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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Marcos W. Silva em 01 de Novembro de 2012, 22:59

Título: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Novembro de 2012, 22:59
         Olá amigos, sejamos bem-vindos ao estudo do mês de novembro! Estaremos juntos trocando experiências, aprendendo, fazendo novos amigos, e aprimorando nossos conhecimentos à cerca desta doutrina que esclarece.
         O chamado do mestre alerta quanto ao tamanho da seara e o escasso número de obreiros para realização do grandioso tentame que é contribuir no processo  para evolução do nosso mundo, por meio da ascensão de nós mesmos, seus habitantes. E para tanto, escolhemos para este estudo mensal um assunto atual, que diz respeito a cada um. Afinal, em forma de conflito, quem nunca sentiu, ainda que por breves momentos, o peso de uma culpa  por algo que fizemos ou deixamos de fazer .

            Quais as nuances deste assunto?
            O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa?
            Ela influencia no processo de reforma íntima?
            Quais as causas e consequências?
            A culpa atrapalha ou ajuda?

        Bom estudo a todos, sucesso, e que ao final sejamos capazes de lidar com conhecimento de causa em relação a este tema palpitante em todos os tempos.


Estudo Mensal Culpa (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWR5d2VBWWV0cnRzI3dz)
 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 02 de Novembro de 2012, 02:01
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?
Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”, Saúde e Paz!

O que é a culpa?
É o resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro como algo que foi feito erradamente.

A nuança mais compreensivelmente aceita no âmbito da filosofia do comportamento do evoluendo, é originária do inconsciente coletivo, que permeou nossas mentes outrora, e induzidos pelos maus exemplos, capitulamos sem ajustar nossa percepção aos atos, poucas vezes nos demos conta dos danos e prosseguimos como se nada se passara, mal estimulados pelo nosso nível evolutivo e de compreensão.
Entretanto, a culpa é real... Mas...


A culpa não encontraria abrigo em nossa alma, se tivéssemos uma ampla fé no amor de Deus por nós e se acreditássemos que Ele habita em nosso âmago e sabe que somos tão bons e adequados quanto permite nosso grau de conhecimento e entendimento sobre nossa vida interior e também exterior.
Não devemos nos culpar por fatos negativos do passado, pois tudo o que fizemos estava ao nível de nossa compreensão à época em que eles ocorreram, mas sim reavaliar antigas emoções e resgatar sentimentos passados, a fim de transformá-los para melhor.
HAMMED em AS DORES DA ALMA - 11ª Ed. Boa Nova, 1998. 20,21 e 41 -   
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 02 de Novembro de 2012, 02:55
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”, Saúde e Paz!

O que é a culpa?
É o resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro como algo que foi feito erradamente.


Outra nuança que se configura em grande escala de casos é a indução aos vícios de toda ordem como elemento reforçador de comportamento de esquiva...
A deseducação reinante em meio a nós, não nos esclarece convenientemente, embora tenha o Espiritismo, ferramentas de relevada importância,  inclusas na codificação, que todavia, bastante erudita, para a grande maioria de nossos amados irmãos, permaneceu mais meio século sem o devido esclarecimento minudente dos seus postulados.
Agravada pela exacerbada importância herdada ainda também pelo inconsciente coletivo, das honras religiosas, sendo ainda nos dias atuais, o torcer do nariz para obras subsidiárias mais ao alcance do vulgo, principalmente no aspecto filosófico do comportamento e o estatuto de deiade acostado ao Cristo de Deus, quando em verdade ele veio nos exemplificar o psicólogo dos psicólogos, tanto no aspecto cognitivo, quando comportamental em relação ao nosso próximo.
A psicologia Cristica de comportamento uns para com os outros deveria ser elementarmente aplicada desde Moisés, nos alertando para o real perigo que a crueldade que o raciocínio e o pensamento constante, a captar a enfermidade coletiva reinante entre os grupos familiares e de casta bem como de raça, fomentando divisões de salvos e ralés. A simples proibição de comunicação com os mortos, mostrou-se em razo e reta inutilidade.
Precisamos de três revelações contundentes, exacerbadas de ensinos difíceis de serem implementados, mas de inegáveis premências de serem adotadas, livremente, que somente a evolução naturalmente assistida poderia ter nos conduzido até então, via paracleto.
Fatores que moveram inconscientes coletivos a se amarem entre si e tão somente entre si, e os demais vistos como inimigos, outra nuança que gerou desastres de difícil reparação, para que a Lei Natural pudesse ser aplicada.
Fator causal deseducação espiritual.
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: M.Altino em 02 de Novembro de 2012, 12:28
Amigo Marcos  é  com muita alegria que lhe dou as boas vindas  este  cantinho e  que seja bem vindo  e sinta muita paz  e  que este estudo mo qual meu amigo escolheu e bem este problema da  Culpa  que  sempre nos  faz sentir muitas vezes  preocupados com as suas consequência  e muitas vezes funestas.
Então a isso nos reporta  o Livro dos Espíritos  de uma forma clara que nos leva a mediar um pouco e  fazermos  deste estudo um lindo debate de ideias  benéficas para todos .
Como lidar com a culpa (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXBTOEsyVm5qOUh3Iw==)
Pergunta nº 1002: O que deve fazer aquele que, no último momento, na hora da morte, reconhece as suas faltas, mas não tem tempo para repará-las?
É suficiente arrepender-se, nesse caso?
Resposta dos Espíritos — O arrependimento apressa a sua reabilitação, mas não o absolve.
Não tem ele o futuro pela frente, que jamais se lhe fecha?
Não basta somente nos arrependermos das faltas cometidas no dia-a-dia; necessário se faz que busquemos repará-las com a modificação dos nossos hábitos e vícios, por vezes incontáveis.
Mo entanto, o arrependimento abre as portas para adentrar no coração a luz da moral, da conduta reta.
É como nos diz "O Livro dos Espíritos": "O arrependimento apressa a reabilitação, e isso já é um grande passo para a nossa paz espiritual".
A Doutrina Espírita, sendo uma filosofia de vida para as criaturas, nos mostra caminhos mais seguros de nos reabilitarmos, mostrando Jesus com a personificação do amor, o verdadeiro caminho que nos leva à libertação espiritual.
O arrependimento apressa a libertação, mas não absolve o infrator.
Aí entra o nosso trabalho de análise e de mudança de comportamento ante a vida e diante de Deus, que sempre nos dá inspiração para a paz da nossa consciência.
Leitor amigo, pode parecer que estamos escrevendo em demasia para o teu coração, porém, não é nossa intenção senão alertar teu entendimento sobre as possíveis quedas nos roteiros que deves seguir.
Tem coragem e energia no tocante a tua recuperação.
Quando começares a cortar as arestas de ti mesmo, os teus corpos, começando do físico, podem rejeitar tua decisão, e às vezes piorar aparentemente a tua situação.
Não temas essa recusa; segue avante, que Jesus te espera para a vitória.
O arrependimento é uma luz que a vida acende em teu coração, para que tenhas coragem e esperança.
Quem te criou tem condições de te mostrar a vida melhor, mas não deve fazer o que somente tu és capaz na tua própria conquista.
Os benfeitores espirituais estão te acompanhando bem de perto, mais do que pensas.
Eles trabalham no silêncio, te ajudando sem alarde, pois a caridade assim pede, para que seja feito o bem sem ostentação. Deves acreditar no Criador.
O que Ele fez se encontra enraizado no teu coração, dentro da eternidade.
Quando recusamos é que nos falta compreensão e, por vezes, torcemos as leis eternas e benfeitoras que somente nos ajudam a entender a verdade.
Quando não aceitamos alei de amor, ela nos fere por justiça e para nos mostrar o caminho certo; daí nasce o arrependimento que nos dá forças para rectificar, de morto a palmilharmos o caminho em direção à luz.
A nossa consciência, repetimos, é a vigilância divina dentro da alma, como um tribunal que não nos deixa seguir avante induzidos pelo mal.
Se queres estar bem com a tua consciência, ouve o Mestre Jesus, que com Ele não errarás o caminho para o Criador.
Se já te arrependeste das tuas faltas, segue para frente reparando-te, e deixa que o arrependimento atinja as fibras mais íntimas do teu coração.
Se nunca arrependeste dos teus feitos incómodos, pensa nisto e pede a Deus para que te dê este momento, que o arrependimento é como as leis te convidando para a paz de consciência, aquela que não se perturba com os acontecimentos exteriores, por se encontrar despertada na iluminação do Cristo interno.
Levar-te a vencer a ti mesmo é a meta do Cristo e deve ser a do espírita conhecer a si mesmo.
Comparando-se um ao outro, são caminhos paralelos que a vida oferece, de maneira que esses dois fios de luz acendem as claridades na tua intimidade para sempre.
O arrependimento nos acorda; depois que acordamos para Jesus, ele desaparece, por não termos mais necessidade da sua presença nos nossos corações.
Lição recebida é adeus ao remorso para sempre
Com um abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Edna☼ em 02 de Novembro de 2012, 13:29
Olá Marcos, seja muito bem-vindo ao estudo mensal!  :)

            O chamado do mestre alerta quanto ao tamanho da seara e o escasso número de obreiros para realização do grandioso tentame que é contribuir no processo  para evolução do nosso mundo, por meio da ascensão de nós mesmos, seus habitantes. E para tanto, escolhemos para este estudo mensal um assunto atual, que diz respeito a cada um. Afinal, em forma de conflito, quem nunca sentiu, ainda que por breves momentos, o peso de uma culpa  por algo que fizemos ou deixamos de fazer .

            Quais as nuances deste assunto?           

Sem falar em quem se culpa até mesmo pelos erros alheios.

Ah! a culpa paralisa a caminhada de quem não conhece a si mesmo, nem as leis naturais, e como sofre o ser carregando esse fardo tão pesado!

Nosso entendimento é restrito devido ao grau de evolução que nos encontramos, por isso não basta ler as obras da codificação espírita, é preciso estudar e aplicar (vivenciar) até atingir um entendimento real, que é obra do esforço pessoal e do tempo.

Ao lembrar as palavras de Jesus “... vá e não peques mais”, sinto que substituir a culpa pela responsabilidade dos nossos atos, reparando o que estiver ao nosso alcance é uma atitude sensata, pois ao reconhecer nossas limitações será mais fácil compreender, reparar e superar os erros cometidos por ignorar as leis que regem a vida, transformando-a em lição.

Bons estudos a todos!

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Kazaoka em 02 de Novembro de 2012, 13:35
Bom dia Marcos e a todos companheiros que nos agraciam com suas visitas e participações. Que Deus te ilumine com a companhia e com a intuição que os benfeitores espirituais possam lhe trazer em favor do estudo que estará a dirigir no decorrer deste mês.

O sentimento de culpa é a primeira acusação de nossa própria consciência quando alguma coisa está errada ou ficou errada em função de uma ação ou interferência nossa. É um sentimento perigoso porque a consciência do erro clama por uma ação reparadora que faz a culpabilidade ser transformada em responsabilidade. Se o peso da consciência acomodar no sentimento de culpa o erro tende a arraigar-se até que em algum momento da eternidade alguma ação efetiva seja impetrada no sentido de promover a devida reparação. É assim que as coisas acontecem na contabilidade Divina. Por isso é muito importante que, imediatamente após o sentimento de culpa venha o senso da responsabilidade que clama pela devida reparação dos erros que a consciência acusa.

Em resumo, há nobreza em reconhecer-se culpado, há covardia em acomodar-se na culpa e há elevação espiritual naquele que assume a responsabilidade da reparação de suas próprias faltas.

Quais as nuances deste assunto?
            O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa?
            Ela influencia no processo de reforma íntima?
            Quais as causas e consequências?
            A culpa atrapalha ou ajuda?



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 02 de Novembro de 2012, 14:11
Olá filhodobino, que bom que está por aqui!

Bem lembrado em seus posts, a importância de se observar nosso comportamento como fruto do usual, no grupo em que estamos.

A falta de fé no amor de Deus também é algo gritante em nós. Daí o resultado.

As fugas perigosas que buscamos para escapar da culpa.

O entendimento diante das nossas limitações.

O que passou para nós é motivo de análise para uma vida toda.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 02 de Novembro de 2012, 14:30
M. Altino, tudo de bom! Obrigado pelas boas vindas, e o desejo de sermos todos beneficiados pelo compartilhar dos saberes.

Muito esclarecedor este vídeo trazendo-nos a importância do perdão, do acolhimento de nossas imperfeições para o assimilar das lições amealhando o patrimônio da experiência diante da nossa falibilidade.

A importante questão 1002 de OLE- trazendo-nos a sequência ordinal arrependimento>reparação>reabilitação.

Muito bom seu comentário, e, curioso, quando diz "mostrando Jesus com a personificação do amor, o verdadeiro caminho que nos leva à libertação espiritual."  , é triste e ao mesmo tempo interessante saber, que muitos se afastam dos meios cristãos após cometerem delitos, pensando na cobrança do meio em que congrega. Como se o Cristo fosse um cobrador e não um libertador.

A responsabilidade que assumimos ao rejeitar a Lei de amor, muito bem lembrado.

E... dentre outros, a relevância no ato de enfrentamento diante das lições, para " dar adeus ao remorso".

Valeu M.Altino.

Abraços.







Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 02 de Novembro de 2012, 14:33
Olá Marcos, muito bom o tema escolhido, parabéns.

Uma preliminar discussão sobre a culpa

INTRODUÇÃO
Durante muito tempo a humanidade convive com o estigma da culpa. Seja por motivo religioso derivado do pecado original, seja sociológico a partir dos tabus impostos pela sociedade ou até de caráter psicanalítico, foco da nossa discussão neste artigo.
1. ORIGEM HISTÓRICA DO SENTIMENTO DE CULPA - VISÃO PSICANALÍTICA
De acordo com a visão psicanalítica, o sentimento de culpa tem uma participação constante e constitui um dos elementos fundamentais na sucessão de pequenos e grandes lutos que a vida apresenta ao homem.
O sentimento de culpa tem uma estreita relação com a religião, a moral e a ética, sendo objeto de estudo de filósofos, sociólogos, psicólogos e teólogos.
 
Toda a religião, segundo Freud, está fundada sobre a idéia de pecado, ou seja, do sentimento de culpa que um indivíduo vivencia por não poder cumprir as normas prescritas pela sociedade em que vive.
Esta ambivalência de amor e ódio, como duas funções inerentes ao homem, produz, segundo Freud, determinados comportamentos frente ao luto e à perda, expressões de conduta que só podem ser entendidas por meio da análise do ódio inconsciente.
Para os teólogos, a origem do sentimento de culpa da humanidade está no “pecado original”, devido à “queda do homem”.
Freud pensa de modo diferente dos teólogos, e reafirma que o tabu nada mais é do que a consciência moral do selvagem, cuja transgressão irá produzir um intenso sentimento de culpa.
Freud entendeu que, quando um impulso instintivo sofre repressão, seus elementos libidinosos se transformam em sintomas e seus componentes agressivos, em sentimento de culpa. Ele admite que podemos compreender a origem de muitos processos psíquicos como sendo decorrentes dos sentimentos de culpa originados pelos impulsos agressivos.
Nem sempre o sentimento de culpa é consciente. Muitas vezes se encontra inconsciente e reprimido, e é expresso por sintomas como depressão, apatia, irritabilidade, sintomas psicossomáticos, etc.
Nem sempre o sentimento de culpa é consciente. Muitas vezes se encontra inconsciente e reprimido, e é expresso por sintomas como depressão, apatia, irritabilidade, sintomas psicossomáticos, etc. É muito importante salientar que o sentimento de culpa inconsciente é constantemente trabalhado pelos processos inconscientes e seus mecanismos de defesa, mesclando os fatos do passado e os do presente.
O sentimento de culpa é estruturado, como vimos, desde a tenra infância, porém será reativado nas diferentes etapas do desenvolvimento da pessoa. Nessas condições, os desejos genitais podem ser reprimidos como defesa contra as fantasias de retaliação do sexo oposto.
Os mecanismos de defesa que o ego primitivo usa para lidar com fantasias de retaliação, destruição e perda são totalmente irracionais e estão a serviço da dissociação e da onipotência.
Frente ao sentimento de culpa, os homens apresentam comportamentos distintos, que poderiam classificá-los sinteticamente nos seguintes grupos:
– hipomaníacos – negam a culpa; não têm moral;
– hipoparanóides – projetam a culpa nos outros;
– Consciência moral rígida e autoritária – querem exterminar a culpa;
– humanistas – demonstram maior flexibilidade e responsabilidade.
Segundo Freud, a origem do sentimento de culpa é o resultado de uma tensão entre o ego e o superego, que se manifesta como uma necessidade de castigo. De um lado, temos o id, como um estado inconsciente de impulsos e necessidades, e de outro, o superego, com suas regras, limites, imposições, castigos, etc. No meio dos dois está o ego, que, em estado primitivo, não consegue conciliar essas duas fontes e utiliza antigos mecanismos de defesa.
2. (IN) CONCLUINDO
À medida que amadurece o ego não precisa usar os antigos mecanismos de defesa, pois pode suportar melhor e integrar as tendências opostas do id com os fatos da realidade, estabelecendo uma integração dos interesses do id com os do superego, a integração do instinto de vida com o de morte.
Com um ego mais amadurecido, o sentimento de culpa é elaborado. Com o predomínio da culpa depressiva, pode haver uma reparação.
Euzebio Raimundo da Silva é pedagogo, pós-Graduado em Gestão de Pessoas e Coordenador do departamento Doutrinário do Centro Espírita Frei Fabiano de Cristo.
3. REFERÊNCIAS
• AMARO, J. W. F. “Teorias kleiniana e bioniana”. In: Psiquiatria básica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
• FREUD, S. Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1976. Edição Standard Brasileira.
• _________. Totem e tabu. Rio de Janeiro: Imago, 1974. Edição Standard Brasileira 13
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 02 de Novembro de 2012, 14:36

Somos Todos Inocentes

Observando o que se passa no mundo, onde a violência, a crueldade, a corrupção, a maldade, a hipocrisia, parece haver tomado conta de tudo, você se pergunta como Deus permite que pessoas inocentes, bondosas e honestas sejam forçadas a suportar essa convivência.
E a noção da injustiça e o medo vão estabelecendo uma descrença progressiva que como um vírus destruidor vai contaminando as pessoas, inferiorizando-as e colocando-as como vítimas indefesas da sociedade.
Julgando defendê-las, você briga com a vida, procura os culpados, deseja vê-los punidos e, dedo em riste, vai tentando descobri-los entre os políticos, os jornalistas, o governo, os artistas, os escritores, os militares, os sindicatos, os empresários, etc.

Dentro desse processo, é fácil ir para o âmbito pessoal e culpar o patrão pela sua falta de dinheiro, a esposa ou o marido, pela sua infelicidade, os pais, os amigos, a crise, a recessão, a poluição, a sorte. Para o que sofre, sempre haverá um culpado.
A culpa tornou-se um elemento fundamental. Somos todos muito rigorosos  quanto a isso. Quem fez deve pagar. E prazerosamente, divulgamos casos onde as pessoas que erraram, pagaram pelos seus erros.
E o que dizer da minha culpa? Quem cultiva a culpa, costuma ser um cobrador inveterado de si mesmo.
Entretanto, a moral cósmica é muito diferente. Tendo militado nas leis da Terra,  custei muito a compreender isso. Mas agora eu sei que somos todos inocentes.
Diante do quadro que você tem diante dos olhos, talvez não concorde comigo. Mas, eu sei que o que você quer mesmo, é melhorar as suas condições no mundo, melhorando a sociedade.
Se é o que deseja, comece a perceber que a culpa nunca contribuiu para isso, nem a punição jamais conseguiu consertar ninguém.
Cada um tem um nível que lhe é próprio e vai agir de acordo com ele. Será inútil exigir de alguém algo que ainda não pode dar. Quanto aos erros, eles representam degraus necessários à aprendizagem. Culpar alguém por isso, é  injusto e ineficaz.
Claro que a sociedade precisa de leis que regulamentam a ordem e precisa preservar o direito do homem, mas só.
Além do mais, Deus nos fez do jeito que somos, com o poder de criarmos nosso destino, de manusear a matéria, até certo ponto. O sofrer é desagradável, mas educa, o esforço é trabalhoso, mas desenvolve, a confiança é abstrata, mas harmoniza; a consciência do próprio poder, centra e dignifica.
Escrevendo esse livro, coloco em suas mãos a descoberta dessa realidade. Se você não quiser vê-la agora, não importa. Eu sei que um dia você vai chegar lá. Então, nesse dia, poderá olhar o mundo de hoje e compreender que ninguém é  vítima de ninguém, que apesar das aparências, a vida mantém tudo sob controle e tudo está certo como está.

Livro: "Somos Todos Inocentes"
Médium: Zibia Gasparetto
Por: Lucius
Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 02 de Novembro de 2012, 19:15
Boa tarde a todos

Processos de Libertação da Culpa

Há uma culpa saudável que deve acompanhar os atos humanos quando os mesmos não correspondem aos padrões do equilíbrio e da ética. Esse sentimento, porém, deve ser encarado como um sentido de responsabilidade.

Sem ela, perder-se-ia o controle da situação, permitindo que os indivíduos agissem irresponsavelmente.

Todas as criaturas cometem erros, alguns de natureza grave. No entanto, não tem por que desanimar na luta ou abandonar os compromissos de elevação moral.

O antídoto para a culpa é o perdão. Esse perdão poderá ser direcionado a si mesmo, a quem foi a vítima, à comunidade, à Natureza.

Desde que a paz e a culpa não podem conviver juntas, porque uma elimina a presença da outra, torna-se necessário o exercício da compreensão da própria fraqueza, para que possa a criatura libertar-se da dolorosa injunção.

A coragem de pedir perdão e a capacidade de perdoar são dois mecanismos terapêuticos liberadores da culpa.

Consciente do erro, torna-se exequível que se busque uma forma de reparação, e nenhuma é mais eficiente do que a de auxiliar aquele a quem se ofendeu ou prejudicou, ensejando-lhe a recomposição do que foi danificado.

Tratando-se de culpa que remanesce no inconsciente, procedente de existência passada, a mudança de atitude em relação à vida e aos relacionamentos, ensejando-se trabalho de edificação, torna-se o mais produtivo recurso propiciador do equilíbrio e libertador da carga conflitiva.

Ignorando-se-lhe a procedência, não se lhe impede a presença em forma de angústia, de insegurança, de insatisfação, de ausência de merecimento a respeito de tudo de bom e de útil quanto sucede... Assim mesmo, o esforço em favor da solidariedade e da compaixão, elabora mecanismos de diluição do processo afligente.

É comum que o sentimento de vergonha se instale no período infantil, quando ainda não se tem ideia de responsabilidade de deveres, mas se sabe o que é correto ou não para praticar. Não resistindo ao impulso agressivo ou à ação ilegítima, logo advém a vergonha pelo que foi feito, empurrando para fugas psicológicas automáticas que irão repercutir na idade adulta, embora ignorando-se a razão, o porquê.

A culpa tem a ver com o que foi feito de errado, enquanto que o sentimento de vergonha denota a consciência da irresponsabilidade, o conhecimento da ação negativa que foi praticada.

Somente a decisão de permitir-se herança perturbadora, que remanesce do período infantil, superando-a, torna possível a conquista do equilíbrio, da auto-segurança, da paz.

A saúde mental e comportamental impõe a liberação da culpa, utilizando-se do contributo valioso do discernimento que avalia a qualidade das ações e permite as reparações quando equivocadas e o prosseguimento delas quando acertadas.


Joanna de Angelis, do livro “Conflitos Existenciais”, psicografado por Divaldo Franco.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 02 de Novembro de 2012, 20:04
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”, Saúde e Paz!

O que é a culpa?
É o resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro como algo que foi feito erradamente.

CULPA –
A culpa inconsciente domina grande número de criaturas humanas durante o seu trânsito carnal.
Liberada pelo inconsciente profundo, o paciente considera que será punido e, quando isso não ocorre, assume uma das seguintes posturas:
a) autopune-se, negando-se a alegria de viver, fugindo de quaisquer recursos que podem torná-lo mais feliz, impedindo-se de relacionamentos afáveis, por acreditar não os merecer;
b) arma-se de agressividade para evitar aproximações ou para considerar-se vítima contínua dos artifícios maléficos da humanidade, conforme se justifica.

JOANNA DE ÂNGELIS em CONFLITOS EXISTENCIAIS - 1ª Ed. Alvorada, 2005 -3 - 6 –

Amados do meu coração,
Esta é uma data, que o Espírita tem como dever de ofício, por-se a par e ao largo pelo menos por um pequeno hiato de tempo, e agradecer ao Bom Pai a ventura, de estarmos alertado, de que não é vida verdadeira, onde existe a morte.
Esta nuança de culpa é fato corrente entre muitos dos nossos familiares, que por falta de nossos exemplos, pelo nosso isolamento medroso, de nos sentirmos discriminados por pensarmos como a codificação e as obras auxiliares nos alertam.
É ainda uma nuança de culpa, de muitos de nós, ocupando um espaço tão maravilhoso    quanto este fórum e não usarmos para testemunhar de forma singela e eficaz, que a vida não termina com a morte da carne.
Elevemos neste prece/canto, nossos pensamentos aos  nossos queridos familiares que partiram sem essa compreensão...


BRANDURA DO CORAÇÃO 0001 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU14TFpOVVpoOXFBJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 02 de Novembro de 2012, 23:20
CULPA E REENCARNAÇÃO
Reunião pública de 24-2-61
1ª Parte, cap. V, item 7



Espíritos culpados!

Somos quase todos.

Julgávamos que o poder transitório, entre os homens, nos fosse conferido como sendo privilegio e imaginário merecimento, e usamo-lo por espada destruidora, aniquilando a alegria dos semelhantes...

Contudo, renascemos nos últimos degraus da subalternidade, aprendendo quanto dói o cativeiro da humilhação.

Acreditávamos que a moeda farta nos situasse a cavaleiro dos desmandos de consciência...

Entretanto, voltamos à arena terrestre, em doloroso pauperismo, experimentando a miséria que infligimos aos outros.

Admitíamos que as vítimas de nossos erros deliberados se distanciassem, para sempre, de nós depois da morte...

Mas tornamos a encontrá-las no lar, usando nomes familiares, no seio da parentela, onde nos cobram, às vezes com juros de mora, as dívidas de outro tempo, em suor do rosto, no sacrifício constante, ou em sangue do coração, na forma de lágrimas.

Supúnhamos que os abusos do sexo nos constituíssem a razão de viver e corrompemos o coração das almas sensíveis e nobres com as quais nos harmonizávamos, vampirizando-lhes a existência...

No entanto, regressamos no mundo em corpos dilacerados ou deprimidos, exibindo as estranhas enfermidades ou as gravosas obsessões que criamos para nós mesmos, a estampar na apresentação pessoal a soma deplorável de nossos desequilíbrios.

                                               ***

Espíritos culpados!

Somos quase todos.

A Perfeita Justiça, porém, nunca se expressa sem a Perfeita Misericórdia, e abre-nos a todos, sem exceção, o serviço do bem, que podemos abraçar na altura e na quantidade que desejarmos, como recurso infalível de resgate e reajuste, burilamento e ascensão.

Atendamos às boas obras quanto nos seja possível.

Cada migalha de bem que faças é luz contigo, clareando os que amas.

E assim é porque, de conformidade com as Leis Divinas, o aperfeiçoamento do mundo depende do mundo, mas o aperfeiçoamento em nós mesmos depende de nós.

 
Emmanuel/Chico Xavier.
(O texto é do livro: Justiça Divina)

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Novembro de 2012, 00:08
Oi Edna, Obrigado pelas boas vindas!

Muito oportuno ter lembrado a problemática da baixa auto-estima que faz de nós um eterno culpado, até mesmo pelas falhas alheias, como se tudo de mal tivesse sua raiz em nós.

A paralisia que provoca é real. Conhecer a si mesmo, compreender e reparar. Muito válida sua participação!

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Novembro de 2012, 00:23
Olá Kazaoka, obrigado!

"O sentimento de culpa é a primeira acusação de nossa própria consciência..." É como um gatilho que dispara o alarme, e a partir daí detona a paz...

Interessante o raciocínio; " covardia no acomodar-se e elevação no assumir as responsabilidades pelos erros." Gostei bastante.

Abraços.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Novembro de 2012, 00:58
Olá maria47, obrigado! Muito válido este texto "Origem Histórica do Sentimento de Culpa".

Nem sempre o sentimento de culpa é consciente. Muitas vezes se encontra inconsciente e reprimido, e é expresso por sintomas como depressão, apatia, irritabilidade, sintomas psicossomáticos, etc. É muito importante salientar que o sentimento de culpa inconsciente é constantemente trabalhado pelos processos inconscientes e seus mecanismos de defesa, mesclando os fatos do passado e os do presente.[...]

[...]Frente ao sentimento de culpa, os homens apresentam comportamentos distintos, que poderiam classificá-los sinteticamente nos seguintes grupos:
– hipomaníacos – negam a culpa; não têm moral;
– hipoparanóides – projetam a culpa nos outros;
– Consciência moral rígida e autoritária – querem exterminar a culpa;
– humanistas – demonstram maior flexibilidade e responsabilidade. [...]

3. REFERÊNCIAS
• AMARO, J. W. F. “Teorias kleiniana e bioniana”. In: Psiquiatria básica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
• FREUD, S. Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1976. Edição Standard Brasileira.
• _________. Totem e tabu. Rio de Janeiro: Imago, 1974. Edição Standard Brasileira 13


Grande aprendizado para todos, tais conceitos eu desconhecia. Muito bom.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 03 de Novembro de 2012, 05:01
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”, Saúde e Paz!

É o resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro como algo que foi feito erradamente.
O melhor antídoto dentre todas as nuances do assunto, “Culpa”, é o estudo comparado isoladamente, e em grupo da doutrina Espírita, experimentei excelência assim procedendo.
Embora seja assim para mim, não significa que se dará da mesma forma para todos, aprego-o, em gratidão, pois o que Deus e o Cristo de Deus, o meu esforço pessoal com este estudo, homem nenhum poderia fazer...


Muitíssimo incompleta é a vossa linguagem, para exprimir o que está fora de vós.
Teve-se então que recorrer a comparações e tomastes como realidade as imagens e figuras que serviram para estas comparações.
A medida, porém, que o homem se instrui, melhor vai compreendendo o que a sua linguagem não pode exprimir.
Allan Kardec em:

Livro dos Espíritos; Questões: 3, 13, 28, 82, 143 e 443 966 –
A Gênese; 2/37 –

A terceira revelação, finalmente nos deu sinais confiáveis.
Em os filosofando em estudos comparados, poderão ser encontrados elementos que testificam a veracidade das excelentes, claridades simples, robustas, factíveis pela razão e similaridade com o que convivemos via mãe Natura.
Teses, que não encontram nenhum elemento de contradição, minimamente razoável, para opor-se a essas ideias atuais sem se demonstrarem insuficientemente embasadas e desprovidas de postulados convincentes, mesmo entre espiritualistas, que diríamos das outras correntes oriundas dos súditos do reino de gigantes, cujo uso da religião lhes serviu perfeitamente de armas de poder e opressão.
À luz da terceira revelação, devemos nos envolver na magistral didática dos Estudos comparados, recheada de sinais perfeitos para demarcar nossos psiquismos em todos os estudos Cristicos...
Causa-me espécie, que as correntes mais recheadas de mistérios e misticismos, são as mais apreciadas, para a busca de dados reveladores, conquanto um estudo capaz de ser entabulado por uma pessoa de inteligência mediana seja capaz de alcançar elevados elementos formatadores de teses dificílimas de serem refutadas são relegadas ao desprezo e à crítica ácida.
Inúmeras inteligências notadamente mais bem preparadas se debruçam em emaranhadas hipóteses distorcidas e alcançam sérios desvios de seus psiquismos que demoram por saneá-los, e obsessores não faltam a assediar essas mentes orgulhosas, arrogantes e pretensiosas.
Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto que não haja de ser conhecido.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 03 de Novembro de 2012, 05:37

A culpa...

Quais as nuances deste assunto?

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”, Saúde e Paz!

O que é a culpa?
É o resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro como algo que foi feito erradamente.

O mesmo diz hoje o Espiritismo a seus adeptos:
Não violenteis nenhuma consciência;
Principalmente a vós mesmos, esgrimindo com dois terríveis adversários... A culpa e a esquiva em se autoconhecer... É maléfico.

Temos de admitir um confronto não explícito entre o procedimento do psiquismo mergulhado na névoa da matéria e a parcela maior que permanece ancorada na luminosidade cósmica, da qual faz parte integrante.
Não são duas consciências, mas dois níveis de conscientização.
A personalidade, que se confunde com o corpo físico, está sob controle da outra consciência oculta, a individualidade.
Necessitando do livre-arbítrio para escolher entre o bem e o mal e assim aprender as lições, a personalidade prefere ficar brincando pelos caminhos, fixada no imediatismo sedutor do prazer, embevecida na contemplação narcisista de sua própria imagem.
HERMINIO C. MIRANDA em ALQUIMIA DA MENTE - 2ª Ed. LACHÂTRE, 1994 33 e 37 – todo.

Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto que não haja de ser conhecido.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: hcancela em 03 de Novembro de 2012, 14:13
Olá amigos(as)




"Se perdoares aos homens as faltas que cometem contra vós, vosso Pai celeste perdoará vossos pecados". Jesus - Mt. 6:14


Perdoar para o Espírito evangelizado, é o esquecimento das mágoas recebidas, das ofensas auferidas, seguindo em frente, sem olhar para trás, jamais olvidando do recurso da oração e da vigilância. O perdão é libertador, livra o indivíduo do mal e do ofensor, permitindo que a vida não fique estagnada, paralisada. A própria lei de reencarnação ensina que só o esquecimento do passado pode preparar a jornada evolutiva redentora.

Para a convenção do mundo o perdão significa renunciar à vingança, mesmo que ainda não haja o esquecimento pleno das faltas. É certo que, por aquele que nos feriu, não teremos um olhar fraterno e doce como teríamos por um amigo querido, mas, não desejar o mal ou a vingança, certamente é um passo muito importante para, mais adiante, conquistarmos o verdadeiro perdão.

Quando quem nos traiu é alguém muito próximo, como um pai, um irmão, um amigo, as lesões afetivas tornam-se muito mais dolorosas e profundas, de difícil cicatrização. Instalam-se e se avolumam mágoas nos espaços abertos pelas decepções, desilusões e desentendimentos. Quando não combatidas no início, mediante oração simples e sincera, ela pode acomodar-se nos tecidos mais profundos da emoção, provocando enfermidades ou perturbações psicossomáticas.

Na excelente obra FLORAÇÕES EVANGÉLICAS, Joanna de Ãngelis¹ nos conduz ao pensamento de que "(...) o teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide. Aquele que te persegue sofre desequilíbrios, que ignoras, e não é justo que te afunde, com ele, no fosso da sua animosidade. Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas, nem considerando ofensores. Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores. Incontáveis problemas que culminam em tragédias cotidianas são decorrências da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário".

Partindo da fé raciocinada que a Doutrina Espírita nos apresenta, entendemos que não há acontecimento que ocorra por acaso ou por falta da justiça divina, tudo decorre da lei natural de causa e efeito.

Quem agora é o ofendido, provavelmente já exerceu o papel de ofensor; quem hoje está sendo prejudicado, no ontem, também prejudicou. Com base neste paradgima, devemos buscar, na compreensão e na tolerância, as forças necessárias para a desculpa e o perdão.

No inquérito íntimo, certificaremos que a raiz do mal que retorna, agora de forma dolorosa, como sendo o próprio indivíduo o agente causador, se não nessa, em existências anteriores, passando a entender que cabe a si a decisão e a atitude de interromper esse ciclo vicioso de ofensor-ofendido-ofensor. Percebendo a transitoriedade do mal e a perenidade do bem, o indivíduo inteligente usa a única opção racional disponível: ama e perdoa, impedindo que a mágoa construa fundações de graves comprometimentos e de difícil remoção do seu mundo interior.

Luiz Roberto Scholl.
Extraído do Jornal Seara Espírita n° 135.
¹Divaldo Franco. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis, pág. 108-109.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: hcancela em 03 de Novembro de 2012, 14:16
Olá amigos(as)


Com a Parábola do Bom Samaritano, Jesus estava falando da natureza humana. Ele não estava dizendo que somos fundamentalmente "maus como os ladrões ou automaticamente bons como o Samaritano". Nossa natureza essencial, de acordo com Jesus, "se manifesta na relação". Nossa necessidade básica é nos relacionarmos uns com outros a fim de sermos completos. Frequentemente usamos várias desculpas para negarmos a percepção de que estamos vitalmente ligados aos outros. Eles necessitam de nós e, o que é ainda mais assustador, nós precisamos deles.


A área de minha vida em que tive mais dificuldade em aceitar essa idéia foi a do relacionamento com "o meu pai". Raramente víamos as coisas do mesmo jeito e dicutíamos com frequência. Só consigo recordar poucas vezes na minha vida em que não me senti tenso ao lado dele. Nosso relacionamento foi assim até a sua morte.

Quando recebi a notícia de que meu pai estava "com câncer", fiquei chocado, em parte tinha a ilusão de que essas coisas só aconteciam com as outras pessoas e em parte, porque não estava preparado para a sua morte. Eu sabia que o nosso relacionamento não era bom e não queria que ele saísse da minha vida sem que tivéssemos procurado nos aproximar.

Embora não mantivéssemos muito contato desde que eu me tornara adulto, fiz planos para voar até Tulsa e passar o fim de semana com ele, quando os médicos lhe deram alta do hospital e o mandaram para casa. Disseram que não podiam fazer mais nada por ele.

Eu não sabia o que ia dizer, mas queria ter um tipo de conversa que não causasse conflito entre nós. Aquele iria ser o momento mais importante da minha vida.

Nunca me esquecerei da minha última noite com ele. Eu estava sentado na beira da sua cama, buscando em vão palavras que expressassem como eu "lamentava o nosso doloroso relacionamento". De um jeito que não era do seu feitio, ele me disse:

- Mark, não temos conversado muito depois que você saiu de casa. Porque você não fala a respeito da sua vida hoje em dia.

Sem pensar, deixei escapar:

- Nossas conversas nunca foram fáceis.

Calmamente ele retrucou:

- Bem, se baixarmos a cabeça e rezarmos, você acha que poderemos conversar? Você conversa tão bem.

"Chorando, abaixei a cabeça e rezei junto dele". Nas quatro horas seguintes tive a melhor conversa da minha vida com o meu pai. Na verdade, acho que foi o único diálogo verdadeiro que tivemos. Descobri coisas a respeito da vida dele que eu nunca soubera e contei-lhe coisas a meu respeito. Pedi que me perdoasse por ter saído de casa tão zangado anos antes, e viverei o resto da minha vida me lembrando das últimas palavras de meu pai: "Eu te amo".

Uma das lições que aprendi naquele dia foi que não apenas eu, mas nós dois precisávamos "curar o nosso relacionamento". Ele entrou em coma no dia seguinte e não voltou a recuperar a consciência. Tinha resolvido seus problemas e estava pronto para partir. Compreendi que eu também tinha assuntos não resolvidos. De certa maneira, estava empacado e não conseguia levar a minha vida adiante por não ter resolvido meu relacionamento com ele. Era em meu benefício que eu precisava perdoá-lo.

Somos profundamente influenciados pelos nossos relacionamentos com os outros. Precisamos deles, para podermos ser saudáveis e completos. O fato de estarmos com raiva de uma pessoa, não significa que cortamos o relacionamento com ela. A enorme distância física que colocava, entre "o meu pai e eu", não diminuiu nem um pouco o impacto do meu relacionamento com ele. Minha vida está melhor porque tive a oportunidade de fazer as pazes com meu pai antes da sua morte. Este fato me ajudou a reconhecer a importância de todos os meus relacionamentos, até mesmo dos mais difíceis, para tornar-me quem eu sou.

Olhando para trás agora, consigo ver que nem eu e nem meu pai éramos pessoas más no nosso relacionamento. Ambos, estávamos contribuindo para os nossos problemas, e nós dois, tínhamos a responsabilidade de fazer alguma coisa, a respeito da situação. Era somente "a nossa mágoa" que estava impedindo que fizéssemos as pazes. Exatamente como na Parábola do Bom Samaritano, éramos como um homem espancado quando sentíamos que estávamos sendo feridos pelo outro, "como os ladrões, quando perpetuávamos a mágoa entre nós e, como os levitas e os sacerdotes, quando estávamos ocupados demais para nos dar ao trabalho de tentar melhorar as coisas. Graças a Deus conseguimos no final ser o Bom Samaritano, quando paramos e fizemos um movimento para nos relacionarmos um com o outro".

Jesus ensinou que, além de amar os outros, devemos tratar os "mais próximos de nós como amigos". Isso muitas vezes é extremamente difícil. Embora Jesus se considerasse um líder, um profeta e até mesmo o Filho de Deus, quando ele disse aos seus seguidores: "Eu vos chamei de amigos", estava fazendo uma declaração a respeito da essência das pessoas. Não existe nada mais importante do que a nossa escolha deliberada e consciente de construir um relacionamento amoroso com aqueles que nos cercam, por mais difícil que isso seja. Este é um dos princípios que "uso na Terapia" e que também tem me ajudado na vida pessoal.

REFLEXÃO : Às vezes tratamos aqueles a quem amamos, como nunca trataríamos nossos amigos. Devemos pedir perdão por isso.

Resumo do Conto Perdão ao Pai.
Do Seminário: Liberando-se para o Perdão.
Realizado em 10 de dezembro de 2007 em Málaga - Espanha.
Texto retirado do livro de Mark Baker: Jesús el Mayor Psicólogo que ya existió.


Saudações fraternas
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Novembro de 2012, 14:22
Olá Marcos

Parabéns pela apresentação realizada para dar inicio a este trabalho.

O tema foi muito bem escolhido, pois é sempre oportuno e útil.

bem haja
Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 03 de Novembro de 2012, 14:52
Boa tarde a todos

Culpa

Quando fugimos ao dever, precipitamo-nos no sentimento de culpa, do qual se origina o remorso, com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos tecidos sutis da alma.

E o arrependimento, incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembrança amarga, transforma-se num abscesso mental, envenenando-nos, pouco a pouco, e expelindo, em torno, a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.

A feição do ímã, que possui campo magnético específico, toda criatura traz consigo o halo ou aura de forças criativas ou destrutivas que lhe marca a índole, no feixe de raios invisíveis que arroja de si mesma. É por esse halo que estabelecemos as nossas ligações de natureza invisível nos domínios da afinidade.

Operando a onda mental em regime de circuito, por ela incorporamos, quando moralmente desalentados, os princípios corrosivos que emanam de todas as Inteligências, encarnadas ou desencarnadas, que se entrosem conosco no âmbito de nossa atividade e influência.

Projetando as energias dilacerantes de nosso próprio desgosto, ante a culpa que adquirimos, quase sempre somos subitamente visitados por silenciosa argumentação interior que nos converte o pesar, inicialmente alimentados contra nós mesmos, em mágoa e irritação contra os outros.

É que os reflexos de nossa defecção, a torvelinharem junto de nós, assimilam, de imediato, as indisposições alheias, carreando para a acústica de nossa alma todas as mensagens inarticuladas de revolta e desânimo, angústia e desespero que vagueiam na atmosfera psíquica em que respiramos, metamorfoseando-nos em autênticos rebelados sociais, famintos de insulamento ou de escândalo, nos quais possamos dar pasto à imaginação virulada pelas mórbidas sensações de nossas próprias culpas.

É nesse estado negativo que, martelados pelas vibrações de sentimentos e pensamentos doentios, atingimos o desequilíbrio parcial ou total da harmonia orgânica, enredando corpo e alma nas teias da enfermidade, com a mais complicada diagnose da patologia clássica.

A noção de culpa, com todo o séquito das perturbações que lhe são consequentes, agirá com os seus reflexos incessantes sobre a região do corpo ou da alma que corresponda ao tema do remorso de que sejamos portadores.

Toda deserção do dever a cumprir traz consigo o arrependimento que, alentado no espírito, se faz acompanhar de resultantes atrozes, exigindo, por vezes, demoradas existências de reaprendizado e restauração.

Cair em culpa demanda, por isso mesmo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equilíbrio vibratório, se não desejamos o ingresso inquietante na escola das longas reparações.

É por essa razão que Jesus, não apenas como Mestre Divino mas também como Sábio Médico, nos aconselhou a reconciliação com os nossos adversários, enquanto nos achamos a caminho com eles, ensinando-nos a encontrar a verdadeira felicidade sobre o alicerce do amor puro e do perdão sem limites.


Espírito Emmanuel  - Francisco Cândido Xavier
Do livro "Pensamento e Vida", cap. 22


PS. Postei um texto ontem às 21:20 que ainda aguarda aprovação   ???
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Novembro de 2012, 17:13
Olá maria47, Ken, filhodobino e demais. Tem sido de grande valia a participação de todos no tópico, ressaltando:

 

Somos Todos Inocentes

[...]
Dentro desse processo, é fácil ir para o âmbito pessoal e culpar o patrão pela sua falta de dinheiro, a esposa ou o marido, pela sua infelicidade, os pais, os amigos, a crise, a recessão, a poluição, a sorte. Para o que sofre, sempre haverá um culpado.
A culpa tornou-se um elemento fundamental. Somos todos muito rigorosos  quanto a isso. Quem fez deve pagar. E prazerosamente, divulgamos casos onde as pessoas que erraram, pagaram pelos seus erros.
E o que dizer da minha culpa? Quem cultiva a culpa, costuma ser um cobrador inveterado de si mesmo.
Entretanto, a moral cósmica é muito diferente. Tendo militado nas leis da Terra,  custei muito a compreender isso. Mas agora eu sei que somos todos inocentes.
Diante do quadro que você tem diante dos olhos, talvez não concorde comigo. Mas, eu sei que o que você quer mesmo, é melhorar as suas condições no mundo, melhorando a sociedade.
Se é o que deseja, comece a perceber que a culpa nunca contribuiu para isso, nem a punição jamais conseguiu consertar ninguém.
Cada um tem um nível que lhe é próprio e vai agir de acordo com ele. Será inútil exigir de alguém algo que ainda não pode dar.[...]

Livro: "Somos Todos Inocentes"
Médium: Zibia Gasparetto
Por: Lucius


Apontar o dedo para os outros é mais cômodo. Ex; "Sou infeliz por causa dela..." " Fali, mas a culpa é dos funcionários... !" . São fugas psicológicas. Existem também porque somos inflexíveis ante o erro.


Ken , em seu post #10, traz um texto de Joanna de ângelis que foi usado como base para abertura do tópico, tamanha sua clareza como roteiro na libertação ante o processo do sentimento de culpa. O próprio livro, Conflitos Existenciais, é um como um mapa do psiquismo humano.


... e filhodobino

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”, Saúde e Paz!

[...]

CULPA –
A culpa inconsciente domina grande número de criaturas humanas durante o seu trânsito carnal.
Liberada pelo inconsciente profundo, o paciente considera que será punido e, quando isso não ocorre, assume uma das seguintes posturas:
a) autopune-se, negando-se a alegria de viver, fugindo de quaisquer recursos que podem torná-lo mais feliz, impedindo-se de relacionamentos afáveis, por acreditar não os merecer;
b) arma-se de agressividade para evitar aproximações ou para considerar-se vítima contínua dos artifícios maléficos da humanidade, conforme se justifica.

JOANNA DE ÂNGELIS em CONFLITOS EXISTENCIAIS - 1ª Ed. Alvorada, 2005 -3 - 6 –

[...]

Que bom seria se todos os habitantes do globo tivéssemos ciência destas afirmações. Nossa realidade enquanto qualidade de vida seria bem outra.

