Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Victor Passos em 05 de Janeiro de 2009, 19:33

Título: Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 05 de Janeiro de 2009, 19:33
Autismo na Visão Espírita

(http://www.forumespirita.net/fe/index.php?action=dlattach;topic=11574.0;attach=5625;image)
 “ A vida não evolui por si, nós temos que partilhar para construir mais e melhor, permitindo assim um maior crescimento de todos”cravo


Todos nós somos espíritos em evolução, todos temos objectivos a cumprir aqui nesta passagem por este plano terreno, a Familia  sendo um elo com uma enormidade de aprendizado que nos faz ter encontros e desencontros, pela felicidade dum filho, pelo crescimento duma alma, pela valorização da vida, e educação espiritual, o Pai coloca-nos muitos testes para em oportunidade podermos fazer fluir o nosso amor, duns para com os outros, e o Autismo é um desses encontros ,onde temos como espíritos estar à altura de vencer estas provas que por negligência, ou fragilidade dum pretérito reactivamos por uma indumentária menos própria aos valores da vida e bom senso, este tema não foge à regra e pede-nos muita presença e estudo, porque ao faze-lo estamos a ajudar muitos Pais que necessitam de apoio quer espiritual , quer intelectual e moral, por isso peço a todos companheiros, que tal como até aqui o aproveitemos e o façamos erguer sempre na maior cordialidade de ideias, sempre com o sentido de todos aprendermos .

Topicos para debate:

*O porquê do Preconceito em relação à deficiência?

*Porque nascemos deficientes?

* O que fazer para valorização da Familia no contexto expiatório?

* O que vemos nesta Simbiose Espiritual?

* Reencarnação no âmbito provacional?

*Porque sofremos?

*Terapia para o Autismo?

*O meio e a deficiência, como inserir sem magoar?

*Porque não educação e convenção de Bolonha, qual os préstimos que pode trazer a estes irmãos?

Videos de apoio

http://omundodepeu.blogspot.com/2008/07/video-o-autismo-existe.html
Autismo 1 de 3 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9V1BqaTdXeGR3SlEj)
autismo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9TUpaRHJ3azgzNmsj)
Autismo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9NjFoUUd6ejZDV3cj)

Livros sobre a temática

Loucura e Obsessão de Bezerra de Menezes
Autismo – Hermínio Miranda
Vida Além da Vida de Hellen Wambach

Sites de apoio

http://www.amebrasil.org.br/portal/?q=node/49
http:// www,criancadiferente.blogspot.com/
http: // omundodepeu.blogspot.com/

Casos de exemplo

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=02199


Bibliografia
Livro Dos Espiritos de Allan Kardec
Livro do Evangelho segundo Espiritismo
Livro Na Luz da Reencarnação   Therezinha Oliveira
Livro Destino e Dor de Rino Curti
Livro Espiritismo e Obsessão de Rino Curti



Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: ClaudiaC. em 06 de Janeiro de 2009, 20:54
Oi Victor

Tava com saudade! Fazia tempo que não passava por aqui...é coisa demais na minha pobre cabecinha!  :D
Bom ano novo pra você a para todos aqui.

Vou ler o material indicado, mas gostaria de colocar uma reflexão, o autista é um indivíduo que vive num mundo particular, possui muitas dificuldade de se relacionar com os outros, lembro que na faculdade alguém uma vez disse que é como se vivesse numa redoma.

É com certeza uma prova, pela características do planeta, mas poderiam ser espíritos que reencarnaram compulsoriamente, e que não desejavam estar aqui? Como espíritos endurecidos não desejam se relacionar e se fecham, aguardando o retorno? Perdendo assim, uma oportunidade valiosa.

Vou estudar um pouco o assunto, depois eu vorto!  ;D

 :-*
Claudia
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 06 de Janeiro de 2009, 21:22
OLa Amiga Claudia
Muita paz
   E um bom Ano Para si também....Participe sim pois é muito importante , pois existe muito pouco sobre esta tematica e podemos trazer muito de conhecimento a esta materia...

   
Citar
o autista é um indivíduo que vive num mundo particular, possui muitas dificuldade de se relacionar com os outros, lembro que na faculdade alguém uma vez disse que é como se vivesse numa redoma.

É com certeza uma prova, pela características do planeta, mas poderiam ser espíritos que reencarnaram compulsoriamente, e que não desejavam estar aqui? Como espíritos endurecidos não desejam se relacionar e se fecham, aguardando o retorno? Perdendo assim, uma oportunidade valiosa.

   Só dando um toquezinho para deixar a Amiga fazer as leituras e reforçar a sua entrega ao assunto e sei que vai ser optima, queria dizer à companheira que existem várias formas de autismo, umas mais complexas que outras apesar de não haver um reconhecimento causal inerente ao nivel medico, a doença detem em si muito da evolução espiritual...
     O autista não vive no seu Mundo, mas entre ambos, porque consegue estar preso aos valores espirituais e aos materiais, destes tentando fugir, porém é um dado a considerar como uma prova a nivel compulsorio, mas não podemos deixar de lembrar a existência dos Pais, neste meio envolvente...Mas conforme formos dialogando e estudando vamos concerteza abrir as portas com lucidez de quem quer aprender tal como eu...
    O Autista pode ser tudo e não ser nada em conhecimento, porém é um espirito e todas as debilidades advem do centro das raizes perispirituais...e o seu ego se faz valer pelas tais vivências passadas...
      Espero que tenha percebido..


Muita paz e harmonia
VICTOR PASSOS
   
 
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: rosemvalverde em 06 de Janeiro de 2009, 21:43
E a primeira vez que participo do Fórum Espírita.
Sou professora de Artes e tenho um aluno com sindrome do X frágil e uma aluna com sindrome de Down. Não conheço muito sobre crianças altistas mas tenho uma colega de curso que tem uma irmã altista.
Acho importante este estudo pois não basta conhecer os aspectos clínicos, sinais e sintomas mas precisamos entender como podemos ajudar estas pessoas que enfrentam um desafio nesta vida que só pode ser superado com muito amor e dedicação daqueles que convivem à sua volta, tanto familiares quanto profissionais da educação e saúde.
Estou muito surpresa também com a qualidade de material que vocês tem neste site.

Espero poder trocar experiências com todos e sei que ainda tenho muito a aprender.
 ;D  Rose Valverde- JF
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Tolomei em 06 de Janeiro de 2009, 21:47
acabo de ler um livro muito interessante sobre o assunto : Autistas do Além , psicografado por Nelson Moraes , pelo Espírito Eduardo - Editora Petit - ISBN 85-7253-024-x  ,3a edição 1995.

Vou digitar o trecho que me chamou muita atenção, comentado por dois socorristas espirituais desencarnados que estão estudando o socorro a um irmão recem desencarnado  :

página 52

" - Quais são as possibilidades de trazermos Raul novamente à razão ?
- Considerando os recursos de que dispomos em nosso plano, são muitas as possibilidades. O pouco que conheci na Terra a respeito do Autismo, ao qual vim familiarizar-me somente aqui em nosso plano, sei que poucos são os sucessos alcançados entre os encarnados.
- Qual a razão desse insucesso ?
- O Autismo é um estado de alma, é uma posição mental em que se coloca o espírito encarnado ou desencarnado. Não se trata de uma deficiência orgânica, isso tem sido demonstrado nos testes e exames feitos pelos estudiosos do assunto, não se iguala a um excepcional comum, cuja encarnaçãoestá sujeita às limitações de um cérebro lesado ou deficiente. Geralmente o Autista encarnado apresenta-se numa organização física que corresponde à normalidade dos reflexos e sentidos, apenas pela posição mental em que se encontra rejeita usar tais recursos. O insucesso que experimentam os colegas encarnados deve-se à falta do conhecimento das causas que levam um espírito a assumir tal atitude. Enquanto a mente acadêmica não se voltar seriamente às pesquisas no campo do espírito eterno, a fim de remontar às causas legítimas que envolvem a mente humana em problemas diversos, incluindo-se o do Autismo, dificilmente encontrará soluções adequadas. Em nosso plano, porém, o quadro de soluções se altera profundamente, pois dispomos do conhecimento da causa. Basta
reconstituir um clima emocional ao qual o paciente se identifica, oferecendo-lhe uma compensação à altura dos valores em que se viu lesado, para que se sinta novamente atraído ao mundo do qual se ausentou mergulhando em si mesmo. Geralmente o Autista é um espírito fraco de vontade que se viu lesado nos sentimentos; julgando-se impotente para reaver ou reconquistar tais valores, retrai-se para dentro de si mesmo, abdicando da razão para sustentar-se do emotivo que, embora sem manifestações exteriores, continua ativo, quardando uma sensação de gozo ou sofrimento. Por isso mesmo, torna-se difícil alcança-lo pelos caminhos da razão, somente através do emocional poderemos auxiliá-lo, resgatando-o dessa situação. "


a história segue relatando um jovem que obsedia a mãe ou o inverso pois a mãe não se conforma com a morte do jovem, quase tenta o suicidio , mas a intervenção espiritual desperta a mãe para cuidar da segunda filha que adoece derrepente. conseguem deslocar o jovem desencarnado autista para ser tratado no plano espiritual depois de um sufoco pois ele era atraído magneticamente para seu quarto antigo e grudava na mãe... uma namorada antiga do jovem , que se encontra encarnada,  é utilizada para despertar ele,  e  acaba aceitando-o como filho em um casamento que se concretiza para beneficio e resgate de todos. Muito boa a história e muito lógica com a doutrina dos espíritos!

Abraços a todos !
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Taprobana em 06 de Janeiro de 2009, 22:35
Olá amigos!

O autismo não é comprovadamente uma doença. O autismo até que a ciência possa apontar o contrário é uma forma diferente de viver. Não é necessário tentar encontrar uma cura, porque simplesmente ela não existe, pois a causa dos efeitos provocados aparentemente advém da própria individualidade.

Portanto, o autista deve ser respeitado dentro do universo que caracteriza cada um desses nossos irmãos, entre eles tão diferentes que impossibilita sequer uma tentativa de caracterização tipológica. 

Eventualmente, poderemos especular acerca dos motivos que provocam este tipo de manifestação corporal proveniente deste espírito para nós pouco comum…

No entanto penso que não devemos ter esse direito. O respeito pela individualidade de cada um desses nossos irmãos, é o princípio básico pelo qual deverá ser regida toda uma conduta.

Se eventualmente ocorrer um erro de facto nesta minha apreciação pessoal, peço desde já desculpa ao fórum e estou completamente disponível para rectificar esta posição.

Um abraço amigos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: ClaudiaC. em 06 de Janeiro de 2009, 23:09
Taprobana



O autismo não é comprovadamente uma doença. O autismo até que a ciência possa...


O CID-10, que é Classificação Internacional de Doenças, fala do Transtorno Autista como um transtorno global do desenvolvimento, caracterizado um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e apresentando uma perturbação característica das interações sociais, comunicação e comportamento.

Logo o autismo é sim classificado como uma doença.

Especular acerca dos motivos, razões ou causas é o primeiro passo para tentar compreender. Esta especulação não tem a intenção de denegrir, mas de compreender.

Bjs
Claudia
Em estudo  ;)
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Taprobana em 06 de Janeiro de 2009, 23:42
Olá Claudia!

Penso que se quisermos aceitar que um sindroma, um conjunto de sintomas, pode ser considerado doença e se assim diz a classificação internacional de doenças, estamos perante uma questão de linguagem com interesse meramente apreciativo, portanto sem significado em termos de análise.

No entanto, as causas desses sintomas não estão determinadas e aparentemente nada de anormal sob o ponto de vista clínico se passa com um autista para além da observação de um comportamento anormal dentro dos parâmetros que por aqui estão estabelecidos.

Para além disso, são “classificados” como autistas, indivíduos que apresentam sintomatologias muito diversificadas, não sendo aparentemente possível inclusive encontrar uma forma de caracterização perfeitamente comum a cada um deles.

Pode acontecer, essa hipótese está em aberto, que sendo possível encontrar causas orgânicas que justifiquem essa tipologia de comportamento, não sejam de todo comum a todos aqueles que de momento estão conotados a este adjectivo qualificativo.

Neste momento, de forma objectiva, o que se observa, é que cada um desses nossos irmãos necessitam de compreensão para que seja possível a sua melhor integração dentro do mundo em que habitam, tendo então a consciência das dificuldades extremas que este tipo de atitude pode ter para que os acompanha, em alguns dos casos mais atípicos.

Eu sei que sim, amiga Cláudia. A intenção é compreender e não denegrir. A minha chamada de atenção, vai no sentido de reforçar a ideia, que acima de tudo, esses nossos irmãos carecem de compreensão.

Um abraço, amigos.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Adalberto Corveloni em 07 de Janeiro de 2009, 00:27
Boa noite a todos é a primeira vez que participo de estudos no forum e agradeço desde ja a atenção dos irmãos.


No passado, alguns pesquisadores imaginaram uma mãe negligente, fria o bastante para comprometer o desenvolvimento de seu filho, como causa do autismo. Mas esta é uma conclusão preconceituosa e até ofensiva aos pais.
Felizmente as evidências afastam essa hipótese: "Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença", afirma a Autism Society of América - ASA".

A ciência não descobriu a causa do autismo, e até hoje não há um tratamento que alcance a cura. O escritor Hermínio Miranda fez uma pesquisa profunda e dedicada sobre o assunto que se tornou um grande sucesso editorial, "Autismo - uma leitura espiritual". Na Bienal do Livro de 2000, em São Paulo, SP, Hermínio foi surpreendido por dezenas de crianças e adultos entusiasmados envolvendo-o carinhosamente.
Era um grupo de autistas com seus pais, consolados e esclarecidos pela leitura do livro, prestando ao autor uma comovente e merecida homenagem. Nessa obra, cuja leitura recomendamos, Hermínio diz: "O autismo continua sendo um desafio, um enigma, uma esfinge. De minha parte, estou convencido de que alguns dos seus aspectos nucleares somente se abrirão ao nosso entendimento a partir da introdução da realidade espiritual no modelo com o qual abordamos".
Segundo o pesquisador, a causa seria "um sentimento de culpa não resolvido, suscitado por um desvio de comportamento", ocorrido em vidas passadas. Contudo, o autismo não é um castigo, mas um instrumento de aprendizado, de "ajuste da consciência ética fustigada pelo arrependimento ou remorso e desejosa de se pacificar", conforme explicou Hermínio, no livro.
A ciência não fará progressos apenas esmiuçando o cérebro célula a célula. O materialismo é um véu posto entre a realidade e os olhos dos ciestistas. Finalizamos com as lúcidas palavras de Hermínio: "Estou convencido de que avanços mais significativos na melhor definição da etiologia do autismo continuem na dependência da aceitação do ser humano com entidade espiritual preexistente, sobrevivente e reencarnante.
Essa realidade precisa ser aceita em bloco, sem mutilações.
Editorial - R.C.E.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: ClaudiaC. em 07 de Janeiro de 2009, 00:45
Amigo Taprobana

Não repara neste meu jeito doido,  :D mas tenho aprendido que se guardar um pensamento ou idéia, principalmente num momento de estudo, esta idéia pode estar equivocada e eu terei perdido a oportunidade de perceber e aprender. Eu brinco que tenho alma de cientista  :D, e também dizem que é minha primeira encarnação   ;D.

Bom voltando ao estudo, fui buscar o conceito de doença...

"Doença (do latim dolentia, padecimento) é o estado resultante da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecções, inflamações, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo. O dano patológico pode ser estrutural ou funcional. "

"Homeostase (ou Homeostasia) é a propriedade de um sistema aberto, seres vivos especialmente, de regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável, mediante múltiplos ajustes de equilíbrio dinâmico controlados por mecanismos de regulação interrelacionados."
Wikipédia

Assim, mesmo constando no CID-10, concordo com seu posicionamento e poderíamos chamar de enfermidade? Há um dano do organismo, mesmo que seja funcional? Estou lendo o material, mas me arriscaria a dizer que não. Pois como você mesmo afirma não há nenhuma função do organismo comprometida.

Bjs
Claudia
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Adalberto Corveloni em 07 de Janeiro de 2009, 01:06
boa noite minha querida irmã Claudia concordo com você.
Achei um texto muito bom leia com calma.

AUTISMO: UMA QUESTÃO DE ECTOPLASMA?
O Médico Espírita desperta nas pessoas uma esperança de que pode solucionar as mais difíceis patologias da medicina, e talvez tenham razão. Quando nós, médicos espíritas, exercitamos com mais consciência e fé a nossa mediunidade intuitiva, ou seja, aprendemos a permanecer conectados, através da expansão de consciência, com o indispensável mundo paralelo onde as equipes espirituais, nossos mestres, nos ensinam ou nos querem ensinar como desvendar os mistérios ou dificuldades da medicina e de todas as ciências do Planeta.

Foi através do exercício ou expansão da consciência, através da sensibilidade dos médiuns de nosso grupo de estudo, é que tivemos êxito com o caso do menor Rafael, um autista, filho de mãe desquitada, pobre, que sobrevive de lavados domésticos; o qual após peregrinar por vários consultórios médicos e instituições psiquiátricas, chegou ao nosso atendimento fraterno, às quintas-feiras no Centro Espírita Lar de Jesus, já com diagnóstico médico de Autismo, mostrando total desligamento da realidade cognitiva, olhar distante, balbuciando ocasionalmente alguns ruídos, entendidos com grande dificuldade por sua mãe.
Rafael chegou ao nosso atendimento com dez anos de idade e sua mãe dona Maria de Jesus, desesperançada quanto à saúde mental de seu filho. Nós a encorajamos a ter fé, acreditatando no amparo divino através das equipes espirituais que assistem a todo o Planeta dirigido pelo nosso mestre Jesus. Daí então, nós encaminhamos o garoto para tratamento de desobsessão, já que, além de Autista, a percepção de vibrações de baixa frequência era evidente.

Na cabine de passe, aplicamos durante seis meses, uma vez por semana, às quintas-feiras, deitado em uma maca, o que chamamos de Realinhamento de Chacras ou técnica das polaridades, usada em nossa clínica particular Núcleo de Terapia Transpessoal.

Vou citar um caso que ocorreu na clínica, para explicar porque usamos a técnica de Realinhamento de Chacras em Rafael. Certa vez, uma paciente entrou em nosso consultório com forte crise de cefaléia crônica, a qual usava há quatro anos potentes analgésicos e antidepressivos, medicados pela clínica psiquiátrica, mostrando no seu rosto profundo e doloroso sofrimento. Foi levada por mim a deitar-se no divã, onde fiz a pergunta: como a dor de cabeça naquele momento era representada?
A paciente logo entrou em regressão, vivenciando uma cena de tortura em que sua cabeça era comprimida por uma prensa em forma de arco, em torno de sua cabeça, vindo a desencarnar por esmagamento do crânio, causa de sua dor de cabeça. No término da sessão, a dor de cabeça tinha desaparecido, mostrando ela agora a face descontraída e feliz. Quando pedi para a paciente levantar-se e ir ao encontro de seu esposo, que a aguardava na sala de espera, a paciente de pé, próxima ao divã, parou e me disse: "Doutor, não consigo sair deste lugar".
Eu insisti, mas a mesma repetiu que não conseguia andar, eu então pensei: "e agora! O marido esperando lá fora..." Foi então que mais uma vez, fora as outras centenas de vezes, o telefone espiritual, através de nossa mediunidade intuitiva, alertou-me que aquela paciente acabara de incorporar, conectar com uma entidade, sendo também uma médium consciente. Aliviei os músculos, a tensão, e mais facilmente veio o intercâmbio, me trazendo uma nova solução para aquela situação sem precisar doutrinar a entidade, já que aquela senhora não era espírita, e parecia assustada.

O recém-chegado colega Cícero Vasques, da sala ao lado, que trabalha com Massoterapia, Reiki, Realinhamento de Chacras, e sabendo eu que entidades errantes se conectam através do Chacra Esplênico, fez-me lembrar que um realinhamento desconectaria a entidade do médium, e foi então que pela primeira vez e com a ajuda do prof. Cícero Vasques, o qual, solicitado por mim, aplicou o realinhamento, obtivemos êxito imediato, após o último movimento da técnica.
Voltou a paciente de súbito à sua consciência de vigília, resolvendo assim esse novo desafio. Em seguida, agradecemos a assistência espiritual. Passamos então, a partir desse dia, a aplicar nos pacientes ditos pré-psicóticos ou incorporados a técnica do Realinhamento de Chacras, para desconectar o agente teta que, através da elevação da frequência vibratória do paciente, por um melhor fluir da energia vital, facilitando a abertura de seus Chacras, mantêm a entidade desconectada pelo menos por 48 horas, enquanto se faz uma outra abordagem terapêutica.

Voltando ao caso de Rafael, foi essa técnica que aplicamos com a intenção de ajudá-lo a retornar ao seu próprio corpo físico, já que o autista mantém-se dissociado de seu corpo por escassez de ectoplasma, informação essa passada a nós em reunião mediúnica por equipe científica do plano espiritual, que nos orientou desde o início do tratamento a manter o Realinhamento dos Chacras em Rafael, mas com a participação principalmente de médiuns de efeito físico ou de sustentação de nossa equipe de desobsessão, com a finalidade de doar o ectoplasma necessário ao acoplamento total de Rafael ao seu corpo físico, o qual, a cada das sessões seguintes, mostrava-se centrado mais no presente, passando então a falar e procurar pelas pessoas do atendimento fraterno.

Já está com um ano que Rafael entrou numa escola especial, já sabe ler, o que aprendeu a fazer sozinho, e também já escreve com boa caligrafia, e já se compreende o que ele fala e seus desenhos expressam com clareza seu pensamento, mostrando grande inteligência, principalmente através de seus desenhos arquitetônicos de fachadas de edifícios.

Na impossibilidade de ir à escola por dificuldade de transporte, Rafael se aborrece e se agita desesperadamente. Ele gosta de ir a escola porque é lá que ele tem aprendido a desenvolver boa comunicação e relacionamento interpessoal. Já estamos com o segundo caso de Autismo, há um mês e meio e com seis sessões de desobsessão e realinhamento, observamos excelente resultado no garoto. Sua mãe, senhora esclarecida e de nível superior, também já nos falou da visível melhora com esse tratamento, após ter andado por várias capitais e instituições do País, sem resultado evidente.
O seu depoimento é que o filho G..., nunca, em lugar algum, teve um avanço expressivo, como com essa abordagem terapêutica, feita por um grupo de sensitivos encarnados e desencarnados. A sua maior alegria, nesses últimos dias, foi o fato de seu filho ter falado pela primeira vez formando frases, o que não acontecia antes, pois era monossilábico, o que dificultava a sua comunicação, levando-o a chorar com frequência quando queria ser entendido e não conseguia.

Portanto, fica aqui o nosso estímulo para que continuemos exercitando a conexão com nossos irmãos sábios e bondosos que nos assistem e torcem pelo nosso sucesso.

Fiquem na luz de Jesus
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: EDINEA em 07 de Janeiro de 2009, 01:13
Amigos,
Sou nova aqui, estando de passagem.
Se o procedimento não for este, por favor orientem-me.
Trouxe uma pergunta para que alguém do grupo possa me esclarecer:
O Autismo é uma doença ( disfunção no sentido orgânico) ou uma desconexão do espírito com o corpo?
[/color]

Carinho,
Edinéa
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: wcandy em 07 de Janeiro de 2009, 01:22
Olá irmãos em Jesus.  É a primeira vez que tenho a satisfação de participar de um debate, ainda mais deste teor.  Acredito que teremos muito mais para falar de nós do que destes  que chamamos de "autistas". Vou me inteirar do material sugerido e voltarei a me explicar melhor e, ecredito, temos muito a aprender com eles.
Um abraço fraternal.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Mateus em 07 de Janeiro de 2009, 01:23
 Olá a todos

 No mínino todos os seres que estão encarnados, estão todos ligados e assim somos todos irmãos filhos do mesmo Pai Deus.
 Sabemos que estamos, neste planeta para aprendermos, para evoluirmos, todos:
 Quer os pais dos autistas, família mais directa, os educadores, os letrados e não letrados, todos, nós encarnados, nos encontramos por aqui para levantar, dissolver, transmutar, as nossas acções menos boas, que todos nós em passados realizamos, assim, de simples lógica, somos todos, de certo modo, intervenientes e assim originarios, directa ou indirectamente,nas formas, comportamentos, atitudes de pelo menos todos, os seres que se nos mostram e que somos, inclusive os seres que se apresemtam, denominados, por autistas, palavra terrena.
 Assim, amigos, irmãos, creio que com um pouco mais de paciência, para nos predispormos, e pensarmos, sobre este tema, os , nossos irmãos autistas.
 Sendo eles irmãos dos irmãos deles são, mas são mesmo nossos irmãos.
  Confiantes, na miserricórdia do Pai, as suas divinas, se afirmam, sendo que cada um, na vivência dessas mesmas leis,é que decide, consciente ou inconscientes,, o aspecto exterior, em que se mostra e vive.
  O desafio, para o entendimentos sobre os nossos também queridos irmãos autistas, é, generosidade, do Pai, para connosco, e por agora, e muito importante para as famílias encarnadass dos seres autistas, da minha vontade, desejo-lhes, serenidade, paciência nem que seja só aparente, e se necessário um levantar de cabéça, como quem pede a Deus, a Jesus, aas mínimas quantidades de Amor, fraternal, Amor incondicional, para os momentos, de falso abandono, de forcas, para nesse momento, seja ele qual for, pois serão muitos mas sempre um de cada vez.

  Sabemos distribuir o Amor, temos não obrigação, de não faze-lo, mas Vive-lo ele o AMOR.

  Paz e Amor para todos nós

  Mateus
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Adalberto Corveloni em 07 de Janeiro de 2009, 01:42
Irmã Edinea não acredito que seja doença é um tema novo para minha pessoa.
por isso tive interesse pelo tema. tenho um casal de amigos que tem um filho com este tema e levam uma vida normal ele se relaciona muito bem com todos .
vou postar outro texto que achei interessante leia com atenção.
Beijos fraternos.

As causas deste transtorno de desenvolvimento ainda não foram descobertas

Facilmente confundido com deficiência mental, o autismo é um transtorno do desenvolvimento que geralmente está associado a outras deficiências. As causas ainda não foram descobertas, mas, ao contrário do que se imagina, é possível evitá-lo. Abaixo, destacamos alguns dos principais aspectos que envolvem o tema. Confira.

O que é
A palavra "autismo", atualmente pode ser associada a diversas síndromes, o que aumenta a possibilidade do autista ser considerado portador de deficiência mental. É, na verdade, um transtorno do desenvolvimento e quem o possui apresenta, em muitos quadros, quociente de inteligência (QI) abaixo da média. É um transtorno sem fronteiras geográficas e sociais, ou seja, ocorre no mundo inteiro e em todas as classes sociais e econômicas.

Causa
Embora haja grupos de estudos e pesquisas no mundo inteiro, ainda não foi detectada a causa do autismo.

Como reconhecer
Os sintomas variam amplamente e manifestam-se de diversas formas, variando do mais leve ao mais alto comprometimento. Em cooperação internacional, os especialistas concordaram em usar alguns critérios de comportamento para diagnosticar o autismo. Atualmente há duas publicações que descrevem os sintomas que levam ao diagnóstico da pessoa autista. Uma é o Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais (DSM-IV), da Associação Psiquiátrica Americana ; e a outra é a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), publicada pela Organização Mundial de Saúde.

Conheça como se manifesta o autismo:
Marcante lesão na interação social, manifestada por:

- Diminuição no uso de comportamentos não-verbais como contato ocular (evita olhar nos olhos do interlocutor), expressão facial, postura corporal e gestos para interagir socialmente.
- Dificuldade em desenvolver relações de companheirismo apropriadas.
- Ausência de procura espontânea em dividir satisfações, interesses ou realizações com outras pessoas.
- Falta de reciprocidade social ou emocional (indiferença).
Marcante lesão na comunicação, manifestada por:
- Atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral, sem ocorrência de tentativas espontâneas de compensação através de modos alternativos de comunicação, como gestos ou mímicas.
- Em pessoas com fala normal, diminuição da habilidade de iniciar ou manter uma conversa com outras pessoas.
- Ausência de ações variadas de imitação social apropriadas para o nível de desenvolvimento.
- Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, manifestados por:
- Obsessão por atitudes ou objetos específicos.
- Fidelidade aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos.
- Hábitos motores repetitivos, por exemplo, agitação ou torção das mãos ou dedos e repetidos movimentos corporais.


Outras formas de reconhecer o autismo:


- Resistência ao aprendizado - Ausência de noção de perigo - Indicação de necessidades com gestos - Resistência ao contato físico e a afetividade - Hiperatividade física - Comptamentos agressivo e destrutivo
Atenção: Esses sintomas individuais não configuram o autismo. A combinação de vários é que pode levar ao seu diagnóstico. Um especialista deve sempre ser consultado para orientação e esclarecimento.

Tratamento
Não há cura para o autismo. A pessoa autista pode ser tratada e desenvolver suas habilidades de uma forma mais intensiva do que outra pessoa que não apresente o mesmo quadro e, então, assemelhar-se muito a essa pessoa em alguns aspectos de seu comportamento. Porém, sempre existirá dificuldade nas áreas atingidas pelo autismo, como comunicação e interação social.
O autista pode desenvolver comunicação verbal, integração social, alfabetização e outras habilidades, dependendo de seu grau de comprometimento e da intensidade e adequação do tratamento que, em geral, é realizado por equipe multidisciplinar nas áreas de Fonoaudiologia, Psicologia, Educação Física, Musicoterapia, Psicopedagogia e outras.

AMA: esforço pela integração do autista

Há, no Brasil, várias entidades que se preocupam com a causa do autista. A mais conhecida e pioneira é a Associação de Amigos do Autista (AMA), criada em 1983 por pais de pessoas com autismo.

A AMA utiliza o Método Treatment and Education for Autistic and Related Communication Handicapped Children (Teacch). A coordenadora pedagógica da AMA, Marli Bonamimi Marques, afirma que esse método visa revelar o potencial, habilidades, interesses e áreas de comprometimento do autista. A partir disso, é desenvolvido ensino individualizado construído sobre os pontos fortes, buscando alcançar vida digna e independente.

A AMA atende atualmente a 43 crianças e adolescentes. A construção de um centro de reabilitação foi iniciada em agosto deste ano. A entidade espera oferecer 96 novas vagas, no início do ano 2000. Conta atualmente com 450 associados, além da solidariedade de artistas como Antônio Fagundes, que não possui filho autista, mas sempre se disponibiliza gratuitamente para apoiar a entidade. Mais informações sobre a AMA podem ser obtidas pelos telefones (11) 3272.8822 e 270.2363.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: TerezaLima em 07 de Janeiro de 2009, 01:44
 :-X Olá ,sou nova aqui e quero dizer que gostei muito dos assuntos aqui levantados!Bom 2009 e bom estudo!!
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: EDINEA em 07 de Janeiro de 2009, 01:51
Mateus,
Muito bela e boa noite!
Você entende que o autista tem uma disfunção orgânica ou está com um deslocamento do corpo com o espírito.
Gostaria de entender esta questão.
Carinhoi,
Edinéa
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: EDINEA em 07 de Janeiro de 2009, 01:59
Adalberto,
Interessante o material que você trouxe para leitura.
Agradeço-lhe.
Ainda não li tudo porque os olhos estão ardendo de sono.
Amanhã lerei com calma e atenção e exponho a minha opinião.
Agradeço-lhe,
Edinéa(http://)
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: hcancela em 07 de Janeiro de 2009, 10:17
Olá amigos(as)

Não irei falar de nenhum  caso especifico de dor, especialmente d/este (autismo),porque todos sem excepções ,somos doentes por vezes de dificil resolução;mas :relembro que todos nós de uma forma ou de outra sofremos ,fruto do nosso pensamento dequilibrado,e, somos tantos os deficientes psicológicos,que bem poderiamos fazer um hospital psiquiatra,do tamanho da terra!
UMA PEQUENA COLABORAÇÃO:
A reencanação para muitos espiritos é um processo doloroso.Quando vemos pessoas trabalhando sinceramente empenhadas na sua educação,são espiritos que reencarnam com a missão do resgate...A gente costuma dizer que se trata de espiritos missionários-estão na missão de quitar os dévitos!
...O Umbral é a erratecidade,mencionada por ALLAN KARDEC.Os espiritos sofredores,errantes que não conseguem ascender ás regiões superiores,permanecem na expectativa de um novo corpo....Há o espirito que reencarna de qualquer jeito:não dá para escolher familia,raça ou sexo...

SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Georgi em 07 de Janeiro de 2009, 11:23
Não sei se estou fugindo do assunto, porém encontrei, esta materia fonte B B C Brasil.

Cientistas da Universidade do Texas criaram um rato `autista´ ao retirar um gene de regiões específicas do cérebro do animal.

Os pesquisadores observaram que os ratos apresentaram comportamentos comuns em pessoas autistas, como dificuldade de interação social e alta sensibilidade.

Segundo os especialistas, o estudo, publicado na revista Neuron, pode levar a um melhor entendimento das causas do autismo.

O pesquisador britânico Simon Baron-Cohen, da Universidade de Cambridge, enfatizou, no entanto, que os resultados do estudo são interessantes, mas ainda é cedo para se chegar a qualquer conclusão em relação ao autismo em humanos.

De acordo com Cohen, o estudo tem relevância na compreensão do autismo, mas comportamentos sociais anormais em ratos podem ser causados por fatores diferentes dos que afetam humanos.

«Esse estudo aumenta nossa compreensão de como genes presentes no cérebro podem ter funções específicas relativas à neuroanatomia e ao comportamento», disse o pesquisador.

Gene Pten

O autismo afeta a maneira como uma pessoa se comunica e interage com os que estão à sua volta. Cerca de 90 em cada 10 mil pessoas sofrem da condição. Os distúrbios tendem a emergir na infância e são mais comuns em meninos.

A equipe da Universidade do Texas estudou ratos que tiveram o gene Pten retirado de células nervosas do seu córtex cerebral e do seu hipocampo.

O Pten está associado ao autismo, já que alguns autistas apresentam mutações no gene. Ele também é conhecido por suprimir o câncer. O córtex cerebral e o hipocampo estão associados ao aprendizado e à memória.

Os ratos geneticamente modificados apresentaram comportamentos anormais quando comparados a outros ratos.

Eles eram menos sociáveis e demonstravam menor curiosidade quando ratos estranhos entravam na gaiola.

Quando expostos a objetos inanimados e a outros ratos, os animais que não tinham o gene Pten demonstravam mais interesse pelo objeto, um comportamento observado também em crianças autistas, que preferem brinquedos a pessoas.

Outras anomalias eram maior sensibilidade a estímulos estressantes como barulho alto e contato com humanos.

Os ratos que sofreram modificações genéticas também estavam menos inclinados a construir ninhos e cuidar de seus bebês.

Pista

O diretor do grupo responsável pela pesquisa, Luis Parada, disse que os pesquisadores ficaram entusiasmados com o resultado.

Segundo Parada, como o gene foi retirado de regiões específicas do cérebro, o estudo permite que os cientistas identifiquem pelo menos uma localização anatômica associada à anomalia.

O cientista diz que, em condições sobre as quais se sabe tão pouco, qualquer pista é muito importante.

No entanto, um artigo publicado na mesma revista pelos pesquisadores Anthony Wynshaw-Boris e Joy Greer, da Universidade da Califórnia, alerta para o fato de que há outros comportamentos vistos em pessoas autistas que não foram apresentados pelos ratos (por exemplo, comportamentos repetitivos).
Muita luz a todos.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Atma em 07 de Janeiro de 2009, 11:44
 Angel Rivière
 
O QUE NOS PEDIRIA UM AUTISTA?

   1 - Ajuda-me a compreender. Organize o meu mundo, facilite, antecipando o que vai acontecer. Me dê ordem, estrutura e não confusão.

   2 - Não te angusties comigo, porque me angustio. Respeite o meu ritmo. Sempre poderás relacionar-te comigo, se compreenderes as minhas necessidades e o meu modo especial de entender a realidade. Não te deprimas, o normal é que eu avance e me desenvolva cada vez mais.

   3 - Não me fale muito, nem depressa. As palavras são “ar” que não pesa para ti, porém podem ser uma carga muito pesada para mim. Muitas vezes, não são as melhores maneiras de te relacionar comigo.

   4 - Como outras crianças e os outros adultos, necessito de compartilhar o prazer e o gosto de fazer bem as coisas, ainda que não o consiga sempre. Faz-me saber, de algum modo, quando faço as coisas certas e ajuda-me a fazê-las sem erros. Quando tenho muitas falhas, acontece-me o mesmo que a ti: irrito-me e acabo por recusar-me fazer as coisas.

   5 - Necessito de mais ordens do que tu, mais previsibilidade no meio, que tu requeres. Teremos que negociar os meus rituais para convivermos.

   6 - Torna-se difícil compreender o sentido de muitas das coisas que me pedem que faça. Ajuda-me a entendê-lo. Trata de me pedir coisas que podem ter um sentido concreto e decifrável para mim. Não permitas que me aborreça ou permaneça inativo.

   7 - Não me invadas excessivamente. Às vezes, as pessoas são muito imprevisíveis, barulhentas e estimulantes. Respeita as distâncias que necessito, porém sem me deixares sozinho.

   8 - O que faço não é contra ti. Quando fico bravo ou me agrido, se destruo algo ou me movimento em excesso, quando me é difícil atender ou fazer o que me pedes, não o faço para te magoar. Já que tenho um problema de intenções, não me atribuas más intenções!

   9 - O meu desenvolvimento não é absurdo, ainda que não seja fácil de entender. Tem a sua própria lógica e muitas das condutas que chamas “alteradas” são formas de enfrentar o mundo a partir da minha forma especial de ser e de perceber. Faz um esforço para me compreender.

   10 - As outras pessoas são demasiadamente complicadas. Meu mundo não é complexo e fechado, mas sim simples. Ainda que te pareça estranho o que te digo, o meu mundo é tão aberto, tão sem dissimulações nem mentiras, tão ingenuamente exposto aos demais, que se torna difícil penetrar nele. Não vivo numa “fortaleza vazia”, mas sim numa planície tão aberta que pode parecer inacessível. Tenho muito menos complicações do que as pessoas que são consideradas normais.

   11 - Não me peças sempre as mesmas coisas nem me exijas as mesmas rotinas. Não tens de te fazer autista para me ajudares. O autista sou eu, não tu!

   12 - Não sou só autista, também sou uma criança, um adolescente ou um adulto. Compartilho muitas coisas das crianças, adolescentes e adultos como os que chamas de “normais”. Gosto de jogar e divertir-me, quero os meus pais e pessoas que me cercam, me sinto satisfeito quando faço as coisas certas. Vale mais o que compartilhamos do que a distância que nos separa.

   13 - Vale a pena viver comigo. Posso dar-te tantas satisfações como as outras pessoas, ainda que não sejam as mesmas. Pode chegar um momento na tua sua vida em que eu, que sou autista, seja a tua maior e melhor companhia.

   14 - Não me agridas quimicamente. Se te disseram que tenho de tomar medicamentos, procura que a medicação seja periodicamente revista por um especialista.

   15 - Nem os meus pais nem eu temos culpa do que acontece comigo. Tão pouco a tem os profissionais que me ajudam. Não serve de nada que se culpem uns aos outros. Às vezes, as minhas reações e condutas podem ser difíceis de compreender ou de enfrentar, mas não é por culpa de nada. A idéia de “culpa” não produz mais do que sofrimento em relação ao meu problema.

   16 - Não me peças constantemente coisas acima do que eu sou capaz de fazer. Porém, pede-me o que posso fazer. Dá-me ajuda para ser autônomo, para compreender melhor, porém não me dê ajuda demais.

   17 - Não tens que mudar completamente a tua vida pelo fato de viveres com uma pessoa autista. A mim não me serve de nada que tu estejas mal, que te feches e te deprimas. Necessito de estabilidade e bem-estar emocional em meu redor para estar melhor. Pensa que o teu parceiro tão pouco tem culpa do que acontece comigo.

   18 - Ajuda-me com naturalidade, sem convertê-la numa obsessão. Para me poderes ajudar, tens de ter os teus momentos em que descansas ou em que te dedicas às tuas próprias atividades. Aproxima-te de mim, não te afastes, mas não te sintas como submetido a um peso insuportável. Na minha vida, tive momentos ruins, mas posso ficar cada vez melhor.

   19 - Aceita-me como sou. Não condiciones o teu desejo a que eu deixe de ser autista. Seja otimista sem fazer “novelas”. A minha situação normalmente melhora, ainda que por hora não tenha cura.

   20 - Ainda que seja difícil para eu comunicar ou não compreender as sutilezas sociais, tenho inclusive algumas vantagens em comparação aos que se dizem “normais”. É difícil comunicar-me, porém não consigo enganar. Não compreendo as sutilezas sociais, porém tão pouco participo das duplas intenções ou dos sentimentos perigosos tão freqüentes na vida social. Minha vida pode ser satisfatória se for simples, ordenada e tranqüila. Se não me pede constantemente e somente aquilo que é difícil para mim. Ser autista é um modo de ser, ainda que não seja o normal. Minha vida como autista pode ser tão feliz e satisfatória como a tua “normal”. Nessas vidas, podemos encontrar-nos e compartilhar muitas experiências.

 
 
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Atma em 07 de Janeiro de 2009, 11:52
Sinclair.

“Eu construí uma ponte
Além de nenhum lugar, através do nada
E queria que existisse algo no outro lado
Eu construí uma ponte
Além da neblina, através da escuridão
E desejei que estivesse luz no outro lado.

Eu construí uma ponte
Além do desespero, através da desconsideração
E sabia que poderia ter esperança no outro lado.

Eu construí uma ponte
Além da falta de ajuda, através do caos
E acreditei que poderia existir força do outro lado.

Eu construí uma ponte
Além do inferno, através do terror
E era uma boa, forte e bonita ponte.

E era uma ponte que eu construí
Com apenas minhas mão por ferramentas
Minha obstinação como suporte
Minha fé como medida e meu sangue como pregos.

Eu construí uma ponte
E a atravessei, mas não havia ninguém
Para me encontrar do outro lado”.

 

   “Ser autista não significa não ser humano. Significa ser estranho. Significa que o que é normal para outras pessoas não é normal para mim, e o que é normal para mim não é normal para outros. De alguma forma eu estou terrivelmente mal equipado para sobreviver neste mundo, como um extra-terrestre abandonado sem um manual de instruções.

   Meu corpo é perfeito. Minha personalidade não está afetada. Sinto grande valor e significado na vida e não anseio em ser diferente do que sou.

   Concedam-me a dignidade de me encontrar segundo meus próprios termos, reconheçam que somos diferentes e que o meu modo de ser não é apenas uma versão defeituosa do de vocês. Reavaliem suas posições. Definam seus termos. Trabalhem comigo na construção de pontes entre nós”.
 

 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Girassol em 07 de Janeiro de 2009, 12:23
Na verdade.....ser autista na minha opinião é ser  perfeito na condição de observador, no requisito de reajuste consigo mesmo......na posição reconfortante de plenitude máxima do criador para com a criatura......condição de perdão mais sabia que eu pude ter conhecimento nesses meus 44 anos, tenho amigos autistas ....eles sõ realmente sabios........mais do que podemos imaginar..........O Universo dele não conspira mais inspira amor e sabedria de aprender sem ofender, pelo menos nessa encarnação; Bendito é o amor de Deus para conosco.....sempre sempre.....
Beijos para todos.......Girassol
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Taprobana em 07 de Janeiro de 2009, 13:27
Olá amigos!

Da mesma forma que a ciência não consegue encontrar as causas que determinam os múltiplos comportamento das crianças autistas, também do ponto de vista espiritual, não nos são dados conhecimentos irrefutáveis, que nos permita opinar acerca da tipologia de vivencia e condição evolutiva, destes espíritos nossos irmãos.

Não me parecem suficientemente sustentadas as opiniões que afirmam, que o autista teve necessariamente dificuldades no decurso da sua vida espiritual, enquanto espírito livre e dai advirem as justificações para os seus padrões comportamentais.

Até à data, não é possível afirmar que um indivíduo tem autismo, poderemos sim dizer, que ele é autista.

E ser autista tem o mesmo significado de não ser autista. Não existem diferenciações entre um e outro que não sejam a sua própria tipologia de comportamento, de vontade, de afirmação.

Esta reflexão, é também suportada no facto de serem considerados autistas, um número muito elevado de indivíduos, que não têm também entre si, padrões comportamentais iguais nem idênticos.

O que pode ser verdade sob do ponto de vista da condição espiritual para um, pode não ser necessariamente verdade para outro.

Na minha opinião, e que gostaria de deixar para a apreciação dos nossos amigos, devemos encarar um autista da mesma forma que nos encaramos a nós mesmo, respeitando a sua individualidade e mediante as circunstancias vividas, tentar ajudar, como sempre na esfera do amor, cada um destes nossos irmãos a evoluir dentro dos parâmetros normais, sendo que neste caso e se necessário, tentar encontrar soluções para que um comportamento aparentemente desenquadrado em termos sociais e por isso mesmo menos proveitoso em termos da vida, possa ser o mais possível reenquadrando.

Um abraço, amigos.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: aurelio em 07 de Janeiro de 2009, 13:32
Bom dia, q a paz do senhor esteja c/ todos vcs.Meus irmãos,é óbvio q o autista é umespiritoem expiação .Vê-se claramente em determinados autistas, uma inteligência latente, q não pode ser exteriorizada devido as deficiências do corpo f[isico no campo mental. Provavelmente,são irmãos q  foram dotados no último mergulho à matéria de uma inteligência superior, p/usá-la em benef´cio da humanidade e não  em benefício próprio, dai a meu ver, a deficiência na atual reencarnação. Não sei se me fiz entender e nem sei se estou certo, mas é a minha opinião.Um abraço, e por favorcomentem esse texto.arei agradecido.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Divani em 07 de Janeiro de 2009, 13:58
Ola Irmãos , que a Paz  de Cristo envolva a todos..

Segundo nosso irmão Herminio C. Miranda, é uma rejeição do espírito à encarnação, ele reencarna e não quer particicipar, interagir com ninguem, se isola do mundo. Não é uma pessoa perturbada e nem um doente mental, é apenas uma pessoa que tem um grande conflito.
Chico Xavier disse que o autismo é um caso muito sério, pois a pessoa não se prende a nada na terra, nada aqui lhe interessa, e com isso vai perdendo a vontade de permanecer no corpo, vive num mundo somente dele, alheio a tudo a sua volta. Chico afirma ainda que cabe aos pais, principalmente a mãe, a tarefa de conversar muito com a criança, buscando fazer com que ele(espirito) se interesse por alguma coisa, convence-lo de que a terra não é tão cruel assim, pra que ele fique aqui. É uma tarefa de muita paciencia e amor.

Que Deus nos abençõe.....
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Taprobana em 07 de Janeiro de 2009, 15:27
Olá Aurélio!

Indo ao encontro da sua solicitação, vou tentar enquadrar a sua reflexão na minha opinião pessoal acerca deste tema.

Citar
Meus irmãos,é óbvio q o autista é umespiritoem expiação

Concordo com esta sua afirmação. No entanto, os que não são autistas também são espíritos em expiação. Penso que todos nós, excepção feita aos espíritos em missão, estamos numa fase evolutiva na qual temos que encarnar na matéria densa para assim termos condições para evoluir.

Citar
Vê-se claramente em determinados autistas, uma inteligência latente, q não pode ser exteriorizada devido as deficiências do corpo f[isico no campo mental.

Já aqui penso que tenho uma opinião algo diferente. Aparentemente não existem deficiências do corpo físico no campo mental, pois a ciência não encontra nada de anormal nos seus organismos. Nos autistas como em todos nós, a inteligência pode estar mais ou menos latente, consoante a vontade que cada um tenha de a usar para os fins que determinam. Em alguns casos, como diz, poderá ser mais ou menos evidente a recusa em utilizar esse meio que lhe está disponível. No entanto, aparentemente isso acontece por vontade própria e não porque a matéria não lho permita fazer.

Citar
Provavelmente,são irmãos q  foram dotados no último mergulho à matéria de uma inteligência superior, p/usá-la em benef´cio da humanidade e não  em benefício próprio, dai a meu ver, a deficiência na atual reencarnação.

De acordo amigo Aurélio! Essa hipótese que aponta é perfeitamente plausível e vai de encontro aos ensinamentos transmitidos através das obras de Kardec. Pode até ser verdade em alguns dos casos. No entanto, penso que muitos outros motivos podem estar por detrás da atitude que esses nossos irmãos decidem tomar. Temos de ter sempre presente que os autistas diferem tanto entre si como diferem os que não são autistas. Em ambos os casos cada individuo é único e tem em si uma vivencia que é única e em nada igual aos demais.

No entanto, tal como é descrito na intervenção do amigo Georgi, (Responder #19) a ciência pode encontrar motivos clínicos que justifiquem o autismo e então poderemos afirmar que um individuo sofre de autismo. Até lá, nada aponta para tal.

Um abraço amigos, um abraço amigo Aurelio
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Adalberto Corveloni em 07 de Janeiro de 2009, 16:24
Vamos aproveitar e entrar no outro tema que o irmão Victor Passos sugeriu tambem.

O porquê do Preconceito em relação à deficiência?

Esses preconceitos existem por falta de humanidade de entendimento e esclarecimento os pais precisam conscientizar-se e conscientizar os seus filhos desde cedo, sobre esses problemas que algumas crianças possuem, e que, no entanto não são culpa delas.
Todo mundo está sujeito a essas surpresas que a vida nos reserva.
 Infelizmente o preconceito existe sim, eu ao ser voluntário por um tempo no sanatório Sayão em Araras interior de São Paulo pude ver como crianças com deficiências gerais eram abandonadas.
Filhos de gente de posse que não queriam mostrá-las para sociedade constatei isso o tempo todo.
Essas crianças são vistas com indiferença, mas isso precisa ser mudado, pois a deficiência não torna uma criança pior do que a outra dita normal.
Somos todos filhos de Deus, por isso somos iguais! 
A gente cresceu tendo pena de quem tem deficiência e isso é um grave erro.
 A deficiência pode, sim, significar uma vida de tristezas e limitações, mas também, pode gerar novas oportunidades ou simplesmente não fazer diferença nenhuma.
Esta é uma opinião minha e talvez de outros irmãos aqui presentes neste glorioso estudo.
Fiquem todos  na luz do nosso mestre Jesus Amado.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: manoel mesquita em 07 de Janeiro de 2009, 17:01
 Que coisa linda, meus amigos e amigas. Adorei o gif da cruz, mas, tornando ao Tema, diria que, para a medicina,toda diferença é doença, então, não vamos trocar de avião em pleno voo, sabemos que toda doença tem sempre um fundo espiritual, deixemos que a medicina aceite a espiritualidade, sem demagogia, aí seria o começo de uma nova mentalidade humana. Como Jesus ensinou . Abraço fraterno a todos. Isso é que penso.   
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: LUCELI em 07 de Janeiro de 2009, 17:49
Estou estudando os sites relacionados, mas acredito que seu texto  foi muito esclarecedor.

Amor e Paz a todos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Salvador em 07 de Janeiro de 2009, 18:28
Caríssimos participantes do Forum.
Na Pedagogia da Vida, a Cosmoética estabelece que os que amam verdadeiramente, continuem no aprendizado do Amor, amando cada vez mais, prosseguindo nas suas caminhadas evolutivas através das vidas sucessivas, encontrando-se e se reencontrando ainda, tantas vezes quanto forem necessárias, para expandirem-se conscientemente no amar, no servir incondicionais, na concretude da autoplenitude.
Os que oneraram perante a própria consciência e a Consciência Divina, por equívocos cometidos em passadas existências, são constrangidos a recapitular em experiências, reencontrando-se no presente, em nova roupagem física, e, em novos contextos geográficos, políticos, socioculturais, raciais, familiares, consangüíneos, com propósitos explícitos ou implícitos de novos encontros e ou reencontros.
Estas recapitulações educativas são indispensáveis, no sentido de se reeducarem e se perdoarem mutuamente no eterno aprendizado do amai-vos uns aos outros como no ensina a síntese evangélica de Jesus.
Este é o autista, que ainda em seu estágio infantil, é também um Ser de Luz em sua essência, como todos são.
Mas este, por razões de necessidade pessoal, aceitou a oportunidade de renascer de novo, agora, portador de uma deficiência da mente, como um imperativo necessário ao seu desenvolvimento espiritual, em consonância com sua herança genético-espiritual, para sua auto-recuperação redentora.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Salvador em 07 de Janeiro de 2009, 18:35
Não se deve desistir diante das primeiras dificuldades para alcançar um objetivo
A personalidade de um autista pode incluir frustração, problemas e desvios comportamentais. Ou seja, os mesmos que acontecem na vida de nós, ditos normais, e que não são vistos como um fracasso final, mas como um início de recomeço.
Tudo é uma questão de atitude.
Na nossa cultura, as funções afetivas e econômicas aparecem organizadas segundo a perspectiva tradicional do gênero – a mãe cuidadora e o pai provedor – a discussão, penso, deve partir de diferentes significados, como um lugar de afeto, de responsabilidade e com um projeto de reconceituação da síndrome, compartilhado com o autista, introduzindo uma nova visão, e educando sentimentos.
A família de um autista é definitivamente compensatória - se destrói se autoconstrói, se reconstrói e se autocompleta - em sua etapa de maturação fisio-psicosomática consciencial, sem nenhuma conotação patológica.
Salvador
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Salvador em 07 de Janeiro de 2009, 18:40
Ser pai de um deficiente de qualquer matiz, a partir da maternidade e paternidade instinto, é alcançar a fase maternidade e paternidade sentimento, doação incondicional em direção da paternidade-maternidade, indissociáveis, numa síntese integral de instinto, emoção, sentimento, consciência e espiritualidade.
Quando se pergunta como se processa a interferência do perispírito do reencarnante na organização genética do corpo após a fecundação, Vianna de Carvalho elucida:
“O perispírito é o agente modelador dos equipamentos orgânicos, assim como dos delicados processos mentais, que decorrem das conquistas do Espírito.”
Quando se questiona arraigado no mecanicismo da ciência à raiva e a dor de ser pai de um deficiente, mental ou não, por que, logo eu, sem rever sua convicção sobre a realidade espiritual lhe impingindo reprovações, ainda não sabe que as provações enrijecem as fibras morais responsáveis pela ação dignificadora.
Ressalte-se também que os fatores genéticos, genes e cromossomos, bem como as “condições psicossociais e econômicas” contribuem também para a formação de “um quadro dos processos de burilamento moral-espiritual, resultantes de dispositivos individuais para a evolução”.
Salvador
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Salvador em 07 de Janeiro de 2009, 19:00
Os personagens das histórias de deficientes trazem sempre um estigma de dor e sofrimento, carregando a idéia do mais estremado individualismo, e que em conseqüência desse estado, podem criar em seus próximos uma depressão atribuída ao fracasso do contraditório de que a verdadeira função do homem é viver, e não apenas existir.
A literatura espírita tem sido superlativa quando trata desse assunto, obtendo um nível de superação, chamando a atenção para a importância dos cuidados e principalmente eliminando a idéia de castigo imputada aos deficientes, quando na realidade são herdeiros de si mesmo.
Salvador
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 07 de Janeiro de 2009, 19:10
Ola Companheiros
Muita paz

   Vou tentar focalizar todas as questões tomadas aqui e que são de extrema importância.

    A origem de qualquer doença é sempre espiritual, pois o cérebro não pensa, quem pensa é o espírito. O cérebro retransmite o que pensamos. O cérebro, também , não produz sentimentos, apenas reproduz sentimentos da alma. Nossos arquivos perispirituais contém registos de inúmeras encarnações que muitas vezes estão em estado latente, adormecidos apenas esperando um estímulo para serem corrigidos,  e reorganizados de forma equilibrada. Todo  o estudo  acima citado acreca da medicina tradicional, é aceite pela visão espírita, apenas é ampliado pelo conhecimento do espírito. E, isto vale para todas as duvidas nesta área.

 Sob o ponto de vista médico, e espírita  as causas ou origens das deficiências mentais,
sim , porque o autismo está nessa frontyeira da alienação, não profunda , mas mediante cada um dos irmãos que a sofre, tal como o Amigo Taprobrana nos diz, assim como também Divani expressa...será sempre inerente a cada individualidade, ao merecimento, e ao uso do livre -arbitrio e este parece estar aqui esquecido...

 Existem do ponto de vista médico:

1- As que se manifestam pelo encontro de genes do pai e da mãe , genes que trazem determinação para defeitos ou doenças ;

2- As que se manifestam por erros na separação ou distribuição de cromossomos no óvulo e ou espermatozóide;

3- As congênitas ou seja as que aparentemente surgem por problemas durante a gestação como provocadas pela rubéola e outras doenças;

4- As que se manifestam por traumas de parto, como por exemplo falta de oxigenação cerebral, determinando paralisia cerebral etc.

5- As adquiridas após o nascimento, ocasionadas por :

a) acidentes graves;
b) infecções que afetam o sistema nervoso central tipo encefalites e outras:
c) desequilíbrios hormonais como doenças da tireóide e outras,
d) intoxicações graves por venenos ,
e) Senilidade ou seja envelhecimento do sistema nervoso central .
f) Doenças Degenerativas do cérebro , como Alzeimer. g) Acidentes Vasculares cerebrais ,AVC ( derrames, tromboses cerebrais ).
g) E muitas outras ...

Na visão espírita, o corpo espiritual, perispírito, traz , de outras encarnações, alterações energeticas ou desarmonias que vibram em uma determinada freqüência e ,por isto,por afinidade, atraem,  estas situações de distúrbios mentais.
Há , também, situações decorrentes da actual existência, assim: O espírito quando produz, constantemente, pensamentos ou expressa sentimentos doentios, estes são recepcionados pelo perispírito e manifestam-se no corpo gerando graves problemas e alterações no corpo físico modificando a expressão de idéias, pensamentos e sentimentos...

Em relação à expiação ou prova,que colocam como efeito, ela pode encorporar muitas situações, mas sempre com o mesmo  objectivo espiritual das deficiências sejam físicas ou mentais!Débitos!? Renovação!?

 A importância está sempre em gerar oportunidades de crescimento para o espírito.São conseqüências do automatismo da Lei . Nunca são punições ou castigos. A LEI UNIVERSAL é automática. Deus é onipresente e, portanto, está dentro de nós. Quando o Mestre disse: "Vós sois deuses, Deus está em vós" , quis nos dizer : Deus não é um ser emocional e externo a nós, que tenha uma personalidade mutável... a Lei está escrita na nossa consciência , no nosso espírito. A LEI Universal ,não pune, não premia, não castiga e não perdoa, simplesmente é a LEI DE AMOR E JUSTIÇA...
 Como estamos mergulhados na Energia Divina, tudo que pensamos, sentimos ou fazemos retorna para nós, é a Lei de causa e efeito.

Todas deficiências, mental e/ou física tem causas espirituais, essa é  
decorrente das individualidades , espíritos encarnados ou desencarnados pois segundo o irmão Hermino Miranda também os existe no campo espiritual e não é novidade para nós dada a proximidade de espectro  evolutivo..., tudo que ocorre no corpo biológico decorre de fragilidades e tendências , as quais podem ser atenuadas , recuperadas , aqui entra claro o livre-arbitrio, perante as acções  por sua vez, reflectem as tendências e fragilidades da essência espiritual.

As deficiências ou transtornos mentais manifestam-se em estádios intemporais, ou seja não escolhem, a hora....aprecem quando assim a Lei o entende,
 Tudo que fizemos em vidas anteriores está nos nossos arquivos. somos constituídos de trilhões iões de energia .Tais núcleos  irradiam vibrações que partem da profundidade do nosso espírito e atingem nosso corpo. Como continuamos pensando e emitindo sentimentos, estamos refazendo nosso destino e portanto com pensamentos de amor e harmonia neutralizando alguns núcleos, higienizando outros ou mantendo-os, e até estimulando novos registos. Problemas eclodem em certas épocas da vida dependendo das tendências anteriores, e das atitudes actuais. Há também registros que se exteriorizam na faixa etária correspondente a mesma idade que ocorreram no passado.É a nova oportunidade de refazermos o que fizemos de forma equivocada.
Nem sempre são sempre muitas são  oportunidades que pedimos para desenvolver nossas virtudes, novas percepções e sensibilidades.
Como estão a ver uma situação é real apesar de haver várias formas de autismo, com caracteristicas diferentes , dado que somos também individualidades diferentes, e envolvidos em meios diferentes, reterão sempre opcções diferentes de autismo, ou não autismo tal como Taprobana nos diz e bem...Não esquecendo e muito bem aqui o que o Amigo Adalbertocorvelo, e não menos importante a Familia, Os Pais, a sua envolvência...enfim uma infinidade de situações que podem gerar essa patologia de renovação...

O estudo está a ser excelente é gratificante ver como todos aprendemos uns com os outros...Grato Amigos
Espero ter dado um pouquinho a cada companheiro, não consigo chegar a todos, mas penso que no possivel toqueio todas as tematicas...Sendo que não sou dono da verdade e apenas mais um aporendiz  em busca de aprofundar o mesmo...

Muita paz

VICTOR PASSOS


Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 07 de Janeiro de 2009, 19:20
Ola Amigo Salvador
Muita paz

Citar
Os personagens das histórias de deficientes trazem sempre um estigma de dor e sofrimento, carregando a idéia do mais estremado individualismo, e que em conseqüência desse estado, podem criar em seus próximos uma depressão atribuída ao fracasso do contraditório de que a verdadeira função do homem é viver, e não apenas existir.

    Não penso que as histórias de deficientes tragam aliado um tramite de dor, existe uma certa influência que o Espiritismo só fala em dor, sofrimento, e não é assim, cada um consoante suas obras, e muito daquilo que vemos pela parte emotiva de nossa alma , reflecte-se nos sentimentos daí vermos essa vontade associada a uma visao materialista.
    No meu ver deficientes somos todos, mas em situações que diferem pelo fisico e pelo psiquismo de cada um, quer moral, espiritual e intelectual. Enfim somos espiritos em evolução.
    A nossa Doutrina pelo contrário com a claridade , sem dogmas e lucidez que procura pelos seus componentes , interessados a compreender através do estudo constante, conseguem discernir e encontrar alegria onde muito ainda fragilizados pela ignorância espiritual vêm dor...

  Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS

 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Salvador em 07 de Janeiro de 2009, 19:22
Porque nascemos deficientes?
Na Lei do Carma, configura-se a lógica que possibilita elucidar o dilema filosófico entre o livre-arbítrio e o determinismo, ou seja, na dinâmica da vida e do viver não se exclui a coexistência de ambos, harmoniosamente.
André Luiz em Ação e Reação nos ensina contando a história de Zilda, que ao nascer surda-muda e mentalmente retardada, reencarnou para ser amada, reiniciando  um aprendizado redentor, em conseqüência de um trauma perispirítico experimentado em violência contra si mesma.
Isso nos possibilita a compreensão de que cada homem ou mulher, como consciência individual, com identidade própria, autonomia relativa, em cada nova experiência reencarnatória, herda de si mesmo, em função da respectiva necessidade de evolução e aperfeiçoamento, ético-moral, consciencial e espiritual, a construção da auto-plenitude.
Não se deve generalizar, pois na grande maioria dos casos, as deficiências humanas e as limitações se impõem compulsoriamente, porque o Espírito, em si mesmo, não tem condições e nem merecimento para escolher lúcida e conscientemente.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Sonia em 07 de Janeiro de 2009, 20:27
Caríssimo amigo Nilton Salvador!

Que bom saber estar aquí, nessa troca de informações, trazendo sua valiosa contribuição oriunda de experiencias marcantes. A maioria de nós em algum momento de nossas vidas nos deparamos com realidades que nos convida à reflexões.
Eu aquí tenho Luciana como sabes, uma história viva e Ana sua mãe, uma mãe Excepcional no verdadeiro sentido do termo amor incondicional à filha.
O meu abraço a você caro amigo e a todos desse fórum.

Sônia Marli
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 07 de Janeiro de 2009, 21:56
Ola Companheiros
Muita Paz

   Alguns conceitos que podem ajudar na questão do conceito de saúde;

"Assim como existe uma forma saudável de definir e viver a doença, existe um desafio constante para manter e representar positivamente o estado de saúde".

(Bolander,1998)

 

Palavras Chave:

Doença; Saúde; Significações; Representações; Mudança; Revolução.

 

1. INTRODUÇÃO

Saúde e doença não são estados ou condições estáveis, mas sim conceitos vitais, sujeitos a constante avaliação e mudança.

Num passado ainda recente a doença era frequentemente definida como "ausência de saúde", sendo a saúde definida como "ausência de doença" - definições que não eram esclarecedoras. Algumas autoridades encararam a doença e a saúde como estados de desconforto físico ou de bem-estar. Infelizmente, perspectivas redutoras como estas levaram os investigadores e os profissionais de saúde a descurar os componentes emocionais e sociais da saúde e da doença (Bolander,1998). Definições mais flexíveis quer de saúde quer de doença consideram múltiplos aspectos causais da doença e da manutenção da saúde, tais como factores psicológicos, sociais e biológicos (ibidem). Contudo, apesar dos esforços para caracterizar estes conceitos, não existem definições universais. Por outro lado, e apesar de todos os avanços na pesquisa biomédica, o nosso sonho de atingirmos ou mantermos uma saúde física e mental permanece exactamente isso - um sonho que, além de tudo, vale a pena prosseguir face aos efeitos da doença nos indivíduos e na sociedade (Diener,1984). Isto é, a presença ou ausência de doença é um problema pessoal e social. É pessoal, porque a capacidade individual para trabalhar, ser produtivo, amar e divertir-se está relacionado com a saúde física e mental da pessoa. É social, pois a doença de uma pessoa pode afectar outras pessoas significativas (p.ex.: família, amigos e colegas).

Face a toda esta contextualização, será propósito deste artigo permitir que ao longo da sua redacção se possa definir e discutir o conceito de saúde e doença desde os tempos mais longínquos da nossa história. Saliente-se que os períodos históricos descritos qualificam a emergência e o desenvolvimento de cada um dos modelos de intervenção e conceptualização da saúde e das doenças, aceitando que eles coexistem e mesmo se interligam. Contudo, não será objectivo nosso descrever, por agora, estes modelos de intervenção, já que os mesmos nos merecerão, a posteriori, uma abordagem detalhada num futuro artigo científico a editar nesta mesma revista.

2. DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DE SAÚDE E DOENÇA

A história da saúde e da doença é, desde os tempos mais longínquos, uma história de construções de significações sobre a natureza, as funções e a estrutura do corpo e ainda sobre as relações corpo-espírito e pessoa-ambiente. A história da medicina mostra que essas significações têm sido diferentes ao longo dos tempos, constituindo, pois, diferentes narrativas sobre os processos de saúde e doença.

Duas concepções têm marcado o percurso da medicina (Myers e Benson,1992). A concepção fisiológica, iniciada por Hipócrates, explica as origens das doenças a partir de um desequilíbrio entre as forças da natureza que estão dentro e fora da pessoa. Esta medicina, segundo Myers e Benson (1992), centra-se no paciente, como um todo, e no seu ambiente, evitando ligar a doença a perturbações de órgãos corporais particulares. A concepção ontológica, por seu lado, defende que as doenças são "entidades" exteriores ao organismo, que o invadem para se localizarem em várias das suas partes (ibidem). Estas entidades não têm sempre o mesmo significado. Na medicina da Mesopotâmia e do Egipto Antigo eram conotadas com processos mágico-religiosos ou com castigos resultantes de pecados cometidos pelos pacientes (Dubos,1980). Na medicina moderna, com vírus (ibidem). A concepção ontológica tem estado frequentemente ligada a uma forma de medicina que dirige os seus esforços na classificação dos processos de doença, na elaboração de um diagnóstico exacto, procurando identificar os órgãos corporais que estão perturbados e que provocam os sintomas. É uma concepção redutora que explica os processos de doença na base de órgãos específicos perturbados (Myers e Benson,1992). Assume que a doença é uma coisa em si própria, sem relação com a personalidade, a constituição física ou o modo de vida do paciente (Dubos,1980).

A história da medicina não se resume, contudo, a estas duas concepções. Ribeiro (1993) refere que se podem considerar quatro grandes períodos para descrever a evolução dos conceitos de saúde e de doença que se fez sentir ao longo do percurso histórico da humanidade: um primeiro, período pré-cartesiano, até ao século XVII; um período científico ou de desenvolvimento do modelo biomédico, que se começou a instalar com a implementação do pensamento científico e com a revolução industrial; a primeira revolução da saúde com o desenvolvimento da saúde pública, que começou a desenvolver-se no século XIX.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Atma em 07 de Janeiro de 2009, 22:33
Autismo:

SERVIÇO INEGOÍSTA

As pessoas física e mentalmente perfeitas, é certo que mereceram em algum tempo de suas vidas, este estado.

Um autista bem trabalhado por pais e especialistas responsáveis, pode ser comparado a um fortuito raio de sol que brinca no semblante de uma pessoa agradecida, mas que também poderá desaparecer, quando a primeira nuvem passageira surgir.

Ele como indivíduo, que foi um total receptor de ensinamentos, comprova ter iniciativas próprias e faz usos das suas faculdades mentais, apesar de limitadas até onde não sabemos, e é capaz de fazer o raio de sol ressurgir.

Ele já tem consciência da força criadora do seu corpo mental, do emocional através um trabalho mútuo, de energias físicas que são dirigidas para o seu corpo físico.

O autista que receber um trabalho dedicado e consciente, não terá obstáculos, pessoa, ambiente, situações ou desarmonia que poderá perturbar seu sossego, paz ou segurança.

A Lei de Causa e Efeito atua enquanto não se consumirem, totalmente, as responsabilidades adquiridas.

Os autistas que se responsabilizaram por participar de uma nova arrancada espiritual, nem sequer aproveitaram o prazo determinado pela misericórdia, para cada alma, de acordo com a carga e o peso das suas experiências terrenas.

Alguns aceitam obrigações desta natureza, conscientes do auto-sacrifício de muitas encarnações que na maior parte das vezes, são injustiçadas por aquelas pessoas que recebem maior proveito e bênçãos.

O autista, submetido a experiências, provas e aprendizado, desenvolve-se espiritualmente, também seus familiares e aqueles que o cercam, pois faz deles um campo de trabalho, construindo no lar, a harmonia e a paz, a pureza e o amor.

Não existe melhor professor, técnico ou especialista do que a manifestação das boas ações.

Temos que procurar incessantemente vencer as discriminações e os preconceitos para continuar sonhando com o desenvolvimento da busca e o conseqüente encontro da cura do autismo.

Gananciosamente agarrar-se às nossas virtudes e êxitos por meio da nossa própria e livre vontade.

Quando o homem se convencer que é aquilo que ele mesmo criou, mesmo que no íntimo não o desejasse, como as causas, os efeitos, os apontamentos e recordações da sua vida que se manifestaram como imperfeições, conscientes das amarguras da vida, os incômodos e ódios, nos medos, nas alucinações e limitações, finalmente encontraremos a misteriosa chave da felicidade que tanto buscamos.
Nílton Salvador
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Meimei em 07 de Janeiro de 2009, 23:16
Não há interesse de comunicação com seus semelhantes, o autista vive em um mundo de isolamento e alienação.
Só não podemos ignorar um aspecto, que o ser humano, como espírito imortal, existe à está existência, a qual é conseqüência de atos e pensamentos de muitas encarnações anteriores, venha a ter planejado seu estado desta forma. Na minha visão(em evolução) para compreender o autismo ou outro problema de comportamento e deficiência somente valer-se pelos conceitos espirituais,.
Certa vez li em um artigo,desculpe mas não me lembro o nome correto,que diversos autores abordam o tema que uma autista vivia numa zona fronteiriça, terra de ninguém meu mundo e o outro lado, onde ficava o mundo, na mente do autista à distinção mesmo que inconsciente – entre o “meu” mundo e o “dos outros”. A pessoa que está naquele corpo físico recusa-se qualquer envolvimento que a leve a ser cativada pelo uso da vida material.

Se houver interesse há um filme "Uma viagem inesperada",que relata a história de uma mãe que descobre q seus filhos gêmeos são autistas ela decide proporcionar-lhes uma vida normal, superando os obstáculos impostos por uma sociedade que espera que eles se tornem reféns da doença.
Bjus,com muita luz!! :-*

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: ClaudiaC. em 08 de Janeiro de 2009, 06:02
Meimei

Também pensava de forma semelhante, até ler isto: "Desde criança, mesmo com dificuldade de interagir socialmente. John Robison ansiava em se relacionar com outras pessoas. Na adolescência, os problemas se agravaram e seus estranhos hábitos - uma inclinação para falar sem pensar, evitar estabelecer contato visual com os outros, desmontar rádios, manias "pirotécnicas" e cavar buracos de dois metros (prendendo seu irmão mais novo dentro deles) - fizeram-no ser rotulado como um jovem com desvios de conduta. " em http://omundodepeu.blogspot.com/

Claro que neste caso parece ser um autismo leve, mas me fez pensar o que nos faz ter certeza que realmente o espírito não que se relacionar?

Bjs
Claudia

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Isis Maria em 08 de Janeiro de 2009, 11:13
Bom dia, é com imenso e intenso prazer que retorno aos Estudos.

Parabéns a TODOS pelas explicações e a voce Victor Passos pelo TEMA.

Ao pesquisar sobre filhos deficientes, encontrei este artigo de Euripedes Rodrigues e achei interessante, compartilho com voces.

A Doutrina Espírita nos ensina e mostra as diversas interpretações para filhos deficientes.Não é destino nem falta de sorte. O axioma “todo o efeito tem uma causa” se aplica fortemente quando dessas ocorrências. É uma ação da Providência Divina no auxílio a esses Espíritos.
As comunicações do mundo espiritual sempre dão evidências que a grande maioria dos Espíritos que nascem nessa condição são aqueles que utilizaram mal a sua capacidade intelectiva, foram grandes gênios e intelectuais orgulhosos que abusaram das suas capacidades ou que ceifaram suas vidas pelo suicídio.
Sempre a deficiência é o resultado de arbitrariedades cometidas num passado. Prejuízos de grande monta cometidos contra outras pessoas ou contra si mesmo.

Por seu lado, os pais dessa criança têm um profundo envolvimento pessoal e fortes vínculos com os mesmos. Encontramos dois principais tipos de compromisso. Um deles é a cumplicidade e conivência nos delitos do passado. Um outro são pais/Espíritos com uma grande capacidade de amar e que se predispuseram a amparar essas criaturas ajudando-as a vivenciarem, superarem as dificuldades dessa encarnação.

A vivência de hoje é uma abençoada experiência e o êxito depende de todos os envolvidos: pai, mãe e o próprio portador da deficiência.
E a duração da experiência estará ligada diretamente à natureza e gravidade dos erros além do esforço para entendimento e ajuste às Leis de Deus. Leis que foram desrespeitadas.
E tudo isso não deve ser entendido como castigo. Deus não castiga ninguém. Nós, seres humanos, não fomos criados para a desgraça, o sofrimento, o desamor e a angústia. Fomos criados para sermos felizes. Por isso precisamos entender que as Leis de Deus operam a nosso favor. Todas as vezes que saímos desse caminho, o caminho da felicidade, existem dispositivos que fazem com que esse caminho seja corrigido. O sofrimento é conseqüência do confronto com as leis.

No caso de filhos deficientes existe uma importante mensagem de aprendizado para todos e são raras as pessoas que estão preparadas para entenderem esse tipo de situação.

Deus é justiça e também misericórdia, permite que almas devedoras nasçam junto a corações amorosos que as aceitam e as ajudam com devoção, em sua trajetória de resgates e dores.

Meus queridos amigos, irmãos, que através dos estudos e principalmente no dia-dia quando nos depararmos diante de tal situação, a luz do amor esteja presente para que possamos compreender,  desenvolvendo a paciência, a tolerância, a resignação, o respeito e a gratidão aos envolvidos neste processo evolutivo.

Que a Paz e o Amor de Cristo estejam em nossos corações HOJE E SEMPRE.

Isis
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Tolomei em 08 de Janeiro de 2009, 12:13
Entendo que o espírito é autista , e não o corpo! O interesse e o desinteresse das coisas procede da alma. Um clone de um alterofilista que não fizesse ginástica , não seria forte e poderia ser bem fraco até. Os gêmeos são diferentes no conteúdo pois suas trajetórias espirituais são diferentes. Cientistas são um pouco autistas e tem dificuldades de se relacionarem com o mundo dito normal. O normal é relativo. Sendo então o espírito autista , o que fazer ? Este entendimento é a base para melhorar a qualidade de vida do ser . Acredito também que para um espírito autista , a reencarnação é um excelente remédio, se não for o único capaz de ajudar a acordar / despertar o indivíduo. Os bloqueios emocionais lentamente desaparecerão no desenrolar das vidas sucessivas. Se não somos ainda um pouco autistas , ( repito que muitos cientistas o são) , já o fomos em eras passadas. O amor constrói a ponte de contato com o espírito autista. Após desencarnar , é provável que o autismo continue, e por isto, só lentamente vai o espírito crescer e se libertar da ausência de vontade de se relacionar e de cuidar de si mesmo.  A moderna psicologia transpessoal (incluindo a técnica da Terapia de Vidas Passadas de forma bem conduzida, lógico! ) poderia coloborar bastante pois entende a psicologia e a existencia do espírito, bem como de suas evoluções espirituais do passado. Rever as traves emocionais pode ajudar a impulsionar o desenvolvimento mental e dar mais equilibrio psicológico ao despertar do ser. Nós todos estamos rumando para o despertar interno e descobrir o ser que reside dentro de nós - conforme a doutrina de Sócrates: Conhece-te a ti mesmo... na introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo , Kardec relata um resumo importante de Socrátes. Nós temos dificuldades de avaliar as coisas porque partimos de um ponto de vista material. O correto seria nos colocarmos no ponto de vista integralmente espiritual para avaliar as coisas - como isto é difícil, erramos muito, daí , nossa dificuldade de entender o autismo. O Autismo é espiritual ! , a consequencia é o não desenvolvimento das faculdades motoras , físicas , sensoriais , de aprendizado, de fala e memória, de reconhecimentos e relacionamentos, de interesse por falta de conteúdo e aprendizado, etc...Muita paz a todos , excelente tema! Gostei das colocações de Atma.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: ClaudiaC. em 08 de Janeiro de 2009, 12:31
Tolomei

Faz isso comigo não!!! :D
Se o espírito é autista e não o corpo, então autismo não é prova ou expiação e muito menos doença e sim característica do espírito, como é o orgulhoso, vaidoso, egoísta.

Como seria um espírito autista desencarnado? Poderia desenvolver melhor a sua colocação, porque não compreendi.

Bjs
Claudia 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Gre em 08 de Janeiro de 2009, 12:52
Vimos o quanto é importante conhecermos melhor o assunto, discutindo e interagindo. Buscando compreender e auxiliar nossos irmãos que buscam através desta experiencia evoluir.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Taprobana em 08 de Janeiro de 2009, 13:44
Olá amigos!

Diante de tantos factores expressos por cada um de nós, não surgem dúvidas acerca da complexidade deste tema, que afinal nos é transversal a todos.

Independentemente das causas, está sempre presente um efeito, que permite ao espírito uma evolução dentro dos padrões de necessidade que cada um contém.

Neste e noutros casos, é necessário que a vida seja aproveitada no sentido de ultrapassar os obstáculos que ela nos apresenta, para que no acto do desencarne seja efectuada uma retrospectiva o mais positiva possível.

Independentemente das atitudes que cada um de nós possa pensar serem úteis na ajuda ao próximo, penso que a chave para a superação das dificuldades só o próprio a detém.

Penso ser importante não esquecer, que para além das preocupações que o nosso espírito possa ter na relação da ajuda na resolução dos problemas, não devemos ver nisso uma forma de fuga às nossas próprias necessidades, caindo na tentação de nos justificar com os exemplos de outros que aparentemente, por estarem em maior dificuldade são tidos como menos evoluídos do que nós e que por isso necessitam da nossa ajuda. Isto nem sempre é verdade. Por vezes, estes terão até mais condições de ajudar do que de serem ajudados.

Talvez seja importante identificar nos exemplos dos outros muito daquilo que nós mesmo padecemos, para assim ser possível dar um primeiro passo na resolução desses problemas.

Ao focalizarmo-nos nos motivos que estarão na génese desta ou daquela questão, as respostas encontradas são comuns à maioria de nós que estudamos a doutrina espírita. Sabemos da importância decisiva que tem a nossa componente espiritual para a sua justificação.

Sendo assim, torna-se então mais simples entendermos, que cada um de nós transporta em si mesmo vários tipos de imperfeições e que determinam a nossa condição actual, eventualmente não carecendo de menos atenção do que os daqueles que neste momento debatemos.

Finalizando esta reflexão, penso que todo e qualquer nosso irmão é digno do nosso apoio e da nossa atenção e acima de tudo, penso dever estar a nossa preocupação voltada, para as questões que particularmente transportamos e que devem ser resolvidas.

Um abraço, amigos.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: gudu em 08 de Janeiro de 2009, 14:19

      O Autismo é visto um transtorno invasivo do desenvolvimentou Sindroma de Asperger. Fragilidade que se pode manifestar de forma grave por toda a vida. Ela existe em todo o mundo, em Famílias de qualquer cariz racial, cultural ou social, enfim não escolhe a individualidade a encarnar a doença.
    Os sintomas podem ser verificados pela anamnese, observação comportamental, exames ou entrevistas com o doente e familiares.
      As estatísticas dizem-nos, no âmbito do materialismo, que a doença se manifesta entre um e 3 anos de idade, porém na minha visão espírita considerando que toda uma consequência tem uma causa, ela já está presente mesmo antes da reencarnação e veremos porquê!
Os sintomas do autismo encerram:

- Perturbação na periodicidade da aparição de capacidades físicas, sociais e linguísticas;
•- Reacções anormais às sensações. As funções ou áreas mais afectadas são: visão, audição, tacto, dor, equilíbrio, olfacto, gustação e maneira de manter o corpo.
 Fala ou linguagem ausentes ou atrasados., devido a tal situação torna-se também restrita compreensão de ideias. Aplica palavras sem associação ou sem significado concernente com o significado.
 Percepção anormal dos objectos, eventos e pessoas.
  Enteando esta fase verificaremos desde já que o espírito fragilizado está encerrado em si mesmo, e preso no fundo entre os dois Mundos, no da erraticidade e no material .
   A essência obscura do autista, aprisiona-os ao medo de enfrentar uma nova experiência, porque sabedores da sua condição, asfixiados por passagens menos dignas de amor e valorização moral, estes irmãos, ao reencarnar detêm um tempo maior da separação perispiritual de tal nível, o qual por vezes se acha já presente no momento de transição aquando da sua concepção, na busca do aborto à revelia da Lei, porém todos sabemos que nada podemos contra a mesma. Daí muitos dos partos destes espíritos serem complicados.
   Claro que todos sabemos e não tem nada de novo que o crescimento educativo do espírito encarnado, se faz no período propicio da infância até aos 7 ou 8 anos de idade, mas isto em situações normais, porque no caso destas individualidades, a perturbação, se faz presente por mais tempo, como se estivesse em período de estância gestacional, tal como afirmei atrás estes espíritos sentem pressionados pelo receio de fraquejar, e estacionam, entre ambos espaços e daí a dificuldade de assimilar conhecimento e de se descobrir nos ambientes externos à sua vontade. Interessante é verificar que num estudo do feito por pesquisadores e comprova o que acabei de dizer;
“Pesquisadores realizaram o protótipo de um laboratório que simbolizava um útero e colocaram autistas, neste ambiente. Ali, eles tinham contacto com sons e sensações semelhantes àquelas transmitidas pela mãe para o bebé quando este se encontra dentro do útero, mergulhado no líquido amniótico. A experiência foi de completo êxito, pois as crianças autistas apresentaram reacções, tornando-se um pouco mais receptivas.

Realizei experiências semelhantes com um grupo de pessoas sensitivas e outras habilitadas criando através de uma acção mental um útero materno. A resposta da criança autista foi positiva.”Drª Hellen
    Num  ápice os autistas são inteligentes, exigentes e seguros de si, para logo á seguir por vezes sem razão uma razão aparente, ou começam a saltitar como crianças, mesmo sendo adultos ou passam pelas pessoas sem as perceberem realmente. As vezes isolam-se e falam baixinho ou riem sem motivo, olhando não se sabe para quem ou onde. Algumas vezes se auto-flagelam, se auto agridem, tornando-se agressivos a tudo e todos, não importa quem.
   Bastante imprevisíveis têm a capacidade de transportar quem lhe convive a outro, da esperança ao desespero. Quando concentrados e atentos, todo o aprendizado é possível e quando um conhecimento ou experiência foram aprendidos jamais será esquecido.
     O Autista aparece por efeito em duas situações espiritual quando está bem marcado no seu perispírito, que o leva a ter lesões neurológicas, aquilo que se chama o espelho reflector do cérebro, nesse caso o indivíduo não consegue comunicar-se por causa de deformações ou lesões nos corpos sideral e físico. A é consequência do  espírito, estar estigmatizada com a consciência da culpa, temendo uma reencarnação compulsória na qual colherá os efeitos de faltas passadas. Por isso o espírito rejeita a reencarnação, provocando o autismo. Ocorre um severo processo de auto-obsessão por abandono consciente da vida, um auto-aprisionamento orgânico. Nesse caso, mesmo não havendo uma lesão directa do perispírito, a rejeição à reencarnação e a recusa à comunicação danificam o cérebro..
   Mas vamos agora ao encontro da problemática provacional, e ela traz-nos ao o fulcro da vida, do vector sensorial da existência e ponto vital da evolução educativa moral, espiritual e intelectual, a Familia, a escola ,o meio a sintonia envolvente que exige dos Pais e educadores uma entrega profunda de amor em toda a plenitude. A renuncia , a muito porque estes irmãos trazem em si um ensinamento para os progenitores, que faz com que a sua luta mereça de todos nós o maior respeito e oração em torno da sua coragem e luta diária  para que consigam levar em frente tamanha obra como objectivo numa encarnação…
   Segundo Bezerra de Menezes, no livro “Loucura e Obsessão” , muitos espíritos buscam na alienação mental, através do autismo, fugir do resgate de suas faltas passadas, das lembranças que os atormentam e das vitimas que angariaram nesse mesmo pretérito.
  Esta temática visa  recolher o máximo afim de irmos ao encontro quer do porquê da deficiência, da provação e expiação e da necessidade do conhecimento dos valores da vida reais.
  A autora do livro “ Vida Além da Vida” deixa-nos em suas experiências três casos;
Nessas, pelo que se vê, o ser/essência nada sofreu, encarando com naturalidade e compreendendo todos processos, mesmo os mais dolorosos.

1º caso - Minha mãe não me desejava. Certa vez tentou abortar e fiquei irado por ocasião do parto, porque ela pretendia divorciar-se do meu pai. Estou agora conscientizado de que parte do meu carma consiste em aprender a amar minha mãe, de qualquer maneira.

2º caso - Ao me ligar ao feto, dava-me conta de que minha mãe estava assustada, de início, posteriormente aceitou o processo com naturalidade.

3º caso - Foi uma experiência forte, não desagradável mas surpreendente, o meu nascimento. Enviei mensagens à minha mãe para que ela encarasse tudo como sensação e não como dor. Percebia, de forma clara, as atitudes das outras pessoas. Eu estava muito feliz por assumir esta vida.

A partir da leitura desse livro e de algumas experiências realizadas em grupos holísticos e espíritas eu introduzi em algumas vivências o exercício de retorno ao útero. Muitas marcas em nosso corpo e alma tem origem no momento da concepção. Este período, o da gravidez e do parto são fundamentais para a saúde física e mental da criança.
 
  Aí se reforça na realidade tudo o que já afirmara mais acima, agora como se tratam os Autistas?
    Não existe uma medicação para a cura do autismo, Existem medicações apenas para administração dos sintomas do autismo. Os autistas tem potencialidades a serem trabalhadas com um bom desempenho educacional em conjunto com uma boa equipe multidisciplinar e o apoio integrado com Pais.
    As preocupações em relação ao meio debatem-se com o preconceito a desistência dos Pais, porque não haja duvidas tal como Jesus dizia” Só o amor nos salvará, em caridade”  tal como as aves do céu buscam o seu alimento todos que estão envolvidos na simbiose de evolução devem procurar reforçar-se no “ Orai e Vigiai” Os Pais destes irmãos necessitam de muito conhecimento espiritual, estudar , afim de com o reforço duma fé racionada e uma esperança acalentada no trabalho de caridade dando amor , é conseguirão suplantar esta oportunidade de crescimento.
  Orientemos - nos no Evangelho de Jesus amealhemos os seus ensinamentos para que sua graça preencha o caminho destes espíritos, irmãos e Familiares.

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 08 de Janeiro de 2009, 18:55
OLa companheiros
Muita paz
              Antes demais quero agradecer a excelente actividade dos presentes, no estudo de um tema complexo como este...e fico feliz por tanto aprendizado....Claro que não posso responder a todos, pois são muitas as postagens , mas fa-lo-ei  sempre no possivel de acrescentar mais alguma coisa entre todos os posts aqui colocados...

  Amiga Claudia existem sim autistas com inerência espiritual, porque nós não somos diferentes deles, e não deixam de ter oportunidade, de crescer, pois a Lei pela sua grandeza, está não castigar mas a facilitar e ensinar a crescer educativamente esse irmãos, através doa necessidade de se valorizar a humildade, o amor e respeito por muito sábios que os Espiritos sejam...A provação e expiação ,mesmo que compulsoria não é para destruir almas, mas para lhes dar mais uma oportunidade de exercerem seu livre-arbitrio, porque estes irmãos não deixam de o ter.
  Tolopmei talvez não se tenha feito entender Amiga , mas tem muito de razão no que lhe diz.Claro que nenhum de nós é dono da verdade, mas todos juntos e essa é que é a verdade, estamos a contribuir e de que maneira, para que este estudo seja por deveras uma realidade para podermos esclarecer muito do que existe na nossa envolvência.

