Autor Tópico: [Estudo Março 2009] O perdão  (Lida 22276 vezes)

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Offline Vitor Santos

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[Estudo Março 2009] O perdão
« em: 01 de Março de 2009, 15:22 »
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Fórum espírita – Tema Março 2009: O perdão x vingança

(Quem quiser poderá ver a apresentação do tema em formato pps, em anexo)

Quando falamos de perdão, ocorre-nos a possibilidade de obter o perdão pelas faltas que estamos sempre a cometer.

Deus não se ofende, pois essa atitude é incompatível com a perfeição do Criador. Mas será que as leis de Deus prevêem que podemos anular os nossos débitos, devidos ao mal que fizemos? 

A resposta seguinte, do livro dos Espíritos, esclarece-nos sobre este assunto:

Citar
661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?

“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas acções são a melhor prece, por isso que os actos valem mais que as palavras.”

Por outras palavras, obter o perdão das nossas faltas, é arrependermo-nos das mesmas e corrigir em nós os defeitos que nos levaram a cometer essas faltas. Diz também:

- Uma prática de vida exemplar é a melhor prece que podemos realizar;

Para além disso, a melhor forma de divulgar o espiritismo, é agir na vida fazendo o bem e não fazendo o mal, tanto quanto nos for possível. Como diz o espírito na resposta, os actos valem mais dos que as palavras. Na divulgação da doutrina que amamos essa máxima também é válida

O perdão das nossas faltas é obtido através de um trabalho sistemático e constante no sentido do auto-conhecimento e de auto-correcção. Não há impunidade, pois ninguém avança no caminho da felicidade sem esforço. Quem não se arrepende e auto-corrige, não avança.

Quando desencarnamos, teremos mais consciência da nossa situação real. Veremos que os felizes que aproveitaram o tempo que estiveram na terra a esforçar-se seriamente para se autocorrigirem, seguem em frente, no sentido da felicidade e os que desperdiçaram o seu tempo, ficam estagnados, sujeitos a voltar a enfrentar uma encarnação num mundo precário, como a terra, como o aluno que não passa o ano

Devemos também perdoar as faltas aqueles que nos fizeram sentir ofendidos e nos prejudicaram?

- O mal que verdadeiramente nos faz mal é aquele que nós fazemos. O mal que nos fazem, embora possa fazer-nos sofrer, é uma consequência de ainda não mereceremos estar num mundo melhor.

- Se aqui estamos, sujeitos ás vicissitudes desta encarnação, à precaridade deste mundo, é porque ainda não conquistámos o merecimento de estar em melhor lugar.

E é isso que encontramos na doutrina dos espíritos:

Citar
“o Livro dos Espíritos”

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

Não quer isto dizer que uma pessoa não se não possa defender, quando é agredida, ou não possa defender os seus legítimos interesses. Mas como quem se defende de uma criança tola, ou seja, sem crueldade, sem ressentimentos. Não interessa como foi, nem quem foi, interessa a reparação dos prejuízos, se possível, e esquecer o assunto.

Sem ser benevolente para todos, indulgente para com as faltas e imperfeições alheias, sem perdoar, não há caridade. E “fora da caridade não há salvação”, como todos já sabemos.

Citar
Dizia William Shakespeare (1564-1616):

"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

Este sábio e génio da literatura, cujo nome foi imortalizado pelo teatro, alerta para a importância do perdão e até para o prejuizo que o ressentimento provoca na nossa vida.

Mas o beneficio do perdão não é apenas uma questão do âmbito das coisas do espirito.

O artigo em anexo, da Universidade de Wisconsin, nos EUA, aborda o tema de uma perspectiva cientifica. Refere que o ressentimento tem consequências fisicas nefastas para a saude fisica. Quando conseguimos perdoar, estamos a contribuir para aumentar a nossa saude fisica.

