wO2xpc3Q9UEw4N0FFODg3RkRBNzcyRDg3I3dz)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 28 de Setembro de 2011, 18:46
Tem outro que não dá para deixar de gastar 6 minutos do nosso tempo para ouvir uma lição que vale para a vida inteira... Assistam a este vídeo...

O menestrel - William Shakespeare (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXZsTGg4SzZGRjhBIw==)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2011, 02:52
Amados,

você é capaz de definir uma palavra com significado concreto, para cada ditado popular que conhece?
...
Desse modo, você poderá alcançar um status intelectual ideal, “de ser”, porque não há no mundo duas pessoas aleatórias que irão concordar com você.

...
Você quer ser irrepreensível? Pessoas inteligentes ou não não podem ser assim, prontas e acabadas neste mundo.

...
Quando você criar uma fachada impecável para alguém é porque essa pessoa está amando você, aí se você aprender amar essa pessoa também, você será irrepreensível.
Esta é a função boa da hipocrisia...
Explico:
A parte externa de você pertence à vida de relação, não é sua, você precisa sobreviver entre diferentes e não deve chocá-los, deve igualar-se aos que se aproximam de você, seja como ele for.
Agora a parte de dentro de sua pele, somente você poderá decidir o que quer ser, de que modo quer ser, onde quer ser quando quer ser.
Nunca devemos julgar um conceito sem antes examiná-lo sob a ótica de outrem, pois poderemos estar perdendo excelente oportunidade de aprendizado nesse divino mergulho do Espírito na matéria.
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 29 de Setembro de 2011, 13:27
Tudo o que eu gostaria de dizer ao mundo hoje

As mensagens que vão abrindo em pequenas janelas são de quem publicou o vídeo, não são nossas.

Esse Video DIZ TUDO QUE EU GOSTARIA DE DIZER PARA O MUNDO! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUd6blIwYVFrbEtRJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 29 de Setembro de 2011, 13:42
Parabéns Kazaoka ,
Pela escolha deste  ultimo vídeo, muito bom.



Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Edna☼ em 29 de Setembro de 2011, 14:45
Amados,

você é capaz de definir uma palavra com significado concreto, para cada ditado popular que conhece?
...
Desse modo, você poderá alcançar um status intelectual ideal, “de ser”, porque não há no mundo duas pessoas aleatórias que irão concordar com você.
...
Você quer ser irrepreensível? Pessoas inteligentes ou não não podem ser assim, prontas e acabadas neste mundo.
...
Quando você criar uma fachada impecável para alguém é porque essa pessoa está amando você, aí se você aprender amar essa pessoa também, você será irrepreensível.
Esta é a função boa da hipocrisia...

Explico:

A parte externa de você pertence à vida de relação, não é sua, você precisa sobreviver entre diferentes e não deve chocá-los, deve igualar-se aos que se aproximam de você, seja como ele for.
Agora a parte de dentro de sua pele, somente você poderá decidir o que quer ser, de que modo quer ser, onde quer ser quando quer ser.
Nunca devemos julgar um conceito sem antes examiná-lo sob a ótica de outrem, pois poderemos estar perdendo excelente oportunidade de aprendizado nesse divino mergulho do Espírito na matéria.
Saúde e Paz!


Olá querido amigo Filhodobino, concordo com sua colocação.

Me lembrou as palavras do filósofo indiano J. Krishnamurti: "observar sem avaliar é a forma mais elevada da inteligência humana", pois que vivemos a julgar nosso próximo, o que gera muitos conflitos.

Sinto que a viagem mais díficil do Ser é para dentro de si mesmo, conversar consigo para compreender e exprimir os seus tão delicados sentimentos,  não fomos educados para isso.

A impressão é que sempre voltamos ao mesmo ponto: conhecer a si mesmo e escutar os nossos sentimentos para crescer como Espírito.


