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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 00:43

Título: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 00:43
“Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus.”
(S. MATEUS, cap. V, v. 3.)

"Quem é o maior no reino dos céus?" - Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: "Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. - Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus - e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe."
(S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 1 a 5.)

Bem Aventurados os Pobres de Espírito (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBmU09LRG80QUVnI3dz)

"Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império. - Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; - e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; - do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos."
(S. MATEUS, capítulo XX, vv. 20 a 28.)

"- Porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado."
(S. LUCAS, cap. XIV, vv. 1 e 7 a 11.)


Caríssimos irmãos.
Bem aventurados sejam todos que, com grande prazer recebemos neste ambiente de estudo e de fraternidade Cristã. Que a paz, harmonia, compreensão e humildade se façam soberanas neste mês de estudo que estamos iniciando. Que nossa vontade de instruirmos seja suficientemente sincera para sermos merecedores do amparo e assistência espiritual daqueles que comungam conosco dos mesmos objetivos.

Aqui nos reunimos pela necessidade comum de trocarmos experiências através da ampliação do entendimento, interpretação e  aplicação prática do que nos é de proveito para nossa elevação espiritual.

Deus nos deu a individualidade para que formássemos nossos caracteres, de forma que cada um fosse uma personalidade única em intelecto e moral.
E pela essência da natureza que nos criou, somos fadados à busca do aperfeiçoamento em todos os atributos. A jornada tende ao infinito, assim como, também, tende ao infinito o grau de pureza e perfeição que nós buscamos.
A personalidade que nos individualiza e que nos faz diferentes uns dos outros é o que nos impulsiona e nos faz buscar tudo o que nos afeiçoa como possibilidades de conforto e felicidade. Isso instiga em nosso íntimo um monstro de proporções inimagináveis, que conhecemos pelos nomes de “orgulho” e “egoísmo”.
A nossa personalidade é a nossa identidade. É necessário que saibamos dominar os nossos sentidos. Tanto nossos dons como nossas virtudes devem serem utilizados em prol de um bem comum, em que o maior beneficiado sejam todos os seres que constituem a Criação, onde todos têm uma origem comum e que, por isso mesmo, nos coloca na condição de irmãos.

Nesse espaço eterno entre nossa criação e nossa destinação, existe uma infinidade de estágios, nos quais, através das experiências e do conhecimento acumulado, vamos formando nossa personalidade espiritual, o nosso caráter. O que ainda nos confunde é a idéia de que o que nos fortalece o Espírito é o saber, é conhecer os mistérios da vida, sem pensar que o saber sem a vivência prática do que se sabe é virtude lançada ao vento. E nos prendemos tanto a essa idéia que não percebemos que o esforço despendido para o aprendizado está na relação direta ao desprendimento que devemos ter para nos elevarmos moralmente pela prática natural da simplicidade e da humildade. E hoje, para a maioria de nós, ir em busca do saber é esforço, é vontade, é trabalho e, por isso mesmo, é mérito pessoal quando o alcançamos. E ser simples e humilde, ou seja, pobre de Espírito como Jesus sugere que sejamos é um grande sacrifício, porque achamos que ser simples e humilde é renunciar as riquezas que Deus nos empresta para que façamos delas instrumento para o progresso geral, Ser pobre de Espírito é nos mantermos simples e humildes mesmo que a nossa posição dentro do contexto social nos coloque numa posição de superioridade em relação aos que conosco ombreiam a jornada.
Ser pobre de Espírito é reconhecer que acima de tudo e de todos está o Criador, que nos empresta todos os recursos para aproximarmos de sua perfeição.

                                        Sejam todos bem vindos ao estudo do mês de Julho de 2012.





Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: zarthur em 01 de Julho de 2012, 09:37
Caros amigos;

a condição de pobres em espírito, das virtudes todas que a mensagem evangélica apregoa, será aquela de mais difícil realização para o homem de nosso tempo.

Os pobres de espíritos, diferenciam-se dos demais sofredores aos quais Jesus faz menção no sermão do monte, pela forma de proceder ante os costumes que a sociedade impõe.
Não se trajam com apurado esmero e requinte, mas com a prática e a simplicidade próprias da ocasião.
Sua alimentação é simples, no que diz respeito às necessidades do corpo, mas substanciosa para os deleites do espírito.
Não se furta aos comezinhos deveres da sociabilidade, mas enriquece tais momentos com a palavra que direciona ao Bem e a atitude que convida à reflexão e à inteligência.
Não busca as posições de destaque que o orgulho propõe, mas destaca-se pelo serviço útil ao bem estar de todos.
Mas, principalmente, é humilde em espírito sem se esforçar para sê-lo e muitas vezes nem sabe que o é.
Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: M.Altino em 01 de Julho de 2012, 11:37
 Kazaoka  antes  de tudo um bom dia e  muito Bem Vindo a este  estudo e  é um lindo tema onde  todos podemos  meditar sobre  estas palavras  de Jesus " Bem Aventurados os Pobres de Espírito "
Então   como demos  compreender  estas palavras  podem ter vários  conceitos, basta  estarmos  em determinados pontos de evolução, na qual suas interpretações  nos podem levar  a  várias  conclusões ..
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus (São Mateus, V: 3) 
 A incredulidade se diverte com esta máxima:
Bem-aventurados os pobres de espírito, como com muitas outras coisas que não compreende.
Por pobres de espírito, entretanto, Jesus não entende os tolos, mas os humildes, e diz que o Reino dos Céus é destes e não dos orgulhosos.
Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem geralmente tão elevada opinião de si mesmos e de sua própria superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de sua atenção.
Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus.
Essa tendência a se acreditarem superiores a tudo leva-os muito frequentemente a negar o que, sendo-lhes superior, pudesse rebaixá-los, e a negar até mesmo a Divindade.
E, se concordam em admiti-la, contestam-lhe um dos seus mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, convencidos de que são suficientes para bem governá-lo.
Tomando sua inteligência como medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem admitir como possível aquilo que não compreendem.
Quando se pronunciam sobre alguma coisa, seu julgamento é para eles inapelável               
Se não admitem o mundo invisível e um poder extra humano, não é porque isso esteja fora do seu alcance, mas porque o seu orgulho se revolta à idéia de alguma coisa a que não possam sobrepor-se, e que os faria descer do seu pedestal.
Eis porque só tem sorrisos de desdém por tudo o que não seja do mundo visível e tangível.
Atribuem-se demasiada inteligência e muito conhecimento para acreditarem em coisas que, segundo pensam, são boas para os simples, considerando como pobres de espírito os que as levam a sério.
Entretanto, digam o que quiserem, terão de entrar, como os outros, nesse mundo invisível que tanto ironizam. Então seus olhos se abrirão, e reconhecerão o erro.
Mas Deus, que é justo, não pode receber da mesma maneira aquele que desconheceu o seu poder e aquele que humildemente se submeteu às suas leis, nem aquinhoá-los por igual.
Ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples.
Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito; que o ignorante que possui essas qualidades será preferido ao sábio que acreditar mais em si mesmo do que em Deus. Em todas as circunstâncias, ele coloca a humildade entre as virtudes que nos aproximam de Deus, e o orgulho entre os vícios que dele nos afastam.
E isso por uma razão muito natural, pois a humildade é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele.
 Mais vale, portanto, para a felicidade do homem, ser pobre de espírito, no sentido mundano, e rico de qualidades morais.
Com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: ken em 01 de Julho de 2012, 13:28
Bom dia a todos

Amigo Kazaoka estou colocando um texto pertinente ao tema:-

Simplicidade e Pureza de Coração

Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)

Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse:
“Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. - Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” - E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)

A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda ideia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. E exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.

Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as ideias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.

Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. E necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

A partir do nascimento, suas ideias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as ideias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que toma mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996.

Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 13:54
Bom dia a todos!!! Que Deus nos abençoe neste dia que iniciamos, em seu nome, o nosso estudo mensal.

Bom dia Zarthur, Altino, Ken e visitantes.


A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda ideia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza.

Sempre tomamos como referência sobre nosso estágio evolutivo o momento presente. Somos Espíritos antigos, uns mais do que outros, é verdade, mas somos todos de eras remotos e trazemos conosco uma bagagem pessoal que forma nossa individualidade e que nos faz diferentes uns dos outros. Porém, sendo membros de uma mesma comunidade chamada "habitantes de uma das moradas do Pai" e, justamente, na moradia destinada aos Espíritos em prova ou expiação, é natural que todos tenhamos deveres a cumprir. Deveres estes que não nos exige mais do que o que já temos capacidade de resolvê-los.


Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem geralmente tão elevada opinião de si mesmos e de sua própria superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de sua atenção.
Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus.


Este é um dos entraves, constituindo assim, uma das provas àqueles de mentes portentosas sobre a Terra. Geralmente, o homem intelectualizado, acreditando tudo saber e tudo poder compreender, quando se depara com os mistérios reservados à Deus os rechaçam e recusam a aceitar o que a sua intelectualidade não consegue explicar e nem compreender, tornando-se assim presunçoso e fechado em seu orgulho.


a condição de pobres em espírito, das virtudes todas que a mensagem evangélica apregoa, será aquela de mais difícil realização para o homem de nosso tempo.


Com certeza é uma delas. Isso porque ela exige uma amplitude de sentimentos e virtudes que nos colocam muito próximo de um estado de superioridade espiritual que nos conduziria a um patamar evolutivo que, quando a maioria de nós alcançarmos este nível de entendimento, estaremos elevando a própria categoria de nosso planeta.
Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: ken em 01 de Julho de 2012, 15:21
Humildade de Espírito


A humildade é o ingrediente indefinível e oculto sem o qual o pão da vida amarga invariavelmente na boca.

Amealharás recursos amoedados a mancheias, entretanto, se te não dispões a usa-los, edificando o conforto e a alegria dos outros, na convicção de que todos os bens pertencem a Deus, em breve converter-te-ás em prisioneiro do ouro que amontoaste, erguido, assim, à feição de teu próprio cárcere.

Receberás precioso mandato de autoridade entre as criaturas terrestres, no entanto, se não procuras a inspiração do Senhor para distribuir os talentos da justa fraternidade, como quem está convencido de que todo o poder é de Deus, transformar-te-ás, pouco a pouco, no empreiteiro inconsciente do crime, por favoreceres a própria ilusão, buscando o incenso a ti mesmo na prática da injustiça.

Erguerás teu nome no pedestal da cultura, contudo, se te não inclinas à Sabedoria da Eternidade, acendendo a luz em benefício de todos, como quem não ignora que toda inteligência é de Deus, depressa te rojas ao chavascal da mentira, angariando em teu prejuízo a embriaguez da vaidade e a introdução à loucura.

Lembra-te de que a Bondade Celeste colocou a humildade por base de todo o equilíbrio da Natureza.

O sábio que honra a ciência ou o direito não prescinde da semente que lhe garanta a bênção da mesa.

O campo mais belo não dispensa o fio d´água que lhe fecunda o seio em dádivas de verdura.

E o próprio Sol, com toda a pompa de seu magnificente esplendor, embora fulcro de criação, converteria o mundo em pavoroso deserto, não fosse a chuva singela que lhe ambienta no solo a força divina.

Não desdenhes, pois, servir, aprendendo com o Mestre Sublime, que realizou o seu apostolado de amor entre a manjedoura desconhecida e a cruz da flagelação, e serás contado entre aqueles para os quais ele mesmo pronunciou as inesquecíveis palavras:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque a eles mais facilmente se descerrarão as portas do Céu”.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Intervalos. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 15:57
Obrigado Ken, pela importante contribuição, trazendo para nós um pouquinho das  psicografia do Chico, traduzindo os elevados pensamentos de Emmanuel.
Não há o que se comentar, basta-nos olhos para ler e coração para compreender.
Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: M.Altino em 01 de Julho de 2012, 17:29
]Amigos como podemos  entender todo este tema nos leva a várias e grandes meditações  para entendermos que realmente  Pobre  de Espírito , nada tem a ver  com o que muitos podem interpretar, mas  sim  com  a pureza do coração e  dos sentimentos nobres de  cada um de nós.. e como a Doutrina Espírita  nos  dá  uma  nova  forma  de  entendimento sobre  estas palavras  de Jesus.
O Espiritismo vem confirmar a teoria pelo exemplo, ao mostrar que os grandes no mundo dos espíritos são os que foram pequenos na terra, e que frequentemente são bem pequenos os que foram grandes e poderosos.
A Doutrina Espírita nos mostra racionalmente a necessidade do combate ao orgulho.
Demonstra através da reencarnação que tudo o que plantarmos nós colheremos, ou seja, se nos elevarmos através do orgulho, colocando-nos acima dos nossos irmãos de vida, nós seremos rebaixados no mundo espiritual.
Assim, a consequência da lei de ação e reação será a de também rebaixar-nos em uma futura reencarnação.
Daí, surgem as dificuldades e problemas que não entendemos porque temos, mas que têm sua origem em nossos atos pretéritos.
Se ao contrário, nós nos posicionarmos de uma forma humilde perante a vida e nossos irmãos, seremos grandes no mundo espiritual, e numa próxima reencarnação não existirá o sofrimento. Saliente que os grandes no mundo material, que algum dia poderá ser um de nós, devem também agir com humildade e simplicidade, tratando os que dependem deles com respeito e misericórdia, fazendo jus à responsabilidade que Deus lhe concedeu: o dinheiro.
Encerre mostrando que o objetivo de nossa vida aqui na terra só será atingido com a humildade. Este objetivo é o aprendizado através das mais variadas oportunidades que a experiência reencarnatória nos oferece.
Seja vivênciando os problemas, as dificuldades e mesmo as mais banais situações diárias.
A vida é essencialmente uma escola, e só cresce nesta escola aquele que combate o seu orgulho e o substitui pela qualidade indispensável ao aprendizado, que é fazer ao próximo o que se deseja para si mesmo.
 Isso ajudará o nosso espírito nesta vida, ao contrário do orgulho, que cristaliza o nosso ego na teimosia e na falsa grandeza, trazendo-nos, cedo ou tarde, o sofrimento.
Com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Edna☼ em 01 de Julho de 2012, 18:02
Olá a todos!  :)

Amigo Kazaoka, maravilha o tema escolhido  :) o qual está dentro da mais elevada moral ditada por Jesus no Sermão da Montanha.

Por muitas vezes ouvi pessoas confundirem o real sentido de “Bem-aventurados os pobres de espíritos...” com aqueles que são pobres de bons sentimentos, quando, ao contrário, esta bem-aventurança encerra um sentido profundo da mais alta moralidade que eleva o ser (intelectual e moralmente), e é alcançada através do cultivo das virtudes que expressam os bons sentimentos, feita pelos suaves caminhos da simplicidade de coração e humildade de espírito que abrirão a prometida porta do Reino dos Céus.

Bons estudos a todos!

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 18:03

A vida é essencialmente uma escola, e só cresce nesta escola aquele que combate o seu orgulho e o substitui pela qualidade indispensável ao aprendizado, que é fazer ao próximo o que se deseja para si mesmo.


É natural que aqui na Terra ainda dispendamos grandes esforços para manifestações de tais virtudes. Esse é nosso exercício para alcançarmos o grau de perfeição que estamos fadados, portanto, não caiamos na descrença com nós mesmos e com o mundo que nos cerca, porque depende da melhora de cada personalidade para que o todo avance. Que cada um faça o seu "dever de casa".
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 18:44

Por muitas vezes ouvi pessoas confundirem o real sentido de “Bem-aventurados os pobres de espíritos...” com aqueles que são pobres de bons sentimentos,


Este o móvel principal do que objetiva esclarecer o estudo.
Seja muito bem vinda minha irmã, estamos todos contando com sua valiosa participação no decorrer deste estudo, de forma que ele possa ser enriquecido doutrinariamente com sua presença. Que Deus lhe abençoe sempre! 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 19:31
A busca pela desejada virtude da humildade, às vezes disfarçada pela indesejável timidez, nos priva do uso de uma outra virtude chamada interatividade. Por isso, conclamamos a todos, colaboradores e visitantes, a participarem ativamente do nosso estudo, ficando, pois, todos convidados, não só a lerem o que aqui é postado mas, também, fazendo suas próprias postagens. Seja no sentido de complementar ou comentar o que ali se encontra, seja questionando eventuais dúvidas no material postado.
O FE é um espaço democrático e todos têm a liberdade de utilizá-lo dentro do propósito que ele foi criado

Sejam todos bem vindos!!! E fiquem à vontade para participarem.

                                                                                             Kazaoka
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 01 de Julho de 2012, 19:42
Continuando o pensamento do mano Kao:
E o que é a tal humildade?
como sou apenas um rapaz latino americano e sem dinheiro no bolso, vou resmungar:
por certo não é concordar com tudo, fazendo cara de paisagem...
Não é, deveras, discordar de tudo ou de parte mas sem evidenciar o ponto ou fundamento doutrinário em que se apoie a discórdia.
Ser humilde, não é viver em eterna e perturbante genuflexão, sem nenhum arrazoar do porque deste ato.
Ser humilde não é esconder num sorriso forçado a vontade de dizer, "não me enche o saco pô".
No entanto, a humildade que por ser uma Virtude, necessita do esforço verdadeiro, perseverante e fortificado para ser conseguida, não pode prescindir, também do conhecimento. Sem este, meus amigos, estacionamos nas fieiras da ignorância e como um "plus" maldizente, ainda teremos como coadjuvantes as doenças que aparecem parasitosamente, advindas dela, ou seja a cupidez, a falsidade, o orgulho e a mistificação, para dizer apenas sobre estas.
É preciso, meus manos que nos armemos e fortemente contra tais estados.
E esta arma está no conhecimento, e  talvez por isso, o mestre, ou o modelo de perfeição moral que que possamos aferir neste mundo, Jesus, houve de ter ensinado: "Conhecereis a Verdade e ela vos libertará".
Abraços,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 19:51
Seja muito bem vindo, Moura!!!

Não me leve à mal não fazer nenhuma citação sobre o que postou. É que ela é toda sabedoria e verdade. E como sabemos, nesses casos, tudo está escrito mas nem tudo está sendo praticado. É isso ai, mano!!! "remar é preciso".
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Julho de 2012, 20:02
Meu irmão Kazaoka,parabéns pelo tema,que possamos desenvolvê-lo bem,para melhor compreensão e interpretação de todos.Como bem colocou a nossa irmã Edna,em muitas
das vezes pessoas  confundem o real sentido de ser pobre de espírito,o egoísta princi-
-palmente por entender que seja ele o senhor de tudo, e dele não se pode encontrar
a humildade que o leve a Deus."Bem aventurado aos pobres de espíritos,os humildes,
pois deles serão os reinos dos céus"como já foi citado.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Felipa em 01 de Julho de 2012, 20:03
Boa tarde a todos.
Amigo Kazaoka, parabéns pela escolha, sucesso...


BEM  AVENTURADO  OS  POBRES  DE  ESPÍRITO
 
 
     Quando Jesus reservou bem aventuranças aos pobres de espírito, não menosprezava a inteligência, nem categorizava o estudo e a habilidade por resíduos inúteis.
*
     O Senhor, aliás, vinha enriquecer a Terra com Espírito e Vida.
*
     O Divino Mestre, ante a dominação da iniqüidade no mundo, honrava acima de tudo, a humildade, a disciplina e a tolerância.
*
     Louvando os corações sinceros e simples, exaltava Ele os que se empobrecem de ignorância, os que arrojam para longe de si mesmos o manto enganoso da vaidade, os que olvidam o orgulho cristalizado, os que se afastam de caprichos tirânicos, os que se ocultam para que os outros recebam a coroa do estímulo no imediatismo da luta material, os que renunciam à felicidade própria, a fim de que a verdadeira alegria reine entre as criaturas, os que se sacrificam no altar da bondade, cultivando o silêncio e o carinho, a generosidade e a elevação, nos domínios da gentileza fraterna, para que o entendimento e a harmonia dirijam as relações comuns, no santuário doméstico ou na vida social e que se apagam, a fim de que a glória de Jesus e de seus mensageiros fulgure para os homens.
*
     Aquele, assim, que souber fazer-se pequenino, embora seja grande pelo conhecimento e pela virtude, convertendo-se em instrumento vivo da Vontade do Senhor, em todos os instantes da jornada redentora, guardando-se pobre de preguiça e egoísmo, de astúcia e maldade, será realmente o detentor das bem aventuranças Divinas na Terra e no Reino Celestial, desde agora.
Emmanuel
 
Livro: Vida e caminho – Psicografia: Francisco C.Xavier – Espíritos Diversos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Felipa em 01 de Julho de 2012, 20:08

HUMILDADE DO CORAÇÃO
                                                                                               
“Bem-aventurados os pobres de espírito”:- proclamou o Senhor.

Nesse passo, porém, não vemos Jesus contra os tesouros culturais da Humanidade, mas, sim, exaltando a humildade de coração.
O mestre recordava-nos, no capítulo das bem-aventuranças, que é preciso trazer a mente descerrada à luz da vida para que a sabedoria e o amor encontrem seguro aconchego em nossa alma.
Hoje, como antigamente, somos defrontados, em toda parte, pelas escrituras encarceradas nos museus acadêmicos, cristalizadas nos preconceitos ruinosos, mumificadas em pontos de vista que lhes sombreiam a visão e algemadas a inutilidade do raciocínio ou do sentimento, engrossando as extensas fileiras da opressão.
Imprescindível clarear o pensamento, diante da natureza, e aceitar a extrema insignificância em que ainda agitamos, perante o Universo.
Jesus induzia-nos a esquecer a paralisia mental, em que, muitas vezes, nos comprazemos, inclinando-nos à adoção da simplicidade por norma de ascensão espiritual.
Esvaziemos o coração de todos os defeitos e de todos os fantasmas que experiências inferiores nos impuseram na peregrinação que nos trouxe ao presente.
Cada dia é nova revelação do Senhor para existência.
Cada companheiro da estrada é campo vivo a que podemos arrojar as sementes abençoadas da renovação.
Cada dor é uma benção para os que prosseguem acordados no conhecimento edificante.
Cada hora na marcha pode converter-se em plantação de beleza e alegria, se caminhamos obedecendo aos imperativos do trabalho constante no Infinito Bem.
Toda ciência do mundo, confrontada à sabedoria que nos espera, é menos que o ribeiro singelo ante o corpo ciclópico do oceano.
Toda riqueza dos homens perante a herança de luz que o Pai Celestial nos reserva, é minúsculo grão de pó na química planetária.
Sejamos simples e espontâneos, na senda em que a atualidade nos situa, aprendendo com a vida e doando à vida o melhor que pudermos, para que, em nos candidatando à láurea dos bem-aventurados, possamos ser realmente discípulos felizes daquele Amigo Eterno que nos recomendou: -“Aprendei de mim que sou humilde de coração.”
Livro Refúgio - Emmanuel - Francisco Cândido Xavier
O Céu para nós começa na Terra. Iniciemo-nos na escalada Divina.
Espírito Emmanuel - Psicografia Chico Xavier - Livro "Moradias de Luz"
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Julho de 2012, 20:20
Pobres de espírito e espíritos pobres

"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus."
(Mateus, V, 3.)  


Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho. Os "pobres de espírito" são os que não têm orgulho, os espíritos ricos são os que acumulam tesouros nos Céus, onde a traça não os rói e os ladrões não os alcançam.

Os "pobres de Espírito sãos os humildes, que nunca mostram saber o que sabem, e nunca dizem ter o que têm; a modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são os que sabem que não sabem!

É por isso que a humildade se tornou cartão de ingresso no Reino dos Céus.

Sem a humildade, nenhuma virtude se mantém. A humildade é o propulsor de todas as grandes ações e rasgos de generosidade, seja na Filosofia, na Arte, na Ciência, na Religião.

Bem-aventurados os humildes; deles é o Reino dos Céus!

Os humildes são simples no falar; sinceros e francos no agir; não fazem ostentação de saber nem de santidade; abominam os bajulados e servis e deles se compadecem.

A humildade é a virgem sem mácula que a todos discerne sem poder ser pelos homens discernida

Tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho; cala-se às palavras loucas dos papalvos; suporta a injustiça, mas folga com a verdade!

A humildade respeita o homem, não pelos seus haveres, mas por suas virtudes. A pobreza de paixões, de vícios, de baixas condições que prendem ao mundo, e o desapego de efêmeras glórias, de egoísmo, de orgulho, amparam os viajores terrenos que caminham para a perfeição.

Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: pobreza de sentimentos baixos, pobreza de caráter deprimido. Quantos pobres de bens terrenos julgam ser dignos do Reino dos Céus, e, entretanto, são almas obstinadas e endurecidas, são seres degradados que, sem coberta e sem pão, repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé bastarda, que, em vez de esclarecer, obscurece, em vez de salvar, condena!

Não é a ignorância e a baixa condição que nos dão o Reino dos Céus, mas, sim, os atos nobres: a caridade, 0 amor, a aquisição de conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida em busca de mais vastos horizontes, além dos que avistamos!

Se da imbecilidade viesse a "pobreza de espírito" que dá o Reino dos Céus, os néscios, os cretinos, os loucos não seriam fustigados na outra vida, como nos dizem que são, quando de suas relações conosco.

Pobres de espírito são os simples e retos, e não os orgulhosos e velhacos; pobres de espírito são os bons que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.

Pobres de espírito são os que estudam com humildade, são os que sabem que não sabem, são os que imploram de Deus o amparo indispensável às suas almas.

Para estes é que Jesus disse: "Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus."

(Parábolas e Ensinos de Jesus – Caírbar Schutel)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 01 de Julho de 2012, 20:23
Gente amiga, vamos ter maior atenção para com a categoria onde postamos!
Esta, por exemplo diz respeito a codificação, e dentro desta ao Estudo mensal.
Ora, se o título da categoria diz obras básicas,  significa explicar que não trata senão com estas, logo, fica inválida qualquer postagem sem ser as constantes nas Obras básicas.
Esta é uma simples questão de repeito ao Fórum a que todos estejamos atados.
Abraços,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Julho de 2012, 20:31
Gente amiga, vamos ter maior atenção para com a categoria onde postamos!
Esta, por exemplo diz respeito a codificação, e dentro desta ao Estudo mensal.
Ora, se o título da categoria diz obras básicas,  significa explicar que não trata senão com estas, logo, fica inválida qualquer postagem sem ser as constantes nas Obras básicas.
Esta é uma simples questão de repeito ao Fórum a que todos estejamos atados.
Abraços,
Moura

Moura
Não entendi
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Felipa em 01 de Julho de 2012, 20:39
Gente amiga, vamos ter maior atenção para com a categoria onde postamos!
Esta, por exemplo diz respeito a codificação, e dentro desta ao Estudo mensal.
Ora, se o título da categoria diz obras básicas,  significa explicar que não trata senão com estas, logo, fica inválida qualquer postagem sem ser as constantes nas Obras básicas.
Esta é uma simples questão de repeito ao Fórum a que todos estejamos atados.
Abraços,
Moura

Amigo Moura , te peço que seja mais claro pq eu não entendi nada.....a que voce  se refere em respeitar ??
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 20:54
Jesus, o verdadeiro responsável pelo evangelho cristão, do qual nenhuma linha escreveu, vivenciou a prática de uma sabedoria que haveria de ficar registrada na grafia dos que disso se incumbiram. E os exemplos do mestre sobreviveram e hão de sobreviverem até que os homens consigam vivenciá-lo conforme encontramos nas escrituras que o imortalizaram.
Todos que lutam contra a ignorância e cegueira espiritual estão em prol ao que o Cristo trouxe à luz para redenção da Alma humana. Devemos sempre estarmos atentos para não guardarmos no celeiro da Alma o joio misturado ao trigo. Mas, também, devemos ter muito cuidado para não lançarmos fora o bom grão, que mais na frente poderá nos faltar, justamente por não sabermos separar um do outro.
Por isso, conforme encontramos no OLE; "Espíritas; amai-vos uns aos outros e instrui-vos."
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 01 de Julho de 2012, 20:58
Maninha maria47.
a mensagem que teve um caráter de generalidade, se prestou a alertar que o Fe tem regras e que exatamente pela existência delas é que dá a cada categoria, um ponto de referência a ser seguido.
Neste aqui, indica a categoria: CODIFICAÇÃO;
Por codificação se relaciona, apenas, as obras codificadas por kardec.
Como sub tema temos: Estudos mensais;
e a seguir, a indicação do tema específico, onde, somente as obras codificadas devam servir de elemento de estudo e postagem de comentários. o tema específico deste é: Bem aventurados os pobres de Espírito.
Então, é sobre tal tema, e dentro das especificidades citadas acima que se deva postar, no entanto vemos a ocorrência de mensagens assinadas por autores não constantes nas obras codificadas e de obras que não se encontram entre as da codificação.
Foi a isso que me referi dando como exemplo que todos estamos convidados a seguir tais regras.
Se alguém, por muito gostar, desejar postar uma mensagem deste ou daquele autor espiritual, que, em seguimento à regra do FE, poste também, como aferição, algo que ilustre, a postagem de obra outra, mas vinda da codificação.
O intuito da equipe é promover o estudo da codificação e por isso a lembrança para as regras do FE.
Espero ter elucidado sua dúvida.
abraços,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2012, 21:14
Entendo que o Moura possa estar preocupado com as citações de autores e obras que não fazem parte da codificação espírita e essa é uma preocupação fundamentada no receio de que as postagens fujam do que está "basicamente" codificado.
Porém, tudo até agora exposto, não sendo antidoutrinário e, acima de tudo, ante Cristão, poderemos avaliar e assimilar o que nos convém e, ao mesmo tempo, fazer por si, o exercício do aprendizado separando o joio do trigo.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 01 de Julho de 2012, 23:23
"Os "pobres de Espírito sãos os humildes, que nunca mostram saber o que sabem, e nunca dizem ter o que têm; a modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são os que sabem que não sabem!"
Mano Moises, acho esse conceito muito interessante e correto.
Lembraria ainda a analogia das criança, pois elas são puras, sem maldade, sem pré conceitos.
De qualquer forma, humildade é fundamental para buscarnos o "Reino de Deus".
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Julho de 2012, 01:17
_ Quando fordes convidados,ides colocar-vos no último lugar,a fim de que,aquele que vos
convidou chegar,vos diga:meu amigo,venha mais para cima.Isto então para vós um motivo de
glória,diante de todos que estiverem convosco à mesa;_ porquanto todo aquele que se eleva
será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado (S.Lucas,cap.XIV,vv 1 7 a 11).
Senhor meu pai,humildemente sempre estarei diante vós,não serei hipócrita ao afirmar isto e
não procurarei ser o primeiro,pois sei que serei colocado por último quando assim proceder, e
como sois justo assim me veras.Dizendo isto eu estou afirmando que me sujeito as tuas leis.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: ken em 02 de Julho de 2012, 01:32
Mistérios Ocultos aos Doutos e aos Prudentes

Disse, então, Jesus estas palavras: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos." (S. MATEUS, cap. XI, v. 25.)

Pode parecer singular que Jesus renda graças a Deus, por haver revelado estas coisas aos simples e aos pequenos, que são os pobres de espírito, e por as ter ocultado aos doutos e aos prudentes, mais aptos, na aparência, a compreendê-las. E que cumpre se entenda que os primeiros são os humildes, são os que se humilham diante de Deus e não se consideram superiores a toda a gente. Os segundos são os orgulhosos, envaidecidos do seu saber mundano, os quais se julgam prudentes porque negam e tratam a Deus de igual para igual, quando não se recusam a admiti-lo, porquanto, na antigüidade, douto era sinônimo de sábio. Por isso é que Deus lhes deixa a pesquisa dos segredos da Terra e revela os do céu aos simples e aos humildes que diante dEle se prostram.

O mesmo se dá hoje com as grandes verdades que o Espiritismo revelou. Alguns incrédulos se admiram de que os Espíritos tão poucos esforços façam para os convencer. A razão está em que estes últimos cuidam preferentemente dos que procuram, de boa fé e com humildade, a luz, do que daqueles que se supõem na posse de toda a luz e imaginam, talvez, que Deus deveria dar-se por muito feliz em atraí-los a si, provando-lhes a sua existência.

O poder de Deus se manifesta nas mais pequeninas coisas, como nas maiores. Ele não põe a luz debaixo do alqueire, por isso que a derrama em ondas por toda a parte, de tal sorte que só cegos não a vêem. A esses não quer Deus abrir à força os olhos, dado que lhes apraz tê-los fechados. A vez deles chegará, mas é preciso que, antes, sintam as angústias das trevas e reconheçam que é a Divindade e não o acaso quem lhes fere o orgulho.Para vencer a incredulidade, Deus emprega os meios mais convenientes, conforme os indivíduos. Não é à incredulidade que compete prescrever-lhe o que deva fazer, nem lhe cabe dizer: “Se me queres convencer, tens de proceder dessa ou daquela maneira, em tal ocasião e não em tal outra, porque essa ocasião é a que mais me convém."

Não se espantem, pois, os incrédulos de que nem Deus, nem os Espíritos, que são os executores da sua vontade, se lhes submetam às exigências. Inquiram de si mesmos o que diriam, se o último de seus servidores se lembrasse de lhes prescrever fosse o que fosse.

Deus impõe condições e não aceita as que lhe queiram impor. Escuta, bondoso, os que a Ele se dirigem humildemente e não os que se julgam mais do que Ele.

Perguntar-se-á: não poderia Deus tocá-los pessoalmente, por meio de manifestações retumbantes, diante das quais se inclinassem os mais obstinados incrédulos? E fora de toda dúvida que o poderia; mas, então, que mérito teriam eles e, ao demais, de que serviria? Não se vêem todos os dias criaturas que não cedem nem à evidência, chegando até a dizer: "Ainda que eu visse, não acreditaria, porque sei que é impossível?" Esses, se se negam assim a reconhecer a verdade, é que ainda não trazem maduro o espírito para compreendê-la, nem o coração para senti-la. O orgulho é a catarata que lhes tolda a visão.

De que vale apresentar a luz a um cego? Necessário é que, antes, se lhe destrua a causa do mal. Daí vem que, médico hábil, Deus primeiramente corrige o orgulho. Ele não deixa ao abandono aqueles de seus filhos que se acham perdidos, porquanto sabe que cedo ou tarde os olhos se lhes abrirão. Quer, porém, que isso se dê de moto-próprio, quando, vencidos pelos tormentos da incredulidade, eles venham de si mesmos lançar-se-lhe nos braços e pedir-lhe perdão, quais filhos pródigos.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 7. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Julho de 2012, 01:58
Meus irmãos e minhas irmães,quem segue sempre na mesma linha é o trem,se não descarrilha.
São muitos os caminhos que nos leva a Deus,devemos buscar aquele que se possa melhor
caminhar.O conhecimento e o aprendizado não estão somente nas obras básicas,elas são na
verdade o ponto de partida,outras leituras podem nos trazer também conhecimentos que
necessitamos ter.Devemos então sermos criteriosos em escolher as que estão dentro dos pa-
-râmetros da Doutrina Espírita.Não quero desta forma  ser totalmente contra as colocações do
nosso irmão Moura, na sua preocupação em não fugirmos do que nos diz as codificações.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 02 de Julho de 2012, 03:16
Mistérios Ocultos aos Doutos e aos Prudentes

...De que vale apresentar a luz a um cego? Necessário é que, antes, se lhe destrua a causa do mal. Daí vem que, médico hábil, Deus primeiramente corrige o orgulho. Ele não deixa ao abandono aqueles de seus filhos que se acham perdidos, porquanto sabe que cedo ou tarde os olhos se lhes abrirão. Quer, porém, que isso se dê de moto-próprio, quando, vencidos pelos tormentos da incredulidade, eles venham de si mesmos lançar-se-lhe nos braços e pedir-lhe perdão, quais filhos pródigos.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 7. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.



Imperfeições do Espírito, tais como; o orgulho e o egoismo, não são senão, o adoecimento de virtudes latentes do Ser espiritual e que foram concedidas por Deus para servirem de instrumento de ascensão intelectual, através do desenvolvimento da inteligência, e da moral, através da consciência de si mesmo e da inter-relação dos Espíritos.
A dor e sofrimento causados por esse "adoecimento" espiritual são como "cães" que, por ordem do bom pastor, embrenham-se nas veredas em missão de resgate às ovelhas recrudescidas no desagarramento do rebanho, enquanto este zela do perigo, aquelas que confiam em sua guarda. Assim age Deus com seus filhos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 02 de Julho de 2012, 03:33
Aproveito este momento para convidar a todos para estarem retornando à postagem de abertura deste tópico, porque lá agora se encontra o filme de abertura que ontem ainda não estava disponível para visualização. Está muito bonito e aproveito, também, para agradecer à Dothy, que montou os textos utilizados no filme, e ao unformated, que realizou o belíssimo trabalho de edição que todos podem comprovar assistindo o material que agora já se encontra disponibilizado.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 02 de Julho de 2012, 04:01

...Sejamos simples e espontâneos, na senda em que a atualidade nos situa, aprendendo com a vida e doando à vida o melhor que pudermos, para que, em nos candidatando à láurea dos bem-aventurados, possamos ser realmente discípulos felizes daquele Amigo Eterno que nos recomendou: -“Aprendei de mim que sou humilde de coração.”
Livro Refúgio - Emmanuel - Francisco Cândido Xavier
O Céu para nós começa na Terra. Iniciemo-nos na escalada Divina.
Espírito Emmanuel - Psicografia Chico Xavier - Livro "Moradias de Luz"


Simplicidade e espontaneidade, este é o caminho para sermos verdadeiramente humildes de coração.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 02 de Julho de 2012, 11:14
Amigos  e companheiros  deste estudo depois  de  escutar lindos comentários  sobre  este tema  que nos serve para  compreender que afinal o Pobre de espírito não aquele que  o pouco tem  .........mas sim o que  consegue fazer de sua vida  uma vida  de humildade e simplicidade .... no aceitar os outros  tal como são e  sempre compreendo as dificuldades como prova  de  humildade .
E para completar sirvo-me  de um texto que encontrei que me marcou muito e o vou partilhar  com os companheiros desta caminha ..............
 No ponto de vista psicológico, pobre é sempre aquele que se considera um devedor.
No Sermão da Montanha, o Mestre Jesus afirmou: Bem-aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Ainda hoje muito se fala sobre tal ensinamento,pois, gera grande interesse  naqueles que conhecem  os ensinamentos de Jesus. 
No entanto, tal ensinamento, como tantos outros preferidos pelo Mestre, ainda é  incompreendido pelos homens. O que, afinal, Jesus pretendia dizer? 
Jesus nos fala que Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho.
Os Espíritos ricos são aqueles que acumulam os tesouros que não se confundem com as riquezas da Terra.  Seus bens não são jamais corroídos pelo tempo, tampouco podem ser levados pelos ladrões.
Os pobres de Espírito são os que não têm orgulho.
São os humildes, que não se envaidecem pelo que sabem, e que nunca exibem o que têm. 
A modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são aqueles que têm idéia dr que nada sabem.
Por isso, a humildade é considerada requisito indispensável para alcançar-se o reino dos céus.
Sem a humildade nenhuma virtude se mantém. 
A humildade é o propulsor de todas as grandes ações, em todas as esferas de atuação do homem.
Os humildes são simples no falar, são sinceros e francos no agir, não fazem ostentação de saber, nem se julgam santos.
A humildade, tolerante em sua singeleza, compadece-se daqueles que  pretendem afrontá-la com o seu orgulho. Cala-se diante de palavras loucas, suporta a injustiça.
Vibra com a verdade. 
A humildade respeita o homem não pelos seus haveres, mas por suas reais virtudes.   
A pobreza de paixões e de vícios é a que deve amparar o espírito  que busca sinceramente a perfeição.
Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: a pobreza de sentimentos baixos,representada pelo desapego às glórias efêmeras, ao egoísmo e ao orgulho. 
Há muitos pobres de bens terrenos que se julgam dignos do reino dos céus, mas que, no entanto, têm a alma endurecida e orgulhosa. 
Repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé que obscurece seus entendimentos e os afasta da verdade.
Não é a ignorância nem tampouco a miséria que garantem aos seres a felicidade prometida por Jesus. 
O que nos encaminha para tal destino são os atos nobres, embasados na caridade e no amor incondicional.  Precisamos, também, adquirir conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida, em busca de horizontes mais vastos.
Pobres de Espírito são os simples e nobres, não os orgulhosos e trapaceiros.
Pobres de Espírito são os bons, que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.  São aqueles que observam e vivem as Leis de Deus.
Estudam com humildade, reconhecem o quanto ainda não sabem. Imploram a Deus o amparo indispensável às suas almas.
Era a respeito desses homens que o Mestre Jesus, em suas bem-aventurança , estava se referindo. 
Muitos são os que confundem humildade com servilismo.
Ser humilde não significa aceitar desmandos e compactuar com equívocos.
Ser humilde é reconhecer as próprias limitações, buscando vencê-las, sem alarde, nem fantasias.
É buscar, incansavelmente, a verdade e o progresso pessoal, nas trilhas dos exemplos nobes e dignos.
Os pobres de espírito acreditam que tudo é doação.
As coisas, as amizades, o emprego, o ser atendido em último lugar, receber uma esmola, uma ajuda.
Em tudo vê a graça de Deus. Sente-se sempre devedor da vida.
Logo, é errado dizer: “Coitado é um pobre de espírito”
Porque  ser pobre de espírito não é ser ignorante e pobre de caráter, pelo contrário. Kardec no Evangelho sobre o Espíritismo nos diz: Pobre de espirito é aquele que é verdadeiramente humilde
Gilberto L. Tomasi
[attach=2]
È com estas mensagens que  sinto que podemos  ficar mas  atentos e continuar este no estudos
Com um grande abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Julho de 2012, 11:31
Ser simples,ser humilde,pobre de espírito,eis aí a maior riqueza que se possa ter.Que não se
deva confundir pobre de espírito com os que não têm animo nem atitudes para serem solidá-
-rios,praticar o amor e a caridade.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Julho de 2012, 13:32
Maninha maria47.
a mensagem que teve um caráter de generalidade, se prestou a alertar que o Fe tem regras e que exatamente pela existência delas é que dá a cada categoria, um ponto de referência a ser seguido.
Neste aqui, indica a categoria: CODIFICAÇÃO;
Por codificação se relaciona, apenas, as obras codificadas por kardec.
Como sub tema temos: Estudos mensais;
e a seguir, a indicação do tema específico, onde, somente as obras codificadas devam servir de elemento de estudo e postagem de comentários. o tema específico deste é: Bem aventurados os pobres de Espírito.
Então, é sobre tal tema, e dentro das especificidades citadas acima que se deva postar, no entanto vemos a ocorrência de mensagens assinadas por autores não constantes nas obras codificadas e de obras que não se encontram entre as da codificação.
Foi a isso que me referi dando como exemplo que todos estamos convidados a seguir tais regras.
Se alguém, por muito gostar, desejar postar uma mensagem deste ou daquele autor espiritual, que, em seguimento à regra do FE, poste também, como aferição, algo que ilustre, a postagem de obra outra, mas vinda da codificação.
O intuito da equipe é promover o estudo da codificação e por isso a lembrança para as regras do FE.
Espero ter elucidado sua dúvida.
abraços,
Moura

Parece-me que não Moura

parce-me que sua colocação foi contra a minha postagem
citando um texto de Cairbar Shutel

Logo o assunto tratado no tema do tópico refere-se aos ensinos de Jesus
citações evangélicas
e se está exposto na codificação
é que o seu autor, kardec, a reverência...a ela se rende

O Espiritismo trata de estudar os fenomenos espirituais, os pisquicos, animicos e mediúnicos,
além dos sociais, psicológicos

Mas ao citar o Evangelho mostra realmente a finalidade de seu carater
e onde está fundamentado

Logo

O texto de Cairbar Shutel exposto por mim
vem a colaborar com os estudos mensais
Fora que, dispensa apresentações, este divulgador do espiritismo
O Sr. cairbar Shutel
este é conhecedor exímio das obras Evangélicas






Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Danilo Henrique em 02 de Julho de 2012, 13:36
Pra ser sincero, ainda tenho dificuldades para compreender toda a beleza da humildade.
Chico Xavier, o maior exemplo que já tive de pobreza de espírito, ao mesmo tempo que exemplifica atitude tão bela e inspiradora, me confunde a inteligência.
Como pode alguém tão grande, fazer-se tão pequeno?
Como é possível que alguém, pela evidência dos fatos, revelar-se tão rico em virtudes, sem ofuscar ou diminuir os circunstantes?
Eu sou apenas um "cisco", dizia ele. Isto implica que eu sou bem menos que um verme.
Tendo em vista essas reflexões, gostaria de lançar estes problemas aos amigos que participam do estudo:

Como conciliar a humildade, ou a pobreza de espírito, com a auto-estima?

Sem perder tempo, gostaria também de perguntar: alguém aí já resolveu o "paradoxo da humildade"?
O que quero saber, é se alguém pode qualificar a si mesmo como uma pessoa humilde.
Ou se estou sendo humilde em reconhecer que não sou humilde.

 :D

Nesse caso, podemos pelo menos dizer que o conhecimento do espiritismo foi um balde de água fria no nosso orgulho?

Abraços!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Julho de 2012, 13:54
Caros irmãos.
A DE, como o evangelho, ou mesmo a biblia, devem ser muito estudada e debatida para se buscar um entendimento mais amplo, capaz de refletir a verdade que nos compete compreender da melhor maneira possível.
Essa passagem dos "pobres de espirito", não é diferente.
E uma maneira que tenho para entender, e que acho que é uma dificuldade daquela época que continua acontecendo hoje, é a de separar espirito e matéria.
Entendo que o ministério de Jesus, por assim dizer, era o de revelar que a verdadera vida é a espiritual. Por isso sustento que o "reino de Deus não virá com aparência exterior" e tambem que "meu reino não é deste mundo".
Diante disso, entendo que por mais que uma pessoa seja rica, culta, famosa, ou tenha outros atributos que consideremos alguem materialmente abastado, isso é materia.
O espirito imortal precisa ser "pobre", ou seja humilde, reconhecer-se como depositário fiel daquilo que Deus, em sua mesericórdia, lhe oferta materialmente para desempenhar suas atividades, as quais deverão lhe trazer de volta a casa do Pai.
Os bens materiais, "ouro e prata", pertencem a terra, e ficarão nela.
A virtude, pertence ao espirito e ficarão com ele.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: ken em 02 de Julho de 2012, 14:08
Bom dia a todos

Amigo Kazaoka segue texto relativo ao tema:-

Ainda a Humildade

A fôrça da humildade!

Grandiosa, passa na maioria das vêzes como fraqueza, ante os conceitos gastos da falsa moral. Tão nobre que se desconhece a si mesma.

Atravessa uma existência sem despertar atenção, e nisso reside a essência do seu valor.

Serva fiel do dever, não malbarata o tempo nas frivolidades habituais que exaltam os ouropéis. Avança sempre, produzindo com objetividade na direção dos fins que busca colimar.

A humildade é muito ignorada.

Virtude excelente é precioso aroma de sutil característica que vitaliza os que a conduzem.

Toma diversas aparências conforme as necessidades das circunstâncias em que se manifesta.

Aqui é renúncia, cedendo a benefício geral, esquecida de si mesma.

Adiante é perdão a serviço da paz de todos.

Além é bondade discreta, produzindo esperança.

Hoje é indulgência para oferecer nova oportunidade.

Amanhã é beneficência para manter a misericórdia.

É sempre a presença de Jesus edificando a felicidade onde quer que escasseie a colheita de luz.

A humildade, porém, somente é possível quando inspirada nos ideais da verdade.

Enquanto o homem não se abrasa da certeza da vida superior, a humildade não lhe encontra guarida.

Sabendo que a Terra é uma escola de experiências e ensaios da vida para a verdade, do mundo somente lhe vê as oportunidades de progresso, compreendendü a necessidade de aproveitar as horas.

Todos os grandes heróis do pensamento, os mártires da fé e os santos da renúncia para lobrigarem o êxito dos objetivos a que ligaram a existência, se firmaram na humildade por saberem do pouco valor que representavam ante as grandes diretrizes da vida.

A humildade em última análise representa submissão à vontade de Deus, doação plena e total às Suas mãos, deixando-se conduzir pela Sua Diretriz segura que governa o Universo.

*
No culto da humildade não tenhas a presunção de resolver todos os problemas que te chegam. Preocupa-te em desincumbir-te fielmente dos deveres que te dizem respeito.

Qualquer tarefa, por mais insignificante que te pareça, é de alta importância no conjunto geral. Faze, portanto, a tua função no concêrto das coisas consciente de que tua colaboração é preciosa e deve ser doada.

Não ambiciones a tarefa que te não diz respeito. Aprende a considerar o labor alheio e produze o teu serviço cônscio da significação do que realizas, adornando de belezas o que passe pelo crivo do teu interêsse e do teu zêlo.

Responderás diante da vida não pelo que gostarias de ter proporcionado, mas pelo que tiveste diante das possibilidades e de como te comportaste ante a ensancha.

Cultiva a humildade.

A humildade pela força da sua fraqueza nunca vai ser atingida: a lisonja não a envaidece, e a zombaria não a humilha. É inatingível pelo mal em qualquer expressão como se apresente.

Olha o firmamento e faze um paralelo: as estrêlas faiscantes e tu! Compreenderás o valor da humildade.

*
Conquanto Jesus fôsse o Arquiteto Sublime da Terra, não desconsiderou a carpintaria singela de José; caminhou imensos trechos descampados de solos agrestes a serviço do amor; conviveu com os mais difíceis caracteres sem melindres, sem falsa superioridade.

Tão igual se fêz aos infelizes que o acompanhavam que nem todos acreditaram fôsse Ele "o escolhido".

No entanto, ainda aí não usou a presunção de convencer a ninguém, fazendo tudo aquilo para quanto veio e depois retornou, sereno. sem abandonar os a quem veio amar.

Lição viva e desafiadora, a Sua vida é convite para que meditemos e vivamos, incorporando à nossa existência essa pérola sublime da redenção espiritual: a humildade!

*
"Aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo". Mateus: capítulo 20º, versículo 27.

*
"A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidas são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo?"

Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 7º - Item 11, parágrafo 3.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Florações Evangélicas. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 31. Salvador, BA: LEAL.

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: fernandes adalberto em 02 de Julho de 2012, 15:07
Bem-aventurados os pobres de espírito, pois
que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, 5:3.)

2. A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados
os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras
coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus
não entende os baldos de inteligência, mas os humildes,
tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os
orgulhosos.
Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo,
formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da
sua superioridade, que consideram as coisas divinas como
indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si
mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus.

Para entendemos com clareza a palavra do mestre Jesus, precisamos primeiramente entende as causas que nos cerca, atraves dos tempos que vivemos nesse mundo.
Vemos vários mensageiros de Deus nos pedindo para saímos da energia dos maus pensamentos, nos orientando para olhamos sempre o requisito amor.
Não adianta no meu modo de entender, que o homem tem que ser omisso, os mensageiros que vieram a essa terra nos deu esclarecimento para proceder sempre na verdade contida nos ensinamentos.
Onde  vermos seres  que dizem ser humilde se perdendo em dogmas, feitiços,orgulho,etc..  sem perceber  que a verdade está contida no seu próprio interior.
Que nos mostra ainda   que quanto mais praticamos o amor, mais sentiremos a presença do criador nos dando alimento para no nosso desenvolvimento mental e espiritual.
 Fernandes Adalberto
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: PJC em 02 de Julho de 2012, 15:47


Uma boa tarde a todos os amigos do estudo!



