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CODIFICAÇÃO => Estudo da Doutrina Espírita => Tópico iniciado por: Kazaoka em 25 de Janeiro de 2015, 22:58

Título: Como Deus Olha Por Cada Um de Seus Filhos?
Enviado por: Kazaoka em 25 de Janeiro de 2015, 22:58
O Livro dos Espíritos

Parte Quarta – Capítulo 2

Penalidades e prazeres futuros

964 Deus tem necessidade de se ocupar de cada um de nossos atos para nos recompensar ou punir, e a maioria desses atos não são insignificantes para ele?

– Deus tem Suas leis que regem todas as vossas ações. Quando há violação da lei, a falta é vossa. Sem dúvida, quando um homem comete um excesso, Deus não pronuncia um julgamento contra ele, para dizer, por exemplo: “Foste guloso, vou te punir”. Porém, traçou um limite; as doenças e, freqüentemente, a morte, são conseqüências dos excessos: eis a punição; ela é o resultado da infração à lei. O mesmo acontece com todas as coisas.

☼ Todas as nossas ações estão submetidas às leis de Deus; não há nenhuma, por mais insignificante que pareça, que não possa ser uma violação. Ao sofrermos as conseqüências dessa violação, não devemos nos queixar senão de nós mesmos, que nos fazemos, assim, os próprios autores de nossa felicidade ou infelicidade futura.

Essa verdade torna-se clara pelo seguinte exemplo:

“Um pai dá a seu filho educação e instrução, ou seja, os meios de saber se conduzir. Dá-lhe também um campo para cultivar e diz: ‘Eis a regra a seguir e todos os instrumentos necessários para tornar este campo fértil e assegurar tua existência. Eu te dei a instrução para compreender esta regra; se a seguires, teu campo produzirá muito e te proporcionará o repouso para teus dias de velhice; caso contrário, não produzirá nada e morrerás de fome’. Dito isso, deixa-o agir por sua vontade, livremente.”

Não é verdade que esse campo produzirá de acordo com os cuidados dados à cultura e toda negligência será em prejuízo da colheita? O filho será, portanto, em sua velhice, feliz ou infeliz conforme tenha seguido ou não a regra traçada por seu pai. Deus é ainda mais previdente, porque nos adverte a cada instante se fazemos o bem ou o mal. Envia os Espíritos para nos inspirar, mas nós não os escutamos. Existe ainda a diferença de que Deus sempre dá ao homem um recurso nas suas novas existências para reparar seus erros passados, enquanto o filho de quem falamos não conta mais com isso se empregou mal seu tempo.

Tanto se questiona neste fórum sobre as razões das dores e sofrimentos terrenos se somos obra da Criação da Onipotência. E que este Criador sendo perfeita sabedoria, amor e justiça não nos daria uma condição de vida de dor e sofrimento como instrumentos para se chegar à perfeição e, consequentemente, à verdadeira felicidade.
Título: Re: Como Deus Olha Por Cada Um de Seus Filhos?
Enviado por: Jean Reno em 23 de Maio de 2015, 04:45

Temos ainda a complementar esse texto o que está disposto no Capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Do qual destaco:


                                      JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

3. As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contra-senso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para haver mais mérito. Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência,
sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir?
Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições infinitas. Ele deve ser todo-poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus. E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade.As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa.
Eis do que todos devem compenetrar-se. Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-se suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos.

                                                                    (OESE)