"Sem o encontro consigo mesmo,
nenhum homem realizará o seu encontro com Deus
."
H. Rhoden


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)


Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2011, 14:47
Amados,

você é capaz de definir uma palavra com significado concreto, para cada ditado popular que conhece?
...
Desse modo, você poderá alcançar um status intelectual ideal, “de ser”, porque não há no mundo duas pessoas aleatórias que irão concordar com você.

...
Você quer ser irrepreensível? Pessoas inteligentes ou não não podem ser assim, prontas e acabadas neste mundo.

...
Quando você criar uma fachada impecável para alguém é porque essa pessoa está amando você, aí se você aprender amar essa pessoa também, você será irrepreensível.
Esta é a função boa da hipocrisia...
Explico:
A parte externa de você pertence à vida de relação, não é sua, você precisa sobreviver entre diferentes e não deve chocá-los, deve igualar-se aos que se aproximam de você, seja como ele for.
Agora a parte de dentro de sua pele, somente você poderá decidir o que quer ser, de que modo quer ser, onde quer ser quando quer ser.
Nunca devemos julgar um conceito sem antes examiná-lo sob a ótica de outrem, pois poderemos estar perdendo excelente oportunidade de aprendizado nesse divino mergulho do Espírito na matéria.
Saúde e Paz!

Então a moral do estudo é o seguinte:
Se nos percebemos irrepreensíveis, vivemos no melindre, notamos as imperfeições alheias, não nos espelhamos nelas, posto que pensamos ser irrepreensíveis, porque somos justos, honestos, lutamos pela vida, fazemos tudo certinho...
mas não há irrepreensíveis no planeta Terra porque somos ainda evoluendo, carentes de imenso aprendizado...
Quando lemos algo que faz com que nossa consciência nos desperte, irritamos, e culpamos quem foi o audacioso que nos fez perceber nossa imperferções e fica nos passando reprimendas...
Nos tornamos raivosos, irritados, e ficamos rezando para que ele mude...
De qualquer forma o benefício ao nosso Espírito está feito, mas vivemos magoados...
Nos desviamos e rejeitamos reatar com essa pessoa e sempre que possível também tentamos mostrar as imperfeições que nele existem...
Pessoas assim precisam da paixão(pleroma), para aceitar um ou outro amigo ou companheiro, porque a paixão (pleroma) é justamente para anular (selar) o entendimento arquivado no perispírito...
Quando aceitamos nossas imperfeições o aprendizado que fica arquivado no perispírito, é o do amor e nem ligamos para os ataques sutis que nos dirigem, afinal merecemos, somos mesmo imperfeitos, evoluendos, carecemos ainda de muito estudo, não nos consideramos irrepreensíveis...
Aceitamos pacificamente a repreensão seja ela justa ou não, porque de qualquer forma é aprendizado...
Então passamo a possuir a paz que o mundo não pode nos dar posto que é ilusão, mas que o Cristo no-la prometeu, se nos fizessemos sinceros e verdadeiros conosco mesmos, como ele e essa paz passa a fazer parte do nosso quotidiano...
É o corpo, fornecendo aprendizado ao evoluendo, desde que o orgulho não impeça o corpo de assimilar o aprendizado.
Saúde e Paz!
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Edna☼ em 29 de Setembro de 2011, 15:09
Kazaoka, desculpe voltar a este assunto, mas é que só tive oportunidade agora. ::)

Moura, muitos que não compreendem este ponto de transformação buscam pelo elo perdido.

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)


Exatamente Edna,
e o LE esclarece o ponto quando ensina que até que aja a transformação em Espírito,  o que existe é o princípio inteligente atravessando os périplos nos reinos anteriores ao da humanidade.
Abração,
Moura
Citar


 “o Espírito só chega a receber a iluminação divina que lhe dá, ao mesmo tempo, o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, após haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra de sua individualidade; é somente a partir do dia em que o Senhor imprime sobre sua fronte seu augusto sinal, que o Espírito toma lugar entre as humanidades. (in, A Gênese).

