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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Vitor Santos em 01 de Março de 2009, 14:22

Título: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Março de 2009, 14:22
Fórum espírita – Tema Março 2009: O perdão x vingança

(Quem quiser poderá ver a apresentação do tema em formato pps, em anexo)

Quando falamos de perdão, ocorre-nos a possibilidade de obter o perdão pelas faltas que estamos sempre a cometer.

Deus não se ofende, pois essa atitude é incompatível com a perfeição do Criador. Mas será que as leis de Deus prevêem que podemos anular os nossos débitos, devidos ao mal que fizemos? 

A resposta seguinte, do livro dos Espíritos, esclarece-nos sobre este assunto:

Citar
661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?

“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas acções são a melhor prece, por isso que os actos valem mais que as palavras.”

Por outras palavras, obter o perdão das nossas faltas, é arrependermo-nos das mesmas e corrigir em nós os defeitos que nos levaram a cometer essas faltas. Diz também:

- Uma prática de vida exemplar é a melhor prece que podemos realizar;

Para além disso, a melhor forma de divulgar o espiritismo, é agir na vida fazendo o bem e não fazendo o mal, tanto quanto nos for possível. Como diz o espírito na resposta, os actos valem mais dos que as palavras. Na divulgação da doutrina que amamos essa máxima também é válida

O perdão das nossas faltas é obtido através de um trabalho sistemático e constante no sentido do auto-conhecimento e de auto-correcção. Não há impunidade, pois ninguém avança no caminho da felicidade sem esforço. Quem não se arrepende e auto-corrige, não avança.

Quando desencarnamos, teremos mais consciência da nossa situação real. Veremos que os felizes que aproveitaram o tempo que estiveram na terra a esforçar-se seriamente para se autocorrigirem, seguem em frente, no sentido da felicidade e os que desperdiçaram o seu tempo, ficam estagnados, sujeitos a voltar a enfrentar uma encarnação num mundo precário, como a terra, como o aluno que não passa o ano

Devemos também perdoar as faltas aqueles que nos fizeram sentir ofendidos e nos prejudicaram?

- O mal que verdadeiramente nos faz mal é aquele que nós fazemos. O mal que nos fazem, embora possa fazer-nos sofrer, é uma consequência de ainda não mereceremos estar num mundo melhor.

- Se aqui estamos, sujeitos ás vicissitudes desta encarnação, à precaridade deste mundo, é porque ainda não conquistámos o merecimento de estar em melhor lugar.

E é isso que encontramos na doutrina dos espíritos:

Citar
“o Livro dos Espíritos”

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

Não quer isto dizer que uma pessoa não se não possa defender, quando é agredida, ou não possa defender os seus legítimos interesses. Mas como quem se defende de uma criança tola, ou seja, sem crueldade, sem ressentimentos. Não interessa como foi, nem quem foi, interessa a reparação dos prejuízos, se possível, e esquecer o assunto.

Sem ser benevolente para todos, indulgente para com as faltas e imperfeições alheias, sem perdoar, não há caridade. E “fora da caridade não há salvação”, como todos já sabemos.

Citar
Dizia William Shakespeare (1564-1616):

"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

Este sábio e génio da literatura, cujo nome foi imortalizado pelo teatro, alerta para a importância do perdão e até para o prejuizo que o ressentimento provoca na nossa vida.

Mas o beneficio do perdão não é apenas uma questão do âmbito das coisas do espirito.

O artigo em anexo, da Universidade de Wisconsin, nos EUA, aborda o tema de uma perspectiva cientifica. Refere que o ressentimento tem consequências fisicas nefastas para a saude fisica. Quando conseguimos perdoar, estamos a contribuir para aumentar a nossa saude fisica.

O artigo começa com uma citação muito interessante, de Alexander Pope:

Citar
- “Errar é humano, perdoar é divino”

E com a explicação do que é e não é perdoar, baseadas em parte no trabalho de Enright e Luskin:

Citar
- O perdão é uma transformação interna. É uma chave para se libertar do sofrimento e aumentar a paz interior e a sabedoria.
- Perdoar não é esquecer. Pelo contrário, o processo de perdoar implica lembrar-se do facto que nos magoou e das emoções negativas pelas quais passámos.
- Perdoar não é sancionar as acções erradas de que fomos vitimas. Muito menos é achar que no futuro tenhamos de admitir que nos façam o mesmo.
- Perdoar depende da pessoa que perdoa e não de quem ofendeu. Se quem ofendeu se arrepender, melhor, mas isso não é essencial.
- Perdoar liberta-nos do controle de quem nos agrediu/ ofendeu. Com o perdão, o agressor perde o poder de nos causar mais emoções negativas, que só nos prejudicam
- Perdoar pode quebrar padrões velhos e errados, que podem prejudicar a aquisição de novas relações.
- Perdoar pode ser um trabalho difícil e demorado.
- Perdoar não implica necessariamente retomar o convívio com quem nos agrediu. O principal é curarmo-nos a nó próprios. Mas se for possível a conciliação, tanto melhor, claro.
- Perdoar pode depender apenas da nossa vontade. Podemos necessitar de ajuda e de aprender a fazê-lo.

Quem quiser aprofundar o artigo em questão pode encontrar algumas sugestões para o efeito.

No Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos também muito material de estudo. Anexamos algum desse material, para quem o quiser estudar e se inspirar para o debate.

Nas instruções dos espíritos do cap. X, temos, por exemplo:

No n.º 14

É abordada a resposta de Jesus a Pedro, quando este último perguntou de deveria perdoar sete vezes: “- deves perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete…” (ou seja não há limites para o número de vezes a perdoar). Os espíritos ensinam-nos também que quanto mais fundo formos atingidos nos nossos interesses, maior é o mérito do perdão.

No n.º 15

Somos alertados para o facto de que, qualquer que seja a ofensa ou agressão a que somos submetidos, já decerto nesta encarnação, ou em outras anteriores, cometemos faltas mais graves. Por isso perdoar aos inimigos é também pedir perdão para si próprio. No n.18 é reforçado que todos temos defeitos para corrigir e, por isso, não somos melhores nem devemos atirar pedras a ninguém.

No n.º 17

A bondade de Deus é colocada em destaque:

“…Sustentai os fortes: animai-os á perseverança; fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento.”

 
Nas instruções dos espíritos do cap. XI:

No n.º 14

É esclarecido que a benevolência para com o próximo, ainda que se trate de um criminoso, seja à luz da lei dos homens, seja à luz da justiça divina.

A justiça não serve para punir, mas para proteger os inocentes e regenerar os criminosos. E se mais não podemos fazer, podemos orar por eles. Se o fizermos com fé e boa vontade, eles poderão ser tocados de arrependimento.

Se Deus permite que estejamos num mundo onde existem criminosos, é para nosso ensinamento. O que é triste é ainda necessitarmos desse tipo de ensinamentos, ou seja permanecermos num mundo precário.

Nas instruções dos espíritos do cap. XII

No n.º 9

É salientado que a vingança é um costume bárbaro e que aquele que nega o perdão, não só não é espírita como também não é Cristão.

No n.º 10

Encontramos um esclarecimento muito importante, corolário desta reflexão:

Citar
- “O amor aproxima de Deus, o ódio distancia-nos Dele.”

Espero muitas opiniões e ensinamentos de todos, sobre este tema que é muito caro aos espíritas e aos cristãos. Nunca é demais falar sobre este assunto.

Bem hajam
Título: Re: O perdão - tema de Março2009
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Março de 2009, 16:08
Reflexões sobre o perdão

http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7790.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7790.0.html)
Título: Re: O perdão - tema de Março2009
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Março de 2009, 16:14
Mais uma reflexão sobre o perdão (fonte gnóstica)

Sobre o Perdão

Perdoar não é difícil. Mas, embotados que estamos, temos problemas em vencer as barreiras do Eu, do ego. Apegamo-nos à dor e ao sofrimento, e este apego  inviabiliza o perdão.

Enquanto acharmos que existe algo ou alguém a ser perdoado, não perdoaremos nada nem ninguém, nem total nem parcialmente. O perdão parcial não existe, é só mais uma cômoda invenção.

Sem que exista uma mudança radical do ponto de vista da história, o perdão não é possível.

Enquanto não nos desprendermos de idéias e frases padronizadas – "Ele me fez isso!", "Ela me fez aquilo!", "Ah, se fosse comigo!", “Ele me fez isso, mas eu perdoei!”, "Ele lhe fez tudo isso e você não fez nada?" –, não estaremos habilitados a perdoar. Estaremos ainda muito presos ao Eu, estaremos reféns das idéias, das histórias.

A questão fundamental é que, quando perdoamos alguém, percebemos, no final, que não havia nada a ser perdoado.

Conflitos e mágoas acontecem porque fantasiamos, exageramos, criamos ilusões, expectativas, sobre situações que nos acontecem ou sobre o futuro, porque culpamos os outros por não terem realizado nossos desejos, nossas fantasias, por não terem correspondido às nossas expectativas. Mas, quando conseguimos enxergar o quadro sob um outro ponto de vista, percebemos que nada havia a ser perdoado, nós é que estávamos delirando, sonhando, fantasiando, distorcendo as coisas.

Enquanto adotarmos a postura de alardearmos nosso perdão às pessoas, a despeito de elas nos terem feito isso ou aquilo, não estamos perdoando de fato. Estamos, sim, nos enganando, fechando as portas para um perdão real, carregando mágoas, raivas e ressentimentos, que se estenderão por muito tempo. No fundo, o próprio enunciado de nossos dizeres, revela que não perdoamos.

Enquanto não aceitarmos as coisas, as pessoas, as situações como realmente são, a vida tal qual se apresenta, não será possível perdão algum. Precisamos entender que tudo é como deveria ser. Nós é que, com nosso orgulho, achamos que tudo deveria ser diferente, que tudo deveria ser do jeito que idealizamos.

Não perdoamos porque somos impacientes, intolerantes; porque nos colocamos como vítimas das situações; porque não aceitamos os outros ou as situações. Não aceitamos pessoas e fatos e queremos ser aceitos. Não perdoamos e queremos ser perdoados. Não respeitamos e queremos ser respeitados.  Somos incapazes de parar para perceber que tudo isso é conseqüência direta do fato de não nos aceitarmos, de não nos respeitarmos, de não nos perdoarmos, de vivermos nos culpando, nos cobrando.

Egoístas que somos, acreditamos que precisamos perdoar o próximo e esquecemos que também precisamos de seu perdão. Talvez, saindo um pouco de dentro de nós mesmos e sendo um pouco menos egoístas, possamos alcançar a percepção de que também precisamos ser perdoados. Certamente, já erramos muito e continuamos a errar, a magoar pessoas próximas sem perceber, a agir mal, a irritar os outros. Certamente, por muitas vezes, também já causamos sofrimento a terceiros. Não somos tão santos quanto acreditamos ser. Esta nova percepção, uma vez atingida, nos levará a relaxar. E, assim, poderemos ampliar significativamente nossa capacidade de perdão, pois teremos compreendido que os outros também precisam nos perdoar, e muito.

A esse respeito, reflitamos sobre as sábias palavras do Cristo, em Mateus 18:

21 – Então, Pedro, chegando–se a ele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?

22 – Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.

23 – Por isso, o Reino dos céus pode comparar–se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;

24 – e, começando a fazer contas, foi–lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos.

25 – E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a [dívida] se lhe pagasse.

26 – Então, aquele servo, prostrando–se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

27 – Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou–o e perdoou–lhe a dívida.

28 – Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava–o, dizendo: Paga–me o que me deves.

29 – Então, o seu companheiro, prostrando–se a seus pés, rogava–lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

30 – Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá–lo na prisão, até que pagasse a dívida.

31 – Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram–se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.

32 – Então, o seu senhor, chamando–o à sua presença, disse–lhe: Servo malvado, perdoei–te toda aquela dívida, porque me suplicaste.   

33 – Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

34 – E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.

35 – Assim vos fará também meu pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

Para sabermos quantas vezes, pelo quê e quando devemos perdoar alguém, basta perguntarmo-nos quantas vezes, pelo quê e quando gostaríamos  de ser perdoados.

Buscar o perdão é buscar compreender o outro, compreender as situações; é buscar um novo ponto de vista, um ponto de vista mais altruísta; é renunciar aos nossos próprios sofrimentos, praticar a tolerância, a paciência, a compaixão, a sensibilidade. Todas esses atos, por si, já são atos de perdão.

Paz Profunda,
Fabio Ferreira Balota
FUNDASAW - São Paulo


Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: vennus em 03 de Março de 2009, 00:54
Perdão - Seicho-No-Ie
[youtube=425,350]U6BJodclb3M&feature=PlayList&p=642E695286EF27B8&playnext=1&index=35[/youtube]
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 03 de Março de 2009, 03:48
Fonte: www.espirito.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lc3Bpcml0by5vcmcuYnI=)
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: lucineide.c em 03 de Março de 2009, 06:12
        "Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas também vosso Pai Celestial vos perdoará a vós..."_ Jesus (Mateus. 6:14 )

       Quando perdoamos estamos nos dando a chance de crescer, evoluir e chegar a ser espírito de luz. O perdão ajuda mais a quem  perdoa do que a quem é perdoado. O ódio é um veneno que mata devagarinho. Quem odeia não é feliz ,já que não tem tempo de viver o amor . Vive preso na teia do ódio,vive articulando perseguições, não tem tempo de viver a vida com alegria, atrai legiões de criaturas das sombras e desequilibra sua vida e a do outro.
"Perdão pode ser comparado a luz que o ofendido acende no caminho do ofensor.Por isso mesmo, perdoar em qualquer situação, será sempre colaborar na vitória do amor, em apoio de nossa própria libertação para a vida imperecível." Emmanuel


        Perdoa meu irmão, perdoa sempre
        No teu nobre coração planta a semente
        Do amor ao próximo e segue em frente   
        Expulsa do teu íntimo a serpente
        Que envenena a ti diariamente
        Tolere o outro incondicionalmente
        E serás feliz completamente

         Abraços fraternos a todos !                       
                                      Lu     02/03/09


Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: hcancela em 03 de Março de 2009, 10:02
Olá amigos(as)

PERDOAR E NÃO PERDOAR SIGNIFICA ABSOLVER E CONDENAR?

Nas mais expressivas lições de Jesus ,não existem própriamente,as condenações implicitas ao sofrimento eterno,como quiseram os inventores de um inferno mitológico.

Os ensinos evangélicos referem-se ao perdão ou á sua ausência.

Que se faz ao mau devedor a quem já se tolerou muitas vezes?Não havendo mais solução para as dividas que se multiplicam,esse homem é obrigado a pagar.

É o que se verifica com as almas humanas,cujos dévitos,no tribunal da justiça divina,são resgatados nas reencarnações,de cujo circulo vicioso poderão afastar-se,cedo ou tarde,pelo esforço no trabalho e boa-vontade no pagamento.

NA LEI DIVINA,HÁ PERDÃO SEM ARREPENDIMENTO?

A lei divina é uma só,isto é,a do amor que abranje todas as coisas e todas as criaturas do Universo ilimitado.
A concessão paternal de Deus,no que se refere á experiência,já significa,em si,o perdão ou a magnanimidade da lei.Todavia,essa oportunidade só é concedida quando o Espirito deseja regenerar-se e renovar seus valores intimos pelo esforço nos trabalhos santificantes.
Eis por que a boa-vontade de cada um é sempre o arrependimento individual e coletivo,na marcha dos seres para as culminâncias da evolução espiritual.

ANTES DE PERDOAR-MOS A ALGUÉM,É CONVENIENTE O ESCLARECIMENTO DO ERRO?

Quem perdoa sinceramente,fá-lo sem condições e olvida a falta no mais intimo do coração;todavia,a boa palavra é sempre útil e a ponderação fraterna é sempre um elemento de luz,clarificando o caminho das almas.

QUANDO ALGUÉM PERDOA,DEVERÁ MOSTRAR A SUPERIORIDADE DE SEUS SENTIMENTOS PARA QUE O CULPADO SEJA LEVADO A ARREPENDER-SE DA FALTA COMETIDA?

O perdão sincero é filho espontâneo do amor e, como tal,não exige reconhecimento de qualquer natureza.

"CONCILIA-TE DEPRESSA COM O TEU ADVERSÁRIO"-ESSA É A PALAVRA DO EVANGELHO,MAS SE O ADVERSÁRIO NÃO ESTIVER DE ACORDO COM O BOM DESEJO DE FRATERNIDADE,COMO EFETUAR SEMELHANTE CONCILIAÇÃO?

Cumpra cada qual o seu dever evangélico,buscando o adversário para a reconciliação precisa,olvidando a ofensa recebida.Perseverando a atitude rancorosa daquele,seja a questão esquecida pela fraternidade sincera,porque o propósito de represália,em si mesmo,já constitui uma chaga viva para quantos o conservam no coração.

PORQUE TERIA JESUS ACONSELHADO PERDOAR "SETENTA VEZES SETE"?

A Terra é um plano de experiências e resgates por vezes bastante penosos,e aquele que se sinta ofendido por alguém,não deve esquecer que ele próprio pode também errar setenta vezes sete.

"DO LIVRO O CONSOLADOR-EMMANUEL

OBS :EMMANUEL disse certa vez a CHICO XAVIER,que perdoar requer uma auto-superação muito grande , e aquele que o consegue, tem meio caminho andado para a perfeição.


SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Taprobana em 03 de Março de 2009, 14:30
Olá amigos!

Apesar de sabermos que o perdão ser de todo necessário tanto para o bem próprio como para o daquele por quem fomos ofendidos, quem de nós tem capacidade para realmente perdoar?

Perdoar vai muito para além da simples menção ao perdão. Dizer que sim que perdoamos não é por si só suficiente para o consumar desse perdão, uma vez que as causas que originaram essa necessidade continuam a ser um atributo presente em nós.

A necessidade de perdão só surge na medida que as suas causas existam, ou seja, quando o nosso percurso evolutivo ainda se encontra em estados nos quais impomos a importância que atribuímos a nós mesmo, à frente daquela que atribuímos ao nosso semelhante.

Quando assim não é, uma qualquer ofensa que seja dirigida ela simplesmente não tem efeito pois a ofensa não faz parte desse mundo de sentimentos. Como tal, o perdão não é necessário.

Assim, e seguindo esta linha de raciocínio, quando dizemos que sim, que perdoamos, de facto não estamos em condições de o dizer, pois a nossa própria realidade de ser nos impede de o fazer.

Consoante os méritos por nós já atingidos esse perdão pode ser expresso de várias formas, ou seja, mais ou menos sentimentos derivados do nosso ego podem manter-se em nós manifestos…

Com o perdão temos a oportunidade de dar um passo mais no nosso percurso evolutivo, levando a cabo os esforços necessários para que enfim chegue o dia em que perdoar se torna desnecessário, pois em circunstância alguma nos poderemos sentir ofendidos.

Um abraço amigos.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Elsamar em 03 de Março de 2009, 14:59
Olá a todos,

quando é que podemos ter a certeza absoluta que realmente perdoamos uma ofensa?
Ouço dizer que é quando esquecemos por completo essa ofensa.
Será?

Abraço grande.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Março de 2009, 15:29
Olá Taprobana

Por experiência própria, embora estejamos sujeitos às limitações que todos conhecemos, pelo facto de ainda sermos imaturos e estarmos na carne, podemos trabalhar no sentido do perdão, mesmo que tenhamos razão para nos termos sentiso ofendidos, e até que essa razão se mantenha. O perdão depende de quem é ofendido e não de quem ofende.

Se compreendemos que o ódio e o desejo de vingança são sentimentos nocivos para quem os tem, se pensarmos bem quantas vezes é que também já demos razões para alguém se ofender, nesta encarnação ou noutras, haverá motivação e é sempre possivel perdoar. Vingar-se é como dizer que merecemos o que nos aconteceu, pois achamos justo fazer o mesmo. É sancionar a agressão a que fomos submetidos.

Claro que, melhor que perdoar, é conseguir não se chegar a ofender. Isso todos sabemos, mas nem sempre somos capazes de o fazer (falo por mim), quando somos surpreendidos e ainda estamos no calor dos acontecimentos.

Olá Elsa

Certeza absoluta do perdão de uma ofensa, tal como certeza absoluta do que quer que seja, parece-me muito dificil, ou mesmo impossivel, para nós, humanos terrenos.

Contudo o perdão, para mim não significa esquecer. Significa já não se deixar afectar quando pensamos no que nos ofendeu ou somos confrontados com as pessoas que nos ofenderam. Se nós perdoámos, aquilo ou a pessoa que nos magoou, não nos afecta mais.

Não somos obrigados a ter simpatia por ninguém. Podemos não ter simpatia pela pessoa que nos ofendeu, se sabemos que ela não se arrependeu e que é capaz de voltar a fazer o mesmo. Temos o direito a defender-nos e a não nos colocar de novo nas mãos dessa pessoa. Isso não quer dizer que não perdoámos. Perdoar é desejar sempre o bem e nunca desejar o mal a quem nos ofendeu. Não é fingir que não se passou nada.

Esta é a minha opinião, discutivel e falivel, como é óbvio.

bem hajam
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Elsamar em 03 de Março de 2009, 15:52
Amigo vitor,

essa também é a minha opinião. Tenho participado nalgumas "discussões" em que é opinião prevalecente que temos a certeza que perdoámos, quando esquecemos essa ofensa.
Ora, vamos imaginar duas pessoas que viveram juntas 20 anos. Durante esse tempo a mulher foi vitima de maus tratos tanto fisicos como psicológicos. Essa mulher, mesmo que consiga um dia perdoar, nunca conseguirá esquecer. Esses acontecimentos podem deixar de a afectar, mas nunca se apagarão da memória a não ser na próxima reencarnação.

Amigo Vitor, mais uma vez em consonância.

Bem Hajas :D
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Taprobana em 03 de Março de 2009, 17:20
Citar
Claro que, melhor que perdoar, é conseguir não se chegar a ofender

Olá Vítor!

É isto mesmo amigo. Claro que tudo aquilo que dizes é no sentido de ser a forma como nos é possível hoje “perdoar”.

No entanto, aquilo que eu pretendo reflectir é acerca da possibilidade que temos de vislumbrar a meta que pretendemos atingir.

Sabermos que enquanto nos sentirmos atingidos pelas ofensas que nos possam dirigir, somos então nós próprios uns potenciais ofensores pois estamos ambos exactamente no mesmo patamar vibratório ou evolutivo.

Claro que merece todo o mérito a atitude que tem aquele que consegue contrariar a sua vontade de vingança, evitando assim como dizes e bem sancionar com actos a mesma agressão que se sente submetido. Mas o mal está na própria vontade mesmo que reprimida de vingança, que substitui aquela que para nós é ainda inacessível, de amar aquele que nos tenta ofender, tal como normalmente fazemos com um filho que na rebeldia do seu crescimento, age por vezes de forma a tentar à sua maneira atingir-nos, o que nunca consegue pois a amor que por ele sentimos impede que tal suceda.

Um abraço amigos!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Rejainy em 03 de Março de 2009, 17:22
OLA!

É muito facil flalar do perdao, mas realmente essa palavra eh muito dificil colocar em pratica, pois nem sempre falamos do fundo do coração. Perdoar acho que não sgnifica passar uma borracha naquilo que a pessoa fez de errado com vc, mas sim voce não sentir raiva,magoa ou nada para com esta pessoa. Deveriamos lembrar que JESUS mesmos endo ofendido como foi, perdoou os seus agressores. Isto sim é o perdao!!!
Fiquem com Deus!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Março de 2009, 21:17
Olá Rejainy

Concordo consigo. O perdão é muito dificil. Mas não é impossivel.

Olá Tapobrana

Citar
Sabermos que enquanto nos sentirmos atingidos pelas ofensas que nos possam dirigir, somos então nós próprios uns potenciais ofensores pois estamos ambos exactamente no mesmo patamar vibratório ou evolutivo.


Esta frase é discutivel. Depende do caso.

Se alguém for na rua e me pregar uma bofetada, eu sentir-me ofendido, na altura, é normal, saudável e não é um acto de agressão. Só se eu retaliar com crueldade, muito para além do necessário para me defender, é que sou um agressor também. Ou então, se me vingar mais tarde.

O facto de eu estar num mundo em que estou sujeito à agressão fisica é sinal de imaturidade, pois se eu já fosse espiritualmente maduro só estava sujeito à agressão fisica se eu quisesse. Sentir-se ofendido não é necessáriamente ser um potencial ofensor. É apenas ser imaturo.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Atma em 03 de Março de 2009, 22:23
Perdoai, para serdes perdoado - Evangelho.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: ESTER FLORA em 03 de Março de 2009, 23:22
Boa noite a todos,

Para podermos pedoar alguém, temos que primeiro ser capazes de perdoar a nós próprios. Isto quer dizer que nos arrependemos de verdade de falhas que cometemos e por isso conseguimos ter um melhor espirito critico em relação aos nossos irmãos.
e assim conseguimos ver algo de bom em pessoas que aparentemente são más.
o passar do tempo também ajuda a pedoar, pois o que fica são as boas recordações, as más ficam no esquecimento, pricipalmente se essas pessoas forem familiares chegados como pais, irmãos ou marido e mulher.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Taprobana em 04 de Março de 2009, 01:54
Citar
Se alguém for na rua e me pregar uma bofetada, eu sentir-me ofendido, na altura, é normal, saudável e não é um acto de agressão. Só se eu retaliar com crueldade, muito para além do necessário para me defender, é que sou um agressor também. Ou então, se me vingar mais tarde.

Olá Vítor!

Claro que é normal no estado evoluivo que nos encontramos. Eu não tenho sido competente naquilo que quero expor. Não estou a ser inspirado!  :D

Vou tentar de novo.

Porque motivo nos sentimos ofendidos no instante em que levamos uma bofetada?
Porque o nosso ego assim o exige. Porque consideramos que não somos merecedores dessa ofensa e assim o sentimos. Porque realmente temos por nós mesmo uma maior consideração do que temos pelo nosso semelhante.

Peço-te que por um instante imagines que se naquele momento em que te agridem com essa bofetada, a tua preocupação voltar-se de imediato para as consequências que têm para o teu agressor o acto que ele acabou de cometer e que isso fosse para ti o que realmente importava nesse momento.

Independentemente da atitude que tomasses ela seria sempre dentro da esfera do amor ao próximo, pois nesse caso estarias por completo desprovido de egoísmo.

Não é esse o objectivo que pretendemos atingir?

Nesse caso haveria necessidade do teu perdão?
A resposta é não… mesmo que por amor fosses obrigado a agir em conformidade com as exigências da situação… tal como farias com um teu filho que insistisse em se atirar por umas escadas abaixo.

Com esta e as anteriores reflexões que neste teu tópico levei a cabo, não pretendo dizer que é esta a conduta que neste momento somos obrigados a cumprir, mas sim tentar vislumbrar aquilo que são os objectivos que perseguimos.

Claro está amigo, que muitos degraus evolutivos ainda nos separam deste tipo de capacidade. Tudo aquilo que tu e outros nossos amigos reflectem acerca das preocupações que o perdão lhes inspira estão correctíssimas.

Citar
Sentir-se ofendido não é necessáriamente ser um potencial ofensor.

Aqui é que já não concordo. A partir do momento em que a ofensa é sentida o potencial ofensor tem de estar obrigatoriamente presente. O que não significa que não consiga conter o sentimento e não reagir de facto. Mas potencialmente está lá. A qualquer momento pode eventualmente manifestar-se.

Um abraço amigo!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 04 de Março de 2009, 15:10
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Com o perdão temos a oportunidade de dar um passo mais no nosso percurso evolutivo, levando a cabo os esforços necessários para que enfim chegue o dia em que perdoar se torna desnecessário, pois em circunstância alguma nos poderemos sentir ofendidos.


Amados irmãos,
Muita luz, Muita paz para todos.

Coloco-me inteiramente de acordo com todas as "falas" inseridas até então neste estudo.

Parece me que o significado real, genuíno do verbo "Perdão" é por todos nós entendido e parece me também, que todos nós, deste grupo  de estudo, buscamos a aplicação do verbo "Perdão" de acordo com o nosso entendimento até então, de acordo com o nosso "degrau evolutivo".

Desejo , se me permitem, sua ajuda e entendimento da frase de Jesus quando disse ao Pai Eterno: "Pai perdoai-lhes pois não sabem o que fazem."

1. Aos " ignorantes" é nosso dever perdoar simplesmente?

2. De acordo com o dialogo:

  esse respeito, reflitamos sobre as sábias palavras do Cristo, em Mateus 18:

21 – Então, Pedro, chegando–se a ele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?

22 – Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.

23 – Por isso, o Reino dos céus pode comparar–se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;

24 – e, começando a fazer contas, foi–lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos.

25 – E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a [dívida] se lhe pagasse.

26 – Então, aquele servo, prostrando–se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

27 – Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou–o e perdoou–lhe a dívida.

28 – Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava–o, dizendo: Paga–me o que me deves.

29 – Então, o seu companheiro, prostrando–se a seus pés, rogava–lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

30 – Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá–lo na prisão, até que pagasse a dívida.

31 – Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram–se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.

32 – Então, o seu senhor, chamando–o à sua presença, disse–lhe: Servo malvado, perdoei–te toda aquela dívida, porque me suplicaste.   

33 – Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

34 – E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.

35 – Assim vos fará também meu pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.


3.cada caso deve ser conduzido de acordo com as circunstancias e o conhecimento do ofensor, ou objeto da pseudo ofensa?


4.Para sabermos quantas vezes, pelo quê e quando devemos perdoar alguém, basta perguntarmo-nos quantas vezes, pelo quê e quando gostaríamos  de ser perdoados.?B
( repito a afirmação do Fabio como pergunta agora)

5.Queridos irmãos , a complexidade do " perdão", seu entendimento, sua aplicação, quais diretrizes foram deixadas para encontarmos o caminho?( Jesus nos deixou as diretrizes, mas a compreensão deste " norte" está absolutamente ligada a expeiencia ( evoluçao) de cada espirito?

6.Se todas as leis e suas aplicações,  suas causas e suas consequencias estão infinitamente ligadas a experiencia(evolução), perdoar ou sermos perdoamos pode ter infinitos sentidos?Aplicações...
 


Um grande abraço a todos
Que a paz de deus sempre esteja conosco.

Dóra Laidens ( Akenatom)
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Ivi em 04 de Março de 2009, 19:48
Olá !

Sendo sincera, somente hoje tive oportunidade de ler 'muito rapidamente' sobre esse tópico, mas antes de efetuar algum comentário que venha a me arrepender depois, gostaria de um esclarecimento e me desculpar antecipadamente acaso esteja alheia ao que estamos discutindo.

Qual a diferença entre pedir perdão e pedir desculpas ? Entre perdoar e desculpar ?

A princípio entendo que perdoar é DIVINO e desculpar é HUMANO. Seria mais ou menos essa a concepção ou não ?

Abraços fraternos !
Ivi
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Carlos Ribeiro em 04 de Março de 2009, 20:06
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A princípio entendo que perdoar é DIVINO e desculpar é HUMANO. Seria mais ou menos essa a concepção ou não ?
- Ivi
Para mim não existe diferença entre desculpar e perdoar. Penso que são sinónomos. Conheço é a expressão "Errar é humano, perdoar é Divino".
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Ivi em 04 de Março de 2009, 20:28
Oi Carlos, tudo bem ?

Isso mesmo, também conheço a expressão da forma como colocou.
Eu só quis tentar mostrar que o termo perdoar me parece mais ligado ao divino e desculpar mais ligado ao 'nosso dia-a-dia'. Espero não ter confundido ainda mais.

**********************
Entendendo como sinônimas as palavras, eu acho que sou capaz de pedir desculpas a um ser humano e pedir perdão a DEUS. Por que eu não pediria perdão a um ser humano ? Não sei !
O sentimento sim é um só (de me redimir de um erro cometido) diante de DEUS ou de alguém. Mas eu teria uma postura diferente dependendo para quem eu me dirigisse.

E penso também que DEUS me perdoaria e não me desculparia . . . Talvez eu esteja indo para o caminho da filosofia . . . desculpem-me.

Abraços fraternos !
Ivi
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Março de 2009, 21:25
Olá Ivi

Podemos pedir perdão por algum mal que fizémos a alguém. Mas o perdão não depende de pedido do agressor. Quem foi agredido deve perdoar ainda que ninguém lhe peça perdão, e é quem pode perdoar.

De qualquer modo, quem fez mal a alguém e está arrependido, em meu entender faz bem em pedir perdão. Quem é responsável e justo assume os seus erros voluntáriamente, colocando o orgulho de lado. 

Perdoar é deixar de ser afectado por algum mal que nos fizeram. Quando pensamos nesse mal ou na pessoa que o fez, ou quando somos confrontados com ela, não sentirmos ressentimento, nem qualquer sentimento negativo, como desejo de vingança, por exemplo.

O perdão pode ser imediato, o que, em regra, é pouco vulgar. Quando nos atingem a sério nos nossos interesses, nos ferem no nosso corpo ou no daqueles que gostamos mais, não é fácil não se deixar afectar, no calor do momento. Acho que isso até pode ser uma reacção instintiva de auto-defesa, normal e até talvez saudável, desde que essa reacção não seja desproporcionada nem seja uma retaliação.

Mas quando passa a reacção inicial, e cada vez que nos lembramos do sucedido desejamos a vingança e o mal para quem nos fez mal, sentimos ressentimento, isso quer dizer que não fomos capazes de perdoar. E é aí que nos devemos preocupar e lutar para alterar os nossos sentimentos negativos, para nosso próprio bem.

Se alguém já é capaz de não se sentir emocionalmente afectado, não sentindo nenhum ressentimento contra quem lhe está a fazer mal, mesmo no calor da situação, em face da fragilidade a que estamos sujeitos na terra, é alguém que julgo que já não voltará a reencarnar aqui, ou já merece estar em mundos melhores, mas está aqui em missão.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Taprobana em 05 de Março de 2009, 00:59
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Se alguém já é capaz de não se sentir emocionalmente afectado, não sentindo nenhum ressentimento contra quem lhe está a fazer mal, mesmo no calor da situação, em face da fragilidade a que estamos sujeitos na terra, é alguém que julgo que já não voltará a reencarnar aqui, ou já merece estar em mundos melhores, mas está aqui em missão.

Olá Vítor! Olá amigos!

Peço perdão ( :D ) por esta tua reflexão me sugerir uma outra que foge um pouco do âmbito deste debate apesar de ser uma consequência directa dele mesmo.

Mesmo que algum de nós tenha a capacidade de anular esse aspecto do ego que provem do orgulho, não necessariamente estará apto do ponto de vista evolutivo e em muitas situações, antes pelo contrário.

O egoísmo manifesta-se de múltiplas formas. Por exemplo… um indivíduo pode ter a capacidade de ser imune ao mal que lhe tentem provocar por não ser de todo orgulhoso, mas pode transportar em si outro tipo de sentimentos que sejam potencialmente geradores do mal consumado no seu semelhante.

O seu egoísmo pode ser manifesto em perversidade ou em impiedade ou mesmo noutros provenientes da animalidade como é o caso da sensualidade, por exemplos.

Curiosamente a perda do orgulho, portanto aqui e nestes casos designado por dignidade, é uma consequência da sua submissão a outro tipo de sensações exacerbadas aos limites da manifestação do seu egoísmo que com a perda daquilo que em termos populares é designado por “amor próprio”, ou “vergonha na cara”, os torna ainda mais potencialmente “perigosos” no sentido da efectivação do mal.

Um abraço amigo.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Março de 2009, 11:54
Olá Taprobana

Embora eu tenha dúvidas sobre se entendi a tua última mensagem, e por isso, peço desde já desculpa, se a minha interpretação não estiver correcta, parece-me que é útil salientar aqui vários tipos de origem de ressentimento.

- Um tipo de ressentimento, tem mais a haver com o orgulho ferido. Trata-se, por exemplo, de alguém que nos fez sentir envergonhados perante outras pessoas, ou o patrão que nos trata mal, só para nos rebaixar, sem que lhe tenhamos dado justificação para isso. Ou nos repreende em frente a outras pessoas.
 
- Outro tipo de ressentimento tem mais a haver como a incapacidade de reagir convenientemente à dor, como no triste caso de nos assassinarem uma pessoa da familia, em que a dor da perda é muito forte. É mais um sentimento de revolta contra a perda do ente querido, que projectamos no agressor, na forma de ódio, com base na ilusão de que isso nos vai aliviar a dor.

Ressentimento é sempre desejar o mal e/ou a vingança contra o agressor, senão não é ressentimento, é sentir-se triste por ter sido agredido, o que é muito diferente.

Contudo, nem sempre o orgulho está por detrás do ressentimento. Algumas vezes é a ilusão errada de que fazer mal a quem agride, compensa quem foi agredido. É uma noção de justiça distorcida, que se aproxima da pena de Talião, olho por olho, dente por dente. Mas infelizmente é muito frequente e está muito arreigada nos sistemas judiciais.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Taprobana em 05 de Março de 2009, 15:00
Olá Vítor!

Na perspectiva de ser melhor entendido, inicio por tentar por outras palavras explicar o objectivo da minha anterior participação.

Um indivíduo, utilizando as tuas palavras,” mesmo sendo capaz de não se sentir emocionalmente afectado, não sentindo nenhum ressentimento contra quem lhe está a fazer mal, mesmo no calor da situação, em face da fragilidade a que estamos sujeitos na terra”, não é necessariamente perfeito.

Apesar de com esta atitude demonstrar que está desprovido de orgulho, não significa que não tenha outro tipo de defeitos. Pode ser por exemplo perverso, impiedoso, ter uma relação com o ponto de vista da sensualidade próxima da animalidade, etc.

Porque vivemos numa fase do nosso processo evolutivo em que o ego, o egoísmo impera, o orgulho é também ele e nesta fase um obstáculo imposto à nossa conduta, no sentido de que a vergonha resultante da exposição de um indivíduo á pratica de condutas socialmente censuráveis impede que estas sejam cometidas.

Por exemplo, um indivíduo cuja sensualidade lhe provoque impulsos no sentido de violar, tem no seu orgulho expresso em “amor-próprio” ou “vergonha na cara” um obstáculo que lhe é auto-imposto, isto para além do medo, que é um sentimento interessante que poderemos um dia debater.

Por isso mesmo, podemos concluir que um indivíduo desprovido de orgulho é potencialmente mais dado à prática do mal, se o egoísmo for ainda aquilo que impera no mundo em que pessoalmente vive.

Citar
Outro tipo de ressentimento tem mais a haver como a incapacidade de reagir convenientemente à dor, como no triste caso de nos assassinarem uma pessoa da familia, em que a dor da perda é muito forte. É mais um sentimento de revolta contra a perda do ente querido, que projectamos no agressor, na forma de ódio, com base na ilusão de que isso nos vai aliviar a dor.

O mundo dos sentimentos derivados do egoísmo é complexo e podem ser utilizados nomes ou expressões que de forma mais ou menos conseguida os caracterizam. Esta tua reflexão abre as portas a uma interessante analise que daqui podemos retirar.

Esse sentimento de dor pela perda de um ente querido não é ela também uma manifestação do nosso egoísmo? Quando sentimos essa revolta que projectamos no agressor não provem ela do nosso próprio ego? Penso que sim por várias razões. Uma delas prende-se com o sentimento de auto-piedade expresso por exemplo na expressão “o que vai ser agora de mim sem a sua companhia…” ou então, “eu amo-o tanto… sem ele não faz sentido a minha vida…”, etc.

Por outro lado o ódio que projectamos no agressor é também ele proveniente do tipo de sentimentos da família do orgulho, em consequencia do mal que este cometeu sobre nós mesmos quando assassinou um nosso familiar.
 
É sempre difícil encontrar expressões que definam com rigor aquilo que sentimos. Por isso mesmo a sábia resposta dos espíritos quando apontaram o egoísmo como a causa de todos os males. Desta forma aqui estão contidos a totalidade das variantes de sentimentos daí resultantes.

O antónimo de egoísmo não é altruísmo, pois este pode também ele ser proveniente do egoísmo.

O antónimo de egoísmo é simplesmente AMOR.

Por estas razões perdoar só é necessário quando o ego impera. Caso contrário este não faz sentido.

Um abraço amigo, um abraço amigos.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Março de 2009, 19:28
Olá

Citar
Um indivíduo, utilizando as tuas palavras,” mesmo sendo capaz de não se sentir emocionalmente afectado, não sentindo nenhum ressentimento contra quem lhe está a fazer mal, mesmo no calor da situação, em face da fragilidade a que estamos sujeitos na terra”, não é necessariamente perfeito.

Também não digo que seja necessário ser perfeito, mas digo que é mais perfeito do que é habitual aqui na terra.

Aquele que é frio e desumano, pode não sentir nada quando faz mal aos outros, mas quando alguém lhe faz mal a si próprio, é normal sentir-se ressentido. Até pode não retaliar na altura, se na sua frieza considera que a retaliação o pode prejudicar. Mas, normalmente aguarda uma oportunidade para se vingar e deseja o mal para quem lhe fez mal, ou seja, guarda ressentimento (estamos a falar de agressões/ ofensas sérias, que atingem real e profundamente os nossos interesses e não em pormenores sem importância).