Seguir vou postar um texto do livro Autista no Além, para perceberem o que pode gerar essa posição entre um Mundo fisico e espiritual...reparem, que em todas as situações estaremos sempre a combater fraghilidades do Espirito tal como Tolomei diz ebem...

Muita paz
Abraço enorme pelos excelentes testemunhos educativos que tem trazido a este debate...   

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 08 de Janeiro de 2009, 18:58
Muita paz companheiros
Aqui vai o texto;

AUTISMO NO ALÉM

Como seria um espírito autista desencarnado? Poderia desenvolver melhor a sua colocação, porque não compreendi.
Autista no Além
:: Wilson Francisco ::
O autista é um ser que, por razões internas ou externas não "entrou" no mundo físico.

- Razões internas: são as da essência ou do Espírito: antes de entrar ou conectar-se com o corpo, decide desistir, tem medo, sente-se incompetente para a experiência.

- Razões externas: são as dificuldades no parto, por parte da mãe ou em face de situações pós-parto, como excesso de luminosidade, fórceps, demora ou pelo ambiente inadequado. Enfim há vários factores que podem levar o nascituro à "recolher-se".

Hellen Wambach, autora do livro Vida Além da Vida, realizou várias experiências com adultos, regredindo-os à vida intra-uterina e constam nos relatórios dos pacientes, a percepção e sensações consequentes de que a essência espiritual, antes do nascimento, permanece agregada ou próxima do corpo em gestação, observando e sentindo os efeitos físicos e emocionais tanto da mãe como das pessoas que ali se encontram.

Estas impressões são marcantes e podem ficar em nossa memória por toda a existência, podendo também ser a causa de processos de autismo.

Vejamos as experiências da Dra. Hellen. Nessas, pelo que se vê, o ser/essência nada sofreu, encarando com naturalidade e compreendendo todos processos, mesmo os mais dolorosos.

1º caso - Minha mãe não me desejava. Certa vez tentou abortar e fiquei irado por ocasião do parto, porque ela pretendia divorciar-se do meu pai. Estou agora conscientizado de que parte do meu carma consiste em aprender a amar minha mãe, de qualquer maneira.

2º caso - Ao me ligar ao feto, dava-me conta de que minha mãe estava assustada, de início, posteriormente aceitou o processo com naturalidade.

3º caso - Foi uma experiência forte, não desagradável mas surpreendente, o meu nascimento. Enviei mensagens à minha mãe para que ela encarasse tudo como sensação e não como dor. Percebia, de forma clara, as atitudes das outras pessoas. Eu estava muito feliz por assumir esta vida.

A partir da leitura desse livro e de algumas experiências realizadas em grupos holísticos e espíritas eu introduzi em algumas vivências o exercício de retorno ao útero. Muitas marcas em nosso corpo e alma tem origem no momento da concepção. Este período, o da gravidez e do parto são fundamentais para a saúde física e mental da criança.

Pesquisadores realizaram o protótipo de um laboratório que simbolizava um útero e colocaram autistas, neste ambiente. Ali, eles tinham contacto com sons e sensações semelhantes àquelas transmitidas pela mãe para o bebé quando este se encontra dentro do útero, mergulhado no líquido amniótico. A experiência foi de completo êxito, pois as crianças autistas apresentaram reacções, tornando-se um pouco mais receptivas.

Realizei experiências semelhantes com um grupo de pessoas sensitivas e outras habilitadas criando através de uma acção mental um útero materno. A resposta da criança autista foi positiva. Envolvido nesse processo, Nick um garotinho autista de 7 anos conseguiu um nível de comunicação satisfatório com o grupo e com o seu avô, que participava da experiência.

De tudo que já li até hoje, o livro Autismo, do prof. Hermínio Miranda é o mais completo. Foi, aliás, a partir da leitura dessa obra que eu fiquei ainda mais interessando no assunto.

Ano passado, pesquisando assuntos para o Curso de Interpretação e Aplicação de Espiritismo que organizei, li o livro Autistas do Além, psicografado por Nelson Moraes, autoria espiritual de Eduardo, narrando o caso de Raul. É interessante e passo para vocês um resumo.

Raul deixara o corpo e aprisionara-se num processo obsessivo com a própria mãe. Espíritos Superiores convocados para cuidar do caso elaboraram um relatório onde informavam que a mãe, Elizete, zelara com excesso pelo filho e este vivera em seu tempo terreno num regime de dependência que lhe enfraquecera o carácter. A tibiez e a falta de vontade predominavam no temperamento do moço.

Em razão disso, na outra dimensão registava com frequência e nitidez o desespero da mãe aqui na Terra.

Um dia, vigilantes espirituais não puderam mais conte-lo e ele se evadiu de onde estava para se projectar no mundo físico, agarrando-se, como um menino medroso, à mãe.

Assemelhava-se a uma sombra irradiando ondas mentais e emocionais densas sobre o córtex cerebral da mulher, estabelecendo verdadeira e estranha simbiose.

Naquela situação a intervenção para separar um do outro era perigosa. Afinal, ambos se davam às mãos, espiritualmente, num consórcio energético intenso e dramático.

Espíritos coordenadores vão ao encontro de Elza, sua namorada, quando ainda habitava o mundo físico. Ela se comprometera, durante o sono físico, a ajudar o ex-namorado.

Assessorada, vai ao encontro dele e com o coração nas palavras fala com Raul. Ele estremece, parece ouvi-la, os laços afrouxam. O moço estava prestes a se desligar da mãe. No entanto, esta pressente a situação e com medo de perder o filho querido, agita-se e acorda.

Acordada, Elizete ainda sente o perigo e sabe que pode perdê-lo. Uma onda de pensamentos doentios a invade. É melhor morrer a perder o filho. A iminência de um suicídio põe em sobressalto toda equipe socorrista.

Alteram a estratégia e recorrem a Julia, empregada doméstica de Elizete e que era médium, actuando em um Centro Espírita próximo. Convocada, a mulher aceita o serviço de apoio. Sintonizada vai até a patroa convidando-a a fazer uma oração e a ir ao Centro Espírita. Nada consegue. A mulher não recebe com interesse o apelo da serviçal.

Arquitectam outro plano, novo e audacioso. Adoecer Elisa, a filhinha de Elisete, irmã de Raul. Com a filhinha doente ela se sente culpada por abandonar a menina. Inconscientemente, abre mão do apego ao filho desencarnado e esquece a ideia de suicídio.

Florinda, médium experiente do Centro Espírita, convidada pela empregada vai visitar Elizete e nesse encontro a Equipe Espiritual consegue realizar o desligamento de Raul livrando-o da mãe.

Desligado e sem uma condição satisfatória Raul entra num processo de Autismo, ausentando-se de tudo e de todos. Neste estado é levado a sessão mediúnica para receber auxilio. O universo de energias de amor que ele encontra no momento mediúnico acalenta-o. Sente-se reconfortado, revigorado.

Sintonizado com a médium, Raul vê a ex-namorada oferecendo um universo de carinho e compreensão que restaura suas forças e faz com que ele "volte" à vida.

Com o sucesso do empreendimento os Espíritos Coordenadores encaminham Raul para uma estância localizada na dimensão extra física, acompanhado de Elza, a ex-namorada e abnegada servidora.

O que posso dizer, disso tudo, é que a principal causa do autismo seja ele aqui na Terra ou na dimensão espiritual pode ser o desarranjo no sentir, no querer e no doar-se.

Na verdade, o amor é uma força que todos possuímos. Apenas não temos aprendido a aplicá-la. Encontramo-la desequilibrada nas paixões, perturbada no ciúme, transfigurada no ódio, controvertida no egoísmo e sublimada nos anjos.

Como exercício, ofereço para vocês este, que significa um verdadeiro recomeço para que o estágio terreno seja um tempo de paz e alegria em seu coração.

Wison Francisco

Muita paz

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 08 de Janeiro de 2009, 20:02
Companheiros
Muita paz

Aqui vai mais um aspecto importante a informar, quer a nivel medicoou espiritual

   As situações de percepção do autismo tem realmente aspectos que lhe são peculiares e podem ser comuns ou decorrentes de quem detem essa fragilidade..Desde psicologicos, de postura ou mesmo fisicos, e diferem pelo meio e acção decorrentes da idade e a condição da problematioca do autismo, não faz destes serem seres abstractos, mas bem presentes na plenitude da sua condição.Toda a doença está latente a nivel periferico do perispirito, e através da projecção causistica da axiometria, fazem prevalecer raizes preteritas ou mesmo actuais, até porque a idade também pode assimilar essa indumentaria do autismo...No fundo todos  mesmo nos achando corpos feitos na plenitude poderemos ser portadores de uma doença, que vai ou não mostrar-se através das carências ou renuncia a que nós no pleno uso do livre-arbitrio, detivemos para superar fragilidades morais, mas sempre inerentes a excessos do crivo da razão .

   CONDIÇÕES COMUNS CO-OCORRENTES NO AUTISMO

• Retardamento Mental: Embora tenha sido estimado que até 75% das pessoas com autismo têm retardamento mental, estudos de pesquisa têm frequentemente utilizado testes de QI inadequados, tais como testes verbais com crianças não-verbais e, em alguns casos, estimando o nível de inteligência da criança sem quaisquer provas objectivas. Os pais devem solicitar testes de inteligência não-verbais que não precisem de conhecimentos linguísticos, como o Teste de Inteligência Não-Verbal (em inglês, Test for Nonverbal Intelligence, ou TONI). Além disso, independentemente do resultado, tenha em mente que as crianças autistas irão desenvolver mais competências à medida que cresçam e que terapias e educação apropriadas poderão ajudá-las a atingir seu verdadeiro potencial.

• Convulsões: Estima-se que 25% dos indivíduos autistas também tenham convulsões, alguns na primeira infância e outros ao passar pela puberdade (alterações nos níveis hormonais podem desencadear convulsões). Estas convulsões podem variar de leves (por exemplo, fixar os olhos no espaço por poucos segundos) a crises convulsivas tónico - clónicas (ataques epilépticos, doença do grande mal).

• Distúrbios do Sono: Muitas pessoas autistas têm distúrbios do sono. Acordar de noite pode ser devido ao refluxo de ácido gástrico no esôfago. Levantar a cabeceira da cama pode ajudar a evitar que o ácido do estômago suba e a proporcionar uma melhor noite de sono. A melatonina tem sido muito útil no sentido de ajudar a muitas pessoas autistas a adormecerem. Outros intervenções populares incluem o uso do 5-HTP e a implementação de um programa de modificação de comportamento desenhado para induzir o sono. Exercícios muito físicos poderão ajudar a criança a dormir e outros recursos para ajudar a dormir são um cobertor pesado ou um saco de dormir justo, como uma múmia.

• Comportamento de picamalácia, ou distúrbio alimentar: 30% das crianças com autismo exibem comportamento de picamalácia moderado a severo. Este comportamento se refere a comer produtos não alimentares, tais como tinta, areia, sujeira, papel, etc. A picamalácia pode expor a criança ao envenenamento por metais pesados, especialmente se houver chumbo na pintura ou no solo.

• tônus muscular baixo: Um estudo realizado pelo primeiro autor constatou que 30% das crianças autistas têm perda moderada a grave de tônus muscular, o que pode limitar a sua capacidade nas habilidades de funções motoras. Esse estudo concluiu que estas crianças tendem a ter níveis baixos de potássio. O aumento do consumo de frutas pode ser útil.

• Sensibilidades sensoriais: Muitas crianças autistas tem sensibilidades incomuns para sons, visão, tacto, gustação e olfacto. Sons altos e intermitentes, como alarmes de incêndio alarmes ou sinos de escolas, podem ser doloroso para as crianças autistas. Tecidos ásperos também podem ser intoleráveis e algumas crianças têm sensibilidades visuais. Elas são perturbadas pelo brilho de luzes fluorescentes. Se a criança frequentemente tem birras em grandes supermercados, é possível que ele /ela tenha uma grave super sensibilidade sensorial. Sensibilidades sensoriais são altamente variáveis no autismo, de leves a severas. Em algumas crianças, a maioria das sensibilidades são auditivas e, em outras, principalmente visuais. É provável que muitos indivíduos que permaneçam não-verbais tenham tantos problemas de processamento auditivo e visual e as entradas de informações sensoriais podem ficar confusas. Embora um teste de audição com tons puros e nítidos pode implicar uma audição normal, a criança pode ter dificuldades ao ouvir detalhes auditivos e ressonâncias 'duros'.
Algumas crianças têm limites de dor muito elevados (ou seja, são insensíveis à dor),

Auditory Integration Training, ou AIT),
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Diegas em 09 de Janeiro de 2009, 06:30
O verdadeiro autismo é o autismo infantil prematuro.

Estatisticamente 75% de todas as crianças autistas são do sexo masculino. E 75% dos autistas tem um Q.I. inferior a 70, ou seja, são infradotados.

Se o espírito não tem sexo, alguém saberia explicar (cientifica ou espiritualmente) o porquê de 3/4 dos casos ocorrer com o grupo masculino ?


Abç
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 09 de Janeiro de 2009, 18:42
Ola Amigo Diegas
Muita paz

   
Citar
O verdadeiro autismo é o autismo infantil prematuro.

Estatisticamente 75% de todas as crianças autistas são do sexo masculino. E 75% dos autistas tem um Q.I. inferior a 70, ou seja, são infradotados.

Se o espírito não tem sexo, alguém saberia explicar (cientifica ou espiritualmente) o porquê de 3/4 dos casos ocorrer com o grupo masculino ?

      Companheiro desculpe , mas está equivocado porque o autismo dá-se em crianças com um QI elevado ou baixo, e não existe na realidade um tipo de autismo unico, porque cada caso é um caso.
        Apesar de haver alguns pontos em comum na sua ocorrência, todo o autismo é real, porque é uma fragilidade da qual ainda todas as probalidades são sempre subjectivas, pois existem muitas formas do mesmo, no ambito psico-fisico.
       O autismo não aparece somente nas crianças , mas também em adultos.
        Quanto à questão que coloca de aparecer mais no sexo masculino , entendo que deu parte da resposta a si mesmo, porque os espiritos não tem sexo como nós o vemos pelo lado material, mas no livro dos espiritos encontra a resposta conncreta para essa situação;

L.E. 201. Em nossa existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem
animar o de uma mulher e vice-versa?

“Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.”

L.E. 202. Quando errante, que prefere o Espírito; encarnar no corpo de um homem, ou
no de uma mulher?

“Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de
passar.”


Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo.
Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes
proporciona provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência.
Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens

       


   Na realidade a proveniência advém sempre de nossa escolha, ou então raras excepcções, por situação compulsória.
    Acrescentando algumas situações que sãi inerentyes também ao autistae que fazem prevalecer uma certa reflexão;

Mas há coisas que autistas possuem em comum. Características relacionadas internacionalmente para o diagnóstico, junto com testes cognitivos, de abstracção, nível de comunicação, e vários outros.

- Não mamaram no peito
- Como bebês não tinham muita necessidade de colo, carinhos, "amor materno"
- Eram bebês fáceis, choravam poucos
- No aprendizado da fala, usavam a ecolalia (ou se referiam a si próprio na terceira pessoa)= repetição de palavras ou frases.
- Brincam tranquilamente SOZINHO, sem se sentir sozinho(sem se importarem com a presença do outro).
- Estrutura na rotina diária, se faz necessário (toda criança precisa, mas um autista necessita mais horas de sono que uma criança comum), e rotina bem como um ambiente de paz/harmonico;
- Não se relacionam em geral com outras crianças (dificuldade em relacionamento social), não brincam, não fazem amizades, não sabem que existe isso, e brincar com os outros ele pode até aprender, mas como não é muito versátil e curioso, custa para ele mais energia, têm poucos "amigos";


E para reforçar a questão do sexo repare o que uma Mãe diz:

" Há mais autistas do sexo masculino do que feminino, engraçado...minha filha foi obrigada e está sendo a viver num universo masculino de que não gosta muito, sempre teve poucas ou nenhuma coleguinha de classe;"

Repare que esta tematica pode levar-nos a um dado concreto , é sempre um objecto de escolha, copnsoante a necessidade da provação e o meio em que o espirito após encarnar tem de enquadrar...

   O isolamento faz interno e externo, por isso sente-se que são irmãos que estão em colisão consigo mesmos e com o Mundo que estão visitando...a abstração possivelmente virá por aí...Mas não podemos esquecer que o livre-arbitrio se faz sempre presente em todas as circunstâncias por muito que nós não acreditemos, porque se assim não fosse Deus estaria a ser injusto, e como  ELE é grandioso em AMOR , dá-nos uma linha de apoio a seguir .

Muita paz

VICTOR PASSOS

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Humberto Britto em 09 de Janeiro de 2009, 19:57
AUTISMO: Fenômeno patológico caracterizado pelo desligamento da realidade exterior e criação mental de um mundo autônomo.
Eis a resposta ciêntifica do portador deste fenômeno. O espírito não possui nenhuma   enfermidade, a carne sim. O espírito sofre evoluções caso a caso até ser lapidado e transformar-se em luz.
Quando uma criança nasce com a enfermidade do autismo (não existe cura e sim  acompanhamento educacional voltado para o bem estar do portador). Cabe à família saber agir de forma a viver com a situação. É necessário atenção, paciência, pericia e muito, muito amor.
A Ciencia Espírita ajuda-nos em todos os ângulos, a conviver com a situação.

Beto Costa
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Vitor Santos em 09 de Janeiro de 2009, 20:17
Olá

Citar
Estatisticamente 75% de todas as crianças autistas são do sexo masculino. E 75% dos autistas tem um Q.I. inferior a 70, ou seja, são infradotados

Que testes existem para avaliar o QI de um autista? Cá para mim não é possivel avaliar o QI alguém que não tem condições para fazer os testes.

Relativamente às estatisticas sobre o sexo, o amigo Beto Costa já respondeu muito bem, segundo me pareceu. Não se trata de uma afecção do espirito, pois o espirito não adoece fisicamente. O autismo é um problema fisico. A escolha de reencarnar no corpo de um autista, essa sim, pode ter a haver com o espirito, pois essa escolha é do próprio espirito ou de outros que lhe são superiores em evolução moral e intelectual.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Diegas em 09 de Janeiro de 2009, 21:03
'...mas está equivocado porque o autismo dá-se em crianças com um QI elevado ou baixo, e não existe na realidade um tipo de autismo unico, porque cada caso é um caso...'

Olá, Victor Passos

Noto que houve uma má interpretação ao meu comentário, por um singelo cálculo matemático, de fácil demonstração:

Se afirmamos que 75% dos autistas detém um Quociente de Inteligência abaixo de 70%, naturalmente restam-nos uma população considerável de 25%, dotadas de um Q.I elevado. Portanto, concordamos que há tanto crianças de Q.I elevado como baixo. 

Quanto a definição da palavra autismo, o forista nos trouxe: 'Fenômeno patológico caracterizado pelo desligamento da realidade exterior e criação mental de um mundo autônomo'

Ora, todos nós, somos portadores de um certo grau de autismo, principalmente aqueles tipos de individuos que gozam de uma vida introspectiva.  Chegaria a afirmar que um medium não passa de um autista quando se coloca em transe mediúnico. Mas talvez esta observação não faça sentido ao estudo pretendido que é o de localizarmos o autista verdadeiro no termo correto da palavra - aquele tipo de espírito que desde o seu nascimento traz consigo  a abstração da realidade.
       
Quanto a estatistica, considero o seu comentário didático, discorreu sobre aquilo que conhecemos que é o espírito não ter sexo, mas ainda não foi ao ponto de explicar o motivo da prevalencia do autismo ocorrer com maior intensidade com os individuos do sexo  masculino.



Abç



Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Diegas em 09 de Janeiro de 2009, 21:25
Que testes existem para avaliar o QI de um autista? Cá para mim não é possivel avaliar o QI alguém que não tem condições para fazer os testes.

Olá, Vitor Santos.


Dá uma olhadela nesta noticia (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2RpYXJpby5pb2wucHQvbm90aWNpYS5odG1sP2lkPTgwMjMxNSZhbXA7ZGl2X2lkPTQwNzE=)  

Citar
'...Relativamente às estatisticas sobre o sexo, o amigo Beto Costa já respondeu muito bem, segundo me pareceu. Não se trata de uma afecção do espirito, pois o espirito não adoece fisicamente. O autismo é um problema fisico...'

O espirito não adoece nunca, o que adoece é o perispirito, e o organismo físico nada mais é do que a cópia exata do perispirito. Em resposta a Kardec, um espirito assim se manifestou: o organismo físico sem o espírito é tudo, menos um homem.



Abç
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 09 de Janeiro de 2009, 21:32
OLa Amigo Diegas
Muita paz

    
Citar
Quanto a estatistica, considero o seu comentário didático, discorreu sobre aquilo que conhecemos que é o espírito não ter sexo, mas ainda não foi ao ponto de explicar o motivo da prevalencia do autismo ocorrer com maior intensidade com os individuos do sexo  masculino.

Claro que aquilo que lhe deixo é apenas um dos muitos estudos que começam a ser um acrescimo da resposta para a situação ser mais de afectar mais a tendencia masculina isto no ambito fisico-psicologico, e este Psicologo Inglês , juntamente com um grupo de outros cientistas estudiosos do comportamento traz-nos alguma da luz para isso, não que com iusso se faça plena verdade, mas apresenta-se como uma das mais próximas hipoteses...

Autismo é o extremo do masculino, diz inglês


O psicólogo inglês Simon Baron-Cohen, 45, começou a estudar as diferenças de comportamento entre homens e mulheres há dez anos, intrigado pela alta incidência do autismo no mundo masculino. Nos dez anos anteriores, ele havia constatado que essa condição atingia muito mais homens do que mulheres, em uma proporção que chega a 10 para 1 no tipo mais leve de autismo, a síndrome de Asperger.

O resultado da década de estudo é o livro "The Essencial Difference: Men, Women and the Extreme Male Brain" (A Diferença Essencial: Homens, Mulheres e o Cérebro Masculino Extremo), publicado no primeiro semestre na Inglaterra, no qual ele defende que o autismo é a exageração das características do cérebro masculino.

Baron-Cohen apresenta dois tipos de "cérebro": o voltado à empatia, mais comum nas mulheres, e o sistematizador, mais frequente nos homens. O feminino permite a melhor compreensão do outro e das emoções, enquanto o masculino demonstra maior habilidade no entendimento de coisas e de sistemas.

Os pesquisadores disseram que os níveis de testosterona diminuem com a idade mas não souberam explicar a ligação entre os baixos níveis do hormônio e a depressão em 5,1% dos participantes.

Eles acreditam, no entanto, que a baixa produção do hormônio altera os níveis de neurotransmissores ou hormonais no cérebro.

Testosterona e autismo

Bebés que possuem, enquanto estão no útero, níveis mais altos do hormônio masculino testosterona são menos sociáveis. Por outro lado, eles são melhores para reconhecer padrões e analisar sistemas. A descoberta, feita por cientistas do Centro de Pesquisa em Autismo de Cambridge, no Reino Unido, pode explicar porque os homens têm quatro vezes mais chances de desenvolver o autismo do que as mulheres.


Testosterona e sexo

Cientistas dos Estados Unidos, com o Professor Peter Gray na liderança, descobriram outro factor que afecta o apetite sexual dos homens. Eles examinaram cerca de 200 criadores de gado no norte do Quênia e mediram seu nível de testosterona. A pesquisa revelou que quanto mais esposas legais um homem tivesse, mais baixo era seu nível de testosterona. Os solteiros, naturalmente, foram os que apresentaram o mais alto nível de testosterona. Por vezes, o comportamento dominante é agressivo, sendo seu objectivo aparente infligir sofrimento na outra pessoa. Contudo, na maior parte das vezes a dominância é expressa de modo não agressivo. Por vezes, o comportamento dominante assume a forma do comportamento antisocial, onde se inclui a rebelião contra a autoridade podendo chegar ao incumprimento das leis.


Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: hcancela em 09 de Janeiro de 2009, 21:46
Olá amigos(as)

Nós somos constituidos por trés elementos essenciais.

Espirito:força criadora de Deus

Perispirito:O.M.B.(organizador modelar biológico)ou corpo astral

Matéria:corpo fisico que os espiritos utilizam biológicamente nos mundos que encarnam,composto pela matéria de esse mesmo mundo.

Ora a matéria(corpo fisico)reflete as deficiências que o perispirito acumula,através dos tempos,mas:Quem faz essas mesmas deficiências é o espirito a essência de Deus que através dos milénios e do seu livre arbitrio as faz.Porque independentemente do planeta ,o espirito apenas utiliza o perispirito do mundo em que habita .

Como tal e penso que é lógico;o espirito é o principal responsável pelas suas próprias deficiências ou não,que vai acumulando através dos milénios,e,que a caminho da perfeição que  ele próprio,e,independente do mundo em que habita ou o perispirito que tiver.

SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Taprobana em 09 de Janeiro de 2009, 22:06
Olá amigo Vítor Santos, olá amigos!

Relativamente às estatisticas sobre o sexo, o amigo Beto Costa já respondeu muito bem, segundo me pareceu. Não se trata de uma afecção do espirito, pois o espirito não adoece fisicamente. O autismo é um problema fisico. A escolha de reencarnar no corpo de um autista, essa sim, pode ter a haver com o espirito, pois essa escolha é do próprio espirito ou de outros que lhe são superiores em evolução moral e intelectual.

A questão Vítor, está mesmo aí. De facto o espírito não adoece fisicamente, mas não está provado que o autismo é uma doença física. Nada na ciência aponta até agora nesse sentido…

Até prova em contrário, aparentemente o corpo do autista é saudável sob todos os aspectos de observação fisiológica.

Pelo posicionamento que neste momento observo, as causas dessa diferença poderão estar na individualidade do espírito que se manifesta…

De “doenças” espirituais, como sabemos através os estudos dos livros de Kardec, todos nós somos portadores, as quais se manifestam de múltiplas formas, sempre diferentes de indivíduo para indivíduo.

Pelo facto de um nosso irmão expressar a sua afirmação de forma muito distinta da maioria de nós, não pode ser tomada, segundo o meu ponto de vista, como uma doença, significando aqui doença a presença de anormalidades orgânicas, somente porque um individuo decide posicionar-se perante a vida de uma determinada forma por muito que nos pareça estranha.

Citar
O quociente de inteligência (QI) das crianças autistas pode aumentar com aulas particulares intensivas, a partir dos três anos de idade, revelam investigadores britânicos citados pela «BBC».
….
Sinopse da noticia proposta para leitura pelo amigo Diegas.

Este facto parece adicionar como evidencia, que do ponto de vista orgânico as potencialidades de resposta estão presentes nestes nossos irmãos. Assim o livre arbítrio de cada um deles esteja disponível para agir em conformidade com as expectativas que são geradas, em conformidade com tudo aquilo, que é por nós considerado um comportamento nos moldes da normalidade.

Outras posições pessoais complementares a esta, já foram descritas em participações anteriores neste tópico, que complementam este raciocínio.



Um abraço amigo Vítor, um abraço amigos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 09 de Janeiro de 2009, 22:58
OLa Amigo Vitor Santos
Muita paz

  Quanto aos testes de QI, são possiveis apenas pela repetição dos estudos e pela metodo (testes de motricidade e de localização espacial).

   Sintomas e Diagnóstico

A criança autista prefere ficar sozinha, não estabelece relações pessoais íntimas, não faz carinhos ou afagos, evita o contacto visual, resiste a mudanças, torna-se excessivamente ligada a objectos familiares e repete continuamente certos actos e rituais. Ela pode começar a falar mais tarde que as outras crianças, pode utilizar a linguagem de forma peculiar ou pode ser incapaz de falar ou pode não desejar fazê-lo. Quando a palavra é dirigida a uma criança autista, esta geralmente demonstra dificuldade para compreender o que lhe está sendo dito. Ela pode apresentar ecolalia (repete as palavras à medida que elas são pronunciadas) e inverte o uso normal de pronomes, particularmente usando você no lugar de eu ou mim ao referir-se a si mesma.

Os sintomas de autismo em uma criança pequena permitem ao médico diagnosticar a doença. O diagnóstico é estabelecido através da observação atenta. Embora não existam exames específicos para o autismo, o médico pode realizar alguns para investigar outras causas de um distúrbio cerebral.

A maioria das crianças autistas apresentam um desempenho intelectual irregular e, por essa razão, a avaliação de sua inteligência é difícil. Os testes devem ser repetidos várias vezes. Geralmente, as crianças autistas apresentam um melhor resultado nos itens de desempenho (testes de motricidade e de localização espacial) que nos itens verbais nos testes padrões do quociente de inteligência (QI). Estima-se que aproximadamente 70% das crianças com autismo apresentam um certo grau de retardo mental (QI inferior a 70).

Cerca de 20 a 40% das crianças autistas, particularmente as com um QI inferior a 50, apresentam convulsões antes de atingir a adolescência. Algumas crianças autistas apresentam ventrículos (áreas vazias) cerebrais dilatados, os quais podem ser observados em uma tomografia computadorizada (TC). Nos adultos autistas, a ressonância magnética (RM) também pode revelar outras anomalias cerebrais.

Uma variante do autismo, algumas vezes denominada distúrbio desenvolvimental difuso iniciado na infância ou autismo atípico, pode começar mais tarde, até os 12 anos de idade. Do mesmo modo que o autismo que inicia na infância, a criança com distúrbio desenvolvimental difuso iniciado na infância não estabelece relações sociais normais e, frequentemente, apresenta maneirismos estranhos e padrões de fala incomuns. Essas crianças também podem apresentar a síndrome de Tourette, um distúrbio obsessivo - compulsivo, ou hiperactividade. Por essa razão, o médico pode ter dificuldade para diferenciar os sintomas de um distúrbio dos de um outro.



  Quanto a problema ser fisico, todos sabemos que a raiz de qualquer doença advem do espirito reflecte-se no perispirito e por sua vez toma acção no corpo fisico.

   Não podemos esquecer" Corpo são espirito são"ou vice-versa "Espirito São corpo são"



Não são os que gozam saúde que precisam de médico

11. Estando Jesus à mesa em casa desse homem (Mateus), vieram aí ter muitos
publicanos e gente de má vida, que se puseram à mesa com Jesus e seus discípulos; - o
que fez que os fariseus, notando-o, disseram aos discípulos: Como é que o vosso Mestre
come com publicanos e pessoas de má vida? - Tendo-os ouvido, disse-lhes Jesus: Não são os que gozam saúde que precisam de médico. (S. MATEUS, cap. IX, vv. 10 a 12.)
12. Jesus se acercava, principalmente, dos pobres e dos deserdados, porque são os que
mais necessitam de consolações; dos cegos dóceis e de boa fé, porque pedem se lhes dê a vista, e não dos orgulhosos que julgam possuir  a toda a luz e de nada precisar. (Veja-se: "Introdução", artigo: Publicanos, Portageiros.)

    Essas palavras, como tantas outras, encontram no Espiritismo a aplicação que lhes
cabe. Há quem se admire de que, por vezes, a mediunidade seja concedida a pessoas indignas, capazes de a usarem mal. Parece, dizem, que tão preciosa faculdade devera ser atributo exclusivo dos de maior merecimento.
    Digamos, antes de tudo, que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de
que qualquer homem pode ser dotado, como da de ver, de ouvir, de falar. Ora, nenhuma há de que o homem, por efeito do seu livre-arbítrio, não possa abusar, e se Deus não houvesse concedido, por exemplo, a palavra senão aos incapazes de proferirem coisas más, maior seria o número dos mudos do que o dos que falam. l)cus outorgou faculdades ao homem e lhe dá a liberdade de usá-las, mas não deixa de punir o que delas abusa.
    Se só aos mais dignos fosse concedida a faculdade de comunicar com os Espíritos,
quem ousaria pretendê-la? Onde, ao demais, o limite entre a dignidade e a indignidade?   
     A mediunidade é conferida sem distinção, a fim de que os Espíritos possam trazer a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos retos, para os fortificar no bem, aos viciosos para os corrigir. Não são estes últimos os doentes que necessitam de médico? Por que Deus, que não quer a morte do pecador, o privaria do socorro que o pode arrancar ao lameiro? Os bons Espíritos lhe vêm em auxílio e seus conselhos, dados diretamente, são de natureza a impressioná-lo de modo mais vivo, do que se os recebesse indiretamente. Deus, em sua bondade, para lhe poupar o trabalho de ir buscá-la longe, nas mãos lhe coloca a luz. Não será ele bem mais culpado, se não a quiser ver? Poderá desculpar-se com a sua ignorância, quando ele mesmo haja escrito com suas mãos, visto com seus próprios olhos, ouvido com seus próprios ouvidos, e pronunciado com a própria boca a sua condenação? Se não aproveitar, será então punido pela perda ou pela perversão da faculdade que lhe fora outorgada e da qual, nesse caso, se aproveitam os maus Espíritos para o
obsidiarem e enganarem, sem prejuízo das aflições reais com que Deus castiga os servidores indignos e os corações que o orgulho e o egoísmo endureceram.
    A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espíritos
superiores. E apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos
Espíritos, em geral. O bom médium, pois, não é aquele que comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem assistência. Unicamente neste sentido é que a excelência das qualidades morais se torna onipotente sobre a mediunidade.


Evangelho segundo Espiritismo de Allan Kardec

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Humberto Britto em 10 de Janeiro de 2009, 02:27
Queridos Irmãos, Saude e paz !

Vejam com funciona o FÓRUM, em pouco tempo criou-se uma polêmica face às minhas palavras. Uns entenderam, outros não. Gosto disto, é didático.

Um abraço a todos e todas e obrigado ao TAPROBANA pela defesa.

Continuemos, temos muito a aprender.

Que a verdadeira PAZ do Senhor esteja sempre presente em nossas vidas!

Beto Costa
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: evandroespindola em 10 de Janeiro de 2009, 03:03
AUTISMO: Fenômeno patológico caracterizado pelo desligamento da realidade exterior e criação mental de um mundo autônomo.
Eis a resposta ciêntifica do portador deste fenômeno. O espírito não possui nenhuma   enfermidade, a carne sim. O espírito sofre evoluções caso a caso até ser lapidado e transformar-se em luz.
Quando uma criança nasce com a enfermidade do autismo (não existe cura e sim  acompanhamento educacional voltado para o bem estar do portador). Cabe à família saber agir de forma a viver com a situação. É necessário atenção, paciência, pericia e muito, muito amor.
A Ciencia Espírita ajuda-nos em todos os ângulos, a conviver com a situação.

Beto Costa geralmente ,como disse,o espirito não tem nada a ver com isso,mas o corpo espiritual sim
o perispirito esta deformado,pois é a base do corpo
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 10 de Janeiro de 2009, 10:38
Ola Amigo Beto Costa
Muita paz

       Queria aqui sem deixar melindres, que não existe polemica neste Forum , mas debate de ideias dentro do bom senso e respeito comum.
       Todas as postagens dos intervenientes neste estudo são por demais, importantes, porque contribuem, para haver maior lucidez, numa tematica que ainda tem muito pouco de conhecimento ao nivel da sua envolvência.
        Ainda mais importante é que todos somos espiritos com graus evolutivos diferentes e de conhecimentos diferentes, porém mas com uma vontade inerente a cada um de ser util, de ajudar nesta tematica, os espiritos que dela sofram...
          Quero dizer que estou extremamente feliz pelo comportamento de todos os membros que estão a participar , pela cordialidade e o bom senso que tem demontrado, prova de serem irmãos que na sua humildade tanto como eu próprio estamos aqui para aprender e se possivel permitir que este frutuoso debate de ideias, possa ajudar os Pais e filhos que estão envolvidos, nesta situação na sua vivência.
        Os parabens a todos , mas o debate ainda não acabou, e como até aqui vamos continuar, lembro também da importância dos outros temas ligados ao Autismo, que postei no primeiro post, porque eles também serão extremamente importantes, para podermos engrandecer e se possivel permitir no final do mesmo uma conclusão benefica , quer ao nivel do conhecimento da fragilidade, quer às terapias , e a ajuda que se pode levar aos Pais, a inclusão, o preconceito...
       E o que o Espiritismo poderá fazer por eles.
        Gostava de deixar aqui também um pedido ; se alguns Pais de crianças ou mesmo adultos estiverem aqui presentes,participando, agradecia que deixassem seu testemunho,porque seria muito bom ...

Agradeço a todos e vamos continuar o estudo, mais à frente vou fazer uma pequena conclusão do que obtivemos até aqui, para podermos tambem entrar com os outros topicos do tema, porque será muito util.

Abraço fraterno a todos
Os 6000 membros deste Forum devem estar muito satisfeitos pelo trabalho realizado por os Orientadores deste Forum Espirita, porque na realidade o seu trabalho merece de todos nós esta entrega como membros, pois a sua dedicação é sempre duma enormidade sem limites...


Muita paz
VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 10 de Janeiro de 2009, 13:40
Muita paz Companheiros

Companheiros esta noticia é boa para todos que tem carências a nivel de Cognição;
Linguagem;Social.
   Ao mweesmo tempo de extremma imortãncia para o Autismo e degenerações ao nivel psicologico.

         
Os neurônios que podem ler mentes
   
Células cerebrais chamadas de espelho são capazes de analisar cenas e interpretar as intenções dos outros

Sandra Blakeslee escreve para o “The New York Times”:

Há 15 anos, num verão em Parma, na Itália, um macaco esperava em um laboratório que os pesquisadores voltassem do almoço. Delicados fios haviam sido implantados na região do seu cérebro que planeja e executa movimentos.

Todas as vezes que o macaco agarrava ou movimentava um objeto, algumas células dessa região do cérebro disparavam e um monitor registrava um som.

Um aluno de pós-graduação entrou no laboratório com uma casquinha de sorvete na mão.

O macaco olhou fixamente para ele e, em seguida, algo espantoso aconteceu: quando o estudante levou a casquinha aos lábios, o monitor soou novamente – mesmo o macaco não tendo feito nenhum movimento, apenas observado o aluno.

Os pesquisadores, chefiados por Giacomo Rizzolatti, um neurocientista da Universidade de Parma, já tinham observado esse mesmo estranho fenômeno com amendoins.

As mesmas células cerebrais disparavam quando o macaco via seres humanos ou outros macacos levarem amendoins à boca ou quando ele próprio fazia isso.

Os cientistas descobriram células acionadas quando o macaco quebrava a casca de um amendoim ou ouvia alguém fazê-lo. O mesmo ocorria com bananas, uvas passa e todo tipo de objetos.

"Demoramos anos para acreditar no que estávamos vendo", diz Rizzolatti.

O cérebro do macaco tem uma classe especial de células, os neurônios-espelho, que disparam quando o animal vê ou ouve uma ação e quando a executa por conta própria.

Mas, se essas descobertas, publicadas em 1996, surpreenderam a maioria dos cientistas, uma recente pesquisa deixou-os estupefatos.

Descobriu-se que os seres humanos têm neurônios-espelho muito mais perspicazes, flexíveis e altamente evoluídos do que os encontrados nos macacos, um fato que teria resultado na evolução de habilidades sociais mais sofisticadas nos seres humanos.

O cérebro humano tem múltiplos sistemas de neurônios-espelho especializados em executar e compreender não apenas as ações dos outros, mas suas intenções, o significado social do comportamento deles e suas emoções.

"Somos criaturas requintadamente sociais", diz Rizzolatti. "Os neurônios-espelho nos permitem captar a mente dos outros não por meio do raciocínio conceitual, mas pela simulação direta. Sentindo e não pensando."

A descoberta está sacudindo várias disciplinas científicas, alterando o entendimento de cultura, empatia, filosofia, linguagem, imitação, autismo e psicoterapia. E também de fatos do cotidiano.

Os neurônios-espelho revelam como as crianças aprendem, por que as pessoas gostam de determinados tipos de esporte, dança, música e arte, por que assistir a cenas de violência na mídia pode ser danoso e por que há quem goste de pornografia.

Encontradas em várias partes do cérebro, essas células disparam em resposta a cadeias de ações relacionadas a intenções.

Algumas são acionadas quando uma pessoa estende a mão para pegar um copo ou observa alguém pegar um copo; outras disparam quando a pessoa coloca o copo sobre a mesa e outras ainda quando a pessoa estende a mão para pegar uma escova de dentes e assim por diante.

Elas reagem quando alguém chuta uma bola, vê uma bola sendo chutada e diz ou ouve a palavra "chutar".

"Quando você me vê executar uma ação, você automaticamente simula a ação no seu cérebro", diz Marco Iacoboni, neurocientista da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), que estuda o tema.

"Circuitos cerebrais o inibem de se mover, mas você entende minhas ações porque tem no seu cérebro um padrão dessa ação baseado nos seus próprios movimentos."

Em resumo, ao observar a ação de outra pessoa, conseguimos interpretar suas intenções.

"E, se você me ver emocionalmente aflito por ter perdido uma cesta, os neurônios-espelho do seu cérebro simulam minha aflição. Automaticamente, você sente empatia por mim porque, literalmente, sente o que estou sentindo."

Os neurônios-espelho parecem analisar cenas e ler mentes.

Jornal da Ciência
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 10 de Janeiro de 2009, 13:43

Biologia e cultura

Até então, os estudiosos vinham tratando a cultura como fundamentalmente separada da biologia.

"Mas agora vemos que os neurônios-espelho absorvem a cultura diretamente, com cada geração ensinando a próxima por meio do convívio social, imitação e observação", completa Patricia Greenfield, psicóloga da UCLA.

"Outros animais – macacos, provavelmente, e, possivelmente, elefantes, golfinhos e cães – têm neurônios-espelho rudimentares."

Toda a linguagem é baseada em neurônios-espelho, segundo Michael Arbib, neurocientista da University of Southern California. Tal sistema, encontrado na parte frontal do cérebro, contém circuitos superpostos para a língua falada e a linguagem dos sinais.

Num artigo publicado na revista Trends em Neuroscience (Tendências na Neurociência), em março de 1998, Arbib descreve como gestos de mão e movimentos complexos da língua e dos lábios usados na formação de sentenças fazem uso do mesmo mecanismo.

Alguns cientistas acreditam que o autismo pode estar relacionado a neurônios-espelho malformados.

Estudo publicado na revista “Nature Neurosciente” (janeiro) de autoria de Mirella Dapretto, neurocientista da UCLA, revela que, embora muitas pessoas autistas consigam identificar expressões emocionais, como a tristeza no rosto de outra pessoa, e até mesmo imitar olhares tristes, não percebem o significado emocional da emoção imitada.

Mesmo observando outras pessoas, não sabem como é se sentir triste, com raiva, desgostoso ou surpreso.
(O Estado de SP, 29/1)

 
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Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Jos em 10 de Janeiro de 2009, 22:35
Boa noite a todos é a primeira vez que participo de estudos no forum e agradeço desde ja a atenção dos irmãos.


No passado, alguns pesquisadores imaginaram uma mãe negligente, fria o bastante para comprometer o desenvolvimento de seu filho, como causa do autismo. Mas esta é uma conclusão preconceituosa e até ofensiva aos pais.
Felizmente as evidências afastam essa hipótese: "Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença", afirma a Autism Society of América - ASA".

A ciência não descobriu a causa do autismo, e até hoje não há um tratamento que alcance a cura. O escritor Hermínio Miranda fez uma pesquisa profunda e dedicada sobre o assunto que se tornou um grande sucesso editorial, "Autismo - uma leitura espiritual". Na Bienal do Livro de 2000, em São Paulo, SP, Hermínio foi surpreendido por dezenas de crianças e adultos entusiasmados envolvendo-o carinhosamente.
Era um grupo de autistas com seus pais, consolados e esclarecidos pela leitura do livro, prestando ao autor uma comovente e merecida homenagem. Nessa obra, cuja leitura recomendamos, Hermínio diz: "O autismo continua sendo um desafio, um enigma, uma esfinge. De minha parte, estou convencido de que alguns dos seus aspectos nucleares somente se abrirão ao nosso entendimento a partir da introdução da realidade espiritual no modelo com o qual abordamos".
Segundo o pesquisador, a causa seria "um sentimento de culpa não resolvido, suscitado por um desvio de comportamento", ocorrido em vidas passadas. Contudo, o autismo não é um castigo, mas um instrumento de aprendizado, de "ajuste da consciência ética fustigada pelo arrependimento ou remorso e desejosa de se pacificar", conforme explicou Hermínio, no livro.
A ciência não fará progressos apenas esmiuçando o cérebro célula a célula. O materialismo é um véu posto entre a realidade e os olhos dos ciestistas. Finalizamos com as lúcidas palavras de Hermínio: "Estou convencido de que avanços mais significativos na melhor definição da etiologia do autismo continuem na dependência da aceitação do ser humano com entidade espiritual preexistente, sobrevivente e reencarnante.
Essa realidade precisa ser aceita em bloco, sem mutilações.
Editorial - R.C.E.


Somos questionado por uma certeza que todos somos certo, e o que não são, seriam doentes, temos que entender que todos resgate não e único, pois participa deste todos envolvidos, o autista em questão de reflexão. e o pingo no í... temos que entender que o martirio do Criador foi para nos mostrar e ensinar o amor... quando em nosso meio temos uma criatura em um prova espiritual, devemos no ater que sempre um de nos participou em vidas preteritas deste enredo carnal...
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Gigii em 10 de Janeiro de 2009, 22:38


Uma visão não espírita para auxiliar ao debate:

Autismo    
 
Adriana Campos| 2009-01-07 - Educare (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lZHVjYXJlLnB0L2VkdWNhcmUvRGV0YWlsLmFzcHg/Y29udGVudGlkPTEwMzc2MjMxMTlDQTNBMUZFMDQ0MDAwM0JBMkM4RTcwJmFtcDtjaGFubmVsaWQ9RkIxRTE1MUVGQzAyMjY0RkFBMzM0RUJERkY5MjJGQTImYW1wO3NjaGVtYWlkJmFtcDtvcHNlbD0y)
 
O grau de severidade do autismo varia bastante. Os casos mais severos são caracterizados por comportamentos extremamente repetitivos e auto-agressivos. Estes comportamentos podem persistir por muito tempo e podem ser muito difíceis de mudar...
 
  
'Tenho uma aluna que tem atitudes muito desconcentrantes: ora está eufórica, ora está apática, leva tudo o que se lhe diz à letra, é muito coscuvilheira, é muito infantil, chora com uma facilidade enorme, mas também gosta de provocar o choro nos colegas, etc... Será que é autista?!'
Margarida Alves, S. João de Lourosa

A melhor forma de esclarecer esta dúvida é clarificar o que é o autismo. Actualmente, não se fala em autismo mas em 'perturbações do espectro do autismo', devido à grande variabilidade de características apresentadas pelos sujeitos que eram designados simplesmente de autistas. As perturbações do espectro do autismo são consideradas como uma constelação de anomalias do desenvolvimento, que apresentam um conjunto de características comuns. Essas características são: reduzida interacção social, problemas de comunicação verbal e não verbal, actividades e interesses limitados ou pouco usuais.

As crianças com esta perturbação frequentemente tratam as outras pessoas como se fossem objectos inanimados, apresentam comportamentos repetitivos, não olham nos olhos, nem interagem com outras crianças. A ecolália (linguagem que consiste em repetir literalmente o que se ouve) é também um tipo de linguagem muito comum, uma vez que estas crianças repetem literalmente o que ouvem. Além disso, manifestam grande confusão entre os pronomes 'Tu' e 'Eu'.

O grau de severidade do autismo varia bastante. Os casos mais severos são caracterizados por comportamentos extremamente repetitivos e auto-agressivos. Estes comportamentos podem persistir por muito tempo e podem ser muito difíceis de mudar. As formas mais simples assemelham-se a uma desordem de personalidade associada a dificuldades de aprendizagem.

As perturbações do espectro do autismo frequentemente surgem associadas a outro tipo de distúrbios, como deficiência mental, alterações cromossomáticas, epilepsia, etc. A taxa de prevalência desta perturbação é de 1:1000 indivíduos, sendo os rapazes quatro vezes mais atingidos que as raparigas. Esta perturbação foi encontrada em todo mundo, em pessoas de todas as raças e níveis sociais.

As perturbações do espectro do autismo não são o resultado de uma causa única, existindo provas crescentes de que estas podem ser causadas por uma variedade de factores, tais como factores genéticos e ambientais (químicos e vírus). A crença de que os hábitos dos pais eram os responsáveis por esta perturbação foi refutada.

Embora não exista uma cura para o autismo, com tratamento e treino apropriado, algumas crianças podem desenvolver certas competências, que lhes permitam obter um maior grau de autonomia. As terapias ou intervenções devem ser planeadas de acordo com os sintomas específicos de cada indivíduo. As terapias mais bem estudadas incluem as intervenções médicas e comportamentalistas. As primeiras implicam o uso de medicamentos, a maioria dos quais afectam os níveis de serotonina (composto químico cerebral libertado e reabsorvido pelos neurónios). As segundas implicam um trabalho intensivo por parte de terapeutas, que procuram, sobretudo, ajudar estas crianças a desenvolverem destrezas sociais e de linguagem. Este tipo de intervenção surte mais efeitos se for desenvolvida precocemente.

Podemos assim concluir que a aluna que suscitou o 'nascimento' deste artigo não é de certeza autista, parece apresentar, sim, uma profunda instabilidade emocional, cujas causas deveriam ser analisadas através da recolha de dados adicionais.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Regina Prins em 11 de Janeiro de 2009, 00:57

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AONDE ESTÁ A PERFEIÇÃO DE DEUS???
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No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais.
Algumas ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola comum.
Num jantar de beneficência de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:
Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição?
Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não se pode lembrar de fatos e números como as outras crianças.
Então, onde está a perfeição de Deus?
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou:
Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante dela.
Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:
Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol.
Pedro perguntou-me:
Pai, você acha que eles me deixariam jogar?
Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe.
Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação.
Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar.
O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até à  nona rodada.
Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino.
Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar.
No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três.
No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva.
Pedro foi escalado para continuar.
Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e jogar fora a possibilidade de ganhar o jogo?
Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro.
Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão.
Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater.
Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu.
Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.
O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro.
Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.
O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para  o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar:
Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira.
Nunca na sua vida ele tinha corrido, mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da  bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo.
Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.
Todo o mundo gritou:
Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base.
Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.
Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção da terceira base e todos gritaram:
Corre para a terceira.
Ambas as equipes correram atrás dele gritando:
Pedro, corre para a base principal.
Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.
 Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre a face, aqueles 18  meninos alcançaram a Perfeição de Deus.
Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho! O fato é verdadeiro e ao mesmo tempo causa-nos tanta estranheza.

A meu ver esta história ilustra muito bem o tema...
E pensar que ainda existem pessoas que discriminam ...menosprezam... desrespeitam...e definem como  pessoas incapazes, as pessoas com necessidades especiais.
As  crianças,em sua pureza, nos mostram que a amizade e a solidariedade sempre serão um instrumento do bem...
Sigamos o exemplo delas ...colocando em prática o amor incondicional ao próximo...respeitando,valorizando seus sentimentos e limitações...assim conseguiremos mudar um pouco esse mundo em que vivemos...isto é o que DEUS espera de nós.
Fui professora de crianças com deficiência auditiva, por 10 anos,posso garantir que com elas aprendi e cresci muito como ser humano,foi um dos períodos mais gratificantes e emocionantes da minha vida.
Devemos agradecer a  Deus , que apesar de todos nossos erros,continua apostando em nosso crescimento e derramando suas bênçãos sobre nós.
Trilhões de beijos no coração...RE.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Diegas em 11 de Janeiro de 2009, 02:36
Olá.

A Medicina valoriza a patogênese. Entende-se por patogênese ou patogenia a origem ou desenvolvimento de qualquer doença ou processo mórbido. Se conhecemos os
porquês, as circunstâncias, a seqüência de eventos que provocam uma determinada doença, podemos planejar formas diferentes de atuação no sentido da cura ou da atenuação do sofrimento dela decorrente.

A partir do conceito médico da patogênese, pode-se definir a patogênese espiritual, ou seja, a raiz espiritual das doenças somáticas, na grande maioria das vezes oculta sob o véu da reencarnação ou subestimada pelos conceitos sócio-culturais, e mesmo científicos, vigentes. Como exemplos, podemos citar as doenças derivadas dos desvios ético-morais, das fixações mentais inferiores, das aplicações da lei de causa e efeito e das síndromes obsessivas.

André Luiz, na obra Evolução em Dois Mundos, capítulo 2, afirma: "Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é o reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação".

André Luiz considera a existência de três corpos: o mental, o espiritual e o físico. O corpo mental é o envoltório sutil da mente, sede da inteligência e do sentimento; o corpo espiritual
ou perispírito é o veículo físico por excelência, ajustado ao campo mental e intermediário na ação do espírito sobre a matéria mais densa; e o corpo físico é a estrutura orgânica material mais compacta, o veículo de manifestação do espírito no plano encarnado.

O corpo físico é o retrato do corpo espiritual que, por sua vez, é o retrato do corpo mental. Por "retrato" podemos entender a imagem reproduzida a partir de um molde, cuja matriz é o espírito imortal, onde a mente está sediada. Por conseguinte, o corpo físico é uma reprodução de tudo o quanto se passa na intimidade da mente, uma representação dos conteúdos que constituem a individualidade do espírito. A somatória das virtudes e das desvirtudes que compõem a "bagagem" da criatura está expressa no seu corpo físico. As enfermidades físicas e psíquicas, portanto, em inúmeras situações só encontrarão explicação lógica e justa à luz da patogênese espiritual.


Diante do exposto, fica fácil saber qual a causa que possibilita numa futura encarnação a ocorrencia do autismo numa proporção de 4 casos masculinos para 1 feminino, dentro da lei de causa-efeito.



Abç
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Vitor Santos em 11 de Janeiro de 2009, 12:02
Olá

Parece haver aqui uma contradição entre o que disse o espirito André Luiz e o que diz a Codificação de Kardec. Com efeito a Codificação refere a constituição do homem encarnado, como:

- corpo fisico
- fluido vital
- perispirito
- espirito (sede da inteligência)

Não há menção a nenhum corpo mental independente do espirito.

Também nada diz que o perispirito pode ficar doente. É dito que pode ser mais ou menos impuro, e também mais ou menos grosseiro, conforme o espirito e o mundo onde se encontra. Mas nada diz em relação a haver uma matriz perispiritual correspondente ás doenças do corpo fisico.

O perispirito não tem memória. É simplesmente matéria, embora intangivel à maior parte de nós. Quem tem memória é o espirito, não o perispirito. Se assim não fosse, o homem não tinha a sua individualidade, pois ao alterar-se o perispirito, alterava-se a memória.

A aparência do perispirito é moldada pelo espirito e, para nós, em regra, é aquela que o espirito tinha aqui na terra, antes de desencarnar.

A falta de maturidade espiritual não é uma doença, tal como a falta de maturidade de uma criança aqui na terra não é uma doença da criança. Decorre da forma como Deus entendeu criar o universo, ou seja das leis da vida que Ele concebeu. Nós fomos criados simples e ignorantes e com o objectivo/ destino de chegarmos a espiritos puros. Assim sendo, não há como evitar a transição entre os dois estados. A nossa maturidade vai aumentando, mas só nos tornemos verdadeiramente maduros quando chegamos a espiritos puros.

Até prova em contrário, tudo é possivel. Todavia, na minha perspectiva pessoal, a credibilidade da codificação é incomparavelmente maior do que a credibilidade da "Evolução em dois mundos", do espirito André Luiz, por meio do médium F.C.Xavier. Desta forma, até eu obter novos dados que contradigam o que penso actualmente, considero como credivel o que diz na codificação, contra o que diz (e o que dizem que disse) o Espirito André Luiz.

bem hajam
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: gudu em 11 de Janeiro de 2009, 18:20
 
 
 

Autismo e Espiritismo       
Como relacionar os dois?
Por Dr Américo Domingos Nunes Flilho

O autismo se caracteriza por um grave transtorno do desenvolvimento da personalidade, revelando uma perturbação característica das interações sociais, comunicação e comportamento. De uma maneira geral, a pessoa tem tendência ao isolamento, olhando de forma dispersa, sem responder satisfatoriamente aos chamados e demonstrando desinteresse pelas pessoas. O indivíduo, sem apresentar nenhum sinal físico especial, ostenta prejuízo severo de várias áreas da performance humana, acometendo principalmente as interações interpessoais, da comunicação e do comportamento global.

         O paciente apresenta um sistema nervoso alterado, sem condições psico-neurológicas apropriadas para um adequado recebimento dos estímulos necessários, afetando seriamente seu desenvolvimento, exibindo incapacidade inata para o relacionamento comum com outras pessoas, como também desordens intensas no desenvolvimento da linguagem.

O comportamento do portador do transtorno autista é caracterizado por atos repetitivos (rotinas e rituais não funcionais, repertório restrito de atividades e interesses) e movimentos estereotipados, bem elaborados e intensos (saltos, balanceio da cabeça ou dos dedos, rodopios e outros). Podem, igualmente, ser observados alguns sintomas comportamentais como a hiperatividade, agressividade, inclusive contra si próprio, impulsividade e agitação psicomotora.

Até hoje esse distúrbio, permanente e severamente incapacitante, associado a algum grau de deficiência mental e acometendo mais o sexo masculino, é enigmático para a ciência, sem explicação convincente de sua causa e ausência de tratamento específico. Enquanto os pensadores se debatem em mil argumentos e justificativas, completamente envolvidos nas teias compactas da problemática síndrome, qual a contribuição que pode ser concedida pela ciência do espírito?

Einstein, certa feita, disse que "a ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é cega". O espiritismo se apresenta como uma religião natural, desprovida da presença do absolutismo sacerdotal, sem submissão a rituais e dogmas, apta a dar apoio e controle à ciência, completamente presa às leis da matéria e impossibilitada sozinha de explicar os mais misteriosos fenômenos.

Em verdade, a doutrina dos espíritos e a ciência humana se complementam uma pela outra. O excelso codificador do espiritismo, Allan Kardec, enfatizou que as descobertas da ciência glorificam Deus em lugar de diminuí-Lo e elas não destroem senão o que os homens estabeleceram sobre idéias falsas que fizeram Dele ("A Gênese'', pág. 40, FEB).

Sabemos, por exemplo, que a ciência dos homens se mantém estática diante do fenômeno da morte, completamente inerte e impotente, enquanto a ciência espírita transcende ao acontecimento, indo mais além, explicando tudo o que ocorre nos domínios do extrafísico, encarando o fenecimento do corpo físico como um acontecimento natural, sabendo que a individualidade espiritual ressurge na verdadeira pátria como um pássaro liberto da prisão. Na realidade, já bem antes, precisamente nos trâmites do fenômeno da fertilização do óvulo, precedendo ao nascimento, todo o processo científico extrafísico é do conhecimento da ciência espírita, inclusive respondendo algumas questões misteriosas, sem respostas objetivas da biologia: "Como é que os genes, situados numa molécula protéica, podem manipular e ordenar a si próprios?". "Como proteínas podem demonstrar sabedoria, regulando a formação de outras proteínas?". "Como pode uma proteína ter tanta capacidade de comando específico e brilhante?''. ‘‘Como podem apenas 30 mil genes produzir mais de cem mil proteínas?''. Sabendo que cada gen pode produzir três, quatro até cerca de dez proteínas, como sabe qual a proteína certa que tem que formar?".

À nível microscópico, um efeito inteligente biológico não pode ser conseqüência de uma coisa aleatória que surgiu por acaso, apenas resultante do trabalho casual de proteínas específicas. O corpo humano, constituído de mais de cem trilhões de células, não pode ser fruto do acaso, ainda mais que é resultante de uma única célula (ovo ou zigoto). Tem que existir um fator, orientando tudo isso, uma diretriz, um gerente maior, um campo organizador da forma. Comparando o corpo humano a um bolo, o DNA (Ácido Desoxirribonucléico), constituinte dos genes, seria uma espécie de receita e o bolo seria produzido de acordo com as instruções da receita. O espírito é o artífice de todo o processo (genial confeiteiro, utilizando a receita e preparando o bolo). Portanto, o DNA corresponde a uma fita programada e aperfeiçoada nos bilhões de anos de evolução, sob as diretrizes do grande programador: A Essência Espiritual.

O corpo humano está subordinado às informações ou ordens dos genes, os quais não são os exclusivos mentores do maravilhoso processo biológico da vida, desde que há, em verdade, um Poder Inteligente que orienta a formação do ADN e permite repará-lo quando necessário. Logo após a fecundação, a entidade reencarnante, de acordo com sua sintonia evolutiva, grava o seu código cifrado vibratório na matéria, atuando sobre o ADN. Portanto, todas as transformações físicas, químicas, orgânicas, biológicas, de todas as células são orientadas e dirigidas pelo espírito que preside a tudo, funcionando o corpo como um grande computador biológico.

Interessante e importante o conhecimento científico de que os genes exercem um poder incrível, como que dotados de inteligência, sabendo muito bem o que estão fazendo. Por exemplo, a bananeira não dá limão. Por que a mama não produz lágrima? Ela fabrica leite. Imaginem se suássemos leite materno? O organismo tem conhecimento de que, na mama, por exemplo, tem que desligar os genes que causam o suor e ligar os genes que produzem o leite. Quem é o responsável por esse extraordinário e perspicaz processo biológico? Como uma proteína pode despertar outra proteína? Quem lhe ensinou a tarefa? As respostas são fornecidas pela ciência espírita, atestando que Deus existe e que a individualidade espiritual, o espírito imortal, diante do universo, retorna em diversas existências, aprimorando-se, sendo responsável causal da gerência dos processos biológicos, sendo, inclusive, "o campo organizador da forma" ou "planta de construção", na embriogênese, mentor da constituição do organismo, a partir de apenas uma célula, arquitetando a formação dos tecidos e órgãos do corpo físico.

A doutrina espírita ensina que somos artífices do nosso próprio destino (o acaso não existe). Quando nascemos com alguma deformidade, em verdade a mesma já existia antes em espírito, porque a criamos dentro de nós, em determinada vivência física. Então, o espírito é responsável por tudo que pensa e faz, subordinado à Lei de Causa e Efeito, divina por excelência. Se tivermos algo a expiar, a distonia arquivada, em nosso envoltório espiritual, propiciará a escolha da fita compatível e sua posterior gravação. Então, plasmamos em nosso ADN a informação codificada que trazemos em espírito; sendo, portanto, nossas deficiências originadas de nós mesmos, nunca obra do acaso e muito menos predeterminadas por uma divindade vingativa. Somos hoje o que construímos ontem: "A cada um segundo as suas obras''.

Ninguém nasce autista por acaso. A Justiça Divina é misericordiosa por excelência, propiciando ao infrator as benesses da retificação espiritual. Algumas teses espiritualistas relatam que o comportamento autista é decorrente do fato de o espírito não ter aceitado sua reencarnação. O Livro dos Espíritos, na questão 355, ensina que a aliança do espírito ao corpo não é definitiva, porquanto os laços que ao corpo o prendem são muito fracos, podendo romper-se por vontade do espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Portanto, o espiritismo instrui que, nos casos de não aceitação da reencarnação, mediante o seu livre-arbítrio, a entidade se retira e acontece um aborto, denominado, pela ciência, de espontâneo.

Os déficits cognitivos severos, associados às profundas alterações no inter-relacionamento social, caracterizam o autista, apresentando uma forma de identificação profundamente diferente, resultante do mau uso das faculdades intelectivas, em existências anteriores, errando o ser, exatamente na dissimulação das emoções, estabelecendo relações afetivas baseadas no engodo, no fingimento, para manter suas posições sociais abastadas, no campo do poder social, igualmente na sedução sexual, utilizando o disfarce, a aparência enganadora, cobrindo com uma máscara psicológica a sua verdadeira personalidade, representando uma personagem falsa, enganando os circunstantes para auferir vantagens. Quantos indivíduos, exercendo cargos religiosos, políticos, militares e policiais, sem a preocupação de ajudar o próximo, assoberbados de vantagens pessoais, preocupados apenas com o seu próprio bem-estar, apresentam-se como falsos líderes, ludibriando a muitos, mas não conseguindo enganar a si próprios.

Na Parábola dos Talentos, Jesus alude aos que usaram seus dons, atributos, sem benefício para os semelhantes e, atormentados, posteriormente, pelo remorso, refletem um sofrimento que parece não ter fim (imagem simbólica do "fogo eterno"), recebendo a sentença que ressoa nos refolhos mais íntimos da consciência: "até o pouco que tem lhes será tirado".

O indivíduo autista representa alguém necessitado de muita atenção, carinho e amor, vindo ao mundo físico, em uma reencarnação essencialmente expiatória, totalmente desprovido do controle de suas emoções, com prejuízo acentuado na interação social, não desenvolvendo relacionamento eficaz com seus pares, fracasso marcante no contato visual direto, na expressão facial, na postura corporal, na tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas. Está agora sujeito às conseqüências de seus atos impensados do pretérito. De tanto não conceder o devido respeito às pessoas e de não conceber que os seres pensam e tem sentimentos, retorna com déficit e prejuízo da empatia, com intensa dificuldade de construir vínculos, sem se sentir atraído pelas pessoas e sem interesse em tentar falar, considerando o rosto humano muito complexo e confuso, difícil de se olhar. No pretérito, a todo o custo, buscava a fama, a glória, o entusiasmo dos aplausos, o ardor dos cumprimentos e abraços; hoje, com aparência desorientada devido a uma expressão sem emoção, vivencia experiências caóticas, com dificuldade imensa de estar fora do seu casulo particular, principalmente quando ouve o ruído de um grupo de pessoas, causando acentuada confusão nos seus sentidos, sem saber distinguir os estímulos e, muitas vezes, aguçada dificuldade em relação à sensibilidade tátil, sentindo-se sufocado com um simples aperto. Contudo, "Deus é Amor", proporcionando ao espírito imortal, diante da eternidade, a oportunidade da redenção espiritual.

Quando retornar à dimensão extrafísica, apresentar-se-á curado, sem mais o remorso lhe assenhoreando o íntimo, vivenciando a paz e agradecendo a valiosa oportunidade, dispensada a si próprio, de agora poder valorizar a utilização dos dons da comunicação e o talento do carisma, visando o bem estar do próximo e o seu próprio crescimento espiritual. A chance de ter tido uma existência difícil, quando se entretinha, enfileirando brinquedos e objetos, particularmente, pauzinhos, caixinhas, peças coloridas para encaixe, despertou dentro de si o potencial da humildade. Captando paulatinamente as vibrações amorosas de seus pais, familiares, amigos e abnegados terapeutas, assimilando-as intensamente, a carapaça da empáfia desabou e descobriu em plenitude o amor. Afinal, somos herdeiros do infinito e estamos ainda iniciando nossa jornada evolutiva no rumo das estrelas grandiosas e incomensuráveis do universo.

         OBS.: Dedico esta matéria a todos os que, na presente reencarnação, vivenciam a experiência valiosa do autismo, principalmente à minha querida filha Sofia, com seis anos de vida, renascendo no meu lar, acometida do mesmo transtorno. Agradeço a Deus pela oportunidade, concedida a meu espírito, de estar compartilhando com ela momentos tão difíceis, exaustivos e angustiantes; contudo, entremeados de atenção e de amor. A reencarnação, divina por excelência, me permite a chance maravilhosa de estar com ela novamente e de crescermos, agora, juntos, sob as bênçãos do Excelso e Amado Pai.

Autismo infantil

 

1) As causas do autismo permanecem desconhecidas, havendo forte indício de fatores genéticos;

2) A incidência do transtorno está aumentando significativamente no mundo. Em cada 1000 crianças, uma é portadora da síndrome. Nos EUA, é apontado um autista para 500 infantes, já superando os índices da S. de Down e do câncer infantil. As taxas são 4 a 5 vezes superiores para o sexo masculino; entretanto, as crianças do sexo feminino são mais propensas a apresentar um retardo mental mais severo;

3) Em 1943, foi descrita pela 1ª vez pelo psiquiatra Leo Kanner, descrevendo a condição especial de 11 crianças;

4) Cerca de 70% dos pacientes possuem algum nível de retardamento mental;

5) Há necessidade premente do diagnóstico precoce para uma ajuda multidisciplinar mais eficiente. Deve-se suspeitar de bebês que choram demais ou se apresentam muito quietos. Dormem pouco ou dormem demais, passando do horário das refeições. Não atendem quando chamados, parecendo surdos. Aversão ao toque. Não suportam colo. Não demonstram emoção para com as pessoas. Interessam-se mais por objetos do que por pessoas.  Crianças que têm pouco contato visual, não olhando para os rostos das pes 
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 11 de Janeiro de 2009, 19:39
OLa AMIGO Vitor Santos

Muita paz

      Se me permite usar a sua expressão em resposta, Ao post do Amigo Diegas e com todo respeito;

Citar
Até prova em contrário, tudo é possivel. Todavia, na minha perspectiva pessoal, a credibilidade da codificação é incomparavelmente maior do que a credibilidade da "Evolução em dois mundos", do espirito André Luiz, por meio do médium F.C.Xavier. Desta forma, até eu obter novos dados que contradigam o que penso actualmente, considero como credivel o que diz na codificação, contra o que diz (e o que dizem que disse) o Espirito André Luiz.

Estamos de acordo bom Amigo.Poderá ser até que estejamos a ser mau juizes da realidade, mas enquanto não se provar o contrario estou em unissono consigo...isto respeitando o co-autor Espirito André Luiz.


 MUITA PAZ
VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: SandraMara em 11 de Janeiro de 2009, 20:27
Bom ano a todos!

Muito rico este fórum que destaca um tema específico, mas muito complexo.
Quanto às características do autismo, fatores sociais, culturais, endógenos, enfim a fenomenologia do quadro já foi vastamente explorada.
Gostaria apenas de deixar um fato real para discussão.
Trabalho em um programa de atenção à violência doméstica e há algum tempo atrás, atendi uma menina, vítima de abuso sexual aos 6 anos que apresentava depois desse fato:
- distanciamento social, com falta de contato visual.
- Enurese e ecoprese.
- Movimentação rítmica do tronco (para frente e para trás).
-Ecolalia
-Piromania
-Inadaptação ao ambiente escolar e dificuldades de aprendizagem.
-Auto-mutilações -(Arranhava-se, mordia-se)
Estes fatos entretanto começaram a ocorrer após o fato mencionado. Antes tratava-se de uma criança carinhosa, afetuosa, inteligente, companheira (principalmente com a mãe).

Uma análise fria do quadro poderia incluí-la num diagnóstico de síndrome de Aspeger, no entanto ela não nasceu assim.
As marcas do abuso sexual ficaram em sua mente de forma tão dolorosa que passou a evitar as pessoas e passou a fixar a atenção apenas aos animais.
Se uma mudança comportamental tão visível pôde ser analisada nesse caso, imagine as dores, culpas, medos e traumas acumulados ao longo de várias encarnações.

O que quero dizer com isso? Não adianta discutirmos o por quê, como e a gênese desses problemas, se não formos capazes de aceitar as diferenças e lidar com elas sem preconceitos. Se ao invés de enquadramos conceituações estáticas, incluirmos o relativismo dos fatos, poderemos estabelecer estratégias de ação que facilitem o atendimento e a inclusão destas pessoas no convívio social e educacional.

Pessoas, que necessitam de atenção especial, ou não, são cidadãos e merecem ter os direitos respeitados. Respeito e amor, podem mostrar à estes irmãos, que o mundo não é tão assustador quanto parece e que podem voltar a confiar no próximo e quem sabe um dia, recuperar a capacidade de amar e de criar.

Até lá, aceitá-los em suas especificidades já é uma forma de respeito e amor.

Fiquem todos em paz

Sandra
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Vitor Santos em 11 de Janeiro de 2009, 20:34
Olá Sandra

Citar
Pessoas, que necessitam de atenção especial, ou não, são cidadãos e merecem ter os direitos respeitados. Respeito e amor, podem mostrar à estes irmãos, que o mundo não é tão assustador quanto parece e que podem voltar a confiar no próximo e quem sabe um dia, recuperar a capacidade de amar e de criar.

Até lá, aceitá-los em suas especificidades já é uma forma de respeito e amor.

Concordo em absoluto.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Atma em 11 de Janeiro de 2009, 22:39
Os diferentes tipos de autismo.

http://video.google.com/videoplay?docid=-3291829355107587157&hl=pt-BR
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Diegas em 12 de Janeiro de 2009, 00:59
'...Parece haver aqui uma contradição entre o que disse o espirito André Luiz e o que diz a Codificação de Kardec...

Olá, Vitor Santos.

Não há qualquer tipo de conflito entre Kardec e André Luiz, pois os ensinamentos se complementam. Semear o contrário, só tende a criar confusão.

Poderia descrever-nos a fisiologia do perispirito ?


Citar
- espirito (sede da inteligência)

O espírito, conforme observa Kardec é uma centelha de luz, sem uma configuração definida, e ele necessita de um cérebro perispiritual para manifestar o pensamento.

Lembrando que uma mente sã resulta num corpo são.


Abç
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Maria Solange Guarino Tav em 12 de Janeiro de 2009, 03:25
O convite para participar das discussões e do estudo chegou no momento em que eu precisei orientar uma família amiga sobre o assunto pela dor da perda da adolescente com autismo. Foi muito bom pois indiquei o forum caso tenham dúvidas e sugeri que participem das discussõesLogo estarei ligada para outras imformações. Obrigada. Solange
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Isis Maria em 12 de Janeiro de 2009, 11:41
Bom dia, bons estudos que o nosso amado mestre ilumine nossos pensamentos para uma melhor compreensão e entendimento.

Não pretendo fugir do tema, só quero complementar, com a permissão de todos o que o nosso querido amigo Diegas disse abaixo, porque acho de fundamental importância mantermos nossos pensamentos em harmonia para essa e futuras vidas.

O Iluminado Espírito de Antonio Luiz Sayão, em Elucidações Evangélicas, esclarece que: "Não esqueçamos, porém, que, principalmente, da pureza da nossa consciência é que depende a intensidade da luz que tudo nos clareará, por isso que dessa pureza é que depende o sermos bons Espíritos e, conseguintemente, assistidos, inspirados, protegidos e guiados no conhecimento da verdade, como são os Espíritos bons."


Citar
O espírito, conforme observa Kardec é uma centelha de luz, sem uma configuração definida, e ele necessita de um cérebro perispiritual para manifestar o pensamento.

Lembrando que uma mente sã resulta num corpo são.

Entendo, que esta centelha divina, raio de luz que provém de Deus, torna-se Espírito ao assumir uma individualidade, por isso necessita de um cérebro perispíritual para manifestar o pensamento, é o perispirito veículo das sensações que circulam do mundo exterior para o Espírito e das ordens de comando em sentido contrário; é parte integrante e inseparavel do Espírito que mantém os registros de sua vida imortal.
   
E como mantém os registros de tudo, daí a necessitade de mantermos um corpo são; porém para mantermos o corpo são é preciso a mente estar sã, sei que é algo muito difícil no mundo em que vivemos, pois muitas são as atribulações e preocupações do dia-a-dia, mas não é impossível, nos recomendou Jesus, ao dizer: Orai e Vigiai.

Fixar pensamentos otimistas, vencer receios injustificados, exercitar idéias edificantes - eis o início de programa de vigilância para mente sadia poder operar um corpo moralmente sadio.

A mente em desalinho só poderá refletir, na complexidade psicossomática do ser, o desequilíbrio enfermiço próprio de sua insanidade transitória ou permanente.

A alma deseducada motiva reações emocionais descontroladas e comportamentos prejudiciais a si e aos semelhantes...

Além de vigiar precisamos também elevar o pensamento a Deus, à espiritualidade amiga.
 
A mente sã é mantida pela autoconfiança, otimismo, esperança. Daí vem a importância de ter o pensamento positivo, de acreditar no potencial de cada um, de aceitar os planos divinos, na ajuda do Alto e ter esperança em cada um de nós, em Deus, nos homens, no mundo.

Para ter a mente sã( consciência tranquila)  é preciso ter o coração limpo, deixar as mágoas, os rancores, as raivas e as feridas cicatrizarem para que nossos pensamentos possam filtrar harmonia, tranquilidade, paz  proporcionando assim, um comportamento equilibrado diante dos desafios terrenso ...

Enfim, precisamos compreender o verdadeiro significado da Fraternidade Universal, que nada mais é do que nos libertarmos dos preconceitos de todos os tipos e compreender que todos nós somos provenientes da mesma fonte, que é o amor de Deus por todas as criaturas.
Para ter o corpo são, manter a mente sã, e para a mente estar sã precisamos manter nossos espíritos cheios de amor ao próximo.


abraços e fiquem com Deus
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: heloisa barbosa em 12 de Janeiro de 2009, 17:50
Olá amigos,
Esta é minha primeira participação no Forum e gostaria de dizer que é imensa a minha alegria. ;)

"A dor é inevitável. O sofrimento é opcional". Carlos Drummond de Andrade...

Conheço uma jovem autista que sempre apresentou um imenso comprometimento, dentre eles estão a não comunicação verbal, extrema alienação, comportamentos repetitivos, e durante muitos anos apresentou auto flagelação, pois sempre que contrariada batia com a cabeça na parede ou mordia as mãos até ferir gravemente.

Essa jovem foi recebida nessa encarnação por uma mãe que se predispôs a amá-la e auxiliá-la na superação as dificuldades.
Hoje ela é assistida numa Instituição Espírita de atendimento a jovens deficientes(GAPEB - http://www.gapeb.com.br/) e percebe-se nítidamente que o amor operou nela imensas transformações, principalmente depois que foi melhor direcionado com o auxílio da Insituição que a assiste. Está extremamente calma, já não grita nem se auto flagela mais e já mantém um certo contato visual com a mãe.

Não se tem conhecimento das necessidades desse espírito para rencarnar nessas condições o que poderia nos servir talvez de mera especulação, mas sabe-se que Deus em sua infinita bondade nos dá oportunidades de experienciar diversas situações que nos permitem resgatar compromissos do passado e acumular conhecimentos e merecimentos para o futuro.

Somos todos espíritos com necessidades especiais devido ao nosso comprometimento moral. Moldamos nosso corpo com as lesões que deixamos em nosso perispírito e conforme as necessidades de evolução que apresentamos. Agradeçamos à Deus pelas oportunidades reencarnatórias e aproveitemo-las buscando ter Jesus em nós.
muita paz!!!
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: SandraMara em 12 de Janeiro de 2009, 18:02
Olá a todos

Obrigada Vítor Santos pela consideração.

Gostaria de concordar com Isis Maria quando menciona:

 "E como mantém os registros de tudo, daí a necessitade de mantermos um corpo são; porém para mantermos o corpo são é preciso a mente estar sã, sei que é algo muito difícil no mundo em que vivemos, pois muitas são as atribulações e preocupações do dia-a-dia, mas não é impossível, nos recomendou Jesus, ao dizer: Orai e Vigiai.

Fixar pensamentos otimistas, vencer receios injustificados, exercitar idéias edificantes - eis o início de programa de vigilância para mente sadia poder operar um corpo moralmente sadio.

A mente em desalinho só poderá refletir, na complexidade psicossomática do ser, o desequilíbrio enfermiço próprio de sua insanidade transitória ou permanente.

A alma deseducada motiva reações emocionais descontroladas e comportamentos prejudiciais a si e aos semelhantes... "


Agradeço à Atma pelo vídeo postado sobre o autismo.


À todos uma excelente semana.


Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 12 de Janeiro de 2009, 18:47
Ola Amiga Sandra
Muita paz

     Agradeço a colocação dos seu post , porque inclui um aspecto importante, do Autismo.
     
Citar
Estes fatos entretanto começaram a ocorrer após o fato mencionado. Antes tratava-se de uma criança carinhosa, afetuosa, inteligente, companheira (principalmente com a mãe).
     Os choques vivênciais pelo medo, pelo abuso, pela sitematica conjugação da exploração das fragilidades humanas, podem fazer eclodir quer nas crianças , ou adultos digamos que um extracto auto-obsessivo que acaba por levar a atitudes de revolta quer interior, ou exterior , tal como as as mutilações , e degeneração do comportamento em sociedade, levando qualquer ser a cair numa situação fobica , e assim fechar-se para tudo que a envolve...Isto pode acontecer nos adultos , por abandono, por falta de amor, por saudade e mesmo pela violência envolvente a um ser mais sensivel.
      Todos temos em mente que devemos defender os direitos humanos, todos temn direito a solidariedade e penso que no caso que nos trás o Espiritismo , acompanhado da medicina se pode fazer muito por essa criança.
       Grato por esse relato e por participar neste trabalhp de estudo.


Muita paz

VICTOR PASSOS
       
     
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Janeiro de 2009, 20:04
Olá Diegas

A codificação não diz que o perispirito é a sede da memória ou da inteligência. Muito pelo contrário. O perispirito é matéria, embora subtil.

Citar
L.Espiritos

94. D e onde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial?

“Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os
mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de
roupa.”

187. A substância do perispírito é a mesma em todos os mundos?

“Não; é mais ou menos etérea. Passando de um mundo a outro, o Espírito se reveste
da matéria própria desse outro, operando-se, porém, essa mudança com a rapidez do
relâmpago.”


De acordo com estas respostas, se a sede da inteligência e da memória fosse o perispirito, a inteligência e a memória dos desencarnados variaria conforme o globo onde se encontrassem. Isso não parece fazer sentido. Se um espirito superior vier ao nosso globo fica menos inteligente e perde parte da memória, uma vez que o seu perispirito se torna mais grosseiro?

Citar
L.Espiritos

24. Espírito é sinônimo de inteligência?

“A inteligência é um atributo essencial do Espírito. Uma e outro, porém, se
confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa.”

neste contexto Kardec não está referir-se ao espirito no sentido das entidades com esse nome, que são constituidas por perispirito e espirito, mas ao espirito como componente dos espiritos.

Citar
L.Espiritos

27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?

“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e
matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de
intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito
classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o
Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”

a) - Esse fluido será o que designamos pelo nome de eletricidade?

“Dissemos que ele é suscetível de inúmeras combinações. O que chamais fluido
elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente
falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.”

Mais uma vez é dito que o perispirito é matéria.

Tanto quanto tenho lido, de fontes coerentes com a codificação, o perispirito nada tem a haver com a inteligência e a memória. Isso são atributos do espirito. Quando me refiro a memória, refiro-me ao que nos lembramos depois de desencarnar e não ao que nos lembramos enquanto seres encarnados na terra, que está limitado pelo nosso corpo fisico.

O facto da palavra espirito se empregar de duas formas distintas:

- Espirito: no sentido de entidades desencarnadas (espirito+perispirito)

- Espirito: no sentido parte essencial do homem, sede da inteligência e da memória.

Gera muitas confusões. Deveriam existir dois nomes distintos. Daí muitos desacordos reais e/ou aparentes entre os espiritas. Na prática, uma vez que não há espiritos sem perispirito, vai dar quase ao mesmo.

Contudo, quando usamos a palavra "espirito" deviamos sempre contextualizá-la para evitarmos a falta de objectividade e clareza.

Na minha opinião, óbviamente discutivel, a origem do espirito não é a mesma do perispirito: O espirito vem do principio inteligente, o perispirito vem do fluido cósmico universal.

bem hajas
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: *Leni* em 12 de Janeiro de 2009, 20:27


Alguns pensam que pessoas autistas vivem em seu "mundo próprio" interagindo com o ambiente que criam; isto não é verdade.

Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo, é porque simplesmente ela tem dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa, muitas vezes isso acontece porque ela não teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente.

Digo isso porque a filha da minha vizinha é autista, e eu percebo, muitas vezes, o desespero dela em querer se expressar, vejo que as pessoas, de certa forma a ignoram, então perco a paciência e levo ela pra minha casa até que as visitas da minha vizinha vá embora. Mesmo que eu não entenda direito o que ela fala comigo, deixo-a a vontade pra falar livremente.



Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 12 de Janeiro de 2009, 21:16
Muita paz
Companheiros

    Quando diligenciamos uma compreensão clara das doenças mentais ou seja transtornos psico-fisicos, esbarramos num universo diversificado de definições de difícil consenso tal como nos diz Viana de Carvalho:
"Em face da complexidade e multiplicidade de tais desvios; uma classificação exacta dos fenómenos psicóticos é sempre difícil ... "
"Transtornos" que são efeitos de causas pungentes nesta e noutras existências, concluímos que a Lei de Acção e Reacção age em sintonia com as Leis de Justiça que regem a vida universal, expressando-se na sua sintomatologia complexa e múltipla.
     A reencarnação arremete-nos a novas frentes da patologia e do diagnóstico das doenças mentais, em especial dos "transtornos psicóticos", e as terapêuticas convencionais, aliadas à visão espírita, ampliam as possibilidades de tratamento das doenças mentais mais severas e incapacitantes, a nível dos relacionamentos interpessoais da vida e das relações sociais.
    Segundo o dr. Jorge Andréa, em Visão Espírita das Distonias Mentais:
   "As psicoses representariam os mais severos quadros das doenças mentais, com multiplicidade sintomática, quase sempre associadas em compilações psicológicas, de modo a traduzir graves e profundas lesões psíquicas(. .. ) São autênticas doenças da alma ou Espírito, em severas respostas carmicas, quase sempre demarcando toda a jornada fisica.. ) Os sintomas, por não terem o devido esgotamento no campo do exaustor físico (personalidade), perduram e reflectem-se em outra reencarnatoria .. ) Percebemos que estas energias mórbidas que necessitam obviamente de drenagem adequadas, exigem o concurso de várias reencarnações para o seu escoadouro.
   O doente psicótico sob a óptica espírita é seguramente um transgressor dos códigos das Leis Divinas e as desarmonias que se expressam nos sintomas psicóticos são respostas carmicas, efeitos de causas pregressas que exigem reabilitação compulsória..
     Transtornos psicóticos com origem específica na infância (no CID 10 em Transtornos do Desenvolvimento Psicológico). Ex.: Autismo infantil; psicoses infantis, algumas síndromes, demência infantil.
 (Baseado em: Porque Adoecemos e CID 10 - Classificação dos Transtornos Mentais de Comportamento).
"Aqui o agente causal está no perispírito, pois o corpo físico é modelado por ele ( ... ) A lesão encontra-se em outras dimensões da vida,. .. ) em elementos mais profundos, em especial no corpo mental ( ... ) "
   O dr. Bezerra em Loucura e Obsessão elucida acerca dos Autistas : " ... Espíritos há que buscaram, na alienação mental através do autismo, fugir às suas vítimas e apagar as lembranças que os acicatam, produzindo um mundo interior agitado ante uma exteriorização apática, quase sem vida. O modelador biológico imprime, automaticamente, nas delicadas engrenagens do cérebro e do sistema nervoso, o de que necessita para progredir: asas para a liberdade ou presídio para a reeducação".
“O Espírito culpado é o responsável pela alienação que padece no corpo, sendo as suas causas actuais consequências directas ou não do passado."
"Afectando o equilíbrio da energia espiritual que constitui o ser eterno, a consciência individual imprime, nas engrenagens do perispírito, os remorsos e turbações, os recalques e conflitos que perturbarão os centros do sistema nervoso e cerebral, (. .. ) mediante altas cargas de emoção descontrolada, que lhe danificam o complexo orgânico e emocional."
"Noutras vezes, desejando fugir à sanha dos inimigos, o Espírito busca o corpo como um refúgio, no qual se esconde, bloqueando os centros da lucidez e da afectividade, que respondem como indiferença e insensibilidade no paciente de tal natureza." (FRANCO, Divaldo P; MlRANDA, Manuel P. Loucuras e Obsessão)
  Na Visão Espírita do Autismo, verificamos por estas opiniões e harmonia dos conteúdos que o espírito sofredor do transtorno , não passa por nada a que esteja alheio, mas por vontade própria ou por projecção compulsória de pretéritos menos dignos, e devido a recalcamentos contínuos se vê enjaulado  na sua própria defesa e em cumulo de oportunidade de valorização consentânea , com a necessidade reeducativa, senão permaneceria em obsessão crónica ,não conseguindo reerguer sua caminhada.
   Todo o transtorno tem em peso o mesma falha moral por afinidade com a sua reeducação.
   Tomando agora o rumo das terapias, temos que louvar o esforço medico, na terapia medicamentosa, que em muitas situações alivia os estados calamitosos da sintomatologia, porém penso que não pode arrebatar as causas da raiz que residem numa consciência recalcada pela sua estrutura culposa, porém permite trazer a serenidade mesmo que em constrangimento, doando a posse de pensar e sentir relaxado de suas permeabilidades embaraçosas.
    No âmbito das psicoterapias; individual, familiar, de grupo e terapia ocupacional, deve-se amparar o ser fragilizado a recuperar os estímulos e princípios da sua mudança e auto-correcção.
   Na terapia Espírita ; A profundidade refinadora dos preceitos pacientes, acessar pelas vias da fluidoterapia, doutrinação e prece constante, recorrendo mesmo à Desobsessão, afim de restabelecer, ao nível dos transtornos mentais de natureza orgânica, não – orgânica e obsessiva, mas sempre com muita paciência, dentro dos valores do amor e respeito pelos espíritos envolvidos e que tanto precisam de apoio.
   Espero que no alvor das enumeras e excelentes postagens de todos companheiros, das quais dou graças pela enorme contribuição neste estudo, possamos agora abraçar a temática do preconceito, da inclusão e Familia e da forma de podermos também ajudar os familiares destes irmãos compartilhando, através de alguns exemplos de membros que detenham filhos ou conhecidos nesta situação.
  Abraçando também as outras temáticas, para tornar este estudo um complemento de todos nós para na ajuda do esclarecimento e reforço de fé na esperança de quem sofre este transtorno e lucidez daqueles que querem com afinco perceber esta matéria e ajudar .