A grande maioria das pessoas, encontra dificuldades para se desfazer do orgulho, penso que essa é uma das maiores lutas que travamos em nossa reforma intima.
Geralmente a própria sociedade nos leva a crescermos sendo orgulhosos e não tendo hu mildade, quem é que nunca ouviu aquela frase que corre livremente no dia a dia das empresas, das escolas e até de alguns lares: “humildade é para os fracos”.
Vejo o orgulho como sendo um câncer da humanidade, pois é do orgulho e do egoísmo, que nascem as maiores desgraças que vemos nos noticiários em nosso dia a dia, por orgulho acontecem as vinganças de todo o tipo, os homicídios, familiares ficam anos sem trocarem uma só palavra, o orgulho impede o perdão.
Quando começamos a entender um pouco sobre a vida, o que não falta é pessoas que nos enchem de orgulho: poxa! como ele(a) é bonito(a), ou como ele(a) joga bem futebol, como fala bem, ou que bom profissional ele(a) é.
Isso até certo ponto é uma coisa natural e boa, serve como incentivo, mas que por outro lado, pode ter conseqüências danosas dependendo da maneira como é recebido, pois pode tornar a pessoa orgulhosa, isto também dependerá muito da educação que recebeu em seu lar e de seu estágio evolutivo.
Podemos dizer que o orgulho está para o mal, assim como a humildade está para o bem. O orgulho critica, a humildade elogia, o orgulho condena, a humildade perdoa, o orgulho não se sensibiliza, a humildade sofre com o sofrimento alheio, o orgulho se ensoberbece, a humildade é anônima.
Temos que travar uma batalha diária contra este mal que nos deixa presos ao mundo e nos distancia de DEUS, e não basta somente nos desfazermos do orgulho, a lacuna deixada por ele deve ser preenchida pela humildade.
Para DEUS não são as nossas posses, posição social, a nossa elevação intelectual ou qualquer outra coisa que nos eleva em seu conceito.
Não foi a humildade de nosso mestre Jesus que o fez tão grande colocando-o acima de todos os profetas?
Jesus não disse que aquele que fosse o servo de todos é o que seria o maior nos reinos dos céus?
E como que se consegue isso? È sendo orgulhoso? Não, é sendo humilde, pois é a humildade que conduz o homem ao bem.
Porque o orgulho, se amanhã poderemos voltar à Terra em situação tão diversa da que vivemos hoje? E aí onde ficará o nosso orgulho, se hoje o homem se orgulha de ser um nobre, rico, de alta linhagem, grande na Terra? Poderá ele voltar amanhã como uma pessoa muito humilde, sem recursos nenhum, pobre ao extremo.
Na leitura sobre este tema vemos a imensa necessidade e urgência em nos renovarmos, deixando de lado tudo aquilo que só poderá nos atrapalhar em nossa marcha na evolução e conservar a nossa distancia moral em relação a nosso mestre.
O orgulho é o maior adversário da humildade, ele nos deixa distantes da meta a ser atingida, que é a de amar ao próximo como a si mesmo.
O orgulho nos leva na direção contrária ao nosso destino, nos faz parar no acostamento da estrada evolutiva para mais tarde termos que retomar esta viagem do inicio, retardando assim a nossa chegada ao destino final.
E temos que ter em mente que sempre que fazemos uma viagem há alguém do outro lado da estrada que nos aguarda, e quando nos atrasamos causamos preocupação e aflição a estas pessoas.
Portanto tomemos os devidos cuidados na nossa caminhada, nos
desfazendo de todas as bagagens excedentes que só nos oneram e não nos ajudam em nada, e o orgulho é uma mala bastante pesada de se
carregar, que não nos proporciona nada de útil, muito ao contrário.

*

“Todos os homens são iguais na balança divina; somente as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. Todos os Espíritos são da mesma essência, e todos os corpos foram feitos da mesma massa. Vossos títulos e vossos nomes em nada a modificam; ficam no túmulo; não são eles que dão a felicidade prometida aos eleitos; a caridade e a humildade são os seus títulos de nobreza”. (Lacordaire – 1863 - E.S.E.)

*

“Abre os olhos à luz: eis que as almas dos que se foram estão de volta, para te recordar os verdadeiros deveres. Elas te dirão, com a autoridade da experiência, quanto às vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são pequeninas, diante da eternidade. Dirão deste mundo; que nesta, será maior o que foi menor entre os pequenos deste mundo; que o que mais amou os seus irmãos será o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da autoridade, serão obrigados a obedecer aos seus servos; que a caridade e a humildade, enfim, essas duas irmãs que se dão às mãos, são os títulos mais eficazes para obter-se a graça diante do Eterno”.
(Adolfo – 1862 -E.S.E.)

*

Atendamos os apelos daqueles que querem o nosso bem e nos alertam com conheci mento de causa pois eles já passaram por tudo o que nós passamos hoje, e nos dão as dicas do melhor caminho a ser seguido, para que não soframos tanto.




Um forte e fraterno abraço!



*
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Julho de 2012, 16:03
"Sem perder tempo, gostaria também de perguntar: alguém aí já resolveu o "paradoxo da humildade"?
O que quero saber, é se alguém pode qualificar a si mesmo como uma pessoa humilde.
Ou se estou sendo humilde em reconhecer que não sou humilde."
Meu querido mano Danilo.
Permita-me aproveitar seu "paradoxo" para colocar meu entendimento sobre o tema.
Acho que a humildade esta na capacidade de reconhecer suas virtudes, sem exaltá-las, de praticar a caridade, sem "soar as trombetas", reconhecer-se filho de Deus e "herdeiro do seu reino", sem que isso implique em abuso das bençãos recebidas.
Ao reconhecer-se um "cisco", assumimos nossa condição de espirito imortal, em um processo evolutivo, o qual tem a necessidade de aprimoramento e aprendizado, mas não necessariamento abrimos mão das virtudes ja conquistadas.
Acho que a humildade consiste basicamente disso, reconhecer-se digno do amor incondicional que Deus dispõe a todos seus filhos, e saber que por isso mesmo, todos, perante o Pai, somos iguais.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 02 de Julho de 2012, 16:12
Eu já acredito que todo aquele que se diz "um cisco" há de estar míope...
Se fossemos ciscos, ambulantes, por Certo Deus nos teria dotado das diversas formas que um cisco tem...
Nada há de falta de humildade em se considerar homem ou mulher, afinal somos humanos.
Humildade é matéria que em mundos como o nosso ainda nos falta muito estudo para passarmos na prova final, e é esta a matéria que consagra mais alunos em repetência neste orbe.
Eu digo, apesar de ter melhorado um cadinho, não me considero humilde, posso não ter orgulho em excesso, pois este pode nos ser de valia ao progresso a ser conseguido, mas humildade... Hum faltei mesmo a esta aula.
Só sei de uma coisa: nunca fui e nem serei cisco, porque, não existe nenhum cisco barrigudo! :)
Abração,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 02 de Julho de 2012, 16:59
Todos nós temos uma força interior que nos impulsiona às conquistas. Essa força é de nossa essência e é importante aos propósitos evolutivo de todo Ser. É essa força que impulsiona nosso intelecto em busca do conhecimento, é essa força que agrega em nós todas as nossas conquistas, sejam em intelecto ou moralidade. O que nos falta é o disciplinamento desse ímpeto natural que, quando não dominado e mantido no limite da justiça e da necessidade, promove em nós o afloramento das paixões inferiores que fazem enfermo o Espírito.

Podemos e precisamos ser cada vez mais inteligentes.
Podemos e devemos lutar por nossos ideais.
Podemos e devemos lutar por nossos interesses e atender nossas próprias necessidades. Precisamos da dedicação ao trabalho, à família, à sociedade como um todo.

Tudo isso é direito nosso e, também uma necessidade, devemos viver "como homens de nosso tempo" 

"A virtude não consiste numa aparência severa e lúgubre, ou em repelir os prazeres que a condição humana permite...Vivei como vivem os homens de vosso tempo; sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com um sentimento de pureza que as possa santificar" (Um Espírito protetor, E.S.E., 17, item 10).)

O caminho que nos conduz à humildade que caracteriza o "pobre de espírito" que trata o evangelho é, justamente, a vida vivida com toda intensidade sem, porém, esquecer da responsabilidade que nos é atribuída em função da forma que optamos viver e do nosso compromisso com Deus, de facilitar ao próximo, de acordo com nossas possibilidades, que ele alcance, também, suas realizações. E uma maneira importante de prestar-lhe este auxílio é não dificultando ainda mais a sua jornada. Isso chama-se solidariedade!!!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 02 de Julho de 2012, 18:01
Pra ser sincero, ainda tenho dificuldades para compreender toda a beleza da humildade.
Chico Xavier, o maior exemplo que já tive de pobreza de espírito, ao mesmo tempo que exemplifica atitude tão bela e inspiradora, me confunde a inteligência.
Como pode alguém tão grande, fazer-se tão pequeno?
Como é possível que alguém, pela evidência dos fatos, revelar-se tão rico em virtudes, sem ofuscar ou diminuir os circunstantes?
Eu sou apenas um "cisco", dizia ele. Isto implica que eu sou bem menos que um verme.
Tendo em vista essas reflexões, gostaria de lançar estes problemas aos amigos que participam do estudo:

Como conciliar a humildade, ou a pobreza de espírito, com a auto-estima?

Sem perder tempo, gostaria também de perguntar: alguém aí já resolveu o "paradoxo da humildade"?
O que quero saber, é se alguém pode qualificar a si mesmo como uma pessoa humilde.
Ou se estou sendo humilde em reconhecer que não sou humilde.

 :D

Nesse caso, podemos pelo menos dizer que o conhecimento do espiritismo foi um balde de água fria no nosso orgulho?

Abraços!


Danilo, o que acontece é que não sabemos definir, em termos de sentimento íntimo, o que seja, realmente, ser humilde. Costumamos fazer uma confusão com as várias conotações que damos ao sentido dessa palavra e, não menos, às exemplificações que damos para defini-la.

Quanto à auto avaliação sobre o nosso grau de humildade, esta cai no terreno da relatividade que é comum às coisas do momento que vivemos. Para nós, como você mesmo citou, o Chico seria um exemplo de equilíbrio entre o "poder" e o "ser" e mesmo ele não se considerava uma pessoa com a humildade que todos lhe atribui. Com certeza ele tinha outros modelos e outros padrões de humildade que ele vislumbrava do ponto que estava e que nós ainda ignoramos ou desconhecemos.

Mas o importante é que já temos consciência da importância que devemos atribuir a cada coisa em função da real importância que cada coisa tem. Cada um está no seu tempo e, por mais atrasado que possamos estar, reconhecendo a necessidade da busca pelo aperfeiçoamento interior, isso por si só, já nos dá a certeza que, pelo menos, estamos no caminho certo. Sejamos pacientes conosco mesmos, porém, sem cair na descrença e nem se deixar levar pela presunção de julgarmos ser o que não somos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 02 de Julho de 2012, 18:17
Posto uma mensagem que deve já ser do conhecimento da maioria dos companheiros. Mas o que é bom e verdadeiro nunca deixará de ter essas virtudes e, por isso mesmo, devem serem sempre relembradas:

Desiderata - voz de Cid Moreira (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU0wdjY5TGR2WktFIw==)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Danilo Henrique em 02 de Julho de 2012, 18:27
"Sem perder tempo, gostaria também de perguntar: alguém aí já resolveu o "paradoxo da humildade"?
O que quero saber, é se alguém pode qualificar a si mesmo como uma pessoa humilde.
Ou se estou sendo humilde em reconhecer que não sou humilde."
Meu querido mano Danilo.
Permita-me aproveitar seu "paradoxo" para colocar meu entendimento sobre o tema.
Acho que a humildade esta na capacidade de reconhecer suas virtudes, sem exaltá-las, de praticar a caridade, sem "soar as trombetas", reconhecer-se filho de Deus e "herdeiro do seu reino", sem que isso implique em abuso das bençãos recebidas.
Ao reconhecer-se um "cisco", assumimos nossa condição de espirito imortal, em um processo evolutivo, o qual tem a necessidade de aprimoramento e aprendizado, mas não necessariamento abrimos mão das virtudes ja conquistadas.
Acho que a humildade consiste basicamente disso, reconhecer-se digno do amor incondicional que Deus dispõe a todos seus filhos, e saber que por isso mesmo, todos, perante o Pai, somos iguais.

Excelente resposta Gustavo, sem desmerecer as outras.
Abraços!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 02 de Julho de 2012, 18:38
Amigos e companheiros deste maravilhoso estudo, como depois de  começarmos  nos pobres de espírito vemos  como tudo se transforma numa outra realidade da vida  o falarmos de orgulho  e humildade.
Mas  podemos meditar mais um pouco no grande valor  da humildade  como uma evolução para  nós encarnados e para o nosso espírito, será  que todos  tentamos  entender  que  a humildade passa sempre pelos nossos atos  e valores morais.
Como diz o nosso amigo Kazaoka " Quanto à auto avaliação sobre o nosso grau dehumildade, esta cai no terreno da relatividade que é comum às coisas do momento que vivemos."
Entendo que aqui está implicitamente  a nossa grande mudança  interior, que sempre nos pode  nortear na vida, pois  o ser humilde  implica  muitas  renúncias na vida e nos manter sempre firmes  mas com um duplo sentido de  sermos livres na nossa humildade , não apenas aparente, mas sincera.
 Pois a verdadeira humildade está no espírito e não na condição de reencarnado.
 O espírito utiliza de todos os meios possíveis para sua evolução e assim, aliás deve experimentar as mais diversas formas de condições reencarnatórias, passando inclusive pela reencarnação em locais de miséria, pobreza, riqueza, diferentes culturas, raças, credos, na deficiência de meio intelectual, nos meios científicos e acadêmicos, etc.
É dessa forma, que ele evolui mais rapidamente passando por muitos caminhos, e principalmente, naquele que mais se despreza, que mais odeia no momento.
Nesse ponto, há a total desarmonia espiritual e somente através do sentimento real daquela situação, promove a oportunidade de luz para resgatar o seu equilíbrio pessoal.
 Por isso, veremos sempre pessoas de grande humildade vivendo momentaneamente entre os meios mais ricos, e certamente, aproveitam essa oportunidade com grande propriedade promovendo a verdadeira caridade, além da material, do seu exemplo de vida em favor do bem comum.
Por outro lado, veremos também o inverso, a falta visível de humildade na pobreza, denotando vaidade, orgulho e sem o mínimo interesse pelo seu semelhante.
Assim  sempre devemos entender que  esta palavra de humildade é muito mais importante  para sentirmos  que  afinal o ser  pobre de Espírito é  apenas  uma condição onde  a humildade  se deve sobrepor  a tudo o que na vida  podemos  chamar  de orgulho e  vaidade.
Oração e Humildade.(muito linda!) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXlrdjhPYjFGTzhjIw==)
Depois  deste  texto que pode  não ter sido  o melhor  mas que me deixei levar pelo sentimento senti  que nesta mensagem nos pode  dizer algo para  meditarmos no valor  da humildade e no seu grande valor para cada um de nós 
Com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: PJC em 02 de Julho de 2012, 19:27



Humildade Sempre

Joanna de Ângelis



Alegra-te por fazeres parte da grandeza indescritível do Universo.

Não te subestimes, a ponto de constituíres-te uma nota dissonante, nesta sinfonia de incomparável musicalidade.

Busca sintonizar-te com a melodia que paira no ar, vibrante, afinando-te com a glória da vida.

Engrandece-te na ação das coisas de menor monta; apequena-te, quando diante das expressivas realizações que promovem os pruridos da vaidade e desarticulam as peças da simplicidade.

No contexto das expressões do Universo tu és importante, traduzindo a glória da Criação e evoluindo sem cessar.

A humildade exterioriza o valor e a conquista pessoais.

Ignorando-se, irradia-se e fomenta a paz em toda parte.

Jamais te deixes engolfar pela revolta, que traduz soberba e orgulho.

Quando alguém se permite penetrar de humildade, enriquece-se de força renovadora que se não exaure.

Contempla as estrelas, mas não te descuides dos pedregulhos sob os teus pés.

Sonha com os acumes esplendorosos das alturas, no entanto, não desconsideres as dificuldades-desafio da ascensão.

O Sol, que mantém a corte de astros que o cercam, desgasta-se, lentamente.

A Tecnologia, de tão salutares benefícios para a Humanidade, também responde pela tremenda poluição que ameaça a vida e a Natureza.

O metal, que reluz, se consome no burilamento a que se entrega.

Só a humildade brilha sem desgastar-se e eleva sem por em perigo.

Muitos falam, escrevem e traçam definições sobre a humildade de que se dizem possuidores ou que propõem para vivê-la os outros.

Sê tu aquele que passa incompreendido, porém entendendo o próximo e as circunstâncias, sem tempo para justificativas ou colocações defensivas.

Segue a programação a que te vinculas com o bem, não descurando o burilamento íntimo, o sacrifício pessoal.

Se outros pensam em contrário à tua atividade — cala e prossegue.

Cada qual responde a si mesmo pelo que é e pelo que faz.

A humildade difere da humilhação. Uma é luz, outra é treva; a primeira eleva, a segunda rebaixa.

Investe-te da segurança, de que, na Terra, ainda não há lugar ou pelo menos compreen são, para a verdadeira humildade de que Jesus se fez o protótipo por excelência, e, olhos nEle postos, ignora o mal e os sequazes dos maus, não revidando nem magoando ninguém, embora ferido, em sofrimento intenso, na certeza da vitória plena e final, após a larga travessia pelo oceano das paixões humanas dilacerantes.




Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco





*
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Julho de 2012, 00:49
Meus nobres irmãos e irmães.Se nos compararmos a Deus em sua infinita grandeza,mesmo
sendo seus filhos,não seremos nem do tamanho de um grão de areia,uma gota de água no
oceano,o mundo em que vivemos no meio das galaxias,um "cisco"que cai no nosso olho.Era
assim que o Chico Xavier se colocava quando tentavam enaltecer os seus feitos e o seu desprendimento na caridade para com os seus irmãos,um exemplo de verdadeira humildade,
e era sem dúvida desprovido do sentimento de orgulho,e de egoísmo.Era por isso que humil-
-demente costumava dizer:... "Gente,eu não sou nem um cisco"...
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 03 de Julho de 2012, 01:45
Bem-aventurados os pobres de espírito...  [attach=1]

 “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”, disse Jesus (Mateus, 5:3), iniciando o Sermão da Montanha.

Situou, assim, a humildade espiritual em primeiro lugar entre as virtudes que precisamos adquirir para merecermos a glória das almas redimidas.

Exegetas do Evangelho, adulterando por completo o sentido dessa máxima, pretendem que ela proclame bem-aventurados os apoucados de inteligência, os retardados mentais, os idiotas e imbecis. Tal interpretação, todavia, é insustentável, pois, a ser verdadeira, não haveria lugar nos céus para os ricos de espírito, e o próprio Mestre, o expoente máximo da riqueza espiritual que a Terra já conheceu, ficaria de fora.

Por “pobres de espírito”, na acepção em que Jesus empregou essas palavras, devem-se entender aqueles que, aspirando à perfeição e, comparando com o ideal a ser atingido o pequenino grau de adiantamento a que chegaram, reconhecem quanto ainda são carentes de espiritualidade.

São bem-aventurados porque a noção que têm de suas fraquezas e mazelas fá-los lutar por aquilo que lhes falta, e esse redobrar de esforços leva-os realmente a conseguirem maior progresso espiritual.

Já aqueles que se acomodam a ínfimos padrões de moralidade, ou se mostram satisfeitos com seu estado, considerando-se suficientemente bons, ao contrário dos primeiros, não se incluem entre os bem-aventurados porque, seja por ignorância, seja por orgulho, permanecem estacionários, quando a vida espiritual, assim como tudo na Natureza, rege-se por um impulso constante para frente e para o alto!

Igualmente, os que entendem não ser preciso cultivar um caráter nobre e reto, porque (segundo julgam) “o sangue do Cristo foi derramado para remir os pecados da Humanidade”, também não são incluídos entre aqueles cuja atitude de espírito foi exaltada pelo Nazareno.

Malgrado a respeitabilidade de seus princípios religiosos, só vislumbrarão o reino celestial quando venham a reconhecer a pobreza de suas virtudes, e se empenhem com afinco para conquistar, pois todo aquele a quem o Cristo haja redimido, de fato, terá de deixar as más obras, para “apresentar-se santo e imaculado e irrepreensível diante dele”. (Colossenses, 1:22).

A colocação da humildade de espírito, como a primeira das beatitudes, parece-nos, pois, não ser meramente fortuita, mas sim proposital, visto que a felicidade futura de cada indivíduo depende muito do conceito que ele faça de si mesmo.

Quem se imagina com perfeita saúde não se preocupa com ela, nem procura um médico para tratá-la. Também aquele que se presume sem defeitos, ou já se considera salvo, descuida da higidez de sua alma, e, quando menos espere, a morte o surpreenderá sem que tenha avançado um passo sequer no sentido da realização espiritual.


Fonte: O Sermão da Montanha, Rodolfo Calligaris, sendo que a FEB, expressamente, autorizou a publicação do texto para fins de estudo.


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mizica em 03 de Julho de 2012, 03:16
 :) Boa Noite!
Parabenizo  o Kazaoka pela escolha do tema e desejo que o trabalho seja coroado de êxito.
Bons estudos a todos!

Observei  os posts anteriores, como sempre costumo fazer em um estudo e um deles, o da Edna, me chamou muito a atenção por que é curioso como as vezes as pessoas invertem o significado dessa bem - aventurança. O post é o #9 e as palavras da Edna são: “Por muitas vezes ouvi pessoas confundirem o real sentido de “Bem-aventurados os pobres de espíritos...” com aqueles que são pobres de bons sentimentos, quando, ao contrário, esta bem-aventurança encerra um sentido profundo da mais alta moralidade que eleva o ser (intelectual e moralmente)” ... e segue o texto até seu final, como podem verificar os que o procurarem.

Embora até esteja sendo repetitiva, é sempre bom explicar essa “pobreza de espírito” de que nos fala o Mestre Jesus já que nosso intuito, em consonância com o FE, também coloca o Estudo Mensal como forma de auxiliar o aprendizado de quem se interessa pela DE ou nela esta recentemente ingresso.

Ao proferir as bem-aventuranças Jesus afirma: “Bem-aventurados os pobres de espírito, por que deles é o reino dos céus”
Mesmo hoje, a muitos essas palavras ainda intrigam. Despertam interesse, mas ainda por muitos, são mal compreendidas.
 
Mas afinal o quê quer nos falar o Mestre Amigo? Jesus anuncia que a vontade divina é ver-nos um dia sermos espíritos ricos de amor, ricos de moral elevada e pobres, mas bem pobres mesmo em orgulho, em egoísmo, em falta de amor.

Os “pobres de espíritos” são a personificação da humildade, são pessoas, como se fala hoje, do bem, são os que desatrelaram o orgulho medonho e voraz de seus corações.
Assim sendo, ser humilde é requisito imprescindível para chegar ao “reino dos céus”. Se não soubermos ser humildes nenhuma outra virtude poderá fazer morada em nosso intimo. A humildade é a força propulsora de todas as grandes ações do homem em suas diversas esferas de atuação.

Os “pobres de espírito” são simples, são nobres. Possuem fibra suficiente para calarem-se diante de insultos injustos ou de palavras cruéis, porém vibram diante da verdade.

Os “pobres de espírito” são gentis no falar, mas jamais deixam de ser sinceros, francos e enérgicos se for preciso, no agir.  Sua sapiência jamais será usada para diminuir o outro, e quando nada souberem não terão vergonha de admiti-lo e calar-se para ouvir e aprender.

Em suma, os “pobres de espírito” são aqueles que balizam suas vidas em consonância com  as Leis Divinas. Era sobre esse tipo de pessoas que Jesus fala em suas bem-aventuranças. Porém, cuidado! Ser humilde não é ser servil, mole, fraco. Não significa aceitar desmandos de quem quer que seja nem muito menos compactuar com coisas escusas.

Não! Ser humilde é ter coragem suficiente para reconhecer suas próprias imperfeições e limitações sempre tentando vencê-las, mas sem alaridos, sem ostentações. O humilde procura ser digno e nobre em suas atitudes, visando sempre alcançar seu aprimoramento pessoal. Isso é o mais importante de tudo.

Desejo a todos uma boa noite e um despertar sereno no dia que esta para chegar
Meu carinho ofereço e peço a Deus que traga a todos paz, e luz.
Mizica
                                                                          Pesquisa: Portal do Espírito
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2012, 03:46

Pois a verdadeira humildade está no espírito e não na condição de reencarnado.
O espírito utiliza de todos os meios possíveis para sua evolução e assim, aliás deve experimentar as mais diversas formas de condições reencarnatórias, passando inclusive pela reencarnação em locais de miséria, pobreza, riqueza, diferentes culturas, raças, credos, na deficiência de meio intelectual, nos meios científicos e acadêmicos, etc.


Estas são verdades que a DE nos esclarece e em todas elas a adaptação do Espírito a cada uma das situações é um imperativo. E adaptar significa achar o ponto de equilíbrio que nos sustenta em cada situação que vivenciamos e isso, invariavelmente, é um exercício de humildade porque temos que nos moldarmos às condições, ainda que precárias, mas que mesmo assim, é possível encontrar uma posição que nos seja mais favorável mesmo dentro das maiores adversidades.

Meus nobres irmãos e irmães.Se nos compararmos a Deus em sua infinita grandeza,mesmo
sendo seus filhos,não seremos nem do tamanho de um grão de areia,uma gota de água no
oceano,o mundo em que vivemos no meio das galaxias,um "cisco"que cai no nosso olho.Era
assim que o Chico Xavier se colocava quando tentavam enaltecer os seus feitos e o seu desprendimento na caridade para com os seus irmãos,um exemplo de verdadeira humildade,


O nosso modelo é Jesus, mas o nosso objetivo imediato é ser-mos o melhor de nós mesmos. Não nos desgastemos com o que possa ser considerado "nossos limites" se ainda temos que lutar contra nossas barreiras morais que retardam nosso avanço.


Bem-aventurados os pobres de espírito...

...Já aqueles que se acomodam a ínfimos padrões de moralidade, ou se mostram satisfeitos com seu estado, considerando-se suficientemente bons,...
...não se incluem entre os bem-aventurados porque, seja por ignorância, seja por orgulho, permanecem estacionários, quando a vida espiritual, assim como tudo na Natureza, rege-se por um impulso constante para frente e para o alto!


O que glorifica o Espírito é seu esforço empreendido nas próprias conquistas. E o que obscurece tais conquistas é a prepotência de atribuir somente a si o mérito de alcançá-las, agregando-as egoisticamente como bens inalienáveis, esquecendo que Deus pode retirá-las a qualquer tempo e hora.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2012, 04:04
... os “pobres de espírito” são aqueles que balizam suas vidas em consonância com  as Leis Divinas. Era sobre esse tipo de pessoas que Jesus fala em suas bem-aventuranças. Porém, cuidado! Ser humilde não é ser servil, mole, fraco. Não significa aceitar desmandos de quem quer que seja nem muito menos compactuar com coisas escusas.

Não! Ser humilde é ter coragem suficiente para reconhecer suas próprias imperfeições e limitações sempre tentando vencê-las, mas sem alaridos, sem ostentações. O humilde procura ser digno e nobre em suas atitudes, visando sempre alcançar seu aprimoramento pessoal. Isso é o mais importante de tudo.


Boa noite Mizica! Em nome de todo grupo agradeço-lhe pela presença e valiosa contribuição.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Julho de 2012, 11:19
"Bem aventurado os pobres de espírito".Como poderemos ter direito aos reinos dos céus, se
na nossa marcha evolutiva continuarmos ainda presos ao nosso ego,valorizando assim a vai-
-dade e o egoismo.Se não buscarmos dentro de nós mesmos o sentimento maior de humildade,
em nada irá adiantar.Não  importa quão seja o nosso nível intelectual desenvolvido,as riquezas materiais que possamos ter,se não seguirmos os exemplos deixado por Jesus,e não nos guiar-   
-mos pelos seus ensinamentos.Sejamos então simples,pratiquemos o amor e a  caridade sem
esperar recompensas.Procuremos então sem hipocrisia, sermos solidários aos nossos irmãos nas suas necessidades,para podermos então dizer eu sou pobre de espírito,e também irei para
esses reinos dos céus.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 03 de Julho de 2012, 11:32
amigos e companheiros deste estudo e como podemos meditar no valor das palavras que nos  diz "Pobres de Espírito" e  como pelos  textos colocados vamos percebendo que  afinal há muito mais  que dizer  para compreender levando.nos a  meditar nas  grandes verdades que nos rodeiam na vida, como sendo escolhos que  devemos  cada vez mais  tentar tirar de cada um de nós ; ou seja  a Vaidade, o Orgulho e sermos  verdadeiramente  humildes ,não apenas de palavras  , mas nos atos  da nossa vida .
Pois  a Humildade é   por vezes  o mais  complicado de  ser  e fazer senão vejamos  tantas vezes  dizemos  muitas coisas coisas lindas  é verdade  mas  depois na prática diária   sempre  deixamos passar um pouco da nossa vaidade  e  egocentrismo.............. então depois  onde fica a Humildade .
Neste  estudo não queremos  e será sempre  nos sentido de  compreender  e meditar no valor  dos textos colocados para pelo menos  ficarmos mais atentos  as estas verdade  na vida.
A humildade é uma percepção clara da nossa real condição.
Nem para mais, nem para menos.
Se for para mais nos levará ao orgulho, porque a idéia de sermos mais evoluídos do que nossa realidade acarreta envaidecimento, já que, pela nossa pouca evolução, estamos ainda muito predispostos a cair nessa ilusão.
Se forçarmos nossa percepção para menos, isto nos levará a uma situação irreal e à diminuição da nossa auto-estima, o que é prejudicial para nossa vida e evolução.
Mas como podemos encontrar nossa real condição?
Aprofundando o auto-conhecimento.
Mas é preciso ter cuidado porque geralmente ao mergulharmos em nossa intimidade nessa busca, temos como foco, mesmo inconsciente, encontrar valores ainda não descobertos.
Quando “caímos na realidade” percebemos que não há razões para nos sentirmos engrandecidos por nossas constatações distorcidas, pelos elogios recebidos ou por quaisquer outras razões.
Tudo em nossas vidas será motivo de gratidão àqueles que nos assistem e motivação para buscarmos cada vez mais nosso crescimento interior
Para dar mais sentido ás palavras ditas  acima  com muita sinceridade coloco esta mensagem para  ilustrar melhor o que por palavras  não consigo dizer
Humildade X Orgulho (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTFJRm5ZVmozcHNFIw==)
Me desculpem a simplicidade  e  com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2012, 12:38
Bom dia Renato, Altino e a todos companheiros!!!
Que Deus nos abençoe nessa nova oportunidade em forma de novo dia que inicia.
Muitíssimo obrigado Altino, por suas valiosas postagens de início de dia que, para todos nós, soa uma prece matinal. Que Deus lhe abençoe em suas convicções de fé.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: ken em 03 de Julho de 2012, 12:42
Bom dia a todos

Humildade

A humildade, por força divina, reflete-se, luminosa, em todos os domínios da Natureza, os quais expressam, efetivamente, o Trono de Deus, patrocinando o progresso e a renovação.

Magnificente, o Sol, cada dia, oscula a face do pântano sem clamar contra o insulto da lama; a flor, sem alarde, incensa a glória do céu. Filtrada na aspereza da rocha, a água se revela mais pura, e, em seguida às grandes calamidades, a colcha de erva cobre o campo, a fim de que o homem recomece a lida.

A carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo, surge na alma humana qual doentio enquistamento de sentimentos, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinqüência em todas as direções.

Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do "eu", a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida.

Sob o fascínio de semelhante negação, ergue azorragues de revolta contra todos os que lhe inclinem o espírito ao aproveitamento das horas, já que, sem o clima da humildade, não se desvencilha da trama de sombras a que ainda se vincula, no plano da animalidade que todos deixamos para trás, após a auréola da razão.

Possuída pelo espírito da posse exclusivista, a alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular, para não nos referirmos aos deploráveis sucessos da experiência cotidiana, em que a ausência da humildade comanda o incentivo à loucura, nos mais dolorosos conflitos passionais.

Quem retrata em si os louros dessa virtude quase desconhecida aceita sem constrangimento a obrigação de trabalhar e servir, a benefício de todos, assimilando, deste modo, a bênção do equilíbrio e substancializando a manifestação das Leis Divinas, que jamais alardeiam as próprias dádivas.

Humildade não é servidão. É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia...

Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e despediu-se dos homens pelos braços da Cruz.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pensamento e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2012, 12:46
Pessoal, por favor, não deixem de assistir o video que o Altino colocou em sua última postagem, cujo título é 'humildade X orgulho". É maravilhoso pelo conteúdo!!!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 03 de Julho de 2012, 13:33
Amigo Kazaoka, demais participantes, bom dia,  :)


Importância da humildade...

"Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica ao auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho
."
André Luiz



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Um pouco de ♪♫ música ♪♫ para harmonizar este ambiente, e refletirmos sobre o tema que estamos debatendo, espero que gostem.

Tim e Vanessa em "Aos Pés do Monte" :

http://www.musicaespirita.net/tim-e-vanessa/tim-e-vanessa-aos-pes-do-monte-video_2aab42c0a.html

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 03 de Julho de 2012, 14:10
Pessoal, por favor, não deixem de assistir o video que o Altino colocou em sua última postagem, cujo título é 'humildade X orgulho". É maravilhoso pelo conteúdo!!!

Amados do meu coração, companheiros estudantes do tema "bem aventurados os pobre de espírito"...

Cada vez, que um filho de Deus conseguir dizer para si mesmo a prece abaixo sugerida, estará no rigor da sinceridade, praticando tanto a humildade quando realizando todo o conjunto descrito no sugestão dos amados irmãos Altino e Kaza.

Saúde e Paz!

Prece.
- Meu Deus, entendeste em tua justiça encher de júbilo o coração de N...
Agradeço-te por ele, sem embargo do mal que me fez ou que tem procurado fazer-me. Se desse bem ele se aproveitasse para me humilhar, eu receberia isso como uma prova para a minha caridade.
Bons Espíritos que me protegeis, não permitam que eu me sinta pesaroso por isso.
Isentai-me da inveja e do ciúme que rebaixam.
Inspirai-me, ao contrário, à generosidade que eleva.
A humilhação está no mal e não no bem;
Sabemos que, cedo ou tarde, justiça será feita a cada um, segundo suas obras


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/paginas-de-internet-espiritas/estudante-espirita-assertivas-biblicas-e-o-evangelho-segundo-o-espiritismo/195/#ixzz1zYw0quRw
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: zarthur em 03 de Julho de 2012, 15:25
Amigos;
é importante notar que a humildade, que será a última das virtudes a ser incorporada ao nosso patrimônio moral, e que é sempre destacada nas pregações evangélicas é diferente da humilhação. Enquanto a primeira deve ser buscada instantemente, a outra decorre dos atos desassisados que o homem a eles se habitua.
Jesus foi o exemplo máximo da humildade, pois sendo quem era não demandava por prerrogativas, mas jamais declinou de sua dignidade reverenciando ou temendo os poderosos de seu tempo.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2012, 18:01

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável ...


O que pode ser indispensável ou imprescindível é aquilo que somos ou aquilo que fazemos mas, o valor está na virtude e não na pessoa.


Isentai-me da inveja e do ciúme que rebaixam.
Inspirai-me, ao contrário, à generosidade que eleva.


Sabendo da nossa necessária participação na tarefa da auto elevação, poderíamos, com uma simples reorganização de palavras, dar destaque à nossa parcela de responsabilidade sobre tudo aquilo que Deus nos provê.

"Inspirai-me a isentar-me da inveja e do ciúme..."


Amigos;
é importante notar que a humildade, que será a última das virtudes a ser incorporada ao nosso patrimônio moral, ...

Humildade, ainda que em forma de sacrifício, mas devemos exercitá-la no transcurso de nosso aprimoramento, pois, se não proceder-mos assim, não a teremos incorporada no patrimônio acumulado no decorrer de nossas vidas.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mizica em 03 de Julho de 2012, 19:57
  :)Boa Tarde a todos os foristas que participam desse estudo!
Sejam bem-vindos todos os visitantes!
Boa tarde Kazaoka!

A intenção do Divino Mestre ao proferir a bem-aventurança "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus", era a de esclarecer sobre a necessidade de combater em nós o orgulho e o egoísmo, e consequentemente quais as implicações que advém desse modo de proceder.

Sabemos já, que os "pobres de espírito" são pessoas que não buscam, seu destaque individual, mas ao contrário, trabalham em prol da coletividade. São pessoas que cultivam a humildade e a caridade, sendo assim o Reino dos Céus à elas pertence.

Mas, o que seria afinal o Reino dos Céus? Não pensemos no Reino dos Céus como um lugar circunscrito, como uma cidade, por exemplo, ou mesmo o céu material que cobre nossas cabeças aqui na Terra. Não! Nada disso!

O Reino dos Céus é sim um estado de espírito que nos propicia a paz e a felicidade interior que podemos alcançar aqui mesmo nessa vida. Essa paz, essa felicidade interior são conseguidas através da aplicação dos ensinamentos do Amado Jesus em nosso cotidiano, de maneira contínua e sistemática. Sempre e para sempre.

Esse estado de espírito só podemos alcançar quando, ardente e sinceramente, interiorizamos a humildade. Podemos então, ser capazes de reconhecer nossas más inclinações, nossos defeitos e, o mais importante, aprendemos a reconhecer a necessidade de uma melhoria interior em nós.

Encerrando, chamo sua atenção para o item do Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VII: "Aquele que se eleva será rebaixado". Nesse ponto da obra podemos observar que a DE vem confirmar a teoria pelo exemplo, mostrando que os grandes no mundo dos espíritos foram pequenos na Terra, e que frequentemente são bem pequenos os que foram grandes e poderosos

Fiquem em paz, na luz do bem maior.
Meu carinho e apreço a todos
Mizica

                                                                             Pesquisa: Portal do Espírito
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2012, 21:58

Mas, o que seria afinal o Reino dos Céus? Não pensemos no Reino dos Céus como um lugar circunscrito, como uma cidade, por exemplo, ou mesmo o céu material que cobre nossas cabeças aqui na Terra. Não! Nada disso!

O Reino dos Céus é sim um estado de espírito que nos propicia a paz e a felicidade interior que podemos alcançar aqui mesmo nessa vida. Essa paz, essa felicidade interior são conseguidas através da aplicação dos ensinamentos do Amado Jesus em nosso cotidiano, de maneira contínua e sistemática. Sempre e para sempre.

Esse estado de espírito só podemos alcançar quando, ardente e sinceramente, interiorizamos a humildade. Podemos então, ser capazes de reconhecer nossas más inclinações, nossos defeitos e, o mais importante, aprendemos a reconhecer a necessidade de uma melhoria interior em nós.


A sua chamada de atenção é de fundamental importância. Devemos entender que "Reino dos Céus" é todo o universo. E este está em perfeita harmonia e equilíbrio, o que destoa desse equilíbrio universal é a natureza íntima de cada um que, de acordo com o grau de compreensão alcançado, nos coloca mais ou menos em harmonia com a natureza Divina que nos criou e que se manifesta em toda Obra da Criação.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: PJC em 03 de Julho de 2012, 23:05



Orgulho e Humildade
Sérgio Biagi Gregório


SUMÁRIO: 1. Introdução 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Orgulho: 4.1. Condição do Espírito Reencarnante; 4.2. Ter Vale Mais que Ser; 4.3. Apego aos Bens Materiais. 5. Humildade: 5.1. Os Pobres não Necessariamente são Humildes; 5.2. Uma só Coisa é Necessária; 5.3. O Verdadeiro Humilde. 6. As Orientações do Evangelho: 6.1. A Humildade como Virtude Esquecida; 6.2. Os Ricos Desconhecem as Necessidades dos Pobres; 6.3. O Evangelho Fundamenta-se numa Lei Científica. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar que a humildade é o fundamento de todas as virtudes. Para isso iremos tratar do orgulho, da humildade e das orientações evangélicas a respeito do tema.

2. CONCEITO

Orgulho – Sentimento de dignidade pessoal; brio, altivez. Conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor-próprio demasiado; soberba. É o sentimento da própria grandeza real, existente no íntimo de cada ser, mas transbordado ou desviado do seu verdadeiro curso.
Humildade. Do latim humilitas, de humilis = pequeno. Virtude que conduz o indivíduo à consciência das suas limitações. O humilde não se deixa lisonjear pelos elogios ou pela situação de destaque em que se encontre. Todo sábio é humilde, porque sabe que só sabe pouco do muito que deveria saber. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)
Rel. virtude cristã, oposta à soberba, muito recomendada por Jesus.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

1) No Antigo Testamento fala-se muitas vezes em humilhar no sentido de oprimir, derrotar, abusar: assim, o faraó humilha os hebreus, o homem, a sua mulher e seus filhos.

2) No Novo Testamento Jesus dá-nos diversas recomendações sobre a humildade, virtude que se opõe ao orgulho.

3) Extraído do capítulo VII – Bem-Aventurados os Pobres de Espírito – de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Refere-se às instruções dos Espíritos.

4) O par de termo orgulho-humildade revela a polaridade do nosso pensamento. Precisamos partir do negativo para chegar ao positivo. Nesse mister, convém lembrar que todo o progresso nasce do que lhe é contrário. Com efeito, toda a formação é o produto de uma reação, assim como todo efeito é gerado por uma causa. Todos os fenômenos morais, todas as formações inteligentes são devidos a uma momentânea perturbação da inteligência. Nela há dois princípios subjacentes: um imutável, essencialmente bom, eterno; outro, temporário, momentâneo, simples agente empregado para produzir a reação de onde sai cada vez a progressão dos homens.

5) Há uma lei universal dos rendimentos decrescentes em que todo o excesso conduz ao seu contrário. No caso específico, o excesso de orgulho transforma-se em humildade e o excesso de humildade em orgulho.

4. ORGULHO

4.1. CONDIÇÃO DO ESPÍRITO REENCARNANTE
De acordo com os pressupostos espíritas, o Espírito, ao longo de suas inúmeras reencarnações, acaba escolhendo as situações que enveredam mais para o orgulho do que para a humildade. A razão é simples: há mais facilidade de se entrar pela porta da perdição, pelos prazeres da matéria. Em termos bíblicos, a opção pelo prazer começou com Adão e Eva. Naquela ocasião Eva, tentada pela serpente, comeu o fruto proibido e foi, juntamente com Adão, expulsa do Paraíso.

4.2. TER VALE MAIS QUE SER

O homem precisa possuir alguma coisa; o nada lhe amargura a vida. Por isso, a sigla de “doutor”, mesmo no meio espírita. Quantas não são as pessoas que se vangloriam de assim serem chamadas. Não é uma espécie de orgulho, de vaidade? Sempre que alguém quer saber algo a nosso respeito, não nos perguntam o que somos, mas o que temos, ou seja, profissão, bens, propriedades, religião etc. Em virtude disso, apropriamo-nos de alguma coisa, mesmo que essa coisa não nos satisfaça interiormente, pois isso nos dá uma certa segurança. Contudo, observe a mudança de comportamento daquelas pessoas que repentinamente ficam ricas, ou são escolhidas para ocupar uma posição de destaque. Geralmente o orgulho e a soberba assomam-lhe à cabeça. Já não tratam mais os seus como antigamente.

4.3. APEGO AOS BENS MATERIAIS

Conforme vamos adquirindo mais bens, mais ainda vamos desejando. De modo que a insaciabilidade dos desejos humanos induz-nos a procurar sempre mais, à semelhança daquele que consome droga. Este começa com pequenas quantidades; depois, tem que aumentá-las, pois o pouco já não satisfaz as suas necessidades. Quanto mais tem, mais necessidade fabrica. A necessidade acaba torturando a maioria dos seres viventes. Aliado à posse de bens materiais, há o medo: de que seremos roubados, de que não teremos o que comer etc.

5. HUMILDADE

5.1. OS POBRES NÃO NECESSARIAMENTE SÃO HUMILDES

Ao vermos uma pessoa mal vestida, de semblante sofrido e modo simples de se vestir, emprestamos-lhe as características de uma pessoa humilde. Contudo, o exterior nem sempre revela com segurança o interior de um indivíduo. É preciso verificar a essência de sua alma. Quando Jesus falava dos pobres de espírito, Ele se referia à humildade, pois há muitos pobres que invejam os ricos, de modo que eles são mais orgulhosos do que aqueles que possuem recursos financeiros em abundância.

5.2. UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA

O Espírito Emmanuel, comentando o texto evangélico, diz-nos que uma única coisa é necessária para a evolução da alma: atender aos ensinamentos de Jesus. Quando o homem se compenetra dessa condição de servo do senhor, tudo o que está à sua volta toma outra feição.  Ele fala, ouve, age, discute, sofre, chora e ri como outro ser humano qualquer, mas o faz de forma civilizada, de forma ponderada, de forma equilibrada. Está é a grande lição que os Espíritos benfeitores nos trazem.

5.3. O VERDADEIRO HUMILDE

O verdadeiro humilde geralmente não sabe que o é. São as pessoas ao seu derredor que acabam por descobri-lo. Para ele essa condição é tão natural que nem o percebe. Não é o que coloca um verniz por fora para esconder os defeitos interiores. O humilde coloca-se objetivamente dentro de sua capacidade, observando criteriosamente as suas limitações. Ele não importa saber quem é contra ou a favor, mas simplesmente atende a um chamado de ordem superior e segue o seu caminho com uma fé inquebrantável.

6. AS ORIENTAÇÕES DO EVANGELHO

6.1. A HUMILDADE COMO VIRTUDE ESQUECIDA
Jesus Cristo, quando esteve encarnado, deu-nos o exemplo da virtude, chegando a ponto de ordenar que amássemos os próprios inimigos. Dentre os seus vários ensinamentos, aquele que compara o Reino de Deus a uma criança, vem bem a calhar, pois evoca com firmeza o símbolo da humildade e da simplicidade. Não adianta conhecer profundamente a teologia e as mais altas concepções filosóficas. Se não nos fizermos humildes como as crianças – que são ingênuas e sem preconceitos – não entraremos no reino da verdade.

6.2. OS RICOS DESCONHECEM AS NECESSIDADES DOS POBRES

Há uma advertência dos Espíritos: “Oh, rico! Enquanto dormes sob teus tetos dourados, ao abrigo do frio, não sabes que milhares de teus irmãos, iguais a ti, estão estirados sobre a palha? A essas palavras teu orgulho se revolta, bem o sei; consentiras em dar-lhe uma esmola, mas a apertar-lhe a mão fraternalmente, jamais! ‘Que! Dizes, eu, descendente de um sangue nobre, grande na Terra, seria igual a esse miserável esfarrapado? Vã utopia de supostos filósofos! Se fôssemos iguais, por que Deus o teria colocado tão baixo e eu tão alto?’ É verdade que vosso vestuário não se assemelha quase nada; mas dele despojados ambos, que diferença haveria entre vós? A nobreza de sangue, dirás; mas a química não encontrou diferença entre o sangue do nobre e o do plebeu, entre o do senhor e o do escravo. Quem  te diz que, tu também, não foste miserável e infeliz como ele? Que não pediste esmola? Que não a pedirás àquele que desprezas hoje? As riquezas são eternas? Elas não se acabam com esse corpo, envoltório perecível do teu Espírito? Oh! Volta-te humildemente sobre ti mesmo! Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que faz a grandeza e a inferioridade no outro; lembra que a morte não te poupará mais que a um outro; que os títulos não te preservarão dela; que ela pode te atingir amanhã, hoje, numa hora; e se tu te escondes no teu orgulho, oh! Então eu te lastimo, porque serás digno de piedade” (Kardec, 1984, p. 107)

6.3. O EVANGELHO FUNDAMENTA-SE NUMA LEI CIENTÍFICA

Jesus deixou claro o alcance de sua Doutrina. O Evangelho é fundamentado numa lei científica: desprendimento dos bens materiais. Aquele que construir o seu destino, seguindo os exemplos de Cristo, terá como recompensa as bem-aventuranças do reino de deus. Não que devamos fazer isso ou aquilo esperando uma recompensa, mas pelo simples prazer de cumprir fielmente as determinações de nossa consciência. Há muitos exemplos de benfeitores anônimos, que auxiliam simplesmente pelo prazer de auxiliar. E por que fazem isso? Porque estão compenetrados dessa lei maior que une todos os seres humanos numa só entidade, a entidade humana. Para essas pessoas não há separação entre americano e chinês, budista e católico, branco e preto. Trata todos como irmãos como o Cristo nos ensinou.

7. CONCLUSÃO

Não nos iludamos com a subida inesperada do orgulhoso e as vantagens aparentes da riqueza. Estejamos firmes em nosso posto de trabalho, atendendo resignadamente às determinações da vontade de Deus a nosso respeito.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.

São Paulo, fevereiro de 2000



Um forte e fraterno abraço a todos!



*
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2012, 23:57

5) Há uma lei universal dos rendimentos decrescentes em que todo o excesso conduz ao seu contrário. No caso específico, o excesso de orgulho transforma-se em humildade e o excesso de humildade em orgulho.


Este é um conceito interessante. E se analisar-mos em termos morais, como as transformações acontecem, o que está sendo dito nessa frase faz todo o sentido. Normalmente, o momento de mudança de curso de nossas tendências está marcado pela dor oriunda da saturação, cansaço ou exaustão. Por isso a nossa "ignorância e simplicidade" originais, passa ao longo de nossa existência, por processos de evolução da razão e do conhecimento, que nesse processo chegam à classificação de orgulho, egoismo, pré-potência e vaidade, que nada mais são do que a essência hipertrofiada.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: ken em 04 de Julho de 2012, 00:44
Boa noite a todos

Aquele Que Se Eleva Será Rebaixado

Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: "Quem é o maior no reino dos céus?" - Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: "Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. - Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus - e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe." (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 1 a 5.)

Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o adorou, dando a entender que lhe queria pedir alguma coisa. - Disse-lhe ele: "Que queres?" "Manda, disse ela, que estes meus dois filhos tenham assento no teu reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda." - Mas, Jesus respondeu, "Não sabes o que pedes; podeis vós ambos beber o cálice que eu vou beber?" Eles responderam: "Podemos." - Jesus lhes replicou: "É certo que bebereis o cálice que eu beber; mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o tem preparado." - Ouvindo isso, os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. - Jesus, chamando-os para perto de si, lhes disse: "Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império. - Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; - e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; - do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos." (S. MATEUS, capítulo XX, vv. 20 a 28.)

Jesus entrou em dia de sábado na casa de um dos principais fariseus para aí fazer a sua refeição. Os que lá estavam o observaram. - Então, notando que os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola, dizendo: "Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos: dai o vosso lugar a este, e vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar. - Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga: meu amigo, venha mais para cima. Isso então será para vós um motivo de glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa; - porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado." (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 1 e 7 a 11.)

Estas máximas decorrem do princípio de humildade que Jesus não cessa de apresentar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor e que ele formulou assim: "Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que o reino dos céus lhes pertence."

Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: "Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.

A mesma idéia fundamental se nos depara nesta outra máxima: Seja vosso servidor aquele que quiser tornar-se o maior, e nesta outra: Aquele que se humilhar será exalçado e aquele que se elevar será rebaixado.

O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos. E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca: as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento. Nada mais possuindo senão isso, chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas. Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.

O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição.

Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.


KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Dothy em 04 de Julho de 2012, 12:21
Bom dia amigo Kazaoka e amigos do estudo mensal... Muita paz a todos
Importante tema a ser estudado, onde teremos o esclarecimento desta citação sobre quem são os pobres de espírito
Desejo uma estudo de grande aprendizado a todos nós, que tudo transcorra em amizade, união, luz e respeito
Trago uma contribuição que espero ajudar no tema

Quem são os pobres de espírito?
São as pessoas que não querem ser o centro das atenções, que não buscam só o seu destaque individual, mas sim, trabalham para a coletividade, mesmo que isso venha a incomodar sua própria vida. Os pobres de espírito são as pessoas que buscam o conhecimento, a riqueza interior, deixando as aparências exteriores em segundo plano. Estas pessoas cultivam a humildade e a caridade e por isto o Reino dos Céus será delas.