Se alguém for tão frio que não é afectado quando faz o mal nem quando lhe fazem mal, seria mais como uma máquina do que como um homem, ou então alguém com uma deficiência mental. Custa-me imaginar alguém assim, mas talvez seja possivel, não sei...

Citar
Por isso mesmo, podemos concluir que um indivíduo desprovido de orgulho é potencialmente mais dado à prática do mal, se o egoísmo for ainda aquilo que impera no mundo em que pessoalmente vive.

O egoista tem sempre orgulho. Se uma pessoa só se preocupa consigo mesmo e quer tudo para si, mesmo que para o conseguir tenha de atingir o interesse alheio, está-se a considerar com mais direitos que os outros. Ou seja: ele é importante e os outros que se lixem. Isso é orgulho. Não acredito em egoistas que não sejam tb orgulhosos.

Pode acontecer que uma pessoa tenha tão baixa auto-estima, que ache que merece ser agredido e/ou ofendido. Mas isso é estado de patologia mental e não é frieza nem falta de orgulho.

Em suma:

Aqui na terra estamos num planeta precário, fragilizados pela dependência da matéria para sobreviver, atrofiados mentalmente por estar num corpo fisico. Face a isso, sentir-se frustrado e irritado, no calor da acção, em termos relativos, não me parece ser egoismo. Se fossemos espiritos muito evoluidos em missão, seria diferente, mas, em regra, aqui na terra, não somos. Nessa medida, temos instintos de defesa.

Sentir prazer que o nosso agressor sofra, depois de passar o momento da agressão, quando já estamos de cabeça fria, como se costuma dizer, é crueldade, muitas vezes disfarçada de desejo de justiça. A crueldade é inferioridade moral e é uma ideia de justiça incompativel com ser cristão e ser espirita.

O que é ser egoista e orgulhoso em abstracto, é dificil de definir para mim. Mais fácil é tentar perceber se determinada atitude concreta é egoismo e/ou orgulho.

Não sei se estou a ver bem, pois os debates que vão muito para o lado da abstracção verbal, em vez de se centrarem em exemplos bem definidos, confundem-me, pois os significados das palavras começam a ficar vagos. Este debate está a ir por aí um pouco.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Ivi em 05 de Março de 2009, 19:55
Oi Vitor,

Eu concordo com praticamente tudo o que você escreveu no tópico a mim dirigido.
No entanto se, nos momentos em que você escreveu as palavras 'perdão', 'perdoar' eu as substituísse pelas palavras 'desculpas', 'desculpar', você veria alguma objeção, algo mal colocado ?
Digo isso somente por questão de nomenclatura mesmo.
Sou capaz de chegar até alguém e me desculpar, sou capaz também de desculpar a quem a mim se dirigir, considerando todo o sentimento que você mencionou. Mas ainda continuo achando o termo 'perdão' muito forte, muito divino, meio que inalcansável do ponto de vista humano. Divaguei de novo ??  ???

Abraço fraterno !
Ivi
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Março de 2009, 21:04
Olá Ivi

Eu acredito que é possivel perdoar.

Já me senti agredido e julgo que já fui capaz de perdoar.

Mas certeza absoluta de que não há nenhuma réstia de ressentimento em mim, em relação ás pessoas que me agrediram e que julgo que perdoei, não tenho. A vida não é assim tão clara, objectiva e simples. Tudo branco ou preto.

O perdão não implica que simpatizemos nem confiemos em quem nos agrediu, apenas que não desejemos mal, mas pelo contrário o bem, para essa pessoa. Desejo de vingança e desejo que aconteça mal aos outros, penso que não tenho, por ninguém.

Mas que não me apetece conviver com algumas pessoas, isso é um facto. Será que isso significa que tenho medo de, na presença dessas pessoas sentir alguma animosidade, ou seja, que venha à tona algum ressentimento adormecido? Sinceramente não sei.

Tu tens razão quando colocas algumas reticências na possibilidade do perdão absoluto, na medida em que é impossivel termos a certeza absoluta que perdoámos. Pode ficar cá dentro adormecida alguma réstia de ressentimento, que, em determinadas situações pode vir á tona, mesmo que nos pareça que perdoámos completamente.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Taprobana em 05 de Março de 2009, 22:07
Olá Vítor, olá amigos!

Creio que entendi as dificuldades que estamos a ter em nos exprimirmos através das palavras, pois estamos a atribuir significados diferentes a pelo menos uma delas que é acerca do significado de egoísmo e que é o centro nevrálgico das reflexões que aqui tenho levado a cabo e que gostava de partilhar.

É um erro muito comum em mim quando escrevo aqui neste fórum, no qual não devemos editar textos demasiadamente longos pois são desadequados ao fim a que se destinam. Por isso ao atalhar caminho muitas vezes utilizo expressões generalistas que nem sempre são passíveis de serem suficientes para o entendimento de um raciocínio.

Citar
O que é ser egoista e orgulhoso em abstracto, é dificil de definir para mim. Mais fácil é tentar perceber se determinada atitude concreta é egoismo e/ou orgulho.

Eu não vejo o egoísmo como algo abstracto mas sim como causa de todos os restantes sentimentos que não da família do amor. Passo a explicar:

Quando encarnado, o espírito como sabemos perde grande parte das suas faculdades e da total consciência de si, restando-lhe somente a consciência do Ego, ou seja a consciência inferior, que é a soma dos pensamentos, ideias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais e que não é o Eu ou seja a sua consciência superior. (*)

Sendo então o Ego a consciência inferior, o somatório dos pensamentos, ideias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais está também por definição intimamente ligado à influência que a matéria exerce sobre a alma ou espírito encarnado. (*)

O ego apesar de ser a nossa consciência inferior, é aquela com quem realmente convivemos todos os dias, sendo uma preciosa e indispensável “locomotiva” evolutiva pois propicia a cada um as ferramentas necessárias para o entendimento do significado do amor, através da experiencia vivenciada quando somos vitimas dos sentimentos que derivam do egoísmo que pela nossa condição evolutiva inevitavelmente cultivamos, colocando nas mãos de cada um de nós a possibilidade de sofrer ou ser feliz, de estagnar ou evoluir. (*)

Concluindo, Vítor, quando eu me refiro ao egoísmo, não é aquele que define por exemplo uma criança que não empresta um brinquedo, mas sim acerca do qual derivam todos os sentimentos que não são da esfera do amor.

Partindo deste pressuposto vou tentar então reorganizar as ideias utilizando um exemplo.

Citar
O egoista tem sempre orgulho. Se uma pessoa só se preocupa consigo mesmo e quer tudo para si, mesmo que para o conseguir tenha de atingir o interesse alheio, está-se a considerar com mais direitos que os outros. Ou seja: ele é importante e os outros que se lixem. Isso é orgulho. Não acredito em egoistas que não sejam tb orgulhosos.

De facto, tendo em conta a definição de egoísmo ser aquela que deriva do culto exacerbado do ego e por consequência de onde provêm todos os sentimentos negativos, pode perfeitamente um indivíduo não ser orgulhoso e continuar a ser extremamente egoísta ou seja, portador de qualquer outro mau sentimento que queiras usar como exemplo…

Vítor e demais amigos, sei que a simplicidade e objectividade não são meus atributos mas faço votos para que tenha sido suficientemente competente a explicar este ponto de vista. Estou completamente disponível e terei todo o gosto em tentar encontrar outras formas de o fazer ou a reflectir acerca da sua incorrecção, se assim for necessário para o nosso entendimento.

No entanto que fique claro que estas “considerações filosóficas” em nada contrariam tudo aquilo que até aqui foi dito. De facto as reflexões que cada um de vós têm levado a cabo são preciosas ferramentas para o entendimento desta tão importante questão e uma grande ajuda para que cada um de nós se reencontre no caminho do AMOR.

Um abraço amigos.

(*) Frases já utilizadas num tópico anterior com pequenas alterações para reenquadramento.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Colchis, Mago da Luz! em 06 de Março de 2009, 13:33
Cada gotícula de dor ou cada átomo de alegria que nos faz vibrar e nos comove a alma, são escolhas ou pedidos que fizemos, conscientes disso ou não. Não importa se pedimos no pensamento, nos atos, nas palavras ou se pedimos dormindo ou acordados, mas que pedimos, pedimos sim e o perdão externo deve ser um efeito de um sagrado perdão íntimo, interno nosso...

Todas as respostas que buscamos estão por toda parte, pois a Vida não é muda e também não é cega aos nossos braços erguidos ao Céu, como um clamor, um pedido de ajuda ao Pai Amoroso e Justo. E todas as respostas que buscamos estão também em nós mesmos, dentro de nós e NÓS SOMOS A RESPOSTA E A CHAVE QUE ABRE AS PORTAS E JANELAS DO CÉU... Humildade e perdão atraem forças semelhantes...

Colchis, mago da Luz!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Luciene Maldonado em 06 de Março de 2009, 17:12
Oi gente.

Estou cegando aqui no FE hoje, gostei do site e do que até agora li.
Bem, sobre perdão... Eu particularmente não saberia de fato, assim com palavras certas, falar sobre perdão. Ou ato de perdoar. Quando me ofendem, imedatamente respondo, escrevendo, falando. Se não o fao fico remoendo dentro de mim aquele ato. Neste caso não é legal, porque pemite que sentimenos maus, pensamentos ruins tomam conta de mim. A isso chamo de não perdoar. Mas quando expresso, resolvi. Já não mais me incomoda, e resolvi para mim o prblema. A isso chamo de perdão. Mas não sei se estou certa. Porque perdoar, como acima descreve é superar o acontecimento que te levou a sentir essa dor. Se eu me calo e não expresso, ficarei remoendo até esquecer e se esquecer... Mas se falo, expresso dou-me o direito de superar esse sentimento.
O perdão é algo difícil para muitos, e para mim, que até hoje não consegui me perdoar de minhas ações tão crueis que já tive e que foram resultantesde uma perda irreparável em minha vida...Neste caso, meus caros amigos, tenho dificuldade de perdoa a mim mesma.
Um bjo no coação de cada.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nanzito em 06 de Março de 2009, 18:13
 Perdoar é um dos atos básicos da fé cristã, pois, a nossa entrada na vida que Jesus Cristo nos ofereceu, só foi possível porque recebemos perdão de nosso Deus e Pai. Ele nos perdoou, mediante a obra de seu Filho feita na cruz, em nosso favor. Amor e perdão sempre caminham juntos.

 

“Deus é amor”, é a mais formosa definição que a Bíblia apresenta. E a maior prova do seu amor para conosco foi perdoar todos os nossos pecados. Porque ele nos ama ele nos perdoou. Perdoar é um atributo de Deus.

           

           Perdoar é um mandamento da Palavra de Deus. Não é um sentimento, nem depende de nossa vontade ou emoção. A Palavra declara: “sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo vos perdoou” (Efésios 4.32); “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, casa alguém tenha queixa contra outrem. Assim como o Senhor nos perdoou, assim também perdoai vós” (Colossenses 3.13).

           

           Quando Deus nos perdoou, pôs um fim à situação desastrosa em que nós nos encontrávamos, pois, estávamos condenados à morte como conseqüência do nosso pecado de desobediência. Ele nos chamou para uma nova vida, onde o amor e o perdão sempre têm a sua máxima expressão. Perdoada a nossa ofensa, o relacionamento amoroso que nos une ao Pai Eterno foi restaurado. Diante desse ato de misericórdia e amor imerecido devemos, do mesmo modo, estender perdão a todo aquele que nos ofender. O perdão de Deus deve gerar em nosso coração o desejo de perdoar incondicionalmente, tal com ele fez conosco.

 

Perdoar significa deixar de considerar o outro com desprezo ou ressentimento. É ter compaixão, deixando de lado toda a idéia de vingar-se daquilo que foi feito ou pelas conseqüências que sofremos.

.

A base sobre a qual exercitamos o perdão

           

A base para o ato de perdoar é o completo e livre perdão que recebemos do Pai. Assim como ele nos perdoou, nós perdoamos. Como filhos de Deus o perdão que expressarmos, deve ser análogo ao seu perdão – “perdoando-vos uns aos outros como, também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4.32), ensina o apóstolo. É inconcebível viver sob o perdão de Deus sem perdoar ao próximo.

 

Quando Jesus ensinou os seus discípulos a orar, ele colocou um pedido ao Pai: “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores” (Mateus 6.12). É esse espírito de perdão que deve permanecer em nós. Se o Pai, antecipadamente, nos perdoou, quando não éramos merecedores, em gratidão ao seu amor perdoador, nós devemos, também, perdoar aos que nos ofendem. O perdão deve uma característica do nosso viver cristão. Se o amor perdoador de Cristo foi sacrificial – ele se deu por nós -, da mesma forma o nosso amor deve se expressar dando-nos, em amor, por aquele que nos ofendeu.

 

Quando devemos perdoar

 

            Há dois momentos, em especial, que o perdão deve se expressar:
 

.          (1) – No momento em que fomos atingidos - injuriados, maltratados, ofendidos, perseguidos, etc. – O exemplo de Estevão mostra que ele perdoou no mesmo momento da agressão recebida (Atos 7.60) – “Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado”. Apedrejado até a morte, ele não pensou em si, pensou na situação dos agressores diante de Deus – perdoou-os e rogou por eles. Eis, aí manifesto o mais elevado e magnífico espírito cristão de perdão. Este primeiro mártir da fé cristã imitou o Senhor Jesus que orou na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34).

 

            (2) – Quando aquele que ofendeu pede perdão – Devemos estar preparados para perdoar, tão logo nos for solicitado o perdão. Deve ser uma atitude imediata e sem guardar ressentimento algum. Isso se expressará mais fácil na medida em que amadurecemos em nossa vida espiritual. O perdão tem de ser um ato de nossa vontade disciplinada. Ele não é um sentimento, nem é facultativo. Ele resulta de colocar a nossa vontade sob a vontade de Deus.

 

Quantas vezes devemos perdoar

 

            Essa foi a pergunta que Pedro fez a Jesus. A resposta do Senhor trouxe algo novo, demonstrando que já não estamos sob a Lei, estamos sobre a Graça de Deus. “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18.21,22). Se a Lei determina um número de vezes para perdoar, o Evangelho de Cristo não determina números, determina a aplicação do amor em grau infinito.

 

Condições para recebermos perdão

 

            Perdoar para ser perdoado é o ensino de Jesus:

 

- “se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mateus 6.15).

- “Assim também meu Pai celeste vos fará, se no íntimo não perdoardes cada um ao seu irmão”  (Mateus 18.35).

- “E, quando tiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas”  (Marcos 11.25)..

 

O perdão "a" nós mesmos

 

            Muitas vezes, antes de podermos perdoar os outros, devemos perdoar a nós mesmos. Habitualmente somos mais duros conosco do que com os outros. Devemos recordar que Cristo nos perdoou. Mateus 22.39 nos ensina: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Precisamos sentir que ele nos ama e já nos perdoou. Para que isso ocorra, devemos lembrar a posição em que Deus já nos colocou: “nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2.6). Precisamos nos ver como somos aos olhos de Deus e não segundo os nossos incorretos sentimentos. Em Cristo está a nossa vitória.

 

Valor do Perdão

 

            Perdoar é essencial ao nosso bem estar interno e ao testemunho externo da igreja. Sem esta prática as daninhas ervas da amargura, do ódio e do ressentimento impedirão de que representemos ao mundo, integralmente, o caráter de Jesus o nosso Senhor e Salvador. Amém.

 


Erasmo Ungaretti
fonte: adorar.net
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: perolal em 06 de Março de 2009, 21:46
Realmente a plavravra perdão é fácil falar, porém praticar se torna dificil, para todos seres humanos, temos que praticar não só falar, sim usar a alma e o coração.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Daimon em 06 de Março de 2009, 22:37
O perdão é o sentimento que engrandece não a alma que é perdoada, mas sim a alma que perdoa, o alívio que a nossa consciência experimenta quando perdoa é algo extremamente reconfortante, mas somos espirítos orgulhosos demais para percebermos este sentimento, preferimos ficar remoendo ressentimentos a nos libertarmos do mesmo.

Bem Aventurados aqueles que perdoaram uma, duas, três vezes a mesma ofensa porque eles sim conhecem a misericórdia.

Que a paz do Mestre Divino envolva a cada um de nós!!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: ClaudiaC. em 07 de Março de 2009, 03:24
Olá amigos  :D

Gostei deste tema.

Para perdoar alguém acho que o mais importante de tudo é compreender esta pessoa, apartir do momento em que eu compreendo porque tal pessoa me ofendeu, eu naturalmente vou perdoá-la. Normalmente não é a pessoa que nos ofende, somos nós que nos sentimos ofendidos, é geralmente o nosso orgulho que esperneia lá no fundo.

É claro que no momento o sangue provavelmente vai começar a esquentar, mas precisamos aprender a deixar de reagir, para começarmos a agir. E fazemos isto, se pararmos por 2 minuto para pensar em como agir. Parece fácil, mas não é.
Lembro certa vez em que fui fazer compras numa cidade vizinha com minha mãe, cansadas pegamos um taxi para a rodoviária. O taxista estava muito irritado, falava de forma estúpida e agressiva, nós duas conseguimos compreender que o dia daquele homem talvez estivesse sendo horrível e que ele estava apenas bravo. Não nos ofendemos e não o destratamos, nos mantendo o mais amável possível. Como não 'reagimos' ele percebeu a si mesmo, pediu desculpas e contou que desde do início do dia, tudo tinha dado errado para ele. Pediu novamente desculpas e foi embora.

Ao meu ver a chave do perdão está na compreensão do próximo e de nós mesmos.

Bjs
Claudia
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Cleildo Oliveira em 07 de Março de 2009, 17:59
Olá amigos, concordo com quase tudo, a única mensagem que não estou muito convencido é "O Amor aproxima de Deus o ódio distancia Dele", na minha concepção nada nos distancia de Deus, pois nós somos parte Dele, alpem do mais até o "mau" é necessario para nossa evolução...
Cleildo M. Oliveira
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Verdade em 07 de Março de 2009, 18:15
Jesus disse: “Amai ao próximo e ao Inimigo”.

Jesus não disse que os Homens  deviam se envolver emocionalmente com eles, nem que tinham de gostar deles, mas sim que deviam perdoar, pagar o Mal com o Bem, compreender e Amar Incondicionalmente.

Que Jesus nos ilumine hoje e sempre.
Amor e Paz.

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Março de 2009, 18:29
Olá Luciene Maldonado

Na minha opinião você tem razão.

Quando alguém nos coloca os nossos interesses em questão, não nos devemos calar. Muitas vezes basta falar para resolver os problemas. Nem sempre nós reagimos assim (pelo menos eu), por vezes engulimos a afronta e ficamos com ela cá dentro. Mas isso não é perdoar, é fugir á questão.

Quantas quezilias se evitariam se nós falassemos sempre na devida altura, com educação e boa fé...

Por vezes, para evitar a violência, até a nossa, no calor do momento pode ser conveniente virar as costas sem dizer nada, mas convém sempre tentar esclarecer as coisas, logo ou mais tarde, a falar com a pessoa que nos prejudicou, ou que nós pensamos que nos prejudicou.

Se falar puder ajudar a perdoar, é sempre preferivel do que ficarmos cheios de ódio caladinhos no nosso cantinho. Todos os meios que levem ao perdão são bons.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Março de 2009, 18:30
Olá Verdade

Tanto quanto me parece, a Verdade está a falar verdade.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: aruanda em 07 de Março de 2009, 18:35
Penso que este texto pode enriquecer este estudo:


FENÔMENOS DO ARREPENDIMENTO EM FACE DA CULPA E DA EXPIAÇÃO
(28.06.05)



Para o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda Ferreira "arrependimento" é uma insatisfação causada por violação de lei ou de conduta moral, e que resulta na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações.(1) Essa é a definição da ética, e se refere mais particularmente à lei e à moral humanas. No aspecto religioso definine-se pela intensificação dos matizes de remorso que se instala na consciência ao ensejo de erro cometido e que pode impulsionar ao desiderato de mudança de comportamento e ao desejo de penitenciar-se.(2)

Pela invigilância precipitamos nas síndromas de culpa [considerada aqui como uma falta voluntária a uma obrigação, ou a um princípio ético](3) irrompendo de súbito o remorso tisnado de múltiplos aspectos, impondo manchas de sombra à tessitura sutil do perispírito. Este estado de contrição, incessantemente potencializado pelo pulsar das reminiscências denegridas, consubstancia-se num vórtice mental, intoxicando-nos, pouco a pouco, espraiando ao nosso redor um halo contaminado pela desarmonia íntima, corrompendo, não raro, a psicosfera espiritual de quem compartilha nossa companhia. Este fenômeno psíquico se constitui do martírio da consciência e, por essa razão, densas e sombrias forças de angústias se insinuam.

Diversas pessoas moderadas, muitas vezes, por invigilância, tornam vítimas quase inermes do pensamento impetuoso, tornando-os mais acicatados na consciência do que os imprudentes. Muitas vezes sob o guante da excitação momentânea, que caracteriza a impulsividade, deixam-se abater por inconsolável arrependimento ,dando azo a um angustioso impacto de inquietação da consciência ante a condição tardia para desfazer o equívoco consumado.

É importante também sabermos que após cometermos um erro conscientemente, este pode propagar em nós a possibilidade de reabilitação, razão pelo qual não devemos nos entregar apáticos ao desalento ou remorso anestesiante. Por todos os motivos possíveis precisamos nos acautelar contra as atitudes intempestivas. Fujamos dos propósitos inferiores sob pena de mais tarde inevitavelmente sermos consumidos pela aflitiva sensação de contrição psíquica.

Ajuizemos quanto à direção dos próprios passos, de maneira a evitarmos o nevoeiro da aflição sob o acicate do pesar profundo que permanecerá em nós, advertindo sobre o mal praticado. Urge, desse modo, a busca do autoperdão, da auto-aceitação, da auto-estima estimulado pelo esforço de reequilibro espiritual, a fim de minimizar os reparos dos danos causados.

Os reveses da vida física podem significar penitências dos equívocos do passado e, ao mesmo tempo, experiências provacionais presentes, delineando o porvir. Desse modo, depreende-se que da dimensão de tais desventuras se possa inferir qual gênero foi a jornada reencarnatória anterior. Freqüentemente é isso possível, pois que cada um é corrigido naquilo por onde errou. Todavia, não há como interpretar daí uma regra universal. As tendências e fortes pendores instintivos constituem indício mais seguro, posto que os testemunhos por que passa o Espírito o são, tanto pelo que tange ao passado, quanto pelo que toca ao futuro.

Consoante as lições kardecianas , a duração da expiação, para qualquer transgressão, é indeterminada e está atrelada ao arrependimento do culpado com o conseqüente retorno ao bem. A punição permanece de acordo com a obstinação no mal, e seria infindo se a obstinação fosse permanente ; e de rápida duração se o arrependimento surge imediatamente. Diante disso, e como a consciência nunca dorme, somos constrangidos a ser juizes da própria sorte, podendo abreviar o suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Nossa felicidade, ou infelicidade depende da vontade de fazermos o bem. E, nesse contexto, a submissão paciente aos sofrimentos da vida é atitude de alto relevo para a consumação da quitação do débito contraído.

Nunca será redundante repetir-se que, assim como pensamos e agimos, edificaremos a existência, vivendo-a de conformidade com o comportamento elegido. Suportar a dor da culpa e aproveitá-la para meditar, para orar, para se aproximar de Deus é a expressão da sabedoria, até porque Jesus nunca nos abandona, e espera de nós a atitude mais austera e sincera. Sofrendo a punição, que suplanta o orgulho, o egoísmo podemos ter a certeza de estarmos galgando superiores degraus na escala do crescimento espiritual. (4)

Lembremo-nos, em suma, do ensinamento do Mestre, "vigiando e orando, para não sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resistência que sorrir sob os narcóticos da queda".(5) Arrostemos, pois, o tormento do remorso, da consciência culpada, com denodo, resignação e sobretudo comprometidos com a reforma íntima. É tarefa fácil?... não! É difícil?... bastante! Um dos grandes desafios para nós. Mas é justamente no momento de acérrimas expiações que demonstramos ao Senhor da Vida a expressão do avanço moral sob o influxo da resignação que nos conduzirá à placidez da consciência retificada.


Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2pvcmdlaGVzc2VuLm5ldA==)

FONTES:
1- Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, editora Nova Fronteira, 2004.
2- "O Livro dos Espíritos, QUESTÃO. 999". "O arrependimento auxilia a melhora do Espírito, porém, o erro deve ser expiado".
3- Culpa e arrependimento geralmente estão associadas aos conceitos de castigos ou recompensas de acordo com a idéia de Deus incutida em nossa mente, por causa da educação religiosa que recebemos.
4- Na q. 171 de "O Livro dos Espíritos", os Espíritos superiores nos dizem que "o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento". Assim, podemos conceber que Deus também nos oferece todas as ferramentas necessárias para refazermos o caminho, e buscarmos a nossa felicidade.
5- Xavier, Francisco Cândido. Fonte Viva, ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed. FEB, 2004, Cap.110
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: aruanda em 07 de Março de 2009, 18:39
QUANTAS VEZES PERDOAREI MEU IRMÃO? UM DILEMA ENTRE A TOLERÂNCIA E A VINGANÇA
(19.01.09)



 ..... 


"Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente.
- Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram
fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis
também a outra; - e que se alguém quiser pleitear contra vós,
para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto;
- e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele,
caminheis mais dois mil. - Dai àquele que vos pedir e não
repilais aquele que vos queira tomar emprestado"(1)


Como não resistir, como fazer ainda mais do que nos exigem os que nos ofendem? O que entendemos por perdoar? Como perdoar sem permitir que o mal nos envolva, sem nos deixar ficar sob as instâncias daqueles que nos magoam, que nos prejudicam ou nos ferem? Essas questões são instigantes. Todavia, o bom senso nos impõe a seguinte dedução: precisamos compreender e desculpar, ilimitadamente, porque todos nós necessitamos de compreensão e desculpa nas horas do desacerto, mas urge que analisemos os fatos para que os diques da tolerância não se rompam, corroídos pela displicência sistemática, patrocinando a desordem.

Diferentemente do ensino do Cristo, parece fazer parte do mecanismo instintivo de defesa dos seres humanos revidar tapas a um agressor. Neste sentido, segundo alguns, dar a outra face é uma atitude de eficácia duvidosa, contrariando o que Jesus pregou há mais de dois mil anos. Segundo opiniões de pesquisadores mais centrados no materialismo, as religiões, antes de Cristo, não apenas amparavam como, também, incentivavam a vingança desproporcional ao agravo. Os Velhos Textos estão repletos de passagens do tipo "olho por olho", dizem esses estudiosos. Argumentam, ainda, que, como instituição, a religião é má conselheira no assunto tolerância. As guerras religiosas sempre foram, e ainda são as mais inexplicáveis, as mais duradouras e as mais cruéis da história humana.

Por que carregamos em nossa intimidade o rancor e o pendor à vingança? Isto pode ser atribuído a perturbações mentais ou morais, a pais ausentes na infância, a questões culturais. Para Jeffrie Murphy "a cultura é um fator determinante na freqüência com que os desejos de retaliação se manifestam numa sociedade." Murphy afirma, ainda, (pasmem!) que a Pátria do Evangelho "aparece em terceiro lugar nas estatísticas entre as nações nas quais o sentimento de vingança é mais acentuado, atrás da Bielo-Rússia e da Bélgica". (2) Para alguns estudiosos, o desejo de vingança é uma parte perfeitamente normal da natureza humana e sua supressão pode ser, apenas, um daqueles recalques que a vida moderna em sociedade nos incute. Há quem descubra qualidades no ressentimento. Jeffrie sugere três (acreditem!): auto-respeito, autodefesa e respeito pela ordem moral. "A pessoa que nunca se ressente, seja de qual for a ofensa, pode ser um santo. Mas, a falta de ressentimentos pode também revelar uma personalidade servil e sem respeito por seus direitos e sua condição de indivíduo livre e moralmente respeitável."(3) Leona Helmsley, uma bilionária norte-americana, usou o testamento para se vingar da família, que detestava. Quando desencarnou, destinou a maior parte da fortuna, de cinco bilhões de dólares, para instituições de caridade (aqui agiu corretamente), porém, também deixou doze milhões de dólares para seu cãozinho maltês, Trouble. Dois, de seus quatro netos, receberam quantias equivalentes à metade da legada ao cachorro. Os demais parentes foram, simplesmente, ignorados. "Eles sabem por quê", escreveu Leona como clara vingança no testamento.(4)

Perdoar coisas leves, contra nós mesmos, é relativamente fácil, mas, quando se trata de algo mais sério, como um assassinato, um estupro, por exemplo, a dificuldade de superação da mágoa aumenta, consideravelmente. Sabemos que refrear o desejo de vingança não é fácil quando alguém sente o coração transbordar de fúria. Contudo, não podemos esquecer que, entre o desejo de vingança e a execução da ação vingativa, existe espaço suficiente para exercermos o livre-arbítrio, ou seja, a escolha entre o bem e o mal. A vingança será sempre uma atitude insensata e inútil, até porque, nenhum benefício trará ao nosso progresso, e uma vez consumada, terá satisfeito, apenas, à nossa inconformação diante dos desconhecidos motivos do nosso infortúnio.

O convívio com criaturas e sistemas imperfeitos, capazes de nos infligir os mais variados constrangimentos, cerceamentos, limitações, vicissitudes e agressões, constitui o objetivo moral da reencarnação, de modo que disciplinemos, em definitivo, as idéias superiores da vida e as incorporemos ao acervo dos valores que já edificamos no espírito. Nesse sentido, "o perdão é superação do sentimento perturbador do desforço, das figuras de vingança e de ódio, através da perfeita integração em si mesmo, sem deixar-se ferir pelas ocorrências afligentes dos relacionamentos interpessoais". (5) E, mais ainda, pesquisas indicam que o ato de perdoar pode aplacar a tensão, reduzir a pressão sangüínea e diminuir a taxa de batimentos cardíacos. Portanto, é uma questão de saúde. O perdão passou a ser investigado pela medicina. Os vários estudos em andamento seguem a tendência de analisar a influência das emoções na saúde. Perdoar, imagina-se, livra o corpo de substâncias que só fazem mal. Essa tese faz parte do livro O poder do perdão de Luskin.(6)

A intolerância quase sempre dá lugar à agressividade. As decisões emocionais rebentam rápidas como torrentes. Sem a participação do bom senso, são capazes de danificar a harmonia de muita gente. Se nos examinarmos bem, chegamos à conclusão de que sempre poderemos ser mais tolerantes do que temos sido, habitualmente. Porém, há coisas que socialmente são intoleráveis, como a violação dos direitos humanos ou a destruição do planeta, a pedofilia, a corrupção, etc. Muitos "tolerantes" tíbios, eivados de preguiça e inconsciência, mantêm atitude de quem não está "para se chatear", porque isso dá trabalho e, às vezes, até, exige alguma abnegação, mas, isso é covardia! Tolerância não é indiferença, nem conivência, nem timidez. Pelo contrário, a tolerância pressupõe entendimento superior, sem orgulho ou vaidade; assenta-se na coragem esclarecida para beneficiamento de todos, inclusive dos adversários.

Um método corajoso de perdão foi colocado em prática por Mahatma Gandhi, o Satyagraha (7), isto é, conquistar o adversário, chamando, para si, o sofrimento, objetivando despertar a consciência moral daquele que se quer convencer de que o ato que pratica é impróprio. É um método ousado de perdão, porque implica na tentativa de sensibilizar o agressor no sentido de reverter seu comportamento. Jesus aconselhou amar os nossos inimigos no enfoque de não devolver com a mesma moeda aquilo que nos foi desferido. Oferecer, porém, a outra face (a face do bem), pois, assim, cortar-se-iam, pela raiz, os sentimentos de vingança.

Diante das agressões recebidas, o Cristo passava lições grandiosas, como aconteceu com o soldado que O esbofeteou quando estava de mãos amarradas. Sem perder a serenidade habitual, o Cristo olhou-o nos olhos e lhe perguntou: "se eu errei, aponta meu erro, mas se não errei, por que me bates?" (8) Eis, aí, a verdadeira coragem. O Mestre sofreu a ingratidão daqueles os quais havia ajudado, enfrentou o cinismo dos agressores, foi ultrajado, caluniado, cuspiram-Lhe no rosto e O crucificaram, e Ele tomou uma única atitude: a do perdão. (9) Lembrou da importância de não se colocar limite ao ato de perdoar. "Se vosso irmão pecou contra vós, ide e falai-lhe sobre a falta em particular, entre vós e ele. Se vos ouvir, tereis ganhado um irmão." Então, aproximando-se dele, Pedro disse: "Senhor, quantas vezes perdoarei meu irmão quando ele houver pecado contra mim? Será até sete vezes?" Jesus lhe respondeu: "Eu não digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete." (10)

"No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram". (11) Jesus não quis dizer para deixarmos de reprimir o mal, mas para não pagar o mal com outro mal. Perdão é o pagamento do mal com o Bem... O perdão nivela os homens pelo que neles há de melhor, libertando quem perdoou dos maus sentimentos que o escravizavam a quem o feriu.

Mal por mal significa o eclipse absoluto da razão. "Por mais aflitiva seja a lembrança do adversário, recordemo-lo em nossas preces e nas meditações, por irmão necessitado de nossa assistência fraterna. Ainda não readquirimos nossa memória integral do passado e nem sabemos o que nos ocorrerá no futuro". (12) Que seria da Humanidade se não existisse a paciência e a tolerância do Criador para com as criaturas imperfeitas e rebeldes que somos? Perdoar é um ato inteligente, que nos liberta de outras ansiedades e perturbações que nem precisamos enfrentar. Então!...Para quê guardar mágoa?


Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2pvcmdlaGVzc2VuLm5ldA==)

FONTES:
1- Cf. Mateus, cap. V, vv. 38 a 42
2- Jeffrie Murphy, autor do livro Acertando as Contas: o Perdão e Seus Limites, disponível acesso em 16-01-09.
3- Idem
4- Disponível no site http://veja.abril.com.br/030908/p_086.shtml, (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3ZlamEuYWJyaWwuY29tLmJyLzAzMDkwOC9wXzA4Ni5zaHRtbCw=) acesso em 15-01-09
5- Franco Divaldo Pereira. À Luz da Psicologia Profunda , ditado pelo Espírito Joanna de Angelis, Salvador: Editora: LEAL, 2001
6- Luskin Frederic. O poder do perdão, São Paulo: editora: Novo Paradigma, 2002
7- Termo cunhado pelo pacifista indiano Mahatma Gandhi em sua campanha pela independência da Índia. Significa o princípio da não-agressão, ou uma forma não-violenta de protesto, como um meio de revolução.
8- Franco Divaldo Pereira. Palavras de Luz, Sob a inspiração de diversos espíritos, Salvador: Ed. FEEB, 1993
9- Romanelli Rubens Costa. Primado do Espírito, BH: Ed. Síntese, 1966, Cap. 15
10- Cf. Mateus, XVIII: V, vv. 15, 21 e 22.
11- Kardec Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 2003, cap. VI, item 5, 118.
12- Xavier Francisco Cândido, Nos Domínios da Mediunidade, ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed. FEB, 2001
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Lu Prado em 07 de Março de 2009, 19:55
Sem dúvida o perdão é uma oportunidade de crescimento... porém, o perdão verdadeiro, aquele em jogamos o véu do esquecimento por cima do fato, é muito dificil e ele começa acontecer qdo paramos p/ entender o "pq" da pessoa teve determinada atitude q tanto nos feriu naquele momento... eu estou num processo arduo de perdão, pq sei q ele tem q ser de dentro do coração e por isso acontecerá, tenho certeza...
Muita luz à todos!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Olinda em 07 de Março de 2009, 19:56
Oi, moro com uma irmã mais velha (48 anos), moramos numa casa de herdeiros, desde que me separei e vim para cá,isso há +/- 5anos, ela é espírita e sempre se impôs na casa dizendo que quem manda é ela, nunca consentiu que amigos (as) dos meus filhos viessem aqui, hoje eles estão crescidos e continuam sem amigos, meu filho q é menor(14 anos), hoje sofre por não saber fazer amizades, ele é agressivo, depressivo, tímido, e com tudo isso ela até hoje nos faz sofrer, mesmo freqüentando uma casa espírita. Vivo chorando, tem hora que parece q vou enlouquecer, me apego muito a orações, ao perdão, ela mora com uma amiga, só Jesus para ter misericórdia. Ela aprontou uma agora onde expulsou o namorado d minha filha (hoje com 25anos) d casa, quando fui conversar com ela a mesma disse mais uma vez q quem manda é ela, gente vivo com a pressão alta por causa d confusão, não sei mais como perdoar, a minha situação é tão critica q hoje sinto um enorme ódio por elas, e isso esta acabando comigo, o q faço, que tipo d perdão é esse que sempre saímos machucados, mas sempre temos q perdoar. Tentem me fazer entender, as vezes me pergunto se este perdão deve existir.

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: *Leni* em 07 de Março de 2009, 20:07




Perdão não é conivência com a coisa errada. Quando uma pessoa me agride, eu não estou de acordo com ele; simplesmente não estou contra ele. Se meu filho age erradamente, está aturdido emocionalmente, é ingrato, faz tudo quando me desagrada como se fosse de propósito, eu não estou de acordo, é lógico.

Mas eu não posso ficar contra ele. Porque mais do que nunca ele precisa de mim; ele está doente. Não é normal, isto é, não é saudável uma atitude assim.

Mas então eu tenho o direito de me sacrificar?
Sim, se aceitou a maternidade, a paternidade, não há condição difícil.
Ser co-criador é ser co-participador.

Será que Deus nos abandona toda vez que somos ingratos para com ele? que blasfemamos, que fazemos tudo quanto não devemos? Então o perdão não é conivência com a coisa errada. Não é uma atitude para fingir que tudo está bem. Alguém nos prejudica e nos pede desculpa.

Respondemos: "Ok! mas ele me paga".

É melhor enfrentar a realidade.
Quando alguém nos disser "me desculpe",
responderemos

"Não posso.
Hoje, eu não posso.
Estou muito magoado".

A gente diz: "eu te perdôo!" e no outro dia amanhece com dor de cabeça, porque não digeriu. O que devemos é não devolver o mal que nos foi feito. A pessoa nos diz uma palavra grave, e nós conseguimos segurar.

Aí ela diz:
— Você me desculpe, eu não tive a intenção...
— Você vai perdoar?"

— Estou pensando.

— Mas então não perdoa?
— Você não é espírita?

— Sou espírita, mas, agora, não tenho condição de perdoar, agora me dê licença...

Geralmente, dizemos:
"Perdôo de todo o meu coração"; perdoa, mas com ele nunca mais.

E ainda pensamos:
"Quem me fizer, faça bem feito, porque não vai ter outra oportunidade".

Entretanto, o meu problema não é com ele, é comigo. Seja gentil com você. Se eu me permito viver magoado, ressentido, sofrendo, como vou amar o outro? Eu mereço ter uma vida melhor.

Ao chegar ao escritório: "Bom dia!", o outro responde: "não vejo porque seja tão bom assim".
Não nos ofendermos com isso; se ele está de mau humor é problema dele, A doença do mau humor requer tratamento psiquiátrico.

Seja gentil com você. Ame-se.
Não permita que ninguém torne sua vida insuportável, nem para você, nem para os outros.

Divaldo conta o caso da pessoa que foi visitar um hospital de doentes mentais e lhe chamou a atenção, o psiquiatra.

Noventa por cento dos agitados passavam perto do psiquiatra, uns diziam:
Dr. já estou curado; ele respondia: Ok!; outros falavam absurdos, e ele ouvia, silenciava, ou concordava, e continuava a caminhada.

No final, o visitante perguntou o por que da atitude dele, ao que respondeu: Eu sou saudável, não posso me atingir com o que dizem ou fazem, pois são doentes...

E aí podemos perguntar:
- Será que a Terra não é um grande hospital?...

A pessoa saudável não faz o mal conscientemente a ninguém. Mas quando está de mal consigo, agride o outro. Então seja gentil com você; seja honesto; está com raiva, admita. Estou magoado, etc. Reprimir esses ressentimentos vai ficar lhe prejudicando. Digira sua raiva; digira o ressentimento. Não os mantenha. Necessário deixar cicatrizar; às vezes fica uma cicatriz e é necessário uma cirurgia.

Devemos nos empenhar em descobrir os nossos pontos vulneráveis. E Divaldo narra uma experiência pessoal.