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 29 de Setembro de 2011, 17:33
Edna, quando observamos uma nave espacial, um automóvel, um liquidificador, um talher, uma agulha. Em todos eles existe um elemento comum chamado aço e se buscarmos o elo perdido destes objetos remontaremos à origem comum de todos eles, o minério de ferro. À partir deste elemento, com a elaboração e reorganização dos frutos dessa elaboração é que faz surgirem os corpos complexos como os exemplificados. E cada um tem suas aptidões e exercem as funções para as quais foi criado. Um carrinho de mão usado na construção civil tem a mesma natureza e os mesmos princípios de um caminhão basculante. Mas, o caminhão basculante nunca precisou ser um carrinho de mão para chegar a ser o caminhão que é hoje. O que eles tem em comum é a causa e o princípio elementar de suas aplicações.
Assim é com os espíritos (animalizados e inconscientes da própria individualidade ) e os Espíritos (humanizados, conscientes de si mesmos), o elo perdido entre eles, se é que está realmente perdido, encontra-se na origem, na causa primordial. E ai, entra no campo das coisas que estão sob os mistérios de Deus, que ainda não nos deu ciência para  desvendarmos.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Hebe M C em 29 de Setembro de 2011, 17:41
Penso da mesma forma, o Elo perdido é o desconhecimento da origem.

Um abç
Hebe
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 29 de Setembro de 2011, 18:02
Você acha que está no limite dos recursos que Deus lhe disponibilizou nesta encarnação? Veja este vídeo e reflita sobre você mesmo...

Todos devem assistir esse vídeo ao menos uma vez!!! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWdmM1JfNktEZjAwJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 30 de Setembro de 2011, 09:15
Por tudo o que aqui tem sido exposto e a doutrina fala
A grande alquimia do nosso ser em evolução é com certeza
Crueldade ou humanidade ser cruel ou ser humano e sofrendo as limitações que essas energias postas em acção trazem a cada um de nós .
Precisamos trabalhar para o progresso mas enquanto isso está no exílio temos de continuar a alimentar a centelha cá dentro do peito.
Bem-hajam
O P

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Edna☼ em 30 de Setembro de 2011, 11:56
Sim Kazaoka, e a Doutrina Espírita é clara quando diz que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade, e é nos seres inferiores da criação, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o de germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do bem do mal e a responsabilidade dos seus atos. Como depois do período da infância vem o da adolescência, depois a juventude, e por fim a idade madura.

Esclarece, ainda, que a Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente e seria antes uma exceção

(in, O Livro dos Espíritos)


Que Deus abençoe e fortaleça a todos nós nesta jornada evolutiva.

Obrigada por tudo e parabéns pelo estudo!