Abraços.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: M.Altino em 03 de Novembro de 2012, 17:19
Amigos uma boa tarde a todos com muita paz .
Mensagem Espírita: Consciência de culpa.wmv (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXN4N3pfZjFjejl3Iw==)
Culpa é a consciência de um erro cometido através de um ato que provocou algum prejuízo [seja material ou moral] a si mesmo ou a outrem.
A consciência do erro traz-nos sofrimento.
Chamaremos de culpa saudável aquela que nos leva ao arrependimento sincero e que, embora revestido de dor, impulsiona o ser à reparação.
Na origem da palavra, arrependimento quer dizer mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente.   
É preciso que exista o arrependimento sincero.
Ou seja, a mudança de mentalidade.
 Então vejamos como sempre  tudo acontece  e como temos muitas  vezes de  tentar mudar a nossa menrtalidade para não cairmos sempre no mesmo erro e nos sentirmos culpados
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino





Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 03 de Novembro de 2012, 20:45
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?
Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”, Saúde e Paz!
Terceiro passo do estudo da culpa...
 "Origem da culpa"
"Duas são as causas psicológicas da culpa:
A que procede da sombra(... vide anexo).


O mesmo diz hoje o Espiritismo a seus adeptos:
Não violenteis nenhuma consciência;
Filhodobino reflete:
O monoideísmo de que cada religião detém a sua própria  verdade, não pode desconhecer essa realidade, e não a desconhece, todavia, atavismos contrários aos Estudos Comparados, preferem assim continuar...
A ciência e a religião, precisam se encontrar em favor dos que têm dificuldade de sozinhos fazerem essa colação. Precisamos não só conhecer as nuance as causas, mas, sobretudo, apontar os meios e modos para lograrmos exemplificar caminhos que cada caso requer.
No cristianismo encontram-se todas as soluções...
É certo, mas difícil mesmo é individualizar essas soluções...
A codificação é instrumento perfeito para apontar caminhos genéricos...
É certo, mas difícil mesmo é individualizar essas soluções...
O estudo filosófico do comportamento, aliado e comparado fornece via, Exemplos dos Espíritos Espíritas, soluções individualizadas, que podem com maestria disseminar apontamentos individuantes que lograrão êxito, nas corrigendas, posta está que conforme o Cristo de Deus no-lo mostrou cada um deve tomar a sua cruz e seguir com fé inabalável, por não ser seguidor cego, de nenhuma plataforma exclusivista, que desde eras remotas só serviram para amealhar riquezas e poder, e estão todas desmerecedoras de confiança pelo sofredor.
Garimpando aqui e ali, verdades que mesmo a par da iniquidade foram introduzidas nos eventos que nos antecederam, nos trouxeram às vésperas da regeneração, meios para cada um fazer seu dever de casa.
Bendito é o homem de boa vontade, que em fazendo seu próprio dever de casa, atua pelo exemplo, para produzir confiança naquele que ainda desconfia, e se esquiva.
Que Deus em sua infinita bondade, permita que saibamos ajudarmos-nos uns aos outros, sem violentar consciências, que por certo gerarão mais culpas, sem produzir conSerto algum.

Saúde e Paz!


Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Novembro de 2012, 23:32
Boa noite a todos que participam deste estudo mensal,Valeu Marcos pelo tema escolhido.Muito
bem colocado o que o nosso irmão Altino escreveu:"A culpa é a consciência de um erro cometido
através de um ato que provocou algum prejuízo( seja material ou moral)   a si  mesmo ou a
outrem".Isolemos pois o que venha ser culpa baseado em teses e teorias de estudiosos no
assunto,pois na verdade a teoria na prática é outra.O sentimento de culpa existirá sempre em
em quem cometeu um ato,sendo ele deliberado ou inconsciente, e ela será maior quanto mais
esclarecido for quem o cometeu.O sentimento de culpa permanecerá até que quem cometeu o
ato venha se arrepender de tê-lo cometido,não o isenta de pagar mais adiante como já foi
colocado,mas é uma forma de atenuar o que já foi cometido.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 03 de Novembro de 2012, 23:46

A culpa acompanha o culpado

        Há algum tempo, lemos a notícia de que um médico alemão, acusado de vários crimes sexuais e assassinatos, suicidara-se na prisão, enquanto aguardava julgamento.

        Sem entrar no mérito quanto à veracidade de ter sido ou não suicídio, recordamos que são muitas as notícias desse gênero.

        É comum o fato de criminosos tentarem fugir da culpa pela porta falsa do suicídio, ou evadindo-se do local do crime, querendo apagar as marcas dos delitos, fugindo para outra localidade.

        No entanto, estando em si mesmos a gravação dos desatinos, deles terão que dar conta onde estejam, sob quaisquer disfarces de que se revistam, pois a cada um será concedido conforme suas obras.

        Assim, a culpa acompanhará o culpado até que ele consiga dela libertar-se pelo reajuste da própria consciência.

        Ademais, o criminoso, cujo crime fica oculto das leis humanas, não consegue se livrar da vítima, a não ser que esta seja um Espírito superior.

        Contrariando o dito popular: morto o animal, extinto o veneno, aquele que saiu do corpo sem sair da vida, planejará a vingança.

        Permanecerá vinculado ao seu algoz, emitindo vibrações desequilibradas e desequilibrantes, de forma a perturbar a mente culpada, induzindo-a à loucura ou ao suicídio.

        É por esse motivo que muitos criminosos não suportam a presença invisível de suas vítimas e caem em desatinos de grandes proporções.

        Essa vinculação se dá mente a mente. E só se efetiva porque há a conexão ódio-remorso.

        Quando o agente do ódio se aproxima da criatura culpada, com suas vibrações perturbadoras, destrambelha o psiquismo desta, podendo causar convulsões epilépticas, entre outros desequilíbrios.

        Não queremos dizer com isto que todas as enfermidades mentais sejam de origem obsessiva, pois incorreríamos em grave erro.

        Para algumas pessoas, essa forma de resgate do culpado tem sabor de castigo Divino, mas assim não é.

        O que ocorre é que existem leis das quais não podemos fugir, e uma delas é a lei de causa e efeito.

        O homem tem o livre-arbítrio para agir, pois que a nada é constrangido, mas perante as Leis Divinas assume toda a responsabilidade dos seus atos.

        Dessa forma, se todos observássemos a recomendação do Cristo de fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem, não teríamos tantos frutos amargos para colher.
* * *
        Não só pela dor podemos resgatar nossas faltas.

        Conforme afirma o apóstolo Pedro, “o amor cobre a multidão de pecados”.

        Quando optamos pelo amor, a caminhada fica mais leve e a felicidade mais próxima.

        Pensemos nisso, e optemos pelo amor lúcido.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A culpa acompanha o culpado, do livro Justiça e amor, pelo Espírito Camilo, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em17/12/2007.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 03 de Novembro de 2012, 23:50

Culpas e desculpas

Você já refletiu sobre o que representa a culpa em nossas vidas?
Não há dúvida de que o sentimento de culpa é um dos grandes responsáveis por nossa infelicidade.
Quando fazemos algo que nos causa um desconforto íntimo pertinaz, é bem provável que seja a culpa se instalando.
Mas o que fazer para que esse sentimento não se aloje em nossa intimidade e nos traga fortes dissabores?
Parece lógico que a melhor atitude é a que elimina, em definitivo, esse desconforto de nossa alma.
E que atitude poderia ser mais eficaz do que um sincero pedido de desculpas?
Todavia, pedir desculpas significa admitir que nos equivocamos, e isso mexe diretamente com nosso orgulho.
O que geralmente fazemos, então?
Ficamos remoendo o desconforto e buscamos alguém a quem culpar pela atitude que nossa consciência desaprova.
Não seria mais coerente pedir perdão?
Logicamente seria, mas o orgulho muitas vezes nos impede.
O que fazemos, então?
Preferimos nos punir de outra maneira. E geralmente optamos pelas enfermidades...
A consciência nos acusa, mas em vez de resolver a questão com a humildade de um aprendiz, preferimos a autopunição velada.
Em vez de pedir perdão, optamos pelo sofrimento. Em vez de aliviar a alma admitindo que somos frágeis e nos equivocamos, preferimos nos esconder sob a máscara de uma perfeição da qual ainda estamos distantes.
Por não admitir as nossas próprias fraquezas, também não as admitimos nos outros, e agimos com um rigor desmedido, infelicitando-nos e infelicitando os que conosco convivem.
Mais sensato seria reconhecer que somos aprendizes da vida, e que todo aprendiz tem o direito de errar, mas tem também o dever de corrigir o passo e seguir em frente.
Como aprendizes da vida, não estamos isentos do erro, da queda, das fragilidades que caracterizam a nossa condição de alunos imperfeitos.
Assim sendo, vale a pena agir como quem deseja crescer, aprender, ser feliz. E para isso é preciso saber pedir perdão, saber perdoar, saber tolerar...
Só não admite erros a pessoa que se julga infalível, perfeita, acima do bem e do mal. E essa, certamente é uma pessoa infeliz.
Se quisermos aprender a ser mais leves e menos presunçosos, observemos as crianças. Elas não têm vergonha de pedir desculpas, não guardam mágoa nem rancor.
Quando se machucam, elas choram... Pedem socorro, reconhecem sua fragilidade...
Se não conseguem alcançar algo, pedem ajuda. Para entender as coisas, perguntam várias vezes.
Quando sentem medo, admitem. Pulam no colo mais próximo ou se enroscam no pescoço do amigo ou irmão mais velho.
Isso se chama humildade, isso se chama pureza. Isso se chama sabedoria.
É por isso que as crianças aprendem. Elas não têm vergonha de ser aprendizes da vida.
 
O sentimento de culpa é um detrito moral que fustiga a alma. A pessoa que carrega esse fardo, sofre e não admite ser feliz.
Assim sendo, se você não tem a pretensão de ser infalível, perdoe-se, peça perdão, liberte-se desse lixo chamado culpa, e siga em frente.
 
Texto de Redação do Momento Espírita.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Novembro de 2012, 00:20
Olá

O sentimento de culpa também pode derivar da baixa auto-estima. E é cultivada pelos que nos querem subjugar, tanto encarnados, como, provavelmente, desencarnados. Quando a culpa não tem uma base racional, clara e objectiva, é nociva.

A culpa só é útil se nos motiva a reparar um prejuízo que temos consciência que fizemos a outrem.

A culpa perante Deus é pensar que Ele se ofende connosco, o que me parece pouco credível. Nós só praticamos os actos errados que Deus nos permite praticar.

bem hajam
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Novembro de 2012, 14:49
Gente, estou muito feliz com a participação de todos vocês! Tenho aprendido muito com todos os textos e vídeos postados postados.

Acredito que o tema é fundamental para nossas vidas e sei que iremos todos crescer com o estudo do mês.

Abraços a todos e bom estudo!



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 04 de Novembro de 2012, 18:37

"De quem é a culpa?"

As perguntas mais freqüentes, no ambiente de trabalho, geralmente são: “Quem é o culpado?”, “Quem fez isso?”, “Quem foi?”, etc.
Por conseguinte, as respostas aparecem: “Não fui eu”, “Não tenho culpa”, “Não sei de nada”, “Eu nem estava aqui”, e assim por diante.
Basta surgir um problema qualquer, ou alguma coisa dar errado e lá vem a pergunta, seguida da esperada resposta.
E não é raro que os acusadores de plantão estejam alertas para denunciar: “isso é coisa de fulano”, “Beltrano é que costuma fazer isso”, “Não disse que não ia dar certo?”, “Eu bem sabia que isso iria acontecer...”
E assim passamos os dias, os meses, os anos... Sempre à procura de culpas e de culpados...
No entanto, dizem a razão e o bom senso, que melhor seria encontrar a solução do problema e depois buscar as causas, sempre com intuito de evitar que ocorra novamente.
Uma equipe que agisse dessa maneira, desarmada e comprometida com a tarefa, faria o trabalho fluir de forma harmônica e séria, em vez de emperrar, volta e meia, para uma “caçada às bruxas”.
Numa equipe que pensa mais em buscar culpados do que encontrar soluções, a criatividade é quase nula, e as pessoas não ousam sair dos limites que lhes foram traçados, para não correr riscos.
O colaborador que trabalha com confiança na sua equipe, certo de que quando errar terá o apoio dos demais para encontrar o caminho certo, será uma pessoa inovadora, criativa, desarmada e sincera.
Já num ambiente em que a todo momento se corre o risco de ser denunciado, punido, agredido com palavras e gestos, as pessoas ficam cada vez mais inseguras, temerosas, e o ambiente se torna falso, irrespirável.
Quando a equipe é madura e seus membros são responsáveis, discutem-se problemas e soluções com tranqüilidade, sem melindres, sem acusações de cunho pessoal, mas com uma análise sincera do desempenho dos tarefeiros e da tarefa.
O que geralmente ocorre é que as pessoas acusam-se reciprocamente em vez de avaliar a atividade e envidar esforços para fazer o melhor.
Existem, também, as pessoas imaturas, que levam tudo para o campo pessoal e melindram-se quando ouvem críticas ao seu trabalho.
É importante considerar tudo isso e começar a agir com maturidade em prol da atividade, e para o bem de todos.
Trabalhar numa equipe madura e consciente da importância de cada um de seus membros, é o grande diferencial para se conseguir o bom desempenho de todos e a excelência do trabalho.
Em vez de acusadores, parceiros.
Em vez de desleixo, descuido, temor, colaboração.
 
Pense nisso!
 
O ser humano é naturalmente experimentador, inovador, ousado.
Quando reprimido, torna-se falso, dissimulado, propenso a sabotar o trabalho dos outros.
Quando ouvido, valorizado, considerado, orientado, liberta sua criatividade e produz coisas belas e nobres.
Pense nisso e aja de forma madura com seus pares. Você cresce e os outros também.
Afinal, a vida na terra é um aprendizado constante. E só cresce quem tem humildade para aprender, discernimento para ensinar e, sobretudo, coragem de renovar atitudes para melhor.
 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 04 de Novembro de 2012, 18:51
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?
O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa?
Ela influencia no processo de reforma íntima?
Quais as causas e consequências?
A culpa atrapalha ou ajuda?

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”... Saúde e Paz!
Slide 4 – Quarto passo do estudo da culpa.

Culpa
“Esse procedimento preexiste à vida física, porque originário, na sua primeira proposta, como gravame cometido contra o próximo, que gerou conflito de consciência”.


Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento;
Instruí-vos, este o segundo.
“No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”.
“Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam”:
"Irmãos! nada perece”.
“Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade."
- O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)

Vejam uma ideia que exprime pensamento inverso, para reforço mental de sequência do raciocínio...
“Sejam quantas vezes que tomares da foice, e roçares a touceira de colonião, sem arrancares o raizame, dele jamais brotará braquiara, e tão somente colonião”.


“O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa”?

Filhodobino abraçou esta causa, “long...long...time ago...”, mas também ainda não está preparado, pois o trabalho é árduo e o caminho longo...
Passo a passo, tão logo, me desvencilhei da ideia de ser seguidor, e comecei a lançar mão do recurso de procurar estudar comparativamente e disponibilizar para meus irmãos, várias correntes de ideias e não acreditei mais nos que preconizam pureza e ortodoxia, minha mente começou a se abrir e elegi os estudos comparados sem nenhuma espécie de preconceito contra quaisquer pensamentos... Sejam de que ordem for.
Isto se deveu à certeza de que tenho, como prometeu o Cristo de Deus, um paracleto, para me orientar o psiquismo, estimulando na minha evolução naturalmente assistida, meu preparo ante a culpa se fortaleceu.
Fincou estacas psíquicas, à elevação alteritária do ponto evolutivo onde me encontro.
E é com desassombro que posso dizer aos meus amados irmãos, não deixem de ler também os que criticam estas ideias e exigem que estudemos unicamente uma linha de raciocínio.
Ouçamos-lhes também, porque nas entrelinhas, do verso do reverso da rima sempre haveremos de nos encontraremos na vida inteirinha, naquela aonde não existe a morte, e lá, e tão somente lá é que finalmente aprenderemos o que nossas palavras são tão poucas para explicar.
Ninguém deve se envergonhar de fazer boas colagens, porque de más colagens, vivemos desde antão, além do mais tudo do que é bom deve ser repetido, sem exageros, mas refletindo, examinando...

Renê Moreno - Programa TV Pulguinha - Reflexão do Burrico - O Valor do Profissional (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUpJeG1MZmxSVE5NJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 04 de Novembro de 2012, 18:52

A Culpa fica para Sempre

Uma campanha de utilidade pública nacional trouxe o seguinte slogan: O efeito do álcool passa. A culpa fica para sempre.

O movimento busca uma vez mais a conscientização da população, a respeito dos efeitos terríveis do álcool associado à direção de motorizados.

Estima-se que morram mais de duzentas pessoas por dia em nosso país, por acidentes de trânsito. A grande maioria associada ao consumo de alcoólicos e outras drogas.

Desejando alguns momentos de suposto prazer, por vezes arriscamos comprometer toda nossa encarnação e, ainda - tão grave quanto - a prejudicar a vida de outros, que sofrerão os efeitos de nossos atos impensados.

Será que vale a pena correr esses riscos? Será que não estamos subvalorizando a nossa e a vida dos outros, quando dizemos: Não vai dar em nada?

Quantas almas são, hoje, escravas de um sentimento de culpa destruidor, em função desse descaso, que normalmente não é um fato isolado, mas um costume constante em tantas pessoas.

A culpa nos faz adoecer, nos faz estagnar e, depois de muito tempo em sofrimento profundo, faz-nos enxergar por entre as inúmeras lágrimas, que não valeu a pena.

Não é possível voltar no tempo e desfazer o que fizemos.

A vida nos dará novas chances, sim, de curar o que dilaceramos no outro, mas serão caminhos longos e duros. Por que escolhê-los?

Será que esses prazeres momentâneos da vida valem todo o risco que corremos? Qualquer mente um pouco esclarecida dirá que não, não vale a pena.

Assim, por que não podemos nos tornar um pouco mais conscientes?

Por que se deixar levar com tanta facilidade por emoções frívolas, que passam tão rápido?

Alta velocidade, perigos, fortes emoções - será que valem a pena?

Não propomos uma vida sisuda, sem cor, enfadonha - de forma alguma.

É possível ser alegre, vivaz, divertir-se, sem precisar correr riscos, sem prejudicar o corpo, sem ser uma ameaça constante à sociedade.

Por isso, pensemos muito antes de nos arriscarmos. Ouçamos outras opiniões. Não deixemos que a excitação nos conduza com tanta facilidade, anulando totalmente a razão.

Somos seres inteligentes, lembremos disso, antes de agirmos como completos celerados.

Pensemos nas consequências possíveis de cada um de nossos atos, evitando chorar as muitas lágrimas do arrependimento tardio.
* * *

A tendência para o bem é inata no ser humano, face à sua procedência Divina. O entorpecimento carnal, às vezes, bloqueia a faculdade de direcionamento que a consciência proporciona.

A pessoa lúcida, como consequência, age com prudência, confiando nos resultados que advirão, sem preocupar-se com o imediatismo, sabendo que a semente de luz sempre se converte em claridade.

A responsabilidade, advinda da consciência, promove o ser ao estágio de lucidez, que o leva a aspirar pelas cumeadas da evolução que passa a buscar, com acendrado devotamento.


Redação do Momento Espírita com pensamentos do cap. 16, do livro Momentos de consciência, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 04 de Novembro de 2012, 18:58

Você tem culpa?

A culpa é um sentimento que se apresenta à nossa consciência quando valorizamos demais nossas falhas, erros e imperfeições. Uma autocobrança, um autojulgamento e uma autocondenação quando avaliamos nossos atos de maneira infundada e altamente negativa. Tornamos-nos algozes de nós mesmos.
São muitas as pessoas que se transformam em um farrapo humano, sofrendo e se autopunindo numa interminável condição de infelicidade por conta do sentimento de culpa.
A culpa é o resultado de muita raiva guardada, mágoas reprimidas que se voltam contra aqueles que a cultivam no íntimo de seu ser. Sentir culpa é se julgar indigno, não merecedor, mau, ruim e viver transbordando remorsos e censuras. É um sentimento que corrói nossa alma e que muitas vezes nos impede de sermos quem realmente somos, de sermos felizes e gera a autopunição. Como um sentimento assim pode ser útil para nós?
Na verdade a culpa é um sentimento que não é natural ao ser humano, ela precisa ser implantada através da chantagem emocional usada por outra pessoa e aceita passivamente por nós mesmos quando nos colocamos no papel de vítima e aceitamos essa dominação. A culpa é sentimento criado para a manipulação que conforme vai sendo cultivada cria dependência do acusado pelo acusador, levando a um crescente desconforto interior e com isso a ocorre submissão. Como um sentimento assim pode ser útil para nós?
A culpa é o método mais eficaz dos manipuladores de fazer com que uma pessoa se submeta a seus desejos e caprichos. Nasce de uma exigência de algo que não queremos fazer e com isso nos leva a uma servidão dolorosa e sem sentido. Como que um sentimento que causa ódio de si mesmo, um desequilíbrio emocional e autopunição pode ser útil para nós?
Muitos se sentem culpados pelo conceito de pecado criado e imposto por muitas religiões; pela ação de pais desavisados que querem manipular seus filhos; pela inflexibilidade de uma sociedade rígida e fútil. Outros se sentem culpados por causa da crítica e das acusações dos outros, da repressão, do julgamento dos prepotentes, do medo, do abandono, da mentira, das comparações, da necessidade de agradar sempre a todos e das famigeradas expectativas que colocamos em nós mesmos e nos outros. Como que um sentimento assim pode ser útil para nós?
Quando sentimos culpa temos preocupação excessiva com a opinião dos outros, dificuldade de assumir responsabilidade pelos nossos atos, buscamos responsáveis pelo nosso sofrimento, temos dificuldade de expressar nossos sentimentos e nos sentimos vítimas em muitas situações em que na verdade estamos apenas sendo passivos, meros expectadores da vida. Como a culpa pode ser útil?
Quem sente culpa não aceita nem os elogios sinceros das outras pessoas, sente-se mal quando recebe algo, pois se julga indigno de aceitar o que os outros lhe oferecem. Não conseguem falar “não” e vivem sobrecarregados para não desagradar os outros. Fazem tudo pelos outros e esquecem de si mesmos. Adoecem e se machucam com facilidade. São rejeitados por si próprio. Como um sentimento assim pode ser útil?
Na verdade para nos livrarmos da culpa devemos nos aceitar como somos, com nossas falhas, erros e imperfeições, e simplesmente aprendermos com esses, pois, não é a culpa que nos redime, mas sim o aprendizado.
Para se livrar da culpa pare de fazer qualquer coisa que anule seu livre arbítrio; pare de querer agradar demais, faça o que lhe é caro e que não causa danos a você e aos outros.
Para se livrar da culpa faça sua parte, a sua função, aquilo que lhe cabe realmente… Pare de querer resolver a vida que não é sua; você pode contribuir, orientar, ajudar os outros, mas nunca conduzir ou ser conduzido.
Para se livrar da culpa desapegue-se do passado, pois ele não nos pertence mais. Só temos o agora, por isso se chama presente. A culpa não nos pertence por isso podemos abandoná-la a qualquer momento. O que nos pertence é o aprendizado com os erros do passado, para corrigí-los e não cometê-los mais, por isso seja auto-indulgente e pratique o autoperdão.
Aprenda com seus erros, só isso. Afinal, como disse Jung: “A verdade sai do erro. Por isso nunca tive medo de errar, nem dele me arrependi seriamente”.
Permita-se ser feliz!
Isso só depende de você.
Flávio Souza
www.vocevencedor.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy52b2NldmVuY2Vkb3IuY29tLmJy) – flaviosouza@vocevencedor.com.br
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Novembro de 2012, 19:16
Olá Ken, e todos! Referente ao post #12

Muito oportuno o texto de Emmanuel;

"Admitíamos que as vítimas de nossos erros deliberados se distanciassem, para sempre, de nós depois da morte...

Mas tornamos a encontrá-las no lar, usando nomes familiares, no seio da parentela, onde nos cobram, às vezes com juros de mora, as dívidas de outro tempo, em suor do rosto, no sacrifício constante, ou em sangue do coração, na forma de lágrimas."


Olá hcancela, no post #18, o texto que nos apresenta, claramente destaca à reconciliação como um programa Divino para um caminhar mais suave ante os problemas.

Convido a todos reler o post #19 do hcancela, é simplesmente uma lição de vida, para nós pais, principalmente, para que não nos arrependamos depois, por negligenciar no diálogo inadiável com os próximos mais próximos. Uma jóia esse texto.

Obrigado Vitor santos, pelo incentivo! No post #20.

Continuemos, trocando experiências.

Abraços.


Título: Re: A culpa.
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 04 de Novembro de 2012, 22:59
Marcos eu caro, desculpe a demora para postar algo, mas realmente estive meio atarefado.
Em primeiro lugar, meus parabens pelo tema e pela condução do mesmo, que eu considero muito importante para uma reflexão mais ampla sobre muitos conceitos existentes em nossas mentes.
Somos treinados, historicamente, para acreditar que somos pecadores os quais devemn sofrer as consequencias desse pecado, que remonta a história da criação do mundo.
Dentro do conceito que se popularizou como sendo espirita, estamos aqui para "pagar contas", expiar faltas, redimir-se da culpa.
É verdade que temos nossas dividas com as leis eternas e imutáveis de Deus, mas concordo com o Chico, quando ele nos diz que "a justiça de Deus não irá lhe levar onde sua misericórdia não possa protegê-lo".
Assim sendo, ainda que tenahmos nossos débitos de diversas encarnações equivocadas, nossas culpas, a misericórdia do Pai nos dá a oportunidade de aqui estarmos, para fazer aquilo que é o certo, buscando viver os ensinamentos do Cristo.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Alesandro Bennati em 05 de Novembro de 2012, 02:12
A Culpa é a conscientização do cometimento de erro, logo, é salutar para a evolução Espiritual.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Novembro de 2012, 08:17
Meus irmãos e minhas irmães.Em muitas vezes comete-se atos,que não só contrariam as leis
de Deus,mas também pelo lado moral trás para todos um sentimento de culpa,mesmo que este
ato não seja intencional ele permanece por muito tempo,e na maioria das vezes tira o equilíbrio
e a paz de quem o cometeu.Como bem escreveu a nossa irmã Maria47 em post anterior:"Não é
possível voltar no tempo e desfazer o que fizemos".Entretanto,não como solução para o senti-
-mento de culpa que vem a seguir,mas como um paliativo,tem-se o arrependimento,e nele
vem-se procurar redimir do prejuízo que tenha sido causado,seja material ou moral.Evedenti-
-mente,tratando-se de pessoas que têm a consciência da resp
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Novembro de 2012, 08:44
Desculpe-me,cliquei acidentalmente em enviar,complementando:Evidentemente tratando-se de pessoas que têm a consciência da responsabilidade dos atos que cometeu,mas há exceção des-
-ta regra.São aqueles cujo senso de responsabilidade é comprometido,espíritos rebeldes que
não aceitam a necessidade de evoluir,tornando-se assim irresponsáveis.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: M.Altino em 05 de Novembro de 2012, 11:39
Amigos  e companheiros  este  estudo e debate , mais uma vez  dou os meus parabéns  ao nosso amigo Marcos pelo tema escolhido e pela sua condução.
Culpa  Palavra que muitos  dizem e poucos  a assumem, pois  representa um assumir  por vezes de coisas que nos perturbam muito ,pois  nos julgamos sempre  e muitas  vezes não temos  culpa, mas vamos meditar um pouco...........
Nós  quantas vezes na vida fazemos coisas que  por vezes  pensamos serem as melhores  e mais tarde acontece que são negativas.assumimos  a culpa ............... por vezes não.damos sempre  alguma explicação para contornar  essa situação.........
Quantas vezes  nós  queremos julgar os outros.........mas quem somos nós para julgar ........
Assim tudo o que muitas vezes  fazemos na vida  arranjamos sempre uma desculpa quando as coisas  correm mal  e não é por  dizermos  ou tentarmos ser  espíritas  , ou que estudamos a doutrina............... Não......... já parte  já  na  nossa condição humana.
Então é por  estas razões que  digo muito bem escolhido e que nos colocar  em meditação  dentro de cada um de nós , e pensarmos quantas vezes  fui culpado ............... e  sintam que por vezes  é  aqui que reside tudo que nos pode  modificar ou seja  a nossa  Reforma Intima.
O que é culpa? (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PS1YeUxiZE1OWjRvIw==)
Amigos  então vamos saber lidar com este sentimento que tantas vezes  lidamos na vida.
Um grande abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 05 de Novembro de 2012, 20:01

Errar ainda é humano

(Considerações psicológicas e espirituais acerca do sentimento de culpa)
 
A atitude do ser humano de censurar severamente a si mesmo ocorre há séculos. Basta um só erro ou atitude da qual nos arrependamos para que venhamos a nos autopunir ou esperar algum tipo de castigo divino. Desta forma, acabamos por acumular em nosso íntimo angústias e pesares desnecessários, frutos de experiências mal sucedidas que não foram vistas como aprendizado.
A longa faixa de anos obscuros pelos quais passamos na Idade Média - período em que a Igreja pregava o temor a Deus e a punição severa de hereges nas fogueiras e de pecadores nos fogos do inferno -, acabou por fixar no inconsciente das pessoas a idéia de que todo erro deve ser punido. Esta espécie de "mandato" parece nos acompanhar até os dias de hoje. São igrejas,templos e consultórios psicológicos repletos de pessoas buscando alívio para um sentimento de culpa que insiste em buscar punição.
Muitas pessoas, ao fazerem um exame de sua educação na infância, poderiam verificar que esse desejo de castigo foi oriundo de uma educação rígida e inflexível, a qual repreendia severamente qualquer atitude considerada errada por parte da criança. Para outras, porém, essa mesma idéia pode não ter sido moldada na vida presente, mas em um passado próximo ou remoto, no qual fomos consolidando a intransigência com nós mesmos. Então nos perguntamos: como superar o sentimento de culpa quando erramos? Como assimilar nossos erros sem buscarmos a autopunição como remédio? Para Hammed, um benfeitor espiritual e estudioso do psiquismo humano, quando sempre esperamos perfeição em tudo e confrontamos o lado inadequado de nossa natureza humana, nos sentiremos fatalmente diminuídos e envolvidos por uma aura de fracasso.
Dessa forma, aceitarmos nossa falibilidade perante a vida constitui-se uma tarefa inadiável. Como diz, ainda, o benfeitor árabe, "somos propensos a cometer erros de cálculo, enganos são inerentes à condição humana". Tal consciência e aceitação de nossa imperfeição somente ocorrerão, entretanto, no momento em que reconhecermos nosso lado inadequado aqueles comportamentos e idéias os quais não admitimos em nós, mas que ainda fazem parte de nosso ser, embora disfarçados.
 
Ao fazermos essa opção, passaremos a uma existência íntima de tranqüilidade perante nossos erros, de maneira a compreendê-los e não mais transformá-los em um calvário de dores e lágrimas, mas em um jardim florido, na qual cada flor representará um aprendizado colhido. Ainda há muito a se fazer para que superemos esse hábito tão arraigado em nossas mentes. Portanto, da próxima vez que você perceber-se com sentimentos de culpa, diga a si mesmo: "Não sou uma calculadora, sou um ser humano!"
- Adriano Oliveira (RS)
E-mail: adriano_oliveira22@hotmail.com
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 05 de Novembro de 2012, 23:49
Olá todos! Continuemos nosso estudo.

Ken,  no post #21, dentre os tantos ensinamentos desse texto, destacamos a mágoa e a irritação que transferimos aos outros quando estamos imersos na culpa.

M. Altino, post #23 ressalta a importância das ações positivas, lembrando-nos O Livro dos Espíritos, no qual aprendemos que não basta não fazer o mal, é necessário fazer o bem. E o ESE, no texto "O Dever", mostrando-nos a que precisamos ser perseverantes no dever.

Filhodobino, post #24, em sua reflexão aponta-nos para os perigos do sectarismo paralisante, que sempre diminui o outro ante o que pensamos ser verdade.

Antonio Renato Barbosa, post #25, Alerta-nos quanto à responsabilidade  do que muito sabe, afinal, " muito será cobrado a quem muito foi dado", não é mesmo?!

Vamos continuar, e contribuir para disseminar os ensinamentos que libertam.

Abraços a todos. :)

 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Novembro de 2012, 00:08
continuando:

Maria47 no post#26
"[...]
Quando o agente do ódio se aproxima da criatura culpada, com suas vibrações perturbadoras, destrambelha o psiquismo desta, podendo causar convulsões epilépticas, entre outros desequilíbrios.

        Não queremos dizer com isto que todas as enfermidades mentais sejam de origem obsessiva, pois incorreríamos em grave erro.

        Para algumas pessoas, essa forma de resgate do culpado tem sabor de castigo Divino, mas assim não é.

        O que ocorre é que existem leis das quais não podemos fugir, e uma delas é a lei de causa e efeito.  [...]

        Não só pela dor podemos resgatar nossas faltas.

        Conforme afirma o apóstolo Pedro, “o amor cobre a multidão de pecados”.

        Quando optamos pelo amor, a caminhada fica mais leve e a felicidade mais próxima.

        Pensemos nisso, e optemos pelo amor lúcido.

Redação do Momento Espírita,
"


Chamou-me atenção a expressão "amor lúcido", depois lembrei-me, confundimos tanto o amor com prazer, sexo e paixão... aí entendi a necessidade do adjetivo.


Maria47 no post#27,

Culpas e desculpas
[...]
Todavia, pedir desculpas significa admitir que nos equivocamos, e isso mexe diretamente com nosso orgulho.
O que geralmente fazemos, então?
Ficamos remoendo o desconforto e buscamos alguém a quem culpar pela atitude que nossa consciência desaprova.
Não seria mais coerente pedir perdão?
Logicamente seria, mas o orgulho muitas vezes nos impede.
O que fazemos, então?
Preferimos nos punir de outra maneira. E geralmente optamos pelas enfermidades...
[...]
Texto de Redação do Momento Espírita.


Fugir, escapar, dar um jeitinho... nem sempre funciona. Melhor o autoenfrentamento, como nos diz J. de Ângelis, melhor que acúmulo de detritos mentais que culminam em doenças e morte.

abraços.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 06 de Novembro de 2012, 00:10
Boa noite a todos

Amigo Marcos, a seguir um texto, pertinente ao assunto:-

A Culpa dos Males que nos Acontecem

Em todos os males que nos acontecem, olhamos mais para a intenção do que para o efeito. Uma telha que cai de um telhado pode ferir-nos mais, mas não nos desola tanto como uma pedra atirada de propósito por uma mão maldosa. O golpe, por vezes, falha mas a intenção nunca erra o alvo. A dor física é a que menos se sente nos ataques da sorte e, quando os infortunados não sabem a quem culpar pelas suas infelicidades, culpam o destino, que personificam e ao qual atribuem olhos e uma inteligência disposta a atormentá-los intencionalmente.

É o caso de um jogador que, irritado com as suas perdas, se enfurece sem saber contra quem. Imagina que a sorte se encarniça intencionalmente para o atormentar e, encontrando alimento para a sua cólera, excita-se e enfurece-se contra um inimigo que ele próprio criou. O homem sábio, que em todas as infelicidades que lhe acontecem só vê golpes da fatalidade cega, não tem essas agitações insensatas; grita na sua dor, mas sem exaltação, sem cólera; do mal que o atinge só sente os ataques materiais, e os golpes que recebe podem ferir a sua pessoa, mas nenhum atinge o seu coração.


Jean-Jacques Rousseau, in 'Os Devaneios do Caminhante Solitário'
Título: Re: A culpa.
Enviado por: M.Altino em 06 de Novembro de 2012, 12:15
Amigos e companheiros deste estudo e debate  para todos o Meu Bom Dia e continuando a debater vamos  meditar neste texto ara  vermos  que muitas  vezes a nossa felicidade passa por  vezes não aceitarmos as nossa  culpas e  não a  tentarmos resolver.
A maioria das pessoas se sente infeliz ou adia sua felicidade por causa da internalização de um poderoso mecanismo, seja social, moral ou religioso, introdutor de culpa.
O ser humano se estrutura dentro da sociedade sem a devida reflexão sobre os valores que assimila. Nem sempre percebe que, aqueles recebidos em suas origens devem, na adultez, merecer reflexão e consequente libertação dos que não mais condizem com sua maturidade.
Nem sempre as pessoas conseguem se libertar da pressão exercida pela sociedade da qual fazem parte.
Essa pressão não é apenas exercida através de normas e leis, mas principalmente a partir daquilo que não é dito e nem é explicitado.
As leis da convivência entre as pessoas, as quais nem sempre fazem parte de algum código escrito, promovem sanções que psicologicamente impõem culpa e necessidade de alívio psíquico.
Nesse contexto somam-se os preceitos extraídos das interpretações humanas aos códigos das religiões, muitas vezes usados como mecanismos repressores, para limitar ainda mais as possibilidades do ser humano de entender sua própria vida e alcançar a felicidade.
O grande gerador da infelicidade é a culpa que nos permite, quando instalada, esperar algum tipo de punição para alívio daquilo que consideramos uma transgressão.
Vivemos sempre à espera de que essa punição ocorra, gerando ansiedade e adiando nossa felicidade.
É claro que tudo isso ocorre também como um mecanismo que possibilita a percepção da própria liberdade individual. Há pessoas que necessitam de limites para melhor administrar sua liberdade, porém essa regra é utilizada de forma excessiva e castradora, em face do medo que tem o ser humano de perder o controle sobre si mesmo.
O propósito de todo ser humano é alcançar a felicidade possível sem perder a noção da responsabilidade individual pelos próprios atos. Ser feliz só é possível através da liberdade com responsabilidade.
Quem não for capaz de assumir as consequências de seus atos, não conseguirá viver com a consciência em paz e em harmonia.
Religiões e filosofias foram – e ainda o são – utilizadas como mecanismos de dominação coletiva sob o argumento de que o passado da humanidade demonstra sua necessidade de impor limites.
É necessário que se perceba o espírito como ser presente que, embora assentado sobre seu passado, está sempre olhando para o futuro.
Sem esquecer o passado é preciso viver o presente com o olhar no futuro.
As religiões valorizam mais o passado que o futuro do ser humano, impondo-lhe que carregue sempre alguma culpa.
As religiões, como são praticadas, servem para determinadas classes de crentes.
Para outras elas necessitam de interpretações e compreensôes mais avançadas sob pena de se extinguirem.
Elas devem ser entendidas de formas distintas e de acordo com o nível de evolução do espírito.
Na maioria delas, o conceito de felicidade passa pela culpa e pela negação à vida na matéria. Entender que ela, a felicidade, só poderá ocorrer alhures, pós-morte, é negar o sentido da existência, consequentemente o presente.
Não entregue sua felicidade à crítica das religiões, das filosofias, dos outros ou dos equívocos que cometeu.
A religião, por natureza, deve facilitar o processo de crescimento do ser humano.
Tome a sua como auxiliar de seu equilíbrio psicológico e espiritual.
Não coloque sua felicidade à mercê das contingências acidentais de sua vida ou mesmo de uma fase de turbulência por que você esteja passando.
Lembre-se de que viver não é ato isolado de um ser humano.
É um contexto, uma conexão e um sentido.
Na união dessas realidades junta-se o Espírito que é você.
Assuma o comando de sua vida e a coloque a serviço do propósito de ser feliz.
Siga aquele ditado que diz ‘viva e deixe os outros viverem’.
Ninguém no mundo está irremediavelmente condenado a sofrer ou a penar eternamente, seja na vida ou na morte.
As teorias que levaram o ser humano a se achar perdido ou condenado a sofrer pelos atos o distanciaram de sua própria felicidade. O ser humano está ‘condenado’ a ser feliz e essa conquista é feita individual e coletivamente. Ele foi presenteado por Deus que lhe deu a Vida.
Reúna seus mais íntimos propósitos, junte suas maiores intenções, fortaleça-se com as melhores energias e entre em contato com o Deus que habita em você, para encontrar sua plena felicidade.
Não se esqueça de reparti-la por onde passar e com quem estiver, pois isso é garantia de perpetuidade
Adenáuer Novaes
Com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 06 de Novembro de 2012, 18:50
Citar
De quem é a culpa?
De que é formatada a culpa?

A culpa...
Quais as nuances deste assunto?
O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa?
Ela influencia no processo de reforma íntima?
Quais as causas e consequências?
A culpa atrapalha ou ajuda?

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”... Saúde e Paz!
Slide 4 – Quarto passo do estudo da culpa
.
Espíritas!
Amai-vos, este o primeiro ensinamento;
Instruí-vos, este o segundo.
“No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”.
“Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam”:
"Irmãos! nada perece”.
“Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade."
- O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)


Culpa
“Esse procedimento preexiste à vida física, porque originário, na sua primeira proposta, como gravame cometido contra o próximo, que gerou conflito de consciência”.


Filhodobino reflete:
Que a inteligência é superada pelo estado de culpa, mas, pelo desenvolvimento da mesma, ela mesma (a inteligência) aponta os meios para sanear aquela, (a culpa).
Eis a importância da diversidade de conhecimentos formatando um psiquismo evoluendo, posto que o Espírito, simples e ignorante à medida que aprende de diversas fontes, conjuga o que seja melhor para si.



INTELIGÊNCIA –
A inteligência se revela por atos voluntários, refletivos, premeditados, combinados, de acordo com a oportunidade das circunstâncias.
É incontestavelmente um atributo exclusivo do espírito, com o qual se confunde num princípio comum.
Todo ato maquinal é instintivo; o ato que denota reflexão, combinação, deliberação, é inteligente.
Um é livre, o outro não o é.
Tanto mais livremente se manifesta, quanto menos entraves tenha que vencer.
Allan Kardec em:
A Gênese; 3/12, 
Livro dos Espíritos; 24, 71 a 75, 88, 146, 237 e 28obs. -


INTELIGÊNCIA –
Na área da inteligência, diversas são as suas manifestações, tais como a de natureza cognitiva, emocional e espiritual.
Nada obstante, em cada uma delas ocorrem especificidades que são peculiares às experiências do ser humano em decorrência das suas transatas reencarnações, das conquistas ou prejuízos adquiridos.
Se tomar-se como exemplo a cognitiva, ou de natureza intelectual, constata-se que o seu portador pode ser um excelente matemático, e ter muita dificuldade para outras doutrinas, como as filosóficas, históricas, geográficas ou vice-versa.
Depreende-se que se trata de uma aptidão especial compatível com o desenvolvimento cultural ínsito em cada pessoa, que demonstra maior ou menor facilidade para determinado aspecto do conhecimento com o qual já teve ou não contato em existência anterior.
JOANNA DE ÂNGELIS em JUNTOS VENCEREMOS - 1ª Ed. IDEAL, 1985 - 6 -
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Novembro de 2012, 19:09
M. Altino este último texto que disponibiliza para o estudo traz uma grande lucidez ao expor uma problemática incontestável.
[...]
Religiões e filosofias foram – e ainda o são – utilizadas como mecanismos de dominação coletiva sob o argumento de que o passado da humanidade demonstra sua necessidade de impor limites.
É necessário que se perceba o espírito como ser presente que, embora assentado sobre seu passado, está sempre olhando para o futuro.
Sem esquecer o passado é preciso viver o presente com o olhar no futuro.
As religiões valorizam mais o passado que o futuro do ser humano, impondo-lhe que carregue sempre alguma culpa.
As religiões, como são praticadas, servem para determinadas classes de crentes.
Para outras elas necessitam de interpretações e compreensôes mais avançadas sob pena de se extinguirem.
Elas devem ser entendidas de formas distintas e de acordo com o nível de evolução do espírito.
Na maioria delas, o conceito de felicidade passa pela culpa e pela negação à vida na matéria.[...]

Assuma o comando de sua vida e a coloque a serviço do propósito de ser feliz.
Siga aquele ditado que diz ‘viva e deixe os outros viverem’.
Ninguém no mundo está irremediavelmente condenado a sofrer ou a penar eternamente, seja na vida ou na morte.
As teorias que levaram o ser humano a se achar perdido ou condenado a sofrer pelos atos o distanciaram de sua própria felicidade. O ser humano está ‘condenado’ a ser feliz e essa conquista é feita individual e coletivamente. Ele foi presenteado por Deus que lhe deu a Vida.
Reúna seus mais íntimos propósitos, junte suas maiores intenções, fortaleça-se com as melhores energias e entre em contato com o Deus que habita em você, para encontrar sua plena felicidade.
Não se esqueça de reparti-la por onde passar e com quem estiver, pois isso é garantia de perpetuidade
Adenáuer Novaes
Com um grande abraço de muita paz
(Ligação para o anexo)
Manuel Altino

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Novembro de 2012, 19:37
Olá todos!

No post #28 de nosso estudo o amigo Vitor Santos comenta sobre auto-estima. Realmente, esta quando está em baixa, ou seja, auto-estima baixa, tendemos ao auto-martírio, aceitando até mesmo incongruências a nosso respeito. Porém, tem o outro lado, auto-estima em excesso, dizem alguns, transforma-se em presunção. Anoto sua fala como verdadeira.

No post #30 um show! Isso mesmo gente, veja só;

''     "De quem é a culpa?"

[...]
Numa equipe que pensa mais em buscar culpados do que encontrar soluções, a criatividade é quase nula, e as pessoas não ousam sair dos limites que lhes foram traçados, para não correr riscos.
O colaborador que trabalha com confiança na sua equipe, certo de que quando errar terá o apoio dos demais para encontrar o caminho certo, será uma pessoa inovadora, criativa, desarmada e sincera.
Já num ambiente em que a todo momento se corre o risco de ser denunciado, punido, agredido com palavras e gestos, as pessoas ficam cada vez mais inseguras, temerosas, e o ambiente se torna falso, irrespirável.
Quando a equipe é madura e seus membros são responsáveis, discutem-se problemas e soluções com tranqüilidade, sem melindres, sem acusações de cunho pessoal, mas com uma análise sincera do desempenho dos tarefeiros e da tarefa.
O que geralmente ocorre é que as pessoas acusam-se reciprocamente em vez de avaliar a atividade e envidar esforços para fazer o melhor.
Existem, também, as pessoas imaturas, que levam tudo para o campo pessoal e melindram-se quando ouvem críticas ao seu trabalho.
É importante considerar tudo isso e começar a agir com maturidade em prol da atividade, e para o bem de todos.
Trabalhar numa equipe madura e consciente da importância de cada um de seus membros, é o grande diferencial para se conseguir o bom desempenho de todos e a excelência do trabalho.
Em vez de acusadores, parceiros.
Em vez de desleixo, descuido, temor, colaboração.
 
Pense nisso!
 
O ser humano é naturalmente experimentador, inovador, ousado.
Quando reprimido, torna-se falso, dissimulado, propenso a sabotar o trabalho dos outros.
Quando ouvido, valorizado, considerado, orientado, liberta sua criatividade e produz coisas belas e nobres.
Pense nisso e aja de forma madura com seus pares. Você cresce e os outros também.
Afinal, a vida na terra é um aprendizado constante. E só cresce quem tem humildade para aprender, discernimento para ensinar e, sobretudo, coragem de renovar atitudes para melhor.
 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.  ""



Atenção, nós que militamos em CE, este texto é um tratado da boa convivência em grupo.

Abraços a todos, e bom estudo.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 06 de Novembro de 2012, 20:16
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?
O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa?
Ela influencia no processo de reforma íntima?
Quais as causas e consequências?
A culpa atrapalha ou ajuda?

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”... Saúde e Paz!

Espíritas!
Amai-vos, este o primeiro ensinamento;
Instruí-vos, este o segundo.
“No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”.
“Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam”:
"Irmãos! nada perece”.
“Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade."
- O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)

Culpa
“Esse procedimento preexiste à vida física, porque originário, na sua primeira proposta, como gravame cometido contra o próximo, que gerou conflito de consciência”.

Refletindo em o que disse Leopold Szondi, referido em "O Espírito em Terapia" de Ercilília Zilli-Editora Mundo Maior – Fundação Espírita André Luiz.

“Eu gostaria de dizer que mesmo no Caim, mais sangrento, permanece um toque de Abel, um toque de humanidade: a esperança não está perdida. Talvez tenha sido isso que me manteve vivo, apesar de tudo”.