"Depois de anos de auto-análise, descobriu alguns pontos vulneráveis e começou a trabalhar esses pontos. Notou que atendendo o público, às vezes ficava irritado. E descobriu que o ponto vulnerável era o cansaço. Quando ia ficando cansado perdia um pouco a lucidez. O autógrafo é a oportunidade de ter um contacto com as pessoas. Alguns são tímidos, não chegam para conversar, pensam que vai incomodar. Mas o atendimento às vezes é prolongado. Começa 18h30 e vai até 1h30, 2h da manhã ainda está em pé. Quando a fila estava grande, ficava ansioso.

Fez sua autoterapia: Está ali porque quer; faz porque gosta.

Certo dia, uma senhora, o anjo bom, lhe disse:
"Pelo menos me olhe".

O sangue subiu, voltou.
— Muito obrigado, porque a senhora acaba de me ajudar.
"Como me fez bem. Descobri o ponto vulnerável".

Devemos dar o direito de a pessoa ser agressiva, mas não nos dar o direito de revidar a agressão. A raiva é semelhante a uma labareda, ou um raio. Pode provocar danos incalculáveis. É inesperada. O rancor é calculado. É necessário que aprendamos a colocar um para-raio e evitemos os tóxicos do rancor. Porque esse rancor nos dá prazer. Observamos mesmo entre os companheiros espíritas. Quando alguém que não lhe é simpático sofre algum dano, algum sofrimento, a pessoa diz: "Ah! já esperava. Quando não faço, Deus faz por mim". Deus é pai dele; do outro só é padrasto.

Não tenha prazer na infelicidade de alguém. Se devemos ter compaixão de quem sofre, devemos sentir prazer com a felicidade dos outros. Por seu intermédio, Bezerra de Menezes fez uma prece em que pede em favor dos que fazem os outros sofrerem.

Geralmente pedimos pelos que sofrem, mas os que fazem sofrer estão em situação pior. Geralmente, quando alguém progride nós temos inveja. Deus sabe como ele conseguiu tal coisa. Devemos alegrar-nos com o triunfo dos outros. É uma forma de perdoar a vida, por não nos haver dado aquilo que outro recebeu.

Saúde e sucesso financeiro, são responsabilidades e provações.

José Argemiro da Silveira




Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: *Leni* em 07 de Março de 2009, 21:28




Perdoar, dizem, é muito difícil. Parece mesmo que no atual estágio da humanidade é impossível, graças às tantas cenas de vingança que as criaturas arquitetam umas contra as outras.

A mágoa é cultivada com esmero, no transcorrer dos dias e dos meses, até se consolidar em ódio, que acaba por consumir àquele que o alimenta.

As manchetes falam de pessoas que planejam com detalhes a sua desforra, ainda que levem muito tempo concretizá-la.

Mesmo no lar, muitas vezes, os pais incentivam os filhos a não receber desaforos sem revidar de imediato e a detestar e perseguir aqueles que, de alguma forma, os agridem.

No entanto há seres humanos verdadeiramente grandes, que brilham vez ou outra pelos excelentes exemplos.

Lembramos, pela oportunidade do fato, de Bud Welch, pai de Julie Marie, sua única filha. Ela foi morta na explosão ocorrida em um prédio federal no dia 19 de abril de 1995, em Oklahoma City. Outras 167 pessoas morreram na mesma oportunidade e o terrorista Timothy Mac Veigh, autor do atentado foi preso, julgado e condenado à morte.

Pois Bud Welch, que participa do grupo famílias de vítimas de assassinatos pela reconciliação, cujos membros pregam o perdão, lutou pela suspensão da execução do terrorista, até o último momento.

Contrário à pena de morte, Bud se afirmava satisfeito por estar fazendo tudo o que era humanamente possível para suspender a execução daquele homem. "vou me sentir bem por ter tentado" afirmou.

Ao lado deste coração de pai ferido, que teve sua única filha morta na explosão da bomba, outros tantos se movimentaram nos dias que antecederam à execução.

A anistia internacional pediu ao presidente americano que a execução não se desse.

O grupo americano da organização de defesa dos direitos humanos, encarregado do programa para o fim da pena de morte, sugeriu a introdução imediata de uma moratória sobre a aplicação da pena de morte nos estados unidos.

Apesar de tudo, Timothy Mac Veigh foi morto. Mas ficou a lição de um coração paterno movendo céus e terra para que uma vida fosse preservada, a do assassino de sua filha.

Perdoar significa valiosa conquista do espírito sobre si mesmo, superando imposições inferiores do ego.

O grande desafio para o homem inteligente, que tem os olhos postos no infinito é se dedicar ao equilíbrio.

Esquecer o mal recebido é atitude que demonstra o desenvolvimento de aptidões superiores que, afinal, se encontram inatas em todas as criaturas e aguardam, somente, serem acionadas e colocadas em prática.

Após a tempestade violenta, que fere a paisagem majestosa, a natureza toda se recompõe e retorna a brilhar, colorida e festiva. É o sinal do seu perdão a quem a maltratou ha poucas horas.

Depois da sombra da noite pavorosa, a claridade do dia se apresenta, restabelecendo a confiança e preservando a paz.

O coração ferido por golpes agressivos que se ergue para perdoar e esquecer, é mensagem de esperança que se derrama pela terra, pois, se pensarmos bem, quem de nós não necessita do perdão do outro?

Quem de nós não aguarda a madrugada sorridente, após a noite de sombras?
Quem de nós não espera, ansioso, o retorno do sol após a chuva torrencial?

Boletim Informativo da Federação Espírita Roraimense.





Título: O perdão
Enviado por: BIULA em 07 de Março de 2009, 21:57
Eu achava que tinha o desprendimento de perdoar as pessoas e seus atos.
Mas hj diante de provas maiores, vejo como é difícil perdoar.
Não guardo rancor, ao menos conscientemente. Mas uma coisa ininteligível aos olhos dos que nao crêem em vidas passadas, são as antipatias gratuítas, ou o fato de ser insuportavel a convivencia com algumas pessoas em nossa vida.
A poucos anos tive a experiencia de ter que conviver com uma pessoa em minha casa, que qdo menor era fácil, mas com o passar do tempo e do crescimento dessa pessoa, está se tornando cada vez mais dificil.
Sinto e tenho plena consciência de que temos débitos em vidas passadas.
Pra começar pq nessa nada fizemos uma a outra rsrsrsrs.
Mas tenho uma miscelânia de sentimentos que me deixa confusa, muitas vz desorientada, ou revoltada, ou mesmo com raiva de mim, pq sei o pq de tudo isso.
As vz sinto que gosto da pessoa, outras vz sinto desprezo, outras vejo suas atitudes erradas e nao tenho paciencia e parece q nenhum bom sentimento.
Luto comigo mesma todo o tempo, pra tentar ser um ser humano justo e sensato.
Sei que temos q passar por isso e tentar sanar alguma coisa de errado do passado.
Mas temos o esquecimento, que é pra tornar isso mais facil.
Só que muitas vz fica o antagonismo gravado em nosso espírito, ou em nossas lembranças que nao podem ser apagadas.
Isso eu resumo como uma falta de sentimentos bons de minha parte em perdoar, ou em me perdoar, pois nao sei quem fez mal a quem.
E vejo como é muito profundo essa palavra perdão.
Pq até poucos anos, perdoar é vc nao dar importancia às ofensas que lhe fazem, ou as coisas ruins q lhe fazem, esquecer disso, são coisas peqnas afinal, e isso sempre consegui, me orgulhava de não ser inflexivel.
MAs hj vejo o quão fraca sou, e o qto tenho que aprender.
Tento todos os dias, muito mesmo.
Mas é uma coisa difícil... só que eu tendo consciência de tudo isso, acho que ja é um passo dado pra frente, basta conseguir dar os proximos dia a dia, tentando nao escorregar.
Se me vem um pensamento de antagonismo, afasto na hora, tento nao pensar em nada.
Rezo e minha mente divaga pra outras coisas, e assim vou empurrando com a barriga.
Não sei se esse é o caminho certo.
Afastar os pensamentos que me fazem mal.
Bom... perdão pra mim é dificil rsrsrsr.
Mas estou tentando perdoar... mesmo sem saber o que ou quem, mas estou tentando... rsrsrsrsr.
Gde abraço a todos. :-\
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Maria Angela Branco em 07 de Março de 2009, 23:42
Oi Rejainj.
Concordo com vc que é mais facil falar sobre perdão do que praticar,mas tambem penso que se eu plantar esta semente que é o perdão em meu coração e regala todos os dias com tolerancia e amor com a reforma interior dos meus sentimentos, um dia poderei praticar sem magoas, não sei se nesta encarnação ou em outra mas tentarei chegar la.


Fique em paz que jesus seja luz em sua vida.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 08 de Março de 2009, 00:34
Amados amigos,
Que a Paz de deus esteja netre nós.
Que a luz do disernimento nos envolva
Que alcancemos a plenitude do perdão.

Apenas para continuarmos a reflexão.. tenho lido todos os depoimentos, citações.. e agradeço . Aprende se muito neste estudo.

" ensinando o amor para com os inimigos, vejamos como procedia Jesus diante daqueles que lhe hostilizavam a causa e lhe feriam o coração." ( chico xavier)

" em circunstancia alguma vemo-lo derramar se em louvaminheiro, encorajando o erro deliberado, mas sim renovando sempre o processo de auxiliar, com esquecimento de toda a injuria." ( Chico xavier )

" perante Pilatos, o juiz inseguro, não lhe beija as mãos lavadas, mas sim pela conduta de vítima irreprochável, lhe devolve o espirito inconsequente à noção de responsabilidade própria" ( Chico Xavier)

" Desculpar aos que nos ofendem não é comungar lhes a sombra, mas sim esquecer lhes os golpes e seguir pra a frente, trabalhando e aprendendo, amparando e servindo sempre,na exaltação do bem, para que o Mundo em nós outros se liberte do mal". ( chico xavier)

Chico Xavier deixou nos na atualidade grandes lições sobre o perdão.



Um grande abraço fraterno a todos

Akenatom
Que
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Sergio Cabral em 08 de Março de 2009, 06:50
O perdão tem, na verdade, a função de beneficiar o ofendido, livrando-o de um rancor prejudicial. Já foi comprovado cientificamente que ódio e rancor desgastam o nosso organismo, refletindo fisicamente em males "inexplicáveis". O ofensor, quando ciente e arrependido do ato cometido, tem o propósito de não voltar mais a cometer a falta, se autoperdoando e buscando a reparação. Se lhe negarmos o perdão deve manter a nobre atitude de perseverar em não mais errar da mesma forma, pois buscar o perdão perseverando no erro nada mais é do que buscar uma permissão para errar novamente, o que não caracteriza o arrependimento, elemento essencial para a busca do perdão.
Por alguns comentários postados, noto que o fato de sermos espíritas nos faz ser alvos de críticas maiores (tanto críticas de outras pessoas quanto de nós mesmos) com relação ao ato de perdoar. Se observarmos bem, todas as religiões colocam o perdão como essencial aos seus seguidores, alguns de forma mais dogmática, o que torna o perdão mais difícil. Você deve perdoar para não sofrer represálias por parte de Deus, sendo que tal pensamento já carrega um enorme contrasenso, pois como pode aquele que nos pede o perdão como atitude não perdoar? O fato de sermos espíritas não nos dá "superpoderes morais", somos humanos e falíveis.
Como as outras religiões o espiritismo também tem uma série de diretrizes que visam tornar melhor o indivíduo, com a diferença de tais diretrizes serem exaustivamente explicadas e justificadas não somente de forma religiosa, que isolada pode incorrer muitas vezes no erro de impor sem justificar (dogmatismo), mas usando de métodos científicos e filosóficos para conscientizar. Mais conhecimento, mais responsabilidade.
Dizer-ser espírita pode ser apenas um rótulo social, para mascararmos as nossas imperfeições e vícios,  ou uma determinação de nos tornarmos seres cada vez melhores. A consciência de cada um dita o que fará de sua existência.

Muita paz a todos
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 08 de Março de 2009, 10:52
Olá meus amigos,

Tenho um pouco a opinião diferente da maioria neste estudo.

Para mim o perdão e a propria palavra, como a veem, não existe.

O perdão nao determina atitudes tão negativas como aquelas aqui tem sido sempre mencionadas.

O perdão para mim é um verbo de acção no Amor!

O perdão é a oportunidade ou teste ás nossas capacidades de Amar.

Ninguem aqui falou da Reencarnção nem da Lei de Causa/Efeito, no entanto Kardec vem ensinar-nos a ser racionais, ou conscientes.

E Se tomarmos consciencia de que somos a soma das varias vidas, e que o acto da Lei do esquecimento aquando da reencarnação, tomaremos como certo que toda uma causa tem um efeito, que nada é por acaso.  E que por isso teremos que passar por varios testes á nossa resistencia em Amar, e que teremos dividas a saldar, e que tudo está certo como é!
Pois trazemos, culpas, odios e orgulhos. Tudo o que devemos transformar. Heis que a Reencarnação nos dá oportunidade de nos confrontarmos com situações menos boas, para corrigirmos os nosso defeitos.

E nao consigo conceber completamente a palavra perdoar o outro, quando tudo está em nós e parte de nós, no sentido em que não existe esta necessidade se tentarmos amarmo-nos e quando nos amamos, esse amor se expande naturalmente!

A atitude mais ou menos do que chamam, "ofensivo" e "ofendido", nada mais é do que estarem a passar pelo que devem (lei de Causa/Efeito) no sentido da sua aprendizagem e de acertos do passado longicou ou mais recente, desta ou d'outras vidas,, fazendo progredir o espirito.

Perdoar é Amar, tão simples quanto isso!

Por isso para mim a necessidade de perdoar ou mesmo de se sentir magoado é muito positivo, para o espirito, desperta-o!

É sinal de que torna consciente (implicando toda a complexidade dos sentimentos) as suas acções e tendencialmente se trasnformar!

estou a lembrar-me: -Ainda no outro dia quando falava com um amigo espirita e eu falava de certo e errado, ele me chamava a atenção para as palavras: - Susana, errado existe?

E eu logo...op'sss...claro que não, tudo é merecimento, tudo está certo.

Necessitamos muitas das vezes habituar o espirito a se-lo, e a alma a compreender o que realmente coloca em prática usando as palavras em termos correctos.

É isto que a Doutrina veio fazer conosco, descodificar e dissipar os velhos habitos principalmente os dos sentimentos, tal como esta do Perdoar.

deveriamos compreender tal como o que quer dizer quando que Jesus na cruz pedia ao Pai, Perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem.

Ele Lhe pedia que os amasse mais ainda.

Acharam vc's que Jesus Lhe pedia que os desculpasse daquele acto, de ser pregado na Cruz?

Então não entendemos Deus.
Porque Deus sabe do que somos capazes, e sabe as falhas e porque passaremos ainda, porque sabe o que somos.

Para Deus que nos ama misericordiamente, Deus coloca-nos no sitio certo e com as oportunidades necessárias para colocarmos as capacidades actuais do espirito para evoluir no Amor e por isso o motivo das reencarnações!

Mas em nossa parca sabedoria vamos usando a palavra perdoar para desculpar a nossa inferioridade na capacidade Amar!

André Luiz diz-nos assim:

Vós que tivestes a confiança traída ou o espírito dilacerado nas armadilhas da sombra, acendei a luz do amor onde estiverdes!... 

Meu amigos, perdoar é simples, completamente possivel, basta que amem ou evoluam para ou no Amor!


Abraços!


Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Gigii em 08 de Março de 2009, 15:04
Tendo sido convidada, como todos os companheiros, a dar a minha opinião neste estudo, hesitei... A minha visão é diferente da maioria...

Na verdade o que sinto é que o perdão é atributo de um espirito ainda materialista (poderá existir espirito materialista?!), de um espirito ainda distante da evolução celestial.
Explico: perdoa quem se sente ofendido.
Aprendi com Mahatma Gandhi esta lição profunda:

O simples facto de o homem virtuoso perdoar ao ofensor é prova de que ele se sentiu ofendido; se não se tivesse ofendido, não teria nada que perdoar.

Daí que a questão fundamental é não nos sentirmos ofendidos...assim sendo não existirá o perdão, pois a causa terá sido extinta.

É o que sinto sobre o assunto...

beijinhos di chocolati  :-*
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 08 de Março de 2009, 16:54
Amados GiGi, SB, Sergio Cabral
Amados irmãos deste estudo,
Com a permissão de vocês,

Querida Gigi,

Gostei muito do tua manifestação, demontra evolução, sabedoria e fé.Me ajudou muito.
È verdade sim, que a meta é "não sentir se ofendido".
 Gandhi, "Jesus", Buda, Chico Xavier, e outros grandes espiritos que por ai ja encarnaram nos ditaram esta máxima....todos os que do estudo participam já tem esta conclusão e esta meta ( creio).

Irmão SB,

Sem dúvida para os espiritos evoluídos o Perdão é Simples=Amar ( se nós ja tivessemos alcançado este grau estaríamos por ai a divagar, refletir, estudar o perdão?)
Alguns entre nós estão mais evoluidos, já venceram algumas provas ( todas nós conosco mesmos) outros ainda estão a frente da "batalha" pelo entendimento e aplicação do Perdão, do amor.
Outros já não mais são provados em seu orgulho, já venceram. enfim...A lei da causa e efeito, ação e reação.. algumas reações, efeitos já se cumpriram para alguns.

Porém, não sei qto aos outros, mas quanto a mim eu estou ainda na fase do entendimento, a frente da batalha comigo mesmo, necessito compartilhar, aprender com vcs, para então me dar conta que sou espirita sim, que o conhecimento me faz consciencialmente mais responsável, mas ainda sou tão imperfeita... ainda necessito muito de suas citações, suas convicções, suas imperfeiçoes compartilhadas, assim não me sinto só.
Reconheço  Meu protetor, tudo o que foi revelado até hoje, sei q ue muito ainda será, Que Jesus nos exemplificou o perdão de forma clara e precisa, assim como nos exmplificou a amor. Mas pergunto? ja acançamos a graça da compreenção de aplicação das diretrizes e máximas?
Por isso o diálogo, as diversas opiniões e citações.

Nossa "humanidade" busca conceitos, verbos e nossa Divindade os unifica :Amor
Obrigada pelo teu depoimento, refleti muito com ele.

Amigo Sergio

Obrigada.


Meus irmãos,

Um intenso abraço a todos
Que tenhamos sempre forças para reconhecer nossa jornada de aprendiz e mestre.
Que a Paz de Deus esteja conosco nestes estudos de elevação.

Akenatom

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Março de 2009, 18:17
Olá

Citar
O simples facto de o homem virtuoso perdoar ao ofensor é prova de que ele se sentiu ofendido; se não se tivesse ofendido, não teria nada que perdoar.

O ideal, de facto era que tivéssemos a capacidade de não nos sentirmos ofendidos ou ressentidos. Mas é preciso, para além de pensar assim, ser capaz de agir assim.

Se ofender-se fosse já um sentimento do passado, e ninguém na terra se ofendesse, estariamos a falar de um planeta completamente diferente da terra. É óbvio que neste mundo há muito ressentimento e ódio. A violência é um facto. As cidades tem de ter policias, os paises têm de ter exércitos.

Basta que falte um bem essencial no mercado para que pessoas normais se agridam violentamente, no sentido de adquirir esse bem para si. Nem é preciso falar em traficantes de droga e de pessoas, em pedófilos, em homicidas profissionais, etc.

A ideia de escassez, a ganancia, o egosimo, o orgulho, etc. podem levar a agressões horriveis, que infelizmente os meios de comunicação noticiam a toda a hora (eles, em regra, ainda pintam a realidade pior do que é, pois dão mais enfase às más noticias e tendem a desvalorizar as boas).

Ser capaz de resistir á agressão sem se ofender (já admitindo que não existiam situações em a sensação de ofensa não tem mesmo justificação), é dificil. Antes de acontecer as pessoas pensam que só acontece aos outros. Quando se vêem elas mesmas envolvidas é que são elas.

Os espiritos da codificação falaram muito no perdão, Jesus também. Não foi por acaso.

O perdão continua a não ser um assunto ultrapassado, infelizmente. É muito importante ganhar a capacidade de perdoar, perante as agressões de toda a ordem e as injustiças a que estamos sujeitos neste planeta. Eu acredito que perdoar se aprende, com vantagens a todos os niveis, na nossa vida.

Dizer que o essencial é não nos sentirmos ofendidos, é o mesmo que dizer que o ideal  era sermos já perfeitos. Mas até ao cimo das escadas há muitos degraus. E infelizmente não dá para saltar para o degrau mais alto, antes de passar pelos mais baixos. 

Como ainda estamos num degrau baixo, temos de aprender a lidar com aquilo que nos acontece no nosso nivel. Se a ofensa ainda é uma realidade corrente, o perdão é a forma correcta de lidar com essa realidade, no nosso degrau evolutivo.

Tomáramos nós todos já viver num planeta em que somos todos capazes de perdoar, quanto mais sermos capazes de viver num mundo em a ofensa já não existe.

bem hajam
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Ana Ang em 08 de Março de 2009, 18:31

Olá, amigos :)

Minha visão sobre o perdão segue o raciocínio da querida Gigii

É (ou deveria ser) natural nesse nível evolutivo esperarmos pelos desacertos daqueles com quem convivemos ou venham a cruzar o nosso caminho. Quantas vezes não teremos sido nós os ofensores? Será que não precisamos de perdão, nesse aspecto complacente da palavra?

Costumamos dizer que Deus perdoa, mas talvez pudéssemos utilizar as palavras tolerância e confiança para designar as inúmeras oportunidades de redenção recebidas pelo Pai, que nos orienta qual crianças ainda equivocadas sobre os limites do próprio corpo (Alma) e descuidadas dos interesses menos imediatos (Evolução), porém, em jornada contínua de aprendizado e crescimento (Imortalidade).

Numa reflexão mais séria, quem somos nós para negarmos perdão a alguém, ou antes, muito antes, quem somos para esperar perfeição? Não nos sabemos falíveis? Aqui entra a chamada e tão mencionada dificuldade para perdoar verdadeiramente… e por dedução… se me é difícil perdoar, também o é para o meu irmão, que num momento de insensibilidade ou irresponsabilidade, ofendi. Aqui a origem dos dolorosos embates entre desafetos encarnados e desencarnados, à espera de uma gota de amor e perdão… Mas nesses paralelos entre ofendidos e ofensores, quem conscientemente pode “atirar a primeira pedra”?

É só uma reflexão, e para somar ao estudo, deixo-vos um texto sobre o assunto:


Como fazer as pazes com os adversários desencarnados

Hilário Silva


"Você detecta alguém, no seu caminho, que não veste mais o corpo físico, e que procura lhe prejudicar. O que fazer? Qual a melhor conduta? Fiz algumas anotações sobre o assunto na esperança de que lhe sejam úteis.

1. Você aprende, com os ensinamentos de O Evangelho Segundo o Espiritismo, que a dívida caminha com o devedor. Não há presença incômoda sem motivo justo, nem aproximação destituída de finalidade. O adversário foi atraído pela lei de ação e reação, sendo assim, a presença dele se justifica pela necessidade de reajuste.


2. O ensinamento de Jesus fala em reconciliação, perdão das ofensas, mas você não conseguiu entender-se com ele, enquanto estava no mundo à mesma época. A situação complicou-se, portanto, devido à sua incúria.


3. O que fazer, então, diante da atitude hostil? Como aplicar o ensinamento do Cristo nos dias de hoje, com a situação agravada? Da noite para o dia, não se consegue lidar satisfatoriamente com os erros cometidos, mas o que vem em primeiro lugar é a necessidade de cultivar a humildade.


4. Palavras de arrependimento constituem o primeiro passo, mas elas, por si sós, não bastam. Se você estivesse no lugar do ofendido, não se contentaria com palavras. O que seria capaz de abalar a estrutura do seu ódio? Sem dúvida, a ação positiva no campo do bem - instrumento poderoso de transformação e mudança.


5. Experimente fazer o bem e oferecer ao inimigo como prova de mudança. Faça-o, não como quem ensina, mas como quem aprende. A melhor forma de fazer o bem, é trabalhar pelos outros, sem exigir nada em troca.


6. Faça da leitura sadia e da meditação um compromisso de hora marcada. O fortalecimento da mente leva mais facilmente à compreensão e ao perdão.


7. Suporte com paciência e resignação as provas da existência. Os testes diários constituem oportunidades de crescimento, que incluem experiências com o próprio adversário.


8. Faça a caridade como rotina. O serviço de amor ao próximo opera maravilhas. Com ele, o obsidiado cresce moralmente, aos olhos do obsessor, obrigando-o a reconhecer que não tem ascendência total sobre ele.


9. Não se desespere com as armadilhas em que se vê envolvido. Tenha certeza de que a calma e a resignação abrirão novos caminhos de libertação.


10. Não creia que você está abandonado do Amor Divino, entregue a uma existência de segregação, apartado da proteção superior. Por amor, Deus aproxima seus filhos para que o perdão mútuo se concretize. Dessa forma, serão mais felizes na rota evolutiva.

Você tem aí alguns pontos a considerar no caso dos inimigos desencarnados. Não se esqueça, porém, de que tudo depende de você. Nessa questão de inimizade, é preciso que o coração sobrepuje o cérebro, porque só o amor redime e reconforta. Aproveite, pois, a oportunidade que o Pai lhe oferece, acerte suas contas, e seja feliz."


(Mensagem psicografada pela médium Marlene R. S. Nobre, em reunião do Grupo Espírita Cairbar Schutel, em 24 de abril de 2007).

Li aqui (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbWVicmFzaWwub3JnLmJyL2h0bWwvYmlvX3BhemVzLmh0bQ==)

Um abraço fraterno!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 08 de Março de 2009, 18:33

Tomáramos nós todos já viver num planeta em que somos todos capazes de perdoar, quanto mais sermos capazes de viver num mundo em a ofensa já não existe.


Seria bom que o racionalismo que a Doutrina nos ensina, pudesse reverter alguma consciencia.

Pois, gozamos de livre arbitrio, e por isso vivenciamos o que é nos merecido.

Não posso me alongar aqui muito, senao teriamos que rever tantos assuntos aqui ja debatidos neste Forum, como o Livre Arbitrio e a Lei de Causa Efeito.

respondam-me se forem capaz:

Por acaso a vivencia do que chamam perdoar, não adveem de um ou mais actos, seja da nossa parte ou de outrem?

Entao?

Onde se aplica aqui a Lei de Causa e efeito? ou não terá nada a ver?

Realmente não necessitamos de falar de guerras, de pedofilos, nem de homicidas, porque tudo tb isso tem uma causa...noutros topicos tambem já aqui discutidos.

Concordo em pleno com a Gigi que o perdão aqui descrito pertence ao espirito materializado.

Concordo que me digam que aqui ainda nao vivamos o Amor, sim, concordo. Posi estamos num mundo de provas e expiações.

Mas perceber o que é ou não o perdão é outra coisa.

O que chamam de perdão é e sempre será consequencias de actos praticados, nossos e de outros. E ao estudarmos a lei de causa feito aprendemos a reconsiderar que tudo merecemos, o bom e o mau, de acordo com o nosso espirito e vivências.  ;)

Sentimo-nos ofendidos? Devemos merecer, ou não? ou não fizemos nada para nos sentirmos assim?

Pois é, ainda nao somos santos ;)

Mas todos o ensinamentos sobre o perdão, não nos ensina a resignação que aqui tenho visto com "eu ainda nao consigo", "ainda é dificil", mas antes a aceitação do melhoramento moral, sejam positivos a abordar todos os assuntos pois tem sempre duas caras, e a forma mais positiva é aquela que nos dá mais liberdade para evoluir ;)



Abraços
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Março de 2009, 19:45
Olá

Citar
Mas todos o ensinamentos sobre o perdão, não nos ensina a resignação que aqui tenho visto com "eu ainda nao consigo", "ainda é dificil",

Admitir que ainda não somos perfeitos é realismo, não é resignação. E nossa forma de agir tem de ter em conta aquilo que somos e não aquilo que deviamos ser.

Não se trata de não agir, mas agir conforme o contexto em que nos encontramos. Caso contrário corremos o risco do nos iludirmos a nós próprios.

Quem não é realista, não se conhece minimamente a si próprio.

Quem não se conhece minimamente a si próprio poderá progredir? é uma questão que fica em aberto...

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 08 de Março de 2009, 20:15
Vitor,

Aceito no sentido em que empregas a resignação como eu, sendo aceitação, e nao resignação como lamentação  ;) Por isso sempre falar nas duas caras ou nos dois sentidos que sempre poderemos ter, o positivo ou o negativo...e claro quando entro numa "discussão" sempre será em sentido positivo.

Tenho visto aqui muitos depoimentos, acentes na lamentação, talvez insconcientes, mas não nos deixemos levar pela emoção quando devemos aprender a solucionar os nosso proprios problemas.

O que tento transmitir é a forma mais racional da questão, para que sejamos mais positivos e podermos acentar numa posição mais altruista e vencer o que ainda temos pela frente.

O estudo aqui, não serve para crescermos? Entao nao vamos lhe dar um valor negativo, posi não? nao vamos lhe dar uma conotação daquilo que todos ja sabem sentir, vamos dinamizar e aprender a ver as coisas positivamente.

Ok, todos sofremos e nos magoamos, com expectativas que vamos empregando pelo caminho ou pelo simples orgulho ou odios...mas pensemos entao como solucionar isso em nós, e não assumir nao consigo ainda.

Pensemos entao no que somos, no que pudemos ter feito, no que pudemos fazer melhor ainda.

O perdão em si não existe, é uma palavra que promove a acção de regeneração no Amor. Claro que não é facil, não isso nunca será. Mas só no equilibrio de racicionio podemos reverter esse estudo em nós, e porque não pensar nos motivos que lhe deram origem, buscando a Lei de Causa Efeito, o amor que temos que alimentar?

Podemso começar, em perguntar-nos: - Porque não consigo? o que me impede de fazer isso?

Tenho a certeza que se formos realmente sinceros para nós mesmos, nestas perguntas, iremos encontrar muitas respostas em nós, que em nada terá a ver com Perdão.

Vou dar um exemplo simples, simples:

Quando assumimos que erramos, normalmente pedimos desculpas.
e porque acontece?
Porque ficamos conscientes do problema.
Ou pode simplesmente sermos tão orgulhoso ou inconscientes, que nao pedimos, ou simplesmente nem valorizamos.
Um acto nosso deu-lhe origem, e que magouo outro.
Ao outro ainda, pode ter passado pela tristeza, pela raiva, pode ainda alimentar o odio, o rancor e ate a vigança...

Isto visto de uma forma mais simples origina como vês, muitos sentimentos.

Depois disto, achas que passar ou por pedir perdão deixará de ter estes sentimentos?

Não Victor.

É necessário trabalho interior para solucionar, regeneração, transformação, mesmo antes de dizermos que ja sabemos Amar.

Importa é que possamos pensar no assunto não como que: - tenho que perdoar. Não, isso não.
Temos que perceber o que sentimos e porquê.
E se em nosso intimo ainda acreditamos que não existe causa para o outro se sentir assim, aceitemos então, talvez o problema nem seja mesmo nosso.

Interessa, que desenvolvamos em nós a vontade de melhorar, independemente de conseguirmos ou não. Senão, aceitemos com leveza, não há mal algum, desde que conscientes dos valores em acrescimo.  ;)

Tudo tem o porquê de acontecer, e e só a Lei de Causa Efeito nos explica isso.

Entendes onde quero chegar?

Quanto ao conhecer a si mesmo, não te iludas nisso, porque se te conhecesses já, nao estarias entre nós :)

Conhecer a nós mesmos, é parte integrante da nossa evolução, é por isso que cá estamos, chegar ao dia e percebermos o que realmente somos, Amor...um dia chegaremos lá ;)

Abraços
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: *Leni* em 08 de Março de 2009, 22:40




Sobre o perdão eu tenho aqui um texto muito interessante do José Argemiro da Silveira

Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados". (Mateus, VI: 14-15)

De 14 a 16 de janeiro/2000 foi realizado, em São Paulo, um seminário com Divaldo Pereira Franco, sobre o perdão. Registramos aqui algumas das reflexões sobre o importante tema, como foram colocadas no aludido evento:

O perdão na visão da Psicologia profunda é dar o direito de cada um ser como é. E também a nós o direito de sermos como somos. Se o próximo é assim, não nos cabe modificá-lo, mas se estou assim, tenho dever de modificar-me para melhor. Não posso impor-me ao outro, porque minhas palavras serão apenas propostas. Eu que estou desejando ser feliz tenho a psicologia da minha autotransformação. E nunca devolverei mal por mal; procurarei sempre retribuir o mal com o bem. Se o outro é um caluniador, não posso me permitir ser igual a ele.

Toda vez que fico com raiva a pessoa está me manipulando, e eu não deixo ninguém me manipular. Não posso permitir que um desequilibrado me oriente. Sou eu a pessoa saudável; não devo dar a ele a importância que se atribui. Devo olhá-lo como um terapeuta olha um doente. Se tenho uma visão diferente da vida, e se desejo transmitir esta visão, é nobre; mas não posso esperar que o outro a acate, porque ele está em outro nível de evolução.

Devo dar o direito ao outro de ser inferior, se isto lhe agrade. Se achamos que ele nos ofendeu, a nossa é uma situação simpática. Se ele nos caluniou, tanto eu como ele sabemos que é mentira dele. Se nos traiu, somos a vítima e ele sabe que é nosso algoz. Então o problema é da consciência dele. Não devemos cultivar animosidade, e sim perdoar. Não ficarmos manipulados, dominados pelo ódio, odiando também.

Esquecer é outra coisa. Na luz da Psicologia profunda o perdão não tem nada a ver com o esquecimento. Na visão espiritualista o perdão é o total esquecimento. São dois pontos diferentes. Não devolver o mal depende de mim; esquecer depende da minha memória.

Muita coisa eu queria esquecer e simplesmente não esqueço. Se dou um golpe num móvel e causou uma lesão nos tecidos da mão, essa lesão só vai desaparecer com o tempo, quando o organismo se recompor. Eu posso reconhecer que não devia ter feito, mas esse reconhecimento não tira o dano que causei. À luz da Psicologia profunda, o perdão é exatamente não devolver o mal.

Tenha a raiva, mas não a conserve que faz muito mal. Á predominância da natureza animal, sobre a espiritual, questão 742 do Livro dos Espíritos. Sentimos o impacto e não temos como evitar a raiva, é fisiológico, reagimos no momento.

Mas conservar a mágoa é da minha vontade. Se eu conservar a mágoa tenho um transtorno psicológico, sou masoquista, gosto de sofrer. É tão maravilhoso quando a gente ouve: Coitado! E aí fica pior. O outro vai embora e a gente fica aquele depósito de lixo, intoxicando-se. O racional é nos libertarmos de tudo que nos perturba. Somos seres inteligentes e possuímos os mecanismos de libertação.

Geralmente dizemos: Mas ele não devia ter feito isto comigo. Mas fez, o problema é dele. Quem rouba, quem furta é que é o ladrão. Já está encarcerado na consciência culpada. A visão psicológica do perdão é diferente da visão espiritualista do perdão. Como seres emocionais sentimos o impacto da agressão, mas não devemos nos revoltarmos, e trabalhemos para esquecer.

A medida que formos trabalhando, a mágoa, a ofensa, vai perdendo o significado. A medida que vamos descobrindo nossos valores, ela vai desaparecendo.

Quando estamos de bom humor, ouvimos até desaforo e dizemos:
"Sabe que você tem razão?"

Quando levantamos de mau humor, só de a pessoa nos olhar, perguntamos:
"Qual é o caso?"

Não é o ato em si; é conforme nós recebemos o ato."

Divaldo conta o caso de alguém que, na festa de aniversário, recebeu de uma pessoa que não gostava dela, como presente, um vaso de porcelana, com um bilhete:

"Recebe o meu presente, e dentro dele o que você merece".
Dentro dele havia dejetos humanos.

No aniversário da pessoa que havia enviado tal "presente", o nosso personagem lhe enviou o mesmo vaso, com os dizeres: "Estou devolvendo o vasilhame. O seu conteúdo coloquei num pé de roseira, e estou lhe enviando as rosas que saíram dali".

É um ato de perdão, devolver em luz o que se recebe em trevas.

O esquecimento somente vem quando a memória se encarrega de diluir a impressão negativa, o que demanda tempo, reflexão e auto-superação.





Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Março de 2009, 22:56
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Admitir que ainda não somos perfeitos é realismo, não é resignação. E nossa forma de agir tem de ter em conta aquilo que somos e não aquilo que deviamos ser.


Não me parece ser realismo. Parece-me mais uma desculpa esfarrapada para manter-nos acomodados ao que dá mais prazer e é mais agradável ao ego, ou seja, a vida material. E isto apenas realça aquilo que somos. Espiritos viciados em encarnações sucessivas, onde sempre nos negamos a aceitar o chamado do Cristo.

Ha dois milenios Cristo nos disse: "vós sois deuses". Não nos disse em momento algum "vos sereis deuses daqui a muitos milenios após evoluirem e seguir tal e qual doutrina ou religião". Isto porque todo espírito é um deus criador, consciente de sua herança de filho do Pai. E ensinou-nos como faze-lo naquele instante e não em um futuro distante e incerto.

Todos os espíritos são igualmente deuses criadores e o que os diferencia é o grau de amor ao Pai. Imaginemos uma régua que meça o grau de amor ao Pai ou a escravização ao ego material... E nesta régua onde se encontram os seres humanos? No grau mais baixo da escala... Todos os cristãos de todas as denominações afirmam unissonamente o mantra "ama a Deus acima de todas as coisas e ao proximo como a ti mesmo". E no entanto, como agem? Amando-se a si mesmos acima de tudo, ao próximo um quase nada desde que isto não cause desprazer e Deus, bem Deus foi ha muito tempo expulso de todas as historias humanas...

Não me recordo de um único ser humanos que tenha ido a sua igreja, templo, centro, terreiro ou loja para dizer "obrigado Pai pelos problemas que me causaste e que me permitem comprender-te", "obrigado Pai pelos obsessores que permites me acompanhem e dos quais sou devedor e aos quais devo solicitar a benção do perdão", "obrigado Pai pela doença com que me beneficiastes", "obrigado Pai pela miséria que me permites vivenciar", "obrigado Pai pelo abandono que me permites compreender", "obrigado Pai pela incompreensão dos familiares e amigos que me permites sentir"... Ao contrário o que vemos em igrejas, templos, centros, terreiros ou lojas são sempre intermináveis queixumes contra os "outros" que infernizam suas vidas. Em nenhum momento e em lugar algum vemos alguem amando o Pai e o próximo. Vemos sim, resmungadores que cobram do Pai o castigo "justo" e "merecido" do proximo. Amor? Isto os seres humanos ou espíritos que acreditam estar vivendo uma vida e que acreditam serem os senhores de seu destino ainda desconhecem. Ao menos por seus atos sentimentais (a intenção) ainda demonstram o mais arraigado egoismo.

O ser humano não se conhece a si mesmo, quando muito conhece alguns poucos aspectos de seu ego. Digo poucos e normalmente conhece apenas aqueles que o fazem sentir-se superior aos demais, seja em bens, amores ou conhecimentos.

Então como superar este vazio enorme que nos separa de Deus? Como aplicar em nos mesmos os ensinamentos de Cristo? Como perdoar e por consequencia ser perdoado, que é outro mantra que muitos repetem diariamente, sem mesmo atinar com o significado completo da oração?

Ensinam os espíritos atraves do Livro dos Espíritos que o egoismo é o pior dos males e recomendam a reforma intima para debela-lo. Então para compreendermos o perdão é forçoso conversarmos sobre a reforma intima.

Primeiramente vamos comprender o que não é reforma intima. Reforma intima não é qualquer ação exterior do espírito, aliás, não é uma ação de espécie alguma. Como diz o nome, é algo intimo, interior, secreto, é um assunto que diz respeito apenas a nos e ao Pai e que ninguem mais conhece.

A "não reforma intima" nos afasta do Pai pelas experiencias e necessidades criadas pelo ego ou o egoismo. Então a reforma intima é o que nos aproxima do Pai, eliminando forcosamente as barreiras entre nos e o proximo que é o objetivo do estudo deste mes.

Cristo nos ensinou que para realizarmos a reforma intima ou em suas palavras para alcançarmos a felicidade incondicional ou bem aventuranças devemos seguir as simples recomendações contidas no Sermão do Monte:

Não julgar, dar a quem pedir, não discutir por bens ou posses, não se preocupar com o dia de amanha, etc. Não preciso elencar aqui as recomendações de Cristo que devem ser bem conhecidas por todos. Estão em Mateus 5, 6 e 7.

Em linguagem moderna e mais adaptada a nossa forma de pensar isto pode ser traduzido como a libertação das tres posses que amarram o espírito à materia. São as posses materiais, ou o sentimento de "eu tenho", as posses sentimentais ou o sentimento de "eu amo" ou "eu não amo" e as posses morais ou o sentimento de "eu sei".

Qualquer ação exterior de qualquer espírito encarnado que atente contra um destes sentimentos nos faz sentir "ofendidos". Como ja escrevi sobre este tema em outro tópico não vou repetir aqui. Coloco apenas o link para consulta http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7790.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7790.0.html) .

