Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Carlos Ribeiro em 02 de Novembro de 2008, 14:16

Título: O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 02 de Novembro de 2008, 14:16
Este mês de Novembro vamos debater o tema do suicídio.

Pretende-se abordar este tema nas seguintes perspectivas:
1. Acto de coragem ou de cobardia?
2. Causas do suicídio
3. Métodos preventivos
4. Depressão e suicídio
5. Consequências espirituais do suicídio
6. Suicídio consciente e inconsciente
7. Suicídio à luz do espiritismo
Depressão e suicídio (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXdhd1pyQW9mQWRVIw==)

Para começar eu colocaria as seguintes duas perguntas.
1- Em que situação se encontra o suicida depois do desencarne no mundo espiritual?
2- Será verdade que todos os que cometem o suicídio acabam por reencarnar com sérias limitações físicas e/ou mentais?



Bibliografia indicada:
“O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec
“O Céu e o Inferno” de Allan Kardec
“Memórias de um Suicida” de Yvvone A. Pereira
“O Martírio dos Suicidas” de Almerindo Castro


Ver powerpoint em anexo.
Título: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Haga em 03 de Novembro de 2008, 09:27
Texto de  Adilson Marques
http://adilson.marques.zip.net



"O mercado de livros e revistas “espíritas” está saturado de informações que vão de encontro ao ensinamento presente nO livro dos espíritos. Curiosamente, são os que mais contradizem tais ensinamentos os que se colocam como defensores da “pureza doutrinária”. São os paradoxos do ego humano que razão alguma é capaz de compreender.
Porém, nesse amontoado de informações desconcertantes, encontramos um livro que realmente vale ser lido: “o martírio dos suicidas”, escrito por Almerindo Martins de Castro e publicado pela Federação Espírita Brasileira, em 1940.
Ao contrário daqueles que afirmam que o suicida é um “espírito que morreu antes da hora” (sic), Almerindo é um dos poucos espiritistas que sabem que antes de encarnar o espírito escolhe um gênero de provas (questão 258) e que sua vida humanizada será pautada a partir dessa escolha. Assim, Almerindo afirma: “aquele que escolheu por prova resistir à tendência do suicídio, pode sair vencedor da luta”. Ou seja, há espíritos que escolhem como provação lutar contra o suicídio. Assim, sua consciência será, após a encarnação, bombardeada por sentimentos e pensamentos que deverá vencer. Obviamente que, para isso, a providência divina poderá utilizar espíritos ainda apegados ao egoísmo e ao orgulho para serem instrumentos dessa prova (questão 466).
Mas, e se o espírito sucumbir à tentação? Ele não teria desencarnado antes da hora? Não! Em primeiro lugar, se isso acontecesse, seria uma inverdade o ensinamento presente na questão 853 dO livro dos espíritos e nas seguintes onde lemos que não importa o perigo vivenciado, pois ninguém desencarna antes da hora. E como Almerindo Martins de Castro sabia disso, afirmou: “quer sucumba na prova do suicídio, quer triunfe dela, morre sempre no tempo preciso. Isto é, quando chega para ele a hora de partir.” E, respeitando o ensinamento desta última questão (853), afirma também: “mas, Deus, conhecendo todas as coisas, por efeito da sua sabedoria infinita e da sua presciência, vê se o homem vencerá ou sucumbirá”. Em outras palavras, os atos de nossa vida material já estão “escritos” no sentido de que Deus já sabe com antecedência o que sentiremos, pensaremos e faremos em cada um dos dias de nossa existência na Terra, mesmo que nós ignoremos se amanhã teremos um prato de comida para nos alimentar, um parceiro para fazer amor ou se iremos parar no hospital devido a um acidente de trânsito. Até mesmo se eu quisesse desafiar Deus nesse momento e colocar a mão sobre o fogo para me queimar, dizendo, orgulhosamente, que este ato foi realizado voluntariamente por mim, ele seria capaz de dizer: “meu querido filho bobinho, há cinco mil anos eu já sabia que nesse exato momento você passaria por essa situação e queimaria a mão. Por isso, já providenciei o carro para levá-lo até o hospital municipal da cidade para ser atendido pelo dr. Fulano de Tal que precisa, por expiação, tratar aqueles espíritos humanizados que possuem queimaduras no corpo físico.  Aliás, bobinho, ele pediu antes de encarnar para te tratar e você aceitou. Aprenda que você não pode fazer nada que eu já não saiba. Esqueceu que todos os fios de cabelo de sua cabeça estão contados e que não cai uma folha de árvore sem que eu permita? Portanto, procure colocar amor em seus atos. Só assim você irá alcançar o seu objetivo, que é a iluminação espiritual.”
Voltando ao texto de Almerindo, um dos raros espiritistas brasileiros que compreende e respeita a doutrina espírita, encontramos a seguinte informação:
“cedendo ao arrastamento que lhe cumpria combater, o gênero de morte a que sucumbiu foi de sua escolha, mas ele partiu porque chegara a hora de partir. Se houvesse combatido os pendores que o impeliam a matar-se, teria saído vencedor da prova, não se veria condenado a recomeçar nas mesmas condições.”
Em suma, o que faz o espírito recomeçar nas mesmas condições ou não é a intenção ou os sentimentos com os quais o espírito humanizado vivencia suas provas na Terra. Como o livre-arbítrio após a encarnação é moral, se escolhesse o “bem”, ou seja, o amor universal, não cairia em tentação, e desencarnaria naturalmente. Ou seja, teria forças espirituais para repelir a tendência ao suicídio; escolhendo, porém, o “mal”, em suma, as verdades criadas pelo egoísmo, pelo orgulho e pela falta de Fé etc. comete, voluntariamente, o suicídio e perde, assim, a chance de iluminar-se, precisando recomeçar sua jornada espiritual a partir do mesmo ponto em que se encontrava antes de sua última encarnação. Porém, em um caso ou em outro, desencarnou no momento previsto, nem antes ou depois da hora determinada para encerrar sua provação, uma vez que Deus já sabia se o espírito se encontrava preparado ou não para a prova livremente escolhida por ele e o usou como instrumento, mesmo que inconsciente (questão 570), para as provas de outros espíritos humanizados, ou seja, ele também concorreu “para a obra geral” (questão 132), pois “todos têm deveres a cumprir” (questão 559).

São Carlos, 18 de junho de 2007
Obs. Todas as anotações entre parênteses se referem às questões presentes nO livro dos espíritos, de Allan Kardec.
Título: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: aruanda em 03 de Novembro de 2008, 11:51
Citar
O suicídio é um ato de covardia, onde o homem não têm a coragem de suportar as misérias, dores, problemas da existência causados por ele mesmo em outrora. Por isso não há forma alguma de justificar o suicídio, por maior que seja o sofrimento.

O suicídio não é um acto de covardia, é quando muito um acto de desespero...o que é muito diferente. Não podemos nem devemos sentir os suicidas ou "pretensos" suicidas como covardes.Isso não existe, o que existe é um sofrimento enorme quer seja real ou imaginário, mas ele é concreto para  a pessoa que sofre.Se fazemos este tipo  de afirmações estamos a ir contra a lei de amor e caridade que nos ensina o espiritismo.
Citar
Deus não lhe dá o fardo se tu não consegue segura-lo, Ele te dá o fardo, pois sabe que tu aguentarás.

Isto é um erro.Deus não nos dá nada. Apenas a vida...o resto é de nossa única e inteira responsabilidade. É importante que percebamos que as forças que temos ou não temos são de nossa única e inteira responsabilidade assim como a "vida" que escolhemos ao reencarnar.Casos especiais podem ter ajuda mas, normalmente cada um de NÓS é responsável pela sua escolha. Deus,ou melhor a equipe espiritual responsável pelas reencarnações, superintende para que realmente não escolhamos "provas" superiores às forças,só e exclusivamente...a escolha é nossa.


Citar
Porém, nesse amontoado de informações desconcertantes, encontramos um livro que realmente vale ser lido: “o martírio dos suicidas”, escrito por Almerindo Martins de Castro e publicado pela Federação Espírita Brasileira, em 1940.

deve ser um dos poucos livros espíritas que não conheço mas, vou tentar encontrar.

Citar
Porém, em um caso ou em outro, desencarnou no momento previsto, nem antes ou depois da hora determinada para encerrar sua provação, uma vez que Deus já sabia se o espírito se encontrava preparado ou não para a prova livremente escolhida por ele e o usou como instrumento, mesmo que inconsciente (questão 570), para as provas de outros espíritos humanizados, ou seja, ele também concorreu “para a obra geral” (questão 132), pois “todos têm deveres a cumprir” (questão 559).

Eu não estou de acordo. quer dizer que quer nos suicidemos ou não iríamos "desencarnar" nessa altura? para mim não faz sentido  mas, talvez porque não li o livro e não estou  a ver  a frase no contexto.
Mas, se é assim então temos aquilo a que chamamos "destino" que eu não aceito.
Se semeamos hoje o que vamos colher amanhã, como podemos afirmar isso?
Gostava de entender

Abraços
Título: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Novembro de 2008, 12:01
Olá Cherry

Todos sabemos que o suicidio não é um caminho correcto. Contudo não podemos colocar todos os suicidas no mesmo saco. Há quem se suicide sob o efeito da depressão e de outras doenças mentais, sem uma consciência plena do que está a fazer. Para além disso, não nos cabe a nós julgar os irmãos, mas evitarmos nós próprios cometer erros, tanto quanto possivel. Cabe-nos também ajudar, se possivel, os potenciais suicidas a mudar de ideias.

Quanto à depressão demonstras grande falta de conhecimento. Quando as pessoas estão em crise depressiva não vêm a realidade de forma correcta.

Acho que nenhum ser humano pode dizer: "desta água não beberei", no que se refere à depressão. Quando as pessoas deixam de conseguir angariar o próprio sustento, face ao desemprego, á doença ou a outro motivo qualquer, e entram em perda, raro é aquele que não desanima. Eu não julgo ninguém, para também não ser julgado.

Enfim, deixemos a justiça divina para Deus. A nós cabe fazer o possivel para evitar a desgraça alheia e não nos cabe julgar, nem criticar nem condenar ninguém.

bem hajas
Título: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 03 de Novembro de 2008, 13:22
Citar
As consequências são incalculáveis. Dependendo da parte lesada do corpo será um tipo de consequencia. "Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade nos fala dessas conseqüências: aqueles que esfacelam o crânio, reencarnam com a idiotia, surdez-mudez, conforme a parte do cérebro afetada, os que tentaram o enforcamento, reaparecem, com os processos da paraplegia infantil; os afogados com enfisema pulmonar, tiros no coração, cardiopatias congênitas irreversíveis, os que se utilizam de tóxicos e venenos, sofrem sob o tormento das deformações congênitas, úlceras gástricas e cânceres.

Então será que todos os suícidas reencarnam deficientes? E será que todos os deficientes fisicos e mentais foram suícidas numa vida anterior e que o seu tipo de deficiência está ligada á forma como cometeram esse acto de desespero/coragem/covardia?   ???
Título: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ValNasct em 03 de Novembro de 2008, 14:24
Bom dia , companheiros foristas

Esse assunto, o suicídio e a depressão, são de grande interesse meu, já q tenho em minha família, casos de suicídas diretos, indiretos e eu própria passei pelo caminho doloroso da depressão.

Penso que esse ato, não seja algo para ser classificado como  de coragem ou covardia. É sim, um ato desesperado. Onde àquele q se o pratica, se vê acuado diante de uma série de situações que, ele supõe, lhe fogem ao controle. Seja por falta de fé em Deus, ou em si próprio, seja por brechas morais, onde se instalam n'alma processos obsessivos severos, seja por ignorância da sobrevivência da alma à morte física, enfim...

Assim sendo, esse 'ato de coragem ou covardia', foi motivado pela desesperança e pessimismo, onde não se via outra saída, senão acabar com a vida física, acabando com ela os problemas. Engano grande, já q sobrevivemos à 'morte', quer acreditemos ou não. 

O suicído sempre foi um tema bastante delicado.
Citar
* Em medicina, considerava-se ato de covardia, de uma pessoa fraca, que diante dos problemas da vida, escolhia a fuga trágica.Hj a medicina compreende o suicído de forma totalmente diversa. Sabe-se , q o cérebro funciona às custas de uma série de substâncias químicas, que têm papel importante no ato final do suicídio.*

Citar
No passado,o suicídia era visto com maus olhos pelas religiões em geral. Os católicos apregoavam q ao suicída não pertencia o Reino do Céus.Os judeus, os enterravam num canto separado do cemitério.* Coube à Doutrina Espírita o esclarecimento detalhado, através da Codificação Kardequiana,principalmente, das causas e consequências do suicídio; inclusive do suicídio indireto, que  quase todos cometemos, ao nos expormos aos excessos de diversas ordens.

Vários fatores predispõe uma criatura ao tresloucado ato de acabar com a própria vida orgânica: Não ter religião, isolar-se socialmente, não ter amigos, suporte familiar, ser homem, ter doença mental ou física. E mais recentemente,revelado pela Doutrina espírita, influênciações de ordem espiritual.
Segundo dados da revista "SUPERINTERESSANTE", a cada 40 minutos,uma pessoa se suicída em algum lugar do mundo.

Prá tudo e em tudo Jesus é a solução.
Citar
**Fé, confiança na providência Divina, a resignação e submissão à vontade do Criador. As tribulações da vida, são provas ou expiações.Felizes os que as suportam sem se queixarem, porque serão recompensados.

A compreensão de que a 'força' está em nós, confiança absoluta na Solicitude de Deus, trabalho no bem e sobretudo entendimento e amor daqueles que convivem com uma pessoa enferma da alma,como o deprimido, operarão "milagres", na vida desses companheiros tão aflitos qnto equivocados, como um dia eu fui.

Paz e prosperidade
VALERIE :)
   
(*)FORAM RETIRADOS DE DEPOIMENTOS DO DR. DRÁUZIO VARELLA.
(**)FORAM RETIRADOS DO LIVRO DOS ESPÍRITOS, POR ALLAN KARDEC.
Título: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ValNasct em 03 de Novembro de 2008, 14:35
5 LEMBRETES ANTI-SUICÍDIO  ;)

1. A vida não acaba com a morte.
A morte não significa o fim da vida, mas somente uma passagem para uma outra vida: a espiritual.

2. Os problemas não acabam com a morte.
Eles são provas ou expiações, que nos possibilitam a evolução espiritual, quando os enfrentamos com coragem e serenidade. Quem acredita estar escapando dos problemas pela porta do suicídio está somente adiando a situação.

3. O sofrimento não acaba com a morte.
O suicídio só faz aumentar o sofrimento. Os espíritos de suicidas que puderam se comunicar conosco descrevem as dores terríveis que tiveram de sofrer, ao adentrar o Mundo Espiritual, devido ao rompimento abrupto dos liames entre o Espírito e o corpo. Para alguns suicidas o desligamento é tão difícil, que eles chegam a sentir seu corpo se decompondo. Além disso, há o remorso por ter transgredido gravemente a lei de Deus, perante a qual suicidar-se equivale a cometer um assassinato.

4. A morte não apaga nossas falhas.
A responsabilidade pelas faltas cometidas é inevitável e intransferível. Elas permanecem em nossa consciência até que a reparemos.

5. A Doutrina Espírita propicia esperança e consolação quando oferece a certeza da continuidade infinita da vida, que é tanto mais feliz quanto melhor suportamos as provas do presente.

Retirado do livro Palavras Simples,
Verdades Profundas, de Rita Folker
EME Editora


Paz e prosperidade
VALERIE  :)
Título: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Cherry em 03 de Novembro de 2008, 17:01
O suicídio é um ato de desespero, onde o homem não têm força para suportar as misérias, dores, problemas da existência causados por ele mesmo em outrora. Por isso não há forma alguma de justificar o suicídio, por maior que seja o sofrimento.
Título: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 03 de Novembro de 2008, 18:48
Olá Valerie. Gostei bastante dessas "palavras simples".


Citar
Até mesmo se eu quisesse desafiar Deus nesse momento e colocar a mão sobre o fogo para me queimar, dizendo, orgulhosamente, que este ato foi realizado voluntariamente por mim, ele seria capaz de dizer: “meu querido filho bobinho, há cinco mil anos eu já sabia que nesse exato momento você passaria por essa situação e queimaria a mão
Esta parte aqui não posso concordar amigo Mahatma, mesmo que tenha sido escrito por Almerindo.
Onde ficaria então o nosso livre-arbitrio? Seriamos meras marionetas nas mãos de Deus se assim fosse.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 03 de Novembro de 2008, 19:52
 ;)Os suicidas e suas vitimas

   Actualmente continuam a acontecer ,no seio da familia terrena,muitos suicidios.Se todos nós nos procupássemos em trazer DEUS para a nossa vida para vivermos mais em harmonia uns com os outros,não estava a família terrena a viver com tantos desequilibrios como está acontecendo.São variadíssimas as razões que muitos irmãos evocam para justificar a razão que os leva a tomar a atitude de ser suicida.Uns por razões de saúde.outros porque a vida não lhes corre de feição,outros ainda que não conseguem satisfazer os seus caprichos,e muitos sem razão aparente,os leva a fazer essa desgraça.O certo é que os suicidas continuam a fazer muita família infeliz.Se todos tivessem conhecimento do que os espera quando praticam um acto desses,suportariam todas as dificuldades da vida.Será que existe alguma razão material ou espiritual que justifique a prática dessa desgraça,que alguns irmãos praticam?Respondemos sem qualquer dúvida...não e não!O sofrimento faz parte da nossa vida,através dele e das suas dificuldades erguemo-nos hoje para o amanhã,e cada dia que passa vamo-nos melhorando.Com a prática do suicidio ,o que construimos é a nossa desgraça,não só para nós ,mas também para a nossa familia.JESUS aconselhou o paralítico,dizendo:levanta-te e caminha porque DEUS está á tua espera.


DA REVISTA ESPIRITISMO


SAUDAÇÕES MUITO FRATERNAS DO AMIGO
CANCELA
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Isis_1976 em 04 de Novembro de 2008, 00:23
Olá amigos de Fé!  :)

Suicídio no meu ver, é um ato de desespero,  o "suicida" na VERDADE quer "matar" os seus problemas...suas dores...desabores... e não/nunca a "si mesmo"! 


Beijos cheios de PAZ!  :-*
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Loan Medeiros em 04 de Novembro de 2008, 01:26
Olá irmãos,

no meu ponto de vista, o suicída comete uma falta grave contra Deus atentando contra sua própria vida, contudo, ele não pode 'enganar Deus'. Deus é conhecedor de todas as coisa, sabe de todas as quedas que um espírito irá passar, porém, como Pai que é, deixa-o colher seus próprios frutos, pois, para seu aprendizado, é necessário isso. Ao suicída é dado a faca e o queijo na mão, tudo que lhe é necessário para ser feliz, contudo, se ele corta os pulsos com a faca (exemplo triste!), ele deverá colher os frutos do seu erro. Alguns dirão, mas se Deus já tem conhecimento do futuro desse espírito por que então permitiu isso?? Ora, se tirasse, digamos, 'a faca' da mão do ser, então este sofreria por antecipação, o que não é justo. Dá-lhe oque é necessário para viver e para que faça bom uso de tudo o que foi dado, assim não há queda da parte do espírito, mas para isso é necessário muito amadurecimento de nossa parte.

Destarte, quando está sentado no cume de uma montanha, podendo abarca todos os seus grãos de areias, Este observam os grão de areia que estão indo na corrente do vento - Livre-Arbítrio -, sendo conhecedor do peso daquele grão - evolução moral do espírito - e da velocidade do vento, saber-se-á aonde o grão irá cair. Se impedir que este grão caísse naquele local não haveria evolução da parte do Espírito. Eis que Deus, em sua infinito Amor, nos mostrando a compreensão de nossas fragilidades, permiti dar um passo de cada vez, enviando-nos tudo que nos é necessário, mesmo depois de já ter colocado dentro de nós um tesouro para desbravarmos. As Dores são passageiras, bem sabemos como espíritas, mas são pequenas pedras diante do Futuro(bemmm distante) que nos espera.

Bem, este é meu ponto de vista acerca do texto apresentado pelo nosso amigo Mahtma. Que no primeiro momento me deixou confuso, contudo, trazia uma realidade que não observava e que outras obras espíritas não trazem.

Abraço!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: carloss em 04 de Novembro de 2008, 12:47
saudações queridos amigos.
O suicídio para mim tambem é uma atitude reprovavel, pois tenho o conhecimento que na vida tudo tem um motivo der ser e acontecer.
Porem isso não me dá o direito de julgar, ou muito menos condenar alguem, por uma atitude precipitada dessas. A nós foi dado o livre arbitrio, que é por mim uma das mais valiosas concessão de Deus.
Atitudes suicídas (salvo os suicidas idealistas) revela que os irmãos que as cometem não possuem um correto entendimento do significado de sua existencia e nem de seus martirios. Assim em busca de algo que os libertem de tamanho aborrecimento, numa atitude desespero acabam por interromper e abreviar sua passagem por este tempo e espaço.
Acredito cegamente que ha esses irmãos, não lhes faltaram oportunidades de reaverem seus atos, para que num prospero momento venham a obter os conhecimentos e as condições nescessárias de desenvolvimento evolutivo e existencial. Pois Deus os criou tambem com um propósito, semelhante aos outros seres de nossa mesma espécie que evoluem initerruptamente, independente de estarem ou não encarnados, de serem ou não simples ou Sofisticados, sempre regidos pelo amor  pelo equilibrio e pela grandeza da natureza Dívina.
muito obrigado pela atenção de todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 04 de Novembro de 2008, 14:39
Bom dia , companheiros do F.E. :)

Esse assunto, o suicídio, é de grande interesse meu, já q tenho em minha família, casos de suicídas diretos, indiretos e eu própria sou depressiva, em tratamento psiquiátrico e espiritual.

Penso que esse ato, não seja algo para ser classificado como  de coragem ou covardia.É sim, um ato desesperado. Onde àquele q se o pratica, se vê acuado diante de uma série de situações que lhe fogem ao controle. Seja por falta de fé em Deus, seja por brechas morais, onde se instalam n'alma processos obsessivos severos, seja por ignorância da sobrevivência da alma à morte física...
Assim sendo, esse 'ato de coragem,ou covardia', foi motivado pela desesperança e pessimismo, que impedia de encontrar uma saída.

O suicído sempre foi um tema bastante delicado.* Em medicina, considerava-se ato de covardia, de uma pessoa fraca, que diante dos problemas da vida, escolhia a fuga trágica.Hj a medicina compreende o suicído de forma totalmente diversa. Sabe-se , q o cérebro funciona às custas de uma série de substâncias químicas, que têm papel importante no ato final do suicídio.*

* No passado,o suicídia era visto com maus olhos pelas religiões em geral. Os católicos apregoavam q ao suicída não pertencia o Reino do Céus.Os judeus, os enterravam num canto separado do cemitério.* Coube à Doutrina Espírita o esclarecimento detalhado, através da Codificação Kardequiana,principalmente, das causas e consequências do suicídio; inclusive do suicídio indireto, que  quase todos cometemos, ao nos expormos aos excessos de diversas ordens.

Vários fatores predispõe uma criatura ao tresloucado ato de acabar com a própria vida orgânica: Não ter religião, isolar-se socialmente, não ter amigos, suporte familiar, ser homem, ter doença mental ou física. E mais recentemente,revelado pela Doutrina espírita, influênciações de ordem espiritual.
Segundo dados da revista "SUPERINTERESSANTE", numa excelente reportagem, afirma que a cada 40 minutos,uma pessoa se suicída em algum lugar do mundo.

Prá tudo e em tudo Jesus é a solução.**Fé, confiança na providência Divina, a resignação e submissão à vontade do Criador. As tribulações da vida, são provas ou expiações.Felizes os que as suportam sem se queixarem, porque serão recompensados**

 Aos amigos recomendo a leitura do E.S.E.,LIVROS DOS ESPÍRTOS, por Allan Kardec e tbm de obras complementárias, sérias, quem mto acrecentam à compreensão dessa intrincada enfermidade da alma. Entre elas sugiro a obra mediúnica "MEMÓRIAS DE UM SUICÍDA", por Yvonne A. Pereira. A reforma interior, confiança absoluta na Solicitude de Deus, trabalho no bem e sobretudo compreensão e amor, operarão "milagres", na vida desses companheiros tão aflitos qnto equivocados.

Paz e prosperidade
VALERIE :)
   
1.TRECHOS SINALIZADOS COM(*) , FORAM RETIRADOS DE DEPOIMENTOS DO DR. DRÁUZIO VARELLA.
2.TRECHOS SINALIZADOS COM (**), FORAM RETIRADOS DO LIVRO DOS ESPÍRITOS, POR ALLAN KARDEC.

Saudações querida Valerie
Falar do suicidio,é´,e,será sempre motivo de muitas discórdias,mas é através d'elas que chegaremos a bom porto.Escrevo estas singelas palavras,para lembrar e incentivar todos.
Perguntaram certa vez a Chico Xavier:porque há tanta incompreenção entres os espiritas?
Resposta:Filhos,a doutrina espirita é um movimento de pensamento livre com a responsabilidade a atuar em cada um de nós.Do livro comece o dia feliz:A vitória sobre as dificuldades,é a grande descoberta do homem a respeito de si mesmo.A felicidade não foi prometida ao homem como dádiva.Ela é essencialmente,uma conquista Mas,para se chegar lá é necessário lutar,transpor muitos obstáculos,ser obstinado ,ter ,paciência.Esperar.A felicidade é como uma obra de artesanato:fio a fio,fibra á fibra.Não nasce feita,faz-se,minuto a minuto,na prática do bem,na paz da consciência.Msa,quando chega,é para ficar:é sua,definitivamente sua.


ABRAÇOS AMOROSOS DO VOSSO
CANCELA
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ValNasct em 04 de Novembro de 2008, 16:07
Citar
Perguntaram certa vez a Chico Xavier:porque há tanta incompreenção entres os espiritas?
Resposta:Filhos,a doutrina espirita é um movimento de pensamento livre com a responsabilidade a atuar em cada um de nós.

 :D Obrigada amigo Cancela, pelo entendimento e por reparti-lo conosco.
Assim seja sempre. Debates sim, discussões improdutivas jamais.  ;) 

  E nunca é demais relembrar um provérbio bíblico, no que se refere à vigilância de nossos pensamentos:  "Você não pode impedir que um pássaro pouse em sua cabeça, mas pode impedí-lo de fazer um ninho."


Paz e prosperidade
VALERIE :)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Georgi em 04 de Novembro de 2008, 16:17
Nem sei por onde começar, há menos de um mês, minha amiga perdeu seu pai, pois o mesmo teve a “coragem” de se envenenar. Pergunto todos percebemos a mudanças de hábitos do sr. Citado! Como devemos intrometer.  se  a própria vitima se esconde da ajuda necessitada. E como vivo uma vida louca, entrando em vários problemas e claro afastando dos meus sonhos, do meu trabalho, da alegria que contagiava a todos. Qual seria o meu primeiro passo. para não cometer esse ato definido por mim como covardia?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: carloss em 04 de Novembro de 2008, 17:13
caro amigo.
Compreendo suas dúvidas.
Minha modesta opnião diz que em primeiro lugar, devemos observar e aceitar nossas condições de seres frageis, em sua maioria inferiores, cheios de ilusões inoportunas e viciósas. Alienados a costumes e valores que degradam, e em nada promovem a ética e a evolução espiritual.
Em segundo lugar, lutar com determinação contra as forças obsessoras que atuam junto a esses penssamentos. A melhor forma paraisso esta na concientização de que a nossa vida é o bem maior, e que ela nos propicia todas as condições que necessitamos para o progresso espiritual e que esse progresso, é o único meio de se adiquerir os mais valiósos bens que se pode ter, que são as virtudes de uma alma elevada, possuidora de visão e entendimento das obras do criador.
Contudo amigo, a vida sempre vale a pena mesmo que sejamos expostos as mais desafiadoras e dolorósas condições.
Quando estamos em sintonia com o bem, não há espaços para as tentações málignas, não lastimize as dificuldades da vida, tente sim valorizar todos os ensinamentos que cada uma delas te proporciona.
Viva a vida com intensidade aproveite cada instante dela, descubra-se nela, encontre seu caminho, ele te levará ao propósito maior.
Fique em Paz.
carllos

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ValNasct em 04 de Novembro de 2008, 17:23
Serenidade e fé, amigo Georgi  :)

Dificuldades, atribulações, decepções, fazem parte da nossa vida terrena, são nossos 'deveres de casa'. É também a colheita de nossa semeadura no ontem. Não há uma receita pronta p solucionar nossos problemas.Mas te falo como alguém q passou por uma depressão arrasadora. Aprendi que:

 Vivemos num planeta de provas e expiações e dificuldades várias sempre irão surgir. A questão está em quando não encontramos ânimo necessário em realizar essas tarefas e pior, esquecemos de que nossa caminhada não é solitária.

 Jesus nunca afirmou que seria fácil a nossa ascenção espiritual. Adquirir a paz interior, requer esforço, faxina geral nos nossos sentimentos, pensamentos e ações. O próprio Cristo afirmava isso, quando nos disse:" No mundo terei aflições; mas não temas, Eu venci o mundo.Tenho-vos dito, para que em mim, tenhais paz".

Penso que o primeiro passo é confiar Naquele que a tudo dirige, com mãos de zelo e amor.Deus. Ele sabe bem melhor que nós, nossas próprias necessidades. Nisso me apego todos os dias, amigo,para novamente não cair no poço do desânimo e da fuga.

Busque ajuda, como o fazes agora. A oração, a sintonia no bem, o amparo da religião. E creia, não existe morte. Não se sinta isolado do mundo.Tua dor, não é só tua.
Citar
A vitória sobre as dificuldades,é a grande descoberta do homem a respeito de si mesmo.A felicidade não foi prometida ao homem como dádiva.Ela é essencialmente,uma conquista

*As raízes fortes da angústia encontram-se emaranhadas no passado de culpa do Espírito, que reconhece o erro e teme ser descoberto.
Envolve-se , sem dar-se conta, num manto sombrio de desconforto moral e sem ter consciência da sua realidade, compreende-a, mas não sabendo digeri-la, transforma-a em mortificação, em cilício, que o amargura.
Faltando valores morais para um enfrentamento lúcido com a realidade em que limita os movimentos, transfere o sentido de responsabilidade para o próximo, para a sociedade e descarrega a sua mágoa, rebelando-se, anulando-se.*

*Busca ser útil a alguém, mesmo que, aparentemente, nenhum objeto se te delineie de imediato.
Sempre há oportunidade, quando se deseja crescer e desenvolver valores latentes.

Jesus informou que Ele é vida e vida em abundância.
Recorre-lhe à ajuda, e deixa-te curar pela sua assistência de Psicoterapeuta por excelência.*
 
E assim,amigo, dia após dia, vou me fortalecendo e ganhando novo ânimo para vencer.

Paz e prosperidade
VALERIE :)

 (*)JOANNA DE ÂNGELIS, 'DIANTE DA ANGÚSTIA'.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: lion em 04 de Novembro de 2008, 18:41
o sucidio  e contrario alei de Deus , pois so ele tem o direito de tirar a vida , mas muitos irmaos nossos nao tem estrutura para  suportar suas dores problemas    e muitas vezes por falat de conhecimento acabam  suicidando pois acham que vão acbar com seu problemas assim ,  no temos que ajudar nossos irmao que se encontram em desespero com problema para que nao  sigam este caminho , temo que lembrar quer muitos  irmaos  ja trazem  a tendencia ao suciddio desde outras encarnacoes , que jesus abencoe a todos que cada  um de nos possa  fazer da nossa parte
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: katie em 04 de Novembro de 2008, 19:13
Comentar sobre o suicídio sem ter passado pela depressão e sem saber ao certo o quanto isso é forte,acho hipocrisia.Livros,apesar de ajudar e muito,não conseguem ressaltar o máximo a sensação de desespero.O que leva uma pessoa a cometer suicídio?Talvez a falsa ilussão de solucionar a maior partes dos seus problemas,ou os dos outros.Cheguei a esse contexto já,várias vezes,e na realidade ainda hj me pego fazendo essa pergunta 'PQ NÃO?'.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: REALISTA D+ em 04 de Novembro de 2008, 20:00
Caramba... me ouça.
Não sou fraco nada...
Alguem me ajude...
Isso tudo vai acabar?
Me diga que sim...
Alguem me diga que isso tudo vai acabar um dia...
Que estarei livre de tudo de ruin que está aqui dentro...
Eu aviso, conto, suplico, mas ninguem acredita...
Eu deveria reagir?
Não tem jeito... nada vai mudar o que sinto, a dor é tão grande que falta o ar...
O sono não chega nunca... e faz tempo que não entro onde se nasce os sonhos...
Deus? Jesus? Que mundo é esse?
Faço parte dessa espécie?
Tenho que saber viver? Aceitar? Resignar?
Me desespero com a possibilidade de voltar...
Dores, mágoas, violência, mentiras...
Carma? Evolução?
Que vontade de rir...
Já riu do teu desespero?
Coragem... esperança...
Covardia... desesperança...
Fim.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 05 de Novembro de 2008, 10:57
- Amigos este é um tema de suma importância, complexo e que também gera polêmicas e controversias de opiniões. Vamos aprender sobre esta questão vendo o que nos diz sobre O Suicídio à luz do Espiritismo.

(Tópicos estraídos do Livro dos Espíritos.)
 
Suicídio após a morte
Suicídio e loucura
Suicídio e Provação
Caso de reenc. de suicida
Desgosto da vida - Suicídio
 
        O desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos, é fruto da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade.

        Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.

        O suicídio que tem como causa o desgosto da vida é fruto da insensatez.

        "Insensatos! Por que estes suicidas não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada".

         Pobre Espírito, aquele que comete o suicídio cujo fim é fugir às misérias e às decepções deste  mundo, que não têm a coragem de suportar as misérias da existência!  Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem.  As tribulações da vida são provas ou expiações.  Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados!  Ai, porém, daqueles que esperam a salvação do que, na sua impiedade, chamam acaso, ou fortuna!  O acaso, ou a fortuna, para me servir da linguagem deles, podem, com efeito, favorecê-los por um momento, mas para lhes fazer sentir mais tarde, cruelmente, a vacuidade dessas palavras.
 
       Ai daqueles que hajam conduzido o desgraçado a esse ato de desespero, sofrerão as conseqüências de tal proceder.  Responderão como por um assassínio.

        É tão reprovável, como o que tem por causa o desespero, o suicídio daquele que procura escapar à vergonha de uma ação má.  O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as conseqüências. Deus, que julga, pode, conforme a causa, abrandar os rigores de Sua justiça.

         Quando tenha por fim obstar a que a vergonha caia sobre os filhos, ou sobre a família, também não é desculpável. O que assim procede não faz bem. Mas, como pensa que o faz, Deus lhe leva isso em conta, pois que é uma expiação que ele se impõe a si mesmo. A intenção lhe atenua a falta; entretanto, nem por isso deixa de haver falta. Demais; eliminai da vossa sociedade os abusos e os preconceitos e deixará de haver desses suicídios.

        Aquele que tira de si mesmo a vida, para fugir à vergonha de uma ação má, prova que dá mais apreço à estima dos homens do que à de Deus, visto que volta para a vida espiritual carregado de suas iniqüidades, tendo-se privado dos meios de repará-los durante a vida corpórea. Deus, geralmente, é menos inexorável do que os homens. Perdoa aos que sinceramente se arrependem e atende à reparação. O suicídio nada repara.
 
        É loucura, aquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor. Que faça o bem e mais cedo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos.

         É meritório o sacrifício da vida, quando aquele que o faz visa salvar a de outrem, ou ser útil aos seus semelhantes. Isso é sublime, conforme a intenção, e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. Mas, Deus se opõe a todo sacrifício inútil e não o pode ver de bom grado, se tem o orgulho a manchá-lo. Só o desinteresse torna meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.
  
     Todo sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque resulta da prática da lei de caridade. Ora, sendo a vida o bem terreno a que maior apreço dá o homem, não comete atentado o que a ela renuncia pelo bem de seus semelhantes: cumpre um sacrifício. Mas, antes de o cumprir, deve refletir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte.
 
        Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, também será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte. É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, mau grado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?

        Mesmo quando a vida só é encurtada de alguns instantes. É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.
 
        Será condenável uma imprudência que compromete a vida sem necessidade. Entretanto, não há culpabilidade, em não havendo intenção, ou consciência perfeita da prática do mal.

        Aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se-lhes, muito diverso do que esperam é o resultado que colhem. Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo, pois não é possível que Deus recompense um ato de covardia e o insulto que Lhe fazem com o duvidarem da Sua providência. Pagarão esse instante de loucura com aflições maiores do que as que pensaram abreviar e não terão, para compensá-las, a satisfação que esperavam.

       Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.
 
      A observação, realmente, mostra que os efeitos do suicídio não são idênticos.

Alguns há, porém, comuns a todos os casos de morte violenta e que são a conseqüência da interrupção brusca da vida. Há, primeiro, a persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo (Ver: Cordão de prata  e  Perispírito), por estar quase sempre esse laço na plenitude da sua força no momento em que é partido,  ao passo que, no caso de morte natural, ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes que a vida se haja extinguido completamente. 
 
       As conseqüências deste estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, seguindo-se à ilusão em que, durante mais ou menos tempo, o Espírito se conserva de que ainda pertence ao número dos vivos.

        A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas, em caso algum, o suicida fica isento das conseqüências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.

        A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida.

Entretanto, por que não se tem esse direito? 
Por que não é livre o homem de por termo aos seus sofrimentos? 
 
       Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas.
 
        Figuremos um homem acovardado diante da luta, perpetrando o suicídio aos quarenta anos de idade no corpo físico. Esse homem penetra no mundo espiritual sofrendo as conseqüências imediatas do gesto infeliz, gastando tempo mais ou menos longo, segundo as atenuantes e agravantes de sua deserção, para recompor as células do veículo perispirítico, e, logo que oportuno, quando torna a merecer o prêmio de um corpo carnal na Esfera Humana, dentre as provas que repetirá, naturalmente se inclui a extrema tentação ao suicídio na idade precisa em que abandonou a posição de trabalho que lhe cabia, porque as imagens destrutivas, que arquivou em sua mente, se desdobrarão, diante dele, através do fenômeno a que podemos chamar «circunstâncias reflexas», dando azo a recônditos desequilíbrios emocionais que o situarão, logicamente, em contacto com as forças desequilibradas que se lhe ajustam ao temporário modo de ser. Se esse homem não houver amealhado recursos educativos e renovadores em si mesmo, pela prática da fraternidade e do estudo, de modo a superar a crise inevitável, muito dificilmente escapará ao suicídio, de novo, porque as tentações, não obstante reforçadas por fora de nós, começam em nós e alimentam-se de nós mesmos.

 - Informações do Espírito André Luiz, conforme instruções do Espírito Sânzio.
 
 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: aruanda em 05 de Novembro de 2008, 13:52
    olá  REALISTA D+  e katie , li o que escreveram e, me parece que vocês têm acima de tudo , aprender a AMAR -SE A SI MESMOS.

Fácil?   não
Impossivel?  não

Porque não tentar ver os pontos positivos que TODOS temos?

Abraços

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ValNasct em 05 de Novembro de 2008, 14:26
Bom dia, amigos do F.E.

Mto bem dito, ATMA. E me atendo ao q foi proposto pelo moderador do estudo e relembrado por vc,continuo a dar meus 'pitacos', esperando não escrever nada que possa trazer algum prejuízo à seriedade do estudo.


Como médium ostensiva, tenho podido observar,durante as tarefas mediúnicas, a desesperadora situação desses irmãos, que equivocados sobre a continuidade da vida,
sente-se vivos, consciência em flagelo e com seus perispíritos comprometidos pelo ato tresloucado.
Citar
A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção


A misericórdia do Altíssimo, socorre esses irmãos,imersos que estão num desespero que não os deixam perceber essa solicitude. Tão logo se dêem conta da transgressão às Suas Leis, são amorosamente resgatados, para que submetam-se à necessária reparação.
Citar
Deus, geralmente, é menos inexorável do que os homens. Perdoa aos que sinceramente se arrependem e atende à reparação. O suicídio nada repara.



"Qual, na loucura, a situação do Espírito?"Pergunta 375,de Kardec aos espíritos.
Resposta:"...Só tendo ao seu serviço órgãos incompletos...,uma pertubação resultará, de que ele(o espírito)...em seu foro íntimo, tem perfeita consciência..."

No meu entendimento, e por favor, me corrijam se estiver errada, o espírito tem consciência plena da situação q vive, mas preso a um instrumento falho, não consegue agir com responsabilidade total por seus atos. Conforme disseram os Espíritos à Kardec, a matéria sofre tanto a influência do espírito, quanto esse da matéria. Daí o louco que suicida-se, busca assim, quebrar os grilhões que o mantém cativo à um corpo limitado em suas ações.
Citar
Há, primeiro, a persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo (Ver: Cordão de prata  e  Perispírito



Citar
Comentar sobre o suicídio sem ter passado pela depressão e sem saber ao certo o quanto isso é forte,acho hipocrisia
Citar
Deus? Jesus? Que mundo é esse?
Faço parte dessa espécie?

Fui depressiva, como disse antes;por tratamentos psiquiátrico, psicológico,mas principalmente espiritual, me liberto dessa doença d'alma. Portanto, passei por ela e sei o quanto é forte, Kate.
E Aprendo que sim, que em Jesus, nosso Irmão por Excelência, encontramos a força que achamos não termos. 'Somos Deuses', disse Jesus.
Aprendo que nossa força interior é maior que mtas vezes supomos e maior que nossos sofrimentos. Não somos fracos e podemos superar tudo. Desde queiramos, de fato.

Os construtores de nosso sofrimento somos nós próprios, quando permitimos que invadam nossa mente a ociosidade, a indisciplina, mágoa, ressentimento,desespero, a inconformação,o distanciamento de Deus...
Negar isso, seria negar o princípio evangélico:"A cada um, segundo suas obras."

E me permito usar a 'fala' de uma querida amiga: a auto análise, equilíbrio, auto-estima elevada, o perdoar-se a si mesmo, otimismo, bom humor, bom ânimo e mente ocupada no BEM, operam "milagres". Se será fácil ou não, dependerá do esforço que cada um fizermos, para construirmos outra estrada. Mas impossível, não o é!

Paz e prosperidade
VALERIE :)






Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: DESOCUPADA em 05 de Novembro de 2008, 16:02
Eu não sou espírita e o que eu sei se resume ao que uma miga daqui me explicou.Mas creio mq o suicídio é uma forma desesperada de acabar com problemas sem solução . O cara que se mata tá cheio de dor, desespero, quer alguém que  de certa forma impeça ele de agir assim, pq a consiciência dele diz na hora que ele tá errado.Tenho certeza dissu.
Pode ver q quase toda pessoa q se mata, avisa antes, escreve alguma coisa, ele quer que alguem fale, num faça isso , num se mate.Issu q eu acho
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 05 de Novembro de 2008, 16:04

Suicídio e Subsídio

Suicídio é o ato ou efeito de suicidar-se; assassínio de si mesmo; auto destruição por livre vontade ou por falta de discernimento; autocídio.

De modo geral, crê o candidato ao suicídio que, exterminando o corpo físico, põe a termo aos sofrimentos. Realizado o gesto extremo, a grande ilusão se desfaz.

Sai o Espírito do sofrimento e cai na tortura.

Sai do ruim e cai no pior.

O suicídio apenas é uma porta aberta para sofrimentos maiores.

A reencarnação é a porta de todos caminhos que levam a esclarecimentos e elucidações das mais complexas situações.

O homem, em uma de suas partes possuí o Espírito Eterno e utiliza o Corpo Físico durante sua existência terrena. o processo da morte do corpo não interrompe a vida, apenas liberta o Espírito imortal que continua vivendo e progredindo.

A vida não termina no túmulo.
Vamos buscar as raízes do ser eterno.

O ser humano, em princípio, é formado pelo ESPÍRITO (centelho divina), pelo PERISPÍRITO (corpo espiritual, semi-material) e pelo CORPO FÍSICO (formado pela energia mais grosseira do planeta) e, em suas caminhadas evolutivas, entre vivências na espiritualidade e na crosta terrestre, obteve acertos e erros, dos quais ganharam energias positivas ou negativas para o mesmo.

Dentro da complexidade de fatos que assolam o homem na caminhada terrestre, sem dúvida nenhuma, encontra-se o ato do suicídio, praticado numa ação tresloucada, um dos fatos mais graves da conduta do ser humano.

A origem das tendências ao suicida, é seu próprio passado desastroso.

O reencarnante com essas tendências, apresenta uma potencialidade energética no seu próprio Corpo Espiritual, o que atrairá obsessores (espíritos com afinidade fluídica) que se ligarão nas mesmas energias e o induzirão ao suicídio.

TIPOS

Os tipos de suicídios são os seguintes

a)Destruição violenta do corpo:
b)Excessos (álcool, orgias, alimentos, drogas, ambições)
c)Menosprezo ao vaso físico.

Seja qual for o tipo de suicídio, todos responderão pelo seu gesto, segundo as circunstâncias que o motivaram.

A responsabilidade pelo ato é compatível sempre com o grau de compreensão e evolução, existindo no caso, circunstâncias Atenuantes (doenças mentais, ignorância, obsessões) e Agravantes (conhecimento das leis de causa e feito, consciente do ato).

Também pode se consumar de uma forma inconsciente e lenta. isso quando o indivíduo se entrega aos hábitos desregrados da alimentação, aos vícios, aos descuidos na preservação da saúde; aos atos arriscados que põem risco a própria vida, à imprevidência e a cólera. é a “antecipação da morte”, pelo desgaste do “tonus vital” do organismo físico. É o Suicídio Indireto.

Pode ser ainda um ato voluntário, quando o indivíduo planeja, em sã consciência, a auto destruição. É o Suicídio Direto.

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas derivadas que correspondem a diversas calamidades congênitas, inclusive mutilações, câncer, lepra, anomalias nos aparelhos respiratório e digestivo, surdez, mudez, cegueira, depressão e loucura, a representarem terapêutica providencial na cura da alma.

Esses desequilíbrios refletirão de forma menos ou mais acentuada nos órgãos atingidos pelo tipo de morte que o suicida elegeu. A sorte, portanto, não é a mesma para todos, depende das circunstâncias.

Não são somente as dores físicas que afetam o suicida, existem também as aflições psíquicas, que são invisíveis aos olhos físicos, mas, nem por isso menos dolorosas.

CLASSIFICAÇÕES

No livro “Estudando a Mediunidade (Martins Peralva) o suicídio classifica-se em:

a) por livre deliberação da pessoa;
b) por influência de obsessores;
c) por indução de terceiros;

A livre deliberação da pessoa (a) é a que mais prevalece, em razão de que o comando da vida lhe pertence e se sofre influências de obsessores ou terceiros é devido a sua fraqueza do que da coação. fraqueza essa por falta de fé (conhecimento), por ociosidade, tédio, saciedade, orgulho ferido, esgotamento nervoso, loucura, desgostos íntimos, espírito de sacrifício, revolta pelas provas vivenciadas e a mais grave, descrença em deus.

No suicídio intencional, não há somente o problema da infração ante as leis divinas, mas também o ato de violência que a criatura comete contra si mesma, destruindo o corpo físico e lesionando o corpo espiritual, justamente no mesmo órgão atingido e terá que conviver na espiritualidade também com essas aflições.

A influência de obsessores (b) no suicídio encontra-se vinculada na maioria das deserções do mundo, com influências e sugestões que sintonizam nas vibrações também inferiores do então obsediado. há casos gravíssimos de resgates, onde imperaria a discutível subjugação, onde o obsessor sobrepõe-se as reações e vontade do obsediado.

A indução de terceiros (c) se dá quando os mesmos possuem certos interesses na morte, por exemplo, herança, cargo, chefia ou ambição, vindo a convencer o pretendente ao suicídio que a única saída para seu problema será desaparecer do mundo.

As pessoas que se lhes vinculam na condição de pais, cônjuges, irmãos, são-lhes partícipes dos dramas e tragédias do passado, responsáveis diretos ou indiretos, que ora se reabilitam, devendo distender-lhes mãos generosas de auxílio fraterno e de amor.

Qualquer que seja o caso, quando o espírito se recuperar na espiritualidade, arrepender-se-á de ter desertado da vida física, pela noção que irá ter de Deus, o qual lhe teria dado a necessária “Resistência” para não praticar tal ato.

O suicídio sempre caracteriza uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.

CONSEQÜÊNCIAS

Segundo estudos mediúnicos e descrições de espíritos que vivenciaram esse drama, são as seguintes as conseqüências gerais dos suicidas:

a) visão, pela própria alma, do corpo em decomposição;
b) flagelações nos planos inferiores;
c) frustrações de tentativas para a reencarnação;
d) reencarnações dolorosas com agravamento de provas.

Em vez de se livrarem do problema atormentador, acrescentam mais sofrimentos em suas vidas, onerando de forma expressiva a economia espiritual com o peso desse gesto desvairado.

A tudo isso ainda se acrescentarão as dores do remorso pelo sofrimento causado nos seres queridos que deixou na terra, além dos entes espirituais que também sofrerão com esse ato.

Palavras de Richard Simonetti ( Um Jeito De Ser Feliz – “considerando a rolagem do tempo, desde o momento em que o suicida abate o próprio corpo, o trauma violento, os sofrimentos inenarráveis no plano espiritual, o demorado tratamento em organizações socorristas, o planejamento de nova existência, a drenagem reencarnatória, podemos calcular que se passarão pelo menos 150 anos até que o desatinado desertor resolve os grandes problemas que criou para si mesmo, ao pretender livrar-se dos pequenos problemas que estava enfrentando”.

Despertará no nível de sombras a que se precipitou, suportando compulsoriamente as companhias que elegeu para si própria, pelo tempo indispensável à justa renovação.

O suicida comete o delito de omissão, furtando-se aos compromissos aceitos com seus familiares e a sociedade, bem como, profunda ingratidão para com o criador. É um desertor. Voltará um dia para retomar o fardo deixado nas mesmas circunstâncias que deixou, para cumprir o que deve a Deus e ao seu próximo.

Sua atitude provoca várias lesões no Perispírito, afetando o seu futuro corpo material em nova encarnação.

Ora, quando esse Corpo Espiritual afetado retornar a encarnar, trará em si, toda essa potencialidade negativa que transmitirá para o novo corpo físico nascente, o qual desenvolverá, no tempo certo, moléstias nos órgãos respectivos do corpo material, entre eles, o estômago, fígado, rins e cardíaco, bem como problemas no sistema nervoso, destacando-se a depressão.

É fácil identificá-los no berço em que reportam:

Envenenamento = conforme o tóxico que se valeram, renascem trazendo afecções valvulares, achaques do aparelho digestivo, doenças do sangue, disfunções endóclinicas e doenças de etiologia obscura;

Incendiários do próprio corpo = amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo;
Asfixia por água = problemas das vias respiratórias, enfisema e cistos pulmolares;
Enforcamento = distúrbios do sistema nervoso, as neoplasias diversas, paralisia cerebral infantil;
Estilhaçaram o crânio sob rodas = doenças mentais, cretinismo;
Salto de alturas = padecimento da distropia muscular progressiva ou osteite difusa;
Tiro na cabeça ou no coração = lesão correspondente no mesmo órgão do seu novo corpo, como deficiências mentais e cardiopatias irreversíveis;
Impacto contra veículo, provocará no novo molde físico um quadro em que o novo corpo estará marcado por traumas generalizados.

Assim, após determinado tempo de reeducação nos círculos de trabalho na Erraticidade, os suicidas retornam ao plano carnal em regime de hospitalização na cela física enfrentando enfermidades e inibições.

COMPREENÇÕES

O Duplo Etérico forma-se com a encarnação do espírito e não possui existência própria como o Perispírito, desintegrando-se após a morte física. é uma espécie de corpo vaporoso.

Nos suicidas, o Duplo Etérico, ainda pleno de energias vitais, permanece ligado ao Perispírito e ao cadáver, fazendo com que o espírito sinta uma espécie de repercussão daquilo que está a ocorrer na matéria, ou seja, a decomposição provocada pelos vermes. O Perispírito é o intermediário entre o Espírito e o Físico, o Duplo Etérico é o intermediário entre o Perispírito e o Físico.

Não há na crosta terrestre sofrimento maior do que o da situação do suicida na espiritualidade.

Um espírito jamais reencarna com a finalidade de auto destruir-se, uma vez que a reencarnação tem por objetivo o progresso moral intelectual do homem, todavia traz na tessitura perispirítica as marcas do ato insano, que se revela por tendências.

O ser é muito mais amplo que uma vida ou um ato vivido

Precisamos humanizar o suicida. André Luiz (Ação e Reação) nos trouxe o conhecimento que “o céu e o inferno de cada um são criados pelo estado de consciência individual e não como resultado de um único ato determinado”.

Junto as provações e expiações, funciona a ciência médica por missionária da redenção, ajudando a melhorar os enfermos de conformidade com os créditos morais que atingiram ou segundo o merecimento de que disponham.

Necessitamos usar a Empatia (sentir o que o outro) para reconhecermos o que invade a alma daquele que esta prestes ao ato desventurado, seu vazio, sua angústia, sua abdicação de tudo e todos.

A suicida possui uma pré-trajetória de sofrimento psíquico, no mínimo de sua infância ou adolescência, quando já não o carrega de vidas pretéritas. na realidade não deseja morrer, ele busca desesperadamente aliviar sua intensa dor.

O suicida, apesar do seu ato, não perde a condição de filho de deus, tampouco a tormentos irremissíveis.

A causa principal apontada como indutora do suicídio é a depressão, que os analistas do comportamento humano dizem que será, no futuro, a causa número um das doenças.

Reduzir a soma das necessidades materiais, comprimir os sentidos, domar apetites vis, libertar-se do jugo das forças inferiores e preparar a emancipação do Espírito.

Ter poucas necessidades é também uma das formas de riquezas do Espírito.

A condição única para se conservar a alma livre, a inteligência sã, a razão lúcida, é o caminho do Evangelho de Jesus.

“Eu sou a luz do mundo, quem Me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida”

Para finalizar, palavras do mentor Hilário (Nos Domínios da Mediunidade): “O que a vida começou, a morte continua”.

João Demétrio.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 05 de Novembro de 2008, 20:18
Citar
É fácil identificá-los no berço em que reportam:

Envenenamento = conforme o tóxico que se valeram, renascem trazendo afecções valvulares, achaques do aparelho digestivo, doenças do sangue, disfunções endóclinicas e doenças de etiologia obscura;

Incendiários do próprio corpo = amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo;

Asfixia por água = problemas das vias respiratórias, enfisema e cistos pulmolares;

Enforcamento = distúrbios do sistema nervoso, as neoplasias diversas, paralisia cerebral infantil;

Estilhaçaram o crânio sob rodas = doenças mentais, cretinismo;

Salto de alturas = padecimento da distropia muscular progressiva ou osteite difusa;

Tiro na cabeça ou no coração = lesão correspondente no mesmo órgão do seu novo corpo, como deficiências mentais e cardiopatias irreversíveis;

Impacto contra veículo, provocará no novo molde físico um quadro em que o novo corpo estará marcado por traumas generalizados.


Será assim mesmo tão linear? Eu tenho as minhas dúvidas. Então quem se suicidou com um tiro na cabeça na encarnação seguinte será um deficiente mental? Não estaremos a generalizar demais?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Loan Medeiros em 05 de Novembro de 2008, 20:41
Concorda com o Carlos. A generalização, segundo eu penso, é sempre uma chace de cometer equívoco. A Justiça Divina não tem um visão tão pequena como a nossa, Ele analisa cada caso.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: katie em 06 de Novembro de 2008, 10:29
Olá Aruanda, bom dia!
Citar
olá  REALISTA D+  e katie , li o que escreveram e, me parece que vocês têm acima de tudo , aprender a AMAR -SE A SI MESMOS.

Fácil?   não
Impossivel?  não

Porque não tentar ver os pontos positivos que TODOS temos?

Abraços
Primeiramente gostaria de lhe agradecer por ter lido meu singelo comentário sobre um assunto,diria,um tanto quanto dificil de debater.Quantos milhares de seres chegam ao suícido talvez por terem se amado até demais?Acredite,não é falta de amor próprio q pode ocasionar esse desfecho trágico,falo por experiência própria,é só lembrar de um épico greco (Narciso,se q matou por te se apaixonado demais por si próprio).Álias, dificilmente aqui farei citações de algum livro espiríta por achar q acima de td o fórum ou até mesmo o chat é para nos expôr como seres erradas e imperfeitos q somos,buscando alguma palavra q nos traga alívio e paz,mas digo sinceramente,prefiro algo assim como vc fez,de gente pra gente rs.Muita paz e deixo aqui uma música q muito diz sobre o q se passa à alguém q passa por esse liminar.
"Toda vez que penso em você 
Eu sinto passar por mim 
Um raio de tristeza 
Não é um problema meu 
Mas é é um problema que eu achei 
Vivendo esta vida que não posso deixar para trás 
Não faz sentido em me dizer 
Que a sabedoria de um tolo não vai te libertar 
Mas é assim que as coisas são 
E é o que ninguém sabe 
E a cada dia que passa minha confusão cresce 
Toda vez que te vejo caindo 
Eu fico de joelhos e rezo 
Estou esperando pelo momento final 
Quando você dirá as palavras que não posso dizer 
Eu me sinto muito bem 
Eu me sinto como nunca deveria me sentir 
E quando eu fico assim 
Eu simplesmente não sei o que dizer 
Porque não podemos ser nós mesmos 
Da mesma forma que fomos no passado 
Eu não tenho certeza do que isso significa 
Eu não acho que você é o que parece 
E na verdade admito para mim mesmo 
Que se eu machucar outra pessoa 
Eu jamais verei 
O que na verdade deveríamos ter sido 
Toda vez que te vejo caindo 
Eu fico de joelhos e rezo
Estou esperando pelo momento final 
Quando você dirá as palavras que não posso dizer 
Toda vez que te vejo caindo 
Eu fico de joelhos e rezo 
Estou esperando pelo momento final 
Quando você dirá as palavras que não posso dizer"
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 06 de Novembro de 2008, 11:15
Caramba... me ouça.
Não sou fraco nada...
Alguem me ajude...
Isso tudo vai acabar?
Me diga que sim...
Alguem me diga que isso tudo vai acabar um dia...
Que estarei livre de tudo de ruin que está aqui dentro...
Eu aviso, conto, suplico, mas ninguem acredita...
Eu deveria reagir?
Não tem jeito... nada vai mudar o que sinto, a dor é tão grande que falta o ar...
O sono não chega nunca... e faz tempo que não entro onde se nasce os sonhos...
Deus? Jesus? Que mundo é esse?
Faço parte dessa espécie?
Tenho que saber viver? Aceitar? Resignar?
Me desespero com a possibilidade de voltar...
Dores, mágoas, violência, mentiras...
Carma? Evolução?
Que vontade de rir...
Já riu do teu desespero?
Coragem... esperança...
Covardia... desesperança...
Fim.

Apenas Palavras de Amor(ainda estámos longe dos actos)
AME
O Amor cura qualquer doença inclusive a depressão.Principalmente esta,porque depressão´é escuridão e amor é luz.Antes de tudo,ame-se a si mesmo.Ame sem restrições essa criatura estupenda que é você.Outra boa razão para você amar-se é que ninguem amará você mais do que você se ama.Quer ter um grande amor?Ame-se em primeiro lugar.Quando você se iluminar de amor,adeus depressão.Rejuvenescerá vinte anos.E o mundo se tornará um encantamento.Irradie amor para as pessoas e terá a melhor retribuição.Além disso,abrir-se-á o seu coração.Poderá ter a visita de um amor daqueles capazes de virar a cabeça para a felicidade ilimitada.Tudo é possivel áquele que crê e ama ,dizia o MESTRE.
REVISTA FRATERNIDADE(lições de sabedoria universal)

SAUDAÇÕES FRATERNAS DO AMIGO :)
CANCELA
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: katie em 06 de Novembro de 2008, 14:20
Citar
E me permito usar a 'fala' de uma querida amiga: a auto análise, equilíbrio, auto-estima elevada, o perdoar-se a si mesmo, otimismo, bom humor, bom ânimo e mente ocupada no BEM, operam "milagres". Se será fácil ou não, dependerá do esforço que cada um fizermos, para construirmos outra estrada. Mas impossível, não o é!
Impossível?Não é,assim me falou vc,minha irmã querida,de sangue e de alma.Estamos juntas nessa caminhada amparando uma à outra,à nosso modo,mas sempre presente em tds os percalços.Fiquei pensando depois de tds os acontecimentos, o quanto temos que ser fortes independente da situação.
O mais incrível é que parece que muitas situações de aborrecimento vem juntos, problemas com filhos, emprego, doenças, problemas de trabalho, dívidas, tantas coisas derrepente se unem e pensamos “parece que o mundo está contra nós”, na verdade é essa sensação, no fundo é tudo uma fase que irá passar.
Entramos em fases boas , ruins e outras bem ruins… nessas todos pensam “o que foi que eu fiz?”, na verdade não fizemos nada, essa vida terrestre é cheia de fases (veja a lua), e nada é eterno (única certeza q temos), toda fase tem começo e  seu fim.
Não temos o direito de eternizarmos nada, eternizamos nossos familiares, filhos, animais, pais… achamos que somos eternos, e na verdade nada nosso é eterno, somos fases, tristes, alegres, raivosos, encantados, chorosos. Criados pensando que somos eternos e que nossos momentos são eternos, são eternos apenas dentro de nós!!!
Mas são tudo fases, boas e ruins (muito boas, muito ruins), o que vale mesmo a pena pensar, é que todas as fases vem e vão, mas a próxima tem que ser sempre melhor… pense melhor, programe sua vida com felicidade, com bons pensamentos, afinal, pensar sempre o pior, não adianta absolutamente nada, opte por pensar o melhor, pensamento é opção.
Quando sentir que está enfraquecendo pense “FORÇA”.
Temos muita força dentro de nós! Somos fortes!Vc me ensinou isso.
Viva o hoje e viva feliz, se algo for ruim, vai passar, temos o poder de reelaborar e continuar o aprendizado.
Se estiver triste, de alguma forma vai passar também, se estiver fraco amanhã estará mais forte, se estiver alegre, aproveite cada segundo, pois esses são segundos maravilhosos e eternos.
Seja Forte!

Muita paz, sempre!!!Te amo!!!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: REALISTA D+ em 06 de Novembro de 2008, 16:16
Obrigado pelas mensagens de amor.. Cancela e aruanda vejo que tens dentro de vcs algo raro hoje em dia... considero vcs parecidos comigo... classifico-me como um humanista... e desculpe eu não explicar o que é ser humanista, seria longo e chato, o que não serve pra mim... ansiedade e impaciência são problemas graves da minha personalidade... Valerie vc se mostra muito inteligente, e confesso que meu texto foi direcionado para vc e o Atma... nada pessoal... apenas quis que vcs pensassem... que na teoria tudo se explica... mas uma experiência verdadeira e pessoal destrói livros imensos em segundos... porém considero qualquer forma de ajuda, válida... e se conhecimento trouxer paz... ta valendo!
Meu texto teve um intuito... mostrar mais ou menos o que se passa na cabeça de um suicida... pessoas que passam por uma fase (como disse bem a Katie) e não enxergam saida, feliz daqueles que possuem algo que ame muito alem de sua vida... pois é nisso que se prendem...
E pessoas que se mostram preocupadas e ajudem de forma direta... abraços... conversas... possa receber toda aquela carga negativa sem enlouquecer junto... e se deixa molhar por todas as lagrimas derramadas sem tentar enxugá-las (já ficou piegas, entaum vou parando por aki).

Sejam o melhor ser humano que possam ser.. abraços e paz, muita paz...

Realista d+
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: katie em 06 de Novembro de 2008, 16:35
Boa Tarde, meu querido amigo REALISTA D+!
Demorei um tempo para entender o significado do seu codinome,mas creio q hj o compreendo em td sua consistência.É coerente com quem vc é.Generoso,amigo,divertido e acima de td REALISTA D+.
O tema aqui é o suicídio,e pq nos deparando aqui a debatê-lo?Pq vivênciamos isso à fundo e como vc mesmo citou,além dos livros e frases feitas.Nos expôr ao ponto de falar nisso abertamente não quer dizer de forma alguma q somos fracos e tão pouco q não nos amamos o suficiente.Talvez por nos amarmos como Deus nos vez,estejamos aqui relatando isso,e mais talvez ainda,ajudando alguém q esteja por algum motivo passando pelo mesmo problema.
Á alguém q verdadeiramente pensou e indealizou o suícidio como forma de aliviar algum mal,é complicado e bastante enfadonho citações por mais esclarecidas q seja.Então,muito melhor do q ouvimos "se ame mais",precisamos ouvir "eu te entendo".E EU TE ENTENDO.
fORÇA,PAZ,AMOR SEMPRE,LUZ INFINITA,GARRA (NEM PRECISA DIZER VC TEM MUITA JÁ).BJKS!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Terezinha em 07 de Novembro de 2008, 00:24
A este assunto a Doutrina nos trás inúmeras informações em que não podemos ser categórico em afirmar  é isto,pois que cada caso tem sua particularidade  pessoal .O suicídio pode ser: por obsessão, depressão por alteração quimica cerebral,  nas provas reeencarnatória onde o espírito é reincidente, nas decpções amorosas onde a pessoa não sabe lidar com as perdas ou por que se tornou dependente emocional do outro . São muitos os fatores que levam ao suicídio o que se pode afirmar é que em todos os casos o espírito está gravemente enfermo.Abraços.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 07 de Novembro de 2008, 10:39
Penas expiatórias
 
         Etapa em que, como o nome diz, o espírito expia erros e infrações anteriormente cometidas com o objetivo de regeneração. O espírito pode expiar um erro não só no plano físico como também no própio plano espiritual. Conclui-se, que de forma alguma não é linear, e sim consequência natural e provacional de cada indivíduo. O duplo éterico, sofre e responde pelo ato praticado na nova reencarnação. Por isso, torna-se cada vez mais imperiosa a necessidade de os irmãos aprofundarem-se nos estudos dos males físicos e espirituais da humanidade.

A literatura é vasta, e nela encontramos respostas e comprovações, para todas estas questões.

 *****************************************************************
       EX:Um espírito se suicida. Ele deverá expiar um longo tempo nas regiões inferiores do astral e ainda terá que reencarnar novamente para acabar de viver o tempo que ele mesmo se abreviou. (Este é apenas um exemplo, não é, de maneira nenhuma, regra para casos como esse, tendo em vista que cada caso é único e merece sentença única.)

Chegam aos estudiosos, provas contundentes, indicando cada vez mais a importância do campos espiritual na dicotomia corpo/mente.

Sabemos que tudo que representa o mundo físico é constituído de energia. O campo magnético energético é responsável pelo organismo espiritual, mental e físico. Estes três organismos atuam em equilíbrio, cada qual respondendo pelo seu próprio setor e pelo todo.

Por isso, distanciando-se do mundo espiritual, sempre que o homem for levado pelo seu próprio ato a penetrar faixas vibratórias inferiores, comprometendo seu bem estar, torna-se aliado das forças que alteram seu perfeito estado, projetando em seu corpo, descargas energéticas que dizimam e sobrecarregam o veículo de carne. O espírito suicida, terá então de lutar, sem tréguas, contra o maciço de seus desvarios criminosos, que o atrofiam, esmagando e absorvendo na escuridão de suas consciências, as radiações cintilantes dos seus raios harmoniosos, puros e divinos.

À medida, que avançarmos na ascenção espiritual, moralizando-nos, evangelizando-nos, estudando e cumprindo as Leis Imutáveis das Verdades Eternas, vamos nos integrando cada vez mais com o Cristo, que orienta nossos pensamentos  e atos na Reta Conduta Cristã, num harmonioso concerto de realizações e intenções, iremos purificando as camadas grosseiras do Perispírito, que só assim poderá absorver às vibrações finas e sutis, Divinas,         

Leitura básica: "O céu e o inferno"de Allan Kardec,
"O martírio dos suicidas"de Almerindo Martins de Castro)
 Porque Adoecemos - Assoc. Médico Espírita de Minas Gerais.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Taprobana em 07 de Novembro de 2008, 12:18
Como se trata da minha primeira participação neste fórum, gostava de agradecer a todos pela oportunidade de conhecer tão interessantes pessoas que estudam um tema que a mim me é tão caro. Queria endereçar os parabéns aos mentores da elaboração deste fórum tão necessário para a nossa instrução.

O suicídio é um acto de desespero cometido por um nosso irmão que em determinada altura desiste de continuar as provas que ele próprio decidiu superar na sua presente encarnação, tendo como consequência única a necessidade de as repetir quando de novo chegar a hora de enfrentar este desfio.