Filhodobino reflete:
Amados do meu coração, sejamos prudentes no julgar tanto ao próximo quanto a nós mesmos, pois o fato gerador da pena é o estado de culpa...


Slide numero cinco - Quinto passo da reflexão a culpa.

“Lentamente, porém o remorso gerou o fenômeno de identificação com o erro, mas não se fez acompanhar da coragem de reparação, transferindo para os arquivos do Espírito o conflito em forma de culpa...”

Comiseração e esforço para induzir pensamentos que nos libertem de sermos seguidores fiéis, mas respeitosos em todas as correntes de reflexão do inconsciente coletivo, que as normas da hereditariedade, destino e fé, ainda por si só não explicam os sofreres individuais que atingem a quaisquer filhos de Deus.
Eis aí a importância do conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, pois nada há escondido que não possa e deva ser revelado no momento oportuno ao evoluendo naturalmente assistido em cada estágio de sua evolução.
Então só me resta a alternativa em concordar com o postulado indagativo: “Ela influencia no processo de reforma íntima”?
O meu sonoro S I M.

E vale a pena repetir...


Na área da inteligência, diversas são as suas manifestações, tais como a de natureza cognitiva, emocional e espiritual.
Nada obstante, em cada uma delas ocorrem especificidades que são peculiares às experiências do ser humano em decorrência das suas transatas reencarnações, das conquistas ou prejuízos adquiridos.
Se tomar-se como exemplo a cognitiva, ou de natureza intelectual, constata-se que o seu portador pode ser um excelente matemático, e ter muita dificuldade para outras doutrinas, como as filosóficas, históricas, geográficas ou vice-versa.
Depreende-se que se trata de uma aptidão especial compatível com o desenvolvimento cultural ínsito em cada pessoa, que demonstra maior ou menor facilidade para determinado aspecto do conhecimento com o qual já teve ou não contato em existência anterior.
JOANNA DE ÂNGELIS em JUNTOS VENCEREMOS - 1ª Ed. IDEAL, 1985 - 6 –

Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Novembro de 2012, 20:17
Meus caros irmãos e irmães.Costuma-se dizer que a religião é uma forma de freio para a
humanidade,poderia-se entender como tal se de fato não fossem elas estudadas.Por
muitos séculos a imposição na obediência cega aos dogmas religiosos,era uma forma de
impor o medo para que não fossem desobedecidos,e quando isso acontecia os castigos
como forma de punição eram impostos,na desculpa que aquele castigo era ordenado por
Deus e não pelo orientador daquela religião.Não havia por parte deste um sentimento de
culpa,pois o que lhes interessava era tão somente demonstrar o seu poder exercido sobre
os seus seguidores.Até os dias atuais existem esta forma de opressão em alguns segui-
-mentos religiosos,onde os seus orientadores costumam ameaçar os seguidores,em geral
pessoas menos esclarecidas que acreditam e aceitam sem questionar,isto é,uma obediên-
-cia cega.O espiritismo trouxe para nós a luz da verdade,pois sabemos que não haverá castigo por parte de Deus pela desobediência as suas leis,mas sim haverá em nós um sen-
-timento de culpa por não estarmos agindo em conformidade com o que nos ensina a Dou-
-trina Espírita,e essa desobediência também nos causam atraso em nossa evolução.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 06 de Novembro de 2012, 21:00
Boa noite a todos

Fugas pela Culpa

Comumente ouve-se justificativa para alguém se escusar ao serviço de socorro ao próximo, como, por exemplo, a alegação de que não é perfeito e, portanto, não possui as condições exigíveis para o exercício das ações de enobrecimento.

Muitos indivíduos alegam que carregam muitas culpas conscientes quanto inconscientes de gravames que foram perpetrados e que os atiraram no poço da amargura, tomando-os indignos de realizações elevadas.

Seria de indagar-se, quais as qualidades exigíveis para a prática do amor nas suas múltiplas expressões sob a inspiração do anjo da caridade?

Oferecer-se um copo com água fria ao sedento, doar-se uma côdea de pão ao esfaimado, um vaso de leite ao enfermo, modesta moeda ao necessitado, um gesto de compaixão, uma palavra gentil, um aperto de mão, são tão espontâneos fenômenos humanos, que não exigem elevados sentimentos morais, bastando somente o desejar-se auxiliar...

São tantas as formas de exteriorizar gentileza e bondade, que não se toma indispensável uma situação espiritual superior para apresentá-las.

Através da ação fraterna e natural adquirem-se os títulos de enobrecimento moral, superando-se as tendências perniciosas que escravizam o indivíduo, mantendo-o nas paixões dissolventes, e que passam a diluir-se, quando ocorrem os atos de amor, cedendo os espaços mórbidos à beneficência.

Certamente, a culpa é algoz impiedoso que se esculpi na consciência e, à semelhança do ácido coroe as vibras emocionais da sua vítima, enquanto é conservada.

Por essa razão, deve ser racionalizada de maneira tranqüila e diluída mediante as aplicações dos valiosos dissolventes do amor em forma de edificação de outras vidas.

Quando alguém se escusa a ajudar, não está sendo impedido pela culpa, mas pelo egoísmo, esse genitor insensível da indiferença pelo sofrimento dos outros, distanciando-se, na desdita em que se compraz, dos recursos eficientes para a aquisição da paz interior.

Todos os seres humanos, de uma ou de outra forma, carregam algumas culpas, inclusive aquelas que lhes foram impostas pelas tradições religiosas absurdas, que se compraziam em condenar ao invés de orientar a maneira eficiente de libertação dos equívocos em que se tombava.

Dessa forma, existem marcas psicológicas ancestrais que afligem, mas podem ser anuladas mediante o conhecimento da realidade e dos legítimos valores morais que são as regras de bem viver, exaradas no Evangelho de Jesus, e sintetizadas no Seu conceito sublime, que é não desejar nem fazer a outrem o que não se gostaria que lhe fosse feito.

                                  **  **  **
A aceitação honesta do fenômeno culpa pela consciência constitui excelente aquisição emocional para o trabalho de diluição dos fatores que a geraram.

Uma análise sincera do acontecimento produz compreensão em torno da ocorrência do fato infeliz, levando-se em consideração as circunstâncias do momento, o estado emocional em que se encontrava o indivíduo, a sombra predominante...

O erro é sempre resultado do nível de responsabilidade imposta pela consciência. Quando se trata de algo planejado com objetivos perniciosos, certamente os danos produzidos são muito mais graves, transformando-se em conflito psicológico de ação demorada. No entanto, quando outros fatores imprevistos desencadeiam a atitude maléfica, é compreensível que a responsabilidade se apresente menor.

Em face disso, afirmou o Mestre de Nazaré: Mais se pedirá àquele que mais recebeu, estabelecendo que o conhecimento é fator predominante em relação à responsabilidade dos atos humanos.

A questão da culpa é tão relevante que, analisando o drama da mulher surpreendida em adultério, Jesus exarou o surpreendente conceito: ... E aquele que estiver sem culpa, que lhe atire a primeira pedra.

É compreensível que, seja qual for a forma como se deu a instalação da culpa, é sempre resultado da longa aprendizagem a que o Espírito se encontra submetido no compromisso da autoiluminação, transformando ignorância em conhecimento, instinto em discernimento lógico e em razão, primarismo em sabedoria...

Já constitui um passo significativo a sua identificação, que significa o começo da sua superação.

Nenhum recurso mais eficiente para a sua eliminação do que todo o bem que se pode fazer, porquanto, o auxílio ao próximo, à comunidade, a contribuição ao bem estar geral, proporcionam recuperação do equívoco de maneira judiciosa e edificante, resultando em fator de progresso geral. Isto porque, sempre que alguém cai, que se compromete, a sociedade com ele tomba, sendo natural que, ao elevar-se alguém, com ele a sociedade se erga.

O auxílio fraternal, portanto, é valioso contributo psicoterapêutico para a libertação de quaisquer transtornos emocionais, ao tempo em que constitui eficiente método pedagógico para a aquisição da harmonia interna com a consequente aprendizagem em torno dos objetivos relevantes da vida.

Sacrifica, pois, a comodidade disfarçada de conflito de culpa ou equivalente, e faze a tua parte no concerto terrestre, modificando as estruturas atuais do comportamento social e criando novas condições para o progresso geral.

A felicidade somente se instalará na Terra quando as criaturas humanas compreenderem que o auxílio recíproco é recurso precioso para o equilíbrio entre todos.

Enquanto houver segregação, discriminação, miséria de uns e excesso de outros, exorbitância de poder ou de fortuna em poucas mãos com a escassez na multidão, o sofrimento permanecerá como látego sobre o seu dorso, até o despertamento consciente e a mudança inevitável de conduta.

                            **   **    **
Aquele que dispõe dos recursos superiores da existência como saúde, beleza, fortuna, lar feliz, inteligência e conhecimento, não havendo feito o uso dignificante, retorna ao proscênio terrestre, em situação de carência, a fim de aprender aplicação de valores e solidariedade.

Nunca desconsideres o poder dos pequenos gestos de bondade e de amor que fazem muita falta entre os seres humanos.

Por mais insignificantes que pareçam, constituem notas musicais da grande sinfonia da vida vibrando no universo.

Toma parte na extraordinária orquestra do bem, contribuindo com o que possuas.


Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco, na tarde de 29 de maio de 2009, no G19, em Zurique, Suíça. Em 11.09.2009.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Novembro de 2012, 22:30
Boa noite amigos!

Filhodobino, em seu post #31, em suas reflexões convida-nos a avaliar e valorizar os diferentes saberes, ou seja, diz não ao preconceito. Concordo contigo, visto que, como espíritas precisamos conhecer amplas formas de pensar, tendo em mente o enriquecimento de nossos conhecimentos, e estabelecer os paralelos entre os "diferentes", encontrando sempre algo de bom e em comum acordo com a DE.

                                                    *       *         *

Bastante significativo também a lição no post 32 da Maria47
[...]
"Será que esses prazeres momentâneos da vida valem todo o risco que corremos? Qualquer mente um pouco esclarecida dirá que não, não vale a pena.
Assim, por que não podemos nos tornar um pouco mais conscientes?
Por que se deixar levar com tanta facilidade por emoções frívolas, que passam tão rápido?
Alta velocidade, perigos, fortes emoções - será que valem a pena?
Não propomos uma vida sisuda, sem cor, enfadonha - de forma alguma.
É possível ser alegre, vivaz, divertir-se, sem precisar correr riscos, sem prejudicar o corpo, sem ser uma ameaça constante à sociedade.
Por isso, pensemos muito antes de nos arriscarmos. Ouçamos outras opiniões. Não deixemos que a excitação nos conduza com tanta facilidade, anulando totalmente a razão.
Somos seres inteligentes, lembremos disso, antes de agirmos como completos celerados.
Pensemos nas consequências possíveis de cada um de nossos atos, evitando chorar as muitas lágrimas do arrependimento tardio."
[...]

Chama-nos a atenção, o texto acima, para refletirmos, e muito, antes que tomemos nossas decisões.
                                                      *    *     *

Alesandro Bennati post #36, fala-nos dos benefícios da culpa, tendo em vista, a conscientização com relação ao erro cometido. Alesandro, já é um começo né? Só não devemos estacionar nela, pesou na consciência bola pra frente rumo à reparação, concorda?

Abraços.





 

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Novembro de 2012, 22:55
Olá Antonio Renato Barbosa, em seus posts#37 e 38, com relação aos espíritos endurecidos, surge aí um questionamento; por que algumas pessoas são desprovidas do sentimento de culpa e  do arrependimento?

Alguém arrisca?!

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 06 de Novembro de 2012, 23:07

As Consequências da Culpa não Liberada

A culpa encontra sintonia com as paisagens mais escuras da personalidade humana em que se homizia.

Os conflitos e as mesquinhezes dos sentimentos nutrem-se da presença da culpa, levando a estertores agônicos aquele que lhe sofre a injunção.

Acabrunha e desarticula os mecanismos da fraternidade, tornando o paciente arredio e triste, quando não infeliz e desmotivado.

As suas ações tornam-se policiadas pelo medo de cometer novos desatinos e quase sempre é empurrado para a depressão.

Vezes, porém, outras, apresenta-se com nuanças muito especiais, mediante as quais há uma forma de escamoteá-la através de escusas e de justificações indevidas.

Assevera-se, nessa conduta, que é normal errar, e, sem dúvida, o é, mas não permanecendo em contínua postura de equívocos, prejudicando outras pessoas, sem o reconhecimento das atitudes infelizes que devem sempre ser recuperadas.

Tormentosa é a existência de quem se nutre de culpa, sustentando-a com a sua insegurança. Tudo quanto lhe acontece de negativo, mesmo as ocorrências banais, é absorvido como sentimentos necessários à reparação.

A infância conflituosa, não poucas vezes induz o educando à raiva, ao desejo de vingança, à morte dos pais ou dos mestres. Isto ocorre como catarse liberadora do desgosto. Quando, mais tarde, ocorre algo de infelicitador com aquele a quem foram dirigidos a ira e o desejo de desforço, a culpa instala-se, automaticamente, no enfermo, provocando arrependimento e dor.

Determinados acontecimentos têm lugar, não porque sejam desejados, mas porque sucedem dentro dos fenômenos humanos. Entretanto, a consciência aturdida aflige-se e procura mecanismo de autopunição, encontrando na culpa a melhor forma de descarregar o conflito.

Quando, num acidente, alguém morre ao lado de outrem que sobreviveu, em caso de este não possuir estabilidade emocional, logo se refugia na culpa de haver tomado o lugar na vida que pertencia ao que sucumbiu, sem dar-se conta de que sempre teve igualmente direito à existência.

Tal comportamento mórbido castra muitas iniciativas e desencadeia outros processos autopunitivos de que a vítima não se dá conta.

O arrependimento, que deve ser um fenômeno normal de avaliação das ações, mediante os resultados decorrentes, torna-se, na consciência de culpa, uma chaga a purgar mal-estar e desconfiança.

Como forma de esconder o conflito, surge a autocomiseração, a autocompaixão, quando seria mais correto a liberação do estado emocional, mediante a reparação, se e quando possível.

Reprimir a culpa, tentar ignorá-la é tão negativo quando aceitá-la como ocorrência natural, sem o discernimento da gravidade das ações praticadas.

À medida que é introjetada, porém, a culpa assenhoreia-se da emoção e torna-se punitiva, castradora e perversa.

Gerando perturbações emocionais, pode induzir a comportamentos doentios e atitudes criminosas, em face de repressões da agressividade, de sentimentos negativos incapazes de enfrentamentos claros e honestos que empurram para a traição, para os abismos sombrios da personalidade.

Porque se nutre dos pensamentos atormentadores, o indivíduo sente-se desvalorizado e aflige-se com ideias pessimistas e desagradáveis. Acreditando-se desprezíveis, algumas personalidades de construção frágil escorregam para ações mais conflitivas.

Nos criminosos seriais, por exemplo, a culpa inconsciente propele-os a novos cometimentos homicidas, além do inato impulso psicopata e destrutivo que lhes anula os sentimentos e a lucidez em torno das atrocidades cometidas. Portadores de uma fragmentação da mente, permanecem incapazes de uma avaliação em torno dos próprios atos.

Podem apresentar-se gentis e atraentes, conseguindo, dessa forma, conquistar as suas futuras vítimas, antegozando, no entanto, a satisfação da armadilha que lhes prepara, estimulando-0s ao golpe final.

Bloqueando a culpa, saciam-se, por breve tempo, na aflição e no desespero de quem leva à comsumpção. Quanto maior for o pavor de que o outro dê mostra, mais estímulo para golpear experimenta o agressor. A fúria sádica explode em prazer mórbido e cessa até nova irrupção.

Joanna de Angelis
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 06 de Novembro de 2012, 23:28
Olá Antonio Renato Barbosa, em seus posts#37 e 38, com relação aos espíritos endurecidos, surge aí um questionamento; por que algumas pessoas são desprovidas do sentimento de culpa e  do arrependimento?

Alguém arrisca?!

Abraços.



Filhodobino tem fé na justiça suprema e no amor inextinguível, do Creador, que sabe, para quem não pode ainda suportar o ônus da culpa, fica adiada a audiência interior de julgamento de conhecimento de culpa, cuja pena, dia mais, dia menos, terá seu veredicto, pois o objetivo do pai Maior não é castigo, e sim ensinar, e o evoluendo jamais ficará estagnado.
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 07 de Novembro de 2012, 13:37
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?
O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa?
Ela influencia no processo de reforma íntima?
Quais as causas e consequências?
A culpa atrapalha ou ajuda?

Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”... Saúde e Paz!

Espíritas!
Amai-vos, este o primeiro ensinamento;
Instruí-vos, este o segundo.
“No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”.
“Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam”:
"Irmãos! nada perece”.
“Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade."

- O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)

Culpa
“Esse procedimento preexiste à vida física, porque originário, na sua primeira proposta, como gravame cometido contra o próximo, que gerou conflito de consciência”.

O servo que soube a vontade do Senhor, e não se aprontou, nem fez conforme à sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que não a soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado.
Allan Kardec em:
Livro dos Espiritos: questões: 637 e 828 -
Evangelho Segundo o Espiritismo; 18/12 -
Evangeho Segundo LUCAS; 12:47 e 48 -

Naquele que nem sequer concebe a idéia do mal, já há progresso realizado; naquele a quem essa idéia acode, mas que a repele, há progresso em vias de realizar-se; naquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força.
Num, o trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo, leva em conta todas essas gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem.
ALLAN KARDEC em:
Evangelho Segundo o Espiritismo; 8/7 -
Livro dos Espíritos-Questões:641 e 894 -

Slide numero cinco - Quinto passo da reflexão a culpa.

“Lentamente, porém o remorso gerou o fenômeno de identificação com o erro, mas não se fez acompanhar da coragem de reparação, transferindo para os arquivos do Espírito o conflito em forma de culpa...”

Então amados irmãos companheiros do estudo da culpa...
Somos ou não somos, evoluendos, naturalmente assistidos?
Só nos cabe a tarefa de arregaçarmos as mangas, e fazermos nossa parte no conSerto de nós próprios, agora...
um segredinho de amor, ajudemos também nossos próximos que sofrem as dores da culpa, amando-os e exemplificando-lhes coragem e ânimo, jamais os critiquemos, mesmo que estejam manifestando revolta, sem apoiar-lhes nessa revolta, mas em silencioso manifesto de gratidão à culpa e ao remorso que nos orientou o psiquismo na linha da regeneração.

Saúde e Paz!


Nada te turbe (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWFoT3hXeVBEQkZNJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Novembro de 2012, 15:00
Boa tarde a todos!

Gustavo Rettenmaier, post #35, lembra-nos o pecado original como um dos responsáveis pelo frágil psiquismo dos que não conseguem livrar-se da culpa. Afinal, segundo essa tese somos todos "filhos do pecado". Daí a importância do esclarecimento espírita.

Percebemos então dois extremos. De um lado aqueles que agem totalmente desprovidos dos "alertas conscienciais", sem nenhum remorso ou arrependimento... e de outro lado, os frágeis, ou fragilizados em demasia, que não conseguem se sobressair ante as próprias limitações.

A DE e a psicologia moderna nos auxiliam muito, com relação a este assunto.

Abraços.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Novembro de 2012, 18:38
Marcos meu caro, apesar das dificuldades para entrar no forum nos ultimos dias, e consequentemente ler com a calma e seriedade devida, os posts que aqui estão, posso pelo menos responder aos meus.. rsrsrs
O conceito do "pecado original", me parece muito bem utilizado para nos colocar na condição de eternos devedores das leis divinas, uma vez que esse conceito é incapaz de elucidar com um minimo de lucidez, como podemos ser filhos de Deus, e ao mesmo tempo sermos nascidos do pecado.
Quanto aqueles que agem desprovidos de consciência, na realidade estão extrapolando a condição intelectual de questionadores, pois se o raciocinio lógico lhes afirma a não existencia das penas eternas tão divulgadas nas religiões tradicionais, tambem não lhes da baswe suficiente para buscar a alternativa que lhes seja equitativamente racional.
Nos dois casos meu caro, não existe equilibrio.
Quando a balança pende para um lado, normalmente o fará para o lado da culpabilidade, do erro, do pecado.
Assim somos todos pecadores.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Novembro de 2012, 21:39
Boa tarde amigos!

"Ser consciente é ser capaz de amar."

"Na realidade a consciência é um atributo que transita entre a razão e a sensibilidade. Popularmente falando, entre a cabeça e o coração."


Esta é uma fala da Dr Ana Beatriz Barbosa silva. Agora, vou mostrar uma outra fala da mesma autora explicando o caso de pessoas que popularmente denominamos "sem consciência"

" Sei que é difícil de acreditar, mas algumas pessoas nunca experimentaram ou jamais experimentarão a inquietude mental, ou o menor sentimento de culpa ou remorso por desapontar, magoar, enganar, ou até mesmo tirar a vida de alguém.

[...]"transitam tranquilamente pelas ruas, cruzam nossos caminhos, frequentam as mesmas festas, dividem o mesmo teto, dormem na mesma cama."

[...]"É importante ressaltar que os psicopatas possuem níveis variados de gravidade: leve. moderado e severo. Os primeiros se dedicam a trapacear, aplicar golpes e pequenos roubos, mas provavelmente não "sujarão as mãos de sangue" ou mataram suas vítimas. Já os últimos botam a "mão na massa", com métodos cruéis sofisticados, e sentem um enorme prazer com seus atos brutais. Mas não se iluda! Qualquer que seja o grau de gravidade, todos, invariavelmente, deixam marcas de destruição por onde passam sem piedade.

[...]A parte racional ou cognitiva dos psicopatas é perfeita e íntegra, por isso sabem perfeitamente o que estão fazendo. Quanto aos sentimentos, porém, são absolutamente deficitários, pobres, ausentes de afeto e de profundidade emocional. Assim, concordo plenamente quando alguns autores dizem, de forma metafórica, que os psicopatas entendem a letra de uma canção, mas são incapazes de compreender a melodia."


Dr Ana Beatriz Barbosa Silva.

Amigos, trouxe esse texto para que possamos perceber o outro extremo da questão, com relação a culpa, embora não seja uma obra espírita, penso que o assunto, como está sendo tratado por uma médica psiquiatra, mostra-nos, de certa forma, uma enfermidade bem conhecida dos espíritas, já que a referida autora em sua obra relata que não há diferença física entre um psicopata e um pessoa tida normal.

Abraços.





Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 07 de Novembro de 2012, 21:59
Meu nobre irmão Marcos.Fisicamente não há como diferenciar um psicopata de uma pessoa
normal,mas no comportamento e nas atitudes sim,e esses são desprovidos do sentimento de culpa.O seu desequilibrio é tamanho que o fazem parecer maquiavélicos no que fazem,e nas
maldades que praticam.É assim que eu penso.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: paula c. em 07 de Novembro de 2012, 22:51
Boa Noite a todos  :D

Eu gostava de saber, se fosse possivel, se a presença do sentimento cupa pode desencadear, atraves de emoçoes de auto-puniçao o desenvolvimento de doenças auto-imunes como seja a esclerose multipla.

Muito obrigada


Paula
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 08 de Novembro de 2012, 00:26
Amados irmãos colaboradores, se julgarem que meu aconselhamento é anti ético, por favor, nem precisam me dar explicações, é só não publicarem.



Citar
Boa Noite a todos 

Eu gostava de saber, se fosse possivel, se a presença do sentimento cupa pode desencadear, atraves de emoçoes de auto-puniçao o desenvolvimento de doenças auto-imunes como seja a esclerose multipla.

Muito obrigada


Paula
 



Amada irmã, Saúde e Paz...
Eu sei o que sentes quando fazes esta pergunta, a mim mesmo a fiz por mais de 10 anos...
De cultura mediana, pobre, porém decente, não pude lançar mão do que ganhava, para pagar minhas consultas, sem deixar de cumprir meus compromissos com a família razão pela qual, sempre lancei mão da saúde pública para meu tratamento.
Uma esclerose inespecífica, que deteriora o anel esponjoso que separa uma vértebra da outra na coluna lombar e também as entre vértebras do tronco.
Precisei estudar por conta própria, e alugar o clinico geral do posto de saúde, clinico geral-omeopata-Espírita, e amigo além de um psicólogo não Espírita, e ir arrancando detalhe aqui detalhe ali, cheguei à conclusão que esclerose é uma doença oportunista, que precisa de um gatilho material para se estabelecer e a partir daí seu desenvolvimento sim pode ter agravamento no sentimento de culpa...
Quem pratica autopunição não é o sentimento de culpa nem é a autopunição uma emoção...
 
Quem pratica autopunição é o comportamento, que é reforçado por um sentimento qualquer de culpa, até mesmo inconsciente, mas precisa esse sentimento fazer morada em nossa mente.
Diferentemente a emoção vem e vai, mas não é duradoura, todavia em a emoção despertando um sentimento de culpa, pode-se aventar um milhão de possibilidades, seria como tentar descrever o que causa uma alergia, muito difícil, mas não impossível, dependendo do grau de disponibilidade para os milhares de exames excludentes de outras causas, até alcançar-se a possibilidade de uma síndrome auto imune, mas somente uma bateria de bons médicos podem bem definir.
Leigo e Espírita com o coração em comiseração por não poder fazer de outro modo, asseguro-lhe que sou feliz, convivendo com minha esclerose, que já afinou minha perna esquerda em 13cm em relação à direita, além das dores, cansaço, dificuldade de deambular, sendo obrigado já a usar duas bengalas tipo canadense, quase muletas, e em função da inflamação que essa esclerose provoca há destruição da bainha mielítica que protegem os nervos dos braços e das pernas, vou perdendo as forças, mas pelo que sinto, lhe aconselho a se autoconhecer, ou seja estudar seu psiquismo e adotar medidas de controle nos comportamentos, procurando explicações para as coisas que você sente e não deixar sentimento ruim fazer morada em seu pensamento, isso ajudará quem precisa dos médicos para obter esclarecimentos mais apropriados. Foi o que fiz.
Então lhe aconselho o que eu mesmo provei a mim mesmo. Palavra final é do médico, mas educar o psiquismo, ajuda e muito.

Emoções são muito importantes.
Através delas é que nos individualizamos e nos diferenciamos uns dos outros.
Ninguém sente, pois, exatamente igual, isto é, com a mesma potência e intensidade, seja no entusiasmo em uma situação prazerosa, seja na frustração ao observar uma meta perdida.
Podemos pensar igual aos outros, mas para um mesmo pensamento criaturas diversas têm múltiplas reações emocionais.
Aprendemos, desde a mais tenra idade, que certas emoções são ruins, enquanto outras são boas.
Importa considerar, no entanto, que as emoções são amorais e que senti-las é muito diferente do agir com base nelas, eis quando passam a ser uma questão moral/social.
Colocar restrições às emoções é como querer segurar as ondas do mar, enquanto colocar restrições ao comportamento humano é perfeitamente possível e válido.
É mais produtivo para a evolução das almas acreditarem naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.
HAMMED em RENOVANDO ATITUDES - 8ª Ed. Boa Nova, 1997. - 32 e AS DORES DA ALMA - 11ª Ed. Boa Nova, 1998 - 10 – 39.

Sentimentos são as vivências do que é percebido pela emoção de maneira consciente, enquanto que a emoção é o efeito espontâneo do organismo a qualquer ocorrência, produzindo descargas de adrenalina pela corrente circulatória, que se encarrega de por brilho nos olhos, colorir a face, sorrir.
A emoção produz o sentimento que passa a ser o júbilo ou o constrangimento, a expectativa ou a frustração.
As emoções funcionam automaticamente, sem consciência direta da ocorrência, enquanto que os sentimentos são percepções conscientes das ocorrências.
A felicidade, desse modo, é o sentimento agradável que resulta das emoções saudáveis, aquelas que acalmam e enriquecem de júbilo, eliminando as sensações perturbadoras. Pode-se, desse modo, experimentar a felicidade, mesmo em estados orgânicos deteriorados, em face da compreensão da ocorrência e da sua aceitação, que é uma espécie de entendimento pela razão. JOANNA DE ÂNGELIS em ENCONTRO COM A PAZ E A SAÚDE - 1ª Ed. Alvorada, 2007 - 144 e 145 –

Spinoza afirmou com propriedade no seu valioso tratado sobre a Ética, que a emoção que é sofrimento deixa de sê-lo no momento em que dela formarmos uma ideia clara e nítida.
Enquanto fixada em algum dos instintos básicos, a emoção é geradora de sofrimento, em face dos impositivos de que se reveste, como fenômeno sem controle, como capricho decorrente de imaturidade psicológica.
JOANNA DE ÂNGELIS em CONFLITOS EXISTENCIAIS - 1ª Ed. Alvorada, 2005 - 5 -
Título: Re: A culpa.
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Novembro de 2012, 14:31
                                                                   VIVA JESUS!




           Boa-tarde! queridos irmãos.



                  Vida sem culpa
 

O sentimento de culpa é aquela sensação desagradável que se sente quando se comete uma ação equivocada contra algo ou alguém ou quando, por omissão, deixa-se de fazer algo que deveria ter feito.


Sempre que ela surge, deixa no indivíduo um gosto amargo de dever não cumprido que, dependendo do grau de envolvimento ou responsabilidade, pode levá-lo a um sentimento de inferioridade, à depressão e, em casos mais graves, ao suicídio.


O sentimento de culpa foi um recurso muito utilizado pelas antigas religiões dogmáticas com o intuito de frear as ações consideradas pecaminosas, condenando à pena do inferno eterno todos os que não seguiam a sua cartilha.

Hodiernamente trabalha-se a culpa não mais pelas imposições exteriores, mas no sentido psicológico e nos transtornos internos que ela pode impactar no indivíduo.


Este sentimento aparentemente negativo, na realidade, quando bem trabalhado, serve de excelente ferramenta para a evolução espiritual do ser.

Quando a pessoa toma ciência de que é culpada (responsável) por determinadas atitudes e suas consequências, é sinal de que já existe um despertamento importante da sua consciência para as situações equivocadas de que é agente e que desarmonizam não só o ambiente exterior como o mundo íntimo.


Há indivíduos que, por exemplo, aparentemente não sentem culpa ou remorso por qualquer ato errôneo, mesmo quando praticantes de crimes hediondos ou ações inescrupulosas. Esses seres ainda estão no estágio de primitivismo do desenvolvimento moral e ainda não despertaram para as responsabilidades ou então estão procurando mascarar, de diversas formas, os avisos que a própria consciência lhes faz. Isto pode ocorrer temporariamente, pois o tempo e a vida se encarregarão das lições necessárias.


Todos têm um guia absoluto e seguro onde está escrita a lei de Deus: a própria consciência. Este guia se encontra em germe no cerne de todo ser humano e deve ser desenvolvido individualmente ao longo das múltiplas reencarnações. Quando em processo de afloramento, proporciona o alargamento do senso moral. Assim, a regra do bem proceder se torna mais nítida, bem como a distinção do bem e do mal. A fórmula para não haver enganos está resumida na recomendação de Jesus: o que quereis que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 1


Mas e a culpa? Como conviver com ela?


A culpa tem um único e exclusivo objetivo: alertar a pessoa que está equivocada. Ela nada mais é do que um sinal de perigo na trajetória da vida avisando que a permanência naquele caminho vai provocar consequências graves. A culpa é uma advertência para a alma assim como a dor é uma advertência para o corpo, é o sinal vermelho mandando parar; serve para corrigir e não destruir. Pode, muitas vezes, junto à culpa, vir o remorso e o arrependimento, que são situações que confirmam a rota equivocada e abrem as portas para a etapa seguinte.


Com este despertamento volta-se a atenção para outro ponto fundamental: a retomada do caminho correto. O mais importante de todo este processo é a reparação do mal cometido. Como todo erro deve ser corrigido, o quanto antes se tomar esta atitude, mais próximo o indivíduo se encontrará da paz. A reparação é a verdadeira reabilitação moral que se inicia no sentimento de culpa.


É possível viver sem culpa?


Somente o sujeito com a consciência tranquila não sente culpa e esta é conquistada no momento em que o indivíduo assume o compromisso com o seu próximo segundo o preceito do Cristo, procurando sempre fazer todo o bem que está ao seu alcance com total desinteresse. Mesmo que possa haver equívocos no trajeto, a intenção de fazer o bem redime do sentimento de culpa e, ao corrigir a atitude naquilo em que se está errando, isto é feito sem remorsos e sem grandes transtornos.

             
              Luis Roberto School
 
1  KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Edição comemorativa do sesquicentenário. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006. Questões 621, 629, 632.







                                                                               PAZ, MUITA PAZ!






 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 08 de Novembro de 2012, 14:37
Paula C., confesso não conhecer o assunto, mas a agradeço por ter postado sua dúvida para que possamos tentar ajudá-la, e quem sabe... crescermos a partir do nosso estudo.

Visualizando na internet, percebi que para algumas doenças autoimune, há "possíveis" causas ligadas ao que denominamos, simplificadamente, como emocional. Tais como, o diabetes 1, que segundo alguns, pode ser de origem psico-traumática. Neste caso a culpa poderia ter o seu papel como agravante.

"A incapacidade de comunicar com palavras os seus pensamentos faz
com que essa pessoa “fale” com a “linguagem dos órgãos”, ou seja,
o adoecer de determinado órgão é a forma inconsciente do indivíduo
proclamar seu sofrimento, por não conseguir fazê-lo de outra forma...
(Silva, 1994, p. 87)"


"Na anamnese de adolescentes diabéticos, E.P.Stein e V.Charles (1971)
verificaram perdas parentais (morte, separação, divórcio) ou distúrbios
familiares graves em uma proporção significativamente elevada, o
que, segundo eles, justifica a hipótese de que um indivíduo
fisiologicamente sensível, em um clima de estresse afetivo, é mais
susceptível a desenvolver manifestações clínicas do diabetes ...
(Ajuriaguerra, 1976, p. 838)"


Paula C., há esse pensamento com relação ao diabetes I, já com relação a esclerose múltipla, ao que parece ainda não chegaram a uma causa definida. Achei muito pertinente a fala do Filhodobino pelos conhecimentos que traz, mas, principalmente pelo testemunho dele.

Em O Livro dos Espíritos na segunda parte no item Escolha das Provas, encontramos muito ensinamento valioso concernente ao que passamos durante a vida na carne, creio valer a pena a leitura, e se possível o estudo.

Abraços a todos.

 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Novembro de 2012, 00:54
Quem de nós nunca ouviu falar em reforma íntima? Quase todos sabemos tratar de um empreendimento com o objetivo de nos ajudar com relação à correção de possíveis erros que ainda cometemos. O que muitas vezes não paramos pra pensar é como fazemos, qual a medida certa, e o que fazer com descobertas nem sempre agradáveis quando passamos a nos observar melhor.

Há casos de espíritas que tornam-se depressivos ante o cometimento. Outros fazem vista grossa e continuam deixando que a vida os leve. A amiga Maria47 postou texto interessante, o qual trago pequeno trecho:


[...]

Como forma de esconder o conflito, surge a autocomiseração, a autocompaixão, quando seria mais correto a liberação do estado emocional, mediante a reparação, se e quando possível.

Reprimir a culpa, tentar ignorá-la é tão negativo quando aceitá-la como ocorrência natural, sem o discernimento da gravidade das ações praticadas.

À medida que é introjetada, porém, a culpa assenhoreia-se da emoção e torna-se punitiva, castradora e perversa.

[...]
Joanna de Angelis

Se formos sinceros em nossa reforma fatalmente descobriremos algo a burilar.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 09 de Novembro de 2012, 12:44
Um sabio da antiguidade já vo-lo disse: conheça-te a ti mesmo.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 09 de Novembro de 2012, 14:09
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?
O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa?
Ela influencia no processo de reforma íntima?
Quais as causas e consequências?
A culpa atrapalha ou ajuda?
Amados companheiros estudantes do tema “A culpa”... Saúde e Paz!
Slide 5 – Quinto passo do estudo da culpa.
Lentamente, porém o remorso gerou o fenômeno de identificação com o erro, mas não se fez acompanhar da coragem de reparação, transferindo para os arquivos do Espírito o conflito em forma de culpa...


Coragem da fé.
A falta de coragem em admitir os próprios limites, quanto aos direitos alheios, leva os indivíduos a se comportarem como tais,
As coragens da fé nos postulados Crísticos, conduzem o indivíduo a derrogar por sua livre e espontânea vontade, o império dos atos instintivos, substituindo-os com o uso da vontade e dos ideais que livremente abraçar, isso individuará o evoluendo no seu contexto social, a tolerância com os demais, e pelo exemplo o evoluendo individuando clamará por uma interação.
Atentemos para o fato:
Ou se ajuda, ou se atrapalha.
A indiferença explica, mas não resolve.
Mas a quem ajudar? E como ajudar?
Castiga o bom e ele melhorará, castiga o ruim e ele piorará.
Ou É melhor ensinar a pescar que dar o peixe.
Como resolver situações pontuais, sem levar em conta o princípio da subsidiariedade?
Ajuda-se quem precisa, até que ela tenha condições de independência para aquele tipo de ajuda.
Assim se respeita a autonomia, se exerce a autoridade, se compreende o verdadeiro valor da humildade.
As crianças mimadas representam um problema para a sociedade.
As pessoas precisam de afetividade, mas mimar é dar mais do que elas realmente precisam.
Não podeis servir a Deus e aos mamões a um só tempo... Ou se agradará a um e desagradará ao outro, e vice-versa.
Com certeza, a tolerância e a aplicabilidade de suas medidas requerem um salutar e apaixonante exercício de análise e síntese.
Esta é a postura que contraria a quem quer simplificar as coisas para ter o tempo livre, ou o ócio tão necessário em nossos dias?
Educar pelo exemplo carece de paciência, tolerância, repetições inteligentes, que tomam tempo livre das pessoas, e é isso que as incomodam, e produzem desinteresse socializante perfeitamente individuante.
Adotam então:
Tolerância zero, que é um tipo de lei social, que não permite o erro sem punição.
Isto é levar em conta, que as pessoas são boas... Castiga o bom e ele irá melhorar... Mas o homem não é bom por natureza.
Ele pode se fazer bom, se tem disposição de ser, pois o homem é um ser que se apruma em seu próprio eixo, um indivíduo.
Eis então a importância da tolerância individuante, necessária a um evoluendo naturalmente assistido, que se propõe a se individuar, e a exemplificar individuação a seu próximo como a si mesmo...
Por outro lado, numa sociedade onde tudo é socialmente aceito, tudo acaba sendo tolerado.
As pessoas perdem a noção do que é certo ou errado.
A inteligência deixa de discernir, e a vontade fica fraca para agir.
As pessoas prezam o que lhes é caro, e o dinheiro é caro a todos.
A virtude, entretanto, é não querê-lo todo para si, é tê-lo e permitir que todos também o tenham, assim como todas as demais coisas que são importantes tanto quanto o dinheiro, a saúde, a educação, moradia digna, trabalho fruto da própria escolha, e não o trabalho que a miséria obriga ao filho do Pai, fazê-lo ou esfomear-se.

Para finalizar, vale a pena recordar os ensinamentos de Sócrates, recolhidos por Reale & Antiseri (1990).
 “A felicidade não pode vir das coisas exteriores, do corpo, mas somente da alma, porque esta e só esta é a sua essência”.
E a alma é feliz quando é auto coordenada, ou seja, virtuosa.
Diz Sócrates: Para mim quem é virtuoso, seja homem ou mulher, é feliz, ao passo que o injusto e malvado é infeliz.
“Assim como a doença e a dor física são desordens do corpo, a saúde da alma é a ordem da alma - e esta ordem espiritual ou harmônica interior é a felicidade” (p. 92).

16. Assim será com os adeptos do Espiritismo.
Pois que a doutrina que professam mais não é do que o desenvolvimento e a aplicação da do Evangelho, também a eles se dirigem as palavras do Cristo.
Eles semeiam na Terra o que colherão na vida espiritual.
Colherão lá os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.


A coragem real da fé será sempre aquela que plasma no exemplo vivo de trabalho e abnegação, humildade e renúncia, a mensagem fundamental de sua irresistível lição.
Aquela de se calar alguém para que outrem fale mais alto; de sofrer injúrias e humilhações, sem deteriorar a imagem dos próprios adversários e agressores; de acreditar no bem, mesmo quando a ignorância e a maldade parecem em triunfo; de aceitar a rotina dos encargos de cada dia, nela encontrando a alegria do trabalho, sem aplauso público, e a coragem de esquecer-se para que outros recolham as vantagens do serviço que lhe haverá custado imensos esforços.
O heroísmo é, talvez, mais fácil pelo deslumbramento de uma hora, à frente da dor dos homens.
Entretanto, a coragem da fé será sempre mais difícil, porque exige humildade e renúncia, tolerância e dedicação ao bem do próximo no desdobramento incessante do dia-a-dia.
Allan Kardec em Evangelho Segundo o Espiritismo; 24/15 -
EMMANUEL em:
O CONSOLADOR - 7ª Ed. FEB, 1977- 367 / MONTE ACIMA, 2ª Ed. GEEM, 1989 - 3 –

Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Novembro de 2012, 14:39
Como temos observado o conhecer-se é primordial, em todo processo de melhoramento. Vai aqui um incentivo aos que "estamos" a trilhar.

                       " Sinceridade e vida.

Procura ser sincero em tudo quanto faças.

Não te iludas.

Quem engana a si mesmo comete o pior dos equívocos.

O homem sem personalidade é um homem sem convicção.

Se não acreditares em ti, tudo que nascer de tuas mãos será mentira.

A coerência é a mensagem mais importante da fé.

Corrige-te em tuas pequeninas omissões no que se refere a verdade.

Quem se faz concessões indevidas deforma o caráter.

Não queiras viver acima de tuas  possibilidades.

Nivela o teu discurso à tua vida, e a tua vida será na prática o que desejas na teoria.

- Irmão José"

Vigiai e Orai- Irmão José - Carlos A. Bacelli  I Ed. jan 2001.

Abraços.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 09 de Novembro de 2012, 16:20
O sentimento de culpa é a voz da consciência,chamando-nos a assumir as responsabilidades pelos erros cometidos,se não os assumimos este sentimento irá perdurar por muito tempo,ao
contrário,se houver um arrependimendo ,haverá um atenuante de quando se for pagar mais
adiante.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 09 de Novembro de 2012, 16:22
Como temos observado o conhecer-se é primordial, em todo processo de melhoramento. Vai aqui um incentivo aos que "estamos" a trilhar.

                       " Sinceridade e vida.

Procura ser sincero em tudo quanto faças.

Não te iludas.

Quem engana a si mesmo comete o pior dos equívocos.

O homem sem personalidade é um homem sem convicção.

Se não acreditares em ti, tudo que nascer de tuas mãos será mentira.

A coerência é a mensagem mais importante da fé.

Corrige-te em tuas pequeninas omissões no que se refere a verdade.

Quem se faz concessões indevidas deforma o caráter.

Não queiras viver acima de tuas  possibilidades.

Nivela o teu discurso à tua vida, e a tua vida será na prática o que desejas na teoria.

- Irmão José"

Vigiai e Orai- Irmão José - Carlos A. Bacelli  I Ed. jan 2001.

Abraços.

Excelente postulado amado irmão...
Precisamos apenas, acrescentar uma nota por subescrito: os conselhos aqui explicitados, precisam primeiro serem coerentes conosco mesmo, e não devem ser estampados como manchetes de pregador, que dizem façam o digo, mas não façam o que e como faço.
De resto, é perfeito...
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 09 de Novembro de 2012, 21:24
Boa noite a todos

AUTOPERDÃO

Toda vez em que a culpa não emerge de maneira consciente, são liberados conflitos que a mascaram, levando a inquietações e sofrimentos sem aparentes causas.

Todas as criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos quais são arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma análise de profundidade em tomo dos males produzidos, seja de referência à própria pessoa ou a outrem.

Cedo ou tarde, ressumam de maneira inquietadora, produzindo mal-estar, inquietação, insatisfação pessoal, em caminho de transtorno de conduta.

A culpa é sempre responsável por vários processos neuróticos, que deve ser enfrentada com serenidade e altivez.

Ninguém se pode considerar irretocável enquanto no processo da evolução.

Mesmo aquele que segue retamente o caminho do bem está sujeito a alternância de conduta, tendo em vista os desafios que se apresentam e o estado emocional do momento.

Há períodos em que o bem-estar a tudo enfrenta com alegria e naturalidade, enquanto que, noutras ocasiões, os mesmos incidentes produzem distúrbios e reações imprevisíveis.

Todos podem errar, e isso acontece amiúde, tendo o dever de perdoar-se, não permanecendo no equívoco, ao tempo em que se esforcem para reparar o mal que fizeram.

Muitos males são ao próprio indivíduo feitos, produzindo remorso, vergonha, ressentimento, sem que haja coragem para revivê-los e liberar-se dos seus efeitos danosos.

Uma reflexão em tomo da humanidade de que cada qual é possuidor, permitir
-lhe-á entender que existem razões que o levam a reagir, quando deveria agir, a revidar, quando seria melhor desculpar, a fazer o mal, quando lhe cumpriria fazer o bem…

A terapia moral pelo autoperdão impõe-se como indispensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.

Torna-se essencial, portanto, uma reavaliação da ocorrência, num exame sincero e honesto em torno do acontecimento, diluindo-o racionalmente e predispondo-se a dar-se uma nova oportunidade, de forma que supere a culpa e mantenha-se em estado de paz interior.

O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranqüila.

Todos têm o dever de perdoar-se, buscando não reincidir no mesmo compromisso negativo, desamarrando-se dos cipós constringentes do remorso.

Seja qual for a gravidade do ato infeliz, é possível repará-lo quando se está disposto a fazê-lo, recobrando o bom humor e a alegria de viver.

Em face do autoperdão, da necessidade de paz interior inadiável, surge o desafio do perdão ao próximo, àquele que se tem transformado em algoz, em adversário contínuo da paz.

Uma postura psicológica ajuda de maneira eficaz e rápida o processo do perdão, que consiste na análise do ato, tendo em vista que o outro, o perseguidor, está enfermo, que ele é infeliz, que a sua peçonha caracteriza-lhe o estado de inferioridade.

Mediante este enfoque surge um sentimento de compaixão que se desenvolve, diminuindo a reação emocional da revolta ou do ódio, ou da necessidade de revide, descendo ao mesmo nível em que ele se encontra.

O célebre cientista norte-americano Booker T. Washington, que sofreu perseguições inomináveis pelo fato de ser negro, e que muito ofereceu à cultura e à agricultura do seu país, asseverou com nobreza: Não permita que alguém o rebaixe tanto a ponto de você vir a odiá-lo.

Desejava dizer que ninguém deve aceitar a ojeriza de outrem, o seu ódio e o seu desdém a ponto de sintonizar na mesma faixa de inferioridade.

Permanecer acima da ofensa, não se deixar atingir pela agressão moral, constituem o antídoto para o ódio de fácil irrupção.

Sem dúvida, existem os invejosos, que se comprazem em denegrir aquele a quem consideram rival, por não poderem ultrapassá-lo; também enxameiam os odientos, que não se permitem acompanhar a ascensão do próximo, optando por criar-lhes todos os embaraços possíveis; são numerosos os poltrões que detestam os lidadores, porque pensam que os colocam em postura inferior e se movimentam para dificultar-lhes a marcha ascensional; são incontáveis aqueles que perderam o respeito por si mesmos e auto-realizam-se agredindo os lidadores do dever e da ordem, a fim de nivelá-los em sua faixa moral inferior…

Deixa que a compaixão tome os teus sentimentos e envolve-os na lã da misericórdia, quanto gostarias que assim fizessem contigo, caso ainda te detivesses na situação em que eles estagiam. Perceberás que um sentimento de compreensão, embora não de conivência com o seu erro, tomará conta de ti, impulsionando-te a seguir adiante, sem que te perturbes.

Sob o acicate desses infelizes, aos quais tens o dever de compreender e de perdoar, porque não sabem o que fazem, ignorando que a si mesmos se prejudicam, seguirás confiante e invencível no rumo da montanha do progresso.