O artigo começa com uma citação muito interessante, de Alexander Pope:

Citar
- “Errar é humano, perdoar é divino”

E com a explicação do que é e não é perdoar, baseadas em parte no trabalho de Enright e Luskin:

Citar
- O perdão é uma transformação interna. É uma chave para se libertar do sofrimento e aumentar a paz interior e a sabedoria.
- Perdoar não é esquecer. Pelo contrário, o processo de perdoar implica lembrar-se do facto que nos magoou e das emoções negativas pelas quais passámos.
- Perdoar não é sancionar as acções erradas de que fomos vitimas. Muito menos é achar que no futuro tenhamos de admitir que nos façam o mesmo.
- Perdoar depende da pessoa que perdoa e não de quem ofendeu. Se quem ofendeu se arrepender, melhor, mas isso não é essencial.
- Perdoar liberta-nos do controle de quem nos agrediu/ ofendeu. Com o perdão, o agressor perde o poder de nos causar mais emoções negativas, que só nos prejudicam
- Perdoar pode quebrar padrões velhos e errados, que podem prejudicar a aquisição de novas relações.
- Perdoar pode ser um trabalho difícil e demorado.
- Perdoar não implica necessariamente retomar o convívio com quem nos agrediu. O principal é curarmo-nos a nó próprios. Mas se for possível a conciliação, tanto melhor, claro.
- Perdoar pode depender apenas da nossa vontade. Podemos necessitar de ajuda e de aprender a fazê-lo.

Quem quiser aprofundar o artigo em questão pode encontrar algumas sugestões para o efeito.

No Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos também muito material de estudo. Anexamos algum desse material, para quem o quiser estudar e se inspirar para o debate.

Nas instruções dos espíritos do cap. X, temos, por exemplo:

No n.º 14

É abordada a resposta de Jesus a Pedro, quando este último perguntou de deveria perdoar sete vezes: “- deves perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete…” (ou seja não há limites para o número de vezes a perdoar). Os espíritos ensinam-nos também que quanto mais fundo formos atingidos nos nossos interesses, maior é o mérito do perdão.

No n.º 15

Somos alertados para o facto de que, qualquer que seja a ofensa ou agressão a que somos submetidos, já decerto nesta encarnação, ou em outras anteriores, cometemos faltas mais graves. Por isso perdoar aos inimigos é também pedir perdão para si próprio. No n.18 é reforçado que todos temos defeitos para corrigir e, por isso, não somos melhores nem devemos atirar pedras a ninguém.

No n.º 17

A bondade de Deus é colocada em destaque:

“…Sustentai os fortes: animai-os á perseverança; fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento.”

 
Nas instruções dos espíritos do cap. XI:

No n.º 14

É esclarecido que a benevolência para com o próximo, ainda que se trate de um criminoso, seja à luz da lei dos homens, seja à luz da justiça divina.

A justiça não serve para punir, mas para proteger os inocentes e regenerar os criminosos. E se mais não podemos fazer, podemos orar por eles. Se o fizermos com fé e boa vontade, eles poderão ser tocados de arrependimento.

Se Deus permite que estejamos num mundo onde existem criminosos, é para nosso ensinamento. O que é triste é ainda necessitarmos desse tipo de ensinamentos, ou seja permanecermos num mundo precário.

Nas instruções dos espíritos do cap. XII

No n.º 9

É salientado que a vingança é um costume bárbaro e que aquele que nega o perdão, não só não é espírita como também não é Cristão.

No n.º 10

Encontramos um esclarecimento muito importante, corolário desta reflexão:

Citar
- “O amor aproxima de Deus, o ódio distancia-nos Dele.”

Espero muitas opiniões e ensinamentos de todos, sobre este tema que é muito caro aos espíritas e aos cristãos. Nunca é demais falar sobre este assunto.

Bem hajam
« Última modificação: 02 de Março de 2009, 21:01 by Unformatted »
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Offline Anton Kiudero

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Re: O perdão - tema de Março2009
« Responder #1 em: 01 de Março de 2009, 17:08 »
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Offline Anton Kiudero

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Re: O perdão - tema de Março2009
« Responder #2 em: 01 de Março de 2009, 17:14 »
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Mais uma reflexão sobre o perdão (fonte gnóstica)

Sobre o Perdão

Perdoar não é difícil. Mas, embotados que estamos, temos problemas em vencer as barreiras do Eu, do ego. Apegamo-nos à dor e ao sofrimento, e este apego  inviabiliza o perdão.

Enquanto acharmos que existe algo ou alguém a ser perdoado, não perdoaremos nada nem ninguém, nem total nem parcialmente. O perdão parcial não existe, é só mais uma cômoda invenção.

Sem que exista uma mudança radical do ponto de vista da história, o perdão não é possível.