Visto por este prisma, seria relativamente fácil apontar como fracasso ou cobardia tão drástica decisão... No entanto sabemos que infelizmente a maioria de nós vive na completa ignorância no que respeita ao conhecimento da realidade espiritual, não tendo a nosso sociedade atingido ainda o grau de desenvolvimento necessário para que estas questões sejam abordadas no seu plano cultural, remetendo para a completa ignorância as populações. Acredito que o período de expiação que um suicida terá que ultrapassar, é também dividido por todos aqueles que lhe são próximos e não lhe transmitiram a força necessária para o ajudar a superar as suas provas. As responsabilidades do fracasso dessa encarnação terão de ser divididas também por todos aqueles que se "esqueceram" de amar.

Sendo assim, as responsabilidades deste acto que os nossos irmãos decidiram cometer, fruto da dura prova que aceitaram submeter-se na presente encarnação são repartidas por todos nós. As condições que lhe proporcionamos tornaram a sua prova impossível de ser vencida. O amor é a chave. Quando formos capazes de amar o próximo como amamos os nossos filhos, o suicídio deixará de fazer sentido para quem o comete.

O amor é a prevenção para estes actos. É no amor que encontramos a felicidade da comunhão com Deus nosso pai.

Na medida em que nos sentimos isolados, carentes, desprezados, humilhados, na medida em que a instrução não ilumine o nosso caminho, caminhamos para o suicídio. E o suicídio pode ser entendido de outras formas… quando desistimos de viver, mesmo que o desencarne não aconteça por um acto próprio, as consequências práticas para a evolução do nosso espírito são muito semelhantes… na prática, vamos ter de passar por um período de expiação no qual o nosso espírito se ressentirá num clima de recriminação ou remorso, até ser restabelecido pelo amor… e de novo tentará evoluir na sua caminhada na direcção de Deus.

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: depassosleves@hotmail.com em 07 de Novembro de 2008, 13:27
   Prezados irmãos em Cristo

     Até o presente momento momento venho acompanhando  este nobre estudo, sem contudo interferir.Mas, o q tenho visto e q esta havendo muitas contradições e se focalizando somente no Suicidio.
     Então e valido perguntar, afora as polemicas do q e certo ou errado, o que realmente leva o individuo, como ser e espirito encarnado a chegar ao momento do ato infeliz do suicidio? Que causas, como mola central, levam este ser a cometer um gesto tresloucado?
     Ai é q entra outros fatores q de momento parece q estamos a esquecer...
     Na sociedade moderna e evolutiva q estamos a construir para o porvir, estamos
a perder a noção de ser para ter, e o resultado e q estamos a nos afastar vertigiosamente um do outro, ate mesmo no seio familiar. E o resultado de tal atitude,
mesmo q seja incosciente e os conhecidos transtornos mentais q a psicologia moderna 
vem a estudar e a catalogar...
     Mas, todo transtorno, ou doença como desequilibrio mental encontra suas raizes na
Solidão q o ser impuge a si mesmo, como a querer salvagaurda-se do mundo. E no entanto, quando mais o ser se isola, mais forte se faz a predominancia de um mal q assola hj de dez pessoas, oito   pessoas: A Depressão.  E não há como querer refutar ou alegar q a Depressão é mais um sentimento  do ser e q encontra suas raizes no tecido perispiritual.
     Se faz mister achar e concoradar q a Depressão é realmente uma doença, embora não contagiosa, vem se difundindo silenciosamente em todas as classe sociais ou economicas. Tal como o Egoismo que gera outros tantos maleficios, e a Depressão porta berta para varios sintomas de transtornos mentais. Basta notar como anda os noticiarios e o comportamento da juventude atual.
     Sindrome do Pânico, transtorno obsessivo compulsar (TOC) transtorno bipolar, degeneração do comportamento e perca da noção de Moral e Etica como a própia Solidão não serão atributos da Depressão?
     E como ainda não se encontra sua explicação na ciencia material, e dever nosso compreender q a causa esta no Espirito(como bem nos ensina a lição do Evangelho no tocante a melancolia). Sendo assim, fica claro entender q a Depressão e porta aberta pra inumeros outros male e o pior de todos: a obsesâo q leva  o ser a outros patamares
mais obscutros da existencia, aflorando então a ideia do suicidio.
     Agora se e ato covarde, transgressor as Leis Naturais, ou ate mesmo uma afronta
a sabedoria Divina, cabe aqui um outro pensamento: considerando a Depressão mais como um Sentimento do que como uma doença, não seria mais criminoso ainda nossa inercia ante a estes irmãos q mais do q nunca so querem uma palvra amiga, um gestro de carinho ou ate mesmo um sorriso q o afaste de seus propositos nefandos e de consequencias funestas?
     Irmão qero terminar por aqui, deixando um pensamento para ser indagado, e mesmo q esteja totalmente equivocado ou errado, estou aberto para outras observações mais dignas q as minhas.
     A Depresão e sim uma doença de males imprevisives, sendo o Suicidio o sentimento final do irmão q julga não haver mais razão para continuar a viver.....

     
                                        Deste irmão em Cristo
                                              Emerson
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Novembro de 2008, 13:45
Olá

Posso estar errado, mas a razão e o coração dizem-me que, amando Deus as suas criaturas, e sendo Deus infinitamente bom, as suas leis tb são boas e perfeitas.

A imagem que tenho de Deus é a de um "Pai perfeito". Jesus mandou-nos chamar a Deus "Pai Nosso".

Com base neste pressupostos, não posso conceber, e rejeito profundamente, a ideia de a lei de justiça de Deus ser tipo pena de talião: olho por olho, dente por dente. Isso era a noção de justiça de povos ainda muito atrasados, do ponto de vista intelectual e moral.

Admito que os nossos erros, face á nossa imaturidade, nos façam sofrer. Deus dá-nos a liberdade porque ela é a forma de evoluirmos.

Mas, depois do desencarne, as doenças fisicas que tinhamos ficam no monte de carne que largamos, não nos perseguem. Já as imperfeições morais, essas sim, podem perseguir-nos. Mas a reparação dos nossos erros só pode ser feita com o bem. Porque o mal paga-se com o bem.

Um suicida é um espirito que foi fraco. Isso quer dizer que tinha um fardo superior às suas forças. Acham que, para resolver o problema, as leis de Deus implicam que ele será carregado com um fardo ainda maior? Isso não seria colocar o dedo na ferida para a agravar?

O que um suicida precisa é de ganhar forças para não sucumbir de novo.

Acham que renascer com doenças na reencarnação seguinte, não seria carregar o espirito com um fardo maior do que tinha na reencarnação anterior? Como é que um "Pai perfeito" agiria em relação ao filho fraco? Era com castigos?

bem hajam
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: gilcilea em 07 de Novembro de 2008, 13:52
não sei se cabe aqui,sou novata demais para saber,mas desde criança tenho ímpetos para o suicideo e auto mutilação;nunca consegui concretizar o suicideo pq sempre aparece alguem no momento exato e não permite e depois acabo voltando atras.Como explicar?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: depassosleves@hotmail.com em 07 de Novembro de 2008, 14:19
            Meu irmão em Crisrto

     A referida do 'olho por olho, dente por dente" estava concernente a epoca em q vivia Moises, quando a humanidade demonstrou seu grau de maturidade veio o Cristo
(enviado)Jesus, e abalou as estruturas quando simples,emte proonunciou"amai-vos uns aos outros" e quando a humaidade completou sua maturidade veio o Espirito Consolador
e enunciou:"Espiritas instrui-vos e amais (perdoe minhas colocações de ordem pessoal)
     Mas no livor Memorias de um Suicida, q espero q tenha tido a opurtunidade  de te-lo estudado também, fica clara a assistencia e o amor q são devotados a esses espirito q falariram em suas provas. E obvio q terão um longo caminho a percorrer na reconstrução do tecido´periespiritual que arruinaram. A conhecida lei do setenta vezes setevezes.
     Agora noto q alega a bondade divina e me perdoe, ao mesmo tempo se equivoca. Como sendo Deus um pai de infinidade bondade e ternura, colocaria em ombros fracos fardos pesados demais?
     E obvio q um suicida erra ao cometer o erro, mas isso n implica na Lei do Talião; visto q Deus concedeu a cada filho seu o Livre Arbitrio, em termos vulgar, a escolha de decidir sobre qual atitude tomar, desde q seja responsavel por isso.
     Mas, nãom erramos mais ainda ,  conhecendo a Doutrina; em negar nosso concursso a esses irmão q estão prestes na falir seja pela Solidão, pela Depresão ou qualquer outro motivo..
     Sim, meu irmão, Deus e justo e bom, e nunca colocara fardos pesados em ombros fracos, mas nos deixa a faculdade do Livre Arbitrio para agirmo como bem queremos ou aceitar os ensinos do Cristo e aprender a servir o proximo par servirmos a nos mesmo.
     Nunca julquemos um irmão suicida, ou q esta preste a  cometer o ato como um ser
frco ou inutil, q carrega fardo pesado demais em seu ombro. Mas, si, como alguem q a providencia Divina nos deu a opurtunidade  de servir e amar, por questões q ainda ignoramos...
     Lembremo-nos sempre q no momento mais triste e solitario de nosso Mestre, entre apupos e chacotas houve um Cirineu q O ajudou a carregar sua cruz...

                                                   Abraços deste irmão em Cristo
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 07 de Novembro de 2008, 16:57
Muitas vezes, esquecemo-nos de que a fonte para suprir as nossas necessidades está em nós mesmos!

Cada criatura possui em si um continente de potenciais por descobrir.

Feliz daquele que age como um desbravador da própria alma.

Todo ser vivo tem suas peculiaridades; aceitá-las é prova de sabedoria.

La Fontaine.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 07 de Novembro de 2008, 17:19
Sob o ponto de vista médico e considerada a doença do século XX, responsável por muitos suicídios, a depressão tem preocupado os especialistas. Os psiquiatras estimam que de cada grupo de 100 pessoas 15 tem a probabilidade de desenvolver a depressão. Isso corresponde a aproximadamente 700 milhões de deprimidos na Terra. Patologia essa causada por um distúrbio psicológico com a alteração na produção de substâncias chamadas neurotransmissoras cerebrais como a serotonina, dopamina, noradrenalina etc...

Sob a ótica sociológica o escritor francês Albert Camus no seu livro intitulado O Mito de Sísifo defende a tese que só existe um problema filosófico realmente grave: o suicídio - Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder a questão de filosofia. Que o confirmem os famigerados escritores Artur Shopenhauer na sua pessimista obra As Dores do Mundo, que induz o leitor incauto ao suicídio, e Friederich Nietzsche que afirma em seu livro Assim Falava Zaratustra que orar é vergonhoso.

Emille Durkhein, considerado o Pai da Moderna Sociologia é um dos maiores pesquisadores das teses suicidógenas, afirma que a culpa maior para uma pessoa cometer um ato tão extremo, de vencer ao próprio instinto de conservação é da sociedade que é a grande pressionadora para o homem se matar - é o ser psicológico sendo abatido pelo ser social. A questão 949 do Livro dos Espíritos esclarece a questão quando afirma ser o suicídio resultado da ociosidade, da falta de fé, e geralmente da saciedade. Quando forem abolidos os preconceitos na sociedade não haverá mais suicídios.

A idéia simples que insiste muito à fascinação estonteante, contínua até a subjugação tem levado muito ao suicídio. Emmanuel ensina que o suicídio é como alguém que pula no escuro sobre um precipício de brasas. Após o ato sobrevém ao infeliz a sede, a fome, o frio, o cansaço, a insônia, os irresistíveis desejos carnais , a promiscuidade e as tempestades com constantes inundações de lamas fétidas.

E pura cegueira acharmos que a nossa dor seja maior que a do próximo, há pessoas que sofrem situações muito mais cruéis que a nossa. além do que o avanço tecnológico impõe hoje dar-se valor às coisas sem valor, onde o indivíduo cede ao impacto do contágio social. Adiar dívida significa reencontrá-la mais tarde com juros somados com cobrança sem moratória. Na questão 920 do L dos Espíritos ainda aprendemos que a vida na Terra foi dada como prova e expiação e depende do próprio homem lutar com unhas e dentes para ser feliz o quanto puder amenizando as suas dores com amor.

DESGOSTO DA VIDA? UMA REFLEXÃO SOBRE O SUICÍDIO

Refletindo sobre a questão 945 do Livro dos Espíritos "Que pensar do suicídio que tem por causa o desgosto da vida?" Os Espíritos responderam Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes seria uma carga!

Sabemos que o suicida, além de sofrer no mundo espiritual as dolorosas conseqüências de seu gesto impensado de revolta diante das leis da vida, ainda renascera com todas as seqüelas físicas daí resultantes, e terá que arrostar novamente a mesma situação-provacional que a sua flácida fé e distanciamento de Deus não lhe permitiu o êxito existencial.

É preciso ter calma para viver, até porque não há tormentos e problemas que durem para sempre. Recordemos que Jesus nos assegurou que " Pai não dá fardos mais pesados que os ombros" e "aquele que perseverar até o fim, será salvo".

O suicídio é a mais desastrada maneira de fugir das provas ou expiações pelas quais devemos passar. É uma porta falsa em que o indívíduo, julgando libertar-se de seus males, precipita-se em situação muito pior. Arrojado violentamente para o Além-túmulo, em plena vitalidade física, revive, intermitentemente, por muito tempo, os acicates consciências e sensações dos derradeiro instantes, e fica submerso em regiões de penumbras onde seus tormentos serão importantes, para o sacrossanto aprendizado, flexibilizando-o e credenciando-o a respeitar a vida com mais empenho.

A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas asseveram, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que 'não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos Indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas."

Não há como falar do assunto sem evocarmos o Sociólogo Êmile Durkheim, que afirma existirem homens capazes de resistir a desgraças horríveis enquanto outros se suicidam depois de aborrecimentos ligeiros. Seria importante investigar a causa desta resistência diversa e o que contribui para essa estrutura maior ou menor. Interessante anotar que é nas épocas em que a vida é menos dura que as pessoas a abandonam com mais facilidade.

Considerada a doença do século, responsável por muitos dos suicídios, a depressão tem preocupado os especialistas. Os psiquiatras estimam que de cada grupo de 100 pessoas 15 tem a probabilidade de desenvolver a depressão. É um distúrbio que ocorre por causa da alteração de substâncias como a serotonina e a noradrenalina. O quadro depressivo é gerado por mudanças na produção e utilização dos neurotransmissores cerebrais (noradrenalina, interferona, serotonina e dopamina). Quando sua produção ou forma de produção se altera pode gerar a depressão e daí para o suicídio é uma porta escancarada.

E o suicida é, antes de tudo, o deprimido, e a depressão é a doença da modernidade. O suicida não quer matar a si próprio mas alguma coisa que carrega dentro de si e que sinteticamente pode ser: a) sentimento de culpa e b) a vontade de querer matar alguém com quem se identifica. Como as restrições morais o impedem, ele acaba se autodestruindo. Assim "o suicida mata uma outra pessoa que vive dentro dele e que o incomoda profundamente".

Modelo terapêutico psiquiátrico-espírita que o Professor Pedro de Oliveira Mundim apresentou em Mesa-Redonda no I Forum Brasileiro de Medicina da Pessoa, Presidente Prudente, São Paulo, em 18-10-1980. Assim, a obsessão poderia ser definida como um constrangimento que um indivíduo, suicida em potencial ou não, sente, graças à presença perturbadora de um ser espiritual. Vale a pena ler a descrição feita por Allan Kardec, em "O Livro dos Médiuns".

Diversas são as obras que comentam o assunto, assim temos como exemplo "O Martírio dos Suicidas", de Almerindo Martins de Castro, e "Memórias de um Suicida", de Yvonne A. Pereira. Por outro lado não podemos esquecer que Allan Kardec, no livro "O Céu e o Inferno" ou "A Justiça Divina segundo o Espiritismo", deixa enorme contribuição em exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à, vida espiritual e especificamente no capítulo V da segunda parte, onde aborda a questão dos suicidas.

É verdade que após a desencarnação, não há tribunal nem Juízes para condenar o espírito, ainda que seja o mais culpado. Fica ele simplesmente diante da própria consciência, nu perante si mesmo e todos os demais, pois nada pode ser escondido no mundo espiritual, tendo o indivíduo de enfrentar suas próprias criações mentais.

Jorge Hessen
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 07 de Novembro de 2008, 17:40
Evolução em dois Mundos - André Luis.

Rebeldia - é não querer viver a verdade ou querer ignorá-la.
A Culpa  - Ação da Lei de Causa e Efeito, com o seu saldo credor ou devedor para o espírito, com suas consequências futuras.

"Cada um há de colher conforme a sua semeadura" Jesus.
O carma aliado à Lei de causa e efeito rege todo o processo da vida cósmica. Ele não pune, mas reajusta, sem significar olho por olho.
Devemos assumir a responsabilidade de nossos atos sejam bons ou maus.

Todas as doenças dificilmente curáveis significam sansões instituídas pela misericórdia Diivina, porta a dentro de justiça Universal, atendendo-nos aos próprios rogos"

"O amor cobre uma multidão de pecados" - Jesus

Aprendamos a amar a Deus, ao próximo e a nós mesmo!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 07 de Novembro de 2008, 17:48
- Uma prece cotidiana...

"Aquele que ama a Deus o roga pelos seus pecados, acautela-se para não cometê-los no porvir. Ele é ouvido em sua prece cotidiana."
(Eclesiástico, 3)

Uma prece cotidiana...
uma simples prece, um tempo para conversar com Deus,
colocar-se em atitude de humildade diante do Criador,
tudo tão simples, o falar, o pedir e o agradecer.
Mesmo assim, muitas vezes não temos tempo,
e a nossa boca silencia...

As vezes é preciso vir a dor, o medo, a coisa ruim
para despertar o desejo de abandonar-se ao Pai,
ainda assim, oramos apenas para pedir,
para fazer uma promessa tentando remediar,
o que já está com problema...
É o buscar a Deus como última opção,
como um verdadeiro milagre.

Uma prece cotidiana!
Tão simples...
nada mais!

Tenha tempo para Deus, para conversar com Ele,
falar de você, dos seus sonhos, dos anseios,
e quem sabe agradecer o dia, a saúde, o amor,
pais, filhos, a ausência de um acidente.
Agradecer por não ter nada que pedir,
pedir por necessidade de agradecer.

Uma prece cotidiana!
Simples, como a rosa que se abre,
como o orvalho da manhã.
Lembrar-se de quem nunca esquece de você,
de quem está ao longe gritando para você perceber,
o quanto você é importante para Deus.

Não se esqueça de orar.


Paulo Roberto Gaefke
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: JT em 08 de Novembro de 2008, 06:45
Um dia estava eu a ouvir uma palestra quando a pelestrante disse « É precisa muita coragem para acabar com a própria vida ».

Eu fiquei de boca aberta, porque afinal seria precisa mais ainda para enfrentar os problemas aos quais se deseja fugir.

...

Após uns dias, a minha boca começou gradualmente a fechar.


Cumprimentos,

JT
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 08 de Novembro de 2008, 11:30
JT - Realista D+ - outros:

O palestrante tem razão, assim como Você também.
Porém, esta realidade, Você só a vê pelo lado obscuro da vida, e o caminho que nada edifica em si.

Fugir dos problemas e dificuldades, é atestado de falta de conhecimento, principalmente dos exemplos deixados pelo Mestre, com toda sua sutileza, e que ainda não alcançaste nos cimos da sua intimidade, assim como muitos outros. Somos ainda muito enfermos, amigo.

Veja o que nos diz, Cristo em Nós - Bezerra de Menezes e Miramez:

Jesus o grande espírito, o maior que já respirou na Terra, conhecia muitas verdades, acerca da vida, que até hoje desconhecemos.

-Quantas vezes falou sobre o respeito de que devemos ter com as leis de Deus?
-Quantas vezes, usou Ele da palavra, no sentido de que pudessémos melhor compreender a ação da lei nos nossos caminhos?   
- Quantas vezes formulou parabólas, a fim de facilitar a compreensão da mente humana, da vontade divina?

Eis os caminhos da felicidade. Os Evangelhos estão refletos de advertências, de conceitos educativos, onde os Espíritos poderão trilhar com menos sofrimento e mais alegria.  E como serviu para a humanidade tudo quanto falou, tudo quanto fez e a vida que levou !
Ser-nos-ia apresentada com maior tesouro, todavia, riqueza em si pouco vale. A validade real está no modo pelo qual os espíritos, em marcha evolutiva, fazem uso delas, como fez o doador da fortuna celestial.

A felicidade de cada um custa grande labor na extensão da vida independente dos outros. Mesmo dos que andarem com guias, a tarefa para com a humanidade em retaguarda é somente expor os conceitos dos céus, mostrar aos caminheiros os modos pelos quais deverão trilhar, adquirindo, por experiências, a própria luz.
Os maiores servem de luzes no sentido de apontarem os caminhos tortuosos que deverão passar aos que ainda estão iniciando em suas caminhadas.

*A inteligência do ser humano é tão falha que as teorias são mudadas constantemente em se referindo à verdade.

*Tudo se encontra preparado em nosso benefício, embora a nossa parte é que sempre está por fazer.

Compete ao pintinho despertar dentro do ovo e quebrar-lhe a casca sentindo a vida e dela receber os elementos necessários, pelos quais garantirá a existência e o crescimento. Também compete ao homem nascer para a vida espiritual, quebrar a casca do materialismo egoístico e sair para outra dimensão de vida e dela receber tudo quanto carece frente ao seu crescimento espiritual, desde que tenha boa vontade e esforço próprio. O resto vem por acréscimo de misericórdia de Deus, pelas mãos do Cristo e dos irmãos maiores.

Jesus nos legou o Evangelho, com a certeza de não existir tesouro mais valioso.. Ao alcançarmos algumas experiências no percusrso da vida, certificamo-nos de que elas são nascidas de muitos esforços, de incontáveis dores, de suor sem medidas.
Se queremos crescer mais com o Mestre, as bases são as mesmas. Lutas e mais lutas, trabalho e mais trabalho.
Se pretendemos modificar a conduta de alguém, em comparação a Jesus, que seja a nossa própria. Se temos de disciplinar alguma pessoa, essa pessoa é também nós e não outra. E, na certeza de criticar algum irmão que está errado, esse, na verdade, repetimos, é nós mesmos.

Estas lições ofertadas aqui para os nossos corações nos fazem crer na grande necessidade de nos educarmos, conscientizando-nos de que ainda estamos longe da verdadeira caridade, precisando muito, mas muito mesmo, de amor, e amor a Deus, ao próximo e a nós mesmo.

*Quem medita em si mesmo, anotando suas próprias deficiências e corrigindo-as, está começando a nascer de novo para Cristo.

*Quem conseguir esta fabulosa vitória pode dizer em altos brados, sem medo de errar: O Cristo em nós é motivo de glória.

*E ainda poderá repetir a profecia do Mestre, quando assim proclama:
"Conhecereis a verdade e ela vos libertará.

Portanto amigos, reflitam, estude, pois outro caminho não há!

Paz, saúde e alegria!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 08 de Novembro de 2008, 11:39
Cornélio Pires

Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira...
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.

Por paixão, Quim afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no enfisema.

Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda.
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê nem anda.

Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva...
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.

Suicidou-se à formicida
Maricota da Trindade...
Voltou... Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.

Enforcou-se o Columbano
Para mostrar rebeldia...
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.

Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.

Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar!!!

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: REALISTA D+ em 08 de Novembro de 2008, 14:06
Att. Atma.

Estou com certesa a anos Luz da maioria dos participantes deste fórum (estudo) no que se diz respeito a conhecimento do espiritismo (perdoem se me referi de forma errada a esta religião), porém, em todos os momentos tomo o máximo de cuidado em respeitar a crença de quem seja, aqui ou no mundo.
A distância a que me refiro é o fato de não ser espírita(confesso saber apenas a síntese do espíritismo, fato este que me descredenciaria de cara a opinar), porém vos digo, todos os textos escritos aqui por mim, teve um único intuito, demonstrar que cada ser possui seu limite.. e toda e qualquer teoria, seja de qual lugar for, se perde no meio de toda turbulência vivida...
Experiência pessoal, palavra chave.

Visualise:

Um balde de alumínio...
Cheio de água...
Com gotículas ao redor...
Fumaça saindo de dentro...

Pergunta-se... Está frio ou quente?

Como saber se não colocar a mão ?

Abraços e paz...



Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 08 de Novembro de 2008, 20:15
Adorei este poema de Cornélio Pires. Nele se constata a lei de causa e efeito.
Obrigado Atma.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 08 de Novembro de 2008, 22:04
OI Carlos,

Que bom que gostou do poema, realmente é elucidativo.
Não só nele, mas, em muitos outros livros poderá constatar está Lei.
Abraços.
Paz, saúde e alegria!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: evandroespindola em 08 de Novembro de 2008, 22:14
amigo,acho que a intenção da maioria é de trocar experiencias e aprender,todo mundo sabe algo diferente e sente diferente,pois o artista celeste que nos criou ,fez cada um a sua maneira,e os caminhos de cada um seguido na experiencia da vida tambem são diferentes
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 08 de Novembro de 2008, 22:18
OI, R D+,

Todos temos limites. Cada um possui graus variados de evolução na escala da vida.
Não se reprove, nada há para desculpar, além disso, nenhuma religião salva ninguém.
A coragem é que nos impulsiona para frente, nas escolhas e oportunidades da vida.

Apocalipse - João.cap3; vers.15/16 - Conheço as tuas obras que nem és frio nem quente, quem dera foras frio ou quente!

Logo podemos deduzir, que o caminho a ser escolhido deve ser o quente, para os que já se decidiram, o morno, para os que estão indecisos, inseguros, e o frio, para os que são ateus, céticos e estão perdidos.

Paz, saúde e alegria!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: s em 09 de Novembro de 2008, 02:13
Bom dia , companheiros do F.E. :)

Esse assunto, o suicídio, é de grande interesse meu, já q tenho em minha família, casos de suicídas diretos, indiretos e eu própria sou depressiva, em tratamento psiquiátrico e espiritual.

Penso que esse ato, não seja algo para ser classificado como  de coragem ou covardia.É sim, um ato desesperado. Onde àquele q se o pratica, se vê acuado diante de uma série de situações que lhe fogem ao controle. Seja por falta de fé em Deus, seja por brechas morais, onde se instalam n'alma processos obsessivos severos, seja por ignorância da sobrevivência da alma à morte física...
Assim sendo, esse 'ato de coragem,ou covardia', foi motivado pela desesperança e pessimismo,
que impedia de encontrar uma saída.

O suicído sempre foi um tema bastante delicado.* Em medicina, considerava-se ato devardia, de uma pessoa fraca, que diante dos problemas da vida, escolhia a fuga trágica.Hj a medicina compreende o suicído de forma totalmente diversa. Sabe-se , q o cérebro funciona às custas de uma série de substâncias químicas, que têm papel importante no ato final do suicídio.*

* No passado,o suicídia era visto com maus olhos pelas religiões em geral. Os católicos apregoavam q ao suicída não pertencia o Reino do Céus.Os judeus, os enterravam num canto separado do cemitério.* Coube à Doutrina Espírita o esclarecimento detalhado, através da Codificação Kardequiana,principalmente, das causas e consequências do suicídio; inclusive do suicídio indireto, que  quase todos cometemos, ao nos expormos aos excessos de diversas ordens.

Vários fatores predispõe uma criatura ao tresloucado ato de acabar com a própria vida orgânica: Não ter religião, isolar-se socialmente, não ter amigos, suporte familiar, ser homem, ter doença mental ou física. E mais recentemente,revelado pela Doutrina espírita, influênciações de ordem espiritual.
Segundo dados da revista "SUPERINTERESSANTE", numa excelente reportagem, afirma que a cada 40 minutos,uma pessoa se suicída em algum lugar do mundo.

Prá tudo e em tudo Jesus é a solução.**Fé, confiança na providência Divina, a resignação e submissão à vontade do Criador. As tribulações da vida, são provas ou expiações.Felizes os que as suportam sem se queixarem, porque serão recompensados**

 Aos amigos recomendo a leitura do E.S.E.,LIVROS DOS ESPÍRTOS, por Allan Kardec e tbm de obras complementárias, sérias, quem mto acrecentam à compreensão dessa intrincada enfermidade da alma. Entre elas sugiro a obra mediúnica "MEMÓRIAS DE UM SUICÍDA", por Yvonne A. Pereira. A reforma interior, confiança absoluta na Solicitude de Deus, trabalho no bem e sobretudo compreensão e amor, operarão "milagres", na vida desses companheiros tão aflitos qnto equivocados.

Paz e prosperidade
VALERIE :)
   
1.TRECHOS SINALIZADOS COM(*) , FORAM RETIRADOS DE DEPOIMENTOS DO DR. DRÁUZIO VARELLA.
2.TRECHOS SINALIZADOS COM (**), FORAM RETIRADOS DO LIVRO DOS ESPÍRITOS, POR ALLAN KARDEC.



Oi Valerie e amigos do forum!

Gostaria, se for, possível  uma explicação lógica do por que nos dias de hj, a igreja católica ainda não aceita  receber o corpo de um suícida? Aqui onde moro aconteceu um fato recentemente   ???
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ValNasct em 09 de Novembro de 2008, 13:17
 :)Bom dia Séforah!! Estive lendo sobre o assunto e vi, que essa posição da Igreja Católica tem suas raízes mto profundas, desde o seu início. Vou tentar não me alongar mto no que entendi.

Questões financeiras, prinicipalmente, determinavam as várias decisões que a Igreja foi adotando, com relação ao suícida, ao longo dos séculos.

A Igreja com sua riqueza e poder, era mantida pelos fiéis e seus donativos. Prá isso o conceito das penas eternas, eram importantíssimo. A absolvição dos pecados custava caro aos pecadores. Quanto ao suicídio, não era interessante para o Império Romano, pq perdia mão-de-obra e impostos e para Igreja, porque perderia seus fiéis e 'colaboradores'.

Vamos percebendo, que a cada novo concílio, as penas e absolvição ao suicída eram modificadas. Sempre foi considerado um grande crime aos olhos de Deus e da Igreja tbm, além de uma fonte rentável. O suicida tinha seus bens confiscados, as famílias pagam multas enormes. Por séculos, ao suicida era negado sepultura e orações a seu favor.

Santo Agostinho bate o martelo, anunciando o que definirá a Doutrina da Igreja, à luz do “Tu não matarás”: a vida é um dom de Deus e somente ele poderá tirá-la.

Mas foi na França,terra onde mais tarde,nasceria a codificação Kardequiana, que houve a intenção de abrandar as punições em casos de suicídio. Estudiosos da psique,cientistas,filósofos, entendem o suicídio como loucura, sendo o conceito de loucura mto amplo, na época. Eram loucos os que se matavam por melancolia, por amor, por honra e tinham abrandadas suas penas. Até os teólogos e moralistas diminuíram a pressão.

Ainda assim, até bem pouco tempo, por volta de 1950, o suicídio era considerado pecado pela igreja católica. As pessoas que acabavam com a própria vida tinham como destino certo o inferno e não podiam ser enterradas em cemitérios. “As leis mudaram devido os estudos divulgados pela psicologia. Trata-se de pessoas com traumas sérios, que estão sofrendo muito e cometem atos impensados”, explica o frei e parapsicólogo Ovídio Zanini, da Igreja das Mercês, em Curitiba. Hoje estas pessoas recebem o mesmo tratamento que os demais católicos. Mas nem todos os casos são considerados inocentes. “Um criminoso que se suicida para não ser pego pela polícia é um exemplo”, diz.

Espero ter ajudado Séforah. Mas em todo caso, me parece que quem quer que seja, q se recuse a orar em favor, dar um seputalmento digno, tratar com respeito e compaixão, a um irmão, qualquer que seja ele, inflinge a 2ª Lei máxima de Deus: "amar ao teu próximo como a ti mesmo."

Paz e prosperidade, querida!
VALERIE :)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: aruanda em 09 de Novembro de 2008, 20:50


Atma

Sem querer contrariar mas, parece-me que  esta frase não pertence  a Jesus.

Citar
Jesus disse: Não fiques no quente nem no frio, escolha o morno! 

Ele disse exactamente o oposto:è preferivel que seja quente ou frio do que morno.

(penso que não é bem este a tradução) mas a ideia é esta.
Aliás ele mesmo deu o exemplo de uma pessoa activa, com atitudes certas na hora certa mesmo algumas menos (aparentemente ) simpáticas.
Como pode uma pessoa assim defender o morno. Sinceramente nunca ouvi tal afirmação no espiritismo e fora dele.
Penso que seria bom compreender a sua ideia que posso não estar a captar.



Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Taprobana em 10 de Novembro de 2008, 01:00
Depois de ler os textos aqui editados por todos os amigos participantes, retive as ideias referentes á experiencia que um suicida passa tanto no momento do seu desencarne, como durante o período de tempo que passa na condição de espírito livre como também nas consequências que poderão surgir para a saúde do seu corpo físico na encarnação que se segue a esse período.

Retive também as ideias expressas relativamente a Deus nosso pai infinitamente justo e infinitamente misericordioso.

Iniciando por aqui este raciocínio é minha convicção que Deus é solidário com os nossos sofrimentos e sente em si próprio, cada momento, cada instante das nossas angustias… assim o prova o seu infinito amor.

Não pode ser por “castigo” de Deus as desventuras que nos relatam os espíritos nessas condições…

Da mesma forma que não podemos atribuir culpas que não a nós mesmos, quando temos problemas respiratórios por fumar demasiado, não podemos responsabilizar mais ninguém que não seja a nós próprios, se o processo do desencarne no instante de uma morte provocada por suicídio traga as consequências relatadas pelos nossos irmãos aqui no fórum. As inevitáveis dificuldades e demora na libertação do espírito.

Por outro lado, a situação de sofrimento em que alguns desses espíritos descrevem no decurso da sua condição de espírito livre, não surgem por outro motivo que não seja a recriminação da sua própria consciência íntima, do estado em que se encontra o seu próprio espírito que necessita de um período de convalescença para se recompor.

Caso na encarnação que se segue o seu corpo nasça ou venha a manifestar qualquer tipo de problema físico é sem sombra de dúvida devido à situação momentânea em que se encontra ainda o seu corpo espiritual, e foi decidido que isso era o que melhor provia nesse momento a esse nosso irmão…

No entanto o que significam estes ínfimos instantes de sofrimento comparados com a imortalidade das nossas almas?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 10 de Novembro de 2008, 11:26
Aruanda,

Tens razão, desculpe, vou corrigir o erro, está no:

Novo Testamento em apocalipse - João, capítulo 3 - versículo: 15 e 16.

Obrigada.
Abraços fraternais.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 10 de Novembro de 2008, 13:16
Citar
Da mesma forma que não podemos atribuir culpas que não a nós mesmos, quando temos problemas respiratórios por fumar demasiado,(...)
Será que podemos considerar como suícida inconsciente um fumador inveterado? Ao cairmos nos excessos que prejudicam a saúde, não estaremos a nos suicidar lentamente? Como  exemplo, o caso do tabaco, do álcool, da droga, etc. E como será depois nossa situação após o desencarne? Sofreremos por termos cometido esses excessos, ou sendo Deus infinitamente bom nos perdoará? Qual o juiz depois da "morte"? Deus ou a nossa consciência?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: depassosleves@hotmail.com em 10 de Novembro de 2008, 13:45
           Carissimo irmão Carlos

     Muito bem colocada sua assertativa como pergunta.
     Como sabemos ha sempre os suicidios diretos provocados por fatores q quase sempre ainda escapaa nossa razão, como ha os suicidios indiretos, estes de ordem q bem podemos compreender, como muitas vezes exposto "O Céu e o Inferno" do pentateuco Kardequiano ou nas obras complementares de Andre Luiz.
     O uso do tabaco(cigarro) das bebidas alcoolicas e ate mesmo das drogas, q infelizmente vem arrasando nossa  juventude, são formas indiretas de suicidio. Podemos ir um pouco mais além e afirmar q tudo q é abuso seja na ordem da alimentação, na capitulação do sexo desvairado e de muitas outras especies de ordem material ou espritual, sempre representara uma forma de suicidio0 indereto.
     Parecera estranho estas colocações?
     Nem tanto, se observarmos q pessoas q conduz a vida pautada na ordem e no respeito q tange as necessidade organicas e espiritual, tem uma longevidade maior dos q agem desenfreadamente e sem ordem. Enquanto uns deixam a materia cedo demais por seus excessos na forma indireta do suicidio, outros cumprem  seu tempo integral
no devido respeito q pautaram sua vida.
     Mas, como bem observado no estudo  do "O Céu e o Inferno" seja qual for a forma, por ondem de males organicos oriundos de pertubações mentais ou do excesso nos prazeres materiais da vida,  sera sempre considerado como suicidio direto ou indireto...
     Espero  possamos nos estendermos mais sobre este assunto e permutarmos nossas ideias na forma de um poder auxiliar o outro... agora caso ache q ha erros em demasia sobre minha  exposição, deixo aberto fraternalmente o direito de sua pessoa me corrigir...


                                                              Abraços deste irmão em Cristo
                                                                         Emerson
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Taprobana em 10 de Novembro de 2008, 15:55
Olá amigo Carlos Ribeiro

Citar
Será que podemos considerar como suicida inconsciente um fumador inveterado? Ao cairmos nos excessos que prejudicam a saúde, não estaremos a nos suicidar lentamente? Como exemplo, o caso do tabaco, do álcool, da droga, etc. E como será depois nossa situação após o desencarne? Sofreremos por termos cometido esses excessos, ou sendo Deus infinitamente bom nos perdoará? Qual o juiz depois da "morte"? Deus ou a nossa consciência?

É neste momento minha convicção pessoal que a imagem de um Deus juiz penalizador das nossas acções vai sendo cada vez menos necessária tendo em conta o estado actual do desenvolvimento dos espíritos que habitam a nossa esfera. Isso nos ensina a leitura de inúmeros trechos dos livros de Kardec. Já temos capacidade de entender que os "castigos" que sofremos são impostos por nós mesmo em consequência directa das acções que vamos cometendo... sabendo que não é correcto partir do particular para o geral não resisto a dar este exemplo: quando um nosso irmão comete um crime ou uma ofensa que a sua própria consciência pune não necessita de desencarnar para viver num "inferno"... Aqui mesmo nesta vida ele sofre as consequências dos seus actos que se reflecte no mal-estar profundo que sente, perseguido pelos medos e "fantasmas" dos actos que cometeu que lhe envolvem por completo a actual existência... as restantes questões que coloca já tive o privilégio de abordar no meu anterior post neste tema.

Um abraço
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: evandroespindola em 10 de Novembro de 2008, 19:12
amigo taprobana,acho que esta certissimo nas sua colocações,pois ,ainda mais nós que conhecemos o espiritismo,sabemos que a propria lei esta gravada em nós mesmos,como voce disse quando percebemos que nossas atitudes não foram das melhores,não nos sentimos bem com isso,apesar que viemos de outras encarnações cheias de erros,as vezes ate crimes de todas as ordens,as vezes quem sabe,ate o ato do suicidio em alguma epoca poderiamos assim ter cometido,mas não importa mais,é passado,o importante é tentarmos construir um futuro melhor,e tentar não repetir os mesmos erros de outrora.
estou no momento lutando contra um vicio que considero o pior de todos,silencioso e mortal que é o vicio do cigarro.
quando era mais novo ,tive problemas de alcoolismo,sofri muito,so consegui me libertar dele depois que a vida me bateu muito,pois e literalmente se anda na contramão do sentido da vida quando se pratica certas atitudes,mas quando se muda de atitude a vida muda por completo.
todo viciado deve ser considerado em potencial ,um doente com algum problema pisicologico,as vezes ou na maioria delas não se pode enxergar por certo suas causas,as vezes,fuga da realidade ou inaceitação dela,o proprio suicidio de certa forma para muitos que não conhecem a continuidade da vida querem abreviar suas angustias sejam elas quais forem,as vezes em desespero,por impulso de alivio,o cometem.
mas ainda acho que o maior problema é o suicidio indireto,praticado na maioria das vezes sem saber,por exemplo,quando um grupo participa de um ,o que chamamos aqui em são paulo de ´´´racha´´(corrida urbana ou arrancada de automaveis)e ha um acidente fatal com morte,a intanção não era de se matar,mas aconteceu,ou quando se dirige ou se faz qualquer atividade perigosa sob o efeito dealcool ou drogas,eis ai o suicidio indireto.
por isso considero o cigarro o pior de todos,contamina silenciosamente seu pisiquismo e seu corpo,depois para se livrar disso,é uma agonia.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 10 de Novembro de 2008, 22:09
OI Carlos.

"Cada um segundo suas obras" é a grande lei da evolução espiritual, da qual resulta que assim como somos livres de praticar o bem e o mal, somos, por isso mesmo, os que nos julgam incursos, merecedores de penas ou recompensas, segundo a lei de justiça eterna.
O homem é senhor do seu destino, pela liberdade, mas, por isso mesmo que é livre, sendo assim , é responsável pelos seus atos.

*Trechos retirados do Livro (A loucura sobre novo prisma-Bezerra de Menezes)

- Portanto, somos os únicos responsáveis pelo que possa nos acontecer aqui, e do outro lado da vida. Deus, nada tem a ver com isso.
________________________________________________________________________________

Todos os fumantes inveterados, depois que desencarnam sofrem no além os efeitos perniciosos do vício cultivado na Terra ?

Após a desencarnação, é a lei de correspondência vibratória que realmente regula o sofrimento ou prazer de cada criatura, em conformidade com a sua escravidão ou libertação do vício da carne; assim, o sofrimento causado pela impossibilidade de fumar, entre as almas desencarnadas, varia conforme o grau de sua escravidão ao vício do fumo.  As pessoas que fumam acidentalmente ou por esporte, isto é, que só de vez em quando tomam de um cigarro, não contribuem para a criação do desejo astral que mais tarde as poderá acicatar com veemência no além.  Mas convém saberdes que, embora a bondade, o amor, a pureza, a renúncia e a honestidade proporcionem  às almas desencarnadas uma situação de paz e entendimento espiritual, a saudade ou os estigmas dos vícios adquiridos na terra continuarão a acicatar-lhes o perispírito, malgrado sejam elas dignas de admiração do mundo!  Daí a conveniência de se abandonar o vício do fumo antes da desencarnação, pois o vício terreno é assunto individual, cuja solução requer a decisão interior do próprio espírito, e não depende da mudança de um para outro plano.

Há equívoco por parte de muitos reencarnacionistas, e mesmo de alguns espíritas, em julgarem que as sensações da matéria, tais como a fome, a sede, o desejo de ingerir bebidas alcoólicas ou de fumar, desaparecem com o corpo físico na terra. Doutrinadores há que insistem junto à entidades infelizes e viciadas, que se comunicam em seus trabalhos mediúnicos, para que deixem de pensar no fumo, no álcool, na sede ou na fome, porque tudo isso é apenas ilusão trazida da vida carnal já extinta. Ignoram essas pessoas que o "desejo" reside no corpo astral e não no corpo carnal, motivo pelo qual os infelizes que partem da terra ainda escravisados às paixões perniciosas e aos vícios perigosos, embora deixem de pensar nos mesmos, são perseguidos pelo desejo vicioso e violento, porque partiram para o Espaço sobrecarregado de resíduos tóxicos, que lhes acicataram acerbamente o corpo astral. Só depois de os drenarem para fora da indumentária perispiritual, é que poderão se livrar dos desejos desregrados.

Na verdade os vícios terrenos não devem ser encarados como "pecados" ofensivos a Deus, mas a penas como grandes obstáculos e empecilhos terríveis que, em seguida à desencarnação, se transformam em uma barreira indesejável mantendo o espírito desencarnado sob o comando das sensações inferiores e drásticas consequências.

Quando através dos médiuns combatemos o uso do fumo, do álcool, a ingestão de carne e outros costumes que causam embaraços à alma em sua vida perispiritual, não o fazemos na condição de novos missionários ou profetas que excomungam pecados e pecadores. Agimos mais por espírito de solidariedade fraterna, compungidos ante a visão dos quadros dolorosos que a todos os dias presenciamos no lado de cá, vividos por aqueles que partem da terra profundamente viciados e em outras práticas prejudiciais.  Na verdade, o fumante que não tenta vencer o seu vício, quando encarnado, arrisca-se a revivê-lo ainda mais intensamente quando desencarnado.

Visto que o objetivo fundamental da evolução do espírito é a libertação de todas as paixões, mazelas e desejos próprios dos mundos físicos, deve a alma exercitar-se para a sua mais breve alforria espiritual e desligação definitiva dos vícios que podem prendê-la cada vez mais aos ciclos tristes das encarnações retificadoras. E o cigarro, embora vos pareça um vício sem importância, é exigente senhor que, ainda depois da desencarnação, obriga o espírito a render-lhe a homenagem do desejo veemente insatisfeito.

Os fumo, além dos prejuízos psíquicos causados no além túmulo, é um veneno lento que lesa o corpo físico na terra. Além da nicotina, o tabaco contém venenos perigosos e que são facilmente identificados em análise de laboratório, dentre os quais se destacam os ácidos tânico, pectósico, málico nítrico, oxálico, a amônia, extratos azotados e outras substâncias ofensivas. Em sua fumaça pode se perceber a presença do próprio ácido cianídrico, mais ou menos na base de 0,10 grama para 20 gramas de tabaco analisado. O fumante inveterado também inala certa quantidade de gás venenoso na forma de óxido de carbono e que, embora absorvido em pequena quantidade, também exige a mobilização de outras importantes defesas do organismo.

Fisiologia da Alma - Ramatís - Hercílio Maes.

Paz, saúde e alegria!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ValNasct em 11 de Novembro de 2008, 08:39
Symone, Patty, bom dia!  :D

As nossas histórias são bem parecidas e penso q todos aqui temos algo em comum, seja para acrescentar como experiência ou prá que outros não 'tropecem' como nós.

Não vou me alongar sinalizando livros, que mto me auxiliaram, pq isso eu mesma e nossos companheiros já o fizeram. A depressão e o suicídio, são silenciosos.Chegam sem alarde e nós sabemos, pela própria nossa vivência e pelo que aprendemos aqui, o estrago q podem fazer na vida da gente.

Mas conheci uma historinha mto legal e apropriada, que queria dividir com vcs.

VÔO TURBULENTO

No livro Silent Strength for My life (Força tranqüila para a minha vida), Loyde John Ogilvie conta a história de um menino que conheceu numa viagem.

Ele observou o menino sozinho na sala de espera do aeroporto aguardando seu vôo.

Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos.

Quando Ogilvie entrou no avião, viu que o menino estava sentado ao lado de sua poltrona.

O menino foi cortês quando Ogilvie puxou conversa com ele e, em seguida, começou a passar tempo colorindo um livro.

Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o vôo enquanto as preparações para a decolagem estava sendo feitas.

Durante o vôo, o avião entrou numa tempestade, muito forte, o que fez que ele balançasse como uma pena ao vento.

A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade.

Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor ficou preocupada com aquilo tudo, e perguntou ao menino:

- Você não está com medo?

- Não senhora, não tenho medo, ele respondeu, levantando os olhos rapidamente de seu livro de colorir.

- Meu pai é o piloto.

    REFLEXÃO:

    Existem situações em nossa vida que lembram um avião passando por uma forte tempestade. A depressão, uma delas.

    Por mais que tentemos, não conseguimos nos sentir em terra firme.

    Temos a sensação de que estamos pendurados no ar sem nada a nos sustentar, a nos segurar, em que nos apoiarmos, e que nos sirva de socorro.

    No meio da tempestade, podemos nos lembrar de que nosso "PAI É O PILOTO". E confiar e vencer.

Paz e prosperidade, queridas
VALERIE :)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 11 de Novembro de 2008, 12:42
São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas.
Lucas, 11:34

Devemos procurar exercitar-nos na humildade, para que nossos olhos não tenham tempo de plasmar, na consciência, o orgulho, o egoísmo, a vaidade, e que nossa visão continue na pureza pedida pelo Evangelho, para os que de fato o estuda e o prática!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: depassosleves@hotmail.com em 11 de Novembro de 2008, 13:50
                  Prezados irmãos Carlos e Atila

     O exercicio na pratica da Humildade como a do Amor ao proximo são constantes diretas q devemos praticar como nosso Mestre nos ensinou.
     E o ato de maior Humildade e de Amor ao proximo e saber respeitar opiniões que mesmo por hora pareçam contrarias... pois cada qual em sua escala evolutiva tem sua forma  de pensar como seu jeito de opinar visando sempre o bem do proximo na lei de
"Amai-vos uns aos outros como Vos amei"

                                                            Deste irmão em Cristo Emerson
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ValNasct em 11 de Novembro de 2008, 14:33
Peço a vocês que vivam daquela maneira digna
que Deus determinou quando os chamou.
Sejam sempre humildes,
delicados e pacientes.
Mostrem o seu amor,
suportando uns aos outros.
Efésios 4.1

A validade da experiência cristã está na maneira em que nós nos relacionamos uns com os outros. Esta "maneira digna" descrita nesta passagem inclui humildade, delicadeza, paciência e tolerância. É justamente o que nos falta mtas vezes. Só o exercício, pelo estudo constante e pela reforma íntima e a sintonia no bem, nos fará pessoas melhores, dia a dia.

Paz e prosperidade.
VALERIE :)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 11 de Novembro de 2008, 14:52
 :)"Esta foi uma das mais belas e mais sábias respostas do codificador"
     
   Esta mensagem nâo é dirigida a ninguém em especial,mas sim a todos
   nós para que possemos refletir.MUITA PAZ.

 
  "Se,entre vós,houver dissidências,causas de antagonismos;se os grupos,que devem
   todos marchar para um objetivo comum,estiverem divididos,eu o lamento,sem me
   preocupar com as causas,sem examinar quem cometeu os primeiros erros e me
   coloco,sem vacilar,do lado daqueles que tiverem mais caridade".

                                             (ALLAN KARDEC-viagem espirita -1862)



    SAUDAÇÕES FRATERNAS
    CANCELA :-*
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: carloss em 11 de Novembro de 2008, 17:42
Caro Amigo Depassosleve.
Estou de pleno acordo a suas palavras, a humildade  o amor e o respeito foram sim os maiores ensinamentos do nosso Mestre. A ele na concessão de sua magnitude os faziam expontaneamente de forma subline e fraterna.
cabe a nós, imperfeitos seres que somos, exercitar sucessivamente o tempo todo tais práticas, em busca de uma sustentação moral e intelectual a qual nos é esperado.
Todos nós que compartilhamos desta vida neste planeta, estamos em busca de aprimoramentos continuos, para uma existencia futura mais fortalecida e mais próspera.
Saudações saúde e felicidade a todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 11 de Novembro de 2008, 20:34
Boa Noite a todos,

Me interessei muito por esse estudo, pois ainda tenho muitas dúvidas em relação a visão espírita sobre a depressão e suicídio. Gostaria de dizer aos colegas que ainda sou um grão de areia na doutrina espírita e gostaria da opinião de vocês em relação ao meu caso.

Aos 30 anos (hj tenho 34) a depressão me pegou sem motivo aparente. Sempre fui uma pessoa alegre e otimista e sempre apreciei a vida.
Claro que tive alguns problemas e decepções na minha caminhada, mas isso é natural na vida de qualquer pessoa. Pois é, cheguei ao fundo do poço, de um dia para outro. Adoeci e quase adoeci minha família também, pois ninguém acreditava no que estava acontecendo.
Para resumir um pouco, acordei, fui trabalhar, mas esse dia estava estranho...mau humorada e desconfiada de tudo e de todos. Todos pareciam "inimigos", fiquei calada durante o dia todo (coisa que não é normal).
No final da tarde apresentei um quadro de agressividade verbal com uma colega de trabalho (isso também não era normal), ou seja, EXPLODI !
Por volta das 16:00 horas, peguei minha bolsa e fui embora. Abandonei o trabalho.
Minha cabeça estava a mil, meus pensamentos desorganizados, turbilhão de pensamentos...todos destrutivos. Só Deus sabe como dirigi. Meu anjo da guarda com certeza estava na direção naquele momento. Ao chegar em casa, minha mãe já percebeu que eu não estava bem. Eu ficava sentada próxima a janela da sala, olhando a rua, anotando placas de carros e completamente calada. Eu já estava doente, mas não fui avisada, não houveram sintomas, se houveram, naquele momento eram desconhecidos por todos. Daí pra frente, meu estado só veio a piorar e os sintomas
se agravaram. Comecei com depressão profunda, pânico, mania de perseguição, falta de vontade, auto estima não fazia parte da minha vida. Eu me sentia a pior pessoa do universo e havia um juiz dentro de mim 24 horas por dia que só me criticava, apontava meus defeitos, meus erros, minhas imperfeições. Com o passar dos dias os sintomas se
agravaram e comecei então com "manias" e "psicoses". Além da depressão, ouvia vozes, via coisas, sentia sensações, entre tantas outras coisas.
Fui diagnosticada como bipolar e iniciei o tratamento químico. A primeira crise durou um mês aproximadamente e foi a pior.
Qualquer barulho, por menor que fossem, eu ouvia como um estrondo. O som de um passarinho cantando ou uma porta se fechando,  para mim era de uma altura insuportável e eu me assustava com qualquer barulho, devido a isso.
Deixei de assistir televisão, deixei de ouvir, deixei de ler...tudo estava deturpado. As palavras, as imagens, os sons...qualquer tipo, todos falavam sobre mim, sempre me criticando, sempre me julgando.
Imagina uma pessoa que não pode ver, ouvir e falar...assim era eu...fugindo do mundo, fugindo das críticas, fugindo do monstro que eu tinha virado...eu fugia o tempo todo de mim e o dia doía.
Dormia porque estava medicada, mas não queria acordar, porque eu já sabia o que estava por vir.
Foram 35 dias assim...alma, corpo e mente em um estado deplorável.
Me afastei do trabalho, dos amigos, da vida...
Um ano depois, outra crise...dessa vez não aceitei tratamento e fui internada. Fiquei 22 dias em um hospital psiquiátrico, tomei tudo quanto era medicamento, anti depressivos, anti psicóticos e até os famosos "sossega leão". Não tinha condições de participar da
sociedade, precisava ficar afastada, eu estava em outro mundo, um mundo desconhecido por aqueles que não sofrem e não sofreram dessa doença.
Então, meu psiquiatra resolveu pedir minha alta do hospital e continuar o tratamento em minha residência. Meu quadro havia melhorado, mas alguns dias após minha saída do hospital, outra recaída... Essa crise durou 90 dias, que para mim significaram 90
anos...
Magoei muitas pessoas no período da crise. Alguns entenderam, outros não.
Eu só melhorei de verdade, após um ano. Nesse meio tempo eu não apresentava crises, mas estava destruída por dentro. O vaso havia quebrado em migalhas e precisava ser reconstruído.
E esse foi um processo lento, onde minha família e alguns amigos foram o meu porto seguro. Seguraram tudo, me suportaram com paciência e persistência e não desistiram de mim.
Mas, o que mais marcou na verdade...é que EU não desisti de mim !
Apesar de todo pânico, medo, pavor, eu lutei. Eu ainda assim tentava pegar um livro para ler, insistia em assistir televisão e saía arrastada para dar uma volta no bairro com minha mãe, vendo coisas e ouvindo vozes...mas eu ia, desistia logo, mas ia.
Cheguei a ler a bíblia, mas até as palavras nela contida, me ofendiam.
Mas minha fé, aquela da alma estava ilesa.
Nos momentos de lucidez, pedia muito para Deus me ajudar...só ele poderia.
Não tinha médico, medicamento, pessoas que aliviassem a minha dor...Todos tinham a melhor das intenções, todos queriam me ajudar, mas qualquer palavra proferidade por qualquer pessoa, inclusive minha família, era recebida como crítica e ofensa por mim.
Suplicava e conversava em silêncio absoluto. Sentia medo de envolver as pessoas que amo naquele inferno que eu estava vivendo. Calada, só conversava com Deus.

Estudei muito sobre o assunto, pesquisei e a explicação na ótica da medicina é que o TB (Transtorno Bipolar) é a falta de dopamina (neurotransmissor que ativa o prazer) no cérebro. Até aí, tudo bem, falta de química no cérebro...mas será mesmo que nos momentos de "psicose" foi o meu cérebro que fez tudo aquilo comigo?
Eu ouvia vozes, eu via o que ninguém via e tinha diversas sensações sem ter feito nada.
Para a medicina tudo isso é devido a falta dessa substância, mas eu não consigo acreditar nisso.

Sei que saí fora do assunto em pauta, que é o suícido, mas fazem 3 anos que não apresento nenhuma crise e não faço mais nenhum tipo de tratamento, mas a dúvida pelo que vivi naqueles momentos, ainda me perseguem.

Com relação ao suícido, gostaria de esclarecer um fato. Muitas pessoas falam sobre o suicídio mas não sabem ao certo o que levou a pessoa a cometê-lo. Eu mesma já julguei algumas pessoas como "covardes" e só fui entendê-las quando senti na minha pele. Mesmo em depressão e com psicose eu nunca pensei em cometer suicídio, mas poderia ter morrido e ter sido julgada pelas pessoas como "suicida". Vou tentar explicar melhor:
Quando estava com psicose, eu via carros e ônibus passando na rua, mas na minha cabeça tudo aquilo não era verdadeiro, era apenas fruto da minha imaginação e por muitas vezes eu atravessava sem olhar, sem preocupação nenhuma e se não fosse minha mãe para me segurar, eu teria morrido. Mas eu não estava com vontade de morrer, não era suicídio !
Mas se tivesse acontecido, com certeza, as pessoas teriam dito que eu havia me suicidado.

Alguém poderia esclarecer como o espiritismo interpreta toda essa situação?


Minha última crise foi em Maio de 2.005. Esse ano comemoro 3 anos sem crise, sem medicamentos, sem internação.

Agradeço a todos !

Paz e Bem !
Querida amiga patty que a paz e o Amor de JESUS esteja contigo.
Sabes o espiritismo não nos resolve as dificuldades,apenas através do evangelho do nosso Senhor JESUS CRISTO e do estudo continuo ganhamos forças para enfrentar as muitas dificuldades que temos de enfrentar no caminho para a perfeição.O caminho é longo bem o sabemos,mas o Mestre amigo nos disse:orai e vigiai:quem me seguir só encontrará pedras no caminho,e disse-nos tambem que nunca nos deixava sozinhos,por isso minha querida força ;e quando te sentires a desfalecer pensa NELE,e não estarás só.
Abraços muito fraternos para ti e para os teus.
A mãe(AMMA)disse um dia;se o teu karma é pesado,lembra-te que ele(karma)te está a ajudar a evoluir.

SAUDAÇOES FRATERNAS
CANCELA :-*
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Patty em 11 de Novembro de 2008, 21:59
Olá Symone, obrigada. Fico feliz por saber que você também encontrou sua luz !
O depoimeinto não foi com intuito de "lamentação", gostaria apenas que fosse comentado com base na doutrina espírita. Apesar de toda a dor da depressão, teve um lado bom, serviu como aprendizado, evoluí como pessoa e acredito que tudo tem um por que em nossas vidas e as respostas vieram com o tempo.

Paz e Luz para você !
Bjos

e author=Symone link=topic=10170.msg34101#msg34101 date=1226373104]
Oi Patty!!!

Seu relato me comoveu bastante... "Minha família não desistiu de mim!". Isso é muito importante!!!
Vivi uma depressão também em 2005... Me sentia a mulher maravilha, era inatingível!!! Não suportei o peso de tantos problemas e desencantos. Comecei a ter comportamento estranho: fugia das pessoas que amava, não atendia telefonemas, enfim, me fechei para o mundo.
O espiritismo me salvou, me fez ver a vida com outros olhos.
Recebi mensagens através de sonhos que me deram motivação para prosseguir.
Fico feliz por você também ter superado esse momento.
Seja feliz!!!
Abraços,
[/quote]
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Patty em 11 de Novembro de 2008, 22:12
Querida amiga patty que a paz e o Amor de JESUS esteja contigo.
Sabes o espiritismo não nos resolve as dificuldades,apenas através do evangelho do nosso Senhor JESUS CRISTO e do estudo continuo ganhamos forças para enfrentar as muitas dificuldades que temos de enfrentar no caminho para a perfeição.O caminho é longo bem o sabemos,mas o Mestre amigo nos disse:orai e vigiai:quem me seguir só encontrará pedras no caminho,e disse-nos tambem que nunca nos deixava sozinhos,por isso minha querida força ;e quando te sentires a desfalecer pensa NELE,e não estarás só.
Abraços muito fraternos para ti e para os teus.
A mãe(AMMA)disse um dia;se o teu karma é pesado,lembra-te que ele(karma)te está a ajudar a evoluir.

SAUDAÇOES FRATERNAS
CANCELA :-*
[/quote]

Amigo Cancela,

Muito obrigada pelas palavras.
Eu não tenho dúvida, Deus sempre esteve e está comigo. O tratamento químico era necessário, mas a minha fé foi fundamental.
Não estou me lamentando por ter passados por esses momentos, mesmo porque eu aprendi muito com toda situação, eu evoluí.
Hoje sei exatamente o significado do "Orai e Vigiai" e é o que eu faço diariamente, constantemente.
Obrigada por seu comentário, pelas citações e pelo carinho.
Paz e Luz para você !
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Patty em 11 de Novembro de 2008, 22:15
Symone, Patty, bom dia!  :D

As nossas histórias são bem parecidas e penso q todos aqui temos algo em comum, seja para acrescentar como experiência ou prá que outros não 'tropecem' como nós.

Não vou me alongar sinalizando livros e frases bem estudadas, pq isso eu mesma e nosso companheiros já o fizeram. A depressão e o suicídio, são silenciosos.Chegam sem alarde e nós sabemos, pela própria nossa vivência e pelo que aprendemos aqui, o estrago q podem fazer na vida da gente.

Mas conheci uma historinha mto legal e apropriada, que queria dividir com vcs.

VÔO TURBULENTO

No livro Silent Strength for My life (Força tranqüila para a minha vida), Loyde John Ogilvie conta a história de um menino que conheceu numa viagem.

Ele observou o menino sozinho na sala de espera do aeroporto aguardando seu vôo.

Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos.

Quando Ogilvie entrou no avião, viu que o menino estava sentado ao lado de sua poltrona.

O menino foi cortês quando Ogilvie puxou conversa com ele e, em seguida, começou a passar tempo colorindo um livro.

Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o vôo enquanto as preparações para a decolagem estava sendo feitas.

Durante o vôo, o avião entrou numa tempestade, muito forte, o que fez que ele balançasse como uma pena ao vento.

A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade.

Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor ficou preocupada com aquilo tudo, e perguntou ao menino:

- Você não está com medo?

- Não senhora, não tenho medo, ele respondeu, levantando os olhos rapidamente de seu livro de colorir.

- Meu pai é o piloto.

    REFLEXÃO:

    Existem situações em nossa vida que lembram um avião passando por uma forte tempestade. A depressão, uma delas.

    Por mais que tentemos, não conseguimos nos sentir em terra firme.

    Temos a sensação de que estamos pendurados no ar sem nada a nos sustentar, a nos segurar, em que nos apoiarmos, e que nos sirva de socorro.

    No meio da tempestade, podemos nos lembrar de que nosso "PAI É O PILOTO". E confiar e vencer.

Paz e prosperidade, queridas
VALERIE :)

VALERIE

Obrigada minha amiga, por mais esse ensinamento.
Que o PAI continue presente em nossas vidas, nos amparando e nos mostrando a direção.

Paz e Bem ! Bjos
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: LUISA em 12 de Novembro de 2008, 16:24

Esse trabalho eu fiz sobre depressao e suicidio, acho bom poder partilhar aqui convosco
pois penso que a depressao é um dos primeiros sintomas que levam ao suicidio
  
A depressão é uma doença, que se instala facilmente no  íntimo, de um ser e uma vez aí, o torna, triste, vulnerável, desligado da vida, entorpecido entre o real e todos os liames da imaginação.
O indivíduo perde a coragem de viver, entra em grave conflito com ele próprio, e as suas defesas vão diminuindo, o que permite fazer sobressair o seu inconsciente como sendo consciente.
Os medos estendem-se ao irreal, podendo mesmo criar verdadeiros ataques de pânico.
Em si a depressão como doença física não existe, é uma doença estritamente do foro psicológico, mas que pode afectar todos os órgãos do corpo, criando um ciclo ininterrupto, em que a pessoa realmente sente dores inexplicáveis, sofre infecções múltiplas, o acido do estômago torna-se intenso, as glândulas entram em mau funcionamento, e o indivíduo acredita ter doenças graves ou mesmo terminais, mas muitas das vezes, aceita as mesmas como um bálsamo pré-morte, e encara a própria morte como bem-vinda, visto ter perdido o interesse pela vida.
Os medicamentos prescritos, são inúmeros, mas muitas vezes o paciente leva anos a resolver este conflito e a despertar novamente para a vida, pois nesta fase vincula-se facilmente a mentes desencarnadas negativas, que se vão alimentando desta tristeza persistente e que vão também contribuir para todo o processo de desintegração social do individuo, vão-se tornando mais facilmente obsessivas, e encontram aqui portas abertas á indução do desespero e mesmo do suicídio.
Existem vários tipos de depressão, vários sintomas, várias causas, vários tipos de tratamento, mas existe sempre uma componente psicológica muito forte, à qual o paciente pode sucumbir ou não consoante a ajuda que tiver, quer no apoio medicamentoso, familiar, amigo, e o mais importante o apoio espiritual.

Dr. Adenáuer Novaes*

Os sintomas típicos da depressão
Humor triste ou irritável
Perda de interesse ou desagrado pelas actividades diárias normais.
Indiferença às ocorrências quotidianas.
Alteração do sono, insónia hipersónia, sono agitado ou sono excessivo.
Sentimentos de culpa inadequada, ou de inutilidade
Afastamento ou indiferença para com os seres queridos.
Tristeza e angústia profundas com choro ou vontade de chorar recorrente.
Sentimentos de desesperança
Redução da capacidade de raciocínio
Redução da capacidade de concentração.
Pensamento de morte persistente.
Retraimento social progressivo.
Dificuldade de sair da cama ao acordar.
Irritação e mutismo.
Alteração do apetite, aumento ou redução do mesmo, podendo perder ou ganhar peso.
Agitação ou retardação psicomotora.
Diminuição ou perda do apetite sexual.
Cansaço excessivo, demonstrando fadiga ou perda de energia.
Tentativa ou vontade de se suicidar.
                 Considera-se que uma pessoa tem depressão quando possui, pelo menos metade dos
Sintomas acima descritos, durante mais de dois meses.
                 A influencia espiritual, que está geralmente presente na depressão, é de difícil percepção, dada a subtileza com que acontece.
                  Há casos em que não se trata de obsessão, mas sim da aproximação de parentes desencarnados doentes, que transmitem os seus sintomas ao encarnado, sem o querer prejudicar. As pessoas que desencarnam tristes e desiludidas com a vida e que ficam agarradas ao ambiente doméstico,podem tornar-se o factor do desequilíbrio, induzindo sintomas de depressão aos que ficaram, principalmente ao que for mais frágil.





*Psicólogo clínico, formado em Filosofia, Engenheiro, escritor, orador e dirigente da Fundação Lar Harmonia em S. Salvador da Bahía.

Esta doença não escolhe parceiros, embora se estime a sua incidência, numa faixa etária dos vinte aos quarenta e cinco anos, hoje em dia, o nosso planeta está doente, e todas as calamidades, o stress as drogas, os desajustes cósmicos que o Homem provoca, a dificuldade na resolução dos conflitos, transportam facilmente o indivíduo à tristeza e à melancolia, ficando a escassos passos da depressão.
Se , por qualquer motivo, se encontra, numa fase da vida mais melancólica ou triste, e alguns destes sintomas o assolam, saiba que não está só, que a espiritualidade o assiste, que muitos livros, trazem mensagens constantes que o podem ajudar, procure ajuda médica se necessário, não se isole, não se entregue ao desespero, não receie sucumbir a tal doença, porque a fé e a prece, o podem curar.