Ninguém escapa, na Terra, aos processos de sofrimento infligido por outrem, em face do estágio espiritual que se vive no planeta e da população que o habita ainda ser constituída por Espíritos em fases iniciais de crescimento intelecto-moral.

Não te detenhas, porque não encontres compreensão, nem porque os teus passos tenham que enfrentar armadilhas e abismos que saberás vencer, caso não te permitas compartilhar das mesmas atitudes dos maus.

Chegarás ao termo da jornada vitoriosamente, e isso é o que importa.

O eminente sábio da Grécia, Sólon, costumava dizer que nada pior do que o castigo do tempo, referindo-se às ocorrências inesperadas e inevitáveis da sucessão dos dias.

 Nunca se sabe o que irá acontecer logo mais e como se agirá.

Dessa forma, faze sempre todo o bem, ajuda-te com a compaixão e o amor, alçando-te a paisagens mais nobres do que aquelas por onde deambulas por enquanto.

Perdoa-te, portanto, perdoando, também, ao teu próximo, seja qual for o crime que haja cometido contra ti.

O problema será sempre de quem erra, jamais da vítima, que se depura e se enobrece.

Pilatos e Jesus defrontaram-se em níveis morais diferentes. A astúcia e a soberba num, a sua glória mentirosa e a sua fatuidade desmedida. A humildade real, a grandeza moral e a sabedoria profunda no outro, que era superior ao biltre representante do poder terreno de César. Covarde e pusilânime Pilatos não lhe viu culpa, mas não o liberou, porque estava embriagado de ilusão sensorial, lavando as mãos, em tomo da sua vida, porém, não se liberando da responsabilidade na consciência. Estóico e consciente Jesus aceitou a imposição arbitrária e infame, deixando-se erguer numa cruz de madeira tosca, a fim de perdoar a todos e amá-los uma vez mais, convidando-os à felicidade.

Perdoa, pois, e autoperdoa-te!


Joanna de Angelis - Divaldo P. Franco, na sessão da noite de 4 de janeiro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.


Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Novembro de 2012, 21:41
Filhodobino, agora me fez lembrar quando comecei a atuar no diálogo fraterno com os irmãos desencarnados e, naquele tempo, bem mais jovem ainda, e cheio de ardor, quase fazia uma palestra para o sofredor.

Certa feita, um espírito de formação acadêmica no campo do direito, pelo que dizia, ouviu-me atento, até que quando terminei ele falou;__"...palavras belas... tão bonitas... mas... evasivas... carentes de sentimento."

Confesso Filhodobino, a partir daquele dia entendi a lição. O que falamos ou escrevemos, nos diversos campos da convivência precisa passar pela porta do coração.

E reforma íntima é isso. É coração e intelecto trabalhando em nosso benefício.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 10 de Novembro de 2012, 00:44
O sentimento de culpa é a voz da consciência,chamando-nos a assumir as responsabilidades pelos erros cometidos,se não os assumimos este sentimento irá perdurar por muito tempo,ao
contrário,se houver um arrependimendo ,haverá um atenuante de quando se for pagar mais
adiante.
Amado do meu coração,
O tratamento da culpa precisa ser entendido, como inicialmente um aspecto cultural que forneça elementos de convicção, via razão e lógica, elementos que dificulmente podem ser contrariados, senão com um discuso elevado, pois muitas e muitas vezes esse sentimento está incubado a sete chaves no psiquismo do evoluendo, e não há como arrancá-lo a forceps, pois as variáveis são infinitamente diversas, e não há um meio que seja util para um que se mostre viável a outro.
O auto conhecimento de si mesmo é fundamento sine-qua-non, para que somente através do desenvolvimento cultural de cada indivíduo o faça descobrir-se, pois depende muito mais de boa vontade que de pedagogias experimentadas... Cada caso é um caso...
O melhor meio é o que estamos produzindo, discutí-lo em alto nível respeitando as diversidadede opiniões, pois diversas são as saídas e fugas para assumirmos que vivemos em culpa.
O trabalho de excelência é a discursão em termos respeitosos, avessos a críticas de opiniões, para que cada um por pela graça de nosso senhor Jesus o Cristo de Deus, consiga, pelas intervenções dos paracletos, derrubar as defesas levantadas pelos culposos, consiente e ou inconscientes, e possam usufruir das delícias de se sentir aliviado, pois o Cristo de Deus convida a todos, vide a mim todos os que estão oprimidos que os aliviarei, aprendei de mim que sou mano e humilde de coração, o meu fardo é leve o e o meu jugo suave.
Citar
obs.:- Confesso Filhodobino, a partir daquele dia entendi a lição. O que falamos ou escrevemos, nos diversos campos da convivência precisa passar pela porta do coração.
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-culpa-44802/60/?action=post;msg=300642#ixzz2BmG7lZtf

O coração é emoção... é próprio para servirmos em manjar a outrem... a nós não nos cabe contemplação, pois o único ao qual podemos aplicar severidade, é a nós mesmos, não a outrem. E nada nos adianta ir de mansinho conosco mesmo, pois estamos milenarmente afeitos aos descupismos e a ser generosos unicamente para conosco mesmos, e quase nunca para com outrem.
Reflitamos e continuemos.

Acabo de receber um artigo de psicologado que reflete o que vinha adotando por intuição:
O caso dos doentes crônicos, meu caso...

Resumo: O presente trabalho objetivou refletir e analisar algumas questões que perpassam a atuação do psicólogo hospitalar no tratamento do sujeito portador de doença crônica, bem como o aspecto psicossocio-afetivo do paciente, os mecanismos de defesa que se manifestam na pessoa portadora de doença crônica, os estágios emocionais no paciente após o diagnóstico de tal doença e o processo de humanizar a equipe multidisciplinar no manejo dessa prática. Pontua-se a necessidade de compreensão dos aspectos emocionais implicados no processo de adoecimento. Nesta perspectiva, busca-se uma integração de toda equipe de saúde a fim de reduzir o sofrimento psíquico do paciente, encorajá-lo a criar novas possibilidades de enfrentamento e possibilitar um alívio emocional para o sujeito e sua família.
 
Palavras-chave: psicologia Hospitalar, doença crônica, humanização
 
Considerações Iniciais
 
Nos últimos anos, a doença crônica tem ganhado notável atenção por parte de toda equipe de saúde e das instituições que se dedicam ao tratamento e à pesquisa dessa condição humana. Muitos profissionais uniram-se em suas diferentes especialidades a fim de promover novas formas de cuidado e assistência à pessoa com doença crônica e possibilitar melhor qualidade de vida, principalmente para os indivíduos que avançam para um estado terminal de adoecimento.
 
A doença crônica se caracteriza como um estado patológico permanente, que produz alterações psicológicas irreversíveis e requer um processo longo de reabilitação, observação, controle e cuidados. Entende-se que a doença causa desarmonia e conflitos na vida do indivíduo. Portanto, a psicologia e toda equipe multidisciplinar contribuirá para ajudar o sujeito a manter o equilíbrio e entender o funcionamento de tal condição.
 
A Psicologia objetiva dar novos sentidos à pessoa com doença crônica por meio de uma abordagem humanizada com o paciente e seus familiares. O psicólogo hospitalar deve fornecer ao sujeito instrumentos terapêuticos para ajudá-lo a diminuir seu sofrimento e ter uma compreensão mais ampla sobre sua desorganização psíquica, bem como encorajá-lo a criar novas possibilidades de enfrentamento.
 
Estima-se que existam no Brasil cerca de 25.000.000 milhões de pessoas portadores de algum tipo de doença crônica, entre diabéticos, aidéticos, portadores de insuficiência renal crônica, lúpus, dentre outras. Esse contingente obriga à saúde a repensar em novas estratégias de tratamento e assistência ao acesso à saúde de qualidade para toda essa população.
 
A Atuação do Psicólogo Hospitalar no Tratamento do Sujeito Portador de Doença Crônica
 
O psicólogo Hospitalar que trabalha com o paciente portador de doença crônica atuará junto ao Ser Doente no sentido de resgatar sua essência de vida que foi interrompida pela ocorrência do fenômeno doença. Além disso, ele se baseia numa visão humanística com especial atenção aos pacientes e familiares. A psicologia hospitalar considera o ser humano em sua globalidade e integridade, única em suas condições pessoais, com seus direitos humanamente definidos e respeitados. (SANTOS, 2003).
 
O profissional de Psicologia no Hospital deve encontrar-se com o sofrimento psíquico da pessoa enferma, escutar, compreender a partir do encontro sujeito-sujeito, isto é, aproximar-se do drama humano que é a doença, com a finalidade de propiciar ao paciente que reencontre o sentido que foi perdido e evitar possíveis recaídas.
 
Conforme TARDIVO (2006) O psicólogo, ao entrar em contato com o paciente, em especial o que precisa estar internado, em função de uma enfermidade, deve considerar que essa pessoa está vivendo um processo de perda. Pode ser transitória ou permanente.
 
Desse modo, o paciente enfermo naquele momento vivencia uma perda do corpo saudável, perda da capacidade de trabalho e muitas vezes perda de seus sonhos. Portanto, é necessário que o profissional de psicologia tenha um dinamismo que é peculiar a essa área, ou seja, proporcionar ao paciente, suporte para o seu sofrimento existencial e ajudá-lo no entendimento de sua condição e facilitar a adesão ao tratamento.
 
A adesão ao tratamento da doença crônica significa aceitar a terapêutica proposta e segui-la adequadamente. Vários fatores influenciam a adesão, tais como a característica da terapia, as peculiaridades do paciente, aspectos do relacionamento com a equipe multidisciplinar, variáveis socioeconômicas, entre outras (Rapley apud RESENDE 2007).
 
Além disso, o trabalho do psicólogo junto aos outros profissionais deve ocorrer no sentido de uma participação ativa na definição de procedimentos e tratamentos a serem realizados. Para que a prática profissional do psicólogo em ambientes complexos – como é o caso do hospital, onde atuam profissionais de diferentes formações e especialidades – seja bem-sucedida, é imprescindível que o relacionamento entre os membros da equipe seja caracterizado por um diálogo cooperativo e aberto, no qual haja objetividade e clareza na proposição e justificativas de procedimentos técnicos relativos a cada especialidade (Tonetto & Gomes, 2007).
 
continua...
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 10 de Novembro de 2012, 01:01
Filhodobino, agora me fez lembrar quando comecei a atuar no diálogo fraterno com os irmãos desencarnados e, naquele tempo, bem mais jovem ainda, e cheio de ardor, quase fazia uma palestra para o sofredor.

Certa feita, um espírito de formação acadêmica no campo do direito, pelo que dizia, ouviu-me atento, até que quando terminei ele falou;__"...palavras belas... tão bonitas... mas... evasivas... carentes de sentimento."

Confesso Filhodobino, a partir daquele dia entendi a lição. O que falamos ou escrevemos, nos diversos campos da convivência precisa passar pela porta do coração.

E reforma íntima é isso. É coração e intelecto trabalhando em nosso benefício.

Abraços.


intelectualmente perfeita a colocação...
Uma coisa é se conhecer, outra todava, é ter a oportunidade, de aplicá-la de imediato, pois a natureza não dá saltos...
O amadurecimento de uma ideia, é primordial, para que a mesma venha a ser aceita pelo voluendo, do contrário, ao se impôr uma determinada conduta, como se aplica uma marca a uma res, não necessariamente ela será aquilo que está marcado, pois a própria genética mutatus mutantes, então o progresso do evoluendo deve ser encarado dia-após dia, e nem, todos os dias são igual, e o que hoje é prioridade para minha pessoa, amanhã, alguem que sofre mais do que eu precisa dos meus cuidados, e o hiato de tempo desaloja, o planejamento de ontem, para me tornar útil hoje.
Então preciso manter um arquivo com os elementos que vou estudando e entendo, para amadurecê-los e compará-los com a nova investida naquele estudo, mas o que mais importa mesmo é tornar lúcido meus pressupostos, para a parte do iceberg que somente eu seu que existe em meu psiquismo, pois o que aparece sobre a face da este é mais fácil de lidar, mas é a menor parte, embora totalmente integrado ao que se encontra submerso...
É preciso muitas vezes retornar a vários dias de reflexões, para assimilar os caminhos a seguir, doravante esses caminhos variam pois a impermanência é fato consumado em nosso desenvoltimento... No que se vê verdade hoje, amanhã novos conceitos, nos obrigam a mudar o rumo da prosa. Bastante incauto, aquele que se faz e durão e não muda para parecer dono da verdade.
Saúde e Paz.!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 10 de Novembro de 2012, 01:23
continuação.....

O trabalho do psicólogo nesse campo deve ser juntamente com a equipe multidisciplinar, na relação com o paciente e seus familiares a fim de ajudar na manutenção do tratamento e reduzir o impacto da doença na vida da pessoa, possibilitando melhor qualidade de vida e abrindo horizontes para novas possibilidades.
 
O Aspecto Psico-Socio-Afetivo da Pessoa Portadora de Doença Crônica
 
Existem algumas características psicológicas comuns aos pacientes crônicos. Ao que parece, ser doente crônico implica em realizar uma elaboração psicológica de sua própria existência. Uma vez que o sujeito vai entrar em uma condição permanente, que acometerá a sua saúde e poderá acarretar algumas conseqüências em sua vida.
 
Contudo, o indivíduo será considerado paciente crônico se for portador de doença incurável. Observa-se, porém, que muitos pacientes que têm um longo período de internação procuram manter a cronicidade da doença, muitas vezes, a fim de obter cuidados que fora do ambiente hospitalar não teriam, ou mesmo por sentirem necessidade psicológica imensa de viver dramaticamente um estado crônico, que parece ser indispensável ao seu funcionamento existencial. (SANTOS, 2003).
 
A maneira como uma pessoa assume o seu destino e com ele o sofrimento que lhe foi reservado é uma das muitas possibilidades de dar sentido à vida. A forma como experienciamos o sofrimento é pessoal e há distintas possibilidades para lidar com esta experiência, seja retirando do sofrimento lições que poderão levar ao crescimento pessoal e a repensar os valores principais da vida, seja se revoltando e caindo em desespero (Freire, Resende & Sommerhalder, apud RESENDE 2007).
 
A situação de crise poderá ser um pilar fundamental para a ressignificação e aceitação da doença, em seus aspectos sociais, afetivos e psicológicos. Desde que haja um amparo integral desse paciente, as chances para a compressão e equilíbrio da doença se tornam mais abrangentes.
 
Mecanismos de Defesa no Paciente Crônico
 
Os mecanismos de defesa servem para aliviar a angústia e diminuir a tensão, haja vista que se instala na vida do sujeito que se depara na condição de doente crônico. O diagnóstico de algum tipo de enfermidade crônica emerge a questão da morte e inevitavelmente os pacientes e os profissionais de saúde têm a consciência de que estão lidando com um terreno árido que dificilmente terá como fim a cura.
 
Segundo Zosaya (1985), a doença crônica produz uma série de conflitos emocionais, ansiedade, angústia, que vão desencadear no paciente uma série de mecanismos defensivos múltiplos; entre os mais freqüentes e interessantes de comentar se encontram:
 •Regressão: o paciente assume uma postura infantil frente a sua enfermidade, e põe em jogo um mecanismo regressivo. Esse comportamento é observado em pacientes com características dependentes, acabam por demandar uma necessidade de atenção maior, de serem apreciados. Podendo provocar uma desorganização no seio familiar.
 •Negação: nesse mecanismo, o sujeito não reconhece sua enfermidade e engana-se a si mesmo e seus familiares. São pouco colaborativos e se negam em receber ajuda médica.
•Intelectualização: o paciente visa investigar os vários aspectos de sua doença e pretende que, ao conhecê-la de modo mais abrangente, ela deixe de existir. Esse mecanismo pode ser positivo, se o paciente for bem orientado pela equipe médica.
 
No ambiente hospitalar, em situações de terminalidade e morte, o processo psicoterápico deve enfatizar a expressão dos sentimentos, a melhora da qualidade de vida e a facilitação da comunicação (Kovács apud SCHMIDT 2011)
 
Estágios Emocionais no Paciente e da Família após o Diagnóstico
 
A reação dos pacientes que recebem um diagnóstico de doença crônica é de acentuada tristeza e dor, pois ameaça a sua trajetória no mundo e emerge a questão da morte, que é um fenômeno temido e provocador de ansiedade e angústia na vida do sujeito.
 
Segundo kubler Ross (apud Santos 2003) o paciente e família ao tomarem conhecimento da gravidade da doença podem passar por cinco estágios emocionais, notória e geralmente ocorrendo nesta ordem: 01 negação, revolta, barganha, depressão e aceitação.
 •Negação: esse estágio funciona como uma defesa temporária, em que o sujeito não aceita seu diagnóstico e acredita que seus exames foram trocados e geralmente procurará outro serviço médico para realizar novos exames com a expectativa de que o diagnóstico inicial esteja errado.
 •Revolta: nesse estágio o paciente tem um comportamento de pergunta: Porque eu? É difícil lidar com o indivíduo nesse estágio, visto que o paciente projeta toda sua raiva à equipe de saúde e aos familiares.
 •Barganha: esse estágio acontece em um período de tempo muito curto e há uma tentativa de adiamento, em que muitos pacientes decidem barganhar através de uma meta auto-imposta.
 •Depressão: existem dois tipos de depressão: depressão reativa que é uma aflição no que diz respeito a enfrentar a idéia da morte e a depressão preparatória que aparece no doente crônico com a morte simbólica, isto é, as perdas impostas pelo próprio processo de adoecimento.
continua
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 10 de Novembro de 2012, 01:26
finalizando....
Como não produzo para outrem, senão para meu próprio estudo, e se for de utilidade para outrem louvado seja o N.S.J. o Cristo de Deus, pois que está no cti, não tem condições de ajudar a quem chega no pronto socorro, a mesmo que se restabeleça....


 •Aceitação: nesse estágio o indivíduo está cansado, a luta e a dor cessam, dando lugar a um sentimento de desejo de permanecer sozinho. No caso da doença crônica a aceitação se relaciona com a permanência da doença.
 
A morte de pessoas gravemente enfermas, no contexto hospitalar, pode ser considerada previsível, de forma que o próprio paciente “prepara-se” psicologicamente para esse evento, assim como seus familiares (Brown apud SCHMIDT 2011).
 
Percorrendo um Caminho de Humanização
 
Humanização é uma expressão de difícil conceituação, tendo em vista seu caráter subjetivo, complexo e multidimensional. Inserida no contexto da saúde, a humanização, muito mais que qualidade clínica dos profissionais, exige qualidade de comportamento. Dicionários da língua portuguesa definem a palavra humanizar como: tornar humano, civilizar, dar condição humana. Portanto, é possível dizer que humanização é um processo que se encontra em constante transformação e que sofre influências do contexto em que ocorre, só sendo promovida e submetida pelo próprio homem. (SIMÕES, 2007).
 
Nesse sentido, percorrendo um caminho para a humanização da saúde é necessário reconhecer e respeitar à vida humana, em todas as esferas sociais, éticas, psíquicas e emocionais. Ademais, é imprescindível que a ciência psicológica juntamente com a equipe multidisciplinar reflita e discuta acerca do tratamento à pessoa crônica, que deve ser feito em sua integridade considerando a condição de fragilidade em que o paciente se encontra, para assim, possibilitar a oportunidade de resgatar o verdadeiro sentido de sua existência.
 
O grande desafio é encontrar formas de pactuação com os profissionais, a partir da ótica solidária e de co-responsabilidade sobre os processos de produção de saúde, favorecendo atitudes e olhares mais humanizadores, lidando com o fato de que estes mesmos profissionais, habitualmente, não estão preparados para essa perspectiva, adotando, geralmente, o modelo biomédico tanto em sua abordagem ao paciente quanto em sua relação com a equipe de saúde. (KNOBEL, 2008).
 
A Psicologia deve, portanto, contribuir para que haja humanização no ambiente hospitalar, bem como no tratamento de pacientes crônicos, com um olhar diferenciado, sensível e acolhedor. Contribuindo para a adesão ao tratamento, uma boa comunicação entre paciente e profissional e uma diminuição da visão estigmatizada o doente crônico.
 
Considerações Finais
 
A despeito da atuação do psicólogo hospitalar no tratamento de pacientes crônicos, é importante considerar que a psicologia tem a finalidade de vivenciar juntamente com o paciente as inquietações e conflitos que envolvem a condição do adoecimento, bem como os estágios emocionais frente a um diagnóstico de doença crônica. Desse modo, essa atuação visa proporcionar alívio à situação de dor e sofrimento que acometem tais sujeitos. Desse modo, faz-se necessário um atendimento humanizado e atento às necessidades do paciente, suas peculiaridades e vontades. Para assim, desenvolver um trabalho com a equipe multidisciplinar a fim de minimizar o impacto da doença no paciente e em seus familiares e promover uma compreensão do ser humano em sua integralidade e globalidade.
 

Sobre o Autor:
 



Referências:
 

1. ANGERAMI-CAMON, Valdemar A. et al. O imaginário e o adoecer: um esboço de pequenas grandes dúvidas. In: ______. E a psicologia entrou no hospital. São Paulo: Pioneira, 2003
 
2. RESENDE, Marineia Crosara de et al . Atendimento psicológico a pacientes com insuficência renal crônica: em busca de ajustamento psicológico. Psicol. clin.,  Rio de Janeiro,  v. 19,  n. 2, Dec.  2007 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-5665007000200007&lng=en&nrm=iso.
 
3. TARDIVO, Leila Cury. O encontro com o sofrimento psíquico da pessoa enferma: O psicólogo clínico no hospital. In: LANGE.  Contribuições à psicologia Hospitalar: desafios e paradigmas.  Cap2.
 
4. Tonetto, A. M.& Gomes, W. B. (2007). A prática do psicólogo hospitalar em equipe multidisciplinar. Estudos de Psicologia, 24(1), 89-98.         .
 
5.SCHMIDT, Beatriz; GABARRA, Letícia Macedo; GONCALVES, Jadete Rodrigues. Intervenções psicológicas em terminalidade e morte: relato de experiência. Paidéia (Ribeirão Preto),  Ribeirão Preto, v. 21,  n. 50, Dec. 2011 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X2011000300015&lng=en&nrm=iso.
 
6.SIMOES, Ana Lúcia de Assis et al . Humanização na saúde: enfoque na atenção primária. Texto contexto - enferm.,  Florianópolis,  v. 16,  n. 3, Sept.  2007 .   Available from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072007000300009&lng=en&nrm=iso.
 
7.KNOBEL, Elias. Psicologia e Humanizaçao: Assistência aos pacientes graves. São Paulo. Atheneu, 2008.


Fonte: http://artigos.psicologado.com/atuacao/psicologia-hospitalar/a-atuacao-do-psicologo-hospitalar-no-tratamento-do-sujeito-portador-de-doenca-cronica#.UJ1A838wnsw.gmail#ixzz2BmJVXlAW
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Já não me cabem paparicos, em engodos, tapinhas nas costas, ou mudo ou mudo.
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 10 de Novembro de 2012, 01:59
Amado irmão companheiro dirigente do estudo culpa...
talvez este vídeo mais que minhas palavras ainda incultas, possam lhe dar uma idéia melhor acerca do que penso para mim, e para meus resgates dolorosos....

Entrevista com o dr. Viktor Frankl - A descoberta de um sentido no sofrimento (parte 1). (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTVjZDJLQU5PSnVVJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Vagner Figueiredo em 10 de Novembro de 2012, 02:50
Eu ainda sinto esse sentimento de coisas que fiz no passado. Mesmo as bobas fazem com que eu me sinta mal as vezes. Pensar nisso faz-me ficar triste e as vezes penso numa forma de me desculpar ou ressarcir-me pelos meus atos feitos.
Por isso que quando acontece algo de "ruim" comigo, eu agradeço a Deus por isso e tento converter o infortúnio em desculpas para os que já fiz algum mal.
Não sei se da certo, mas me faz sentir melhor e aceitar a condição imposta a mim no momento.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 10 de Novembro de 2012, 10:37
Bom dia a todos

Culpabilidade

O estado de pecado no homem não é um fato, senão apenas a interpretação de um fato, a saber: de um mal-estar fisiológico, considerado sob o ponto de vista moral e religioso. O sentir-se alguém «culpado» e «pecador», não prova que na realidade o esteja, como sentir-se alguém bem não prova que na realidade esteja bem. Recordem-se os famosos processos de bruxaria; naquela época os juízes mais humanos acreditavam que havia culpabilidade; as bruxas também acreditavam; contudo, a culpabilidade não existia.

Friedrich Nietzsche, in 'Genealogia da Moral'

Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 10 de Novembro de 2012, 18:02
Amados do meu coração,
A culpa...
Quais as nuances deste assunto?
O espírita sofre deste mal, ou ele está preparado ante a culpa?
Ela influencia no processo de reforma íntima?
Quais as causas e consequências?
A culpa atrapalha ou ajuda?

MATEUS 10
Os doze e a sua missão. 

34 Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
35 Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
36 e assim os inimigos do homem serão os da sua própria casa.
oOo
Evangelho Segundo o Espiritismo.
Pág.: 338.-
Não te preocupes com o corpo, pensa antes no Espírito; vai ensinar o reino de Deus; vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, porquanto somente lá transcorre a verdadeira vida.

339 - ESTRANHA MORAL.
Não vim trazer a paz, mas, a divisão.
9. Não penseis que eu tenha vindo trazer paz à Terra; não vim trazer a paz, mas a espada; - porquanto vim separar de seu pai o filho, de sua mãe a filha, de sua sogra a nora; - e o homem terá por inimigos os de sua própria casa.
oOo
A angústia existencial que aflige muita gente que tem tudo para ser feliz, sustenta-se na criminosa indiferença, na deliberada surdez aos apelos da própria consciência que pergunta insistentemente o que estamos fazendo em benefício de nossos irmãos.
Allan Kardec em Livro dos Espíritos; Questões: 922 e 970
RICHARD SIMONETTI em UM JEITO DE SER FELIZ - 3ª Ed. Gráfica São João Ltda. 1. –

Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 11 de Novembro de 2012, 02:33
Olá todos! Filhodobino muito bom o vídeo com o Dr Frankl no post #76. Não o conhecia, a não ser por citações que Divaldo Franco faz sobre seu trabalho. Muito boa a definição de desespero; " Desespero é igual a sofrimento sem sentido", a partir do momento em que descubro o sentido do sofrimento acabou-se o desespero, e a DE nos mostra o sentido, o motivo do sofrimento e a importância de nos fortalecermos diante da intempérie, das dificuldades. E também o fundamental conhecimento de si mesmo, nunca será demais tocar nesta tecla.

                                                      ***

Que bom vagfig, você tem a sensibilidade das pessoas que se importam com os acontecimentos, isso é muito bom. Procure observar o ficar triste para que não tome proporções indesejadas. A todo momento surgem oportunidades para a correção do nosso passado, é só estar atento na hora certa e agir.

                                                      ***

Bom dia a todos

Culpabilidade
[...]
 Recordem-se os famosos processos de bruxaria; naquela época os juízes mais humanos acreditavam que havia culpabilidade; as bruxas também acreditavam; contudo, a culpabilidade não existia.

Friedrich Nietzsche, in 'Genealogia da Moral'




Muito bom Ken.

Abraços a todos.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Vagner Figueiredo em 11 de Novembro de 2012, 06:05
Que bom vagfig, você tem a sensibilidade das pessoas que se importam com os acontecimentos, isso é muito bom. Procure observar o ficar triste para que não tome proporções indesejadas. A todo momento surgem oportunidades para a correção do nosso passado, é só estar atento na hora certa e agir.

Podes crer Marcos;
Pela vida que tive eu sempre achei melhor parar, pensar e decidir o melhor caminho para eu seguir da melhor forma. Nunca pensei em ficar me lamentando pelas coisas que aconteceram, desde pequeno tive a noção que as coisas eram para acontecer, e então sabendo disso procurei tirar proveito da melhor forma. Como sempre aprendendo a me adaptar e renovar.
Não estou dizendo que fui ou me tornei uma pessoa fria, não! Mas com certeza, uma pessoa mais sábia no momento que fosse mais preciso ser.
Sim, sempre estou observando as coisas a minha volta e com isso tentando aprender mais e mais. Ainda mais que sou uma pessoa que não consigo aprender por terceiros. Não sei se me tornei ou nasci assim, mas ser auto-ditada é o meu ponto forte. E isso foi, e é um ponto forte para mim em se tratando das pessoas com quem convivo, que posso dizer, não são "evoluídas" de certa forma.

Obrigado pelo conselho!

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Novembro de 2012, 12:06
Meus irmãos e minhas irmães.Sempre seremos culpados dos atos cometidos,e eles poderão
trazer sempre prejuízos morais ou materiais,mesmo sendo praticados sem a intensão do
mesmo.Somos donos e comandamos as nossas ações,podemos interrompê-las se assim qui-
-sermos,o sentimento de culpa virá tão intensamente de quanto for a nossa evolução.pensem
nisto em seus questionamentos.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: M.Altino em 11 de Novembro de 2012, 12:21
Amigo Marcos  é sempre  com uma grande paz e  aos demais companheiros deste estudo que  muito tem ajudado a compreender que a que  a culpa muitas  vezes pode ser  sinónimo de  falta de responsabilidade  em certas atitudes que na vida  tomamos e depois  temos  de  saber lidar  com essa mesma  culpa.
Mas há uma grande verdade  na vida e  sintam que o importante  é  sentirmos  que  sempre podemos  atenuar  essa culpa  que trazemos  com muito mais  meditação e  tal como esta questão  637 do Livro dos Espíritos  que nos  ajuda a compreender  a responsabilidade e  a culpa  com uma  forma  de evoluirmos quando tomamos  mais  responsabilidade pelo conhecimento.
RESPONSABILIDADE E CULPA
O saber acarreta mais responsabilidade ao ser humano, porque a criatura mais intelectualizada sabe mais que o homem primitivo; por conseguinte, o homem civilizado tem mais culpa quando pratica o mal.
Mas, mesmo assim, Deus ainda vê atenuantes para os civilizados, devido ao meio ambiente em que vivem, cheio de paixões inferiores que, em se somando tudo, constitui processos do despertar das almas.
O homem primitivo, como o indígena, carrega gravadas na consciência as leis de Deus e, visto viver em um ambiente de simplicidade, tem mais razão de conceber essas leis pelos instintos, tanto assim que nas suas tábuas existem leis feitas por eles, para manter ali uma certa moral, estabelecendo ordem entre as famílias.
Na vida dos selvagens é de se notar um senso de justiça bem acentuado; quem erra é punido, seja ignorante ou sábio, no sentido de levar a marca da correção e sustar outras investidas em faltas.
Devemos prestar bem atenção à resposta dada em "O Livro dos Espíritos", para daí deduzirmos os meios usados pela natureza na  correçâo dos que erram.
Ei-la: "Eu disse que o mal depende da vontade. Pois bem!
Tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz."
Isso, porém, é muito sutil para o pesquisador interessado em aprender os aspectos da lei. Em certas circunstâncias, o selvagem sabe mais que o civilizado, principalmente no que diz respeito aos que dirigem a tribo; o seu instinto é tão forte que em sua mente vem às claras o que deve ou não fazer.
Se ele teima, por orgulho ou mesmo por egoísmo, errando o que não deveria errar, é mais punido que o intelectual, conforme as circunstâncias.
Também pode acontecer inversamente; anotemos bem a fala dos Espíritos: "- Tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz".
Neste caso, valem muito as intenções de cada alma.
Vejamos o que disse Jesus, anotado por Marcos:
Disse ainda: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra. (Marcos, 4:26)
Neste caso, a semente é a intenção. Pelos sentimentos, a semente tem vida e o pensamento cria o que deve ser feito e cresce, de sorte que quem semeou é responsável pelo seu plantio.
Aí, então, será ele culpado. A culpa é variável: nunca há dois casos iguais. As mudanças diversificam-se umas com as outras, de acordo com os sentimentos de quem semeou. Tudo isso, "porque o reino de Deus", disse Jesus, "está dentro de nós".
No dia em que tivermos pureza de coração, no dia em que a nossa consciência tiver uma paz imperturbável, nossa alma estará no céu, mesmo que estagiar nas sombras; de dentro dela irradiará a suavidade da vida. Nós seremos julgados pela consciência, e não pelo falar dos homens.
A consciência regista tudo o que pensamos, tudo o que sentimos na criação de imagens, e é ela que nos absolve ou condena.
Ela não vende informações e nem compra, porque é a voz de Deus dentro de nós.
A Doutrina Espírita retira mais um véu que empanava a nossa visão, nos ajudando a caminhar em direção à luz. Se o céu está dentro de nós, o maior interesse do Espírito é viver e trabalhar no interno eterno, onde se encontram Deus, o Céu e os próprios anjos. Vencer a nós mesmos deve ser a nossa meta.
Então amigos vamos entender  que tudo de processa  de uma forma evolutiva e  ao mesmo tempo lhes  deixo aqui uma simples mensagem para meditarmos no valor  e  na  seriedade  da doutrina que  muitas vezes  pensamos  professar e  seguir ............
Perdão e autoperdão (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXVmaFlpMEZoLVV3JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Com um Abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 11 de Novembro de 2012, 15:24
Olá Antonio Renato Barbosa, realmente nossas ações geram reações sempre, isso é um fato. Podemos dizer que há atenuantes para o ignorante, tendo em vista o mal não intencional, porém como você disse a consequência, o efeito do mal praticado é uma certeza. E a necessidade da reparação também.

Abraços.

 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 11 de Novembro de 2012, 15:30
M. Altino, tomei a liberdade de corrigir meu nome em seu post.

O vídeo do Divaldo, e o trecho de OLE que trouxe enriqueceu muito nosso estudo, e curioso, a impressão é que você desenvolveu a fala do Antonio Renato Barbosa, como se tivessem combinado.

Abraços a todos.

 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 11 de Novembro de 2012, 16:56
Amados irmãos companheiros dos estudos da culpa,...

Temos de admitir um confronto não explícito entre o procedimento do psiquismo mergulhado na névoa da matéria e a parcela maior que permanece ancorada na luminosidade cósmica, da qual faz parte integrante.
Não são duas consciências, mas dois níveis de conscientização.
A personalidade, que se confunde com o corpo físico, está sob controle da outra consciência oculta, a individualidade.
Necessitando do livre-arbítrio para escolher entre o bem e o mal e assim aprender as lições, a personalidade prefere ficar brincando pelos caminhos, fixada no imediatismo sedutor do prazer, embevecida na contemplação narcisista de sua própria imagem.
HERMINIO C. MIRANDA em ALQUIMIA DA MENTE - 2ª Ed. LACHÂTRE, 1994 - 33 e 37.

 
Seriam situações como estas novidades da vida moderna?
Estudando a evolução da mente humana, o primeiro questionamento que podemos fazer é:
“Quanto de força de vontade, e firmeza de decisão, precisa o camisolão, para não sucumbir diante, de tão esfogueada provocação”?
“Quando o homem já domina a autoconsciência, o próprio comportamento, e tem metas Espirituais a cumprir, cria ele um abismo entre ele mesmo e as outras criaturas de seu meio social, que possuem apenas consciência”.
A autoconsciência não acontece via ação programada seja material ou espiritual, decorre da maturidade espiritual acumulada nos viver das várias encarnações, não depende também do status cultural, nem do nível social mais elevado, e a partir de então acontece como que sem aprendizagem, inúmeras coisas, o mundo que o rodeia e o universo não são maquinais, nem previsíveis, mas vivo pulsante, impermanente, adquire perfeita noção de que faz parte de uma vida que não tem morte, que viverá eternamente e simultaneamente vê sua capacidade de aprendizagem aumentada consideravelmente, bem como sua capacidade de tomar iniciativas.
É época de grande perigo de estagnação se a vaidade e o orgulho nos inflamarem o psiquismo a pontos perturbadores das liberdades alheias, então se estagna dolorosamente até vencermos esses óbices.
Depois de instalados no nosso psiquismo, se anestesiamos a consciência expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, podemos transformá-los em inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição.

Emergir grau a grau do abismo da vida para tornar-se Espírito, gênio superior, e isto por seus próprios méritos e esforços, conquistar o futuro hora a hora, ir-se libertando dia a dia um pouco mais da ganga das paixões, libertar-se das sugestões do egoísmo, da preguiça, do desânimo, resgatar-se pouco a pouco das suas fraquezas, da sua ignorância, ajudando os seus semelhantes a se resgatarem por sua vez, arrastando todo o meio humano para um estado superior, tal é o papel distribuído a cada alma.
Para desempenhá-lo, tem ela a sua disposição toda a série de existências inumeráveis na escala magnífica dos mundos.
LEON DENIS em O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR - 10ª Ed. FEB, 1977- 125 - 289.

Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Vagner Figueiredo em 11 de Novembro de 2012, 17:17
...o sentimento de culpa virá tão intensamente de quanto for a nossa evolução...

Gostei demais dessa frase. Será daquelas que sempre vou citar aos meus amigos.

Muito bom Antonio, citações assim é que valem a pena participar de fóruns como este.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Novembro de 2012, 22:16
Mano Marcos.Eu e o mano altino não combinamos nada,foi apenas uma feliz conhecidência,
que bom que estamos colocando algo que venha enrriquecer o nosso estudo,consequente-
-mente o nosso aprendizado.
Fique na paz.
Ps.Mano Marcos,respondi a sua mensagem pessoal,espero que tenhas recebido.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Novembro de 2012, 22:22
Meu irmão vagfig,o bom de participar deste nosso fórum é que estamos sempre aprendendo
uns com os outros.Participe sempre dos nossos estudos,tenho certeza que poderemos
aprender muito com você.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Novembro de 2012, 00:56
Olá todos, boa noite.

128. Tem o homem o livre-arbítrio, ou está sujeito à fatalidade?
Se a conduta do homem fosse sujeita à fatalidade, não
haveria para ele nem responsabilidade do mal, nem mérito do
bem que pratica. Toda punição seria uma injustiça, toda recompensa um contra-senso. O livre-arbítrio do homem é uma
conseqüência da justiça de Deus, é o atributo que a divindade
imprime àquele e o eleva acima de todas as outras criaturas.
É isto tão real que a estima dos homens, uns pelos outros,
baseia-se na admissão desse livre-arbítrio; quem, por uma
enfermidade, loucura, embriaguez ou idiotismo, perde acidentalmente essa faculdade, é lastimado ou desprezado.
O materialista que faz todas as faculdades morais e
intelectuais dependerem do organismo, reduz o homem ao
estado de máquina, sem livre-arbítrio e, por conseqüência,
sem responsabilidade do mal e sem mérito do bem que pratica. (Revue Spirite, 1861, pág. 76: “La tête de Garibaldi”. —
Idem, 1862, pág. 97: “Phrénologie spiritualiste”.)


Trecho extraído do livro "O Que é o Espiritismo". Allan Kardec.

Abraços .

Título: Re: A culpa.
Enviado por: JT em 12 de Novembro de 2012, 01:21
viva,

a culpa é uma ilusão.

procurar culpados externa, ou em nós mesmos, conduz-nos ao inferno e por isso nos afastamos de Deus.

a melhor forma de atacar isto, é pensar que Deus não nos culpa.

sejam felizes.

um abraço
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Vagner Figueiredo em 12 de Novembro de 2012, 01:38
Meu irmão vagfig,o bom de participar deste nosso fórum é que estamos sempre aprendendo
uns com os outros.Participe sempre dos nossos estudos,tenho certeza que poderemos
aprender muito com você.
Fique na paz.

Pode ter certeza disso, Antonio! Sempre gostei de certa forma da Doutrina Espírita, porém o que eu conhecia dela era apenas o que usualmente costumas-se ouvir, porém, após a começar a participar do fórum, muitas coisas aprendi e algumas dúvidas foram e estão sendo esclarecidas.
Gosto muito de aprender sobre "tudo". Não posso me dizer que "sou da Doutrina", mas ela, com certeza é uma forte referência à minha vida. E espero que o pouco da minha experiência, algum dia, possa ajudar ou aconselhar beneficamente os amigos do fórum.

Um grande abraço!

Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 12 de Novembro de 2012, 02:53
Amado Irmão Marcos,
Seguindo seu raciocínio, tento encaixar o meu, pedindo sua douta vênia, de que quiçá encontre alguem para ouvir e dialogar...

Citar
128. Tem o homem o livre-arbítrio, ou está sujeito à fatalidade?
Se a conduta do homem fosse sujeita à fatalidade, não
haveria para ele nem responsabilidade do mal, nem mérito do
bem que pratica. Toda punição seria uma injustiça, toda recompensa um contra-senso. O livre-arbítrio do homem é uma
conseqüência da justiça de Deus, é o atributo que a divindade
imprime àquele e o eleva acima de todas as outras criaturas.
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/?action=post2#ixzz2ByJmnisE
Amado Irmão, excelente sugestão de reflexão, dela me aproveito para expor as razões pelas quais obro em estudos comparados, sem abrir mão do que está codificado...
A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regulada de maneira que não vos tolha o livre-arbítrio, porquanto, se não tivésseis responsabilidade, não avançaríeis na senda que vos há de conduzir a Deus.

Allan Kardec em Livro dos Espíritos; questões 501 e 524 Obs.

E a ação dos Espíritos ignorantes entre si?
A ação dos Espíritos que nos querem bem está explicada...
A ação dos Espíritos ignorantes, também está explicitada, em tudo que temos passado e que culminaram no sentimento de culpa que ora estudamos...
Digo-o acerca dos que ignorantes, agem pelo instinto, ou sem o elemento qualificador de crime de lesa natureza que é a intencionalidade em fazer o mal...
O Espiritismo longe está ainda a terminar a tarefa que lhe foi incumbida, e ao homem inteligente sobre a terra...
Pequena porcentagem está apta a saber separar o joio do trigo...

oOo
Diz Sócrates: Para mim quem é virtuoso, seja homem ou mulher, é feliz, ao passo que o injusto e malvado é infeliz.
“Assim como a doença e a dor física são desordens do corpo, a saúde da alma é a ordem da alma - e esta ordem espiritual ou harmônica interior é a felicidade” Reale & Antiseri (1990).- (p. 92).
oOo
16. Assim será com os adeptos do Espiritismo.
Pois que a doutrina que professam mais não é do que o desenvolvimento e a aplicação da do Evangelho, também a eles se dirigem as palavras do Cristo.
Eles semeiam na Terra o que colherão na vida espiritual.
Colherão lá os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.

A coragem real da fé será sempre aquela que plasma no exemplo vivo de trabalho e abnegação, humildade e renúncia, a mensagem fundamental de sua irresistível lição.
Aquela de se calar alguém para que outrem fale mais alto; de sofrer injúrias e humilhações, sem deteriorar a imagem dos próprios adversários e agressores; de acreditar no bem, mesmo quando a ignorância e a maldade parecem em triunfo; de aceitar a rotina dos encargos de cada dia, nela encontrando a alegria do trabalho, sem aplauso público, e a coragem de esquecer-se para que outros recolham as vantagens do serviço que lhe haverá custado imensos esforços.
Allan Kardec em Evangelho Segundo o Espiritismo; 24/15 -



Quando os súditos do reino dos gigantes, nos ensinaram em engano, a ação dos Espíritos ignorantes, entre si também está explicitada, em tudo que temos passado e que culminaram no sentimento de culpa que ora estudamos...
Então este é o nosso trabalho, nada há acerca de determinismo, nem que seja imposto à revelia do evoluendo...
Todavia, quando o evoluendo, quer acreditar, posto que foi mal ensinado, e quem sabe, ainda luta para tentar deter a marcha do progresso, tentando fazer no Espiritismo, também religião que exija cultura humana, em forma de diplomas e doutorados, há quem pense que bom senso, razão, virtude, verdade, seja coisas que se adquire fora do esforço pessoal individual, tanto é que até os doutores também já sabem, o que sabemos pelo Espiritismo, mas se o Espiritismo continuar tentando explicitar somente para os Espíritas, quando é que deixará de haver ainda quem acredite no determinismo, no fatalismo, que não há livre arbítrio?
Vejam como os estudos comparados, são elementos de conforto, mostrando outro modo de alcançarmos os que ainda temem o Espiritismo, mas ainda acreditam nessas besteiras...


“Olho Gordo" pode ser Autossabotagem, Segundo Estudo Posted: 08 Nov 2012 10:50 AM PST-psicologado.

Mesmo quem não acredita no poder do "olho gordo", sabe do que se trata: é o nome que se dá às supostas energias negativas transmitidas por alguém à outra pessoa, por raiva, inveja, despeito e outros sentimentos do tipo. A vítima poderia sofrer seus efeitos em diferentes níveis: de riscar acidentalmente o carro novo a ficar doente. Outros sinais seriam sentir desânimo, cansaço, baixo astral e uma sensação de que, por mais que se batalhe, nada dá certo. Para afastar os efeitos do "olho gordo", muita gente busca proteção com rezas, amuletos, simpatias.
E filhodobino acrescenta... há quem vá aos centros Espíritas em busca dessas proteções, sem minimamente fazerem sua própria reforma intima, e nem minimamente com a tal reforma  se preocupar... É passe todas segundas, quartas e sexta-feiras...
Todavia não temos o direito de forçá-los, como muitas casas fazem... E estes continuam se fazendo de mocos...
Só dá o passe se ouvir uma hora de pregação de Evangelho... mas, isso todo o cristianismo já faz há quanto tempo? Entra num ouvido saí em outro... a quem cabe, alternancia, impermanencia, melhorar a comunicação?
Se continuarmos fazendo igual, que resultado diferente esperaremos alcançar no ano de 4.012?

Saúde e Paz!