Enquanto não nos desprendermos de idéias e frases padronizadas – "Ele me fez isso!", "Ela me fez aquilo!", "Ah, se fosse comigo!", “Ele me fez isso, mas eu perdoei!”, "Ele lhe fez tudo isso e você não fez nada?" –, não estaremos habilitados a perdoar. Estaremos ainda muito presos ao Eu, estaremos reféns das idéias, das histórias.

A questão fundamental é que, quando perdoamos alguém, percebemos, no final, que não havia nada a ser perdoado.

Conflitos e mágoas acontecem porque fantasiamos, exageramos, criamos ilusões, expectativas, sobre situações que nos acontecem ou sobre o futuro, porque culpamos os outros por não terem realizado nossos desejos, nossas fantasias, por não terem correspondido às nossas expectativas. Mas, quando conseguimos enxergar o quadro sob um outro ponto de vista, percebemos que nada havia a ser perdoado, nós é que estávamos delirando, sonhando, fantasiando, distorcendo as coisas.

Enquanto adotarmos a postura de alardearmos nosso perdão às pessoas, a despeito de elas nos terem feito isso ou aquilo, não estamos perdoando de fato. Estamos, sim, nos enganando, fechando as portas para um perdão real, carregando mágoas, raivas e ressentimentos, que se estenderão por muito tempo. No fundo, o próprio enunciado de nossos dizeres, revela que não perdoamos.

Enquanto não aceitarmos as coisas, as pessoas, as situações como realmente são, a vida tal qual se apresenta, não será possível perdão algum. Precisamos entender que tudo é como deveria ser. Nós é que, com nosso orgulho, achamos que tudo deveria ser diferente, que tudo deveria ser do jeito que idealizamos.

Não perdoamos porque somos impacientes, intolerantes; porque nos colocamos como vítimas das situações; porque não aceitamos os outros ou as situações. Não aceitamos pessoas e fatos e queremos ser aceitos. Não perdoamos e queremos ser perdoados. Não respeitamos e queremos ser respeitados.  Somos incapazes de parar para perceber que tudo isso é conseqüência direta do fato de não nos aceitarmos, de não nos respeitarmos, de não nos perdoarmos, de vivermos nos culpando, nos cobrando.

Egoístas que somos, acreditamos que precisamos perdoar o próximo e esquecemos que também precisamos de seu perdão. Talvez, saindo um pouco de dentro de nós mesmos e sendo um pouco menos egoístas, possamos alcançar a percepção de que também precisamos ser perdoados. Certamente, já erramos muito e continuamos a errar, a magoar pessoas próximas sem perceber, a agir mal, a irritar os outros. Certamente, por muitas vezes, também já causamos sofrimento a terceiros. Não somos tão santos quanto acreditamos ser. Esta nova percepção, uma vez atingida, nos levará a relaxar. E, assim, poderemos ampliar significativamente nossa capacidade de perdão, pois teremos compreendido que os outros também precisam nos perdoar, e muito.

A esse respeito, reflitamos sobre as sábias palavras do Cristo, em Mateus 18:

21 – Então, Pedro, chegando–se a ele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?

22 – Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.

23 – Por isso, o Reino dos céus pode comparar–se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;

24 – e, começando a fazer contas, foi–lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos.

25 – E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a [dívida] se lhe pagasse.

26 – Então, aquele servo, prostrando–se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

27 – Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou–o e perdoou–lhe a dívida.

28 – Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava–o, dizendo: Paga–me o que me deves.

29 – Então, o seu companheiro, prostrando–se a seus pés, rogava–lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

30 – Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá–lo na prisão, até que pagasse a dívida.

31 – Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram–se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.

32 – Então, o seu senhor, chamando–o à sua presença, disse–lhe: Servo malvado, perdoei–te toda aquela dívida, porque me suplicaste.   

33 – Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

34 – E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.

35 – Assim vos fará também meu pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

Para sabermos quantas vezes, pelo quê e quando devemos perdoar alguém, basta perguntarmo-nos quantas vezes, pelo quê e quando gostaríamos  de ser perdoados.

Buscar o perdão é buscar compreender o outro, compreender as situações; é buscar um novo ponto de vista, um ponto de vista mais altruísta; é renunciar aos nossos próprios sofrimentos, praticar a tolerância, a paciência, a compaixão, a sensibilidade. Todas esses atos, por si, já são atos de perdão.

