Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Outros Estudos => Tópico iniciado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 14:53

Título: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 14:53
   Venho neste tópico expor este trabalho
do escritor e estudioso espírita;


Assuntos de tão importância para nós,
 os estudiosos e praticantes, da Doutrina Espírita.
e sem dúvidas, também para os simpatizantes e iniciantes da mesma

http://www.paulosnetos.net/index.php/finish/5-artigos-e-estudos/504-as-colonias-espirituais-e-a-codificacao

Paulo da Silva Neto Sobrinho
Mar/2014.

As Colônias Espirituais e a Codificação

“Tudo deve estar em harmonia, no mundo
espiritual, como no mundo material; aos homens
corpóreos, são necessários objetos materiais; aos
Espíritos, cujo corpo é fluídico, são necessários
objetos fluídicos, os objetos materiais não lhes
serviriam, não mais do que os objetos fluídicos
não serviriam aos homens corpóreos”. (KARDEC).

Quando ouvimos companheiros, estudiosos da Doutrina dos Espíritos, dizerem que as
colônias espirituais mencionadas por André Luiz, via psicografia de Francisco Cândido Xavier(1910-2002) não existem, ficamos a pensar se nós é que estamos equivocados, ou são elesque estão certos?!
Isso nos preocupa sobremaneira visto ser nosso objetivo o de não fugir dos conceitos
emanados das obras da Codificação Espírita; mais ainda: quando vamos às tribunas, nas casas espíritas, fazer estudos de temas evangélicos ou doutrinários, o que falamos nessas
oportunidades, para muitas pessoas, é visto como se fosse tudo ponto doutrinário, já que nos veem como que falando em nome da Doutrina, como se tivéssemos dela uma procuração, e não como interpretando seus postulados.
Há uma orientação de Erasto que não podemos nos esquecer dela; caso contrário,
repudiaremos qualquer nova ideia:
Na dúvida, abstém-te, diz um de vossos antigos provérbios; não admitais, pois, senão o que vos é de uma evidência certa. Desde que uma opinião nova surge, por pouco que ela vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica; o que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai-o ousadamente; mais vale repelir dez verdades, do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa. Com efeito, sobre essa teoria, poderíeis
edificar todo um sistema que desabaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre uma areia movediça; ao passo que, se rejeitais hoje certas verdades, porque elas não vos são demonstradas lógica e claramente, logo um fato brutal, ou uma demonstração irrefutável, virá vos afirmar a sua autenticidade.
(KARDEC, 1993f, p. 242, grifo nosso).
Então, devemos ter mente aberta para o novo; porém, devemos analisá-lo, passando-o
pelo crivo da lógica e da razão, para evitar que sejamos facilmente enganados por ideias
estapafúrdias. É, também, importante abdicar da ojeriza gratuita que, às vezes, temos por
coisas que julgamos fora da Codificação, pois pode estar lá e ainda não as vimos.
A iniciativa de estudar o tema surgiu quando estávamos lendo a obra Devassando o invisível, de Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984), em que a autora, no Capítulo I, “Nada de novo...”, apresenta vários argumentos para defender a realidade das colônias espirituais, contrapondo-se, ao que se deduz do teor do texto, aos que, na sua época, não as aceitam como realidade; não é, portanto uma obra mediúnica; reflete, apenas, a opinião pessoal da médium, calcada nas suas experiências provindas do exercício de sua mediunidade, notadamente a de emancipação consciente de sua alma.
O que achamos fantástico é a menção que Yvonne faz de personalidades renomadas
terem comungado com essa ideia; entre elas, e de um modo especial, cita nada menos que Léon Denis (1846-1927), que sabemos ter sido o continuador de Kardec, após o seu
desencarne.


Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 14:55
Alguns companheiros têm as obras de Allan Kardec (1804-1869) como se nelas a doutrina estivesse completa e acabada; porém, parece-nos, não ser bem assim:
Mas, dir-se-á, ao lado destes fatos [referindo-se às manifestações espíritas] tendes uma teoria, uma doutrina; quem vos diz que essa teoria não sofrerá variações; que a de hoje será a mesma em alguns anos?
Sem dúvida, ela pode sofrer modificações em seus detalhes, em consequência de novas observações. Mas estando o princípio doravante adquirido, não pode variar e ainda menos ser anulado; aí está o essencial. Desde Copérnico e Galileu, calculou-se melhor o movimento da Terra e dos astros, mas o fato do movimento permaneceu com o princípio. (KARDEC,2000c, p. 40, grifo nosso).
[…] As lacunas que a teoria atual pode ainda encerrar se encherão do mesmo modo. O Espiritismo está longe de ter dito a última palavra, quanto às suas consequências, mas é inabalável em sua base, porque esta base se assenta sobre os fatos. (KARDEC, 2000c, p. 41, grifo nosso).
O Livro dos Espíritos não é um tratado completo do Espiritismo; não faz senão colocar-lhe as bases e os pontos fundamentais, que devem se desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação. (KARDEC, 1993j, p. 223, grifo nosso).
Se bem que o Espiritismo não haja dito ainda a sua última palavra sobre todos os pontos, ele se aproxima de seu complemento, e o momento não está longe em que lhe será necessário dar uma base forte e durável, suscetível, no entanto, de receber todos os desenvolvimentos que as circunstâncias ulteriores comportarem, e dando toda segurança àqueles que se perguntam quem lhe tomará as rédeas depois de nós. (KARDEC, 1993j, p. 370, grifo nosso).
O programa da Doutrina não será, pois, invariável senão sobre os princípios passados ao estado de verdades constatadas; para os outros, ela não os admitirá, como sempre o fez, senão a título de hipóteses até a confirmação. Se lhe for demonstrado que ela está no erro sobre um ponto, ela se modificará sobre esse ponto. (KARDEC, 1993j, p. 377, grifo nosso).
Além disso, convém notar que em parte alguma o ensino espírita foi dado integralmente; ele diz respeito a tão grande número de observações, a assuntos tão diferentes, exigindo conhecimentos e aptidões mediúnicas especiais, que impossível era acharem-se reunidas num mesmo ponto todas as condições necessárias. […].
A revelação faz-se assim parcialmente em diversos lugares e por uma multidão de intermediários e é dessa maneira que prossegue ainda, pois que nem tudo foi revelado. (KARDEC, 2007e, p. 49, grifo nosso).
[…] Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificará nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará. (KARDEC, 2007e, p. 54, grifo nosso).
Existem mais considerações de Kardec, mas essas citadas já são suficientes para se perceber que o Espiritismo não é uma Doutrina acabada e nem fechada; pode (e deve), sim, incorporar novos pontos que não foram definidos no início da Codificação e, se for o caso, modificar-se naquilo em que a Ciência provar que ele está errado.
Antes de apresentar alguns parágrafos da obra de Yvonne Pereira, iremos ver se na Codificação podemos encontrar “espaço” para defender essa ideia. Tomaremos, especificamente, da obra O Céu e o Inferno para análise de alguns de seus trechos:
[…] Além disso, em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, estão ao
redor de nós; o mundo corporal e o mundo espiritual identificam-se em
perpétuas relações, assistindo-se mutuamente. (p. 28).
Existem, portanto, dois mundos: o corporal, composto de Espíritos encarnados; e o espiritual, formado dos Espíritos desencarnados. Os seres do mundo corporal, devido mesmo à materialidade do seu envoltório, estão ligados à Terra ou a qualquer globo; o mundo espiritual ostenta-se por toda parte,em redor de nós como no Espaço, sem limite algum designado. Em razão mesmo da natureza fluídica do seu envoltório, os seres que o compõem, em lugar de se locomoverem penosamente sobre o solo, transpõem as distâncias com a rapidez do pensamento. A morte do corpo não é mais que a ruptura dos
laços que os retinham cativos. (p. 32).
O mundo espiritual tem esplendores por toda parte, harmonias e sensações que os Espíritos inferiores, submetidos à influência da matéria, não entreveem sequer, e que somente são acessíveis aos Espíritos purificados. (p.33).
O Espírito progride igualmente na erraticidade , adquirindo conhecimentos especiais que não poderia obter na Terra, e modificando as suas ideias. […]. (p. 36).
12. A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não consiste na ociosidade contemplativa, que seria, como temos dito muitas vezes, uma eterna e fastidiosa inutilidade.
A vida espiritual em todos os seus graus é, ao contrário, uma constante atividade, mas atividade isenta de fadigas. (p. 37).
15. Todas as inteligências concorrem, pois, para a obra geral, qualquer que seja o grau atingido, e cada uma na medida das suas forças, seja no estado de encarnação ou no espiritual. Por toda parte a atividade, desde a base ao ápice da escala, instruindo-se, coadjuvando-se em mútuo apoio, dando-se as mãos para alcançarem o zênite. (p. 38).
25º – Espíritos há mergulhados em densa treva; outros se encontram em absoluto insulamento no Espaço, atormentados pela ignorância da própria posição, como da sorte que os aguarda. Os mais culpados padecem torturas muito mais pungentes por não lhes entreverem um termo.
Alguns são privados de ver os seres queridos, e todos, geralmente, passam com intensidade relativa pelos males, pelas dores e privações que a outrem ocasionaram. Esta situação perdura até que o desejo de reparação pelo arrependimento lhes traga a calma para entrever a possibilidade de, por eles mesmos, pôr um termo à sua situação.
26º – Para o orgulhoso relegado às classes inferiores, é suplício ver acima dele colocados, cheios de glória e bem-estar, os que na Terra desprezara. O hipócrita vê desvendados, penetrados e lidos por todo o mundo os seus mais secretos pensamentos, sem que os possa ocultar ou dissimular; o sátiro, na impotência de os saciar, tem na exaltação dos bestiais desejos o mais atroz tormento; vê o avaro o esbanjamento inevitável do seu tesouro, enquanto que o egoísta, desamparado de todos, sofre as consequências da sua atitude terrena; nem a sede nem a fome lhe serão mitigadas, nem amigas mãos se lhe estenderão às suas mãos súplices; e pois que em vida só de si cuidara, ninguém dele se compadecerá na morte. (p. 105-106).
(KARDEC, 2007d, passim, grifo nosso).
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 15:02
Acreditamos que tudo o que acima é falado pode, sim, servir de base para que a vida
no mundo espiritual não seja apenas uma bela tela com “anjos tocando harpa”; é ativa e com reais possibilidades de aprendermos muitas coisas, quando nele estamos, no intervalo das reencarnações: “Por toda a parte, no mundo espiritual, a atividade, em nenhum ponto a ociosidade inútil”. (KARDEC, 2007e, p. 251).
Yvonne A. Pereira tece várias considerações, quanto à possibilidade de existirem colônias no mundo espiritual; dentre elas destacamos:
Desde o advento da Doutrina Espírita, os nobres habitantes do mundo espiritual que se têm comunicado com os homens, através de grande variedade de médiuns, afirmam ser a Terra um pálido reflexo do Espaço. O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec, no belo capítulo VIII – “Do Laboratório do Mundo Invisível” – é fecundo em explicações que oferecem base para estudos e conclusões muito profundas quanto à vertiginosa intensidade do plano invisível, a possibilidade de realizações, ali, por assim dizer, “materiais”, que as entidades desencarnadas sempre afirmaram e que nos últimos tempos vêm confirmando com insistência e pormenores dignos de atenção. E no precioso compêndio “AGênese”, também de Allan Kardec, lemos o seguinte, no capítulo XIV, sob o
título – Ação dos Espíritos sobre os fluidos – Criações fluídicas –Fotografias do pensamento:
“Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam; o meio onde ocorrem os fenômenos especiais, perceptíveis à visão e à audição do Espírito, mas que escapam aos sentidos carnais, impressionáveis somente à matéria tangível; o meio onde se forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos efeitos, da luz ordinária; finalmente, o veículo do pensamento, como o ar o é do som.
“Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. (O grifo é nosso.) Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinada; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual”. (Parágrafos 13 e 14.)
E, no parágrafo 3, desse mesmo capítulo, encontraremos:
“No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme: sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível. Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados, e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes”.
Os próprios Espíritos ditos sofredores, até mesmo os criminosos, que se costumam apresentar em bem dirigidas sessões práticas, narram acontecimentos reais, positivos, que no Invisível se sucedem, um modo de viver e de agir, no Espaço, muito distanciado daquele estado vago, indefinível, inexpressivo, que muitos entendem seja o único verdadeiro, quando a Revelação propala, desde o início, um mundo de vida intensa, mundo real e de realidades, onde o trabalho se desdobra ao infinito e as realizações não conhecem ocasos. Nas entrelinhas de grandes e conceituadas obras doutrinárias, existem claras alusões a sociedades, ou “colônias”, organizadas no Além- Túmulo, onde avultam cidades, casas, palácios, jardins, etc., etc. […].(PEREIRA, 1987, p. 10-12, grifo do original).
Esses argumentos são pertinentes e, s.m.j, condizem com o que se poderia esperar de um estudioso em defesa de seu ponto de vista, ou seja, basear-se nas obras da Codificação.
A surpresa maior veio na sequência, quando Yvonne cita Léon Denis:
Na erudita e encantadora obra “Depois da Morte”, do eminente colaborador
de Allan Kardec, Léon Denis, o qual, como sabemos, além de primoroso escritor
foi um grande inspirado pelos Espíritos de escol, à página 235 da 7ª edição
(FEB), Cap. XXXV, a exposição dessa tese não somente é fecunda e expressiva,
como também mesclada de grande beleza, como tudo o que passou por aquele
cérebro e aquela pena. Diz Léon Denis, na citada obra:
“O Espírito, pelo poder da sua vontade, opera sobre os fluidos do Espaço,
combina-os e os dispõe a seu gosto, dá-lhes as cores e as formas que convêm
ao seu fim. É por meio desses fluidos que se executam obras que desafiam toda
comparação e toda análise. Construções aéreas, de cores brilhantes, de
zimbórios resplandecentes: circos imensos onde se reúnem em conselho
os delegados do Universo; templos de vastas proporções, donde se
elevam acordes de uma harmonia divina; quadros variados, luminosos:
reproduções de vidas humanas, vidas de fé e de sacrifício, apostolados
dolorosos, dramas do Infinito (1)
. Como descrever magnificências que os
próprios Espíritos se declaram impotentes para exprimir no vocabulário humano?
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 15:02
É nessas moradas fluídicas que se ostentam as pompas das festas espirituais. Os Espíritos puros, ofuscantes de luz, se agrupam em famílias. Seu brilho e as cores variadas de seus invólucros permitem medir a sua elevação, determinar os seus atributos”. (Os grifos são nossos.).
E ainda outros trechos desse belo volume trazem informações a respeito do assunto, bastando que o leiamos com a devida atenção, bem assim vários capítulos de outra obra sua – “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”.
Em outro magnífico livro do grande Denis – “No Invisível” –, à página 470, no cap. XXVI, da 3ª edição (FEB), há também este pequeno trecho, profundo complexo, sugestivo, descortinando afirmações grandiosas:
“Dante Alighieri é médium incomparável. Sua “Divina Comédia” é uma peregrinação através dos mundos invisíveis. Ozanã, o principal autor católico que já analisou essa obra genial, reconhece que o seu plano é calcado nas grandes linhas da iniciação nos mistérios antigos, cujo princípio, como é sabido, era a comunhão com o oculto”. (Os grifos são nossos.)
Assim se expressa o grande inspirado Léon Denis, em suas obras, e, se mais não transcrevemos aqui, será por economia de espaço, que precisaremos atender. Do exposto, no entanto, deduziremos que a “Divina Comédia” não apresenta tão somente fantasias, como imaginaram os próprios eruditos, mas ocorrências reais do Além-Túmulo, que o poeta visionário mesclou de divagações, talvez propositadamente, numa época de incompreensões e preconceitos ainda mais intransigentes que os verificados em nossos dias (2).
_______
(1) São essas reproduções de vidas humanas que os Instrutores Espirituais dão a ver aos
médiuns, no Espaço, durante o sono letárgico, ou desdobramento, e dos quais se originam
os romances mediúnicos, sempre tão atraentes. Vide capítulo VI.
(2) Dante Alighieri – Ilustre poeta e pensador italiano, nascido em 1265 e falecido em
1321, autor do poema épico “Divina Comédia”, considerado “uma das mais altas
concepções do espírito humano”. Esse poema contém as ideias e a filosofia da Idade Média
e se divide em três pontos: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso, e figura uma viagem do
poeta ao Mundo Invisível. Pode-se acrescentar que essa obra imortal criou a poesia e a
linguagem italianas.
(PEREIRA, 1987, p. 12-14, grifo do original).
Apresentar Léon Denis como defensor da causa foi algo como que um tiro certeiro no
alvo, porquanto não há o que se falar de serem antidoutrinárias as colocações dele, e muito
menos, que tenha dito um absurdo, produto de sua imaginação.
Mas Yvonne, ao apresentar argumentos filosóficos, baseada em Denis, não para por aí;
com outro personagem, ela busca a vertente científica, ao trazer as considerações do sábio italiano Ernesto Bozzano (1862-1943):
Os preciosos volumes escritos pelo sábio psiquista italiano Ernesto Bozzano, produto de severa análise científica, são férteis em apontar esses mesmos locais do Invisível, revelados por Espíritos desencarnados de adiantamento moral espiritual normal, cujas comunicações, psicografadas por vários médiuns desconhecidos uns dos outros, alguns até completamente alheios ao Espiritismo, foram examinadas e cientificamente analisadas por aquele ilustre autor. Ser-nos-á impossível transcrever, aqui, muitos trechos de Bozzano a respeito, visto que em suas obras encontramos fartas observações em torno da tese em apreço. Limitar-nos-emos a citar alguns trechos do interessante livro “A Crise da Morte”, onde substancioso noticiário encontraremos sobre o assunto, além de alguns
“detalhes fundamentais” da sua análise sobre comunicações com Espíritos desencarnados. Assim é que, no “Décimo-quarto caso”, analisando uma das comunicações inseridas no mesmo volume, Bozzano observa que – a paisagem “astral” se compõe de duas séries de objetivações do pensamento, bem distinta uma da outra. A primeira é permanente e imutável, por ser a objetivação do pensamento e da vontade de entidades espirituais muito elevadas, prepostas ao governo das esferas espirituais inferiores; a outra é, ao
contrário, transitória e muito mutável; seria a objetivação do pensamento e da vontade de cada entidade desencarnada, criadora do seu próprio meio imediato”.
(3) (Os grifos são nossos.)
À página 153 da referida obra, nas “Conclusões” relativas ao último caso,
leremos o seguinte, no “detalhe fundamental” nº 6:
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 15:03
“Terem-se achado (os Espíritos recém-desencarnados) num meio espiritual
radioso e maravilhoso (no caso de mortos moralmente normais), e num meio
tenebroso e opressivo (no caso de mortos moralmente depravados)”.
No “detalhe” nº 7:
“Terem reconhecido que o meio espiritual era um novo mundo objetivo,
substancial, real, análogo ao meio terrestre espiritualizado”.