Fonte: Portal do espírito

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Julho de 2012, 12:43
Bem aventurado os pobres de espírito.Em muitas das vezes eu fico me perguntando e tentando
entender o porque de tanto sofrimento e dores nesse nosso mundo,será que Deus não nos
coloca tudo isto para que possamos ser mais humildes e mais simples?Não será um teste para 
 saber o quanto podemos suportar na nossa caminhada evolutiva.Sabemos e devemos aceitar
que que para evoluirmos teremos que exercitar as leis divinas,na pratica do amor,da caridade,
da solidariedade,da indulgência,do perdão.Acredito que quanto mais no colocarmos desta ma-
-neira,mais nos tornaremos merecedores dos reinos dos céus que prometido aos pobres de espírito.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 04 de Julho de 2012, 17:13
Bem aventurado os pobres de espírito.Em muitas das vezes eu fico me perguntando e tentando entender o porque de tanto sofrimento e dores nesse nosso mundo,será que Deus não nos coloca tudo isto para que possamos ser mais humildes e mais simples?Não será um teste para saber o quanto podemos suportar na nossa caminhada evolutiva?


Quando os Espíritos nos falam em resignação, paciência, compreensão, etc., isso não quer dizer acomodar-mos na dor ou no sofrimento e muito menos estacionar-mos nas felicidades que às vezes experimentamos em nossa existência temporal.

Devemos viver intensamente cada momento de nossa existência, extraindo de cada uma as lições do aprendizado que a vivência prática proporciona. Nossa natureza nos impulsiona a buscar o melhor em acordo com o entendimento que temos naquele momento sobre o que nos poderia fazer felizes. A crença naquilo que acreditamos ser uma possibilidade de satisfação nos faz empenhar-mos na tarefa em alcançá-la. Muitas vezes aplicamos nossa crença de possibilidade de alcance da felicidade em coisas que só na nossa forma de enxergá-las é que elas têm essa possibilidade.

A Terra ainda é um mundo de provas e expiações, cuja população é constituida de Espíritos imperfeitos, portanto, cheia de noções equivocadas do que seja a verdadeira felicidade e mergulhadas num oceano de enganos. Hoje, com a noção que o Espiritismo nos deu, pelo menos temos uma idéia clara da posição que nos encontramos na escala evolutiva e, também, sabemos muito bem do chão no qual pisamos. Sabemos do nosso compromisso e que a reforma do universo humano que tanto desejamos, passa, obrigatoriamente, pela reforma de cada um. Sempre ouvimos dizer que; "colhemos o que plantamos" e, muitas vezes, esquecemos que a semente que plantamos, fomos nós mesmos que as produzimos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 04 de Julho de 2012, 17:27
Exatamente mano Kao!
Mano Antonio, veja que uma pessoa pode vir, a custa dos sofreres por que passa, a aprender muito, mas tais momentos, mesmo que as façam aprender, não irão fazer com que esta pessoa se modifique, esta é proposição a que a própria pessoa há de se forçar a manter viva e fazer por onde.
Estes momentos, que ensinam sim, mostram o caminho, mas não o trilham por nós.
Os ensinos codificados falam também no "ranger de dentes" e afirmam que enquanto eles perduram nada se consegue, mesmo que se compreenda o mal que fazemos a nós mesmos.
A citação "ranger de dentes" sempre vem acompanhada de outra que nos explica sobre a murmuração, e estes dois momentos, demonstram que quem os passe está em momento de irresignação.
abraços,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mizica em 05 de Julho de 2012, 00:27
 :) Boa Noite à todos!

É como o Kazaoka bem colocou: "Quando os Espíritos nos falam em resignação, paciência, compreensão, etc., isso não quer dizer acomodar-mos na dor ou no sofrimento e muito menos estacionar-mos nas felicidades que às vezes experimentamos em nossa existência temporal.
Devemos viver intensamente cada momento de nossa existência, extraindo de cada uma as lições do aprendizado que a vivência prática proporciona."


Vemos muitos exemplos de pessoas que passam por momentos aflitivos, por perdas irreparáveis mas estão ali, firmes e fortes tentando dar continuidade a suas vidas. Outras a qualquer pequeno problema vivem a murmurar e lamentar sem ao menos tentar modificar  o que lhes aconteceu, ou pelo menos tentar a adaptar-se com as circunstancias pelas quais estão passando.

Graças a Misericórdia Divina a DE nos ajuda a compreender o por quê de tantas coisas pelas quais temos que passar, as vezes tão necessárias para a nossa evolução. Resignar-se sem murmurar, sim. Mas, lamentar-se eternamente e não lutar contra as adversidades, isso não devemos fazer. Mas sabemos que temos temos o livre arbítrio. Porém, uma coisa é certa: "Quem semeia vento colhe tempestade". Então, até que a humanidade aprenda haverá "choro e ranger de dentes" no mundo.

Abraço fraterno com meu carinho
Mizica
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 05 de Julho de 2012, 02:00
Humildade

A humildade cristã nada tem de pejorativo. Não é abjeção, pois é feita de amor, respeito, tolerância, indulgência, paciência, cordura; é imune a insultos e ofensas, pois estes sempre permanecem presos à sua origem. Ser verdadeiramente humilde é estar forrado da coragem evangélica, é não ter ambigüidades e ser capaz de atitudes definidas, sempre que necessário.

Jesus foi ao Calvário, mas não renunciou a nenhum dos seus sublimes postulados. Esse foi também o exemplo de Allan Kardec, que se apagou “no anonimato de um pseudônimo, renunciou à gratidão popular, deixou à margem os preconceitos da época para sorver em silêncio, a taça de fel e de amargura da incompreensão dos corações mais caros, sem perturbar, por um momento sequer, a própria integridade ante as ondas avassaladoras da bajulação, da sordidez e das imposições sub-repticiamente apresentadas pelos que desejavam a mensagem espírita para, apagando-a, brilharem”.

(Mensagem de Bezerra de Menezes, médium Divaldo P. Franco: “Kardec, o conquistador diferente”, in Reformador, agosto de 1969);  Rumos doutrinários, Indalício Menezes, FEB.


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Julho de 2012, 12:08
bom dia manos Kao Moura e minha irmã Mizica.Sim,eu também tenho esta visão e este entendiento quanto ao sofrimento como aprendizado, e não me acomodar e simples-
-mente aceitar sem reagir,sei também que colherei o que plantei,e para ser merecedor 
dos reinos dos céus tenho que exercitar as leis de Deus.Entretanto,ainda questiono o
o porque?e de que forma poderia ser diferente?.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 05 de Julho de 2012, 12:26
Bom dia a todos!!!

O elemento preponderante que caracteriza o "pobre de espírito" todos nós já temos, chama-se humildade e apenas a sufocamos em nós mesmos. Temos, também, todos os instrumentos que fazem com que cumpramos a Lei de Progresso a qual estamos submetidos.

A vivência dentro das prerrogativas do Criador, que para nós Cristãos, temos em Jesus o modelo e os exemplos, nos conduzirá fatalmente à condição de Espíritos superiores em saber e em moral. Mas, também, devemos entender que essa superioridade não é em relação aos que nos rodeiam mas, sobre nossas próprias imperfeições, eis aí o estado natural do verdadeiro "pobre de espírito".
Título: Re: "Bem aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Batista Gentil da Costa em 05 de Julho de 2012, 14:21
Bom dia a todos,
Estava lendo sobre esse assunto "Bem aventurado os pobres de Espirito".     E concluíndo o que seria realmente esse tema, tão cogitado, e tão complexo, pois tudo leva a crer que deveriamos ser ricos de Espirito, ricos na fé, ricos de boas obras!      Mas assim como o Sim tem o mesmo poder do não, o poder da atitude em seu foco de atuação faz toda a diferença, ou seja, o tamanho da dose a ser medicada, ou adicionada de forma correta, faz toda a diferença.    Então ser "Pobre ou Rico de Espirito", vai depender do momento, do exemplo abordado, e da forma atuante na mensagem editata.     Tiro como exemplo nessa mensagem "Bem aventurado os pobres de Espirito",  a designação da mesma, Cristo estava falando de atuação materializada, e citava o Espirito, que é um atuante invisivel aos olhos dos homens, que anima-se e vive em paralelo, ou seja, no mundo Espiritual.     Quando ouvimos; devemos viver no Espirito, acredito que... Devo dar prioridade as coisas de maior importância para mim, o que realmente é, como meta e objetivo em minha vida, o que me impulsiona a viver e lutar, o que creditaria como vitória e suma totalidade no fim de minha jornada humana nesse tempo presente.    Essa pobresa Espiritual seria então uma tradução equivocada, o correto seria  "Bem aventurado os de Espirito único",
único, ou apenas 1 Espirito, na unidade, conforme descreve João 17:21 "Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: oliveira cleildo em 05 de Julho de 2012, 15:41
Manoel altino tem razão, e essas acertivas de Jesus ainda vai muito mais a fundo, Jesus sempre nos falou que esse não era seu mundo, e estava sempre a nos convidar a segui-lo, e nesse texto ele nos dar outra dica que os conhecimentos deste muito não nos levaria ao seu mundo...
Reflitam nisso.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: PJC em 05 de Julho de 2012, 16:02
ORGULHO


O Orgulho é uma enfermidade
        Na pessoa a que se aferra
                 Doença que a vida cura
                          Usando emplastros de terra.

                                                                              (Cornélio Pires)


A inteligência arrogante
        Carrega com desatino
                 Uma cabeça gigante
                         E um coração pequenino.

                                                                         (Aurílio Braga)


HUMILDADE


Tem quem a flor da humildade
        Medrando no coração
                Tem o Jardim das Virtudes
                        Da Suprema Perfeição.
                                                                   (Casimiro Cunha)


Abriga-te na humildade
        Não busques mundana estima
                O ouro afunda no mar
                        A palha fica por cima.
                                                                 (Regueira Costa)




Um forte e fraterno abraço a todos!




*
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 05 de Julho de 2012, 16:24
Sejamos firmes em nossos propósitos, lutemos por nossos objetivos e interesse, atendamos às necessidades que a materialidade nos impõe e que não temos como suprimí-las do momento que vivemos. Busquemos avanço no campo do saber, cresçamos em moralidade, enfim, trabalhemos com afinco na edificação justa que devemos empregar em tudo que nos chama à participação.

Ser "pobre de espírito" em humildade é, acima de tudo, ser consciente da posição que ocupamos e reconhecer-mos, não a nossa inferioridade em relação aos outros, mas em relação ao que podemos ser em relação ao que temos sido. 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 05 de Julho de 2012, 16:51
Mano Kao, permita-me abordar um substrato deste tema:
Acontece muito que grande massa de Espíritas, propague as benfeitorias da prece. Isso é uma verdade sem retoques.
Porém, muitos desta massa de Espíritas, e que vivem a fazerem preces, não dá a ela senão a vontade de receberem indulgências divinas ou seja milagres.
pensam eles que é só fazer e repetir esta ou aquela prece e pimba, logo lhes chegará a resposta e neste quesito,m a resposta que eles esperam e querem para si.
Interesse apenas, mal escondido como o gato que se esconde abaixo da poltrona e deixa o rabo de fora.
Vê-se, então, claramente que eles não traduzem suas pregações sobre a fé, numa ação direta, e acertada, logo, tais preces nada ecoarão a mais Alto.
Há uma abissal diferença entre fazer-se preces, e se andar em estado de prece.
Quem está no segundo plano, ou seja em estado de prece, nem mesmo necessita das repetições ou decorebas, e a estes eu os chamo, com muito humor, de "médiuns preciosos".
abraços,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 05 de Julho de 2012, 17:17
Jesus, exemplo e modelo de humildade, foi pertinaz naquilo que lhe estava designado, foi extremamente compreensivo, resignado, paciente, tolerante. Mas, acima de tudo, firme em suas convicções e fiel à sua crença e na força superior que o animava e que continua animar  todos nós.

Não existe receita para ser-mos humildes, existem momentos e oportunidades para que a exerçamos, porque sua semente está plantada em todos nós.
Subserviência não é sinônimo de humildade e nem da "pobreza de Espírito" que fala o Mestre. E nem a riqueza e autoridade são, necessariamente, bloqueadores da humildade que há de manifestar-se.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 05 de Julho de 2012, 17:53
Mandou bem mano Kao!
Abração,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: macili em 05 de Julho de 2012, 19:40


Boa tarde Irmão Kazaoka e demais que participam deste estudo



Permitam-me anexar ao estudo estes vídeos...
desejando um bom estudo para todos.



Abraços fraternos
Macili



Palestra de abertura do 3º Congresso Espírita Brasileiro com Divaldo Pereira Franco 1/2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVptU1kzQkFCRUVBJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbG1mdSM=)

Palestra de abertura do 3º Congresso Espírita Brasileiro com Divaldo Pereira Franco 2/2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVlEa3I4RUNseEo4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbG1mdSM=)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Julho de 2012, 20:36
Jesus, exemplo e modelo de humildade, foi pertinaz naquilo que lhe estava designado, foi extremamente compreensivo, resignado, paciente, tolerante. Mas, acima de tudo, firme em suas convicções e fiel à sua crença e na força superior que o animava e que continua animar  todos nós.

Não existe receita para ser-mos humildes, existem momentos e oportunidades para que a exerçamos, porque sua semente está plantada em todos nós.
Subserviência não é sinônimo de humildade e pobreza de Espírito e nem a riqueza e autoridade é, necessariamente, bloqueador da humildade.
Muito bem colocado, meu querido, principalmente quando diz que subserviência não é humildade...
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: jania.j@hotmail.com em 05 de Julho de 2012, 21:04
Continuando o pensamento do mano Kao:
E o que é a tal humildade?
como sou apenas um rapaz latino americano e sem dinheiro no bolso, vou resmungar:
por certo não é concordar com tudo, fazendo cara de paisagem...
Não é, deveras, discordar de tudo ou de parte mas sem evidenciar o ponto ou fundamento doutrinário em que se apoie a discórdia.
Ser humilde, não é viver em eterna e perturbante genuflexão, sem nenhum arrazoar do porque deste ato.
Ser humilde não é esconder num sorriso forçado a vontade de dizer, "não me enche o saco pô".
No entanto, a humildade que por ser uma Virtude, necessita do esforço verdadeiro, perseverante e fortificado para ser conseguida, não pode prescindir, também do conhecimento. Sem este, meus amigos, estacionamos nas fieiras da ignorância e como um "plus" maldizente, ainda teremos como coadjuvantes as doenças que aparecem parasitosamente, advindas dela, ou seja a cupidez, a falsidade, o orgulho e a mistificação, para dizer apenas sobre estas.
É preciso, meus manos que nos armemos e fortemente contra tais estados.
E esta arma está no conhecimento, e  talvez por isso, o mestre, ou o modelo de perfeição moral que que possamos aferir neste mundo, Jesus, houve de ter ensinado: "Conhecereis a Verdade e ela vos libertará".
Abraços,
Moura
Todo esse conhecimento que aqui encontramos, vem aperfeiçoaro que já apreendemos e assimilamos. Muitas vezes o que nós falta é colocar em pratica mesmo, mas como Espíritas que somos estamos sempre buscando burilar as nossas más tendências diante dos obstáculosdo dia-a-dia. Parabéns pelo tema abordado!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Rodrigo Assis em 06 de Julho de 2012, 00:35
boa noite a todas e que a paz de nosso senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.
este é um tema que muito me aflige, sou professor e costumo sempre dizer aos meus meninos, o pior inimigo que possuímos se chama orgulho. Tenho orado sempre e pedido ao pai para me dar luz  e capacidade de discernimento para que eu possa sempre praticar meus ensinamentos.
Na maior parte das vezes eu consigo manter a postura, e como me incomoda quando percebo que deixei o orgulho entrar primeiro. Esta é uma luta diária e continua e só com a vigília constante e muita fé e que podemos seguir corretamente os ensinamentos do Pai.
Paz e muita luz a todos os irmãos
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 06 de Julho de 2012, 02:03

Na maior parte das vezes eu consigo manter a postura, e como me incomoda quando percebo que deixei o orgulho entrar primeiro. Esta é uma luta diária e continua e só com a vigília constante e muita fé é que podemos seguir corretamente os ensinamentos do Pai.
Paz e muita luz a todos os irmãos


O orgulho é a forma doentia da satisfação íntima que todos nós experimentamos por uma aquisição pessoal qualquer. Em tais situações, a satisfação, além de essencialmente normal, não dá para ser evitada. Além do que, não sentir-mos satisfação pelas nossas próprias realizações, seria querer anular a força que nos impulsiona rumo às nossas conquistas. 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 06 de Julho de 2012, 04:17
carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo, surgem na alma humana doentios enquistamentos de sentimento, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinquência em todas as direções.

Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do “eu”, a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida.

Sob o fascínio de semelhante negação, ergue azorragues de revolta contra todos os que lhe inclinem o espírito ao aproveitamento das horas, já que, sem o clima da humildade, não se desvencilha da trama de sombras a que ainda se vincula, no plano da animalidade que todos deixamos para trás, após a auréola da razão.

Possuída pelo espírito da posse exclusivista, a alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular, para não nos referirmos aos deploráveis sucessos da experiência cotidiana, em que a ausência da humildade comanda o incentivo à loucura, nos mais dolorosos conflitos passionais.

Quem retrata em si os louros dessa virtude quase desconhecida aceita sem constrangimento a obrigação de trabalhar e servir, a benefício de todos, assimilando, deste modo, a bênção do equilíbrio e substancializando a manifestação das Leis Divinas, que jamais alardeiam as próprias dádivas.

Humildade não é servidão. Ë, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal  e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia.

Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e despediu-se dos homens pelos braços da Cruz."


Fonte: Pensamento e vida, Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel, sendo que a FEB, expressamente, autorizou-me a publicação do trecho para fins de estudo.

(Os destaques são meus)


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 06 de Julho de 2012, 11:19
Amigos e companheiros deste maravilhoso estudo ,onde colocamos  muitas questões sobre  o tema Pobres de Espírito.
Mas vejam como tudo isto nos leva a outras  questões mais pertinentes e mais  sérias que  cada um de nós  por vezes nem sabemos , ou fazemos ou não dá-mos o devido valor . Só para  meditar e  dizer  muito se fala de  humildade e  sermos menos egoístas, verdade que todos  fazemos esse esforça  para sermos melhores .
Mas  sintam que  depois  na vida perante tantas dificuldades nos parece que  será mais difícil o fazer perante as situações  que nos  vão aparecendo na vida.
Pois  aqui  deixo um alerta sincero tudo o que  tem sido colocado é  lindo e  nos ensina muito ................mas  depois o transpor para a vida , é o nosso grande  desafio....
Não resisto a deixar aqui um pequeno texto que mais uma vez nos alerta para  as dificuldades   que vamos enfrentar e  dos grandes escolhos que são a vaidade e o egoísmo , que  podem ser combatidos com a grande chama da vida  que é  a Caridade.
 Humildade e Orgulho: O orgulho é o maior dos defeitos e o mais difícil de ser combatido,
pois ele está no âmago do nosso ser.
Dizem os espíritos superiores que é o último a ser eliminado.
Ele nos faz ter a falsa idéia de que somos melhores e superiores às outras pessoas. Ele dificulta
muito o aprendizado moral, pois o orgulhoso não está disposto a se melhorar porque acha que não
necessita disto.
Este defeito se manifesta de várias formas e maneiras.
Podemos encontrar o orgulho racial, profissional, religioso ( o orgulho de sermos caridosos, de sermos espíritas, e
por isto mesmo nos iludimos ao acharmos que somos melhores que as outras pessoas), social, entre
outros. 
O melhor combate a este perigoso defeito é adquirirmos a humildade, que se faz quando nos
colocamos abaixo de Deus e iguais aos nossos irmãos. A humildade é uma virtude que conduz o
indivíduo à consciência das suas limitações.
O humilde não se deixa lisonjear pelos elogios ou pela situação de destaque em que se encontre.
 O exercício da humildade se dá quando procuramos em nós os defeitos que vemos nos outros, procurando aprender com tudo e todos que estão à  nossa volta.
Deixo-vos  este prece para  que possamos  dar mais sentido a tudo o que vimos falando e dizendo  diante  a palavra humildade ........
Prece Orgulho e Humildade (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU5fdXlfNlRmNU1RJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlc3VsdHNfdmlkZW8mYW1wO3BsYXluZXh0PTEmYW1wO2xpc3Q9UExCODc4Q0M1NjQwQUQ1RTc4Iw==)
Com um grande abraço de muita paz  e depois de meditar nesta belíssima mensagem , me pergunto  a mim mesmo tenho que mudar....................
Um carinhoso abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Atma em 06 de Julho de 2012, 13:07
Paz e luz a todos.

Pobres de espírito

No ponto de vista psicológico, pobre é sempre aquele que se considera um devedor.
No Sermão da Montanha, o Mestre Jesus afirmou: Bem-aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus.

Ainda hoje muito se fala sobre tal ensinamento,pois, gera grande interesse  naqueles que conhecem  os ensinamentos de Jesus.  No entanto, tal ensinamento, como tantos outros preferidos pelo Mestre, ainda é  incompreendido pelos homens. O que, afinal, Jesus pretendia dizer?  Jesus nos fala que Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho.
Os Espíritos ricos são aqueles que acumulam os tesouros que não se confundem com as riquezas da Terra.  Seus bens não são jamais corroídos pelo tempo, tampouco podem ser levados pelos ladrões.

Os pobres de Espírito são os que não têm orgulho. São os humildes, que não se envaidecem pelo que sabem, e que nunca exibem o que têm.  A modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são aqueles que têm idéia dr que nada sabem. Por isso, a humildade é considerada requisito indispensável para alcançar-se o reino dos céus.
Sem a humildade nenhuma virtude se mantém.  A humildade é o propulsor de todas as grandes ações, em todas as esferas de atuação do homem. Os humildes são simples no falar, são sinceros e francos no agir, não fazem ostentação de saber, nem se julgam santos.
A humildade, tolerante em sua singeleza, compadece-se daqueles que  pretendem afrontá-la com o seu orgulho. Cala-se diante de palavras loucas, suporta a injustiça. Vibra com a verdade.  A humildade respeita o homem não pelos seus haveres, mas por suas reais virtudes.   A pobreza de paixões e de vícios é a que deve amparar o espírito  que busca sinceramente a perfeição.

Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: a pobreza de sentimentos baixos,representada pelo desapego às glórias efêmeras, ao egoísmo e ao orgulho.  Há muitos pobres de bens terrenos que se julgam dignos do reino dos céus, mas que, no entanto, têm a alma endurecida e orgulhosa.  Repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé que obscurece seus entendimentos e os afasta da verdade.

Não é a ignorância nem tampouco a miséria que garantem aos seres a felicidade prometida por Jesus.  O que nos encaminha para tal destino são os atos nobres, embasados na caridade e no amor incondicional.  Precisamos, também, adquirir conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida, em busca de horizontes mais vastos.

Pobres de Espírito são os simples e nobres, não os orgulhosos e trapaceiros. Pobres de Espírito são os bons, que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.  São aqueles que observam e vivem as Leis de Deus. Estudam com humildade, reconhecem o quanto ainda não sabem. Imploram a Deus o amparo indispensável às suas almas. Era a respeito desses homens que o Mestre Jesus, em suas bem-aventurança , estava se referindo.  Muitos são os que confundem humildade com servilismo.

Ser humilde não significa aceitar desmandos e compactuar com equívocos.
Ser humilde é reconhecer as próprias limitações, buscando vencê-las, sem alarde, nem fantasias. É buscar, incansavelmente, a verdade e o progresso pessoal, nas trilhas dos exemplos nobes e dignos. Os pobres de espírito acreditam que tudo é doação. As coisas, as amizades, o emprego, o ser atendido em último lugar, receber uma esmola, uma ajuda. Em tudo vê a graça de Deus. Sente-se sempre devedor da vida.

Logo, é errado dizer: “Coitado é um pobre de espírito”
Porque  ser pobre de espírito não é ser ignorante e pobre de caráter, pelo contrário. Kardec no Evangelho sobre o Espíritismo nos diz: Pobre de espirito é aquele que é verdadeiramente humilde.


Conteúdo de palestra apresentada por Gilberto L. Tomasi no Centro Espírita Caminho do Evangelho – São José Pinhais-PR - em 15/03/2011.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Julho de 2012, 15:21
"O orgulho é a forma doentia da satisfação íntima que todos nós experimentamos por uma aquisição pessoal qualquer. Em tais situações, a satisfação, além de essencialmente normal, não dá para ser evitada."
Meu querido Kazaoka, certa feita, em um seriado de tv que lamentavelmente acabou, "O Toque de um Anjo", ouvi uma comparação interessante.
Dois personagens conversavam em uma cozinha de restaurante, lavando a louça, quando o mais experiente dividiu o orgulho em bom e mau.
E como exemplo de orgulho bom, citou a alegria de ver o trabalho bem executado, a panela bem limpa. O mau orgulho, é aquele que acha que lavar panelas não é um trabalho digno da nossa grandeza.
Cito muito esse exemplo, e certa feita, em uma casa espirita, debatendo com colegas esse tema, achamos melhor classificar o "orgulho bom", como auto-estima, essa satisfação pelo trabalho bem executado, pelo dever bem cumprido.
Quanto ao orgulho, é aquele que acha que, pelo trabalho ter sido bem cumprido, bem executado, nós somos melhores do que outros trabalhadores que tenham tarefas semelhantes, que nos leva a arrogância e a humilhação dos nossos irmãos.
Devemos manter nossa auto-estima elevada, somos filhos de Deus, mas como ja nos ensinava o Mestre, "quem quiser ser o maior, seja o último e servo de todos".
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Julho de 2012, 22:16
A felicidade não é um ideal da razão mas sim da imaginação.
Emmanuel Kant
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Julho de 2012, 23:50
Bem aventurados os pobres de espírito.

Esta simples frase, repetida e remoida ha dois milenios, ja representou um monte de coisas para um monte de gente.

Mas na mente do Cristo é uma condição e um complemento do Amai a Deus acima de tudo e ao proximo como a tí mesmo.

Nada tem a ver com humildade, orgulho, pequenez mental ou qualquer outro penduricalho que os homens sempre agregam ao que desconhecem.

O que é "pobre"? É quem tem pouco ou quase nada.

Pobre de espírito é o espírito que "possui" poucos sentimentos, alias não possui qualquer outro sentimento além do amor. E por possuir apenas este sentimento, ama a Deus acima de tudo e ao proximo como a si mesmo e consequentemente é incondicionalmente feliz sempre. E isto é a bem-aventurança. É humilde? Se questionado dirá que não mas para os demais é... Nem mesmo sabe o que seja humildade, apenas é.

Para melhor compreender isto, observem o "rico" de espírito, cheio de sentimentos de posse de todos os tipos, consequencias do egoismo não vencido. Observem que este jamais poderá ser feliz, pois sempre ha algo faltando para "trazer a felicidade".

Fiquem na paz de Deus,
Anton


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 07 de Julho de 2012, 02:38
Seja muito bem vindo meu estimado irmão!!! É uma satisfação muito grande contar com sua presença por aqui. Sinta-se em casa!



Pobre de espírito é o espírito que "possui" poucos sentimentos, alias não possui qualquer outro sentimento além do amor. E por possuir apenas este sentimento, ama a Deus acima de tudo e ao proximo como a si mesmo e consequentemente é incondicionalmente feliz sempre. E isto é a bem-aventurança. É humilde? Se questionado dirá que não mas para os demais é... Nem mesmo sabe o que seja humildade, apenas é.


O Amor essencial, o verdadeiro Amor, na verdade é a reunião de todas as virtudes, ou seja, de todos os sentimentos nobres. O que chamamos de orgulho, vaidade, egoismo, etc., nada mais são do que o amor ainda em estado fugidio. São formas de experimentar-mos o Amor de uma forma que não conseguimos apreende-lo. Agora, como vamos apreender algo que já trazemos intrínseco no Espírito? O que precisamos é disciplinar este sentimento e aplicá-lo de forma positiva em nós mesmos, porque aplicado a nós mesmos ele será refletido com fidelidade Divina aos que nos cercam.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 07 de Julho de 2012, 12:14
Bem aventurado os pobres de espírito.Quando verdadeiramente poderei dizer que sou pobre
de espírito,se ainda carrego vícios de outras encarnações talvez,se ainda não consegui me
libertar dos sentimentos de vaidade,egoismo,de falta de amor verdadeiro.Tento de todas as formas ser simples e humilde,aceitando e exercitando as leis de Deus.Mas vejo quão longo é
o caminho a percorrer,os abismos que encontrarei,os espinhos que irão me machucar,e as
pedras que terei que retirar,para então chegar a ter direito aos reinos dos céus.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 07 de Julho de 2012, 13:30

Quando verdadeiramente poderei dizer que sou pobre
de espírito,se ainda carrego vícios de outras encarnações talvez,se ainda não consegui me
libertar dos sentimentos de vaidade,egoismo,de falta de amor verdadeiro.


Bom dia Renato!!!
Em tudo existe uma relatividade. Jamais nos consideraremos pobres de Espírito. Estaremos sempre tentando distanciar-mos das nossas próprias imperfeições ao mesmo tempo que buscamos a realização íntima da paz interior, natural nos Espíritos elevados. Por isso nunca devemos nos deixar cair na descrença quanto ao que almejamos e nem nos acomodar-mos no que já conquistamos.
E sobre a eterna relatividade, sempre existirá alguém melhor e alguém pior do que nós. Com os melhores espelhamos sua moral, com os piores tentamos auxilia-los. Essa é a Lei!!! 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 07 de Julho de 2012, 17:51
Olá amigo Kazaoka e demais participantes :)

"Em seu sentido estritamente etimológico, humilde provém de húmus – rente com a terra. Entretanto, muitos interpretam o vocábulo como sinônimo de baixeza, servilismo, falta de brio, ausência de dignidade pessoal, etc. Ora, é claro que Jesus jamais desejaria que um cristão se tornasse sem dignidade e fosse capaz de rebaixar a condição humana tornando-se servil. É preciso, portanto, que se entenda humildade e humilde como a condição da pessoa modesta, sóbria, recatada, discreta, moderada nas atitudes e nas palavras. Nunca, porém, como baixo caráter, sem dignidade, moralmente rasteiro.

'... a humildade, tal como a devemos compreender e praticar, é atributo apenas das criaturas realmente fortes, porque somente os fortes são capazes de suportar com coragem e grandeza d’alma, sem perderam a cabeça, sem se deixarem arrastar pelo desvario, pelas seduções e provocações deste mundo materializado e corrompido pelo egoísmo."


Fonte: Rumos doutrinários, Indalício Mendes, Editora FEB, que expressamente, autorizaram a publicação dos trechos para fins de estudo.

(Os destaques em negrito são meus).


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Julho de 2012, 04:21
Meu nobre irmão Kazaoka.Jamais poderemos nos considerar verdadeiramente pobres de espíri-
-to,pelo menos enquanto estivermos neste nosso mundo de provas e expiações,mas é evidente
que não se deve esmorecer,lutar sempre,orar sem cessar,nos policiarmos para não nos deixar
levar pelos vícios que ainda temos.Quanto mais nós nos colocarmos e nos conduzirmos de uma
forma simples e humilde,maior será a nossa força para vencermos as batalhas da vida, e com
certeza,esse espírito que anima o nosso corpo irá chegar ao seu destino verdadeiro,onde a
sua maior riqueza,será a sua pobreza de espírito.Não deixa de ser paradoxal esta forma de
dizer,mas com certeza é a mais correta ao meu ver.
Fique na paz.



Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 08 de Julho de 2012, 12:12
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Amigos queridos deste ponto de encontro que é o fórum com seus estudos mensais
Aonde passo a partilhar meu humilde ponto de vista sobre o tema.

Humildade é com certeza o encontro com a nossa redenção.
Faz parte do nosso aprimoramento moral e é com certeza suportada pela paciência, a tolerância, a recetividade, a mansidão.
Até  perfazermos a nossa redenção tudo é aprendizagem.

     Existe humildade nas leis da criação no facto de nossa evolução ser lenta e gradativa tanto no aspecto físico quanto intelectual.
     Existe humildade na aprendizagem que nos ensina a amar sem apego nem rejeição, que nos leva a valorizar a vida ao redor de nós, tanto quanto a nossa, que nos mostra o valor da gratidão, da retribuição, do sacrifício por motivos enobrecedores, ….

      Quando o irmão Altino falou no seu texto da diferença entre humildade e servilismo que me lembrou humilhação lembrei-me também da diferença entre sofrimento e sacrifício.
Como alguém escreveu “Não é o sofrimento que eleva o espírito, mas o sacrifício (sacrifício = sacro ofício = trabalho). O ,sofrimento pode trazer revolta e paralisia ao espírito.”
Pois bem também não é a humilhação que eleva o espírito mas sim a humildade. Mas parece-me que é a humildade que leva alguém a esquecer, ultrapassar um sofrimento e em sofrer uma humilhação vencendo em si a ideia de vingança.
   Porque ser humilde tem haver com ser sábio, sensato generoso, honesto.

“….Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz…”
Jesus (Mateus, 6:22)
[/color]
Aproveito para dizer porque nunca é demais, que o vídeo da apresentação do estudo tem uma claridade que faz bem aos olhos tanto do corpo como da alma. Gostei.

Abs e muita paz a todos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 08 de Julho de 2012, 17:37
Jesus e humildade

Estudando a humildade, vejamos como se comportava Jesus no exercício da sublime virtude.

Decerto, no tempo em que ao mundo deveria surgir a mensagem da Boa-Nova, poderia permanecer na glória celeste e fazer-se representar entre os homens pela pessoa de mensageiros angélicos, mas preferiu descer, Ele mesmo, ao chão da Terra, e experimentar-lhe as vicissitudes.

Indubitavelmente, contava com poder bastante para anular a sentença de Herodes que mandava decepar a cabeça dos recém-natos de sua condição, com o fim de impedir-lhe a presença; entretanto, afastou-se prudentemente para longínquo rincão, até que a descabida exigência fosse necessariamente proscrita.

Dispunha de vastos recursos para se impor em Jerusalém, ao pé dos doutores que lhe negavam autoridade no ensino das novas revelações; contudo, retirou-se sem mágoa em demanda de remota província, a valer-se dos homens rudes que lhe acolhiam a palavra consoladora.

Possuía suficiente virtude para humilhar a filha de Magdala, dominada pela força das sombras; no entanto, silenciou a própria grandeza moral para chamá-la docemente ao reajuste da vida.

Atento à própria dignidade, era justo mandasse os discípulos ao encontro dos sofredores para consolá-los na angústia e sarar-lhes a ulceração; todavia, não renunciou ao privilégio de seguir, Ele mesmo, em cada canto de estrada, a fim de ofertar-lhes alívio e esperança, fortaleza e renovação.

Certo, detinha elementos para desfazer-se de Judas, o aprendiz insensato; porém, apesar de tudo, conservou-o até o último dia da luta, entre aqueles que mais amava.

Com uma simples palavra, poderia confundir os juizes que o rebaixavam perante Barrabás, autor de crimes confessos; contudo, abraçou a cruz da morte, rogando perdão para os próprios carrascos.

Por fim, poderia condenar Saulo de Tarso, o implacável perseguidor, a penas soezes, pela intransigência perversa com que aniquilava a plantação do Evangelho nascente; mas buscou-o, em pessoa, às portas de Damasco, visitando-lhe o coração, por sabê-lo enganado na direção em que se movia.

Com Jesus, percebemos que a humildade nem sempre surge da pobreza ou da enfermidade que tanta vez somente significam lições regeneradoras, e sim que o talento celeste é atitude da alma que olvida a própria luz para levantar os que se arrastam nas trevas e que procura sacrificar a si própria, nos carreiros empedrados do Mundo, para que os outros aprendam, sem constrangimento ou barulho, a encontrar o caminho para as bênçãos do Céu.


Fonte: Religião dos Espiritos, Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, sendo que a Editora FEB, expressamente, autorizou a publicação dos trechos para fins de estudo.


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 09 de Julho de 2012, 01:42
Jesus e humildade

Com Jesus, percebemos que a humildade nem sempre surge da pobreza ou da enfermidade que tanta vez somente significam lições regeneradoras, e sim que o talento celeste é atitude da alma que olvida a própria luz para levantar os que se arrastam nas trevas e que procura sacrificar a si própria, nos carreiros empedrados do Mundo, para que os outros aprendam, sem constrangimento ou barulho, a encontrar o caminho para as bênçãos do Céu.


Fonte: Religião dos Espiritos, Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, sendo que a Editora FEB, expressamente, autorizou a publicação dos trechos para fins de estudo.


A pobreza de espírito, manifestada na forma de humildade, é perceptível pela qualidade das ações que aplicamos em favor do próximo, pelo próximo, nas quais nenhum interesse pessoal exista. Se realmente acreditamos que este seja o caminho para nos colocar mais próximos da perfeição, comecemos pelo exercício da prática da caridade pelo gosto em fazê-la sem esperar nenhuma forma de reconhecimento por isso, nem mesmo de Deus. Não existe a necessidade da entrega a um único exercício, pois;
     
     Podemos ser caridosos e ao mesmo tempo trabalhadores responsáveis no atendimento   
     de todas as necessidades de nossa existência material.
     
     Podemos ser caridosos e ao mesmo tempo estudiosos de todas as ciências e dos
     mistérios e das Leis Divinas.

     Podemos ser brandos e pacíficos e ao mesmo tempo defensores da justiça e do direito
     de cada um.

     Podemos ser verdadeiramente humildes ao mesmo tempo que nos empenhamos para
     ser-mos, em tudo, melhores hoje do que fomos ontem.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 09 de Julho de 2012, 16:09
Olá a todos!  :)

Kazaoka, entendo que para evoluir de forma consciente o primeiro passo é reconhecer a nossa impotência diante da vida e estar ciente do poder Maior que nos rege, pois a humildade é a chave para as demais virtudes e que nos abre a porta para o autoconhecimento e a reforma íntima, onde passamos a compreender a amplitude do ensino “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, em condições para vivenciar a máxima espírita: “Fora da caridade não há salvação.”

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 09 de Julho de 2012, 16:27

Kazaoka, entendo que para evoluir de forma consciente o primeiro passo é reconhecer a nossa impotência diante da vida e estar ciente do poder Maior que nos rege,


E quando tornamos cientes que estamos regidos por um poder supremo chamado Deus, e que este Deus é todo sabedoria e bondade, não podendo, portanto, enganar-se e nem ser cruel, a impotência que sentimos diante das vicissitudes e de nossas imperfeições morais para lidar-mos com nossas fraquezas e conviver-mos harmoniosamente, nada mais são do que inabilidade em lidar com os recursos que Deus nos concedeu no advento que nos criou.
Todos nós trazemos latentes as virtudes que desejamos desenvolver para que possamos evoluir vivendo tais experiências.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Julho de 2012, 09:52
Bom Dia
..difícil vir aqui sem deixar umas palavrinhas.....
.então, permitam-me dizer ainda como  está escrito no Evangelho Segundo o Espiritismo -  Prece do Pai Nosso -  Cap. XXVIII
(. .   )
III. Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador!
Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos. O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode. Fará, então, a tua vontade na Terra, como os eleitos a fazem no Céu.

Como Alguém assim disse e escreveu.
Tudo é importante na economia da vida.
Com uma página espirita, você dispõe de subsídios relevantes para a manutenção da paz.
Com o conhecimento do Evangelho, você tem ao alcance a chave para todos os problemas.

Muita paz sempre
O P


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 10 de Julho de 2012, 19:57
Amados irmãos, companheiros estudantes do tema: "Bem aventurados os pobres de Espírito"...

Sempre quando me deparo, com o venturoso “Sermão do monte”, me vem à lembrança, intrigante diálogo, que assisti vendo um filme e que fincou profundamente um marco psíquico, na minha sensibilidade, que reproduzirei com minhas palavras, porque só me é dado lembrar-me do fato em e não gravei esse diálogo na lembrança...
O filme: Good Morming Vietnan...
Um DJ não ortodoxo e irreverente começa a agitar as coisas, quando ele é designado para a estação de rádio das Forças Armadas EUA no Vietnã. 
Diretor: Barry Levinson 
Escritor: Mitch Markowitz
Estrelas: Robin Williams, Forest Whitaker e Tung Thanh

Robin Williams em seu personagem, tentando ser útil, à população local, que julgava ignorante, pobre e desprovida de senso de autodeterminação, durante uma aula de inglês aos nativos, notou o sorriso de desaprovação acerca do que ensinava nos lábios de um ancião local.
Intrigado, instou a esse ancião a expor o porquê de seu ceticismo acerca do que explicava.
O ancião, humilde, temendo represália, calou-se e baixou a cabeça.
O personagem certo de que estava a ensinar pessoas, e que sabia exatamente do que falava, instou que o ancião dissesse o que se lhe passava à mente, que ali ele não era militar, apenas um civil prestando serviços às forças armadas americanas, que não sairia daquela sala o que discutissem...
O ancião vietnamita concordou finalmente e expôs o porquê da sua não concordância com o que o personagem do filme, tentava ensinar-lhes, dizendo de sua cultura de não reação a qualquer agressão...
Disse-lhe o personagem:
- se alguém lhe roubar um bem, você não procurará recuperá-lo, mesmo que para isso tenha que denunciá-lo à polícia?
Retrucou o ancião: - Não reagirei.

Insistiu o personagem:
- E se alguém lhe bater no rosto, um tremendo bofetão que o derrubará ao chão?
Retrucou o ancião:
- Não reagirei.
-E se o intruso ladrão apanhar uma faca e tentar feri-lo?
Retrucou o ancião:
- Não reagirei.
-E se o intruso matá-lo?
Retrucou o ancião:
Morrerei sem reagir.
O personagem do filme não entendeu nada... Só conseguia balbuciar: no,no,no,no....

Seria este um pensamento, digno de figurar nas mentes ocidentais, Espiritistas-Cristãs, capazes que proporcionar-nos treinamento à pobreza de espírito e à mansuetude?

A todos Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 11 de Julho de 2012, 01:12
A primeira atitude que podemos tomar sobre nós mesmos, com intuito de vivenciar-mos o empobrecimento espiritual que nos fará homens de bem, é demonstrar respeito por tudo o que não compreendemos. Pois, o que não é de nossa compreensão é porque está acima do entendimento que temos sobre tal questão naquele momento de nossas vidas.

Ao assumir-mos que nosso conhecimento não nos dá respaldo sobre o que precisamos opinar ou sobre a forma de ação que devemos aplicar nas questões que nos demandam soluções, reconhecemos aí, que existem inteligências e poderes superiores a nós e que regem todos estes efeitos. E sob essas forças que nos são superiores, devemos nos render, reconhecendo que temos sempre algo mais a aprender.

Mas, a tudo que somos expostos, seja por nossas escolhas de provas, seja por aquilo que chamamos "obras do acaso", na verdade, o que ocorre são situações em que o Espírito eterno experimenta a resposta que consegue dar nas provas que precisava passar. Ou, ainda, está a experimentar a expiação resultante da transgressão das Leis naturais, que na maioria dos casos, tem como fonte primária a superexitação do ego, fazendo com que o Espírito se lance na obscuridade da dúvida, confiando erradamente na sua capacidade de fazer dobrar aos seus interesses tudo aquilo que deseja, porém, sem conhecer-lhe a natureza.

A autoconfiança é fundamental para a evolução do Espírito mas, essa autoconfiança deverá estar assentada em um conhecimento de causa que só se adquire com o desenvolvimento da capacidade de compreensão assimilado com nosso comportamento, sempre atento, de humildes aprendizes nas diversas experiências que passamos. Fora isso, o que acontece, são aventuras irresponsáveis comuns naqueles que acreditam serem ou saberem mais do que realmente são ou sabem.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Julho de 2012, 10:50
Bom Dia
..por causa do que escreveu o irmão filhodobino; lembrei-me de uma pergunta que  algumas pessoas fazem quando se fala das torturas feitas aos judeus pelos alemães no princípio do século passado. Porque não se revoltaram eles porque não reagiram.  A mesma que fazem em relação há pregação de Cristo na cruz. Falta de esclarecimento digo eu, pois  em conhecendo-se o móbil da sua acção percebesse o porquê de tal comportamento. E em relação aos judeus, quem pode dizer, traições dentro da própria família .
…os instintos falam sempre mais alto quando se trata da preservação do nosso ser, defender a nossa família, isso parece lógico mas quando há tempo para reagir ou nas situações limites se se  pode mudar de espaço físico, o que nem sempre ocorre. Parece-me que a resolução  que se tem nessas alturas  é aquela que responde ás necessidades do ser ou seres em causa.. Portanto o que pode levar alguém a aceitar a não agressão a não reacção  a uma ofensa  é o seu próprio livre-arbítrio que é condicionado pelo grau de consciência e de sustentação.

  Eu penso que Somos todos pobres de espírito.

Abs

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 11 de Julho de 2012, 12:02
Amigos  e companheiros deste estudo e que muito nos tem feito compreender que  afinal o conceito de Pobre de Espírito não é o que tem dificuldades .....
Mas  sim o que muitas vezes pratica a Orgulho e  a Vaidade e ainda mais  tendo  como grande chaga  O Egoísmo.
Vejam como a distorção dá um sentido muitas  vezes  distorcido da verdadeira grande  que o Cristo nos quis dizer  no  maravilhoso Sermão da Montanha.
Foi um chamamento a  nos despojarmos  dessas grande chagas que hoje proliferam na humanidade.
 O que significa ser "pobre de espírito"?
É ter aquela característica fundamental de perceber que se é espiritualmente vazio, e que somente confiando em Deus se pode preencher esse vazio.
 Reconhecendo que é espiritualmente pobre, a pessoa humilde de espírito conhece a sua própria necessidade.
Ajuda pensar sobre o oposto de "pobre de espírito".
O contraste seria "orgulhoso de espírito", auto-suficiente, arrogantemente independente.
Há indivíduos com a atitude que diz "não preciso que ninguém me dê qualquer direção na vida.
 Eu posso passar muito bem sem qualquer padrão moral de uma fonte divina".
 Este é o espírito moderno do humanismo.
No Glossário do Humanismo o conceito é definido deste modo: "...
uma visão da vida que é centrada no homem e sua capacidade de construir uma vida que vale a pena para si mesmo e seus parceiros, aqui e agora.
A ênfase é colocada nos próprios recursos intelectuais e morais do homem, e a noção de religião sobrenatural é rejeitada."
O humanismo diz que o homem não precisa de um Salvador, não deverá confiar no evangelho, e não precisa de qualquer bênção espiritual.
Isto é o oposto de "pobre de espírito".
Ser pobre de espírito é ter a disposição descrita em Isaías 66:2: "... mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra".
Receita contra o Egoísmo - André Luiz (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWlCb1BKSjdVMm5VIw==)
Apenas para nos fazer meditar no quanto temos de nos mudar e amar.vale a pena  meditar.
Com um grande abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 11 de Julho de 2012, 12:36
Não nos iludamos com a idéia que para ser "pobre de espírito" é só nos acomodar-mos em nossas limitações, aceitando com passividade servil tudo aquilo que não conseguimos explicar, compreender ou dar solução lógica. Tudo na vida demanda trabalho, se quer viver dentro dos princípios Cristãos deve conhecer e compreender os ensinamentos do mestre Jesus. E isso demanda empenho, exige estudo e compreensão do que Ele nos exemplificou.

Muitas vezes vemos companheiros que têm uma vida digna daqueles que absorveram grande parte dos fundamentos Cristão e nunca conviveram ou nunca tiveram acesso a tais ensinamentos, aí atribuimos à educação recebida dos pais. Porém, existem casos semelhantes em que, mesmo nascendo em berços corrompidos moralmente, os indivíduos que alí foram criados, apresentam-se lustrosos em suas personalidades. Somente a pluralidade das existências e o acúmulo de virtudes adquiridas em cada uma delas é capaz de dar explicação a tais fatos. Portanto, aquele que está hoje, menos distante da condição de "pobre de espírito", que ilustra o cap VII do OSE, não atingiu esta condição sendo passivo a todos os males e ofensas que lhe aportam na atual existência, mas sim, porque, em algum momento de sua existência de ser eterno, nesta ou em outras vidas, aprendeu a compreender, lidar e perdoar a tudo e a todos que lhes facultam hoje a oportunidade de provar as riquezas espirituais, até então, alcançadas.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Julho de 2012, 13:09
Meus irmãos e minhas irmães.Vivemos em mundo moderno,com novas tecnologias,novos meios
de comunicação,onde o virtual é o novo mundo,um mundo cibernético, globolizado por assim
dizer modernamente.Sabemos que dado a tudo isto a interação é permanente,é o progresso que não pode parar,não há como retroceder.Entretanto mesmo tendo todas essas coisas a sua disposição,os seres humanos que habitam este nosso mundo,estão sempre insatisfeitos,criam conflitos pela competição,se colocam de uma forma egoísta e até mesmo arrogante,diante dos irmãos menos favorecidos,só veem a si,e o seu ego é o seu escudo.Agindo desta forma,não
evoluem,pois para isso e para se aproximar de Deus,deverá buscar na simplicidade e na humildade,o caminho certo que os levam ao pai.O espiritismo através da Doutrina Espírita,nos
ensina e nos conduz de quando optamos pelo seu aprendizado no conhecimento das leis uni-
-versais de Deus,e no exercício delas,aprendemos e nos tornamos pobres de espíritos e mere-
-cedores dos reinos dos céus.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: estercs em 11 de Julho de 2012, 14:11
 Obrigado irmão por serem luz nas múltiplas existencias de pessoas como eu. As vezes confundimos humidade com "deixar outros irmãos agirem conosco como bem intenderem". Atraves desse estudo descobri que tenho de aprender a dizer" não" para o que no meu atual estágio evolutivo considero incorreto. Que espiritos de luz os inspire para podermos aprender cada vez mais. Obrigado
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 11 de Julho de 2012, 15:11
Amado irmão, Amados irmãos, companheiros estudantes da pobreza de Espírito...
Citar
Não nos iludamos com a idéia que para ser "pobre de espírito" é só nos acomodar-mos em nossas limitações, aceitando com passividade servil tudo aquilo que não conseguimos explicar, compreender ou dar solução lógica. Tudo na vida demanda trabalho, se quer viver dentro dos princípios Cristãos deve conhecer e compreender os ensinamentos do mestre Jesus. E isso demanda empenho, exige estudo e compreensão do que Ele nos exemplificou.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/'bem-aventurados-os-pobres-de-espirito'/105/#ixzz20K46h74z

Realmente, caro Kaza,
Acomodações podem nos conduzir a uma falsa ideia de aceitação, mas o inconsciente nos revelar uma forma escondida do iceberg da reação...
a falsa humildade...
Há quem se cale, diante do ofensor, mas, como reação tome maledicências, nos mais variados níveis,e pior na ausência...
Cautela e observância dos pensamentos, reflexão nos próprios comportamentos, nos ensinam superação.
Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: PJC em 12 de Julho de 2012, 00:08



“Bem-aventurados os pobres de espírito”:- proclamou o Senhor.


Nesse passo, porém, não vemos Jesus contra os tesouros culturais da Humanidade, mas, sim, exaltando a humildade de coração.

O mestre recordava-nos, no capítulo das bem-aventuranças, que é preciso trazer a mente descerrada à luz da vida para que a sabedoria e o amor encontrem seguro aconchego em nossa alma.

Hoje, como antigamente, somos defrontados, em toda parte, pelas escrituras encarceradas nos museus acadêmicos, cristalizadas nos preconceitos ruinosos, mumificadas em pontos de vista que lhes sombreiam a visão e algemadas a inutilidade do raciocínio ou do sentimento, engrossando as extensas fileiras da opressão.