Paz Profunda,
Fabio Ferreira Balota
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Offline vennus

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #3 em: 03 de Março de 2009, 01:54 »
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Perdão - Seicho-No-Ie
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Offline Suelen

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #4 em: 03 de Março de 2009, 04:48 »
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Offline lucineide.c

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #5 em: 03 de Março de 2009, 07:12 »
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        "Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas também vosso Pai Celestial vos perdoará a vós..."_ Jesus (Mateus. 6:14 )

       Quando perdoamos estamos nos dando a chance de crescer, evoluir e chegar a ser espírito de luz. O perdão ajuda mais a quem  perdoa do que a quem é perdoado. O ódio é um veneno que mata devagarinho. Quem odeia não é feliz ,já que não tem tempo de viver o amor . Vive preso na teia do ódio,vive articulando perseguições, não tem tempo de viver a vida com alegria, atrai legiões de criaturas das sombras e desequilibra sua vida e a do outro.
"Perdão pode ser comparado a luz que o ofendido acende no caminho do ofensor.Por isso mesmo, perdoar em qualquer situação, será sempre colaborar na vitória do amor, em apoio de nossa própria libertação para a vida imperecível." Emmanuel


        Perdoa meu irmão, perdoa sempre
        No teu nobre coração planta a semente
        Do amor ao próximo e segue em frente   
        Expulsa do teu íntimo a serpente
        Que envenena a ti diariamente
        Tolere o outro incondicionalmente
        E serás feliz completamente

         Abraços fraternos a todos !                       
                                      Lu     02/03/09


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Offline hcancela

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #6 em: 03 de Março de 2009, 11:02 »
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Olá amigos(as)

PERDOAR E NÃO PERDOAR SIGNIFICA ABSOLVER E CONDENAR?

Nas mais expressivas lições de Jesus ,não existem própriamente,as condenações implicitas ao sofrimento eterno,como quiseram os inventores de um inferno mitológico.

Os ensinos evangélicos referem-se ao perdão ou á sua ausência.

Que se faz ao mau devedor a quem já se tolerou muitas vezes?Não havendo mais solução para as dividas que se multiplicam,esse homem é obrigado a pagar.

É o que se verifica com as almas humanas,cujos dévitos,no tribunal da justiça divina,são resgatados nas reencarnações,de cujo circulo vicioso poderão afastar-se,cedo ou tarde,pelo esforço no trabalho e boa-vontade no pagamento.

NA LEI DIVINA,HÁ PERDÃO SEM ARREPENDIMENTO?

A lei divina é uma só,isto é,a do amor que abranje todas as coisas e todas as criaturas do Universo ilimitado.
A concessão paternal de Deus,no que se refere á experiência,já significa,em si,o perdão ou a magnanimidade da lei.Todavia,essa oportunidade só é concedida quando o Espirito deseja regenerar-se e renovar seus valores intimos pelo esforço nos trabalhos santificantes.
Eis por que a boa-vontade de cada um é sempre o arrependimento individual e coletivo,na marcha dos seres para as culminâncias da evolução espiritual.

ANTES DE PERDOAR-MOS A ALGUÉM,É CONVENIENTE O ESCLARECIMENTO DO ERRO?

Quem perdoa sinceramente,fá-lo sem condições e olvida a falta no mais intimo do coração;todavia,a boa palavra é sempre útil e a ponderação fraterna é sempre um elemento de luz,clarificando o caminho das almas.

QUANDO ALGUÉM PERDOA,DEVERÁ MOSTRAR A SUPERIORIDADE DE SEUS SENTIMENTOS PARA QUE O CULPADO SEJA LEVADO A ARREPENDER-SE DA FALTA COMETIDA?

O perdão sincero é filho espontâneo do amor e, como tal,não exige reconhecimento de qualquer natureza.

"CONCILIA-TE DEPRESSA COM O TEU ADVERSÁRIO"-ESSA É A PALAVRA DO EVANGELHO,MAS SE O ADVERSÁRIO NÃO ESTIVER DE ACORDO COM O BOM DESEJO DE FRATERNIDADE,COMO EFETUAR SEMELHANTE CONCILIAÇÃO?

Cumpra cada qual o seu dever evangélico,buscando o adversário para a reconciliação precisa,olvidando a ofensa recebida.Perseverando a atitude rancorosa daquele,seja a questão esquecida pela fraternidade sincera,porque o propósito de represália,em si mesmo,já constitui uma chaga viva para quantos o conservam no coração.

PORQUE TERIA JESUS ACONSELHADO PERDOAR "SETENTA VEZES SETE"?