Muita paz

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Diegas em 12 de Janeiro de 2009, 22:36
A codificação não diz que o perispirito é a sede da memória ou da inteligência. Muito pelo contrário. O perispirito é matéria, embora subtil.

Olá, Vitor Santos.


Realmente o perispirito é matéria, formado de uma substância quintessenciada à nossa limitada visão. Só para se ter uma vaga idéia, há alguns animais que conseguem enxergar alguns aspectos do plano espiritual. Por isso, sem motivo aparente à nossa visão física, há cavalos que travam repentinamente o galope, e cães que latem assustados ou partem 'alucinados' para um enfrentamento com o invisivel.

Dizer que o perispirito é a sede da memória ou da inteligência é uma afirmação parcialmente correta, dependente de um referencial. Por exemplo, não dizemos que a mente de um encarnado reside no cérebro físico ? Mas quem pensa é o espirito, e o cerebro é somente um intermediário, que faz o serviço instrumental de processamento, materializando o pensamento para o plano fisico.

De certo, se permanecer na negativa da existencia desse cérebro pós-morte, terá necessariamente de buscar uma explicação razoável, revelando-nos onde reside e como se processa o pensamento de um desencarnado. Ou então por qual meio o espirito desencarnado coordena as idéias e se comunica ? Vide o meu caso, falo ou escrevo pelos cotovelos, mas penso pelo cerebro. Não há outra alternativa, é muito lógico e simples, ninguém pensaria com a boca ou ouvidos, tanto encarnados como desencarnados.


Semeamos o que plantamos, a conhecida lei de causa-efeito. Um dia responderemos pelo modo  que utilizamos a inteligencia. Dai surgirem, por abuso ou imprudencia, os mais variados tipos de neuroses ou abstrações da realidade (é fato, não há qualquer espécie de insensibilidade de minha parte em afirmar isto), quando movimentamos de forma negativa o potencial energetico ou o fluido mental.

Creio que daqui a instantes virão com pedras, acusando-me de 'falar as coisas, sem coração'


Citar
Na minha opinião, óbviamente discutivel, a origem do espirito não é a mesma do perispirito: O espirito vem do principio inteligente, o perispirito vem do fluido cósmico universal.

Até para muitos espíritos desencarnados, de elevada hierarquia, a origem do espírito é desconhecida. Esse conhecimento está restrito a pouquissimos que 'vêem' a Deus (não repare esta figuração, que é apenas um esforço de imagem). Mas a anatomia ou fisiologia do perispirito é por demais conhecida, ilustrada em vários livros.


Abç
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Diegas em 12 de Janeiro de 2009, 23:07
'...O Iluminado Espírito de Antonio Luiz Sayão, em Elucidações Evangélicas, esclarece que: "Não esqueçamos, porém, que, principalmente, da pureza da nossa consciência é que depende a intensidade da luz que tudo nos clareará, por isso que dessa pureza é que depende o sermos bons Espíritos e, conseguintemente, assistidos, inspirados, protegidos e guiados no conhecimento da verdade, como são os Espíritos bons."

Olá, Isis Maria.


Eu citei André Luiz; voce nos trouxe Antonio Luiz Sayão. E poder-se-ia trazer vários outros autores que concordam com o mesmo ensinamento. Causa estranheza, vira-e-mexe, a negativa em aceitar a universalidade dessas comunicações mediunicas. As pessoas que assim se posicionam, colocam-se em sentido contrário, obstaculizando o progresso da Doutrina.

Tal como a criança que sente medo de perder as referencias maternas, que lhes são confortáveis e protetoras, percebe-se a imensa dificuldade em superar os primeiros passos, um exagerado sentimentalismo de perda (como se houvesse essa possibilidade). Não há necessidade alguma de abandonar Kardec (isso é loucura), ao contrário, os ensinamentos codificados servem de base-mestre na construção da Doutrina Espírita. O próprio Kardec escreveu que não dissera tudo, e nem poderia, em virtude da limitação cientifica, a perseguição religiosa, e o sarcasmo dos ''doutores'. do século XIX.

Hoje, alguns espiritas desempenham esse mesmo papel de má vontade.

 

Abç
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Isis Maria em 13 de Janeiro de 2009, 13:57
Bom dia Diegas, lindo dia a todos!!!!

Sabemos que o Espiritismo não é uma doutrina individual, nem de concepção humana; ninguém pode dizer-se seu Criador. É fruto do ensino coletivo dos Espíritos, ensino a que preside o Espírito de Verdade.

O Espiritismo, avançando com o progresso, jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro acerca de um ponto, ele se modificará nesse ponto; se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.» ALLAN KARDEC (A Gênese, cap. 1 — Caráter da Revelação Espírita.)

 
Diegas, eu também não consigo entender a não aceitação de algumas pessoas a universalidade das comunicações mediunicas...

Iniciei na Doutrina em Março/2008 e lendo, estudando (estudos esses, feitos sobre os testemunhos oferecidos por vários Espíritos ) constatei que André Luiz foi entre todos os Benfeitores que escreveram aos encarnados, o que manteve maior fidelidade aos postulados espíritas, notadamente à Allan Kardec. O seu trabalho, no que concerne à forma e ao fundo, notabiliza-se em tudo pelo respeito e lealdade mantidos, ao longo do tempo, ao Codificador e à Codificação, por isso também acho estranho a não aceitação, mas quero deixar claro que respeito a opinião de todos.

Desculpem-me se estou fugindo do tema, não era essa a minha intenção.

abraços

Isis

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Janeiro de 2009, 15:51
Olá

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Diegas

De certo, se permanecer na negativa da existencia desse cérebro pós-morte, terá necessariamente de buscar uma explicação razoável, revelando-nos onde reside e como se processa o pensamento de um desencarnado. Ou então por qual meio o espirito desencarnado coordena as idéias e se comunica ? Vide o meu caso, falo ou escrevo pelos cotovelos, mas penso pelo cerebro. Não há outra alternativa, é muito lógico e simples, ninguém pensaria com a boca ou ouvidos, tanto encarnados como desencarnados

Não acho que este assunto seja suficientemente importante para dividir os espiritas, por isso, reforço que se trata de uma assunto complexo, em que ninguém tem certezas absolutas, mas já que estamos a estudar em conjunto, de forma sincera, cada um expondo aquilo que verdadeiramente pensa, o meu modelo de ver a vida não inclui o cérebro como orgão pensante. Vejo o cerebro como um aparelho através do qual o espirito manifesta o seu pensamento. É como uma aparelho de rádio, que recebe o sinal de uma emissora (que neste caso seria o espirito), e o retransmite. A qualidade de chegada do sinal depende do emissor, mas também depende do receptor. Se o receptor estiver avariado, por mais que o emissor emita, não chega sinal nenhum ao receptor.


Citar
Isis Maria

Iniciei na Doutrina em Março/2008 e lendo, estudando (estudos esses, feitos sobre os testemunhos oferecidos por vários Espíritos ) constatei que André Luiz foi entre todos os Benfeitores que escreveram aos encarnados, o que manteve maior fidelidade aos postulados espíritas, notadamente à Allan Kardec. O seu trabalho, no que concerne à forma e ao fundo, notabiliza-se em tudo pelo respeito e lealdade mantidos, ao longo do tempo, ao Codificador e à Codificação, por isso também acho estranho a não aceitação, mas quero deixar claro que respeito a opinião de todos.

Eu iniciei +/- em 1999-2000, mas isso não quer dizer nada. Devem haver pessoas com melhor entendimento do que, conhecedoras há menos tempo, e vice-versa.

A minha resposta, embora não seja concordante com a tua, é o que acredito sinceramente, por isso não me leves a mal. Todos temos o direito de ter e de exprimir livremente as nossas opiniões. Até porque, com os dados que tenho hoje, eu penso de uma maneira, amanhã, na posse de novos dados, ou com um olhar diferente para os dados antigos, poderei concluir que hoje estava errado.

Há uma tendência para confundir a credibilidade do médium F.C.Xavier com a credibilidade das suas comunicações. Na minha óptica, não tem nada a haver uma coisa com a outra. Acredito que esse grande médium recebia comunicações de espiritos que não estavam mal intencionados, mas que ensinavam as coisas tal como as imaginavam e de acordo com a sua própria evolução intelectual. Não se tratando aqui da comunicação de um espirito superior (André Luiz nunca se apresentou como um espirito superior), demasiado distante em evolução moral e intelectual de nós, é possivel que tb se engane, mesmo sem querer. É como os professores da terra: eles ensinam o que aprenderam. Se aprenderam algo errado, podem ensinar errado.

De qualquer modo eu não sou um especialista em André Luiz. Sinceramente comecei, mas não consegui acabar de ler "O nosso lar", pois quanto mais lia mais me parecia uma uma obra de ficção. Obras de ficção são para divertir, não para esclarecer (e era esclarecimento que eu procurava). Já li a "Evolução em Dois Mundos" e acho muito confuso. Está muito longe da objectividade e clareza da codificação. Enfim, como tudo o que lia não tinha grande interesse para mim, deixei de procurar a obra desse espirito. O tempo é escasso. Temos de seleccionar o que lemos e o que não lemos. Não podemos ler tudo.

Aceito a possibilidade de o defeito ser meu.  Ou seja, ser eu que não compreendo ou não interpreto bem o que diz o espirito em questão em algumas das suas comunicações (não em todas!), por limitação minha. Não sou nem quero arvorar em dono da verdade e, por isso, fico na expectativa de não me levarem a mal a expressão do meu pensamento de forma livre, sem preocupações de aceitação social. Apesar de eu ser um Zé ninguém, tenho opinião. Se há coisas que eu prezo, entre elas está a liberdade de pensamento e de  expressão, sem medos nem preocupações, desde que sejamos sinceros e bem intencionados.

bem hajam
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 13 de Janeiro de 2009, 22:27
Ola Companheiros muita paz

Todos já devem conhecer parte Da Conferência de Salamanca, mas acho de extrema importância para começarmos a tomar a questão da inclusão.


DECLARAÇÃO DE SALAMANCA

Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais

Reafirmando o direito à educação de todos  os indivíduos, tal como está inscrito na Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, e renovando a garantia dada pela comunidade mundial na Conferência Mundial sobre a Educação para Todos de 1990 de assegurar esse direito, independentemente das diferenças individuais.

Relembrando as diversas declarações da Nações Unidas que culminaram, em 1993, nas Normas das Nações Unidas sobre a Igualdade de Oportunidades para as Pessoas com Deficiência, as quais exortam os Estados a assegurar que a educação das pessoas com deficiência faça parte integrante do sistema educativo.

Notando com satisfação o envolvimento crescente dos governos, dos grupos de pressão, dos grupos comunitários e de pais, e, em particular, das organizações de pessoas com deficiência, na procura da promoção do acesso à educação para a maioria dos que apresentam necessidades especiais e que ainda não foram por ela abrangidos; e reconhecendo, como prova desde envolvimento, a participação activa dos representantes de alto nível de numerosos governos, de agências especializadas e de organizações intergovernamentais nesta Conferência Mundial.

1.
Nós delegados à Conferência Mundial sobre as Necessidades Educativas Especiais, representando noventa e dois países e vinte cinco organizações internacionais, reunidos aqui em Salamanca, Espanha, de 7 a 10 de Julho de 1994, reafirmamos, por este meio, o nosso compromisso em prol da Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e a urgência de garantir a educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educativas especiais no quadro do sistema regular de educação, e sancionamos, também por este meio, o Enquadramento da Acção na área das Necessidades Educativas Especiais, de modo a que os governos e as organizações sejam guiados pelo espírito das suas propostas e recomendações.

2.
Acreditamos e proclamamos que:

•   cada criança tem o direito fundamental à educação e deve ter a oportunidade de conseguir e manter um nível aceitável de aprendizagem,
•   cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias,
•   os sistemas de educação devem ser planeados e os programas educativos implementados tendo em vista a vasta diversidade destas características e necessidades,
•   as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades,
•   as escolas regulares, seguindo esta orientação inclusiva, constituem os meios capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos; além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa óptima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo.

3.
Apelamos a todos os governos e incitamo-los a:
•   conceder a maior prioridade, através das medidas de política e através das medidas orçamentais, ao desenvolvimento dos respectivos sistemas educativos, de modo a que possam incluir todas as crianças, independentemente das diferenças ou dificuldades individuais,
•   adoptar como matéria de lei ou como política o princípio da educação inclusiva, admitindo todas as criança nas escolas regulares, a não ser que haja razões que obriguem a proceder de outro modo,
•   desenvolver projectos demonstrativos e encorajar o intercâmbio com países que têm experiência de escolas inclusivas,
•   estabelecer mecanismos de planeamento, supervisão e avaliação educacional para crianças e adultos com necessidades educativas especiais, de modo descentralizado e participativo,
•   encorajar e facilitar a participação dos pais, comunidades e organizações de pessoas com deficiência no planeamento e na tomada de decisões sobre os serviços na área das necessidades educativas especiais,
•   investir um maior esforço na identificação e nas estratégias de intervenção precoce, assim como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva,
•   garantir que, no contexto duma mudança sistémica, os programas de formação de professores, tanto a nível inicial com em serviço, incluam as respostas às necessidades educativas especiais nas escolas inclusivas.

4.
Também apelamos para a comunidade internacional; apelamos em particular:

•   aos governos com programas cooperativos internacionais e às agências financiadoras internacionais, especialmente os patrocinadores da Conferência Mundial de Educação para Todos, à Organização das Nações Unidas para a  Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), ao fundo das Nações Unidas para a Infância, (UNICEF), ao Programa de Desenvolvimento da Nações Unidas (PNUD), e ao Banco Mundial:
-   a que sancionem a perspectiva da escolaridade inclusiva e apoiem o desenvolvimento da educação de alunos com necessidades especiais, como parte integrante de todos os programas educativos;

• às Nações Unidas e às suas agências especializadas, em particular à Organização Internacional do Trabalho (OIT), à Organização Mundial de Saúde (OMS), UNESCO e UNICEF:
-   a que fortaleçam a sua cooperação técnica, assim como reenforcem a cooperação e trabalho, tendo em vista um apoio mais eficiente às respostas integradas e abertas às necessidades educativas especiais;

• às organizações não-governamentais envolvidas no planeamento dos países e na organização dos serviços:
-   a que fortaleçam a sua colaboração com as entidades oficiais e que intensifiquem o seu crescente envolvimento no planeamento, implementação e avaliação das respostas inclusivas às necessidades educativas especiais;

• à UNESCO, enquanto agência das Nações Unidas para a Educação:
-   a que assegure que a educação das pessoas com necessidades educativas especiais faça parte de cada discussão relacionada com a educação para todos, realizada nos diferentes fóruns;
-   a que mobilize o apoio das organizações relacionadas com o ensino, de forma a promover a formação de professores, tendo em vista as respostas às necessidades educativas especiais;
-   a que estimule a comunidade académica a fortalecer a investigação e o trabalho conjunto e a estabelecer centros regionais de informação e de documentação; igualdade, a que seja um ponto de encontro destas actividades e um motor de divulgação e do progresso atingido em cada país, no prosseguimento desta Declaração;
-   a que mobilize fundos, no âmbito do próximo Plano a Médio Prazo (1996-2000), através da criação dum programa extensivo de apoio à escola inclusiva e de programas comunitários, os quais permitirão o lançamento de projectos-piloto que demonstrem e divulguem novas perspectivas e promovam o desenvolvimento de indicadores relativos às carências no sector das necessidades educativas especiais e aos serviços que a elas respondem.

5.
Finalmente, expressamos o nosso caloroso reconhecimento ao Governo de Espanha e à UNESCO pela organização desta Conferência e solicitamo-los a que empreendam da Acção que a acompanha ao conhecimento da comunidade mundial, especialmente a fóruns tão importantes como a Conferência Mundial para o Desenvolvimento Social (Copenhaga, 1995) e a Conferência Mundial das Mulheres (Beijin, 1995).

Aprovado por aclamação, na cidade de Salamanca, Espanha, neste dia, 10 de Junho de 1994.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 13 de Janeiro de 2009, 22:28
Muita paz Companheiros

Autismo Integrar ou Incluir deficientes na escola ?
   
     Em Portugal existem cerca de 65 mil crianças com autismo….
   A noção de integração tem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola . Uso do termo para expressar fins diferentes, sejam eles pedagógicos, sociais, filosóficos e outros.  Ora integrar é como designar determinados  grupos de alunos em escolas especiais para deficientes e até mesmo em classes especiais, grupos de lazer ou residências para deficientes.
  Os movimentos em favor da integração de crianças com deficiência surgiram nos Países nórdicos, nos anos 60, quando se questionaram as práticas sociais e escolares de segregação, assim como as atitudes sociais em relação às pessoas com deficiência intelectual.
   Uma das opções de integração escolar denomina-se mainstreaming, ou seja, "corrente principal" o direccionamento é semelhante a um canal educativo geral, que em seu fluxo vai carregando todo tipo de aluno com ou sem capacidade ou necessidade específica. O aluno com deficiência mental ou com dificuldades de aprendizagem, pelo conceito referido, deve ter acesso à educação, sua formação sendo adaptada às suas necessidades específicas. Existe um leque de possibilidades e de serviços disponíveis aos alunos, que vai da inserção nas classes regulares ao ensino em escolas especiais. Este processo de integração se traduz por uma estrutura intitulada sistema de cascata, que deve favorecer o "ambiente o menos restritivo possível", permitindo ao aluno, em todas as etapas da integração, transitar no "sistema", da classes regular ao ensino especial. O problema é que esta concepção de integração é apenas parcial, porque os educandos passam por fazes das quais não chegam a sair, digamos que à uma varredura de aparência educativa, mas que tem um determinismo saliente e ao mesmo tempo camufla o insucesso, porque isola os alunos ao invés de os aproximar.  Tem que passar por aprovação profissionalizante e instrumentos oficializadores. Desta forma estaremos a isolar e separar, criando segregação das crianças.
      Na inclusão, existe um afastamento radical dessa ideia de  corrente principal.
    A noção de inclusão tem algumas semelhanças com a integração, porém institui a inserção de uma forma mais radical, completa e sistemática. O conceito se refere à vida social e educativa e todos os alunos devem ser incluídos nas escolas regulares e não somente colocados na "corrente principal". O objectivo essencial da inclusão é a de não deixar ninguém no exterior do ensino regular, desde o começo. As escolas inclusivas propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades.
      A inclusão em consequência exige uma mudança educacional, porque não está limitada a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. Incluindo envolvimento dos Pais, que é deveras muito importante.
   A grandeza deste projecto exige muito de todos alunos com ou sem deficiência, e todos os envolventes no âmbito pedagógico, aproximando assim as crianças da sua natureza aberta, com a comunidade, quer social e cultural, fazendo-se propriamente activas no delinear do seu crescimento.
  È exigente , mas benéfico, generoso e grandioso, tornando os seres diferentes, mas iguais em circunstâncias, a aproximação tem ainda outro condão , o de aproximar as almas e as tornar mais solidárias.
    “ Tal como num puzzle, se lhe retirarmos as peças uma a uma, mais difícil se torna perceber o que estava construído”cravo
 Daí na minha maneira de ver, ser o melhor caminho para o amenizar da fragilidade inerente do autista.
 Todos, juntando peça a peça construiremos esse puzzle, que não pode abster-se de voluntariado, perseverança, paciência, carinho, e amor.


VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Diegas em 14 de Janeiro de 2009, 01:46
'...Vejo o cerebro como um aparelho através do qual o espirito manifesta o seu pensamento. É como uma aparelho de rádio, que recebe o sinal de uma emissora (que neste caso seria o espirito), e o retransmite...'

Olá, Vitor Santos

Concordamos, e assim também ocorre com o cerebro perispiritual, que é um aparelho por meio do qual o espirito manifesta o seu pensamento.

Há na erraticidade, espiritos que desencarnaram em completo estado de inconsciencia, vivenciam um mundo todo particular, distante de tudo e de todos. Alguns não aceitam a nova realidade pós-morte; outros, não disciplinaram o potencial mental-energético quando encontravam-se encarnados. Esses amigos, no estado de alienação em que se encontram, permitem-nos compará-los aos nossos autistas. Mas tanto lá como cá não lhes faltam assistencia e carinho da Alta Espiritualidade.

E o dificil é conhecer-se a si mesmo.


Abç   
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Ana Ang em 16 de Janeiro de 2009, 15:59

Olá a todos :)

Amigo Victor,

Fiquei muito contente ao ver a disposição dos amigos em explorar tão vasto tema da nossa infância. Parabéns pelo aprofundamento do estudo. Como disse, não estou familiarizada com todos os aspectos do Autismo, mas deixo aqui algumas conclusões após breves leituras.

Parece-me que as Almas recém chegadas da Espiritualidade, que se deparam com um presente empenhado pelo passado, precisam saber – ou possuir quem saiba por elas, que os breves momentos desta existência de fuga e introspecção são a salutar preparação dos sonhos de um futuro ditoso. Independente da verdadeira causa para a atitude assumida pelo Espírito, desencadeando os sofrimentos e restrições experimentadas, vale sempre incentivar a visão positiva da vida, sem lugar ao desalento ou desesperança, focando as potências mentais na possibilidade real de realizar progressos, muitos já relatados, como este (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3JldmlzdGFlcG9jYS5nbG9iby5jb20vUmV2aXN0YS9FcG9jYS8wLCxFREc4MjM5NS04MDU1LTUxMywwMC5odG1s)

Sobre a inclusão, o preconceito e a vivência familiar, penso ser importante valorizar todas as conquistas, por mínimas que pareçam, porque possuem proporções enormes para quem as executa e representam a preciosa superação de limites que avançam com o tempo e o acompanhamento necessários. Certo que cada caso deve ser analisado em particular, mas isso também em todos os demais sentidos das nossas vidas, visto não haver um só “destino” igual ao outro e todos, sem exceção, estarem ligados ao merecimento que advém das boas obras nos campos íntimo e de exteriorização. E quem conhece Jesus já sabe a resposta… são os caminhos do coração, que o Divino Mestre traçou com pedrinhas imortais, iluminando o nosso entendimento para as mais variadas aplicações, bastando esta pequena verdade para que “os pecados do mundo” sejam remidos e transformados em castelos de ventura.

Do pouco que li, concluí que o Espírito cujos transtornos dificultam a interação ou comunicação em meio social, buscam por vontade própria o insulamento e o afastamento das trocas afetivas, ou antes, por falta de força de vontade para vencer estes pendores muita vez oriundos de antigas decepções no campo da afetividade. Como não há exclusividade quando falamos em patologias, se físicas ou espirituais, o recomendável é aliar ambas as formas de terapêutica, lembrando, porém, que a análise desta problemática deve vir acompanhada de bondade e caridade, não descuidando de que a força maior não vem da simples elucidação intelectual ou das práticas materialistas, mas sobretudo, do exemplo que enleva e do amor que liberta espiritualmente.

Algumas referências:

Encontrei muitas informações e links para consultas aqui (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nZW9jaXRpZXMuY29tL2F0aGVucy9wYXJ0aGVub24vMzI0NS9Qb3R1Z3Vlcy9QYWdlLmh0bQ==)

O livro "Transtornos Mentais: Uma Leitura Espírita", de Suely Caldas Schubert parece bem interessante. Comentários aqui (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tdW5kb2VzcGlyaXRhLmNvbS5ici9pbmRleC5waHA/YWN0PWNvbnRldWRvJmFtcDtjb250ZXVkbz0xMzU5)

Já foi citado aqui no tópico por outro companheiro, mas repito porque gostei muito do site da Associação de Amigos do Autista (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbWEub3JnLmJyL2h0bWwvaG9tZS5waHA=). Aqui visualizamos políticas sinceras de incentivo e cooperação.


Um abraço fraterno a todos :)
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: koge em 16 de Janeiro de 2009, 19:32
Boa tarde meus irmãos,
         Meu nome é Sueli e é com imenso prazer e satisfação poder comunicar com vocês. Tenho um filho de 03 anos que apresenta alguns sintomas do autismo, exames feitos recentemente não atestaram nenhuma anormalidade, mas ele apresenta uma certa hiperatividade, não fala e anda nas pontinhas dos pés. Visitamos e participamos da casa Irmãos Glacus em Contagem e ao entrar neste site pela 1ª vez defrontei-me com este estudo e peço Dr. Vitor se há uma possibilidade de fazer um tratamento espiritual com ele a distância. Ele frequenta uma escolinha normal e está indo a fonaudiologia. Por mais que eu procure ser forte encontro-me angustiada por não saber o que fazer, a não ser dar muito carinho, amor e atenção a ele, e recorrer ao espiritismo que vem nos ajudando muito! Um abraço a todos e fiquem com Deus.
Sueli


 “ A vida não evolui por si, nós temos que partilhar para construir mais e melhor, permitindo assim um maior crescimento de todos”cravo


Todos nós somos espíritos em evolução, todos temos objectivos a cumprir aqui nesta passagem por este plano terreno, a Familia  sendo um elo com uma enormidade de aprendizado que nos faz ter encontros e desencontros, pela felicidade dum filho, pelo crescimento duma alma, pela valorização da vida, e educação espiritual, o Pai coloca-nos muitos testes para em oportunidade podermos fazer fluir o nosso amor, duns para com os outros, e o Autismo é um desses encontros ,onde temos como espíritos estar à altura de vencer estas provas que por negligência, ou fragilidade dum pretérito reactivamos por uma indumentária menos própria aos valores da vida e bom senso, este tema não foge à regra e pede-nos muita presença e estudo, porque ao faze-lo estamos a ajudar muitos Pais que necessitam de apoio quer espiritual , quer intelectual e moral, por isso peço a todos companheiros, que tal como até aqui o aproveitemos e o façamos erguer sempre na maior cordialidade de ideias, sempre com o sentido de todos aprendermos .

Topicos para debate:

*O porquê do Preconceito em relação à deficiência?

*Porque nascemos deficientes?

* O que fazer para valorização da Familia no contexto expiatório?

* O que vemos nesta Simbiose Espiritual?

* Reencarnação no âmbito provacional?

*Porque sofremos?

*Terapia para o Autismo?

*O meio e a deficiência, como inserir sem magoar?

*Porque não educação e convenção de Bolonha, qual os préstimos que pode trazer a estes irmãos?

Videos de apoio

http://omundodepeu.blogspot.com/2008/07/video-o-autismo-existe.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL29tdW5kb2RlcGV1LmJsb2dzcG90LmNvbS8yMDA4LzA3L3ZpZGVvLW8tYXV0aXNtby1leGlzdGUuaHRtbA==)
http://br.youtube.com/watch?v=WPji7WxdwJQ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9V1BqaTdXeGR3SlE=)
http://br.youtube.com/watch?v=MJZDrwk836k (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9TUpaRHJ3azgzNms=)
http://br.youtube.com/watch?v=61hQGzz6CWw (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9NjFoUUd6ejZDV3c=)

Livros sobre a temática

Loucura e Obsessão de Bezerra de Menezes
Autismo – Hermínio Miranda
Vida Além da Vida de Hellen Wambach

Sites de apoio

http://www.amebrasil.org.br/portal/?q=node/49 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbWVicmFzaWwub3JnLmJyL3BvcnRhbC8/cT1ub2RlLzQ5)
http:// www,criancadiferente.blogspot.com/
http: // omundodepeu.blogspot.com/

Casos de exemplo

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=02199 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3NvbW9zdG9kb3N1bS5pZy5jb20uYnIvY29udGV1ZG8vY29udGV1ZG8uYXNwP2lkPTAyMTk5)


Bibliografia
Livro Dos Espiritos de Allan Kardec
Livro do Evangelho segundo Espiritismo
Livro Na Luz da Reencarnação   Therezinha Oliveira
Livro Destino e Dor de Rino Curti
Livro Espiritismo e Obsessão de Rino Curti




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Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 17 de Janeiro de 2009, 01:16
Ola Boa Amiga Suely
Muita paz

 
Citar
exames feitos recentemente não atestaram nenhuma anormalidade, mas ele apresenta uma certa hiperatividade, não fala e anda nas pontinhas dos pés. Visitamos e participamos da casa Irmãos Glacus em Contagem e ao entrar neste site pela 1ª vez defrontei-me com este estudo e peço Dr. Vitor se há uma possibilidade de fazer um tratamento espiritual com ele a distância. Ele frequenta uma escolinha normal e está indo a fonaudiologia. Por mais que eu procure ser forte encontro-me angustiada por não saber o que fazer, a não ser dar muito carinho, amor e atenção a ele, e recorrer ao espiritismo que vem nos ajudando muito! Um abraço a todos e fiquem com Deus.
Sueli

   Querida Amiga antes demais quero esclarecer que não sou Drº...mas apenas um simples estudioso da problematica da deficiência, daí a convido a visitar o meu blog..Htpp://criancadiferente.blogspot.com/.
    Instituição do mesmo nome que procuro ajudar com o meus livros ...
    Quanto à situação de seu menino, penso que está bem encaminhado, pois se foi ao medico , fez exames e está num Centro Espirita ele pode recuperar e muito, no entanto ,não existe uma cura no sentido da palavra, mas pode ajudar imenso.
    Penso que deve mudar sua postura de desanimo e angustia, porque por similitude de vontades e pela Lei de afinidade, pode criar indução no espirito que está educando e não ajudar ...Se frequenta o Centro Espirita devem ter-lhe dito que acima de tudo a fé , mesmo que racionada, assim como um estado positivo ajudam imenso nas situações de problemas dop forro psico-fisico.
   O menino precisa de toda uma envolvência de boas energias, persistência e acima de tudo vontade continua de o alimentar com o vosso amor...Não perca a fé...
  No entanto existe aí no Brasil um Centro de tratamentos que me ajudou a mim e Familiares imenso e com grande recuperação , não sei bem a morada, apenas o nome, penso que o amigo que lhe vou enviar lhe indicará melhor que eu...envie-lhe um email e ele tal como a mim pode dar-lhe o endereço do mesmo.
   O Centro chama-se Abadiânia...o endereço do amigo que pode indicar melhor a direcção...pauloaugusto@tpanet.com.br.
    No entanto quero dizer-lhe que não perca a fé , lute e o Pai consoante seu merecimento , sempre ajudará...a prece e fluidoterapia são por deveras muito importantes..não desista pois pode até nem ser uma situação de autismo, pois se os exames o dão como normal, a hiperactividade, não releva para tal, pode apenas ser uma fase de de ...transição e depressa fazer emergir nele uma evolução mais rapida.
   Desejo-lhe tudo de bom não perca a fé...

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 17 de Janeiro de 2009, 22:47
Muita paz Companheiros

Deficiência mental e autismo na escola

As pessoas com deficiência mental e autismo são capazes de crescer, aprender e desenvolver-se. Com a ajuda adequada, as crianças com deficiência mental e autismo podem viver de forma satisfatória a sua vida adulta.

Uma criança com atraso mental pode obter resultados escolares muito interessantes. É importante avaliar a necessidade específica da criança e seu grau de comprometimento para direcioná-la para à escola mais adequada: educação especial ou escola regular com adequação do currículo à criança.
 
A seguir temos dicas importantes para o desenvolvimento infantil no período escolar:
 
Dicas para pais
Dicas para professores
 
 
Dicas para pais
 
Procure saber mais sobre deficiência mental e autismo. Outros pais, professores e técnicos poderão ajudar.

Incentive o seu filho a ser independente. Por exemplo, ajude-o a aprender competências de vida diária, tais como: vestir-se, comer sozinho, tomar banho, arranjar-se para sair.

Atribua-lhe tarefas próprias e de responsabilidade. Tenha sempre em mente a sua idade real, a sua capacidade para manter-se atento e as suas competências. Divida as tarefas em passos pequenos. Por exemplo, se a tarefa do seu filho é a de pôr a mesa, peça-lhe primeiro que escolha o número apropriado de guardanapos; depois, peça-lhe que coloque cada guardanapo no lugar de cada membro da família. Se for necessário, ajude-o em cada passo da tarefa. Nunca o abandone numa situação em que não seja capaz de a realizar com sucesso. Se ele não conseguir, demonstre como deve ser. Elogie o seu filho sempre que consiga resolver um problema. Não se esqueça de o elogiar também quando o seu filho se limita a observar a forma como se pode resolver a tarefa: ele também realizou algo importante, esteve consigo para que as coisas corram melhor no futuro.

Procure saber quais são as competências que o seu filho está aprendendo na escola. Encontre formas de aplicar essas competências em casa. Por exemplo, se o professor está ensinando a usar o dinheiro, leve o seu filho ao supermercado. Ajude-o a reconhecer o dinheiro necessário para pagar as compras. Explique e demonstre sempre como se faz, mesmo que a criança pareça não perceber. Não desista, nem deixe nunca o seu filho numa situação de insucesso, se o puder evitar.

Procure oportunidades na sua comunidade para que ele possa participar de atividades sociais, por exemplo “Os Escoteiros”, os clubes de recreio e de desporto. Isso o ajudará a desenvolver competências sociais e a divertir-se.

Fale com outros pais que tenham filhos com deficiência mental ou autismo. Os pais podem partilhar conselhos práticos e apoio emocional.
Não falte às reuniões de escola. Em escolas especiais ou de ensino regular, os professores vão elaborar um plano para responder melhor às necessidades do seu filho. Se a escola não se lembrar de convidar os pais, mostre a sua vontade em participar na resolução dos problemas. Não desista nunca de oferecer ajuda aos professores para que conheçam melhor o seu filho. Pergunte também aos professores como é que pode apoiar a aprendizagem escolar do seu filho em casa.
 
Dicas para professores

Aprenda tudo o que puder sobre deficiência mental e autismo. Procure quem o possa aconselhar na busca de bibliografia adequada.

Reconheça que o seu empenho pode fazer uma grande diferença na vida de um aluno com atraso mental. Procure saber quais são as potencialidades e interesses do aluno e concentre todos os seus esforços no seu desenvolvimento. Proporcione oportunidades de sucesso.

Participe ativamente na elaboração do Plano Educativo do aluno. Este plano contém as metas educativas, que se espera que o aluno venha a alcançar, e define responsabilidades da escola e de serviços externos para a boa condução do plano.

Seja tão concreto quanto possível. Demonstre o que pretende dizer. Não se limite a dar instruções verbais. Algumas instruções verbais devem ser acompanhadas de uma imagem de suporte. Mas também não se limite a apoiar as mensagens verbais com imagens. Sempre que necessário e possível, proporcione ao aluno materiais e experiências práticas e sobretudo a oportunidade de experimentar as coisas.

Divida as tarefas novas em passos pequenos. Demonstre como se realiza cada um desses passos. Proporcione ajuda, na justa medida da necessidade do aluno. Não deixe que o aluno abandone a tarefa numa situação de insucesso. Se for necessário, solicite ao aluno que seja ele a ajudar o professor a resolver o problema. Partilhe com o aluno o prazer de encontrar uma solução.

Acompanhe a realização de cada passo de uma tarefa com comentários imediatos e úteis para o prosseguimento da atividade.

Desenvolva no aluno competências de vida diária, competências sociais e de exploração e consciência do mundo envolvente. Incentive o aluno a participar de atividades de grupo e nas organizações da escola.

Trabalhe com os pais para elaborar e levar a cabo um plano educativo que respeite as necessidades do aluno. Partilhe regularmente informações sobre a situação do aluno na escola e em casa.

A maior parte dos alunos necessita de apoio para o desenvolvimento de competências adaptativas, necessárias para viver, trabalhar e divertir-se na comunidade.

Algumas destas competências incluem:

    *
      a comunicação com as outras pessoas;
    *
      satisfazer necessidades pessoais (vestir-se, tomar banho);
    *
      participar na vida familiar (pôr a mesa, limpar o pó, cozinhar);
    *
      competências sociais (conhecer as regras de conversação, portar-se bem em grupo, jogar e divertir-se);
    *
      saúde e segurança;
    *
      leitura, escrita e matemática básica;
    *
      e, à medida que vão crescendo, competências que ajudarão a crianças na transição para a vida adulta.

 
Expectativas de futuro das crianças com atraso mental

87% das crianças com deficiência mental ou autismo só serão um pouco mais lentas do que a maioria das outras crianças na aprendizagem e aquisição de novas competências. Muitas vezes é mesmo difícil distingüí-las de outras crianças com problemas de aprendizagem sem atraso mental, sobretudo nos primeiros anos de escola.

O que distingue umas das outras é o fato de a criança com atraso mental não deixar de realizar e consolidar aprendizagens, mesmo quando ainda não possui as competências adequadas para as integrar harmoniosamente no conjunto dos seus conhecimentos. Daqui resulta, não um atraso simples que o tempo e a experiência ajudarão a compensar, mas um processo diferente de compreender o mundo.

Essa diferente compreensão do mundo não deixa, por isso, de ser inteligente e mesmo muito adequada à resolução de inúmeros problemas do quotidiano. É possível que as suas limitações não sejam muito visíveis nos primeiros anos da infância. Mais tarde, na vida adulta, pode também acontecer que consigam levar uma vida bastante independente e responsável. Nessa altura, não lhes sendo impostas grandes exigências ao nível do funcionamento mental e do funcionamento adaptativo, também pode acontecer que muitas pessoas que se cruzam com pessoas com deficiência ou autismo não detectem as suas limitações. Na verdade, as limitações só serão visíveis em função das tarefas que lhes sejam pedidas.

Os restantes 13% terão muito mais dificuldades na escola, na sua vida familiar e comunitária. Uma pessoa com atraso mais severo necessitará de um apoio mais intensivo durante toda a sua vida.

Fonte: Mac.com | Jorge Nunes Barbosa, educador
Texto adaptado para publicação no site do Instituto Indianópolis
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 17 de Janeiro de 2009, 23:24
Ola Companheiros
Muita paz

FAMÍLIA DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Desafios e superação

O artigo em questão é uma breve explanação sobre os desafios enfrentados pela família de uma pessoa com deficiência. Aborda o conceito de família e as várias formas desse  grupo se constituir socialmente. A chegada de uma pessoa com deficiência suscita
uma série de sentimentos contraditórios que trarão mudanças profundas em sua forma de ser. O artigo analisa como essas mudanças são fundamentais para a pessoa com deficiência e para os demais membros da família.

 Pessoa com deficiência. Família. Relações familiares. Inclusão social.

 INTRODUÇÃO

O presente artigo tem por objetivo analisar os desdobramentos envolvendo a família de   uma pessoa com deficiência. O núcleo familiar engloba, em seu cerne, uma vasta gama de condutas e sentimentos que são determinantes para explicar os seus funcionamentos e o funcionamento de seus membros.
A chegada de uma criança com deficiência geralmente torna-se um evento bastante traumático e um momento de mudanças, dúvidas e confusão. A maneira como cada família lida com esse evento influenciará decisivamente na construção da identidade do grupo familiar e, conseqüentemente, na identidade individual de seus membros.
Em nossa sociedade, é comum não sermos estimulados a pensar no que não é padrão, naquilo que não é constituído e aceito socialmente como regra. O impacto que uma criança com deficiência causa sobre a família fará com que o próprio grupo familiar seja obrigado a desconstruir seus modelos de pensamento e a recriar uma nova gama de conceitos que absorva essa realidade.
Neste sentido, a superação do conceito de doença e da visão patológica é um dos primeiros desafios a serem ultrapassados.
Quando a criança com deficiência deixa de ser vista pelo seu déficit e passa a ser entendida como uma pessoa integral plena de significado, decorrem desse novo olhar atitudes e posturas que possibilitarão o desenvolvimento global da mesma. Neste artigo, nos deteremos nas fases que permeiam esse processo, desde os momentos que antecedem a chegada de uma nova criança, a revelação do diagnóstico, as atitudes diante do fato até o desafio da inclusão.

 FAMÍLIA: GÊNESE DAS RELAÇÕES SOCIAIS

A família é o primeiro grupo social no qual somos recebidos.
É por meio da família que, num primeiro momento, temos acesso ao mundo. Somos apresentados a uma série de informações que nos dirão quem somos e o que esperam de nós. Trata-se da unidade básica de desenvolvimento e experiência, onde ocorrem situações de realização e fracasso, saúde e enfermidade. É um sistema de relação complexo dentro do qual se processam interações que possibilitam ou não o desenvolvimento saudável de seus componentes. A família, segundo Buscaglia (1997, p. 78), [...] desempenha importante papel na determinação do comportamento humano, na formação da personalidade, no curso da moral, na evolução mental e social, no estabelecimento da cultura e das instituições. Como influente força social, não pode ser ignorada por qualquer pessoa envolvida no estudo do crescimento, desenvolvimento,
da personalidade ou do comportamento humanos.
Nos últimos anos, a família vem apresentando mudança em sua estrutura organizacional. Hoje, é comum observarmos famílias geridas somente por mães ou pais oriundos de casamentos desfeitos e outras capitaneadas por pais ou mães solteiros, homossexuais,
etc. Enfim, há uma multiplicidade de estruturas familiares, um reflexo da sociedade flexível que tenta adequar-se ao ritmo acelerado das mudanças sociais. No entanto, é possível observar que, em meio a essa diversidade de estruturas chamada família, a maior parte apresenta uma organização razoavelmente estável, na qual os papéis de cada membro são definidos e as regras de convivência estabelecidas, evidenciando valores comuns. Buscaglia (1997, p. 79) afirma que “[...] quando estes aspectos são coerentes, verifica-se uma redução dos problemas, da carga da tomada de decisões e da necessidade de modificações básicas na estrutura familiar”.
Outra constatação importante a ser observada é que, embora a família se constitua como um grupo único, ela se encontra dentro de um contexto social maior, sendo que a comunidade em que está inserida seria seu primeiro prolongamento imediato, até a sociedade como um contexto social maior.

continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 17 de Janeiro de 2009, 23:25
continuação

A família é afetada pelas determinantes sociais e também reage a essa influência. Os valores e os costumes aceitos e disseminados por esse contexto social maior exercerão influência directa sobre a família e os seus membros. Alguns desses valores e costumes
podem estar apoiados em preconceitos, o que indubitavelmente trará dor e sofrimento a determinados grupos. De acordo com Buscaglia (1997, p. 80), “O preconceito pode ser dirigido à raça, cor, religião, condição, ao status social e até mesmo a diferenças físicas e mentais e se constituirá em uma força potente e influente no comportamento da família.”



 TIPOS DE FAMÍLIA:

A ESTRUTURAÇÃO DA TRAMA FAMILIAR

Os estudos sobre os tipos de família e suas classificações são amplos. No entanto, para entendermos a dinâmica das relações psicológicas intra e extra familiar num contexto mais conciso, porém esclarecedor, usaremos a tipificação de Magalhães (1997), que cita os seguintes tipos de família:

• Rígidas: famílias perfeccionistas, que mantêm normas rígidas e sanções desproporcionais; em geral apresentam dificuldades para manejar as crises evolutivas de seus elementos;
• Laissez-faire: famílias em que os limites não são estabelecidos, em que tudo pode; geralmente não oferecem condições que possibilitem a aprendizagem;
• Aglutinadas: famílias em que os limites interpessoais são difusos, muito voltadas para si, que apresentam certo isolamento da comunidade e dificultam a individuação e a identificação;

• Desorganizadas: famílias em que não existem estrutura e coesão familiar; a autonomia exagerada pode provocar sentimentos de abandono.
A família saudávelapresenta espaços de apoio, compreensão e aceitação. Sua organização oferece um ambiente que garante a individualidade e a busca da auto-realização de seus membros.
Ela serve como um campo de treinamento seguro onde se realizarão experiências que serão significativamente importantes a todos os seus integrantes.
Basicamente, então, o papel da família estável é oferecer um campo de treinamento seguro, onde as crianças possam aprender a serem humanas, a amar, a formar sua
personalidade única, a desenvolver sua auto-imagem e a relacionar-se com a sociedade mais ampla e mutável da qual e para a qual nascem. (BUSCAGLIA, 1997, p. 84).
A chegada de um novo membro na família é sempre um momento de expectativas e de reestruturação na trama familiar. Começa um lento e gradual movimento de preparação do espaço familiar para a chegada de um novo ente. São mudanças que ocorrem nos
aspectos emocional, comportamental, físico, social e econômico.
Da mesma forma que a família vem sendo construída historicamente e se estrutura nas formas que a conhecemos hoje, a dimensão afetiva também se constrói historicamente e socialmente, desde que a perspectiva da chegada de um bebê se apresenta no enredo
familiar. Inicia-se muito antes de o novo membro chegar a gestação de um sentimento de pertencimento desse novo ente a esse núcleo de relações elementares chamado família.
Cooper (1989) descreve esse sentimento como algo mútuo, interpessoal e compartilhado na maneira como os filhos se sentem ‘pertencendo’ e vice-versa. O mundo é então desenhado e recortado pela ótica dos sentimentos da intimidade familiar. É um sentimento que está articulado ao que o ‘outro significa para mim’ e ao que ‘eu significo para o outro’. Esse sentimento pode se alargar e expandir para incluir os pais, os irmãos, membros da família, amigos e outros relacionamentos que venham a se tornar importantes. (CAVALCANTE, 2003, p. 26).
Antes mesmo do nascimento do um bebê, ele já existe nos pensamentos, fantasias e desejos de seus pais. É comum que essas fantasias estejam ligadas aos conteúdos emocionais dos genitores e que atendam a uma idealização dentro dos padrões de nossa sociedade; padrões que enfatizam o perfeito, o saudável, o bonito. A mãe já imagina seu filho aconchegado em seu seio com os traços que lhe são familiares e atrativos. O pai, por
sua vez, pode imaginar, em seus devaneios, o filho correndo atrás de uma bola saltitante e feliz. Não só é corriqueiro como perfeitamente saudável que os pais e demais membros da  família exercitem essa produção de imagens, que nada mais é do que a materialização
de um futuro próximo e desejável.
Vários estudiosos, entre eles a psiquiatra argentina Soifer (1984), fala em sonhos (estado onírico) típicos da gestação, que são específicos a cada fase da gravidez. Esses sonhos, em geral, relacionam-se ao estado emocional da gestante com relação ao momento gestacional em que se encontra (primeiros meses, início dos movimentos fetais, final da gestação), sendo comum, inclusive, sonho sobre o próprio parto.
Além do desejo manifestado em pensamentos, fantasias (conscientes) e sonhos (inconscientes) de conteúdo positivo em relação ao bebê que chegará, é comum que esses mesmos condutores internos possam expressar temores em relação à maternidade.
Um dos temores mais comuns e universais diz respeito ao medo de dar à luz um filho com deficiência.
É muito freqüente a gestante ter expectativas em relação à criança que está para nascer. Algumas sonham com uma criança idealizada, dentro de seus valores, ou seja, bonita
como o bebê da propaganda da TV; esperta como o filho da vizinha, etc. Mas outras têm verdadeiros pesadelos em relação a esse ser desconhecido que, por vezes, é sentido
como ameaçador. (REGEN, 1993, p. 18).
Decorre desses temores o medo de gerar uma criança que, por alguma limitação, não possa ser adaptada ao meio social e cultural; uma criança que dependerá exclusivamente de sua família que, nesse momento, não se acha preparada para um desafio dessa natureza. Além da deficiência em si e suas dificuldades inerentes, outra situação que torna o cenário mais complexo é a atitude da sociedade diante dela.
A idéia de deficiência instituída no imaginário social gera instantaneamente a imagem de incapacidade, de dependência, de sofrimento, de trabalho, de culpa e de dor. Não é raro observar, nas falas de pais e mães que esperam um bebê, a esperança de que seu filho possa, de alguma forma, realizar coisas que eles não alcançaram. É evidente que pensamentos que ameaçam esses sonhos sejam prontamente rechaçados e que a expectativa de uma criança sem maiores problemas permaneça como imagem
central do desejo familiar.

Sérgio Murilo Batista1
Rodrigo Marcellino de França2
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: TatiZveiter em 18 de Janeiro de 2009, 00:13
Amigos do Fórum Espírita, boa noite, muita paz!

É a primeira vez que participo do fórum, e fico feliz em ver temas tão edificantes abordados à luz da Doutrina Espírita.

Sobre o tema em questão, não seria apropriado afirmar que, além de constituir prova / expiação de fatos ocorridos em encarnações anteriores, o autismo funcionaria como um casulo, uma forma de o espírito que se vê obrigado a reencarnar se manter isolado do convívio com outros encarnados, na tentativa de se manter em estágio evolutivo estacionário, por comodismo, egoísmo ou mesmo receio da cobrança de antigos débitos?

Espero que minha pequena contribuição tenha sido de alguma valia nesse debate, que tem gerado frutos muito bons; fiquem na paz, um abraço fraterno.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 18 de Janeiro de 2009, 00:29
Ola AMIGA Tati
Muita paz

       Antes demais agradecemos  a generosidade por participar...
        Em relação que coloca;
       
Citar
além de constituir prova / expiação de fatos ocorridos em encarnações anteriores, o autismo funcionaria como um casulo, uma forma de o espírito que se vê obrigado a reencarnar se manter isolado do convívio com outros encarnados, na tentativa de se manter em estágio evolutivo estacionário, por comodismo, egoísmo ou mesmo receio da cobrança de antigos débitos?

       Realmente minha Amiga , sabemos que o Autismo tem o seu cunho de provação, que pode ser compulsória ou não, para o Espirito que encarna nessa condição ou para apresto educativo dos Pais.
        O Desalinho psiquico detem sempre em si a cristalização de oportunidades para ambos lados...Creio que poderá tratar-se em algumas situações de um casulo, ou de uma outra forma, um meio de proteger o espirito dos seus algozes ou de si mesmo, dos seus vicios ou carências que poderiam dete-lo de puder crescer na nova encarnação.
        Numa outra situação poderá ser de uma recusa do próprio espirito de reencarnar então aí o tal casulo que a Amiga realmente frisa e bem...Mas em toda a provação tem uma causa e um efeito que a gerou daí ser dado sempre como um meio mais justo no entendimento da Lei pelo merecimento de tal fragilidade. Importante frisar  que mesmo nesta situação o espirito fica activo, porque se assim não fosse ficaria em regime estacionario, o que não seria justo perante a Lei fraterna e justa do Pai.
       Espero ter chegado à sua questão e realmente é de suma importância que possamos partilhar questões e acrescimos ao estudo pois assim aprendemos mutuamente..

Grato

Muita paz
Abraço fraterno

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: JT em 18 de Janeiro de 2009, 01:22
Conheço um caso:


Vive na Suiça e ainda bem, porque se fosse em Portugal estaria muito pior.

Já levou alguns tratamentos espirituais, mas levar ou não levar ...

...


Os anos foram passando e agora já fala (duas línguas), já lê (aprendeu com muita facilidade), anda na escola, faz desenhos que para a idade, são avançados (extremamente ricos);

ainda tem as suas crises de autista;

muita vez tem comportamentos que deixam muito a desejar; quero dizer, nada evoluídos e nestas alturas é preciso saber levá-lo.

é preciso ter alguns cuidados.



Tratamento:  Amor.


Cumprimentos,

P.S.1): Li vossos depoimentos na diagonal;

P.S.2): Entendo que o autismo tem alguma coisa com encarnação compulsória e com teimosia.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 18 de Janeiro de 2009, 21:18
Muita Paz companheiros



NEGAÇÃO, ADAPTAÇÃO E ACEITAÇÃO

    É muito comum que, inicialmente, os pais não acreditem no diagnóstico e procurem negar, de diversas maneiras, a si mesmos e às demais pessoas que os cercam, a existência da deficiência. Chamamos esse momento de fase de negação. Nessa fase, a família não se encontra preparada para conviver com algo dessa natureza, até porque, no caso de um nascimento, estava esperando um bebê saudável, sem problemas. Ocorre um choque frente ao inesperado, que suscita dúvidas quanto a um futuro imprevisível.
       Algumas famílias se lançam numa interminável busca por outros diagnósticos que possam negar aquela constatação inicial. Muitos especialistas são consultados e diagnósticos são comparados. Resultados que se apresentam mais incômodos são preteridos pelos mais amenos. Com essas atitudes, buscam a negação de uma realidade que se mostra como algo assustador. Fecham- se na sua própria dor, negando-se, muitas vezes, o contacto com outras pessoas. Apresentam dificuldade de interagir com o bebê.  Esperam, nesse caso, que as pessoas próximas e os profissionais que acompanham o caso apresentem disponibilidade para ouvi-los. Muito mais do que críticas por sua postura, a família precisa de um canal empático de comunicação. Outra característica comum nessa fase é que geralmente o pai é quem demonstra maior dificuldade em lidar com a constatação da deficiência. A mãe normalmente intui que seu filho apresenta algum tipo de problema; o pai nega com maior veemência. A fase de negação pode se prolongar por dias, meses ou anos. Depois de superado esse momento, os pais começam a perceber que seu filho apresenta necessidades que precisam ser atendidas prontamente. Começam a perder o medo de serem inadequados frente à criança. Chamamos esse momento de fase de adaptação, quando a família já elaborou a perda da “criança saudável” e começa a tentar descobrir maneiras de adequar-se ao novo momento existencial. Buscam maiores informações sobre o diagnóstico, agora não para negar a existência da deficiência, mais para entendê-la melhor. Iniciam uma tentativa para estabelecer contactos com outras famílias que compartilham o mesmo problema. Restabelecem seu vínculo social com as amizades antigas, diminuindo seu isolamento.
    Os profissionais têm um papel importante nessa fase, aproveitando o momento em que a família demonstra necessidade de informação e apoio. Eles serão cruciais ao ajudá-la a identificar e compreender as necessidades desse filho. É nesse momento que a família o perceberá como um ser humano genuíno, efetivamente integral e pleno de significado.
   A próxima etapa vivenciada pela família é chamada de fase de aceitação, na qual o maior contato possibilitou uma visão mais realista da criança e de sua deficiência. Os pais vão conhecendo melhor o seu filho, e este também os vai conhecendo melhor. O vínculo emocional já está devidamente estabelecido e inquebrantável.
    A evolução da criança é percebida gradativamente, e os pais já se tornam mais participativos, buscando cada vez mais apoio, sugestões e esclarecimento. Alguns já reconhecem que tristeza e frustração são sentimentos que devem ser encarados
com naturalidade. Estabelecem novos parâmetros de comparação e expressam satisfação com as conquistas do filho. Em geral ainda apresentam uma postura superprotetora, mas que com o tempo tende a diminuir.

Revista de divulgação 121
técnico-científica do ICPG

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 18 de Janeiro de 2009, 21:26
Muita paz companheiros

   INCLUSÃO SOCIAL: UM NOVO DESAFIO

      A inclusão social se apresenta como um processo de atitudes afirmativas, públicas e privadas, no sentido de inserir, no contexto social mais amplo, todos aqueles grupos ou
populações marginalizadas historicamente ou em conseqüência das radicais mudanças políticas, econômicas ou tecnológicas da atualidade. Uma das dimensões do processo
de inclusão social é a inclusão escolar, conjunto de políticas públicas e particulares de levar a escolarização a todos os segmentos humanos da sociedade, com ênfase na
infância e juventude. Nesse contexto, recebem atenção especial a inclusão de portadores de deficiências (físicas ou mentais) nas escolas regulares, o ensino voltado para a formação profissionalizante e a constituição da consciência cidadã. (CONTEÚDO ESCOLA, 2004, p. 01).
   O processo de desenvolvimento humano envolve a apropriação dos instrumentos psicológicos e culturais criados pela humanidade.
   A criança nasce em um mundo repleto de significações, conceitos e estruturas constituídas pelo grupo social. É pela apropriação dessas significações que a criança vai se incorporando ao enredo que faz dela uma pessoa.
O sujeito se forma, portanto, pela apropriação gradual dos instrumentos culturais e pela internalização progressiva de operações psicológicas já constituídas na vida social.
O processo não é uma simples acumulação, mas uma reorganização da atividade psicológica do sujeito, que se dá como produto de sua participação em atividades em
situações sociais. Esta organização tem como uma das suas principais características a construção do domínio de si, o controle e regulação do próprio comportamento.
(BARTALOTTI, 2004, p. 42).
   Portanto, o desenvolvimento de uma pessoa não é um processo solitário, individual e retilíneo, mas algo que acontece no plano social, entre as pessoas e de maneira dinâmica. A criança vai se constituindo enquanto pessoa e compreendendo o mundo ao seu redor por meio da internalização de conceitos e significações que são partilhados socialmente. O espectro social não é algo que se apresenta como um elemento entre outros, mas é a condição primeira para que o desenvolvimento humano ocorra.
   No caso de uma criança com deficiência, o processo não difere.
   A família, como foi dito, é o primeiro grupo responsável, por criar, num primeiro momento, situações nas quais a criança assimilará quem ela é e como é o mundo que a cerca. Ora, se é socialmente que as pessoas se constituem e se desenvolvem, mais do
que nunca, a pessoa com deficiência necessita do acesso irrestrito aos meios sociais de apropriação de conhecimento. Só assim ela poderá superar suas limitações e ter um real desenvolvimento.
A autonomia e a independência da criança com deficiência serão constituídas a partir das suas interações sociais e, principalmente, a partir de interações que sejam favorecedoras dessa autonomia e independência. Para haver aprendizagem e, conseqüentemente, desenvolvimento, é preciso que ocorra uma mediação que leve em conta o processo daquele sujeito a quem se pretende ensinar, sabendo que aprendizado não compreende apenas cognição, mas outros aspectos, tais como a motivação, a afectividade, as habilidades, os interesses. A ‘boa mediação’ é aquela que se adianta ao desenvolvimento; não se volta, portanto, a aspectos do passado daquele que aprende, concentrando apenas no que não pode ser feito; ao contrário, considera e incorpora, na prática pedagógica, a avaliação das dificuldades, de modo a organizar o processo de desenvolvimento. (BARTALOTTI, 2004, p. 58). Como qualquer cidadão, a pessoa com deficiência tem os mesmos direitos à educação, saúde, assistência social, acessibilidade, lazer, esporte, cultura e trabalho. Portanto, o acesso aos recursos da comunidade tem que estar garantido para que possa viver com independência e autonomia. Para que ocorra a inclusão em todos os segmentos, é necessário adequar as estruturas humanas, físicas e técnicas. As barreiras, tanto atitudinais (noções preconceituosas e discriminatórias, desinformação a respeito da deficiência) quanto estruturais e arquitetônicas (falta de rampas, meios de comunicação, móveis, utensílios e equipamentos adaptados), devem ser derrubadas para que todos, sem exceção, tenham as mesmas oportunidades.
     No caso da pessoa com deficiência, a sociedade pode se considerar inclusiva quando reconhece a diversidade que a constitui, identifica as necessidades desse segmento populacional, oferece os serviços de que necessitam e promove os ajustes que lhe viabilizam o acesso, a permanência e a utilização do espaço público comum [...] O paradigma de suporte constitui-se da disponibilização, ao cidadão com deficiência, de todo e qualquer apoio que se mostre necessário para a otimização de seu potencial para uma vida de qualidade, e que permita sua real participação em todas as áreas de sua existência: vida doméstica, escolar, familiar, social mais ampla, profissional e econômica. Os suportes são dedicados a atender aos desejos e às necessidades individuais a partir de um processo de planejamento do futuro do cidadão. Refere-se a todo e qualquer tipo de ajuda que permita à pessoa com deficiência o maior nível de autonomia e de independência, na administração e no gerenciamento de sua própria vida, em ambiente o menos restritivo possível. (ARANHA, 2003, p. 15).
  Seja na família, na escola, no trabalho, na comunidade em geral, o que deve permanecer como idéia primordial é o princípio de eqüidade, o qual implica respeito às diferenças. A família, como grupo social, deve se constituir como elemento essencial na promoção e garantia desse direito, seja por meio da atuação direta com a pessoa com deficiência, seja exigindo junto à sociedade organizada políticas eficazes na promoção do bem-estar de todos.

Revista de divulgação 121
técnico-científica do ICPG
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Adalberto Corveloni em 19 de Janeiro de 2009, 14:58
Autismo Sinais de alerta:

 
O primeiro passo para ajudar as crianças autistas é identificar os sintomas desta doença.
Esta identificação precoce poderá minimizar o sofrimento destas crianças e contribuir para um desenvolvimento mais eficaz.

As crianças autistas revelam problemas ao nível da comunicação e do comportamento, assim como apresentam uma enorme dificuldade em relacionar-se com as restantes pessoas de uma forma normal…

Sinais de alerta numa criança:

- Não se mistura com as outras crianças;

- Age como se fosse surdo;

- Resiste à aprendizagem;

- Não demonstra medo dos perigos reais;

- Resiste a mudanças de rotina;

- Usa as pessoas como ferramentas;

- Apresenta risos e movimentos pouco apropriados;

- Resiste ao contacto físico;

- Acentuada hiperactividade física;

- Não mantém contacto visual;

- Agarra-se demasiado a determinados objectos;

- Manipula e manobra objectos de uma forma peculiar;

- Por vezes apresenta problemas de agressividade;

- Comportamento indiferente e afastado.

Se encontrarmos 4 destas características ou comportamentos numa criança, em idade inadequada para os mesmos e de um modo persistente, deve ser lembrada a possibilidade de Autismo.
Por outro lado, se encontrarmos 7 destas características ou comportamentos, nas mesmas condições, o diagnóstico de Autismo deve ser seriamente considerado e a criança deve ser submetida a uma avaliação.

DSM IV – TR (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais)

As características essenciais da Perturbação Autística são a presença de um desenvolvimento acentuadamente anormal ou deficitário da interacção e comunicação social e um repertório acentuadamente restritivo de actividades e interesses.

A perturbação pode manifestar-se antes dos 3 anos de idade por um atraso ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas: interacção social, linguagem usada na comunicação social, jogo simbólico ou imaginativo (critério B).
Não existe tipicamente um período de desenvolvimento normal, embora em cerca de 20% dos casos os pais tenham descrito um desenvolvimento relativamente normal durante um ou dois anos.
Nestes casos, os pais referem uma regressão no desenvolvimento da linguagem, geralmente manifestada por uma paragem da fala depois de a criança ter adquirido 5 a 10 palavras.

Por definição, se existe um período de desenvolvimento normal, este não pode estender-se para além dos 3 anos de idade. A perturbação não é melhor explicada pela presença de uma Perturbação de Rett ou Perturbação Desintegrativa da Segunda Infância (critério C).


CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO PARA PERTURBAÇÃO AUTISTICA

A. Um total de seis (ou mais) itens de (1) (2) e (3), com pelo menos dois de (1), e um de (2) e de (3).

(1) défice qualitativo na interacção social, manifestado pelo menos por duas das seguintes características:

(a) acentuado défice no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais como contacto ocular, expressão fácil, postura corporal e gestos reguladores da interacção social;
 
(b) incapacidade para desenvolver relações com os companheiros, adequadas ao nível de desenvolvimento;
 
(c) ausência da tendência espontânea para partilhar com os outros prazeres, interesses ou objectivos (por exemplo; não mostrar, trazer ou indicar objectos de interesse);
 
(d) falta de reciprocidade social ou emocional;

(2) défices qualitativos na comunicação, manifestados pelo menos por uma das seguintes características:

(a) atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral (não acompanhada de tentativas para compensar através de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímica);
 
(b) nos sujeitos com um discurso adequado, uma acentuada incapacidade na competência para iniciar ou manter uma conversação com os outros;
 
(c) uso estereotipado ou repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática;
 
(d) ausência de jogo realista espontâneo, variado, ou de jogo social imitativo adequado ao nível de desenvolvimento;

(3) padrões de comportamento, interesses e actividades restritos, repetitivos e estereotipados, que se manifestam pelo menos por ma das seguintes características:

(a) preocupação absorvente por um ou mais padrões estereotipados e restritivos de interesses que resultam anormais, quer na intensidade quer no objectivo;
 
(b) adesão, aparentemente inflexível, a rotinas ou rituais específicos, não funcionais;
 
(c) maneirismos motores estereotipados e repetitivos (por exemplo, sacudir ou rodar as mãos ou dedos ou movimentos complexos de todo o corpo);
 
(d) preocupação persistente com partes de objectos.

B. Atraso ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com início antes dos três anos de idade: (1) interacção social, (2) linguagem usada na comunicação social (3), jogo simbólico ou imaginativo.

C. A perturbação não é melhor explicada pela presença de uma Perturbação de Rett ou Perturbação Desintegrativa da Segunda Infância.

DSM-IV-TR, Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, 4ª ed., Texto Revisto, Lisboa, Climepsi Editores, 2002


CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO DA SÍNDROMA DE ASPERGER, DSM IV (1994)


A. Défice qualitativo na interacção social, manifestado pelo menos por duas das seguintes características:

(1) acentuado défice no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais como contacto ocular, expressão fácil, postura corporal e gestos reguladores da interacção social;

(2) incapacidade para desenvolver relações com os companheiros, adequadas ao nível de desenvolvimento;

(3) ausência da tendência espontânea para partilhar com os outros prazeres, interesses ou objectivos (por exemplo; não mostrar, trazer ou indicar objectos de interesse); ausência de jogo realista espontâneo, variado, ou de jogo social imitativo adequado ao

B.Padrões de comportamento, interesses e actividades, estereotipados,repetitivos e restritos, que se manifestam pelo menos por uma das seguintes características:

(1) preocupação absorvente por um ou mais padrões estereotipados e restritivos de interesses que resultam anormais, quer na intensidade quer no objectivo;

(2) adesão, aparentemente inflexível, a rotinas ou rituais específicos, não funcionais;

(3) maneirismos motores estereotipados e repetitivos (por exemplo, sacudir ou rodar as mãos ou dedos ou movimentos complexos de todo o corpo);

(4) preocupação persistente com partes de objectos.

C.A perturbação implica alterações clinicamente significativas nas áreas de funcionamento social, ocupacional e outras.

D. Não existe atraso clinicamente significativo da linguagem(por exemplo, aos dois anos são utilizadas palavras simples e aos três anos são utilizadas frases comunicativas).

E. Não se regista atraso clinicamente significativo do desenvolvimento cognitivo, da autonomia, do comportamento adaptativo (à excepção da interacção social) ou ainda da curiosidade pelo ambiente da infância.

F. Não são preenchidos os critérios de outras Perturbações Globais do Desenvolvimento ou de Esquizofrenia.

DSM-IV-TR, Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, 4ª ed., Texto Revisto, Lisboa, Climepsi Editores, 2002

Recomendações para o Processo Ensino-Aprendizagem

Como é sabido e regra geral, as crianças autistas apresentam dificuldades ao nível da comunicação e da socialização.

O ensino inclusivo na escola regular deverá estar preparado para que os alunos com autismo ou com necessidades educativas especiais possam desenvolver-se como cidadãos, assim como deve estar preparado para que estes possam adquirir novas competências.

Infelizmente, e devido às carências existentes na escola regular, por vezes surge a necessidade de recorrer aos estabelecimentos de ensino especial.

Os professores reconhecem que aquele aluno “é diferente” sem que consigam apontar com clareza a natureza dessa diferença. Certo é que estes alunos podem ler com muita rapidez e correcção sem contudo compreender os conceitos implícitos no texto.

As composições escritas são extremamente lacónicas, absolutamente factuais como se de um inventário se tratasse. As operações matemáticas são realizadas com extrema rapidez e facilidade mas o enunciado dum problema não é compreendido.

Podemos definir como objectivos prioritários de intervenção: a promoção do desenvolvimento global do aluno e de competências específicas; informar e auxiliar os encarregados de educação a implementar estratégias para melhor lidarem com o seu educando; informar/sensibilizar a escola e a comunidade em geral acerca das características destas crianças e jovens, no sentido de estabelecer parcerias que contribuam para a sua aprendizagem, adaptação e inclusão social.

Como tal é necessário que os professores, educadores e restante comunidade educativa estejam preparados para trabalhar com este tipo e alunos.

Seria imperioso que se apostasse na formação e na sensibilização de toda a comunidade educativa e no apetrechamento das escolas, ao nível de recursos materiais, espaciais e humanos, assim como seria importante que estes alunos beneficiassem de uma equipa multidisciplinar que englobasse: professores, educadores, psicólogos, terapeutas, educadora/o social, entre outros - trabalho desenvolvido por estes deve de ser efectuado em equipa, ao nível da programação, aplicação e avaliação.

Para elevar o grau de sucesso o número de alunos por turma deveria ser reduzido, deveriam existir professores de apoio nas respectivas áreas ou disciplinas, a programação e a avaliação deveriam ser individuais, no sentido de definir quais os comportamentos a modificar, quais as áreas a trabalhar, assim como, para melhor identificar as aquisições e as dificuldades.

Deve de ser concebido um plano de intervenção adequado ao aluno de forma a possibilitar um tratamento personalizado e específico, satisfazendo as capacidades e ritmo de cada um.

As sessões de trabalho devem ser curtas e o aluno deve ser encorajado nas actividades propostas.

Os conceitos a abordar devem ser repetidos várias vezes e sempre da mesma maneira, contudo devemos inovar e variar sempre que possível.

Para que melhor se desenvolvam as capacidades do aluno, pudemos a áreas como: psicomotricidade, expressão musical, expressão dramática, informática, educação física, dança, expressão plástica, formação pessoal e social, actividades da vida diária, áreas vocacionais, entre outras…

Estas áreas serão importantes para auxiliar o aluno a desenvolver-se ao nível da expressão, socialização, para ultrapassar os comportamentos ritualistas e compulsivos, para elevar a auto-estima, assim como para proporcionar um desenvolvimento académico equilibrado e harmonioso.

Qualquer professor, educador, técnico, ou encarregado de educação necessitará de bastante paciência para trabalhar com uma criança autista, devendo aceitar e reconhecer as suas “limitações” e respeitar a “lentidão” dos seus progressos. Para isso deverão trabalhar com a criança autista por etapas.

O contacto frequente dos encarregados de educação com a escola é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, no sentido da sua participação activa no contacto e trabalho com a equipa multidisciplinar, de forma a obter informações acerca das evoluções e dificuldades do seu educando, conhecendo e colaborando em casa com o trabalho efectuado na escola.

Deverão ser desenvolvidas actividades em que a participação dos professores, educadores, técnicos e encarregados de educação seja uma realidade, trabalhando em conjunto no âmbito da socialização, da imitação, da motricidade, da linguagem, da coordenação… De forma a promover uma evolução significativa das capacidades do aluno.

Existem autistas com um QI baixo, normal e algumas crianças são bastante inteligentes. É importante conhecer as aptidões e os interesses da criança, para aproveitá-los posteriormente, como instrumentos académicos – de modo a superar ao máximo as suas dificuldades.

Infelizmente, o Autismo ainda origina alguns problemas que prejudicam o desenvolvimento e a integração das crianças e jovens com esta problemática, como: o desconhecimento por parte da sociedade das características básicas do Autismo – o que dificulta o seu diagnóstico; a ausência de locais especializados que ofereçam o tratamento e o apoio necessários; a carência de escolas onde estas crianças possam estar devidamente integradas.

Estes factores tornam-se lamentáveis e prejudicam o desenvolvimento da criança autista, uma vez que estas crianças podem alcançar um bom nível de progresso se houver um diagnóstico precoce e um tratamento oportuno.

O trabalho repetido e a estimulação contínua contribuirão para o progresso e evolução das capacidades da criança autista ao nível pessoal e social.

Em suma, há que procurar compreender os comportamentos autistas e estipular objectivos a atingir, estimulando e acompanhando a criança/jovem no seu processo de desenvolvimento e de aprendizagem e contribuindo para a sua integração plena na sociedade.

Autoria:

António Araújo (Professor)

José Santos (Professor)

Texto retidado da net.  educação diferente" é um blog da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional onde serão abordadas temáticas relacionadas com a educação especial e com as Nee

Boa tarde a todos os irmãos achei bem interessante este texto .

Fiquem todos na luz de Jesus


Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Janeiro de 2009, 19:09
Ola Amigo Adalberto
Muita Paz

   Mais uma prestação muito util para todos nós, grato por compartilhar este texto, e que representa na realidade uma das dificuldades para perceber o Autismo;

Citar
Infelizmente, o Autismo ainda origina alguns problemas que prejudicam o desenvolvimento e a integração das crianças e jovens com esta problemática, como: o desconhecimento por parte da sociedade das características básicas do Autismo – o que dificulta o seu diagnóstico; a ausência de locais especializados que ofereçam o tratamento e o apoio necessários; a carência de escolas onde estas crianças possam estar devidamente integradas.


     A diversificada panaceia de diagnóstico, torna dificil a percepção nivelar da fragilidade e uma maior dificuldade para uso de terapias de acordo com o grau psico-fisico que o Ser sofre...  No aspecto educativo reforça também o mesmo teor carencial de pedagogias que possam diminuir as dificuldades de integração.
    No entanto não devemos renunciar à luta de ajudar estes irmãos, e com perseverança e amor, olhando-os de forma igual, e entendendo que devem usufruir dos mesmos direitos de ensino que todos nós temos como espelha e bem na Conferência de Salamanca.
   Sei que ainda existe muito por fazer, porém algo já se consegue enxergar, pois no preterito toda a deficiência era tida como estorvo e complicado para as Escolas quer a nivel formativo ou educativo moralmente, hoje já se está a olhar mais para nossos irmãos e fico feliz pela excelente atitude de todos que aqui tem participado pois é mais um rastreio de que os seres estão preocupados em ajudar , mostrando solidariedade e amor que aplicam ao estudo das teses aqui trazidas...
   Hoje já temos também muitas acções estatais, de apoio no campo pedagogico e Familiar, estão a aparecer mais irmãos especializados para trabalhar com estas fragilidades o que é um passo muito importante. Estou convicto ,digo mesmo em situação afirmativa que o Espiritismo pode ajudar imenso na terapia desses irmãos, quer pela via da fluidoterapia, quer pela via da doutrinação e envolvência dos valores de bom senso e amor que o auxilio Espirita presta, dando de graça o que de graça se recebe.
   Enfim estamos todos juntos nesta luta , porque ela é de todos  e o Pai vai ajudar, claro que todos sabemos que existe a questão do merecimento e da vontade inerente ao conhece-te a ti mesmo de cada personalidade, mas com solidariedade, tomando o iceberg pela sua grandeza obteremos bons resultados...

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Adalberto Corveloni em 19 de Janeiro de 2009, 23:10
Meu Querido irmão Victor sempre agradeça a Deus eu simplesmente tento ajudar.
Sinto-me honrado em conhecer pessoa tão iluminada.


DÉCADA DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA – 2006 – 2016

Área do Autismo

DOCUMENTO ELABORADO DURANTE O VII CONGRESSO BRASILEIRO DE AUTISMO, EM FORTALEZA-CE

De 21 a 26 de novembro de 2006.

A Associação Brasileira de Autismo – ABRA, entidade nacional que congrega as associações de pais e amigos do autista no Brasil, reunida durante o VII Congresso Brasileiro de Autismo, realizado na cidade de Fortaleza – CE, no período de 21 a 26 de novembro de 2006, considerando a realização da Câmara.
Técnica “Década das Pessoas com Deficiência” a ser realizada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos por meio da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, elaborou juntamente com a comissão escolhida na plenária do Congresso o documento que segue, no intuito de colaborar para a melhoria das condições de atenção à Pessoa Portadora de Autismo e de outros transtornos do desenvolvimento.
Os participantes do VII Congresso Brasileiro de Autismo, pais, amigos, profissionais,
pessoas com autismo reivindicam da SEDH/CORDE que o documento seja considerado como subsídio de estudo e encaminhamento durante a realização da Câmara Técnica, assim como que o mesmo seja divulgado no âmbito do Governo Federal, incorporando-o nas metas da década.
Para que possamos de fato atingir as metas do milênio, as pessoas com Autismo e suas famílias devem ser contemplados nos seguintes aspectos:

1. Que as famílias tenham garantia de cumprimento das políticas publicas de assistência social, saúde, educação, transporte, lazer, cultura, e esportes.

2. Criação de pelo menos um centro de referencia em atenção à pessoa com autismo, por estado.

3. Criação de Programa Educacional Individualizado, atendendo as necessidades
especiais e singulares das pessoas com Autismo, independente da idade, sexo, condição, social, raça, religião ou orientação política.
O mesmo deve ser elaborado em parceria com as famílias e organizações do terceiro setor interessadas nesta causa.

4. O atendimento com educação de qualidade por profissionais capacitados para atender pessoas com Transtornos do espectro do autismo deve ser garantido, quer seja em escolas regulares ou de ensino especial.

5. Regulamentar, no âmbito educacional, a figura do facilitador: Profissional que tem a função de acompanhar o educando com autismo intermediando a ação pedagógica e promovendo as adaptações curriculares necessárias a sua inclusão.

6. O atendimento em saúde seja garantido em equipes multiprofissionais capacitadas para atender Pessoas com Transtorno do espectro do autismo.

7. Garantir acesso aos medicamentos necessários ao tratamento de sintomas alvo,
respeitando a resposta individual de cada um.

8. Atendimento especializado a gestante e ao recém nascido em cuja família já existam casos de Autismo.

9. Objetivando a melhoria da qualidade de vida das pessoas com autismo e de suas famílias: Estimular e apoiar a permanência de tais pessoas no seio familiar.
Criando programas de acompanhamento e orientação sistemática para as famílias.
E, nos casos em que de todo não seja possível à permanência com a família, sejam criadas residências terapêuticas especializadas em Autismo, respeitando o desejo e as
potencialidades de cada indivíduo e sua família.
A utilização dessas residências poderá ser por períodos variáveis ou definitivos, levando em conta as necessidades de cada caso.

10. Objetivando a inclusão social, promover campanhas informativas para sensibilizar a comunidade sobre as necessidades do individuo com autismo e de sua família.

11. Estimular o diagnóstico e a intervenção precoce, por meio de capacitação dos pediatras e outros profissionais da saúde e da educação.
Criação e divulgação de serviços especializados em intervenção precoce em casos de suspeita de transtorno do espectro autista.

12. Capacitar os serviços de saúde, inclusive os de atendimento de emergência, de saúde bucal e ambulatórios em geral, assim como outros que prestem atendimento direto à população a lidar de forma mais adequada com as pessoas com Transtornos de comportamento.

13. Estimular a inclusão no mercado de trabalho, objetivando uma vida autônoma e produtiva da pessoa com autismo.
Treinar profissionais em orientação vocacional e identificação de talentos, habilidades e
interesses com fins de profissionalização e inserção no mercado de trabalho.
Criação de oficinas terapêuticas e postos em emprego protegido.

14. Os benefícios de assistência e previdência social devem poder ser retomados, caso a inclusão no mercado de trabalho não tenha continuidade.

15. Isenção de impostos para aquisição de equipamentos e recursos específicos para aperfeiçoamento dos serviços de atendimento especializados.

16. Conceder incentivos fiscais a empresas que ofereçam apoio a organizações não governamentais que promovam o atendimento e orientação a pessoas com autismo e suas famílias.

17. Incentivar cursos de capacitação para formação e reciclagem dos profissionais envolvidos no atendimento das pessoas com autismo.

18. Favorecer a troca de experiências e informações com serviços e centros
internacionais especializados.

19. Apoiar a criação e o fortalecimento de associações de pais e de pessoas com Transtornos do espectro do autismo, visando sua maior participação na sociedade e intercambio de experiências, controle social da execução das políticas públicas para o setor.


Material retirado diretamente do site www.autismo.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc21vLm9yZy5icg==)

Fiquem todos na luz do nosso Mestre












Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Adalberto Corveloni em 20 de Janeiro de 2009, 00:51
Um texto rapido não fugindo do estudo espero que gostem.

Uma mãe especial 

Deus passeando sobre a Terra, seleciona seus instrumentos para a preservação da espécie humana com grande cuidado e deliberação.
A medida em que vai observando, Ele manda os seus anjos fazerem anotações em um bloco gigante.

"Elizabete Souza...vai ter um menino. Santo protetor da mãe: São Mateus".
 
"Mariana Ribeiro...menina. Santa protetora da mãe: Santa Cecília".

"Claudia Antunes...esta terá gêmeos. Santo protetor...mande São Geraldo protegê-la. Ele esta acostumado com quantidade".
 
Finalmente Deus dita um nome a um dos anjos, sorri e diz: "Para esta, mande uma
criança excepcional".
 
O anjo cheio de curiosidade pergunta: "Porque justamente ela Senhor?
Ela é tão feliz. "Exatamente, responde Deus, sorrindo.
Eu poderia confiar uma criança deficiente a uma mãe que não conhecesse o riso?
Isto seria cruel!
"Mas será que ela terá paciência suficiente?"
" Eu não quero que ela tenha paciência demais, senão ela vai acabar se afogando num mar de desespero e auto-compaixão.
Quando o choque e a tristeza passarem, ela controlará a situação.
Eu a estava observando hoje, ela tem um conhecimento de si mesma e um senso de independência, que são raros, e ao mesmo tempo, tão necessários para uma mãe.
Veja a criança que vou confiar a ela, tem todo o seu mundo próprio.
"Ela tem que trazer esta criança para o mundo real e isto não vai ser nada fácil".
"Mas Senhor, eu acho que ela nem acredita em Deus!" Deus sorri.
"Isto não importa, dá-se um jeito.
Esta mãe é perfeita.
Ela tem a dose exata de egoísmo de que vai precisar.

O anjo engasga. "Egoísmo? Isto é uma virtude?" Deus balança a cabeça
afirmativamente.
"Se ela não for capaz de se separar da criança de vez em quando, ela não vai
sobreviver.
Sim, aqui está a mulher a quem eu vou abençoar com uma criança menos "perfeita" do que as outras.
Ela ainda não tem consciência disto, mas ela será invejada".
"Ela nunca vai considerar banal qualquer palavra pronunciada por seu filho.
Por mais simples que seja um balbucio dessa criança, ela o receberá como um grande presente".
"Nenhuma conquista da criança será vista por ela como corriqueira.
Quando a criança disser "MAMÃE" pela primeira vez esta mulher será testemunha de um milagre e saberá recebê-lo.
Quando ela mostrar uma árvore ou um por-do-sol ao seu filho e tentar ensiná-lo a repetir as palavras "árvore" e "sol", ela será capaz de enxergar minhas criacões como poucas pessoas são capazes de vê-las.
"Eu vou permitir que ela veja claramente as coisas que Eu vejo: ignorância, crueldade e preconceito.
Então vou fazer com que ela seja mais forte do que tudo isso.
Ela nunca estará sozinha.
Eu estarei a seu lado a cada minuto de cada dia de sua vida, porque ela estará fazendo meu trabalho e estará aqui ao meu lado".
E qual será o santo protetor desta mãe? Pergunta o anjo, com caneta na mão.
Deus novamente sorri. "Nenhum! Basta que ela se olhe num espelho".
 
(Adaptação de "The Special Mother" de Erma Bombeck)


Fiquem na luz de Jesus
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: rosemvalverde em 20 de Janeiro de 2009, 12:00
Estou lendo um livro da neurocientista Marta Pires Relvas - Neurociência e transtornos de aprendizagem - As múltiplas eficiências para uma Educação Inclusiva.
Gostei da maneira clara como ela aborda vários transtornos de aprendizagem e cita o autismo como: "Um disturbio do desenvolvimento de origem orgânica (lesão encefálica) cuja causa específica é de componente genético, todavia ainda não se conhece com detalhes. Caracterizado pela tríade (DMS-IV, CID-10(: alterações na interação social, na linguagem e no comportamento."
Fala também que : "Alguns casos de autismo têm a causa identificada, como , por exemplo, crianças com Síndrome de X Frágil, neurofibrimatosa, rubéola congênita... nem todos casos evoluem para um autismo.
... a maioria não tem causa e nenhum exame mostra qualquer lesão no sistema nervoso para justificar tão complexo comprometimento no comportamento e na cognição.

Baseado nestes trechos eu fiquei pensando no meu aluno que como disse antes tem a Síndrome do X Frágil e que eu não sabia que poderia  causar o autismo também. Lendo este livro da Marta me senti estimulada a estudar mais, até porque a gente sabe que conforme todos aqui estão afirmando também muitos destes casos são influenciados pela parte espiritual ou por uma programação anterior à reencarnação visando um processo de ajuste e aprendizado para o espírito em questão.
Acho importante aprofundarmos o conhecimento nas duas áreas a científica e a espiritual para que possamos atuar de maneira mais eficiente junto as pessoas que conhecemos e que sofrem com este distúrbio.

O meu aluno em questão tem alguns procedimentos de desligamento, as vezes se desliga das coisas de repente , mas algumas coisas o motiva e uma delas é a música. Creio que se pesquisarmos algumas técnicas de aprendizagem associadas a música e a arte em geral poderemos traze-los para as atividades diárias, facilitando a sua socialização.
Quando comecei a trabalhar com o Rodrigo não conhecia nada sobre esta doença mas a observação e a atenção que ele teve também com os colegas foi fazendo com que se aproximasse mais e aos poucos ele começou a participar mais das aulas e a passar nas carteiras dos colegas vendo o que eles faziam. Me emocionou muito ver ele participando das aulas com a cabeça erguida e não mais ensimesmado e retraído como era no início.
Espero que mais pessoas se dediquem a pesquisar sobre estes distúrbios visando uma atuação consciente e firme na Educação que é o primeiro passo para que estes jovens possam se sentir amparados sem a interferência do preconceito e da desinformação que é tão negativa para o seu desenvolvimento como ser humano e espirito eterno.
Rose Valverde - JF
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: priiiiscila em 21 de Janeiro de 2009, 13:20
Bom dia a todos!!
Bem, vou assumir, nao lin tds os topicos pq tavam muito grandes (:p) mas enfim, nunca li nada sobre autismo na visao da doutrina espirita, td q ja estudei sobre foi durante a faculdade, e lembro q a professora mesma disse q ainda nao sabem ao certo o pq, nem as causas. O que ja ouvi falar no centro, e q pra mim faz td sentido, é q sao pessoas q no passado fizeram coisas erradas, tiveram problemas com os outros e hj se isolam do mundo com medo de falhar. É pra mim a melhor resposta, pq eu mesma ja me senti assim inumeras vezes, ja tive muitos medos das pessoas, qtas vezes no colegio a prof perguntava e eu sabia a resposta mas ficava engasgada na minha garganta, é uma sensaçao horrivel. Eu trabalhei num orfanato ate o ano passado e tive oportunodade de conhecer crianças com esses sintomas (mas nao sao) é incrivel como elas agem, vc pergunta e elas olham para o teto, andam olhando pra baixo, e se vc olhar nos olhos dela, enxerga medo de vc, oq ja se imagina de uma criança q aos 7 anos ja sofreu demais, ou seja, a causa do isolamento as vezes pode estar em traumas vividos nesta vida mesmo.
E sem contar q os sintomas do autismo nao sao somente o isolamento. Vou procurar um livrinho q fala sobre aqui em casa e coloco ( se alguem ja colocou e eu nao vi, me avisem) é super interessante conhecer melhor o assunto, mas nao é nd de espiritismo.
Sobre o lance da doença, bem, vamos colocar em panos limpos,oq acontece é o seguinte: qdo a ciencia nao encontra uma causa, um motivo ou sei la oq, ela diz q é doença! Pra vcs terem uma ideia, durante a faculdade eu cheguei a ouvir q o homosexualismo é uma doença. Sao nessas horas q o mundo precisa começar a aceitar mais o espiritismo.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Janeiro de 2009, 18:35
Ola minhas Amigas : rosemvalverde  e Priscilla
Muita paz e harmonia

   Antes demais agradeço a vossa compartilha, pois é sempre importante dividirmos o conhecimento, uns com os outros.
   No entanto e começando por a Amiga RosemValverde;Queria dizer que todos os estudos são importantes e os livros que nos objectam de  respostas também.
   No entanto devido à dificuldade que a sintomologia desta fragilidade apresenta,nem mesmo o CID, nos oferece dados concretos, devido à multiplicidade de sintomas que se podem verificar na envolvência da patologia do Autismo.
   Mas os estudos medicos são por demais importantes, veja , minmha Amiga o que o CID nos apresenta;

   Classificações actuais (CID-10 e DSM-IV)
As classificações internacionalmente adotadas na actualidade, CID-10 (da Organização Mundial da Saúde) e DSM-IV (da Associação Norte-Americana de Psiquiatria), são baseadas em regras e critérios explícitos estipulativos (de inclusão e de exclusão), que definem as categorias diagnósticas.

Não há por ora confirmação independente do diagnóstico psiquiátrico. O diagnóstico é fundamentalmente clínico.

A validade da grande maioria das categorias diagnósticas ainda não foi estabelecida de modo cabal. O que não significa, em absoluto, que as mesmas não tenham utilidade clínica. A própria permanência da tradição nosológica comprova sua pertinência nos dias de hoje.

Os critérios diagnósticos existentes são convencionais, mas não de todo arbitrários. Eles se baseiam nas evidências científicas disponíveis. São provisórios e sujeitos a revisão de acordo com os resultados dos estudos empíricos.

Em termos de estratégias taxonômicas, as classificações recentes tendem a ser mais “divisoras” que “agrupadoras”, o que tem contribuído para o aumento progressivo do número de categorias diagnósticas. Outra conseqüência clinicamente relevante dessa opção é a inflação das taxas de comorbidade.

Os defensores dessa estratégia “divisora” reconhecem que não é apropriado falar que comorbidade em psiquiatria implica na presença de múltiplas doenças. A comorbidade seria antes um artefacto (fragmentação da psicopatologia), um reflexo da nossa dificuldade em encontrar diagnósticos capazes de dar conta de todos os sintomas que devem merecer atenção clínica.

Os sintomas psiquiátricos que servem de critério diagnóstico, em sua maioria, são inespecíficos e, frequentemente, mostram baixa estabilidade temporal. Isso torna ainda mais complexa a questão da comorbidade. Diante da constatação de uma associação entre duas condições, é legítimo perguntar se estamos diante de duas condições independentes (em que uma pode predispor à outra) ou de uma simples mudança de apresentação clínica.