…..Sabeis por que uma vaga tristeza se apodera por vezes de vossos corações e vos faz sentir a vida tão amarga? É o vosso Espírito que aspira à felicidade e à liberdade, mas ligado ao corpo que lhe serve de prisão, se cansa em vãos esforços para escapar. E, vendo que esses esforços são inúteis, cai no desânimo, fazendo o corpo sofrer sua influencia, com a languidez o abatimento e uma espécie de apatia, que de vós se apoderam, tornando-vos infelizes.
…………pensai que tendes a cumprir, durante vossa prova na Terra, uma missão de que já não podeis duvidar…………..E se, no curso dessa prova, no cumprimento de vosso tarefa, virdes tombarem sobre vós os cuidados, as inquietações e os pesares, sede fortes e corajosos para os suportar…….
 O Evangelho segundo o Espiritismo
Cap. V. ponto 25 –
A Melancolia

A melancolia é um alerta, tal como a tristeza, assim quem se demorar muito tempo em qualquer destas situações pode vir a sofrer distúrbios, sim porque pontualmente todos pudemos estar tristes ou melancólicos , sem que isso seja uma ameaça, não pudemos é deixar esses sentimentos perdurarem no nosso espírito, pois aí não vamos encontrar uma resolução para os nossos problemas, mas sim um agravamento dos mesmos com uma evolução para o campo da doença.
Também acontece o espírito encarnado prever alguma prova ou expiação, à qual se vai submeter , e tentando recuar, entra em depressão antecipadamente, pois que estando deprimido, não avalia os reais problemas, nem tenta resolvê-los, tornando-se assim a doença na fuga da resolução.
É preciso ter noção que o deprimido atrairá espíritos nessa mesma condição, os pensamentos dolorosos dos desencarnados vão facilmente se transferir para o encarnado, se o encarnado é frágil, facilmente o desencarnado o levará aos maus pensamentos, á ideia do suicídio.
Quando o individuo não sofre de angustias terrenas, mas se deixa influenciar pela parte negativa, sofre de depressão causada pela influencia espiritual, então terá que contar com ajuda espiritual, pois não haverá medicamento para sua doença, na terra. Os sintomas deste tipo de depressão, podem incluir todos os outros ou parte mas mais ainda, a confusão mental é muito grande, surgem os delírios, os sindromas de pânico(sensação de asfixia, suor frio, desmaio, medos infundados, não andar sozinho, medo do escuro etc.), audição de vozes, sintomas da  mediunidade não educada que podem afectar a vida social da pessoa, mas saiba , que pode e deve desejar a cura com todas as suas forças.

DEPRESSÃO

Joana de Ãngelis/Divaldo Pereira Franco

……….a depressão tem a sua génese no Espírito, que reencarna com alta dose de culpa, quando renteando no processo da evolução sob factores negativos que lhe assinalam a marcha e de que não se resolveu por liberar-se em definitivo.
Com a consciência culpada, sofrendo os gravames que lhe dilaceram a alegria intima, imprime nas células os elementos que as desconectam, propiciando em largo prazo, o desencadeamento dessa psicose que domina uma centena de milhões de criaturas na actualidade.






Se desejarmos examinar as causa psicológicas, genéticas e orgânicas, bem estudadas pela ciências que se encarregam de penetrar o problema, temos que levar em conta o Espírito imortal, gerador dos quadros emocionais e físicos de que necessita, para crescer na direcção de Deus

A depressão instala-se, a pouco e pouco, porque as correntes psíquicas desconexas que a desencadeiam, desarticulam, vagarosamente, o equilíbrio mental.



Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te em paz na área da afectividade com o pensamento em Deus.

Adestra-te, mentalmente, na resignação diante do que te ocorra de desagradável e não possas mudar.

Quando sitiado pela ideia depressiva, alarga o campo do raciocínio e combate o pensamento pessimista.
Açodado pelas reminiscências perniciosas, de contornos imprecisos, sobrepõe as aspirações da luta e age, vencendo o cansaço.



Quem se habilita na acção bem conduzida e dirige o raciocínio com equilíbrio, não tomba nas redes bem urdidas da depressão.
Toda vez que uma ideia prejudicial intentar espraiar-se nas telas do pensamento, obnubilando-te a razão, recorre à prece e à polivalência de conceitos, impedindo-lhe a fixação.




Agradecendo a Deus a bênção do renascimento na carne, conscientiza-te da sua utilidade e significaçao superior, combatendo os receios do passado espiritual, os mecanismos inconscientes de culpa, e produze com alegria.
Recebendo ou não tratamento especializado sob a orientação de algum facultativo, aprofunda a terapia espiritual e reage, compreendendo que todos os males que infelicitam o homem procedem do Espírito que ele é, no qual se encontram estruturadas as conquistas e as quedas, no largo mecanismo da evolução inevitável.(Mensagem extraída da obra “Receitas de Paz”).







A pessoa que tem tendência para a depressão ,deve rodear-se de força espiritual positiva, quer através da leitura, da meditação, dos catecismos espíritas, ou da interiorização como Espírito, da fé e da prece.
Toda a reforma intima, que o espiritismo preconiza, afasta o negativo, dá o conhecimento suficiente para evitar a depressão, pois esta ciência nos dá a perceber o porquê de tudo o que nos acontece, essa explicação, vai certamente proteger as nossas quedas em desabrigo espiritual.
Como ciência do Amor, o espiritismo, estuda e trata as doenças do Espírito, encontremos então algumas referencias importantes neste campo, dadas pelo Dr. Adenáuer Novaes.

…….nos casos de depressão com obsessão espiritual, recomenda-se que sejam tomadas as seguintes providencias:
1-tomar passes, a fim de adquirir energias curativas, aumentando o tónus vital;
2- leitura de paginas edificantes, que ampliem a auto estima;
3-utilizar-se sempre a oração, procurando ter uma maior confiança em Deus;
4-habituar-se à leitura do Evangelho no lar;
5-adoptar o perdão como uma norma intima, eliminando as magoas e compreendendo aqueles que lhe      são hosteis;
6-tornar-se uma pessoa mais auto determinada;
7-reavaliar o seu passado, eliminando culpas geradas pela própria ignorância;
8-ter mais coragem para enfrentar o mundo;
9-aprender a fechar ciclos mal resolvidos;
10-ir em busca da própria espiritualidade;
11-administrar as perdas que ocorrem na vida;
12-unir-se ao divino em si.



No desejo de melhorar, virão companhias espirituais positivas, todos os bons espíritos desejam o seu bem, não esqueça que tratar do espírito é tratar de si, não pode hesitar em pedir ajuda, não pode esconder de si próprio que algo não está bem, não pode fugir de tudo aquilo que lhe diz respeito, como ser único, Espírito no universo, e homem na terra, porque fugindo, vai estar abrigando, todo o processo de desenvolvimento da doença.
Toda a doença tem seu processo de cura, a depressão é uma doença do foro psicológico, como tal temos que tratar do espírito, para a combater, procurar ajuda do medico para os transtornos físicos, que possam surgir, muito acontece ser necessário um protector gástrico, pois durante a depressão, o excesso de acidez maltrata os tecidos do estômago, um simples analgésico para a dor de cabeça, um simples calmante pode ajudar a conciliar o sono, mas toda esta prescrição será apenas pontual e como coadjuvante do tratamento espiritual.

…..”Se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem”
(O Evang. Segundo o Espiritismo – Allan Kardec—introduçao—item XIX)



Sempre que possa, ande a pé, enquanto caminha, faça sua meditação, faça sua introspecção,
perceba o que o faz infeliz, e ao ritmo de seus passos entoe uma oração, mesmo cantada, com muita fé, abra seus olhos durante o passeio e tente decifrar Deus em todas as coisas, repare nas cores, nos sons, nos movimentos que o acompanham, e como a meditação é boa companheira, vai ver que não está só; ao terminar sua caminhada, vai sentir mais esperança , mais vida, vai sentir que tudo è possivel, depois é só fazer esta caminhada terrena, da mesma forma.


(UM CONSELHO AMIGO)




A DEPRESSAO NA VISÃO ESPIRITA

RESUMOS E CONCLUSÃO

A DOENÇA

A depressão está quase sempre ligada a sentimentos comuns tal como a tristeza, a insegurança, a desesperança,,o Dr Wilson Ayub Lopes ,esquematiza o processo da seguinte forma:

1 – Erro» Consciência»Arrependimento»Tristeza»Reparação

2 – Erro» Consciência» Culpa»-remorso(ideia fixa)»depressão

O primeiro caminho é meio natural do nosso aperfeiçoamento. Uma vez tomando consciência de nossas imperfeições e erros cometidos, empreendemos o processo de regeneração através de lições reparadoras.
De outra maneira, se ao invés nos motivarmos a nos recuperarmos, nós nos abatermos, com sentimento de desvalia, de auto-punição, e permanecermos atrelados ao passado de erros, com ideias fixas e auto obsessivas, nós estaremos caminhando para o estado de depressão, que é improdutivo no sentido de nossa evolução.

Outra condição, a melancolia, ânsia frustrada  do Espírito que almeja a liberdade.

Medo e insegurança, causados pela doença do nosso planeta.

Perda de sintonia com a Fonte Divina de Energia Vital, onde vai perder energia, e afastar o acesso da Espiritualidade Maior.

Quando perde a capacidade de se amar e de amar os outros, cria o vazio ou doença, perde a percepção do amor que recebe.

Fuga às provas terrenas, não questionando sequer a resolução dos problemas.

TRATAMENTO


-Redenção ao Amor Divino, com melhoria progressiva na auto estima, e no bem amar.

Descoberta da paz interior, através do auto perdão, e da meditação.

Leitura edificante., passes, ,evangelho no lar, oração e prece..

Manter-se positivo, alegre, feliz, despertar a criança que há em si.

Praticar exercício físico e exercício mental.

Ter consciência do Eu Universal, como ser infinito, criado por um Pai de Amor.

Finalmente, amar com todas as forças, .doando e recebendo amor.


Doando, recebemos, por isso não esqueça de dar…um sorriso.um pedaço de pão, um conselho, um carinho, um olhar para a Criação Divina, repare n’Aquele que está sempre presente na sua vida, aliviando suas perdas e sofrimentos, e cumpra Sua maior Lei, a Lei do Amor.


CONFORTO ESPIRITUAL


Dizes que sofres angústias
Até mesmo quando em casa,
Que a tua dor extravasa
Nas cinzas da depressão.
Que não suportas a vida,
Nem te desgarras do tédio,
O fantasma, em cujo assédio
Afirma que tudo é vão.
Perto da rua em que moras
Há uma viúva esquecida,
Guarda o avô quase sem vida
E três filhinhos no lar;
Doente, serve em hotel,
Trabalha na rouparia.
Busca o pão de cada dia,
Sem tempo para chorar.
Não longe triste mulher,
Num cubículo apertado,
Chora o esposo assassinado
Que era guarda de armazém...
Tem dois filhinhos de colo.
Por enquanto, ainda não sabe
O que deve fazer da existência.
Espera pela assistência
Dos que trabalham no bem.
Um paralítico cego,
Numa esteira de barbante,
Implora mais adiante
Quem lhe dê água a beber...
Ninguém atende... Ele grita,
Na penúria que o consome,
Tem sede e febre, tem fome,
Sobretudo quer morrer.
Depressão? Alma querida,
Se tens apenas tristeza,
Se te sentes indefesa,
Contra a mágoa e dissabor,
Sai de ti mesma e auxilia
Aos que mais sofrem na estrada.
A depressão é curada
Pelo trabalho do amor.
 
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Dádivas de Amor. Ditado pelo Espírito Maria Dolores









A NOSSA PRECE



Senhor , Te agradecemos a possibilidade de poder escrever estas paginas, te agradecemos
a nossa criação com o sintoma da inteligência, que nos permite, aprender e apreender tudo o que nos rodeia, te agradecemos o facto de ter nossas mãos como instrumentos, com que podemos escrever, nossos olhos para que possamos ler a palavra escrita, Te agradecemos enfim, todos os meios, que são postos à nossa disposição, para que o ensino e a aprendizagem se façam em todos os trilhos do Universo.

Aqui fica a nossa prece, por todos os que sofrem:


Senhor Jesus Te pedimos com humildade, serenidade e paz para todos os sofredores, possam seus corações bater ao ritmo de Teu Ensinamento, Alivia Senhor, os enfermos destas doenças, que dominam a Terra neste momento tão difícil da transformação.
Senhor, Te rogamos auxilio para a compreensão de todos os doentes, da Tua Infinita misericórdia,
Possa Tua luz, aquecer seus sentidos famintos da sanidade.
Te pedimos a Iluminação, para todos os que nos socorrem na doença, para que nessa hora, incorra a vontade divina, e seja aliviado o sofredor, pelas mãos terrenas cheias da Tua bondade.
Te pedimos Senhor, pelo entendimento, da Tua Cura, pois ès Tu o melhor médico das almas.
Te pedimos bravura e persistência para todos os que intentam na cura, para todos os enfermos desanimados, para todos os sofredores da dor, da angustia, da solidão, da tristeza, possam seus olhos se abrir para encontrar a Tua Palavra, pois muitos Te desconhecem, perdendo todas as faculdades da fé e da cura.
Dai Senhor resignação na doença, paz no coração e perseverança no conhecimento Divino, pois só assim poderão os doentes do corpo ou do espírito, adquirir os meios da cura.
Dai Senhor da tua força àqueles, que na investigação e na ciência descobrem os tratamentos do corpo, discernimento àqueles que os administram, e fé a todos os que deles precisam.
Dai Senhor, o poder de ouvir os Teus ditos a todos os que não podem ver, de lerem Tuas palavras, todos os que não podem ouvir, de percebermos a interrogação muda dos que não podem falar, para que todos os doentes da Humanidade possam saber que a maior cura está em Ti, que a verdadeira felicidade não encontra aqui, mas que a nossa passagem por cá e uma lágrima no Oceano do Universo que nos aguarda.


Muita Paz.






Material de consulta:
O Evangelho Segundo o Espiritismo
O Livro dos Espíritos
Revista Verdade e Luz
Livros vários (mencionados no texto)
Paginas da Web (diversas, referentes à visão espírita, dos temas abordados)


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Novembro de 2008, 17:35
Olá

São excelentes os conselhos que nos dás, neste trabalho muito bem feito.

Contudo, estou convencido que a maior parte das pessoas que sofre de depressão nos dias de hoje, estão assim porque não sabem como hão-de fazer para se sutentar e sustentar as suas familias. Em regra, é quando falta o dinheiro que as pessoas entram em depressão.

Uma pessoa pode ainda estar numa excelente situação na vida, depois de ter tido que baixar significativamente o seu nivel de vida. Neste caso não se justificaria nada a depressão (embora ninguém faça de propósito para a ter, óbviamente), mas ela acontece. Que fará quando há mesmo problemas graves de dificl resolução?

Nos casos de uma pessoa não estar a encontrar mesmo soluções para ter o minimo indispensável (comida para o sustento do corpo, roupa para vestir, um tecto sob o qual morar, etc.), porque perdeu os meios de sustento que tinha, já é mais dificil evitar a depressão. Quem é que se resigna a esta situação? Todos tentam, a todo o custo, ultrapassá-la. Mas muitos chegam a um ponto que perdem a força para lutar.

Todos os conselhos preventivos que recomendas são importantissimos. Pois através deles pode-se, talvez, evitar a depressão. Contudo, depois dela vir a sério, não há controle. Só os medicamentos a controlam. Não conheço ninguém que tenha saido de uma depressão sem medicamentos.

As solicitações da vida podem ser mesmo muito fortes. Há situações em que  é muito fácil, quase inevitável, cair em depressão. Onde estão os valentes sem meios de sustento? E quando uma pessoa perde o emprego a partir dos 40, 45? E quando uma pessoa tem limitações fisicas de saude que a impedem de trabalhar e angariar o sustento?

Gostava de ter uma fórmula mágica para dar às pessoas que entram em depressão por motivos fortes. Mas não tenho. As nossas palavras entram por um ouvido e saem por outro. Quando os problemas deles são reais e nós não somos capazes de os resolver, primeiro que tudo aconselho o médico e depois, quando a pessoa já está melhor, então posso então conversar com ela. Estarei errado na forma de olhar para a depressão?

bem hajas
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 12 de Novembro de 2008, 18:35
Citar
Contudo, estou convencido que a maior parte das pessoas que sofre de depressão nos dias de hoje, estão assim porque não sabem como hão-de fazer para se sutentar e sustentar as suas familias. Em regra, é quando falta o dinheiro que as pessoas entram em depressão.
- Vitor Santos

Eu não penso que a falta de dinheiro seja o principal motivo da depressão. É certamente um dos motivos, mas não o principal. Sei que existem pessoas que têm dinheiro em abundância e andam sempre deprimidas. Existem pessoas riquissimas que se suicidam. Por outro lado nos países onde se morre de fome (tipo Etiópia), nem sequer se houve falar em depressão. As pessoas estão tão ocupadas em ganhar o pão de cada dia que nem sequer têm tempo para andar deprimidas.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Novembro de 2008, 18:47
Olá Carlos

Tu tens razão ao dizer que há muitas pessoas ricas com depressão. Eu concordo que o dinheiro é um dos factores e não o único factor.

O que eu quero dizer é que o forte surto de depressão que se vive nos dias de hoje, tem muito a haver com dificuldades económicas. À parte disso, sempre ouve pessoas depressivas.

As pessoas que estão em condições muito dificeis (fome, miséria) não têm direito a psiquiatra. Por isso não contam para os números. Contudo isso não quer dizer que essas pessoas sejam felizes e que não passem momentos de grande tristeza e angustia. Eu prefiro ter o minimo, mesmo com depressão, do que passar fome, mesmo sem depressão.

Há aqui uma diferença fundamental a salientar. Aquele que nunca teve nada, não sente perda. Só sentimos perda se perdemos algo que tinhamos para perder. Todos gostam de subir económicamente, mas ninguém gosta de descer.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 12 de Novembro de 2008, 19:05
Citar
Eu prefiro ter o minimo, mesmo com depressão, do que passar fome, mesmo sem depressão.
- Vitor Santos
Quando se tem o minimo já se tem alguma coisa e há quem não tenha nada. Por isso quem tem o essencial não deve andar deprimido.
Faz-me lembrar o ditado "andava triste por não ter sapatos até que ao virar uma esquina encontrei um homem sem pernas".  
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 12 de Novembro de 2008, 19:22
Citar
Eu prefiro ter o minimo, mesmo com depressão, do que passar fome, mesmo sem depressão.
- Vitor Santos
Quando se tem o minimo já se tem alguma coisa e há quem não tenha nada. Por isso quem tem o essencial não deve andar deprimido.
Faz-me lembrar o ditado "andava triste por não ter sapatos até que ao virar uma esquina encontrei um homem sem pernas".  
Perguntaram um dia a Chico Xavier:
Chico na sua opinião como é o Homem rico na terra!Na minha opinião,o Homem mais rico,é aquele que tem menos necessidade.

SAUDAÇÕES FRATERNAS :)
CANCELA
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: LUISA em 12 de Novembro de 2008, 23:15
oi Vitor, eu sei do que voce esta a falar, eu tive depressao grave, com tudo o que voce sabe pode envolver, mas eu nao tomei medicamentos, sabe como eu me curei?
um dia farta de recorrer a medicos, fazia ja seis mese que eu nao dormia nem comia(perdi 18 kilos em tres meses)eu entrei numa consulta de neuroses, e a medica me disse:-Escusa de pensar que sai daqui curada, porque aqui nunca ninguem se curou..eu saí do hospital, a chorar, dando pontapes em tudo o que encontrei e quando reparei, eu estava num autocarro(eu tinha deixado de andar de transportes pois tinha crise de panico), daí eu compreendi, que essa cura só seria possivel em mim, na minha mente e com ajuda divina, eu só pensava em suicidio, ela se instalou sorrateira, eu tinha uma vida normal, um dia fiquei triste, depois outro e assim fui ficando até ao limite,mas meu querido eu trabalho em farmacia, e 45% das receitas sao medicamentos para a depressao, você sabia que na America ate os caes tomam prozac?é verdade que tem o problema do dinheiro, mas mais insatisfeito é aquele nem tem grandes faltas, muitas vezes me dizem:eu não percebo, está tudo bem, não tenho problemas, como vim parar aqui?eu olho as receitas e por vezes estremeço, conheço-as de cor, as doses sao cada vez mais altas, o problema não está na medicaçao, está na medicalizaçao, hoje tem comprimido para tudo, para chorar, para não chorar, para dormir, para acordar, e sempre que tem um problema(mesmo pequeno)já tem um comprimido, e essa parte importante, que é lidar com emoções vai se extinguindo, dao até anti depressivo para emagrecer, porque é um dos efeitos secundarios, e depoi vem a dependencia..mas voltando à parte espiritual´a depressao é um assunto que eu trato com muito carinho, porque sei a influencia de nos afinizar-mos com essa faixa vibratória,o meu noivo se matou com depressao, por isso eu penso...vale mais nem chegar perto desses pensamentos, se puder passar sem o medicamento, nem tome logo, a prece ajuda muito,(má propaganda à farmacia)tenho trazido muita gente ao espiritismo, com esses conselhos, nem leve a mal esta resposta, eu tambem vivencio esses problemas tos os dias, mas temos que tentar afastar as mas sintonizações, voce nao acha?
ajuda-me  a corrigir essas deduçoes que eu faço
um abraço de luz
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: depassosleves@hotmail.com em 13 de Novembro de 2008, 13:06
   Prezado irmão Vitor


     Ainda não consigo entender a tua lin ha de raciocinio referente a depressão e o suicidio...
     Pelo q tenho notado, e com seu imenso perdão, esta vc a querer impugir sempre em terceiros elementos a causa dfa depressão, mas nunca a assumi-la como a doença q vem se alastrando em todas as classe sociais de nossa modernidade, que inevitavlmente, dependo do grau  pode levar o ser a cometer oq talvez para vc seja um ato de covardia ou rebeldia.
     Não estou aqui a querer  dizer q sei melhor ou sou mais q vc, pode ser q sua cultura e conhecimento seja muito mais ampla q a minha... mas, em estudos mais apreciaveis ficou constato q ate as crianças vem sofrendo desta doença, a depressão. E como colocar bens ou posse, miserias ou flagelações, em mentes q ainda estão a despertar para o mundo?
     Meu irmãao, com toda franqueza de meu espirito, afianço para ti q sou portador da eplepsia cronica, e não foi fácil aceitar tal fato, independente de qualquer posição q me encontro... e como complemento, quiz a misericordia divina, que eu enfrentasse um longo periodo d depressão profunda, onde nada mais encontrando encanto, gerei a crise do panico, e meu irmão, foram 3longos anos de ausencia e luta comigo mesmo, onde busquei amparo na doutrina q professamos...
     E hj mais recomposto, ainda sentindo seus efeitos, e q afianço  para ti como para qualquer um que é sim a Depressão uma doença, longe de elementos terceiros, q tem como consequencia pensamentos destrutivos e negativos, abrindo portas para irmão mais inferiores e m processos de vampirização ou obsessão.
     Carissimo irmão em Cristo, acredite, tenha certeza de q a Depressão e sim uma doença, e longe de querr explica-la, classifica-la, rotula-la, e necessario q empenhamos nossos esforços e amor em auxilio dos que necessitam, assim como nosso Mestre fez, alegando q os sãos não te necessidade de medicos...
     Espero q vc, meu irmão, guarde isto como uma palavra amiga, de alguem q ja o tem como amigo e ora por seu bem estar....


                                                         Abraços frterno
                                                           em nome do Cristo


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Novembro de 2008, 16:50
Olá Luisa

Fico muito satisfeito por encontrar pessoas com força suficiente para se curar da depressão sem medicamentos. Você é um bom exemplo, que todos anseiam por conseguir seguir.

Contudo nem todas as pessoas são capazes de tal proeza. Você própria dá o exemplo do seu noivo que se suicidou.

Se a pessoa não tem a força que você teve, não será preferivel tomar medicamentos (quando se está numa situação em que já se atingiu um estado depressivo sério) a suicidar-se? Não será você a excepção que se está a tomar pela regra?

Eu não sou profissional da área de saúde. Tudo o que digo é função da minha experiência pessoal e da convivência com pessoas depressivas. Os profissionais de saúde, entre os quais psiquiatras (até os ditos espiritas), receitam anti-depressivos. Sigo as instruções dos profissionais e acredito no que eles dizem.

Concordo que os medicamentos desta área não curam. Eles simplesmente nos dão a possibilidade de ter ânimo suficiente para, no entretanto, resolvermos os nossos problemas. Há casos em que as pessoas conseguem aproveitar essa "injecção de ânimo" e recuperar e há outros em que não, por isso são doentes crónicos.

depassosleves
 
Como eu já disse antes, concordo que nos devemos prevenir contra a depressão. Devemos ter leituras edificantes, evitar muita exposição aos meios de comunicação social, que hoje em dia são autênticos geradores de pessimismo e medo, pois valorizam sempre muito mais as noticias negativas em detrimento das noticias negativas, etc.

Acredito que nos podemos esforçar por não chegar à depressão. E, se não o fazemos, a depressão é sempre consequência do que fizemos ou de que não fizemos e deviamos ter feito, quer estejamos conscientes ou inconscientes disso.

No entanto, após chegados ao estado de depressão, estamos doentes.

Que há espiritos que se aproveitam disso para nos atacar, isso parece-me que é um facto.

A doença depressiva leva-nos a ver tudo de forma muito negra e a não ter força para reagir. Desta forma, ao dirigir-se a um depressivo e dizer: - tens que ter força, é quase o mesmo do que chegar junto de uma pessoa atada com cordas e dizer que ela tem de ter força para se mexer e andar.

O facto de termos tido culpa ou não termos tido culpa, depois de estarmos doentes, pouco ou nada me interessa. Depois de estarmos doentes, temos de nos curar. O depressivo, em regra, já se auto-culpa. Não é preciso lembrá-lo disso a toda a hora.

Ser caridoso com o depressivo é ajudá-lo a curar-se, não a aumentar ainda mais a sua auto-culpa. Aliás como acontece em qualquer doença. As pessoas até podem ter contribuido para a sua doença, mas ninguém, eu seu juizo perfeito, quer estar doente e sofrer. Não vamos negar aos ricos nem aos pobres a cura. Se os hospitais não deixassem entrar aqueles que têm culpa das suas doenças ficavam quase vazios.

Olá Carlos

Aceito que devemos olhar sempre para quem está pior do que nós, no sentido de  dar valor aos bens que temos e não nos sentirmos deserdados.

Mas isso não quer dizer que não lutemos para estarmos melhor. As doenças, limitações e problemas das outras pessoas não me consola. Pelo contrário, são um motivo de preocupação. Eu gostava que toda a gente estivesse bem, mesmo quem tem culpa dos seus males.

Posso mobilizar-me para ajudar a reverter ou a minimizar os problemas alheios ou não. Mesmo que quer ajudar tem, em regra, que criar prioridades, pois raramente se pode chegar a todo o lado. Mas substimar os problemas alheios não me parece uma atitude certa. Possa ou não ajudar, não me cabe criticar, julgar ou condenar ninguém.

Se existe dor, a pessoa sofre. A não ser que se trate de pessoas que estão a fingir deliberadamente que têm dores e não as têm. Isso já é outro caso (mas tb. é sinal de que a pessoa tb não é psiquicamente saudável).

Deixo aqui uma passagem do Evangelho que ilustra o que quero dizer:

Citar
27. Deve alguém por termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso?

Já vos temos dito e repetido muitíssimas vezes que estais nessa Terra de expiação para
concluirdes as vossas provas e que tudo que vos sucede é conseqüência das vossas existências anteriores, são os juros da divida que tendes de pagar. Esse pensamento,
porém, provoca em certas pessoas reflexões que devem ser combatidas, devido aos funestos efeitos que poderiam determinar.

Pensam alguns que, estando-se na Terra para expiar, cumpre que as provas sigam seu
curso. Outros há, mesmo, que vão até ao ponto de julgar que, não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas, tornando-as mais vivas. Grande erro. E certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus; dar-se-á, porém, conheçais esse curso? Sabeis até onde têm elas de ir e se o vosso Pai misericordioso não terá dito ao sofrimento de tal ou tal dos vossos irmãos: "Não irás mais longe?" Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira? Não digais, pois, quando virdes atingido um dos vossos irmãos: "E a justiça de Deus, importa que siga o seu curso. Dizei antes: "Vejamos que meios o Pai misericordioso me pôs ao alcance para suavizar o sofrimento do meu irmão. Vejamos se as minhas consolações morais, o meu amparo material ou meus conselhos poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais energia, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer que cesse esse sofrimento; se não me deu a mim, também como prova, como expiação talvez, deter o mal e substitui-lo
pela paz."
Ajudai-vos, pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos
considereis instrumentos de tortura. Contra essa idéia deve revoltar-se todo homem de
coração, principalmente todo espírita, porquanto este, melhor do que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. Deve o espírita estar compenetrado de que a sua vida toda tem de ser um ato de amor e de devotamento; que, faça ele o que fizer para se opor às decisões do Senhor, estas se cumprirão. Pode, portanto, sem receio, empregar todos os esforços por atenuar o amargor da expiação, certo, porém, de que só a Deus cabe detê-la ou prolongá-la, conforme julgar conveniente.
Não haveria imenso orgulho, da parte do homem, em se considerar no direito de, por
assim dizer, revirar a arma dentro da ferida? De aumentar a dose do veneno nas vísceras
daquele que está sofrendo, sob o pretexto de que tal é a sua expiação? Oh! considerai-vos sempre como instrumento para faze-la cessar. Resumindo: todos estais na Terra para expiar; mas, todos, sem exceção, deveis esforçar-vos por abrandar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade.

- Bernardino, Espírito protetor.
(Bordéus, l863.)


bem hajam
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Gigii em 13 de Novembro de 2008, 17:14
O que é o suícidio? Interrupção abrupta da própria vida?

Alguns companheiros referiram que o mau uso do corpo, os excessos viciantes, os pensamentos desregados podem provocar a antecipação (se é que isso é possível) ou o agravamento do sofrimento fisico que leva ao desgate do corpo, e consequentemente a morte fisica.

Isso é ou não suícidio também? Se é temos um problema: somos todos potenciais suicidas!

A segunda questão que me assalta como possivelmente polémica é "se ninguém morre antes do tempo",  (ver L.E.) e se "nenhum cabelo cai sem o conhecimento do Pai que está nos céus" (ver E.S.E.), como fica a questão do suícidio?

A terceira é ainda mais problemática: não será o suicidio apenas mais uma forma de "morte", sendo o que a distingue é a falta de resistencia moral perante as provas?

Por último (esta vai ser mote de discussão) se escolhemos (porque temos L.A.) a vida, suas provas, não escolhemos como iremos "morrer"? Ou podemos escolher e depois mudar tudo de repente...Isto deve dar uma confusão danada...porque se de repente começam todos a mudar os seus projectos de vida, como fica a organização universal dos espiritos?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Novembro de 2008, 17:45
Olá

Citar
Alguns companheiros referiram que o mau uso do corpo, os excessos viciantes, os pensamentos desregados podem provocar a antecipação (se é que isso é possível) ou o agravamento do sofrimento fisico que leva ao desgate do corpo, e consequentemente a morte fisica.

Desde que estejamos cientes do que estamos a fazer é suicidio. Senão é errar por falta de conhecimento de como fazer melhor.

Citar
A segunda questão que me assalta como possivelmente polémica é "se ninguém morre antes do tempo",  (ver L.E.) e se "nenhum cabelo cai sem o conhecimento do Pai que está nos céus" (ver E.S.E.), como fica a questão do suícidio?

Deus permite a nossa liberdade, logo permite o suicidio, tal como permite o que fazemos de bem. Nada é feito que não seja permitido e não possa ser previsto por Deus. Isso também está escrito no Livro dos Espiritos.

Citar
Por último (esta vai ser mote de discussão) se escolhemos (porque temos L.A.) a vida, suas provas, não escolhemos como iremos "morrer"? Ou podemos escolher e depois mudar tudo de repente...Isto deve dar uma confusão danada...porque se de repente começam todos a mudar os seus projectos de vida, como fica a organização universal dos espiritos?

Pode haver livre-arbitrio na escolha do corpo em vamos reencarnar. A partir do reencarne, também temos poder de decisão, embora dentro das limitações impostas pelo organismo e pelas circunstâncias exteriores, quer fisicas quer espirituais. Senão, durante o reencarne éramos máquinas biológicas programadas à partida. Não havia mérito nem demérito pelo bem ou pelo mal feito. A reencarnação servia para quê?

O L.Espiritos diz tb:

Citar
Objetivo da encarnação

132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é
expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada minuto, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.

133. Têm necessidade de encarnação os Espíritos que, desde o princípio, seguiram
o caminho do bem?

“Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida
corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos,
conseguintemente sem mérito.”


Bem hajas
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: aruanda em 14 de Novembro de 2008, 19:59
Citar
Acredito que nos podemos esforçar por não chegar à depressão. E, se não o fazemos, a depressão é sempre consequência do que fizemos ou de que não fizemos e devíamos ter feito, quer estejamos conscientes ou inconscientes disso.

Concordo em absoluto. Sempre somos os " culpados" pelo que nos acontece.

Citar
No entanto, após chegados ao estado de depressão, estamos doentes.

E, quando chegamos a este ponto , precisamos de um médico. Podemos e devemos ajudar com tratamento espiritual mas, um não é impeditivo do outro e, quem disser isso está  a cometer um terrível engano que pode ter consequências desastrosas.

Citar
Que há espíritos que se aproveitam disso para nos atacar, isso parece-me que é um facto.

Absolutamente. E, aqui entra o nosso conhecimento espiritual. Se estivermos mais forte com ajuda médica, mais facilmente percebemos as influencias negativas,como é obvio.

Citar
A doença depressiva leva-nos a ver tudo de forma muito negra e a não ter força para reagir. Desta forma, ao dirigir-se a um depressivo e dizer: - tens que ter força, é quase o mesmo do que chegar junto de uma pessoa atada com cordas e dizer que ela tem de ter força para se mexer e andar.

Esse é um dos erros muito comuns. Realmente todos temos forças , apenas em alguns momentos da nossa vida, precisamos ser ajudados porque não encontramos essas forças e, acreditar que falar dessa forma para alguém com depressão é o caminho...é  unicamente falta de bom senso e caridade.

Citar
O facto de termos tido culpa ou não termos tido culpa, depois de estarmos doentes, pouco ou nada me interessa. Depois de estarmos doentes, temos de nos curar. O depressivo, em regra, já se auto-culpa. Não é preciso lembrá-lo disso a toda a
 hora.

Pois ,Vítor, tocaste no ponto. As vezes temos a mania que somos todos psicólogos e, em vez de ajudar estragamos. por isso, é importante que se reflicta bem o que se  escreve até porque muita gente nos lê e, não podemos nem devemos passar a mensagem que "medicação" não serve para nada..isso pode ser grave. A medicação na hora certa e na dose certa é tão importante como o resto.

penso que uma boa dose de bom senso, como o Vítor transmite é o mais importante.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: depassosleves@hotmail.com em 15 de Novembro de 2008, 12:49
     Não posso me furtar a uma observação clara e logica q me foi feita ha muito tempo por um espirita de inteligencia clara e raciocionio coerente. Se acaso há medicos e prq ainda necessitamos deles como de toda medicação q ajude a equilibrar nosso organismo.
Senão n haveria necessidade de doenças e nem de medicos.
     Quando nos referimos a qualquer assunto, e necessario q antes de tudo nos julguemos, meçamos o valor de nossas palavras eo beneficio ou maleficio q podera ocasionar. Dizer q isto e bom ou ruim e experiencia de nosso foro intimo q cabe somente a nos e não a terceiros, pois cada caso e um caso e como tal sempre requerera medidas divergentes q leve ao equilibrio psico emocional do ser como individuo e querer impugir a ele nossas experiencias pessoais e cometer grave erro, que no uso de nosso livre arbitrio teremos q responder por tal atitude.
     Ate mesmo o apostolo Tiago quando difamava Judas em seus propositos inferiores
apos a crucificação do Mestre, sendo reprendido espiritualmente dele nasceu a mais bela epistola quando adverte q "falar é prata, saber ouvir é ouro".
     Sendo assim, e necessario q analisemos cada caso exposto, cada necessidade colocada e cada pensamento q demonstre algum momento de instabiliodade emocional antes de pronunciarmos qualquer sentença, para q em futuro proximo não venhamos a nos arrepender do q foi dito ou colocado.


                                                         Abrçs fraterno deste irmão em Cristo


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: evandroespindola em 15 de Novembro de 2008, 15:25
Citar
Acredito que nos podemos esforçar por não chegar à depressão. E, se não o fazemos, a depressão é sempre consequência do que fizemos ou de que não fizemos e devíamos ter feito, quer estejamos conscientes ou inconscientes disso.

Concordo em absoluto. Sempre somos os " culpados" pelo que nos acontece.

Citar
No entanto, após chegados ao estado de depressão, estamos doentes.

E, quando chegamos a este ponto , precisamos de um médico. Podemos e devemos ajudar com tratamento espiritual mas, um não é impeditivo do outro e, quem disser isso está  a cometer um terrível engano que pode ter consequências desastrosas.

Citar
Que há espíritos que se aproveitam disso para nos atacar, isso parece-me que é um facto.

Absolutamente. E, aqui entra o nosso conhecimento espiritual. Se estivermos mais forte com ajuda médica, mais facilmente percebemos as influencias negativas,como é obvio.

Citar
A doença depressiva leva-nos a ver tudo de forma muito negra e a não ter força para reagir. Desta forma, ao dirigir-se a um depressivo e dizer: - tens que ter força, é quase o mesmo do que chegar junto de uma pessoa atada com cordas e dizer que ela tem de ter força para se mexer e andar.

Esse é um dos erros muito comuns. Realmente todos temos forças , apenas em alguns momentos da nossa vida, precisamos ser ajudados porque não encontramos essas forças e, acreditar que falar dessa forma para alguém com depressão é o caminho...é  unicamente falta de bom senso e caridade.

Citar
O facto de termos tido culpa ou não termos tido culpa, depois de estarmos doentes, pouco ou nada me interessa. Depois de estarmos doentes, temos de nos curar. O depressivo, em regra, já se auto-culpa. Não é preciso lembrá-lo disso a toda a
 hora.

Pois ,Vítor, tocaste no ponto. As vezes temos a mania que somos todos psicólogos e, em vez de ajudar estragamos. por isso, é importante que se reflicta bem o que se  escreve até porque muita gente nos lê e, não podemos nem devemos passar a mensagem que "medicação" não serve para nada..isso pode ser grave. A medicação na hora certa e na dose certa é tão importante como o resto.

penso que uma boa dose de bom senso, como o Vítor transmite é o mais importante.

poderia trocar culpado por responsavel
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: L em 15 de Novembro de 2008, 15:28
Segundo o livro céu e inferno de Allan kardek, o suicido é um martírio para os que comentem. Basta observar os relatos dos suicidas  no capitulo V do céu e inferno.

A colega Aruanda  você disse que o “suicido não é ato de covardia mas sim desespero”.

Mas segundo as observações do Céu e inferno diz : “(...) o homem não tem o direito de dispor de sua vida, porque lhe foi dada em vista dos deveres que deveria cumprir na Terra , e pos isso não deve abrevia-la voluntariamente sob nenhum pretexto. Como tem o livre arbítrio, ninguém pode impedi-lo, mas sofrerá sempre as conseqüências. O SUICIDO MAIS SEVERAMENTE PUNIDO É AQUELE QUE SE CUMPRE PELO DESESPERO, TENDO EM VISTA LIVRAR-SE DAS MISERIAS DA VIDA, SENDO ESTAS MISERIAS AO MESMO TEMPO PROVAS E EXPIAÇÕES, SUBTAIR-SE DELAS É RECUAR DIANTE DA TAREFA QUE ACEITARA (...)” (Céu e inferno – cap. V - suicidas -  pagina 262). Sugiro que você leia este capitulo, ele é muito esclarecedor.
Muita paz...

Caro Vitor Santos.[/color]

Você fala da depressão, mas veja bem, a maioria de nós estamos neste planeta para passar por uma expiação ou uma prova, e em geral nos solicitamos passar pelas dificuldades, então num dado momento resolvemos, por covardia ou desespero, abreviar nossa vida, ou seja, quebramos o compromisso que assumido no plano espiritual antes de reencarnar.
O grande problema, é que no caso dos suicidas, além que eles não honrarem o compromisso assumido, eles ainda contraem mais débitos.
(Céu e inferno – cap. V - suicidas -  pagina 262). Sugiro que você leia este capitulo, ele é muito esclarecedor.
Muita paz...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Patty em 15 de Novembro de 2008, 16:35
Amigos,

Eu acredito que ainda existam muitas dúvidas em relação a interpretação do  suicídio com base na doutrina espírita, mesmo porque pelo que observei, todos aqui possuem conhecimento na doutrina e existem opiniões diversas sobre o assunto em estudo.

Como já disse em outro post, sou apenas uma iniciante na doutrina, meus conhecimentos ainda são incompletos, mas posso afirmar aqui que muitos estão enganados sobre o suicídio.
Percebi que vários amigos denominam o suicídio como um ato de "covardia" ou "fuga" dos nossos sofrimentos causados pela doença, ou até mesmo um ato de egoísmo.

Digo a todos aqui, que no meu caso, quando estava em crise crônica eu cheguei a pensar em dar fim na minha vida, mas sabem por que? Não foi em momento algum para acabar com o meu sofrimento e sim para que o sofrimento da minha família e dos meus amigos tivessem um fim. Não pensava em mim, pensava nos outros.

E além disso, vale ressaltar que eu não estava em um estado normal, como alguém pode julgar o ato do outro nessa condição? Ainda assim eu pagaria por isso? Não é injusto?

Gostaria da opinião de vocês, eu conheço a prática do assunto (depressão) e alguns de vocês a  prática e teoria da doutrina espírita e acredito que ambos são importantes para chegar em alguma conclusão com bom senso e sem pré julgamentos sem ter passado pelo problema aqui discutido.

Obrigada.

Paz e Bem a todos !
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: L em 15 de Novembro de 2008, 16:50
Caro Vitor Santos.......

Lembre-se sempre, que ao reencarnar escolhemos nossas provas e expiações, (são poucos os casos de reencarnação compulsoria), portanto uma depressão implica em tratamentos medicos e espirituais, que muito resolvem, mas nada, nada mesmo justifica o suicidio...

Muita paz.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Patty em 15 de Novembro de 2008, 17:02
Amiga Lúcia Rosa

Apesar do seu post ter como destinatário o nosso amigo Vitor, gostaria de comentá-lo.
Quando você cita nada justifica o suicídio...eu concordo plenamente, mesmo porque acredito que ninguém está procurando justificativas e sim entendimento sobre o assunto.

Mesmo sabendo que ao reencarnar escolhemos nossas provas e expiações, não temos absolutamente nenhuma lembrança sobre esse fato, o que nos torna um tanto quanto vulneráveis a esse respeito. Mas a resposta que procuro na doutrina é a seguinte:

Como podemos responsabilizar a pessoa que comete tal ato, se a mesma não está em seu estado normal?

"Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.

Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena".

_Chico Xavier_

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: L em 15 de Novembro de 2008, 19:10
Querida Patty.. boa tarde!!

Boa pergunta a sua... vou pensar um pouco, pesquisar e depois te respondo ok?

Abraços fraternos...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Novembro de 2008, 21:57
Olá Lucia Rosa

Citar
Lembre-se sempre, que ao reencarnar escolhemos nossas provas e expiações, (são poucos os casos de reencarnação compulsoria), portanto uma depressão implica em tratamentos medicos e espirituais, que muito resolvem, mas nada, nada mesmo justifica o suicidio...

Julgo que todos estamos de acordo que o suicidio não se deve praticar e que, sendo praticado de forma consciente e voluntária, é extremamente negativo para quem o comete. Concordo que nada justifica o suicidio voluntário e consciente.

Já em relação a pessoas que estão em estados mentais em que perdem o juizo e vêem a realidade milhares de vezes pior do que ela é, se é que esses estados existem (julgo que sim), a justificação é o estado mental da pessoa. Pode-se colocar sempre a questão: porque é que a pessoa perde o juizo e a noção da realidade? é culpa da pessoa? A pessoa tem sempre alguma culpa, se tem alguma liberdade de agir. Mas, no momento do suicidio, pode agir sem consciência do que está a fazer. O que julgo que é uma atenuante da gravidade do crime.

Mas não gosto da palavra culpa, porque culpar a nós mesmos ou aos outros, não resolve nada, só atrapalha. Faz-nos desviar a atenção do que é importante: depois de errar há que se levantar e tentar fazer melhor e repararmos o mal que fizémos, se for possivel, mais nada. É preciso olhar para o presente e para o futuro. O passado só serve para aprender a não cometer mais do que uma vez os mesmos erros.

A causa da nossa encarnação no corpo em que estamos, pode ter sido nossa, ou forçada pela espiritualidade (se nós fugimos com o "rabo à seringa" demasiado tempo, por não compreendermos o que melhor para nós). De qualquer forma acredito que é sempre uma consequência do nosso estado evolutivo e que directa ou indirectamente é causada pela nossa imaturidade espiritual.

A nossa imaturidade espiritual é normal, pois fomos criados simples ignorantes e só atingimos a maturidade após um n.º de reencarnações que depende da consciência e força de vontade de cada um. Na passagem de espiritos simples e ignorantes para espiritos puros a imaturidade é obrigatória. Ou seja fomos criados mesmo assim.

Aqueles que demoram demais a atravessar essa fase de imaturidade (não faço ideia até que ponto há diferenças assim tão grandes de uns espiritos para outros, mas há diferença, segundo dizem os espiritos - há uns que chegam mais depressa à maturidade), e repetem vezes sem conta os seus erros, para além de ter de passar pela imaturidade como todos os outros, ainda aumentam as consequências dessa imaturidade para si mesmos.

Em conclusão:

- É certo pensar para nós mesmos que o suicidio é um erro grave e dele só podem sair consequências menos boas. Que é uma fuga à responsabilidade. Julgo que, enquanto eu estiver no meu juizo perfeito pensarei assim, mas só Deus sabe as circunstâncias a que estarei sujeito e se tenho a força suficiente para as enfrentar. Não posso assegurar nada, pois posso atravessar dificuldades pelas quais ainda não passei, para saber se sou capaz ou não de as superar.

- Para aqueles que estão em circunstâncias em que podem cometer suicidio, é nossa obrigação ajudá-los, se estiver ao nosso alcance. Culpá-los não nos cabe. A lei de justiça divina se encarregará de julgar e condenar, conforme a vontade de Deus. A nós não cabe criticar, julgar e condenar ninguém, a não ser que sejamos juizes de profissão. Podemos resolver ajudar ou ignorar ou problema alheio. Mas Só Deus sabe em que medida é que a pessoa é culpada ou não, se se suicidou de forma consciente e voluntária ou de forma inconsciente. Nós não temos dados que nos digam com rigor o que aconteceu e porque aconteceu. Há sempre uma parte da realidade que nos escapa ou pode escapar.

O meu desejo é que toda a gente esteja o melhor possivel, tenha errado muito ou pouco, pois o mal dos outros não me ânima nada. Se assim não nos acontecer é porque é vantajoso, do ponto de vista evolutivo. Confio plenamente na lei de justiça divina e acredito que Deus, para nós, é como se fosse um Pai perfeito para os seus filhos, que é infinitamente bom, justo (não previligia ninguém em detrimento de outrém) e que ama as suas criaturas - nós incluidos). Deus decerto não criou leis que castiguem sem simultaneamente servirem para o nosso bem. A pena de talião, não é a lei divina (pelo menos eu não acredito nisso).

bem hajam
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: L em 16 de Novembro de 2008, 02:59
Caro Vitor Santos boa noite!!

Gostei muito de seus comentários... boa parte deles eu concordo com você.

Realmente é uma fuga de responsabilidade da pessoa que pratica o suicídio. Já tive a “oportunidade” de conhecer pessoas que passaram por esse drama. Em geral são pessoas que se revoltam com a vida que levam, só olham para cima, cobiçam, o outro, nunca olham para baixo...muitos são orgulhosos, por perderem bens materiais, acabam com suas vidas. Outros ainda são egoístas, quando o amado(a) não os quer mais, se matam, e dizem que é por amor.

Já tivemos a oportunidade de ver pessoa que tentaram se jogar do alto de prédios. E foram salvas, e hoje agradecem a Deus por estarem vivas. Então são casos que devemos repensar.

Nosso objetivo aqui não é criticar e muito menos culpar alguém ( isso compete a Deus), mas sim tomar consciência do mal que é causado ao espírito da pessoa que pratica esse delito conta si mesmo. Pois nos sabedores das causas e conseqüências, teremos a oportunidade de talvez ajudar muitos irmãos sofredores. Até porque aqueles que assim agem não tem visão da vida futura.

Eu já mencionei antes e vou sugerir novamente que consulte o livro Céu e Inferno (capitulo Suicidas), lá Allan kardec, relata uma serie de pesquisas feitas juntos com os espíritos sofredores, juntos mentores.
Ai poderá entender o que eu falo...infelizmente aqui não temos muito espaço para citar inúmeros casos, e seria até deselegante, encher o com meus escritos. Se puder consultar ficarei muito contente.

Bom fim de semana

Tenha muita paz...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 16 de Novembro de 2008, 23:16
Suicídio: Escolha, Afirmação ou Rejeição à Vida?
 
Enéas Martim Canhadas
 
Complexo e podendo ser analisado sobre os mais diferentes ângulos, o suicídio hoje, é mais que um problema, como meio de morte, concorre com as doenças mais graves e também com algumas guerras.

Alguns filósofos[1] condenaram o suicídio por “ser contrário à vontade divina”. Platão afirma que “não é irracional que o indivíduo não possa matar-se antes que a divindade lhe mande a necessidade disso”. Desse ponto de vista também afirmaram suas idéias Santo Agostinho, São Thomás, dizendo que é contrário à lei natural, e Plotino afirmando que o suicídio é contrário à ordem do destino. Mas, usando os próprios argumentos dos filósofos cristãos, Hume (1711-1776), filósofo céptico, contestava dizendo que, se nada escapa à vontade divina, também o ato suicida como uma morte voluntária também está sob o olhar de Deus, isto é, sob a complacência de Deus que tudo vê e tudo sabe, e portanto não estaria contrário à vontade de Deus. Plotino também argumenta que “o suicídio não chega a separar a alma do corpo” e “quando se faz força para separar o corpo da alma não é o corpo que deixa sair a alma, mas a paixão que resolveu, isto é, o tédio, a dor, a ira”.

O que perde e o que ganha o suicida?

Penso que poderíamos usar o mesmo argumento a respeito de uma das provas da existência de Deus, formulada por Pascal[2] a prova chamada moral, querendo dizer que não se pode adiar permanentemente o problema de Deus. Assim, discutir a existência de Deus é uma exigência da vida, e o “homem deve escolher entre viver como se Deus existisse ou como se Deus não existisse. Ora, quem aposta na existência de Deus, se ganha, ganha tudo, se perde, nada perde.” O ser humano que se suicida, aposta que não há nada do outro lado, portanto sejam quais forem as causas que o levaram ao ato, livrar-se-á de todas. Mas, em se apostando que nada existe do outro lado, e ao final da existência terrena descubra que existe, então terá perdido muito mais do que pensava ganhar cometendo o ato do suicídio.

O que representa o suicídio?

O suicídio como ato que leva a pessoa à morte, nos faz pensar e ponderar sobre a vida. Estar vivo é, antes de tudo, um compromisso com esse fato. É compromisso, na medida que, do ponto de vista moral, somos responsáveis pelo que possuímos e pelo que temos. O herdeiro pode até renegar a sua herança, mas continuará sendo responsável por transformá-la e multiplicá-la como também pela sua dissolução. Estar vivo é uma prova de consciência, e portanto nos faz cientes da ciência de possuirmos a vida, e como tal responsáveis e comprometidos com ela. Fugir à responsabilidade pela própria vida é, antes de tudo, uma inconsequência com a própria vida. Neste ponto a pessoa está sendo anti-ética, uma vez que, a ética de tudo que somos e fazemos nos remete aos outros, afetando, interferindo ou sofrendo as ações. Podemos definir tal ato como amoral, uma vez que, deliberadamente não zelamos pelo valor de um bem que possuímos. Ser ético é um estado consciente que nos distingue e nos diferencia.

Mas, e as angústias, a dor, o tédio e tudo o mais, como ficam?

“Toda e qualquer postura que assumimos na vida se prende à maneira de como olhamos o mundo fora e dentro de nós, podendo nos levar a uma sensação íntima de realização ou de frustração, de contentamento ou de culpa, de perdão ou de punição, de acordo com nosso “código moral” modelado na intimidade do nosso psiquismo[3]”.O estado de ser consciente do ser humano, antes de tudo, traz a ele a angústia do próprio viver, uma condição essencial do existir. Não querer para si essa angústia é desejar voltar para um estado de não consciência, o que não é possível, uma vez que temos consciência de quem somos e do que somos e onde estamos. Somos seres conscientes e situados no tempo e no espaço.

E para quem pensa que tudo termina no túmulo?

Supondo que nada houvesse e a vida e sua consciência se encerrassem no túmulo, o suicídio permitiria a possibilidade do não-ser deliberado, isto é, arbitrado pelo próprio ser humano, no entanto, ainda assim seria contra uma realidade existente, ou seja, a vida consciente neste plano e na matéria em que vivemos. A negação frente ao legado da vida, traz à tona, o ato em si mas com uma atitude pessoal que o motivou ou causou. Atentar contra a vida existente, é negação de uma coisa que possuímos. É a vida que existe que está sendo ferida ou rejeitada e não a não-vida que o suicida supõe ser possível. O Livro dos Espíritos[4] enfatiza que o nada não existe, pois se existisse, o nada seria alguma coisa e, sendo assim, deixaria de ser o nada. O problema fica bem colocado se pensarmos que o suicídio não tem espaço, uma vez que atenta ou impede a vida de continuar. A vida é real. É concreta. É fato. Para o caso do suicida pensar que vai para a não-vida para livrar-se da vida como ela se apresenta.

Ao julgarmos uma pessoa suicida, não descumprimos a recomendação do Cristo? 

Podemos julgar se estamos dizendo que a pessoa agiu de maneira certa ou errada e assim a condenamos. Mas nada nos impede de analisar as situações que podem envolver esse ato. Émile Durkheim[5], divide em três grupos de motivos ou situações: 1) a pessoa é egoísta e se mata para não sofrer mais; 2) a pessoa se mata por uma causa altruísta, ou seja, para não dar trabalho aos outros (geralmente pessoas de idade); 3) a pessoa se mata por causa dos desequilíbrios de ordem econômica e social, que é o suicida anômico.

Independente da crença de que há vida ou não depois da morte, o egoísmo é uma deformação do caráter, é um desequilíbrio e algo que deve ser corrigido na medida em que a pessoa amadurece, isto é, torna-se convicto da sua presença e influência no mundo e que suas ações interferem e influenciam os outros. O ato cometido por causas altruístas é onipotente. Significa que a pessoa foi engolida pela sua própria sombra de supor que os outros estejam a tal ponto preocupados com ele. Não lhe passa que é ele mesmo que atribui aos outros as preocupações consigo mesmo. “A incapacidade de (...) nos aceitarmos com sombras e aspectos inacabados, é crime de grande gravidade”[6]. O autor está afirmando que constitui crime contra nós mesmos. Além do mais seria papel do Criador livrar alguém de preocupação e não da criatura. É como você querer livrar alguém de uma incumbência ou tarefa sem sequer consultar esse alguém se considera aquilo uma tarefa ou não. Seria como dizer: “não lhe dou o direito de que se preocupes comigo, e não quero que isso aconteça”. 

A causa sociológica é ainda mais discutível na medida em que alguém comete o ato suicida porque, por exemplo, contraiu uma dívida que não pode pagar. Ora, não pagar a dívida é, antes de mais nada, um calote, portanto um ato desonesto. Ser desonesto, é também injusto, antiético e por fim, imoral. É abrir mão de uma obrigação à revelia do outro com quem se contraiu tal obrigação. O Rabino Nilton Bonder[7] escreve que somos o fragmento de um todo e que a “integridade só pode ser vivida na condição de fragmento”. Somos vulneráveis na medida em que não podemos decidir por um todo e isso é reconhecer-se como parte. Admitir a impossibilidade de pagar é enfrentar a sua vulnerabilidade, a sua incapacidade. E isto é legítimo e moral e também justo na medida em que esclarece o outro. Além do mais, usar o livre arbítrio para admitir a sua incapacidade é a maneira mais sadia e verdadeira de fazê-lo. Usar o livre arbítrio para decidir-se pelo ato suicida é usar o livre arbítrio para burlar a condição de criatura oriunda de um Criador, e isso é rejeição à nossa condição de seres vulneráveis, que ao tomar consciência de pensar por onde os nossos pés trilharam os caminhos da vida, rejeitamos a nós mesmos e o que fizemos e pensamos. É deixar de ser verdadeiro consigo mesmo.

Podemos pensar que, se o indivíduo, não tem fé na continuidade da vida, estaria então descompromissado com a própria existência. Mas a questão ética é que, uma vez que a vida existe, e isso é provado pela própria consciência que temos do existir, torna possível a “hipótese” da continuidade da vida.

Porque poderíamos deliberar livremente sobre o não existir praticando o suicídio, se a vida, sendo uma realidade, nos causa, pelo menos, a dúvida sobre a sua continuidade ou não? Isto quer dizer que, deliberando sobre o não existir, estamos deliberando sobre a nossa própria ignorância. “A humildade é o acolhimento de nossos erros sem martírios ou remorsos.[8]” Se somos seres éticos, não podemos deliberar sobre algo que não conhecemos inteiramente. Ou estamos nos fazendo de doutos em matéria da qual não detemos todo o conhecimento.

Vale dizer, se o nosso livre arbítrio é ignorante sobre algum aspecto, não podemos usá-lo para deliberar sobre tal aspecto que nos foge ao domínio. Vale dizer também, se temos consciência de que o nosso livre arbítrio é limitado, melhor será ficar com a dúvida suportando-a e não tomar nenhuma decisão. Esse será, verdadeiramente, o melhor uso que podemos fazer do nosso livre arbítrio. Se o nosso conhecimento é limitado sobre uma matéria qualquer, usar o livre arbítrio deve nos tornar prudentes e conscientes de que ainda devemos conhecer mais. Isso é admitir a nossa limitação, e assumir o que podemos ser, seres que, por enquanto, encontram-se limitados no seu conhecimento e portanto precisam aprender ou desenvolver-se mais. Vale pensar também, devem prosseguir aprimorando-se na trajetória evolutiva. Vale lembrar finalmente que, conforme nos ensina Kardec, estamos evoluindo quer compreendamos isso ou não.

--------------------------------------------------------------------------------

[1] As citações dos filósofos foram todas retiradas do Dicionário de Filosofia, de Nicola Abagnano, Editora Mestre Jou, hoje reeditado pela Editora Martins Fontes, São Paulo.

[2] Blaise Pascal - filósofo, matemático, físico, teólogo e escritor de origem francesa, nasceu em Clermont-Ferrand, região de Auvergne na França a 19 de junho de 1623. Era filho de Etienne Pascal, um matemático e alto funcionário do Estado. Passou os últimos anos de sua vida dedicado a Deus e à religião vindo a falecer em Paris no dia 19 de agosto de 1662.

[3] “Renovando Atitudes”, cap. Auto Perdão, Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed, Editora Boa Nova, Catanduva-SP., 5ª edição, agosto de 1998.

[4] Resposta à pergunta 23-a, do Livro dos Espíritos.

[5] Durkheim nasceu em Épinal, Departamento de Vosges, que fica exatamente entre a Alsácia e a Lorena, a 15 de abril de 1858. Morreu em 1917. De família judia, seu pai era rabino e ele próprio teve seu período de misticismo, tornando-se porém agnóstico após a ida para Paris. Sem sair do mesmo quartier, para completar sua formação, no Lycée Louis-le-Grand (em pleno coração do Quartier Latin, entre a Sorbonne, o Collège de France e a Faculté de Droit), preparou-se para o baccalauréat, que lhe permitiu entrar para a École Normale Supérieure.

[6] Autor de várias obras, dentre elas,  “Código Penal Celeste”, Editora Campus, Rio de Janeiro, 2004.

[7] Esta afirmação é de Nilton Bonder no seu livro “Código Penal Celeste”, pág. 90,  Edit. Campus, RJ, 2004.

[8] Idem, pág. 92.
 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: LUISA em 17 de Novembro de 2008, 17:06
Olá queridos amigos

As respostas a este topico em relaçao a medicamentos, me fizeram recapitular as mesmas mais de cinco vezes, e pareceu-me com o devido respeitos por todos os irmãos, que a parte em que referem a medicamentos, teria alguma coisa relacionada, com a exposiçao da minha resposta, e lamento se transmiti isso ou algo parecido, com a ideia de que os medicamentos são um caminho erroneo.
Já revi  tres ou mais a minha explanaçao, e varia vezes me refiro à importancia dos medicamentos, nunca quiz induzir a tal conceito, que aqui foi apresentado, embora eu não tenha colocado aqui todo esse trabalho, porque foi feito com ajuda de conheciments, atraves das Jornadas de Medicina e Espiritualidade, e a primeira parte diz mais respeito à medicina convencional, à indução da serotonina, um metodo maravilhoso, utilizidado hoje na prevençao do suicidio, a parte que passei no forum, é mais a parte espiritual,já na segunda resposta, eu respondi mais direto a uma pergunta feita à minha resposta,aí eu coloquei um caso pessoal, não para deitar nada ou alguma teoria abaixo, bem pelo contrário, dizer QUE É POSSIVEL.
Tem aqui várias pessoas mencionado seus casos, e penso que convivendo com essas realidades todas, nós podemos ser mais optimistas.
Desde já deixo aqui a minha tristeza, se por algums palavras, possa ter ferido ou prejudicado alguem, jamais falei mal da orientaçao medica, pois que sei bem necesséria, mas sendo este um Forum Espirita, tentei falar mais da parte obsessiva e cura espiritual,tbem quando falei do abuso do comprimido, esse é um facto, falei de medicalização e nao da medicação,bem hajam todos os que me interpretaram

Se Jesus foi o melhor médico das Almas, por certo Esse será um dos caminhos, não descurando qualquer outro que apareça em beneficio.

Muita Paz
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: *Leni* em 19 de Novembro de 2008, 13:11



O suicídio é o começo do maior tomento que a criatura humana possa sofrer, porque continua viva (apesar de morto no corpo), e sem receber socorro, nem ter alívio do seu padecer, pois esse alívio só a seu tempo terá lugar.

NINGUÉM PODE ALTERAR A ORDEM  NATURAL DA VIDA.

Cada ser nasce e morre naturalmente, dentro da evolução e do tempo que lhe corresponda, essa é a lei do universo.

Louco quem pretender lutar contra ela.

Almerindo Martins de Castro.
“Martírio de um suicida”



Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Olga Camargo em 19 de Novembro de 2008, 16:28
Sim, talvez seja o desespero que leve ao suicídio. Há apenas uma ocorrência em minha família com esse teor, mas nunca se soube o motivo do ato. Minha tia, irmã da minha mãe, cometeu suicídio da década de 60 ou 70, em São Paulo. Ela morava sozinha em uma pensão e foi à capital para trabalhar. Muitas coisas podem ter acontecido para que ela fizesse o que fez.

Desde então, até onde sei, a única pessoa na família que tem essa tendência sou eu. E me senti totalmente reconfortada com a frase de Almerindo Martins de Castro, postada no início dessa discussão: "aquele que escolheu por prova resistir à tendência do suicídio, pode sair vencedor da luta". Assim, eu sou uma vencedora.

Passei 8 anos em depressão e ainda não posso dizer que saí dela. Na verdade, segundo estudos científicos sobre o fenômeno, a depressão chega para ficar e, alienada por isso, nunca houve em mim esperança de melhorar. Aos 18 anos, tentei me tratar pela psicologia, mas, arrogante que sou, decidi que eu não precisava de ajuda e que podia sair dessa sozinha. As coisas pioraram. Sentia minha alma sangrar (pode parecer subjetivo demais, mas era isso que eu sentia: dor). E, então, a primeira tentativa aos 20 anos. O fato é que eu não podia, naquela época, ficar sozinha. E eu fiquei. Ingeri uma grande quantidade de remédios, mas, seguido a isso, minha consciência me cobrou todo o sofrimento que eu causaria e me lembrou todo o amor que eu sentia por aqueles que também me amavam. Tentei desfazer e vomitar as substâncias ingeridas. Não consegui. Então, saí para a rua porque não queria morrer em casa. Nervosa, ingeri bebidas alcoólicas. No meio da madrugada ainda estava viva e assustada com o que fizera comigo mesma. Ao final, o máximo que aconteceu foi adquirir um tom amarelado em minha pele. Sobrevivi.

Passado algum tempo, sobrevivendo às minhas dores e meus martírios em vida, passei a me tratar com calmantes, em específico, um que dizem ser o "remedinho da alegria". Entretanto, nunca tive o hábito de tomar remédios em tratamento. E acho isso bom. Minha doença não é patológica. Numa recaída, aos 23 anos, ingeri toda a cartela de calmantes. Naquele momento, já estava sob grande efeito do álcool. Novamente, cheguei a me arrepender, mas não tentei desfazer. Achei que eu deveria encarar minhas ações e o arrependimento só me fez orar pelo perdão enquanto ia adormecendo. No dia seguinte, acordei. Não morri. Sobrevivi mais uma vez. Dessa vez, fiquei sob o efeito do medicamento durante alguns dias que acarretou em raciocínio muito lento, muito sono, muita preguiça e um certo incômodo no estômago. Nada mais.

A partir de então, diante de todas as tentativas frustradas de suicídio, decidi que não mais tentaria. Pelo menos, não com remédios. Só que eu também não conto com armas de fogo e não teria coragem de me machucar para tanto. A vida seguiu e eu segui com ela, ainda sobrevivendo e ainda achando que eu podia sair dessa sozinha. Na realidade, eu chegava a pedir ajuda (do meu jeito) e ao tê-la negada eu, mais arrogante, pensava: "Deixa estar. Eu não preciso mesmo".

Os anos se passaram e, desistindo da idéia, passei a apenas desejar fervorosamente a morte. Ora porque eu não merecia viver, diante de todo sofrimento que causei; ora porque não merecia sofrer, porque eu sou uma boa pessoa. Entretanto, hoje, de alguma forma percebi que tudo o que aconteceu comigo e que me faz e sempre me fez sofrer dessa maneira é de minha inteira responsabilidade. Ou seja, estou colhendo o que plantei e, como há alguns dias disse a um amigo, eu só tinha sementes de solidão, que é o que tem acabado comigo. Em resposta, esse mesmo amigo, na tentativa de me reconfortar, disse: "enquanto você colhe o que plantou, é possível realizar uma nova semeadura". Na hora ainda tentei rebater, mas essa é a mais pura verdade e o que, atualmente, me mantém firme. Antes disso, via-me em completo desespero, desejando e buscando a morte, mesmo que tivesse, novamente, de tentar o suicídio. Mas todas as idéias que tinha, a exemplo de todas as outras tentativas, vinham acompanhadas pela grande possibilidade de não funcionar. Por exemplo: "eu posso me jogar da ponte. Mas é possível que eu só consiga um braço quebrado", ou então, "darei sorte ao azar: andando pelas ruas escuras, altas horas da noite, com pertences valiosos atrairei o mal. Mas é possível que eu só seja roubada". E, nisso, eu ria de mim. Sim, para mim, essa situação chegava a ser engraçada, afinal, eu estava buscando uma estratégia de suicídio.

Foi quando eu decidi ser um pouco mais humilde e reconhecer que eu precisava de ajuda. E, então, vi o espiritismo com suas portas abertas. Ainda que receosa, procurei por ajuda espiritual. Tive medo por causa da dúvida. Aos meus olhos, meu caso era urgente, pois eu estava à beira do ato e eu precisava de uma medida emergencial. Aconteceu o contrário. Fui tratada com muita calma e muitas orientações. E ainda estou em tratamento. Mas, desde seu início, poucas vezes voltei à idéia de suicídio. Quanto a isso, estou melhorando.

Logo, se sobrevivi duas vezes e, há pouco, resisti às idéias suicidas e, agora, nem as tenho mais... sim, eu sou uma vitoriosa. Meus olhos estão abertos e posso ver as chances que recebi e recebo diariamente. Praticamente, acabei de perceber que há muito mais razões para viver do que para morrer. E acho que, talvez, não seja tarde demais.

Ademais, por ter vivido todas essas situações, o suicídio é um dos meus principais interesses no espiritismo em matéria de estudo. Mas eu busco algo novo, algo que não condene e que, sobretudo, compreenda o suicídio como forma de aprendizado. Acho que eu mesma posso servir de exemplo disso. Sugestões são bem vindas.

Perdoem o relato demasiadamente extenso. Mas achei minha história muito pertinente ao assunto.

Forte abraço a todos.

Olga Camargo.

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: *Leni* em 19 de Novembro de 2008, 21:52



Nós temos a mania de julgar as pessoas que tentam ou cometem o suicídio, principalmente se este sofredor (a) for espírita. E se alguém nos diz que vai cometer um ato desses, nós damos conselhos, apresentamos os livros sobre suicídio, aconselhamos a pessoa a procurar especialistas na área, em fim, fazemos tudo que está ao nosso alcance e mesmo assim, quando menos esperamos vem a noticia do suicídio.
 