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Ganimedes em 07 de Outubro de 2011, 18:59
Peço que me permitam, aqui, um pensamento ou que seja um desabafo do coração. É a maneira como vejo a minha luta pela renovação íntima.  Saindo da Doutrina Espírita, acho que nenhuma filosofia criada, até agora, consegue ser adotada em definitivo pela humanidade, porque não existe evolução sem renúncia.  Portanto para haver evolução há de se contrariar a vontade, porque adquirimos a força da tentação a qual resistimos; por isso evoluímos. Penso que a condição de existência é a luta. Não pode o homem eximir-se de lutar.
Os felizes são aqueles que põem a sua felicidade ao alcance do seu desejo. O que a põe mais longe, não a alcança; o que a encontra mais perto não a vê, se a vê não a aprecia. Se não quero sofrer e se não quero lutar, devo por o meu desejo em mais fácil propósito, e o meu deleite em mais trivial mercê. Acho que é difícil? Busco coisa fácil. Não é, porém, a minha razão que escolhe, mas o meu coração. O homem não pode sempre sofrear a sua vontade. Quem disso se jactar é louco. Por enquanto hei de ser escravo dela como sou. Assim não busco bastante corretivo ao meu desarrazoado propósito, mas a maneira de fazer dele uma realidade conseguida e razoável dentro dos preceitos cristãos.
Não é vencido o que consideram vencido; é o que assim se considera; de modo que o segredo da vitória, não é apanágio do que supõe triunfador: é do que se não dá por aniquilado. Por isso procuro sempre seguir o conselho dos Espíritos Benfeitores: trabalha, espera e confia.
Muito obrigado.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 07 de Outubro de 2011, 22:50
Ganimedes, a tão falada reforma íntima envolve uma transformação de relação de valores íntimos e só acontece realmente quando houver a verdadeira transformação. Esta é a palavra chave.
Enquanto quisermos promover nossa reforma aniquilando ou simplesmente sufocando nossas fraquezas, não estaremos passando do ensaio. O bem se impõe pela razão e pela consciência do que é certo e do que é errado, adquirido com discernimento, transformando o menos bom em mais bom.
Estaremos verdadeiramente reformados quando formos bons pela nossa natureza e não pela subjugação de nossas imperfeições, conseguida em batalha íntima entre o bem e o mau que habita em nós. E que, sendo fruto de um conflito interior, não deixa de ser uma forma de violência. E o que é pior, violência contra si mesmo.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 08 de Outubro de 2011, 14:19
Permitam-me ainda voltar ao debate e acrescentar o seguinte que não sei se é contra ou a favor de suas palavras mediador Kasaoka mas para mim ajudam-me a compreender esse conflito interior do qual todos sofremos inevitavelmente. Citarei o L. E. Parte2ªCap,XI, e outras fontes de conhecimento Universal.
“A alma luta contra o corpo, o corpo contra o corpo, o corpo contra o espírito, o espírito contra a inteligência, a inteligência contra a alma.”
61. Jesus disse: Haverá dois na mesma cama: um morrerá, o outro viverá.
 (Hipoteticamente será que esta frase de Jesus fala do homem em si! a cama a casa é o nosso próprio ser que se debate entre espírito e matéria da qual luta, inevitavelmente uma é a vencedora.
 Porque está escrito no L.E. (Parte2ªCap.XI Os três Reinos mas mais precisamente 605 e seguintes) o homem não tem duas almas mas o corpo tem seus instintos. O homem tem uma natureza animal e espiritual. Pelo seu corpo participa da natureza dos animais a dos seus instintos; pela alma participa da natureza dos espíritos; é dessa influência da matéria que o homem tem de libertar-se Purificando-se.

(Casa Beith o numero da prova da unidade viva 2 união do yin aspecto femenino yang aspcto masculino.) mas mesmo que não fale podemos aplicar a sabedoria do texto a essa ideia de morte e renascimento dentro de nós pela sobrevivência do espírito que é Imortal e que condiciona “ “ o nosso  livre-arbítrio e as escolhas que fazemos incluindo renuncia e abnegação.
A frase acima continua assim: Salomé disse: Quem és tu, ó homem? Como que saído de um só? Tu que usavas a minha cama e comias à minha mesa?
Responde Jesus: Eu vim daquele que é todo um em si; isto me foi dado por meu Pai.
Disse Salomé: Eu sou discípula tua.
Vem a propósito o dito: Quando o discípulo é vácuo, será repleto de luz; mas quando é dividido, ele será repleto de treva.

62. Eu revelo meus mistérios àqueles que são idóneos para ouvi-los. O que tua mão direita faz não o saiba a tua mão esquerda.

As frases de Jesus foram retiradas segundo a fonte_ site da internet do Evangelho de S. Tomé.

Seguindo o mesmo raciocínio do conflito logo lembro a famosa frase de Descartes Je pense, donc je suis (citada frequentemente em latim, cogito ergo sum; penso, logo existo
Na realidade analiso essa frase com mais profundidade: Penso logo existo porque sou consciente e responsável pelos meus actos. - Se penso, ergo-me para a evolução, isto é,tenho obrigação de pensar antes de agir medindo a extensão das minhas escolhas e o alcance de suas consequências, sabendo que disso depende a evolução, o progresso e o bem-estar de todos e não só o meu.
No E. S. E. no capítulo das preces essa ideia  é nos transmitida.

Inevitavelmente como há muita disparidade evolutiva  nos encontros  de uns com os outros as relações das pessoas geram confrontos e conflitos  que podem  ser resolvidos para fora ou para dentro.