Embora não exista uma clara hierarquia de construtos nas classificações actuais, os critérios de exclusão revelam a hierarquia implícita dos sistemas classificatórios (aliás, curiosamente, a CID-10 e o DSM-IV se assemelham muito mais nos critérios de inclusão do que nos de exclusão) e vinculam a consistência das categorias entre si. Em outros termos, com os critérios de exclusão, a consistência de uma categoria diagnóstica passa a depender da consistência do conjunto do sistema classificatório.

Alguns ganhos proporcionados pelos sistemas classificatórios recentes
A adopção de um esquema de referência padrão aumentou a concordância diagnóstica e a possibilidade de comunicação profissional.

Maior comparabilidade e replicabilidade de estudos. Inúmeros instrumentos padronizados, baseados em tais classificações, foram criados para diferentes propósitos científicos.

Forte desenvolvimento no campo da epidemiologia dos transtornos mentais.

Maior internacionalização da psiquiatria, especialidade médica em que muitas tradições intelectuais continuam a coexistir.

Certa desmistificação do diagnóstico psiquiátrico para os pacientes e para o público leigo em geral, com a explicitação de sua lógica.

Um dos possíveis ganhos dos sistemas classificatórios é a adopção da multiaxialidade. Embora o diagnóstico multiaxial permita uma formulação diagnóstica mais abrangente, ele tem sido pouco utilizado e insuficientemente testado em nosso meio. O sistema multiaxial do DSM-IV (com 5 eixos) é bem mais conhecido que o da CID-10 (com 3 eixos), este último lançado apenas em 1997, cinco anos mais tarde que a versão com directrizes clínicas. Os eixos da CID-10 são os seguintes:

Eixo I: Diagnósticos clínicos (inclui transtornos mentais e condições médicas gerais, além dos transtornos de personalidade)

Eixo II: Funcionalidade/Incapacitações

Eixo III: Factores contextuais (agrupados e formulados em consonância com as categorias Z00-Z99 da CID-10)

Riscos inerentes ao uso das classificações actuais
Os sistemas classificatórios, pela apresentação organizada e critérios diagnósticos bem definidos, muitas vezes dão a falsa impressão de que representam um conhecimento bastante consolidado. Está sempre presente o risco de que categorias diagnósticas sejam reificadas, isto é, tomadas como algo concreto. Neste cenário, propostas alternativas de classificação raramente são elaboradas e/ou testadas.

Os sistemas classificatórios não devem ser confundidos com manuais de psicopatologia. Aliás, o bom uso das classificações pressupõe sólido conhecimento psicopatológico e capacidade de discernimento clínico. É preciso, portanto, não descuidar do ensino rigoroso da psicopatologia, base da formação do psiquiatra.

A interpretação daquilo que o paciente relata ou exibe em seu comportamento é um exercício de julgamento clínico. O fato de possuirmos critérios diagnósticos padronizados não garante que eles sejam utilizados da mesma forma. O uso ingênuo das classificações como meros checklists diagnósticos leva a um sensível empobrecimento da prática diagnóstica. Além disso, transforma o psiquiatra em um verdadeiro instrumento de segunda ordem, isto é, em instrumento do instrumento.

A adopção de uma “linguagem comum” não deve mascarar as divergências teóricas, a existência de modelos rivais e as tensões conceituais no campo da psicopatologia. No que tange à conceitualização da psicopatologia, parece prudente evitar atitudes dogmáticas ou fechamentos conceituais precipitados.

É importante lembrar que a universalidade de muitos construtos psiquiátricos não foi suficientemente demonstrada. Além disso, são fortes as indicações de que elementos de ordem cultural (simbólica) e valorativa influenciam profundamente a conceitualização da psicopatologia.

É natural que o psiquiatra se esforce para identificar e diagnosticar aquelas condições ou transtornos que ele conhece melhor ou que ele se sente mais capacitado para tratar. Assim, é importante que o psiquiatra procure evitar em sua prática clínica possíveis vieses de observação e de interpretação dos sinais e sintomas. Do mesmo modo, é preciso se precaver contra os modismos diagnósticos que não raro se manifestam no campo da psiquiatria.

Bibliografia sugerida
Banzato CEM, Mezzich JE, Berganza CE (Editors). Philosophical and Methodological Foundations of Psychiatric Diagnosis. Psychopathology 2005; 38(4): 155-230.

Berrios GE. Classifications in psychiatry: a conceptual history. Aust N Z J Psychiatry 1999; 33: 145-160.

Jablensky A. The nature of psychiatric classification: issues beyond ICD-10 and DSM-IV. Aust N Z J Psychiatry 1999; 33: 137-144.

Jablensky A, Kendell RE. Criteria for assessing a classification in psychiatry. In: Psychiatric Diagnosis and Classification. Maj M, Gaebel W, Lopez-Ibor JJ Jr., Sartorius N (Editors). West Sussex: Wiley, 2002. pp.1-24.

Kendell R, Jablensky A. Distinguishing between the validity and utility of psychiatric diagnoses. Am J Psychiatry 2003; 160: 4-12.

Mezzich JE & Üstün TB (Editors) – International Classification and Diagnosis: Critical Experience and Future Directions. Psychopathology 2002; 35: 59-201.

Mezzich JE, Berganza CE, Von Cranach M, Jorge MR, Kastrup MC, Murthy RS et al. (Editors) – Essentials of the World Psychiatric Association’s International Guidelines for Diagnostic Assessment (IGDA). Br J Psychiatry 2003; 182 (Suppl. 45), 37-66.

  Agora tomando a problematica pelo afloramento espiritual ele pode deter várias analises também e em seguida vou tentar fazer-me perceptivel quanto a esse desenrolar que a nossa Amiga Priscilla coloca:

Continua

Muita paz

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Janeiro de 2009, 19:01
Continuação

  Amiga Priscilla muita paz

   
Citar
Bem, vou assumir, nao lin tds os topicos pq tavam muito grandes (:p) mas enfim, nunca li nada sobre autismo na visao da doutrina espirita, td q ja estudei sobre foi durante a faculdade, e lembro q a professora mesma disse q ainda nao sabem ao certo o pq, nem as causas. O que ja ouvi falar no centro, e q pra mim faz td sentido, é q sao pessoas q no passado fizeram coisas erradas, tiveram problemas com os outros e hj se isolam do mundo com medo de falhar. É pra mim a melhor resposta, pq eu mesma ja me senti assim inumeras vezes, ja tive muitos medos das pessoas, qtas vezes no colegio a prof perguntava e eu sabia a resposta mas ficava engasgada na minha garganta, é uma sensaçao horrivel. Eu trabalhei num orfanato ate o ano passado e tive oportunodade de conhecer crianças com esses sintomas (mas nao sao) é incrivel como elas agem, vc pergunta e elas olham para o teto, andam olhando pra baixo, e se vc olhar nos olhos dela, enxerga medo de vc, oq ja se imagina de uma criança q aos 7 anos ja sofreu demais, ou seja, a causa do isolamento as vezes pode estar em traumas vividos nesta vida mesmo.
E sem contar q os sintomas do autismo nao sao somente o isolamento. Vou procurar um livrinho q fala sobre aqui em casa e coloco ( se alguem ja colocou e eu nao vi, me avisem) é super interessante conhecer melhor o assunto, mas nao é nd de espiritismo.
Sobre o lance da doença, bem, vamos colocar em panos limpos,oq acontece é o seguinte: qdo a ciencia nao encontra uma causa, um motivo ou sei la oq, ela diz q é doença! Pra vcs terem uma ideia, durante a faculdade eu cheguei a ouvir q o homosexualismo é uma doença. Sao nessas horas q o mundo precisa começar a aceitar mais o espiritismo.

  Querida Amiga se todas as pessoas ,( espiritos) que fazem mal tivesem autismo, então podemos afirmar que todos o temos um pouco,porque todos erramos e temos dividas do preterito.
   Claro que quando falamos em causas elas são multiplas,se me questiona que nossa conduta interfere na nossa indumentaria evolutiva, claro que sim, no entanto nem sempre será conclusiva a postura que tivermos que deter para evoluir, ou seja não tenho que sofrer para aliviar o meu mal, pois o importante é aprender a amar.
   No inicio quando me fala no engasgar, isso pode ser uma simples fobia, no entanto não é certo que é um indicio de Autismo, ele pode advir de muitas situações.
   O importante retermos é que é uma sindromologia que tem uma enorme sintomatologia e é deveras dificil de percepcionar...espiritualmente poderemos dizer que quando o espirito está doente o corpo sente, ou seja toda a volumetria da fragilidade sentida por inerência ao nosso preterito fica nos arquivos acachicos , ou seja aquilo que chamamos de caixa preta do avião, onde todas as nossas virtudes e fraquezas estão focalizadas, o o ser pensante é o espirito e quem comanda, o sinal é recebido pelo eprispirito que por sua vez se projecta para o corpo fisico.
    Claro que temos de ter em conta o merecimento, a vontade do espirito reencarnante, quais os objectivos que o trazem a este plano e a axiometria que envolve a sua evolução, por aí podemos perceber se é uma escolha ou uma imposição pela Lei...
   Seria muito facil recalcar nosso passado , não podemos esquecer o presente , preparando o futuro, e se tomarmos a problermatica como a Amiga está a ver , então também poderemos afirmar que pode ser uma prova para os Pais!Não é?
    Espero ter acrescentado algo para seu entendimento,sendo que nao sou dono da verdade, mas é simplesmente um acrescimo que humilodemente tento doar...
   Nota é sempre importante ler os topicos na totalidade dentro do possivel, porque é importante para o estudo e formalizarmos nossas questões e respostas, até por consideração de respeito por todos aqueles que se estão a entregar ao estudo com afinco...Não estou a amofinar, mas apenas a apelar para essa importância dum estudo.
    Aguardamos com toda vontade que compartilhe com a gente esse livro que mesmo não sendo espirita é sempre imortante, porque como sabe nós espiritas respeitamos todas as opiniões e todo o trabalho nos merece enorme respeito, e é sempre mais um ponto para assimilar conhecimentos...
     Estamos gratos com a sua participação e de todos continuemos , pis está a ser um optimo trabalho de aprendizado para todos nós..

   Bem -haja
   Muita paz e harmonia
   Beijo em sua alma

VICTOR PASSOS
   
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Janeiro de 2009, 19:07
Preconceito, deficiência, experiência

O preconceito às pessoas com deficiência configura-se como um mecanismo de negação social, uma vez que suas diferenças são ressaltadas como uma falta, carência ou impossibilidade. A deficiência inscreve no próprio corpo do indivíduo seu caráter particular.
O corpo deficiente é insuficiente para uma sociedade que demanda dele o uso intensivo que leva ao desgaste físico, resultado do trabalho subserviente; ou para a construção de uma corporeidade que objectiva meramente o controle e a correção, em função de uma estética corporal hegemônica, com interesses econômicos, cuja matéria prima/corpo é comparável a qualquer mercadoria que gera lucro. A estrutura funcional da sociedade demanda pessoas fortes, que tenham um corpo “ saudável”, que sejam eficientes para competir no mercado de trabalho. O corpo fora de ordem, a sensibilidade dos fracos, é um obstáculo para a produção. Os considerados fortes sentem-se ameaçados pela lembrança da fragilidade, factível, conquanto se é humano.
As pessoas com deficiência causam estranheza num primeiro contato, que pode manter-se ao longo do tempo a depender do tipo de interação e dos componentes dessa relação. O preconceito emerge como um comportamento pessoal, porém não pode ser atribuído apenas ao indivíduo, posto que não se restringe a exercer uma função irracional da personalidade.
Pode ocorrer a reação mimética de que fala Crochik (1997), que consiste num imobilismo de impacto por parte do preconceituoso, semelhante ao que acontece com alguns animais ao serem perseguidos. Por serem as motivações inconscientes decisivas para a formação do preconceito, é pertinente uma reflexão que resulte na explicitação das causas de tal estranheza.
O corpo marcado pela deficiência, por ser disforme ou fora dos padrões, lembra a imperfeição humana. Como nossa sociedade cultua o corpo útil e aparentemente saudável, aqueles que portam uma deficiência lembram a fragilidade que se quer negar.
Não os aceitamos porque não queremos que eles sejam como nós, pois assim nos igualaríamos. É como se eles nos remetessem a uma situação de inferioridade. Tê-los em nosso convívio funcionaria como um espelho que nos lembra que também poderíamos ser como eles. Esse potencial, que é real, em vista das trágicas mudanças que nos podem ocorrer, é que nos faz frágeis, uma vez que queremos ser sempre completos e constantes. O que também parece perturbar nos contactos com pessoas com deficiência é o facto de não sabermos como lidar com elas, posto que a previsibilidade é uma forte característica das relações sociais da contemporaneidade. O estigma, por ser uma marca, um rótulo, é o que mais evidencia, possibilitando a identificação. Quando passamos a reconhecer alguém pelo rótulo, o relacionamento passa a ser com este, não com o indivíduo. E, assim, idealizamos uma vida particular dos cegos, dos surdos, que explica todos os seus comportamentos de uma forma inflexível, por exemplo: ele age assim porque é cego.
Nesse processo de rotulação, o indivíduo estigmatizado incorpora determinadas representações, passa a identificar-se com uma tipificação que o nega como indivíduo. Essas pessoas passam a ser percebidas, a princípio, por essa diferença negativa, o que irá indicar fortemente como elas irão comportar-se. Glat (1991, p. 9) expressa esta particularidade das interações como um “ fabuloso teatro”:
Esse rótulo tem uma dupla função: ao mesmo tempo que serve de ingresso numerado, indicando qual o lugar onde ele tem direito de sentar no “ Teatro da Vida”, determina também o script que o indivíduo terá que representar enquanto ator nesse teatro!... Assim, não só ele passa a agir segundo os padrões esperados pelo papel (os únicos que lhe foram ensinados), como os outros atores também contracenam com ele enquanto pessoa estigmatizada reforçando ainda mais esse papel.
Nesse ambiente, as pessoas constituem-se de forma defensiva para evitar maior sofrimento. Muitas vezes as pessoas com deficiência aceitam e até defendem encaminhamentos que negam as suas possibilidades de escolha e atuação, reforçando ações beneficentes e assistencialistas que têm a incapacidade como princípio.
Nesse sentido, todos nós, e não apenas as pessoas com deficiência, nos distanciamos cada vez mais da autonomia e da possibilidade de diferenciação, restando apenas a adaptação à situação existente, que constitui um esforço para aceitar a mentira necessária para a sobrevivência ou autopreservação, porém extremamente onerosa em termos de energia que poderia ser utilizada para se contrapor a ela. Esse mecanismo é possível devido à consciência coisificada, que se orienta pelo princípio da adaptação.
A condição das pessoas com deficiência é um terreno fértil para o preconceito em razão de um distanciamento em relação aos padrões físicos e/ou intelectuais que se definem em função do que se considera ausência, falta ou impossibilidade. Fixa-se apenas num aspecto ou atributo da pessoa, tornando a diferença uma exceção. Vash (1988) descreve três tendências para explicar a desvalorização das pessoas com deficiência: a consideração do preconceito como algo biologicamente determinado, o questionamento psicossocial, segundo o qual no plano das relações
sociais os diferentes são menos tolerados, e a tendência que a autora denomina político-econômica, em que ser  deficiente resulta em mais custos para o sistema social, que envolvem desde a família até a sociedade mais ampla.
Amaral (1998, p. 16-17) descreve três versões do preconceito dirigido a essas pessoas: chama de “ generalização indevida” o juízo que transforma a condição de limitação específica de uma pessoa em totalidade, ou seja, ela torna-se deficiente por ter uma deficiência; “ correlação linear” é a disposição para elaborar relações do tipo “ se...então”, simplificando de forma demasiada o raciocínio, consolidando o preconceito pela economia do esforço intelectual. E o “ contágio osmótico” é o temor do contato e do convívio, numa espécie de recusa em ser visto como um deficiente. Inúmeras são as formas pelas quais o preconceito às pessoas com deficiência se constitui e é reforçado: pela educação escolar, pela mídia, nas relações familiares, pelo trabalho, pela literatura, entre outras.
Vivemos atualmente uma hiperexposição do corpo como produto, algo passível de elaboração e reconstrução, tendo como referência uma cartografia corporal com toques de sedução e negação dos traços do tempo. Sabemos que os meios de comunicação, por si sós, não determinam modelos estéticos corporais; são, porém, um poderoso braço ideológico de divulgação e convencimento dos padrões selecionados e acionados pela indústria. A produção televisiva no Brasil, reconhecidamente intensa, e uma população vulnerável e receptiva aos seus produtos, devido ao baixo nível de escolaridade e rendimento, são componentes fundamentais para a legitimação de “ necessidades” e formas de satisfazê-las. A não-visibilidade das pessoas com deficiência no âmbito das relações sociais é o que determina sua ausência na mídia, posto que, na lógica da indústria cultural, não existem necessidades a elas relacionadas. Sendo assim, o silêncio sobre elas é anterior e exterior aos veículos de comunicação, e suas poucas aparições ficam restritas às campanhas publicitárias para arrecadação de recursos para as instituições filantrópicas que veiculam mensagens que as representam como vítimas ou como heróis.
A televisão, como um dos mais poderosos veículos de comunicação atualmente, forja a hegemonia de valores por meio dos programas de entretenimento, jornalismo e publicidade, tornando-os referência para milhões de consumidores. Sua mensagem, que alia discurso e imagem, comdiversos roteiros e mensagens sobre o “ ser deficiente”, mesmo sem freqüentemente mostrá-lo, veiculando estereótipos diversos a partir de matérias de suposta prestação de serviços, informações imprecisas e errôneas, personagens caricatos em que predominam os discursos beneficentes, preconceituosos e sensacionalistas.
O enfoque dado pela mídia às notícias que envolvem pessoas com deficiência as coloca numa posição de vítima, com ênfase na impotência e dependência, revigorando a discriminação. A publicação


Mídia e deficiência, coordenada pela Agência de
Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) e Fundação
Banco do Brasil
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: hcancela em 21 de Janeiro de 2009, 19:25
Olá amigos(as)

De facto a doença fisica é uma dificuldade de dificil resignação e que se vê.

Mas e aquelas doenças que aparentemente não se vêm?

Somos tantos os doentes psicológicos ,que teriamos que fazer um hospicio
do tamanho da terra.
E a minha opinião,neste momento no Planeta é o problema mais dificil resolução.

Esta opinião é dada com um profundo respeito por qualquer doença fisica ou psicológica.


SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: rosemvalverde em 22 de Janeiro de 2009, 14:47
Concordo com o que o Vitor Santos disse, os textos apesar de ótimos estão mesmo um pouco grandes.
Eu particularmente tenho dificuldade de entender alguns termos técnicos já que sou professora de Artes e apesar de ler muito sobre neurociência e pesquisar bastante sobre transtornos e dificuldades de aprendizagem, ainda falta muito para que possa entender totalmente um texto mais técnico.
Estou escrevendo novamente também para perguntar sobre o questão que falei sobre o uso da arte e principalmente a música no desenvolvimento de jovens com autismo. Vocês sabem se existe alguma pesquisa sobre este assunto?
Confesso que como educadora tenho uma visão muito prática e apesar de saber que a nossa escola é Laica pretendo incluir subsidios que a pedagogia espírita nos fornece para conseguir ajudar muitos de nossos alunos que tem vários problemas além do físico e que abrange principalmente a falta de estrutura familiar, a falta de religiosidade e inclusive a falta de alguns conceitos básicos de cidadania.

Confesso que não li também integralmente todos os textos, mas passei os olhos por todos e sei que vocês nos forneceram uma ótima fonte de consulta para entender mais a questão.
Gostei principalmente de alguns trechos com depoimentos que nos ajudam muito a humanizar a discussão. Na realidade a gente só consegue entender mais as dificuldades das pessoas quando nos envolvemos com elas e ai o discurso teórico ganha outras facetas e nosso teste maior será conseguir ensinar-amando, orientar-perdoando, incluir sem preconceito e excesso de paternalismo.
Trabalho em um escola que tem muitos alunos especiais e observamos o quanto eles cresceram quando começaram a receber uma orientação mais humana e professores mais sensíveis que facilitam esta transformações.

Agradeço as informações,
Obrigada, Rose Valverde
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 22 de Janeiro de 2009, 18:18
Ola Amiga Rose Valverde
Muita paz

     
Citar
Estou escrevendo novamente também para perguntar sobre o questão que falei sobre o uso da arte e principalmente a música no desenvolvimento de jovens com autismo. Vocês sabem se existe alguma pesquisa sobre este assunto?

         Antes demais agradeço sua sensibilidade e a forma como fez uma critica construtiva.Vou ter em atenção isso.
          Minha Amiga tem uma profissão generosa e que pode ser de uma utilidade maior ainda porque a arte é um veiculo de aproximação de muitas patologias ou seja doenças do forro psiquico.
         Falo aproximação porque as cores, a luz, o movimento, são de uma influência importante em todas as fragilidades incluindo o Autismo.
        A interacção com as crianças e mesmo adultos no envolvimento destas actividades ludicas (arte,dança,musica,jogos) são de enorme importância para a recuperação da confiança dos autistas e de todos os seres com deficiência, e esta forma de terapia deve ser em conjunto com todas as crianças de ambas situações(fisicamente bem ou não)pois vai criar uma aproximação entre elas e ao mesmo tempo motivar a confiança interior e isso é muito bom.
        Louvo a sua atitude de querer implantar na sua Escola essa area, Deus vai ajuda-la a abrir todas as portas,fico feliz por si...
      A Amiga pedia alguns estudos sobre essa tematica, pois bem vão aqui alguns sites , que detem alguns estudos e muito beneficos sobre essa tematica  que pede.

    http://www.centro-filos.org.br/?action=artigos&codigo=56 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jZW50cm8tZmlsb3Mub3JnLmJyLz9hY3Rpb249YXJ0aWdvcyZhbXA7Y29kaWdvPTU2)

    http://www.aromasdeportugal.blogspot.com/2008/12/acordando-o-crebro-autism-movement.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hcm9tYXNkZXBvcnR1Z2FsLmJsb2dzcG90LmNvbS8yMDA4LzEyL2Fjb3JkYW5kby1vLWNyZWJyby1hdXRpc20tbW92ZW1lbnQuaHRtbA==)

    http://www.emagister.it/corso_musicoterapia_ed_arteterapia_per_sogetti_autistici_ec2412727.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lbWFnaXN0ZXIuaXQvY29yc29fbXVzaWNvdGVyYXBpYV9lZF9hcnRldGVyYXBpYV9wZXJfc29nZXR0aV9hdXRpc3RpY2lfZWMyNDEyNzI3Lmh0bQ==)

    http://www.rizoma.ufse.br/pdfs/347-of/b-stl.pdf (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yaXpvbWEudWZzZS5ici9wZGZzLzM0Ny1vZi9iLXN0bC5wZGY=)

Minha Amiga encontrei estes espero que sirvam os seus interesses.

    Muita paz e harmonia em seu coração

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Tolomei em 22 de Janeiro de 2009, 18:29
Desculpe claudia , por demorar a voltar aqui neste tópico. Mas são muito boas as contribuições sobre o tema. Na Revista Espírita , Kardec propoe exatamente o que estamos fazendo aqui, pesquisar, ouvir, juntar materiais de pesquisa sobre novos temas. Se existem poucos livros espíritas , mediúnicos ou não, falando sobre este tema, este tipo de fórum é excelente para auxiliar e agregar valor ao estudo da questão. Penso acima de tudo nos pais e educadores, pois como o assunto é novo, tudo ajuda a explorar a questão. Nunca nos limitemos a fechar a questão, sempre é muito bom abrir horizontes.

Fazendo uma leitura geral, entendo que para quem não conhece todos os livros de Kardec e mais as obras complementares, fica complicado assimilar tanta coisa misturada.

De uma forma simples, acredito que trazemos , antes da reencarnação, nossas deficiências no espírito. Tudo vem do espírito. O Corpo físico é uma cópia limitada, imperfeita, apenas um aspecto de nosso corpo espiritual , que é muito mais amplo e cheio de capacidades extraordinárias. Qualquer limitação do corpo provém do espírito. Então concluimos que precisamos curar o corpo e o espírito juntos.

As doenças não vejo como punição, e sim como educação, ou seja, elas são a cura do espírito que vai voltar em breve, para a vida espiritual em situação melhor que a anterior , a depender de cada caso. Chico Xavier chegou a dizer que a doença é um tratamento de beleza para o espírito.

Tenho uma filha com uma deficiência pequena , ausencia da mão esquerda. Os pais se revoltam com isto. Sem o conhecimento da vida espiritual , sei que é difícil a leitura positiva e boa do aspecto deficiencias. Nos sentimos culpados , querendo achar aonde erramos e o que devemos fazer. Bem, algum envolvimento anterior, de outras encarnações realmente podemos ter , mas acho que isto muito pouco importa. O ser que está sob nossos cuidados pede amor , carinho, atenção, incentivo e deve ter sido com isto que nos comprometemos. NEstes casos, é melhor viajarmos alegres pois a cura definitiva pertence a Deus , na esteira das encarnações. Nós plantamos e passamos, mas não colhemos...quem vai colher os benefícios serão outros, será Deus! Vamos esquecer a culpa, os pensamentos negativos, e nos entregarmos no sentido de coloborar com o plano espiritual no que se refere ao tratamento espiritual que esta encarnação representa para a criança deficiente. Vamos colher muitas alegrias ainda por agora se agirmos assim. A doença física é a cura espiritual para alguma coisa que ainda não entendemos. A doença é consequencia e não causa. O Espírito é a causa. E se o autismo vem do espírito é porque houve algum problema forte emocional no passado deste espírito , que se apresenta assim , como uma forma temporária para se tratar e se curar através desta encarnação. Se tudo ocorrer bem, na próxima será mais feliz. Fazemos então a nossa parte em amar e coloaborar no que for possível. O resto, está nas mãos de Deus em que muito confiamos! A questão da Fé aqui, fala muito forte!

Os pais/mães especiais, são pessoas dotadas de um cobertor vasto de amor , para poder enfrentar o frio longo deste inverno e silêncio profundo. Isto falam muitos textos espiritas ou não. Levantemos todos os dias rogando a Deus a iluminação permanente deste coração - cheio de amor, esta é a fonte da cura de nossos filhos deficientes. Eles só precisam disto, o resto e´complementar.

O Livro Memórias de Um suicida - ( leitura muito complexa e difícil - só recomendo após ler kardec nos livros dos espíritos , livro dos médiuns , e evangelho segundo o espiritismo nesta ordem) , de Yvone Pereira , relata o extremo amor que muitos pais possuem quando aceitam filhos com deficiências para reencarnarem - além de crescerem muito espiritualmente com este encargo - contam com o amparo espiritual daqueles que protegem os espíritos doentes / deficientes... alguns com amparo especial e direto de Maria de Nazaré e seus anjos tutelares...

Claudia , peço por tua família , por minha família, para todos os pais / familiares / educadores de nossas excelentes crianças especiais , a ´proteção firme e constante de Maria de Nazaré. E também pelos foristas que aqui estão estudando tema tão especial - colaborando e muito com dicas e assuntos para futuros pais/mães / educadores que vão passar por aqui.

segue um link ingles / espanhol sobre apoio a tema Autismo  http://www.autismspeaks.org/index.php (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc21zcGVha3Mub3JnL2luZGV4LnBocA==)

Muita paz a todos! Mil abraços,
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 22 de Janeiro de 2009, 18:39
Ola Amigo Cancela
Muita paz

              
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De facto a doença fisica é uma dificuldade de dificil resignação e que se vê.
Mas e aquelas doenças que aparentemente não se vêm?
Somos tantos os doentes psicológicos ,que teriamos que fazer um hospicio
do tamanho da terra.
E a minha opinião,neste momento no Planeta é o problema mais dificil resolução.
Esta opinião é dada com um profundo respeito por qualquer doença fisica ou psicológica.

         Meu bom Amigo sempre profundo nas suas asservativas, sempre muito util ,realmente ainda somos muito pequeninos, somos muito emotivos e pouco reflexivos e quando aparece a provação, por muito que tentemos encarar as dificuldades, por muitos conhecimentos que tenhamos acabamos sempre por sentir as nossas fragilidades aparecerem , não importa o local, o estatuto, ela bem e abraça todos e cada um à sua maneira.
         A doença sempre se projecta do silêncio das nossas mazelas, dos excessos dum preterito profundo ou mesmo recente e quando se faz eclodir , é uma forma de crescermos, mas daí a aceitar essa condição, está no esforço interno de cada alma.
     " Cada um segundo suas obras"" Conforme semeares assim colherás"conhece-te a ti mesmo este é o primeiro caminho a seguir e verás o reflexo de ti mesmo e esta é a forma de começarmos a entender o porquê do sofrimento, que é apenas e só a enormidade da depuração do espirito.
        Quando estamos a falar dum todo, então realmente +odemos dizer que o Planeta terra funciona como um hospital e que todos nós somos os doentes da alma e que necessitamos de curar moralmente, espiritualmente e intelectualmente.
        O remédio meu bom Amigo é o AMOR em toda a sua plenitude, olhemos Jesus!...


Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: priiiiscila em 22 de Janeiro de 2009, 18:48
 
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Querida Amiga se todas as pessoas ,( espiritos) que fazem mal tivesem autismo, então podemos afirmar que todos o temos um pouco,porque todos erramos e temos dividas do preterito.

bem, acho q me expressei mal  entao. Nao falei das pessoas q fazem o mal, e sim daquelas q temem errar novamente. É aquele caso de que a pessoa prefere se trancar em casa, nao conviver com ninguem, ficar no seu proprio mundo do que enfrentar a dura realidade. Qdo eu digo em engasgar, eu nao digo em fobia, mas em um pavor, é pavor mesmo, e medo, q meche ate com o seu fisico. E dificil explicar esse sentimento, muito mesmo. Nao disse q era autismo, mas sim tentei explicar mais oumenos o que é nao conseguir se relacionar com os outros. Tive esse problema durante muito tempo, ate pq nao conseguia aceitar os outros, achava q ninguem gostava de mim (grilos de adolescente talvez) e consegui me libertar disso aos poucos. Espero ter esclarecido. O livrinho vem depois, qdo eu achar.


Outra coisa q eu fiquei a lembrar depois, muitas das vezes as crianças qdo pequenas, ja com sintomas autistas os adultos costumam achar bonitinho, ele brinca sozinho, ele fica bem sozinho, nao chora e etc... e/ou os proprios pais sao a causa pq nao deixam o filho se relacionar com os outros por 1001 motivos.   
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 22 de Janeiro de 2009, 18:59
Ola Amigo Tolomei
Muita paz e harmonia

       A proveniência das suas palavras demonstram crescimento, e fico feliz por estar também a partilhar os seus conhecimentos e experiências, porque realmente, este encontro em grupo de estudos será sempre mais uma fonte de apoio tal como o Amigo disse e bem-haja todos os que contribuem para o dignificar com vontade de aflorar o conhecimento desta tematica e tornar muitas das duvidas  em respostas para encarar esta tematica do Autismo.
      Quero dizer-lhe que tenho também que todos nós estamos sujeitos a esta problematica ou outra qualquer, pois na minha experiência ela apareceu de adulto, também nas mãos, apesar das enumeras dificuldades, o Pai demonstrou-me o quanto nos ama, porque deixei de puder executar a minha profissão, mas deu-me a oportunidade de seguir outra de acordo com as minhas possibilidades fisicas, tenho a mão esquerda fixa ou seja não tem rotação e a direita cansada a nivel do carpio, após cinco cirurgias consigo escrever o que é muito bom...estou muito grato a ELE por isso.
    Enfim todos aprendemos com estas fragilidades e partilhar as experiências é sempre um acto nobre...bem-haja Amigo

 Muita paz e harmonia
VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 22 de Janeiro de 2009, 19:22
Ola Amiga Priscila
Muita paz

       

         
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bem, acho q me expressei mal  entao. Nao falei das pessoas q fazem o mal, e sim daquelas q temem errar novamente. É aquele caso de que a pessoa prefere se trancar em casa, nao conviver com ninguem, ficar no seu proprio mundo do que enfrentar a dura realidade.

        Minha Amiga percebi bem as suas asservativas, apenas temos uma visão diferente, mas que no fundo vai ao encontro de ambas ideias.Quando fala em medo está a fazer observar uma fobia:
         Fobia (do Grego φόβος "medo"), em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objectos, animais ou lugares.

Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares.

São três, os tipos de fobias:

    Agorafobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida.
    Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público.
    Fobia Simples - Medo circunscrito diante objectos ou situações concretas.
   Portanto como vê à uma certa sintonia apenas difere nos aspectos etimologicos das palavras.
    A situação que nos exemplica é realmente complexa, e dou-lhe muito valor por ter conseguido ultrapassar essa fragilidade, e algo que é importante frisar, é que após viver qualquer situação dessa, devemos procurar não recalcar a nossa mente, para n
ao cairmos novamente e por vezes aparece um aproveitamento de espiritos com menos escrupulos para nos diminuir o angulo de capacidade de resposta.

  Grato  e muita paz
VICTOR PASSOS
   
       
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 24 de Janeiro de 2009, 16:08
Ola muita paz companheiros

Aproximar  o afastamento do autista (isolado)


      O isolamento é um estado quase que comum em todos os estados do autismo , daí a necessidade de fomentar uma aproximação afim de disponibilizar  o seu estado para a junção com os intervenientes na comunicação.
    O próprio estado de isolamento tem a sua mensagem, daí procurarmos ler a mesma e irmos ao encontro da envolvência da criança, mas como o fazer!?
   Pois bem meus amigos, para criar essa aproximação da criança, temos que ser seu reflexo, ou seja fazer o mesmo que ela, imitando seus movimentos e atitudes.
    Mas não e só isso. Existe um cambial fluídico para se puder assegurar com sucesso  dessa aproximação, logo você tem que alhear-se de julgamentos, lucidez , transparência de pensamentos e preocupações, e demonstrar que sente prazer em estar com ela  e promover a solidariedade na imitação dos actos, pois como sabemos é um espírito que ali está, e tudo que irradiarmos ele sente com toda a certeza, tal qual como estamos ainda no ventre da Mãe. Você estará a alimenta-la com confiança e amor, independente do que ela estiver  a fazer, tem que realmente estar com ela! Mostrar alegria, entusiasmo em todas as acções de correspondência semelhante.
    Estudos comprovam que esse tipo de actividade tornam a criança mais activa e actuante socialmente, aumenta-lhe o contacto visual, aumenta a criatividade com os jogos, e veremos a criança sorrir com mais frequência.
   Quando nos juntamos com a criança imitando seus movimentos demonstramos aceitação dela e da amplitude da sua vontade e pelos seus gostos , construindo dessa forma uma ligação afectiva entre ambas.       O tempo será sempre uma aliança benéfica até podermos entender as motivações e interesses da criança, abrindo ao mesmo tempo campo para ela aprender a interagir socialmente e de maneira espontânea.

    Amizade, amor incondicional e cumplicidade, e como consequência verá  a alegria da criança brotando, olhares de cumplicidade e sorrisos de satisfação, de forma nunca antes visto. Com o passar do tempo a criança ela começará a demonstrar recepção para outras actividades. Lembre-se o espaço é dela, não invada por destorço da mesma, mas ganhe-o aos poucos pelo amor, carinho e perseverança.
   Esta aproximação parece fácil, mas não é, os Pais devem interiorizar mentalmente todos os valores positivos, não desesperar, o tempo é um extracto de evolução metódica, tal qual o balão que dispersa para o ar, ele largado segue livremente, mas preso pela vontade sente-se aprisionado no seu Mundo e acaba murchando.
    Amor…mais amor e sempre amor, é solução para esta aproximação…

VICTOR PASSOS

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Aluena em 25 de Janeiro de 2009, 18:29
 
4. 
Um caso de AUTISMO e os benefícios da fluidoterapia - 
Os rítmos da dança e da música, das palmas e das vozes pareciam penetrar, a pouco e pouco, no íntimo do autista, como se arrancasse de esconso abismo interior algum débil lampejo de consciência, graças a ligeiro brilho que lhe assomou aos olhos e à mudança de respiração, agora noutra cadência, como se buscasse mais oxigénio do ar, associados a movimentos desordenados de braços e tronco.
"Isto mesmo!",exclmou a Mentora vigilante, que o estimulava."Retorne, tome conta da consciência. Saia desse mundo sombrio e mentiroso. Volte à nossa realidade. Não fuja mais. Você já foi reencontrado. Não tema, pois ninguém lhe fará qualquer mal; nós não o deixaremos. Desperte!"
Os apelos prosseguiram, mas o doente voltou a mergulhar no estado anterior. Não vendo Espírito algum junto ao enfermo, Miranda não entendia o que se passava. Estaria a alma do doente aprisionada em algum reduto, embora estivesse encarnada?   Dr. Bezerra acudiu:"Vamos por etapa". "  O nosso amigo é o típico autista, conforme a clássica denominação psiquiátrica. Apesar de serem comuns as cobranças obsessivas, paralelamente às enfermidades mentais, este paciente sofre-as menos, porque vem recebendo a ajuda desta Casa, há mais de seis meses. Aparentemente, não se registou qualquer mudança no seu quadro geral. Todavia, sob nossa observação, descobrimos que excelentes resultados já foram logrados, antecipando futuros benefícios espirituais para ele próprio. Os inimigos que lhe adicionavam sofrimento, e ainda não o liberaram da cobrança que se permitem, encontram, graças à assistência espiritual que lhe tem sido dispensada, dificuldade de sintonia, embora permaneçam as irradiações das ondas mentais inferiores pelas quais se manifesta a sincronização Espírito a Espírito.
 É que a cobertura fluídica e magnética que o envolve dificulta a vibração doentia que ele emite, não se imantando às emissões morbíficas que lhe são dirigidas.
"Dr. Bezerra informou que a princípio suas defesas eram breves e foram logo destruídas pela consciência culpada e a insistência dos perseguidores. "
Com o tempo tem havido assimilação vibratória dessas energias benéficas, por mimetismo natural, e os interregnos, sem a intoxicação telepática dos adversários desencarnados, vêm proporcionando-lhe a revitalização mental, destruindo as paredes do mundo íntimo para onde, apavorado, fugiu, desde quando a reencarnação o trouxe à infância carnal.
" Tecnicamente via-se ali um caso de auto-obsessão, por abondono consciente da vida e dos interesses objetivos. Quando o indivíduo mantém intensa vida mental em ações criminosas, que oculta, mascarando-se para o quotidiano, a duplicidade de comportamento constitui-lhe cruel transtorno que ele carpe em silêncio. O delito fica ignorado dos outros, mas não do delinquente, que o vitaliza com permanentes construções psíquicas, nas quais mais o oculta, destruindo a polivalências das ideias, que terminam por sintetizar-se numa fixação mórbida.

IN: Loucura e Obsessão, cap.  7, pp.83 e 84.
Espírito : André Luiz
Psicografia: Manoel Philomeno de Miranda
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 25 de Janeiro de 2009, 19:13
OLa Amiga Aluena
Muita paz

      Este artigo do livro que nos compartilha vem reforçar a ideia de que as influências a nivel da arte, musica, dança, desporto são importantes.Inclusive soube à dias que em Portugal também da utilização da hipoterapia para ajudar estes irmãos, que é através da montagem de cavalos, o próprio movimento de oscilação do mesmo ajuda a o autista a sentir-se harmonia e com a  ajuda terapeutas  pela transposição de objectos , e exercicios vários conseguem levar o autista a sentir confiante e deter bons resultados na ajuda aos mesmos.

         Grato por compartilhar

      Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 26 de Janeiro de 2009, 18:26
    Companheiros As Familias merecem que façamos um esforço para os ajudar e isso faz parte da nossa vitalidade Espirita, mais um tema importanteque vos deixo:

   
Aceitação do filho como ele é!

     Aos Pais e educandos  para começar a trabalhar com o desenvolvimento destas crianças temos que começar por aceitá-las como elas são. Temos que admitir tudo o que elas fazem, por mais estranho, esquisito, ou anti-social, que possa parecer. Aceitar nossos filhos e suas atitudes é de fundamental importância para seu desenvolvimento.
    Só assim conseguiremos ter a capacidade de nos envolver e entender o mundo deles. Quando entramos no mundo de nossos filhos, aceitando como eles são e naturalmente eles se movimentarão em nossa direcção.

   Aceitar as pessoas e suas atitudes, não é ficar passivo, mas praticar de forma inequívoca a tolerância, indulgência e não fazer o jugo delas.
  Não julgar é saber que não existe consequências de mau e bem. Tudo isso é consequência de nossas mentes e da do grau evolutivo de que dispomos. O que é bom para um pode não ser para outro o que é melhor hoje pode não ser amanhã, o que é certo nem sempre é certo, e errado nem sempre é errado.

   Quando entramos no estado de não julgamento, automaticamente aceitamos as pessoas e suas atitudes. Desta forma podemos nos colocar no lugar do outro, interiorizando e percebendo seu mundo.

   Entrados nesse Mundo, dos quais nossos filhos fazem parte, é inquietante como entendemos a lógica de seus actos e o porque do afastamento do convívio social. E isso nos facilitara a trazê-los para mais perto do “nosso vida, temos que retirar a carapaça”.

     “Não perdemos um filho para o Autismo. Funde-se simplesmente uma criança porque a que se esperou nunca chegou a existir. Isso não a coloca como culpada o que, realmente, existe e não deve prevalecer vê-la como um fardo.     
     Nós precisamos e merecemos famílias que possam nos ver e nos valorizar por nós mesmos, e não famílias que têm uma visão obscurecida sobre nós por ilusão de uma criança que nunca viveu. Chore por seus próprios sonhos perdidos se você precisa. Mas não chore por elas. Elas estão vivas. São puramente reais. E esperam muito de si.
Jim Sinclair (autista) – Não chorem por nós – Discurso na Conferência Internacional de Autismo, Toronto, 1993
 
   O trabalho de orientação  de Pais é realizado por psicólogos, objectivando uma adaptação saudável diante da realidade do autismo. Não é nem um pouco fácil termos filhos que não possuem a mesma forma de comunicação à qual estamos acostumados.
    É muito comum ouvirmos que os autistas não se comunicam. O que de facto ocorre é que possuem um padrão de comunicação bastante diferenciado daquilo que conhecemos.
    Dessa forma não atingimos a enormidade do esforço que fazem para se encaixar ao nosso modo de falar e à nossa forma de compreender o mundo em que vivemos. A consequência, detêm sempre grande desgaste para os familiares reflectindo-se também no próprio autista, porque a comunicação fica senil e debilitada se assim nos detivermos perante esta  nova idiomática.
   Aprender uma nova linguagem requer de quem o processa,  é um tempo lento, e se estiver presente a vergonha, o medo, as dificuldades económicas, a culpa, etc. Como, então, fazer?
   É nesse espaço que o trabalho de orientação de Pais pode vir a ser muito útil, pois permitirá vivenciar essas dificuldades e novas experiências por meio do melhor conhecimento de nosso papel Familiar. Significando que temos que perceber os limites e as possibilidades de sermos Pais, retirando o ónus que nos impomos quando ficamos iludidos de que tudo na vida do filho autista depende exclusivamente de nós.
 
   O início duma convivência com uma criança autista coloca família diante de uma realidade que ainda lhe é deveras pouco transparente e que deixará de ser quando esta for capaz de entrar e contacto consigo própria; o que significa a aceitação e valorização da sua alma


VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Tolomei em 27 de Janeiro de 2009, 16:42
Este trecho acima , do livro Loucura e Obsessão é muito interessante, parabéns por coloca-lo aqui!  Vejam a importância da terapia espírita para casos de autismo. Pode colaborar muito. Obsessores afastados, passes magnéticos restaurando o campo mental e fortalecendo o autista, daí em diante toda uma nova dinâmica deve acontecer ajudando toda a família. Depois de 6 meses a um ano de tratamento , deveria manter contato com a terapia espírita de forma a garantir o suprimento de forças magnéticas adicionais de forma constante. Abraços,
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 28 de Janeiro de 2009, 18:10
Muita paz Companheiros

TERAPIAS PARA O AUTISMO
 
Hipoterapia

 
   É um método global e activo extremamente rico direccionado a indivíduos com dificuldades físicas e mentais, cuja principal ferramenta é o cavalo.
Corrige problemas de comportamento;
Aumenta o vocabulário;
Diminui a ansiedade;
Melhora a articulação das palavras;
Fomenta  a  confiança e a concentração;
Promove a construção de frases;
Melhora a auto-estima;
Melhora o equilíbrio;
Promove estímulos no sistema sensorial;
Fortalece a musculatura;
Incrementa a interacção social e a amizade;
Melhora a coordenação e os reflexos motores;
Melhora o auto-controlo e as emoções;
Reduz os padrões de movimento anormais;
Potencia o sentimento de normalidade;
Melhora o estado físico geral;
Melhora a auto-confiança;
Ajuda na relação interpessoal;
Melhora a capacidade de atenção;
Desenvolve relações de amizade;
Trabalha a memória;Desenvolve o respeito e o amor pelos animais.
Melhora e aumenta a comunicação gestual e oral;

Psicoterapia

     A psicoterapia tem um papel essencial nos tratamentos e recomenda-se, principalmente, o uso de abordagem relacional, com ênfase no controle emocional, na modificação de comportamento e na resolução de problemas.
     As técnicas psicoterapêuticas utilizadas com autistas geralmente observam três fases. A primeira fase envolve a superação do isolamento. Na segunda fase, o terapeuta fornecerá os limites iniciais, ajudando a criança a desenvolver seus próprios limites. Finalmente, na terceira fase, haverá a tentativa do terapeuta de compreender o conflito que ocasionou a retracção.
 
  Aloterapia   

    A aloterapia uma terapia no tratamento de crianças autistas. Importante no sentido de acrescentar um novo recurso desenvolvido com um método original que introduz a hipnose analítica, que permite trabalhar simultaneamente a mãe e a criança na sessão. A este modelo clínico deu-se o nome de aloterapia
    O termo alotriose vem do  grego e significa "auto- alienação" e é utilizado para se referir à hipnose usada no contexto psicanalítico. Esta terapia não pretende substituir nenhum outro tratamento, mas agir como coadjuvante, colaborando com eles.
    No método aloterápico, que vem sendo utilizado desde 1997, a mãe é submetida a um processo hipnótico na presença da criança, já que crianças autistas não são hipnotizáveis. Como o modelo tem uma base psicanalítica, que privilegia a diferenciação, as técnicas de indução hipnótica variam conforme as características de cada mãe.
    A aloterapia é um método novo e em evolução, que vem apresentando efeitos significativos e com visibilidade para todos que convivem com estas crianças.
 
 Musicoterapia

   A Musicoterapia e uma modalidade terapêutica que utiliza a música, enquanto som e movimento, para (re)estabelecer um canal de comunicação e, desta forma, possibilitar a prevenção, tratamento e/ou reabilitação  de problemas e necessidades físicas, mentais, emocionais, cognitivas e sociais.
   A Música na Musicoterapia não é o objectivo final, mas sim o meio pelo qual paciente e terapeuta se comunicam e interagem. Não é necessário que o paciente tenha algum tipo
de conhecimento musical teórico ou prático prévio, pois o elemento essencial na Musicoterapia é a expressão musical do paciente. Não há, portanto, restrição de idade, de condição
(psíquica, motora, social, etc.) ou de conhecimento musical. O processo terapêutico é construído pelo fazer musical do paciente e do terapeuta, e engloba uma série de actividades tais como cantar, tocar um instrumento, improvisar, compor, ouvir música e sons diversos, movimentar-se a partir de um estímulo sonoro-musical, etc. Durante este processo, os problemas e as
necessidades são acessados directamente por meio da actividade musical e/ou por meio da relação interpessoal que se desenvolve entre o musicoterapeuta e o paciente durante a
actividade musical. De acordo com as necessidades, habilidades e capacidades do paciente ou grupo, o atendimento pode ser dirigido a um trabalho focal ou global. O trabalho focal se
caracteriza pela diminuição ou  eliminação de sintomas, tais como estereotipias, mudanças qualitativas e/ou quantitativas na comunicação, dificuldades ou  atrasos motores e cognitivos,
entre outros, não se tratando apenas de uma manipulação ou adequação de comportamentos, mas sim de uma redignificação dos actos e dos processos psíquicos. O trabalho global, por sua vez, busca descobrir as potencialidades do indivíduo, proporcionando-lhe meios para expiá-Ias e desenvolvê-las, permitindo ao indivíduo, então, retomar o seu processo de desenvolvimento.
 
    A psicoterapia tem um papel essencial nos tratamentos desses quadros e recomenda-se, principalmente, o uso de abordagem relacional, com ênfase no controle emocional, na modificação de comportamento e na resolução de problemas.
   As técnicas psicoterapêuticas utilizadas com autistas geralmente observam três fases. A primeira fase envolve a superação do isolamento. Na segunda fase, o terapeuta fornecerá os limites iniciais, ajudando a criança a desenvolver seus próprios limites. Finalmente, na terceira fase, haverá a tentativa do terapeuta de compreender o conflito que ocasionou a retracção.
 
 
 Fonoaudiologia 
 
    Há um grande número de crianças autistas que apresentam os seguintes distúrbios de linguagem: mudez, ou seja, o não falar; 
Hiperlexia, ou seja, aparecimento da escrita antes da idade esperada;
Ecolalia, ou seja, a criança repete tudo que lhe á falado;
Alterações na entonação ou na intenção da fala; 
Troca no uso dos pronomes pessoais.
      No que diz respeito à terapia de linguagem dessas crianças, a experiência educacional apropriada envolveria principalmente o trabalho em grupo. Esse trabalho, além de possibilitar o desenvolvimento  de habilidades sociais, dá à comunicação um carácter altamente significativo, que facilitará a troca das habilidades adquiridas á fala espontânea, o que raramente ocorre quando a criança é submetida a um esquema de terapias individuais.
     É importante uma intervenção precoce, que permita que o processo de desenvolvimento seja apressado com a estimulação adequada, como  também são importantes as relações interpessoais na modificação do comportamento. Para isso, estabelece-se uma situação em que a criança é constantemente encorajada a  comunicar-se e ampliar seu espaço de vida, utilizando os interesses e actividades preferidos da criança em um esquema de reforço.
    A fonoaudiologia tem por objectivos básicos: o contacto visual e o relacionamento; a compreensão auditiva; a imitação não-verbal; o jogo vocal; a imitação verbal; a fala expressiva e
a fala comunicativa.
 
  Ludoterapia
 
“O homem só é completo quando brinca.”

     A ludoterapia é a psicoterapia  que se utiliza do lúdico como instrumento para a relação terapêutica. É realizada por meio de brinquedos e jogos.
     No caso específico de crianças autistas, a ludoterapia é um recurso auxiliar às demais  terapias.   Alguns autistas não possuem uma comunicação verbal suficiente que lhes permitam
sustentar uma sessão de terapia e, aliado ao fato de que têm uma intensa predilecção pela manipulação de objectos, faz com que a ludoterapia seja um recurso poderoso, para um melhor
conhecimento da criança autista. Por meio do brincar, o autista expressa seu entendimento do mundo e, por não possuir as repressões que geralmente temos, libera todo seu sentimento ao manipular objectos. Os autistas falam de si por meio dos objectos com os quais interage. O ato de brincar pressupõe regra e ordem e a repetição que existe na brincadeira nada mais é que a necessidade de ordem. Por meio dela o autista pode sempre se reencontrar, não apenas com os objectos e as situações das brincadeiras, como também consigo próprio, reafirmando sua pessoa, fortalecendo-se.
     O brincar é uma tarefa em que o autista se impõe e precisa ter algum grau de dificuldade para ser atraente para ele. É um trabalho que exige esforço e que tem um objectivo final a ser atingido. Por meio do brincar, revelam-se as estruturas mentais do autista, e é por isso que é sabido que   
quem sabe brincar, sabe certamente pensar. Ao terapeuta cabe a interpretação da situação. A troca dessas informações com os demais terapeutas do indivíduo  autista em muito colaborará
para um melhor entendimento de como ele percebe a si próprio e o meio à sua volta.
 
    A terapia ocupacional

    É um recurso auxiliar aos trabalhos de habilitação, pois se dirige à estimulação das habilidades da Terapia Ocupacional criança para as actividades da vida diária, como a alimentação, o vestir-se, os hábitos de higiene e o controle das suas necessidades (fezes e xixi).
    O terapeuta ocupacional desenvolve exercícios e actividades que possibilitem a  autonomia da criança no seu auto-cuidado.
    No caso dos autistas de baixo funcionamento, muitas vezes serão necessários anos até que possam executar seus nos próprios cuidados, sem requisitar auxílio.  É importante que os pais  sigam as orientações do profissional, reproduzindo em casa os mesmos procedimentos, o que fortalece e agiliza a  aquisição das habilidades, proporcionando o fortalecimento da auto-confiança do autista, na medida em que melhora sua auto-estima.
 

http://www.autismoinfantil.com.br/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc21vaW5mYW50aWwuY29tLmJyLw==)

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Sergio_C em 29 de Janeiro de 2009, 18:31
Recentemente realizei uma revisão bibliográfica sobre a genêse do autismo, principais manifestações, achados electroencefalográficos e tratamento atravês de uma recente técnica que se chama neurofeedback... de salientar a importância desta ultima técnica no autismo como em variadissimos outros campos, podendo mesmo explicar muita da normalidade da paranormalidade.

podem fazer o download dessa revisão bibliografica em:

http://rapidshare.com/files/191228384/Autismo.pdf.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3JhcGlkc2hhcmUuY29tL2ZpbGVzLzE5MTIyODM4NC9BdXRpc21vLnBkZi5odG1s)

Cpts
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 29 de Janeiro de 2009, 19:10
OLa AMIGO Sergio
Muita paz

      Essa terapia funciona por estimulação do cerebro, e ao mesmo tempo que estimula o promove uma relaxação neurologica , através de reflexos activos e passivos induzidos ao cerebro permitindo o descongestionamento do mesmo ou mesmo tornando-o mais capacitador ... Éis aqui o sistema

     Treina o seu cérebro usando neurofeedback

    Introdução a neurofeedback

Em 1924, Hans Berger construiu o primeiro electroencefalógrafo (EEG) - um dispositivo que permite o registo gráfico da actividade eléctrica do cérebro medida no couro cabeludo. Tirando medições ao próprio filho, Berger observou alterações rítmicas no potencial da frequência de 10 Hz. Esta actividade, predominante no estado de relaxamento, ficou conhecida como ondas Alfa (8-13 Hz). Investigação posterior levou à distinção de outros tipos de ondas da actividade cerebral, relacionadas com determinados estados de consciência:

    * ondas Delta (0..4 Hz) - que aparecem no sono mais profundo;
    * ondas Teta (4..8 Hz) - que predominam principalmente no sono mas també, e particularmente, durante visualizações da realidade, por exemplo;
    * ondas Beta (13..about 30 Hz) - que surgem normalmente nas pessoas adultas durante a actividade diária.

Na prática, determinados tipos de ondas aparecem normalmente em conjunto e em diversas proporções, dependendo da posição no cérebro.

Em 1958, Joe Kamiya decidiu examinar se possuímos a capacidade de diferenciar subjectivamente os tipos de ondas geridas pelo próprio cérebro. Uma pessao examinada com o electroencefalógrafo foi treinada para responder ao acaso se estava no "estado Alfa". Mais tarde, ela foi informada se a sua resposta era correcta. Inicialmente, houve tantos erros como respostas acertadas. No entanto, o número de respostas correctas aumentou nas provas efectuadas nos dias seguintes. Depois de quatro dias, as respostas eram correctas. Além disso, o examinado foi capaz de atingir o estado Alfa "a pedido". Kamiya elaborou logo uma versão aprefeiçada do dispositivo, trensmitindo automaticamente o sinal de feedback em forma de som nos momentos de prevalência das ondas Alfa. Usando o dispositivo, ele demonstrou que era possível aprender a controlar conscientemente um modo geral da actividade do cérebro, e consequentemente o estado de consciência e a qualidade de funcionamento da mente. Assim nasceu o neurofeedback.

Em 1971 Barry Sterman iniciou a aplicação terapêutica de neurofeedback. O treino que aumentavao nível das assim chamadas ondas SMR (testado inicialmente em animais) revelou ser possível reduzir a frequência de ataques epilépticos em humanos. Nos finais dos anos 70, Joel Lubar começou a investigar as aplicações do método em crianças com déficit de atenção e perturbações de hiperactividade. Os resultados revelaram ser ainda melhores, não raro muito melhores do que os resultados obtidos com tratamentos farmacológicos ou psicoterapia clássica. Actualmente, esta é a aplicação mais frequente de neurofeedback. Nas décadas seguintes começou-se a aplicar o método a outras disfunções psico-fisiológicas, incluindo ansiedade, vícios, depressão, e síndrome de stress pós-traumátioco.

Por muito tempo, o preço e a qualidade do equipamento necessário (5-20 mil dólares) foram barreiras à disseminação do neurofeedback. Somente no início dos anos 90, e devido à difusão dos computadores pessoais, apareceram dispositivos relativamente baratos (1-5 mil dólares).

O outro principal obstáculo para o desenvolvimento do neurofeedback foi a inicial falta de entendimento no seio das classes profissionais envolvidas. Ao introduzir noções como vontade, consciência ou auto-regulação, o método ia para além do paradigma "mecanicista" das ciências naturais de então. O ano de 1999 foi crucial, devido ao lançamento da primeira monografia dedicada ao neurofeedback, pela Academic Press. Actualmente, as companhias de seguros americanas estão a cobrir os custos de tratamento de perturbações da atenção com este método. O número de publicações científicas a ele dedicadas está a crescer todos os anos. Desenvolvido inicialmente nos Estados Unidos, o neurofeedback é hoje objecto de divulgação noutros países. Há alguns anos, foram criadas a Biofeedback Foundation of Europe e a filial europeia da International Society for Neuronal Regulation.

Finalmente, tem sido desenvolvida uma nova área que corresponde à aplicação não-terapêutica de neurofeedback para treino de alta performance, com vista a desenvolver o potencial da mente a a aumentar imunidade ao stress.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Sergio_C em 29 de Janeiro de 2009, 22:33
OLa AMIGO Sergio
Muita paz

      Essa terapia funciona por estimulação do cerebro, e ao mesmo tempo que estimula o promove uma relaxação neurologica , através de reflexos activos e passivos induzidos ao cerebro permitindo o descongestionamento do mesmo ou mesmo tornando-o mais capacitador ... Éis aqui o sistema

     Treina o seu cérebro usando neurofeedback

    Introdução a neurofeedback

Em 1924, Hans Berger construiu o primeiro electroencefalógrafo (EEG) - um dispositivo que permite o registo gráfico da actividade eléctrica do cérebro medida no couro cabeludo. Tirando medições ao próprio filho, Berger observou alterações rítmicas no potencial da frequência de 10 Hz. Esta actividade, predominante no estado de relaxamento, ficou conhecida como ondas Alfa (8-13 Hz). Investigação posterior levou à distinção de outros tipos de ondas da actividade cerebral, relacionadas com determinados estados de consciência:

    * ondas Delta (0..4 Hz) - que aparecem no sono mais profundo;
    * ondas Teta (4..8 Hz) - que predominam principalmente no sono mas també, e particularmente, durante visualizações da realidade, por exemplo;
    * ondas Beta (13..about 30 Hz) - que surgem normalmente nas pessoas adultas durante a actividade diária.

Na prática, determinados tipos de ondas aparecem normalmente em conjunto e em diversas proporções, dependendo da posição no cérebro.

Em 1958, Joe Kamiya decidiu examinar se possuímos a capacidade de diferenciar subjectivamente os tipos de ondas geridas pelo próprio cérebro. Uma pessao examinada com o electroencefalógrafo foi treinada para responder ao acaso se estava no "estado Alfa". Mais tarde, ela foi informada se a sua resposta era correcta. Inicialmente, houve tantos erros como respostas acertadas. No entanto, o número de respostas correctas aumentou nas provas efectuadas nos dias seguintes. Depois de quatro dias, as respostas eram correctas. Além disso, o examinado foi capaz de atingir o estado Alfa "a pedido". Kamiya elaborou logo uma versão aprefeiçada do dispositivo, trensmitindo automaticamente o sinal de feedback em forma de som nos momentos de prevalência das ondas Alfa. Usando o dispositivo, ele demonstrou que era possível aprender a controlar conscientemente um modo geral da actividade do cérebro, e consequentemente o estado de consciência e a qualidade de funcionamento da mente. Assim nasceu o neurofeedback.

Em 1971 Barry Sterman iniciou a aplicação terapêutica de neurofeedback. O treino que aumentavao nível das assim chamadas ondas SMR (testado inicialmente em animais) revelou ser possível reduzir a frequência de ataques epilépticos em humanos. Nos finais dos anos 70, Joel Lubar começou a investigar as aplicações do método em crianças com déficit de atenção e perturbações de hiperactividade. Os resultados revelaram ser ainda melhores, não raro muito melhores do que os resultados obtidos com tratamentos farmacológicos ou psicoterapia clássica. Actualmente, esta é a aplicação mais frequente de neurofeedback. Nas décadas seguintes começou-se a aplicar o método a outras disfunções psico-fisiológicas, incluindo ansiedade, vícios, depressão, e síndrome de stress pós-traumátioco.

Por muito tempo, o preço e a qualidade do equipamento necessário (5-20 mil dólares) foram barreiras à disseminação do neurofeedback. Somente no início dos anos 90, e devido à difusão dos computadores pessoais, apareceram dispositivos relativamente baratos (1-5 mil dólares).

O outro principal obstáculo para o desenvolvimento do neurofeedback foi a inicial falta de entendimento no seio das classes profissionais envolvidas. Ao introduzir noções como vontade, consciência ou auto-regulação, o método ia para além do paradigma "mecanicista" das ciências naturais de então. O ano de 1999 foi crucial, devido ao lançamento da primeira monografia dedicada ao neurofeedback, pela Academic Press. Actualmente, as companhias de seguros americanas estão a cobrir os custos de tratamento de perturbações da atenção com este método. O número de publicações científicas a ele dedicadas está a crescer todos os anos. Desenvolvido inicialmente nos Estados Unidos, o neurofeedback é hoje objecto de divulgação noutros países. Há alguns anos, foram criadas a Biofeedback Foundation of Europe e a filial europeia da International Society for Neuronal Regulation.

Finalmente, tem sido desenvolvida uma nova área que corresponde à aplicação não-terapêutica de neurofeedback para treino de alta performance, com vista a desenvolver o potencial da mente a a aumentar imunidade ao stress.

A tecnica nao funciona por estimulação cerebral, por estimulação cerebral temos a electroconvulsoterapia ou a estimulação magnética transcraniana... como o proprio nome diz neuro feedback... o EEG vai registar a actividade cerebral e funcionar como que um espelho para o paciente na medida em k o vai ensinar a controlar conscientemente a actividade cerebral anormal!

cpts

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 30 de Janeiro de 2009, 17:44
OLa Amigo Sergio
Muita paz

     Seja como a o  Amigo diz, penso que as minhas palavras possam ter sido dubias, mas reconheço que apenas estudei a estrutura do programa daí dizer que assim funciona...

Grato pelo reparo...


Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 01 de Fevereiro de 2009, 11:48
Companheiros os temas não se esvaziaram...
Muita paz

 
O Autismo Precoce Infantil

O MODELO COMPORTAMENTAL

Radicalmente oposto ao modelo médico está o modelo comportamental que, como o modelo médico, é caracterizado pelas suas pressuposições quanto à causa da perturbação e à natureza do comportamento.

Para os praticantes do modelo comportamental, as causas dos problemas da crianças autista são externas; o comportamento desadaptado da criança é que constitui o problema, mais do que um inobservável distúrbio emocional interno ou conflito. Mais ainda, as causas imediatas do problema, o comportamento desadaptado, devem ser encontradas no meio da criança (no seu ambiente) particularmente nos acontecimentos estimulantes que a ela se dirigem de forma sistemática. Por outras palavras, o comportamento desadaptado da criança não é visto como um sintoma ou manifestação de uma perturbação interna mas antes como uma consequência directa dos acontecimentos externos.

Talvez a contribuição mais importante do modelo comportamental para o tratamento da criança autista e para o treino dos seus progenitores seja a sua pressuposição acerca da natureza do tratamento. Em contraste com a teoria homeopática do modelo médico, na qual o tratamento é derivado de e consistente com noções de causalidade, o modelo comportamental é caracterizado pela terapia heteropática, na qual o tratamento e a causa estão separados. Os que seguem esta terapia estão mais preocupados com as determinantes presentes do comportamento desadaptado da criança e menos com o passado; consistente não com teorizações de causa mas com teorias sobre a natureza da terapia, tratamento e especialmente mudança comportamental. O tratamento da criança autista dentro dos vários modelos comportamentais, não é um processo curativo, uma vez que o tratamento, não é guiado e conduzido em termos de uma alegada causa mas em termos de deficits presentes na criança.

Deste modo, o tratamento é um processo educativo. Quaisquer que sejam as razões pelas quais a criança autista não aprendeu a brincar, a falar, ou a cooperar, estará sempre o facto de que ele não sabe como jogar, falar e cooperar, agora, no tempo presente. O tratamento dentro dos modelos comportamentais é prescrito para ensinar à criança os padrões de comportamento necessários à sua participação na comunidade, padrões de comportamento que são também necessários à realização das suas competências intelectuais e emocionais.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 01 de Fevereiro de 2009, 11:50
Actualmente, existem duas teorias comportamentais para a compreensão e tratamento do autismo – o condicionamento operante e a teoria da troca social.

CONDICIONAMENTO OPERANTE

Em contraste com a teoria do condicionamento clássico, dirigido às classes de comportamento que são elicitadas por acontecimentos estimulantes antecedentes, a teoria do condicionamento operante foca-se sobre as classes de comportamento cuja futura ocorrência é vista como uma função dos acontecimentos estimulantes que se seguem à resposta, isto é, as consequências.

      As respostas operantes têm a capacidade de ser influenciadas por vários tipos de acontecimentos consequentes, cada um distinto pelo efeito na futura ocorrência ou fortalecimento das respostas da mesma classe. Os operantes podem, em primeiro lugar “produzir” acontecimentos estimulantes ou consequências que aumentam a frequência ou probabilidade da sua futura ocorrência. Estes acontecimentos consequentes denominam-se, reforços positivos. Assim, uma criança pode emitir uma resposta verbal (aquilo é um cão) que é de imediato seguida por um elogio feito pelos seus pais e no futuro emitir uma maior frequência de respostas verbais semelhantes.

     Os operantes podem produzir acontecimentos estimulantes que torna a sua ocorrência futura menos provável, ou seja a resposta pode produzir uma punição positiva. Por exemplo, a criança faz uma birra (resposta) e como consequência, batesse-lhe na cabeça (punição), o que resulta num decréscimo provável de vir a fazer mais birras. Neste caso o processo chama-se punição positiva, isto é, o enfraquecimento de uma resposta através da apresentação de punições positivas.

     Uma resposta operante pode ter como consequência permitir à pessoa escapar de um acontecimento (estímulo) ou evitá-lo de tal modo que a ocorrência futura daquela resposta é “reforçada”. Neste caso os acontecimentos a que se escapam ou que se evitam são chamados reforços negativos – deste modo, uma criança pode estudar porque isso permite-lhe evitar más notas; ou um pai pode dar atenção ao seu filho porque isso lhe permite “escapar” da sua impertinência.

     O condicionamento operante pode ter como consequência a retirada de uma situação (estímulo) de modo a que no futuro tenha menos probabilidade de ocorrer. Aqui, o acontecimento estimulante que é retirado é um reforço positivo e o processo envolvido é denominado punição negativa, ou seja, o enfraquecimento de uma resposta através da retirada dos reforços positivos. Por exemplo uma criança pode atirar para o lado alimentos colocados à sua frente e como consequência a sua comida (reforço positivo) ser-lhe retirada, diminuindo a frequência do seu comportamento – atirar comida.

     Finalmente, uma resposta pode produzir estímulos neutros, isto é, consequências que funcionam nem como reforços nem como punições, de tal modo que a ocorrência futura da resposta é menos provável. Um pai pode repetidamente tentar ensinar ao filho certas palavras e ser repetidamente ignorado pela criança, resultando numa redução gradual da frequência das tentativas de ensino feitas pelo pai. O processo aqui tem o nome de extinção.

      A teoria do condicionamento operante também toma em conta aqueles acontecimentos ambientais “antecedentes”. Estes estímulos podem servir para sinalizar a ocorrência de consequências reforçantes ou não reforçantes contingentes à resposta. Uma criança pode aprender, por exemplo, que será reforçada mais provavelmente por um comportamento disruptivo, na presença dos pais (estímulo discriminativo) do que na presença dos seus companheiros de brincadeira (estímulos variáveis).

     Os princípios que referi acima formam a base da teoria do condicionamento operante para o autismo e o fundamento para os procedimentos educacionais da modificação do comportamento.

    Uma das hipóteses de trabalho no modelo comportamental é que os sintomas da criança autista são controlados não por defesas intra psíquicas levantadas contra alegadas experiências passadas há muito tempo, mas pelas consequências para a criança, desses sintomas, ou desses comportamentos.

     Aqueles comportamentos que resultam na obtenção de reforços positivos, tornar-se-ão parte do repertório comportamental da criança se foram sistematicamente reforçados; os que não forem (extintos) ou que foram punidos, não farão parte do seu repertório.

     Observações dos padrões de interacção entre a criança autista e os seus progenitores, assim como outras pessoas significativas que estejam aptas a proporcionar-lhe consequências aos seus comportamentos, indicam que os comportamentos da criança autista produzem reforço positivo. Birras, gestos bizarros. Não cooperatividade e destrutividade são muitas vezes consistentemente seguidos por atenção, comida ou brinquedos. Comportamentos “normais”, por outro lado, tendem a não ser reforçados. A criança autista é reforçada pouco frequentemente quando faz aproximações ao comportamento desejado. Assim, as respostas apropriadas e rápidas que faz nunca se tornam parte do seu repertório comportamental. Para além disso, muitos estímulos sociais, tais como o contacto físico e o elogio, são estímulos neutros para certas crianças autistas; consequentemente não reforçam um comportamento adequado quando lhes são apresentados.

     Alguns praticantes do condicionamento operante, explicam o comportamento autista da criança em termos dos modos pelos quais é reforçada pelo comportamento autista e não reforçada pelos comportamentos adaptados. Argumenta-se que a criança se envolve no desempenho de comportamentos autistas porque de alguma maneira certos reforços estão contingentes ao comportamento autista, mais do que a comportamentos adaptados, resulta daí que, a criança estará a aprender a ser autista em vez de aprender a ser “normal”.

Os programas de tratamento para crianças autistas, baseados nos princípios do condicionamento operante, nasceram do trabalho pioneiro de Lindsley, Ayllon e Michael, Fuller, Ferster e Demyer.

Essencialmente, todos os programas de tratamento que seguem a teoria do condicionamento operante que lide com crianças psicóticas, são elaborados como ambientes educacionais, sendo o objectivo o de modificar o comportamento da criança, de tal maneira que possa vir a entrar na comunidade natural de reforço, tais como a escola pública e o grupo de colegas.

O meio, particularmente as contingências do reforço do meio, é elaborado de tal maneira que os comportamentos inadaptados e de ensimesmamento são enfraquecidos, usualmente por extinção, retirada para fora (uma certa forma de punição negativa), e em alguns casos de sérios comportamentos de auto mutilação.

A aprendizagem do comportamento apropriado, isto é, por exemplo a linguagem funcional, como substituto de um comportamento inapropriado, por exemplo, empurrar ou puxar, é um processo lento, que consiste em numerosas etapas. O terapeuta pode primeiro reforçar a criança muda por fazer quaisquer sons, depois, quando a percentagem de vocalizações aumentam e ela está a emitir muitos sons diferentes, o terapeuta pode reforçar a criança somente quando esta repete um som específico depois dele, ou seja, quando ela o imita. Deste modo, palavras, frases e conversação são aproximadas sucessivamente à linguagem funcional sendo apoiadas e reforçadas. O mesmo processo das aproximações sucessivas é utilizado para ensinar à criança o nome de objectos, a ler e a escrever, a brincar e a cooperar. Por outras palavras o terapeuta tenta construir o repertório de comportamentos apropriados da criança como substituto do seu repertório autista.

Um grande número de praticantes do condicionamento operante tem notado que há uma grande diferença entre um ambiente de laboratório escolar e o lar e que as mudanças benéficas produzidas na escola podem não ser mantidas se os pais não são treinados a promover o comportamento desejável e a diminuir o indesejável, em casa. Para lidar com o problema da generalização da mudança para os comportamentos positivos, um número crescente de praticantes do condicionamento operante tem treinado os pais para que estes apliquem alguns dos princípios básicos desta teoria em casa. O seu trabalho contribuiu muito para a realização deste programa. Exemplos de alguns dos trabalhos que efectuados:

Williams ensinou aos pais como eliminar as birras nocturnas dos seus filhos, pondo-as na cama, abandonando o quarto e ignorando a birra em si. Em nove dias eliminaram-se completamente todas as birras nocturnas.

Wolf e Risley ensinaram os pais de uma criança autista como instrui-la na execução de jogos de encaixe e na nomeação de objectos e também no modo como deviam eliminar o choro e gritos deste. Wahler e Hawkins, ensinaram pais a eliminar as exigências dos seus filhos, as suas oposições e comportamentos dependentes e simultaneamente a fazerem desenvolver neles a cooperatividade e a independência. Straughan e Russo ensinaram pais no modo como controlar problemas como a ansiedade e comportamentos disruptivos, enquanto Reid, trabalhou com pais de uma criança com mutismo selectivo.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 01 de Fevereiro de 2009, 12:16


        RAZÃO ESPIRITUAL DAS DEFICIÊNCIAS FÍSICAS   

"Os desregramentos de qualquer expressão impõem necessidades reparadoras, que gravam nos recessos do Espírito as matrizes que organizarão as futuras engrenagens de que se utilizará a vida para realizar as suas altas finalidades.

Muito mais penosa pode ser a existência para aquele que traz uma deficiência física sem compreender-lhe as verdadeiras razões. Timidez e revolta, sem dúvida, pesam-lhe no coração. E é também para estes que as vozes dos espíritos superiores se dirigem, trazendo o verdadeiro sentido das palavras do Cristo:

"bem-aventurados os que sofrem, porque serão consolados".

Os espíritos superiores trazem no livro Céu e Inferno, compilado por Allan Kardec, uma revelação esclarecedora sobre a causa de nossos sofrimentos: "O Espírito sofre a pena das suas imperfeições, seja no mundo espiritual, seja no mundo corporal. Todas as misérias, todas as vicissitudes que suportamos na vida corporal, são conseqüências de nossas imperfeições, de expiações de faltas cometidas, seja na existência presente, seja nas precedentes".

Com tais esclarecimentos, começamos a entender que a pessoa nascida com uma deficiência física não é uma vítima da natureza ou do cego acaso. Pelo contrário, está recebendo a bendita oportunidade da misericórdia divina para ressarcir erros cometidos e corrigir deficiências morais arraigadas em sua alma.

PELA NATUREZA DOS SOFRIMENTOS PODE-SE DEDUZIR A GRAVIDADE DAS FALTAS COMETIDAS

Os espíritos ainda esclarecem: "Pela natureza dos sofrimentos e das vicissitudes que se experimentam na vida corporal, pode-se julgar da natureza das faltas cometidas, em uma precedente existência, e das imperfeições que lhe são causa". O que significa dizer que não estamos sofrendo à toa, nem muito menos além do que, pelas irrevogáveis leis de compensação, merecemos.

ARREPENDIMENTO, EXPIAÇÃO E REPARAÇÃO

Importante conceito sobre os mecanismos das leis divinas é o que os espíritos superiores nos transmitem, referindo-se às conseqüências de uma grave falta cometida: "o arrependimento é o primeiro passo para a melhoria; mas só ele não basta, é preciso, ainda, a expiação, a reparação.

Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento abranda as dores da expiação, no que traz a esperança e prepara os caminhos da realibitação. Mas unicamente a reparação pode anular o efeito, em destruindo a causa. O perdão seria uma graça e não uma anulação. O arrependimento pode ocorrer em qualquer parte e em qualquer tempo. Se é tardio, o culpado sofre por mais tempo. A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais, que são a conseqüência da falta cometida, seja desde a vida presente, seja, depois da morte, na vida espiritual, seja em nova existência corporal, até que os traços da falta tenham se apagado".

A NECESSIDADE DE REPARAÇÃO DO ERRO COMETIDO

Sobre essa questão de necessidade de reparação do erro cometido, por parte do espírito culpado, explica-nos Allan Kardec: "A necessidade de reparação é um princípio de rigorosa justiça, que se pode considerar como sendo a verdadeira lei de reablilitação moral dos espíritos. É uma doutrina que nenhuma religião ainda proclamou. Entretanto, algumas pessoas a repelem, porque achariam mais cômodo poder apagar as suas faltas pelo simples arrependimento, que não custa senão palavras, e com a ajuda de algumas fórmulas. Permita-lhes se crerem quites: verão mais tarde, se isso lhes basta. Poder-se-ia perguntar se esse princípio não é consagrado pela lei humana, e se a justiça de Deus pode ser inferior à dos homens".

Quanto a este conceito de reparação das faltas, conclui o codificador: "Quando essa perspectiva da reparação estiver inculcada na crença das massas, será um freio bem mais poderoso do que o do inferno e das penas eternas, porque diz respeito à atualidade da vida, e o homem compreenderá a razão de ser das circunstâncias penosas em que está colocado".

PORQUE ALGUMAS PESSOAS JÁ NASCEM COM DEFICIÊNCIAS FÍSICAS?

Freqüentemente há quem pergunte: Por que vemos tantas pessoas nascerem cegas, surdas, mudas ou afetadas de moléstias incuráveis, enquanto outras possuem todas as vantagens físicas? Será um efeito do acaso, ou um ato da Providência?

E o codificador do espiritismo reponde, embasado nas respostas dadas pelos espíritos superiores: "Se fosse do acaso, a Providência não existiria. Admitida, porém, a Providência, perguntamos como se conciliam esses fatos com a sua bondade e justiça? É por falta de compreensão da causa de tais males que muitos se arrojam a acusar Deus. Compreende-se que quem se torna miserável ou enfermo, por suas imprudências ou por excessos, seja punido por onde pecou: porém, se a alma é criada ao mesmo tempo do corpo, que fez ela para merecer tais aflições, desde o seu nascimento, ou para ficar isenta delas? Se admitimos a justiça de Deus, não podemos deixar de admitir que esse efeito tem uma causa; e se esta causa não se encontra na vida presente, deve achar-se antes desta, porque em todas as coisas a causa deve preceder ao efeito. Há, pois, necessidade de a alma já ter vivido, para que possa merecer uma expiação".

O ESPIRITISMO NOS DÁ FORÇA PARA SUPORTARMOS NOSSAS VICISSITUDES E EXPIAÇÕES

Explica-nos ainda o codificador que "nem sempre uma vida penosa é expiação. Muitas vezes é prova escolhida pelo Espírito, que vê um meio de avançar mais rapidamente, conforme a coragem com que saiba suportá-la".

Os estudos espíritas nos mostram, portanto, que ao adquirirmos a convicção dessas verdades, teremos força para suportarmos as vicissitudes da vida e aceitaremos a nossa sorte, sem invejar a dos outros.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: gudu em 01 de Fevereiro de 2009, 19:51
Autistas Famosos
 
 



ALGUNS AUTISTAS FAMOSOS


Dra. Temple Grandin - Nasceu em 1947 e foi diagnosticada como autista aos dois anos. É PHD em Ciência Animal e professora da Universidade do Colorado. Grandin oferece várias palestras sobre autismo além de ter escrito alguns livros sobre a sua experiência como autista. Inventou a "Squeeze-Machine" ("Máquina do aperto") para ajudá-la nas suas dificuldades sensoriais. No seu livro "Thinking in Picture" Grandin relata que a sua primeira língua foi visual e como esta experiência a ajudou profissionalmente. A Dra. Grandin diz que conseguiu sucesso graças às oportunidades de mentores na escola e o apoio da família, principalmente o da mãe. Sua mãe publicou um livro "A thorn in my pocket" sobre sua experiência de criar uma criança autista em um tempo que as mães eram consideradas culpadas pelo autismo dos filhos e suas crianças eram encaminhadas para uma instituição por não existir cura.

Matthew Savage foi diagnosticado com autismo (Pervasive Developmental Disorder) quando tinha três anos de idade. Os pais começaram então a seguir o protocolo DAN. Matthew naquela época não suportava sons, mas com a "auditory integration Therapy" (terapia de integração auditiva) conseguiu superar este problema. Os pais de Mattew usaram a fascinação do menino por palavras e, exploram o seu lado visual, para estimular e complementar as atividades. Hoje, com 11anos, ele compõem música e tem um trio de jazz. " The Matt Savage Trio" participa de festivais de Jazz e da concertos, sempre lotados, pelos EUA e Canadá. Já lançou três CDs e o dinheiro arrecadado com a venda foi doado para pesquisas sobre autismo. Matt continua com dificuldades de comportamento, fixação por certos assuntos, com dificuldade para se desligar deles. As vezes não compreende o que falam com ele ou compreende de maneira diferente.

Ryan Wilson é um autista de bom funcionamento ("High Functioning") e estava com nove anos quando escreveu e ilustrou o livro "The legendary Blobshocker". Com a ajuda da professora Beth Alshanskey da Universidade de New Hampshire, que usou um programa de colagem (arte) e ensinou a Ryan como usar sua criatividade e seu talento visual para aprender literatura e explorar estas habilidades.

Tito Rajarshi Mukhopadhyay - um adolescente do sul da Índia que foi diagnosticado com autismo clássico aos três anos. Ele se balança, gira, faz movimentos repetitivos, faz barulhos estranhos, não consegue ler expressão do rosto de outras pessoas, não mantém contato olho-a-olho. Embora tenha um autismo clássico ele consegue expressar seus pensamentos e sentimentos. Descreve como se sente preso a um corpo autista, um caso único.

Segundo Tito ele se balança e faz movimentos repetitivos com as mãos para conseguir sentir o seu corpo. Não olha no olho porque só consegue processar um sentido de cada vez, ou seja, não consegue ver e escutar ao mesmo tempo (só foi perceber que isso não era normal ao se dar conta que outras pessoas podiam usar outros sentidos juntos). Uma mãe perguntou a ele em uma conferência qual o conselho que daria aos pais de autistas. Ele disse "Acreditem nos seus filhos". Tito é fluente em inglês e bengali (tem dificuldades para falar e ser compreendido escreve muito bem e é mais fácil para ele escrever no computador) têm dois livros publicados: Beyond the silence: My life, the world, and autism e The mind tree: A miraculous child breaks the silence of autism. Ele conseguiu superar as barreiras que o autismo lhe proporcionou graças à mãe Soma Mukhopadhyay que desenvolveu uma maneira de ensinar e comunicar com o filho chamada "The rapid Prompting Method".

Jerry Newport - nasceu em 1948 e foi diagnosticado com síndrome de Asperger em 1995 Possui um B. A em Matemática pela Universidade de Michigan. Trabalha como free-lance accounting, participa de palestras sobre Autismo/Asperger pelos Estados Unidos e também escreve para revista Autism Asperger´s Digest Magazine. É casado com Mary Newport que também tem Síndrome de Asperger. Escreveram juntos o livro "Autism-Asperger´s and sexuality puberty and beyond". A vida dele é tema do filme "Mozart and the Whale".

Donna Willians - É uma australiana que antes de receber o diagnostico de autista foi taxada de louca, de ter distúrbios emocionais, fez vários testes de surdez. Não conseguia responder simples perguntas ou ficar sentada por muito tempo. Oas 24 anos ela começou a dieta sem glúten, caseína, açúcar, nenhum tipo de conservantes, corantes e pouco salicitato (ela continua na dieta). Donna relata que se sentia como uma drogada com a única diferença que não usava drogas, mas certos alimentos faziam com que ela agisse assim. Hoje ela é casada, trabalha como consultora em uma escola, participa de palestras sobre autismo e também escreve música, pinta e faz esculturas.


FAMOSOS COM TRAÇOS AUTISTAS


Thomas Jefferson - Mencionado no livro Diagnosing Jefferson, de Norm Ledgin, como tendo possívelmente Síndrome de Asperger, foi presidente dos Estados Unidos de 1800 a 1808. Nasceu em 1743 na Virgínia (EUA). Formou-se em Direito. Em 1776 redigiu a Declaração da Independência. Foi vice-presidente e, em 1800, eleito presidente e re-eleito novamente em 1804. Casou-se e teve filhos. Morreu em 1826. Algumas de suas frases:

"Quando nervoso, conte ate dez antes de falar; Se você estiver muito nervoso, até cem." (Thomas Jefferson para Thomas Jefferson Smith, 21de fevereiro de 1825)

"Os dois princípios a que nossa conduta com os índios deve ser fundada são a justiça e o medo. Depois do sofrimento que causamos a eles, não conseguem nos amar..." (Thomas Jefferson para Benjamin Hawkins, 13 de agosto de 1786)

"Nossa liberdade depende da liberdade de imprensa, e não se pode ter limitações sem se perder".

Vincent Van Gogh - (citado por Temple Grandin no livro "Thinking in pictures" como tendo características autistas) foi um grande pintor, que em vida só conseguiu vender uma pintura. Nasceu em 1853 em Holanda. Quando criança gostava de ficar sozinho, tinha dificuldade de se relacionar com outros, sofria acessos de raiva, aparentava sempre estar em outro mundo.Só foi descobrir seu talento para a arte aos 27 anos. Suicidou-se em 1890.

Frase: "Eu não posso pensar em uma definição melhor para o mundo da arte do que essa: natureza, realidade, verdade; mas com significados... Um caráter que o artista traz dentro dele, e a ele dá expressão".

Albert Einstein - Nasceu na Alemanha em 1879 e tinha a Síndrome de Asperger. Foi um grande cientista e desenvolveu as duas teorias da relatividade (a restrita e a geral). Einstein só falou aos três anos e repetia frases para ele mesmo até os sete anos de idade. Nunca foi considerado um gênio na infância, aliás, tinha algumas dificuldades: preferia brincar sozinho não se socializava bem. Apesar de ser tranqüilo tinha rompantes de insatisfação.

Foi casado duas vezes e teve dois filhos no primeiro casamento. Em 1922, recebeu o prêmio Nobel de Física. Em 1933, temendo os nazistas por ser judeu, mudou-se para os Estados Unidos, onde se tornou cidadão americano em 1940. Foi professor da Universidade de Princeton. Seus alunos tinham dificuldades de acompanhar suas classes (segundo Temple Grandin por que ele pensava visualmente e os outros não o acompanhavam). Morreu em 1955 de um ataque cardíaco. Foi eleito pela Revista Times Magazine como personalidade do século pelo seu descobrimento. Frase:

"O único homem que está isento de erros, é aquele que não arrisca acertar".

Ludwing Wittgenstein - foi sugerido por Oliver Sack que ele teria traços de um autista "high-Functioning" de bom funcionamento. Era um filosofo.Teve dificuldade para desenvolver a fala começou a falar com quatro anos. E era considerado um idiota na infância. Sempre foi um péssimo estudante, mas tinha grandes habilidades mecânicas. Construiu uma máquina de costura com apenas 10 anos.

Bill Gates - (citado no livro "Thinking in pictures" de Temple Grandin como tendo características autistas) é diretor da Microsoft e inventor do Windows. Nasceu em 1955 em Seattle (EUA). Gates se balança continuamente durante reuniões de negócios e em aviões (autistas fazem isso quando nervosos), não gosta de manter contato olho-aolho e tem pouca habilidade social. Não dá importância à sua aparência.