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Novembro de 2012, 06:06
Deus na sua inteliência suprema concedeu a todos o livre-arbítrio,desde que fossem respeitadas
as suas leis.Portanto,somos livre no pensar mas sujeitamos as nossas ações ao julgamento
de Deus.Pela nossa vontade cometemos os atos,mas para tal se faz necessário assumirmos a
responsabilidade de serem eles contrários ou não as leis Universais de Deus.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Novembro de 2012, 06:10
Mano Marcos,concordei com você,mas estou com problemas no envio as minhas mensagens.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: M.Altino em 12 de Novembro de 2012, 11:35
Amigos e companheiros deste  lindo estudo e debate que todos estamos envolvidos e que nos abre uma nova janela  dentro do que vamos compreendendo entre  o verdadeiro sentido da culpa e  quantas vezes  provoca um escândalo de  grande dimensão.
Então como sempre e mais uma vez  o Livro dos espíritos nos dá um grande ensinamento nesta questão 638: 
O bem e o mal

Quando tudo da errado (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTl3bk9sSUY1aFZ3JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)

 Parece, às vezes, que o mal é uma consequência da força das coisas. Tal, por exemplo, a necessidade em que o homem se vê, nalguns casos, de destruir, até mesmo o seu semelhante. Poder-se-á dizer que há, então, infração da lei de Deus?
“Embora necessário, o mal não deixa de ser o mal.
Essa necessidade desaparece, entretanto, à medida que a alma se depura, passando de uma a outra existência. Então, mais culpado é o homem, quando o pratica, porque melhor o compreende.”
ESCÂNDALO
O que chamamos de mal, por vezes é necessário, conforme a evolução da alma.
Isso constitui processo de despertamento do Espírito.
Somente depois que o Espírito atinge determinado grau de evolução espiritual, não é mais necessário o escândalo.
É  bom que anotemos o que disse Jesus: Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo.
(Mateus, 18:7) "
O Livro dos Espíritos" fala o mesmo que o Evangelho, por ser a sua continuação, falando as mesmas verdades espirituais.
O escândalo é necessário, no entanto, ai do homem que escandalizar.
Há certas circunstâncias na vida em que a alma se sente obrigada a agir mal, entretanto, ela recebe a correspondência do referido erro, para aprender a respeitar a lei.
O verdadeiro erro se encontra no mal, que desfaz a fraternidade e faz esquecer o amor; que não conhece a caridade, e muito menos o perdão.
Disse "O Livro dos Espíritos":
Embora necessário, o mal não deixa de ser o mal.
O Espiritismo, codificado pelo ilustre professor Allan Kardec, junto ao qual muitos Espíritos puros trabalharam, vem,pela força do amor de Jesus, nos ajudar a não precisarmos mais de escandalizar.
Essa necessidade desaparece à medida que o Espírito vai se depurando, porque "o amor cobre a multidão dos pecados", disse o apóstolo Pedro.
Cobre porque instruí e educa, traz ao homem, ou mesmo ao Espírito desencarnado, a luz do entendimento.
A alegria nele é constante, por se alegrar pelo amor, e perdoa por amor aos seus semelhantes.
Quem dota as almas dessa pureza, são os processos da reencarnação.
É pois, de corpo a corpo, de passo a passo na senda da vida e nas vidas sucessivas, que o Espírito se sente livre de todo mal.
A grande cooperação da Doutrina dos Espíritos é nos ensinar a fazer e sentir a caridade, força poderosa que vibra e liberta as criaturas em todos os mundos.
Se tu sentes necessidade de escandalizar, tem cuidado, que o teu mundo interno não vai bem.
Usa o recurso da oração e da vigilância, para não caíres em novas tentações, porque o fruto do mal é a desarmonia de todos os sentimentos.
Compete a cada um policiar-se a si mesmo, estudar a natureza e buscar em Cristo todo o socorro para manifestação do bem universal em nossos caminhos.
O Espírito foi criado, tornamos a repetir, simples e ignorante, e para que ele desperte, ou comece a despertar suas qualidades que dormem na consciência, necessário se faz que a princípio ele conheça o mal.
É pelas consequências do mal, que o bem surge com todo o seu fulgor.
Para conhecer um homem de bem, verifica se a sua vida é um bem contínuo, se esse homem ama dentro da universalidade das coisas, se esse homem perdoa, sem condições estipuladas.
Tudo no mundo se encontra dirigido pela justiça, que é o mesmo amor e a mesma harmonia universal.
Se já conheces o Evangelho, e se já te esforças para vivê-lo, não compensa dares escândalos, por ser a sua corrigenda dolorosa.
Com um abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 12 de Novembro de 2012, 11:57
"Se já conheces o Evangelho, e se já te esforças para vivê-lo, não compensa dares escândalos, por ser a sua corrigenda dolorosa."
Mano Altino, muito bom seu post, do qual extraio essa ultima frase para fazer uma ponderação.
Não apenas a frase remete ao ensinamento de Jesus, pelo qual quem muito recebeu, muito será cobrado, mas tambem nos permite observar com mais clareza o nivel evolutivo do espirito.
Alguem que realmente conheça o evangelho, esforçar-se-á para vivê-lo e, em esforçando-se para vivê-lo, não provocará escandalos, posto que a vivencia evangélica, quando bem compreendida, não abre espaços para tais.
Alem disso, quem bem compreende o evangelho, compreende que a semeadura é livre, mas a colheita, é obrigatória.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Oliva Prado em 12 de Novembro de 2012, 12:35
Bom Dia
   Obrigado pelo convite a partecipar de mais um estudo.
Dentro do que já li e aprendi da doutrina Espirita e pela minha própria realidade em relação á culpa, tema do debate;  tenho para mim e lógico que de opinião se trata de que a culpa como remorso é carente da sua libertação.  Por isso o perdão é o seu mais direto libertador. Isso explica porque muitos de nós nos reformamos mas continuamos a lidar com as mesmas inibições, interiores e exteriores. Já não é a vontade de quem carrega uma culpa é o respeito pela vontade dos outros que inibe.
      De qualquer dos modos é esclarecido que libertar pressupõe uma ligação a Deus,  há compreensão das leis Divinas. É como imaginar um quarto ás escuras e cada luta que encetamos contra a malidecência, a ignorancia, o atavismo, o orgulho desmedido, etc, mantendo-nos no esclarecimento salutar, é como o acender uma vela nesse quarto escuro e quanto mais velas acendermos mais claro ele fica. Isso é trazer Deus, o Universo criado, que é luz para dentro desse quarto, para dentro de nós.  A segunda tomada de consciência  para um ser que foi chamado a ter consciência imortal é ajudar-se a si mesmo, melhorando-se e depois ajudar também os que precisam a evoluir. Puxar para cima esses irmãos da mesma forma que foi, é, ou será feito connosco. Só aqui nesta ideia já vemos o quanto tudo isto é frágil precisamente porque há diversidades das faculdades e dos carácteres ( L. E. 811) entre nós. Mas o esforço a persistencia é responsabilidade de cada um para se tornar cada vez mais  merecedor  de uma situação perispiritual melhor e mais perfeita.
Para ilustrar o que acabei de escrever temos o Evangelho Segundo o Espiritismo  mas mais acentuadamente nos capítulos X e XII aonde se lê sobre o perdão das ofensas e o amar os inimigos ou desafetos. 
     Mas sejamos sinceros da leitura há prática  vai uma distancia pelas razões que já escrevi. E quanto a esclarecer os sofredores do outro lado da vida também vai outra tanta dificuldade.  A dependência pela sobrevivência também é um condicionador da vontade.
   Espero ter ajudado.  Muita paz

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Novembro de 2012, 13:06
Olá JT e todos, bom dia. Realmente Deus não culpa ninguém, mas dotou-nos de uma consciência capaz de guiar-nos pelos melhores caminhos ou alertar-nos quanto aos possíveis desvios. E é justamente esta bendita consciência que nos exige a reparação devida. Daí o afirmar dos espíritos amigos que; a felicidade é um estado consciencial.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Novembro de 2012, 13:29
Filhodobino, bom dia.

Não raro ouve-se na casa espírita; "o meu mentor não me deixa em paz...", e percebemos realmente tratar-se de um engano, dado ao fato de que os bons intuem... mas deixam ao tutelado a decisão final. Os inferiores exigem, insistem, e não raro incomodam patrocinando uma ideia fixa corrosiva.

A liberdade de ação e do pensar, dentro dos padrões do bom senso e da razão, sempre foram defendidos por Allan Kardec, e pelos Espíritos da codificação.

Às vezes surge a dúvida; " se os espíritos nos influem, onde o livre arbítrio?", e aí vimos que este consiste justamente na escolha dos que nos influem.

Costumo pensar em probabilidades... para o erro ou acerto, e estas probabilidades dimanam do passado e das experiências que tivemos. Sem fatalidade nem determinismos do tipo "tinha de ser assim...", probabilidades sujeitas ao nosso livre pensar e agir.

Abraços.



 

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Novembro de 2012, 13:46
Olá Antonio Renato Barbosa, bom dia.
Deus na sua inteliência suprema concedeu a todos o livre-arbítrio,desde que fossem respeitadas
as suas leis.Portanto,somos livre no pensar mas sujeitamos as nossas ações ao julgamento
de Deus.Pela nossa vontade cometemos os atos,mas para tal se faz necessário assumirmos a
responsabilidade de serem eles contrários ou não as leis Universais de Deus.

Fazendo acanhada correlação, assim como o homem de conhecimento e benquisto tem maior liberdade dentro de um centro de estudos sérios em qualquer instituição da terra, quanto maior a evolução moral e intelectual do Espírito maior a sua liberdade de ação, mais amplo seu livre arbítrio.

" Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"- Jesus.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 12 de Novembro de 2012, 14:30
Boa tarde a todos

Muito se pedirá àquele que muito recebeu

O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. - Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, cap. XII, vv. 47 e 48.)

Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não vêem vejam e os que vêem se tornem cegos. - Alguns fariseus que estavam, com ele, ouvindo essas palavras, lhe perguntaram: Também nós, então, somos cegos? - Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que em vós permanece o vosso pecado. (S. JOÃO, cap. IX, vv. 39 a 41.)

Principalmente ao ensino dos Espíritos é que estas máximas se aplicam. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo e não os pratique, é certamente culpado; contudo, além de o Evangelho, que os contém, achar-se espalhado somente no seio das seitas cristãs, mesmo dentro destas quantos há que não o lêem, e, entre os que o lêem, quantos os que o não compreendem! Resulta daí que as próprias palavras de Jesus são perdidas para a maioria dos homens.

O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular: não é circunscrito: todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico.

Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade.

Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem para si as lições que escrevem, ou que lêem escritas por outros, têm por única preocupação aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus: "Vedes um argueiro no olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso." (Cap. X, nº 9.)

Por esta sentença: "Se fôsseis cegos, não teríeis pecados", quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante. O mesmo se dá hoje.

Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.

O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.

O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.


KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 18. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Novembro de 2012, 16:32
Meus irmãos e minhas irmães.Como bem colocou o nosso irmão Altino,tomando como base a
resposta a pergunta 638 do LE,.A medida em que o espírito se depura,menos mal ele vem a
cometer,muito embora o mal possa ser necessário e este anteceda o bem,o bem que passará 
a praticar não o insenta de pagar pelo mal já cometido.O ajuste de contas para com Deus por assim dizer,irá acontecer em qualquer encarnação pela vontade de Deus,e não pela vontade
do espírito,pois ao se sentir culpado e se arrepender,vinde a julgar ser o momento adequado para tal.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: JT em 12 de Novembro de 2012, 20:25
Olá JT e todos, bom dia. Realmente Deus não culpa ninguém, mas dotou-nos de uma consciência capaz de guiar-nos pelos melhores caminhos ou alertar-nos quanto aos possíveis desvios. E é justamente esta bendita consciência que nos exige a reparação devida. Daí o afirmar dos espíritos amigos que; a felicidade é um estado consciencial.

Abraços.

olá Marcos,

essa bendita consciência que mencionou, no meu caso, não me exige nenhuma reparação; é sempre minha amiga; está sempre comigo, mesmo quando eu tropeço e caio. não me diz« olha, erraste aqui e ali e agora toma que é para aprenderes».

não há culpa. tudo é verdade e caminho, tudo é presente.

o sofrimento é o instrumento que Deus utiliza para nos indicar que nos afastamos do caminho.

no entanto, no meu caso, não há aqui nenhum sentimento de culpa, nem a consciencia me exige o que quer que seja.

eu aceito a queda, como o acerto, sem culpa, ou mérito.

mesmo na perturbação, quando me sinto em baixo, eu não me culpo.procuro sempre a melhor forma de agir, ou pensar para sair dessa perturbação, mas sem procurar culpados.

mas nada me exige nada.

não há vergonha,

não há medo e no entanto, eu sei que vou voltar a cair, mas não penso nisso.

temos que nos aceitar como somos e depois é só dar um passo de cada vez.

fiz me entender?
 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Novembro de 2012, 22:07
Manuel Altino, muito oportuno esse post #96, e o vídeo bem esclarecedor. Como disse o Gustavo R. em conhecendo o Evangelho não podemos mais responsabilizar outrem por falhas nossas.

[...]
 Parece, às vezes, que o mal é uma consequência da força das coisas. Tal, por exemplo, a necessidade em que o homem se vê, nalguns casos, de destruir, até mesmo o seu semelhante. Poder-se-á dizer que há, então, infração da lei de Deus?
“Embora necessário, o mal não deixa de ser o mal.
Essa necessidade desaparece, entretanto, à medida que a alma se depura, passando de uma a outra existência. Então, mais culpado é o homem, quando o pratica, porque melhor o compreende.”
ESCÂNDALO
O que chamamos de mal, por vezes é necessário, conforme a evolução da alma.
Isso constitui processo de despertamento do Espírito.
Somente depois que o Espírito atinge determinado grau de evolução espiritual, não é mais necessário o escândalo.
É  bom que anotemos o que disse Jesus: Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo.
(Mateus, 18:7) "
O Livro dos Espíritos" fala o mesmo que o Evangelho, por ser a sua continuação, falando as mesmas verdades espirituais.
O escândalo é necessário, no entanto, ai do homem que escandalizar.
[...]
Com um abraço de muita paz
(Ligação para o anexo)
Manuel Altino


É... "o plantio é livre, mas a colheita... obrigatória"

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Novembro de 2012, 22:22
Oliva Prado, que bom que está conosco! Vejamos;

 
Bom Dia
   Obrigado pelo convite a partecipar de mais um estudo.
Dentro do que já li e aprendi da doutrina Espirita e pela minha própria realidade em relação á culpa, tema do debate;  tenho para mim e lógico que de opinião se trata de que a culpa como remorso é carente da sua libertação.  Por isso o perdão é o seu mais direto libertador. Isso explica porque muitos de nós nos reformamos mas continuamos a lidar com as mesmas inibições, interiores e exteriores. Já não é a vontade de quem carrega uma culpa é o respeito pela vontade dos outros que inibe.
      [...]


Na última frase, deste parágrafo, não captei o seu pensamento... poderia nos explicar melhor?

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Novembro de 2012, 22:41
Boa tarde a todos

Muito se pedirá àquele que muito recebeu

O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. - Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, cap. XII, vv. 47 e 48.)
[...]

Por esta sentença: "Se fôsseis cegos, não teríeis pecados", quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante. O mesmo se dá hoje.

Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.

O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.

O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.


KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 18. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.



Ken, você não brincou em serviço. Que "pancada" cara, rsrs...

Espíritas, botemos as barbas de molho, ou seja, não há privilégios, mas há responsabilidades. Como filhos de Deus temos o Universo, temos direitos que cabem aos filhos... mas... temos também deveres, que não devem ser esquecidos. Afinal todo cargo traz em si seus "encargos".

Abraços.

 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Novembro de 2012, 23:01
JT, e todos boa noite!



olá Marcos,

essa bendita consciência que mencionou, no meu caso, não me exige nenhuma reparação; é sempre minha amiga; está sempre comigo, mesmo quando eu tropeço e caio. não me diz« olha, erraste aqui e ali e agora toma que é para aprenderes».

não há culpa. tudo é verdade e caminho, tudo é presente.

o sofrimento é o instrumento que Deus utiliza para nos indicar que nos afastamos do caminho.


Até aqui tudo bem, parece que entendi.

no entanto, no meu caso, não há aqui nenhum sentimento de culpa, nem a consciencia me exige o que quer que seja.

eu aceito a queda, como o acerto, sem culpa, ou mérito.

mesmo na perturbação, quando me sinto em baixo, eu não me culpo.procuro sempre a melhor forma de agir, ou pensar para sair dessa perturbação, mas sem procurar culpados.

mas nada me exige nada.

não há vergonha,

não há medo e no entanto, eu sei que vou voltar a cair, mas não penso nisso.

temos que nos aceitar como somos e depois é só dar um passo de cada vez.

fiz me entender?
 

Agir sem medo..., não se envergonhar de si..., aceitar-se..., tudo isso é realmente muito bom, JT.

Mas confesso o "nada me exige nada", me deixou em dúvida... e esta consciência que "aceita tudo", também.

Este, "vou voltar a cair", é sempre com relação ao mesmo erro?... E o "não penso nisso", também?

Gostaria que desenvolvesse mais o seu pensamento, ok JT.

Abraços.




Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Novembro de 2012, 00:21
Meus irmãos e minhas irmães do FE.Lamento informar a todos a ausência da nossa irmã Mizica
que desencarnou esta manhã,ela que foi sempre presente nos nossos estudos,no momento
devido o seu espírito foi chamado a presença de Deus.Em seu último post,"Um dia aprende-
-remos"nos trouxe um lindo texto muito reflectivo,como bem disse a nossa irmã Elsamar.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 13 de Novembro de 2012, 02:06
Isso mesmo Antonio Renato Barbosa, unamo-nos em prece por nossa irmã Mizica.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Oliva Prado em 13 de Novembro de 2012, 14:33
Bom Dia a todos novamente em sintonia convosco.

     Respondendo ao seu questionamento Marco W. Silva;  é simples,  é como aquela outra frase que diz que a liberdade de cada um acaba onde começa a dos outros. E para nos reformarmos existe uma condição essencial sentirmo-nos minimamente amados ou acarinhados, ou apoiados...nas acções enobrecedoras,retificadoras, eu direi mesmo de sobrevivência, claro.

    Embora não conhecesse a irmã Mizica, saber uma noticia dessas deixa-nos sempre meditativos. Só posso desejar-lhe luz, evolução e paz e aos seus mais próximos muita fé.

     Até sempre.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Novembro de 2012, 17:07
Meus irmãos e irmães que participam deste estudo mensal do FE.Evidentemente,assim como
a maioria de todos que participam deste FE,eu também não conhecia a nossa querida irmã
Mizica que desencarnou ontem dia 12/11/2012,que eu saiba dito pela própria,quem a conhecia
pessoalmente era a nossa irmã Dothy,pois ambas nasceram na mesma cidade,no estado do
Pará.A nossa irmã Mizica,sempre foi muito participativa nos nossos estudos mensais,com as
suas colocações muito inteligente,eu particularmente aprendi muito com o que era postado por ela no desenvolvimento do estudo.Com tudo isso eu lamento que os coordenadores deste FE,
não venha se manifestar cientificando a todos a respeito do seu desencarne,pois deveriam,pelo menos em respeito e consideração a pessoa que ela era dentro do nosso FE.Surgiro então a
todos que participam deste estudo que façam um breve comentário no seu último post,datado
de 11/11/2012,um texto de William Shakespeare,intitulado:"Um dia ainda aprenderemos",além
do pelo nosso irmão Marcos W.Silva,nos unirmos em prece.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Dothy em 13 de Novembro de 2012, 18:16
Meus irmãos e irmães que participam deste estudo mensal do FE.Evidentemente,assim como
a maioria de todos que participam deste FE,eu também não conhecia a nossa querida irmã
Mizica que desencarnou ontem dia 12/11/2012,que eu saiba dito pela própria,quem a conhecia
pessoalmente era a nossa irmã Dothy,pois ambas nasceram na mesma cidade,no estado do
Pará.A nossa irmã Mizica,sempre foi muito participativa nos nossos estudos mensais,com as
suas colocações muito inteligente,eu particularmente aprendi muito com o que era postado por ela no desenvolvimento do estudo.Com tudo isso eu lamento que os coordenadores deste FE,
não venha se manifestar cientificando a todos a respeito do seu desencarne,pois deveriam,pelo menos em respeito e consideração a pessoa que ela era dentro do nosso FE.Surgiro então a
todos que participam deste estudo que façam um breve comentário no seu último post,datado
de 11/11/2012,um texto de William Shakespeare,intitulado:"Um dia ainda aprenderemos",além
do pelo nosso irmão Marcos W.Silva,nos unirmos em prece.
Fiquem na paz.

Olá amigo Antonio
A noticia do desencarne de nossa amiga deixou a todos nós os membros da quipe FE surpresos e triste
Apesar de aqui não ser o lugar, informo a você e a todos os amigos e irmãos que já postei no quadro amizades a informação sobre ela
Mizica continuará sendo a nossa querida amiga e colaboradora, mesmo estando do outro lado
Abraços
Título: Re: A culpa.
Enviado por: JT em 13 de Novembro de 2012, 19:42
JT, e todos boa noite!



olá Marcos,

essa bendita consciência que mencionou, no meu caso, não me exige nenhuma reparação; é sempre minha amiga; está sempre comigo, mesmo quando eu tropeço e caio. não me diz« olha, erraste aqui e ali e agora toma que é para aprenderes».

não há culpa. tudo é verdade e caminho, tudo é presente.

o sofrimento é o instrumento que Deus utiliza para nos indicar que nos afastamos do caminho.


Até aqui tudo bem, parece que entendi.

no entanto, no meu caso, não há aqui nenhum sentimento de culpa, nem a consciencia me exige o que quer que seja.

eu aceito a queda, como o acerto, sem culpa, ou mérito.

mesmo na perturbação, quando me sinto em baixo, eu não me culpo.procuro sempre a melhor forma de agir, ou pensar para sair dessa perturbação, mas sem procurar culpados.

mas nada me exige nada.

não há vergonha,

não há medo e no entanto, eu sei que vou voltar a cair, mas não penso nisso.

temos que nos aceitar como somos e depois é só dar um passo de cada vez.

fiz me entender?
 

Agir sem medo..., não se envergonhar de si..., aceitar-se..., tudo isso é realmente muito bom, JT.

Mas confesso o "nada me exige nada", me deixou em dúvida... e esta consciência que "aceita tudo", também.

Este, "vou voltar a cair", é sempre com relação ao mesmo erro?... E o "não penso nisso", também?

Gostaria que desenvolvesse mais o seu pensamento, ok JT.

Abraços.

se nos aceitarmos como pequenos, pequeninos mesmo, vamos ser extremamente perdolários connosco mesmos, por isso, as imperfeições, as visões distorcidas são aceites como fazendo parte de nós mesmos.

eu não desepero, porque caio no mesmo erro uma, duas, ou três vezes e também não penso que lá porque já não repito um mesmo erro há muito tempo, não venha em determinadas circusntâncias torná-lo a repeti-lo. eu aceito a minha pequenez.

assim, não há como julgar ninguém, porque sou para mim mesmo extremamente perdolário.

lá porque o mesmo erro é repetido uma imensidão de vezes, quando estou em perturbação, não significa que eu veja a mesma paisagem quando estou fora do caminho. há sempre uma evolução imperceptível, mas real. digamos que é o mesmo quando não nos apercebemos que os nossos filhos quando pequenos estão com uma estatura maior todos os dias ..., um dia eles vão parar de crescer, assim como eu vou deixar de cometer esse erro.

havendo a aceitação da pequenez, eu tenho que me envergonhar de quê?

eu acaso olho para o meu filho bebé no hospital acabado de vir a este mundo, procurando defeitos? Deus olha para cada um de nós da mesma forma e se eu sei que é assim, porque razão eu me devo envergonhar?

entende Marcos, o que quero dizer? eu não falo de pensamentos; eu só estou a tentar explicar a si como eu sou.

P.S.: Mizica: Lá porque os coordenadores  não façam referências, não significa que sejam desrespeitosos. não há tantas mezicas a encarnar e desencarnar todos os dias? lamentar perdas?... não há perdas. isso é uma ilusão.

eu não a conheci pessoalmente, nem creio aqui no fórum, mas lembrei-me da minha mãe, que já está do outro lado :-). não se perturbem vós mesmos, porque quando exigimos que os outros tenham determinadas posturas, nós já não estamos bem. lembrem-se que a perturbação vem de dentro e não de fora,

abraços,









Título: Re: A culpa.
Enviado por: Dothy em 14 de Novembro de 2012, 00:55
Boa noite Marcos e amigos do estudo mensal
Trago esta mensagem e espero que ajude no tema

CULPA

A consciência de culpa é um dos algozes mais cruéis daquele que delinque.
Acompanhando o ser na vida além da vida, estabelece os mecanismos punitivos condizentes à gravidade do delito, a fim de purificar-se, resgatando a culpa mediante sofrimentos indescritíveis.
A consciência de culpa não permite ao equivocado evadir-se da sua presença, ínsita nele próprio.
Assoma, aos primeiros instantes após a desencarnação, abrindo espaços a obsessões severas, nas quais as vítimas ressurgem com aspecto deplorável, seja mediante a imaginação que elabora clichês de justiça, ou através da realidade que vincula o endividado ao devedor, estabelecendo os vínculos da aflição sem término.
Somente quando o ser descobre a necessidade da reparação, utilizando-se dos instrumentos do amor e da edificação íntima, é que luariza a paisagem lúgubre da consciência de culpa, dando lugar a honesta reabilitação propiciadora de paz.
Elegemos, para o nosso ministério de hoje, os Espíritos portadores de consciência culpada, por serem mais sofridos, mais carentes, batendo às portas de alguém que esteja ungido de compaixão para ajudá-los no trânsito difícil da sua reabilitação e, ao atendê-los, tenhamos todos em mente o ensinamento austero de Jesus advertindo-nos: Aquele que se encontre isento de culpas atire a primeira pedra.

(Livro: Suave luz nas sombras. Divaldo Pereira Franco por João Cléofas)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Novembro de 2012, 13:37
Bom dia a todos! Ontem não pude participar como desejava, em virtude do meu primogênito ter completado 18 anos, estivemos o dia todo envolvidos.

JT, tudo bem? Parece que sim.


se nos aceitarmos como pequenos, pequeninos mesmo, vamos ser extremamente perdolários connosco mesmos, por isso, as imperfeições, as visões distorcidas são aceites como fazendo parte de nós mesmos.

eu não desepero, porque caio no mesmo erro uma, duas, ou três vezes e também não penso que lá porque já não repito um mesmo erro há muito tempo, não venha em determinadas circusntâncias torná-lo a repeti-lo. eu aceito a minha pequenez.

assim, não há como julgar ninguém, porque sou para mim mesmo extremamente perdolário.

Realmente JT, aceitar-se faz parte do "jogo". Reconhecer-se pequeno, no sentido de que não somos perfeitos, também é prova de maturidade. Pois não o somos.

Mas, as imperfeições não são parte integrante do ser, em essência. São caracteres, temporários, fruto de nossas escolhas, e perfeitamente dispensáveis. Respeitando-se, naturalmente, os imperativos do tempo; tempo de plantar, tempo de esperar, e tempo de colher. 

Realmente o julgar envolve responsabilidades. Porém, não podemos fechar os olhos ante essa bênção que é a capacidade de avaliar atos, coisas, e  porque não pessoas?! Ressaltando sempre a finalidade edificante que deve ser a razão pela qual avaliamos ou julgamos, como queira. Embora não admitamos, como cristãos, o julgar é exatamente o motivo pelo qual efetuamos nossas escolhas, concorda? Sou espírita porque, julguei, em foro íntimo, ser mais adequado ao meu caso. Assim acontece até mesmo quando escovo os dentes pela manhã, faço-o porque julgo necessário. Não é julgar para falar mal, é ter a sua opinião, sobre isto ou aquilo, este ou aquele, e claro estar aberto para reconhecer o erro em nossas opiniões, avaliações e por que não... julgamentos.

lá porque o mesmo erro é repetido uma imensidão de vezes, quando estou em perturbação, não significa que eu veja a mesma paisagem quando estou fora do caminho. há sempre uma evolução imperceptível, mas real. digamos que é o mesmo quando não nos apercebemos que os nossos filhos quando pequenos estão com uma estatura maior todos os dias ..., um dia eles vão parar de crescer, assim como eu vou deixar de cometer esse erro.

havendo a aceitação da pequenez, eu tenho que me envergonhar de quê?

eu acaso olho para o meu filho bebé no hospital acabado de vir a este mundo, procurando defeitos? Deus olha para cada um de nós da mesma forma e se eu sei que é assim, porque razão eu me devo envergonhar?

entende Marcos, o que quero dizer? eu não falo de pensamentos; eu só estou a tentar explicar a si como eu sou.

[...]
abraços,

JT, acho que entendi o que quis dizer. E até entendo que reincidimos no erro justamente por falta de análise, avaliação, e olha aí de novo... julgamento de nós mesmos. Repetindo; não é para maliciar, falar mal, se torturar, e sim para escolher melhor os próximos intentos.

Sem dúvida que há níveis às vezes imperceptíveis à primeira vista, mas que denotam evolução. Só quem passa pelo erro sabe e é capaz de se auto avaliar nesse sentido.

Concordo que não devemos nos envergonhar de nós por nossos erros, pois somos muito mais do que simples erros... mas, é necessário corrigi-los em tempo. Temos de ser conscientes nesse sentido.

Sugiro que leia os diversos textos deixados pelos amigos deste estudo JT, e espero ter ajudado.

Abraços.

   
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 14 de Novembro de 2012, 17:24
Caros irmãos e irmãs. Em muitas das vezes em nossa caminhada, encontramo-nos em uma
encruzilhada, em que nos obrigam a tomar decisões quanto ao rumo a seguir,muitas delas
causam sofrimentos, e na maioria das vezes de ordem moral.Sentimo-nos culpados em algumas vezes por ter tomado aquela decisão,e nesse julgamento de nós mesmos esque-
-cemos que somos simples espíritos em estado evolutivo,e as dúvidas acontecerão sempre nesse julgamento, que por sua vez poderá nos trazer crescimento ou não. A Doutrina Espírita através das obras básicas,nos dá um crescimento de quando a estudamos. Muitos
 se dizem Espíritas por acharem por ser a Doutrina de bases filosóficas e de terem as res-
-postas ás suas dúvidas em comprovação científicas, julgam assim estarem no caminho certo. Os espíritos vêm e vão a esta orbe porque foram mandados,por ser este um mundo de provas e expiação, para então darem partida a sua evolução,e esse espírito em nós
têm grandes responsabilidades as quais não podem fugir. Se dizer espírita por se julgarem intelectuais, ao citar Sócrates,Platão...,em conteste pela Doutrina,não lhes dá essa autori-
-dade de sê-lo. Sendo assim meus irmão e minhas irmães,quando estivermos nessa encru-
-zilhada,poderemos dizer humildemente a nós mesmo: Eu sou Espírita, pois só assim o seremos.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 15 de Novembro de 2012, 10:35

Bom dia a todos

Amigo Marcos, aos que almejam ficar isentos de culpa, basta cumprirem o “Dever”.

O Dever

O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.

Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria.

O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos.
 
Lázaro. (Paris, 1863.)


KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: M.Altino em 15 de Novembro de 2012, 11:41
Amigos e companheiros  deste  estudo e debate  que  está  a ser muito importante  para todos  e  ao mesmo tempo parece que  ficou tudo dito sobre a culpa... Mas não amigos há sempre algo que  dentro de nós  por vezes  nos faz  sentir  culpados mesmo nas  pequeninas coisas que por vezes acontece na vida ....basta  simplesmente +por vezes uma simples palavra que não devíamos ter dito , então ai já  nos  estamos por vezes a culpabilizar  nessas coisas pequenas.
Mas  então amigos  estamos a caminho de  sermos melhores  e  vejam com no Livro dos Espíritos nos é dada uma resposta que nos pode  deixar a meditar

.ESPIRITISMO - PRECE DE CARITAS - PSICOGRAFIA DE W. KRELL - DITADO PELO ESPIRITO CARITA (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVZCQ0RZUVVOWHBFIw==)

para   sentirmos  mais um pouco de como temos de continuar na vida  e  deixar de sermos  mais culpados e sentir  que na vida o mais importante é  tentarmos  viver  com mais  amor
As virtudes e os vícios
 
894. Há pessoas que fazem o bem espontaneamente, sem que precisem vencer quaisquer sentimentos que lhes sejam opostos. Terão tanto mérito, quanto as que se vêem na contingência de lutar contra a natureza que lhes é própria e a vencem?
 
“Só não têm que lutar aqueles em quem já há progresso realizado.
Esses lutaram outrora e triunfaram.
Por isso é que os bons sentimentos nenhum esforço lhes custam e suas ações lhes parecem simples.
O bem se lhes tornou um hábito.
Devidas lhes são as honras que se costumam tributar a velhos guerreiros que conquistaram seus altos postos.
“Como ainda estais longe da perfeição, tais exemplos vos espantam pelo contraste com o que tendes à vista e tanto mais os admirais, quanto mais raros são.
Ficai sabendo, porém, que, nos mundos mais adiantados do que o vosso, constitui a regra o que entre vós representa a exceção.
Em todos os pontos desses mundos, o sentimento do bem é espontâneo, porque somente bons Espíritos os habitam. Lá, uma só intenção maligna seria monstruosa exceção.
Eis por que neles os homens são ditosos.
O mesmo se dará na Terra, quando a Humanidade se houver transformado, quando compreender e praticar a caridade na sua verdadeira acepção.”
As leis espirituais não violentam ninguém; elas, inspirando todos os seres, procuram despertar-lhes os conhecimentos adquiridos nas experiências de cada dia.
O Espírito deve procurar esforçar-se todos os dias no aprendizado comum a todos os seres, que neste trabalho de melhorar, o que lhe faltar será suprido pelas bênçãos do Criador.
Não há quem fique sem o amparo da Divindade.
Onde quer que estejamos, aí Deus se encontra, e se abrirmos a porta do coração, Ele passará a ficar mais visível na nossa consciência. Quando começamos a entender essa ciência de vida, será mais fácil nos prepararmos para o banquete de luz na intimidade da vida.
Quanto à indagação sobre por que essa diferença de uns se esforçarem usando as últimas forças para melhorar, enquanto outros, com poucos esforços, vencem com facilidade muitos problemas, deixando em seguida muitos vícios e hábitos que incomodam a consciência, respondemos que, os que com facilidade estão no aprendizado assimilando e vivendo as lições do Evangelho, é por terem muita vivência neste campo de reformas, e a tiveram em vidas passadas, ao passo que os companheiros que encontram muitas dificuldades no aprendizado, podem estar começando agora as mudanças internas.
São caminhos de todas as criaturas no alvorecer do entendimento, onde a luz é o ponto alto para as claridades da alma.
Os irmãos que já têm progresso realizado, encontram facilidade nas lutas, por terem começado antes.
O mérito é de conformidade com o avanço espiritual.
O bem se lhes tornou condicionamento, exercitando a prática há muito tempo.
A Doutrina dos Espíritos constitui essa misericórdia para a humanidade, ofertando meios e métodos de todas as ordens, no preparo dos Espíritos, libertando-os de todos os tipos de infortúnios e paixões inferiores.
O que Jesus falou ao povo de sua época, a Doutrina dos Espíritos pode dizer agora: Pois, eu vos afirmo que muitos profetas e Reis quiseram ver o que vedes, e não viram, e ouvir o que ouvis, e não ouviram. 
Muitos dos chamados profetas atuais vão se arrepender de não terem escutado a voz do Pastor pelos canais da Doutrina dos Espíritos, na revelação das leis espirituais que comandam a vida.
Como podemos  depreender  deste  a Vida é  sempre  e muitas vezes pode  fazer  e  o importante é caminharmos sempre para nos ir modificando e não  tentando cometer os mesmos  erros .
Com Um grande abraço de muita paz
 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 15 de Novembro de 2012, 13:28
Olá Dothy, seja bem vinda ao nosso estudo. :)

Muito esclarecedor o texto que nos trouxe. Gostaria de ressaltar neste chamamento a importância de conhecermos pormenorizadamente o processo, para que saibamos avaliar as experiências que vivenciamos nos diversos campos da convivência.

Sabemos que o assunto embora pareça simples, envolve complexidade, tendo em vista, tratar-se de inteligências, psiquismos com graus e entendimento de acordo com o aprendiz. Daí a afirmação; Aquele que se encontre isento de culpas atire a primeira pedra.


Abraços a todos.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Edna☼ em 15 de Novembro de 2012, 13:39
Olá Marcos e demais amigos, :)

 
            Quais as causas e consequências?

“O homem sofre sempre a conseqüência das suas faltas; não há uma única infração à lei de Deus, que não tenha a sua punição”.

            “A severidade do castigo é proporcional à gravidade da falta”.

            “A duração do castigo, para qualquer falta, é indeterminada, pois fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno ao bem; assim, a pena dura tanto quanto a obstinação no mal; seria perpétua, se a obstinação o fosse; é de curta duração, se o arrependimento vir logo”.

            “Desde que o culpado clame por misericórdia, Deus o ouve e lhe concede a esperança. Mas o simples remorso não basta: é necessária a reparação da falta. É por isso que o culpado se vê submetido a novas provas, nas quais ele pode, sempre pela sua própria vontade, fazer o bem para a reparação do mal anteriormente praticado”.

            “O homem é assim o árbitro constante da sua própria sorte. Ele pode abreviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça depende da sua vontade de fazer o bem”.

            Essa é a lei; lei imutável e conforme a bondade e à justiça de Deus.

            O Espírito culpado e infeliz, dessa maneira, pode sempre se salvar a si mesmo: a lei de Deus lhe diz sob quais condições ele pode fazê-lo. O que geralmente lhe falta é a vontade, a força e a coragem."

Allan Kardec

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: JT em 15 de Novembro de 2012, 18:45
«perdoar o irmao não 7x, ma sim 70x7x,»

1º isto só se pode fazer se não culparmos o nosso irmão.

e então quem vamos culpar?

a nós mesmos claro está.


2º como posso eu perdoar o irmão se não nos perdoarmos a nós mesmos?

não é possível.

a 1ª colocação eu entendo-a, mas conduz ao sofrimento.

a 2ª colocação é aquela que eu adopto, logo logo à partida.

A pequenez a que me referi anteriormente não foi devidamente entendida. A Criação é de tal forma ...epá ... eu não tenho palavras, eu sou mesmo pequeno!

o sofrimento como já li em alguns posts, não é um castigo, punição de Deus, mas o instrumento que Deus utiliza para nos indicar que nos afastamos do caminho.


«aquele que estiver sem pecado, que atire a 1ª pedra».

Jesus não tinha pecado e não atirou pedra nenhuma, pois não?

ele culpou a pecadora?

ele dirigiu-se aos agressores.

todo aquele que culpa os outros é agressor e quem culpa a si mesmo?

não se agride a si mesmo?





Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 15 de Novembro de 2012, 21:48
Boa tarde a todos! Vamos analisar um trecho da fala do Antonio Renato Barbosa;

Caros irmãos e irmãs. Em muitas das vezes em nossa caminhada, encontramo-nos em uma
encruzilhada, em que nos obrigam a tomar decisões quanto ao rumo a seguir,muitas delas
causam sofrimentos, e na maioria das vezes de ordem moral.Sentimo-nos culpados em algumas vezes por ter tomado aquela decisão,e nesse julgamento de nós mesmos esque-
-cemos que somos simples espíritos em estado evolutivo,e as dúvidas acontecerão sempre nesse julgamento, que por sua vez poderá nos trazer crescimento ou não. A Doutrina Espírita através das obras básicas,nos dá um crescimento de quando a estudamos. Muitos
 se dizem Espíritas por acharem por ser a Doutrina de bases filosóficas e de terem as res-
-postas ás suas dúvidas em comprovação científicas, julgam assim estarem no caminho certo.
[...]
Fiquem na paz.

Muitas vezes nos deparamos com a necessidade de tecer nossa opinião, ou até mesmo decidir sobre assuntos relevantes... vem a dúvida... às vezes cruel.

Qual a postura correta para o espírita?... 

Alguns de nós se exime de opinar, sem se dar conta que ao tomar essa decisão assinamos em baixo de uma "petição" à nossa consciência demonstrando a nós mesmos baixa auto-estima. Se a nossa opinião foi solicitada, e temos um parecer sobre o assunto, opinemos, deixando claro que trata-se de uma opinião e não de uma verdade inconteste, e que a decisão final cabe ao maior envolvido.

Se é necessário optar entre uma ou outra possibilidade de emprego, pensemos bem analisemos prós e contras, tomemos opiniões com os mais experientes, e a partir das opiniões dos outros formulamos a nossa, sem medo de errar.

E o mais importante depois das decisões tomadas... assumamos nossa postura certa ou errada, preferencialmente sem nos culparmos.

Abraços. :)



 

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 16 de Novembro de 2012, 00:39
Meu nobre irmão Marcos.Há de se concordar também com as suas colocações,baseado na sua
interpretação do que escrevi,o nobre companheiro naturalmente lembra da celebre frase dita 
nas falas do Rei Lear,peça de Wiliam Shakespeare:"Ser ou não ser,eis a questão".Ás vezes me
vem a dúvida,será que eu sou na verdade um bom espírita,a minha consciência me diz que
sim,mas vejo nas minhas ações pautadas nos ensinamentos da Doutrina e as comparo com as
de outros,não há como não comparar,isto sem analizar qual seria a postura correta para o espí-
-rita,de como você colocou em interrogação.Não coloco em julgamento,mas não vejo de bom grado o que observo em alguns espíritas,isto é uma opinião minha,ela pode não ser a correta.
Entretanto não vem a mim qualquer sentimento de culpa por externar esse pensamento.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Novembro de 2012, 01:36
Olá Ken, sua mensagem trazendo-nos em pauta o texto "O Dever", contida no Evangelho Segundo o Espiritismo, veio para nós como um regimento interno para uma instituição. Um manual do bem proceder.

Ao meu ver é uma das mensagens mais significativas.


Bom dia a todos

Amigo Marcos, aos que almejam ficar isentos de culpa, basta cumprirem o “Dever”.

O Dever

[...]

O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos.
 
Lázaro. (Paris, 1863.)


KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.



Começa o dever de cada um para consigo mesmo para depois expandir-se aos demais. Fidelidade aos objetivos a serem alcançados. Cumprimento dos compromissos, desde os menores até aos de maior envergadura, lembrando que o "Universo se alicerça no átomo", ou seja as pequeninas tarefas nos dão o suporte para que avancemos rumo a maiores desafios.

Diferenciei em negrito os dois verbos no parágrafo anterior, porque quando somos fiéis no cumprimento de nossos deveres a culpa, o remorso ou peso de consciência batem em retirada.

Abraços.

 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Novembro de 2012, 02:30
Olá M. Altino sempre é bom ouvir e ver a prece de Cáritas. Interessante o raciocínio que aponta para a leveza e a naturalidade no pautar de nossas ações, no futuro, quando na terra regenerada o amor e a justiça, serão exercidos com tranquilidade, sem atropelos. Por enquanto, ainda titubeamos em fazer o bem... e tem mais, o espírita sabe muito... ou será que ele pensa que sabe?

                                          *                              *                             *

Edna, muito claro o texto de Kardec. Curioso a questão tempo, com relação aos sofrimentos causados pela culpa;

 “A duração do castigo, para qualquer falta, é indeterminada, pois fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno ao bem; assim, a pena dura tanto quanto a obstinação no mal; seria perpétua, se a obstinação o fosse; é de curta duração, se o arrependimento vir logo”.


Abraços a todos.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Novembro de 2012, 03:37
Olá JT, vejamos;
«perdoar o irmao não 7x, ma sim 70x7x,»

1º isto só se pode fazer se não culparmos o nosso irmão.

e então quem vamos culpar?

a nós mesmos claro está.


JT, talvez o que há é acharmos a palavra culpa pesada demais. Se o irmão falhou conosco devemos sim perdoá-lo, ou vamos simplesmente fingir que não houve o equívoco. Não estaríamos agindo com hipocrisia?... Lembre-se do complemento; "...vá e não peques mais...", houve aí uma advertência, um chamado para o reequilíbrio, e não uma aceitação passiva ante o erro. Observe que embora pacífico, jamais Jesus foi passivo ou conivente com o erro.


2º como posso eu perdoar o irmão se não nos perdoarmos a nós mesmos?

não é possível.

a 1ª colocação eu entendo-a, mas conduz ao sofrimento.

a 2ª colocação é aquela que eu adopto, logo logo à partida.


Perdoar-se é indiscutivelmente o melhor caminho JT, mas destaco a importância de se perceber os mecanismos utilizados como subterfúgios que criamos para não afetar a "zona de conforto", é uma fuga psicológica, algo infantil como se pensássemos que tapando os olhos, em uma esquina podemos cruzá-la sem medo de um acidente. A proposta é justamente o contrário, ver o erro, estudá-lo, aprender com ele, para assim erradicá-lo de forma segura e eficaz.


A pequenez a que me referi anteriormente não foi devidamente entendida. A Criação é de tal forma ...epá ... eu não tenho palavras, eu sou mesmo pequeno!

o sofrimento como já li em alguns posts, não é um castigo, punição de Deus, mas o instrumento que Deus utiliza para nos indicar que nos afastamos do caminho.


Você não é pequeno JT, você é um deus em proporção menor, o que, nem de longe o qualifica pequeno. Há toda uma estrutura por trás de cada criatura e por meio da oração podemos acessá-la. E realmente, Deus O Criador não pune, mas permite a lei de causa e efeito.


«aquele que estiver sem pecado, que atire a 1ª pedra».

Jesus não tinha pecado e não atirou pedra nenhuma, pois não?

ele culpou a pecadora?

ele dirigiu-se aos agressores.

todo aquele que culpa os outros é agressor e quem culpa a si mesmo?

não se agride a si mesmo?


Sim JT, Jesus não culpou-a, porém, responsabilizo-a, cientificou-a do erro "...vai e não peques mais." Ele não disse em nenhum momento que não havia erro na atitude dela, e que não havia o que perdoar.

Sim JT, quando culpamos de maneira desumana, assim como não gostaríamos que fizessem conosco, estamos agredindo a nós e aos outros. Recorramos ao Evangelho Segundo o Espiritismo para elucidarmos mais:


É  PERMITIDO REPREENDER OS OUTROS,  NOTAR
AS IMPERFEIÇÕES DE OUTREM,  DIVULGAR O
MAL DE OUTREM?

19. Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o
direito de repreender o seu próximo?

Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de
todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada.
Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para
um fim útil, e não, como as mais das vezes, pelo prazer de
denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade;
no primeiro,
é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura
que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la
a si próprio, procurando saber se não a terá merecido. –
S. Luís. (Paris, 1860.)

20. Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles,uma vez que não sejam divulgadas?

Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso
ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente
ver em toda a parte só o bem.
Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação
redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem
necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros
em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo
sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele
que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos
outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao
moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não
estudasse os modelos? – S. Luís (Paris, 1860.)

21. Haverá casos em que convenha se desvende o mal de
outrem?

É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam,
nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la.
Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender
de preferência ao interesse do maior número. Segundo as
circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode
constituir um dever,
pois mais vale caia um homem, do que
virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar
a soma das vantagens e dos inconvenientes. – São Luís (Paris, 1860.)

(grifos meus)

Espero ter ajudado.

Abraços.




Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 16 de Novembro de 2012, 12:50
Bom dia a todos

Amigo Marcos, a seguir segue um novo texto, cujo conteúdo merece estar presente a qualquer tema que venhamos estudar.:-

O Homem de Bem

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.

Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos.

Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
 
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
 
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
 
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
 
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
 
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
 
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
 
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
 
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
 
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
 
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
 
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
 
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.
 
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
 
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.


Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico Federação Espírita Brasileira. 1996.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Novembro de 2012, 17:46
Olá Antonio Renato Barbosa, realmente o pensamento é de uma velocidade espantosa. E neste campo é que devemos atuar sobremaneira com relação à vigilância, visto que, não raro somos pegos de surpresa.

De conformidade com o ESE;

20. Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles,uma vez que não sejam divulgadas?

Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso
ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente
ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação
redunde em detrimento do próximo,
desacreditando-o, sem
necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros
em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo
sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele
que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos
outros.
Essa observação, em suma, não é proveitosa ao
moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não
estudasse os modelos? – S. Luís (Paris, 1860.)


Sou de opinião que devemos sim observar comportamentos, principalmente os nossos, mas aprendemos muito também observando o comportamento alheio, não para mal dizer ou censurar, mas para aprender como se deve ou como não se deve fazer.

Abraços.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Novembro de 2012, 22:36
Olá boa tarde a todos!

Ken, o texto "O Homem de Bem", remete à aspiração do que poderemos ser um dia. Homens e mulheres de bem, verdadeiramente.

Muitos ao primeiro contato com a Doutrina Espírita dizem que o mundo vai mal, é o caos. Mas ao espírita não cabe concordar com esta afirmação, tendo em vista, tratar-se de uma visão estreita. Os espíritos nos alertam para uma visão mais ampla, mais abrangente.

De pouco em pouco as leis ficam mais humanas, a violência deixa de ter amparo legal. Nunca se valorizou tanto o saber, o estudo a cada dia torna-se imprescindível, pois a aquisição dos conhecimentos nas diversas áreas é fator diferencial do homem moderno.

E de par com estas mudanças também nós mudamos...

[...]
 
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
 
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.


Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico Federação Espírita Brasileira. 1996.




Não é uma doutrina de santos, não se está em busca de homens perfeitos, pois se sabe estamos ainda distante... mas sim todos aqueles que se esforçam sinceramente para superarem suas más paixões.

Abraços.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Novembro de 2012, 00:38
Meus irmãos e minhas irmãs. O nosso mundo,ou seja o mundo em que vivemos,passa por
uma transformação, consequentemente o ser humano também, é a lei do progresso. A cada
vez mais busca-se explicação para a sua existência, e é nas crenças espirituais que ele
encontram respostas as suas dúvidas, e o Espiritismo para nós ocidentais é que melhor
explica o porque da nossa existência, de onde viemos e para onde vamos, e esse saber dá
a todos nós uma grande responsabilidade, porque não é só ler e estudar as obras básicas,
 é também vivenciar os seus ensinamentos. Os questionamentos continuarão a existir, até
que todos aceitem a evolução como uma necessidade para atingirem os seus objetivos.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 17 de Novembro de 2012, 04:07
Boa noite a todos!