Muita paz
O P

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 08 de Outubro de 2011, 14:46
Ainda pegando nesta ideia de Reencarnação e evolução moral voltando á sabedoria ancestral  e ao Evangelho Espírita Cap. XIV pode-se deduzir que e permitam-me usar uma e outra linguagem. 
A alma “alimenta” o espírito. (o espírito que é imortal) O espírito morre através do corpo que comporta a inteligência. A inteligência dá origem ao corpo (reencarnamos entre espíritos simpáticos ou não). O corpo alimenta a alma. ( o corpo genético que é criado pelos laços de sangue alimenta a alma imortal para assim sucessivamente se alargarem os laços de simpatia e de comunhão de pensamentos.
Parece fazer sentido. Corrija-me se necessário.
Abraço
O P
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 08 de Outubro de 2011, 20:07
Olivia, a relação Espírito / matéria é uma relação de interatividade onde ambos se beneficiam conforme a soberana sabedoria Divina. O mundo material, sobre a ação e influência da força da inteligência, que é do espírito, se desenvolve, avança em progresso e em moralidade. Por sua vez, o Espírito, exposto às forças instintivas da matéria é provado em suas virtudes e aquisições morais, adquiridas na atual existência e em existências anteriores, proporcionando-lhe os meios de avançar na sua escala evolutiva (lembre que a fase humana não é o topo desta escala).
Quanto a questão da consanguinidade, ela existe enquanto as questões a serem ajustadas entre seres espirituais estejam a níveis extremamente materiais e, portanto, sendo necessário que ocorram na condição de encarnados. À partir da depuração dos Espíritos, as relações se eterizam e as afinidades passam a serem ajustadas a nível de Espírito, sem a necessária ação da matéria. Neste ponto o Espírito já tem plena noção da universalidade da família espiritual e não precisa mais da consanguinidade física e de suas paixões, para que nos consideremos, realmente, irmãos. 
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Ganimedes em 08 de Outubro de 2011, 22:19
Kazaoka   (ref #371)
Kazaoka, você disse:
"Enquanto quisermos promover nossa reforma aniquilando ou simplesmente sufocando nossas fraquezas ..."
Não sei por que você disse isto. Poderia, por favor, citar o trecho do meu texto, onde eu digo isto para que eu possa entender?
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 08 de Outubro de 2011, 22:22
Ganimedes, não fiz referência ao seu texto, destaquei o pensamento predominante na mente humana, segundo o qual, o bem deve triunfar sobre o mau através do seu aniquilamento e da demonstração de sua força. Este é o pensamento que domina a mente humana desde do tempo de Jesus e, segundo a própria História Cristã, este foi o motivo que encorajou Judas a entregar o mestre. Ele acreditava que naquele momento crucial, as forças celestes do bem desceriam à Terra e num manifestação colossal de seu poder, aniquilaria de forma radical a  força maligna então representada pelo poder Romano.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Oliva Prado em 09 de Outubro de 2011, 15:36
Bom dia a todos
 ..e muito amor no coração

Fiquei  feliz pelo seu comentário moderador Kasaoka.
Entretanto que dizer dos  que se sacrificam em nascer entre nós para nos ajudar. Uma vez que já devem poder viver em corpos menos densos e rudes como o nosso tendo que conviver com algumas  das nossas limitações.

29. Jesus disse: Se a carne foi feita por causa do espírito, é isto maravilhoso. Mas, se o espírito foi feito por causa do corpo, é isto a maravilha das maravilhas. Eu, porém, estou maravilhado diante do seguinte: Como é que tamanha riqueza foi habitar em tanta pobreza?