Não é assim que acontece também com vocês?
Eu digo que comigo sempre foi assim, consegui arrancar pouquíssimas pessoas do suicídio, que eu me lembre, apenas duas. E quando o ato foi consumado é claro que eu sofri e me senti impotente, mas estava tranqüila porque sabia que tinha feito a minha parte.
 
Aconselhar, indicar livros, ditar frases, regras, dar ou enviar mensagens de auto-estima, é muito fácil pra quem está do lado de cá, mais (não adianta pra quem acha que morrendo vai embora todos os problemas), digo isso porque eu já estive do lado de lá.
 
O ano de 2006 foi o PIOR ano da minha vida, houve um problema comigo que eu quase enlouqueci. Cai numa depressão terrível, mas nada comentei, nem em casa, nem no trabalho, nem com minhas amigas, nem na casa espírita, porque eu sabia que a minha dor era tão grande que nada podia aliviá-la.
 
Gente, era sofrimento demais, ia apenas para a casa espírita e para o trabalho, tinha pesadelos, não conseguia me alimentar, perdi 15 quilos e dizia que estava fazendo regime, fui internada no hospital porque estava fraca demais, não me cuidava, nunca via televisão, nem ouvia som, não atendia telefone, não queria receber visitas, fechava as postas e janelas e ficava no escuro chorando por não ter condições de encontrar uma solução para o problema que me fazia sofrer demais. Na verdade eu estava tão cega pela dor e sofrimento que não via que todas essas atitudes minhas já era um processo obsessivo.
 
Pedi pra ser afastada dos meus trabalhos na casa espírita porque eu sabia que até numa fila de passe minha negatividade atrapalharia, numa reunião mediúnica nem pensar. Então eu apenas freqüentava só para ouvir as palestras, mas não prestava atenção em nada que o expositor falasse. É claro que todos notavam minha indiferença a tudo, mas eu disfarçava muito bem. No trabalho era outro sufoco, mas eu tirava de letra.
 
Então, a cada dia eu piorava, estava absolutamente sozinha, sofrendo calada, porque eu sabia que nem um conselho ou convite para viajar, ia aliviar a minha dor, ela iria comigo aonde quer que eu fosse, era um sofrimento tão grande que eu chorava e gritava abafando minha dor no travesseiro pra meus filhos não ouvirem.
 
Quando meu desespero aumentou, sim porque eu tinha a nítida impressão que ia enlouquecer, então fiz uma consulta na Federação Espírita daqui, todo tipo de tratamento espírita foi indicado pra que eu fissesse, e EU FIZ, mas continuava na mesma, parecia que a cada dia eu piorava, até o meu evangelho no lar era complicado, eu me fechava no quarto e apenas abria o evangelho e lia mecanicamente, sem comentar, sem raciocinar no que estava lendo, era como se fosse apenas pra bater o ponto no trabalho.

Estava vivendo uma vida vegetativa, isso sem emoção, sem vontade, ia trabalhar porque era obrigação, depois voltava pra casa sem o menor estímulo, sem mesmo um leve sorriso em meus lábios, sem vontade de viver, porque nada, absolutamente nada me interessava.
 
Os dias eram sem cor,  o convívio era um tormento, as pessoas sem graças, tanto fazia se chovia ou não, como estava o céu, à noite ou a lua, um dia discutiu com um desconhecido porque ele estava admirando a lua e me mostrou como ela estava bela, eu disse um monte de coisas a ele que não lembro e sai.

Só o fato de saber que eu ia dormir e acordar pra viver o mesmo suplício me deixava mais triste, ai eu queria dormir pra nunca mais acordar.
 
Os dias e meses iam passando e minhas esperanças de melhorar morrendo aos pouco, nem mesmo com  o tratamento espiritual eu conseguia progresso, porque como eu já disse a cada dia eu piorava. Então, esgotados todos os meus esforços, pensei no suicídio, justo eu que já tinha lido "Memórias de um Suicida" Duas VEZES.
 
Mas, com o meu conhecimento eu me acovardei e, (pra fugir da justiça divina) andava pelas ruas distraída pra que um carro passasse por cima de mim, estava sempre nos Bancos, caso houvesse um assalto uma bala perdida entrasse em meu peito, ia às favelas pelo mesmo motivo e nada acontecia.
 
Amigos, eu cheguei ao FUNDO DO POÇO, em todas as portas que eu batia nenhuma se abria, todos os meus esforços eram em vão. Enviei um e-mail a um amigo virtual presidente de uma casa espírita em São Paulo e quando ele me veio com o mesmo papo de que suicídio era isso ou aquilo, coisas que eu já sabia, então eu me desesperei.
 
A esta altura meu problema nem contava mais, meu desespero era o suicídio, então eu chorei muito e disse que eu não tinha o direito de fazer isso comigo, como pode com tantos anos de conhecimento da doutrina?

Tranquei-me no quarto e orei a Mãe de Jesus e supliquei a Ela que entregasse ao Seu filho todos os meus problemas, porque eu não sabia como resolvê-lo.
 
No outro dia recomecei a ler "Memórias de um Suicida" era TERCEIRA vez, é claro que foi Maria e seu Filho que me orientaram. Passei três meses relendo, depois eu li "Martírio dos Suicidas"
 
Comprei DVD com vários palestrantes, outros pedi emprestado e exigi de mim a maior atenção possível e depois eu fazia um balanço do que eu ouvia, para ver se eu realmente estava prestando atenção, então eu repetia o DVD e ficava feliz em saber que eu fiquei ligada no palestrante e não pensei em meus problemas.

E entre as leituras dos livros fui percebendo que é 'mexendo na ferida que se cura ela', fui descobrindo a falange de obsessores que me acompanhava, a grande maioria suicidas e fiquei com pena deles, não acho que eles foram fracos, erraram por desconhecimento.
 
Pedia a Maria que os perdoassem e os levassem para a Sua colônia "Maria de Nazaré", dizia sempre que amava- os, que eles eram mais sofredores do que eu, implorava a Ela que eles me perdoassem.

Vivia conversando com  Maria, falava tanto sozinha que meus filhos pediam que eu fosse ao medico porque eu parecia uma louca, ai eu respondia:
 
- 'Não filho, muito pelo contrário' eu nunca estive tão equilibrada e não preciso de médicos, meu tratamento está sendo feito com "O Medico dos Médicos", ai eles perguntavam se eu estava doente, eu respondia que estava muito mal, mas que Jesus estava me curando.
 
No final de 2007 as coisas foram  acalmando-se, durante todo este ano eu fui percebendo que chorava menos, que pensava menos na causa do meu problema, os pesadelos diminuíram, as coisas foram entrando nos eixos lentamente, porque Deus não tem pressa, ele age em nossas vidas de forma tão suave que nós nem percebemos.
 
Comecei a sair, agora eu via as belezas da natureza, os pássaros, o céu, o mar, as pessoas conversando à beira da praia e me surpreendi quando percebi que não pensava mais em suicídio.

Chorei agradecendo a Deus pelo amor que Ele tem por todos nós, pedi perdão pelas vezes que blasfemei, que me senti abandonada por Ele, e descobri que minha dor era tamanha que eu nem sentia as vezes que Ele me deu Seu ombro pra eu chorar, Seu colo para me aninhar e agradeci a Ele por esta doutrina maravilhosa que dá a resposta as todas as nossas dúvidas, basta irmos a fonte lendo os livros da codificação.

Há três meses minha sobrinha de 17 anos suicidou-se, fiquei muito abalada, ela nasceu com um problema genético e depois que ficou mocinha não suportando a carga dos seus débitos, foi embora.

Oro muito a Deus para aliviar o sofrimento dela, e acho que Ele há de aliviar, porque além dela não ter o conhecimento que nós temos, era uma criança e os pais dela são evangélicos, por tanto (jamais vão orar por ela), mas eu estou aqui, sempre pedindo que Deus a perdoe.
 
Não gostaria que ninguém passasse pelo que eu passei, porque não sei se as pessoas teriam a mesma força de vontade e FÉ que eu tive e tenho. Agora que tudo passou, olho pra traz e sinto orgulho de mim, porque eu me sinto uma vencedora, graças a Deus estou curada, sofri muito é verdade, mais valeu como aprendizado.

Aprendi que devo pegar os limões que a vida me dá e fazer uma deliciosa limonada, porque a vida é assim, cheia de altos e baixos, momentos felizes e tristes, não existe uma pessoa que não tenha problemas, ele faz parte deste planeta maravilhoso em que vivemos e, mesmo sendo de expiação e prova temos que admitir que é lindo demais, afinal de contas A VIDA É BELA.

Quero que vocês entendam uma coisa:

Não foi à casa Espírita que me ajudou, nem o tratamento de lá, nem Psiquiatras, psicólogos ou analistas, não desabafei com NINGUÉM, ninguém me viu chorando pelos cantos, não tomei remédio controlado nem para dormir, quando estava sem sono orava até o sono chegar, às vezes eu amanhecia orando, mas sabia que na noite seguinte eu ia dormir muito bem.

O que me salvou foi Deus, Jesus Cristo, Maria, os ensinamentos da doutrina e com certeza os irmãos de luz que anonimamente arrancaram-me das garras do suicídio.
 
Hoje posso dizer que sou vitoriosa, que venci um monte de obsessores, porque eu orei por eles, perdoei e pedi perdão.

Gostaria que vocês não lessem este relato como um testemunho, (isso não faz parte da nossa doutrina), lessem como um desabafo e um alerta a todos vocês, porque ninguém está livre de cair no martírio de um suicídio.
 
Obrigada pelo carinho e paciência.
Paz e luz pra todos.





Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 21 de Novembro de 2008, 12:18
Citar
Gostaria que vocês não lessem este relato como um testemunho, (isso não faz parte da nossa doutrina), lessem como um desabafo e um alerta a todos vocês, porque ninguém está livre de cair no martírio de um suicídio.
-Leni

Sem duvida ninguém poderá dizer "desta água não beberei". Mesmo os que são espíritas e sabem que o suicidio é a porta de entrada para problemas ainda maiores, qual a pessoa que poderá garantir a pés juntos que nunca cometerá suícidio em caso algum?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Taprobana em 21 de Novembro de 2008, 13:04
Olá amigo Carlos Ribeiro

Tal como disse ninguém pode dizer que desta água não beberei. Ainda mais quando pensamos no suicídio inconsciente fruto das nossas atitudes menos apropriadas para o bem do nosso organismo.

A propósito disto penso ser útil partilhar este texto com todos os nossos amigos.

Citar
Cuidado com o que pensam acerca da matéria se não vão ter alguns dissabores. Falo da falta de importância que estão a dar à matéria. Primeiro têm que cumprir com as vossas tarefas de encarnados e só depois devem pensar nas coisas da alma.
É igualmente importante cuidarem do vosso corpo para que possam cumprir com as vossas missões na terra.
Devem cuidar da saúde tanto no que diz respeito ao peso, como no que diz respeito à bebida, como também ao tabaco entre outros exemplos, caso contrario o tempo que está previsto para pode ser encurtado e isso não é nada favorável para a evolução.
Devem tomar também algumas precauções no domínio do sistema nervoso. Para tal é necessário que não se preocupem tanto com os problemas da vida. Só têm que lhe dar a importância que merecem. O fortalecimento do espírito é uma boa ajuda para que consigam enfrentar com mais calma as situações que se deparam.
Nada têm a temer uma vez que mesmo que as coisas não corram como pensam que é melhor para vós por vezes há males que vêm por bem. Façam o que têm a fazer sem deixarem que as coisas cheguem ao ponto de vos prejudicar. Parem de uma vez por todas de dar importância a coisas que realmente não têm.

Um abraço a todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 21 de Novembro de 2008, 13:12
Gostei do texto, amigo Taprobana. Mas, quem é o autor desse texto?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Taprobana em 21 de Novembro de 2008, 13:48
Gostei do texto, amigo Taprobana. Mas, quem é o autor desse texto?

António Rodrigo. Um espírito que se manifesta quando evocava o meu anjo-da-guarda nas sessões "experimentais" que levava a cabo quando iniciei o meu estudo acerca da doutrina espírita. :D
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: lauro delgado em 21 de Novembro de 2008, 16:36
Enmtrar em contacto com suicidads em reuniões espirituais de desobsessão e socorro,nos sensibiliza muito pois todos os suicidas mostram além de um enorme arrependimento uma vergonha,um desapontamento, uma dor tremenda que se manifesta fisicamente,no local da lesão principal em que foi perpetrado o ato...
há um espirito que se comunicou para tratamento que se suicidou por enforcamento e traz lesoões extensas na coluna no pescoço no coração nos orgãos  digestivos, e o médium sente que todas essas áreas foram atingidas pelo ato, le~~oes que farao parte do perispirito desse espirito até que ele refaça em uma nova existencia o caminho que abandonou , seja por rebeldia por orgulho por covardia por exacerbação alcoolica ,drogas,etc.o que percebemos é que tão logo o espirito possa estar consciente do ato ele será reconduzido a aprendizados, instruções  e quando possivel reencarnações , muitas vezes em situações bastante dolorosas,poém sem a possibilidade de fuga.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: *Leni* em 21 de Novembro de 2008, 16:50
Citar
-Leni
Sem duvida ninguém poderá dizer "desta água não beberei". Mesmo os que são espíritas e sabem que o suicidio é a porta de entrada para problemas ainda maiores, qual a pessoa que poderá garantir a pés juntos que nunca cometerá suícidio em caso algum?

Não estou livre de uma recaída, afinal ninguém está.
Resta a todos nós espíritas, orarmos mais, vigiarmos mais, para no momento do desespero, termos o equilíbrio necessário e não "cair em tentação".
Oramos tanto o "Pai Nosso" mas parece que ainda não entendemos o que Jesus quis dizer.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: SandraMara em 22 de Novembro de 2008, 16:34
               Muito já foi falado, relatado, muitos exemplos de vida e de dificuldades superadas ou em vias de superação.
               A depressão e sua consequência mais nefasta, o suicídio, perseguem a humanidade desde seu início, mas temos a impressão de uma doença atual e que cresce a cada dia. Os estudos apontam números alarmantes, mas temos que lembrar que esses dados não faziam parte de nenhuma estatística, pois considerar a depressão como um fenômeno a ser compreendido e enfrentado é muito recente.
               Para lidar com a depressão é preciso um olhar atento, ouvidos treinados, técnicas atualizadas, pessoas comprometidas com a dor do próximo. É difícil encontrar pessoas assim, mas é fácil perceber que essas também tem aumentado numericamente. Cada dia há mais pessoas entrando na luta contra a doença da desesperança e da solidão.
              Gostaria de lançar o convite à união de forças, para uma corrente contra esse mal que já levou tantos entes queridos e que fere e dilareça pessoas potencialmente ativas e sensíveis.
              Se a depressão é uma angustia extrema, sentimento de impotência, de ver as forças de vida se esvaindo lentamente, de solidão dilacerante, é necessário o combate mais eficaz, ou seja, o trabalho com amor, caridade, em conjunto.
              Para curar a depressão é necessário a vontade individual forte e decidida, mas ela não pode ser tratada por quem sofre. Sozinhos temos grande probabilidade de sucumbir ao suicídio, mas juntos, o problema pode ficar mais leve. Quando digo juntos, digo também recebendo amparo espiritual, apoio medicamentoso, terapia, mas principalmente amor.
              O amor é a principal cura da depressão, pois quando amamos saímos do centro do universo, passamos a ver a dor do outro e não apenas a nossa. Sendo capazes de nos perdoar as faltas cometidas, somos capazes de nos doarmos novamente. Sentindo-se útil, voltamos a viver plenamente.

Este fórum tem contribuído muito, e pode formar ainda outros encontros e momentos de discussão que servem de apoio a muitos que necessitam.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 22 de Novembro de 2008, 17:14
Olá

Citar
O amor é a principal cura da depressão, pois quando amamos saímos do centro do universo, passamos a ver a dor do outro e não apenas a nossa. Sendo capazes de nos perdoar as faltas cometidas, somos capazes de nos doarmos novamente. Sentindo-se útil, voltamos a viver plenamente.

Concordo e acho que o amor tb é a cura para muitos outros males da humanidade.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: maria joaow em 24 de Novembro de 2008, 00:41
Amigos do forúm os motivos que levam um ser humano a cometer o suícidio são muitas vezes o acumular de situaçoes que levam ao desespero. Suícidio é um tema muito confuso e que pode ter diversas interpretaçoes. Para um suícida provavelmente será a última hipotse de solucionar os problemas."Com esta atitude estão a matar o problema" e a fugir dele ao mesmo tempo tb.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Isis Maria em 24 de Novembro de 2008, 10:50
Olá!!! Um lindo e maravilhoso Início de semana a TODOS!!!

 

Leni
Citar
Aprendi que devo pegar os limões que a vida me dá e fazer uma deliciosa limonada, porque a vida é assim, cheia de altos e baixos, momentos felizes e tristes, não existe uma pessoa que não tenha problemas, ele faz parte deste planeta maravilhoso em que vivemos e, mesmo sendo de expiação e prova temos que admitir que é lindo demais, afinal de contas A VIDA É BELA.

é isso aí... :D

Quero parabenizá-la pela ATITUDE que você tomou, em preferir VIVER...
sim, mesmo porque  com todos os problemas, com todas as angústias em seu coração o desejo de viver foi mais forte...PARABÉNS!!!

Estou hiper feliz por você!!

afinal de contas a VIDA É BELA e digna de ser vivida!!!

Ah! se todos compreendessem que a vida não reside no corpo físico, apenas nele vivemos temporariamente, a vida reside na alma, a alma é a vida, é o que realmente sente, pensa e que traz a qualidade sublime de ser imortal...
 

Deixo uma oração em especial para voce com todo meu carinho.

ORAÇÃO DA PRESENÇA

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente o ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa e celebre o encanto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na Terra ou no Espaço, e por onde quer que o Imanente Invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta A PRESENÇA SECRETA DO INEFÁVEL!
Que os teus pensamentos, os teus amores, o teu viver, e a tua passagem pela vida sejam sempre abençoados por aquele AMOR QUE AMA SEM NOME.
Aquele Amor que não se explica, só se sente.
Que esse Amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que esse Amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da PRESENÇA que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de PAZ E LUZ

abraços

Isis



Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Georgi em 24 de Novembro de 2008, 11:09
OBRIGADO PELO CARINHO, E FAREI DAS MINHAS PALAVRAS NO AMANHECER E NO ANOITECER. A ORAÇÃO QUE ENVIASTE. MUITA LUZ.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: anabolena em 27 de Novembro de 2008, 10:21
Gostaria que me informassem o que acontece ao espirito da pessoa que suicida, isto aconteceu com a minha mãe que era uma pessoa muita boa, não acredito que Deus a va castigar por acto de grande desespero e de falta de amor. è possivel contactar com ela.
obrigada
anabolena
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Novembro de 2008, 11:46
Olá Anabolena

Na minha óptica, cada pessoa é uma pessoa e cada caso é um caso. Não há forma de sabermos as consequências de uma acção na vida futura. não há nenhuma fórmula igual para todos. De qualquer forma sabemos que não é positivo suicidar-se.

A palavra suicidio abrange uma variedade muito grande de intenções e de estados de consciência muito diferentes. Depois, a atitude do suicida, assim que se apercebe do que fez, pode ser de arrependimento ou de revolta. Aqueles que se arrependem e são mais dóceis, deixam-se amparar com facilidade. Pelo que você diz, a sua mãe é, provavelmente um desses casos e está a ser amparada.

O problema maior do suicidio é que desperdiçamos tempo precioso de uma reencarnação, que deviamos cumprir até ao fim, para, desta forma passar por todas as experiências a que nos propusemos antes de rencarnar. Isso pode acarretar ter de voltar a repetir experiências na próxima reencarnação. O sofrimento mais forte porque passamos é o sofrimento de sabermos que atrasámos a nossa evolução.

A perda de tempo numa reencarnação é um problema grave, pois estamos num planeta precário e, em vez de caminharmos para melhor, ficamos na mesma. Isto é muitissimo mais claro quando desencarnamos.

Os suicidas não são seres excluidos por Deus. Para Deus todos são importantes e iguais e, se alguém precisa de mais amparo são aqueles que estão em situações mais dificeis. Deus é infinitamente bom e ama as suas criaturas. Não tenha medo pela sua mãe, pois, em tempo oportuno, não lhe faltará o amparo.

Face ao exposto, proponho que ores diariamente por ela, pedindo a Deus e aos bons espiritos que a esclareçam, a encaminhem e amparem, de forma a ela aproveitar o tempo de intervalo entre reencarnações da forma mais proveitosa para ela. Não é que os bons espiritos estejam à espera da tua prece para agir, mas é um consolo e uma motivação para a tua mãe, que, naturalmente, ao ouvir a filha, se sensibiliza, se auto-motiva e se deixa amparar mais fácilmente.

Se quiseres podes falar com ela, como se a estivesses a vê-la na tua frente, e exprimir-lhe o teu amor e a tua vontade de que esteja tudo bem com ela. Decerto que os teus pensamentos irão ao encontro da tua mãe, esteja ela junto de ti ou noutro local qualquer.

Que Deus e os bons espiritos te amparem a ti e à tua mãe, é o meu desejo e julgo que é também o desejo de todos os companheiros do fórum.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Georgi em 27 de Novembro de 2008, 12:12
acredite, Deus é pai e como todos os pais perdoam seus filhos pelo maior que seja sua ofensa. claro que sua mãe terá que se acertar na vida espiritual e com certeza já se encontra irmãos a ajudando. querer contata com sua mãe agora ñ é o certo a fazer acredito eu. esse deve ser um momento de muita dor pra vcs familiares que aqui estão. retire a dor do coração acrescente a fé e orem muito por vcs e sua mãe. todos nós teremos consequencia somos pecadores. que Jesus e os espíritos de luz lhe tragam a paz.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Roberta Enir em 27 de Novembro de 2008, 19:19
Oi gente! Moro no Noroeste do Amazonas - Brasil, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela. Essa região foi amplamente influenciada pela igreja católica que quando aqui chegou civilizou os indígenas que moram qui. Eles foram quase todos aculturados e perderam, em sua grande maioria , a identidade cultural. Nos últimos tempos a cidade de São Gabriel da Cachoeira foi assolada por uma onde de suicídios de adolescentes.No ano em que cheguei aqui foram 12 para uma cidade de 25.000 habitantes é alarmante. Penso que o corte com o vínculo do passado , não conseguir se enquadar na sociedade branca e a falta de conhecimento real da espiritualidade (sem crendices infundadas) são alguns dos fatores que contribuíram para esse quadro aqui.
Muita Paz e Luz.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 30 de Novembro de 2008, 15:38
Amigos(as):
hoje termina este estudo e no próximo mês comecerá um outro. No entanto o tópico manter-se-á sempre aberto a novas opiniões e ideias.
Se fosse possivel fazer um pequeno resumo do tema, diriamos talvez que:
1-ao invés de ser um acto de coragem ou cobardia, o suícidio é antes de mais um acto de desespero de quem o pratica que dessa forma procura fugir ás amarguras da vida. Pensando que com a morte tudo termina, o suícida pensa escapar dos sofrimentos que o aflige.  Embora não se possa generalizar e cada caso seja especifico, existe um factor em comum que é o desapontamento que o suícida experimenta quando verifica que em vez de se livrar dos seus problemas, acabou por piorar a sua situação, como diz no LE: 957. Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?
“Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em
todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta  imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.”

Em relação á depressão, sendo esta uma das causas do suicídio (mas não a única), a terapia espiritual (fluidoterapia e desobsessão) pode ser de grande ajuda pois por vezes existe um processo obsessivo por detrás da depressão. O uso de anti-depressivos também pode ser uma ajuda complementar desde que efectuado com acompanhamento médico especializado e como ajuda temporária.
Não esquecer que enquanto encarnados temos o dever de olhar pelo nosso corpo o melhor possivel, mesmo sabendo que se trata de uma veste temporária, pois todos os excessos e vicios que comprometem o bom funcionamento do mesmo nos acarratará consequências negativas a médio ou longo prazo.
Quando as dificuldades e o sofrimento nos visitarem, tenhamos sempre em consciência que Deus nunca coloca fardos pesados em ombros fracos, e que as dificuldades são uma prova para nós das quais saíremos mais fortes se as enfrentrarmos com coragem e confiança no futuro. ("Eu pedi a Deus forças e Ele me deu dificuldades para fazer-me forte")
O conhecimento do espiritismo é um forte meio de combate ao suicídio, pois o espírita sabe que a alma é imortal e a morte não existe.
Abraços.
Ass: Carlos Ribeiro

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Atma em 30 de Novembro de 2008, 20:53
Suicídio, Nunca!
 
Não é possível abranger, neste modesto artigo, ou até mesmo num simples capítulo de um livro, o ato tão angustioso, grave, sombrio, e covarde que é o suicídio, que em muito tem elevado as estatísticas mundiais, dos fatores que redundam em morte.

Que poderá levar o homem a cometer esse  gesto de extremo barbarismo?

Eis a pergunta, inquietante, que a mente humana formula, em todos os continentes, em face da incidência de suicídios em milhares e milhares de lares de todo o planeta, quer seja em lares humildes, em lares de mediana condição, ou mesmo  em lares onde a riqueza impera.

Apontaríamos, em tese, algumas das principais motivações, ao nosso modesto modo de ver, que levam o indivíduo a pensar e até mesmo cometer este tão grandioso quanto desesperador ato, sabendo que outras inúmeros causas podem ser aduzidas a estas que abaixo relacionamos.

1) Falta de fé;

2) Orgulho Exacerbado;

3) Desespero e Tédio;

4) Desequilíbrio nervoso;

5) Desânimo com moléstias consideradas incuráveis;

6) Sugestões de encarnados ou desencarnados.

A falta de fé, é sem dúvidas a maior responsável pela quase totalidade dos suicídios.

É justamente na fé que encontramos o alimento que nos fortalece a alma, revigorando-nos para os embates naturais da vida de qualquer ser humano, com perspectivas otimistas de alcançar a vitória ao final da luta.

É pela fé que nos propomos a fazer a parte que nos cabe executar e esperamos confiantes em Deus nosso Pai, e em seus dignos emissários, a resolução da parte que não depende de nossa vontade.

A fé é mãe generosa dos que confiam, que trabalham convictos de que no momento certo a ajuda do alto lhe chegará; e aquele que a tem, eleva seu pensamento numa calorosa prece, haurindo do Fluido Cósmico Universal as substâncias balsâmicas, calmantes, harmoniosas..., que nos ajudam a aclarar o entendimento e fortalecer o coração.

O Benfeitor Emmanuel, nos esclarece que: “quando a dor nos entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-nos a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-nos ao desânimo e insuflando-nos o desespero; todavia, SE ACENDEMOS NO CORAÇÃO LEVE FLAMA DA PRECE, FIOS IMPONDERÁVEIS DE CONFIANÇA ligam-nos o ser a Deus”.

O Orgulho Exacerbado, não é, outra coisa senão a ausência de humildade, pois o humilde não se faz orgulhoso; ao contrário a humildade é o mais poderoso antídoto para o orgulho e o egoísmo. O tal orgulho ferido tem sido causa de desastres e dores que castigam seus portadores por séculos afio;

O Desespero e o tédio que assolam grande parte das criaturas humanas as levam  a se acharem sem quaisquer perspectivas de melhorarem e invadidas pelo desgosto que as espreitam, encontram como solução para seus problemas o fim da vida que julgam acabar também com os problemas que vivenciam, são inúmeras as mensagens deixadas pelos desesperados suicidas, com referência ao "desencanto com a vida", sem que  procurassem buscar ajuda para o fortalecimento da esperança em dias melhores;

O Desequilíbrio nervoso, que poderia ter sido combatido e até evitado, no seu início, se o indivíduo tivesse procurado os adequados recursos que a moderna medicina legal é capaz de propiciar, muito provavelmente teria se restabelecido em seu equilíbrio emocional, e não teria chegado às raias da loucura para tal cometimento.

Desânimo com moléstias consideradas incuráveis, as moléstias incuráveis, são também fatores de grande motivo de suicídios, pois muitos dos portadores dessas moléstias não vêm mais motivos para continuarem  nas estatísticas dos vivos, não percebendo que a Deus tudo é perfeitamente possível, e que muitas das moléstias que ontem matavam sem apelação, hoje são perfeitamente controladas pela medicina moderna, e com o pensamento desarmonizado, esperando apenas o dia da morte, têm na vida um fardo altamente pesado que desejam se ver livres o mais breve possível, visualizando no suicídio a única solução viável.

O desânimo é uma falta, nos esclarecem os espíritos superiores, falta que é sem dúvida na maioria dos casos o início de tudo; é ele inimigo perigoso, contra o qual deveremos estar  sempre alertas, visto que é altamente contagioso, instalando-se quase que de maneira imperceptível no ser, que passa de repente a não ter vontade para as coisas mais normais do dia a dia das pessoas, perdendo pouco a pouco o interesse pela vida, e não acreditando sequer nos poderes do Pai Celestial,

A Doutrina Espírita, nos esclarece que “fé inabalável só é aquela que é capaz de encarar frente a frente, a razão em todas as épocas da humanidade”, pede a seus sinceros adeptos para suportar e vencer, resistir e transpor os mais sérios obstáculos, inclusive os relacionados com uma existência dolorosa, sob o aspecto moral ou físico, pois os férteis e aflitivos problemas, de nossa estada neste planeta em cada encarnação não passam de um piscar de olhos se comparados à eternidade que nos espera para gozarmos da verdadeira felicidade que não conquistaremos nesse nosso estado de espíritos imperfeitos; mas, fadados ao progresso e a sublimação; afirmando-nos que quem tem fé não deserta da vida, pois sabe que os recursos divinos, de socorro à humanidade, são inesgotáveis. Não conseguiremos jamais esvaziar os mananciais sublimes e incalculáveis da misericórdia de Deus!

Diante dos problemas causados pela moléstia considerada incurável, procura o enfermo, algumas vezes, no suicídio, a solução do seu problema; infeliz engano, pois a ninguém é lícito conhecer até onde chegam os recursos curadores da Espiritualidade Superior, que é a representação da soberana bondade Divina, caindo em desespero ainda maior, visto que além da doença que não se curará por si só, ainda terá que dar conta do veículo físico que a misericórdia divina lhe concedeu para seu crescimento como espírito imortal a caminho da angelitude.

Quantas vezes amigos do Mais Alto intervêm, prodigiosamente, quando a Medicina, desalentada, já desistiu por ter chegado ao limite de sua capacidade de ação, não encontrando recursos nos atuais conhecimentos desenvolvidos pelas pesquisas científicas?

Sugestões de encarnados e desencarnados, Há outro tipo de suicídio, aquele que resulta da indução, sutil ou ostensiva, de terceiros, encarnados ou desencarnados, especial e mais numerosamente dos desencarnados, não sendo demais afirmar, por efeito de observação, que a quase totalidade dos auto-extermínios foi estimulada por entidades perversas, inimigas ferrenhas do passado, que, ligando-se ao campo mental de quantos idealizam, em momento infeliz, o suicídio, intensificando-lhes, na hora adequada, a sinistra idéia.

Grande número dos suicidas se deixaram envolver pelas sugestões de pessoas desequilibradas dos dois planos da vida, e se já tinham motivos pessoais para cometerem esse ato lastimável, encontram nessas sugestões, material farto e poderoso para seu cometimento. Pessoas há que não sabem sugerir coisas positivas, e só conversam sobre assuntos negativos, desanimadores, influenciando o fraco de espírito, ao desespero e à desdita.

Precisamos entender que o ser humano, tem na razão, o grande e justo juiz de seus atos, pois é pela razão que deve embasar seus fundamentos materiais, morais, religiosos, utilizando-se dessa eficaz ferramenta para consolidar uma fé raciocinada, que lhe indicará o melhor caminho a seguir, mesmo diante de inúmeras sugestões dos “entendidos” que não deixarão de dar sua opinião, mesmo sem serem convidados a opinar.

Do outro lado da vida, o suicida que teve a ilusão de ver seus problemas resolvidos com a extinção do corpo físico, que acreditava ver cessarem suas dores e problemas,  depara-se com a inusitada situação de ver agravada sua desgraça, com os mesmos sofrimentos dos quais se julgava livre, e mergulhado na tortura.

A Doutrina Espírita, nos apresenta relatos de antigos suicidas e obras especializadas, de origem mediúnica, falando-nos, inclusive, de vales sinistros, onde se congregam, em infelizes e trevosas sociedades, os que sucumbiram no auto-extermínio.

Nessas regiões, indescritíveis na linguagem humana, os quadros são terríveis, de desespero, angústia, lamentação, solidão, trevas, pesadelos horrendos, com a sensação, por parte do infeliz, de que se encontra "num deserto, onde os gritos e gemidos têm ressonâncias fúnebres", o arrependimento do impensado ato cometido lhe traz a visão constante das cenas do seu suicídio; recordação aflitiva dos familiares do lar distante, dolorosamente perdidos na insânia de sua atitude, causando dores e lágrimas em todos.

Passa então a ter saudades da vida; dos entes queridos; das coisas que possuía, e que não soube valorizar, por lhe haver faltado um pouco mais de fé e confiança na ajuda de Deus, que tem sempre no momento adequado, a solução para enviar ao seu filho muito amado, que deveria acreditar, que na hora mais adequada a solução chegaria.

Os mais variados efeitos psicológicos e as mais diversas repercussões morais tornam a presença do suicida, no mundo espiritual, um autêntico inferno, onde estagiará não se pode precisar por quanto tempo, pois tudo dependerá de uma série de fatores que não temos condições de enumerar, mas que fazem parte da Lei Natural de Amor e Justiça.

Sofrerá inevitavelmente os ataques de entidades cruéis, com acusações e blasfêmias, tornando-se vítima de sevícias e de sinistros verdugos que o perseguirão na longa noite dos que não tiveram coragem para enfrentar o fardo que Deus os confiou para seu próprio burilamento.

Se, fosse possível, aos nossos olhos uma breve e pálida visão das cenas torturantes com que se deparam os suicidas, no mundo espiritual, com absoluta certeza afirmamos, que o homem jamais admitiria a morte por fuga de seus problemas na vida de encarnado, e com isso diminuiria quase que totalmente as estatísticas sobre esse tipo de morte.

O Espiritismo, chamando a atenção dos homens para a realidade da vida do suicida após a morte do corpo físico, apresentando a todos os testemunhos dos próprios espíritos que cometeram esse ato insano, ensina-nos que a vida é concessão de Deus e só ele pode dar cabo quando bem entender.

No Livro dos Espíritos,  PARTE 4ª - CAPÍTULO I, DAS PENAS E GOZOS TERRESTRES, encontramos as perguntas formuladas pelo codificador e tão bem esclarecidas pelos Espíritos Superiores sobre o Suicídio e que abaixo transcrevemos:

Desgosto da vida. Suicídio

943. Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?

“Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade. “Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.”

944. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?

“Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.”

a) - Não é sempre voluntário o suicídio?

“O louco que se mata não sabe o que faz.”

945. Que se deve pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?

“Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada.”

946. E do suicídio cujo fim é fugir, aquele que o comete, às misérias e às decepções deste mundo?

“Pobres Espíritos, que não têm a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Ai, porém, daqueles que esperam a salvação do que, na sua impiedade, chamam acaso, ou fortuna! O acaso, ou a fortuna, para me servir da linguagem deles, podem, com efeito, favorecê-los por um momento, mas para lhes fazer sentir mais tarde,  cruelmente, a vacuidade dessas palavras.”

a) - Os que hajam conduzido o desgraçado a esse ato de desespero sofrerão as conseqüências de tal proceder?

“Oh! Esses, ai deles! Responderão como por um assassínio.”

947. Pode ser considerado suicida aquele que, a braços com a maior penúria, se deixa morrer de fome?

“É um suicídio, mas os que lhe foram causa, ou que teriam podido impedi-lo, são mais culpados do que ele, a quem a indulgência espera. Todavia, não penseis que seja totalmente absolvido, se lhe faltaram firmeza e perseverança e se não usou de toda a sua inteligência para sair do atoleiro. Ai dele, sobretudo, se o seu desespero nasce do orgulho. Quero dizer: se for quais homens em quem o orgulho anula os recursos da inteligência, que corariam de dever a existência ao trabalho de suas mãos e que preferem morrer de fome a renunciar ao que chamam sua posição social! Não haverá mil vezes mais grandeza e dignidade em lutar contra a adversidade, em afrontar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que só tem boa-vontade para com aqueles a quem nada falta e que vos volta as costas assim precisais dele? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é estultícia, porquanto ele a isso nenhum apreço dá.”

948. É tão reprovável, como o que tem por causa o desespero, o suicídio daquele que procura escapar à vergonha de uma ação má?

“O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as conseqüências. Deus, que julga, pode, conforme a causa, abrandar os rigores de Sua justiça.”

949. Será desculpável o suicídio, quando tenha por fim obstar a que a vergonha caia sobre os filhos, ou sobre a família?

“O que assim procede não faz bem. Mas, como pensa que o faz, Deus lhe leva isso em conta, pois que é uma expiação que ele se impõe a si mesmo. A intenção lhe atenua a falta; entretanto, nem por isso deixa de haver falta. Demais; eliminai da vossa sociedade os abusos e os preconceitos e deixará de haver desses suicídios.” Aquele que tira de si mesmo a vida, para fugir à vergonha de uma ação má, prova que dá mais apreço à estima dos homens do que à de Deus, visto que volta para a vida espiritual carregado de suas iniqüidades, tendo-se privado dos meios de repará-los durante a vida corpórea. Deus, geralmente, é menos inexorável do que os homens. Perdoa aos que sinceramente se arrependem e atende à reparação. O suicídio nada repara.

950. Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?

“Outra loucura! Que faça o bem e mais cedo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos.”

951. Não é, às vezes, meritório o sacrifício da vida, quando aquele que o faz visa salvar a de outrem, ou ser útil aos seus semelhantes?

“Isso é sublime, conforme a intenção, e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. Mas, Deus se opõe a todo sacrifício inútil e não o pode ver de bom grado, se tem o orgulho a manchá-lo. Só o desinteresse torna meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.”

Todo sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque resulta da prática da lei de caridade. Ora, sendo a vida o bem terreno a que maior apreço dá o homem, não comete atentado o que a ela renuncia pelo bem de seus semelhantes: cumpre um sacrifício. Mas, antes de o cumprir, deve refletir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte.

952. Comete suicídio o homem que perece vítima de paixões que ele sabia lhe haviam de apressar o fim, porém a que já não podia resistir, por havê-las o hábito mudado em verdadeiras necessidades físicas?

“É um suicídio moral. Não percebeis que, nesse caso, o homem é duplamente culpado? Há nele então falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de Deus.”

a) - Será mais, ou menos, culpado do que o que tira a si mesmo a vida por desespero?

“É mais culpado, porque tem tempo de refletir sobre o seu suicídio. Naquele que o faz instantaneamente, há, muitas vezes, uma espécie de desvairamento, que alguma coisa tem da loucura. O outro será muito mais punido, por isso que as penas são proporcionadas sempre à consciência que o culpado tem das faltas que comete.”

953. Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?

“É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, mau grado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?”

a) - Concebe-se que, nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes.

“É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.”

b) - Quais, nesse caso, as conseqüências de tal ato?

“Uma expiação proporcionada, como sempre, à gravidade da falta, de acordo com as circunstâncias.”

954. Será condenável uma imprudência que compromete a vida sem necessidade?

 “Não há culpabilidade, em não havendo intenção, ou consciência perfeita da prática do mal.”

955. Podem ser consideradas suicidas e sofrem as conseqüências de um suicídio as mulheres que, em certos países, se queimam voluntariamente sobre os corpos dos maridos?

“Obedecem a um preconceito e, muitas vezes, mais à força do que por vontade. Julgam cumprir um dever e esse não é o caráter do suicídio. Encontram desculpa na nulidade moral que as caracteriza, em a sua maioria, e na ignorância em que se acham. Esses usos bárbaros e estúpidos desaparecem com o advento da civilização.”

956. Alcançam o fim objetivado aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se-lhes?

“Muito diverso do que esperam é o resultado que colhem. Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo, pois não é possível que Deus recompense um ato de covardia e o insulto que Lhe fazem com o duvidarem da Sua providência. Pagarão esse instante de loucura com aflições maiores do que as que pensaram abreviar e não terão, para compensá-las, a satisfação que esperavam.” (934 e seguintes)

957. Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?

“Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.”

Que o bondoso Mestre de Nazaré, nos envolva em suas bênçãos e que jamais busquemos no suicídio a solução para qualquer dos nossos  problemas.

Francisco Rebouças
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Dezembro de 2008, 13:53
Olá Carlos

Na minha óptica e à parte pequenos pormenores pouco relevantes, concordo com a tua conclusão. Para além disso está muito bem escrita, clara, objectiva e sucinta. Gostei muito!

bem hajas
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Taprobana em 01 de Dezembro de 2008, 15:50
Olá Carlos.

Partilho da opinião do Vítor.
 
Lamento não ter tido oportunidade de ser mais contributivo para este tema, mas quando me registei neste fórum já este comboio ia em andamento.  :D

Um abraço amigo e como diria o Vítor:

bem hajas




Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: *Leni* em 02 de Dezembro de 2008, 00:42




Suicídio, o fundo do poço?

"Quem chega no fundo do poço precisa lembrar que o fundo
é o melhor lugar do poço para se tomar impulso."

Eduardo Marinho.




Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: maria joaow em 03 de Dezembro de 2008, 20:49
Tb concordo que o "fundo do poço" seja muitas vezes o necessário para a pessoa dar a volta por cima na sua vida pela positiva.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: luizzotto em 05 de Dezembro de 2008, 21:15
O Espiritismo nos ensina a pensar e não o que pensar, facilitando o enriquecimento entre as pessoas quando participam do conhecimento uns dos outros.
Inicialmente eu divido o suicídio de 3 formas.
O da pessoa com problemas mentais gravissimos, que não sabem o que estão fazendo, tornando-se um ato não de desespero, mas sim inconsequente perante os seus pensamentos.
O da pessoa que está com o seu humor alterado, devido a alguma substância, como o alcool, a droga nas suas diversas formas, o que não tira a responsabilidade do livre arbitrio de ter permitido que a sua mente muda-se de acordo com a substância.
O de pessoas que não conseguem entender ou suportar os problemas ou situações da vida, pois sabemos que Deus não dá o fardo acima do suportado pelo Ser Humano, sendo assim está faltando uma fé real que lhe permita aceitar as adversidades, seja elas quais forem.
De qualquer forma, sabemos que não somos obrigados a plantar, mas sim a colher o que plantamos, sendo assim cada caso é visto de acordo com a gravidade perante as leis divinas.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: evandroespindola em 06 de Dezembro de 2008, 14:04
saudações queridos amigos.
O suicídio para mim tambem é uma atitude reprovavel, pois tenho o conhecimento que na vida tudo tem um motivo der ser e acontecer.
Porem isso não me dá o direito de julgar, ou muito menos condenar alguem, por uma atitude precipitada dessas. A nós foi dado o livre arbitrio, que é por mim uma das mais valiosas concessão de Deus.
Atitudes suicídas (salvo os suicidas idealistas) revela que os irmãos que as cometem não possuem um correto entendimento do significado de sua existencia e nem de seus martirios. Assim em busca de algo que os libertem de tamanho aborrecimento, numa atitude desespero acabam por interromper e abreviar sua passagem por este tempo e espaço.
Acredito cegamente que ha esses irmãos, não lhes faltaram oportunidades de reaverem seus atos, para que num prospero momento venham a obter os conhecimentos e as condições nescessárias de desenvolvimento evolutivo e existencial. Pois Deus os criou tambem com um propósito, semelhante aos outros seres de nossa mesma espécie que evoluem initerruptamente, independente de estarem ou não encarnados, de serem ou não simples ou Sofisticados, sempre regidos pelo amor  pelo equilibrio e pela grandeza da natureza Dívina.
muito obrigado pela atenção de todos.
reprovavel/voce esta na condição de julgador agora é?
tems que reprovar as suas proprias conduta erradas,não as dos outros
por acaso saberia o que passa no coração no exato momento que o infeliz cometeu o ato?
conhece suas dores e fraquesas?quem reprova,condena amigo
não temos bases nem para nos julgarmos,pois não nos conhecemos,que dira os outros
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Georgi em 11 de Dezembro de 2008, 11:13
Bem colocado como disse Jesus conforme condena es condenado.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: JC em 10 de Fevereiro de 2009, 06:47
 Caros amigos, primeiramente vou responder á pergunta do Carlos e consequentemente a todos que tenham interesse na resposta .
Caro Carlos,
Sem a minima intenção de querer ser ou sequer parecer ser arrogante ou pretensioso, pela minha experiencia e não pela minha fé ou crença, digo-lhe o seguinte :
Existem diferenças muito importantes e que são divisor de águas, entre, suspeitar ou supor, acreditar ou crer, testemunhar atraves de outrem, e saber ou viver e conhecer por si proprio. Para quem conhece bastante de espiritismo sabemos que existem diferenças entre as capacidades de compreensão, faculdades mediunicas, e experiencias espiritas, entre cada um de nós .
Por isso, e acredite quem quiser, meu objetivo não é convencer ninguem a nada, estou apenas tentando contribuir com minha experiencia, minha capacidade limitada e minha fé , realmente, apesar de , assim como tudo na vida, cada caso é um caso, embora haja mais semelhanças entre todos os casos do que diferenças, mas cada analise é feita individualmente, e sim, é verdade que cada irmão nosso que sucumbiu ao suicidio, será analisado de acordo com seus méritos e débitos (para ficar mais resumido e nao me alongar muito ) . Mas adianto-lhe que sei que mesmo o menos agravado dos nossos irmãos que desistiram  da própria missão sofrerá uma expiação e prova, não devemos entender como castigo, e sempre a forma vem em forma de alguma debilidade fisica ou até mental, tudo depende dos seus méritos e débitos até áquele momento . Mas nada o isentará disso . Porem não devemos lamentar o passado e nem culpar, devemos orar e enviar as melhores vibrações que pudermos para nossos irmãos vencerem, agora com muita força de vontade uma nova etapa . Eu conheço, SEI , vários casos, tanto acontecidos, como de atual reparação, uns mais leves, outros mt mt graves, mas em todos os casos sinto que nossos irmãos contam com uma assessoria espiritual intensa e motivadora . Se alguem desejar, que se manifeste e eu posso contar 2 casos muito esclarecedores, mas longos e poderei faze-lo numa outra explicação .
Mas não se impressionem muito, aqueles que tenham qq caso na familia, aliás ,lembrem-se que a familia de cada um de nós somos todos nós, algumas vidas uns outras vidas outros, as nossas ligações espirituais são universais e não familiares como as conhecemos aqui neste planeta. Quando dizemos ''SOMOS TODOS IRMÃOS'', mais parece uma linguagem poética, mas não é, é sim uma verdade .

Agora falando a respeito da parte que causou mais discórdia nas respostas que li:

1 - Para o mundo material, o suicidio é um ato de desespero para muitos, e para outros chega a ser considerado um ato de coragem, e há tb quem o considere um ato de covardia .
2 - Para o mundo espiritual, o suicidio é um ato de covardia, um ato falho gravissimo .
Um ato onde um espirito desistiu da missão que lhe havia sido atribuida e que ele havia aceito . Todos nós antes de reencarnar temos conhecimento das principais provas pelas quais haveremos de passar, ninguem é jogado aqui ao acaso, existe um proposito para tudo, e temos acesso a boa parte da programação, que é aceita voluntariamente, na maioria dos casos, especialmente entre os espiritos um pouco mais esclarecidos, ou compulsivamente nos casos entre espiritos menos esclarecidos e mais revoltados . Claro que de acordo com o nosso livre arbitrio muito pode mudar para pior e ate para melhor, normalmente mais para pior, mas de acordo com os creditos que temos de vidas anteriores e aqueles que conseguirmos obter no decorrer da vida presente tb pode mudar para melhor, o que não quer dizer facilitar o caminho , na forma como conhecemos um caminho mais facil, mas recebemos mais força para suportarmos o caminho e muitas outras benções .

Agora falando sobre outro ponto em que notei muita discordia em algumas mensagens, sobre entendimento e desentendimento sobre o julgar nossos irmãos que desistiram de suas missões antes do tempo pre-determinado .
Lembro a meus irmãos amigos aqui, que nunca devemos julgar ninguem, sim correto, pelos muitos motivos já ditos aqui, PORÉM ''PODEMOS'' sim julgar qualquer má atitude, e ''DEVEMOS'' sim condenar qualquer má atitude, especialmente intimamente, ou até para um amigo mas apenas com o proposito de esclarecer, buscar ou levar entendimento,  e não com o proposito da simples publicação e ignorante e primitivo desejo de condenar, mas vejam bem, eu disse JULGAR A ATITUDE, JAMAIS O NOSSO IRMÃO QUE POSSA TER COMETIDO TAL ATITUDE, pois ele assim como qualquer um de nós está sujeito ao erro, desde o mais leve ao mais grave . E se nós hj já não cometemos erros tão graves qto nosso irmão, certamente já os cometemos num passado talvez nem tão distante e foi muito aliviante encontramos o apoio e o perdão para o nosso erro, ou então foi muito penoso encontrarmos a condenação publica e massacrante .
De qualquer maneira, sabemos que existem no mundo material, as leis justas ou não, sábias ou não, mas que regem este planeta de acordo com limites territoriais e bandeiras, da mesma forma existem regras e leis no mundo espiritual  ás quais todos estamos sujeitos .
Então meus irmãos amigos, saibamos diferenciar a infração, do infrator .

Espero ter sido util de alguma forma .

Desejo a todos muita LUZ PAZ E AMOR .
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Ramon em 10 de Fevereiro de 2009, 10:33
SUICIDIO INFANTIL

Por que crianças se suicidam?

Criança sabe o que é a morte?

Como a Doutrina Espírita explica e faz prevenção?

Ramon
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: *Leni* em 16 de Fevereiro de 2009, 23:05



O drama de Camilo Castelo Branco

“Eloquente é também o epílogo do drama que foi a vida do grande escritor português Camilo Castelo Branco. Obsidiado, pessimista, médium que jamais deu valor ou prestou atenção às suas faculdades mediúnicas, nem mesmo aos notáveis fenômenos ocorridos na sua desregrada existência, ele próprio preparou o seu triste fim.

Dispondo de grande cultura, um tanto habituado aos trambolhões da vida, que ele nunca soube bem viver, velho hepático e não menos dispéptico, foi atingido por um mal de olhos que o levou gradativamente às fronteiras da cegueira completa.

Sempre esperançado de melhoras ou cura, foi passando o tempo, até conseguir consultar-se com um abalizado especialista, que o foi examinar na própria residência e de que esperava a última palavra decisiva sobre o mal. Isso em junho de l890. Tratava-se de um caso perdido, de irremediável cegueira. Ouvindo a terrível revelação, Camilo Castelo Branco, que já pensava diversas vezes em suicídio, deu um tiro na cabeça meses depois.

Rubens Santini de Oliveira.


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: parnate em 24 de Fevereiro de 2009, 06:52
O suicídio é um ato de desespero, onde o homem não têm força para suportar as misérias, dores, problemas da existência causados por ele mesmo em outrora. Por isso não há forma alguma de justificar o suicídio, por maior que seja o sofrimento.

Você bem disse: "onde o homem não têm força" .
Se ele não tem força, como poderá suportar ?
Se um estivador ,que leva um saco de cada vez até o barco pede para seus colegas lhe colocarem dez sacos de uma vez só em suas costas (pois quer poupar tempo) e cai de imediato, será ele um fraco por não tem conseguido carregar os dez sacos ? Claro que foi erro dele supor que conseguiria, mas assim que se recompor, irá voltar à carregar um saco por vez...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Isis Maria em 24 de Fevereiro de 2009, 09:31
Bom e lindo dia a TODOS - do fórum e aos visitantes,

Citar
SUICIDIO INFANTIL

Por que crianças se suicidam?

Criança sabe o que é a morte?

Como a Doutrina Espírita explica e faz prevenção?

Ramon


Ramon, como você, tentando entender o que leva as crianças ao suícidio, encontrei o artigo abaixo que nos permite inúmeras reflexões.

Por que as crianças se suicidam? (artigo de Luiz Carlos D. Formiga)


Parece raro o encontro de suicídio em crianças. Mas ele existe? Como a criança encara o problema da morte?

Entramos num terreno que se me parece extremamente complexo e o melhor é deixar o especialista, o mestre no assunto, assumir as rédeas do pensamento. Sem sombra de dúvidas é o psicólogo o mais capacitado para esclarecer nossas dúvidas e à Psicologia Infantil está reservado importante papel no futuro da: Humanidade e é por isso que ela funciona como cadeira básica de qualquer Faculdade de Educação.

Artigo, recentemente publicado pela Psicóloga Wilma da Costa Torres, Professora Assistente do Instituto de Psicologia da UFRJ, destaca a abordagem desenvolvimentista da compreensão da morte pela criança. Apresenta e discute os resultados de pesquisas realizadas para Investigar a Influência de fatores maturacionais, cognitivos, sociais e afetivos nas etapas de conceituação da morte. Seu título - "O tema da morte na psicologia Infantil: uma revisão da literatura" - demonstra que, dentro do nossa espaço disponível, não poderemos explorá-lo adequadamente. Entretanto, é parte extraída dos capítulos 2 e 5 da tese "O conceito de morte em diferentes níveis de desenvolvimento cognitivo: uma abordagem preliminar, apresentada para a obtenção do grau de mestre em Psicologia Aplicada e merece portanto mais tarde ser examinado com carinho. Por ora achamos pertinente anotar algumas conclusões. A primeira, que é apoiada em autores estrangeiros, é que "as diferenças de nível sócio-econômico têm grande importância na aquisição do conceito de morte. Segundo resultados encontrados pelos autores estrangeiros, as crianças urbanas de nível sócio-econômico mais baixo adquirem conhecimentos conceituais acerca da morte mais rapidamente do que as da classe média. O estudo da psicóloga brasileira representa o ponto de partida para a instalação da área de investigação em Tanatologia (*) no Brasil. A equipe de que faz parte prossegue na realização de uma série de investigações visando, através da obtenção de dados extraídos da realidade brasileira, prover psicólogos da área clínica, do desenvolvimento e da educação, de embasamentos teórico-práticos para a abordagem adequada do tema da morte com a criança.

Sumariando de forma muito imperfeita o assunto poderíamos dizer que a pesquisa clássica publicada sobre o assunto tinha uma casuística de 378 criança húngaras e para examinar como as crianças conceituam e lidam com a morte nas várias idades. Interpretava as idéias de morte expressas pelas crianças através de palavras ou desenhos.O autor encontrou evidências para a existência de três etapas diversas. Até 5 anos, não há noção de morte definitiva, a criança não reconhece que a morte envolve total cessação da vida e não compreende a não reversibilidade da morte. A segunda (entre 5 e 9 anos), caracteriza-se por uma forte tendência a personificar a morte. É compreendida como irreversível, porém não como Inevitável. Somente na terceira etapa (9 e 10 anos), a criança reconhece a morte como cessação elas atividades do corpo e como inevitável. E, somente na adolescência, estes são verdadeiramente capazes de apreenderem o conceito de morte bem como o significado da vida.

Trabalhos posteriores trouxeram novas divisões segundo a faixa etária e um autor de língua inglesa coloca crianças entre 9 e 10 anos numa terceira fase, onde a morte é definitiva, mas a morte funciona biologicamente, acreditando que podem ver, ouvir ou sentir. Na quarta categoria (entre 6 e 12 anos), a morte é definitiva e implica a cessação de todas as funções biológicas; as crianças classificadas nesta categoria expressam conceitos realistas sobre a morte. Assim, é possível entre 5 e 12 anos perceber a morte como final e irreversível.

Muito interessante as conclusões de Gessei e colaboradores que descrevem as crianças de 10 anos como mais positivas e práticas na abordagem da morte. Sabem que depois da morte, com o tempo, o corpo se desintegra ou se mumifica, mas não dedicam maior reflexão a este assunto. Aos 11 anos "teorizam" sobre o que sucede depois da morte. Aos 12 anos revelam preocupação sobre a natureza da outra vida. Aos 13 anos a especulação cresce, mas a sua morte é vista como distante de um futuro imediato. Aos 14 anos, unia das tendências mais fortes é a de assinalar a inevitabilidade da morte, o que, entretanto, é acompanhada de uma aceitação positiva; nesta fase a vida é mais importante que a morte e as crianças revelam o desejo de viver uma vida plena antes de morrer.

Noutro trabalho, de não menos importância, realizado com crianças inglesas podem identificar-se5 (cinco) categorias para o significado da morte. O nível mais baixo, categoria A - revela ignorância completa, B - algum grau de compreensão, C - compreensão (define morto como negação de vivo), D - compreensão dos aspectos mais abstratos, E (nível mais alto) - compreensão dos aspectos lógicos ou biológicos da morte. A idade de 7 e 8 anos aparece, nessa investigação, como um marco de mudança (categoria C). A idade média das crianças na categoria B foi de 5 anos e meio, e, a assimilação completa (nível E) só surgiu em torno dos 12 anos.

Piaget considera que a partir do momento em que a criança se torna consciente da diferença entre vida e morte, a idéia de morte incentiva a curiosidade da criança, pois, se tudo é acasalado a um motivo, a morte exige uma explicação especial. Sylvia Anthony, aprofundando as considerações de Piaget, assevera que ao estabelecer a relação entre morte e Humanidade como uma categoria na qual ela própria está logicamente Incluída, atinge o máximo de desenvolvimento.

No Brasil, Rio de Janeiro, a Psicóloga Wilma Torres e colaboradores examinaram 183 crianças entre 4 e 13 anos de idade e seus resultados pare- cem confirmar e ampliar os de pesquisadores estrangeiros. Permitiram, seus resultados, identificar três níveis do conceito de morte descritivos do pensamento das crianças dos diferentes períodos de desenvolvimento cognitivo. No nível 1, característico do subperíodo pré-operacional, atribuem vida ao morto. No nível 2, característico do sub-período operacional concreto, já compreendem a morte como definitiva e no nível 3, característico do período formal, reconhecem a morte como processo interno, implicando a cessação da vida do corpo.

É pertinente relembrar que as crianças urbanas de nível sócio-econômico mais baixo adquirem conhecimentos conceituais acerca da morte mais rapidamente do que as da classe média.

Gostaríamos de perguntar se esta mesma criança é a que procura o suicídio. Quais as causas? Talvez aqui devêssemos procurar um Professor Titular de Pediatria de uma Faculdade de Medicina, no Brasil. O "Jornal de Pediatria", em seu volume 43 em 1977, publicou trabalho do Professor Samuel Schvartsman. Na sua casuística e métodos observamos que foram estudados 21 casos de tentativas de suicídio em crianças de 9 a 14 anos de idade, por ingestão de produtos químicos. Após o atendimento médico eram feitos um estudo das condições e circunstâncias sócio-familiares do paciente, que pudessem estar relacionadas direta ou indiretamente com o evento, e uma análise dos fatores que pudessem permitir a distinção entre a encenação suicida e a verdadeira tentativa de suicídio. Este trabalho se reveste de grande importância para diversos profissionais uma vez que as tentativas de suicídio representam atualmente urna situação preocupante nas estatísticas de morbidade e mortalidade. Nos Estados Unidos - cita como exemplo o pediatra de São Paulo - o suicídio é considerado como a 4a causa mais freqüente de óbitos entre os adolescentes.

O trabalho brasileiro examina os principais dados relativos ao paciente e suas condições sócio-familiares: nome, idade, sexo, cor, maturidade, local do acidente, escolaridade, profissão do pai e da mãe, número de irmãos, tentativas anteriores, comunicação do intento, comunicação com outros, planejamento, objetivo primordial, ambiente reativo, repetição se possível, perfil psicológico e religião.

Vamos começar pelo fim apenas porque no trabalho original o autor não o discute. Foram encontradas 9 crianças católicas, 2 adventistas, 2 crentes e em 8 oportunidades não se pôde determinar a religião. Estes resultados estão em aparente contradição aos referidos anteriormente onde discutimos a prevalência maior entre os protestantes, embora aqueles dados tenham sido retirados de casos de suicídio entre adultos. Por outro lado merece investigação o fato de em 8 oportunidades não ter sido possível definir a religião do paciente ou de seu grupo familiar, uma vez que os sociólogos afirmam que tanto mais a comunidade religiosa está fortemente integrada, tanto mais, também, está dotada de virtude preservadora.

O perfil psicológico das crianças revela na grande maioria - INSEGURANÇA. O objetivo primordial - a MORTE. A maioria repetiria a tentativa, embora esta não tenha sido planejada. Não comunicaram o intento, o ambiente não era reativo, não houve tentativas anteriores e o local principal foi o quarto. Dentre os fatores sócio-familiares relacionados de algum modo com a tentativa e as circunstâncias que poderiam ser consideradas como precipitantes, destacam-se o alcoolismo dos pais em 6 oportunidades, o seu mau relacionamento em 5 e sua ausência em 3. A circunstância mais relacionada como precipitante foi a desavença familiar. Os autores discutem a infreqüência de suicídios em crianças com menos de 14 anos de idade em outras localidades, achando de difícil explicação o fato de 19 (90,5%) das crianças em São Paulo estarem entre 9 e 12 anos. Admitem os pesquisadores brasileiros que a intensidade e persistência de condições sócio-familiares desfavoráveis geraram uma precocidade do amadurecimento no sentido depressivo ou da necessidade de atenção ou afeto. Na amostragem cerca de 62% das mães (13 casos) tinham atividades profissionais diurnas fora de casa e, usualmente, seus filhos menores ficavam apenas sob vigilância do mais velho. Ressaltam os autores que existe a possibilidade de amostragem falseada, uma vez que em famílias de nível sócio-econômico superior estes casos são geralmente, e na medida do possível, pouco divulgados ou diagnosticados de maneira confusa ou inadequada. Ao contrário do que pudemos observar em adultos, em outros trabalhos, houve preponderância do sexo feminino. Aqui merece atenção a observação de que se precocemente reconhecidos pela família ou diagnosticados pelo pediatra é possível alterar evidentemente a seqüência de eventos. São os seguintes: tédio, inquietude, fadiga, preocupação corporal, dificuldades de concentração, dificuldades escolares e comportamento agressivo. Conclusão que parece discutível é a do fato de a criança não procurar a morte como diz fazê-lo. O que se reflete na dificuldade em definir ou caracterizá-la, o que não ocorreria com o adulto.

Como tentativas de suicídio são relacionadas a certos tipos de estruturas familiares e condições ambientais, que, em geral os pais ou parentes são hostis à criança ou entre si, sua finalidade seria a modificação destas situações. O suicida visa não apenas recuperar o objeto perdido, como recuperar o afeto e a atenção das pessoas significativas de seu meio ambiente. A procura de afeto é também, de certa forma, enfatizada pela freqüência relativamente pequena de tentativas de suicídio no filho único, possivelmente porque a capacidade afetiva dos pais seja suficientemente grande para compensar outras dificuldades. Dos casos estudados pelos autores brasileiros apenas um era filho único, enquanto 14 tinham de 4 a 8 irmãos.

O espiritista não pode ficar indiferente a essa problemática. No momento em que temos uma Campanha Permanente de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil é necessário que debates sobre problemas diversos da criança sejam realizados de forma a que possamos melhor adequar essa atividade pedagógica. Muito se poderá fazer, entretanto, nessa hora de decisão "é impraticável" o aprimoramento das almas sem educação, e educação exige legiões de cooperadores. Esquecer a infância e a juventude será desprezar o futuro". É por isso que Bezerra de Menezes ("Reformador" - junho/1978) afirma que "ninguém pode empreender tarefas nobilitantes, com as vistas voltadas para a Era Melhor da Humanidade, sem vigoroso empenho de educação evangélica da criança". E Francisco Spineli, no livro "Crestomatia da Imortalidade", assevera que a criança ainda é o sorriso do futuro na face do presente. Evangelizá-la é, pois, espiritualizar o porvir, legando-lhe a lição clara e pura do ensinamento cristão, a fim de que, verdadeiramente, viva o Cristo nas gerações de amanhã. Evangelizá-la de modo que a sua fé, a fé raciocinada, possa apoiar-se nos fatos e na lógica, sem deixar nenhuma obscuridade. Só dessa forma a criatura terá certeza. E ninguém terá certeza se não atingir, pelo menos, o 2.0 nível da taxonomia dos objetivos educacionais segundo Bloom. Porque "a fé necessita de uma base, base que é a Inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E para crer não basta ver, é preciso, sobretudo compreender". Os estudos realizados, pelos pesquisadores das causas do suicídio adulto e infantil, revelam a propriedade e atualidade das palavras de Marta da Anunciação (Depoimentos Vivos):

Acima de todas as coisas, o amor que observa e corrige, que acompanha e educa, que disciplina e consola, porquanto, sem dúvida alguma, não há método pedagógico de educação melhor do que o AMOR honrado, constante e firme."


 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: wuchs em 25 de Fevereiro de 2009, 17:28
Eu acho que o suicídio não deveria ser um pecado terrível, por simplesmente, ser o ato de um suicídio. A fraqueza é um hasteamento da bandeira branca, onde o encarnado teria o direito de abdicar de sua vida terrena, por questões estas muito relevantes, como; depressão, privações e outros. Abdiquem-se atos de suicídios por orgulhos e egoísmo, estes devem ter consequências ao pé da letra da lei da ação e reação. Deus é sabedor do futuro, então podemos supor que a humanidade não seria aprovada pelo lei do livre arbítrio. Eu acho que um homicida que mata a esperança de uma família ao matar um pai ou mãe de família, deveria ser punido bem pior do que o próprio suicida, embora o suicida vai deixar rastros de sofrimentos para suas famílias tb.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Fevereiro de 2009, 17:33
Olá wuchs

Concordo. O mal que fazemos às outras pessoas é mais grave do que o mal que fazemos a nós próprios. O suicidio, como você diz não é um mal que fazemos apenas a nós próprios. Se eu tivesse de estabelecer uma escala de crimes morais, colocava o homicidio como um crime 100 vezes mais grave do que o suicidio.

bem haja
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Amoroso em 25 de Fevereiro de 2009, 18:41
e o que dizer sobre o suicídio involuntário como o do espírito André Luis ?


viva
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Fevereiro de 2009, 18:57
Olá Amoroso

Entre as pessoas que nos rodeiam, a grande maioria pratica o suicidio lento, na medida em que muitas ingerem muitas vezes alimentos que não são bons para a saude, conscientes disso, ou não se cuidam devidamente - não fazem, por exemplo,  o exercicio fisico que sabem que deviam fazer, ou fumam, ou bebem demasiado, ou se  drogam, etc., etc.

Eu próprio não me cuido como devia. Isso está errado, efectivamente. Não há dúvida.

Contudo é muito mais grave fazer matar lenta ou rápidamente outras pessoas do que não nos cuidarmos a nós e abusarmos do nosso próprio corpo.

bem haja
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 25 de Fevereiro de 2009, 22:06
Olá amigos(as)

De facto amigos ,quando atentamos em nós o suicidio criamos em torno de nós sentimentos,(que segundo os espiritos amigos )dolorosos que estaremos longe de deslumbrar e na minha modesta opinião ainda bem.
Por isso é que a espiritualidade superior nos adverte:

O sofrimento é aquele recipiente pelo qual passa a acção purificadora de Deus na direcção da nossa alma e com o destino da nossa perfeição espiritual.Se não fosse o sofrimento ,nós viveriamos permanentemente mergulhados no oceano das nossas ilusões.É ele que nos desperta para a realidade dos valores sobrenaturais e nos mostra a face do Cristo sofredor.Após um sufrimento moral ou fisico,todos nós ficamos mais concientes,mais humanos e mais cristãos.

Digo-vos não é fácil,livrar da mente as tentações do suicidio ,mas não temos outro remédio ,senão lutar e muito contra nós mesmo.

SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Fernando B. em 02 de Março de 2009, 11:29
Suicídio
 
 
Palestra Virtual
Promovida pelo Canal #Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pcmMtZXNwaXJpdGlzbW8ub3JnLmJy)

 
 
 
Palestra
Virtual
Promovida pelo Canal #Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pcmMtZXNwaXJpdGlzbW8ub3JnLmJy)
em conjunto com o Centro Espírita Maria Angélica

Tema: Suicídio

Palestrante: Dulce Alcione

Rio de Janeiro
19/11/1999
Organizadores da palestra:

Moderador: "Luno" (nick: [Moderador])
"Médium digitador": "jaja" (nick: Dulce_Alcione)

Oração Inicial:

<[Moderador]> Pai Amado, obrigado por mais esta noite de estudos, de onde, certamente, iremos tirar ensinamentos que nos serão de extrema utilidade. Pedimos toda a proteção necessária ao bom andamento do trabalho e que os amigos espirituais possam envolver e inspirar nossa amiga Dulce para que esta noite de estudos seja a mais proveitosa possível. Esteja conosco, agora e sempre. Que assim seja!