No “detalhe” nº 8:
“Haverem aprendido que isso era devido ao fato de que, no mundo
espiritual, o pensamento constitui uma força criadora, por meio da qual
todo Espírito existente no mundo ‘astral’ pode reproduzir em torno de si
o meio de suas recordações”.

No “detalhe” nº 12:
“Terem aprendido que os Espíritos dos mortos gravitam fatalmente e
automaticamente para a esfera espiritual que lhes convém, por virtude
da lei de afinidades”.
(Os grifos são nossos.)
E ponderamos nós: Se os Espíritos dos mortos fatalmente e
automaticamente gravitam para a esfera espiritual que lhes convém,
é
que tais esferas existiam mesmo antes de eles para lá gravitarem, criadas,
certamente, por outros Espíritos, com os quais passarão a colaborar, na medida
das próprias forças. Com efeito. No “detalhe secundário” nº 4, do mesmo caso,
Bozzano analisa:
“Acham-se de acordo (as almas dos mortos) em afirmar que, embora os
Espíritos tenham a faculdade de criar mais ou menos bem, pela força do
pensamento, o que lhes seja necessário, todavia, quando se trata de obras
complexas e importantes, a tarefa é confiada a grupos de Espíritos que nisso se
especializaram”.
Dentre as comunicações analisadas por Bozzano, ressaltaremos as
concedidas pelo Espírito do inesquecível artista cinematográfico Rodolfo
Valentino, falecido em Agosto de 1926, à sua esposa Natacha Rambowa, nas
sessões realizadas em Nice, na França, e consideradas cientificamente muito
importantes, nas quais são citados pormenores desse mundo espiritual, e que
muito edificam os estudiosos. Não nos furtaremos ao prazer de oferecer ao leitor
um substancioso trecho das mesmas comunicações. Assim se expressa o
Espírito do célebre “astro”, através da psicografia do médium norte-americano,
Jorge Benjamim Wehner, dirigindo-se à sua esposa:
– “Aqui, tudo o que existe parece constituído em virtude das diferentes
modalidades pelas quais se manifesta a força do pensamento. Afirmam-me que
a substância sobre que se exerce a força do pensamento é, na realidade, mais
sólida e mais durável do que as pedras e os metais no meio terrestre.