Abraço
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Mourarego em 09 de Outubro de 2011, 16:09
Mano Oliva,
em todas as classes  de Espíritos, seguramente a partir da classe em que estamos, há Espíritos que se dignam e se alegram, em virem a ter conosco e na carne, tendo assinalada como uma missão, a tarefa de facilitar o nosso percurso na senda do Bem.
Mesmo entre os Espíritos Superiores, é com alegria e não sob o fel sacrificante, que tomam a si esta propositura.
Este ensino está dentre tantos, em OLE e na Revue.
Abraços,
Moura
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Kazaoka em 09 de Outubro de 2011, 16:13
E em adendo ao que nosso companheiro Moura já destacou, o Espírito quando chega à ordem dos puros, não tendo mais necessidade de reencarnarem, eles já chegaram ao nível espiritual onde ser bom é o natural. O Espírito é bom e pratica o bem pela sua natureza, ele não precisa ou não sente nenhum esforço em praticar o bem. Quando um Espírito desta ordem reencarna em nosso meio, vem com a missão de disciminar o bem que ele conhece e vivencia. As obliterações da matéria e suas viciosidades não pertubam e, muito menos, alteram a pureza que encerram em sua essência espiritual.   
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Feni em 06 de Fevereiro de 2012, 11:40
    Parabéns pelo tema. Não somente por estar reencarnado na Terra é uma aventura, mas a própria caminhada pela escala evolutiva do ser imortal que somos, é magnífico. A busca incensante para dominarmos a nós mesmos, o autoconhecimento, o despertar espiritual, a fé e etc. Tudo isso, dá sentido a nossa existência. Por isso admiro e amo as Leis Divinas. Bjus
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Zé Ninguém em 21 de Fevereiro de 2012, 23:35
Centelhas Divinas (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXRGcU1NSnc0SXhNIw==)
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Zé Ninguém em 22 de Fevereiro de 2012, 11:18
Olá,
Kazaoka me pediu que fizesse algumas considerações sobre o vídeo, peço desculpas por não tê-lo feito antes.
Este vídeo aborda a nossa jornada como consciências divinas em busca do auto conhecimento.
Alguns irmãos não aceitam muito a idéia das centelhas divinas pois confundem o conceito com panteísmo, o que não procede.
Na verdade as centelhas divinas unidas não formam o Todo mas são expressões do Todo.
Não somos "células" que somadas formamos o Deus, somos emanações divinas que descendem do Todo como fagulhas, chispas, centelhas, faícas..
Por isso que temos o divino em nós e ao mesmo tempo somos individualidades à parte mas intimamente  ligadas a Deus.
Depois de experimentandas nos insondáveis planos de consciência, retornaremos ao Pai.
De certa forma Budismo de todo não está errado.
Ele aborda a questão no "ponto final", nós, espíritas, "no meio" do caminho, unindo as visões de ambos, chegamos em algo mais próximo do real.
Nós mantemos sim nossa individualidade após os sucessivos encarnes e desencarnes, mas chegará um momento em que ela não terá mais sentido porque chegaremos em um estágio onde individualidade, personalismos não serão mais necessários.
Isso é importante para nós por conta do nosso ego mas não para Espíritos que já alcançaram um grau inimaginável de evolução.
É que os espíritos não terminaram de contar toda a história..e nem poderiam levando em consideração o nosso grau de consciência.
Não falaram nada de errado, apenas não terminaram de "ler" o livro, contaram a história até onde tinhámos condições de compreender pois faltava a conexão necessária para abordar as consciências divinas e o Todo de forma mais profunda.
Com o tempo estas informações ,já de conhecimento dos grandes mestres da espiritualidade oriental, irão sendo assimiladas por nós ocidentais e uma ponte será feita entre ambas filosofias, onde a religião não será mais definida por "ismos" mas por um único conceito universal.
Abraços
Susana

Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: ZERUELA em 06 de Abril de 2012, 18:31
Este tema me remete a dois pensadores um Karl Max que colocava toda finalidade da vida no economico e um outro Khalil Gibran que fala sobre o conforto material de forma que o conforto traz a paralização, a questão aqui é como nos envolvemos com tudo isto, por um lado Max tinha alguma razão , veja que a própria economia da classe média americana esta se alastrando pelo mundo ou o modelo americano (que é de classe média) se alastra até por países culturamente milenares (China e India) e o que isto tem a ver com a questão espiritual e material, tem tudo, pois o chamamento para o consumo, o TER tornou-se imperioso no mundo atual, mais que  nunca, estamos voltados para o TER, a educação para o SER deu lugar para o TER, estudar para ganhar dinheiro, como um jogo, o marketing nos empurrando coisas que nem precisamos, quantas vezes vamos a um shopping e compramos algo que não precisamos??, como podemos pensar que TER trará felicidade, logo após TER percebemos a fragilidade do TER, então enquanto nós não voltarmos para dentro e buscar priorizar o SER não vamos sair do instinto e material para o espiritual, acredito que a primeira lei de Sobrevivência ainda rege o planeta, ou seja a primeira lei para os irracionais ainda vige para nós, não subimos ainda na escala para a humanidade, somos voltados 99% para a sobrevivência, TER e TER a qualquer custo, mesmo quando adentramos os aspectos religiosos, ainda temos a pretensão de TER, TER o conhecimento significa para muitos que já somos, ledo engano precisamos SER para que nossa essência ou espiritualidade desponte.

Paz para todos.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Maxwell Carvalho em 18 de Junho de 2012, 03:14
O grande âmago da questão é a confusão da vida material e os valores espirituais; a incerteza da evolução ou não do indivíduo é uma condição. Sabe lá deus qual! a cada um! Mas as sagradas escrituras ensinam que os valores espirituais é o comportamento ou a condição. Somente estes podem atuar como elementos geradores da evolução e progresso da humanidade.

O exemplo típico são os conjuntos de valores, individuais ou coletivos considerados universalmente norteadores das relações sociais e da conduta dos homens - o que nós chamamos de moral. - Não roubar, não matar alguém, não prejudicar o próximo, acreditar em deus, compartilhar a fé à família e a todos os próximos, ajudar os pobres, não deixais que o anseio material seja elevado que a afeição familiar como o amor, carinho e fraternidade; etc

Já a condição é mais difícil de determinar, pois depende de fatores já vividos ou vigentes impostas como expiação ou não, com intuito de se aperfeiçoar ou entender a dor de si ou do próximo. - Exemplo: ser pobre, ter uma deficiência, ser rico, inimizade etc

Estes dois elementos conduz o progresso espiritual.

No entanto, a vida material foi  e é um norteador necessário a nossa sobrevivência e evolução tanto espiritual quanto perpetual da raça humana; sem ela não haveria a condição, sem ela também a raça humana não progrediria.


Sabemos hoje que a relação material estabelece o gerenciamento dos nossos recursos naturais e relações econômicas e sociais "harmônica", se não houvesse-nas não estaria escrevendo aqui . Sem o consumo não haveria pesquisas ou inovação, sem a quantificação do preço de um ativo não haveria controle da escassez deste ativo ou produção, por exemplo a água e a energia elétrica. Sem o estímulo ao consumo não haveria distribuição de riqueza.

Fica uma grande polêmica!


Nos dias atuais, a relação material vai nos acompanhar sempre, regulando a existência da sociedade e a vida espiritual, senão seria um caos.

A evolução espiritual é muito importante, mas não podemos subestimar a relação complexa que nos trouxe vivos até então.
Título: Re: A divina aventura do Espírito na matéria
Enviado por: Diegas em 18 de Junho de 2012, 14:22
Olá


Para a grande maioria dos encarnados, a 'divina' aventura do Espirito na matéria torna-se um processo angustiante, uma desesperadora e temerária aventura, tamanho o novelo e a quantidade de escandalos que nos envolvemos durante a existencia física, o que leva-nos às infinitas peregrinações, a necessidade de várias encarnações.

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Lembro Paulo de Tarso, exemplo vivo de quem vivenciou a 'divina' aventura do Espirito, provando a possibilidade de sua realização em solo planetário. Triunfou brilhantemente, passando de uma existencia fisica consumida pelos valores mundanos (do homem velho), enceguecido pelo poder e riqueza - para o conhecimento da Verdade-que-liberta preconizada pelo Evangelho de Jesus, transformando-se num 'homem novo', espiritualmente renovado.


Abç