 
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Domingo, 01 de Fevereiro de 2009   
 
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 04 de Fevereiro de 2009, 18:25
Vitamina B6

Todos os 18 estudos que eu conheço onde o uso da vitamina B6 foi avaliado para o tratamento de crianças autistas forneceram resultados positivos

Rimland de Bernard, Ph.D.Instituto de pesquisa de Autismo
4182 Adams AvenueSan Diego, CA 92116
Este é um registo no mínimo notável, já que muitas das drogas que foram avaliadas para o tratamento do autismo produziram resultados muito inconsistentes. Se uma droga mostrar resultados positivos em aproximadamente metade dos estudos de avaliação, a droga é considerada um sucesso e o seu uso é sugerido para pacientes autistas. Entretanto, apesar dos resultados notavelmente consistentes na pesquisa do uso da vitamina B6 no tratamento do autismo, e apesar de ser imensamente mais segura do que qualquer outra das drogas usadas para crianças autistas, há no presente muito poucos médicos que o usam ou que advogam o seu uso no tratamento do autismo.  Em consequência, eu empreendi um estudo em grande escala, com mais de 200 crianças autistas, usando megadose da vitamina B6, do Niacinamida, do Ácido Pantotenico , e da vitamina C, junto com uma cápsula de uma multi-vitaminas projectada especialmente para o estudo. As crianças estavam vivendo com seus Pais e viviam em diferentes partes dos ESTADOS UNIDOS e do Canadá, e cada um foi supervisionado pelo médico da família. (Mais de 600 pais se ofereceram para o estudo, porém a maioria deles não puderam obter a supervisão necessária devido ao cepticismo dos seus médicos.) No fim do quarto mês do estudo estava claro que a vitamina B6 era a mais importante das quatro vitaminas que nós tínhamos investigado, e que em alguns casos trouxe a melhora notável. Entre 30% e 40% das crianças mostraram melhora significativa quando a vitamina B6 lhes foi dada. Algumas das crianças mostraram efeitos colaterais pequenos (irritabilidade, sensibilidade à sons e enurese = xixi na cama), mas estes efeitos colaterais acabaram rapidamente quando o magnésio foi adicionado, e o magnésio confirmou benefícios adicionais.
Havia um contacto ocular melhor, menos comportamentos repetitivos e auto-estimulatório, menos ataques de raiva e mal humor, mais interesse no mundo em torno deles, menos frustrações, mais linguagem, e no general as crianças tornaram-se mais normais, embora não curadas completamente.
 Pessoas variam enormemente em sua necessidade da vitamina B6.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 07 de Fevereiro de 2009, 10:57
Muita paz ..mais um acrecimo importante


Vitamina B6


Todos os 18 estudos que eu conheço onde o uso da vitamina B6 foi avaliado para o tratamento de crianças autistas forneceram resultados positivos


Este é um registo no mínimo notável, já que muitas das drogas que foram avaliadas para o tratamento do autismo produziram resultados muito inconsistentes. Se uma droga mostrar resultados positivos em aproximadamente metade dos estudos de avaliação, a droga é considerada um sucesso e o seu uso é sugerido para pacientes autistas. Entretanto, apesar dos resultados notavelmente consistentes na pesquisa do uso da vitamina B6 no tratamento do autismo, e apesar de ser imensamente mais segura do que qualquer outra das drogas usadas para crianças autistas, há no presente muito poucos médicos que o usam ou que advogam o seu uso no tratamento do autismo.  Em consequência, eu empreendi um estudo em grande escala, com mais de 200 crianças autistas, usando megadose da vitamina B6, do Niacinamida, do Ácido Pantotenico , e da vitamina C, junto com uma cápsula de uma multi-vitaminas projectada especialmente para o estudo. As crianças estavam vivendo com seus Pais e viviam em diferentes partes dos ESTADOS UNIDOS e do Canadá, e cada um foi supervisionado pelo médico da família. (Mais de 600 pais se ofereceram para o estudo, porém a maioria deles não puderam obter a supervisão necessária devido ao cepticismo dos seus médicos.) No fim do quarto mês do estudo estava claro que a vitamina B6 era a mais importante das quatro vitaminas que nós tínhamos investigado, e que em alguns casos trouxe a melhora notável. Entre 30% e 40% das crianças mostraram melhora significativa quando a vitamina B6 lhes foi dada. Algumas das crianças mostraram efeitos colaterais pequenos (irritabilidade, sensibilidade à sons e enurese = xixi na cama), mas estes efeitos colaterais acabaram rapidamente quando o magnésio foi adicionado, e o magnésio confirmou benefícios adicionais.
Havia um contacto ocular melhor, menos comportamentos repetitivos e auto-estimulatório, menos ataques de raiva e mal humor, mais interesse no mundo em torno deles, menos frustrações, mais linguagem, e no general as crianças tornaram-se mais normais, embora não curadas completamente.
 Pessoas variam enormemente em sua necessidade da vitamina B6.


Rimland de Bernard, Ph.D.Instituto de pesquisa de Autismo
4182 Adams AvenueSan Diego, CA 92116
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 09 de Fevereiro de 2009, 19:37
Entendo ser importante ...daí publicar este artigo:

O que eu faria se eu tivesse um filho autista: Recomendações baseadas em 30 anos de experiência de pesquisas

Escrito por Stephen M. Edelson, Ph.D.

Durante os últimos 25 anos eu tive prazer de realizar pesquisas em várias áreas de autismo e de colaborar com muitos dos pioneiros e líderes, incluindo especialistas biomédicos (Bernard Rimland), especialistas de comportamento/ educação (Ivar Lovaas) e especialistas da parte sensora (Temple Grandin, Guy Berard, Lorna Jean King, Melvin Kaplan e Helen Irlen). Estas experiências tem me ajudado a ampliar meu entendimento do que pode ser feito para ajudar autistas.

Uma das situações mais difíceis e estressantes para uma família é quando a família fica sabendo pela primeira vez que a criança tem autismo. Os pais então tem que tomar decisões críticas e que determinam toda a vida da criança: O que eu devo fazer para ajudar meu filho? A decisão sobre quais tratamentos implementar (e não implementar) provavelmente irá determinar o prognóstico da criança. Eu detalhei os passos que eu tomaria se eu fosse um pai de uma criança autista.
Plano de ação

Em primeiro lugar, eu leria o documento Conselhos para Pais de Crianças Autistas (em inglês, Advice for Parents of Young Autistic Children). Consulte o site http://www.autism.com/autism/first/adviceforparents.htm, (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2F1dGlzbS9maXJzdC9hZHZpY2Vmb3JwYXJlbnRzLmh0bSw=) escrito pelos Drs. Jim Adams, Bernard Rimland, Temple Grandin e por mim mesmo.

Em segundo lugar, eu escreveria para o Instituto de Pesquisa de Autismo, em inglês, Autism Research Institute, (ARI, 4182 Adams Ave., San Diego, CA 92116; fax: 619-563-6840) e pediria o material de informações gratuitas para os pais. Muitas destas informações estão no website deles: www.Autism.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5BdXRpc20uY29t). Este material contém uma riqueza de informações que descrevem maneiras de entender e tratar muitos problemas associados com autismo. Inclui um exemplar grátis do boletim trimestral do ARI, o Autism Research Review International (ARRI), (http://www.autism.com/ari/newsletter/subscribe.htm. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2FyaS9uZXdzbGV0dGVyL3N1YnNjcmliZS5odG0u) Fazer uma assinatura ao ARRI é a melhor maneira de se manter informado (USD$18/ano).

Eu também entraria em contato com um grupo da Sociedade de Autismo da América (em inglês, ASA, Autism Society of America) na minha área. A filial da sociedade de autismo provavelmente terá informações e contatos na comunidade e no estado. Além disso, eu participaria de pelo menos um grupo de apoio a pais para ver o que eles oferecem. A ASA mantém uma lista da maioria dos grupos de associações de autismo no país inteiro (nos E.U.A., o número gratuito é 1-800-3-AUTISM, ou seja, 1-800-3-288476).

Observação importante: Antes de entrar em contato com o meu provedor de seguro de saúde, eu leria a apólice do seguro. Muitas apólices não cobrem serviços de tratamento para indivíduos autistas. Estas empresas de seguros poderão reembolsar terapias se a terapia não tiver o objetivo específico de tratar o autismo e se a companhia de seguros não souber que a criança tem autismo. Por exemplo, se a criança tem um problema de fala, a companhia de seguros poderá pagar for terapia de fala.
Intervenção

Há duas abordagens que eu tentaria simultaneamente e quanto mais cedo estas intervenções começarem, melhor será o prognóstico da criança. A primeira abordagem envolve determinar se a criança tem problemas de saúde. Estes problemas poderão incluir uma necessidade crítica de vitaminas e minerais essenciais (por exemplo, vitaminas B6 com magnésio, Dimetilglicina, ou DMG e vitaminas A e C), problemas gastrointestinais (por exemplo, intestino permeável, supercrescimento de cândida e infecções virais), altos níveis de metais pesados e outras toxinas (por exemplo, mercúrio e chumbo), sensibilidades ou alergias a certos tipos de comida e outros. A maioria dos indivíduos autistas tem um ou mais destes problemas. A abordagem Derrote o Autismo Agora! (em inglês, Defeat Autism Now!, DAN® discute estas questões biomédicas. O ARI distribui um livreto de diagnóstico e tratamento entitulado Uma lista de praticantes que entendem e sabem tratar tais condições médicas pode ser obtida do ARI. Dos muitos tratamentos descritos no livro, eu recomendaria dar à criança vitamina B6 com magnésio, em seguida dimetilglicina (DMG), e então, uma dieta sem glúten e sem caseína. Eu também leria o trabalho de 28 páginas do Dr. James Adams, entitulado Resumo de Tratamentos Biomédicos (consulte http://www.autism.com/treatable/adams_biomed_summary.pdf (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL3RyZWF0YWJsZS9hZGFtc19iaW9tZWRfc3VtbWFyeS5wZGY=) ).

Comentários sobre remédios Alguns pediatras prescrevem remédios para crianças autistas mesmo que a Administração Federal de Alimentos e Remédios dos E.U.A. ainda não tenha aprovado medicamentos para o tratamento de autismo. Além disso, quase qualquer medicamento tem efeitos colaterais nocivos. Às vezes, eu ouço falar de alguns benefícios com Risperidal, Prozac e Ritalina. Conteúdo, é muito provável que grandes melhorias possam ocorrer, seguindo-se outros tratamentos biomédicos, sem medicamentos (consulte http://www.autism.com/treatable/form34qr.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL3RyZWF0YWJsZS9mb3JtMzRxci5odG0=)).

Se uma criança fala pouco ou não fala, eu enviaria a criança a um especialista para ver se ela tem convulsões. A atividade durante as convulsões pode afetar a produção de fala. Um eletroencefalograma (EEG) mede a atividade das ondas cerebrais e poderá detectar atividades durante a convulsão. Se o seu filho tiver convulsões, eu usaria suplementos nutricionais não-tóxicos para tratar as convulsões, tais como a vitamina B6 e a DMG. A segunda abordagem é comportamento/educação. A análise aplicada do comportamento (ABA) é um método de ensino bem documentado e eficiente para muitas crianças autistas. Este método envolve sessões de aprendizagem 1-a-1 e utiliza tarefas educacionais que foram desenvolvidas especificamente para o autismo. Por exemplo, o livro Teaching Individuals with Development Delays: Basic Intervention Techniques, escrito por O. Ivar Lovaas, é um excelente recurso e descreve, em detalhe, como implementar este método. Se uma criança tiver habilidades verbais limitadas, eu consultaria o Método de Sugestão Rápida (em inglês, Rapid Prompting Method), (http://www.autism.com/danwebcast/index.htm#interviews (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2RhbndlYmNhc3QvaW5kZXguaHRtI2ludGVydmlld3M=)).

Depois de que as intervenções biomédicas e de comportamento/ educação forem feitas, eu dirigiria minha atenção aos problemas sensores da criança. Muitos indivíduos autistas sofrem de hipersenbilidade ou de um sistema sensor hiposensível. Estes problemas podem ter a ver com a audição (por exemplo, sensibilidade a sons, ou então a criança aparenta ser surda), visão (por exemplo, sensibilidade a luz, problemas de atenção visual), tácteis (por exemplo, sensibilidade ao toque, insensibilidade a dor), equilíbrio (por exemplo, o indivíduo quer fazer alguns movimentos como balançar-se ou resiste outros movimentos), propriocepção (por exemplo, pular excessivamente), olfato (sensibilidade ou insensibilidade a odors) e paladar (por exemplo, uma criança com alta seletividade de alimentos ou que é chata para comer, ou que exibe sinais de um distúrbio do apetite ao comer várias substâncias indesejáveis. Há várias intervenções que podem reduzir ou eliminar muitos destes problemas, tais como o Treinamento de Integração Auditiva (AIT, ou Auditory Integration Training, em inglês, para audição http://www.autism.com/families/therapy/aitsummary.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2ZhbWlsaWVzL3RoZXJhcHkvYWl0c3VtbWFyeS5odG0=)), treinamento de visão (http://www.autism.com/families/therapy/kaplan_int.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2ZhbWlsaWVzL3RoZXJhcHkva2FwbGFuX2ludC5odG0=)), o método Irlen (visão, http://www.autism.com/families/therapy/irlen.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2ZhbWlsaWVzL3RoZXJhcHkvaXJsZW4uaHRt)), e a integração sensorial (equilíbrio/ táctil/proprioceptiva http://www.autism.com/families/therapy/king_int.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2ZhbWlsaWVzL3RoZXJhcHkva2luZ19pbnQuaHRt)).

As três abordagens de tratamento detalhadas acima se complementam uma às outras. Indivíduos autistas freqüentemente se tornam mais conscientes e mais motivados para aprender logo depois do tratamento das suas questões biomédicas e sensoriais. Uma criança pode obter resultados positivos com apenas uma das abordagem; porém, a combinação das mesmas poderá proporcionar resultados fantásticos e até a recuperação para algumas crianças.

O próximo passo Vale a pena examinar outras possibilidades de intervenção para o autismo, tais como o ensino estruturado, histórias sociais (http://www.autism.com/families/therapy/stories.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2ZhbWlsaWVzL3RoZXJhcHkvc3Rvcmllcy5odG0=)), Intervenção para o Desenvolvimento do Relacionamento (em inglês, Relationship Development Intervention, ou RDI), o método Greenspan, imagens do Sistema de Comunicação por Intercâmbio de Imagens (em inglês, Picture Exchange Communication System, ou PECS) e as técnicas de relaxamento/ imagens visuais de Grodin (http://www.autism.com/families/problems/groden_int.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdXRpc20uY29tL2ZhbWlsaWVzL3Byb2JsZW1zL2dyb2Rlbl9pbnQuaHRt)).

Questões familiares Criar uma criança autista pode ser muito estressante para a família como um todo. Os irmãos às vezes se sentem ignorados porque muita da atenção dos pais é direcionada ao filho autista. O divórcio é muito comum em famílias com uma criança autista. Além disso, os parentes e amigos próximos podem se distanciar da família. É importante estar consciente destes perigos e tratá-los se os mesmos ocorrerem. Finalmente, é importante ser um forte porta-voz para a criança. Muitos profissionais estão conscientes dos sintomas associados com o autismo. Contudo, eles não querem tratá-los. A informação é uma ferramenta valiosa. Eu manteria todos os documentos e resultados de diagnósticos em uma pasta bem organizada. Sempre que possível, eu forneceria artigos relevantes e outros materiais informativos a terapeutas e outros profissionais que trabalham com a criança. Comom muitos outros pais de crianças autistas, eu provavelmente acabaria ensinando os profissionais que trabalham com a criança. É importante dar-se conta que o autismo é tratável, e há muitos recursos disponíveis, tais como livros, boletins, websites na internet e congressos. Eu começaria com as seguintes informações:
Leituras adicionais recomendadas - eu considero estas descritas abaixo como livros iniciantes.

Gerlach, E.K. (2003). Autism Treatment Guide. Second Edition. Arlington, TX: Future Horizons.

Hamilton, L.M. (2000). Facing Autism. Colorado Springs, CO: Waterbrook Press. Abordagem biomédica

McCandless, J. (2007). Children with Starving Brains: A Medical Treatment Guide for Autism Spectrum Disorder. Paterson, NJ: Bramble Books.

Seroussi, K. (2000). Unraveling the Mystery of Autism and Pervasive Developmental Disorder. New York: Simon & Schuster.
Comportamento/ Educação

Leaf, R., & McEachin, R. (1999). A Work in Progress: Behavior Management Strategies and a Curriculum for Intensive Behavioral Treatment of Autism. New York: DRL Books.

Lovaas, O.I. (2002). Teaching Individuals with Developmental Delays: Basic Intervention Techniques. Austin, TX: Pro Ed.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 11 de Fevereiro de 2009, 18:03
Jesus e os outros


A Humanidade vive uma profunda crise ética.

As notícias publicadas nos mais diversos veículos de comunicação são desanimadoras.

A um olhar superficial, parece que o mal leva a palma do mundo.

A política afunda na corrupção.

A violência campeia solta pela sociedade.

A falta de pudor se afigura o signo das novas gerações.

A esperteza obtém mais resultados do que a lealdade.

A sonegação de tributos chega a ser apontada como legítima defesa.

Ante tanta sujeira e deslealdade, ser honesto parece algo exótico.

O homem menos refletido pode se perguntar:

“Compensa ser correto?

Em um mundo desonesto e envilecido, não seria melhor também tirar vantagem?”

Para ponderar sobre a questão, convém recordar as lições do Cristo.

Em determinada passagem do Evangelho, Pedro indaga ao Mestre  a respeito do destino e das tarefas de outro discípulo.

Jesus, de forma bem significativa, responde:

“Que te importa a ti? Segue-Me tu.”

A lição é clara. Cada qual somente é responsável por bem desempenhar seu papel no mundo.

Evidentemente, devemos nos auxiliar uns aos outros. Afinal, o Messias exortou-nos ao amor recíproco.

Contudo, cada um vive o seu momento peculiar.

Do mesmo modo que não é possível colher frutos antes do tempo, um homem não pode apresentar virtudes que ainda não desenvolveu.

Mas, a criatura comprometida com os valores cristãos, não pode utilizar a venalidade alheia como desculpa.

Quem já se conscientizou da importância da honestidade, tem o dever de ser estritamente leal, até às últimas conseqüências.

Jesus afirmou que a cada um será dado segundo suas obras.

Assim, não importa que os outros vivam iludidos. O compromisso do cristão é com a própria consciência.

A dignidade é uma recompensa em si mesma. Por incitar ao cumprimento dos deveres, ela propicia a paz íntima duradoura. Um tesouro que ninguém pode roubar.

Você não é responsável pelo mundo, mas responde por todos os seus atos.

O seu viver digno e ético certamente contribuirá para a construção de uma sociedade melhor.

Por outro lado, de que lhe adiantaria tentar viver adaptado a um mundo corrupto?

Você já anseia por outros valores.

A falta de pudor e de comedimento, de dignidade e de brios não mais combinam com você.

Além disso, ao final de sua vida, você certamente se arrependeria de não ter sido fiel aos seus mais puros anseios.

Viva, pois, com dignidade.

Ante a desonestidade e a indignidade, ofereça seu viver ilibado.

Preserve a pureza de seus atos, independentemente do que façam os outros.

Uma das virtudes a serem adquiridas pelo Espírito em sua jornada pela eternidade é a tolerância.

E onde é possível ser tolerante, senão no meio da ignorância?

Entre Espíritos puros, você não teria ensejo de conquistar essa qualidade.

Assim, considere a sua vida na Terra como uma luminosa oportunidade.

Conviva tranqüilamente entre os corruptos, sem se deixar iludir pela corrupção, sabendo que apenas lobos caem em armadilhas para lobos.

Perceba e tenha piedade dos erros alheios.

Mas, lembre que seu compromisso é com as Leis Divinas e com sua própria consciência.

 

Equipe de Redação do Momento Espírita.

 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2009, 19:16
Filhos com deficiência

A expectativa que toma conta do período de gestação da mulher é tão especial e admissível que se justifica a frustração ou a amargura que envolve tantos corações, quando constatam que seus rebentos, ansiosamente aguardados, são portadores de deficiência física ou mental ou a conjugação de ambas.

Compreensíveis a dor e a surpresa que se alojam nas almas paternas, ao começarem a pensar nas limitações e conflitos, agonias e enfermidades que acompanharão os seus filhos, marcados, irremediavelmente, para toda uma existência de dependências e limitações.

Quantos são os pais que, colhidos no amor próprio, fogem da responsabilidade de cooperar com os filhos debilitados!

Quantas são as mães que, transformadas em estátuas de dor ou de revolta, abandonam os filhos à própria sorte, relegando-os aos ventos do destino!

Entretanto, levanta-se um enorme contingente de pais e de mães que, ao identificarem os dramas em que se acham inseridos seus filhos, se enchem de ternura, de dedicação, vendo nas limitações físicas ou mentais desses, oportunidades de crescimento e enobrecida luta em prol do futuro feliz para todos.

O filho com deficiência geralmente é alguém que retorna aos caminhos humanos, após infelizes rotas de desrespeito à ordem geral da vida.

Os filhos lesados por carências corporais ou psíquicas estão em processo de ressarcimento, havendo deixado para trás, nas avenidas largas do livre-arbítrio, as marcas do uso da exorbitância, da insubmissão ou da crueldade.

Costumeiramente, os indivíduos que se valeram do brilho intelectual ou da sagacidade mental para induzir ao erro; para destruir vidas no mundo; para infelicitar, intrigando e maldizendo, reencarnam com os centros cerebrais lesados, em virtude de se haverem atormentado com suas práticas inferiores, provocando processos de desarranjo nas energias da alma, localizadas na zona da estrutura cerebral.

Não só intelectuais degenerados renascem com limitações psicocerebrais, mas, também, os que mergulharam nas valas suicidas, destroçando o cérebro e os seus núcleos importantes, sob graves distúrbios, que deverão ser recompostos por meio da reencarnação.

O despotismo implacável pode gerar neuroses ou epilepsias;

O domínio cruel de massas indefesas e desprotegidas pode produzir os mesmos efeitos.

Os homicídios cruéis podem acarretar infortunados quadros epilépticos, produzindo sobre a rede psiconervosa adulterações nas energias circulantes, provocando panes de frequência variada, de caráter simples ou crônico.

Seus filhos com deficiências podem estar em alguma dessas condições, necessitados da sua compreensão e assistência, para que sejam capazes de superá-las, com resignação e esforço íntimo, rumando para Deus, após atendidos os projetos redentores da Divindade.

Ame seus problematizados do corpo ou da mente, ou de ambos, cooperando com eles, com muita paciência e com ternura, para que possam sair vitoriosos da expiação terrena, avançando para mais altos vôos no rumo do nosso Criador.

Forre-se de carinho, de tranqüilidade interior, vendo nesses filhos doentes as jóias abençoadas que o Pai confia às suas mãos para que as burile.

Por outro lado, vale considerar que se você os tem nos braços ou sob a sua assistência e seus cuidados, paternais ou maternais, é em razão dos seus envolvimentos e compromissos com eles.

Você poderá tê-los recebido por renúncia e elevado amor de sua parte.

Mas, pode ser que você esteja diretamente ligado às causas que determinaram os dramas dos seus filhos, cabendo-lhe não alimentar remorsos, mas, sim, auxiliá-los e impulsioná-los para a própria recomposição, enquanto você, igualmente, avança para o Criador.

Redação do Momento Espírita,
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Sandra de Oliveira em 14 de Fevereiro de 2009, 02:28
Nunca havia pesquisado nenhum assunto sobre Autismo... Após fazer este estudo fiu em busca de  materiais a esse respeito: Entrei um bem interessante que passo a compartilhar com todos os amigos interessados:
Autista no Além
:: Wilson Francisco ::


O autista é um ser que, por razões internas ou externas não "entrou" no mundo físico.

- Razões internas: são as da essência ou do Espírito: antes de entrar ou conectar-se com o corpo, decide desistir, tem medo, sente-se incompetente para a experiência.

- Razões externas: são as dificuldades no parto, por parte da mãe ou em face de situações pós-parto, como excesso de luminosidade, fórceps, demora ou pelo ambiente inadequado. Enfim há vários fatores que podem levar o nascituro à "recolher-se".

Hellen Wambach, autora do livro Vida Além da Vida, realizou várias experiências com adultos, regredindo-os à vida intra-uterina e constam nos relatórios dos pacientes, a percepção e sensações conseqüentes de que a essência espiritual, antes do nascimento, permanece agregada ou próxima do corpo em gestação, observando e sentindo os efeitos físicos e emocionais tanto da mãe como das pessoas que ali se encontram.

Estas impressões são marcantes e podem ficar em nossa memória por toda a existência, podendo também ser a causa de processos de autismo.

Vejamos as experiências da Dra. Hellen. Nessas, pelo que se vê, o ser/essência nada sofreu, encarando com naturalidade e compreendendo todos processos, mesmo os mais dolorosos.

1º caso - Minha mãe não me desejava. Certa vez tentou abortar e fiquei irado por ocasião do parto, porque ela pretendia divorciar-se do meu pai. Estou agora conscientizado de que parte do meu carma consiste em aprender a amar minha mãe, de qualquer maneira.

2º caso - Ao me ligar ao feto, dava-me conta de que minha mãe estava assustada, de início, posteriormente aceitou o processo com naturalidade.

3º caso - Foi uma experiência forte, não desagradável mas surpreendente, o meu nascimento. Enviei mensagens à minha mãe para que ela encarasse tudo como sensação e não como dor. Percebia, de forma clara, as atitudes das outras pessoas. Eu estava muito feliz por assumir esta vida.

A partir da leitura desse livro e de algumas experiências realizadas em grupos holísticos e espíritas eu introduzi em algumas vivências o exercício de retorno ao útero. Muitas marcas em nosso corpo e alma tem origem no momento da concepção. Este período, o da gravidez e do parto são fundamentais para a saúde física e mental da criança.

Pesquisadores realizaram o protótipo de um laboratório que simbolizava um útero e colocaram autistas, neste ambiente. Ali, eles tinham contato com sons e sensações semelhantes àquelas transmitidas pela mãe para o bebê quando este se encontra dentro do útero, mergulhado no líquido amniótico. A experiência foi de completo êxito, pois as crianças autistas apresentaram reações, tornando-se um pouco mais receptivas.

Realizei experiências semelhantes com um grupo de pessoas sensitivas e outras habilitadas criando através de uma ação mental um útero materno. A resposta da criança autista foi positiva. Envolvido nesse processo, Nick um garotinho autista de 7 anos conseguiu um nível de comunicação satisfatório com o grupo e com o seu avô, que participava da experiência.

De tudo que já li até hoje, o livro Autismo, do prof. Hermínio Miranda é o mais completo. Foi, aliás, a partir da leitura dessa obra que eu fiquei ainda mais interessando no assunto.

Ano passado, pesquisando assuntos para o Curso de Interpretação e Aplicação de Espiritismo que organizei, li o livro Autistas do Além, psicografado por Nelson Moraes, autoria espiritual de Eduardo, narrando o caso de Raul. É interessante e passo para vocês um resumo.

Raul deixara o corpo e aprisionara-se num processo obsessivo com a própria mãe. Espíritos Superiores convocados para cuidar do caso elaboraram um relatório onde informavam que a mãe, Elizete, zelara com excesso pelo filho e este vivera em seu tempo terreno num regime de dependência que lhe enfraquecera o caráter. A tibiez e a falta de vontade predominavam no temperamento do moço.

Em razão disso, na outra dimensão registrava com freqüência e nitidez o desespero da mãe aqui na Terra.

Um dia, vigilantes espirituais não puderam mais conte-lo e ele se evadiu de onde estava para se projetar no mundo físico, agarrando-se, como um menino medroso, à mãe.

Assemelhava-se a uma sombra irradiando ondas mentais e emocionais densas sobre o córtex cerebral da mulher, estabelecendo verdadeira e estranha simbiose.

Naquela situação a intervenção para separar um do outro era perigosa. Afinal, ambos se davam às mãos, espiritualmente, num consórcio energético intenso e dramático.

Espíritos coordenadores vão ao encontro de Elza, sua namorada, quando ainda habitava o mundo físico. Ela se comprometera, durante o sono físico, a ajudar o ex-namorado.

Assessorada, vai ao encontro dele e com o coração nas palavras fala com Raul. Ele estremece, parece ouvi-la, os laços afrouxam. O moço estava prestes a se desligar da mãe. No entanto, esta pressente a situação e com medo de perder o filho querido, agita-se e acorda.

Acordada, Elizete ainda sente o perigo e sabe que pode perdê-lo. Uma onda de pensamentos doentios a invade. É melhor morrer a perder o filho. A iminência de um suicídio põe em sobressalto toda equipe socorrista.

Alteram a estratégia e recorrem a Julia, empregada doméstica de Elizete e que era médium, atuando em um Centro Espírita próximo. Convocada, a mulher aceita o serviço de apoio. Sintonizada vai até a patroa convidando-a a fazer uma oração e a ir ao Centro Espírita. Nada consegue. A mulher não recebe com interesse o apelo da serviçal.

Arquitetam outro plano, novo e audacioso. Adoecer Elisa, a filhinha de Elisete, irmã de Raul. Com a filhinha doente ela se sente culpada por abandonar a menina. Inconscientemente, abre mão do apego ao filho desencarnado e esquece a idéia de suicídio.

Florinda, médium experiente do Centro Espírita, convidada pela empregada vai visitar Elizete e nesse encontro a Equipe Espiritual consegue realizar o desligamento de Raul livrando-o da mãe.

Desligado e sem uma condição satisfatória Raul entra num processo de Autismo, ausentando-se de tudo e de todos. Neste estado é levado a sessão mediúnica para receber auxilio. O universo de energias de amor que ele encontra no momento mediúnico acalenta-o. Sente-se reconfortado, revigorado.

Sintonizado com a médium, Raul vê a ex-namorada oferecendo um universo de carinho e compreensão que restaura suas forças e faz com que ele "volte" à vida.

Com o sucesso do empreendimento os Espíritos Coordenadores encaminham Raul para uma estância localizada na dimensão extrafísica, acompanhado de Elza, a ex-namorada e abnegada servidora.

O que posso dizer, disso tudo, é que a principal causa do autismo seja ele aqui na Terra ou na dimensão espiritual pode ser o desarranjo no sentir, no querer e no doar-se.

Na verdade, o amor é uma força que todos possuímos. Apenas não temos aprendido a aplicá-la. Encontramo-la desequilibrada nas paixões, perturbada no ciúme, transfigurada no ódio, controvertida no egoísmo e sublimada nos anjos.

Como exercício, ofereço para vocês este, que significa um verdadeiro recomeço para que o estágio terreno seja um tempo de paz e alegria em seu coração.

ÚTERO MATERNO - O recomeço

Respire e Inspire. Sinta-se envolvido por uma luz branca, fresquinha que te envolve e conforta. Inspire mais uma vez, iluminando-se internamente.

Visualize sua mãe. Olhe-a com ternura e gratidão. Pense na beleza da vida. Está aí na sua frente a criatura que você escolheu para lhe dar a vida.

Tenha coragem e inteligência para perdoar mágoas e amar intensamente esta criatura divina. Sinta esta energia que te envolve. Deus está presente.

Agora, sinta-se diminuir. Você é um ponto de luz. Sinta-se abraçado, envolvido no corpo de sua mãe.

Mergulhe no útero de sua mãe. É o seu renascimento.

Você está envolvido por uma água aquecida. Há sons em torno de você.

Ouça o bater do coração, o sangue circulando ao seu lado. Você está nascendo. Sinta-se crescer. Os braços, as pernas, a cabeça.

Surge um canal à sua frente. Uma força. Um sopro movimenta seu corpo e você vai para este canal.

Atravessando o canal, surge um campo de flores. Sinta o perfume das flores, o cantar dos pássaros.

Abra os olhos. Você renasceu. Diga: Obrigado, Senhor. Pela vida e pelo corpo. Obrigado, mãe.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2009, 11:41
OLa Amiga Sandra
Muita paz

      É sempre importante fazermos pesquisa e compartilhar porque este tema é deveras muito importante e todos os pouquinhos que possamos contribuir serão benvindos...Grato.

     Muita paz e harmonia

   VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2009, 11:42
Autismo: abordagem espiritual


     Desinteressado de qualquer espécie de comunicação com seus semelhantes, murado dentro de si mesmo, o autista vive em um mundo de isolamento e alienação. Os cientistas que buscam implodir essa barreira trabalham baseados em hipóteses diversas e conflituantes, utilizando uma gama imensa de abordagens e terapias.
     Ignoram apenas um aspecto, de que ;o de que o ser humano, como espírito imortal, preexiste à actual existência, a qual é consequência de actos e pensamentos de muitas encarnações anteriores, nos mistérios dos séculos. Nada mais plausível do que recorrer a conceitos espirituais para a compreensão e a terapia do autismo ou de qualquer outro problema de Comportamento como ensina Herminio C. Miranda.O que dizer depois disso, quando ele vê o autista sob a óptica da psicologia espírita e o conflito de uma alma fugindo de si mesma? Afinal, como começam a dizer alguns estudiosos mais arrojados, há vida antes da vida, vida depois da vida e vida entre as vidas. E alertamos para ;que tratem com o devido respeito as minorias. Sem racismo, sem machismo, sexismo ou preconceitos de qualquer natureza.
   Mesmo porque o preconceito é coisa burra, que se torna ainda mais evidentemente tola quando posta no contexto da realidade espiritual. Somos espíritos imortais, sobreviventes e reencarnantes. Sexo, raça, cor, nacionalidade, posição social não passam de posições transitórias, por mais que durem nossas vidas na carne    Conflitos entre mundos diferentes  Descobre-se em pesquisas de diversos autores de notável saber sobre o tema que uma autista vivia numa zona fronteiriça, terra de ninguém entre um território que ela consideraria mais tarde, com melhor nível de lucidez, meu mundo; e o outro lado, onde ficava o mundo;, pois eles não se mostram nada interessados em vir ao nosso encontro, já que há na mente do autista nítida distinção ainda que inconsciente entre meu mundo e o dos outros .
     Quanto menos contactos com a vida no mundo, melhor. A pessoa que está naquele corpo físico recusa-se a executar qualquer programação que a leve a ser aprisionada pelas rotinas da vida material. Não se considera na actualidade (há uma polémica constante) que o autismo é uma desordem biológica. A ciência continua a discutir sua origem. Os especialistas tratam de cada caso dentro de seu
ponto de vista céptico/científico para expressar suas teorias, pois desde Leo Kanner, o descritor da síndrome em 1943, quase nada mudou para definir o conceito da síndrome. Cada autor expõe seu ponto de vista de análise de uma forma que, discutida ou comparada, nada altera no status quo da doença. Alguns mais corajosos, digamos assim, afirmam que o autismo é de natureza biológica, enumerando outras doenças que danificam o sistema neurológico. Em seguida, sou obrigado a me decepcionar quando a ciência não considera o autismo como psicose, mas sim como distúrbio global do desenvolvimento. A meu ver, um contraria o outro. Todos são susceptíveis no cuidado de não querer ferir algum colega que
se adiantou ou tem receio que, na frente, a crítica ou a ética médica sejam muito duras com suas opiniões. Diferentes graus de autismo, Ficamos com o pensamento de que a impressão é que não há propriamente autismo, mas autistas em diferentes estágios, graus e níveis de distúrbios mentais e emocionais. O máximo que se poderia fazer em termos de consenso seria dizer que, dentre os sintomas básicos atribuídos à síndrome, cada autista apresenta diferentes ênfases sobre esta ou aquela característica. Em outras palavras, a pessoa é autista não porque tem o cérebro danificado, mas tem o cérebro danificado porque não quis ou não conseguiu transmitir a ele, no período crítico da formação, os comandos mentais necessários ao seu correcto desenvolvimento. Pois bem, após esta exposição na qual enveredamos por diversos caminhos, onde quero chegar? Ora, tudo isto faz parte do lado bio-psico-sócio-espiritual, linha mestra enfocada, mas não
admitida pela ciência como um todo. Senão, vejamos. Dispendemos todos os esforços para superar dificuldades que se encontram em nosso caminho. O que não fazemos é porque deixamos de reflectir que reveses ou contratempos passageiros foram criados por nós mesmos, com nosso livre arbítrio, pelo mau uso da energia divina durante inúmeras encarnações aqui na Terra. Devemos acreditar que aquela massa compacta de energia mal qualificada e gerada na nossa consciência por todo um esforço concentrado em prol dos nossos autistas é agora de uma espessura bem mais fina do que foi há algum tempo. Nosso esforço em afastar coisas rudimentares de nossa consciência humana apenas produz bons frutos em nossa árvore da vida. Perseveramos em nossos propósitos. Dirigimos a atenção aos nossos amigos siderais e, muito mais depressa do que imaginamos, obtemos vitoriosas conclusões. O indivíduo, quando encarna, traz em suas mãos uma agulha e, através do orifício desta agulha, passa o fio da vida. Cada ser humano deve concluir o seu modelo e ninguém pode tirar a agulha das mãos do próximo, nem dar um ponto sequer no modelo da vida de seu semelhante. Assim como o orifício é condicionado à eficácia da agulha, assim também o espírito é o doador da vida do homem. A personalidade humana, ou o ser externo, representa o exemplo da agulha usada para unir as partes do modelo, que deve se manifestar através das experiências individuais de cada pessoa. Por misericórdia, a lei divina permite intervenções, seleccionando os fios dos pontos errados da costura, afastando-os do modelo enquanto se processa a purificação do espírito. A lei divina também permite à vida, por meio de contemplação, meditação ou outra forma de esforço, oferecer ao indivíduo que se encontra no caminho espiritual o auxílio de seres perfeitos, quando estes revelam de que maneira os pontos devem ser costurados. Também pode ser apresentado ao costureiro, ou seja, o espírito protector, um molde ou desenho do modelo previsto. No entanto, a verdadeira costura deve ser executada pelo esforço do próprio indivíduo, do princípio até o fim. E quando falamos de um autista? A única diferença é que, neste caso, existe um interlocutor (médium) experiente e que já atravessou inúmeras etapas com ele, pois muitas vezes uma simples frase proporciona uma forma - pensamento que permite ao autista compreender que um esforço auto-consciente deve preceder o apelo. Muitas vezes, os amigos siderais transformam modelos errados em perfeitos e, quando eles os vêem, desejam novamente trazer à tona o plano perfeito da vida, da beleza, compreensão e paz. Usando o auto-controle Quando um autista aprende que é necessário um autocontrole e começa a transformar todo erro que o uso do fio da sua própria vida proporciona em seu coração, trazer o domínio sobre toda energia e vibração em seu próprio mundo e depois, com maiores possibilidades de aptidão, dar o prémio da alegria aos seus protectores. Para os sábios, a vida é uma bondosa professora que distribui as grandes dádivas directamente do seu silencioso coração. Para as pessoas de compreensão limitada, a vida é uma professora severa, apenas com a intenção de ensinar cada expressão para seu autista.     Se o autista pudesse demonstrar reflexão, falando quando ouve ensinamentos frequentes mais do que seu próprio silêncio, então seus corpos mental, sentimental, etérico e físico estariam suficientemente preparados para ouvir um hino, a linguagem dos pássaros e compreender o delicado silêncio da noite. Quando o autista consegue isto é porque está sintonizado com a vida física de tal maneira que pode submergir seu próprio coração pulsante, onde vive seu santo ser crístico.

Enviado por Nilton Salvador

publicado na edição 13 da Revista Cristã de Espiritismo. Ao reproduzir o texto favor citar o autor e a fonte.
Revista Cristã de Espiritismo
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2009, 11:51
"A CIÊNCIA NÃO DESCOBRIU A CAUSA DO AUTISMO, E ATÉ HOJE NÃO HÁ UM TRATAMENTO QUE ALCANCE A CURA".

A ciência não descobriu a causa do autismo, e até hoje não há um tratamento que alcance a cura. O escritor Hermínio Miranda fez uma pesquisa profunda e dedicada sobre o assunto que se tornou um grande sucesso editorial, "Autismo - uma leitura espiritual". Na Bienal do Livro de 2000, em São Paulo, SP, Hermínio foi surpreendido por dezenas de crianças e adultos entusiasmados envolvendo-o carinhosamente.
Era um grupo de autistas com seus pais, consolados e esclarecidos pela leitura do livro, prestando ao autor uma comovente e merecida homenagem. Nessa obra, cuja leitura recomendamos, Hermínio diz: "O autismo continua sendo um desafio, um enigma, uma esfinge. De minha parte, estou convencido de que alguns dos seus aspectos nucleares somente se abrirão ao nosso entendimento a partir da introdução da realidade espiritual no modelo com o qual abordamos".
Segundo o pesquisador, a causa seria "um sentimento de culpa não resolvido, suscitado por um desvio de comportamento", ocorrido em vidas passadas. Contudo, o autismo não é um castigo, mas um instrumento de aprendizado, de "ajuste da consciência ética fustigada pelo arrependimento ou remorso e desejosa de se pacificar", conforme explicou Hermínio, no livro.
A ciência não fará progressos apenas esmiuçando o cérebro célula a célula. O materialismo é um véu posto entre a realidade e os olhos dos ciestistas. Finalizamos com as lúcidas palavras de Hermínio: "Estou convencido de que avanços mais significativos na melhor definição da etiologia do autismo continuem na dependência da aceitação do ser humano com entidade espiritual preexistente, sobrevivente e reencarnante.
Essa realidade precisa ser aceita em bloco, sem mutilações.
Editorial - R.C.E.

AUTISMO: UMA QUESTÃO DE ECTOPLASMA?

O Médico Espírita desperta nas pessoas uma esperança de que pode solucionar as mais difíceis patologias da medicina, e talvez tenham razão. Quando nós, médicos espíritas, exercitamos com mais consciência e fé a nossa mediunidade intuitiva, ou seja, aprendemos a permanecer conectados, através da expansão de consciência, com o indispensável mundo paralelo onde as equipes espirituais, nossos mestres, nos ensinam ou nos querem ensinar como desvendar os mistérios ou dificuldades da medicina e de todas as ciências do Planeta.

Foi através do exercício ou expansão da consciência, através da sensibilidade dos médiuns de nosso grupo de estudo, é que tivemos êxito com o caso do menor Rafael, um autista, filho de mãe desquitada, pobre, que sobrevive de lavados domésticos; o qual após peregrinar por vários consultórios médicos e instituições psiquiátricas, chegou ao nosso atendimento fraterno, às quintas-feiras no Centro Espírita Lar de Jesus, já com diagnóstico médico de Autismo, mostrando total desligamento da realidade cognitiva, olhar distante, balbuciando ocasionalmente alguns ruídos, entendidos com grande dificuldade por sua mãe.
Rafael chegou ao nosso atendimento com dez anos de idade e sua mãe dona Maria de Jesus, desesperançada quanto à saúde mental de seu filho. Nós a encorajamos a ter fé, acreditando no amparo divino através das equipes espirituais que assistem a todo o Planeta dirigido pelo nosso mestre Jesus. Daí então, nós encaminhamos o garoto para tratamento de desobsessão, já que, além de Autista, a percepção de vibrações de baixa frequência era evidente.

Na cabine de passe, aplicamos durante seis meses, uma vez por semana, às quintas-feiras, deitado em uma maca, o que chamamos de Realinhamento de Chacras ou técnica das polaridades, usada em nossa clínica particular Núcleo de Terapia Transpessoal.

Vou citar um caso que ocorreu na clínica, para explicar porque usamos a técnica de Realinhamento de Chacras em Rafael. Certa vez, uma paciente entrou em nosso consultório com forte crise de cefaleia crónica, a qual usava há quatro anos potentes analgésicos e antidepressivos, medicados pela clínica psiquiátrica, mostrando no seu rosto profundo e doloroso sofrimento. Foi levada por mim a deitar-se no divã, onde fiz a pergunta: como a dor de cabeça naquele momento era representada?
A paciente logo entrou em regressão, vivenciando uma cena de tortura em que sua cabeça era comprimida por uma prensa em forma de arco, em torno de sua cabeça, vindo a desencarnar por esmagamento do crânio, causa de sua dor de cabeça. No término da sessão, a dor de cabeça tinha desaparecido, mostrando ela agora a face descontraída e feliz. Quando pedi para a paciente levantar-se e ir ao encontro de seu esposo, que a aguardava na sala de espera, a paciente de pé, próxima ao divã, parou e me disse: "Doutor, não consigo sair deste lugar".
Eu insisti, mas a mesma repetiu que não conseguia andar, eu então pensei: "e agora! O marido esperando lá fora..." Foi então que mais uma vez, fora as outras centenas de vezes, o telefone espiritual, através de nossa mediunidade intuitiva, alertou-me que aquela paciente acabara de incorporar, conectar com uma entidade, sendo também uma médium consciente. Aliviei os músculos, a tensão, e mais facilmente veio o intercâmbio, me trazendo uma nova solução para aquela situação sem precisar doutrinar a entidade, já que aquela senhora não era espírita, e parecia assustada.

O recém-chegado colega Cícero Vasques, da sala ao lado, que trabalha com Massoterapia, Reiki, Realinhamento de Chacras, e sabendo eu que entidades errantes se conectam através do Chacra Esplénico, fez-me lembrar que um realinhamento desconectaria a entidade do médium, e foi então que pela primeira vez e com a ajuda do prof. Cícero Vasques, o qual, solicitado por mim, aplicou o realinhamento, obtivemos êxito imediato, após o último movimento da técnica.
Voltou a paciente de súbito à sua consciência de vigília, resolvendo assim esse novo desafio. Em seguida, agradecemos a assistência espiritual. Passamos então, a partir desse dia, a aplicar nos pacientes ditos pré-psicóticos ou incorporados a técnica do Realinhamento de Chacras, para desconectar o agente teta que, através da elevação da frequência vibratória do paciente, por um melhor fluir da energia vital, facilitando a abertura de seus Chacras, mantêm a entidade desconectada pelo menos por 48 horas, enquanto se faz uma outra abordagem terapêutica.

Voltando ao caso de Rafael, foi essa técnica que aplicamos com a intenção de ajudá-lo a retornar ao seu próprio corpo físico, já que o autista mantém-se dissociado de seu corpo por escassez de ectoplasma, informação essa passada a nós em reunião mediúnica por equipe científica do plano espiritual, que nos orientou desde o início do tratamento a manter o Realinhamento dos Chacras em Rafael, mas com a participação principalmente de médiuns de efeito físico ou de sustentação de nossa equipe de desobsessão, com a finalidade de doar o ectoplasma necessário ao acoplamento total de Rafael ao seu corpo físico, o qual, a cada das sessões seguintes, mostrava-se centrado mais no presente, passando então a falar e procurar pelas pessoas do atendimento fraterno.

Já está com um ano que Rafael entrou numa escola especial, já sabe ler, o que aprendeu a fazer sozinho, e também já escreve com boa caligrafia, e já se compreende o que ele fala e seus desenhos expressam com clareza seu pensamento, mostrando grande inteligência, principalmente através de seus desenhos arquitectónicos de fachadas de edifícios.

Na impossibilidade de ir à escola por dificuldade de transporte, Rafael se aborrece e se agita desesperadamente. Ele gosta de ir a escola porque é lá que ele tem aprendido a desenvolver boa comunicação e relacionamento interpessoal. Já estamos com o segundo caso de Autismo, há um mês e meio e com seis sessões de desobsessão e realinhamento, observamos excelente resultado no garoto. Sua mãe, senhora esclarecida e de nível superior, também já nos falou da visível melhora com esse tratamento, após ter andado por várias capitais e instituições do País, sem resultado evidente.
O seu depoimento é que o filho G..., nunca, em lugar algum, teve um avanço expressivo, como com essa abordagem terapêutica, feita por um grupo de sensitivos encarnados e desencarnados. A sua maior alegria, nesses últimos dias, foi o fato de seu filho ter falado pela primeira vez formando frases, o que não acontecia antes, pois era monossilábico, o que dificultava a sua comunicação, levando-o a chorar com frequência quando queria ser entendido e não conseguia.

Portanto, fica aqui o nosso estímulo para que continuemos exercitando a conexão com nossos irmãos sábios e bondosos que nos assistem e torcem pelo nosso sucesso.

COMUNICAÇÃO COM OS RECÉM-NASCIDOS

Por ser psicoterapeuta há seis anos e médico pediatra há 20 anos e trabalhar no berçário da Maternidade Dona Evangelina Rosa, passei, durante os meus plantões semanais, a ter comunicação com os recém-nascidos, tentando obter deles respostas convincentes de que estavam me ouvindo e me entendendo. Isso porque, nas regressões de memória feitas em adultos, os mesmos relatavam minúcias de sua vida intra-uterina, citando pensamentos, sentimentos e emoções de sua mãe e mesmo das pessoas ao seu redor.

Tive uma cliente que, vivenciando sua vida intra-uterina, descobriu que sua mãe não era sua mãe biológica, mas sim adoptiva. A sua mãe biológica era prostituta, e até a estampa da roupa da sua parteira ela relatou. Quando chegou em casa, confirmou a veracidade de sua experiência, causando assim fortes emoções que foram equilibradas nas sessões seguintes.

As minhas próprias experiências de vida intra-uterina reforçaram minha convicção de que aqueles recém-nascidos podiam me entender e se comunicar comigo. Foi o que fiz e faço há mais de quatro anos. No início tive que conversar com os recém-nascidos, e ao mesmo tempo filmar, documentar a experiência, pois o pessoal da enfermagem, sabendo que sou espírita e ao solicitar ajuda na filmagem, se negavam dizendo: "Doutor, eu não gosto dessas coisas não".
Tive que fazer tudo só, mas com o passar das experiências e elas (enfermeiras), mesmo à distância presenciando os resultados positivos das comunicações com os recém-nascidos, passaram a se aproximar, me auxiliando e também conversando com os mesmos e descobrindo os seres que, embora pequenos e frágeis, são inteligentes e conscientes do que acontece ao seu redor.

A comunicação com os recém-nascidos é feita com minha apresentação, aos mesmos, como médico do plantão, e digo que sua permanência no berçário ou incubadora, longe de sua mãe, não é porque ela queira, mas porque os mesmos estão se adaptando ao corpo físico, que está nesse momento debilitado ou imaturo. Faço uma programação positiva pedindo aos mesmos que não se deixem agredir por bactérias, vírus ou fungos e que desenvolvam seu sistema imunológico, pois eles não estão sós, e podem fazer isso.
E digo em seguida: "se você estiver me ouvindo e entendendo, me dê uma resposta: movimente seu braço direito, esquerdo, abra os olhos, movimente a perna direita, esquerda etc.". Insisto uma, duas, três, cinco ou dez vezes, dependendo do estado do recém-nascido ou do meu próprio, mas sempre me dão uma resposta, movimentando o membro solicitado ou fazendo a expressão pedida. A dificuldade nas respostas é comum com os recém-nascidos nas primeiras 24 horas, talvez devido à ocitocina que, após o parto, deprime tanto a mãe como o recém-nascido.

Com esses resultados, o respeito, os cuidados, a atenção aos recém-nascidos foram dobrados e mantidos. As agressões verbais aos recém-natos, devidas ao cansaço do corpo clínico da maternidade e por razões conhecidas nossas, foram superadas em atenção aos pequeninos seres, reconhecidos com inteligência desde a fecundação e com certeza, para uns, antes disso, extremamente sensíveis ao que se passa e se fala ao seu redor.

O resultado não podia ser outro senão a recuperação mais rápida e eficiente de sua saúde, mesmo nos casos mais graves do berçário como as septicemias e membrana hialina. O resultado positivo dobrou, quando passamos a convocar os pais e a ensiná-los a se comunicar e programá-los positivamente.

A nossa sensibilidade ou mediunidade, favorecida pelo nosso estado mental e espiritual, é fundamental para acessarmos o campo mental do recém-nascido e de todos os seres. Os colegas médicos e assistentes que melhor se comunicam com os recém-nascidos são exatamente aqueles mais religiosos, que fazem suas orações, lêem o evangelho e meditam nas mais diversas religiões.

Dr. José Ribamar Tourinho - A.M.E. - Brasil

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Ana Ang em 18 de Fevereiro de 2009, 12:53

Olá, amigo Victor :)

Folheando um periódico espírita, deparei-me com essa entrevista muito interessante:


Muito além dos neurónios

Carlos Eduardo Sobreira Maciel

Muito além dos neurônios foi o título do segundo painel ocorrido no primeiro dia do Medinesp, o congresso internacional da Associação Médico-Espírita do Brasil, realizado de 7 a 9 de junho, no Maksoud Plaza, na capital paulista. Nele, um dos palestrantes, Carlos Eduardo Sobreira Maciel, especialista em Psiquiatria, do corpo clínico do Hospital Espírita André Luiz, de Belo Horizonte (MG), membro do Grupo de Estudo de Espiritismo e Psiquiatria da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais (AME-MG) e vice-presidente da entidade, abordou o tema Neurônios-espelho, autismo e marcas espirituais, tratado na entrevista abaixo:

Neurônios-espelho, autismo e marcas espirituais

Ismael Gobbo

Folha Espírita - A mídia científica está dizendo que as recentes descobertas sobre os neurônios-espelho são um dos achados mais importantes das neurociências nos últimos tempos. Isso é verdade?
Carlos Eduardo Sobreira Maciel - De fato, a descoberta dos neurônios-espelho constitui um avanço muito importante no sentido de termos agora alguma resposta mais profunda no tocante à causalidade do autismo. Todavia, como a descoberta diz respeito apenas à causalidade biológica, para a visão médico-espírita ainda é algo muito restrito.

FE - Alguns cientistas até ousam dizer que essas células irão fazer pela Psicologia o que o DNA fez pela Biologia. Por quê?
Maciel - Eu reafirmo o que disse anteriormente, que a descoberta é importante. Acho que ela esclarece muito, em nível celular, sobre a relação entre os indivíduos, porque nos possibilita identificar as emoções, os atos e as intenções alheias, colocando-nos numa relação empática com o outro. Eu acredito que isso pode servir de subsídio para a Psicologia e para muitos estudos, mas considero ainda muito cedo para compará-la com o que hoje se sabe do DNA.

FE - O que são neurônios-espelho?
Maciel - Neurônios-espelho são um conjunto de células cerebrais que têm a função de refletir no cérebro do observador um ato realizado por outro indivíduo. Por exemplo: essas células são ativadas em meu cérebro quando eu pego um copo d'água. As mesmas células são ativadas em alguém que me observa. Então elas espelham no cérebro de outro indivíduo, o observador, aquilo que estou fazendo. Portanto os neurônios-espelho nos permitem uma compreensão visceral daquilo que observamos, não só as ações, mas também as emoções.

FE - O que é autismo?
Maciel - O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento que se manifesta antes dos 3 anos de idade. Ele se caracteriza por um desenvolvimento anormal e por alterações em três áreas: interação social, comunicação e comportamento.

FE - Por que ele acontece?
Maciel - A maioria dos casos de autismo tem causa desconhecida. Alguns decorrem de condições médicas, dentre as quais infecções intra-uterinas como a rubéola congênita, doenças genéticas como a síndrome do x-frágil, e a síndrome fetal alcoólica provocada pela ingestão de álcool pela mãe durante a gravidez. Essas são as mais comuns. Todavia, as causas na maioria das situações são desconhecidas, um verdadeiro mistério para a ciência.

FE - Existe tratamento para o autismo?
Maciel - Do ponto de vista médico podemos dizer que não há um psicofármaco específico para tratar o autismo. Os medicamentos utilizados são ministrados para controlar as agitações psicomotoras e as auto e heteroagressões produzidas pelos indivíduos autistas. O autismo é uma doença muito complexa que requer uma abordagem multidisciplinar envolvendo educadores, psicólogos e terapeutas ocupacionais, visto que requisita atenção para as questões educacionais e de socialização. Como médicos espíritas, sabemos da importância da terapêutica complementar espírita que a Doutrina nos recomenda. Nessa patologia, via de regra, há severos débitos passados com conseqüente obsessão espiritual, o que indica o tratamento desobsessivo, aplicação de passes e uso da água fluidificada.

FE - E o que são as marcas espirituais sobre as quais você fala?
Maciel - Essa é uma terminologia genérica que utilizamos para tratar do assunto ao nos referirmos à causalidade mais profunda do autismo. Encontramos nas obras da literatura médico-espírita esclarecimentos sobre as causas e o processo de formação dos sintomas, o que nos proporciona uma nova leitura dos sintomas autísticos, em que cada indivíduo é visto sob a ótica reencarnacionista. Importante lembrar aqui o processo de formação do autismo a partir do momento da reencarnação, quando se vislumbra a consciência do indivíduo marcada pela culpa, acarretando lesões no seu perispírito e conseqüente impressão na formação do sistema nervoso do novo corpo e os sintomas autísticos advindos dessa impressão.

FE - Seria uma deformação perispirítica?
Maciel - São duas as possibilidades de formação do autismo. Uma delas, como já disse, seria o reencarnante que sofre o efeito das marcas que traz no perispírito. Esses danos perispirituais levam às lesões do sistema nervoso, que, por sua vez, desencadeiam as manifestações de natureza autista. Nesse caso o indivíduo não consegue se comunicar por causa de deformações ou lesões nos corpos astral e físico. A outra possibilidade seria esse espírito, marcado com a consciência da culpa, temendo uma reencarnação compulsória na qual colherá os efeitos de faltas passadas. Segundo os mentores da associação, choques frontais e desvios graves do passado provocam esse sentimento de culpa. Nessa situação, o espírito rejeita a reencarnação, provocando o autismo. Ocorre um severo processo de auto-obsessão por abandono consciente da vida, um auto-encarceramento orgânico. Nesse caso, mesmo não havendo uma lesão direta do perispírito, a rejeição à reencarnação e a recusa à comunicação
danificam o cérebro.

FE - Então o autismo pode ser considerado uma marca espiritual?
Maciel - Sem dúvida, as raízes desse comportamento são encontradas em tempos remotos vividos pelo espírito milenar. Segundo Bezerra de Menezes, no livro Loucura e Obsessão, muitos espíritos buscam na alienação mental, através do autismo, fugir do resgate de suas faltas passadas, das lembranças que os atormentam e das vítimas que angariaram nesse mesmo passado.

FE - Há casos de autistas que alcançaram a cura total?
Maciel - É uma situação muito rara. Mas há casos na literatura de pacientes que alcançam uma certa autonomia e uma melhora surpreendente, inusitada e muito incomum. Há inclusive livros publicados por esses autistas. Mas há que se ter cuidado com o diagnóstico, porquanto há casos rotulados de autismo que na realidade não o são. O autismo é uma doença complexa até no sentido de se fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças.

FE - Quais os livros que os interessados poderiam consultar para melhor conhecer o autismo?
Maciel - Recomendo especialmente o livro de Hermínio Miranda Autismo - Uma Leitura Espiritual.

FE - Qual a mensagem que você deixaria aos pais e familiares espíritas e não espíritas que convivem com autistas e buscam uma resposta para o problema?
Maciel - Eu diria que o mais importante na lida com esses pacientes é não se esquecer que eles são nossos semelhantes bem profundos, com nível evolutivo bem próximo ao nosso. Segundo os mentores da Associação Médico-Espírita, uma das poucas diferenças que há entre nós e eles é que estamos num nível um pouco melhor de boa vontade, mas nossas faltas são praticamente as mesmas. Temos, portanto, a bendita oportunidade de ocupar, temporariamente, a posição de "cuidadores". Eu enfatizaria aos pais a importância do exercício da tolerância, da empatia, da compreensão e da paciência com seus filhos, tendo em vista que o que lhes falta não nos pode faltar. Temos de nos colocar na posição deles a fim de compreendê-los e amá-los.

Disponível aqui (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbWVicmFzaWwub3JnLmJyL3BvcnRhbC8/cT1ub2RlLzQ5)

Abraços fraternos!
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 27 de Fevereiro de 2009, 18:10
Autismo e Mercúrio

O autismo está associado a disfunções do sistema nervoso e há quem o atribua ás vacinas e ao mercúrio que elas contêm e que é usado como conservante.

Toda a gente sabe o quão venenoso é o mercúrio, o chumbo e outros metais pesados.

A ingestão, inalação ou absorção pela pele, destas substâncias pode resultar em situações como o autismo, atraso mental, doenças, cansaço ou o sindroma do Golfo.

No entanto o mercúrio das vacinas ainda não está comprovado sendo uma causa do autismo ou pelo menos não é assumido por ninguém, acabando por ser apenas uma hipótese.

Sendo apenas uma hipótese, ela não deixa de ter boas bases cientificas e hoje os laboratórios começam a abandonar o uso do mercúrio como conservante em parte devido á pressão da opinião pública.

No entanto mesmo que essa seja uma das razões para o autismo, ela não é a única razão. Infelizmente hoje em dia os partos deixam muito a desejar apesar de todo o apoio que as mãe recebem.

A posição durante o parto não é a melhor e hoje em dia com a maior idade das mães, os ossos da bacia têm mais dificuldade em "abrirem".

Como se não bastasse, o stress do dia a dia que toda a gente vive, cria demasiada tensão no corpo e na área pélvica o que aumenta a dificuldade no parto.

Se juntarmos todas as substâncias a que hoje estamos sujeitos como tabaco, álcool, poluição (sobretudo os gases de escape dos automóveis), podemos ver que estamos a viver num mundo demasiado poluído e que pode agravar toda esta situação.

A observação de crianças autistas tem mostrado que existe demasiada compressão a nível dos ossos cranianos e uma fraca mobilidade (frequentemente sem mobilidade) dos mesmos.

Sabendo-se que para existir um bom desenvolvimento cerebral é necessário uma boa mobilidade dos ossos cranianos, facilmente se compreende que há necessidade de devolver a mobilidade aos ossos cranianos.

Hoje existem terapias que devolvem a mobilidade aos ossos cranianos e melhoram todo o funcionamento do sistema craneo sacral que é um sistema que tem sido descurado pela medicina mas que é extremamente importante para o bom funcionamento do sistema nervoso.

é o sistema cranio sacral que cria todo o ambiente fisiológico onde o sistema nervoso central, vive, funciona e se desenvolve.

Desta forma hoje pode-se fazer muito para melhorar quer o autismo quer muitos problemas do sistema nervoso como dislexia, hiperactividade, desordens de atenção, etc.

Algumas dessas terapias são a Terapia Sacro Craniana e a Libertação Miofascial pois trabalham todo o sistema craneo sacral melhorando dessa forma todo o sistema nervoso.

Uso sobretudo a Libertação Miofascial em virtude de ser mais rápida no trabalho cranio sacral e em virtude de também trabalhar todo o corpo.

Ela é também muito mais rápida e eficaz e dá muitas mais respostas do que a Terapia Sacro Craniana (Cranio Sacral) .

José Carlos Santiago
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 28 de Fevereiro de 2009, 19:14
AUTISMO

SERVIÇO INEGOÍSTA

As pessoas física e mentalmente perfeitas, é certo que mereceram em algum tempo de suas vidas, este estado.

Um autista bem trabalhado por pais e especialistas responsáveis, pode ser comparado a um fortuito raio de sol que brinca no semblante de uma pessoa agradecida, mas que também poderá desaparecer, quando a primeira nuvem passageira surgir.

Ele como indivíduo, que foi um total receptor de ensinamentos, comprova ter iniciativas próprias e faz usos das suas faculdades mentais, apesar de limitadas até onde não sabemos, e é capaz de fazer o raio de sol ressurgir.

Ele já tem consciência da força criadora do seu corpo mental, do emocional através um trabalho mútuo, de energias físicas que são dirigidas para o seu corpo físico.

O autista que receber um trabalho dedicado e consciente, não terá obstáculos, pessoa, ambiente, situações ou desarmonia que poderá perturbar seu sossego, paz ou segurança.

A Lei de Causa e Efeito atua enquanto não se consumirem, totalmente, as responsabilidades adquiridas.

Os autistas que se responsabilizaram por participar de uma nova arrancada espiritual, nem sequer aproveitaram o prazo determinado pela misericórdia, para cada alma, de acordo com a carga e o peso das suas experiências terrenas.

Alguns aceitam obrigações desta natureza, conscientes do auto-sacrifício de muitas encarnações que na maior parte das vezes, são injustiçadas por aquelas pessoas que recebem maior proveito e bênçãos.

O autista, submetido a experiências, provas e aprendizado, desenvolve-se espiritualmente, também seus familiares e aqueles que o cercam, pois faz deles um campo de trabalho, construindo no lar, a harmonia e a paz, a pureza e o amor.

Não existe melhor professor, técnico ou especialista do que a manifestação das boas ações.

Temos que procurar incessantemente vencer as discriminações e os preconceitos para continuar sonhando com o desenvolvimento da busca e o conseqüente encontro da cura do autismo.

Gananciosamente agarrar-se às nossas virtudes e êxitos por meio da nossa própria e livre vontade.

Quando o homem se convencer que é aquilo que ele mesmo criou, mesmo que no íntimo não o desejasse, como as causas, os efeitos, os apontamentos e recordações da sua vida que se manifestaram como imperfeições, conscientes das amarguras da vida, os incômodos e ódios, nos medos, nas alucinações e limitações, finalmente encontraremos a misteriosa chave da felicidade que tanto buscamos.

Nílton Salvador
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: koge em 09 de Março de 2009, 21:21
Como a espiritualidade responde a questão da união de pais adotivos com uma criança autista pois há uma constante alegria por um lado e por outro um sofrimento de ver o filho passar por tudo isso durante toda uma vida e agredir os pais sem ter o autista culpa nenhuma. Aguardo uma resposta!
Obrigada.
Sueli


Todos nós somos espíritos em evolução, todos temos objectivos a cumprir aqui nesta passagem por este plano terreno, a Familia  sendo um elo com uma enormidade de aprendizado que nos faz ter encontros e desencontros, pela felicidade dum filho, pelo crescimento duma alma, pela valorização da vida, e educação espiritual, o Pai coloca-nos muitos testes para em oportunidade podermos fazer fluir o nosso amor, duns para com os outros, e o Autismo é um desses encontros ,onde temos como espíritos estar à altura de vencer estas provas que por negligência, ou fragilidade dum pretérito reactivamos por uma indumentária menos própria aos valores da vida e bom senso, este tema não foge à regra e pede-nos muita presença e estudo, porque ao faze-lo estamos a ajudar muitos Pais que necessitam de apoio quer espiritual , quer intelectual e moral, por isso peço a todos companheiros, que tal como até aqui o aproveitemos e o façamos erguer sempre na maior cordialidade de ideias, sempre com o sentido de todos aprendermos .

Topicos para debate:

*O porquê do Preconceito em relação à deficiência?

*Porque nascemos deficientes?

* O que fazer para valorização da Familia no contexto expiatório?

* O que vemos nesta Simbiose Espiritual?

* Reencarnação no âmbito provacional?

*Porque sofremos?

*Terapia para o Autismo?

*O meio e a deficiência, como inserir sem magoar?

*Porque não educação e convenção de Bolonha, qual os préstimos que pode trazer a estes irmãos?

Videos de apoio

http://omundodepeu.blogspot.com/2008/07/video-o-autismo-existe.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL29tdW5kb2RlcGV1LmJsb2dzcG90LmNvbS8yMDA4LzA3L3ZpZGVvLW8tYXV0aXNtby1leGlzdGUuaHRtbA==)
http://br.youtube.com/watch?v=WPji7WxdwJQ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9V1BqaTdXeGR3SlE=)
http://br.youtube.com/watch?v=MJZDrwk836k (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9TUpaRHJ3azgzNms=)
http://br.youtube.com/watch?v=61hQGzz6CWw (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnlvdXR1YmUuY29tL3dhdGNoP3Y9NjFoUUd6ejZDV3c=)

Livros sobre a temática

Loucura e Obsessão de Bezerra de Menezes
Autismo – Hermínio Miranda
Vida Além da Vida de Hellen Wambach

Sites de apoio

http://www.amebrasil.org.br/portal/?q=node/49 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbWVicmFzaWwub3JnLmJyL3BvcnRhbC8/cT1ub2RlLzQ5)
http:// www,criancadiferente.blogspot.com/
http: // omundodepeu.blogspot.com/

Casos de exemplo

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=02199 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3NvbW9zdG9kb3N1bS5pZy5jb20uYnIvY29udGV1ZG8vY29udGV1ZG8uYXNwP2lkPTAyMTk5)


Bibliografia
Livro Dos Espiritos de Allan Kardec
Livro do Evangelho segundo Espiritismo
Livro Na Luz da Reencarnação   Therezinha Oliveira
Livro Destino e Dor de Rino Curti
Livro Espiritismo e Obsessão de Rino Curti




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Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 10 de Março de 2009, 18:33
OLa Amiga Suely
Muita paz

Citar
Como a espiritualidade responde a questão da união de pais adotivos com uma criança autista pois há uma constante alegria por um lado e por outro um sofrimento de ver o filho passar por tudo isso durante toda uma vida e agredir os pais sem ter o autista culpa nenhuma. Aguardo uma resposta!
Obrigada.
Sueli

   Peço perdão pela resposta longa , mas ela requer profundidade...

       A adopção é um termo ligado à possibilidade de uma mulher que não tem condições biológicas naturais, por infertilidade, por uma série de situações, de, juridicamente, conseguir filhos. Ela tem como base um contexto mais jurídico, do que social, uma vez que, conduzido à senda legal, essa maternidade se torna igual à outra comum. Biologicamente, a mãe não conseguiu ter um filho, mas, após o processo jurídico da adopção, aquele filho passa a ter direitos iguais a um herdeiro biológico.
   É uma maternidade especial porque, apesar de não ser gestada no útero, o é no coração e na mente. As pessoas que se envolvem, tanto o Pai quanto a Mãe e a família, têm de ter uma vontade forte e compromisso com esse ideal, porque as dificuldades jurídicas, familiares, sociais e psicológicas devem ser levadas em conta e são importantes. O momento em que a mãe sabe que está abrigando um novo ser é de reflexão, de compromisso com a vida, No caso da maternidade adoptiva, é uma gestação diferente, em que não há alteração do corpo da mulher, mas, sim, toda uma preparação, que é feita, inclusive, com apoio de grupos de adopção especializados já , pela experiencia adquirida
O espírito poderá escolher quem vai reencarnar e adoptar outro?
        É sempre uma plano diferente em cada caso. Irmãos há que trabalham mais com a ideia adoptiva eles incluem a adopção no seu planeamento familiar. Outras pessoas têm no seu interior essa vontade de adoptar, mas, tem na razão das razão das dificuldades económicas, sociais e familiares, a fuga da mesma , no entanto o tempo poderá colocar-lhes no caminho a resposta para que venham a faze-lo.
  As mulheres encarnadas no meu entender precisam ser mães, sejam, biologicamente ou por adopção   Existem algumas oportunidades, como espírito, ligados à maternidade. Como homem encarnado não posso ser mãe, se for desencarnado também, tanto homem quanto mulher. Ou seja, como mulher encarnada, tenho a única possibilidade de ser mãe, com um índice de 30%.  Daí nascer-se com meios preparados para a maternidade – seios, útero, ovário, etc. Isso é uma certa orientação da espiritualidade que aquele indivíduo deve aproveitar aquela encarnação para evoluir mais rapidamente. E a maternidade é uma oportunidade de evolução maravilhosa.
     Não existem Famílias casuais, e o encontro da família adoptiva não é casual a maioria das vezes, detêm um planeamento superior. A visão da adopção é mais ampla que a reencarnação, de causa e efeito, que nos abriga a ser Pais. Não existe obrigação, existe a lei do amor, que nos oferece uma oportunidade de o ser, daí na adopção podermos usufruir dessa  enorme prenda de crescimento.
   No entanto adopção não é sinónimo de escolha a bel prazer, mas aquilo que a lei nos proporciona encontrar  num Ser que vamos querer compartilhar o Amor com ele, ninguém sabe o que vai encontrar e o desafio paternal está aí, neste cão dos Autistas, sabemos que por excelências são adopções que exigem muito dos protagonistas que entram na vida desse Ser, e se não houver amor em todo o sentido, renuncia e altruísmo suficientes podem sucumbir, perante tal dadiva…
   Minha Amiga fala-me em alegria, em sofrimento, em dificuldade, no entanto , questiono que seria de nós se tudo fosse fácil…estaríamos perdidos facilmente….Estes irmãos necessitam de um AMOR sublime, de entrega, e perseverança, em tudo tem um aprendizado, logo a enormidade da vida está em obter ganhos mesmo debaixo de intempéries, mas repare que sempre com a visão circunscrita do Pai Maior…Nada se faz ao acaso…
  Não existem culpados, nem transviados , mas formas de que a Lei dispoe de nos ajudar a crescer e o acto adoptivo é duma enormidade maior..
   A agressão não existe, porque "cada um segundo as suas obras", no entanto a nuance da vida mostra-nos da necessidade de muito compreender, tolerar, e acima de tudo usar expressão do Amor em toda a excelsitude...Não existem oprtunidades facéis... Existe sim caminhos que todos que ultrapassar e só com o amor sincero e de entrega poderemos tomar o coração desses irmãos e vê-los crescer juntamente com nós...
    Ame ..viva ..sorria-lhe..cative-o teste toda a sensibilidade de Mãe e Pai e verá que a harmonia celestial recairá nas hostes do lar do adoptado e tudo se encaminhará pelo presente até florescer num futuro generoso..


Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 18 de Março de 2009, 19:20
Muita paz

A origem da Terapia Assistida com Animais (TAA) remonta a Inglaterra onde, no final do século XVIII, foi aplicada numa instituição, no âmbito do tratamento de doentes mentais ali internados. Em Portugal, a TAA começa a ser uma aposta forte, aplicada por exemplo em crianças com autismo ou Síndrome de Down, e no acompanhamento a idosos e adultos jovens com problemas diversos, quer funcionais, quer psicológicos, ou que, simplesmente, se sintam sozinhos.

DELFINOTERAPIA: ‘Doutores’ de barbatanas


O uso da "Terapia do Golfinho" para auxiliar no tratamento de crianças autistas ou com défices de origem mental aumenta a capacidade de aprendizagem destas. Além disso, psicólogos vêm adoptando esse tratamento com frequência nos últimos anos.

Há séculos que os humanos têm uma relação muito especial com os golfinhos. A generosidade desses inteligentes mamíferos que vivem nas águas quentes dos oceanos é popularmente reconhecida. Existem várias histórias, acerca de marinheiros salvos por golfinhos, desde a Civilização Grega.

Actualmente os golfinhos estão ajudando crianças que sofrem de doenças como a surdez, o síndrome de Down e o autismo.

O caso mais curioso foi o de um menino britânico de oito anos de idade, Nikki Brice (1998), que nunca havia pronunciado uma palavra porque nasceu surdo. Após três dias de uma terapia especial com golfinhos começou a falar. A história de Nikki soma-se à de centenas de casos de melhoria espantosa obtida com o auxílio desses apaixonantes animais. O sucesso é tão grande que para receber esse tratamento em alguns centros de pesquisa americanos e europeus enfrenta-se uma lista de espera de até sete anos.
Para os médicos e psicólogos do Centro de Terapia Golfinho-Humanos de Miami, ainda não há uma explicação plausível para esse fenómeno. Uma das teorias em estudo, segundo o doutor David Nathanson, que dirige o centro, é a de que os golfinhos usam a sua exclusiva habilidade sonar para identificar desordens neurológicas nas pessoas. É sabido que esses animais têm a capacidade de emitir sons que, ao se refletir em objectos, voltam para eles e são captados pela sua mandíbula inferior, que transmite a informação sonora para o cérebro. Assim, o golfinho consegue formar imagens sonoras baseadas nas diferentes densidades dos materiais atingidos pelo som de seu sonar biológico. Para o neurologista David Cole, que trabalha na equipe de Nathanson, a energia contida nesses sons emitidos pelos golfinhos teria também a capacidade de cura. "É uma energia suficiente para fazer buracos na estrutura molecular de fluidos e tecidos macios", explica. "Então, uma hipótese que começa a tomar forma mostra que esses sons alteram o metabolismo celular do corpo humano, causando a libertação de hormônios e endorfinas, ou mesmo estimulando a produção de células-T (defesa imunológica)."

TERAPIAS COM CAVALOS PARA CRIANÇAS AUTISTAS

As crianças com transtornos de comportamento, dificuldades de aprendizagem ou problemas afectivos, entre elas, os autistas, são os que mais beneficiam da terapia equestre. Este tipo de tratamento deve ser feito sob a supervisão de uma equipa multidisciplinar, sendo o contacto com os cavalos capaz de produzir efeitos positivos que vão desde uma melhor coordenação motora, controlo da postura, concentração até à aquisição de várias competências.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 29 de Março de 2009, 21:58
Sexualidade e Autismo

(Texto extraído do Relatório Preliminar sobre o mesmo tema elaborado em 1992 por Demetrious Haracopos e Lennart Pedersen na Dinamarca com financiamento do Ministério Social Dinamarquês - disponível na íntegra na biblioteca da AMA)

Autismo

Embora a ocorrência do autismo seja pequena (1 caso em 1000), este tem sido alvo de um interesse crescente por parte dos profissionais. As contribuições para a compreensão das causas e da patologia da síndrome vêm de campos diversos como a neurobiologia, neuroanatomia e neuropsicologia, da psicologia cognitiva da psicologia do ensino etc. Hoje aceita-se ser o autismo um distúrbio do desenvolvimento de natureza biológica. A psiquiatria cataloga o autismo como " Distúrbio Abrangente do Desenvolvimento" nos sistemas básicos de classificação diagnóstica CID-10 e DSM III R (Lier et al. 1988).

O autismo pode aparecer nos primeiros meses de vida ou até os 3 anos de idade. A síndrome do autismo apresenta retardo mental e desenvolvimento anormal da linguagem e nas habilidades de comunicação e interação social. Além destes sintomas cardinais, a criança autista apresenta outros desvios de comportamento como hiperatividade, déficits de atenção, e desordens motoras, sensoriais e de percepção. Frequentemente aparece agressividade e automutilação e recusa para comer ou dormir. A criança também pode sofrer de outras desordens neurológicas ou biológicas. Por exemplo, 20 - 30% dos casos apresentam ocorrências epiléticas durante a infância e a adolescência.

O problema crucial da pessoa autista - principalmente no que se refere à sexualidade - é sua inabilidade para iniciar, manter ou compreender um relacionamento social com outras pessoas. Independentemente de seu nível cognitivo e de suas habilidades de linguagem e a despeito de ter ou não interesse em ter contato com outras pessoas, a pessoa autista sofre de um distúrbio básico no que concerne a sua habilidade de interagir socialmente. Este distúrbio pode acarretar rejeição das pessoas que a cercam, resultando em afastamento da pessoa autista.

Na época da juventude e depois na idade adulta, maioria das pessoas com autismo conseguem continuar desenvolvendo-se em diferentes áreas (Mesibov 1983, Pedersen et al 1985). Todavia a deficiência social e de comunicação, mantêm-se como um problema definitivo. Os comportamentos ritualistas e estereotipados parecem diminuir, os problemas com sono e alimentação desaparecem e a hiperatividade diminui consideravelmente. As habilidades práticas e de cuidados consigo mesmo continuam desenvolvendo-se. O interesse em interagir socialmente torna-se mais aparente em alguns jovens e adultos autistas. Por outro lado, a falta de experiência de interação e comunicação social na infância, mais tarde torna-se evidente através da dificuldade em perceber os estados mentais das outras pessoas e empatizar com elas.

Os jovens e adultos autistas têm dificuldades inclusive em expressar os próprios sentimentos de uma forma que os outros possam compreendê-los e aceitá-los. O casamento parece não ser a única coisa que as pessoas autistas não conseguem. Fazer novas amizades ou ter amigos parece fora de questão para a pessoa autista. Mesmo que ele funcione em um nível intelectual alto e seja capaz de cuidar dele mesmo em um contexto diário normal, a pessoa autista vai dar sempre uma impressão ingênua e imatura.

Outro problema básico da pessoa autista é a inadequação ou falta do uso da imaginação. A falta de habilidade em perceber e compreender expressões emocionais em outras pessoas parece relacionar-se com a limitação, ou mesmo falta, da capacidade de imaginar qualquer coisa. A habilidade para imaginar o que possa acontecer em resposta a uma ação e para reter experiências anteriores e suas consequências formando um repertório que ajude a antecipar o que vai ocorrer a curto ou longo prazo, parece totalmente fora do alcance das pessoas autistas. Como resultado aparecem ações impulsivas ou uma forma rígida e imprevisível, mesmo ritualística, de organizar as próprias ações. As deficiências básicas que caracterizam a pessoa autista tem um profundo efeito sobre o seu desenvolvimento sexual.

Sexualidade e autismo

Como já mencionamos, existe hoje um escasso material empírico sobre o comportamento sexual das pessoas autistas. Entretanto, é obvio que os distúrbios abrangentes que o autismo acarreta devem trazer problemas importantes no desenvolvimento da conduta sexual.

A sexualidade é parte do desenvolvimento do organismo e do processo maturação, em conecção com o desenvolvimento dos sistemas nervoso, metabólico e hormonal. A sexualidade se desenvolve através da interação social e da comunicação, através do contato físico, dos jogos e da assimilação de normas e regras sociais. A sexualidade é uma experiência emocional consigo mesmo e com os outros. Sexualidade é fantasia, isto é, é a capacidade de imaginar, uma capacidade que se baseia na percepção, na compreensão e em conceitos simbólicos pescados na corrente de nossas experiências diárias. Sexualidade é desejo, excitação e orgasmo. Deve ser descoberta, experimentada e praticada. Isto pode ocorrer em jogos, sozinho ou com outros.

O desenvolvimento e processo de maturação das pessoas autistas pode ser afetado pelo grande número de desordens em seu sistema nervoso, no metabolismo e no processo hormonal. Como a epilepsia é frequente, é comum também o uso de medicação. Remédios antipsicóticos são frequentes para a diminuição da agressividade e de condutas auto destrutivas e podem afetar a sexualidade. Estudos com pacientes psiquiátricos adultos sugerem que o uso de neurolépticos pode inibir a libido, a ereção e a ejaculação. (Mitchell&Popkin, 1983;Hertof, 1987).

Por outro lado sabemos que a interação social, a comunicação e o contato físico são áreas primariamente afetadas nas pessoas autistas. Sabemos que eles têm muita dificuldade, ou mesmo incapacidade, para empatizar com outras pessoas e que eles também têm problemas para entender e expressar seus próprios sentimentos, necessidades e desejos. Sabemos que sua fantasia e uso da imaginação não existem ou são muito limitadas e sabemos que sua tendência para ritualizar e repetir padrões de comportamento de forma estereotipada os impede de experimentar a vida. Eles têm restrições na capacidade de relatar experiências tanto no contexto físico como no psicológico.

A puberdade, com o crescimento repentino e as mudanças na aparência física que e a acompanham e o aparecimento de caracteres sexuais, pode acarretar ansiedade na pessoa autista. Uma jovem autista descrevia a horrível sensação que ela sentia ao redor de seu clitóris. Algumas vezes ela se dirigia à sensação, pedindo-lhe para parar. Em situações extremas, ela podia até bater-se. Ela se recusava a tocar-se, não por ter medo da sensação mas por pensar no ato de tocar-se como "muito desagradável". Um jovem autista dizia ter medo de que seu pênis caísse, quando ereto.

A falta de compreensão das normas e regras sociais pode levar uma pessoa autista a tirar a roupa ou masturbar-se em público. A falta de empatia pode fazer com que um autista tente tocar, beijar ou abraçar uma pessoa estranha. Uma pessoa autista pode dirigir também sua atenção para crianças menores. A despeito do fato do jovem autista não ser capaz de namorar, o desejo de ter um namorado ou namorada pode tornar-se uma obsessão. A dificuldade em aproximar-se dos outros na tentativa de estabelecer um relacionamento amoroso e/ou a rejeição ao contato físico com conotações sexuais pode levar à frustração e resultar em agressividade ou comportamentos auto agressivos. A pessoa pode isolar-se ou desistir inteiramente de sua sexualidade.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: sophiearvor em 06 de Abril de 2009, 19:25
*O porquê do Preconceito em relação à deficiência?
- A nossa ignorância e falta de amor.

*Porque nascemos deficientes?
- Estamos deficientes, num dado momento, de forma masi visível ou incapactante, pois todos viemos com limitações.  No passado criámos a causa deste efeito.

* O que fazer para valorização da Familia no contexto expiatório?
- Amor e Evangelho, o melhor caminho, sempre.

* O que vemos nesta Simbiose Espiritual?
- Há passados e presentes que se entrecruzam pois há propósitos e oportunidades que sóa assim são possíveis.

* Reencarnação no âmbito provacional?
- Sim, para os próprios e para os restantes envolvidos.

*Porque sofremos?
- Por falta de fé, por falta de Deus e por falta de amor.


Boa tarde!
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 07 de Abril de 2009, 18:35
Ola Amiga sophiearvor
Muita paz em seu coração

         Todos somos deficientes, pois nenhum dos espiritos terrenos consegue guardar em si todos os valores da essência divina, seja no vinculo espiritual ou fisico.
          No entanto, a mesma defici~encia nos traz ensinamentos que permitirão crescer se aceitarmos a nossa condição em busca da valorização moral espiritual e intelectual.
           Todos temos fragilidades, no entanto apesar das provações, que não são mutilações da oportunidade, nós temos sempre a luz levando a ajuda à nossa fragilidade.
           Não existem diferentes, mas iguais, porém em graus de crescimento diferentes, mas de tenue diferença, porque cada um detem aquilo que semeou...ou seja cada um segundo suas obras...
          Na Familia, no Amigo, o florescer no seu interior, é um elo de crescimento será sempre o efeito da aceitação , da renuncia, e do querer alterar os seus valores para melhor, esse será sempre oi caminho tal como as aves do ceu,sempre livres, mas que tem de ir em busca do alimento...
          É necessário aprender a amarmo-nos,aceitarmo-nos, e tomarmos o calice da fé racionada afim de o horizonte vivenmcial, se tornar mais benefico e sensibilizador...
          A orfandade de amor, a ignorância é que cria o preconceito, no entanto todas as criaturtas são luzes em caminhada para os arraiais dos ceus, e cada um tem de fazer de si....

  Amando, perdoando , aceitando e renunciando...


Muita paz e harmonia
Beijo em sua alma

VICTOR PASSOS
             
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:16
Ola muita paz
Uma Historia REAL

Mãe relata o difícil processo de aceitação quando o filho tem autismo
Annie Lubliner Lehmann é escritora e vive no Michigan, EUA.
É autora de “The Accidental Teacher: Life Lessons From My Silent Son”.

Annie Lubliner Lehmann
 Para o 'New York Times'

Quando meu marido e eu soubemos da impossibilidade de cura do autismo de nosso filho Jonah, direcionamos nossas mentes para provar que os peritos estavam errados.

Isso foi há 22 anos.

Nós éramos jovens e ativos, e a lacuna de desenvolvimento entre Jonah, então com três anos de idade, e seus colegas, mesmo sendo óbvia, não era clara.

Sem outras crianças para cuidar na época, a ajuda a Jonah tornou-se o foco de nossas vidas. Cada troca seria uma lição, cada experiência um estudo.

Jonah se importava principalmente com comida (e ainda o faz), então eu ia até o mercado com uma lista e uma agenda, esperando usar aquela paixão para ensiná-lo conceitos essenciais. Eu seguia seu olhar e apontava cores (maçã vermelha) e formas (biscoito redondo).

Quando ele ignorava essas lições, a despeito de nossos mais animados esforços, tentávamos tudo mais que conseguíamos pensar. Nada era difícil ou caro demais. Usamos vitaminas e restringimos sua dieta. Introduzimos quadros de comunicação e organizamos terapias de integração sensorial. Fizemos com que ele usasse fones de ouvido para normalizar sua audição, e tentamos tratamentos miraculosos que nenhum ser humano racional consideraria.

Porém, cada esperança era seguida por um desapontamento. Poderíamos, da mesma forma, estar caçando borboletas com uma rede rasgada.

Todavia, quando Jonah atingiu a adolescência, estávamos esgotados e frustrados, não muito longe de onde começamos. Encaramos o espectro da falta de esperança e a abundância de questões irrespondíveis.

Os dilemas

Quão diferente era Jonah de outras crianças com autismo? Será que ele estaria melhor se não tivéssemos tentado tudo que tentamos? Ou descer da montanha-russa de intervenções significaria nossa desistência?

Embora tentássemos desesperadamente ensiná-lo, tínhamos de admitir que Jonah não era um estudante. O que queríamos que ele fizesse tinha pouco a ver com o que fazia. Se não quisesse fazer algo, ele caía no chão e se recusava a se mover.

Então decidimos recuar e começamos e captar dicas fornecidas por ele.

Fazíamos as mesmas atividades de antes, mas sem uma lista de objetivos. Até então, ele nunca tinha conseguido aproveitar os prazeres sensoriais de seus armazéns de comida sem nossos monólogos sobre o que ele estava olhando. Agora ele estava, finalmente, livre para curtir as coisas por seu próprio intento.

Não muito tempo atrás, encontrei uma cópia de “Cinderela”. Lembrei-me de quando ele tinha cinco anos, a última vez em que tentei ler para ele. Bem, não exatamente “ler”; Jonah sempre demonstrou baixa tolerância à leitura tradicional, então as histórias tinham de ser cantadas ou recitadas ritmicamente.

Enquanto eu cantava “Cinderela”, ele rolou pelo chão, aparentemente insensível à história. Ainda assim, me apeguei à ideia de envolvê-lo e deixei uma frase para que ele a completasse.

“O relógio bateu às doze horas”, eu cantei fora do tom, “ e Cinderela desceu os degraus do palácio, deixando para trás um sapatinho...”.

Ele continuou a rolar, enquanto eu esperava ouvi-lo dizer “de vidro”.

Finalmente ele terminou a sentença para mim. “De leite”, disse ele.

Eu sorri, e ainda estou sorrindo, pois Jonah havia transformado seu professor em aluno. Eu nunca mais consegui ler ou pensar na Cinderela sem enxergar um copo de leite nos degraus do palácio.

Jonah completou 25 anos no último outono, e, quando olho para ele, não consigo deixar de imaginar se os anos passados não foram algum esquema comandado pelo céu para nos dar humildade e nos ensinar o valor da aceitação. Compreender nossa incapacidade de mudá-lo mudou a nós mesmos.

Seu futuro, ao menos a maior parte dele, está definido – numa casa próxima daqui com uma equipe que se importa. Sou grata por ele ter algumas das coisas que quero para meus outros dois filhos: amor, segurança, conforto físico e acesso às suas atividades favoritas.

Ele continua sendo um homem de poucas palavras. Entretanto, embora nos tenha levado anos, finalmente aprendemos que havia algo para ouvir em seu silêncio.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:19
Ola Muita paz

                   
          VISÃO ACTUAL: UM CONCEITO EM TRANSFORMAÇÃO


Introdução


As mudanças na forma de conceber o autismo estão ainda intimamente atreladas às mudanças conceituais na Psiquiatria, especialmente concernentes ao diagnóstico e classificação, mais recentemente à pesquisa em diversas disciplinas.


Fazendo um breve resumo do prefácio do manual de Almeida e cols (1996):


-         Somente em meados do século XIX, a doença mental passou a ser objeto de estudo e investigação sistemática, especialmente na Europa, passando por um “período científico-naturalista”. Como a medicina orgânica, a medicina mental tentou inicialmente decifrar a essência da doença agrupando os sinais que a indicavam, constituindo-se assim uma sintomatologia. Por outro lado, constituiu-se também uma nosografia, onde são analisadas as próprias formas da doença, descritas as fases de evolução e restituídas as variantes que ela possa apresentar. Podemos ser dito que Kraepelin e Freud ajudaram a delimitar a abordagem clínica da doença mental do ponto de vista biológico e psicológico, respectivamente. Entretanto, a introdução do método fenomenológico por Karl Jaspers (1883-1969) contribuiu para estabelecer as bases da psicopatologia moderna.