A Terra é um plano de experiências e resgates por vezes bastante penosos,e aquele que se sinta ofendido por alguém,não deve esquecer que ele próprio pode também errar setenta vezes sete.

"DO LIVRO O CONSOLADOR-EMMANUEL

OBS :EMMANUEL disse certa vez a CHICO XAVIER,que perdoar requer uma auto-superação muito grande , e aquele que o consegue, tem meio caminho andado para a perfeição.


SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Sei o que devo ser, mas ainda não sou.

Offline Taprobana

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #7 em: 03 de Março de 2009, 15:30 »
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Olá amigos!

Apesar de sabermos que o perdão ser de todo necessário tanto para o bem próprio como para o daquele por quem fomos ofendidos, quem de nós tem capacidade para realmente perdoar?

Perdoar vai muito para além da simples menção ao perdão. Dizer que sim que perdoamos não é por si só suficiente para o consumar desse perdão, uma vez que as causas que originaram essa necessidade continuam a ser um atributo presente em nós.

A necessidade de perdão só surge na medida que as suas causas existam, ou seja, quando o nosso percurso evolutivo ainda se encontra em estados nos quais impomos a importância que atribuímos a nós mesmo, à frente daquela que atribuímos ao nosso semelhante.

Quando assim não é, uma qualquer ofensa que seja dirigida ela simplesmente não tem efeito pois a ofensa não faz parte desse mundo de sentimentos. Como tal, o perdão não é necessário.

Assim, e seguindo esta linha de raciocínio, quando dizemos que sim, que perdoamos, de facto não estamos em condições de o dizer, pois a nossa própria realidade de ser nos impede de o fazer.

Consoante os méritos por nós já atingidos esse perdão pode ser expresso de várias formas, ou seja, mais ou menos sentimentos derivados do nosso ego podem manter-se em nós manifestos…

Com o perdão temos a oportunidade de dar um passo mais no nosso percurso evolutivo, levando a cabo os esforços necessários para que enfim chegue o dia em que perdoar se torna desnecessário, pois em circunstância alguma nos poderemos sentir ofendidos.

Um abraço amigos.
O

Offline Elsamar

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #8 em: 03 de Março de 2009, 15:59 »
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Olá a todos,

quando é que podemos ter a certeza absoluta que realmente perdoamos uma ofensa?
Ouço dizer que é quando esquecemos por completo essa ofensa.
Será?

Abraço grande.
À

Offline Vitor Santos

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #9 em: 03 de Março de 2009, 16:29 »
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Olá Taprobana

Por experiência própria, embora estejamos sujeitos às limitações que todos conhecemos, pelo facto de ainda sermos imaturos e estarmos na carne, podemos trabalhar no sentido do perdão, mesmo que tenhamos razão para nos termos sentiso ofendidos, e até que essa razão se mantenha. O perdão depende de quem é ofendido e não de quem ofende.

Se compreendemos que o ódio e o desejo de vingança são sentimentos nocivos para quem os tem, se pensarmos bem quantas vezes é que também já demos razões para alguém se ofender, nesta encarnação ou noutras, haverá motivação e é sempre possivel perdoar. Vingar-se é como dizer que merecemos o que nos aconteceu, pois achamos justo fazer o mesmo. É sancionar a agressão a que fomos submetidos.

Claro que, melhor que perdoar, é conseguir não se chegar a ofender. Isso todos sabemos, mas nem sempre somos capazes de o fazer (falo por mim), quando somos surpreendidos e ainda estamos no calor dos acontecimentos.

Olá Elsa

Certeza absoluta do perdão de uma ofensa, tal como certeza absoluta do que quer que seja, parece-me muito dificil, ou mesmo impossivel, para nós, humanos terrenos.

Contudo o perdão, para mim não significa esquecer. Significa já não se deixar afectar quando pensamos no que nos ofendeu ou somos confrontados com as pessoas que nos ofenderam. Se nós perdoámos, aquilo ou a pessoa que nos magoou, não nos afecta mais.

Não somos obrigados a ter simpatia por ninguém. Podemos não ter simpatia pela pessoa que nos ofendeu, se sabemos que ela não se arrependeu e que é capaz de voltar a fazer o mesmo. Temos o direito a defender-nos e a não nos colocar de novo nas mãos dessa pessoa. Isso não quer dizer que não perdoámos. Perdoar é desejar sempre o bem e nunca desejar o mal a quem nos ofendeu. Não é fingir que não se passou nada.