Imprescindível clarear o pensamento, diante da natureza, e aceitar a extrema insignificância em que ainda agitamos, perante o Universo.

Jesus induzia-nos a esquecer a paralisia mental, em que, muitas vezes, nos comprazemos, inclinando-nos à adoção da simplicidade por norma de ascensão espiritual.

Esvaziemos o coração de todos os defeitos e de todos os fantasmas que experiências inferiores nos impuseram na peregrinação que nos trouxe ao presente.

Cada dia é nova revelação do Senhor para existência.

Cada companheiro da estrada é campo vivo a que podemos arrojar as sementes abençoadas da renovação.

Cada dor é uma benção para os que prosseguem acordados no conhecimento edificante.

Cada hora na marcha pode converter-se em plantação de beleza e alegria, se caminhamos obedecendo aos imperativos do trabalho constante no Infinito Bem.

Toda ciência do mundo, confrontada à sabedoria que nos espera, é menos que o ribeiro singelo ante o corpo ciclópico do oceano.

Toda riqueza dos homens perante a herança de luz que o Pai Celestial nos reserva, é minúsculo grão de pó na química planetária.

Sejamos simples e espontâneos, na senda em que a atualidade nos situa, aprendendo com a vida e doando à vida o melhor que pudermos, para que, em nos candidatando à láurea dos bem-aventurados, possamos ser realmente discípulos felizes daquele Amigo

Eterno que nos recomendou: -“Aprendei de mim que sou humilde de coração.”




Livro Refúgio - Emmanuel - Francisco Cândido Xavier





*
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 12 de Julho de 2012, 15:07
Fóristas amigos, deste espaço onde nos encontramos a trocar ideias
Obrigada por me lembrarem desse estigma chamado egoísmo. Fiz uma pesquisa e conclui

Alguns trechos – ( ..) Sendo assim, o que é esta causa? O que é a causa que gera como efeito a paixão, a posse e o desejo? Simples: o egoísmo...
Está egoisticamente preso às suas próprias verdades.
O que existe é a verdade de cada um, ou seja, o seu certo é assim para você e não para os outros.
..quem fala qualquer coisa a respeito do outro fez um julgamento e emitiu um parecer sobre o outro. Até aqui nada de mais, mas acontece que este parecer está sempre fundamentado nas suas próprias verdades, nos seus próprios padrões de certo ou errado.
Este parecer, portanto, é fruto do egoísmo, ou seja, do não aceitar que ninguém quebre sua própria verdade. Por ser egoísta por natureza o ser humanizado sempre quer impor ao mundo o que ele acha certo. (meeu.com.br)
Segundo o que percebi da pesquisa que fiz sobre o assunto egoísmo, todos nós sofremos dele  de uma maneira ou de outra  e quando aprendemos a valorizar a vida manifestada passamos a respeitar os outros nas suas vontades da mesma maneira que respeitamos as nossas convicções e assim damos espaço  aos outros sem que isso altere nossa realidade. Não se impor pela força ou soberba, pelo orgulho, pelo despotismo, pela humilhação é ser-se humildes.

A vida é feita desta verdade e é nesse equilíbrio do respeito que podemos viver em comunidade com tantas discrepâncias e dizer Bem aventurados os pobres de espírito.

 Pior mesmo pelo que percebi é o egocentrismo; os adultos egocêntricos tendem a ser os menos respeitados, menos desejados, ou menos amados. (aqueles que vêem tudo a girar em torno de si, dependendo de si mesmos, se não estiverem bem nada pode dar certo em suas vidas). Como todas as demais patologias esta também me parece estar dependente  da evolução da sociedade  dentro dos seus valores humanitários e educacionais.
Espero ter ajudado mas se vos fizer sentir bem, a mim ajudou-me ler esses postes hoje.

Abç Grande


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: PJC em 12 de Julho de 2012, 23:35


“Como entender a bem-aventurança conferida por Jesus aos “pobres de espírito?"

“O ensinamento do Divino Mestre refere-se às almas simples e singelas, despidas do “espírito de ambição e egoísmo”, que costumam triunfar nas lutas do mundo.
Não costumais até hoje denominar os vitoriosos do século, nas questões puramente materiais, de “homens de espírito?” É por essa razão que, em se dirigindo à massa popular, aludia o Senhor aos corações despretensiosos e humildes, aptos a lhe seguirem os ensinamentos, sem determinadas preocupações rasteiras da existência material”.


O Consolador, perg. 313, Chico Xavier/Emmanuel



*
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 13 de Julho de 2012, 00:46
Amado JPC, Saúde e Paz"!
Citar
“Bem-aventurados os pobres de espírito”:- proclamou o Senhor.
Nesse passo, porém, não vemos Jesus contra os tesouros culturais da Humanidade, mas, sim, exaltando a humildade de coração.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/'bem-aventurados-os-pobres-de-espirito'/105/#ixzz20RwqwKgI

Citar
Como entender a bem-aventurança conferida por Jesus aos “pobres de espírito?"

“O ensinamento do Divino Mestre refere-se às almas simples e singelas, despidas do “espírito de ambição e egoísmo”, que costumam triunfar nas lutas do mundo.
Não costumais até hoje denominar os vitoriosos do século, nas questões puramente materiais, de “homens de espírito?” É por essa razão que, em se dirigindo à massa popular, aludia o Senhor aos corações despretensiosos e humildes, aptos a lhe seguirem os ensinamentos, sem determinadas preocupações rasteiras da existência material”.


O Consolador, perg. 313, Chico Xavier/Emmanuel

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/?action=post2#ixzz20SAREuw6

Amado irmão,
Percebo justa essencia de elementar e naturalmente explicitude na ideia embutida no seu post supra citado, mormente o trecho destacado...
Explico citando como anteparo do meu entendimento o que Paul Gibier nos legou não exatamente como naturalista e sim como espiritista/espiritualista, sem o  dom da mediunidade ostensiva que por vezes cativa, mas achando-se pobre de Espírito, embora cientista bem aceito no mundo científico, creu intuitivamente sem ver e ouviu mediuns ostensivos.
É dessa forma de crenças que julgo ser a de melhor proveito para evoluir o pensamento individual, torná-lo individuador, pois crença e fé não devem ser o objetivo das "análises das choses" ... (muito menos o elemento meterial e o elemento enrgético, para no ponto evolutivo, posta a nossa forma atual ser bastante infante...
Precisamos nos ater mais ao Espirito das cousas e não nas coisas que o Espírito já sejam capasez de produzir...
Tais "choses" estão separadas para entendimento do pensamento do crente espiritualista, porém unidas pela humildade de Espírito pela aceitação da evolução naturalmente dirigida por inteligências mais experimentadas que as que já conseguimos amealhar, e, em sendo criteriosamente analisadas produzem aprendizado mais rápido e individua o indivíduo no processo contínuo evolutivo, onde somos pobres de Espírito para aprender e praticar...
Em se praticando no acerto da reflexão, as "choses" contribuem para nós mesmos e o processo individuador se fará pelo amor...
Em se praticando no engano da reflexão, a exaltação encontra na natural assistência, oportunidades de estancar ingerências descabidas e enganosas, e pela humildade de Espírito exemplificada pelo Cristo de Deus, as escolhas das "choses" deter-se-ão sem muitos estragos, face humilde aceitação...
Caso a teimosia persista nas mentes induzidas, sempre pela pobreza de Espírito poderemos compreender que o teimoso passou a ser elemento de utilidade para reflexão do inconsciente coletivo, gerando ações pouco amáveis, porém, úteis para a continuidade de evolução naturalmente assistida, a beneficiar todo homem de boa vontade que aceite refletir sem se assim de pronto, e de véspera se arvorar em ser mestre e ensinar... Aprender é o que nos cabe, posto que naturalmente exige:
1.   Ter grande domínio sobre sí mesmo.
2.   Espontâneo equilíbrio de sentimento.
3.   Acentuado amor ao próximo.
4.   Alta compreensão da vida.
5.   Fé vigorosa.
6.   Profunda fé no poder Divino.(André Luiz- Pela mediunidade de chico xavier-
E nada disso se obtem como disse Paul Gibier nas "anlyses des choses", de forma coletiva, mas pelo estímulo do aprender e ensinar exemplificando, sem simplesmente estar a impor pensamentos prontos e acabados com fechos conclusivos ao sabor do entendimento do autor a impor o que sabe, e, pior, colocando peias nos pensamentos alheios, limitando os materiais de pesquisa liberados para serem mencionados no estudo...como se fosse de sua exclusividade a capacidade análitica e de entedimento das "choses " e negando por isso  evolução naturalmente assistida, que não impede ninguém de pensar, nem de refletir, não tenta induzir, expondo opiniões que visam o desconto mental do pouco evoluído, pela falaciosa capacidade verblizadora, sempre pronta a interferir criticando pensamentos exarados, e quase nunca oferecendo outras faces do prisma que atravessa o cristal da inteligência universal e sempre encontra pouso caridoso nas mentes humanas na justeza de como são capazes de pensar.
Este é o caridoso  manifesto do pensamento Crístico à aquela época foi providencial, também assim o compreendi no "análise das coisas de (Paul Gibier), o que é vero também agora, posto que somos insistentemente informados que o Pai Crea desde sempre e para sempre.
Então como caminheiros e caminho, sempre haveremos de encontrar quem já saiba mais do que nós e quem ainda saiba menos do que nós, natural e simples constatação que faz um pobre de Espírito sempre ávido ávido de explicações à altura do estágio evolutivo do evoluendo.

A todos muita saúde para seus corpos, e muita paz para suas almas! - Como sempre se despedia  Pe. Eustáquio.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 13 de Julho de 2012, 02:13
Em torno da humildade

"Toda boa dádiva a todo Dom perfeito é lá do alto, 
descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir
 variação ou sombra de mudança”.
- TIAGO. (Tiago, 1:17.).


  Afinal, que possuímos que não devemos a Deus?

  A própria vida de que dispomos se reveste de tanta grandeza e de tanta complexidade, que  só a loucura ou a ignorância não reconhecem a Divina Sabedoria em seus  fundamentos.

  Para a consideração disso, basta que o homem reflita no usufruto inegável de que se vale  na mobilização dos bens que o felicitam no mundo.

  O corpo que lhe serve de transitória moradia é uma doação dos Poderes Superiores, por intermédio do santuário genético das criaturas.

  Os familiares se lhe erigem como sendo apoios de empréstimo.

  A inteligência se lhe condiciona a determinados fatores de expressão.

  O ar que respira é patrimônio de todos.

  As conquistas da ciência, sobre as quais baseia o progresso, são realizações corretas, mas provisórias, porquanto se ampliam consideravelmente, de século para século.

  Os seus elementos de trabalho são alteráveis de tempo a tempo.

  A saúde física é uma dádiva em regime de comodato.

  A fortuna é um depósito a título precário.

  A autoridade é uma delegação de competência, obviamente transferível.

  Os amigos são mutáveis na troca incessante de posições, pela qual são frequentemente
chamados a prestação de serviço, segundo os ditames que os princípios de aperfeiçoamento ou de evolução lhes indiquem.

  Os próprios adversários, a quem devemos preciosos avisos, são substituídos periodicamente.

  Os mais queridos objetos de uso pessoal passam de mão em mão.


*


  Em qualquer plano ou condição de existência, estamos subordinados à lei da renovação. À vista disso, sempre que nos vejamos inclinados a envaidecer-nos por alguma coisa,  recordemos que nos achamos inelutavelmente ligados à Vida de Deus que, a benefício de nossa própria vida, ainda hoje tudo pode rearticular, refundir, refazer ou modificar.

Emmanuel 


Fonte: Ceifa de Luz, Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, sendo que a Editora FEB, expressamente, autorizou a publicação do texto para fins de estudo.

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 13 de Julho de 2012, 02:37
Disse, então, Jesus estas palavras: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos." (S. MATEUS, cap. XI, v. 25.)

O que Jesus quis dizer com essa frase? Como podemos suas palavras nessa passagem evangélica?


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Anton Kiudero em 13 de Julho de 2012, 04:10
Disse, então, Jesus estas palavras: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos." (S. MATEUS, cap. XI, v. 25.)

Os doutos e prudentes são os ricos de espírito que tudo sabem ou querem saber e tem conceitos (verdades) formados sobre tudo. E a estes nada é revelado, pois quando é, não é aceito antes de passar pelo crivo de suas verdades pessoais.... Os simples e pequenos ou simplesmente pobres de espírito, que não possuem verdades, aceitam as revelações do alto sem discuti-las, graças a a Deus.


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 13 de Julho de 2012, 06:05
Disse, então, Jesus estas palavras: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos." (S. MATEUS, cap. XI, v. 25.)

O que Jesus quis dizer com essa frase? Como podemos suas palavras nessa passagem evangélica?

Naturalmente justo e bom, que cada filho de Deus tenha a oportunidade justa que adeque ao seu livre desejo de progredir, com ética, força de vontade sem ferir um minimo do direito do próximo, justiça e bondade no coração.

Então a serpente peçonhenta da maldade, fez um acordo com o poderoso elefante...
Um morde enquanto o outro assopra... e o vulgo que fique com a culpa a lhe tolher as oportunidades e o medo de potentados lhes tirassem a vida...

Eles não esperaram que as bases singelas da observação aclarasse-lhes a compreensão e criaram figuras e simbolos que obscureciam e desviavam a atenção do que era simples repetição que mãe natura todos os dias espunha às vistas do vulgo e pouco dado ao pensamento ordenado no método experimental, que do mesmo modo pode suscitar compreensão da simplicidade da vida sem culpas, sem remorços, sem traumas suscitados pelas rejeições de classe, de sobrenome, da qualidade do sangue, da cor da pele, da dificuldade natural em se adaptar às diferenças de sexo, para ganho de experiência e milhares de mazelas outras que este forum não comportaria a lista, simplesmente dificultando o acesso à educação, e mais escolhiam os mais vivazes e desejosos de progredir e pactuavam como a cobra e o elefante... Um morde enquanto o outro assopra...

Deu-se então a esperança da vida eterna, e singulares esforços para que, sem destronar a lei da liberdade e da vida, a resistência se desse pela não reação violenta, e pela brandura do amor pelo amor... A mensagem libertadora do cristo de Deus, que se proclamou "Eu sou o caminho a verdade e a vida, e ninguém vai ao pai senão por mim... Ou seja pela porta estreita da brandura da aceitação em viver de forma frugal sem reclames ou revoltas, conseguiria amealhar a assistência naturalmente assistida. Pelo pensamento e pelas percepções, que elefantes e sepentes peçonhentas ainda pactuam entre si para denegrir e confundir. Mas confusos ficam os orgulhosos, que pensam que sabem, e se surpreendem com demonstrações simples naturalmente assistidas, que evoluem bem mais que pela porta larga.

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Julho de 2012, 11:52
 Bem aventurado aos pobres de espírito." Dizendo que o reino dos céus é dos simples,quis
Jesus dizer que a ninguém é concedida a entrada nesse reino,sem a simplicidade de coração
e humildade de espírito;que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio
que mais crê em si do que em Deus.
Em todas as circunstâncias,Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam
de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura,e isso por uma razão muito
natural:a de ser a humildade um ato de submissão a Deus,ao passo que o orgulho é a revolta
contra ele.Mais vale,pois,que o homem,para felicidade do seu futuro,seja pobre em espírito,
conforme o entende o mundo,e rico em qualidades morais ".Cap.VII do ESE.
Meus irmãos e minhas irmães,eis uma grande reflexão que devemos fazer sempre nas ações
em que praticamos,sejam em beneficio próprio ou em auxilio aos nossos irmãos menos favore-
-cidos,e nunca exaltar o por orgulho ou vaidade o que se está fazendo.Podemos ter riquezas
materiais,níveis intelectuais altamente desenvolvidos,mas se não formos simples e humildes,
não teremos direito aos reinos dos céus,e não nos aproximaremos de Deus.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 13 de Julho de 2012, 22:04
Disse, então, Jesus estas palavras: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos." (S. MATEUS, cap. XI, v. 25.)

O que Jesus quis dizer com essa frase? Como podemos suas palavras nessa passagem evangélica?

Amados irmãos,
A tarefa evolutiva do filho de Deus, é um processo de longo prazo, e se funda na experienciação dos indivíduos...
Aprende-se de verdade é sentindo sob a pele... do contrário... Onde a justiça?
A bem aventurança diz acerca do pobre de Espírito, aquele não belicoso, atento aos esforços que toda comunidade familiar (do espírito encarnado), e sem deixar de ser ele mesmo não tentar dar um salto superior à sua capacidade de saltar, daquele que deseja sem merecer ou sem estar preparado, do que pensa que sabe, etc...
Na análise das coisas, esta bendita doutrina torna claro, o que todo mundo já sabe...
"muitos dizem... parecia que uma coisa estava me contando"
E conta mesmo... Daí minha crença na evolução naturalmente assistida.
O Pobre de Espirito, ouve,igualmente todos ouvem, mas por estar melhor treinado em avaliar e na análise das coisas geralmente só "vai na boa", e por ser pobre mas não preguiçoso, ou descrente, também chamado de prudente, aproveita melhor as "dicas", e cai menos nas laçadas do passarinheiro.
Já os doutos, orgulhosos de seu saber, são frequentemente assediados por idéias "furadas", e como pensam que sabem, não fazem análise correta das coisas que suas percepções lhes informam, e são frequentemente vitimas de si mesmos, e vão de tropeço em tropeço, também aprendendo.
Aliás o que não falta é pedra de tropeço...
Todavia, "esquentemos" muito não... só não deixemos que fechem às nossas costas portas pelas quais poderemos retornar ao ponto anterior ao tropeço.
Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 14 de Julho de 2012, 01:03
      Amigos, Kazaoka    (ref msg inicial)

      Me perdoem tantas perguntas; a intenção é levar a refletir, para melhor compreender.

      Kazaoka escreveu: ... A personalidade que nos individualiza e que nos faz diferentes uns dos outros, é o que nos impulsiona e nos faz buscar tudo o que nos afeiçoa como possibilidades de conforto e felicidade. Isso instiga em nosso íntimo um monstro de proporções inimagináveis, que conhecemos pelos nomes de “orgulho” e “egoísmo”.

      Cel: meu amigo, e o q é q nos fornece elementos para a formação da personalidade, senão as experiências da vida? E sendo as personalidades tão desiguais, qual é a causa de tão enorme desigualdade, senão essas mesmas experiências? Sendo assim, como afirmar-se q o homem é responsável pelo mau caráter q possui? Pelo q faz de mau? Pelos erros absurdos q pratica? 

      Qto ao egoísmo e orgulho, lembre-se, meu amigo, de q a própria doutrina ensina q o egoísmo (a “chaga da humanidade”, a mãe de todos os outros males, inclusive do orgulho) é produzido pela proximidade em q estamos da matéria, pelo confronto da natureza do espírito, qdo encarnado, com a natureza adversa do mundo. É, portanto, um sentimento <<natural>> a todos, sem exceção, e a todos acompanha desde q abrem os olhos para a vida até q a vida ou ele, o egoísmo/ego, cesse.

      Portanto, meu distinto amigo, esses “monstros de proporções inimagináveis”, como vc os chama, egoísmo e orgulho, são produtos <naturais> da criação divina. Ou o jovem amigo os considera produtos da mente dos homens?

      Se é o homem q os produz, porq os produz? Devemos acreditar q ele avalia as terríveis conseqüências q lhe virão do fato de possuí-los e, mesmo assim, decide escolher, pois tem livre-arbítrio, enfrentar o Todo Poderoso e sua terrível lei de retribuição?!  Devemos crer q, por ter livre-arbítrio, alguém escolhe ser infeliz?!

      Kazaoka: A nossa personalidade é a nossa identidade. É necessário que saibamos dominar os nossos sentidos. Tanto nossos dons como nossas virtudes devem ser utilizados em prol de um bem comum, em que o maior beneficiado sejam todos os seres que constituem a Criação, onde todos têm uma origem comum e que, por isso mesmo, nos coloca na condição de irmãos.

      Cel: logo, sendo nossa personalidade a nossa própria identidade ou individualidade, nossa individualidade é boa ou má conforme as lições q a escola da vida nos ministra, incessantemente, concorda?

      E será q os nossos sentidos já estão fora de nosso domínio, prontos para nos engolfar no mal, desde (ou até mesmo antes) q nos tornemos conscientes? Ou o ato da criação já nos fez assim?! Ou a vida os faz assim? Ou nós mesmos, valendo-nos das possibilidades, facilidades e liberdade de escolher, a nós concedidas pelo Criador, decidimos possuir sentidos desobedientes, q nos levem daqui para lá, e de lá para cá, mesmo contra nossa vontade?

      Outro ponto: somos responsáveis por não saber dominar nossos sentidos? Porq uns sabem dominá-los e outros, não? O amigo tem respostas para estas questões? Gostaria muito de compreendê-las!

      Kazaoka: Nesse espaço eterno entre nossa criação e nossa destinação, existe uma infinidade de estágios, nos quais, através das experiências e do conhecimento acumulado, vamos formando nossa personalidade espiritual, o nosso caráter.

      Cel: vc está, portanto, dizendo q essa formação é um processo <natural>; q, aos poucos, passamos por toda essa “infinidade de estágios” nos quais, com as experiências da vida, vamos (naturalmente) formando nosso caráter, nossa personalidade espiritual, certo?

      Então a formação da personalidade é um processo natural, para todos, sem exceção, é isso? E, está dizendo q, com as experiências da vida, é q vai se formando nosso caráter e, portanto, q ele não é formado por nós. Que mesmo sendo bom ou mau, cheio de virtudes ou de vícios, q seja, não é formado por nós. É assim, ou entendi mal? Se é assim, onde estarão nossa responsabilidade, nossos méritos ou deméritos se nosso caráter é o q é, pelo q a vida faz q ele seja? A vida é q nos molda, q nos forma, instante a instante, fazendo nossa personalidade e nosso caráter serem o q são, a cada instante! Ou quem é q nos molda, se são as experiências da vida q formam nossa personalidade, individualidade, personalidade, caráter?

      Dentro desse quadro, o q é q justifica a existência da terrível e divina lei de causa e efeito? Quais são os erros q praticamos q não sejamos levados a praticá-los por nossa personalidade ou nosso caráter? E estes não são formados por nós...

      Kazaoka: O que ainda nos confunde é a idéia de que o que nos fortalece o Espírito é o saber, é conhecer os mistérios da vida, sem pensar que o saber sem a vivência prática do que se sabe é virtude lançada ao vento.

      Cel: o q é q significa “virtude lançada ao vento”? Virtude inexistente? Mas, afinal, a virtude é algo interior ou exterior? É apenas a exteriorização de ações, cujo móvel é adquirir méritos, ou atender conselhos dos Grandes, ou satisfazer-nos perante a visão dos demais? Amigo, as virtudes nada têm a ver com atos exteriores, com manifestações exteriores. Por ações exteriores, mesmo o corrupto pode praticá-las, até por interesse pessoal! A virtude, se a possuímos, jamais será “lançada aos ventos”, porq virtude é aquilo q está “dentro” de nossa natureza, de nosso coração! 

      Kazaoka: E nos prendemos tanto a essa idéia que não percebemos que o esforço despendido para o aprendizado está na relação direta ao desprendimento que devemos ter para nos elevarmos moralmente pela prática natural da simplicidade e da humildade.

      Cel: meu jovem, como efetivar uma prática <natural> da simplicidade e da humildade? Como se aprende a ser assim, simples e humildes? Como deixar de lado o sentimento natural e mesmo necessário para a sobrevivência, de egoísmo?

      O amigo está dizendo, novamente, e como um sem número de msg, textos, discursos etc, nos dizem o tempo todo, <o que devemos fazer>: seja simples e humilde, domine seus sentidos; não seja orgulhoso, nem egoísta; utilize seus dons e virtudes para benefício do próximo, tenha um caráter digno; eleve-se moralmente, seja pobre de espírito, esforce-se para ter mérito pessoal, renuncie às riquezas, usando-as com instrumento para o progresso geral... Mas, de q adianta dizer seja isto e não seja aquilo? Seja bom, não seja mau? Será q a natureza má de  alguém se  torna uma boa natureza porq aconselham q seja assim? E, também como todos os outros, e todas as doutrinas, não sabe dizer o <como fazer>! De q adianta dizer <o q fazer> se não se ensina o <como fazer>? Assim, <o q fazer>: ponha amor no seu coração, mas o <como> por amor no coração, isso ninguém sabe dizer!

      Amigo, amor não se aprende com palavras, conselhos, nem com exemplos de quem quer q seja! E, sendo assim, amor tb ninguém consegue ensinar o <como> adquiri-lo!  O homem tem de aprender por si mesmo! Por esforço pessoal; mas não o esforço de se habituar a repetir obras q beneficiem o próximo! O amor não nasce do esforço, mas de uma <<profunda>> compreensão de q ele é necessário à vida de todos!
..................................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 14 de Julho de 2012, 02:14
Coronel, meu companheiro de jornada.
Só encontra respostas para suas perguntas aquele que é humilde suficiente para crer que apenas está em um ponto de uma existência eterna e, que se muita coisa já ficou para traz e já foi estudado e compreendido, muito mais há para frente para experimentar e aprender.

Quando queremos deixar perguntas sem respostas, fica uma impressão muito forte de que achamos que já aprendemos muita coisa e que só nós e uns poucos "eleitos" é que temos conhecimento da verdade e que não há nada mais para ser aprendido neste mundo. Grande equívoco!

Seja muito bem vindo a este tópico, porque se ele está sendo esclarecedor para todos, com a graça de Deus há de ser para você também!!!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 14 de Julho de 2012, 02:28

Já os doutos, orgulhosos de seu saber, são frequentemente assediados por idéias "furadas", e como pensam que sabem, não fazem análise correta das coisas que suas percepções lhes informam, e são frequentemente vitimas de si mesmos, e vão de tropeço em tropeço, também aprendendo.
Aliás o que não falta é pedra de tropeço...
Todavia, "esquentemos" muito não... só não deixemos que fechem às nossas costas portas pelas quais poderemos retornar ao ponto anterior ao tropeço.
Saúde e Paz!


É verdade, Bino. O que não falta é pedra de tropeço. Quantos as portas cerrarem atrás de nós, poderemos sempre reabri-las quando quiser-mos, pois, pelo menos do lado que estamos, sempre existirá uma maçaneta à nossa disposição.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 14 de Julho de 2012, 02:34

Os doutos e prudentes são os ricos de espírito que tudo sabem ou querem saber e tem conceitos (verdades) formados sobre tudo. E a estes nada é revelado, pois quando é, não é aceito antes de passar pelo crivo de suas verdades pessoais.... Os simples e pequenos ou simplesmente pobres de espírito, que não possuem verdades, aceitam as revelações do alto sem discuti-las, graças a a Deus.


E pela sobrevivência da Alma, aquele que hoje aceita sua inferioridade de conhecimento, colocando-se entre os "pobres de espírito" pode ter sido um douto em uma existência pretérita.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 14 de Julho de 2012, 13:10

Já os doutos, orgulhosos de seu saber, são frequentemente assediados por idéias "furadas", e como pensam que sabem, não fazem análise correta das coisas que suas percepções lhes informam, e são frequentemente vitimas de si mesmos, e vão de tropeço em tropeço, também aprendendo.
Aliás o que não falta é pedra de tropeço...
Todavia, "esquentemos" muito não... só não deixemos que fechem às nossas costas portas pelas quais poderemos retornar ao ponto anterior ao tropeço.
Saúde e Paz!


É verdade, Bino. O que não falta é pedra de tropeço. Quantos as portas cerrarem atrás de nós, poderemos sempre reabri-las quando quiser-mos, pois, pelo menos do lado que estamos, sempre existirá uma maçaneta à nossa disposição.

Irmão caro ao meu coração, tanto quanto todos os que de boa vontade se dispoem a estudar...
Permita-me delinear melhor o que penso acerca da análise das coisas, sendo portanto, pontos de vista que aninhei mediante meus estudos e observações, sem encerrar o assunto e sem desejar possuir dominio de nenhuma verdade, acerca da porta que fechamos atrás de nós mesmos...
A crueldade, seja fisica ou pela maledicência...
Movida pelo mal exemplo recebido, e acolhida no ninho mental...
Bem intencionada (Elias, Judas o iscariotes)...
Dirigida pela vaidade, o egoísmo, ou orgulho...
Não encontra maçaneta para reabrir uma porta fechada atrás de sí...
...Repare o amado irmão, que não citei nem a crueldade praticada pela ignorância pura(puro instinto)- nem pela loucura), que por certo embora não denotem nenhuma evolução, não nasce de dentro do coração.
é preciso refazer o caminho primeiro pelo arrependimento, pelo resgate, aprendendo pela dor e se dispor a se corrigir doravante, mas isso só é feito pela própria vontade do infrator, nunca será forçado, porém eunquanto mantiver os olhos e o entendimento ocluso para esse entendimento, há dor, sofrer e ranger de dentes...

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 14 de Julho de 2012, 13:39

Os doutos e prudentes são os ricos de espírito que tudo sabem ou querem saber e tem conceitos (verdades) formados sobre tudo. E a estes nada é revelado, pois quando é, não é aceito antes de passar pelo crivo de suas verdades pessoais.... Os simples e pequenos ou simplesmente pobres de espírito, que não possuem verdades, aceitam as revelações do alto sem discuti-las, graças a a Deus.


E pela sobrevivência da Alma, aquele que hoje aceita sua inferioridade de conhecimento, colocando-se entre os "pobres de espírito" pode ter sido um douto em uma existência pretérita.

Amado penso assim... sem fechar questão e sem pretender dominar a verdade...
douto= aquele que pensa que sabe- por ignorância, orgulho ou vaidade.
doutor= aquele que evoluiu até onde sabe que sabe... não regride...
Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 14 de Julho de 2012, 22:13
Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tomar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!  OESE Cap VII - Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)

Será que em nossas preleções, em especial as que tratam de representar as vozes dos Espíritos que nos instruem, tentando passar aos companheiros o entendimento que temos sobre as verdades da vida, nos colocamos com humildade sincera diante dos que nos ouvem, como faz Adolfo, e aceitamos de bom grado as instruções que nos chegam?
Você tem se portado dessa maneira nas situações do seu cotidiano familiar? Tem procurado agir em suas ações ligadas à sua personalidade com a mesma sensibilidade que recebe os ensinamentos evangélicos em sua Casa Espírita ou nas belas mensagens deste fórum?
Você se lembra da última vez que perdoou alguém que lhe tenha ofendido? Espero que não! E por dois motivos bem justos, o primeiro é que se não lembra é porque já deve fazer bastante tempo e o próprio tempo se encarregou de apagá-lo de sua lembrança. O segundo é porque só lembra que perdoou quem se lembra que um dia foi ofendido. E, se lembra da ofensa é bem provável que não tenha, realmente, perdoado.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 14 de Julho de 2012, 22:27
Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tomar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!  OESE Cap VII - Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)

Será que em nossas preleções, em especial as que tratam de representar as vozes dos Espíritos que nos instruem, tentando passar aos companheiros o entendimento que temos sobre as verdades da vida, nos colocamos com humildade sincera diante dos que nos ouvem, como faz Adolfo, e aceitamos de bom grado as instruções que nos chegam?
Você tem se portado dessa maneira nas situações do seu cotidiano familiar? Tem procurado agir em suas ações ligadas à sua personalidade com a mesma sensibilidade que recebe os ensinamentos evangélicos em sua Casa Espírita ou nas belas mensagens deste fórum?
Você se lembra da última vez que perdoou alguém que lhe tenha ofendido? Espero que não! E por dois motivos bem justos, o primeiro é que se não lembra é porque já deve fazer bastante tempo e o próprio tempo se encarregou de apagá-lo de sua lembrança. O segundo é porque só lembra que perdoou quem se lembra que um dia foi ofendido. E, se lembra da ofensa é bem provável que não tenha, realmente, perdoado.

Querido amado e caro amigo...
Esta bendita doutrina me ensinou que falando dessa maneira já há dois mil anos apregoam os exemplos do Cristo sempre na terceira pessoa... E, que já é tempo de mudarmos... Pois agindo dessa forma, pela qual agem verdadeiros bem intencionados, só lograram o que temos no presente...
Tenho me perguntado, será que se repetirmos a fórmula com o que o Espírito da verdade nos ensinou, vamos obter o mesmo resultado daqui a dois mil anos? Será que no ano da graça de Nosso Senhor Jesus o Cristo, de quatro mil e doze, obteremos resultado direfente do que está posto?
Sem querer, fechar o assunto, muito menos determinar nenhuma verdade... indago aos meus diletos companheiros estudantes da mensagem Crística...
Antes de ensinarmos humildade, não seria melhor exemplificar humildade, nos pronunciando "Nós" ao invés de vós, eles, tu, ele, e nunca usando o eu?

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 14 de Julho de 2012, 23:45
Amados do meu coração, companheiros estudantes da bem aventurança... "Pobres de Espírito"...
Toda imensa cultura humana, há deve de modo algum ser desprezada, nem difamada... pelo contrário, exaltada, posta que trata do que lhe é possível conhecer... "matéria e energia",e, mesmo nesse passo, pouco ainda sabemos.
Acerca do psiquismo, engatinhamos, ainda nos alimentamos nesse assunto como vitelos, e isso é bom, porque estamos num caminho seguro, que nos guindará a uma infância saudável e bem cuidada.
No que se refere a filosogia da gênese do Espírito, só temos como modelo a gênese material do nosso planeta, e tudo quanto fazemos é comparações entre o macro e o micro.
temos a análise das coisas e inponderável ajuda de onde vem, de quem vem, e como vem só nos é dado perceber pela fé.
Dizem-nos que não pode ser pela fé cega, todavia, nos asseveram que ainda não estamos prontos para perceber de forma direta.
Entretanto sabemos que unicamente pelo sentir por sob a pele, nos é dado perceber com razoável nível de adiantamento...
Percebemos induvidualmente, e sabemos que o que vale para mim, necessáriamente não tem o mesmo valor para outrem.
Que podemos então faze?
Dizer do que sentimos, e percebemos, e esperar que pelas graças do nosso amado mestre Jesus, outrem também possa perceber...
Por isso e em razão disso, devemos nos expressar por nós mesmos, usando o nosso raciocínio e esperando que outrem também raciocine por si mesmo e sintetise para si, o que julgar melhor para sí.
Nesse passo o uso do "NÓS", deve integrar o que nos ensinam quem do outro lado se manifesta, pois ele sim, está apto a nos dizer, o que Ele já entronizou para Si mesmo.
Essa a maior e mais bem aventurada missão do Espiritismo, como a vejo...

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 15 de Julho de 2012, 04:36
A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidos são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo? Oh! não, pois que este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se devem auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo. Lembrai-vos dAquele que nos salvou; lembrai-vos da sua humildade, que tão grande o fez, colocando-o acima de todos os profetas.OESE Cap VII - Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)

Nossa caridade pode começar na prática da humildade que nivela a todos pelas necessidades. Se uns tem a necessidade pela carência de qualquer natureza, outros hão que carecem de servir, enfim, todos somos necessitados de alguma coisa, algumas vezes somos necessitados de servir, de dispor do que fizemos depositários. Acima de tudo, seja agradecido por tudo, pelos bens que possui e pelas carências que experimenta. O que possuímos faculta-nos a humildade e a caridade para com o próximo, o que nos falta proporciona-nos o impulso para novas conquistas 

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Julho de 2012, 14:18
Queridos participantes deste debate; lendo vossos textos  lembrei-me de um livro que ainda não li na integra, acreditam que o tenho na estante faz 13 ciclos solar e lunar. Como outros ,sei que dele eu li o que era importante numa determinada fase da minha vida e um dia lê-los hei totalmente.

Mas  falando do que interessa para este debate e que vem na sequência do que escreveram:
     -nesse livro está assim :

“Amor e Conhecimento são as asas harmoniosas para o progresso do homem e dos povos.”

Passo a transcrever o parágrafo na integra.
     “Examinando a problemática da evolução, os Mensageiros encarregados da Codificação Espírita foram taxativos: “Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.”  (L.M.V.)

Humanamente estamos a aprender a viver dentro desta verdade.

       “Nem o amor sem equilíbrio, arrebatamento que revela paixão e desconcerto interior, nem a instrução intelectual sem o conteúdo de amor, a transformar-se em vapor alucinante de vaidades perniciosas quão destrutivas.   Leis Morais da Vida – Espírito Joanna De Angelis

E este parece-me a mim que tem sido o peso do desconcerto no rumo do acerto. 

Preocupações exteriores de bem-estar destroem as importantes necessidades interiores de viver em paz e harmonia.
Excesso de preservação afetiva magoa e dificulta a harmonia e a vivência em grupo.
Questões pretéritas criam dificuldades afetivas explicam desequilíbrios e comportamentais danosos….cada um de nós  dentro desta nova consciência tem de encontrar o seu equilíbrio  a melhor forma de alcançar a humildade de ser  servo e dono de si mesmo, servo e servidor do bem comum. Tudo dentro daquilo que já pode usufruir. Ninguém dá do que não tenha.

Sumariamente era isto que queria dizer.
Muita paz
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 15 de Julho de 2012, 14:52
….cada um de nós  dentro desta nova consciência tem de encontrar o seu equilíbrio  a melhor forma de alcançar a humildade de ser  servo e dono de si mesmo, servo e servidor do bem comum. Tudo dentro daquilo que já pode usufruir. Ninguém dá do que não tenha.


Bom dia Oliva e demais companheiros.
Tomei a liberdade de grifar a última frase de sua postagem para que pudesse chamar a atenção para a mesma. O sentido que embutimos em frases como esta tem sido um dos entraves que dificulta-nos a prestação dos serviços que nos compete. É compreensível que possamos oferecer somente aquilo que temos mas, muitas vezes, nos "escondemos" por detrás do sentido dessas frases e omitimos do bem que poderíamos fazer.
Se até hoje fizemos tudo errado em nossas vidas e agora temos consciência de que nos equivocamos, sejamos humildes de coração e utilizemos as próprias experiências infelizes como exemplos do que não se deva fazer.
Muito pior do que expor as próprias imperfeições é ocultá-las em si, privando os que vem no caminho a aprenderem com nossos erros.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Julho de 2012, 16:30
Kazaoka
Boa tarde ainda em sintonia consigo deste lado do meu computador..

Discordo quando diz , “omitimos do bem que poderíamos fazer”
Porque quem consegue perceber os benefícios do bem não se recusa a tal mas pode ser travado em sua vontade pela vontades circundantes.

Quanto a essa sua ultima frase
Muito pior do que expor as próprias imperfeições é ocultá-las em si, privando os que vem no caminho a aprenderem com nossos erros.

Só oculta as próprias imperfeições quem delas não tem ainda consciência.

Abç

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 15 de Julho de 2012, 16:44
Amados do meu coração, companheiros estudantes do tema "Bem aventurados os pobres de Espírito"...

Enquanto estudávamos a gênese Espiritual, baseada nas repetições do comportamento na fuga e ataque, a desenvolver reações para preservações de espécies, bem como na capacitação de se nutrir com o que a mãe natura disponibilizava, é razoável e lógico a repetição de ações, para nortear a assimilação dos indivíduos...
Ainda me lembro na escola nos idos anos 50 que o fundamento era decorar pela repetição a tabuada como forma de integrar o raciocínio nas bases da aritmética para posteriormente lhe ser possível assimilar a matemática.
Hoje não preciso decorar a tabuada, nem razão nem proporção, nem números primos, mas para construir um algoritmo, preciso conhecer leis que regem a matemática, a lógica com profundidade, mas ainda sou ajudado por simuladores que verificam a exatidão do meu algoritmo e me informe antes de aplicá-lo para que meu programa não demore tanto para ser construído.
Para conhecer a razão, a justiça, preciso aguçar minha percepção de minha própria consciência, correlacioná-la com hábitos de comportamento, e para tanto posso fazê-lo simplesmente raciocinando, “se alguém proceder para comigo, da forma como desejo proceder com outrem, que sentiria?”
Expressando a verdade para comigo mesmo, acabo por analogia, assimilando por associação de ideias, o que me faz pensar que seja o melhor para outrem e para mim mesmo.
Logo, penso, a análise filosófica  do comportamento, em estudo individualizado, individua o ser no conjunto dos seres humanos de maneira mais sutil, menos agressiva e menos sujeito a erros e enganos, e por conseguinte mais caridosamente compreensível, não estarei fazendo laboratórios com sentimentos humanos, e erros serão estatisticamente menos expressivos que os acertos, logo, produzirão menos estados de infelicidade.
Diante do pressuposto de que preciso errar para que minha consciência me exprobre, o ato já estará consumado...
A experiência de longevidade entre esses pressupostos, analogias, teses e antíteses, e a vida de relação na ilusão da matéria, prepara o indivíduo em sua gênese Espiritual, de forma tão evolutiva, quanto o ser humano, vem sendo melhorado com os avanços da ciência com relação aos desenvolvimentos dos veículos humanos portadores do Espírito imortal.
Ninguém ainda está pronto, por mais que saiba, e por menos que agrida, somos todos estudantes e é bom termos uma consciência e um Deus para pedir, mas tanto quanto pedir, tão quanto bom é, refletir para assimilar o que fazer no minuto seguinte.
Saúde e Paz!
Elizabete Lacerda ♫♪♫ ACEITA ♫♪♫ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUYwYXYzVGNwZUwwJmFtcDtmZWF0dXJlPXBsY3Ajd3M=)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 15 de Julho de 2012, 16:51

... quem consegue perceber os benefícios do bem não se recusa a tal mas pode ser travado em sua vontade pela vontades circundantes.


E que força externa a nós é essa contida nas "vontades circundantes" que anulam nossas próprias vontades ou convicções?
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Julho de 2012, 17:02
..aquelas que só os próprios podem entender.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 15 de Julho de 2012, 17:05
Mano Kao,
deixe-me contar a raiz de miinha concordância para consigo:
Um dia, materializou-se a minha frente, um dos Exus, que me são guardiões, este era coroado, ou seja era um chefe de falange.
A meio da conversa, como o tema tinha recaído nas boas ações, ele me disse:
Moleque, o que tenho a te dizer, tu não vais entender agora, mas mais para a frente com certeza descobrirás e disse a Frase que guardo comigo até hoje:
"Quem já viu a luz não quer mais a escuridão"
Dias após, vendo uma cena na rua, a "ficha caiu". entendi que o bem, é de uma luz tão intensa que pode enceguerar, a alguns, mas quando a visão destes se acostuma, tudo fica mais nítido e claro.
Por certo, pela imensa diferença moral que existe entre todos de nossa classe de Espíritos Imperfeitos, há os que ainda se pautam apenas por seguirem a outros que por vezes estão mais cegos do que eles mesmos, e isso é o entrave que lhes deixa como que estagnados ante o progresso dos outros.
Abraços,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 15 de Julho de 2012, 17:07

Muito pior do que expor as próprias imperfeições é ocultá-las em si, privando os que vem no caminho a aprenderem com nossos erros.

Só oculta as próprias imperfeições quem delas não tem ainda consciência.


No caso do seu comentário, colocado na segunda frase da colagem acima, acho que é exatamente o contrário, somos, ainda, movidos mais pelo orgulho e vaidade do que, propriamente, pela humildade. Ainda sentimos um impulso muito forte em exportar nossos caracteres baseado no conceito positivo que temos deles. E fazemos muito isso embalados pelo sentimento vaidoso de que são nossos e não pela "consciência" que temos sobre as virtudes que carregam.   
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 15 de Julho de 2012, 17:09
Gente,
são incontáveis as forças externas que nos abraçam no dia a dia.
Os que as percebem com maior clareza, delas se afastam em razão de suas ações no Bem. Mas não somos e nem temos essa unanimidade de ações, e por isso, os mais fracos, os pusilânimes, os que se afinizam com as ações mais densas, acabam por sucumbirem a tais forças externas.
Uma delas é a cupidez outra a ignorância.
Abraços,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 15 de Julho de 2012, 17:12
..aquelas que só os próprios podem entender.

Mas se as entendem e compreendem que são contrárias as suas convicções e a elas cedem, então, suas convicções eram falsas ou nunca existiram.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 15 de Julho de 2012, 17:20

"Quem já viu a luz não quer mais a escuridão"
Dias após, vendo uma cena na rua, a "ficha caiu". entendi que o bem, é de uma luz tão intensa que pode enceguerar, a alguns, mas quando a visão destes se acostuma, tudo fica mais nítido e claro.
Por certo, pela imensa diferença moral que existe entre todos de nossa classe de Espíritos Imperfeitos, há os que ainda se pautam apenas por seguirem a outros que por vezes estão mais cegos do que eles mesmos, e isso é o entrave que lhes deixa como que estagnados ante o progresso dos outros.


Uma bela chamada de atenção!!!
E o interessante é que sempre que buscamos uma introspecção ou uma aproximação com Deus em nossas preces, a primeira atitude que tomamos é renunciar-mos à luz física, que nos entorpece e atordoa nossa Alma. Pelo contrário, buscamos na escuridão da visão a verdadeira luz do Espírito, sua consciência.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 15 de Julho de 2012, 17:33
Exatamente mano Kao,
por isso mesmo teimo em repetir que o termo Luz, só quer dizer, conhecimento, tanto quanto o termo escuridão ou trevas quer dizer ignorância.
O maior exemplo da frase latina, atribuída ao Creador, "Fiat lux" é o que se tem quando se vislumbra a explicação de algo que antes para nós era desconhecido.
Este é um dos exemplos mais simples da qualidade Divina da soberana Justiça, posto que a todos Ele deu capacidade para que conhecessem a Verdade.
Abraços,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Julho de 2012, 17:51
Lendo seu comentário Kazaoka e respondendo no meu ponto de vista que até pode estar desfocado/

…se temos um conceito positivo deles e eles fazem de nós, permita-me a expressão “ gato sapato” é porque não há consciência, em havendo o gato é gato e o sapato é sapato Fazemos escolhas.
(Imagine um gato brincando com um sapato. O gato e o sapato se confundem na brincadeira, indo para tudo quanto é canto, em todo o espaço. Gato e sapato tornam-se inseparáveis, inclusive com unhadas e mordidas.)Alex-net

Seu comentário
Mas se as entendem e compreendem que são contrárias as suas convicções e a elas cedem, então, suas convicções eram falsas ou nunca existiram.

-Mas são pelos próprios alimentadas.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 15 de Julho de 2012, 18:45
...

...(Imagine um gato brincando com um sapato. O gato e o sapato se confundem na brincadeira, indo para tudo quanto é canto, em todo o espaço. Gato e sapato tornam-se inseparáveis, inclusive com unhadas e mordidas.)Alex-net

Seu comentário
Mas se as entendem e compreendem que são contrárias as suas convicções e a elas cedem, então, suas convicções eram falsas ou nunca existiram.

-Mas são pelos próprios alimentadas.


Bom, nesse exemplo dado por você a força não é externa, ela é íntima e viciosa. E ai, nesse caso, o problema nem é a suposta força dos apelos exteriores, mas sim, a fraqueza interior de quem a elas cedem.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 16 de Julho de 2012, 01:15
Amados estudantes da bem aventurança, "Pobres de Espírito"...
A pedra filosofal, ou ver a luz, é missão envolta em compromissos pretéritos que a bondade Divina proporciona ao filho que se arrepende e se entrega aos trabalhos reparadores.
Por isso louvado seja N.S.J. o Cristo de Deus...

Não menos importante é o evoluendo, que ainda não fechou nenhuma porta atrás de si, que em errando, só precisa fazer a restauração de seu sistema, acertar as arestas e prosseguir, pois não está pronto para enfrentar penosas expiações...

O Evangelho do Cristo de Deus é a base dos simples e ainda ignorantes, indoutos, por isso a bem aventurança, pois o desvio da laçada do passarinheiro ainda lhe é a mais proveitosa oportunidade de forrar-se ao engano e ao erro.

Não façamos do que é individual, coletivo... A Doutrina dos Espíritos, trabalha caso a caso, e incentiva observância dos exemplos Crísticos para operacionalizar evolução naturalmente assistida, sem dores e ranger de dentes...

Até o ornejo de um jumento, (relogio no sertão) tem valor...O Pai da vida é Pai de todos, então filosofando comportamentos, nosso próprio cérebro é ausente de luz... Nem a luz que atinge a retina alcança o cérebro, e tanto o corpo assimila seus efeitos e também o perispirito repassa a experiência ao Espírito... Luz verdadadeira é a luz do primeiro dia... Bem aventurados sois vós que sem precisar ver viram, e os que viram não compreenderam e continuam na busca.
Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 16 de Julho de 2012, 01:48
Sendo a humildade um pré requisito para alcançar-mos a condição de "pobres de espírito", como poderemos compreendê-la e aplicar essa virtude nas relações antipáticas que rotineiramente vivenciamos com os que nos são próximos?

Sugiro o auxílio das questões 387 a 391 do O Livro dos Espíritos. Veja as questões acessando este endereço; http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/le/le-2-07.html#1.7
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 16 de Julho de 2012, 14:28
Sendo a humildade um pré requisito para alcançar-mos a condição de "pobres de espírito", como poderemos compreendê-la e aplicar essa virtude nas relações antipáticas que rotineiramente vivenciamos com os que nos são próximos?

Sugiro o auxílio das questões 387 a 391 do O Livro dos Espíritos. Veja as questões acessando este endereço; http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/le/le-2-07.html#1.7

Amado irmão, as questões sugeridas são realmente inquestionáveis...
Todavia há algo que pode acrescentar no nosso entendimento...
Cito algumas que tenho estudado, mas há tantas outras...
Senso de alteridade fazendo com que o ser já educado, um pouco evoluido, vaidoso e orgulhoso, achage-se à altura do humilde para compreender como se comporta um humilde por opção, sem deixar de ser ele mesmo...
"Ex.: Gandhi, ensinou à Mandela, que ensinou aos seus e durante os 30 anos que permaneceram reclusos, abriram mão da reação pela força, e obtiveram condições de acontecer...
Esforçar-se ao máximo para adquirir a cultura dos homens, sem abrir mão da cultura de sua familia Espiritual, isto, é sem deixar de ser individuo, individuar-se na dualidade que nos conduz... Razão da nossa encarnação...
O indivíduo, encarna em meio que lhe exige individuação nos comportamentos, sem deixar de ser indivíduo, aprende ser coletivo, e volta a ser indivíduo melhorado no seu retorno à patria espiritual, de onde saiu e ainda sairá para a carne, tantas vezes quantas sejam necessárias até tornar-se cidadão do universo, quando então poderá deixar de ser aprendiz e poderá ajudar de verdade seus pares e a humanidade.
Resumo:
O instinto nos fez orgulhosos e poderosos para sobreviver...
O raciocínio, deturpou nossos comportamentos, e nos envolvemos num inconsciente coletivo de má qualidade, para socializarmos, posto que era o que tinhamos para conhecer o pior para valorizar o melhor...
A doutrina do amor, nos aceitando como somos, nos conhecendo em verdade, nos convencerá a sermos bons por opção, posta que ninguém fica bom por indução, havemos de querer e desejar sermos bons, senão nos iludimos e não sairemos do mesmo lugar, desenvolveremos humildade fingida.
Esse conjunto micro-descrito, nos fará bons por livre opção, pela dor ou pelo amor e nos individuará no conjunto dos bons, sem deixarmos de sermos nós mesmos.
Enfim tudo tem a ver com comportamento e sentimento a trabalhar desejo e vontade.

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 16 de Julho de 2012, 16:07
Sendo a humildade um pré requisito para alcançar-mos a condição de "pobres de espírito", como poderemos compreendê-la e aplicar essa virtude nas relações antipáticas que rotineiramente vivenciamos com os que nos são próximos?