Muitas vezes sentimo-nos acabrunhados ante a difícil tarefa da mudança em nosso comportamento devido a onda de vícios que leva de roldão multidões, e aí aquele que passa pelo período da tentativa, da reforma de seus valores sente-se enfraquecido. Observemos o texto.

                               O Meio Adverso

O chamado meio adverso não prevalece sobre o espírito cujos valores morais sejam inquestionáveis.

A boa semente germina sob o espinheiro.

A Água desliza, pura, entre seixos e pedrouços.

O ouro pode ser encontrado no cascalho.

O lírio cresce, solitário, no charco.

Estrelas brilham dentro da noite.

O meio adverso influencia negativamente apenas as almas ainda frágeis.

A tentação não repercute sobre quem não lhe oferece sintonia.

Todos somos chamados a melhorar as condições do meio em que vivemos.

Por que teríamos apenas que sofrer as influências do mal e nos render as suas sugestões?!

                                                Irmão José do livro Vigiai e Orai.

[/size]

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Novembro de 2012, 09:24
Meu nobre irmão Marcos,isso é verdadeiro,o meio externo controlado pelo mal não influência
um espírito fortalecido e de moral elevada,há tantos exemplos simples que demonstram isso,vejamos então:Há uma estigma de que quem vive nas periferias das grandes cidades,no
caso as favelas,são marginais,o que não corresponde uma verdade,pois a maioria,ou seja,
mais de 95% vivem ali por uma circunstância de necessidade financeira,por não poder ter
uma morada mais digna.Os jovens que ali convivem são tentados a ingressarem nas sendas
do crime e da marginalidade,tendo o tóxico como motivador,alguns se deixam levar por terem
um espírito enfraquecido,mas a grande parte não,se tornam cidadões de bem,isso porque
têm um espírito fortalecido,por mais que o mal tente influênciar não haverá sucesso.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: M.Altino em 17 de Novembro de 2012, 11:52
Amigos  e companheiros desta caminhada  e estudo um grande  abraço a todos e  um grande obrigado ao amigo Marcos pela  sua  condução deste estudo.
Vamos  começar a entender que  tudo o que nos pode culpabilizar na vida  é sempre  e muitas vezes  pelo meio onde estamos inseridos e  não conseguimos  sai, o que muitas vezes  se torna  difícil mas  amigos  como muitas vezes  será importante conhecermos outras  coisas que  nos podem ajudar e  sair  dessa situação e tentando sermos melhores  na vida,
E sermos  o que mais desejamos ........... Um  Homem de bem ou seja  mais consciente das suas qualidades e virtudes sendo para isso o conhecimento de certas verdades  na vida .
 O Homem de Bem
 O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza.
Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.
Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.
Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.
O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.
Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos.
Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.
É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.
Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia.
Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança.
A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios.
Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.
Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem os colocar em evidência.
Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.
Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las.
Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.
Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros.
Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.
Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.
Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é colocar ao serviço da satisfação de suas paixões.
Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus.
Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.
O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente.
O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.
Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.
Do evangelho Segundo o Espiritismo
Amigos  este  texto nos leva a meditar que  o trabalho de cada um é grande e  complicado ............ mas  sintam que  com muito sacrifício e coragem  havemos de  conseguir ............ e  uma  das formas é  não estarmos sempre a nos sentir  culpados.....mas sim tentar resolver  as dificuldades  avançando no caminho do bem

O HOMEM DE BEM - ALLAN KARDEC Cap. XVII item 3 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVV1QkVtMXd1RXM0Iw==)

Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Novembro de 2012, 14:51
Meu nobre irmão Altino,veja então pela suas colocações,de como é difilcutoso para todos nós
dominarmos as más tendências,o mal é sempre fácil,basta um enfraquecimento do espírito que
ele vem influênciar negativamente a este.É a luta constante do bem e do mal.Quando se consegue dominar as más tendências,só tem uma forma de se manter com o espírito fortaleci-
-do:"Orai e vigiaí,sem sessar".
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: EsoEstudos em 17 de Novembro de 2012, 17:58
É muito difícil entender exatamente em que ponto o ser adquire discernimento suficiente para identificar o caráter ilícito de uma conduta, deixando de se arrastar pelos instintos para decidir sobre o que deve ou não ser feito. Kardec denomina paixões os impulsos que advêm do instinto de conservação, paixões cujo exercício constituem uma necessidade para o atendimento das necessidades materiais das primeiras fases da existência corpórea do Espírito. Em um dado momento, o ser entende que deve atender a essas necessidades ao mesmo tempo em que se vai estabelecendo uma escala de valores em sua incipiente capacidade de avaliação. O ser passa a considerar, desde os rudimentos mais simples, a idéia de certo e errado. Para cada aumento na capacidade de valorar entre certo e errado, aumenta-lhe simetricamente a responsabilidade pela decisão que tomar.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 18 de Novembro de 2012, 01:32
Olá todos, boa noite. Bem lembrado Antonio Renato Barbosa, o exemplo que deu dos moradores de favela que são pessoas de bem, não se rendendo às tentações dos vícios ou aos arrastamentos de alguns maus exemplos.

Como se sabe não adianta ao espírita alegar o fato de fazer parte de um meio adverso como desculpa para seus maus pendores, ou ações.

É preciso estar claro para nós que ninguém é maior responsável pelo que acontece conosco do que nós mesmos. Assim sendo; "ninguém me entristece, sou eu que permito que alguém me deixe triste", temos a chave para permitir ou não que alguém nos influencie.

Só o pusilânime age pela mente dos outros. O conhecimento de si mesmo e a firmeza mental agem como antídoto às más influências de terceiros.

Abraços.

 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 18 de Novembro de 2012, 02:41
Olá M. Altino, sempre é bom ler o texto "O Homem de Bem", de grande valia ao para nosso aprendizado. Muito bom também o vídeo com as duas mensagens.

EsoEstudos, há muito tempo atrás ouvi uma pessoa dizer assim; "__Olha não mexe com esse negócio de espiritismo não, vocês estão mexendo com quem está quieto", e hoje, vejo que esta pessoa tinha razão. Ao "mexer", estudar e praticar o Espiritismo a consciência que estava quieta começa a fervilhar e então sente-se a necessidade da mudança, porque passamos a nos conhecer melhor. A culpa surge como mecanismo a ser trabalhado, graças ao alerta que dispara...

É muito difícil entender exatamente em que ponto o ser adquire discernimento suficiente para identificar o caráter ilícito de uma conduta, deixando de se arrastar pelos instintos para decidir sobre o que deve ou não ser feito. Kardec denomina paixões os impulsos que advêm do instinto de conservação, paixões cujo exercício constituem uma necessidade para o atendimento das necessidades materiais das primeiras fases da existência corpórea do Espírito. Em um dado momento, o ser entende que deve atender a essas necessidades ao mesmo tempo em que se vai estabelecendo uma escala de valores em sua incipiente capacidade de avaliação. O ser passa a considerar, desde os rudimentos mais simples, a idéia de certo e errado. Para cada aumento na capacidade de valorar entre certo e errado, aumenta-lhe simetricamente a responsabilidade pela decisão que tomar.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Novembro de 2012, 09:54
 :-\Meus irmãos e minhas irmães.Há algum tempo atrás foi colocado em resposta a um tópico
por algum nosso irmão, que a culpa era uma sensassão ilusória.Respeitando os seus
conhecimentos,mas discordando da sua colocação.Como pode um sentimento que em muitas
das vezes nos acompanha em nossa consciência ser apenas uma ilusão,mesmo que venhamos nos arrepender de ter praticado a ação.Vez por outra nos vem a lembrança,e novamente nos
iquietamos pelo acontecido.Sendo nós mesmos juizes da nossa consciência, assumimos a res-
-ponsabilidade pela ação cometida,e pelo arrependimento atenuamos essa ação.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Zé Ninguém em 18 de Novembro de 2012, 14:39


«aquele que estiver sem pecado, que atire a 1ª pedra».

Jesus não tinha pecado e não atirou pedra nenhuma, pois não?

ele culpou a pecadora?

ele dirigiu-se aos agressores.

todo aquele que culpa os outros é agressor e quem culpa a si mesmo?

não se agride a si mesmo?


Sim JT, Jesus não culpou-a, porém, responsabilizo-a, cientificou-a do erro "...vai e não peques mais." Ele não disse em nenhum momento que não havia erro na atitude dela, e que não havia o que perdoar.


Olá amigo Marcos,
É desta forma que também vejo a questão, precisamos diferenciar culpa de responsabilidade.
A responsabilidade é proporcional á consciência dos nossos atos.
A culpa( não no sentido penal) tem a ver com remorso, arrependimento e é uma condição subjetiva do ser, já responsabilidade existe independentemente do sentimento de culpa.
Exemplo, tenho consciência de que não se deve matar, mato alguém, mesmo que não sinta remorso ou culpa arcarei com as responsabilidade espirituais deste ato. Por outro lado, matei e me arrependi, neste caso o sentimento de remorso irá evitar possivelmente que eu pratique novamente o ato, mas não irá impedir que também assuma suas consequências, como está explicado no LE.
O sentimento de culpa não apaga as pegadas que deixamos , mas nos permite  trilhar novos caminhos a partir do momento em que refletimos e ponderamos sobre nosso atos e nos arrependemos.
Quando o remorso e arrependimento nos bate a porta significa que aquele aprendizado finalmente foi introjetado.
Depois que conheci a doutrina, e até mesmo antes, comecei a ter um outro olhar sobre as experiências que vivi e me arrependi de algumas delas, isso me trouxe inicialmente sentimento de culpa e remorso, mas por um lado também me trouxe mais amadurecimento e entendimento da vida.
Então não acho que sentir remorso seja algo ruim, acho que sinaliza a assimilação de um aprendizado.
O que acho perigoso é o sentimento de autopiedade, vitimização, pois impede o ser de olhar com maturidade a experiência.
Ter consciência de que se errou, assumir este erro, sentir remorso e arrependimento e aprender coma experiência  é salutar, mas ficar se concentrando nos erros, se lamentando, se autopunindo por conta de coisas que já aconteceram e não podem ser modificadas é investir na frustração. Ficamos tão concentrados no aspecto da culpa que deixamos de vivenciar o aprendizado.
Não tenho a pretensão aqui de estabelecer nenhuma verdade ,até poque reconheço a minha ignorância quanto ao tema proposto, estou aqui apenas a dividir minhas impressões fruto de experiências pessoais, esta é apenas a forma como entendo a culpa dentro de minha pouca vivência de vida.

" Deus, concedei-me, A serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar;
Coragem para modificar as coisas que posso, E sabedoria para perceber a diferença"
Oração da Serenidade

paz e luz!
Susana
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 18 de Novembro de 2012, 15:05
Olá Antonio Renato Barbosa, também não vejo a culpa como uma ilusão. Porém, há um outro lado deste sentimento que é o responsável pela autopiedade.

 É quando queremos que os outros tenham pena de nós, do tipo; " tadinho dele... tão bonzinho"

Aí, neste caso, e a Susana relatou-o bem em seu post citando a autopiedade, sofremos a ilusão de que seremos felizes, porque os outros estarão apiedados de nós, compreende? Na verdade muitos cultivam  culpas, neste sentido, tentando atrair a atenção dos outros para si.

Daí vale lembrar Jonna de Ângelis; só nos sentimos solitários quando não somos solidários

Somente vejo a ilusão neste sentido.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Novembro de 2012, 16:11
Minha querida irmã Susana.Concordo plenamente com as suas colocações,embora que no meu
entendimento há um entrelaçamento de fatos sucessivos:A culpa tem haver com remorso que
por sua vez,depende de se assumir a responsabilidade dos atos cometidos,quando esses trás prejuizos morais ou materiais a nós ou a outrem.Assim como você,eu também cometi muitos
erros ao longo da minha vida,aos quais hoje me arrependo,e não os cometeria mais.A Doutrina
Espírita me deu uma nova visão,e uma tomada de consciência ao assumir as responsabilidades
pelos erros cometidos.Antes,mesmo conhecendo o espiritismo,não aceitava as suas orientação,
só depois que resolvi estudar a Doutrina,é eu comecei a vê o quanto eu estava errado.Eu bem sei que mesmo me arrependendo não apaga os prejuizos que tenha causado,também sei que
só fiz aumentar a minha carga de resgate.O sentimento de culpa irá me acompanhar sempre,
assim como uma pedra no meu sapato,mas dado ao meu estágio de esclarecimento,não irá
me provocar um sentimento de auto-piedade,pelo contrário,os tomarei como um aprendizado.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 18 de Novembro de 2012, 18:40

Uma chance de ser bom novamente
 
Consciência de culpa: severa companheira dos corações amargurados.
Acusadora cruel, que devora qualquer paz que deseje nos acariciar o rosto, mesmo que por alguns segundos.
Quantos... Quantos de nós carregamos na alma a vergonha de atos do passado. Quantos escondemos segredos no íntimo assombrado pelas guerras conscienciais...
Quantos desses fantasmas nos atemorizam, muitas vezes, sem que percebamos...
Certas palavras que ouvimos, quando nos lembram do que guardamos na alma, parecem mais punhais incandescentes querendo nos torturar.
Queria voltar o tempo;
Quisera ter agido de outra forma;
Se soubesse o que sei agora...
Todas são expressões típicas da consciência culpada.
Mas, e se ela, do alto de seu reinado de fogo em nossa intimidade, um dia ouvisse a seguinte expressão: Há uma chance de ser bom novamente.
Tamparia os ouvidos, certamente, num primeiro momento. Mas a frase continuaria ecoando. Não há mais como não ouvi-la. Ela brada com força e doçura, irresistível.
O reinado da dominadora culpa está ameaçado. Existe uma chance de liberdade para aqueles que se consideravam prisioneiros de si mesmos.
Agora há uma chance... Uma chance da paz voltar, e voltar maior do que era...
Que chance é essa? É a chance da prática do bem.
Tudo que destruímos, um dia poderá ser reconstruído, através desta ação.
Cobrindo a multidão de pecados, o amor, através da prática do bem, nos concederá a liberdade que tanto sonhamos.
As ações do passado não se apagam, é certo, feito mágica, mas as novas atitudes, quando alicerçadas no bem, produzirão tanta luz, que o pretérito de sombras não mais nos assustará.
As leis de Deus, perfeitas e amorosas, sempre nos dão exemplos desta possibilidade.
Almas que traímos, que maculamos, que transviamos, retornam ao convívio diário, através da reencarnação, para que agora as amemos.
Se no passado destruímos, se fomos exemplo de descaso, indiferença e violência, voltamos para construir, e exemplificar a conduta pacífica e agregadora.
Se apresentamos condutas indignas, se faltamos com a honestidade, sempre há tempo de recuperar a dignidade, e de sermos honestos, de agora em diante.
Não existe condenação eterna na legislação divina.
Então, por que insistimos em nos condenar ao sofrimento infinito no íntimo?
Auto-perdão não é sinônimo de condescendência, mas sim oportunidade de uma nova chance.
O perdão divino se funda nesta realidade: dar uma nova chance de acertar.
Assim, se Deus nos concede tal chance, por que não nos permitimos recomeçar?
A consciência de culpa tem sua utilidade apenas como mola propulsora, no início, para nos fazer verificar o erro, e nos motivar à correção.
Caso faça ninho na alma, passa a ser veneno perigoso e paralisante, atrapalhando o desenvolvimento do ser, rumo ao seu encontro com a felicidade.
*   *   *
Há uma chance de ser bom novamente.
Uma chance de iluminar a sombra.
Há no bem a força de romper as grades.
Há no amor a libertação da culpa.
 
Redação do Momento Espírita
Em 23.04.2008.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Zé Ninguém em 18 de Novembro de 2012, 20:11
Belíssima reflexão Maria.
Obrigada pelo texto. :)
paz e luz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Novembro de 2012, 01:24

Uma chance de ser bom novamente
[...]
... Uma chance da paz voltar, e voltar maior do que era...
Que chance é essa? É a chance da prática do bem.
Tudo que destruímos, um dia poderá ser reconstruído, através desta ação.
Cobrindo a multidão de pecados, o amor, através da prática do bem, nos concederá a liberdade que tanto sonhamos.
As ações do passado não se apagam, é certo, feito mágica, mas as novas atitudes, quando alicerçadas no bem, produzirão tanta luz, que o pretérito de sombras não mais nos assustará.
[...]
Assim, se Deus nos concede tal chance, por que não nos permitimos recomeçar?
A consciência de culpa tem sua utilidade apenas como mola propulsora, no início, para nos fazer verificar o erro, e nos motivar à correção.
Caso faça ninho na alma, passa a ser veneno perigoso e paralisante, atrapalhando o desenvolvimento do ser, rumo ao seu encontro com a felicidade.
*   *   *
Há uma chance de ser bom novamente.
Uma chance de iluminar a sombra.
Há no bem a força de romper as grades.
Há no amor a libertação da culpa.
 
Redação do Momento Espírita
Em 23.04.2008.


Paz e culpa não podem coabitar... um expulsa o outro. Esta lição vale uma vida.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 19 de Novembro de 2012, 02:56
Amados do meu coração...
reflitamos na impermanencia, vamos e venhamos...

OLE...
730. Uma vez que a morte nos faz passar a uma vida melhor, nos livra dos males desta, sendo, pois, mais de desejar do que de temer, por que lhe tem o homem, instintivamente, tal horror, que ela lhe é sempre motivo de apreensão?
“Já dissemos que o homem deve procurar prolongar a vida, para cumprir a sua tarefa”.
Tal o motivo por que Deus lhe deu o instinto de conservação, instinto que o sustenta nas provas.
A não ser assim, ele muito frequentemente se entregaria ao desânimo.
A voz íntima, que o induz a repelir a morte, lhe diz que ainda pode realizar alguma coisa pelo seu progresso.
A ameaça de um perigo constitui aviso, para que se aproveite da dilação que Deus lhe concede.
Mas, ingrato, “o homem rende graças mais vezes à sua estrela do que ao seu Criador”.

oOo
Muitas vezes, o rude aprendizado da criatura na derradeira quadra da existência terrestre é o agente de base que lhe garantirá o êxito na próxima reencarnação.
EMMANUEL em RUMO CERTO - 3ª Ed. FEB, 1982 -16 –
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Novembro de 2012, 15:27
Boa tarde a todos do estudo do mês! Trouxe um vídeo para analizarmos tendo em vista os conteúdos já postados até agora sobre a culpa, vejamos;

Encerrando Ciclos da Vida! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU1DODVqN0xwekg0Iw==)

A culpa faz parte de um ciclo, e por ser cíclica, devido a razões diversas, devemos observar bem cada um destes, e encerrá-los com galhardia e boa vontade para recomeçar novos projetos.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Mourarego em 19 de Novembro de 2012, 15:57
E deste sentimento de culpa, mano Marcos, rapidamente ou quase insensivelmente se passa ao Estado de culpa, e este sim pode mesmo nos estagnar, na inatividade e na inação.
Sair dele compete muita força e denodo.
abraços,
Moura
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Carmen.gbi em 19 de Novembro de 2012, 16:32

Boa tarde! Amigos
Olá, Marcos


Achei este quadro que posto abaixo bem interessante e compatível com o tema do estudo. Eu o retirei do livro Prazer de Viver , de Ermance Dufaux/Wanderley S. de Oliveira.
É um quadro prá ser analisado e estudado ponto a ponto.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Novembro de 2012, 16:44
Meu nobre irmão Marcos.todos os acontecimentos da vida obedecem a um ciclo dinâmico,nada
é estático,e a cada um deles deve ser visto como uma etapa que aconteceu.Em todos eles nós
nos encaixamos,sem que tenhamos que ficar presos a eles,pois corremos o riscos de não ter
vivido o próximo,e isso geraria um sentimento de culpa por ter deixado este passar.Por sua vez
esse apego,causaria sofrimentos,os quais não se deve buscar.O presente é vivido,o passado é
lembrado,vista que o futuro é incerto.Havia a algum tempo,umas falas que era dita pelo locutor
da rádio relógio,que era muito interessante,era dito assim:Cada minuto que passa na vida é um milagre que não se repete jamais.Sendo assim,pra que ficar presos a um ciclo,vivamos todos eles.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: luconfor em 19 de Novembro de 2012, 20:14
Re: A culpa.
« Responder #148 em: Hoje às 15:57 »
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0Gostou?
E deste sentimento de culpa, mano Marcos, rapidamente ou quase insensivelmente se passa ao Estado de culpa, e este sim pode mesmo nos estagnar, na inatividade e na inação.
Sair dele compete muita força e denodo.
abraços,
Mour

Concordo com você.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Novembro de 2012, 23:18
                                                    Boas vindas e agradecimento!

Quero dar as boas vindas a todos que começam a participar conosco deste estudo, e agradecer aos que continuam nos ajudando com as suas postagens.

                                                           oOo


Olá amigo Marcos,
É desta forma que também vejo a questão, precisamos diferenciar culpa de responsabilidade.
A responsabilidade é proporcional á consciência dos nossos atos.
A culpa( não no sentido penal) tem a ver com remorso, arrependimento e é uma condição subjetiva do ser, já responsabilidade existe independentemente do sentimento de culpa.
Exemplo, tenho consciência de que não se deve matar, mato alguém, mesmo que não sinta remorso ou culpa arcarei com as responsabilidade espirituais deste ato. Por outro lado, matei e me arrependi, neste caso o sentimento de remorso irá evitar possivelmente que eu pratique novamente o ato, mas não irá impedir que também assuma suas consequências, como está explicado no LE.
O sentimento de culpa não apaga as pegadas que deixamos , mas nos permite  trilhar novos caminhos a partir do momento em que refletimos e ponderamos sobre nosso atos e nos arrependemos.
[...]
Então não acho que sentir remorso seja algo ruim, acho que sinaliza a assimilação de um aprendizado.
O que acho perigoso é o sentimento de autopiedade, vitimização, pois impede o ser de olhar com maturidade a experiência.
Ter consciência de que se errou, assumir este erro, sentir remorso e arrependimento e aprender coma experiência  é salutar, mas ficar se concentrando nos erros, se lamentando, se autopunindo por conta de coisas que já aconteceram e não podem ser modificadas é investir na frustração. Ficamos tão concentrados no aspecto da culpa que deixamos de vivenciar o aprendizado.
[...]

" Deus, concedei-me, A serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar;
Coragem para modificar as coisas que posso, E sabedoria para perceber a diferença"
Oração da Serenidade

paz e luz!
Susana


Ok Susana o responsabilizar-se por seus atos traduz um estado de maturidade espiritual. Certa feita em um almoço com Divaldo Franco na casa de uma grande amiga o ano passado aqui em Barra do Garças, ele disse, informalmente; "Não me arrependo das coisas que faço, mas assumo sempre as consequências dos meus atos...", confesso, num primeiro momento achei estranha a fala dele, mas depois analisando melhor percebi a coerência de seus apontamentos, e a importância de uma atitude corajosa quando enfrentamos as consequências de nossos feitos. Trata-se de uma postura. Quando se assume e corrige, é como se pulássemos a sequência:culpa>arrependimento>remorso>dor>...ação. E partíssemos direto à ação corretiva.

Abraços.



 

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Novembro de 2012, 23:51
Olá Moura, boa noite.

E deste sentimento de culpa, mano Marcos, rapidamente ou quase insensivelmente se passa ao Estado de culpa, e este sim pode mesmo nos estagnar, na inatividade e na inação.
Sair dele compete muita força e denodo.
abraços,
Moura

Exatamente Moura, um sentimento nascente é bem mais fácil de se controlar do que a situação enfermiça que dele decorre. Vale estar atentos quanto a isso. A profilaxia é a vigilância quanto a nós mesmos.

Abraços.



Abraços.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Novembro de 2012, 23:58
Olá amiga Carmen.gbi, bem interessante o quadro que postou sobre a culpa e seus correlatos. Se pegarmos um a um, dá para se fazer um estudo bem interessante.

Abraços

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Novembro de 2012, 00:13
Amigo Antonio Renato Barbosa, realmente é preciso que reconheçamos os ciclos da vida. Ficar estagnado ressentindo-se, culpando-se a si ou aos outros não modifica o quadro das situações que precisamos enfrentar.

Muito preciso afirmar que cada minuto tem seu valor. Tem uma outra frase que diz assim; Você nunca mais vai viver o dia de hoje outra vez.

Daí a importância de se viver intensamente cada momento, cada ciclo, e compreender o final de cada etapa, sem culpas preferencialmente, mas com muita coragem para assumir os equívocos e repará-los, reeducando-nos sempre.

abraços.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Novembro de 2012, 00:38
Boa noite luconfor.

Re: A culpa.
« Responder #148 em: Hoje às 15:57 »
•   Citar
0Gostou?
E deste sentimento de culpa, mano Marcos, rapidamente ou quase insensivelmente se passa ao Estado de culpa, e este sim pode mesmo nos estagnar, na inatividade e na inação.
Sair dele compete muita força e denodo.
abraços,
Mour

Concordo com você.


Também gostei. E deste;


Amados do meu coração...
reflitamos na impermanência, vamos e venhamos...
[...]


As tradições hindus pedem que se analise a transitoriedade de tudo. E a DE nos esclarece só Deus é estável e Suas leis  imutáveis, todo o resto estamos sujeitos à permanente movimento, evolução, impermanência...

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Novembro de 2012, 12:00
Meus irmãos e minhas irmães.Para refletir.Em alguns momentos da nossa vida,praticamos
ações contra essa ou aquela pessoa,seja em um relacionamento afetivo ou de amizade.No
momento da prática da ação não nos damos conta do prejuízo que ela possa causar,mas
em seguida em uma tomada de consciência,somos levados por um sentimento de culpa.A
nossa consciência é o nosso juiz,e o julgamento por ela,é em muitas vezes  injusto,pois
ficamos nos sentindo culpados por muito tempo,mesmo que venhamos nos arrepender.Por
sua vez, esse sentimento de culpa em nós é aumentado,de quando não houver da outra
parte uma compreensão,pela nossa fraqueza,motivada pela nossa imperfeição.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Novembro de 2012, 13:54
Bom dia a todos!

No campo da afetividade, em seus diversos segmentos, família, amigos, e outros, perde-se muito tempo precioso remoendo o passado culposo, enquanto o presente nos clama atenção, dedicação, empenho mesmo.

Precisamos entender bem que o momento é agora, assim como diz o poeta; "...o mundo não pára...", e a pessoa mais capacitada para empreender esta mudança somos nós. A deliberação parte de cada um.

Abraços. :)



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Novembro de 2012, 17:59
                                                           Boa tarde a todos!

                                            Aceita-te!


Aceita-te como és, procurando melhorar.

Não te acomodes na imperfeição.

Todos somos o que somos, mas todos devemos ser mais.

Não te compares aos outros. És uma criação originalíssima do Criador.

Tens potencialidades semelhantes às de todos os seres.

Não és melhor nem pior do que ninguém.

És capaz dos feitos que caracterizam os anjos, ou das atitudes que te nivelem ao malfeitor.

Tens diversos caminhos à tua frente. A opção é tua.

Não te revoltes contra a tua condição.

A lama pode ser tão útil quanto o diamante.

Aceita-te e não prejudiques ninguém com o teu modo de ser.

                                     Irmão José do livro Vigiai e Orai.


Gosto muito deste texto,e da linguagem fácil do referido autor. Aceitar-se, de fato, é ponto crucial no sentido de compreender o que somos, sem ilusões a nosso respeito. Porém, aceitar-se sem acomodação parasitária, ao contrário, esforçando-se para ser melhor.

Abraços.


Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 20 de Novembro de 2012, 23:24

O passado já terminou.

O passado já terminou, e temos que deixar ir todas as mágoas e ressentimentos.
Fizemos coisas que nos arrependemos, é inevitável. Sentimos culpa, e até vergonha por coisas que gostaríamos de apagar do nosso passado.
Agora é hora de deixar passar isso tudo. É hora de fazer as pazes com o passado, não deixando que ele nos assombre todo momento.
Uma coisa que temos que ter em mente é que podemos mudar apenas aquilo que estamos fazendo agora, hoje, neste exato momento.
Temos que desistir de ter um passado melhor.
Quero ser feliz, e aprendi que posso ser feliz hoje com tudo aquilo que tenho agora.
A nossa vida se concretiza a cada momento que vivemos e por isso temos que estar concentrados no momento presente.
O passado pode ser uma carga difícil de carregar. Pode ser uma verdadeira assombração.
Podemos ter passado por situações desastrosas e dramáticas, mas isso já passou.
Sinto às vezes, que incidentes que aconteceram na minha juventude se apresentam para me amedrontar. Aprendi que devo encarar tais pensamentos com serenidade, aceitando-os e permitindo que eles retornem para o sótão das minhas lembranças.
Sei que quando faço oposição, e resisto aos pensamentos, aí mesmo é que eles insistem em ficar na minha sala. Mas quando eu aceito com serenidade, percebo que eles voltam para o lugar de origem.
Mas o passado não é feito somente de incidentes tristes.
A nossa vida é repleta de momentos maravilhosos, um melhor que o outro.
Momentos que marcaram o início glorioso de relacionamentos.
Fatos que marcaram o princípio de uma nova fase, o nascimento dos filhos.
O primeiro emprego, o primeiro salário e o primeiro sentimento de independência são lembranças carregadas de grandes emoções.
O passado é isso.
Temos que ter o registro dos erros com o rótulo de aprendizagem e oportunidades.
Devemos guardar as lembranças alegres como um documento plastificado para que o tempo não apague, modifique ou macule.
Beco
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 21 de Novembro de 2012, 21:27
Boa tarde a todos! Gostei muito do texto Maria47, mas principalmente da frase;
[...]
Temos que desistir de ter um passado melhor.
Quero ser feliz, e aprendi que posso ser feliz hoje com tudo aquilo que tenho agora.
[...]
   

Não raro revive-se o passado como se fosse possível modificá-lo, mas não é possível. Daí o dizer popular; "sabe porque o o pára-brisa é grande e o retrovisor é pequeno? R: É porque o para-brisa serve para olhar à frente, e o retrovisor é para olharmos para trás",
e trocando em miúdos, é para frente que se anda, e é para onde devemos ocupar a maior parte do tempo, afinal, dirigir olhando para o retrovisor pode ser fatal, e na vida é assim que funciona também.

O passado trás lições e experiências, ás vezes amargas, mas estão no passado e não podem ser mudadas, o melhor que poderemos fazer é, plagiando o Chico Xavier; " ...fazer um novo final."

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Novembro de 2012, 22:28
Meu irmão Marcos,minha irmã Maria,ainda complementando:" Quem fica preso ao passado,não
vive o presente e tem medo de viver o futuro".As lembranças virão,ou boas ou ruins,mas que
sejam apenas parte uma página virada no livro da nossa vida.Culpa se houver,assuma,mas
não fique preso a ela,caminhem,a fila anda.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 22 de Novembro de 2012, 10:55

 A culpa que somos nós

Todo pensamento, desejo ou ação tem suas consequências. Toda negligência, também. Por muitas vezes, tentamos ignorar essa premissa de base. Mas ela também ignora essa nossa vontade. Funciona por si só. As consequências denunciam à consciência os erros cometidos na vida. Uma vez conscientes das falhas, brota na alma um dos sentimentos mais controversos que se pode cultivar: a culpa.

Podemos compará-la a uma espécie de cicatriz que inviabiliza a plenitude dos movimentos no presente. É o referencial de uma realidade mal sucedida que, na fantasia, deve ser reparada ou ressarcida para que a vida tenha continuidade. Uso deliberadamente o termo fantasia, pois tal reparação só poderá se dar no campo do imaginário. O tempo não permite um retrocesso para que tomemos a melhor atitude, para que evitemos o dano. Ou seja, a culpa aparece como um feto natimorto: apesar dos esforços gestacionais, não oferece nenhum alento ou capacidade de transformação. Apenas frustra, dói, imobiliza, cerceia.

A imagem de maternidade é interessante por diversos motivos. A começar, pois a marca primordial da culpa desponta no nascimento. As dores e restrições do parto (e do pós-parto) ensinam todo filho a assumir uma postura de dívida em relação à mãe, pela própria vida. Débito este que, a depender da maturidade materna, poderá ser amenizado ou agravado. Ademais, as questões de maternagem também acabam por ser uma fonte inesgotável para reforçar essa dinâmica. A culpa é da mãe, como nos ensina Freud, tem grande valia e se desdobra em diversas facetas: a culpa de uma suposta insuficiência no papel materno, a culpa que advém do vínculo simbiótico entre mãe-filho, a culpa da transferência da atenção devida à mãe para outros agentes, a culpa (do filho) por nunca conseguir restituir o esforços e a abnegação materna…

Podemos pensar nesse sentimento a partir de duas modalidades. A primeira é residual, herdada a partir dos valores aos quais fomos expostos e que nos condicionaram a partir das vivências familiares. Envolvem um complexo sistema de crenças, que envolve questões morais e religiosas. No desenvolvimento da personalidade, conseguimos até substituir parte dessas crenças – apesar de muito arraigadas. A outra classe de culpa é a que adquirimos a partir das nossas próprias escolhas, sendo assim autoimposta. Ou seja, é a traição ao que decidimos acreditar ou viver. E, como tal, pode propiciar um peso extra.

Culpamo-nos por aquilo que fizemos de errado, mas também por aquilo que os outros consideram como um erro. Ou seja, damos a permissão para sermos medidos com uma régua que não é a nossa, por parâmetros que não atendem minhas possibilidades, expectativas e potências. Pouco importa sobre a forma ou sobre a origem, toda culpa gera o mesmo mal estar. E, como tal, precisa ser interpretada como uma inutilidade.

Há quem pule para retrucar, dizendo que as experiências do passado são úteis para que não repitemos os mesmos erros. Concordo plenamente. Se há uma validade no que ficou para trás, será essa: o aprendizado, a chance de fazer diferente, de renovar-se. Mas isso não deve ser uma justificativa para que condicionemos nossos passos a uma realidade estagnada – ou, o que é pior, a algo que poderia ter existido, mas nunca existiu. Idealizar o passado ideal, as falas ideais, não nos afasta das consequências da precipitação ou do despreparo. Muitas vezes, em análise percebemos que o evento que gerou a culpa foi exatamente o que poderia ser naquelas circunstâncias. Ou seja, fazemos simplesmente o que conseguíamos fazer, fomos quem poderíamos ser. E ninguém pode ser acusado ou punido por ser insuficiente, desde que não haja a má fé.

(continua)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 22 de Novembro de 2012, 10:56
Olá todos bom dia! Tamanha necessidade sentimos de mergulhar no tema, e para que tal ocorra, precisamos nos valer do conhecimento de nós mesmos. A cada dia torna-se esta a maior carência do homem.

                                                             oOo 

[...]
Mediante uma auto-análise honesta, na qual se dispensem o elogio, a condenação e a justificação. O indivíduo deve permitir-se a identificação do erro, do problema, e sem consciência de culpa digerir o acontecimento, buscando os meios para a reparação do sentimento perturbador.

Não são poucos os males orgânicos que defluem das emoções e sentimentos nas áreas da afetividade e do comportamento, que podem ser evitados e solucionados graças a uma atitude de boa vontade para consigo mesmo e para com os outros, permitindo-lhes o direito de serem como são e não conforme gostariam que fossem.   [...]

Trecho extraído do livro Autodescobrimento - Joanna de Ângelis.


Abraços, e um bom dia a todos.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 22 de Novembro de 2012, 10:57
Continuação...

A culpa é um dos entes mais presentes no ambiente psicoterápico. Ela se atravessa em todos os caminhos, invariavelmente, em maior ou menor grau – à exceção de casos patológicos, como entre os sociopatas. Em algumas pessoas, ocupa local psíquico privilegiado: todos os gestos, ou restrições; deriva de uma dívida que imagina ter diante do outro. O culpado, muitas vezes, fantasia ser capaz de ser o responsável pela dita ou pela desdita de seus consortes. Crença esta que merece uma atenta observação.

Podemos acreditar que o mundo é, inteiro, interligado. De tal forma que, como disse o poeta, não se pode tocar uma flor sem abalar uma brilhante estrela. Assim sendo, interferimos direta ou indiretamente nos demais seres, mesmo quando não estamos atentos a isso. Essa troca ainda é mais efetiva entre os humanos, por verossimilhança e por sinergia dos afetos. No entanto, cada um carrega em si as suas estratégias de defesa e de diferenciação dos demais. Estamos complexamente conectados e, ao mesmo tempo, vivemos a individualidade – como células que, apesar de comporem o mesmo tecido, podem ser enxergadas uma a uma como organismos independentes.

A partir desse pressuposto, podemos questionar a capacidade de um alguém de desgraçar ou de abençoar a vida de outrem. Teríamos, verdadeiramente, tamanho poder? Creio que, em vez disso, podemos pensar que qualquer bênção ou maldição só pode ser concedida por alguém quando acatada por seu destinatário. Ou seja, o aparente agente passivo da relação que envolve a culpa pode não ser tão passivo assim. Aqui, a passividade surge mais como sinônimo de permissividade, ou seja, de aceitação e aprovação. Desta forma, o vínculo que se estabelece entre o culpado e o lesado é injusto a priori. Os primeiros se responsabilizam por algo que, de fato, seria alcançado pelo outro – independentemente de quem seja o agente deflagrador.

Os que se sentem lesados tentem a buscar culpados para seus dissabores. Apoiam isso numa crença que os aproxima de mártires: munidos sempre de inocência e boas intenções, geralmente incompreendidos e injustiçados diante dos feitos heroicos que abraçam. Transformam qualquer ser comum que lhes atravessam o caminho em empecilhos, em fatores divergentes ao serviço do bem. Se fracassam, é por culpa de alguém. E caso esse alguém não esteja atento a esse tipo de armadilha, se sentirá verdadeiramente responsável pelo dano na vida do outro. Cria-se uma disputa entre o bode expiatório e o cordeiro de Deus. Qualquer tentativa do culpado soará como reparação do malfeito, o que reforçará mais o “erro” do passado do que uma tentativa de corrigi-lo.

Por outro lado, temos aqueles que nem precisam de alguém que os aponte como culpados. São natos. Acham que a existência é, por si só, motivo para que sejam demais na vida dos outros. Tentam se esquivar de tudo que sugira provocar um possível incômodo em alguém. Pedidos de desculpa são fartos em seu discurso, como se o tempo inteiro estivessem ocupando muito espaço, interferindo naquilo que não os cabe. A esses, a culpa vem para dissimular um quê de presunção, de prepotência. Afinal, somente um ego demasiado grande é capaz de crer em tamanho poder de interferência.

Há também um motivo forte para a culpa: viver bem. Somos convidados a partilhar de tudo, especialmente das insuficiências alheias – mesmo que estas tenham sido motivadas por escolhas precipitadas, ou pela falta de coragem para viver. O lado bom sugere um quê de constrangimento, capaz de inspirar algumas pessoas a mentir, ocultar ou diminuir a verdadeira graça de viver. Transformam sucessos em segredos pessoais – motivo de prejuízo, como nos alerta Jung. “Qualquer segredo pessoal atua como pecado ou culpa, independentemente de ser considerado assim ou não do ponto de vista da moral coletiva”.

O primeiro, e talvez maior, desafio para combater a culpa é desacostumar-se dela. Não é fácil se desvencilhar de algo tão aprofundado nas nossas bases psíquicas – seja pela cultura, seja pelas heranças familiares, seja por aquilo do que nos arrependemos. Cabe reconhecer a nossa imperfeição. Ao assumirmos a própria vida, estamos mais vulneráveis ao erro. Mas também mais propensos e disponíveis ao acerto, àquilo que me aproxima do meu ideal de realização. Falhas sempre hão de existir. Mas elas não devem ser a prioridade e, como tal, não podem empatar as possibilidades de avanço. Não permita que a culpa inviabilize sua chance de experimentar a felicidade.
http://selfterapias.com.br/culpa/
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 22 de Novembro de 2012, 22:08
Olá maria47 e todos, boa noite!

A culpa que somos nós

Todo pensamento, desejo ou ação tem suas consequências. Toda negligência, também. Por muitas vezes, tentamos ignorar essa premissa de base. Mas ela também ignora essa nossa vontade. Funciona por si só. As consequências denunciam à consciência os erros cometidos na vida. Uma vez conscientes das falhas, brota na alma um dos sentimentos mais controversos que se pode cultivar: a culpa.

[...]

(continua)


Muito boa abordagem, podemos ver claramente a lei de causa e efeito. Ao exercer uma ação, automaticamente nos colocamos à mercê de sua reação, detalhe, o omissão também tem suas consequências.

A culpa que somos nós
[...]
Podemos compará-la a uma espécie de cicatriz que inviabiliza a plenitude dos movimentos no presente. É o referencial de uma realidade mal sucedida que, na fantasia, deve ser reparada ou ressarcida para que a vida tenha continuidade. Uso deliberadamente o termo fantasia, pois tal reparação só poderá se dar no campo do imaginário. O tempo não permite um retrocesso para que tomemos a melhor atitude, para que evitemos o dano.
[...]


A culpa é como uma marca, e quem se lembra dos antigos Long Play sabe que uma pequena marca fazia com que a música, num determinado trecho marcado, repetisse incansavelmente. Assim acontece com a ideia fixa no fenômeno culpa, e não há como voltar atrás e fazer diferente. Depois do leite derramado o melhor a fazer é limpar o chão, não é mesmo? Lembrando Pedro apóstolo; "O amor cobre uma multidão de pecados".

A culpa que somos nós
[...]
Culpamo-nos por aquilo que fizemos de errado, mas também por aquilo que os outros consideram como um erro. Ou seja, damos a permissão para sermos medidos com uma régua que não é a nossa, por parâmetros que não atendem minhas possibilidades, expectativas e potências. Pouco importa sobre a forma ou sobre a origem, toda culpa gera o mesmo mal estar. E, como tal, precisa ser interpretada como uma inutilidade.
[...]

Viver pela cabeça dos outros é algo bem ao modo nosso quando não confiamos em nossa personalidade. Daí preocupamo-nos excessivamente com o que os outros vão pensar. Lembrei-me de uma situação sui generis que acontece quando nos culpamos por erros cometidos por terceiros, ex; sentir-se responsável pelos erros do mundo, como se todo o peso estivesse em nossas costas. Daí o autor deixar bem claro que este tipo de culpa deve ser interpretada como inútil.

A culpa que somos nós
[...]
Há quem pule para retrucar, dizendo que as experiências do passado são úteis para que não repitamos os mesmos erros. Concordo plenamente. Se há uma validade no que ficou para trás, será essa: o aprendizado, a chance de fazer diferente, de renovar-se.
[...]

Grande verdade...

Muito bom o texto maria47, enriqueceu bastante o estudo!

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 22 de Novembro de 2012, 23:48
Continuando a interpretação de alguns trechos do texto trazido por nossa amiga maria47:

Continuação...
A culpa é um dos entes mais presentes no ambiente psicoterápico. Ela se atravessa em todos os caminhos, invariavelmente, em maior ou menor grau – à exceção de casos patológicos, como entre os sociopatas. Em algumas pessoas, ocupa local psíquico privilegiado: todos os gestos, ou restrições; deriva de uma dívida que imagina ter diante do outro. O culpado, muitas vezes, fantasia ser capaz de ser o responsável pela dita ou pela desdita de seus consortes. Crença esta que merece uma atenta observação.
[...]

Gasta-se muito tempo e energia remoendo o passado delituoso. Curiosa abordagem que o trata como uma "dívida imaginária", tornando-se peso intolerável ao sofredor que se crê o pior dos seres. Subestimando o poder da mente, pagamos um alto preço por isto.

Continuação...
..., podemos questionar a capacidade de um alguém de desgraçar ou de abençoar a vida de outrem. Teríamos, verdadeiramente, tamanho poder? Creio que, em vez disso, podemos pensar que qualquer bênção ou maldição só pode ser concedida por alguém quando acatada por seu destinatário. Ou seja, o aparente agente passivo da relação que envolve a culpa pode não ser tão passivo assim.
[...]


Daí o imperativo do conhecer-se verdadeiramente como fator preponderante para dirimir processos ligados a esse sentimento. Há pais que se culpam terrivelmente por atos irresponsáveis de seus filhos, atos estes, vez por outra, cometidos única e exclusivamente por eles(filhos), mesmo sob os melhores exemplos, criados com amor e dedicação. É preciso que saibamos até onde vai a nossa responsabilidade com relação aos deslizes alheios. Para não assumirmos compromissos desnecessários à nossa caminhada.

Por outro lado, temos aqueles que nem precisam de alguém que os aponte como culpados. São natos. Acham que a existência é, por si só, motivo para que sejam demais na vida dos outros. Tentam se esquivar de tudo que sugira provocar um possível incômodo em alguém. Pedidos de desculpa são fartos em seu discurso, como se o tempo inteiro estivessem ocupando muito espaço, interferindo naquilo que não os cabe. A esses, a culpa vem para dissimular um quê de presunção, de prepotência. Afinal, somente um ego demasiado grande é capaz de crer em tamanho poder de interferência.
[...]


Grifos meus... olha aí um defeito disfarçado. O perigo da fuga psicológica, travestidos de humildes disfarçamos, o que na verdade é orgulho.

Continuação...
Há também um motivo forte para a culpa: viver bem. Somos convidados a partilhar de tudo, especialmente das insuficiências alheias – mesmo que estas tenham sido motivadas por escolhas precipitadas, ou pela falta de coragem para viver. O lado bom sugere um quê de constrangimento, capaz de inspirar algumas pessoas a mentir, ocultar ou diminuir a verdadeira graça de viver. Transformam sucessos em segredos pessoais – motivo de prejuízo, como nos alerta Jung. “Qualquer segredo pessoal atua como pecado ou culpa, independentemente de ser considerado assim ou não do ponto de vista da moral coletiva”.

Você duvida que existem pessoas que se culpam porque vivem bem?! Pois não duvide, há casos de saciedade em que o acometido não se perdoa por estar bem em meio aos sofredores. Então mente que não está bem para não parecer destoante dos demais, e o problema da mentira, nestes casos é que, não raro, termina por acreditar-se nela e aí passa-se a viver mal realmente. Enquanto seria bem mais simples auxiliar aos necessitados, sem deixar de assumir quem realmente somos.

Continuação...
O primeiro, e talvez maior, desafio para combater a culpa é desacostumar-se dela. Não é fácil se desvencilhar de algo tão aprofundado nas nossas bases psíquicas – seja pela cultura, seja pelas heranças familiares, seja por aquilo do que nos arrependemos. Cabe reconhecer a nossa imperfeição. Ao assumirmos a própria vida, estamos mais vulneráveis ao erro. Mas também mais propensos e disponíveis ao acerto, àquilo que me aproxima do meu ideal de realização. Falhas sempre hão de existir. Mas elas não devem ser a prioridade e, como tal, não podem empatar as possibilidades de avanço. Não permita que a culpa inviabilize sua chance de experimentar a felicidade.


E quem sabe diremos um dia; "não me arrependo do que faço, mas assumo sempre as consequências dos meus atos"

Abraços.


 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 23 de Novembro de 2012, 00:07
Hoje, a moda é dizer... “Deus falou comigo e eu o senti”...
Pensamentos que hoje, nos revelam uma cultura embutida, e que estratificados pelas luzes da terceira revelação formam elementos de convicção mais poderosos que os contidos no ideário da fé cega, sendo substituídas com vantagem pelos pressupostos racio-lógicos da fé raciocinada, que podemos desenvolver ao nível da nossa própria etapa evolutiva mental e pelos amadurecimentos gerados pelas vicissitudes cilisenses da vida de relação, outra razão lógica, racional, detentora de perfeita justiça pela ideia das reencarnações em famílias para reajustes de passados nebulosos.
Este ultima pressuposto, então, é a pedra no sapato, a trave do olho, a dificuldade maior em os que inconscientemente já detêm cognição de que devem que gostariam de aceitar esta bela doutrina da razão, no entanto, se esforçam por negá-la, como se a simples negação, operasse intentos contrários aos desígnios naturais... Quantos? Conheçemo-los-emos todos nos indômitos e caridosos trabalhos desobsessivos.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/estudante-espirita-assertivas-biblicas-e-o-evangelho-segundo-o-espiritismo/345/#ixzz2D01iN8t3

Na esteira da ilusão, contemplamos o incauto que só reerguerá sua caminhada evolutiva, quando ferido pelo conhecimento de culpa, realizar em si o discernimento natural chamado arrependimento, resgatar pelo que conhecemos pelo nome de reparação, e provar que está com seu psiquismo preparado para novos testes... Estes virão... Se o comportamento for aprovado, então terão eu, vc, nós... todos, completado nossas lições e prosseguiremos que o caminho é longo e verdadeiro.
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 23 de Novembro de 2012, 01:13
Mas, então, amados, que nos poderá guiar?