Esta é a minha opinião, discutivel e falivel, como é óbvio.

bem hajam
A

Offline Elsamar

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #10 em: 03 de Março de 2009, 16:52 »
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Amigo vitor,

essa também é a minha opinião. Tenho participado nalgumas "discussões" em que é opinião prevalecente que temos a certeza que perdoámos, quando esquecemos essa ofensa.
Ora, vamos imaginar duas pessoas que viveram juntas 20 anos. Durante esse tempo a mulher foi vitima de maus tratos tanto fisicos como psicológicos. Essa mulher, mesmo que consiga um dia perdoar, nunca conseguirá esquecer. Esses acontecimentos podem deixar de a afectar, mas nunca se apagarão da memória a não ser na próxima reencarnação.

Amigo Vitor, mais uma vez em consonância.

Bem Hajas :D
« Última modificação: 03 de Março de 2009, 16:55 by Elsamar »
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Offline Taprobana

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #11 em: 03 de Março de 2009, 18:20 »
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Claro que, melhor que perdoar, é conseguir não se chegar a ofender

Olá Vítor!

É isto mesmo amigo. Claro que tudo aquilo que dizes é no sentido de ser a forma como nos é possível hoje “perdoar”.

No entanto, aquilo que eu pretendo reflectir é acerca da possibilidade que temos de vislumbrar a meta que pretendemos atingir.

Sabermos que enquanto nos sentirmos atingidos pelas ofensas que nos possam dirigir, somos então nós próprios uns potenciais ofensores pois estamos ambos exactamente no mesmo patamar vibratório ou evolutivo.

Claro que merece todo o mérito a atitude que tem aquele que consegue contrariar a sua vontade de vingança, evitando assim como dizes e bem sancionar com actos a mesma agressão que se sente submetido. Mas o mal está na própria vontade mesmo que reprimida de vingança, que substitui aquela que para nós é ainda inacessível, de amar aquele que nos tenta ofender, tal como normalmente fazemos com um filho que na rebeldia do seu crescimento, age por vezes de forma a tentar à sua maneira atingir-nos, o que nunca consegue pois a amor que por ele sentimos impede que tal suceda.

Um abraço amigos!
O

Offline Rejainy

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #12 em: 03 de Março de 2009, 18:22 »
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OLA!

É muito facil flalar do perdao, mas realmente essa palavra eh muito dificil colocar em pratica, pois nem sempre falamos do fundo do coração. Perdoar acho que não sgnifica passar uma borracha naquilo que a pessoa fez de errado com vc, mas sim voce não sentir raiva,magoa ou nada para com esta pessoa. Deveriamos lembrar que JESUS mesmos endo ofendido como foi, perdoou os seus agressores. Isto sim é o perdao!!!
Fiquem com Deus!

Offline Vitor Santos

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #13 em: 03 de Março de 2009, 22:17 »
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Olá Rejainy

Concordo consigo. O perdão é muito dificil. Mas não é impossivel.

Olá Tapobrana

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Sabermos que enquanto nos sentirmos atingidos pelas ofensas que nos possam dirigir, somos então nós próprios uns potenciais ofensores pois estamos ambos exactamente no mesmo patamar vibratório ou evolutivo.


Esta frase é discutivel. Depende do caso.

Se alguém for na rua e me pregar uma bofetada, eu sentir-me ofendido, na altura, é normal, saudável e não é um acto de agressão. Só se eu retaliar com crueldade, muito para além do necessário para me defender, é que sou um agressor também. Ou então, se me vingar mais tarde.

O facto de eu estar num mundo em que estou sujeito à agressão fisica é sinal de imaturidade, pois se eu já fosse espiritualmente maduro só estava sujeito à agressão fisica se eu quisesse. Sentir-se ofendido não é necessáriamente ser um potencial ofensor. É apenas ser imaturo.

bem hajas
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Offline Atma

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Re: [Estudo Março 2009] O perdão
« Responder #14 em: 03 de Março de 2009, 23:23 »
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Perdoai, para serdes perdoado - Evangelho.
A

 

Com a resposta rápida pode usar o código BBC e os smileys numa mensagem normal, mas muito mais rapidamente.

Nota: esta mensagem não irá aparecer até ter sido aprovada por um moderador.
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