De acordo com as questões sugeridas do OLE para melhor compreender tal questionamento, lá encontramos os Espíritos respondendo a Kardec que as antipatias são comuns aos Espíritos em grau evolutivo como o que nos encontramos, pois tal sentimento é comum aos dois casos. Esta antipatia não está relacionada com o nível de maldade o de bondade em que se encontre os Espíritos envolvidos, Por outro lado, a reação que desencadeia em cada um é que vai diferenciar a natureza boa ou má de cada um. O mau, diante daquele que lhe parece antipático, vendo neste um adversário por não pactuar com ele dos mesmos princípios, além da repulsa, deseja-lhe também, todo mau que imagine. "O Espírito bom sente repulsa pelo mau porque sabe que não será compreendido e não partilharão dos mesmos sentimentos, mas, seguro de sua superioridade, não tem contra o outro ódio ou ciúme, contenta-se em evitá-lo e lastimá-lo." (Trecho da resposta 391 do OLE)

O Espírito mau, por seu orgulho, deseja o aniquilamento do que lhe opõe aos princípios. O bom aceita com humildade as imperfeições do próximo, reconhece que não compartilharão dos mesmos pensamentos. E se não tem que com ele conviver, afasta-se e se mantém firme em suas convicções sem, no entanto, preocupar em punir aquele que lhe é antipático.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 16 de Julho de 2012, 18:04
Note-se porém, que esta aceitação predita pelo mano Kao, não empresta nenhuma idéia de dar ao mau, titulo de crédito.
Aceitar quer dizer: Tomar a colocação idéia ou fato, pelo estágio em que esteja quem o perpetrou.
Se errado, mesmo que se aceitando que alguém possa ter assim errado, deve-se explicar  e bem, sob a égide do ensino espírita o que é certo, senão o trabalho ficaria incompleto.
O Espiritismo não tem matiz algum de querer por ser doutrina ,modificar a ninguém que não queira ser modificado.
Porém trás como obrigação moral primária explicar o que, sob suas leis é o correto e que indica o acesso do Espírito a camadas mais etéreas moralmente.
Abração,
Moura
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 16 de Julho de 2012, 18:37
Observem como é interessante a interpretação mais aprofundada dos ensinamentos de Jesus e das observações dadas pelos Espíritos codificadores a cada uma das questões a eles formuladas.

Jesus, em S. MATEUS, cap. XI, v. 25.;  "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos." Comparando esta passagem do evangelho e a resposta do Espírito na questão 391 do OLE, passamos a compreender o verdadeiro sentido da frase de Jesus. Fica claro que se Jesus houvesse buscado entre os sábios da época a divulgação dos seus princípios, Ele não teria conseguido nada mais do que uma multidão de opositores aos seus ensinamentos por se acharem suficientemente esclarecidos sobre todas as verdades e teria passado toda sua existência confrontando com o orgulho arraigado naquelas mentes cristalizadas e não teria tido o tempo necessário para ensinar, através do exemplo, a força que tem o Amor na sua expressão mais humilde. Já, buscando os povos mais simples, os gentios, Ele encontra ali a oposição apenas da força da dúvida causada pela ignorância espiritual em que se encontravam, e os ensinamentos de Jesus soavam-lhes como bálsamo em suas profundas e dolorosas chagas morais. 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 16 de Julho de 2012, 19:29
Boa Tarde a todos
Sendo a humildade um pré requisito para alcançar-mos a condição de "pobres de espírito", como poderemos compreendê-la e aplicar essa virtude nas relações antipáticas que rotineiramente vivenciamos com os que nos são próximos?

Parece-me que muitas postagens já foram colocadas aqui nesse sentido e  lendo Chico Xavier encontramos uma imensidão de conselhos vou referenciar essa, li agora mesmo e quero muito acreditar que assim é.

Cultivando paciência
Se você foi vítima de preterição em serviço, reconhecerá que isso aconteceu em favor
da sua elevação de nível.
Se perdeu o emprego ante a perseguição de
alguém que lhe cobiçou o lugar, creia que
alcançará outro muito melhor.
Se um companheiro lhe atravessou o caminho, atrapalhando-lhe um negócio, transações mais lucrativas aparecerão amanhã em seu benefício.
Se determinada criatura lhe tomou a residência, manejando processos inconfessáveis,
em futuro próximo terá você moradia
muito mais confortável.
Se um amigo lhe prejudica os interesses,
subtraindo-lhe oportunidades de progresso e ajustamento econômico, guarde a certeza de que outras portas se lhe descerrarão mais amplas
aos anseios de prosperidade e de paz.
Se pessoas queridas lhe menosprezam a confiança, outras afeições, muitos mais sólidas
e mais estimáveis, surgirão a caminho, garantindo-lhe a segurança e a felicidade.
Mas nunca persigas, não atrapalhes, não desconsideres, não menosprezes e nem prejudiques a ninguém porque sofrer é muito diferente de fazer sofrer
e a dívida é sempre uma carga
dolorosa para quem a contraiu.
- Mensagem de Chico Xavier -
[/color]

http://www.gotasdeamoreluz.com.br/paginas/cultivando_paciencia.htm

em ondas de paz me desligo deste momento mágico convosco.
(a verdade é que todos nós magoamos e somos magoados é inevitável mas com um pouco de reflexão podemos serenar.)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 16 de Julho de 2012, 22:08
Amados,
A humildade induzida, forçada, imposta por chantagem, exercida para obter participação, entre grupos que exigem iniciação e ou impõe limites ao pensamento, já era descrita pelos antigos como a paciência de Sísifo, que condenado a empurrar uma rocha até o alto de uma elevação, a mesma retornava sempre ao ponto de partida pela ação da gravidade, e Sisifo tinha por missão empurrá-la novamente...
Quando o Cristo de Deus proclamou eu sou a verdade e a vida e ninguém vai ao pai senão por mim, anulava por completo este tipo de humildade, e exemplificava a verdadeira, mostrando o poder da não reação violenta e o poder vigoroso da fé no Deus de Amor e Justiça suprema.
As informações e os modos mesmo metafóricos, de como se dá as reencarnações, e como se sustenta a lei de causa e efeito, contidos na codificação completam o sentido de Justiça e verdade...
Então o Crente que opta pela humildade para desenvolver-se evolutivamente confiando que sua evolução é naturalmente assistida, o faz por opção plena de confiança e caminha embora pela porta estreita, mas com menos sofrimentos e exprobações, e tem como provas apenas aquelas que precisa para desenvolver seu intelecto e sua sagacidade para fugir do laço do passarinheiro.

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Julho de 2012, 04:53
Bem aventurado aos pobres de espírito.Quando elevo meu pensamento ao altissimo,vejo então
o quanto sou pequeno diante da sua grandeza,reconheço humildemente que posso ser grande
se assim acreditar,que crendo nele e cumprindo as suas leis,a minha caminhada poderá ser difí-
-cil mas encontrarei a minha verdadeira morada.Entretanto poderei continuar pequeno,menor
ainda,se não aceitar e não exercitar as suas leis.A escolha será sempre minha,pois assim por
delegação de competência,pelo meu livre arbítrio,faço então esta escolha,assumindo a respon-
-sabilidade dos atos cometidos,e não deverei por a culpa em ninguém se a escolha não for
acertada.O reino dos céus,lá está para os pobres de espírito.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 17 de Julho de 2012, 13:16

OSE cap VII
Não vos ensoberbais do que sabeis, porquanto esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais. Suponhamos sejais sumidades em inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que quer a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele.- Ferdinando, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)


GÊNESIS 2 (Velho Testamento)
15  E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
16  E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,
17  Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.



“Ensoberbar do saber” e “conhecimento do bem e do mal” temos aí os ingredientes que dão origem ao orgulho. Aquele que acredita saber muito passa a fazer do seu ilusório saber um tribunal de julgamento de seus semelhantes, colocando-se acima do bem e do mal por acreditar que os distinguem facilmente.
No Gênesis do Velho Testamento, quando o SENHOR determinou a Adão que este poderia alimentar de todos os frutos do Éden, menos os da árvore do conhecimento do bem e do mal, quis o SENHOR dizer que ao homem caberia desfrutar de tudo o que achava disponível a ele, que confiasse no que já estava providenciado e que não desejasse o conhecimento do bem e do mal, porque este o levaria diretamente ao orgulho e o faria querer legislar sobre coisas que eram, e sempre serão, prerrogativas da divindade.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 17 de Julho de 2012, 14:02
Boa tarde a todos
Colaborador Kazaoka
Permita-me acrescentar mais isso  ao  seu ensinamento segundo as mesmas fontes; Gênese cap.XII

A árvore, como árvore de vida, é o emblema da vida espiritual; como árvore da Ciência, é o da consciência, que o homem adquire, do bem e do mal, pelo desenvolvimento da sua inteligência e do livre-arbítrio, em virtude do qual ele escolhe entre um e outro. Assinala o ponto em que a alma do homem, deixando de ser guiada unicamente pelos instintos, toma posse da sua liberdade e incorre na responsabilidade dos seus atos.

O fruto da árvore simboliza o objeto dos desejos materiais do homem; é a alegoria da cobiça e da concupiscência; concretiza, numa figura única, os motivos de arrastamento ao mal. O comer é sucumbir à tentação. A árvore se ergue no meio do jardim de delícias, para mostrar que a sedução está no seio mesmo dos prazeres e para lembrar que, se dá preponderância aos gozos materiais, o homem se prende à Terra e se afasta do seu destino espiritual. (2)

26. - Eram necessários os conhecimentos que o Espiritismo ministrou acerca das relações do princípio espiritual com o princípio material, acerca da natureza da alma, da sua criação em estado de simplicidade e de ignorância, da sua união com o corpo, da sua indefinida marcha progressiva através de sucessivas existências e através dos mundos, que São outros tantos degraus da senda do aperfeiçoamento, acerca da sua gradual libertação da influência da matéria, mediante o uso do livre-arbítrio, da causa dos seus pendores bons ou maus e de suas aptidões, do fenômeno do nascimento e da morte, da situação do Espírito na erraticidade e, finalmente, do futuro como prêmio de seus esforços por se melhorar e da sua perseverança no bem, para que se fizesse luz sobre todas as partes da Gênese espiritual.

Graças a essa luz, o homem sabe doravante donde vem, para onde vai, por que está na Terra e por que sofre. Sabe que tem nas mãos o seu futuro e que a duração do seu cativeiro neste mundo unicamente dele depende. Despida da alegoria acanhada e mesquinha, a Gênese se lhe apresenta grande e digna da majestade, da bondade e da justiça do Criador. Considerada desse ponto de vista, ela confundirá a incredulidade e triunfará.
[/color]
Abç
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 17 de Julho de 2012, 15:07
Amados do meu coração companheiros estudantes do tema "bem aventurados os pobres de Espírito"
ECLES.III,17...
Tudo que resta dos homens é igual para todos...
(filhodobino grifa:Alguns poucos empregam processos quimicos na tentativa de se manterem preservados, outros erigem em bronze ou marmore imagens para postergar suas imagens que supervalorizam, ao invés de permitir que a natureza faça seu trabalho, fazendo com que tudo retorne às origens antes que o espírito animasse aquele corpo)...
Salomão espiritualista que é, dizia do que é temporal, como temporal o é...nada do que foi será de novo como foi um dia... a impermanência é inexorável... Isso é bom pois a vida caminha para frente sem siquer olhar para trás...
Nem a cultura e os saberes que desenvolvemos destarte, é digno de nota, perante o conhecimento e a sabedoria universal, e nos cabe caminhar avante sempre humildemente aprendendo que o mais importante que nos cabe é o nosso livre empobrecimento da soberba e da vaidade e orgulho que o instinto nos formou...
Desenvolvermos outra capacidade muito mais nobre e útil a nós e a humanidade que é a capacidade exemplificada pelo Cristo de Deus, assimilando todo o gentílico das bem aventuranças, e aprender a desenvolver o processo de "Melhoria Contínua", (como dizia Deming).
Isto é a vida como ela é...
Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Julho de 2012, 16:07
Sim meu nobre irmão Kazaoca,eis ai uma questão que nos faz vê e também nos lembrar da
necessidade de sermos verdadeiramente simples e humildes para termos direito aos reinos
dos céus.Deus deu a todos nós o saber,mas nos lembra bem que este saber deve ser usado
de uma forma inteligente,sabendo diferenciar o bem do mal,para que na prática ,saibamos o
quanto poderá prejudicar ou beneficiar na nossa caminhada evolutiva.
Fique na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 17 de Julho de 2012, 17:56
“Que os homens considerem quais são os verdadeiros fins do conhecimento
e que não o procurem nem pelo prazer da mente, nem pelo contentamento,
nem pela conquista de superioridade em face de outros, nem por proveito,
fama, poder ou qualquer outra dessas coisas inferiores, mas, para benefício
e uso da vida. E que o aperfeiçoem e o dirijam com caridade.”
(Sir Francis Bacon, (1561 - 1626)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Julho de 2012, 08:41
Bom dia amigos
resumindo
A Ignorância e  a  soberba estão para a Inteligência
Como a  não supressão dos vícios e a falta de caridade para o Amor
..nos seus aspectos negativos.

Lendo-vos  também de onde estou  as palavras de  Paulo em I Coríntios 14:15
Que farei, pois, orarei com o espírito, mas também orarei com a mente, cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.”
Editora fonte viva – Vamos Orar

Abs
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Julho de 2012, 10:06
Ainda no seguimento do ultimo poste
 
No entanto neste tema Jesus enaltece a ignorância dizendo que
“…. o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus.

Encontrei  essa imagem e esse lindo pensamento que passo a postar nos meus arquivos
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Julho de 2012, 11:42
Caros irmãos e irmães.Na escolha do bem e do mal.No bem,poderá o homem dizer:senhor meu
Deus,me coloco humildemente diante de vós,pois conheço as vossas leis e a exercitarei sem
reclamar,pois assim me darás os reinos dos céus.No mal,o que poderá o homem então dizer a
Deus,ou até mesmo reclamar do que lhes tenha acontecido por não feito uma boa escolha.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 18 de Julho de 2012, 12:06
Bom dia amigos visitantes, Renato, Oliva.
Que façamos merecedores da assistência dos bons Espíritos para que os nossos propósitos de estudo e aquisição de saber apenas sirva para nos elevar espiritualmente. Que consigamos forças para nos manter-mos simples e humildes, porque ignorantes, mesmo com o pouco entendimento que temos, hoje já não somos como éramos no princípio.

O conhecimento, a inteligência, o saber, nada disso é elemento para uma fatal perdição do Espírito. Este, como todas as outras virtudes, só constituem armas belicosas contra nós quando como armas belicosas as utilizamos contra nossos irmãos de jornada. Tudo que existe no universo é criação de Deus e toda sua obra tem como característica a natureza perfeitamente equilibrada e harmoniosa. O bem e a perfeição é o estado natural das coisas, a desarmonia e o mal é o resultado de nossas ações sobre essa natureza perfeitamente equilibrada. Mas nós também somos criações de Deus, por isso somos simples e ignorantes em nossa origem. Porém, somos seres dotados de inteligência e consciência de si mesmo, que nos faz ser-mos compromissados com a edificação de nossa própria moral através do uso conveniente dos atributos a mais que Deus nos concedeu, não como privilégio mas, como uma responsabilidade que, instintivamente, percebemos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 18 de Julho de 2012, 12:26
O desenvolvimento intelectual e moral convenientemente dirigido é que faz com que o Espírito se eleve. Não temos que renunciar a nada, o que precisamos é disciplinar os sentimentos e utilizar-mos todas as nossas potencialidades para o bem comum. Por que, sendo comum, estaremos naturalmente incluídos entre os beneficiados. 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Anton Kiudero em 18 de Julho de 2012, 12:47
O desenvolvimento intelectual e moral convenientemente dirigido é que faz com que o Espírito se eleve. Não temos que renunciar a nada, o que precisamos é disciplinar os sentimentos e utilizar-mos todas as nossas potencialidades para o bem comum. Por que, sendo comum, estaremos naturalmente incluídos entre os beneficiados. 

Amigo Kazaoka,

Há um habito no ser humano em acreditar que as palavras sejam realidades, quando nada são além de palavras ou ideias... E prender-se as ideias ou aos conceitos jamais fez espirito algum elevar-se.

O desenvolvimento intelectual e moral convenientemente dirigido é uma destas expressões vagas que podem significar diferentes coisas para diferentes pessoas, alias coisas antagonicas. Os certos e errados são individuais e não uniersais.

Não temos que renunciar a nada. Será mesmo que não? Pois aqui reside todo o trabalho de elevação espiritual. Desapegar-se ou renunciar as posses materiais, sentimentais e morais. Não possuir coisas (o que é diferente de utilizar coisas), não possuir pessoas (meu/minha esposa/esposo, filho/filha, amigo/amiga, etc) e principalmente não posuir conceitos (certezas de que sabe alguma coisa, pois nada sabemos de nada).

utilizar-mos todas as nossas potencialidades para o bem comum é outra daquelas frases vagas que podem ser interpretadas de multiplas formas. Em um bando de ladrões, dividir corretamente (seja la o que isto queira dizer) o botim é contribuir para o bem comum.

Pobre de espírito é quem jamais diz "é meu", "eu tenho", "preciso de", "quero isto", etc, jamais sequer pensa que algum outro espirito encarnado ou desencarnado lhe "pertence" e deixa a todos livres para fazerem o que desejam fazer e jamais diz "eu sei" que é o supremo apego que ancora o ser universal à materia densa por longo tempo.

Paz pra ti,
Anton


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Julho de 2012, 16:13
Meus irmãos Kazaoka e Kiundero,eis aí um sentimento até mesmo mesquinho que tanto nos faz sofrer,e em muitas das vezes de quem estamos próximo.O sentimento de posse,o apego as
coisas materiais.Evidentemente motivado pela nossa imperfeição,nos leva a tê-lo,e mesmo lutan-
 do contra ele,ainda é difícil o nosso caminhar.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 18 de Julho de 2012, 17:19

Há um habito no ser humano em acreditar que as palavras sejam realidades, quando nada são além de palavras ou ideias... E prender-se as ideias ou aos conceitos jamais fez espirito algum elevar-se.

O desenvolvimento intelectual e moral convenientemente dirigido é uma destas expressões vagas que podem significar diferentes coisas para diferentes pessoas, alias coisas antagonicas. Os certos e errados são individuais e não uniersais.

Não temos que renunciar a nada. Será mesmo que não? Pois aqui reside todo o trabalho de elevação espiritual. Desapegar-se ou renunciar as posses materiais, sentimentais e morais. Não possuir coisas (o que é diferente de utilizar coisas), não possuir pessoas (meu/minha esposa/esposo, filho/filha, amigo/amiga, etc) e principalmente não posuir conceitos (certezas de que sabe alguma coisa, pois nada sabemos de nada).

utilizar-mos todas as nossas potencialidades para o bem comum é outra daquelas frases vagas que podem ser interpretadas de multiplas formas. Em um bando de ladrões, dividir corretamente (seja la o que isto queira dizer) o botim é contribuir para o bem comum.

Pobre de espírito é quem jamais diz "é meu", "eu tenho", "preciso de", "quero isto", etc, jamais sequer pensa que algum outro espirito encarnado ou desencarnado lhe "pertence" e deixa a todos livres para fazerem o que desejam fazer e jamais diz "eu sei" que é o supremo apego que ancora o ser universal à materia densa por longo tempo.


A nossa existência é fundamentada numa relatividade universal, a começar pelo próprio conceito do que seja "vida". Para o materialista a vida é a física, para os espiritualista e, em especial a nós espíritas, o conceito de vida está totalmente desvinculado da existência temporal. Então, todos os conceitos assume este caráter relativo porque estão vinculados ao grau de entendimento sobre cada fato da vida por parte daqueles que os vivenciam, fazendo que tenhamos reações diferenciadas sobre uma mesma questão. O fato delas serem certas ou erradas fica em relação ao efeito imediato que ela nos traz.
No nosso atual estágio, quando somos cidadãos espirituais de um mundo na categoria de provas e expiações, o que para um é uma prova, para outro na mesma situação, pode ser uma expiação, aí está uma relatividade que as diferenciam em função da posição moral do envolvido.
Então, o sentimento que nos parece "vago" nas palavras tem este aspecto porque existe uma amplitude muito grande nas possibilidades de efeitos que, não só as palavras mas, também, os conceitos exercem sobre nós, alterando-nos a posição moral, fazendo-nos ver a mesma questão através de um novo prisma.   
 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 18 de Julho de 2012, 18:00
O "pobre de Espírito" não é aquele que entrega ao acaso o seu destino, ficando irracionalmente passivo nos eventos de sua existência. Pelo contrário, é aquele que usufrui com sabedoria todos os meios e recursos que o Criador disponibiliza, facultando a si e a todos uma existência progressista e mais feliz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Anton Kiudero em 18 de Julho de 2012, 18:52
O "pobre de Espírito" não é aquele que entrega ao acaso o seu destino, ficando irracionalmente passivo nos eventos de sua existência. Pelo contrário, é aquele que usufrui com sabedoria todos os meios e recursos que o Criador disponibiliza, facultando a si e a todos uma existência progressista e mais feliz.

Amigo Kazaoka,

Existe acaso?

Como não existe, ninguem fica irracionalmente passivo nos eventos de sua existencia. O que o desapego causa é a equanimidade, que consiste na não submissão as consequencias dos apegos: o prazer e a dor. E não havendo nem o prazer e nem a dor que são o que sentem os "ricos de espírito", o espírito é "pobre de espírito" e consequentemente feliz ou bem aventurado.

Estamos falando apenas de sentimentos e intenções. Ninguem "faz" alguma coisa, mas acha que faz. Alias ninguem É, ESTA ou FAZ algo. Esta é a grande ilusão que a encarnação causa nos espiritos.

Sobre a equanimidade:  http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-pensamento-humano/msg284244/#msg284244

Anton
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Ronney Sady em 18 de Julho de 2012, 19:46
Meus irmão,
Bem aventurados os pobres de Espirios, nem sempre nos deparamos com pessoas humildes e prontos para ajudar, pois ao pregredirmos espiritualmente acabareos sentindo a necessidade de ajudar com o que podemos e fazer com que aqueles espiritos menos evoluidos desenvolva e aceita a humildade e prevaleça a bondade. Não adianta fazermos caridade apenas por fazer é necessária que seja feita da alma e com isso utilizaremos todo nosso potencial para evolução do bem comum
forte abraço
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 18 de Julho de 2012, 19:49
O "pobre de Espírito" não é aquele que entrega ao acaso o seu destino, ficando irracionalmente passivo nos eventos de sua existência. Pelo contrário, é aquele que usufrui com sabedoria todos os meios e recursos que o Criador disponibiliza, facultando a si e a todos uma existência progressista e mais feliz.

Congratulo-me com seu pensamento e o que o amado irmão objetiva aclarar...
segundo estudos de Aciler, há ainda grande percentual de nossos irmãos, uma grande parte da humanidade, acometida do complexo de inferioridade, e estes estão afeitos a grandes percentuais da atividade humana...

Portanto...
"Não confundamos "pobres de Espíritos" como os descritos no magnífico sermão do Monte, com "complexo de inferioridade".
Nenhum filho de Deus é inferior a outro, mesmo que saiba menos, que detenha menor poder de autoridade nas hierarquias humanas totalmente diferentes da hierarquia ético-moral, que é o que verdadeiramente conta na hierarquia Divina.
Já há tempos atrás me rebelei contra a designação de espíritos inferiores, mas o uso do cachimbo faz a boca torta, e na tentativa de me expressar tinha dificuldade em dar a volta na palavra inferior que para mim significa apenas espírito infante, que ainda não se tornou adulto, portanto ainda pobre de espírito.
Muito bom mano Kaza, essa sua colocação nessta altura do desenvolvimento dos estudos.
Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: JACY R SENA em 19 de Julho de 2012, 03:21
Boa noite a todos os irmãos amigos desse forum.
Pessoas pobres de espirito,segundo as leis divinas são pessoas que tem humildade.Pois os humildes , são os francos , sinceros ,que nunca ostentam e nem saem .falando ou mostrando o que possuem, são pessoas tolerantes que sabem perdoar, e diante da injustiças clamam a DEUS por esses seres que não tem conhecimento da doutrina e nem do evangelho.
Sabemos que muitos tem idéia que:o pobre de espirito é aquele ignorante,arrogante que se acha melhor de que os outros, quando na verdade esse nem tem sintonia com DEUS,pois vive nesse mundo sem procurar encontrar o caminho da luz, da misericordia para que um dia encontre o REINO DOS CÉUS.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 19 de Julho de 2012, 11:30
Bons dias
Concordo com essa frase
.. ninguém fica irracionalmente passivo nos eventos de sua existência.

E se a própria existência aqui neste plano é grandemente vivida pela experiência da dor mesmo na prática do desapego e principalmente da não rejeição tem de haver sofrimento do individuo que supera a adversidade. Claro que estamos a falar dos indivíduos que reflectem sobre os acontecimentos da vida dentro de uma visão espiritual - imortalista, ou não!

Muita paz

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 19 de Julho de 2012, 12:58

Concordo com essa frase
.. ninguém fica irracionalmente passivo nos eventos de sua existência.


Será que ninguém fica mesmo?

O Livro dos Espíritos:
657 Os homens que se entregam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e pensando apenas em Deus, têm mérito perante Deus?

– Não, porque se não fazem o mal também não fazem o bem, e são inúteis; aliás, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que se pense n’Ele, mas não que se pense apenas n’Ele, uma vez que deu ao homem deveres a cumprir na Terra. Aquele que consome seu tempo na meditação e na contemplação não faz nada de meritório aos olhos de Deus, porque a dedicação de sua vida é toda pessoal e inútil para a humanidade, e Deus lhe pedirá contas do bem que não tiver feito.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 19 de Julho de 2012, 14:03
Amados do meu coração,
De João Nunes Maia, cirurgia moral, mas bem poderia denominar-se a prece daquele que deseja ardemente empobrecer-se espiritualmente para assumir seu papel evolutivo em essencia e vida.

Conheço as minhas falhas, sei que os meus pés têm pisado em terreno que
não é próprio aos pés de um verdadeiro discípulo de Jesus.
No entanto, estou disposto a mudar de direção, para fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de servir que começam a nascer em meu íntimo.
Quero confiar em Teu amor... Ajuda-me!
Quero sentir a Tua presença na minha vida...Ajuda-me!
Quero facilitar o livre trânsito do amor no meu mundo interno... Ajuda-me!
Divino Senhor!
Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os defeitos alheios.
Não permitas que a minha boca sirva de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade.
Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência.
Deus de eterna bondade!
O Teu amor conforta-me o coração!
Eu Te peço que me ajudes a melhorar, porque somente Tu sabes das minhas enfermidades morais.
Estou disposto a operar-me no mesmo hospital em que vivo diariamente, onde o maior enfermo sou eu.
Mas quero que me ajudes em tal disposição, para fechar os olhos aos erros de quem anda comigo no mesmo caminho, para ver com clareza o que tenho de pior, para que o bisturi
da boa vontade trabalhe em mim sem o impedimento da vaidade e do amor próprio.
Ajuda-me a ajudar!
Senhor, eu Te peço para me lembrares, ao ler páginas de auto-educação, do que tem de ser corrigido em meus caminhos, agradecendo aos outros pelos exemplos que me ofertam no silêncio da própria vida.
Lembra-me, meu Deus, para que eu não imponha as minhas idéias nos corações dos que me cercam e vivem comigo.
Lembra-me, Senhor, para que eu adquira a obediência e a auto-educação.
E quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportunidade.
Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige.
Porém, na hora em que o bem-estar invade o meu coração, pela Tua misericórdia, eu faço tudo isso, pelo prazer de diminuir o próximo, exaltando-me naquilo que não possuo.
Quero Te pedir para me ajudar a combater o egoísmo que veste, dentro de mim, variadas roupas, disfarçando- se em modalidades diversas para que eu me engane a mim mesmo, deixando imperar o orgulho.
Ajuda-me, Senhor, a ajudar a mim mesmo, na escala em que permaneço, sem ofender os outros e sem diminuir a quem quer que seja.
Abençoa-me, e a todos, mostrando-me o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo.

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 19 de Julho de 2012, 15:55
Kazaoka

 ..poderemos afirmar que todos os que parecem viver em contemplação o fazem com convicção como grande numero de místicos praticantes de certas religiões; ou muitas vezes a vida condiciona-lhes a uma certa “prisão” por inerência de limitações económicas, sociais ou culturais.
..pois se pelo ato do trabalho há como que a prática de oração, segundo os Instrutores Espirituais pois “..pelo trabalho em favor do seu semelhante e que reverte, inevitavelmente, em seu próprio benefício, movimenta os seus recursos interiores, dinamizando a vida no sentido do esclarecimento e do progresso.”
– qual de nós hoje em dia não exerce desde que se levanta até que se deita algum género de actividade em prol do grupo.
Renuncia, sim, no mais alto grau de vivência esta  parece-me ir de encontro ao que o Kazaoka está a defender. Infelizmente nem todos nós conseguimos vi-vê-la dessa forma tão enobrecedora.

24 - RENÚNCIA
Se teus pais não procuram a intimidade do Cristo, renuncia à felicidade de vê-los comungar contigo o divino banquete da Boa Nova, e ajuda teus pais.
Se teus filhos permanecem distantes do Evangelho, renuncia ao contentamento de sentir-
lhes o coração com o teu coração na senda redentora, e ajuda teus filhos.
Se teus amigos não conseguem, ainda, perceber o amor de Jesus, renuncia à ventura de guardá-los no calor de tua alma, ante o Sol da Verdade, e ajuda teus amigos.
Renúncia com Jesus não quer dizer deserção. Expressa devotamento maior.
Nele mesmo, o Senhor, vamos encontrar o sublime exemplo.
Esquecido de muitos e por muitos relegados às agonias da negação, nem por isso se afastou dos companheiros que lhe deram as angústias do amor-não-amado.
Ressurgindo da cruz, Ele, que atravessara sozinho os pesadelos da ingratidão e as torturas da morte, volta ao convívio deles e lhes diz confiante:
"- Eis que estarei convosco, até o fim dos séculos."
Emmanuel

..e quem sabe se há outras formas de renuncia…..

Tem este pensamento na Oração do Pai Nosso que muito nos diz;

“Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos.
Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, mau grado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo. Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa.” ESE

Abç
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 19 de Julho de 2012, 22:08
Amados do meu coração...

Reflitamos, há quem ainda se julgue que apenas pelo isolamento de si mesmo possa domar-se a si mesmo...
Enquanto não experimenta essa experiência em si mesmo não encontra resposta para si...
Este é um dos tais que aceitou a missão de Sísifo...
"Rolar uma rocha, morro acima, e tão logo alcance o cimo, cansado, suado, vê a força da gravidade recolocar sua rocha no mesmo local dantes, e recomeça a tarefa.
É caridade deixá-lo experimentar um pouco, afinal ele tem todo o tempo infinito, se prefere ir pelo caminho mais longo, está exercendo seu livre arbítrio...

"A soberba precede a ruína e a altivez do espírito precede a queda.
Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos".
Provérbios; 16:18 e 19 -

saúde e paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 21 de Julho de 2012, 01:51
Amados do meu coração,
O que se deve entender por pobres de espírito. –
Filhodobino reflete:
Não é por acaso que milhares de pessoas que conheço pessoalmente e por relacionamento via net, que têm uma enorme dificuldade em compreender que por baldos não sejam os pobre de posses, bens e dinheiro, e sim, sejam baldos de compreensão, conhecimento, astucia da serpente e pureza da pomba, argúcia com discernimento ético, amor ao próximo como a si mesmo e a Deus, os ainda pouco evoluídos.
Explico:
Mateus; 11,
25 Naquele tempo falou Jesus, dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.
26 Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.

Aquele que tiver ouvido para ouvir, olhos de ver, entendimento de entender, que o faça.
A verdadeira pobreza é interior, quando se perdem as aspirações de crescimento e realização íntima.
A financeira é sempre contornável, desde que o indivíduo se empenhe por superá-la.
 
JOANNA DE ÂNGELIS em VIDA: DESAFIOS E SOLUÇÕES, 2ª Ed. LEAL, 1997- 5

Jesus fez-se pobre, para melhor compreender e amparar os pobres.
Não os estimulou ao ódio contra os ricos, nem os alentou a qualquer forma de agressividade. Ensinou-os a compreender os desígnios de Deus e os estimulou à luta contra o estado de miserabilidade no qual se debatiam
.
IVON COSTA em ANTOLOGIA ESPIRITUAL - 1ª Ed. ALVORADA, 1993- 25 -

Uma das mais graves conseqüências da miséria moral é sem dúvida a total ausência de interesse por uma existência melhor, por mudanças para outros patamares de comportamento, nos quais se podem experimentar menos agruras.
A pobreza, a ausência de quaisquer estímulos e de expectativas para uma situação menos infeliz mantém o ser humano em estágio primário, desinteressando-se de outras conquistas além daquelas que lhe atendem o imediatismo do dia-a-dia: Nutrir-se, repousar, fazer sexo, embriagar-se, na busca de algum prazer que diminua a aspereza em que se debate
.
VICTOR HUGO em DIAMANTES FATÍDICOS - 1ª Ed. Alvorada, 2005 -67 -

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 21 de Julho de 2012, 16:00
Boas tardes
  Antes de mais quero dizer que tenho estado a  ler os postes do fórum sem olhar os email.
  Parece-me que Segundo os estatutos do fórum devemos evitar nos postes “personalismos” -  noção que por acaso até aprendi aqui nos nossos diálogos e que muito me tem ajudado a conviver com outras pessoas da minha afectividade. Obrigado.

  Mas lendo esses últimos textos vejo que há perguntas pairando no ar!
Humildemente só posso dizer que na minha experiência de vida Devemos evitar a todo o custo impormo-nos aos outros. As relações, as amizades devem ser espontâneas,  devemos ser queridos “  “, e também penso que não há  padrões de comportamentos pré definidos.

922 A felicidade terrena é relativa à posição de cada um; o que basta à felicidade de um faz a infelicidade de outro. Existe, entretanto, uma medida de felicidade comum a todos os homens?
– Para a vida material, é a posse do necessário; para a vida moral, a pureza da consciência e a fé no futuro.

923 O que é supérfluo para uns não se torna necessário para outros e, reciprocamente, conforme suas posições na sociedade?
– Sim, de acordo com vossas ideias materiais, preconceitos e ambição, e todos os caprichos ridículos aos quais o futuro fará justiça quando compreenderdes a verdade. Sem dúvida, aquele que tinha um valor de cinqüenta mil de renda e que agora só tem dez acredita ser bem infeliz, porque não pode mais ter uma grande soma, ter o que chama de sua posição, seus cavalos, criados, satisfazer todas as suas paixões, etc. Acredita não ter o necessário; mas, francamente, achais que ele tem direito de se lamentar, quando ao seu lado há quem morre de fome e frio e não tem um abrigo para repousar a cabeça? O homem sábio, para ser feliz, olha abaixo de si e nunca acima, a não ser para elevar sua alma ao infinito. (Veja a questão 715.)
930 É evidente que, isento dos preconceitos sociais pelos quais se deixa dominar, o homem sempre encontrará um trabalho qualquer que o ajude a viver, mesmo deslocado de sua posição; mas entre as pessoas que não têm preconceitos ou que os colocam de lado não existem aquelas que estão na impossibilidade de prover às suas necessidades em conseqüência de doenças ou outras causas independentes de sua vontade?
– Numa sociedade organizada de acordo com a lei do Cristo ninguém deve morrer de fome.
☼ Com uma organização social sábia e previdente, o homem pode carecer do necessário apenas por sua culpa, mas mesmo essas suas faltas são geralmente o resultado do meio onde vive. Quando o homem praticar a lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade, e ele mesmo também será melhor. (Veja a questão 793.)

Itens 922/923/930 do Livro dos Espíritos

 Há verdades absolutas que são aquelas que chamamos de Leis de Deus ou divinas as que moralizam, as quais muitas pessoas negam porque são mais fortes que suas inferioridades. Suas, minhas, nossas, eu também as tenho. 

Por ultimo vou tentar partilhar esse som que tinha perdido nos meus registos mas já encontrei e que quis partilhar no debate de 2010 – Musica Espirita/

 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 21 de Julho de 2012, 18:26
Boas tardes
  Antes de mais quero dizer que tenho estado a  ler os postes do fórum sem olhar os email.
  Parece-me que Segundo os estatutos do fórum devemos evitar nos postes “personalismos” -  noção que por acaso até aprendi aqui nos nossos diálogos e que muito me tem ajudado a conviver com outras pessoas da minha afectividade. Obrigado.

  Mas lendo esses últimos textos vejo que há perguntas pairando no ar!
Humildemente só posso dizer que na minha experiência de vida Devemos evitar a todo o custo impormo-nos aos outros. As relações, as amizades devem ser espontâneas,  devemos ser queridos “  “, e também penso que não há  padrões de comportamentos pré definidos.


Boa tarde Oliva. Poderia ser mais clara no que colocou?
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 21 de Julho de 2012, 20:00
..mais clara como? Em quê? Só se for nessa frase. – ( noção que por acaso até aprendi aqui nos nossos diálogos)

 O aprendi aqui não se refere a este debate mas a outro.

No segundo paragrafo o que é que não se entende!

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 21 de Julho de 2012, 21:39
      Gustavo Rettenmaier   (ref #24)

      Gustavo escreveu: Lembraria ainda a analogia das criança, pois elas são puras, sem maldade, sem pré conceitos. De qualquer forma, humildade é fundamental para buscarnos o "Reino de Deus".

      Cel: o q o amigo e demais amigos estão postando, de ser a humildade fundamental para buscarmos o reino de Deus, isso é um requisito "sine qua non", é evidente!
 
      "Seja humilde!",  "Deixe de ser orgulhoso!", são recomendações, das religiões, dos religiosos, amigos, textos, q ouvimos e lemos centenas de vezes todos os dias!

      Mas, será q, pelo fato de ouvirmos, ou lermos esses conselhos, todos os dias, até mesmo cansativamente, deixaremos de lado nosso orgulho? Ótima recomendação q nos dão a todos: "seja humilde!"; contudo, nem religiões, nem religiosos, amigos, textos nos ensinam o muitissimo mais importante, sem o q esses conselhos nada valem: como o orgulhoso deixará de ser orgulhoso? Como aqueles q ouvem tais conselhos e desejam segui-lo, farão para ser humildes?! Será q devemos acreditar q basta querer deixar de ser orgulhoso, e deixaremos? Basta querer ser humildes, para sermos humildes?
 
      Quem tem a receita milagrosa q tornará uma pessoa orgulhosa, em uma pessoa humilde?! De q adianta dizer, repetir: "seja humilde!" ou "vou ser uma pessoa humilde"? De nada, enquanto não se conhecer <como fazer> para se tornar humilde!   
.....................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Julho de 2012, 21:52
Caros irmãos e irmães.Quero me ver sem culpas,quero me ter desprovido do sentimento
de posse,do orgulho da vaidade.Quero ser simples humilde,ser solidário aos meus irmãos,o
amor e a caridade será a motivação para que possa chegar aos reinos dos céus,e dizer:Eis-me
aqui senhor meu Deus,diante de ti para o vosso julgamento.Quando podermos tudo isto dizer,
seremos então verdadeiramente pobres de espírito.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 21 de Julho de 2012, 22:21
..mais clara como? Em quê? Só se for nessa frase. – ( noção que por acaso até aprendi aqui nos nossos diálogos)

 O aprendi aqui não se refere a este debate mas a outro.

No segundo paragrafo o que é que não se entende!



Me perdoe se não consegui acompanhar o que você raciocinou pois, fiquei sem entender quando  você falou sobre ler email, personalismo, etc., Me perdoe mesmo! Não foi no sentido de má crítica que lhe pedi mais clareza, é porque realmente não entendi o que você quis dizer.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 21 de Julho de 2012, 22:24
     
      Cel: o q o amigo e demais amigos estão postando, de ser a humildade fundamental para buscarmos o reino de Deus, isso é um requisito "sine qua non", é evidente!
 
      "Seja humilde!",  "Deixe de ser orgulhoso!", são recomendações, das religiões, dos religiosos, amigos, textos, q ouvimos e lemos centenas de vezes todos os dias!

      Mas, será q, pelo fato de ouvirmos, ou lermos esses conselhos, todos os dias, até mesmo cansativamente, deixaremos de lado nosso orgulho? Ótima recomendação q nos dão a todos: "seja humilde!"; contudo, nem religiões, nem religiosos, amigos, textos nos ensinam o muitissimo mais importante, sem o q esses conselhos nada valem: como o orgulhoso deixará de ser orgulhoso? Como aqueles q ouvem tais conselhos e desejam segui-lo, farão para ser humildes?! Será q devemos acreditar q basta querer deixar de ser orgulhoso, e deixaremos? Basta querer ser humildes, para sermos humildes?
 

Coronel, a receita é simples e é o que todas as doutrinas, seitas e religiões sugerem: "Experimente"!  Numa linguagem bem contemporânea. "faça um test drive".
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 21 de Julho de 2012, 22:43
Tópico:  “Bem aventurados os pobres de espírito!”.

      Antonio Renato    (ref #25)

      Antonio, citando palavras de Jesus: “Quando fordes convidados, ides colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar,vos diga: ‘meu amigo,venha mais para cima’. Isto então para vós será um motivo de glória, diante de todos que estiverem convosco à mesa; porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado (Lucas,cap.XIV,vv 1 7 a 11)”.

      Cel: os amigos, com certeza, percebem q o Mestre Jesus se refere a uma genuína humildade, uma humildade espontânea, q brotou e está no íntimo, na própria natureza de cada um q a tem, q vem da compreensão de o que somos e do que Deus, os demais e a vida são.

      Mas parece (apenas parece) que Jesus se refere à uma humildade relativa a manifestações exteriores, a uma humildade q busca ganho ou mérito (no texto, elogio, aprovação e um ‘venha mais para cima’ – como uma recompensa ou prêmio merecido, daquele q é, na metáfora das palavras de Jesus: Deus).

      Mas, se atentarmos para essas palavras, tendo em mente a “estatura moral” do Mestre, podemos ter certeza q não é nada disso q ele quis ensinar, pois essa humildade é apenas aparente, manifestando-se por atos ‘exteriores’, eqto a verdadeira humildade é algo, um sentimento ‘interior’ q, esse sim, pode enaltecer quem o possui! Jesus nunca aprovou a idéia de algum ganho por ‘mostrar', para quem seja, q somos ‘humildes’ ou possuidores de qualquer virtude q seja, tanto q disse q não sejamos como aquele hipócrita q reza nas esquinas para q todos vejam!

      Mas, amigos, como fazer para possuir esse sentimento que se aproxima do amor?!  O raciocínio, a inteligência, a vontade podem levar alguém a ser humilde? Nunca, porq a humildade não vem do desejo de possui-la, nem do exercício repetido de atos q se assemelham a atos de humildade; a humildade só vem da compreensão q a vida, eventualmente, pode nos dar através de suas incessantes lições! Nós não nos fazemos de natureza humilde porq desejamos, ou nos esforçamos para ser humildes; são as lições/experiências da vida q, eventualmente, nos fazem humildes! Logo, não há qualquer mérito em sermos humildes; há, apenas, um amadurecimento da compreensão, q também, eventualmente, nos trará mais felicidade, mais satisfação, uma mente mais tranqüila e pode nos levar um pouco mais próximos de Deus. Apenas isso! Nada mais!
..................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 22 de Julho de 2012, 00:07
      Kazoka    (ref #184)

      Amigos, à pergunta de <como fazer> para ser humilde, para deixar de ser orgulhoso, de qual a receita milagrosa q nos fará ser humildes, o amigo respondeu:
 
      "A receita é simples e é o que todas as doutrinas, seitas e religiões sugerem: "Experimente"! Numa linguagem bem contemporânea. "faça um test drive"."
 
      Meu querido amigo Kazaoka, vc tem certeza de q essa é a "receita milagrosa", q vc já a conhece porq vc constatou q é isso q todas as doutrinas, seitas e religiões sugerem?!

      Sinceramente, me desculpe, mas tenho de discordar totalmente de vc! Nenhuma religião diz: "Experimente!". Todas elas se consideram completas em seus ensinamentos, q nelas já está tudo q precisamos saber e, sobretudo, aconselham a q não "experimentemos" mais nada; q basta q obedeçamos o q elas ensinam.

      Os próprios seguidores da DE afirmam, porq acreditam é evidente, q nada temos de experimentar, mas q, tudo q precisamos fazer, para sermos humildes, ou o q seja, para merecermos o "reino de Deus", está nas palavras de Jesus. A espirita, das doutrinas conhecidas, é a única q, mais aberta, admite q seus seguidores estudem outras doutrinas e as comparem com a DE; mas, meu distinto e jovem amigo, onde está na DE o "experimente!"?

      E experimentar o q significa para vc? Experimentar para ser humilde, o q é? É praticarmos manifestações exteriores q se assemelhem a ações de humildade? A prática, a repetição, o hábito de praticar ações de humildade, transformará a natureza orgulhosa de alguém, em uma natureza não orgulhosa, em uma natureza humilde? Experimenta é ler ou conhecer alguma coisa das doutrinas, ou chegar a compreender profundamente a q elas nos levam? Se nos levam a mais orgulho ainda ou a mais humildade? Com sua pouca idade, vc já experimentou quantas? Tem certeza de q a DE aconselha isso?   

      Repetindo, o q significa, para vc, "experimentar", fazer um "test drive" com as religiões? Em nosso mundo, há centenas delas, muitas com divisões e subdivisões, e, cada uma, se considerando a "única certa"! Para experimentar, por qual delas vc começaria? Vc já experimentou outras e chegou à conclusão de q a sua é a correta, de q pelo "experimentar", vc se tornará, verdadeiramente, humilde?
 
      "Experimentar" o q fazer para ser humilde, essa é a receita?

      Sinto muito, meu jovem, mas não entendi, mesmo!
.......................................................


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 22 de Julho de 2012, 02:23
      Os próprios seguidores da DE afirmam, porq acreditam é evidente, q nada temos de experimentar, mas q, tudo q precisamos fazer, para sermos humildes, ou o q seja, para merecermos o "reino de Deus", está nas palavras de Jesus. A espirita, das doutrinas conhecidas, é a única q, mais aberta, admite q seus seguidores estudem outras doutrinas e as comparem com a DE; mas, meu distinto e jovem amigo, onde está na DE o "experimente!"?

Coronel, primeiramente não falei em experimentar religiões ou doutrinas, falei em experimentar o exercício das virtudes. Se você aprendeu a falar, ficar de pé, caminhar, andar de bicicleta, como você aprendeu tudo isso? Não foi experimentando?
A mediunidade é uma das bases que sustentam a DE e, segundo o codificador dessa maravilhosa doutrina, em seu comentário que podemos encontrar no O Livro dos Médiuns, mais especificamente no cap XVII itém 200, falando sobre a importância da mediunidade e a forma de fortalecer essa base doutrinária, ele diz: "...Só existe um meio de se lhe comprovar a existência. É experimentar." Temos ai a experimentação servindo de norte ao postulante à tarefa doutrinária, e dita por aquele a quem os criadores da doutrina confiou sua divulgação.

       
      Meu querido amigo Kazaoka, vc tem certeza de q essa é a "receita milagrosa", q vc já a conhece porq vc constatou q é isso q todas as doutrinas, seitas e religiões sugerem?!

      Sinceramente, me desculpe, mas tenho de discordar totalmente de vc! Nenhuma religião diz: "Experimente!". Todas elas se consideram completas em seus ensinamentos, q nelas já está tudo q precisamos saber e, sobretudo, aconselham a q não "experimentemos" mais nada; q basta q obedeçamos o q elas ensinam.

Não vou falar aqui pelas religiões ou pelas doutrinas ou seitas, falo apenas pelo Espiritismo. Onde na doutrina Espírita você encontrou o que você colocou que as religiões e as doutrinas não nos ensinam nada, apenas ordenam que sigamos o que elas determinam? Me diga uma única proibição que a Doutrina Espírita lhe impôs ou lhe impõe cerceando a sua liberdade de ação ou escolha?
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 22 de Julho de 2012, 02:41
Os Espíritos nos ensinaram que somos artífices do nosso próprio destino e, portanto, responsáveis pelo bem ou pelo mau que cometemos. Que não existe culpa, sim responsabilidades, aquele que é responsável por uma má ação cabe a ele mesmo as devidas reparações, não como punição, mas como uma lição, um aprendizado. E o pobre de Espírito é aquele que, à medida que vai errando e corrigindo os próprios erros, adquire uma sabedoria que mostra a quem a alcança que, para cada acerto há uma recompensa e para cada erro uma nova chance de acerto, que isso é um processo de aperfeiçoamento e que esse aperfeiçoamento nos proporciona um bem estar traduzido em felicidade, e que tende ao infinito como tende ao infinito o grau máximo de perfeição que buscamos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 22 de Julho de 2012, 04:26
      ANTONIO RENATO BARBOSA     (ref #32)

      Antonio escreveu: Ser simples,ser humilde,pobre de espírito,eis aí a maior riqueza que se possa ter.

      Cel: e como conquistar essa "maior riqueza q se pode ter"?

      É tão fácil aconselhar: seja simples, seja humilde! Mas estes conselhos a nada levam! Precisamos, não é de saber q temos de ser humildes, simples, bons, solidários,q não devemos ser orgulhosos, egoístas, maus... Todos talvez, estejam até mesmo cansados de ver tantos conselhos semelhantes. Mas, o que precisamos mesmo saber, e q ninguém e nenhuma religião ou crença, consegue responder, é <como fazer> isso; como fazer para sermos humildes, como fazer para tirar de nosso coração ou de nossa natureza íntima, o orgulho, o egoismo, a maldade, as imperfeições q ali estão? Quem sabe ensinar como fazer para ser humilde, ou bom, ou caridoso, ou paciente, ou não ser invejoso....? Basta querer? Basta orar pedindo a Deus? Quem sabe como transformar o desamor q temos em nosso coração, por amor? Tenham certeza de q ninguém, nem qualquer religião baseada em livros ditos sagrados, nenhuma religião popular, sabe responder esta simples e pequeninha pergunta: <como fazer> para ser bom?

      Assim, é tão facil aconselhar <o que fazer>! O difícil, o extremamente difícil, é ensinar o <como fazer>! E é difícil pela simples razão de que nenhuma religião e nenhum de seus seguidores, sabe o como fazer! A resposta está além das religiões! Está em algo q os preconceitos não deixam alcançar; nem mesmo deixam investigar!

...................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 22 de Julho de 2012, 11:32
Bom Dia a todos

Kazaoka feliz por ver que minhas palavras foram compreendidas sem a possível marca de cizânia entre nós todos.

“Todos somos livres na escolha das causas nos nossos procedimentos; mas não somos livres na escolha dos efeitos e das reacções que nos são impostos pela lei da causalidade.
Assim como a faculdade de escolher e de dominar cresce, aumenta, com a capacidade e o merecimento, também cada escolha, no caminho, nos libertará ou nos prenderá aos processos regeneradores. Dessa forma o livre arbítrio não é um fato constante e absoluto, mas um fato progressivo e relativo, ao desenvolvimento espiritual que cada um tenha atingido. Não obstante a nossa liberdade, o processo evolutivo traçado pelas leis superiores da vida permanece inviolável, pois nossa liberdade é relativa e nossas acções nada podem alterar a não ser no que diz respeito a cada um de nós mesmos.
A lei no plano da matéria é determinista; no plano do Espírito é liberdade; pela evolução processa-se, para o Espírito, a passagem do determinismo ao livre arbítrio.”
Fonte ensino Espirita

..por isso é que eu escrevi o que escrevi porque já compreendi isto e por isso é que não há uma só receita medicamentosa para os males que cada um de nós possa estar a viver ou a enfrentar.