-         A partir do final da década de 40, a psiquiatria passa para a “era dos psicotrópicos”, a partir da descrição de John Cage da surpreendente eficácia dos sais de lítio no tratamento de pacientes com transtorno bipolar do humor. Sendo assim, num período de 10 anos, três grandes classes farmacológicas haviam sido descritas: antimaníacos, antipsicóticos e antidepressivos - tendo tal impacto sobre o tratamento e compreensão da doença mental, que estes nunca mais seriam os mesmos (Almeida e cols, 1996). Com a ajuda da medicação, o número de leitos e asilos psiquiátricos caiu vertiginosamente nas décadas subseqüentes, culminando na “era do cuidado comunitário”.


-         A partir dos anos 60 e 70, o tratamento de pessoas com transtornos mentais migrou dos asilos para os ambulatórios, e em alguns locais, para a própria comunidade. Sendo que um dos objetivos do tratamento seria a reinserção plena do doente mental.   Surge então, a antipsiquiatria, que questionava a própria razão de ser da psiquiatria, ou seja, questionava a existência da doença mental.


-         Atualmente a psiquiatria estaria embarcando na “era científica”, onde uma relação mais direta entre clínica e pesquisa, aliada a novas “armas metodológicas” seriam promotoras potenciais de avanços significativos na clínica, manejo e investigação das doenças mentais. Salientam a importância do descobrimento dos fatores de risco e etiológicos das doenças mentais. Em relação à metodologia destacam: a) o aperfeiçoamento das técnicas de investigação epidemiológica, quanto ao delineamento e instrumentos de investigação e análise, incluindo técnicas estatísticas sofisticadas; b) a modificação das técnicas usadas em ensaios clínicos permitindo a avaliação da eficácia e efeitos colaterais de novos grupos de psicofármacos; c) a introdução de métodos de neuroimagem funcional e estrutural viabilizando o estudo do cérebro de pacientes acometidos in vivo; d) estudos anatômicos usando técnicas imuno-químicas têm permitido a abertura de novas perspectivas de compreensão de várias doenças mentais e e) técnicas de genética e biologia molecular têm sido usadas para desvendar os genes e a patogênese envolvidos em diversas doenças mentais. Observam que a partir deste momento a psiquiatria tornou-se uma especialidade multidisciplinar extremamente complexa.


-         Concluem que ao que tudo indica, até o momento, foram dados apenas os primeiros passos para o que possa vir a ser uma reformulação radical da noção de doença mental. Entretanto, as grandes questões filosóficas permanecem, por exemplo, a relação mente/cérebro e objetivo/subjetivo ainda não foi resolvida.


A este respeito Sonenreich (1996) comenta a necessidade da psiquiatria de não se fixar em ideais como: “tudo parte da observação e a descrição rigorosa é o único instrumento científico” (p.2). Também enfatiza a necessidade de superação do dualismo:


 “Na psiquiatria falamos de atividade psíquica e atividade cerebral como se fossem realidades em si, diferentes, precisando ser abordadas por instrumentos diferentes.Quem quer ultrapassar o dualismo acha que deve ou considerar a mente como produto do cérebro, ou o cérebro como produto da mente. Os estudos neurofisiológicos demonstram de maneira convincente que noções como causa-efeito, antes-depois, parte-todo, psicogênico-biológico precisam ser reformuladas. Falar de processos cerebrais e processos psíquicos é adotar certo modo de encarar os problemas, certo ponto de vista, certo nível de abordagem. Não significa que tratamos de realidades diferentes, eventualmente independentes. Para nos, a psiquiatria é um corpo de saber científico que se aplica a uma realidade, mas não se identifica com ela, não decorre dela. Como a física, a matemática: são ciências e não a mesma coisa que o objeto estudado, medido, calculado” (Sonenreich, 1996 p. 2). 



Sistemas Atuais de Classificação em Psiquiatria

Os sistemas classificatórios mais usados em nossos dias e praticamente “oficiais” para pesquisa, periodicamente revisados e representando um consenso entre profissionais são o DSM – “Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders[1]”, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e o CID - Classificação Internacional de Doenças, desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde. Atualmente DSM encontra-se na 4ª versão  (DSM-IV), ou 5ª versão se consideramos o DSM-IV-TR (2002),  e o CID na 10ª versão.


Segundo Jorge (1996), é tido como o ideal uma classificação etiológica baseada na compreensão patogênica da cada transtorno mental. Entretanto considera esta tarefa um tanto difícil, em face à multiplicidade de fatores que determinam o aparecimento de um transtorno mental.  Segundo Lotufo Neto e cols (1995), a psiquiatria está na fase de descrição de síndromes – ou a etiologia não é conhecida, ou quando conhecida, ela é multifatorial.


Segundo Campos (1999), o objetivo principal dos códigos de classificação é  possibilitar a comunicação dentre os diversos tipos de profissionais não somente pesquisadores, mas também clínicos e institucionais. Existe também a afirmação, contestável, que por serem descritivos – dando ênfase nos comportamentos e achados clínicos - os manuais seriam “ateóricos”, podendo então ser usados por profissionais  independentemente da orientação.


Os códigos de classificação das doenças mentais optaram pela descrição dos quadros.  Ao invés de operar com entidades nosológicas[2], estes sistemas têm preferido operar com descrições sindrômicas, devido à dificuldade de se estabelecer uma relação de causa e efeito entre os fatos e as manifestações. Sendo assim, sinais e sintomas devem ser agrupados de forma a constituir uma síndrome, que terá diferentes padrões de evolução na dependência das múltiplas causas que podem determiná-la. Desta forma, diversas doenças podem manifestar-se através  de um mesmo quadro sindrômico. Por esta razão, os atuais sistemas de classificação têm usado o termo “transtornos” (“disorders”) mentais e não “doenças”  mentais.  Segundo a definição do CID-10 (OMS, 1992), a definição de transtorno mental se refere a:


“...um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecíveis associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais” (p.5).

É importante ainda ressaltar que a definição do patológico em psiquiatria deriva de duas posições clássicas da Medicina:


1.             A medicina Hipocrática é dimensional, entendendo a doença como um estado em um continuum que também inclui a sanidade.


2.             A medicina Platônica é categorial, definindo as doenças como estados típicos, distintos uns dos outros e do estado de sanidade. Ela nos remete a entidades discretas, com limites claros e qualitativamente definidos. No entanto há dois modelos de classificação categorial:


a.     Clássica ou tradicional - é um modelo determinístico, onde a pertinência é homogênea, os limites são distintos e se ajustam perfeitamente às categorias;


b.     Prototípica - é um modelo probabilístico, onde a pertinência é heterogênea, os limites se sobrepõem e se ajustam apenas parcialmente às categorias.


A proposta dos atuais sistemas de classificação tende se ajustar mais ao segundo modelo (platônico, categorial e prototípico), onde seus constituintes são protótipos de transtornos mentais (Jorge, 1996).


Etmologicamente o termo diagnóstico tem origem grega e significa reconhecimento.  Ele deveria ter os seguintes objetivos e funções: constituir uma categoria para o conhecimento, se constituir em instrumento de comunicação, possibilitar uma previsão (prognóstico) e se constituir em fundamento de uma atividade (função social do diagnóstico). Estes têm o papel de orientar as condutas terapêuticas e de se prestar à definição de políticas de saúde adequadas ao perfil nosológico de uma determinada coletividade (Jorge, 1996).  Em psiquiatria o processo diagnóstico envolve as diversas fases componentes de uma avaliação psiquiátrica.


Evolução da Terminologia, classificação e construção do conceito

 

Em conceito o diagnóstico de autismo não mudou substancialmente desde a primeira formulação, ocorreram sim muitas mudanças na maneira de interpretá-lo, o que resultou num número muito maior de pessoas diagnosticadas com autismo (Tager-Flusberg, Joseph e Folstein, 2001) .


Durante as últimas décadas as mudanças nos conceitos de autismo têm sido “capturadas” nas diferentes edições do DSM e do CID. Cabe aqui lembrar que a Escola Psiquiátrica Francesa remete o autismo a um defeito na organização ou desorganização da personalidade, mantendo-se fiel à concepção do que foi o termo psicose (Houzel, apud Assumpção Jr., 1995). Da mesma forma  que a nona revisão do CID (Misés, apud Assumpção Jr., 1995).


Nos sistemas de classificação oficiais o termo “autismo” como condição de acometimento na infância, só aparece após mais de 20 anos da primeira publicação de Kanner.  Na primeira menção, no CID-8[3], é classificado com um subgrupo das esquizofrenias (Wing e Potter, 2002).


As primeiras alterações desta concepção surgem em 1976, a partir do famoso livro de Ritvo sobre autismo, onde ele associa o autismo a déficits cognitivos, considerando-o um distúrbio do desenvolvimento e não uma psicose (Assumpção Jr, 1995; Assumpção Jr e Pimentel, 2000).

Em 1979, Wing e Gould terminaram o famoso estudo epidemiológico de Camberwell.  O objetivo do estudo foi de


Investigar toda a amplitude de fenômenos clínicos nas crianças para verificar se as síndromes nomeadas na literatura poderiam ser identificadas e separadas umas das outras e de outros transtornos da infância. Para observar qualquer mudança que poderia ocorrer com a passagem do tempo as crianças foram então acompanhadas até a adolescência ou início da vida adulta.


 Uma limitação deste estudo foi que as crianças elegíveis foram procuradas somente dentre aquelas que freqüentando escolas especiais e classes especiais. Conseguiram detectar um grupo de crianças que apresentavam perturbações sociais e interação social comprometida e anormal para qualquer idade mental. Seus níveis de inteligência abrangiam toda a amplitude, desde retardo profundo até normal, embora a maioria tinha retardo mental. O comprometimento social deste grupo estava diretamente associado aos comprometimentos da interação social, da comunicação social de duas vias (bidirecional) e imaginação social.


 


A “Tríade de comprometimentos"

                                                    Interação Social


                                       

                                     Comunicação                Imaginação


    Comportamento: rígido, repetitivo e estereotipado



A partir de pesquisas realidades na década de 1970 e destes resultados, e do interesse no trabalho de Asperger, Wing e Gould (1979) formularam inicialmente a noção de um continuum de gradação nitidamente relacionada com o grau de comprometimento cognitivo - e posteriormente nomeado de espectro do autismo (Gillberg e Gillberg, 1989) - cujas características essenciais comuns seria a noção de  “Tríade de Comprometimentos” da interação social, comunicação e imaginação (Wing, 2005). A presença da tríade produziria um padrão de atividades e interesses rígidos, repetitivos e estereotipados (Quadro 1)

 

a Existem outras características clínicas vistas em transtornos do continuum do autismo, não mencionadas nas várias séries de critérios essenciais para o diagnóstico.
b As manifestações de cada item (numerados de 1 a 4 sob cada legenda) são pontos escolhidos arbitrariamente ao longo do continuum. Na verdade, cada um se mistura ao outro sem quaisquer divisões claras



O DSM-III (APA, 1980), marcou uma mudança importante no conceito de “autismo infantil”. Se nas edições anteriores do DSM (APA, 1952, 1968) o termo esquizofrenia infantil descrevia as crianças autísticas, a partir do DRM-III (APA, 1980), o autismo passou a fazer parte de uma nova classe de distúrbios com início na infância. Foi inserido na categoria geral das “Pervasive developmental disorders” - traduzida para o português como “distúrbios invasivos do desenvolvimento”, “distúrbios abrangentes do desenvolvimento” ou ainda “distúrbios globais do desenvolvimento”. O autismo saiu então das asas da esquizofrenia e das psicoses, para ser concebido como um transtorno do desenvolvimento.


Alguns autores observam que o conceito de “Pervasive developmental disorders” foi uma “tradução” um pouco diferente da tríade de Wing. O termo “persavive”, conservado pelas classificações oficiais, refere-se à idéia de que os comprometimentos da tríade “penetrariam ou atravessariam” todas as esferas da vida da criança, sendo provenientes de um distúrbio do desenvolvimento (Szatmari, 2000; Tisdmarsh e Volkmar, 2003).
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:29
Os Caminhos da Inclusão 
 
Aspectos Legais:
 
Não se pode falar em inclusão, sem lembrar ao menos um pouco, da parte legal que a envolve. Precisamos voltar à humanidade– Império, onde na Constituição de 1824, foi consagrado o direito à educação para todos os Brasileiros. Tendo esse direito se mantido nas Constituições de 1934, 1937 e 1946. Tendo ainda em 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, onde se afirma o princípio da não discriminação e proclama o direito de toda pessoa à educação.

Entre as décadas de 50 e 60, surge a discussão sobre o conceito de Normalização, que tem como princípio, fazer com que a pessoa retardada (como se referia ao de déficit intelectivo), se assemelhe às condições normais de sociedade, questionando assim, as tendências segregativas e centralizadora com que eram atendidas. A educação especial no Brasil começa a ter um cunho educacional, apesar de ainda manter características assistencialistas.

A partir dos princípios de normalização, a Educação Especial passou por importantes mudanças. No ano de 1959 com a aprovação da Declaração dos Direitos da Criança, tem assegurado no seu capítulo 7º. , o direito à educação gratuita e obrigatória, ao menos em nível menos elementar. Esses direitos foram mantidos nas Constituições Brasileiras de 1976 e 1969 respectivamente.
Em nossa actual Constituição (1988), esses direitos não só foram mantidos, como entendidos como sendo dever do Estado e da família, no seu art. 205. Temos ainda no Estatuto da Criança e do Adolescente, no seu art. 54 e 66, de forma mais específica assegurado o direito à educação, onde se faz referência aos Portadores de Necessidade Educacionais Especiais e seus direitos, não só a educação, como também ao trabalho.

No ano de 1990, aconteceu a Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos. Felizmente a educação aparece como preocupação mundial. O tema foi motivo de vários estudos e encontros. Na Espanha, durante a Conferência Mundial de Necessidades Educacionais Especiais, foi aprovada a Declaração de Salamanca no ano de 1994, cujos princípios norteadores são:

- O reconhecimento das diferenças;
- O atendimento às necessidades de cada um;
- A promoção de aprendizagem;
- O reconhecimento da importância da "escola para todos";
- A formação de professores.

Os aspectos políticos – ideológicos que estão embutidos nos princípios desta Declaração, nos leva a pensar num mundo inclusivo, onde todos têm direito à participação na sociedade, fazendo valer a democracia de forma cada vez mais ampla.

Não se pode deixar de mencionar que as grandes linhas estabelecidas pela Constituição, foram regulamentadas em seus mínimos detalhes pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei no. 9.394/96. Onde pela primeira vez temos um capítulo (capítulo V) destinado à Educação Especial, cujos detalhamentos são fundamentais:

- Garantia de matrícula para os Portadores de Necessidades Educacionais Especiais, preferencialmente na rede regular de ensino;

- Criação de apoio especializado, para atender às peculiaridades dos alunos especiais;

- Oferta de educação especial durante a educação infantil;

- Especialização de professores.

Alguns autores destacam a importância da Lei no. 9.394/96 ter um capítulo destinado a esta modalidade. No entanto, como coloca Rosita Edler (1998), esta não amplia a discussão sobre inclusão, uma vez que seria necessário que esta estivesse presente em todas as modalidades de educação.

Podemos observar a importância e urgência em aplicar esses textos legais, se levarmos em conta, que no Brasil apenas 3% dos P.N.E.E, têm acesso e permanência na escola, necessitando muitas vezes, recorrer aos Conselhos Tutelares, para fazer valer esse direito inquestionável.

Com a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais em 1997, onde se aborda a diversidade, temos no tocante à Adaptação Curricular a clara necessidade de adequar objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, de forma a atender as peculiaridades dos alunos. Temos numa abordagem geral, o tema Interação e Cooperação, onde um dos objetivos da educação escolar é que os alunos, aprendam a conviver em grupos, valorizando sua contribuição, respeitando suas características e limitações, e de forma mais específica, as Adaptações Curriculares Estratégias para Educação de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais.

Porém com todas essas leis, adaptações, estabelecimento de parâmetros e tantas outras ações pensadas e elaboradas, é ainda muito pouco ainda se oferece, na prática nos deparamos com obstáculos de toda ordem, principalmente quando pensamos nessas questões em relação ao aluno portador de autismo e outros transtornos invasivos do desenvolvimento. Quem está preparado para receber nossas crianças autistas? Quem conhece, ao menos um pouco, do que é ser autista? Ou ainda, quem conhece o autismo? Que criança poderá ser incluída e o que será oferecido às que não puderem ser?

São tantas as perguntas, que daria para escrever um livro, mas não é esse o objetivo, e sim mais uma vez lembrar que cabe aos que conhecem (ao menos um pouco) sobre o autismo, divulgar, esclarecer, enfim, informar!


Vania Viana – Professora de Educação Especial

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:31


Autismo e Educação
 
A educação de pessoas autistas não têm recebido até então a atenção necessária, disso estamos cientes. Nem mesmo a educação especial tem dado conta desse alunado, cuja sensibilidade se mistura com ares de quem não compreende a vida, provoca inúmeros sentimentos e abala a segurança de profissionais cuja competência é evidente. Mas, se há profissionais capazes o que falta? Informação! Esta é a palavra chave. E é esta informação que precisamos fazer chegar a estes profissionais.
O novo, desconhecido, diferente, não abala e fragiliza somente nossos alunos autistas, mas ao homem de maneira geral.
Há quatro anos trabalho com crianças autistas e até hoje vivo a solidão de ser única na escola onde leciono. Tenho investido na divulgação do que é possível, nos vários trabalhos e das competências que podem ser desenvolvidas com nossas crianças, desta capacidade que está no interior de cada uma delas esperando para ser exposta, para desabrochar e dar os frutos que sabemos ser doce...
Na solidão de minha sala de recursos, sonho dia-a-dia com o investimento na educação de nosso pequeninos, no despertar de mais profissionais, de ter e dar opções e adequar o trabalho que hoje é oferecido de forma tímida e isolada. Mas sei, que sozinha, sem o investimento dos sistemas de ensino, pouco posso pode fazer.
Estamos a muito, em banho maria, é preciso aumentar a chama do profissional determinado, empreendedor. Mostrar que todo bom trabalho é como a terra, precisa ser preparada, adubada, para então germinar as sementes nela depositada.
Nosso trabalho, como essa semente para se tornar uma bela árvore necessita de carinho (investimento pessoal), água (capacitação/informação), e calor (união de esforços), coisas fundamentais para que se possa ter e desenvolver uma prática educacional adequada e eficaz. Que supra a necessidade de nossas crianças e dê maior satisfação profissional, e esta vem do progresso de nosso alunos, que na sutileza do seu modo de ser, clama por seus direitos, tão bem declarados nos inúmeros documentos e leis mas, tão esquecidos na prática.


Vania Viana – Professora de Educação Especial
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:35
Histúrias quye são experiências de vida

Guilherme Alcuri
(por seu pai José Roberto Alcuri Júnior)
 
O amor que é difícil, por José Roberto Alcuri Júnior

A frase acima não é minha. É do detetive Ellery Queen, pseudônimo dos primos
Frederic Dannay e Manfred B. Lee, autores de vários romances policiais de
grande sucesso. Não me recordo do título do livro, mas foi dita por um
personagem ao detetive para explicar porque toda uma comunidade, na qual
todos tinham papéis bem definidos, amava, respeitava e colaborava com um
outro personagem, portador de grave deficiência física e mental.

Guilherme, meu filho, tem 06 anos e é portador da síndrome de Asperger. Até
os 02 anos de idade, tanto eu como minha esposa, Simone, havíamos notado que
ele apresentava alguns comportamentos atípicos, como a fixação por movimento
giratório (ventiladores), mas não imaginávamos que tais atitudes tinham
qualquer relação com Asperger, até porque desconhecíamos completamente essa
forma de autismo.

Ao ir para o colégio, em fevereiro de 1999, seu comportamento inicial não
destoou dos demais alunos. No entanto, com o passar do tempo, sua professora
e a orientadora educacional perceberam que a conduta do Guilherme, em
algumas atividades, era diferente, ou mesmo indiferente, ao contrário das
demais crianças. Além disso, era fascinado pelo ventilador de teto existente
na sala de aula.

Quando a orientadora pediu uma avaliação psicológica e sugeriu que o
comportamento atípico do Guilherme poderia ter relação com autismo, tive um
choque. Primeiro, porque minha filha Gabriela, que tem 10 anos e também
estudou no colégio, nunca teve qualquer problema de comportamento ou de
aprendizagem. Segundo, porque eu não havia feito nada de errado.

Aliás, não foi bem assim. Eu ficava tentando lembrar qualquer fato ou
situação, desde a gravidez, que pudesse justificar o problema do Gui, na
esperança de que, encontrando a causa, também encontraria a solução.

Ao fazer a avaliação com a psicóloga recomendada pelo colégio, ela explicou
que não era possível fechar um diagnóstico completo, em função da pouca
idade do Gui, mas que, muito possivelmente, era Asperger, uma forma de
autismo mais branda.

Desde então o Guilherme tem um acompanhamento especial, dentro e fora da
escola. Graças ao amor e a dedicação, principalmente da Simone e da Gabi,
mas também de sua psicóloga, dos professores, direção e funcionários do
colégio onde ele estuda, de vários parentes e amigos, o Gui, a cada dia, tem
melhorado seu comportamento, tornando-se mais comunicativo, mais
independente e, tenho certeza, mais feliz.

Várias angústias que eu tinha estão sendo superadas. O Gui já lê e escreve
praticamente todas as palavras. Já conhece alguns conceitos matemáticos
básicos. Sua memória é fantástica, capaz de lembrar músicas inteiras. Já
mantém um diálogo mínimo, capaz, por exemplo, de expressar suas sensações
(dor, fome, frio, etc.). Já vê alguns desenhos animados e joga videogame
melhor que a mãe. Já anda de bicicleta sem rodinhas. Acorda a noite para ir
ao banheiro e escova os dentes sozinho. Ao se levantar pela manhã, vem ao
meu quarto e diz com o sorriso mais lindo do mundo: "Bom dia, papai!".

Ele possui grande dificuldade na interpretação de coisas abstratas, o que é
uma característica dos portadores de Asperger. Seu relacionamento com os
outros colegas não é dos mais tranqüilos. Suas reações, quando contrariado,
chegam a ser extremas e, algumas raras vezes, até perigosas para ele mesmo.
Mas para tudo isso há um tempo. O tempo do Guilherme.

Eu sou católico e acredito em Deus. Acredito também que Asperger é uma
daquelas pequeninas coisas que Ele coloca em nossa vida não para nós, mas
para mostrar aos outros o amor que é difícil. Para mim, amar meus filhos, do
jeito que eles são, é muito fácil.


JOSÉ ROBERTO ALCURI JÚNIOR, em 26 de setembro de 2002.

Obs.: Omiti propositadamente os nomes do colégio e de diversas pessoas, já
que não tinha autorização para divulgá-los. Se vocês quiserem maiores
informações, envie E-mail para José Roberto Alcuri Júnior
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:48
TESTEMUNHOS IMPORTANTES


Luciano Rebouças Campos - "Lu"
(por seu pai Jose Barbosa Campos Sobrinho)

Autismo: Uma experiência com o desconhecido

Este texto relata a nossa experiência com algo que não conhecia, com o qual não sabia me relacionar e do qual não possuia informação.

A leitura pode não ser agradável, pois revela uma relação marcada por episódios com doses expressivas de dôr, decepção, frustração, revolta e constrangimento.

Ate hoje o AUTISMO não tem a sua origem conhecida, mesmo com todo esforço dos medicos, terapeutas, psicologos e pesquisadores. Esta sindrome ainda desafiará a humanidade por muito tempo e fará sofrer aqueles que com ela convive.

De forma amadora procuro relatar em capitulos, as passagens mais expressivas da minha convivencia com Lu, meu filho autista de 23 anos.  Por achar pertinente, no final de cada capitulo deixo um feedback que não tem carater educativo, pois cada experiencia e´ única.  Pouco ou quase nada pude fazer por Lu, muitos erros cometi, mas muita coisa ainda tenho a fazer.


Capitulo 01
O Nascimento

Tudo ocorreu com normalidade, uma gravidez não programada, porém acompanhada com toda atenção e sem nenhum problema que merecesse ser destacado pelos médicos ou pela família.

Aguardava-se ansiosamente o nascimento do bebê, todos torciam por uma menina, afinal já tínhamos dois garotos. A vida, correndo como só ela sabe, nos presenteou mais um menino, Luciano, como foi chamado.

A mãe de Lu tem útero de colo duplo, a gestação não se completa, a bolsa se rompe e a criança tem que nascer prematuramente. Lu não fugiu a regra, nasceu prematuro (08 meses) com 2kg, seus dois irmãos, nasceram de 07 meses.

Durante a cesariana, a mãe dele sofreu um corte na bexiga, a cirurgia foi além do tempo normal; no entanto, o nascimento transcorreu naturalmente, nenhum fato que pudesse comprometer o bebê chegou ao conhecimento da família.

Após o nascimento, Lu contraiu icterícia no berçário, perdeu um pouco do peso, ficou na incubadora por alguns dias, recuperando-se e foi para casa juntamente com sua mãe.

Lu nasceu na maternidade Sagrada Família, em Salvador no dia 24/10/79, seus pais José Barbosa Campos Sobrinho e Maria Judite Rebouças Campos, seus irmãos, Marcos José Rebouças Campos e Marcelo Rebouças Campos.


Capitulo 02
Primeiros dias, preocupações

Apesar de desejarmos uma menina, os festejos pelo nascimento continuavam. Presentes, visitas, fotos, todos felizes e satisfeitos; ‘puxa ele e’ a cara do pai’, diziam, ‘vejam como ele e’ esperto!, coisas que se diz quando do nascimento de um bebê, tudo muito natural e com muito amor.

Mesmo com todas as comemorações, eu alimentava uma desconfiança, percebia uma ‘estranha ausência’ em Lu, coisa que a principio não comentei com ninguém, ficava comparando-o com outros bebês que tive oportunidade de acompanhar e isso justificava a minha preocupação.

Com a experiência adquirida, acompanhando o desenvolvimento dos meus outros filhos, de certa forma já dominava os cuidados com o recém-nascido, conhecia razoavelmente sobre eles, método de vida, primeiros socorros, banho, etc., alias, nunca me recusei a estas tarefas, sempre gostei de cuidar de crianças, especialmente dos meus filhos.

Alimentava desconfianças sobre o comportamento de Lu, faltava nele o básico que era comum em outros bebês: curiosidade, sorriso, afeto, brincadeiras com a água, com chocalhos, voltar o rosto para olhar, coisa que qualquer bebê desenvolve.

Passados alguns dias comecei a levantar o problema com as pessoas, tentando dividir com elas a minha preocupação, pois os dias passavam e ‘aquela ausência’ me incomodava. Meus questionamentos no entanto, não conseguia abalar ninguém, achavam muito cedo para preocupações, por outro lado, Lu era perfeito fisicamente e aparentemente sadio, o comentário era sempre o mesmo; ‘isso e’ coisa passageira ‘, existem bebês assim, não ha razão para preocupações‘.

Ao olhar para Lu, percebia a existência de algum problema, aquilo me incomodava, mas resolvi admitir que era cedo para preocupar-me.

(Não devemos nos deixar levar por preocupações aparentemente desnecessárias, muito menos por comentários que tentem encobrir o obvio)


Capitulo 03
Começam as discussões

Mesmo com o otimismo reinante, com alguns meses de nascido Lu já era motivo de discussões em casa. Eu sempre provocava, parecia que apenas eu percebia algo diferente nele, diziam então; ‘isso vai passar logo’, ‘existem crianças assim’, ‘não precisa ficar preocupado, ele ainda e’ muito novinho’.
“estranho queria acaricia-lo, beija-lo, mas não sinto o seu corpo”.

As pessoas queriam que eu ignorasse algo que todos já percebiam, uma ausência quase que completa em Lu, mas não admitiam, o otimismo era muito maior do que qualquer suspeita. Às vezes as discussões se acaloravam principalmente por minha causa, queria encontrar logo uma resposta compatível com o quadro, os argumentos continuavam, ‘o filho de fulano e´ igualzinho a Lu, ‘ lembra? o João também demorou a falar’.

Do trabalho eu ficava ligando, ‘e ai.. mudou alguma coisa?, ele balbuciou algo?’ a resposta era sempre ‘não’. Afinal o que e´que meu filho tem?.
Ao chegar do trabalho, a primeira coisa que fazia era ir vê-lo, fazer alguns testes que considerava básico, não conseguia progresso, tentava ‘ papai, mamãe, água’ repetidas vezes e nada de retorno, nenhuma resposta, INCRIVEL, ERA COMO SE ELE NÃO ESTIVESSE ALI!.

Tentava movimentos de objetos para que ele acompanhasse com o olhar mais não havia reação, o objeto movia-se e seu olhar continuava fixo na direção do teto. Ficava ao lado e sacudia alguma coisa que fizesse ruído tentando despertá-lo e ele continuava indiferente em sua total ausência, ‘meu Deus! por que ele e´ assim?’.

Os meus questionamentos eram levados ao pediatra, que provavelmente já suspeitava de algo mais não queria assumir um diagnostico qualquer, preferia esperar por uma melhora.

(um bebê autista, mesmo no berço e´diferente dos outros, levando informações do seu desenvolvimento aos médicos ,com sorte, o diagnostico pode ser antecipado)


Capitulo 04
O tempo passa a família reconhece

Lu já tinha meses de nascido, não se comunicava, não gostava de colo, não fixava a atenção nas coisas como: TV, som, buzina de carro, apitos, chocalhos etc., era um ser ausente, sozinho. Comunicava-se apenas com o choro, um choro sem se ver do que, um choro vindo da garganta, aa!...aa!..aa! um choro insistente demorado e com poucas lagrimas e as que corriam no seu rosto lhe incomodavam, ele passava a mão enxugava e continuava chorando, nada explicava o seu comportamento.

Felizmente a família começou a admitir a existência de algo diferente, ´e ai Lu já esta falando?’, Lu passou a ser preocupação de todos, isso foi bom para mim, as discussões começaram a partir de outros, ‘ puxa vida que menino diferente’, ‘ nunca vi nada assim’, ‘ não acham que Lu deveria ser levado a um especialista?’. A família esta surpresa faltava informações sobre crianças como Lu, isso nos trazia uma grande angustia.

Ele era acompanhado por uma pediatra desde o seu nascimento e em nossos encontros, as desconfianças eram colocadas, a pediatra não alimentava preocupações, acredito que até ela, esperava por uma melhora, ‘quem sabe na próxima consulta, surjam novidades!’. Os problemas eram sempre os mesmos, demora para falar, engatinhar, ausência, dificuldade em alimentar-se, rejeição ao afeto etc.. No final da consulta, esperávamos a indicação de um remédio, alguma coisa que existisse na prateleira da farmácia que fosse capaz de mudar o comportamento de Lu, mas nada era indicado.

A esta altura a família já sabia da existência de algum problema, ninguém era capaz de arriscar a razão, ficavam todos torcendo por uma mudança, mas não sabiam como contribuir para que isso acontecesse. As doses de afeto, carinho e amor dedicados a ele aumentavam chegando a excessos, todos procurando uma brecha que permitisse uma troca de informação dentro daquilo que se considera como NORMAL.


(o diagnostico das doenças mentais são complicados e demorados nem sempre os médicos estão preparados.)

Capitulo 05
Surgem os primeiros problemas

Por todos os motivos, nossas atenções estavam dedicadas a Lu, alguns problemas em casa começaram a surgir.
De certa forma, esquecemos de Marcos(08) e Marcelo(02) os filhos mais velhos que necessitavam da nossa atenção, estavam na idade de desenvolvimento físico, social, escolar e solicitavam a nossa presença. Outra coisa que ficava claro, era a visita de amigos e parentes, que começaram a ficar menos freqüentes, as pessoas começaram a ausentar-se do nosso convívio, também pudera, sempre que chegava alguém, o assunto era Lu, não mais futebol, faculdade, musica programas de TV, política e etc. Certamente as pessoas não gostavam de ouvir tanto choro e verem a nossa ansiedade e preocupação.

Lu se tornara inconveniente, pois chorava sem motivo, as pessoas queriam conversar e não podiam, ele não deixava ninguém sossegado. Meus outros filhos ficavam perplexos com tanta indiferença a eles, afinal o que mudou além da chegada de Lu?, deviam perguntar-se. Eu já não conseguia mais jogar futebol com Marcos, colocar Marcelo no colo, contar estorinhas, falar da escola e outras coisas, eu estava sempre ocupado com Lu, física e mentalmente, não era uma ocupação prazerosa, pois ele era diferente, não trocava carinho, mais necessitava de atenção especial.
Para uns, eu só elogiava Marcelo e Marcos, colocava Lu como um grande problema; ‘puxa vida você só acha defeito em Lu e virtudes nos outros!’ diziam; ‘parece que você esta rejeitando seu filho!’.
Acredito mesmo que estavam certos, não que o estivesse rejeitando, mais sua forma de ser não me agradava, ele não permitia acesso e eu sou muito afetivo, como não conseguia me comunicar com ele, ficava difícil a relação, mais pela forma dele ser e por minha perplexidade, do que por rejeição, sem falar que não queria deixar tudo por causa de Lu.

As mudanças no comportamento familiar começavam a acontecer de forma quase imperceptível. Comecei a me angustiar com o problema, minha vida começava a mudar.

(alem da criança, a família também precisa de orientação, a mudança nos costumes e´ muito grande, sendo comum a rejeição ou o abandono por total desconhecimento do problema)


Capitulo 06
Buscando explicações, primeiros exames

Um dia achei que tinha descoberto a razão dos nossos problemas, e disse; ‘gente! Lu e’ surdo! por isso coitado ele não se manifesta, claro que e’ isso!’, e todos acharam que poderia ser realmente esta a razão. Vamos falar com a pediatra para fazer um teste imediatamente, ’acho que ‘encontrei o motivo de tanta angustia’, fiquei feliz.

Os primeiros exames no consultório não foram suficientes para um diagnostico, eram necessários exames de laboratório; ‘ tudo bem, faremos sim, onde fica o laboratório, não importa quanto custa, pois tenho certeza que Lu e’ surdo! ’, queria respostas e rápidas. ‘Aqui em Salvador existem algumas clinicas que fazem estes testes’, disse a pediatra’, e eu, ‘ tem convênio?’, ‘ não conheço nenhuma que tenha convênio’

A partir daí, comecei com toda garra, a minha romaria de clinicas, especialistas e hospitais, estava certo que o problema estava ali, jamais poderia imaginar que essa romaria mal estava começando.

Ansiosamente entrava e saia de clinicas, fazia e refazia testes, ‘vamos mudar de medico’ de clinica, vamos levar Lu para os Estados Unidos, Europa...qualquer lugar!!, Lu só pode ser surdo!.

Não foi preciso levar Lu para lugar nenhum, o resultado foi obtido aqui mesmo em Salvador e revelou: Lu não e’ surdo. Por incrível que pareça fiquei decepcionado, estava ‘torcendo’ para que ele fosse surdo, assim haveria uma explicação para tanta ausência e diferença. ‘Então se ele não e’ surdo o que ele e’ afinal?’.

Voltamos à estaca zero, Lu continuava o mesmo e para nós faltava um diagnostico.

(a família não conhece o problema a comunidade medica por falta de conhecimento e instrumentos, tornam o diagnostico demorado)


Capitulo 07
Continuam as dificuldades, nenhum diagnostico

As dificuldades continuavam, Lu não se alimenta direito, não consegue sugar a mamadeira, não aceita nada de colher, não aceita o bico , quando o alimento cai em sua boca, ele coloca para fora com a língua, chorando sem parar, rejeita também o seio, parece que lhe faltava o olfato, o paladar, o tato, a audição, e ate mesmo a visão, eu tinha duvidas se ele possuía todos os sentidos.

Já com dois anos, Lu era uma incógnita completa, ‘um sistema sem password de acesso’, um ser de outro planeta, não sabíamos o que era melhor, sair para passear ou ficar em casa, nada lhe agradava. ‘Puxa vida como e’ que os médicos não sabem o que este garoto tem?’, não e’ possível existir alguém assim, só sossegamos quando ele dorme!!. Não sei se pela paranóia que estava instalada em mim, ate o sono de Lu era estranho, parecia acordado, trocar a fralda era um sufoco, ele se agitava tanto que as vezes corria o risco de se furar (não existiam as descartáveis), colocá-lo para engatinhar não servia, sentado também não, no colo idem chorava muito.

A família não sabia mais o que fazer, estávamos tomados pelo pânico, vivendo um grande problema; existiam dificuldades que pareciam intransponíveis, uma angustia incrível, o sono já não era o mesmo, a cervejinha de final de semana não tinha o mesmo sabor, o humor havia desaparecido, comecei a sentir vergonha, vergonha de ter um filho assim, preferia que ninguém o visse.
Mas, Lu estava ali, precisava de ajuda e não sabíamos como ajudá-lo. Até então nenhum diagnostico.

(os efeitos da convivência são devastadores, a família deve fazer o possível para manter os costumes e persegui o diagnostico)



continua

 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:51
continuação

Capitulo 08
A rotina do lar se modifica

A família estava perplexa, o que afinal estava acontecendo?. As pessoas se afastando me incomodava, a família e amigos para mim sempre foram por demais importantes, gostava de ouvir opiniões, sugestões, consultava a família para qualquer assunto: trocar de carro, trocar a geladeira, um móvel qualquer, mudar de emprego, gostava de mostrar o que comprei dividir com a família a felicidade das conquistas, isso sempre foi muito bom para mim.

Mesmo com todos os problemas que nos afetaram com o nascimento de Lu, conseguimos crescer, mudar de carro, comprar terreno perto da praia, arrumar o apartamento, fazer cursos, crescer no emprego, ou seja, ainda era possível planejar alguma coisa.

Fazíamos tudo para dedicar atenção a Marcos e Marcelo, organizava, festinhas, passeios eles cresciam observando o cenário sem poder interferir, sem poder fazer voltar tudo como era antes. Agora existia Lu, ligar a TV somente quando fosse possível, de preferencia quando Lu dormia e tinha que ser baixinho, agora existiam os rituais, claro que estas coisas eram feitas ignorando-se Lu, mas tinha um preço.

Havia também aqueles que arriscavam nos visitar, mesmo sabendo que a visita poderia não ser prazerosa: ‘tenham paciência, ele vai melhorar, vocês estão fazendo o possível!’, diziam.

(amigos e familiares devem encarar o problema de frente, promovendo reuniões manifestando-se sobre o problema, trazendo novas informações se possível incluindo a criança para que ele(a) saiba que o assunto e´ele(a))


Capitulo 09
A febre

Lu foi acometido de uma febre sem explicação aparente, a pediatra solicitou os exames de praxe que foram feitos com grandes dificuldades, alias fazer qualquer tipo de exame em Lu era muito difícil, quase impossível, ele não colaborava. Apesar das dificuldades conseguimos realizar os primeiros exames, tudo que surgia em Lu, para mim, significava a razão do seu comportamento esta febre não foi diferente.
O resultado do exame de sangue indicava baixa defesa imunológica, a médica pediu para repetir e lá fomos novamente para outro laboratório com as mesmas dificuldades colhemos o sangue: resultado igual. Mais uma vez foi solicitado o exame em outro laboratório o melhor de Salvador a medica queria um resultado diferente, mais o resultado foi igual.
Então a medica nos chamou e disse; ‘Lu tem leucemia’. Por essa eu não esperava!, este resultado me parecia absurdo, mas Lu já me parecia tão frágil, sua alimentação era tão deficiente, ingeria poucas substancias nutrientes, enfim, bem que isso era possível.
Alem de não acreditar no diagnostico de leucemia, também não conseguia associar este resultado ao comportamento de Lu, resolvemos procurar outro pediatra.
Para enriquecer a pesquisa e o diagnostico, levamos todos os exames para outro pediatra, recomendado por amigos como sendo um dos melhores, após a consulta o medico não quis saber de laboratórios de Salvador, sugeriu que o material fosse colhido e enviado para um laboratório em São Paulo. A esta altura o meu desejo era levar o próprio Lu para São Paulo, em Salvador ninguém me dava respostas concretas, enfim mandamos o material. Neste período nossos familiares nos dava total apoio ajudando no que era possível, procurando médicos, indicando livros, espiritas, religiões todos estavam empenhados.
Os medicamentos para baixar a febre e alguns anti-inflamatórios, com toda a dificuldade, eram administrados enquanto esperávamos o resultado do exame.
Passados 10 dias de expectativa e sofrimento, o resultado chegou; Lu não tem Leucemia, apenas necessita tomar alguns medicamentos para reforçar suas defesas, respirei aliviado, ‘Graças a Deus!’.
Passamos a dar as medicações recomendadas, voltamos a nos envolver com os problemas do comportamento de Lu o tempo passou e a febre foi praticamente caindo no esquecimento.

A febre durou +- 40 dias e assim como apareceu foi embora sem explicação.

(até que o diagnostico seja apresentado, os esforços devem ser redobrados por todos os familiares, afinal estão diante de algo desconhecido)

Capitulo 10
Auxiliares do lar

Impossível deixar o trabalho para cuidar de Lu, até que pensamos nisso, ele requeria atenção 24hs por dia sete dias na semana. Como não podíamos deixar o trabalho, a domestica era quem cuidava de Lu e dos outros filhos na nossa ausência. A vida moderna, leva a maioria das famílias a confiarem suas casas, filhos e pertences `as “auxiliares do lar”, somente assim e’ possível trabalhar e ganhar o sustento.
Esta pratica pode ocasionar sérios problemas e quase sempre as ocorrências, as vezes graves, não chegam ao conhecimento dos pais, ficando as crianças desprotegidas e com possibilidade de seqüelas.
Era responsabilidade da ‘auxiliar do lar, além de cuidar dos outros filhos, dedicar especial atenção a Lu, dar banho, remédio, descer para passear, colocar para dormir e reportar os problema.
Estávamos sempre trocando de empregada, pois uma coisa ou outra chegava ao nosso conhecimento, tais como: Lu detestava som, apesar da nossa recomendação, elas colocavam o radio com o volume no máximo, certamente para não ouvir o seu choro, isso acontecia sempre pela manha, quando os outros filhos não estavam em casa.
Lu apareceu com uma ferida no braço, procuramos saber o que havia acontecido e a explicação: ‘foi ele que se feriu com algum objeto!’. Na realidade, ela havia queimado o braço de Lu com o cigarro, claro que foi isso, pois não tinha como ele se ferir daquela forma, ou seja, por não poder se defender, ele estava sujeito a atrocidades. Estas atitudes eram impossíveis de serem escondidas, ficava claro pois feria o corpo, imagine as outras atitudes que ficavam escondidas.

Com a nossa presença, as dificuldades eram administradas com atenção e carinho e não eram poucas, imagine com a nossa ausência como Lu não deveria sofrer, quantos fatos aconteceram com ele, que não chegaram a nosso conhecimento, quantas atrocidades ele sofreu que podem ter interferido em seu futuro?, Impossível precisar, tínhamos que confiar a nossa casa a uma pessoa desconhecida. Cuidar de crianças especiais, requer empenho, preparo, carinho, atenção e etc., pessoas pouco esclarecidas, podem tomar atitudes, as vezes extremas na tentativa de livra-se do problema.
Mesmo com todas as dificuldades, poderíamos elogiar algumas domesticas, por sua dedicação e reconhecimento do problema de Lu, nem todas são cruéis, porem cuidar de gente como ele somente pessoas treinadas, do contrario a família pode ser surpreendida.

(e´melhor que um familiar treinado juntamente com os pais, assuma os cuidados da criança).


Capitulo 11
Dificuldade no desenvolvimento

Lu já não era mais um ser ausente, mas seu desenvolvimento era precário, o auxilio para que ele andasse não lhe agradava, ao segurar seus braços chorava muito, o choro era o seu principal modo de expressão, não segurava nada com firmeza, parecia detestar o contato físico, o banho era problemático fosse frio ou quente o paladar muito difícil, oferecíamos gelado não servia, natural também não, doce ou salgado idem, para dar alguma medicação, um tinha que segurar e outro colocar a colher ate perto da garganta de forma que ele não tivesse outro jeito, senão engolir, o método parece horrível, mas, era a única forma dele tomar um remédio.

Os aniversários de Lu eram comemorados sem muito brilho, não havia de parte dele nenhum entusiasmo por bolas coloridas, parabéns para você, presentes, musica, presença de parentes e amigos, nada, ficava sempre agarrado a mãe, chorando e ‘dizendo’ an..!an..!an...se e’ que isso e’ dizer algo. Na festa que era feita para Lu, somente quando ele dormia as pessoas ficavam a vontade.

Não víamos nenhum progresso em seu desenvolvimento intelectual ou motor, podia demonstrar interesse por qualquer coisa, menos pessoas.
Lu sempre foi um privilegiado por ter atenção, carinho e amor especiais,
mas não retribuia.

(o contato físico e’ próprio dos seres humanos, a ausência, indica a existência de problema )


Capitulo 12
Saúde mental de Lu começa a preocupar

Por sugestão de um neurologista, levamos Lu para fazer um eletroencefalograma, ‘pode ser que ele tenha um tumor, isso poderá justificar o seu comportamento!’, pensei.

Chegando a clinica, parecia que tudo daria certo, era só deitar ele na maca, colocar os fios, ligar o equipamento e pronto, ‘ledo engano’, Lu não deixava que se fizesse nada, foi impossível realizar o exame, o medico sugeriu suspender e marcar uma nova data.

Enquanto isso eu realmente estava alimentando a idéia de que ele tinha algum tumor. Estava ansioso por respostas, achava que um tumor no cérebro poderia justificar o seu comportamento, havia um mistério em meu filho que não me permitia associar a nada que tivesse aprendido, precisava desvendar a todo custo.

Estávamos sentados na sala de espera da clinica, Lu não aceitava ficar sentado, deitado, no chão, dentro do carro ou em outro lugar qualquer, virava o corpo, jogava os braços, tornando cansativo segurá-lo. ‘Luciano Rebouças Campos!’ anunciou a recepção, ‘sala 01!’ e lá fomos nós. O episódio se repetiu, nada de exame, voltamos para casa.

‘Já sei vou levar a cama dele para a clinica!’ vale qualquer sacrifício, acho que Lu tem um tumor no cérebro e nada que um remediozinho ou uma cirurgiazinha cerebral, não resolva’, e’ só acertar com a enfermeira que faz o eletro para fazer o exame à noite, quando ele dormir’. Isso foi proposto e graças a Deus a clinica, vendo as dificuldades, terminou aceitando.

No dia marcado, desarmei a cama, coloquei no carro e levei para um cômodo da clinica, a enfermeira remanejou o aparelho, Lu tomou uma medicação para dormir, dobramos a dose o que seria suficiente para deixar qualquer adulto em sono profundo, mas ele resistiu, chorou, resistiu, não agüentou, dormiu e o exame foi realizado.

(lidar com especiais, exige condições especiais, devemos antecipar as providencias sermos criativos, é um erro tentar usar os padrões normais.)


continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:53
continua

Capitulo 13
Resultado do eletro

Comecei a contagem regressiva, espalhei a noticia, dando como certo a existência de um tumor, falava isso com entusiasmo, as pessoas chegavam a ficar assombradas, eu já não sabia o que dizia, mas que torcia por um resultado positivo, torcia, estava muito confuso não conseguia associar o problema a nada que não fosse físico, algo que fosse visto através de um exame.

Como custou passar os dias, já fazia planos de encaminhar a cirurgia no melhor hospital, quem sabe em outro país; não importa eu vendo meu carro, minha casa, tomo ‘algum’ emprestado, corro atrás do convênio, mais vale, quero ver meu filho curado deste mal, para que possamos voltar à normalidade.

Diante do medico eu estava aflito, via o medico abrir o envelope com o resultado em ‘câmara lenta’ já me preparava para um sorriso, SORRISO?, quando e’ que um pai pode sorrir com o resultado positivo de tumor no cérebro do seu filho?, a ansiedade por desvendar o mistério me permitia aceitar qualquer resultado.

Ele leu o resultado, levantou o rosto, olhou para nós e disse claramente ‘existe um foco’ não e’ nada que chegue a preocupar, basta que ele tome este remédio por 02 meses, após este tempo faremos um novo eletro.

Dr. o senhor não acha que este foco poderia ser a causa dos problemas de Lu?’ perguntei; ‘não nada sinaliza para isso, este foco pode ser tratado, ele vai se recuperar, nada tem a haver com os problemas do seu comportamento’, disse o medico.

A medicação foi administrada conforme orientação medica, os dois meses passaram.

(em geral, atribuímos os nossos problemas de saúde ao corpo; a febre indica uma inflamação qualquer. Em alguns casos esse padrão não se aplica)


Capitulo 14
Eletroencefalograma normal???

Fomos procurar o medico e marcamos um novo eletro para a mesma clinica a mesma enfermeira o mesmo método. Continuava achando que somente o próximo resultado do eletro, iria indicar a presença de algo mais serio, ‘talvez o foco tivesse mascarado algo mais grave’, pensava.

A minha desconfiança da existência de algo grave seria revelado no próximo resultado, nada justificava o comportamento de Lu ele permanecia esquisito, sem responder a qualquer estimulo, desenvolvimento precário e péssimo humor.

Estávamos diante do medico, não admitia outra coisa senão algo grave, não sentia medo, sabia que com o avanço da medicina por mais grave que fosse o resultado, haveria tratamento e cura.

O medico pegou mais uma vez o envelope e disse; ‘NORMAL!’, quase desmaiei, não contava com isso, ‘como!’ e ele repetiu ‘NORMAL!’, ’ não acredito!’, o senhor não acha que deve haver falha no equipamento?, ‘não, seu filho e’ normal, igual a mim e ao senhor!’.

Dr. como pode uma pessoa com o comportamento de Lu, ter um eletro normal?’, perguntei e ele disse, deixando em mim uma terrível angustia: ’a maioria dos internos dos hospitais que tratam da saúde mental (hospícios) tem eletro normal’.

Sem que ninguém ouvisse eu dizia ‘não e possível, não pode ser eu estava apostando! , e agora?’. Um medo seguido de calafrio tomou conta de mim, ‘meu Deus, o que Lu tem?, o que e isso?’. ‘Já sei eu estou sonhando, ou tendo um pesadelo mais felizmente logo acordarei e tudo passara’.

Fui acordado pelo medico que disse; ’nada tenho mais a fazer, recomendarei um psicólogo para fazer o acompanhamento’.

Com o pouco fôlego que me restava perguntei; ‘ Dr. o que posso fazer para ajudar Lu?’ E ele respondeu; ‘ todos podem fazer alguma coisa por ele, ‘ate o papagaio do vizinho!’.

Ate chegar em casa, coisa que deveria levar minutos, levou horas.

(as vezes, a procura por um diagnostico nos faz delirar, as razoes são: a louca procura de respostas e a necessidade de sobreviver).


Capitulo 15
Surpresa e temor

Procurar um psicólogo para pesquisar o que??, não existia histórico familiar, meus outros filhos tiveram desenvolvimento normal. Sempre procurei uma explicação para o caso de Lu na área da clinica medica geral. Fiquei intrigado, existia muita ignorância da nossa parte sobre os problemas do comportamento e estávamos diante dele mas não nos demos conta.
Ate o nascimento de Lu, eu nunca havia me interessado por doenças mentais para mim era indiferente não admitia que acontecesse na minha família, isso so acontece com os outros.
Na minha infância não gostava sequer de ouvir comentários sobre pessoas portadoras de doença mental achava estranho aquelas pessoas sujas pelas ruas, gritando, falando sozinha, atirando pedras, dormindo em qualquer lugar.
Eu fazia de conta que estas pessoas não existiam, ouvia os mais velhos dizerem; “cuidado com os ´loucos´ pelas ruas, afaste-se deles”.

Marcamos a consulta com a psicóloga indicada.
Ela conversou com a família individualmente, pai, mãe e irmãos, coletou todos os dados: idade, doenças adquiridas/congênitas, histórico familiar, comportamento social da família, relação de pai/mãe, situação financeira, cômodos da residência, se era casa ou apartamento, se possuíamos carro, casa de campo, empresa que trabalhávamos e por ai vai.
Na consulta com a presença de Lu, certamente que a psicóloga percebeu as dificuldades que passávamos, ele não parava de chorar, sentar não servia, ficar em pe’ também não. A consulta com nossa presença, foi bastante demorada pelas dificuldade naturais do paciente.

Após a avaliação, a psicóloga sugeriu visitas periódicas de Lu ao seu consultório. A esta altura, ele tinha dificuldades em satisfazer suas necessidades fisiológicas, não verbalizava nenhuma palavra, o banho para ele era um sacrifício, andava com dificuldade arrastando os pés no chão, os únicos sons emitidos por ele eram o choro com um som predominante da garganta, um an..!an..!an, este som também como se tivesse pedindo algo, coisa que nunca acertávamos porque qualquer oferta era recusada.

Passei a levar Lu a psicóloga todas as terças as 17:30.Hs.

(a mídia não divulga, o ensino básico idem, enfim as doenças mentais são desconhecidas, apesar das dificuldades, devemos procurar os especialistas e adotar métodos de vida orientados))


Capitulo 16
Continuo intrigado e angustiado

As minhas angustias e frustrações, recomendavam a procura de um analista, resistia bravamente, nunca os procurei achava que se assim procedesse estaria jogando a toalha admitindo a derrota.
Paralelo às sessões com a psicóloga, Lu estava sempre indo a centros espíritas, rezadeiras, igrejas, muitas promessas foram feitas, enfim tudo que pudesse ajudar. Lembrava o que o neurologista disse; ‘todo mundo pode ajudar ele, ate’ o papagaio do vizinho!’.

Para qualquer pai estas coisas machucam, minha vida e da minha família em geral, tinha sofrido uma incrível alteração com o nascimento de Lu, alguns planos tiveram que ser interrompidos, as atividades de laser começaram a desaparecer, os passeios com a família já não existiam mais, visitas dos amigos nem pensar, tranquei a matricula da faculdade, só não perdi o emprego e a vontade de ajudar Lu e a nossa família, que foi pega de surpresa no meio de um cem numero de planos e ideais.
O problema e’ que não sabíamos o que fazer para ajudá-lo nem a nós, tudo estava sendo feito mas o quadro não se modificava, eu chegava a ficar irritado com ele, perdia a paciência, brigava com a mulher com os outros meninos, me sentia perdido estava triste, muito triste.

Lu já andava e corria, as duas coisas de um jeito estranho, arrastando os pés, continuava com sérios problemas de tato não gostava de ser pego, carregado, acariciado, derrubava as coisas, não possuía disciplina e não assimilava nenhum ensinamento. Não gostava dos brinquedos tradicionais, sentar no cavalinho de madeira do parque, brincar com bola, carrinho de puxar ou de fricção não gostava de outras crianças e todos os esforços para motiva-lo eram inúteis.
Uma vez fomos a um clube de campo jogar futebol. Como outras vezes levamos ele para ver se alguma coisa chamava a sua atenção se o atraia, tudo ilusão, se no clube não houvesse piscina seria difícil a nossa permanência nada o agradava, preferia sofrer com o frio da piscina do que brincar com outras crianças.
Neste dia durante o almoço estávamos numa mesa em L, enquanto eu conversava, ele subiu no começo do ‘L’ e foi ate o fim, pisando em garrafas, pratos, copos, derrubando tudo, um horror. Os amigos vendo a minha angustia pediam paciência, calma!, calma!, mais eu estava ‘P’ da vida com aquela situação, resolvi pedir desculpas a todos peguei a família e fui embora, para nunca mais tentar outra.

(adaptar-se a ele(a) a seu modo de ser a suas limitaçoes, envolve-lo em coisas que o mantenham ocupado e que possam agrada-lo torna a convivência menos dolorosa para ele e para a família)


Capitulo 17
Sessões continuam, relação embaraçosa

As sessões se sucediam, ele chegava ao consultório ficava sempre na mesma cadeira, se houvesse alguém no seu lugar, eu saia com ele ou pedia a quem estivesse sentado para trocar de assento do contrario teria que administrar suas exigências cada vez mais complicadas, procurava respeitar seus métodos por mais absurdos que fossem algumas vezes não sabia como agir.

Quando ele levantava do assento da sua predileção ninguém poderia ocupa-lo, imagine isso numa clinica de razoável movimento, ‘terrível’. Com o tempo fui aprendendo que nada podia fazer, se as pessoas ficassem incomodadas paciência eu procurava relaxar e aceitar. Alias, as vezes pensava que o problema estava em mim e não em nele quem precisava de terapia era eu. Inúmeras vezes a psicóloga convidou a família para sessões especiais individuais ou em grupo. Um trabalho digno de elogio, discutíamos muito sobre como lidar com Lu e como tocarmos nossas vidas. Eu não conseguia aceitar dizer NÃO aos outros e a ele SIM, porque teria de aceitar tudo que ele fazia?. A psicóloga dizia: se você tiver de dizer não a Lu diga e assuma, resista não ira doer tanto assim. Alias em casa já existiam grandes problemas a mãe permitia e o pai não, na realidade este problema nunca foi resolvido. Pessoalmente gostava muito das sessões com com a psicóloga chegava tenso e saia tranqüilo mas a nossa vida não se resume a um consultório ao sair temos que encarar a realidade e logo me sentia encurralado.

A esta altura eu já tinha um relacionamento com Lu que deixava muito a desejar, ele na sua diferença e irritabilidade e eu na minha infinita inexperiência e pouco suporte. As vezes era obrigado a bater nele, o que não adiantava, só fazia piorar as coisas. Ele não me via com bons olhos, era sempre eu que o levava a consultórios para fazer exames por vezes dolorosos, alem do que, sempre reclamava muito, não aceitava sua forma de ser, a minha companhia não era das mais agradáveis, significava problema a vista.

(o surgimento de rituais na relação significa compromisso difícil de ser sustentado e´melhor evitar, agir com naturalidade mesmo com as crises)


Capitulo 18
Lu continua o mesmo

Ele continuava inconveniente e eu a me perguntar; ‘ o que e’ que eu vou fazer, não encontro ninguém que me diga o que Lu tem!’, ‘ será que ele e’ débil mental?, e aquele calafrio se repetiu. ‘Bem se for, farei tudo para curá-lo, procurarei os melhores psiquiatras e pronto’.
As coisas em casa estavam indo de mal a pior, não existia mais tempo para planejar nada, tudo acontecia por acontecer, ‘tudo bem faz desse jeito eu não me importo mais!’, toda reação era sempre de forma indiferente, não tenho jeito a dar!!. Não acompanhava mais as atividades escolares de Marcos e Marcelo: ‘ quando tiver tempo vou a escola ver como andam!’, brigava comigo mesmo, não era isso que queria.

Eles estavam experimentando muitas sensações e mudanças, formando suas personalidades, eu não admitia ficar ausente. As atividades entre eu e os outros filhos não tinham uma seqüência era sempre interrompida por alguma coisa relacionada a Lu e nunca conseguíamos inclui-lo nas atividades; fossem escolares ou de lazer. Ele queria as coisas do jeito dele, ficava difícil, eu não encontrava uma maneira de agrupar, os interesses eram diferentes. Com isso os irmãos se afastavam cada vez mais dele tinham que continuar suas vidas da forma como gostavam.

O dialogo em casa já estava seriamente comprometido, ninguém conseguia conversar direito, alem disso, nesta época eu trabalhava de turno em duas empresas, não sei como conseguia. Em geral estava dormindo, trabalhando ou atarefado com os problemas de Lu, não sobrava tempo para conversar.

Nas férias procurávamos fazer o que era possível, sempre procurando afastar meninos dos problemas de Lu, mesmo que isso significasse o nosso afastamento; ‘não importa e’ melhor para eles!’.

Os dias eram sempre tensos, com pouca descontração. Sempre fui com os meus filhos, muito carinhoso, muito afetivo, eles dormiam em meu colo, eu contava historias para eles me sentia muito bem sendo assim. Com a chegada de Lu eu me modifiquei, não tinha mais o mesmo humor, sentia ate mesmo vergonha de ter um filho como Lu, não queria mais mostrá-lo aos amigos, não sei bem o que acontecia mais sabia que a presença dele havia alterado todo o panorama familiar, não por culpa dele, claro, mais por forca do nosso destino.

(nos momentos de tensão uma oração, para vergonha, aceitação procure observar e anotar tudo, um dia pode ser útil)


Capitulo 19
Progressos e hábitos alimentares estranhos

Enquanto isso Lu obtinha progressos com a psicóloga, já conseguia ir ao sanitário fazer xixi sozinho, balbuciar uma palavra, ‘tia’ referindo-se a ela.
Todos estes progressos eram comemorados, assim de uma forma ‘cinza’, ‘mas comemorados, afinal ele havia dito a primeira palavra com quase cinco anos e quem sabe poderia virar um ‘tagarela’ doravante, eram expressivos os avanços.

Lu já estava freqüentando uma escola perto de casa, era uma escola tradicional, mesmo com os seus problemas a proprietária aceitou a sua matricula. Na escola, ele adquiriu um habito, de com as unhas retirar a tinta da parede e comer, um péssimo habito, mesmo sendo vigiado ele conseguia. Retirava aquelas fitinhas de tinta da parede, das cadeiras e comia. As escadas do prédio que morávamos também eram pintadas com tinta a óleo e Lu devorava a pintura, não havia meio de detê-lo, qualquer coisa que ele pudesse remover com as unhas levava a boca, mastigava e engolia, era curioso o seu apetite por coisas que não devia comer.


(a saída são as escolas especiais que tenham um programa bem definido de preferência as instituições de semi-internato)


Capitulo 20
Enfim um diagnóstico

Lu já estava com 05 anos, quando numa das sessões individuais com a psicóloga, consegui arrancar um diagnostico. Ela muito criteriosa procurava juntar as peças para formar o seu diagnostico, nesse dia não resistiu e revelou; ‘seu filho e’ um AUTISTA!’, ‘um o que?’, ‘Autista!’, disse e passou a explicar o que e’ o autismo. Ela já vinha preparando a família para revelar o diagnostico de uma forma tranqüila, foi assim que entendi.

Não fiquei satisfeito com o diagnostico, alem de não saber o que era, a ela disse que o autismo era um problema do comportamento, cada vez eu ficava mais curioso, confuso e o que me deixou mais estarrecido, foi que ela disse que ele iria viver assim para o resto da sua vida, ‘autismo não tem cura!’ e´ um jeito de ser.

Tudo bem , passados 05 anos de grandes problemas, com muito pouco ou quase nada para fazer por ele, a estrutura familiar comprometida, eu já estava certo da existência de um problema serio com ele, não admitia que não existisse cura. O fato de Lu não ter nenhum problema físico, nada descoberto por exames, me levava a crer que o seu problema era realmente muito complicado, ate então ele não havia tomado nenhum remédio controlado o nosso interesse era integra-lo no grupo escolar e faze-lo desenvolver-se da forma tradicional, apesar das tentativas terem sido em vão. Depois do que a psicóloga me disse cheguei a pensar que estava diante de um problema de saúde infantil inédito tal a minha ignorância no assunto.

Cinco anos passados, foram o suficiente para que eu aceitasse qualquer diagnostico, tudo que já havíamos passado, todo sofrimento, toda decepção, nada poderia mais me abalar, parece que eu já estava preparado para o pior, afinal eu me preparei para ouvir um diagnostico de ‘tumor no cérebro!!’ imagine Autismo!.
Eu não sabia de nada, lidar com o que você conhece, por pior que seja e’ bem melhor do que lidar com o AUTISMO!!. Ter um filho autista e’ padecer as 24 horas do dia, um filho autista derruba qualquer estrutura familiar, um autista e’ um desafio diário para a família e para a sociedade, um filho autista consegue exaurir todas as suas economias, um filho autista derruba o seu ‘castelo’. Fica você submetido a pensar nele, cuidar dele, pensar por ele, assumir por ele, desconhecer ele, esconder ele, tudo por ele e para ele, nada mais será importante do que ele.

(para lidar com o autismo, precisamos de apoio de especialistas de treinamento e de muita criatividade.)


continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:54
continua

Capitulo 21
Mesmo poucas, as esperanças continuam

Lu já fala, mesmo com certa dificuldade, impressiona por sua memória, e’ capaz de gravar tudo visual ou verbal, jamais esquece o nome de uma pessoa, a cor e marca do carro, nome de parentes, onde trabalha etc. As pessoas chegavam a dizer que ele era um ser ‘superdotado’; ‘ninguém e’ capaz de gravar as coisas deste jeito!’

Eu não sabia se ficava feliz ou triste com estas absurdas e fantasiosas colocações, estava certo que toda aquela facilidade em gravar coisas, não seriam revertidas em felicidade para ele ou para sua família. Já havia lido e assistido alguns filmes, conversado com os médicos e sabia que ‘superdotado’, era apenas uma grande ilusão.

Passamos a procurar outros médicos, ouvir os familiares, espíritas, vizinhos, padres, especialistas, afinal Lu era um membro da família e a sua existência e o seu AUTISMO eram reais, portanto teriam que ser encarados de frente. O diagnostico medico sinalizava que todos os nossos conceitos, nossos valores, nossa moral, nossa honra, nossa tudo, teria que ser revista, ele estava ali e não poderia ser ignorado. O que fazer?.

Os comentários sempre incentivadores, não diminuíam a nossa frustração, eram sempre os mesmo; ‘paciência, reze muito, entregue a Deus!’, ‘a ciência esta muito avançada, quem sabe aparece uma forma de cura!’, ‘existem coisas piores!’, ‘ele poderia ser um cego!’, e assim por diante.

Bem que eu gostaria que Lu fosse um cego, os cegos se comunicam através dos outros sentidos, os cegos a depender do problema podem ser operados e passam a enxergar, os cegos possuem afetividade, os cegos se casam constituem família, os cegos estudam e se formam fazem mestrado, enfim os cegos são como os ‘normais’ só não enxergam.

Mesmo assim as esperanças continuam e nada melhor do que entregar ao ‘senhor’ os nossos problemas ELE se encarrega de solucioná-los.

(toda forma de a terapia ocupacional, sinaliza como o melhor resultado)


Capitulo 22
Lu marca presença, fico triste e revoltado

Agora a ausência de Lu não era mais notada, foi substituída por hábitos e comportamentos estranhos, como: ficar andando de um lado para outro, pegar um canudo ficar olhando e sorrindo, como se estivesse delirando, colocar as mãos nos ouvidos, emitindo um som de am..am..am, como se não quisesse ouvir as pessoas conversando, sorrisos sem graça, desobediência, recusava-se a ir as sessões de terapia enfim Lu era outro. Mesmo assim sabíamos que as sessões com a psicóloga não poderiam ser interrompidas, fazíamos o possível para leva-lo mesmo que para isso tivéssemos que obriga-lo, ele resistia.

Como todos os pais que passam por esta experiência, estávamos em pânico, insistindo em resposta que diminuísse nosso sofrimento e indicasse uma solução, não importando onde estivesse. Todos se sentiam cansados, estressados, angustiados, decepcionados.

Outros médicos e especialistas, foram tentados, outros exames foram feitos que nada adiantou, jamais iríamos ouvir outro diagnostico. Sempre saía do consultório arrasado, eu realmente fiquei muito triste, me isolei por uns tempos mas sem me dar por vencido.

Comecei a desenvolver uma certa revolta, ‘ puxa vida por que tinha que acontecer justo comigo’, não acreditava na inexistência de solução para aquele problema. Não gostava de conviver com situações desagradáveis, sempre encontrava uma solução, trabalhava com informática, com computadores de grande porte, e gostava dos problemas, pois eles me enriqueciam, nos problemas e’ que crescemos, nos desafios e´ que aprimoramos nossos conhecimentos. Agora eu tinha de admitir que estava diante de um problema sem solução, horrível isso, passar por minhas mãos um problema que não consigo solucionar, ’ como posso admitir, ter que conviver com um problema deste tipo?.

(neste período o melhor e’ manter a ocupação dos familiares e do autista, custa admitir que o problema e´ real. Largar a faculdade, o emprego, brigar com o mundo de nada adianta, seja criativo)


Capitulo 23
Precisei dar uns bofetões mais sofri muito

Estávamos em casa um sábado à noite, Lu no seu ‘sofrimento’ de andar de um lado para o outro sem deixar ninguém em paz; ‘ venha aqui, por favor!’, chamei, ele sentou-se a meu lado e eu comecei a explicar que não era possível ninguém assistir o jogo se ele ficasse passando na frente da TV, ‘fique no corredor’, sugeri.
Passados alguns minutos ele estava de volta; ‘Lu para com isso gritou Marcelo chorando’ ele investiu contra Marcelo, eu interferi pedindo calma, ele não atendia a nenhum pedido, Marcelo chorava, não conseguia assistir o seu jogo. Neste dia eu estava de pavio curto e dei uns bofetes em Lu, ele já havia tomado alguns, mais aquele doeu; ‘pare com isso ninguém agüenta mais você’ vá embora de onde você veio, você não gosta de ninguém aqui porque não vai embora’, gritei.

Marcelo estava paralisado e eu não sabia mais o que falava, estava desabafando coisas que nunca havia dito, queria feri-lo, pois já estávamos muito feridos, gritei com ele, tornei esbofeteá-lo, ele me ameaçou, e eu disse; ‘Lu eu sou seu pai tenho que educá-lo mesmo que seja com uma boa surra!’ e tome gritar e dizer coisas que de nada adiantavam, os vizinhos ficaram assustados, eu estava muito tenso e fora do controle, descarregando todo resultado do meu sofrimento sobre ele.

Após alguns minutos batendo nele e tentando dominá-lo estávamos cansados, eu fiquei olhando para ele e para Marcelo e comecei a chorar, chorei muito pedi para que ele me perdoasse, que eu jamais faria aquilo novamente, estava perdido, tinha que fazer alguma coisa para contornar a situação que eu mesmo criei, ele continuava agitado.
‘Vamos comer uma batatinha frita Lu?’, perguntei tentando enganá-lo ele aceitou, descemos e entramos no carro, ele começou a chutar o banco, a bater no vidro correndo o risco de se ferir eu perguntava a ele porque fazia aquilo ele continuava, corremos um serio risco de vida, numa avenida super movimentada ele tentou segurar o volante, puxar a trava de mão, enfiar o pé no acelerador, QUE NOITE.
Por milagre não capotamos o carro, consegui parar, mas não podia retirá-lo do carro, se bem que este pensamento passou por minha cabeça, deixá-lo ali abandonado e nunca mais nos veríamos, voltei a chorar.
Depois de muito sofrimento de ambas as partes, voltamos para casa e Lu dormiu.

(o despreparo nos leva a cometer erros, se o encaminhamento medico for adequado se família e autistas estiverem sendo assistidos, muitos problemas podem ser evitados não podemos esquecer que somos somente pais e as vezes atrapalhamos)


Capitulo 24
Esquisitices, movimentos repetitivos estereotipados

Lu não ficava parado, andava no apartamento de um lado para o outro no pouco espaço que tinha, no final da caminhada sorria e dizia algumas palavras com voz forte, balançava a cabeça, olhava para um canto e sorria, andava de um lado para o outro novamente, sem parar, alem do ruído forte que produzia , ele suava muito e o cheiro do suor era forte, desagradável mais que não incomodava a ele. A qualquer lugar que fosse seu comportamento era esse, andava de um lado para outro sem parar.
Os movimentos repetitivos sem muita coordenação, o olhar vago para lugar nenhum, movimentos das mãos assim como se estivesse estalando os dedos, pegava um canudinho colocava o braço para cima ficava olhando dizendo coisas sem sentido, em qualquer lugar que chegasse estava de posse do seu canudinho, parece que esta ocupação lhe servia para ignorar o mundo a sua volta, ninguém estava autorizado a retirar o seu ‘companheirinho’ sob pena de ter de administrar uma grave crise.
Nas suas idas e vindas, de um lado para outro, parava sempre para ‘abastecer’ beber água, enchia a boca até os lábios ficarem esticados, demorava um pouco e engolia. As vezes consumia vários litros o que significava trabalho durante a madrugada para retirá-lo da cama pois certamente estaria alagado no xixi.
Qualquer alimento que era oferecido, ele colocava na boca ate o limite, seu rosto ficava parecendo uma bola, depois ia mastigando e engolindo. Parecia que tudo que pudesse mante-lo ocupado era melhor, ninguém iria questiona-lo ele estava ocupado. ´Processar´ uma nova informação não era nada agradável para ele, parece que os autistas retardam o processamento de uma informação, porque e´ demasiado sofrimento ter que fazer a leitura de uma nova. Fazia alguns testes: perguntava a ele se queria refrigerante gelado ou natural, imediatamente ele escolhia a ultima opção, se eu invertesse a ordem ele escolhia gelado, o que indicava não ser uma predileção e sim uma forma de se livrar da angustia da minha pergunta.  Com a minha ignorância e despreparo, dizia para mim mesmo: ‘estou perdido meu filho não tem jeito mesmo, todos ficam olhando suas esquisitices, acho que não o levarei mais a lugar nenhum. Um dia encontrei com uma amigo e este me apresentou a uma pessoa e lhe perguntou; ´ você conhece ele? ´, referindo-se a mim, o outro respondeu; conheço sim, não e o pai do maluco!.! , me contive para não esmurra-lo. Terei o tempo como aliado!, o tempo encaminha jeito para tudo!, se o problema de Lu não tem jeito, sem jeito ficara!’, não possuo poderes, sou um simples mortal. Ele já tem 10 anos, já freqüenta uma escola especial, continua com as sessões com a psicóloga, faz consultas a uma psiquiatra e já toma remédio controlado, (Neuleptil e Tegretol).

(não espere que a situação fique fora do controle, procure um jeito de ocupá-lo pela manha e a tarde com atividades que ele esteja comprometido)


Capitulo 25
Pesquisa e procura por ajuda

Passei a pesquisar tudo sobre autismo, com a esperança de que um dia poderia reverter o quadro, viajei para outros estados para conhecer o que havia de melhor para o autista, fiz inúmeras consultas através da Internet onde obtive muitas informações.

Em Fortaleza, conheci a ‘Casa da Esperança’, e sua metodologia, ‘Amigos da Diferença’, desenvolvida pela própria casa, que consistia em um treinamento teórico e pratico. Os treinantes eram chamados de ‘assistente terapêuticos’, na pratica, eles ficariam acompanhando o ‘cliente’ por todo o dia (um pra um). A casa funciona em regime de semi-internato, pela manha atividades terapêuticas e a tarde alfabetização, uma iniciativa excelente com ótimos resultados alcançados e um grande numero de clientes. Infelizmente Lu não pode usufruir dos benefícios da Casa da Esperança, teria que mudar-me de Salvador para Fortaleza, mas tinha certeza que ali seria o melhor lugar para ele.

Aprendi muito sobre o autismo na Casa da Esperança, li muitos artigos sobre o assunto, acompanhei o dia-a-dia da casa, cheguei a pensar em criar um modelo em Salvador, e aplicar a sua metodologia, onde Lu seria um dos primeiros a ser beneficiado, chegamos a formar um grupo de pais, mas não passou disso. Essa experiência enriqueceu muito os meus conhecimentos e passei a aceitar mais o problema e não me angustiar tanto atrás de uma solução.

(levando-se em conta que cada caso e’ um caso, as terapias ajudam muito, devemos usá-las continuamente, musica, informática, ecoterapia, jardinagem, trabalhos manuais, relaxamento, pintura, e atividades domesticas)


Capitulo 26
Lu surpreende

Um dia Lu fez um comentário que me deixou surpreso: ‘Puxa vida, na minha escola só tem maluco!!!’ ele já freqüentava a escola de Arte Alternativa, uma escola para crianças e adolescentes especiais.

Qual seria o seu conceito sobre as pessoas consideradas ‘normais’?, será que do seu ponto de vista, as atitudes dos colegas eram ‘maluquice’?, com base em que ele fazia comparações, QUEM SERIA LU PARA LU.

Somente sabendo quem somos podemos ter um conceito sobre os outros, aquele comentário fez acender a ‘chama’ da esperança de que Lu, poderia estar sendo tratado desde o inicio de forma inadequada.

Solicitei a escola que procurasse observar mais de perto o seu comportamento e comentários e após algum tempo fui ver os resultados.

A ‘chama’ se apagou, Lu continua o mesmo e somente com muita paciência e dedicação e’ possível mantê-lo entre os colegas, infelizmente Lu não se relaciona bem com os colegas, cospe, xinga, agride não atende nem mesmo os profissionais da escola.

‘Que pena, por um momento pensei que Lu estava no lugar errado’

(pessoas diferentes podem surpreender, pais e responsáveis devem participar das reuniões na escola, trocar experiências)


Capitulo 27
Conhecendo os problemas dos outros

Conheci muitos autistas e seus familiares e pude constatar o sofrimento que passam. As dificuldades existentes para se manter um filho numa escola especial são muitas, condução especial particular, mensalidade escolar cara, apesar de muitas prestarem um ótimo serviço. Atendimento heterogêneo autistas, dow, mongol, deficientes mentais de todos os tipos, meninos e meninas todos juntos.

Ficava pensando; ‘e os filhos autistas de famílias pobres!’, aquelas famílias que não contam com a menor ajuda nem de governantes nem da sociedade, devem estar entregues a própria sorte, como devem sofrer’.

Conheci experiências vividas por outros, que me assustaram. Os familiares saiam para o trabalho e amarrava o autista, outro conduzia de carro o seu autista todos os dias por 100km da casa para a escola/casa, mães e tias que se ocupavam fazendo artesanato para angariar fundos para a instituição a que seu filho pertencia, famílias de grande poder aquisitivo vivendo em mansões com todo o conforto, mais sem a paz que gostariam de ter, pois o seu autista vivia a gritar e a ouvir o som em alto volume, outro já adolescente mordia os lábios ate sangrar, outro ficava preso numa espécie de cela, outro vivia pulando como canguru, uma família possuía 02 autistas, em outra família uma autista cega e com deformidade física, muito sofrimento.


(algumas pesquisas indicam a necessidade de se fazer testes de intoxicação por metais pesados, existem casos comprovados de melhora, quando se controla estas substancias a níveis aceitáveis pelo organismo. também esta comprovado que glutem e caseína provocam irritabilidade)


Capitulo 28
Outras experiências e desabafo

Nas minhas andanças vi muita coisa triste, muitos sonhos virarem pesadelo, casais separados; ’o pai nem quer saber do seu filho ele acha que não tem jeito mesmo!!’, a maioria das famílias que tiveram um filho autista, ao separarem, o filho ficou com a mãe o pai só visita, não se envolve. Dificuldades para manterem seus filhos nas escolas especiais, consultas medicas acima de qualquer padrão médio brasileiro, muitos profissionais da área querendo trabalhar, colocar seus conhecimentos e pesquisas na pratica, mais com poucas ofertas de emprego.

Pude constatar a omissão do governo, não conheci nenhuma instituição governamental, escolas ou hospitais, que tratem os autistas, deficientes mentais em geral e suas famílias, com a seriedade e investimentos que a questão requer. Não somente o atual governo, como todos os outros, vejam o caso dos hospitais públicos (hospícios) todos em decadência.

Somente aquelas famílias que não possuem nenhum recurso, internam seus familiares nestes hospitais, as instalações são precárias, equipamentos ultrapassados, condições de higiene abaixo da critica uma vergonha. Salvando-se nestas instituições somente os profissionais, que por amor ao próximo, fazem a vida dos internos menos ruim.

Nunca obtive nenhum tipo apoio para cuidar de Lu por parte dos órgãos públicos, e não era dinheiro que queria, o que queria era uma escola publica especial um hospital publico decente, um pronto-socorro exclusivo para atender aos doentes mentais com equipamentos modernos, profissionais qualificados e atualizados cientificamente, com salários dignos para os seus desafios e pesquisa, era só isso. Parece muito para o Brasil, que os políticos insistem em manter como o país das injustiças sociais e dos corruptos, de governantes omissos, engravatados em seus gabinetes sem conhecer o país que governa. No Brasil, o governo e’ o primeiro algoz do seu povo.

Destaco as associações de pais, espalhadas pelo Brasil, todas elas criadas e mantidas por familiares de deficientes, tudo construído com muito amor e abnegação.

(familiares de autistas organizando-se, serão capazes de fazer cumprir a constituição, existe pouca mobilização)


Capitulo 29
A vida continua

As sessões com a psicóloga, as terças feiras 17:30, e diariamente a escola de Arte Alternativa continuam sendo as atividades diárias de Lu.

Manter o equilíbrio financeiro da família era algo muito difícil, não existiam escolas conveniadas o valor pago mensalmente era alto, sem falar que tínhamos outras despesas com os outros filhos. Mesmo assim havia crescimento, apesar das despesas mantivemos o nosso carro e nosso apartamento e adquirimos um lote perto da praia, chegamos a concluir o projeto de construção mas não levantamos as paredes.

Eu sempre rezei, faz parte da minha educação; após o nascimento de Lu passei a rezar muito mais, sempre para sair eu fazia a minha oração em silencio pedindo para que o nosso dia fosse pleno de paz, coisa que já não tinha há muito tempo, eu necessitava de paz, de aceitação da dura realidade, não adiantava ficar isolado pensando, precisava tocar a vida.

Quando Lu nasceu eu tinha 33 anos, vivia um clima de plena satisfação com minha família. Custou aceitar aquela nova forma de viver, o sorriso não saía com espontaneidade, não sentia o menor prazer em levar Lu para qualquer lugar, mesmo assim saíamos sozinhos. Eu conseguia com os meus meios, manter um certo controle da situação, preferia deixar os meninos, eles reclamavam muito ter que aturar Lu e seu jeito de ser. Procurava sempre uma praia isolada, as esquisitices de Lu chamavam a atenção das pessoas e eu já não tinha saco para os ‘olhares’.

( insista na ocupação em casa como sendo a continuidade da escola, procure obter ensinamentos com especialistas, mantenha-se informado)


Capitulo 30
As tentativas de mudar o quadro continuam

Como aquele lote ficava perto da praia, isso significaria perigo para Lu. Comecei a procurar outra opção, sempre colocando ele como sendo o seu preferencial beneficiário. Troquei o lote por outro maior num condomínio fechado, com cinco mil metros, mandei limpar, cerquei, plantei fiz uma pequena casinha parecia perfeito para Lu muito espaço e privacidade.

No condomínio existia um clube privativo para os condôminos, levávamos ele nos finais de semana para tomar banho de piscina e relaxarmos um pouco. Ele passou a ser um grande consumidor de batatinha e refrigerante dava uma caída e voltava pedindo outro, quando não estava na piscina ficava andando de um lado para o outro com seu canudinho.

Nosso sitio estava uma beleza, plantado cercado, mas não ficávamos lá, Lu só queria saber do clube a esta altura meu filho Marcos já dirigia, e eu confiava a ele a condução de Lu para o clube. Precisava tocar as coisas do sitio e somente em finais de semana isso era possível.

Uma vez organizei uma festa de São João no sitio, com bandeirolas, música (quando Lu deixava), fogos, bebidas e comida para toda família. Para minha decepção somente uma irmã e seu marido apareceram. Também porque viriam? se chegando não ficariam sossegados, eu brigava com Lu a todo momento, que graça teria?.

O mato começou a crescer.

Quando construímos algo queremos ter o prazer de ‘curtir’, mas não fazemos isso sozinhos, precisamos dos amigos, precisamos de alegria, precisamos de amor, precisamos de paz, precisamos ser respeitados, precisamos fazer as coisas quando desejamos, precisamos dividir as tarefas, precisamos de humor e eu não tinha mais nada disso.

(pessoas especiais moradias especiais, mais espaço, laser, atividades próprias para ele, a revolta não leva a canto nenhum, procure aprender com o dia-a-dia)


continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:56
Capitulo 31
E a família de Lu?

Lu já tinha 11 anos, Marcelo 12 e Marcos 17. Havia em todos um sentimento de decepção, planejamos uma vida bem diferente, era duro olhar para os garotos e ouvir suas perguntas, ’meu pai, ate quando viveremos assim, Lu nunca vai ser um garoto legal?’,. ‘Porque tenho que desligar a TV justo no programa que gosto?, Só porque Lu não gosta?’. Era assim Lu tinha prioridade, o NÃO para Lu significava administrar suas crises que estavam cada vez mais difíceis.

Os meninos já admitiam estarem em sua casa e terem que aceitar condições que não estavam acostumados, eles também demonstravam uma certa decepção por ter Lu como irmão, certamente já ouviam comentários desagradáveis dos amigos.

O tempo havia passado, somente a um pesadelo eu conseguia atribuir a existência de Lu, como não conseguia sair do pesadelo, vivia a realidade tentando colocar em pratica os ensinamentos obtidos, as metodologias existentes para amenizar os sofrimentos. A resposta para os meninos sobre seus questionamentos eram sempre a mais verdadeira possíveis, ‘não alimentem ilusões Lu nunca será o garoto que vocês desejam, procurem aceita-lo como ele e’ e pronto, toquem suas vidas estarei sempre junto de vocês, nada lhes faltara!!’.

Muitas vezes passou pela minha cabeça, largar tudo e sumir.., como eu poderia sumir?, quem iria cuidar da família?, para onde iria?, não passaria mais que um dia longe o sofrimento seria muito maior, não tenho coração para essas atitudes.

(apesar do sofrimento, a família deve procurar especialistas para ajudar na condução do problema, devemos ser fortes e viver um dia de cada vez.)


Capitulo 32
Efeito Lu

Ha quanto tempo não recebia a visita dos parentes, como a casa estava desarrumada, tacos arrebentados, paredes sujas, moveis estragados um lixo. Alguém poderia perguntar; ‘será que esta assim por causa de Lu?’ E eu responderia; ‘sim e’ tudo por causa de Lu’, não posso me iludir, claro que não por sua culpa, mas pelo problema que veio junto com ele.
As famílias precisam ter o diagnostico o quanto antes, para com ajuda de especialistas, poderem preparar-se. E’ necessário um trabalho de aceitação, todos precisam estar preparados para lidar com o indivíduo autista, do contrario somente um milagre pode salvar a família, a convivência torna-se intolerável os efeitos são devastadores em todos.

Jamais poderemos atribuir ao autista, os problemas decorrentes dele, mas não podemos esquecer a existência de carência medico/cientifica/hospitalar, poucas alternativas de tratamento e um cem numero de situações constrangedoras e embaraçosas porque passam os familiares sem saber como cuidar.
A sociedade tem suas regras, a nenhuma delas os autistas se enquadram (exceções à parte) a família tem seus limites, os autista não tem limites. Um copo não pode ser derrubado duas vezes, esta ocorrência indica um problema, para os autistas isso não significa nada, ninguém poderá agredir deliberadamente física ou verbalmente a outro sob pena de ser severamente punido pela lei e pela sociedade e os autistas?, agridem de diversas formas e não temos como puni-los, se uma criança desobedece será punida com castigo e este conceito passa de pai para filho e os autistas, a que regras obedecem?.

Com tudo isso, família e sociedade precisam conviver com indivíduos diferentes (autistas, pmd, síndrome de down, esquizofrênico e etc.). Para isso e’ necessário o desenvolvimento de outras regras, regras ate mesmo criadas pela família que atendam as necessidades dos autistas, do contrario o erro de tentar enquadrar o autista às regras dos ‘normais’, continuara sendo um desgaste e a família pagara o preço.

Ninguém tem culpa da existência de pessoas autistas, eles também não sabem porque somos como somos, nem porque eles são como são, ninguém sabe de nada, todos procuram na medida do possível ajudá-los e se ajudar, o que fica claro e’ que esta ajuda depende em muito de investimentos financeiros coisa que muitas famílias não podem fazer.

(chegando o diagnostico, a família deve inteirar-se do que se trata, será ela a primeira a necessitar de ajuda)


Capitulo 33
As fugas

Passávamos o dia no trabalho, Marcos e Marcelo na escola, Lu ficava com a secretaria. Agora as coisas não traziam tanta expectativa, eu não queria saber o que se passava, sabia que era aborrecimento e que logo iria ‘estourar’ portanto as coisas aconteciam e tudo bem.

Isso era péssimo, tinha que engolir tudo e sofria muito, mas era melhor fazer de conta que não sabia já que nada que fizesse iria mudar o quadro, fica desse jeito mesmo.

Lu passou então a fugir de casa, não para longe, dentro do próprio condomínio às vezes passava uma manha inteira, sujo, sem camisa, cabelo por cortar subindo apenas para tomar banho e almoçar. Eu já não telefonava para casa; ‘saber o que? que ele desceu? sair do trabalho para procurá-lo? deixa pra lá!’, começava a aceitar de uma forma pacifica fosse o que fosse, estava vencido.

Ele descia logo cedo, ficava na frente do conjunto parado olhando para as pessoas, ninguém bulia com ele, mais o seu semblante era de poucos amigos, as pessoas passavam e diziam; Oi! Lu, por que não vai para casa!’, ele saia correndo e se escondia; ‘Lu vou falar com seu pai que você esta pedindo guaraná aos outros!’ ele saia correndo com a garrafa na mão e se escondia.

Lu descia a noite e se escondia nos prédios para que eu não pudesse localizá-lo, chamava Marcos para ajudar na busca, os seguranças, vizinhos ajudavam. Quando o encontrava, com muito cuidado eu dizia; ‘Lu vamos para casa!’, e ele dizia; ‘já vou meu pai!’, dizia isso andando e olhando para mim, com uma expressão de irritação, queria uma liberdade que não podíamos permitir.

(os sofrimentos diários diminuem quando adotamos atividades prazerosas para eles, de preferencia orientadas por pessoas treinadas, natação, caminhadas trabalhos manuais etc.)


Capitulo 34
Queria fugir não importava como

Ele queria fugir e para isso arquitetava seus planos, deixava que pegássemos no sono e descia, passava a madrugada na rua correndo sérios riscos, não respeitava limites ele queria algo que não sabíamos o que era mais que certamente não estava em casa.