Muitas dificuldades encontrais, naturalmente, para conceber semelhante coisa,
que, parece, não se concilia com a ideia que se pode formar das modalidades
em que devera manifestar-se a força do pensamento. Eu, por minha parte,
imaginava tratar-se de criações formadas de uma matéria vaporosa; elas,
porém, são, ao contrário, mais sólidas e revestidas de cores mais vivas,
do que o são os objetos sólidos e coloridos do meio terrestre... As
habitações são construídas por Espíritos que se especializaram em
modelar, pela força do pensamento, essa matéria espiritual.
Eles as
constroem sempre tais como as desejam os Espíritos, pois que tomam às
subconsciências destes últimos os gabaritos mentais de seus desejos”. (Os grifos
são nossos.)
______
(3) Certa vez, durante um transporte em corpo astral, tivemos ocasião de visitar, no
Espaço, conduzida pelo Espírito de nossa mãe, uma tia falecida havia três anos, Sra.
Ernestina Ferraz, de quem fôramos muito amiga e de quem recebêramos, sempre, muitas
provas de dedicação e ternura maternal, sobre a Terra. Recebeu-nos em “um meio
imediato”, segundo as expressões de Bozzano, criado por ela própria, pois havia um salão
de visitas idêntico ao de sua antiga residência terrena, com o velho piano de carvalho que
fora seu (ou a sua reprodução fluídica), e que, presentemente, se encontra em nosso
poder. Aberto, com a partitura no local devido, o piano fluídico era dedilhado por sua irmã
caçula, Luísa, também já falecida, a qual ela própria educara, inclusive ensinando-lhe
música. Tal a realidade da criação que, talvez perturbada com a situação frisante,
exclamamos, algo vexada:
– Oh, titia! O seu piano está necessitado de um reparo... está desafinado... mas
prometo que o mandarei consertar...
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 15:04
E ela, prontamente:
– Não te incomodes, minha filha, com este meu piano... Presentemente, o piano,
devidamente conservado, é mantido como recordação da boa amiga que tanto nos serviu.
(PEREIRA, 1987, p. 14-17, grifo do original).
Bom; o apoio de Bozzano é importante, porquanto foi um dos cientistas que, lá nos
primórdios da Codificação, estudou as manifestações dos espíritos.
Pensa que a Yvonne parou?! Nada, pois ainda apresenta um novo personagem; trata-se
do rev. George Vale Owen (1869-1931), religioso e médium inglês:
Um livro ainda mais antigo do que as obras de Bozzano - “A Vida Além do
Véu” – obtido também mediunicamente pelo pastor protestante Rev. G. Vale
Owen, tornou-se célebre no assunto, pois que o Espírito da genitora do próprio
médium narra ao filho, em comunicações periódicas, as mesmas construções
fluídicas do mundo espiritual, isto é, jardins, estradas pitorescas, habitações,
cidades, etc. semelhante médium é, certamente, insuspeito, visto que, como
protestante, seriam bem outras as ideias que alimentaria quanto à vida
espiritual. Tais comunicações, em sua maioria, datam do ano de 1913. Convém
deliciarmos, ainda, as nossas almas com alguns pequenos trechos de tão
interessante livro:
– “Pode agora fazer-me o favor de descrever sua casa, paisagens, etc.?” –
Pergunta o Rev. Vale Owen ao Espírito de sua mãe.
E este responde:
– “É a Terra aperfeiçoada. Certo, o que chamais quarta dimensão, até certo
ponto existe aqui, mas não podemos descrevê-la claramente. Nós temos
montes, rios, belas florestas, e muitas casas; tudo foi preparado pelos que nos
precederam. Trabalhamos, atualmente, por nossa vez, construindo e regulando
tudo para os que, ainda durante algum tempo, têm que continuar a sua luta na
Terra. Quando eles vierem, encontrarão tudo pronto e preparado para recebêlos”.
“O tecido e a cor do nosso vestuário tomam a sua qualidade do estado
espiritual e do caráter de quem o usa. (O grifo é nosso.) O nosso ambiente é
parte de nós mesmos e a luz é um importante componente do nosso ambiente.
Entretanto, é de poderosa aplicação, debaixo de certas condições, como
poderemos ver naqueles salões”.
– “Não teriam de ser demolidas (as edificações), para aproveitar-se depois o
material em nova construção. Seria ele aproveitado com o prédio em pé. O
tempo não tem ação de espécie alguma sobre as nossas edificações. Elas não se
desfazem nem se arruínam. Sua durabilidade depende apenas da vontade dos
donos, e, enquanto eles quiserem, o edifício ficará de pé, podendo ser alterado
ou modificado consoante seus desejos.
– “...porque estas esferas são espirituais e não materiais“. (Grifo
nosso.)
E o livro todo assim prossegue, em revelações belas e simples, lógicas e
edificantes, o que confirma o noticiário de muitos médiuns, que também chegam
a verificar tais realidades do mundo invisível durante seus desdobramentos em
espírito.
(PEREIRA, 1987, p. 17-18, grifo do original).
Portanto, com esses três autores citados, a médium Yvonne A. Pereira conseguiu nos
convencer da realidade das colônias espirituais, ou construções diversas no mundo espiritual.
Sim, ela com as provas apresentadas, venceu o nosso “achismo”.
A nosso ver, o que ela apresenta vem, judiciosamente, corroborar muitas coisas
relacionadas ao tema citadas nas obras inspiradas pelo Espírito André Luiz, que, ultimamente,
têm sido questionadas por vários companheiros, que, talvez, não tenham atentado pelo que
Léon Denis, Ernesto Bozzano e George Vale Owen apresentam em suas respectivas obras,
conforme exposto nos apontamentos de Yvonne.
Na Revista Espírita 1865, encontramos uma comunicação assinada pelo espírito
Mesmer, da qual transcrevemos este pequeno trecho:
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 15:04
O mundo dos invisíveis é como o vosso; em lugar de ser material e
grosseiro, é fluídico,
etéreo, da natureza do perispírito, que é o verdadeiro
corpo do Espírito, haurido nesses meios moleculares, como o vosso se forma de
coisas mais palpáveis, tangíveis, materiais.
O mundo dos Espíritos não é o reflexo do vosso; é o vosso que é uma
grosseira e muito imperfeita imagem do reino de além-túmulo.
(KARDEC,
2000c, p. 160, grifo nosso).
Trazemos algo que Kardec disse que, julgamos, confirma tudo isso: “Consideramos,
pois, o mundo dos Espíritos como o duplo do mundo corpóreo, como uma fração da
Humanidade […].” (KARDEC, 1993i, p. 110, 1993i).
Há, na Revista Espírita 1859, um artigo sob o título de “Música de além-túmulo”, onde
costa que na reunião da Sociedade Espírita de Paris, realizada a 08 de abril, os espíritos dos compositores Mozart e Chopin foram evocados. Da parte em que relata o diálogo com Chopin, transcrevemos:
20. Estais bem errante? – R. Sim; quer dizer que não pertenço a nenhum
planeta exclusivamente.
21. E vossos executantes, estão também errantes? – Errantes como eu.
22. (A Mozart) Teríeis a bondade de nos explicar o que Chopin acaba de
dizer? – R. Concebo vosso espanto; todavia, dissemo-vos que há mundos
particularmente atribuídos aos seres errantes, mundos nos quais podem
habitar temporariamente; espécies de acampamentos, de campos para
repousar
seus espíritos fatigados por uma longa erraticidade, estado sempre
um pouco penoso. (KARDEC, 1993e, p. 125, grifo nosso).
Tendo em vista essa referência a mundos intermediários ou transitórios, nos quais
habitam espíritos errantes, ou seja, os que se encontram na dimensão espiritual aguardando nova encarnação, Kardec resolve, numa outra oportunidade, questionar ao espírito Santo Agostinho sobre eles, de cujas considerações podemos resumir (KARDEC, 1993e, p. 126):
– ocupam posições intermediárias entre os outros mundos;
– neles os Espíritos têm o objetivo de se instruírem;
– têm posição transitória e são destinados a Espíritos errantes;
– não são habitados por seres corpóreos;
– têm superfície estéril, condição temporária;
– durante a sua formação a Terra foi um desses mundos.
Kardec, ao final, faz a seguinte consideração: “Essa comunicação confirma, uma vez
mais, essa grande verdade que nada é inútil na Natureza; casa coisa tem seu objetivo, sua
destinação; nada está no vazio, tudo está habitado, a vida está por toda parte”.
(KARDEC, 1993e, p. 126-127, grifo nosso).
Ora, se no Universo há planetas em formação que servem de abrigo a espíritos
errantes, por que não poderia haver, ao redor de cada planeta, várias comunidades (colônias espirituais) para abrigo dos espíritos vinculados a esse planeta, entre uma encarnação e outra?
Podemos acrescentar que essa informação sobre a existência das colônias espirituais é
encontrada em outros autores espirituais como, por exemplo, João Lúcio na psicografia da obra
Em Novos Horizontes, por Wagner Gomes da Paixão (1962- ) e de Joanna de Ângelis em No
limiar do infinito, via Divaldo P. Franco (1927- ). Nesta última obra, temos o capítulo 12
intitulado “A vida espírita ou espiritual”, do qual transcrevemos o seguinte trecho:
Sendo a vida na Terra, suas edificações e paisagens um símile mais
condensado e algo mais grosseiro do que existe no mundo espírita ou
espiritual,
facilmente se compreenderá que o progresso na região das causas
transcende em beleza as realizações, superando em emoções e efeitos tudo
quanto a imaginação pode conceber.
Desde os sítios mais grotescos e sombrios, onde se fixam os núcleos de
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Maio de 2014, 15:05
depuração compulsória para os que dilapidam, irresponsáveis, os preciosos dons
da existência, até aos altos círculos de felicidade nas vibrações
circunvizinhas da Terra, há uma infinita variedade de vilas e cidades,
círculos espirituais e postos de socorro onde vivem os que se vinculam
ao planeta generoso,
que nos serve de berço e escola de progresso nos
intervalos de uma para outra reencarnação. Plasmados pelas mentes que as
moldam no fluido universal
, são populosos centros de vida em que o amor
estua, verdadeiros céus […].
Não se tratam de lugares hipotéticos, ou de centros onde campeia a
ociosidade em aposentadoria demorada, ou de paisagens fantasistas para o
repouso da inutilidade.
Há atividades febricitantes em que o culto ao trabalho fomenta o progresso
das mentes e aprimora os sentimentos.
De forma alguma são mundos quiméricos, imateriais, sobrenaturais,
mas searas de ação objetiva, organizações promovidas pelo espírito humano,
distantes ainda dos mundos da divina benção.
[…].
Perfeitamente lógica a ocorrência da multiplicidade das Cidades e
Colônias Espirituais no mundo das causas.

[…].
Metrópoles trabalhadas em substância sutil, plástica e de fácil
moldagem às mentes ditosas,
constituem os painéis de incomparável dita
onde reinam a paz, a ventura plena e a felicidade sem jaça.
Há incontáveis instituições beneficentes e socorristas no além túmulo,
que se afervoram no auxílio aos que transitam na Terra e partem do
corpo após a desencarnação, […].
Legiões de abnegados e caridosos mensageiros do Senhor recolhem em
Institutos de recuperação e aperfeiçoamento
os desencarnados em dor,
[…].
Educandários e hospitais de retificação, à semelhança dos que
existem na Terra, melhor organizados e mais aprimorados,
se abrem
convidativos, como santuários de recolhimento e correção para a elevação dos
caídos […].
Conforme existem na Terra conglomerados e organizações humanas
para albergar a imensa legião de criaturas, no plano espiritual sucedemse,
múltiplos,
acolhedores como ninhos de ventura […].
Ninguém se surpreenda, portanto, que a vida espiritual seja refletida nas
comunidades terrenas, que são cópias imperfeitas das sociedades
vigentes nos círculos superiores do Orbe e nos planetas
onde a vida estua
sem sombra, sem dor, sem morte, sem adeus... (FRANCO, 2000, p. 97-102,
grifo nosso).
O exposto aqui corrobora, em tudo, o que se pode encontrar nas narrativas de André
Luiz. Para que não mais existam dúvidas, recomendamos a obra Colônias Espirituais, na qual a
autora, Lúcia Maria Farias Loureiro de Souza (1944- ) ou, simplesmente, Lúcia Loureiro,
apresenta uma profunda pesquisa sobre esse instigante assunto.
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Mar/2014.
Referências bibliográficas
FRANCO, D. P. No limiar do infinito. Salvador: LEAL, 2000.
KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007e.
KARDEC, A. O Céu e o Inferno. Rio de Janeiro: FEB, 2007d.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 1996.
KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 2007b.
KARDEC, A. Revista Espírita 1859. Araras, SP: IDE, 1993e.
KARDEC, A. Revista Espírita 1861. Araras, SP: IDE, 1993f.
KARDEC, A. Revista Espírita 1865. Araras, SP: IDE, 2000c.
KARDEC, A. Revista Espírita 1866. Araras, SP: IDE, 1993i.
KARDEC, A. Revista Espírita 1868. Araras, SP: IDE, 1993j.
LOUREIRO, L. Colônias Espirituais. São Paulo: Editora Mnêmio Túlio, 1995.
PAIXÃO, W. G. Em Novos Horizontes. Belo Horizonte, UEM, 2004.
PEREIRA, Y. A. Devassando o invisível. Rio de Janeiro: FEB, 1987.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: nicsoares em 04 de Maio de 2014, 19:47
Realmente este assunto dá estudo longo... Concordo que não há lugar vazio na criação, mas, acreditar que tudo que temos aqui teremos no mundo extrafísico como: casamentos, fumo, carne vermelha, etc., é um pouco demais. Como está na codificação, o mundo transitório, que serve de repouso aos espíritos depois de um período longo na erraticidade, não há nada de material, sua superfície é estéril; pois os que habitam aí não precisam de nada.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: wender100%espirita em 05 de Maio de 2014, 00:03
na minha opinião e claro que existem colonias, sociedades, grupos, dimensões etc... nos planos espirituais isso e logico, o que fica em duvida e essas colônias ditas e certos livros  serem iguais a terra,com suas materialidades, com suas dependencias terrenas, ai que a uma grande controvérsia com a Doutrina Espirita. paz e luz
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Brenno Stoklos em 05 de Maio de 2014, 09:26

Naturalmente o amigo Moisés permitirá que se coloque aqui o contraponto para que em seguida possamos debater e juntos chegarmos, ou não, à uma conclusão.