Então 90% da reforma intima é a compreensão interior de que jamais poderia haver ou haverá algum ofensor em qualquer de nossas vidas. Somos espíritos que veem a dimensão material unicamente para passar por provas, missões e expiações. O que consideramos ofensa e ofensor é criação de nosso egoismo humano buscando defender a sua integridade material. E nos, como espíritos, podemos acreditar no que nos diz o egoismo e permanecer abraçados ao ego e a materia ou podemos não acreditar no que nos diz e libertando-nos viver no Pai.

Voltando ao perdão em seus dois aspectos.

O pedir perdão é uma necessidade interior de todo aquele que acredita que em algum momento praticou alguma ofensa. Isto lhe queima na essencia mesmo que o ofendido nem mesmo se lembre do acontecido. E isto vale para todos os tipos de ofensa praticados e novamente me reporto ao Sermão do Monte onde estão elencados. Por outro lado para perdoar alguma ofensa é necessario primeira que esta ofensa tenha acontecido e que haja alguem que a tenha praticado. E como vimos que é impossivel ofender ao espírito, jamais podera haver ofensa e ofensor. Resumindo, a ofensa é um sentimento interior derivado do egoismo que se sente ameaçado em uma de suas tres posses.

Veja como ficou muito mais simples. Não se ofenda e não precisará perdoar ninguem...

Fiquem com Deus,
Anton

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Taprobana em 09 de Março de 2009, 01:15
Olá amigos!

No decurso das minhas anteriores participações neste tópico tive já a oportunidade de abordar esta questão sob o mesmo prisma que vários amigos aqui  abordam e estamos de concordo nos seus aspectos fundamentais.

Assim, a partir do momento em que um espírito tem a capacidade de anular por completo a influencia que o Ego exerce sob si mesmo e por consequência os universos de sentimentos que dai derivam, passa a viver por isso mesmo em comunhão com o amor e não tem necessidade de perdoar porque por e simplesmente não se ofende. Não é possível ofender aquele que vive em comunhão com o AMOR.

Claro que como diz e bem a Susana, as relações de causa-efeito terão de estar nessa fase ou já resolvidas, ou então estão criadas as condições para que o sejam, fruto da competência que esse espírito já em si detém para através do amor poder redimir-se junto daqueles a quem ofendeu.

Faz todo o sentido, que o sofrimento que assola um espírito nestas condições fruto da necessidade que sente de perdão e de reparação do mal entretanto causado junto dos seus semelhantes, seja proporcional à grandeza ou elevação do seu estado. Acredito que o arrependimento e remorso atinjam aqui o seu auge e que a necessidade de obter o perdão junto daqueles a quem ofendeu seja premente e imediata, pelo que faz sentido que esta fase seja uma das mais complicadas de vencer… digamos que serão as dores do seu renascer noutra dimensão “vibratória”.

Assim e concluindo, porque a relação de causa-efeito foi para aqui e muito bem lembrada, apesar anulado o Ego, só uma parte da questão estará resolvida ou seja aquela depende do seu próprio perdão junto dos seus irmãos ou seja que depende de si mesmo. No entanto estão criadas agora as condições, para que inevitavelmente tenham de ser resolvidas as respeitantes ao perdão que este necessita da parte de quem ofendeu. Por aqui podemos concluir acerca daquilo que muitos espíritos querem dizer, quando afirmam que somente poderemos viver em paz quando todos os nossos irmãos estiverem também eles em estado de felicidade, portanto comunhão com o amor, pois estaremos sempre dependentes do livre-arbitrio daquele a quem ofendemos.

A visão que o Vítor Santos nos trás do perdão e outros amigos comungam, é realmente aquela que a nós nos diz neste momento respeito, ou seja, estamos numa fase na qual nem nos é fácil perdoar, nem sentimos na nossa consciência íntima grandes necessidades de reparos junto de quem vamos ofendendo pois a nossa realidade vive objectivamente dominada pela inconsciência da vivencia através daquilo que o nosso Ego nos proporciona.

Assim, o que de momento nos importa é por um lado termos a oportunidade de entender qual é a meta que pretendemos atingir, e por outro lado, tentar “gerir” a nosso realidade com o melhor que a cada um é possível fazer. Se assim o fizermos estamos a dar tudo aquilo que neste momento temos para oferecer.

Um abraço, amigos.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: edith em 09 de Março de 2009, 01:50
O ódio é o anel de aço que sufoca o coração;para remover esse laço e necessário o PERDÃO.



Verdadeiramente felizes são aqueles que perdoam, que cedem, que doam doando-se tambem.- Nos Bastidores da Obessessão-



É bom saber que Deus está sempre nos perdoando as faltas cometida, e dando-nos novas

oportunidades ara resgatar os debitos contraídos.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: luiz carlos p c em 09 de Março de 2009, 05:59
A falibilidade humana proporciona a todos nós a oportunidade de praticarmos o Perdão,até o ponto em que não seremos mais atingidos pela agressão.É o caso de um Gandhi;uma Madre Tereza,e outros grandes exemplos de seguidores do Cristo,que a Misericórdia de Deus nos envia sempre como estímulo para a nossa caminhada.
MUITA PAZ!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 09 de Março de 2009, 10:14
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Admitir que ainda não somos perfeitos é realismo, não é resignação. E nossa forma de agir tem de ter em conta aquilo que somos e não aquilo que deviamos ser.


Não me parece ser realismo. Parece-me mais uma desculpa esfarrapada para manter-nos acomodados ao que dá mais prazer e é mais agradável ao ego, ou seja, a vida material. E isto apenas realça aquilo que somos. Espiritos viciados em encarnações sucessivas, onde sempre nos negamos a aceitar o chamado do Cristo.

Ha dois milenios Cristo nos disse: "vós sois deuses". Não nos disse em momento algum "vos sereis deuses daqui a muitos milenios após evoluirem e seguir tal e qual doutrina ou religião". Isto porque todo espírito é um deus criador, consciente de sua herança de filho do Pai. E ensinou-nos como faze-lo naquele instante e não em um futuro distante e incerto.

Todos os espíritos são igualmente deuses criadores e o que os diferencia é o grau de amor ao Pai. Imaginemos uma régua que meça o grau de amor ao Pai ou a escravização ao ego material... E nesta régua onde se encontram os seres humanos? No grau mais baixo da escala... Todos os cristãos de todas as denominações afirmam unissonamente o mantra "ama a Deus acima de todas as coisas e ao proximo como a ti mesmo". E no entanto, como agem? Amando-se a si mesmos acima de tudo, ao próximo um quase nada desde que isto não cause desprazer e Deus, bem Deus foi ha muito tempo expulso de todas as historias humanas...

Não me recordo de um único ser humanos que tenha ido a sua igreja, templo, centro, terreiro ou loja para dizer "obrigado Pai pelos problemas que me causaste e que me permitem comprender-te", "obrigado Pai pelos obsessores que permites me acompanhem e dos quais sou devedor e aos quais devo solicitar a benção do perdão", "obrigado Pai pela doença com que me beneficiastes", "obrigado Pai pela miséria que me permites vivenciar", "obrigado Pai pelo abandono que me permites compreender", "obrigado Pai pela incompreensão dos familiares e amigos que me permites sentir"... Ao contrário o que vemos em igrejas, templos, centros, terreiros ou lojas são sempre intermináveis queixumes contra os "outros" que infernizam suas vidas. Em nenhum momento e em lugar algum vemos alguem amando o Pai e o próximo. Vemos sim, resmungadores que cobram do Pai o castigo "justo" e "merecido" do proximo. Amor? Isto os seres humanos ou espíritos que acreditam estar vivendo uma vida e que acreditam serem os senhores de seu destino ainda desconhecem. Ao menos por seus atos sentimentais (a intenção) ainda demonstram o mais arraigado egoismo.

O ser humano não se conhece a si mesmo, quando muito conhece alguns poucos aspectos de seu ego. Digo poucos e normalmente conhece apenas aqueles que o fazem sentir-se superior aos demais, seja em bens, amores ou conhecimentos.

Então como superar este vazio enorme que nos separa de Deus? Como aplicar em nos mesmos os ensinamentos de Cristo? Como perdoar e por consequencia ser perdoado, que é outro mantra que muitos repetem diariamente, sem mesmo atinar com o significado completo da oração?

Ensinam os espíritos atraves do Livro dos Espíritos que o egoismo é o pior dos males e recomendam a reforma intima para debela-lo. Então para compreendermos o perdão é forçoso conversarmos sobre a reforma intima.

Primeiramente vamos comprender o que não é reforma intima. Reforma intima não é qualquer ação exterior do espírito, aliás, não é uma ação de espécie alguma. Como diz o nome, é algo intimo, interior, secreto, é um assunto que diz respeito apenas a nos e ao Pai e que ninguem mais conhece.

A "não reforma intima" nos afasta do Pai pelas experiencias e necessidades criadas pelo ego ou o egoismo. Então a reforma intima é o que nos aproxima do Pai, eliminando forcosamente as barreiras entre nos e o proximo que é o objetivo do estudo deste mes.

Cristo nos ensinou que para realizarmos a reforma intima ou em suas palavras para alcançarmos a felicidade incondicional ou bem aventuranças devemos seguir as simples recomendações contidas no Sermão do Monte:

Não julgar, dar a quem pedir, não discutir por bens ou posses, não se preocupar com o dia de amanha, etc. Não preciso elencar aqui as recomendações de Cristo que devem ser bem conhecidas por todos. Estão em Mateus 5, 6 e 7.

Em linguagem moderna e mais adaptada a nossa forma de pensar isto pode ser traduzido como a libertação das tres posses que amarram o espírito à materia. São as posses materiais, ou o sentimento de "eu tenho", as posses sentimentais ou o sentimento de "eu amo" ou "eu não amo" e as posses morais ou o sentimento de "eu sei".

Qualquer ação exterior de qualquer espírito encarnado que atente contra um destes sentimentos nos faz sentir "ofendidos". Como ja escrevi sobre este tema em outro tópico não vou repetir aqui. Coloco apenas o link para consulta http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7790.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7790.0.html) .

Então 90% da reforma intima é a compreensão interior de que jamais poderia haver ou haverá algum ofensor em qualquer de nossas vidas. Somos espíritos que veem a dimensão material unicamente para passar por provas, missões e expiações. O que consideramos ofensa e ofensor é criação de nosso egoismo humano buscando defender a sua integridade material. E nos, como espíritos, podemos acreditar no que nos diz o egoismo e permanecer abraçados ao ego e a materia ou podemos não acreditar no que nos diz e libertando-nos viver no Pai.

Voltando ao perdão em seus dois aspectos.

O pedir perdão é uma necessidade interior de todo aquele que acredita que em algum momento praticou alguma ofensa. Isto lhe queima na essencia mesmo que o ofendido nem mesmo se lembre do acontecido. E isto vale para todos os tipos de ofensa praticados e novamente me reporto ao Sermão do Monte onde estão elencados. Por outro lado para perdoar alguma ofensa é necessario primeira que esta ofensa tenha acontecido e que haja alguem que a tenha praticado. E como vimos que é impossivel ofender ao espírito, jamais podera haver ofensa e ofensor. Resumindo, a ofensa é um sentimento interior derivado do egoismo que se sente ameaçado em uma de suas tres posses.

Veja como ficou muito mais simples. Não se ofenda e não precisará perdoar ninguem...


Concordo na integra  :)

Abraços
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: hcancela em 09 de Março de 2009, 14:50
Olá amigos(as)

No geral parece-me correto o que o Vitor ,a SB,e não só, disseram, em relação ao fato de que aceitar as nossas inferioridades é uma coisa ,resignação também,mas ficar parado e nada fazer,é que não.Em baixo do meu nome no lado esquerdo digo que: sei o que deve ser ,mas que ainda não sou:isto é:sei que devo ser perfeito(relativo)mas que ainda não sou,mas rendo graças a Deus por estar construindo em mim mesmo,as contruções de minha reforma intima(e não parado,penso eu)embora lentamente,para um dia eu ser como devo(perfeito,relativo).

Quanto ao perdão ,acho que também podemos perdoar quem quer que seja ,sem ficar ofendido(lembro as palavras de Jesus na cruz)Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. Acho bem razoável este entendimento ,porque não me parece que Jesus tivesse ficado ofendido com os actos das criaturas na época.Creio também que o maior sofrimento que Jesus teve nessa data ,não foi a dôr fisica mas sim pela forma deplorável de nós nos tratarmos uns aos outros.Nós podemos ficar até  tristes com os actos das criaturas ,mas nunca com o espirito em si ,ele, tal como todos nós que vivemos neste mundo, temos muito a tendência a errar ,mas todos também devem ter sempre uma nova oportunidade para se melhorar mesmo que por vezes nos possemos sentir(ofendidos);esta ainda é e penso que será por muitos anos a condição dolorosa impulsionadora de nossa reforma intima. Aceitação sim, conivência não.


SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Gigii em 09 de Março de 2009, 17:25
Ufa...e eu que estava com receio de me manifestar pensando que iria diferir de vocês  :)...afinal estamos todos na sintonia, de que o melhor é olhar para nós, né?

Se nós mudarmos, se amarmos sem dor,com alegria no coração,não nos ofendemos nunca. Nem mesmo se atirarem pedras...ou se vizinha sujar o terraço, ou a mãe fizer uma critica mordaz..ups...isto já seria julgamento...ou se um amigo se mostra indiferente connosco,ou se um companheiro do forum discorda...é isso tudo...facilimo..é só querermos. Senão,porque teriamos livre arbitrio? Para ficarmos sempre na mesma?

Beijinhos
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 09 de Março de 2009, 18:42
Só agora reli a postagem de ontem e me dei conta de que não a conclui. Escrevi de uma vez só, sem mesmo ler e conferir e não escrevi sobre a seqüência de atitudes interiores que partem da percepção da ação do outro, seu julgamento e a ofensa a partir daí sofrida e os atos que praticamos devidos ao julgamento. E é pela compreensão deste processo interno que podemos realizar a reforma intima e por decorrência não sermos ofendidos e não precisarmos perdoar.

Então la vai o complemento.

Tudo o que conhecemos do universo exterior a nós (espírito) é percebido por nossos cinco sentidos. Poderíamos até afirmar, em linha com os mestres do oriente, que nem mesmo sabemos se existe alguma coisa exterior a nos. No entanto os nossos espíritos têm um “agregado” colocado por Deus e que denominamos de “ego”. O ego é quem vai julgar e definir as percepções. Vai dizer ao espírito que uma determinada formação do fluido cósmico universal (FCU) é uma “pedra”, outra é “água” e outra mais é “vento”, e por aí afora. E também vai dizer ao espirito que uma mão que se aproxima de nosso rosto é uma agressão ou um carinho e que lábios que se aproximam dos nossos lábios são um beijo ou uma dentada.

O ego é que vai nos informar de tudo o que acreditamos existir. Sem ele não tomaríamos conhecimento do que existe fora de nós (espíritos). Assim, é o ego que nos diz que algo é bom ou mau, bonito ou feio, prazeroso ou não. É o ego que nos faz amar ou odiar, possuir e acumular coisas e possuir verdades sobre tudo. O ego é como se fosse um programa de computador onde todas as provas escolhidas por nós foram gravadas por Deus. Se solicitamos a prova do ciúme o ego vai ver traições e situações comprometedoras a todo o instante e se nos, o espírito, acreditamos nisto, simplesmente falhamos na prova que nos mesmos escolhemos. Se não acreditarmos (o ciúme é sempre uma presunção de algo, não é a constatação de um fato), passamos por esta prova e nos aproximamos um pouco mais do Pai.

É o ego quem cria as três variantes de posses que por sua vez se expressam por uma multitude de desejos e paixões. E se um destes desejos e paixões for confrontado, nos sentimos ofendidos. Em outras palavras, se acreditamos (nós, o espírito) no que o ego pensa (o ego é a razão), o mundo é um lugar muito perigoso para nos, cheio de armadilhas e surpresas desagradáveis onde precisamos nos defender a ferro e fogo dos inimigos que querem a nossa destruição. E não é assim que o ser humano sempre pensa, sente e age? E em todas as épocas, todas as religiões jamais deixaram de ensinar exatamente o inverso. Antes e depois de Jesus tivemos muitos mestres explicando isto em todos os agregados humanos do planeta. E quantos ouvem estas exortações? Quantos realmente querem fazer a sua reforma intima? A maioria dos aproximadamente 25 bilhões de espíritos que povoam o orbe terrestre, seja no plano material seja no plano astral apaixonaram-se pela Terra, pela beleza e prazeres encontrados no mundo material e unicamente por esta razão encontram mil razões (do ego) e justificativas (do ego) para não evoluir. Muitos repetem o mantra de que “no futuro todos serão anjos”, mas pouquíssimos fazem o mínimo esforço para começar a construir a pontinha de suas asas ainda hoje.

Voltando ao perdão.

Temos então que existem as percepções materiais que são interpretadas e julgadas pelo ego segundo a programação das provas que nos mesmos escolhemos para esta “vida” e que por decorrência deste julgamento nos sentimos ofendidos. E que a solução para este circulo de provas é apenas uma. Não acreditar no ego, compreender que tudo o que acontece foi criado por Deus apenas para nos provar, aceitar as provas com amor e sermos felizes. Sim, ser feliz é ser desapegado de tudo e desapaixonado de tudo. Quem não possui nada e não tem paixões é feliz ou bem aventurado enquanto quem possui coisas, pessoas ou certezas será sempre infeliz porque todas estas coisas são os tesouros que acumulamos na terra e os ladrões roubam, enferrujam ou quebram, podem esvanecer-se ou morrer...

Então vamos à parte prática da coisa toda. Não possua nada! Voce pode ter e usar uma bela casa ou carro mas não se apegue a isto, não se apegue a nada material. Hoje voce poderá ter e amanhã, não. Isto faz parte das provas. Não se apaixone pelas coisas! Não possua pessoas. O companheiro(a) de sua vida não é seu, ele apenas esta contigo porque assim vocês o decidiram, mas cada um vive em seu próprio universo. De-lhe a liberdade para expressar-se. A liberdade é a marca da evolução do espírito. Não prenda nada e nem ninguém. Os seus filhos são filhos da vida mas não são seus. Permita-lhes viver as provas deles, que voce desconhece. Não acredite que voce encontrou alguma verdade em livros, conversas, religiões ou doutrinas. Verdade é aquilo em que voce acredita neste instante e da mesma forma que já foi diferente no passado seguramente será algo bem diferente no futuro. Não se apaixone por suas verdades. Cada ser humano possui as suas verdades e possui também a liberdade de acreditar no que quiser e isto é um direito divino.

Então, não possua nada e seja feliz. Isto voce pode fazer se o desejar realmente e não precisa de milênios evolutivos...

E principalmente além de não acreditar naquilo que voce pensa tampouco acredite em uma única palavra do que escrevo. Não pretendo criar novas verdades em sua mente, apenas mostrar o caminho para a libertação de todas as verdades humanas.

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelsonmt em 09 de Março de 2009, 20:33
Façamos uma imagem em nossa tela mental:

Marque um ponto no espaço - tempo: ele é voce.

Dentro deste momento, no espaço - tempo, existe chegando este seu ponto muitas linhas, e que por sua vez chegam a outros pontos.

Estas linhas, apesar de serem graficamente, uma sequencia de pontos, são de substancia diferente do ponto (voce) de chegada e partida.

Existe uma, a mais antiga, e nem por isso a mais conhecida, é a que te ligas ao Criador.

Num certo momento do espaço - tempo, o ponto percebe que pode fazer foco, focalizar sua atenção, concentrado-se em perceber as linhas que estão ligadas a ele.

No inicio sua atenção só registra o que recebe, o que lhe chega atravez destas, linhas, e o que pode ser útil a sua sobrevivencia no espaço tempo. Noutro momento, percebe que existe uma qualidade diferente daquilo que chega a ele pelas linhas. Com seu foco, percebe que algumas são mais agradaveis que outras... porem uma é especialmente diferente. É MARAVILHOSA.

Independente do que faça, da maneira que se comporte no espaço tempo, em busca de sua sobrevivencia, quando consegue concentrar seu foco nesta linha, a sensação é a mesma. imutável. É MARAVILHOSA.

Mas percebe que com as demais linhas é diferente... conforme suas escolhas no espaço - tempo, a sensação que lhe chega se altera, para mais agravel, ou menos agradavel, chegando algumas serem horriveis de SE SENTIR. Desesperado o ponto tenta cortar esta linha, desfazer-se da sensação... mas é inutil. Percebe afinal que as linhas que se ligam a ele não pdem ser eliminadas, apenas acrescidas dentro do espaço tempo, e isto é uma LEI IMUTÀVEL.

O que fazer? Desejaria ficar apenas com os melhores, e se livrar das piores, e isto seria, seria? Felicidade? Mas é impossivel, é isto o que lhe ensina o espaço tempo. Percebe que o espaço tempo tambem é Mestre, ele ensina, voce aprende.

Aprende muito, mas para a melhor 'sobre-vivencia" dentro do espaço tempo, o melhor é ter a sensação maravilhosa, e tantas quantas boas puder manter, em reflexo de seus atos e "com-por-tamento":

MATEUS [7]
1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. 3 E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? 5 Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.


João 3
19 E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus.


Mateus 5
22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno. 23 Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta. 25 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão. 26 Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.


Aprende o ponto afinal que existem regras, uma Lei Maior, a ser seguida, e que precisa pratica-las para melhorar sua sensação de prazer. Pois agora seu foco está tão desenvolvido que sente claramente, o prazer e o desprazer que lhe chegam. Prazer este que em alguns momentos, pode se dar o nome de:Paz Interior. Aprende que sua Paz depende constantemente de suas atitudes, pois elas, sim, podem ser modificadas pela Sua Vontade. A Pratica tambem ensina, que momento após momento, dentro do espaço tempo, algumas sensações que chegam pelas linhas não se modificam facilmente, outras não se modificam. No começo elas traziam irritação e descontrole, depois, elas não conseguiam mais modifica-lo, pois, aprendeu a fixar seu foco na sensação de prazer de sua Paz Interior e deixar a irritação de fora de seus atos. Aprendeu a suporta o mal, e só fazer o bem, simplesmente para ficar cada vez mais ligado a sensação MARAVILHOSA, permanente, e imutável.

Enfim comprendeu uma lição do Mestre:

Mateus 6
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.


Aprendeu o ponto que o Tempo, dentro do espaço, é Eterno. Portanto o perdão tambem é, e se tudo no espaço é um processo o perdão tambem é... assim resistir ao mal e perdoar ficou mais prazeroso, pois pode contar com o tempo, e o processo de sua permanente mudança. Com esta conclusão ficou mais facil manter sua Paz. Enfim o ponto aprendeu que o significado de Felicidade, pode ser diferente, e compreendeu o Mestre:

Mateus 6
25 Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? 26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? 27 Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? 28 E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; 29 contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. 30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? 32 (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. 33 Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.


Percebeu o enfim o ponto, que era um ponto de Fé, pois o Tempo, a ansiedade, fora retirada de seus atos. Assim alem de sua sobrevivencia "Paz-cífica" no espaço-tempo, pode o ponto a trabalhar por suas linhas mais teimosas, em desprazer, pelo processo da Lei Imutável, hoje sim, amanhã tambem. É um processo. Tudo muda. e ele enfim comprendeu a grande liçao do Mestre sobre a Paz Interior:

Senão hoje, amanhã vivendo com Amor. Amor a Tudo. Tudo é Amor.  

[....]

Amigos, tudo está em processo de melhoramento.
O perdão é um ato de Fé,
Fé para suportar o mal com amor,
Amor para viver em Paz,
Sempre.

Adorei participar e aprender com voces... meu muito obrigado a todos.
Muita Fé, Amor e Paz, em um
Abraço a todos.

Nelson



Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 09 de Março de 2009, 21:04
Então vamos à parte prática da coisa toda. Não possua nada! Voce pode ter e usar uma bela casa ou carro mas não se apegue a isto, não se apegue a nada material. Hoje voce poderá ter e amanhã, não. Isto faz parte das provas. Não se apaixone pelas coisas! Não possua pessoas. O companheiro(a) de sua vida não é seu, ele apenas esta contigo porque assim vocês o decidiram, mas cada um vive em seu próprio universo. De-lhe a liberdade para expressar-se. A liberdade é a marca da evolução do espírito. Não prenda nada e nem ninguém. Os seus filhos são filhos da vida mas não são seus. Permita-lhes viver as provas deles, que voce desconhece. Não acredite que voce encontrou alguma verdade em livros, conversas, religiões ou doutrinas. Verdade é aquilo em que voce acredita neste instante e da mesma forma que já foi diferente no passado seguramente será algo bem diferente no futuro. Não se apaixone por suas verdades. Cada ser humano possui as suas verdades e possui também a liberdade de acreditar no que quiser e isto é um direito divino.

Então, não possua nada e seja feliz. Isto voce pode fazer se o desejar realmente e não precisa de milênios evolutivos...


Ola Anton :)

Poucos o entenderão, infelizmente

Mas tanta verdade que diz!

Sem apego nao ha egoismo, nao ha ego ;)

Não vou dizer mais, porque tambem não me entederiam, e não vá cair o carmo e a trindade  :D

Continue!
Abraços

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Regina Prins em 09 de Março de 2009, 22:58
Fórum espírita – Tema Março 2009: O perdão x vingança

(Quem quiser poderá ver a apresentação do tema em formato pps, em anexo)

Quando falamos de perdão, ocorre-nos a possibilidade de obter o perdão pelas faltas que estamos sempre a cometer.

Deus não se ofende, pois essa atitude é incompatível com a perfeição do Criador. Mas será que as leis de Deus prevêem que podemos anular os nossos débitos, devidos ao mal que fizemos? 

A resposta seguinte, do livro dos Espíritos, esclarece-nos sobre este assunto:

Citar
661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?

“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas acções são a melhor prece, por isso que os actos valem mais que as palavras.”

Por outras palavras, obter o perdão das nossas faltas, é arrependermo-nos das mesmas e corrigir em nós os defeitos que nos levaram a cometer essas faltas. Diz também:

- Uma prática de vida exemplar é a melhor prece que podemos realizar;

Para além disso, a melhor forma de divulgar o espiritismo, é agir na vida fazendo o bem e não fazendo o mal, tanto quanto nos for possível. Como diz o espírito na resposta, os actos valem mais dos que as palavras. Na divulgação da doutrina que amamos essa máxima também é válida

O perdão das nossas faltas é obtido através de um trabalho sistemático e constante no sentido do auto-conhecimento e de auto-correcção. Não há impunidade, pois ninguém avança no caminho da felicidade sem esforço. Quem não se arrepende e auto-corrige, não avança.

Quando desencarnamos, teremos mais consciência da nossa situação real. Veremos que os felizes que aproveitaram o tempo que estiveram na terra a esforçar-se seriamente para se autocorrigirem, seguem em frente, no sentido da felicidade e os que desperdiçaram o seu tempo, ficam estagnados, sujeitos a voltar a enfrentar uma encarnação num mundo precário, como a terra, como o aluno que não passa o ano

Devemos também perdoar as faltas aqueles que nos fizeram sentir ofendidos e nos prejudicaram?

- O mal que verdadeiramente nos faz mal é aquele que nós fazemos. O mal que nos fazem, embora possa fazer-nos sofrer, é uma consequência de ainda não mereceremos estar num mundo melhor.

- Se aqui estamos, sujeitos ás vicissitudes desta encarnação, à precaridade deste mundo, é porque ainda não conquistámos o merecimento de estar em melhor lugar.

E é isso que encontramos na doutrina dos espíritos:

Citar
“o Livro dos Espíritos”

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

Não quer isto dizer que uma pessoa não se não possa defender, quando é agredida, ou não possa defender os seus legítimos interesses. Mas como quem se defende de uma criança tola, ou seja, sem crueldade, sem ressentimentos. Não interessa como foi, nem quem foi, interessa a reparação dos prejuízos, se possível, e esquecer o assunto.

Sem ser benevolente para todos, indulgente para com as faltas e imperfeições alheias, sem perdoar, não há caridade. E “fora da caridade não há salvação”, como todos já sabemos.

Citar
Dizia William Shakespeare (1564-1616):

"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

Este sábio e génio da literatura, cujo nome foi imortalizado pelo teatro, alerta para a importância do perdão e até para o prejuizo que o ressentimento provoca na nossa vida.

Mas o beneficio do perdão não é apenas uma questão do âmbito das coisas do espirito.

O artigo em anexo, da Universidade de Wisconsin, nos EUA, aborda o tema de uma perspectiva cientifica. Refere que o ressentimento tem consequências fisicas nefastas para a saude fisica. Quando conseguimos perdoar, estamos a contribuir para aumentar a nossa saude fisica.

O artigo começa com uma citação muito interessante, de Alexander Pope:

Citar
- “Errar é humano, perdoar é divino”

E com a explicação do que é e não é perdoar, baseadas em parte no trabalho de Enright e Luskin:

Citar
- O perdão é uma transformação interna. É uma chave para se libertar do sofrimento e aumentar a paz interior e a sabedoria.
- Perdoar não é esquecer. Pelo contrário, o processo de perdoar implica lembrar-se do facto que nos magoou e das emoções negativas pelas quais passámos.
- Perdoar não é sancionar as acções erradas de que fomos vitimas. Muito menos é achar que no futuro tenhamos de admitir que nos façam o mesmo.
- Perdoar depende da pessoa que perdoa e não de quem ofendeu. Se quem ofendeu se arrepender, melhor, mas isso não é essencial.
- Perdoar liberta-nos do controle de quem nos agrediu/ ofendeu. Com o perdão, o agressor perde o poder de nos causar mais emoções negativas, que só nos prejudicam
- Perdoar pode quebrar padrões velhos e errados, que podem prejudicar a aquisição de novas relações.
- Perdoar pode ser um trabalho difícil e demorado.
- Perdoar não implica necessariamente retomar o convívio com quem nos agrediu. O principal é curarmo-nos a nó próprios. Mas se for possível a conciliação, tanto melhor, claro.
- Perdoar pode depender apenas da nossa vontade. Podemos necessitar de ajuda e de aprender a fazê-lo.

Quem quiser aprofundar o artigo em questão pode encontrar algumas sugestões para o efeito.

No Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos também muito material de estudo. Anexamos algum desse material, para quem o quiser estudar e se inspirar para o debate.

Nas instruções dos espíritos do cap. X, temos, por exemplo:

No n.º 14

É abordada a resposta de Jesus a Pedro, quando este último perguntou de deveria perdoar sete vezes: “- deves perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete…” (ou seja não há limites para o número de vezes a perdoar). Os espíritos ensinam-nos também que quanto mais fundo formos atingidos nos nossos interesses, maior é o mérito do perdão.

No n.º 15

Somos alertados para o facto de que, qualquer que seja a ofensa ou agressão a que somos submetidos, já decerto nesta encarnação, ou em outras anteriores, cometemos faltas mais graves. Por isso perdoar aos inimigos é também pedir perdão para si próprio. No n.18 é reforçado que todos temos defeitos para corrigir e, por isso, não somos melhores nem devemos atirar pedras a ninguém.

No n.º 17

A bondade de Deus é colocada em destaque:

“…Sustentai os fortes: animai-os á perseverança; fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento.”

 
Nas instruções dos espíritos do cap. XI:

No n.º 14

É esclarecido que a benevolência para com o próximo, ainda que se trate de um criminoso, seja à luz da lei dos homens, seja à luz da justiça divina.

A justiça não serve para punir, mas para proteger os inocentes e regenerar os criminosos. E se mais não podemos fazer, podemos orar por eles. Se o fizermos com fé e boa vontade, eles poderão ser tocados de arrependimento.

Se Deus permite que estejamos num mundo onde existem criminosos, é para nosso ensinamento. O que é triste é ainda necessitarmos desse tipo de ensinamentos, ou seja permanecermos num mundo precário.

Nas instruções dos espíritos do cap. XII

No n.º 9

É salientado que a vingança é um costume bárbaro e que aquele que nega o perdão, não só não é espírita como também não é Cristão.

No n.º 10

Encontramos um esclarecimento muito importante, corolário desta reflexão:

Citar
- “O amor aproxima de Deus, o ódio distancia-nos Dele.”

Espero muitas opiniões e ensinamentos de todos, sobre este tema que é muito caro aos espíritas e aos cristãos. Nunca é demais falar sobre este assunto.

Bem hajam


[size=10pt]PERDÃO DAS OFENSAS[/size]

Quantas vezes perdoarei a meu irmão? Perdoar-lhe-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Aí tendes um dos ensinos de Jesus que mais vos devem percutir a inteligência e mais alto falar ao coração. Confrontai essas palavras de misericórdia com a oração tão simples, tão resumida e tão grande em suas aspirações, que ensinou a seus discípulos, e o mesmo pensamento se vos deparará sempre. Ele, o justo por excelência, responde a Pedro: perdoarás, mas ilimitadamente; perdoarás cada ofensa tantas vezes quantas ela te for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que torna uma criatura invulnerável ao ataque, aos maus procedimentos e às injúrias; serás brando e humilde de coração, sem medir a tua mansuetude; farás, enfim, o que desejas que o Pai celestial por ti faça. Não está ele a te perdoar freqüentemente? Conta porventura as vezes que o seu perdão desce a te apagar as faltas?

Prestai, pois, ouvidos a essa resposta de Jesus e, como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai de indulgência, sede caridosos, generosos, pródigos até do vosso amor. Dai, que o Senhor vos restituirá; perdoai, que o Senhor vos perdoará; abaixai-vos, que o Senhor vos elevará; humilhai-vos, que o Senhor fará vos assenteis à sua direita.

Ide, meus bem-amados, estudai e comentai estas palavras que vos dirijo da parte dAquele que, do alto dos esplendores celestes, vos tem sempre sob as suas vistas e prossegue com amor na tarefa ingrata a que deu começo, faz dezoito séculos. Perdoai aos vossos irmãos, como precisais que se vos perdoe. Se seus atos pessoalmente vos prejudicaram, mais um motivo aí tendes para serdes indulgentes, porquanto o mérito do perdão é proporcionado à gravidade do mal. Nenhum merecimento teríeis em relevar os agravos dos vossos irmãos, desde que não passassem de simples arranhões.

Espíritas, jamais vos esqueçais de que, tanto por palavras, como por atos, o perdão das injúrias não deve ser um termo vão. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. Olvidai o mal que vos hajam feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. Aquele que enveredou por esse caminho não tem que se afastar daí, ainda que por pensamento, uma vez que sois responsáveis pelos vossos pensamentos, os quais todos Deus conhece. Cuidai, portanto, de os expungir de todo sentimento de rancor. Deus sabe o que demora no fundo do coração de cada um de seus filhos. Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer, dizendo: Nada tenho contra o meu próximo.

Simeão. (Bordéus, 1862.)

Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112a edição. Capítulo X, Item 14. Livro eletrônico gratuito em FEB

Autor: Allan Kardec

Editora: FEB - Federação Espírita Brasileira
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Buzanca em 09 de Março de 2009, 23:12
Olá a todos,

quando é que podemos ter a certeza absoluta que realmente perdoamos uma ofensa?
Ouço dizer que é quando esquecemos por completo essa ofensa.
Será?

Abraço grande.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Buzanca em 09 de Março de 2009, 23:17
O Perdão é o que de mais sublime existe nos ensinamentos e exemplo do Cristo, pois Ele deu prova disto perante seus opositores. Pediu a Deus a misericórdia para seus ofensores. Alguém de nós faria isto?
O Perdão não é esquecimento, mas sim o não revidar aqueles que nos ofendem.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 10 de Março de 2009, 04:08
Boa noite a todos!
 Como é bom estudar e refletir sobre várias vertentes da palavra perdão, que culmina no amor!

"Perdão na origem grega - cancelar, remir.
Quando cancelo as mágoas que corroe a minha alma,  estou mais próxima de entender o amor." (Recanto das Letras)

O perdão só existe na nossa desilusão, porque idealizamos as pessoas, e quando elas se revelam diferente da nossa expectativa, nos deparamos com a perda através de frustração, percebemos, então, a existência do engano, do equívoco, da maldade, do erro... nos defrontamos com a realidade. Somos nós perante a realidade. E aí?  Devemos retomar a direção, equilibrando os nossos sentimentos, entendendo os fatos, refletindo na necessidade do momento, afinal nada é por acaso, estamos aqui na escola da vida, aprendendo a amar, nos relacionando com o nosso passado e aprendendo a lidar com as situações que refletem na nossa existência e nos chocam.
A Providência Divina está também aí, nos ajudando a despojar de todas as nossas mazelas, para o nosso aperfeiçoamento. Cabe a nós, estacionar ou evoluir, aceitando as nossas imperfeições.

Abraços fraternos
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelsonmt em 10 de Março de 2009, 14:57
Amigos do Forum,

Nós estamos aqui para discutir o perdão.
Uma proposta, mais um desafio do Mestre, que seguimos.
Impossivel. Utopia dirão alguns.

Diante de questão tão relevante, penso que devemos recordar a lição dos Espíritos de aqui vivemos uma vida irreal, e a verdadeira vida está noutro plano. É preciso refletir que a condição do perdão às mágoas e ressentimentos terá sua solução definitiva findo o processo desta vida. Aquilo que entendemos por EGO não tem um sentido correto, se não abrangermos a perspectiva da vida alem da morte, e da revelação que é este fato para consciência do SER.

No livro “Viagem de uma alma”, de Peter Richelieu – Ed Pensamento (1), há uma visão reencarnacionista, não espírita, mas reveladora da condição da vida no plano astral. No livro, o mundo espiritual se apresenta com dois planos: o emocional, dos desejos, e o mental, das idéias. Para mim foi difícil entender esta denominação “emocional” para o plano astral, diante das leituras espíritas. Enfim percebi que o plano astral, com suas colônias e cidades, seja das zonas umbralinas e inferiores, seja dos planos elevados, era uma separação daqueles que conseguiram ficar harmonizados ou não, com seus sentimentos e emoções. Aquelas emoções que cultivamos, vamos encontrá-las no plano astral, diante de nós, e teremos nosso “Juízo” tanto emocional quanto mental. Mas a informação mais útil ao entendimento deste momento, foi que ao perdemos o corpo carnal, as emoções tomam uma proporção 10 vezes maior dentro de nossa consciência. Isto explica Espíritos “tomados” pela obsessão, no sentido de fixação mental, de vingança e ódio. Explica também a necessidade da reencarnação, da volta ao corpo, em um processo de esquecimento emocional. Justifica também a recomendação da doutrina Budista ao desapego das ilusões, e o uso da meditação para a contemplação de nosso “ambiente interior”, e de todas as técnicas propostas ao longo da história da humanidade, para sua cura enquanto encarnados.

Aqui transcrevo do livro Libertação (2) o depoimento de Saldanha a André Luiz:

_ Como explicar tamanho temor de nosso lado, perante os companheiros retardados?

Ele fixou em mim o olhar espantado e observou:

_ Meu caro (André), conheço suficientemente este capítulo. Se nos dispusermos a lutar abertamente, conservando conosco essa jovem senhora enferma, em padrão físico de menor resistência o malogro em nossos objetivos de socorro a ela será uma questão de minutos. Nos círculos inferiores, em que nos encontramos, a maldade é força dominante em quase toda a parte, contando com interpretes que nos vigiam através de todos os flancos então nos é fácil escapar. Para combater o mal e vencê-lo urge possuir a prudência e a abnegação dos anjos. De outro modo é perder tempo e cair, sem defesa, em perigosas armadilhas das trevas.
(...)
_ Eu mesmo, logo depois de minha vinda, tudo fiz por fugir ao mal, mas em vão. Velhas orações por mim aprendidas nos recessos do lar que o tempo não consumiu de todo em meu espírito, articuladas então por minha boca mereceram sarcasmo cruel dos inimigos do bem. Em verdade, pensamentos menos dignos me povoavam a cabeça, mas a vontade de melhorar-me era sincera em meu coração. Esforcei-me de alguma sorte, reagi quanto pude; todavia meu impulso para o bem legítimo era, no fundo um sopro frágil à frente do tufão. Ao contato dessa gente desencarnada, infeliz e vingativa, perdi o resto da compostura moral que procurava debalde sustentar. Se a alma liberta do corpo de carne não se encontra amparada em princípios robustos de virtude santificante, sentida e vivida, é quase impossível sair vitorioso das ciladas escuras que nos armam.

_ Entretanto – objetei – não será essa atitude mero reflexo da ignorância insustentável?

_ Admito que sim, todavia não desconheces que a maior  dificuldade não nasce da ignorância em si mesma, mas de nossa dureza contrária à capitulação indispensável. A sabedoria golpeia a insciencia, a bondade humilha a perversidade, o amor verdadeiro sitia o ódio num círculo de ferro; no entanto, aqueles que são surpreendidos no campo da inferioridade, mil armas de despeito, calúnia, inveja, ciúme, mentira e discórdia, provocando pertubação e desanimo.

