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CODIFICAÇÃO => Estudo da Doutrina Espírita => Tópico iniciado por: Hebe M C em 23 de Abril de 2012, 13:04

Título: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 23 de Abril de 2012, 13:04
Estudo da Doutrina Espírita no Fórum Espírita 

Apresentação:
Este é um quadro que propõem o estudo da Doutrina Espírita, o qual  temos como base as obras básicas da Codificação Espírita.

Mediadores:
Amélia Cristina Sidrim, Hebe Maria Cogliatti e Manuel Altino

Objetivo Geral: Estudar os princípios básicos da Doutrina Espírita e a implicações na nossa vida como Espíritos considerando a imortalidade da alma.

Tema:
Deus
      1) Deus
      2) Atributos da Divindade
      3) Leis de Deus


Metodologia
O material a ser estudado será trazido pelos mediadores responsáveis, que apresentarão os textos baseados na Codificação Espírita.
Será feita uma pequena explanação do assunto proposto e a apresentação de perguntas que sugerirão a reflexão e argumentação dos participantes.

Regras:
1)   Não será permitida a inserção de textos copiados e colados, a não ser citações que complementem sua explanação.
2)   Não é permitido colocar duvidas que antecipem os temas, a ordem dos estudos deve ser observada criteriosamente. Pergunta fora do tema proposto ou fora  da ordem estabelecida será eliminada para ser abordada posteriormente.
3)   Ao final de cada tema faremos perguntas e respostas para que todos se auto avaliem em conhecimento adquirido e eventuais esclarecimentos de duvidas.
4)   Será apresentada sempre uma mensagem final, relativa ao tema, pelos mediadores, para ser comentada por todos os participantes.



Bibliografia e fontes de consulta:
O Livro dos Espíritos – Alan Kardec, tradução Herculano Pires
O Livro dos médiuns  - Alan Kardec, tradução Herculano Pires
O Evangelho segundo o Espiritismo - Alan Kardec, tradução Herculano Pires
Apostila FEB- ESDE
Título: Re: Deus
Enviado por: Hebe M C em 23 de Abril de 2012, 13:12
Prece Inicial:

Meu Deus,
Aqui nos encontramos, reunidos em teu nome, com o objetivo de aprendermos um pouco mais da doutrina de luz enviada a nós pelos Espíritos Superiores e codificada por Alan Kardec. Ajuda-nos, a nos manter em sintonia com as forças do bem, representadas aqui pela espiritualidade amiga que ampara e sustenta este trabalho. E que possamos, assim, ter estudos proveitosos ao nosso aperfeiçoamento espiritual, nesta nossa jornada terrena.
Que em Teu nome, em nome dos Espíritos amigos que nos orientam pedimos vossa orientação, dando-nos o discernimento necessário em cada palavra que aqui postamos.
Assim sendo, que possamos dar por iniciado mais um estudo da Codificação Espírita.


O Livro dos Espíritos
Parte Primeira – As Causas Primárias
Capítulo 1 – Deus

http://www.youtube.com/watch?v=SUELV9acl0k&feature=player_embedded#!

1-Que é Deus?
-Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

 
Algumas  traduções usaram “ Cause premiére” como “ causa primária “, enquanto outros traduziram o mesmo por “causa primeira“ .

Não entraremos no mérito da mais correta tradução, porém seguiremos sempre a tradução de Herculano Pires “ Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas “.

A afirmação de que uma coisa é primária significa que dela se origina as outras coisas , sendo assim, ela está contida em tudo o que deriva de si. Concluímos então que a causa primária está contida na secundária da qual teve origem em si e sucessivamente na terciária, sempre seguindo a diante.

Diante deste raciocínio podemos concluir que sendo Deus a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, é porque todas as coisas foram originárias de Deus e que Deus está em essência em todas as coisas.

Gostaríamos a partir desta primeira pergunta e resposta do Livro dos Espíritos que todos nos dissessem se entenderam e como entenderam para continuarmos nossa explanação. Proporemos então as seguintes perguntas.


Questões:
1 -O que entendem por causa primária?
2 -Seria Deus o criador do universo?
3 -Temos Deus em nossa essência?
5 - Como você sente Deus em sua vida?

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Carlos Ipar em 23 de Abril de 2012, 18:12
1- É a origem de tudo o que existe.
2- Sim.
3- Sim, fomos criados por Êle.
4- É a força que palpita dentro de mim e me mantém vivo.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Rosângela Dantas Santos em 23 de Abril de 2012, 22:06
1- Que Deus é o criador de tudo e todos, ele veio primeiro, ele é a origem.
2- Sim.
3-Sim, somos fruto da sua obra .
4- Sinto Deus em minha vida todos os dias, ao acordar,ao fazer o bem, ao tentar ser uma pessoa melhor, e amando ao meu próximo.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 23 de Abril de 2012, 23:29
Muito obrigada Rosangela e Carlos,

Sejam bem vindos ao estudo, daremos continuidade ao tema.

Um abç
Hebe
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Sr.91 em 23 de Abril de 2012, 23:56
Difícil conceituar Deus, as vezes quando me direciono a ele o sinto como outra pessoa, embora seja errado essa visaoa como estudioso da DE.
Acredito que Deus seja a vontade viver, de existir.

Ok, sou um tanto poético, mas pieguas não por favor!
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita no Fórum Espírita
Enviado por: Marlenedd em 24 de Abril de 2012, 00:03
Para mim, Deus está na resposta à primeira questão do livro dos Espíritos. Só Deus é, o resto, ou os seus efeitos, são ilusórios, mutáveis... O resto considero artificial, incluindo o mundo dos homens, e os homens...
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita no Fórum Espírita
Enviado por: Hebe M C em 24 de Abril de 2012, 00:21
Difícil conceituar Deus, as vezes quando me direciono a ele o sinto como outra pessoa, embora seja errado essa visaoa como estudioso da DE.
Acredito que Deus seja a vontade viver, de existir.

Ok, sou um tanto poético, mas pieguas não por favor!
Sim, muito difícil para nós presos no espaço tempo compreender a magnitude de Deus.
Mas não existe efeito sem causa, nós o percebemos na harmonia do Universo, na natureza.
Muito obrigada por participar do  estudo

 
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita no Fórum Espírita
Enviado por: Sr.91 em 24 de Abril de 2012, 00:28
Hebe,
Quando contemplo a natureza, os animais todos cientes de sua função, é impossível não acreditar em algo maior, pois nada se cria sozinho. Como você disse tudo tem uma causa !
Ela, o homem não podendo ser, é Deus !
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita no Fórum Espírita
Enviado por: Marlenedd em 24 de Abril de 2012, 01:25
1. Há um Deus, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

A prova da existência de Deus está no axioma: Não há efeito sem causa. Vemos incessantemente uma multidão inumerável de efeitos, cuja causa não está na Humanidade, uma vez que a Humanidade está impossibilitada de reproduzi-los, e mesmo de explicá-los: a causa está, pois, acima da Humanidade. É a essa causa que se chama Deus, Jeová, Alá, Brama, Fo-hi, Grande Espírito, etc., segundo as línguas, os tempos e os lugares.

Esses efeitos, de nenhum modo, não se produzem ao acaso, fortuitamente e sem ordem; desde a organização do menor inseto, e do maior grão, até à lei que rege os mundos circulando no espaço, tudo atesta um pensamento, uma combinação, uma previdência, uma solicitude que ultrapassam todas as concepções humanas. Essa causa é, pois, soberanamente inteligente.


Podemos perguntar aqui: afinal o que é Deus e o que são efeitos, aquilo que imaginamos ser?
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita no Fórum Espírita
Enviado por: Hebe M C em 24 de Abril de 2012, 13:33
dim dim meu amigo, (vou chamá-lo assim, esse negocio de Marlene é estranho).

Deus creou tudo que está no Universo, inclusive nós.

Um abç
Hebe
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita no Fórum Espírita
Enviado por: Marlenedd em 24 de Abril de 2012, 20:30
Hebe: "Deus creou tudo que está no Universo, inclusive nós."

Quando se fala de Deus não se pode usar nem tempo nem espaço, Deus não tem passado nem futuro. O tempo dos homens é ilusão.

Deus cria de instante a instante, só e sempre no aqui e agora, o Deus do ontem já não existe, e o do amanhã também não existe.

Deus está apenas e sempre no imediato.

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Camila T Cunha em 25 de Abril de 2012, 01:27
              Marlene, será que Ele estaria no imediato apenas? Será que não estaria no além também?
              É que nós, criaturas, olhamos o passado, vivemos o agora, sonhamos o futuro, mas será que Deus não seria além disso?
              Não sei, pelo que entendi das palavras primeiras deste tópico achei que fosse... Qual sentido quis dizer Dele ser apenas o imediato?

              Abraços.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 25 de Abril de 2012, 12:06
Boa pergunta Camila.

Vamos ver o que diz o LE nas questões 2 e 3
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 25 de Abril de 2012, 12:14
Onde esta Deus? (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTFvZVpDQzJnMW9jJmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZCM=)


2- O que devemos entender por infinito?
– O que não tem começo nem fim; o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito.

3- Poderíamos dizer que Deus é infinito?
– Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência.

“☼ Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é infinito é tomar o atributo2 de uma coisa por ela própria, é definir uma coisa que não é conhecida por uma outra igualmente desconhecida.” Allan Kardec.

Nossa linguagem e compreensão são limitadas para definir Deus, sua perfeição estende-se ao infinito.
Não há limite compreensível ao homem, estamos presos a uma pequena parcela do conhecimento. A medida que vamos ampliando a nossa consciência e crescendo em moralidade, a realidade vai se descortinando, desprendendo a nossa limitação condicionada ao espaço tempo.

O estudo da DE já ampliou muito a consciência do homem, porém ainda estamos em evolução, só chegaremos a Deus quando crescermos em sabedoria de vida passando pelas diversas experiências na matéria.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: hcancela em 25 de Abril de 2012, 12:34
Olá amigos(as)


Estudo bom, creio que no geral será polémico e no bom sentido obviamente, mas por mais que tentemos definir Deus estará sempre condenado ao fracasso(relativo)tamanha a falta de pontos de referência, mas sempre se pode tirar algumas ilações, daí o meu abraço carinhoso a todos neste estudo, nomeadamente á HEBE. Posto isto vamos ao que interessa.
Quer sejamos crentes ou ateus , estamos sempre procurando transcender-nos rumo a metas cada vez mais novas e nunca completamente realizáveis. Nesse sentido, a experiência superficial é alienante. Somente num constante esforço de aprofundamento de tudo o que nos rodeia é que podemos alcançar a riqueza da vida. Desse modo, convém sempre nos dirigirmos a Deus alicerçados na humildade e simplicidade de coração, com o bom ânimo de atender primeiro à Sua vontade e não à nossa, porque para mim entende-se Deus pela razão, mas muito mais pelo coração, pelo menos neste estado evolutivo onde nos encontramos. Hoje O Sentimos, no futuro o compreendemos porque O Veremos.

Saudações fraternas
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Marlenedd em 25 de Abril de 2012, 14:07
Sempre que estejamos a dar atenção à respiração, estamos em Deus e com Deus. Sempre que nos distraímos dessa atenção desvanecemo-nos. Mesmo assim, e apesar do desvanecimento, estamos sempre em Deus, não há mais nenhum sítio ..
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 25 de Abril de 2012, 15:08
Sim dim dim,
Deus está contido em tudo e em toda parte, pois tudo foi sua creação, e está ainda acima de tudo e todos.

Um abç
Hebe
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 25 de Abril de 2012, 17:45
Olá

Sou um apaixonado por este tipo de estudo, pois entendo que para compreendermos a creação e a forma como tudo se processa em si, necessitamos, igualmente, conhecer o creador.

Devemos olhar este tipo de estudos em duas vertentes, de igual importância.
1 - Definição de Deus
2 - Acção de Deus ou a forma como tudo se processa a partir de si.

No que respeita à definição de Deus, este é um factor impossível para nós. No estágio evolutivo em que nos encontramos ainda não conhecemos Deus. Não é possível definir aquilo que não conhecemos. Então temos que entrar em factores de ordem abstrata pois, como nos dizem os Espíritos, qualquer definição concreta seria redutora de sua condição.

Nossos irmãos Orientais compreenderam isto, na perfeição, ao definirem Deus da seguinte forma:

Deus é. Ele é o Todo e está em tudo.

Nós acrtescentariamos apenas:

e tudo está em Si

A outra questão é o entendimento de como Deus age na creação e como tudo se processa a partir de si.
Neste factor, a questão nº 1, de OLE, é o fundamental para o seu entendimento. Ao afirmar-se que Deus é 
causa primária de todas as coisas subentende-se que toda a creação surgiu a partir de si, ao contrário do anteriormente afirmado de que Deus creou a partir do nada.
Da mesma forma podemos entender que, sendo Ele a causa primária, se encontra em todas as coisas como elemento primário e iniciador de sua existência.
Por outro lado ao afirmar-se que Deus é inteligência suprema, entendemos que Deus está igualmente acima de todas as coisas, pois tudo resulta da acção dum princípio inteligente, espírito, ou inteligência manifestada, questão 23 de OLE. Mas sendo esse principio inteligente oriundo do próprio Deus, não se pode confundir com Ele, e está confinado a Ele.

Quando afirmamos que Deus é o Todo, devemos entender que Ele é tudo acima de todas as coisas.
Se falamos em amor Ele é todo o amor, se falamos em consciência, Ele é toda a consciência, se falamos em inteligência Ele é toda a inteligência e o mesmo para todas as coisas que podemos imaginar.
Assim devemos entender que Ele é todo o espaço e todo o tempo. Por isso afirmarmos que para Deus sempre é presente, não existindo nem passado nem presente. Se entendessemos de outra forma Deus deixaria de ser imutável pois estaria sujeito a um tempo que se moficava passando ou a um espaço que se alterava movendo-se.
Não. O que sucede é que somos nós, a creação, que se move no espaço e que percorre o tempo,  que  são Deus. Esse espaço e esse tempo são infinitos, porque Deus é infinito.
Então, quando falamos de passado e efectuar, devemos entender que o passado é o espaço que percorremos em Deus e que o futuro é o espaço que nos falta percorrer em Deus.

Este é o meu conceito sobre estas coisas, fundamentado naquilo que está nos textos doutrinários que, em nada devem ser contrariados e que não são.
Por outro lado não nos devemos entender que a doutrina deve ser entendida como um todo e que para a compreensão destas coisas, devemos entender muitas outras. Mas a seu tempo lá chegaremos.
Levemos o estudo duma forma sequêncial.

Atlante     
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Mourarego em 25 de Abril de 2012, 20:08
Mano Atlante, crer que Deus seja todo o espaço somente por liberdade poética.
Ele é o Creador, não a creatura e o espaço é Dele uma destas.
Ele preside ao todo mas não pode dizer-se Dele, que seja este todo.
Abraços,
Moura
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 25 de Abril de 2012, 20:35
Pois é Moura

A minha liberdade poética leva a estas coisas, mas não tenho outra forma de ser.

Mas esquecendo a poesia, passamos a ter um Deus menor.

Porque se Deus não é todo o espaço, nós passamos a ter duas coisas, pelo menos.
Deus e todo o espaço.
Então Deus não é onipresente, nem onipotente, como meu amigo ainda há pouco afirmava num outro tópico, pois passamos a ter um espaço, sem presença de Deus e um poder paralelo, que será o poder desse espaço.

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 26 de Abril de 2012, 13:39
Bom dia a todos,

Precisamos distinguir algo importante, para que não se confunda.

Panteísmo

"PANTEÍSMO, filos. Sistema filosófico que identifica Deus com o mundo. Identifica o Criador com a criação, concebendo-os como um só todo. São várias as espécies de panteísmo, de acordo com o tipo de identidade que se estabeleça entre Deus e o cosmos. Assim, Deus se confunde com a alma do mundo, no panteísmo estóico; com o Uno absoluto do qual emanam a alma e a inteligência formadora do mundo, no panteísmo de Plotino; com a Substância única cujos modos são as almas e os corpos, no panteísmo de Spinoza; e com o Espírito absoluto, onde o desenvolvimento dialético de Idéia se completa. Para Saisset, o panteísmo toma por princípio a consubstancialidade eterna e necessária do finito e do infinito, de Deus e da natureza. Há sempre um fator comum a todas as concepções panteísta, ou seja: Deus é o Todo, ou O todo é Deus."
FONTE: http://www.ieja.org/portugues/Estudos/Artigos/p_panteismoeespiritismo.htm

Livro dos Espíritos:
Panteísmo


14 Deus é um ser distinto, ou seria, segundo a opinião de alguns, resultante de todas as forças e de todas as inteligências do universo reunidas?

– Se fosse assim, Deus não existiria, porque seria o efeito e não a causa; Ele não pode ser ao mesmo tempo uma e outra coisa.

Deus existe, não podeis duvidar disso, é o essencial. Crede em mim, não deveis ir além, não vos percais num labirinto de onde não podereis sair, isso não vos tornaria melhores, mas talvez um pouco mais orgulhosos, porque acreditaríeis saber e na realidade não saberíeis nada. Deixai de lado todos esses sistemas; tendes muitas coisas que vos tocam mais diretamente, a começar por vós mesmos. Estudai vossas próprias imperfeições a fim de vos desembaraçar delas, isso vos será mais útil do que querer penetrar no que é impenetrável.

15 O que pensar da opinião de que todos os corpos da natureza, todos os seres, todos os globos do universo, seriam parte da Divindade e constituiriam, pelo seu conjunto, a própria Divindade, ou seja, o que pensar da doutrina panteísta?

– O homem, não podendo se fazer Deus, quer pelo menos ser uma parte d’Ele.

16 Aqueles que acreditam nessa doutrina pretendem nela encontrar a demonstração de alguns atributos de Deus. Sendo os mundos infinitos, Deus é, por isso mesmo, infinito; não havendo o vazio ou o nada em nenhuma parte, Deus está, portanto, em toda parte; Deus, estando por toda parte, uma vez que tudo é parte integrante de Deus, dá a todos os fenômenos da natureza uma razão de ser inteligente. O que se pode opor a esse raciocínio?

– A razão. Refleti maduramente e não vos será difícil reconhecer o absurdo disso.


☼ Esta doutrina faz de Deus um ser material que, embora dotado de uma inteligência suprema, seria em tamanho grande o que nós somos em tamanho pequeno. Uma vez que a matéria se transforma sem parar, se assim for, Deus não teria nenhuma estabilidade, estaria sujeito a todas as mudanças e variações, a todas as necessidades da humanidade, e lhe faltaria um dos atributos essenciais da Divindade: a imutabilidade. Não se pode imaginar que são as mesmas as propriedades da matéria e a essência de Deus, sem O rebaixar na nossa concepção. Todas as sutilezas do sofisma3 não conseguirão resolver o problema na sua natureza íntima. Não sabemos tudo o que Deus é, mas sabemos o que não pode deixar de ser, e a teoria do panteísmo está em contradição com suas propriedades mais essenciais; ela confunde o criador com a criatura, exatamente como se afirmasse categoricamente que uma máquina engenhosa fosse parte integrante do mecânico que a concebeu.

A inteligência de Deus se revela em suas obras como a de um pintor em seu quadro, mas as obras de Deus não são o próprio Deus, assim como o quadro não é o pintor que o concebeu e executou. Allan Kardec

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 26 de Abril de 2012, 14:52
Desculpem-me por antecipar as questões mas vi necessidade.

O Livro dos Espíritos, perg. 27:
 
- "Haveria, assim, dois elementos gerais no Universo: a matéria e o espírito?”
Resposta dos Espíritos: —"Sim, e acima de ambos, Deus, o Criador, o Pai de todas as coisas. Essas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal."
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Marlenedd em 26 de Abril de 2012, 14:58
"Eu e o Pai somos um", é fácil de ter esta perceção quando nos anulamos a nós próprios. Quando perdemos toda a importância pessoal, quando anulamos todos os sentimentos pessoais...

Quando morremos, como um dia teremos que morrer, para o homem artificial e o seu mundo artificial, ficamos a "nu" perante o imutável, Deus.

Quando morre o homem artificial e o seu mundo artificial acaba-se a matéria, só há espírito, Deus em tudo o que existe e possamos ver.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 26 de Abril de 2012, 15:12
"Eu e o Pai somos um", é fácil de ter esta perceção quando nos anulamos a nós próprios. Quando perdemos toda a importância pessoal, quando anulamos todos os sentimentos pessoais...

Quando morremos, como um dia teremos que morrer, para o homem artificial e o seu mundo artificial, ficamos a "nu" perante o imutável, Deus.

Quando morre o homem artificial e o seu mundo artificial acaba-se a matéria, só há espírito, Deus em tudo o que existe e possamos ver.
O que não anula a existência de Deus acima de todos, um dia seremos uno com o pai, ou seja, compreenderemos, sentiremos, e estaremos de acordo com todas as suas Leis, assim iremos interagir no mundo sem o egoísmo e o personalismo  e não mais haverá a necessidade de reencarnar.

dim dim, este estudo é específico dentro do que a DE traz, portanto não é debate e sim esclarecimento da DE.

Um abç
Hebe
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 27 de Abril de 2012, 17:07
Deus - Eurípedes Barsanulfo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUJFWDExdlh5MG9jJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)

Provas da existência de Deus - LE


4 -Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?
– Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e a vossa razão vos responderá.
☼ “Para acreditar em Deus, basta ao homem lançar os olhos sobre as obras da criação. O universo existe, portanto ele tem uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa e admitir que o nada pôde fazer alguma coisa.” Allan Kardec.


Os Espíritos definiram Deus como “ a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.” 
Tal é a ordem e a harmonia do Universo e tão acima da capacidade do homem, que só podemos atribuir a Onipotência criadora de um Ser Supremamente inteligente e sábio.
Deus, porém, não pode ser percebido pelo homem em sua divina essência no estado evolutivo que se encontra, porém pode através de dois caminhos convencer--se de sua existência que transcendem aos dos sentidos: o da razão e o do sentimento.
Através da razão, não se pode admitir um efeito sem causa. Basta ver a imensidão do Universo, o reino animal, vegetal e mineral, sua exuberância e a perfeita harmonia entre os Reinos, os diversos planetas, estrelas, caminhando em perfeita harmonia e ritmo.
Não podemos deixar de atribuir toda essa perfeição, a harmonia da natureza humana e do mundo exterior ao homem, a uma Suprema Inteligência, a qual nós chamamos de Deus.

Através do sentimento, não só pelo raciocínio, que o homem pode perceber e compreender a existência de Deus.
Há no homem, desde o mais primitivo até o mais civilizado, a ideia inata da existência de Deus. Acima, pois, do raciocínio lógico prova-nos a existência de Deus a intuição que dele temos.

Questões
1-   Qual o principal fator que nos leva a acreditar em Deus?
2-   Todos os povos sentem Deus ? Por que?
3-   A nossa cultura influencia na nossa concepção de Deus?


FONTES DE CONSULTA
KARDEC, Allan, In: O Livro dos Espíritos. Trad. de Herculano Pires.
Texto adaptado : ESDE módulo II - FEB
Deixo um texto para reflexão e comentários posteriores.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Camila T Cunha em 29 de Abril de 2012, 20:39

                 Continuarei o estudo respondendo às questões colocadas por Hebe e também, os textos que ela cita do Livro dos Espíritos sobre Deus, não nos deixam mais dúvidas.
                Verdade, Hebe, era necessário voltarmos às questões dois e três.
               Também era importante, fazer isso de nos trazer a questão 14 e 15, Hebe, pois todos confundem, na discussão teológica, Criador e criatura.
               Quanto às suas perguntas, para continuarmos o estudo: o que nos leva à acreditar em Deus? Não é geral (posso afirmar isso porque meu pai é ateu convicto), só que as pessoas acreditam em Deus porque observam que há um equilíbrio "inexplicável" na natureza, no céu estrelado e infinito... Ao mesmo tempo, é isso que faz muitas pessoas não acreditarem em Deus, como meu pai, ele vê a ciência em tudo isso, e, pronto. Contudo, mesmo alguns cientistas, como o físico britânico que  estudou toda sua vida, usou exatamente a ciência para provar que Deus existe mesmo! Para este cientista a física não deixou brechas para dúvidas: Deus existe. Não é interessante?
              Todos os povos sentem Deus e Ele está em várias culturas, mas nem em todas as culturas Ele é o Criador. E sim, as culturas influenciam a visão que as pessoas possuem sobre Ele. Exemplo: um romano,  que cresceu na Roma antiga,  para ele Zeus sentia até ciúmes, portanto, não era o mesmo Deus, Pai Nosso, dos cristãos. Por isso os romanos mandavam fácil os cristãos aos leões. Era outra cultura, na mesma época em que os cristãos já entendiam tão melhor o sentido de Deus.
               
                 
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 01 de Maio de 2012, 15:03

                 Continuarei o estudo respondendo às questões colocadas por Hebe e também, os textos que ela cita do Livro dos Espíritos sobre Deus, não nos deixam mais dúvidas.
                Verdade, Hebe, era necessário voltarmos às questões dois e três.
               Também era importante, fazer isso de nos trazer a questão 14 e 15, Hebe, pois todos confundem, na discussão teológica, Criador e criatura.
               Quanto às suas perguntas, para continuarmos o estudo: o que nos leva à acreditar em Deus? Não é geral (posso afirmar isso porque meu pai é ateu convicto), só que as pessoas acreditam em Deus porque observam que há um equilíbrio "inexplicável" na natureza, no céu estrelado e infinito... Ao mesmo tempo, é isso que faz muitas pessoas não acreditarem em Deus, como meu pai, ele vê a ciência em tudo isso, e, pronto. Contudo, mesmo alguns cientistas, como o físico britânico que  estudou toda sua vida, usou exatamente a ciência para provar que Deus existe mesmo! Para este cientista a física não deixou brechas para dúvidas: Deus existe. Não é interessante?
              Todos os povos sentem Deus e Ele está em várias culturas, mas nem em todas as culturas Ele é o Criador. E sim, as culturas influenciam a visão que as pessoas possuem sobre Ele. Exemplo: um romano,  que cresceu na Roma antiga,  para ele Zeus sentia até ciúmes, portanto, não era o mesmo Deus, Pai Nosso, dos cristãos. Por isso os romanos mandavam fácil os cristãos aos leões. Era outra cultura, na mesma época em que os cristãos já entendiam tão melhor o sentido de Deus.
               
                 
Muito Obrigada Camila, por sua participação.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 01 de Maio de 2012, 15:29
Agora, na sequencia, vou colocar 4 questões o Livro dos Espíritos para refletirmos a respeito.



Livro dos Espíritos - Capítulo 1

5- Que conclusão podemos tirar do sentimento intuitivo que todos os homens trazem em si mesmos da existência de Deus?

– A de que Deus existe; de onde lhes viria esse sentimento se repousasse sobre o nada? É ainda uma conseqüência do princípio de que não há efeito sem causa.

6- O sentimento íntimo que temos em nós da existência de Deus não seria o efeito da educação e das idéias adquiridas?

– Se fosse assim, por que vossos selvagens teriam também esse sentimento?

Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse o produto de um ensinamento, não seria universal. Somente existiria naqueles que tivessem recebido esse ensinamento, como acontece com os conhecimentos científicos. Allan Kardec

7- Poderemos encontrar a causa primária da formação das coisas nas propriedades íntimas da matéria?

– Mas, então, qual teria sido a causa dessas propriedades? Sempre é preciso uma causa primária.

☼ Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porque essas propriedades são elas mesmas um efeito que deve ter uma causa. Allan Kardec

8 O que pensar da opinião que atribui a formação primária a uma combinação acidental e imprevista da matéria, ou seja, ao acaso?

– Outro absurdo! Que homem de bom senso pode conceber o acaso como um ser inteligente? E, além de tudo, o que é o acaso? Nada.

☼ A harmonia que regula as atividades do universo revela combinações e objetivos determinados e, por isso mesmo, um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso seria um contra-senso, porque o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente não seria mais um acaso. Allan Kardec
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Camila T Cunha em 01 de Maio de 2012, 17:49
               Hebe, acho que foi por isso que o físico britânico e outros cientistas acabaram concluindo que Deus existe: " Um acaso inteligente não seria mais um acaso. " Allan Kardec
               Se é Inteligente, não é um mero acaso, logo, há Algo Maior e Superior à nos e à nossa ciência.

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2012, 19:23
Comentário sobre a pergunta 001

Antes de vermos a resposta, busquemos compreender a pergunta. Kardec não pergunta ao Espírito da verdade “quem é Deus”, mas sim “o que é Deus”. Dessa forma a resposta não dá uma descrição de Deus, mas ela representa a função de Deus para o Universo.

Quando Kardec perguntou “o que é Deus”, quis saber o que representa Deus para o Universo, onde pode se encontrar Deus no Universo. A resposta, portanto, não trata de uma descrição de Deus, mas da compreensão da Sua função no universo.

Essa visão altera completamente o sentido da resposta, pois Kardec não está perguntando se Deus tem barbas longas e brancas, mas como se pode reconhecer Deus. Como pode o ser humanizado, com a sua visão tão curta das coisas universais, ver, entender, saber Deus.

Essa é a intenção da pergunta e isso precisa ficar bem claro porque senão se destrói a resposta. Toda resposta é dada de acordo com a intenção da pergunta. Acho que não precisamos relembrar que os espíritos fora da carne conhecem pela “transpiração” sentimental as intenções do ser encarnado. (“Transpiração sentimental” são as energias que compõem a “aura” do ser encarnado. Pela tonalidade da cor da aura, os espíritos fora da carne podem conhecer o padrão sentimental do encarnado, reconhecendo, assim, a sua intenção.)

Transpirando o encarnado “arrogância”, o desencarnado consciente sabe que a intenção da ação é se sobrepor ao próximo. Se a transpiração é de “sofrimento”, o desencarnado sabe que a intenção desse ser é acusar alguém de ter lhe ferido.

Dessa forma, o Espírito da Verdade quando respondia a Kardec conhecia a sua real intenção. Quando bem analisada a pergunta (“que é Deus”) temos, então, a perfeita compreensão da intenção de Kardec.

Agora podemos começar a analisar a resposta. A primeira parte dela é: “Deus é a Inteligência Suprema”.

Dentro da ação de Deus, dentro do conhecimento do que é Deus, o Espírito da Verdade afirma que Deus é a Inteligência Suprema. Busquemos compreender essa informação.

Inteligência é a capacidade de perceber, analisar e armazenar percepções. Quando o Espírito da Verdade diz que Deus é a Inteligência Suprema, quer dizer, então, que Deus é aquele Ser do Universo que é capaz de analisar perfeitamente tudo o que se passa.

Cristo ensinou: Deus conhece tudo. Krishna ensinou: Eu sei tudo o que acontece. Deus sabe tudo o que acontece e tudo que Ele analisa se transforma em uma Verdade Absoluta, porque é resultado de uma análise perfeita.

Dessa forma, quando se pega essa definição dada pelo Espírito da Verdade e coloca na intenção da pergunta (o que é Deus), podemos dizer que Deus é a Verdade, que é a Perfeição, que é a Realidade. Se Deus tem a capacidade suprema de analisar todos os acontecimentos que faz com que o resultado dessa análise seja uma Verdade Pura, Deus é a Verdade Pura e só Ele o é.

Essa é a primeira resposta que o Espírito da Verdade dá a Kardec. Você quer saber o que é Deus para o Universo? Ele é a Verdade, a Realidade do Universo. Deus não é simplesmente um Ser que está presente no céu, mas é a Realidade, o que existe de Verdadeiro.

Sendo Deus o que existe de Verdadeiro, todo o resto é falso, ou melhor, ilusório, relativo. Esta é a conclusão que se tem que chegar quando se estuda esta pergunta de “O Livro dos Espíritos”: tudo que não for Deus, que não for oriundo de Deus, é falso, ilusório, verdade relativa, não uma Verdade Absoluta.

Só para compreendermos perfeitamente o ensinamento, uma Verdade Absoluta ou Universal precisa ter dois aspectos. Primeiro: ser universal, ou seja, valer para todos, ser igual para todos. Segundo: ser eterna, ou seja, nunca se mudar. Essas são as duas características da Verdade Universal ou Absoluta e, portanto, são duas características de Deus.

Vamos, então para a segunda parte da primeira resposta: “Causa Primária de todas as coisas”. Precisamos analisar cuidadosamente esta questão, pois a incompreensão dessa resposta já gerou muitas verdades relativas.

O que é causa? É aquilo que origina alguma coisa. Toda causa é uma origem. Dessa forma, o Espírito da Verdade ensina que Deus é a origem primária de todas as coisas. Vamos compreender essa informação.

Já houve um tempo no Livro dos Espíritos que essa frase estava escrita da seguinte forma: “origem primeira de todas as coisas”. Os vocábulos foram alterados, mas tanto faz, porque o que realmente importa é o que quer dizer primário, ou primeiro. (Primário – 1. que antecede outro. 2. elementar, rudimentar)

Primário quer dizer início, primeiro, básico, que não possui nada anterior. Dessa forma, podemos compreender no ensinamento que Deus é a origem por si só de todas as coisas. Nada se origina em outra coisa e nada influencia a Deus na origem das coisas. Ele, pela sua capacidade de análise perfeita, tem a condição de dar o início de todas as coisas do universo. Essa é a primeira informação.

Dela nos decorre duas outras visões. Primeiro: Deus é a origem de todas as coisas. Quando o Espírito da Verdade fala em todas as coisas quer dizer todas as coisas. Não se podem separar as coisas do Universo: estas têm origem em Deus e estas outras não.

Quando o Espírito da Verdade utilizou o vocábulo “todas”, quis se referir a tudo o que existe. Quando Cristo ensina que devemos amar a todos engloba o amor a tudo o que existe. Não há nos ensinamentos dos mestres condições para serem originados ou amados.

O ser humano dá a Deus a origem de algumas coisas, mas nega esta mesma ação em outras. Por exemplo: Deus é a origem de todas as coisas, mas não é a origem da dor de dente do ser humanizado, não é a origem do seu salário. Isso não pode acontecer. Deus é a origem de todas as coisas, então tudo tem que começar em Deus.

O ser humanizado não pode separar o Universo entre o mundo de Deus e o seu mundo próprio. Se isso fosse realidade, o Espírito da Verdade responderia a Kardec: Deus é a origem de todas as coisas espirituais, de todas as coisas do planeta vermelho, das coisas aquáticas. Mas não é isso que ele fala: deixa bem claro que Deus é a origem de todas as coisas.

É preciso acabar com a hipocrisia. Na reação a esse ensinamento está a maior hipocrisia do ser humanizado, pois ele dá a Deus a causa primária das coisas que ele não sabe, mas no que detém a verdade, mesmo que ilusoriamente, dá a causa primária aos elementos que conhece: o vírus, a comida, o outro, etc. Isto é hipocrisia porque o ser humanizado submete a Verdade do Universo à sua verdade individual: se ele sabe, não precisa da verdade do Universo.

Para começarmos uma caminhada em direção à elevação espiritual, precisamos compreender que tudo se origina em Deus, tudo mesmo. E se o ser humanizado acha ao contrário, precisa compreender que a sua verdade, como é relativa, precisa ser abandonada.

Alguns perguntam sobre como chegar perto da Verdade Universal, mas como chegar perto dela se você acredita que a sua verdade relativa é Universal, verdadeira, real? Impossível, pois você acha que já chegou à Verdade Universal. Você precisa abrir mão do seu saber para poder aprender, pois enquanto souber, não aprenderá nada novo. Este é o primeiro aspecto a ser abordado.

Segundo aspecto: se Deus é a origem de todas as coisas e se Ele ao mesmo tempo é a Perfeição, a Realidade, a Verdade, não pode gerar uma mentira ou uma irrealidade. Portanto, se Deus é a origem de todas as coisas, tudo o que acontece é Real, Verdadeiro, Perfeito. É a ação de Deus, porque Deus é a Causa Primária.

A partir desse raciocínio, temos que entender que o Universo está equilibrado, pois ele é Verdadeiro na sua origem, pois é a ação de Deus. Deus como Verdade não poderia dizer uma mentira, Deus como Realidade não poderia criar uma ilusão.

São esses três aspectos que devemos realçar no ensinamento contido na resposta à primeira pergunta do Livro dos Espíritos:


Qualquer um pode achar que as coisas acima citadas estão ocorrendo, mas não é Verdade, Realidade, porque a Inteligência Suprema seria incapaz de causar primariamente algo que não fosse Perfeito.

Sempre que você vai escrever um livro, deve ter uma introdução, o desenrolar e o encerramento. A introdução mostra o caminho que será desenrolado durante o livro. Dessa forma, podemos encarar essa pergunta (0001) como introdução do Livro dos Espíritos, ou seja, a base para tudo que será estudado daqui para frente.

Não adianta nada começar a se ler o Livro dos Espíritos no meio, sem compreender perfeitamente a primeira resposta, pois mais tarde, quando vier uma nova informação, o ensinamento traduzido nesta primeira pergunta estará valendo e estará por trás de todas as respostas.

A primeira pergunta apresenta “O Livro dos Espíritos” e dá a todas as respostas posteriores este sentido: Deus é a Realidade, a Verdade e só Ele é a Causa Primária de todas as coisas. Daqui para frente, qualquer resposta que fuja a isso não poderá compor “O Livro dos Espíritos”, mas estará compondo o livro que cada um quer ler.

Desta forma, todo o estudo de O Livro dos Espíritos deverá ser analisado a partir do prisma de que Deus é a Inteligência Suprema e a Causa Primária de todas as coisas.

Como já falamos, a pergunta busca compreender o que é Deus e não quem é Ele. Deus é isso, o que se pode conhecer de Deus é isso: que Ele faz tudo acontecer e que tudo que acontece é Perfeito e Verdadeiro, pela sua origem.

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2012, 19:26
Comentário sobre a pergunta 002

Esta pergunta expõe a falta de compreensão do ser humanizado. Ele quer saber onde começa o Universo, quando acabará a evolução espiritual, mas tudo isso é infinito e a característica do infinito é não ter começo nem fim.

Para o ser humanizado que vive no mundo dualista, a compreensão desse conceito é algo que não consegue imaginar, porque tudo para ele precisa ter um começo, um ponto de origem. O Espírito da Verdade está classificando infinito como aquilo que não tem ponto de origem nem ponto de chegada: essa definição é o máximo que o ser humanizado pode entender sobre esse aspecto.

Agora quanto ao termo “desconhecido” utilizado na resposta, podemos compreender como tudo aquilo que o ser humanizado não conhece, não sabe a razão porque começou nem sabe como acabará. Dessa forma, podemos classificar todas as coisas do planeta como infinitas

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2012, 19:28
Comentário sobre a pergunta 003

A resposta do Espírito da Verdade traz a compreensão total sobre o assunto: Deus é tudo e se Ele é tudo, Ele é o Infinito e Ele é infinito.

A falta de compreensão sobre o tema surge porque o ser humanizado não sabe o que é infinito nem o que é Deus. Daí o desejo de Kardec de juntar uma coisa a outra porque, como já disse o Espírito da Verdade, tudo o que você não sabe é infinito.

