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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: FENet em 05 de Dezembro de 2008, 17:00

Título: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: FENet em 05 de Dezembro de 2008, 17:00
Nesta crise de valores, que o mundo atravessa, e que está na moda a Responsabilidade Social,  lançamos para debate o tema “Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas” à luz do espiritismo.

Apesar deste tema se aplicar em todas as áreas da vida, gostaríamos de dar especial enfoque ao mundo empresarial, sendo um agente económico essencial na sociedade, especialmente neste periodo de recessão que vamos atravessar.

Em anexo um documento para reflexão. E no fim da mensagem sites e bibliografia relacionada.

Tópicos para debate:
•   O que as empresas podem fazer para a serem éticas e aumentar performance abrindo portas à espiritualidade.
•   Pode ser aplicado da mesma maneira em todos os sectores de actividade. Por exemplo na construção civil e medicina?
•   O que de bom se faz em Portugal e no resto do mundo – Casos.
•   Desde um micro empresa à grande empresa, todas o podem fazer?
•   Actuação dentro da empresa (funcionários) e para fora da empresa (sociedade)
•   É possível ter Retorno do Investimento (ROI)?
•   Ética e Deontologia Profissionais
•   A crise que atravessamos para além de financeira é também de valores. O que deve mudar neste período de transformação/mudança?

Existe um tópico relacionado, muito interessante:
http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,9924.0.html
Artigo relacionado:
http://www.espirito.com.br/portal/artigos/geae/a-etica-na-empresa.html

A PRÁTICA PROPOSTA PELO DHARMA MARKETING:
 TRANSPARÊNCIA - A arte de ser associada à competência do fazer
CONFIANÇA - Relacionamento coerente e calma mental
ESPÍRITO DE MISSÃO - Viver profundamente os valores institucionais
PROXIMIDADE REAL - Auto-conhecimento, Meditação e Mind-sets
DIMENSÃO HOLÍSTICA / INTEGRAL  - Gestão espiritualizada das relações

Bibliografia espírita:
•   O Livro dos Espíritos – Lei do Trabalho e Lei da Sociedade
•   Atualidade do Pensamento Espírita -  pelo espírito Vianna de Carvalho – Divaldo Franco
o   Política - Página 38
o   Economia – Página 46

Bibliografia não espírita:
•   Wikinomics http://www.wikinomics.com
•    Arnsperger, Ch.; Van Parijs, Ph. – Ética Económica e Social, Afrontamento, 2004
•   Mercier, S. – A Ética nas Empresas, Afrontamento, 2003
•   Fritzsche, David J. – Business Ethics A Global and Managerial Perspective, McGraw Hill, 1997
•   Maréchal, Jean-Paul – Ética e Economia/Economia e Política, Instituto Piaget, 2006
•   Novak, M. – Ética Económica e o Espírito do Capitalismo, Principia, 2001
•   Singer, P. – Ética Prática, Gradiva, 2004
•   Singer, P. – Um só mundo. A ética da globalização, Gradiva, 2004

Sites relacionados:
•   www.dharmamarketing.org
•   http://pt.wikipedia.org/wiki/Responsabilidade_social
•   http://www.ceilivraria.com.br/?prod_id=84523
•   http://www.slideshare.net/DharmaMarketing/dharma-marketing-responsabilidade-espiritual-nas-organizaes

Temas relacionados:
•   Desenvolvimento pessoal
•   QEs (Quociente Espiritual)
•   Bioética
•   programação neuro-linguística
•   Prosperidade integral
•   liderança visionária
•   dharma Marketing
•   Sistema de custeio kaizen – melhoria continua
•   FIB (Felicidade Interna Bruta - felicidade de um país) por oposição ao PIB (Produto Interno Bruto - riqueza de um país)
Título: Re: Ética e Responsabilidade Social nas Empresas
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Dezembro de 2008, 17:45

                                           VIVA  JESUS !

       Boa-tarde!, meu caro irmão.

                 Acho perfeitamente pertinente o texto, e se estamos na era da glo-

        balização, porque não se globalizar o indíviduo dentro do contexto da em  -

         presa, já que ele é formador do conceito da mesma. Espiritualizar é o foco

        a ser perseguido por todos estes que detém o poder de construção de  uma

         nova sociedade, calcada em cima de valores que venham a ser justos a to-

         dos, e que não degenere a nossa conduta rumo as estrelas.


                                   Parabéns! pela abertura desse debate


                                                          PAZ, MUITA PAZ !
Título: Re: Ética e Responsabilidade Social nas Empresas
Enviado por: Taprobana em 05 de Dezembro de 2008, 17:51
Olá Unformatted!

Muito bem… gostava então de partilhar algumas ideias a propósito deste tópico.

Consequência da forma como está organizada a nossa sociedade, raramente um indivíduo que haja com princípios que estejam enquadrados com uma moral elevada, conseguirá chegar a qualquer tipo de sede de decisão.

O que se observa, é que as consciências com poucas capacidades ao nível do desenvolvimento da sua moral, estão por isso mesmo perfeitamente adaptados para chegar a lugares de destaque, em posição de ditar as regras que regem actualmente a nossa sociedade.

No mundo empresarial como noutro qualquer, as características indispensáveis para se chegar a esses lugares, estão em conflito aberto com uma conduta acertada sob o ponto de vista da doutrina espírita.

Mesmo em instituições de carácter social, se os seus mentores ou administradores não agirem de acordo com as regras estabelecidas, nunca terão condições de fazer vingar os seus propósitos.

No meu ponto de vista, não significa que muitos deles até não o pensassem fazer… o que de facto acontece, é que não existem condições para que assim seja, fruto da evidente impossibilidade imposta pela correlação dos poderes instituída. 

É muito comum observar-se que, quando um empresário de sucesso chega ao topo de uma carreira, leva a cabo iniciativas de carácter social e humanitário, algumas em grande escala, ou mesmo a título póstumo e alguns em vida, criem condições para a criação de instituições de utilidade pública cuja fundação é exemplo.  Mas só mesmo nestas condições... isto no geral, porque no particular, existem algumas honrosas excepções.

No entanto, pelo simples facto de neste momento estar-mos a conversar acerca disso é já um sinal. Pode ser que em breve as coisas se alterem…
 ;)
Esta é a minha opinião.

Um abraço, amigo.
Título: Re: Ética e Responsabilidade Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Dezembro de 2008, 21:19
Olá

Eis um assunto muito interessante, amigo Unformatted

Não há dúvida que grande parte das empresas, sobretudo numa óptica de globalização e/ou de concorrência interna muito forte, podem ser obrigadas a agir de uma forma cruel.

Um empresário pode ter valores morais ou éticos muito elevados (e eu acredito que é o caso de muitos), mas poderá ter de optar por desistir de ser empresário se quiser não despedir ninguém, não explorar demasiado os seus funcionários, etc.

Mas também acontece em negócios prósperos, em que a concorrência ainda não é um grande problema, que há empresários que despedem e exploram os seus trabalhadores sem quaisquer escrupulos.

Quanto ao caso do empresário que não tem outra solução à vista senão explorar demasiado os trabalhadores e despedir, em nome da sobrevivência da empresa (independentemente do que os patrões possam dizer, refiro-me à realidade concreta da empresa), julgo que os trabalhadores terão de cooperar, se querem manter o emprego. Não há culpa do patrão, pois ele acaba por ser também uma vitima de não ter ideias para melhores negócios. É discutivel se devemos ser empresários desta forma. Mas muitas vezes não há, ou perde-se com o tempo, a capacidade de inovação, seja por que não há capacidade humana para isso, seja porque foi económicamente impossivel. Será que, em alternativa, se deve colocar os trabalhadores que estão em condições precárias na rua e fechar a empresa? Isto é discutivel.

Quanto aos patrões dos negócios prósperos, esses não têm atenuantes. Se exploram e despedem sem escupulos, é porque assim querem. Julgo que é desses que os espiritos falaram nas seguinte resposta do L.E.:

Citar
684. Que se deve pensar dos que abusam de sua autoridade, impondo a seus
inferiores excessivo trabalho?

“Isso é uma das piores ações. Todo aquele que tem o poder de mandar é responsável
pelo excesso de trabalho que imponha a seus inferiores, porquanto, assim fazendo,
transgride a lei de Deus.” (273)

A globalização das economias, em meu entender, está a servir essencialmente as grandes multi-nacionais e para aqueles que lá ganham bons salários. As grandes empresas deslocam a produção para onde é mais barato, prejudicando o próprio país de origem, que acaba por estar a importar em vez de estar a produzir, perdendo o valor acrescentado da produção industrial. Entretanto exploram de forma cruel a mão de obra de outro país. Pode haver quadros estrangeiros dessas empresas que até ganham bem, mas a maioria das pessoas, nos paises para onde se está a deslocar a produção, são exploradas até ao osso.

A globalização parece estar a nivelar por baixo as condições de vida da maioria das pessoas. Se a globalização é inevitável ou não, isso já é outra história. Não sou especialista nesse assunto. Pode ser que haja aqui alguém que nos possa responder com bons fundamentos.

A abertura das fronteiras à mão-de-obra estrangeira pouco qualificada, gera a exploração cruel dessa mão-de-obra, para além de levar ao agravamento das condições dos nacionais. Bem sei que há muitas pessoas que se deslocam para os paises ditos mais desnvolvidos (grande parte clandestinamente), na esperança de melhor vida. No lugar deles eu faria o mesmo. Mas o ideal era conseguir desenvolver as condições de vida em todo o mundo, nivelando as condições de vida por cima, em vez de ser por baixo e deixando de ser necessária a imigração.

Costuma-se dizer que, se vivemos num país mais evoluido é porque o merecemos (mesmo que seja uma excepção na terra)? Eu diria: é porque, em regra, nesta encarnação precisamos mais de passar por um determinado tipo de provas e não por méritos anteriores. Mas é só uma opinião pessoal.

Nos paises do norte da europa, embora tb haja surpresas (veja-se a Islândia), o nivel de vida é superior e os rendimentos estão melhor distribuidos. O ideal era aproximar o mundo inteiro desses paises. Muitos espiritas dizem que nós vivemos no país em que merecemos viver, mas custa-me a admitir a realidade daqueles paises em que há muita miséria. Será que não é possivel darmos a volta por cima à situação? A responsabilidade cabe a todos nós, cada um conforme os meios de que dispõe. Os que mais meios têm mais responsabilidade têm, mas ninguém está livre de responsabilidades (veja-se a parábola de Jesus a seguir):

Citar
Mateus(25)

13 Vigiai pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
14 Porque é assim como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens:
15 a um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade; e seguiu viagem.
16 O que recebera cinco talentos foi imediatamente negociar com eles, e ganhou outros cinco;
17 da mesma sorte, o que recebera dois ganhou outros dois;
18 mas o que recebera um foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
19 Ora, depois de muito tempo veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
20 Então chegando o que recebera cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.
21 Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
22 Chegando também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei.
23 Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
24 Chegando por fim o que recebera um talento, disse: Senhor, eu te conhecia, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste, e recolhes onde não joeiraste;
25 e, atemorizado, fui esconder na terra o teu talento; eis aqui tens o que é teu.
26 Ao que lhe respondeu o seu senhor: Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei, e recolho onde não joeirei?
27 Devias então entregar o meu dinheiro aos banqueiros e, vindo eu, tê-lo-ia recebido com juros.
28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai ao que tem os dez talentos.
29 Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.

Julgo que Jesus quer dizer que cada um deve responder pelos meios que lhe foram dados, trabalhando. Os que têm mais meios têm de produzir para o conjunto mais do que os que têm menos meios, mas todos, sem excepção têm que produzir o máximo que puderem para o conjunto. 

Esta é a minha perspectiva pessoal resumida. Fico na expectativa de conhecer muitos outros pontos de vista.

bem hajam
Título: Re: Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: aruanda em 09 de Dezembro de 2008, 19:51
  Sem entrar directamente no tema, mas na minha opinião tendo muito  a ver com o mesmo, aqui vai um vídeo de um dos homens mais conhecidos no mundo empresarial:

o presidente da Apple, o Sr. Steve Jobs, uma lição de vida e de perseverança.


Simplesmente lindo!


http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3827595897016378253&hl



 



Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vivianelsp em 09 de Dezembro de 2008, 22:59
Que a Paz de Deus esteja conosco hoje e sempre!!!!

Governança corporativa;
Sustentabilidade;
Ética nos negócios e nas empresas;
Balanço social;
Responsabilidade sócio-ambiental;
Empresa cidadã;
Responsabilidade social;
Marketing relacionado a causas;

Todas essa preocupações mostram as tendências atuais das instituições, organizações e empresas.

Mas sabemos que no dia a dia atribulado, as coisas mudam, a concorrência é fortíssima, pessoas fazendo de tudo para alcançar cargos de chefia, a busca de bons profissionais acaba virando um campo de guerra. Como deveríamos agir? Qual a melhor forma de convívio social nas empresas??
No fundo nós sabemos, que é com a TOLERÂNCIA / COMPREENSÃO / AMIZADE / OTIMISMO / VERDADE / CARIDADE / CONFIANÇA / BONDADE  E AMOR.
Podemos sim, trabalhar com todas essas virtudes no meio social, e quando surgir algum problema que não consiga resolver, sempre faça essa pergurta :

Como será que Jesus resolveria tal coisa ....

Pode ter certeza que iremos encontrar a melhor maneira de agir, seja no social, seja no emocional, .....

Grande abraço á todos !!!

Vivianelsp
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: lipetavares em 09 de Dezembro de 2008, 23:22
Esse é um dos assuntos que para mim não tem reposta. Todos os dias eu penso isso no meu trabalho. A empresa onde eu trabalho é marcada por algumas ações não muito idôneas. É uma empresa grande.
Eu ainda tento agir dentro dos princípios espíritas que estudo, até hj naum tive nenhum coflito de princípios naum. Em janeiro estou indo para uma Operação da empresa na África e lá irei crescer muito no âmbito profissinal e de remuneração.
A jornada de trabalho é de 14 horas por dia para engenheiros, e não sei se terei tempo de manter meus estudos espíritas e atividades físicas com a frequência que mantenho aqui no país. E, principalmente, ficarei longe dos meus parentes (pai, mãe, e vó de 89 anos). A única noticia boa é que minha noiva é engenheira tb e em julho eça vai pra lá trabalhar comigo tb.
Mas eu fico pensando se isso vale a pena. Se acontecer o conflito de interesses eu não sei como vou agir. Se vou abandonar tudo, tentar fazer do jeito moral e ético que cosidero correto.
Talvez esse fórum seja e já está sendo uma boa ajuda.
Mas que esse é um tópico controverso é sim...
O vídeo postado anteriormente é muito interessante.
Abraços e fiquem com Deus.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: hcancela em 10 de Dezembro de 2008, 00:40
Olá amigos
Talvez aquilo que eu vou escrever fuja um pouco do tema,mas depois de ler o que o amigo lipetavares escreveu,veio-me á ideia duas coisas(pequenas.rsrsrsr)!
Não me parece que seja importante sermos muito religiosos ou não,deste ou daquele entendimento:Na realidade adoramos Deus ou mamom!Falo especialmente para os espiritas;venho a constatar que nós os espiritas cristãos,não somos assim tão diferentes das demais criaturas?temos bons empregos,temos os nossos negócios,nossas empresas,enfim; boa conta bancária,e,o que fazemos para auxiliar os nossos(subordinados)tratamo-los com respeito que nos merecem?pagamo-los bons ordenados ao fim do mês(isto para empresários)?dividimos os lucros com eles?Se, como empregados por contra de outrem,na primeira oportunidade de um melhor lugar abdicamos dessa promoção porque estamos comprometidos com os trabalhos na casa espirita ,ou vamos logo a correr,dizendo que também precisamos de ganhar o nosso(normalmente por causa do status social),e,salvo raras excessões não voltamos mais á casa que nos auxiliou?será que nós os espiritas que nos dizemos sabedores das leis de DEUS,estamos preparados para fazer sacrificios!Já nos dizia Chico Xavier...O homem mais rico ,é o que tem menos necessidades;Será que pelo menos fazemos algum esforço para por em prática estes ensinamentos,ou só o conseguimos na casa espirita(quando dá jeito)?Dizemo-nos espiritas ,mas na primeira opurtunidade...
Queridos amigos(as) digo-vos isto,não como critica de espécie alguma,mas como uma ideia  que me vem muitas vezes á cabeça ,quanto mais não seja pelo entendimento do espiritismo:movimento cristão de pensamento livre,com a responsabilidade atuar em cada um de nós.Como disse atrás estas palavras estão um pouco fora do estudo,mas pareceu-me pertinente,porque na realidade a globalização somos todos nós e o que fazemos como espiritas!....Despepeço-me com um profundo respeito por todos,deixando umas singelas palavras que não são minhas(não sei o autor).
A cada dia a sua mágoa.As criaturas não estão obrigadas a preocupar-se com o dia de amanhã.Em rigor,nem tem esse direito,até porque o futuro não está assegurado.Cuide de garantir o dia de hoje,cada minuto da vida,que lhe será debitado se não o viver bem,ou creditado,se o viver com dignidade.Tome consciência de que sua vida será a soma de todos os actos que praticar.A dignidade com que viver cada momento,essa sim,irá pesar na balança do seu julgamento.Porque quer,então,assumir hoje a responsabilidade de amanhã?

SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Humberto Britto em 10 de Dezembro de 2008, 02:27
Caros amigos, até então concordo em parte com o que foi dito por todos; todavia é bom lembrar que a situação atual está sendo gerada pela desinformação do homem no âmbito espiritual em todo o seu conteudo. As regras da lei do universo são claras, cabe a cada um de nós obdecermos. Infelizmente existe uma visão voltada (também deturparda)  exclusivamente para a vida material: ter, poder, possuir, avançar sem escrúpulos, é a base.  A história nos mostra a queda de inúmeros impérios, antes mesmo de Cristo. Será que não vamos aprender nunca?
Humberto da Costa Britto
(Jequié/Bahia/Brasil)
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: noodly em 10 de Dezembro de 2008, 03:13
Olá!

Para ser sincera não li todas as mensagens, e talvez eu tenha interpretado erroneamente algumas coisas pontuadas pelos meus colegas de fórum, mas a minha opinião é que não se pode misturar qualquer assunto de cunho religioso com política, economia ou tópicos relacionados. Isso porque na minha opinião a religião é uma questão pessoal.

Já a responsabilidade social e indo mais longe, até mesmo ambiental - sem envolver Jesus, Deus, Alá, Jeová, Maomé, etc -, é, sem dúvida, imprescindível a uma empresa de caráter sério e comprometimento.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 10 de Dezembro de 2008, 10:30
Olá  Noodly

Citar
não se pode misturar qualquer assunto de cunho religioso com política, economia ou tópicos relacionados. Isso porque na minha opinião a religião é uma questão pessoal

Amiga, jukgo que estou em desacordo contigo, neste caso.

Efectivamente a politica, a economia e a vida privada, são aspectos diferentes da vida, mas a espiritualidade está ligada a tudo o que é vida. Nada se pode excluir. As provas morais mais importantes, pelas quais temos de passar, têm a haver com os riscos inerentes aos nossos interesses materiais e aos nossos afectos. Julgo que é por isso que nós não nos lembramos das outras reencarnações. Se o jogo fosse a feijões nós não agiriamos de forma tão autêntica.

A moral é para aplicar em casa, no trabalho, na rua, ou qualquer situação em que nos encontremos. Não há compartimentos estanques onde seja para aplicar a moral e outros onde seja para agir esquecendo os valores morais.

É verdade que a moral é uma coisa pessoal. Os principios que defendemos, para sermos coerentes com a doutrina que aperfilhamos, servem para aplicarmos a nós mesmos e não para criticar, julgar e condenar os outros. É a nós mesmos que temos de nos preocupar mais em vigiar.

Mas é tudo uma questão de intenção:

- Se nós agimos em casa, na rua, na empresa, no partido politico, etc. com base nos valores em que acreditamos, tentando ser inteligentes para fugir de provocar o conflito que possa levar à violência verbal e/ou fisica (senão estamos a fazer o mal em nome do bem), com a intenção de fazer o bem e não fazer o mal, julgo que estamos certos. Pois a moral é de aplicação geral e não apenas no que não toca os nossos interesses pessoais.

- Se nós nos arvoramos em moralistas, mas a nossa verdadeira intenção é o protagonismo, defender os nossos interesses pessoais (independentemente dos valores das outras pessoas), estamos a agir com base em principios materialistas e não em principios espiritas ou cristãos. Ninguém é obrigado a ser espirita ou Cristão, mas se o quiser ser honestamente, deve agir como tal.

Se quem trabalha, e sobretudo quem tem cargos de chefia que lhe conferem mais poder (mais poder é tb mais responsabilidade), dentro das empresas, dentro do estado, dentro dos partidos politicos, dentro das igrejas, dentro dos centros espiritas, enfim, dentro de todas as actividades humanas, agisse dentro dos principios morais de Jesus de Nazaré, conforme entendidos pelas respostas dos espiritos a Allan Kardec, estou certo que este mundo era muito melhor do que é. A seu tempo, ficará melhor, mas ainda falta muito para ser um planeta de regenaração, em que predomina a intenção de NÃO fazer o mal, e o desejo de fazer o bem.

A forma de agir é pessoal - cada um tem de se melhorar a si mesmo. Mas a melhoria de cada um de nós é que se traduz na melhoria global. Não temos de apontar o dedo a ninguém. Temos de contribuir da forma como podemos. A recompensa de bem agir é geral, mas tb é nossa (pessoal), pois evoluimos moralmente e teremos acesso a mundos melhores do que este.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: carloss em 10 de Dezembro de 2008, 11:47
Saudações amigos.
Excelente tema!
Ainda que engatinhando nos conhecimentos, quero deixar minha pequena colaboração.
Acredito que os meios administrativos e organizacionais pogridem de acordo com estado evolutivo das pessoas e das nações.
Muitos progressos já podem serem observados como: leis que protegem e assistem os trabalhadores, a acenção das mulheres no mercado de trabalho, a participação ainda que pequena mais promissora dos deficientes nas empresas, diminuição dos elevados indices de preconceitos e dos assédios, etc.
Muito ainda pode melhorar, principalmente no Brasil, onde que a corrupção e a lei da vantagem ainda é muito presente.
Contudo o desenvolvimento espiritual dentro das organizações vem agregando valores eticos e morais as pessoas, tornando-se assim uma das mais eficientes formas de humanização e de progresso a nossa civilização.
Lembrando tambem que o "Mundo Regenerativo" vem ai, e com ele a nescessidade de elevado estado moral e etico nas pessoas.
Gde abraço a todos.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Danilo Pinheiro em 10 de Dezembro de 2008, 12:26
Bom dia meus amigos,

Realmente este é um tema que para aqueles que vislumbram uma sociedade regenerada, trás grandes reflexões.

Como renovar nossas atitudes em meio a tantas discórdias?

Precisamos refletir sobre quais leis queremos seguir: As Leis do Mundo atual ou a Leis de Amor?

Nós espíritas estamos em momento complicado: a transição entre as leis do mundo atual e as Leis do Amor.

A Lei do Amor nos fortalece o espírito, nos consola, nos orienta, mas as leis do mundo nos arrasta para o homem velho. Como viver intimamente com a Lei do Amor e ter tanta dificuldade para implanta-la em nossa rotina de trabalho?

Vemos todos os dias o capitalismo comandando as mentes que estão no poder e nos sentimos mínimos, sem campo de ação, sem força para lutar contra tanta discórdia.

Nesse momento devemos sempre ter em mente o exemplo de Cristo, que em momento mais difícil, onde poucos enxergavam aquilo que ele queria passar, mas com coragem, com fé, fez com tranquilidade tudo o que poderia ser feito. Devemos segui-lo. Em cada caminhada, em cada passo Jesus transformava corações. Ele não se colocava diante de microfones, nem diante de platéia colossais, mas sim diante dos corações que chegavam até ele. Eram multidões, porque sua força é como um imã que atrai todos os necessitados para perto dele, numa proporção que desconhecemos. Nós ainda não alcançamos este potencial, mas já conseguimos atrair familiares, amigos, parentes, que convivemos dia a dia. Então façamos o que Cristo fez com aqueles que nos cheguem. Por mais ínfimo possa parecer nosso trabalho, juntos, estaremos transformando a sociedade.