Apresentação do Palestrante:

<Dulce_Alcione> Queridos irmãos, como trabalhadora da Casa de Maria Angélica (Rio de Janeiro), saúdo a todos nesta noite fraterna. Aqui na casa, trabalho na área de divulgação doutrinária, nos cursos e nos encontros. Minha formação é espírita, desde a infância. Encontro nesta doutrina todas as respostas aos meus anseios e necessidades, sendo muito grata à misericórdia de nosso divino Mestre, que me permite trabalhar em seu nome. (t)

Considerações Iniciais do Palestrante:

<Dulce_Alcione> É com muita alegria que hoje vemos a Doutrina Espírita ser divulgada através dos mais diversos meios de comunicação. O tema de nosso estudo hoje é o suicídio e suas conseqüências para o espírito. A Doutrina Espírita nos diz que as coisas do mundo, os reveses e as decepções são experiências a serem vencidas, pois objetivam o nosso crescimento. No Cap. V, de "O Evangelho segundo o Espiritismo" - "Bem-aventurados os aflitos", itens de 14 a 17, encontramos que os melhores preservativos contra o suicídio são a confiança no futuro e a resignação. O suicídio tem sempre por causa o descontentamento com algum fato da vida. É uma enganosa fuga ao sofrimento. Em geral, acontece quando o homem tem uma visão muito estreita e imediatista da vida. A Doutrina Espírita nos tem apresentado relatos de espíritos que cometeram suicídio e sofrem as conseqüências deste ato de forma extremamente dolorosa, tanto pelo arrependimento de terem violado as leis de Deus, quanto pela decepção de continuarem vivos, ou de não terem encontrado a paz procurada. A Doutrina Espírita nos orienta e esclarece de forma a termos confiança e força para continuarmos. (t)

Perguntas/Respostas:

<[Moderador]> [01] <solmar> Suicídio é sinal de fraqueza?

<Dulce_Alcione> O suicídio é antes de tudo falta de resignação às leis divinas. Portanto, é também falta de confiança em Deus e de fé na vida futura. (t)

<[Moderador]> [02] <adepto_da_reforma> Suicidas vão para o umbral por livre e espontânea vontade ou são levados a isso (mandados para o umbral?)

<Dulce_Alcione> Todo suicídio produz traumatismo perispiritual e mental. Ficando o perispírito ainda impregnado das forças vitais que deveriam ter sido utilizadas na manutenção do corpo, o suicida sofre as conseqüências de ter rompido os laços que o prendiam ao corpo material e que agora precisam se despojar dos fluidos e forças vitais. Esse período é de intenso sofrimento, deixando o suicida num estado vibracional muito conturbado, o que naturalmente o mantém nas zonas inferiores. (t)

<[Moderador]> [03] <Soutinho> Existe alguma diferença entre o suicida que tira sua vida de forma imediata (tiro, facada, etc.) e o que se suicida lentamente, utilizando outros "meios" (drogas, fumo, álcool...)?

<Dulce_Alcione> De acordo com "O Livro dos Espíritos", aquele que comete o suicídio vítima das paixões morais é duplamente culpado, pois tinha consciência e tempo de refletir sobre suas ações, enquanto que o outro muitas vezes é acometido de algum desvairamento que o leva a um momento de má escolha. (t)

<[Moderador]> [04] <adepto_da_reforma> De onde vem os impulsos suicidas existente em algumas famílias, nas quais os seus membros estão mais sujeitos à depressão e ao suicídio?

<Dulce_Alcione> O impulso suicida pode ter várias causas, seja um processo obsessivo, de loucura, ou um processo instalado no espírito desde muitas encarnações. No caso de famílias acometidas pelo suicídio, esses espíritos estão ligados geralmente por um dos problemas acima citados. (t)

<[Moderador]> [05] <solmar> O que seria paixão moral?

<Dulce_Alcione> As paixões que nos referimos são o álcool, a droga, o fumo e outras dessa natureza. (t)

<[Moderador]> [06] <adepto_da_reforma> Como um suicida é "punido" quando sucumbe perante uma tarefa escolhida por si mesmo?

<Dulce_Alcione> É importante lembrarmos que o sofrimento do suicida não está ligado a uma punição divina, como muitas pessoas pensam. Seu sofrimento decorre da violação à lei de conservação e toda sua dor é conseqüência do seu impensado ato. Sendo efeito natural de uma desarmonização com as leis da vida e da morte, lei da criação. Portanto, não é castigo, é efeito de uma causa. (t)

<[Moderador]> [07] <_Stone_> Por que algumas criaturas encarnadas pensam em tirar a própria vida desde a mais tenra idade? Existe alguma circunstância em que os suicidas não sofrem as conseqüências?

<Dulce_Alcione> Não há regra geral para o estado em que o suicida se encontra. As circunstâncias variam caso a caso. Lembremos sempre que Deus é justo. Entretanto, não podemos esquecer que, produzindo o suicídio traumatismo perispiritual, trará algum tipo de conseqüência. No caso das crianças que tentam o suicídio, podem ser ex-suicidas reencarnados. Chico Xavier relatou um caso de um espírito que foi suicida por 10 encarnações seguidas. Em sua nova roupagem, estava com 5 anos de idade e novamente buscava acabar com sua existência material através do suicídio. Por isso é sempre muito importante encaminharmos as crianças desde os primeiros anos para a Evangelização Infantil, além, é claro, de praticar o Culto do Evangelho no Lar e ensiná-las a orar. (t)

<[Moderador]> [08] <solmar> Porque às vezes somos acometidos de cansaço fora do comum e temos a sensação de nada termos a fazer neste plano físico?

<Dulce_Alcione> Segundo "O Livro dos Espíritos", para nos precavermos do problema de cansaço excessivo e da falta de ânimo, devemos canalizar nossas energias para o trabalho construtivo no bem. Dessa forma, angariamos a simpatia e as boas influências dos irmãos de boa vontade que nos darão bom ânimo e nos fortalecerão as esperanças, refazendo-nos o campo vibracional. (t)

<[Moderador]> [09] <Safiri> Um suicida é sempre considerado um espírito em desequilíbrio ? A melancolia, grande causadora da idéia do suicídio, é inerente somente a espíritos não evoluídos?

<Dulce_Alcione> Todo suicídio denota desequilíbrio, dado que o espírito não teve forças suficientes para suportar com resignação os reveses da vida. A melancolia é um dos males da vida moderna que exalta as conquistas da matéria, afastando o homem dos verdadeiros valores espirituais. Quando a visão é muito estreita e imediatista, o homem pode optar pelo enganoso caminho do suicídio, o que denota, antes de tudo, fraqueza moral. (t)

<[Moderador]> [10] <Soutinho> Um louco, que pratica um "suicídio involuntário", tem o mesmo tratamento de quem o faz em sã consciência?

<Dulce_Alcione> Segundo "O Livro dos Espíritos", questão 944-a, o louco que se mata não sabe o que faz. (t)

<[Moderador]> [11] <Safiri> Além do orai e vigiai, o que mais podemos fazer para nos desvencilharmos das tristezas geradas pela ações externas (pessoas/meio), alheias as nossas vontades, que leva ao desânimo e, por vezes, inspira-nos a desejar o retorno ao plano espiritual, seja através do suicídio direto ou indireto?

<Dulce_Alcione> O Espiritismo tem ajudado muito a muitas pessoas a repensarem no ato do suicídio, quando nos apresenta relatos de ex-suicidas a informar-nos da situação de extrema dor que enfrentam após o ato terrível. Da mesma forma, nos oferece uma receita infalível para afastarmos a idéia do suicídio: trabalho no bem, ajudando aos que são mais infortunados que nós mesmos. Através da dor do próximo, podemos entender, muitas vezes, que nossa dor não era tão grande quanto imaginávamos, além da oportunidade de nos tornarmos úteis. Portanto, o conselho dos espíritos é o trabalho. (t)

<[Moderador]> Duas perguntas relacionadas: [12] <MJP> Quando a pessoa possui uma doença grave que cause muita dor não poderia querer abreviar o seu sofrimento com suicídio? [13] <adepto_das_reformas> O que dizem os espíritos sobre a eutanásia?

<Dulce_Alcione> Nada justifica o ato do suicídio. Em muitos casos, ainda que a doença seja muito grave, ninguém pode garantir que não chegará uma solução de último momento. O suicídio é sempre falta de resignação à vontade do Pai. (t)

<[Moderador]> [14] <Nadja> Quais são as conseqüências para quem pratica o suicídio sob intenso processo obsessivo? Há atenuantes? O obsessor também é responsável e como se fará a quitação de seu débito (do obsessor) junto à lei divina?

<Dulce_Alcione> Primeiramente, é importante esclarecer que um processo obsessivo sempre acontece por sintonia. O obsessor terá que responder por ter agido contra as leis divinas. O suicida que desencarna em processo obsessivo tem o mesmo tipo de atenuante daquele que comete o suicídio em processo de loucura. Deus é justo. Conforme já havíamos falado, cada caso é um caso. (t)

<[Moderador]> [15] <_Stone_> O espírito que, enquanto feto, tentar forçar o aborto da mãe (pelo pensamento), será um suicida em potencial?

<Dulce_Alcione> Dado que o espírito reencarnante não deseja renascer ao lado daquela mãe, parece-nos que este seria um caso de reencarnação compulsória (que lhe foi imposta). Neste caso, temos uma aproximação provável de dois desafetos do passado, ligados por laços de repulsa e até de ódio. Ainda que a mãe possa ter perdoado o seu desafeto, aquele que lhe será o futuro filho ainda não a perdoou. Como o espírito, durante o período fetal, fica como que entorpecido, creio que esta tentativa de aborto estaria sendo gerada pela incompatibilidade fluídica e vibracional. (t)

Considerações Finais do Palestrante:

<Dulce_Alcione> Agradecemos a Jesus por mais esta oportunidade de trabalho e aos irmãos que colaboraram com a realização da mesma. Gostaríamos de finalizar lembrando Léon Denis, no livro "O Problema do Ser, do Destino e da Dor", quando diz que "os motivos que levam ao suicídio são de ordem passageira e humana, as razões de viver são de ordem eterna e sobre-humana." Julgamos importante divulgar uma bibliografia sobre o assunto: "Memórias de um Suicida" - Yvonne Pereira; "O Martírio dos Suicidas" - Almerindo Martins de Castro; "Nos Bastidores da Obsessão" - Divaldo Franco, pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda; "O Livro dos Espíritos" - Allan Kardec, parte IV, cap. I, questões 943 a 957; "À Luz do Consolador" - Yvonne Pereira, cap. "O estranho mundo dos suicidas"; "Temas de hoje, problemas de sempre" - Richard Simoneti, cap. "Enganosa solução". Tenhamos fé no amor do Pai que nunca nos abandona. Muita paz! (t)

Oração Final:

<[Moderador]> Mestre Jesus, obrigado por mais esta oportunidade de aprendizado. Ilumine a mente e o coração de nossa querida amiga Dulce para que ela possa estar sempre levando estas palavras tão esclarecedoras a toda gente. Que ela retorne em breve ao nosso convívio. Que assim seja!

FONTE: SITE www.mkow.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ta293LmNvbS5icg==)
 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Popa em 02 de Março de 2009, 18:24
Boa tarde à todos.

Bem,é a primeira vez q respondo neste tópico,mas gostaria de deixar minha opinião sobre esse assunto.Eu tive ou tenho dois casos de suicídio na minha família,até hoje eu não entendi o pq dessa decisão.Meu sogro em 1996 e meu cunhado em 2002.Pai e filho,eu particularmente acho q é um desespero da alma.Como disse alguem no começo deste tópico a pessoa quer acabar com a dor o sofrimento,mas ela está se iludindo pq a mesma se perde,eu li em um livro q não me recordo direito(desculpem)q a pessoa q comete o suícidio fica vagando até a chegada de seu dia de partida,daí me pergunto.O q tera acontecido com meu sogro e cunhado.Eu vou na igreja nas missas e rezo muito por eles,não sei se eu daqui posso ajuda-los,mas estou tentando.
Tenham um dia abençoado.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Fernando B. em 03 de Março de 2009, 17:11
Boa tarde à todos.

Bem,é a primeira vez q respondo neste tópico,mas gostaria de deixar minha opinião sobre esse assunto.Eu tive ou tenho dois casos de suicídio na minha família,até hoje eu não entendi o pq dessa decisão.Meu sogro em 1996 e meu cunhado em 2002.Pai e filho,eu particularmente acho q é um desespero da alma.Como disse alguem no começo deste tópico a pessoa quer acabar com a dor o sofrimento,mas ela está se iludindo pq a mesma se perde,eu li em um livro q não me recordo direito(desculpem)q a pessoa q comete o suícidio fica vagando até a chegada de seu dia de partida,daí me pergunto.O q tera acontecido com meu sogro e cunhado.Eu vou na igreja nas missas e rezo muito por eles,não sei se eu daqui posso ajuda-los,mas estou tentando.
Tenham um dia abençoado.


Tenha a absoluta certeza que você pode ajudar sim "daqui", e o caminho é esse mesmo minha querida irmão, a oração!

A prece é o melhor remédio, a melhor caridade que esses seus entes pode receber, principalmente quando é feita com fervor, com o coração puro e com humildade!
Continue orando por eles que se ainda não foram socorridos, em breve serão!

Fique na paz de nosso amado Mestre Jesus!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Popa em 03 de Março de 2009, 20:44
Boa tarde à todos.

Muito obrigada Fernando.É bom eu saber que estou no caminho certo.Continuo lendo e tentando entender as pessoas,eu mudei muito minha opinião em relação as pessoas depois de ler muitos livros espíritas,quando tiver qualquer dúvida eu entrarei em contato com vcs.

Muito obrigada,fiquem em paz!!!!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: *Leni* em 15 de Março de 2009, 20:03




Quem se vai suicidar raramente toma essa decisão de repente. Nos dias e nas horas antes das pessoas se matarem, normalmente há sintomas e coisas que indicam suicídio.

Os indícios mais fortes e perturbadores são verbais – 'eu desisto', ' já não me importo mais' ou mesmo 'estou a pensando em terminar tudo'. Tais comentários devem-se levar sempre a sério.

Outros sintomas comuns:

· Deprimido ou taciturno
· Indiferente
· Pôr os negócios em ordem e dar as coisas de estimação
· Muda de comportamento, atitude ou aparência
· Abuso de drogas e bebidas alcoólicas
· Sofrer muito prejuízo ou alteração no modo de vida

A seguinte lista tem mais exemplos que podem ser sintomas de alguém que está pensando no suicídio como solução. Claro que, na maior parte dos casos estas situações não causam o suicídio. Mas, geralmente, quantos mais sintomas um indivíduo tem mais risco corre.

Situações

Abuso físico ou sexual
É de família (o suicídio e a violência)
Morte de um amigo ou de um familiar
Mau aproveitamento escolar, perto dos exames, notas
Desemprego, problemas no trabalho
Ação no tribunal está próxima
Preso recentemente ou à espera de ser solto

Comportamento

Chora
Briga
Transgride as leis
Impulsividade
Auto-mutilação
Escreve sobre a morte e o suicídio
Tentou-se suicidar anteriormente
Comportamento extremo
Mudança de comportamento

Mudanças Físicas

Falta de energia
Sono – dorme pouco ou demais
Falta de apetite
Engorda ou emagrece muito
Começa a andar sempre adoentado
Mudança de aparência repentina
Falta de interesse na aparência pessoal

Pensamentos e Emoções:

Pensa em suicidar-se
Solidão – falta de apoio da família e dos amigos
Rejeição, sente-se marginalizado
Sente-se muito triste ou culpado
Incapaz de ver além do foco restrito
Devaneia
Ansiedade e fadiga
Desamparado
Falta de auto-estima

Adaptado de Befrienders International
Fonte: http://www.suicideinfo.org/portuguese/myths.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zdWljaWRlaW5mby5vcmcvcG9ydHVndWVzZS9teXRocy5odG0=)




Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: parnate em 15 de Março de 2009, 22:24
Falar é fácil.
Fazer não é.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Ov em 17 de Março de 2009, 17:13
Questão 943 de O Livro dos Espíritos:

De onde vem o desgosto da vida que se apodera de certos indivíduos sem motivos que o justifiquem? 

" Efeito da ociosidade,da falta de fé e,muitas vezes, da saciedade. Para aquele que exerce suas faculdades com fim útil e de acordo com suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa com mais rapidez.Suporta as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto mais age tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que o espera".

 O melhor remédio contra a depressão e o suicídio é o trabalho em todos os sentidos. Trabalhar para pagar as contas e despesas do lar,trabalhar para adquirirmos conhecimento através do estudo,trabalharmos em auxilio dos menos favorecidos,trabalharmos para vencer as nossas imperfeições morais e buscarmos a felicidade em coisas sólidas que nos trarão benefícios na vida futura ou seja buscarmos a nossa felicidade na verdade que liberta do jugo da ignorância e da dor. Muita paz.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Popa em 18 de Março de 2009, 00:59
Concordo plenamente.
Fiquem com Deus amigos!!!!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Março de 2009, 11:50
Olá Ovidio

Concordo que a melhor estratégia contra o desanimo, logo contra o suicidio, é a ocupação, sobretudo a ocupação útil para nós e para as outras pessoas. O ócio pode ser efectivamente um inimigo.

Mas daí não podemos concluir que todas as pessoas depressiva e/ou suicidas sejam preguiçosas, pois cada caso é um caso e não podemos generalizar as causas da depressão ou do suicidio. Sei que você não quis dizer isso, apenas estou a complementar a sua mensagem.

bem haja
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Victor Passos em 22 de Março de 2009, 22:26
Muita paz companheiros

Muito diversas são as conseqüências do  suicídio. Não há  penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma consequência a que o  suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns  expiam a falta imediatamente, outros em  nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.

        A observação, realmente, mostra que os efeitos do suicídio não são idênticos.
      Alguns há, porém, comuns a todos os casos de morte violenta e que são a consequência da interrupção brusca da vida. Há, primeiro, a persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo (Ver: Cordão_de_prata  e  Perispírito), por estar quase sempre esse laço na plenitude da sua força no momento em que é partido, ao passo que, no caso de morte natural, ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes que a vida se haja extinguido completamente. 

        As consequências deste estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, seguindo-se à ilusão em que, durante mais ou menos tempo, o Espírito se conserva de que ainda pertence ao número dos vivos.

        A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo_no_Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas, em caso algum, o suicida fica isento das conseqüências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.

        A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida.
      Entretanto, por que não se tem esse direito?

      Por que não é livre o homem de por termo aos seus sofrimentos? 

        Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas.
           Relativamente ao suicídio  é oportuno repetir que a obra de Deus é a do amor e do bem, de todos os planos da vida, e devemos reconhecer que, se muitos Espíritos reencarnam  com a prova das tentações ao suicídio e ao crime, é porque esses devem agir como alunos que, havendo perdido uma prova em seu curso, voltam ao estudo da mesma no ano seguinte, até obterem conhecimento e superioridade na matéria. Muitas almas efetuam a repetição de um mesmo esforço e, por vezes, sucumbem na luta, sem perceberem a necessidade de vigilância, sem que possamos, de modo algum, imputar a Deus o fracasso de suas esperanças, porque a Providência Divina concede a todos os seres as mesmas oportunidades de trabalho e de habilitação.

MUITA PAZ

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: orarevigiar em 08 de Abril de 2009, 23:47
No meu contacto diário com pessoas em situações limite de sofrimento, percebo que há momentos em que uma linha muito ténue os afasta desta consumação.

Parece-me que tudo acontece quando a distância de Deus é tão grande que só um "grito" consegue preencher esse vazio.

Talvez pudessemos todos estar um pouco mais atentos e disponíveis.  Por vezes, basta ouvir e orar.

Saudações fraternas!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MarcoALSilva em 11 de Abril de 2009, 01:08
Permitam-me participar. Apresento algumas ponderações que humildemente gostaria de compartilhar:

O SUICÍDIO - 1

O suicídio é um tema que se pode abordar por vários aspectos. As religiões cristãs em geral abominam o auto-aniquilamento, relegando-o à categoria de máximo pecado capital. É apontado como o crime mais terrível a cometer-se contra a Divindade, vez que, sendo o Pai quem nos dá a vida, só mesmo Ele a pode tirar.

Consoante o credo católico, o corpo de um suicida não pode ser velado em um templo erigido à adoração de Deus. Já se impediu que suicidas fossem enterrados em cemitérios, pelo menos naqueles geridos por clérigos profitentes da fé romana. No que concerne aos que adotam religiões ditas evangélicas, não conheço as implicações teológicas pertinentes mas, por certo, não creio que existam conceitos condescendentes com o autocídio.

Seja como for, quando pensamos do ponto de vista filosófico, ou mesmo teológico, não é difícil concluir que o suicídio deve mesmo ser repudiado, evitado, prevenido. No entanto, devemos nos lembrar que em cada caso de suicídio existe sempre alguém que muito amava aquele que se matou. Existe sempre uma pessoa, digna do sopro de vida do Criador, que traz o coração envenenado com a dor da perda, uma dor ainda mais dilacerante por não ter a válvula de escape do desespero voltado a algum pretenso culpado senão o próprio ser, tão querido, que desertou da vida na Terra. Assim devemos nos lembrar para que um dos mais preciosos Dons Magnos da Alma possa atuar: a Indulgência... Sim, não nos esqueçamos desse Anjo de Luz Misericordiosa. A Indulgência.

Destemperemos o rigor excessivo que devotamos aos que, num momento de insensatez, ousaram aniquilar a chama de carne que os mantinha no meio de nós. Tenhamos misericórdia! Por quem partiu e, mormente, por aqueles que ficaram... Confusos, atônitos, desiludidos com os sonhos e almejos ceifados. O amor e as orações de quem fica, não tenho nenhuma dúvida, baterão sempre nos ouvidos dos Mensageiros Celestiais. O bálsamo que alivia sempre chega a quem dele necessita.

Mais importante ainda, tenhamos muito cuidado em apontar o suicida como alguém destinado às Trevas... Tenhamos muita cautela!!! Não o sabemos! Não detemos o Discernimento Absoluto do Pai Eterno, pelo que não podemos profetizar quanto ao destino de um filho Dele!

Não!!! Não, meus queridos amigos, permitam-me assim estertorar: NÃO!!!!!!!

Não temos o direito de presunçosamente envergar a Toga do Juiz Supremo e condenar, até porque é Ele, o Supremo Magistrado, também o Ser de Inexcedível Amor. Mais que isso, é o próprio Amor em Perfeição Absoluta. Não sabemos se o Coração Sublime de Deus deliberará perdoar e embalar em seus Braços Celestiais aquele pobre suicida. Não é o Perdão um dos mais enfatizados ensinamentos do Mestre Amado de Pura Luz? Não foi da boca do Amor Enquanto Carne que ouvimos a sentença maior do perdão incondicional, não sete mas setenta vezes sete vezes se preciso for?

Como, então, podemos condenar sumariamente um suicida? Que sabemos nós daquele ser que, quem sabe, vitimou-se pelo insidioso veneno da desesperança? Que sabemos nós do espinheiro por ele suportado? Que sabemos nós de sua corrosão interior? Que sabemos nós !!!???

Eu não ouso julgar quem tira sua própria vida. Sei que o reflexo desse ato sobre si mesmo é muito doloroso. Isso me faz lembrar, sempre e sempre, da Indulgência e de minha pequenez diante do Pai Eterno.

O SUICÍDIO - 2

Outra ótica pela qual podemos abordar o tema “suicídio”, diz respeito ao aspecto filosófico-espiritualista. Por que o suicídio tem conseqüências diferentes da morte indesejada?

Imaginemos duas pessoas à beira de uma ferrovia, uma desejando jogar-se diante do trem que se avizinha e a outra buscando dissuadi-la. Admitamos que o suicida efetivamente deseja matar-se e que o seu amigo sequer cogita desse desfecho para si mesmo, buscando apenas ajudar o seu insensato companheiro. O trem se aproxima e o suicida, de um rompante, se joga nos trilhos; o amigo tenta agarrá-lo mas termina por desequilibrar-se e cai junto com ele. A morte do corpo físico se dá em condições idênticas para ambos. Os corpos são literalmente destroçados.

Do ponto de vista objetivo, as duas mortes ocorrem em situações idênticas. Como entender que o suicida tenha conseqüências diferentes do não-suicida?

Independentemente de considerações religiosas, o ponto mais relevante aqui é o elemento volitivo, a vontade interior, verdadeira, a motivação, o elemento psicológico que embala a conduta de um e de outro. A vontade de produzir a aniquilação da própria vida, como é óbvio, vai ao contra-azimute da evolução. O único ser vivo que eventualmente cogita de matar-se é o homem. Nem mesmo o escorpião preso numa roda de fogo se suicida, ao contrário da crença popular – de fato, o pobre animal termina por debater-se em busca de fuga antes de morrer por efeito do fogo (afinal, o veneno já existe em seu organismo). Mas o homem, sim. O ser humano vez por outra, aqui e acolá, ontem e hoje, causa sua morte diante do olhar estupefato que esse comportamento desperta nas demais pessoas. Há mesmo quem deseje matar-se, quem tenha o intento real e verdadeiro de se destruir.

O que ocorre quando existe a vontade real e efetiva de matar-se?

Diante dessa vontade os milênios de evolução falham em seus automatismos. Não há processos que se deflagrem diretamente com o evento porque o fato em si foi produzido sob o concurso consciente de uma vontade dirigida.

Se eu inadvertidamente encosto minha mão em uma chama, muito antes de qualquer conclusão a respeito os meus automatismos far-me-ão afastá-la com toda a rapidez. Uma ação do arco reflexo, alheia à minha consciência. Mas se eu desejar – seja lá por qual razão – colocar minha mão no fogo, conseguirei mantê-la ali até que os imperativos de dor vençam a minha vontade. Talvez por mais tempo.

Com o suicídio há algo análogo. Se a morte não foi em nenhum momento DESEJADA, todos os processos se desdobram consoante a natureza determina; no entanto, quando a morte ocorre por vontade livre e determinada do suicida, não é a alma que deixa o corpo físico – é o corpo físico que é retirado da alma.

Lá no nosso exemplo hipotético, enquanto Tício desejava morrer, Lívio buscava salvá-lo. Tício teve seu corpo destroçado e assim arrancado de sua alma; já Lívio, nas mesmíssimas condições, teve sua alma retirada de um corpo destruído.

Em termos espiritualistas, o desprendimento do corpo espiritual não se deflagra automaticamente quando o colapso do corpo físico é atingido por ação de uma vontade consciente. Cada ponto de contato entre um e outro, com todas as miríades de reflexos etérico-energéticos, tenta manter-se firme conquanto a base material seja destruída ou seja posta em colapso até sua destruição final. O efeito disso é um sistema desequilibrado por ostentar vínculos que são assim destruídos e não progressivamente desfeitos.

Daí dizer-se que o ser permanece “em perturbação” pelo tempo de vida que lhe restaria no corpo físico. Há mesmo um fundo de verdade nessa imagem que lembra uma punição, um castigo pelo pecado cometido. De efeito, o suicida leva muito tempo para reequilibrar o seu corpo espiritual, enquanto que o não-suicida, mesmo que tenha morrido em situações objetivas idênticas, tem esse restabelecimento automaticamente realizado pelo desprendimento natural.

Não se trata propriamente de um castigo. Como tudo na Vida, o que se tem é uma conseqüência. Causa e efeito. Carma, no dizer de muitos.

Também por esse aspecto, não devemos julgar o suicida. Não estará sendo castigado. Estará sofrendo tristemente as conseqüências de seu ato. Mas sempre e sempre por tempo determinado, não se aventando de penas eternas ou perdição perene.

Se alguém que você ama matou-se, ore por ele. Ore pedindo a Deus por sua alma. Peça ao Pai Eterno que o ajude, que o envolva com seu Amor. Não se revolte nem procure respostas, apenas ore.

Cada oração profunda e sentida é um jorro de energia radiante, uma bênção de Luz que Deus nos concede. Energia radiante que ajudará a reequilibrar os nós que mantêm a alma do suicida presa em seu desatino.

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 11 de Abril de 2009, 19:35
Olá Marco

Citar
Se alguém que você ama matou-se, ore por ele. Ore pedindo a Deus por sua alma. Peça ao Pai Eterno que o ajude, que o envolva com seu Amor. Não se revolte nem procure respostas, apenas ore.

Concordo inteiramente amigo. Não nos cabe criticar, julgar nem condenar ninguém, encarnado ou desencarnado. Jesus disse: amai-vos uns aos outros, sem fazer excepções.
Não disse para excluirmos os suicidas, os homicidas, os pedófilos, etc., etc..

Para além disso nós também já cometemos e cometeremos ainda tantos erros, de menor, igual ou superior gravidade que o suicidio...

Quem nunca tiver errado que atire a primeira pedra...

bem haja
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: PIN em 13 de Abril de 2009, 18:47
OI AMIGOS, Penso que um grande vazio deve tomar o coração de uma pessoa que perde todo interesse pela vida. A FAlta maior é da fé, do mundo espiritual, do olhar para as flores do campo e principalmente da crença no  que existe de mais divino em nosso SER  - a essencia de DEUS O NOSSO CRIADOR.
Que nossos corações fiquem em união para neste momento ,fortalecer todos aqueles corações com a nossa compreensão e o nosso amor a VIDA.
Muita PAZ. 
PIN
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ROSINEI FESTINALLI em 10 de Junho de 2009, 14:09
ACHEI INTERESSANTE POSTAR SUGESTÕES DE LEITURA SOBRE SUICIDIO...


Ação e Reação – Francisco Cândido Xavier (págs. 93 e 171)  
Alerta – Divaldo Pereira Franco (págs. 41 e 86)
Allan Kardec Vol. 3 – Zeus Wantuil e Francisco Thiesen (pág. 329)
Animismo e Espiritismo Vol. 2 – Alexander Aksakof (pág. 195)
Antônio de Pádua – Almerindo Martins de Castro (pág. 103)
Após a Tempestade – Divaldo Pereira Franco (págs. 78 e 97)
Casas Mal-assombradas (As) – Camille Flammarion (págs. 29 e 54)
Cavaleiro de Numiers (O) – Yvonne A. Pereira (pág. 133, 4a. I)
Céu e o Inferno – Allan Kardec (2ª parte, cap. V)
Consolador (O) – Francisco Cândido Xavier (págs. 96 e 149)
Constituição Divina (A) – Richard Simonetti (págs. 54 e 121)
Crise da Morte (A) – Ernesto Bozzano (págs. 101 e 105)
Depoimentos Vivos – Divaldo Pereira Franco (págs. 49, 127 e 171)
Depois da Morte – Léon Denis (pág. 232)  
Depressão - Causas, Conseqüências e Tratamento – Izaías Claro (págs. 87 e 103)
Desconhecido e os Problemas Psíquicos (O) – Camille Flammarion (págs. 114, 123 e 168)
Drama da Bretanha (O) – Yvonne A. Pereira (pág. 189)
Dramas da Obsessão – Yvonne A. Pereira (págs. 18 e 28)
E a Vida Continua – Francisco Cândido Xavier (pág. 125)
Enfoques Científicos na Doutrina Espírita – Jorge Andréa (pág. 155)
Entre a Terra e o Céu – Francisco Cândido Xavier (pág. 211)
Entre Irmãos de Outras Terras – Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (págs. 52 e 55)
Escrínio de Luz – Francisco Cândido Xavier (pág. 157)
Espírito e Vida – Divaldo Pereira Franco (págs. 38 e 99)
Estante da Vida – Francisco Cândido Xavier (págs. 16, 19 e 95)
Evangelho Segundo o Espiritismo (O) – Allan Kardec (Cap. V, itens 14 e 29; cap. XXVIII, item 71)
Lázaro Redivivo – Francisco Cândido Xavier (pág. 229)
Libertação – Francisco Cândido Xavier (pág. 219)
Livro dos Espíritos (O) – Allan Kardec (questões 257, 376, 758 e 943)
Martírio dos Suicidas (O) – Almerindo Martins de Castro (págs. 101, 150, 166 e 169)
Memórias de um Suicida – Yvonne A. Pereira (toda a obra)
Missionários da Luz – Francisco Cândido Xavier (pág. 142)
Morte, Renascimento, Evolução – Hernani Guimarães Andrade (pág. 139)
Na Sombra e na Luz – Zilda Gama (págs. 83 e 84)
Nas Pegadas do Mestre – Vinícius (pág. 109)
No Limiar do Futuro – Divaldo Pereira Franco (pág. 103)
No Mundo Maior – Francisco Cândido Xavier (pág. 180)
Nosso Lar – Francisco Cândido Xavier (págs. 21 e 32)
Pensamento de Emmanuel (O) – Martins Peralva (pág. 213)
Pérolas do Além – Francisco Cândido Xavier (pág. 224)
Poetas Redivivos – Francisco Cândido Xavier (págs. 82 e 137)
Que é o Espiritismo (O) – Allan Kardec (pág. 111)
Recordações da Mediunidade – Yvonne A. Pereira (págs. 17, 54, 111 e 187)
Religião dos Espíritos – Francisco Cândido Xavier (pág. 119)
Repositório de Sabedoria – Divaldo Pereira Franco (pág. 237)
Ressurreição e Vida – Yvonne A. Pereira (pág. 29)
Revista Espírita 1858 – Allan Kardec (págs. 172 [J], 270 , 314 [Nov.])
Revista Espírita 1860 – Allan Kardec (pág. 191 [Jun.])
Revista Espírita 1862 – Allan Kardec (págs. 139 [Maio], 196, 207, 343)
Revista Espírita 1866 – Allan Kardec (pág. 304)
Revista Espírita 1867 – Allan Kardec (págs. 21 e 51)
Revista Espírita 1869 – Allan Kardec (pág. 27)
Seareiros de Volta – Waldo Vieira (pág. 116)
Transtornos Mentais – Suely Caldas Schubert (pág. 85)
Vencendo a Morte e a Obsessão – Richard Simonetti (pág. 32)
Vozes do Grande Além – Francisco Cândido Xavier (págs. 80, 108 e 163)


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 10 de Junho de 2009, 18:57
Olá Rosineli

Obrigado pela sua paciência. Esta selecção de obras deve ter dado muito trabalho.

PIN

Citar
Penso que um grande vazio deve tomar o coração de uma pessoa que perde todo interesse pela vida

Pois é, se não temos a correcta visão da vida fazemos disparates e sofremos muito. Mas não acusemos os nossos irmãos, pois as causas que os levam a um suicidio, só Deus as sabe. E só é culpado das suas acções quem tem consciência das consequências das mesmas. Como você diz é certo que a pessoa que se suicida sofre necessáriamente, pelo menos nesta reencarnação e na próxima.

Os espiritas são mais culpados. Pois sabem as consequências de interromper a vida. Não temos desculpas.

Os que não sabem são menos culpados.

As consequências são a repetição das lições que não aprenderam, devido ao seu acto. Mas o nosso Pai sabe que somos ainda ignorantes, pois foi ele que nos criou assim. E da ignorância é muito provável que saiam disparates. Mas Deus não ía criar uma lei que carregasse mais quem não quem aguentou a carga.

Vai aprender na erraticidade, através do estudo das causas das suas falhas e volta para condições que lhe coloquem à frente de novo condições que o experimentem, para ter nova hipótese de passar com aproveitamento a lição. Podemos estagnar por um tempo, mas ninguém volta para trás nem ninguém estagna para o resto da eternidade. É esta a minha interpretação das obras básicas. Das outras que a Rosineli propõe, não sei, terei de as ler, quando me for oportuno, para não interpretar as obras por um ou outro texto da mesma. Ninguém pode fazer isso por mim. E não quero ser injusto.

bem hajam
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ROSINEI FESTINALLI em 11 de Junho de 2009, 18:22
Olá Vitor Santos, não foi trabalhoso fazer uma fuscativa de leitura.......Oassunto é tão importante , que alguem pode ter uma dessas obras em casa e tirar as dúvidadas.....Grande abraço e obrigado pelo retorno, que Deus te ilumine......
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Tolomei em 11 de Junho de 2009, 23:50
Os praticantes de esportes radicais , se morrem no ato arriscado, seriam considerados suicidas ?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MarcoALSilva em 12 de Junho de 2009, 01:00
Os praticantes de esportes radicais , se morrem no ato arriscado, seriam considerados suicidas ?

Para caracterizar-se ou não alguém como suicida, tudo depende de sua motivação, muito mais do que a conduta em si.

Imaginemos um militar especializado em resgates perigosos, como os bombeiros. No exercício comum do risco assumido em suas atividades, por desprendimento e desejo de servir ao próximo, não existe a assunção do desejo de morrer, ainda que de modo útil. Não é ele, pois, um suicida.

Na mesmíssima corporação, um colega do nosso bombeiro que, por motivos pessoais, passe a ainda mais se arriscar por assumir dissimuladamente o desejo de extinguir-se, tentando fazer uma barganha com o destino (em troca do salvamento a que se dedica), será um suicida.

Assim, duas situações aparentemente iguais levam a consequências diferentes.

No caso de esportes radicais, o risco é óbvio e, normalmente, não se assenta no desejo de salvar quem quer que seja... Há quem acredite que sob o gosto pela adrenalina dos esportistas radicais oculta-se sempre o desejo de desafiar a vida exatamente por não dar o devido e necessário valor a ela.

Nesse contexto, o esportista radical, salvo exceções (pessoas que em seu psiquismo não ostentam mesmo nenhum desejo de morrer, nem no subconsciente), é tido como suicida.

Enfim, esse tema é sempre polêmico... Essa é apenas uma opinião com base na literatura espiritualista.

Um abraço!!!

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ROSINEI FESTINALLI em 12 de Junho de 2009, 14:59
Ante os que partiram


Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.

Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.

Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.

Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.

Também eles pensam e lutam, sentem a choram.

Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.

Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.

Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.

Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.

Tranqüiliza-te, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.

Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.

E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressuscitou aos Cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

Religião dos Espíritos – Emmanuel


ROSINEI FESTINALLI - 12/06/2009
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ROSINEI FESTINALLI em 12 de Junho de 2009, 15:26
A vitória da vida não consiste tanto no ganhar suas batalhas, como em saber sofrer suas derrotas”

O suicídio é o resultado do nosso desequilíbrio espiritual. Quando o cidadão perde o controle das suas forças psíquicas, torna-se alvo das trevas, ( dos maus espíritos), e acaba caindo no tremendo calabouço do suicídio. Há pessoas que chegam às portas do suicídio levadas pela ignorância das leis naturais da causa e do efeito. Algumas pessoas cometem o suicídio, quando tangidas por doenças incuráveis ou quando atingem idade avançada. Não querem ser pesadas para as suas famílias e nem passarem por muitos sofrimentos. Essas pessoas não estão bem conscientes do aspecto espiritual de suas ações. Ignorando a Lei Maior da Vida Eterna, acham que podem estancar os achaques da velhice e que também podem interromper os seus sofrimentos, saindo desta existência, pelas portas trágicas do suicídio. Entretanto, meus amigos, ninguém pode exercer o papel de Deus. Ele nos dá a vida, aqui no planeta Terra e sabe, muito bem, o momento de nos transferir para o Plano Maior. Essas pessoas devem saber que o nosso Espírito ao ingressar no corpo mais denso, por si mesmo, escolheu as experiências cármicas para o seu burilamento íntimo. Nestas circunstâncias, durante nossas lutas, nossas provas e expiações, no planeta que nos acolheu, temos que batalhar até o fim, até à última gota de nossas forças. Temos que lutar até o fim, valendo-nos de todos os recursos para nossa sobrevivência. Só mesmo Deus, nosso Criador, pode fixar o momento da nossa partida. Sabemos que todas as vezes que ocorre o suicídio, o Espírito deverá retornar para reaprender aquela experiência interrompida, ou seja, precisará voltar em outra existência e passar de novo pela mesma provação ou algo similar. A provação pode não ser tão extremada como a que experimentou na existência anterior, porque parte dela já foi vivenciada, entretanto, o Espírito precisará resgatar, até o último ceitil, as provas que se lhe antolham e que foram ocasionadas pelo suicídio. As leis da ação e da reação funcionam como um sistema de pesos e medidas. A situação, assim, fica bem mais complicada, porque o suicídio nada resolve, pelo contrário, é circunstância tremendamente agravante. Meus amigos, a morte física não resolve os problemas que se ligam às nossas responsabilidades. Nossos problemas de ordem sentimental, de ordem social ou de quais quer naturezas, por certo, temos que resolvê-los e saná-los, aqui e agora, à luz da mais santa paciência e do trabalho incansável. Não tentemos fugir dos problemas porque eles nos seguem, como a sombra segue o nosso próprio corpo.  
Abre-se uma exceção para os irmãos que cometeram o suicídio tangidos por doenças mentais ou por desequilíbrios bioquímicos. Aludidas pessoas estariam com sua capacidade de decidir comprometida. Então, quando passam para o outro lado, acordam em uma espécie de abrigo onde recebem o auxílio de que precisam para o restabelecimento. Entretanto, não deixam de responder pela gravidade da falta cometida.
E podemos aduzir mais que a natureza de uma Alma a leva a crescer e a aprender. Por isso mesmo, trazemos, para a nossa existência terrena, determinadas situações que precisamos superar ou para as quais precisamos buscar o equilíbrio. Se nos déssemos conta de que, no plano terreno, é normal vivenciarmos algum tipo de sofrimento, seja físico, mental ou emocional e de que o suicídio não eliminaria essa condição, acreditamos que haveria menos casos de pessoas tirando suas próprias existências. Precisamos nos conscientizar sobre o erro do suicídio e sempre acentuar a responsabilidade que temos de viver plenamente, porque a Vida, em síntese, é uma só, e as existências, neste plano-terra, são os degraus que devemos escalar. Se quebrarmos algum degrau, por certo, teremos que descer de novo e reconstruí-lo. A queda, em qualquer circunstância, é sempre mais dolorosa.  
Tão valente é aquele que sofre corajosamente as dores da alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor, sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor, é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido”.
( P. C. Vasconcelos Jr. “In” – “Pensamentos”).


ROSINEI
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Junho de 2009, 19:11
Olá

As instruções dos espiritos são importantes, mas a nossa experiência também é preciosa.

Os anos ensinaram-me que não devemos levar a questão das penas futuras demasiado a sério, pois nunca vi ninguém a melhorar-se com base no medo de penas futuras (não quer dizer que não exista, mas eu não conheço). A igreja católica e outras similares bem tentam impor o medo e o moralismo (aos outros...) - o que não quer dizer que as pessoas católicas sejam piores nem melhores que os espiritas ou as pessoas de outras crenças. Há muitas obras meritórias que vindas da obra humanitária das instituições religiosas. Há pessoas boas e pessoas mais ignorantes em todo o lado.

Agir só com base no medo não é esforçar-se, mas deixar-se coagir. Se não temos uma vontade positiva, alicerçada na fé de alcançar um futuro melhor e na fé da bondade divina, ou seja, se temos apenas medo, a nossa motivação não é a correcta (embora o medo se possa instalar involuntáriamente - ninguém em perfeito juizo deseja ter medo e ser infeliz)

O radicalismo nesta matéria, em vez de permitir aproveitar as lições dos espiritos, leva-nos à baixa auto-estima, como todos os perfeccionismos fanáticos, seja no que for. Não podemos exigir de ninguém (nem de nós próprios) a perfeição. Quem se impõe um objectivo inalcançável falha com toda a certeza. E depois entra em stress, o stress, por sua vez, gera mais problemas e mais debilidades. É um ciclo vicioso, que uma vez criado nem sempre é fácil de cortar. Se não o cortamos a tempo, e nos deixamos enfraquecer demais podemos ser subjugados pelos encarnados e desencarnados e depois precisar de ajuda de outras pessoas para sair dessa. Quanto mais cedo se corta esse ciclo melhor.

A perfeição não é, ainda, deste mundo.

É a visão positiva da vida presente (aceitar a nossa situação e não desanimar - dar a volta por cima), o conhecimento de que a morte não existe, de que o nosso Pai é infinitamente bom e que ama todas as suas criaturas, essas sim são as lições essenciais dos espiritos. Aquelas que soam ao meu coração como uma força motivadora. E saber que não somos ainda perfeitos é auto-conhecimento básico. nem se devia por em questão.

O moralismo também não nos leva a lado nenhum, porque a nossa evolução independe do que dizemos que devemos fazer, mas do que efectivamente fazemos.

Esta doutrina que amo, mostra-nos a esperança, é anti-depressiva e motivadora da auto-estima, quer em relação ao corpo fisico e ao espirito. E se for interpretada de outra forma, talvez não a estejamos a interpretar saudávelmente(?). A arvore espirita é boa, se há maus frutos, não advêem da bondade de Deus, mas das nossas ilusões e erros.

O anuncio de penas tenebrosas e penas de Talião, esmaga, pois põe as pessoas a pensar que, mesmo que se esforçem a sério e consigam melhorar e conquistar terreno, ficarão a pagar os erros anteriores. As penas, se existem, cessam com a sua causa. Se deixa de haver causa, porque tem de haver efeito?

Deus é infinitamente bom. A justiça está na ilgualdade de condições de todos nós e no facto de Deus não beneficiar nem previligiar ninguém: somos criados simples e ignorantes- temos o mesmo ponto de partida - meios equivalentes para evoluir e o mesmo destino final - espiritos puros.

Não é preciso fazer das leis da natureza que regem a vida moral, leis que impliquem penas de Talião, para mostrar que Deus é justo. Não é uma questão de penas, é uma questão de agirmos correctamente ou não. De aproveitarmos a lição ou não nos interessarmos. Faz-se a nossa vontade, embora as nossas verdadeiras misérias (a visão e/ou a prática da vida exclusivamente materialistas), nem sempre sejam conscientes e claras (o orgulho e vaidade, que não são mais do que consequências da ignorância impedem-nos de ver a nossa real situação). Todos queremos ser felizes. Nem sempre sabemos é como.   

Amigos, tornai-vos livres dos profetas da desgraça e dos moralistas que se preocupam demasiado em mostrar aos outros as eventuais consequências futuras dos erros. Sede livres pensadores, livres de todas as coisas negativas, que com o tempo nos amachucam e nos tornam alvos da obsessão por parte dos encarnados e dos desencarnados. É esse tipo de ilusões, como a ilusão da possibilidade de perfeição, entre outras, juntas com as acusações veladas - que podem vir até dos que parecem amigos e não o são realmente, que nos levam ao fundo. Um amigo não acusa, ajuda sem prevenção, embora a fidelidade à amizade tenha limites - ser conivente com más acções nunca se justifica.

Digo isto, porque tenho uma conviccão muito forte, que não devemos temer o dia de amanhã, nem julgamentos morais, muito menos devemos temer Deus e os bons espiritos.

Até dos obsessores nós podemos livrar-nos com facilidade, se aceitamos o ponto onde estamos e interiozarmos que o amanhã pode ser muito melhor, no que diz respeito á verdadeira felicidade, que é o mesmo que dizer que é possivel estarmos amanhã psicológicamente mais próximos de Deus do que estamos hoje, através da nossa acção.

Nem exigir a perfeição, nem cruzar os braços. E se desanimarmos, temos ainda a solução da prece e, em última instância, dos médicos. Nada está perdido à partida.

O Buda disse para seguirmos o caminho do meio e a minha experiência da vida feita de muitas cabeçadas e erros, mas também de algumas coisas boas que fiz, confirma-o plenamente.


bem hajam
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 12 de Junho de 2009, 21:02
Olá amigos(as)

Apenas uns pequenos pontos que levam por vezes ao suicídio?

Filhos, a paz sempre aparece após o momento de dor. Para se alcançar o estado de alegria, primeiramente se deve experienciar a dor. Sofrimento no começo e eterna felicidade no final é mais valiosa do que felicidade no começo e eterna dor no final. O sofrimento é uma parte inevitável da vida. Sem sofrer de alguma forma, nós não podemos vivenciar a paz e felicidade eterna. A intensidade do sofrimento varia de acordo com a quantidade de felicidade que se procura. Por ser a bem-aventurança a maior felicidade a ser alcançada, a intensidade de tapas (sacrifício) que é preciso, ou como preço a ser pago para tal, também é uma das maiores." Existe uma mensagem escondida atrás de cada experiência que a vida trás, tanto positivas quanto negativas. Tente apenas penetrar além da superfície e você entenderá a mensagem. Nada vem do exterior. Está tudo dentro de você. Todo o universo está dentro de você."
AMMA


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: sensitive em 21 de Junho de 2009, 12:08
Olá a todos!!

Li todos os argumentos apresentados sobre este tema e reparei que ninguém se lembrou ainda de falar daquelas almas que praticam o suicidio como voluntários.
Aquelas criaturas que se matam e matam os que estão ao seu redor.
Estes seres fazem-no com orgulho, sem piedade ,sem remorso.
È assustador ouvir nas noticias diariamente, que houve mais um suicida bombista a matar um grupo de inocentes.
O que me faz arrepiar ainda mais, é que estes indivíduos acreditam que estão a fazer o Bem   
 em nome de um Deus ALÀ.
A missão deles é "Matar os infiéis" mostrar a sua superioridade? Não sei. Só sei que para nós isto não faz sentido.
Agora já há também crianças e mulheres que o praticam.
Dizem que tem o Paraíso garantido e vão com essa fé e a volta da cintura rodadas de bombas para o destino marcado.
Eu pessoalmente não os culpo pois não saõ eles os verdadeiros culpados, são os líderes do fanatismo que influenciam tais comportamentos com intuito atingir um meio em nome de um Deus.
Até quando esta realidade cruel vai durar?? Não sabemos.

 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MarcoALSilva em 21 de Junho de 2009, 18:27

Olá Sensitive, tudo bem?

Creio que no caso de suicidas fanáticos (terroristas, kamikazes etc) o mesmo raciocínio se aplique. Como eles obviamente buscam a morte como arma de destruição do inimigo, destroem o corpo antes de qualquer processo de desligamento do duplo etérico e do psicossoma. Sofrem, pois, as consequências do suicídio, passando largo tempo à espera da irradiação dos fluidos que manteriam as conexões e trocas vitais dos corpos material e semimaterial.

Neste caso, aliás, além das consequências fluídicas há o comprometimento moral ainda mais acentuado, sem dúvida. Com o tempo, não só os fluidos se dissipam como a mente se desfaz dos ideais fanáticos e, passo a passo, a noção clara dos comentimentos radicais fazem o ser sofrer eticamente.

Concordo que é uma situação muito, muito trevosa.

Um abraço a todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 22 de Junho de 2009, 18:19
Olá

No caso dos homens-bomba, os responsáveis, que os incentivam tb são culpados. Mais que mt vezes escolhem pessoas a atravessar fases desiquilibradas, aproveitando o desiquilibrio. Subjugam assim gente com problemas psicológicos e põe-nas nos "cornos do touro". Os mandantes que têm sempre intenções materialistas, os outros são mais loucos do que outra coisa.

Os mandantes, em regra, não se movem por causas religiosas, nem se suicidam. O que eles querem é poder e dinheiro. Querem subjugar o povo à vontade, sem a intervenção de outros paises e, se possivel, subjugar mais paises (começando pelo terrorismo). É uma forma de desiquilibrio espiritual muito mais grave do que a dos homens-bomba, em meu entender. São eles que merecem a maior punição.

Isto sou eu a imaginar qual será o crime mais grave: fazer ou mandar fazer, com base no que vou aprendendo, mas só Deus sabe as causas e as consequências das acções de cada um. Todas as nossas previsões são mera especulação.

bem hajam
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Tolomei em 22 de Junho de 2009, 20:14
alguém conhence algum livro espírita , mediúnico, que cite algum caso de suicídio envolvendo esportes ? preciso pesquisar este tema...grato pela ajuda, abraços!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Roberto Alecrim em 26 de Junho de 2009, 14:52
 Tolomei
 Sou médico, e apenas nas últimas décadas o tema vem ganhando maior relevância pelas repetidas ocorrências em esportes , a nível amador e profissional . Atualmente tenho estudado muito tema , pois na minha casa ocupo a tribuna para realizar palestras e um dos últomos temas abordados por nós foi o suicídio e em, minhas pesquisas achei o tomo `` memórias de um suicida `` de Yvonne A. Pereira [ Camilo Cândido Botelho Espírito ] e verifiquei a imensidão de informações que nos oferece e esclarece em variados níveis , portanto sugiro examiná-lo.
  A proósito nunca vi nada específico envolvendo suicídio e prática esportiva
 Paz

Roberto Alecrim
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Tolomei em 26 de Junho de 2009, 15:40
Obrigado! Realmente o livro "Memorias de um Suicida " é o maior clássico no genêro. Eu já li e tem diversos casos relatados ali, mas nenhum relato específico ligado ao esporte. Se surgir algo por aí ligado ao esporte , avise-nos! Muito Grato, abraços, e boas palestras!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 26 de Junho de 2009, 22:33
Olá amigos(as)

Espectro cruel que se origina nas paisagens do medo, a solidao é , na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem.

A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamento, nas pessoas timidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas para um intercâmbio de ideias, uma abertura emocional, uma convivência saudável.

Enxameiam, por isso mesmo, na sociedade, os solitários por livre opção e aqueloutros que se consideram marginalizados ou sao deixados à distancia pelas conveniências dos grupos.

A sociedade competitiva dispõe de pouco tempo para a cordialidade desinteressada, para deter-se em labores a benefcio de outrem.

O atropelamento pela oportunidade do triunfo impede que o indivíduo, como unidade essencial do grupo, receba consideracao e respeito ou conceda ao próximo este apoio, que gostaria de fruir.

A mídia exalta os triunfadores de agora, fazendo o panegírico dos grupos vitoriosos e esquecendo com facilidade os heróis de ontem, ao mesmo tempo que sepultam os valores do idealismo, sob a retumbante cobertura da insensatez e do oportunismo.

O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importancia, como o ar que respira.

O sucesso social nao exige, necessariamente, os valores intelecto-morais, nem o vitalismo das ideias superiores, antes cobra os louros das circunstâncias favoráveis e se apoia na bem urdida promocão de mercado, para vender imagens e ilusões breves, continuamente substituidas, graças á rapidez com que devora as suas estrelas.

Quem, portanto, nao se ve projetado no caleidoscópio mágico do mundo fantástico, considera-se fracassado e recua para a solidão, em atitude de fuga de uma realidade mentirosa, trabalhada em estudios artificiais.

Parece muito importante, no comportamento social, receber e ser recebido, como forma de triunfo, e o medo de nao ser lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.

O homem faz questao de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades, nessas areas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado. atirado`a solidão.

Há uma terrível preocupacão para ser visto, fotografado, comentado, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia.

A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão.

O irreal, que esconde o caráter legítimo e as lidimas aspiracões do ser, conduz à psiconeurose de auto-destruicao.

A ausência do aplauso amargura, face ao conceito falso em torno do que se considera, habitualmente como triunfo. Há terrível ânsia para ser-se amado, nao para conquistar o amor e amar, porém para ser objeto de prazer, mascarado de afetividade. Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama, nao se torna amável nem amada realmente.

Campeia, assim, o "medo da solidao", numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilibrio.

O silêncio, o isolamento espontâneo, são muito saudaveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, auto- aprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior.

O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda.

Os campeões de bilheteira, nos shows, nas rádios, televisões e cinemas, os astros invejados, os reis dos esportes, dos negócios, cercam-se de fanáticos e apaixonados, sem que se vejam livres da solidão.

Suicídios espetaculares, quedas escabrosas nos porões dos vícios e dos tóxicos comprovam quanto eles são tristes e solitários. Eles sabem que o amor, com que os cercam, traz, apenas, apelos de promoção pessoal dos mesmos que os envolvem, e receiam os novos competidores que lhes ameaçam os tronos, impondo-lhes terríveis ansiedades e insegurancas, que procuram esconder no álcool, nos estimulantes e nos derivativos que os mantem sorridentes, quando gostariam de chorar, quão inatingidos, quanto se sentem fracos e humanos.

A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaca o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.

Resolvendo-se por afeiçoar-se aos ideais de engrandecimento humano, por contribuir com a hora vazia em favor dos enfermos e idosos, das criancas em abandono e dos animais, sua vida adquiriria cor e utilidade, enriquecendo-se de um companheirismo digno, em cujo interesse alargar-se-ia a esfera dos objetivos que motivam as experiências vivenciais e inoculam coragem para enfrentar-se, aceitando os desafios naturais.

O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguem que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.

A velha conceituacao de que todo aquele que tem amigos nao passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma deve ser a meta a alcancar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.

O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar,à confianca nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.

Jesus, o Psicoterapeuta Excelente, ao sugerir o "amor ao proximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se, de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.

O homem solidário, jamais se encontra solitário.

O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.

Possivelmente, o homem que caminha a sós se encontre mais sem solidão, do que outros que, no tumulto, inseguros, estao cercados, mimados, padecendo disputas, todavia sem paz nem fé interior.
A fé no futuro, a luta por conseguir a paz intima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão, saindo do arcabouco egoísta e ambicioso para a realização edificante onde quer que se esteja.

( O homem integral)Joana De Angelis


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: sensitive em 27 de Junho de 2009, 12:14
Olá hcancelas!

Um retrato autentico da sociedade do séc. XXI.
Infelizmente de uma maneira ou outra já todos nós sentimos na pele problemas de desprezo, de hipocrasia, de rejeição.
Os suicídas, afinal de contas, não passam de ser vítimas desta sociedade primitiva.
Ainda não sabemos amar a nós proprios como seres divinos , muito menos o nosso próximo.
Enquanto a mentalidade da sociedade não mudar, vamos ter sempre quem pratica o suicidio, pois nem todos conseguem aguentar a vida com estes padroes-de injustiça.
Sensitive
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Diegas em 27 de Junho de 2009, 14:06
'...O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda...'


Olá.

Podemos tirar como exemplo, a recente desencarnação de Michael Jackson, onde milhares de individuos se aglomeram, incentivados por uma midia insana e espetaculosa. Tornaram a sua morte uma comoção mundial, um evento sensacionalista de grandes proporções, mas niguém está lá preoocupado com os milhares de crianças que morrem de fome na Africa, a todo minuto.

Este é o panorama que se apresenta aos nossos olhos, numa total ignorancia e inversão de valores. O grande astro ou artista pode até ser muito festejado e admirado pelos inúmeros fãs, mas encontrar-se-á sozinho diante de outro público, de uma outra plateia desinteressada dos valores materiais.

O povo chora, mas faz isso por total ignorancia dos valores espirituais e de si mesmo.



Abç

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Jorge em 10 de Julho de 2009, 10:19
Olá amigos,

Perante a Lei, um suicídio cometido por uma dor insuportável derivado do facto se ter perdido um grande amor, terá atenuantes?

Será este suicídio diferente de um suicídio de alguém que opta ausentar-se da vida por motivos por exemplo de uma doença incurável?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MarcoALSilva em 11 de Julho de 2009, 00:31

Caro Jorge,

Não nos esqueçamos de que André Luiz foi tido por suicida, ao menos no que consta de sua descrição em "Nosso Lar". Assim foi por conta de alguns prazeres mundanos, como o álcool.

Por que o menciono?

Porque é tido como suicida todo comportamento auto-destrutivo exercido, desde que assumido livre e conscientemente. Se a intenção jamais esteve na esfera de cogitações do ser, não haverá comportamento suicida (o já bastante mencionado bombeiro etc); se o dano ou seu risco é conhecido e assumido livremente, sim.

Não está na órbita das livres deliberações do ser privar-se da vida no corpo físico em decorrência de doença, mesmo considerando o sofrimento agudo de certos casos.

De qualquer modo, ninguém é obrigado a estender sua própria dor em tratamentos que relegam a qualidade de vida ao nível zero em prol de um mero e inviável aumento do tempo de vida orgânica. Menciono o grande Dráusio Varella. Na obra "Por um Fio" (pág. 147) ele diz ser indefensável a atitude de muitos médicos em negar morfina aos pacientes com câncer avançado, como se as dores lancinantes fossem questão menor para quem, de qualquer forma, estará fadado ao desencarne um pouco mais adiante.

Um grande abraço!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 11 de Julho de 2009, 07:20
Resta saber, amigo marcos,  por quem é tido que qualquer comportamento auto-destrutivo é compreendido como suicídio...
Se por André tudo bem, já que ele expressa apenas a sua opinião pessoal e olhe que seu apelido é "Repórter do Além," e como todo repórter coloca apenas o que seus olhos enxergam este o ponto em que a crença vã faz nascer doutrina onde não há nem o gérmen dela.
A doutrina, não diz nada a esse respeito nem corrobora em trecho algum tal depoimento.
Abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Diegas em 11 de Julho de 2009, 12:12
Não nos esqueçamos de que André Luiz foi tido por suicida, ao menos no que consta de sua descrição em "Nosso Lar".


Para quem não leu o livro 'Nosso lar', aproveito para transcrever o episódio pós-desencarnação vivenciado por André Luiz:

'...
Citar
"Suicida! Suicida! Criminoso! Infame!" - gritos assim, cercavam-me de todos os lados. Onde os sicários de coração empedernido? Por vezes, enxergava-os de relance, escorregadios na treva espessa e, quando meu desespero atingia o auge, atacava-os, mobilizando extremas energias. Em vão, porém, esmurrava o ar nos paroxismos da cólera. Gargalhadas sarcásticas feriam-me os ouvidos, enquanto os vultos negros desapareciam na sombra. Para quem apelar? Torturava-me a fome, a sede me escaldava. Comezinhos fenômenos da experiência material patenteavam-se-me aos olhos. Crescera-me a barba, a roupa começava a romper-se com os esforços da resistência, na região desconhecida. A circunstância mais dolorosa, no entanto, não é o terrível abandono a que me sentia votado, mas o assédio incessante de forças perversas que me assomavam nos caminhos ermos e obscuros. Irritavam-me, aniquilavam-me a possibilidade de concatenar idéias. Desejava ponderar maduramente a situação, esquadrinhar razões e estabelecer novas diretrizes ao pensamento, mas aquelas vozes, aqueles lamentos misturados de acusações nominais, desnorteavam-me irremediavelmente.

- Que buscas, infeliz! Aonde vais, suicida?

Tais objurgatórias, incessantemente repetidas, perturbavam-me o coração. Infeliz, sim; mas, suicida? - nunca! Essas increpações, a meu ver, não eram procedentes. Eu havia deixado o corpo físico a contragosto. Recordava meu porfiado duelo com a morte. Ainda julgava ouvir os últimos pareceres médicos, enunciados na Casa de Saúde; lembrava a assistência desvelada que tivera, os curativos dolorosos que experimentara nos dias longos que se seguiram à delicada operação dos intestinos. Sentia, no curso dessas reminiscências, o contacto do termômetro, o pique desagradável da agulha de injeções e, por fim, a última cena que precedera o grande sono: minha esposa ainda jovem e os três filhos contemplando-me, no terror da eterna separação. Depois... o despertar na paisagem úmida e escura e a grande caminhada que parecia sem-fim.
Por que a pecha de suicídio, quando fora compelido a abandonar a casa, a família e o doce convívio dos meus? O homem mais forte conhecerá limites à resistência emocional. Firme e resoluto a princípio, comecei por entregar-me a longos períodos de desânimo, e, longe de prosseguir na fortaleza moral, por ignorar o próprio fim, senti que as lágrimas longamente represadas visitavam-me com mais freqüência, extravasando do coração. A quem recorrer? Por maior que fosse a cultura intelectual trazida do mundo, não poderia alterar, agora, a realidade da vida. Meus conhecimentos, ante o infinito, semelhavam-se a pequenas bolhas de sabão levadas ao vento impetuoso que transforma as paisagens. Eu era alguma coisa que o tufão da verdade carreava para muito longe. Entretanto, a situação não modificava a outra realidade do meu ser essencial. Se não enlouquecera, encontrava a consciência vigilante, esclarecendo-me que continuava a ser eu mesmo, com o sentimento e a cultura colhidos na experiência material. Persistiam as necessidades fisiológicas, sem modificação. Castigava-me a fome todas as fibras, e, nada obstante, o abatimento progressivo não me fazia cair definitivamente em absoluta exaustão. De quando em quando, deparavam-se-me verduras que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes dágua a que me atirava sequioso. Devorava as folhas desconhecidas, colava os lábios à nascente turva, enquanto mo permitiam as forças irresistíveis, a impelirem-me para a frente. Muita vez suguei a lama da estrada, recordei o antigo pão de cada dia, vertendo copioso pranto. Não raro, era imprescindível ocultar-me das enormes manadas de seres animalescos, que passavam em bando, quais feras insaciáveis. Eram quadros de estarrecer! acentuava-se o desalento. Foi quando comecei a recordar que deveria existir um Autor da Vida, fosse onde  fosse. Essa idéia confortou-me. Eu, que detestara as religiões no mundo, experimentava agora a necessidade de conforto místico. Médico extremamente arraigado ao negativismo da minha geração, impunha-se-me atitude renovadora. Tornava-se imprescindível confessar a falência do amor-próprio, a que me consagrara orgulhoso. E, quando as energias me faltaram de todo, quando me senti absolutamente colado ao lodo da Terra, sem forças para reerguer-me, pedi ao Supremo Autor da Natureza me estendesse mãos paternais, em tão amargurosa emergência. Quanto tempo durou a rogativa? Quantas horas consagrei à súplica, de mãos-postas, imitando a criança aflita? Apenas sei que a chuva das lágrimas me lavou o rosto; que todos os meus sentimentos se concentraram na prece dolorosa. Estaria, então, completamente esquecido? Não era, igualmente, filho de Deus, embora não cogitasse de conhecer-lhe a atividade sublime quando engolfado nas vaidades da experiência humana? Por que não me perdoaria o Eterno Pai, quando providenciava ninho às aves inconscientes e protegia, bondoso, a flor tenra dos campos agrestes?
Ah! é preciso haver sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime elixir de esperança. Foi nesse instante que as neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu, emissário dos Céus. Um velhinho simpático me sorriu paternalmente. Inclinou--se, fixou nos meus os grandes olhos lúcidos, e falou:
- Coragem, meu filho! O Senhor não te desampara.
Amargurado pranto banhava-me a alma toda. Emocionado, quis traduzir meu júbilo, comentar a consolação que me chegava, mas, reunindo todas as forças que me restavam, pude apenas inquirir:
- Quem sois, generoso emissário de Deus?
O inesperado benfeitor sorriu bondoso e respondeu:
- Chama-me Clarêncio, sou apenas teu irmão.
E, percebendo o meu esgotamento, acrescentou:
- Agora, permanece calmo e silencioso. É preciso descansar para reaver energias. Em seguida, chamou dois companheiros que guardavam atitude de servos desvelados e ordenou:
- Prestemos ao nosso amigo os socorros de emergência.
Alvo lençol foi estendido ali mesmo, à guisa de maca improvisada, aprestando-se ambos os cooperadores a transportarem-me, generosamente. Quando me alçavam, cuidadosos, Clarêncio meditou um instante e  esclareceu, como quem recorda inadiável obrigação:
- Vamos sem demora. Preciso atingir "Nosso Lar" com a presteza possível...'


segue...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Diegas em 11 de Julho de 2009, 12:21
Citar
(...) Enquanto Clarêncio permanecia sereno, senti que singular assomo de revolta me borbulhava no íntimo.
Suicídio? Recordei as acusações dos seres perversos das sombras. Não obstante o cabedal de gratidão que começava a acumular, não calei a incriminação.
- Creio haja engano - asseverei, melindrado -, meu regresso do mundo não teve essa causa. Lutei mais de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer a morte. Sofri duas operações graves, devido a oclusão intestinal...
- Sim - esclareceu o médico, demonstrando a mesma serenidade superior -, mas a oclusão radicava-se em causas profundas. Talvez o amigo não tenha ponderado bastante. O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo. E inclinando-se, atencioso, indicava determinados pontos do meu corpo:
- Vejamos a zona intestinal - exclamou. - A oclusão derivava de elementos cancerosos, e estes, por sua vez, de algumas leviandades do meu estimado irmão, no campo da sífilis. A moléstia talvez não assumisse características tão graves, se o seu procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da fraternidade e da temperança. Entretanto, seu modo especial de conviver, muita vez exasperado e sombrio, captava destruidoras vibrações naqueles que o ouviam. Jamais imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para nós mesmos? A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem refletir, conduziam-no freqüentemente à esfera dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito, o seu estado físico. Depois de longa pausa, em que me examinava atentamente, continuou:
- Já observou, meu amigo, que seu fígado foi maltratado pela sua própria ação; que os rins foram esquecidos, com terrível menosprezo às dádivas sagradas?
Singular desapontamento invadira-me o coração. Parecendo desconhecer a angústia que me oprimia, continuava o médico, esclarecendo:
- Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor. O meu amigo, no entanto, iludiu excelentes oportunidades, esperdiçado patrimônios preciosos da experiência física. A longa tarefa, que lhe foi confiada pelos Maiores da  Espiritualidade Superior, foi reduzida a meras tentativas de trabalho que não se consumou. Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável.
Meditei nos problemas dos caminhos humanos, refletindo nas oportunidades perdidas. Na vida humana, conseguia ajustar numerosas máscaras ao rosto, talhando-as conforme as situações. Aliás, não poderia supor, noutro tempo, que me seriam pedidas contas de episódios simples, que costumava considerar como fatos sem maior significação. Conceituara, até ali, os erros humanos, segundo os preceitos da criminologia. Todo acontecimento insignificante, estranho aos códigos, entraria na relação de fenômenos naturais. Deparava-se-me, porém, agora, outro sistema de verificação das faltas cometidas. Não me defrontavam tribunais de tortura, nem me surpreendiam abismos infernais; contudo, benfeitores sorridentes comentavam-me as fraquezas como quem cuida de uma criança desorientada, longe das vistas paternas. Aquele interesse espontâneo, no entanto, feria-me a vaidade de homem. Talvez que, visitado por figuras diabólicas a me torturarem, de tridente nas mãos, encontrasse forças para tornar a derrota menos amarga. Todavia, a bondade exuberante de Clarêncio, a inflexão de ternura do médico, a calma fraternal do enfermeiro, penetravam-me fundo o espírito. Não me dilacerava o desejo de reação; doía-me a vergonha. E chorei. Rosto entre as mãos, qual menino contrariado e infeliz, pus-me a soluçar com a dor que me parecia irremediável. Não havia como discordar. Henrique de Luna falava com sobejas razões. Por fim, abafando os impulsos vaidosos, reconheci a extensão de minhas leviandades de outros tempos. A falsa noção da dignidade pessoal cedia terreno à justiça. Perante minha visão espiritual só existia, agora, uma realidade torturante: era verdadeiramente um suicida, perdera o ensejo precioso da experiência humana, não passava de náufrago a quem se recolhia por caridade.
Foi então que o generoso Clarêncio, sentando-se no leito, a meu lado, afagou-me paternalmente os cabelos e falou comovido:
- Oh! meu filho, não te lastimes tanto. Busquei-te atendendo à intercessão dos que te amam, dos planos mais altos. Tuas lágrimas atingem seus corações. Não desejas ser grato, mantendo-te tranqüilo no exame das próprias faltas? Na verdade, tua posição é a do suicida inconsciente; mas é necessário reconhecer que centenas de criaturas se ausentam diariamente da Terra, nas mesmas condições. Acalma-te, pois. Aproveita os tesouros do arrependimento, guarda a bênção do remorso, embora tardio, sem esquecer que a aflição não resolve problemas. Confia no Senhor e em nossa dedicação fraternal. Sossega a alma perturbada, porque muitos de nós outros já perambulamos igualmente nos teus caminhos. Ante a generosidade que transbordava dessas palavras, mergulhei a cabeça em seu colo paternal e chorei longamente...'
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: gmaymone em 11 de Julho de 2009, 15:43
Pois bem, vou dar minha singela opinião. Acredito que quando a pessoa executa determinada ação, sabendo das consequencias dela, fica responsável por seu ato. Sabendo que o cigarro mata, e mesmo assim você vai la e fuma, significa que você está provocando por livre vontade a morte de seu corpo.