     No texto que o irmão filhodobino  postou, está; Uma das mais graves conseqüências da miséria moral é sem dúvida a total ausência de interesse por uma existência melhor, por mudanças para outros patamares de comportamento, nos quais se podem experimentar menos agruras.
A pobreza, a ausência de quaisquer estímulos e de expectativas para uma situação menos infeliz mantém o ser humano em estágio primário, desinteressando-se de outras conquistas além daquelas que lhe atendem o imediatismo do dia-a-dia: Nutrir-se, repousar, fazer sexo, embriagar-se, na busca de algum prazer que diminua a aspereza em que se debate.
VICTOR HUGO em DIAMANTES FATÍDICOS - 1ª Ed. Alvorada, 2005 -67 -

..ora bem parece-me que há quem queira lutar contra este primarismo sem sucesso..

Muita muita paz a todos

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 22 de Julho de 2012, 16:06
Amados do meu coração, companheiros estudantes do tema "bem aventurados os pobre de Espírito"...

Pobre de Espírito, nada teme... Nada o envaidece, segue confiante e atento às oportunidades de bem usar seu tempo e seus talentos em favor do próximo, na medida que lhe for apresentada, posto que confia em Deus e em sua suprema justiça.
Se erra, não fica caído, sente a dor da queda, levanta-se, reflete, aprende e segue...
Não busca reconhecimento, nem aplausos, e quando os recebe, entrega essa energia aos Espíritos encarregados da manutenção da ordem e da evolução naturalmente assistida, para que reparta na medida do merecimento de cada um na conformidade da lei, e se sente feliz por ser partícipe da obra criadora do Pai.
Divide seu tempo entre gratidão e obras quais sejam as que lhe forem inspiradas, na conformidade com o potencial que já tiver alcançado, e aguarda encarnação após encarnação até que se dê sua perfeita iluminação.
Vive satisfeito com o que já realizou e sempre pronto a realizar mais sem pretenção de salvar o mundo.

A razão dos estudos humanos, e a razão dos ensinos Espiritistas, não hão de negar justeza nos seguintes pressupostos:

"•   A Psicologia Cognitiva da Aprendizagem estuda os processos de produção do conhecimento e de aquisição das informações, ou seja, a maneira de percebermos e interpretarmos o mundo exterior.
•    A função dinâmica e adaptativa da aprendizagem tem por finalidade facilitar a amplificação da capacidade funcional da memória de trabalho através da Interação dos processos cognitivos, de associação e construção, num sistema complexo."
Autoria desconhecida, eu, prazerosamente informarei os créditos, mormente este trabalho não vise absolutamente nenhuma vantagem pecuniária, uso exclusivo para meu estudo pessoal.

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 22 de Julho de 2012, 17:26
Boa tarde
Espero não estar a ser chata mas se estiver digam-me.

  ..interessante ter ficado a saber quem era Sísifo.
Sísifo tornou-se conhecido por executar um trabalho rotineiro e cansativo. Tratava-se de um castigo para mostrar-lhe que os mortais não têm a liberdade dos deuses. Os mortais têm a liberdade de escolha, devendo, pois, concentrar-se nos afazeres da vida cotidiana, vivendo-a em sua plenitude, tornando-se criativos na repetição e na monotonia.Wikipédia, a enciclopédia livre.

..achei também interessante partilhar essa imagem convosco
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 22 de Julho de 2012, 17:27
           Oliva Prado    (ref #112)

      Cel: a companheira de estudos, Oliva, fez uma pesquisa e concluiu q a paixão, a posse e o desejo, são causados pelo egoísmo, ao qual estamos presos por nossa própria natureza; e que todos nós sofremos dele  de uma maneira ou de outra.

      A amiga concluiu acertadamente: o egoísmo é sentimento, ou imperfeição ‘natural’, a todos; está na própria natureza de cada um (humano ou não humano) e nasce do confronto da natureza do homem/espírito encarnado, com a natureza do mundo ameaçador ao derredor.

      Assim sendo, ninguém é responsável ou culpado por ser portador desse defeito moral, q a doutrina espírita denomina “chaga da humanidade”, e do qual todos os demais defeitos morais derivam.

      O egoísmo é, portanto, um sentimento natural, pois é resultante da própria natureza do mundo. 
.......................................

     
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 22 de Julho de 2012, 18:21
      Kazaoka    (ref #122)

      O amigo Kazaoka escreveu: Coronel, meu companheiro de jornada. Só encontra respostas para suas perguntas aquele que é humilde suficiente para crer que apenas está em um ponto de uma existência eterna e, que se muita coisa já ficou para traz e já foi estudado e compreendido, muito mais há para frente para experimentar e aprender.

      Cel: meu distinto jovem, mas vc ainda não crê “q está num ponto de sua existência e q há, ainda, muito mais para frente, para experimentar e aprender”?! Tenho certeza q sim, por todo seu estudo e pelas considerações e comentários q tem apresentado! Acertei?

      Porém, pelo q vc disse acima, errei! Porq digo isso? Porq vc disse q, se já tivesse chegado ao “ponto de crer q há muito mais a aprender”, teria encontrado respostas para minhas perguntas, certo? Então, poderia respondê-las, mas vc não o fez! 

      Kazaoka: Quando queremos deixar perguntas sem respostas, fica uma impressão muito forte de que achamos que já aprendemos muita coisa e que só nós e uns poucos "eleitos" é que temos conhecimento da verdade e que não há nada mais para ser aprendido neste mundo. Grande equívoco!

      Cel: exatamente, “grande equívoco”, sim, pois impressão significa nada mais do q a palavra diz:  “impressão”, isto é, suposição, opinião. Nada de concreto ou certo! Portanto, impressão é apenas um julgamento ou avaliação insegura sobre se algo é verdade ou não, concorda? Portanto impressão pode influir na opinião de alguém, ou de todos, e nada mais! Nada significa!

      E, veja mais, meu jovem amigo, perguntas não significam somente q, quem as faz, espera respostas; podem significar também (e é o q acontece com as minhas) motivação para que os companheiros reflitam e cheguem a suas próprias conclusões sobre as questões apresentadas. Pois é isso q falta para muitos: refletir, raciocinar! Não é essa recomendação q está na DE: “fé raciocinada!”?

      Infelizmente, e vc sabe disso, muitos não raciocinam e aceitam, passivamente, tudo q lhes vem ao conhecimento, pois q têm confiança total nas fontes de suas crenças!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 22 de Julho de 2012, 18:39
      Edna    (ref #48)

      Edna citou: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”, disse Jesus (Mateus, 5:3), iniciando o Sermão da Montanha.
      Jesus situou, assim, a humildade espiritual em primeiro lugar entre as virtudes que precisamos adquirir para merecermos a glória das almas redimidas.

      Cel: o tópico todo está repetindo essas palavras de Jesus, levando-nos a pensar q, se não somos humildes, somos responsáveis por “não sermos pobres de espírito” e, assim, que não podemos entrar no reino dos céus, porq estamos agindo orgulhosamente.

      Assim, coloco aqui, para todos os companheiros de estudos, apenas duas pequenas perguntas: “como fazer para ser humilde?”, “Podemos fazer alguma coisa para adquirir essa virtude?”.
..........................

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 22 de Julho de 2012, 18:53
      Kazaoka    (ref #50)

      Kazaoka escreveu: O que glorifica o Espírito é seu esforço empreendido nas próprias conquistas. E o que obscurece tais conquistas é a prepotência de atribuir somente a si o mérito de alcançá-las...

      Cel: a fé, como diz Kardec, deve ser raciocinada. Então, amigos, convido-os a raciocinar:

      Como deve fazer, ou agir, o espírito, para adquirir esse esforço q deve ser “empreendido nas próprias conquistas”?

      Como deve fazer ou agir, o espirito, para se desfazer desse sentimento de prepotência q o leva a "atribuir a si mesmo o mérito de alcançá-las"? 
..........................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 22 de Julho de 2012, 19:20
Coronel, achar que as nossas perguntas não têm respostas é uma coisa, agora, não aceitar as respostas que nos apresentam, ai é outra coisa.
Todas respostas que lhes são dadas, não falo das respostas das pessoas, mas, das respostas da própria Doutrina Espírita, de outras doutrinas, religiões e seitas, se nenhuma lhe satisfaz os questionamentos é porque a sua capacidade de compreensão não está apto a compreendê-las. E isso pode ser determinado por um estágio muito avançado do vosso Espírito em relação aos demais, ou então, muito atrasado. Mas, de qualquer forma, alguma coisa ou alguém está destoado nessa história.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 22 de Julho de 2012, 19:22
Boa tarde
Espero não estar a ser chata mas se estiver digam-me.

  ..interessante ter ficado a saber quem era Sísifo.
Sísifo tornou-se conhecido por executar um trabalho rotineiro e cansativo. Tratava-se de um castigo para mostrar-lhe que os mortais não têm a liberdade dos deuses. Os mortais têm a liberdade de escolha, devendo, pois, concentrar-se nos afazeres da vida cotidiana, vivendo-a em sua plenitude, tornando-se criativos na repetição e na monotonia.Wikipédia, a enciclopédia livre.

..achei também interessante partilhar essa imagem convosco


Amada irmã,
o pressuposto a que te atens configura nossa evolução anterior ao pleno raciocínio no amor e com reflexão destronada de raciocínio comparativo, que serviu unicamente ao mito.
Todavia, o aprendido nas repetições do instinto, tambem nos acompanha no raciocínio pós sopro, que pressupomos nos foi dado durante o elo perdido.
A crueldade e o desamor, nos mantém presos ao instinto, com atitudes viscerais, que se assemelham aos comportamentos pré-racionais.
Aquele que raciocina não repetiria o trabalho de Sísifo, tal como meu cão madruga, que todas as vezes que lanço ao longe sua bola, ele a pega no ar e me a devolve para lançá-la de novo, e a brincadeira não adquire ares de novidade, só repetições... Um humano e um irracional agindo não é mito, mas que parece, parece e nos serve de interatividade para compreensões.
Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 22 de Julho de 2012, 21:52
A vida física é um ensaio para a vida espiritual. É na existência física, através das provas as quais é submetido, que o Espírito integra à sua essência todas virtudes morais e intelectuais que vem acumulando de existência em existência. Como em qualquer ensaio, a harmonia é adquirida pelo aprimoramento alcançado com o exercício repetitivo e treinamento.
Por isso, mesmo que não sejamos portadores das virtudes que reconhecemos nos faltar, nada nos impede, a não ser a nossa má vontade, de experimentá-las, aplicando-as em todas as situações de nossas vidas que elas venham a encaixar-se. A sensação que experimentaremos nos resultados que elas proporcionam, nos darão uma idéia bem realista do que seria a sua vivência plena.
E o mais interessante nisso tudo é que, tais virtudes visam sempre o bem ao próximo, e quem as aplicam são recompensados pelo prazer íntimo de ter promovido o bem. A isso é que chamamos de "pobreza de espírito", é a capacidade de promover ao próximo o bem que desejamos a nós mesmos e que, em alguns casos, até já os vivenciam em si mesmos. Mas, de maneira nenhuma isso quer dizer que devemos sofrer para fazer o próximo feliz, podemos fazer isso de forma que o bem estar geral se estabeleça, partilhando com o próximo aquilo que é nosso motivo de felicidade naquele ponto que para o outro, talvez ainda seja um ponto de obscuridade. 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: filhodobino em 22 de Julho de 2012, 22:51
Amados irmãos, companheiros estudantes do tema: "Bem aventurados os pobres de Espírito"...

Peço vênia ao nobre confrade, dirigente deste estudo, para propor uma questão.
Tanto temos discutido acerca da humildade como um dos predicados inerentes ao pobre de Espírito, que me acudiu ao pensamento, algo peculiar e que por certo pode acrescentar ao nosso estudo.

Indago: Seria um pobre de Espírito, destituído de sendo propício e adequado para formular juízo de valor acerca das questões corriqueiras de seu viver?
Estaria um homem assim adjetivado como "pobre de Espírito", em condições de fazer considerações adequadas para bem se posicionar sobre o que pensa e por que pensa?

Ou seria o dito cujo, incapaz de satisfazer essa faceta inerente ao pensamento humano.?

Saúde e Paz!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 22 de Julho de 2012, 23:52

Indago: Seria um pobre de Espírito, destituído de senso propício e adequado para formular juízo de valor acerca das questões corriqueiras de seu viver?
Estaria um homem assim adjetivado como "pobre de Espírito", em condições de fazer considerações adequadas para bem se posicionar sobre o que pensa e por que pensa?

Ou seria o dito cujo, incapaz de satisfazer essa faceta inerente ao pensamento humano.?


O "pobre de espírito" que trata o evangelho é um Espírito de tão elevada superioridade moral e intelectual que que não dispensa oportunidade de fazer compreensível a sua opinião ou posição frente às variáveis da vida e, acima de tudo, compreende e respeita a opinião e posicionamento dos que não partilham com ele os mesmos princípios. Ele não é defensor de idéias e nem juiz de causa. O "pobre de espírito" do evangelho é seguro de suas convicções mas compreende que acima de tudo está a sabedoria Divina, que é absoluta, e sobre a qual estamos todos subordinados. Por isso compreende que é dado a todos o direito de viverem suas verdades, até que mais conhecimentos adquiridos pela própria experiência, venham complementá-las ou mostrar outras, até então, desconhecidas ou ignoradas.   
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 23 de Julho de 2012, 08:44
Bom Dia
Lendo seu poste Coronel
Devo dizer que: Infelizmente assim é;
Ainda hoje lendo sobre mediunidade cheguei a essa reflexão:
- O estado de isolamento pode levar o espírito sedento de luz a um ensoberbecer-se por transitar em circulo fechado de ideias e ideais mas penso que em estando  alertado para isso pode o homem minimizar o efeito negativo que isso produz.
Exactamente como alertados que somos sobre o egoísmo também podemos dominar seus efeitos negativos como por exemplo nunca chegar à crueldade, humilhação do próximo por oportunidade pois inevitavelmente o bem-estar de alguém sempre humilha quem menos tem, e por aí em diante…então isto é trazer ao nosso pensamento a consciência dos efeitos dos nossos atos causados pelas nossas fraquezas ou inferioridades.

Abç
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 23 de Julho de 2012, 09:01
Filhodobino
..penso que entendo sua palavras e seu raciocínio perfeitamente.
..mas dizer algo cuja prática não existe, existindo, permite raciocinar sobre o mesmo…foi o que fiz.
Falta ainda dizer
- se tivermos em consideração o que a presença de obsessores podem fazer num grupo de pessoas afins… muita irracionalidade com certeza de quando em quando.

Muita paz

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 23 de Julho de 2012, 12:16
Bom dia a todos!!!

Que Deus nos abençoe nesta última etapa de nosso estudo mensal sobre as "bem aventuranças", concedendo-nos o auxílio espiritual necessário para alcançar-mos os bons propósitos de aprimoramento do nosso entendimento sobre os ensinamentos de Jesus, traduzidos nas orientações que nos são dadas pelos Espíritos superiores nas obras codificadas por Kardec.

Quando Jesus disse no sermão da montanha: "Todo aquele, pois,que se humilhar e se fizer pequeno como este menino, esse será o maior no Reino dos Céus. E o que receber em meu nome um menino como este, a mim é que recebe. (Mateus, XVIII: 1-5).", o termo "se humilhar" diz respeito a se humilhar a Deus, compreendendo que é imperfeito e que muito há que se melhorar e evoluir. Não quis Jesus dizer "humilhe-se diante de um erro, de uma má ação contra ti ou contra o próximo, etc., cometida por um de vossos irmãos". Pelo contrário, diante dessas situações o verdadeiro Cristão, fortalecido de suas convicções, toma a postura de defesa da verdade e busca fazê-la prevalecer apresentando-a de forma mansa e clara. Foi assim que Jesus nos ensinou através da exemplificação de sua vida na Terra.

Humilhar-se diante do erro não é sinal de humildade!!! 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 24 de Julho de 2012, 02:12
O verdadeiro profeta, por ter alcançado tão alto grau espiritual, deve ser considerado um ser "pobre de espírito", como qualificou Jesus. E Erasto, no cap XXI do OESE, na lição 9, ao dar as características do verdadeiro profeta, essa pessoa de moral elevada e, ao mesmo tempo, conscientemente subordinado às Leis Divinas, ele traça um perfil de Espírito de personalidade forte por ser seguro (não orgulhoso) de suas convicções e de suas virtudes.
Lá encontraremos frases como as que transcrevo, abaixo:

"Em todas as coisas, o mestre há de sempre saber mais do que o discípulo; para fazer que a Humanidade avance moralmente e intelectualmente, são precisos homens superiores em inteligência e em moralidade. Por isso, para essas missões são sempre escolhidos Espíritos já adiantados, que fizeram suas provas noutras existências, visto que, se não fossem superiores ao meio em que têm da atuar, nula lhes resultaria a ação."
"...o verdadeiro missionário de Deus tem de justificar, pela sua superioridade, pelas suas virtudes, pela grandeza, pelo resultado e pela influência moralizadora de suas obras, a missão de que se diz portador."

No maior mandamento, "Amar a Deus sobre todas as coisas (humilhar-se perante ao soberano) e ao próximo como a si mesmo (humildade)", fica bem claro o sentido da frase que jesus utilizou para comentar estes dois mandamento; "Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas. (Mateus, XII: 34-40)"

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: zarthur em 24 de Julho de 2012, 12:03
Permanece, ao término da leitura de cada post, a forte impressão de um convite à humildade. 
Sempre reflito sobre isto. Como alcançar a verdadeira humildade? Pois entendo que esta é a virtude que semeará em nós, e fará frutificar, todas as demais.
Para isto será preciso estar sempre consciente de nossa pequenez ante a proposta da perfeição contida no Evangelho de Mateus, no versículo 48 do cap V:"Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial."

Perdoem-me a reflexão em tom um tanto pessoal, mas acredito que a partir do momento em que conseguirmos acolher em nosso íntimo, um pouco que seja, de humildade, daí por diante a harmonia e a paz resultantes afastarão de nós todas as angústias e sofrimentos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Danilo Henrique em 24 de Julho de 2012, 15:13
Caros, deixem-me compartilhar um pensamento que me foi inspirado certa vez.

Como conciliar a humildade, com a auto-estima?

Humildade não se trata do menosprezo de si mesmo. Mas do conhecimento de si mesmo.
É valido que se reconheça as qualidades e os potenciais próprios, muita embora com a consciência de que o "eu" não é melhor do que o "outro".
Por mais evidente que pareça a diferença no grau de inteligência e moral entre "eu" e o "outro", quantas aptidões e virtudes ele também não possui, por não sentir necessidade de exibi-las?

Abraços!





 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 24 de Julho de 2012, 18:27
Permanece, ao término da leitura de cada post, a forte impressão de um convite à humildade. 
Sempre reflito sobre isto. Como alcançar a verdadeira humildade? Pois entendo que esta é a virtude que semeará em nós, e fará frutificar, todas as demais.
Para isto será preciso estar sempre consciente de nossa pequenez ante a proposta da perfeição contida no Evangelho de Mateus, no versículo 48 do cap V:"Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial."

Perdoem-me a reflexão em tom um tanto pessoal, mas acredito que a partir do momento em que conseguirmos acolher em nosso íntimo, um pouco que seja, de humildade, daí por diante a harmonia e a paz resultantes afastarão de nós todas as angústias e sofrimentos.

Zarthur, de minha parte, pelo menos, não há do que se desculpar.
Quando se trata de interpretar ou buscar assimilar um ensinamento, não tem como omitirmos a visão pessoal. E você cita o fato de sempre a questão da verdadeira humildade fazer-se presente na maioria dos post, é verdade!
Isso nos mostra quanto é importante a compreensão mais "justa" do significado de ser humilde. E é justamente sobre isso que apoia-se a base que inspirou-nos a proposição deste tema "pobres de Espírito", como material de estudo deste mês.
Veja bem, tudo que se tem dito como opinião pessoal, ou que se tem feito referências às obras básicas ou às passagens bíblicas, nos deixam bem claro que a pobreza de espírito nada tem haver com submissão incondicional, exceção feita a Deus, no qual o pobre de espírito tem depositada toda fé e confiança em sua soberana justiça.

O pobre de espírito não é aquele que fica "encolhidinho" no canto, de posse de todo seu entendimento e apenas fazendo em seu fórum íntimo, julgamento de cada caso e dos que lhe circundam. Não! O "pobre de espírito" é ativo, faz acontecer, tem segurança em suas atitudes e as apresentam diante de cada situação que faça necessária a sua manifestação. A sua humildade reside no fato de não se envaidecer por isso. e nem de sentir superior ao próximo, mesmo reconhecendo que este encontra-se em uma posição inferior. O seu "humilhar-se" é colocar a sua personalidade em segundo plano perante a Deus e às fraquezas e imperfeições dos que lhe são próximos sem, no entanto, desconsiderar o ímpeto de fazer com que a verdade estabeleça.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 25 de Julho de 2012, 08:50
Bom Dia a todos
..continuando  no estudo, referenciar que segundo o que a doutrina espírita nos ensina e segundo o que está no Livro dos Médiuns;  a humildade é um dos requisitos de um Bom médium.
No Cap. XVI
 197. Bons médiuns
Médiuns sérios: os que unicamente para o bem se servem de suas faculdades e para fins verdadeiramente úteis. Acreditam profaná-las, utilizando-se delas para satisfação de curiosos e de indiferentes, ou para futilidades.
Médiuns modestos: os que nenhum reclamo fazem das comunicações que recebem, por mais belas que sejam. Consideram-se estranhos a elas e não se julgam ao abrigo das mistificações. Longe de evitarem as opiniões desinteressadas, solicitam-nas.
Médiuns devotados: os que compreendem que o verdadeiro médium tem uma missão a cumprir e deve, quando necessário, sacrificar gostos, hábitos, prazeres, tempo e mesmo interesses materiais ao bem dos outros.
Médiuns seguros: os que, além da facilidade de execução, merecem toda a confiança, pelo próprio caráter, pela natureza elevada dos Espíritos que os assistem; os que, portanto, menos expostos se acham a ser iludidos. Veremos mais tarde que esta segurança de modo 'algum depende dos nomes mais ou menos respeitáveis com que os Espíritos se manifestem.

No Cap. XXXI
Dissertações Espíritas – Sobre os Médiuns vemos como é difícil vivê-la sem a tal de humildade.
XII
As faculdades de que gozam os médiuns lhes granjeiam os elogios dos homens. As felicitações, as adulações, eis, para eles, o escolho. Rápido esquecem a anterior incapacidade que lhes devia estar sempre presente à lembrança. Fazem mais: o que só devem a Deus atribuem-no a seus próprios méritos. Que acontece então? Os bons Espíritos os abandonam, eles se tornam joguete dos maus e ficam sem bússola para se guiarem. Quanto mais capazes se tornam, mais impelidos são a se atribuírem um mérito que lhes não pertence, até que Deus os puna, afinal, retirando-lhes uma faculdade que, desde então, somente fatal lhes pode ser.
XV
Todos os médiuns são, incontestavelmente, chamados a servir à causa do Espiritismo, na medida de suas faculdades, mas bem poucos há que não se deixem prender nas armadilhas do amor-próprio,
..continua o paragrafo….
Quanto mais pretenderem eles elevar-se, tanto mais ridícula lhes será a queda, quando não desastrosa.
(  )
As grandes missões só aos homens de escol são confiadas e Deus mesmo os coloca, sem que eles o procurem, no meio e na posição em que possam prestar concurso eficaz. …continua..

Persuadam-se bem de que, na esfera modesta e obscura onde se acham colocados, podem prestar grandes serviços, auxiliando a conversão dos incrédulos, prodigalizando consolação aos aflitos. Se daí deverem sair, serão conduzidos por mão invisível, que lhes preparará os caminhos, e serão postos em evidência, por assim dizer, a seu mau grado.
Lembrem-se sempre destas palavras: "Aquele que se exalçar será humilhado e o que se humilhar será exalçado." O Espírito de Verdade.

Palavras  de Kazaoka
Não existe receita para ser-mos humildes, existem momentos e oportunidades para que a exerçamos, porque sua semente está plantada em todos nós.

 
     Portanto estamos abrindo nossa consciência a esta verdade dentro do exercício da mediunidade. Mas esse ùltimo paragrafo do texto do Livro dos Médiuns diz algo muito importante. Acho que preciso de uma ajudinha para comentá-lo.

Muita paz




Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 25 de Julho de 2012, 17:12
Oliva, para ser humilde, assim como para ser caridoso, não existe uma condição ou patamar evolutivo definido para que comecemos a exerçermos estas virtudes. Diante dos fatos e em função das impressões que eles despertam em nós, é que se desencadeiam as reações que exteriorizamos, refletindo a resposta do Espírito às impressões recebidas. E isso acontece a todo momento de nossas vidas desde que iniciamos o nosso processo de evolução, ou seja, desde a gênese espiritual.

Se para uma população evoluída é necessária uma educação desde a base, para a evolução do Espírito é necessário o aprendizado alcançado pela educação recebida existências afora. E quando o Espírito alcança um grau de evolução que o coloca na ordem dos superiores, lá ele estará, não raro sem ter consciência disso, pela sua superioridade em saber e em bondade mas, essa superioridade não é medida em relação aos seus semelhantes, sim sobre as suas antigas imperfeições. Por isso a atribuição de "pobre de espírito" dado a estes seres que, apesar de todo saber e bondade, continuam compreensíveis ao retardamento espiritual do próximo, tentando auxiliá-lo, ao mesmo tempo que continua humilhando-se à suprema sabedoria e bondade de Deus.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 26 de Julho de 2012, 06:39
Bom Dia
Grata pela ajuda recebida na iluminação do meu ser imortal.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Victor Passos em 26 de Julho de 2012, 19:03
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Parabens pelo trabalho que estão a fazer;

Espírito de Lamennais

Revista Espírita, fevereiro de 1862

Bem-aventurados os pobres de espírito.

As diferentes ações meritórias do Espírito depois da morte são, sobretudo, as do coração, mais do que as da inteligência. Bem-aventurados os pobres de espírito não quer dizer unicamente bem-aventurados os imbecis, mas bem-aventurados aqueles que, cheios dos dons da inteligência, deles não fazem uso para o mal, porque é uma arma muito poderosa para arrebatar as massas. Entretanto, como dizia Gérard de Nerval, recentemente (1-(1) Alusão a uma comunicação de Gérard de Nerval.), a inteligência desconhecida sobre a Terra será um grande mérito diante de Deus. Com efeito, o homem poderoso em inteligência, e lutando contra todas as circunstâncias infelizes que vêm assaltá-lo, deve se regozijar destas palavras: "Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros"; o que não deve se entender na ordem unicamente material, mas também para as manifestações do Espírito e das obras da inteligência humana. As qualidades do coração são meritórias, porque as circunstâncias que podem impedi-las são bem pequenas, bem raras, bem fúteis. A caridade deve brilhar por toda a parte, apesar de tudo, para todos, como o Sol está para todo o mundo. O homem pode impedir a inteligência de seu próximo de se manifestar, mas nada pode sobre o coração. As lutas contra a adversidade, as angústias da dor, podem paralisar os impulsos do gênio, mas não podem parar os da caridade.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 26 de Julho de 2012, 23:44
Caro amigo Victor, sei o quanto pode ser extremamente pernicioso para o Espírito o efeito indesejável que um simples elogio pode causar. Mas, no seu caso, conhecendo-o da forma que conheço, sei que você tem a humildade necessária para receber de forma inabalável e com naturalidade meus sinceros elogios, pela forma simples e, ao mesmo tempo, tão rica de sabedoria contidas na mensagem com a qual brindaste este estudo. Obrigado, e que Deus nos abençoe!!!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Julho de 2012, 13:32
                                                                      VIVA JESUS!




          Bom-dia! queridos irmãos.



                  Bem-aventurados os Pobres de Espírito




O que se deve entender por pobres de Espírito


Disse Jesus: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”.
Para Jesus, os pobres de espírito são as pessoas humildes, ou seja, os Seres Humanos que têm consciência de que os talentos que possuem são uma dádiva divina. O belo deve agradecer a sua beleza. O inteligente deve agradecer a sua inteligência. O rico deve agradecer a sua riqueza. Também o pobre deve agradecer por estar vivo e que, apesar da pobreza, tem a chance de aprender que a maior de todas as riquezas é o amor. É uma bobagem se entristecer por não possuir bens materiais que permanecerão na Terra, após sua morte, e que não terão nenhuma serventia no mundo espiritual. Aquele que se acha superior, melhor que os outros por ser belo inteligente ou rico, é um tolo.


Aquele que se elevar será rebaixado


Humildade é sinônimo de respeito. Ganhamos a vida de presente, por essa razão, devemos honrá-la, cumprindo as leis de Deus. Devemos ter em mente que somos pequenos. Um grão de areia, perdido numa praia. Mas, se nos conscientizarmos de nossa pequenez depositando fé no Senhor, aos Seus olhos nos tornaremos gigantes.


Joguemos no lixo o orgulho e a ambição desmedida para, como formiguinhas, fazermos nossa parte. O esforço pessoal de amar fraternalmente, somado ao de muitos, terá o poder de mudar o mundo, tornando-o um lugar melhor para se viver.


O orgulho e a humildade


Há muita pobreza no mundo. Por essa razão é bastante comum ver as pessoas que possuem muito dinheiro acharem-se melhores que as outras. Porém, pergunto-lhe: “Conhece alguém que seja mais rico que Deus?” Se o Senhor ama a todos, igualmente, o que devemos pensar daquele orgulhoso que se julga superior? A resposta é só uma: “Um coitado que esconde, atrás da riqueza, a alma enfraquecida.”


Riqueza maior é aquela almejada em todo e qualquer mundo existente. A moeda usada por Deus é o Amor. É o único patrimônio de real valor que podemos carregar em nossos corações existência afora.


Missão do homem inteligente na Terra


Inteligente é o homem que tem como missão na Terra seguir as leis de Deus.




O Evangelho segundo o Espiritismo para Infância e Juventude, (A partir de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec).







                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Julho de 2012, 16:56
Meu nobre irmão Kazaoka.Eis aí umas escritas acertadas a respeito de uma pessoa simples
e humilde,como é o nosso irmão Victor Passos.Não estou assim o enaltecendo,mas sim con-
-cordando com o que você escreveu.Há muito eu venho acompanhado as colocações do nosso
irmão Victor Passos,em um intervalo de tempo ele não mais tinha se pronunciado,mas vejo
com satisfação o seu retorno ao nosso FE,que assim permaneça sempre.
Fique na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Victor Passos em 27 de Julho de 2012, 18:11
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Antes demais agradeço tão generosa bondade dos Irmãos, mas nem justifico  a minha pequenez, porque muito tenho que limar das arestas, para que possa merecer tal elogio.

Mas continuando e aproveitando uma audição de algum tempo atrás acrescento ao estudo;

Os pobres, sofrem  carências, mas estão resignados, e isto os faz felizes.
O âmago os faz seguir nesse sentido,  faz ser o que realmente somos, sem expectativas vazias, sem ostentação, sem aflições de aparentar o que não se é... Sem ilusões.

Isto não é acomodar-se. Apenas viver a realidade da condição em que estamos envolvidos.
Devemos lutar por melhorar as condições de vida, mais do que  óbvio. Porém quando lutamos pelas aparências, somos aí sim almas pobres. Enfim, iludimos-nos por coisas que passam, que podem ser retiradas, que podem ganhar caruncho .

Educando nossos filhos e educando-nos para uma vida sem ilusões, de perseverança nos bons propósitos, nas lutas inevitáveis das conquistas intelecto-morais, estaremos sempre de bem com a vida, felizes, sem a excessiva preocupação com o ter, mas na busca permanente do ser. Notem, são situações bem distintas, ser e ter.

Melhor ser autêntico, honesto, trabalhador, digno, honrado, lutador das boas causas. Para não ser corrupto, desonesto, e tudo aquilo que o leitor já sabe. E descobrir outros valores...

Num dos últimos escritos  tomei como eleição esta frase  muito profunda;  Vamos viver as coisas vivas e deixemos as coisas mortas.....

abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 28 de Julho de 2012, 11:18
Bom dia a todos, que este início de final de semana seja o momento do repouso merecido do corpo físico, instrumento de trabalho para o cumprimento de nossas obrigações temporais, bem como, também, meio abençoado de integração do Espírito com seu ambiente de aprendizado.

Agradeçamos a Deus pela benção da matéria e do Espírito.

 

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 28 de Julho de 2012, 18:57
Olá amigo Kazaoka, demais participantes...  :)



“E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo.” - Jesus 
(Mateus, 20: 27)
   


Nos variados setores da experiência humana, encontramos as mais diversas criaturas a buscarem posições de destaque e postos de diretiva.

Há pessoas que enveredam pelas sendas do comércio e da indústria, em corrida infrene por se elevarem nas asas frágeis da posse efêmera.

Muitas elegem a tirania risonha no campo social, para se afirmarem poderosas e dominantes.

Outras pontificam através do intelecto, usando a Ciência como apoio da autoridade que avocam para si mesmas.

Temos ainda as inteligências que, em nome da inovação ou da arte, se declaram francamente partidárias da delinquência e do vício, para sossegarem as próprias ânsias de fulguração nas faixas da influência.

Todas caminham subordinadas às mesmas leis, elevando-se hoje, para descer  amanhã.

O império econômico, a autoridade terrestre ou o intelectualismo sistemático possibilitam a projeção da criatura no cenário humano, à feição de luz meteórica, riscando, instantaneamente, a imensidade dos céus.

Em piores circunstâncias, aquele que preferiu o brilho infernal do crime, esbarra, em breve tempo, com a dureza de si mesmo, sendo constrangido a reunir os estilhaços da vida, provocados por suas ações lamentáveis, na recomposição do destino próprio.

Grande maioria toma a aparência do comando como sendo a melhor posição, e raros chegam a identificar, no anonimato da posição humilde, o posto de carreira que conduz a alma aos altiplanos da Criação.

Apesar de tudo, porém, a verdade permanece imutável.

A liderança real, no caminho da vida, não tem alicerces em recursos amoedados.

Não se encastela simplesmente em notoriedade de qualquer natureza.

Não depende unicamente de argúcia ou sagacidade.

Nem é fruto da erudição pretensiosa.

A chefia durável pertence aos que se ausentam de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los...

Esquecendo as luzes transitórias da ribalta do mundo...

Renunciando à concretização de sonhos pessoais em favor das realizações coletivas...

Obedecendo aos estímulos e avisos da consciência...

E por amar a todos sem reclamar amor para si, embora na condição de servo de todos, faz-se amado da vida, que nele concentra seus interesses fundamentais.

Emmanuel

[attach=1]

Fonte: O Espirito da Verdade, Chico Xavier e Waldo Vieira, sendo que a FEB autorizou a publicação para fins de estudo.


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Victor Passos em 28 de Julho de 2012, 20:05
Ola muita paz e harmonia
Amigos  e Amigas

   Em alguns posts atrás verifiquei que se questiona como ser humilde, como chegar até lá....Pois bem no meu entender ela é tudo aquilo que encerra a caridade sentida e ativa...nas mãos do Mestre...amar o próximo como a nós mesmos e a Deus acima de força para a evolução do espírito, pelo AMOR, essa é a melhor mensagem de humildade..

Muita paz e harmonia

Congratulações pelo excelente trabalho

abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 29 de Julho de 2012, 01:13
... estaremos sempre de bem com a vida, felizes, sem a excessiva preocupação com o ter, mas na busca permanente do ser. Notem, são situações bem distintas, ser e ter.


Como faz diferença o sentido de "ser" e de "ter", quando analisamos estas duas palavras e o que elas significam em nossas existências.
Quando ainda imperfeitos, como estamos agora, o "ser" depende muito do "ter"; ...Para me sentir feliz tenho que ter isso ou aquilo. À medida que evoluímos, começamos a perceber que o "ser" e o "ter", vão se confundindo no nosso íntimo e vão se tornando uma coisa só. O "pobre de espírito" é bom porque tem bondade natural manifesta, é humilde porque tem humildade natural manifesta, é sábio porque sabe que não tem tudo, principalmente conhecimento.
Isso pode ser observado até ao estudarmos as antigas escrituras. Na Gênese Mosáica, Adão e Eva receberam de Deus o éden, lá eles já "tinham" tudo que pudesse proporcionar a eles "serem felizes" conforme a vontade de Deus e o desejo do Espírito. Mas Deus os alertaram sobre a proibição de "possuírem" o fruto da árvore do conhecimento. E o que é o fruto dessa árvore? É o saber!
E Deus recomendou a proibição do consumo do fruto daquela árvore porque aquele que "consome" esse fruto, sentindo dono da verdade, começaria a atribuir a si mesmo as aquisições e realizações, despertando os vermes do "orgulho e da vaidade" que atrasam nossa marcha. Na verdade, a exemplo de todo éden, o saber nada mais é do que concessão dada pelo Criador para que seus filhos cresçam em Espírito. "Ter" a árvore do saber em nosso éden íntimo, é mais importante do que consumirmos seus frutos, porque para o Espírito despreparado, este fruto prestará o desserviço de nutrir os dois vermes que abrem as chagas da humanidade, o orgulho do "ter" e a vaidade do "ser". Esse o nosso pecado original!     
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 29 de Julho de 2012, 10:00
Bom dia a todos

Diante da vida que é tão complicada, diante da nossa aprendizagem, nunca percamos a fé que salva.
Pois temos tantas áreas de imperfeição por limar.

...que bom sermos presenteados por essas almas que nos proporcionam momentos de paz como as que
escrevem lições de esperança, as que cantam, as que dançam, as que lêem, e por aí em diante….
http://youtu.be/Up7-sBSuFpI
Charice – You Raise Me Up

Muita paz e força no Bem, sempre.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 29 de Julho de 2012, 10:43
.. pegando na mitologia de Adão que segundo o que está na Gênese Espirita, Adão  personifica a Humanidade…(1) Está hoje perfeitamente reconhecido que a palavra hebréia haadam não é um nome próprio, mas significa: o homem em geral, a Humanidade, o que destrói toda a estrutura levantada sobre a personalidade de Adão.
…..e estive a ler um pouco e pensei se Eva significa vida….
Será que Adão – humanidade – pode significar  “Amor”

“Amor” vem do Latim AMOR (acento no “A”), “afeto, amor, paixão, desejo”.
“Amigo” era AMICUS em Latim e derivava de AMOR.
“Cativar” é o particípio passado do verbo CAPERE, “tomar, pegar, prender”. Metaforicamente, podemos “prender” alguém através da sedução, dos bons atos.
“Anjo” vem do Grego ANGELOS, “mensageiro”, “aquele que traz mensagens da divindade”.
“Irmão”: do Latim GERMANUS, “verdadeiro, da mesma raça”, derivado de GERMEN, “descendente, gerado por”.
(Net - Consultório Etimológico)

Temos evoluído no acerto dessas forças que se confundem por vezes.

Jesus disse “Amarás ao Senhor Teu Deus de todo o teu coração de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o PRIMEIRO e grande mandamento. E o SEGUNDO semelhante a este é:Amarás o teu próximo como a ti mesmo. DESTES DOIS MANDAMENTOS DEPENDEM TODA A LEI e os profetas.” Portanto a Lei se resume em AMAR A DEUS e AMAR O PRÓXIMO, e ainda vai mais longe pois em Romanos 13:10 Paulo escreveu: ”O amor ñ faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da Lei é o amor.” AMOR é a conclusão! (Consultório Etimológico)

..a resposta para que se cresça em espírito.....









Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 31 de Julho de 2012, 00:50
Bem aventurado os pobres de espírito.Amanhã dia 31 é um dia muito especial para mim,é o
dia do meu aniversário,o maior presente que eu possa receber é a certeza que a cada dia
eu me torno mais simples,mais humilde,mais consciente da minha responsabilidade para
com os meus irmãos,e que isto me aproxima de Deus,e a ele posso me humilhar diante da sua
grandeza,pois bem sei que o seu amor é muito grande por mim,e este amor é também o seu
presente para mim.
Fiquem na paz.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: sensitive em 31 de Julho de 2012, 00:58
Bem aventurado os pobres de espírito.Amanhã dia 31 é um dia muito especial para mim,é o
dia do meu aniversário,o maior presente que eu possa receber é a certeza que a cada dia
eu me torno mais simples,mais humilde,mais consciente da minha responsabilidade para
com os meus irmãos,e que isto me aproxima de Deus,e a ele posso me humilhar diante da sua
grandeza,pois bem sei que o seu amor é muito grande por mim,e este amor é também o seu
presente para mim.
Fiquem na paz.

Antonio antes de tudo os meus parabens, e aproveito tambem para dizer que estou de acordo consigo ser o mais simples possivel e honesto é ser bem aventurado......

Sensitive
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 31 de Julho de 2012, 11:13

 Um Feliz Dia para si, António Renato Barbosa

..dizem os que disso entendem; que o girassol é flor de Julho- Agosto e simboliza orgulho e amizade.
 Neste tema falamos dos aspectos negativos de ser-se orgulhoso mas há  o orgulho como  alto estima positiva..
..assim seja interpretado ....

Muita paz a todos
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 31 de Julho de 2012, 12:45
Bom dia a todos!!! E em especial ao nosso companheiro Renato que aniversaria hoje, Que Deus abençoe todos nós mas, em especial a você!

Estamos no limiar do final de nosso estudo e trata-se do final de um ciclo e não a unificação e, muito menos, a conclusão de um entendimento do que seja "pobre de espírito" no contexto evangélico.

Agradecemos a todos que compuseram as mais de 17000 visitas à esse estudo e as mais de 200 mensagens postadas. Esse agradecimento não é pelos números em si, pois se assim fosse, seria apenas pelo envaidecimento que estaríamos a agradecer. O verdadeiro sentido do agradecimento está no fato de que estes dados representam as oportunidades que o fórum proporcionou para que cada um tivesse aqui, um ponto de convergência sobre os conceitos pessoais daqueles que deixaram suas opiniões, contribuindo para que todos forjassem seus próprios conceitos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 31 de Julho de 2012, 15:19
      Antonio Renato

      Um grande e forte abraço.
................................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 31 de Julho de 2012, 17:38

Os pobres de espíritos, diferenciam-se dos demais sofredores aos quais Jesus faz menção no sermão do monte, pela forma de proceder ante os costumes que a sociedade impõe.

" Bem Aventurados os Pobres de Espírito "
Então   como devemos  compreender,  estas palavras  podem ter vários  conceitos, basta  estarmos  em determinados pontos de evolução, na qual suas interpretações  nos podem levar  a  várias  conclusões ..

Pobre  de Espírito , nada tem a ver  com o que muitos podem interpretar, mas  sim  com  a pureza do coração e  dos sentimentos nobres de  cada um de nós..


Por muitas vezes ouvi pessoas confundirem o real sentido de “Bem-aventurados os pobres de espíritos...” com aqueles que são pobres de bons sentimentos, quando, ao contrário, esta bem-aventurança encerra um sentido profundo da mais alta moralidade que eleva o ser (intelectual e moralmente), e é alcançada através do cultivo das virtudes que expressam os bons sentimentos, feita pelos suaves caminhos da simplicidade de coração e humildade de espírito que abrirão a prometida porta do Reino dos Céus.


E o que é a tal humildade?

Ser humilde, não é viver em eterna e perturbante genuflexão, sem nenhum arrazoar do porque deste ato.
Ser humilde não é esconder num sorriso forçado a vontade de dizer, "não me enche o saco pô".
No entanto, a humildade que por ser uma Virtude, necessita do esforço verdadeiro, perseverante e fortificado para ser conseguida, não pode prescindir, também do conhecimento. Sem este, meus amigos, estacionamos nas fieiras da ignorância e como um "plus" maldizente, ainda teremos como coadjuvantes as doenças que aparecem parasitosamente, advindas dela, ou seja a cupidez, a falsidade, o orgulho e a mistificação, para dizer apenas sobre estas.


... muitas das vezes pessoas  confundem o real sentido de ser pobre de espírito O egoísta principalmente, por entender que seja ele o senhor de tudo, e dele não se pode encontrar
a humildade que o leve a Deus.



Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 31 de Julho de 2012, 17:47

     Quando Jesus reservou bem aventuranças aos pobres de espírito, não menosprezava a inteligência, nem categorizava o estudo e a habilidade por resíduos inúteis.



Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho.

Os "pobres de Espírito sãos os humildes, que nunca mostram saber o que sabem, e nunca dizem ter o que têm; a modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são os que sabem que não sabem!

Sem a humildade, nenhuma virtude se mantém. A humildade é o propulsor de todas as grandes ações e rasgos de generosidade, seja na Filosofia, na Arte, na Ciência, na Religião.

Os humildes são simples no falar; sinceros e francos no agir; não fazem ostentação de saber nem de santidade; abominam os bajulados e servis e deles se compadecem.


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 31 de Julho de 2012, 18:01

O espirito imortal precisa ser "pobre", ou seja humilde, reconhecer-se como depositário fiel daquilo que Deus, em sua mesericórdia, lhe oferta materialmente para desempenhar suas atividades, as quais deverão lhe trazer de volta a casa do Pai.



Para entendemos com clareza a palavra do mestre Jesus, precisamos primeiramente entende as causas que nos cerca, atraves dos tempos que vivemos nesse mundo.

Não adianta no meu modo de entender, que o homem tem que ser omisso, os mensageiros que vieram a essa terra nos deu esclarecimento para proceder sempre na verdade contida nos ensinamentos.



Atendamos os apelos daqueles que querem o nosso bem e nos alertam com conheci mento de causa pois eles já passaram por tudo o que nós passamos hoje, e nos dão as dicas do melhor caminho a ser seguido, para que não soframos tanto.



Humildade é matéria que em mundos como o nosso ainda nos falta muito estudo para passarmos na prova final, e é esta a matéria que consagra mais alunos em repetência neste orbe.


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Caroline Wilde em 31 de Julho de 2012, 18:06
Ser humilde é não humilhar ninguém. Criar situações desconfortantes para alguém. Por mais que a vida te proporcione mais recursos, mesmo que você tenha hierarquia, seja financeira ou profissional, nunca use isso para degradar alguém. Nunca deixar influenciar o que você tem em definir o seu caráter. Ser humilde é respeitar o próximo. É não brigar, e se houver brigas, porque infelizmente estamos em constante evolução, tentar amenizar, ter a sabedoria que nós todos somos iguals, ninguém é superior à ninguém, somos todos feitos pelo mesmo Pai, logo nunca poderemos desmerecer ninguém, seja pobre, ou rico, ignorante ou sábio, simpático ou grosso. Cabe a nós, a NOS regramos e sermos humildes com todos, pois além de beneficiar o ambiente em que vivemos, as pessoas ao nosso redor, estaremos fazendo bem à nós mesmos, pois teremos dimensão que estamos no caminho certo. Porque para ser humilde requer muito trabalho no cotidiano, desde um 'Bom dia' à um porteiro à um 'Olá!' à alguém antipático. Requer saber pedir perdão, a se colocar no lugar da pessoa. Ser humilde é respeitar os direitos de alguém. Jesus deseja que nós sabemos ser humildes para assim podermos conviver em sociedade da melhor forma possível. Sendo humilde, somos honestos com nós mesmos. Consequentemente, sendo honestos, nossa consciência está sempre alerta. Com ela sempre alerta, tomamos mais conta de nossas atitudes. E assim a tendência será fazer o bem,  logo humildade tem a ver com honestidade, logo a fazer o bem. Um homem de Deus é humilde. Talvez a humildade que Jesus versa um homem só consiga após vidas e vidas...
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 31 de Julho de 2012, 18:13
Caros irmãos e irmães do FE,brigadão pelas palavras de carinho quanto ao meu aniversário.Agradeço a Deus pela oportunidade de poder ter participado mais uma
vez do nosso estudo mensal,por ter aceito e entendido o que é ser pobre de espí-
-rito,pois esta condição  será a minha maior riqueza,enquanto a minha maior virtude
será a humildade.Sendo assim,com certeza estarei exercitando as leis de Deus,e dele
poderei me aproximar com segurança.
Fiquem todos na paz,e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 31 de Julho de 2012, 23:06
Bem aventurado os pobres de espírito. Amanhã dia 31 é um dia muito especial para mim, é o dia do meu aniversário, o maior presente que eu possa receber é a certeza que a cada dia eu me torno mais simples, mais humilde, mais consciente da minha responsabilidade para com os meus irmãos, e que isto me aproxima de Deus, e a ele posso me humilhar diante da sua grandeza, pois bem sei que o seu amor é muito grande por mim, e este amor é também o seu presente para mim.
Fiquem na paz.

Oi Renato, feliz niver!  :)
Desejo muita paz, luz e amor na sua vida.
Abraços fraternos,
Edna ;)
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Edna☼ em 31 de Julho de 2012, 23:16
BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO

“Pobre raça humana, cujos caminhos foram todos corrompidos pelo egoísmo, reanimai-te, apesar disso! Na sua infinita misericórdia, Deus envia um poderoso remédio aos teus males, um socorro inesperado à tua aflição. Abre os olhos à luz: eis que as almas dos que se foram estão de volta, para te recordar os verdadeiros deveres. Elas te dirão, com a autoridade da experiência, quanto às vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são pequeninas, diante da eternidade. Dirão deste mundo; que nesta, será maior o que foi menor entre os pequenos deste mundo; que o que mais amou os seus irmãos será o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da autoridade, serão obrigados a obedecer aos seus servos; que a caridade e a humildade, enfim, essas duas irmãs que se dão às mãos, são os títulos mais eficazes para obter-se a graça diante do Eterno.”

Adolpo, Bispo de Alger, Marmande, 1862

(in, O Evangelho Segundo o Espiritismo)



[attach=1]



Kazaoka, parabéns a você e a todos que participaram do estudo!

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 31 de Julho de 2012, 23:25

Sabemos já, que os "pobres de espírito" são pessoas que não buscam, seu destaque individual, mas ao contrário, trabalham em prol da coletividade. São pessoas que cultivam a humildade e a caridade, sendo assim o Reino dos Céus à elas pertence.



Não nos iludamos com a subida inesperada do orgulhoso e as vantagens aparentes da riqueza. Estejamos firmes em nosso posto de trabalho, atendendo resignadamente às determinações da vontade de Deus a nosso respeito.



Quem são os pobres de espírito?
São as pessoas que não querem ser o centro das atenções, que não buscam só o seu destaque individual, mas sim, trabalham para a coletividade, mesmo que isso venha a incomodar sua própria vida. Os pobres de espírito são as pessoas que buscam o conhecimento, a riqueza interior, deixando as aparências exteriores em segundo plano. Estas pessoas cultivam a humildade e a caridade e por isto o Reino dos Céus será delas.




Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 31 de Julho de 2012, 23:55
Todo esse conhecimento que aqui encontramos, vem aperfeiçoaro que já apreendemos e assimilamos. Muitas vezes o que nós falta é colocar em pratica mesmo, mas como Espíritas que somos estamos sempre buscando burilar as nossas más tendências diante dos obstáculosdo dia-a-dia.


Humildade não é servidão. Ë, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal  e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia.



O humilde não se deixa lisonjear pelos elogios ou pela situação de destaque em que se encontre.
 O exercício da humildade se dá quando procuramos em nós os defeitos que vemos nos outros, procurando aprender com tudo e todos que estão à  nossa volta.



Não é a ignorância nem tampouco a miséria que garantem aos seres a felicidade prometida por Jesus.  O que nos encaminha para tal destino são os atos nobres, embasados na caridade e no amor incondicional.  Precisamos, também, adquirir conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida, em busca de horizontes mais vastos.


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2012, 00:03

Nenhum filho de Deus é inferior a outro, mesmo que saiba menos, que detenha menor poder de autoridade nas hierarquias humanas totalmente diferentes da hierarquia ético-moral, que é o que verdadeiramente conta na hierarquia Divina.