O Cristianismo em conjunto com as novas revelações do Espiritismo fortalece as diretrizes  que deve guiar o homem a um mundo transformado: Caridade, Solidariedade e Fraternidade.
Tudo o que fizermos deve estar amparado por essas bases.

- Seja um bom líder: ensine, oriente, estimule os seus subordinados
- Seja um bom amigo: tenha olhos de ver e ouvidos de ouvir, seja companheiro, seja dócil
- Seja um bom empreendedor: invista naquilo que transformará a sociedade, naquela soluções que mais trará boas consequências para a sociedade e para aqueles que convive
- Seja um bom trabalhador: trabalhe com entusiasmo, busque trabalhar naquilo que vc veja propósitos elevados. Se isso não lhe for possível, devido a necessidades básicas, seja resignado, sereno perante as dificuldades, mas BUSQUE trabalhar com amor, seja onde for

Talvez assim, conseguiremos as transformações íntimas que desejamos e consequentemente transformar a sociedade.

Um abraços a todos.

Danilo Pinheiro
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Zuleica em 10 de Dezembro de 2008, 12:56
A medida que o homem vai se espiritualizando,tendo moral começa entender
 
o "Amar o próximo como a si mesmo".
 
É uma questão de amadurecimento.

Precisamos ajudar abrir as consciências!

Só há quem diga pra mim assim..."a cada um no seu tempo".

Uma coisa é certa quem pilota as empresas é o "capital".

E o capital é material..não espiritual.

Vc já viu um materialista preocupar-se com as coisas do espírito.

Escrevendo sobre este assunto lembrei das palavras da bíblia que diz:


É MAIS FÁCIL PASSAR UM CAMELO PELO BURACO DE UM AGULHA DO QUE UM RICO ENTRAR NO CÉU,....


O termo camelo referia-se a uma corda e não ao animal que tem este nome. Em alguns manuscritos gregos do novo testamento afirma certo grupo de estudiosos que a palavra que aparece Mateus 19.24 e nos demais evangelhos sinóticos, é Kámilos, que significa cabo ou corda.

Esta palavra foi mal traduzida, quem traduziu os evangelhos gregos para o latim confundiu as duas palavras ( Kámilos e Kámelos), passando esta má tradução para todas as demais línguas do mundo.

Na verdade a afirmação de Jesus faz parte da linguagem figurada para enfatizar uma verdade.

Ele queria mostrar aos discípulos que devemos praticar o desapego das coisas materiais pois o apego dificulta a entrada das almas no reino de Deus.  


Paulo escreveu na sua primeira carta a Timóteo afirmando que o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e tem aqueles que levados pela cobiça se desviam da fé.

Que fique bem claro – Isto é o que está na bíblia.

Porém não devemos ver o dinheiro como algo pegajoso e mau que nos leva a desgraça.

 O dinheiro é sagrado e é fruto do nosso suor.

E devemos honrá-lo como honramos nossa dignidade e nosso esforço para adquiri-lo.

 Ele tem o valor do arroz e feijão, da fruta, da água, do abrigo, da roupa, do sapato, do laser.

O que não devemos ter é ganância, mas devemos poupar para o dia de amanhã quando nos faltar forças para o trabalho.

Seria ótimo se os dirigentes dos governos,das empresas pensasse mais no "SER" do que no "TER"!

Esta a minha opinião no assunto!

Abraço fraterno á todos!
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: LUCELI em 10 de Dezembro de 2008, 13:10
PAZ E AMOR A TODOS

Trabalho em uma empresa onde o número de funcionários é bem pequeno, mas sempre esta acontecendo alguns conflitos aqui entre eles. Alguns são católicos , outros espíritas e outros não seguem nenhum tipo de religião. Minha patroa é espirita, e percebo sua dificuldade em resolver certos conflitos, pois acredito que tudo na vida da gente depende dos nossos principíos .
 Nosso relacionamento depende da maneira que nos relacionamos, e acredito que não é possível uma empresa ficar bem se não houver amor, respeito, força de vontade de funcionários e patrões juntos.

Bom dia a todos
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: zeni em 10 de Dezembro de 2008, 13:15
Olá a todos do Fórum, muita paz.

Muito interessante este estudo. ( Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas ), é algo que muito me toca, visando a necessidade de se pôr em prática a moral cristã, não só neste caso mas em tudo o que nos rodeia no globo em que vivemos, desde a uma pedrinha por pequenina que seja que encontra-mos tem o seu valor e a sua origem.
Subscrevo algo muito agradável que li e deixo para que possam ler algo que também se aproxima do tema exposto.
Que todos fiquem muito bem.

Leontina Rita Acorinti Trentin
 
Bacharel em Administração, licencianda em Filosofia, atuando há tempo na área de Administração de Empresas, com um vasto currículo em pesquisas e estudos no campo espiritual e filosófico. Escritora e palestrante, dedica sua empresa, Instituto Atlântida, ao ensino da Inteligência Espiritual. Diretora da Editora Atlante que publica livros comprometidos com o auxilio à educação, ao equilíbrio e a evolução dos seres.


DINHEIRO
NEGATIVO OU POSITIVO?
Sei que muitos devem estar se perguntando: positivo ou negativo?
Dinheiro é um só!

Não, e explico o porquê:

Sabemos que tudo na vida é energia em constante movimento. Em meus livros procuro levar o leitor a raciocinar sobre isto. Desprendemos energia  ao fazer, pensar, objetar etc.

Por exemplo, estamos compilando um relatório para a apreciação da diretoria da empresa, este seguirá com nossas energias boas ou ruins, dependerá de como estivermos interiormente no momento deste trabalho. Caso estejamos bem, tranqüilos, satisfeitos, com a real intenção de fazer o melhor, o feliz receptor irá aproveitar das informações, analisando com afinco, a fim de conseguir grandes constatações e idéias necessárias para soluções e inovações na empresa.


Entretanto, também é fato que caso estejamos mal, com raiva, estressados, desanimados... iremos impregnar o mesmo com vibrações oriundas de pensamentos negativos e pesados, o infeliz receptor, quando do seu recebimento terá vontade de jogá-lo na parede, mas, simplesmente engavetará como lixo, com razão, porque ali nada de interessante haverá.


Analisem comigo: quem receber este relatório para traçar diretrizes e mudanças necessárias será envolvido com as vibrações de quem o fez e isto contará imensamente para o proveito ou não do mesmo, repercutindo em benfeitorias ou, infelizmente, em sérios prejuízos.


Imaginemo-nos fazendo um jantar para amigos, este jantar ficará carregado de nossas energias, nossos convidados poderão saborear e adorar com muita satisfação, mas, poderão sentir-se  mal, esquisitos...

E o pior: o jantar sairá sem sabor... Infeliz convidado!

Quando adentramos algum lugar nos sentimos imediatamente bem ou mal, isto dependerá justamente das energias dos que ali estão e residem.  Quando conversamos com pessoas se dá a mesma ocorrência e assim por diante. Nem tudo o que parece ser é, a beleza física nada tem a ver com as sensações que emanamos.

E com o dinheiro é diferente?

Absolutamente não, se trabalharmos com honestidade,  ética, moral...  o dinheiro recebido pelo trabalho será impregnado de energias boas, faremos milagres, pagaremos contas, realizaremos desejos, será multiplicado e muito mais.

Mas, se vier de um trabalho desonesto e imoral, em detrimento da felicidade de alguém ou algo parecido destituído de bons propósitos, este mesmo dinheiro só nos trará infelicidade, estará carregado de energias pesadas e ruins e tudo o que construirmos com ele, o tempo destruirá.
            
Quero compartilhar com vocês estes entendimentos espirituais. Muitos nunca pararam para pensar e analisar os porquês. Uns fazem tanto com tão pouco e outros com tanto fazem nada, prevalecendo a discórdia e o descontentamento em relação a tudo. No primeiro instante pode até parecer que obteve bons frutos, mas, com o passar do tempo só receberá infelicidades.

Ponderemos sobre a importância de nossas ações, onde tudo é impregnado com o bem ou imediatamente com o mal, dependendo irremediavelmente de nós, de nosso sentimento.
            


Imaginemos um Administrador que vive revoltado, estressado,  colérico... sua empresa apresenta resultados financeiros até que razoáveis, mas, paga seus colaboradores com dó e toda ordem de desequilíbrios e maldades ali acontece. Sem dúvida, podemos imaginar o que sente quem ali trabalha. Repulsa, desânimo, desespero, má vontade... no mínimo e, digo mais, nada surtirá efeito benéfico. Essa empresa  não conseguirá progredir...



Saibamos empregar bem o nosso esforço e trabalho a cada minuto de nosso dia, desde a ação até o nosso pensamento, para que possamos ganhar o dinheiro positivo que faz milagres, que transmuta, que acolhe e leva alegria a todos os envolvidos e não um montante  que destrói e infelicita, entristecendo a alma,  trazendo reações dolorosas.

Da mesma forma precisamos saber a origem e a idoneidade do que adquirimos para que não estejamos sendo coniventes com a imoralidade e o desrespeito ao ser humano. Outro agravante são as pessoas que ainda não aprenderam a lidar com o dinheiro e gastam mais do que podem, este fato não deve ser visto como dinheiro negativo e, sim, como falta de controle, o que deve  ser policiado.          


Sejamos merecedores de moedas positivas, sejamos, portanto, seres melhores a cada amanhecer, mais cidadãos e sabendo nos colocar no lugar do outro, e automaticamente, seremos felizes e teremos sucesso contínuo.



Se colocarmos nossas mãos envolvidas em sentimentos de amor, prazer, satisfação, respeito... o sujo se transformará em limpo, o mal em bem, o negativo em positivo, a tristeza em felicidade. Mesmo que não possamos enxergar, as energias ali estarão.

Como bem disse Saint Exupéry em O Pequeno Príncipe
"O que importa é invisível aos nossos olhos".


No amor e na luz
Leontina Rita Acorinti Trentin

Beijinhos fiquem com Deus.

Zeni.

Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Zuleica em 10 de Dezembro de 2008, 13:49
OLá Amiga!

Muito bom!

Bem colocado.Sabemos do magnetismo..tá certo.

Por isto que o dinheiro do crime não rende..

E o crime não compensa!

Os criminosos não conseguem ficar ricos..principalmente assaltantes de bancos.

A negatividade ao colocar a mão neste dinheiro é muito grande.


Abraço!
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Divani em 10 de Dezembro de 2008, 15:25
O homem ainda esta muito preocupado com o Ter, e esqueçe do Ser, para alcançar os seus objetivos se esqueçe dos outros, passa por cima de tudo e todos, e principalmente aqueles que estão no poder. E as consequencia disso está ai, tantas tragedias acontecendo.Mas isto é necessário para despertar o sentimento, pois a evoluçao intelectual foi muito grande e agora é preciso evoluir moralmente. Nas grandes empresas  a preocupação com o lado social e o meio ambiente ja é visivel, eles perceberam que é preciso fazer algo urgente, já é um começo.... 

Boa tarde a todos...
Fiquem na Paz de Jesus!
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Humberto Britto em 10 de Dezembro de 2008, 17:06
Caros amigos, até então concordo em parte com o que foi dito por todos; todavia é bom lembrar que a situação atual está sendo gerada pela desinformação do homem no âmbito espiritual em todo o seu conteudo. As regras da lei do universo são claras, cabe a cada um de nós obdecermos. Infelizmente existe uma visão voltada (também deturparda)  exclusivamente para a vida material: ter, poder, possuir, avançar sem escrúpulos, é a base.  A história nos mostra a queda de inúmeros impérios, antes mesmo de Cristo. Será que não vamos aprender nunca?
Humberto da Costa Britto
(Jequié/Bahia/Brasil)

Caros amigos,
Já que estamos falando de "BUSINESS" gostaria de lembrar que estamos próximos à festa do NATAL, que na sua essência comemora-se o nascimento do MESTRE. Entretanto o "sistema" usa o acontecimento maior na imagem do Papai Noel, para fomentar o "BUSINESS".  Nada contra até porque é lícido. Entretanto ao meu ver, além do consumo exagerado, deveriamos voltar nossos pensamento e atitudes para o valor maior que o nascimento em nossas vidas do REDENTOR. Na confraternização, lembramos do aniversariante, deixar Ele entrar em nossa casa e fazer parte da festa, quem sabe até fazer um bolo e escrever "feliz aniversário JESUS!".
Enfim, NATAL não é só "business". É AMOR, CONFRATERNIZAÇÃO, e SOLIDARIEDADE para com os menos favorecidos, sem demagogia é claro. 
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Danilo Pinheiro em 10 de Dezembro de 2008, 17:48
Algumas perguntas eu acho conveniente fazermos para nos mesmos::

- Se eu tivesse dinheiro e condições de sobreviver, estaria trabalhando no local onde trabalho?
- No meu trabalho eu preciso fazer coisas que desagradam minha consciência, preciso fazer coisas "ilegais"?

Como sabemos, o mal prevalece por omissão dos bons. Nós que temos conhecimento da lei de amor, por que nos submetemos a fazer as coisas que infrigem esta lei? Por falta de dinheiro? por falta coragem? para não passar necessidade?

Talvez estejamos precisando seguir os exemplos de Jesus e seus Apóstolos, que mudaram uma sociedade sem medo daquilo que pudesse vir a acontece-los. O que nos impede de fazermos oque eles fizeram?

Essas são questões tenho feito para mim mesmo.
O meu sonho é ver esta sociedade se transformando, venho tentando fazer comigo mesmo. Mas sinto que falta um pouco mais de coragem. Atualmente tenho medo de ser perseguido como eles foram. Preciso desenvolver essa força a mais em mim.
Para que eu consiga que uma nova lei seja implantada na sociedade, preciso segui-la. Se eu infrinjo, pq eles aceitariam como lei?

Fazendo uma analogia, o que é preciso para que uma nova lei seja adicionada a constituição de um Pais? É preciso que muitos sigam e que muitos vejam o quão bom é viver sobre a proteção dela.

Jesus disse que Deus alimenta até os pássaros que não ceifam e nem juntam coisas. Por que não faria o mesmo com nós, seres inteligentes?

É preciso confiar que trabalhando pelo bem, ganharemos o nosso pão, apenas o pão necessário, nada de banquetes. O único banquete é o banquete espiritual, que alimenta a alma. Para o corpo, só o necessário.

Abraços e continuemos a conversa.

Danilo Pinheiro
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Danilo Pinheiro em 10 de Dezembro de 2008, 18:00
Pessoal, analisando o fato de já termos as diretrizes para seguir pela Lei de Amor, sugiro que, para dinamizar o debate, façamo tópicos com perguntas objetivas, e fossemos respondendo, por ex.:

Primeira pergunta:

- O que fazer com aquele funcionário desanimado, que faz as coisas pela metade e que não se vê motivado. Percebe-se que está na empresa apenas pelo dinheiro. Mandar embora? Estimular? Como a Lei de Amor poderia nos orientar perante um fato deste?


Assim, conseguiremos diretrizes para modificar nosso ambiente de trabalho e nossos negócios.

Abraços a todos.

Danilo Pinheiro
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: hcancela em 10 de Dezembro de 2008, 19:58
Olá amigos..
De uma forma geral,vamos pelo menos aqui,chegar sempre a um acordo,o nosso problema é o dia-dia;esse!...
Lembrei-me de uma frase ,que nos diz o seguinte:(em relação aos empresários e aos trabalhadores em geral).
O  PATRÃO COME O POBRE E O POBRE COME QUEM PODE.
Tudo isto par dizer o seguinte;quando o patrão entender que o que tem é uma dádiva de DEUS,com a responsabilidade de auxiliar o seus trabalhadores,proporcionando-lhes uma melhor vida,pagando-lhes o mais possivel(sem por em causa a sobrevivência da empresa),e,o trabalhador entender que o seu patrão o que possui é para pôr a fábrica a trabalhar,gerir o melhor possivel para que nunca falte trabalho,e,sem cobiçar o seu dinheiro;tenho a certeza que só assim nestas condições é que vamos viver mais felizes sem as preocupações da falta do nosso sustento.Claro que de momento ainda não estamos preparados para isto,mas mais uma vez vos digo,um dia será concerteza, e ,ainda melhor(penso eu),este é o consolo do espiritismo,que nos fáz ter fé num futuro melhor,porque tambem JESUS não nos ia mentir!POIS NÃO!...

SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Itam em 10 de Dezembro de 2008, 21:15
Bom sei que existem empresas que conceguem chegar nesse consensso mais é uma jornada muito grande até que todos se concientizem da importancia da espiritualidade em todos os termos e situações
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 10 de Dezembro de 2008, 21:35
Olá

No fundo as empresas são o reflexo das pessoas que nelas existem e que existem nas empresas ou pessoas que com elas concorrem ou negoceiam, como tudo na vida.

bem hajam
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: hcancela em 10 de Dezembro de 2008, 22:04
MAIS UMA VEZ,AMIGOS,COMO VÃO!
DEIXO UM VIDEO A PROPÓSITO DESTE TEMA.

SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Zuleica em 10 de Dezembro de 2008, 23:20
Todas as quartas feiras as 20 hrs..eu ..um dos meus filhos..uma das minhas filhas e um neto fazemos o culto do "Evangelho no Lar".

Os demais familiares ainda não despertaram para esta prática.

Não sabem o que estão perdendo!

Mas cada um ao seu tempo..não se pode forçar.

Joana de Angelis escreveu em uma das suas obras ..eu aprendí com ela.

Ela diz que o "Bem" propõe e que o "Mal" impõe.

Já fiz a proposta mas nem todos aceitaram.

Deixo sempre que o neto abra o Evangelho...por ser um menino (dez anos).

Estamos  educando para que ele continue durante sua vida a esta prática salutar e necessária.

Como hoje eu já havia postado aqui..acredito que o capitulo que hoje saiu, tem a ver com o assunto aqui debatido.

Capitulo XVI - Servir a Deus e a Mamom.



13. Sendo o homem o depositário, o administrador dos bens que Deus lhe pôs nas mãos, contas severas lhe serão pedidas do emprego que lhes haja ele dado, em virtude do seu livre-arbítrio. O mau uso consiste em os aplicar exclusivamente na sua satisfação pessoal; bom é o uso, ao contrário, todas as vezes que deles resulta um bem qualquer para outrem. O merecimento de cada um...

O Evangelho já diz somos só administradores, nada nos pertence.

Muita gente se considera...dono (a) do mundo.

Nem mesmo o nosso corpo nos pertence.

Muitos empresários que exploram seus empregados...

Irão prestar contas de todos os bens que lhe foi confiado e como fizeram uso

deles.

Não iremos fugir da Lei ...de Causa e Efeito.

A medida que o homem evoluir..irá despertar sua consciência, compreenderá futuramente tudo isto.

Estamos caminhando a passos lentos rumo ao mundo de Regeneração.

Vamos esperar o amadurecimento do nosso pequenino..ser espiritual.

Abraços á todos!




Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: luis antonio em 11 de Dezembro de 2008, 12:45
bom dia caros irmãos do fórum!!!

É a primeira vez que participo deste diálogo!!!
na minha opinião de pequenino que sou...acredito que as grandes nações´e grandes empresas só se preocupam com o poder de ter!!!!e deixa de lado o ser que poderá fazer a diferença!!
   As grandes potências só se preocupam com valores materiais.....e esquece os verdadeiros valores da vida!!!
     Na realidade a crise que vivemos é moral e não financeira!!!
     Estamos vivendo a verdadeira transiçâo de valores!!!!....onde as máscaras cairam,os grandes impérios se ruiram e permanecera a vitória dos justos , dos comprometidos com a modificação do orbe!!!
    Como sabemos ...somos  á todo tempo direcionados pelas equipes do PAI,estes engenheiros divino,que ja estão direcionando a terrap/ outra etapa de vida!!!!
   Acredito que daqui algumas decadas não seremos mais uma casa de provas e expiações!!!!
     
    Que Jesus esteje dentro de nossos corações!!!!

muita paz!!!
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Taprobana em 11 de Dezembro de 2008, 12:53
Olá amigos!

Excelente a forma como este tópico tem sido abordado. Pela leitura das reflexões aqui editadas surgiu no meu espírito a seguinte consideração.

Curiosamente, não parece haver grandes diferenças, no que à sua essência se refere, entre a forma como está organizada hoje a nossa sociedade com o que sempre se passou observando o decurso da história.

Sempre foi necessário encontrar uma solução, no sentido que um indivíduo ou grupos de indivíduos tomassem o controlo da gestão e da administração dos bens comuns.

Porque motivos existem bens comuns?

Penso que a partir do momento em que o produto do próprio trabalho não foi suficiente para satisfazer as próprias necessidades que o Homem pensou ter, determinou a necessidade do aparecimento do mercado, génese primeira de toda a complexidade da organização que no mundo hoje se observa.
 
Desde logo, penso que cada um de nós tem a sua cota parte de responsabilidade pelo estado em que se encontra a sociedade que em que vivemos, pois ela só foi estruturada na medida em que foi solicitada, espelhando de forma precisa o nosso nível evolutivo.

Um abraço, amigos
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 11 de Dezembro de 2008, 14:08
Olá

A ideia de escassez dos bens essenciais, que é das primeiras palavras a entrar em todos os livros de economia e gestão, tem base ou não? Será que era possivel que o mundo se sustentasse de uma forma equilibrada em que todos tivessem o minimo indispensável, independentemente de haver outros com muito, de forma ecológicamente correcta (isto admitindo que quem tem condições para trabalhar esteja disposto a trabalhar)?

Se há escassez de bens na terra, será certo deixar as populações crescerem demais? Os valores das coisas e do trabalho dependem da oferta e da procura.

Na natureza animal a escassez também é um facto. Os animais tem de lutar muito para viver. E, em regra, chega-lhes obter apenas o necessário.

Há que estudar a possibilidade de o mundo pode ser economica e ecológicamente sustentável, de forma que todos tenham o minimo. Pois o racicionio normal das pessoas, quando sabem que não dá para todos, é o "salve-se quem puder". É preciso que cada um sobreviva. Senão dá para todos, o instinto de conservação comanda legitimamente, não há forma de contornar isto, ou há?

Alguém conhece estudos de cenários possiveis para evolução do planeta em que a escassez dos bens essenciais seja possivel de eliminar? Se conseguissemos todos acreditar que havia essa possibilidade, será que estariamos dispostos a lutar (sem armas) por ela? Ou devemos pensar que é mesmo assim e viver a nossa vidinha sossegadinhos, sem pensar na fome alheia?

Como poderemos combater a ideia de escassez? Será possivel nos dias de hoje, fazê-lo?

bem hajam
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Zuleica em 11 de Dezembro de 2008, 14:20
Muito bem lembrado Amigo!

Outro assunto que deveria ser revisto é o desperdício.

Brasil grande produtor na agricultura...mas se vê na colheita..na distribuição..nas feiras livres grandes desperdícios.

Alimentos que poderiam (se fossem bem controlado) alimentar muita gente.

E aqui tem muitas famílias necessitadas.

Comida jogada fora

O país de 46 milhões de famintos perde cerca de 35% de todas as frutas e verduras que produz. Estudos da Embrapa mostram que o custo do alimento não aproveitado é alto

Os índices de desperdício de alimentos no Brasil, um país com 46 milhões de famintos, batem recordes mundiais. Estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Centro de Agroindústria de Alimentos mostra que o brasileiro joga fora mais do que aquilo que come. Em hortaliças, por exemplo, o total anual de desperdício é de 37 quilos por habitante. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, nas dez maiores capitais do Brasil, o cidadão consome 35 quilos de alimentos ao ano — dois a menos do que o total que joga no lixo. ‘‘Num país com tantos famintos como é o Brasil, esse desperdício é inadmissível’’, avalia o químico industrial e responsável pela pesquisa, Antônio Gomes.

O trabalho de Gomes e outros estudos brasileiros evidenciam que a média de desperdício de alimentos no Brasil está entre 30% e 40%. Nos Estados Unidos, esse índice não chega a 10%. Não há estudos conclusivos que determinem o desperdício nas casas e nos restaurantes, mas estima-se que a perda no setor de refeições coletivas chegue a 15% e, nas nossas cozinhas, a 20%.

A perda de alimentos, na maioria das vezes, ocorre por despreparo das pessoas do ramo da agroindústria e dos consumidores. Na hora da colheita, a uva é arremessada lá do alto da parreira para o chão, sem amortecedor. No transporte, as bananas vêm amassadas pelas caixas de madeira empilhadas umas sobre as outras. Nos centros atacadistas, os abacaxis que vieram amontoados nos caminhões continuam amassados no balcões de venda.