Assinalando-lhe a palavra tão fortemente esclarecida, cuja desenvoltura e acerto me assombravam, ponderei:

_ Teu próprio caso é um exemplo vivo. Espanta-me o cabedal de teus comentários inteligentes. De nenhum modo poderias ser um ignorante.

_ Ah! Sim! Inteligência não me falta. Leitura idem. Estou positivamente informado com relação aos deveres de ordem geral que me competem. Falta-me contudo a companhia de alguém que conseguisse mostrar-me a eficiência e a segurança do bem, no meio de tantos males. Imagina um esfomeado a ouvir discursos. Acreditas que as palavras lhe satisfaçam as exigências do estomago? Isso foi precisamente o que me ocorreu. Preocupado com a esposa e a nora, desencarnadas em terrível desequilíbrio, atormentado pelo filho louco e pela neta em perigo, não havia “espaço mental” em minha cabeça para simplesmente louvar teorias salvadoras.  O benfeitor Gúbio, no entanto demonstrou-me que o bem é mais poderoso que o mal. Isto para mim bastou, à saciedade.


Assim meus irmãos, a questão do perdão, liga-se a algo muito maior, e deve ser tratado dentro do contexto  de nossa rendição ao bem, de nossa “capitulação” a Jesus. A noção de Ego deve se modificar neste debate. A noção de posse deve se modicar em nossa mente. A noção de orgulho ferido, deve se modificar em nossos sentimentos. Não devemos cultivar ilusões, e apegos que serão armadilhas no futuro. Muita Atenção, para as consequencias futuras, de onde depositamos nossos valores e conceitos.

Será preciso mais para a vitoria: é o Bom Combate do Amor a toda forma de mal. De nossa rendição à força do Luz e trabalharmos definitivamente na seara, como obreiros fieis e Paz-cificos . Cuidando para cultivar elementos mentais, e emocionais necessários para nossa adaptação a este momento em que vivemos, porem que logo teremos que descartá-los, restituindo-os  a Deus. Com certeza teremos ajuda em nosso retorno a pátria espiritual, mas devemos estar prontos para o retorno, ricos em Sabedoria. Mais fortes em nossa Fé e mais capazes de harmonia interior em todo e qualquer cenário mental e emocional.

Muita Paz em sua Luta pela sua Luz Interior.


(1)   No momento não tenho meu livro em mãos para fazer transcrição do texto aos amigos. Mas recomendo sua leitura e discussão de estudo.
(2)   Libertação – Francisco Candido Xavier, Andre Luiz, espírito, Capítulo 15 - FEB
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 11 de Março de 2009, 00:55
Querido nelsonmt ,,

Sábia tua reflexão,
muito bem vinda.assim como foram todas as outras, cada um no seu momento e na sua ordem.
Este tópico abre  muitas portas e todas chegam no mesmo destino.
Obrigada irmãos pela oportunide de compartilhar tantos saberes e também tantos "fazeres"e Tantos "pensares".

Repito-as com destaque,


 "Admito que sim, todavia não desconheces que a maior  dificuldade não nasce da ignorância em si mesma, mas de nossa dureza contrária à capitulação indispensável. A sabedoria golpeia a insciencia, a bondade humilha a perversidade, o amor verdadeiro sitia o ódio num círculo de ferro; no entanto, aqueles que são surpreendidos no campo da inferioridade, mil armas de despeito, calúnia, inveja, ciúme, mentira e discórdia, provocando pertubação e desanimo.'

'Será preciso mais para a vitoria: é o Bom Combate do Amor a toda forma de mal. De nossa rendição à força do Luz e trabalharmos definitivamente na seara, como obreiros fieis e Paz-cificos . Cuidando para cultivar elementos mentais, e emocionais necessários para nossa adaptação a este momento em que vivemos, porem que logo teremos que descartá-los, restituindo-os  a Deus. Com certeza teremos ajuda em nosso retorno a pátria espiritual, mas devemos estar prontos para o retorno, ricos em Sabedoria. Mais fortes em nossa Fé e mais capazes de harmonia interior em todo e qualquer cenário mental e emocional.'

Um abraço fraterno a todos
Quea Paz de Deus esteja entre nós.
Akenatom



Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Cleonice em 12 de Março de 2009, 05:25

Como perdoar.
Na maioria dos casos, o impositivo do PERDÃO surge entre nós e os companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda no coração.

Isso acontece porque, geralmente, as mágoas mais profundas repontam entre os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.

Quando nossas relações adoeçam, no intercâmbio com determinados amigos que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores, perguntemo-nos com sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume à questão de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento ? ”

Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto pertencem a Deus e não a nós; que também temos erros a corrigir e reajustes em andamento; que não é justo rete-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas do burilamento e do progresso. Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão, conforme a vida nos preceitua.

Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.

Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários como autênticos irmãos teus, - tão necessitados do Amparo Divino quanto nós mesmos, penetrarás a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e com a tua própria alma.
Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu encontrará Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração: “ bendito sejas ...”



EMMANUEL
do Livro: ALMA E CORAÇÃO
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Aluena em 12 de Março de 2009, 13:20
Queridos amigos,

Sendo simples estudante e tendo muito, a aprender e a derrubar muitos defeitos, aqui estou, tentando mais uma vez alimentar a minha alma nesta Doutrina Consoladora e maravilhosa.

Este tema do PERDÃO é muito escaldante para mim.

Faço minhas as palavras iniciais do companheiro "Taprobana" :

Tenho dificuldade em me crusar com quem me ofende, calunia ou sinto como hostil, luto contra isto, tento e vou continuar a tentar, sei que PERDOAR é muito mais que isto, mas estou a aprender com sofrimento ainda, pois os meus defeitos são muitos.

Partilharia com todos um episódio da minha vida, mas não vou tirar-vos tempo.

É muito complicado, mas tão bom abraçar um irmão de sangue de que se esteve afastado durante 20 anos e só depois de conhecer a Doutrina, surgiu a oportunidade do tal abraço e dizer "AMO-TE"...  :)

Será que perdoei?  :-\
Porque sinto necessidade e falo ainda neste assunto?  :-*
Porque lembro tanto e até choro pelo que se passou?  :'(
Amo tanto meu irmão !...  :)
Mas há algo que ainda não está resolvido, penso eu?

Deixo-vos com esta maravilhosa mensagem de MEIMEI :

P E R D O A

Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.

Todos possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias.

Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer mágoa que alguém nos tenha causado.

Se não oferecermos repouso à mente do próximo, como poderemos aguardar o descanso para os nossos, pensamentos?

Será justo conservar todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência do vizinho?

A paz é também alimento da alma, e, se desejamos tranqüilidade para nós, não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais.

Quando pedirmos a tolerância do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar aos outros com a nossa tolerância.

Auxiliemos sempre.

Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas oportunidades de retificação, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensão e o amor, em benefício dos que nos cercam. 

Da obra: PAI NOSSO
 Ditado pelo Espírito:  Meimei
 Psicografia de: Francisco Cândido Xavier


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Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: edith em 12 de Março de 2009, 13:32
Oi ; esse mensagem de Emmanuel é maravilhosa e a oração do perdão também; pois nos leva refletir como estamos intimamente,
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Valter P. Viana em 12 de Março de 2009, 23:30
Como se pode achar em si a força para perdoar? A sublimidade do perdão é a morte do Cristo no Gólgota. Ora, já vos disse que o Cristo tinha resumido em sua vida todas as angústias e lutas humanas. Todos os que mereciam o nome de cristãos antes de Jesus Cristo morreram com o perdão nos lábios: os defensores das liberdades oprimidas, os mártires das verdades e das grandes causas de tal modo compreenderam a elevação e a sublimidade de sua vida que não faliram no último instante e perdoaram.

Se o perdão de Augusto não é inteiramente sublime historicamente, o Augusto de Corneille, o grande trágico, é senhor de si como do universo, porque perdoa. Ah! como são mesquinhos e miseráveis os que possuíam o mundo e não perdoavam! Como é grande aquele que continha, no futuro dos séculos, todas as humanidades e perdoava!

O perdão é uma inspiração e, por vezes, um conselho dos Espíritos. Infelizes os que fecham o coração a essa voz: como diz a Escritura, serão punidos porque tinham ouvidos e não escutavam. Então! Se quereis perdoar, se vós mesmos vos sentis fracos, contemplai a morte do Cristo. Aquele que se conhece a si próprio triunfa facilmente de si mesmo. Eis por que o grande príncipe da sabedoria antiga sabia, antes de mais nada, conhecer-se a si próprio. Antes de se lançar na luta, aos atletas para os jogos, para as lutas grandiosas ensinavam-se os meios seguros de vencer. Ao lado disso, nos liceus, Sócrates ensinava que havia um ser supremo e, algum tempo depois, séculos antes do Cristo, ensinava a toda a nação grega a morrer e perdoar.

O homem vicioso, mesquinho e fraco, não perdoa; o homem habituado às lutas pessoais, às reflexões justas e sãs, perdoa facilmente. 

(Espírito Lamennais - Revista Espírita de 1862). 
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelsonmt em 13 de Março de 2009, 03:53
Amigos do Forum,

Sejamos práticos.
Temos a eternidade para perdoar e sermos perdoados.
A capacidade de perdão não é um simples ato da vontade intelectual
Não sejamos falsos, o Mestre repreendia os Fariseus em seu tempo.
O ato de perdoar é uma capacidade do espírito, adquirida pelo grau de sua "Maturidade Espiritual", assim como a capacidade de amar verdadeiramente.

Antes de tudo, seja verdadeiro e não hipócrita.
Imagine-se o ultimo dos filhos de Deus (Oração de Ismael).
No fundo do abismo das trevas.
Voce já consegue sentir remorso?
Talves não.
Já consegue sentir um ultraje pequeno e não se vingar?
Talves não.
Aceita Jesus, e as bençãos futuras prometidas a todos?
Talvez não completamente, mas já aceita pensar no caso, e ver no que dá.
Este talves seja o seu começo.
Há encarnados no umbral. E não são poucas estas mentes...

Há esperança para todos. Houve para Judas, e haverá para Hitler, e etc. Haverá o dia que seu espírito será capaz de perdoar. Aceitemos cada um de nós nossa insignificancia espiritual, diante do longo caminho a percorrer.

Repito, não há pressa: temos a eternidade. Porem, isto significa a manutençao do sofrimento e da desordem emocional e mental... a ausencia de Paz Interior, pelo tempo que retardarmos nosso progresso. Aceitemos a regra de ouro do crescimento espiritual:
Tudo muda, eu faço mudanças. Doi. As minhas dificuldades eu confesso a mim mesmo, sem pudor e sem rancor. Minha determinação ainda que vacilante, é meu guia, e em todos os desafios conto com nosso Pai Maior. Faço de Jesus meu espelho, e peço Fé e Razão em mihas orações (Prece de Cáritas)

Como disse Matilde, "aquele que deseja melhores momentos no século vindouro, que comece agora"(1) Com um passo de cada vez.

Mesmo que seja voce, de fato o ultimos dos filhos de Deus, não fique triste. A partir de seu começo, voce deixa de ser o ultimo ( há milhões para seu lugar) e se torna mais um tocado pela misericórdia de Jesus, e inevitavelmente sua elevação começou.

A cada ovelha perdida que re-encontra o caminho de casa há uma festa no céu. ( Parabola do filho prodigo) Louvemos o Senhor pela sua Justiça e sua Misericórdia. Há muia alegria nisso

Muito há de se fazer pelo amadurecimento espiritual. Chegará o dia que poderemos sinceramente perdoar. Dai em diante, passaremos muito tempo pedindo perdão e reparando os erros do passado. Haverá tambem alegria agora. E viveremos vidas fazendo isso, inclusive essa mesmo. Retomemos nosso caminho a cada manhã.

(1) Libertação, Francisco Xavier, e Anfré Luiz - FEB Capitulo 18

Muita Paz em sua Luta pela sua Luz Interior

Nelson

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Serzinho em 13 de Março de 2009, 11:43
Caros amigos,

Cordiais saudações. Este tema é bastante pertinente e muito motivador. Poderá levar a grandes discussões mas, por aquilo que me apercebi, maior parte do que havia a dizer já foi (e muito bem) dito por quem lançou o debate e por quem, de alguma forma o quiz complementar. Dessa forma, resta-me relatar uma vivência pessoal relativa a esta temática.
Ressentimento é sofrimento, é algo que nos consome dia após dia, que nos motiva para maus pensamentos, que não nos deixa dormir à noite, que nos faz levar a matutar o que deveríamos ter feito para que alguém não nos conseguisse magoar, que nos leva a pensar no que deveríamos ter feito imediatamente para penalizar esse alguém que nos magoou. Este processo é uma espiral sem fim, que nos vai consumindo. A única saída é, de facto, o perdão: aceitar que algo que nos perturba e perturbou, de facto aconteceu e que a pessoa ou pessoas que o cometeram já não fazem parte da nossa lista de reividicações. Aceitar que já passou, que foi ultrapassado, assumir que o tal acontecimento que nos incomodou, vai servir para nos ajudar a crescer, pois foi uma prova pela qual tivemos que passar. Não esquecer o que nos magoou, mas aceitar e respeitar quem o cometeu pois, eventualmente se tivéssemos em seu lugar, poderíamos ser nós a magoar alguém.
Perdoar é aceitar, deixar morrer o ressentimento e prosseguir, seguir em frente.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 13 de Março de 2009, 13:43
Serzinho,

Amei tua objetividade e sinceridade,as máximas de Jesus.

Um Abraço  Fraterno.

Irmãos,

Cada depomento aqui é uma lição.


Que a Paz de Deus nos inspire a mais um dia, e quem sabe a mais um perdão.
Akenatom

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 13 de Março de 2009, 13:59
Só pra te dizer: Obrigada pela oração. Um grande beijo. Cleonice.
Como perdoar.
Na maioria dos casos, o impositivo do PERDÃO surge entre nós e os companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda no coração.

Isso acontece porque, geralmente, as mágoas mais profundas repontam entre os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.

Quando nossas relações adoeçam, no intercâmbio com determinados amigos que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores, perguntemo-nos com sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume à questão de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento ? ”

Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto pertencem a Deus e não a nós; que também temos erros a corrigir e reajustes em andamento; que não é justo rete-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas do burilamento e do progresso. Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão, conforme a vida nos preceitua.

Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.

Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários como autênticos irmãos teus, - tão necessitados do Amparo Divino quanto nós mesmos, penetrarás a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e com a tua própria alma.
Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu encontrará Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração: “ bendito sejas ...”



EMMANUEL
do Livro: ALMA E CORAÇÃO
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelio em 13 de Março de 2009, 20:33
 Teim um momento que diz que estamos repitindo de ano como um exemplo. Dessa forma as pessoas que ñ conseguem completar algo esta cada veis em um mundo pior?
 ex; o pobre cada feis mais pobre e o rico mais rico!?
 Neste caso coloco a seguinte pegunta_ como deus pode colocar uma cruz cada veis mais pessada para o ser lever seim ter conseguido aguentar a primeira?
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Buzanca em 13 de Março de 2009, 22:35
Como perdoar se ainda não aprendemos a nos perdoar? O perdão é um exercicio diário em que devemos exercitá-lo nos pensamentos, para chegar na vontade e depois na ação.
Título: Re: O perdão - tema de Março2009
Enviado por: Buzanca em 13 de Março de 2009, 22:38
Reflexões sobre o perdão

http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7790.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7790.0.html)

O perdão é o remédio que nos recompõe a alma doente... Não admita que o desespero lhe subjugue as energias!... Guardar ofensas é conservar a sombra. Esqueçamos o mal para que a luz do bem nos felicite o caminho...

 

[28a - página 210 ] - André Luiz

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Buzanca em 13 de Março de 2009, 22:45
        "Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas também vosso Pai Celestial vos perdoará a vós..."_ Jesus (Mateus. 6:14 )

       Quando perdoamos estamos nos dando a chance de crescer, evoluir e chegar a ser espírito de luz. O perdão ajuda mais a quem  perdoa do que a quem é perdoado. O ódio é um veneno que mata devagarinho. Quem odeia não é feliz ,já que não tem tempo de viver o amor . Vive preso na teia do ódio,vive articulando perseguições, não tem tempo de viver a vida com alegria, atrai legiões de criaturas das sombras e desequilibra sua vida e a do outro.
"Perdão pode ser comparado a luz que o ofendido acende no caminho do ofensor.Por isso mesmo, perdoar em qualquer situação, será sempre colaborar na vitória do amor, em apoio de nossa própria libertação para a vida imperecível." Emmanuel


        Perdoa meu irmão, perdoa sempre
        No teu nobre coração planta a semente
        Do amor ao próximo e segue em frente   
        Expulsa do teu íntimo a serpente
        Que envenena a ti diariamente
        Tolere o outro incondicionalmente
        E serás feliz completamente

         Abraços fraternos a todos !                       
                                      Lu     02/03/09



“Apressa-te em te reconciliar com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que ele não te entregue ao juiz e o juiz te enviará para a prisão ou cárcere. E Eu verdadeiramente te digo: não subirás dali até que tenhas pago o último prutá”.  (Mateus 5:25 e 26.)

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Buzanca em 13 de Março de 2009, 22:49
OLA!

É muito facil flalar do perdao, mas realmente essa palavra eh muito dificil colocar em pratica, pois nem sempre falamos do fundo do coração. Perdoar acho que não sgnifica passar uma borracha naquilo que a pessoa fez de errado com vc, mas sim voce não sentir raiva,magoa ou nada para com esta pessoa. Deveriamos lembrar que JESUS mesmos endo ofendido como foi, perdoou os seus agressores. Isto sim é o perdao!!!
Fiquem com Deus!

Você tem toda razão na colocação que fez, mas o perdão é um exercicio diário, comecemos enviando ao nos deitar, um buquê de flores para nossos opositores e verá uma grande mudança nas relações.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Buzanca em 13 de Março de 2009, 23:11
Olá a todos,

quando é que podemos ter a certeza absoluta que realmente perdoamos uma ofensa?
Ouço dizer que é quando esquecemos por completo essa ofensa.
Será?

Abraço grande.
O perdão segundo Jesus em seu Evangelho é a não vingança às ofensas que recebemos, esquecer as vezes é impossivel, mas não guardar sentimentos de vingança ou vibrar para que a pessoa caia já é um perdão.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Buzanca em 13 de Março de 2009, 23:13
Perdão - Seicho-No-Ie
[youtube=425,350]U6BJodclb3M&feature=PlayList&p=642E695286EF27B8&playnext=1&index=35[/youtube]
A sintonia com o Deus que está dentro de cada um de nós, faz com que nos tornemos melhores a cada dia.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 14 de Março de 2009, 03:46
Boa noite pessoal!
Estou amando participar desse forum, aprendemos sempre mais.

Como já foi dito, o perdão realmente é uma virtude difícil de se praticar, porém acredito que quando temos alguma reação frustrante  que nos magoam, é momento de reflexão nas nossas ações.

Se nos sentimos ofendidos a ponto de ter que pensar em perdoar, então estamos no caminho do aprendizado interno.Que campainha é essa que está tocando no nosso interior? O que devemos compreender em nós? O que a vida está tentando nos avisar para o nosso crescimento espiritual, moral ou intelectual? Que sentimento inferior é esse que nos toca, a ponto de ter que perdoar? Que valores éticos devemos aprimorar para então vencer essa etapa egóica? Como conseguirmos triunfar sobre nossa inferioridade moral?

Ah!!! Só sei que grande esforço sobre nós mesmos é preciso para transpor e vencer as nossas heranças/tendências inferiores. 
O caminho? Penso ser através da prática da lei de amor e caridade.
Inviável? Será?
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: madilson em 14 de Março de 2009, 06:12
Perdão e Reconciliação
Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico: 3.1. Antigüidade; 3.2. Velho Testamento; 3.3. Novo Testamento; 3.4. Atualidade. 4. O Problema da Ofensa: 4.1. Caracterização da Ofensa; 4.2. Mahatma Ghandi nunca foi Ofendido; 4.3. O Perdão das Ofensas. 5. Reconciliação com os Adversários: 5.1. O Texto Evangélico; 5.2. Reconciliação como Experiência de Vida Cristã; 5.3. A Morte não nos Livra dos Inimigos. 6. Lei de Deus: A Não-Resistência. 6.1. A Lei de Deus está Escrita na Consciência do Ser; 6.2. O Evangelho e a Regra da Não-Resistência; 6.3. As Razões Lógicas para o Exercício do Perdão. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar que a purificação de uma alma está atrelada ao esquecimento da ofensa. Para tanto analisaremos o problema da ofensa, a reconciliação com os adversários e as implicações suscitadas pela obediência à Lei de Deus.

2. CONCEITO

Perdoar - do lat. med. perdonare significa “desculpar”, “absolver”, “evitar”. É o estado de ânimo, em que se encontra alguém, agravado por outrem, seu agressor, e sente-se desagravado. O pecado, na Religião, é um agravo a Deus, e o perdão consiste em não considerar-se Deus agravado; ou seja, desagravado. (Santos, 1965)

O conceito de perdão, segundo o Espiritismo, é idêntico ao do Evangelho, que lhe é fundamento: concessão, indefinida, de oportunidades para que o ofensor se arrependa, o pecador se recomponha, o criminoso se libere do mal e se erga, redimido, para a ascensão luminosa. (Equipe da FEB, 1995)

Reconciliação – do lat. reconciliato, de reconciliare, constituído por re = prefixo iterativo + conciliare = conciliar, trazer a um acordo significa restabelecimento de relações ou de acordo entre duas pessoas que se haviam desentendido. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)

3. HISTÓRICO

3.1. ANTIGÜIDADE

Na Antigüidade clássica grega pouco se escreveu acerca do perdão. Entende-se que esses filósofos estavam mais preocupados com a questão do conhecimento racional e da prática de conduta.

Contudo, nas entrelinhas das filosofias de Sócrates e de Platão, considerados os precursores do Cristianismo e das idéias espíritas, encontramos muitas acepções sobre as virtudes, a questão do bem e do mal, a justiça e a injustiça etc.

“Não é preciso jamais retribuir injustiça por injustiça, nem fazer o mal a ninguém, qualquer mal que se nos tenha feito. Poucas pessoas, entretanto, admitirão este princípio, e as pessoas que estão divididas não devem senão se desprezar umas às outras”.

“Não está aí o princípio da caridade, que nos ensina a não retribuir o mal com o mal, e de perdoar aos inimigos?” (Kardec, 1984, p. 29)

3.2. VELHO TESTAMENTO

O Deus do Antigo Testamento é o Deus do perdão. O pecador é um devedor a quem Deus, com seu perdão, perdoa a dívida; o perdão é tão eficaz que Deus já não vê o pecado, o que é como que jogado para trás, tirado, expiado, destruído. A apostasia que se segue após a Aliança e que mereceria a destruição do povo é a ocasião para Deus se proclamar “Deus de ternura e de piedade, lento para se irar, rico em graça e fidelidade... que tolera falta, transgressão, pecado, mas nada deixará impune...”

O coração de Deus, longe de querer a morte do pecador deseja a sua conversão para lhe prodigalizar seu perdão. Deus perdoa ao pecador que se acusa; longe de querer perdê-lo, longe de desprezá-lo, reconforta-o, purificando e acumulando de alegria seu coração contrito e humilhado. (Léon-Dufour, 1972)

3.3. NOVO TESTAMENTO

O perdão de Deus no Novo Testamento vem através de Cristo. João Batista pregava o Batismo do arrependimento para a remissão dos pecados. Dizia: “Fazei penitência, senão aquele que virá vos há de batizar no fogo”; para ele este fogo é o da ira e do juízo, aquele que consome a palha depois de separado o trigo.

Jesus, porém, não foi enviado pelo Pai como juiz, mas como Salvador. Chama à conversão todos os que dela necessitam e suscita essa conversão revelando que Deus é um Pai cuja alegria consiste em perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca.

Jesus não só anuncia esse perdão como reivindicava e exercia o poder de perdoar pecados. O perdão da pecadora é um exemplo clássico. O Cristão conhece a salvação através do perdão dos pecados. A diferença entre o VT e NT é que neste último o perdão vem através do Cristo. (Léon-Dufour, 1972)

3.4. ATUALIDADE

Huberto Rohden, Pietro Ubaldi, krishnamurti e outros pensadores modernos dão-nos, cada qual na sua maneira de ver o problema, a dimensão do perdão na atualidade. Pietro Ubaldi, por exemplo, faz um relacionamento lógico entre o perdão e a Lei de Deus, mostrando-nos o valor científico de esquecer os ultrajes do nosso próximo.

Em termos práticos, não resta dúvida que Allan Kardec, no capítulo X de O Evangelho Segundo o Espiritismo, retrata diversas maneiras de conceber o perdão das ofensas se realmente quisermos ser perdoados por Deus.

4. O PROBLEMA DA OFENSA

4.1. CARACTERIZAÇÃO DA OFENSA

Ofensa significa injúria, agravo, ultraje, afronta, lesão, dano. Causar mal físico a; ferir suscetibilidades. Ela depende do grau evolutivo tanto do ofendido quanto do ofensor, pois o ser espiritualizado não se envolve com picuinhas. Há que se considerar ainda a semântica das palavras, pois muitos agravos vêm da má compreensão ou da má interpretação daquilo que se disse.

Considerar-se injuriado depende também de nosso estado emotivo, de nossa situação financeira, no nosso estresse. Uma pessoa desempregada pode se sentir ofendido simplesmente porque a outra lhe manda trabalhar.

4.2. MAHATMA GHANDI NUNCA FOI OFENDIDO

Mahatma Ghandi, grande líder indiano da não-violência, no fim de sua vida, pôde responder à pergunta se perdoou todas as ofensas recebidas com a declaração sincera: “Nada tenho que perdoar a ninguém, porque nunca ninguém me ofendeu”.

De acordo com as explicações de Rohden, o Ego é ofensor e ofendido, mas quando o ego humano é substituído pelo Eu divino, não pode mais haver ofensor nem ofendido. A ofensa é objetiva, considerar-se ofendido ou não subjetivo. Ghandi simplesmente não considerou a ofensa como ofensa. (ROHDEN, 1982, p. 159-161)

4.3. O PERDÃO DAS OFENSAS

Já no Antigo Testamento, a Lei não só estabelece um limite à vingança pela lei de talião, mas ainda proíbe o ódio ao irmão, a vingança e rancor contra o próximo.

No Novo Testamento Jesus completa esse pensamento dizendo que Deus não pode perdoar a quem não perdoa. Por isso reitera que deveríamos perdoar não sete, mas setenta vezes sete vezes, ou seja, indefinidamente.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo vamos encontrar diversos pensamentos acerca do perdão das ofensas. O principal de tudo isso é não guardar rancor no coração, de espécie alguma.

5. RECONCILIAÇÃO COM OS ADVERSÁRIOS

5.1. O TEXTO EVANGÉLICO

“Reconciliai-vos, o mais depressa, com vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, a fim de que vosso adversário não vos entregue ao juiz, e que o juiz não vos entregue ao ministro da justiça, e que não sejais aprisionado. Eu vos digo, em verdade, que não saireis de lá, enquanto não houverdes pago até o último ceitil”. (Mateus, cap. V., 25,26)

5.2. RECONCILIAÇÃO COMO EXPERIÊNCIA DE VIDA CRISTÃ

O Cristianismo centra-se na experiência do amor entre os homens como fato fundamental de aproximação a Deus. Entretanto o ser humano é ser egoísta por natureza e se encontra submerso na estrutura da injustiça e opressão que o cercam e o impulsionam para o mal. Há assim contradição entre o ensinamento de Jesus e o seu interior. Nesse sentido, a reconciliação ou perdão mútuo entre os irmãos deve ser uma tarefa constante tendo em vista a realização do amor. Lembremo-nos de que toda a Bíblia é uma história de reconciliação. Os próprios mitos dos primeiros capítulos do Gênesis pretendem mostrar que ao dar as costas para Deus, Adão e Eva também romperam com a própria harmonia da Lei, a qual deve ser retomada novamente. (Idígoras, 1983)

5.3. A MORTE NÃO NOS LIVRA DOS INIMIGOS

De acordo com os pressupostos espíritas, a morte não nos livra dos nossos inimigos, pois eles continuam vivos além-túmulos. Acontece que a ausência da vestimenta física é um elemento de maior facilidade para o ataque mental, isto é, através das interferências em nossos mais secretos pensamentos.

Observe que as obsessões surgem deste funesto sentimento de vingança e de ódio de quem se foi para outra vida. Descuidando-nos da oração e da vigilância, seremos vítimas fáceis do assédio deles.

6. LEI DE DEUS: A NÃO-RESISTÊNCIA

6.1. A LEI DE DEUS ESTÁ ESCRITA NA CONSCIÊNCIA DO SER

Allan Kardec, na questão 621 de O Livro dos Espíritos, diz-nos que a Lei de Deus está escrita na consciência do ser. O que significa? Significa que é uma idéia inata que cada um de nós traz no seu bojo desde o nascimento. A revelação da mesma tem origem no esquecimento e no desprezo que lhe imputamos. Para isso, Deus, na sua infinita bondade, deu a alguns Espíritos superiores a missão de revelar a sua Lei, no sentido de fazer progredir a humanidade.

Disto resulta que tudo o que fizermos devemos prestar contas à Lei. Ela é o móvel que dispões todas as nossas atividades neste planeta, tanto as de ordem material quanto as de ordem espiritual. É a ela que devemos obedecer e não aos homens que a malbaratam por interesse ou ignorância.

Na resposta à pergunta 617A do mesmo livro, os Espíritos afirmam: “Entre as leis divinas, umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: são as leis físicas; seu estudo pertence ao domínio da Ciência. As outras concernem especialmente ao homem e às suas relações com Deus e com os seus semelhantes. Compreendem as regras da vida do corpo e as da vida da alma: são as leis morais”.

6.2. O EVANGELHO E A REGRA DA NÃO-RESISTÊNCIA

Recebida uma ofensa temos duas soluções: a do mundo e a do Evangelho. A solução do mundo prende-se à superfície do problema, pois induz-nos a cometer um mal para reparar o mal que nos tenha sido feito. Isto acaba gerando um ciclo vicioso do mal que nunca terá fim, pois um mal estimula a cometer outro mal e assim sucessivamente. A solução evangélica é mais profunda, porque vai à essência do problema, da questão, porque estimula-nos a não revidar o mal com o mal, mas com o bem, ou seja, o perdão das ofensas. (Ubaldi, 1982, p. 188-195)

6.3. AS RAZÕES LÓGICAS PARA O EXERCÍCIO DO PERDÃO

Em virtude de uma ofensa, lembremo-nos:

1) a reação é um direito que não pertence ao homem, mas só à Lei de Deus;

2) se desejamos justiça, estejamos certos: a reação da Lei é muito mais poderosa que as nossas.

3) com nossa reação humana não afastamos e nem apagamos o mal, a não ser na aparência e provisoriamente, porque não eliminada a sua causa ele voltará para nós.

O correto seria agir da seguinte forma:

1) renunciar à vingança;

2) perdoar a ofensa;

3) esquecer de exigir justiça.

Se esquecermos de exigir justiça para o nosso caso particular, ele acabará pertencendo à Lei e ficaremos livres de qualquer dívida. (Ubaldi, 1982, p. 196-204)

7. CONCLUSÃO

Humilhemo-nos, renunciemos à nossa personalidade, culpemo-nos antes de culparmos o próximo e suportemos as injunções do destino, sem reclamações. Estes são os verdadeiros exercícios do perdão incondicional, os que realmente fortalecem a nossa alma para a subida pedregosa nos horizontes da perfeição do ser.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M. E. C., 1967.
EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.
KARDEC, A.. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo: IDE, 1984.
KARDEC, A.. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo: FEESP, 1995.
LEON-DUFOUR, X. e OUTROS. Vocabulário de Teologia Bíblica. Rio de Janeiro: Vozes, 1972.
ROHDEN, H. Mahatma Gandhi - Idéias e Ideais de um Político Místico. 6. ed., São Paulo: Alvorada, 1982.
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo: Matese, 1965.
UBALDI, P. A Lei de Deus. 2. ed., Rio de Janeiro: Fundação Pietro Ubaldi, 1982.

São Paulo, janeiro de 2001
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Março de 2009, 16:06
Olá

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De acordo com as explicações de Rohden, o Ego é ofensor e ofendido, mas quando o ego humano é substituído pelo Eu divino, não pode mais haver ofensor nem ofendido. A ofensa é objetiva, considerar-se ofendido ou não subjetivo. Ghandi simplesmente não considerou a ofensa como ofensa. (ROHDEN, 1982, p. 159-161)

Amigo madilson: há aqui uma coisa com que não concordo ou que não entendo bem: há dois egos? - o ego humano e o ego divino?

Para mim só existe um eu, que é o espirito, sede da inteligência, da memória e inividualidade. Quando estamos encarnados, o espirito está atrofiado e o nosso eu não se expressa da mesma forma nem com a mesma liberdade, mas só uma individualidade e não duas. Só há um ego.

Citar
2) se desejamos justiça, estejamos certos: a reação da Lei é muito mais poderosa que as nossas.

É verdade que Deus é todo poderoso, mas será que é perdoar pensar: Eu não vou fazer nada, porque a justiça divina vai fazê-lo por mim?...A intenção não é a mesma do que a intenção daquele que se vinga? Na minha perspectiva, aquele que perdoa deixa de desejar punição para quem o ofendeu, seja ela terrena, seja divina.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 14 de Março de 2009, 17:35

Amigo madilson: há aqui uma coisa com que não concordo ou que não entendo bem: há dois egos? - o ego humano e o ego divino?


Me perdõem a intromissão, mas ha um pequeno esclarecimento a acrescentar. Huberto Rohden utilizava a definição de "ego humano" e "ego divino" para significar respectivamente a "personalidade" e o "espírito". Rohden não era ainda reencarnacionista à esta época.

A personalidade transitória ou simplesmente ego é o agregado do espírito programado para realizar todas as provas solicitadas pelo espírito antes de encarnar. É o ego quem classifica e julga a todas as percepções do mundo exterior e passa esta informação codificada ao espírito e cabe ao espírito aceitá-las como verdades ou não e nisto consiste a sua prova. O espírito pode ser "escravo do ego" ou "senhor da mente" e este passo é o objetivo da encarnação.

Em palavras bem simples, o ego é a prova do espírito. Assim a personalidade João e tudo o que o João percebe, sente e pensa é a prova de um espírito sem nome. Enquanto o espírito acreditar que ele é o João ou qualquer outro dos milhares de nomes (encarnações) que já viu ou verá, não deixa de ser um escravo do ego. Neste plano e igualmente no plano astral, no periodo entre-vidas não se aproximará de Deus.


É verdade que Deus é todo poderoso, mas será que é perdoar pensar: Eu não vou fazer nada, porque a justiça divina vai fazê-lo por mim?...A intenção não é a mesma do que a intenção daquele que se vinga? Na minha perspectiva, aquele que perdoa deixa de desejar punição para quem o ofendeu, seja ela terrena, seja divina.


Amigo Vitor,

Bem, Deus não fará absolutamente nada por voce. Deus É tudo e no todo, nada do que aconteça esta certo ou errado. A sua concepção esta um pouco egocentrada. Centre-a em Deus e veja se o quadro não se modifica integralmente...

A sua ultima oração reflete ja uma perspectiva um pouco mais ampla, realmente quem perdoa deixa de desejar punição de qualquer forma... Agora avançe mais um pouco só e veja o que acontece se voce nem mesmo acreditar que exista o erro e portanto ninguem a ser punido ou que tenha de punir...

Fique em Deus,
Anton
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Março de 2009, 18:27
Olá Anton

Ao reencarnar não deixamos de ser os mesmos espiritos. Simplesmente a nossa percepção do mundo está muito limitada. Vemos o universo com umas lentes muito grossas, quase opacas. Não há um João e um "espirito do João". O espirito do João é a personalidade do João e o ego do João. O que acontece é que o João está amnésico em relação às vidas anteriores e tem uma percepção do universo muito mais limitada do que tinha antes de reencarnar. tem os tais "óculos" quase opacos.

Eu acredito que é o espirito que pensa e não o cerebro. O cerebro é apenas uma espécie de emissor receptor que recebe os pensamentos do espirito e envia para o mesmo as percepções que lhe são dadas pelos sentidos.

Posso estar a pensar mal, mas é o que me parece ter sentido (e também o que julgo que diz a doutrina espirita).

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 14 de Março de 2009, 18:49
Amigo Vitor,

O Livro dos Espíritos nos ensina que o universo é formado por tres elementos, os espíritos, o fluido cosmico universal e Deus. Estes, segundo o espirito da verdade, são os tres unicos elementos que existem na realidade. Nos ensinam mais que não sabemos o que é o espírito, o que é o fluido cosmico universal e muito menos o que é Deus.

Desta forma, o espírito encarnado desconheçe completamente os tres unicos elementos constitutivos do universo real. Não enxerga com lentes mais ou menos grossas, não enxerga coisa alguma mesmo. E como não ha um espírito chamado João, a personalidade ou ego João é uma criação divina criada para as provações (experiencias tanto positivas como negativas, igualmente) de um espírito sem forma e sem nome. E estas provações ou experiencias foram aquelas que o espirito solicitou antes de encarnar. A encarnação portanto é a consciencia de viver a vida de um personagem. Percebemos (como espíritos) aquilo que o personagem nos faz perceber. E é este personagem que chamamos de ego. E este ego foi criado e programado por Deus, causa primeira de todas as coisas e desconhecido dos espiritos enquanto vivendo o ego.

Em tempo, ego não é o cérebro. É um agregado do espírito, o seu programa de vida ou a sua prova... Ou se assim o preferir, o criador de sua realidade virtual...

Viva para Deus,
Anton
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: procura em 15 de Março de 2009, 12:20
Bom dia irmãos

Aqui fica a minha opinião sobre o perdão.

Só conseguiremos perdoar verdadeiramente quando já não nos sertir-mos ofendidos seja com o que for. Aí já teremos evoluido o suficiente para aceitar aquilo que vai acontecendo à nossa volta sem nos sertir-mos ofendidos e já não teremos necessidade de perdoar. Ao ter-mos necessidade de perdoar sentimo-nos ofendidos.

Pode parecer estranho mas para mim é assim que se passa.

Jesus nunca condenou ninguém por isso nunca teve de perdoar ninguém.

O que ele diz à mulher adultera, ninguém te condenou então vai e não peques mais.

Julgo que isto diz tudo e quanto nos falta evoluir-mos.

Muita Paz
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: *Leni* em 15 de Março de 2009, 20:18




Oração do perdão

O errar está na natureza humana.
O amar e o perdoar estão na natureza divina.
 
Senhor meu Deus, venho à tua presença pedir perdão por todos os meus erros e pecados.
Sejam eles por atitudes ou pensamentos contra o Senhor, contra mim mesmo ou contra o meu semelhante.

Alivie-me de todo o peso e de toda a impureza espiritual e mental.

Bem sei que muitas coisas entraram em minha vida sem que viessem do Senhor.
Por isso, peço: arranque do meu coração todos os pensamentos, sentimentos e ressentimentos que o mancham.
Meu Deus, preciso que o Senhor me ajude a perdoar àqueles que magoaram e que feriram o meu coração.

Conceda-me, Senhor, paz para quebrar todas as barreiras contra as pessoas que erraram comigo.
Dê-me a benção de tirar do meu coração a tristeza e a mágoa, Pai, coloque em meu coração um sentimento puro, de uma vontade sincera de perdoar os que me magoaram.

Assim seja.

Sem autoria.




Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Março de 2009, 20:21
Olá Leni

Faço também minha a sua prece.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 16 de Março de 2009, 17:07
Vitor e Leni,

Me uno a voces nesta Prece.

Com amor,
Akenatom
Olá Leni

Faço também minha a sua prece.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 16 de Março de 2009, 17:44
Olá

o cap. XI, n.14 do Evangelho segundo o Espiritismo, está escrito:

Citar
Não vos cabe dizer de um criminoso: um miserável; deve-se expurgar da sua presença a Terra; muito branda é, para um ser de tal espécie, a morte que lhe infligem." Não, não é assim que vos compete falar. Observai o vosso modelo: Jesus. Que diria ele, se visse junto de si um desses desgraçados? Lamentá-lo-ia; considerá-lo-ia um doente bem digno de piedade; estender-lhe-ia a mão. Em realidade, não podeis fazer o mesmo; mas, pelo menos, podeis orar por ele, assistir-lhe o Espírito durante o tempo que ainda haja de passar na Terra. Pode ele ser tocado de arrependimento, se orardes com fé. E tanto vosso próximo, como o melhor dos homens; sua alma, transviada e revoltada, foi criada, como a vossa, para se aperfeiçoar; ajudai-o, pois, a sair do lameiro e orai por ele. Elisabeth de França. (Havre, 1862.)