Sabemos que muitos tem idéia que:o pobre de espirito é aquele ignorante,arrogante que se acha melhor de que os outros, quando na verdade esse nem tem sintonia com DEUS,pois vive nesse mundo sem procurar encontrar o caminho da luz, da misericordia para que um dia encontre o REINO DOS CÉUS.

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2012, 00:08

Como conciliar a humildade, com a auto-estima?

Humildade não se trata do menosprezo de si mesmo. Mas do conhecimento de si mesmo.
É valido que se reconheça as qualidades e os potenciais próprios, muita embora com a consciência de que o "eu" não é melhor do que o "outro".
Por mais evidente que pareça a diferença no grau de inteligência e moral entre "eu" e o "outro", quantas aptidões e virtudes ele também não possui, por não sentir necessidade de exibi-las?


Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2012, 00:19
Espírito de Lamennais

Revista Espírita, fevereiro de 1862

Bem-aventurados os pobres de espírito.

As diferentes ações meritórias do Espírito depois da morte são, sobretudo, as do coração, mais do que as da inteligência. Bem-aventurados os pobres de espírito não quer dizer unicamente bem-aventurados os imbecis, mas bem-aventurados aqueles que, cheios dos dons da inteligência, deles não fazem uso para o mal, porque é uma arma muito poderosa para arrebatar as massas.


O que se deve entender por pobres de Espírito

Disse Jesus: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”.
Para Jesus, os pobres de espírito são as pessoas humildes, ou seja, os Seres Humanos que têm consciência de que os talentos que possuem são uma dádiva divina. O belo deve agradecer a sua beleza. O inteligente deve agradecer a sua inteligência. O rico deve agradecer a sua riqueza. Também o pobre deve agradecer por estar vivo e que, apesar da pobreza, tem a chance de aprender que a maior de todas as riquezas é o amor. É uma bobagem se entristecer por não possuir bens materiais que permanecerão na Terra, após sua morte, e que não terão nenhuma serventia no mundo espiritual. Aquele que se acha superior, melhor que os outros por ser belo inteligente ou rico, é um tolo.



Devemos lutar por melhorar as condições de vida, mais do que  óbvio. Porém quando lutamos pelas aparências, somos aí sim almas pobres. Enfim, iludimos-nos por coisas que passam, que podem ser retiradas, que podem ganhar caruncho .

Educando nossos filhos e educando-nos para uma vida sem ilusões, de perseverança nos bons propósitos, nas lutas inevitáveis das conquistas intelecto-morais, estaremos sempre de bem com a vida, felizes, sem a excessiva preocupação com o ter, mas na busca permanente do ser. Notem, são situações bem distintas, ser e ter.



Jesus disse “Amarás ao Senhor Teu Deus de todo o teu coração de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o PRIMEIRO e grande mandamento. E o SEGUNDO semelhante a este é:Amarás o teu próximo como a ti mesmo. DESTES DOIS MANDAMENTOS DEPENDEM TODA A LEI e os profetas.” Portanto a Lei se resume em AMAR A DEUS e AMAR O PRÓXIMO, e ainda vai mais longe pois em Romanos 13:10 Paulo escreveu: ”O amor ñ faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da Lei é o amor.” AMOR é a conclusão! (Consultório Etimológico)

..a resposta para que se cresça em espírito.....

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2012, 00:23
Ser humilde é não humilhar ninguém. Criar situações desconfortantes para alguém. Por mais que a vida te proporcione mais recursos, mesmo que você tenha hierarquia, seja financeira ou profissional, nunca use isso para degradar alguém. Nunca deixar influenciar o que você tem em definir o seu caráter. Ser humilde é respeitar o próximo.

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2012, 01:49
Estamos no limiar do final de nosso estudo e trata-se do final de um ciclo e não a unificação e, muito menos, a conclusão de um entendimento do que seja "pobre de espírito" no contexto evangélico.

Agradecemos a todos que compuseram as mais de 17000 visitas à esse estudo e as mais de 200 mensagens postadas. Esse agradecimento não é pelos números em si, pois se assim fosse, seria apenas pelo envaidecimento que estaríamos a agradecer. O verdadeiro sentido do agradecimento está no fato de que estes dados representam as oportunidades que o fórum proporcionou para que cada um tivesse aqui, um ponto de convergência sobre os conceitos pessoais daqueles que deixaram suas opiniões, contribuindo para que todos forjassem seus próprios conceitos.

Bem aventurados sejam todos que se uniram neste ambiente de estudo e de fraternidade Cristã. Que a paz, harmonia, compreensão e humildade que reinaram neste mês de estudo permaneça em cada um nos tempos vindouros. Que nossa vontade de instruirmos mutuamente seja suficientemente sincera para sermos merecedores do amparo e assistência espiritual daqueles que comungam conosco dos mesmos objetivos.

Que Deus abençoe a todos, especialmente aqueles que povoam as regiões mais tristes de nossa memória e de nosso coração.


                                                                             Kazaoka.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 05 de Agosto de 2012, 16:36
      Bem aventurados os pobres de Espírito

      - Amigos, se estamos sinceramente desejando compreender, é necessário q tenhamos uma “fé raciocinada”; que, abandonando preconceitos, estudemos outras doutrinas e, pelo compará-las, escolhamos aquela, ou aqueles conceitos q mais se harmonizem com nosso modo de sentir a vida! Essa é a recomendação de Kardec e de todos os homens sensatos! –

      A amiga Edna (ref #234) trouxe o texto abaixo:

      “Pobre raça humana, cujos caminhos foram todos corrompidos pelo egoísmo, reanima-te, apesar disso! Na sua infinita misericórdia, Deus envia um poderoso remédio aos teus males, um socorro inesperado à tua aflição. Abre os olhos à luz: eis que as almas dos que se foram estão de volta, para te recordar os verdadeiros deveres. Elas te dirão, com a autoridade da experiência, quanto às vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são pequeninas, diante da eternidade. Dirão deste mundo; que nesta, será maior o que foi menor entre os pequenos deste mundo; que o que mais amou os seus irmãos será o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da autoridade, serão obrigados a obedecer aos seus servos; que a caridade e a humildade, enfim, essas duas irmãs que se dão às mãos, são os títulos mais eficazes para obter-se a graça diante do Eterno.”

      Cel: Não há dúvidas! Podemos todos dizer “pobre raça humana” q, pelo egoísmo q a todos atinge, sofre os nocivos efeitos desse q é “a chaga da humanidade”, sem que lhe caiba responsabilidade alguma!

      Como a própria codificação ensina, o egoísmo vem da proximidade em que estamos da matéria. Assim, é um sentimento, embora danoso, “natural” a todas as criaturas de Deus, pelo qual ninguém é responsável ou culpado, pois q nasce “naturalmente” do confronto entre a “natureza” do espírito encarnado, com a "natureza" do mundo ameaçador ao derredor.
............................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 05 de Agosto de 2012, 21:22
      Tópico:  “Bem aventurados os pobres de espírito!”.

      Um amigo, citando palavras de Jesus: “Quando fordes convidados, ides colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos
convidou chegar,vos diga: ‘meu amigo,venha mais para cima’. Isto então para vós será um motivo de glória, diante de todos que estiverem convosco à mesa; porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado (Lucas,cap.XIV,vv 1 7 a 11)”.

      Cel: os amigos, com certeza, percebem q o Mestre Jesus se refere a uma genuína humildade, uma humildade espontânea, q brotou e está no íntimo, na própria natureza de cada um q a tem, q vem da compreensão de o que somos e do que Deus, os demais e a vida são. Mas parece (apenas parece) que Jesus se refere à uma humildade relativa a manifestações exteriores, a uma humildade q busca ganho ou mérito (no texto, elogio, aprovação e um ‘venha mais para cima’ – como uma recompensa ou prêmio merecido, daquele q o convidou (na metáfora das palavras de Jesus: Deus). Mas, se atentarmos para essas palavras, tendo em mente a “estatura moral” do Mestre, podemos ter certeza q não é nada disso q ele quis ensinar, pois essa humildade é apenas aparente, manifestando-se por atos ‘exteriores’, eqto a verdadeira humildade é algo, um sentimento ‘interior’ q, esse sim, pode enaltecer quem o possui! Jesus nunca aprovou a idéia de algum ganho por ‘mostrar, para todos ‘humilde’ ou qualquer virtude q seja, tanto q disse q não sejamos como aquele hipócrita q reza nas esquinas para q todos vejam!

      Mas, como fazer para possuir esse sentimento que se aproxima do amor?!  O raciocínio, a inteligência, a vontade pode levar alguém a ser humilde? Nunca, porq a humildade não vem do desejo de possui-la, nem do exercício repetido de atos q se assemelham a atos humildes; a humildade só vem da compreensão q a vida, eventualmente, pode nos dar através de suas incessantes lições! Nós não nos fazemos de natureza humilde porq desejamos, ou porq nos esforçamos para ser humildes; são as lições/experiências da vida q, eventualmente, nos fazem humildes! Logo, não há qualquer mérito em sermos humildes; há, apenas, um amadurecimento da compreensão, q também, eventualmente, nos trará mais felicidade, mais satisfação, uma mente mais tranqüila e pode nos levar um pouco mais próximos de Deus. Apenas isso! Nada mais!
..................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 05 de Agosto de 2012, 21:57
      Amigos, a fé deve ser raciocinada!

      Um amigo escreveu: ... Para sermos "pobres de espirito" devemos aprender a virtude da humildade, exercitando-a nas coisa do dia-a-dia. Se você aprendeu a falar, ficar de pé, caminhar, andar de bicicleta, como você aprendeu tudo isso? Não foi experimentando?

      Cel: meu amigo, me perdoe discordar!  Pois, veja q experimentar ou aprender a falar, andar etc, são apenas coisas da área fisiológica; nada têm a ver com coisas da área psicológica, com sentimentos, como é o amor, o ódio, a humildade etc.

      Ações q modificam a natureza física de alguém, podemos experimentar pela prática, como desenvolver força e músculos levantando pesos; mas a “humildade” não se desenvolve por exercícios de qualquer natureza q sejam; isto é, não se desenvolve pelo experimentá-la por algum exercício mental, q seja.

      Portanto, meu amigo, dentro da questão de “como fazer para ser humilde, para deixar de ser orgulhoso”, de nada adianta agir humildemente! Ações exteriores, manifestações de humildade, não modificam o íntimo de ninguém, pois não fazem de um ser orgulhoso, um ser humilde!

      E, meu jovem amigo, é possível experimentar uma virtude?! Treinar para aprender a ser humilde? É evidente q não!
 
      As virtudes, todas elas, pertencem ao interior, ao íntimo, à natureza de quem as possui, concorda?  Virtude não é aquilo q o virtuoso mostra nas atitudes ou procedimentos exteriores! É o q está incorporado à sua própria natureza! Qdo o indivíduo é virtuoso, humilde (q é de humildade q estamos falando), suas ações podem mostrar q ele tem essa virtude; mas ações semelhantes às ações de quem é verdadeiramente humilde, não significam q esse q assim aja, seja realmente humilde.

      E, ninguém, por sua vontade, ou escolha, ou se esforçando pode se tornar humilde (ou ter qualquer outra virtude, ou qualidade boa ou má)! Ninguém sabe como, e nem consegue por mais q treine, ou se esforce, colocar humildade no coração, nem amor, nem ódio, egoísmo ou orgulho, ou o q seja! Todas as boas qualidades, como todas as más, vêm da compreensão q a vida, com todas as suas experiências/lições, incessantemente, nos dá!

      Pois veja: como, se não tenho amor no coração, posso “experimentar” ter amor?! Precisamos encontrar outra receita q nos ensine como fazer isso; as crenças e as religiões e seus seguidores não sabem como fazer isso!

      Outra coisa, meu jovem: experimentações, treinamentos, repetição de ações q se assemelhem a ações virtuosas, são apenas exterioridades, coisas exteriores! E coisas exteriores, como atitudes, procedimentos, treinamento de virtudes, o q seja q pratiquemos ou experimentemos, nunca modificam o coração de ninguém! Podem trazer, pelo esforço, o hábito de praticá-las, somente o hábito! Mas o hábito de praticar virtude (humildade), não torna quem a pratica virtuoso (humilde).

      Como é q, pelo hábito de praticar ações q mostrem humildade, podemos encher um coração vazio dessa virtude, em um coração cheio dela?!   

      Logo, o experimentar, por exemplo o experimentar ser caridoso, pode beneficiar o necessitado dessa ação, mas não coloca sequer um “miligrama” de amor/caridade no coração do agente da ação caridosa.

      Amigo: segundo o codificador da maravilhosa doutrina espírita, em comentário, no LM, cap XVII, itém 200, falando sobre a importância da mediunidade e a forma de fortalecer essa base doutrinária, ele diz: "...Só existe um meio de se lhe comprovar a existência. É experimentar." Temos ai a experimentação servindo de norte ao postulante à tarefa doutrinária, e dita por aquele a quem os criadores da doutrina confiou sua divulgação.

      Cel: meu amigo, me perdoe por novamente discordar: mediunidade, vc sabe disso, não é sentimento, não é qualidade moral ou virtude. A mediunidade é uma característica q vem da natureza mais sensível daquele q a possui; desse modo, a mediunidade pode ser praticada, experimentada, treinada, até ampliada. Mas isso não pode ser feito com qualquer virtude q seja!

      E mais uma coisa: Kardec fala em “experimentar a mediunidade para comprovar sua existência”, certo? Porém, não estamos querendo comprovar a existência das virtudes, da humildade, certo? Estamos querendo saber "como" ser pobres de espirito, como deixar de ser orgulhosos. É essa a questão importante pois, como diz o evangelho, e todos q estão postando neste tópico,  somente os “pobres de espírito”  (os humildes, como todos os classificam) podem entrar no “reino dos céus!

      Com isso, vc vê q essas palavras de Kardec nada têm a ver com “experimentar” virtudes! Virtude não se experimenta; virtude vem da compreensão profunda de o q é a vida, de o q é q somos!
............................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 05 de Agosto de 2012, 22:27
      Tópico: Bem aventurados os pobres de espirito”

      - Amigos, como os homens sensatos aconselham, devemos questionar e raciocinar muito em assunto de fé. Como disse Kardec: “fé raciocinada!”. Se não fizermos assim, é evidente, podemos vir a “comer gato por lebre”! -     

      Um amigo escreveu, numa resposta acima: Os Espíritos nos ensinaram que somos artífices do nosso próprio destino e, portanto, responsáveis pelo ‘bem’ ou pelo ‘mau’ que cometemos. Que, portanto, não somos humildes ou pobres de espírito, porq não queremos!

      Cel: amigo, me permita algumas perguntas para raciocinar, como aconselha o codificador.   

      Primeiramente, porq uns praticam o ‘bem’ e outros, o ‘mal’? É óbvio q isso é o q ocorre o tempo todo, no mundo, mas o q há de tão errado ou diferente nos espíritos q leva a serem humildes e outros extremamente orgulhosos; q leva uns à bondade e outros a extremas perversidades? Que é q faz, já q somos os artífices de nosso próprio destino, q o construamos repleto de sofrimentos e de fazer outros sofrerem, eqto outros o constroem para q seja prazeroso, cheio de compreensão e harmonia?
     
      Amigo:.. nos ensinaram que não existe culpa, sim responsabilidades, aquele que é responsável por uma má ação cabe a ele mesmo as devidas reparações, não como punição, mas como uma lição, um aprendizado.

      Cel: precisamos, novamente, raciocinar para tentar entender: dentro desse quadro q vc nos apresenta, porq a codificação afirma q todos os males do mundo são causados pelos homens. pelo mau uso q fazem do livre-arbítrio?  Qual será a razão q faz q uns façam dele mau uso e outros, não? E, evidentemente, q uns sejam humildes, ou pobres de espirito, e que outros sejam orgulhosos?

      Acima, vc diz q, àquele q é responsável por uma má ação, cabe a ele mesmo as devidas reparações, não como punição, mas como uma lição. No entanto, não é isso q a doutrina diz; a doutrina diz, e muitas vezes, de culpas e culpados, de lei punitivas, de locais para castigos, de castigos torturantes q podem acompanhar o espírito por multiplicadas reencarnações, a se estenderem por até milhões de anos (são palavras da doutrina!).

      Mas, como vc diz, não são punições, mas lições. Portanto, devemos acreditar q, da criação especial de Deus, uns sejam tão absurdamente ignorantes q, de tanto errar e de repetir os erros, se deixam cair nas malhas de “lições” q duram por milhões de anos, eqto outros, da mesma criação especial, caminham para a felicidade, pois não são tão néscios como aqueles?

      Dentro, ainda, desse quadro, no qual não há culpados nem punições, mas somente “lições” e q diz, também, q o responsável deve reparar seus erros, e que existe uma justiça perfeita, porq essa reparação se realiza através de sofrimentos torturantes e muitas vezes insuportáveis? Ou esses terríveis sofrimentos q vemos no mundo nada têm q ver com reparações, com essas lições e nem com a necessidade de corrigir os responsáveis? Serão coisas à parte?

      No entanto, como vc diz, e a doutrina tb, dentro da justiça divina, tudo q o homem goza ou sofre, é criado por ele mesmo (pois somos os construtores de nosso destino); tendo em vista a necessidade e a recomendação de raciocinar, perguntemos: o homem mesmo, por sua livre vontade e livre decisão,  escolhe criar um destino no qual sofra terrivelmente e tb sofra por ver seus queridos passarem por todos esses cânceres, dores sem fim, deformações mentais e físicas e todas essas espécies terríveis e dolorosas de sofrimentos q vemos no mundo? Por sua livre vontade o homem escolhe, de caso pensado e por seu desejo, desobedecer as leis do Criador, com o objetivo de destruir seus semelhantes e a própria harmonia da criação?! Ou fazem isso sem pensar, ou por ignorarem as conseqüências?

      As reparações, a q se submetem como a lições, aprendizado (q a DE chama de leis punitivas, penalidades expiatórias), somente são realizadas através desses sofrimentos torturantes e desesperadores, q vemos no mundo? As lições, q o Criador, ou Sua lei, proporciona a seus filhos bem-amados, são esses cânceres, crimes hediondos, aleijões; ver seus queridos terem os pés amputados a machadadas para q, qdo adultos, não sejam adversários perigosos; ou vê-los perdidos nas drogas ou em crimes hediondos; ver a filhinha inocente, sua alegria de viver, ser, na sua frente, cruelmente estuprada e assassinada... e tanta coisa mais!

     Devemos crer que essas são as “lições” (pois Deus não pune) q o Criador, de infinito amor, infinita justiça e infinita SABEDORIA, proporciona àqueles q erram. Será isso mesmo? Vamos raciocinar!

      Amigo: E o pobre de Espírito é aquele que, à medida que vai errando e corrigindo os próprios erros, adquire uma sabedoria que mostra a quem a alcança que, para cada acerto há uma recompensa e para cada erro uma nova chance de acerto, que isso é um processo de aperfeiçoamento e que esse aperfeiçoamento nos proporciona um bem estar traduzido em felicidade, e que tende ao infinito como tende ao infinito o grau máximo de perfeição que buscamos.

      Cel: meu amigo; novamente estamos afirmando q a evolução, o aprendizado, só se concretiza através da dor! Será mesmo esse o plano de Deus para seus filhos: um processo para fazer evoluir no qual, obrigatoriamente, estão os sofrimentos, por mais atrozes q sejam!!?? Sofrimento obrigatório para todos!!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 05 de Agosto de 2012, 22:44
      Amigo    -   sobre a humildade

      (Lutando por uma “fé raciocinada”, como aconselham os sensatos!)

      O novo amigo PJC, com a msg #46, colocou, neste tópico “Bem aventurados os pobres de espírito”, o texto “Humildade sempre”, de Joanna de Ângelis.

      Texto: “Alegra-te por fazeres parte da grandeza indescritível do Universo...”

      Cel: como Kardec aconselha, vamos raciocinar um pouco: e a feiúra, também indescritível do universo, onde está? Frente a ela o q devemos fazer? Nos alegrar, também? Ou no universo na existem feiúras?

      Amigos, porq será q, qdo nos lembramos de Deus, só nos vêm à mente coisas belas, agradáveis, q trazem deslumbramento, esperança e felicidade? Só vemos um lado da “moeda”, o polido, brilhante, q traz esperanças, e esquecemos o lado feio, fétido e q nos enche de desesperos! Isso não será, apenas, costume, hábito, condicionamento nosso?! Pois a verdade não é essa! O universo, também, está cheio de coisas feias, caóticas, coisas q trazem infelicidade, dores sem fim, lágrimas e desespero.

      Texto: Não te subestimes, a ponto de constituíres-te uma nota dissonante, nesta sinfonia de incomparável musicalidade.

      Cel: veja como só nos lembramos das coisas boas, pois esquecemos q, “nessa mesma musicalidade incomparável”, estão os gritos de dor dos q choram por sofrimentos sem fim; a preparação ruidosa de tempestades e tornados q trazem destruição e morte e infelicidade; o barulho das ondas gigantescas dos tsunamis, e das erupções vulcânicas, dos terremotos assustadores e dos gritos de pavor daqueles q tentam deles fugir! Esquecemos do lamento vindos das dores dos cancerosos...  das vítimas de acidentes, q lhes esmigalham membros e órgãos; do choro das mães ao verem os filhinho morrendo em seus braços; dos gritos daqueles cujos pés são amputados a machadadas; do “silêncio barulhento” q vem do medo ante estupradores, pedófilos e assassinos; dos q torturam e humilham, dos feridos nas guerras de todos os dias, das vítimas de crimes hediondos, da fome, da miséria... e tanta coisa mais! 

      Texto: No contexto das expressões do Universo tu és importante, traduzindo a glória da Criação e evoluindo sem cessar.

      Cel: aqui, é necessário acrescentar: e, também, sem cessarem seus sofrimentos, pois o plano evolutivo elaborado pelo Criador, conforme a doutrina, está alicerçado nos mais terríveis e insuportáveis sofrimentos, já q o processo de ensinar a evoluir tem como método mais importante, mais usado e mais eficiente, o sofrimento e a dor...
 
      Texto: A humildade exterioriza o valor e a conquista pessoal.

      Cel: novamente, como em milhares de outras msg, lições etc, aí está <o que fazer>: “seja humilde! Não seja orgulhoso, nem egoísta, nem arrogante (soberbo); não se revolte com os problemas, por mais torturantes q sejam; sinta a glória da Criação...”... Sempre <o que fazer> mas, nunca o <como fazer>. De nada adianta ensinar <o q fazer” se não se ensinar o <como fazer>!.......

      Texto: Sonha com os acumes esplendorosos das alturas, no entanto, não desconsideres as dificuldades-desafio da ascensão.

      Cel: acima, novamente, tb, se afirma q a evolução só se faz através de sofrimentos, como se o Ser de infinita Sabedoria só soubesse, e sabe, criar seres q só entendem a linguagem da dor; q a infinita Sabedoria, só soube elaborar um processo para evoluir, cujo método único e mais eficiente seja fazer sofrer e chorar!

      Texto: Cada qual responde a si mesmo pelo que é e pelo que faz.

      Cel: raciocinemos, novamente: se cada um responde a si mesmo pelo q faz, porq tantos de nós escolhemos fazer o mal? Será q decidimos, por nossa vontade e escolha, enfrentar a Lei de Deus? Escolhemos sofrer? Ou não sabemos escolher?

      Amigos, como sabiamente aconselha Kardec, é imperioso raciocinar! Não raciocinado, podemos estar comendo “gato por lebre”!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 05 de Agosto de 2012, 22:46
Coronel.
Por tudo que você colocou acima e que é a forma de você raciocinar sobre tais questões. Usando o mesmo recurso que lhe é próprio, ou seja, o questionamento, pergunto a você: "se não desenvolvemos nossas virtudes através da prática exterior do bem, como se explica o desenvolvimento ou permanência do mal por essa mesma prática exterior?
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 05 de Agosto de 2012, 23:22
      Kazaoka    (ref #199)

      Cel: meu amigo; me permita duas únicas questões:

      1. Como vc colocou, a harmonia de eventos exteriores (nunca de eventos interiores) pode ser treinada, melhorada, ampliada por esforço repetido, como vc diz; mas, e qto a virtudes, também podem ser treinadas, melhoradas, ampliadas? Se não tenho amor no coração, se minha natureza não tem ainda amor, posso vir a tê-lo pelo treiná-lo ou exercitá-lo? Posso melhorar ou ampliar o amor pelo exercício repetitivo de exercitá-lo? Treinar amor, ou qualquer virtude ou vício moral, ou despender esforço para melhorá-los e ampliá-los, são apenas atitudes, procedimentos, manifestações exteriores q, em nada, mudam o intimo de quem quer q seja! Manifestações exteriores não trazem amor ou outro qualquer sentimento, qualquer virtude ou vício moral, como bondade ou maldade, ódio ou sentimento de perdão, solidariedade ou egoísmo, humildade ou orgulho. Atitudes nada produzem relativamente ao bem , e nada, relativamente ao mal, no íntimo daquele q as pratica!

      2.  Porq, para alguns, a má vontade existe, impedindo-os de praticar virtudes, eqto q, para outros, existe boa vontade para essa prática? 
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 05 de Agosto de 2012, 23:48
      Kazaoka     (ref #247)

      Olá, meu jovem amigo, ainda bem q vc respondeu. Tinha certeza q o amigo não descartaria as novas msg, como antes considerou necessário para o bom andamento do estudo!

      Vamos lá.

      Vc (Kazaoka) escreveu: Por tudo que você colocou acima e que é a forma de você raciocinar sobre tais questões. Usando o mesmo recurso que lhe é próprio, ou seja, o questionamento, pergunto a você: "se não desenvolvemos nossas virtudes através da prática exterior do bem, como se explica o desenvolvimento ou permanência do mal por essa mesma prática exterior”?

      Cel: meu jovem, sei q vc é inteligente e esperto para compreender. Veja: virtudes ou defeitos morais “nunca", nunca mesmo são desenvolvidos pela prática; assim, o desenvolvimento ou a permanência do mal não vem de uma prática exterior; na prática exterior está apenas a manifestação do mal, ou da maldade, q já existe no interior! O defeito ou vício moral está no íntimo de quem o pratica, e não na prática que, apenas, a classificamos de maldade, ou de prática de maldade! O mal não é, ou não está,  naquele ato ou naquele modo de agir, q pode causar dano ou sofrimento; está no íntimo de quem assim age. O modo de agir, o ato ou a prática são apenas a exteriorização daquilo que já está no íntimo do agente.

      O mal (ou o bem) está na intenção, não na ação. Concorda? Pois, a intenção é, num exemplo, fazer o mal a alguém, e o resultado da ação, como não depende da vontade ou intenção do autor, pode resultar em bem para aquele alguém. ..................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 00:24
      Kazaoka     (ref #79)

      (Lutando por uma “fé raciocinada!”)

      Kazaoka escreveu: Não existe receita para sermos humildes; existem momentos e oportunidades para que a exerçamos, porque sua semente está plantada em todos nós.

      Cel: meu jovem amigo, vamos novamente raciocinar, como aconselha a codificação? Alguém, um orgulhoso, por exemplo, se tornará humilde pelo exercício de manifestar ações de humildade? Seu íntimo orgulhoso, se transformará num íntimo humilde? Ações, atitudes, procedimentos exteriores, q vêm daquele q ainda é orgulhoso, transformarão seu orgulho em humildade?! Atos exteriores transformam o interior?  Será q aquele q pratica, apenas exteriormente, o amor, como na caridade etc, isto é, será q o treinar amor, ou habituar-se a repetir atos de amor, tornará seu coração, q ainda está vazio de amor, em um coração cheio de amor? Será q o desamor desaparece e, em seu lugar surge o amor pelo fato de habituar-se a praticar (exteriormente) ações de amor?  O exercício forçado feito por aquele q ainda não tem amor, não o tornará cheio de amor.

      Afinal, será q o amor, a humildade (assunto de q estamos tratando) vêm do treinar praticá-los? Ou vêm da compreensão profunda q a vida nos dará de q o amor é imprescindível à vida e ao mundo?

      Amor (ou qualquer virtude q seja), meu jovem, não vem do habituar-se, pois não é um hábito! Vem da compreensão e de uma percepção absoluta de q ele é necessário, compreensão q faz com q nosso coração se encha de amor!

      Não é necessário raciocinar?
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 06 de Agosto de 2012, 00:28
Quando falamos em manifestação "exterior" estamos falando do que apresentamos ao mundo físico daquilo que temos no nosso mundo íntimo, no nosso "interior", na nossa Alma.
A manifesta maldade que trazemos conosco nada mais é do que uma má aplicação da essência de bondade que nos é comum. A viciosidade de nossas virtudes naturais e latentes é que fazem com que as manifestações exteriores de nossa personalidade apresentem sentimentos como egoismo e vaidade, que não são mais do que o amor primordial transvestido em amor próprio exacerbado.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 06 de Agosto de 2012, 00:46
Um dos empecilhos que o Espírito tem que transpor em favor das mudanças que deve operar em si mesmo é a falsa idéia de que ainda não está "pronto" por não se sentir dotado dos requisitos necessários para iniciar as transformações necessárias em si mesmo. Ninguém deve esperar "sentir-se" bom para começar a lutar em favor do prevalecimento do "bem" em seus atos e ações da sua vida.
Quando imprimimos em nossas ações uma vontade sincera de fazer o bem, mesmo que em nosso íntimo ainda prevaleça um pensamento mal, isso tem muita importância para aqueles que interessam pela nossa mudança e que esperam uma manifestação sincera de nossa parte em favor do bem, para que encontrem ai a oportunidade de abertura moral para que possam exercerem suas influências benfeitoras sobre a nossa vontade de nos reformarmos intimamente.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 00:54
      Antonio Renato   (ref #72)

      - Se efetivamente desejamos ter uma “fé raciocinada”, temos de abandonar os preconceitos, estudar outras doutrinas, compará-las com a nossa e escolher a q mais se harmonize com nosso íntimo! Esse é o conselho de Kardec e de todos os homens sensatos! -

      Renato:... tenho esta visão e este entendimento quanto ao sofrimento como aprendizado,...

      Cel: vamos raciocinar? O amigo está dizendo q, no seu entendimento, o aprendizado para a evolução espiritual somente se realiza à força de sofrimentos?! E desses tão terríveis, torturantes e insuportáveis, q vemos no mundo, é isso?

      Portanto, a sua visão é de que nós, “criação especial” de Deus, só entendemos a linguagem da dor; sua visão é de q o Criador de infinita sabedoria, só soube, e ainda só sabe, elaborar um plano para ensinar a evoluir cujo método mais eficiente é fazer sofrer?! É isso?

      Renato:... sei também que colherei o que plantei, e para ser merecedor dos reinos dos céus tenho que exercitar as leis de Deus...

      Cel: meu amigo, vamos raciocinar, novamente? Porq vc está escolhendo não merecer entrar no Reino dos Céus? Se vc sabe q para merecer o Reino dos Céus só deve plantar coisas boas, porq plantou e, porventura, ainda continua plantando coisas más?   

      Alguma força exterior a vc o obriga a fazer coisas erradas? Ou vc mesmo, por sua livre vontade, escolhe não merecer entrar no reino dos Céus? Vc mesmo, de sã consciência, por sua livre vontade, raciocina, avalia quais serão as possíveis  conseqüências do mal q vai praticar e, depois, mesmo sabendo q poderá vir a sofrer terrivelmente, devido à lei de causa e efeito, vc decide escolher fazer o mal. desobedecer as leis de Deus, mesmo sabendo q com isso estará escolhendo não merecer entrar no reino dos Céus? Sabe q, com essa escolha tão errada, tb estará escolhendo passar por sofrimentos torturantes e muitas vezes insuportáveis, e estará, também, escolhendo não “merecer” entrar no Reino, mas assim mesmo a faz?! E mesmo não ignorando isso, assim mesmo propositadamente faz as escolhas erradas?!

      Vc sabia, como sabe agora, q, praticando o mal, vc não seria merecedor do Reino? Sabia e, assim mesmo, o praticou? É isso? Vc mesmo decidiu não entrar no Reino?  Afinal, todas as escolhas q vc fez, e o tornam não merecedor do Reino, vc as fez por ignorância do q fazia? Ou sabia o q estava fazendo e, assim mesmo, de sã consciência e por sua livre vontade, vc escolheu fazer essas escolhas tão erradas, porq assim quis fazer?! Meu amigo, porq, se vc quer merecer entrar no reino, faz de tudo para não merecer? Vamos raciocinar?

      Renato: ... ainda questiono o porquê... e de que forma poderia ser diferente?

      Cel: meu amigo, “ porquê?”?  Mas, não é isso q a doutrina, e outras, afirmam? Todas elas ensinam e afirmam qual é o “porquê”! E é isto: vc não é merecedor de entrar no Reino, porq faz o mal, em vez de fazer o bem, e mesmo sabendo q está totalmente errado em fazer o mal! Contudo, nenhuma delas explica o porquê de vc, podendo escolher fazer o bem, escolhe fazer o mal!

      Raciocine mais um pouco! Não fique apenas na superfície do problema q, se ficar, jamais o compreenderá! Aprofunde-se até chegar às mais longínquas raízes dessa questão, e veja se vc consegue descobrir porq escolhe o mal em vez de escolher o bem! Podendo escolher o bem e, conseqüentemente, ser feliz, porq vc, por desejo seu, escolhe o mal e, conseqüentemente, ser infeliz?!

      Kardec teve total razão e sabedoria ao aconselhar q todos estudemos outras doutrinas ou crenças, q as comparemos com a nossa e, pelo compará-las, escolhamos aquela q mais se harmoniza com nosso íntimo, com nosso modo de entender a vida! Esse é, porém mais claro, o mesmo conselho q deu Paulo, a muitos séculos atrás: “Estudai de tudo e guardai o q for bom!”.
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 01:27
      Kazaoka    (ref #251)

      Kazaoka escreveu:... A manifesta maldade que trazemos conosco nada mais é do que uma má aplicação da essência de bondade que nos é comum.

      Cel: Olá, meu jovem, é evidente q essa é apenas uma concepção sua, não é? Vc está dizendo q o mal é uma má aplicação do amor, do bem, é isso? Vc está dizendo q o amor, então, está escondido nas ações dos q humilham o próximo; dos q exploram e praticam injustiças, de todos os modos, aos semelhantes; dos q são perversos e pervertidos, dos q destroem vidas, esperanças, matam por vingança; dos q destroem a harmonia da criação divina? O amor está naquele gesto q, a machadadas, amputa os pés de seus filhos para q, qdo adultos, não sejam inimigos eficientes??!

      Kazaoka: A viciosidade de nossas virtudes naturais e latentes é que fazem com que as manifestações exteriores de nossa personalidade apresentem sentimentos como egoismo e vaidade, que não são mais do que o amor primordial transvestido em amor próprio exacerbado.

      Cel: bem, meu jovem, q posso mais argumentar qdo vc diz q as virtudes se viciam? Que as virtudes se tornam o contrário do q são? Nada mais!

      Estará dizendo, também, o amigo, q egoísmo e vaidade, isto é, amor-proprio exacerbado, nada mais são q amor disfarçado? Sinceramente, meu jovem, desta vez vc me surpreendeu! Chego a pensar até q vc está usando metáforas, cujo sentido não estou conseguindo entender.

      Raciocinar é preciso, disse Kardec!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 06 de Agosto de 2012, 01:37
Tudo o que temos a posse, seja em matéria ou Espírito (moral) e tudo o que desejamos estão dispersas no universo de nossas existências cabendo-nos o empenho para alcançá-las.

Se não tivermos a visão estreitada a uma única existência, perceberemos que desfrutamos de todas as possibilidades que nos possibilitam alcançar os nossos objetivos pelo nosso imprescindível esforço próprio, leve o tempo que levar.

Enquanto estamos com nosso pensamento imaturo nos distraímos com preocupações destoadas da nossa condição espiritual do momento. É, então, que toma conta de nosso íntimo o sentimento de insatisfação, frustração, decepção, revolta, etc., isso não só faz adoecer nosso corpo como, também, nos faz desequilibrados em Espírito.

Devemos ser complacentes com nossas limitações, porém, perseverantes na luta íntima para habilitar a nós mesmos ao gozo do Éden que ainda habitamos e continuamos sendo encantados pelas tentações de desejar o que, por enquanto, nos é vetado, disciplinando o nosso orgulho e vaidade alimentados pela prepotência.   
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 01:38
      Kazaoka    (ref #73)

      (Lutando por uma “fé raciocinada!”)

      Veja, meu distinto amigo Kazaoka, como é imprescindível atender o conselho de Kardec! Vamos lá.

      Kazaoka: O elemento preponderante que caracteriza o "pobre de espírito" todos nós já temos, chama-se humildade e apenas a sufocamos em nós mesmos. Temos, também, todos os instrumentos que fazem com que cumpramos a Lei de Progresso a qual estamos submetidos.

      Cel: meu querido jovem, vamos atender o conselho de Kardec e raciocinar um pouco?

      Porq, se, como vc afirma, “todos já temos em nós o elemento preponderante q caracteriza o <pobre de espírito>”, porq o sufocamos em nós? Será nosso desejo sufocá-lo? Será nosso querer o não ser “pobre de espírito”, mesmo sabendo q essa qualidade nos levará à felicidade?  Se temos em nós as ferramentas q nos permitem cumprir a Lei do Progresso, qual é a força q impede q as usemos?  Se todos os sofrimentos e males do mundo, q, conforme a doutrina, vêm de nosso mau uso do livre-arbítrio, mas podem ser anulados ou atenuados com isso q já temos em nós: o elemento preponderante q caracteriza o “pobre de espírito” e as ferramentas que permitem cumprir a Lei do Progresso, o q é q causa nossa negativa em usá-los, uns e outros? Se podemos usá-los, porq não os usamos?  Se todos sofrem, exatamente, pelo fato de não usá-los?  Será q todos querem sofrer?

      Afinal, não queremos usá-los ou não sabemos usá-los? Se sofremos, e terrivelmente, por nossos erros nascidos de nossas imperfeições, porq é q desejamos continuar sofrendo, e ignorantes de como usar tais ferramentas tão favoráveis a nós, q nos possibilitam afastar os sofrimentos?!

      Não sabemos como usá-las?  Se não sabemos, somos responsáveis por não sabê-lo? Se somos ignorantes e, por isso, não os usamos, porq sofremos se não somos responsáveis por isso?

      Vamos raciocinar, meu jovem!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 06 de Agosto de 2012, 01:58
Pelas Leis Divinas os Espíritos estão fadados ao progresso e, por conseguinte, à perfeição. E para que esta perfeição seja alcançada é necessário que a natureza Divina de cada Ser passe pela fieira das existências e das provas em que o Espírito eterno se mostre apto a dirigi-la em benefício do equilíbrio de si mesmo e da harmonia universal da qual é colaborador.

As perturbações que experimentamos atualmente são próprias do grau evolutivo em que nos encontramos e a perfeição que estamos fadados a alcançar está no futuro que nos aguarda, não no passado que já ficou para trás. Temos que ter consciência de que estamos em um ponto qualquer de uma existência que tende à eternidade.

E, conforme a DE nos diz; estamos mais próximo de nossas origens do que da destinação que temos reservada a nós.

Saber quando e porque nossas imperfeições se fizeram manifestas é menos importante do que reconhecê-las em nós e procurar dominá-las daqui para frente.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 02:13
      Kazaoka    (ref #252)

      - Lutando por uma “fé raciocinada! -

      Cel: olá, novamente, meu jovem e distinto amigo!  Não me chame de “chato” pois, vc sabe, minha intenção é tentar fazer compreender!

      Assim, aqui, uma só questão: todos os espíritos têm igual empecilho a atrasar-lhes as mudanças interiores? Ou uns espíritos farão suas mudanças interiores necessárias mais rapidamente do q outros?

      E, se os erros, as más escolhas, o sofrimento vêm pelo fato de as mudanças interiores ainda não estarem completas, ou caminhando como devem caminhar, são eles, espíritos, responsáveis ou culpados de terem “a falsa idéia de q ainda não estão prontos para fazê-las”? Pois veja: dentro da concepção de uma infinita justiça, todos os sofrimentos estão de acordo com o merecimento daquele q pratica o mal, certo? Mas, ter-se essa “falsa idéia”, não por sua vontade de tê-la, isso é praticar o mal?!

      E qto à vontade, meu amigo, nós mesmos a imprimimos em nós? Se é assim, porq uns a imprimem forte e outros, fraca?

      Se, nesse aspecto q vc citou, de imprimir vontade para q façamos o bem aos outros, nossa vontade for fraca, seremos responsáveis por isso? Nós mesmos escolhemos ter uma vontade fraca para judar, ou a vontade, forte ou fraca, vem do q as lições da vida nos ensinam?  Pois, se vêm das lições da vida, tb por isso nenhuma responsabilidade nos cabe, concorda?

      E observe, meu distinto jovem, uma coisa, no mínimo, estranha: em todas essas nossas conversas, mensagens, argumentações etc etc, nada ainda surgiu q justifique a existência de uma lei moral de causa e efeito!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 06 de Agosto de 2012, 11:41
Coronel.

A vida, a inteligência e o sentimento, Deus deu a todos para que cada um zele de seu próprio desenvolvimento usando estes divinos instrumentos de progresso.

E estes elementos deve estarem equilibrados para que o Ser seja a manifestação da centelha Divina de que é portador. Porém, até que essa situação ideal estabeleça em nosso íntimo é natural que as comoções se manifestem até que tudo se ajuste em nossa natureza espiritual.

Então essas dores, sofrimentos, maldades, recrudescência em erros que parecem não terem mais fim, nada mais são do que o turbilhão provocado por uma força chamada Amor que ainda não está convenientemente disciplinada em nossos corações e, por isso mesmo, indisciplinada também no seio das sociedades que organizamos.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 15:26
Re: Bem aventurados os pobres de Espírito

      Kazoka   (ref #259)

      Kaz: A vida, a inteligência e o sentimento, Deus deu a todos para que cada um zele de seu próprio desenvolvimento usando estes divinos instrumentos de progresso.

      E estes elementos deve estar equilibrados para que o Ser seja a manifestação da centelha Divina de que é portador. Porém, até que essa situação ideal estabeleça em nosso íntimo é natural que as comoções se manifestem até que tudo se ajuste em nossa natureza espiritual.

      Cel: jovem e distinto Kazaoka, e até q essa situação ideal se estabeleça, sofremos gratuitamente? Ou Deus, onisciente, ou de infinita sabedoria, não saberia, ou não soube como criar um processo evolutivo em q, até q as emoções se ajustem, (emoções ou comoções q não vêm de nosso querer nem de nossas escolhas) tenhamos, apesar de sua soberana justiça, sofrer sem q qualquer culpa nos caiba, sem q tenhamos culpas de nada?! (E todos os sofrimentos só vêm para aquele q merece passar por eles, ou quem não merece, pelos planos de Deus, também sofre?)

      Sofremos, então, não porq merecemos, não porq temos alguma culpa ou responsabilidade, mas porq o plano divino nos dá “um turbilhão, chamado Amor” q, conforme esse mesmo plano, “ainda não está disciplinado em nosso coração”! É isso mesmo, amigo: sofremos sem merecer sofrer?!

      E mais ainda: contribuímos, por não termos ainda disciplinado tais emoções, para q outros (a sociedade) sofram também!

      Meu jovem, onde está o tão lembrado atributo, q conferimos a Deus, de soberanamente justo?!
.....................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 15:38
      Oliva Prado    (ref #112)

      (Lutando por uma “fé raciocinada!”, como aconselhou Kardec)

      Oliva fez uma pesquisa sobre o egoísmo acerca do qual, conforme aconselham os homens sensatos, como fez Kardec, devemos “raciocinar”!

      Oliva escreveu: “Qual é a causa que tem como efeito a paixão, a posse e o desejo? Simples: o egoísmo...  É o estar, egoisticamente, preso às suas próprias verdades. É o fato de cada um julgar q sua verdade, e não a dos outros, é a certa,
      “...quem fala qualquer coisa a respeito do outro  emite um parecer sobre o outro. ...  parecer q está sempre fundamentado, nos seus próprios padrões de certo ou errado. Esse parecer, portanto, é fruto do egoísmo...
      “Por ser egoísta, <por natureza>, o ser humano sempre quer impor, aos demais, o que ele acha certo.
      “Segundo o que percebi da pesquisa, todos nós sofremos dele, de uma maneira ou de outra,  e quando aprendemos a valorizar a vida manifestada, passamos a respeitar os outros nas suas vontades, da mesma maneira que respeitamos as nossas convicções e, assim, damos espaço  aos outros sem que isso altere nossa realidade”.

      Cel: como disse a amiga Oliva, todos nós temos, por “natureza”, certa dose de egoísmo. Como ela disse (e está perfeitamente certa), portanto, nenhum desdouro existe por possuirmos esse defeito moral, nomeado pela doutrina como a “maior chaga da humanidade”. Nenhuma responsabilidade nos cabe por tê-lo, pois é um sentimento “natural a todos” pois nasce “naturalmente” do confronto de nossa “natureza” com a “natureza” do mundo ameaçador ao nosso redor, no qual, obrigatoriamente, somos colocados.

      Dentro desse quadro, vamos raciocinar: o egoísmo é a causa de todos os males q, conscientemente, o homem comete; é, podemos afirmar, o oposto exato do amor.

      Então devemos perguntar: qual a razão de todos os sofrimentos do mundo, provocados pelos homens conscientes? Não é, conforme as doutrinas, religiões e crenças, pelo fato de possuirmos o oposto exato do amor, q fazemos q outros sofram e q, consequentemente, também, forçosamente, iremos sofrer? Não é pelo fato de agirmos sem amor, fazendo q outros sofram todas as espécies de sofrimentos, dos mais leves aos mais torturantes e insuportáveis, que as terríveis conseqüências da lei de causa e efeito nos são impostas, como nos ensinam?

      Raciocinando: contudo, se agimos com desamor, porq é que a lei de causa e efeito nos faz sofrer, se o desamor nasce exatamente do egoísmo e este, por sua vez, é um sentimento “natural” a todos os seres humanos? Se é sentimento natural, não somos nós q o colocamos em nosso coração, é evidente, mas a própria “natureza”!  Se somos egoístas, o somos pelo fato de nossa natureza nos fazer assim e, portanto, nenhuma responsabilidade nos cabe por termos em nós isso q é a “chaga da humanidade”!

      Vamos raciocinar? Ou basta aceitar, passivamente, tudo q nos ensinam?
...........................................
     
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 16:50
      Mourarego     (ref #139)

      - Como aconselham os homens sensatos, como fez Kardec, a fé tem de ser raciocinada! O próprio codificador recomenda q, para compreender a fé, a nossa crença, devemos compará-la com as outras e, se for o caso, escolher a q mais se afine com nosso íntimo! Portanto, Kardec recomenda, sabiamente, q não nos satisfaçamos com o q está escrito, ou q já está interpretado por outras cabeças, mas q usemos a nossa cabeça, para compreender! –

      O querido mano Moura escreveu: Gente, são incontáveis as forças externas que nos abraçam no dia a dia. Os que as percebem com maior clareza, delas se afastam em razão de suas ações no Bem. Mas não somos e nem temos essa unanimidade de ações, e por isso, os mais fracos, os pusilânimes, os que se afinizam com as ações mais densas, acabam por sucumbirem a tais forças externas.
Uma delas é a cupidez outra a ignorância.

      Cel: mano, vamos raciocinar um pouco, como aconselha Kardec: porq razão os homens sofrem? É evidente q, pela doutrina (e por tantas outras), sofre porq agiu erradamente, fez escolhas erradas, causando sofrimentos a outrem, não é isso? Então, só sofrem os q “merecem” sofrer, certo? Quem não merece, não sofre!

      Contudo, como vc diz, há aqueles q não erram tanto qto outros, pois percebem com ‘maior clareza’ as forças exteriores nocivas e, assim, delas se afastam. Já os mais fracos, os pusilânimes, os q com essas forças (entre elas a cupidez e ignorância) se afinizam, a elas sucumbem, como q vc colocou?

      É evidente q, o amigo está dizendo q esses q sucumbem, cometerão erros, trarão danos a outrem e q, consequentemente, estarão transgredindo a leis de Deus e, com isso, sofrerão as conseqüências de seus atos, pois q merecem, concorda?

        No entanto, esses q não percebem tais forças com a clareza dos outros e, consequentemente, delas não se afastam, esses mais fracos, pusilânimes, os q com essas forças se afinizam, merecem, por isso, sofrer? Será q a fraqueza, covardia, afinidade com tais forças, eles mesmos escolheram possuir? Será q, de caso pensado, de sã consciência, resolveram escolher ser fracos, medrosos ou se afinar com tais coisas nocivas? Ou a vida os fez assim? Os q são fracos, como os q são fortes, medrosos etc são assim porq querem ser assim? Porq a lei de causa e efeito sobre eles exercerá sua ação, muitas vezes terríveis, se não são merecedores de sofrer?

      Meu mano, em todas estas centenas de respostas, mensagens, participações, até agora não vi nada q justifique a existência da lei de causa e efeito pois, por mais q questionemos, sempre percebemos q ninguém é mau simplesmente porq quer ser mau, mas porq as lições da vida o fazem ser mau! Do mesmo modo aquele q é bom, a vida é q o fez bom!   

      O amigo, para q se entenda, poderá dizer algo a espeito?
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Mourarego em 06 de Agosto de 2012, 19:59
Amigo Coronel, você diz:
"É evidente q, o amigo está dizendo q esses q sucumbem, cometerão erros, trarão danos a outrem e q, consequentemente, estarão transgredindo a leis de Deus e, com isso, sofrerão as conseqüências de seus atos, pois q merecem, concorda?"
Não, não concordo com o toro teor, mas apenas com a parte que possam estes que erraram quer por ignorância, ou ainda por vontade própria pois se afinizarem com tais ações, trazerem malefícios aos que ainda ignorando aos ensinos da doutrina (em nosso caso), ou aso simplesmente novatos, de boa fé, aqueles que em tudo acreditam.
porém, não merecem sofrer e afirmo isso tal a confiança em outro ensino básico que nos afirma que Deus é soberanamente Justo e Bom, ora, por justiça Ele só há de se pautar pelo bem e este só poderá ser visto em termos do todo e não der alguns.
Por Bondade é que Ele nos dá por empréstimo a bem aventurança de termos como que acotovelados a nos, Espíritos de maior sapiência que nos indicarão o Bom Caminho.
a questão de sermos unânimes, também deve ser melhor avaliada, pois meu acerto aqui não me porá, com certeza, numa classe superior, pois que posso bem errar ali e alhures.
Por isso se reencarna tantas vezes num mesmo mundo.

Quanto as escolhas, meu amigo, alguns as fazem simplesmente por ignorância, outros por serem comparados com as "Maria vai com as outras", outros ainda por comungarem com o mesmo teor de sensações que os erros lhes provoquem.
Uma escolha só é tomada e evidenciada pelo exercício da vontade, se esta estiver viciada ou for de pouca moral, por certo se poderá cometer mais erros, porém não se deve descrer que o objeto vontade foi o veículo pra tal ação.
Se foi a vontade e esta pertence a cada um de nós e se coaduna com o feixe de aquisições intelecto-morais que aceitamos, não se pode as por em mãos de outros, exatamente por ser uma vontade nossa e não daqueles.
A vontade daqueles, termina quando nos passam as "lições" que as vamos tomar como boas e verdadeiras ou como inacertadas e viciadas.
As coisas não são tão "pão pão, queijo, queijo" como podemos apressadamente supor.
O generalizar-se situações que ocorrem em certos grupos mas não em outros, da certamente azo a que erremos na conclusão.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/'bem-aventurados-os-pobres-de-espirito'/255/#ixzz22nFAdY8q
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 21:29

Tópico “Bem aventurados os pobres de espírito” (os humildes)     

      Resp a uma msg do amigo ANTONIO RENATO BARBOSA.