Agora, se Deus é infinito, é, mas também é o Infinito.


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2012, 19:33
Comentário sobre a pergunta 004

Onde se pode saber que um Deus está presente? Como se pode saber que existe um Deus? Como vimos na pergunta 001, Deus só pode ser conhecido e sua presença reconhecida pelo ser humanizado através da existência de uma Causa Primária. Portanto, a existência de Deus se comprova quando se descobre que existe uma Causa Primária, uma Causa que causa todas as coisas.

Essa é a prova maior da existência de Deus: não existe efeito sem causa. Tudo que acontece é reação a alguma ação, a uma ação primária. Essa ação primeira é o Deus.

Dessa forma, como se pode saber que existe um Deus? Sabendo que atrás daquilo que está acontecendo existe algo mais que não é perceptível, mas que está causando primariamente tudo.

Quando meditamos, analisamos os próprios pensamento, ou seja, descobrimos o que origina o  pensamentos. Esse é o caminho para chegar a Deus, pois cada vez que o ser humanizado analisar o que está sendo formado em sua mente, verá que aquilo que acha que é causa primária, na verdade é o efeito causado por alguma coisa.

É isso que os seres humanizados precisam se perguntar: o que é a causa, o que causou a formação daquele pensamento? Sem essa pergunta constante não se chega a Deus.


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2012, 19:35
Comentário sobre a pergunta 005

Desde que começaram as encarnações neste planeta, todas as civilizações foram marcadas pela existência de um ser superior desconhecido do homem. Repare que são civilizações distantes uma da outra. Quem será, então, que causou a idéia da existência de um ser superior?

Para compreender precisamos voltar ao conhecimento obtido com a resposta à pergunta 001: procure sempre a causa. Quem causou aos gregos, troianos, africanos e japoneses que se encontravam distantes uns dos outros? Aos índios aqui nessa terra... Quem causou neles a idéia de buscar esse ser superior se eles não se comunicavam entre si? O próprio Deus.

Essa consciência coletiva de que existe um próprio Deus é a prova maior que existe uma causa primária para todos, não importando localização geográfica, cultura, nem tradições.

Deus é um só e único parta todos, independente da forma como o ser humanizado convive com a intuição dada pelo próprio Pai da Sua existência. O que muda a concepção sobre o Ser Supremo não é Ele mesmo, mas sim a própria humanidade que quer dizer que o seu deus é o Deus e o dos outros não é verdadeiro.

Existe um único Deus que causa em todas as raças do planeta as idéias e esse Deus é Único, é um só. Mais do que se apropriar do Deus, precisamos começar a compreender isso para servi-Lo. Com isso poderemos respeitar a crença de cada um.

Quem entende e pratica a universalização vive com Deus e não com o seu deus, o que é muito diferente.


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2012, 19:39
Comentário sobre a pergunta 006

Se assim fosse, quem pela primeira vez lançou a idéia de haver um ser superior? Votamos ainda a questão inicial: para compreender alguma coisa é sempre preciso buscar a causa primária, que está escondida atrás dos objetos, pessoas ou acontecimentos.

Você não pode consagrar a origem de qualquer coisa em uma fonte sua conhecida, porque, por trás dela, existe uma causa primária, que não é perceptível ao ser humanizado. Esta causa foi o que causou originariamente o que a fonte conhecida por você fez.

Então, não importa o que você quer saber: é preciso compreender que sempre haverá escondida uma causa primária, que causará originalmente aquilo que você vê acontecer através de instrumentos da ação.

Respondendo, então, a esta pergunta específica, podemos dizer que Deus existe não porque alguém O criou, mas sim porque Ele deu aos seres humanizados a idéia de sua existência.


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2012, 20:16
Comentário sobre a pergunta 007

Até aqui falamos do conhecimento que se pode ter de Deus de uma forma teórica. Agora iremos aplicar este conhecimento à realidade vivida pelos seres universais, encarnados ou não.

A primeira informação prática deste livro é que a formação das coisas não está nas propriedades íntimas da matéria, pois elas também estão sujeitas à Causa Primária para poderem executar ou não a ação.

Vejamos um exemplo. O ser humanizado quando está com dor de cabeça toma um remédio. Na realidade este ser não está tomando um remédio (uma coisa), mas diversos elementos químicos condensados sob a forma de pílula ou líquido. Ele toma este remédio porque acredita que estes elementos químicos têm a propriedade de curar a sua dor de cabeça.

O ser humanizado, mesmo aquele que se diz espírita, acha que o elemento químico “Dipirona” – um dos “princípios ativos” dos remédios para dor de cabeça – possui a propriedade de acabar com esta dor. Mas, veja, a resposta do Espírito da Verdade é bem clara e a utilizando ele tem que perguntar a si mesmo: o que está por trás da propriedade da “Dipirona”? Deus... Aceitando o que diz o Espírito da Verdade, o ser humanizado precisa compreender que por trás da “Dipirona” há uma Causa para que ela aja. Sem esta Causa – sem Deus fazê-la agir – ela não age.

É por isso que um remédio não cura todas as pessoas que o toma. Pegue cem pessoas com a mesma doença e dê a elas o mesmo remédio e você verá que uma parte se cura e outra não. Isso é a prova maior de que não é a propriedade do elemento químico que compõe o remédio que cura – se fosse deveria fazer o mesmo efeito em todos – mas sim a Causa Primária que faz o elemento agir ou não, em determinados casos.

Estes casos, sejam onde a Causa Primária faça as propriedades da “Dipirona” funcionar ou não, se chamam merecimento. O ser humanizado pode tomar um remédio, mas só se merecer que Deus faça a com que a propriedade íntima do elemento químico acabe com a dor de cabeça, ela acabará. Agora se este ser não tiver o merecimento para a cura, pode se entupir de remédio que nada acontecerá.

Partindo deste minúsculo exercício de raciocínio, podemos estender este conceito para todos os acontecimentos do Universo: todas as coisas que acontecem não são causadas por suas propriedades, mas por Deus. Outro exemplo? Fogo...

A propriedade do fogo é queimar, mas quem é causa do queimar-se? Deus. Por isso o fogo queima alguns e não outros... Não acredita? O que você me diz das pessoas que andam descalços sobre brasas e não queimam a sola do pé?

É isso que é fundamental ao ser humanizado compreender deste texto. Mas, mais do que compreender, é preciso colocar na prática.

Esta prática deve nos levar a entender que tudo aquilo que um ser humanizado sabe, trata como certeza, é baseada no seu conhecimento das propriedades das coisas. No entanto, esta certeza deve ser abolida, pois estes seres não percebem a Ação Primária de Deus que faz as propriedades funcionarem ou não.

Justamente por não perceberem a Ação Primária do Pai agindo é que os seres humanizados nomeiam o remédio o seu deus (causa primária) para a cura da dor. Mas ele não pode ser causa primeira de nenhuma ação, porque é burro... Somente uma Inteligência Suprema pode criar a Realidade, a Verdade Absoluta.

É isso que precisamos começar a compreender. De nada adianta ler e estudar O Livro dos Espíritos sem se aplicar os ensinamentos que estão nele aos acontecimentos da vida. De nada adianta para a busca espiritual dizer que estuda o espiritismo ou que é espírita e ainda continuar achando que são as propriedades íntimas dos elementos químicos que formam o remédio que agirão e curarão a dor de cabeça...

Não adianta estudar tudo isso e ainda achar que a gasolina é que movimenta o carro. Mas quem causa primariamente a combustão para que o motor funcione? Deus.

Precisamos levar o conhecimento trazido não só pelo Espírito da Verdade como por todos os mestres, aos mínimos detalhes da vida, das coisas (pessoas objetos e acontecimentos).

Na sua casa certamente há um sofá. Pergunto, então: quem mantém os átomos do sofá preso dentro daquela forma? Deus, porque se ele não mantivesse a coesão dos átomos eles estariam livres e se espalhariam pelo Universo. Você sentaria onde? Viu como o conhecimento na prática transforma o mundo? Seu sofá não existe mais por si só, mas sim como algo causado primariamente pela Inteligência Suprema do Universo.

Parece que estamos usando exemplos simples, bestas, sem muito debate técnico-científico sobre as coisas, mas isso é irreal. Estou falando da prática. É o que acabei de falar: se não aplicarmos o conhecimento adquirido ao dia a dia, de nada valeria a pena estudar.

Deus é a causa de tudo: ponto final.

É a causa de haver uma voz que cria sons que chega aos seus ouvidos. Não é a pessoa, a garganta, o microfone nem a linha do telefone que gera som, pois por trás de todas estas coisas está presente uma Causa Primária. É a causa de haver este livro, pois se Ele não causasse primariamente as propriedades da folha, da tinta, das máquinas que imprimiram e do seu olho para ver, nada disso existiria para você.

Portanto, é preciso não só compreender o que os mestres ensinaram, mas também aplicar estes ensinamentos – principalmente os do Espírito da Verdade para aqueles que se dizem espíritas – no dia a dia da vida. Sem vivenciar os ensinamentos na prática é como se nada tivesse sido feito, pois o conhecimento sem prática é apenas uma informação, uma cultura que de nada servirá para a elevação espiritual.

Compreensão de Kardec sobre este tema:

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.




Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2012, 20:29
Comentário sobre a pergunta 008

Vamos  antes entender o ensinamento e depois buscar a prática. 

Não se pode atribuir ao acaso, à sorte ou ao azar a combinação fortuita de elementos para que determinada ação aconteça. Isto porque o acaso, a sorte e o azar não são inteligentes, ou seja, não tem capacidade de analisar e dar a cada um o que merece. 

Este é o ensinamento. Ele está certo? Sim, seguindo a linha de raciocínio do Espírito da Verdade sim. Agora vamos aplicar este ensinamento à vida... 

Para isso, volto a perguntar: foi por um acaso que uma mulher descobriu a radioatividade, o que levou a humanidade o conhecimento sobre a energia atômica? Foi por acaso que um homem pegou esta descoberta e criou a bomba atômica? Foi por acaso que outro homem decidiu jogar esta bomba exatamente sobre duas cidades. E se foi por um acaso, a partir do que a bomba funcionou? Pela propriedade íntima da matéria? 

Se aplicarmos o que já vimos até aqui em O Livro dos Espíritos, teremos que dizer que nada disso aconteceu por um acaso ou que foi obra causada primariamente por alguém, mas que tudo se originou em Deus... 

Desmistificar o mundo: este é o resultado que a prática dos ensinamentos dos mestres alcança. Não há acasos nem intencionalidade individuais porque atrás de qualquer propriedade, humana ou material, existe uma Causa Primária. 

Não há acaso da humanidade ter, naquele exato momento, às vésperas de uma guerra, transformado a descoberta da radioatividade em uma bomba de alta destruição. Não há acaso do homem ter direcionado todo seu esforço para construir a bomba. Não acaso desta bomba ter caído exatamente naquelas duas cidades enquanto milhares de outras estavam também em guerra. 

Há sempre uma Causa Primária e ela não pode ser gerada pelo acaso, pois ele não é nada. Esta Causa Inteligente é gerada pela Inteligência Suprema do Universo, ou seja, aquele que sabe a Verdade. 

Aplicando-se esta linha de raciocínio que foi ensinada pelo Espírito da Verdade àquilo que temos notícia, temos que entender que a energia atômica foi descoberta na hora que precisava ser descoberta. Para que? Para criar a bomba atômica na hora que ela deveria existir para cair na cidade que tinha que cair... Acabou. 

Acabou a sorte, o azar, o acaso, a maldade... Acabou tudo, porque em tudo se colocou a Causa Primária de todas as coisas. Colocou-se Deus. 

Esta é a prática do estudo de O Livro dos Espíritos. Sem ela não adianta nada estudar, pois ficaremos presos à letra fria do livro, que foi escrito por alguém que disse que não devemos nos prender à letra fria das coisas. 

Tudo que acontece tem uma Causa Primária e esta é fruto da ação de uma Inteligência Suprema, ou seja, é Perfeito, é Verdade, é Realidade. Pouco importa o que o ser humano ache ou pensa a respeito das coisas... 

Sem esta aplicação prática o ser humanizado não entende o mundo e por isso fica preso ao seu “certo e o errado”, “ruim e bom”, ao que gosta ou não... Estes conceitos, independente de quaisquer valores que eles contenham, não são “certos”, porque não são universais: não duram eternamente, pois se extinguem quando o véu da materialidade se levanta. 

Quer um exemplo disso? Os seres humanizados imaginam que a morte é “ruim” e por isso acusam o ato do assassinato de ser “mal”. Mas, o melhor momento para um espírito é o desencarne, pois ele liberta-se do mundo de aparências e retorna à sua real pátria. 

O ser humanizado, no entanto, acha que a morte é “ruim” porque não quer morrer, porque está apegado ao mundo material. Para estes eu tenho uma má notícia: todos vão morrer... Qual o problema de morrer hoje ou amanhã? 

Todas as catástrofes que Deus (Causa Primária) fez através do homem (agente reagente da Causa Primária), têm origem no carma coletivo.

Lembram-se dos aviões que se chocaram com os prédios nos Estados Unidos (World Trade Center)? Aconteceu, e vocês tiveram notícias, de pessoas que nunca se atrasaram para o trabalho, mas naquele dia não chegaram na hora; outras passaram mal e não foram trabalhar naquele dia... Aconteceu, ainda, de outros que não deviam estar lá naquele momento e, por um motivo ou por outro, estavam. 

Ou seja, só estava dentro do prédio naquele momento aqueles que, instigados pela Causa Primária, foram para lá. Na verdade, Deus causou a reunião de todos aqueles que mereciam e precisavam passar por aquela situação e ali deu a cada um de acordo com as suas obras: uns morreram instantaneamente, outros ficaram por muito tempo sofrendo e alguns escaparam. 

Agora estamos falando a Realidade: Deus causando primariamente de acordo com o carma coletivo dos espíritos ditos humanizados, mas levando em conta, também, o de cada um deles especificamente.

Compreensão de Kardec sobre este tema: 

A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.
 


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 03 de Maio de 2012, 21:56
Anton,
Muito obrigada pela participação.

Vou ler atentamente  e farei comentários posteriores.

Um abç
Hebe
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 00:21
Comentário sobre a pergunta 001

Agora podemos começar a analisar a resposta. A primeira parte dela é: “Deus é a Inteligência Suprema”.

Dentro da ação de Deus, dentro do conhecimento do que é Deus, o Espírito da Verdade afirma que Deus é a Inteligência Suprema. Busquemos compreender essa informação.

Inteligência é a capacidade de perceber, analisar e armazenar percepções. Quando o Espírito da Verdade diz que Deus é a Inteligência Suprema, quer dizer, então, que Deus é aquele Ser do Universo que é capaz de analisar perfeitamente tudo o que se passa.

Cristo ensinou: Deus conhece tudo. Krishna ensinou: Eu sei tudo o que acontece. Deus sabe tudo o que acontece e tudo que Ele analisa se transforma em uma Verdade Absoluta, porque é resultado de uma análise perfeita.

Dessa forma, quando se pega essa definição dada pelo Espírito da Verdade e coloca na intenção da pergunta (o que é Deus), podemos dizer que Deus é a Verdade, que é a Perfeição, que é a Realidade. Se Deus tem a capacidade suprema de analisar todos os acontecimentos que faz com que o resultado dessa análise seja uma Verdade Pura, Deus é a Verdade Pura e só Ele o é.

Essa é a primeira resposta que o Espírito da Verdade dá a Kardec. Você quer saber o que é Deus para o Universo? Ele é a Verdade, a Realidade do Universo. Deus não é simplesmente um Ser que está presente no céu, mas é a Realidade, o que existe de Verdadeiro.

Sendo Deus o que existe de Verdadeiro, todo o resto é falso, ou melhor, ilusório, relativo. Esta é a conclusão que se tem que chegar quando se estuda esta pergunta de “O Livro dos Espíritos”: tudo que não for Deus, que não for oriundo de Deus, é falso, ilusório, verdade relativa, não uma Verdade Absoluta.

Só para compreendermos perfeitamente o ensinamento, uma Verdade Absoluta ou Universal precisa ter dois aspectos. Primeiro: ser universal, ou seja, valer para todos, ser igual para todos. Segundo: ser eterna, ou seja, nunca se mudar. Essas são as duas características da Verdade Universal ou Absoluta e, portanto, são duas características de Deus.


Olá

Após tanta insistência, sempre me decidi a dar uns bitaites nestas colocações de nosso mano Anton.
Espero que as moderadoras do estudo não se magoem comigo, mas considero todo o estudo que visa compreender Deus demasiado importante.

Um ponto prévio
Aquilo que não comento, em princípio. concordo.
Claro que existe uma ou outra questão que não considero relevante, como essa coisa da transpiração.
Também decidi seguir a divisão em duas partes, respeitando post colocado.

Agora vejamos as voltas que nosso companheiro deu para nos brindar com a conclusão de que a unica realidade é Deus, tudo o resto é ilusão. Puro panteismo.
Só nos falta saber se nosso companheiro é uma realidade ou uma ilusão. 

Quanto a Deus defini-lo como um Ser nem pouco mais ou menos. Isto será reduzi-Lo à dimensão humana, ou dos seres individualizados.
Da mesma forma assim será ao afirmarmos que Deus é a Perfeição, que é a Realidade, ou outra coisa qualquer.
Nossos companheiros vedantes sempre foram cuidadosos neste aspecto. Por isso o definem simplesmente assim:

Deus é.

O que significa que tudo o que se possa considerar Deus o é na máxima potência.
Normalmente, ao Deus é, nossos companheiros vedantes acrescentam uma outra frase:

Ele é o Todo.

Mas aqui a intenção é de informar que coisa alguma existe fora de Deus. Toda a creação está em Deus.
É neste sentido que devemos entender Paulo de Tarso quando afirma que em Deus se move, em Deus vive e em Deus respira ( mais ou menos isto ).

Mas acrescentam ainda uma outra coisa:

E está em tudo

E aqui temos Deus como causa primária de todas as coisas. Ele está em tudo porque tudo procede de si.

A frase então será esta:

Deus é. Ele é o Todo e está em tudo.

Um outro aspecto que devemos verificar é que não é dito que Deus é tudo. Isto seria panteismo.

Depois esta frase é a cereja no topo do bolo, cito

Sendo Deus o que existe de Verdadeiro, todo o resto é falso, ou melhor, ilusório, relativo. Esta é a conclusão que se tem que chegar quando se estuda esta pergunta de “O Livro dos Espíritos”: tudo que não for Deus, que não for oriundo de Deus, é falso, ilusório, verdade relativa, não uma Verdade Absoluta.

Então temos

Sendo Deus o que existe de Verdadeiro, todo o resto é falso, ou melhor, ilusório, relativo.

Relativo nunca foi, não é e jamais será sinonimo de falso ou ilusório.
A creação é uma realidade, ela não é falsa nem ilusória, ela é uma verdade. Mas ela não é Deus.
Então será Deus a unica coisa que existe de verdadeiro? Claro que não.
Agora não tenhamos dúvidas que a creação é relativa em relação a Deus pois, caso contrário ela seria igual a Deus. Mas isso nunca acontecerá. Quanto muito será semelhante, que é o que está escrito.

Vejamos o resto desta parte

Esta é a conclusão que se tem que chegar quando se estuda esta pergunta de “O Livro dos Espíritos”: tudo que não for Deus, que não for oriundo de Deus, é falso, ilusório, verdade relativa, não uma Verdade Absoluta.

Mas temos que chegar a esta conclusão porque razão? Não existe mais nenhuma alternativa? Que estranho.
Depois tudo o que não for Deus é falso. Voltamos ao panteismo, tudo é Deus. E voltamos à verdade relativa como sinónimo de falso e ilusório. Sempre a ilusão.
Claro que nenhuma coisa poderá existir que não tenha origem em Deus. Se assim fosse Ele não seria a causa primária de todas as coisas

A outra questão que devemos atender é essa coisa de se afirmar que Deus analisa.
Analisa o quê?
Acontece alguma coisa no Cosmos que Deus não tenha previsto?
Deus sabe de antemão tudo o que vai acontecer, porque tudo o que acontece é por sua vontade e por sua permissão. Para Deus é sempre presente.
Claro que isto é diferente de se afirmar que é Deus que tudo faz.

Voltarei

Atlante
 



 
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 00:34
Comentário sobre a pergunta 001

Vamos, então para a segunda parte da primeira resposta: “Causa Primária de todas as coisas”. Precisamos analisar cuidadosamente esta questão, pois a incompreensão dessa resposta já gerou muitas verdades relativas.

O que é causa? É aquilo que origina alguma coisa. Toda causa é uma origem. Dessa forma, o Espírito da Verdade ensina que Deus é a origem primária de todas as coisas. Vamos compreender essa informação.

Já houve um tempo no Livro dos Espíritos que essa frase estava escrita da seguinte forma: “origem primeira de todas as coisas”. Os vocábulos foram alterados, mas tanto faz, porque o que realmente importa é o que quer dizer primário, ou primeiro. (Primário – 1. que antecede outro. 2. elementar, rudimentar)

Primário quer dizer início, primeiro, básico, que não possui nada anterior. Dessa forma, podemos compreender no ensinamento que Deus é a origem por si só de todas as coisas. Nada se origina em outra coisa e nada influencia a Deus na origem das coisas. Ele, pela sua capacidade de análise perfeita, tem a condição de dar o início de todas as coisas do universo. Essa é a primeira informação.

Dela nos decorre duas outras visões. Primeiro: Deus é a origem de todas as coisas. Quando o Espírito da Verdade fala em todas as coisas quer dizer todas as coisas. Não se podem separar as coisas do Universo: estas têm origem em Deus e estas outras não.

Quando o Espírito da Verdade utilizou o vocábulo “todas”, quis se referir a tudo o que existe. Quando Cristo ensina que devemos amar a todos engloba o amor a tudo o que existe. Não há nos ensinamentos dos mestres condições para serem originados ou amados.

O ser humano dá a Deus a origem de algumas coisas, mas nega esta mesma ação em outras. Por exemplo: Deus é a origem de todas as coisas, mas não é a origem da dor de dente do ser humanizado, não é a origem do seu salário. Isso não pode acontecer. Deus é a origem de todas as coisas, então tudo tem que começar em Deus.

O ser humanizado não pode separar o Universo entre o mundo de Deus e o seu mundo próprio. Se isso fosse realidade, o Espírito da Verdade responderia a Kardec: Deus é a origem de todas as coisas espirituais, de todas as coisas do planeta vermelho, das coisas aquáticas. Mas não é isso que ele fala: deixa bem claro que Deus é a origem de todas as coisas.

É preciso acabar com a hipocrisia. Na reação a esse ensinamento está a maior hipocrisia do ser humanizado, pois ele dá a Deus a causa primária das coisas que ele não sabe, mas no que detém a verdade, mesmo que ilusoriamente, dá a causa primária aos elementos que conhece: o vírus, a comida, o outro, etc. Isto é hipocrisia porque o ser humanizado submete a Verdade do Universo à sua verdade individual: se ele sabe, não precisa da verdade do Universo.

Para começarmos uma caminhada em direção à elevação espiritual, precisamos compreender que tudo se origina em Deus, tudo mesmo. E se o ser humanizado acha ao contrário, precisa compreender que a sua verdade, como é relativa, precisa ser abandonada.

Alguns perguntam sobre como chegar perto da Verdade Universal, mas como chegar perto dela se você acredita que a sua verdade relativa é Universal, verdadeira, real? Impossível, pois você acha que já chegou à Verdade Universal. Você precisa abrir mão do seu saber para poder aprender, pois enquanto souber, não aprenderá nada novo. Este é o primeiro aspecto a ser abordado.

Segundo aspecto: se Deus é a origem de todas as coisas e se Ele ao mesmo tempo é a Perfeição, a Realidade, a Verdade, não pode gerar uma mentira ou uma irrealidade. Portanto, se Deus é a origem de todas as coisas, tudo o que acontece é Real, Verdadeiro, Perfeito. É a ação de Deus, porque Deus é a Causa Primária.

A partir desse raciocínio, temos que entender que o Universo está equilibrado, pois ele é Verdadeiro na sua origem, pois é a ação de Deus. Deus como Verdade não poderia dizer uma mentira, Deus como Realidade não poderia criar uma ilusão.

São esses três aspectos que devemos realçar no ensinamento contido na resposta à primeira pergunta do Livro dos Espíritos:

  • que tudo é causado por Deus, sem controvérsias com relação a isso;
  • que Deus causa tudo e não uma parte;
  • que no Universo não existe errado, feio, mentira, ilusão.

Qualquer um pode achar que as coisas acima citadas estão ocorrendo, mas não é Verdade, Realidade, porque a Inteligência Suprema seria incapaz de causar primariamente algo que não fosse Perfeito.

Sempre que você vai escrever um livro, deve ter uma introdução, o desenrolar e o encerramento. A introdução mostra o caminho que será desenrolado durante o livro. Dessa forma, podemos encarar essa pergunta (0001) como introdução do Livro dos Espíritos, ou seja, a base para tudo que será estudado daqui para frente.

Não adianta nada começar a se ler o Livro dos Espíritos no meio, sem compreender perfeitamente a primeira resposta, pois mais tarde, quando vier uma nova informação, o ensinamento traduzido nesta primeira pergunta estará valendo e estará por trás de todas as respostas.

A primeira pergunta apresenta “O Livro dos Espíritos” e dá a todas as respostas posteriores este sentido: Deus é a Realidade, a Verdade e só Ele é a Causa Primária de todas as coisas. Daqui para frente, qualquer resposta que fuja a isso não poderá compor “O Livro dos Espíritos”, mas estará compondo o livro que cada um quer ler.

Desta forma, todo o estudo de O Livro dos Espíritos deverá ser analisado a partir do prisma de que Deus é a Inteligência Suprema e a Causa Primária de todas as coisas.

Como já falamos, a pergunta busca compreender o que é Deus e não quem é Ele. Deus é isso, o que se pode conhecer de Deus é isso: que Ele faz tudo acontecer e que tudo que acontece é Perfeito e Verdadeiro, pela sua origem.


Apenas coloco esta parte do texto para realçar o que antes disse.
Deus não pode ser visto com o um Ser, pois dessa forma ficaria relativizado, contraditando aquilo que o nosso companheiro pretende afirmar.

Um outro aspecto que desejo realçar é esta frase que anula parte do que antes havia sido dito, no que respeita às ilusões e às falsidades da creação. Verifiquem:

Deus como Realidade não poderia criar uma ilusão

Em que ficamos?

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 02:41
Comentário sobre a pergunta 002

Esta pergunta expõe a falta de compreensão do ser humanizado. Ele quer saber onde começa o Universo, quando acabará a evolução espiritual, mas tudo isso é infinito e a característica do infinito é não ter começo nem fim.

Para o ser humanizado que vive no mundo dualista, a compreensão desse conceito é algo que não consegue imaginar, porque tudo para ele precisa ter um começo, um ponto de origem. O Espírito da Verdade está classificando infinito como aquilo que não tem ponto de origem nem ponto de chegada: essa definição é o máximo que o ser humanizado pode entender sobre esse aspecto.

Agora quanto ao termo “desconhecido” utilizado na resposta, podemos compreender como tudo aquilo que o ser humanizado não conhece, não sabe a razão porque começou nem sabe como acabará. Dessa forma, podemos classificar todas as coisas do planeta como infinitas


Meu Deus

A pergunta é:

Que se deve entender por infinito?

Apenas isto. Porquê tanta dedução e tanta especulação?
No fundo o que Kardec pretende é que os Espíritos lhe transmitam o seu conceito de infinito, nada mais.

E uma nota para que não fiquem dúvidas.

Na resposta à questão 1 existe uma nota que diz isto:

O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espiritos deram.

Então porque estamos sempre afirmando que a resposta é do Espirito de Verdade?
Pode ser e pode não ser.

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 02:50
Comentário sobre a pergunta 003

A resposta do Espírito da Verdade traz a compreensão total sobre o assunto: Deus é tudo e se Ele é tudo, Ele é o Infinito e Ele é infinito.

A falta de compreensão sobre o tema surge porque o ser humanizado não sabe o que é infinito nem o que é Deus. Daí o desejo de Kardec de juntar uma coisa a outra porque, como já disse o Espírito da Verdade, tudo o que você não sabe é infinito.

Agora, se Deus é infinito, é, mas também é o Infinito.


Voltamos sempre ao mesmo ponto.

Deus é tudo

Ora se Deus é tudo, tudo é Deus. Mais panteismo.

A pergunta que Kardec coloca é

Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?

Que respondem os Espiritos?

Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens.

Encontramos aqui a comprovação do que afirmamos ao comentário da primeira parte da questão 1.
Se afirmarmos que Deus é uma qualquer coisa, neste caso o infinito, estamos a relativizá-lo e isto não é possível. Daí os Espiritos referirem como definição incompleta.

Atlante
 
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 02:57
Muito bem

As questões seguintes, da 4 à 9, são de interpretação linear.
Só por distração se poderá fazer uma interpretação divergente do que ali se encontra.
Não são questões de dupla interpretação.

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 03:31
Bons companheiros

A partir da quetão 10 entramos no estudo dos atributos da Divindade.
Considero esta parte mais importante do que anterior, não querendo com isto dizer que a anterior não é importante.
A maior parte dos erros que encontramos na interpretação de muitas questões doutrinárias resultam da incompreensão desta parte.
Por norma encontramos muitas contradições, em postagens no forum, que resultam do desconhecimento desta matéria.

Na questão 10 Kardec pergunta:

Pode o homem compreender a natureza intima de Deus?

Os Espiritos respondem

Não; falta-lhe para isso o sentido.

E na questão 11 Kardec pergunta

Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?

Os Espíritos respondem

Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.

Colocamos as duas questões para podermos entender que na 1ª Kardec se está referindo ao homem no seu estado de evolução presente.
Os Espíritos são claros na resposta ao afirmarem que, neste estágio de evolução, o homem está longe de entender Deus.
Dizem os Espíritos que lhes falta o sentido. Que sentido? O sentido espiritual que os ligará ao Pai.
A prova de tudo isto está no facto de constantemente verificarmos os homens a definirem Deus à sua imagem e semelhança, do homem claro.
Mesmo aqui, no forum, verifiquem quantas vezes Deus é tratado ou referenciado como um Ser. Algumas vezes acima dos homens, outras vezes, na maior parte, agindo e fazendo coisas bem piores que aquelas que os homens fazem.
Claro que pelo facto de nesta condição evolutiva não podermos compreender Deus, na sua essência, não significa que estejamos impedidos de, um dia, o podermos compreender em sua plenitude. Para isso temos que nos tornar perfeitos, pois só o perfeito poderá estar em contacto com o perfeito.
E aqui temos Jesus, com toda a sua mensagem, a convidar-nos para sermos perfeitos como perfeito é nosso Pai que está no céu. Qual céu? O céu da nossa alma, o sacrário onde podemos encontrar Deus.
Jesus também nos disse, o reino de Deus está em vós.
Também nos disse que o Pai está em nós.
Muitos procuram fora aquilo que já está neles.

A questão 12 é clara em relação áquilo que afirmamos anteriormente. à medida que nos formos libertando do jugo da matéria, isto é, conforme nos formos purificando, a nossa compreensão de Deus vai crescendo.
Dizem os Espiritos que isso sucederá através do pensamento.
Não quero contestar, quem sou eu, mas penso que será mais pela introspeção.
 
Atlante
     
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 09:46
Meus amigos

A questão 13 volta a colocar a dificuldade que temos em entender os atributos da Divindade. A nossa linguagem não contém elementos suficientes para entendermos aquilo que Deus é.
Qualquer definição que possamos fazer de Deus será sempre redutora da sua condição.
No entanto Kardec, apesar da resposta dos Espiritos, não deixa de desenvolver, em comentário à questão referida, aquilo que ele considera serem os atributos da Divindade. Assim temos:
- Deus é eterno
- Deus é imutável
- Deus é imaterial
- Deus é unico
- Deus é onipotente
- Deus é soberanamente Justo e bom

Eu acrescentaria
- Deus é onipresente
- Deus é absoluto

No entanto chamo sempre a atenção para o facto de qualquer classificação ser redutora da condição Divina. Mas isto será sempre um principio para entendermos o Creador de todas as coisas.

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 05 de Maio de 2012, 11:51
Bom dia Atlante,
Muito Obrigada pela participação
Eu havia parado na questão 8, esperando considerações dos demais foristas ao tema, pois trata-se de um estudo dirigido.

Segue agora as questões 10 e 11 - Livro dos Espíritos
________________________________________________________________________

Atributos da Divindade
Questões 10 e 11

Filme SOBRE DEUS.wmv (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXlPZ1FFc2VkbnNJJmFtcDtmZWF0dXJlPWZ2c3Ij)

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
 
Esclarecer o significado dos atributos que o homem consegue compreender em Deus.

IDÉIAS PRlNClPAlS:
 
"Deus é eterno, isto é, não teve começo e não terá fim. (...) Se lhe supuséssemos um começo ou fim poderíamos conceber uma entidade existente antes dele e capaz de lhe sobreviver, e assim por diante, ao
 
infinito."
 
Deus é imutável.
Se estivesse sujeito a mudanças, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.
 
Deus é imaterial,
isto é, a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, não seria imutável, pois estaria sujeito às transformações da matéria (...)
 
Deus é Onipotente.
Se não possuísse o poder supremo, sempre poderia conceber uma entidade mais poderosa (...).
 
Deus é soberanamente justo e bom."
(...) a soberana bondade implica a soberana justiça (...).
 
Deus é infinitamente perfeito
. O impossível conceber-se Deus sem o infinito das perfeições
 
Deus é único
A unicidade de Deus é consequência do fato de serem infinitas as suas perfeições.

Questão 10 e 11 Livro dos Espíritos.

10 - O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?
– Não, falta-lhe, para isso, um sentido.

11- Um dia será permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?
– Quando seu Espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver mais próximo de Deus, então o verá e o compreenderá.
☼ A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a criatura, da qual lhe atribui às imperfeições; mas, à medida que o senso moral nele se desenvolve, seu pensamento compreende melhor o fundo das coisas e ele faz uma ideia de Deus mais justa e mais conforme ao seu entendimento, embora sempre incompleta.

Vamos compreender bem o que são atributos:
atributo (a-tri-bu-to)
s. m.
O que é próprio, particular a um ser: a palavra é um atributo do homem.
Símbolo, emblema distintivo: o gládio e a balança são os atributos da Justiça.

Atributos, portanto são qualidades que distinguem o ser, ou seja, estão diretamente relacionados com a sua natureza intrínseca.
Para estar inteiramente familiarizado com a natureza de Deus, o homem deveria conhecer profundamente todos os seus atributos, no entanto o homem por sua limitação tem apenas uma vaga ideia do que seriam esses atributos. Tendo a si mesmo como referencia, o homem eleva a potencia máxima o que considera virtude e atribui a Deus, mas não é o suficiente para garantir a ideia exata de toda a extensão das qualidades de Deus.
Allan Kardec indagou aos Espíritos a respeito da possibilidade que o homem teria para alcançar a compreensão da natureza íntima de Deus, os Espíritos responderam
 
 
"Não: falta-lhe. para isso o sentido"

“A razão, com efeito, vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições, porquanto, se uma lhe faltasse, ou não fosse infinita, ; já Ele não seria superior a tudo, não seria, por conseguinte, Deus.”

Alguns atributos que o homem é capaz de reconhecer em Deus:
 
1 -Deus é Espírito – o Supremo Espírito! Absolutamente perfeito, não é comparável a quaisquer outros seres, estando infinitamente acima de todos: possuindo sabedoria e poder infinitos,paira, onipresente, sobre todo o Universo, e a tudo comunica, onipotente, o seu influxo e a sua vontade.

2 -Deus é imutável.
Não fosse assim, nenhuma estabilidade teria o Universo, porque estariam sujeitas a variações as leis que o regem. O contrário, porém, é o que se verifica – por toda parte e em tudo, a estabilidade e a harmonia.
 
3 -Deus é imaterial.
Sua natureza difere de tudo o que conhecemos como matéria. Por isso é absolutamente invisível, intangível, enfim, inacessível a qualquer percepção sensória. "(...) De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito as transformações da matéria.
 
4 - Deus é único
Não há deuses, 'mas um Deus somente, soberano do Universo, criador absoluto e incriado, infinito e eterno. Se muitos deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo. (...)" LE – Allan Kardec

5-  Deus é Onipotente.
Sua vontade é: soberana e prevalecem sempre seus desígnios sábios e justos." (...Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus. (...)"LE –Allan Kardec

6-Deus é Soberanamente Justo e Bom
Em tudo e em toda parte aparecem a bondade e a justiça de Deus na providência com que, através de leis perfeitas, assiste às suas criaturas;desde que estas se submetam aos seus desígnios sábios e não se insurjam contra essas leis reguladoras do ritmo do Universo, tanto quanto ao funcionamento da vida do homem. "(...) A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus."
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 05 de Maio de 2012, 12:24
Definição de Deus por Leon Denis.


Definição de Deus"

"Pode-se levar mais longe do que temos feito a definição de Deus? Definir é limitar. Em face deste grande problema, a fraqueza humana aparece. Deus impõe-se ao nosso espírito, porém escapa a toda análise. O Ser que enche o tempo e o espaço não será jamais medido por seres limitados pelo tempo e pelo espaço. Querer definir Deus seria circunscrevê-lo e quase negá-lo.

As causas secundárias da vida se explicam, mas a causa primária permanece inacessível em sua Imensidade. Só chegaremos a compreendê-la depois de termos atravessado a morte bastantes vezes.

Para resumir, tanto quanto podemos tudo o que pensamos referente a Deus, diremos que Ele é a Vida, a Razão, a Consciência em sua plenitude. É a causa eternamente operante de tudo o que existe. É a comunhão universal onde cada ser vai sorver a existência, a fim de, em seguida, concorrer, na medida de suas faculdades crescentes e de sua elevação, para a harmonia do conjunto.

Eis-nos bem longe do Deus das religiões, do Deus “forte e cioso” que se cerca de coriscos, reclama vítimas sangrentas e pune os réprobos por toda a eternidade. Os deuses antropomórficos passaram. Fala-se ainda muito de um Deus a quem são atribuídas às fraquezas e as paixões humanas, porém esse Deus vê todos os dias diminuir o seu império.

Até aqui o homem só viu Deus através de seu próprio ser, e a ideia que dele fez variava segundo o contemplava por uma ou outra de suas faculdades. Considerado pelo prisma dos sentidos, Deus é múltiplo; todas as forças da Natureza são deuses; assim nasceu o Politeísmo. Visto pela inteligência, Deus é duplo: espírito e matéria; daí o Dualismo. A razão esclarecida ele aparece triplo: alma, espírito e corpo. Esta concepção deu nascimento às religiões trinitárias da Índia e ao Cristianismo. Percebido pela vontade, faculdade soberana que resume todas as outras, compreendido pela intuição íntima, que é uma propriedade adquirida lentamente, assim como todas as faculdades do gênio, Deus é Uno e Absoluto. Nele se ligam os três princípios constitutivos do Universo para formarem uma Unidade viva.