Estará então a justiça humana enganada ao punir os criminosos? Ou a justiça não deve ter por objectivo a punição dos criminosos? Podemos ajudá-los, para além da prece? Como?

bem hajam
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Rejainy em 16 de Março de 2009, 17:54
Boa Tarde,

Me uno tb a voces nessa linda prece!!!
Fiquem com Deus!

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 16 de Março de 2009, 20:16
Estará então a justiça humana enganada ao punir os criminosos? Ou a justiça não deve ter por objectivo a punição dos criminosos?

Ola Vitor,

A Justiça humana é o instrumento da justiça divina na terra. Mesmo que a nossos olhos aja injustamente, tanto na condenação dos que a nossos olhos seriam inocentes como na absolvição dos que a nossos olhos seriam culpados. Nada sabemos na realidade das causas últimas dos atos humanos. O que consideramos criminoso é o que age fora das leis humanas em contraposição ao homem de bem. E será que isto é real ou apenas o que refletimos da realidade? Não sei e atrevo-me a dizer que nenhum humano o pode saber. Seja la qual for o veredicto da justiça, estará sempre correto. Não ha erros e falhas no universo.

Podemos ajudá-los, para além da prece? Como?

Sim, podemos. Não julgando a ninguem como criminoso. Nos, como individuos podemos fazer isto. Não nos cabe o julgamento.

Paz para ti,
Anton
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Cleonice em 16 de Março de 2009, 21:51

Perdoa sempre.

Auxilia aos outros, sem a preocupação de receber o amparo alheio.

Tudo aquilo que fizermos agora, será aquilo que colheremos depois.

...Consideremos, porém, que a fim de sanar os desajustes na engrenagem de nosso relacionamento recíproco, o Senhor nos concede a bênção da compaixão.

Se anotas a presença de amigos candidatos ao discernimento maior com as falhas naturais pelas quais se identificam, compadece-te deles e ampara-os com as forças ao teu alcance.

Abraça o trabalho do bem aos outros com alegria.

Aprende a colocar com o bem do próximo, na convicção de que ninguém progride a sós.

Trabalha e serve constantemente.

E certifica-te de que, onde o pensamento positivo do bem prevaleça, aí brilha o caminho do aperfeiçoamento de nossas alma para Deus, fortalecendo-nos para que estejamos na realização do melhor.

Em qualquer situação difícil, aparentemente insolúvel, usa mais paciência, porque a paciência é construção da alma sobre os alicerces da fé em Deus e, aplicando mais paciência onde estiveres, em quaisquer tribulações que, porventura, te apareçam, claramente vencerás.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho Iluminado. Ditado pelo Espírito Emmanuel.
[img]
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 16 de Março de 2009, 23:20
Olá Anton

Citar
Seja la qual for o veredicto da justiça, estará sempre correto. Não ha erros e falhas no universo.

Julgo que compreendo o que quer dizer: Deus não falhou ao coneceber o universo. Tudo o que existe, foi concebido de propósito, para ser mesmo assim. Deus não se enganou.

Se é isso o que quer dizer, então estou de acordo.

Entre as coisas que foram previstas por Deus, está a liberdade de agir, dentro dos limites impostos aos encarnados do mundo onde se encontram. calculo que assim seja porque o homem tem que aprender e não há forma prática de aprender que não implique alguma liberdade.

Essa liberdade provoca estragos. Agredimo-nos uns aos outros, poluimos o planeta, passamos por cima dos direitos alheios. Trata-se de aprendizagem por tentativa e erro.

No fim de contas tudo está equilibrado. Eu já agredi e já fui agredido milhões e milhões de vezes, ao longo da minha história de espirito ou alma humana. O corpo é só uma veste. As agressões aos nossos interesses terrestres, na nossa vida eterna são factos que perdem totalmente a importância após o desencarne e no contexto da vida espiritual, mas são factos. Os nossos erros magoam a nós mesmos e aos outros. É mesmo assim, mas a dor resulta do erro, nosso ou dos que nos podem afectar.

O processo de aprendizagem prática é precisamente a lógica tentiva/ erro. Se não existisse o erro não existia a aprendizagem. Ou seja, ou nós não seriamos criados simples e ignorantes e seriamos criados logo espiritos puros, ou então não sabemos e temos de aprender. A hipotese em que acredito é que fomos criados simples e ignorantes. E a ignorância implica sempre o erro.

Na minha óptica existe o erro, mas em termos relativos, não em termos absolutos. Eu não acredito em entidades destinadas ao erro eterno.

Tal como um cego que vai vendo progressivamente cada vez mais, nós também vamos aprendendo e errando cada vez menos, até eliminar o erro da nossa existência. Julgo que o erro existe e tem utilidade, pois é um meio necessário para aprender.

Mais uma vez e como de costume, devo salientar que aquilo que aqui escrevo é a minha visão muito pessoal e, como é normal, limitada. Não posso dizer que ninguém está certo nem que ninguém está errado, apenas posso especular e emitir a minha opinião pessoal.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 17 de Março de 2009, 10:15

 O corpo é só uma veste. As agressões aos nossos interesses terrestres, na nossa vida eterna são factos que perdem totalmente a importância após o desencarne e no contexto da vida espiritual, mas são factos.

Haverá aqui uma pequena coisa a dizer, mas relevante:

Se formos conscientes que a nossa vida espiritual não começa após o desencarne, poderemos estar a dar um grande passo no nosso conhecimento, e dentro deste tema como o Perdão perceber que o Perdão não é necessário.

Ou seja, todos sabemos que o corpo é um involcruo, entao pq não nos vimos conscientes como espiritos, sem involcruo?

Porque não somos mais espirituais aqui na terra?

Seremos apenas espirituais, porque estudamos o espiritismo, ou o seremos somente aquando no mundo espiritual?
- Não! Somos espirituais, porque temos conciencia da nossa espiritualidade aqui, vivenciando-a!

É necessário sabermos ter consciencia do que somos...não somos carne ;) aproveitamos a carne, para chegar a onde queremos, somente...

Então obeservem-se, olhem para o vosso espirito sem carne, conheçam-no :)

Se conseguirmos ser observadores de nós, estaremos a perceber que o corpo não tem importância e é apenas que lhe dizemos para ser.

Vou-vos dar um exemplo que ainda ontem experienciei...

Como ando de transportes todos os dias, ponho os phonos e vou ouvindo musica...mas apenas quando estou no Barco, um trajecto diario, saiu retiro. Ontem estava a ouvir uma musica que gosto bastante e nao retirei...sai do barco de phonos nos ouvidos.

Naquela imensidão de gente e a correr para irem para casa, eu nao os ouvia...nem ouvia os meus proprios passos...comecei a perceber como o meu corpo andava de uma forma diferente...sem ouvir os comandos que normalmente dou, acompnahando todo stress no regresso a casa ao meu andar, mas dando outros mais serenos pela musica, a minha forma de andar era mt diferente, muito mesmo. tanto que nem parecia eu...a mente emite pelos sentidos e controla o corpo, pensem nisso ;)


Entendam que nao devem diferenciar o vosso espirito aqui na Terra em relação ao pós desencarne...isso sim é agressividade, ao proprio espirito!

O que quero dizer é que, não devemos esperar pela libertação do corpo, para vivenciar o nosso espirito, ou esperar dele melhor que aqui. Porque ele é sempre o mesmo, e as diferenças so nos bloqueam, num caminho mais livre. E começarmos a trabalhar nestas pequenas coisas, já aqui na terra, estaremos a perdoar-nos de muitas coisas de vidas passadas e mesmo desta aqui ;)

Ajuda-nos a perceber que o erro, seria apenas ignorância ;)

Abraços
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Lu/Inha em 17 de Março de 2009, 11:34
Bem o que é o pedão senão o esquecimento de ofensas sofridas.Quem realmente consegue na sua totalidade esquecer uma ofensa, uma calúnia, etc, .Ninguém, pois a qualquer momento sempre vem a lembraça da ofensa ocorrida! O que temos que fazer é pedir primeiramente a ´a Deus que perdoe as nossas falahas, erros cometidos, nos corrigirmos e ai depois de nos sentirmos limpos e preparados perdoar (ESQUECENDO) a faltaa ou ofensa que nos foi cometida, limpar o coração de todo sentimento contrário ao amor
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Ov em 17 de Março de 2009, 16:36
Perdoar é buscar vencer todas as nossas dificuldades morais.Não é simples,mas o Cristo nos mostrou todas as vantagens de se modificar moralmente em busca da elevação espiritual,quando nos disse: Amai ao próximo como a ti mesmo. Paz.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: ROSINEI FESTINALLI em 17 de Março de 2009, 19:01
PERDÃO
Devemos perdoar com o coração,
Perdoar com o coração significa não sentir magoa, ressentimentos, ódio ou qualquer sentimento que seja deletérios.
Devemos remover esses sentimentos e transformar em boas energias.
Temos que nos questionar o que realmente é o perdão ?
Se fui ofendido, em outra ocasião com certeza também ofendi .
A pessoa saudável não faz o mal conscientemente a ninguém.
Mas quando está de mal consigo, agride o outro.
Então seja gentil com você; seja honesto; está com raiva, admita. Estou magoado, etc.
Reprimir esses ressentimentos vai ficar lhe prejudicando.
Digira sua raiva; digira o ressentimento.
Não os mantenha. Necessário deixar cicatrizar; às vezes fica uma cicatriz e é necessário uma cirurgia.




CALMA

Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranqüilidade traz o pior.
Se a razão é a enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades apareceram, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo o problema a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.

ANDRÉ LUIZ – Médium Francisco Cândido Xavier.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 17 de Março de 2009, 19:51

O processo de aprendizagem prática é precisamente a lógica tentiva/ erro. Se não existisse o erro não existia a aprendizagem. Ou seja, ou nós não seriamos criados simples e ignorantes e seriamos criados logo espiritos puros, ou então não sabemos e temos de aprender. A hipotese em que acredito é que fomos criados simples e ignorantes. E a ignorância implica sempre o erro.

Na minha óptica existe o erro, mas em termos relativos, não em termos absolutos. Eu não acredito em entidades destinadas ao erro eterno.

Tal como um cego que vai vendo progressivamente cada vez mais, nós também vamos aprendendo e errando cada vez menos, até eliminar o erro da nossa existência. Julgo que o erro existe e tem utilidade, pois é um meio necessário para aprender.


Temos que fazer aqui uma diferenciação entre o espírito e o ser humano. O espírito é criado puro e ignorante. Mas o ser humano nasce com tudo o que precisa para experimentar uma vida especifica. O espírito aprende durante a eternidade mas o ser humano, entidade transitoria nada aprende, é apenas o instrumento de provas do espírito. O objetivo da encarnação é passar por provas e missões e não aprender algo. Aprendemos antes e aqui nos testamos.

Pode parecer esquisito mas é o que esta no Livro dos Espíritos e é o que estes nos contam...

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 17 de Março de 2009, 19:56

Seremos apenas espirituais, porque estudamos o espiritismo, ou o seremos somente aquando no mundo espiritual?


Somos todos espíritos vivendo a consciencia de uma vida material para passarmos por provas por nos solicitadas. Na introdução ao Livro dos Espíritos diz o Espirito da Verdaade que o universo material e visivel poderia desaparecer agora ou mesmo nunca ter existido pois isto em nada alteraria a realidade.

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Março de 2009, 21:02
Olá Anton

para mim, de acordo com o que leio no Livro dos espiritos, temos:

homem encarnado:

- corpo fisico+perispirito+espirito

homem desencarnado:

- perispirito+espirito

O espirito é o mesmo, quando o homem está encarnado e quando está desencarnado, apenas percepciona o universo de forma diferente.

A nossa inteligência, individualidade e memória está no espirito, mas quando estamos encarnados e em estado de vigilia, o espirito percepciona o universo através do corpo fisico.

Quando estamos a dormir ou desencarnados, o espirito percepciona o mundo através de si próprio e tem memória de outra encarnações. Quando estamos no corpo fisico, em estado de vigilia, a memória é apenas aquela que o nosso cérebro processa. Estamos provisoriamente amnésicos em relação às existências anteriores.

É assim que imagino que as coisas funcionam.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 17 de Março de 2009, 22:44
Ola Vitor,

Voce esta certo se para voce a encarnação termina no instante da morte fisica. No entanto se definimos a encarnação como a consciencia de uma personalidade, a encarnação pode terminar antes, durante ou bem após a morte física. Enquanto o espírito do "morto" acreditar que se chama João, tem uma mulher que se chama Maria e filhos "a", "b" e "c", tem profissão e bens, ou em outras palavras enquanto o "morto" acreditar que ainda possue um "nome" continua tão encarnado quanto estava quando "vivo". E como o plano astral é 1000 vezes mais plastico do que o plano material, tudo a sua volta refletirá o que lhe vai no intimo. Então aborrece-se quando lhe tiram algo, ou se o ofendem, podendo em determinados casos criar obsessões de longo curso, as vezes seculos, em que continua encarnado no plano astral no personagem João. E acontece até que quando João encarna como José e morre Jose, ele volta a se ver como João.

Mas não é disto que estamos falando. Quando me refiro ao espírito, refiro-me ao espirito não encarnado ou espírito sem percepções do ego. E é neste estado que o espírito estuda e aprende as leis do universo da qual vai prestar provas durante a encarnação. Que como vimos pode durar até mesmo milenios...

Na realidade tudo o que podemos perceber enquanto encarnados é um único estado de espirito encarnado e as suas lembranças enquanto encarnado. Isto porque a memoria do espírito reside no ego que é a sua prova.

Acho que enrolei o meio de campo, mas peço que não acreditem em nada do que escrevo, apenas leiam e deletem. No devido instante cada um vai perceber mais claramante estas coisas. Até lá vale somente como noticia..

Fiquem com Deus,
Anton
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 17 de Março de 2009, 23:35

Seremos apenas espirituais, porque estudamos o espiritismo, ou o seremos somente aquando no mundo espiritual?


Somos todos espíritos vivendo a consciencia de uma vida material para passarmos por provas por nos solicitadas. Na introdução ao Livro dos Espíritos diz o Espirito da Verdaade que o universo material e visivel poderia desaparecer agora ou mesmo nunca ter existido pois isto em nada alteraria a realidade.



Olá Aton,

A pergunta foi em modo provocatorio, porque na realidade muitas vz não hajem sendo conscientes disso que nos escreves ;)

O espirita muitas vz "peca" por ser tão racional.

Sabes Aton, e agora um pequeno debafo, um dia chegará que compreenderão que na espiritualidade nao ha respostas exactas, nem o eco da pergunta, e ai sim, conseguirão perceber...melhor, sentir!

Abraços



Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: cora em 18 de Março de 2009, 00:20
Eu tenho uma pergunta: quando uma pessoa faz muito mal a outra e some nunca mais aparece. Perdoa-la é orar por ela, pedindo a Deus que modifique seu coração isso poderá ser uma forma de perdoar?
obrigada
abraços a todos
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Taprobana em 18 de Março de 2009, 00:38
Citar
O objetivo da encarnação é passar por provas e missões e não aprender algo. Aprendemos antes e aqui nos testamos.

Olá Anton Kiudero!

Antes de tudo quero dizer-te que me identifico com as linhas fundamentais das opiniões que tens exposto. Por esse motivo tenho evitado participar para assim não correr o risco de alterar o percurso das tuas reflexões que me pareceram importantes e acertadas.

No entanto, existem questões de pormenor entre as quais aquela que extraí citando acima, nas quais não consigo entender a tua razão, principalmente quando abordamos o universo de vida dos espíritos ainda egocêntricos…

Parece ser exactamente por esse motivo que a experimentação com a matéria densa e com aquilo que dai advém por consequência, que lhes proporciona uma experimentação, uma vivencia, que inevitavelmente os confrontará com a necessidade da dissolução do ego, sendo que assim, esse processo de aprendizagem se processa exactamente no decurso da vida encarnada.

Tu isso mesmo exemplificas e muito bem este processo nesta tua citação:

Citar
Voce esta certo se para voce a encarnação termina no instante da morte fisica. No entanto se definimos a encarnação como a consciencia de uma personalidade, a encarnação pode terminar antes, durante ou bem após a morte física. Enquanto o espírito do "morto" acreditar que se chama João, tem uma mulher que se chama Maria e filhos "a", "b" e "c", tem profissão e bens, ou em outras palavras enquanto o "morto" acreditar que ainda possue um "nome" continua tão encarnado quanto estava quando "vivo". E como o plano astral é 1000 vezes mais plastico do que o plano material, tudo a sua volta refletirá o que lhe vai no intimo. Então aborrece-se quando lhe tiram algo, ou se o ofendem, podendo em determinados casos criar obsessões de longo curso, as vezes seculos, em que continua encarnado no plano astral no personagem João. E acontece até que quando João encarna como José e morre Jose, ele volta a se ver como João.

Portanto e como dizes, mesmo estando desencarnado o espírito não perde a percepção do ego e enquanto assim for, não lhe restam mais alternativas que não sejam as sucessivas reencarnações até que por fim deste fardo se liberte.

No entanto e curiosamente de novo respondes de forma a meu ver acertada quando te referes aos espíritos conscientes de si mesmo:

Citar
Mas não é disto que estamos falando. Quando me refiro ao espírito, refiro-me ao espirito não encarnado ou espírito sem percepções do ego. E é neste estado que o espírito estuda e aprende as leis do universo da qual vai prestar provas durante a encarnação.

Referindo-te aqui ao espírito desencarnado mas sem percepções do ego, este sim terá condições de evoluir nesta etapa pois tem já consciência de si mesmo enquanto ser espiritual, tendo assim condições de realmente viver, evoluindo e aprendendo e poderá então pôr em prática essa aprendizagem quando encarnado contribuindo assim para o bem comum, evoluindo na vida em todos os seus aspectos, podendo ser nas artes, na cultura, na ciência, ou na moral.

Um abraço amigo.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Março de 2009, 12:21
Olá Coração

Citar
Eu tenho uma pergunta: quando uma pessoa faz muito mal a outra e some nunca mais aparece. Perdoa-la é orar por ela, pedindo a Deus que modifique seu coração isso poderá ser uma forma de perdoar?

Se você quer dizer orar com sinceridade a Deus para que facilite a conciliação e leve o bem a quem lhe fez mal, então isso é esforçar-se por perdoar e por se conciliar, o que é bom.

Mas para perdoar uma pessoa por um acto que ela cometeu contra nós, não é necessário que a outra pessoa se modifique. O perdão é uma atitude de quem foi vitima do mal e não do agressor.

Perdoar é conseguir olhar para trás, para o mal que nos feito, e conseguir eliminar as emoções negativas. Chegar a um ponto em que conseguimos que aquilo deixe de ter importância para nós e deixe de nos afectar.

Para isso é bom pensar que nós todos erramos e que não gostariamos que alguém nos odiasse pelos erros que cometemos. Por isso não critiquemos, não julguemos, não condenemos. O que lá vai, lá vai. Já não se pode alterar.

Para além disso é conveniente compreender que o perdão nos faz bem, nos alivia dos males psicológicos e fisicos que o ressentimento nos trás.

Eu preferia a prece a Deus para Ele me ajudar a ser capaz de entender que aquele que me fez mal é um irmão em Deus e que o mal que me possa ter feito é uma consequência da sua imaturidade espiritual. E que sendo eu tb imaturo, ou seja, uma criança, do ponto de vista espiritual, também eu já errei e ainda errarei muitas vezes contra os meus irmãos.

Os irmãos de sangue, quando se amam, concliam-se fácilmente, pois o amor sobrepõe-se ao ressentimento. Assim tb deve ser com os irmãos em espirito que somos todos nós.

É esta a minha opinião pessoal, amiga(o).

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 18 de Março de 2009, 12:23
Hoje senti necessidade de vir aqui falar sobre o perdão para as pessoas que sentem necessidade do perdão ou de perdoar.

Falou-se já aqui que é difícil. Houve inclusive alguns testemunhos.

Outros que nos falam em magoas, ofensas.

Ainda eu falei em causa efeito, e veio já o egoísmo e o ego, como profunda causa.
Mas hoje senti necessidade de vos passar , ou tornar consciente que a necessidade do perdão bloqueia emoções, fecha portas.

Tornar consciente da necessidade do espírito querer ser mais livre.

Senão conseguem resistir ao sentimento, deixem-se levar por ele, isso será dor e se não conseguem deixar de sentir a dor, tentem criar uma amizade com essa dor. Entrem em contacto com o vosso espirito.

Mas senão conseguem desta forma, vamos ver formas simples de poder aprender a perdoar.

Quando sentimos necessidade de crescer, devemos procurar meios para o fazer, e estes são alguns deles e o que vou dizer é tao simples mas com efeito/poder positivo para o espirito, mas que nos esquecemos de fazer: ;)

Cultivar o sorriso.

Cultivar boas amizades.

Cultivar a elevação da mente.

Cultivar a nossa energia, porque somos energia.

Procurarmos afinidades, ou amizades que nos possam deixar ensinamentos. Sentir necessidade dee ter de comungar/abraçar alguém. Precisamos tornar consciente que seja numa amizade num namoro, em que tipo de relacionamento que fizermos, iremos fazer trocas de energias. Então procuremos uma energia como a nossa ou mais elevada. E estaremos a cultivar-nos energeticamente.

Devemos também ter conscientes que antes de podermos dar, temos que aprender a receber. E só alguém que já tem experiencia de dar nos ensina convenientemente, pois o faz com humildade.

Essa humildade ensina-nos a receber, e poderemos então partilhar esse ensinamento, dando e recebendo em simultâneo, haverá um dia que seremos nós a dar a quem precisa de aprender a receber. E iremos perceber que cultivamos a humildade, e que somos íntegros com o que sentimos espontaneamente.

Outra questão que o perdão nos bloqueia, é a energia da entrega…

Quantos de nós ansiamos a entrega, no entanto o que nos foi ensinado ou programado uma vida inteira nos incute o medo pela traição, ou pela magoa…

Não receiem.

Depois de uma busca e no cultivo dos vossos relacionamentos nas afinidades energéticas (porque somos energia), entreguem-se sem objectivos, sem intenções.
Isso não irá criar expectativas, isso não irá criar receios.

Obviamente temos já relacionamentos efectivos e alguns mal resolvidos, não se apeguem ao que vos fazem sentir, comecem agora na busca do que está para alem de vós, que o resto se resolve por acréscimo, no trabalho e na elevação dos vossos sentimentos ao cultivarem situações nas coisas simples que nos cercam e nos esquecemos diariamente.

Cultivem o Sorriso

Cultivem o abraço

Cultivem a amizade

Cultivem a mente a não requer um objectivo ou intenção em tudo o que façam no momento.

Trabalhem as vossas emoções de forma positiva, sorrindo.

O sorriso, traz consigo inevitavelmente o descanso da mente, porque lhe retira todo o presságio negativo ou preocupação actual da mente, porque ao sorrimos, a mente concentra-se nesse sorriso e nada mais existe para alem disso…descansem a mente…isto é deixar fluir…

Seguir como o barco segue a corrente de um rio, que ao se deparar com o obstáculo não o retêm…

O perdão bloqueia mta da nossa energia, e nos faz ficar presos a constantes sentimentos negativos que não deixam sarar feridas e nos fazem estagnar…acreditem que estagnam!

Mas o perdão vem de dentro, e para isso precisamos de trabalhar no melhor caminho…saber perdoar com a capacidade de Jesus está ainda aquém de todos nós, então comecemos por coisas simples para um dia chegarmos onde ele chegou, sejamos simples, e pratiquemos a simplicidade, é já um bom começo  ;)

Nao li em lado nenhum o que vos escrevo, aprendi... partilho convosco experiencias que me ensinaram a ser mais feliz a estar de bem com a vida e nao sentir qualquer necessidade de perdoar :)

Abraços
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 18 de Março de 2009, 12:53
Complementando os excelentes textos de Vitor e SB.

A dor é sempre inevitável, seja fisica, seja moral. Se levamos uma pedrada sentimos... Mas o sofrimento é opcional. Podemos perder uma perna ou braço e sermos felizes assim mesmo ou podemos arranhar o dedão e ficar sofrendo pelos cantos...

No aspecto moral, carregar nas costas o sofrimento por alguma ofensa recebida é pesado, muito pesado... E este peso nos impede de sermos felizes. Perdoar é a melhor e alias única coisa que podemos fazer para recompor o equilibrio. E encontrar a felicidade.

Então voce quer ser feliz? Ou bem-aventurado, conforme o texto evangélico? Então jamais julgue e sempre perdõe... E voce vai andar pela vida feliz...
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Março de 2009, 13:04
Olá Susana

Citar
O perdão bloqueia mta da nossa energia, e nos faz ficar presos a constantes sentimentos negativos que não deixam sarar feridas e nos fazem estagnar…acreditem que estagnam!

se nesta frase trocares a palavra "perdão" pela palavra "ressentimento", estou de acordo. Senão não estou de acordo.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: shirlei em 18 de Março de 2009, 13:50
 :-*Perdoar uma ofensa talvez seja um absurdo p um incrédulo; q pensa q a vida presente é tudo,encara o perdão como uma fraqueza,deseja a vingança ao perdão;para o espírita as provas e maldades são provas q tem de enfrentar,tornando essas vicissitudes menos amargas,ao invés da queixa agradeça a oportunidade de de provar a paciência e a resignação; esse pensamento nos dispõe naturalmente ao perdão,entendemos q o ódio ou rancor nos avilta,e denota um almasem elevação e grandeza;o esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada.Jesus nos ensina q a misericórdia n tem limites, perdoar n sete,mas setenta vezes sete.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 18 de Março de 2009, 14:02
Vitor,

São conceitos... por isso nao perco muito tempo ( agora), a decifra-los, já tentei no passado... e perdi tempo...mas porque o que falei nao se trata de conceitos peremptorios, mas de atitude, prática e também entendo que não me entendas, porque entendo que a racionalidade também traz alguma resistencia na forma de sentir ;)

Abraços
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Victor Passos em 18 de Março de 2009, 19:08
Muita paz e harmonia

         No Capítulo XVII, em um dos itens do Evangelho Segundo o Espiritismo,  nós vamos encontrar um esclarecimento fundamental para entendermos a lição de hoje. Justamente no item sobre a virtude, nos é esclarecido, que a virtude é um conjunto de qualidades, e os espíritos nos colocam que o perdão é uma virtude.
        Já começamos a ver, então, que para chegarmos verdadeiramente a perdoar, é necessário desenvolver um contíguo preparo de qualidades que compõem a rectidão do perdão.
       Mateus, diz lá: "Se perdoardes aos homens, as faltas que fazem contra vós, vosso Pai Celeste também perdoará vossos pecados. Mas se não perdoardes aos homens, quando vos ofendam, vosso Pai também não perdoará vossos pecados."
      Revivendo, ainda, o que o Mestre Jesus nos disse: "Com a mesma medida que medirdes, será medido."
       Esses itens são , definitivamente para nos esclarecer da necessidade que temos, de desenvolver no nosso plano da mente . essas qualidades que nos levam ao perdão.
   Sendo a misericórdia é um realce ao voluntariado de perdoar uma ofensa .  Então para perdoarmos, precisamos expandir as qualidades dada mesma, onde a brandura e pacificidade, se fazem presentes. Aí, estaremos nós a caminho de culminar no perdão. Por isso é que é tão difícil conquistarmos essa virtude.
Mas se nos propormos uma metodologia para exercitarmos a misericórdia, certamente conseguiremos conquistar virtude tão necessária nos nossos relacionamentos.
Que tal exercitarmos a misericórdia nas pequenas ofensas?
No item XV, desse mesmo Capítulo, Paulo, o Apóstolo, nos fala de três tipos de perdão, dizendo ele: "Perdoar aos seus inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar as ofensas é mostrar que se está melhor. Perdoar os amigos. é dar-lhes provas de amizade."
Agora, vamos analisar: Quando um amigo nos faz alguma coisa, esbarramos em uma grande dificuldade: Logo ele? Esperava de todos, menos dele! Ele não poderia ter feito isso comigo! Isso mostra que estamos longe de fazer exactamente isso que Paulo nos diz. Perdoar os amigos, é dar-lhe provas de amizade. Cadê a nossa amizade? Onde está ela? Não estaremos nós, também, não dando o melhor de nós, àquele que dizemos ser o nosso amigo? Reflictamos nessa dificuldade.
Agora, vamos analisar quando Paulo diz: "Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo."
Se perdoar um amigo é difícil para nós, muito mais difícil se torna perdoar alguém que dizemos ser nosso inimigo, porque, ainda aí, precisamos reflectir que é nós que estamos dizendo que ele é o nosso inimigo. Mas será que é mesmo?? O que nos leva a pensar e a rotular essa pessoa como inimiga? Precisamos reflectir nisso!
Agora, vamos para outra análise, quando Paulo nos diz que: "Perdoar a ofensa é mostrar que se está melhor."
Vemos, aí, quando esse didacta da alma, Paulo, nos coloca três formas de perdão. E nós vamos recordar, ainda, Jesus na sua passagem aqui na Terra, nunca foi contra o pecador, mas nunca apoiou o pecado. Jesus separava o pecador do pecado.
Não caberia a cada um de nós desenvolver uma metodologia própria para sanar as nossas dificuldades, e conquistar virtudes que nos darão, não o título de santidade, mas um forma de viver melhor, de sentir melhor, de pensar melhor, e consequentemente sermos mais felizes.
Voltando ao item 3, do Capítulo X, recordemos que Kardec nos coloca duas formas de perdoar: uma verdadeiramente cristã, e a outra que fere o outro.
Racionalmente, é fácil para nós, dizermos que tudo está esquecido. Que desculpamos, que compreendemos. Mas, emocionalmente, sabemos que não é assim. O nosso sentimento com relação àquele que nos contraria, se modifica, conforme o grau da ofensa que nos fazem.
Por isso, eis aí um grande desafio para o ser humano: perdoar tantas vezes quantas vezes forem necessárias.
No relacionamento humano, não há como ocorrer tudo da forma que esperamos. Existem os desencontros. Somos diferentes, e certamente ocorrerá situação na qual seremos contrariados . Resta-nos pois, desenvolver em nós as qualidades, tais como: brandura, pacificidade, misericórdia, moderação, indulgência para chegarmos ao perdão.
Todas essas qualidades, nos fala Kardec e os espíritos, nos Capítulos IX, X, XIIV e XV , de O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos dando uma visão mais ampla sobre o perdão e facilitando-nos a vivência dessa virtude, desenvolvendo-a por etapas, através dos exercícios de cada momento nas nossas relação.
Quantos dissabores evitaríamos se soubéssemos silenciar quando não compreendemos. Silenciar quando não concordam connosco. Silenciar quando não nos compreendem. Porque o mais importante de tudo é o que sai de nós para o outro.
Precisamos buscar sempre no Mestre Jesus, aquele que conduz os nossos destinos, os indicadores que nortearam a nossa caminhada para a grande conquista do Amor.
Como Ele nos disse: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei."
Isto é um grande desafio que devemos nos propor para construir com este desafio superado, a nossa felicidade. Merecemos ser felizes. Merecemos estar de bem connosco mesmo.
Merecemos a Paz. É da Lei que tenhamos todo esse universo de bem-estar, de alegria. Só cabe a cada um de nós nos propormos e desempenhar esse grande empreendimento que faz parte da saga da nossa evolução. Vale a pena tentar.
Tente! O segredo dos que triunfam é sempre recomeçar.

Muita paz a e harmonia
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Março de 2009, 20:45
Olá Jorge

da minha parte não há resistência nenhuma ao texto do espirito Emmanuel. Parecem-me ser bons conselhos, para tentar seguir a sério.

Olá SB

Citar
a racionalidade também traz alguma resistencia na forma de sentir


Acredito, mas não consigo conceber o que sinto sem o analisar à luz da razão. A razão e o coração não se podem separar, ou podem?

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 18 de Março de 2009, 22:05
Quantos dissabores evitaríamos se soubéssemos silenciar quando não compreendemos. Silenciar quando não concordam connosco. Silenciar quando não nos compreendem. Porque o mais importante de tudo é o que sai de nós para o outro.
Precisamos buscar sempre no Mestre Jesus, aquele que conduz os nossos destinos, os indicadores que nortearam a nossa caminhada para a grande conquista do Amor.
Como Ele nos disse: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei."
(..)
Tente! O segredo dos que triunfam é sempre recomeçar.

Muita paz a e harmonia

 :)
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Anton Kiudero em 18 de Março de 2009, 22:32
A razão e o coração não se podem separar, ou podem?

Parece dificil mas podem. A razão é a prova do coração. O sentimento é do espírito enquanto o pensamento é a programação do ego. E o sentimento deve dizer sempre ao pensamento: Porque? Para que? E mais cedo do que se pensa, passamos (o sentimento) a separar os dois.

Mas não acreditem nisto so porque escrevi. Tentem aplicá-lo e se der deu e se não der não tinha que dar desta vez. Espiritualismo não é um conjunto de conhecimentos. Espiritualismo é experimentação constante.


Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Luizahelena em 19 de Março de 2009, 02:26
Acredito que para perdoarmos precisamos de uma transformação interna, que só o conhecimento espírita nos faz parar e refletir sobre o perdão. Sabemos que precisamos perdoar para o nosso próprio bem e do outro mas torna-se necessário repensar nossos conceitos, nosso entendimento, autoconhecimento para conseguirmos através do tempo compreender porque consideramos as ofensas e porque sofremos tanto. A partir daí conseguiremos perdoar realmente. Paz! :)
[/size][/sup]

"Mais fácil sofrer, difícil é perdoar."
(Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 19 de Março de 2009, 03:10
Boa noite!

   Estou pecebendo que perdoar é uma DECISÃO de coração, onde a transformação inicia-se nas pessoas.
   Assim viver bem, em harmonia, em equilibrio, é o trabalho de definir concretamente o que quer, ter VONTADE de melhorar, de não guardar no coração sentimentos doentes que somatizarão.
   É necessário exercitar a misericordia diante das pessoas que são apresentadas a cada um no seu dia a dia, afinal, nada é por acaso, todo relacionamento é de grande importância para a evolução.
   Podemos perceber nitidamente essa necessidade quando magoamos pessoas queridas, que suas fisionomias se entristecem, ficamos imensamente deprimidos, e não descansaremos enquanto perdurar a reconciliação.
 
Abraço fraterno
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Lu/Inha em 19 de Março de 2009, 09:40
 ;)O perdão antes de tudo têm que haver um reconhecimento dos erros cometidos admitir que errou, para poder(ser perdoado) ou se perdoar. Para mim tem que haver uma reforma interna, mudanças de hábitos, atitudes, melhora constantes no meu padrão de pensamentos e atitudes, á medida que esta mudança vai ocorrendo há necessidade do perdão vai diminuindo pois vou me conscientizando do certo e errado, e não cometendo mais os mesmos erros pois o meu Eu vai adquirindo reformas e crescimento no meu padrão vibratório
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 19 de Março de 2009, 10:03
Acredito só o conhecimento espírita nos faz parar e refletir
Deviamos perceber uma coisa em primeiro, se queremos apreder a perdoar.

Compreender que o conhecimento é nosso, tem que partir de nós, não da Doutrina, a Doutrian é apenas uma ferramenta ao nosso alcance para a compreensão.

A Doutrina é um meio para esse conhecimento que vem de NÓS, quanto muito é um meio para nos reconhecermos. Se pudessemos dizer que o conhecimento vem do exterior, no minimo deviamos entende-lo como Cristão, pois o espiritismo enquanto movimento remota aos meados do sec XIX...Kardec teve o seu primeiro contacto com as mesas girantes em 1854 e so publicado o primeiro livro, o "livro dos Espiritos", 3 anos depois, em 1957, será que só apartir dai o ser humano começou a ter conhecimento de si ou reflectir sobre si?

A Doutrina  "é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal", portanto didático e acredito que trouxe consigo muita evolução a nivel espiritual, no entanto, tenho consciente que senao fossemos nós proprios ou houvesse o nosso trabalho interno, não benefeciariamos da Doutrina, nesta compreensão.

Auxiliem-se na Doutrina para conseguirem a perdoar e/ou o perdão, entre outras necessidade de reforma intima, mas apenas de uma forma didática, pois tudo o resto é conosco.
Façam por vc's e comecem por vc's, todos temos o germen de Deus em nosso coração, apenas precisa de ser vivido, emancipado. ;)


Abraços

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 19 de Março de 2009, 10:34
Para mim tem que haver uma reforma interna, mudanças de hábitos, atitudes, melhora constantes no meu padrão de pensamentos e atitudes, á medida que esta mudança vai ocorrendo há necessidade do perdão vai diminuindo pois vou me conscientizando do certo e errado, e não cometendo mais os mesmos erros pois o meu Eu vai adquirindo reformas e crescimento no meu padrão vibratório

Exactamente :)
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: SB em 19 de Março de 2009, 10:46
porquanto para atingirmos a angelitude (perfeição) necessário nos é desenvolver simultaneamente as duas asas: a asa da sabedoria (razão) e a asa do amor (coração), sob pena de "voarmos" desarmoniosamente.


É uma verdade, o que não quer dizer que sejamos assim.

A razão nem sempre anda de maos dadas com o sentimento e vice-versa.

Equilibrio, quer nos dizer que a razão se entende nas mesmas proporções que a emoção.
Mas quantas vezes perdemos nós o equilibrio, ou quantas vezes lutamos por ele? ;)

Jorge,

Vejo-te aplicar sabedoria á razão...razão vem do conhecimento intelectual, e conhecimento não é sabedoria ;)

Deixo-te esta afirmativa para fazeres umas buscas sobre o assunto e perceberes entao o que é a sabedoria ;)


Palavras minhas aqui neste Forum, num outro topico sobre a sabedoria ;)

"A sabedoria não se ensina, nao tem nada de intelectual.
Existem pessoas que tem muito conhecimento e nenhuma sabedoria.
Existem sabios, que nem instrução tem, mas dão sentido á vida, dão mais brilho e alegria de viver.
A sabedoria ajuda-nos a conduzir as nossas vidas de maneira correcta e digna, e a tomar decisões certas.
Já o conhecimento, capacita-nos a manter a vida e a executar com destreza o que exige nas nossas decisões.

Tal como o proverbio nos diz:
“O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido do sábio busca a sabedoria" "


Abraços



Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelio em 19 de Março de 2009, 11:34
 Gostaria de saber se eu me esconder das pessoas que acho que podem me machucar assim não teria que perdoar, como fechar as portas me tornando uma pessoa reservada isso seria justo? _não dar oportunidade de se ferir!
 Queria uma respsta, eu agradeço.
__________________________________________obrigado pela atençãa-!_!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Março de 2009, 12:26
Olá Suelen

Citar
Podemos perceber nitidamente essa necessidade quando magoamos pessoas queridas, que suas fisionomias se entristecem, ficamos imensamente deprimidos, e não descansaremos enquanto perdurar a reconciliação.


Este seu exemplo foi muito feliz.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Março de 2009, 12:44
Olá Nélio

Citar
Gostaria de saber se eu me esconder das pessoas que acho que podem me machucar assim não teria que perdoar, como fechar as portas me tornando uma pessoa reservada isso seria justo? _não dar oportunidade de se ferir!
 Queria uma respsta, eu agradeço

Se há pessoas que acredita que o podem machucar e das quais se deseja afastar é porque já está ressentido com elas, de situações anteriores. Então deve tentar perdoá-las.

Mas reconheço que há pessoas com quem é dificil conviver, pois estão num estado psicológico que as leva a focar muito agressivas. Se você acha que não é capaz de conviver com alguém sem se magoar, mais vale evitar o convivio.

Apesar que a paciência perante as outras pessoas é uma virtude. O ideal é sermos capazes de ter paciência e não nos deixarmos afectar.

Mas se não é possivel, antes afastar-se do que o conflito com a pessoa ou connosco próprios (por estarmos emocionalmente afectados e nos tentarmos reprimir para não reagir).

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 19 de Março de 2009, 13:26
Ola Vitor  Santos,
Que estejas em Paz.

Este tópico desperta inumeras reflexões.
Uma delas, a desta semana , se me permites, gostaria de compartilhar contigo e com os outros  irmãos .

Nas áreas da ciencia , todos  são considerados cientistas: Biologos, matemáticos, geologos, quimicos,filosofos,psicologos, enfim, se quisermos generalizá-los e conceituá- los... são cientistas certo?

No campo das religiões, todas professam (    a maioria  ) crer em Deus e na eternidade do espirito, e indepentende de qual for, os seus membros( seguidores), buscam se espiritualizar, conhecer as coisas do espirito, buscadores. ( sem entrar nos meritos de graus de evolução e ou limitações intelectuais, conscienciais, sociais ou até mesmo culturais)
Todos podem ser conceituados espiritualistas ?
Nós , em nossa pequenez e altivez ( risos), ainda nos limitamos em conceitos preconceituosos... ( risos), porém se gardativamente vamos entendendo que nossa real condição é a espiritual, quanto mais compreendemos esta natureza mais responsáveis somos pelo despreendimento dos conceitos humanos?
mais nos aproximamos do sentimento fraterno universal?

sabe porque reflito hoje sobre isto?