"Que acontece com a alma após a morte? A dos bons irão para o céu e a dos maus para o inferno? Haveria um purgatório, um lugar determinado para a ascensão ao céu ou como preparativo para a reencarnação, daquelas almas necessitadas de purificação?
Essas perguntas, exceto, a primeira, seriam respondidas com um 'sim', pela maioria dos religiosos brasileiros...

Curiosamente, alguns confrades sincretizam tais conceitos de 'céu, inferno e purgatório' e admitem coisas semelhantes àquelas descritas em 'A Divina Comédia' – do obscurantismo medieval –dizendo que, após a morte, seremos encaminhados para um 'Pronto-socorro espiritual' e, daí, para 'colônias espirituais'. No entanto, não é isso que está explícito e implícito na Doutrina dos Espíritos; por isso, julgamos importante tratar aqui da questão básica relativa à erraticidade e a dos Espíritos errantes...

As chamadas 'colônias espirituais' são de existência questionável
Há uma grande falha em nosso Movimento Espírita, ao admitir que fiquemos, quase enclausurados em 'colônias espirituais', a receber conselhos de Espíritos; como se aí estivéssemos encarnados.Até um tal 'vale dos suicidas', é creditado como verdadeira Doutrina dos Espíritos!Contudo, nas obras de KARDEC, não há a menor referência nem às colônias espirituais nem ao vale dos suicidas. Seria uma omissão imperdoável da Espiritualidade Superior?

Acreditamos em que, ao desencarnarmos, a nova vida é eminentemente espiritual, nada de mundos especiais: 'cópias aperfeiçoadas dos objetos da Terra', como dizem alguns confrades. O mundo da erraticidade é um mundo de reflexão, em que nos preparamos para uma nova encarnação, mas essa preparação não tem nada de material.

Alguns argumentam que aqueles Espíritos mais terra-a-terra, não conseguiriam viver sem a matéria. Ora, se não conseguirem viver sem a matéria, ao desencarnarem não sairão daqui do orbe terrestre?

"O Umbral – continuou ele, solícito – começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos.”

Mais adiante, diz também:

“... O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima, a prestações, o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena."
(Livro 'Nosso Lar' - Espírito André Luiz)

                                                             Iso Jorge Teixeira.
(Continua).

Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Maio de 2014, 14:01
Peço desculpas
a todos pela demora de acompanhar as respostas

sei que este assunto é um dos mais polêmicos no Fórum
por esta razão um dos mais apaixonantes

Não sou representante do autor do artigo
mesmo que concorde com seu artigo
Não posso defendê-lo (representa-lo)
Mas devo ao menos participar, como os interessados participam de boa vontade

Mas aconselhemo-nos aos estudos
a importância da pesquisa,
e a cordialidade do diáologo,
pois agindo assim fundamentamos a importância dos estudos

A EQUÍPE DECOLABORADORES me cobra a responsabilidade de um posicionamento
perante os ilustres participantes, pois que, como colaborador, tive aoportunidade de realizar alguns estudos semanais, mas confesso por demais limitado pelo tempo e pelo conhecimento.

Não li nenhuma das respostas ainda
e após ler as participaçoes que aguardam aprovações
temo direciona-la para os caminhos das paixões
pois tende ser minha característica.
Vou me esforçar para o caminho da sensatez (da minha pessoa rs)

Mas agradeço a todos
Comprendo para muitos a importância do assunto
Mas solicito cautela de ambas as partes

Me posiciono como responsável direto
e vou buscar responder todas as participações
dentro da proposta do texto
espeo ser capaz

Desde já
...solicito tempo e paciência.
e auxílio

Abraços
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Maio de 2014, 14:51
Realmente este assunto dá estudo longo... Concordo que não há lugar vazio na criação, mas, acreditar que tudo que temos aqui teremos no mundo extrafísico como: casamentos, fumo, carne vermelha, etc., é um pouco demais. Como está na codificação, o mundo transitório, que serve de repouso aos espíritos depois de um período longo na erraticidade, não há nada de material, sua superfície é estéril; pois os que habitam aí não precisam de nada.


Olá Soares
O Livro dos médiuns nos dá um estudo interessantíssimo sobre o como os espíritos criam, ou podem criar, imagens de objetos materiais  e até mesmo materializá-los em nosso plano (mundo)...percebe-se que este está num campo de transferência, de apresentação, de participação dos desencarnados para com a realidades dos encarnados...Mas o livro dos Médiuns e o Livro dos Espíritos não nos dá as informações de tudo o que existe ou não existe e que seja capaz de acontecer e não acontecer no mundo incorpóreo...
Vejamos que se algo está codificado, ainda mais no campo de uma doutrina, necessário se faz que para a entendermos e  nos aprofundarmos em seu conteúdo, que realizamos o processo de decodifica-la, logo assim entendo que nossa aceitação ou negação, não será calibre para limitar a abrangência deste algo codificado, não estou abrindo espaço com isto para a aprovação de algo ou a reprovação....Se os espíritos se reúnem em comunidades, em afinidades, o que os impede de realizarem seus pactos e seus contratos entre si?...aqui também não realizamos estas coisas, para melhor estabelecer nossas sociedades?...qual o alcance da palavra casamento, carne, fumo para aqueles que de um outro lado tentam expor este lado pelas palavras que conhecemos e levemos em conta que nem todos pretendem esclarecer e sim perturbar?
Nós é que também somos transitórios, ambulantes, errantes ....Temos uma vida consciente ativa na média de uns 30/40 anos....há espíritos que estão a mais de 50/80/100/120 ...anos desencarnados e ainda se encontram  na nossa mesma esfera de classificação.

Nos processos para se produzir a carne industrializada, poderia se dizer que a mesma , sendo carne, é estéril? Ou não? (só uma pergunta)
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Maio de 2014, 14:23
Olá Brenno
(gostei de suas colocações iniciais, as pessoais)

Já li uma obra do Sr. Iso  e também muitos outros artigos dele sobre este mesmo assunto...
O argumento dele  é interessante, mostra mesmo que é capaz de reproduzir trechos da codificação, onde venham endossar e dar respaldo ao seus próprios argumentos...faz-se assim também com as citações bíblicas, onde se é possui extrair delas varias passagens, atribui-las a Deus e assim argumentar que a nova “Assembleia” que surge possui argumentação Bíblica e logo assim estão com a verdade...logo são a verdade.
Mas ao meu entender o Sr. Iso,  como muitos dos nosso correligionários se confundem...pois kardec esclarece o assunto combatendo o dogma das Igrejas, esclarece a lei do progresso das almas em cima das colocações sobre o assunto, abrindo assim a visão espírita e alargando os horizontes de nossas perspectivas...Se kardec não fala da existência  Colônias como Sr. Iso mesmo se expressa, e também não foi capaz de expor que a DE exista algo que a negue...no mínimo deveria ficar calado...do que expor um artigo confuso e inexpressivo para o próprio assunto...
A confiabilidade que possuo no campo dos estudos espiritistas que tenho com com as  pessoas do Sr Francisco Cândido Xavier , Sra.Yvonne Pereira do Amaral, Sr. Leon Denis, Sr.Dellane, Sr. Divaldo, Sr. Lombroso, Sr. Bezerra de Menezes, Sr. Medrado, Sr. Vistor Hugo, Sr.Paulo Neto, Sr. Lorenz, Sra. Analia Franco, Sr. Batuíra, Sr. Cairbar Schutel , Sr. Eurípedes Barsanulfo e tantos outros , além das oportunidades pessoais que tenho tido e as tenho, me faz colocar as intenções do Sr. Iso em “cheque”
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Joao Paulo Soares em 10 de Maio de 2014, 22:39
Realmente este assunto dá estudo longo... Concordo que não há lugar vazio na criação, mas, acreditar que tudo que temos aqui teremos no mundo extrafísico como: casamentos, fumo, carne vermelha, etc., é um pouco demais. Como está na codificação, o mundo transitório, que serve de repouso aos espíritos depois de um período longo na erraticidade, não há nada de material, sua superfície é estéril; pois os que habitam aí não precisam de nada.