Quando você conseguir vencer no íntimo as paixões dissolventes, externamente você irradiará bem-estar, porque todo aquele que conhece a verdade corrige os excessos, e não se preocupa com os resultados imediatos.
A vida são duas vidas.
A sua vida interior é a responsável pelos reflexos no seu comportamento exterior.
Viva interiormente na luz, e o exterior se manifestará em tranquilidade, sem qualquer tormento.
EROS em PAZ ÍNTIMA - 3ª Ed. Alvorada, 1995 - 5 –

Perguntas Sem Respostas - Capital Inicial (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTlmNzVrdHZ2UFRZJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)
Talvez preferiremos pensar assim...
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 23 de Novembro de 2012, 12:13

 Nossas culpas

Dentre os aprendizados que Jesus nos oferece, é marcante a lição que Ele propicia àqueles que, em praça pública, desejavam apedrejar a mulher surpreendida em adultério.
A turba, ao defrontrar-se com o Mestre Galileu, provoca-O maldosamente, questionando a respeito do que fazer: seguir a lei mosaica, apedrejando-a ou afrontar a lei, liberando a mulher.
Jesus, profundo conhecedor da natureza humana, afirma que poderiam apedrejá-la aqueles que não tivessem erros na alma.
E, aos poucos, primeiro os mais velhos, em seguida os mais novos, todos se retiraram da praça, narram os Evangelhos.
*   *   *
Assim somos nós. Carregamos na alma o peso dos erros e do mau agir a que ainda nos afeiçoamos.
Em uma única frase, ensina-nos Jesus que devemos perdoar os erros alheios, necessitados que também somos de perdão.
Entendemos, então, como se faz devida a compreensão para com nossos erros e para com os erros alheios.
Assim, se nos percebemos em erro, se agimos de maneira reprochável, entendamos tais momentos como oportunidades de reflexão e de aprendizagem.
A culpa, decorrente do erro, deve tomar nossa casa mental o tempo suficiente para a reflexão a respeito da atitude equivocada.
Logo depois, deve ser substituída pelo arrependimento e pela ação reparadora, na busca de experienciar o acerto.
Jamais devemos nos permitir que a culpa ganhe espaços maiores que o devido, em nossa casa mental e emocional.
Ao agasalhá-la em nossa intimidade por período demasiado, facilmente se transformará em processo doentio, levando-nos à depressão e complexos mecanismos de culpa e autopunição.
Portanto, seja qual for a gravidade ou peso de nossa atitude, entendamos serem naturais os tropeços no caminhar.
Mas, natural também deverá ser a vontade firme de acertar o passo, refazer-se do erro cometido, buscando o acerto.
Nem a atitude preocupante e complacente de conformar-se ou acostumar-se com o erro, nem tampouco os exageros da culpa excessiva.
*   *   *
Perante nossos erros, vistamo-nos de humildade e coragem para refazer os caminhos, do ponto em que nos equivocamos e assim escrever nova história.
Maria de Magdala, a equivocada, após encontrar Jesus, encheu-se de coragem para não mais errar.
Reformulou sua vida, seguiu a Jesus e, mesmo depois da sua morte, prosseguiu vivendo os princípios que Ele ensinara.
Simão Pedro, tendo negado ao amigo querido por três vezes, teve coragem de encarar o erro para acertar logo mais, atendendo a todos em Seu nome, pregando Seu Evangelho até seus últimos dias.
Sejamos também capazes de, perante os erros, enchermo-nos de coragem para, enfrentando a nós mesmos, corrigir o passo, tendo Jesus como referência e sustento em todos os dias de nossa vida.
 
Redação do Momento Espírita.
Em 16.06.2012.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 23 de Novembro de 2012, 14:46
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A culpa não é preocupação exclusiva das doutrinas, culpa integra o íntimo e é parte integrante da consciência humana, que estudos comparados definem como didática integral do ser humano.


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Por Globo.com | Em Quinta, 22 Novembro 2012 13:31

Qual é a principal característica de um grande líder?
Ser decidido, confiante, inteligente... Ou sentir culpa?
Uma pesquisa recente sugere que possuir um sentimento de culpa pode fazer bem aos negócios.
Todo mês de novembro, em vários escritórios, fábricas e lojas, os chefes sempre precisam recrutar um voluntário para organizar a festa de fim de ano.
A tarefa é muitas vezes ingrata: o voluntário precisa achar um restaurante ou salão de festas, lidar com todos os pedidos individuais de refeição (desde pratos vegetarianos a cuidados com alergias), encontrar o preço mais barato e ainda assumir toda a culpa caso a festa acabe se tornando um fracasso.
Ainda assim, sempre existe um voluntário disposto a fazer esse trabalho.
Esta situação peculiar intrigou a estudante Rebecca Schaumberg, da Universidade de Administração de Stanford, nos Estados Unidos.
“Por que alguém assume uma tarefa em um grupo sem haver nenhum incentivo para isso”?
“Comecei a pensar e uma hipótese é que talvez ela se sinta culpada de não realizar a tarefa", diz Schaumberg.
Muitos psicólogos acreditam que todos nós estamos suscetíveis a níveis diferentes de sentimento de culpa, e que essa sensação pode nos levar a tomar atitudes.
Algumas pessoas ficam até mais tarde no trabalho na sexta-feira para finalizar alguma coisa, sabendo que não conseguirão curtir o final de semana se não terminarem.
Outras vão para casa e assistem a um filme sem problemas.
"A sensação é desconfortável, e é algo do qual queremos nos livrar”.
Mas a vontade de reduzir o sentimento de culpa pode nos levar a tomar atitudes positivas", diz Schaumberg.
"É esse tipo de antecipação ao sentimento de culpa que leva indivíduos a emergir ou assumir papéis de liderança".
A estudante e seus colegas realizaram experimentos com voluntários nos Estados Unidos para testar suas hipóteses.
Os participantes preencheram questionários com diferentes cenários hipotéticos, como por exemplo:
"Você está dirigindo em uma estrada e acaba atropelando um animal".
Diante de cada cenário proposto, o voluntário precisava exprimir como se sentia.
As respostas foram medidas pela equipe de Schaumberg, que elaborou um índice de "tendência a sentir culpa".
Em seguida os voluntários participaram de uma dinâmica de grupo, onde uma tarefa era solicitada de todos. Os indivíduos com maior "tendência a sentir culpa" foram justamente os que assumiram a liderança nas tarefas.
A equipe também examinou a opinião que os empregados têm de seus chefes em empresas de verdade.
A pesquisa indicou que os chefes mais bem avaliados eram os que tinham os maiores índices de "tendência a sentir culpa".
O fato mais peculiar da pesquisa é que o sentimento de culpa geralmente é visto como algo negativo.
Para Schaumberg, as pessoas que sentem mais culpa também são as que costumam assumir mais responsabilidade pelo que acontece ao seu redor.
Também são as pessoas que mais costumam a aprender com seus erros.
"Uma das coisas sobre a culpa que eu acho mais interessante, mas ainda não foi respondido é: 'Por quem nós sentimos culpa?'
Quando pensamos no banqueiro pragmático de Wall Street, nós costumamos pensar que ele deveria sentir culpa em relação ao resto da sociedade.
Mas na verdade, ele pode estar se sentindo culpado em relação à organização para a qual trabalha".
Outra pesquisadora, Taya Cohen, da Universidade Carnegie Mellon, estudou a relação entre culpa e ação ética. Ela também classificou as pessoas conforme a "tendência a sentir culpa" e depois analisou o quão éticas as atitudes de cada um era.
Uma das perguntas em um questionário era sobre qual medida seria tomada caso o participante descobrisse uma brecha na lei que permitisse que sua empresa fizesse negócios com um país acusado de abuso de direitos humanos.
Entre as pessoas com baixa "tendência a sentir culpa", 41% das pessoas disseram que explorariam ou poderiam explorar a brecha da lei.
Entre as pessoas com maior sentimento de culpa, apenas 25% disseram que usariam a brecha.
Em um artigo, Cohen sugere que esses critérios podem ser usados tanto para procurar administradores como para se achar namorados.
"Pode ser sábio para as pessoas que buscam amigos e namorados éticos que prestem atenção à sensação de culpa, ao selecionar novos companheiros".
No entanto, muitas pessoas com grande sensação de culpa costumam ser tachadas de neuróticas. Para Cohen, isso não está certo.
"Ter tendência a sentir culpa não significa que a pessoa está sempre se sentindo culpada por coisas que não fez", diz ela.
Outro estudo liderado pela pesquisadora indica que as pessoas com maior tendência a sentir culpa costumam sentir culpa com menos frequência. Uma possível explicação é que -- como essas pessoas, em tese, agiriam de forma mais ética do que as demais -- elas teriam menos motivos para se sentirem culpadas.
Tanto Cohen quanto Schaumberg fazem uma distinção importante entre duas sensações distintas:
Culpa e vergonha.
A vergonha está mais ligada a autoestima.
Enquanto a culpa é uma avaliação negativa de uma atitude em particular, a vergonha é definida pelos pesquisadores como um julgamento negativo em relação à própria pessoa, como um todo.
Por exemplo, uma pessoa atropela um animal por estar dirigindo com sono à noite.
Uma reação de culpa é se sentir mal por não ter dirigido com atenção neste episódio.
Uma reação de vergonha é se sentir uma pessoa burra e descuidada.
Por ser mais dolorosa, a vergonha costuma fazer com que as pessoas externem mais os seus sentimentos, culpando outras pessoas ou circunstâncias ao seu redor. No exemplo anterior, uma pessoa que sente vergonha poderia culpar o seu carro ou o motivo que às fez ficar com sono, ou até mesmo o próprio animal, por estar na estrada.
"A tendência a sentir vergonha está associada ao desejo de esconder ou se remover de uma situação, após uma transgressão", diz Cohen.
"A sensação de culpa, por outro lado, está mais associada à vontade de reparar uma transgressão".
O animal do exemplo pode não ser mais reparado, mas uma pessoa que sente culpa pode sair do episódio mais atenta.
Se tendência à culpa é mesmo uma sensação positiva, ela deveria ser estimulada?
Isso deveria fazer parte dos processos de seleção para se contratar pessoas ou líderes?
"Eu não acho que os cursos de administração devam tentar induzir as pessoas a sentirem culpa", diz Schaumberg.
"Mas apenas ensiná-las de que a culpa é uma emoção correta, em vez de dizer que é algo negativo".


Fonte: Globo.com
Continue lendo: Sentimento de Culpa em Líderes é Aspecto Positivo, Diz Pesquisa
Este é um veículo de republicação de notícias e informações concernentes ao contexto da psicologia. As notas aqui postadas não representam a opinião dos idealizadores ou editores do Psicologado, elas são postadas apenas como fonte de informação sobre o cenário da psicologia no mundo.
Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: JACY R SENA em 23 de Novembro de 2012, 19:46
   Queridos irmãos e amigos desse Forum, gostei do  titulo de debate do mes.

  A CULPA,é um sentimento que, vem depois que alguem comete injustiças, atos agressivos,calunias, e tantas outras coisas que denigrem e ou afeta o estado emocional de uma pessoa que esteja inocente, e esse alguem  com essas atitudes impensadas quando se dá conta de tudo isso através de seus mentores espirituais e sua propria consciencia,sente um arrependimento imenso que o leva a ter crise moral e existencial ,onde ele se pergunta o por quê de tanto egoismo com um seu semelhante.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 23 de Novembro de 2012, 21:18
Olá Jacy R Sena, seja bem vinda ao nosso estudo do mês. Que bom que está gostando, e a medida que puder continue ajudando-nos a esclarecer nossos irmãos de caminhada.

Nossa amiga maria47 trouxe-nos uma contribuição importante hoje no post com o título "Nossa Culpa". Além do fantástico texto de ontem com o título "A culpa Que Somos Nós".

Gostei muito também do vídeo Filhodobino, "Perguntas Sem Respostas", muito alegre e com uma boa proposta.

Abraços. :)



 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 23 de Novembro de 2012, 22:57
Olá filhodobino e todos, boa noite!

Amados o intersse é informar...
Informar é distribuir conhecimento, que formata opinião...
A culpa não é preocupação exclusiva das doutrinas, culpa integra o íntimo e é parte integrante da consciência humana, que estudos comparados definem como didática integral do ser humano.


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Por Globo.com | Em Quinta, 22 Novembro 2012 13:31

Qual é a principal característica de um grande líder?
Ser decidido, confiante, inteligente... Ou sentir culpa?
Uma pesquisa recente sugere que possuir um sentimento de culpa pode fazer bem aos negócios.
Todo mês de novembro, em vários escritórios, fábricas e lojas, os chefes sempre precisam recrutar um voluntário para organizar a festa de fim de ano.
A tarefa é muitas vezes ingrata: o voluntário precisa achar um restaurante ou salão de festas, lidar com todos os pedidos individuais de refeição (desde pratos vegetarianos a cuidados com alergias), encontrar o preço mais barato e ainda assumir toda a culpa caso a festa acabe se tornando um fracasso.
Ainda assim, sempre existe um voluntário disposto a fazer esse trabalho.
Esta situação peculiar intrigou a estudante Rebecca Schaumberg, da Universidade de Administração de Stanford, nos Estados Unidos.
“Por que alguém assume uma tarefa em um grupo sem haver nenhum incentivo para isso”?
“Comecei a pensar e uma hipótese é que talvez ela se sinta culpada de não realizar a tarefa", diz Schaumberg.
Muitos psicólogos acreditam que todos nós estamos suscetíveis a níveis diferentes de sentimento de culpa, e que essa sensação pode nos levar a tomar atitudes.
Algumas pessoas ficam até mais tarde no trabalho na sexta-feira para finalizar alguma coisa, sabendo que não conseguirão curtir o final de semana se não terminarem.
Outras vão para casa e assistem a um filme sem problemas.
"A sensação é desconfortável, e é algo do qual queremos nos livrar”.
Mas a vontade de reduzir o sentimento de culpa pode nos levar a tomar atitudes positivas", diz Schaumberg.
"É esse tipo de antecipação ao sentimento de culpa que leva indivíduos a emergir ou assumir papéis de liderança".
A estudante e seus colegas realizaram experimentos com voluntários nos Estados Unidos para testar suas hipóteses.
Os participantes preencheram questionários com diferentes cenários hipotéticos, como por exemplo:
"Você está dirigindo em uma estrada e acaba atropelando um animal".
Diante de cada cenário proposto, o voluntário precisava exprimir como se sentia.
As respostas foram medidas pela equipe de Schaumberg, que elaborou um índice de "tendência a sentir culpa".
Em seguida os voluntários participaram de uma dinâmica de grupo, onde uma tarefa era solicitada de todos. Os indivíduos com maior "tendência a sentir culpa" foram justamente os que assumiram a liderança nas tarefas.
A equipe também examinou a opinião que os empregados têm de seus chefes em empresas de verdade.
A pesquisa indicou que os chefes mais bem avaliados eram os que tinham os maiores índices de "tendência a sentir culpa".
O fato mais peculiar da pesquisa é que o sentimento de culpa geralmente é visto como algo negativo.
Para Schaumberg, as pessoas que sentem mais culpa também são as que costumam assumir mais responsabilidade pelo que acontece ao seu redor.
Também são as pessoas que mais costumam a aprender com seus erros.
"Uma das coisas sobre a culpa que eu acho mais interessante, mas ainda não foi respondido é: 'Por quem nós sentimos culpa?'
Quando pensamos no banqueiro pragmático de Wall Street, nós costumamos pensar que ele deveria sentir culpa em relação ao resto da sociedade.
Mas na verdade, ele pode estar se sentindo culpado em relação à organização para a qual trabalha".
Outra pesquisadora, Taya Cohen, da Universidade Carnegie Mellon, estudou a relação entre culpa e ação ética. Ela também classificou as pessoas conforme a "tendência a sentir culpa" e depois analisou o quão éticas as atitudes de cada um era.
Uma das perguntas em um questionário era sobre qual medida seria tomada caso o participante descobrisse uma brecha na lei que permitisse que sua empresa fizesse negócios com um país acusado de abuso de direitos humanos.
Entre as pessoas com baixa "tendência a sentir culpa", 41% das pessoas disseram que explorariam ou poderiam explorar a brecha da lei.
Entre as pessoas com maior sentimento de culpa, apenas 25% disseram que usariam a brecha.
Em um artigo, Cohen sugere que esses critérios podem ser usados tanto para procurar administradores como para se achar namorados.
"Pode ser sábio para as pessoas que buscam amigos e namorados éticos que prestem atenção à sensação de culpa, ao selecionar novos companheiros".
No entanto, muitas pessoas com grande sensação de culpa costumam ser tachadas de neuróticas. Para Cohen, isso não está certo.
"Ter tendência a sentir culpa não significa que a pessoa está sempre se sentindo culpada por coisas que não fez", diz ela.
Outro estudo liderado pela pesquisadora indica que as pessoas com maior tendência a sentir culpa costumam sentir culpa com menos frequência. Uma possível explicação é que -- como essas pessoas, em tese, agiriam de forma mais ética do que as demais -- elas teriam menos motivos para se sentirem culpadas.
Tanto Cohen quanto Schaumberg fazem uma distinção importante entre duas sensações distintas:
Culpa e vergonha.
A vergonha está mais ligada a autoestima.
Enquanto a culpa é uma avaliação negativa de uma atitude em particular, a vergonha é definida pelos pesquisadores como um julgamento negativo em relação à própria pessoa, como um todo.
Por exemplo, uma pessoa atropela um animal por estar dirigindo com sono à noite.
Uma reação de culpa é se sentir mal por não ter dirigido com atenção neste episódio.
Uma reação de vergonha é se sentir uma pessoa burra e descuidada.
Por ser mais dolorosa, a vergonha costuma fazer com que as pessoas externem mais os seus sentimentos, culpando outras pessoas ou circunstâncias ao seu redor. No exemplo anterior, uma pessoa que sente vergonha poderia culpar o seu carro ou o motivo que às fez ficar com sono, ou até mesmo o próprio animal, por estar na estrada.
"A tendência a sentir vergonha está associada ao desejo de esconder ou se remover de uma situação, após uma transgressão", diz Cohen.
"A sensação de culpa, por outro lado, está mais associada à vontade de reparar uma transgressão".
O animal do exemplo pode não ser mais reparado, mas uma pessoa que sente culpa pode sair do episódio mais atenta.
Se tendência à culpa é mesmo uma sensação positiva, ela deveria ser estimulada?
Isso deveria fazer parte dos processos de seleção para se contratar pessoas ou líderes?
"Eu não acho que os cursos de administração devam tentar induzir as pessoas a sentirem culpa", diz Schaumberg.
"Mas apenas ensiná-las de que a culpa é uma emoção correta, em vez de dizer que é algo negativo".


Fonte: Globo.com
Continue lendo: Sentimento de Culpa em Líderes é Aspecto Positivo, Diz Pesquisa
Este é um veículo de republicação de notícias e informações concernentes ao contexto da psicologia. As notas aqui postadas não representam a opinião dos idealizadores ou editores do Psicologado, elas são postadas apenas como fonte de informação sobre o cenário da psicologia no mundo.
Saúde e Paz!

Me identifiquei muito com este texto, e confesso me serviu muito. Quero relatar-lhes minha experiência neste campo da vida:

Sempre fui de temperamento nervoso e excessivamente preocupado, se não tiver algo para me preocupar eu invento. E assim, comecei a trabalhar com sonorização profissional desde os 12 anos de idade animando pequenas festas, fui DJ e técnico em montagens de estruturas artísticas até aos 30 anos quando me formei professor em língua portuguesa.

Querendo deixar a profissão que havia escolhido ainda criança, exerci o magistério por um ano e meio. Quase fiquei calvo, precocemente, tamanha dificuldade que tive. Culpava o som, pelo meu nervosismo e seus excessos, agora passei a culpar os alunos, a escola.

Voltei a trabalhar com som, só que, em grandes eventos, viajei muito e conheci pessoas importantes. Mas o stress só aumentou, pois agora as responsabilidades eram muito grandes. Empresa, galpão, funcionários, caminhão... era uma loucura. A labirintite que começou em criança, piorou.

Quando fui completar os 40 anos vi que não mais conseguia ser nômade, viver de cidade em cidade. E o nervosismo só se agravando, culpa de que? Do som, dos artistas, dos funcionários...

Hoje, trabalho com locação de imóveis e estou bem mais calmo. Se me perguntarem se é por causa do serviço, eu lhe asseguro que não... não é... é porque só agora entendi que o problema não estava nas profissões, mas em mim mesmo. Continuo administrando problemas, mas me conhecendo melhor, policio minhas tendências. Desculpem-me o desabafo, a intenção é que sirva a alguém como lição.

Abraços a todos.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 24 de Novembro de 2012, 05:39
meu nobre irmão Marcos.É evidente que o seu relato é válido e esclarecedor.A nossa vida é feita de erros e acertos,isso em todo campo de atividades:Erramos na escolha da profissão, cito o seu caso.Motivado pela sua formação acadêmica,tentou dá um novo sentido e um novo rumo a sua vida,o que não deu certo,no exercício da nova profissão,pois as suas metas de ascenssão social e financeiras foram prejudicadas pelo baixo salário de um professor.Diga-se
de passagem,uma vergonha em se tratando de uma profissão nobre e tão necessária ao desenvolvimento do país,sem desmerecer as demais é claro.Surgiram então os conflitos,e com
esses o stresse.Ao voltar a sua antiga atividade,por razões financeiras,é quase certo,mas
esta forma intinerante de trabalho,só fez aumentar o seu stresse e prejudicar a sua saúde.O
dinheiro infelismente,sempre fala mais alto,pois ele é o motivador em se ter uma melhor qua-
-lidade de vida.Com essa sua nova atividade,que também é rendosa,é provavel que possa
está bem melhor.Ao cometer erros,com certeza vem em seguida um sentimento de culpa por
não ter acertado no que queriamos fazer.Em são consciência,ninguém comete erros sabendo
que haverá prejuizos morais ou materiais para si ou para os outros,naturalmente em se tra-
-tando de pessoas que têm a consciência da responsabilidade por esses atos cometidos.Que
queira ou não haverá um julgamento por parte Deus,é a lógica,suas leis foram contrariadas.
Assim eu penso.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 24 de Novembro de 2012, 15:49

Culpa

Quando fugimos ao dever, precipitamo-nos no sentimento de culpa, do qual se origina o remorso, com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos tecidos sutis da alma.
E o arrependimento, incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembrança amarga, transforma-se num abcesso mental, envenenando-nos, pouco a pouco, e expelindo, em torno, a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.
A feição do imã, que possui campo magnético específico, toda criatura traz consigo o halo ou aura de forças criativas ou destrutivas que lhe marca a índole, no feixe de raios invisíveis que arroja de si mesma.
É por esse halo que estabelecemos as nossas ligações de natureza invisível nos domínios da afinidade.
Operando a onda mental em regime de circuito, por ela incorporamos, quando moralmente desalentados, os princípios corrosivos que emanam de todas as inteligências, encarnadas ou desencarnadas, que se entrosem conosco no âmbito de nossa atividade e influência.
Projetando as energias dilacerantes de nosso próprio desgosto, ante a culpa que adquirimos, quase sempre somos subitamente visitados por silenciosa argumentação interior que nos converte o pesar, inicialmente alimentado contra nós mesmos, em mágoa e irritação contra os outros.
É que os reflexos de nossa defecção, a torvelinharem junto de nós, assimilam, de imediato, as indisposições alheias, carregando para a acústica de nossa alma todas as mensagens inarticuladas de revolta e desânimo, angústia e desespero que vagueiam na atmosfera psíquica em que respiramos, metamorfoseados-nos em autênticos rebelados sociais, famintos de insulamento ou escândalo, nos quais possamos dar pasto à imaginação virulada pelas mórbidas sensações de nossas próprias culpas.
É nesse estado negativo que, martelados pelas vibrações de sentimentos e pensamentos doentios, atingimos o desequilíbrio parcial ou total da harmonia orgânica, enredando corpo e alma nas teias da enfermidade, com a mais complicada diagnose da patologia clássica.
A noção de culpa, com todo o séquito das perturbações que lhe são conseqüentes, agirá com os seus reflexos incessantes sobre a região do corpo ou da alma que corresponda ao tema do remorso de que sejamos portadores.
Toda deserção do dever a cumprir traz consigo o arrependimento que, alentado no espírito, se faz acompanhar de resultantes atrozes, exigindo por vezes, demoradas existências de reaprendizado e restauração.
cair em culpa demanda, por isso mesmo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equilíbrio vibratório, se não desejamos o ingresso inquietante na escola das longas reparações.
É por essa razão que Jesus, não apenas como Mestre Divino mas também como Sábio Médico, nos aconselhou a reconciliação com os nossos adversários, enquanto nos achamos a caminho com eles, ensinado-nos a encontrar a verdadeira felicidade sobre o alicerce do amor puro e do perdão sem limites.

Emmanuel/Chico Xavier
Da obra Pensamento e Vida
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 24 de Novembro de 2012, 22:38
Minha querida irmã Jacy,que bom que está de volta ao convivio do FE.Não posso deixar de concordar com as suas colocações,quanto ao sentimento de culpa.Entretanto essa tomada
de consciência se dá naqueles que têm o dicernimento do que seja verdadeiramente assumir
as responsabilidades pelos atos cometidos,mesmo que eles sejam impensados,na verdade
ninguém em são consciência os comete,de como eu já havia colocado no post anterior.O
sentimento de culpa será tão intenso quão for o nivel de esclarecimento de quem os cometeu.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 25 de Novembro de 2012, 12:35
Bom dia a todos

Conquistando a Paz

Existem tribulações e tribulações.

Para extinguir aquelas que conturbam a vida, comecemos a cooperar na construção da paz onde estivermos.
 
Necessitamos, porém, conhecer as farpas que entretecem as inquietações que nos predispõem ao desequilíbrio e ao sofrimento.
 
Vejamos algumas:

a queixa contra alguém;
 
a reclamação agressiva;
 
o palavrão desatado pela cólera

a resposta infeliz;
 
a frase de sarcasmo;
 
o conceito depreciativo;

o apontamento malicioso;

o gesto de azedume;

a crítica destrutiva;

o grito de desespero;
 
o pensamento de ódio;
 
a lamentação do ressentimento;

a atitude violenta;

o riso escarninho;

a fala da irritação;

o cochicho do boato;

o minuto de impaciência;
 
o parecer injusto;

a pancada verbal da condenação.
 
*
Cada espinho invisível a que nos reportamos é comparável à chispa capaz de atear o incêndio da discórdia.

E ganhar a discórdia não aproveita a pessoa alguma.

*
Tanto quanto possível, aceitemos as tribulações que a vida nos reserve e saibamos usar o amor e a tolerância, a paciência e o espírito de serviço para que estejamos realmente conquistando os valores e bênçãos da paz.

*
Não esperes que o próximo te solicite cooperação. Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paciência.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
CEU, 1983.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: JT em 25 de Novembro de 2012, 22:23


«aquele que estiver sem pecado, que atire a 1ª pedra».

Jesus não tinha pecado e não atirou pedra nenhuma, pois não?

ele culpou a pecadora?

ele dirigiu-se aos agressores.

todo aquele que culpa os outros é agressor e quem culpa a si mesmo?

não se agride a si mesmo?


Sim JT, Jesus não culpou-a, porém, responsabilizo-a, cientificou-a do erro "...vai e não peques mais." Ele não disse em nenhum momento que não havia erro na atitude dela, e que não havia o que perdoar.


Olá amigo Marcos,
É desta forma que também vejo a questão, precisamos diferenciar culpa de responsabilidade.
A responsabilidade é proporcional á consciência dos nossos atos.
A culpa( não no sentido penal) tem a ver com remorso, arrependimento e é uma condição subjetiva do ser, já responsabilidade existe independentemente do sentimento de culpa.
Exemplo, tenho consciência de que não se deve matar, mato alguém, mesmo que não sinta remorso ou culpa arcarei com as responsabilidade espirituais deste ato. Por outro lado, matei e me arrependi, neste caso o sentimento de remorso irá evitar possivelmente que eu pratique novamente o ato, mas não irá impedir que também assuma suas consequências, como está explicado no LE.
O sentimento de culpa não apaga as pegadas que deixamos , mas nos permite  trilhar novos caminhos a partir do momento em que refletimos e ponderamos sobre nosso atos e nos arrependemos.
Quando o remorso e arrependimento nos bate a porta significa que aquele aprendizado finalmente foi introjetado.
Depois que conheci a doutrina, e até mesmo antes, comecei a ter um outro olhar sobre as experiências que vivi e me arrependi de algumas delas, isso me trouxe inicialmente sentimento de culpa e remorso, mas por um lado também me trouxe mais amadurecimento e entendimento da vida.
Então não acho que sentir remorso seja algo ruim, acho que sinaliza a assimilação de um aprendizado.
O que acho perigoso é o sentimento de autopiedade, vitimização, pois impede o ser de olhar com maturidade a experiência.
Ter consciência de que se errou, assumir este erro, sentir remorso e arrependimento e aprender coma experiência  é salutar, mas ficar se concentrando nos erros, se lamentando, se autopunindo por conta de coisas que já aconteceram e não podem ser modificadas é investir na frustração. Ficamos tão concentrados no aspecto da culpa que deixamos de vivenciar o aprendizado.
Não tenho a pretensão aqui de estabelecer nenhuma verdade ,até poque reconheço a minha ignorância quanto ao tema proposto, estou aqui apenas a dividir minhas impressões fruto de experiências pessoais, esta é apenas a forma como entendo a culpa dentro de minha pouca vivência de vida.

" Deus, concedei-me, A serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar;
Coragem para modificar as coisas que posso, E sabedoria para perceber a diferença"
Oração da Serenidade

paz e luz!
Susana

olá,

muito bem, responsabilidade, concordo.
terei eu que me arrepender de actos praticados quando era um homem das cavernas?
acham que eu me arrependo? que me culpo?

ora, hoje, eu também não sou santo nenhum.

terei eu que me arrepender de actos praticados quando era o que era há 20 anos atrás?
acham que eu me arrependo? que me culpo?

ora, hoje, eu também não sou santo nenhum.

terei eu que me arrepender de actos praticados quando era o que era imediatamente antes de escrever este post?
acham que eu me arrependo? que me culpo?

aqui e agora eu analizo, procuro fazer melhor, mas se sofrer com isso, é porque não fiz o melhor, mas não há o sentimento de culpa. Paciência.

sabem, ... espiritualmente, não podemos trazer ninguém do fundo dum precipício às nossas cabalitas. Temos que o ajudar no caminho; sempre que ele vir um obstáculo, como por exemplo uma ponte frágil, de madeira e corda, com tábuas meias soltas e tiver medo de passar, porque tem medo de caír, nós temos que os ajudar nessa tarefa.

depois, recordam pessoas e vêm sentimentos de luta. não se pode saír de cabeça erguida daí, se não se perdoar os outros. só assim podemos deixar a luta, mas essa luta cessando, logo aparece outra e outra e outra, mas cada vaz mais acima.

em espírito, todo o pensamento são actos.

quando estamos encarnados, há os actos (manifestações enquanto corpo de carne) e os pensamentos (manifestações enquanto corpo espiritual). é na esfera dos pensamentos que eu habito, porque é nesta esfera que eu me permito por vezes sofrer. sofro sem ter agido no plano físico e procuro logo perceber o que estou a pensar que me está a fazer sofrer.

não me culpo, Deus não me culpa, nem se envergonha de mim, porque terei eu de me envergonhar de mim mesmo? creio que a resposta está em temer o julgamento dos outros.

se Deus não me julga, se a Consciência não me julga, não me culpa, porque tenho eu de temer o julgamento dos outros? aquele que me julga está a atirar pedras, mas se eu permito que alguma pedra me atinga, é porque eu permiti que isso acontecesse. POr isso, para que eu não permita que isso aconteça, eu só tenho que desviar o olhar dos outros para mim mesmo, mas se eu olho para mim mesmo com culpa, é porque eu me achava intocável, melhor do que na verdade eu era. para saír disso, só há uma forma, que é a de olharmos para nós mesmos com humildade.

se agirmos assim, sempre, quando o sofrimento aparecer, eu vou procurar onde errei , sem me envergonhar.
e quando for pior? quando eu atingir os outros? há tantos pensamentos que temos que não temos consciência, que vivemos como sonambulos, que depois tomam expressão física e pimba, aí está a queda.

há tanto trabalho pela frente.

se não nos pusermos num pedestal, se olharmos para nós mesmos com humildade, não precisaremos de nos culpar.




Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 25 de Novembro de 2012, 23:36
Olá todos boa noite. Antonio Renato Barbosa, boas observações no post #175, ressaltando ainda sobre aquela linha de raciocínio, não devemos ficar jogando o peso de nossos equívocos sobre ombros alheios. Em assim agindo, incorremos em erro, não assumimos nossa cota de responsabilidade nas falhas, e então, não as corrigimos não crescemos. Ficamos como eternas crianças que não assumem a arte que aprontam.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 26 de Novembro de 2012, 00:26
Olá Ken e maria 47, muito bons os textos de Emmanuel nos posts #176 e 178, valem muito para a caminhada rumo ao aprendizado.

Olá JT,

[...]
olá,

muito bem, responsabilidade, concordo.
terei eu que me arrepender de actos praticados quando era um homem das cavernas?
acham que eu me arrependo? que me culpo?

ora, hoje, eu também não sou santo nenhum.

terei eu que me arrepender de actos praticados quando era o que era há 20 anos atrás?
acham que eu me arrependo? que me culpo?

ora, hoje, eu também não sou santo nenhum.

terei eu que me arrepender de actos praticados quando era o que era imediatamente antes de escrever este post?
acham que eu me arrependo? que me culpo?

aqui e agora eu analizo, procuro fazer melhor, mas se sofrer com isso, é porque não fiz o melhor, mas não há o sentimento de culpa. Paciência.

sabem, ... espiritualmente, não podemos trazer ninguém do fundo dum precipício às nossas cabalitas. Temos que o ajudar no caminho; sempre que ele vir um obstáculo, como por exemplo uma ponte frágil, de madeira e corda, com tábuas meias soltas e tiver medo de passar, porque tem medo de caír, nós temos que os ajudar nessa tarefa.

depois, recordam pessoas e vêm sentimentos de luta. não se pode saír de cabeça erguida daí, se não se perdoar os outros. só assim podemos deixar a luta, mas essa luta cessando, logo aparece outra e outra e outra, mas cada vaz mais acima.

em espírito, todo o pensamento são actos.

quando estamos encarnados, há os actos (manifestações enquanto corpo de carne) e os pensamentos (manifestações enquanto corpo espiritual). é na esfera dos pensamentos que eu habito, porque é nesta esfera que eu me permito por vezes sofrer. sofro sem ter agido no plano físico e procuro logo perceber o que estou a pensar que me está a fazer sofrer.

não me culpo, Deus não me culpa, nem se envergonha de mim, porque terei eu de me envergonhar de mim mesmo? creio que a resposta está em temer o julgamento dos outros.

se Deus não me julga, se a Consciência não me julga, não me culpa, porque tenho eu de temer o julgamento dos outros? aquele que me julga está a atirar pedras, mas se eu permito que alguma pedra me atinga, é porque eu permiti que isso acontecesse. Por isso, para que eu não permita que isso aconteça, eu só tenho que desviar o olhar dos outros para mim mesmo, mas se eu olho para mim mesmo com culpa, é porque eu me achava intocável, melhor do que na verdade eu era. para saír disso, só há uma forma, que é a de olharmos para nós mesmos com humildade.

se agirmos assim, sempre, quando o sofrimento aparecer, eu vou procurar onde errei , sem me envergonhar.
e quando for pior? quando eu atingir os outros? há tantos pensamentos que temos que não temos consciência, que vivemos como sonambulos, que depois tomam expressão física e pimba, aí está a queda.

há tanto trabalho pela frente.

se não nos pusermos num pedestal, se olharmos para nós mesmos com humildade, não precisaremos de nos culpar.



JT, você nos trás ideias boas,  no sentido de buscarmos não remoer o passado, e isso é muito bom. E fica ainda melhor quando diz que procuras fazer o melhor, dando-nos a entender que é uma pessoa empenhada, você busca a excelência, porém, compreende que há limitações no agir de todo ser humano, e isso também é bom para que se mantenha o equilíbrio nos momentos dos desacertos.

Quando diz também sobre a importância de se ajudar o outro em dificuldades dá mostras de que sabes o quanto é fundamental para o nosso progresso influirmos positivamente no progresso do outro, e isso é ser solidário.

Falas sobre o perdoar incessantemente, e isso também é profícuo, e como relatou, é condição sine qua non, seremos felizes.

Realmente, quanto ao punir, quando falamos de Deus é força de expressão. Trata-se de um mecanismo consciencial que dispara o alarme responsável pelo acordar para a renovação.

Não devemos mesmo dar ouvidos a comentários, nem querer moldar nossa vida aos padrões de outra pessoa. Cada qual vive em seu ritmo, em seu tempo, em sua realidade, cultivando verdades que são suas. E a Doutrina Espírita não incentiva violência contra nenhuma consciência.

Grande verdade relatou no momento em que falou sobre permitir ou não que nos atinjam. Isto é real, afinal, ninguém nos faz infelizes, somos nós mesmos que permitimos.

 Realmente o trabalho é longo, mas possível de ser empreendido, e a humildade é nossa grande protetora, é o escudo contra os dissabores maiores, porque nos nivela em vez de nos projetar precipitadamente, causa esta de inúmeros sofrimentos.

Abraços.

   
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 26 de Novembro de 2012, 01:51
Olá amigos, observando os comentários de todos estive pensando em como nós espíritas estamos preparando a "bagagem" para levarmos para o outro lado, tendo em vista, somente o que se pode levar que são nossos dons, feitos, sentimentos... enfim, tudo que diz respeito à consciência. Vejamos alguns comentários;

"Será melhor a coroa de espinhos na fronte do que o monte de brasas na consciência."
                                                                                                                    (André Luiz)

"Aos culpados e renitentes confessos não convém a fuga mental - Em favor deles próprios, é mais razoável sejam mantidos em regiões desprovidas de encanto, a fim de permanecerem a sós com as criações mentais inferiores a que se ligaram intensivamente."
                                                                                                                     (André Luiz)

"Onde o amor respira equilíbrio, não há dor de consciência e não existe dor de consciência sem culpa."
                                                                                                                      ( André Luiz)

"Se fosse concedida à criatura vulgar uma vista de olhos, ainda que ligeira, sobre uma assembléia de espíritos desencarnados, em perturbação e sofrimento, muito se lhes modificariam as atitudes na vida normal. Nessa afirmativa, devemos incluir, igualmente, a maioria dos próprios espiritistas, que freqüentam as reuniões_doutrinárias, alheios ao esforço auto-educativo, guardando da espiritualidade uma vaga ideia, na preocupação de atender ao egoísmo habitual. O quadro de retificações individuais, após a morte do corpo, é tão extenso e variado que não encontramos palavras para definir a imensa surpresa."
                                                                                                                    ( André Luiz)

Analisemos, pois, nossas condutas para não sermos pegos de surpresa.

Abraços.



   
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 26 de Novembro de 2012, 17:14
Olá todos do estudo do mês, boa tarde! Segundo Manoel Philomeno de Miranda há um grande número de espíritos espíritas padecendo sem consolo na erraticidade inferior.

"Médiuns levianos, que desrespeitaram o mandato de que se fizeram portadores; divulgadores descompromissados com a responsabilidade do esclarecimento espiritual; servidores que malograram na execução de graves tarefas da beneficência; escritores equipados de instrumentos culturais que deveriam plasmar imagens dignificadoras e que descambaram para as discussões estéreis e as agressões injustificáveis; corações que se responsabilizaram pela edificação da honra em si mesmos, abraçando a fé renovadora, e delinquiram; mercenários da caridade bela e pura; agentes da simonia no Cristianismo restaurado ali se encontravam recolhidos, muitos deles após haverem naufragado na experiência carnal, por não terem suportado as pressões dos espíritos vingadores, inclementes perseguidores aos quais deveriam conquistar, ao invés de se lhes tornarem vítimas , extraviando-se da estrada do reto dever sob sua injunção perversa..."

                   Manoel Philomeno de Miranda- Tormentos da Obsessão.


Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 26 de Novembro de 2012, 22:32
Boa noite amigos do estudo do mês. André Luiz, em seu livro "Nosso Lar", faz-nos um apelo;

" Oh! Amigos da Terra! Quantos de vós podereis evitar o caminho da amargura com o preparo dos campos interiores do coração? Acendei vossas luzes antes de atravessar a grande sombra. Buscai a verdade antes que a verdade vos surpreenda. Suai agora para não chorardes depois."
                                                                                                                         (André Luiz)


Lembrando que a simples passagem do mundo físico para o mundo espiritual não nos torna melhores, mas sim o que fazemos aqui na terra com nossos dons, que todos temos. Não percamos tempo, vamos trabalhando os pequenos talentos que desabrocham, sem forçar os resultados, mas, perseverando, afinal é por meio dos pequeninos trabalhos que vamos granjeando a confiança para o desempenho dos compromissos maiores.

Abraços.



Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 26 de Novembro de 2012, 22:49
É verdade mano Marcos,não adianta tentar dá grandes passos,poderia se atrapalhar e tropeçar
nas próprias pernas.Comecemos pois pelas pequeninas coisas,desde que seja com amor,e de
forma despretensiosa é válido para Deus,e como diz o dito popular:"O que você fizer Deus tá
vendo".As suas obras serão a sua bagagem para serem levadas para quando tiver sido chama-
-do a presença do pai.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 26 de Novembro de 2012, 23:04

Processos de Libertação da Culpa

Há uma culpa saudável que deve acompanhar os atos humanos quando os mesmos não correspondem aos padrões do equilíbrio e da ética. Esse sentimento deve ser encarado como um sentido de responsabilidade. Sem ela os indivíduos agiriam irresponsavelmente.
Todas as criaturas cometem erros, alguns de natureza grave. No entanto, não têm porque desanimar na luta ou abandonar os compromissos de elevação moral.
O antídoto para a culpa é o perdão, que poderá ser a si mesmo, a quem foi a vítima, à comunidade, a natureza.
Desde que a paz e a culpa não podem conviver juntas, porque uma elimina a outra, torna-se necessário o exercício da compreensão da própria fraqueza, para que possa a criatura libertar-se da dolorosa injunção.
A coragem de pedir perdão e a capacidade de perdoar são dois mecanismos terapêuticos liberadores da culpa.
Consciente do erro, torna-se exeqüível que se busque uma forma de reparação, e nenhuma é mais eficiente do que a de auxiliar aquele a quem se ofendeu ou prejudicou, ensejando-lhe a recomposição do que foi danificado.
Tratando-se de culpa que remanesce no inconsciente, procedente de existência passada, a mudança de atitude em relação à vida e aos relacionamentos, ensejando-se trabalho de edificação, torna-se o mais produtivo recurso propiciador do equilíbrio e libertador da carga conflitiva.
Ignorando-se-lhe a procedência, não se lhe impede a presença em forma de angústia e falta de merecimento de tudo de bem e de útil quanto sucede... assim mesmo, o esforço em favor da solidariedade e da compaixão, elabora mecanismos de diluição do processo afligente.
É comum que o sentimento de vergonha se instale no período infantil, quando ainda não se tem idéia de responsabilidade de deveres, mas se sabe o que pe correto ou não para praticar. Não resistindo ao impulso agressivo ou à ação ilegítima, logo advém a vergonha pelo que foi feito, empurrando para fugas psicológicas automáticas que irão repercurtir na idade adulta, embora ignorando-se a razão, o porquê.
A culpa tem a ver com o que foi feito de errado, enquanto que o sentimento de vergonha denota a consciência da irresponsabilidade, o conhecimento da ação negativa que foi praticada.
Somente a decisão de permitir-se herança perturbadora, que remanesce do período infantil, superando-a, torna possível a conquista do equilíbrio, da auto-segurança, da paz.
A saúde mental e comportamental impõe a liberação da culpa, utilizando-se do contributo valioso do discernimento que avalia a qualidade das ações e permite as reparações quando equivocadas e o prosseguimento delas quando acertadas.

Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco
Da Obra: Conflitos Existenciais
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 26 de Novembro de 2012, 23:08

CULPA

A consciência de culpa é um dos algozes mais cruéis daquele que delinque.
Acompanhando o ser na vida além da vida, estabelece os mecanismos punitivos condizentes à gravidade do delito, a fim de purificar-se, resgatando a culpa mediante sofrimentos indescritíveis.
A consciência de culpa não permite ao equivocado evadir-se da sua presença, ínsita nele próprio.
Assoma, aos primeiros instantes após a desencarnação, abrindo espaços a obsessões severas, nas quais as vítimas ressurgem com aspecto deplorável, seja mediante a imaginação que elabora clichês de justiça, ou através da realidade que vincula o endividado ao devedor, estabelecendo os vínculos da aflição sem término.
Somente quando o ser descobre a necessidade da reparação, utilizando-se dos instrumentos do amor e da edificação íntima, é que luariza a paisagem lúgubre da consciência de culpa, dando lugar a honesta reabilitação propiciadora de paz.
Elegemos, para o nosso ministério de hoje, os Espíritos portadores de consciência culpada, por serem mais sofridos, mais carentes, batendo às portas de alguém que esteja ungido de compaixão para ajudá-los no trânsito difícil da sua reabilitação e, ao atendê-los, tenhamos todos em mente o ensinamento austero de Jesus advertindo-nos: Aquele que se encontre isento de culpas atire a primeira pedra.
(Livro: Suave luz nas sombras. Divaldo Pereira Franco por João Cléofas)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 26 de Novembro de 2012, 23:37

A CULPA NÃO É DO OUTRO
 
         É muito comum nos nossos cursos, encontrarmos pessoas que estão vivendo conflitos intensos em seus relacionamentos, e por conta disto, estão vivendo momentos de profundo desequilíbrio emocional, que por sua vez, abalam todos os aspectos de sua vida, como saúde, finanças, trabalho e outros relacionamentos.
 
AS RECLAMAÇÕES MAIS RECORRENTES SÃO:
"O meu marido é muito pessimista e cético, assim não consigo evoluir."
"A minha esposa é muito negativa e não quer evoluir, assim fica difícil."
"Com o meu pai comportando-se deste jeito, eu não tenho como resolver o problema, fica muito difícil."
 
            Confesso que se eu fosse anotar neste texto todos os comentários que recebi somente na última semana, faltaria espaço!
            E onde está o erro?  Essas pessoas estão mentindo?  É mentira que estes problemas existem?
            Não, não é mentira não. Essas situações são comuns e ocorrentes na maioria dos relacionamentos, entretanto a forma de lidar com tudo isso que é muito equivocada.
 
1- Atraímos pessoas para nossa vida por laços de afinidade e laços cármicos negativos (por que o carma também pode ser positivo).
2- No contexto da evolução espiritual e da missão da alma de cada ser humano, a missão das relações é produzir harmonização de sentimentos.
3- Automaticamente, pela ação de mecanismos naturais, as pessoas são gatilhos que podem disparar as emoções ruins que viemos curar. Portanto, elas não são as causadoras das emoções negativas, mas apenas reveladoras dos aspectos negativos que já existiam.
 