Assim se explica a diversidade das religiões e dos sistemas, tanto mais elevados quanto têm sido concebidos por espíritos mais puros e mais esclarecidos. Quando se consideram as coisas por cima, as oposições de Ideias, as religiões e os fatos históricos se explicam e se reconciliam numa síntese superior.

A idéia de Deus, debaixo das formas diversas em que o têm revestido, evolve entre dois escolhos nos quais esbarraram numerosos sistemas. Um é o Panteísmo, que conclui pela absorção final dos seres no grande Todo. Outro é a noção do Infinito, que do homem afasta Deus, e por tal sorte que até parece suprimir toda a relação entre ambos.

A noção do infinito foi combatida por certos filósofos. Embora incompreensível, não se poderia abandoná-la, porque reaparece em todas as coisas. Por exemplo: que há de mais sólido do que o edifício das ciências exatas? O número é a sua base. Sem o número não há matemáticas. Ora, é impossível, decorressem mesmo séculos, encontrar o número que exprima a Infinidade dos números cuja existência o pensamento nos demonstra. O número é Infinito; o mesmo sucede com o tempo e com o espaço. Além dos limites do mundo Invisível, o pensamento procura outros limites que incessantemente se furtam à sua apreensão. ”

Depois da Morte, Léon Denis, Cap. IX, pág. 121.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 12:51
Comentário sobre a pergunta 009

Antes  de vermos a resposta do Espírito da Verdade, deixe-me fazer um pequeno comentário. 

Até aqui tínhamos visto que Deus é a Causa Primária de todas as coisas (pergunta 0001). Depois vimos a ação desta Causa Primária sobre as coisas materiais (pergunta 0007). Agora Kardec quer saber se há atuação da Causa Primária sobre as inteligências, ou seja, sobre o ser humano, o espírito encarnado. 

Com isso, o conhecimento sobre a Causa Primária se completará. Isso porque já havíamos visto a ação da Causa Primária sobre as coisas materiais e agora vamos ver a ação desta mesma Causa sobre as inteligências, ou seja, sobre o elemento espírito. 

Tendes um provérbio que diz: pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater! 

A resposta do Espírito da Verdade é muito clara: onde se vê a existência da Causa Primária na inteligência? No resultado, na obra. Portanto, tudo que aparentemente resulta da ação de uma inteligência humana, na verdade, é gerado, inicialmente por uma Causa Primária. 

Veja a obra e pergunte a si mesmo: quem será que poderia construir um prédio? Quem será que poderia vencer a lei da gravidade para construir prédios tão altos? Quem poderia construir uma estrada? Quem poderia manter as células do asfalto coesas para que a estrada permanecesse sempre no mesmo lugar? 

Com certeza não a inteligência secundária (o espírito humanizado), pois ele é apenas um agente e não um Criador. Por isso o Espírito da Verdade afirma: em tudo está a presença da Causa Primária. 

O ensinamento de que Deus é a Causa Primária das atitudes, das ações humanas, já estava escrito no Livro dos Espíritos, bem antes de nós o comentarmos. Mas, o Espírito da Verdade foi ainda mais longe do que já havíamos ido.. Ele disse: é a incredulidade do homem que não o deixa ver que por trás das suas “idéias luminosas” existe uma Causa Primária. É, pobre homem que um simples sopro de Deus pode arrasar. 

Deus pode tudo... Por isso o homem nada pode, pois se pudesse, haveria algo que Deus não pôde fazer: aquilo que o homem fez.. O homem nada mais é do que um reflexo da Causa Primária dada por Deus. 

Mas, há um comentário de Kardec depois desta pergunta que pode nos ajudar muito neste estudo. Vamos vê-lo. 

Comentário de Kardec: Do poder de uma inteligência se julga pelas suas obras. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma inteligência superior à Humanidade. 

O homem não pode criar o que a Natureza produz: esta é a afirmação de Kardec...

Vamos observar atentamente este aspecto:

Por exemplo, quem constrói um prédio é a Natureza?  Segundo a crença humana são os engenheiros...

Mas, quem criou os elementos que o homem usa para construir o edifício? Mais ainda: o que é um edifício, senão o somatório de diversos elementos oriundos da Natureza? Pergunto ainda: quem mantém os átomos do cimento coesos para dar a sustentação ao prédio? 

Quem realmente constrói o edifício são os elementos da Natureza, pois sem eles não haveria a obra. O homem pode desenhar formas e “juntar” elementos, mas se não houver os elementos e a ação dos seus átomos, não há prédio. 

Portanto, o prédio é construído pela Natureza. O homem simplesmente põe o material ali de acordo com um desenho que ele fez, mas quem faz realmente o edifício existir é a Natureza através de seus elementos. 

Aliás, tudo o que o homem constrói é produzido a partir de algo que existe, de alguma coisa que está na Natureza. Sendo assim, não é construção (criação), mas adaptação do que já existe. Se o homem pudesse realmente criar, a sua criação teria que partir do nada e nem poderia se utilizar de qualquer elemento pré-existente. Ele pode isso? 

É isso que Kardec está mostrando. O homem sem a Natureza não seria capaz de fazer nada. O homem sem a Natureza não seria capaz sequer de existir, porque é a Natureza é que gera e mantém os próprios corpos que os humanos acham que são eles... 

Mas Kardec fala um pouco mais. Vamos ver a continuação do comentário dele: 

Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual for o nome que lhe dêem. 

Com este comentário fica, então, muito claro o ensinamento: existe uma Causa Primária que faz as inteligências secundárias funcionar. Sem ela, ou seja, sem Deus dar aos espíritos o funcionamento da inteligência – e este funcionamento para vocês é o pensamento – o ser humano não existiria, não agiria, não construiria nada. 

Este ensinamento é antigo. Sempre falamos que Deus é a Causa Primária de todas as coisas. E isto não é novidade pois estava escrito no Livro dos Espíritos desde o século XIX. 

Agora, depois do estudo deste capítulo fica então bem claro: Deus é a Causa Primária de todas as coisas. Tanto faz com relação à ação das coisas materiais, como para as coisas que se imagina oriunda da mente humana. 

Cristo falava em Deus Causa Primária... Buda, Krishna e todos os mestres também. Todos falam em Deus como o Senhor Onipotente, Onisciente e Onipresente. Todos falam isso. 

A humanidade hoje é que expulsou Deus do planeta, trancafiando-O no céu, onde existe apenas como espectador do homem, que tem a liberdade de agir como quiser. É por isso que a humanidade não vive com Deus presente e que, para ela Deus está morto. 


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 05 de Maio de 2012, 13:21
Anton,
A idéias do panteísmo foi refutada no Livro dos Espíritos. O texto que eu trouxe de Leon Denis esclarece bem essa questão.

Algumas vezes já li da sua parte que o Espírito jamais perde a individualidade.

O que você acha do panteísmo?
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Marlenedd em 05 de Maio de 2012, 13:33
Os panteistas são os que acreditam na matéria, e que Deus é essa matéria. Mas a verdade é que tudo é espírito, por isso, tudo é Deus. O que é coisa bem diferente.

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.

A própria doutrina faz a distinção entre mundo real e mundo secundário. Secundário porque é ilusório, mutável, irreal...

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 05 de Maio de 2012, 13:50
Sim, Dim dim

Mas a DE fala claramente, há tres elementos no universo, matéria, Espírito e acima de tudo Deus.
na questão 27 do LE.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 13:52
Comentario sobre a pergunta 010

Até agora estudamos o que é Deus. A partir de agora iremos ver quem é Deus, como Ele é por dentro...

A busca de Deus como hoje executada pela humanidade (querer saber quem é Deus) é infrutífera, pois ao espírito humanizado faltam elementos para saber quem é Deus.

Quando a humanidade cria formas para descrever Deus (um velho de barbas, uma energia, uma luz, um espírito, etc.), na verdade o que está sendo feito é a criação de meras figuras ilusórias – como aquelas que são criadas pela sombra de movimentos da mão projetada em uma parede – pois ao homem faltam elementos para conhecer as propriedades íntimas de Deus.

A única coisa que o homem pode conhecer de Deus é o que vimos até agora: a Sua ação. Só o que espírito humanizado pode saber, à respeito da Divindade, é que a ação de Deus é fruto da inteligência Suprema – portanto perfeita em todos os sentidos – e que é a Causa Primária de todas e demais ações do universo. Isso é o que o ser humanizado pode conhecer de Deus.

Então, parem de querer saber quem é Deus. Parem de querer defini-Lo, pois vocês não tem condição. Nós estamos muito afastados de Deus, muito longe Dele para poder ficar discutindo quem é Ele.

Faltam-nos conhecimentos sobre determinados elementos do Universo para podermos compreender quem somos nós mesmos, que dirá para saber quem é Deus. Vamos nos concentrar naquilo que podemos realizar. Ao invés de ficarmos como loucos querendo saber quem é Deus, vamos nos concentrar naquilo que podemos conhecer Dele, ou seja, na Sua ação no Universo.

Ao invés de ficarmos querendo fazer teorias brilhantes e maravilhosas sobre quem é Deus, vamos lutar para vivermos com Ele ao nosso lado. Vamos lutar para fugirmos, por exemplo, da compreensão de que o nosso inimigo causou a nossa derrota e buscarmos entender que atrás deste inimigo, atrás desta obra, tem Deus, que é a Causa Primária da derrota de cada um. Busquemos mais ainda: conscientizarmos-nos que se Ele fez isso, isso é Perfeito, pois é fruto da Inteligência Suprema do Universo.

Isso nós podemos fazer... Isso nós podemos realizar...

Agora, ficar discutindo, fazendo tratados ou estudos científicos na busca de compreender quem é Deus, como Ele é constituído, se tem corpo ou não, isso é perder tempo. É utilizar-se da encarnação que foi feita com um sentido para uma busca inútil. Digo isso porque não nos adianta nada saber como Deus é: o que adianta é aprender a viver com Deus.

Não vamos aqui estudar O Livro dos Espíritos apenas para obter conhecimentos espíritas (técnico-científicos espirituais), mas vamos fazê-lo de uma forma doutrinária.

Dentro da visão doutrinária, dentro da busca a Deus, existe nesta resposta um recado muito forte do Espírito da Verdade: parem de buscar a Deus por sua forma e sua essência e comecem a buscar a Deus por sua ação, por sua participação no Universo.

Como um cego de nascença pode querer ver o sol quando o que ele pode é apenas sentir seu calor? O cego de nascença pode sentir o calor do sol, mas não pode descrevê-lo.

É isso que o Espírito da Verdade quis dizer.

A única coisa que você pode conhecer de Deus é o seu Amor, assim como o cego de nascença pode apenas conhecer o calor produzido pelo sol.

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 13:55
Comentario sobre a pergunta 11

Esta resposta complementa tudo o que falamos: quando você aprender a conviver com Deus, poderá conhecê-lo intimamente, mas até lá não.

Desta forma se você quer conhecer Deus, não adianta ir para os livros, mas buscar aprender a conviver com Ele. Aprender a conviver com a Causa Primária, ou seja, aprender que ninguém faz nada ou que qualquer elemento material pode agir a partir de suas propriedades íntimas, mas apenas que Deus faz tudo acontecer através de instrumentos.

Sei que não é esse o entendimento que outros tiveram ao ler este mesmo texto, mas, como já disse algumas vezes, os livros são perfeitos: o problema é de quem lê.

Compreensão de Kardec sobre este tema:

A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, a medida que nele se desenvolve o senso moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz idéia mais justa da Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme à são razão.


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 14:00
Comentario sobre a pergunta 12

Veja bem. A pergunta de Kardec é se os seres humanizados podem ter alguma noção de quem é Deus. O Espírito da Verdade responde: realmente eles podem ter, mas para que a compreensão seja perfeita, devem estar acima da matéria.

Com isto tiramos o grande ensinamento desta pergunta: o ser humanizado não pode compreender nada sobre Deus a partir de seus conhecimentos materiais. Ele precisa sair dos valores e padrões materiais (do individualismo, do eu), para poder começar a compreender Deus.

Então, as propriedades sobre as quais iremos conversar na resposta seguinte, precisam, para boa compreensão, extrapolar os padrões de “certo” dos seres humanizados. Vamos ver a pergunta seguinte e isto agora irá ficar bem claro...


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: ken em 05 de Maio de 2012, 14:00
Bom dia a todos

Hebe estou anexando PPT para contribuir com os estudos
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 05 de Maio de 2012, 14:32
Muito obriga Ken,
Seja bem vindo ao estudo
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 16:25
Comentario sobre a pergunta 13

Vamos estudar paulatinamente este texto, porque esta resposta é longa e traz diversos ensinamentos importantes para aqueles que se preocupam com a elevação espiritual. .

Na pergunta Kardec lista alguns dos atributos de Deus e questiona o Espírito da Verdade se estes podem ser atribuídos a Deus. O Espírito da Verdade responde: os seres humanizados acham que estes são, na totalidade, os atributos de Deus, mas na sua lista faltam outros que eles sequer conhecem.

Para entendermos melhor esta informação... Para isso quero fazer uma pergunta. Vamos pensar em uma cidade, por exemplo “Goiatuba”, que fica no estado de Goiás. Alguem de vocês sabem o que está acontecendo em “Goiatuba” agora?

Claro que não... Não sabem o que está acontecendo no quarto ao lado... Mas, querem saber o que está se passando com Deus no Infinito. Querem saber quando Ele age ou não, como e para que age, etc.

Este é o primeiro detalhe que surge da leitura da resposta do Espírito da Verdade: tudo que o ser humanizado afirmar a respeito de Deus precisa ser encarado como uma mera suposição, pois ele é incapaz de conhecer tudo sobre o Senhor do Universo

Segundo aspecto da resposta: não importa qual sejam os atributos de Deus, tudo Ele possui elevado ao extremo.

Desta forma, se supomos que Deus é bom, temos que concluir que Ele é a bondade extrema. Deus não é bom, é a Bondade. Se afirmarmos que consideramos Deus justo, temos que admitir que Ele não é apenas justo, é a Justiça, pois é o expoente máximo de qualquer atributo que lhe apliquemos.

A compreensão perfeita deste ensinamento é muito importante, pois quando acusamos a existência de uma injustiça, apesar de dar a Deus o atributo da Justiça, estamos dizendo que naquele momento não existiu Deus. Quando falamos que existiu uma maldade, negamos a presença de Deus, pois ele é a Bondade.

A cada momento que temos uma consciência que não exprima o expoente máximo do atributo de Deus que acreditamos, negamos a presença de Deus e, com isso, também a existência da Causa Primária de todas as coisas.

Vivemos negando a presença do próprio Deus, apesar de orarmos pedindo a Ele que venha a nós. Vivemos separando o Universo e criando um mundo onde Deus não penetra. Este é o segundo aspecto da resposta do Espírito da Verdade.

Terceiro: Deus não passa por vicissitudes. O que é vicissitude? De acordo com o dicionário é “a alternância entre situações”.

A vicissitude se caracteriza quando em um momento a vida está boa e, em outro, se torna mal e no subseqüente fica novamente boa. Isso se chama vicissitude: as alternâncias entre situações.

Se o Espírito da Verdade diz que Deus não passa por vicissitudes, isso quer dizer que Deus jamais se altera, que a Causa Primária das coisas é Imutável.

Unindo-se os atributos que a humanidade diz que Deus possui a este ensinamento, teríamos, então, que chegar à conclusão que a Justiça da Causa Primária jamais se altera. E, se ela jamais se altera, jamais acontece uma injustiça. Teríamos, ainda, que aceitar que não existe maldade, pois a Bondade da Causa Primária jamais se altera.

Esta é a Verdade que está embutida nesta resposta e que poucos conseguem vivenciar, apesar de dizer que já estudaram este ensinamento. Na verdade, precisamos reaprender a ler, porque até isso desaprendemos.

Está escrito neste texto: Deus não passa por vicissitudes, a Causa Primária não passa por vicissitudes, no Universo nada jamais muda. Isso é claro, mas a humanidade continua negando e dizendo que a injustiça e a maldade ocorrem.

Nada se altera. Quando dissemos no comentário da pergunta 0007 que o remédio não faz efeito, mas as propriedades dos elementos químicos só existem por causa da Causa Primária, alguns pensaram que criamos uma vicissitude (alternância entre funcionar ou não), mas não foi isso que fizemos, pois a ação da Causa Primária é retilínea.

Fazer ou não efeito não são situações diferenciadas entre si. Isto acontece apenas para os egos dualistas que vêem a existência de pares de opostos. Fazer ou não efeito é sempre o fruto de uma Causa Primária, que é Imutável.

Não existe o fazer ou o não fazer, mas apenas a Causa Primária. Ela é isenta de vicissitudes e por isso, não importa qual seja a impressão que os seres humanizados tenham, ela está agindo em um só sentido e este é a geração da Perfeição. Portanto, se o remédio fizer efeito é Perfeito, mas se não fizer, também o é.

A Causa Primária, portanto, não passa por vicissitudes (jamais muda), pois ela sempre aplica a Perfeição, mas os egos dos seres humanizados dão à Perfeição valores diferentes: fez efeito ou não.

São estas três informações que estão embutidas neste texto do Espírito da Verdade. Uma resposta longa, mas profunda demais para ser alvo de uma leitura superficial, como fazem aqueles que estudam O Livro dos Espíritos.

Os seres humanizados lêem este texto apenas enfatizando as propriedades que Kardec relaciona, porque querem apenas saber, ter cultura. Na realidade não estão preocupados com a descoberta da Verdade, mas em adquirir cultura.

É preciso mergulhar na resposta e isso é exatamente analisar o texto como estamos analisamos agora.

Primeiro descobre-se que nós não conhecemos a Verdade, a Realidade, porque nos faltam elementos para conhecer o Todo.

Depois disso, precisamos saber que este Todo é Perfeito porque tem todas as propriedades elevadas ao expoente máximo. E se Ele é Perfeito, é a própria Perfeição.

Por último, precisamos constatar que esta Perfeição não pode passar por alternâncias, mas que é sempre uma, apesar de aplicarmos a ela valores diferenciados.

Bom, agora que já compreendemos o recado do Espírito da Verdade, podemos analisar as propriedades listadas na pergunta. Vamos fazer isso à partir dos comentários de Allan Kardec.

Compreensão de Kardec sobre o tema

Deus é eterno. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.

Deus é eterno. O que quer dizer isso? Que Ele não têm princípio nem fim.

É aquilo que já conversamos: para o ser humanizado tudo tem que começar em um determinado momento e tem que haver outro onde este algo acabará. Isto não se aplica ao Deus.

Sei que é difícil compreender o que quero dizer, pois faltam elementos para vocês compreenderem a eternidade de Deus, mas Ele é eterno. Esta é a sua primeira propriedade.

Além disso Kardec afirma: se tivesse princípio, teria saído do nada ou de outro ser anterior. Este é um pensamento lógico, pois se Deus é a Causa Primária de todas as coisas, Ele não pode ter sido causado por nada.

Enfim, Deus é eterno (não teve início nem fim) porque não foi causado por nada.

É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam.

Continua...

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 16:28
Continuação

Deus é imutável, ou seja, não passa por vicissitudes, mudanças, alternâncias. Deus é eterno e além disso imutável.

Sei que estes são valores incompreensíveis para as mentes humanas: como algo pode permanecer durante toda eternidade sem mudar um milímetro, sem alterar nada? Apesar de incompreensível, estes são valores que precisam ser conscientizados por aqueles que buscam a elevação espiritual.

Isso porque ninguém promove a reforma íntima sem vivenciar na totalidade a ação da Causa Primária. Aquele que está preso nas múltiplas origens dos acontecimentos jamais conseguirá viver a Justiça e a Bondade que fazem parte da Perfeição.

Mas, para se viver a ação da Causa Primária é preciso compreender a sua imutabilidade, pois se assim não fosse a Perfeição se alteraria. Se a Causa Primária não fosse imutável, no momento anterior à mudança ela não foi perfeita.

Vou dar um exemplo. Já houve tempo neste planeta em que arrotar depois de comer era sinal de boa educação. Hoje é prova de falta de educação.

Foi Deus que mudou? Foi Ele que antes achava normal arrotar e hoje não? Não pode ter sido, pois se Ele mudasse o conceito sobre o arroto teria cometido uma injustiça no passado ou agora.

Precisamos compreender isso: arrotar não é certo nem errado.. Sabe o que é arrotar? É arrotar... Nada além disso... Todo resto (“bonito ou feio”, “higiênico ou não”) é o que cada ser humanizado acha.

São os seres humanizados que chamam este ato perfeito causado pela Causa Primária de falta de educação, de falta de higiene, mas antes ele não era visto desse jeito. Sendo assim, não foi Deus quem mudou: foi a idéia sociedade sobre a coisa que mudou,. Isso ocorre porque os seres humanizados são mutáveis, mas Deus não.

Deus é imutável e por isso desde o início tudo é igual. A Causa Primária sempre causou o arroto da mesma forma, mas a sociedade, que é mutável, mudou os valores a respeito dele.

Mas, isso também não quer dizer que chegou à Verdade ou a Realidade, pois ainda não atingiu à Perfeição. Reformar-se não é mudar de “errado” para “certo”, mas atingir à Perfeição e isso ocorre quando se vivencia a ação da Causa Primária.

É imaterial. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.

Este é outro conceito que o ser humanizado não consegue imaginar, pois também aplica a si mesmo a auto imagem de ser material...

Deus não possui materialidade alguma, não é constituído de nada que possa ser chamado de matéria. Mas, você também não é. Você, espírito, é imaterial...

Mas, você não consegue imaginar-se assim: pensa que é o corpo que veste. Por isso diz: minha mão, minha perna, meu espírito... Mais adiante o Livro dos Espíritos nos da conta de que o espírito (você) é: uma centelha etérea, um brilho...

Portanto, quando queremos dar algum valor material a Deus, fugimos completamente à Realidade.

É único. Se muitos deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.

Claro... Se existe uma Causa Primária ela tem que ser Única. Se isso não acontecesse (houvesse dois agindo primariamente sobre as coisas), um teria que mandar no outro e aí somente este seria o Deus.

Precisamos compreender que Deus é a apenas uma palavra. Como já foi estudado na pergunta 0001, a única coisa que podemos conhecer de Deus é a sua ação como Causa Primária. Portanto, Ele é, para cada um, aquele/aquilo que causar primariamente as coisas do Universo, não importando o nome ou forma que se dê a Ele.

Aplicando-se, portanto, a propriedade da Unicidade à Causa Primária da ação dos elementos do Universo, tem que se compreender que tudo que existe é Uno. Com esta consciência formada, precisamos extinguir a dualidade (os pares de opostos que dizemos existir). E a primeira delas que precisamos extinguir são os valores “bom e mau”.

Depois que conhecemos e aplicamos na prática as propriedades de Deus, precisamos compreender que não existe algo que possa ser “bom” e outro algo que possa ser “mal”. Se isso fosse possível, não existiria a Imutabilidade da Causa Primária.

Além disso, se houvesse este par de opostos, um teria que ser a origem primeira das coisas, ou seja, teria que suplantar o outro. Se existisse um Deus e um diabo, por exemplo, um teria que mandar no outro e este, não importando o nome que se dê a Ele, seria o Deus, pois originaria primariamente as coisas. Se eles se alternassem como geradores primários da situação, a propriedade da imutabilidade não existiria.

Portanto, não pode haver o “bom e o mal”, Deus e o diabo, o espírito de luz e o obsessor. Quem quer que cause primariamente qualquer elemento do Universo precisa ter eternamente este poder e ele precisa ser exercido com a propriedade da imutabilidade.

Quem quer que ocupe esta função de uma forma Imutável e Eterna, portanto, é o Deus do Universo.

A partir desta definição de Deus, precisamos compreender que aquilo que os seres humanos chamam de “mau” é causado por Deus. Não como “maldade”, mas como resultado de uma análise perfeita (Inteligência Suprema) daquilo que cada um merece. Na realidade a “maldade” passa a existir somente quando a inteligência secundária (espírito) analisa o que a Primária causou e cria este atributo ao que foi causado. Originariamente a coisa (pessoa, objeto ou acontecimento) foi causada Perfeita, mas a inteligência secundária alterou o seu valor.

Mas, quantas coisas hoje vocês não gostam e amanhã passam a gostar? Será que vocês, inteligências secundárias, mutáveis e temporárias, são capazes para julgar a Causa Primária?

A Realidade, a Verdade, do Universo é eterna e imutável. Então, Deus é imutável, pois sempre fez aquilo que a sua propriedade inteligência determinou para cada coisa do Universo.

É onipotente. Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito seria obra de outro deus.

Esta é uma frase interessante... O que quer dizer onipotente?

Onipotente. 1. Que pode tudo; que tem poder absoluto. (Mini Dicionário Aurélio)

“Que pode tudo”... Este é o valor da palavra onipotente que representa um atributo que a humanidade aplica ao Deus. Mas, apesar disso, vocês acusam o presidente da república de não acabar com a fome, de não construir moradias para os sem teto, de não promover a reforma agrária...

Será que o presidente da república tem mais potência do que Deus? Será que o Deus Onipotente não pode dar um prato de comida para quem tem fome sem autorização do presidente? Será que o Deus Onipotente, Causa Primária de todas as coisas, não pode construir uma casa para quem não tem e tem que esperar o presidente fazer? Será que o Deus Onipotente não pode invadir as terras e dividi-las entre quem não tem, apesar do presidente defender os latifúndios?

Ah não, Deus não se mete nisso”... Esta é a resposta que normalmente os seres humanizados dão a estas perguntas... Como não se mete... Isso aqui é a casa Dele; o Universo é a casa de Deus... Isso aqui é Ele... Como Ele deixaria uma parte Dele agir sozinha e ainda por cima preservar a imutabilidade?

Continua...


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 16:30
Continuação

“Que tem poder absoluto”... Deus é a Causa Primária de todas as coisas e por isso precisa ser Onipotente, ou seja, precisa poder tudo. Se Ele não puder tudo, não pode ser a Causa Primária, pois haveria coisas que não poderia causar...

Lógica... Estudo lógico... Análise lógica...

É preciso alcançar a lógica na aplicabilidade dos ensinamentos para que o conhecimento resulte em alguma coisa. De que adianta dizer que sabe que está escrito em O Livro dos Espíritos que Deus é Onipotente, mas na sua casa achar que Ele não manda? De que adianta dizer que sabe que Deus é Onipotente, mas imaginar que não pôde salvar as pobres criancinhas na Africa?

É muito fácil... É muito fácil se virar para Deus, reconhecer a Sua Potência, quando Ele faz para nós individualmente, quando a Causa Primária satisfaz as paixões e desejos do ser humanizado. Mas a Verdade é uma só e precisa ser reconhecida a todo momento: tudo é causado primariamente por Deus por causa de Sua Onipotência. É preciso reconhecer a Causa Primária de Deus em todas as coisas e não apenas naquilo que nos satisfaz...

Se as criancinhas morrem de fome, na Verdade foi Deus quem o fez. Foi Deus quem causou isso; foi Ele que por sua Potência fez acontecer; e fez porque, pela sua análise (Inteligência Suprema) aquilo era o perfeito que devia acontecer. Louvado seja Deus...

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.

Ele é soberanamente justo e bom, ou seja, o resultado da sua análise é a aplicação da Justiça e do Amor. A Causa Primária vem embutida em Justiça e é oriunda do Amor de Deus por seus filhos.

Desta forma, podemos compreender que Deus é Onipotente, mas Ele não faz acontecer o que quer, o que tiver vontade... Ele só faz acontecer aquilo que resultou de uma análise através de um processo, que chamaremos de raciocínio por falta de conhecimento de outros elementos. O resultado desta análise é Perfeito, pois é fruto da Inteligência Suprema.

Por isso podemos dizer que Ele soube avaliar perfeitamente para dar a cada um de acordo com a sua obra. Ele soube avaliar perfeitamente todas as intenções de cada um e, a partir deste resultado, gerar o que cada um merecia e precisava...

Ele avaliou perfeitamente tudo e deu o resultado desta avaliação a cada um. Mas só que Ele não causa o resultado desta avaliação (merecimento) como castigo ou pena. Isto porque a Causa Primária vem embutida de amor.

Deus dá o justo, mas de uma forma amorosa. Isto é o máximo que vocês podem compreender, porque estão longe de entender o amor de Deus por seus filhos... Os seres humanizados ainda pensam neste amor como instrumento de satisfação de vontades, mas Deus, que conhece a Realidade, ama a cada um de acordo com a necessidade Real do espírito.

Agora que já vimos todos os atributos de Deus, vamos começar a compreender a vida. Para isso, vou usar um exemplo... Você sai de carro vem outro e bate atrás.

Esta seria uma análise humana deste acontecimento: “eu saí de carro e veio um motorista desatento, que não sabe dirigir, que não vale nada e bateu no meu carro.” Mas este raciocínio, esta consciência sobre um acontecimento, não pode existir para aqueles que dizem que aceitam os ensinamentos do Espírito da Verdade como guia para a elevação espiritual.

Através do Livro dos Espíritos sabemos que Deus é a Causa Primária e que, por isso, Ele age no pensamento dos seres humanos e comanda o “funcionamento” das coisas materiais para que o acontecimento desenrole-se como Ele julgar Perfeito. Sendo assim, o ser humanizado que acredita nestes ensinamentos precisa compreender que esta pessoa não deixou de frear o carro porque Deus não deu o pensamento a ele para isso e nem fez que os elementos do carro tivessem esta ação.

Mas, Deus não fez isso acontecer porque aquele homem estava desatento, porque não sabia dirigir ou porque não presta: fez porque este acontecimento foi criado como resultado perfeito de uma análise que Ele fez de sua forma de viver... Em outras palavras, merecimento...

Deus lhe deu este acontecimento como resultado da análise que foi realizada a partir da Justiça. Mas a intenção Dele ao aplicar o justo não é lhe punir, causar prejuízos... Ele fez isso pelo Amor que tem a você.

Na hora que bateram no seu carro Deus está perguntando: você ama mais o carro ou Eu? Você é capaz de oferecer a outra face? É capaz de perdoar este motorista?

O Amor existente na formação da Causa Primária dá a ela o sentido de ser uma geradora de uma nova oportunidade de elevação espiritual. Deus faz as coisas acontecerem – e para isso comanda todas as coisas (as propriedades da matéria e o pensamento humano) – visando dar a cada espírito uma nova oportunidade de praticar aquilo que veio fazer na encarnação: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

O Amor presente na Causa Primária pode ser comparado ao de um pai e uma mãe terrestre que sabem que o seu filho não quer ficar de castigo, mas o coloca assim mesmo para lhe dar uma oportunidade de refletir e se mudar para viver um futuro melhor.

Agora fechamos todo painel a respeito do conhecimento sobre Deus. Ele é a Causa Primária, mas não a exerce de uma forma arrogante (fazendo o que quer) e nem julga para obter uma condenação... O direito de Ele ser a Causa Primária existe porque ela é naturalmente exercida pela maior capacidade de análise do Universo, por aquele que é Imutável, Eterno e Onipotente e soberanamente Justo e Bom.

Então, fechamos tudo sobre Deus Causa Primária de todas as coisas que, aliás, é o primeiro assunto do primeiro capítulo do primeiro livro: Deus e o Universo. Compreendemos Deus e sua ação no universo, Deus e sua presença no Universo, Deus e sua existência universal.

Agora acho que vocês podem entender a vida e o mundo em que vivem. Era tão simples entender... Estava tudo escrito no Livro dos Espíritos há muitos anos...

Não inventamos uma palavra, um comentário. Simplesmente lemos o que está escrito. Mas, por que será que um ser humanizado não consegue compreender da mesma forma que vimos? Será por questões de interpretação? Sim este é o problema... Mas saber isso ainda não responde a minha pergunta. Portanto, volto a fazê-la com outras palavras: por que a interpretação da maioria não alcança tudo o que interpretamos?

Vou responder com um texto do Espírito da Verdade neste capítulo: “O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte” (pergunta 0009). Aí está porque as pessoas que lêem isso não encontram a interpretação que nós encontramos...

Os seres humanizados, não conseguem alcançar esta interpretação, esta Verdade, no mesmo texto que lemos, porque estão orgulhosas de ser, ter e estar humano. É esse orgulho de ser alguma coisa, de ter as coisas e de estar na humanidade (ser o homem) é que não deixa o ser humanizado compreender o Universo. Ele acha que nada existe acima dele; ele é o ser superior, o espírito forte.

A primeira coisa que temos que ter para estudar qualquer texto sagrado é a humildade. A humildade de não ser, de não ter, de não estar... Enquanto o ser humanizado quiser ler de cima para baixo – como superior, como o “certo”, como o conhecedor das Verdades – como se ele fosse a Causa Primária, o deus, o único, o eterno, o imutável, o onipotente, nada entenderá e criará um monte de verdades individualizadas e não poderá, então, conhecer as universais. Isto porque no Universo a Realidade é só uma: Deus é, Deus está, Deus tem...

É por isso que muitos leram e não chegaram às mesmas conclusões que estamos chegando. E por isto que nada compreenderam do restante do Livro dos Espíritos.


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 16:55
Comentário sobre a pergunta 014

Deus existe como individualidade. Ele é uma individualidade e não uma idéia ou o próprio Universo. Isso precisa ficar bem claro para podermos compreender o Universo: a Causa Primária do Universo é um ser, um espírito que é o Deus.

Esta é a Causa Primária do Universo. Ela não é exercida por uma reunião de espíritos nem é uma ilusão coletiva, como muitos dizem, mas sim o fruto de um ser que comanda tudo e cria toda a coletividade.

Deus existe; disso não podeis duvidar e é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto donde não lograreis sair. Isso não vos tornaria melhores, antes um pouco mais orgulhosos, pois que acreditaríeis saber, quando na realidade nada saberíeis.

Prestem bem atenção a estas palavras... Estou dando este conselho principalmente para aqueles que se queixam da vida...

Sabe por que para vocês a vida está ruim? Porque não sabem que existe uma Causa Primária, porque não vivem com a Realidade de uma Causa Primária. Mas, não vivem com esta Realidade porque ainda querem descobrir um Deus a partir de seus valores materiais e se perdem num labirinto sem saída, sem achar solução para a sua vida.

É isso que o Espírito da Verdade está respondendo. Precisamos parar com esta busca inútil e fútil de Deus, porque isso não nos leva a lugar algum. Só o que pode nos ajudar realmente nesta vida é compreender o que é Deus, não quem é Ele.

Na hora que vocês pararem de buscar quem é Deus e compreenderem o que Ele é, entenderão os acontecimentos da vida e aí não sofrerão, não verão nada mais errado e por isso, não terão mais situações negativas em suas vidas.

Os seres humanizados ficam presos na busca de compreender Deus através dos seus valores materiais e depois dizem que deram um azar desgraçado na vida... Afirmam que a vida não está boa porque os outros a atrapalham.

Na verdade é o ser humanizado que não sabe viver dentro da Realidade... E, por não saber viver, culpa todo mundo da sua incapacidade de viver, de aprender a conviver com Deus a cada segundo.

Deixai, conseguintemente, de lado todos esses sistemas; tendes bastantes coisas que vos tocam mais de perto, a começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias imperfeições, a fim de vos libertardes delas, o que será mais útil do que pretenderdes penetrar no que é impenetrável.

“Deixai de lado todos os sistemas”...

No mundo material proliferam hoje os estabelecimentos que aplicam diversos sistemas técnico-científicos para realizar a busca do universal, do espiritual. E, ainda por cima, se auto proclamam espiritualistas...

Em quantos lugares vemos locais que deveriam servir para a religação com Deus transformados em “academias científicas” daquilo que não pode ser compreendido pela mente humana? Em vez da fé – da entrega com confiança ao Pai, que deveria ser a base sentimental para a vivência da Causa Primária – os seres humanizados buscam criar elementos e fórmulas matemáticas para ensinar a espiritualização...

Em um local as pessoas juntam-se várias vezes por semana para compreender o que é ser espírito... Perguntei a eles: “porque estão buscando aprender a ser espírito? Vocês já são...”

O ser humanizado chama de espiritualização o estudo da mediunidade, dos elementos do mundo invisível, o aprendizado do sair do corpo... Para que estes estudos? É como se eles nunca tivessem sido espíritos e precisassem vir para a carne para aprender a ser...

Parem com isso! Vocês se perdem nestes labirintos e não vão a canto algum. Preste atenção em vocês, no seu interior.. Cada ser do Universo veio a carne para aprender a se dominar, a dominar o seu ego, as suas paixões e os seus desejos.

É para isso que vocês nasceram. Ao invés disso ficam criando uma ciência para o espírito e dedicam-se a ela com a intenção de aprender a ser espírito, como se nunca houvessem sido.

Joguem fora todos os livros científicos e aprendam a conviver com as suas projeções mentais em paz, harmonia e felicidade. Mas, para isso precisam aprender a conviver com as suas projeções com a certeza que Deus é a Causa Primária delas, a origem do seu modo de ver a vida...

Isso pode lhe garantir um bom futuro...

Vamos supor um diálogo entre um espírito humanizado que dedicou a sua vida a este tipo de espiritualização e o seu mentor logo após o desencarne.

- Pois bem, o que você fez para a sua elevação espiritual?
- Freqüentei durante dez anos seguidos um centro...
- O que aprendeu?
- Aprendi a fazer projeção astral, a sair do corpo conscientemente...
- Mas, isso se chama volitar e isso você já fazia antes da encarnação. O que mais aprendeu?
- Aprendi que o Universo é composto de energias...
- Isso é natural para qualquer espírito, você já sabia que elas existiam antes de ir para a carne. Que mais aprendeu?
- Aprendi a ser médium...
- A mediunidade é um instrumento de Deus para servir aos seus filhos. Por este motivo é Ele que comanda todo processo mediúnico. Que mais aprendeu?


Este espírito chegará à triste conclusão: não aprendeu nada. Isso porque ficou querendo aprender o que já sabia apenas para poder satisfazer à curiosidade humana, às curiosidades geradas pelo ego. Com isso deixou de fazer o que tinha que fazer: a reforma íntima...

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 20:57
Olá Hebe

Excelente aquele texto de Leon Denis ( post 47 )

Fiquei ainda mais agradado porque tudo aquilo que afirmei anteriormente está comprovado neste texto.
Ele até utiliza o termo de Todo como eu o havia feito.

Ai o meu ego. :D

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 05 de Maio de 2012, 21:21
Eu gosto muito desta visão de Leon Denis, me familiarizo com ela.

Deus é muito difícil de definir, penso que o sentimos durante a vida.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 21:22
Comentário sobre a pergunta 009

Antes  de vermos a resposta do Espírito da Verdade, deixe-me fazer um pequeno comentário. 