Nos mercados, os consumidores (em especial as mulheres) amassam a cebola com as mãos, enfiam a unha no chuchu e quebram a ponta da vagem para checar se o produto tem qualidade. Se o alimento não agradar à exigente compradora, o destino da cebola, do chuchu ou da vagem é o lixo. Ninguém vai querer uma comida amassada ou quebrada.

Do total de desperdício no país, 10% ocorrem durante a colheita; 50% no manuseio e transporte dos alimentos; 30% nas centrais de abastecimento; e os últimos 10% ficam diluídos entre supermercados e consumidores.
 

Abraçss
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Mateus em 13 de Dezembro de 2008, 00:40

 Olá a todos
 Li todas as respostas, e só porque foram escritas e porque tambem foram lidas, somos mais felizes e assim audazes, desejamos, queremos, e vivemos, em e no Amor.
 Somos aprendizes, de mensageiros, de nós próprios e de para todos os seres.
 Somos, pequeninos, em tudo, mas existimos, estamos, procurando, as respostas, as saídas, mas existimos, estamos vivos, mas conscientes.
 Somos, mini mensageiros de nós próprios, e de toda a humanidade.
 Lembramo-nos, que o Nosso Querido mestre Jesus disse: Pai perdoa-lhes porque eles não sabem  o que fazem:
 Sabemos, que fizemos muitas, mas mesmo muitas acções menos boas, reconhecemos, que ainda fazemos acções menos boas, mas poucas vezes, e a pouco a pouco, vamos estando mais atentos, com os nossos pensamentos e gratos nos sentimos, porque já atentos, evitamos algumas accões menos boas para com o próximo.
 Temos, salvação, todos vamos viver, para este destino: o de nos salvarmos.
 Temos a mínima consciência de ao acreditar, confiarmos neste nosso destino, o de sermos, mensageiros da luz, e nela vivermos, em Amor e dentro conscientes Nele no Amor.
 O não julgar-mos é muito importante, que passe de actuação, consciente, para o nosso inconsciente, anexado, juntinho ao mental de cada um.
 Sabemos, queremos desejamos, e já vivemos, continuando a viver no Amor, neste querer, e neste confiar, passamos a agir, para nós e para qualquer um de nossos irmãos.
Estamos sempre divinamente aconpanhados, será simpatico que não nos esquecámos.
 È naturalmente legístimo, porque em passados, e em cada presente, somos auxiliados, somos acompanhados, e assim muito, muito, mas mesmo muito amados, que vivamos o Amar, a qualquer nosso irmão, quer encarnado ou, desencarnado.
 Sabemos, irmãos e para a conquista da amizade e assim sermos amigos, ao confiarmos, que o caminho, para Deus, é meta sempre nova, a aceitar, no mínimo, para a eternidade, individual de cada ser e assim colectiva.
 As nossas dores, são as evidências, para se iniciar, em cada um de nós, a Divina inicial mudança, para  reiniciar-mos um novo e individual ciclo, a encaminhar-mo-nos, ao tal caminho da evolução espiritual do ser.
 Os seres, que ainda, não tem respostas, quem ainda não veem as saídas, tem consciente, ou inconsciente, mais dificuldades, mais outro tipo de dor, e para esses, temos obrigatóriamente de não, os afastar-mos, de não os julgar-mos, serenamente e sensatamente, esperaremos, o reconhecimento deles, de no mínimo vontades poucas suas,darem ínicio, ao seu novo ciclo, para e na luz e no Amor.
 Para estas vivências, vamos ser necessários, vamos participar, pela força  de e no Amor, voluntáriamente, colaborando, dando, do que temos e somos, que o processo individual, seja iniciado, eassim alinhado para a vivência do Amor.
 Sejamos, actuando, e aceitando a misericórdia de Deus, para cada um de nós, assim, vamos, caminhar e eternamente viveremos.
 Sabemos que os seres , menos dados á vivência do ser espiritual, que ainda não o reconhecem, vão reconhecer-se.
 Ao haver o chamado tempo, sempre foi, o tempo para Amar, a todos os  irmãos e a tudo quanto existe
 Eu amo ainda pouco, mas quero amar, confiou em cada um de vocês.
 Já é època de não nos enganarmos, mas também não devemos enganar o próximo, até porque, ele está muito mais próximo, do    se imagina.

  Temos, e teremos, a força mínima para dar ínicio à coragem, para esta em nós, mova, a ou as montanhas, que sejam necessárias para  simplesmente, vivermos e sermos ,vivência efectiva do Amor.
  Tenho ainda comportamentos de um egóista, mas ao gostar de vocês, não me incomoda que por gostar de todos vós me considerem egóista.

  Paz muita Paz e Amor para todos

  Mateus
 
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: aruanda em 13 de Dezembro de 2008, 17:26
Penso que este artigo fica bem aqui
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Dezembro de 2008, 19:05
Olá Aruanda

É sempre bom conhecer bons exemplos de empresários portugueses, com imaginação e capacidade de lançar as suas empresas a nivel nacional e internacional, a par de quaisquer outros empresários de outros paises.

Isso dá-nos alguma esperança, pois é uma prova de que é possivel ultrapassar barreiras e vencer na vida.

Gosto muito dessa tua postura de optimismo. De facto não adianta ficar a chorar as razões de não estarmos melhor, interessa é dar a volta por cima.

Contudo o nivel civilizacional de um país, mede-se por muitos parametros. Tanto quanto sei, globalmente, Portugal tem descido em nivel civilizacional em relação a muitos paises, e, em média, os cidadãos portugueses, há alguns anos para cá, cada vez têm uma qualidade de vida pior.

Mesmo assim, infelizmente, uma grande parte dos paises têm um nivel civilizacional inferior a Portugal e já se contentavam se estivessem ao mesmo nivel.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Klaudio em 13 de Dezembro de 2008, 22:13
Olá amigos! Paz e vida!

Temos aqui um grande assunto a se observar, vemos largo conhecimento entre os comentários sejam eles técnicos ou leigos e deixo a minha impressão.

Essa crise social que observamos hoje em dia com mais facilidade devido aos meios de comunicação estarem mais avançados, só demonstram o tamanho da crise espiritual e moral que estamos mergulhados, afinal estamos vivendo o efeito, a causa porém será o nosso grande desafio.

Temos grandes empresários, grandes líderes, grandes governos, voltados e preocupados às questões econômicas, focados nos seus tesouros e em sua próle política, mas esses homens são falíveis como sabemos, e precisam sempre que possível receber boas vibrações também, se virmos em cascata chegaremos aos nossos chefes e gerentes..etc, que também compartilham de responsabilidades perante à empresa e por vezes estão mais sujeitos ao erro e por vezes quando erram os efeitos são expressivos, comento isso para observarmos também o lado de quem é "alvo" ou por serem rígidos de mais ou por severos de mais, claro que nesses casos vemos um desequilíbrio que atinge à todos os colaboradores da empresa e isso somado a concorrẽncia, somada a falta de tempo, somada a uma economia frágil e vários fatores que englobam o dia-a-dia de uma empresa, encontraremos pessoas que foram preparadas apenas para dar resultados, seja a qualquer custo as vezes.

Havendo o desiquilíbrio ético, econtraremos a exploração, nesta vemos a falta de bom senso e atrás disso uma fileira de desvios de caráter. Será possível nesse contexto encontrarmos alguma responsabilidade espiritual e social dentro de uma empresa?
Apesar de ser dever de todos, penso que a responsabilidade de tais importancias estejam nas mãos dos homes de boa vontade, de fé nos preceitos de Jesus para que cada um plante dentro da empresa que trabalha uma semente chamada caridade e ao invés de esperar a receber o exemplo do chefe, dar o exemplo ao chefe, contagiar o seu ambiente de trabalho com sua alegria, atrair seus superiores pelas suas qualidade e mostrar-lhes o porque de sua felicidade.
Quanto a nós espíritas, qual caminho teríamos que seguir senão o da perseverança da confiança na lei de causa e efeito.

Meus queridos amigos, penso dessa forma deixar meu recado e observar que tais responsabilidades pertencem a cada um de nós e que se queremos mudar o futuro, temos que melhorar no presente. O futuro do mundo, das empresas das nossas famílias estão no presente, educando nossos filhos e todos os filhos e filhas, irmãos e irmãs no mundo, que amanhã serão pais, mães, empresários ou funcionários, líderes ou governates, mas poderão ser homes e mulheres de bem, responsáveis, caridosos, praticantes do amor fraterno de Deus.

É uma grande alegria poder participar com vocês!

Paz e Vida à todos
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: aruanda em 13 de Dezembro de 2008, 22:17
Olá Vítor, aqui há  uns anos li penso que foi (como evitar preocupações e começar a viver de Dale Carnegie) a seguinte frase:

...quando a vida  só te der limões, faz com eles uma bela limonada...
Na altura pensei que não fazia muito sentido porque uma limonada  tem que ter açúcar senão fica muito amarga.
Com o tempo fui percebendo que é exactamente isso que temos que encontrar na nossa vida...açúcar.E, isso só nos compete a nós, porque só nós é que sabemos a dose certa que necessitamos.Às vezes queremos demais e enjoamos e, outras vezes colocamos de menos e fica amargo...aos poucos vamos encontrando o equilíbrio.

Por isso, eu aprendi  a colocar na minha vida o optimismo que era o açúcar que me faltava. Por vezes é muito complicado porque não entendemos certas situações que nos acontecem ,  a não ser à distancia e, isso significa fazer cortes com situações  e pessoas que muitas vezes são demasiado importantes para nós mas, com o tempo vamos perceber que essa situação foi  a melhor para o nosso equilíbrio.
Assim, mesmo sabendo que o Pais e o mundo estão  em crise , eu acredito que esta crise vai ter resultados positivos , porque vai obrigar as pessoas  a analisar as suas vidas e a perceber que estão a valorizar em excesso  a parte material em detrimento da emocional e da espiritual. Como aprendemos com o espiritismo:" quando não mudamos pelo amor, vamos forçosamente mudar com a dor".
É assim em tudo, na família, no amor, com os amigos e nas relações de trabalho.
Em tudo tem que haver um equilíbrio...o tal açúcar que deve ser doseado.

Abraços


Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: hcancela em 13 de Dezembro de 2008, 23:55
Olá amigos

A crise de credibilidade,de confiança,de Amor instaura o estado conflitivo da personalidade que perde o roteiro,incapaz de definir o que é correto ou não,qual a forma de comportamento mais compativel com a época e,ao mesmo tempo,favorável ao seu bem-estar,anquilosando pessoas refratárias ao progresso nas ideias superadas ou produzindo grupos rebeldes fadados á distruição,que se entregam á desordem,á contra-cultura,buscando sempre chocar,agredir.
Os grupos opostos afastam-se,armam-se e agridem-se.
O homem ainda não aprendeu a ser solidário quando não concorda,preferindo ser solitário,ser opositor-
Certamente,a renovação é lei da vida.
A poda faculta o ressurgimento do vegetal.
O fogo purifica os metais,permitindo-lhes a moldagem.
A argila submete-se ao oleiro.
A vida social é resultado das alterações sofridas pelo homem,seu elemento essencial.
É necessário,portanto,que se dê a transformação,a evolução dos conceitos,o engrandecimento dos valores.Para tal fim;ás vezes,é preciso que ocorra a demolição das estratificações,do arcaico,do ultrapassado.Lamentávelmente,porém,nesta ação demolidora,a revolta contra o passado,pretendendo apagar os vestigios do antigo,vai-lhe até ás raizes,buscando extirpá-las.
O homem e a sociedade,sem raizes não sobrevivem.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Denise-Brasil em 14 de Dezembro de 2008, 00:49
Se pensarmos na dificuldade das coisas, sejam elas o que for, sejam da área que for, então, nada mais faremos em nossas vidas. Claro que existem casos como aquele citado pela(o) irmã(o) que a empresa enfrenta dificuldades, e que acaba sendo "obrigada" a participar de operações menos éticas para continuar sendo competitiva. Contudo, não devemos nos entregar à desesperação ou ao pessimismo.
Não sei se aí em Portugal há um livro que foi psicografado por Francsico Candido Xavier, ditado pelo Espírito André Luiz que se chama: Sinal Verde.
Nele há mensagens muito interessantes, em forma de frases, mas com muita profundidade; frases que nos forçam pensar e repensar!
Acredito sinceramente que a responsabilidade espiritual e social, não somente nas empresas, assim como em qualquer lugar, é totalmente possível. É como o trabalho das formigas dentro do formigueiro. Cada uma delas fazendo aquilo que lhes compete com o máximo devotamento e com toda a força e competência que possuem; e até mesmo com a aquela força que não possuem, pois a carga excede em muito as próprias forças.
Por esse motivo, sou "forçada" acreditar que se todos fizerem e derem o melhor de si em qualquer lugar que seja, a espiritualidade estará sempre auxiliando.
Não posso comentar nomes, lugares ou cargos, mas compartilharei e testemunharei algo que aconteceu à poucos dias atrás.
Meu marido esteve durante todo o dia muito triste. Ao anoitecer ele disse a mim a e nossa filha que precisava ficar sozinho pois teria que elaborar uma lista com o nome das pessoas que seriam demitidas em razão da crise financeira que é globalizada, como tudo hoje em dia!
Naquele momento senti meu coração amargurado; estava lavando a louça do jantar; imediatamente percebi que lágrimas corriam dos olhos e começei a orar. Pedi à Jesus e ao Pai Celestial, do fundo do meu coração e com toda a força da minha alma, que se fosse possível, algo acontecesse que amenizasse tal situação, já que estamos próximos de comemorarmos o aniversário de seu amado Filho; e, que tal fato faria com que muitas famílias, muitas pessoas, inclusive crianças, sofreriam demais. Disse que sabia de todas as coisas, que nós espíritas já sabemos, sobre mérito, merecimento, etc, mas mesmo assim me atrevia a pedir que se possível impedisse tal fato.
A noite, quando meu marido chegou, perguntei sobre o dia; como tinha sido e o que havia acontecido!
Então chorei muito, quietinha, em silêncio, no meu quarto e ajoelhei-me agradecendo ao Pai Celestial e a Jesus, pois, foi feito um acordo de redução de 20% nas horas trabalhadas e nos salários; evitando as demissões. Sei que o mérito não é meu, mas acredito que o mérito é de todos aqueles que estão envolvidos na situação. Portanto, sempre existe uma saída e sempre haverá uma esperança.
A propósito, vejam o vídeo da resposta 5, sobre o Presidente da Apple - Sr. Steve Jobs, é um pouco longo, mas com toda a certeza é cheio de exemplos de confiança no Pai. Não sei se ele (Sr. Jobs) tem consciência disso, mas a profundidade das suas palavras, nos calam fundo na alma os faos citados. Vale a pena assistir!
Desculpem-me se algo que tenha escrito não esteja de acordo com a línguagem de Portugal, mas como assino, já deu para perceber sou brasileira. Abraços fraternos a todas as irmãs e irmãos portugueses.
Que Jesus ilumine à todos vós com sua luz resplandecente, envolvendo-os em muita paz, harmonia, fé, confiança e muita fraternidade!
Abraços,
Denise, do Brasil.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Zuleica em 14 de Dezembro de 2008, 12:24
Bom dia ...Irmãos do Caminho!

Gostei muito da sua explanação Denise.

Fazemos todos parte da nossa Mãe Terra.

Precisamos cada um de nós colaborar pra que sejam amenizados os sofrimentos de nossos semelhantes.

E vc orando pelos irmãos que seriam demitidos certamente colaborou para que isto não acontecesse.

Agora aproxima-se o Natal...onde o aniversariante deixou um legado que é  o "Amor". Amor ao próximo.

Vamos fazer  valer e honrar o que ELE nos ensinou quando por aqui esteve encarnado pq está sempre conosco em Espirito e Verdade.

Chico Xavier através de seu mentor Emmanuel  falou que para se fazer caridade não precisamos sair da condição que atualmente estamos vivendo.

Que por menores que sejam as nossas condições materais sempre podemos auxiliar.

Que auxiliamos muito com a oração.

Um grande abraço á todos.


 

Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Dezembro de 2008, 17:12
Olá Aruanda

Citar
...quando a vida  só te der limões, faz com eles uma bela limonada...

Concordo que essa é a postura certa na vida. De nada nos serve perder tempo com lamentos. Devemos estar sempre atentos ás oportunidades e reagir com o máximo de vigor.

Teóricamente sei que a postura inteligente perante a vida é enfrentar a mesma como um pescador: atiramos a rede e...

Na prática, nem todas as pessoas são fortes como deviam ser (incluindo eu mesmo).

Manter o optimismo com pão na mesa e um bom abrigo é relativamente fácil, manter o optimismo sem meios de sustento não me parece assim tão fácil.

Estar calminho cheio de fome, é muito bom para recomendar aos outros, mas julgo que é uma postura muito dificil de manter. Acredito que haja pessoas tão fortes, que mesmo a passar fome mantenham um sorriso sincero nos lábios. Mas será que isso é vulgarl?

Com isto o que eu quero dizer que só nas situações verdadeiramente dificeis sabemos quem somos. Já conheci pessoas cujo optimismo parecia inabalável a entrar em depressão violenta com a falência da sua empresa, ou a perda do emprego, sem ver  resposta para o problema de como se vão desenvencilhar para sobreviver.

Se a humanidade for o salve-se quem puder (ou tiver inteligência e competência), não há diferença nenhuma entre os homens e os animais. É a lei da sobrevivência de Darwin, distorcida pela homens. A diferença entre homens e animais é o pensamento em Deus e a visão das outras criaturas do Pai Celeste como irmãos.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: aruanda em 14 de Dezembro de 2008, 19:51
Citar
Com isto o que eu quero dizer que só nas situações verdadeiramente difíceis sabemos quem somos.

Concordo contigo Vitor, mas, sem querer parecer arrogante ou convencida ,pergunto:

Não achas que é exactamente nessas situações que devemos colocar em prática o optimismo, ou a força interior , ou a fé, ou o que queiras chamar...isto porque nas situações normais normalmente nem precisamos pensar nisso (devíamos) mas, na realidade deixamos a vida correr.Todas as pessoas que de algum modo nos servem de exemplo, mostram  a sua força em situações complicadas , não na rotina do dia a dia.
Acredito sinceramente que podemos mudar a NOSSA VIDA. O que acontece é que de uma forma geral queremos levar alguém connosco e, só o podemos fazer quando a pessoa quer e deseja o mesmo que nós. Doutra forma são dois cegos a ampararem-se e, portanto não vêm o caminho.
Sabes que trabalho com grupos de risco, pessoas a viver com falta de tudo que consideramos necessário desde material, afectivo, emocional e de saúde. No entanto, podes acreditar que tenho aprendido muito com eles. Eu pensava que era forte , até conhecer esta realidade. E, acredito que quando queremos mesmo...conseguimos, o problema é que normalmente nos deixamos afectar demasiado pelos problemas e depois ficamos sem energia para os saber resolver.
Mas,  há situações bem mais complicadas que outras,concordo.Mas também há situações que valorizamos de tal forma na negativa que deixamos de ver as hipóteses de as resolver.

Abraços
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 14 de Dezembro de 2008, 21:00
Muita paz companheiros

Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
 
 Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará

1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
   Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? - Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? -Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (S. MATEUS, cap. VII, vv. 7 a 11.)

2.Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra:
Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em acção as forças da inteligência.
Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à procura do alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura. As necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. E assim que o homem passa da selvajaria à civilização
Evangelho segundo O Espiritismo (Vede: cap. IV, nº 17.)
 
 Meus companheiros, quando falamos em conceito de Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas, temos que abraçar “BUSCAI E ACHAREIS “, afim de podermos entender que o acaso não existe e toda a circunstância tem em si um aprendizado, por muito que nos custe, em todas as sinuosidades da envolvência dos valores materiais com os do Ser Integral, porque a vida activa está estigmatizada pela diferença de individualidades, de conhecimento ou seja de evolução moral, espiritual e intelectual.
   Não podemos de maneira alguma separar o trigo do joio, as carências, e os excessos contrastam com a benquerença e maledicência, haverá sempre um caminho de encontros e desencontros , mas sempre no sentido global, de que todos somos espíritos em evolução , com maior ou menor dificuldade, e ninguém saí ilibado da falta no avolumar daquilo que chamamos um universo corrupto de valores.
    A Globalização o demonstra, os excessos mediatizados por ambição, estão a receber a resposta secular , que por inerência trazem , muita das diferenças existentes nas valências da vida quotidiana, fazendo com que uns cresçam, porém outros matizados pela sofreguidão e falta de ética Mundial passam miséria.  Claro que me dizem logo , mas isso é parte da provação, exacto, mas nós não nos podemos afastar das realidades efémeras, de que somos parte da Humanidade e que contribuímos para que tudo se processe ao jeito do deixa andar…em todas as vertentes e terminologias cientificas, o  interesse maior recai sobre o lucro fácil, nem que com isso se amofine o próximo, se desampare o desesperado, porque na realidade na viragem secular nos vemos a rumar por mudanças cada vez mais drásticas, e elas já não advém somente das intempéries purgatórias, mas também a nível politico-social-economico, todos os dias vemos empresas fechando, o desemprego aumentando, a revolta reflectindo  corações magoados pela necessidade, daí aumentar a violência, o desvio ético-social, a retracção de honra e essa mesma está ao alcance visionária de todos , senão vejam a recessão económica que aí está presente, os abusos e desrespeito daqueles que tomaram o condão da Governação Mundial, por heresia de conceitos , os conflitos politico - religiosos , ineficácia e má gestão dos valores naturais,as invasões,a deficiente planificação agricola e o uso e abuso da “diplomacia dos alimentos”, a proliferação de gastos desmedidos com armamento, quando a prioridade seria restabelecer o equilibrio macro-económico, de forma a que se reposicioná-se uma distribuição mais consentanea com o bom senso e igualdade.
   Ainda existem cerca de 196 Países que permitem abusos dos direitos humanos,ora torna-se necessário que se faça uma reflexão daquilo que moralmente e intelectualmente, vai nas mentes dos espiritos em busca de evolução!Estaremos a regredir moralmente?! Qual afinal o problema que retem os Povos e os seus governantes , todos temos que equacionar, mas penso não estar longe do afastamento real dos valores espirituais, por troca com a ambição dos materiais…..O trabalho segundo o Livro Dos Espiritos, “constitui uma necessidade e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e gozos” (L.E.679), toda a ocupação é útil, sem trabalho seria o caos, “ora o mesmo serve para conservação e desenvolvimento da faculdade de pensar”(L.e.677) sem isso o homem não evoluiria, porque o esforço de redenção moral e intelectual, é atipicamente individual afim de estar em equilibrio, ou seja o progresso anda de mão dada com o trabalho.
   O desgaste empresarial, o fatalismo devorador das Familias está aí presente, basta olhar para as noticias dos Midia diárias, urge fazermos algo e o Espiritismo tem uma mão importante nessa caminhada do desenvolvimento, porque não chega tomar medidas organizativas, boas orientações morais,escrever belas mensagens, fazer palestras enriquecedoras da divulgação espirita, é necessário que a mensagem saía para a acção e claro que nós sejamos o exemplo daquilo que irradiamos na envolvência diária, ora as competências são individuais e no ambito da responsabilidade empresarial, temos que dar a cesar o que é de cesar,de que temos de ser avaliados pelo esforço inerente na busca pelas riquezas da alma e não dos bens materiais,no entanto faz-se dever saber, que no cumplio das funções realizavéis quer como funcionarios ou gestores,cada ser detem seu livre-arbitrio e muito do sucesso passa pelo respeito e sentido de responsabilidade no uso das capacidades intelectuais que nos são adjuvantes e da forma como respeitamos os valores dos outros, a humildade e justiça são factor essencial, e quando munidos desse sentido de homem integral, poderemos restabelecer o equilibrio, criar novas oportunidades e vivenciar a essência da solidariedade constante, em todas as vertentes socio-economicas e mostrando que existe mais ganhos sendo um ser activo,competitivo e moralizado do que o inverso.
    O Espiritismo na sua expansão tem que ser activo e receptivo de todas as vertentes filosofias, alertar para o orar e vigiar constante e assimilar a necessidade de olhar para o Universo das ingerências negativas como oportunidades de crescimento, se tudo fosse facil, nada teria grandeza.
   O trabalho e a oração constituem a mais poderosa protecção contra o mal,uma vez uma vez que possibilitam ao Espirito,corrigir imperfeições e disciplinar a vontade.
   Quando soubermos fazer a gestão de nós mesmos, a Humanidade também saberá fazer o gerencionamento condigno baseado no sentido do progresso mas contido nos valores de respeito mutuo e do bom senso, equilibrando as individualidades em crescendo, tenho fé ,logo acredito que o Pai tudo nos oferece, basta que façamos de nossa parte…
"Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará." (João: 6-27)

  Muita paz e harmonia
VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Dezembro de 2008, 16:22
Olá Aruanda

Citar
Não achas que é exactamente nessas situações que devemos colocar em prática o optimismo, ou a força interior , ou a fé, ou o que queiras chamar...