O PODER QUE VOCÊ DÁ AO OUTRO
            O problema não é e nem nunca foi o que o outro faz e o seu conjunto de comportamentos, mas sim como você se sente em relação ao que o outro faz. A partir disso, a chave desse processo é deixar ou não que os sentimentos negativos aflorados lhe dominem negativamente ou não.
            Neste contexto, quando alguém diz que não consegue evoluir porque outra pessoa a influencia negativamente, este acontecimento revela que ela está sucumbindo ao sentimento aflorado e não necessariamente a pessoa que age de um jeito desconfortável (para ela).
 
A CULPA É DE QUEM?
            O outro pode até ter comportamentos que não sejam sensatos e até condenáveis de acordo com o padrão moral médio de uma sociedade, mas a culpa nunca é de outra pessoa! Devemos entrar em contato com o sentimento negativo que uma pessoa pode ajudar a aflorar de dentro de nós, e com isso, agir no sentido de curá-lo ou ao menos, amenizá-lo. Nunca jamais é culpa do outro.
 
            Colocar culpa no próximo é determinar e anunciar aos quatro cantos que você não tem forças para se reinventar. As situações normalmente são desafiadoras, porque pedem que você tenha novas atitudes e que encontre forças para desenvolver o amor e a tolerância sem sofrer com isso. Em outras palavras, são situações recheadas de "ciladas emocionais", todavia, se a sua disposição para vencer o comodismo for grande, você certamente encontrará êxito!
            O caminho é para dentro de cada um, na construção da autoestima, da conexão ampliada com a sua própria essência, na espiritualização e principalmente em encontrar e realizar a missão da sua alma, a qual é o propósito da sua existência.
 

POR: BRUNO J. GIMENES  -  É professor e palestrante
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 26 de Novembro de 2012, 23:41

Culpa e Responsabilidade


Nos evangelhos, estão relatadas diversas passagens, nas quais o arrependimento dos erros cometidos é condição primária para o perdão das faltas e a felicidade eterna. A visão de Deus como um juiz severo e vingativo é ainda temida por muitos, motivando mudança de comportamento e o ensejo de penitenciar-se. O arrependimento é o grito da consciência, nosso aguilhão íntimo, que reconhece a transgressão de condutas morais e o desvio do dever, levando-nos a experimentar a culpa e suas consequências. O Espiritismo esclarece-nos que somos apenas Espíritos arrependidos, sensibilizados pelo remorso em busca do reajustamento através da reparação.

Quando alguém se equivoca por algum motivo e se arrepende, é compreensível que a culpa se instale nos painéis da consciência. Segundo Joanna de Angelis, “a culpa surge como uma forma de catarse necessária para a libertação dos conflitos” (Momento de Consciência, cap. 6). Não sendo um sentimento negativo em si, cumpre seu papel de despertar-nos para a atitude necessária de recompormo-nos moralmente. A experiência de vivenciar a culpa sem nenhum propósito de transformação ou não reincidência no erro consubstancia o remorso, gerando as atitudes infelizes de autopunição. Qualquer tentativa de reter, na lembrança, os delitos passados ou oportunidades perdidas, lamentando-os, não fará que o erro se apague. Ao contrário, proporciona graves distúrbios psicológicos, conscientes ou não, principalmente se o indivíduo for incapaz de praticar o recurso do autoperdão.

A sustentação deste pensamento enfermiço não só traz a falsa idéia de que o sofrimento vivido é, por si só, reparador da falta, como também impede que se busquem as ações edificantes necessárias para a corrigenda, única forma de libertação da culpa.

Tomar consciência de seu erro e libertar-se da culpa não exime o indivíduo da necessidade de reparar a falta, já que o ofendido, geralmente, não está isento da dor causada pelo nosso ato infeliz. Segundo Allan Kardec “o arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação” (Céu e Inferno, parte I, cap. 7).

É relevante considerar que as noções de consciência e moral desenvolvem-se lentamente, no decurso de diferentes encarnações, para o espírito imortal. É precisamente no momento em que a responsabilidade se faz presente que se estabelece o contraponto entre a “culpa saudável” e o remorso patológico.
Quando convertemos a culpa em responsabilidade, crescemos psicologicamente e ficamos mais predispostos à prática do perdão e, consequentemente, à reparação.

A responsabilidade marca, de fato, uma diferença na conduta do ser. Ser responsável implica em ter consciência dos problemas existenciais, reconhecer humildemente as falhas, demonstrar capacidade de agir com elevação e dignidade e desejar sinceramente reparar o mal feito.

Se, ao lidar com o sentimento de culpa, o indivíduo assumir a responsabilidade pelos seus atos, pensamentos e sentimentos de forma madura, saberá enfrentar as consequências de suas escolhas sem a perturbação do remorso patológico. Apagar as lembranças infelizes de uma falta e suas consequências é trabalho de almas que já tomaram conhecimento dos valores morais verdadeiros e praticam uma postura mais realista e produtiva em relação à vida.

Segundo Emmanuel, “Cair em culpa demanda, por isso mesmo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equilíbrio vibratório, se não desejamos o ingresso inquietante na escola das longas reparações” (Pensamento e vida, cap. 22).

O Espiritismo, afirmando que a existência humana é oportunidade de crescimento e realizações no bem, renova-nos a esperança para cumprir com os resgates necessários a fim de que a nossa consciência tranquilize-se após a reparação.


Ana Cecília Rosa é médica pediátrica, residente no Brasil. É membro do Instituto de Divulgação Espírita - Araras/SP.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Luzceano em 27 de Novembro de 2012, 02:03
linda mensagem muito boa
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 27 de Novembro de 2012, 13:27

Culpa e Responsabilidade
[...]
Quando alguém se equivoca por algum motivo e se arrepende, é compreensível que a culpa se instale nos painéis da consciência. Segundo Joanna de Angelis, “a culpa surge como uma forma de catarse necessária para a libertação dos conflitos” (Momento de Consciência, cap. 6). Não sendo um sentimento negativo em si, cumpre seu papel de despertar-nos para a atitude necessária de recompormo-nos moralmente. A experiência de vivenciar a culpa sem nenhum propósito de transformação ou não reincidência no erro consubstancia o remorso, gerando as atitudes infelizes de autopunição. Qualquer tentativa de reter, na lembrança, os delitos passados ou oportunidades perdidas, lamentando-os, não fará que o erro se apague. Ao contrário, proporciona graves distúrbios psicológicos, conscientes ou não, principalmente se o indivíduo for incapaz de praticar o recurso do autoperdão.

A sustentação deste pensamento enfermiço não só traz a falsa idéia de que o sofrimento vivido é, por si só, reparador da falta, como também impede que se busquem as ações edificantes necessárias para a corrigenda, única forma de libertação da culpa.

Tomar consciência de seu erro e libertar-se da culpa não exime o indivíduo da necessidade de reparar a falta, já que o ofendido, geralmente, não está isento da dor causada pelo nosso ato infeliz. Segundo Allan Kardec “o arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação” (Céu e Inferno, parte I, cap. 7).

[...]
Ana Cecília Rosa é médica pediátrica, residente no Brasil. É membro do Instituto de Divulgação Espírita - Araras/SP.


Olá maria47, e todos. Concordo contigo Luzceano. Só este trecho já vale boa parte do estudo. Quantos estacionamos no sofrimento em decorrência da culpa, e inconscientemente imaginamos que Deus ou a Espiritualidade Superior vai ter peninha de nós por isso. Está muito claro, o peso da consciência não alivia a falta. Serve apenas e tão somente para alertar-nos... e ao sermos alertados resta-nos... a mudança.

Abraços.



 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 27 de Novembro de 2012, 16:31
O sentimento de culpa
 
 
Existem as culpas pequenas e as grandes. As que ficam por algumas horas e as que perseguem para o resto da vida. As primeiras são os pequenos pecados do dia-a-dia, as mentiras bobas, os deslizes, que até nos impedem de dormir muitas vezes... mas são passageiras e acabam tornando-se banais e nem se pensa muito. As últimas são terrivelmente pesadas de se carregar, elas podem destruir a vida toda de uma pessoa.
São raras as pessoas que recebem uma condenação de outros por algum ato cometido, que não tentem se defender ou se justificar. Mas não há quem se condena a si mesmo que procure aliviar sua culpa com desculpas.
A questão não está nas coisas sem conseqüências. Essas coisas fazem parte das marés do dia-a-dia e perdoamo-nos tão facilmente como cometemos os erros. A questão está nas culpas que chegam sozinhas, os acidentes pelos quais as pessoas se responsabilizam, as perdas e sofrimentos os quais as pessoas se dizem que poderiam ter evitado se tivessem feito isso ou aquilo e se condenam a cada instante.
As auto-punições não resolvem. O recusar-se a felicidade não corrige erros, não compensa as dores. O abandonar-se não faz ir adiante. Dormir mais horas para não ver passar o tempo não vai diminuir o tempo determinado por Deus para a vida de cada um. E tentar encurtar esse tempo, dom de Deus, pelos próprios meios, só pode trazer uma condenação eterna, que ninguém merece.[/color]
Somos nós nossos juízes mais severos se somos também nossos promotores mais duros. Mesmo com toda compreensão, com todo amor, toda ajuda possível, não podemos nos livrar de culpas se essa libertação não vem do nosso interior, se ela não vem com a ajuda dAquele que sendo tudo, ainda nos prometeu um coração novo.
Então... o Anjo que o Senhor prometeu estar à nossa volta, nos diz isso:
Não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado, Jesus pode restaurá-lo.
Não importa o que você fez, onde você andou, nem os caminhos que escolheu, Jesus ama você acima das suas escolhas.
Não importa quantas vezes você caiu e quantas se levantou, Jesus pode levantar você de uma vez por todas.
Não importa qual foi seu pecado, se os homens te condenaram ou absolveram, Deus te absolve.
E se Deus absolve... acredite nEle: você é livre!
 
Letícia Thompson
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 27 de Novembro de 2012, 16:42


Olhando para trás

Culpar não é um método educativo, nem tampouco gerador de crescimento, mas um meio de induzir as pessoas a não se res¬ponsabilizar por seus atos.

Culpar não é um método educativo, nem tampouco gerador de crescimento, mas um meio de induzir as pessoas a não se res¬ponsabilizar por seus atos e atitudes.
Em muitas oportunidades encontramos indivíduos que teimam em culpar os outros, acreditando ser muito cômodo re¬presentar o papel de injustiçados e perseguidos. Colocam seus erros sobre os ombros das pessoas, da sociedade, da religião, dos obsessores, do mundo enfim. No entanto, só eles poderão decidir se reconhecem ou não suas próprias falhas, porque apenas dessa forma se libertarão da prisão mental a que eles mesmos se confinaram.
Dar importância às culpas é focalizar fatos passados com certa regularidade, sempre nos fazendo lembrar de alguma coisa que sentimos, ou deixamos de sentir, falamos ou deixamos de falar, permitimos ou deixamos de permitir, desperdiçando momentos valiosos do agora, quando poderíamos operar as verdadeiras bases para nosso desenvolvimento intelecto-moral.
“Ninguém que lança mão ao arado e olha para trás é apto para o reino de Deus”. (1)
Olhando para trás, a alma não caminha resoluta e, conse¬qüentemente, não se liberta dos grilhões do passado.
Todos nós fomos criados com possibilidades de acertar e errar; por isso, temos necessidade de exercitar para aprender as coisas, de colocar as aptidões em treino, de repeti-las várias vezes entre ensaios e erros.
A culpa se estrutura nos alicerces do perfeccionismo. Ali¬mentamos a idéia de que não seremos suficientemente bons se não fizermos tudo com perfeição. Esquecemo-nos, porém, de que todo o nosso comportamento é decorrente de nossa idade evolutiva e de que somos tão bons quanto nos permite nosso grau de evolução.
A todo o momento, fazemos o melhor que podemos fazer, por estarmos agindo e reagindo de acordo com nosso “senso de realidade”. O “arrependimento” resulta do quanto sabíamos fazer melhor e não o fizemos, enquanto que a culpa é, invariavelmente, a exigência de que devería¬mos ter feito algo, porém não o fizemos por ignorância ou impotência.
A Divina Providência sempre “concede ao homem a faculdade da reparação e não o condena irrevogavelmente”. Não há, razão, portanto, para culpar-se sistematicamente, pois ele será cobrado pelo “muito” ou pelo “pouco” que lhe foi dado, ou mesmo, “muito se pedirá àquele que muito recebeu”. (2)
Assevera Paulo de Tarso: “a mim, que fui antes blasfemo, perseguidor e injuriador, mas alcancei misericórdia de Deus, porque o fiz por ignorância, e por ser incrédulo”.(3) Tem-se, dessa forma, um ensinamento claro: a culpa é sempre proporcional ao grau de lucidez que se possui, isto é, nossa ignorância sempre nos protege.
Não guardemos culpa. Optemos pelo melhor, modificando nossa conduta. Reconheçamos o erro e não olhemos para trás, e sim, para frente, dando continuidade à nossa tarefa na Terra.

(1) Lucas 9:62.
(2) Lucas 12:48.
(3) I Timóteo 1:13.

Mensagem do livro “Renovando Atitudes”, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 27 de Novembro de 2012, 17:39
Olá boa tarde. No texto de Letícia Thompsom, no post #192, sublinhei um parágrafo contendo uma expressão com sentido duvidoso quanto à Doutrina.

O sentimento de culpa
 
[...]

As auto-punições não resolvem. O recusar-se a felicidade não corrige erros, não compensa as dores. O abandonar-se não faz ir adiante. Dormir mais horas para não ver passar o tempo não vai diminuir o tempo determinado por Deus para a vida de cada um. E tentar encurtar esse tempo, dom de Deus, pelos próprios meios, só pode trazer uma condenação eterna, que ninguém merece.[/color]
[...]
Letícia Thompson


Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Novembro de 2012, 02:07
Amigos do Estudo, boa noite. Alguma vez já paramos pra pensar no significado da palavra desculpa. Desculpa quer dizer sem culpa, ou ausência de culpa.

  Trecho do livro - Um Jeito de Ser Feliz.

"...O homem comum distrai-se de suas responsabilidades, sempre pronto a justificar seus desvios com intermináveis sofismas:

__Roubei sim, e até matei, porque tinha fome...

__Enriqueci sim, mas com meu esforço, sem prejudicar ninguém - proclama o industrial que explorou seus funcionários...

__Bebo sim, mas para enfrentar os problemas da existência...

__Traí meu marido sim, envolvi-me em aventuras extraconjugais, porque ele não me dava atenção...

Pessoas assim transitam pela vida de consciência anestesiada pela indiferença em relação aos valores morais, para somente despertarem no Plano Espiritual, quando se habilitam a longas e penosas jornadas de retificação."

                                                                                             (Richard Simonetti)

Abraços.





Título: Re: A culpa.
Enviado por: ken em 28 de Novembro de 2012, 12:53
Bom dia a todos

Desculpar

Desculpe e você compreenderá.
 
Onde existe amor não há lugar para ressentimento.

Ao colocar-se na condição de quem erra, seja qual seja o problema, de imediato, você notará que a compaixão nos dissolve qualquer sombra de crítica.

A existência humana é uma coleção de testes em que a Divina Sabedoria nos observa, com vistas à nossa habilitação para a Vida Superior; quem hoje condena o próximo não sabe que talvez amanhã esteja enfrentando os mesmos problemas daqueles companheiros presentemente em dificuldade.

Nos esquemas da Eterna Justiça, o perdão é a luz que extingue as trevas.

Às vezes, aquilo que parece ofensa é o socorro oculto do Mundo Espiritual em seu benefício.

A misericórdia vai além do perdão, criando o esquecimento do mal.

Em muitas ocasiões a Divina Providência nos permite erro para que aprendamos a perdoar.
A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa.

Perdão é a fórmula da paz.
 
Aprendamos a tolerar, para que sejamos tolerados.


Respostas da Vida
André Luiz  - Francisco Cândido Xavier


Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Novembro de 2012, 17:33
Vou postar novamente o PPS que nossa amiga maria47 gentilmente nos enviou. Achei muito bonito, e pouco visualizado.

http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/a-culpa-44802/?action=dlattach;attach=55412

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 28 de Novembro de 2012, 18:33

SUPERANDO A CULPA ATRAVÉS DO AUTOPERDÃO - Alberto Almeida 1ª parte (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PV9XZzJ3VTZfR3RzI3dz)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 28 de Novembro de 2012, 19:08
SUPERANDO A CULPA ATRAVÉS DO AUTOPERDÃO - Alberto Almeida 2ª parte (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXZRNU1BQ21tNFpNI3dz)
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 28 de Novembro de 2012, 19:09

Remorso que corrói

Ele tinha em torno de 13 anos, quando tudo aconteceu. Desde criança, tudo fizera para conquistar o amor de seu pai. Em vão.

Vez que outra, por uma vitória que fazia bem ao orgulho paterno, ele conseguia ser aninhado em seu colo.

E como ele desejava estar lá, naquele colo, mais vezes... Sentir a barba de seu pai roçar em seu rosto, sentir o calor daqueles braços.

Mas o pai parecia distante, alheio ao filho. E pior: o garoto percebia como eram mal vistas algumas das suas fraquezas.

O pai queria um filho forte. E ele era um menino que tinha náuseas por pouca coisa: quando viajava, quando algo o incomodava, quando...

Adolescente, o que sentia na infância, recrudescera. Em todo esse processo, ele tinha um grande rival: o filho do empregado da casa.

Hassan era um servidor fiel. Quase da mesma idade de Amir, ele se levantava cedo para lhe preparar o café, a roupa, tudo que lhe fosse necessário.

Seguia-o aonde fosse, defendia-o dos garotos maus, que o desejavam agredir. Defensor leal, amigo fiel.

E Hassan parecia gozar das graças do pai de Amir. Quando iam passear, o pai sempre o levava com eles.

Amir desejaria estar só com o pai, desfrutá-lo sozinho. Mas Hassan sempre estava lá, forte, disposto, corajoso.

Então, Amir decidiu que era hora de acabar com a concorrência.

Pegou seu valioso relógio de pulso e algum dinheiro e colocou debaixo do colchão de Hassan.

Depois, foi dizer ao pai que aqueles pertences haviam sumido do seu próprio quarto. E que suspeitava de Hassan.

A acusação era grave e foi confirmada: tudo foi encontrado debaixo do seu colchão.

Perguntado, Hassan confessou: Roubei.

Amir entendeu que o amigo o estava salvando de uma situação terrível, pois se seu pai descobrisse a verdade, ele é que estaria em maus lençóis.

Amir se sentiu como um mentiroso, um traidor, um monstro. Contudo, se calou. A afeição de seu pai por ele estava em jogo.

Hassan foi embora e ele nunca mais o viu. O remorso, contudo, jamais o abandonou.

Ele não confiaria a ninguém o seu segredo, entretanto, passaria a sua vida remoendo a culpa.

Culpa da qual não pôde pedir perdão a Hassan, pois nunca mais o encontrou. E, toda vez que em sua vida algo ruim acontecia, a cena lhe vinha à mente.

Acreditava-se sendo castigado, sem ter direito à felicidade.
* * *
O remorso é sentimento destruidor. Não edifica, senão quando o que se crê culpado, resolva se redimir.

Por isso, não alimente remorsos, por orgulho ou qualquer outro sentimento semelhante.

Confesse seu erro, quando ele ocorra. E parta para o acerto. Você não é infalível.

Aprenda a pedir desculpas, a admitir seus equívocos, para que não aninhe remorsos na alma.

O remorso somente é positivo quando tem o poder de lhe fazer reerguer e não sucumbir.

Todos os que seguimos pelos caminhos humanos podemos tropeçar.

O importante é que aprendamos a nos recuperar, soerguer-nos, elevarmo-nos para os planos de luz da alma em paz.

Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 9 do livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, ed. Nova Fronteira e no cap. 21 do livro Para uso diário, do Espírito Joanes, psicografia de J. Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 24.11.2007.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Novembro de 2012, 01:35
                          Trecho extraído do livro - Um Jeito de Ser Feliz.
[...]
O arrependimento não redime. É apenas o primeiro passo na árdua jornada da reabilitação, em favor da qual não bastam penitências, ritos ou rezas. É de fundamental importância que o mal seja reparado.

Por isso para os Espíritos mais amadurecidos, o arrependimento é sempre marcado por profundas transformações, a caminho de grandiosas realizações.

Paulo de Tarso, perseguidor implacável dos cristãos, articulador do processo que culminou com a morte de Estevão, o primeiro mártir do Cristianismo, experimentou o despertar da consciência no inesquecível encontro com Jesus, às portas de Damasco, e se transformou no grande arauto da mensagem evangélica.

Simão Pedro teve seu momento decisivo ao ver cumprida a decisão de Jesus, que lhe afirmou que o negaria três vezes antes que o galo cantasse, na fatídica madrugada que aconteceu o drama do calvário. A partir desse momento dedicou sua existência à causa cristã, sem jamais experimentar novas vacilações. E no grande testemunho a que foi convocado em Roma, condenado à cruz, enfrentou com serenidade seus algozes, pedindo para ser crucificado de cabeça para baixo, porquanto não se sentia digno de morrer como seu mestre.

Em Maria de Magdala temos o exemplo do missionário confundido pelas ilusões do mundo, sob o domínio de cruéis perseguidores espirituais, até que o Cristo lhe descortinasse as excelências do Evangelho. Renovada, converteu-se em ardorosa seguidora dos princípios novos, acumulando méritos suficientes para ser ela própria a mensageira da ressurreição, aquela que primeiro viu Jesus, em gloriosa aparição, após a crucificação.  [...]

                                                                                          ( Richard Simonetti )

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Novembro de 2012, 10:53
Olá todos os nossos amigos do estudo do mês de novembro, bom dia! Acabei de assistir ao vídeo da palestra com o Sr Alberto Almeida, postado pela nossa amiga maria47 no post#198, muito bom, aprendi bastante.

Abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 29 de Novembro de 2012, 12:08
Meus irmãos e minhas irmães.Os erros cometidos por nós nas más ações,dados os nossos
esclarecimentos,gera-nos um sentimento de culpa.Vem-nos então o arrependimento que
é o despertar da nossa consciência,pois nela sabemos que o erro foi abrandado pelo arre-
-pendimento,mas não nos livra de pagar por ele.Agora eu vos pergunto:A má ação  foi co-
-metida por outra pessoa,mesmo estando presente fomos omissos e coniventes por não
procurar impedir,o sentimento de culpa de que somos tomados,tem a mesma intensidade,
ou seja,de como se ela fosse praticada por nós?
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Novembro de 2012, 13:39
Olá Antonio Renato Barbosa, bom dia companheiro de estudo. Olha, vou dar uma opinião pessoal,com relação ao questionamento proposto;

[...]Agora eu vos pergunto:A má ação  foi co-
-metida por outra pessoa,mesmo estando presente fomos omissos e coniventes por não
procurar impedir,o sentimento de culpa de que somos tomados,tem a mesma intensidade,
ou seja,de como se ela fosse praticada por nós?

Vejamos que as leis terrenas, cópia imperfeita das leis universais, penalizam todo aquele que presencia uma ação criminosa e não colabora, de certa forma, na apuração após a consecução do ato criminoso, não é? E esta pessoa recebe a denominação cúmplice, ou seja, conivente com a prática e é penalizada de acordo com o grau de "cumplicidade" para com o delito, mas sempre com a punição menor em relação ao criminoso.

Vejo assim em primeira instância, porém, sabemos que há pessoas que não delatam o crime em virtude de temerem um mal maior. Por exemplo, até que ponto devo interferir na vida de um casal promíscuo, mesmo que presenciei cenas constrangedoras...? E as consequências... posso auxiliar de outras formas, concorda?

Na lei da terra há atenuantes para os coniventes com o mal, e pessoalmente penso que os espíritos julgam a intenção que nos moveu para esta ou aquela atitude, havendo também atenuantes. Ok Antonio? Depois me dá um parecer sobre o que achas.

abraços.

Título: Re: A culpa.
Enviado por: HamLacerda em 29 de Novembro de 2012, 14:01
Olá,

Só deixando a minha opinião, mas lembrando que não participei do tópico de forma ativa porque andei acompanhando somente alguns pensamentos. Se o que eu vou dizer já foi dito, é uma prova de que tem alguma verdade, caso ainda não foi, é mais uma ideia para desenvolver outras.


Sobre a culpa, eu acredito que na escala da evolução do Espírito, este sentimento, a culpa, precedo o arrependimento, embora quem se arrepende também pode sentir culpa. Mas a culpa desaparece antes do arrependimento, ou seja, primeiro deixamos de sentir culpa; o próximo passo, portanto, é deixar de sentir arrependimento: e pra isso é preciso conhecer para compreender.

Deixa eu tentar me explicar. A culpa parece ser algo que o espírito sente porque só faz um exame pensando em si mesmo; e o arrependimento é um exame onde o espírito teve consciência de que fez mal à alguém.

Podemos sentir culpa de ações más, como ter roupado, ter matado, ter feito alguma besteira, mas sempre sentiremos esse sentimento porque estamos pensando somente em nós mesmos, e não no próximo.  Por outro lado, o arrependimento parece ser fruto do entendimento das leis morais, que fazendo mal à alguém, que esta pessoa irá sofre também, ou que fazendo algum mal para o próximo está desobedecendo as leis de Deus, etc.

Um assassino pode sentir culpa, mas só se arrependerá se entender que fez mal à alguém.

Por exemplo, as pessoas matam, roubam, usam drogas, abusam de crianças etc mas porque acreditam que aquilo está lhe trazendo algum bem;  somente arrependerão se reconhecerem que aquilo faz mal para o próximo, e pra isso é preciso ter conhecimento das leis morais. A partir do momento em que elas tomam conhecimento de que aquilo faz mal para alguém, é porque estão prontos para se arrependerem; foi por isso que Jesus disse: "conhecereis a verdade e a verdade lhes vos libertará".

Logo pra ser feliz é preciso não fazer algo que lhe cause algum mal, e pra ser mais feliz ainda é preciso não fazer algo que prejudique o próximo, e se quer ser mais feliz ainda deve fazer o bem ao próximo, e se quer ainda mais, seja um instrumento dócil dos bons espíritos.


Um abraço
HL


Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Novembro de 2012, 14:52
Olá HamLacerda e demais, sejam bem vindos ao nosso estudo.

Sem dúvida o arrependimento é um passo à diante da culpa. Mas, veja você que há situações nas quais nos culpamos pelo que pensamos... não é verdade? E o Espírita costuma tropeçar nesta pedra quando, inadvertidamente, inicia o processo de reforma íntima. Habituado que estamos em sempre achar responsáveis e condená-los, não raro fazemos o mesmo conosco.
                                                 oOo

Olá, [...]

Um assassino pode sentir culpa, mas só se arrependerá se entender que fez mal à alguém.

Por exemplo, as pessoas matam, roubam, usam drogas, abusam de crianças etc mas porque acreditam que aquilo está lhe trazendo algum bem;  somente arrependerão se reconhecerem que aquilo faz mal para o próximo, e pra isso é preciso ter conhecimento das leis morais. A partir do momento em que elas tomam conhecimento de que aquilo faz mal para alguém, é porque estão prontos para se arrependerem; foi por isso que Jesus disse: "conhecereis a verdade e a verdade lhes vos libertará".

Logo pra ser feliz é preciso não fazer algo que lhe cause algum mal, e pra ser mais feliz ainda é preciso não fazer algo que prejudique o próximo, e se quer ser mais feliz ainda deve fazer o bem ao próximo e com isso agradar a Deus, sendo um instrumento bom para o cumprimento de suas leis.

Um abraço
HL


Seria o despertar da consciência o momento em que enxergamos a amplitude, a proporção que toma cada erro que cometemos. Mas o mal é, em si fruto do não saber.

                                    O bem e o mal

629. Que definição se pode dar da moral?
“A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na
observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos,
porque então cumpre a lei de Deus.”

630. Como se pode distinguir o bem do mal?
“O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário.
Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la.”

631. Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal?
“Sim, quando crê em Deus e o quer saber. Deus lhe deu inteligência para distinguir
um do outro.”

632. Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem
e do mal e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal?
“Jesus disse: vede o que queríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se
resume nisso. Não vos enganareis.”
                                                                      (O Livro dos Espíritos)


Bom seria se tivéssemos essa consciência.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: HamLacerda em 29 de Novembro de 2012, 15:08

 Mas o mal é, em si fruto do não saber.
                                 


Eu penso diferente, Marcos, eu penso que o mal é fruto do saber. A ignorância que é fruto do não saber, e, portanto, o espírito sente culpa ou se arrepende depois que ele toma conhecimento, porque só sente culpa e se arrepende se fez algo de errado, que poderia ser evitado se tivesse conhecimento e não tivesse feito. Mas o mal é uma insistência naquilo que ele já tem conhecimento de que é errado, caso contrário, todos nós seríamos maus por natureza. A culpa e o arrependimento, são, portanto, como freios, mas se o espírito não quer parar, ele continua, e ai está o mal, porque as ações passam a ser fruto do egoismo e do orgulho, e não da paixão ou do instinto.

Pra ser mal é preciso ter conhecimento do que é certo e do que errado e mesmo assim fazer o que sabe que é errado; se o espírito não tem conhecimento do que seja um mal, ele fará o mal por ignorância, e isso aos olhos de Deus não é um mal, e, portanto, não terá a mesma punição daquele que praticou o mal com conhecimento de causa.



Um abraço
HL
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 29 de Novembro de 2012, 16:15

Liberte-se da culpa


            A culpa pode ser definida como a responsabilidade que sentimos quando praticamos algo que, de forma negligente ou imprudente, possa ter causado dano ou ofensa a alguém.

            Para buscarmos a libertação da culpa é fundamental entender porque estamos sujeitos ao erro e, se o cometemos, por que sentimos a culpa a atormentar nossas mentes.

            Deus, soberanamente bom e justo, desde toda a eternidade, estabeleceu leis que regem tanto o mundo material quanto o mundo moral. As leis morais necessárias para o Espírito estão gravadas na nossa consciência.

            Vinícius1 compara a nossa consciência a um espelho. “Assim como o espelho reflete o nosso exterior, a consciência reflete o nosso interior. Vemos através dela a imagem perfeita de nossa alma, como no espelho a imagem real do nosso rosto.”

            A consciência tem a função de refletir com justiça, pondo diante de nosso próprio critério o aspecto exato de nossa moral e a forma interna do nosso ser. A consciência é o árbitro interno, que se encarrega de estabelecer as diretrizes de segurança para a vida.

            À medida que evoluímos, ela se torna mais desperta e mais lúcida, dando-nos uma compreensão mais ampla do porquê da vida, tal como um nevoeiro que quando vai se dissipando, nos permite ver o horizonte com maior amplitude. Sempre que agimos em desacordo com as Leis de Deus, ela se manifesta, direcionando nossa atenção para o sucedido, objetivando o arrependimento e a reparação.

            Como Espíritos imortais, fomos criados simples e ignorantes, visando, através das sucessivas encarnações, a perfeição. Ao longo dessa caminhada evolutiva vamos fazendo escolhas. Nessas escolhas cometemos erros, quer por ignorância ou fraqueza moral, pois enquanto ignorantes, agimos mais ou menos arrastados por impulsos primários, encontrando no erro a oportunidade de aquisição de conhecimento, de experiência, de discernimento, e de lucidez.

            No entanto, quem erra tende a tornar-se escravo do gravame praticado, talvez influenciado pela educação religiosa que nos ensinou a sermos excessivamente rigorosos conosco. Enquanto a consciência for excessivamente severa no julgamento, fará um esforço no sentido de exigir severas reparações em relação ao erro praticado.

            A culpa somente tem sentido até o momento em que tivermos a consciência do erro. A partir daí ela passa a ser nociva ao melhoramento, pois ela não faz ninguém se sentir melhor, nem serve para modificar uma situação. Do contrário, a culpa nos mantém conectados ao erro.

            A culpa constrange, inferioriza, deprime. Não adianta nada remoer o passado, cultivar o remorso e o ressentimento. Quando compreendemos o real sentido da vida, passamos a entender que errar faz parte do aprendizado. Não importa o tamanho do erro, sempre queremos o melhor. Nada poderia ter sido diferente do que foi, porque era a maneira que sabíamos ver na época. Sempre fazemos o que pensamos ser o melhor dentro do nosso nível de entendimento. E mais: o erro faz parte da aprendizagem e costuma ensinar muito mais do que o acerto.

            O peso da culpa é muito doloroso. Procuremos desenvolver a auto-estima, porque ela desenvolverá a nossa dignidade. Deus não fez ninguém errado. Cada um é perfeito em seu nível e todos estamos desenvolvendo nossos potenciais. As dificuldades, os problemas, os enganos e até as ilusões são formas de treinamento para que alcancemos a maturidade. Por isso, a culpa deve ser eliminada da nossa mente, pois, além da dor e da tristeza íntima, poderá, a longo prazo, desencadear enfermidades no corpo físico. Inclusive, algumas pesquisas comprovam que sentimentos como o ressentimento e a culpa são encontrados na maioria dos casos de câncer.

            Como, diante do Criador, estamos sujeitos a lei de causa e efeito, seremos responsabilizados pelas faltas que cometemos, em vez de nos submetermos à escravidão que a culpa pode causar, devemos pelo trabalho e através da reforma íntima, buscar reparar os equívocos, fazendo o bem em compensação ao mal que praticamos, tornando-nos humildes, se tivermos sido orgulhosos, amáveis, se tivermos sido severos, caridosos, se tivermos sido egoístas, úteis, se tivermos sido inúteis, benignos se tivermos sido perversos.
Cleto Brutes
1VINÍCIUS. Em Torno do Mestre. 6.ed. Rio [de Janeiro]:FEB, 1991. p.94
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Felipa em 29 de Novembro de 2012, 16:22

Arrependimento
Por - Gilberto L. Tomasi

(...) O arrependimento já é uma característica de evolução do espírito. Allan Kardec caracteriza o arrependimento em três hipóteses: desejo de melhora, sentimento de culpa e esforço de superação. (O Livro dos Espíritos)
Essas afirmativas, passadas à Kardec pelo mundo espiritual nos dá a certeza de que, quando tomamos consciência dos erros cometidos, começamos nossa jornada, mesmo que timidamente, de evolução moral.
Mas, o que significa arrependimento e porque sofremos com ele? Freud afirma que o arrependimento está paralelamente ligado ao sentimento de culpa por alguma coisa errada que o homem pratica e tem consciência do ato praticado. Porém, a maioria ainda convive e sofre com esses sentimentos, arrependimento e culpa, sem nada fazer para corrigir ou superar os erros cometidos e, passam a vida inteira sofrendo estacionados e inertes diante do fato.
Com relação às hipóteses do arrependimento, conforme palavras de Kardec, o desejo de melhora não é muito simples e fácil de aceitar, haja vista, que isso implica em reconhecer nossa inferioridade moral, ou “reconhecer a própria sombra”, (Ermance Dufaux – Reforma Íntima sem Martírios). Porém, não existe outra maneira ou outro caminho para o arrependimento senão reconhecer de imediato que ainda somos imperfeitos e, que devemos dia-a-dia fazer um esforço muito grande para darmos os passos iniciais à nossa reforma íntima.
O Evangelho Segundo o Espiritismo narra o episódio de Santo Agostinho ensinando que devemos sim, todos os dias antes de dormir, refletir sobre tudo o que fizemos ou deixamos de fazer de bom ou ruim e repetir sempre aquilo que foi  bem feito e corrigir logo tudo o que foi o mal feito sempre que tivermos oportunidade para tal.
Sofremos muito convivendo com o sentimento de culpa sem entender, conforme nos falam os espíritos superiores, que no estágio em que nos encontramos nesta encarnação se não fosse esse sentimento, a culpa, não iríamos sair do lugar, pois é justamente o sentimento de culpa, de ter feito algo errado ou de não ter feito algo de bom, que nos empurra para o progresso e para a evolução, entendendo que os erros devem servir de ponto de partida para nosso futuro e não como prisão mental, moral ou espiritual.
A terceira hipótese para conquistar equilíbrio no processo do arrependimento, conforme Kardec, é o esforço, juntamente com o desejo e força de vontade de reparar toda e qualquer situação equivocada. Isto nos faz lembrar Paulo de Tarso que disse “A mim, que fui antes recrimino, perseguidor e injuriador, mas alcancei a misericórdia de Deus porque o fiz por ignorância e por ser incrédulo”.
Todos nós sabemos que Paulo era antes Saulo o soldado que perseguia Jesus e passou a segui-lo após cair em si e enxergar o que antes seus olhos não viam. Acontece que ainda somos totalmente cegos diante de nossa real situação, ainda estamos arraigados à materialidade, à vaidade, ao ego, esquecendo de nos manter exatamente onde devemos estar, ou seja, ao aprendizado.
Não devemos conviver com a culpa e o arrependimento em auto-flagelação. Não precisamos sofrer e nos auto-punir, lembremos das palavras de Kardec, afirmando, que somente ocorrerá a regeneração do espírito quando este atingir as três condições para apagar os traços de seu erro, que são: arrependimento, expiação e reparação.   Não importa se sofremos nos arrependemos e nos culpamos  mais com o que deixamos de fazer ou com o que fizemos, o passado deve apenas servir como ponto de partida, vendo onde, como e porque agimos desta ou daquela maneira.
Joana D’Angelis nos chama atenção para a prática da oração em toda e qualquer situação que estejamos envolvidos.
 Fonte: “Considerando o Arrependimento” do livro Leis Morais da Vida – Item 11 – Divaldo Pereira Franco/Espírito Joanna de Ângelis
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Novembro de 2012, 19:49
Olá HamLacerda, boa tarde.


 Mas o mal é, em si fruto do não saber.
                                 

Eu penso diferente, Marcos, eu penso que o mal é fruto do saber. A ignorância que é fruto do não saber, e, portanto, o espírito sente culpa ou se arrepende depois que ele toma conhecimento, porque só sente culpa e se arrepende se fez algo de errado, que poderia ser evitado se tivesse conhecimento e não tivesse feito. Mas o mal é uma insistência naquilo que ele já tem conhecimento de que é errado, caso contrário, todos nós seríamos maus por natureza. A culpa e o arrependimento, são, portanto, como freios, mas se o espírito não quer parar, ele continua, e ai está o mal, porque as ações passam a ser fruto do egoismo e do orgulho, e não da paixão ou do instinto.

Pra ser mal é preciso ter conhecimento do que é certo e do que errado e mesmo assim fazer o que sabe que é errado; se o espírito não tem conhecimento do que seja um mal, ele fará o mal por ignorância, e isso aos olhos de Deus não é um mal, e, portanto, não terá a mesma punição daquele que praticou o mal com conhecimento de causa.

Um abraço
HL

Na verdade penso ser arriscado dizer que o mal seja fruto, o que equivale a uma consequência, do saber. Sabe quando se diz assim; " estou cansado de ver isso no evangelho, já sei... só não pratico...", esta pessoa "pensa" que sabe, mas ignora. Porque o saber Ham é um dos tesouros da alma, lembra; "...o ladrão não rouba, a traça e a ferrugem não roem..." , não seriam estes bens imortais?

Então seria o mal um fruto do uso inadequado do livre arbítrio. Tem-se liberdade para fazê-lo, e conhecimentos insuficientes para evitá-lo. Não seria assim? Tomei por base também a sua fala.

Olá,
[...]

Por exemplo, as pessoas matam, roubam, usam drogas, abusam de crianças etc mas porque acreditam que aquilo está lhe trazendo algum bem;  somente arrependerão se reconhecerem que aquilo faz mal para o próximo, e pra isso é preciso ter conhecimento das leis morais. A partir do momento em que elas tomam conhecimento de que aquilo faz mal para alguém, é porque estão prontos para se arrependerem; foi por isso que Jesus disse: "conhecereis a verdade e a verdade lhes vos libertará".


Um abraço
HL

Abraços.

   

Título: Re: A culpa.
Enviado por: HamLacerda em 29 de Novembro de 2012, 20:05

Então seria o mal um fruto do uso inadequado do livre arbítrio. Tem-se liberdade para fazê-lo, e conhecimentos insuficientes para evitá-lo. Não seria assim? Tomei por base também a sua fala.



Sem dúvida, mas a resposta que precisamos encontrar é se o espírito faz o mal sabendo que está fazendo o mal,  ou se faz por ignorância.

Eu acredito que seja com conhecimento de causa, uma vez que se fizesse por ignorância, não seria um mal, e quando se faz por ignorância não existe culpa e nem arrependimento.


Um abraço
HL


Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 30 de Novembro de 2012, 00:08
Meus irmãos e minhas irmãs,vejamos bem.Nas leis criadas pelo homem,pode haver um
abrandamento da pena se você não praticou a má ação,apenas estava presente,mas
foi omisso ou até mesmo conivente por deixar acontecer.Entretanto nas leis morais,ou
seja,as leis universais de Deus,não,essas são mais duras.O sentimento de culpa vai
acontecer,e esse será maior de quanto for o nível de esclarecimento dessas leis,não se
colocando em evidência o nível intelectual, que possa ser elevado ou não.Pois na verda-
-de,os erros cometidos,independente de quem os cometeu,haverá um julgamento por
parte de Deus,e ele está presente na sua consciência.Costuma-se colocar,que as más
ações são praticadas mais pelos menos culto,o que eu discordo,eu dou mais crédito ao
espírito ser mais ou menos forte,que possa ou não dominar as suas más tendências.A
exemplo,quantas boas ações são praticadas por pessoas simples e sem nenhuma cul-
-tura,mas têm um nível de consciência bem elevado.É assim que eu penso.
Fiquem na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: filhodobino em 30 de Novembro de 2012, 01:20
Amados do meu coração...

Culpa é...
Ilusão das ilusões...
Cadáver humano, indigno do mundo, apto para vivenciar o que se sobreeleva à ilusão, aprendiz do que virá do real...


“Eu tenho visto tudo o que se faz neste mundo e digo: tudo é ilusão.
É tudo como correr atrás do vento.
Ninguém pode endireitar o que é torto nem fazer contas quando faltam números.
E pensei assim: eu me tornei um grande homem, muito mais sábio do que todos os que governaram Jerusalém antes de mim.
Eu realmente sei o que é a sabedoria e o conhecimento.
Assim, pro-curei descobrir o que é o conhecimento e a sabedoria, o que é a tolice e a fal-ta de juízo.
Mas descobri que isso é o mesmo que correr atrás do vento.
Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e quanto mais sabe, mais sofre”
(1, 14) Logia 080- Evangelho de Tomé...
Divina comédia da vida.

oOo

13 E apliquei o meu coração a inquirir e a investigar com sabedoria a respeito de tudo quanto se faz debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela se exercitarem.
14 Atentei para todas as obras que se e fazem debaixo do sol; e eis que tudo era vaidade e desejo vão.
15 O que é torto não se pode endireitar; o que falta não se pode enumerar.
16 Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento.
17 E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão.
18 Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.
Eclesiastes1;

Saúde e Paz!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Novembro de 2012, 10:21
Olá amigos, bom dia! Hoje nosso estudo do mês completa seu trigésimo dia, com gosto de fim. Mas é só um gosto, pois o estudo, a busca deve ser incessante, não deve ter fim, e um dia quem sabe, possamos afirmar com todas as letras que amamos o que fazemos, com quem estamos, e tudo nos é bem vindo.

Tenho aprendido muito com vocês e com suas postagens. Não desistamos nunca dos ideais, alegremo-nos, mesmo diante do inevitável, porque crescer dói, mas nos tornamos maiores, e é isso o que importa, sermos grandes em espírito, em generosidade para melhor ajudar a nós mesmos e ao próximo.

Continuemos aprendendo e ensinando sobre a culpa e suas nuances, que hoje sabemos muito sutis.

Abraços a todos. :)

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Novembro de 2012, 10:41

Então seria o mal um fruto do uso inadequado do livre arbítrio. Tem-se liberdade para fazê-lo, e conhecimentos insuficientes para evitá-lo. Não seria assim? Tomei por base também a sua fala.


Sem dúvida, mas a resposta que precisamos encontrar é se o espírito faz o mal sabendo que está fazendo o mal,  ou se faz por ignorância.

Eu acredito que seja com conhecimento de causa, uma vez que se fizesse por ignorância, não seria um mal, e quando se faz por ignorância não existe culpa e nem arrependimento.

Um abraço
HL


Olá HamLacerda, vejamos; " Todos os pecados lhes serão perdoados, mas o pecado cometido pelo Espírito Santo não será perdoado"- Jesus

Entendemos que o agir com da consciência adormecida, é perdoado. Não quer dizer que não precisa reparação, a reparação haverá sempre. É que ao falhar na ignorância, resgatamos na ignorância... não há dor moral.

O pecado contra o Espírito Santo seria o erro contra a consciência. Este, disse Jesus, não tem perdão, entendemos que há a dor moral (culpa), exigindo assim a reparação para que fiquemos quites para com a consciência cósmica.

Quando se sabe realmente, se tem conhecimentos bem fundamentados, e poucos os têm, agimos de maneira diferente, reta, e a dor moral seria quase imperceptível dado o erro ser assim também.

Abraços.

 

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Novembro de 2012, 10:50
Olá Antonio Renato Barbosa, bom dia!

A sua questão se parece com a do HamLacerda, não estaríamos confundindo intelectualidade com moral?

Posso ser um Dr. e, no entanto... um perdido, sem consciência. Assim como poderia ser um matuto, sem letras, e de uma generosidade imensa, de uma moral irretorquível.

A ignorância, neste caso, do cometimento das atrocidades seria no sentido, da falta de sabedoria, sendo esta, ensinada nas experiências da vida, e não nas cátedras escolares. Concorda?

Neste sentido um médico pode ser ignorante e o caipira um sábio...

Abraços. :)

Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 30 de Novembro de 2012, 11:33
Meus irmãos e minhas irmães.Em mais uma vez tivemos a oportunidade de participar de um
debate no nosso FE,mais uma etapa de aprendizado foi nos dado,aprendemos uns com os
outros,pois esta é a finalidade dos estudos mensais.Como bem colocou o nosso irmão Marcos,
que o aprendizado continua,pois nada acaba,se transforma,e essa transformação aconteceu
em todos nós,pois através dos nossos debates aprendemos a melhor administrar as nossas
culpas.Erramos por não sermos perfeitos,pois somos apenas espíritos em evolução.Entretanto
quando assumimos as responsabilidades das nossas culpas,e delas nos arrependemos,a nos-
-sa consciência nos disse o que tinha que ser feito.O erro na maioria das  vezes  acontecem
pelo enfraquecimento do nosso espírito,então compete a todos nós sermos  vigilantes  das nossas ações, para não continuar a transgredindo as leis Universais de Deus.
Fiquem na paz,e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Antonio Renato em 30 de Novembro de 2012, 14:07
Meu nobre irmão Marcos.Não posso deixar de concordar que houve nas minhas colocações,
semelhanças com as colocadas pelo nosso irmão HamLacerda,é um bom sinal,significa também
que estamos na mesma linha de raciocínio.Em geral confunde-se nível Moral com nível intelectu-
-al,motivados pela ignorância.
Fique na paz.
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Novembro de 2012, 21:16
Olá amigos. Ao final de nossos estudos creio que pudemos contribuir de alguma forma para nosso crescimento.

"A principal e mais grave punição para quem cometeu uma culpa está em sentir-se culpado."
(Sêneca)

-Admitir sempre a responsabilidade que nos cabe, nunca fugir.
-Nunca culpar a outrem por erros nossos.
-Compreender a própria fraqueza.
-Pedir e dar o perdão sempre que houver ocasião.
-Mudar pensamentos e atitudes para crescer.
-Liberar o processo culpa, discernir, estudar causas e consequências de tudo que fazemos.
-Refazer, reparar, reorganizar, repaginar tudo que estiver ao nosso alcance, sem cobranças excessivas, mas compreendendo o outro e a nós mesmos, evoluindo sempre.

Abraços.

 
Título: Re: A culpa.
Enviado por: Alesandro Bennati em 14 de Janeiro de 2013, 16:03
No final das contas a Culpa é um dos principais "motores" da Evolução Espiritual!
Título: Re: A culpa.
Enviado por: JulioChavez em 24 de Fevereiro de 2013, 00:39
muito bem