Até aqui tínhamos visto que Deus é a Causa Primária de todas as coisas (pergunta 0001). Depois vimos a ação desta Causa Primária sobre as coisas materiais (pergunta 0007). Agora Kardec quer saber se há atuação da Causa Primária sobre as inteligências, ou seja, sobre o ser humano, o espírito encarnado. 

Com isso, o conhecimento sobre a Causa Primária se completará. Isso porque já havíamos visto a ação da Causa Primária sobre as coisas materiais e agora vamos ver a ação desta mesma Causa sobre as inteligências, ou seja, sobre o elemento espírito. 

Tendes um provérbio que diz: pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater! 

A resposta do Espírito da Verdade é muito clara: onde se vê a existência da Causa Primária na inteligência? No resultado, na obra. Portanto, tudo que aparentemente resulta da ação de uma inteligência humana, na verdade, é gerado, inicialmente por uma Causa Primária. 

Veja a obra e pergunte a si mesmo: quem será que poderia construir um prédio? Quem será que poderia vencer a lei da gravidade para construir prédios tão altos? Quem poderia construir uma estrada? Quem poderia manter as células do asfalto coesas para que a estrada permanecesse sempre no mesmo lugar? 

Com certeza não a inteligência secundária (o espírito humanizado), pois ele é apenas um agente e não um Criador. Por isso o Espírito da Verdade afirma: em tudo está a presença da Causa Primária. 

O ensinamento de que Deus é a Causa Primária das atitudes, das ações humanas, já estava escrito no Livro dos Espíritos, bem antes de nós o comentarmos. Mas, o Espírito da Verdade foi ainda mais longe do que já havíamos ido.. Ele disse: é a incredulidade do homem que não o deixa ver que por trás das suas “idéias luminosas” existe uma Causa Primária. É, pobre homem que um simples sopro de Deus pode arrasar. 

Deus pode tudo... Por isso o homem nada pode, pois se pudesse, haveria algo que Deus não pôde fazer: aquilo que o homem fez.. O homem nada mais é do que um reflexo da Causa Primária dada por Deus. 

Mas, há um comentário de Kardec depois desta pergunta que pode nos ajudar muito neste estudo. Vamos vê-lo. 

Comentário de Kardec: Do poder de uma inteligência se julga pelas suas obras. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma inteligência superior à Humanidade. 

O homem não pode criar o que a Natureza produz: esta é a afirmação de Kardec...

Vamos observar atentamente este aspecto:

Por exemplo, quem constrói um prédio é a Natureza?  Segundo a crença humana são os engenheiros...

Mas, quem criou os elementos que o homem usa para construir o edifício? Mais ainda: o que é um edifício, senão o somatório de diversos elementos oriundos da Natureza? Pergunto ainda: quem mantém os átomos do cimento coesos para dar a sustentação ao prédio? 

Quem realmente constrói o edifício são os elementos da Natureza, pois sem eles não haveria a obra. O homem pode desenhar formas e “juntar” elementos, mas se não houver os elementos e a ação dos seus átomos, não há prédio. 

Portanto, o prédio é construído pela Natureza. O homem simplesmente põe o material ali de acordo com um desenho que ele fez, mas quem faz realmente o edifício existir é a Natureza através de seus elementos. 

Aliás, tudo o que o homem constrói é produzido a partir de algo que existe, de alguma coisa que está na Natureza. Sendo assim, não é construção (criação), mas adaptação do que já existe. Se o homem pudesse realmente criar, a sua criação teria que partir do nada e nem poderia se utilizar de qualquer elemento pré-existente. Ele pode isso? 

É isso que Kardec está mostrando. O homem sem a Natureza não seria capaz de fazer nada. O homem sem a Natureza não seria capaz sequer de existir, porque é a Natureza é que gera e mantém os próprios corpos que os humanos acham que são eles... 

Mas Kardec fala um pouco mais. Vamos ver a continuação do comentário dele: 

Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual for o nome que lhe dêem. 

Com este comentário fica, então, muito claro o ensinamento: existe uma Causa Primária que faz as inteligências secundárias funcionar. Sem ela, ou seja, sem Deus dar aos espíritos o funcionamento da inteligência – e este funcionamento para vocês é o pensamento – o ser humano não existiria, não agiria, não construiria nada. 

Este ensinamento é antigo. Sempre falamos que Deus é a Causa Primária de todas as coisas. E isto não é novidade pois estava escrito no Livro dos Espíritos desde o século XIX. 

Agora, depois do estudo deste capítulo fica então bem claro: Deus é a Causa Primária de todas as coisas. Tanto faz com relação à ação das coisas materiais, como para as coisas que se imagina oriunda da mente humana. 

Cristo falava em Deus Causa Primária... Buda, Krishna e todos os mestres também. Todos falam em Deus como o Senhor Onipotente, Onisciente e Onipresente. Todos falam isso. 

A humanidade hoje é que expulsou Deus do planeta, trancafiando-O no céu, onde existe apenas como espectador do homem, que tem a liberdade de agir como quiser. É por isso que a humanidade não vive com Deus presente e que, para ela Deus está morto. 


Meu Deus

Este post não tem ponta por onde se pegue. É a confusão total.
Confunde-se logo no primeiro parágrafo ao afirmar quando afirma que a questão 07 quando afirma que esta trata da acção da causa primária sobre a matéria. Nada disto.
O que lá está indicado é que as propriedades da matéria têm origem na causa primária, como todas as outras coisas.
Do mesmo modo podemos postar no que respeita à inteligência.
Afirmar que a causa primária age sobre o ser humano é destituir este de inteligência própria, o que é um absurdo. Claro que inteligência do homem tem sua origem inicial na inteligência Divina. Mas uma coisa não é a outra, senão caímos no panteismo, como veremos mais à frente.
O problema disto tudo é que não se compreende o que é a causa primária, então já colocamos a causa primária a construir edifícios e não se mais quantas coisas. Factor este que só deve acontecer lá para a causa centenária.

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 21:25
Os panteistas são os que acreditam na matéria, e que Deus é essa matéria. Mas a verdade é que tudo é espírito, por isso, tudo é Deus. O que é coisa bem diferente.

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.

A própria doutrina faz a distinção entre mundo real e mundo secundário. Secundário porque é ilusório, mutável, irreal...


Senhor tende piedade

Os panteístas são os que acreditam na matéria. Hum..
Pensei que estes eram os materialistas.

Panteistas são aqueles que afirmam que tudo é Deus, como o meu amigo faz aí.

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 21:36
Comentario sobre a pergunta 12

Veja bem. A pergunta de Kardec é se os seres humanizados podem ter alguma noção de quem é Deus. O Espírito da Verdade responde: realmente eles podem ter, mas para que a compreensão seja perfeita, devem estar acima da matéria.

Com isto tiramos o grande ensinamento desta pergunta: o ser humanizado não pode compreender nada sobre Deus a partir de seus conhecimentos materiais. Ele precisa sair dos valores e padrões materiais (do individualismo, do eu), para poder começar a compreender Deus.

Então, as propriedades sobre as quais iremos conversar na resposta seguinte, precisam, para boa compreensão, extrapolar os padrões de “certo” dos seres humanizados. Vamos ver a pergunta seguinte e isto agora irá ficar bem claro...


Eu coloco a questão de OLE
Q 12
P - Embora não possamos compreender a natureza intima de Deus, podemos formar ideia de algumas de suas perfeições?

R - De algumas, sim. O homem as compreende melhor à proporção que se eleva acima da matéria. Entrevê-as pelo pensamento.

Agora comparem o que está em OLE com aquilo que nosso companheiro colocou e digam-me se tem alguma coisa a ver.

Aproveito para recordar que os Espiritos desencarnados continuam a possuir sua condição humana. Aqueles que se libertaram dessa condição já não está por cá, estão muito longe deste orbe.

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 05 de Maio de 2012, 22:13
Comentário sobre a pergunta 014

Deus existe como individualidade. Ele é uma individualidade e não uma idéia ou o próprio Universo. Isso precisa ficar bem claro para podermos compreender o Universo: a Causa Primária do Universo é um ser, um espírito que é o Deus.

Esta é a Causa Primária do Universo. Ela não é exercida por uma reunião de espíritos nem é uma ilusão coletiva, como muitos dizem, mas sim o fruto de um ser que comanda tudo e cria toda a coletividade.

Deus existe; disso não podeis duvidar e é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto donde não lograreis sair. Isso não vos tornaria melhores, antes um pouco mais orgulhosos, pois que acreditaríeis saber, quando na realidade nada saberíeis.

Prestem bem atenção a estas palavras... Estou dando este conselho principalmente para aqueles que se queixam da vida...

Sabe por que para vocês a vida está ruim? Porque não sabem que existe uma Causa Primária, porque não vivem com a Realidade de uma Causa Primária. Mas, não vivem com esta Realidade porque ainda querem descobrir um Deus a partir de seus valores materiais e se perdem num labirinto sem saída, sem achar solução para a sua vida.

É isso que o Espírito da Verdade está respondendo. Precisamos parar com esta busca inútil e fútil de Deus, porque isso não nos leva a lugar algum. Só o que pode nos ajudar realmente nesta vida é compreender o que é Deus, não quem é Ele.

Na hora que vocês pararem de buscar quem é Deus e compreenderem o que Ele é, entenderão os acontecimentos da vida e aí não sofrerão, não verão nada mais errado e por isso, não terão mais situações negativas em suas vidas.

Os seres humanizados ficam presos na busca de compreender Deus através dos seus valores materiais e depois dizem que deram um azar desgraçado na vida... Afirmam que a vida não está boa porque os outros a atrapalham.

Na verdade é o ser humanizado que não sabe viver dentro da Realidade... E, por não saber viver, culpa todo mundo da sua incapacidade de viver, de aprender a conviver com Deus a cada segundo.

Deixai, conseguintemente, de lado todos esses sistemas; tendes bastantes coisas que vos tocam mais de perto, a começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias imperfeições, a fim de vos libertardes delas, o que será mais útil do que pretenderdes penetrar no que é impenetrável.

“Deixai de lado todos os sistemas”...

No mundo material proliferam hoje os estabelecimentos que aplicam diversos sistemas técnico-científicos para realizar a busca do universal, do espiritual. E, ainda por cima, se auto proclamam espiritualistas...

Em quantos lugares vemos locais que deveriam servir para a religação com Deus transformados em “academias científicas” daquilo que não pode ser compreendido pela mente humana? Em vez da fé – da entrega com confiança ao Pai, que deveria ser a base sentimental para a vivência da Causa Primária – os seres humanizados buscam criar elementos e fórmulas matemáticas para ensinar a espiritualização...

Em um local as pessoas juntam-se várias vezes por semana para compreender o que é ser espírito... Perguntei a eles: “porque estão buscando aprender a ser espírito? Vocês já são...”

O ser humanizado chama de espiritualização o estudo da mediunidade, dos elementos do mundo invisível, o aprendizado do sair do corpo... Para que estes estudos? É como se eles nunca tivessem sido espíritos e precisassem vir para a carne para aprender a ser...

Parem com isso! Vocês se perdem nestes labirintos e não vão a canto algum. Preste atenção em vocês, no seu interior.. Cada ser do Universo veio a carne para aprender a se dominar, a dominar o seu ego, as suas paixões e os seus desejos.

É para isso que vocês nasceram. Ao invés disso ficam criando uma ciência para o espírito e dedicam-se a ela com a intenção de aprender a ser espírito, como se nunca houvessem sido.

Joguem fora todos os livros científicos e aprendam a conviver com as suas projeções mentais em paz, harmonia e felicidade. Mas, para isso precisam aprender a conviver com as suas projeções com a certeza que Deus é a Causa Primária delas, a origem do seu modo de ver a vida...

Isso pode lhe garantir um bom futuro...

Vamos supor um diálogo entre um espírito humanizado que dedicou a sua vida a este tipo de espiritualização e o seu mentor logo após o desencarne.

- Pois bem, o que você fez para a sua elevação espiritual?
- Freqüentei durante dez anos seguidos um centro...
- O que aprendeu?
- Aprendi a fazer projeção astral, a sair do corpo conscientemente...
- Mas, isso se chama volitar e isso você já fazia antes da encarnação. O que mais aprendeu?
- Aprendi que o Universo é composto de energias...
- Isso é natural para qualquer espírito, você já sabia que elas existiam antes de ir para a carne. Que mais aprendeu?
- Aprendi a ser médium...
- A mediunidade é um instrumento de Deus para servir aos seus filhos. Por este motivo é Ele que comanda todo processo mediúnico. Que mais aprendeu?


Este espírito chegará à triste conclusão: não aprendeu nada. Isso porque ficou querendo aprender o que já sabia apenas para poder satisfazer à curiosidade humana, às curiosidades geradas pelo ego. Com isso deixou de fazer o que tinha que fazer: a reforma íntima...


Aqui está razão para todos os erros que temos visto mencionados, nete e noutros tópicos.
O fundamento desta questão é o panteismo, nada mais que isto.
Nosso companheiro sai com uma série de considerações de comportamento e de moral dos Espiritos, os seres individualizados do universo, que nada têm a ver com a questão.
Aquilo que Kardec pretende é confirmar ou negar a teoria panteista.
Por isso ele pergunta:
P - Deus é um ser distinto, ou será como opinam alguns, a resultante de todas as forças e de todas as inteligências do Universo reunidas.
Decifremos a pergunta.
Deus é um se distinto ou
Isto é: É Deus um ser á parte da creação, diferenciado das coisas creadas?
Ou pelo contrário será a soma de todas essas coisas?
Esta pergunta vem, como afirmei antes, procurar refutar ou comprovar as ideias panteistas que afirmavam que Deus é tudo e que tudo é Deus.
Precisamente aquilo que nossos companheiros por aqui fazem.

A resposta não poderia ser mais clara:
R - Se fosse assim, Deus não existiria, porquanto seria efeito e não causa. Ele não pode ser ao mesmo tempo uma e a outra coisa.
( O restante da resposta não tem grande interesse para esta questão pois aqui os espiritos apenas pretendem informar que Deus existe, coisa que não está em causa ).
Avaliemos então a rersposta dos Espiritos.
Se Deus fosse a resultante de todas as coisas, isto é, se Deus fosse tudo e tudo fosse Deus como se pretende, Deus não existiria porque a causa se confundiria com o efeito.
Porque os Espiritos dizem que Deus não existiria?
Porque a pergunta é feita a partir da creação. Sendo a pergunta feita a partir da creação então temos que entender que a existência desta está comprovada. A questão que se coloca em seguida é saber se Deus existe ou é a própria creação, soma de todas as coisas creadas.
Ora nisto os Espiritos são claros em afirmar que Deus existe e, como é lógico é independente da creação.
Não há que confundir, Deus é a causa, a creação é o efeito.
Estão interligados? Sim, mas não são a mesma coisa.

A comprovação disto está igualmente na resposta à q 15, onde os Espiritos afirmam:
Não podendo fazer-se Deus o homem quer ao menos ser uma parte de Deus.

Para que não restem dúvidas os Espiritos são claros ao considerarem a doutrina panteista um absudo, conforme podemos verificar na q 16.
Da mesma forma segue o comentário de Kardec colocado no seguimento destas questões.

Para quem coloca Deus a construir prédios e estradas deverá dar que pensar.

Atlante   
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Maio de 2012, 23:00
Comentario sobre a pergunta 15

Essa doutrina hoje já perdeu muita força e estudá-la agora seria perda de tempo. Mas, para nós esta resposta do Espírito da Verdade terá alguma utilidade. Vamos conversar...

Deus é uma individualidade, você é outra... Não existe este retorno da sua individualidade para a de Deus. Cada um permanece caminhando no seu próprio caminho. Esta é a primeira notícia.

Mas, precisamos compreender um pouco mais sobre Deus e esta pode ser uma boa oportunidade. Para falar Dele vou usar o ensinamento trazido por Sri Krishna no Bhagavad Gita...

Existem na verdade diversos aspectos do Universo que são o próprio Deus, mas que teremos que chamar a todos de Deus, porque não temos palavras em nossa língua para distinguir as coisas. Existe um Deus Ser, um espírito. Mas, este Deus se emana para o Universo, se irradia através da Causa Primária. Este “deus” chamaremos de “emanação de Deus”.

O que é o deus emanado ou a emanação de Deus? Os acontecimentos do mundo. Se tudo é causado por Deus, podemos dizer que tudo é emanação de Deus.

Quando falamos, por exemplo, na física, que as partículas do átomo giram em torno do núcleo, isto não acontece, como já vimos, por causa das propriedades intrínsecas da matéria (007). Existe uma Causa Primária que faz isso acontecer. Na Verdade, é Deus que cria o movimento das partículas em torno do núcleo. Esta rotação, portanto, é uma emanação de Deus.

Deus causa tudo e tudo que Ele causa é uma emanação Dele mesmo. Voce imagina que está se coçando? Isso não é Realidade. Deus é Causa primária daquilo está acontecendo. Então, aquilo que é chamado de coceira é uma emanação de Deus.

Deus Ser e Deus emanado: dois aspectos daquilo que a humanidade chama de Deus. Mas, ainda há outro aspecto que pode ser confundido com o próprio Deus da humanidade.

O ser humanizado não vive só. Ele convive com outros elementos, sejam eles materiais ou humanos. Ou seja, tudo se interdepende no Universo e para que a emanação de Deus ocorra é necessário que haja elementos que sirvam de instrumento para ela acontecer.

Vou dar um exemplo. Um fala e outros ouvem. Isto é o que a percepção dos que ouvem diz, mas será que existe alguém falando? Não, as palavras, o som e tudo mais que envolve o falar e o ouvir são emanações de Deus. Se um esta servindo de instrumento para a emanação de Deus, ele é um “Deus emanado”.

Portanto, existem o Deus Ser que emana situações através da Causa Primária (emanação de Deus), mas para isso acontecer Ele se utiliza de instrumentos, que, por isso, se transformam em deuses emanados... Os instrumentos da emanação viram o próprio Deus por serem apenas o reflexo de uma Causa Primária.

Volto a dizer, este tema é complicado por causa da pobreza de nossa linguagem. Não possuimos palavras que possam descrever corretamente as emanações de Deus e os deuses emanados. Mas, é dessa concepção que surge a frase que Cristo ensinou: Deus é tudo e tudo é Deus. E ensinou ainda mais: vós sois deuses...

Deus é tudo porque tudo que acontece é emanação Dele; nós somos deuses porque somos os instrumentos para esta emanação... Esta é a Realidade do Universo e fica bem clara no Livro dos Espíritos na questão 132:

“Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus”.

Este é um bom exemplo, baseado no Livro dos Espíritos. O espírito toma um corpo em harmonia com o mundo em que vive para aí, sob as ordens de Deus (servindo de instrumento fiel à Causa Primária), fazer a sua parte na obra da criação.

Só falta acrescentar um detalhe...

Deus tem todas as suas propriedades elevadas ao extremo. Então, Ele tem o Amor ao próximo elevado ao máximo. A este Amor chamamos de Universalismo e ao ser que o utiliza de Universalista.

Já o espírito não possui o Amor Universalista, pois esta propriedade ainda não está desenvolvida nele. Ele, na verdade, é individualista e por isso ama a si mais do que ao próximo. A este amor chamamos de egoísmo e a seres deste tipo de individualidades individualistas.

Quando Deus emana através dos instrumentos uma Causa Primária, ela é, na sua essência, universalista, pois busca o bem coletivo. Quando o Deus emanado julga a Causa Primária, por causa do seu egoísmo, ele julga a emanação de Deus a partir de suas próprias paixões e desejos.

É daí que nasce o “bom e o mau”, o “certo e o errado”. A emanação de Deus é Perfeita (justa e amorosa), mas a avaliação que o Deus emanado faz dela é individualista, pois a realidade criada por esta avaliação (raciocínio) segue suas próprias verdades.

Portanto, Deus é tudo e tudo é Deus. Ele é o próprio Universo, mas também é todas as coisas que existem e sua própria ação, pois tudo é apenas instrumento para a emanação Dele mesmo.

Agora fechamos todo o ciclo do conhecimento sobre Deus.

Sei que isso é complicado e é mesmo útil abandonar todos os sistemas espirituais, mas é preciso se compreender a Realidade (Deus é tudo e tudo é Deus) porque sem isso não conseguimos viver a vida dentro de um sentido espiritual. Continuaremos vivendo-a dentro do sentido material e continuaremos a ter o mesmo fim de outras encarnações: ter que reencarnar...

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Atlante em 06 de Maio de 2012, 02:37
Comentario sobre a pergunta 15

Essa doutrina hoje já perdeu muita força e estudá-la agora seria perda de tempo. Mas, para nós esta resposta do Espírito da Verdade terá alguma utilidade. Vamos conversar...

Deus é uma individualidade, você é outra... Não existe este retorno da sua individualidade para a de Deus. Cada um permanece caminhando no seu próprio caminho. Esta é a primeira notícia.

Mas, precisamos compreender um pouco mais sobre Deus e esta pode ser uma boa oportunidade. Para falar Dele vou usar o ensinamento trazido por Sri Krishna no Bhagavad Gita...

Existem na verdade diversos aspectos do Universo que são o próprio Deus, mas que teremos que chamar a todos de Deus, porque não temos palavras em nossa língua para distinguir as coisas. Existe um Deus Ser, um espírito. Mas, este Deus se emana para o Universo, se irradia através da Causa Primária. Este “deus” chamaremos de “emanação de Deus”.

O que é o deus emanado ou a emanação de Deus? Os acontecimentos do mundo. Se tudo é causado por Deus, podemos dizer que tudo é emanação de Deus.

Quando falamos, por exemplo, na física, que as partículas do átomo giram em torno do núcleo, isto não acontece, como já vimos, por causa das propriedades intrínsecas da matéria (007). Existe uma Causa Primária que faz isso acontecer. Na Verdade, é Deus que cria o movimento das partículas em torno do núcleo. Esta rotação, portanto, é uma emanação de Deus.

Deus causa tudo e tudo que Ele causa é uma emanação Dele mesmo. Voce imagina que está se coçando? Isso não é Realidade. Deus é Causa primária daquilo está acontecendo. Então, aquilo que é chamado de coceira é uma emanação de Deus.

Deus Ser e Deus emanado: dois aspectos daquilo que a humanidade chama de Deus. Mas, ainda há outro aspecto que pode ser confundido com o próprio Deus da humanidade.

O ser humanizado não vive só. Ele convive com outros elementos, sejam eles materiais ou humanos. Ou seja, tudo se interdepende no Universo e para que a emanação de Deus ocorra é necessário que haja elementos que sirvam de instrumento para ela acontecer.

Vou dar um exemplo. Um fala e outros ouvem. Isto é o que a percepção dos que ouvem diz, mas será que existe alguém falando? Não, as palavras, o som e tudo mais que envolve o falar e o ouvir são emanações de Deus. Se um esta servindo de instrumento para a emanação de Deus, ele é um “Deus emanado”.

Portanto, existem o Deus Ser que emana situações através da Causa Primária (emanação de Deus), mas para isso acontecer Ele se utiliza de instrumentos, que, por isso, se transformam em deuses emanados... Os instrumentos da emanação viram o próprio Deus por serem apenas o reflexo de uma Causa Primária.

Volto a dizer, este tema é complicado por causa da pobreza de nossa linguagem. Não possuimos palavras que possam descrever corretamente as emanações de Deus e os deuses emanados. Mas, é dessa concepção que surge a frase que Cristo ensinou: Deus é tudo e tudo é Deus. E ensinou ainda mais: vós sois deuses...

Deus é tudo porque tudo que acontece é emanação Dele; nós somos deuses porque somos os instrumentos para esta emanação... Esta é a Realidade do Universo e fica bem clara no Livro dos Espíritos na questão 132:

“Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus”.

Este é um bom exemplo, baseado no Livro dos Espíritos. O espírito toma um corpo em harmonia com o mundo em que vive para aí, sob as ordens de Deus (servindo de instrumento fiel à Causa Primária), fazer a sua parte na obra da criação.

Só falta acrescentar um detalhe...

Deus tem todas as suas propriedades elevadas ao extremo. Então, Ele tem o Amor ao próximo elevado ao máximo. A este Amor chamamos de Universalismo e ao ser que o utiliza de Universalista.

Já o espírito não possui o Amor Universalista, pois esta propriedade ainda não está desenvolvida nele. Ele, na verdade, é individualista e por isso ama a si mais do que ao próximo. A este amor chamamos de egoísmo e a seres deste tipo de individualidades individualistas.

Quando Deus emana através dos instrumentos uma Causa Primária, ela é, na sua essência, universalista, pois busca o bem coletivo. Quando o Deus emanado julga a Causa Primária, por causa do seu egoísmo, ele julga a emanação de Deus a partir de suas próprias paixões e desejos.

É daí que nasce o “bom e o mau”, o “certo e o errado”. A emanação de Deus é Perfeita (justa e amorosa), mas a avaliação que o Deus emanado faz dela é individualista, pois a realidade criada por esta avaliação (raciocínio) segue suas próprias verdades.

Portanto, Deus é tudo e tudo é Deus. Ele é o próprio Universo, mas também é todas as coisas que existem e sua própria ação, pois tudo é apenas instrumento para a emanação Dele mesmo.

Agora fechamos todo o ciclo do conhecimento sobre Deus.

Sei que isso é complicado e é mesmo útil abandonar todos os sistemas espirituais, mas é preciso se compreender a Realidade (Deus é tudo e tudo é Deus) porque sem isso não conseguimos viver a vida dentro de um sentido espiritual. Continuaremos vivendo-a dentro do sentido material e continuaremos a ter o mesmo fim de outras encarnações: ter que reencarnar...


Bem este post é o devaneio completo.
Neste momento tenho muitas dúvidas se aquilo que se pretende é mesmo interpretar o que está escrito.
Mais parece uma deturpação da doutrina feita por um evangélico. Até pela afirmação constante de que as respostas são exclusivas do Espirito de verdade.

Vejamos a pergunta que constitui a q 15

P - Que se deve da opinião segundo a qual todos os corpos da Natureza, todos os seres, todos os globos do universo seriam partes da Divindade e constituiriam, em conjunto, a própria Divindade, ou, por outra, que se deve pesar da doutrina panteista?

Vejamos a resposta

R - Não podendo fazer-se Deus, o homem quer ao menos ser uma parte de Deus.

Já comentou e coloquei minha opinião, em post anterior, sobre esta questão.
Assim vamos apenas comentar o post do Anton.
Nosso companheiro começa por afirmar isto:

Deus é uma individualidade, você é outra... Não existe este retorno da sua individualidade para a de Deus. Cada um permanece caminhando no seu próprio caminho. Esta é a primeira notícia.

Até aqui tudo bem, se tivesse terminado. O problema é que depois vem toda uma série de afirmações que, para além de contradizerem esta, não têm classificação possível.

Vejamos outras afirmações:

Existe um Deus Ser, um espírito. Mas, este Deus se emana para o Universo, se irradia através da Causa Primária. Este “deus” chamaremos de “emanação de Deus”.

Esta afirmação estaria correcta se não afirmasse que Deus se irradia através da causa primária.
A causa primária é Deus. Afirmar que Se irradia através da causa primária é o mesmo que afirmar que Deus se irradia através de Deus. Um paradoxo sem sentido.
A emanação de Deus ou Deus emanente na creação é o espirito, principio inteligente do universo, como veremos na q 23, se lá chegarmos.
Mas a partir daqui afirmar que o Deus emanado são os acontecimentos do mundo ou que Deus causa tudo não lembraria ao mais afoito.
Se Deus é causa primária, Ele á apenas a causa primária. A partir do momento em que qualquer elemento saiu de Si e passou a fazer parte da creação, é da creação.
Foi por isto que Deus criou leis. Estas leis nada mais são que as regras que Deus coloca para que as coisas creadas possam agir. Mesmo aqui ainda deu liberdade aos seres individualizados, os Espiritos, para cumprirem, ou não, aquelas que são as leis morais. Claro que o incumprimento duma lei tem consequências e esse incumprimento e as consequências que daí advêm são da inteira responsabilidade dos Espiritos.
Haverá alguma dúvida nisto? Continuemos.
Nosso companheiro continua desenvolvendo suas ideias sempre no objectivo de enquadrar a doutrina espirita na filosofia vedante. Mas como não entendeu a filosofia vedante, tudo o que afirma não tem sentido.
Um dos objectivos é justificar os infinitos deuses do hinduismo, mas ainda não consegue. Porque não entende como funciona o principio inteligente na creação. Talvez lá possamos chegar.
Mas como se ainda não chegasse, veio mais esta coisa:

Mas, é dessa concepção que surge a frase que Cristo ensinou: Deus é tudo e tudo é Deus. E ensinou ainda mais: vós sois deuses...

Onde Jesus disse que Deus é tudo e tudo é Deus?
É bom que nos traga a fonte para podermos aprender.
Porque se Jesus tivesse por alguma razão aqfirmado tal coisa, isto derrogaria toda a sua doutrina, porque, nesse caso Deus é Jesus e Jesus é Deus. Então porque se apresentaria como filho de Deus? Será filho de si próprio?

Claro que Jesus nos disse que um dia seriamos como deuses, quando atingirmos a perfeição, como é lógico.
Mas também está escrito na Genese que Deus nos creou à sua imagem e semelhança, qual a admiração de Jeus ter afirmado tal coisa?
Está escrito semelante, não está escrito igual. Semelhante é parecido, apenas isso.

Depois aquela afirmação de que Deus tem 
Deus não tem nada, pela simples razão de que Deus é.

Duvido da utilidade dum estudo que dê lugar a tanta ........, não sei como classificar.
Isto não serve como factor de aprendizado.
Isto apenas serve para a manifestação dum alter ego, mal construido e num devaneio que por vezes nos leva a ficarmos preocupados.
Fiquemos por aqui, por enquanto.

Atlante
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 07 de Maio de 2012, 22:35
Boa Noite,
Muito Obrigada,  Anton e Atlante por participarem do estudo.
Farei agora um pequeno resumo sobre Deus na visão Espírita.
O homem não consegue conceber Deus em toda a sua grandeza, o avalia a partir de seus valores elevando-os à  potencia máxima.
 Não há dúvida sobre a existência de Deus conforme nos foi informado pelos Espíritos Superiores, mesmo que o Universo fosse criado a partir de uma explosão de partículas, elas teriam que ser creadas  por uma inteligência maior, a essa inteligência Suprema chamamos de Deus.
Deus é onipresente, onipotentente, onisciente, soberanamente  justo e bom. Não há nada no Universo que esteja fora  de sua competência.
Deus atua através de suas Leis Imutáveis  e através dos Espíritos que cumprem as suas ordens, desde os mais puros aos mais inferiores.
Sentimos a presença de Deus na harmonia da natureza, das estrelas dos planetas, e temos a consciência de Deus impressa em nosso intimo, na centelha divina que temos em nós.
 O homem não consegue criar o que existe na natureza, só  cria a partir do que nela existe transformando a matéria  conforme vai desenvolvendo a sua inteligência. A causa primária é Deus, ou seja, a origem de tudo vem de sua creação, portanto Deus está presente em toda a sua obra.
O Espiritismo refuta a idéia de vários Deuses (politeísmo) , como vemos em outras crenças, e também do Deus antropoformizado.
Deus é único e imaterial, pois não está sujeito às mudanças da matéria, portanto Deus é um Espírito Supremo, puro.
Deus se revelou através de diversos avatares, no decorrer do desenvolvimento da humanidade. A cada povo as revelações foram dadas de acordo com a cultura local vigente e a capacidade de compreensão humana.
Não entendemos por vezes os desígnios de Deus, mas sendo este soberamente justo e bom, temos através do Espiritismo a explicação da Lei da reencarnação, da lei da causa e efeito, onde temos a possibilidade de aprendermos e redimirmos nossos erros, sendo assim evoluiremos sempre, através do despertar da nossa consciência ,expiando e experimentando na matéria  sucessivas vidas, e diversos papéis compreendendo e aprimorando o nosso lado moral.
Só através do autoconhecimento, e podendo viver inteiramente a Lei do amor ,é que conseguiremos chegar a essência de Deus. Aqui cabem as  duas frases de Cristo, “Vós sois Deuses” ou “ Eu e o pai somos um”, pois temos a capacidade em nós de chegarmos a Deus, porém ele está acima de tudo e todos, pois é a causa primária, o que tudo determina e o que tudo cria.
Sendo assim, para o Espiritismo não existe o Deus punitivo, severo e vingativo, e sim um Deus de amor, que nos dá aquilo que merecemos,na medida certa de nossa compreensão através da escolha do gênero de  provas feita por nós  no mundo espiritual.
Em resumo, acredito que seja isso, pelo menos é a forma como eu compreendo a Deus seus atributos e suas leis,   espero ter elucidado um pouco mais esse estudo tão importante.
Um abç
Hebe
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Camila T Cunha em 08 de Maio de 2012, 01:49

Deus é onipresente, onipotentente, onisciente, soberanamente  justo e bom. Não há nada no Universo que esteja fora  de sua competência.
Deus atua através de suas Leis Imutáveis  e através dos Espíritos que cumprem as suas ordens, desde os mais puros aos mais inferiores.
Sentimos a presença de Deus na harmonia da natureza, das estrelas dos planetas, e temos a consciência de Deus impressa em nosso intimo, na centelha divina que temos em nós.
 O homem não consegue criar o que existe na natureza, só  cria a partir do que nela existe transformando a matéria  conforme vai desenvolvendo a sua inteligência. A causa primária é Deus, ou seja, a origem de tudo vem de sua creação, portanto Deus está presente em toda a sua obra.
O Espiritismo refuta a idéia de vários Deuses (politeísmo) , como vemos em outras crenças, e também do Deus antropoformizado.
Deus é único e imaterial, pois não está sujeito às mudanças da matéria, portanto Deus é um Espírito Supremo, puro.
(...)
Só através do autoconhecimento, e podendo viver inteiramente a Lei do amor ,é que conseguiremos chegar a essência de Deus. Aqui cabem as  duas frases de Cristo, “Vós sois Deuses” ou “ Eu e o pai somos um”, pois temos a capacidade em nós de chegarmos a Deus, porém ele está acima de tudo e todos, pois é a causa primária, o que tudo determina e o que tudo cria.
Sendo assim, para o Espiritismo não existe o Deus punitivo, severo e vingativo, e sim um Deus de amor, que nos dá aquilo que merecemos,na medida certa de nossa compreensão através da escolha do gênero de  provas feita por nós  no mundo espiritual.
Em resumo, acredito que seja isso, pelo menos é a forma como eu compreendo a Deus seus atributos e suas leis,   espero ter elucidado um pouco mais esse estudo tão importante.
Um abç
Hebe

            Acho que foi bem didática e resumiu muito bem todos os itens mais importantes deste capítulo, Hebe.
            Valeu!
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 11 de Maio de 2012, 22:27
(http://www.mulheresde30.com/wp-content/uploads/2010/11/deus.jpg)
Deus e nós

Quando o mundo geme, atormentado, é como um soluço que escapa de nosso peito e busca o Pai Celeste.
 
Quando as provações visitam a nossa vida, e tudo parece cinza, o coração se agita em busca do Senhor dos Mundos.
 
E Deus está presente.
 
A grande certeza que assinala nossa vida é a existência de um Pai amoroso, que vela por nós.
 
Esqueçamos tudo o que nos disseram sobre um Deus vingativo. Apaguemos de nossa mente a imagem de um Deus mesquinho, que aplica punições para Seus filhos. Essas coisas são criação humana.
 
Deus é todo amor. Causa de todas as coisas, Senhor dos Mundos, Ele nos criou por Sua vontade.
 
Deu-nos a preciosa vida, plantou em nós as sementes dos sentimentos, deixou florescer inteligência, livre-arbítrio e sorrisos.
 
Ao longo dos milênios, esse Divino Amor nos segue. Acompanha nossa trajetória, testemunha nossos erros e acertos. E aguarda. Sim, pacientemente Deus aguarda.
 
Ele espera o fim de nosso tempo de tempestades, de turbulência íntima.
 
Sabe que é passageira essa época atormentada, em que ainda não sabemos domar os sentimentos, controlar a mente ou ser feliz com as coisas do Espírito.
 
Ele sabe que estamos em plena era de descobertas. É paciente com esses filhos que agem como crianças tolas, embora sejam homens maduros.
 
Sim, Deus está ao nosso lado.
 
Para ver os sinais Dessa presença grandiosa, basta aprender a ler o grande livro da natureza.
 
Cada estrela que reluz no céu é um recado do Pai Celeste. O brilho dos sóis, nas galáxias distantes, nos fala da magnífica Criação além da Terra.
 
E nos transmite a mensagem silenciosa: mesmo no breu das noites escuras, há luzes de esperança.
 
Deus está vivo nas flores que criou para enfeitar jardins e campos. Girassóis, lírios, rosas e margaridas traduzem o carinho Divino por todos nós.
 
Se Deus os veste tão ricamente, muito mais faz por nós.
 
Cantoria de passarinhos, brisa que agita os cabelos, o espetáculo do mar que brilha ao sol - tudo isso é Deus sussurrando mensagens de beleza e harmonia aos nossos ouvidos cansados, como um hino de esperança.
 
Por isso não demoremos mais: abramos a janela da alma para Deus. Ele está ali, no templo do nosso coração.
 
Para amá-Lo, aprendamos a cuidar de tudo o que Ele criou. Mesmo que não entendamos alguém, não concordemos com algo ou não gostemos de alguma coisa, esforcemo-nos, ao menos, para respeitar o fruto do trabalho Divino. Já é um belo começo.
 
Deus sorri de volta quando O buscamos. Portanto, busquemo-Lo.
 
Um dia, estaremos frente a frente com a morte. E mesmo que tenhamos milhares de amigos, esta será uma experiência solitária, uma viagem individual.
 
Estaremos diante de nós mesmos. Os parentes, amigos e amores ficarão para trás. Ou terão partido antes.
 
E nessa hora suprema, haverá somente um Ser a quem poderemos chamar com inteira confiança: Deus.
 
É ao nosso Pai que volveremos os olhos cheios de esperança. E Ele - que nos ama muito - estenderá até nós o Seu amor e seremos abraçados, acolhidos.
 
No colo desse Pai Divino, nos sentiremos embalados como pequenas crianças. E nosso coração se encherá de imortal alegria.
 

Autor:
Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Mizica em 12 de Maio de 2012, 05:00
Paz à todos!

Quem nos criou? Como temos dentro de nós, literalmente falando, um micro universo móvel, que de tão perfeito ainda é objeto de estudo até hoje? Ou a Medicina já evoluiu tudo o que tinha que evoluir aqui na Terra?
Como surgiu o Universo?
Quem colocou no céu as estrelas, o sol, a lua ... os planetas que pairam no ar presos a ...? Como pode tudo isso ser possível e ser possível com tanta perfeição e riqueza de detalhes??
Dá pra desconfiar, pelo menos, que por trás de tudo há uma força, um ser superior a nós que deu razão a tudo isso. Essa força para mim é Deus, mas e para você? É o que?