      Amigos, me perdoem se é repetição; meu computador pifou e tudo ficou fora de ordem).

      O amigo Antonio Renato escreveu: “Quando verdadeiramente poderei dizer que sou ‘pobre de espírito’, se ainda carrego vícios de outras encarnações talvez, se ainda não consegui me libertar dos sentimentos de vaidade, egoísmo, de falta de amor verdadeiro...”

      Cel: meu amigo, se desejar, reflita e responda: vc diz q não é ‘pobre de espírito’’ porq tem vícios, porq é ainda cheio de vaidade, egoísmo, da falta de amor. Mas, lhe pergunto: porq vc não se libertou dessas imperfeições? Não quer se libertar? Não consegue? Vc não deseja ser ‘pobre de espírito’?).  Porq teima em continuar com elas? Alguma força q está fora de vc o impede de se livrar delas? Essa força de “fora de vc” é mais forte q vc?

      Vamos raciocinar: porq você, eu, os homens sofremos? Será q queremos sofrer?! Porq somos, continuamente, submetidos às terríveis conseqüências, os torturantes sofrimentos q vemos no mundo, da lei de causa e efeito, Lei criada por Deus, como dizem religiões e crenças?

      Lembre-se de q ‘todos’ os males do mundo, conforme afirmou Kardec, vêm dos homens, pelo mau uso do livre-arbítrio; é isso q está na codificação. Então, lhe faço outra pergunta: porq vc usa tão mal seu livre-arbítrio, ao ponto de não poder ser ‘pobre de espírito’? Porq vc, em encarnações anteriores, usou tão mau seu livre-arbítrio, de modo a se encher de vícios? Vc podia, mas não quis se livrar dos vícios?! Ou vc ignorava q o q fazia era errado, q não devia fazer o q fez, q lhe seria tão pernicioso, pois não o deixaria ser ‘pobre de espírito’?   

      E, se vc tem livre-arbítrio, porq não se livra, agora (ou porq não se livrou, no passado), desses sentimentos de vaidade, egoísmo, de falta de amor verdadeiro, q o impedem de ser um ‘pobre de espirito’...? Será q vc não quis se libertar deles? E porq vc, com o uso de seu livre-arbítrio, continua escolhendo permanecer com esses sentimentos tão errados, q lhe trazem (ou trarão) cruéis sofrimentos, se vc pode escolher livrar-se deles e, assim, ser mais feliz?  Porq, podendo usar a faculdade de escolher, você está escolhendo não ser ‘pobre de espírito’ e, conseqüentemente, sofrer, se pode ser feliz, usando seu livre-arbítrio para levá-lo a ser ‘pobre de espírito’? 

      Será q a resposta sua é: “é porq não quero libertar-me deles, não quero ser pobre de espírito, pois prefiro usar meu livre-arbítrio para escolher ser infeliz!”?!

      Antonio: Tento de todas as formas ser simples e humilde (‘pobre de espírito’), aceitando e exercitando as leis de Deus...

      Cel: vc tenta, mas não consegue?! Mas, tendo a liberdade de escolher o certo ou o errado, porq mesmo escolhendo fazer o certo, vc não consegue? Como vc explicará isso? Se vc, antes, era mau e, agora, mesmo escolhendo não mais ser mau, não consegue, a responsabilidade ou culpa pelo fato de continuar sendo mau, é sua? E se não é sua, qual é a razão pela qual vc tem de, forçosamente, sofrer por continuar sendo mau? (podemos fazer a mesma pergunta com relação a não ser pobre de espirito)

      Antonio: Mas vejo quão longo é
o caminho a percorrer, os abismos que encontrarei, os espinhos que irão me machucar, e as pedras que terei que retirar,para então chegar a ter direito aos reinos dos céus.

      Cel: o amigo esta, então, como tantos outros, dizendo q nossa evolução é realizada à força de sofrimentos? Que o Criador exige q, para q sejam ‘pobres de espírito’, suas criaturas passem por lágrimas e dores, q sofram, torturantemente, para progredirem?! Então, o amigo está, como tantos outros, dizendo q nossa evolução é realizada à força de sofrimentos? Que o Criador exige q suas criaturas passem por lágrimas e dores, q sofram, torturantemente, para progredirem?! É isso mesmo?! Então, nossa sina é, imperiosamente, para q tenhamos o direito ao 'reino dos Céus', sofrer? E sofrer todas essas mais cruéis e desesperadoras formas de sofrimentos que vemos no mundo?! 
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 22:39
      Victor Passos    (ref #219)

      Victor escreveu: ... verifiquei que se questiona como ser humilde, como chegar até lá... Pois bem, no meu entender, ela é tudo aquilo que encerra a caridade sentida e ativa... nas mãos do Mestre...amar o próximo como a nós mesmos e a Deus acima de força para a evolução do espírito, pelo AMOR, essa é a melhor mensagem de humildade.

      Cel: concordo com o amigo, pois todas virtudes se resumem no amor!

      Mas, pelo q vc colocou no inicio de sua msg, se questiona, não o que é ser humilde, não o q é a humildade. O amigo Victor há de concordar comigo, que isso estamos até cansados de saber, de ler, de ouvir. Não se questiona o q é ser humilde, mas <como fazer> para ser humilde, <como fazer> para chegar lá. Para essa questão, nenhuma das religiões conhecidas e nenhum de seus seguidores, sem exceção, têm a resposta. Para saber <como fazer> para ser humilde (ou, para ser possuidor de “qualquer” virtude q seja), cada um tem de encontrar a resposta por si mesmo, por seu esforço e determinação, pois a resposta está além das religiões e crenças populares.

      Por isso, devemos dar muito crédito e valor ao sábio conselho de Kardec: “Fé raciocinada! Estudar outras crenças e doutrinas, compará-las com a nossa e, pela comparação, escolher aquela q mais se harmonize com nosso modo de ver e sentir a vida!”.

      Por esse estudo e pesquisa, eventualmente, encontraremos a resposta procurada: o <como fazer> para ser humilde, o <como fazer> para ter amor no coração, o <como fazer> para ser possuidor de qualquer virtude q seja! Isso não se consegue estudando a virtude, ou treinando sua prática, nem por palavras, ensinamentos, conselhos ou exemplos de quem quer q seja.

      Para chegar "lá", cada um tem de, imperiosa e necessariamente “usar as próprias pernas”!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 22:54
      Kazaoka    (ref #257)

      - Lutando por uma "fé raciocinada!"-
           
      Kaz escreveu: Saber quando e porque nossas imperfeições se fizeram manifestas é menos importante do que reconhecê-las em nós e procurar dominá-las daqui para frente.

      Cel: amigo, devo de, novamente, discordar. A questão não é saber a origem ou o q seja a respeito das imperfeições (q, pelas doutrinas, não ficamos sabendo onde, ou como, ou porq as adquirimos, e porq nos consideram responsáveis pelas q temos!).

      A questão, e questão importantíssima, é saber, não o que fazer para nos libertar delas, ou como vc diz, para dominá-las (já q o objetivo de todos é o evoluir), mas saber o <como> fazer isso!

      Todos, religiões e religiosos, e nós mesmos, estamos cansados de saber <o que fazer>: domine as imperfeições (repete vc nesta msg, Kazaoka), seja caridoso, não seja egoísta, não seja orgulhoso, tenha amor no coração, perdoe sempre, ofereça a outra face, esqueça o mal q lhe fazem, não seja invejoso, nem ciumento, não alimente o ódio q está em vc, esqueça os desejos de vingança, trate a todos com amor... e uma lista sem fim de <o que fazer> que continua nos mandamentos, nos ensinamentos, nas regras éticas das crenças etc. 

      Anos e anos, séculos e milênios se passam e as religiões, os religiosos, os bem intencionados continuam dizendo <o que fazer!  Contudo, o que é muitíssimo mais importante, sem o q de nada adianta o se ensinar <o que fazer> , é q ninguém ensina o <como fazer>! ( O que fazer: tenha amor no coração, ou seja humilde! Fácil dizer isso! Mas, <como fazer>? Àquele q não tem amor, ou q é egoísta, basta prometer a si mesmo ou a Deus: vou encher meu coração de amor; não vou mais ser egoísta, e pronto?!
...................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 06 de Agosto de 2012, 23:07
      Bem aventurados os pobres de Espírito
      Kazoka   (ref #259)

      - Lutando por uma fé raciocinada! -

      Kaz: A vida, a inteligência e o sentimento, Deus deu a todos para que cada um zele de seu próprio desenvolvimento usando estes divinos instrumentos de progresso.

      E estes elementos deve estar equilibrados para que o Ser seja a manifestação da centelha Divina de que é portador. Porém, até que essa situação ideal estabeleça em nosso íntimo é natural que as comoções se manifestem até que tudo se ajuste em nossa natureza espiritual.

      Cel: jovem e distinto Kazaoka, e até q essa situação ideal se estabeleça, sofremos gratuitamente? Ou Deus, onisciente ou de infinita sabedoria, não saberia, ou não soube, como criar um processo evolutivo em q, até q as emoções se ajustem, (emoções ou comoções q não vêm de nosso querer ou de nossa escolha) tenhamos, apesar de sua soberana justiça, sofrer sem q tenhamos culpas de nada?! (Será mesmo, q os sofrimentos só vêm para aquele q merece passar por eles!).

      Sofremos, então, não porq merecemos, não porq temos alguma culpa ou responsabilidade, mas porq o plano divino nos dá “um turbilhão, chamado Amor” q, conforme esse mesmo plano, “ainda não está disciplinado em nosso coração”! É isso mesmo, amigo: sofremos sem merecer sofrer?!

      E mais ainda: assim, estaremos contribuindo, por não termos ainda disciplinado tais emoções, para q outros (a sociedade) sofra também! Meu jovem, onde está o tão lembrado atributo q conferimos a Deus de soberanamente justo?!

      Será q raciocinando vamos entender?!
.....................................
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 07 de Agosto de 2012, 02:26
Como fazer para ser...

Caridoso = praticando a caridade;
Humilde = esforçando-se na prática da humildade;
Paciente = adaptando às adversidades, mas sempre buscando meios para melhorar;
Resignado = acreditando que o amanhã poderá ser melhor e que podemos contribuir para
                     que isso ocorra;

Agora, por quê não fazemos isso? Fazemos sim, só que não conseguimos equilibrar no nosso íntimo todas as virtudes, só quando alcançarmos esta condição é que seremos verdadeiramente virtuosos. À vezes somos caridosos para com o próximo e não conseguimos ser suficientemente humildes para não nos sentirmos orgulhosos de nosso feito. E assim por diante.

E é isso que todas as doutrinas e religiões sérias nos ensinam mas, executá-las é obrigação nossa. Façamos a nossa parte, as virtudes não cairão em nosso colo e nem são os que nos rodeiam que devem operar em nós as mudanças que têm que ser nossas.
                               
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Ronipereira em 07 de Agosto de 2012, 03:08
 A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.

Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.

Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Dai o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.

Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. E lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.

Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão multo natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 07 de Agosto de 2012, 07:46
Coronel Bom Dia
Nós podemos tudo mas nem tudo nos convém. Já ouviu ou leu essa frase.
Fico a pensar porque é que o Coronel é tão bom nessa sua arte de tentar argumentar, quando tudo o que falamos escrevendo aqui neste debate é simples de entender. O egoísmo é o amor que se animaliza. É um sentimento natural no homem mas do qual ele gradualmente se liberta da mesma forma que se liberta da barbárie. Pelo seu esforço, pelo domínio de si mesmo, pela vivencia da lei de causa e efeito.
Alias no poste a que se refere eu escrevi:
 Exatamente como alertados que somos sobre o egoísmo também podemos dominar seus efeitos negativos como por exemplo nunca chegar à crueldade, humilhação do próximo por oportunidade pois inevitavelmente o bem-estar de alguém sempre humilha quem menos tem, e por aí em diante….então isto é trazer ao nosso pensamento a consciência dos efeitos dos nossos atos causados pelas nossas fraquezas ou inferioridades.

Haja raciocínio e muito amor no coração
Paz para si e para todos

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 07 de Agosto de 2012, 11:24
Bom dia, Oliva, Roni, Coronel e demais companheiros!!!

O Coronel questiona onde podemos perceber a Lei de Causa e Efeito. e é muito simples de percebê-la. Observemos a atual situação da Terra, fisicamente falando, e de seus habitantes, espiritualmente falando. O mundo tem mudado e com ele muda também a condição moral dos que nele habita. É sabido que existe ainda hoje uma grande disparidade no que concerne à condição de vida do homem, enquanto uns vivem nas regiões mais desenvolvidas outros habitam regiões de menos recursos, enquanto alguns vivem na fartura outros sofrem a privação do necessário, enquanto uns são confiantes no Criador outros são descrentes até de si mesmo.

Isso são os sinais claros de que o mundo e os homens estão em um processo evolutivo, que o mundo está habitado por Espíritos em um nível moral equivalente, que falta muito a ser feito para que as desigualdades dentro deste mesmo nível sejam reduzidas ao máximo, estabelecendo a equidade própria dos mundos mais evoluídos; mas, é inegável que o mundo e os Espíritos estão evoluindo e a evolução é prova incontestável da ação da Lei de Causa e Efeito que o nosso Coronel nos pede apontamentos de sua ação.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 07 de Agosto de 2012, 16:08
      Kazaoka    (ref #173)

      = Em busca de uma “fé raciocinada”! =

      Kazoka trouxe a LE/657: Os homens que se entregam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e pensando apenas em Deus, têm mérito perante Deus? Resp: – Não, porque se não fazem o mal também não fazem o bem, e são inúteis; aliás, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que se pense n’Ele, mas não que se pense apenas n’Ele, uma vez que deu ao homem deveres a cumprir na Terra. Aquele que consome seu tempo na meditação e na contemplação não faz nada de meritório aos olhos de Deus, porque a dedicação de sua vida é toda pessoal e inútil para a humanidade, e Deus lhe pedirá contas do bem que não tiver feito

      Cel: meu jovem amigo, infelizmente a resposta dada a essa questão revela total desconhecimento de o q seja vida contemplativa, se com a palavra “contemplativa” se refere à vida dos meditadores. 
     
      Os q se dispõem à meditação, como trabalho de busca Deus, são aqueles para os quais as crenças e religiões do mundo não mais têm respostas às perguntas q fazem.

      Há um momento, na vida dos homens q já estão compreendendo o q é a vida e o q eles mesmos são, em q as crenças populares nada mais têm a dizer.

      Então, muitas vezes, até mesmo desesperados, pois q sabem q a “aquilo”, a coisa procurada, o tesouro, está ali mesmo, dentro e fora deles e de tudo, quase ao alcance de suas mãos, mas q não conseguem agarrá-la, continuam a busca sozinhos, muitos sem nenhuma doutrina, agora sim fazendo exatamente o q Jesus aconselhou, mas q não é o q o mundo faz: “buscai, <em primeiro lugar>, o reino de Deus...”. 

      Lembre-se daquele q, “encontrando um tesouro num certo campo, se desfez de tudo q tinha e comprou aquele campo”. Lembre-se de “aquele q não abandonar pai e mãe para seguir-me, não é digno de mim!”; e, também, de “deixa q os mortos enterrem seus mortos e segue-me tu!”.

      Esses são os q, conforme diz a LE/657, não fazem nem o mal, nem o bem, o q significa estarem fazendo o mal pois, para a doutrina, “não fazer o bem, já é um mal”!

      No entanto, esses são os homens q estão buscando Deus e, conforme o q a vida já lhes deu, eventualmente, O encontrarão...  “e tudo o mais lhes virá por acréscimo!”, ou “... e a verdade vos libertará”.

      Como lembrou Mahatma (Grande Alma)  Ghandi: “cada homem q se ilumina, acaba com o ódio de milhões!”. E são esses q, conforme aquele que  respondeu à questão LE/ 657, “são inúteis”! pois, “não fazer o bem, já é um mal!”!!
     
      Mais um ponto q nos mostra q, quem deu resposta à questão, desconhece totalmente o q chama de “vida contemplativa”, pois afirmou q "se dedicam, apenas, a pensar em Deus”!  E, isso, para os meditadores, de séculos ou milênios de antes de Cristo, até a atualidade, “pensar em Deus”, ou em qualquer coisa q seja, a nada leva!

      Assim, “se queres encontrar Deus, foge de Deus!”; ou, como no Oriente: “se vires q o Buda vem em tua direção, muda de calçada!”.
....................................     
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 07 de Agosto de 2012, 17:35
     
      Kazoka trouxe a LE/657: Os homens que se entregam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e pensando apenas em Deus, têm mérito perante Deus? Resp: – Não, porque se não fazem o mal também não fazem o bem, e são inúteis; aliás, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que se pense n’Ele, mas não que se pense apenas n’Ele, uma vez que deu ao homem deveres a cumprir na Terra. Aquele que consome seu tempo na meditação e na contemplação não faz nada de meritório aos olhos de Deus, porque a dedicação de sua vida é toda pessoal e inútil para a humanidade, e Deus lhe pedirá contas do bem que não tiver feito

      Cel: meu jovem amigo, infelizmente a resposta dada a essa questão revela total desconhecimento de o q seja vida contemplativa, se com a palavra “contemplativa” se refere à vida dos meditadores. 
     
      Os q se dispõem à meditação, como trabalho de busca Deus, são aqueles para os quais as crenças e religiões do mundo não mais têm respostas às perguntas q fazem.

     

Coronel, tenho argumentado contigo na ótica do ensinamento dos Espíritos, acreditando que partilhássemos da mesma opinião sobre DE. Porém, pelo que cito de seu último post, percebo que não se trata de discutir sobre doutrina espírita, mas de quebrar a cristalização de sua doutrina particular, sobre tal missão não tenho nenhum interesse em fazê-lo. 
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 07 de Agosto de 2012, 19:59
      Kazaoka    (ref #268)

      = Lutemos por uma fé raciocinada =

      Kazaoka, meu jovem amigo, escreveu: Como fazer para ser pobre de espírito...

      E Kazaoka, mesmo, colocou:
      (sendo)
                 Caridoso = praticando a caridade;
                 Humilde = esforçando-se na prática da humildade;
                 Paciente = adaptando às adversidades, mas sempre buscando meios para
                 melhorar;
                 Resignado = acreditando que o amanhã poderá ser melhor e que podemos
                 contribuir para que isso ocorra;

      Cel: meu amigo distinto e inteligente; observe q tudo q vc colocou nada tem a ver com <como fazer> para ser pobre de espírito; pobre de espírito é algo q se refere ao interior, não a qualquer prática exterior. Vc sabe perfeitamente q pobreza de espirito, e qualquer outra virtude q seja, se resumem no <amor>; não havendo amor, não há pobreza de espírito, não há humildade, paciência, solidariedade, resignação (esta, senão para os desesperados q, de tanto q a vida os maltratou, já em nada mais crêem e deixam q tudo aconteça!).

      Contudo, “praticar” caridade, “esforçar-se” para “praticar” a humilde, “adaptar-se” às adversidades,... são apenas atitudes ou ações exteriores, e ação exterior não modifica o interior, não coloca amor no interior, na natureza, no coração de ninguém!

      Qto a, como vc colocou, “acreditar q amanhã pode ser melhor e q podemos contribuir para isso”, isso não passa de uma fantasia ou, vamos dizer, uma tentativa de nos iludir qto a isso, até uma auto-sugestão q nos leva a “supor” ou a “tentar” confiar em algo q é incerto, algo q não passa de suposição. E será q acredita quem quer acreditar?!

      Analise: se sua natureza, seu coração, seu íntimo, estão vazios de amor, a prática de atos de amor (q poderão, é evidente, beneficiar o próximo), fará q sua natureza ou seu íntimo se tornem cheios de amor! Pelo esforço, num coração onde há desamor, podemos substituir o desamor por amor?

      Amor, como qualquer virtude, não vem da prática, do exercício de praticá-lo, da repetição de ações caridosas, humildes ou o q seja; tudo isso pode construir o hábito, o hábito de praticar virtudes (mesmo q não as tenhamos dentro de nós!); porém amar, ou amor, não é um hábito, mas um sentimento íntimo, uma transformação do ser q percebe, não q precisa ter amor, mas o q somos e o q a vida é!

      Dessa percepção, espontaneamente, e eventualmente, nasce o amor; nunca da repetição, do habituar-se, do esforço, da boa vontade, nem do querer. Destas coisas, podem vir práticas exteriores, nunca virtudes!

      Kaz: Agora, por quê não fazemos isso? Fazemos sim, só que não conseguimos equilibrar no nosso íntimo todas as virtudes, só quando alcançarmos esta condição é que seremos verdadeiramente virtuosos. À vezes somos caridosos para com o próximo e não conseguimos ser suficientemente humildes para não nos sentirmos orgulhosos de nosso feito. E assim por diante.

      Cel: meu jovem, se não conseguimos ser humildes e nos sentimos orgulhosos pelo ato praticado, isso não passa de um pseudo-amor e, portanto, mostra q não temos ainda as condições necessárias para q sejamos pobres de espírito, q é o de q estamos tratando, certo? E se pelo fato de, como vc diz, “não fazemos isso porque não conseguimos equilibrar no nosso íntimo todas as virtudes”, novamente vem a pergunta: “o q é q justifica a existência de uma lei de causa e efeito?”, pois, como vc disse “ não conseguimos equilibrar...” e esse “não conseguir” não é responsabilidade nossa!

      Kaz: é isso que todas as doutrinas e religiões sérias nos ensinam mas, executá-las é obrigação nossa.

      Cel: amigo, executar é agir, não sentir! Pobreza de espírito, amor são do “sentir”, e sentir aquilo q, de modo espontâneo, vem do íntimo já transformado.

      Novamente vc fala do exercitar, treinar; mas isso só tem valor para aquele q é alvo dessas ações.

      Você treinar ou executar, porq assim, mestres, doutrinas, éticas, “religiões sérias ensinam”, nada mais está fazendo do q desenvolvendo uma “obediência” àqueles q você tem consideração, Para muitos, essa obediência vem, ou porq acreditam q é o q devem fazer, ou porq receiam conseqüências. ou porq esperam recompensas; só isso! Estarão, apenas,  sendo “obedientes”; não estarão sendo pobres de espírito ou possuidores de qualquer virtude q seja!

      Kaz: Façamos a nossa parte, as virtudes não cairão em nosso colo e nem são os que nos rodeiam que devem operar em nós as mudanças que têm que ser nossas.

      Cel: aqui vc foi perfeito! Nem as virtudes caem no colo, nem alguém pode fazer isso por nós, nem conselhos, nem lições, nem exemplos, de quem quer q seja (nem de um mestre, como Jesus!), farão isso por nós! Nós temos de chegar “lá” andando sobre nossas próprias pernas, estudando, raciocinando, observando, profundamente, o mundo, a vida, a dor, os sofrimentos, q a todos atingem, aos humanos e não humanos; e, afinal, perceber q nem as psicologias,  filosofias, ciências, medicinas, nem religiões, enfim, q o mundo não oferece solução para os sofrimentos; o mundo, apenas, pode dar lenitivos, consolações, esperanças, mas tudo passageiro.

      Essa solução está além de tudo q o mundo dá, além das religiões populares, e pode, mas só eventualmente, ser encontrada por grande trabalho e determinação do homem q a busca!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 07 de Agosto de 2012, 20:32
      Kazaoka    (ref #271)

      Kazaoka escreveu: O Coronel questiona onde podemos perceber a Lei de Causa e Efeito, e é muito simples de percebê-la.

      Cel: não, meu amigo, não devo ter sido claro; não questiono onde podemos "perceber" a ação da lei de causa e efeito; questiono o q “justifica sua existência”.

      Kaz: Observemos a atual situação da Terra, fisicamente falando, e de seus habitantes, espiritualmente falando. O mundo tem mudado e com ele muda também a condição moral dos que nele habitam. É sabido que existe ainda hoje uma grande disparidade no que concerne à condição de vida do homem, enquanto uns vivem nas regiões mais desenvolvidas outros habitam regiões de menos recursos, enquanto alguns vivem na fartura outros sofrem a privação do necessário, enquanto uns são confiantes no Criador outros são descrentes até de si mesmos.

      Isso são os sinais claros de que o mundo e os homens estão em um processo evolutivo, que o mundo está habitado por Espíritos em um nível moral equivalente, que falta muito a ser feito para que as desigualdades dentro deste mesmo nível sejam reduzidas ao máximo, estabelecendo a equidade própria dos mundos mais evoluídos; mas, é inegável que o mundo e os Espíritos estão evoluindo e a evolução é prova incontestável da ação da Lei de Causa e Efeito que o nosso Coronel nos pede apontamentos de sua ação.

      Cel: sinto, meu jovem amigo, mas não é isso q vejo no mundo! Vemos, é verdade, gigantescas disparidades, de um “lado” (ou do mesmo lado) fartura, saúde, alegria, até felicidade; e, de outro lado, miséria, doenças, tristezas, infelicidade; pelo q dizem doutrinas, uns desfrutando as conseqüências q lhes são favoráveis, e merecidas, da lei de retribuição; outros, sofrendo, por merecerem que, sobre si, venham as conseqüências desfavoráveis da mesma lei!

      Contudo, apenas vejo isto acontecendo; a vida, através das experiências/lições q, naturalmente e incessantemente, nos oferece, “premiando”, melhor, favorecendo uns, e maltratando, outros!  Nenhum sinal claro de q existe, nem do q justifique, a lei de causa e efeito!

      Esses “sinais claros” estão, apenas, na visão dos homens, nos ensinamentos das religiões. 
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 07 de Agosto de 2012, 21:25
      Bem aventurados...

      Kazaoka    (ref #273)
     
      Cel (msg anterior): Kazoka trouxe a LE/657: Os homens que se entregam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e pensando apenas em Deus, têm mérito perante Deus? Resp: – Não, porque se não fazem o mal também não fazem o bem, e são inúteis; aliás, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que se pense n’Ele, mas não que se pense apenas n’Ele, uma vez que deu ao homem deveres a cumprir na Terra. Aquele que consome seu tempo na meditação e na contemplação não faz nada de meritório aos olhos de Deus, porque a dedicação de sua vida é toda pessoal e inútil para a humanidade, e Deus lhe pedirá contas do bem que não tiver feito

      Cel: meu jovem amigo, infelizmente a resposta dada a essa questão revela total desconhecimento de o q seja vida contemplativa, se com a palavra “contemplativa” se refere à vida dos meditadores.     

      Os q se dispõem à meditação, como trabalho de busca Deus, são aqueles para os quais as crenças e religiões do mundo não mais têm respostas às perguntas q fazem.

      Kaz: Coronel, tenho argumentado contigo na ótica do ensinamento dos Espíritos, acreditando que partilhássemos da mesma opinião sobre DE. Porém, pelo que cito de seu último post, percebo que não se trata de discutir sobre doutrina espírita, mas de quebrar a cristalização de sua doutrina particular, sobre tal missão não tenho nenhum interesse em fazê-lo.

      Cel: sinto lhe dizer q vc está enganado; como sempre explico, minha contribuição, para a qual endereço toda minha atenção e intenção, pois a impus, a mim mesmo, como compromisso, é tentar , se for possível, fazer q os companheiros raciocinem, reflitam, estudem e, se possível, encontrem e perfeitamente compreendam, o q fazer e o como fazer para se chegar à emancipação do espírito.

      Tudo q tenho colocado, questões, argumentos, perguntas, comparações com conceitos de outras doutrinas, têm esse objetivo. E não é necessário lembrar a DE q aconselha uma “fé raciocinada”, “estudar de <tudo> e guardar o q for bom”, comparar a doutrina espirita com outras doutrinas, e q está, ao contrário das demais doutrinas ocidentais, pronta para assimilar, ou incorporar, tudo q for comprovado pela ciência!   

      Nem a doutrina diz ou ensina q fiquemos presos somente às palavras da codificação; não diz q aceitemos tudo q ela contém; recomenda q usemos nossa cabeça, nosso discernimento, para melhor compreender. Por isso, várias vezes, cito, como vou citar agora, conceituações de outras doutrinas, concordantes ou discordantes, em relação à DE: “não ponha outra cabeça acima da sua! Procure ter sua própria compreensão!”

      Meu jovem, todas as doutrinas contêm estranhezas, questões q deixam dúvidas, coisas incoerentes, confusas e mesmo contraditórias. Como vc sabe, questionar essas coisas é verdadeiro tabu, pois não admitem questionamentos! Felizmente, com a doutrina espirita, não é isso q acontece; está aberta a questionamentos, mas, eqto a doutrina espirita está aberta a isso, muitos de seus seguidores não estão; assim, muitos reagem, ou até mesmo, talvez, preconceituosamente, consideram um absurdo questioná-la.

      Se alguém afirmar q o q tenho colocado está em desacordo com o q a DE recomenda, só posso dizer q esse alguém não conhece o espiritismo codificado.

      Contudo, se a intenção, ou desejo, dos companheiros do forum, ou a sua, meu jovem moderador, (da doutrina espirita, ou de Kardec sei q não é) for estudar a DE como se fosse a única doutrina do mundo, como se nada mais existisse em torno dela, nenhum conhecimento, nenhum ensinamento elevado, nenhum "grama" de verdade, tenho de baixar a cabeça e aceitar e, sobretudo, lamentar.
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 07 de Agosto de 2012, 23:30
      Oliva Prado    (ref #270)

      Boa noite, Oliva!

      Oliva escreveu: Nós podemos tudo mas nem tudo nos convém. Já ouviu ou leu essa frase.

      Cel: já, minha querida amiga. E a considero incoerente com a sabedoria divina.

      Oliva: Fico a pensar porque é que o Coronel é tão bom nessa sua arte de tentar argumentar, quando tudo o que falamos escrevendo aqui neste debate é simples de entender.

      Cel: minha querida, talvez seja porq meus cabelos estejam embranquecendo, ou minha cabeça esteja rateando; será isso? Ou, talvez, não seja assim como vc está dizendo: tudo escrito neste debate é fácil de entender. Para mim, não é; e muitas vezes fico até mesmo raciocinando como outros estão entendendo aquilo de q nada consigo entender!...

      Oliva: O egoísmo é o amor que se animaliza.

      Cel: pois é isso q me faz não entender muita coisa: o amor não se animaliza, nunca, minha amiga; amor é um sentimento, uma virtude sem volta! Como disseram Jesus e Paulo: a mais excelsa das virtudes! Aquilo q pode se animalizar é um pseudo-amor: amor-afeto, admiração, atração, gratidão, dependência, vantagem, sempre condicionado a determinada situação. O amor não tem classificação, de mais forte ou mais fraco; mais intenso ou menos intenso; mais puro ou menos puro, maior ou menor!

       Amor é incondicional, não tem endereço determinado, nem pesa as conseqüências de se manifestar, de se o acharão tolo, ingênuo ou dirigido a quem não o mereça. Por isso, disse Paulo: “Deus não faz acepção de pessoas!”. Isso é amor, amor verdadeiro, indistintamente se oferecendo a inocentes e a criminosos, a bons e a perversos, a seres humanos e a não humanos!

      Oliva: (egoísmo) É um sentimento natural no homem mas do qual ele gradualmente se liberta da mesma forma que se liberta da barbárie. Pelo seu esforço, pelo domínio de si mesmo, pela vivencia da lei de causa e efeito.

      Cel: não, minha amiga, ninguém, sem exceção, se liberta do egoísmo pelo esforço, nem pelo domínio de si mesmo, nem por medo da lei de causa e efeito. Esforço, domínio, medo da lei apenas podem minimizar ou mesmo impedir, matar, as “manifestações” egoístas; só as manifestações; o sentimento, continua bem vivo como sempre foi! 

      Por essas coisas, o homem pode conseguir não mais exteriorizar ações egoístas mas, lá dentro, lá no seu íntimo, na sua natureza, no seu coração continua, forte como sempre, o egoísmo.

      Oliva: Alias no poste a que se refere eu escrevi: Exatamente como alertados que somos sobre o egoísmo, também podemos dominar seus efeitos negativos como por exemplo nunca chegar à crueldade, humilhação do próximo por oportunidade pois inevitavelmente o bem-estar de alguém sempre humilha quem menos tem, e por aí em diante…

      Cel: pois é isso, amiga: como não chegar à crueldade aquele q é cruel e q, exatamente é cruelmente q ele quer agir?....

      Oliva: então isto é trazer ao nosso pensamento a consciência dos efeitos dos nossos atos causados pelas nossas fraquezas ou inferioridades.

      Cel: amiga, veja porq tanto argumento (verbo; não substantivo), e porq tantas questões proponho (muitas das quais, ninguém, nem qualquer religião consegue responder): como é q se faz isso, como trazer ao pensamento q nossos atos estão causando danos a outros e q, por isso, devemos comedi-los, se foi por isso mesmo, para lhe causar danos, q os praticamos? .........
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 08 de Agosto de 2012, 01:00
...observe q tudo q vc colocou nada tem a ver com <como fazer> para ser pobre de espírito; pobre de espírito é algo q se refere ao interior, não a qualquer prática exterior. Vc sabe perfeitamente q pobreza de espirito, e qualquer outra virtude q seja, se resumem no <amor>; não havendo amor, não há pobreza de espírito, não há humildade, paciência, solidariedade, resignação (esta, senão para os desesperados q, de tanto q a vida os maltratou, já em nada mais crêem e deixam q tudo aconteça!).

      Contudo, “praticar” caridade, “esforçar-se” para “praticar” a humilde, “adaptar-se” às adversidades,... são apenas atitudes ou ações exteriores, e ação exterior não modifica o interior, não coloca amor no interior, na natureza, no coração de ninguém!

     Palavras do Coronel:      Analise: se sua natureza, seu coração, seu íntimo, estão vazios de amor, a prática de atos de amor (q poderão, é evidente, beneficiar o próximo), fará q sua natureza ou seu íntimo se tornem cheios de amor! Pelo esforço, num coração onde há desamor, podemos substituir o desamor por amor?

      Amor, como qualquer virtude, não vem da prática, do exercício de praticá-lo, da repetição de ações caridosas, humildes ou o q seja; tudo isso pode construir o hábito, o hábito de praticar virtudes (mesmo q não as tenhamos dentro de nós!); porém amar, ou amor, não é um hábito, mas um sentimento íntimo, uma transformação do ser q percebe, não q precisa ter amor, mas o q somos e o q a vida é!


Nestes trechos nota-se a fragilidade de conceito do que seja a virtude, do que seja pobre de espírito e do que seja amor. Quem inspirou estas colocações se contradiz na base de sua argumentação. Primeiro afirma que as ações exteriores de nada servem para a elevação moral do Espírito que as pratica, não reconhecendo que o bem que fazemos retorna a nós mesmos (Causa e Efeito). Em seguida afirma que as virtudes reunidas e equilibradas, ou seja, o Amor sublimado, vem da transformação interior em função da "observação", só se observa o que está exterior ao observador e este exterior é o ambiente que nos circunda, e neste ambiente estão todos os elementos da Criação e as impressões pessoais que a ele imprimimos, a matéria com suas particularidades e os Seres com suas personalidades.
Se existe uma imperfeição na visão que temos da Obra Divina, esta reside na falsa idéia de que Deus equivocou-se em algum ponto de sua onipotência ou que os outros não veem as coisas com a mesma transparência que julgamos vê-las.
A elevação do Espírito e a sua abençoada pobreza não está em função da posição moral ou intelectual em relação ao próximo, mas em relação às suas próprias imperfeições e antiga ignorância.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Oliva Prado em 08 de Agosto de 2012, 10:14
Coronel
Bom dia e como alguns dizem:
 “ Namastê - O divino em mim cumprimenta o divino em você."

     Sabe eu entendo uma parte do seu falar porque infelizmente nós os que ainda estamos a despertar para esta Nova consciência  Espirita estamos a viver  como que no centro dos furacões;  temos uma responsabilidade acrescida porque consciencial em relação aos problemas comuns que envolvem nossos egos e ao mesmo tempo somos atirados como penas no turbilhão do irracional que vigora. Eu tenho dias que nem me reconheço em nada espirita; depois o sol nasce todos os dias e novamente o ser em mim procura estabilizar-se de acordo com as máximas Evangélicas. Mas aqui há busca, há uma vontade própria de que assim seja e isso tenho para mim que é transformação, alquimia, ascese que muitos se esquecem de fazer. Nós podemos por e simplesmente não lutar contra a força opressiva desestruturantes, etc e embarcarmos no torvelinho da sua insanidade e quem sabe se cairmos numa obsessão pertinaz até onde ela nos levará.

        O difícil não é  o falar e constatar do que está errado, o difícil é falar do que é acertado e de como se faz o conserto como o Coronel tanto nos diz…porque esta realidade ainda está a despertar para uma boa parte de nós …tal como na frase;

    Fora da caridade não há salvação.

“O espírita estudioso sabe que toda a moral de Jesus está consubstanciada na caridade e na humildade: caridade, que é o contraponto do egoísmo, e humildade, que representa o contraponto do orgulho.” O Clarim
..mas do estudo há vivência vai todo um leque de tentativas....umas que se frustram outras que se expandem.

..espero tê-lo ajudado tanto quanto me ajudou hoje lembrar essa palavras <instruções dos Espíritos que presidiram há elaboração dos Livros codificados.



Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Marlenedd em 08 de Agosto de 2012, 14:31
Deixo aqui um resumo de vários livros da doutrina que penso serem importantes para o tema...


Os Tempos são Chegados

A Humanidade, tornada adulta, tem novas necessidades, aspirações mais largas, mais elevadas; compreende o vazio das idéias das quais foi embalada, a insuficiência de suas instituições para a sua felicidade; ela não encontra mais, no estado das coisas, as satisfações legitimas para as quais se sente chamada; por isso ela sacode coeiros, e se lança impelida por uma força irresistível, para as margens desconhecidas, para descoberta de novos horizontes menos limitados. E é no momento em que ela se encontra muito pobremente em sua esfera material, onde a vida intelectual transborda, onde o sentimento da espiritualidade desabrocha, (...)

Felicidade que a prece proporciona

23. Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os beneficios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. (...)


32. - Os nossos órgãos materiais não podem perceber as coisas de essência espiritual. Unicamente com a visão espiritual é que podemos ver os Espíritos e as coisas do mundo imaterial. Somente a nossa alma, portanto, pode ter a percepção de Deus.


1- A alma tem o poder de se esquivar à matéria;

2- De se elevar bem acima da inteligência;

3- Esse estado é superior à razão;

4- Ele pode colocar o homem em relação com o que escapa às suas faculdades;

5- O homem pode provocá-lo pela prece a Deus, por um esforço constante da vontade, reduzindo, por assim dizer, a alma ao estado de pura essência, privada de atividade sensível e exterior; pela abstração, em uma palavra, de tudo o que há de diverso, de múltiplo, de indeciso, de turbilhonante, de exterioridade na alma;

6-Existe no eu concreto e complexo do homem uma força completamente ignorada até aqui: procurai-a, pois.

Inteligência e instinto

Se observarmos os efeitos do instinto, notaremos, em primeiro lugar, uma unidade de vistas e de conjunto, uma segurança de resultados, que cessam logo que a inteligência o substitui. Demais, reconheceremos profunda sabedoria na apropriação tão perfeita e tão constante das faculdades instintivas às necessidades de cada espécie. Semelhante unidade de vistas não poderia existir sem a unidade de pensamento e esta é incompatível com a diversidade das aptidões individuais; só ela poderia produzir esse conjunto tão harmonioso que se realiza desde a origem dos tempos e em todos os climas, com uma regularidade, uma precisão matemáticas, cuja ausência jamais se nota. A uniformidade no que resulta das faculdades instintivas é um fato característico, que forçosamente implica a unidade da causa. Se a causa fosse inerente a cada individualidade, haveria tantas variedades de instintos quantos fossem os indivíduos, desde a planta até o homem. Um efeito geral, uniforme e constante, há de ter uma causa geral, uniforme e constante; um efeito que atesta sabedoria e previdência há de ter uma causa sábia e previdente. Ora, uma causa dessa natureza, sendo por força inteligente, não pode ser exclusivamente material.

Não se nos deparando nas criaturas, encarnadas ou desencarnadas, as qualidades necessárias à produção de tal resultado, temos que subir mais alto, isto é, ao próprio Criador.

Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 08 de Agosto de 2012, 17:13
      Kazaoka    (resposta à msg #278)

      Cel (msg ant): ... “praticar” caridade, “esforçar-se” para “praticar” a humilde, “adaptar-se” às adversidades,... são apenas atitudes ou ações exteriores, e ação exterior não modifica o interior, não coloca amor no interior, na natureza, no coração de ninguém!

     Palavras do Coronel:  Analise: se sua natureza, seu coração, seu íntimo, estão vazios de amor, a prática de atos de amor (q poderão, é evidente, beneficiar o próximo), fará q sua natureza ou seu íntimo se tornem cheios de amor?! Pelo esforço, num coração onde há desamor, podemos substituir o desamor por amor?

      Amor, como qualquer virtude, não vem da prática, do exercício de praticá-lo, da repetição de ações caridosas, humildes ou o q seja; tudo isso pode construir o hábito, o hábito de praticar virtudes (mesmo q não as tenhamos dentro de nós!); porém amar, ou amor, não é um hábito, mas um sentimento íntimo, uma transformação do ser q percebe, não q precisa ter amor, mas o q somos e o q a vida é!

      Kazaoka: Nestes trechos nota-se a fragilidade de conceito do que seja a virtude, do que seja pobre de espírito e do que seja amor. Quem inspirou estas colocações se contradiz na base de sua argumentação. Primeiro afirma que as ações exteriores de nada servem para a elevação moral do Espírito que as pratica, não reconhecendo que o bem que fazemos retorna a nós mesmos (Causa e Efeito).

      Cel: amigo Kazaoka, pela lei de causa e efeito (sobre a qual podemos apresentar muitos argumentos para raciocinar), o bem q fazemos, sob a forma de caridade, solidariedade, consolação, amizade, compreensão, auxílio e o q mais for, volta, sim, a nós mesmos, mas, também, sob a forma, de caridade, solidariedade, consolação, amizade, compreensão, auxílio e o q mais for: a lei de retribuição, pela doutrina é uma lei de colher o q semeou, isto, semeou ações boas, palavras boas, ajuda, solidariedade, amor... etc, colherá ações boas, palavras boas, ajuda, solidariedade, amor; qto ao oposto, ao mal, é a mesma coisa: plantou ações de ódio,.. colherá ações de ódio, etc. Não é isso?   

      Perceba, então, q a lei de retribuição se refere tão somente a ações, a eventos exteriores q beneficiarão aquele q praticou ações de amor. Vc ajudou o próximo, consolou, matou-lhe a fome, levantou-o qdo caiu, é isso mesmo q terá de volta: sempre eventos exteriores, é evidente q não, necessariamente, iguais às ações q vc praticou, mas q o ajudarão a q mate sua própria fome, q o levante qdo nas quedas, que o consolem, ou ajudas semelhantes. Onde estão aí as modificações interiores, onde está aquilo q traz a elevação moral, como vc afirma? 

      O amor q vc pratica em suas ações, atitudes, procedimentos, voltam para vc na forma de ações, atitudes, procedimentos. Seu coração pode continuar exatamente igual, ao q era antes da ajuda q lhe prestarem; vc pode até mesmo considerar q tudo foi retribuição (lei de retribuição), resultado do bem q praticou, reconhecimento, gratidão ou mesmo, nada mais do q obrigação ou dever de quem o ajudou, por vc tê-ajudado antes; ou retribuição da justiça divina. Isso é elevação moral?

      Kazaoka: Em seguida afirma que as virtudes reunidas e equilibradas, ou seja, o Amor sublimado, vem da transformação interior em função da "observação", só se observa o que está exterior ao observador e este exterior é o ambiente que nos circunda, e neste ambiente estão todos os elementos da Criação e as impressões pessoais que a ele imprimimos, a matéria com suas particularidades e os Seres com suas personalidades.

      Cel: é exatamente isso, meu jovem; ou, pelo seu raciocínio ou percepção, de onde, virá o amor? O q é q vc sugere, ou acredita, q proporciona a transformação interior? Que alternativa o amigo apresenta? Amor e transformação interior vêm do querer do homem? Existe algo mais q ensine o homem, tanto em relação ao bem/amor qto em relação ao mal/ódio, senão a observação da vida, (esta chamada escola de espíritos), senão as lições q a vida, incessantemente, nos oferece, através das experiências pelas quais nela passamos? Se somos perfeitos ou imperfeitos, quem é, ou o que é q nos fornece argumentos ou ferramentas para q sejamos assim? Será q a perfeição, as virtudes, ou as imperfeições, os defeitos morais nascem, espontaneamente, em nosso interior? Vc sabe q não! Então, meu amigo, qual é sua explicação sobre esta questão?

      Kazaoka: Se existe uma imperfeição na visão que temos da Obra Divina, esta reside na falsa idéia de que Deus equivocou-se em algum ponto de sua onipotência ou que os outros não veem as coisas com a mesma transparência que julgamos vê-las.

      Cel: amigo, se vc bem estudar e observar, verá q essa “falsa idéia” vem, exatamente, do q as crenças nos comunicam; elas são as responsáveis por essas falsas idéias. E não podemos dizer q Deus, o criador de todas as coisas, se equivocou  pois, sobre Deus só temos uma imaginação do q seja, pelo q as crenças nos transmitem; e, o q elas nos transmitem está sempre baseado em interpretações q, pelo q as crenças mesmo nos fazem crer, podem estar corretas ou incorretas. 

      Kazaoka: A elevação do Espírito e a sua abençoada pobreza não está em função da posição moral ou intelectual em relação ao próximo, mas em relação às suas próprias imperfeições e antiga ignorância.

      Cel: concordo totalmente com o q vc colocou acima; apenas tenho de lhe perguntar: e essas imperfeições e essa antiga ignorância (q pelas crenças são a causa do mal e dos sofrimentos com q tratamos os semelhantes e, pelos quais a lei de retribuição nos alcança) de onde vieram ou nasceram? Nós mesmos as inoculamos em nós, por livre-vontade? Nós mesmos desejamos ser imperfeitos e conservar a antiga ignorância? Pela doutrina, já éramos imperfeitos no ato da criação? É evidente q não! Então, como as adquirimos, e tantas tão monstruosas, senão nas lições da vida, naquilo q a vida nos faz <observar> nela mesma, isto é, nos enchemos de imperfeições na própria escola a q, obrigatoriamente, somos conduzidos para nos libertar das imperfeições!

      Será q o espirito encarnado, o homem, raciocinou, pesou as terríveis conseqüências q da lei de retribuição lhe virão e, assim mesmo, depois, decidiu escolher ser possuidor dessas monstruosas imperfeições como os vemos no mundo?! Decidiu, portanto, sofrer?! Vc, meu jovem, podendo escolher ser feliz, porq é q escolhe ser infeliz?! Ignorância?! Pela Lei de Deus,conforme se depreende da doutrina, não é pela ignorância pois, nem mesmo as falhas leis dos homens, senão por engano e injustiça, punem os ignorantes! Mas, e se, numa hipótese, a Lei de Deus punisse os homens q erram por ignorância, resta a questão:  o homem mesmo, por livre escolha, decidiu ou desejou ser ou permanecer ignorante?   

      Como aconselha Kardec: é preciso raciocinar! Estudar , questionar, comparar e raciocinar muito!
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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 08 de Agosto de 2012, 17:45
     
      Será q o espirito encarnado, o homem, raciocinou, pesou as terríveis conseqüências q da lei de retribuição lhe virão e, assim mesmo, depois, decidiu escolher ser possuidor dessas monstruosas imperfeições como os vemos no mundo?! Decidiu, portanto, sofrer?! Vc, meu jovem, podendo escolher ser feliz, porq é q escolhe ser infeliz?! Ignorância?! Pela Lei de Deus,conforme se depreende da doutrina, não é pela ignorância pois, nem mesmo as falhas leis dos homens, senão por engano e injustiça, punem os ignorantes! Mas, e se, numa hipótese, a Lei de Deus punisse os homens q erram por ignorância, resta a questão:  o homem mesmo, por livre escolha, decidiu ou desejou ser ou permanecer ignorante?   


O que faz o Espírito manter-se ignorante é o seu orgulho. É achar que é auto suficiente em carne e em Espírito.

O Espírito não "escolhe" ser infeliz o que acontece é que erramos pelo nosso orgulho, devido ao alto conceito que atribuímos ao nosso parco conhecimento ou, ao contrário, pelo nosso comodismo ou total submissão às adversidades, subjugando o risco que as questões inusitadas nos apresentam ou não aplicando a vontade e seriedade que cada problema exige.
Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Conforti em 19 de Agosto de 2012, 20:11
      Victor Passos    (resp à msg #219)

      Victor escreveu: ... verifiquei que se questiona como ser humilde, como chegar até lá... Pois bem, no meu entender, ela é tudo aquilo que encerra a caridade sentida e ativa... nas mãos do Mestre...amar o próximo como a nós mesmos e a Deus acima de força para a evolução do espírito, pelo AMOR, essa é a melhor mensagem de humildade.

      Cel: é certo. amigo, pois todas as virtudes se resumem no amor! Mas, o q está sendo questionado não é o q é ser humilde, não é o q é a humildade. O amigo Victor há de concordar comigo, que sobre isso estamos até cansados de saber, de ler, de ouvir. Não se questiona o q é ser humilde, mas <como fazer> para ser humilde.

      Para essa questão, nenhuma das religiões conhecidas e nenhum de seus seguidores, sem exceção, têm a resposta. Para saber <como fazer> para ser humilde (ou, para ser possuidor de “qualquer” virtude q seja!), cada um tem de encontrar a resposta por si mesmo, por seu esforço e determinação, pois a resposta está além das religiões organizadas segundo escrituras ditas sagradas, está além das crenças populares. Por isso, devemos dar muito crédito e valor ao sábio conselho de Kardec: “Fé raciocinada! Estudar outras crenças e doutrinas, compará-las com a nossa e, pela comparação, escolher aquela q mais se harmonize com nosso modo de ver e sentir a vida!”.

      Por esse estudo e pesquisa, eventualmente, encontraremos a resposta procurada: o <como fazer> para ser humilde, o <como fazer> para ter amor no coração, o <como fazer> para ser possuidor de qualquer virtude q seja! Isso não se consegue estudando o q são as virtudes, ou treinando sua prática, nem por palavras, ensinamentos, conselhos ou exemplos de quem quer q seja. Para chegar lá, cada um tem de, imperiosa e necessariamente “usar as próprias pernas”!

      Para terminar, e como vc colocou q “a melhor mensagem de humildade é amar o próximo como a nós mesmos e a Deus acima de força para a evolução do espírito, pelo AMOR...”, lhe pergunto:  “e como é q se faz isso, como amar o próximo como a nós mesmos? O amigo sabe como fazer isso?!  Novamente, se diz <o que fazer> mas, nunca o <como fazer>!! Quem é q sabe como colocar amor no coração daquele q não tem amor?

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Título: Re: Bem aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Zé Ninguém em 20 de Agosto de 2012, 00:30
Amigo Coronel,
Em todos os tópicos sempre levanta os mesmos questionamentos:
- Porque uns são maus outros são bons? Porque existe sofrimentos no mundo? Como se coloca amor no coração? etc.
Estas respostas encontram-se espalhadas por toda a doutrina talvez seja hora de dar uma revisada na codificação.
E lá no estudo da lei de causa e efeito já respondi seus questionamentos.
Alguns de forma direta e outros através de textos publicados ao longo do estudo.
Porque não dá uma passadinha por lá?
Assim você poupa seu tempo e o dos foristas ao responderem perguntas que já foram respondidas.
abraços
Susana