Já estava grande e forte, difícil de ser contido. As vezes eu deitava no sofá, trancava a porta e ficava vigiando para ele não descer. Pegava no sono e era acordado com o barulho da porta batendo ele conseguia fugir. Outras vezes trancava a porta e retirava a chave, acordava surpreendido com Lu em pe’, ao lado olhando para mim, com um olhar estranho de poucos amigos, uma sensação terrível tomava conta de mim, ‘há quando tempo estaria ele ali, o que estaria ele pensando?’.

Os moradores do conjunto já o conheciam e nada faziam contra ele, os vigilantes precisaram ser instruídos para saber quem era ele e como lidar, mais de qualquer forma Lu corria perigo, um vigilante que não o conhecesse poderia dar voz de prisão ele não iria atender, sairia correndo e poderia ser alvejado.

Por vezes fui chamado para contornar situações provocadas por Lu, quebrando vidros de janelas irritado porque as pessoas ficavam olhando para ele no seu vai-e-vem. As pessoas chamavam a segurança para retirá-lo de onde estava se sentiam incomodados, ele se irritava, xingava a todos, tentava agredir e somente com a minha chegada à situação ficava sob controle.

As experiências com as fugas de Lu foram muitas, a dor o sofrimento e a vergonha por que passamos ficaram marcadas pelo resto das nossas vidas.

(um indivíduo diferente, necessita de atitudes diferentes, os vizinhos precisam ser avisados de como tratá-los, as vezes muita curiosidade gera grandes problemas)


Capitulo 35
Rotinas e rituais

As 13:30 todos os dias eu o pagava para levar a escola, buzinava e ele descia, tinha sempre que chegar no horário, qualquer minutozinho de atraso ao entrar no carro com um péssimo humor ele perguntava; ‘meu pai porque demorou?’.
Lu já estava com a voz grossa, expressão fechada isso me deixava intranqüilo, não sabia do que ele seria capaz. Não havia prazer em mim muito menos nele naquela atividade, a viagem durava 20 minutos e o silencio era o nosso companheiro, agia assim, pois quando ligava o radio para ouvir musica ele mandava desligar, quando puxava conversa ele se irritava, qualquer para mais brusca era motivo para uma; ‘porra meu pai’.

Eu preferia que ele sentasse no banco de traz, no da frente ele me deixava tenso olhava para mim com rosto fechado, olhava para frente e voltava a olhar para mim, não sabia o que se passava, mais tudo bem deixa o tempo passar, logo estaremos na escola.

Quando o olhava pelo retrovisor, lá estava ele olhando para mim. Eu ficava me perguntando o que se passa na cabeça dele? mais era bom que ele não falasse nem fizesse nada, pois certamente teria que parar o carro para contornar a situação.

Na volta a situação se repetia, ele sentava e ficava olhando para mim pelo retrovisor e eu em silencio absoluto, parecia que a minha companhia no carro, era um animal feroz e que não devia despertá-lo devia deixá-lo no seu lugar e não incomodá-lo, não podia piscar.
Estas idas e vindas com Lu fosse para onde fosse, eram sempre cercada de grande expectativa não sabia o que poderia acontecer, o contorno diante de uma situação de crise servia para aquela situação, não servia para outra.
Tentava imaginar o que lhe agradava, ‘já sei vou comprar umas balas e oferecer sempre que entrar no carro’. De certo modo isso o deixava um pouco desligado de mim, era incrível ao entrar no carro a primeira coisa que dizia: ‘meu pai quero bala’. Este método passou a ser freqüente não poderia jamais esquecer as balas, sob pena de administrar uma crise. Mesmo sem querer os rituais surgiam, criados por ele ou por nós e teriam que ser respeitados, as vezes existiam tantos rituais que esquecia e quando lembrava, o momento já havia passado ficava apenas esperando a crise. Em casa no carro na rua em qualquer lugar existiam estes rituais.

(hábitos alimentares e disciplinares devem ser construídos para ele, a família deve instruir-se de como fazê-lo)


Capitulo 36
Comportamento curioso e imprevisível

Certa vez ao conduzi-lo para um passeio, durante a viagem notei que ele havia se transformado, olhava pelo retrovisor e lá estava o seu olhar ‘43’ fixo em mim, ‘puxa vida eu já ofereci as balas’, afinal o que ocorreu que não percebi, será que deixei de obedecer algum ritual?.
A viagem continuava e o humor piorava, já estávamos perto do nosso destino e ele me perguntou com aquela voz grossa; ‘meu pai o senhor esta retado comigo? ’ gelei, este era um ritual dele, ’ não meu filho não estou zangado com você ao contrario estou feliz’, respondi mesmo não sendo a verdade, este era um ritual meu, demorou mais um pouco e ele repetiu a pergunta, repetiu varias vezes ate gritar eu não sabia o que dizer, como não existia nenhuma resposta pronta preferi ficar calado.

Chegando ao nosso destino Lu estava possesso, dando chute no carro e gritando comigo, alguém apareceu para distraí-lo e eu fui pegar as coisas no carro, fiquei surpreso, Lu tinha feito xixi no banco do carro não sei porque, em outras ocasiões ele pedia e eu parava num posto e pronto.

Havia encontrado a explicação ele fez algo errado, sabia que eu considerava errado e já estava admitindo a minha reprovação antes mesmo que eu soubesse do ocorrido.

A estadia no nosso destino foi por pouco tempo.

(a convivência e’ difícil, mesmo assim a disciplina deve ser rigorosa, mesmo com uma crise, não adianta adiar, tome a atitude que achar melhor para o caso)


Capitulo 37
Perdi a batalha, aceitei passivamente

Já estava vencido, Marcos e Marcelo já estavam crescidos procuravam abstrair e tocarem suas vidas, eu já estava deixando as coisas acontecerem sem tentar interferir, sofria muito, mas, havia admitido que nada poderia fazer. Lu já não freqüentava as sessões com a psicóloga (uma pena) não ia mais ao psiquiatra, sabia os dias e horários que passaria para pegá-lo então fugia. Saía a procurá-lo, algumas vezes o encontrava, conseguia convencê-lo de ir ao medico, outras vezes ligava para saber se ele estava pronto, diziam que ele havia fugido e eu desistia, não ia mais procurá-lo; ‘deixa pra lá!’, não posso mais fazer nada!’.
“Que pena Lu, fui vencido pelo desconhecido, por algo com o qual não sei me relacionar, o destino nos impois este sofrimento, nada posso fazer, sua vida será sempre assim, não posso interferir, ficarei no meu canto com a minha dor e você com o seu jeito de ser, vivendo a seu modo”.

Lembro de quantas vezes, procurava os médicos certo de que alguma coisa poderia ser feita, quantas visitas a centros espíritas, quantos sacrifícios financeiros movidos pela esperança de que se não conseguisse a cura, pelo menos pudesse diminuir o nosso sofrimento.

Já estava cansado e triste, meu próprio filho veio ao mundo para retirar-me a paz, a felicidade, o humor e os ideais.

Lu já não freqüentava mais a escola, resolveu assim e eu nada fiz.

(não permita que a situação fuja do controle, os especialistas devem ser procurados ao primeiro sinal. A saída não esta na iniciativa corriqueira e sim na criatividade e rapidez)


Capitulo 38
Lu passou a agredir

Ele já estava crescido e forte, voz grossa, aspecto agressivo, que logo seria transformado em atitudes.

Tudo em casa agora, dependiam dos rituais e do humor de Lu, as pessoas passaram a temê-lo o caos estava instalado, qualquer coisa era motivo para ele se irritar, gritar, cuspir, xingar e agredir as pessoas.

Não era uma agressão com forca determinada, se fosse machucaria, ele fazia isso para impor suas condições; ‘quando eu chegar não quero saber de ninguém no banheiro, ninguém assistindo TV, não quero que ninguém olhe para mim, quero minha pipoca no prato, do contrario vou ficar bravo!’ devia pensar.

Cadeiras arremessadas contra as pessoas de casa, cusparada, xingamentos, chutes, socos, empurrões, ninguém podia emitir um som diferente em casa sob pena de sofrer as conseqüências. Quando ele se irritava e era constante a sua irritação, agredia a própria mãe, verbal e fisicamente muitas foram às vezes, até mesmo os vizinhos que vinham em socorro eram ameaçados, ele sofria muito e fazia os outros sofrerem.

Não conseguia fazer nada, ele não assimilava nenhum ensinamento, seu humor era horrível, mesmo dormindo a noite toda, acordava agitado. Ao sair pedia a ele para não descer e não agredir as pessoas, não adiantava.
Não tinha escolha a não ser deixar as coisas acontecerem, perdemos o controle estamos entre as exigências dele e nossas limitações o seu mundo e o nosso mundo, ele procurava impor condições com gestos que nós não entediamos, agora descobriu que suas atitudes agressivas impõe medo, “desta maneira você se distancia cada vez mais, nós não entendemos essa linguagem”.

(reuna as forças que restam, não se entregue, as etapas devem ser rigorosamente seguidas conforme orientação especial, não queira pagar o preço pela falta de iniciativa)


continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:58
Capitulo 39
Negociando uma trégua

As crises ficavam cada vez mais fortes, uma após outra, somente com a medicação diminuía a sua irritabilidade, alias a medicação era administrada de forma que ele não percebesse, outro ritual, do contrario jogaria fora. Por conta disso, Lu era um grande consumidor de refrigerantes, muitas vezes quando eu o levava para qualquer lugar, deixava sempre um vidro do remédio comigo ao sinal de qualquer ameaça, oferecia um guaraná e nele colocava o remédio logo ele ficava caído e não oferecia perigo.

Lu era um garoto digno de pena, praticava atos agressivos em pessoas que só queria protegê-lo, só queriam ficar em paz com ele, pessoas que o compreendia, sabia do seu problema e o respeitava, pessoas incapazes de tomar qualquer atitude de revide, pessoas que apesar de machucadas, insistiam em tê-lo por perto, insistiam em preservá-lo, resistiam bravamente a um internamento.

Ele ficava horas indo e voltando a janela do apartamento gritando com as pessoas que passavam na rua, não era uma comunicação cordial, vinha sempre acompanhada de ameaças. Qualquer buzina de carro era motivo para uma crise uma agressão. Passava madrugadas acordado, isso nos dava a certeza que não havia tomado o remédio e que o dia seguinte seria de muita dor e angustia para todos.

O telefone celular tocava eu identificava a chamada e já sabia, Lu estava ‘aprontando!’; ‘deu o remédio dele?, Perguntava, resposta; ’não consegui!’; o que eu posso fazer?, ‘ Perguntava’; ‘fale com ele para ver se ele se acalma’, pediam; um novo ritual, ‘bota ele no telefone’ e ele atendia; ‘oi! meu pai’, com a voz de poucos amigos; ‘Lu meu filho o que você esta fazendo, agredindo as pessoas?, ‘Você não havia me prometido’; ‘ta certo eu não vou fazer mais’ e vinha sempre a pergunta; ‘meu pai o senhor esta retado comigo?’, ‘não Lu não estou zangado com você’, dizia, engolindo toda dor que sentia.

Estas ocorrências estavam cada vez mais freqüentes, Lu agredindo, cuspindo, xingando a todos, o telefone tocava e eu negociava uma ‘trégua’ com ele.

(a adoção de medidas paliativas de nada adiantam, procure antecipar e tomar medidas definitivas)


Capitulo 40
A família se desfaz

Marcos interrompeu os estudos, optou pela vida religiosa, indo residir em Fortaleza, Marcelo casou-se e foi morar com a sua família, ficando em casa Lu e sua mãe.

Não devemos atribuir a ele qualquer culpa, pois tudo que ele fez desde que nasceu, foi por forca do destino, ninguém imaginou que aquele garotinho de 2kg, viesse ao mundo para transformar a vida dos seus familiares, mas transformou, ele teve uma contribuição significativa para isso. A historia da sua família devera ser contada, ‘antes e após o seu nascimento.

A família de Lu poderia se desfazer por diversas razoes, uma das mais fortes foi o seu nascimento, ninguém estava preparado para recebê-lo, todos sentiram muito por não poderem fazer nada, sentiram muito por ele não entender esses esforços, ansiavam uma mudança, gostariam de tomá-lo no colo e acariciá-lo, gostariam de vê-lo feliz no seu aniversario, queriam que ele fosse produtivo e independente; mas, todos ficaram encurralados por sua causa.

(existe grandes chances de manter a família, para isso a ajuda de um profissional e imprescindível)


Capitulo 41
Primeiro internamento

Apesar da família já estar separada, o apoio, a dedicação, a iniciativa , a tentativa da busca de dias melhores nunca faltaram daqueles que não conviviam com Lu, ao contrario, nenhum sacrifício era considerado, físico ou financeiro, afinal ele mesmo com toda sua agressividade sem explicação, continuava precisando de todos; ‘ate do papagaio do vizinho!’.

A situação estava ficando insustentável, agressões, xingamento e outras situações que ocorriam com as crises, o futuro sinalizava problemas maiores e poucas alternativas. Outros médicos foram tentados, outras medicações foram administradas com um sacrifício financeiro muito grande, sem solução.

Não era mais possível manter aquela situação, Lu já estava arremessando objetos pela janela, podendo ferir gravemente quem passava, dentro de casa somente coisas pesadas eram poupadas. Os telefonemas por socorro aumentavam, o pedido de ‘trégua’ já não funcionava, era necessário a presença física, as vezes o pedido de socorro vinha de locais distantes, era rotina as solicitações de socorro, definitivamente não dava mais para continuar.

Numa das crises, Lu agrediu a todos e não aceitava mais qualquer tipo de pedido de ‘trégua’, não adiantava mais tentar contornar, fazia-se necessário a intervenção medica. Fui chamado ao apartamento e ao chegar, encontrei o caos instalado, ele parecia uma fera impossível de ser contida.

Nunca havia pensado no internamento, mas por forca da situação, possuía o telefone de uma clinica e neste dia não sobrou alternativa, solicitei uma consulta domiciliar. Quando a medica chegou em casa, Lu estava agitadíssimo, mas a minha presença e de uma pessoa de apoio da clinica possibilitou a administração de uma medicação injetável que o fez adormecer.

No outro dia quando eu esperava uma melhora a situação se repetiu, solicitei outra consulta domiciliar. O medico chegou e vendo o quadro sugeriu o imediato resgate, a principio Lu não queria aceitar, mas com jeito consegui levá-lo ate a clinica juntamente com o apoio, Nesta clinica Lu teve o seu primeiro internamento após 21 anos de nascido.

(não resista, se precisar internar, interne não será o fim do mundo, pode ate ser uma grande saída).


Capitulo 42
Residência

Os custos com a presença de Lu na clinica, 15 dias de internamento, já estavam exaurindo as nossas economias e o resultado não aparecia. ‘Puxa vida, será que ele vai voltar para casa como saiu?’ me perguntava aflito. Tomei conhecimento de outra clinica e resolvi providenciar a sua transferência imediata, não admitia trazê-lo para casa naquele estado.

Nesta nova clinica, Lu melhorou um pouco, mesmo assim, continuava a xingar as enfermeiras, a cuspir e a tentar agredir, ele passava por um dos piores períodos da sua vida. Estava se distanciando dos familiares que mesmo com todo sofrimento aceitava tomar tapa na cara sem revidar.

“Será que nas clinicas as pessoas terão paciência com ele?, não irão agredi-lo também?”, quanta duvida. Custa um pouco a aceitar a idéia porem com o tempo o que vemos e´ que os profissionais estão imbuídos de muita dedicação, respeito e atenção especiais aos internos, fiquei tranqüilo.

Em conversa com seu medico, o mesmo achava que a permanência de Lu na clinica só iria ser um paliativo, ele necessitava de um tratamento duradouro, sem falar nos custos e sugeriu que eu fizesse contato com uma clinica fazenda no interior do estado onde ele seria um residente, teria acompanhamento diario por médicos, enfermeiros e terapeutas.

No outro dia fui ate a clinica conhecer o local e as pessoas que trabalham por lá. Conversei demoradamente com a administradora, conheci as dependências e fiquei satisfeito. Na realidade a residência de Lu nesta clinica, me deixava um pouco mais tranqüilo, pois o que estava gastando com ele em uma semana onde estava, gastaria em um mês nesta clinica, então, apesar da resistência, não tive duvidas providenciei a sua transferência.

(manter o deficiente no lar seria o ótimo, desde que a disciplina, as regras fossem respeitadas por ele, caso contrario o melhor é um internamento)


Capitulo 43
Vazio

Os primeiros dias como residente, não poderiam ser diferentes, ele continuava irritado, solicitando a presença da família, querendo voltar para casa; ‘voltar para que?, para continuar com os mesmos problemas?’, não isso não será mais possível.

A sua falta será sentida, certamente ele também sentira a nossa, mas uma coisa e’ certa, a vida que ele estava vivendo não era digna não conseguíamos entendê-lo nem ele a nós, o sofrimento que passava sua família não era justo, portanto teremos que ser fortes aguardar o tempo passar e tentar preencher o vazio.

Após 21 anos, todas as tentativas para mantê-lo em casa foram feitas, ninguém jamais poderia contribuir para o seu internamento sem que isso fosse imperativo, a sua ausência e’ função da vida que ele levava, e o sofrimento que fazia os outros passarem.

(a ausência deve ser comparada com o sofrimento o resultado deve ser o melhor para todos)


Capitulo 44
Após um ano de residência

Um ano passou rapidamente, muitos problemas e resistências foram superados, muitos pedidos de retorno foram feitos, porem recusados.

Devemos reconhecer que Lu hoje vive entre ‘iguais’, ele agora tem uma segunda família, que lhe querem bem, lhe respeitam, compreende seu problema, e tentam ajudá-lo da melhor maneira possível.

Ele hoje já possui método de vida, já se alimenta como qualquer pessoa, participa das atividades, respeita os horários, toma seu remédio sem resistir, respeita a disciplina do lugar e sabe que não pode transgredir. Lu não e’ agredido e nem agride, física ou verbalmente, enfim todos gostam dele e fazem o possível para manter a sua atual qualidade de vida.

Imploramos ao senhor, que assim como encaminhou a nova residência de Lu, e com isso trouxe paz para ele e sua família, possa em sua infinita bondade, sinalizar o momento certo do seu retorno.

Lu hoje, com 22 anos completos, reside na Clinica Fazenda ‘Rosa dos Ventos’ centro de tratamento da saúde mental e ressocializacão, localizada em Gov. Mangabeira, a 180km de Salvador.


(os resultados positivos obtidos numa residência, com acompanhamento de profissionais, estão longe de serem alcançados em casa)


Capitulo 45
Comparativo antes e depois da residência

Antes:
Ao chegar na Rosa dos Ventos no final de Dez de 2000, Lu passava por um dos seus piores momentos, saindo de duas internações em função das crises repetidas. Não aceitava as orientações dos administradores, recusava o relacionamento com o pessoal de apoio, enfermeiras e com os outros residentes.

Continuava com o habito de xingar, tentar agredir, cuspir e atingir com ofensas verbais as pessoas, as vezes era difícil de controlar. Recusava a alimentação tradicional, insistindo no habito de casa (feijão, farinha e refrigerante), a higiene pessoal só era feita com supervisão, não participava das atividades, piscina, caminhadas, ecoterapia etc. e dormia a base de remédio.

De certa forma, foi difícil a sua adaptação ao local, apesar de todo o empenho do pessoal da administração e dos profissionais.

Depois:
Passados um ano de residência, Lu não e’ mais a mesma pessoa, hoje ele participa de todas as atividades que faz parte da terapia ocupacional, tais como: plantar, passear a cavalo, caminhadas, banho de piscina, passeio de charrete, relaxamento com musica, e etc.

Apresenta um humor suave e o seu relacionamento com as pessoas e’ tranqüilo mesmo sendo pouco falante. Sua alimentação agora e completa, ou seja, come o que for servido no café, almoço e jantar aceita o suco de frutas com naturalidade. Hoje Lu não agride mais as pessoas física ou verbalmente, seu sono e tranqüilo, raramente acorda durante a noite, aceita o banho frio ou quente, sua higiene pessoal e’ feita sem muita supervisão, faz quase tudo sozinho.
Lu agora não pede mais para voltar para casa, o que significa gostar do lugar onde e’ muito bem tratado, considerado e respeitado. Aceita as regras e disciplinas do lugar, sabe que para o seu bem e’ necessário colaborar, ele se ressocializou se reeducou aprendeu hábitos alimentares e método de vida digno de um cidadão.

Agora lhe sobra tempo para refletir sobre si mesmo, comparar o tipo de vida que levava o sofrimento que passava e fazia os outros passarem, esta’ cercado pelo verde das matas, pelo canto dos pássaros, pela temperatura gostosa da fazenda, pelo silencio natural do local.


Capitulo 46
Relatório medico e medicação atual

O paciente Luciano Rebouças Campos, apresenta quadro clinico compatível com ‘ f89’, pelo CID10, necessitando de tratamento psicofarmacológico a base de neurolépticos.

Medicação: Meleril e Gardenal


Capitulo 47
Conclusão:

Como nosso encontro estava marcado, procurei honrar meus compromissos de pai e Lu, do seu jeito, os de filho. Ele, assim como eu, não sabíamos como escrever diferente o nosso destino. Aprendi muito, não sei ele, em algum lugar, algum dia saberemos o motivo do nosso encontro.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 15:59
Nova Experiência de Vida

Israel A. M. Cavalcante (por sua mãe Irani Cavalcante)
Era uma segunda-feira, dia 05 do mês de Junho de 1995 as 15:45 horas, nasceu o Israel na Maternidade Assis Chateaubriand, situada a Rua Prof. Costa Mendes, s/n.º, bairro Rodolfo Teófilo em Fortaleza, CE.  Pesando 3,420 Kg e medindo 52cm parto cesárea, chorou normal e ficou comigo no bercinho, mamava normalmente e o pediatra falou que era uma criança saudável. 

Continuava normal, mamava e tomava mamadeira e os movimentos eram normais, e mensalmente o levava a médica pediatra, sempre em forma e saúde perfeita.

Aos 8 meses engatinhava e ficava em pé no cercadinho, balbuciava “papa”, “mamã”.  Andou com 11 meses, gostava de brincar com objetos circulares e de olhar muito para as coisas brilhantes e principalmente luzes, balançava na rede diariamente o tempo todo.  Não gostava da presença de outras crianças, ficava irritado com festas de aniversário, brincava com os dedos, continuava bem e chegou a falar “mamãe”, “papai”, “cama”, “rede”, “mesa”, “água”, “bola”, etc.  Aos 2 anos parou de falar, não emitia nem um som, virava os olhos e se rebolava todo quando andava, fiquei preocupada e procurei a médica dele e falei tudo, ela me encaminhou ao otorrino e a um neurologista, os quais não encontraram nenhuma anormalidade.  O otorrino pediu o exame de audiometria, também deu normal, e o “bera” normal também.  Aos 2 anos e meio matriculei-o em um colégio particular de crianças normais que ficava bem próximo a nossa casa, ele apresentou hiperatividade altíssima, não ficando na sala, então a diretora permitiu a minha presença diariamente na sala, e me encaminhou ao CADE – Centro de Atendimento ao Deficiente, em Maracanau.  Chegando lá a assistente social conversou muito tempo comigo e disse que o caso dele só resolveria na “Casa da Esperança”, até então eu não conhecia e nem sabia nada sobre autismo.  Dra. Isabel me deu o telefone; eu liguei no dia01/09/1998, após 5 meses (dia 05/02/99), foi a primeira avaliação, então ficamos na fila de espera até o dia 10/02/2000.  Enquanto isso ele continuou no colégio, brincava de longe dos outros gostava da professora, com muita paciência aprendeu a escrever e melhorou um pouco estando alfabetizado.

No dia 10/02/2000, foi feita nova avaliação na Casa da Esperança, pelo hoje atual diretor Prof. Alexandre Costa e Silva, psicólogo o qual confirmou a síndrome de autismo.  Antes foi avaliado pelo Dr. Lucivan Miranda, neurologista de crianças o qual me  deu uma carta para a Casa da Esperança, onde já estávamos na espera de uma vaga.

Então, chegando lá recebemos uma bolsa do Estado, então o Israel ficou matriculado desde o dia 10/02/2000 eu fiquei tão feliz, chorava e sorria ao mesmo tempo, só que o pai dele não aceitou.  E disse que eu teria de escolher entre a escola ou ele, eu optei por meu filho e pela escola, desde esse dia o pai dele saiu de casa, ligando depois dizendo que não vinha mais morar conosco por que não iria viver com “isso” (referindo-se ao Israel), dentro de casa, fiquei muito magoada, nessa época Israel estava com 5 anos e lembrava do pai.  Eu resolvi ir a luta com meu filho, ele só tem tido progressos, cada dia que passa, já fala, escreve e lê alguma coisa, conhece números, desenha e faz trabalhos de E.V.A. com a professora.  Está muito social, em casa eu o ajudo a fazer as tarefas sempre ao seu lado, dou assistência integral para ele.  Ele faz amizade e gosta de todos que ficam na sala dele.

Nesse período entramos uma pessoa muito importante, a Socorro Baracho, que foi professora dele durante 1 ano, e até hoje ele gosta muito dela, são bons amigos, sempre nos encontramos e ela é muito atenciosa para com o nosso Israel.  Ele me ajuda em trabalhos domésticos, lavar louça, varre a casa, passa pano no chão, lava as roupas dele, se cuida pessoalmente, gosta de estar limpinho, fica alegre com presentes, especialmente sendo carrinhos, ursinhos e gatinhos (estes são os animais preferidos dele).

Apesar de tudo, tem evidentes características autísticas, isso não pode se tirar, é visível.

Foi difícil para mim no começo aceitar, eu dizia, por que o meu filho, se só tenho ele.  Meu Deus, eu sozinha o que vou fazer???  Já estou bem melhor, a cada dia ele é mais amado por mim.  Eu quero a aproximação da família do pai, sinto que todos fogem, nós é quem procuramos e sentimos a distância e a falta de interesse.

Se Deus quiser (e ele quer), venceremos!

Essa é a estória do Israel, escrita pela sua mãe.
Francisca Irani A. M. Cavalcante
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 19 de Abril de 2009, 16:00
Julio Matheus da Silva Monteiro
(por sua mãe Monica Cristina Pereira da Silva)
 
Meu nome é Monica Cristina, tenho um filho autista que se chama Julio Matheus, e tem 4 anos, descobri que meu menino tem esse problema em março do ano passado, foi muito ruim pois eu não esperava que fosse uma coisa assim.

Desde que Julio Matheus nasceu eu notava que ele era diferente pois ele não chorava muito, o tempo foi passando e eu um dia comprei um brinquedo para ele e este não pegou no brinquedo, ele tinha na época 4 meses eu achei estranho pois as crianças em geral pegam nos brinquedos ate com 2 meses mas ele não.

E o tempo passou , minha sogra sempre me alertando para que eu levasse Julio Matheus a um medico pois ela achava muito estranho o seu comportamento ele engatinhou com 11 meses e arrastando a barriga, quase não falava nada era difícil de entender o que ele falava, andou com 1 ano e 2 meses, quando ele estava com 2 anos eu o coloquei em uma escolinha até aí eu achava que ele era normal mas sempre notando que tinha algo de errado com ele porque ele não se comportava como as outras crianças.

Um dia a professora da escolinha me perguntou se ele tinha problemas de audição eu respondi que não, pois ele me ouvia.  Ela então me falou que sempre o chamava mas ele não a olhava e nem respondia, ela falou para eu leva-lo a um psicólogo.  Eu o levei a uma doutora, esta me disse que o problema dele era manha mas eu sabia que não era isso. 

O tempo passou e no ano seguinte eu o coloquei em outra escola, eu estava super contente pois ele estava em uma escola legal que tinha aula de inglês.  Mas um dia a professora falou que queria ter um conversa comigo, eu fiquei super preocupada com isso, ai ela me disse que Julio Matheus era muito diferente pois não se comunicava e nem brincava com as crianças.  Mandou que eu levasse ele a um medico. 

Eu o levei a um neurologista aí é que começou o meu drama, ele me disse logo de cara, seu filho é um autista.  Eu queria morrer no momento me indicou uma avaliação com uma psiquiatra infantil.  Esta falou tantas coisas bárbaras sobre um autista que eu e meu marido saímos do consultório dela mas arrasados do que antes.  Tipo que um autista nunca vai fazer nada só, que ele vai depender de mim para o resto da vida vocês imaginam como me senti.  Ele teve que sair da escola que estava, lá eles me falaram que não podiam ficar com ele, pois não sabiam lidar com uma criança especial fiquei uma fera, mas tirei meu menino de lá.

Ele começou um tratamento em um instituto perto da minha casa mas ficou so 2 meses pois a psicóloga adoeceu e não tinham outra para colocar no lugar, ai eu comecei a pesquisar na Internet onde eu poderia levar meu filho, mandei um E-mail para a ama explicando minha situação, eles me responderam graças a deus e me deram o endereço da APAE, liguei para lá e consegui tratamento para meu filho na APAE, ele já está lá há 8 meses e já vejo muitas melhoras nele já fala bastante esta aprendendo muito com os profissionais da APAE é um lugar muito abençoado por deus.

Monica Cristina Pereira da Silva


 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 09:50
Formas de Comunicação da criança deficiente e autista
 
 
Quando falamos de comunicação geralmente entende-se que estamos falando somente da comunicação oral. Com certeza esta é a mais comum e a de maior entendimento, mas não é a única. Para que haja comunicação é preciso estar atento aos menores sinais, por menores que sejam, da outra pessoa.

Desde crianças ouvimos a expressão “rir é o melhor remédio” e o riso é uma das respostas afirmativas universais que conhecemos.

Aliás, as expressões faciais e corporais nos facilitam em qualquer interação social e estas outras formas de comunicação podem também ajudar na compreensão da criança deficiente ou autista. O choro, o sorriso, a expressão facial são facilmente identificados por pessoas que convivem com a criança.

O choro - geralmente acontece quando a criança sente-se frustrada ou quando necessita mostrar a outra pessoa que algo não vai bem, depois de vários estudos ficou provado que o choro do bebê não é simples ou despropositado como a antiga teoria acreditava.

 
Para crianças com autismo a comunicação pode ser:

    *
      Modulação da voz – entonações muito bem compreendidas pelas crianças especiais. Elas conseguem entender a diferença de uma negativa como: não pode!! E um elogio como: parabéns! Esta pode ser uma forma de comunicação da criança que não fala e está em sala de aula, ela pode estar tendo modulações de voz diferentes para cada resposta que queira dar.
    *
      Comunicação gestual – utilizamos em todos os momentos. Pode ser utilizada pela pessoa, quando, por exemplo, ele pega um copo ou quando vai à direção da porta, com certeza ele deve estar querendo dizer algo. Caberá a você perceber que o entendeu e ajuda-la na realização da ação.
    *
      Comunicação gráfica – está presente na vida de todas as pessoas, mesmo sem que elas percebam. Como exemplo, temos aquela grande rede de fast food, cujo letreiro tem a letra "M" bem grande. Pois bem, qual a criança que ao passar por esta rede não sabe que lá tem batata-frita?
    *
      Silêncio – também pode ser uma forma de comunicação. Proporciona a possibilidade de exercitarmos mais a observação, que é fundamental para qualquer trabalho escolar e terapêutico.

Para crianças com dificuldades na fala, na comunicação oral e dificuldades motoras:

    *
      Comunicação alternativa – encontrada na literatura como comunicação suplementar ou aumentativa. Esta comunicação utiliza símbolos gráficos que são colocados em uma prancha de comunicação individual. Esta prancha certamente terá os símbolos de maior necessidade da criança, para que ela possa apontar ou, aquelas crianças que possuem grave comprometimento motor, possam mostrar o símbolo com o olhar.

O papel do professor na comunicação da criança especial:

A participação do professor é extremamente importante para que haja o sucesso na inclusão escolar.

Realizar uma coleta de dados da maneira que a criança expresse os seus sentimentos é de suma importância para que se tenha uma idéia de como é a sua comunicação e para que também haja uma explicação aos outros alunos da sala.

Sempre que em sala de aula verificar-se uma atitude como estas acima ou outras ações que possam ser uma forma de comunicação, o professor deve dar o significado, mostrar a ela que entendeu, verbalizando, como por exemplo: “Eu estou entendendo que você quer ir ao parque” e se possível, que se faça o que está querendo. Se não for possível ir ao parque naquele momento, deve ser explicado.

Se os outros alunos virem o acontecido, será uma ótima maneira de explicar a eles que esta é uma maneira do colega dizer o que está querendo.

Lembre-se: nós só estabelecemos uma comunicação com uma pessoa se ela mostrar que nos entende.

Fonte: Instituto Indianópolis|Denise Miranda, fonoaudíologa.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 09:52
Autismo: como estimular o desenvolvimento social e comunicativo


Crianças com grande déficit em sua habilidade de comunicação verbal podem requerer alguma forma de comunicação alternativa. A escolha apropriada do sistema depende das habilidades da criança e do grau de comprometimento. Sistemas de sinais têm sido amplamente utilizados nesses casos, como o de Makaton, por exemplo, que incorpora símbolos e sinais. Este recurso é amplamente utilizado no Reino Unido, ainda que a evidência de melhora significativa na comunicação de crianças autistas seja limitada.
 
 
PECS

Um sistema baseado em figuras parece exigir menos habilidades cognitivas, lingüísticas ou de memória, já que as figuras ou fotos refletem as necessidades e/ou o interesse individuais. O PECS (Picture Exchange Communication System) é um exemplo de como uma criança pode exercer um papel ativo utilizando Velcro ou adesivos para indicar o início, alterações ou final das atividades. Este sistema facilita tanto a comunicação quanto a compreensão, quando se estabelece a associação entre a atividade/símbolos.

Em contraste com as preocupações dos pais sobre o perigo de que os sinais e fotos diminuam a motivação para o desenvolvimento da fala, até agora não há evidência de que isso possa ocorrer. Pelo contrário, aponta-se que, ao focar em formas alternativas de comunicação, as crianças podem ser encorajadas a utilizar a fala. Ao mesmo tempo, encontrou-se que o uso da sinalização pelas crianças autistas segue o mesmo padrão daquele encontrado em programas de treinamento verbal, ou seja, os sinais são raramente utilizados para compartilhar experiências, para expressar sentimentos/emoções ou para comunicar-se reciprocamente.
 
Programas de linguagem

Para crianças mais jovens, que são capazes de falar algumas palavras ou emitir sons espontaneamente, programas de linguagem individualizados são importantes para melhorar a compreensão e a complexidade da fala. Chama-se a atenção para a necessidade de os pais utilizarem estratégias efetivas e consistentes para encorajar a fala e desenvolver as habilidades imaginativas. Por exemplo, os pais podem manter os brinquedos e guloseimas longe da criança, mas à sua vista, utilizando recipientes transparentes, que atraem a atenção da criança. Esta estratégia simples ajuda a criança a ter de se comunicar com os adultos para conseguir o que ela quer. As habilidades imaginativas podem ser encorajadas, por exemplo, focando-se nos interesses estereotipados da criança, porém expandindo os tópicos de interesse, ao invés de simplesmente eliminar os primeiros.
 
Dispositivos computadorizados
 
Dispositivos de comunicação computadorizados têm sido especialmente projetados para crianças com autismo. Em geral, o foco está em ativar a alternância dos interlocutores e em encorajar a interação. Teclados intercambiáveis, de crescente complexidade, possibilitam que as crianças progridam gradualmente de um teclado com apenas um símbolo para o uso independente de formatos com múltiplos símbolos, que são ajustados de forma personalizada para o ambiente, necessidades ou interesses do indivíduo. Outro fator em favor do uso de computadores é que o material visual é mais bem compreendido e aceito do que o verbal. No entanto, é importante advertir que os computadores podem também aumentar "obsessões" por tecnologia.
 

Programa educacional TEACCH
Outro sistema de instrução com base visual é o programa educacional TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children). É um programa estruturado que combina diferentes materiais visuais para aperfeiçoar a linguagem, o aprendizado e reduzir comportamentos inapropriados. Áreas e recipientes de cores diferentes são utilizados para instruir as crianças sobre, por exemplo, o lugar apropriado para elas estarem em certo momento e qual a correspondente seqüência de atividades, durante o dia, na escola. Os componentes básicos são adaptados para servirem às necessidades individuais e ao perfil de desenvolvimento da criança, avaliados pelo PEP-R (Psychoeducational Profile-Revised).
 

Sistemas potencializadores

Mesmo crianças sem dificuldades de linguagem evidentes podem também requerer alguns sistemas potencializadores da comunicação, em certas situações. A maioria das crianças autistas apresenta dificuldades de compreensão de linguagem abstrata ou dificuldade para lidar com seqüências complexas de instruções que necessitam ser decompostas em unidades menores. Por exemplo, em uma sala de aula, os estudantes foram incentivados pelo professor a completarem uma história sobre uma menina e seu cachorro. Cada estudante foi convidado a construir verbalmente uma pequena parte da história. Depois que alguns meninos deram sua contribuição focando-se nos pensamentos, sentimentos e atividades da menina, o estudante autista repentinamente concentrou-se no cachorro, mudando o tópico da história e sem fazer uma conexão com os trechos prévios. Em casos como esse, um quadro com desenhos mostrando a seqüência das situações pode ser útil. Outro menino autista não reagiu à instrução "arrume os brinquedos", mas o fez quando solicitado a "colocar os brinquedos na caixa" ou a olhar para a figura com esta instrução.

Metáforas devem ser evitadas ou então explicadas, caso contrário podem causar muito sofrimento, como no exemplo: "Vou morrer de fome". Perguntas devem ser o mais simples e concisas possível, tentando reduzir a ambigüidade. Portanto, é melhor perguntar: "qual é o número do celular de sua mãe?" do que "por favor, você pode me dar o celular de sua mãe?" Para essa última questão, a criança autista pode responder "sim" e não fazer mais nada ou compreender que deve dar o aparelho para o solicitante.

Vocabulário

A ecolalia imediata é a repetição do que alguém acabou de dizer, ao passo que a ecolalia remota ou tardia são palavras, expressões ou mesmo diálogos tomados de outras pessoas ou dos meios de comunicação. Um vocabulário amplo, copiado da fala dos adultos, por exemplo, pode ser entendido como um sinal de competência lingüística e não como linguagem estereotipada e, desta forma, retardar o fechamento do diagnóstico real. Outras características especiais da linguagem no autismo são a inversão de pronomes, como na confusão entre eu-você, e as perguntas repetitivas. Esses comportamentos refletem as dificuldades das crianças em desenvolver um sentido do "eu" e do "eles", a capacidade de se comunicar socialmente e de lidar com situações imprevisíveis. Dessa forma, o fato de uma criança perguntar repetidamente sobre o que irá fazer no Natal, desde o início do ano, pode ser conseqüência da ansiedade dela sobre eventos vindouros. Perguntar incessantemente sobre a altura ou peso de uma pessoa pode relacionar-se à necessidade de ser sociável sem ter os instrumentos apropriados, que os ajudariam a compreender as mentes das outras pessoas.

Uma abordagem criada recentemente para a melhora das dificuldades sociais diz respeito a um treinamento projetado para aumentar a capacidade de se colocar no ponto de vista do outro (mind-read).
Fonte: Revista Brasileira de Psiquiatria | Cleonice Alves Bosa
Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
 

 
 

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 09:53
A importância do brincar no desenvolvimento de crianças com deficiência mental ou autismo


Nossa sociedade mudou, temos uma inversão de papeis e valores, mais informação do que podemos absorver, a mulher trabalha fora, o avanço tecnológico é grande, a família mudou, a criança mudou, o aluno e a escola também mudaram.

Tanta mudança gera confusão e expectativas, por isso, a escolha por este tema que trata da importância do brincar, ou ainda, como o lúdico interfere no desenvolvimento de uma criança com deficiência mental/intelectual ou autismo. Este desenvolvimento se dá através de uma interação entre ambientes físicos e sociais, sendo que os membros desta cultura, como pais, avós, educadores e outros, ajudam a proporcionar à criança participar de diferentes atividades, promovendo diversas ações, levando a criança a um saber construído pela cultura e modificando-se através de suas necessidades biológicas e psicosociais. Por isso, a importância da brincadeira, pois é a criação de uma nova relação entre situações do pensamento e situações reais.

Brincar é coisa muito séria. Toda criança deveria poder brincar. A brincadeira contribui para o processo de socialização das crianças, oferecendo-lhes oportunidades de realizar atividades coletivas livremente, além de ter efeitos positivos para o processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de habilidades básicas e aquisição de novos conhecimentos.

As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança com deficiência mental/intelectual ou autismo e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas.

A partir de muitos referenciais teóricos, é possível observar uma série de conceitos importantes, visando o bom desenvolvimento da aprendizagem da criança de 0 a 6 anos e o papel de pais e educadores nesta função tão importante que é educar uma criança com necessidades especiais.

A maioria dos pensadores e educadores que trabalham com este tema ressalta a importância da brincadeira no processo de aprendizagem e socialização. A criança concebe o grupo em função das tarefas que o grupo pode realizar, dos jogos a que pode entregar-se com seus colegas de grupo, e também das contestações, dos conflitos que podem surgir nos jogos onde existem duas equipes antagônicas.

O brinquedo permite o estabelecimento de relações entre os objetos do mundo cultural e a natureza. A idéia de um ensino despertado pelo interesse do aluno acabou transformando o sentido do que se entende por material pedagógico. Seu interesse passou a ser a força que comanda o processo da aprendizagem, suas experiências e descobertas, o motor de seu progresso e o professor um gerador de situações estimuladoras e eficazes.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 09:56
Mitos e verdades sobre o Autismo
 
Por Lucy Santos
 
Nestes anos de luta, vi muita coisa errada sobre o autismo, algumas me levaram a atitudes que hoje sei serem inadequadas. Muitas desinformações nos levam a problemas emocionais, a dificuldades mil que podem e devem ser evitadas:
 
O Mito: os autistas têm mundo próprio.
A Verdade: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio de jeito nenhum. O duro é que se comunicar é difícil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos.

O Mito: os autistas são super inteligentes.
A Verdade: assim como as pessoas normais, os autistas têm variações de inteligência se comparados uns aos outros. É muito comum apresentarem níveis de retardo mental.

O Mito: os autistas não gostam de carinho.
A Verdade: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente. Acontece que alguns têm dificuldades com relação à sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço por exemplo. Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes que vai abraçá-lo, prepare-o primeiro por assim dizer. Com o tempo esta fase será dispensada. O carinho faz bem para eles como faz para nós.

O Mito: os autistas gostam de ficar sozinhos.
A Verdade: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentirem-se bem com as pessoas, mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros. Podem às vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação; quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando. Tente interpretar seus gritos.

O Mito: eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados.
A Verdade: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc. A maior parte das famílias em todo o mundo tende a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da "mãe geladeira" foi criada por ignorância, no início do século passado e foi por terra pouco tempo depois. É um absurdo sem nexo.

O Mito: os autistas não gostam das pessoas.
A Verdade: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto. Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quietinho, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.

O Mito: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.
A Verdade: os autistas podem estar entendendo sim, nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo, mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar. Pense bem antes de falar algo perto deles.

O Mito: o certo é interná-los, afinal numa instituição saberão como cuidá-los.
A Verdade: toda criança precisa do amor de sua família, a instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar, as terapias fazem parte; uma mãe, um pai ou alguém levá-lo e trazê-lo também.

O Mito: eles gritam, esperneiam porque são mal educados.
A Verdade: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear. Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, às vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário, se desse certo bater, todo o burro viraria doutor! Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa. Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões. Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer. Não bata na criança, isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele. Diga com firmeza que precisa ir embora, por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja. Esta fase passa, eles precisarão ver a firmeza do outro.
 

Fonte: Bengala Legal | Lucy Santos

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 09:59
A sociedade e os paradigmas da exclusão e da inclusão

“É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a glória de viver.” (HELEN KELLER)

O mundo passa por profundas mudanças. Urge analisar criticamente a condição existencial da diversidade, da deficiência, e suas perspectivas ante os desafios nesta nova ordenação de mundo.

A semente do conceito de sociedade inclusiva foi lançada em 1981 pela ONU quando realizou o Ano Internacional das Pessoas Deficientes (AIPD), que enalteceu firmemente o reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência como membros integrantes da sociedade. O lema do AIPD já dizia o que essas pessoas desejavam: “Participação Plena e Igualdade.” (Sassaki, 1999).

A sociedade vem sendo chamada a criar oportunidades iguais para as pessoas com deficiência, o que significa mudar a própria sociedade para que elas possam realizar seus direitos. Esta mesma sociedade deve se empenhar em acolher as diferenças de todos os seus membros, significando que temos que focalizar esforços não mais em adaptar as pessoas à sociedade e sim em adaptar a sociedade às pessoas.

Desta maneira, o conceito de sociedade inclusiva já vem sendo gradativamente implantado em várias partes do mundo, como conseqüência natural do processo de implementação dos princípios de inclusão na família, no mercado de trabalho, no lazer, recreação, esporte, turismo, cultura, religião, artes.

“Inclusão social é o processo pelo qual a sociedade e o portador de deficiência procuram adaptar-se mutuamente tendo em vista a equiparação de oportunidades e, conseqüentemente, uma sociedade para todos”. (Sassaki, 1999, p. 167).

Consideram-se como objetivos primordiais deste tema:

    *
      Posicionar-se contra qualquer discriminação baseada em todo tipo de diferenças: físicas, culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais.
    * Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civil e social, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças e ao preconceito, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;
    *
      Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;
    *
      Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania.

O que se espera para o século XXI são compromissos, não apenas com a produção e a difusão do saber culturalmente construído, mas com a formação do cidadão crítico, participativo e criativo para fazer face às demandas cada vez mais complexas da sociedade moderna. Analisa-se a importância da educação escolar no exercício da cidadania que implica a efetiva participação da pessoa na vida social resguardada a sua dignidade, a igualdade de direitos, a importância da solidariedade e do respeito, bem como a recusa categórica de quaisquer formas de discriminação.

 Sonia das Graças Oliveira Silva
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 10:08
A família da criança com deficiência mental

In: Curso de Mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento.

A família em si mesma constitui uma unidade social significativa. Ela é parte de uma unidade social maior, a comunidade imediata e a sociedade. É na família que se aprende a ser único, a desenvolver a individualidade e a tornar-se uma pessoa criativa, em busca da auto-realização.
As famílias possuem uma estrutura razoavelmente estável, papéis bem definidos, suas próprias regras estabelecidas em comum acordo e os seus próprios valores. Porém, uma ocorrência brusca exigirá dos membros uma redefinição de seus papéis e o aprendizado de novos valores e padrões de comportamento, a fim de se ajustarem ao novo estilo de vida. Em outras palavras, a cada impacto a família deve ser reestruturada.
 
A família é o primeiro campo de treinamento significativo da criança. É neste campo de treinamento que a criança descobre a existência de outras pessoas (pai, mãe, irmão, irmã, avós e outros), cada qual com um papel previamente definido, que por suas experiências únicas e uma personalidade essencial torna-se uma pessoa diferente das demais, com forças e fraquezas, temores e amores, fixações e necessidades, desejos e sonhos. A criança aprende sobre o mundo e a vida através de cada pessoa na família. Assim, se os integrantes da família, como um grupo, reagirem a elas de modo positivo, é provável que as crianças se vejam sob uma luz positiva.

O nascimento de uma criança deficiente, seja qual for o tipo de deficiência, traz à tona uma série de complicações advindas de sentimentos de culpa, rejeição, negação ou desespero, modificando as relações sociais da família e sua própria estrutura.

As reações a esta criança podem trazer à tona vários tipos de comportamento como:

    *
      Encarar o problema de um modo realista;
    *
      Negação da realidade da deficiência;
    *
      Lamentações e compaixão dos pais para com a sua própria sorte;
    *
      Ambivalência em relação à criança, ou seja, rejeição e projeção da dificuldade como causa da deficiência;
    *
      Sentimentos de culpa, vergonha e depressão e padrões de mútua dependência.

Entretanto, nenhuma dessas reações é peculiar aos pais em geral, ou aos pais de crianças deficientes; são reações comuns de pessoas normais à frustração e conflito.

Os pais, no decorrer de suas vidas, também manifestarão ou sentirão essas mesmas reações com seus filhos não deficientes, como parte do processo da vida, sendo, portanto, fundamental que os pais de crianças deficientes tomem ciência destes fatos, pois muitos de seus conflitos e sentimentos são compartilhados por outros pais em alguma fase da vida.

Muitos pais de crianças deficientes não só experimentam sentimentos de culpa e vergonha, mas sentem-se culpados e envergonhados por experimentá-los; ou seja, além de se sentirem culpados, eles se sentem culpados por se sentirem culpados.  Além das pressões internas com as quais a família terá que lidar com o nascimento de uma criança deficiente, esta também terá de enfrentar as pressões exercidas pelas forças sociais externas, uma vez que a sociedade tem dificuldade em conviver com as diferenças, sendo este talvez um dos principais conflitos vividos pelas famílias.

A maneira como esta criança deficiente será aceita na família e o resultante clima emocional posterior, dependerão, em grande parte, da atitude da mãe. Se ela for capaz de lidar com o fato com aceitação e segurança razoáveis, de uma forma bem ajustada, a família será capaz do mesmo. À medida que as relações intrafamiliares vão se estabelecendo, as relações interfamiliares tornam-se mais acessíveis, facilitando a aceitação social desta criança.

O comportamento da criança deficiente é talhado pelas ações e atitudes de outros e os ajustamentos da família de uma criança deficiente tanto podem limitar e distorcer como encorajar e facilitar a potencialidade de seu desenvolvimento. Após o nascimento da criança deficiente, praticamente inexiste um aconselhamento psicológico aos confusos pais e grande parte do que farão com as crianças basear-se-á em ensaio e erro. Nos períodos cruciais do nascimento, quando os pais mais precisam de ajuda, esta não existe ou é muito pequena.

É vital que os pais sejam conscientizados da importância dos primeiros meses de vida e dos problemas e ansiedades que podem ser criados. Devem ser informados de sua responsabilidade e dos efeitos profundos e duradouros de suas ações ou omissões sobre o crescimento e desenvolvimento de seus filhos, pois é nesta idade que os pais deverão iniciar a estimulação e buscar o apoio e serviços de profissionais de habilitação e reabilitação.

 

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Caderno de Pós-graduação em Distúrbios do desenvolvimento| Leonice Moura e Naiana Valério
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 23 de Abril de 2009, 14:30
Ola companheiros Muita paz

  Mais um exemplo de perseverança de uns Pais que vencem o autismo...

   Vejam esse Powerpoint

Muita paz


VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2009, 12:34
OLa Muita paz

  Mãe relata o difícil processo de aceitação quando o filho tem autismo
Annie Lubliner Lehmann é escritora e vive no Michigan, EUA.
É autora de “The Accidental Teacher: Life Lessons From My Silent Son”.


Quando meu marido e eu soubemos da impossibilidade de cura do autismo de nosso filho Jonah, direcionamos nossas mentes para provar que os peritos estavam errados.

Isso foi há 22 anos.

Nós éramos jovens e ativos, e a lacuna de desenvolvimento entre Jonah, então com três anos de idade, e seus colegas, mesmo sendo óbvia, não era clara.

Sem outras crianças para cuidar na época, a ajuda a Jonah tornou-se o foco de nossas vidas. Cada troca seria uma lição, cada experiência um estudo.

Jonah se importava principalmente com comida (e ainda o faz), então eu ia até o mercado com uma lista e uma agenda, esperando usar aquela paixão para ensiná-lo conceitos essenciais. Eu seguia seu olhar e apontava cores (maçã vermelha) e formas (biscoito redondo).

Quando ele ignorava essas lições, a despeito de nossos mais animados esforços, tentávamos tudo mais que conseguíamos pensar. Nada era difícil ou caro demais. Usamos vitaminas e restringimos sua dieta. Introduzimos quadros de comunicação e organizamos terapias de integração sensorial. Fizemos com que ele usasse fones de ouvido para normalizar sua audição, e tentamos tratamentos miraculosos que nenhum ser humano racional consideraria.

Porém, cada esperança era seguida por um desapontamento. Poderíamos, da mesma forma, estar caçando borboletas com uma rede rasgada.

Todavia, quando Jonah atingiu a adolescência, estávamos esgotados e frustrados, não muito longe de onde começamos. Encaramos o espectro da falta de esperança e a abundância de questões irrespondíveis.

 
Os dilemas

Quão diferente era Jonah de outras crianças com autismo? Será que ele estaria melhor se não tivéssemos tentado tudo que tentamos? Ou descer da montanha-russa de intervenções significaria nossa desistência?

Embora tentássemos desesperadamente ensiná-lo, tínhamos de admitir que Jonah não era um estudante. O que queríamos que ele fizesse tinha pouco a ver com o que fazia. Se não quisesse fazer algo, ele caía no chão e se recusava a se mover.

Então decidimos recuar e começamos e captar dicas fornecidas por ele.

Fazíamos as mesmas atividades de antes, mas sem uma lista de objetivos. Até então, ele nunca tinha conseguido aproveitar os prazeres sensoriais de seus armazéns de comida sem nossos monólogos sobre o que ele estava olhando. Agora ele estava, finalmente, livre para curtir as coisas por seu próprio intento.

Não muito tempo atrás, encontrei uma cópia de “Cinderela”. Lembrei-me de quando ele tinha cinco anos, a última vez em que tentei ler para ele. Bem, não exatamente “ler”; Jonah sempre demonstrou baixa tolerância à leitura tradicional, então as histórias tinham de ser cantadas ou recitadas ritmicamente.

Enquanto eu cantava “Cinderela”, ele rolou pelo chão, aparentemente insensível à história. Ainda assim, me apeguei à ideia de envolvê-lo e deixei uma frase para que ele a completasse.

“O relógio bateu às doze horas”, eu cantei fora do tom, “ e Cinderela desceu os degraus do palácio, deixando para trás um sapatinho...”.

Ele continuou a rolar, enquanto eu esperava ouvi-lo dizer “de vidro”.

Finalmente ele terminou a sentença para mim. “De leite”, disse ele.

Eu sorri, e ainda estou sorrindo, pois Jonah havia transformado seu professor em aluno. Eu nunca mais consegui ler ou pensar na Cinderela sem enxergar um copo de leite nos degraus do palácio.

Jonah completou 25 anos no último outono, e, quando olho para ele, não consigo deixar de imaginar se os anos passados não foram algum esquema comandado pelo céu para nos dar humildade e nos ensinar o valor da aceitação. Compreender nossa incapacidade de mudá-lo mudou a nós mesmos.

Seu futuro, ao menos a maior parte dele, está definido – numa casa próxima daqui com uma equipe que se importa. Sou grata por ele ter algumas das coisas que quero para meus outros dois filhos: amor, segurança, conforto físico e acesso às suas atividades favoritas.

Ele continua sendo um homem de poucas palavras. Entretanto, embora nos tenha levado anos, finalmente aprendemos que havia algo para ouvir em seu silêncio.

 

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2009, 12:43
Muita paz

Terapia com musica


Musicoterapia

 
A musicoterapia é considerada uma ciência paramédica que estuda a relação do homem com o som/música. "A influência fisiológica e psicológica do som no cérebro traz inúmeros benefícios à pessoa".

A musicoterapia, através da pesquisa sobre a vida e o ambiente ao qual está inserido o paciente, busca identificar e equilibrar seu ritmo interno, para possibilitar uma melhora", explica. "Um bom exemplo é o que ocorre com crianças hiperativas, em geral com um ritmo interno bastante acelerado. Primeiramente, elas são tratadas com músicas em seu próprio ritmo, para depois, lentamente, ir buscando equilibrar esse som", explica Maristela. "Assim como em qualquer outro método terapêutico, não há prazo determinado para o tratamento, que vai depender da resposta do paciente", ressalta.

Gama de aplicações

Entre as inúmeras aplicações da musicoterapia, destaca-se o trabalho com pacientes portadores de deficiências físicas, como paralisia e distrofia muscular progressiva. As deficiências sensoriais (visual e auditiva) e as síndromes genéticas (Down, Turner e Rett) também contam com essa opção como tratamento complementar. Distúrbios neurológicos (lesões cerebrais, dislexias, disfonias, entre outros) e doenças mentais, como esquizofrenia, autismo infantil, depressões e distúrbio obsessivo compulsivo também podem se beneficiar com essa terapêutica. "A musicoterapia pode ser aplicada desde a vida intra-uterina, pois pesquisas provaram que o feto reage ao som e, por ser estimulado desde cedo, nasce com maior capacidade de desenvolver seu potencial", afirma Maristela.

As principais pesquisas sobre musicoterapia têm sido feitas em países como Estados Unidos, França, Alemanha, Noruega, Inglaterra, Itália e Argentina, onde o uso terapêutico da música é amplamente difundido. No Brasil, nos últimos dois anos, os benefícios dessa terapia têm sido mais amplamente aceitos por fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos.

Sua aplicação tem ocorrido principalmente em entidades que trabalham com crianças portadoras de deficiência mental, como a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Barueri. "Esse trabalho começou a ser
realizado por uma de nossas fisioterapeutas com crianças portadoras de deficiência mental, visual e auditiva.

"A música relaxa e tranqüiliza as crianças. Vamos usar os recursos da musicoterapia para trabalhar os processos de linguagem. A percepção corporal através da dança também fará parte do processo terapêutico. Com isso, a criança passa a ter contato consigo mesma e com o outro, é uma forma de integrá-la ao meio", acrescenta a fonoaudióloga Adriana F. de Souza Aquino, uma das responsáveis pela elaboração do projeto.

Na educação, a musicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento psicopedagógico e em dinâmica de grupo em sala de aula. É o que vem ocorrendo com os alunos da Escola Municipal de Educação Especial de Barueri, voltada para a alfabetização de crianças e adolescentes com deficiência mental leve e moderada. Desde o início deste ano, a disciplina Educação Musical passou a contar com recursos de musicoterapia. "Procuro sociabilizar o grupo através da música. A resposta das crianças é uma coisa incrível. Dentro de suas capacidades, elas cantam e dançam", explica Fernanda Rodrigues dos Santos, formada em Educação Artística, com habilitação em música, e pós-graduada em Musicoterapia.


Em busca da cura

Além da utilização da música como processo terapêutico, há correntes de estudiosos no assunto que voltam seus interesses para a ação curativa de determinado som. No livro O Poder Terapêutico da Música, do norte-americano Randall McClellan, o autor trata os efeitos da música sobre o indivíduo como um todo. Segundo ele, "toda música pode alterar de algum modo nosso estado de consciência. O que não foi ainda determinado é que tipo de música afeta nossa consciência e de que modo e, particularmente, que tipo de música é mais útil para provocar os estados mais desejáveis para fins de cura". As indagações de McClellan, doutor em Filosofia em Composições Musicais pela Eastman School of Music e também graduado no Cincinnati College Conservatory of Music, têm sido temas de inúmeras pesquisas realizadas principalmente nos Estados Unidos.
No Brasil, o interesse pelo assunto não é menor. Segundo levantamento realizado pela Apemesp, o país conta com cerca de 1500 profissionais com formação em musicoterapia.

 
Matéria gentilmente cedida por Lucy Santos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2009, 12:48
Muita paz

Medicina Ortomolecular
 
Medicina Ortomolecular é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o equilíbrio químico do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas se dá através do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos. Estes elementos,além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os radicais livres.

Mas por que o organismo se desequilibra? Para entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia. O organismo é uma máquina que está permanentemente se produzindo. Durante este processo de produção podem surgir falhas, seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina.Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem. Estas engrenagens são os sistemas : Neuroendócrino, Psíquico e Imune. Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida), surgindo os defeitos (doença). Por exemplo: uma pessoa deprimida tem mais chances de apresentar infecções recorrentes, já que uma falha no sistema psíquico leva conseqüentemente a alterações no sistema imune.

Outro fator importante na gênese de várias enfermidades, como artrite e câncer, é a formação de radicais livres. Podemos entendê-los da seguinte forma: o organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que consumimos para produzir energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%) não partcipa do processo, formando as espécies tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres. Estes correspondem a átomos ou grupos de átomos com um elétron não emparelhado em sua órbita mais externa, sendo, portanto, muito reativos pois para recuperar o equilíbrio precisam 'doar' o elétron desemparelhado. Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas celulares do corpo, o que resulta em destruição e, conseqüentemente, em enfermidades. Entre estas podem ser citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e doenças cardio vasculares.

O Homem está sendo permanentemente submetido a condições que levam ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições prolongadas ao sol, entre outras. A Medicina Ortotomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre outros, neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor qualidade de vida.

A Medicina Ortomolecular também trata das deficiencias de uma série de nutrientes. Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina C a cada cigarrro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo 500 mg desta vitamina diariamente. E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de hormônios, ou mesmo estimulando o sistema imunológico.

Todavia, apesar da medicina ortomolecular ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva. Assim, p. ex.,é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma hipertensão arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione diabetes. O mais importante é que com a Medicina Ortomolecular o paciente volta a ser encarado como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia.

Com esta visão global, quaquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve. Ou ,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito exatamente onde ele origina-se na máquina, é muito mais fácil consertá-la antes que o problema atinja toda a produção, que nada mais é do que a própria vida.
 
  (matéria gentilmente cedida por Lucy Santos)
 
 
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: ROSINEI FESTINALLI em 18 de Junho de 2009, 14:38


Olá Vitor que bom ter ver por aqui.

Acredito que a doutrina espírita de Kardec possa auxiliar no tratamento da pessoa autista. Passes, reuniões mediúnicas, estudos- Isso tudo com auxilio de pessoas preparada e expriente no assunto, consegue-se bons resultados. Esses tipos de tratamento já vendo sendo realizados em algumas  casas espiritas. Além do autuista os  familiares,também devem buscar ajuda, pois para cuidar presisamos também de cuidado....... um abraço, ROSINEI

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 18 de Junho de 2009, 18:17
Ola Amiga Rosinei
Muita paz e harmonia

     O prazer é todo meu boa Amiga, realmente o autismo com a ajuda de pessoal bem preparado , quer a nivel de projecção de valores , quer a nivel psicologico e com conhecimento de pedagogia educativa, poderá juntamente com a Filosofia espirita fazer enormes avanços , na terapia destes irmãos e ao mesmo tempo permitir que a envolv~encia do lar e meio ,não lhe sejam adversos em nenum dos fatores.

      Muita paz e harmonia
       Victor Passos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: ROSINEI FESTINALLI em 18 de Junho de 2009, 19:00
Achei interessante anexar .......bjos a todos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 18 de Junho de 2009, 20:12
Ola Amiga Rosinelli
Muita paz e harmonia

      Excelente agradeço a sua compartilha...será bem importante para aplicação em explicações possiveis ao nivel comportamental.


Beijo em sua alma


Victor Passos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Jo em 04 de Julho de 2009, 22:27
Acho que uma terapia de vidas passadasa ajudaria muito.Para mim, também tem a vercom obsessores.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 04 de Julho de 2009, 23:07
Ola Amigo João Domingos
Muita paz

            Queria dizer-lhe que nem em tudo existe obsessão, de um espirito por outro , inclusive pode ser uma situação de auto-obsessão, mas os espiritos não são culpados sempe de tudo que trazemos como manto das fragilidades preteritas.
           Quando fala em terapia das vidas passadas até pode ter o condão de ajudar , mas tem que ser feito com profissionais experientes e conhecedores da reencarnação e da lei de causa e efeito. E quando não é usada por red«creio ,mas com seriedade.

Muita paz e harmonia

Terapia de Vidas Passadas e Espiritismo


O tema Terapia de Vida Passada - TVP - ganhou, ultimamente, grande espaço nos meios de comunicação em geral. Como todo tema polêmico, tem gerado muitos debates e opiniões. Mas por que uma proposta terapêutica como essa pode gerar tanta polêmica? Pelo lado da ciência, o centro da questão está na utilização de uma hipótese de trabalho reencarnacionista, que a ciência ocidental continua julgando um tema religioso ou místico, que não pode ser considerado como objeto de estudo.

Para a Doutrina Espírita, apesar defender a reencarnação como processo natural na vida do ser humano, a questão está na utilização da Regressão de Memória à nossas vidas passadas. O objetivo deste artigo será o de discutir alguns dos principais pontos desta relação entre a Terapia de Vida Passada e o Espiritismo.

Para evitar os “achismos”, resolvemos fazer uma pesquisa a nível nacional, no final de 1998, em que apresentávamos para a população espírita um questionário sobre a Terapia de Vida Passada. Dos 500 que foram respondidos, identificamos algumas das principais preocupações do espírita em relação à Terapia de Vida Passada - TVP - e a Regressão de Memória:

    * Necessidade do esquecimento do passado;
    * Não poder interferir no processo de sofrimento causado por problemas no passado;
    * Fazer Regressão por curiosidade;

Na verdade, o que se pode observar é que a maioria das pessoas tem dúvidas se deveriam ou não utilizar a TVP como recurso, não tem uma informação correta sobre o que é a TVP, hoje.

A TVP se insere na abordagem da Psicologia Transpessoal, um ramo mais recente da Psicologia que considera o componente espiritual como uma das dimensões do ser humano, que interfere no entendimento do homem e de seus sofrimentos. Porém, na TVP consideramos a hipótese de trabalho da reencarnação como base de explicação do conteúdo obtido no processo de Regressão de Memória, isto é, julgamos que os relatos obtidos com os indivíduos em Estado Alterado de Consciência se referem às suas experiências vividas em outras encarnações.

Para a TVP, a maioria dos problemas que temos na vida atual decorrem de situações traumáticas ou bastante desequilibradas que foram vividas pelo indivíduo no passado e que deixaram marcas profundas no seu psiquismo profundo. Todas essas experiências estão registradas nesta instância Inconsciente que o Dr. Jorge Andréa (1) chama de Inconsciente do Pretérito. Algumas situações na vida atual, parecem desencadear o surgimento, na zona mais consciente do psiquismo, desses desequilíbrios, transformando-se em verdadeiras patologias. Podemos citar as fobias, a Síndrome do Pânico, distúrbios de comportamento como os sexuais ou os compulsivos, a depressão, a ansiedade, etc. como algumas que podem se beneficiar com o tratamento pela TVP.

O primeiro passo do processo está em tornar consciente esse conteúdo do passado. É nesse momento que podemos utilizar a Regressão de Memória na identificação da situação do passado geradora do sofrimento atual. Posterior e concomitantemente a essa identificação, teremos que utilizar diversas intervenções específicas para cada caso, visando dissociar a personalidade atual daqueles traumas vividos no passado. Como vimos não basta apenas lembrar o passado. Há uma necessidade de um acompanhamento terapêutico criterioso do delicado conteúdo emocional e psíquico que surge do processo de Regressão. A nossa experiência tem indicado a necessidade da TVP só ser feita por profissional da área de saúde mental que estaria habilitado ao processo de forma integral.

Como podemos ver a finalidade da TVP é terapêutica. Com isso desfaz-se uma das grandes preocupações do público espírita, em particular: a curiosidade. Na verdade o terapeuta, quando executa um trabalho sério, não considera os casos em que as pessoas procuram para saber o que foram ou fizeram de extraordinário em suas vidas passadas. Julgamos que o material que lidamos seja muito delicado para uma finalidade fútil !

Mas, a questão mais delicada do espírita parece ser a de se “levantar o véu que encobre o passado” já que seria uma “dádiva divina”. Se observarmos no contexto da Doutrina, as principais referências sobre o assunto estão em O Livro dos Espíritos na parte 2a., cap. VII, em um item que engloba as perguntas 392 à 399, com o título: O esquecimento do passado. Nesse ponto os Espíritos alertam para os inconvenientes que a lembrança do passado teria para os indivíduos. E nós concordamos inteiramente com isso !!! Vamos observar que este capítulo trata “Da Volta do Espírito à Vida Corporal”. É claro que quando voltamos ao corpo físico necessitamos do esquecimento de nossas vidas pregressas. Como, uma criança conseguiria estruturar uma nova personalidade lembrando simultaneamente de todas as suas vidas passadas? Seria impossível.

Diversas obras na literatura espírita defendem a utilização terapêutica da Terapia de Vida Passada. Dos autores encarnados, citamos o Dr. Jorge Andréa, psiquiatra e pesquisador do psiquismo profundo e da reencarnação com vasta contribuição nessa área. Mesmo entre os desencarnados, através das obras psicografadas, não há uma contra-indicação à utilização da TVP nos casos em que verificamos graves problemas psíquicos, emocionais, físicos ou de comportamento. Pelo contrário. Espíritos como Joanna de Ângelis (2) e Bezerra de Menezes (3) tem ressaltado, através de algumas de suas obras, a importância deste tipo de abordagem científica na minimização do sofrimento humano. Mas é claro que a TVP não é uma panacéia capaz de resolver todos os problemas. Como toda abordagem terapêutica tem suas limitações e dificuldades que somente uma atuação séria e criteriosa poderá superar, ampliando o potencial de cura de sua aplicação.

É o sofrimento o nosso grande objetivo! Para nossa surpresa, muitos espíritas responderam afirmativamente à questão: “o sofrimento é a melhor forma de pagarmos os erros do passado”. Isso pode levar a um entendimento distorcido da finalidade da vida e do sofrimento. A Doutrina Espírita (4) deixa bem claro qual é o objetivo das encarnações sucessivas: o desenvolvimento moral e intelectual do ser. O sofrimento representa um desequilíbrio resultante de um comportamento inadequado do passado que ainda mantém características na personalidade atual. Na medida em que se resolvam as causas cessam-se os efeitos. Em O Livro dos Espíritos, questão 1004, Kardec pergunta sobre o critério de duração dos sofrimentos a que os espíritos respondem ser função da melhora do indivíduo. Na resposta fica clara a finalidade pedagógica do sofrimento, pois quando a pessoa melhora o aspecto desequilibrado o sofrimento perde o sentido, modificando-se ou extinguindo-se.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 5, temos a orientação dos espíritos de que devemos empreender todos os nossos esforços no sentido de minimizar o sofrimento dos homens. Ora se a TVP desponta como um instrumento da ciência que pode ajudar nesse processo de aprimoramento do ser humano pela dura de alguns de seus sofrimentos, por que não utilizá-la? Será que não poderíamos utilizar a TVP para ajudar uma pessoa a superar sua Síndrome do Pânico ou de uma depressão profunda por exemplo, simplesmente porque utilizaremos de suas lembranças pretéritas? Nos parece que se a TVP é uma conquista da Ciência ela está consoante aos desígnios de Deus para o progresso da Humanidade.

A ciência avança no sentido da confirmação do espírito, como origem e princípio básico da vida, e da reencarnação como mecanismo natural fundamental para o entendimento do homem e de seus sofrimentos. A TVP, aplicada de forma séria e criteriosa, demonstra ser um instrumento legítimo deste movimento. Como resultado desta aplicação o indivíduo se reconhece como ser espiritual eterno em passagem temporária de aprendizado pelo corpo. Ao verificar as conseqüências de seus atos passados nos seus problemas atuais pode refletir e decidir sobre quais são os valores existenciais essenciais para o seu espírito hoje e descobre a necessidade de desenvolver o Abrandamento de suas tendências negativas e a Aceitação dos problemas que enfrentamos. Ao final, perceberá a necessidade de reclamar menos e Amar mais, a si mesmo e aos outros.
Referências Bibliográficas:

(1) Palingênese, a Grande Lei - Jorge Andréa

(2) O Homem Integral - Joanna de Angelis/Divaldo Franco;

(3) Loucura e Obsessão - Manoel P. de Miranda/Divaldo Franco;

(4) O Céu e o Inferno - Kardec - 1a. parte, cap. III, item 8.

(5) O Livro dos Espíritos - Kardec - Questões 392 à 399;

(6) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Kardc - Cap. 5;

(7) Terapia de Vida Passada e Espiritismo - Distâncias e Aproximações - Milton Menezes

MILTON MENEZES

Mestrando em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.
Membro fundador do IBRAPE-TVP - Instituto Brasileiro de Pesquisa em TVP do Rio de Janeiro.
Pesquisa atualmente a aplicação da TVP na Síndrome do Pânico.

RESUMO:

O grande desafio da TVP é consolidar a reencarnação como hipótese científica de trabalho, introduzindo o conceito de Espírito como capaz de explicar vários aspectos na Psicologia e Medicina.
 

VICTOR PASSOS
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Henrique-S em 03 de Outubro de 2009, 12:43
Senhor, ajuda-nos para que apartemos de nós a maior das Deficiências: O Desamor!
Ah, desamor... Causa da ignorância e do ódio, gerador do preconceito, causa de tantos males.
Pois que só no Amor, Senhor, deixaremos todos, de sermos deficientes.

Ensina-nos a Amar, Senhor de meu Senhor!
Ensina-nos que, na imagem da família remonta-se imensa e verdadeira família – Universal!
Ensina-nos!

Ensina-nos que tu estás em simbiose conosco, mas não O vemos nem O sentimos, nem O escutamos Pai, pois estamos afastados do Amor Sublime, e, portanto, afastados de Ti enquanto estais sempre conosco!

Nas provações de cada segundo, vemos tudo Pai: vemos dor, vemos prazer...
Vemos tudo Senhor de meu Senhor, mas não vemos Vosso Amor em ação, pois não O Amamos!
Ensina-nos a terapia do Amor!

Ensina-nos que no Amor tudo mais nos será acrescido, Pai!
Toda a ciência, todo o conhecimento, toda sabedoria...

Somos deficientes, Pai!
Pois que através dos séculos de paixões, prazeres e dores, respondemos a muitos ‘Por Ques?...’, aprendemos como ir até a Lua, passear por Marte, mas ainda não sabemos Amar...

Ensina-nos, Pai!
Ensina-nos a Amar!
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Outubro de 2009, 13:32
Ola muita paz e harmonia

Autismo e apometria

14/03/2003 - Estou trabalhando com crianças autistas... o que diz o espiritismo à respeito? e a apometria? se existe algum livro que possa me ajudar a saber como e o que posso e devo fazer para ajudá-los eu agradeceria muitíssimo. Saudações da Itália!

Prezada amiga. Inicialmente o que temos a dizer é que independe de livros o seu relacionamento com essas crianças, desde que você tenha muito amor para dar.

Amor, compreensão, amizade, aceitação é o que eles precisam muito. Logicamente a sua formação profissional é de grande valia. Em muitos casos está presente a lei de causa e efeito, o resultado das vivências do espírito, seus traumas morais, seus grilos mentais.

As vezes uma profunda revolta contra a vida, e até contra Deus, que não aparece conscientemente, mas lá nos porões do inconsciente, determina o fechar-se numa concha. Mas vejamos no que a literatura espírita pode ajudá-la. Encontramos três livros que abordam o assunto: O Passe – de Jacó Melo — Saúde e Espiritismo – da Associação Médico Espírita do Brasil e Transtornos Mentais, da Suely Caldas Schubert.

A Apometria, como forma de tratamento do Espírito, pode ser útil, mas não temos conhecimento de abordagens específicas sobre autismo.

Neste assunto podemos indicar dois livros do Dr. Vitor Ronaldo Costa – Apometria, e Mediunidade e Medicina — e Da Alma Humana – Dr. Antônio J. Freire.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Tolomei em 17 de Novembro de 2009, 18:42
vejam link interessante portal sobre autismo http://www.adefa.com.br/portal/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVmYS5jb20uYnIvcG9ydGFsLw==) , abraços,
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Marianna em 30 de Novembro de 2009, 00:02

Uma análise espírita

Há uma teoria para explicar a suposta genética da inteligência. Será que o Autismo (1) é o preço da inteligência, consoante afirma o descobridor da estrutura do DNA James Watson? "Os genes que predisporiam algumas pessoas a habilidades intelectuais elevadas seriam os mesmos que disparam doenças como Autismo, Esquizofrenia e, até, [pasmem!] "burrice". (2)  É essa, também, a hipótese de um grupo de pesquisadores da Universidade do Colorado. Watson começou a desenvolver sua hipótese, depois de ter sido o primeiro ser humano a ter o genoma sequenciado. Descobriu que tinha mutações em três genes ligados ao reparo do DNA. "Pessoas com essas mutações tendem a ter filhos especiais" (3) - teoriza Watson - que tem um filho que sofre de uma deficiência cognitiva similar ao autismo, fato esse que não costuma abordar em público, mas que, certamente, teria influenciado suas opiniões sobre o tema.

Ele afirmou, certa vez, que a "burrice" é genética e que seria, moralmente, necessário modificar genes humanos para eliminá-la. James já defendeu, no passado, além das terapias genéticas convencionais (injeção de genes "corrigidos" em pacientes com doenças metabólicas), a modificação de genes na linhagem germinativa de células humanas (gametas, como óvulos e espermatozóides). Isso faria com que a alteração fosse herdada pelos descendentes da pessoa.

Provavelmente, um pouco menos especulativa, é a ligação, entre cognição e doenças mentais, feita pelo grupo liderada por James Sikela, da Universidade do Colorado. O grupo descobriu uma correlação entre o alto número de cópias de um gene, numa certa região do DNA humano, e o desenvolvimento do cérebro. Essa região, dizem outros estudos mais heterodoxos, estaria, também, implicada com Autismo e Esquizofrenia.

O perigo das afirmações científicas, muitas vezes, significa o materialismo, qual véu posto entre a realidade e os olhos dos cientistas. "O Autismo continua sendo um desafio, um enigma, uma esfinge." (4) Todos os geneticistas e biotecnólogos, que se apoiam no determinismo genético, (5) não cedem espaço para a existência do Espírito, e, muito menos, para a reencarnação.

Sabe-se que são mais de 3 bilhões as combinações genéticas possíveis no ser humano. Normalmente, nenhum cientista materialista pensa em existência de vida na dimensão do além-túmulo, e, muito menos, nas leis de Causa e Efeito. Contudo, sabem que há dificuldades nos dois aspectos, tanto no genótipo (genes que acarretariam uma característica), quanto no fenótipo (características, de fato, manifestadas no indivíduo). O pesquisador Stephen Jay Gould, já desencarnado, também tinha um filho autista [Josh, um exímio calculista de calendários, capaz de dizer, em segundos, em que dia da semana cai uma data qualquer].

Paradoxalmente, Gould se tornou um estóico adversário do determinismo genético - "o que não deixa de ser uma indicação de que parece haver muito mais determinações entre genes e cultura do que pode supor a biotecnologia." (6) "Em verdade, o esquema 'um gene/uma doença' não é aplicável, nem mesmo a males com mecanismos mais imediatamente bioquímicos, como o câncer". (7) Menos ainda podem ser usados para entender e/ou controlar manifestações complexas como "inteligência" ou "burrice". A rigor, não há um tratamento para o portador de psicose desintegrativa ou hipotonia profunda.

O autista é como um corpo sem ninguém dentro, porém, recordemos que o espírito imortal está em sua plena consciência e percebe o que ocorre à sua volta, ainda que "encapsulado" em si mesmo. Para os espíritas, a causa pode ser "um sentimento de culpa não resolvido, suscitado por um desvio de comportamento, ocorrido em vidas anteriores. Mas, o Autismo não é um castigo, mas um instrumento de aprendizado, de "ajuste da consciência ética fustigada pelo arrependimento ou remorso e desejosa de se pacificar". {8}

A doença é um transtorno invasivo do desenvolvimento, que se manifesta, normalmente, antes dos 3 anos de idade. Caracteriza-se por um desenvolvimento anormal e por mostrar alterações em três áreas: interação social, comunicação e comportamento. Na maioria das ocorrências, a causa é desconhecida. Noutros casos, fica a se dever a problemas médicos como as infecções intra-uterinas, das quais, as mais habituais são a rubéola, doenças congênitas como a síndrome do X Frágil, também conhecida como síndrome de Martin & Bell que, "por sua incidência, considera-se-lhe a primeira causa de deficiência mental hereditária" (9), e a síndrome Fetal Alcoólica, provocada pela gestante, que ingere bebidas alcoólicas durante a gravidez. Na maioria das vezes, as causas são desconhecidas , sendo, desse modo, um verdadeiro mistério para Ciência.

Em termos médicos, pode dizer-se que não há um psicofármaco específico para se tratar o autismo. Os medicamentos que se usam são administrados, apenas, para controlar as agitações psicomotoras e as hetero e auto-agressões produzidas pelos autistas. É uma patologia de etiologia muito complexa, que requer, não somente, uma abordagem multidisciplinar que envolve educadores, psicólogos e terapeutas ocupacionais, mas, sobretudo, exige uma análise sob a Luz da Doutrina Espírita. Nesse estado mental patológico, que leva a pessoa a se fechar em seu próprio mundo, alheando-se, em grande medida, do mundo exterior, há débitos passados muito graves, acompanhados, normalmente, pela consequente obsessão espiritual, pelo que o tratamento indicado pode ser o da desobsessão, da aplicação de passes e da utilização de água fluidificada.

Há casos de autistas que conseguiram a cura completa, embora muito raros. No entanto, na literatura médica, há casos de pacientes que conseguiram certa autonomia e uma melhoria surpreendente, insólitos, incomuns. Existem pessoas que estão dentro do chamado Autismo clássico, outras apresentam algumas das características autistas, aliadas a uma inteligência fora do comum, geralmente voltada a um assunto específico, sendo que essas pessoas têm extrema dificuldade de relacionamento inter-pessoal, grande rigidez nas rotinas do dia-a-dia, e aparente desprezo pelos sentimentos dos outros. Mas, ao menos, conseguem viver em sociedade... mesmo sendo chamados de difíceis, geniosos, ou termos menos elegantes.

Sabemos que há vida antes da vida, vida após a vida e vida entre as vidas. Quando houver maior integração da ciência, entendendo o ser humano de forma mais completa, com corpo, cérebro e espírito, creio que compreenderemos mais acerca das muitas psicopatologias desafiadoras.

Nas obras da litero-médico-espírita, vamos encontrar inúmeros esclarecimentos sobre as suas causas e sobre o processo de formação dos sintomas, e que vêm lançar uma nova luz sobre estes mesmos sintomas, dado que, nas instruções kardecianas, cada pessoa é vista sob a óptica da reencarnação. "Mesmo quando os imperativos genéticos produzem situações orgânicas ou psíquicas constrangedoras no indivíduo, tais como: gêmeos siameses, síndrome de down, autismo, cegos e aleijados, esses se derivam da conduta pessoal anterior em vidas passadas, e devem ser considerados como estímulo ou métodos corretivos, educacionais, a que as Leis da Vida recorrem para o aprimoramento dos seres humanos." (10)

Como se observa, do ponto de vista doutrinário, há esses aspectos determinantes da patologia, o autista é um ser que, por algum motivo, não "acordou" no mundo material. Permanece escondido, no patamar da existência carnal e espiritual. Muitas vezes, até, observa-se, nalguns casos, que não há propriamente autismo, mas espectros autísticos, graus e níveis de distúrbios mentais e emocionais. Destarte, o máximo que se poderia afirmar, em termos de consenso, seria dizer que, dentre os sintomas básicos atribuídos à síndrome, cada autista apresenta diferentes ênfases sobre esta ou aquela característica intrínseca. Até porque, "murado dentro de si mesmo, o autista vive em um mundo de isolamento. Os cientistas que buscam implodir essa barreira trabalham baseados em hipóteses diversas e conflitantes, utilizando uma gama imensa de abordagens e terapias." 11

Podemos reafirmar, então, que o Autismo é uma corrigenda natural da vida imposta ao espírito, objetivando a restrição do seu relacionamento com os que o rodeiam. Isso, porém, não impede que o espírito receba as manifestações de afeto e carinho a ele endereçadas que, certamente, graças a essas impressões vigorosas do amor, contribuirão para minimizar a alienação temporária em que vive, e, quem sabe, acelerar a sua cura.

Jorge Hessen.
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009.

FONTES: (1) O termo Autismo foi utilizado pela 1 ª vez pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler, para designar não um quadro clínico, mas um dos sintomas da Esquizofrenia. Em 1911, Bleuler mudou o nome da então chamada "Demência precoce" para "Grupo das Esquizofrenias".
(2) Watson apresentou sua tese durante o 74º Simpósio de Cold Spring Harbor sobre Biologia Quantitativa
(3) Reportagem publicada na Folha Online em 03/06/2009 - "Autismo é o preço da inteligência, diz descobridor da estrutura do DNA" disponível no site <> acesso em 18-06-2009
(4) idem
(5) Tese de que tudo num organismo é prefixado pelos genes
(6) Disponível no site<>acesso em 19-06-2009
(7)Disponível no site http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u8580.shtml (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dzEuZm9saGEudW9sLmNvbS5ici9mb2xoYS9jaWVuY2lhL3VsdDMwNnU4NTgwLnNodG1s) acesso em 17-06-2009
{8} Miranda, Hermínio. "Autismo - uma leitura espiritual"., São Paulo: Editora Lachâtre, 2003
(9) Cf. afirma a Federación Española del Síndrome X Fragil, disponível no site http://www.xfragil.org/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy54ZnJhZ2lsLm9yZy8=) acesso em 19-06-2009
(10) disponível no site <> acesso em 15-06-2009(11)Miranda, Hermínio. "Autismo - uma leitura espiritual"., São Paulo: Editora Lachâtre, 2003
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: fernandasuper em 15 de Fevereiro de 2010, 15:30
Bonitas e compreensivas "visões" sobre a doença. Infelizmente, toda compreensão e beleza apenas podem tentar explicar a tragedia das doenças e não elimininá-las definitivamente.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 17 de Fevereiro de 2010, 09:26
Ola muita paz e harmonia
Amiga Fernanda

  Todo pensamento negativo é depressivo, e ninguém está dizimado pela fragilidade a que possa ser acometido...Deus sabe o que faz e cada um planta a sua exposição por seu merecimento...a deficiencia não se lamenta, mas ativa a ação, afim de minorizar aquilo que todos entendem de dominio sem treguas...Amiga Ninguém carrega fardos pesados em ombros leves, cada um traz consigo o espectro de vivencias viciosas que , através da deficiencia vão ser sanadas e prodigalizar a felicidade ..e lembro mesmo com deficiencia eles podem ser felizes , claro dentro do conceito da relatividade, mas quem é feliz, absolutamente?
   Existem curas sim, porém sabemos que urge haver merecimento, e ganhos para se perceber essa situação...a caminhada é de cada um , e se não se obtiver fé, confiança e amor perante tal fragilidade, somos mais um que vai preencher os 29 milhões de depressivos...quando o amor pode dizimar toda a carencia...convido-a a visitar ;

Http//:criancadiferente.blogspot.com/
faça-se seguidora...

Beijo em sua alma

Victor Passos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Tobias Barreto em 16 de Abril de 2010, 06:47
Um grande enigma é o que o autismo representa na vida de muitas pessoas. Sou espírita e sou o pai de uma criança autista. Pouco se sabe ao certo, muitos são os pontos obscuros e no meio desta grande lacuna estamos nós, convivendo dia após dia com crianças que exigem de nós grande esforço, paciência e dedicação. É justamente esta minha condição – de quem convive com crianças autistas – que me motivou a escrever e fazer algumas colocações acerca do texto anteriormente publicado. 

Citar
O autista é como um corpo sem ninguém dentro
Acredito que esta seja uma das maiores inverdades acerca desta síndrome e podemos dizer com  certeza que tal afirmação carrega apenas uma única verdade em si – a de que o seu autor jamais conviveu com um autista.

Citar
Nesse estado mental patológico, que leva a pessoa a se fechar em seu próprio mundo, alheando-se, em grande medida, do mundo exterior, há débitos passados muito graves, acompanhados, normalmente, pela consequente obsessão espiritual, pelo que o tratamento indicado pode ser o da desobsessão, da aplicação de passes e da utilização de água fluidificada
O autismo é uma doença. Entretanto o que se observa nos autistas não é alheação ou fechamento, mas uma dificuldade de comunicação e de compreensão do mundo que os rodeia. Quanto aos débitos passados, eles com certeza existem tanto nos autistas quanto em cada um de nós. É um tanto mesquinho olhar uma pessoa dotada de qualquer tipo de dificuldade e dizer “Ele deve ter grandes débitos no passado!” pois podemos ter a “surpresa” de constatar que aquela pessoa encontra-se em condição evolutiva superior à nossa! A dor é ferramenta educativa, embora a encaremos como “punição”. O lado educativo da dor faz dela ferramenta coletiva, que ensina não só àquele que “está doente”, mas também a todos que o cercam. Os autistas são “remédio amargo” para nós que convivemos com eles e são numa ótica verdadeiramente espírita o fruto da nossa falta, o resultado da sempre perfeita Justiça Divina, que nos devolve ao convívio aqueles a quem ferimos, para transformarmos os erros do passado em alegrias no futuro. A vida é escola: devemos tratar para que o resultado dela seja a aprovação. Infelizmente as reprovações e recuperações são frequentes. A dor  é o resultado de nossa própria postura diante da vida e o autismo é assim a colheita daquilo que semeamos na forma de um espírito, a nossos cuidados confiado, que traz consigo marcas profundas do passado que provocaram suas dificuldades, seus sintomas e toda a complexidade que é o autismo...

Citar
e aparente desprezo pelos sentimentos dos outros
Os autistas não possuem nenhum tipo de “desprezo” por sentimentos alheios. Eles não conseguem compreender tais sentimentos e possuem grande dificuldade de lidar com seus próprios sentimentos (como raiva, frustração, amor, carinho...). Um ser humano é algo tremendamente complexo e esta complexidade é ainda maior sob a visão espírita, onde temos um espírito e um perispírito somados ao corpo físico. No autista ha um bloqueio neste intrincado mecanismo que impede o correto fluxo de informações desde o espírito, passando pelo perispírito e chegando à matéria, onde os cientistas e pesquisadores observam apenas disfunções químicas no cérebro ou anomalias genéticas. Poderíamos usar a imagem de um marionete para ilustrar isso, onde teríamos o boneco representando o corpo, o manipulador representando o espírito e as cordinhas que ligam um ao outro representando o perispírito. O autismo pode ser entendido como um rompimento neste mecanismo, resultando no comportamento “inadequado” da marionete. Assim, o defeito no sistema que faz o boneco não obedecer corretamente não faria de nós um “mal operador”.