Olá Soares
O Livro dos médiuns nos dá um estudo interessantíssimo sobre o como os espíritos criam, ou podem criar, imagens de objetos materiais  e até mesmo materializá-los em nosso plano (mundo)...percebe-se que este está num campo de transferência, de apresentação, de participação dos desencarnados para com a realidades dos encarnados...Mas o livro dos Médiuns e o Livro dos Espíritos não nos dá as informações de tudo o que existe ou não existe e que seja capaz de acontecer e não acontecer no mundo incorpóreo...
Vejamos que se algo está codificado, ainda mais no campo de uma doutrina, necessário se faz que para a entendermos e  nos aprofundarmos em seu conteúdo, que realizamos o processo de decodifica-la, logo assim entendo que nossa aceitação ou negação, não será calibre para limitar a abrangência deste algo codificado, não estou abrindo espaço com isto para a aprovação de algo ou a reprovação....Se os espíritos se reúnem em comunidades, em afinidades, o que os impede de realizarem seus pactos e seus contratos entre si?...aqui também não realizamos estas coisas, para melhor estabelecer nossas sociedades?...qual o alcance da palavra casamento, carne, fumo para aqueles que de um outro lado tentam expor este lado pelas palavras que conhecemos e levemos em conta que nem todos pretendem esclarecer e sim perturbar?
Nós é que também somos transitórios, ambulantes, errantes ....Temos uma vida consciente ativa na média de uns 30/40 anos....há espíritos que estão a mais de 50/80/100/120 ...anos desencarnados e ainda se encontram  na nossa mesma esfera de classificação.

Nos processos para se produzir a carne industrializada, poderia se dizer que a mesma , sendo carne, é estéril? Ou não? (só uma pergunta)


Desculpa  Moisés,

   Mas como resposta ao amigo Nicsoares e a todos que levantem essa questão, sobre os mundos transitórios, e a sua superficie ser estéril, e do ter sido sido aquando à sua formação, é perguntar, se aquando a sua formação (Terra) alguma vez este esteril? Esteve?
 
Forte Abraço,
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: wender100%espirita em 11 de Maio de 2014, 14:52
na minha opinião e claro que existem colonias, sociedades, grupos, dimensões etc... nos planos espirituais isso e logico, o que fica em duvida e essas colônias ditas e certos livros  serem iguais a terra,com suas materialidades, com suas dependencias terrenas, ai que a uma grande controvérsia com a Doutrina Espirita. paz e luz

É!
O Mundo Icorpóreo começa ao nosso lado....ou melhor...em nós.

O fluído a que Kardec se refere é matéria ou não é matéria?
...depois desta definição começa-se toda a epoéia já bem definida nesta imensidão não tão bem devastada.

Uma Moradia em França não é uma Moradia portuguesa, em terreitório português, mas é uma moradia...mora-se!...mas é uma moradia....um iglú, um palacete, uma casa de taipa...e ai segue...uma copa de arvore, uma ponte...uma caverna...(moradias)


verdade mas no mundo espiritual não necessitamos de"moradia" iguais aqui na terra, a não ser no estado ainda de estamos vivendo a pertubação, a ilusão de estarmos encarnados, cessando essa ilusão o Espirito recobra a consciência de sua situação, daí da de entedermos que é um estado transitorio dessas moradas.bem pelo menos é assim que entendo. paz  e luz
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Maio de 2014, 14:46

....
Desculpa  Moisés,

   Mas como resposta ao amigo Nicsoares e a todos que levantem essa questão, sobre os mundos transitórios, e a sua superficie ser estéril, e do ter sido sido aquando à sua formação, é perguntar, se aquando a sua formação (Terra) alguma vez este esteril? Esteve?
 
Forte Abraço,

Me perdoe!
 mas não consegui te compreender
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: wender100%espirita em 12 de Maio de 2014, 23:56
Tudo deve estar em harmonia, no mundo
espiritual, como no mundo material; aos homens
corpóreos, são necessários objetos materiais
; aos
Espíritos, cujo corpo é fluídico, são necessários
objetos fluídicos, os objetos materiais não lhes
serviriam,
não mais do que os objetos fluídicos
não serviriam aos homens corpóreos
”. (KARDEC). perfeita colocação amigo Moises essa refutação de kardec poe por terra o que estamos debatendo. paz  e luz


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/as-colonias-espirituais-e-a-codificacao/15/#ixzz31XpzvMbO
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Joao Paulo Soares em 13 de Maio de 2014, 14:48

....
Desculpa  Moisés,

   Mas como resposta ao amigo Nicsoares e a todos que levantem essa questão, sobre os mundos transitórios, e a sua superficie ser estéril, e do ter sido sido aquando à sua formação, é perguntar, se aquando a sua formação (Terra) alguma vez este esteril? Esteve?
 
Forte Abraço,

Me perdoe!
 mas não consegui te compreender

Caro Moises,


   O que leva certos irmãos, a levar que os Mundos Transitorios se referem a exclusivamente à parte fisica de um Plenata, é aquando da indicação das respostas, à questão 236, mais propriamente às 2 últimas sub-questões :"Desde que é transitório o estado desses mundos, nossa Terra estará um dia nesse número?" e à seguinte " Em que época?". As respostas, "já esteve" e "Durante sua formação", correspondentemente.

   Esta parte, leva-nos a tal interpretação que os Mundos Transitórios, se referem a Planetas, pois leva-nos a imaginar, A Terra aquando da sua formação, algo com uma superficie estéril.
   Pois bem, se seguirmos, uma valiosa contibuição dada por Glileu na Genese, e ao estudos cientificos terrestes sobre a formação da Terra, verificamos que nunca tal aconteceu.Houve caos, elementos se misturavam, mas nao existia uma superficie estéril.

   Por outro lado, aos que acreditam,creem ou sabem, em cidades espirituais, pergunto, como seria antes dessas cidades? O que seria na "zona" do Nosso Lar antes de ter sido criado? Qual e como era o estado da faixa da espiritualidade, agora rica em "cidades" espirituais, aquando da formação da Terra?

   Essa esterialidade refere-se a nivel espiritual. Esse esterialidade, na altura, e como tambem foi bem indicada, como transitória, se refere ao nivel espiritual aquando da formação da Terra.
   
   Eu se tivesse no lugar de Kardec, interpretava o mesmo. Excepto o àrido caos, pois houve caos, que bem pelo comtrário de àrido não tinha nada.
   Ficou mais confuso? Espero que não :)


Forte Abraço,
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Maio de 2014, 15:44
Estéril é diferente de fértil
o contrário seria o correto

Estéril para os sistemas orgânicos !
Fértil para os sistemas orgânicos !

Seria relativo a reprodução dos seres?

Então um espírito é estéril quando se pensa que pode reproduzir um outro espírito
e sempre o será?

Um ambiente físico orgânico não é estéril?...pois que tudo ali com vida se reproduz
Uma ambiente fluídico é estéril ?..pois que não há reprodução...

Gostaria que algum colega versado neste assunto pudesse nos dizer algo.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Maio de 2014, 19:22
Opinião de Arthur Conan Doyle,
que na obra Historia do Espiritismo,
também advoga a existência das colônias:


Arthur Conan Doyle entendia que, do outro lado da vida, os Espíritos estariam situados em três níveis, segundo o grau evolutivo de cada um. Há os que se acham presos à Terra e que trocaram os seus corpos mortais por corpos etéricos, mas que são mantidos na superfície deste mundo, ou próximos dela, pela grosseria de sua natureza ou pela intensidade de seu interesse mundano. Tão áspera deve ser a contextura de sua forma extraterrena, que devem ser reconhecidos mesmo por aqueles que não possuem o dom especial da clarividência. Nessa infeliz classe errante está a explicação de todos aqueles fantasmas, espectros e aparições, as casas assombradas que têm chamado a atenção da Humanidade em todas as épocas. 5

Estes Espíritos nem conseguem perceber que estão desencarnados, uma vez que se mantêm presos a pessoas, objetos e locais situados no plano físico. Em consequência, participam ativamente da vida cotidiana dos encarnados, produzindo distúrbios e perturbações variáveis segundo os tipos e graus que os caracterizam. Essa situação, entretanto, não é permanente. [...] Os (Espíritos) que não fi zeram um esforço ascensional, entretanto, fi carão aí indefi nidamente, enquanto outros que dão ouvidos ao ensino dos Espíritos auxiliadores, [...] aprendem a lutar para subir a zonas mais brilhantes. 5

O segundo nível, ou esfera de vida dos desencarnados, seria representado pela que Doyle denomina de o além normal. 7

São localidades onde o ar, as casas, o meio ambiente, as ocupações, o céu seriam uma sublimada e etérea reprodução da Terra e da vida terrena, em condições melhores e mais elevadas. [...] No além normal há, de fato, uma sociedade muito complexa, na qual cada um encontra o trabalho a que mais se adapta e que lhe causa maior satisfação. 7

O terceiro nível, apesar de não estar claramente especificado pelo autor do livro, foi descrito por um Espírito, em uma reunião familiar, como um plano em que a felicidade, a beleza, a paz são características básicas. Ninguém se aborrece, porque todos são muito felizes.
...
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Alexandre 1857 em 19 de Abril de 2017, 19:04
Ao menos o autor do livro foi prudente e não especificou a qual codificação o tema colônia espiritual está vinculada!