Acho que isso é o ideal e aquilo que devemos esforçar-nos por fazer. O problema é que nem sempre somos capazes, em todas as circunstâncias da vida e a depressão toma conta da situação (pelo menos, provisóriamente).

Abençoados os fortes, porque sem eles o que era o mundo?

Mas abençoados tb os fracos. De juizo perfeito, todos nós espiritas, gostamos de ter o melhor para nós mesmos, pela nossa familia, pelos amigos e pelos estranhos que conseguirmos ajudar, julgo eu.

Quando entramos em depressão a culpa pode até ser nossa, mas a nossa auto-estima já está tão em baixo, que até nos culpamos pelo que temos culpa e pelo que não temos, sem ser preciso que ninguém nos impute culpa.

Todos gostávamos de ser fortes e agir sempre com inteligência. Não há dúvida que a postura mais inteligente é dar a volta por cima, e tentar aproveitar toda e qualquer oportunidade, em vez de mergulhar na depressão. O pior é quando não somos capazes...

Em conclusão: devemos ser tentar ser o mais fortes possivel, mas devemos ter paciência com quem não é capaz de ser forte. E tu, tanto quanto te conheço, não és pessoa para não respeitar as fraquezas alheias. Até porque, no fundo, neste planeta,  todos temos algumas fraquezas. Ninguém é forte em tudo na vida.

Com isto não quero fazer a apologia do pessimismo, Pelo contrário. Quero dizer que é precisos paciência para quem não consegue ser optimista. O pessismo é sempre a pior atitude, sobretudo para quem a toma. Concordo que o ideal é sermos optimistas (sem sermos uns iludidos, a contar com o ovo no rabo da galinha, mesmo sem ter a minima certeza se ele lá está ou vai estar, pois isso tb não me parece bom para nós).

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Divani em 15 de Dezembro de 2008, 17:11
Ola, que Jesus ilumine a todos!

 O Ser humano na medida que vai sendo esclarecido espiritualmente, ele procura mudar a sua conduta, no seu lar, nas vias publicas, no trabalho, mesmo que seja so ele, alguma coisa ele vai plantando nos corações daqueles que convivem com ele, a semente foi lançada, no tempo certo ela florecerá.
 E os espiritas não podem alegar ignorancia, pois a Doutrina é esclarecedora. "Aqueles que muito foi dado, muito será cobrado."E.S.E. Por isso é grande responsabilidade dos espiritas, se queremos um ambiente melhor, devemos primeiro fazer a nossa parte e com nosso exemplo possamos fazer a diferença...

Fiquem na Paz de Nossa Querida Mãe Maria de Nazaré...
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 15 de Dezembro de 2008, 19:21
Ola companheiros
Muita paz

     Amigos agora utilizamo-nois dos conceitos depressionários , para dar resposta aquilo que está visivel para todos!
      Na realidade Aruanda expressa bem a importância Ser positivo! ?
 Minha boa Amiga , quem com fome consegue ser positivo?...
      Entendo perfeitamente que todas as Familias sofrem com a recessão, que existe mais desemprego, mais conflitos internos no lar, que a violência aumenta, mas não vamos fazermos de comiseração, aquando na verdade todos estamos no mesmo barco, e o rumo é necessário fazer-se cumprir, logo, sendo individualidades dispersas, com vontades diversas, emoções díspares, dificilmente haverá consolidação de valores, se não valorizarmos a necessidade, a carência, a dor, pois é com isso que muitas das vezes conseguimos aprender..O Mundo não muda por si, nós é que temos que mudar e ter consistência de valores em todos os momentos, porém estamos num plano de provas e expiações.
     Que fazer quando se deitam toneladas de leite ao mar? Tomates ao chão em cumplio de festa , como em Espanha, que fazer quando os excedentes são pura e simplesmente, escamoteados, sem sequer haver quem ponha cobro a isso, e dar-op aproveitamento aos excessos, doando-o aos que necessitam...estas bitolas , no conceito macro economico são fogueiras ardentes politico desumanas , e nós temos que alertar para a fragilidade das Leis que visam , desestabilizar, em vez de criar condiições de vida minimas.

   Vejam este artigo....


Mercados globais afundam com temores de deflação e depressão econômica
Por Mike Head
25 de novembro de 2008

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Publicado originalmente em inglês no dia 21 de novembro de 2008

Com temores de que uma espiral deflacionária leve toda a economia à depressão, mais perdas multi-bilionárias derrubaram os mercados acionários globais nos últimos dois dias. O governo e os comentadores da mídia ainda tentam assegurar ao público de que não haverá uma repetição da década de 30, mas os mercados financeiros nos dizem outra coisa.

Nas páginas da imprensa financeira já se reconhece abertamente que todas as garantias oficiais, todas as intervenções governamentais e pedidos por cooperação internacional, falharam em estancar o desastre econômico. No Wall Street Journal do último dia 20, Peter A. McKay observa que o "governo está ficando sem munição para estabilizar o sistema financeiro e a economia".

No mesmo sentido, John Durie escreveu para o Australian: "Finalmente foi dito — NADA FUNCIONA — e, como resultado, os mercados acionários globais estão em queda livre". Durie observou que a administração dos EUA e o governo chinês adiantaram, cada um, cerca de 1 trilhão de dólares em pacotes de resgate e, mesmo assim, "o mundo ainda está afundando".

A queda foi ainda maior quando os executivos da General Motors, Ford e Chrysler, junto aos chefes do sindicato United Auto Workers (UAW), não conseguiram apoio do congresso dos EUA para o resgate das "Big Three" [como são chamadas as 3 grandes montadoras norte-americanas], um valor sem precedentes de 25 bilhões de dólares. Após dois dias de discussões em Washington, o resgate foi rejeitado, ao menos em sua forma inicial, apesar de todos os participantes, incluindo o UAW, concordarem que nenhum pacote de resgate pode prescindir dos cortes nos empregos e condições de trabalho.

Além das quedas de mais de 5% na quarta-feira, as ações norte-americanas despencaram ao final da quinta-feira, após terem subido por um breve período com base em rumores de um acordo na questão das montadoras. Ao final do dia, o Dow Jones Industrial Average havia caído quase 445 pontos, ou 5,6%, atingindo a marca de 7,552.29. O índice Standard & Poor's 500 continuou caindo, perdendo 54,14 pontos, ou 6,7%, e atingindo 752,44 pontos — o nível mais baixo em 11 anos.

As bruscas mudanças de rumo trouxeram à tona elementos de puro pânico e instabilidade. Na quarta-feira, o Chicago Board Options Exchange Volatility Index (índice de volatilidade), conhecido como o medidor do medo de Wall Street, subiu 10,1%, para 74,45 pontos, indicando aumento da tensão.

Preocupações em torno da possibilidade de uma recessão mais longa e profunda que a que se temia anteriormente catalisaram a venda desesperada de ações. Outro fator relevante foi aquele que Sheryl King, economista sênior da Merril Lynch, chamou de "fase deflacionária corrosiva". A deflação é vista como precursora da depressão, já que preços em queda podem gerar uma espiral interminável de perdas corporativas, cortes na produção, demissões em massa e redução na demanda.

Como foi o caso nos últimos 16 meses, os EUA permaneceram o epicentro da desordem global, com novos dados mostrando aumento da perda de empregos, declínio na área da construção civil, preços em queda e crises afligindo gigantes financeiros como o Citigroup e a GE. Relatos do último encontro de políticas do Federal Reserve predizem contração econômica ao menos até o final de 2009. "É uma tempestade econômica perfeita, uma combinação de recessão comum, colapso da habitação, crise do crédito e grande deflação de bens", disse aos jornalistas Barry Ritholtz, presidente e diretor de pesquisas em eqüidade da Fusion IQ.

As dimensões globais da crise foram demarcadas por dados do ministério de finanças japonês, que anunciou que as exportações da segunda maior economia do mundo caíram 7,7% em outubro, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foi a maior queda em quase 7 anos. Sublinhando a dependência do capitalismo japonês e asiático quanto ao mercado dos EUA, os números do relato colocaram ontem as ações asiáticas num mergulho em parafuso pelo segundo dia sucessivo.

O índice de referência Nikkei, de Tóquio, perdeu 570,18 pontos e atingiu os 7,703.04, a marca mais baixa desde 28 de outubro — o dia em que tocou o menor nível em 26 anos, atingindo os 6,994.90 pontos. Foi a maior perda percentual em um dia desde 22 de outubro. Até agora, o Nikkei caiu 9% esta semana e 10% este mês. Os economistas agora prevêem outros três trimestres de contração econômica no Japão, trazendo o período de declínio para cinco trimestres consecutivos, maior período contínuo de perdas jamais registrado.

Bombardeado por quedas mais profundas na economia financeira e na mineração, o índice australiano S&P/ASX 200 fechou com queda de 4,2%, em 3,252.90, o nível mais baixo desde o início de 2004. O Seng Index de Hong Kong fechou com queda de 4,3%, em 12,264.34. O Kospi sul-coreano finalizou com queda de 6,7%, em 948,69, marcando sua oitava sessão de perdas consecutiva.

As bolsas européias também caíram conforme os temores de uma recessão profunda acertaram títulos de bancos e produtores de matéria-prima. O FTSEurofirst 300, medidor das melhores ações européias, fechou em 781,07 pontos, pior nível desde abril de 2003. As firmas mais expostas à economia, como mineradoras e bancos, lideram as perdas; essas firmas foram abaladas quando as ações do Citigroup apresentaram problemas e os investidores questionaram as possibilidades de sobrevivência do banco norte-americano.

As ações da ArcelorMittal, maior fabricante de aço do mundo, caíram 12,4%. As da Aviva, seguradora britânica que administrava 359 bilhões de libras em bens, caíram 15,5%. Com os futuros do petróleo chegando aos 50 dólares/barril, produtores como a Royal Dutch Shell e distribuidoras como a E.On tiveram declínios acentuados.

Sublinhando as tendências sombrias, demissões entre 1400-2700 empregados foram anunciadas na quinta-feira pela AstraZeneca, Rolls Royce, Sandvik e Peugeot Citroen. Na Grã-Bretanha, a BAE Systems, a fabricante de materiais de construção SIG e a firma de investimentos Fidelity International também anunciaram demissões significativas. As vendas inglesas de artigos de consumo caíram mais 0,1% em outubro.

Foram os EUA, porém, que continuaram a produzir as piores notícias. O número de trabalhadores americanos que fizeram novos requerimentos de seguro-desemprego subiu em 27.000 na semana passada, número maior que o esperado e o mais alto em 16 anos, relatou o Departamento Trabalhista. Estimativas iniciais do número de novos beneficiados pelo seguro-desemprego apontam um número sazonalmente ajustado de 542.000 na semana, após os 515.000 da semana anterior. Foi maior que a previsão dos analistas de 505,000 novos requerimentos. Os requerimentos contínuos permaneceram em 4,012 milhões na semana terminada em 8 de novembro, mais alto nível desde dezembro de 1982. Na semana anterior o número de requerimentos contínuos era 3,903 milhões.

Notas do encontro do Federal Reserve mostraram, segundo alguns, que o desemprego poderia atingir os 8% até o próximo ano. (A taxa oficial de desemprego chegou aos 6,5% em outubro).

As notas revelam preocupações com uma espiral deflacionária, que o Fed não seria capaz de contrabalançar com taxas de juro já tão baixas. Tal desenvolvimento "colocaria importantes desafios regulamentais", segundo o Fed. Alimentando esses temores, os preços de artigos de consumo caíram 1% em outubro, a queda mais brusca desde que o governo começou a fazer registros mensais, em 1947, segundo relatado pelo Departamento de Comércio dos EUA.

Os números da moradia também são desoladores. Construtoras americanas divulgaram em outubro a venda de casas numa taxa anual de 791.000, menor número desde que o Birô do Censo começou a registrar os índices de moradia em 1959, quando havia 50% menos famílias no país. Em setembro, havia 394.000 casas não-vendidas e mais de 4 milhões de casas disponíveis no mercado (muitas das casas existentes eram propriedades hipotecadas).

Durante a semana, houve sinais de que a implosão financeira está longe de acabar. As ações do Citigroup caíram 24,2% para 4,85 dólares ontem, depois de uma queda de 23% no dia anterior, após o banco ter assumido mais de 17 bilhões em bens dúbios. O Citi também fechou mais um hedge fund, que chegou a possuir mais de 4 bilhões em bens. Seu valor, desde então, passou a menos de 60 milhões de dólares, enquanto sua dívida é de cerca de 880 milhões.

A General Electric pretende encolher a GE Capital, uma grande provedora de crédito para consumidor, numa operação que poderá acarretar num corte de custos em torno de 2 bilhões de dólares, a venda de 90 bilhões em ações de alta alavancagem e uma redução significativa de seu efetivo de 75.000 empregados. O JPMorgan Chase planeja cortar 10% de sua equipe de investimentos bancários, cerca de 3.000 empregados.

Enquanto esses gigantes financeiros lutam para se desvencilhar da bancarrota completa cortando todos seus gastos, fica cada vez mais claro que o capitalismo experimenta uma crise fundamental na escala da Grande Depressão da década de 1930, ameaçando devastar as condições sociais de centenas de milhões de trabalhadores em todos os países.

[traduzido por movimentonn.org]

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Taprobana em 15 de Dezembro de 2008, 19:26
Olá Divani!

Ola, que Jesus ilumine a todos!

 O Ser humano na medida que vai sendo esclarecido espiritualmente, ele procura mudar a sua conduta, no seu lar, nas vias publicas, no trabalho, mesmo que seja so ele, alguma coisa ele vai plantando nos corações daqueles que convivem com ele, a semente foi lançada, no tempo certo ela florecerá.
 E os espiritas não podem alegar ignorancia, pois a Doutrina é esclarecedora. "Aqueles que muito foi dado, muito será cobrado."E.S.E. Por isso é grande responsabilidade dos espiritas, se queremos um ambiente melhor, devemos primeiro fazer a nossa parte e com nosso exemplo possamos fazer a diferença...

Fiquem na Paz de Nossa Querida Mãe Maria de Nazaré...

Fiquei com vontade de renovar tudo o que disse. Comungo completamente dessa sua reflexão.
Obrigado por partilhar connosco.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: aruanda em 16 de Dezembro de 2008, 02:29
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Em conclusão: devemos ser tentar ser o mais fortes possível, mas devemos ter paciência com quem não é capaz de ser forte. E tu, tanto quanto te conheço, não és pessoa para não respeitar as fraquezas alheias. Até porque, no fundo, neste planeta,  todos temos algumas fraquezas. Ninguém é forte em tudo na vida.

Vítor, eu sou exactamente igual  a ti e  a todas as outras pessoas. Quando escrevi não foi no sentido de me achar melhor.Aliás, não sendo pessoa de falar muito na minha vida pessoal, vou no entanto, aproveitar para contar porque aprendi a ser positiva, talvez  a lição mais dolorosa que tive até hoje. Há 20 anos atrás , no mesmo ano eu perdi um filho que morreu com 4 anos,  a minha mãe que morreu ainda jovem , com 59 anos, depois d e 1 ano de sofrimento atroz e o meu divórcio.
Como deves imaginar, no final eu estava em estado de depressão quase profunda.
Já era espirita e ao tentar entender o porquê de tanto sofrimento, não me deixei ir completamente ao fundo mas, fiquei mal, direi mesmo bastante mal.

Como fiquei com muito tempo livre, resolvi ocupa-lo com as minhas pinturas   e com ajuda médica lá fui reagindo. demorou uns 3 meses , que para mim foi um século, mas, nesse tempo percebi uma coisa...percebi que depois de ter ficado sem as pessoas que mais amava, não iria haver na minha vida mais nada que me voltasse a levar a uma depressão...nem trabalho, nem amigos, nem amores , nem mais nada.
Prometi a mim mesma que SEMPRE que  surgisse algo que me afectasse iria lembrar-me que não era assim tão importante.
prometi  e tenho feito um esforço para cumprir. por vezes não é fácil mas, lembro-me que o tempo que vou gastar a lamentar-me é igual ao tempo que posso usar a sair da situação e, dou  a volta.
Por isso , quando digo determinadas coisas não são teoria de espirita , como pode parecer mas, sim de pessoa que já passou e continua  a passar por situações complicadas (como todos)mas, que faz um esforço DIÁRIO para mudar.
Por isso amigo, disseste bem que eu respeito as "Fraquezas alheias", só que não lhe chamaria d e fraquezas mas de momentos menos bons.
abraços
olga

Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 16 de Dezembro de 2008, 20:16
OLa muita Paz
Querida Aruanda

     Sabes como gosto de escrever e soletrar esse nome, faz sentir tão peuqenino....

     Minha boa Amiga longe de mim querer depreciar  a fragilidade, até como tu disseste e eu reforçei, todos somos fragéis, e porquê, porque somos muito emotivos, ainda vivemos esperando sempre sentir-nos apoiados, quando na realidade nos aparece um entrave, ficamos, sempre um pouco apreensivos...e falo por mim, como tu sabes o meu problema das mãos, reteu-me muito da vioda profissional, no entanto senti-me apoiado por todo o conhecimento que o espiritismo me trouxe , assim como o incentivo dos membros espiritas de todos os lados...Hoje apesar de ter mudado desector, melhorei a minha qualidade de vida , o emprego que me ofereçeram para colmatar o problema , deu-me mais força, acabei o Curso agora posso seguir para a Universidade, por isso estava afastado...
     Na realidade todos temos histórias de fragilidade, mas também pela entrega de amor e beleza da envolvência do aprendizado...
      Como vês minha boa Amiga crescemos, e isso é que é importante...apesar de ainda termos muito para escalar, sinto-me feliz , e bem haja os AMIGOS ESPIRITUAIS...E todos os Amigos que aqui neste plano sempre me apoiaram, Deus não fecha uma janela com que não abra uma porta...repara até consigo após cinco cirurgias escrever mais depressa....rsrsr

     BEijo em tua alma

     Paz e harmonia


    VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 16 de Dezembro de 2008, 20:59
        Senhor!
        Ensina-nos a trabalhar mais, produzindo mais, e a produzir mais, a fim de conquistarmos recursos maiores, para distribuir o auxílio sempre mais amplo de Tua Misericórdia.
        E ensina-nos, Senhor, a descansar menos, pedindo menos, e a pedir menos, a fim de pesarmos menos em nossos semelhantes, para exigir menos, de modo a nos sentirmos menos fracos para servir em Tua Bondade.
        Senhor!
        Tanto quanto nos seja possível receber, concede-nos mais trabalho para sermos mais úteis e que sejamos sempre menos, diante de Ti, a fim de que estejas mais em nós, hoje e sempre.
        Assim seja.
Bezerra de Menezes - FCX

        A luta e o trabalho são ...

tão imprescindíveis ao aperfeiçoamento do espírito,
como o pão material é indispensável à manutenção do corpo físico.
        É trabalhando e lutando, sofrendo e aprendendo, que a alma adquire as experiências necessárias na sua marcha para a perfeição.
O Consolador - Emmanuel

Diálogo

        Dizem que, em certo dia, o Servidor abatido pelo desemprego, indagou ao Trabalho:

- Por que me demitiste do teu apoio ?

- E o Trabalho, com tristeza, formulou esta contra-pergunta:

- Por que te revoltaste contra mim ?
Emmanuel - FCX

       Personalidade sem luta, na Crosta Planetária, é alma estreita.  Somente o trabalho e o sacrifício, a dificuldade e o obstáculo, como elementos de progresso e auto-superação, podem dar ao homem a verdadeira notícia de sua grandeza.
Pão Nosso - Emmanuel
 
Remuneração Espiritual

        Além do salário amoedado o trabalho se faz invariavelmente, seguido de remuneração espiritual respectiva, da qual salientamos alguns dos itens mais significativos:
acende a luz da experiência; ensina-nos a conhecer as dificuldades e problemas do próximo, induzindo-nos, por isso mesmo, a respeitá-lo;
promove a auto-educação;
desenvolve a criatividade e a noção de valor do tempo; 
imuniza contra os perigos da aventura e do tédio; 
estabelece apreço em nossa área de ação; dilata o entendimento; amplia-nos o campo das relações afetivas; atrai simpatia e colaboração; extingue, a pouco e pouco, as tendências inferiores que ainda estejamos trazendo de existências passadas.

        Quando o trabalho, no entanto, se transforma em prazer de servir, surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das sentenças que lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado.
        E, quando ocorre, em momento oportuno, o nosso contato indispensável com os mecanismos da Justiça Terrena, eis que a influência de todos aqueles a quem, porventura, tenhamos prestado algum benefício aparece em nosso auxílio, já que semelhantes companheiros se convertem espontaneamente em advogados naturais de nossa causa, amenizando as penalidades em que estejamos incursos ou suprimindo-as, de todo, se já tivermos resgatado em amor aquilo que devíamos em provação ou sofrimento, para a retificação e tranqüilidade em nós mesmos.
        Reflitamos nisso e concluamos que trabalhar e servir, em qualquer parte, ser-nos-ão sempre apoio constante e promoção à Vida Melhor.
Emmanuel - FCX
 

Que deseja você?
 
É certo que devemos trabalhar tanto quanto esteja ao nosso alcance, pelo bem do próximo; todavia, não podemos exonerar os nossos semelhantes das obrigações contraídas.

O servo fiel não é aquele que chora ao contemplar as desventuras alheias, nem o que as observa, de modo impassível, a pretexto de não interferir no labor da justiça. 

O sentimentalismo doentio e a frieza correta não edificam o bem. 

O bom trabalhador é o que ajuda, sem fugir ao equilíbrio necessário, construindo todo o trabalho benéfico que esteja ao seu alcance, consciente de que o seu esforço traduz a Vontade Divina.
Missionários da Luz - André Luiz
 
Portanto, somos nós que edificamos a nós mesmos, onde e com quem estivermos, para um mundo melhor!
 
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Denise-Brasil em 17 de Dezembro de 2008, 01:40
Boa noite meus irmãos e minhas irmãs, de toda a parte, pois agora sei que não estou escrevedo somente para Portugal; que há pessoas daqui do Brasil também!
Recebi a notificação de que há uma "resposta" de Vitor Passos sobre o tema em apreciação, porém, como sou usuária nova, não sei como visualizar ou enconttrar o que me foi enviado.
Quando cliquei em cima do link, apareceram tantas respostas, que fique perdida; daí em diante apenas li todas as opiniões expressas.
Peço ao querido irmão que me perdoe a ignorância, mas preciso me aprofundar no funcionamento deste site, que eu, considero maravilhoso. Digo isto, porque o fato de podermos trocar idéias a respeito de assuntos tão importantes como o que está em pauta neste mês, já demonstra o quanto estamos tendo a oportunidade de crescer, pois ao trocarmos opiniões, trocamos idéias e conceitos, bem como trocamos também em muitos casos nossos pontos de vista e assim adquirimos condições de melhor nos colocarmos frente a poblemas tão graves como este (Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas).
Que Deus abençoe à todos e à todas que participam deste incrível Fórum Espírita; principalmente ao idealizador e criador deste meio de comunicação maravilhoso!
Que muita paz, harmonia e amor fraterno inunde nossos corações,
Denise-Brasil
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Dezembro de 2008, 10:51
Olá

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lembro-me que o tempo que vou gastar a lamentar-me é igual ao tempo que posso usar a sair da situação e, dou  a volta

Esta frase é digna de registo. Diz tanto em tão poucas palavras...Gostei. Vou ver se não me esqueço dessa regra de ouro que tu enunciaste. Obrigado pela tua resposta, amiga.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 17 de Dezembro de 2008, 19:34
Muita paz Companheiros


Negócios Humanos


No capítulo das preocupações da vida humana, urge considerar que todas elas são importantes e, a rigor, não existe pergunta que não necessite de resposta, esclarecimento, informe, orientação.