Reforçando as palavras de Hebe convido voces a assistirem a esse vídeo:
Existência de Deus (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXlUUWJSRG51bTdFJmFtcDtmZWF0dXJlPXlvdXR1LmJlIw==)

Bom sábado, luz e paz
meu carinho
Mizica
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Mizica em 12 de Maio de 2012, 05:32
 :-* Ola!

SENTIR DEUS

O jovem professor entrou na sala de aula e encontrou seus pequenos alunos debatendo, calorosamente, sobre Deus.
Como poderiam acreditar que Deus existe se não conseguiam vê-Lo, nem tocá-Lo?
Percebendo o nível da discussão filosófica das crianças, o professor pediu licença e propôs a elas uma experiência.
Colocou sobre a mesa dois copos transparentes com água, e perguntou se elas podiam notar algo de diferente entre um e outro.
Os pequenos responderam, em uma só voz: Nenhuma diferença. Ambos contêm água limpa.
Então, o jovem deu a cada um deles uma colher, pedindo-lhes que provassem um pouco do conteúdo de cada copo.
Quando todos haviam experimentado tornou a perguntar: E então, ainda afirmam que são iguais?
E a resposta foi outra: Não, num dos copos a água é doce, no outro não é.
Aí o jovem educador disse: Acontece o mesmo com relação a Deus. Para perceber a Sua existência é preciso experimentá-Lo.
Não podemos vê-Lo nem tocá-Lo, mas podemos senti-Lo.
E percebendo que a classe estava ávida para saber mais a respeito dessas questões, o professor continuou com seus argumentos.
Deus não pode ser tocado com as mãos, nem medido com fita métrica, pesado na balança, ou visto com os olhos físicos.
Mas podemos sentir Deus ao tocar as pétalas de uma flor, sua textura aveludada, seu perfume, sua coloração única...
Não podemos medir Deus, mas podemos mensurar Sua grandiosidade nas dimensões do Universo, nos astros a girar no firmamento, nas manhãs claras e belas, na organização dos seres infinitamente pequenos.
Não podemos pesar Deus, mas podemos perceber Sua força geradora e mantenedora, nas Leis que regem e sustentam constelações, nebulosas e galáxias, suspensas no espaço sem fim.
Podemos observar o Criador no impulso das ondas que agitam os oceanos, no instinto dos animais, na dança das estações.
Não conseguimos ver Deus com os olhos, mas podemos sentir Deus nas múltiplas expressões do bem e do belo, do amor criativo e ativo, na chama de esperança que vibra na alma de cada filho Seu.
Deus é invisível, mas Sua presença é evidente nas várias expressões do dinamismo da vida:
No sangue que corre em nossas veias...
No oxigênio que respiramos...
No sol que dardeja ouro sobre a Terra, possibilitando a vida...
Na lua, satélite silencioso e solitário, que vigia o planeta durante as noites...
Na chuva, que cai de mansinho acordando as sementes que dormem sob o solo generoso...
Na brisa leve que conduz o pólen e permite a geração das flores.
Ah, as flores...
As flores são a assinatura do próprio Criador no quadro da natureza...
* * *
O observador atento não enxerga só com os olhos do corpo...
Como disse o poeta ao seu Pequeno Príncipe: O essencial é invisível aos olhos. Porque os olhos são extremamente limitados.
Os filósofos, os poetas, os artistas, os profetas e, por que não, os cientistas, veem mais com a alma do que com os olhos.
Para enxergar bastam os olhos mas para ver é preciso um sentido a mais...
Pense nisso e experimente sentir Deus.


Redação do Momento Espírita, com base em palestra de
Cristian Macedo, no Centro Espírita Ildefonso Correia, em 14/02/2005.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep
Em 31.01.2010.


Paz e luz
Com carinho da
Mizica
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: ANA KAROLINE NAZARIO em 27 de Maio de 2012, 20:17
Acredito que Deus originou o universos, as pessoas. Acredito nesta força maior. Deus está presente em nós e em nossa vida por completo.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Mizica em 27 de Maio de 2012, 23:25
Ola!

Boa noite Karoline!
Obrigada por sua participação no tópico.
Sejam bem vindos todos os que nos visitam.

Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Daniel S. em 27 de Maio de 2012, 23:41
E se existisse vários Universos, cada um com seu criador, sua vibração continua. Não seria Deus um espirito em estado de extrema pureza que já está no estado de vibração de fluidos energéticos salutares e magnéticos? Não seria assim um próximo grau de evolução após os mundos celestiais?
 
Talvez essas perguntas tenham uma resposta acima de nossa compreensão.

Abraços a todos...
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Camila T Cunha em 28 de Maio de 2012, 18:18

                Compartilho um texto que gostei muito, de uma sensibilidade ímpar!
                Abraços.

                http://leonardoboff.wordpress.com/2012/05/26/o-espirito-no-cosmos-no-ser-humano-e-em-deus/
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 28 de Maio de 2012, 21:32
Muito Obrigada Camila, mais uma vez.

Continue conosco.

Daniel S., como vai?
Gostaria que expusesse mais claramente a sua dúvida.

Um abç
Hebe
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Mourarego em 28 de Maio de 2012, 21:54
A resposta é não, amigo Daniel.
Primeiramente, porque não se deve conjecturar sobre algo, tendo por motivo de convicção uma incerteza.
"Segundamente" mano, porque a creatura, não pode, ou seja, lhe é impossível, ser igual ao Creador.
abração,
Moura

E se existisse vários Universos, cada um com seu criador, sua vibração continua. Não seria Deus um espirito em estado de extrema pureza que já está no estado de vibração de fluidos energéticos salutares e magnéticos? Não seria assim um próximo grau de evolução após os mundos celestiais?
 
Talvez essas perguntas tenham uma resposta acima de nossa compreensão.

Abraços a todos...
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Mizica em 29 de Maio de 2012, 05:46
Ola!

Visitantes, sejam bem vindos ao estudo!

Compartilho pequeno trecho do artigo De Jorge Hessen sob o título

NÃO HÁ EFEITO SEM CAUSA, LOGO, DEUS EXISTE!

",,,, Com a ciência poderemos até mesmo adentrar na intimidade da estrutura atômica, fotografar a célula e extasiar-nos ante a genética. Entretanto, não alcançaremos, sem prejuízos psíquicos e emocionais, deslocar a idéia de Deus em um milímetro de rota. Deus representa claridade de um Sol que ilumina a Inteligência humana, e sem esse Astro Rei portentoso nas vias do conhecimento terreno, perderíamos contato com a magnífica construção da sabedoria."
Jorge Hessen



Bom Dia!
Deus abençoe à todos!
Mizica
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 27 de Setembro de 2012, 03:26
      Amigos, dentro das regras definidas na msg inicial, e sendo "causa primária" a causa que dá origem a todas as outras causas e a todos seus consequentes efeitos, isto é, a causa de onde procedem ou de onde vêm <todos os efeitos> que vemos no mundo, proponho as questões abaixo para q, como aconselha Kardec, raciocinemos sobre elas:

      Primeira: Se <todas> as causas se originam de Deus, como dizer-se q <nem todas> as causas se originam de Deus, mas só <parte> das causas, só aquelas causas que têm como efeito o q é bom, belo, agradável, q traz felicidade e amor? Como dizer-se que aquelas causa q têm como efeito o egoismo, o orgulho, a maldade, a inveja, os desejos baixos, a intenção assassina, a desonestidade, a mentira etc, não se originam de Deus?

      Segunda: como a Perfeição pode causar a Imperfeição? Isto é, se todas as coisas se originam ou emanam Daquele q é a Suprema Perfeição, como entender q Dele possam se originar ou emanar coisas desmesuradamente imperfeitas, q carregam em si mesmas, em sua natureza, em seu íntimo, em sua mente, seu discernimento, seu coração, as mais monstruosas imperfeições?

      Terceira: se todas as coisas contêm em si a essência divina, como entender q a mão assassina, a mente do estuprador, o desejo do pedófilo, as perversidades, demências, humilhações, injustiças, explorações dos semelhantes, sofrimentos e dores sejam originadas das escolhas e decisões daqueles q têm, em seu íntimo, a essência divina?

      Quarta: quais são as causas q têm como efeito a transformação de muito do que procede Daquele q é a própria Infinita Perfeição, em imperfeições sem fim?
.................................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: vera sales em 24 de Outubro de 2012, 01:35
1- Causa Primária.
O príncipio de tudo
2- Deus o criador do Universo?
Com certeza absoluta
3- Deus em nossa esseência?
Sim
4- Coomo sente Deus em sua vida?
Sinto no coração e na mente, nos sentidos, na capacidade de amar, essa força que me envolve tão profundamente.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Norizonte da Rosa em 16 de Janeiro de 2013, 20:08
Parte de postagem do amigo Anton (não dá para repetir tudo,pois excede o número de caracteres:

"Agora podemos começar a analisar a resposta. A primeira parte dela é: “Deus é a Inteligência Suprema”.

Dentro da ação de Deus, dentro do conhecimento do que é Deus, o Espírito da Verdade afirma que Deus é a Inteligência Suprema. Busquemos compreender essa informação.

Inteligência é a capacidade de perceber, analisar e armazenar percepções. Quando o Espírito da Verdade diz que Deus é a Inteligência Suprema, quer dizer, então, que Deus é aquele Ser do Universo que é capaz de analisar perfeitamente tudo o que se passa.

Cristo ensinou: Deus conhece tudo. Krishna ensinou: Eu sei tudo o que acontece. Deus sabe tudo o que acontece e tudo que Ele analisa se transforma em uma Verdade Absoluta, porque é resultado de uma análise perfeita.

Dessa forma, quando se pega essa definição dada pelo Espírito da Verdade e coloca na intenção da pergunta (o que é Deus), podemos dizer que Deus é a Verdade, que é a Perfeição, que é a Realidade. Se Deus tem a capacidade suprema de analisar todos os acontecimentos que faz com que o resultado dessa análise seja uma Verdade Pura, Deus é a Verdade Pura e só Ele o é.

Essa é a primeira resposta que o Espírito da Verdade dá a Kardec. Você quer saber o que é Deus para o Universo? Ele é a Verdade, a Realidade do Universo. Deus não é simplesmente um Ser que está presente no céu, mas é a Realidade, o que existe de Verdadeiro.

Sendo Deus o que existe de Verdadeiro, todo o resto é falso, ou melhor, ilusório, relativo. Esta é a conclusão que se tem que chegar quando se estuda esta pergunta de “O Livro dos Espíritos”: tudo que não for Deus, que não for oriundo de Deus, é falso, ilusório, verdade relativa, não uma Verdade Absoluta.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/30/#ixzz2IAaEX7KF"

Olá pessoal, não sei se este estudo continua mas como decidi estudar passo a passo o O.L.E, mas vi que algumas questões quando da leitura solitária, acabam ficando no ar e então acredito ser bom ler a posição dos amigos, pois pode ajudar no aprendizado então resolvi ler as postagens, mas acabei parando na postagem do nosso amigo Anton e não consegui ir adiante (após esta postagem eu sigo).

Anton, me desculpe mas com a postagem que você colocou sinceramente não dá para concordar. É claro que cada um tem direito a se manifestar, mas se estamos em um fórum é para trocarmos ideias e aprendermos, correto?!

Anton, você afirma que por Deus ser a Inteligência Suprema e por ter 'discernimento' (as aspas são pela impropriedade que acredito existir em darmos atributos a Deus, pois parece que estamos falando de um ser como os demais que conhecemos e que não é o caso de Deus; pelo menos se o sentimos fazemos uma ideia bem limitada Dele), dizia que pelo fato de Deus ser a Inteligência Suprema então Deus seria a Verda Pura, Verdade Absoluta, correto?

Ora, mas o fato de Deus ser a Inteligência Suprema (isso parece indiscutível, não só por ter sido dado pelos Espíritos Superiores, mas intuitivamente do que percebemos ao nosso redor podemos chegar a essa conclusão), e portanto ter o discernimento supremo e compreender a verdade absoluta e não a relativa de nós humanos, não faz de Deus um Verdadeiro Absoluto.

Veja, se eu disser que dois mais dois são quatro eu não me torno verdadeiro, da mesma forma que se eu disser que dois mais dois são cinco e não me torno falso, apenas no primeiro caso sei fazer contas e no segundo faltei à aula de aritmética de adição.

Que se diga poéticamente que Deus é a Verdade Absoluta e outras tantas qualidades infinitas se atribua a Deus é uma coisa, mas que se diga que Deus é a Verdade Absoluta não me parece que se possa fazer e principalmente quando depois dessa conclusão a que você chega, você acabe chegando a outras conclusões como você chega, dando a entender que somente Deus é a realidade, o que não for Deus (como você escreve) então não é real.

Veja que ao estender a definição de Deus dada pelos Espíritos superiores (da forma como disse), você chega a uma conclusão que não faz sentido, pois eu existo, isso eu tenho certeza ainda que não possa dizer que eu seja eterno, mas que existo existo! e o próprio O.L.E afirma isso, que existe o mundo material, os Espíritos e acima de tudo Deus.

Abraço.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 21 de Janeiro de 2013, 16:28
      Amigos, com referencia à msg #1, da Hebe, coloco o q segue.

      Querida amiga Hebe, já estava sentindo sua falta. Me perdoe porq, novamente, vou colocar alguns argumentos (suscitados pelo q vc colocou e q podem mesmo ser semelhantes - não iguais - a colocações já feitas) e porq me estendo demais em minhas tentativas de bem explicar o q coloco.

      Amigos, na tentativa de melhor compreender a doutrina, como, me parece, os amigos estão entendendo, tenho refletido, raciocinado, comparado, mas nada! Assim, peço aos amigos q me ajudem a compreender. Abaixo, 
...............
      A querida Hebe colocou: 1-Que é Deus? - Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

      A afirmação de que uma causa é primária significa que dela se originam as outras coisas sendo assim, ela está contida em tudo o que deriva de si. Concluímos então que a causa primária está contida na secundária da qual teve origem em si e sucessivamente na terciária, sempre seguindo adiante.

      Diante desse raciocínio podemos concluir que sendo Deus a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, é porque todas as coisas foram originárias de Deus e que Deus está em essência em todas as coisas. Concluímos então que a causa primária está contida na secundária da qual teve origem em si e sucessivamente na terciária, sempre seguindo a diante.

      Cel: minha querida, é evidente q “causa primária de todas as coisas” é aquela q dá causa a toda essa infinita sequência de causas e efeitos, q se estende, desde o mais longínquo passado, desde o primeiro “movimento” de Deus (se podemos dizer assim), até o presente instante, resultando, portanto, nos efeitos q o mundo apresenta agora, não é isso? 

      Dentro dessa definição e do exposto por vc, podemos concluir que:

      - Primeiro: Deus está em todas as coisas pois, como vc escreveu, “a causa primária está contida em tudo o que deriva de si”.

      - Segundo: todas as coisas (causas e consequentes efeitos), têm origem em Deus pois, como vc colocou: “uma causa primária significa que dela se originam as outras coisas”.

      Portanto, Deus, o Criador de infinito poder, sabedoria, amor e justiça, onipresente como é, está contido, e é a causa da causa secundária, e consequentemente de toda essa quase infinita sequência de causas e consequentes efeitos q se originam desde o mais longínquo passado, até o presente instante, certo?

      Assim, pelas suas palavras, devemos compreender, portanto, q Deus está em tudo, sem exceção de nada, e q de Deus se originam todas as coisas, também sem exceção de nada, estando Ele mesmo, em essência, em tudo isso, q hoje são os efeitos de todas as causas e efeitos anteriores, certo?

      Dentro desse quadro, proponho uma questão:

      - se Deus está em tudo, sem exceção, se Dele se originam todas as coisas e se Ele, em essência, está contido em tudo, consequentemente, Ele está tanto na mão q abençoa, qto na mão q empunha o punhal assassino; na mente, nos pensamentos e nos desejos dos estupradores e pedófilos; dos q praticam atrocidades, maldades e humilhações sem fim; dos exploradores e destruidores dos semelhantes, da natureza e da harmonia da criação; nos desejos viciosos; na intenção daquele q rouba e mata para saciar seus desejos; nos desejos e nas atitudes e procedimentos daqueles q querem “limpar a honra ofendida”; daqueles q praticam absurdos para conseguir se drogar; dos q odeiam; dos q se perdem nos desregramentos do sexo; daqueles q traem os cônjuges ou os amigos.

      Logo, de Deus se originam tanto o bem, quanto o mal; o bom e suas boas ações, qto o mau e suas más ações. Dele se originam (e Ele está em) todos os pensamentos por mais mesquinhos, abomináveis e degradantes q sejam; a felicidade e a infelicidade; o gozo e a alegria, e os torturantes e desesperadores sofrimentos; é a origem e está na beleza e na feiura; no agradável e no desagradável; no q é benéfico e no q é maléfico; no jardim perfumado e nos esgotos fétidos... afinal, Deus está nessa lista sem fim de opostos q o mundo apresenta.

      É esse o ensinamento da doutrina (e de outras doutrinas)? Tudo isso q foi exposto acima é, realmente, a verdade do mundo, da vida, do Criador?

      Algum amigo pode ajudar a compreender?
.......................................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Vitor Santos em 21 de Janeiro de 2013, 18:37
Olá amigo Coronel

Se a sua questão é se há algo que não seja permitido por Deus, eu respondo: não há nada que Deus não permita. Deus é Todo-poderoso, segundo a doutrina espirita.

O mal e o bem são conceitos relativos. Na perspectiva do espírito único e imortal, que cada um de nós é, os incidentes que nos acontecem, que atingem a carne, são apenas como rasgões que as crianças fazem nas calças, a brincar. Pois o corpo de carne é apenas um acessório provisório, que se desgasta.

Se Deus não nos desse a liberdade de aprender, como poderíamos aprender? - É como um pai que solta o seu filho, para ele aprender a andar, mesmo sabendo que ele pode cair e se magoar. Se o pai não deixasse o seu filho andar, para ele não cair e não se magoar, ele não usufruía dessa possibilidade.

O objectivo de Deus é que nos tornemos criaturas cada vez mais livres e felizes. Mas, para isso, tem de nos largar...

bem haja
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 25 de Janeiro de 2013, 16:07
      Vitor Santos   (ref #85)

      Olá, amigo Vitor!

      Vejo q não estou sendo claro no que escrevo, pois o amigo não entendeu. 

      Não coloquei questão sobre “se há algo que não seja permitido por Deus”. Para ver q não é essa a questão, dê uma olhada nas “conclusões” colocadas e nas “questões” propostas na resposta #84, acima (também na #1 e na #81), para a amiga Hebe. Vou repeti-las mais abaixo.

      Vitor escreveu: “O mal e o bem são conceitos relativos... são apenas como rasgões que as crianças fazem nas calças”.

      Cel: será isso, meu jovem? Devo acreditar q é mesmo verdade q os homens gostam de viver de ilusões? Cânceres, dores torturantes, desesperadoras; deformações mentais e físicas; acidentes q esmigalham ossos e órgãos internos; cegueira, demência, escravidão a vícios e a drogas, ser vítima ou praticante de crimes hediondos; ver sua filhinha, a razão e alegria de sua vida, ser estuprada e cruelmente morta na sua frente sem nada q vc possa fazer; e mais essa lista sem fim de padecimentos a q está sujeito o homem (pois esse, afirma a doutrina, é o plano evolutivo que o Supremo Amor e Sabedoria, o Todo Poderoso criou para nós) vc sente q são, na sua vida e na dos seus queridos, apenas como inocentes “rasgões que as crianças fazem nas calças”?! Meu amigo, me permita perguntar, vc não está vivendo de ilusões? Ou chegou ao ponto de se tornar tão totalmente insensível e desatento q nem mesmo percebe o q lhe acontece e aos seus filhos, esposa, pais, e ao mundo?

      Uma simples dor de pulpite, ou de uma pedra q se desloca em seus rins e, tenho certeza, o amigo não pensará mais assim, como se fossem arranhõeszinhos no seu cotovelo! Só temos coragem de pensar assim qdo não há sofrimentos, qdo eles já se foram, ou qdo nem mesmo queremos pensar q poderão voltar!

      Isso de se dizer q “milhões de anos” são nada mais q “um segundo” para a eternidade, não consola ninguém, não suaviza nenhuma dor, não faz aquele q tem a face contraída por rictus de dores insuportáveis, e q sofre ao ponto de desistir da vida, sorrir e suavizar a expressão da face.
      Esse modo de dizer q os sofrimentos da carne nada são em relação à vida q espera aquele q somente praticou o bem, nada mais é q palavras bem colocadas, uma tentativa, nobre é evidente, de consolar, mas q de modo nenhum consola.

      A seguir, repito o q coloquei na msg anterior.

      CONCLUSÕES –Conclusões tiradas do q foi postado em msg anterior (da Hebe):

      Diante desse raciocínio (colocado pela Hebe) podemos concluir que, sendo Deus a causa primária de todas as coisas, é porque todas as coisas foram originárias de Deus e que Deus está em essência em todas as coisas. Concluímos, então, que a “causa primária está contida na secundária, que teve origem na primária, e sucessivamente na terciária, sempre seguindo a diante” até, é evidente , os efeitos atuais.

      Cel: é evidente q “causa primária de todas as coisas” é aquela q dá causa a toda essa infinita sequência de causas e efeitos, q se estende, desde o mais longínquo passado até o presente instante, resultando, portanto, nos efeitos q o mundo apresenta agora, é isso? 

      Dentro do exposto, podemos concluir que:
      - Primeiro: Deus está em todas as coisas pois, vc escreveu, “a causa primária está contida em tudo o que deriva de si”.

      - Segundo: todas as coisas (causas e consequentes efeitos), têm origem em Deus pois, vc colocou: “uma causa primária significa que dela se originam as outras coisas”.

      Portanto, Deus, o Criador está contido e é a causa da causa secundária, e consequentemente de toda essa infinita sequência de causas e consequentes efeitos q se originam desde o mais longínquo passado, até o presente instante, certo?

      Assim, pelas suas palavras, devemos compreender, portanto, q Deus está em tudo, sem exceção de nada, e q de Deus se originam todas as coisas, também sem exceção de nada, estando Ele mesmo, em essência, em tudo isso, q hoje são os efeitos de todas as causas e efeitos anteriores, certo?

      QUESTÕES PROPOSTAS: Dentro desse quadro, proponho a questão:

      - se Deus está em tudo, sem exceção, se Dele se originam todas as coisas e se Ele, em essência, está contido em tudo, consequentemente, Dele se origina e Ele está tanto na mão q abençoa, qto na mão q assassina; na mente, nos pensamentos e nos desejos dos estupradores e pedófilos; dos q praticam atrocidades, maldades e humilhações sem fim; dos exploradores e destruidores dos semelhantes, da natureza e da harmonia da criação; nos desejos viciosos; na intenção daquele q rouba e mata para saciar seus desejos; nos desejos e nas atitudes e procedimentos daqueles q querem “limpar a honra ofendida”; daqueles q praticam absurdos para conseguir se drogar; dos q odeiam; dos q se perdem nos desregramentos do sexo; daqueles q traem os cônjuges ou os amigos.

      Assim, de Deus se originam tanto o bem, quanto o mal; o bom e suas boas ações, qto o mau e suas más ações. Dele se originam (e Ele está em) todos os pensamentos por mais mesquinhos, abomináveis e degradantes q sejam; a felicidade e a infelicidade; o gozo e a dor, e os mais torturantes e desesperadores sofrimentos; é a origem e está na beleza e na feiura; no agradável e no desagradável; no q é benéfico e no q é maléfico; no jardim perfumado e nos esgotos fétidos... afinal, Deus está nessa lista sem fim de opostos q o mundo apresenta.

      É esse o ensinamento da doutrina? O q está exposto é, realmente, a verdade do mundo, da vida, do Criador?

      Amigo Vitor, acho q fui mais claro agora.
.....................................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Janeiro de 2013, 23:07
Olá amigo Coronel

Citar
Assim, de Deus se originam tanto o bem, quanto o mal; o bom e suas boas ações, qto o mau e suas más ações. Dele se originam (e Ele está em) todos os pensamentos por mais mesquinhos, abomináveis e degradantes q sejam; a felicidade e a infelicidade; o gozo e a dor, e os mais torturantes e desesperadores sofrimentos; é a origem e está na beleza e na feiura; no agradável e no desagradável; no q é benéfico e no q é maléfico; no jardim perfumado e nos esgotos fétidos... afinal, Deus está nessa lista sem fim de opostos q o mundo apresenta.

      É esse o ensinamento da doutrina? O q está exposto é, realmente, a verdade do mundo, da vida, do Criador?

      Amigo Vitor, acho q fui mais claro agora.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/75/?action=post;num_replies=86#ixzz2J1xbiBGa

Exactamente, amigo. Assim diz a doutrina espirita. Se é a verdade do mundo isso não sei. Cada um toma como verdade, para ele mesmo, o que ele imagina ser o mais próximo da verdade. Mas nem todos pensam igual...

O sofrimento existe. Se Deus é a causa primeira, Ele também criou a possibilidade do sofrimento. E das alegrias.

Os meus pais também são a causa da existência meu corpo de carne, mas não são a causa primeira dela, pois alguém criou os corpos de carne deles. Ao conceber-me eles determinaram as possibilidades de eu vir a sofrer, na carne. E de eu ter alegrias, na carne.

bem hajam
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 25 de Janeiro de 2013, 23:29
Que se diga poéticamente que Deus é a Verdade Absoluta e outras tantas qualidades infinitas se atribua a Deus é uma coisa, mas que se diga que Deus é a Verdade Absoluta não me parece que se possa fazer e principalmente quando depois dessa conclusão a que você chega, você acabe chegando a outras conclusões como você chega, dando a entender que somente Deus é a realidade, o que não for Deus (como você escreve) então não é real.

Veja que ao estender a definição de Deus dada pelos Espíritos superiores (da forma como disse), você chega a uma conclusão que não faz sentido, pois eu existo, isso eu tenho certeza ainda que não possa dizer que eu seja eterno, mas que existo existo! e o próprio O.L.E afirma isso, que existe o mundo material, os Espíritos e acima de tudo Deus.

Amigo,

Acredite, a única realidade que existe no universo é Deus. Todo o mais é Sua creação. Os seres criados possuem uma percepção individualizada do universo e por isto são dualistas. Veem a si como individuos com historias e acontecimentos... E esta é a origem de todo sofrimento do ser.

Os seres foram criados para serem felizes e para serem felizes não podem individualizar-se ou serem egoistas. O espírito evolui universalizando-se e a medida que evolui compreende mais claramente a ação de Deus que sempre é realizada por merecimento e com amor. Mesmo que aparentemente seja contrária aos desejos humanos. O ser humanizado sempre sofre porque sempre é contrariado por Deus...

Anton

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: EsoEstudos em 26 de Janeiro de 2013, 01:35


Segundo as tradições esotéricas, a centelha divina desce e se individualiza exatamente para que ascenda em direção à Fonte.

Mas aí estamos desbordando da Doutrina strictu sensu.

Os pontos em comum com o espiritualismo em geral, seja do Ocidente, seja do Oriente, efetivamente existem mas jamais serão aceitos pela maioria dos espíritas. Não o digo em crítica, mas apenas como uma consideração de cunho prático...

Tomara que eu esteja errado...

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 26 de Janeiro de 2013, 02:19
Se Deus está em tudo, sem exceção, se Dele se originam todas as coisas e se Ele, em essência, está contido em tudo, consequentemente, Dele se origina e Ele está tanto na mão q abençoa, qto na mão q assassina; na mente, nos pensamentos e nos desejos dos estupradores e pedófilos; dos q praticam atrocidades, maldades e humilhações sem fim; dos exploradores e destruidores dos semelhantes, da natureza e da harmonia da criação; nos desejos viciosos; na intenção daquele q rouba e mata para saciar seus desejos; nos desejos e nas atitudes e procedimentos daqueles q querem “limpar a honra ofendida”; daqueles q praticam absurdos para conseguir se drogar; dos q odeiam; dos q se perdem nos desregramentos do sexo; daqueles q traem os cônjuges ou os amigos.

Assim, de Deus se originam tanto o bem, quanto o mal; o bom e suas boas ações, qto o mau e suas más ações. Dele se originam (e Ele está em) todos os pensamentos por mais mesquinhos, abomináveis e degradantes q sejam; a felicidade e a infelicidade; o gozo e a dor, e os mais torturantes e desesperadores sofrimentos; é a origem e está na beleza e na feiura; no agradável e no desagradável; no q é benéfico e no q é maléfico; no jardim perfumado e nos esgotos fétidos... afinal, Deus está nessa lista sem fim de opostos q o mundo apresenta.

É esse o ensinamento da doutrina? O q está exposto é, realmente, a verdade do mundo, da vida, do Criador?

Amigo Coronel,

Somente um pequeno aparte.

Deus é a causa primaria ou seja o creador de todas as coisas. Mas quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens. O que é bem para um é mal para outro, o que é certo para um é errado para outro. O espírito humanizado vive um universo dualista que somente existe em sua mente e por este motivo não é real e apenas ilusório.

Se o amigo desejar listar ilusões, posso lhe encontrar alguns milhares, mas que se resumem sempre a uma única  que Deus sempre prove.

O ser, encarnado ou não, deve sempre optar em amar a Deus ou a si mesmo, em todas as ocasiões. Quando ama a Deus não vê maldade ou erro em acontecimento algum, mas se ama a si mesmo acima de tudo, sofre até com unha encravada...

Portanto a questão não são os atos de Deus mas a percepção e valoração destes atos pelos seres.

Anton


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Vitor Santos em 26 de Janeiro de 2013, 12:43
Olá amigo Anton

Eu posso compreender que o sofrimento material seja transitório, pois depende do corpo de carne, que também é transitório. Os espíritos não têm dores físicas. Mas, enquanto temos corpo estamos sujeitos à dor.

Compreendo que "sofrimento" é um conceito, e que os conceitos não são a realidade. São apenas formas de nos entendermos. Todavia a dor física é uma realidade, embora transitória. Se colocarmos a mão sobre uma chama, por exemplo, sobre o queimador de um fogão a gás, dói. Ou para si é diferente?

Assim, se tomarmos o exemplo da dor física como uma forma de sofrimento, à parte de questões linguísticas menores, temos de considerar que o sofrimento existe. Pelo menos o físico.

Os sofrimentos ditos morais pela doutrina espirita já é outro debate. Eu preferia chamar a esses sofrimentos "mentais", pois as coisas têm de ser colocadas em termos de causa e efeito (no sentido cientifico e não cármico), e não em termos de culpas e culpados, maus e bons, justo e injusto. E por isso eu não quero entrar por aí agora, pois isso complicaria o debate e tornava-o inútil.

Se a individualidade, ou seja a consciência de si mesmo, é uma ilusão derivada do facto de  estarmos na carne, se ela não permanece após a morte do corpo, então as religiões e as doutrinas espirituais não fazem qualquer sentido. Se eu acreditasse nisso, era ateu materialista. E, sendo ateu materialista, eu tinha uma excelente e imediata resposta contra o sofrimento: o suicídio. Era muito mais fácil, para mim, ser ateu materialista, mesmo convicto, imagino...

Assim, isso de sermos uma parte de Deus, e não entidades individuais, não me entra na cabeça. Tenho de ser dualista, no sentido restrito de me considerar uma entidade imortal, independente do corpo de carne e de Deus, a viver uma experiência em que estou ligado transitoriamente a um corpo de carne. Não gosto muito de usar a palavra "dualismo", pois ela tem muitas conotações diferentes. Eu considero que o corpo de carne é uma máquina material, com órgãos (peças), e que o espírito é um operador inteligente, que pode comandar essa máquina, mas que não a pode controlar completamente. E que está limitado quase apenas à percepção sensorial da realidade.

A figura que me ocorre, é que o corpo é um robot e o espírito é um operador que está enclausurado dentro do robot. Que para a ver o exterior é obrigado a utilizar as câmaras de filmar do robot. A percepção extra-sensorial da realidade, a emancipação da alma, ocorre quando o operador consegue ver a realidade com os seus olhos, em vez de a ver com as câmaras do robot. A percepção de Deus jamais pode ocorrer através das "câmaras de filmar". Por esse meio apenas podemos detectar as consequências da existência de Deus, ou seja, a existência de uma criação que tem de ser obra de uma inteligência. Essa inteligência, pelo menos no acto inicial de criação do universo, é a melhor explicação que conheço para explicar a razão da existência do universo, se é que essa explicação está ao nosso alcance. As coisas não são assim tão simples...

Penso que, quando dizemos que fazemos parte de Deus, estamos a dizer, por um lado,  que fomos criados por Ele, e, por outro lado, que existe algum tipo de ligação, entre Ele e nós. Por via directa, mas extra-sensorial, ou por via indirecta, através dos bons espíritos, que podemos considerar representantes de Deus. Também existem ligações afectivas entre nós, seres humanos encarnados, mas não deixamos de ser individualidades diferentes, por isso.

bem haja
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 28 de Janeiro de 2013, 21:33
      Olá amigos        Vitor,      (ref #87)

      Cel (msg anterior): Assim, de Deus se originam tanto o bem, quanto o mal; o bom e suas boas ações, qto o mau e suas más ações. Dele se originam (e Ele está em) todos os pensamentos por mais mesquinhos, abomináveis e degradantes q sejam; a felicidade e a infelicidade; o gozo e a dor, e os mais torturantes e desesperadores sofrimentos; é a origem e está na beleza e na feiura; no agradável e no desagradável; no q é benéfico e no q é maléfico; no jardim perfumado e nos esgotos fétidos... afinal, Deus está e é a causa dessa lista sem fim de opostos q o mundo apresenta.
     O q está exposto acima é, realmente, a verdade q a doutrina ensina?

      Vitor respondeu: Exactamente, amigo. Assim diz a doutrina espírita... O sofrimento existe. Se Deus é a causa primeira, Ele também criou a possibilidade do sofrimento. E das alegrias.

      Cel: pois, meu amigo, vc compreendeu a doutrina assim; mas, para muitos, não é nada disso!
      E vc diz q Deus criou a possibilidade do sofrimento. Contudo, conforme a doutrina, Deus não criou só a possibilidade de sofrimentos; criou, também, leis punitivas terrivelmente cruéis e mundos difíceis para os castigos nelas catalogados, castigos q podem se estender por multiplicadas encarnações e até por milhões de anos.

      É evidente, se onisciente, q desde sempre tem ciência de q nós, q somos   idealizados, “desenhados” e produzidos por Ele, com a finalidade de “auxiliá-Lo” na realização da necessária marcha do universo (criaturas pertencentes a uma criação diferenciada classificada como “especial”), fomos criados de um modo q, no futuro, com Sua absoluta certeza, apresentaríamos tantos defeitos e tantas e tão monstruosas imperfeições. Sabia q cometeríamos tantos absurdos, desgraças, tragédias; q faríamos derramar lágrimas; q humilharíamos, cometeríamos injustiças, crimes hediondos; q destruiríamos os semelhantes e a harmonia da própria criação divina; sabia q, obrigatória e forçosamente, teríamos de ser contidos em nossos desmandos, q, é evidente, Ele, desde sempre, sabia q iríamos praticar.

      Para nos conter e nos ensinar a deixarmos o caminho do mal, preparou-nos, através da aplicação das terríveis consequências da também terrível lei de causa e efeito, sofrimentos e dores de todas as espécies, intensidades e duração. Pois q, conforme a doutrina, temos de sofrer muito para aprendermos a nos comportar. Assim, Deus não criou apenas a possibilidade de sofrimentos; criou todos os matizes de sofrimentos, e leis q determinam sofrimentos, e mundos de miseráveis condições de vida destinados aos q terão obrigatoriamente de sofrer para aprender.

      Sua conclusão (de q Deus criou a possibilidade de sofrimento, ou os próprios sofrimentos), é a q se pode tirar da doutrina (de outras, também); porém, não é aceita por muitos, q a consideram até mesmo absurda.

      Embora, como disse, podemos tirar essa conclusão do estudo da doutrina, ela mesma, noutras passagens, afirma q os sofrimentos não são criados por Deus; que têm como causa as ações dos homens, geradas pelo mau uso do livre-arbítrio, pois q são originados dos males q desse mau uso advêm.

      E aí está uma das questões q sempre coloco e q ninguém responde: porq se afirmar q Deus é Soberano Amor e Soberana Sabedoria, se o plano q criou (e ainda mantém) para nossa evolução tem, como método mais eficiente, o fazer sofrer, e fazer sofrer sofrimentos torturantes, desesperadores e mesmo, para muitos, tão insuportáveis q abandonam a vida prematuramente?!

      Essa é a manifestação do amor e da sabedoria Daquele q é Supremo Amor e Infinita Sabedoria?   

      Estarão corretas as doutrinas ao se referirem aos atributos divinos? A criação, os males, a origem do mal e do bem, dos sofrimentos etc, foram interpretadas corretamente?  Devemos crer q o Supremo Amor, a Suprema Sabedoria, a Infinita Perfeição, cria seres tão imperfeitos e de faculdades intelectuais tão deficientes q somente compreendem, para evoluírem, as lições do professor chamado dor, pois só evoluem à força de sofrimentos, em si mesmos ou nos seus queridos?!

      Devemos crer q o Criador nos criou de modo q, se não há sofrimentos cruéis, não há evolução?!

      Vitor: Os meus pais também são a causa da existência meu corpo de carne, mas não são a causa primeira dela, pois alguém criou os corpos de carne deles. Ao conceber-me eles determinaram as possibilidades de eu vir a sofrer, na carne. E de eu ter alegrias, na carne.

      Cel: amigo, se bem o entendi, digo-lhe q não há termos de comparação entre o q coloquei e o exemplo q vc trouxe (Veja: se bem entendi!). Pois, o amigo está se esquecendo q somos filhos de pais são falhos, imperfeitos, cheios de condicionamentos, vícios, defeitos q têm pois, conforme a doutrina, Deus nos criou e a eles, com certeza de q os teríamos. Como comparar circunstâncias relativas a nossos pais, seres imperfeitos, com Aquele Pai q é Infinita Perfeição?

      Me perdoe toda essa lenga-lenga de msg tão comprida, mas tenho ainda de lhe expor mais alguma coisa: porq, ou qual é a causa de sermos maus? Porq apresentamos tantos defeitos e tantas e tão monstruosas imperfeições? Porq cometemos tantos absurdos, desgraças, tragédias? Porq fazemos os semelhantes derramarem lágrimas, os humilhamos e lhes praticamos tantas injustiças? Porq cometemos crimes hediondos, destruímos os semelhantes e a harmonia da própria criação? Porq seguimos o caminho do mal e não o do bem, se sabemos q seremos punidos por isso? Porq somos tão imperfeito e de mente tão tacanha q somente compreendemos, para evoluir, as lições da dor? Porq só evoluímos à força das chibatadas dos sofrimentos, em nós mesmos ou em nossos queridos?!

      Nós nos fizemos assim? Porq nos faríamos assim? Onde aprendemos a ser assim? Na erraticidade? Já viemos assim do momento da criação? Se não éramos assim, qual é a causa de nos tornarmos assim?