 Quero desejar que Todos sejamos irmãos neste dia e que todos estejamos livres   de conceitos, que espiritas, catolicos, protestantes, luteranos e espiritualistas ( porque este conceito hj é dado aqueles que não frequentam nem seguem  uma especificidade religiosa,creem na espiritualidade e  estudam, e como todoos os outros tentam a cada dia  vivê-la)  sejam todos  apartir de hoje conceituados ( risos) espiritulistas  assim como os cientistas.

O livro dos espiritos fala sobre este dia.


UM grande abraço a todos.
Que a Paz e Deus esteja sempre entre nós.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Março de 2009, 13:50
Olá Akenaton

Concordo. A via do amor aproxima-nos da verdade e de Deus.

Em principio a verdade é só uma. E se há muita gente a tentar encontrá-la, sinceramente, por diversas vias, cada uma dessas vias vai rejeitando as suas inverdades e aceitando as suas verdades. Ou seja, inevitávelmente, caminham todos para a mesma conclusão. Até os cientistas caminham para a mesma conclusão que os espiritualistas: a verdade.

Os conceituados espiritualistas e/ou cientistas deviam ser aqueles que estão mais próximos da verdade.

Infelizmente, aqui na terra, nem sempre ser conceituado tem relação com estar mais próximo da verdade. Tem mais a ver com dar nas vistas, do que com competência (embora haja casos felizes em que a competência dá nas vistas, de tão evidente que é)

Mas acredito que na terra, um dia os mais conceituados sejam aqueles que estão mais próximos da verdade e que todos trabalhem para o bem comum, sem preocupações egoistas.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Victor Passos em 19 de Março de 2009, 14:09
Ola Amigos Akenaton e Vitor Santos
muita paz

         Parabens Vitor pelo estudo pois está a ser muito bom.
         Companheiros depreendo que a Religiosidade, não deverá em circunstância alguma separar os espiritos,penso que todos os credos desde que transmitam o apelo à transformação do homem para melhor,estão no bom caminho, e se aproximam da verdade, porque a verdade tem de estar em parceria com o Amor na sua maior essência...
        No entanto entendo que não necessitadmos de conceituados para demonstrar valorização moral ,espiritual e intelectual! Existem agnostos que tem tudo isso e não seguem nenhuma religião.
      Penso que só cresceremos mais, quando percebermos que a simplicidade do coração e o respeito pelos valores do semelhante se transformarem, para o sentido de respeito e tolerância...a conceituação é dar um valor materializado, a uma posição e o AMOR não escolhe qual a posição , mas a razão e bom senso.

  Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Gigii em 19 de Março de 2009, 14:13
Gostaria de saber se eu me esconder das pessoas que acho que podem me machucar assim não teria que perdoar, como fechar as portas me tornando uma pessoa reservada isso seria justo? _não dar oportunidade de se ferir!
 Queria uma respsta, eu agradeço.
__________________________________________obrigado pela atençãa-!_!

Olá Nelio, tudo bem?...compreendo bem a sua colocação...

Você fala em fugir de pessoas que antevê que irão magoá-lo. Bom, fugir não adianta, você sabe. Mas é sempre o mais fácil, e aí não está em causa perdoar ou não...penso eu...

Sinceramente confesso que por vezes é melhor fugir por uns tempos de quem nos afecta negativamente e assim reflectir, para que em novos relacionamentos com outras pessoas, possamos ter a confiança de aceitar todos com tolerância.
No fundo não são "eles" que se comportam errado...somos nós que desejariamos que eles estivessem certos na nossa visão idílica pessoal.

Meu amigo, uma coisa é certa, podemos fugir hoje "deles", mas não podemos fugir de nós próprios. E isso é que temos de enfrentar.

Bisouxsss  :-*
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Março de 2009, 14:20
Olá Vitor Passos

Citar
Penso que só cresceremos mais, quando percebermos que a simplicidade do coração e o respeito pelos valores do semelhante se transformarem, para o sentido de respeito e tolerância...a conceituação é dar um valor materializado, a uma posição e o AMOR não escolhe qual a posição , mas a razão e bom senso.

Concordo plenamente.

E para, além disso, a evolução espiritual e a verdadeira grandeza mede-se na prática da vida. Por isso Jesus é tão grande - a prática da vida dele falou ainda mais alto do que as palavras.

bem hajas
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Victor Passos em 19 de Março de 2009, 15:30
Ola Amigo Pedro
Muita paz

   Exactamente, porque as pequenas coisas são muitas das vezes as que mais enormidade tem, dai o sentido do objectivo, crescer evoluindo sempre...cada passo terá sempre um sentido e uma direcção que dependem sempre do uso arbitral livre de cada Ser...
   No perdão, não pode existir recalcamento porque se mantivermos as mazelas dentro de nós, ainda não teremos alcançado esse fim...Temos que limpar toda a nossa alma de rancores, de ressonância da fragilidade do outro, e a melhor forma de consegir é ver em nós que somos também seres com fragilidades...
   Mas ninguém tenha duvida a verdade está encerrada nesta missiva..." Sem caridade não há salvação"


    Amigos quem não perdoa , também não consegue ter paz interior...

Muita paz e harmonia

VICOR PASSOS
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Daimon em 19 de Março de 2009, 16:12
O Cristo nosso Mestre Divino que nos ensinou o caminho para a perfeição nos deu essa recomendação: "Reconcilia-te depressa com aquele que te ofendeu enquanto está no caminho..."

Esta citação encerra uma grande sabedoria e  traz um enorme conselho para quem deseja uma vida feliz e uma cosciência tranquila com você mesmo e com seu próximo, somos muito suscetíveis de erros e quando somos ofendidos a nossa primeira reação é reagir à altura para não ficarmos atrás, é preciso revidar, dá o troco.

Eu gosto muito do que disse o nosso irmão Chico Xavier: "É melhor ser ofendido do que ofender a quem quer que seja" e outro irmão o Gandhi disse que as pessoas quando deixam a mágoa e o ressentimento falarem mais alto em seus corações se distanciam porque não conseguem mais escutar a doce voz do amor.

O que fica evidente é que devemos em nome do amor que sentimos àqueles que amamos segurarmos nosso ego egoista e nos calarmos diante das ofensas para não termos que lamentar depois uma relação desfeita por bobagens que não valem a pena.

O perdão é isso: o doce perfume daquele que conhece a estrada do amor, da compreensão e da verdade.

Que Jesus nos envolva em sua imensa paz!!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: J.C. em 19 de Março de 2009, 16:24


Com tantos conhecimentos científicos ele como céptico que é chega mesmo a afirmar que é muito mais provável Deus não existir do que existir !!!

Nesta perspectiva, realmente conhecimento não é sinónimo de sabedoria!



Abraços.
Jorge


Caro FERNÃO e demais AMIGOS,

Conhecimento cientifico NÃO É sinonimo de sabedoria espiritual .

Aliás, curioso é o fato de ter lido muitas e muitas vezes neste forum, varios amigos fazendo uso de conhecimentos, expressões, publicações de vários intelectuais ateus, para argumentar as suas teses e depoimentos aqui sobre a vida espiritual.
Para não me alongar, é no minimo Curioso .

Aproveito para aplaudir o depoimento do Vitor Passos :

'' Companheiros depreendo que a Religiosidade, não deverá em circunstância alguma separar os espiritos,penso que todos os credos desde que transmitam o apelo à transformação do homem para melhor,estão no bom caminho, e se aproximam da verdade, porque a verdade tem de estar em parceria com o Amor na sua maior essência...
        No entanto entendo que não necessitadmos de conceituados para demonstrar valorização moral ,espiritual e intelectual! Existem agnostos que tem tudo isso e não seguem nenhuma religião.
      Penso que só cresceremos mais, quando percebermos que a simplicidade do coração e o respeito pelos valores do semelhante se transformarem, para o sentido de respeito e tolerância.. ''


Alem da forma, que bem referiu o Vitor Passos, lembro tb que, muito mais próximos do AMOR está uma pedra qualquer do que uma pepita de ouro, da mesma forma que muitas vezes muito mais se recorda da vida espiritual um aldeão ignorante de saber, do que um filósofo conceituado, inclusive filósofo este que muito estudou mas talvez pouco experimentou ou vivenciou .
Digo isto pq como bem referiu a Susana, que o ''espirita peca pq é racional'', eu até diria que o espirita ao se preocupar mais com a razão , peca, ou melhor, se engana, pq o nosso conhecimento ainda é infimo diante de tamanha grandeza distante do alcance de nossa compreensão, qto mais de nossa afirmação, e acredito que muito mais facilmente se chega a esse conhecimento através da emoção do que pela razão .

Por isso, até nos espiritas, apesar das muitas semelhanças, tb nos distinguimos por mts formas, entre as quais, aqueles que conhecemos '' pela leitura '' e aqueles que conhecemos '' pela vivencia testemunhal '' .
E por isto, aquele que não experimentou, que não testemunhou, não foi além da ''crença'', enquanto aqueles que ''vivenciaram e testemunharam'' chegaram ao conhecimento mesmo que limitado .
Então podemos entre outras formas distinguir, apenas distinguir, nada mais que isto,
A CRENÇA e o CONHECIMENTO VIVO .
E já me adianto a dizer que , não por isto, um está mais evoluido que outro. Na verdade o CONHECIMENTO tem um preço anexado que se chama RESPONSABILIDADE, enquanto a  CRENÇA ainda está , de alguma forma, ligada á INGENUIDADE e que lhe garante uma certa isenção de RESPONSABILIDADE .

O perdão tb se aprende na prática, lembrando que aquele que perdoa não exige a reparação mas aquele que pede perdão precisa da reparação .



Abraços


JC
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Carlos Ribeiro em 19 de Março de 2009, 17:36
Sem dúvida. O desenvolvimento intelectual nem sempre acompanha o desenvolvimento moral. Um grande cientista pode ser ateu, assim como uma pessoa moralmente muito desenvolvida pode ter a parte intelectual mais atrasada. É como se tivéssemos duas asas: uma, a do conhecimento/sabedoria e a outra da moral/amor. Com essas duas asas "voamos" em direcção á perfeição, á felicidade e a Deus.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Victor Passos em 19 de Março de 2009, 19:39
Ola J.C.
Muita paz

                 Estou feliz pela forma como desenvolveu o post, não por estar de acordo com as minhas palavras escritas, mas pela sequência generosa com que compôs as suas e dentro duma grandeza que demontra o seu valor interior...
  Reassino tudo o que o Amigo escreveu, e digo mais, meus FILHOS acabaram de me oferecer um livro que se chama" PERDOAR" A melhor de todas as curas de Neale Donald e tem no seu reverso isto

"O Amor pode curar o Mundo e o perdãoé a catalise que o faz acontecer"
Gerard Jampolsky

" O nosso Mundo inflamado e triste precisa agora mais do que nunca de perdão, porque sem perdão não pode ter lugar verdadeira cura.
  O nosso destino pode depender do quanto estamos dispostos a perdoar"  palavras de Jampolski

   Hoje foi a prenda que tive do Pai...rsrsr

Grato Amigo pelo aprendizado de suas palavras...


VICTOR PASSOS


Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 19 de Março de 2009, 20:37
Citação de: =13245.msg42993#msg42993 date=1237428317
A Doutrina é um meio para esse conhecimento que vem de NÓS, quanto muito é um meio para nos reconhecermos. Se pudessemos dizer que o conhecimento vem do exterior, no minimo deviamos entende-lo como Cristão, pois o espiritismo enquanto movimento remota aos meados do sec XIX...Kardec teve o seu primeiro contacto com as mesas girantes em 1854 e so publicado o primeiro livro, o "livro dos Espiritos", 3 anos depois, em 1957, será que só apartir dai o ser humano começou a ter conhecimento de si ou reflectir sobre si?

Querida SB, Que a Paz continue sempre com você,

Sei que sabes mas vou apenas reiterar, nosso amado Allan Kardec reverencia em todas as suas obras todos que O precederam, de Sócrates a Gallileu...
Jesus, sua vida e exemplo, ensinamentos são a essência de todas as obras codificadas por ele.
A caridade a virtude mais exaltada em todas as obras.
E a modéstia, sua mais linda ferramenta. Atribui aos espiritos, e estes atribuem a observação, a progressividade e a concordancia coletiva.
A chave mestra é o ensino coletivo.
Por toda a gratidão que tenho por Kardec, por Moises, por Platão, Por Dalai Lama, por Paulo de Tarso, por Buda, por Newton, Por Eisten, por Freud e Jung, por você SB, por muitos amados  irmãos deste fórum ,e por muitos outros que ajudaram e estão aajudando a despertar a consciencia do ser humano e provocar a reflexão sobre si em muitos, Eu te agradeço a lembrança deste nome.

Que o amor te envolva.

Akenatom





Deviamos perceber uma coisa em primeiro, se queremos apreder a perdoar.

Compreender que o conhecimento é nosso, tem que partir de nós, não da Doutrina, a Doutrian é apenas uma ferramenta ao nosso alcance para a compreensão.

A Doutrina é um meio para esse conhecimento que vem de NÓS, quanto muito é um meio para nos reconhecermos. Se pudessemos dizer que o conhecimento vem do exterior, no minimo deviamos entende-lo como Cristão, pois o espiritismo enquanto movimento remota aos meados do sec XIX...Kardec teve o seu primeiro contacto com as mesas girantes em 1854 e so publicado o primeiro livro, o "livro dos Espiritos", 3 anos depois, em 1957, será que só apartir dai o ser humano começou a ter conhecimento de si ou reflectir sobre si?

A Doutrina  "é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal", portanto didático e acredito que trouxe consigo muita evolução a nivel espiritual, no entanto, tenho consciente que senao fossemos nós proprios ou houvesse o nosso trabalho interno, não benefeciariamos da Doutrina, nesta compreensão.

Auxiliem-se na Doutrina para conseguirem a perdoar e/ou o perdão, entre outras necessidade de reforma intima, mas apenas de uma forma didática, pois tudo o resto é conosco.
Façam por vc's e comecem por vc's, todos temos o germen de Deus em nosso coração, apenas precisa de ser vivido, emancipado. ;)


Abraços


Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: J.C. em 19 de Março de 2009, 20:42
CARO AMIGO VICTOR PASSOS,

fico mt mt mt feliz pela benção que jorrou por toda a sua casa hoje, pela harmonia e felicidade que seus filhos e certamente demais familiares abraçaram junto a vc .
Isto me faz sentir mt mais feliz do que todas as palavras que qualquer um de nós pode ter dito aqui. Porque o que aconteceu a vc e sua familia é REALIZAÇÃO e isto é o melhor que podemos em nosso desenvolvimento . Claro que DEUS muito deve se alegrar com nossas INTENÇÕES, mas certamente muito mais se felicita por nossas ATITUDES, no bem , claro.
E vc e sua familia criaram um momento de felicidade, numa cidade em Portugal, de tamanha importancia que chegou a contagiar alguem distante , fisicamente, numa cidade no Brasil .
Pode ter certeza da minha sinceridade, nada me faz mais feliz do que ver alguem feliz dentro do BEM .
Pode acreditar que a vossa felicidade chegou aqui . É de testemunhos assim que sinto falta aqui neste forum.
Sempre que tiver momentos assim, pode compartilhá-los aqui, que certamente terão muita valia e eu serei um leitor assiduo e aplaudirei de pé cada momento de felicidade seu e de nossos próximos .

Obs: Alem de tudo, tb é uma forma de usarmos menos o nosso intelecto e mt mais o nosso coração e nada nos liga melhor a DEUS do que o coração .


Abraços

JC
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Ester Ely em 19 de Março de 2009, 20:46
Todos estamos neste maravilhoso planeta para aprendermos, o que chamamos de nossos ofensores, na verdade são instrumentos da providência divina para contribuir com nossa evolução. Pois a nós será dado aquilo que for necessário para nossa aprendizagem.

Abraços faternos.
Ester
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Março de 2009, 21:34
Olá Ester

Concordo plenamente.

E também nós somos muitas vezes os ofensores das outras pessoas. Por querer e, por vezes, mesmo sem querer. Ora somos vitimas, ora somos agressores. E aprendemos numa posição e na noutra. Deus não fez as coisas serem assim por acaso e decerto que as fez para o bem da sua criação, pois Ele é infinitamente bom.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 20 de Março de 2009, 02:15
VOZ  NO CORAÇÃO

Alma irmã!...
Não te condenes.
Venho ofertar-te
Renovação e experiência
E mostrar-te nos outros
Os irmãos do caminho
Que amam, que sofrem e aprendem
Qual te acontece,
A fim de que te movas
Ao sol da compaixão.
Venho mostrar-te ainda
O peso que há na culpa
E o valor do perdão
Sobretudo, sou eu
Quem te revela
A grandeza do amor
Na luz da compreensão.
Peço: não me censures.
Venho em nome de Deus,
Sou tua dor.

Meimei
Do livro "Amizade"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Março de 2009, 10:42
Olá Suelen

Muito bonito, útil e oportuno. obrigado pela partilha.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 20 de Março de 2009, 20:34
Querida Suelen

Obrigada.

Sempre Oportuno.

Um abraço Fraterno

Akenatom
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 21 de Março de 2009, 03:50
Vitor e Akenatom!
Obrigada!!

  Mas ainda preciso orar muiiiito, para encontrar o caminho do perdão. Eta estrada pedregosa e imprevisível.

Abraços fraternos
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelio em 21 de Março de 2009, 05:00
   
_Qual seria a melhor forma de pedir perdão?
   É um momento que os sentimentos ficam confuso, um choque emocional, e muitas vezes nunca se completa o que verdadeira mente sente, as palavras as emocões, como perdoar...
                                                               ______________________________________________
(http://D:\Nélio\Imagens\paz01.jpg)
   
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelio em 21 de Março de 2009, 11:48
 _dizer palavras memorizadas, apertar as mãos "perdoar a si mesmo !" isso não é o bastante. Como posso perdoar, como vou olhar para aquela alma, como elas vão se amar?
 Sonhar com o perdão, viver em reecarnações... corrigir erros...?
 [size=10pt]_Nascer de novo![/size]
 
http://[right]D:\Nélio\Imagens\snk.gif.gif[/right]
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 21 de Março de 2009, 13:32
Olá Nélio

Citar
dizer palavras memorizadas, apertar as mãos "perdoar a si mesmo !" isso não é o bastante. Como posso perdoar, como vou olhar para aquela alma, como elas vão se amar?

O ideal era sermos como Jesus, capazes de amar todos.

Mas a realidade é que não somos como Jesus.

Não basta dizer palavras memorizadas, pois perdoar é não se sentir afectado por uma atitude desagradável de alguém ou de nós próprios, que aconteceu na nossa vida. Isso implica um grande esforço para nós.

Era bom que fosse só dizer palavras memorizadas, mas não chega. Contudo eu acredito que o perdão é possivel aqui na terra, senão de uma forma total, pelo menos parcial, senão ficando com a certeza absoluta que perdoámos, pelos menos ficando convencidos disso, senão amando, pelo menos não desejando o mal, não culpando, não criticando, nem julgando, nem condenando, nem desejando vinganças a quem julgamos que nos fez mal.

Todos nós somos crianças espirituais, ou seja imaturos. As crianças a aprender magoam-se umas às outras, por vezes. Mas todos somos crianças e todos magoamos e todos somos magoados. Quando crescermos isso será ultrapassado. E Deus, o Nosso Pai celestial, permite que isso aconteça, porque é necessário que as suas crianças aprendam na prática. O espirito não morre, não há perigos fatais para nós, enquanto espiritos.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Atma em 22 de Março de 2009, 00:17
Meus amigos, eis aqui mais uma bela lição sobre:

A FORÇA DO PEDÃO

"Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois antes viviam inimizados um com o outro." (Lucas,23:12)

A presença do Mestre em qualquer lugar era motivo de paz.
Vejamos um exemplo:

Sendo Jesus galileu, não podia ser julgado em Jerusalém.
A habilidade política de Pilatos fez com que o Nazareno chegasse às mãos de Herodes que, "ocasionalmente", achava-se a passeio pela cidade, onde a grande águia romana simbolizava o domínio. Este já ouvira falar sobre o filho do carpinteiro, mas nunca tivera oportunidade de conhecê-lo. Despertava em seu coração o ciúme, por ouvir falar da personalidade e da força que o Mestre possuia, de atrair o povo.

Em, seus ouvidos ressoavam as asvertências dos seus servos: "Ele cura os enfermos, levanta os mortos, dá vista aos cegos, a sabedoria que sai dos seus lábios nunca foi vista e ouvida nestas regiões; cuidado Herodes, cuidado Pilatos, cuidado governadores e altos representantes de Roma: os senhores poderão perder seus lugares..."

Para se convencer de que o anunciado a respeito daquele homem era verdadeiro, Herodes queria assistir a um sinal, que Jesus pudesse fazer no céu. Não era profeta? Não se dizia filho de Deus? Quem sabe Ele não é mesmo possuidor de poderes que possam, de algum modo, me garantir a posição eternamente?

Como relata o evangelho, Herodes estava inimizado com Pilatos. A manha da velha raposa e a astúcia e força da águia, eram incompatíveis. Cada um queria o cetro do comando total da massa sofredora, da qual Jesus, pelas bocas dos profetas, havia de ser o comandante supremo, em todos os quadrantes do globo, e não somente rei dos judeus, mas de toda humanidade.

Herodes, abriu alas entre os guardas, ansioso por falar com o Mestre, de muitos modos, mas Jesus nada lhe respondeu.

Todos o acusavam. O Mestre enfrentava tranquilos punhos cerrados e as feições ferozes que transmitiam, em meio a uma e outra cusparada, o veneno do ódio maledicente.

Protegido do povo em fúria pela guarda, Herodes tratou o Cristo com desprezo. Este, lendo seus pensamentos, conhecendo seu coração, nada responde. Deixa suas perguntas no ar, por serem elas envernizadas pelo egoísmo, nascidas da vaidade, sem nenhum sentido altruístico.

Na sua mudez, todavia, Jesus fez a Herodes um bem muito maior ao seu coração torturado, imprimindo na mente psicofísica do velho psicopata a força do perdão, que apagou para sempre seu ódio contra Pilatos.

Eis porque falamos da necessidade do perdão. Não somente sofremos as tramas de Pilatos e dos Herodes, mas em todas as partes a que a vida nos chamar, o perdão será portador da semente dos céus. Por onde passa, garante a amizade, refrigera o coração. Perdoar deve ser o gesto por excelência do homem de bem, perdoar deve ser o clima do cristão, verdadeiro sinal dos céus de que o coração se encontra preparado para a academia do amor.

Experimenta meu filho, perdoar por onde transitares e verás; oferta o perdão aos que te ofendem e sentirás o céus, como Deus e Cristo no coração.

Herodes andando de um lado para o outro, inquieto por não ter atingido seu intento, mandou vestir o Cristo de um manto, e O devolveu a Pilatos. Sem sabê-lo, apresentou uma mensagem de reconciliação com o embaixador de Roma nas terras do oriente e, desde então, Pilatos não mais odiou Herodes.

*A força do perdão, desprendida do Cristo, ao receber o escárnio e o desprezo, fez com que Pilatos e Herodes se tornassem amigos novamente...
"Miramez e o Evangelho."

Paz luz e harmonia!

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: robson.ribeiro em 22 de Março de 2009, 16:02
O PERDÃO talvez seja uma das maiores virtudes que muito ainda temos que desenvolver.

Mas para isso só podemos quando aprendermos a PERDOAR nós mesmos, pois sem isso não estaremos verdadeiramente o nosso próximo.

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Regina Prins em 23 de Março de 2009, 02:32
[size=10pt]A IMPORÂNCIA DO PERDÃO[/size]

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

- Pai estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito comigo. Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta, calmamente, o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o
acompanhou, calado.

Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.

Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

- Filho como está se sentindo agora?

- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.

O pai, então, lhe diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

DESCONHEÇO O AUTOR.
TEXTO PESQUISADO NA WEB.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Regina Prins em 23 de Março de 2009, 02:39
[size=10pt]PERDOA-TE[/size]

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Joanna de Ângelis

Livro: Filho de Deus

Autor: Divaldo Pereira Franco
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelio em 23 de Março de 2009, 04:11
 _Essas são as palavras mais sabias que li aqui sobre o assunto em questão...

  Contudo eu acredito que o perdão é possivel aqui na terra, senão de uma forma total, pelo menos parcial, senão ficando com a certeza absoluta que perdoámos, pelos menos ficando convencidos disso, senão amando, pelo menos não desejando o mal, não culpando, não criticando, nem julgando, nem condenando, nem desejando vinganças a quem julgamos que nos fez mal.

 _não pude deixar essas palavras em vão... trouxe muita força e compreensão,..
____________________muito obrigado Vitor Santos!, que vc seja iluminado pelo senhor.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Luizahelena em 24 de Março de 2009, 03:57
Gostei desse poema e compartilho com vocês.

Abraços;

Luiza.

Saber perdoar

Perdoar é próprio das pessoas sábias
Pois exige uma compreensão além do que possa sentir
é se perceber no outro que comete erros
Esses mesmos que estão também em ti.

Perdoar é fascinante porque é difícil
Ninguém se aceita totalmente
E por isso vê defeitos em todos
Mas se olhar um pouquinho pra dentro de si mesmo
Vai encontrar aquilo que não quer ver
E que no outro, é mais fácil aparecer

Além do mais perdoar faz bem à alma e à saúde
Tudo fica mais bonito e radiante
As noites parecem dias e os dias parecem noites
É uma felicidade estrema e extasiante

Saber perdoar é estar em paz com Deus
Pois ele nos deu esse exemplo
Então quem somos nós para julgarmos
nossos semelhantes ? Afinal somos todos
irmãos e feitos a semelhança de Deus.

Perdoar é divino, é generoso, é amor
E quem não se sentir capaz de perdoar
Reflita! Pois alguma coisa está errada
Errar é humaníssimo e inerente ao ser humano
Mas perdoar, isso é privilégio de poucos.

Atire a primeira pedra e ela cairá sobre você
Acuse, aponte o dedo e se sentirá pequeno
Mude, reformule sua vida, pense no melhor
E perdoe com o coração aberto
E, certamente, se sentirá melhor!

Jandira Mendes Coelho
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: lucineide.c em 24 de Março de 2009, 06:28
      Só há salvação mediante a prática do amor, da caridade e do perdão".Errar e humano mas perdoar é divino."
Apontando um dedo para o irmão, observe que há três apontando para você.Coloquemos um espelho a nossa frente e vejamos se não temos defeitos também...


Que Jesus nos proteja hoje e sempre!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Rone em 25 de Março de 2009, 17:36
Nossa, o poema que a luizahelena enviou é lindo!
Título: Re: Vitor Santos- O perdão
Enviado por: manoel mesquita em 26 de Março de 2009, 01:30
Olá Vitor, li seu comentario e achei que deveria te responder apenas para complementar seu raciocinio: O perdão existe realmente, pois temos as historias de varios espiritos iluminados como São Francisco, o proprio Papa João Paulo II, etc. O perdão tem de ser completo, não existe meio perdão, se é um desprendimento de amor, não pode ser pela metade. Ninguem ama de metade .

Um Abraço meu amigo.
Jesus te ilumine sempre...
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 26 de Março de 2009, 04:54
" O perdão é o presente mais belo. "
Madre Teresa de Calcutá
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Luizahelena em 27 de Março de 2009, 03:45
Oi Suelen!

Você citou Madre Tereza de Calcutá. Resume tão bem o assunto em uma frase. Porque vem do coração. Ela e Irmã Dulce são exemplos de muito amor ao próximo  que tivemos aqui na Terra também, além de Chico Xavier.

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: vanda32 em 27 de Março de 2009, 10:42
tema muito interessante...O PERDAO

SERA QUE SABEREMOS PERDOAR MESMO....

Perdoar é um dos atos básicos da fé cristã, pois, a nossa entrada na vida que Jesus Cristo nos ofereceu, só foi possível porque recebemos perdão de nosso Deus e Pai. Ele nos perdoou, mediante a obra de seu Filho feita na cruz, em nosso favor. Amor e perdão sempre caminham juntos.

 

“Deus é amor”, é a mais formosa definição que a Bíblia apresenta. E a maior prova do seu amor para conosco foi perdoar todos os nossos pecados. Porque ele nos ama ele nos perdoou. Perdoar é um atributo de Deus. 

           

           Perdoar é um mandamento da Palavra de Deus. Não é um sentimento, nem depende de nossa vontade ou emoção. A Palavra declara: “sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo vos perdoou” (Efésios 4.32); “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, casa alguém tenha queixa contra outrem. Assim como o Senhor nos perdoou, assim também perdoai vós” (Colossenses 3.13

Quando Deus nos perdoou, pôs um fim à situação desastrosa em que nós nos encontrávamos, pois, estávamos condenados à morte como conseqüência do nosso pecado de desobediência. Ele nos chamou para uma nova vida, onde o amor e o perdão sempre têm a sua máxima expressão. Perdoada a nossa ofensa, o relacionamento amoroso que nos une ao Pai Eterno foi restaurado. Diante desse ato de misericórdia e amor imerecido devemos, do mesmo modo, estender perdão a todo aquele que nos ofender. O perdão de Deus deve gerar em nosso coração o desejo de perdoar incondicionalmente, tal com ele fez conosco.

 

Perdoar significa deixar de considerar o outro com desprezo ou ressentimento. É ter compaixão, deixando de lado toda a idéia de vingar-se daquilo que foi feito ou pelas conseqüências que sofremos.

Quantas vezes devemos perdoar

 

            Essa foi a pergunta que Pedro fez a Jesus. A resposta do Senhor trouxe algo novo, demonstrando que já não estamos sob a Lei, estamos sobre a Graça de Deus. “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18.21,22). Se a Lei determina um número de vezes para perdoar, o Evangelho de Cristo não determina números, determina a aplicação do amor em grau infinito.

 

Condições para recebermos perdão

 

            Perdoar para ser perdoado é o ensino de Jesus:

 

- “se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mateus 6.15).

- “Assim também meu Pai celeste vos fará, se no íntimo não perdoardes cada um ao seu irmão”  (Mateus 18.35).

- “E, quando tiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas”  (Marcos 11.25)..

O perdão "a" nós mesmos

 

            Muitas vezes, antes de podermos perdoar os outros, devemos perdoar a nós mesmos. Habitualmente somos mais duros conosco do que com os outros. Devemos recordar que Cristo nos perdoou. Mateus 22.39 nos ensina: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Precisamos sentir que ele nos ama e já nos perdoou. Para que isso ocorra, devemos lembrar a posição em que Deus já nos colocou: “nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2.6). Precisamos nos ver como somos aos olhos de Deus e não segundo os nossos incorretos sentimentos. Em Cristo está a nossa vitória.

 

Valor do Perdão

 

            Perdoar é essencial ao nosso bem estar interno e ao testemunho externo da igreja. Sem esta prática as daninhas ervas da amargura, do ódio e do ressentimento impedirão de que representemos ao mundo, integralmente, o caráter de Jesus o nosso Senhor e Salvador. Amém.

   QUE A PAZ DO SENHOR ESTEJA COM TODOS.....BJSSSS
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: akenatom em 27 de Março de 2009, 21:10
Amada Suelen.

Reconhecer nossa inferioridade diante da maior de todas as virtudes recomendadas por Deus é o primeiro passo. Para mim tbm minha irmã...estou aprendendo a não ter motivos para perdoar. ...Não me magoar.. heheh. Sigamos, passo a passo. Oremos e vigiemos.
Amemos e continuemos.Avante .
Bem aventurados.
Abraço Fraterno
Akenatom
Um abraçoi Fraterno
Vitor e Akenatom!
Obrigada!!

  Mas ainda preciso orar muiiiito, para encontrar o caminho do perdão. Eta estrada pedregosa e imprevisível.

Abraços fraternos
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: *Leni* em 27 de Março de 2009, 21:14




O PERDÃO

O perdão incondicional no mundo atual é muito raro. Além de não perdoar com facilidade as ofensas de parentes e amigos, encontramos impedimentos enormes para a sua prática no que se refere aos inimigos.

O orgulho é de tal ordem que basta um familiar cometer um deslize qualquer para ficarmos furiosos.

Em vez de desculpar a fragilidade moral do infeliz e procurar lhe dar apoio para suavizar as punhaladas do remorso, ficamos a atirar pedras. Pedras do desprezo, da indiferença, sem medir as consequências de tal atitude.

Conta o escritor John Lageman um fato contemporâneo. Ocorreu com um ex-presidiário, que sofreu na alma a incompreensão e o abandono dos seus familiares, durante todo o tempo em que esteve recluso numa penitenciária.

Os seus parentes o isolaram totalmente. Nenhum deles lhe escreveu sequer uma linha. Nunca foram visitá-lo na prisão durante a sua permanência lá.

Tudo aconteceu a partir do momento em que o ex-­presidiário, depois de conseguir a liberdade condicional, por bom comportamento, tomou o trem de retorno ao lar.

Por uma coincidência que somente a Providência Divina explica, um amigo do diretor da penitenciária se sentou ao seu lado.

Por ser uma pessoa sensível, identificou a inquietação e a ansiedade na fisionomia sofrida do companheiro de viagem e, com gentileza, lhe falou:

O amigo parece muito angustiado! Não gostaria de conversar um pouco? Talvez pudesse diminuir o desconforto.

O ex-detento deu um profundo suspiro e, constrangido, falou: Realmente, estou muito tenso. Estou voltando ao lar. Escrevi para minha família e pedi que colocasse uma fita branca na macieira existente nas imediações da estação, caso tivesse me perdoado o ato vergonhoso.

Se não me quisessem de volta, não deveriam fazer nada. Então eu permanecerei no trem e rumarei para lugar incerto.

O novo amigo verificou como sofria aquele homem. Ele sofreu uma dupla penalidade:
a da sociedade que o segregou e a da família que o abandonou.

Condoeu-se e se ofereceu para vigiar pela janela o aparecimento da árvore. A macieira que selaria o destino daquele homem. Dez minutos depois, colocou a mão no braço do ex­-condenado e falou quase num sussurro:

Lá está ela!
E mais baixo ainda, disse:
Não existe uma fita branca na macieira!

Fez uma pausa, que parecia uma eternidade e falou novamente:

... A macieira está toda coberta de fitas brancas.

A terapia do perdão dissipou, naquele exato momento, toda a amargura que havia envenenado por tanto tempo uma vida humana.

O pobre homem reabilitado deixou que as lágrimas escorressem pelas faces, como a lavar todas as marcas da angústia que até então o atormentara.

A simbologia das fitas brancas do perdão incondicional deve  ficar  gravada  em  nossa mente. Deve nos lembrar sempre as palavras de Jesus:

Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.

Quem de nós não necessita de perdão? Quem já não errou, se equivocou, faliu?

A própria reencarnação é, para cada um de nós, o perdão incondicional de Deus, a nos oferecer uma nova chance para o resgate dos débitos e retomada do caminho, do aprendizado sem fim.

Com base em um conto publicado na revista Presença Espírita




Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Março de 2009, 23:57
Olá Leni

Gostei muito deste seu post. Dá que pensar e toca simultaneamente o coração. Que espectáculo, amiga, obrigado pela partilha.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: *Leni* em 29 de Março de 2009, 23:11



Perdoa sempre.

Auxilia aos outros, sem a preocupação de receber o amparo alheio. Tudo aquilo que fizermos agora, será aquilo que colheremos depois.

Consideremos, porém, que a fim de sanar os desajustes na engrenagem de nosso relacionamento recíproco, o Senhor nos concede a bênção da compaixão.

Se anotas a presença de amigos candidatos ao discernimento maior com as falhas naturais pelas quais se identificam, compadece-te deles e ampara-os com as forças ao teu alcance.

Abraça o trabalho do bem aos outros com alegria. Aprende a colocar com o bem do próximo, na convicção de que ninguém progride a sós.

Trabalha e serve constantemente.

E certifica-te de que, onde o pensamento positivo do bem prevaleça, aí brilha o caminho do aperfeiçoamento de nossas alma para Deus, fortalecendo-nos para que estejamos na realização do melhor.

Em qualquer situação difícil, aparentemente insolúvel, usa mais paciência, porque a paciência é construção da alma sobre os alicerces da fé em Deus e, aplicando mais paciência onde estiveres, em quaisquer tribulações que, porventura, te apareçam, claramente vencerás.
     
Emmanuel     
Fonte: Caminho Iluminado     
Psicografia de Francisco C. Xavier 




Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 30 de Março de 2009, 01:16
Amigos, boa noite!
Com esse estudo, o aprendizado do perdão está acontecendo, garantindo lentamente (como escreveu akenatom - passo a passo) a possibilidade de praticá-lo.
Abraços!

“Quem perdoa acende a luz da compreensão para muita gente”. Batuíra. ( Também outro exemplo de amor ao próximo  Luiza)

Anexo: "Aprenda a perdoar" por Roberto Shinyashiki
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Luizahelena em 30 de Março de 2009, 05:20
Com certeza Suelen. Gostei da mensagem anexa!

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 30 de Março de 2009, 08:37
Olá Suelen

Gostei muito do pps. Obrigado pela partilha.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: dam em 30 de Março de 2009, 18:21

O círculo do ódio, e bons exemplos de perdão!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Luizahelena em 31 de Março de 2009, 00:35
Oi Dam!

Gostei da mensagem do Círculo do Ódio. Como contagiamos a todos com o nosso nervoso ou a paciência não é mesmo?!

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: dam em 04 de Abril de 2009, 12:35
OI Luizahelena.

Ao nosso redor circulam diariamente energias vibracionais de alto teor, da qual nem sempre lembramos, valorizamos, e de intensa influência sobre todos nós.

Paz e Luz pra voce!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Abril de 2009, 13:22
Olá DAM

Gostei muito. Obrigado pela partilha

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Elsamar em 04 de Abril de 2009, 20:31
DAM,

também gostei muito.
É isso, vamos fazer um esforço para interromper o círculo do ódio.

Abraços.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: orarevigiar em 08 de Abril de 2009, 09:58
Bom dia!

Gosto muito de uma alusão ao perdão, de Hammed, em "Renovando Atitudes" que aqui cito:

"Perdoar não é apoiar comportamentos que nos tragam dores físicas ou morais, não é fingir que tudo corre bem, quando sabemos que tudo em nossa volta está em ruínas.

Perdoar não é ser conivente com as condutas inadequadas de parentes e amigos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do Amor Incondicional. Portanto, é um "modo de viver"."

Saudações farternas!

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Luizahelena em 08 de Abril de 2009, 14:10
Adorei sua colocação orarevigiar!

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Jovem em 11 de Abril de 2009, 01:02
Citar
"O mal que verdadeiramente nos faz mal é aquele que nós fazemos. O mal que nos fazem, embora possa fazer-nos sofrer, é uma consequência de ainda não mereceremos estar num mundo melhor."

Peço licença aos amigos do fórum para deixar um humilde comentário.
Por mais difícil que possa ser o ato de realmente perdoar, acredito que quem precisa receber o perdão por uma falta que cometeu teria talvez uma tarefa mais árdua que aquele que tem uma ofensa a perdoar. Porque no primeiro caso, o perdão não depende dele mesmo, mas do outro a quem a ofensa foi feita. Afinal, nada melhor que dormir com a consciência tranquila, sabendo que ninguém tem nada a reclamar de ti. 
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: nelio em 11 de Abril de 2009, 11:23
_A causa e o efeito, ação e reação...etc, etc; Jéova nos colocou em uma posição que as vezes é difícil ter todo a inteligência ou sabedoria para andar sem errar, perdoar, é a nossa "obrigação" sem esquecer dos limites de cada um.
_Cada um tem seu limite, que é como uma pressão exercida sobre eu, ti ou ele.., o balão esplode e isso ñ é um erro e sim um limite, perdoar é fácil pode levar um tempo, um sentimento um gesto... é só tentar. Pois bem atire a primeira pedra quem nunca pecou.
_Deus ama todos nos O Senhor está perto dos que têm o coração ferido.
_E o mais bonito que já passou por esse espaço:
     Ama seu irmão como seu filho,
         e todos nos somos irmãos perante a Deus
         _mas e Deus..?
         _ama muito mais, é o Deus que sorri que sabe os limites de cada um.
         que sabe das coisas antes de tudo...

Vamos perdoar que nos erramos também e muito
____________________uma mensagem de um rapaz bobo que sorri a toa e que peca muito

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 11 de Abril de 2009, 13:41
Olá amigo Jovem

Citar
Peço licença aos amigos do fórum para deixar um humilde comentário.
Por mais difícil que possa ser o ato de realmente perdoar, acredito que quem precisa receber o perdão por uma falta que cometeu teria talvez uma tarefa mais árdua que aquele que tem uma ofensa a perdoar. Porque no primeiro caso, o perdão não depende dele mesmo, mas do outro a quem a ofensa foi feita. Afinal, nada melhor que dormir com a consciência tranquila, sabendo que ninguém tem nada a reclamar de ti.
 