De que modo menosprezar as inquietações alheias, quaisquer que sejam, sem tisnar as fontes da caridade?

Entretanto, ao lado dos assuntos puramente espirituais, temos outros propriamente vinculados ao plano físico, tão respeitáveis, aliás, quanto às questões que afetam o imo da alma, tais quais sejam:

obtenção de trabalho;
melhoria de vencimentos;
transações em perspectiva;
mudanças prováveis;
redução de prejuízos;
instalação de empresas;
dificuldades econômicas; apoio em questões com a justiça;
reivindicações financeiras;
pacificação doméstica;
rearmonização em serviço;
condução de filhos;
amparo ao casamento;
necessidade de companhia;
solução de lutas afetivas.

Todos os temas do caminho terrestre são respeitáveis, repitamos; no entanto, sempre que te surjam no dia-a-dia, recorda que são eles os testes da escola humana em que te encontras, a fim de que aprendas a decidir e a escolher, nas trilhas da existência, e para que realizes o melhor nas tarefas de que te deves desincumbir.

Por semelhante motivo, sempre que problemas de natureza material te asfixiem no clima das tribulações terrenas, não exijas a opinião dos outros, nas responsabilidades que te dizem respeito, e sim recorre à prece, rogando o socorro da inspiração divina para as medidas que te caiba promover ou patrocinar, de vez que, em qualquer caso de consciência, a decisão pertence a cada um de nós, com as repercussões naturais e justas, diante das leis de Deus.

Livro: Rumo Certo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


 Muita Paz
VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 18 de Dezembro de 2008, 16:43
Japão quer funcionários sem gravata no verão

Segundo o Insituto Akatu, o governo japonês está iniciando uma campanha para que os funcionários de empresas privadas deixem de ir de terno e gravata para o escritório durante o verão. Dessa forma, o governo pretente diminuir o uso do ar condicionado nas empresas e consequentemente, o efeito estufa que está causando o aquecimento global. Bola dentro do governo japonês, que vale lembrar, é signatário do Protocolo de Kyoto mas não está conseguindo cumprir as metas de redução estabelecidas.

Deixar o terno e a gravata em casa e ir para o trabalho com mais conforto. É tão simples que parece estúpido, mas isso pode sim, fazer a diferença, principalmente num país tão populoso como o Japão. Imagine se todo mundo fizesse uma coisinha aqui e outra ali, o quanto as coisas não mudariam. Deixar o carro em casa, abrir a janela e desligar o ar condicionado, comer menos carne e consumir menos papel. Faça isso e você fará a diferença.

www.mudeomundo.com.br
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 18 de Dezembro de 2008, 17:02
Ética e sustentabilidade numa sociedade que se repensa.

Nem sempre queremos ser livres e autônomos, preferindo denunciar a falta de ética dos outros e eleger culpados por nossos problemas. Assim, qualquer proposta de desenvolvimento sustentável torna-se responsabilidade alheia.

Vivemos um momento, no País, em que se acumulam indignações sobre as inegáveis derrapadas éticas cometidas por parlamentares, dirigentes públicos e líderes de diferentes segmentos da vida nacional. Ao mesmo tempo, imagina-se e procura-se construir uma Educação de mais qualidade e inúmeras ações são pensadas para diminuir as desigualdades sociais presentes no Brasil. Como compatibilizar o sonho com a realidade de corrupção e desvios de conduta?

"Não adianta nada", diriam alguns, mais céticos: a corrupção e o fisiologismo seriam parte do que poderíamos chamar de "alma brasileira". Assim, não só o sonho se mostraria impossível de ser concretizado, como, mais grave, outros que ocupassem os mesmos lugares de liderança tenderiam a fazer o mesmo. Pior, em alguns casos, a indignação acaba levando a um cinismo paralisante e reprodutor das condutas questionadas: "se eu estivesse no lugar deles faria o mesmo" ou "se todos agem assim, por que não eu?".

A ética é resultado de uma construção coletiva inconsciente, que estabelece o que é considerado aceitável nas relações entre o ser humano e seus contemporâneos, na preservação de sua história e na interação com as futuras gerações. Define regras gerais de comportamento para garantir paz nas interações que estabelecemos com os habitantes da comunidade em que vivemos, seja ela um lugarejo ou todo o Planeta. Envolve, também, uma preocupação com o futuro, garantindo-se que não estragaremos as condições de vida dos que virão depois de nós. Mas, apesar de produto de uma evolução coletiva, a ética é e deve ser, sobretudo, algo internalizado. É um compromisso pessoal com o que se acredita correto. Envolve a noção de que somos responsáveis pelo nosso crescimento pessoal (autodesenvolvimento) e, simultaneamente, a incorporação da percepção do outro na conduta cotidiana. Traz consigo a presença de um juiz interior muito mais poderoso e competente que fiscais ou investigadores, que surge de um projeto de autonomia e liberdade do ser humano.

Desvios de conduta do outro, neste caso, não pacificam ou tornam condescendente este juiz interno. Afinal, trata-se do meu  projeto de vida. Se não me conduzo da forma que considero apropriada , pelos valores que tenho ou que internalizei, devo satisfações sérias ao meu projeto - devo me levantar e recomeçar. Esta visão de ética, assim, centrada na autonomia do ser humano, resgata a noção de que somos responsáveis por nossas vidas e por suas conseqüências no entorno: a vida que a gente quer depende do que a gente faz, nas belas palavras de Max Feffer.

Assisti uma vez, encantada, a belíssima apresentação de Felipe Gonzalez, ex-primeiro ministro da Espanha para um grupo de 30 pessoas em São Paulo. Na palestra, ele nos contou sobre como conduziu a modernização de seu país, relatando algumas conquistas e realizações que o orgulhavam. Mas, para minha surpresa (e, acredito, de todos os presentes) interrompeu aquilo que poderia ser visto como uma auto-promoção para dizer que algo havia saído muito errado. Não conseguira transformar a Educação na Espanha. Ora, pensei, a Educação na Espanha é de melhor qualidade que a nossa! Assim, o que poderia preocupá-lo? Na verdade, a escola espanhola produzia seres humanos que, ao sair da escola, imediatamente se perguntavam sobre o que o Estado ou a sociedade iria oferecer para eles. Formava, percebia o ex-dirigente espanhol, pessoas dependentes.

Não existe possibilidade de ética se as pessoas se percebem como não-autônomas e, portanto, não-responsáveis por seus atos e omissões. A base de uma interação social saudável é a existência de redes de pessoas livres - não só para construir suas vidas com dignidade, como para responder por suas escolhas. Assim, voltando à escola sonhada por Felipe Gonzalez, seria a que formasse cidadãos que se perguntam ao concluir os estudos: o que posso fazer agora por mim e pelos membros da minha comunidade?

Mas não parece contraditório dizer que temos que nos preocupar simultaneamente conosco e com o próximo? Esta aparente contradição é uma das mais belas da condição humana: só posso ser livre numa comunidade que busca construir a possibilidade da liberdade. Só posso ser responsável e, portanto, ético, se sou livre. Mas a pior das amarras, como denunciava Étienne de la Boétie em seu fantástico "Discurso da Servidão Voluntária", escrito ainda no século XVI, é a que colocamos em nós mesmos. Nem sempre queremos ser livres e autônomos. Preferimos, por vezes, apenas denunciar a falta de ética dos outros e eleger culpados por nossos problemas. Tratamos, neste sentido, qualquer proposta de desenvolvimento sustentável como algo que os outros devem fazer- urgentemente.

* Claudia Costin foi Ministra da Administração Federal e Reforma do Estado, secretária de cultura do Estado de São Paulo. É vice-presidente da Fundação Victor Civita, conselheira do Ecofuturo e do Planeta Sustentável.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: FENet em 24 de Dezembro de 2008, 13:49
Atma, muita interessante essa visão.

A Educação e Inovação é a chave para o progresso. Mas sem dúvida que a base do que cada um de nós é, está na Educação, nos seus múltiplos aspectos - não só nas instituições de ensino.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 24 de Dezembro de 2008, 17:12
UNformated
Meu bom Amigo
MUita paz

     Realmente concordo contigo,
Citar
A Educação e Inovação é a chave para o progresso. Mas sem dúvida que a base do que cada um de nós está na Educação, nos seus múltiplos aspectos - não só nas instituições de ensino.

      Não podemos confundir a multiplicidade dos valores educativos, com os formativos, porque são por inerência diferentes...
       Tendo que reter em conta os meios, as possibilidades economicas, o tipo de Ensino, a individualidade e o sentido de razoabilidade que todo o individuo emprega nos seus actos, porque são um factor determinante no desenvolvimento humano espiritual...
      A inovação tecnologica, não ode ser assimetria de tudo, os complementos cientificos são importantes, desde que aplicados com regras e no direcionamento do respeito pelos valores morais e intelectuais de cada um, caso contrario cairemos num abismo, onde os mais fragéis serão amofinados pelo poderio dos materialistas, e é isso que devemos combater com a humildade e tolerância...Não é por acaso que ainda detemos na nossa governação , tantas lacunas no que concerne ao respeito pelas Instituições" PESSOAS" e devemos procurar fazer sempre uma auto-avaliação se estamos a seguir os conceitos correctos, afim de não estarmos a envenenar a evolução, do ser com parecer...


Muita paz

VICTOR PASSOS 
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 24 de Dezembro de 2008, 17:38
Sim Vasco, concordo e achei esta versão de: "Educar e Inovar", uma abordagem bastante significativa, para o progresso de todos, nesta questão.
Portanto, uma das melhores alternativas para o momento, aliada a uma boa condição moral!

Abraços.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: hcancela em 26 de Dezembro de 2008, 10:43
                                      O HOMEM MODERNO

Buscando enganar a sua realidade mediante a própria fantasia,o homem moderno procura a projeção da imagem sem o apoio da conciência.Evita a reflexão esclarecedora,que pode desalgemar dos problemas,e ,permanece em continuas tentativas de negar-se,mascarando a sua individualidade.O ego exerce predominância no seu comportamento e estereotipa fantasias que projeta no espelho da imaginação.
    Irrealizado,porque fujindo do enfrentamento com o seu eu,transfere-se de aspirações e cuidados a cada novidade que depara pelo caminho.Não dispõe de decisão para desmascarar o ego,por temer petreficar-se de horror,qual se aquele fosse uma nova Medusa,que Perseu,e apenas ele,venceu,somente porque a fez comtemplar-se no escudo espelhado que lhe dera Atena...
    Obviamente,esse espelho representa a conciência lúcida ,que descobre e separa objetivamente o que é real daquilo que apenas parece.Nesse sentido,o ego que vive e reincide nos conteúdos inconscientes,necessita de concientizar-se,desidentificando-se dos seus residuos emergentes.
     O homem vive na área das percepções concretas e,ao mesmo tempo,das abstratas.
     Sua meta é poder sair da agitação.na qual se desgoverna para obsevar-se,a distância,evitando o sofrimento macerador.
     A este acto chamaremos a separação necessária entre o sujeito e o objeto,atavés da qual se observam os acontecimentos sem os sofrer de forma dilacerante,modificando o estado de ânimo angustiante para uma simples expressão do conhecimento,mediante a transferência da realidade que jaz no espirito para o exterior das formas e da emoção.
     Acomula coisas e valores que não pode usar e teme perder,ampliando o campo do querer,mais pelo receio de possuir de forma insuficiente,sem dar-se conta da necessidade de viver bem consigo mesmo,com a familia e os amigos,participando das maravilhosas concessões da vida que lhe estão ao alcanse.
     A mensagem de JESUS é uma oportuna adertência para essa busca insana,quando ELE recomenda que "não se ande,pois,ansioso pelo dia de amanhã,porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado:ao dia bastam os seus próprios males."(*)Mateus

JOANA DE ANGELIS


SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 26 de Dezembro de 2008, 18:40
Amigo Cancela
Muita paz

  Muito oportuna esta sublime mensagem da também sublime Joanna de Angelis, mas nesta fase vivencial, penso que não estraremos tão fragilizados como isso, porque essa temencia, essa duvida ...esses rasgos de fuga, se diluiram, entendo que no momento o problema maior está na aceitação de si mesmo em relação à evolução educacional e formal.
   Hoje vive-se em demasia com excessos, petrificados do medo de não chegar ao cimo da montanha!  Quando na realidade o que se exige de todos nós , e essa é que é a maior riqueza o crescimento moral e intelectual, porque quando conseguirmos estar cientes disso , percebemos imediatamente o caminho a escolher...Felizmente já nãpo vivemos no primitivismo, mas anelamos muito a desbravar para podermos crescer....Acima de tudo educar a HUMILDADE...

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 27 de Dezembro de 2008, 22:40
Achei muito bem definido, para este assunto:
 
Sustentabilidade, Responsabilidade Social e Espiritismo

Carlos A. Iglesia Bernardo

 "Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e actividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:

ecologicamente correcto;
economicamente viável;
socialmente justo; e
culturalmente aceito."   
WIKIPEDIA - http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade

"Responsabilidade social corporativa é o conjunto amplo de ações que beneficiam a sociedade e as corporações que são tomadas pelas empresas, levando em consideração a economia, educação, meio-ambiente, saúde, transporte, moradia, atividade locais e governo, essas ações otimizam ou criam programas sociais,trazendo benefício mútuo entre a empresa e a comunidade, melhorando a qualidade de vida dos funcionários, quanto da sua atuação da empresa e da própria população."

WIKIPEDIA - http://pt.wikipedia.org/wiki/Responsabilidade_Social

884. Qual é o caráter da propriedade legítima?
 Só há uma propriedade legítima, a que foi adquirida sem prejuízo para os outros. 

A lei de amor e de justiça proíbe que se faça a outrem o que não queremos que nos seja feito, e condena, por esse mesmo princípio, todo meio de adquirir que o contrarie.

885. O direito de propriedade é sem limites?
 Sem dúvida, tudo o que é legitimamente adquirido é uma propriedade, mas, como já dissemos, a legislação humana é imperfeita e consagra freqüentemente direitos convencionais que a justiça natural reprova. É por isso que os homens reformam suas leis à medida que o progresso se realiza e que eles compreendem melhor a justiça. O que num século parece perfeito, no século seguinte se apresenta como bárbaro. (Ver item 795)."

Allan Kardec, "O Livro dos Espíritos"
 
A sociedade humana, acompanhando a evolução dos seres que a compõe, se transforma ao longo do tempo. As realidades econômicas e culturais se renovam, adequando-se as necessidades de aprendizado das comunidades que as vivem.  Assim, o que em um momento parece ser o auge do aperfeiçoamento humano, no seguinte se vê superado por novas descobertas, por melhorias ou por melhor compreensão dos seus fundamentos.

O panorama da história humana, visto sob a ótica espírita, se apresenta como uma longa caminhada em rumo de uma sociedade mais fraterna e voltada para a realização do ser humano. Há momentos em que um aspecto ou outro se destacam, que civilizações ensaiam uma ou outra lição, mas visivelmente há uma linha condutora. Essa linha condutora é a conscientização gradativa dos indíviduos de que fazemos parte de um todo maior, que nossa vida influencia e é influenciada por tudo o que nos rodeia.

Dos primitivos agrupamentos humanos, que se reuniam em torno das fogueiras buscando proteção mútua contra os predadores, até as modernas corporações multinacionais, aprendemos a conviver em comunidades cada vez mais complexas, passamos a entender e a controlar grandezas físicas que nos permitiram mudar o meio ambiente ao nosso redor, mas principalmente nos tornamos cada vez mais interdependentes e conscientes do nosso impacto sobre o mundo em que vivemos.

É fácil de constatar essa interdependência. Uma crise econômica do outro lado do mundo afeta os empregos por aqui. A subida do preço de uma comoditie internacional impacta nos indices de inflação e na taxa de juros. Pequenas mudanças no clima, provocadas pela industria de um país, afetam os níveis do mar em outro.

E no âmbito local, pessoas e empresas estão aprendendo que não é possível crescer sem que haja um desenvolvimento da comunidade que a cerca. Não somente a elevação da renda, para que existam consumidores, mas outros aspectos antes ignorados. Se tornam cada vez mais evidentes as relações entre a saúde financeira da empresa e os benefícios diretos e indiretos que ela traz para a sociedade. Uma nova forma de lucro está surgindo, aquela em que ele é derivado da admiração que a empresa provoca no mercado.

O Espírita, consciente da realidade espiritual e da importância do momento em que estamos, não pode deixar de ver com bons olhos esta transformação no mundo corporativo. As noções de sustentabilidade e responsabilidade social prenunciam a empresa do amanhã.

As forças que estão levando as empresas a adotarem esta nova postura são principalmente a globalização econômica e a constatação científica do aquecimento global. Nada acontece por acaso, a transformação de mentalidade provocada por estas forças vai na mesma direção que a que seria provocada pela aplicação dos principios espíritas as ciências econômicas e sociais.
 
No fundo os efeitos positivos da responsabilidade social e da sustentabilidade são derivados da aplicação da lei de ação e reação em aspectos da vida cotidiana. Ao buscar o bem do próximo, mesmo que devido a estratégia de negócios, a empresa atua de forma positiva.

" Toda ação traz os seus frutos; os das boas ações são doces e os das outras são sempre amargos; sempre, entendei bem isso." Resposta dos Espíritos a questão 810. Allan Kardec, "O Livro dos Espíritos".

Somos responsáveis por nossos atos e se queremos um mundo melhor temos que arregaçar as mangas e trabalhar para que ele aconteça. Se queremos que nossa vida pessoal seja melhor, melhoremos a vida dos que nos rodeiam. Se queremos que nosso negócio prospere, espalhemos a prosperidade entre funcionários, clientes, vizinhos e parceiros. O mundo nos retorna o resultado de nossas ações.

Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 28 de Dezembro de 2008, 11:55
Amigos reforço este trabalho de estudo com este tema de Carlos Iglesia

O Espiritismo e a Sociedade Sustentável

Carlos A. Iglesia Bernardo

Max Weber em seu livro “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” estudou a relação entre o pensamento protestante e o desenvolvimento do Capitalismo nos países que o adotaram. A rígida ética do trabalho, da vida sóbria e da acumulação de capital como uma forma de realização na Terra da graça divina para com seus escolhidos, foram fatores que contribuíram decididamente para a economia capitalista.

Da mesma forma, porém em bases filosóficas e religiosas diferentes, o Prof. Ricardo Mário Gonçalves propôs em sua obra “A Ética Budista e o Espírito Econômico do Japão” que o pensamento Budista foi um dos fatores que contribuiu na transformação do Japão do século XIX. Alguns filósofos budistas enfatizavam a correta observância dos deveres cotidianos como um instrumento para a realização espiritual. Através de uma vida de diligência no trabalho, afastamento dos excessos e compreensão da realidade que o rodeia, o homem poderia atingir a iluminação que o afastaria do ciclo interminável de existências insatisfatórias. Tal espírito vinha de encontro às necessidades da época de transformação que tiraram o Japão do atraso feudal e em poucas décadas o transformaram em uma potência.

Colocado assim que não é uma idéia estranha que as bases filosóficas e morais de uma sociedade sejam de importância crucial para seu desenvolvimento em todas as dimensões culturais, inclusive no da economia, não deixa de ser natural que se pense que tipo de sociedade se construiria sobre o pensamento espírita.

A Doutrina Espírita, como os mestres budistas estudados pelo Prof. Ricardo, dá grande importância ao trabalho como instrumento de realização espiritual. Através do esforço cotidiano, o espírito se aperfeiçoa e a correta vivência das oportunidades profissionais o faz avançar intelectual e moralmente. Da mesma forma, o Espiritismo valoriza uma vida equilibrada, longe dos excessos. O mundo material é transitório, nosso estágio educativo aqui deve ser bem aproveitado e uma vida equilibrada, afastada dos vícios e dos excessos dos prazeres, permite que as oportunidades sejam aproveitadas ao máximo. Diferentemente talvez do Protestantismo e mais próximo do pensamento budista, o Espiritismo não condena que o homem tenha uma vida alegre e prazerosa, apenas mostra que os excessos e abusos têm sérias conseqüências.

Como as doutrinas filosóficas orientais, o Espiritismo acredita em um ordenamento moral do Universo que se expressa através da lei de Causa e Efeito. Todas as nossas ações têm repercussões e a qualidade moral delas implica no tipo de repercussão que terão. Uma ação que traz o sofrimento de outros seres traz em conseqüência infelicidade para aquele que a praticou e, da mesma forma, toda ação que liberte do sofrimento ou diminua o sofrimento de outros seres traz a felicidade para seu agente. A conhecida palavra “Karma” significa justamente “ação” em sânscrito e traz embutido o conceito de que somos responsáveis por nossas ações ao colhermos inevitavelmente seus resultados.

Desta forma, antes de tudo, o Espírita é um indivíduo consciente de que sua situação presente é de sua inteira responsabilidade, resultante de todas suas ações no passado, e que seu futuro depende de como agir agora. Seja na sua vida particular, seja na sua atuação profissional, seja no exercício de algum cargo público ou voluntário, ele é ciente de que é responsável pelo que faz e que seu currículo de vida é bem mais do que a listagem dos títulos e posições conseguidos. Seu currículo espiritual, que o acompanhará através desta vida e das próximas, lhe conferirá as credenciais para galgar novas etapas de crescimento ou ficar preso na reparação das ações incorretas que efetuou.

O Espírita sabe que retornará a este mundo em novas reencarnações e a sociedade que encontrará será justamente aquela que contribui para formar nas suas existências passadas. Não há como no Protestantismo a visão de que nossa salvação independe de nossos atos e que por escolha divina seremos eleitos para a morada dos justos. Pelo contrário, teremos que conquistar o direito a essa morada, construindo-a pouco a pouco dentro de nós e ao redor de nós pelas nossas ações. Também não é a fé que salva o espírita, pelo contrário, na visão espírita aquele que tem fé na Doutrina e não a vivencia está em situação pior do que aquele que não a conhece. A qualidade das ações está atrelada ao conhecimento do que se está fazendo e aquele que age mal sabendo que está agindo mal é pior do que aquele que não sabe o que faz.

Assim o espírita tende a engajar-se em causas que melhorem o mundo. Nas relações econômicas valoriza a ética profissional e busca relações sustentáveis, em que todas as partes sejam beneficiadas. No exercício dos cargos públicos o espírita tende a buscar a justiça social e ao desenvolvimento de programas que tragam o progresso da sociedade. É um filho do Iluminismo e acredita que a educação e o bem-estar material estão ligados, que a sociedade humana caminha para estágios mais civilizados.

A sustentabilidade é uma causa naturalmente esposada pelos espíritas, pois é uma conseqüência natural das leis morais que mencionamos. Só uma ação consciente para o bem pode gerar resultados satisfatórios duradouros e ao pensar em relações econômicas que preservem o meio ambiente, que busquem a satisfação de todos os participantes dos processos econômicos, se está justamente deixando de lado o egoísmo e trabalhando para o bem de todos.

Portanto nada mais lógico do que se concluir que uma sociedade apoiada no pensamento espírita será uma sociedade sustentável. Uma sociedade em que seus atores sociais ajam de forma a maximizar os benefícios para todos a curto, médio e longo prazo. Uma sociedade em que as relações interpessoais visem o aperfeiçoamento constante e a criação permanente de meios que a tornem sempre melhor e com maior qualidade de vida.

Ao fugir dos excessos esta sociedade sustentável permitirá um manejo mais adequado dos recursos naturais e um aproveitamento mais igualitário dos bens produzidos.  Esta sociedade também fugirá dos excessos das ideologias, pois o espírita crê que a evolução do pensamento é constante e não há como evitar que o tempo mude os cenários humanos, inclusive as verdades estabelecidas pelo homem para a estruturação de sua vida intelectual. Toda forma de crença sincera é respeitável aos olhos do espírita e a pesquisa científica é a fundamentação mesma de sua fé racional. O debate, a busca do consenso através da troca fraterna das idéias será o veículo natural para que esta sociedade se sustente no longo prazo sem os choques ideológicos e extremismo que muitas vezes põem a perder os esforços pacíficos de gerações.

Enfim, acreditamos firmemente que o Espiritismo tem um papel importante a desempenhar no pensamento humano e que sua influência será sentida à medida que mais e mais suas idéias forem difundidas na sociedade. Sem dúvida alguma, a sociedade do futuro será plural, as religiões atuais, longe de desaparecerem, amadurecerão e se influenciarão mutuamente. Possivelmente os postulados espíritas, por sua lógica interna, por seu respaldo na comprovação científica dos fatos que lhes dão sustentação, aos poucos encontrarão ecos em outras correntes religiosas e as várias divisões do espiritualismo do futuro serão por causa de preferências individuais em questões de detalhes, não no antagonismo ou na disputa pela posse exclusiva da verdade. Neste novo mundo, nesta nova sociedade sustentável, o Espiritismo será uma das fontes de inspiração para o homem continuar a melhorar a si mesmo.