      Bem haja, meu jovem.
.........................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Norizonte da Rosa em 28 de Janeiro de 2013, 22:34
Olá pessoal.

Que tal se fizessemos um estudo sequencial, ou sistematizado da Doutrina passando por cada uma das perguntas de O.L.E, ou por cada grupo de questões e avançando a cada dois ou três dias?

Abraço.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 29 de Janeiro de 2013, 05:16
Eu posso compreender que o sofrimento material seja transitório, pois depende do corpo de carne, que também é transitório. Os espíritos não têm dores físicas. Mas, enquanto temos corpo estamos sujeitos à dor.

Compreendo que "sofrimento" é um conceito, e que os conceitos não são a realidade. São apenas formas de nos entendermos. Todavia a dor física é uma realidade, embora transitória. Se colocarmos a mão sobre uma chama, por exemplo, sobre o queimador de um fogão a gás, dói. Ou para si é diferente?

Não, para mim não é diferente, por ainda ser muito humanizado e enquanto desperto, mas ha muitos exemplos de que isto pode ser diferente para muitos e mesmo nós, dentro de alguns limites podemos evitar este tipo de dor. Se colocarmos a mão na chama e focarmos na mão (já entevendo a dor), a dor é inevitavel... No entanto, podemos entrar em estados diversos de consciencia onde nada percebemos e onde curiosamente, nada se queima.

Desta forma podemos reduzir a dor fisica ao estado de atenção à dor. Ou seja, a sensibilidade é proporcional ao grau de consciencia que atribuimos a possibilidade de dor. Ou em outras palavras, a dor é uma criação mental e que somente é percebida se acreditarmos no que a mente nos diz.

Assim, isso de sermos uma parte de Deus, e não entidades individuais, não me entra na cabeça. Tenho de ser dualista, no sentido restrito de me considerar uma entidade imortal, independente do corpo de carne e de Deus, a viver uma experiência em que estou ligado transitoriamente a um corpo de carne. Não gosto muito de usar a palavra "dualismo", pois ela tem muitas conotações diferentes. Eu considero que o corpo de carne é uma máquina material, com órgãos (peças), e que o espírito é um operador inteligente, que pode comandar essa máquina, mas que não a pode controlar completamente. E que está limitado quase apenas à percepção sensorial da realidade.

Só ha um detalhe nesta sua consideração. É que o espírito não comanda esta maquina. Ela é comandada por Deus através de muitos agentes, que não foram mencionados na DE, por não ser este o seu escopo. O que faz o eletron girar em volta do proton? O que faz os atomos se agregarem para produzir as moleculas? E subindo de grau em grau, o que faz com que as glandulas atuem? O que é o crescimento? E o que é o corpo humano? Se observarmos bem, há legiões incontaveis de principios inteligentes atuando em cada momento em nosso corpo e todos eles obedecem as ordens de Deus. Houve uma época em que estudei isto com mais profundidade e começei a observar a cada celula do corpo e ouvir-lhe a resposta. Ao alimentar-me, conversava com cada grãozinho de arroz que ingeria. Pode parecer coisa de louco e talvez até mesmo fosse, mas eu percebia a atuação de inumeros seres em cada orgão, e em cada momento...
 
A figura que me ocorre, é que o corpo é um robot e o espírito é um operador que está enclausurado dentro do robot. Que para a ver o exterior é obrigado a utilizar as câmaras de filmar do robot. A percepção extra-sensorial da realidade, a emancipação da alma, ocorre quando o operador consegue ver a realidade com os seus olhos, em vez de a ver com as câmaras do robot. A percepção de Deus jamais pode ocorrer através das "câmaras de filmar". Por esse meio apenas podemos detectar as consequências da existência de Deus, ou seja, a existência de uma criação que tem de ser obra de uma inteligência. Essa inteligência, pelo menos no acto inicial de criação do universo, é a melhor explicação que conheço para explicar a razão da existência do universo, se é que essa explicação está ao nosso alcance. As coisas não são assim tão simples...

Ao inves da expressão 'emancipação da alma', prefiro utilizar a expressão 'emancipação da consciencia'. Talvez erre e talvez não seja exato, mas é assim que percebo a realidade. Já tive uma experiencia na qual após deitar e relaxar a ponto de não mais sentir o corpo material, mas inteiramente desperto, apenas afirmei mentalmente "eu sou" e em seguida uma força interior me fez visualizar à imagem de um arbusto iluminado, como a 'sarça ardente' descrita por Moises e uma força me fez afirmar "eu sou o que sou" enquanto eu simultaneamente afirmava "que loucura"... E em seguida esta mesma força me fez afirmar "eu sou Deus"... O que se seguiu foi que a mente ou consciencia abrangeu todo o universo. Eu não mais estava no universo, neste planeta e deitado na cama, mas o universo estava todo em mim, com todas as suas bilhões de galaxias em diferentes planos de manifestação. Isto durou menos de uma fração de tempo e imediatamente fui sugado de volta ao corpo. Ainda tentei me agarrar em uma galaxia no caminho para não voltar, depois agarrei-me a uma estrela e depois a uma alta montanha ja neste planeta mesmo. E estava desperto todo o tempo.

Isto não se repetiu e jamais tentei explicar o que aconteceu. Apenas aconteceu e pronto. Mas a certeza de que vivemos EM Deus é algo muito intimo e passou a ser uma verdade muito consolidada em mim.

E tenho plena consciencia de que todo espírito pode passar por experiencia semelhante em algum momento.

Anton

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Hebe M C em 29 de Janeiro de 2013, 08:35
Olá pessoal.

Que tal se fizessemos um estudo sequencial, ou sistematizado da Doutrina passando por cada uma das perguntas de O.L.E, ou por cada grupo de questões e avançando a cada dois ou três dias?

Abraço.
Bom dia Norizonte,
Volte ao inicio do Estudo e veja a sequencia.
A proposta é essa.
Estou agora apenas aprovando os post e deixando os foristas se manifestarem livremente.
Fique a vontade.
Um abç
Hebe
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Norizonte da Rosa em 29 de Janeiro de 2013, 12:25
Que se diga poéticamente que Deus é a Verdade Absoluta e outras tantas qualidades infinitas se atribua a Deus é uma coisa, mas que se diga que Deus é a Verdade Absoluta não me parece que se possa fazer e principalmente quando depois dessa conclusão a que você chega, você acabe chegando a outras conclusões como você chega, dando a entender que somente Deus é a realidade, o que não for Deus (como você escreve) então não é real.

Veja que ao estender a definição de Deus dada pelos Espíritos superiores (da forma como disse), você chega a uma conclusão que não faz sentido, pois eu existo, isso eu tenho certeza ainda que não possa dizer que eu seja eterno, mas que existo existo! e o próprio O.L.E afirma isso, que existe o mundo material, os Espíritos e acima de tudo Deus.

Amigo,

Acredite, a única realidade que existe no universo é Deus. Todo o mais é Sua creação. Os seres criados possuem uma percepção individualizada do universo e por isto são dualistas. Veem a si como individuos com historias e acontecimentos... E esta é a origem de todo sofrimento do ser.

Os seres foram criados para serem felizes e para serem felizes não podem individualizar-se ou serem egoistas. O espírito evolui universalizando-se e a medida que evolui compreende mais claramente a ação de Deus que sempre é realizada por merecimento e com amor. Mesmo que aparentemente seja contrária aos desejos humanos. O ser humanizado sempre sofre porque sempre é contrariado por Deus...

Anton

Anton, às vezes fico pensando que você posta só para divertir-se à custa da irritação que causam suas postagens, mas depois penso que isso não seria o mais provável, pois se alguém quer  divertir-se poderia fazê-lo em outros fóruns onde existe liberdade para se brincar e, então, seria julgá-lo como alguém que tenta se divertir em um fórum Espírita, o que seria considerá-lo aguém com postura reprovável, então surge essa resistência de considerá-lo assim e  se pensa realmente que você pensa como escreve.

Mas se você pensa exatamente como escreve e não quer arriscar passar essa imagem de quem está a divertir-se, deveria tomar alguns cuidados: primeiro deveria decidir-se se tuas afirmações são conjeturas suas e, portanto, deveria deixar claro isso com uma ressalva de que seria apenas uma opinião pessoal, passível de erro, ou, então, uma certeza que tens.

Nas duas situações, porém, suas postagens deveriam ter sentido, lógica, ser racional e isso principalmente quando são postadas, como você faz, como se fossem verdades, sem nenhuma ressalva de que você poderia estar enganado.

Veja o que você postou na última mensagem em resposta ao que escrevi antes! faz algum sentido o que você escreveu? só um pequeno detalhe para demonstrar como você parece não querer seguir a lógica mais simples: "Acredite, a única realidade que existe no universo é Deus. Todo o mais é Sua creação."

Você consegue se desdizer em apenas uma frase: se a realidade é somente Deus então como você logo afirma qu 'todo o mais..', ora se só existe Deus, como dizer que todo o mais?

Embora eu não seja um moderador e não sei quais os critérios tenha que se ter um moderador de um fórum Espírita para barrar alguma postagem, confesso se o fosse eu procuraria ser o mais democrático possível. Não acho que se deva podar o pensamento de quem quer que seja; eu também dou minhas viajadas (se bem que tento fazê-lo sempre com a ressalva de que posso estar errado), mas até mesmo a liberdade de expressão deve vir seguida de respeito aos outros que esperam, quando leem algo, que, se não fizer parte, no caso, da Doutrina, que seja lógico, sob pena de apenas tumultuar um tópico.

O que você me diz do que você afirmou alhures e que eu questionei?

Lembra que você estendeu o conceito de Deus, dizendo que Deus é a verdade absoluta, ou seja, você acrescentou algo àquela informação que Espíritos Superiores deram como resposta ao questionamento do que seria Deus. Como você explica essa sua afirmação?

O fato de Deus ser onisciente, até porque foi Quem criou tudo, não transforma Deus em Verdade Ele apenas sabe a verdade; mas veja que dessa sua afirmação equivocada inicial você quer chegar a outras conclusões, como dizer que se Deus é a verdade absoluta, tudo o que não for a verdade absoluta não é real e daí caímos no absurdo de dizer que não existimos na realidade. Ora, o conceito de existência é o conceito comum e não precisaria nem estar na Doutrina que 'existem' Deus, os Espíritos e o mundo material para sabermos que nós existimos.

Essa afirmação de que não existimos, ou só Deus existe, não leva a lugar algum a não ser a um possível panteísmo que quem estuda a Doutrina já descarta no início do Estudo, ou caso  aceite não segue adiante.

Abraço.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 30 de Janeiro de 2013, 21:29
      Anton   (ref #90)

      Cel (msg anterior): Se Deus está em tudo, sem exceção, se Dele se originam todas as coisas e se Ele, em essência, está contido em tudo, consequentemente, Dele se origina e Ele está tanto na mão q abençoa, qto na mão q assassina; na mente, nos pensamentos e nos desejos dos estupradores e pedófilos; dos q praticam atrocidades, maldades e humilhações sem fim; dos exploradores e destruidores dos semelhantes, da natureza e da harmonia da criação; nos desejos viciosos; na intenção daquele q rouba e mata para saciar seus desejos; nos desejos e nas atitudes e procedimentos daqueles q querem “limpar a honra ofendida”; daqueles q praticam absurdos para conseguir se drogar; dos q odeiam; dos q se perdem nos desregramentos do sexo; daqueles q traem os cônjuges ou os amigos.

      Assim, de Deus se originam tanto o q interpretamos como o bem, quanto o mal; o bom e suas boas ações, qto o mau e suas más ações. Dele se originam (e Ele está em) todos os pensamentos por mais mesquinhos, abomináveis e degradantes q sejam; a felicidade e a infelicidade; o gozo e a dor, e os mais torturantes e desesperadores sofrimentos; é a origem e está na beleza e na feiura; no agradável e no desagradável; no q é benéfico e no q é maléfico; no jardim perfumado e nos esgotos fétidos... afinal, Deus está nessa lista sem fim de opostos q o mundo apresenta.

      É esse o ensinamento da doutrina? O q está exposto é, realmente, a verdade do mundo, da vida, do Criador?

      Anton colocou: Somente um pequeno aparte. Deus é a causa primaria ou seja o creador de todas as coisas. Mas quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens. O que é bem para um é mal para outro, o que é certo para um é errado para outro. O espírito humanizado vive um universo dualista que somente existe em sua mente e por este motivo não é real e apenas ilusório.

      Cel: concordo, meu amigo; e lhe peço q observe q minha colocação, q vc citou acima, está de conformidade com o q a doutrina diz, mas q muitos não admitem. Sempre coloco observações, argumentos, respostas, com a intenção de levar os companheiros a raciocinarem. Aqui, procuro sempre colocar argumentos ou questões q têm relação com a doutrina. No caso do que coloquei e q, em seu aparte está “e quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens”, eu continuaria a pergunta, inquirindo: e qual é a causa de, sendo nós q atribuimos valor às coisas, lhes  atirbuirmos valores tão diferentes? Se éramos, originalmente iguais, qual é a causa, como é q surgiu essa desigualdade de avaliação, de raciocínio, de compreensão?
...................................


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 31 de Janeiro de 2013, 01:26
Anton, às vezes fico pensando que você posta só para divertir-se à custa da irritação que causam suas postagens, mas depois penso que isso não seria o mais provável, pois se alguém quer  divertir-se poderia fazê-lo em outros fóruns onde existe liberdade para se brincar e, então, seria julgá-lo como alguém que tenta se divertir em um fórum Espírita, o que seria considerá-lo aguém com postura reprovável, então surge essa resistência de considerá-lo assim e  se pensa realmente que você pensa como escreve.

Jamais escreveria sobre temas serios para divertir-me. Se o amigo pensa assim é problema do amigo e não meu. Há muitos que compreendem perfeitamente o que escrevo que alias não é novidade alguma e nem é pensamento meu. São conceitos universais que valem para todos e durante todo o tempo.

Somente agora vi a sua postagem e como o Coronel ja colocou uma postagem que responde as suas duvidas, não acredito ser necessário responder.

Fique EM Deus,
Anton

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 31 de Janeiro de 2013, 10:28
      Cel: concordo, meu amigo; e lhe peço q observe q minha colocação, q vc citou acima, está de conformidade com o q a doutrina diz, mas q muitos não admitem. Sempre coloco observações, argumentos, respostas, com a intenção de levar os companheiros a raciocinarem. Aqui, procuro sempre colocar argumentos ou questões q têm relação com a doutrina. No caso do que coloquei e q, em seu aparte está “e quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens”, eu continuaria a pergunta, inquirindo: e qual é a causa de, sendo nós q atribuimos valor às coisas, lhes  atirbuirmos valores tão diferentes? Se éramos, originalmente iguais, qual é a causa, como é q surgiu essa desigualdade de avaliação, de raciocínio, de compreensão?

Amigo Coronel,

Nisto consiste todo o livre arbítrio, o absoluto livre arbítrio moral do espírito encarnado. Em atribuir "valores" as coisas. E isto é consequencia das experiencias passadas de cada um e que mostram a intencionalidade de cada um.

Vamos tentar montar um exemplo. Dois irmãos gemeos identicos estão em um onibus que passa por uma rua onde de um lado ha um deposito de lixo mal-cheiroso e do outro um gramado florido. Cada um esta olhando para um lado e se perguntados sobre o que acharam da viajem, talvez um dissesse: 'um lugar horrivel' enquanto o outro afirmasse: 'belo lugar'...

Os valores humanos se formam de pequenas coisas que vão se acumulando com o tempo, em todas as vivencias e que redundam nas personalidades individuais que caracterizam o espirito humanizado. E estas caracteristicas formadas durante eras não desaparecem nem mesmo no estado de angelitude, quando tudo o que é humano ja foi abandonado. De forma sutil continuam presentes e cada anjo é diferente do outro...

A individualidade e a diversidade são consequencias da aplicação do livre arbítrio moral...

Anton

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Norizonte da Rosa em 31 de Janeiro de 2013, 11:09
podemos dizer que Deus é a Verdade, que é a Perfeição, que é a Realidade.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/30/#ixzz2JXvVWOih

Sim, podemos dizer que Deus é a Verdade, pois também dizem outras coisas de Deus na Igreja Católica, nas Igrejas Evangélicas. Mas no estudo racional, raciocinado que propões a Doutrina Espírita, não se pode estender o conceito de Deus de forma poética sem que exista uma explicação lógica para isso.

Sendo Deus o que existe de Verdadeiro, todo o resto é falso, ou melhor, ilusório, relativo. Esta é a conclusão que se tem que chegar quando se estuda esta pergunta de “O Livro dos Espíritos”: tudo que não for Deus, que não for oriundo de Deus, é falso, ilusório, verdade relativa, não uma Verdade Absoluta.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/30/#ixzz2JXvuCJ47

A verdade que eu conheço e que cada pessoa conhece é aquela verdade comum, 2+2=4, isso é uma verdade e o fato disso vir de nós humanos não torna nosso entendimento uma mentira, tampouco podemos chegar à conclusão que só existe Deus, pois segundo a Doutrina existe: Deus, os Espíritos e o mundo material, fato! E seria muito interessante que eu ser pensante chegasse à conclusão de que eu mesmo não existo,..faz sentido isso?

Alguns perguntam sobre como chegar perto da Verdade Universal, mas como chegar perto dela se você acredita que a sua verdade relativa é Universal, verdadeira, real? Impossível, pois você acha que já chegou à Verdade Universal. Você precisa abrir mão do seu saber para poder aprender, pois enquanto souber, não aprenderá nada novo. Este é o primeiro aspecto a ser abordado.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/30/#ixzz2JXwvhtah

Como se faz isso, se é que é possível,  à luz da Doutrina Espírita, já que estamos em um fórum Espírita?

A primeira pergunta apresenta “O Livro dos Espíritos” e dá a todas as respostas posteriores este sentido: Deus é a Realidade, a Verdade e só Ele é a Causa Primária de todas as coisas. Daqui para frente, qualquer resposta que fuja a isso não poderá compor “O Livro dos Espíritos”, mas estará compondo o livro que cada um quer ler.



Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/30/#ixzz2JXzrxbRC

Mais uma vez afirmas que Deus é a Realidade, a Verdade e condiciona esse entendimento para seguir com o estudo da Doutrina; mas essa, para aproveitar de tuas próprias palavras, é uma verdade sua que não está embasada na Doutrina Espírita que estamos estudando, portanto se é opinião pessoal é apenas isso. Eu não posso afirmar algo e dizer que é uma verdade só porque eu acho que é, ou é retirado da Doutrina, ou no mínimo para ser aceito como possível deve convencer pela lógica, o que você não fez e até agora não quis fazer.

Repito mais uma vez: desde quando o fato de Deus ser onisciente faz Dele uma Verdade Absoluta? Quer dizer que se eu disser que 2+2=5 eu me torno um ‘falso relativo’, que lógica é essa Anton?


O ser humanizado, mesmo aquele que se diz espírita, acha que o elemento químico “Dipirona” – um dos “princípios ativos” dos remédios para dor de cabeça – possui a propriedade de acabar com esta dor. Mas, veja, a resposta do Espírito da Verdade é bem clara e a utilizando ele tem que perguntar a si mesmo: o que está por trás da propriedade da “Dipirona”? Deus... Aceitando o que diz o Espírito da Verdade, o ser humanizado precisa compreender que por trás da “Dipirona” há uma Causa para que ela aja. Sem esta Causa – sem Deus fazê-la agir – ela não age.

É por isso que um remédio não cura todas as pessoas que o toma. Pegue cem pessoas com a mesma doença e dê a elas o mesmo remédio e você verá que uma parte se cura e outra não. Isso é a prova maior de que não é a propriedade do elemento químico que compõe o remédio que cura – se fosse deveria fazer o mesmo efeito em todos – mas sim a Causa Primária que faz o elemento agir ou não, em determinados casos.

Estes casos, sejam onde a Causa Primária faça as propriedades da “Dipirona” funcionar ou não, se chamam merecimento. O ser humanizado pode tomar um remédio, mas só se merecer que Deus faça a com que a propriedade íntima do elemento químico acabe com a dor de cabeça, ela acabará. Agora se este ser não tiver o merecimento para a cura, pode se entupir de remédio que nada acontecerá.



Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/30/#ixzz2JY3RL9vU


Onde está na Doutrina essa tua teoria? Que Deus é a causa de tudo, ok!
Mas, como assim merecimento? Não é mais lógico imaginarmos que a medicina não é uma ciência exata, que os corpos (os organismos) não são idênticos e por isso não reagem da mesma maneira aos medicamentos e então uns se curam e outros não?
Não seria mais uma vez aquela visão de um Deus interferindo na vida cotidiana e individual de cada um de nós? Não seria mais razoável imaginarmos um Deus que criou Suas Leis que são eternas e imutáveis e assim como não fica empurrando um planeta e corrigindo sua órbita apenas criou uma Lei a qual este planeta ‘obedece’? por que não poderia ser assim para nossos problemas de saúde, doença, feiura, beleza? Da maneira como escreves, parece que Deus está constantemente praticando milagres e não ‘simplesmente’ que Suas Leis existem e se existem tudo que existe às segue.

Veja que esta maneira de ver Deus intervindo em tudo e no caso do exemplo inclusive as conquistas da medicina com os diversos remédios não teria sentido algum, pois se depende ‘apenas’ da vontade de Deus uma cura, então uma dipirona curaria um câncer e todos sabemos que não é assim. Se você tomar veneno você morrerá e não morrerá porque você não merece viver ‘aos olhos de Deus’, mas apenas você usou algo que segundo as leis da natureza (de Deus) causa este efeito, a morte. Da mesma maneira cada remédio tem uma função e fará efeito não porque Deus quer favorecer este ou aquele, mas porque o organismo enfermo reagirá positivamente àquele remédio seguindo uma lei natural e outros, por suas características particulares, reagirão de outra forma e não se curarão, também seguindo uma mesma lei natural.

Vou parar por aqui Anton de analisar suas afirmações e só o fiz aqui esses questionamentos para dizer que o que você escreve são pensamentos teus, ou de alguns personagens ‘sábios’ do passado, mas que não deixam de ser apenas opiniões pessoais enquanto não estiverem embasadas na Doutrina, o que estamos estudando aqui. Então porque você não tenta sustentar tuas afirmações com a bibliografia indicada no início deste estudo?

Veja, que até o que eu escrevi, muito do que escrevi, é apenas opinião pessoal, mas não posto aqui como uma verdade, não estou aqui para desvendar os segredos do universo, apenas para seguir um estudo sistematizado da Doutrina Espírita.

Abraço.






Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: girlene alves em 18 de Fevereiro de 2013, 21:28
1- É tudo que existe.
2- Sim.
3- Com certeza, somos criação de Deus.
4- Sim, tudo no universo é vibração e eu posso sentir toda essa vibração.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: .... em 22 de Março de 2013, 19:48
Caros,
coloco-lhes a seguinte questão: Acaso e Determinismo (Providência Divina).

Acaso não existe. Por isso não existe sorte ou azar!

Determinismos (Providência Divina em nossas vidas) só existem dois, grosso modo: a definição de nossa reencarnação (família, corpo físico, doenças congênitas etc.) e programação do desencarne (programação, porque podemos antecipar o desencarne pelo mau uso de nosso livre arbítrio e respondermos por isso, pela Lei de Ação e Reação). Também pode existir o caso mais raro de adiamento da programação do desencarne, como no caso do Chico Xavier, decisão do Plano Espiritual Superior, haja vista a importância de Chico Xavier no Espiritismo e no Brasil.

No restante de nossas vidas, desde o nascimento até o desencarne, vigora o que chamamos de Teoria do Risco: nosso livre arbítrio vai aumentando até por volta dos 16 anos, quando é completo. Após isso, tudo que fazemos ou não fazemos, pensamos ou não pensamos, falamos ou não falamos está condicionado ao nosso livre arbítrio! Decidimos tudo! E as outras pessoas com quem encontramos também!
Se encontramos um inimigo de vidas passadas que está agora reencarnado, ele pode se vingar, ou manter-se neutro (e transferir para outro momento a decisão positiva ou negativa) ou perdoar, para sempre! Nós também temos as mesmas decisões a tomar: por isso a cada encontro com terceiro, chamamos de situação de risco.

Vejam mais no capítulo XIV, "A Teoria do Risco" no livro "Conversando sobre Mediunidade - Retratos de Alvorada Nova" do Espírito Cairbar Schutel, coordenado por Abel Glaser, Editora O Clarim.

Abraço.

Celso F.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: EsoEstudos em 23 de Março de 2013, 01:14

Determinismo e livre arbítrio...

A liberdade plena e irrestrita de decidir o que fazer SÓ existe do ponto de vista do ser pensante... Em relação a Deus, que conhece passado-presente-futuro, não há liberdade alguma de nossa parte, porquanto Ele tudo conhece e já sabe o que ocorre no tempo-espaço.

Quando você toma uma livre decisão, essa livre decisão é exatamente aquela que o Criador determinou.

Quando o indivíduo opta por cometer atrocidades, tais atrocidades são a resultante exata de todas as variáveis que o levaram à experiência assim vivenciada, em perfeita consonância com todos que com ela se envolvam, na exata medida, sem menos, nem mais...

Continuemos livres, fazendo o que Deus estabelece...

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: pedro123 em 23 de Março de 2013, 03:31
Amigo EsoEstudos, acredito que sua opinião sobre o determinismo divino é oriunda justamente da concepção de que temos a cerca da sabedoria infinita de Deus de deter o passado-presente-futuro. Entretanto, isso e o próprio fato de inexistir um passado à Deus me diz que, na verdade, o tempo não existe. é uma invenção pertinente a nós, criaturas,  para  mera organização dos fatos. Se para Deus não existe passado-presente-futuro, a linha cronológica reduzir-se-ia a um único ponto, onde tudo ocorre. E isso me faz pensar que Deus te vê da mesma forma por toda a eternidade. Ainda vemos claramente ai a Justiça. Portanto de "Deus outorga a suas criaturas o livre-arbítrio" eu entendo na mais ampla acepção.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 23 de Março de 2013, 03:53
....A primeira pergunta apresenta “O Livro dos Espíritos” e dá a todas as respostas posteriores este sentido: Deus é a Realidade, a Verdade e só Ele é a Causa Primária de todas as coisas. Daqui para frente, qualquer resposta que fuja a isso não poderá compor “O Livro dos Espíritos”, mas estará compondo o livro que cada um quer ler.
......
Mais uma vez afirmas que Deus é a Realidade, a Verdade e condiciona esse entendimento para seguir com o estudo da Doutrina; mas essa, para aproveitar de tuas próprias palavras, é uma verdade sua que não está embasada na Doutrina Espírita que estamos estudando, portanto se é opinião pessoal é apenas isso.

Se Deus é a causa primeira de TUDO, devemos compreender o que significa TUDO. É uma daquelas palavras que são de dificil compreensão, como 'infinito' ou 'eterno'. Mas se Deus é a causa de TUDO, não existe qualquer coisa causada por outro que não Deus. Caso existisse, o texto deveria ser 'Deus é a causa primeira das coisas redondas, ou coisas aquaticas, ou coisas azuis ou qualquer outro delimitador'. Se não há limitadores, não existe absolutamente nada que não tenha como causa primaria a Deus.

Isto já foi expresso por Moises, confirmado por Jesus, expresso por Krishna e por uma multidão de espíritos que ha milenios estão a instruir a humanidade. Caso o Livro dos Espíritos não o confirmasse, já estaria fadado ao ostracismo como tantos outros livros que há por aí.

Não são portanto nem palavras minhas e nem conceitos meus, são a base do conhecimento de Deus e da Doutrina Espírita, sem o que o Livro dos Espíritos se torna algo ininteligivel...

Mas voce tem todo o direito de viver a sua realidade e não tenho nada a ver com isto. Apenas não diga que estudou isto no Livro dos Espíritos.

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 23 de Março de 2013, 04:00
Determinismos (Providência Divina em nossas vidas) só existem dois, grosso modo: a definição de nossa reencarnação (família, corpo físico, doenças congênitas etc.) e programação do desencarne (programação, porque podemos antecipar o desencarne pelo mau uso de nosso livre arbítrio e respondermos por isso, pela Lei de Ação e Reação)....

No restante de nossas vidas, desde o nascimento até o desencarne, vigora o que chamamos de Teoria do Risco: nosso livre arbítrio vai aumentando até por volta dos 16 anos, quando é completo. Após isso, tudo que fazemos ou não fazemos, pensamos ou não pensamos, falamos ou não falamos está condicionado ao nosso livre arbítrio! Decidimos tudo! E as outras pessoas com quem encontramos também!

Bem, Celso, então so falta explicar esta pequena frase que se encontra na questão 258a do Livro dos Espíritos:

Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus.

Ora, se os perigos que nos ameaçam são criados por Deus, tambem os perigos que ameaçam aos outros são criados por Deus. E neste caso onde fica o Livre Arbítrio, nosso e dos outros?

Anton

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: .... em 23 de Março de 2013, 04:55
Caro EsoEstudos,
boa noite!

Discordo: o que você expôs é fatalismo!

"Na filosofia greco-romana, o fatalismo é a concepção que considera serem o mundo e os acontecimentos produzidos de modo irrevogável. E também a crença de que uma ordem cósmica, dita Logos, preside a vida quotidiana. Mas, em geral, é uma corrente aceita por quem se põe de maneira impassível diante dos acontecimentos, não tendo a crença de que pode exercer um papel na sua modificação. É, assim, uma doutrina que afirma que todos os acontecimentos ocorrem de acordo com um destino fixo e inexorável, não controlado ou influenciado pela vontade humana ... Exerceu influência, especialmente, sobre os antigos hebreus...
A cultura grega antiga é em grande parte fatalista..."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fatalismo (negritos nossos)

Você nega a liberdade humana, ou seja, o livre arbítrio.
Pior: transfere a responsabilidade de todo mal praticado pelos seres humanos para Deus!
Para você, quando alguém se suicida, trata-se da vontade de Deus! É absurdo!
É a doce ilusão humana: a de não sermos responsáveis por nada do que pensamos, falamos e fazemos!
Alerto: quem pensa assim, terá uma grande decepção, pois descobrirá que estava se auto iludindo!

Não é verdade que "não cai uma folha de uma árvore sem que Deus queira"!
A verdade é que "não cai uma folha de uma árvore sem que Deus conheça"!

Deus conhece e não quer o mal!
Mesmo que o conhecimento seja antecipado. Deus simplesmente conhece o mal que ocorrerá, mas não quer que o mal ocorra.

Para resolver de vez essa questão, basta ler o capítulo X - "Da lei de liberdade" de "O Livro dos Espíritos" de Kardec (ou reler):

Fatalidade

851. Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme ao sentido que se dá a este vocábulo? Quer dizer: todos os acontecimentos são predeterminados? E, neste caso, que vem a ser do livre-arbítrio?
A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, institui para si uma espécie de destino, que é a consequência mesma da posição em que vem a achar-se colocado. Falo das provas físicas, pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Ao vê-lo fraquejar, um bom Espírito pode vir-lhe em auxílio, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar lhe a vontade. Um Espírito mau, isto é, inferior, mostrando-lhe, exagerando aos seus olhos um perigo físico, o poderá abalar e amedrontar. Nem por isso, entretanto, a vontade do Espírito encarnado deixa de se conservar livre de quaisquer peias.”
852. Há pessoas que parecem perseguidas por uma fatalidade, independente da maneira por que procedem. Não lhes estará no destino o infortúnio?
“São, talvez, provas que lhe caiba sofrer e que elas escolheram. Porém, ainda aqui lançais à conta do destino o que as mais das vezes é apenas consequência de vossas próprias faltas. Trata de ter pura a consciência em meio dos males que te afligem e já bastante consolado te sentirás.”
As idéias exatas ou falsas que fazemos das coisas nos levam a ser bem ou mal sucedidos, de acordo com o nosso caráter e a nossa posição social. Achamos mais simples e menos humilhante para o nosso amor-próprio atribuir antes à sorte ou ao destino os insucessos que experimentamos, do que à nossa própria falta. É certo que para isso contribui algumas vezes a influência dos Espíritos, mas também o é que podemos sempre forrar-nos a essa influência, repelindo as idéias que eles nos sugerem, quando más.
853. Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro. Parece que não podem escapar da morte. Não há nisso fatalidade?
Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é. Chegado esse
momento, de uma forma ou doutra, a ele não podeis furtar-vos.

a) - Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos?
“Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos. Quando, porém, soe a hora
da tua partida, nada poderá impedir que partas. Deus sabe de antemão de que gênero será a morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado, quando escolheu tal ou qual existência.

854. Do fato de ser infalível a hora da morte, poder-se-á deduzir que sejam inúteis as precauções para evitá-la?
“Não, visto que as precauções que tomais vos são sugeridas com o fito de evitardes a morte que vos ameaça. São um dos meios empregados para que ela não se dê.”
855. Com que fim nos faz a Providência correr perigos que nenhuma consequência devem ter?
“O fato de ser a tua vida posta em perigo constitui um aviso que tu mesmo desejaste, a fim de te desviares do mal e te tornares melhor. Se escapas desse perigo, quando ainda sob a impressão do risco que correste, de te melhorares, conforme seja mais ou menos forte sobre ti a influência dos Espíritos bons. Sobrevindo o mau Espírito (digo mau, subentendendo o mal que ainda existe nele), entras a pensar que do mesmo modo escaparás a outros perigos e deixas que de novo tuas paixões se desencadeiem. Por meio dos perigos que correis, Deus vos lembra a vossa fraqueza e a fragilidade da vossa existência. Se examinardes a causa e a natureza do perigo, verificareis que, quase sempre, suas consequências teriam sido a punição de uma falta cometida ou da negligência no cumprimento de um dever. Deus, por essa forma, exorta o Espírito a cair em si e a se emendar.” (526-532)
...
859. Com todos os acidentes, que nos sobrevêm no curso da vida, se dá o mesmo que com a morte, que não pode ser evitada, quando tem que ocorrer?
“São de ordinário coisas muito insignificantes, de sorte que vos podeis prevenir deles e fazer que os eviteis algumas vezes, dirigindo o vosso pensamento, pois nos desagradam os sofrimentos materiais. Isso, porém, nenhuma importância tem na vida que escolhestes. A fatalidade, verdadeiramente, só existe quanto ao momento em que deveis aparecer e desaparecer deste mundo.
a) - Haverá fatos que forçosamente devam dar-se e que os Espíritos não possam conjurar, embora o queiram?
“Há, mas que tu viste e pressentiste quando, no estado de Espírito, fizeste a tua escolha. Não creias, entretanto, que tudo o que sucede esteja escrito, como costumam dizer.
Um acontecimento qualquer pode ser a consequência de um ato que praticaste por tua livre vontade, de tal sorte que, se não o houvesses praticado, o acontecimento não seria dado.
Imagina que queimas o dedo. Isso nada mais é senão resultado da tua imprudência e efeito da matéria. Só as grandes dores, os fatos importantes e capazes de influir no moral, Deus os prevê, porque são úteis à tua depuração e à tua instrução.

860. Pode o homem, pela sua vontade e por seus atos, fazer que se não dêem acontecimentos que deveriam verificar-se e reciprocamente?
“Pode-o, se essa aparente mudança na ordem dos fatos tiver cabimento na sequência da vida que ele escolheu. Acresce que, para fazer o bem, como lhe cumpre, pois que isso constitui o objetivo único da vida, facultado lhe é impedir o mal, sobretudo aquele que possa concorrer para a produção de um mal maior.
861. Ao escolher a sua existência, o Espírito daquele que comete um assassínio sabia que viria a ser assassino?
“Não. Escolhendo uma vida de lutas, sabe que terá ensejo de matar um de seus semelhantes, mas não sabe se o fará, visto que ao crime precederá quase sempre, de sua parte, a deliberação de praticá-lo. Ora, aquele que delibera sobre uma coisa é sempre livre de fazê-la, ou não. Se soubesse previamente que, como homem, teria que cometer um crime, o Espírito estaria a isso predestinado. Ficai, porém, sabendo que a ninguém há predestinado ao crime e que todo crime, como qualquer outro ato, resulta sempre da vontade e do livre-arbítrio.
“Demais, sempre confundis duas coisas muito distintas: os sucessos materiais e os atos da vida moral. A fatalidade, que por algumas vezes há, só existe com relação àqueles sucessos materiais, cuja causa reside fora de vós e que independem da vossa vontade.
Quanto aos da vida moral esses emanam sempre do próprio homem que, por conseguinte, tem sempre a liberdade de escolher. No tocante, pois, a esses atos, nunca há fatalidade.

862. Pessoas existem que nunca logram bom êxito em coisa alguma, que parecem perseguidas por um mau gênio em todos os seus empreendimentos. Não se pode chamar a isso fatalidade?
“Será uma fatalidade, se lhe quiseres dar esse nome, mas que decorre do gênero da existência escolhida. É que essas pessoas quiseram ser provadas por uma vida de decepções, a fim de exercitarem a paciência e a resignação. Entretanto, não creias seja absoluta essa fatalidade. Resulta muitas vezes do caminho falso que tais pessoas tomam, em discordância com suas inteligências e aptidões. Grandes probabilidades tem de se afogar quem pretender atravessar a nada um rio, sem saber nadar. O mesmo se dá relativamente à maioria dos acontecimentos da vida. Quase sempre obteria o homem bom êxito, se só tentasse o que estivesse em relação com as suas faculdades. O que o perde são o seu amor próprio e a sua ambição, que o desviam da senda que lhe é própria e o fazem considerar vocação o que não passa de desejo de satisfazer a certas paixões. Fracassa por sua culpa.
Mas, em vez de culpar-se a si mesmo, prefere queixar-se da sua estrela. Um, por exemplo, que seria bom operário e ganharia honestamente a vida, mete-se a ser mau poeta e morre de fome. Para todos haveria lugar no mundo, desde que cada um soubesse colocar-se no lugar que lhe compete.” (negritos e sublinhados nossos)

Abraço.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: psi em 23 de Março de 2013, 05:23
Olá. O item 861 do LE é bem esclarecedor no que diz respeito ao determinismo e ao livre-arbítrio.

...Sabei que não há ninguém predestinado ao crime e que todo crime, como todo e qualquer ato, é sempre o resultado da vontade e do livre-arbítrio. De resto, sempre confundis duas coisas bastante distintas, os acontecimentos materiais da existência e os atos da vida moral. Se há fatalidade, às vezes, é apenas no tocante aos acontecimentos materiais, cuja causa está fora de vós, e que são independentes da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, emanam sempre do próprio homem, que tem sempre, por conseguinte, a liberdade de escolha: para os seus atos não existe jamais a fatalidade.