Obs: Primeira mensagem que posto no fórum, boa vindas a todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Tolomei em 13 de Julho de 2009, 16:12
Olá Jorge , nós nascemos para progredir espiritualmente e Deus nos dá as forças necessárias para suportar qualquer dor , principalmente as dores do coração. Leia o Livro Memórias de um Suicida - Yvone Pereira / Espírito Camilo Castelo Branco. É um livro belíssimo , um clássico espírita. Ali são relatados diversos casos - incluindo suicídio por dramas passionais / amor. Não devemos nos suicidar nunca pois quando ocorre o suicídio , uma consequência inevitável são as lesões muito intensas que ficam registradas danificando nosso corpo espiritual. Não temos apenas o corpo físico, é necessário entender o que é o Perispírito - um envoltório fluídico - um verdadeiro corpo espiritual , mais ou menos denso de acordo com a categoria / elevação de cada entidade espiritual. Este corpo espiritual já está sendo aceito por cientistas que estão chamando-o de Corpo/Campo Modelador da Forma ou de MOB - Modelo Organizador Biológico que muitos geneticistas adotam esta nomenclatura. Este corpo espiritual vai levar por várias encarnações futuras as doenças/dores provocadas pelo suicídio. E segundo toda a Doutrina Espírita - esta é a pior forma de se chegar ao plano espiritual - com lesões profundas no corpo espiritual . É claro que cada caso é um caso - sempre existem atenuantes e agravantes, mas as consequências são sempre muito ruins pois a lesão no corpo espiritual é patente - muito relatada em todos os casos de suícidio. A depender do caso , 2 ou 3 re-encarnações serão necessárias , todas com muitas dificuldades para consertar o estrago no corpo-espiritual , e a melhor cura é a re-encarnação ou talvez possamos dizer a única cura possível. E o pior é que quando a entidade espiritual estiver plenamente habilitada, ainda terá que passar pela mesma prova que fracassou...talvez mais fortalecida , mas bem preparada de acordo com seus méritos espirituais e intervenções de amigos amorosos que o assistiram. Kardec fala deste assunto também nos relatos que existem no livro Céu e Inferno , e na Revista Espírita, além do Livro dos Espíritos. Leon Denis também escreveu sobre o suicídio. Mas o obra prima no tema é o livro da Yvone Pereira médium relatando toda a história que ocorreu com o famoso escritor portugues Camilo Castelo Branco após ter se suicidado em Portugal em 1890 devido a revolta contra a ter ficado cego. O Espiritismo traz um tremendo progresso para a humanidade esclarecendo tudo isto , para que uma vez , acreditando na vida após a morte do corpo físico, e estudando a vida dos espíritos após a ressurreição do corpo espiritual como falava Paulo de Tarso no evangelho , nunca mais venhamos a danificar nosso corpo espiritual. Lutemos contra isto com todas as nossas forças, sempre é possível pedir a Deus forças para resisistir a este desejo ruim do suicídio. Deve se recorrer a qualquer ajuda dos amigos, familiares, colegas de trabalho, entidades religiosas , etc...vamos nos motivar seja através de novos caminhos que surgirão , nos entregando a Deus, e pedindo a Cristo , a Maria de Nazaré , as forças para construirmos uma nova vida! Podemos ser útil ao próximo que está sofrendo mais que nós...temos tudo , quem parte na frente, foi apenas na frente porque tinha outros compromissos. Deus sabe qual a nossa hora, forçar a barra para que ? O verdadeiro amor constrói - não destrói...podemos usar esta força e muita gente abriu creches / orfanatos / escolas / asilos para cuidar dos outros depois que perderam seus entes queridos...é a melhor de viver , voltar-se a servir os outros e nos entregar a vontade de Deus!
Esta vibração ruim da depressão e insatisfação constante é muito perigosa pois pode atrair espíritos desencarnados com os mesmos sentimentos para conviver conosco...é necessário forte dinâmica para sair disto. Estude muito a doutrina dos espíritos e você vai se encher de motivos para viver com mais força e ajudar as pessoas de muitas outras formas diferentes. Não é necessário dinheiro , mas boa vontade! Qualquer trabalho voluntário de serviço social nos fortalece muito e nos dá motivo para viver porque o outro está ali ao nosso lado precisando de nossa atenção. Existe uma bonita história de um fazendeiro rico muito trabalhador que enriquecia seus campos com o suor e trabalho, depois que a esposa e todos os filhos morreram e não existia mais ninguém para ele deixar seus bens, ele decidiu levantar mais cedo e trabalhar ainda mais! Pergutaram para ele para que ele estava fazendo isto , e ele respondeu , não tenho mais a esposa e os filhos para alimentar , mas como vou alimentar tanta gente pobre e sem forças e sem saúde , que existe por aí ? Preciso trabalhar mais agora! !!!  Vamos em frente que aí vem gente! Trabalhemos para Deus , ele nos guia, e seja a alegria a forma de entrar trabalhando no mundo espiritual!  Forte Abraço!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Jorge em 13 de Julho de 2009, 16:56
Pois bem, vou dar minha singela opinião. Acredito que quando a pessoa executa determinada ação, sabendo das consequencias dela, fica responsável por seu ato. Sabendo que o cigarro mata, e mesmo assim você vai la e fuma, significa que você está provocando por livre vontade a morte de seu corpo.

Obs: Primeira mensagem que posto no fórum, boa vindas a todos.

Olá gmaymore,

Seja bem-vindo!  ;)

Muito lógica a sua ilação!  :)

Abraço fraterno.
Jorge
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Jorge em 13 de Julho de 2009, 17:10
Olá Tolomei,

Você colocou aí uma excelente / preciosa ajuda direccionada àqueles que pensam em baixar os braços perante as vicissitudes da vida!

Eu por acaso (?) já li o excelente livro "Memórias de um suicída", mas se não o tivesse lido não descansaria até ao momento de o ler!
Você fez uma bela abordagem a esse belo livro que nos narra as experiências do nosso conhecido Camilo Castelo Branco após o doloroso desenlace através do suicídio.

Que Deus inspire os desalentados a tomarem conhecimento desse texto que partilhou connosco!

Abraço fraterno amigo Tolomei.
Jorge
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MarcoALSilva em 14 de Julho de 2009, 01:48
Resta saber, amigo marcos,  por quem é tido que qualquer comportamento auto-destrutivo é compreendido como suicídio...

Olá Moura!

Como seria de se classificar "todo e qualquer comportamento conscientemente auto-destrutivo"?

Kardec não se expressou assim? Mas... precisaria?

Como seria de se colocar a questão? Mistérios insondáveis?

A Codificação é muito mais do que um elenco de conceitos. É um sistema. Cumpre a cada um de nós exercer sua hermenêutica, por assim dizer.

Um abraço!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 14 de Julho de 2009, 05:06
Marcão,
o amigo está se esquecendo de uma das respostas mais brilhantes encontradas em OLE e no ESE: "Deus julga pela intenção".
Um exemplo: um louco se mata, ora não se pode dizer que ele não soubesse o que fazia, ele sabia sim, o que lhe faltou não foi inteligência para o ato, mas sim a lucidez, que pela falta de razão, enegreceu-lhe o raciocínio.
Outro: Uma criança sabe que pode cair se descer a correr muito na bicicleta, uma ladeira.
mas ela sobre e desce cada vez mais rápido, é das crianças fazer isso não? eu fiz.
Um dia, ela solta as mãos e nada acontece, depois de várias tentativas ela resolve soltyar os pés e verifica que não caiu.
Ai tenta mais uma vez e se esbroa no paralelepípedo.
Foi ato pensado? Ela perdeu a razão?
Não, aconteceu apenas o que a nossa razão nos fez premuní-la.
As coisas das leis divinas levam em consideração a intenção. Se então não houver uma intenção retilínea e específica de ser conseguido o evento, por certo a lei será de apenamento mais brando.
Não fosse assim, onde a Suprema Bondade e soberana Justiça de Deus?
Abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: gmaymone em 15 de Julho de 2009, 18:10
Concordo com nosso amigo Moura. Deus sabe muito bem a nossa razão, se nós tinhamos tal intenção ou não. Mas acredito tambem que no caso de André Luiz por exemplo. Ele reduziu o seu tempo de vida. Então ele se privou de viver por mais tempo. Acelerou a morte carnal, não sei se podemos considerar isso um suícidio, pois todos nós fazemos isso, seja com pensamentos negativos, cultivando o ódio, comendo coisas que podem fazer mal, nao nos exercitando direito. Então todos nós não cuidamos de nosso corpo como deveriamos cuidar desse sagrado instrumento de evolução. Por ser comum a nossa inferioridade, talvez o fato da bebida e do cigarro realmente não ser considerados suícidio. Pois se fossem, muitas coisas que cultivamos tambem aceleram a morte do corpo e portanto uma grande parte da população seria suícida. Ninguem melhor do que Deus para fazer esse julgamento.

Paz a todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Tolomei em 20 de Agosto de 2009, 21:10
Amigos/as, achei interessante comunicação de um espírito relatada por Kardec no Livro O Céu e o Inferno, OU A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO - ALLAN KARDEC - 2ª PARTE — CAPÍTULO V Suicidas. Segue cópia do texto abaixo :
 
DUPLO SUICÍDIO, POR AMOR E POR DEVER É de um jornal de 13 de junho de 1862 a seguinte narrativa:
“A jovem Palmyre, modista, residindo com seus pais, era dotada de aparência encantadora e de caráter afável. Por isso, era, também, muito requestada a sua mão. Entre todos os pretendentes ela escolheu o Sr. B..., que lhe retribuía essa preferência com a mais viva das paixões. Não obstante essa afeição, por deferência aos pais, Palmyre consentiu em desposar o Sr. D..., cuja posição social se afigurava mais vantajosa àqueles, do que a do seu rival. Os Srs. B... e D...
eram amigos íntimos, e posto não houvesse entre eles quaisquer relações de interesse, jamais deixaram de se avistar.
O amor recíproco de B... e Palmyre, que passou a ser a Sra.
D..., de modo algum se atenuara, e como se esforçassem ambos por contê-lo, aumentava-se ele de intensidade na razão direta daquele esforço. Visando extingui-lo, B... tomou o partido de se casar, e desposou, de fato, uma jovem possuidora de eminentes predicados, fazendo o possível por amá-la.
“Cedo, contudo, percebeu que esse meio heróico lhe fora inútil à cura. Decorreram quatro anos sem que B... ou a Senhora D... faltassem aos seus deveres.
“O que padeceram, só eles o sabem, pois D..., que estimava deveras o seu amigo, atraía-o sempre ao seu lar, insistindo para que nele ficasse quando tentava retirar-se.
“Aproximados um dia por circunstâncias fortuitas e independentes da própria vontade, os dois amantes deram-se ciência do mal que os torturava e acharam que a morte era, no caso, o único remédio que se lhes deparava. Assentaram que se suicidariam juntamente, no dia seguinte, em que o Sr. D...
estaria ausente de casa mais prolongadamente. Feitos os últimos aprestos, escreveram longa e tocante missiva, explicando a causa da sua resolução: para não prevaricarem.
Essa carta terminava pedindo que lhes perdoassem e, mais, para serem enterrados na mesma sepultura.
“De regresso a casa, o Sr. D... encontrou-os asfixiados.
Respeitou-lhes os últimos desejos, e, assim, não consentiu fossem os corpos separados no cemitério.” Sendo esta ocorrência submetida à Sociedade de Paris, como assunto de estudo, um Espírito respondeu:
“Os dois amantes suicidas não vos podem responder ainda. Vejo-os imersos na perturbação e aterrorizados pela perspectiva da eternidade. As conseqüências morais da falta cometida lhes pesarão por  migrações sucessivas, durante as quais suas almas separadas se buscarão incessantemente, sujeitas ao duplo suplício de se pressentirem e desejarem em vão.
“Completa a expiação, ficarão reunidos para sempre, no seio do amor eterno. Dentro de oito dias, na próxima sessão, podereis evocá-los. Eles aqui virão sem se avistarem, porque profundas trevas os separarão por muito tempo.”
1. —  Evocação da suicida. — Vedes o vosso amante, com o qual vos suicidastes? — R. Nada vejo, nem mesmo os Espíritos que comigo erram neste mundo. Que noite! Que noite! E que véu espesso me circunda a fronte!
2. — Que sensação experimentastes ao despertar no outro mundo? — R. Singular! Tinha frio e escaldava. Tinha gelo nas veias e fogo na fronte! Coisa estranha, conjunto inaudito! Fogo e gelo pareciam consumir-me! E eu julgava que ia sucumbir uma segunda vez!...
3. — Experimentais qualquer dor física? — R. Todo o meu sofrimento reside aqui, aqui...
— Que quereis dizer por aqui, aqui? — R. Aqui, no meu cérebro; aqui, no meu coração...
É provável que, visível, o Espírito levasse a mão à cabeça e ao coração.
4. — Acreditais na perenidade dessa situação? — R. Oh! sempre! sempre! Ouço às vezes risos infernais, vozes horrendas que bradam: sempre assim!
5. — Pois bem: podemos com segurança dizer-vos que nem sempre assim será. Pelo arrependimento obtereis o perdão. — R. Que dizeis? Não ouço.
6. — Repetimos que os vossos sofrimentos terão um termo, que os podereis abreviar pelo arrependimento, sendonos possível auxiliar-vos com a prece. — R. Não ouvi além de sons confusos, mais que uma palavra. Essa palavra é: — graça! Seria efetivamente graça o que pronunciastes? Falastes em  graça, mas sem dúvida o fizestes à alma que por aqui passou junto de mim, pobre criança que chora e espera.
Uma senhora, presente à reunião, declarou que fizera fervorosa prece pela infeliz, o que sem dúvida a comoveu, e que de fato, mentalmente, havia implorado em seu favor a graça de Deus.
7. — Dissestes estar em trevas e nada ouvir? — R. É-me permitido ouvir algumas das vossas palavras, mas o que vejo é apenas um crepe negro, no qual de vez em quando se desenha um semblante que chora.
8. — Mas uma vez que ele aqui está sem o avistardes, nem sequer vos apercebeis da presença do vosso amante? — R. Ah! não me faleis dele. Devo esquecê-lo presentemente para que do crepe se extinga a imagem retratada.
9. — Que imagem é essa? — R. A de um homem que sofre, e cuja existência moral sobre a Terra aniquilei por muito tempo.
Da leitura dessa narrativa logo se depreende haver neste suicídio circunstâncias atenuantes, encarado como ato heróico provocado pelo cumprimento do dever. Mas reconhece-se, também, que, contrariamente ao julgado, longa e terrível deve ser a pena dos culpados por se terem voluntariamente refugiado na morte para evitar
a luta. A intenção de não faltar aos deveres era, efetivamente, honrosa, e lhes será contada mais tarde, mas o verdadeiro mérito consistiria na resistência, tendo eles procedido como o desertor que se esquiva no momento do perigo.
A pena consistirá, como se vê, em se procurarem debalde e por muito tempo,  quer no mundo espiritual, quer noutras encarnações terrestres; pena que ora é agravada pela perspectiva da sua eterna duração. Essa perspectiva, aliada ao castigo, faz que lhes seja defeso ouvirem palavras de esperança que porventura lhes dirijam. Aos que acharem esta pena longa e terrível, tanto mais quanto não deverá cessar senão depois de várias encarnações, diremos que tal duração não é absoluta, mas dependente da maneira pela qual suportarem as futuras provações. Além do que, eles podem ser auxiliados pela prece. E serão assim, como todos, os árbitros do seu destino. Não será isso, ainda assim, preferível à eterna condenação, sem esperança, a que ficam irrevogavelmente submetidos segundo a doutrina da Igreja, que os considera votados ao inferno e para sempre, a ponto de lhes recusar, com certeza por inúteis, as últimas preces?

Fim do texto copiado , abraços.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Ramon em 20 de Agosto de 2009, 22:25
 
 Se Deus existe, a vida espiritual uma realidade, o suicídio será, do outro lado, uma grande decepção. Sobre isso, vida, Deus, espiritualidade veja no YOU-TUB

 Psicólogo-paciente (cirurgia espiritual) recebeu um presente do espírito - MATERIALIZAÇÃO LUMINOSA.

PALESTRA - Fé em Deus - Julio Cesar de Sá Roriz - You tube‏   no:
 
 
  http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/aconteceu-comigo/ (http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/aconteceu-comigo/)


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 13 de Setembro de 2009, 00:03
Diante de um grande processo obscessivo poderemos perder a razão e sermos levados a atentar contra a própria vida. Diante disto temos que ter muita prudência e vigiarmos o nossos pensamentos, existem muitas variáveis e teremos que levar em conta a condição de cada um neste momento difícil, processos auto-destrutivos: fumo, alcool, sexo desvairado etc, provocando o suiçidio em doses homeopáticas...



 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 14 de Setembro de 2009, 17:11
Marcellão,
devemos sopesar bem o que escrevemos e tomamos de outros a quem já escutamos falar da mesma forma.
Segundo a doutrina o suicídio é ato de Espírito, desta forma meu mano, não há suicídios em doses homeopáticas.
Se o Espírito se compraz no alcoolismo, ou em qualquer substância tóxica, ou em situações onde a moral seja viciada, age assim porque sente desta maneira, e produzirá com o tempo, o resultado danoso que pode, note, eu disse pode terminar com a falência dos orgãos.
contudo, amigo, não há da parte dele, uma vontade expressa em se matar, logo não existe a figura de suicídio que exige sempre, essa vontade expressa.
Não existe suicídio involuntário. Não, segundo a doutrina.
Nós Espíritas costumamos tomar das expressões de linguagem ou das "licensas poéticas" usadas por alguns palestrantes, como verdades absolutas e acabamos compreendendo errado.
O Júlio Roriz, um companheiro estimado que já palestrou para a Sala Filosofia Espírita e o fez aqui de casa, é um dos que fazem esse uso de imagens faladas para demonstrar melhor o que quer explicar, mas explica sempre isso.
OPutro exemplo disso se mostra mesmo aqui pois aqueles que lêem a tudo já devem ter lido títulos como Carta de uma criança que não nasceu, ou as conversas do bebê no útero materno, e isso definitivamente é licensa poética, para dizer pouco.
Vejamos a doutrina expressa no L.M., pela questão da segunda parte, no capíto XXV item 58:
"Pode-se evocar um Espírito cujo corpo ainda se encontra no seio materno?
R- Não. Sabes muito bem que nesta fase o Espírito se acha em completa perturbação.
 e ainda para fecho vem a observação de Kardec: "A encarnação somente se efetiva no momento em que a criança respira. Mas desde a concepção o Espírito designado é envolvido por uma perturbação que aumenta com a aproximação do nascimento e lhe tira a consciência de si mesmo. Por conseguinte ele não pode responder. (ver O Livro dos Espíritos: Volta à vida corpórea e a União da alma com o corpo, nº344).
Ora se a doutrina demonstra a impossibilidade de que o Espírito que está no ventre materno possa responder, logicamente ele não poderá falar, ou pior ainda escrever cartas à mãe. Está envolvido em perturbação que lhe tira a consciência de si mesmo, logo, trata-se de uma figura de linguagem que a meu ver retrata misticamente um fato que não existe.
mas nós Espíritas lemos, dizemos que estudamos e continuamos a dar prosseguimento para esta falácia.
Abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: adrianneseixas em 15 de Setembro de 2009, 02:05
O suicídio é um ato de desespero, onde o homem não têm força para suportar as misérias, dores, problemas da existência causados por ele mesmo em outrora. Por isso não há forma alguma de justificar o suicídio, por maior que seja o sofrimento.

O suicida não quer eliminar sua vida, ele quer arrancar de si o sofrimento que está sentindo, ele na verdade anseia viver, mas viver com qualidade de vida. Por isso o suicida deve ser ouvido e respeitado. É o desespeo que o leva a tirar a própria vida. O suicidio nos mostra, sem dúvida que há coisas piores que a morte, sobretudo para aqueles que acham que ela é pior que tudo. O pior castigo do suicida eu acho, seja ver que a vida continua e seus problemas só aumentam. Além ainda, de que, "no outro lado" o espírito percebe o quão pequeno era o seu sofrimento, quando é claro, se esclarece, e tem que voltar a Terra e retomar a lição. Esses devem ser o pior castigo, acredito.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marianna em 15 de Setembro de 2009, 04:19


LEMBRETES ANTI-SUICÍDIO:

1. A vida não acaba com a morte.
A morte não significa o fim da vida, mas somente uma passagem para uma outra vida: a espiritual.

2. Os problemas não acabam com a morte.
Eles são provas ou expiações, que nos possibilitam a evolução espiritual, quando os enfrentamos com coragem e serenidade. Quem acredita estar escapando dos problemas pela porta do suicídio está somente adiando a situação.

3. O sofrimento não acaba com a morte.
O suicídio só faz aumentar o sofrimento. Os espíritos de suicidas que puderam se comunicar conosco descrevem as dores terríveis que tiveram de sofrer, ao adentrar o Mundo Espiritual, devido ao rompimento abrupto dos liames entre o Espírito e o corpo. Para alguns suicidas o desligamento é tão difícil, que eles chegam a sentir seu corpo se decompondo. Além disso, há o remorso por ter transgredido gravemente a lei de Deus, perante a qual suicidar-se equivale a cometer um assassinato.

4. A morte não apaga nossas falhas.
A responsabilidade pelas faltas cometidas é inevitável e intransferível. Elas permanecem em nossa consciência até que a reparemos.

5. A Doutrina Espírita propicia esperança e consolação quando oferece a certeza da continuidade infinita da vida, que é tanto mais feliz quanto melhor suportamos as provas do presente.

Retirado do livro Palavras Simples,
Verdades Profundas, de Rita Folker
EME Editora



Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 16 de Setembro de 2009, 02:24
 
Querido Moura!

Agradeço a atenção que o amigo prestou ao meu singelo comentário, no entanto gostaria de lhe mostrar o motivo que me fez ter este entendimento: "processos auto-destrutivos: fumo, alcool, sexo desvairado etc, provocando o suiçidio em doses homeopáticas..."
Segue:

 "Pois o que aproveitará o homem, se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida ou causar dano a si mesmo?" (Lc 9:25, Mc 8:36)
 

 Suicidar-se é causar a própria ruína.

 Indagados, sabiamente por Kardec, se seria suicida o homem que perece vítima de paixões que ele sabia lhe haviam de apressar o fim, os Espíritos responderam:

  "É um suicídio moral." (1)

 Na interrogação seguinte, para situar a gravidade deste comportamento em relação à culpa do que tira de si mesmo a vida, num ato de desespero, os Espíritos, referindo-se ao primeiro, esclareceram:

  "É mais culpado, porque tem tempo de refletir sobre o seu suicídio." (1)

 No suicídio direto ou intencional, o suicida num momento de insanidade e desespero, emprega um veículo de ação imediata; uma arma de fogo disparada e endereçada a um centro vital, um instrumento cortante para lesar os punhos, a ingestão de veneno corrosivo ou tóxico, se precipita de grandes alturas ou promove o próprio enforcamento. São todas formas, além de outras, de provocar sinistramente a cessação da vida material, instantaneamente.

 "O suicídio não consiste somente no ato voluntário que produz a morte instantânea, mas em tudo quanto se faça conscientemente para apressar a extinção das forças vitais." (2)

 Aqui o suicídio é indireto ou não intencional, porque embora exista a consciência de se estar causando um mal orgânico, por inconseqüência não se consegue a ele resistir, devido à vinculação por hábito ou vício a este fator desencadeante, que vai corroendo o organismo aos poucos, ou o coloca em risco desnecessário, acabando por provocar a morte física. Também aqui, o muito é feito de muitos poucos. Neste caso, creio que os termos intencional ou não intencional  sejam mais apropriados do que involuntário ou inconsciente, porque a prática do suicídio direto ou indireto, exige justamente vontade e consciência, como foi definido acima. No primeiro caso existe a nítida intenção de se extinguir a vida com brevidade, no segundo, mesmo não existindo, chega-se a este fim; é como se ingerisse um veneno em dose única, letal, ou em doses fracionadas, homeopaticamente, respectivamente, com plena consciência destes malefícios.

 Cometem, neste último caso, suicídio não intencional, os que se entregam aos vícios do tabagismo, do etilismo, das drogas alucinógenas, dos jogos de azar; são ainda suicidas, "os gastrônomos e filopanças, que não comem para viver, mas vivem para comer,"(3) ocasionando, devido a dieta desregrada, acúmulo de substâncias indesejáveis  no organismo (colesterol, glicose, lipídios, etc.) que irão propiciar o desencadeamento de doenças (arteriosclerose, diabete,  obesidade, etc.), com todas as suas conseqüências, que podem assim levar em longo prazo, à morte prematura.

"Antes de se fazer perceptível na organização física, a doença, como disfunção dos centros vitais, já se encontrava instalada no perispírito."(4)

  Tais sintonias repercutem-se no psicossoma, causando ou desencadeando doenças nos órgãos predispostos, como nos relata André Luiz  em "Nosso Lar" (5), quando foi considerado suicida por ter levado uma vida desregrada, à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, além de descomedimentos que lhe ocasionaram a sífilis; os centros vitais assim atingidos vieram ocasionar seu desencarne precoce, por isso considerado um suicida, advertindo ainda o mentor espiritual que lhe orientava, de que "(...) tua posição é de de suicida inconsciente(...); centenas de criaturas se ausentam diariamente da Terra, nas mesmas condições." (5)

 Cometem também suicídio os que imprimem, desnecessariamente, altas velocidades em seus veículos, sujeitando-os a colisões e colocando suas vidas em alto risco, os torcedores fanatizados que levam às últimas circunstâncias suas paixões clubísticas e os praticantes do sexo desregrado.

  "Mas não é somente aí, no domínio das causas visíveis, que se originam os processos patológicos multiformes. Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços.(...) Tendo-se presente que a mente é geradora de saúde e de doença, mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos." (4)

 Atentam ainda contra a vida os que anseiam a morte, desejando que se concretize  a cada instante e solicitando-a constantemente ao Criador, na tentativa de burlar a Lei Natural, num ultraje ao Senhor da Vida.

 Assim, tais pensamentos e tais vontades têm uma aparência fluídica que imprimem marcas significativas no perispírito a se transmitirem ao corpo físico.

 "O invólucro fluídico do ser depura-se, ilumina-se ou obscurece-se segundo a natureza elevada ou grosseira dos pensamentos em si refletidos. Qualquer ato, qualquer pensamento, repercute-se e grava-se no perispírito." (6)

 O Espírito vai assim calcando sua marca vibratória no perispírito e este, por sua vez, no corpo físico e via pineal repercutindo-se finalmente nos bióforos, "unidades de força psicossomática atuando no citoplasma e através dos quais são projetadas sobre as células os estados da mente, determinando inclusive a saúde e a doença." (4)

 Tais perturbações energéticas alterando progressivamente as células, podem acabar por ocasionar a cessação da vida orgânica.

  A ciência vem provando que emoções negativas e a depressão (raiva, medo ou tristeza) enfraquecem a resposta do sistema imunológico, que produz menos anticorpos, com conseqüente queda das defesas orgânicas. Nada mais do que , nós espíritas, já sabíamos.

  "A glândula pineal regula, provavelmente, esta atividade imunológica; exerce sua ação no mais importante centro de integração do sistema vegetativo e do sistema nervoso cerebroespinhal: o hipotálamo." (7)

Todas são formas de, negligenciando o corpo, abreviar a estada terrena, com sérias conseqüências espirituais, denotando o assim suicida, covardia moral, que há de ser combatida com urgência, pela coragem moral e amor à vida, e zelando por ela, utilizaremos deste empréstimo divino, não para o destruir, mas  para construir sobre ele a depuração de nosso Espírito.

"Preserva o teu corpo, preparando-o para servir de domicílio pelo período mais longo possível, a fim de que não te encontres entre aqueles que chegaram à Pátria espiritual antes da hora, pelo nefando instrumento do suicídio indireto." (8)


BIBLIOGRAFIA:

(1)               KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 68ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1987, p. 442, perg.952.
(2)               KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. 37ª ed. Rio de Janeiro:FEB, 1991, pg 300. 
(3)               VALLE, Waldo Lima do. Morrer e Depois? 2ª ed. João Pessoa: ed. A União, 1997, pg. 239.     
(4)               ZIMMERMANN, Zalmiro. Perispírito. 1ª ed. São Paulo: CEAK, 2000, pg. 366, 375, 376, 508.
(5)               XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito André Luiz. Nosso Lar. 6ª ed. Rio de Janeiro: FEB, pg. 27, 28.
(6)              DENIS, Léon. Depois da Morte. 18ª ed.Rio de Janeiro: FEB, 1994, pg. 208.

(7)              NOBRE, Marlene R.S. Obsessão e Suas Máscaras. 7ª ed.: Ed. Jornalística Fé, 1997, pg. 230
(8)              FRANCO, Divaldo. Pelo Espírito Joanna de Angelis. Reformador, setembro/2003, pg. 20.

 




 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 16 de Setembro de 2009, 16:51
Amigo Marcello,
Antes de mais nada, haveremos de estabelecer, que para que possamos alcançar entendimento e compreensão da doutrina teremos de ter como fulcro, apenas a doutrina, pois se a colchearmos de outras instruções não doutrinárias, dessa mistura nada de bom sairá, quer dizer, acabaremos tendo uma impressão de que tudo é a mesma coisa e não é.
vou explicr melhor, quando apomos como elemento de comprovação afirmações de outro que não kardec, acabamos por entender que os outros também fazem doutrina e isso não acontece.
Assim, de todo o exposto  retiro essa citação encontrada por você no Céu e o Inferno, que apesar de o amigo entender que reafirma oq ue disse, ela dá sustentação ao que antes havia eu de lhe ter explicado vejamos:
" Indagados, sabiamente por Kardec, se seria suicida o homem que perece vítima de paixões que ele sabia lhe haviam de apressar o fim, os Espíritos responderam: É um suicídio moral"
Ou "O suicídio não consiste somente no ato voluntário que produz a morte instantânea, mas em tudo quanto se faça conscientemente para apressar a extinção das forças vitais."
Notas que a única semelhança entre os dois excertos está disposta na condição em que são passadas as coisas que darão origem ao fim morte? Exatamente, no que grifei: CONSCIENTEMENTE.
Quer dizer, haverá de ser fator preponderante a vontade em apressar  a extinção da força vital, o fumente não quer isso, logo, não há intencionalidade e como o ESE ensina, Deus julga pela intenção.
Abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: YESNO em 07 de Novembro de 2009, 01:03
CONSCIENTEMENTE.
Quer dizer, haverá de ser fator preponderante a vontade em apressar  a extinção da força vital, o fumenta não quer isso, logo, não há intencionalidade e como o ESE ensina, Deus julga pela intenção.

Na minha humilde opinião, considero a pergunta 952 do LE como altamente comprometedora aos fumantes:

Comete suicídio o homem que perece vítima de paixões QUE ELE SABIA lhe
haviam de APRESSAR O FIM, porém a que já não podia resistir, por havê-las o hábito mudado
em verdadeiras necessidades físicas?
“É um suicídio moral. Não percebeis que, nesse caso, o homem é duplamente
culpado? Há nele então falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de
Deus.”

Ora evidentemente o fumante não quer se matar, mas NÃO PODE IGNORAR, hoje em dia, que esse vício, como vários outros apressa, sim senhor, o fim da vida carnal. Ter intenção aqui é superada pelo fato de ele SABER, ser, pois, CONSCIENTE, de que o vício degenera seu corpo.

Vejamos um caso mais curioso de desculpa que embora anacrônico dá suporte à tomada de consciência dos próprios atos (ESE cap 12, 13 - duelista):  O indivíduo que vai duelar e em razão de sua inabilidade ou fraqueza PODE morrer, é um suicida. Ele NÃO QUER MORRER, mas é quase certo que encontrará seu fim. Sabe disso, mas insiste.

Quando o médico diz: Moura, fumando desse jeito, o enfizema ou o infarto é só uma questão de tempo, creio que há todas as condições de uma auto-avaliação de conduta e tomada de consciência.

A propósito, que marca você fuma ?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 07 de Novembro de 2009, 16:22
CONSCIENTEMENTE.
Quer dizer, haverá de ser fator preponderante a vontade em apressar  a extinção da força vital, o fumenta não quer isso, logo, não há intencionalidade e como o ESE ensina, Deus julga pela intenção.

Na minha humilde opinião, considero a pergunta 952 do LE como altamente comprometedora aos fumantes:

Comete suicídio o homem que perece vítima de paixões QUE ELE SABIA lhe
haviam de APRESSAR O FIM, porém a que já não podia resistir, por havê-las o hábito mudado
em verdadeiras necessidades físicas?
“É um suicídio moral. Não percebeis que, nesse caso, o homem é duplamente
culpado? Há nele então falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de
Deus.”

Ora evidentemente o fumante não quer se matar, mas NÃO PODE IGNORAR, hoje em dia, que esse vício, como vários outros apressa, sim senhor, o fim da vida carnal. Ter intenção aqui é superada pelo fato de ele SABER, ser, pois, CONSCIENTE, de que o vício degenera seu corpo.

Vejamos um caso mais curioso de desculpa que embora anacrônico dá suporte à tomada de consciência dos próprios atos (ESE cap 12, 13 - duelista):  O indivíduo que vai duelar e em razão de sua inabilidade ou fraqueza PODE morrer, é um suicida. Ele NÃO QUER MORRER, mas é quase certo que encontrará seu fim. Sabe disso, mas insiste.

Quando o médico diz: Moura, fumando desse jeito, o enfizema ou o infarto é só uma questão de tempo, creio que há todas as condições de uma auto-avaliação de conduta e tomada de consciência.

A propósito, que marca você fuma ?


Mano Yesno,
todos nós vemos , algumas vezes, apenas oq ue queremos ver.
Na verdade quando se fala em paixões, fala0se sobre atitudes fora do contexto dos fumantes.
Se fumar for consequência de alguma paixão então tô frito, porque não abrigo, nesse ponto paixão nenhuma. apenas relacionei o preço do "veneno" que tenho de fazer uso para me acalmar e assim contribuir para a baixa da tensão arterial, com o preço do cigarro. O Segundo ganhou e então por modo de poupança uso o cigarro ao invés do calmante, veneno, por veneno, o mais saboroso, claro hehehe
A propósito, fumo Dreby Light. Ou quando estou sem nenhum, fumo o se me dão mesmo hehehe
Abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MarcoALSilva em 07 de Novembro de 2009, 16:44

Isso parece uma versão light da Lei de Thelema...

 ;)

(brincadeirinha...)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marta81 em 07 de Novembro de 2009, 17:56
Após a morte, antes que o Espírito se oriente, gravitando para o verdadeiro "lar espiritual" que lhe cabe, será sempre necessário o estágio numa "ante camara", numa região cuja densidade e aflitivas configuracões locais corresponderão aos estados vibratórios e mentais dos recém desencarnados.
Aí se deterá até que seja naturalmente"desanimalizado", isto é, que se desfaça dos fluidos e forças vitais de que são impregnados todos os corpos materiais.
por aí se verá que a estada será temporária nesse umbral do Além, geralmente penosa.
Tais sejam o caráter,as acções praticadas,o género de vida, o género de morte ue teve a entidade desencarnada, tais serão o tempo e a penúria no local descrito.


"O mercado de livros e revistas “espíritas” está saturado de informações que vão de encontro ao ensinamento presente nO livro dos espíritos. Curiosamente, são os que mais contradizem tais ensinamentos os que se colocam como defensores da “pureza doutrinária”. São os paradoxos do ego humano que razão alguma é capaz de compreender.
Porém, nesse amontoado de informações desconcertantes, encontramos um livro que realmente vale ser lido: “o martírio dos suicidas”, escrito por Almerindo Martins de Castro e publicado pela Federação Espírita Brasileira, em 1940.
Ao contrário daqueles que afirmam que o suicida é um “espírito que morreu antes da hora” (sic), Almerindo é um dos poucos espiritistas que sabem que antes de encarnar o espírito escolhe um gênero de provas (questão 258) e que sua vida humanizada será pautada a partir dessa escolha. Assim, Almerindo afirma: “aquele que escolheu por prova resistir à tendência do suicídio, pode sair vencedor da luta”. Ou seja, há espíritos que escolhem como provação lutar contra o suicídio. Assim, sua consciência será, após a encarnação, bombardeada por sentimentos e pensamentos que deverá vencer. Obviamente que, para isso, a providência divina poderá utilizar espíritos ainda apegados ao egoísmo e ao orgulho para serem instrumentos dessa prova (questão 466).
Mas, e se o espírito sucumbir à tentação? Ele não teria desencarnado antes da hora? Não! Em primeiro lugar, se isso acontecesse, seria uma inverdade o ensinamento presente na questão 853 dO livro dos espíritos e nas seguintes onde lemos que não importa o perigo vivenciado, pois ninguém desencarna antes da hora. E como Almerindo Martins de Castro sabia disso, afirmou: “quer sucumba na prova do suicídio, quer triunfe dela, morre sempre no tempo preciso. Isto é, quando chega para ele a hora de partir.” E, respeitando o ensinamento desta última questão (853), afirma também: “mas, Deus, conhecendo todas as coisas, por efeito da sua sabedoria infinita e da sua presciência, vê se o homem vencerá ou sucumbirá”. Em outras palavras, os atos de nossa vida material já estão “escritos” no sentido de que Deus já sabe com antecedência o que sentiremos, pensaremos e faremos em cada um dos dias de nossa existência na Terra, mesmo que nós ignoremos se amanhã teremos um prato de comida para nos alimentar, um parceiro para fazer amor ou se iremos parar no hospital devido a um acidente de trânsito. Até mesmo se eu quisesse desafiar Deus nesse momento e colocar a mão sobre o fogo para me queimar, dizendo, orgulhosamente, que este ato foi realizado voluntariamente por mim, ele seria capaz de dizer: “meu querido filho bobinho, há cinco mil anos eu já sabia que nesse exato momento você passaria por essa situação e queimaria a mão. Por isso, já providenciei o carro para levá-lo até o hospital municipal da cidade para ser atendido pelo dr. Fulano de Tal que precisa, por expiação, tratar aqueles espíritos humanizados que possuem queimaduras no corpo físico.  Aliás, bobinho, ele pediu antes de encarnar para te tratar e você aceitou. Aprenda que você não pode fazer nada que eu já não saiba. Esqueceu que todos os fios de cabelo de sua cabeça estão contados e que não cai uma folha de árvore sem que eu permita? Portanto, procure colocar amor em seus atos. Só assim você irá alcançar o seu objetivo, que é a iluminação espiritual.”
Voltando ao texto de Almerindo, um dos raros espiritistas brasileiros que compreende e respeita a doutrina espírita, encontramos a seguinte informação:
“cedendo ao arrastamento que lhe cumpria combater, o gênero de morte a que sucumbiu foi de sua escolha, mas ele partiu porque chegara a hora de partir. Se houvesse combatido os pendores que o impeliam a matar-se, teria saído vencedor da prova, não se veria condenado a recomeçar nas mesmas condições.”
Em suma, o que faz o espírito recomeçar nas mesmas condições ou não é a intenção ou os sentimentos com os quais o espírito humanizado vivencia suas provas na Terra. Como o livre-arbítrio após a encarnação é moral, se escolhesse o “bem”, ou seja, o amor universal, não cairia em tentação, e desencarnaria naturalmente. Ou seja, teria forças espirituais para repelir a tendência ao suicídio; escolhendo, porém, o “mal”, em suma, as verdades criadas pelo egoísmo, pelo orgulho e pela falta de Fé etc. comete, voluntariamente, o suicídio e perde, assim, a chance de iluminar-se, precisando recomeçar sua jornada espiritual a partir do mesmo ponto em que se encontrava antes de sua última encarnação. Porém, em um caso ou em outro, desencarnou no momento previsto, nem antes ou depois da hora determinada para encerrar sua provação, uma vez que Deus já sabia se o espírito se encontrava preparado ou não para a prova livremente escolhida por ele e o usou como instrumento, mesmo que inconsciente (questão 570), para as provas de outros espíritos humanizados, ou seja, ele também concorreu “para a obra geral” (questão 132), pois “todos têm deveres a cumprir” (questão 559).

São Carlos, 18 de junho de 2007
Obs. Todas as anotações entre parênteses se referem às questões presentes nO livro dos espíritos, de Allan Kardec.

[/quote]
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marta81 em 07 de Novembro de 2009, 18:20
No caso dos suicidas o caso assume proporções especiais, por dolorosas e complexas.
Estes aí se demorarão, geralmente, o tempo que ainda lhes resta para conclusão do compromisso da existência que prematuramente cortaram.
Trazendo carregamentos avantajados de forças vitais animalizadas, além das bagagens das paixões criminosas e uma desorganização mental, nervosa e vibratória completas, é fácil antever qual será a situação desses infelizes para quem um só bálsamo existe:-A prece das almas caritativas
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: vianapatricio em 09 de Novembro de 2009, 14:31
A falta de compreenção, o não acreditar na reecarnação, isso já é um fator enorme para que leve a pessoa a cometer o suicidio.
O suicida, não suportando a dor emocional, que é causada pela quebrado de seu ego construido ao longo de sua vida na terra, seja uma construção de um ego em parte amorosa, ou financeira, ou qualquer que seja sua quebra, o suicida acredita que ao se matar, todo o sofrimento acabará. Esquecendo que sua essencia, não terá um fim.
Eis que vem agora a surgir a dor do EU, do espirito, quando o suicida passa para o outro lado, e passa a perceber, que a dor não acabou, que na verdade nada acabou, apenas seu corpo fora deixado pra tras, e que mais uma chance de se melhorar na terra , também fora desperdiçada.
O sofrimento é maior, e as vezes essa recuperação poderá levar anos. Um suicida ao desencarnar sofre pelo mesmo motivo da quebra de seu ego, logo depois ao perceber-se em espirito passa a sofrer pelo ato cometido do suicidio, e só então se erguerá para assim retomar a sua estrada evolutiva,e tomar o ato feito não como uma culpa que o perseguirá, e sim  para tomar de exemplo.
Vários os tipos de suicidas,
os que poem um fim mesmo a vida, aqueles que utilizam drogas e entorpecentes, os que buscam vícios a sim passam depender daquilo, mais comuns a bebida e o cigarro que são lícitos e não são considerados como drogas, mas que destroem aos poucos nosso corpo, e chegamos a um nível que é o suicida que de seus maus sentimentos e pensamentos , orgulho, rancor , inveja, acaba se destruindo, e se acabando tão quanto espiritualmente como as vezes até fisicamente.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 09 de Novembro de 2009, 15:55
Todo e qualquer tipo de suicídio é ato pensado e nutrido do Espírito.
Este quer por fim a vida que leva, seja pela razão que for, contudo há a explícita vontade do Espírito em por fim a vida.
Excluam-se, portanto os viciados posto que estes querem apenas encontrar uma fuga do cotidiano, seja pelo álcool seja pelas drogas, mas nunca por fim as suas vidas.
Não sei onde começou essa idéia de que o viciado é um suicida mas não é assim que a banda toca.
Não podem, nem serem considerados suicidas em potencial pois não lhes cabe essa pecha.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: hcancela em 10 de Novembro de 2009, 13:54
Olá amigos(as)


Um suicida não tem de ser forçosamente aquele(a) que põem termo á vida(no sentido lato da palavra).

Todos nós de forma geral somos suicidas(inconscientes)começando pelo excesso de álcool ou tabaco,etc. ;)

Lembro que André Luiz(segundo relatos dele) ao chegar ao mundo espiritual ouvia o chamarem de suicida ,por causa do seu vicio do tabaco, embora, que inconsciente. :)

SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 10 de Novembro de 2009, 15:02
Mano Cancela,
não existe suicida inconsciente.
todo suicidio é ato do Espírito que pensa, e mesmo faz conscientemente pelo pensamento, todo o caminho para a consecução do ato.
Logo, todo suicídio é ato consciente.
Há, para a tipificação do ato, mesmo perante a justiça do homem, todo um caminho que vai indicar a existência do dolo (vontade no agir), como condição "sine qua non" pára ser elencado o ato na tipificação legal.
Ora, por que o Espiritismo iria se eximir dessa mesma tipificação?
Essa história sobre álcool e drogas não tem razão de ser, senão se pela ingestão em excesso, sendo esta por vontade no fim morte, tenha agido o suicida.
A única exceção é para o caso dos loucos de toda sorte, ou seja aqueles que não têm juízo do que fazem ou melhor, não têm positivamente, como se desvincularem da vontade.
Abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: demis em 10 de Novembro de 2009, 15:21
olá a todos!

 Sobre a questão de ser fumador ou alcoólico penso que a pessoa só pode ser considerada suicida se o desencarne estiver directamente relacionado com o vicio que tenha.
 Exemplo: a pessoa desencarna por tumor que apareceu devido ao vicio do tabaco.Directamente.
 Eu fumo bastante e se desencarnar devido a um acidente serei considerado suicida?
acho que não.
 
abraços,

 demis
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Jorge em 10 de Novembro de 2009, 15:48
Olá amigos(as)


Um suicida não tem de ser forçosamente aquele(a) que põem termo á vida(no sentido lato da palavra).

Todos nós de forma geral somos suicidas(inconscientes)começando pelo excesso de álcool ou tabaco,etc. ;)

Lembro que André Luiz(segundo relatos dele) ao chegar ao mundo espiritual ouvia o chamarem de suicida ,por causa do seu vicio do tabaco, embora, que inconsciente. :)

SAUDAÇÕES FRATERNAS

Grande amigo hcancela,

Concordo plenamente  :)

Abração.
Jorge
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 10 de Novembro de 2009, 15:59
Gente vamos valorar a obra básica, André não fez doutrina nem a atualizou como querem alguns poucos.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Laurikytta em 11 de Novembro de 2009, 01:34
Olá pessoal!!!

Este é um tema muito polêmico... E devidos a tantos casos que vem ocorrendo sobre este assunto, é mto bom poder aprender um pouco mais sobre ele...

SUICÍDIO...

Era manhã de sábado. Tocou o telefone e alguém atendeu.
Uma voz masculina, embargada pela emoção, a duras penas, começou o diálogo.
Desejava saber o que a doutrina espírita tem a dizer sobre o suicídio. Qual seria, segundo o espiritismo, a sorte daqueles que acabam com a própria vida.
Disse que estava com o firme propósito de pôr fim à vida miserável que estava levando há cerca de dois meses.
Salientou que sua falência fora decretada em cidade distante noutro estado do Brasil. E, para fugir ao escândalo, mudou-se de cidade em busca de uma oportunidade, mas em vão.
Agora, segundo afirmou, desejava fugir definitivamente da vida, para resolver de vez por todas seus tormentos.
Ouviu, da pessoa que o atendeu, em rápidas palavras, a posição espírita sobre o suicídio.
Que este é uma porta falsa, e que aqueles que a buscam na tentativa de acabar com os problemas somente os agravam ainda mais.
Que só se consegue sair do corpo, sem sair da vida, que continua pulsante no além túmulo. E que só quem nos colocou no mundo tem o direito de nos tirar dele. E que esse alguém é Deus, nosso pai criador.
Ouviu, ainda, que a sua falência só poderia ser decretada por ele mesmo, agora sim, através do suicídio. Que homem algum poderia fazê-lo.
Que a falência decretada fora a de sua empresa e que, seguramente, se continuasse a trabalhar com disposição conseguiria reverter a situação.
Que Deus jamais nos abandona, muito menos nas horas difíceis da nossa caminhada. Que todos nós, sem exceção, temos um anjo guardião interessado em nossa vitória. Na vitória do espírito imortal sobre a matéria, sobre os vícios e equívocos.
O homem disse que havia perdido tudo, que estava na miséria, que nada mais lhe restava.
E a voz do outro lado da linha tornou à carga dizendo que a miséria verdadeira é a miséria moral. E que somente poderemos assegurar que nada mais nos resta quando perdermos a dignidade.
O mundo pode nos tirar tudo, tudo o que temos, mas jamais nos tirará o que somos, jamais logrará retirar conquistas verdadeiras como a dignidade. Somente se nós o permitirmos, aceitando o convite da indignidade.
O homem refletiu um pouco, falou que ainda lhe restavam os amigos e a sua casa, que estava em nome dos pais, já falecidos. Resolveu, por fim, voltar à sua cidade e recomeçar novamente.
Casos como esse que acabamos de narrar, são uma constante na face da Terra.
Se você está enfrentando problemas semelhantes, não deixe de levar em consideração as orientações dos espíritos superiores.
Fuja do convite ao suicídio como solução dos problemas.
O suicídio é um terrível engano, por ser uma porta falsa.
Assim que a pessoa consome o ato do suicídio, percebe o precipício que se abre à sua frente.
Você sabia? 
Você sabia que, de modo geral, são os suicidas que mais sofrem após a morte?
É que quando chegam no mundo espiritual se dão conta de que não lograram o intento, que era por fim à vida.
Seguem vivendo e percebem que aos problemas, dos quais desejavam fugir, outros se somam, pela falta de fé em Deus e pela rebeldia.
Na morte natural os laços que unem o espírito ao corpo são desatados lentamente, enquanto que pelo suicídio são violentamente rompidos, sem, contudo, permitir que o espírito se liberte.
Por esse motivo, não nos deixemos tentar pelo convite ao suicídio. Nunca valerá a pena. Antes, roguemos a Deus forças para suportar o fardo que carregamos.


Bjus!!!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: mariiia em 13 de Novembro de 2009, 00:42
Olá amigos foristas

O ciclo da vida

O ciclo da vida é um eterno recomeço.
Um constante vir-a-ser.
Infindável ir-e-vir, como as ondas do oceano.
Tudo nasce, cresce, atinge o apogeu, se retrai, morre e... torna a renascer.
A morte é um simples estágio, dos mais primários, do ciclo da vida, que jamais se interrompe.

 Extraído do livro: Os 3 passos do autoconhecinemto
    de Carlos A. Baccelli - Irmão José


Se soubessem que a morte não é o fim, muitos não cometeriam suicídio, pois na verdade, quem comete suicídio não quer apenas se livrar da vida e sim dos problemas; a medida que descrobrirem que a morte não é o fim, o suicídio perde o sentido pois  descobrirão que os problemas continuarão do "outro lado".

               Muita paz!!!!!!!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: demis em 17 de Novembro de 2009, 13:58
olá!

eu vou expôr o meu caso:

 apesar de já conhecer a Doutrina ainda não coloquei totalmente de lado o suicidio.Porquê?
 porque se há uma coisa que me entristece e ás vezes revolta é de não ter o direito de constituir familia,revolto-me muito com isso.
 Já estive sozinho por uns tempos e garanto-vos que é terrivel entrar em casa e não ver lá ninguém,chega a ser saturante.
 É por isso que não coloco de parte esse tipo de fim desta vida.

abraços,

demis
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 17 de Novembro de 2009, 14:44
Demis,
a ninguém foi dado a expiação de permanecer só.
Quando isso nos acontece, devemos procurar as causas que nos fazem assim estar.
Não sendo o celibato, as causas sempre estarão em nós e será esta a nossa lição de casa.
Divaldo, ao recitar o poema de Amélia Rodrigues diz numa estrofe.
Mas se eu não tiver, casa para morar, ninguém para conversar, nenhum teto para me abrigar, nem assim blasfemarei.
É este o pensamento que deva nos acompanhar ante as vicissitudes mano.
Este poema é tão importante como lição de vida que eu o gravei em voz.
Abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Fábio Soares em 18 de Novembro de 2009, 04:26
Entendo que o suicídio é,efetivamente, a ausência de amor; amor este em todos os sentidos.O mundo "moderno" constroi narcisos em potencial, com uma diferença: o narciso que não ama a sua imagem, mas aquele que se apaixona por ela. Fábio Soares.
Citar
O suicídio é um ato de covardia, onde o homem não têm a coragem de suportar as misérias, dores, problemas da existência causados por ele mesmo em outrora. Por isso não há forma alguma de justificar o suicídio, por maior que seja o sofrimento.

O suicídio não é um acto de covardia, é quando muito um acto de desespero...o que é muito diferente. Não podemos nem devemos sentir os suicidas ou "pretensos" suicidas como covardes.Isso não existe, o que existe é um sofrimento enorme quer seja real ou imaginário, mas ele é concreto para  a pessoa que sofre.Se fazemos este tipo  de afirmações estamos a ir contra a lei de amor e caridade que nos ensina o espiritismo.
Citar
Deus não lhe dá o fardo se tu não consegue segura-lo, Ele te dá o fardo, pois sabe que tu aguentarás.

Isto é um erro.Deus não nos dá nada. Apenas a vida...o resto é de nossa única e inteira responsabilidade. É importante que percebamos que as forças que temos ou não temos são de nossa única e inteira responsabilidade assim como a "vida" que escolhemos ao reencarnar.Casos especiais podem ter ajuda mas, normalmente cada um de NÓS é responsável pela sua escolha. Deus,ou melhor a equipe espiritual responsável pelas reencarnações, superintende para que realmente não escolhamos "provas" superiores às forças,só e exclusivamente...a escolha é nossa.


Citar
Porém, nesse amontoado de informações desconcertantes, encontramos um livro que realmente vale ser lido: “o martírio dos suicidas”, escrito por Almerindo Martins de Castro e publicado pela Federação Espírita Brasileira, em 1940.

deve ser um dos poucos livros espíritas que não conheço mas, vou tentar encontrar.

Citar
Porém, em um caso ou em outro, desencarnou no momento previsto, nem antes ou depois da hora determinada para encerrar sua provação, uma vez que Deus já sabia se o espírito se encontrava preparado ou não para a prova livremente escolhida por ele e o usou como instrumento, mesmo que inconsciente (questão 570), para as provas de outros espíritos humanizados, ou seja, ele também concorreu “para a obra geral” (questão 132), pois “todos têm deveres a cumprir” (questão 559).

Eu não estou de acordo. quer dizer que quer nos suicidemos ou não iríamos "desencarnar" nessa altura? para mim não faz sentido  mas, talvez porque não li o livro e não estou  a ver  a frase no contexto.
Mas, se é assim então temos aquilo a que chamamos "destino" que eu não aceito.
Se semeamos hoje o que vamos colher amanhã, como podemos afirmar isso?
Gostava de entender

Abraços
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 18 de Novembro de 2009, 13:35
Fábio,
não sou eu quem diz que é ato de covaredioa, mas sim a doutrina espírita.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Novembro de 2009, 17:55
Olá Demis

Amigo, com os conhecimentos que já tens da doutrina espirita já sabes que, se te suicidasses, não só terias de passar pelo que estás a passar de novo, ainda com mais força, noutra encarnação, como sofrerias provavelmente as consequências directas do suicídio: podes ficar com a ilusão que estás agarrado ao corpo e ver o teu corpo a ser decomposto pelos vermes, ou a sentir vezes sem conta o horror do fogo da cremação a consumir o teu corpo.

Aquele que se suicida conscientemente dá uma prova muito grande da visão materialista da vida, o que o pode fazer muito infeliz no além. E depois em nova encarnação.

Vai ler os casos reais de suicidas, no livro "O Céu e o Inferno", de Kardec. Para chegares a conclusões por ti mesmo.

Tu não és vitima de nenhuma fatalidade. Depende de ti saíres da situação em que te encontras, dando a volta por cima.

Dá amor sincero e receberás amor. O sexo virá por acréscimo. Quando tiveres maus pensamentos deita-os para o lixo e tenta pensar outra coisa, quantas vezes for preciso, amigo. Olha, é o que eu tento fazer muitas vezes. E tem dado resultado comigo, também pode dar contigo.

Fora com as ideias tolas!

bem hajas
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Fábio Soares em 19 de Novembro de 2009, 17:58
Olá Moura,
Concordo com vc sobre o que está escrito na doutrina espírita, mas penso que, assim como a Bíblia, a Doutrina Espírita é dialética. E é o que estamos fazendo neste momento. Tentar compreender da melhor maneira, através de estudos e diálogos, o entendimento das questões que norteiam o suicídio.
Fábio,
não sou eu quem diz que é ato de covaredioa, mas sim a doutrina espírita.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 20 de Novembro de 2009, 15:09
Mas acontece, mano Fábio,
que em termos de doutrina e quanto a ela em si, só podemos opinar, porém sem nenhum amparo do CUEE não faremos doutrina.
Por isso vale o escrito hehehe
Abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: C em 29 de Novembro de 2009, 13:04
Bom, sempre achei q suicidio era uma ato de coragem, o cara precisa ser muito macho pra se jogar embaixo do trem, pra enfiar um tiro na cabeça e pra enfrentar tudo o que achar quando chegar lá do outro lado. Hoje em dia acho que é um ato estúpido, uma fuga, pessoas que ainda não têm coragem pra enfrentar e resolver os problemas da vida. E tem mais uma coisa que nos ensina a D. E., que o grau de sofrimento do suicida depende muito da razão que o levou a cometer tal ato. Mas que haverá reparação, isso não há dúvida

Este mês de Novembro vamos debater o tema do suicídio.

Pretende-se abordar este tema nas seguintes perspectivas:
1. Acto de coragem ou de cobardia?
2. Causas do suicídio
3. Métodos preventivos
4. Depressão e suicídio
5. Consequências espirituais do suicídio
6. Suicídio consciente e inconsciente
7. Suicídio à luz do espiritismo

[youtube=650,526]wawZrAofAdU[/youtube]


Para começar eu colocaria as seguintes duas perguntas.
1- Em que situação se encontra o suicida depois do desencarne no mundo espiritual?
2- Será verdade que todos os que cometem o suicídio acabam por reencarnar com sérias limitações físicas e/ou mentais?



Bibliografia indicada:
“O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec
“O Céu e o Inferno” de Allan Kardec
“Memórias de um Suicida” de Yvvone A. Pereira
“O Martírio dos Suicidas” de Almerindo Castro


Ver powerpoint em anexo.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Luz13 em 29 de Novembro de 2009, 16:22


  Olá Celia,

  escrevia há dias num tópico...não me recordo bem qual :) :)....onde dizia:algumas vezes me pergunto se o suicídio será mesmo um acto de cobardia ou de coragem??!!....mesmo sabendo que é condenado quer pela minha religião quer pela doutrina Espirita,Budista...etc!!!


    Abraços.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: edu em 29 de Novembro de 2009, 16:34
Livros dos Espíritos
Questão 944. O homem tem o direito de dispor da sua própria vida?
-- Não; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei.
Questão 957. Quais são, em geral, as conseqüências do suicídio sobre o estado do Espírito?
-- As conseqüências do suicídio são as mais diversas. Não há penalidades fixadas e em todos os casos elas são sempre relativas às causas que o produziram. Mas uma conseqüência a que o suicida não pode escapar é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos, dependendo das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros numa nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.

Evangelho Segundo o Espiritismo
O Suicídio e a Loucura
...
  17 – O Espiritismo tem ainda, a esse respeito, outro resultado igualmente positivo, e talvez mais decisivo. Ele nos mostra os próprios suicidas revelando a sua situação infeliz, e prova que ninguém pode violar impunemente a lei de Deus, que proíbe ao homem abreviar a sua vida. Entre os suicidas, o sofrimento temporário, em lugar do eterno, nem por isso é menos terrível, e sua natureza dá o que pensar a quem quer que seja tentado a deixar este mundo antes da ordem de Deus. O espírita tem, portanto, para opor à idéia do suicídio, muitas razões: a certeza de uma vida futura, na qual ele sabe que será tanto mais feliz quanto mais infeliz e mais resignado tiver sido na Terra; a certeza de que, abreviando sua vida, chega a um resultado inteiramente contrário ao que esperava; que foge de um mal para cair noutro ainda pior, mais demorado e mais terrível; que se engana ao pensar que, ao se matar, irá mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo à reunião, no outro mundo, com as pessoas de sua afeição, que lá espera encontrar. De tudo isso resulta que o suicídio, só lhe oferecendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses. Por isso, o número de suicídios que o Espiritismo impede é considerável, e podemos concluir que, quando todos forem espíritas, não haverá mais suicídios conscientes. Comparando, pois, os resultados das doutrinas materialistas e espírita, sob o ponto de vista do suicídio, vemos que a lógica de uma conduz a ele, enquanto a lógica de outra o evita, o que é confirmado pela experiência.

O Céu e o Inferno

O SUICIDA DA SAMARITANA
No dia 7 de abril de 1858, pelas sete horas da noite, um homem de uns cinqüenta anos, e convenientemente vestido, apresentou-se no estabelecimento da Samaritana, em Paris, e mandou preparar um banho. O garçon em serviço, depois de um intervalo de duas horas, admirado de que esse indivíduo não o chamava, decidiu entrar em seu gabinete para ver se estava indisposto. Foi então testemunha de um horrendo espetáculo: o infeliz tinha cortado a garganta com uma navalha, e todo o seu sangue estava misturado à água da banheira. Não podendo ser estabelecida a identidade, transportou-se o cadáver para o necrotério.
...
5. Que motivo vos levou a suicidar-se? – R. Estou eu morto?...Não, eu habito o meu corpo...Não sabeis o quanto sofro!...Eu me sufoco...Que mão complacente procure me matar!
...
13. Que reflexões tivestes no momento em que sentistes a vida extinguir em vós? – R. Eu não refleti, eu senti... Mas a minha vida não está extinta... Minha alma está ligada ao meu corpo... Sinto os vermes que me roem.
14. Que sentimentos tivestes no momento em que a morte se completou? – R. Ela o está?
15. O momento em que a vida se extinguia em vós foi doloroso? – R. Menos doloroso que depois. Só o corpo sofreu.
16. ( Ao Espírito de São Luís.) Que entende o Espírito ao dizer que o momento da morte foi menos doloroso que depois? – R. O Espírito se descarregava de um fardo que o acabrunhava; sentia a volúpia da dor.
17. Esse estado é sempre a conseqüência do suicídio? – R. Sim, o Espírito do suicida está ligado ao seu corpo até o termo de sua vida; a morte natural é a libertação da vida; o suicida a quebra inteiramente.
18. Esse estado é o mesmo em toda morte acidental, independente da vontade, e que abrevia a duração natural da vida? – R. Não... Que entendeis por suicídio? O Espírito não é culpado senão de suas obras.
(Comentário de Kardec)
Esta dúvida da morte é muito comum nas pessoas falecidas há pouco, e sobretudo naquelas que, durante a sua vida, não elevaram sua alma acima da matéria. É um fenômeno bizarro à primeira vista, mas que se explica muito naturalmente. Se a um indivíduo, posto em sonambulismo pela primeira vez, pergunta-se se dorme, ele responde, quase sempre, não, e a sua resposta é lógica: o interrogador foi quem colocou mal a questão servindo-se de um termo impróprio. A idéia do sono, na nossa língua usual, está ligada à suspensão de todas as faculdades sensitivas; ora, o sonâmbulo que pensa, que vê, e que sente, que tem a consciência de sua liberdade moral, não pensa dormir, e com efeito não dorme, na acepção vulgar da palavra. Por isso, ele responde não até que esteja familiarizado com essa maneira de entender a coisa. Ocorre o mesmo no homem que acaba de morrer; para ele, a morte é o aniquilamento do ser; ora, como o sonâmbulo, ele vê, sente e fala; portanto, para ele, não está morto, e o diz até o momento em que adquire a intuição de seu novo estado. Essa ilusão é sempre mais ou menos penosa, porque nunca é completa e deixa o Espírito numa certa ansiedade. No exemplo acima, ela é um verdadeiro suplício pela sensação dos vermes que roem o corpo, e pela sua duração, que deve ser a que teria a vida desse homem se não fosse abreviada. Este estado é freqüente entre os suicidas, mas não se apresenta sempre em condições idênticas; varia sobretudo em duração e intensidade segundo as circustâncias agravantes ou atenuantes da falta. A sensação dos vermes e da decomposição do corpo não é mais especial nos suicidas; ela é freqüente naqueles que viveram mais da vida material que da vida espiritual. Em princípio, não há falta impune; mas não há regra uniforme e absoluta nos meios de punição.
Conclusão:
Destes trechos retirado das obras básicas podemos concluir que o suicídio é um desrespeito as leis divinas e sempre que o praticamos violamos as leis de Deus em um grau proporcional aonosso entendimento e participação.
As concequências são várias indo deste a frustração de achar-se ainda vivo,  o conhecimento de ter que recomeçar aprova de onde parou à sençação de estar ligado ao corpo e acompanhar as decomposição do corpo físico. Essas cocequências nunca são iguais para todos os suicidas.

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: demis em 29 de Novembro de 2009, 17:19
 olá a todos!

imaginem aquelas pessoas que vivem sós,que não conseguem fazer amigos por culpa do outro,etc...
se essa pessoa se suicidar será justo ser visto como um cobarde?

abraços,

demis
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: dim-dim em 29 de Novembro de 2009, 17:44

Olá!

citar
" escrevia há dias num tópico...não me recordo bem qual  ....onde dizia:algumas vezes me pergunto se o suicídio será mesmo um acto de cobardia ou de coragem??!!....mesmo sabendo que é condenado quer pela minha religião quer pela doutrina Espirita,Budista...etc!!! "

----------------

É um acto de cobardia amiga Luz13, basta pensarmos nesses casos de suicídio que se vão sabendo por aí e meditarmos um pouco sobre a vida desses suicídas.

Quando o ego se auto-denomina de importante, alguns sentem-se mais importantes que tudo e todos, são vaidosos, mesquinhos, tortuosos, enfim, são os criadores de toda a miséria humana e da natureza, que a destróem abusivamente.