Bibliografia
Andrade, Geziel. Capital e Trabalho à Luz do Espiritismo. Capivari – SP: EME Editora, 1994.
Cassirer, Ernst. The Philosophy of the Enlightenment. Traduzido do alemão por Fritz C. A. Koelln e James P. Pettegrove. New Jersey (EUA): Princenton University Press, 1979.
Gonçalves, Ricardo Mario. A Ética Budista e o Espírito Econômico do Japão. Prefácio de Heródoto Barbeiro. São Paulo: Elevação, 2007.
Kardec, Allan. Obras Póstumas. Volume XIX das Obras Completas de Allan Kardec. São Paulo: EDICEL, 1973.
Weber, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. 10.a Ed. Tradução de M. Irene de Q. F. Szmrecsányi e Tomás J. M. Szmrecsányi. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1996.
 
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 28 de Dezembro de 2008, 18:25
Olá Atma

Citar
Somos responsáveis por nossos atos e se queremos um mundo melhor temos que arregaçar as mangas e trabalhar para que ele aconteça. Se queremos que nossa vida pessoal seja melhor, melhoremos a vida dos que nos rodeiam. Se queremos que nosso negócio prospere, espalhemos a prosperidade entre funcionários, clientes, vizinhos e parceiros. O mundo nos retorna o resultado de nossas ações

Estou de acordo que, se queremos um mundo melhor, teremos que contribuir para isso. Se ficarmos todos uns à espera dos outros, nunca haverá esse desejado progresso sustentável.

Contudo, essa ideia de que o mundo retorna o resultado das nossas acções, só pode ser visto numa perspectiva espiritual, em que se contabiliza o resultado para a nossa vida enquanto espiritos, vida essa que continua para além desta reencarnação.

Numa perspectiva materialista não está provado que um patrão tenha de ser bom para os seus funcionários todos para ter uma empresa de sucesso (do ponto de vista económico). Uma pessoa pode ter muito sucesso na terra, do ponto de vista material e ser mal sucedida do ponto de vista da evolução espiritual e vice-versa.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 28 de Dezembro de 2008, 19:06
Ola Vitor Santos e Atma

Muita paz bons Amigos

     
Citar
Somos responsáveis por nossos atos e se queremos um mundo melhor temos que arregaçar as mangas e trabalhar para que ele aconteça. Se queremos que nossa vida pessoal seja melhor, melhoremos a vida dos que nos rodeiam. Se queremos que nosso negócio prospere, espalhemos a prosperidade entre funcionários, clientes, vizinhos e parceiros. O mundo nos retorna o resultado de nossas ações

    Vitor ,meu Amigo penso que quando Atma fala em sustentabilidade, se está a levar todo um volume de consistência quer espiritual ,quer material, porque todos sabemos que é o material que nos permite aprender a crescer...Logo penso que a nossa Amiga se estava a enquadrar nesse ambito.
     Claro que penso e concordo em parte com Atma , porque quem procede como ela nos tenta dizer, já tem sinais de evolução , porque quem compartilha e respeita os valores dos outros está no bom caminho.
Sem que com isso tenha que ter alguma vertente filosofica, porque como sabemos existem agnostos que tem uma moral acima de muitos que estão no seio religioso.
  Muita paz e abraço fraterno


VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 29 de Dezembro de 2008, 20:54
Caros Amigos V.S e V.P

Muita Luz.

Embora estejamos rodeados de seres em variadas escalas do conhecimento, acredito piamente, que somos todos responsáveis pelos nossos atos, e o que fazemos deles para melhorar a vida individual e coletiva, tanto no trabalho quanto no planeta, pois com certeza, todos querem um mundo melhor, e com parâmetros, de conscistência e consciência material e espiritual aliada ao amor e a fraternidade, que ainda somos tão carentes. E está provado, na lei maior, que o que fizermos, nos retorna o resultado de nossas ações.
Quem já está praticando, já percebe a diferença!
Não importa se ainda somos minoria a arregaçar as mangas e contribuir para que isso ocorra, em toda parte.
De fato, o amigo V.P em sua sensibilidade, soube entender a sutileza da matéria que quis mostrar e a importância de se aliar ao bem comum para todos, sendo acima de tudo bons cristãos, esperando um gesto de nossa parte, porque Deus ainda acredita em cada um de nós.
Em âmbito geral, nosso sentimento de impotência e de infelicidade só aumenta, porque acreditamos estarmos sozinhos a viver uma situação difícil, a espera de que outros o façam.
E é com carinho que exponho este ideal com vocês, preenchendo com palavras boas, bons exemplos, boas idéias, que retribuo, quando posso e me sinto capaz, da maneira que Deus me permite, tentando esclarecer e aprender com vcs. algo que nos edifique o bem para todos.

Feliz aquele que transfere o que sabe e
aprende o que ensina - Provérbio chinês.

Paz, saúde, alegria e amor!
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: hcancela em 29 de Dezembro de 2008, 21:47
Na área dos conflitos psicológicos a competição surge,quase sempre,como estimulo,a fim de fortalecer a combalida personalidade do individuo que ,carente de criatividade,apega-se ás experiências exitosas que outros realizam,para impor-se e assim,enfrentar as próprias dificuldades,escamoteando-as com esforço que se aplica na conquista do que considera meta de triunfo.
Ambicionando a realização pessoal e temendo o insucesso que afinal,é um desafio á resistência moral e á sua perseverança no ideal,prefere disputar as funções e cargos á frente,sem qualquer escrúpulo,em luta titânica,na qual se desgasta,esperando compensações externas,monetárias e de promoção social,assim massageando o ego,ambicioso e frágil.
O homem que age desta forma,está sempre um passo atrás da sua vitima provável,que de nada suspeita e ajuda-o,estimula-o até padecer-lhe a injunção ousada quão lamentável. Por sua vez,o triunfador não se apercebe que ,no degrau deixado vago,já alguem assoma utilizando-se dos mesmos artificios ou mascarando-os com os olhos postos no seu trono passageiro.
A competição saudável,em forma de concorrência,fomenta o progresso,multiplica as opções,abre espaços para todos que ,criativos,propõem variações do mesmo produto,novidades,ideias originais,renovação do mercado.
De outra forma,as personalidades conflituosas,arquitetando planos de segurança,apegam-se ao trabalho que realizam,ás empresas onde laboram,crendo-se indispensáveis,responsáveis pelo primeiro lugar que conseguiram com sacrificio,e transferem-se,psicológicamente,para a sua Entidade.Somente se sentem felizes e compensadas quando discutem o seu trabalho,a sua execução,a sua importãncia.O lar ,a familia,o repouso,as férias se descolorem,porque não preenchem as falsas necessidades do ego exacerbado.Não percebem que o tempo escoa na ampulheta das horas e os métodos se renovam.Dão-se conta que passaram a ser constrangimento no trabalho,que pensavam pertencer-lhes.
O homem tem o dever de abraçar ideais de enobrecimento pessoal e grupal,participar,envolver-se emocionalmente,fazer-se presente na comunidade,como complemento da sua conduta existêncial.
A criatura terrena está em viagem pela Terra,a finalidade da existência corporal é a conquista dos valores eternos,e o êxito consiste em lograr o equilibrio entre o que pensa ter e o que se é realmente.

JOANA D\ÀNGELIS



SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 29 de Dezembro de 2008, 22:24
Sim amigo Cancela, infelizmente ainda há este lado negro, que tenta derrubar o outro lado otimista nesse meio. Mas sabemos, que não irá triunfar, se continuarmos perseverando até o fim, como indica o nosso Mestre.

Abraços fraternos!
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Vitor Santos em 30 de Dezembro de 2008, 18:26
Olá VP

Eu apenas quis realçar que a Atma estava a falar numa perspectiva integral do ser humano e que essa perspectiva nem sempre existe nas pessoas que estão por detrás dos empreendimentos ditos de sucesso.

Ou seja, não é necessário comportar-se como um bom cristão ou um bom espirita para ser bem sucedido nos negócios. É necessário ser um bom cristão para evoluir espiritualmente e o resultado desse trabalho pode conduzir ao sucesso material nesta vida ou não. Ou seja, há pessoas bem sucedidas materialmente que se comportam como cristãs e pessoas bem sucedidas que pensam e se comportam como materialistas. Há pessoas pobres que se comportam como cristãs e pessoas pobres que pensam e se comportam como materialistas.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 30 de Dezembro de 2008, 18:41
mais um texto excelente...

A Ética na Empresa e o Espiritismo, José Cid, Brasil
________________________________________
    Segundo o dicionário, a ética estuda a forma de julgar a conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal, seja no contexto da sociedade seja de modo absoluto. Portanto, ética é como distinguir o bem do mal. Todos concordamos que isso tem aplicação a cada instante em nossas vidas.
    O Espiritismo é uma doutrina que nos traz parâmetros que podem (e devem) ser aplicados para distinguir o que é bem do que é mal. Deste modo, o espírita que estuda tem todas as ferramentas necessárias para que possa ser ético.
    Na selva dos negócios, a aplicação da ética tem ficado de lado, se valendo de formas pouco rígidas de julgar o que é bem e o que é mal, sendo fácil encontrar-se empresas em disputa ferrenha por mercado usando artifícios que nos leva a crer que a ética usada está um pouco ultrapassada. Mas, pouco a pouco os investidores estão demonstrando mais preocupação com a ética usada nos negócios, direcionando seu capital para empresas que tenham uma forma de atuação voltada de alguma forma para o bem estar social.
    Na minha opinião, este é um caminho natural, servindo de estimulo a uma mudança de hábitos das empresas, que precisarão analisar (e distinguir) cada vez mais e com maior precisão o bem e o mal contido em suas ações. O Espiritismo, como uma doutrina completa, nos traz os subsídios necessários para, através de muito estudo e preparo, conhecermos melhor os mecanismos de correção de rumo contidos nas leis divinas, de forma que seja possível ao administrador prever possíveis problemas, desvios de conduta ou riscos contidos nas ações empresariais.
    Esclarecendo melhor.
    Cada vez escutamos mais os "gurus" da administração falando em responsabilidade social, terceiro setor, e coisas do genero. Peter Ducker, chamado de pai da administração moderna, defende idéias em grande alinhamento com princípios calcados no bem estar social. A primeira vez que li um de seus livros fiquei impressionado com sua preocupação com o bem estar do ser humano. E, para que seja possível trazer bem estar para o ser humano é fundamental que ele seja visto não como matéria, mas como espírito.
    Como foi dito na primeira parte deste trabalho (Espiritismo e Empresa - Boletim 435 ), o espírito encarnado não é proprietário dos bens que dispõe. Ele é um simples guardião, que recebeu aqueles bens por empréstimo, para que eles servissem de instrumentos do seu progresso, devendo prestar conta deles no futuro. A mesma coisa diz respeito à Empresa. Ela não tem um dono, mas alguém que está responsável pela sua admnistração ou guarda, e que deverá prestar conta aos investidores (de capital) encarnados e ao investidor maior, que é Deus - aquele que investiu em nosso progresso moral, nos concedendo uma encarnação para aprimorarmos nossas tendências.
    No final, é a este investidor principal, que não liga para as flutuações da bolsa de valores, que prestaremos contas quando retornarmos ao mundo espiritual. Ali teremos a oportunidade de avaliar como superamos nossas dificuldades e como admnistramos os talentos que nos foram emprestados. Como Jesus disse, a Cesar o que é de Cesar, a Deus o que é de Deus.
    Neste momento nossas ações serão avaliadas segundo uma ética diferente da nossa, porque seremos avaliados dentro de um contexto mais amplo, mais absoluto e não somente de acordo com os princípios aceitos socialmente. Eu me lembro frequentemente de uma frase que me marcou muito, onde a pessoa diz que determinada atitude lhe é lícita, mas, por outro lado não é conveniente. Dito de outra forma, significa que esta atitude é boa, segundo a conduta socialmente aceita, mas, por outro lado, é má segundo uma avaliação mais ampla ou absoluta.
    Por fim, fica clara a necessidade que as instituições, que devem ter uma longevidade maior que nossas curtas encarnações (ou seja, as empresas), precisam adotar condutas adequadas a esta visão. Ou seja, o que estou defendendo é que empresas devem ter vida longa e portanto precisam escolher uma postura ética que propicie isso.
José Cid
http://www.geae.inf.br/pt/boletins/geae440.html#A_Ética_na_Empresa_e_o_Espiritismo,_José Cid,
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 30 de Dezembro de 2008, 18:57
OLa Amigo Vitor Santos
Muita paz

         
Citar
essa perspectiva nem sempre existe nas pessoas que estão por detrás dos empreendimentos ditos de sucesso.

Ou seja, não é necessário comportar-se como um bom cristão ou um bom espirita para ser bem sucedido nos negócios. É necessário ser um bom cristão para evoluir espiritualmente e o resultado desse trabalho pode conduzir ao sucesso material nesta vida ou não. Ou seja, há pessoas bem sucedidas materialmente que se comportam como cristãs e pessoas bem sucedidas que pensam e se comportam como materialistas. Há pessoas pobres que se comportam como cristãs e pessoas pobres que pensam e se comportam como materialistas.[/quote]

      Amigo entendo perfeitamente tua ideia e tens um teor de verdade nela contida, porém, temos que ter em conta, que começando pela verdade e humildade é desde logo o primeiro elam de grandeza e de possivel sucesso.
       Acredito que realmente não se precisa ser espiritualizado para se ter sucesso, no entanto faço perceber que ninguém retirará o sentido de responsabilidade daquele que obtem o sucesso , porque pode ser no ambito da properidade em relaçãpo à exploração e aí estaremos a ter um materialista sem escrupulos e que reterá dentro de si um acto pelo qual terá que mais tyarde de responder... Porém tal como tu dizes dependerá sempre do objectivo infundado pelo credor do sucesso, ou seja cada um segundo suas obras, não é Amigo Vitor Santos!...
      A confiança , a perseverança, a vivência moralizadora pode não properar materialmente, mas reter um crescimento enorme moralmente, é nessas alturas que nós somos testados ...

       Companheiro o homem integral terá sempre que dar contas do uso do que lhe é oferecido, seja materialista ou não, no entanto quando ciente da responsabilidade moral, ser-lhe á cobrado a dobrar de suas carências negativas...
      Enfim o sucesso terá que ser sempre obtido com merito ou demrito de outros, mas sempre quantificado pelas obras conseguidas, porque podes ter sucesso espezinhando os outros e não o ter fazendo o bem...
Acho que me fiz entender bom Amigo...

Muita paz


VICTOR PASSOS
       
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 31 de Dezembro de 2008, 15:21
Edificante estas lições para este contexto.     

        A purificação na Terra ainda é qual o lírio alvo, nascendo do lodo das amarguras e das paixões.

        Todos os Espíritos encarnados, porém, devem considerar que se encontram no planeta como em poderoso cadinho de acrisolamento e regeneração, sendo indispensável cultivar a flor da iluminação intima, na angústia da vida humana, no círculo da família ou da comunidade social, através da maior severidade para consigo mesmo e da maior tolerância com os outros, fazendo cada qual, da sua existência, um apostolado de educação onde o maior beneficiado seja o seu próprio espírito.
     

        Esse esforço individual para iniciar o trabalho de iluminação da própria alma deve começar:

com o auto­domínio, 
com a disciplina dos sentimentos egoísticos e inferiores, 
com o trabalho silencioso da criatura por exterminar as próprias paixões.

        Nesse particular, não podemos prescindir do conhecimento adquirido por outras almas que nos precederam nas lutas da Terra, com as suas experiências santificantes — água pura de consolação e de esperança, que poderemos beber nas páginas de suas memórias ou nos testemunhos de sacrifício que deixaram no mundo.

        Todavia, o conhecimento é a porta amiga que nos conduzirá aos raciocínios mais puros, porquanto, na reforma definitiva de nosso íntimo, é indispensável o golpe da ação própria, no sentido de modelarmos o nosso santuário interior, na sagrada iluminação da vida.

        Os estadistas ou condutores de multidões, que propugnam leis para o bem-estar social, por processos mecânicos de aplicação, sem atender à iluminação espiritual dos indivíduos, em pouco tempo caem no desencanto de suas utopias políticas e sociais.

        A harmonia do mundo não virá por decretos, nem de parlamentos que caracterizam sua ação por uma força excessivamente passageira.

Não vedes que o mecanismo das leis humanas se modifica todos os dias? 

Os sistemas de governo não desaparecem para dar lugar a outros que, por sua vez, terão de renovar-se com o transcorrer do tempo? 

Na atualidade do planeta, tendes observado a desilusão de muitos utopistas dessa natureza, que sonharam com a igualdade irrestrita das criaturas, sem compreender que, recebendo os mesmos direitos de trabalho e de aquisição perante Deus, os homens, por suas próprias ações, são profundamente desiguais entre si, em:

inteligência, 
virtude, 
compreensão 
e moralidade.
 

        O homem que se ilumina conquista a ordem e a harmonia para si mesmo. E para que a coletividade realize semelhante aquisição, para o organismo social, faz-se imprescindível que todos os seus elementos compreendam os sagrados deveres de auto-iluminação.

O Consolador - Emmanuel -   

Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: VY Canis Majoris em 05 de Janeiro de 2009, 07:34
Bom dia
 
  Penso que de uma forma geral é possivel existir uma conduta moral assente em valores espíritas, mas não directamente ligado aos mesmos; Passo a explicar.

  Um típico empresário ou funcionário da empresa, só pensa em produzir, em ser "rentável" á empresa em que trabalha, mas nem sempre, claro.

  Na minha prespectiva penso que uma simples pergunta antes de iniciarmos o nosso contributo empresarial poderia revolucionar o nosso dia de trabalho;
  Penso que temos de nos perguntar, não o que a empresa onde trabalhamos nos pode dar mas sim o que nós podemos dar á empresa onde estamos inseridos, que contribuições poderemos dar.
 
  Penso que com esta simples pergunta poderemos (conscientemente ou inconscientemente) atrair uma corrente de acções muito positiva. Se eu me perguntar o que poderei fazer pela empresa onde trabalho, irei naturalmente responder a mim mesmo com tópicos do género:

- produzir em maior quantidade, com maior qualidade (ou seja produção optima)
 
- para realizar produção óptima, tenho que me concentrar no ambiente de trabalho,
    pois a mente só se consegue concentrar a trabalhar e a produzir, se tudo á sua volta estiver calmo e com "boas energias";

- Para cultivar um ambiente de trabalho saudável, necesssito de ser agradavel, honesto, justo e directo para com os meus colegas de trabalho.

- Para que isso aconteca tenho que desenvolver "jogo de cintura", relevando pequenos stresses diários que me são externos, e acima de dificuldades com relações socio-profissionais, tenho que ter a capacidade de responder com uma boa acção/reacção a acções externas menos boas.

 
 Seguindo esta linha de raciocínio, penso que por enquanto não existem condições gerais a nivél empresarial para se aplicar (de forma directa e aberta) valores manifestamente espiritas (boa moralidade, bons sentimentos), mas penso que essa integração é possivel individualmente no nosso dia a dia para com os outros (se tivermos numa posição hierárquica de base); Se formos um administrador, penso que temos um raio de acção mais amplo para implementarmos um funcionamento intra-empresarial mais humano, através de condutas de boas práticas ( Best-Practices), realidade essa que ja existe em várias empresas hoje em dia. A formação em conduta pessoal também é fundamental para conseguirmos trabalhar mediante uma boa conduta moral e mediante valores positivos e evolucionistas.

  É claro que na última linha de acção estaremos sempre nós e o nosso bom senso assim como a nossa "consciência" por mais formação que tenhamos ou por mais "poder" que tenhamos, cabe-nos sempre a nós agir de acordo com bons valores e bons principios 
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 05 de Janeiro de 2009, 18:06
Ola Amigo Canis Majoris
muita paz

     Ola companheiro atrevo-me a responder com a lucidez emprerstada do que nos está escrito no Evangelho....Claro que não somos Deuses, nem somos perfeitos que ainda somos muito materialistas , mas o tempo vem em seu tempo , e aos poucos, pela vontade ou imposição da Lei a estrutura de entendimento de uns com os outros , seja de forma comportamental ou vocabular a nivel de dialogo, terão o seu equilibrio e evolução....Vejamos o que nos diz e responde o Evangelho;


    E tendo saído junto da terceira hora, viu estarem outros na praça ociosos disse-lhes: Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei; o que for justo. E eles foram.

          Saiu porem outra vez, junto da hora Sexta e junto da hora nona; e fez o mesmo- e junto da undécima tornou a sair e achou outros que lá estavam e disse:

          Porque estais vós aqui o dia todo ociosos? Responderam-lhe eles: porque ninguém nos assalariou. Ele lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.

          Porém, no fim da tarde disse o Senhor da Vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores e paga-lhes o jornal, começando pelos últimos e acabando nos primeiros.

          Tendo chegado, pois, os que foram juntados da hora undécima, recebeu cada um o seu dinheiro.

          E chegando, também os que tinham ido primeiro, julgaram que haviam de receber mais. Porem, estes não receberam mais que um dinheiro cada um.

          E ao recebe-lo, murmuravam contra o Pai de família, dizendo: estes que vieram últimos, não trabalharam senão uma hora e tu os igualastes conosco, que aturamos o peso e o calor do dia.

          Porém, respondendo a eles, disse: Amigo, eu não te faço agravo: não convieste tu comigo, num dinheiro?

          Toma o que te pertence e vai-te, que eu de min, quero dar também a este último tanto quanto a ti.

          Visto isto, não me é licito fazer o que quero? Acaso o teu olho é mau, porque sou bom?-

          Assim serão os últimos primeiros e os primeiros serão os últimos, Porque são muitos os chamados, mas poucos os escolhidos." (MATEUS)

 

OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS

          Os trabalhadores de última hora, tem direito ao salário, mas é preciso que sua boa vontade o tenha posto a disposição do Senhor que o devia empregar e que o seu atraso não seja fruto da preguiça ou da má vontade. Ele faz por merecer o salário, porque desde a madrugada esperava impaciente aquele, que por fim, o viesse chamar ao trabalho. Era trabalhador - apenas lhe faltava trabalho.

          Entretanto, se o tivesse recusado, se tivesse optado pelo repouso, ou pela vadiagem ou ainda se tivesse empregado as horas de trabalho ao cumprimento de atos culposos, blasfemando contra Deus, derramando o sangue de seus irmãos. Lançado a confusão nas famílias, arruinado aos homens de boa fé, abusado dos inocentes, etc.

          Que será dele ? O Senhor lhe dirá:- desperdiçastes o teu tempo; esquecestes o que havias aprendido; Não sabes mais trabalhar. Recomeça pois, a aprendizagem e quando tiveres melhor disposição, virás a min e eu abrirei o meu vasto campo e tu poderás trabalhar ai, em todas as horas do dia.

          Bons Espíritas, todos vós sois trabalhadores da última hora, empregai bem esta hora que vos resta e nunca esqueçais que vossa existência, por mais longa que seja, é apenas fugidio momento na imensidade dos tempos que formam a vossa Eternidade. (CONSTANTINO)

          Gostava Jesus da simplicidade dos símbolos, Em sua vigorosa, os operários chegados a primeira hora, são os Profetas: Moisés e todos os iniciadores que marcaram as etapas do progresso, continuadas através dos séculos pelos Apóstolos, pelos mártires, "Os Pais da Igreja" os sábios, os filósofos e, enfim, os Espíritas.

          Últimos a chegar, estes foram anunciados e preditos desde a aurora do Messias e terão a mesma recompensa.

          Como os últimos chegados, aproveitam o trabalho intelectual de seus predecessores, porque o homem deve herdar do homem e Deus abençoa a solidariedade.

          Alias, muitos daqueles, estão reencarnados hoje; e reencarnarão amanha, para completar a obra em outro tempo começada, trabalhando não mais no alicerce, mas na coroa do Edifício. Seu salário será proporcional ao mérito da obra.

          O belo dogma da reencarnação eterniza e dá precisão à filiação Divina e espiritual.