Citar
Podemos reafirmar, então, que o Autismo é uma corrigenda natural da vida imposta ao espírito, objetivando a restrição do seu relacionamento com os que o rodeiam
Devemos nos ater ao termo “corrigenda”, para que não o interpretemos como sinônimo de “castigo” e considerar que o autismo não atinge somente o autista: atinge toda a família, que deve “corrigir os erros” do passado junta. O autismo limita o relacionamento com as pessoas, e isso é realmente algo doloroso. Mas esta dor traz consigo grande ensinamento: vem ensinar o verdadeiro amor. Nós condicionamos nosso amor a uma troca e se dizemos “eu te amo” esperamos ouvir o mesmo. Se não ouvimos nos decepcionamos, choramos e ficamos desiludidos. Quando se convive com um autista exercita-se o verdadeiro amor, onde o “eu te amo” deve ser dito sem que se espere um retorno.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: bertolo em 22 de Junho de 2010, 13:17
O perispirito  preside a  formação do corpo  . O autismo  é expurgo de imperfeições do espirito, não conhecemos as causas pois se encontram nas vidas pregressas .  O que nos cabe é investigar para compreender . Se não usarmos bem nossa inteligencia agora poderemos vir com ela limitada em existencias futuras ,nota-se que eles são inteligentes e estão com impedimentos para se expressarem.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 22 de Junho de 2010, 14:52
Ola muita paz Bertolo e Fernanda


Na razão de estudo que me asiste do tema, posso dizer que nem só de expurga do espirito se trata, mas que também se relaciona com a educação dos Pais , que oblitaram noutras viv~encias os cuidados ou abusaram da sua conduta em relação aos fetos e por isso tenhem que aprender a valorizar a vida atrav+és destas provações, no entanto concordo plenamente com Bertolo quando diz que o perispirito é a raiz da essencia, e as causas são inerentes sempre à sublimação do espirito ...
abraço e muita paz

Victor passos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Vitor Santos em 23 de Junho de 2010, 12:35
Olá

Seja lá como for, não devemos generalizar a causa das doenças a expiações de vidas passadas. E muito menos devemos ver as doenças como sinal de inferioridade moral e/ou intelectual dos espíritos encarnados a que a elas estão sujeitos.

As doenças não genéticas, que são devidas à vida na terra, acontecem por imprudência do homem ou, simplesmente, por vivermos num planeta precário e hostil. A expiação consiste em ter que viver neste planeta, para aqueles que, em encarnações passadas podiam ter trabalhado para ter melhor destino do que o planeta Terra, e não o fizeram. São os repetentes da escola terrestre. 

As doenças que são devidas ao corpo em que nascemos, sejam elas logo de nascença ou sejam elas derivadas de predisposições genéticas, têm razões distintas, conforme o grau de maturidade do espírito.

Os espíritos que se recusam a progredir, que não conseguem compreender por si mesmos o beneficio, para eles mesmo, do progresso espiritual, não reencarnam voluntariamente. São obrigados a reencarnar. Os sofrimentos são para eles uma forma de os obrigar a abrir os olhos e de lhe dar um estimulo para ganharem vontade de progredir. Vergados pelo sofrimento, a certa altura da sua vida espiritual, cansam-se  e procuram uma solução para não sofrerem tanto. Se as leis de Deus não permitissem isso, esses espíritos vagueariam infelizes para a eternidade, a atormentar os outros que não têm força ou vontade de lhes resistir. Esses espiritos são aqueles a quem a consciência moral não acusa, ou porque não querem ouvir a voz da consciência moral, ou por que não a têm ainda suficientemente desenvolvida.

Os espíritos que, antes de encarnar, já têm noção do que é melhor para si mesmo, pedem uma nova encarnação que seja o mais proveitosa possível. Querem uma nova oportunidade para compreender as lições que se podem aprender em mundos como a terra, pois sabem que não podem ascender a um grau mais elevado e mais feliz, sem ter aproveitamento nas provas dos graus inferiores. Tendo consciência do mal que provocaram a outros espiritos, em encarnações anteriores, procuram reparar o mal que fizeram antes a outros espiritos, com o bem, pois sentem um peso na consciência enquanto não o conseguirem realizar.

Neste caso as doenças serão desafios, obstáculos que se colocam, para que eles os tentem resolver, ou, se isso não for possível, para que aprendem a ganhar paciência e resignação, não imputando a Deus, mas a si mesmos, as suas próprias misérias e compreendendo que está na sua mão ter um futuro melhor, senão nesta encarnação, pelo menos noutras futuras.

Pode acontecer que, por falta de vontade, ou seja, por fraqueza, não consigam alcançar, ligados à carne, os objectivos que tinham previsto, e que uma vaga ou clara intuição lhes indica (ou que os seus guardiões lhes lembram, através do pensamento). Nesse caso voltam a repetir encarnações do mesmo tipo até alcançarem um nível mais elevado e, assim, merecerem melhor sorte.

Os bons espiritos podem encarnar aqui com a dupla missão de reparar, com o bem, prejuizos que tenham provocado, no passado, a outros espiritos, e com a missão de instruir os seus irmãos que ainda não alcançaram o seu nivel moral, com o seu exemplo e/ou com os seus ensinamentos.

No caso destes espiritos, que se reconhecem por não se queixarem de Deus, em circunstância alguma, mas de O louvarem, compreendo que a Ele tudo devem e sentindo-se agradecidos, por isso, a doença é uma forma de de dar o exemplo de força, preserverança, paciência, abnegação. Eles lutam contra a doença, mas não se deixam abater por ela. Algumas das doenças de nascença que mais nos impressionam encontram-se neste tipo de espiritos. Contudo, os espiritos em missão não têm de ser doentes. Alguns escolhem esse meio, outros outros meios.

Enfim, as causas das doenças dos outros são complexas de mais para lhes compreendermos as causas espirituais. É mais a forma como cada um reage à doença que nos indica isso, do que a doença em si.

Por acreditar nisto que acabei de escrever, rejeito liminarmente as tabelas de relações causa-efeito que alguns espíritas divulgam. Nunca vi nenhuma que tivesse em linha de conta a forma como o espírito lhe reage, e essa é uma componente determinante para compreender a causa espiritual da doença.

Entretanto vão surgindo investigadores de grande craveira, que poderão, um dia, contribuir para a explicação mais clara das causas espirituais das doenças, como o Dr. Alexander Moreira de Almeida, por exemplo, se ele continuar com a postura que o caracteriza actualmente, nos seus trabalhos e artigos.

bem hajam
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 23 de Junho de 2010, 23:47
Ola amigo Vitor santos
muita paz

Vitor Santos
Citar
Por acreditar nisto que acabei de escrever, rejeito liminarmente as tabelas de relações causa-efeito que alguns espíritas divulgam. Nunca vi nenhuma que tivesse em linha de conta a forma como o espírito lhe reage, e essa é uma componente determinante para compreender a causa espiritual da doença.

Entretanto vão surgindo investigadores de grande craveira, que poderão, um dia, contribuir para a explicação mais clara das causas espirituais das doenças, como o Dr. Alexander Moreira de Almeida, por exemplo, se ele continuar com a postura que o caracteriza actualmente, nos seus trabalhos e artigos.

Interessante ao fim de 31000visitas , encontrar alguém que consegue dizer o que já foi dito.
No entanto meu bom Amigo todos tem direito de estar de acordo ou não com aquilo que se fazem presentes.
A sua opinião é sua, e apenas sua , no entanto ela não traz nada de novo á realidade do autista.
É preciso verificar que o estudo do Autismo não se faz por alcance de uma opiniao mas do estudo mutuo e dentro dos valores do bom senso de varios seres, que trabalham no meio deles.
Não vejo capacidades em alguém que não conhece esta realidade e justificar a sua ideia com a dos outros.
Continuo a não aceitar e tal como voce diz a voz da discordia sem conhecimento do que se fala...se olharmos ao controle Universal dos espiritos verificamos que não é pela individualidade de processos que se chega ao conhecimento concreto, mas pela bastidão e compartilha de varias fontes.
o Autismo traz em si dispersos valores que são de ordem espiritual, e que sem duvida nenhuma estão çigadas à Lei de causa e efeito.
O Autismo não tem um so sentido , mas varias formas de se apresentar, dai, serem as causas diferentes , sendo cada caso um caso, mas que tem caracteristicas que são simultaneamente parecidas,na sua patologia, no plano espiritual essas mesmas caracteristicas em sentido de causa e efeito diferem das necessidades de crescimento do espirito.
"É hoje geralmente aceite que as perturbações incluídas no espectro do autismo, Perturbações Globais do Desenvolvimento nos sistemas de classificação correntes internacionais, são perturbações neuropsiquiátricas que apresentam uma grande variedade de expressões clínicas e resultam de disfunções do desenvolvimento do sistema nervoso central multifactoriais " (Descrição do Autismo, Autism-Europe, 2000). Esta é a visão da Medicina fisica..

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Junho de 2010, 19:55
Olá amigo Victor

Sendo nós espiritos, tudo o que tem a haver connosco tem a haver com espiritualidade. E, nesse sentido, concordo contigo.

A minha fonte é Jesus:

"Mateus 5

39  Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;

40  E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;

41  E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.

42  Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.

43  Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.

44  Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;

45  Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.

46  Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?

47  E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?

48  Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus."

Se Jesus nos deu estes conselhos e nos disse que ser perfeito é pagar o mal com o bem, não posso conceber da parte do Senhor uma lei que determina que podemos reparar o mal que fazemos, sofrendo um outro mal.

No meu entendimento só se repara o mal que fazemos, fazendo o bem.

A expiação a que nós podemos estar sujeitos, é ter merecido nascer neste planeta precário e hostil, se já tivemos oportunidade de o evitar, em encarnações passadas, perdendo a vida em ilusões fúteis e daninhas. O que expia é o repetente, que podia já ter aprendido a lição e não aprendeu. Por isso teve que voltar para aqui, como me aconteceu a mim, provavelmente.

Os sofrimentos não são expiações, são oportunidades de progresso, se soubermos aprender com eles. E quem os tem deve-se considerar mais abençoado do que quem não os tem, mas lutar sempre, como todas as suas forças, para os superar. E cabe-nos a nós fazer tudo para minimizar os sofrimentos alheios.
 
Dizer aos pais dos autistas que os seus filhos são objectos de expiação, e não doentes físicos, é uma afirmação grave, que eu duvido que tenha alguma utilidade e que não sirva apenas para os desanimar. Pois se acreditarem que é uma causa espiritual perdem a esperança que apareça de tratamento através da medicina, ou então começam a frequentar os bruxos, já que as associações espíritas credíveis não prometem curas espirituais a ninguém, apenas esclarecem as pessoas e os espiritos menos maduros ou aflitos que lá são levados.

Por isso, eu só o diria a alguém que era uma expiação se eu tivesse a certeza absoluta e se isso servisse para tratar o autista. Ora, que eu saiba, ninguém cura os autistas, sejam lá quais forem as causas.

Quem tiver a certeza absoluta que o autismo é uma forma de expiação ou castigo, ou seja que é um mal para reparar um mal feito noutras encarnações, e achar que isso é útil para os envolvidos, que o diga. Cada um sabe de si e Deus sabe de todos.

Bem haja
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: filhodobino em 25 de Junho de 2010, 20:04
Amados irmãos espero que esta tesourada e essa colagem possa ser consoladora pela reflexão no Deus de Amor.
XXII - O SILÊNCIO É DE OURO
Somos efetivamente donos de nossos destinos e comandantes de nossas vidas.
Temos que tentar governar da melhor maneira nossos atos e ações.
O destempero de nossas palavras tem nos causado inúmeros problemas
espirituais. Uma palavra depois de proferida, possui um efeito devastador.
Tenhamos, pois muito cuidado com o que dizemos. Jesus nos alertou que o que
contamina o homem não é o que entra pela boca e sim o que dela sai: “porque a boca
fala do que está cheio o coração.” (Lc 6:45).
Um homem de poucas palavras dificilmente será leviano nas suas conversas,
pois sempre medirá suas palavras.
Os que muito falam tendem a realizar pouco. Se observarmos atentamente,
verificaremos que em todo grupo, sociedade ou reunião de pessoas, as que mais falam,
geralmente são as que menos fazem. Até mesmo o simbolismo de termos nascido com
dois ouvidos e apenas uma boca, nos ensina que devemos ouvir mais e falar menos.
Deus é infinitamente silencioso, e quanto mais o homem se aproxima de Deus,
mais silencioso ele se torna.
O ruído é dos homens, o silêncio é de Deus. Jesus era amante do silêncio,
gostava de lugares quietos e ermos onde sempre se refugiava para fazer suas preces e
meditações.
Nossa alma necessita de silêncio. Procuremos silenciar nossa voz interior para
que possamos ouvir a voz de Deus.
A palavra é de prata. O silêncio é de ouro. Nestas duas afirmações estão contidas
a sabedoria de milênios da evolução humana. Faça delas o seu lema de vida.
Montesquieu dizia que: “Aquele que fala irrefletidamente assemelha-se ao
caçador que dispara sem apontar”.
Para cada mal, há dois grandes remédios: o tempo e o silêncio.
O silêncio é sempre belo, e o homem que cala é mais belo que o homem que
fala.
Saúde e Paz
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: filhodobino em 25 de Junho de 2010, 20:13
Irmãos,
Penso assim:
Deus não impõe absolutamente nada da nenhum de seus filhos.
Quem escolhe a prova do Autismo, Louvemo-lo pela coragem e destemor em enfrentar a sí próprio, com galhardia e honra.
Não cabe a nenhum outro filho de Deus dizer isso ou aquilo...
Saúde e Paz!
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 26 de Junho de 2010, 18:12
Ola amigos Muita paz

Filhodobino, como são gratificantes suas palavras, é desse ensejo de amor que todos devemos nutrir nosso coração e pensamento.
Adoro imenso as suas disertações e vou até pedir que me envie as que tiver para colocar no no meus site...
se puder envie para caminheirodapaz@gmail.com..agradeço

e aproveito para terminar com o amor de Jesus do qual sigo dentro do possivel seus ensinamentos, senão não seria Cristão e amante do bem...

Citação de Filhodobino
Citar
Nossa alma necessita de silêncio. Procuremos silenciar nossa voz interior para
que possamos ouvir a voz de Deus.
A palavra é de prata. O silêncio é de ouro. Nestas duas afirmações estão contidas
a sabedoria de milênios da evolução humana. Faça delas o seu lema de vida.
Montesquieu dizia que: “Aquele que fala irrefletidamente assemelha-se ao
caçador que dispara sem apontar”.
Para cada mal, há dois grandes remédios: o tempo e o silêncio.
O silêncio é sempre belo, e o homem que cala é mais belo que o homem que
fala.

Grato Amigo

Muita paz

Victor Passos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: nobrega450 em 15 de Julho de 2010, 19:21
Olá Marianna,

Bem legal sua iniciativa.

Assim como o colega cabteixeira, também tenho um filho autista, o que constitui, ao menos para mim, uma experiência muito especial e interessantíssima, seja na seara sentimental, seja no campo do saber.

Do espectro autista há uma variante denominada síndrome de asperger, cujos portadores apresentam características singulares. Lembrei de alguns filmes, que tratam do assunto, aos quais atentamente assisti e que gostaria de sugerir a quem interessar, a saber:

Loucos de Amor
titulo original: (Mozart and the Whale)
lançamento: 2005 (EUA)
direção: Petter Naess
atores: Radha Mitchell , Gary Cole , Allen Evangelista , Sheila Kelley , Erica Leerhsen
duração: 94 min
gênero: Comédia Romântica


Meu Nome é Radio
titulo original: (Radio)
lançamento: 2003 (EUA)
direção: Michael Tollin
atores: Cuba Gooding Jr. , Ed Harris , Alfre Woodard , S. Epatha Merkerson , Brent Sexton
duração: 109 min
gênero: Drama


Rain Man
titulo original: (Rain Man)
lançamento: 1988 (EUA)
direção: Barry Levinson
atores: Dustin Hoffman , Tom Cruise , Valeria Golino , Gerald R. Molen , Jack Murdock
duração: 133 min
gênero: Drama

     
Shine - Brilhante
titulo original: (Shine)
lançamento: 1996 (Austrália)
direção: Scott Hicks
atores: Geoffrey Rush , Justin Braine , Sonia Todd , Chris Haywood , Alex Rafalowicz
duração: 130 min
gênero: Drama


Há muitas teorias sobre o tema, umas razoáveis, outras nem tanto, passando pela "teoria da mãe geladeira" até chegar, nos dias atuais, à "teoria hipermasculinidade" e, mais recentemente, à "teoria dos pais superinteligentes" de Watson. Ao lado da luta dos cientistas para equacionar o complexo dos fatores que levam ao autismo, não podemos olvidar o trabalho individual portas a dentro de nossos corações.

Realmente, dentre as lições que aprendemos com o filho autista, a do amor incondicional é a mais importante. É com esse intuito que sugeri os filmes acima àqueles que, porventura, não os tenham, ainda, assistido.

abraço.

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Marlene de Jesus oliveira em 26 de Setembro de 2010, 23:25
eu gostei muito desse artigo e tenho um filho de 23  anos e gostaria de saber sobre essa vitamina B6 e se pode ajuda-lo.
Eles esta com muitos transtorno compussivo repetitivo. e isso esta atrapalhando muito a vida social dele e da familia inteira, precisava muito de ajuda, no momento muito obrigado
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Junior ffbjunior em 11 de Outubro de 2010, 16:14
Olá Vítor.

Quero compartilhar com você algumas informações para análise e não crença imediata relacionada a tendencias de impulsos e ingenuidade a que estamos tão condicionados.

Boa parte da humanidade vive na condição de autismo multidimensional (parapsiquismo, alienação para os fatos extrafísico) ao sair do corpo no decorrer da vida intrafísica ou após a dessoma. Já me percebi algumas vezes, com os mesmos sintomas dos autistas intrafísicos ao me projetar e estava sendo pressionado por desejos e emoções desagradáveis de outras pessoas, o que contribui (em parte) com a vontade de me afastar dos assédios destas e me "isolar" em um mundo a parte. Acontece que tal processo pode ser estagnador, adoecedor, antievolutivo. O exercicio da Moblização Básica de Energias está me ajudando a aumentar a lucidez pessoal e recordar algumas vivencias que não tinha. Envio o blog abaixo com informações que podem ajudar o seu processo evolutivo.

Hipóteses de trabalho inicial: metodologia (desenvolvimento anímico parapsíquico, projetabilidade, outros). Aconselho ver o video sobre profilaxia das manipulações consciencias (fala de lavagem cerebral e paracerebral -> do espírito). Os vídeos sobre estado vibracional também.

Muitas pessoas confiam ingenuamente em várias consciencias extrafísicas, que podem estar vivendo em condição de parapsicose pós dessomática em diferentes níveis, agindo com automatismos com se estivessem no intrafísico, como no processo do autismo extrafísico (robotização existencial). Ocorre em muitos casos, possessões ideológicas benignas e/ou prejudiciais de vários médiuns (acidentes de percurso parapsíquico) em termos do compremetimento do desenvolvimento do traço abertismo consciencial.   

Talvez ALGUNS autistas estejam se manifestando em outras dimensões se isolando desta, como podemos fazer quando projetados fora do corpo. A questão talvez seja como abordá-los e saber se querem sair da situação em que se encontram ou se há pessoas a sua volta que o pertubam em alguns casos.

Aconselho aprender sobre dominio e defesa energética multidimensional. Nos processos religiosos também ocorrem condições de possessão benigna e/ou prejudicial a evolução por controle ideológico (amarras mentais e restrição da manifestação ampla e sadia do corpo mental, sem a manutenção de idéias fixas, duvidosas e fechadas.

Aguardo resposta. Um abraço. Felippe. Aguardo resposta. ffbjunior@gmail.com
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 07 de Janeiro de 2011, 11:05
Ola Amiga Marlene
Muita paz

Me perdoe só agora responder, mas não foi notificado p+ara o fazer..

Amiga fica aqui um estudo sobre a vitamina B, que não cura, mas pode se for essa uma das causas aclamar os sintomas do doente.

Vitamina B6 (e magnésio) no tratamento do autismo
  Enviado em Sun 11 Nov 2007 por Webmaster (964 leituras)




Todos os 18 estudos que eu conheço onde o uso da vitamina B6 foi avaliado para o tratamento de crianças autistas forneceram resultados positivos



Rimland de Bernard, Ph.D.
Instituto de pesquisa de Autism
4182 Adams Avenue
San Diego, CA 92116

Este é um registro no mínimo notável, já que muitas das drogas que foram avaliadas para o tratamento do autismo produziram resultados muito inconsistentes. Se uma droga mostrar resultados positivos em aproximadamente metade dos estudos de avaliação, a droga é considerada um sucesso e o seu uso é sugerido para pacientes autistas.

Entretanto, apesar dos resultados notàvelmente consistentes na pesquisa do uso da vitamina B6 no tratamento do autismo, e apesar de ser imensamente mais segura do que qualquer outra das drogas usadas para crianças autistas, há no presente muito poucos médicos que o usam ou que advogam o seu uso no tratamento do autismo.

A pesquisa sobre o uso da vitamina B6 com crianças autistas começou nos anos 1960s. Em 1966 dois neurologists Britânicos, o A.F. Heeley e o G.E. Roberts, relataram que 11 de 19 crianças autistas Excretaram metabolitos anormais quando submetidos ao teste de sobrecarga de triptofano.

Dando a estas crianças uma única dose de 30mg da vitamina B6 normalizou a urina das mesmas; entretanto, nenhum estudo de comportamento foi feito. O investigator alemão, V.E. Bonisch, relatou em 1968 que 12 de 16 crianças autistas mostraram uma melhora considerável de comportamento quando tomaram doses elevadas (100 mg a 600 mg por o dia) da vitamina B6. Três dos pacientes do Bonisch falaram para a primeira vez depois que a vitamina B6 foi administrada neste ensaio clinico aberto.

Após meu livro "Infantile Autism" (Autismo Infantil) foi publicado em 1964, eu comecei a receber centenas das cartas de pais de crianças autistas de todo os Estados Unidos, incluindo alguns que haviam tentado o que na época era a nova "terapia da megavitamina" em suas crianças autistas. A maioria tinham começado a experimentar com as várias vitaminas em suas crianças autistas em conseqüência dos livros publicados por escritores populares na área de nutrição.

Eu inicialmente era completamente cético sobre a melhoria notável que estava sendo relatada por alguns destes pais, mas conforme a evidência foi acumulando-se, meu interesse foi despertado. Um questionário emitido aos 1.000 pais que tinha na minha lista na época revelou que 57 tinham experimentado com doses grandes das vitaminas. Muitos tinham visto resultados positivos em suas crianças. Em conseqüência, eu empreendi um estudo em grande escala, com mais de 200 crianças autistas, usando megadose da vitamina B6, do Niacinamida, do Ácido Pantotenico , e da vitamina C, junto com uma capsula de uma multi-vitaminas projetada especialmente para o estudo.

As crianças estavam vivendo com seus pais e viviam em diferentes partes dos ESTADOS UNIDOS e do Canadá, e cada um foi supervisionado pelo médico da família. (Mais de 600 pais se ofereceram para o estudo, porém a maioria deles não puderam obter a supervisão necessária devido ao ceticismo dos seus médicos.)

No fim do quarto mês do estudo estava claro que a vitamina B6 era a mais importante das quatro vitaminas que nós tínhamos investigado, e que em alguns casos trouxe a melhora notável. Entre 30% e 40% das crianças mostraram melhora significativa quando a vitamina B6 lhes foi dada. Algumas das crianças mostraram efeitos colaterais pequenos (irritabilidade, sensibilidade à sons e enurese = xixi na cama), mas estes efeitos colaterais acabaram rapidamente quando o magnésio foi adicionado, e o magnésio confirmou benefícios adicionais.

Dois anos mais tarde dois colegas e eu iniciamos um segundo estudo experimental do uso da terapia da megavitamina em crianças autistas, desta vez focando na vitamina B6 e magnésio. Meus co-investigators foram os professores Enoch Callaway da Universidade do Centro Médico da Califórnia em São Francisco e Pierre Dreyfus da Universidade do Centro Médico da Califórnia em Davis. O estudo duplo cego placebo controlado utilizou 16 crianças autistas, e mais uma vez as estatìsticas mostraram resultados significativos.

a maioria de crianças a dose da vitamina B6 variava entre 300 mg e 500 mg por o dia. Centenas de mg/dia de magnésio e uma capsula de múltiplas vitamnas Bs foram dadas também, para previnir às deficiências induzidas pela B6 destes outros nutrientes. (Em todas as probabilidades, desconfortos como dormencia ou formigamento temporarios resultando das megadoses de B6, relatados pelo Schaumburg e colaboradores, eram o resultado de deficiências induzidas pelo uso da vitamina B6 sozinha em quantidades enormes -- (uma coisa tola de ser fazer - tomar a B6 sozinha em quantidades enormes).

Nos dois estudos as crianças mostraram uma notável quantidade de benefícios com o uso da vitamina B6. Havia um contato ocular melhor, menos comportamentos repetitivos e auto-estimulatório, menos ataques de raiva e mal humor, mais interesse no mundo em torno deles, menos frustrações, mais linguagem, e no general as crianças tornaram-se mais normais, embora não curadas completamente.

Pessoas variam enormemente em sua necessidade da vitamina B6. As crianças que mostraram a melhora sob a vitamina B6 melhoraram porque necessitavam extra vitamina B6. Autismo em muitos casos é uma sindrome da dependência da vitamina B6.

Após ter terminado sua participação em nosso estudo, o professor Callaway visitou a França, onde persuadiu o professor Gilbert LeLord e seus colegas em fazer pesquisa adicional sobre B6/magnésio nas crianças autistas. Os pesquisadores Franceses, embora céticos que uma coisa tão simples como uma vitamina poderia influenciar uma desordem tão profunda quanto o autismo, transformaram-se em crentes depois do primeiro experimento que foi relutantemente empreendido, feita com 44 crianças hospitalizadas.

Eles têm publicado desde então seis estudos que avalíam o uso da vitamina B6, com e sem o Magnésio adicional, em crianças e em adultos autistas. Seus estudos tipicamente usaram uma grama por dia da vitamina B6 e meia grama do Magnésio.

LeLord e seus colegas mediram não somente o comportamento das crianças autistas, mas tambem a excreção do ácido homovanilico pelas criancas autistas (HVA) e outros metabolitos na urina. Adicionalmente, fizeram diversos estudos em que os efeitos da vitamina B6 e/ou do magnésio na atividade elétrica do cérebro dos pacientes foram analisados. Todos estes estudos produziram resultados positivos.

LeLord e seus colaboradores, resumiram recentemente seus resultados em 91 pacientes: 14% melhoraram significantemente, 33% melhoraram, 42% não mostraram nenhuma melhora, e 11% pioraram. Anotaram que "em todos nossos estudos, nenhum efeito colateral foi observado…." Também, nenhum efeito colateral físico foi visto.

Diversos estudos recentes por dois grupos de pesquisadores dos ESTADOS UNIDOS, Thomas Gualtieri e outros., na Universidade da Carolina do Norte, e George Ellman e outros., no Hospital Estadual de Sonoma em Califórnia, mostraram também resultados positivos em pacientes autistas.

Nenhum paciente foi curado com o tratamento da vitamina B6 e do magnésio, porém houveram muitos exemplos onde a melhora significante foi obtida. Em um caso específico um paciente autista de 18 anos de idade estava a ponto de ser rejeitado do terceiro hospital mental em sua cidade. Mesmo com as quantidades maciças de drogas não tiveram nenhum efeito nele, e foi considerado demasiado violento para ser mantido no hospital.

O psiquiatra tentou B6/magnésio como um último recurso. O jovem se acalmou muito rapidamente. O psiquiatra relatatou em uma reunião que tinha visitado a família e tinha encontrado recentemente o jovem e ele estava uma nova pessoa, agradável e fácil de lidar que cantou e tocou sua guitarra para ela.

Um outro exemplo: uma mãe desesperada me ligou para pedir informação sobre orgãos protetores em sua cidade, porque seu filho autista de 25 anos de idade estava a ponto de ser expulso devido ao seu comportamento não conrolável. Eu não conhecia nenhuma outra opção para o rapaz, mas sugeri que a mãe tentasse o Super Nu-Thera, um suplemento que contêm B6, magnésio e outros nutrientes.

Dentro de algumas semanas esta mãe me ligou outra vez para dizer com enorme felicidade que seu filho estava muito bem agora e seu pagamento no trabalho se sido aumentado dramáticamente do pagamento mínimo de $1.50 por semana para $25 por semana.

Vendo os consistentes resultados, a segurança e a eficácia dos nutrientes B6 e magnésio em tratar indivíduos autistas, e contando com os inevitável efeitos colaterais curtos e/ou a longo prazo do uso de drogas, me parece certamente que esta abordagem segura e racional deve ser tentada antes que as drogas estejam empregadas.


Rimland de Bernard, Ph.D.
Instituto de pesquisa de Autism
4182 Adams Avenue
San Diego, CA 92116
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 07 de Janeiro de 2011, 12:08
Ola muita paz
Amigo Junior


A conscientologia detem processos que nos podem ajudar imenso a ir ao encontro de meios de desperpetuar o comportamento do autista e outros vetores patologicos do problema,.
A vida humana atual tende a automatizar as pessoas, induzindo-as à inclusão de estados viciosos  e inutilidades no quotidiano. Quando menos se espera, estão instalados diversos vícios prejudiciais à saúde e à proéxis. Agentes dispersivos, idiotizantes, sabotadores da proéxis e destruidores da integridade holossomática é o que a sociedade mais oferece aos jovens.
Mas não são esses fatores que induzem ao autismo, pois ele está ligado às criações dos genes, a disturbios dos Pais pós relacionamento e claro a vinculos preteritos
O parapsiquismo até aparece m, atraves das energias sexuais portadoras de influencias , que podem ser nocivas ou não.Mas que são parte importante em todo o processo vinculativo psicossomatico são.
Na visão da realidade multidimensional o autista confronta-se consigo mesmo e todo campo energetico ou fluidico do qual provem muitas das suas amarras ou seja conscins aleatorios algemando as suas potencialidades de manifestação que podem  ser de origem espiritual, de recalcamento preterito e de intrusão obsessiva para com o Ser.
 Claro que produto de repressões, mimeses e condicionamentos ocorridos em inúmeros habitats, provocados por energias deleterias e dominadoras, podem interferir alterando a paragenética pessoal, resgatando a sua sensibilidade emotiva e ativa destituindo a livre-expressão consciencial.

Victor Passos
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:24
Ola muita paz



UM ESTUDO SOBRE AUTISMO

Imunodeficiência, Candidíase gastrintestinal, sensibilidade a trigo e leite, arabinosa anormal na urina, e autismo: Um estudo

Por

William Shaw, Ph.D.
Laboratório Great Plains, Inc.
11813 W. 77 th Street
Lenexa, KS 66214 -EUA
Tel: 1- 913 341-8949
Fax: 1- 913 341-6207
E-mail: GPL4U@aol.com


Jeremy Baptist, M.D. Ph.D.
Allergy Link, P.A.
4601 W. 109 St., #314
Overland Park, KS 66211
Tel: 1- 913 469-4043
Fax: 1- 913 469-6580
E-mail: jebaptist@worldnet.att.net



Douglas Geenens, D.O.
4601 W 109 St.
Suite 240
Overland Park, KS 66211
Tel: 1-913 338-1211



Imunodeficiência, Candidíase gastrintestinal, sensibilidade a trigo e a leite, arabinosa anormal na urina, e autismo: Um estudo.



Abstrato
Cientistas descobriram que uma criança com autismo tinha deficiência completa em IgA (suro IgA <6 mg/dL; normal 33-235 mg/dL), Candidíase do forro gastrintestinal baseado na análise de fezes e arabinosa da urina elevado, e elevado soro de anticorpos a produtos de trigo e leite. O pre-tratamento da arabinosa urinário com concentração (341 mmol/mol creatinina nessa criança era realmente seis vezes maior que o valor da média (60.4 mmol/mol creatinina, n=20) do valor de uma criança normal e mais de dez vezes maior que o valor da média (31.0 mmol/mol creatinina) de crianças usadas como controle. Após terapia com antifungos por quatro meses, a urina foi revistada. Nesse período, a arabinosa na urina foi medida em 51 mmol/mol de creatinina, um valor só 15% do valor da média da amostra. Restrição de produtos de trigo e leite e uma terapia com antifungos levaram a uma significante melhoria no comportamento autístico, e aumento no aprendizado. “The Childhood Autism Rating Scale (CARS)” que é a escala de autismo na infância, uma medida de observação de vários aspectos do autismo,essa criança diminuiu de 43 (severamente autístico) antes, para 29 (non-autístico) após a terapia).



Introdução
Estudos feitos pelo finado Reed Warren Ph.D. na Universidade Estadual de Utah e outras indicam que a maioria das crianças com autismo têm anormalidade imunológica de algum tipo (1-20). Kontstantareas e Homatidis (21) na Universidade de Guelph em Ontário, Canadá descobriram uma alta correlação entre a prevalência de infecções do ouvido e a incidência de autismo. Eles descobriram que o mais cedo que uma criança tiver infecção do ouvido, maior a probabilidade que ela vai desenvolver algum tipo severo de autismo. Eles também descobriram que o aumento na incidência de infecção do ouvido era associado com um tipo de autismo mais severo em vez de tipo médio. Infecção de Cândida tem sido relatada como uma conseqüência do uso freqüente de antibióticos em ambos humanos e animais (22-30) e um aumento anormal na arabinosa do açúcar provavelmente da cândida têm sido encontrado em amostras de urina de dois gêmeos com autismo (31). Porém, infecção de cândida pode ser também comum em crianças com imunodeficiências os quais não tem um número muito alto de infecções tratadas com antibióticos. O padrão gastrintestinal do crescimento de cândida, imunodeficiência, desordens metabólicas e autismo é bem ilustradas na história médica da criança que nós avaliamos.



Avaliação Médica Prévia
A criança avaliada foi um menino de 5 anos de idade com nascimento anormal for a do tempo, notas de apgar anormais. Recém nascidos analisados para fenilquetonútia, hipotiroidismo, galactosemia, e células falciformes estavam dentro do limite normal. Ambos os pais tinham educação de nível superior; ambos os pais eram considerados socialmente ajustados. A avó maternal sofria de esclerose múltipla e agora e morta. O avô maternal morreu secundário de cardiomiopatia viral; como a criança não falou até a idade de 3 anos, mas começou a conversar e se desenvolveu normalmente. O avô paternal goza de boa saúde.

O pediatra oftalmologista avaliou a criança quando ela tinha seis meses de idade para incrusto intermitente e lágrimas no olho esquerdo, o qual não respondia para pingos de antibióticos. O paciente fez cirurgia para no ducto de lágrima bloqueado e possivelmente para os testículos que não desceram até os 16 meses. Cirurgia exploratória não localizou o testículo; o paciente foi posto em antibióticos profiláticos após a cirurgia. Até quando ele tinha 3 anos, o paciente tinha tido uma ou duas infecções do ouvido tratado com antibióticos, algumas gripes e uma inflamação respiratória. Imunizações foram todas no tempo certo. Um exame físico de rotina com a idade de 15 meses de idade mostrou desenvolvimento normal, apesar dos pais ter expressado preocupações sobre a falta de vocabulário. A vacina MMR foi administrada durante esse exame. Observação pelo pediatra com idade de 18 meses foi “garoto com 1.5 anos de idade o qual não precisa voltar até a idade de 2 anos”. Deficiência da linguagem expressiva foi notada no registro médico, mas os pais não foram aconselhados a procurar consultas adicionais.
Na avaliação pediátrica com dois anos de idade, falta de linguagem expressiva (só cinco palavras), foi de novo notado, mas não teve nenhuma recomendação para voltar para outra consulta. Com outra avaliação pediátrica com idade de 2.5 anos, nenhuma linguagem expressiva foi notada e a criança foi referida para uma clinica de ouvida para avaliação. Foi descoberto que a dieta da criança consistia pão, panquecas, leite, creme de amendoim, e carne de galinha. Foi também descoberto que ele sempre tinha fezes moles. Com uma avaliação subseqüente da audição, foi notado que ele tinha audição normal, mas que havia uma anormalidade de desenvolvimento na criança. Três meses depois com idade de 27 meses, a criança foi diagnosticada com autismo por um pediatra de desenvolvimento pela clinica de uma universidade usando o critério de diagnóstico de DSM-IV; idade de desenvolvimento foi avaliada a ser de nível de 19-20 meses. Nesse exame, foi diagnosticada a media de otite e tratada com Amoxicilina. Uma analise com MRI da cabeça revelou algumas atrofias do lóbulo frontetemporal. Os cromossomos EEG e X frágil que foram estudados eram normais. A criança foi examinado por outra clinica pediatra de uma universidade em outro estado, o qual confirmou o diagnostico original. Os pais da criança foram referidos para grupos de suporte, terapeutas de línguas, e escolas especiais para educação e modificação de comportamento, mas não foram referidos para nenhuma avaliação do sistema imunológico da criança, ou para a avaliação da função gastrintestinal da criança.



Quando a criança tinha 4.75 anos de idade, os pais decidiram embarcar em avaliações bioquímicas adicionais, incluindo avaliação de alergia, hematologia, rotina química, e avaliação de microorganismos nas fezes, avaliação da função do sistema imunológico, e teste de ácido orgânico na urina.



Teste completo de alergia a alimentos para 96 alimentos foi feito usando avaliação imunológica de enzimas ligados a IgG específicos. Os seguintes alergênicos mostraram positivos pela avaliação imunológica de enzimas ligados a IgG específicos: cevada, glúten, trigo, farelo de trigo, o leite de vaca, queijos, (tipo cheddar, cottage, e suíço), carne bovina, toronja, laranja, amendoim, soja, e açúcar. O teste IgA de anticorpo andomisial, o qual é considerado específico da doença celíaca, foi mostrado negativo nessa criança.

Valores de soro normais foram achados para todos os seguintes: glicose, nitrogênio de uréia, proteína total, albumina, bilirrubina total, fosfatasa de alcalina, AST, ALT, LDH, cálcio, fósforo, chumbo no sangue, sódio, potássio, cloreto, bicarbonato, ácido úrico, triglicerina, colesterol, buraco de anionte, tirosina, anticorpos antinucleares, tirotropina (altamente sensitiva), ferro, cobre, magnésio, cortisol, zinco, e ferritina. A quantidade de células branca do sangue era levemente baixa (4900/mm 3); comparado com o normal de 5500-15,500/mm. 3 Hemoglobina e hematocritas eram normais. O diferencial das células brancas era normal exceto por uma elevação leve linfócitos anormais. O número absoluto e a percentagem das células de CD3, CD4, e CD8, avaliado por citometria de fluxo era tudo dentro de limites normais.



continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:26
continuação

Análise de soro de imunoglobina, revelou valores normais de soro de subclasses de IgG, IgM, IgE, e IgG mas não foi detectado nenhum valor de soro de IgA (Mesa 1). Análise de fezes revelaram um crescimento de Cândida parapsilose de 4+, sendo o normal de 0 e o crescimento mais alto possível é de 4+. Sensibilidade a antifungos do organismo indicou sensibilidade a fluconazole, itraconozole, nistatina, e ketoconazole. Bactéria nas amostras de fezes geralmente considerada benéfica eram Lactobacillus (2+) e Bifidobactéria (4+). Análise de fezes também revelaram níveis streptococci Gama de 3+ e hemolítico E. coli de 4+. Uma avaliação de amostra de urina por espectrometria de cromatografia de massa como descrito previamente (31) feita ao mesmo tempo indicou um aumento significativo da arabinosa do açúcar como a maior anormalidade; não havia nenhuma anormalidade associada com nenhum erro de metabolismo conhecido.



Terapia
Por causa da quantidade elevada de Cândida na amostra de fezes, indicando um crescimento de Cândida gastrintestinal, a criança foi posta em uma prescrição de 1000,000 unidades de nistatina por quatro vezes por dia mais semanas alternadas de Nizoral ou Diflucan (2 mg/kg) e também prescrito a uma dieta sem glúten e caseína aproximadamente dois meses após o inicio de da terapia antifungal. Ambas terapias dietéticas e antifungal foram são contínuas cinco meses depois. O pre-tratamento da concentração da arabinosa urinária (341 mmol/mol de creatinina na criança era quase seis vezes o valor do meio termo (60.4 mmol/mol de creatinina, n = 20) de uma criança normal e mais de dez vezes o valor mediano de (31.0 mmol/mol de creatinina) de crianças normais usados como controle. Após a terapia antifungal e quatro meses, a urina foi re-testada. Nesse período a arabinosa da urina foi medida em 51 mmol/mol de creatinina, um valor de só 15% do patamar da amostra. Com dois meses adicionais com tratamento antifungal, o valor da arabinosa da urina diminuído para 26 mmol/mol de creatinina. Um teste de fezes seguinte indicou a ausência de Cândida na amostra).

Resultados de Intervenções terapêuticas

A mãe da criança comentou em um melhoramento significante em contato de olho, uma diminuição significante em comportamento de estimulo em si mesmo, e aumento no uso de língua espontânea logo após o inicio da terapia antifungal. Após o inicio da dieta sem glúten e caseína, a mãe informou que a criança pôde seguir três passos de direções verbais contra só uma direção de passo verbal anteriormente. A mãe também informou um aumento na velocidade de aprendizagem nos programas de escola, e aumento na escrita verbal, e aumento em iniciações verbais espontâneas. A nota da criança na Escala de Nota de Autismo na Juventude “Childhood Autism Rating Scale (CARS)”, ma medida de observação de vários aspectos do autismo diminuíram de uma nota de 43 (severamente autista) antes da introdução dessas terapias para um valor de 29 (não autista) depois da terapia. O prazo para autismo é de 30 ou maior. A criança é agora considerada pela avaliação da clinica para autista da Universidade Estadual como um indivíduo autista altamente funcional. A criança pode agora brincar paralelamente com outras crianças na escola, demonstrar interesse nos colegas, dividir brinquedos, e participar de brincadeiras imaginárias.
Discussão

Deficiência Seletiva de IgA

A anormalidade de laboratório mais notável desta criança é a ausência de IgA detectável. IgA é o anticorpo que é envolvido com a proteção da mucosa nasal e intestinal contra organismos. IgA ou IgA secretório é uma forma especial do anticorpo de IgA que é secretado para proteger a mucosa, que é o forro da área intestinal. IgA secretório na amostra fezes dessa criança também era deficiente. IgA secretório é aparentemente secretado pela esfole da bexiga e desce pelos ductos da bile para o intestino menor. Algumas crianças com autismo tais como esse tem níveis de IgA (1,20) muito baixo ou quase ausente; em tais casos, há também uma probabilidade da deficiência de IgA secretório derivado do IgA.

Essa imunodeficiência extremamente comum ocorre em 1 em cada 600-1000 pessoas que tem descendência Européia (32). As causas da deficiência de IgA não são completamente conhecidas. Há alguns casos em que a deficiência é genética e outros casos que não. Foi encontrado em associação com anormalidades do cromossomo 18, mas a maioria dos indivíduos com deficiência de IgA não tem nenhuma anormalidade de cromossomo detectável (32). Deficiência de IgA pode também se causada por drogas ou infecção viral.

(rubéola, citomegalovirus, toxoplasmose) e pode também ser associado com infecções intrauterinas. Pacientes com deficiências de IgA são geralmente deficientes em ambos subtipos de IgA, IgA1, e IgA2.


No estudo de Gupta (20), 20% das crianças com autismo tinham deficiência de IgA e 8% tinham ausência completa. Reed Warren e seus colegas (1) também descobriram que 20% dos indivíduos com autismo tinham soro de IgA baixo comparados com nenhum dos normais usados como controle. Então, deficiência completa de IgA no autismo é entre 48 e 80 vezes mais alto na população autista comparadas com uma população normal de caucasianos.



continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:27
continuação


A terapia de substituição de IgA não pode ser usada atualmente por causa da pequena meia-vida de IgA poderia fazer essa terapia extremamente cara. Porém, colostro bovino, que é comercialmente disponível, tem uma alta quantidade de IgA e pode ser considerado como uma terapia possível para pacientes deficientes em IgA. Terapia de IgG pode ser usada em pacientes com valores baixos de IgA. Se o valor de IgA for tão baixo que nem pode ser detectado, fazer uma terapia de IgG é muito arriscado. É possível que a pessoa imunodeficiênte poderia produzir anticorpos contra IgA presente na globulina Gama, causando choque anafilático potencialmente fatal.



As conseqüências clinicas da deficiência de IgA varia de sistêmico severo para um estado perfeitamente saudável. Muitas pessoas que são deficientes em IgA não são conscientes das suas deficiências de anticorpos enquanto outros têm infecções reincidentes, doenças alérgicas, e doenças autoimunológicas (32). Essa criança com autismo tinha significante candidíase intestinal na área intestinal apesar do fato que a criança só tinha tido dois cursos de antibióticos durante a sua vida. Porém, candidíase intestinal seguida de terapias de antibióticos parece está sob maior risco em crianças com imunodeficiência. A diminuição dos sintomas do autismo após a terapia antifungal, e a restrição de glúten e caseína tem sido notada em muitas crianças com autismo (33). (Os autores estão conscientes das três crianças com autismo diagnosticado pelos centros autistas de universidades os quais são consideradas sem sintomas após tratamentos com terapia antifungal e restrição de glúten e caseína.)



A criança sendo apresentada nunca foi considerada doente pelos pais. É possível que a dificuldade de tratamento de olho incrustado tem um relacionamento com a deficiência de IgA, desde que é secretados nas lágrimas, saliva, e suco gástricos; a deficiência de IgA nas lágrimas pode resultar em maior número de infecção dos olhos. A ocorrência de esclerose múltipla na avó maternal, pode ter alguma significância, mas ela nunca descobriu se ela tinha defici6encia de IgA. O espectro de manifestações clínicas remarcáveis dessa imunodefici6encia pode ser relacionado com variações na habilidade de substituir anticorpos de IgA nas secreções com anticorpos de IgM. Deficiências nas subclasses de IgG2, IgG4 são comuns em pessoas com deficiências de IgA, mas não era presente nesse indivíduo.



Deficiência de IgA e doença celíaca
A incidência de IgA seletivo é 10 vezes mais alto em pacientes com doença celíaca comparados com a população geral (34). O diagnósticos da doença celíaca não pode ser excluída em uma criança com deficiência de IgA por que o teste de anticorpo endomisial usa anticorpo de IgA específico e pode resultar em resultados falsos negativos nesse caso, então a possibilidade que a criança tem doença celíaca não pode ser excluída. Os pais decidiram colocar a criança em dieta sem leite e sem trigo baseado nos resultados do teste de alergia ELISA, então um diagnóstico de doença celíaca por biopsia intestinal poderia não ser válido para essa criança. Anticorpos de IgG contra glúten foram achados positivos em 100% de pessoas com deficiência de IgA que foram provadas a ter doença celíaca através do teste de biopsia intestinal, mas que foram negativos com o teste de anticorpos de endomisial (35). A maioria das crianças com autismo são sensíveis a ambos glúten, a proteína principal de trigo e cevada e a caseína, a proteína principal de do leite de vaca (36-40). Elevação anticorpos de IgG contra trigo cevada e vários outros subprodutos do leite é comum no autismo, apesar da maioria das crianças com autismo não ter doença celíaca (36-40). Melhoria no comportamento após restrição de glúten e caseína são atribuídos a uma diminuição no numero de peptídeos (casomorfina e gliadorfina) derivados do glúten e caseína que tem efeitos do ópio encontrado no sistema nervoso central (36-40).



candidíase e arabinosa anormal: possíveis implicações em estrutura do cérebro e função.


O papel bioquímico exato de arabinosa elevada é desconhecido mas um relacionamento próximo do álcool de açúcar, arabitol, foi usado como um indicador bioquímico de candidíase evasiva (41-43). Nós nunca achamos arabitol elevado em milhares de amostras de urina testados, inclusive muitas amostras com arabinosa elevada e altos números de levedura nas fezes. Arabinosa elevada na urina de dois irmãos com autismo foi primeiro informado através de Shaw et al. em 1995 (31) e foi informado a ser prevalecente em amostras de urina de pessoas com autismo desde então (33); valores tão alto quanto 4000 mmol/mol de creatinina foram achados em crianças com autismo (dados inéditos). Nós achamos arabitol mas não arabinosa na mídia de cultura de múltiplo isolamento de Cândida albicans em amostra de fezes de crianças autistas (dados inéditos). Presumivelmente arabitol elevado na urina só podem acontecer em sistêmico em vez de candidíase gastrintestinal desde que arabitol no sangue de portal é convertido em arabinosa no fígado. arabinosa na urina diminuiu notadamente depois da terapia antifungal, com eliminação de cândida das fezes. Arabinosa, um aldeído de açúcar ou abduze reage com o grupo de amino epsilon de lisina em uma grande variedade de proteínas e pode formar cruz-vínculos com resíduos de arginina em uma proteína adjunta (44), unindo as proteínas assim e alterando estruturas biológicas e funções de uma variedade larga de proteínas (Figura 1) inclusive proteínas envolvidas na interconexão de neurônios. Sintomas clínicos diminuídos de autismo depois de tratamento antifungal aconteceram devido a arabinosa diminuída e a formação de pentosidina, resultando em menos conexões neural fortuitas (ruído neural) e aumento nos números de conexões neurais que são orientadas ao ambiente da criança.



continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:29
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Este subproduto da arabinosa, lisina, e arginina é chamado de pentosidina (Figura 1). O grupo de amino epsilon de lisina é um grupo funcional de muitos enzimas para o qual piridoxa (vitamina B-6), biotina, e ácido lipóico são covalentemente unidos durante reações coezimáticas (45); ao bloquear esses locais de ativos de lisina pela formação de pentosidina pode causar deficiências de vitaminas funcionais até mesmo quando sua ingestão de vitaminas é adequando. Além disso, o grupo de amino de lisina epsilon também pode ser importante nos locais ativos de catálises de muitos enzimas. A modificação de proteínas causadas pela formação de pentosidina é associada com formação de cruz-liagaçoes, diminuição na solubilidade de proteínas, e aumento na resistência de protease. As estruturas patológicas características chamadas emaralhos de neurofibrilarias associadas com a doença de Alzheimer contém modificações típicas da formação de pentosidina. Especialmente, anticorpos contra pentosidina reagem fortemente contra emaralhos de neurofibrilaria e placas cinéfilas nos tecidos do cérebro de pacientes com doença de Alzheimer (46). Em contraste, pouca ou nenhuma reação é observada em neurônios aparentemente saudáveis no mesmo cérebro.
Assim, parece que os emaralhos neurofibrilarios da doença de Alzheimer pode ser causado pelas pentosidinas. A modificação de estruturas e função de proteínas causadas pela arabinosa pode ser responsável pela bioquímica e propriedade de insolubilidade das lesões da doença de Alzheimer através da formação de cruz-ligações de proteínas . Dano semelhante no cérebro de crianças autistas pode também está ligado a pentosidinas; emaralhos neurofibrilarios também tem sido notado no tecido cerebral de um individuo com autismo (47). Melhoramento nos sintomas de autismo após terapias com antifungos pode está ligado principalmente a uma diminuição na concentração da arabinosa e diminuição concomitante na produção de cruz-ligações de pentosidina. Desde que piridoxa (vitamina B-6) reage com o mesmo grupo critico de amino de epsilon de lisina, e é possível que os efeitos benéficos da vitamina B-6 no autismo notado em estudos múltiplos (48) pode ser mediado pela prevenção de formação continua de pentosidina. Análise de tecidos cerebrais de pessoas com autismo para um aumento de pentosidina no cérebro pode ser incalculável na confirmação dessa hipótese.



Mulheres com vulvovaginite por causadas pela Cândida foi notada a ter arabinosa elevada na urina (49); restrição na deita de açúcar trouxe uma redução dramática na incidência e severidade de vulvovaginite. Assim, um dos mecanismos de ação de terapia com drogas antifungais para autismo pode ser na redução de concentração de um carboidrato anormal produzido por levedura que não pode ser tolerada por crianças com metabolismo de pentosidina defeituosa ou uma inabilidade de remover pentosidinas prejudiciais. Testes de tolerância a arabinosa devem ser capaz de determinar rapidamente se tais defeitos bioquímicos estão presentes na criança com autismo.

Um modelo para autismo



O sucesso de Gupta (20) no tratamento de sintomas autistas em crianças com autismo com terapia de globulina gama indica uma anormalidade imunológica no autismo. Baseado nessas descobertas e nas nossas descobertas da arabinosa anormal e outros ácidos orgânicos em outras crianças com autismo (31, 33), nós sugerimos o modelo seguinte para autismo (figura 2). De acordo com esse modelo, as deficiências imunológicas, as quais podem genéticas ou adquiridas, leva a um aumento na freqüência de infecções, as quais nos Estados Unidos são quase sempre tratadas com antibióticos orais de espectro amplo que resulta em crescimento de levedura. Além disso, muitos grupos de Cândida Albicans produzem gliotoxinas (50, 51) e outras imunotóxinas (52, 53) que debilitam o sistema imunológico e aumenta a probabilidade de infecções adicionais as quais levam a uso de antibióticos adicionais e maior ploriferação de levedura e bactérias que são resistentes a antibióticos, formando um ciclo vicioso. Esses organismos produzem grandes quantidades de carboidratos anormais tais como arabinosa e análogos do ciclo de Krebs tais como citrimálico e ácidos tártaricos (31).



Não há razões inerentes que mudanças dramáticas em sistemas bioquímicas múltiplos causados por microorganismos poderia ser esperado a alterar função e estrutura cerebral. Em PKU, a correção de defeitos metabólicos por restrição de fenilalamina durante a infância, permite desenvolvimento normal, retardação ocorre se intervenção dietética ocorrer tarde demais. Se anormalidade de metabolitas anormais causa autismo, então é razoável que pensemos que elevações desses compostos poderia ter impactos negativos máximo durante o período critico do crescimento e desenvolvimento cerebral. Como no PKU, intervenção metabólica no autismo só pode ser possível na fase inicial da desordem antes do cérebro ter amadurecido. A diferença na severidade das doenças e diferenças em sintomas de indivíduos pode ser causado por diferente combinações de metabolitas, quão elevados eles são, a duração da elevação, a idade na qual os metabolitas ficaram anormalmente elevados, e a suscetibilidade individual no desenvolvimento do sistema nervoso para metabolitas microbiais diferentes.
Algumas crianças com autismo tem historia de infecções freqüentes: Dois pais diferentes indicaram para os autores que suas crianças tiveram mais de 50 infecções consecutivas (predominantemente media de otite) tratadas com antibióticos. Porém, algumas crianças com autismo, tais como as crianças apresentadas aqui não faziam uso excessivo de antibióticos orais e não eram considerados doentes pelos pais, e nem iam para o médico freqüentemente. Nessa criança a deficiência imunológica e dois usos de antibióticos aparentemente o levaram a um crescimento de levedura persistente na área intestinal.
continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:30
continuação


Imunodeficiências genéticas sugeridas como o fatores genéticos principal no autismo.

Ritvo et al. (54) descobriram uma taxa de concordância para o autismo de 23.5% no dizigoto gêmeos e 95.7% no monozigoto g6emios, indicando uma forte base genética para o autismo. Porém, os resultados do estudo da genética do autismo pela Stanford de 90 famílias afetadas pelo autismo (55) indicou “que não nenhum gene com efeito significante no autismo. Isto é, nossas análises mostraram que autismo não é ligado a desordem de um só gene principal, tal como a doença de Huntington. A análise dessas 90 famílias indicaram que há uma probabilidade de haver um número relativamente grande de genes relacionados com a suscetibilidade para autismo, cada um com efeitos mínimos.“ Nós supomos que muitos desses “números relativamente alto de genes” são aqueles que regulam o sistema imunológico. Nós estamos impressionados com o numero alto de estudos que tem indicado uma grande variedade de anormalidades do sistema imunológico em pessoas com autismo (1-20) incluindo defici6encia de IgG, deficiência de IgA, deficiência de subclasses de IgG, deficiência de mieloperoxidasa (um defeito genético no enzima de leucócitos que produzem íons de hipoclorito para matar levedura), redução nas atividades das células matadoras naturais, principalmente níveis de soro elevados. Da citoquinas interleuquina-12 e interferon gama, aumente no numero de receptores de anticorpos anti-mielina e serotonina, aumento no numero de células DR+ T, e deficiência no complemento de Cb4b. Além disso, algumas anormalidades imunológicas no autismo tem sido ligadas a reações adversas a vacinas (56). Os dois irmãos com autismo nos quais arabinosa anormal e ácidos orgânicos anormais foram achados primeiro (31) ambos tinham concentrações baixas anormais de soro de IgG. Autismo também tem sido diagnosticado em outras crianças definidas como nascida com erros de metabolismo, tais como deficiência de biotinidasa e acidemia isovalérica (Lombard, Personal Communications) no qual infecções de levedura eram comum.

continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:31
Esforços para localizar um único gene falharia, desde que qualquer fator genético que severamente prejudica o sistema imunológico pode levar a uma ploriferação de levedura resistente a antibióticos e bactérias que alteram o comportamento da criança em períodos críticos do desenvolvimento através da excreção de produtos microbiais metabólicos anormais. Porém, autismo parece ser uma desordem metabólica complexa envolvendo deficiências imunológicas, anormalidades autoimunológicas, sensibilidades anormais a alimentos, e crescimento de micróbios gastrintestinais que podem resultar na alteração do metabolismo humano e na função das proteínas.
continua
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:32




Figura 1. Reação da arabinosa da levedura com grupos de amino de lisina para formar uma base de Schiff. A base de Schiff rearranjada reage com um grupo de guanido em um resíduo de arginina de uma metade de pentosidina.



Figura 2. Modelo de imunodeficiência para autismo. Nesse modelo, imunodeficiência leva ao uso de antibióticos que estimula o crescimento de levedura (principalmente Cândida) na área gastrintestinal. Certo grupos de Cândida produz compostos imuno supressantes chamados gliotóxina que ainda mais enfraquece o sistema imunológico e pode levar a infecções adicionais. Arabitol produzido pela Cândida na área gastrintestinal é convertido para arabinosa no fígado. Arabinosa elevada leva a formação de pentosidina, levando ao aumento de emaralhos de neurofibrilarios no cérebro.







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Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:33
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Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 11:34
Ola muita paz

Autistas e os remédios

Não existe uma medicação específica para autismo, mas muitas pessoas com esse diagnóstico tomam remédios para controlar aspectos como irritabilidade e problemas de sono.

Para Judy Singer, os remédios só devem ser administrados para aliviar sofrimento, "mas não para mudar as pessoas para que elas se encaixem em idéias limitadas sobre o que um ser humano deveria ser".

É uma opinião parecida com a de Fernando Cotta, presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil. "As pessoas precisam respeitar o autista. Isso não significa excluir a possibilidade de uma medicação. Se ele tiver problema de atenção, pode tomar algo que possa ajudá-lo, assim como quem tem gripe toma antigripal."

Instituições flexíveis

Judy Singer defende que algumas questões podem ser resolvidas sem remédios. "Vamos supor que uma criança autista seja muito irritável. Por que isso ocorre? Não será porque o ambiente escolar rígido não permite que ela se encaixe?"

As instituições, diz, devem se tornar mais flexíveis à inclusão de autistas. As escolas, por exemplo, deveriam adotar um modelo que reconheça múltiplas inteligências. "Essa variedade não é uma grande exigência e já existe na Austrália", diz.

Valeria Paradiz criou, nos Estados Unidos, a Aspie, uma escola voltada para crianças autistas. "Aspies" também é o apelido pelo qual alguns portadores da síndrome de Asperger se identificam. Defensora de uma visão "não patológica" do autismo, ela diz que a luta pela neurodiversidade se assemelha a qualquer movimento por direitos civis e que a sala de aula é um dos melhores lugares para ensinar essas crianças a exigir respeito às suas diferenças.

"Aqui, elas começam a aprender os principais elementos da experiência autista, percebem que a forma como o autismo é retratado varia muito e que a própria perspectiva delas é tão válida quanto a de especialistas e qualquer outra."

Para Kika Feier Goulart, mãe de Cibele, que tem 13 anos e é autista, a inclusão escolar é um dos principais desafios no Brasil. "Eles são muito visuais, e os professores não se esforçam para adaptar a aula a essa necessidade. Além disso, ou esperam demais dela, porque há o mito de que todo autista é um gênio, ou esperam menos do que ela pode oferecer."

O outro lado

Uma crítica feita aos grupos que pregam a auto-representação e a anticura é que eles não se referem a todos os autistas, mas apenas àqueles que têm síndrome de Asperger.

Casos de autistas famosos e bem-sucedidos, como a PhD em ciência animal Temple Grandin, ressaltam, são a exceção, não a regra. Estima-se que 70% dos autistas tenham algum tipo de retardo mental. Esse dado vem sendo questionado, pois se acredita que os testes aplicados não eram capazes de contemplar as capacidades dos autistas. Mas muitos pais relatam problemas intelectuais sérios nos filhos.

A crítica vem até de Singer. "Não concordo com pessoas que são obviamente autistas de alta capacidade e alegam falar por 'todos' os autistas", diz. A mãe e a filha de Singer têm a síndrome, e ela criou o primeiro grupo de apoio para pessoas com pais autistas do mundo.

"Nunca tive medo da idéia de que há um lado ruim para a diferença neurológica", diz ela, que acha que autistas não são capazes de criar os filhos sozinhos. "Fomos muito atacados por representantes autistas, que não conseguem lidar com essa idéia. Para mim, a neurodiversidade inclui um quadro realista de prós e contras. Há aspectos do autismo que causam sofrimento, e seria ótimo se isso pudesse ser curado. Mas não acho que exista uma cura capaz de tirar os aspectos negativos e reter a diversidade genética da humanidade."

Não há uma perspectiva de cura para o autismo, pois ainda sequer se sabe o que o causa.

Algumas hipóteses já foram descartadas pela ciência, como a "culpa" dos pais na criação dos filhos e a ação de vacinas, diz o psiquiatra Mercadante. Os estudos atuais são voltados ao papel da herança genética e de alguns fatores ambientais.

O que se sabe é que os cérebros de autistas são diferentes em três áreas principais: a amígdala, ligada à emoção e ao comportamento social, o giro fusiforme e o sulco temporal superior. As duas últimas costumam ser ativadas quando se olha para a face de alguém ou se escuta uma voz humana. Os autistas, ao verem ou ouvirem alguém, ativam outra área, responsável pela identificação de objetos.

O autismo costuma aparecer antes dos três anos --nessa idade, diz Mercadante, há uma "poda neural" que reestrutura o cérebro. Suspeita-se que, nos autistas, essa "poda" seja diferente, alterando alguns circuitos cerebrais. Por isso, crianças autistas podem regredir e até parar de falar nessa idade.

Foi o que aconteceu com Natália Boralli. "Ela ficou quase um ano e meio sem falar nada", lembra a mãe dela, Eliana. Até que, no aniversário de três anos da filha, ela a levou a uma loja de artigos para festa e deixou Natália livre para observar tudo. A menina ficou encantada com os enfeites da boneca Moranguinho, e Eliana decidiu decorar a casa com o tema, esperando vencer um pouco a barreira emocional do autismo.

"Coloquei tudo ao redor dela e disse: 'Isso é para você, porque é seu aniversário e eu te amo'. Então, ela, que nunca fixava o olhar em nós, me olhou por cinco segundos e disse 'mãe'."


AMARÍLIS LAGE
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Luis CaCERES em 31 de Março de 2011, 14:29
Hola, mi nombre es Luis (65)y mi esposa se llama Leonor (62), vivimos en Holanda hace ya 35 anios y tenemos un hijo autista y que hace dos anios quedo ciego por automutilacion,  se llama Gaston y tiene 36 anios, vivio en nuestra casa hasta los 21 anios. Tambien tuvimos un hijo,  Martin, que fallecio de un paro cardiaco fulminante a los 22 anios (tendria hoy 32) .

Con respecto a los estudios y comentarios cientificos y espiritistas hechos sobre autismo y las reacciones de lectores, como padres de autistas, me quede pensando en el efecto que tuvo el correr de esos anios tan duros e incomprensibles para nosotros en nuestras vidas de esas epocas.

 La conclusion hasta el dia de hoy es que despues de haberme dedicado de una forma casi obsecada en la busqueda de una verdad (diversas filosofias y religiones). Trate de encontrar el porque de tantas cosas horribles y dificiles de sobrellevar a personas tan simples y sin maldad como nosotros.

Encontre al menos la logica de la vida y sus consecuencias de accion y reaccion en la filosofia espiritista.Finalmente la comprencion que nace del estudio continuo y la fortaleza de la razon, que es la que sigue creciendo gracias a las experiencias que nos dan el dia a dia de cada una de nuestras vidas.Nada es negativo y todo se utiliza para crecer espiritualmente, eso me hace asegurar  otra idea, que es que la maldad no existe, solo la ignorancia.

Les deseo a todas las personas mucha luz y fuerza para completar nuestras vidas en este mundo de la manera mas alegre y positiva posible, ya que vale la pena cada sufrimiento si se tiene en cuenta que es solo correccion espiritual.

Tengamos fe en Dios que  es solo Espiritu ya que la inteligencia es solo dictada por nuestro Espiritu . chau Luis
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Mourarego em 31 de Março de 2011, 19:14
O grande problema de certos escritores Espíritas é o de afirmarem sobre coisa da qual não tenham conhecimento. Falo da parte puramente espiritual.
Não se pode afirmar que o autismo seja corrigenda, o máximo o que se pode fazer é dizer-se que "pode ser".
Abraços,
Moura
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Mourarego em 31 de Março de 2011, 19:20
Luis,
Estoy inmensamente feliz por su respuesta.
Tiene usted razón, amigo mío!
Pero todavía sostienen que no se puede decir con certeza que esto es necesariamente una solución
Abrazos,
Moura
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Roger Tadeu em 30 de Maio de 2011, 18:11
Olá queridos!

Como Psicólogo, tive a oportunidade de conviver com crianças especiais e também com Autistas. Meu trabalho de conclusão de curso foi sobre o tema aqui discutido.

Concordo com o Moura quando ele diz que muitas coisas em relação a doença são suposições. O texto postado parece, realmente, não ter muito conhecimento de causa naquilo que tenta explicar, chegando a ser, por vezes, grosseiro. A idéia do corpo sem ninguém dentro é lastimável, medíocre.

Falar de "cura completa" em autismo é um grande equívoco, assim como o é falar de cura da homossexualidade. Ele é um problema crônico! Realmente faltou conhecimento da parte da pessoa que o escreveu.

Para aqueles que manifestarem maior interesse e, conhecer acerca do tema, eu indico.

a) O indivíduo excepcional; Telford. Obra básica sobre a Psicologia do Comportamento Especial.
b) Autismo Infantil; Leboyer
c) Autismo; Gauderer (Um dos melhores livros que já li sobre o tema).
d) Os excelentes artigos do Dr. Francisco Assumpção Jr. (um dos maiores brasileiros sobre o assunto).

[]s
Roger

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Roger Tadeu em 30 de Maio de 2011, 18:21
Olá queridos!

Como Psicólogo, tive a oportunidade de conviver com crianças especiais e também com Autistas. Meu trabalho de conclusão de curso foi sobre o tema aqui discutido.

Concordo com o Moura quando ele diz que muitas coisas em relação a doença são suposições. O texto postado parece, realmente, não ter muito conhecimento de causa naquilo que tenta explicar, chegando a ser, por vezes, grosseiro. A idéia do corpo sem ninguém dentro é lastimável, medíocre.

Falar de "cura completa" em autismo é um grande equívoco, assim como o é falar de cura da homossexualidade. Ele é um problema crônico! Realmente faltou conhecimento da parte da pessoa que o escreveu.

Para aqueles que manifestarem maior interesse e, conhecer acerca do tema, eu indico.

a) O indivíduo excepcional; Telford. Obra básica sobre a Psicologia do Comportamento Especial.
b) Autismo Infantil; Leboyer
c) Autismo; Gauderer (Um dos melhores livros que já li sobre o tema).
d) Os excelentes artigos do Dr. Francisco Assumpção Jr. (um dos maiores brasileiros sobre o assunto).

[]s
Roger

Creio que seja oportuno anexar aqui o texto de Hermínio Miranda, com título nossos filhos são espíritos. Nesta obra, o autor dedica vários capítulos para a questão de crianças especiais.

[]s
Roger
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Mirina em 30 de Maio de 2011, 21:16
Olá Roger,

há algum tempo atras assisti uma matéria no Fantastico sobre uma inglesa(eu acho) que tinha sido diagnosticada como autista quando criança, e que desenvolveu a terapia do abraço!  Voce conhece este assunto, sabe onde posso conseguir informações sobre este caso, ou já ouviu falar desta Sra?

Abs,
Mirina
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Roger Tadeu em 01 de Junho de 2011, 02:19
Olá Roger,

há algum tempo atras assisti uma matéria no Fantastico sobre uma inglesa(eu acho) que tinha sido diagnosticada como autista quando criança, e que desenvolveu a terapia do abraço!  Voce conhece este assunto, sabe onde posso conseguir informações sobre este caso, ou já ouviu falar desta Sra?

Abs,
Mirina

Olá Mirina, tudo bem?

Em específico sobre a terapia do abraço eu não saberia te dizer acerca dos resultados que ela tem alcançado com autistas. Existem diversos métodos com bons resultados, principalmente no que se refere a educação, aprendizagem e socialização das crianças.
Tudo depende muito da idade em que o diagnóstico é realizado. O prognóstico pode ser melhor se a síndrome for diagnosticada após os 3, 4 anos, pior se for detectada antes disso.
Você poderá pesquisar sobre a aplicação da musicoterapia no tratamendo de crianças com autismo. Existem resultados promissores nesse campo, sobretudo com trabalhos no Brasil e na Itália.
Pesquise também sobre o método TEACCH, específico para aprendizagem e socialização de crianças com autismo.

Espero ter conseguido contribuir.

[]s
Roger

Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: AlexandreAlfieri em 02 de Julho de 2011, 14:12
Bom Dia!

Gostei muito sobre este assunto, sou autista auto funcional, acho assim que escreve, minha medica descobrir a alguns anos atras, mas como na minha regiao não tem nenhum local pra tratamento, tipo como se social a sociedade, então estou ate  hoje sem tratamento, isso acaba fazendo de que eu passe meu tempo sempre tracado dentro de casa, com medo de sair, um tempo atras tive um pensamento estranho, muita vezes eu ia me cura ao pouco disso, se eu começasse a seguir minha missão na Terra,mas acho um caminho uma pouco dificil, na Terra minha missão é fazer a caridade e bondade ao proximo sem custo,tenhos uma pessoas que ajudo com oração, isso me deixa mais leve, se eu tenho um dom de tem visão e senti algo.

Gostei muito deste tema, fica com Deus
Alexandre Alfieri
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: NOVS em 21 de Outubro de 2011, 21:01
amigos. sou mãe de uma criança autista de 3 anos. estou lendo agora o que significa o autismo sob a visão espírita. quando levamos nosso filho aos médicos, passamos por muitos profissionais até conseguir um diagnóstico. sabemos que nosso filho tem algo diferente e queremos muito ajudá-lo, pois o amamos incondicionalmente. muito do que li faz sentido e gostaria que alguém me esclarecesse como funciona essa "terapia" espírita. o que acontece, e o que posso esperar de uma sessão de "passe". pois são palavras novas para mim. Acredito em meu filho e tenho certeza que Deus vai ajudá-lo a se desenvolver. desde já, agradeço. abaços a todos. Priscila.
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Victor Passos em 07 de Novembro de 2011, 11:18
Ola muita poaz e harmonia
Amigo NOvs

AUTISMO NA VISÃO ESPÍRITA

Victor Manuel Pereira de Passos
   

O Autismo é visto um transtorno invasivo do desenvolvimento da Síndrome de Asperger. Fragilidade que se pode manifestar de forma grave por toda a vida. Ela existe em todo o mundo, em Famílias de qualquer cariz racial, cultural ou social, enfim não escolhe a individualidade a encarnar a doença.

 

Os sintomas podem ser verificados pela anamnese, observação comportamental, exames ou entrevistas com o doente e familiares.

 

As estatísticas dizem-nos, no âmbito do materialismo, que a doença se manifesta entre um e 3 anos de idade, porém na minha visão espírita considerando que toda uma consequência tem uma causa, ela já está presente mesmo antes da reencarnação e veremos porquê!

 

Os sintomas do autismo encerram:

    - Perturbação na periodicidade da aparição de capacidades físicas, sociais e linguísticas;

     

    - Reacções anormais às sensações. As funções ou áreas mais afectadas são: visão, audição, tacto, dor, equilíbrio, olfacto, gustação e maneira de manter o corpo.

 Fala ou linguagem ausentes ou atrasados, devido a tal situação torna-se também restrita compreensão de ideias. Aplica palavras sem associação ou sem significado concernente com o significado.


 Percepção anormal dos objectos, eventos e pessoas.

 

Enteando esta fase verificaremos desde já que o espírito fragilizado está encerrado em si mesmo, e preso no fundo entre os dois Mundos, no da erraticidade e no material .

 

A essência obscura do autista, aprisiona-os ao medo de enfrentar uma nova experiência, porque sabedores da sua condição, asfixiados por passagens menos dignas de amor e valorização moral, estes irmãos, ao reencarnar detêm um tempo maior da separação perispiritual de tal nível, o qual por vezes se acha já presente no momento de transição aquando da sua concepção, na busca do aborto à revelia da Lei, porém todos sabemos que nada podemos contra a mesma. Daí muitos dos partos destes espíritos serem complicados.

 

Claro que todos sabemos e não tem nada de novo que o crescimento educativo do espírito encarnado, se faz no período propicio da infância até aos 7 ou 8 anos de idade, mas isto em situações normais, porque no caso destas individualidades, a perturbação, se faz presente por mais tempo, como se estivesse em período de estância gestacional, tal como afirmei atrás estes espíritos sentem pressionados pelo receio de fraquejar, e estacionam, entre ambos espaços e daí a dificuldade de assimilar conhecimento e de se descobrir nos ambientes externos à sua vontade. Interessante é verificar que num estudo do feito por pesquisadores e comprova o que acabei de dizer;

 

“Pesquisadores realizaram o protótipo de um laboratório que simbolizava um útero e colocaram autistas, neste ambiente. Ali, eles tinham contacto com sons e sensações semelhantes àquelas transmitidas pela mãe para o bebé quando este se encontra dentro do útero, mergulhado no líquido amniótico. A experiência foi de completo êxito, pois as crianças autistas apresentaram reacções, tornando-se um pouco mais receptivas.


Realizei experiências semelhantes com um grupo de pessoas sensitivas e outras habilitadas criando através de uma acção mental um útero materno. A resposta da criança autista foi positiva.” Drª Hellen

 

Num  ápice os autistas são inteligentes, exigentes e seguros de si, para logo á seguir por vezes sem razão uma razão aparente, ou começam a saltitar como crianças, mesmo sendo adultos ou passam pelas pessoas sem as perceberem realmente. As vezes isolam-se e falam baixinho ou riem sem motivo, olhando não se sabe para quem ou onde. Algumas vezes se auto-flagelam, se auto agridem, tornando-se agressivos a tudo e todos, não importa quem.


Bastante imprevisíveis têm a capacidade de transportar quem lhe convive a outro, da esperança ao desespero. Quando concentrados e atentos, todo o aprendizado é possível e quando um conhecimento ou experiência foram aprendidos jamais será esquecido.

 

O Autista aparece por efeito em duas situações espiritual quando está bem marcado no seu perispírito, que o leva a ter lesões neurológicas, aquilo que se chama o espelho reflector do cérebro, nesse caso o indivíduo não consegue comunicar-se por causa de deformações ou lesões nos corpos sideral e físico. A é consequência do  espírito, estar estigmatizada com a consciência da culpa, temendo uma reencarnação compulsória na qual colherá os efeitos de faltas passadas. Por isso o espírito rejeita a reencarnação, provocando o autismo. Ocorre um severo processo de auto-obsessão por abandono consciente da vida, um auto-aprisionamento orgânico. Nesse caso, mesmo não havendo uma lesão directa do perispírito, a rejeição à reencarnação e a recusa à comunicação danificam o cérebro.

 

Mas vamos agora ao encontro da problemática provacional, e ela traz-nos ao o fulcro da vida, do vector sensorial da existência e ponto vital da evolução educativa moral, espiritual e intelectual, a Familia, a escola ,o meio a sintonia envolvente que exige dos Pais e educadores uma entrega profunda de amor em toda a plenitude. A renuncia , a muito porque estes irmãos trazem em si um ensinamento para os progenitores, que faz com que a sua luta mereça de todos nós o maior respeito e oração em torno da sua coragem e luta diária  para que consigam levar em frente tamanha obra como objectivo numa encarnação…

 

Segundo Bezerra de Menezes, no livro “Loucura e Obsessão”, muitos espíritos buscam na alienação mental, através do autismo, fugir do resgate de suas faltas passadas, das lembranças que os atormentam e das vitimas que angariaram nesse mesmo pretérito.

 

Esta temática visa  recolher o máximo afim de irmos ao encontro quer do porquê da deficiência, da provação e expiação e da necessidade do conhecimento dos valores da vida reais.

 

A autora do livro “Vida Além da Vida” deixa-nos em suas experiências três casos;

    Nessas, pelo que se vê, o ser/essência nada sofreu, encarando com naturalidade e compreendendo todos processos, mesmo os mais dolorosos.

    1º caso - Minha mãe não me desejava. Certa vez tentou abortar e fiquei irado por ocasião do parto, porque ela pretendia divorciar-se do meu pai. Estou agora conscientizado de que parte do meu carma consiste em aprender a amar minha mãe, de qualquer maneira.


    2º caso - Ao me ligar ao feto, dava-me conta de que minha mãe estava assustada, de início, posteriormente aceitou o processo com naturalidade.

    3º caso - Foi uma experiência forte, não desagradável mas surpreendente, o meu nascimento. Enviei mensagens à minha mãe para que ela encarasse tudo como sensação e não como dor. Percebia, de forma clara, as atitudes das outras pessoas. Eu estava muito feliz por assumir esta vida.

    A partir da leitura desse livro e de algumas experiências realizadas em grupos holísticos e espíritas eu introduzi em algumas vivências o exercício de retorno ao útero. Muitas marcas em nosso corpo e alma tem origem no momento da concepção. Este período, o da gravidez e do parto são fundamentais para a saúde física e mental da criança.

Aí se reforça na realidade tudo o que já afirmara mais acima, agora como se tratam os Autistas?

 

Não existe uma medicação para a cura do autismo, Existem medicações apenas para administração dos sintomas do autismo. Os autistas tem potencialidades a serem trabalhadas com um bom desempenho educacional em conjunto com uma boa equipe multidisciplinar e o apoio integrado com Pais.

 

As preocupações em relação ao meio debatem-se com o preconceito a desistência dos Pais, porque não haja duvidas tal como Jesus dizia” Só o amor nos salvará, em caridade”  tal como as aves do céu buscam o seu alimento todos que estão envolvidos na simbiose de evolução devem procurar reforçar-se no “Orai e Vigiai” Os Pais destes irmãos necessitam de muito conhecimento espiritual, estudar , afim de com o reforço duma fé racionada e uma esperança acalentada no trabalho de caridade dando amor, é conseguirão suplantar esta oportunidade de crescimento.

Orientemos - nos no Evangelho de Jesus amealhemos os seus ensinamentos para que sua graça preencha o caminho destes espíritos, irmãos e Familiares.

 procure - http://criancadiferente.blogspot.com/
Terá lá mais artigos de apoio

muita paz
Título: Re: [Estudo] Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Camila Pedrazza Coelho em 24 de Setembro de 2012, 06:57
Achei muito interessante seu estudo me faz pensar um pouco, eu estou fazendo o mesmo estudo, pois assisti um filme ontem de madrugada na Globo sobre a Síndrome de Turette, o filme se chama NA FRENTE DA CLASSE.

Bem, vai fazer três anos que eu escolhi me modificar, eu sempre fui médium sensitiva, mas como eu nunca tive regras eu nunca quis seguir muito a doutrina espírita, sou de família espírita mais infelizmente eu nunca quis ouvir minha mãe quando ela me falava para estudar direito, e hoje eu sofro, mas estou mudando, nesses três anos eu li e conversei com muitas pessoas, mais desencarnadas do que encarnadas por sinal, sei que tenho que mudar muita coisa em mim ainda, lendo a seu estudo vi que minha mãe tem razão se eu não me desenvolver e lutar contra minhas fraquezas eu posso regredir em vez de progredir.

Lendo seu estudo meu mentor me falou que essas pessoas que tem Autismo, Síndrome de Turette e outras síndromes, são médiuns que em vez de usar a mediunidade a favor do próximo e do bem, usaram de forma errada e fizeram algumas inimizades assim quando eles desencarnaram e viram o mal que eles provocaram decidiram vir com essas pequenas reparações, pois as doenças são isso, são reparações.

Eu li meio que por cima que os cientistas atravez do genoma humano acharam os Gêns defeituosos, ou melhor dizendo como que eles são ligados, eu fico pensando que quando estamos esperando e passando pelo esquecimento antes de nos encarnamos, os geneticistas ficam ligando nossos cromossomas como estivessem fazendo um programa de computador, fiz Ciência da Computação e é um saco fazer programa por isso que desisti e por isso também que eu comparo a isso pois eu sei como se é feito o processo.

Vendo por esse ângulo é mais fácil de entender, claro que uma vez nos encarnamos com esses cromossomos deficiente a pessoa que nos fizemos mal ela não vai entender até que para a gente entender foi trabalhoso, nosso mentor e quem nos ajudou a ver nosso erro já tiveram um enorme trabalho, imagine você matar uma pessoa e a qual não tem nenhum entendimento é endurecida ao estremo, ela nem vai querer saber se você mudou ou não, ela vai te perseguir vai te humilhar, vai fazer você passar por coisas até que essas coisas se tornem pesadas e você não aguente mais.

Dai muitos perguntam: Por que Deus permite?

Deus permite, uma é uma reparação e a outra essas provas vão te fortalecer mais e mais.

Gosto dos espíritos e gosto de ler cada vez mais, sei que não escrevo como uma pessoa de 31 anos, e eu tenho 31 anos, pra mim tudo é normal e hoje eu vejo que tudo tem um porque.

Gostei do seu estudo, só me registrei só para escrever isso, acho que polemica só existe quando não se usa o bom senso e a lógica, tem muitos espíritas que se intitulam espíritas, mas só são da boca pra fora.

Abraços fraternos!!!!
Título: Re: Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Mourarego em 24 de Setembro de 2012, 16:17
Camilinha,
não aceite com verdade a informação que seu mentor lhe passou.
ele não incluiu em sua opinião, o verbo poder.
digo isso porque na realidade, mesmo que tais casos, e em minoria possam trazer o que seu mentor lhe passou, a grande maioria, pode estar em dois grupos:
A: nas provas pedidas em gênero pelo Espírito;
B: nas arregimentações genéticas, nas más formações, ou em outras áreas que incidam sobre estas doenças.
Um mentor, diz a obra básica é sempre superior a nós; Está certíssima a colocação dos Espíritos Superiores, todavia nós, que temos por vício a generalização e a rapidez nos estudos, acabamos por concluir que nossos mentores pertençam a Classe dos Espíritos Superiores, quando, na imensa maioria, eles só são superiores a nós mesmos.
Abraços,
Moura
Título: Re: Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Andressa Z. em 17 de Dezembro de 2018, 19:15
Boa tarde pessoal!
Há alguns dias estou lendo este estudo e, confesso, algumas mensagens não as li por completo, mas resolvi colocar a minha por não ter encontrado com muito ênfase o que venho dizer. Escrevo primeiramente com o maior respeito aos pais de filhos que se ajustam ao espectro autista, em qualquer dos diversos graus em que ele se apresenta.
Tenho um filho que está prestes a completar 2 anos, meu presente de Natal (nasceu dia 25/12/2016). Há algum tempo venho observando, juntamente com o meu marido, que ele perdeu algumas habilidades, como dar tchau; ele está demorando para desenvolver a fala, e olha que notamos o esforço que ele faz muitas vezes para tentar falar; tem predileção especial pelas rodas dos carrinhos, girá-las é algo que o acalma; não tem grande interesse e quando tem, parece que não sabe como se comunicar com crianças de sua idade. São sintomas simples, mas que somados são fortíssimos indícios de autismo. É carinhoso demais, adora cócegas, abraços (dar espontaneamente e receber), beijar, interage com adultos e crianças maiores, e dá a "outra face" como brincamos, pois acho que apenas duas vezes em sua vidinha ele devolveu um empurrão - vai na escolinha desde um ano e mordidas são esperadas. Também ainda mama no peito, aconchego é com ele mesmo. Essa personalidade acabavam mascarando a abrupta "pausa" sem explicação no desenvolvimento dele. Mas Deus é pai e conseguimos enxergar à tempo a demanda do nosso filho, que logo poderá começar a sofrer se não conseguir se comunicar com o mundo. Começamos todas as intervenções (Fono 2x por semana e está agendada a visita de uma terapeuta especializada em TEA, fora exames e neuropediatra). Porém todos aqui sabem o que significa ser mãe e eu tenho passado noites em claro estudando, pesquisando, querendo entender todos os porquês para que meu filho possa oferecer ao mundo tudo do que ele é capaz, dentro de suas limitações. Para que essas limitações sejam mínimas, praticamente inexistentes.
Nessa busca queridos, eu friso que busco também entender pelo viés da espiritualidade e vou contar aqui algo muito pessoal e ao mesmo tempo que precisa ser público. Mesmo.
Estava eu sozinha, digerindo muito do que havia lido e basicamente resumo bem resumidinho aqui sobre o que encontrei:
- Autistas são espíritos de pessoas lidando com grande culpa;
- Espíritos que estavam relutantes em reencarnar, não preparados para encarar o mundo;
- Espíritos suicidas;
- Almas que fizeram mal uso de sua inteligência, carisma, sedutoras e ditadoras;
- Os pais estiveram envolvidos de alguma forma nesses episódios;
Bom. Minhas dúvidas não foram satisfeitas, pois jamais senti qualquer uma dessas explicações como nossas. Há alguns anos eu sinto meu filho querendo vir, pronto para chegar. Inclusive, durante a minha gestação, não sei pq pensávamos que teríamos uma menina (até duas, talvez virão no futuro) e um mês antes de descobrirmos o sexo de meu filho, "sonhei" que estava em um lugar bem estranho, com uma energia pesada e que eu rezava bastante e não conseguia sair de lá; sentia uma presença me acompanhando que me intuía "chama pelo meu nome, meu nome é forte e sairemos daqui" e eu gritei "Miguel Arcanjo, me tira desse lugar!", prontamente fui atendida e um mês após soubemos que teríamos o Miguel.
Eu olho para essa luz na minha vida e só vejo amor; até quando me seguro para não chorar por algo específico de sua provável condição, é quando ele tenta dar o retorno que eu peço e vejo que ele não consegue. Como alguns pais escreveram, é a mais pura definição do amor incondicional e eu sou eternamente agradecida por meu filho ser capaz de demonstrar seu amor. Miguel veio muito mais por nós, seus pais, sua família para esse mundo. O que ele nos ensinou nesse pouco tempo na Terra, eu não aprendi nos outros 29 anos que vivi sem ele; parece que pulei de 31 para os 70 da noite para o dia.
Uma amiga que possui uma filha também autista, amiguinha do meu filho apenas 1 mês mais velha, me disse que leu no livro de Chico "A Caminho da Luz" sobre os espíritos que virão bem agora, nessa época que estamos vivendo e que muitos apresentarão diferenças das crianças ditas "normais". Comecei a ler também, bem devagar pois ainda estou na urgência dos tratamentos adequados, e noto que faz muito mais sentido pelas mudanças morais que sinto que meu filho está nos proporcionando - e proporcionando a muita gente que possui contato com ele.
Poderia esperar um pouco mais para escrever isto tudo, mais amadurecida?Poderia. Mas só de saber que talvez outros pais estarão lendo sem rumo, tal como eu estou, procurando tanto algo que fale diretamente no seu coração, eu necessitava escrever isso agora. Quem sabe quantos irmãos de caminhada, que estão crescendo à jato como nós graças aos seus pequenos anjos, podem sentir um alento.
Então, meus amigos (as)! Cada caso é um caso mesmo. Deem o melhor que puderem aos seus rebentos, não se culpem, muito menos os culpem, tudo está absolutamente certo, do jeito que deveria estar. A gente pode sentir, ah se pode, mas de certeza só saberemos os motivos após o que precisarmos aprender, ensinar, sentir,experenciar for concluído, nesta vida, ou além.
Estou apenas começando essa aventura, mas se puder auxiliar alguém, me chamem!
Título: Re: Autismo na Visão Espírita
Enviado por: Katia Maria de Medeiros em 21 de Janeiro de 2019, 14:17
Olá Bom dia a todos . Há muito não participo do Forum. E tomando pra mim  o conselho do codificador como necessário :"espíritas instruí-vos..." Quero retomar esse canal pois com um grupo sintonizado no mesmo propósito de esclarecimento é mais agradável e produtivo. Tudo que se refere a mente humana e a interação com o cérebro ainda está longe de ser desvendados. O autismo é uma condição que mesmo classificada pela ciência atual como estado patológico ainda tem muito a ser desvendado. A doutrina espírita ajuda nessa compreensão mas é preciso entender de fato essa relação de causa e efeito . Preciso de mais estudos . Volto aqui para ver as conclusões dos confrades. Muita paz