Isto é a ilusão do ego, quando alguém o contraria, ou algum motivo lhe tira essa auto-importância, não suporta e mata-se.

Quantas pessoas, materialistas, constroem riquezas à sua volta, se um dia a crise lhes bater à porta e que percam tudo, muitos por vaidade de serem vistos em " inferioridade " simplesmente o ego não aguenta e mata-se. Para evitar a vergonha.


Namasté
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: dim-dim em 29 de Novembro de 2009, 18:28

Olá!

citar
" imaginem aquelas pessoas que vivem sós,que não conseguem fazer amigos por culpa do outro,etc...
se essa pessoa se suicidar será justo ser visto como um cobarde? "

abraços,

demis
-----------------------

Amigo demis, as pessoas podem viver sós e tirar grande entendimento da vida, aliás é quando mais aprendem.

Essa afirmação que é por culpa de outro, não é assim amigo, só o homem é responsável pelos seus actos, não tem que culpar nada nem ninguém.

O homem encarna e desencarna sozinho, tudo que lhe aconteça é de sua unica responsabilidade, ou de Deus.


Namasté
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 30 de Novembro de 2009, 14:44
olá a todos!

imaginem aquelas pessoas que vivem sós,que não conseguem fazer amigos por culpa do outro,etc...
se essa pessoa se suicidar será justo ser visto como um cobarde?

abraços,

demis

Amigo dim - dim,
ninguém não tem amigos por causa de outro,
Há uma enorme gama de ações que impelem alguns a não fazerem ou se absterem de ter amigos.
Uma delas é o mêdo do que lhes possa acontecer, e todo medo é um ato que exala covardia.
Sou sempre eu quem diz, quero ou não quero ser amigo deste ou daquele, pelo menos tentar é o normal, se eu não tento, não é por ação dos outros, mas minha.
abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: dim-dim em 30 de Novembro de 2009, 14:49

Olá!


Amigo Moura enganou-se no nome não foi?

Em vez de dim-dim queria pôr demis, penso eu!


Namasté
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Luz13 em 30 de Novembro de 2009, 14:55

Olá!

citar
" escrevia há dias num tópico...não me recordo bem qual  ....onde dizia:algumas vezes me pergunto se o suicídio será mesmo um acto de cobardia ou de coragem??!!....mesmo sabendo que é condenado quer pela minha religião quer pela doutrina Espirita,Budista...etc!!! "

----------------

É um acto de cobardia amiga Luz13, basta pensarmos nesses casos de suicídio que se vão sabendo por aí e meditarmos um pouco sobre a vida desses suicídas.

Quando o ego se auto-denomina de importante, alguns sentem-se mais importantes que tudo e todos, são vaidosos, mesquinhos, tortuosos, enfim, são os criadores de toda a miséria humana e da natureza, que a destróem abusivamente.

Isto é a ilusão do ego, quando alguém o contraria, ou algum motivo lhe tira essa auto-importância, não suporta e mata-se.

Quantas pessoas, materialistas, constroem riquezas à sua volta, se um dia a crise lhes bater à porta e que percam tudo, muitos por vaidade de serem vistos em " inferioridade " simplesmente o ego não aguenta e mata-se. Para evitar a vergonha.


Namasté


   Amigo dim-dim,
   conheci pessoas com vidas lindas,com saude,com familias maravilhosas,com vidas monetarias bastante bem e por depressoes se suicidaram....por isso algumas vezes me interrogo.


   Abraços.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: dim-dim em 30 de Novembro de 2009, 15:03

Olá!

citar
Amigo dim-dim,
   conheci pessoas com vidas lindas,com saude,com familias maravilhosas,com vidas monetarias bastante bem e por depressoes se suicidaram....por isso algumas vezes me interrogo.


   Abraços.
---------------------

Pois é amiga Luz13, isto é o que eu pressinto com todos os casos que se vão sabendo por aí.

Como o que sei melhor dizer é sobre sentir e como não quero sentir isso de maneira nenhuma, não sei dizer mais nada sobre o tema amiga.

É melhor, penso eu, ficarmos sem saber isso na essência.


Namasté
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Luz13 em 30 de Novembro de 2009, 15:11

Olá!

citar
Amigo dim-dim,
   conheci pessoas com vidas lindas,com saude,com familias maravilhosas,com vidas monetarias bastante bem e por depressoes se suicidaram....por isso algumas vezes me interrogo.


   Abraços.
---------------------

Pois é amiga Luz13, isto é o que eu pressinto com todos os casos que se vão sabendo por aí.

Como o que sei melhor dizer é sobre sentir e como não quero sentir isso de maneira nenhuma, não sei dizer mais nada sobre o tema amiga.

É melhor, penso eu, ficarmos sem saber isso na essência.


Namasté

Bem haja:-)
 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 30 de Novembro de 2009, 15:19

Olá!


Amigo Moura enganou-se no nome não foi?

Em vez de dim-dim queria pôr demis, penso eu!


Namasté

Pior que foi mano Dim-dim.
Desculpem-me os amigos.
É a tal da velhice senil hehehe
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: C em 05 de Dezembro de 2009, 00:01
Então, continuando... É mto + fácil se matar do q arregaçar as mangas e ir à luta! Buscar a solução e ter coragem de adotar essa solução.  Penso q a finalidade de um problema é ser resolvido, pra mim isso é o bem sofrer, ir a luta pra resolver de verdade o problema e se ele persistir saber q a sua parte foi feita. Acho q sim, o suicida volta com problemas, não sei quais, mas é a lei da causa e efeito.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Fausto Faria Matos em 08 de Dezembro de 2009, 02:59
Gostei do yexto foi muito sentido, abraços.
Bom dia , companheiros foristas

Esse assunto, o suicídio e a depressão, são de grande interesse meu, já q tenho em minha família, casos de suicídas diretos, indiretos e eu própria passei pelo caminho doloroso da depressão.

Penso que esse ato, não seja algo para ser classificado como  de coragem ou covardia. É sim, um ato desesperado. Onde àquele q se o pratica, se vê acuado diante de uma série de situações que, ele supõe, lhe fogem ao controle. Seja por falta de fé em Deus, ou em si próprio, seja por brechas morais, onde se instalam n'alma processos obsessivos severos, seja por ignorância da sobrevivência da alma à morte física, enfim...

Assim sendo, esse 'ato de coragem ou covardia', foi motivado pela desesperança e pessimismo, onde não se via outra saída, senão acabar com a vida física, acabando com ela os problemas. Engano grande, já q sobrevivemos à 'morte', quer acreditemos ou não. 

O suicído sempre foi um tema bastante delicado.
Citar
* Em medicina, considerava-se ato de covardia, de uma pessoa fraca, que diante dos problemas da vida, escolhia a fuga trágica.Hj a medicina compreende o suicído de forma totalmente diversa. Sabe-se , q o cérebro funciona às custas de uma série de substâncias químicas, que têm papel importante no ato final do suicídio.*

Citar
No passado,o suicídia era visto com maus olhos pelas religiões em geral. Os católicos apregoavam q ao suicída não pertencia o Reino do Céus.Os judeus, os enterravam num canto separado do cemitério.* Coube à Doutrina Espírita o esclarecimento detalhado, através da Codificação Kardequiana,principalmente, das causas e consequências do suicídio; inclusive do suicídio indireto, que  quase todos cometemos, ao nos expormos aos excessos de diversas ordens.

Vários fatores predispõe uma criatura ao tresloucado ato de acabar com a própria vida orgânica: Não ter religião, isolar-se socialmente, não ter amigos, suporte familiar, ser homem, ter doença mental ou física. E mais recentemente,revelado pela Doutrina espírita, influênciações de ordem espiritual.
Segundo dados da revista "SUPERINTERESSANTE", a cada 40 minutos,uma pessoa se suicída em algum lugar do mundo.

Prá tudo e em tudo Jesus é a solução.
Citar
**Fé, confiança na providência Divina, a resignação e submissão à vontade do Criador. As tribulações da vida, são provas ou expiações.Felizes os que as suportam sem se queixarem, porque serão recompensados.

A compreensão de que a 'força' está em nós, confiança absoluta na Solicitude de Deus, trabalho no bem e sobretudo entendimento e amor daqueles que convivem com uma pessoa enferma da alma,como o deprimido, operarão "milagres", na vida desses companheiros tão aflitos qnto equivocados, como um dia eu fui.

Paz e prosperidade
VALERIE :)
   
(*)FORAM RETIRADOS DE DEPOIMENTOS DO DR. DRÁUZIO VARELLA.
(**)FORAM RETIRADOS DO LIVRO DOS ESPÍRITOS, POR ALLAN KARDEC.

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Zefiro em 08 de Dezembro de 2009, 13:22
 Suicidio, direi eu que estas pessoas são como eu e você, insatisfeias, mas se diferem de nós num simples detalhe, elas esqueceram-se de Si MESMAS, dos que as amam e que ela adoram, simplimente por que seus corações etão ocos de AMOR, FÉ.
       A Sociedade ainda permite este suicidios, pois a maioria deles tem causa de prejuizos financeiros, desemprego entre outros.

         Mas seja como for, elas esqueceram de Si MESMAS, das oportunidades, por que "O Passado é uma experiencia, o Presente a oportunidade eo Futuro o sonho."

     Muito Obrigado.

    Dominus Vobincun.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Fausto Faria Matos em 08 de Dezembro de 2009, 14:04
Bonita reflexão, e bonita foto, abraços.
Suicidio, direi eu que estas pessoas são como eu e você, insatisfeias, mas se diferem de nós num simples detalhe, elas esqueceram-se de Si MESMAS, dos que as amam e que ela adoram, simplimente por que seus corações etão ocos de AMOR, FÉ.
       A Sociedade ainda permite este suicidios, pois a maioria deles tem causa de prejuizos financeiros, desemprego entre outros.

         Mas seja como for, elas esqueceram de Si MESMAS, das oportunidades, por que "O Passado é uma experiencia, o Presente a oportunidade eo Futuro o sonho."

     Muito Obrigado.

    Dominus Vobincun.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Zefiro em 08 de Dezembro de 2009, 15:48
  
                     O Suicidio conforme o Espiritismo.

              Muito Obrigado meu caro amigo Fausto Faria Matos, pela sua atenção.


               Gostaria de dar continuidade a minha reflexão:

        Suicidio = Espirito Inimigo = frustações/depressões = Romper Consciente da Vida.
  

              Existe teses espiritas que afirmam a hípotese de que espiritos inimigos do individuo possam lhe afetar a psique e lhe induzir ao Suicidio:


          * Os espiritos Inimigos sentem-se ofendidos com nossa felicidade.
          * Não tendo meios de nos afetar diretamente, os Inimigos Espirituais irão agir por intermédio de outrens em sintonia com ele ou em cima de situações bem fixadas que depois se tornam infrutiferas.
          * O individuo estando agora debilitado pela tristeza é uma presa fácil para o Espirito Inimigo, assim ele afeta o encarnado.
          * Afetando o encarnado, ele lhe incentivará a produzir inumeoros pensamentos negativos, lhe incitando a morte.
          * Então o encarnado irá realizar o ato suicidico, porém depois de cometido o ato, então irá ele ser acometido de grande arrependimento.  

          * E assim nas dimensões astrais se encontrará em uma região dita UMBRAL onde porerá em infinitas possibilidades ser torturado pela sua própria consciência em morrer e não morrer, ou sofrer a perseguição de suas Formas-Pensamento.

             Uma coisa é bem interessante, porerá ser hereditario, um parente se matá um outro futuramente se matará com deposi outro, outro.... sendo assim se apercebe que um espirito inimigo pode perseguir outros individuos pertencentes da familia. Deste modo é que se presupõem-se através do Espiritismo, a situação do suicida antes e depois do ato.



 Muito Obrigado.



                    Dominus Vobiscun.

                  
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Dothy em 21 de Dezembro de 2009, 20:37
Quando um irmão nosso chega a cometer esse ato,acredito que passou por variadas situações,de dor,desespero,falta de apoio.de Fé em Deus e em si mesmo,e não conseguiu superar,chegando a cometer tal ato.na verdade não sabemos ao certo se é covardia por não querer ou saber lidar com suas problemáticas que muitas vezes para nós parece minímo.ou coragem por cometer suicídio,mas Deus é tão misericordioso que nunca desampara seus filhos...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 22 de Dezembro de 2009, 16:11
Amiga Dothy,
a obra básica diz que é covardia.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Dothy em 22 de Dezembro de 2009, 22:18
Amigo,sei que na obra básica,diz ser covardia.fuga dos problemas,falta mesmo d coragem p suportar...e sabemos que nada justifica tal fuga.por que todos são auxiliados espiritualmente para que não chegue a ese extremo.que Deus tenha piedade de nossos irmãos..agradeço meu irmão..
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: claridade em 23 de Dezembro de 2009, 00:11
Este mês de Novembro vamos debater o tema do suicídio.

Pretende-se abordar este tema nas seguintes perspectivas:
1. Acto de coragem ou de cobardia?
2. Causas do suicídio
3. Métodos preventivos
4. Depressão e suicídio
5. Consequências espirituais do suicídio
6. Suicídio consciente e inconsciente
7. Suicídio à luz do espiritismo

[youtube=650,526]wawZrAofAdU[/youtube]


Para começar eu colocaria as seguintes duas perguntas.
1- Em que situação se encontra o suicida depois do desencarne no mundo espiritual?
2- Será verdade que todos os que cometem o suicídio acabam por reencarnar com sérias limitações físicas e/ou mentais?
"Um infeliz ato para se livrar dos problemas e desapontamentos"
 O suicida agasalha e cultiva uma tristeza inexplicável,alimenta amargura,dores,saudades,
erros não corrigidos,insatisfação,pensamentos e sentimentos negativos,desãnimo,pessimismo e vários outros estados,dentre eles posso citar ainda en _
fermidades orgânicas.
 Não é um ato de covardia.
 Sabemos que a obsessão é uma situação de vingança e também uma causa do suicidio,seria os processos obsessivos,o espírito obsessor atormenta a vítima( o suicida)os motivos seriam suas raízes mais profundas em vidas passadas,erros cometidos quando com eles convivemos.
 Este é um tema mais que penoso e dificil.
 Visto que aqueles que cometem o suícido experimentam dores e agonias pelo corpo fisico no plano espiritual,tempo que lhe restava na terra,deformações no corpo espiritual,que será reparada em outras existências.Mas Deus em sua infinita misericórdia estende suas mãos todas as vezes que delas necessitamos,ee vem ao encontro de corações aflitos e desesperançados.A todos nós cabe amar e auxiliar na humildade ,a fragilidade de nossos irmãos em trevas.


Bibliografia indicada:
“O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec
“O Céu e o Inferno” de Allan Kardec
“Memórias de um Suicida” de Yvvone A. Pereira
“O Martírio dos Suicidas” de Almerindo Castro


Ver powerpoint em anexo.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Zefiro em 04 de Janeiro de 2010, 17:32
     Sinto meus caros que falta um pouco de realidade em nosso asunto.
     Sendo todos de seriedade, porém, para conversamos sobre suicidio devemos tomar consciência real dos efeitos ocasionado por ela.

     Devemo lembra também que suicidio é tudo quanto que não mede sua fragilidade organica e se lança a caprichos desmedidos em prol do orgulho, ou também em suma de um orgulho ferido (frustração, incoformação) do qual se dá ao luxo de lançar-se de um prédio ou na Pista Rápida, seje como for é necessário que estudemo-nas com mais realismo, mais focados na condição de que pessoas realmente o fazem diáriamente.

  

Seje como for, deramar baldes de prece sobre tais entidades é o melhor a se fazer, envolvelás em nossas calorosas preces.

      Orai por estas almas imprudentes.
Muito Obrigado.

Dominus Vobiscumn.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 04 de Janeiro de 2010, 18:32
Mano Dhan,
não consigo compreender como que, em não se sabendo o motivo do suicídio de alguém se possa afirmar que o ato se originou no amor próprio ferido...
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 04 de Janeiro de 2010, 22:58
Amigo D@n, não há necessidade de você permanecer com está foto postada...sei que fizeste para dar realísmo ao que afirmastes... mas não acrescentará em nada pelo contrário...em respeito a este espírito sofredor que tem família, amigos...retire esta foto.

Muita paz.

 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MONICA FALCON em 04 de Janeiro de 2010, 23:10
Desculpe, mas ninguem precisa de uma foto como esta para "ser realista", ou "estudar com realismo".

Realismo é entender a Doutrina como ela é, sem fantasias.

O Livro dos Espíritos - Livro 4 cap. 1

VI DESGOSTO PELA VIDA. SUICÍDIO
943. De onde vem o desgosto pela vida, que se apodera de alguns indivíduos sem motivos plausíveis?
-- Efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente da sociedade. Para aqueles que exercem as suas faculdades com um fim útil e segundo as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente; suportam as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto mais agem tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que os espera.

944. O homem tem o direito de dispor da sua própria vida?
-- Não; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei.

944-a. O suicídio não é sempre voluntário?
-- O louco que se mata não sabe o que faz.

945. Que pensar do suicídio que tem por causa o desgosto da vida?
-- Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada!

946. Que pensar do suicida que tem por fim escapar às misérias e às decepções deste mundo?
-- Pobres Espíritos que não tiveram a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que não têm forças nem coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Infelizes, ao contrário, os que esperam uma saída nisso que, na sua impiedade, chamam de sorte ou acaso! A sorte ou o acaso, para me servir da sua linguagem, podem de fato favorecê-los por um instante, mas somente para lhes fazer sentir mais tarde, e de maneira mais cruel, o vazio de suas palavras.

946-a. Os que levaram o desgraçado a esse ato de desespero sofrerão as conseqüências disso?
-- Oh! Infelizes deles! Porque responderão como por um assassínio.

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MONICA FALCON em 04 de Janeiro de 2010, 23:11
947. O homem que se vê às voltas com a necessidade e se deixa morrer de desespero pode ser considerado como suicida?
-- É um suicida, mas os que o causaram ou que o poderiam impedir são mais culpáveis que ele, a quem a indulgência espera. Não acrediteis, porém, que seja inteiramente absolvido se lhe faltou a firmeza e a perseverança e se não fez uso de toda a sua inteligência para sair das dificuldades. Infeliz dele, sobretudo, se o seu desespero é filho do orgulho; quero dizer, se é um desses homens em quem o orgulho paralisa os recursos da inteligência e que se envergonhariam se tivessem de dever a existência ao trabalho das próprias mãos, preferindo morrer de fome a descer do que chamam a sua posição social! Não há cem vezes mais grandeza e dignidade em lutar contra a adversidade, em enfrentar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que tem boa vontade para aqueles a quem nada falta, e que vos volta as costas quando dele necessitais? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é uma coisa estúpida, porque ele não se importará com isso.

948. O suicida que tem por fim escapar à vergonha de uma ação má é tão repreensível como o que é levado pelo desespero?
-- 0 suicídio não apaga a falta. Pelo contrário, com ele aparecem duas em lugar de uma. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso tê-la para sofrer as conseqüências. Deus é quem julga. E, segundo a causa, pode às vezes diminuir o seu rigor.

949. O suicídio é perdoável quando tem por fim impedir que a vergonha envolva os filhos ou a família?
-- Aquele que assim age não procede bem, mas acredita que sim e Deus levará em conta a sua intenção, porque será uma expiação que a si mesmo se impôs. Ele atenua a sua falta pela intenção, mas nem por isso deixa de cometer uma falta. De resto, se abolirdes os abusos da vossa sociedade e os vossos preconceitos, não tereis mais suicídios.

    Aquele que tira a própria vida para fugir à vergonha de uma ação má, prova que tem mais em conta a estima dos homens que a de Deus, porque vai entrar na vida espiritual carregado de suas iniqüidades, tendo-se privado dos meios de repará-las durante a vida. Deus é muitas vezes menos inexorável que os homens: perdoa o arrependimento sincero e leva em conta o nosso esforço de reparação; mas o suicídio nada repara.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MONICA FALCON em 04 de Janeiro de 2010, 23:13
950. Que pensar daquele que tira a própria vida com a esperança de chegar mais cedo a uma vida melhor?
-- Outra loucura! Que ele faça o bem e estará mais seguro de alcançá-la, porque, daquela forma, retarda a sua entrada num mundo melhor e ele mesmo pedirá para vir completar essa vida que interrompeu por uma falsa idéia. Uma falta, qualquer que ela seja, não abre jamais o santuário dos eleitos.

951. O sacrifício da vida não é às vezes meritório, quando tem por fim salvar a de outros ou ser útil aos semelhantes?
-- Isso é sublime, de acordo com a intenção, e o sacrifício da vida não é então um suicídio. Mas Deus se opõe a um sacrifício inútil e não pode vê-lo com prazer, se estiver manchado pelo orgulho. Um sacrifício não é meritório senão pelo desinteresse, e aquele que o pratica tem às vezes uma segunda intenção, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.

    Todo sacrifício feito à custa da própria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque é a prática da lei de caridade. Ora, sendo a vida o bem terreno a que o homem dá maior valor, aquele que a ela renuncia pelo bem dos seus semelhantes não comete um atentado: é um sacrifício que ele realiza. Mas antes de o realizar deve refletir se a sua vida não poderá ser mais útil do que a sua morte.

952. O homem que perece como vítima do abuso das paixões que, como o sabe, deve abreviar o seu fim, mas às quais não tem mais o poder de resistir, porque o hábito as transformou em verdadeiras necessidades físicas, comete um suicídio?
-- É um suicídio moral. Não compreendeis que o homem, neste caso, é duplamente culpado? Há nele falta de coragem e bestialidade, e além disso o esquecimento de Deus.

952-a. É mais ou é menos culpado do que aquele que corta a sua vida por desespero?
-- É mais culpado, porque teve tempo de raciocinar sobre o seu suicídio. Naquele que o comete instantaneamente há às vezes uma espécie de desvario que se aproxima da loucura; o outro será muito mais punido, porque as penas são sempre proporcionadas à consciência que se tenha das faltas cometidas.

953. Quando uma pessoa vê à sua frente uma morte inevitável e terrível, é culpada por abreviar de alguns instantes o seu sofrimento por uma morte voluntária?
-- Sempre se é culpado de não esperar o termo fixado por Deus. Aliás, haverá certeza de que ele tenha chegado, malgrado as aparências, e não se pode receber um socorro inesperado no derradeiro momento?

953-a. Concebe-se que, em circunstâncias ordinárias, seja o suicídio repreensível, mas figuramos o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é abreviada por alguns instantes.
-- É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MONICA FALCON em 04 de Janeiro de 2010, 23:15
Amigo D@n, não há necessidade de você permanecer com está foto postada...sei que fizeste para dar realísmo ao que afirmastes... mas não acrescentará em nada pelo contrário...em respeito a este espírito sofredor que tem família, amigos...retire esta foto.

Muita paz.

 

Retire esta foto em respeito à este espírito que sofre por suas ações.

Muita Luz, Paz e Dicernimento!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MONICA FALCON em 05 de Janeiro de 2010, 12:14
D@an,

Com relação à sua mensagem pessoal e sobre o que vc. postou, não se preocupe, pois não me afronta de modo algum.

E como vc. mesmo disse, foi impulsivo, e a impulsividade acontece quando falamos ou fazemos algo de forma reativa, e a reação sempre traz dúvidas posteriores sobre nossos atos.

Fique em paz, nos encontramos em breve por aqui para trocarmos idéias!!

Abraços fraternos!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Zefiro em 05 de Janeiro de 2010, 17:27
  Muito Grato pela sua compreenção minha querida Monica.

         Porém com tuas palavras me fez lembrar e refletir.

             O Impulso no Suicidio.

          Já se cogitou em minha mente essa idéia de privarme da vida, a pressão imposta por outrem me fazia sentir humilhado e desolado, então conspirava contra mim. Todavia, o que me impedia de cometer o ato era a reflexião, eu parava e pensava: meu ato é em vão, na realidade eles estão certos mesmo que me tratem de forma dolorosa, é melhor ouvir e seguir a vida.

       Mas quando me tocava uma tristeza que me icentivava ao suicidio me sentia inutil, um nada que oculpa um espaço em algo que é mais futil ainda, a vida, este era o meu pensar, mas graças nunca mais cogitei isso, estou "pleno".

           O que me impediu foi a reflexão, ou seja, eu freei, mas se outrora tivese acelerado, agiria com impulso e sem pensar em consequências concluiria este ato insano.

          O impulso é u dos fatores fundamentais do suicidio, a entidade deve pensar de todas as formas possiveis para retirar isso da cabeça.

          A exemplo da foto que fora postada, ele despois de se lançar de seu quarto foi acometido de forte arrependimento, e a ele direciono minhas preces, fui egoista como um suicida e agora me arrependo da atitude insensata que tomei.

       Porém o impulso ajuda na execução do suicidio.

   Muito Grato.

        Dominus Vobiscum.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: MONICA FALCON em 05 de Janeiro de 2010, 17:59
Tem toda razão, D@n.

Fico feliz por vc. ter sido amparado por bons espíritos que te auxiliaram nessa hora tão difícil, e já que vc. abriu um assunto tão pessoal, retribuo-lhe com um acontecimento em minha vida ainda quando criança:
Minha mãe não teve a mesma sorte que vc., e na sua reatividade, se matou.

Sei que houve arrependimento e dor por parte de seu espírito já desencarnado mas teve que sofrer as sanções morais deste ato perante o Criador.
Muito difícil para toda a família, mas já foi superado.

Deus te abençoe sempre.

Mônica
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 05 de Janeiro de 2010, 21:17
Fico feliz D@n pelo seu gesto de arrependimento e pela prova de caridade com a revisão de seu ato.
Amiga Monica obrigado pelo testemunho de vida que você acaba de narrar. Tenho a certeza de que sua mãe deverá está feliz com a determinação da filha em auxiliar ao próximo em situações idênticas a que ela foi vítima.
Muita paz.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Zefiro em 06 de Janeiro de 2010, 11:23
      Meus caros, entendo que se interrompemos nossa vida prematuramente, de alguma forma iremos sofrer.

     Porém, minha querida mãe contesta a simples coisa:

     Um homem de condições humilde fora atrás de emprego, mas apenas receberá o NÃO, então sentido-se humilhado, pediu para seus filhos irem passear com ele, e quando passou sobre uma passarela lançou os dois filhos e se jogou.
      Cometerá suicidio pela condição social e finaceira em que estavá.

    Já expliquei, ele fizera errado, sim, mas mais errado são aqueles que lhe indeferiram, negaram, pois a sociedade é cumprice deste suicidios. Ele sfrerá menos pelo homicidio e suicidio, mas terá certo remorsso.

     Porém, ela contesta em dizer que isso é errado, se livrar de uma situação frustrante e ainda lá (Mundo da Idéias) sofrer.

     Como pode-se explicar algo tão delicado para pessoas que deste modo pensam?

       Muito Grato.

  Dominus Vobiscum.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 06 de Janeiro de 2010, 13:33
As pessoas de outro pensar, mano Dhan, levam mais tempo para digerirem as nosas idéias e aceitá-las, é um trabalho de formigas mano.
OUtra coisa: Digite apenas o "dominus vobinscum" ao final, por que este quer dizer que esteja Deus, convosco. ok
A resposta, "Et cum spiritu tuo, deve ser dita por quem recebeu a mensagem e quer dizer, com teu Espírito também.
abraços,
moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Zefiro em 12 de Janeiro de 2010, 10:35

        Covardia ou idiotice?

     Cortar em plena consciência o nosso cordão da vida.

     Dizer: ''Não aguento mais isso."
     e se matar. Livrar-se de erros, não suportar nossos próprios erros, ou estes são da Divindade em nos permitir errar?

     Ou o livre arbitrio é tão grande que impedirá de que uma entidade não vague pelo caminho do mal?

     Mas cade o direito de dar termo à própria vda?

      Esta cada coisa em seu lugar, sobre a carne, tem a entidade menos liberdade que em situação de desencarnada.
      Isto é, nossa vida já é predestinada, antes de nossa vinda, mas tal escolhas são feitas por nós, e os acontecimentos cotidianos são nada mais que ação-reação da liberdade de escolha, mas todas levarão a um fim, que é nossa escolha, um prova ou uma missão.
   
     Não entra o suicidio como uma prática natural, infringi a Lei Divina, pois antes do tempo corta a vida do corpo, mas os laçõs perispirituais  ainda estão fortes o bastante para prolongar uma vida na erraticidade em total contato com a decomposição do corpo físico.

      Muito Grato.

      Dominus Vobiscum.

       
     

     
         
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 12 de Janeiro de 2010, 14:47
Não diria sobre idiotice, mas sim diria no sentido de covardia e descrença da ação de Deus.
Quanto a estarmos predestinados com isso também não concordo pois de acordo com a doutrina a predestinação a que o Espírito se ajusta está apenas quanto ao gênero das provas.
abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ramagi em 28 de Janeiro de 2010, 04:09
sinceramente ler o conteudo de suas mensagens me fora muito util!
Eu tenho 33 anos, sou sozinha com meus 3 filhos em uma cidade onde pensei q fosse conseguir me reerguer...
tenho passado por momentos muito dolorosos, onde confesso ter sim pensado em suicidio, mas respirei fundo, sequei as minhas lagrimas, e pensei em minha amada mãe q a pouco desencarnou... ela n merecia isso, ao menos ainda agora penso assim.
Obrigada por ter aparecido em minhas pesquisas sobre suicidio...
Espero realmente q essa nebulosa ideia se desfaça definitivamente.
  :'(
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Zefiro em 28 de Janeiro de 2010, 10:07
          O suicidio, ingênuos seres, como podem romper os lampejos da Imortalidade.

          Seres ingênuos, e seres necessitados de carinho, compreensão. Seres os quais devemos entender o sofrer e tolerar, mesmo sendo futil seu padecer, pois passam por situações que não compreendem o objetivo a selar.

          É nosso dever moral, sim, dar funcionalidade à nossa CARIDADE MORAL através deste que mais clamam por conforto emocional, pois dentro deles a alegria aninhou em poços escuros e salubres.

          Observai, e acalentai as almas que deste mal sofrem.

            Muito Grato.

            Dominus Vobiscum.  
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:12
"Os próprios Espíritos de suicidas são unânimes em declarar a intensidade dos sofrimentos que experimentam (...) afirmam que a fome, a desilusão, a pobreza, a desonra, a doença, a cegueira, qualquer situação, por mais angustiosa que seja, sobre a Terra, ainda seria excelente condição 'comparada ao que de melhor se possa atingir pelos desvios do suicídio." (1)

Narra Hilário Silva (2) que Allan Kardec, em abril de 1860, passava por momento de desânimo.

Sobrevinham-lhe dificuldades de toda ordem: críticas, injúrias, zombarias e falta de recursos.

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:14
Nessa ocasião, recebeu, com exemplar de "O Livro dos Espíritos" belamente encadernado, carta de gratidão de desconhecido. Relatava: ia se atirar ao Rio Sena. Ao segurar em amurada de uma ponte, percebe ali um livro. Era "O Livro dos Espíritos".

A morte da mulher amada o levara ao desespero. Essa a razão de seu desencanto com a vida.

Registra que leu, entre irritado e curioso, no frontispício do livro:

"Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent."

Mergulha na sua leitura e não mais nas águas. Abandona a idéia fatídica. Reformula a vida. Ao encaminhá-lo a Kardec, acrescentara:

"Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier." E estimulava Allan Kardec a "prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade".

Chega o depoimento quando o Missionário sentia todo o peso de sua tarefa e o reanima, encorajando-o a prosseguir no trabalho da Codificação do Espiritismo.

O Codificador, ao lê-la, emocionou-se. Levou o lenço aos olhos, enxugando discreta lágrima...

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:16
Como se vê, a partir de sua origem, no século passado, o estudo da Doutrina Espírita, a compreensão de seus postulados, liberta o ser humano de quedas a que o conduz a ignorância da realidade espiritual.

Dá-lhe certeza da sobrevivência do Espírito à morte do corpo físico; esclarece-o acerca da responsabilidade por seus atos, pelo conhecimento da Lei de Causa e Efeito; e da inutilidade do gesto extremo, eis que, Espíritos eternos, é-nos impossível renunciar à vida.

Esclarecidos, candidatos à autodestruição desistem desse ato, fruto da descrença, do desespero e do materialismo, quando lêem depoimentos de Espíritos de suicidas: a vida continua; sofrimentos inenarráveis sobrevêm às vítimas dessa inútil tentativa de fuga; suas conseqüências prolongam-se por séculos de sofrimentos, na recuperação do equilíbrio, através de reencarnações em que expiam as conseqüências dessa grave falta.

É o que contém a farta literatura Espírita, a partir do lançamento, por Allan Kardec, do livro "O Céu e o Inferno" (3), em 1º de agosto de 1865. Ali se lêem testemunhos de suicidas; estudos e observações do Codificador, sobre o tema, no Cap. V da 2ª Parte.

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:17
Orienta-nos, ainda, acerca do que muitos de nós ignorávamos: excessos de toda natureza constituem variedades de suicídios, embora lentos e indiretos, mas também graves, ainda que inconscientes:

- excesso de alimentos; de trabalho;

- o hábito da irritação, da cólera;

- o uso de bebidas alcoólicas;

- o hábito de fumar;

- o uso de tóxicos;

- enfim, de todos os excessos, de todos os vícios, físicos ou morais. É o que se lê na obra "Nosso Lar" (4).

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:19
Em "O Livro dos Espíritos", (5) as questões 943 a 957 ferem os assuntos: Desgosto da Vida. Suicídio. Dentre elas, destacamos:

"944. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?

Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei."

a) - Não é sempre voluntário o suicídio?

"O louco que se mata não sabe o que faz."

"950. Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?

Outra loucura! Que faça o bem e mais certo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos."

"957. Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?

Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam."

"Que faça o bem e mais certo estará de lá chegar", é a sábia sugestão do Espírito.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:21
Vejamos, sobre o assunto, duas valiosas lições.

De Hermínio C. Miranda (João Marcus):

"Na verdade, o suicídio é, basicamente, uma fuga. O suicida quer fugir de situações embaraçosas, de desgostos, de pessoas que detesta, de mágoas que não se sente com forças para suportar, deseja, afinal de contas, fugir de si mesmo. É aí que está a gênese de seu fatal desengano: não podemos, de maneira alguma, fugir de nós próprios. (...)

E aquele que arrebentou seus próprios ouvidos, com um tiro assassino, renasce com o mecanismo da audição destruído; não podendo ouvir, não aprende a falar. E daí atravessar uma existência inteira, isolado na solidão forçada, a fim de que seu Espírito compreenda, no silêncio, o verdadeiro sentido da vida e o valor inestimável dos dons que recebemos ao nascer. O que tomou venenos corrosivos, volta à carne com as vísceras deficientes, sujeitas a misteriosas e incuráveis mazelas. (...)

Logo, o suicídio é o maior, o mais trágico e lamentável equívoco que o ser humano pode cometer." (6) (Grifamos).

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:23
De Emmanuel:

"154 - Quais as primeiras impressões dos que desencarnam por suicídio?

- A primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que se não extingue com as transições da morte do corpo físico, vida essa agravada por tormentos pavorosos, em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia.

Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre, em seu corpo somático, indefinidamente. (...) a pior emoção do suicida é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido." (7)

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:24
Esposas ciumentas que recorreram ao suicídio viram que seus maridos se casaram justamente com aquelas de quem se enciumavam. Passaram o próprio esposo e seus filhos às mãos de que fugiam. E ainda a lhes dever favores, pois que cumpriam tarefas que lhes cabiam, junto aos entes amados.

Empresários sem perspectivas vêem que os problemas que enfrentavam foram superados. E assim por diante. De depoimentos dos próprios suicidas; de respostas de Espíritos Superiores ou de observações de Allan Kardec, nas questões citadas, conclui-se que:

- o suicídio agrava os sofrimentos do Espírito;

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:25
- é culpado aquele que abrevia de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte;

- afastam-se os suicidas daqueles a quem amam: "Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo, pois não é possível que Deus recompense um ato de covardia (...)" (L. E. q. 956);

- há persistência prolongada, tenaz, do laço que une o Espírito ao corpo, acarretando perturbação espiritual e muitos sofrimentos:

- vêem, incessantemente, o próprio aniquilamento;

- sentem os efeitos da decomposição;

- essa sensação pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marccello em 29 de Janeiro de 2010, 00:28
Em comentário à questão 957 de "O Livro dos Espíritos", observa Kardec:

"Não é geral esse efeito; mas, em caso algum, o suicida fica isento das conseqüências da sua falta de coragem (...)".

"A maior parte deles sofre o pesar de ter feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram."

Ora, se nada de positivo advém do suicídio, se conduz a decepções; a sofrimentos prolongados para si e para outrem; a reparações dolorosas, ao longo de muitas encarnações; se só malefícios acarreta, por que recorrer a ele?

É nosso dever evitá-lo e dele afastar os incautos, prestes a cair num abismo de dores, recorrendo à prece; ao tratamento espiritual nos Centros Espíritas; ao tratamento médico; ao trabalho em benefício do próximo, onde, doando de nós mesmos aos mais necessitados, afastamos Espíritos obsessores, higienizando a mente.

E orar sempre por aqueles que, frágeis, se renderam à fuga impossível.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1 - FREDERICO FRANCISCO. O estranho mundo dos suicidas. REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 82 , n. 3, p 70, mar. 1964. Republicado no REFORMADOR, v. 112, n. 1980, pp. 88-89, mar. 1994;
2 - SILVA, Hilário. O Espírito da Verdade. 3 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977. 236p. pp. 125-128: Cap. 52.
3 - KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. 37 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. 425p. pp. 295-327: 2ª Parte, Cap. V;
4 - XAVIER, Francisco C. Xavier. Nosso Lar, pelo Espírito André Luiz. 25 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1982. 281p. pp. 31-35:Cap. 4;
5 - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 75 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1994. 494p. pp. 439-444: 4ª Parte, Cap. I;
6 - JOÃO MARCUS. Vale a pena suicidar-se? REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 81, n. 3, p. _, mar. 1963, republicado em REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 111, n. 1.976, pp. 340-1, nov. 1993;
7 - XAVIER, Francisco C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977. 233p. p. 96.
Encaminhado ao Prof. Altivo (FEB), em 17.06.97. - Publicado em "Reformador" de out/97, p. 304.

Suicídio - Por que evitá-lo
Gebaldo José de Sousa

Muita paz. :)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: mecame em 29 de Janeiro de 2010, 01:49
O espírito suicida tem duas forças, a da covardia por temer enfrentar a vida e a da coragem de  enfrentar a morte, tanto para aquele que acredita na vida espiritual quanto para aquele que não tem uma visão espíirita da vida após o desencarne. Portanto é um ser que passou por grande sofrmento e será procurado pelos irmãos do bem tanto quanto por energias como a dele no pavor e no medo. Muito sofre tanto aqui como lá. Pois quando na terra pensava que o suicidio era a resolução dos problemas, mas agora sabe que acumulou mais problemas do que os que tinha antes. Cabe a ele iluminar uma nesga de consciencia para receber o auxilio espiritual ncessário. Mas, quantos transtornos não deixou na terra, plantando dores nos familiares, filhos,pai,mãe, amigos, parentes...Quantas dores e quantas feridas abertas por causa de um ato louco. Tirando a propria vida encarnada ele carrega consigo a marca do mal que causou a si mesmo e a tantos outros. A sua culpa o acompanha por longo tempo, até que encontre um risco de luz e retome sua situação necessária. A paz de Cristo
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marya em 29 de Janeiro de 2010, 02:38
É realmente muito delicada a situação do ser humano que atenta contra a própria vida. Mesmo estando ele/ela sob pressão, depressão ou outro fator. Sim, não devemos julgar, Jesus nos disse o porque de não fazermos isto. E como aprendizado, observamos através dos estudos e de algumas comunicações de irmãos/irmãs que cometeram este ato, o grande desespero, por ver-se vivo, e o arrependimento por fugir dos embates da vida deixando os familiares a mercê das situações sem uma resposta para o ato tresloucado. Vemos assim, como é sumamente importante manter o estudo do evangelho nos lares, onde encontramos explicações para aceitar o que não podemos mudar, inteligência para perceber o que podemos mudar e paciência para mudar o que se pode no momento oportuno. Fé, esperança e caridade para consigo mesmo é do que o ser humano precisa  e mergulhar na luz da oração para fortalecer-se, encontrando no amigo incondicional de cada um de nós, Jesus, o acolhimento que necessitamos. Paz e Luz em nome de Jesus.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: mecame em 29 de Janeiro de 2010, 02:49
Que bonita postagem,irmãzinha Marya . Muita paz.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 29 de Janeiro de 2010, 14:44
Orienta-nos, ainda, acerca do que muitos de nós ignorávamos: excessos de toda natureza constituem variedades de suicídios, embora lentos e indiretos, mas também graves, ainda que inconscientes:

- excesso de alimentos; de trabalho;

- o hábito da irritação, da cólera;

- o uso de bebidas alcoólicas;

- o hábito de fumar;

- o uso de tóxicos;

- enfim, de todos os excessos, de todos os vícios, físicos ou morais. É o que se lê na obra "Nosso Lar" (4).



amigo Marcello, sobre estas suas afirmações, favor indicar em que parte do título suicidas indica-se  sobre suicídio inconsciente.
abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Hauch em 29 de Janeiro de 2010, 16:13
SOFRIMENTO DE UM SUICIDA


Do livro: "Memórias de Um Suicída - Yvonne Pereira"

   Abaixo, uma  pequena mostra do sofrimento de um suicida no Plano Espiritual. Várias obras ditadas pelos espíritos nos dão conta que o suicídio é a pior saída para quem quer fugir de situação que acha impossível solucionar. Ninguém tem o direito de tentar impedir a ordem natural da vida. Quem desejar saber com profundidade as conseqüências de um suicídio, pode ler a obra "Memórias de Um Suicida", ditada pelo espírito do famoso e importante escritor Camilo Castelo Branco, onde nos conta todo o seu sofrimento após suicidar-se, em 1890.
   Henri Numiers não acreditava que houvesse uma alma imortal animando seu saudável corpo  de   homem.   Para  ele,  existiam  apenas  os  ossos,  as carnes, os nervos, artérias carreando o sangue necessário à vida. Era materialista. Por isso matou-se, assim tentando fugir à situação moral que o incomodava. Uma vez morrendo o homem, acreditava ele, a alma, se existisse, se extinguiria também com ele. Pensamento, amor, inteligência, sentimento, ação, honra, desonra, ódios, amarguras, decepções, tudo o que constitui o ser moral humano cria ele que se aniquilava no túmulo juntamente com o corpo. Dos belos sermões filosóficos de Rômulo e de Thom sobre os graves problemas do homem e sua alma imortal, feita à imagem e semelhança de Deus, Henri só guardava a lembrança da ansiedade com que esperava o fim para regressar a Numiers e rever Berthe. Contudo, o maior desapontamento o desgraçado moço colheu do seu ato de suicídio quando, ao primeiro amargor que a vida lhe apresentara, desejou furtar-se a ele, matando-se.
   Caíra de todo a noite e em Numiers e suas imediações pairava completo silêncio. Havia alguns meses que Henri desaparecera do mundo terreno, mas a desolação era porventura maior tanto em Numiers como em Stainesbourg e Fontaine. Pai Arnold não mais trabalhava, desinteressando-se da prosperidade da Quinta, e Marie continuava enferma. Era inverno. Contudo, naquela noite, o luar irradiava, emprestando àquele recanto da velha Flandres certa doçura de ambiente.
   Na aldeia de Numiers uns dormiam, outros velavam, alguns sofriam e choravam, e o silêncio presidia tudo. 
   De súbito, um grito agudo e forte repercutiu do vale do ribeiro estendendo-se pela aldeia. Na Quinta, que ficava próxima a esse vale, o grito fora também ouvido. Os cães uivaram tristemente, as ovelhas baliram, dolorosas, no aprisco, cochicharam os galináceos, assustados... e Marie e Arnold, que se achavam ainda despertos, entreolharam-se tomados de pavor e caíram em pranto. Haviam reconhecido naquele grito a voz do filho que morrera havia pouco.
   Rômulo, padre e médico, achava-se à cabeceira de Marie. Benzeu-se discretamente, dizendo consigo mesmo, comovido:
     - É a alma alucinada do meu pobre Henri...
     - Ouvistes, meu Padre? - interpelou pai Arnold.
     - Não, Arnold, nada ouvi. Que foi?
     - Um grito de desespero, a voz do meu rapaz...
     - É a tua impressão, meu pobre Arnold. Afasta da idéia esses pensamentos lúgubres...
     - Marie também ouviu, meu Padre, os cães uivaram, as ovelhas gemeram.
     - Ora, Marie está enferma e a febre excita-lhe os nervos e a imaginação. Os cães ladram sempre, as ovelhas choram a cada instante...
   Mas no íntimo, dolorosamente, ele repetiu:
     - Sim, é a alma alucinada do meu pobre Henri...
   No andar térreo, sozinho, diante da lareira acesa Thom também ouvira, compreendera e pusera-se a orar com fervor.
   Com efeito, Henri Numiers não morrera.    (continua...)

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Hauch em 29 de Janeiro de 2010, 16:26
... Supondo aniquilar-se para sempre, ao atirar-se da montanha, ele conseguira aniquilar apenas o corpo carnal. Seu espírito, com a tenebrosa queda, como que desmaiara, anulara-se como se tudo ao derredor dele se extinguisse. A violência do gênero de morte que escolhera  traumatizara  o  seu  corpo  espiritual,  despedaçando-lhe  a harmonia das vibrações de tal forma que um século não bastaria para que elas retornassem ao ritmo normal necessário a um estado de vida satisfatório.   
     Passados que foram alguns dias, porém, Henri começou a voltar a si do longo desmaio, isto é, um estado de pesadelo angustioso sobreveio ao desmaio e ele começou a sentir a sensação da queda, as dores insuportáveis do seu corpo batendo nas pedras, partindo-se, esmagando-se. Estava cego, pois nada via, uma faixa negra e gelada envolvia-o, seus pensamentos eram um caos, não podia reunir as idéias, refletir, compreender o que se passava consigo, por que razão rolava, rolava da montanha mas sem jamais atingir o solo. Somente podia refletir em que quisera morrer para fugir à tortura de viver sem a sua Berthe e que, para isso, saltara para o abismo num gesto pavoroso de completo louco. Um pavor alucinante invadira sua mente e ele pusera-se a gritar, a gritar desesperadamente, pedindo socorro. Fora um desses gritos que as três aldeias testemunharam e que, daquela noite em diante, começara a repetir-se periodicamente, pelas imediações. Por vezes, envolvido por aquele pesadelo, sentia-se no fundo do vale ao mesmo tempo que rolava pela montanha, apavorava-se com a negra solidão que o rodeava, presenciava, sem saber como, o desespero de seus pais e as lágrimas dos amigos, chorava também, desesperado, e contemplava, apesar de cego para as demais ocorrências, os próprios despojos sangrentos, mutilados, sepultados sob um montão de terra e pedras. Nada compreendia senão que continuava a sofrer o desprezo da mulher amada e as humilhações daí conseqüentes, sofrimentos que, agora, reunidos ao martírio da inconcebível queda que nunca chegava ao fim, dele fazia um Espírito enlouquecido no mais alto grau que a mente humana poderá conceber.
     Tudo isso, porém, uma confusão atrocíssima para o desgraçado que a sofre, passava-se nele com dificuldade, em pequenos intervalos, pois, de quando em vez, ele perdia-se dentro de um caos, num penoso estado de colapso. E quando o infeliz esforçava compreender o que se passava, seus pensamentos, traumatizados, negavam-se a atendê-lo e desapareciam naquela negridão interior que o confundia. Mas isso era apenas os vislumbres do despertar, o momento dramático e solene da ocasião em que o Espírito que abandona seu corpo carnal, valendo-se do suicídio, começa a se desenraizar dos liames magnéticos que o atavam à matéria. Esse desprendimento, lento, doloroso, que poderia durar meses e anos, valeria a Henri períodos infernais, indescritíveis ao entendimento humano. Sua impressão era de que estava atado por um ímã poderoso a um objeto do qual, no entanto, precisava desprender-se. Esse objeto encontrava-se ao sopé da montanha da qual ele rolava sem jamais parar, na escuridão do vale. Eram os seus despojos sangrentos, que ele via, apesar de cego, no fundo de uma cova, visão satânica da qual quisera fugir, mas que se agarrara a ele com um poder dominador, incapaz de ser repelida. Sobrevinham, em seguida, terríveis convulsões, fazendo-o estorcer-se como se seus nervos, absolutamente traumatizados, sofressem choques elétricos ao despenhar-se ele da montanha. Era como se ataques epilépticos o atingissem avassalando sua mente, suas vibrações, todas as moléculas do seu ser espiritual; era a sensação da queda sofrida pelo perispírito, estado depressor que o acompanharia até a reencarnação futura e que somente o Evangelho, revigorador de vibrações, reeducando-lhe a mente, poderia reencontrar. Nesse inconcebível estado traumático gritava de horror e procurava agarrar-se a qualquer coisa a fim de se deter na queda, e o desgraçado, apesar de tudo, através do pesadelo que o torturava, sente que continua sendo a personalidade Henri Numiers, que ele mesmo é que rola da montanha, que ele mesmo é que está estirado sob o montão de terra, apodrecido, corroído pelos vibriões, despojos de carnes sangrentas, negras, asquerosas, miseráveis, ele, que fora belo e forte, e que, a despeito disso, está vivo, sofredor e desgraçado, mas vivo, pensante, sensível. (continua...)

   
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Hauch em 29 de Janeiro de 2010, 16:31
... Por vezes, sem saber como, vencido pelo cansaço e o desânimo, todos os atos de sua vida se lhe desenham no interior da consciência com uma minúcia de detalhes que o infeliz, já alucinado, converte-se em verdadeiro réprobo: seus modos de orgulhoso, sua indiferença pelos que o rodeiam em sua aldeia, o menosprezo a conselhos sensatos que recebia, a ingratidão para com os pais, sua arrogância de ateu, suas baixezas de ébrio e devasso, primeiro em Stainesbourg, ao perder Berthe, depois em Bruges; suas refregas com os moços da aldeia, todos marcados nas faces por sua faca, o suicídio de Franz Schmidt, a que dera causa, tudo o que constituíra o seu eu atuante na intimidade do lar e na sociedade agora desfilava diabolicamente em torno dele como cenas vivas que o enlouqueciam de mistura com as torturas que já o afligiam. Quer furtar-se à imposição do panorama de si mesmo, mas, em vão. A visão do que ele próprio foi e de como se conduziu na vida ali está, à sua frente, dentro dele, quais faixas de fogo que lhe devorassem o ser na desaprovação própria a que chamam arrependimento, remorso!
     Não podendo mais ou julgando-se exausto de tantas dores e sofrimentos, pensou em sua casa, saudoso do conforto desfrutado entre seus pais, da solidariedade de sua mãe, que ele tão mal soubera compreender e menos ainda agradecer. Num esforço supremo da própria vontade conseguiu locomover-se... e ei-lo à procura de socorro no lar paterno.
     Penetra naquela casa que o viu nascer e lhe dera os dias mais felizes que vivera. Diante de sua mãe, a quem encontra enferma e alquebrada, exclama cheio de queixas, julgando-se ouvido e compreendido:
     - Mãe, minha mãe! Tem compaixão de teu filho, que está ferido, enterrado vivo. Não, minha mãe, eu não estou morto, eu não morri, estou vivo, todos se enganaram a meu respeito. Olha em que estado me encontro: todo corroído por vermes, que me mordem e maltratam como lobos. Não posso sair de lá e sofro satanicamente, debaixo daquela terra pestilenta, que cheira a imundície. Não posso mais, tira-me de lá, tenho horror àquela caverna onde me prenderam, vejo fantasmas, que se riem do estado em que me encontro. Franz Schmidt está lá e culpa-me do que lhe aconteceu, tira-me de lá, minha mãe, eu estou vivo, estou vivo, estou vivo!
     Mas Marie, que nada via nem ouvia do que ele lhe dizia, não respondia, continuando a chorar, como sempre.   
     A angústia do pobre suicida recrudescia então e ele saía, desesperado, a procurar socorro noutra parte. Visitava o Presbitério, dirigia-se a Padre Rômulo e ao amigo Thom, suplicava auxílio, queixando-se sempre, e via que ambos o entendiam, mas, em vez de empunharem uma enxada e irem ao vale, a fim de desenterrá-lo, punham-se a orar banhados em lágrimas. E corria a aldeia rogando piedade e socorro a quantos encontrava. Ninguém lhe respondia, ninguém lhe dava atenção, mas alguns poucos se benziam e oravam.
     Entretanto, começou a correr o boato de que a alma de Henri sofria suplícios e que fora vista e reconhecida por alguns antigos amigos, e que ele mostrava-se horrorosamente feio: as vestes despedaçadas, rasgadas pela queda, o rosto esfolado e ensangüentado, as pernas quebradas, mutilado, imagem perfeita daqueles destroços que haviam sido sepultados no vale.
     Entrementes, o suicida não encontrava refrigério em parte alguma. Por toda parte onde tentasse o socorro alheio acompanhava-o as terríveis sensações que descrevemos. Por toda parte a sensação da queda que o alucinava. Por toda parte a sentir-se grilheta do próprio corpo que apodrecia no vale, a saudade da esposa, a humilhação do seu desprezo, o desespero de uma situação confusa, enigmática, atroz.
     Henri Numiers trazia o inferno dentro de si.
     Querendo furtar-se ao desgosto que, pela primeira vez o visitara, matou-se para dormir o eterno sono do esquecimento. Mas não encontrou o sono depois do suicídio. Não encontrou esquecimento. Encontrou apenas o seu próprio ser sofrendo novas fases de angústias criadas por ele próprio. Assim é o suicídio.


(Espírito de Charles - Médium Yvonne A. Pereira - Obra: O Cavaleiro de Numiers)

Irmão Hauch
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Hauch em 29 de Janeiro de 2010, 17:53
     Que o Amor e a Paz de DEUS permaneçam em todos os corações.
     Companheiros do Fórum e Visitantes; sei que vários já leram o livro, porém achei imensamente oportuno, trazer o relato verídico de um espírito que já passou por esta situação de desencarne, e que de acordo com o mesmo e mensageiros da outra dimensão, é a pior forma de desencarne. A começar do ponto de vista reencarnatório, um suicida sempre terá a prova do suicídio até que a vença. Muitos relatos de criaturas nesta situação e numa tentativa e demonstração da infinita bondade de DEUS reencarnam, após haverem desperdiçado várias tentativas, em lugarejos distantes e ainda tetraplégicos, ou com má formações congênitas, tudo para dificultar novas “Tentativas de Auto Extermínio” (como estes irmãos são diagnosticados quando chegam à beira da morte nos hospitais). Ainda assim muitos acabam por sucumbir da mesma forma.
     Enfim este é um tema que deve ser tratado com muito cuidado e ponderadas citações, porém um estudo muito enriquecedor.
     Muita Paz.

     Irmão Hauch
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Rose - Orai e Vigiai em 02 de Fevereiro de 2010, 14:54
  O suicidio não é ato de coragem nem de covardia.
  O suicidio é a falta de esclarecimento é a prova de que o espirito não foi nesta vida orientado como deveria é a ignorancia com relação as leis divinas. O espirito não aprendeu que o sofrimento é necessario, que passamos por provas repletas de ensinamentos dos quais precisamos para nossa evolução.
  Para prevenir o suicidio devemos passar o que sabemos para nossos filhos e estes estarão preparados para as provas da vida, sabendo suportar e tirar o aprendizado necessario.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 02 de Fevereiro de 2010, 15:13
Amiga Rose, ao afirmar sobre não ser um ato de covardia a amiga se põe em contrariedade a obra básica, se não veja:
"LE questão 946. Que pensar do suicida que tem por fim escapar às misérias e às decepções deste mundo?
– Pobres Espíritos que não tiveram a coragem de suportar as misérias da existência!"

Quem não tem coragem como é chamado?
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Rose - Orai e Vigiai em 02 de Fevereiro de 2010, 15:33
Amigo Moura Rego
 O suicida só é um covarde na linguagem dele que acredita escapar assim do sofrimento.
 Mas para mim que sei que a morte não é o fim ele é apenas um espirito ignorante.
 Mas essa é a minha opinião cada um compreende de sua maneira.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Tathi_G em 01 de Maio de 2010, 18:52
Não encaro suicidio como covardia.

Penso que ele é visto como a unica saida uma situação que a pessoa julga ser sem solução e insuportável.

No desespero dificilmente alguém consegue raciocinar para refletir sobre a continuidade da vida e o agravamento de sua situação, no caso do suicidio. É aí que as coisas acontecem...

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: cris_laura em 16 de Maio de 2010, 05:40
gostaria mto de saber pq sinto em tantos momentos difíceis uma vontade imensa de cometer suicidio.
tenho uma vida boa, uma filha linda de tres anos... acho q por isso ainda não tive coragem.
eu procuro sempre, demonstrar alegria, satisfação e auto confiança as pessoas q me cercam, mas as vezes perco o controle.
já fui usuária de drogas, já cometi aborto, meu pai bebia e batia na minha mãe qdo eu era criança, depois se divorciaram.
sempre vivi num mundo de mentiras q contei pra mim mesma e para os outros e não consigo me livrar da minha tristeza.
hoje senti vontade de pegar uma corda, pensei até onde devo amarrá-la. acho q seria o jeito mais rápido. tenho pavor de faca, mas fui internada em uma clinica psiquiátrica e enquanto estive lá e um pouco antes eu me cortava, procurava me ferir para despertar compaixão nas pessoas... me feria por fora como se alguém assim pudesse entender o tamanho do meu sofrimento por dentro.
hj fiquei com vontade de me cortar de ir no banheiro me bater pra ficar com algumas marcas...
pq estou chegando ao ponto final outra vez.;
por falta de atenção, carinho... a verdade é q eu sei q recebo somente o q mereço, mas eu espero muito das pessoas...
espero encontrar meu marido sorrindo, minha mãe feliz, minha irmã sendo minha companheira. trabalho faço minha parte e luto incansávelmente por um pouco de atenção, palavras de conforto...
mas não encontro.
a vida me privou da amizade de qualquer um...
tenho apenas meu cachorro que amo e q meu marido quer doar a alguém... mas ele é o único que anda comigo, o únigo q dá valor aos meus carinhos e espera ansioso por eles...
sinto muito
eu sei q não adianta pedir ajuda. porque ninguém pode me ajudar,
mas mesmo assim eu falo...
que fico ao acaso essa minha tristeza que é tão grande que fez com que tudo tenha perdido a graça, a razão... minha vida não tem nada, só tristeza e decepção...
penso muito na falta que vou fazer a minha filha linda que tem um coração muito bom... é uma criança muito sensível a espíritos e ambientes assim como eu.
preciso de um amigo, preciso da minha corda...
será que Deus vai me perdoar?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Valan em 16 de Maio de 2010, 12:08
Bom-dia,sou novo aqui e quero apresentar aos administradores e todos os membros os melhores cumprimentos e os meus votos de que tenham um Domingo pleno de luz.Fiquem na paz.
Para a mensagem da senhora que se encontra em desespero gostaria apenas de deixar algumas poucas palavras... a vida é um caminho,o único caminho,para um mundo de luz,pode parar para descansar e depois continuar a caminhada,pode continuar sem repousar,não aconselhável, e pode pedir ajuda para ter uma mão que a ilumine e a faça ver a beleza da estrada que tem na frente...aconselho esta última solução...
Há 11 anos atrás conheci alguém que toda a vida se quis suicidar,foram 2 anos duma luta demolidora contra o mal dessa pessoa,foram muitas noites sem dormir(acordava a qualquer hora com as suas chamadas telefónicas e pedidos de ajuda urgente)foi uma "guerra" que quase me ia levando a mim em vez dela,finalmente tudo deu certo e a pessoa em questão vive hoje feliz trabalhando na Suécia numa actividade que ama.Amiga,irmã,encontre com urgência a alma que pode lutar por si e consigo nesta dura batalha,verá(mais tarde)que vale a pena.
Abraços fraternos
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Valan em 16 de Maio de 2010, 12:21
É preciso compreender o sofrimento do suicida,se conseguirmos aliviar a sua dor,torná-la suportável,se possível transformar essa dor em prazer(no sentido da alegria e bem-estar com a vida)temos o problema solucionado já que a grande questão do pré-suicida é a dor que ele sente e considera demais para a sua vivência,a metamorfose da dor,a sua sublimação(por exemplo: entregando-se a uma arte ou a uma acção social que lhe preencha o vazio da alma) é a chave para modificar "o humor" do pré-suicida num "humor" saudável,é dizer - feliz!
Abraços fraternos
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Legi em 17 de Maio de 2010, 17:51
Suicídio, um tema bem complexo que deve ser muito estudado. É dificil fazer um jugamento sem entender as causas do mesmo.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Heanrique Alves em 30 de Maio de 2010, 22:50
Para mim o suicidio ocorre talvez pelo EGOISMO... uma das maiores chagas da humanidade,,,,  por pior q seja a prova,,, por mais miseravel q poça paracer,,, o irmão q procura o suicidio em um ato desesperado,,,,só encherga a si mesmo,,, naum para um instante c quer pra ver,,, q as tribulações dele talvez perto de tantas outras miserias mundanas,,, naum paça as vezes de simples tormentos,,, há ssituações imcompreendidas aos olhos humanos,,, pois somos muito pequenos para compreender as obras de Deus,,,

espero ter exposto minha opinião sem ofender ninguem,,,
sintam-se abraçados


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: demis em 01 de Junho de 2010, 18:57
 Amigo Henrique:

 Não acho que seja egoismo não!
 Então aquelas pessoas que não têm ninguém?
 Então e aquelas pessoas que ninguém quer?

 Abraços,

Demis
 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Edna☼ em 03 de Junho de 2010, 16:04
Somos importantes para Deus, que está sempre conosco.

Deus nos concedeu a oportunidade da reencarnação para evoluir, compreender o sentido da vida, redescobrir a nós mesmos, ir ao encontro do próximo, simplesmente amar.

A lei da semeadura não dá margem a dúvidas: para receber amor, temos de plantá-lo.

Para que as pessoas façam parte das nossas vidas, temos de abrir as portas dos nossos corações.

Todos temos dificuldades, faz parte do aprendizado.

Para  superar as fragilidades humanas, sejam elas físicas, emocionais, afetivas, espirituais, contamos com o apoio da medicina, da psicologia e da religião.

A felicidade não está longe, está bem pertinho, dentro de nós, basta ouvir nossa alma.

Abraços fraternos, ;)

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: AKINATON em 07 de Junho de 2010, 15:14
Condição de desespero, que se encontra o irmão que pratica este ato de desamor contra sí próprio e contra aqueles que o amam, nesta escalada de desamor o egoísmo toma conta do irmão que não vê outra saída diante das suas dores.

Sempre nestes casos é preciso o auxilio,pois a obsessão está sempre presente neste irmão que sofre uma dor insuportável, por sua própria conduta muitas vezes distante da moral e dos bons costumes.


Um grande abraço a todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Lu/Inha em 07 de Junho de 2010, 17:58
Interessante como somos tão bons no (eu acho) sabemos muitas coisas na teoria através de leituras, estudos, palestras e ensinamentos etc. Mais não devemos esquecer que no fundo não sabemos realmente quase nada ainda. Teremos que ter muitas reencanações milhares p realmente entender e aceitar certas coisas que não sabemos
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Fabiana Oliveira em 09 de Junho de 2010, 03:20
Sobre o assunto em questão, gostaria de deixar meu depoimento.
Não considero o suícidio um ato de covardia, eu acho que para uma pessoa chegar a tirar a própria vida, não é covardia mesmo........Não vamos julgar e sim ajudar.
Por isso prestem muita atenção nas atitudes de seus filhos, parentes, amigos, pois a depressão é a maior causa dessa terrível atitude. Muitos quando escutam esta palavra DEPRESSÃO, automaticamente já dizem:-
- Pessoa fraca, isto é falta do que fazer.
Li um livro chamado "Os 7 passos para ficar de bem com a vida" de Marci Shimoff, onde é citado uma triste estatística e que realmente fiquei impressionada:-
" A Organização Mundial de Saúde prevê que em 2020, a depressão será a segunda doença mais comum no planeta,perdendo apenas para as doenças cardíacas ".
Além dos sintomas do vídeo acima também existem outros sintomas que podemos perceber como:-
Pessimismo
Dificuldade de tomar decisões
Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
Irritabilidade ou impaciência
Inquietação
Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
Chorar à-toa
Dificuldade para chorar
Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
Dificuldade de terminar as coisas que começou
Sentimento de pena de si mesmo
Persistência de pensamentos negativos
Queixas freqüentes
Sentimentos de culpa injustificáveis
Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual
Então falo de coração, pois eu precisei de ajuda médica, não deixem esta doença ganhar, procurem ajuda médica, ajuda de familiares e tenham muita fé em Deus , pois a doença não acaba da noite para o dia......é uma luta diária.
Por isso falo o suícidio é o auge da depressão.
Vou deixar uma frase de Chico Xavier:-
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
Então vamos nos ajudar ou ajudar o próximo.
Que Deus abençõe a todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: edlamatias em 20 de Julho de 2010, 16:26
O suícidio para muitos é um ato de libertação, fuga dos problemas terrenos. Não considero ato de covardia, pois tal ato necessita coragem. A meu ver, o despreparo, a falta de conhecimento, as influencias do mundo invisível, enfim poderíamos inumerar vários fatores que influenciá-nos dia -a- dia ao ato, mas nemhum justifica a ação praticada. A vida sabemos todos nos é dada por Deus, o nosso destino está traçado quando aqui chegamos cabe a nós cumprirmos a jornada e concluí-la, enfrentando todos os obstáculos necessários ao engrandecimento espiritual, acreditando no Pai que jamais abandona seus filhos, sabendo que tudo que nos é imposto é supotável, se assim não fosse, Deus em sua infinita bondade não nos livraria de tal provação?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: nessa_theis em 28 de Julho de 2010, 14:04

Achei apresentação (pps) apresentada inicialmente pelo colega Carlos, bem esclarecedora.

Já dizia Mário Sobral ( Memórias de um suicída_ Yvone Pereira) - " Eu não mereço ter mãos!" E vemos, após 40 anos, a reestruturação que sua vida teve. Além da confiança que ele teve em si mesmo.

Temos ainda o suicída, que nos é apresentado em Nosso Lar. Passa por um grande aperfeiçoamento moral e nos presenteia com belas obras.

Com isso, a espiritualidade nos mostra que mesmo cometendo o maior "atentado" a oportunidade Deus, através da força de vontade e com muita humildade conseguimos promover todas as mudanças evolutivas em nossa vida.

Abraço
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: JVin em 30 de Julho de 2010, 17:21
Citar
O suicídio é um ato de covardia, onde o homem não têm a coragem de suportar as misérias, dores, problemas da existência causados por ele mesmo em outrora. Por isso não há forma alguma de justificar o suicídio, por maior que seja o sofrimento.

O suicídio não é um acto de covardia, é quando muito um acto de desespero...o que é muito diferente. Não podemos nem devemos sentir os suicidas ou "pretensos" suicidas como covardes.Isso não existe, o que existe é um sofrimento enorme quer seja real ou imaginário, mas ele é concreto para  a pessoa que sofre.Se fazemos este tipo  de afirmações estamos a ir contra a lei de amor e caridade que nos ensina o espiritismo.
Citar
Deus não lhe dá o fardo se tu não consegue segura-lo, Ele te dá o fardo, pois sabe que tu aguentarás.

Isto é um erro.Deus não nos dá nada. Apenas a vida...o resto é de nossa única e inteira responsabilidade. É importante que percebamos que as forças que temos ou não temos são de nossa única e inteira responsabilidade assim como a "vida" que escolhemos ao reencarnar.Casos especiais podem ter ajuda mas, normalmente cada um de NÓS é responsável pela sua escolha. Deus,ou melhor a equipe espiritual responsável pelas reencarnações, superintende para que realmente não escolhamos "provas" superiores às forças,só e exclusivamente...a escolha é nossa.


Citar
Porém, nesse amontoado de informações desconcertantes, encontramos um livro que realmente vale ser lido: “o martírio dos suicidas”, escrito por Almerindo Martins de Castro e publicado pela Federação Espírita Brasileira, em 1940.

deve ser um dos poucos livros espíritas que não conheço mas, vou tentar encontrar.

Citar
Porém, em um caso ou em outro, desencarnou no momento previsto, nem antes ou depois da hora determinada para encerrar sua provação, uma vez que Deus já sabia se o espírito se encontrava preparado ou não para a prova livremente escolhida por ele e o usou como instrumento, mesmo que inconsciente (questão 570), para as provas de outros espíritos humanizados, ou seja, ele também concorreu “para a obra geral” (questão 132), pois “todos têm deveres a cumprir” (questão 559).