          No sentido desta Parábola, Jesus dirigiu ao povo, o germe do futuro e também sob todas as formas, sob todas as imagens, a revelação dessa magnífica unidade que harmoniza todas as coisas no Universo, dessa solidariedade que religa todos os seres presentes ao passado e ao futuro. (HENRI HEINE, PARIS 1863)

 

MISSÃO DOS ESPÍRITAS

          Não ouvis ainda o ronco da tempestade, que deve arrastar o velho mundo e mergulhar no nada, a soma das iniquidades terrenas. Ah! Bendizei ao Senhor, vós que haveis posto a vossa Fé na soberana justiça, novos Apóstolos da crença revelada, pelas vozes proféticas superiores. Ide e pregai a boa nova da reencarnação e da elevação dos Espíritos conforme hajam bem ou mal realizado suas missões e suportado as provas terrenas.

          Não tremais! As línguas de fogo descem sobre as vossas cabeças. Oh! Verdadeiros adeptos do Espiritismo. Sois os eleitos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. È chegada a hora em que deveis de sacrificar á sua propagação os vossos hábitos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai.

          Ao Espíritos do alto estão convosco. Certo é que falareis a pessoas, que não querem escutar a voz da Deus, por que esta incessantemente, lhes lembra a necessidade de abnegação, pregareis o desinteresse aos avarentos, a abstinência aos debochados, a mansuetude aos tiranos domésticos aos déspotas. Palavras perdidas, mas que importa. É necessário que vosso suor regue o terreno que deveis semear.

          Que importam os tropeços atirados ao vosso caminho! Só os lobos cairão na armadilha, porque o Pastor saberá defender suas ovelhas, contra os carniceiros sacrificadores.

          Levai a palavra aos grandes que a desdenharão, aos sábios que pedirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão, porque sobre tudo, entre estes mártires do trabalho, nesta expiação terrestre, a simpatia e a Fé. Mas perguntareis: Como reconhecê-los-ei? Nos princípios da Verdade e da Caridade que professarem e praticarem. (ERASTO)

OS TRABALHADORES DO SENHOR

          Viveis no tempo em que se deve realizar as coisas anunciadas, para a transformação da humanidade.

          Felizes os que tiverem trabalhado, o campo do Senhor com desinteresse e sem outro móvel além da Caridade!

          Seu salário será cem vezes, os daqueles que ficaram a espera. Felizes ao que houverem dito a seus irmãos : "Irmãos trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que ao chegar o Senhor, encontre terminada a tarefa".

          Porque o Senhor vos dirá: Vinde a min vós que fostes bom servos, que abafastes a vossa inveja e as vossas discórdias para não sacrificar a obra.

          Infelizes os que por dissensão, houverem retardado a hora da colheita, porque virá a tempestade e eles serão arrastados no turbilhão. E gritarão" Graças, graças! Mas o senhor lhes dirá:- porque pedis graças, vós que não tivestes piedade de vossos irmãos e que vos recusastes a lhes estender as mãos.

          Vós que esmagastes o fraco em vez de o amparar? Porque graças, vós que buscastes a vossa recompensa nas alegrias da Terra e na satisfação de vosso orgulho?

          Neste momento Deus faz a enumeração de seus servos fiéis; e seu dedo marcou aqueles que tem apenas aparência de devotamento, para que não usurpem o salário dos servos corajosos, porque será a estes, que não recuarem diante das tarefas, que serão confiados os postos mais elevados e difíceis na grande obra de regeneração pelo Espiritismo; e esta palavra será cumprida"

          Os primeiros serão ao últimos e os últimos serão os primeiros no REINO DOS CÉUS. (O ESPÍRITO DA VERDADE- PARIS 1862)

Muita paz

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Atma em 05 de Janeiro de 2009, 18:55
Esta abordagem do Silvio, é a mesma parábola que citou anteriormente Victor Passos, porém com outro enfoque, que achei esclarecedor.  
Silvio Seno Chibeni  

Os Trabalhadores da Última Hora...

A parábola dos trabalhadores da última hora seguramente pertence à classe das parábolas “difíceis”, já que compara o reino dos céus, onde tudo é justiça, com uma situação aparentemente injusta: a remuneração igual a jornadas de trabalho desiguais.

Não obstante essa dificuldade central, a parábola contém, felizmente, alguns pontos mais ou menos claros, com os quais devemos principiar nossos esforços interpretativos. Trata-se de várias “pontes” que ligam os elementos da estória com o reino dos céus:

o pai de família – Deus
a vinha – o Universo
os trabalhadores – os seres humanos
o trabalho na vinha – o trabalho no bem
as horas – qualquer período de tempo
o salário – a felicidade
 
a.      O pai de família pagou aos trabalhadores da primeira hora exatamente o valor combinado, de modo que não os prejudicou, como ele mesmo lembrou quando eles se queixaram;

b.      Quanto aos demais, a parábola nada diz sobre acerto de salário, sugerindo-nos que os trabalhadores aceitaram a oferta de trabalho sem pré-condições;

c.      O próprio senhor da vinha justifica sua ação, dizendo que foi um ato de bondade: o denário que mandou dar aos que foram convocados mais tarde seria, pois, parte remuneração pelas horas que trabalharam e parte auxílio espontâneo.

Assim, quando consideramos os casos separadamente vemos que em suas relações com cada grupo de obreiros o senhor nada fez de errado.

Mas mesmo nos termos em que a questão é colocada no item (c), ficamos incomodados com o fato de que o senhor distribuiu o benefício-extra desigualmente: quanto mais tarde chegaram, menor a parcela do denário correspondente à remuneração, e portanto maior a que representaria o auxílio.

Talvez seja útil transpor a questão para situações de nosso dia-a-dia. Quando saímos pela rua e damos esmolas desiguais a dois pedintes estaremos sendo injustos? Quando contribuímos, em trabalho ou dinheiro, com duas instituições de caridade, porém em maior medida a uma do que à outra, é injustiça?

Nossas reflexões sobre esse problema podem ser auxiliadas pelas considerações expendidas por Constantino na mencionada instrução. Passemos, pois, a ela.

Recorrendo a Constantino...

O texto de Constantino compõe-se de quatro parágrafos, que passam gradativamente aos níveis interpretativos mais alegóricos da parábola. O curto parágrafo inicial atém-se ainda de forma quase que exclusiva ao sentido literal do texto evangélico:

O obreiro da última hora tem direito ao salário, mas é preciso que a sua boa-vontade o haja conservado à disposição daquele que o tinha de empregar e que o seu retardamento não seja fruto da preguiça ou da má-vontade. Tem ele direito ao salário, porque desde a alvorada esperava com impaciência aquele que por fim o chamaria para o trabalho. Laborioso, apenas lhe faltava o labor.

Vemos que o Espírito destaca alguns aspectos importantes que ainda não havíamos considerado. Há uma condição para o recebimento do denário: a disposição permanente para o trabalho. Aqueles que foram contratados à terceira, sexta, nona e undécima hora tinham boa-vontade, ansiavam por trabalhar. Faltou-lhes, porém, a oportunidade. Quando o senhor da vinha os convocou, aceitaram pressurosamente e, segundo se depreende, sem sequer inquirir pela remuneração.

Visando a realçar esse ponto, no segundo parágrafo Constantino estende a parábola para uma hipotética situação contrastante:

Se, porém, se houvesse negado ao trabalho a qualquer hora do dia; se houvesse dito: “tenhamos paciência, o repouso me é agradável; quando soar a última hora é que será tempo de pensar no salário do dia; que necessidade tenho de me incomodar por um patrão a quem não conheço e não estimo! quanto mais tarde, melhor”; esse tal, meus amigos, não teria tido o salário do obreiro, mas o da preguiça.

As disposições positivas dos trabalhadores da última hora podem, assim, ser entendidas como fatores que sensibilizaram o pai de família, induzindo-o ao gesto de generosidade.

Ademais, vale lembra que ao perguntar, no item 930 de O Livro dos Espíritos,acerca da situação das pessoas que se vêm impossibilitadas de trabalhar por causas independentes de sua vontade, Kardec obtém a observação de que “Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo ninguém deve morrer de fome”. E, explicando o ponto, os Espíritos acrescentam: “Com uma organização social criteriosa e previdente, ao homem só por culpa sua pode faltar o necessário.” É, pois, uma clara alusão à solidariedade que os homens devem se esforçar por implantar no mundo.

Felizmente, notamos que esse pensamento, de vanguarda para a época, já vem se difundindo entre as lideranças mais lúcidas de nossa sociedade, tanto assim que em muitos países já existe o seguro-desemprego, para acudir aos trabalhadores que contingencialmente se encontrem sem oportunidade de emprego. Nenhuma pessoa sensata classificaria de injusto esse dispositivo, muito pelo contrário.

Ora, nessa perspectiva o senhor da parábola seria alguém que, mesmo naqueles tempos primitivos, teria sido tocado pela dificuldade daqueles homens que impacientemente esperavam pela oportunidade de ganhar seu pão, solidarizando-se com eles por meio, primeiro, da oferta de trabalho e, depois, pelo auxílio pecuniário adicional.

Afastando-nos agora um pouco do sentido literal da estória, ensaiemos a sua interpretação em termos do “reino dos céus”. Com base no que foi visto até aqui, infere-se que com a parábola Jesus procurou salientar a virtude da boa-vontade e da disposição para o trabalho. Num plano mais amplo, o trabalho não deve, é claro, ser entendido unicamente como o trabalho ordinariamente assim considerado, as atividades braçais e intelectuais passíveis de remuneração. “Toda ocupação útil é trabalho”, conforme a resposta à questão 675 de O Livro dos Espíritos. Tudo o que concorra para o desenvolvimento próprio, do semelhante e, em geral, da criação, é trabalho, nessa conceituação estendida.

A mensagem mais evidente da parábola é, pois, a importância de nosso engajamento nas atividades da “vinha” universal. Ele traz para nós o “salário” da felicidade: o bem-estar físico, a satisfação intelectual, o prazer do cultivo do Belo, a tranqüilidade moral.

A diversidade dos grupos de trabalhadores da parábola indica a diversidade dos seres criados e das tarefas a desempenhar em cada estágio de sua evolução. Deus reconhece essa diversidade, convocando cada um a seu tempo para as tarefas adequadas ao momento. E contanto que haja disposição para o trabalho, todos recebem o fruto de seus labores, por mais modestos que sejam. Não espera o Senhor que, num dado “dia” todos desempenhem as mesmas tarefas. A meta de todos deve ser a de colaborar cada vez mais na obra divina, mas a convocação divina leva em conta a capacidade presente de cada um. A nós cabe estar permanentemente dispostos ao labor, para que não sejamos como os servos imaginados por Constantino, que receberam somente o “salário da preguiça”, ou seja, a estagnação evolutiva.

Não somente a preguiça e a indiferença têm de ser evitadas, mas também a afoiteza e a precipitação. Por falta de bom-senso, arriscamo-nos freqüentemente em tarefas para as quais não estamos, presentemente, preparados. Pior ainda: movidos pelo orgulho lançamo-nos em empreendimentos que se nos afiguram “grandes”, não pelo bem que deles decorra, mas pela evidência em que nos coloquem. O malogro parcial ou total, e a dura decepção de nossa vaidade é o resultado inevitável de tais iniciativas.

A igualdade dos “pagamentos” que cada trabalhador de boa-vontade recebe reflete a bondade divina, que valoriza tudo aquilo que venhamos a fazer na obra do bem. Não ressaltou Jesus esse ponto na expressiva passagem do óbolo da viúva? (Ver Mc 12:41-44 e Lc 21:1-4, bem como os comentários de Kardec a essa passagem no item 6 do capítulo 13 de O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Outra virtude veladamente evocada pela parábola é o desinteresse. Conforme já notamos, os trabalhadores da última hora e todos os demais que foram convocados depois do início do dia aceitaram a oferta de trabalho sem perguntar quanto ganhariam. Do mesmo modo, nossa meta é fazer o bem pelo bem, tão logo a ocasião apareça, e não “por cálculo”, contabilizando os benefícios que dele nos advenham. Kardec sabiamente inseriu um estudo sobre esse ponto logo após o referente ao óbolo da viúva, nos itens 7 e 8 do capítulo 13 de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Todo esse capítulo, aliás, contém reflexões valiosas sobre o assunto, complementando as fundamentais elucidações contidas na seção inicial do capítulo “Da perfeição moral” de O Livro dos Espíritos.

Por fim, além da indolência e do interesse, mais um vício parece ser exprobrado na parábola: a inveja (“Tens mau olho, porque sou bom?”). Vendo o gesto de generosidade do pai de família, os trabalhadores da primeira hora queixaram-se, muito embora no que lhes dissesse respeito ele houvesse agido com correção. Aproveitando uma sugestão interpretativa feita anteriormente, seria mais ou menos como se nos queixássemos do governo por conceder auxílio-desemprego a um colega provisoriamente desempregado. Além de injustificável inveja, faltaríamos com a solidariedade, que deve reinar entre os homens em geral. (Questão deixada para o leitor: Quem os trabalhadores da primeira hora poderiam simbolizar?)

Ainda com Constantino...

Após ter comentado, assim, a situação dos preguiçosos e indiferentes, Constantino prossegue, penúltimo parágrafo da mensagem:

Que dizer, então, daquele que, em vez de apenas se conservar inativo, haja empregado as horas destinadas ao labor do dia em praticar atos culposos; que haja blasfemado de Deus, derramado o sangue de seus irmãos, lançado a perturbação nas famílias, arruinado os que nele confiaram, abusado da inocência, que, enfim, se haja cevado em todas as ignomínias da Humanidade? Que será desse? Bastar-lhe-á dizer à última hora: Senhor, empreguei mal o meu tempo; toma-me até ao fim do dia, para que eu execute um pouco, embora bem pouco, da minha tarefa, e dá-me o salário do trabalhador de boa vontade? Não, não; o Senhor lhe dirá: “Não tenho presentemente trabalho para te dar; malbarataste o teu tempo; esqueceste o que havias aprendido; já não sabes trabalhar na minha vinha. Recomeça, portanto, a aprender e, quando te achares mais bem disposto, vem ter comigo e eu te franquearei o meu vasto campo, onde poderás trabalhar a qualquer hora do dia.”

Agora não se trata mais da indolência do servo que despreza o trabalho, mas da ação destrutiva daquele que, ao invés de ajudar, atrapalha a obra divina. A extensão dos comentários de Constantino para esse tópico é particularmente relevante para nós, Espíritos ligados à Terra. A observação dos fatos confirma a classificação de Kardec na seção “Destinação da Terra – Causas das misérias humanas”, do capítulo 3 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, da Terra como planeta especialmente destinado ao abrigo de Espíritos desajustados com as leis divinas. Como reafirmaria depois Emmanuel, “todas as entidades espirituais encarnadas no orbe terrestre são Espíritos que se resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado, com exceção de Jesus-Cristo...” (O Consolador, questão 243).

Também sabemos, à luz dos ensinos cristãos e espíritas, que nossa interferência indébita na harmonia universal traz para nós conseqüências negativas, sofrimentos e tribulações que visam a impor limites à nossa ação maléfica, despertando-nos para o bem. Não desenvolveremos esse tema aqui, por sobejamente explorado na boa literatura espírita.

Centremos nossa atenção nas singulares palavras de Constantino. Como entender a reação atribuída ao Senhor, diante do servo mau: “Não tenho presentemente trabalho para te dar...” ? Tolher-nos-ia Deus a oportunidade do trabalho depois que falimos? Sabemos, por outro lado, que é somente pelo trabalho no bem que repararemos nossos erros, apagando suas repercussões. (Ver o “Código penal da vida futura”, no capítulo 7 da primeira parte de O Céu e o Inferno.)

Inspecionando mais atentamente o texto, vemos que o Senhor não impede para sempre o servo “cevado em todas as ignomínias” de trabalhar em sua vinha. Depois que reaprender a trabalhar construtivamente, ser-lhe-á novamente franqueado o vasto campo de ação na vinha.

Mas por que esse impedimento temporário? É que a prática do mal pode de tal forma destrambelhar-nos que, por algum tempo, naturais limitações nos advirão. Seria como um motorista insensato, que provoca um acidente e vai hospitalizado. Enquanto permanecer internado, não poderá desenvolver todas as atividades para as quais estaria em princípio capacitado. É um período de recomposição.

Do mesmo modo, aos nossos desatinos espirituais sobrevém um estágio de reequilíbrio, de aprendizado pela dor, de reflexão. Se, porém, esse estágio no “hospital” divino nos limita em alguns aspectos – as idiotias, as paralisias, as enfermidades degenerativas incuráveis, a miséria extrema, etc. – sempre resta-nos a possibilidade de agir no bem pela paciência e resignação, pelos esforços para corrigir-nos, pela gratidão a quem nos auxilie, pelo sorriso de esperança, e por tantas outras formas.

Seriam os espíritas os trabalhadores da última hora?

Concluindo este nosso estudo, vejamos agora o último parágrafo do texto de Constantino. Com base nele, bem como numa passagem da Instrução que o segue, de Henri Heine, difundiu-se no meio espírita a idéia de que “os espíritas são os trabalhadores da última hora”. Não é raro vermos esse pensamento exposto até mesmo com uma certa ponta de orgulho. Afinal, na parábola os trabalhadores da undécima hora são aqueles que mais se beneficiaram da magnanimidade do senhor. Estaríamos todos, então, admitidos à vinha, com salário integral e tudo.

Será isso o que os Espíritos escreveram, ou deram a entender? Examinaremos aqui apenas o que diz Constantino, pois a mensagem de Heine parte de uma perspectiva diferente e requereria outro artigo. Eis o parágrafo:

Bons espíritas, meus bem-amados, sois todos obreiros da última hora. Bem orgulhoso seria aquele que dissesse: Comecei o trabalho ao alvorecer do dia e só o terminarei ao anoitecer. Todos viestes quando fostes chamados, um pouco mais cedo, um pouco mais tarde, para a encarnação cujos grilhões arrastais; mas há quantos séculos e séculos o Senhor vos chamava para a sua vinha, sem que quisésseis penetrar nela! Eis-vos no momento de embolsar o salário; empregai bem a hora que vos resta e não esqueçais nunca que a vossa existência, por longa que vos pareça, mais não é do que um instante fugitivo na imensidade dos tempos que formam para vós a eternidade.

A leitura atenta deste trecho não parece corroborar a referida interpretação. Primeiro, a frase inicial qualifica os espíritas: “Bons espíritas...”. O adjetivo ‘bons’ em geral passa despercebido! Logo, a frase não diz respeito aos espíritas em geral, mas aos bons espíritas. E todos conhecemos a impressionante lista de qualidades dos bons espíritas, que Kardec registrou no capítulo 17 do Evangelho Segundo o Espiritismo, seções “O homem de bem” e “Os bons espíritas”.

Além disso, a frase não tem o artigo definido ‘os’ antes de ‘obreiros da última hora’, como normalmente se diz. A inclusão do artigo emprestaria ao pensamento um ar de sectarismo e orgulho incompatível com a índole da doutrina espírita. Os bons espíritas não são os obreiros da última hora, com a implícita exclusão dos outros homens, mas simplesmente obreiros da última hora. Eles são aqueles que passaram, numa “hora” relativamente recente da história da humanidade, a trabalhar, ao lado de tantos outros, na vinha do Senhor.

E mais: nem mesmo entendida corretamente a comparação de Constantino serviria de fundamento a qualquer sentimento ufanista no meio espírita. Afinal, os trabalhadores da última hora não tiveram nenhum mérito relativamente aos da primeira hora. Simplesmente são aqueles para quem, por uma razão ou por outra, a tarefa chegou um pouco mais tarde.

Prosseguindo, o Espírito modifica um pouco a alegoria, ao salientar que mesmo estes em geral ignoraram durante séculos os apelos do Senhor para o trabalho na vinha! A rigor, então, os bons espíritas não deveriam se orgulhar nem mesmo de terem sempre estado aguardando ansiosamente o chamado para a obra divina. Estão, via de regra, na condição geral da humanidade terrena, de Espíritos que fizeram mau uso de seu livre-arbítrio em passado próximo ou distante.

No entanto, o que os caracteriza – sem a exclusão de outros, repetimos – é que agora já superaram aquele período de “hospitalização”, e reaprenderam a trabalhar no bem. Esse o seu maior salário: a bênção de já poderem trabalhar na construção de sua felicidade, mediante o amor ativo ao próximo e a si mesmos.

Que dizer agora dos espíritas que ainda não podem ser ditos bons? Esses são os que, não obstante terem as luzes dos princípios espíritas ao seu alcance, ainda resistem indolentemente a trabalhar, ou a trabalhar tanto quanto sua condição permitiria; ou aqueles, em condição mais lastimável ainda, que ainda se “cevam nas ignomínias” morais, sem envidar esforços para emendar-se.

É claro que essa classificação não é nítida, ou seja, não há apenas dois grupos de espíritas. Há uma gradação contínua, começando naqueles francamente retardatários e terminando nos que já entendem e vivenciam plenamente as diretrizes divinas para os homens. Caberá a nós determinar, pelo exame isento de nossos pensamentos e atos, nossa posição nessa escala, e incessantemente procurar galgar posições cada vez mais avançadas, pela reparação de nossos erros, pela superação de vícios e conquista de virtudes.

Referências bibliográficas:

Emmanuel. O Consolador. (Médium Francisco Cândido Xavier.) 8a ed., Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, 1940.

Kardec, A. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 43a ed., Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, s.d.

O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 111a ed., Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, s.d.

O Céu e o Inferno. Trad. de Manuel Quintão. 28ª edição, Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, s.d.
 
 
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: JC em 10 de Fevereiro de 2009, 05:55
Ola amigos,

face a tudo que foi dito, apenas vou resumir minha opinião replicando uma frase de um famoso músico .

'' O dia em que o PODER DO AMOR for maior que o AMOR PELO PODER, o MUNDO ENCONTRARÁ PAZ '' .


JIMI HENDRIX



JC
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: FENet em 10 de Fevereiro de 2009, 11:25
Caro JC,

Excelente frase para resumir este tema. Muito obrigado.

um abraço ;)
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: akenatom em 26 de Fevereiro de 2009, 13:10


Queridos amigos

Em primeiro lugar: Parabéns pela escolha do tema:Atual, necessário,vital para o desenvolvimento harmônico da sociedade.
Hoje a proposta já tem sido aplicada em muitas empresas, os resultados são impressionantes, auto estima dos funcionários, melhor produtividade,relacionamentos profissionais mais éticos, enfim...
Mas quero abordar uma outra forma de introduzir no meio empresarial a visão da responsabilidade " socioespiritual":  Alguém precisa " detonar o processo", insistir na proposta, iniciar na sua sala, com sua equipe,no seu corredor... o velho " mudança localizada provoca mudança globalizada"!
A maioria das pessoas estão buscando as mesmas coisas, paz e harmonia.
Eu, você, ele pódemos ser os detonadores!
Experimente, convida teu colega para 2 minutos por dia de " conversa elevada", uma página de um bom livro, uma prece, um comentário amoroso, inicie a corrente. Manda pra " chefia" uma proposta de : Diariamente ao abrir os computadores da empresa, aparecer uma mensagem otimista...pequenas idéias, grandes mudanças.
Vamos em frente irmãos, quem conhece mais, tem a responsabilidade socioespiritual no seu meio.
Um forte e fraterno abraço a todos.
Que a Paz e a harmonia invada suas vidas.
Akenatom
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: FENet em 01 de Junho de 2009, 17:15
http://www.zeitgeistmovie.com/add_portug.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy56ZWl0Z2Vpc3Rtb3ZpZS5jb20vYWRkX3BvcnR1Zy5odG0=)

Zeitgeist, the Movie (em português: Zeitgeist, o Filme) é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, que apresenta uma série de teorias de conspiração relacionadas ao Cristianismo, ataques de 11 de setembro e a Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).[1] Ele foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007.[2] Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.[3]

Em 2 de Outubro de 2008 foi lançado um segundo filme, continuação do primeiro, chamado Zeitgeist:Addendum, onde se trata da globalização, manipulação do homem pelas grandes corporações e instituições financeiras, e que apresenta sua visão da solução para o problema.