 
Dar a sua opinião, seja ela qual for, de forma educada, sincera e de boa fé, como é o caso, não carece de licença de ninguém. Pelo contrário devemos agradecer a quem o faz, na minha óptica.

Concordo que ter a consciência pesada pode ser uma situação penosa. Também concordo que obter o perdão alheio, para quem se sente culpado, possa ser um alivio. Mas como você disse, o perdão não depende de quem faz o mal, mas de quem é vitima desse mal.

De qualquer modo quem faz o mal, em minha opinião, não fica sujeito nem dependente do perdão alheio para se redimir (embora seja mais agradável que nos perdoem, óbviamente).

Se uma pessoa fez mal com a intenção de o fazer, se sente a consciência pesada e se arrependeu, pode tentar reparar o mal, pedir perdão e essencialmente esforçar-se para não voltar a cometer o mesmo erro. O tempo não volta para trás e o mal que já está feito, já está feito.

Ficar apenas a remoer as nossas culpas à espera de perdão, de nada adianta para nós nem para os outros. Também temos de saber perdoar a nós próprios.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Jovem em 11 de Abril de 2009, 16:55
Olá amigo Jovem
 
De qualquer modo quem faz o mal, em minha opinião, não fica sujeito nem dependente do perdão alheio para se redimir (embora seja mais agradável que nos perdoem, óbviamente).

Se uma pessoa fez mal com a intenção de o fazer, se sente a consciência pesada e se arrependeu, pode tentar reparar o mal, pedir perdão e essencialmente esforçar-se para não voltar a cometer o mesmo erro. O tempo não volta para trás e o mal que já está feito, já está feito.

Ficar apenas a remoer as nossas culpas à espera de perdão, de nada adianta para nós nem para os outros. Também temos de saber perdoar a nós próprios.

bem haja



Olá Vitor! Seu comentario veio justamente de encontro à minha idéia, que desenvolvi de maneira incompleta. Eu estava justamente pensando nessa necessidade de esforço para reparação dos erros e do auto-perdão, como você falou, o que a meu ver, seria talvez mais difícil do que perdoar algo que foi feito por outrem. Mas não me passa despercebido que cada caso tem suas particularidades.  

Um abraço!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Suelen em 13 de Junho de 2009, 05:15
Dam!

Também gostei da sua msg em pps.
Como os dizeres ficam mais fortes com imagens!
Muita paz!
 
Título: Tragédias coletivas
Enviado por: shirlei em 01 de Julho de 2009, 13:18
TRAGÉDIAS COLETIVAS - POR QUÊ?
 
A dolorosa  ocorrência da queda do avião da TAM, que ia de São Paulo para o Rio, causando a morte de quase cem pessoas, traz novamente, de forma mais intensa e angustiosa a pergunta: por quê? Por que acontecem essas tragédias coletivas? Outras indagações acorrem à mente: por que alguns foram salvos, desistindo da viagem ou chegando atrasados ao aeroporto? Por que alguns foram poupados e outros receberam o impacto da queda do avião em suas casas ou na rua?
Somente o Espiritismo tem as respostas lógicas, profundas e claras que explicam, esclarecem e, por via de conseqüência, consolam os corações humanos. Para a imensa maioria das criaturas essas provas coletivas constituem um enigma insolúvel, pois desconhecem os mecanismos da Justiça Divina, que traz no seu âmago a lei de causa e efeito.
Ante tragédias como essa mais recente, ou como outras de triste memória: o incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo; o incêndio no circo em Niterói; outros desastres de avião; terremotos; inundações; enfim, diante desses dramáticos episódios a fé arrefece, torna-se vacilante e, não raro, surge à revolta, o desespero, a descrença. Menciona-se que Deus castiga violentamente ou que pouco se importa com os sofrimentos da Humanidade. Chega-se ao ponto de comparar-se o Criador a um pai terreno e, nesse confronto, este sair ganhando, pois zela pelos seus filhos e quer o melhor para eles, enquanto que Deus...
O Codificador do Espiritismo interrogou os Espíritos Superiores quanto às provas coletivas, no item intitulado “Flagelos Destruidores”, conforme vemos em "O Livro dos Espíritos", nas questões 737 a 741, que  recomendamos ao atencioso leitor. Nos últimos tempos a Espiritualidade Amiga tem-se pronunciado a respeito das provações coletivas, conforme comentaremos a seguir.
Exatamente no dia 17 de dezembro de 1961, em Niterói (RJ), ocorre espantosa tragédia num circo apinhado de crianças e adultos que procuravam passar uma tarde alegre, envolvidos pela magia dos palhaços, trapezistas, malabaristas e domadores com os animais. Subitamente irrompe um incêndio que atinge proporções devastadoras em poucos minutos, ferindo e matando centenas de pessoas, queimadas, asfixiadas pela fumaça ou pisoteadas pela multidão em desespero. Essa dramática ocorrência, que comoveu o povo brasileiro, motivou a Espiritualidade Maior a trazer minucioso esclarecimento, conforme narrativa do Espírito Humberto de Campos, inserida no livro "Cartas e Crônicas" (ed. FEB), cap. 6.
Narra o querido cronista espiritual que no ano de 177, em Lião, no sopé de uma encosta mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, com altas paliçadas em torno de enorme arena. Era a época do imperador Marco Aurélio, que se omitia quanto às perseguições que eram infligidas aos Cristãos. Por isto a matança destes era constante e terrível. Já não bastava que fossem os adeptos do Nazareno jogados às feras para serem estraçalhados. Inventavam-se novos suplícios. Mais de vinte mil pessoas haviam sido mortas. Anunciava-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do Imperador. As comemorações para recebê-lo deveriam, portanto, exceder a tudo o que já se vira. Foi providenciada uma reunião para programação dos festejos.
Gladiadores, dançarinas, jograis, lutadores e atletas diversos estariam presentes. Foi quando uma voz lembrou: -"Cristãos às feras!" Todos aplaudiram a idéia, mas logo surgiram comentários de que isto já não era novidade. Em consideração ao visitante era preciso algo diferente. Assim, foi planejado que a arena seria molhada com resinas e cercada de farpas embebidas em óleo, sendo reunidas ali cerca de mil crianças e mulheres Cristãs. Seriam ainda colocados velhos cavalos e ateado fogo. Todos gargalhavam imaginando a cena. O plano foi posto em ação. E no dia seguinte, conforme narra Humberto de Campos, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, encontraram a morte, queimadas ou pisoteadas pelos cavalos em correria. Afirma o cronista espiritual que quase dezoito séculos depois, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou os responsáveis em dolorosa expiação na tragédia do circo, em Niterói.
Outra tragédia também mereceu dos Benfeitores Espirituais vários esclarecimentos. Por ocasião do incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo, ocorrido no dia 1º de fevereiro de 1974, o médium Francisco Cândido Xavier, em seu lar, em Uberaba (MG), ouvindo a notícia pelo rádio, reuniu-se em prece com quatro amigos, solicitando auxílio dos Benfeitores Espirituais para as vítimas. Atendendo ao apelo apresenta-se o Mentor Espiritual Emmanuel e escreve, através do médium, comovedora prece inserida no livro "Diálogo dos Vivos".*
Dias depois, em reunião pública, na qual estavam presentes alguns familiares de vítimas do incêndio do Joelma, os poetas Cyro Costa e Cornélio Pires (Espíritos) manifestaram-se pela psicografia, ditando ao médium sonetos referentes à tragédia. O soneto de Cyro Costa traz uma dedicatória e o transcrevemos, tal como está, no citado livro "Diálogo dos Vivos" (cap. 26, pág. 150):
 
LUZ NAS CHAMAS
Cyro Costa
 
(Homenagem aos companheiros desencarnados no incêndio ocorrido na capital de São Paulo a 1º de fevereiro de 1974, em resgate dos derradeiros resquícios de culpa que ainda traziam na própria alma, remanescentes de compromissos adquiridos em guerra das Cruzadas.)
 
"Fogo!... Amplia-se a voz no assombro em que se espalha.
Gritos, alterações... O tumulto domina.
No templo do progresso, em garbos de oficina,
O coração se agita, a vida se estraçalha.
Tanto fogo a luzir é mística fornalha
E a presença da dor reflete a Lei Divina.
Onde a fé se mantém, a prece descortina
O passado remoto em longínqua batalha...
Varrem com fogo e pranto as sombras de outras eras
Combatentes da Cruz em provações austeras,
Conquanto heróis do mundo, honrando os tempos idos.
Na Terra o sofrimento, a angústia, a cinza, a escória...
Mas ouvem-se no Além os hinos de vitória
“Das Milícias do Céu saudando os redimidos”.
 
Tecendo comentários sobre o soneto de Cyro Costa, Herculano Pires (no livro retrocitado), pondera que somente a reencarnação pode explicar a ocorrência trágica. Segundo o poeta, as dívidas remontavam ao tempo das Cruzadas. Estas foram realizadas entre os séculos XI e XIII e eram guerras extremamente cruéis com a agravante de terem sido praticadas em nome da fé Cristã. Os historiadores relatam atos terríveis, crimes hediondos, chacinas vitimando adultos e crianças. Os débitos contraídos foram de tal gravidade que os resgates ocorreram em longo prazo, tal como o do circo em Niterói, o que denota a Bondade Divina que permite ao infrator o parcelamento da dívida, pois não haveria condição de quitá-la de uma só vez. Vejamos agora o outro soneto (cap. 27, pág. 155):


INCÊNDIO EM SÃO PAULO
Cornélio Pires
 
"Céu de São Paulo... O dia recomeça...
O povo bom na rua lida e passa...
Nisso, aparece um rolo de fumaça
E o fogo para cima se arremessa.
A morte inesperada age possessa,
E enquanto ruge, espanca ou despedaça,
A Terra unida ao Céu a que se enlaça
É salvação e amor, servindo à pressa...
A cidade magoada e enternecida
É socorro chorando a despedida,
Trazendo o coração triste e deserto...
Mas vejo, em prece, além do povo aflito,
Braços de amor que chegam do Infinito
E “caminhos de luz no céu aberto...”
 
A idéia de que um ente querido tenha cometido crimes tão bárbaros às vezes não é bem aceito e muito se revoltam diante dessas explicações, mas, conhecendo-se um pouco mais acerca do estágio evolutivo da Humanidade terrestre e do quanto é passageira e impermanente a vida humana, a compreensão se amplia e aceitam-se de forma mais resignada os desígnios do Criador. Por outro lado, que outra explicação atenderia melhor às nossas angustiosas indagações?
Estas orientações do Plano Maior sobre as provações coletivas expressam, é óbvio, o que ocorre igualmente no carma individual. Todavia, é compreensível que muitos indaguem como seria feita a aproximação dessas pessoas envolvidas em delitos no passado. A literatura espírita, especialmente a mediúnica, tem trazido apreciáveis esclarecimentos sobre essa irresistível aproximação que une os seres afins, quando envolvidos em comprometimentos graves. A culpa, insculpida na consciência, promove a necessidade da reparação.
O Codificador leciona de forma admirável a respeito das expiações, em "O Céu e o Inferno" (Ed. FEB), cap. 7 - As penas futuras segundo o Espiritismo. Esclarece que "o Espírito é sempre o árbitro da própria sorte, podendo prolongar os sofrimentos pela permanência no mal, ou suavizá-los e anulá-los pela prática do bem".
Assim - expressa Kardec -, as condições para apagar os resultados de nossas faltas resumem-se em três: arrependimento, expiação e reparação.
"O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Este o notável Código penal da vida futura, que tem 33 itens e que apresenta no último o seguinte resumo, em três princípios:
(1º) O sofrimento é inerente à imperfeição.
(2º) Toda imperfeição, assim como toda falta dela promanada, traz consigo o próprio castigo nas conseqüências naturais e inevitáveis: assim, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta ou indivíduo.
(3º) Podendo todo homem libertar-se das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a felicidade futura.
A “cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra: - tal é a lei da Justiça Divina.”
 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* XAVIER, Francisco Cândido e PIRES, J. Herculano. Espíritos Diversos, cap. 25, p. 145, 1ª ed. da GEEM, São Bernardo do Campo (SP) - 1974.  
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Jo em 04 de Julho de 2009, 22:21
Acabei de me cadastrar sou novo aqui embora não seja mais espirita..acho que perdoar é seguir emfrente...e não se  envolver no erro do outro.Cada um responderá por seus atos.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Giuliano.z em 05 de Julho de 2009, 15:58
É difícil perdoar pq seguimos a seguinte linha de raciocínio (no meu caso),
 -eu posso te perdoar, mas espero q vc nao repita isso. Espero tb q vc passe por uma prova de vida, para que vc aprenda q isto eh errado e, assim evolua.

 -eu sei q deus eh justo, entao eu nao guardarei magoas de vc, já q perante a lei de divina vc nao escapa. Pois nao posso ficar perdoando sem oferecer oportunidade para vc reconhecer seu erro.

 -Se vc fosse meu irmao de sangue, eu nao apenas te perdoaria mas buscaria te mostrar oq nao se deve fazer aos outros. Isso talvez seja perdoar, nao guardar raiva coraçao e enxergar o outro individuo como um irmao - como provavelmente deve ter sido em vidas anteriores.


Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Jo em 05 de Julho de 2009, 21:18
O livro A Cabana trata deste tema.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Jo em 05 de Julho de 2009, 21:24
Aliás, gostaria de fazer esta pergunta: alguém leu este livro, A Cabana, que trata justamente do perdão?Concordam com a definiçaõ do livro?Estou no final do livro e achei interessante quando o livro diz que precisamos repetir "eu te perdôo" milhares de vezes até sentir que perdoou.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: hcancela em 05 de Julho de 2009, 22:06
Olá amigos(as)

Paz para todos :) Reflexão


SAUDAÇÕES FRATERNAS



Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Jorge em 10 de Julho de 2009, 10:11
Olá amigos,

O local de trabalho é um excelente teste à nossa capacidade de perdoar.

Não pude deixar de sorrir quando uma colega de trabalho, perante o facto de eu não me sentir muito melindrado e facilmente perdoar aos meus colegas, me disse:

- Caramba! Ser Anjo tudo bem, mas Anjinho, já é demais!

 :D

Ora, realmente é muito bonito dizer que se perdoa, etc, etc, mas quando nos pisam os calos, ai, ai ... o nosso instinto guerreiro facilmente vem ao de cima!

Eu de facto posso ficar magoado quando procedem incorrectamente comigo mas passado um pouco já não é nada ... não consigo guardar ressentimentos, não sei, é a minha natureza.

Quando firo alguém também, ando a remoer algum tempo essa situação. Aqui no emprego já tive a humildade de pedir desculpas a alguns colegas, que em virtude de se pensar e agir "a quente", tive a infelicidade de magoar.

Bom, como se costuma dizer:
Cada dia ensina algo ao dia seguinte ...

Abraços.
Jorge
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: mone_ em 21 de Agosto de 2009, 00:37
por ser fucionaria municipal fui retirada de uma escola e depois de quase 2 anos .na mudanca de prefeito eu consegui voltar pra la e ao encontra-la me dava uma dor no peito e um dia ela falou comigo eu me retirei e chorei de odio por ela ter falado comigo.mas depois de alguns dias de tanto escutar minhas amigas evangelicas falarem que devemos perdoar e ao assistir um dvd parecia que a mensagem era pra mim e me lembrei de fia e resolvi falar com ela no outro dia achei ela muito cheia de direitoe nao falei mas no outro falei e ela se supreendeu e perguntou o que as meninas tinham feito para que eu mudasse o que eu sentia por ela mas nao foi a menina foi deus que tocou em meu coraçao e retirou todo o odio de meu coracao e eu me sinto leve e nao sinto nenhum paso por sua pessoa mais pelo contrario me sinto muito bem com as graças do senhor deus .....entao tem alguem que faz vc se sentir pesado, entaofique leve perdoe poi é otimo.....renasça!!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Marianna em 15 de Setembro de 2009, 03:49


Perdão das Ofensas

SIMEÃO
Bordeaux, 1862
 
14 – Quantas vezes perdoarei ao meu irmão? Perdoá-lo-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete. Eis um desses ensinos de Jesus que devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao vosso coração. Comparai essas palavras misericordiosas com a oração tão simples, tão resumida, e ao mesmo tempo tão grande nas suas aspirações, que Jesus ensinou aos discípulos, e encontrareis sempre o mesmo pensamento. Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, tantas vezes quantas ela vos for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus tratos e às injúrias, serás doce e humilde de coração, não medindo jamais a mansuetude; e farás, enfim, para os outros, o que desejas que o Pai celeste faça por ti. Não tem Ele de te perdoar sempre, e acaso conta o número de vezes que o seu perdão vem apagar as tuas faltas?

Ouvi, pois essa resposta de Jesus, e como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo pródigos no vosso amor. Daí, porque o Senhor vos dará; abaixai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos fará sentar à sua direita.

Ide, meus bem-amados, estudai e comentai essas palavras que vos dirijo, da parte daquele que, do alto dos esplendores celestes, tem sempre os olhos voltados para vós, e continua com amor a tarefa ingrata que começou há dezoito séculos. Perdoai, pois, os vossos irmãos, como tendes necessidade de ser perdoados. Se os seus atos vos prejudicaram pessoalmente, eis um motivo a mais para serdes indulgentes, porque o mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal, e não haveria nenhum em passar por alto os erros de vossos irmãos, se estes apenas vos incomodassem de leve.

Espíritas, não vos olvideis de que, tanto em palavras como em atos, o perdão das injúrias nunca deve reduzir-se a uma expressão vazia. Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato: esquecei o mal que vos tenham feito, e pensai apenas numa coisa: no bem que possais fazer. Aquele que entrou nesse caminho não deve afastar-se dele, nem mesmo em pensamento, pois sois responsáveis pelos vossos pensamentos, que Deus conhece. Fazei, pois, que eles sejam desprovidos de qualquer sentimento de rancor. Deus sabe o que existe no fundo do coração de cada um. Feliz aquele que pode dizer cada noite, ao dormir: Nada tenho contra o meu próximo.

PAULO

Apóstolo, Lyon, 1861

15 – Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar aos amigos é dar prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se melhora. Perdoai, pois, meus amigos, para que Deus vos perdoe. Porque, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se guardardes até mesmo uma ligeira ofensa, como quereis que Deus esqueça que todos os dias tendes grande necessidade de indulgência? Oh, infeliz daquele que diz: Eu jamais perdoarei, porque pronuncia a sua própria condenação! Quem sabe se, mergulhando em vós mesmos, não descobrireis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por um simples aborrecimento e acaba pela desavença, não fostes vós a dar o primeiro golpe? Se não vos escapou uma palavra ferina? Se usaste de toda a moderação necessária? Sem dúvida o vosso adversário está errado ao se mostrar tão suscetível, mas essa é ainda uma razão para serdes indulgentes, e para não merecer ele a vossa reprovação. Admitamos que fosseis realmente o ofendido, em certa circunstância. Quem sabe se não envenenastes o caso com represálias, fazendo degenerar numa disputa grave aquilo que facilmente poderia cair no esquecimento? Se dependeu de vós impedir as conseqüências, e não o fizestes, sois realmente culpado. Admitamos ainda que nada tendes a reprovar na vossa conduta, e, nesse caso, maior o vosso mérito, se vos mostrardes clemente.

Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitos dizem do adversário: “Eu o perdôo”, enquanto que, interiormente, experimentam um secreto prazer pelo mal que lhe acontece, dizendo-se a si mesmo que foi bem merecido. Quantos dizem: “Perdôo”, e acrescentam: “mas jamais me reconciliarei; não quero vê-lo pelo resto da vida”!

É esse o perdão segundo o Evangelho? Não. O verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado. É o único que vos será levado em conta, pois Deus não se contenta com as aparências: sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos, e não se satisfaz com palavras e simples fingimentos. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade. Não esqueçais que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, muito mais que pelas palavras.

Evangelho Segundo o Espíritismo.




Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Laurikytta em 11 de Novembro de 2009, 01:00
Olá pessoal!!!

O PERDÃO...

O perdão incondicional no mundo atual é muito raro. Além de não perdoar com facilidade as ofensas de parentes e amigos, encontramos impedimentos enormes para a sua prática no que se refere aos inimigos.
O orgulho é de tal ordem que basta um familiar cometer um deslize qualquer para ficarmos furiosos.
Em vez de desculpar a fragilidade moral do infeliz e procurar lhe dar apoio para suavizar as punhaladas do remorso, ficamos a atirar pedras. Pedras do desprezo, da indiferença, sem medir as consequências de tal atitude.
Conta o escritor John Lageman um fato contemporâneo. Ocorreu com um ex-presidiário, que sofreu na alma a incompreensão e o abandono dos seus familiares, durante todo o tempo em que esteve recluso numa penitenciária.
Os seus parentes o isolaram totalmente. Nenhum deles lhe escreveu sequer uma linha. Nunca foram visitá-lo na prisão durante a sua permanência lá.
Tudo aconteceu a partir do momento em que o ex-­presidiário, depois de conseguir a liberdade condicional, por bom comportamento, tomou o trem de retorno ao lar.
Por uma coincidência que somente a Providência Divina explica, um amigo do diretor da penitenciária se sentou ao seu lado.
Por ser uma pessoa sensível, identificou a inquietação e a ansiedade na fisionomia sofrida do companheiro de viagem e, com gentileza, lhe falou:
O amigo parece muito angustiado! Não gostaria de conversar um pouco? Talvez pudesse diminuir o desconforto.
O ex-detento deu um profundo suspiro e, constrangido, falou:
Realmente, estou muito tenso. Estou voltando ao lar. Escrevi para minha família e pedi que colocasse uma fita branca na macieira existente nas imediações da estação, caso tivesse me perdoado o ato vergonhoso.
Se não me quisessem de volta, não deveriam fazer nada. Então eu permanecerei no trem e rumarei para lugar incerto.
O novo amigo verificou como sofria aquele homem. Ele sofreu uma dupla penalidade: a da sociedade que o segregou e a da família que o abandonou.
Condoeu-se e se ofereceu para vigiar pela janela o aparecimento da árvore. A macieira que selaria o destino daquele homem.
Dez minutos depois, colocou a mão no braço do ex­-condenado e falou quase num sussurro:
Lá está ela!
E mais baixo ainda, disse:
Não existe uma fita branca na macieira!
Fez uma pausa, que parecia uma eternidade e falou novamente:
... A macieira está toda coberta de fitas brancas.
A terapia do perdão dissipou, naquele exato momento, toda a amargura que havia envenenado por tanto tempo uma vida humana.
O pobre homem reabilitado deixou que as lágrimas escorressem pelas faces, como a lavar todas as marcas da angústia que até então o atormentara.

                                                         *  *  *

A simbologia das fitas brancas do perdão incondicional deve  ficar  gravada  em  nossa mente. Deve nos lembrar sempre as palavras de Jesus:
Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.
Quem de nós não necessita de perdão? Quem já não errou, se equivocou, faliu?
A própria reencarnação é, para cada um de nós, o perdão incondicional de Deus, a nos oferecer uma nova chance para o resgate dos débitos e retomada do caminho, do aprendizado sem fim.

fonte: http://www.momento.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tb21lbnRvLmNvbS5icg==)

Bjus para todos!!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Laurikytta em 11 de Novembro de 2009, 01:17
Olá pessoal!!!

aki vai um slide mto bakana sobre o perdão...

Bjus!!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: mariiia em 13 de Novembro de 2009, 13:06
                             O perdão



 Olá amigos


A virtude do perdão é a que mais requisita o homem que melhor se conhece.
Indulgência para com as fraquezas alheias que, em outras circunstâncias, poderiam ser suas.
Compreensão que não efetuam cobranças comportamentais.
Consciência da alheia limitação, tomando os próprios limites como parâmetro.
Inseção absoluta, quando chamado a aferir esta ou aquela atitude do próximo.
Transposição de lugar com aquele que se censura.
Perdoar é mais do que esquecer; na condição de ofendido, é nivelar-se com a infelicidade de quem ofendeu.
O perdão é a mais ousada das solidariedades.
O mais humano e, ao mesmo tempo, o mais divino de todos os gestos.
É, sem ser o Cristo, igualar-se a Ele naquele exato momento em que o homem, na cruz da suprema humilhação, atinge culminâncias.

Extraído do livro: Os 3 passos do autoconhecimento
  De: Carlos A. Baccelli - Irmão José                  Muita luz!!!!!!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Siegmund Beulke em 01 de Dezembro de 2009, 22:56
A propósito, meditemos.
O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo;
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a benção.

Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão.

O mal não suprime o mal.

Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.


Autor: Bezerra de Menezes
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: mariiia em 02 de Dezembro de 2009, 00:19
Olá amigos,



O perdão é a mais ousada das solidariedades.

Muita paz!!!!!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: MarcoALSilva em 02 de Dezembro de 2009, 00:26



P ai
E nsinando o
R ebanho a
D ominar e
A nular o
O rgulho
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 02 de Dezembro de 2009, 12:19
Olá Marco

Está bem apanhado, gostei!

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Siegmund Beulke em 02 de Dezembro de 2009, 21:25
"Quanto mais avança, a ciência médica mais compreende que o ódio em forma de vingança,

condenação, ressentimento, inveja ou hostilidade está na raiz de numerosas doenças e que o único

remédio eficaz contra semelhantes calamidades da alma é o específico do perdão no veículo do amor."



Autor :  André Luiz
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Laurikytta em 06 de Dezembro de 2009, 23:04
OLÁ MARCOS!

CONCORDO COM O AMIGUU VITOR!

BEM APANHADO... TBM G*O*S*T*E*I...

BJUS!!!
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: awa em 09 de Dezembro de 2009, 13:09
Perdoar... O que fazer diante daquele que nos impõe mudança de rumo? O que fazer diante daquele que nos expõe diante à sociedade e nos destroi a dignidade moral, muita vez conquistada com suor e lágrima? Quando não se tem o conhecimento que só a doutrina Espírita dá, ou seja, da dimensão que a vida tem, da anterioridade do ser espiritual, das possibilidades de erros cometidos contra a lei Divina e contra a lei humana, da necessidade de retificação diante do próximo, tendemos a nos vermos como vítimas dos outros ou dos acontecimentos, mas, quando enchergamos as verdades que nos traz a Doutrina Espírita, diante a interpretação nova do Evangelho de Jesus, é que percebemos que o perdão é que nos vai redimir diante daquele que hoje nos fere.

awajuris
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 10 de Dezembro de 2009, 23:20
Olá Awa

Citar
quando enchergamos as verdades que nos traz a Doutrina Espírita, diante a interpretação nova do Evangelho de Jesus, é que percebemos que o perdão é que nos vai redimir diante daquele que hoje nos fere.

Esta sua frase parece-me muito sábia, dentro do pouco que me é dado conhecer.

O perdão é uma prova de fogo. Perdoar é uma forma nobre de caridade, sem perdoar não cumprimos a lei da caridade, e "sem caridade não há salvação". E é quando os nossos interesses são seriamente ameaçados que temos mais mérito ao perdoar.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: felicidade 39 em 11 de Dezembro de 2009, 16:57
Ola meus queridos.Eu pessoalmente penso que muito de nos nos preocupamos em perdoar ao nosso irmao que "achamos",nos tenha ferido de alguma forma,esquecendo de fazer algumas perguntas necessarias:devo realmente me identificar com isso?sera que esse meu irmao esta querendo verdadeiramente me atingir?ou sera que a culpa e tao somente do meu ego,que se sentiu ferido,atacado.Bom,independente de qual seja a resposta encontrada a primeira coisa e saber perdoar-se,reconhecendo que estamos aqui para aprender.Perdoar a si mesmo para so assim poder perdoar o proximo.Um abraço a todos.fiquem com Deus
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Siegmund Beulke em 12 de Dezembro de 2009, 17:49
Olá a todos

Também concordo que se eu não aprender a me perdoar primeiro, não conseguirei perdoar o outro. O perdão implica no esquecimento da falta , no dar uma nova chance ao que nos ofendeu (misericórdia) e conseguir conviver deixando de lado o fato que ocorreu.

O SÁBIO

Conta-se que em um vilarejo existia um sábio que vivia demonstrando o seu conhecimento.
Lá vivia também , Pedro, um homem arrogante, ciumento, encrenqueiro.

Um dia quando o sábio estava falando à um grupo grande de pessoas do vilarejo, Pedro se irritou com o que o sábio falava pois interpretou que o sábio estaria apontando defeitos seus.

No mesmo momento, começou a insultar o sábio, falou vários palavrões , procurou rebaixar a moral do sábio ao mais baixo escalão.

Foi tão grande a confusão que as pessoas se dispersaram. O sábio não falou uma só palavra. Pedro saiu com ódio e raiva do sábio.

Dez anos se passaram , e Pedro continuava com aquela mágoa. O sábio continuou a ensinar e falar do que sabia às pessoas que queriam ouvi-lo.

Pedro, por sua vez rodeava , escondido, àquelas reuniões públicas.

Caiu em si , em uma manhã, e percebeu que o que fizera foi um ato muito ruim e contrário a qualquer moral.

Resolveu ir até a casa do sábio , bateu na porta, foi atendido prontamente pelo sábio.
-Sábio. Eu gostaria de pedir perdão pelo que fiz você passar. E gostaria que você me pedisse algo que eu poderia fazer por você.

O sábio pediu que ele voltasse ali , dentro de três dias e então iria pedir algo para Pedro.

Após três dias , Pedro voltou e o sábio falou:
Pegue uma pluma (travesseiro de esponjas picadas) , suba no prédio mais alto deste lugar, e abra a pluma e derrame pela janela afora.

Pedro, achou muito esquisito tudo isto, mas fez como o pedido do sábio, afinal tinha se prontificado a fazer algo pelo sábio.Mas foi e fez conforme solicitado.

Voltou até o sábio e disse: Pronto. Já fiz como você falou. Estou agora perdoado?

O sábio respondeu. Eu não tenho do que perdoar você. Eu não fiquei magoado. Naquele momento entendi a sua angustia , mas você pela atitude não permitiu que eu falasse qualquer coisa.

Mas para que você se sinta bem , pois só você é que ficou com ira durante todo esse tempo, eu ainda quero fazer mais um pedido para você;

Pedro responde: Tudo bem , pode falar. Isto me fará muito bem poder servir você para tirar a minha culpa.

O sábio falou: Volte agora lá no prédio em que você lançou a pluma, só que agora na parte térrea e junte todos os pedaços de esponjas e reconstrua a pluma da maneira que estava quando você o lançou.

Pedro imediatamente falou:
Isso é impossível. Eu consigo juntar parte do que lancei, mas juntar todas as partes e montar do mesmo modo que estava antes, não é possível.

Isso mesmo Pedro. Quando se lança uma palavra não se consegue mais voltar atrás. De hoje em diante cuide com suas palavras. Elas podem iluminar sua vida como também podem colocá-lo em trevas.


Eu não tenho do que perdoar, mas  você precisa se perdoar para sair desse clima que só você criou.


Nós precisamos cuidar antecipadamente de tudo que iremos fazer.....

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: awa em 14 de Dezembro de 2009, 11:09
Caros Irmãos!

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: felicidade 39 em 14 de Dezembro de 2009, 12:47
Emannuel / Médium Francisco Cândido Xavier


No momento de julgar alguém, como poderás julgar esse alguém, de todo, se não conheces tudo?

Terá sucedido um crime, estarrecendo a multidão.

Suponhamos que um homem desequilibrado haja posto uma bomba em certa casa, no intuito de destruir-lhes os moradores. Entretanto, por trás dele estão aqueles que fabricaram o engenho mortífero; os que o conservaram para utilização em momento oportuno; os outros que lhe identificaram o perigo, aprovando-lhe a existência; e aqueles outros ainda que, indiferentes, lhe acompanharam o fogo no estopim, sem a mínima disposição de apagá-lo.

De que maneira medirias o remorso do espírito de um homem assassinado, na hipótese desse mesmo assassinado haver provocado o seu contendor até que o antagonista lhe furtasse o corpo, num instante de insanidade? E como observarias o pesar do semelhante, às vezes, ilhado no fundo de uma penitenciária, na posição de um vivo-morto, quando o imaginado morto permanece vivo? E com que metro verificarias o sofrimento de um e outro?

Com que pancadas ou palavras agressivas conseguirias punir, durante algumas horas, a criatura menos feliz que já carrega em si o tormento da culpa à feição de suplício que lhe atenaza o coração, noite e dia?

Ante a queda moral de alguém, é mais razoável entrarmos para logo no assunto, na condição de partícipes dela, antes que nos alcemos à indébita função de censores.

Não precisaríamos tanto de justiça, se não praticássemos a injustiça e nem tanto de medicina se não tivéssemos doença.

Necessitaríamos, porventura, na Terra, de tantas e tão multiplicadas lições, em torno do bem, se o mal não nos armasse riscos, quase que em todas as direções do Planeta?

E onde estão aqueles que estejam usufruindo a glória da instalação segura no bem, sem o prejuízo de algum mal, ou aqueles outros que atravessam os espinheiros do mal, sem a vantagem de algum bem?

No momento de julgar, peçamos a Inspiração da Providência Divina para os magistrados que as circunstâncias vestiram com a toga, a fim de que acertem, nas suas decisões, em louvor do equilíbrio geral, porquanto é tão delicado o encargo do juiz chamado a interferir no corpo da ordem social, quão difícil é a tarefa do cirurgião convocado a interferir no corpo físico.

E quanto a nós outros, os que não somos trazidos a sentenças de lei, já que não nos achamos compromissados para isso, usemos a sobriedade e a compaixão em todos os nossos processos de vivência pessoal no cotidiano, conscientes, quanto devemos estar, de que os justos são as âncoras dos injustos e de que os bons constituem a esperança para todos aqueles que a maldade ensandece.

No momento de julgar, ainda que te coloquem no último banco, entre os últimos réus, e mesmo que se te negue o direito de defender a própria consciência edificada e tranqüila, a ninguém condenes, nem mesmo àqueles que, porventura, te condenem.

Usa sempre a misericórdia e acertarás.


>>> Mensagem publicada no livro "Chico Xavier pede licença – Um aparte no além nos diálogos da Terra", Francisco C. Xavier, J. Herculano Pires, Espíritos Diversos. São Paulo, 1973. 3ª Edição, GEEM – Grupo Espírita Emmanuel, Sociedade Civil Editora. Páginas 19 e 20

Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: lessanswer em 14 de Dezembro de 2009, 13:24
Perdao é  uma  das  tantas formas que  Deus tem pra avaliar o quão estamos fazendo jus à
chance que ele nos deu de reencarnamos
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Dezembro de 2009, 22:59
Olá Dilma

Citar
No momento de julgar alguém, como poderás julgar esse alguém, de todo, se não conheces tudo?

Quem sabe, sabe! A inteligência e a lógica desta frase é grande.

Olá Vito

Penso que o perdão é a forma de deixarmos que o mal que nos fizeram no passado continue a fazer-nos mal. Ou seja é falta de sabedoria.

Deus não precisa de avaliar nada, pois nós tratamos da nossa própria expiação. A ira faz sofrer quem se ira, e não quem nos fez ou pensamos que nos fez mal, a força aparente da ira, esgota, isto é, transforma-se em depressão, a baixa auto-estima ganha terreno, o corpo adoece. Quem lhe fala, diz-lhe da sua própria experiência pessoal, não dos livros.

Foi para mim  de grande valia, a doutrina espirita, para me ajudar a compreender um pouco melhor, as coisas que já vivi.

bem haja
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: AlexG em 06 de Março de 2010, 16:00
Alô! Pessoal,

O perdão é um ato de desapego as nossas tendências ‘inferiores’. Em suma é um ato de fé em Deus – no Seu amor e 'destino de luz' ao qual nos destinou ao nos criar.

AlexG
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: martasadownik em 31 de Março de 2010, 16:31
Poema da Gratidão
 
Agradecemos-te Senhor,   
Pela glória de viver
Pela honra de amar!
Muito obrigado Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás!
Muito obrigado pelo pão, pelo ar, pela paz!
Muito obrigado pela beleza que meus olhos vêem no altar da natureza!
Olhos que fitam o ar, a terra e o mar,
Que acompanham a ave fagueira que corre ligeira pelo Céu de anil
E se detém na terra verde salpicada de flores em tonalidades mil!
Muito obrigado Senhor porque eu posso ver o meu amor!
Diante da minha visão, pelos cegos eu formulo uma oração:
Eu sei que depois dessa lida, na outra vida eles também enxergarão!
Obrigado pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro,
A melodia do vento nos ramos do salgueiro,
As lágrimas que choram os olhos do mundo inteiro.
Diante da minha capacidade de ouvir pelos surdos eu te quero pedir:
Eu sei que depois desta dor no teu reino de amor eles também ouvirão!
Muito obrigado Senhor pela minha voz!
Mas também pela voz que canta, que ensina, que alfabetiza.
Que canta uma canção e teu nome profere com sentida emoção!
Diante da minha melodia quero te rogar pelos que sofrem de afazia,
Pelos que não cantam de noite e não falam de dia.
Eu sei que depois dessa dor no teu reino de amor eles também cantarão!
Muito obrigado pelas minhas mãos.
Mas também pelas mãos que oram, que semeiam, que agasalham.
Mãos de amor, mãos de caridade, de solidariedade.
Mãos que apertam mãos.
Mãos de poesias, de cirurgias, de sinfonias, de psicografias...
Mãos que acalentam a velhice, a dor, o desamor.
Mãos que acolhem ao seio o corpo do filho alheio sem receio.
Pelos meus pés que me levam a andar sem reclamar:
Muito obrigado Senhor porque eu posso bailar!
Olho para a terra e vejo, amputados, marcados, desesperados, paralisados...
Eu sei que depois dessa expiação, na outra encarnação, eles também bailarão!
Muito obrigado Senhor pelo meu lar! É tão maravilhoso ter um lar...
Não importa se este lar é uma mansão, um grabato de dor, um bangalô, seja lá o que for!
O importante é que dentro dele exista o amor!
O amor de pai, de mãe ,de marido, de esposa, de filho, de irmão...
De alguém que lhe estenda a mão, mesmo que seja o amor de um cão,
Pois é tão triste viver na solidão!
Mas se eu não tiver ninguém para amar, um teto para me acolher, uma cama para me deitar:
Mesmo assim não reclamarei nem blasfemarei! Simplesmente direi:
Obrigado senhor porque nasci, obrigado porque creio em ti! pelo teu amor obrigado Senhor!   Muito Obrigado...
 
                                                                                     Divaldo Pereira Franco
 
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: marcos duarte lemos em 15 de Abril de 2010, 17:18
Alguém nos ofende. Esta ofensa vai fazer com que nosso sentimento é de revolta, de menospreso, é um sentimento de ódio e vontade de dar o troco, ai sim nos fomos ofendidos e dai ao perdão é um longa caminhada. Temos que exercitar bastante para que possamos passar do ódio ao rancor e dai ao menospreso e dai ao sentimento de pena até não sentirmos mais nada e levarmos aquela ofensa como se fosse um simples bom dia, com compreensao procurando entender que esta pessoa ainda esta em um nível baixo de evolução.
Agora, se a ofensa não nos abala e procuramos entender a pessoa que está ainda em nível baixo de evolução, não temos que perdoar e sim compreender a situação dela, é um doente e aos doentes temos que oferecer nossa oração. 
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: marcos duarte lemos em 26 de Abril de 2010, 17:31
Não é fácil perdoar. Se somos ofendido, esta ofença não poderá alterar nossa vida. Devemos respondê-la com oração , amor e compreesão.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Branca Gabriela em 27 de Abril de 2010, 23:22
olá amigos!
Concordo com a Atma: "Perdoai, para serdes perdoado- Evangelho".
Mas convenhamos como é difícil para algumas pessoas e eu áte diria para muitas por esse ensinamento em prática, por orgulho, por medo e ás vezes queremos muito faze-lo mas não fazemos. E é terrivel porque nunca conseguimos esquecer a pessoa que nos causou tal sofrimento, as brigas, as mágoas.
 
abraços.
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Gisele Briance em 29 de Abril de 2010, 13:16
Oi!

Perdoar nos traz paz interior, alegria. É algo capaz de tirar um peso de nossas cabeças... (quem já o fez sabe o que significa). No entanto, melhor é não ter motivos para precisar perdoar, pois acredito que quando nos conscietizamos da necessidade de perdão é porque a "falta" do outro conosco foi muito grande a ponto de modificar (mesmo que um pouco) o rumo do nosso caminho, já que enquanto a situação de "não perdão" existir, evitaremos o encontro com tal pessoa ou situações semelhantes.

Abraço! :)
Título: Re: [Estudo Março 2009] O perdão
Enviado por: Mestre Al em 31 de Maio de 2010, 18:53
O ato ou a ação de perdoar não é típico do homem, pois em nossa essência predomina o mal, e nãoo bem, das coisas boas e da linhagem de um homem bom que era Abel.
Mas como espíritas, tendemos a romper essa barreira. Pois, o bem que desejamos não praticamos, mas o mal que não desejamos, esse é o que fazemos a nos mesmos e ao nosso próximo.