Com relação aos atos da vida moral, sempre seremos livres para decidir entre fazer o bem e o mal. Não é Deus que vai decidir por nós, pois se assim fosse, nossa evolução não dependeria de nós e sim da vontade de Deus, o que é anti-doutrinário. O que ocorre é que o nosso livre-arbítrio precisa ser conciliado com o livre-arbítrio das outras pessoas que serão envolvidas por nossos atos. Deus age no sentido de fazer com que o livre-arbítrio de um não prejudique o do outro. Se um indivíduo resolve assassinar seu desafeto, mas a programação cármica de sua vítima estipular que a sua vida deva se estender ainda por décadas, sua tentativa será de alguma forma frustrada por Deus. Se o livre-arbítrio do assassino e de sua vítima estiverem em conformidade, Deus permitirá que o ato se efetive, e, muitas vezes, aproxima o assassino da vítima.

Um abraço

PSI

 

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: .... em 23 de Março de 2013, 06:07
Caro Psi,
bom dia!

Concordo contigo!
Destaco que, pela Teoria do Risco, se uma pessoa quiser assassinar outra:
1) a outra pode evitar decidindo mudar de caminho (muitas vezes intuída pelo seu Espírito Protetor, intuição esta que poderia ser recusada pelo protegido, como na maioria das vezes acontece na Humanidade). Então, não ocorreria o assassinato;
2) o que quer assassinar pode se arrepender da vontade anterior e, mesmo diante daquela que assassinaria, não fazê-lo. Talvez esteja perdoando um fato ocorrido em vida passada em que o que quer assassinar foi vítima da outra pessoa;
3) o assassino consumar sua vontade e assassinar. Isso, pela Lei de Ação e Reação (ou de Causa e Efeito Moral), trará consequências ao assassino, talvez nesta reencarnação, após a desencarnação e em nova(s) reencarnação(ões). Até que haja o perdão mútuo de ambos!

Abraço.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: .... em 23 de Março de 2013, 06:28
Determinismos (Providência Divina em nossas vidas) só existem dois, grosso modo: a definição de nossa reencarnação (família, corpo físico, doenças congênitas etc.) e programação do desencarne (programação, porque podemos antecipar o desencarne pelo mau uso de nosso livre arbítrio e respondermos por isso, pela Lei de Ação e Reação)....

No restante de nossas vidas, desde o nascimento até o desencarne, vigora o que chamamos de Teoria do Risco: nosso livre arbítrio vai aumentando até por volta dos 16 anos, quando é completo. Após isso, tudo que fazemos ou não fazemos, pensamos ou não pensamos, falamos ou não falamos está condicionado ao nosso livre arbítrio! Decidimos tudo! E as outras pessoas com quem encontramos também!

Bem, Celso, então so falta explicar esta pequena frase que se encontra na questão 258a do Livro dos Espíritos:

Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus.

Ora, se os perigos que nos ameaçam são criados por Deus, tambem os perigos que ameaçam aos outros são criados por Deus. E neste caso onde fica o Livre Arbítrio, nosso e dos outros?

Anton

Caro Anton,
bom dia!

A questão de "O Livro dos Espíritos", se for lida inteira, tem a resposta à sua pergunta:

"Escolha das provas

258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o
Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
"Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.
a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas
as leis que regem o Universo.
Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não
aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade
de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe
acham, assim, o caminho do bem, como o do mal.
Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a
consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade
de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de
Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e
sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um
meio de progredirdes, e Deus o permitiu.
” (negritos e sublinhados nossos)

Vamos compreender o texto:
1) O Espírito desencarnado, pelo livre arbítrio, pode escolher o gênero de provas de sua próxima reencarnação. Mas há os que, pela sua inferioridade moral, terão uma reencarnação compulsória, escolhida pelos Espíritos Superiores como a melhor possível para sua evolução;
2) O livre arbítrio é uma Lei de Deus e não existiria se Deus não houvesse permitido;
3) Exemplo de perigos criados por Deus: eventos naturais como os climáticos, tectônicos, cósmicos, doenças etc.
Se o Espírito decide reencarnar em local, por exemplo, onde a malária é epidêmica, sua decisão (livre arbítrio) foi a de se expor a esse perigo, criado por Deus, porque é decorrente de um fato natural, como uma expiação (resgate de dívidas de vidas anteriores, prova no sentido genérico) ou prova, no sentido estrito (para sua evolução intelectual e moral).

Abraço.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Anton Kiudero em 23 de Março de 2013, 13:50
Vamos compreender o texto:
1) O Espírito desencarnado, pelo livre arbítrio, pode escolher o gênero de provas de sua próxima reencarnação. Mas há os que, pela sua inferioridade moral, terão uma reencarnação compulsória, escolhida pelos Espíritos Superiores como a melhor possível para sua evolução;
2) O livre arbítrio é uma Lei de Deus e não existiria se Deus não houvesse permitido;
3) Exemplo de perigos criados por Deus: eventos naturais como os climáticos, tectônicos, cósmicos, doenças etc.
Se o Espírito decide reencarnar em local, por exemplo, onde a malária é epidêmica, sua decisão (livre arbítrio) foi a de se expor a esse perigo, criado por Deus, porque é decorrente de um fato natural, como uma expiação (resgate de dívidas de vidas anteriores, prova no sentido genérico) ou prova, no sentido estrito (para sua evolução intelectual e moral).

Amigo Celso,

Em sua resposta voce confunde diversas coisas distintas e colocando-as no mesmo saco cria uma bela salada que nada esclarece...

1 - O espírito (desencarnado ou desencarnado igualmente) possui o absoluto livre arbítrio de solicitar as provas as quais deseja passar. E nisto CONSISTE o livre arbítrio. Consiste tem a acepção de conter tudo, ou seja não ha nada além disto.

2 - O livre arbitrio é uma lei de Deus. Correto, e quem são as criaturas geradas por Deus? São os espíritos e portanto esta lei aplica-se aos espíritos.

3 - Perigos criados por Deus são todos os perigos imaginaveis e inimaginaveis. Os que voce citou e os que voce não citou, igualmente. Ou seja TUDO o que acontece a todos os espíritos a cada instante.

4 - Expiação não é resgate. Expiação é a passagem por altos e baixos ou vicissitudes ou tribulações, escolha o termo que mais lhe agradar, esta na questão 132. E tem o unico proposito de não nos deixarmos levar pelo prazer ou pela dor e sermos felizes incondicionalmente.

Na questão 861 voce encontrará a resposta a suas confusões:

"Demais, sempre confundis duas coisas muito distintas: os sucessos materiais da vida e os atos da vida moral. A fatalidade, que algumas vezes há, só existe com relação àqueles sucessos materiais, cuja causa reside fora de vós e que independem da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, esses emanam sempre do próprio homem que, por conseguinte, tem sempre a liberdade de escolher. No tocante, pois, a esses atos, nunca há fatalidade."

Em resumo o que nos informa o LE?


A proposito, desde que o mundo é mundo, Deus invariavelmente matou a todos os seres humanos por mil diversas maneiras. Por morte natural, doenças dolorosas, canceres, lepra, execuções, torturas, afogamento, fogo, sufocamento, quedas, guerras, envenenamentos, enforcamentos, crucificações, animais peçonhentos, feras e outras mil de que não me lembro agora e não deixou nem umzinho vivo. Mas em momento algum matou a algum espírito. Os espíritos, somos filhos de Deus enquanto os corpos são apenas os corpos de prova, os instrumentos que utilizamos para provar a nos mesmos que aprendemos algo.

E cá pra nós, seria muita besteira se o muito citado, pouco lido e nada compreendido Livro dos Espíritos afimasse que um aluno pode alterar as provas durante a execução das mesmas, mas é o que o folklore espírita propala há decadas....

E isto provém da incomprensão da questão 001 deste livro onde o leitor não se considera COISA e portanto acha que o que faz não tem por causa a Deus. E a partir daí, nada mais entende e precisa ler mil livros e assistir a mil palestras que apenas confundem ainda mais a mente, até que terminam as provas e o espírito perceber que perdeu mais uma oportunidade de evolução.


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: EsoEstudos em 23 de Março de 2013, 20:18

Fatalismo?

Não, nada falei sobre fatalismo... A não ser por uma visão unilateral, sem considerar que o Absoluto, conquanto incognoscível, integra a filosofia exposta pelos Espíritos.






Determinismo e livre arbítrio...

[size=12pt]A liberdade plena e irrestrita de decidir o que fazer SÓ existe do ponto de vista do ser pensante...
[/font]

Em relação a Deus, que conhece passado-presente-futuro, não há liberdade alguma de nossa parte, porquanto Ele tudo conhece e já sabe o que ocorre no tempo-espaço.

Quando você toma uma livre decisão, essa livre decisão é exatamente aquela que o Criador determinou.

Quando o indivíduo opta por cometer atrocidades, tais atrocidades são a resultante exata de todas as variáveis que o levaram à experiência assim vivenciada, em perfeita consonância com todos que com ela se envolvam, na exata medida, sem menos, nem mais...

Continuemos livres, fazendo o que Deus estabelece...

[/b][/color][/size]
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: ArrudaMelo em 24 de Março de 2013, 10:21
Citar
Os espíritos, somos filhos de Deus enquanto os corpos são apenas os corpos de prova, os instrumentos que utilizamos para provar a nos mesmos que aprendemos algo.

Vejo a expressão "filhos de Deus", como um pano de fundo das religiões, que pouco têm de conhecimento da verdade. Somos criaturas, fomos criados por Deus, tanto quanto qualquer ser ou coisa, material ou não. O que distíngue o espírito da matéria, bem como os vários tipos de seres ou criaturas, é o propósito pelo qual fomos criados, a natureza de cada um. Se somos seres inteligentes e utilizamos a matéria para podermos evoluir, somos seres especiais na criação. Mas somos criaturas de Deus, tanto quanto um animal ou uma pedra, contudo com propósito e natureza distintas. Uma pedra não tem consciência de si; um animal, o corpo humano não têm consciência de si, mas nós temos e por isso podemos escolher dentre as opções que Deus nos disponibiliza. Passividade não nos levará ao conhecimento, revoltar-se e querer que as leis divinas sejam outras também não. Mas podemos buscar o conhecimento e transformar a natureza, conforme as leis divinas permitem, pois não fomos nós que criamos essas leis e penso que não podemos mudá-las, apenas podemos trabalhar para tentar compreendê-las e usá-las a nosso favor.

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: hcancela em 24 de Março de 2013, 12:20
Olá amigos(as)


Na questão do Livre-arbitrio o Celso mais o Psi, já falaram tudo.

Na questão da Liberdade muito falada, só conheço uma neste Mundo que é" A Razão", porque toda a gente a tem, e quem supostamnete não a tem(dizem eles) também a querem.


Saudações fraternas
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: .... em 24 de Março de 2013, 21:16
Citar
Os espíritos, somos filhos de Deus enquanto os corpos são apenas os corpos de prova, os instrumentos que utilizamos para provar a nos mesmos que aprendemos algo.

Vejo a expressão "filhos de Deus", como um pano de fundo das religiões, que pouco têm de conhecimento da verdade. Somos criaturas, fomos criados por Deus, tanto quanto qualquer ser ou coisa, material ou não. O que distíngue o espírito da matéria, bem como os vários tipos de seres ou criaturas, é o propósito pelo qual fomos criados, a natureza de cada um. Se somos seres inteligentes e utilizamos a matéria para podermos evoluir, somos seres especiais na criação. Mas somos criaturas de Deus, tanto quanto um animal ou uma pedra, contudo com propósito e natureza distintas. Uma pedra não tem consciência de si; um animal, o corpo humano não têm consciência de si, mas nós temos e por isso podemos escolher dentre as opções que Deus nos disponibiliza. Passividade não nos levará ao conhecimento, revoltar-se e querer que as leis divinas sejam outras também não. Mas podemos buscar o conhecimento e transformar a natureza, conforme as leis divinas permitem, pois não fomos nós que criamos essas leis e penso que não podemos mudá-las, apenas podemos trabalhar para tentar compreendê-las e usá-las a nosso favor.

Caro Arruda Melo,
boa noite!

Concordo contigo!

Abraço.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: alexandrina rocha em 09 de Abril de 2013, 02:12
Preciso de um esclarecimento. Domingo passado uma pessoa muito especial pra mim foi assassinada em torno de 23:00, fui saber disso somente na segunda feira as 11:00 da manhã. Mas passei a noite inteira sonhando com essa pessoa, como se estivesse vivo. Gostaria de saber o que foi...se foi um aviso...uma despedida...
E sei que ficou muita coisa a ser dita...existe a possibilidade de isso ocorrer através de sonhos, ele vir a se comunicar comigo...e quanto tempo depois da morte isso pode vir a acontecer.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 18 de Abril de 2013, 04:54
      Norizonte (ref #96)   (Me parece q a msg #96 é do ano passado)

      Cel: vc existe, eu existo, mas como manifestação de Deus, Consciência Universal, ou nome que lhe dermos; existimos do mesmo modo q aquela árvore ali em frente ou aquele urubu q está nela. Como disse Paulo, ‘Deus está, à esquerda e à direita, em cima e embaixo, à frente e atrás, dentro e fora, de todas as coisas; nele vivemos, nele respiramos’. Assim, essa Consciência Única e Universal, qdo em corpos dotados de canais de relação com o mundo, pode se manifestar como se fossem seres separados e independentes.

      O “Cogito ergo sum”, dos sábios gregos, é o em q cada um de nós acredita, porq se sente único, separado e independente do universo. Essa visão é, para as tradições orientais, a verdadeira Maya, pois não existe separatividade. Consideramos q a separatividade e a independência entre seres e coisas é uma verdade absoluta porq vemos o mundo, como se estivesse ao nosso redor (os mais importantes sentidos de relação com o mundo estão em nossa cabeça: visão e audição). No entanto, pela sabedoria de desde milênios antes de Cristo, aos dias atuais, e das revelações da física moderna, todos somos uma só é única coisa. Por isso Jesus, e outros q perceberam, afirmaram: “eu e o Pai somos um!”

      Outro ponto a refletir: o q é matéria? Para os aqueles filósofos gregos, tão conhecidos, como para Einstein, matéria não é entidade absoluta, mas relativa, “criada” pela observação de seres sencientes, (q percebem e que têm consciência de que percebem); assim, não existindo a observação de seres sencientes, matéria não existe. É difícil para muitos acreditarem nisso, mas a ciência é categórica a respeito. E essas revelações vêm, também, de séculos antes de Cristo e somente agora, milênios depois, é q a ciência, investigando o mundo de além do espaço-tempo com seus sofisticados laboratórios e instrumentos de pesquisas de última geração, é q está conseguindo comprovar as revelações daqueles homens de milênios antes de Cristo, q só tinham para sua investigação, o laboratório da própria mente.  Há literatura a respeito, mas há também muito preconceito a impedir q se creia nessas coisas e até q se leia. Infelizmente, muitos não têm tempo para procurar, outros não têm disposição e outros temem magoar alguém, mentor, instrutor, familiar.

      Sugiro procurar na Internet o “experimento das duas fendas”; ler:

      “O espectro da Consciência”, de Ken Wilber, “o maior pensador no campo da evolução da consciência” (jornal “Die Welt”); um dos mais renomados psicólogos do Ocidente.

      “O Universo Anto-Consciente – como a consciência cria o mundo material”, de Amit Goswami, titular de Física Quântica do Instituto de Física Teórica da Universidade de Oregon, EUA.

      “O Tao da Física”, de Fritijoff Capra, famoso físico quântico e ecologista profundo, só para começar.

      Quem estiver sinceramente determinado a compreender a vida terá muito a ganhar.

      Assim, como diz o Anton, a única realidade é Deus. O restante (não devemos dizer restante pois leva a crer q há algo além de Deus, mas não há) é simplesmente ilusão. O q chamamos de criação, é ilusão, pois é o mesmo Deus, a unicidade manifestada como diversidade, e nada mais. Infelizmente, não podemos ampliar mais estes conceitos, pois temos de respeitar as regras deste fórum q tão gentilmente nos oferece este espaço. 
...............................
      Norizonte (?) ao Anton: Mas se você pensa exatamente como escreve... primeiro deveria decidir-se se tuas afirmações são conjeturas suas e, portanto, deveria deixar claro isso com uma ressalva de que seria apenas uma opinião pessoal, passível de erro, ou, então, uma certeza que tens.

      Cel: as afirmações do Anton, longe de conjecturas, representam a realidade. Em alguns poucos discordo um pouco, mas os amigos devem refletir sobre o q ele fala.

      Norizonte, ao Anton: Veja... faz algum sentido o que você escreveu?: "Acredite, a única realidade que existe no universo é Deus. Todo o mais é Sua creação."

      Cel: isso apenas mostra (deve ser esta a explicação) a dificuldade de expressar certas verdades. Só Deus, ou o nome q lhe dermos, é! É impossível comunicar certas coisas; só as compreenderão aqueles q já as vivenciaram! Por isso, Paulo, q “subiu ao 3º céu” disse: “... e lá vi e ouvi coisas inefáveis!”! E, como disse Jung, “falar sobre isso é impossível!”  Também o Buda, qdo inquirido dizia, como outros sábios: “Essas perguntas são irrelevantes; procure ter sua própria experiência!” e, uma recomendação a que poucos seguem, mas q é de grande importância: “não coloque outra cabeça acima da sua!”

      Norizonte (?): Lembra que você estendeu o conceito de Deus, dizendo que Deus é a verdade absoluta, ou seja, você acrescentou algo àquela informação que Espíritos Superiores deram como resposta ao questionamento do que seria Deus. Como você explica essa sua afirmação?O fato de Deus ser onisciente, até poque foi Quem criou tudo, não transforma Deus em Verdade. Ele apenas sabe a verdade.

      Cel: Ele é a verdade, pois é só o que existe, a única "coisa" verdadeira. Ele é a verdade porque só a verdade existe; o mais, sendo irreal, inexiste e é pois, mentira, no sentido de ilusão.
........................................ continua ................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 18 de Abril de 2013, 05:15
      Norizonte   (ref #96)      (msg do ano passado)

...  o mais, sendo irreal, inexiste e é pois, mentira, ilusão, no sentido de não-verdade.

      Norizonte: mas veja que dessa sua afirmação inicial você quer chegar a outras conclusões, como dizer que se Deus é a verdade absoluta, tudo o que não for a verdade absoluta não é real e daí caímos no absurdo de dizer que não existimos na realidade.

      Cel: ao contrário, meu amigo, existimos sim pois somos  manifestações da realidade que é Deus...

      Norizonte: Ora, o conceito de existência é o conceito comum e não precisaria nem estar na Doutrina que 'existem' Deus, os Espíritos e o mundo material para sabermos que nós existimos.

      Cel: não é o conceito comum! O conceito comum de existência é absolutamente diferente do q mostram as revelações dos sábios e da ciência moderna! E Deus é a verdade pois é a única coisa q existe; o mais q se disser é ilusão,  ou irreal e o q é irreal é falso, mentira portanto! E mais, é aquela verdade a q Jesus se referiu ao afirmar: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará!”, significando, é evidente q, se vc passar pela experiência de conhecer a verdade (de poder dizer “eu e o Pai somos um”) vc estará libertado de tudo o mais, de todas as algemas q o prendem à matéria. Essa é a única e verdadeira salvação. Libertar-se...

      Norizonte: Essa afirmação de que não existimos, ou só Deus existe, não leva a lugar algum a não ser a um possível panteísmo que quem estuda a Doutrina já descarta no início do Estudo, ou caso  aceite não segue adiante.
 
      Cel: engana-se o amigo; nada têm a ver com panteísmo; panteísmo é apenas uma filosofia nascida do estudo, da observação das coisas e eventos da natureza, produzida por elucubrações de homens sérios e dispostos a encontrar explicações para a vida; ao passo q essas afirmações, são  resultado de revelações trazidas por experiências de desde milênios antes de Cristo. E essas afirmações, é produtivo q sejam feitas, pois podem despertar o interesse, motivar mesmo  a que se inicie a busca do que é real, particularmente pelo inusitado que elas são; infelizmente, em geral só temos atenção voltada para nossas crenças, pela total confiança q temos em suas fontes, e nos esquecemos até do sábio conselho da própria codificação q recomenda estudar outras doutrinas, compará-las com a nossa e, se encontramos alguma q mais se harmonize com nosso íntimo, escolhe-la para nós. Mas, quem é q quer perder tempo se considera a sua a melhor?! É que nos esquecemos do também sábio conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o que for bom”
..................................................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Luis Conforti Junior em 18 de Abril de 2013, 21:32
      Anton Kiudero      (ref #

      Cel (msg ant): concordo, meu amigo; e lhe peço q observe q minha colocação, q vc citou acima, está de conformidade com o q a doutrina diz, mas q muitos não admitem. Sempre coloco observações, argumentos, respostas, com a intenção de levar os companheiros a raciocinarem. Aqui, procuro sempre colocar argumentos ou questões q têm relação com a doutrina. No caso do que coloquei e q, em seu aparte está “e quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens”, eu continuaria a pergunta, inquirindo: e qual é a causa de, sendo nós q atribuimos valor às coisas, lhes  atirbuirmos valores tão diferentes? Se éramos, originalmente iguais, qual é a causa, como é q surgiu essa desigualdade de avaliação, de raciocínio, de compreensão?

      Anton escreveu: Nisto consiste todo o livre arbítrio, o absoluto livre arbítrio moral do espírito encarnado. Em atribuir "valores" as coisas. E isto é consequencia das experiencias passadas de cada um e que mostram a intencionalidade de cada um.

      Cel: se é conseqüência de experiências passadas de cada porq dizer q é conseqüência do livre-arbítrio?
.................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 18 de Abril de 2013, 22:11
      Anton Kiudero   (ref #99)

      Cel: concordo, meu amigo; e lhe peço q observe q minha colocação, q vc citou acima, está de conformidade com o q a doutrina diz, mas q muitos não admitem. Sempre coloco observações, argumentos, respostas, com a intenção de levar os companheiros a raciocinarem. Aqui, procuro sempre colocar argumentos ou questões q têm relação com a doutrina. No caso do que coloquei e q, em seu aparte está “e quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens”, eu continuaria a pergunta, inquirindo: e qual é a causa de, sendo nós q atribuimos valor às coisas, lhes  atirbuirmos valores tão diferentes? Se éramos, originalmente iguais, qual é a causa, como é q surgiu essa desigualdade de avaliação, de raciocínio, de compreensão?

      Anton: Nisto consiste todo o livre arbítrio, o absoluto livre arbítrio moral do espírito encarnado. Em atribuir "valores" as coisas. E isto é consequencia das experiencias passadas de cada um e que mostram a intencionalidade de cada um.

      Cel: se é conseqüência de experiências passadas porq dizer q é conseqüência do livre-arbítrio?
.............................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 18 de Abril de 2013, 22:46
      Celso F    (ref #102)

      Celso escreveu; coloco-lhes a seguinte questão: Acaso e Determinismo (Providência Divina).  Acaso não existe. Por isso não existe sorte ou azar!

      Cel: pois essa é uma questão para raciocinar: se não existe acaso, e a doutrina é categórica a esse respeito, tudo está pré-determinado, certo? Se tudo é pré-determinado, Deus sabe de tudo q acontecerá daqui a pouco, amanhã... daqui a um milhão de anos!

      Mas, daí nasce outra questão, mais importante do q essa primeira: se tudo está pré-determinado, não existe livre-arbítrio!

      E agora? Esse raciocínio leva a conclusão de que, se não existe acaso, o livre-arbítrio é uma fantasia!

      E, daí, ainda vamos concluir que, ou Deus sabe de tudo q vai acontecer, e a existência do livre-arbítrio é uma fantasia, ou o Criador não sabe nem do dia de amanhã!

      Como entender isso?

      Celso: Determinismo  (Providência Divina em nossas vidas) só existem dois, grosso modo: a definição de nossa reencarnação (família, corpo físico, doenças congênitas etc.) e programação do desencarne (programação, porque podemos antecipar o desencarne pelo mau uso de nosso livre arbítrio e respondermos por isso, pela Lei de Ação e Reação).

      No restante de nossas vidas, desde o nascimento até o desencarne, vigora o que chamamos de Teoria do Risco: nosso livre arbítrio vai aumentando até por volta dos 16 anos, quando é completo. Após isso, tudo que fazemos ou não fazemos, pensamos ou não pensamos, falamos ou não falamos está condicionado ao nosso livre arbítrio! Decidimos tudo!

      Cel: se é assim, se os sofrimentos nascem do mau exercício do livre-arbítrio, e este nada mais é do que nossa decisão de escolher entre o certo e o errado, porq a Lei divina nos atinge com suas penalidades expiatórias, torturantes e insuportáveis para que, conforme a doutrina “paguemos” nossos débitos por erros vindos exatamente de decisões/escolhas erradas?

      Pois, de onde vêm nossas decisões e escolhas, senão dos desejos e estes, por sua vez, vêm dos pensamentos! Mas, os pensamentos são verdadeiramente nossos? Nós temos comando sobre eles? Se refletirmos, com certeza, vamos perceber q não comandamos os pensamentos; que são eles que nos comandam e, conseqüentemente, nos levam a está ou àquela escolha!!

      Logo, como afirmar q sofremos por nossas escolhas erradas se não somos responsáveis por elas? As escolhas certas ou erradas são produzidas por pensamentos q estão fora de nosso comando!
.........................................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 18 de Abril de 2013, 22:59
      Anton   (ref #90)

      Cel (msg anterior): Se Deus está em tudo, sem exceção, se Dele se originam todas as coisas e se Ele, em essência, está contido em tudo, consequentemente, Dele se originam e Ele está tanto na mão q abençoa, qto na mão q assassina; na mente, nos pensamentos e nos desejos dos estupradores e pedófilos; dos q praticam atrocidades, maldades e humilhações sem fim; dos exploradores e destruidores dos semelhantes, da natureza e da harmonia da criação; nos desejos viciosos; na intenção daquele q rouba e mata para saciar seus desejos; nos desejos e nas atitudes e procedimentos daqueles q querem “limpar a honra ofendida”; daqueles q praticam absurdos para conseguir se drogar; dos q odeiam; dos q se perdem nos desregramentos do sexo; daqueles q traem os cônjuges ou os amigos.

      Assim, de Deus se originam tanto o q interpretamos como o bem, quanto o mal; tanto o bom e suas boas ações, qto o mau e suas más ações. Dele se originam (e Ele está em) todos os pensamentos por mais mesquinhos, abomináveis e degradantes q sejam; a felicidade e a infelicidade; o gozo e a dor, e os mais torturantes e desesperadores sofrimentos; é a origem e está na beleza e na feiura; no agradável e no desagradável; no q é benéfico e no q é maléfico; no jardim perfumado e nos esgotos fétidos... afinal, Deus está nessa lista sem fim de opostos q o mundo apresenta.

      É esse o ensinamento da doutrina? O q está exposto é, realmente, a verdade do mundo, da vida, do Criador?

      Anton colocou: Somente um pequeno aparte. Deus é a causa primaria ou seja o creador de todas as coisas. Mas quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens. O que é bem para um é mal para outro, o que é certo para um é errado para outro. O espírito humanizado vive um universo dualista que somente existe em sua mente e por este motivo não é real e apenas ilusório.

      Cel: lhe peço q observe q minha colocação, citada acima por vc, está de conformidade com o q a doutrina diz, mas q muitos não admitem.

      Contudo, se como vc diz, “quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens”, eu continuaria a pergunta, inquirindo: e qual é a causa de, sendo nós q atribuimos valor às coisas, lhes  atirbuirmos valores tão diferentes? Se éramos, originalmente iguais, qual é a causa, como é q surgiu essa gigantesca desigualdade de avaliação, de raciocínio, de compreensão?
...................................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 18 de Abril de 2013, 23:54
      EsoEstudos     (ref #103)

      Eso colocou: A liberdade plena e irrestrita de decidir o que fazer SÓ existe do ponto de vista do ser pensante... Em relação a Deus, que conhece passado-presente-futuro, não há liberdade alguma de nossa parte, porquanto Ele tudo conhece e já sabe o que ocorre no tempo-espaço.

      Cel: pois aí está uma questão importante; se Deus conhece passado-presente-futuro e, consequentemente, Deus sabe que, amanhã, a cidade  “X” será destruída por um terremoto, sem dúvida, amanhã a cidade “X” será destruída por um terremoto! Como modificar aquilo q já está na ciência de Deus, certo?

      Assim, se Deus sabe que amanhã matarei um desafeto, como posso deixar de matar o desafeto? Se está, desde sempre, na ciência de Deus, que um dia eu haveria de decidir (e decidi) que amanhã eu matarei o desafeto, como posso, por me reformar intimamente, me arrepender e deixar de fazer aquilo que já está, desde sempre, na Consciência Divina? Terá o ser humano, simples e ignorante, poder (ou condições) de modificar aquilo q Deus já sabia (e sabe) que ele faria  (fará) amanhã? E agora, como afirmar que o livre-arbítrio existe? 

      Matar ou fazer qualquer coisa que seja, se Deus conhece o futuro e, consequentemente, isso está na ciência de Deus, esse matar ou fazer o que seja, será concretizado. Ou a ciência de Deus pode falhar?   

      Desse modo, o amigo Eso vai contra suas próprias palavras, lá do início da msg, ao dizer que o ser pensante tem liberdade plena e irrestrita de decidir o que fazer. Ou, me perdoe o Eso, se o que quis dizer foi justamente q o ter livre-arbítrio é apenas um ponto de vista equivocado do ser pensante!

      Eso: Quando você toma uma livre decisão, essa livre decisão é exatamente aquela que o Criador determinou.

      Cel: e, consequentemente, o livre-arbítrio nada mais é do q uma criação da mente dos homens. Não tem existência real!
..............................................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Brenno Stoklos em 19 de Abril de 2013, 03:37
      Anton   (ref #90)

      Cel (msg anterior): Se Deus está em tudo, sem exceção, se Dele se originam todas as coisas e se Ele, em essência, está contido em tudo, consequentemente, Dele se originam e Ele está tanto na mão q abençoa, qto na mão q assassina; na mente, nos pensamentos e nos desejos dos estupradores e pedófilos; dos q praticam atrocidades, maldades e humilhações sem fim; dos exploradores e destruidores dos semelhantes, da natureza e da harmonia da criação; nos desejos viciosos; na intenção daquele q rouba e mata para saciar seus desejos; nos desejos e nas atitudes e procedimentos daqueles q querem “limpar a honra ofendida”; daqueles q praticam absurdos para conseguir se drogar; dos q odeiam; dos q se perdem nos desregramentos do sexo; daqueles q traem os cônjuges ou os amigos.

      Assim, de Deus se originam tanto o q interpretamos como o bem, quanto o mal; tanto o bom e suas boas ações, qto o mau e suas más ações. Dele se originam (e Ele está em) todos os pensamentos por mais mesquinhos, abomináveis e degradantes q sejam; a felicidade e a infelicidade; o gozo e a dor, e os mais torturantes e desesperadores sofrimentos; é a origem e está na beleza e na feiura; no agradável e no desagradável; no q é benéfico e no q é maléfico; no jardim perfumado e nos esgotos fétidos... afinal, Deus está nessa lista sem fim de opostos q o mundo apresenta.

      É esse o ensinamento da doutrina? O q está exposto é, realmente, a verdade do mundo, da vida, do Criador?

      Anton colocou: Somente um pequeno aparte. Deus é a causa primaria ou seja o creador de todas as coisas. Mas quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens. O que é bem para um é mal para outro, o que é certo para um é errado para outro. O espírito humanizado vive um universo dualista que somente existe em sua mente e por este motivo não é real e apenas ilusório.

      Cel: lhe peço q observe q minha colocação, citada acima por vc, está de conformidade com o q a doutrina diz, mas q muitos não admitem.

      Contudo, se como vc diz, “quem atribui algum valor as coisas de Deus são os homens”, eu continuaria a pergunta, inquirindo: e qual é a causa de, sendo nós q atribuimos valor às coisas, lhes  atirbuirmos valores tão diferentes? Se éramos, originalmente iguais, qual é a causa, como é q surgiu essa gigantesca desigualdade de avaliação, de raciocínio, de compreensão?
...................................

O problema, Coronel, é que o Sr. e o Anton são ateus!
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Murielk em 19 de Abril de 2013, 21:17
Se Deus é a causa primeira de TUDO, devemos compreender o que significa TUDO. É uma daquelas palavras que são de dificil compreensão, como 'infinito' ou 'eterno'. Mas se Deus é a causa de TUDO, não existe qualquer coisa causada por outro que não Deus. Caso existisse, o texto deveria ser 'Deus é a causa primeira das coisas redondas, ou coisas aquaticas, ou coisas azuis ou qualquer outro delimitador'. Se não há limitadores, não existe absolutamente nada que não tenha como causa primaria a Deus.

Porém, ele também fala que o Espírito têm um sentimento, que lhe é próprio como se fosse independente de Deus, pois não pode negar a existência do Livre-arbítrio.
Bom que aqui definiu coisa, como tudo o que Deus criou.
Se fossemos seguir o que ele pensa, não haveria livre-arbítrio, pois Deus criou o Espírito, qualquer coisa que o espírito faça, seria causado por Deus.
Mas se entender o que significa "primária" e porque da existência desse termo ali, entenderás a DE.

Algumas contradições dele:
http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/causa-de-tudo/msg320776/#msg320776

Abraços
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 25 de Abril de 2013, 19:33
      Brenno     (ref #124, 19.04.13)

      Olá, Brenno, companheiro de estudos.

      É preciso raciocinar! Vc deu uma minúscula resposta, sem qualquer argumento ou explicação; não ofereceu justificativa nenhuma para sua resposta.

      Apresente, meu jovem, é evidente q se desejar, algum argumento ou comentário; discorde de tudo mas justifique sua discordância! Vc, tenho certeza, será capaz de explicar suas discordâncias, concorda?
...................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 25 de Abril de 2013, 19:40
      Hcancela     (ref #114, 24.04.13)

      Cel: amigo Hcancela, só agora vi essa msg sua e respondo, embora não fosse endereçada para mim.


      Hcancela escreveu: Na questão do livre-arbítrio o Celso mais o Psi, já falaram tudo.

      Cel: me permita discordar; há muitos tópicos sobre o assunto q mostram q  ainda há dúvidas qto a isso, e dos mais recentes, nenhum chegou ao fim; ontem foi trancado “Refutação final à negação do livre-arbítrio”; outro, “Livre-arbítrio”, foi fechada a possibilidade de responder; “A realidade do livre-arbítrio”, idem;  fechou sem chegar ao fim .

      Desconheço se para moderadores as regras do FE são outras, diferentes das nossas. Estranho, porq há moderadores/colaboradores que excluem msg/respostas  mesmo q estejam perfeitamente de acordo com as regras, impedindo q todas as dúvidas ou debates sejam solucionados.

        Vamos ver mais algumas considerações sobre o assunto. Peço aos moderadores q não excluam esta resposta; que permitam q, aqueles q se interessarem, tirem suas “próprias” conclusões pessoais e que não interrompam seu estudo por imposição de outras pessoas. Deixem q eles concordem ou discordem, argumentem, respondam, questionem para ver se conseguimos chegar a um denominador comum. Apagando a msg, os amigos não terão oportunidade de fazer isso.     

      Vamos ao assunto; convido os amigos a raciocinarem, como manda Kardec.

      Kardec: “A origem do mal está no próprio homem no exercício do seu livre-arbítrio”.

      Cel: como não pode ser Deus o causador do mal ou do sofrimento, chegou-se à conclusão de que o único agente ativo restante, a criatura divina procedente de Deus, é a causa de todos os males, e que, se sofremos  é porque agimos erradamente; se somos felizes, é porque agimos acertadamente. 

      O mal não pode proceder de Deus, mas pode proceder de Seus filhos, de nós que procedemos de Deus e do qual, conforme a doutrina, <nada> pode proceder q seja mau, nem injusto, nem ininteligente.   

      Aqui me permitam uma pequena pergunta: tendo em vista o q está na doutrina, q nada que procede de Deus pode ser mau, injusto ou ininteligente, de onde mais podem proceder os espíritos?!

      Como afirma o codificador, o mau uso do livre-arbítrio é a causa de todos os males e maldades do mundo. E, aqui, para raciocinar, coloco outra pergunta, muitas vezes repetida mas nunca respondida de modo definitivo: porq os filhos de Deus, usam seu livre-arbítrio para o mal, se podem usá-lo para o bem?

       Mas, vamos raciocinar sobre o livre-arbítrio.
      Sem dúvida, se o homem age erradamente pode prejudicar a si e a semelhantes. É
isso que vemos no dia-a-dia, dos mais simples desentendimentos até aos conflitos e guerras mais cruéis e destruidores de tudo que o próprio homem construiu, e da harmonia da criação! 

      Assim, sofremos se agimos erradamente. Mas, será q esse sofrimento está previsto, como afirmam doutrinas, numa lei que nos impõe punição (q implicam sofrimentos terríveis como vemos no mundo, cânceres, deformações fisicas e mentais, doenças degradantes e cabulosas etc etc) por usarmos mal nosso livre-arbítrio?

      Essa explicação de que nosso sofrimento vem de nossa responsabilidade ou culpa e que,  por isso, devemos sofrer penalidades expiatórias, mesmo que ditas educativas, não se hamoniza (para mim e outros) com a concepção de um Criador onisciente, onipotente, onipresente e de Infinitos Amor e Justiça! De Deus que, por sua onisciência, sabe o q sua criação de espiritos (criação especial!) fará de terrível e absurdo! Sabe, se é onisciente (qto a isto, uns concordam, outros não!) desde sempre, desde antes de nos criar, quando, onde, como e em que circunstâncias cada um de nós “fará” de errado e de certo, relativamente às suas leis, bem como também sabe o que, cada um de nós, “sofrerá” devido a seus desacertos. Tanto que, de antemão, criou leis e locais para a expiação de nossos “pecados”.

      Raciocinando: não será como o fabricante de brinquedos que, mesmo sabendo, com absoluta certeza, que o brinquedo por ele idealizado, desenhado e fabricado virá a apresentar, no futuro, numerosos defeitos e, por isso, será extremamente perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, assim mesmo o fabrica e o entrega às crianças (q são outros bilhões de brinquedos q, depois de fabricados, também apresentarão terríveis defeitos - q o fabricante, também, desde sempre sabe q apresentarão, pois Ele mesmo os criou?!

      Agora, a questão: quando surgem os sofrimentos conseqüentes dos defeitos dos brinquedos, q o fabricante, ao fabricá-los, com absoluta certeza, sabe q apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?

      Sinceramente, não consigo entender como muitos concordam q o responsável é o
brinquedo e q deve ser punido por isso! Quem pode explicar?

      Mas, voltemos ao “livre-arbítrio”. Afinal, o que é o livre-arbítrio? Há mesmo um arbítrio (ajuizamento, julgamento, decisão ou escolha livre)?

      Vamos raciocinar sobre o q vai a seguir e, se desejarem, apresentem comentários a respeito. Tenho certeza q perceberão que nossas escolhas estão sempre, sem exceção, apoiadas naquilo que a escola, do bem e do mal, que é a vida, já nos ensinou.