Mas, se deixasse claro que se refere à codificação espírita, não estaria errado, pelo contrário. A doutrina espírita cita tais cidades espírituais, na antepenúltima questão de O Livro dos Espíritos, para negá-las textualmente:



    "1017. Alguns Espíritos disseram estar habitando o quarto, o quinto céus, etc. Que queriam dizer com isso?

    “Perguntando-lhes que céu habitam, é que formais ideia de muitos céus dispostos como os andares de uma casa. Eles, então, respondem de acordo com a vossa linguagem. Mas, por estas palavras — quarto e quinto céus — exprimem diferentes graus de purificação e, por conseguinte, de felicidade. É exatamente como quando se pergunta a um Espírito se está no inferno. Se for desgraçado, dirá — sim, porque, para ele, inferno é sinônimo de sofrimento. Sabe, porém, muito bem que não é uma fornalha. Um pagão diria estar no Tártaro.”

    O mesmo ocorre com outras expressões análogas, tais como: cidade das flores, cidade dos eleitos, primeira, segunda, ou terceira esfera, etc., que apenas são alegorias usadas por alguns Espíritos, quer como figuras, quer, algumas vezes, por ignorância da realidade das coisas, e até das mais simples noções científicas.
De acordo com a idéia restrita que se fazia outrora dos lugares das penas e das recompensas e, sobretudo, de acordo com a
opinião de que a Terra era o centro do Universo, de que o firmamento formava uma abóbada e que havia uma região das estrelas, o céu era situado no alto e o inferno embaixo. Daí as expressões: subir ao céu, estar no mais alto dos céus, ser precipitado
nos infernos. Hoje, que a Ciência demonstrou ser a Terra apenas, entre tantos milhões de outros, um dos menores mundos, sem importância especial; que traçou a história da sua formação e lhe descreveu a constituição; que provou ser infinito o espaço, não haver alto nem baixo no Universo, teve-se que renunciar a situar o céu acima das nuvens e o inferno nos lugares inferiores.
Quanto ao purgatório, nenhum lugar lhe fora designado. Estava
reservado ao Espiritismo dar de tudo isso a explicação mais racional,
mais grandiosa e, ao mesmo tempo, mais consoladora para
a Humanidade. Pode-se assim dizer que trazemos em nós mesmos
o nosso inferno e o nosso paraíso. O purgatório, achamo-lo
na encarnação, nas vidas corporais ou físicas."
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: HamLacerda em 19 de Abril de 2017, 20:48

A doutrina espírita cita tais cidades espírituais, na antepenúltima questão de O Livro dos Espíritos, para negá-las textualmente:


A doutrina espírita não cita nenhuma cidade espiritual nessa questão.

Esse capítulo trata unicamente de combater os dogmas católicos sobre a crença nos sistema das esferas concêntricas de Ptolomeu e do modelo espiritual de Dante e Aristóteles sobre os lugares circunscritos que deram origem à crença católica no Paraíso, no Céu, no Inferno e no Purgatório.

A doutrina chama esses lugares de lugares circunscritos porque são lugares de penas e gozos eternos, fixos e situados num ponto do espaço, ou no centro da terra, para onde iriam todas as almas.

Kardec gastou muito tempo tentando combater essa crença e inclusive criou um vocabulário mais claro para os espíritas pudessem entender melhor o que a igreja queria dizer com esses lugares circunscritos.

PARAÍSO (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT03MTEzJmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x)

INFERNO (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT03MDg4JmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x)

PURGATÓRIO (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT03MTI4JmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x)


Alguns exemplos abaixo de lugares circunscritos citados pela doutrina. Esses lugares não tem nada a ver com as cidades espirituais descrita nos livros de A.Luis.


(http://www.johncoulthart.com/feuilleton/wp-content/uploads/2008/08/dante3.jpg)


(http://www.zelda.com.br/material/artigo_lentesdaverdade_porgatoriodedante_0.jpg)

Inferno
(http://68.media.tumblr.com/tumblr_lqnhvmpUcd1qc0uzwo1_400.jpg)







****






Já a localização de Nosso Lar, segundo o que nos informou A. Luis, está situado acima do Rio de Janeiro, em uma camada mais etérea de fluidos expelidos pelos habitantes da terra. Não é um local circunscrito porque não tem uma localização fixa e não é um local de penas e gozos eternos para onde iriam todas as almas dos mortos. Os espíritos que ali estão não estão presos eternamente e nem impedidos de seguir sua caminhada evolutivo, como ter que encarnar e reencarnar novamente na terra ou em outros mundos.


Localização de Nosso Lar

(http://lh6.ggpht.com/_AhXLcERuk-c/TEhn_UL83pI/AAAAAAAABDo/ViAFLSXN2qs/clip_image005_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800)


"A primeira esfera comporta o Umbral "grosso", mais materializado, de regiões purgatoriais mais dolorosas e de cujas organizações comunitárias, conquanto estejam tão próximas, temos poucas notícias.

A segunda esfera abriga o Umbral mais ameno, onde os Espíritos do Bem localizam, com mais amplitude, sua assistência, e onde estão situadas as "Moradias". Cada desenho, semi-retangular, que está assinalado nessa região, representa uma "Moradia".

A terceira esfera, a rigor, ainda faz parte do Umbral, pois, sendo de transição, abriga Espíritos necessitados de reencarnação.

Nessa terceira esfera se localiza a cidade "Nosso Lar", num ponto situado sobre a cidade do Rio de Janeiro e com uma altura que não podemos definir, mas que se encontra na ionosfera."




Essas esferas onde André Luis chamou de umbral não é nada mais do que um nome dado à um local onde concentrou muitos fluidos pesados dos habitantes da terra. Kardec explica muito bem isso nessas passagens:


_________

"A Genese - C A P Í T U L O X I V - Os fluidos

10. A camada de fluidos espirituais que cerca a Terra se pode comparar às camadas inferiores da atmosfera, mais pesadas, mais compactas, menos puras, do que as camadas superiores. Não são homogêneos esses fluidos; são uma mistura de moléculas de diversas qualidades, entre as quais necessariamente se encontram as moléculas elementares que lhes formam a base, porém mais ou menos alteradas. Os efeitos que esses fluidos produzem estarão na razão da soma das partes puras que eles encerram. Tal, por comparação, o álcool retificado, ou misturado, em diferentes proporções, com água ou outras substâncias: seu peso específico aumenta, por efeito dessa mistura, ao mesmo tempo que sua força e sua inflamabilidade diminuem, embora no todo continue a haver álcool puro."

_________


Aqui também ele diz:

"A Genese - C A P Í T U L O X I V - Qualidade dos fluidos

11." O meio está sempre em relação com a natureza dos seres que têm de nele viver: os peixes, na água; os seres terrestres, no ar; os seres espirituais no fluido espiritual ou etéreo, mesmo que estejam na Terra. O fluido etéreo está para as necessidades do Espírito, como a atmosfera para as dos encarnados. Ora, do mesmo modo que os peixes não podem viver no ar; que os animais terrestres não podem viver numa atmosfera muito rarefeita para seus pulmões, os Espíritos inferiores não podem suportar o brilho e a impressão dos fluidos mais etéreos. Não morreriam no meio desses fluidos, porque o Espírito não morre, mas uma força instintiva os mantêm afastados dali, como a criatura terrena se afasta de um fogo muito ardente ou de uma luz muito deslumbrante. Eis aí por que não podem sair do meio que lhes é apropriado à natureza; para mudarem de meio, precisam antes mudar de natureza, despojar-se dos instintos materiais que os retêm nos meios materiais; numa palavra, que se depurem e moralmente se transformem. Então, gradualmente se identificam com um meio mais depurado, que se lhes torna uma necessidade, como os olhos, para quem viveu longo tempo nas trevas, insensivelmente se habituam à luz do dia e ao fulgor do Sol".


____

"A Genese - Qualidade dos fluidos

12. Assim, tudo no Universo se liga, tudo se encadeia; tudo se acha submetido à grande e harmoniosa lei de unidade, desde a mais compacta materialidade, até a mais pura espiritualidade. A Terra é qual vaso donde se escapa uma fumaça densa que vai clareando à medida que se eleva e cujas parcelas rarefeitas se perdem no espaço infinito.


_____




Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Alexandre 1857 em 19 de Abril de 2017, 21:00
HamLacerda, tudo o que você postou é exatamente o que é combatido na resposta à questão 1.017 e na observação de Kardec.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: HamLacerda em 19 de Abril de 2017, 22:06
HamLacerda, tudo o que você postou é exatamente o que é combatido na resposta à questão 1.017 e na observação de Kardec.