O filme é estruturado em três seções:

    * Primeira parte: "The Greatest Story Ever Told" ("A maior história já contada") - Aos 00:13 min
    * Segunda parte: "All The World's A Stage" ("O mundo inteiro é um palco") - Aos 00:40 min
    * Terceira parte: "Don't Mind The Men Behind The Curtain" ("Não se importem com os homens atrás da cortina")- Aos 01:14 min*

Podem fazer download gratuito do DVD (ripado) com legendas em PT, do próprio site(http://www.zeitgeistmovie.com/add_portug.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy56ZWl0Z2Vpc3Rtb3ZpZS5jb20vYWRkX3BvcnR1Zy5odG0=)): http://www.zeitgeistmovie.com/dloads.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy56ZWl0Z2Vpc3Rtb3ZpZS5jb20vZGxvYWRzLmh0bQ==) já que este filme não tem objectivos comerciais, apenas querem divulgar.

Tópico relacionado: http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,8558.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,8558.0.html)(
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 01 de Junho de 2009, 17:33
Ola Amigo Vasco
Muita paz e harmonia

    Grato por compartilhar não conhecia vou ver e depois verei até que ponto eles chegam nesta encruzilhada...


Abraço fraterno
Muita paz


VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Marccello em 12 de Setembro de 2009, 23:36
Como seria bom que todos levassem para suas empresas o comportamento cristão e ético em seu ambiente de trabalho, com os relacionamentos difíceis que não escolhemos ...claro que não! escolhemos sim! Somos espíritas e sabemos que não existe o acaso...com isto crescermos em busca de sermos pessoas melhores. 

Abraços! ;)
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Nadi em 16 de Setembro de 2009, 03:44
Danilo

Gostei da sua colocação a respeito do trabalhador:
Seja um bom trabalhador: trabalhe com entusiasmo, busque trabalhar naquilo que vc veja propósitos elevados. Se isso não lhe for possível, devido a necessidades básicas, seja resignado, sereno perante as dificuldades, mas BUSQUE trabalhar com amor, seja onde for.

Ao meu ver, confirma os ensinamentos da Qustão Nº 226 do Livro Seara dos Mediuns Obreiros e Instrumentos.

Um grande abraço

Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Siegmund Beulke em 19 de Dezembro de 2009, 18:37
Olá a todos

Gostaria de dar uma participação...
                                 Do livro Caminho da riqueza

O SOL NASCE PARA TODOS
 
   Ninguém é dono das riquezas do mundo, as riquezas pertencem a Deus.  Você não é pobre porque alguém o obriga a ser pobre.  Pode ser que você não tenha condições de seguir a carreira ou profissão que desejaria, mas existem milhares de outras oportunidades aguardando você.
   As coisas fluem continuamente no Universo e as oportunidades costumam surgir em diferentes direções.  Sempre existirão oportunidades para as pessoas que estejam fluindo com a vida ao invés de nadar contra a maré.
   As leis da riqueza são as mesmas para todas as pessoas. 
Deus é justo.
   Perceba por exemplo a força da gravidade.  Se você sobe em uma cadeira e salta para o chão, você chega ao chão, não fica flutuando perto do teto.  Assim também, se você salta do alto de um prédio irá se esborrachar no chão, não irá flutuar até as nuvens.
   E tem gente que acha que Deus é injusto!
   Deus não é o seu empregado, Ele não está no Universo para atender seus desejos de riqueza.
   Ele estabeleceu leis perfeitas para lidar com a riqueza e se você as compreende e as põe em prática, elas funcionarão para você também.
   Alguma vez você saltou de algum lugar e não chegou ao chão? 
É claro que não!  Seja qual for o lugar da terra em que você esteja, ao saltar, a força da gravidade o puxará ao chão.  Assim também, não importa onde você esteja, as leis da Riqueza, continuam sendo as mesmas e continuam funcionando da mesma forma, ontem, hoje e sempre. Deus é justo.
   Você tem que aprender que você será sempre pobre e permanecerá sempre no mesmo lugar (ou pior) se continuar a fazer as mesmas coisas da mesma maneira que sempre fez.
   Isso significa que você deve fazer coisas diferentes? 
Absolutamente não.  O ideal é que continue a fazer as mesmas coisas (afinal você já tem prática) mas faça-as da maneira que têm que ser feitas.
   Não é o salto que mata você é a maneira com que você salta.
   Se você exercita bem as suas pernas e salta da cadeira no ângulo certo, chegará ao chão de forma saudável.
   Se você saltar de um lugar alto, mas usar para quedas ou outro equipamento apropriado, também chegará ao solo de maneira saudável.
   O importante é compreender as leis que governam o universo e lidar com elas com sabedoria.
 




“Você pode introduzir em sua vida mais poder, mais riqueza, mais saúde, mais felicidade e mais alegria, descobrindo como entrar em contato e libertar o poder oculto de seu subconsciente.”
                     Dr. Joseph Murphy



 
   1 – Deus quer que você seja rico(a)!
   2 – Dependendo do que você faz com a quantidade de horas que tem em seu dia, você será rico ou pobre.
   3 – Cada um de nós tem o direito inalienável de ter acesso e possuir tudo que lhe seja necessário para que consiga se desenvolver plenamente, fisicamente, mentalmente, materialmente e espiritualmente.  Ou seja, você tem o direito de ser rico(a)!
   4 – É uma lei natural que as causas produzam efeitos, assim sendo, se você fizer as coisas de maneira certa, infalivelmente alcançará a riqueza.
   5 – Combata em si os mitos que impedem que a riqueza se manifeste em sua vida: o lugar em que se vive, a idade que se tem, a falta de recursos financeiros e o conhecimento insuficiente.
   6 – Não é o que você faz que faz a diferença, é a maneira como faz.
   7 – Não é porque alguém é rico que você tem que ser pobre.  Há riqueza suficiente para todos.  Há mais do que o suficiente para todos.  As riquezas de Deus são inexauríveis.
   8 – A Lei da Evolução está presente em tudo, tudo está continuamente evoluindo e crescendo.
   9 – Quando você não faz suas escolhas, outras pessoas escolherão por você.
   10 – Pequenos esforços, pequenos resultados.
   11 – Não seja mesquinho com a vida, faça MAIS.
   12 – A semeadura é livre, mas a colheita é inevitável.
   13 – Crie o hábito de dar a cada pessoa mais do que recebe dela.
   14 – A gratidão é um dos grandes segredos para se alcançar a riqueza, agradeça a Deus por tudo que recebe.
 
   Fique na Paz do Senhor!
 
                                 Harold Hobbes


O que faz a diferença é a nossa atitude e a maneira como nós vemos as coisas.....
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: debora108 em 27 de Dezembro de 2009, 14:56
Achei muito interessante esse tópico.
Tendo em vista que a o lugar mais importante para se exercitar o lado espiritual de cada um, é no dia a dia....

A responsabilidade espiritual e social, concentram-se primeiramente nas atitudes, nas escolhes, no respeito.
Diante desses três conceitos podemos avaliar nossa responsabilidade espiritual e social.
Quando você baseia suas escolhas respeitando o próximo, você melhora seu ambiente de trabalho e sua vida pessoal em si...

Uma atitude individual, é uma ação coletiva!
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: balagan em 28 de Fevereiro de 2010, 02:25
na vida se ver de tudo,, cada um acredita naquilo que quer,,
competir com a vida e o lema, ser uma pessoa digna e o caminho,,
mas nao existe um negocio sem que este nao tenha um pouco das mentiras,
pra chegar nas metas materias,,
a vida esperituais sempre existiram neste setor, esperito da ganacia,
no qual ate Cristo depois de deixar este mundo tinha que chegar ate os mortos pra falar e eles que estavam mortos,
todos eram pessoas que estavam no mundo dos negocios,,
 prazes da vida,
 uma empreza nao precisa de um alguem especifico so de quem faz o trabalho que ela precisa e assim, este e o lado mais suja da vida,, que todo mundo quer,,
 tem gente que nao tem vida fora disto,, entao cada e livre,, como falou Cristo aquela corda que se amarra os barco e mais facil passa por um buraco da agulha,,
 o resto todo mundo sabe,,
 faz  como fez Daniel, Moises, Jose,, seja fiel a voce mesmo,, acredite niquelo que de faz.. mas nao de seu espirito pra coisas de niguem,,
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 01 de Março de 2010, 00:46
Ola muita paz e harmonia Balagan

A Ética na Empresa e o Espiritismo

Segundo o dicionário, a ética estuda a forma de julgar a conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal, seja no contexto da sociedade seja de modo absoluto. Portanto, ética é como distinguir o bem do mal. Todos concordamos que isso tem aplicação a cada instante em nossas vidas.

O Espiritismo é uma doutrina que nos traz parâmetros que podem (e devem) ser aplicados para distinguir o que é bem do que é mal. Deste modo, o espírita que estuda tem todas as ferramentas necessárias para que possa ser ético.

Na selva dos negócios, a aplicação da ética tem ficado de lado, se valendo de formas pouco rígidas de julgar o que é bem e o que é mal, sendo fácil encontrar-se empresas em disputa ferrenha por mercado usando artifícios que nos leva a crer que a ética usada está um pouco ultrapassada. Mas, pouco a pouco os investidores estão demonstrando mais preocupação com a ética usada nos negócios, direcionando seu capital para empresas que tenham uma forma de atuação voltada de alguma forma para o bem estar social.

Na minha opinião, este é um caminho natural, servindo de estimulo a uma mudança de hábitos das empresas, que precisarão analisar (e distinguir) cada vez mais e com maior precisão o bem e o mal contido em suas ações. O Espiritismo, como uma doutrina completa, nos traz os subsídios necessários para, através de muito estudo e preparo, conhecermos melhor os mecanismos de correção de rumo contidos nas leis divinas, de forma que seja possível ao administrador prever possíveis problemas, desvios de conduta ou riscos contidos nas ações empresariais.

Esclarecendo melhor.

Cada vez escutamos mais os "gurus" da administração falando em responsabilidade social, terceiro setor, e coisas do gênero. Peter Ducker, chamado de pai da administração moderna, defende idéias em grande alinhamento com princípios calcados no bem estar social. A primeira vez que li um de seus livros fiquei impressionado com sua preocupação com o bem estar do ser humano. E, para que seja possível trazer bem estar para o ser humano é fundamental que ele seja visto não como matéria, mas como espírito.

Como foi dito na primeira parte deste trabalho (Espiritismo e Empresa - Boletim 435 ), o espírito encarnado não é proprietário dos bens que dispõe. Ele é um simples guardião, que recebeu aqueles bens por empréstimo, para que eles servissem de instrumentos do seu progresso, devendo prestar conta deles no futuro. A mesma coisa diz respeito à Empresa. Ela não tem um dono, mas alguém que está responsável pela sua administração ou guarda, e que deverá prestar conta aos investidores (de capital) encarnados e ao investidor maior, que é Deus - aquele que investiu em nosso progresso moral, nos concedendo uma encarnação para aprimorarmos nossas tendências.

No final, é a este investidor principal, que não liga para as flutuações da bolsa de valores, que prestaremos contas quando retornarmos ao mundo espiritual. Ali teremos a oportunidade de avaliar como superamos nossas dificuldades e como administramos os talentos que nos foram emprestados. Como Jesus disse, a César o que é de César, a Deus o que é de Deus.

Neste momento nossas ações serão avaliadas segundo uma ética diferente da nossa, porque seremos avaliados dentro de um contexto mais amplo, mais absoluto e não somente de acordo com os princípios aceitos socialmente. Eu me lembro freqüentemente de uma frase que me marcou muito, onde a pessoa diz que determinada atitude lhe é lícita, mas, por outro lado não é conveniente. Dito de outra forma, significa que esta atitude é boa, segundo a conduta socialmente aceita, mas, por outro lado, é má segundo uma avaliação mais ampla ou absoluta.

Por fim, fica clara a necessidade que as instituições, que devem ter uma longevidade maior que nossas curtas encarnações (ou seja, as empresas), precisam adotar condutas adequadas a esta visão. Ou seja, o que estou defendendo é que empresas devem ter vida longa e portanto precisam escolher uma postura ética que propicie isso.

José Cid

(Publicado no Boletim GEAE Número 440 de 02 de julho de 2002)
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: balagan em 03 de Março de 2010, 16:45
na historia da humanidade que sempre bem esteve na frente de todos os patamares
 foram,, os senhores, ate chegaram a criar patamares que pra  encinar a doutrina do Pai e  preciso uma empresa,,
 enquanto do outro lado nos perdemos ja desde que comecamos,,
hoje seria bom da aos homens aquilo que todos buscam,,
 isto resta so um pouco que nao aceitaria tal oferta, sabendo que a  vida tem que ser feito aquilo que tem que ser,
 deixando as coisas de lado,,
 nossa realidade neste mundo e virtual,,
tudo hoje e formado pro empresas seja qual for o setor, fazendo assim que nenhuma que ques  seja crie um novo programa de evolucao,,
 assim deste dos tempo dos grandes imperios, cada um tirou o que era melhor pra se mesmo, depois criou rotulos para preteger-se de que alguem possa fazer o mesmo,, e ainda hoje que tem mais poder usa pra se podera dos outros mais vuneravel,, se ver tudo sito em frentes nos olhos cada dia,,
 e nada muda o caminho que o Pai conselho-nos,,
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: AlexG em 06 de Março de 2010, 16:24
Alô! Pessoal,

Posso estar enganado, mas me parece que não existe nenhuma responsabilidade espiritual e social nas empresas. Pelo menos não nos modelo que conhecemos até então. O que pode haver são minguadas regras impostas por pequenos grupos, as custas de enormes sacrifícios, para que essas empresas cumpram o mínimo de benéficos nesse sentido. Até pode-se admitir que são peças fundamentais para o progresso da humanidade, mas como me referi acima, assim o fazem (benefícios) por pressão de organizações sócias. Inclusive, sedem a estas pressões por puro interesse financeiro.

Por outro lado, não podemos deixar de observar que por traz dessas empresas existem homens sérios que possuem consciência social. Geralmente são sofredores que em geral sucumbem pessoalmente e ou as empresas que dirigem diante desses modelos que conhecemos ate então.

Desculpe se pareço dramático, mas em principio é assim que vejo as coisas nesse mundo ainda de provas e espiação.

Abraço

AlexG   
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 07 de Março de 2010, 12:21
Ola muita paz
Amigo Alex

  É importante lembrar que os homens são espiritos encarnados e que a influência espiritual se faz durante 24 horas, claro que com consentimento de sua afinidade, daí a termos sempre respnsabilidade de nossos atos, pensamentos e sentimentos...no emprego,em cas, com os amigos, com os nossos superiores na Empresa..enfim no quotidiano se faz sempre presente essa responsabilidade.

Muita paz


Responsabilidade

A vida na Terra é repleta de percalços.

Ninguém passa a existência sem enfrentar desafios.

Os obstáculos destinam-se a fortalecer o homem, a testar a firmeza de seu caráter e a torná-lo melhor.

Nessa linha, problemas não são desgraças, mas lições.

A criatura deve mobilizar suas forças íntimas para superar as dificuldades com que se defronta.

A ninguém é lícito assumir atitude derrotista, desistindo previamente da luta.

Como o homem foi contemplado com o dom da inteligência, deve utilizá-lo para viver cada vez melhor.

Esse viver melhor não se refere a aspectos materiais.

A plenitude do viver constitui um conceito amplo, que engloba a consciência tranquila pelo dever bem cumprido.

Assim, é importante cada qual analisar sua própria vida.

Identificar suas dificuldades, materiais e morais, e assumir a responsabilidade por elas.

O homem necessita amadurecer para não atribuir a terceiros o ônus de resolver os seus problemas.

Demonstra infantilidade quem pretende que os outros sejam a causa de sua infelicidade.

É preciso cessar de culpar o governo, os pais, o chefe, os vizinhos ou a quem quer que seja.

Cada qual recebe da vida exatamente a tarefa necessária ao seu crescimento.

Como os homens são diferentes, os problemas que enfrentam também o são.

Na jornada pela eternidade, cada Espírito tem o que trabalhar em si.

Um necessita fortificar sua vontade na luta constante com dificuldades materiais.

Outro precisa desenvolver a paciência, perante familiares de difícil trato.

Um terceiro é carente de sensibilidade e vive às voltas com dores e enfermidades.

Há ainda quem deve resistir à tentação do orgulho e da vaidade e nasce em meio a riquezas.

A vida na Terra é uma escola.

Cada homem está às voltas com a sua lição.

Seu papel é mostrar-se digno e vigoroso em sua luta, e também auxiliar o próximo, pois todos são companheiros na jornada evolutiva.

Assim, não ceda à tentação de responsabilizar os outros pelo que lhe acontece.

Não imagine que alguém tem o dever de resgatá-lo de suas dificuldades.

Certamente a solidariedade é uma lei da vida.

Contudo, também a responsabilidade pelo próprio viver constitui uma regra a ser observada.

Seja vigoroso e determinado.

Trabalhe, estude, seja valente.

Cesse as lamentações e mobilize suas forças para atingir suas metas.

Não espere que ninguém faça sua tarefa.

Identifique e dome suas más inclinações.

Visualize a pessoa que você quer ser e faça o que estiver ao seu alcance para se tornar assim.

Mas preserve sua dignidade, pois de nada adianta uma falsa vitória.

Mais importante do que resultados materiais é a conquista e a preservação da nobreza de seu caráter.

Certas dificuldades são inevitáveis, mas você decide como se comportar perante elas.

Em qualquer circunstância, mire-se nos exemplos do Cristo.

O Mestre não desdenhou o trabalho duro, as viagens constantes com o sol a pino.

Conviveu com a ignorância e a beligerância, disciplinou almas rudes.

Enfrentou a dor e a morte, mas a tudo venceu.

Corajoso e amoroso, Jesus fez o convite. Quem desejar, deve tomar sua cruz e segui-Lo.

A cruz representa as dificuldades que todo homem deve superar, preservando sua fidelidade a Deus.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 26.06.2009.
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: AlexG em 07 de Março de 2010, 19:28
Alô! Victor, tudo bem?!

Você me diz:

Citar
É importante lembrar que os homens são espiritos encarnados e que a influência espiritual se faz durante 24 horas, claro que com consentimento de sua afinidade, daí a termos sempre respnsabilidade de nossos atos, pensamentos e sentimentos...no emprego,em cas, com os amigos, com os nossos superiores na Empresa..enfim no quotidiano se faz sempre presente essa responsabilidade.

Victor, não entendi muito bem sua linha de pensamento acima.

Vitor, o que eu quis dizer no meu post foi que o ‘modelo’ (interesses, objetivos/finalidades) das empresas que, por necessidades obvias de sobrevivência, se enquadram no modelo econômico mundial é ‘ainda’ doentio, e que em ultima análise, regidos pelo sentimento de egoísmo e voracidade pelo poder.

Fiz questão também de expressar a minha fé e esperança num mundo melhor, ao dizer que esta situação é momentânea e natural, afinal, estamos num processo constante de evolução, no entanto, ainda num mundo de provas e expiação e ainda extremamente distante de ser conduzido (empresas no caso) de acordo com os pressupostos da mensagem de Cristo.

Claro que nós, espíritas cristãos, não podemos esquecer do sábio ensinamento de Jesus ‘dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’. Claro que precisamos nos servir de ‘meios’ pacíficos, indulgentes e fraternos, procurando ‘moldar’ nossas instituições (empresas no caso) segundo esses critérios.

Claro que nossa reforma intima, nosso bem proceder, digamos assim, é fundamental para possamos promover uma aproximação dos objetivos e interesses das empresas ao bem comum e, com isso, diminuir ao máximo a enorme distancia que há entre os interesses e objetivo dessas empresas e o bem estar material e espiritual da humanidade.

Portanto, não devemos ‘misturar’ as coisas (espirituais e materiais) no sentido de acelerar um processo que tem seu tempo adequado (evolução) e com isso causar mais estragos do que ‘avanços’, mas, por outro lado, não podemos deixar de ter em mente ou mesmo de nos posicionar (estarmos atentos) em relação as nossas organizações sociais que, apesar de contarmos com o auxilio do ‘alto’, são de nossa inteira responsabilidade.

Creio que essa continua tomada de consciência se inicia na reforma intima, sem duvida, afinal a reforma começa em ‘casa’, mas a ‘obra’ (ação) com fins de promover a melhoria do planeta é fundamental. Inclusive é esse o objetivo maior, quer dizer, não tem como evoluir espiritualmente ‘sozinho’. Não tem como efetivar reforma intima sem que essa ‘elevação’ englobe a elevação de todos do planeta ... inclusive as instituições, nossas organizações sociais e ... empresas é claro.

Vai aqui também, um alerta em relação o falso espectro do conformismo que paira sobre a imagem daquele que guia sua vida pelos princípios da caridade, fraternidade e da paz.
E como diria o vulgo: ‘somos pacíficos mas não somos idiotas’.

Abração            

AlexG
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 08 de Março de 2010, 09:01
Ola Amigo Alex

Muita paz


Amigo estamos de acordo, apenas quis fazer um paradigma reforçando que tudo isso acontece porque ainda somos demasiado orgulhosos e egoistas, e enquanto não separarmos o trigo do joio , sempre haverá a diferença, a presunção, e a ambição corrupta...

Mas estou de acordo consigo bom Amigo...

Muita paz

Abraço fraterno


Victor Passos
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: balagan em 12 de Março de 2010, 03:12
como pode haver espiritualidade, enquanto nenhuma empresa que se da o luxo de perder, ou se da aquilo que ganha com seus operaius,, no outro lado nenhuma empresar precisa de uma determinada pessoa, so aquele o qual pode fazer o os enteresse da mesma,  negocios e negocio, nao a paz, um tentado ser melhor que o outro,,
que nao faz ou erra perde, onde esta o espirto ou tolerancia,
a competividade e uma coisas que nao agrada o mundo da luz, tudo tem que ser feito como tem que ser, nenhum empresario tomara seus servicais consigo pra uma nova meta de sua empresa cai, ai e cada um apra se,, onde esta o espirito,,
fora outras e outras
Título: Re: [Estudo] Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas
Enviado por: Victor Passos em 13 de Março de 2010, 16:42
Ola Amigo Balagan

Muita paz

O esforço que compensa
 

O esforço constitui uma realidade sempre presente na vida humana.

Sempre que se trata de realizar alguma conquista, ele se faz necessário.

Qualquer que seja a área da atividade, realizações não surgem do nada.

Os atletas que encantam por suas habilidades têm um histórico de treinos exaustivos.

O sucesso no vestibular pressupõe intensa preparação.

Na faculdade, a obtenção do sonhado diploma exige dedicação e renúncias.

A conquista de uma boa situação profissional também requer muito esforço e persistência.

Quem deseja adquirir bens de valor, e não dispõe da quantia necessária, igualmente se dispõe a ingentes sacrifícios.

Muitos multiplicam horas extras, trabalham nos finais de semana ou mantêm dois ou três empregos para melhorar a própria situação financeira.

Mas ninguém considera tais sobrecargas como um mal ou um castigo.

As lutas e renúncias envolvidas na conquista do que se almeja são encaradas de forma positiva, por mais desgastantes que se apresentem.

Entende-se que conquistas relevantes pressupõem algum esforço.

É preciso sair da zona de conforto e fazer algumas renúncias para ver os próprios projetos realizados.

Trata-se da tranquila aceitação de um aspecto da lei do mérito que rege o Universo.

Apenas convém ampliar o alcance dessa aceitação.

Urge compreender que o esforço também constitui combustível imprescindível em termos de evolução espiritual.

Sem esforço, o ser permanece como sempre foi.

Para seguir adiante, é preciso empenho.

As conquistas materiais são respeitáveis e correspondem a  aspectos importantes da vida humana.

Na luta por títulos acadêmicos, boa situação profissional ou mesmo por bens, a inteligência e a vontade se desenvolvem.

Contudo, por importante que seja o que se logrou obter em termos humanos e materiais, isso inevitavelmente ficará para trás.

Tudo o que é material é passageiro e precário.

Ninguém logrará levar seus títulos e posses no retorno à Pátria espiritual.

Mas os tesouros espirituais, esses jamais se perdem.

Bondade, pureza, amor ao trabalho, honestidade, humildade, paciência e capacidade de perdoar são conquistas imperecíveis.

Quem conseguir incorporá-las em seu ser jamais deixará de possuí-las.

O homem virtuoso leva em seu íntimo um tesouro de paz para onde quer que vá.

Por certo é necessário esforçar-se para ser digno e bondoso, notadamente em um mundo ainda marcado pela corrupção.

Entretanto, esse esforço realmente compensa.

Afinal, ele viabiliza deixar para trás as experiências dolorosas inerentes aos estágios mais primários da evolução.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita.
Em 18.03.2009.