      Veja um pequeno exemplo de como nossas escolhas nada têm com um <livre>arbítrio, nunca são livres: você caminha por uma estrada que, de repente, se bifurca; por qual das duas vai continuar? Vc não decide ou escolhe num cara-ou-coroa, ou num estalar de dedos. Sempre vc analisa, por mais simples que seja essa analise, qual a estrada a seguir; a mais vantajosa, a mais sombreada, a que tem menos obstáculos, a mais curta. E porque vc faz essa análise? Porque, pelas experiências já adquiridas, vc já aprendeu que deve continuar por aquela cuja ponte está intacta, pela mais sombreada, pela cujo pavimento é melhor etc.

      Só não agem assim (não analisam) os desequilibrados mentais, o desesperado, dementado, descontrolado ou o ignorante e, por isso, podem até continuar sua marcha pela estrada pior, ou cometer absurdos, como vemos no mundo. Mas esses não têm controle sobre si mesmos, não raciocinam, não são responsáveis pelo q fazem.

      Até para escolher entre guloseimas vc analisa: se seu apetite é grande, a maior; se não, a que lhe parece mais saborosa etc.

      Portanto, nossas escolhas <nunca> são livres; estão sempre, sem exceção de nenhuma, totalmente <presas> ao passado, ao conhecimento, à compreensão anterior, que já temos das coisas e do mundo. E se nossas escolhas não são <livres>, como dizer-se q há <livre>-arbítrio, q nossas escolhas são <livres>?!

      Todas as escolhas que fazemos, todas as decisões que tomamos estão totalmente <presas> ao nosso passado, ao conhecimento que já nos foi ministrado pela “escola do bem e do mal”, q é a vida e, assim, portanto, não escolhemos <livres>.

      Do mesmo modo acontece em todos os aspectos da vida individual ou coletiva. Sempre, qualquer decisão ou escolha (mesmo para as provas de uma nova vida, como diz a doutrina), depende do conhecimento q já temos pelas experiências anteriormente adquiridas. Nunca escolhemos livremente.

      Para qualquer escolha, das mais simples e sem consequencias danosas, como a escolha de um lápis, às mais complexas e de conseqüências imprevisiveis e perigosas, como matar um desafeto ou declarar uma guerra, não as fazemos por livre vontade ou escolha, mas pelo q as experiencias/lições da vida já nos ensinaram qual é a melhor ou mais conveniente solução a adotar.

      Talvez, por isso, Jesus tenha afirmou q “tudo vem do Alto”, isto é q a escolha não é nossa, e o apóstolo Paulo ensinou: “É o Senhor que opera em nós o querer (escolher)...”. Como conseqüência dessas palavras, se nem pensamento, nem desejos, nem o q fazemos são responsabilidade nossa, nossas obras também não são. Tanto q Paulo (talvez para q ninguém estranhe q sofremos mesmo q as obras más não sejam nossas) ainda disse: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”.

      Aos amigos q estranharem o q foi dito, lembro que o próprio mestre Jesus disse q nem mesmo a escolha de seguir seus ensinamentos é faculdade nossa. .......................................................
     

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Brenno Stoklos em 26 de Abril de 2013, 07:47
      Hcancela     (ref #114, 24.04.13)
 

Kardec: “A origem do mal está no próprio homem no exercício do seu livre-arbítrio”.

Carece de fontes.

Cel: como não pode ser Deus o causador do mal ou do sofrimento, chegou-se à conclusão de que o único agente ativo restante, a criatura divina procedente de Deus, é a causa de todos os males,

Os sofrimentos (males) são causados pela ignorância e pela imperfeição.


 e que, se sofremos  é porque agimos erradamente; se somos felizes, é porque agimos acertadamente. 

Os sofrimentos são conseqüência de nossas próprias ações.


O mal não pode proceder de Deus, mas pode proceder de Seus filhos, de nós que procedemos de Deus e do qual, conforme a doutrina, <nada> pode proceder q seja mau, nem injusto, nem ininteligente. 

Exato, não somos maus, somos ignorantes e imperfeitos.  

Aqui me permitam uma pequena pergunta: tendo em vista o q está na doutrina, q nada que procede de Deus pode ser mau, injusto ou ininteligente, de onde mais podem proceder os espíritos?!

Mesmo raciocínio acima.

Como afirma o codificador, o mau uso do livre-arbítrio é a causa de todos os males e maldades do mundo.

Mais uma vez: Não existem males nem maldades, existem ignorância e imperfeição.

E, aqui, para raciocinar, coloco outra pergunta, muitas vezes repetida, mas nunca respondida de modo definitivo: porque os filhos de Deus usam seu livre-arbítrio para o mal, se podem usá-lo para o bem?

Porque são ignorantes e imperfeitos.


Mas, vamos raciocinar sobre o livre-arbítrio.
Sem dúvida, se o homem age erradamente pode prejudicar a si e a semelhantes. É
isso que vemos no dia-a-dia, dos mais simples desentendimentos até aos conflitos e guerras mais cruéis e destruidores de tudo que o próprio homem construiu, e da harmonia da criação! 
Assim, sofremos se agimos erradamente. Mas, será q esse sofrimento está previsto, como afirmam doutrinas, numa lei que nos impõe punição (q implicam sofrimentos terríveis como vemos no mundo, cânceres, deformações fisicas e mentais, doenças degradantes e cabulosas etc etc) por usarmos mal nosso livre-arbítrio?

É perfeitamente justo que se sofra as conseqüências de seus próprios atos!


Essa explicação de que nosso sofrimento vem de nossa responsabilidade ou culpa e que,  por isso, devemos sofrer penalidades expiatórias, mesmo que ditas educativas, não se harmoniza (para mim e outros) com a concepção de um Criador onisciente, onipotente, onipresente e de Infinitos Amor e Justiça!

E por quê não? Teria o Sr. uma concepção melhor de Justiça?


 De Deus que, por sua onisciência, sabe o q sua criação de espiritos (criação especial!) fará de terrível e absurdo! Sabe, se é onisciente (qto a isto, uns concordam, outros não!) desde sempre, desde antes de nos criar, quando, onde, como e em que circunstâncias cada um de nós “fará” de errado e de certo, relativamente às suas leis, bem como também sabe o que, cada um de nós, “sofrerá” devido a seus desacertos.

E conhece também a felicidade que cada uma de suas criaturas gozará quando atingir o estado de Espírito Puro!



Tanto que, de antemão, criou leis e locais para a expiação de nossos “pecados”.

Aqui o Sr. está falando de outra coisa que não é Espiritismo.


Raciocinando: não será como o fabricante de brinquedos que, mesmo sabendo, com absoluta certeza, que o brinquedo por ele idealizado, desenhado e fabricado virá a apresentar, no futuro, numerosos defeitos e, por isso, será extremamente perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, assim mesmo o fabrica e o entrega às crianças (q são outros bilhões de brinquedos q, depois de fabricados, também apresentarão terríveis defeitos - q o fabricante, também, desde sempre sabe q apresentarão, pois Ele mesmo os criou?!

E todos, sem exceção, chegarão, mais cedo ou mais tarde, ao estágio de Puro Espírito e gozarão de absoluta felicidade!!!

      Agora, a questão: quando surgem os sofrimentos conseqüentes dos defeitos dos brinquedos, q o fabricante, ao fabricá-los, com absoluta certeza, sabe q apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?

Os sofrimentos do Espírito não são conseqüência de “defeitos de fabricação” mas de sua ignorância e imperfeição, sendo a responsabilidade sempre do Espírito, pois é dotado de Livre-Arbítrio.


Sinceramente, não consigo entender como muitos concordam q o responsável é o
brinquedo e q deve ser punido por isso! Quem pode explicar?

Brinquedos não têm consciência e muito menos Livre-Arbítrio.



Mas, voltemos ao “livre-arbítrio”. Afinal, o que é o livre-arbítrio? Há mesmo um arbítrio (ajuizamento, julgamento, decisão ou escolha livre)?

Evidentemente que há!

Vamos raciocinar sobre o q vai a seguir e, se desejarem, apresentem comentários a respeito. Tenho certeza q perceberão que nossas escolhas estão sempre, sem exceção, apoiadas naquilo que a escola, do bem e do mal, que é a vida, já nos ensinou.
Veja um pequeno exemplo de como nossas escolhas nada têm com um <livre>arbítrio, nunca são livres: você caminha por uma estrada que, de repente, se bifurca; por qual das duas vai continuar? Vc não decide ou escolhe num cara-ou-coroa, ou num estalar de dedos. Sempre vc analisa, por mais simples que seja essa analise, qual a estrada a seguir; a mais vantajosa, a mais sombreada, a que tem menos obstáculos, a mais curta. E porque vc faz essa análise? Porque, pelas experiências já adquiridas, vc já aprendeu que deve continuar por aquela cuja ponte está intacta, pela mais sombreada, pela cujo pavimento é melhor etc.
Só não agem assim (não analisam) os desequilibrados mentais, o desesperado, dementado, descontrolado ou o ignorante e, por isso, podem até continuar sua marcha pela estrada pior, ou cometer absurdos, como vemos no mundo. Mas esses não têm controle sobre si mesmos, não raciocinam, não são responsáveis pelo q fazem.
Até para escolher entre guloseimas vc analisa: se seu apetite é grande, a maior; se não, a que lhe parece mais saborosa etc.
Portanto, nossas escolhas <nunca> são livres; estão sempre, sem exceção de nenhuma, totalmente <presas> ao passado, ao conhecimento, à compreensão anterior, que já temos das coisas e do mundo. E se nossas escolhas não são <livres>, como dizer-se q há <livre>-arbítrio, q nossas escolhas são <livres>?!
Todas as escolhas que fazemos, todas as decisões que tomamos estão totalmente <presas> ao nosso passado, ao conhecimento que já nos foi ministrado pela “escola do bem e do mal”, q é a vida e, assim, portanto, não escolhemos <livres>.
Do mesmo modo acontece em todos os aspectos da vida individual ou coletiva. Sempre, qualquer decisão ou escolha (mesmo para as provas de uma nova vida, como diz a doutrina), depende do conhecimento q já temos pelas experiências anteriormente adquiridas. Nunca escolhemos livremente.
Para qualquer escolha, das mais simples e sem consequencias danosas, como a escolha de um lápis, às mais complexas e de conseqüências imprevisiveis e perigosas, como matar um desafeto ou declarar uma guerra, não as fazemos por livre vontade ou escolha, mas pelo q as experiencias/lições da vida já nos ensinaram qual é a melhor ou mais conveniente solução a adotar.
Talvez, por isso, Jesus tenha afirmou q “tudo vem do Alto”, isto é q a escolha não é nossa, e o apóstolo Paulo ensinou: “É o Senhor que opera em nós o querer (escolher)...”. Como conseqüência dessas palavras, se nem pensamento, nem desejos, nem o q fazemos são responsabilidade nossa, nossas obras também não são. Tanto q Paulo (talvez para q ninguém estranhe q sofremos mesmo q as obras más não sejam nossas) ainda disse: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”.
Aos amigos q estranharem o q foi dito, lembro que o próprio mestre Jesus disse q nem mesmo a escolha de seguir seus ensinamentos é faculdade nossa.

Caro Sr. Coronel,
Suas considerações a respeito do Livre-Arbítrio são tão sem sentido e desprovidas de nexo que vou me abster de comentar!
Vou lhe deixar apenas uma questão:

Em que experiência se prenderia o suicida ao decidir se comete, ou não, o tresloucado ato?
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Brenno Stoklos em 26 de Abril de 2013, 07:54
 Justiça Divina

Ary Brasil Marques

O homem costuma avaliar os acontecimentos da vida como castigos divinos. A maioria das pessoas acredita que o ser humano é pecador, e que seus pecados redundam em castigos por parte de Deus.

Essa maneira de pensar foi herdada da maneira equivocada de como as religiões abordam o assunto. A interpretação bíblica do paraíso perdido, do pecado cometido por Adão e Eva, da influência da cobra e da expulsão do casal do Eden e sua conseqüente vida de trabalho, considerando-se como um mal o suor do homem na busca de seu sustento, criou nas pessoas a falsa idéia de que o homem tem que sofrer e que ele é um pecador que deve ser punido pelo seu pecado.

Outra conseqüência desse erro é se acreditar que Deus é cruel e vingativo, e que Ele castiga aos seus filhos. E erro maior ainda é o de se considerar esse castigo eterno em local destinado ao suplício dos pecadores, por toda a eternidade.

O Espiritismo nos dá uma outra visão. O homem não é um pecador, é um espírito criado simples e ignorante, destinado a alcançar, por seu próprio esforço, a plenitude, a perfeição, a felicidade. Deus criou a todos iguais, sem privilégios para ninguém, e dotou o homem do livre-arbítrio para que cada um possa caminhar com inteira liberdade de ação e aprender com o próprio erro. Estabeleceu normas e bases corretas, e uma lei de reajuste automático denominada Lei de Causa e Efeito.

A Lei de Causa e Efeito é complemento necessário à Lei de Justiça, de Amor e de Caridade. Por ela o homem vai se depurando, evoluindo, corrigindo os erros, até conseguir, mercê de seu próprio esforço, alcançar a perfeição e a conseqüente felicidade.

A Lei de Causa e Efeito é também chamada Lei de Ação e de Reação. É uma lei automática, ou seja, já tem embutida em si mesma os efeitos decorrentes de nossos atos. Atos bons trazem como conseqüência efeitos bons. Atos maus, efeitos maus. Assim, quem planta ventos colhe tempestades. Quem planta amor colhe amor. A semeadura é livre, a colheita é obrigatória. Todos, absolutamente todos, colherão sempre apenas e tão somente o que plantarem. Ninguém poderá colher maçãs se plantou bananas.

O homem, no início simples e ignorante, vai agindo e ampliando o seu livre-arbítrio à medida que evolui e adquire mais conhecimentos. Ele erra, porque não conhece. Com as conseqüências de seu erro, ele aprende, e quando aprende não erra mais.

Há uma diferença fundamental entre o erro e o pecado. Erro é conseqüência de desconhecimento, de imaturidade, de falta de calma, de falta de melhor estrutura. É o caso das crianças, que em sua aprendizagem sofrem muitas vezes efeitos de seus atos imaturos e imprecisos, até que, já adultos, sorriem ao verificar quanta coisa tiveram de passar por sua própria culpa. Muita gente costuma dizer: "se eu tivesse, quando mais moço, a experiência que tenho hoje, como as coisas teriam sido diferentes."

Pecado, segundo o Dicionário Caldas Aulete, é a transgressão de uma lei religiosa ou dos preceitos da Igreja. Segundo o mesmo dicionário, todos nós que somos espíritas e que não seguimos os preceitos da Igreja e suas leis, somos pecadores.

Para nós, Deus é a suprema perfeição, causa primária de todas as coisas. Deus é infinitamente bom e justo e não castiga os seus filhos, que não pediram para ser criados e se são ainda imperfeitos e cheios de falhas e erros, são porque foram feitos assim por Ele.

Deus nos criou para a felicidade, não para o sofrimento. É um erro supor que a Terra será sempre um vale de lágrimas. Ela, hoje, ainda planeta de expiação e de provas, abriga em seu seio espíritos muito imperfeitos, e a situação caótica do mundo nada mais é que a colheita coletiva que estamos fazendo dos atos repletos de egoísmo e de desamor que temos feito ao longo de nossa grande caminhada pela fieira das reencarnações. Mas um dia, com toda a certeza, aprenderemos com os nossos próprios erros, e colocaremos em nossos corações o evangelho de Jesus. Aprendendo a nos amar, e colocando esse amor na frente de todos os nossos atos, mudaremos o mundo e construiremos aqui na Terra um planeta maravilhoso, habitável, fraterno, saudável e feliz. Somos os construtores de nosso destino. Por enquanto, é um destino muito feio, calcado no egoísmo, no orgulho, na prepotência. Mas as conseqüências de nossos erros guardam em si mesmos o remédio para nossos males, e nos impulsionam a mudar, a modificar nossa vida, nossos hábitos, nosso modo de agir.

Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Contou a seu chefe os planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas para viver uma vida mais calma com sua família. Claro que sentiria falta do pagamento mensal, mas necessitava da aposentadoria.

O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial.

O carpinteiro consentiu, mas, com o tempo, era fácil ver que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão de obra e matérias primas de qualidade inferior.

Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.

Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro:

"Esta é a sua casa", ele disse, "meu presente para você."

Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora iria morar numa casa feita de qualquer maneira. Assim acontece conosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente. Pense em você como o carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente. É a única vida que você construirá. Mesmo que tenha somente mais um dia de vida, esse dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade. Na placa na parede está escrito:

"A vida é um projeto “faça você mesmo."

Quem poderia dizer isso mais claramente?

Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado.

Sua vida de amanhã será o resultado das atitudes e escolhas que fizer hoje."

O episódio acima nos dá a idéia exata de que a justiça divina, que, como diz o povo, não falha, é centrada em nossos próprios atos. Nós plantamos, e nós colhemos. Deus não irá nos castigar porque erramos. Nós sim, colhendo o resultado do que plantamos, vamos nos melhorando, nos aperfeiçoando, até podermos alcançar nosso objetivo, que é a felicidade e a perfeição.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Conforti em 10 de Maio de 2013, 22:13
      Amigos foristas     (ref msg #128, 26.04.13, do Brenno)

      Cel (citou Kardec, msg anterior): “A origem do mal está no próprio homem no exercício do seu livre-arbítrio”.

       Brenno escreveu: carece de fontes.

       Cel: meu jovem, carece de fontes!!! Me perdoe, mas se vc desconhece que isso foi dito e que é perfeitamente aceito pela doutrina, nem podemos mais conversar...
Está em OLE, e as palavras são, me parece, exatamente estas: ... perguntado sobre a origem do mal... “Origem essa que, conclui o codificador, procede do próprio homem no exercício do seu livre-arbítrio”.   Mas, supondo q essas palavras não são de Kardec, q essa explicação não seja a correta, isto é, q o mal não tenha vindo do mau uso do livre-arbítrio, qual, no entendimento do amigo, seria sua origem? A origem está no homem ou está em Deus? Se está no homem, origina-se de qual atividade, ou ação ou o q seja do homem? O amigo tem alguma idéia?

       Cel (msg anterior): como não pode ser Deus o causador do mal ou do sofrimento, chegou-se à conclusão de que o único agente ativo restante, a criatura divina procedente de Deus, é a causa de todos os males,

      Brenno: Os sofrimentos (males) são causados pela ignorância e pela imperfeição.

      Cel: meu jovem, a DE cita várias causas para os males do mundo; uma, a q citei acima, o mau uso do livre-arbítrio; outra é o egoísmo, o causador de todos males do mundo; outra é essa q vc cita: a ignorância e as imperfeições. E lhe pergunto: onde estão a ignorância e as imperfeições, senão no homem, conforme a doutrina? Logo, a doutrina afirma q os males do mundo vêm das ações dos homens, que é o mesmo que dizer q vem de seu livre-arbítrio, concorda?

      Mas, reflita, será o homem responsável por ser ignorante e cheio de imperfeições? Veja q, pela doutrina, (aliás, por todas as doutrinas) só sofre quem merece sofrer (com as exceções da DE: missões e provas assumidas, q envolvem sofrimentos), quem, por sua livre-vontade transgride a Lei. Mas, ignorância e imperfeições merecem ser punidas?

      Afinal, se éramos todos perfeitamente iguais, e sem nenhuma imperfeição, no ato da criação, senão a ignorância, condição q nos foi dada pelo Criador, porq ficamos carregados de tantas imperfeições, até as mais monstruosas? Onde as adquirimos? Na erraticidade? É evidente q não!

      Nós nos enchemos de imperfeições e dos mais abjetos e degradantes defeitos morais, exatamente na própria escola q Deus criou e para onde nos mandou para aprendermos a nos livrar das imperfeições! Aprendemos a nos ligar às imperfeições na própria escola para onde somos mandados por Deus para aprender a nos desligar delas!!! 

      Deus nos manda para uma escola, por Ele criada para nos ensinar a nos aperfeiçoar, e é exatamente essa escola q nos ensina a sermos imperfeitos! Não entendo! O amigo pode explicar? Porq, então, não chamar a escola de espíritos, de escola do bem e do mal?

       Brenno: Os sofrimentos são conseqüência de nossas próprias ações.

      Cel: meu amigo, parece q não estamos nos entendendo! Vc diz q os sofrimentos são conseqüências de nossas próprias ações! Eu coloquei, lá no início, q Kardec diz q têm origem no mau uso do livre-arbítrio (e, parece q vc estranhou, chegando até a pedir a fonte!). Isso não é a mesma coisa? Nossas ações são determinadas por nosso livre-arbítrio! Logo, é a mesma coisa!

      E vc complementou dizendo: Os sofrimentos são conseqüência de nossas próprias ações. Então, lhe pergunto: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa de os homens praticarem ações que como conseqüência lhes trazem tantos e tão terríveis sofrimentos? E se os sofrimentos são conseqüências de nossas ações erradas, nossas ações erradas são conseqüência de quê? Qual é a causa de errarmos tanto?

      Cel: O mal não pode proceder de Deus, mas pode proceder de Seus filhos, de nós que procedemos de Deus e do qual, conforme a doutrina, <nada> pode proceder q seja mau, nem injusto, nem ininteligente. 

      Brenno: Exato, não somos maus, somos ignorantes e imperfeitos.

      Cel: o jovem está distorcendo ensinamentos da doutrina pois, para a DE sofremos exatamente por sermos maus (além das exceções de missões etc). Não pelo fato de sermos ignorantes e imperfeitos! Vc diz q não somos maus; isso que dizer q gratuitamente, sem merecermos, Deus nos atinge com dores tremendas porq não somos sábios e perfeitos? É essa a concepção q o amigo tem daquele q é Sabedoria, Amor e Justiça? Que nos castiga por sermos ignorantes (e é Deus q nos dá a condição de ignorantes!) e por sermos imperfeitos (q é a escola de Deus q nos faz imperfeitos!)

      Ou nos tornamos imperfeitos por vontade própria, por nossa livre-escolha? Mas, seja como for, como entender q não existe retrocesso moral? Não éramos imperfeitos; nos tornamos monstruosamente imperfeitos! Isso significa retrocesso ou progresso?!!
      Como a doutrina afirma, o mau uso do livre-arbítrio é a causa de todos os males e maldades do mundo.

      Brenno: Mais uma vez: Não existem males nem maldades, existem ignorância e imperfeição.

      Cel: meu amigo, vc está, propositadamente, e novamente, distorcendo os ensinamentos da doutrina; como estou argumentando supondo q vc seja seguidor da doutrina espírita, acho que me enganei! Pois a doutrina não diz q não existem males, nem maldades; aliás, ela diz, exatamente, o contrário. Tem capítulo extenso sobre o mal e tanto que mal e maldade existem, q OLE fala q Deus criou leis punitivas, de terríveis e torturantes conseqüências para os maldosos, mundos de expiações das maldades, encarnações multiplicadas q podem se estender até milhões de séculos! Lembra-se? Ou se esqueceu? Ou desconhece a doutrina?

      E, aqui, para raciocinar, coloco outra pergunta, muitas vezes repetida, mas nunca respondida de modo definitivo: porque os filhos de Deus usam seu livre-arbítrio para o mal, se podem usá-lo para o bem?

      Brenno: Porque são ignorantes e imperfeitos.

      Cel: com isso o jovem quer dizer q Deus nos castiga por nos ter criado ignorantes, e por sua escola nos tornar imperfeitos? Esse é seu conceito de justiça?
      Devemos crer q são os próprios espíritos q se fazem ignorantes e imperfeitos? Vc sofre por ser ignorante e imperfeito? Há justiça em fazer sofrer quem é ignorante e imperfeito?
      Nem vale a pena perguntar: vc dirá q há justiça, sem nem mesmo raciocinar de onde vem a ignorância e as imperfeições. 

      Cel, msg ant): Mas, vamos raciocinar sobre o livre-arbítrio. Sem dúvida, se o homem age erradamente pode prejudicar a si e a semelhantes. É isso que vemos no dia-a-dia, dos mais simples desentendimentos até aos conflitos e guerras mais cruéis e destruidores de tudo que o próprio homem construiu, e da harmonia da criação! 

      Assim, sofremos se agimos erradamente. Mas, será q esse sofrimento está previsto, como afirmam doutrinas, numa lei que nos impõe punição (q implicam sofrimentos terríveis como vemos no mundo, cânceres, deformações físicas e mentais, doenças degradantes, humilhantes e cabulosas etc etc) por usarmos mal nosso livre-arbítrio?       
      Não precisa responder; sei q sua resposta, mesmo sem raciocinar, será “sim”, porq assim está escrito.

      Brenno: É perfeitamente justo que se sofra as conseqüências de seus próprios atos!

      Cel: e o amigo acredita q fazer sofrer de modo torturante e insuportável ensina alguém a amar? Ensina a odiar e muitas vezes a odiar a vida e o próprio Criador, como tantas vezes vemos! Será esse o plano de Deus para os espíritos: fazer sofrer terrivelmente para aprenderem a amar? Dar-lhes, e aos seus queridos, cânceres, deformações, vícios escravizantes, desejos escabrosos e que os levam a causar crimes hediondos; dar-lhes tragédias e desgraças e misérias de todo tipo? Essas são as lições com as quais a escola criada por aquele q é infinito Amor, pretende ensinar os espíritos a amar? As lições da infinita sabedoria são baseadas no fazer sofrer? As lições do supremo amor para q seus filhos se tornem bons são baseadas no fazer cruelmente sofrer? Essa é a Sabedoria do Onisciente?

      E vc, meu amigo, tem uma idéis, não da doutrina, mas conseguida por seu próprio raciocínio, do porq somos maus? Será q somos maus simplesmente porq raciocinamos e escolhemos ser maus?

       Penalidades expiatórias, mesmo que ditas educativas, não se harmoniza com a concepção de um Criador onisciente, onipotente, onipresente e de Infinitos Amor e Justiça!

      Brenno: E por quê não? Teria o Sr. uma concepção melhor de Justiça?

      Cel: não é isso meu jovem; é q um ser q faz sofrer cuelmente, não é um ser de infinito Amor e Misericódia! Um ser q cria seres de mente tão estúpida (sentido de ignorante), q só aprendem através de sofrimentos os mais torturantes, não é um ser de
de infinita Sabedoria! Que um ser q cria espíritos q apresentarão, com toda certeza, monstruosas imperfeições, não é um ser Perfeito.

      Meu jovem Brenno, paro por aqui! Talvez um dia, qdo vc raciocinar por sua própria cabeça, voltemos ao assunto.

      Fique em Deus; perceba Deus.
..........................................
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Norizonte da Rosa em 11 de Maio de 2013, 02:09
Olá Coronel.

Coronel: "Amigos, há tantos assuntos q exigem profundo raciocínio e reflexão; q, com
certeza, melhor os entenderemos se considerarmos o q outras doutrinas têm a falar sobre eles, do mesmo modo q aqui, neste fórum, procuramos entender melhor nossas dúvidas considerando o q outros (os companheiros de estudo) têm a falar sobre elas! Porq não seguimos aquela sábia recomendação do codificador, lembrada acima?

É fato q há dificuldades para isso: falta de tempo, receio de magoar terceiros, de estar perdendo tempo precioso com outras doutrinas, preconceitos (esta é, talvez, a maior dificuldade), mas para quem está sinceramente determinado a entender, tem de, como dizem, fazer das tripas coração”; não há outro caminho.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-espiritos/pergunta-46852/150/#ixzz2SwMbNaqI"

Coronel: "Outro ponto a refletir: o q é matéria? Para os aqueles filósofos gregos, tão conhecidos, como para Einstein, matéria não é entidade absoluta, mas relativa, “criada” pela observação de seres sencientes, (q percebem e que têm consciência de que percebem); assim, não existindo a observação de seres sencientes, matéria não existe. É difícil para muitos acreditarem nisso, mas a ciência é categórica a respeito. E essas revelações vêm, também, de séculos antes de Cristo e somente agora, milênios depois, é q a ciência, investigando o mundo de além do espaço-tempo com seus sofisticados laboratórios e instrumentos de pesquisas de última geração, é q está conseguindo comprovar as revelações daqueles homens de milênios antes de Cristo, q só tinham para sua investigação, o laboratório da própria mente. Há literatura a respeito, mas há também muito preconceito a impedir q se creia nessas coisas e até q se leia. Infelizmente, muitos não têm tempo para procurar, outros não têm disposição e outros temem magoar alguém, mentor, instrutor, familiar.

Sugiro procurar na Internet o “experimento das duas fendas”; ler:

“O espectro da Consciência”, de Ken Wilber, “o maior pensador no campo da evolução da consciência” (jornal “Die Welt”); um dos mais renomados psicólogos do Ocidente.

“O Universo Anto-Consciente – como a consciência cria o mundo material”, de Amit Goswami, titular de Física Quântica do Instituto de Física Teórica da Universidade de Oregon, EUA.

“O Tao da Física”, de Fritijoff Capra, famoso físico quântico e ecologista profundo, só para começar.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/105/#ixzz2SwNkZlcw"
Amigo Coronel, lendo essas duas postagens, uma deste tópico e a outra do estudo sobre Deus, gostaria de comentar o seguinte:
Você alega que não há interesse ou disponibilidade para o estudo de outras filosofias, mas uma das coisas que atrai no Espiritismo é uma sequência lógica e lendo textos que você e o Anton postam aqui parecem afirmações muitas vezes fáceis. Não tenho intenção alguma de ofender, mas é o que parece em muitos casos, pois a sequência de afirmações não segue uma lógica na maioria das vezes; parecem muitas vezes simples afirmações sem qualquer fundamento lógico, ideias que não se encadeiam. Como então ficar atraído por essas filosofias, se o que é reproduzido aqui representa realmente essas filosofias?
Com o risco de parecer pedante, mas a realidade é que sou um bibliófilo em ponto menor, pois adquiro muitos livros, num ritmo maior do que consigo ler. Quando um assunto me chama a atenção em um livro acabo comprando com a ideia de garantir aquela informação à mão e na esperança de um dia conseguir ler todos inclusive minha última curiosidade. Digo isso porque li suas indicações de livros, mas pelos motivos que expus acima fica difícil o interesse, como você mesmo afirmou sobre questão de tempo, prioridade, partir para certas leituras quando o que é postado aqui, parece, não desperta muita confiança em muitos de nós (é o que se percebe das postagens contrárias).
Veja sobre sua afirmação sobre a matéria: você afirma que a matéria não existe se a observação dos seres sencientes não existir. Pelo menos para mim não faz muito sentido, pois seria como dizer que a paisagem desapareceria se a máquina fotográfica deixasse de existir (imagine uma máquina fotográfica em marte, desabitado obviamente).
Mesmo assim, por ser curioso como já disse, vou pesquisar e pensar sobre a aquisição dos livros indicados. De qualquer maneira não acredito que tenhas, ou o Anton, má intenção.
Abraço.



Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Brenno Stoklos em 12 de Maio de 2013, 07:32

      Cel (citou Kardec, msg anterior): “A origem do mal está no pr............................................
.......................................................raciocinar por sua própria cabeça, voltemos ao assunto.

      Fique em Deus; perceba Deus.
..........................................


Amigo Coronel,

Quando eu disse que o enunciado carecia de fontes é porque o amigo simplesmente não postou a questão ou texto da DE onde se pode ler a citação.

Quanto ao estante da postagem, cito aqui :

                                                                 A Gênese

                                                                   CAPÍTULO III
                                                                   
                                                                     O BEM E O MAL

1. - Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos, porquanto o que é infinitamente sábio, justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente, mau e injusto. O mal que observamos não pode ter nele a sua origem.
2. - Se o mal estivesse nas atribuições de um ser especial, quer se lhe chame Arimane, quer Satanás, ou ele seria igual a Deus, e, por conseguinte, tão poderoso quanto este, e de toda a eternidade como ele, ou lhe seria inferior.
No primeiro caso, haveria duas potências rivais, incessantemente em luta, procurando cada uma desfazer o que fizesse a outra, contrariando-se mutuamente, hipótese esta inconciliável com a unidade de vistas que se revela
na estrutura do Universo.
No segundo caso, sendo inferior a Deus, aquele ser lhe estaria subordinado. Não podendo existir de toda a eternidade como Deus, sem ser igual a este, teria tido um começo. Se fora criado, só o poderia ter sido por
Deus, que, então, houvera criado o Espírito do mal, o que implicaria negação da bondade infinita. (Veja-se: O Céu e o Inferno, cap. X: «Os demônios».)
3. - Entretanto, o mal existe e tem uma causa.
Os males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a Humanidade, formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade. Entre os primeiros, cumpre se incluam os flagelos naturais.
O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo.
Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível.
4. - O homem recebeu em partilha uma inteligência com cujo auxílio lhe é possível conjurar, ou, pelo menos, atenuar os efeitos de todos os flagelos naturais. Quanto mais saber ele adquire e mais se adianta em civilização, tanto menos desastrosos se tornam os flagelos. Com uma organização sábia e previdente, chegará mesmo a lhes neutralizar as conseqüências, quando não possam ser inteiramente evitados. Assim, com referência, até, aos flagelos que têm certa utilidade para a ordem geral da Natureza e para o futuro, mas que, no presente, causam danos, facultou Deus ao homem os meios de lhes paralisar os efeitos.
Assim é que ele saneia as regiões insalubres, imuniza contra os miasmas pestíferos, fertiliza terras áridas e se industria em preservá-las das inundações; constrói habitações mais salubres, mais sólidas para resistirem aos ventos tão necessários à purificação da atmosferae se coloca ao abrigo das intempéries. É assim, finalmente, que, pouco a pouco, a necessidade lhe fez criar as ciências, por meio das quais melhora as condições de habitabilidade do globo e aumenta o seu próprio bem-estar.
5. - Tendo o homem que progredir, os males a que se acha exposto são um estimulante para o exercício da sua inteligência, de todas as suas faculdades físicas e morais, incitando-o a procurar os meios de evitá-los. Se ele
nada houvesse de temer, nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor; o espírito se lhe entorpeceria na inatividade; nada inventaria, nem descobriria. A dor é o aguilhão que o impede para a frente, na senda do progresso.
6. - Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das
calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.
Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder.
(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, nos4, 5, 6 e seguintes.)
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Adriano Santana em 12 de Julho de 2013, 16:08
1 -Que Ele é O único e incognoscível causador, não havendo outra fonte creativa. Creio inclusive que é a palavra correta deva ser "primária" e não "primeiro", enfatizando a unicidade da ação.

2 -Sim. Ainda que nos fuja (ou nos falte a capacidade) de compreender o 'como', é perfeitamente possível intuir o "que algo creou" tudo isso e a esse "algo" chamamo Deus.

3 - Venho utilizado a palavra "Crear", citada por Huberto Roden, que defende sua aplicação quando falamos de Deus gerando vida, porque a etimologia desta palavra represente mais fielmente essa ação. O homem cria galinhas, mas Deus Creou a galinha, ou seja, 'criar' é o ato de manter,transformar,transmutar, próprio de seres inteligentes, mas 'crear' é o ato divino, exclusivo de transformar aquilo que é em essência em existência e esta ação somente Deus é capaz. Logo, creio que somos a manifestação da essência de Deus e não a essência em si. Sendo assim, Deus não está contido em tudo, mas Tudo está contido Nele e Ele próprio transcende tudo o que existe, está além de tudo o que existe.

5 - Como você sente Deus em sua vida?
Sinto Deus ao ver o sol brilhar, no sorriso da minha filha, no amor que sinto por ela, no amor que sinto na amizade, nos momentos de raiva minha consciência me faz lembra-Lo, nos momentos de alegria, me faz agradecê-Lo. É difícil explicar, se não me perguntar eu sei, mas se me perguntam tento e não consigo dizer com exatidão...Mas ele É e seu sinto!  ;)

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/deus-41922/#ixzz2YqL4VU9u
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Brenno Stoklos em 13 de Julho de 2013, 00:40

1 -O que entendem por causa primária?

Creio que o mais correto é dizer-se "primeira” como está no LE original de 1857:

1—Qu'est-ce que Dieu?     (Que é Deus?)

"Dieu est l'intelligence suprême, cause première de toutes choses.

(Deus é a Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas).

Os Espíritos Superiores assim se exprimiram para que não houvesse dúvidas quanto à responsabilidade de nossas ações. Deus criou o Universo e as Leis que o regem e sustentam e criou também a nós, Espíritos, dando-nos o Livre-Arbítrio que é a Liberdade de produzirmos fatos (ações) através de nossa vontade.


2-Seria Deus o criador do universo?

O Universo não pode ter-se feito sozinho, do nada, nem pode ser obra do acaso, pois o acaso não pode produzir nada que seja inteligente. E um acaso inteligente já não seria acaso.
O Universo só pode ter sido criado por um Ser dotado de Suprema Inteligência e Vontade Consciente, não importa por qual nome o chamemos.


3 -Temos Deus em nossa essência?

Sim! Deus é um Ser Imaterial e nós somos, em nossa essência, Espíritos imateriais.


5 - Como você sente Deus em sua vida?

Na intuição de Sua Existência e das Suas Leis Perfeitas e Imutáveis.

Intuição essa que todos nós trazemos impressa em nossas Mentes (Espíritos).

Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: wenderpinguim em 13 de Julho de 2013, 15:16
Olá Brenno, muita paz.

um estudo muito interessante,poi muitos ainda duvidam da existência de DEUS,pelo simples fato de não admitirem algo que seja maior que eles por ogulho ,vaidade ,sede de poder ,basta dar uma olhada em volta que se consegue vilualizar uma infindade de maravilhas que não podem ser criadas por mãos humanas , e que não tem outra origem a não ser que se acredite em DEUS.

um abraço e muita paz a todos!
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Brenno Stoklos em 15 de Julho de 2013, 01:42
Olá Brenno, muita paz.

um estudo muito interessante,poi muitos ainda duvidam da existência de DEUS,pelo simples fato de não admitirem algo que seja maior que eles por ogulho ,vaidade ,sede de poder ,basta dar uma olhada em volta que se consegue vilualizar uma infindade de maravilhas que não podem ser criadas por mãos humanas , e que não tem outra origem a não ser que se acredite em DEUS.

um abraço e muita paz a todos!

Sobre essa questão, amigo wenderpinguim, o LE nos ensina:

4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”

Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.


7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas?

“Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária.”

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.


8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?

“Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.”

A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.


Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: katharo em 06 de Novembro de 2013, 04:06
1- A essenciaa
2- sim
3- Nao. Somos criaturas de Deus , criados sim por ele mas sem sua essencia divina , segundo o livro de joao capitulo 1; diz que a todos quantos o receberam (jesus cristo), deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus , isto nao e por meio da carne , mas sim do espirito.
Título: Re: Deus - Estudo dirigido da Doutrina Espírita - FE
Enviado por: Brenno Stoklos em 07 de Novembro de 2013, 04:45

diz que a todos quantos O receberam (jesus cristo)



Porém o Mestre Jesus não é Deus!

O Mestre Jesus é um Espírito Superior, de elevada estirpe, ao qual foi confiada uma sublime missão de progresso.