Eu não estou de acordo. quer dizer que quer nos suicidemos ou não iríamos "desencarnar" nessa altura? para mim não faz sentido  mas, talvez porque não li o livro e não estou  a ver  a frase no contexto.
Mas, se é assim então temos aquilo a que chamamos "destino" que eu não aceito.
Se semeamos hoje o que vamos colher amanhã, como podemos afirmar isso?
Gostava de entender

Abraços

Tb não concordo nessa afirmativa que haja destino traçado. Sabemos que essas escolha parte de nós mesmo e que passamos por certas aprovações para tentar evoluir espiritualmente. Todos nós reencarnamos com uma predisposição para continuar errando naquilo que não aprendemos com o processo reencarnatório, a mesma coisa acontesse com os suicidas, porém, o passo não foi dado, o crecimento espiritual foi interrompido  por persistir no erro.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: nessa_theis em 30 de Julho de 2010, 19:19
Falou-se muito do suicídio, o ato em si de interromper a vida física. Entretanto, acredito que vale a pela lembrarmo-nos do suicídio inconsciente. No campo mental, a cólera, a falta de autodomínio e inadvertência no trato com os semelhantes; no campo físico, o descuido com nosso organismo às custa de excessos de alimentação e/ou bebidas alcoólicas.
Tem-se aí, o relato de André Luiz, quando estava no Umbral dissipou desordenadamente as suas energias físicas e mentais.
Por isso, que como conhecedores da Doutrina, acredito ser imprescindível analisarmos nossas atitudes incessantemente.

Abraços e bom final de semana a todos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Diogoseverino em 31 de Julho de 2010, 15:43
 O suicido é algo reprovável e que com o suicídio o individuo que o comete vai sem sombra de dúvida aumentar as suas penas terrenas e futuras.
É um acto inútil, egoísta e que só demonstra a falta de fé em Deus e no futuro que está para vir. Deus dá-nos a oportunidade de vivermos e sermos espíritos encarnados, portanto temos de aproveitar esta maravilhosa oportunidade que o criador no deu. Porque na vida há solução para tudo menos para a morte, e quanto mais abreviarmos essa chegada melhor, e aunto mais a levarmos de forma brilhante melhor.
Para o espírito que desencarna após o suícidio é algo perturbador porque o desprendimento e o arrependimento é lento e pode provocar dor para aquele que o comete.
Temos de abraçar a vida que ele nos deu para vivermos bem dentro das leis morais e espirituais de Deus e este acto atenta contra ele.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 31 de Julho de 2010, 16:37
Falou-se muito do suicídio, o ato em si de interromper a vida física. Entretanto, acredito que vale a pela lembrarmo-nos do suicídio inconsciente. No campo mental, a cólera, a falta de autodomínio e inadvertência no trato com os semelhantes; no campo físico, o descuido com nosso organismo às custa de excessos de alimentação e/ou bebidas alcoólicas.
Tem-se aí, o relato de André Luiz, quando estava no Umbral dissipou desordenadamente as suas energias físicas e mentais.
Por isso, que como conhecedores da Doutrina, acredito ser imprescindível analisarmos nossas atitudes incessantemente.

Abraços e bom final de semana a todos.


Nessa,
excetuando-se os loucos, pois que não têm um trabalho mental perfeito, e por isso não sabem o que fazem, não existe suicídio inconsciente.
Suicídio é ato próprio e pensado até nos mínimos detalhes pelo Espírito.
Não é muito bom entremear-se o que André fala com a doutrina, pois a doutrina só nos fala dos Excessos.
André noticia as coisas do seu ponto de vista evolutivo e dentro do seu sistema de crenças, apenas isso.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: maria gi em 31 de Julho de 2010, 20:51
A todos os irmãos(a). Penso que muito foi dito e concordo com os irmãos que dizem que o suicdio é um acto de desespero e de obcessão.  O que temos que fazer é estar atentos aos nossos familiares, amigos e conhecidos, porque quando conhecemos os habitos e costumes de cada um e assim que os vemos taciturnos, tristes ou com um comportamento defirente devemos  ajudar-los porque alguma coisa não vai bem em suas mentes e talvez em alguns casos até podemos evitar o suicídio. Vamos dar mais amor a quem necessita de amparo. È muito triste ver alguém morrer assim. Tive um tio que desencarnou assim quando eu era criança e isso deixou-me impressionada até hoje. Não julguemos ninguém e oremos pelos suicídas que tanto necessitam da nossa ajuda e do nosso amor e vamos fazer de tudo pelos que ainda estão encarnados para evitarem este desencarne se conhecermos alguns casos vamos auxilialos. Deus abençoe-vos.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Felipa em 01 de Agosto de 2010, 01:09
Na questão 943,  de O Livro dos Espíritos, Kardec indagava qual seria a causa do desgosto pela vida que se apoderava de certas pessoas sem causa aparente. Ao que os Espíritos responderam: “Efeito da ociosidade, da falta de fé, e, às vezes, da saciedade (...).” Analisemos individualmente cada fator:

Ociosidade: A ociosidade começa pela atitude mental invigilante, uma vez que, ao mantermos a mente vazia de pensamentos nobres, estaremos oferecendo vasto campo a expressões mentais intrusas de baixo teor, mormente aquelas que sinalizam para o desprezo pelo maravilhoso dom da vida. Ociosidade no campo mental que se transforma facilmente em inércia física, tornando a vida um campo infértil tomado por ervas daninhas. Eis a razão pela qual as estatísticas demonstram que a incidência do suicídio é maior entre pessoas desempregadas ou voluntariamente entregues a inação.

Falta de fé: A fé num poder maior, que rege todo o Universo, nos dá segurança para sobrepujar as vicissitudes da vida, robustecendo-nos a esperança, que é a expectativa de felicidade. Sem ela, entretanto, tudo se torna mais grave; as nuvens se acumulam ante nossos olhos, tornando a existência amarga e desprovida de beleza. Surgem, então, os processos depressivos; daí ao suicídio é um passo que muitos têm dado. Estatísticas também comprovaram que as taxas de suicídio são sensivelmente maiores em pessoas afastadas de uma crença religiosa qualquer.

E é exatamente pelo desconhecimento espiritual, a que a ausência de fé conduz os seres incautos, que homens dotados de expressiva inteligência, mas isentos de sensibilidade espiritual, fizeram legalizar, na Suiça, o suicídio assistido,  que consiste no seguinte: alguém que sofre de um mal irreversível qualquer solicita o auxílio de um médico, que, então, lhe prescreve determinado medicamento, em expressiva dosagem, que lhe permita desencarnar “suavemente” em alguns poucos minutos.
E a Doutrina Espírita, na condição de Consolador Prometido por Jesus, nos alerta sobre as gravíssimas conseqüências do suicídio, no plano espiritual e nas vidas sucessivas, auxiliando-nos a repelir sugestões infelizes, tão logo se apresentem em nossa tela mental. Oferece-nos, ainda, depoimentos mediúnicos dos próprios suicidas, que nos atestam a grande frustração pela qual passaram ao se defrontarem, no além, com uma realidade muito mais terrível do que aquela que vivenciavam na Terra, justamente por terem cometido o grande engano de julgar que, ao darem fim às suas vidas carnais, estariam, também, eliminando a inextinguível essência divina que somos todos nós.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: nessa_theis em 05 de Agosto de 2010, 22:36
Falou-se muito do suicídio, o ato em si de interromper a vida física. Entretanto, acredito que vale a pela lembrarmo-nos do suicídio inconsciente. No campo mental, a cólera, a falta de autodomínio e inadvertência no trato com os semelhantes; no campo físico, o descuido com nosso organismo às custa de excessos de alimentação e/ou bebidas alcoólicas.
Tem-se aí, o relato de André Luiz, quando estava no Umbral dissipou desordenadamente as suas energias físicas e mentais.
Por isso, que como conhecedores da Doutrina, acredito ser imprescindível analisarmos nossas atitudes incessantemente.

Abraços e bom final de semana a todos.


Nessa,
excetuando-se os loucos, pois que não têm um trabalho mental perfeito, e por isso não sabem o que fazem, não existe suicídio inconsciente.
Suicídio é ato próprio e pensado até nos mínimos detalhes pelo Espírito.
Não é muito bom entremear-se o que André fala com a doutrina, pois a doutrina só nos fala dos Excessos.
André noticia as coisas do seu ponto de vista evolutivo e dentro do seu sistema de crenças, apenas isso.
Abraços,
Moura

Oi Moura,

Não sei, mas acredito que isso fica muito da interpretação de cada um. Posso estar enganada, quis me referir ás pessoas que cometem certos excessos sem se darem conta do suícidio "espiritual", por assim se dizer, por exemplo o álcoool, o fumo, drogas etc...
Aprendi que nossa carcaça corpórea nos é emprestada e devemos devolvê-la inteira. Ao denegri-la, pagar-se-á por isso.
Acredito que muitas dessas pessoas cometam esses atos, ou por fraqueza ou por debilidade.
Enfim, talvez eu esteja indo longe de mais...

Abraço
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 06 de Agosto de 2010, 21:32
Nessa, como falar de suicídio Espiritual se sabemos que Espíritos não morrem?

Tudo o que fazemos quando infracionamos contra a lei natural nos é devolvido na forma de doenças ou em outras coisas, isso é certo, contudo o que bate na carne fica na carne, e isso quem nos ensinou foi Jesus quando nos disse: "O que procede da carne é carne e o que procede do Espírito É Espírito".
Sendo assim fica explicada a confusão que a amiga fez ok?
Não há, segundo a doutrina suicídio que não tenha o conhecimento vontade e obra do Espírito. A exceção dos loucos não há outra colocação.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: pliz em 13 de Agosto de 2010, 05:00
Um Salve para todos !!!

Como um capricho de Deus ...

A vida nos eh fornecida pessoalmente então cabe a qualquer um
decidir o que fazer com ela ...

e entendo que soh cabe ao possuidor do capricho Divino fazer suas escolhas ...

A única coisa que acho relevante e prestarmos atenção ao elemento que
se associa a cada ser atraves da astrologia ... Ar, Terra e água ...

O porquê eh fácil ...

Esses elementos dizem respeito à perdição de cada um, dentro do seu signo
zodiacal.

Se vc eh de terra, a terra será sua perdição ...
Se vc  eh de ar , o ar será sua perdição ...
Se vc eh de água, a água será sua perdição ...

Se nos vangloriarmos de nossos dotes zodiacais encontraremos nossa perdição...
Devemos nos ater a nossas fraquezas zodiacais pois e lah que reside nossa
verdadeira força ... os dotes são caprichos Divinos !!!

Valeuhaaa :^)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 13 de Agosto de 2010, 16:34
Pliz, você tem certeza de que conhece a doutrina?
amigo, astrologia nem ciência -é, é apenas uma técnica antiga de previsões e finda por ai.
Outra coisa Deus não tem caprichos, por favor amigo, capricho é coisa de humano e de humano ainda muito fraquinho de conhecimento e de moral.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: pliz em 13 de Agosto de 2010, 17:52
!!! Me diga umah coisa !!!

quando seus Pais pediam para voce...

fazer as coisas com CAPRICHO ...

O que vc estavas a pensar ou Jah Esta Careca de Saber ???

                   !!!@!!!OH GRANDE GURU!!!@!!!#@

Valeuhaaa :^)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Jo em 07 de Setembro de 2010, 03:39
Não seria o suicídio uma escolha que fazemos?Não cabe ao livre arbítrio?E o que é o suicídio? Como ele se concretiza?Pular de uma ponte?Um tiro na cabeça?Atirar-se na frente de um trem em alta velocidade?E quanto àquele suicídio que cometemos dia-a-dia? Fumando, bebendo,dormindo mal, trabalhando para acumular riqueza, esquecendo-nos da saúde física e mental?É preciso lembrar-nos que André Luíz foi recebido como suicida por alguns companheiros no além túmulo...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 07 de Setembro de 2010, 20:07
Diz a obra básica, João Marcelo,
Não havendo a intencionalidade, não há suicídio.
quer dizer o suicídio é um ato de Espírito e este pensa nos mínimos detalhes da ação que quer cometer.
Ora, quem beber não intenciona se matar, logo, não há suicídio.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mirina em 07 de Setembro de 2010, 20:16
Creiam irmãos no que vous lhe dizer,
não é coragem nem covardia, é apenas um ponto a que se chega porque se perdeu a fé, porque não se enxerga uma saida....
Aqueles que a este ponto chegaram não merecem nosso julgamento, apenas nossa oração e nossos bons pensamentos, pois necessitarão de nós para retornarem ao caminho da evolução e serem dignos novamente da luz do Senhor!
Fiquem em paz!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 08 de Setembro de 2010, 22:19
Desculpe-me Mirina, mas a doutrina tem uma explicação que demonstra a covardia do Esp´riito vamos a ela?
L.E. 946. "Que pensar do suicida que tem por fim escapar às misérias e às decepções deste mundo?
– Pobres Espíritos que não tiveram a coragem de suportar as misérias da existência!
Digo eu: Quem não tem a coragem para tal fim é oque?
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: IgorSMartins em 13 de Setembro de 2010, 23:40
Boa Noite,



Conforme citado pelo amigo Moura em seu questionamento, concordo e levo em consideração que o ato de suicídio ele pode-se considerar a falência da missão do espírito neste plano não quer dizer necessariamente que uma das provações escolhida pelo espírito foi a de combate ao suicídio. Considero tambem que esta opção é um modo de fuga de suas dificuldades.


 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marco Jos em 14 de Setembro de 2010, 01:46

Olá Moura.
Não há como identificar a falta de intenção, ao suicidio,  quando atentamos contra à saúde por meios de excessos de toda a ordem, como também, acredito, que a ausência de coragem não reclama necessáriamente a presença da covardia, poderia ser o medo ou tão sòmente a desistência, em face da gravidade das conseguências, o suicidio, há por certo todo um histórico psicológico a ser levado em consideração. Entretanto, o Criador sempre observará a intenção, explícita ou não.
Muita Paz.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: luizgustavopiracicaba em 14 de Setembro de 2010, 05:46
Eu acredito que o suicídio não é somente aquele ato calculado nos mínimos detalhes para abreviar o fim da vida, mas todo e qualquer ato cometido pelo espírito, conhecido por este como indevido, prejudicial, ou cometido com a mesma finalidade de fuga das responsabilidades ou de atos.

Vejamos: ao beber sem controle, um indivíduo sabe que está cometendo um ato que o prejudica, mesmo sem pensar nas consequências diretamente. Ainda, ele o faz, geralmente, para fugir de um quadro que o suplicia, de alguma forma. Para mim, aí estão presentes, em grau relativo, todos os requisitos presentes em um suicídio.

O mesmo se aplica à gula irrefreada, ao sexo desvairado e sem proteção, ou a qualquer atitude similar. Obviamente, a responsabilidade pelo suicídio será atrelada ao grau de conhecimento do espírito. Além disso, também não podemos desconsiderar o fato de que a racionalidade consciente do espírito encarnado quanto à prática de atitudes suicidas pode ser diferente, em graus diversos, da intencionalidade que este tem em outros níveis de consciência.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 14 de Setembro de 2010, 17:42
Luiz, falta ao seu pensar a causa maior que é a intenção de se matar.
Já postei aqui o que a doutrina diz sobre a intencionalidade e a culpabilidade, logo, não está correta a sua assertiva, amigo.
abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 14 de Setembro de 2010, 17:46
Amigo Moura Rego
 O suicida só é um covarde na linguagem dele que acredita escapar assim do sofrimento.
 Mas para mim que sei que a morte não é o fim ele é apenas um espirito ignorante.
 Mas essa é a minha opinião cada um compreende de sua maneira.

Rose, na citação que fiz quem fala é a doutrina por intermédio dos Espíritos Superiores, amiga.
Logo, essa a doutrina.
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: luizgustavopiracicaba em 14 de Setembro de 2010, 21:40
Luiz, falta ao seu pensar a causa maior que é a intenção de se matar.
Já postei aqui o que a doutrina diz sobre a intencionalidade e a culpabilidade, logo, não está correta a sua assertiva, amigo.
abraços,
Moura

Prezado Moura

Mas isso não contradiz o que os espíritos explicitam no LE?

952 O homem que morre vitimado pelo abuso de paixões que sabia apressariam o seu fim, mas às quais não tem mais o poder de resistir por ter se habituado a fazer delas verdadeiras necessidades físicas, comete suicídio?

– É um suicídio moral. Deveis compreender que o homem é duplamente culpado nesse caso. Nele há, além da falta de coragem, a ignorância e, acima de tudo, o esquecimento de Deus.

952 a Ele é mais ou menos culpado do que aquele que tira a própria vida por desespero?

– É mais culpado, por ter tido tempo de reconhecer seu suicídio. Naquele que o comete de súbito existe algumas vezes uma espécie de alucinação obsessiva próxima à loucura; o outro será punido com mais rigor, porque as penalidades são sempre proporcionais à consciência que se tem dos erros cometidos.

Um abraço
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 14 de Setembro de 2010, 22:41
Luiz meu mano, acaso o amigo não notou que Os Espíritos fazem uso de uma figura de linguagem quando dizem "é um suicídio moral", ora aqui falamos de suicídio mesmo, morte matada, como dizem os roceiros, hehehe e matada por nós mesmos.
Senão vejamos:
do LE:
"954. Uma imprudência que compromete a vida sem necessidade é repreensível?
– Não há culpabilidade quando não há a intenção ou a consciência positiva de fazer o mal."

Amigo Luiz, A doutrina dos espíritos só tem uma palavra, só um peso e só uma medida. Não fala aqui uma coisa para ali ou alhures dizer outra, diferente e a razão disso é que foi  passada aos Espíritos Superiores, (classe de Espíritos descrita no LE),  pelos Puros Espíritos e estes as receberam de Deus. Essas duas classes de Espírito está livres de qualquer mazela, e Deus, então, nem se fala não é mesmo?
O Excesso na bebida, tal como no comer, ou mesmo na velocidade excessiva que se imprima a um veículo são tomados como imprudências e a resposta obtida acima demonstra que não havendo intencionalidade não há culpa.
abração,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Deise Vieira em 22 de Setembro de 2010, 02:51
Pessoal, estou em dúvida... Então quer dizer que se eu beber todos os dias, fumar todos os dias, comer muito todos os dias, enfim não cuidar do meu corpo, que me foi dado por Deus "emprestado" para viver mais esse estágio de minha jornada evolutiva; e esse corpo se deteriorar antes do tempo pela minha falta de cuidado com ele, sou responsável ou não? E considerardo uma forma de suicidio ou não? Pode não haver a intensão imediata da morte, mas há o conhecimento do risco assumido pela minha falta de cuidado com o meu corpo físico, se eu sei do risco e dos males causados pelos meus atos é ou não suicidio?
Aguardo respostas...
Abraços fraternos



Querida Deise,

Suas perguntas não podem ser respondidas por outros.  Devem ser dirigidas à sua Consciência.

De que lhe adianta alguém te dizer que é "suicídio inconsciente" ou  "mera imprudência" ?

O divino silêncio da Alma mostra o que é certo. E nunca emite palavras.

Beijão, Ram
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Giuliano.z em 22 de Setembro de 2010, 03:13

Citar
952 O homem que morre vitimado pelo abuso de paixões que sabia apressariam o seu fim, mas às quais não tem mais o poder de resistir por ter se habituado a fazer delas verdadeiras necessidades físicas, comete suicídio?

– É um suicídio moral. Deveis compreender que o homem é duplamente culpado nesse caso. Nele há, além da falta de coragem, a ignorância e, acima de tudo, o esquecimento de Deus.

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/(estudo)-o-suicidio/msg148122/?topicseen#msg148122#ixzz10DhFCSLW

As vezes sofremos golpes ou passamos por situaçoes extremas que recorremos aos vicios (bebida,  cigarro) para amenizarmos a situação. Deus avalia cada caso isoladamente, e com certeza releva tais erros, desde que nao sejam repetitivos.
A verdade é q quanto mais nos afastamos de Deus, mais dificil fica recorrer lembrar dele nestas situaçoes, e por isso falhamos!!



Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: ramondiazz em 24 de Setembro de 2010, 22:32
as pessoas usualmente tem uma certa tendência em avaliar de "fora" situações que não competem seu raio de percepção ou sensibilidade espiritual e é este o problema de todo caso patológico, visto antes como algo negativo e não como um comportamento, antes de tudo... um aglomerado de bactérias no nosso organismo possui um comportamento bioquímico específico e nosso sistema imunológico atua de acordo, com outros processos bioquímicos; o corpo humano, assim como o resto do universo não atua com conceituações limítrofes (não quero dizer limitantes) de bem ou mal, binárias... o problema da binariedade é que ela, leva, necessariamente às oscilações, e sendo formados todos nós outros por uma pedagogia do bem ou do mal, do positivo e do negativo, tentamos tolamente afastar o negativo e aproximar-mos do positivo sem compreender o que significa padrões vibratórios e muito menos seus comportamentos...

um certo autor, chamado harold bloom, na verdade nem se trata de um autor de uma corrente espírita, embora isso seja muito relativo quando olhado mais a fundo, escreveu certa vez algo interessante sobre duas figuras mito-poéticas como Jesus e Hamlet (Shakespeare); quando digo mito-poética, não entro no mérito de suas existências, apenas digo da força que elas carregam através do tempo... o autor contrapôs Jesus a Hamlet, no sentido em que Jesus era pura ação-pensamento, não havia nele a menor  hesitação em suas palavras e ações, enquanto que Hamlet era a pura hesitação em pessoa, ao passo de se questionar tanto que imobilizava-se a si mesmo qualquer possibilidade de ação...

antes de apontarmos as consequências do suicídio na vida pós encarnada, como se sucessivos ciclos de purificação e mundanização alternassem criando novas chances de se modificar e evoluir... isso de fato, tem a importancia em nos lembrar da causalidade das coisas mas não mostra o processo, de como uma pessoa, se torna por varios motivos convergentes em um potencial suicida... o problema nao é o morrer o próprio corpo mas sim a imobilidade que gera um estágio onde não há possibilidade de se vislumbrar uma "saída" deste ou de qualquer situação... o suicida é um desistente, mas há que fazer importante distinção sobre desistências e Desistências... o suicida é tão auto-referente que perdeu movimento, não consegue mover-se dentro de sua propria auto-referencia, daí a querer desistir desta sensação (que nao consegue sair de "dentro" de si mesmo para "fora")... curiosamente, a vida dos santos e místicos que tão bem conhecemos - de Fransisco de Assis a Chico Xavier - também é uma vida de Desistência, porém um desistência radical da auto-referência... notem que são dois extremos de uma mesma realidade; enquanto um implode vertigionsamente junto com seus limites, cessando a própria vida, o outro explode pacificamente com os limites (agora sim limitantes) para ganhar nova compreensão da vida... desistir não é, necessariamente, algo negativo (nem positivo)... se o universo funciona com ciclos de expansão e retração, porque seria diferente com o humano? Não compreender tais ciclos é deixar de perceber e estigmatizar a extensão dos comportamentos e da vida...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marta81 em 11 de Outubro de 2010, 19:08
Li recentemente "Memorias de um Suicida neste livro o autor Espiritual-Camilo Castelo Branco,sob orientação do Espirito Léon Denis-descreve a sua dolorosa experiência no plano espiritual após desencarnação resultante de suicida, transmitindo valiosos ensinamentos,especialmente aos que se deixam avassalar pela ideia de pôr termo a existência fìsica
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Marta81 em 11 de Outubro de 2010, 19:21
Evidência a grandeza da misericórdia divina em favor de Espíritos de suicidas arrependidos,proporcionando-lhes a oportunidade do conhecimento do Universo e da vida na sua integral dimensão,por meios de cursos proporcionados pela Espiritualidade Superior em que são estudados os Gênese planetário,a evolução do Ser, a imortalidade da alma.a Moral Cristã,dentre outros temas relevantes para a compreenção de que"-Nenhuma tentativa para reerguimento moral será eficiente se continuarmos presos á ignorância de nós mesmos."
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Edna☼ em 25 de Outubro de 2010, 21:13
NÃO FIQUE TRISTE

Não fique triste.
Tudo na vida tem o seu momento,
Existem luzes que nos seguem do firmamento.
Irradiando paz aos nossos corações.

Observa no céu as estrelas,
Sinta o silêncio,
No infinito os nossos sonhos nos aguardam em algum lugar
Quantas vezes, um simples raio de luar
Seca a lágrima que choramos por dentro.

Não fique triste
Ninguém está esquecido,
Existe tanta beleza no que trazemos,
Os olhos, as mãos, tudo o que temos,
Uma palavra de paz, um sorriso

Não te desespere perante a vida,
Alguém nos ama e nos conduz,
E este alguém, se chama JESUS.



Fonte: Livro “A arte nas Fronteiras da Vida”, da Associação Lunares, que autorizaram o uso do texto, o qual faz parte da chamada para o evento designado para o dia 14 de novembro p.f.:


"Divulgar o que sabemos pode salvar muitas vidas".  



Maiores informações sobre o evento:  www.lunares.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5sdW5hcmVzLm9yZy5icg==)


Que haja sempre muita paz e muita luz em nossos corações!

Edna ;)


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Fernando Louren em 26 de Outubro de 2010, 18:53
Muito boa essa poesia , " ninguem esta esquecido" realmente !!!
Muita paz e alegria!!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Anjo Lunar em 28 de Dezembro de 2010, 23:04
O que fazer quando um amigo nosso se suicida? Existe maneira de o ajudar? Basta orar?
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Khallarion Sunnirius em 29 de Dezembro de 2010, 07:58
O que fazer quando um amigo nosso se suicida? Existe maneira de o ajudar? Basta orar?

Meu amigo,

Não basta orar, embora isso possa ajudar. O que ocorre, dentro de meus conhecimentos, é que cada causa tem um efeito e cada efeito surge de uma causa. Portanto, dependendo do motivo pelo qual a pessoa deseja se suicidar, dependendo se a pessoa tem conhecimentos necessários para evitar isso e dependendo de seu desenvolvimento espiritual, em certos casos apenas orar realmente não ajudará muito.

É como ter uma doença. Quando você está doente o médico te receita um remédio, um exercício ou um tratamento em geral. Se você não faz o que ele pediu, sua doença só tende a detereorar.


Outro exemplo é o do estudante. Se um etudante tem certa dúvida e então pede ajuda para o professor e o mesmo passa os livros ou exercícios que o tal estudante precisa para aprender, e tal estudante não estuda, não se esforça...então certamente ele continuará com dúvidas.

No caso mencionado por você, a melhor coisa é ajudar antes que a pessoa se suicide, é sentar com ela e compreender os motivos pelos quais ela está decidindo isso e então dentro das necessidades dela mostrar meios, conhecimentos que sejam úteis a ela e que dêem um significado maior á sua vida. Não tente impor o que você acha certo, apenas tente entender as necessidades da pessoa e mostrar que para tudo existe uma solução.

Normalmente quem se suicida está atormentando, pois se não, não teria motivos para se suicidar, afinal, já viu uma pessoa feliz e plena se suicidando? Eu acho realmente difícil....Pois bem, se a pessoa está atormentada e mal consegue te escutar viva, imagine morta! Imagine a pessoa no plano espiritual, encarando diversos pensamentos e confusões pelo fato de ter mudado de esfera e além do mais, atormentanda também pelos problemas da vida anterior...somente orar não adianta...

Deve-se no caso pedir ajuda para os seus mentores espirituais e para os mentores da outra pessoa, é necessário pedir ajuda a Seres que podem "intervir" na mente do suicida, que possam projetar sua presença e mensagem na mente e no coração da pessoa que morreu, para que ela possa escutar.

Normalmente como seres humanos comuns não temos muitos poderes espirituais, potanto nossos esforços nem sempre são satisfatórios para ajudar o próximo, mas não etamos sós, podemos pedir ajuda ou se tivermos grandes habildiades espirituais, podemos nós mesmos entrar em contato com o falecido e ajudar nessa dificil passagem...porém se tivermos tais habilidades, certamente perceberemos que tal pessoa está prestes a se suicidar e então iriamos ajudar antes que a pessoa morresse.

De qualquer modo, a resposta ao meu ver, seria ajuda a pessoa antes de se suicidar e se isso não for possível tente você mesmo visualizar a pessoa, como se estivesse a sua frente e então diga a ela tudo o que ajudaria a se libertar. Pessa ajuda aos Mestres Universais e aos Seres que estão espalhados pelo Universo, ajudando todos os demais irmãos e certamente a pessoa receberá uma ceta dose de ajuda...embora será impossível eliminar as consequências das atitudes tomadas pro ela...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Edna☼ em 29 de Dezembro de 2010, 10:41
O que fazer quando um amigo nosso se suicida? Existe maneira de o ajudar? Basta orar?


Anjo Lunar, o quanto deve estar sofrendo a criatura para chegar ao ato extremo!

Se soubéssemos as conseqüências danosas de tal ato, por certo este jamais seria praticado.

O conhecimento das leis naturais e a certeza da continuidade da vida após a morte por certo evitaria o suicídio, pois aprendemos na Doutrina Espírita que saímos do corpo, não da vida.

A prece é uma atitude de amor que alivia, envolve e acaricia aquele que necessita.

No Centro Espírita poderá ser feito o pedido para auxílio espiritual do suicida, da família e dos amigos que sofrem, pois nunca estamos desamparados.

Ao rezar pelo amigo querido, mentalize e envolva-o nas suas mais sinceras vibrações de amizade e amor, lembrando que Deus não condena ninguém, apenas ama.


Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Edna☼ em 29 de Dezembro de 2010, 10:53
Diante da importância do tema abordado neste tópico, e dada a fragilidade humana, relembro as palavras proferidas pelo querido Codificador:


Coloco em primeira instância o consolo que é preciso oferecer aos que sofrem, erguer a coragem  dos caídos, arrancar um homem de suas paixões, do desespero, do suicídio, detê-lo talvez no limiar do crime!  Não vale mais do que os lambris dourados?"
Allan Kardec
                                                       
(in, Viagem Espírita em 1862, trecho colocado com autorização expressa da Casa Editora "O Clarim).
 

Que haja sempre muita paz, muita luz e muito amor em nossos corações.

Edna ;)
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Carlos Ribeiro em 29 de Dezembro de 2010, 12:01
Citar
“Coloco em primeira instância o consolo que é preciso oferecer aos que sofrem, erguer a coragem  dos caídos, arrancar um homem de suas paixões, do desespero, do suicídio, detê-lo talvez no limiar do crime!  Não vale mais do que os lambris dourados?"
Sábias palavras de Allan Kardec. Obrigado por as teres colocado aqui, amiga Edna.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 29 de Dezembro de 2010, 15:39
Companheiro  Khallarion Sunnirius,
nenhum Espírito nem mesmo jesus, pode intervir no sentido de interferir com a pena que tenha o suicida de cumprir.
A regra é clara, "ajoelhou, tem de rezar". ou seja: Erro a lei Natural se incumbe de apenar na justa medida.
é nesse campo, exterior ao da lei natural ou seja, da Lei de Causa e Efeito, que as preces irão trazer lenitivo, pois têm o poder de tranquilizar.
Mais, me desculpe o amigo, seria dizer que algum Espírito seja maior que Deus e que este erre, logo, nessa campo, as preces serão o veículo mais forte que temos nós os que ficamos na terra, para ajudar ao suicida.
Não há mágicas nem milagres há a inexorabilidade da Lei Natural a agir.
Esta a doutrina.
abraços,
Moura

O que fazer quando um amigo nosso se suicida? Existe maneira de o ajudar? Basta orar?

Meu amigo,

Não basta orar, embora isso possa ajudar. O que ocorre, dentro de meus conhecimentos, é que cada causa tem um efeito e cada efeito surge de uma causa. Portanto, dependendo do motivo pelo qual a pessoa deseja se suicidar, dependendo se a pessoa tem conhecimentos necessários para evitar isso e dependendo de seu desenvolvimento espiritual, em certos casos apenas orar realmente não ajudará muito.

É como ter uma doença. Quando você está doente o médico te receita um remédio, um exercício ou um tratamento em geral. Se você não faz o que ele pediu, sua doença só tende a detereorar.


Outro exemplo é o do estudante. Se um etudante tem certa dúvida e então pede ajuda para o professor e o mesmo passa os livros ou exercícios que o tal estudante precisa para aprender, e tal estudante não estuda, não se esforça...então certamente ele continuará com dúvidas.

No caso mencionado por você, a melhor coisa é ajudar antes que a pessoa se suicide, é sentar com ela e compreender os motivos pelos quais ela está decidindo isso e então dentro das necessidades dela mostrar meios, conhecimentos que sejam úteis a ela e que dêem um significado maior á sua vida. Não tente impor o que você acha certo, apenas tente entender as necessidades da pessoa e mostrar que para tudo existe uma solução.

Normalmente quem se suicida está atormentando, pois se não, não teria motivos para se suicidar, afinal, já viu uma pessoa feliz e plena se suicidando? Eu acho realmente difícil....Pois bem, se a pessoa está atormentada e mal consegue te escutar viva, imagine morta! Imagine a pessoa no plano espiritual, encarando diversos pensamentos e confusões pelo fato de ter mudado de esfera e além do mais, atormentanda também pelos problemas da vida anterior...somente orar não adianta...

Deve-se no caso pedir ajuda para os seus mentores espirituais e para os mentores da outra pessoa, é necessário pedir ajuda a Seres que podem "intervir" na mente do suicida, que possam projetar sua presença e mensagem na mente e no coração da pessoa que morreu, para que ela possa escutar.

Normalmente como seres humanos comuns não temos muitos poderes espirituais, potanto nossos esforços nem sempre são satisfatórios para ajudar o próximo, mas não etamos sós, podemos pedir ajuda ou se tivermos grandes habildiades espirituais, podemos nós mesmos entrar em contato com o falecido e ajudar nessa dificil passagem...porém se tivermos tais habilidades, certamente perceberemos que tal pessoa está prestes a se suicidar e então iriamos ajudar antes que a pessoa morresse.

De qualquer modo, a resposta ao meu ver, seria ajuda a pessoa antes de se suicidar e se isso não for possível tente você mesmo visualizar a pessoa, como se estivesse a sua frente e então diga a ela tudo o que ajudaria a se libertar. Pessa ajuda aos Mestres Universais e aos Seres que estão espalhados pelo Universo, ajudando todos os demais irmãos e certamente a pessoa receberá uma ceta dose de ajuda...embora será impossível eliminar as consequências das atitudes tomadas pro ela...
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Khallarion Sunnirius em 29 de Dezembro de 2010, 16:34
Companheiro  Khallarion Sunnirius,
nenhum Espírito nem mesmo jesus, pode intervir no sentido de interferir com a pena que tenha o suicida de cumprir.
A regra é clara, "ajoelhou, tem de rezar". ou seja: Erro a lei Natural se incumbe de apenar na justa medida.
é nesse campo, exterior ao da lei natural ou seja, da Lei de Causa e Efeito, que as preces irão trazer lenitivo, pois têm o poder de tranquilizar.
Mais, me desculpe o amigo, seria dizer que algum Espírito seja maior que Deus e que este erre, logo, nessa campo, as preces serão o veículo mais forte que temos nós os que ficamos na terra, para ajudar ao suicida.
Não há mágicas nem milagres há a inexorabilidade da Lei Natural a agir.
Esta a doutrina.
abraços,
Moura

Eu acho que não tive a habilidade necessária para expressar o que desejei afirmar.

Certamente nem mesmo os Mestres Espirituais possuem o poder para eliminar o Karma de uma pessoa, pois o mesmo é consequências das atitudes da mesma, como acredito ter mencionado quando falei que toda a causa gera um efeito e todo efeito depende de uma causa.

Quanto a "errar", não existe erro neste Unvierso, tudo respeita um fluxo harmônico de causa e efeito e "certo" ou "errado" estão no âmbito da percepção humana e dos conceitos humanos, uma vez que o Universo é equânime. Dentro da Verdade Absoluta certo e errado são meras ilusões, não no sentido de não existirem, mas no sentido que para algo ser certo ou errado tem que depender de certas coisas, certas percepções, de pessoas, de agregados, de condições e tudo o mais e sem isso elas não tem substancialidade, nesse sentido certo e errado é relativo e está contido no Absoluto. No sentido habitual, podemos definir "certo" como o sucesso dentro de um conjunto de regras e pensamentos e "errado" como o não cumprimento de um determinado conjunto de regras e pensamentos.

Dizer que um indivíduo errou na Lei Universal não é o melhor a se dizer, pois a Lei Universal está se expressando até mesmo nos erros do indivíduo, pois tais erro dependem de condições corretas para se manifestarem...o que ocorre é que o individuo, limitado por suas percepções não compreende a grandeza do universo e aferrado à uma opinião e a um ego, tenta assim de modos não pensados alcançar o que deseja por meios inviáveis...o que certamente não vai fazer com que ele conclua o que deseja...é como tentar curar uma ferida aberta usando veneno ao invéz de remédio, pois por mais que a pessoa acredite que esse "remédio" vai curá-la, na verdade o mesmo só ira destruir mais ainda...não importanto o que o individuo acredite. Porém até mesmo essa crença depende de condições, pois o individuo se baseia em algo para acreditar que o veneno vai curar...errado só pode ser afirmando quando percebemso que o individuo não está emrpegando o meio correto para o que ele almeja.

As preces, assim como o conhecimento correto sobre algo tem o poder de tranquilizar sim, mas dependendo do Karma do individuo , o mesmo podem nem se quer "escutar" as preces, ou o conhecimento e permanecer nesse estado de sofrimento, uma vez que se nem mesmo os Mestres possuem a habilidade de arrancar o karma do individuo, como comentado acima, imagine nossas preces limitadas, elas não poderão eliminar o peso das ações passadas de outra pessoa, dependendo do peso do Karma do individuo podemos apenas confortá-lo e em certos casos nem isso, tudo depende da força de nossas preces e se o Karma do individuo permite isso.

Não afirmei que um Espirito é maior que Deus, pois a individualidade é ilusória e tal afirmação não tem sentido. Digo que quando todos os Espiritos reconhecerem Deus em sí, reconhecerem que não existe nada além de Deus, então terão habilidades muito maiores do que meramente orar. Tais Seres poderão conhecer a mente de outros e ajudar os demais mesmo nos planos superiores, até mesmo se tais seres estiverem aqui encarnados, seus poderes serão tão vastos que poderão auxiliar todo o universo, como canais pelo qual A Divindade se expressará e nao como afirmado por você, tomando o lugar de Deus. Seremos emanações de Deus.

É deste modo que Mestres a avatares encarnam, eles são avatares de Deus, são emanações do Divino e como jesus disse: "através de mim, Jesus, se chega ao Pai. Significa que através da percepção Iluminada, de que se é um Ser Iluminado, que tal Ser existe em todos nós, que pelo coração do Cristo, pelo coração da mente ilumianda se chega à verdade. Jesus não limitou sua afirmação a ele como pessoa, mas a Ele como natureza das coisa e caminho para se compreender essa natureza, como a Mente Iluminada.

E todos nós podemos seguri o mesmo caminho se não, não teria sentido Cristo e outros Mestres nos ensinar. Nós quem nos limitamos à condição humana, preservando pensamentos de baixa frequência, mas nada nos impede de crescermos e nos Iluminarmos, se fizermos o que deve ser feito para isso.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 29 de Dezembro de 2010, 16:52
Amigo Sunnirius,
esse papo de "meras ilusões" só serve para bois dormirem...
entre os dez mandamentos há um que destaco: Não matarás, e a vista da sua afirmação seria este mandamento mera ilusão, já que então, e por sê-lo amanhã eu poderia sair e dar um tiro em qualquer um que por estar a lidar com a ilusão de certo e errado a mim não seria conferida pena alguma.
Certo e errado não são meras ilusões amigo é uma convenção haurida do direito canônico que por sua vez veio dos éditos gerais da divindade quando esta exarou a lei Natural.
Fora isso  amigo, jesus, segundo os Judeus ortodoxos também não disse o tal "ninguém vai ao pai senão por mim', Disse sim "O Eu é o caminho a verdade e a vida e ninguém vai ao pai senão pelo EU", este "eu" leia-se conhecimento, posto que é deste que se aure a possibilidade moralizante e desta dimanariam os atos tidos como acertados que levariam o Espírito a lugar em outros paramos.
Note que é mesmo você que ao final diz: "(...) mas nada nos impede de crescermos e nos Iluminarmos, se fizermos o que deve ser feito para isso."
Logo fora disso não conseguiríamos esta iluminação que só quer dizer conhecimento, pois Espíritos não são lâmpadas mas o Conhecimento é que lhes dá esta classificação  no que tange a Escala Espírita.
Abração,
Moura

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/(estudo)-o-suicidio/300/?action=post;num_replies=312#ixzz19WKE3ZgF

abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Khallarion Sunnirius em 29 de Dezembro de 2010, 18:05
Amigo Sunnirius,

esse papo de "meras ilusões" só serve para bois dormirem...

entre os dez mandamentos há um que destaco: Não matarás, e a vista da sua afirmação seria este mandamento mera ilusão, já que então, e por sê-lo amanhã eu poderia sair e dar um tiro em qualquer um que por estar a lidar com a ilusão de certo e errado a mim não seria conferida pena alguma.

Certo e errado não são meras ilusões amigo é uma convenção haurida do direito canônico que por sua vez veio dos éditos gerais da divindade quando esta exarou a lei Natural.

Fora isso  amigo, jesus, segundo os Judeus ortodoxos também não disse o tal "ninguém vai ao pai senão por mim', Disse sim "O Eu é o caminho a verdade e a vida e ninguém vai ao pai senão pelo EU", este "eu" leia-se conhecimento, posto que é deste que se aure a possibilidade moralizante e desta dimanariam os atos tidos como acertados que levariam o Espírito a lugar em outros paramos.

Note que é mesmo você que ao final diz: "(...) mas nada nos impede de crescermos e nos Iluminarmos, se fizermos o que deve ser feito para isso."

Logo fora disso não conseguiríamos esta iluminação que só quer dizer conhecimento, pois Espíritos não são lâmpadas mas o Conhecimento é que lhes dá esta classificação  no que tange a Escala Espírita.
Abração,
Moura

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/(estudo)-o-suicidio/300/?action=post;num_replies=312#ixzz19WKE3ZgF

abraços,
Moura

Eu acredito que continuo sem consguir me expressar corretamente. Eu acho que vou ter que explicar um pouco melhor a respeito dessas coisas...

Ilusão, como eu disse, não significa dizer que não exista e eu acho que deixei isso claro no meu último post. Ilusão significa que tudo é um rótulo e que dentro de um contexto possuem realidade, mas apenas dentro de um contexto. Porém essa realidade está a nível relativo e não absoluto. No nível absoluto, se é que podemos falar do mesmo, não existe nada que a mente humana possa conceber, porém, todas as coisas que são concebidas podem ser abarcadas pelo Absoluto. A perfeição da sabedoria e Iluminação é reconhecer o Absoluto em cada relatividade e percebe que não existe diferença entre relativo e absoluto, que tudo é interdependênte e por isso é relativo e pelo fato de serem assim todas as coisas, elas se encaixam no absoluto.

Como eu disse, quanto ao mandamento para não matarmos, o mesmo existe, pois se matarmos alguém, irá ocorrer uma consequência no nivel relativo, no nivel em que estamos vivendo como seres humanos. Então não que matar seja certo ou errado, mas as consequências para quem mata são destrutivas, assim para quem é morto, o que as torna algo contra o progresso natural que vivenciamos nesse nivel de realidade, por isso matar é "errado". Porém aquele que é morto não é morto a toa, aquele que mata, não mata a toa, todos tem seu karma e a Lei Universal continua fazendo seu papel, independentemente de ser certo ou errado para aquele que mata ou para aquele que é morto, nesse nivel estamos observando o padrão Absoluto do Universo, que é equânime.

Agora uma coisa importante, se as coisas fossem absolutamente certas ou erradas, estariamos condenados por nossos erros para sempre. Porém, como podemos progredir e evoluir, como a morte é uma passagem para a outra vida e quando nos referimos a morte, nos referimos apenas a um termo para mostrar que transmigramos, podemos perceber que certo e errado possuem um contexto temporário para nossa consciência e qe por causa disso, podemos nos desapegar de nossas idéias e desenvolver a verdadeira sabedoria da iluminação para nos libertarmos e então perceberemos que nunca cometemos um erro se quer, mas tudo se encaixou perfeitamente para compreendermos como as cosias funcionavam e funcionam.

Quanto ao seu comentário sobre as palavas de jesus, em essência foi o que eu disse, mudando apenas o vocabulário empregado. Vale dizer que é importante ver para além das palavras e metáforas, assim como raciocinar bem antes de achar diferença no que é semelhante. Assim polparemos tempo com explicações "desnecessárias", que por fim acabam dando no mesmo lugar.

Quanto à Iluminação, existe muita diferença entre o mero conhecimento e Iluminação. Podemos definir Iluminação como o reconheciemnto de sua, de nossa verdadeira natureza, que pode vir com a ajuda de conhecimentos secundários, como as doutrinas. E um Ser Iluminado não difere da própria Iluminação, Ele é a emanação desta Iluminação...noções de eu e outro, de objeto e sujeito não se aplicam neste caso.

Pesso que por gentileza preste mais atenção nas minhas palavras, antes de refutar as mesmas. Estou fazendo o meu melhor param e expressar corretamente.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 30 de Dezembro de 2010, 15:02
meu mano,
"Eu sou o Caminho a Verdade e A Vida" é o mesmo que se dizer:
"O Eu é o Caminho a verdade e a vida?"
Acredito que não...
No primeiro exemplo jesus seria o Caminho,  o que indicaria a idéias de salvacionismo que a doutrina não trás e nem abraça. No segundo o EU significa Conhecimento e bom uso deste", conhecer demanda antes de tudo perseverante  vontade por parte de quem assim o queira e não é fácil pois vai fazer ruir muito "castelo de areia que erigimos na ignorância. Logo, não é apenas simples troca de palavras.
abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: madhatter em 17 de Janeiro de 2011, 04:48
Olá Valerie. Gostei bastante dessas "palavras simples".


Citar
Até mesmo se eu quisesse desafiar Deus nesse momento e colocar a mão sobre o fogo para me queimar, dizendo, orgulhosamente, que este ato foi realizado voluntariamente por mim, ele seria capaz de dizer: “meu querido filho bobinho, há cinco mil anos eu já sabia que nesse exato momento você passaria por essa situação e queimaria a mão
Esta parte aqui não posso concordar amigo Mahatma, mesmo que tenha sido escrito por Almerindo.
Onde ficaria então o nosso livre-arbitrio? Seriamos meras marionetas nas mãos de Deus se assim fosse.


Não sei se é bem verdade, vejo possibilidade de Deus saber do futuro sem interferir no livre arbítrio. Só pensar em Deus sabendo que vai acontecer sem ter traçado o caminho. Ele pode escolher qual caminho ele vai tomar, ele mesmo traçar e escolher sem interferência divína, mas mesmo assim Deus sabe oque ele vai fazer, e mesmo que ele mude de idéia Deus saberá isso antes.
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: mieciow em 17 de Janeiro de 2011, 11:36
é inegavel que os espiritos sabem com antecedencia o que vai acontecer
não somos marionetes na mãos de Deus
quando encarnamos, quando aceitamos o plano encarnatorio, são alguns aspectos de nossa vida
por ex.. vc vai ter cancer, vc deve se casar com tal pessoa e ajustar sua vida, vc deve se acertar com seu pai, seu irmão, coisas assim
todo o resto é o nosso livre arbitrio que mais nos coloca em frias do que nos ajuda

Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Mourarego em 18 de Janeiro de 2011, 17:12
mano miecio,
você diz: "quando encarnamos, quando aceitamos o plano encarnatorio, são alguns aspectos de nossa vida
por ex.. vc vai ter cancer, vc deve se casar com tal pessoa e ajustar sua vida, vc deve se acertar com seu pai, seu irmão, coisas assim, todo o resto é o nosso livre arbitrio que mais nos coloca em frias do que nos ajuda."
Na verdade não acontece assim.
O que o Espírito pode é pedir, contudo este pedido pode lhe ser negado e acontece mais do que se pensa. O que o Espírito faz é escolher, não com quem irá casar, que doença irá padecer etc, mas sim escolhe a generalidade da prova e mesmo dessa escolha se esquece após reencarnar.
Escolher não significa ter tal escolha aceita.
Para explicar melhor o lance do casamento; se fosse como o amigo indica, então existiriam as metades eternas ou  as almas gêmeas, que em razão de doutrina, não existem.
abração,
Moura



é inegavel que os espiritos sabem com antecedencia o que vai acontecer
não somos marionetes na mãos de Deus
quando encarnamos, quando aceitamos o plano encarnatorio, são alguns aspectos de nossa vida
por ex.. vc vai ter cancer, vc deve se casar com tal pessoa e ajustar sua vida, vc deve se acertar com seu pai, seu irmão, coisas assim
todo o resto é o nosso livre arbitrio que mais nos coloca em frias do que nos ajuda


Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 29 de Março de 2011, 10:47
                                    VIVA JESUS!


     Bom-dia! queridos irmãos.

             O Suicídio

A vida, que Deus nos deu, atendendo à nossa escolha, mesmo inconsciente, tem por objetivo, tornar-nos melhor, reconciliar-nos com os nossos adversários, enfim, promover nosso progresso espiritual, como nos ensina os Espíritos Superiores, em resposta à questão nº 132 do Livro dos Espíritos, sobre o objetivo da encarnação: “Seu fim é conduzi-los à perfeição: para uns é expiação, mas, para outros, missão. Contudo, para atingirem a perfeição, têm eles de sofrer todas as vicissitudes da existência corporal e nisso é que consiste a expiação....”. De outro modo, nos dá oportunidade de colaborar com o projeto divino de fazer deste mundo, um mundo melhor.

Dentro da programação estabelecida para nós, em cada existência, em linhas gerais, são previstas as duras provas que teremos que passar com vista à nossa promoção na hierarquia espiritual. Por muitas vezes o ser humano se depara com situações por demais desesperadoras, que o leva a refletir sobre a sua impotência diante de Deus e da vida. Muitos nesta situação, não tendo coragem para enfrentar o problema, se despojam do corpo físico, achando encontrar neste ato, uma solução para o problema. Que engano, pois aqueles que buscaram uma saída “fácil”, destruindo seu corpo físico, vêm através de um outro, o médium, dizer: “oh!!... continuo a viver, que decepção!!!”. O Sofrimento é grande, e só uma nova existência para recompor o corpo espiritual afetado pelo ato tresloucado.

Os Espíritos Superiores nos esclarecem que as causas que levam um indivíduo a se suicidar são as mais diversas possíveis, mas essencialmente se resume, “na ociosidade, na falta de fé e, frequentemente, na saciedade” (1), e somando a estas, temos as obsessões, que arrastam muitos às raias do suicídio.

O indivíduo que não espera nada do futuro e ao mesmo tempo absorve as ideias materialistas, se vê estimulado a se suicidar, pois para ele o nada e o futuro são a mesma coisa. Convencido destas ideias, o descrente foge de uma situação aflitiva para cair, sem saber, em outra infinitamente mais aflitiva, de maneira inenarrável, como os próprios suicidas, do plano espiritual, nos informam.

Para o suicida “Não existem castigos determinados e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o determinaram. Há, porém, uma consequência a que o suicida não pode escapar: o desapontamento.” (2) “... O que há é o desaponto, a surpresa aterradora daquele que se sente vivo a despeito de se haver arrojado na morte!.” (3)

Entretanto, as consequências imediatas do suicídio, para o Espírito, são as mais terríveis possíveis. Primeiro, o corpo espiritual ainda impregnado dos fluidos animalizados do corpo físico, se ressente de todas as impressões da decomposição deste, sentindo, ainda, os vermes corroerem o mesmo; o estado em que ficou o corpo material, fica refletido no corpo espiritual, por tempo indefinido; mentalmente, o Espírito revê todas as cenas que culminaram com o suicídio, repetidas vezes. Este sofrimento dura mais ou menos o tempo que restava para encerrar aquela existência. O único bálsamo que alivia sua dor, são as preces que partem daqui em seu favor.

Se o Espírito encarnado é um crente na vida futura e conhecedor dos ensinamentos do Cristo, ele encontra nos Evangelhos as medidas profiláticas contra o suicídio. Basta buscar o “Sermão da Montanha” (São Mateus, Cap. V, v.3-11), que o mesmo encontrará esperanças, forças para dar continuidade à sua vida, mesmo que às duras penas. Emmanuel, guia espiritual de Chico Xavier, corrobora: “Ainda que não possas marchar livremente com o teu fardo, avança com ele, mesmo que seja um milímetro por dia....”

Por outro lado, se o crente for um estudioso Espírita, suas forças são aumentadas, pois é conhecedor da vida após a morte e sabedor das consequências de um ato tão hediondo, como é o suicídio. O Estudo do Espiritismo, fortalece a fé do cristão, que cada vez mais valoriza sua vida como trampolim de sua ascensão espiritual. O Espiritismo o conscientiza da sua responsabilidade em relação a própria evolução.

Resta-nos perguntar: quando o suicídio será erradicado da face da terra? Acreditamos que isso se dará quando a humanidade estiver integrada nos planos divinos, ou seja, nos planos da vida eterna.

          Domicio Magalhães Maciel


                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Ramon em 16 de Agosto de 2011, 05:20
UNIVERSIDADE E SUICÍDIO. Discutindo Arquitetura e Prevenção. (*)

http://www.aeradoespirito.net/ArtigosLCF/UNIVERSIDADE_E_SUICIDIO_LCF.html

(*) Texto enviado, como retroalimentação, à Vice Reitoria da UERJ, pelo Prof. Dr. Luiz Carlos D. Formiga, Aposentado, Faculdade de Ciências Médicas, participante.


Com o titulo “Arquitetura segura – uma reflexão para o futuro”, no dia 12 de agosto, aconteceu um simpósio na nossa Universidade do Estado, coordenado pela Vice-Reitoria.
A UERJ é Pela VIDA, constatamos no hall dos elevadores: “Torre Eiffel. 370 pessoas se suicidaram de 1898 até 1971. Foram colocadas grades protetoras.”
O suicídio nos chamou a atenção por causa de nossa linha de pesquisa. No segundo quartel da década de 1960 começamos a trabalhar com um agente etiológico de uma doença infecciosa respiratória letal para  crianças não vacinadas. A morte de uma criança pela paralisia do diafragma e miocardite deixa qualquer um perplexo. Foi assim que fiquei posteriormente ao ler “Aspectos médico-sociais das tentativas de suicídio de crianças por ingestão de produtos químicos, J. Ped., 43: 152-156, 1977.” O alcoolismo estava presente na vida dos pais.
A última atividade do simpósio foi sobre “plantas tóxicas”. Embora, perfumadas e belas são perigosas como as mentes que não possuem sensibilidade.
Comentando suicídio, arquitetura e comportamento, o professor Marcelo Tavares, UNB, chamou a atenção de que ‘Notre Dame é uma gaiola. Você não percebe porque a beleza permaneceu, mesmo depois de executada medida preventiva." http://www.notredamedeparis.fr/spip.php?rubrique2
"Empire States (Nova Iorque). De 1931 a 1947 ocorreram diversos suicídios até a colocação de cerca ao redor do observatório."
Por que as crianças se suicidam? Até entendia as razões do adulto, mas compreender tentativas de suicídio de crianças por ingestão de produtos químicos era “over-dose”. Fui à luta e escrevi sobre isso, em dezembro de 1981, no Reformador, 99(1833): 387-392 e estou nela até hoje.  http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/por-que-criancas-se-suicidam.html
Existem homens capazes de resistir a desgraças horríveis enquanto outros se suicidam depois de aborrecimentos ligeiros. Seria importante investigar a causa desta fragilidade/resistência e o que contribui para essa estrutura maior ou menor, em termos de inteligência emocional e espiritual. Interessante anotar que é nas épocas em que a vida é menos dura que as pessoas a abandonam com mais facilidade, o que fez o psiquiatra Miguel Chalub (O Globo, 12-5-1979), lembrar que em situações altamente dramáticas, como nos campos de concentração, o número de suicídios é bem pequeno.
O professor Tavares da UNB comentou que para ganhar a liberdade o indivíduo atravessa a barreira de arame farpado, mas, para morrer, ele exige alguma gratificação, não quer sentir dor.
Reichstag (Berlim). Novas barreiras de segurança e aumento do efetivo policial para evitar os freqüentes suicídios que ocorrem da sua cúpula.
http://www.berlinistin.com/2010/04/suicidio-no-reichstag.html
Na UERJ, Neury José Botega, professor da faculdade de medicina na UNICAMP lecionou Epidemiologia e Prevenção e nos fez pensar com números. Disse que “pela primeira vez no Brasil se discute “Arquitetura Segura”.  Dizendo ainda que houve aumento de suicídios (17%) no Brasil, nos últimos 10 anos, informou que registramos 25 suicídios por dia, mas esse número deve ser 20% maior. Num acidente que ocorre com ônibus a morte de 25 passageiros sairia na primeira página de jornal, mas 25 suicídios não são noticiados. Indicou o Mapa da Violência 2011 e nos pediu para não deixar de pensar no suicídio da população indígena, que está ligado ao alcoolismo.
http://blog.planalto.gov.br/mapa-da-violencia-2011-aponta-causas-de-homicidios-entre-jovens-no-brasil/
Botega ensinou como se faz prevenção universal (população geral); seletiva (de risco mais elevado) e indicada (alto risco). Na população geral a conscientização e a redução de acesso aos meios letais são importantes. Há risco mais elevado na presença de doenças mentais (alcoolismo, transtorno bipolar) que devem ser tratadas. Não esquecer adolescentes grávidas e epilepsia. Uma tentativa é o principal fator de risco.  Há alto risco e devemos seguir os que já tentaram, incentivando a continuar o tratamento. O telefonema ajuda muito.
Alguns manuais são fundamentais.
Discutir o suicídio e oferecer informações adequadas são procedimentos importantes para a prevenção.
A OMS deve ser visitada. Vejam, entre outros, o manual em português para professores e educadores.
http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicideprev_educ_port.pdf
www.who.int (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy53aG8uaW50)./mental_health/resources/suicide/en/index.html
Como oferecer orientações sobre como abordar o suicídio na imprensa, preservando o direito à informação e colaborando para a prevenção? A resposta existe e merece ser examinada, portanto vamos nos utilizar da ABP Editora, que fez um manual dirigido ao profissional de imprensa.
http://www.abp.org.br/sala_imprensa/manual/img/CartilhaSuicidio_2009_light.pdf
Veja um manual para profissionais de Saúde em ATENÇÃO PRIMÁRIA para prevenção do suicídio.
http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/sms/usu_doc/prevencao_do_suicidio.pdf
Pensando em morrer? - Existe saída para seu sofrimento.
Divida com a gente. Então, se você tem sentido vontade de conversar com alguém, ligue para o CVV. Nós temos todo o tempo do mundo para saber como vai você.
O CVV é um serviço de apoio emocional gratuito e sigiloso, disponível 24h por dia, 365 dias por ano, a todas as pessoas que estejam querendo conversar.
http://www.cvv.org.br/
Lista de contatos e endereços dos Postos CVV em todo o Brasil.
http://www.cvv.org.br/site/images/stories/o_cvv/postos_cvv.pdf
Em outubro de 2011, pretendemos estar no III Seminário de Prevenção do Suicídio da UERJ. Estudaremos os “Aspectos sociais e culturais na compreensão e prevenção do suicídio. Nestes dias teremos peça teatral como atividade complementar: “A história do homem que ouve Mozart e da moça do lado que escuta o homem.”
Na UERJ funciona um Núcleo Espírita Universitário (NEU) http://neu-uerj.zip.net/ norteado pelas pesquisas e obras de Allan Kardec.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/allan-kardec-e-sua-missao.html
Com metodologia científica o pesquisador francês conseguiu demonstrar que a morte do corpo não mata a vida, fazendo do suicídio um ato estúpido.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/metodologia-cientifica.html
Aquele médium com “talento extraordinário” chamou-me a atenção e fui observar de perto.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/talento-extraordinario.html
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/por-que-considero-inteligente.html
Em Uberaba, impressionou-me o sofrimento e a expectativa daquelas mães esperando a comunicação, como Nair Belo. Chico Xavier tinha um limite e psicografava “poucos”, durante cada reunião.
Qual o critério utilizado pela espiritualidade para a escolha das mães privilegiadas?
Um amigo disse-me já ter feito a pergunta. Fora informado de que o critério era a profundidade da dor na alma, aquela que poderia levar ao suicídio. http://naocometasuicidio.blogspot.com/2011/03/aborto-e-suicidio-luiz-carlos-formiga.html
Com Chico Xavier aquelas mães acabavam concordando que a morte é apenas uma mudança de estilo de vida. http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col49.10.htm
Investigações sistemáticas passaram a demonstrar que pessoas religiosas não eram sempre neuróticas ou instáveis e que indivíduos com fé religiosa profunda, na realidade pareciam lidar melhor com estresses da vida, recuperar-se mais rapidamente de depressão e apresentar menos ansiedade e outras emoções negativas que as pessoas menos religiosas.
http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/F_autores/FORMIGA_Luiz_tit_Drogas_e_Espiritualidades.htm
O suicídio, ato isolado, não pode ser politicamente blindado e de algum modo repercute no trabalhador. Uma funcionária que escutou o barulho, ao olhar pela janela foi parar no hospital com crise hipertensiva, nos informou o médico João Luiz Clara André do DESSAUDE, que tem, como vocação, a prevenção/promoção da saúde dos trabalhadores da UERJ.
O professor Marcelo Tavares comentou que nossa cultura não foi preparada para lidar com o sofrimento psíquico grave e “relatou o caso específico de um grande shopping de uma capital, onde o suicídio era freqüente. Descreveu o problema, a intervenção arquitetônica realizada e seus efeitos.”
O NEU tem procurado, mesmo que de forma imperfeita, colaborar nessa discussão
http://naocometasuicidio.blogspot.com/2011/02/suicidio-e-loucura-dr-luiz-carlos.html
"UERJ (Rio de Janeiro). De 1989 até 2011 (agosto) foram 11 suicídios.
Estamos trabalhando para mudar esse quadro."

 
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Ramon em 09 de Setembro de 2011, 19:12
Pelo Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

Recebi mais um texto do Professor Luiz Carlos Formiga.
Núcleo Espírita Universitário.
Pequeno mas rico.
Coloco abaixo.

SUICIDIO, ARTE, HANSENÍASE E COMUNICAÇÃO.



(COMO FAZER CONECÇÃO OU MONOGRAFIA EM 15 DIAS)

 

Luiz Carlos D. Formiga

1. Suicídio. Na palestra fiquei perplexo. O gatilho foi acionado, depois de ter dito que hanseníase tinha cura. Uma senhora em choro convulsivo exclamou: “Eu não sabia que hanseníase tinha cura, foi por isso que me suicidei!”

 
http://naocometasuicidio.blogspot.com/2011/02/suicidio-e-loucura-dr-luiz-carlos.html



O preservativo da razão é a serenidade. As idéias materialistas são venenos que excitam ao suicídio. Por isso “não estou nem aí” para os que acham que fundar um Núcleo Espírita Universitário foi idéia elitista.



2. Arte. “O artista, a enfermeira e o Congresso Nacional” é titulo do artigo na Revista Internacional de Espiritismo, junho de 2001. O texto informa que contando com representantes do MORHAN, CONASEMS e Ministério da Saúde, ocorreu no dia 10 de maio de 2001, na  Câmara dos Deputados em Brasília, uma Audiência Pública de Hanseníase. Esteve presente o cantor Ney Matogrosso. Gesto nobre fez o cantor, que nesta hora estava apenas exercendo seu direito de cidadania.

 

http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col49.50.htm



3. Hanseníase. Em 1994, Andréa, espírita, aluna da Escola de Enfermagem da UFRJ me procurou e disse que gostaria de participar de um encontro universitário em Fortaleza. Queria ir, mas levar também alguma contribuição. Perguntei-lhe quanto tempo tínhamos para realizar um projeto.  "Quinze dias", foi a resposta. Diante do inusitado, por não poder realizar trabalho de campo, perguntei "o que ela fazia de meia-noite às seis?" Ela sem se dar por vencida responde: "posso estudar e escrever, professor".



4. Comunicação. Surgiu a monografia que contou com a ajuda do professor doutor Ricardo F. Freitas, da Faculdade de Comunicação Social da UERJ.



http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/ultimahora42.htm



Ela ficou radiante e voltou feliz do 17° Encontro Nacional dos Estudantes de Enfermagem, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará. Julho, 1994. Classificada em 5º lugar entre os quarenta e seis trabalhos apresentados.



Voltemos ao item 1. Suicidio. “Com as taxas de suicídios mantendo curvas ascendentes, continuamos como testemunhas, mas de um tipo muito particular: aquele que se recusa a ver o que ocorre à sua volta…”  Arthur Dapieve. Morreu na contramão: o suicídio como notícia.  Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.. O livro deve ser lido por quem pretende compreender as questões que envolvem a morte voluntária e a forma como a imprensa a noticia,  seja jornalista, estudantes, pesquisador de jornalismo, estudioso do fenômeno da morte voluntária ou qualquer um curioso.



http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a-morte-voluntaria-e-as-formas-de-noticiala



Setembro acolhe o DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO



http://www.aeradoespirito.net/ArtigosLCF/UNIVERSIDADE_E_SUICIDIO_LCF.html



Educar dá trabalho, quebrar preconceitos é muito difícil, mas não podemos desistir. O preconceito racial é tão forte que alguns precisam dizer que ‘é negro, mas possui alma branca’. Poucos podem ver pois depende de mediunidade específica, que é fatalidade evolutiva. Mediunidade sofre forte preconceito, inclusive entre espíritas.



http://aeradoespirito2.sites.uol.com.br/Artigos/EFEITO_INTELIGENTE_LCF.html



Mas, como sofrem as torres gêmeas!



http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/F_autores/formiga_Luiz_umbanda_candomble_torres_gemeas.htm



Ciganos também sofrem, no entanto, na oração de Santa Sara há simbolismo. Expressa a fé do cigano (que é apenas diferente), falando das forças das águas, com seus mistérios, para o homem do povo, pequeno diante dos ventos, das estrelas e da lua cheia. Nela se evoca a proteção diante dos olhos do adversário, ou das adversidades da vida. Com fé, o cigano roga que a Santa ilumine sua casa (mental). Que, com coração iluminado, possa ajudar ao próximo, sem distinção, como o Samaritano na parábola. Roga ainda que consiga ter uma palavra de amor para os que lhe venham pedir socorro.



http://www.forumespirita.net/fe/mensagens-de-animo/ainda-sobre-o-preconceito/



Nenhum preconceito! Aceitação total do outro, no atual estágio evolutivo. Isso é ética da tolerância no Núcleo Espírita Universitário.
_________________
Santa Sara Kali  - O epíteto Kali significa "negra", porque sua tez é escura. Seu culto se liga ao culto das Madonas Negras.
Livro: "Mistérios do Povo Cigano" - Editora Pallas 3ª Edição, 1998 - Rio de Janeiro/RJ





Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: AKINATON em 04 de Novembro de 2011, 22:03
(http://i983.photobucket.com/albums/ae316/stelalecocq/WeAreAllOne.gif)
Na maioria das vezes o suicídio esta relacionado com vários fatores de desequilíbrio da vivencia neste planeta. O espirito que hora encarna por falta de esforço e auto aprimoramento em sua jornada terrena, não aceita sua missão de melhorar se e melhorar a humanidade e acaba por tirar o bem mais precioso que é sua própria vida e a grande oportunidade de aprendizado.
Reconhecer a grandeza da nossa presença nesse planeta é regra de ouro para podermos trilhar o caminho da evolução de forma mais amena e feliz.
Muito grato pela oportunidade.   
Título: Re: [Estudo] O Suicídio
Enviado por: Norizonte da Rosa em 13 de Janeiro de 2012, 12:35
Permitam-me uma opnião simplória.

Acredito que o grau de responsabilidade de um suicida tem a ver com o grau de conhecimento que tenha sobre o que está fazendo e o motivo pelo qual está tomando essa atitude.

Da mesma forma que temos tendência a condenar com mais severidade a atitude de um agente da lei que comete um ato ilícito, também seria lógico que alguém que tenha tido conhecimento sobre o tema e mesmo assim o praticou terá mais responsabilidade pelo ato. Da mesma forma, aquele que tomou essa atitude por estar com as faculdades mentais alteradas por doença deverá ser tratado de forma mais 'benevola', como aliás acontece também no nosso mundo físico: quando alguém que tem as faculdades mentais alteradas e comete um crime, vai normalmente para tratamento e não necessariamente para cumprir pena.