O amigo não leu atentamente o meu post. Nele eu expliquei o que a doutrina de fato combate ao falar de lugares circunscritos nesse capítulo; como são realmente esses lugares circunscritos, e, se diz respeito aos dogmas católicos ou se podemos usar isso para negar a existência das cidades espirituais.

Acontece que tudo relacionado aos lugares circunscritos na doutrina tem unica relação com os dogmas católicos, com a forma como eles compreendiam o céu, o inferno, o paraíso e o purgatório, e não há nada nesses capítulos que possa ser usado contra a existência de Cidades Espirituais.

Apenas nos tópicos sobre fluidos espirituais é que kardec trata das coisas que existem no mundo espiritual, porque o céu, o inferno, o paraíso, o purgatório, segundo as crenças pagãs e católicas, estão situados em nosso universo físico, e não em espaços extra-físicos ou feitos de matéria fluídica, como as cidades espirituais.


O problema, como eu já falei diversas vezes aqui no fórum, é que os espíritas que combatem a existências de Cidades Espirituais não sabem o que são lugares circunscritos. Usam qualquer passagem de Kardec para dizer que ele estava combatendo cidades espirituais, quando na verdade ele estava combatendo apenas dogmas católicos e pagãos.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Alexandre 1857 em 20 de Abril de 2017, 12:38
O mesmo ocorre com outras expressões análogas, tais como: cidade das flores, cidade dos eleitos, primeira, segunda, ou terceira esfera, etc., que apenas são alegorias usadas por alguns Espíritos, quer como figuras, quer, algumas vezes, por ignorância da realidade das coisas, e até das mais simples noções científicas.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: HamLacerda em 20 de Abril de 2017, 17:38
O mesmo ocorre com outras expressões análogas, tais como: cidade das flores, cidade dos eleitos, primeira, segunda, ou terceira esfera, etc., que apenas são alegorias usadas por alguns Espíritos, quer como figuras, quer, algumas vezes, por ignorância da realidade das coisas, e até das mais simples noções científicas.

Sim. Agora explica, dentro do contexto do capítulo, o que essa passagem tem a ver com Cidades Espirituais?

Em todo o capítulo está falando apenas de lugares de penas e gozos eternos, de lugares circunscritos e fechados, de inferno, purgatório, paraíso, jardim do éden, cidade das flores, cidade dos eleitos, tudo dentro do mesmo sentido de lugares de penas e gozos eternos situados em nosso universo, no nosso plano material. O título do capitulo é sobre isso, as perguntas são sobre isso, as respostas são sobre isso e até as analogias foram feitas comparando apenas com lugares de penas e gozos eternos.

As Cidades Espirituais não são lugares fechados com localizações fixa. Não estão em esferas concêntricas. Não são como o jardim do Éden, para onde vão todos os eleitos. Não são lugares de penas e gozos eternos e nem locais para onde iriam todas as almas dos mortos. Os espíritos que ali estão não estão presos eternamente e nem impedidos de seguir sua caminhada evolutiva, como ter que encarnar e reencarnar novamente na terra ou em outros mundos.

Só porque o espírito mencionou uma certa "Cidade Das Flores" - o que certamente deve ser algum tipo de Céu de felicidade e gozos eternos de alguma crença pagã, como a Indu, uma vez que ele mesmo diz que são análogas à esses dógmas -  o companheiro concluiu que ele estava negando as Cidades Espirituais? Foi isso? Porque eu não entendi o que você quis dizer postando apenas esse parágrafo isolado e não ter explicado onde que fica claro que Kardec estava falando de outro assunto que não fosse os lugares circunscritos de penas e gozos eternos.


Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Alexandre 1857 em 25 de Abril de 2017, 19:59
Então, o trecho a seguir só pode ser ficção:

"Ele, porém, solicitou audiência ao Ministério da União Divina e, depois de ouvir o nosso mais alto Conselho, mandou
fechar provisoriamente o Ministério da Comunicação, determinou
funcionassem todos os calabouços da Regeneração, para isolamento dos
recalcitrantes, advertiu o Ministério do Esclarecimento, cujas impertinências
suportou mais de trinta anos consecutivos, proibiu temporariamente os
auxílios às regiões inferiores, e, pela primeira vez na sua administração,
mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para emissão de
dardos magnéticos a serviço da defesa comum."



Deste minúscilo trecho da milhares de páginas escritas por Andre Luís, surgem inúmeros questionamentos:

Porque calabouços? Espécie de solitárias. Há julgamento? Direito a defesa, advogados? Sentença?
Porque baterias elétricas? O que as alimenta? São ligadas por interruptor? Possui cabeamento?
Porque muralhas, se não há lugar circunscrito? Ou não há lugar físico circunscrito, mas lugares espirituais circunscritos existem sim? Um confinamento espiritual?

Regime comunista em Nosso Lar?

As construções
em geral representam patrimônio comum, sob controle da Governadoria;
cada família espiritual, porém, pode conquistar um lar (nunca mais que um),
apresentando trinta mil bônus-hora, o que se pode conseguir com algum
tempo de serviço.


Quem não tem trinta mil, mora de favor? Ou na praça? Não pode nem mesmo alugar uma casa, visto que ninguém tem mais de uma casa.

Umbral com letra maiúscula não pode representar apenas um estado de espírito.

Compreendi, depois, que a existência laboriosa me livrara das
indecisões e angústias do Umbral, por colocar-me a coberto de muitas e
perigosas tentações.


Sim, Nosso Lar é comunista mesmo:

(..."em "Nosso Lar" a
produção de vestuário e alimentação elementares pertence a todos em
comum. Há serviços centrais de distribuição na Governadoria e
departamentos do mesmo trabalho nos Ministérios. O celeiro fundamental é
propriedade coletiva.


Isso pode ser qualquer outra coisa, menos Espiritismo.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Abril de 2017, 02:53
Sr, Alexandre, o que essas passagens tem a ver com lugares circunscritos? O companheiro pode explicar, para que eu possa compreender o que o colega entende por lugares circunscritos?

Aliás, eu não entendi por que o colega está trazendo essas passagens dos livros de André Luis. O assunto é sobre o que a doutrina diz sobre lugares circunscritos, ou sobre o que André Luis diz em seus livros?






Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Abril de 2017, 15:16
André não reeditou as estórias sobre colônias espirituais?

As trouxe porque justamente remetem à ideia de lugares circunscritos, com localização geográfica. Segundo o próprio André,  localizam-se acima do Rio de Janeiro e portanto as colônias são geoestacionárias.

Lugar do qual, só se sai com permissão.

Ou André fala sobre outra coisa?
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Abril de 2017, 19:36
André não reeditou as estórias sobre colônias espirituais?

As trouxe porque justamente remetem à ideia de lugares circunscritos, com localização geográfica. Segundo o próprio André,  localizam-se acima do Rio de Janeiro e portanto as colônias são geoestacionárias.

Lugar do qual, só se sai com permissão.

Ou André fala sobre outra coisa?

Citar
Lugar do qual, só se sai com permissão.

Se sai desse lugar, seja com permissão, ou não, é um lugar circunscrito?

Lugares circunscritos, de acordo a codificação, são lugares de penas e gozos eternos. Tem localização geográfica fixa e eterna.


Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Abril de 2017, 20:27
Então a única diferença entre a Doutrina Espírita e as outras filosofias espiritualistas resume-se a isso? Por não ser eterna, as cidades espirituais valem?

Tem um trecho do livro Voltei que é praticamente uma faca cravada nas costas da Doutrina:


"O Irmão Andrade acompanhou-me, delicadamente.
Ingressei na casa acolhedora, sob forte impressão de paz e ventura. Difícil determinar se me achava, realmente, distante dos círculos terrestres. O ambiente doméstico era perfeito, não obstante mais acentuada beleza nos caracteres interiores. Tapetes, móveis, adornos e iluminação, eram mais belos e mais leves e, apesar de revelarem autêntico bom-gosto"



Porque um Espírito precisaria de tapete? Para não pisar no chão gelado e ficar resfriado?
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Abril de 2017, 21:32
André não reeditou as estórias sobre colônias espirituais?

As trouxe porque justamente remetem à ideia de lugares circunscritos, com localização geográfica. Segundo o próprio André,  localizam-se acima do Rio de Janeiro e portanto as colônias são geoestacionárias.

Lugar do qual, só se sai com permissão.

Ou André fala sobre outra coisa?

A ideia de ser circunscrita nunca foi esta
A ideia referia-se a ir para o céu e ou ir para o inferno

Kardec fala em bivaques
Isto é circunscrito?

Aceitarias as cabaninhas?
As ocas?
Os afins reunidinhos?

Ou a bagunça das cotovelados se misturando
entre os abraços ternos?

rsrs

Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Abril de 2017, 21:39
Então a única diferença entre a Doutrina Espírita e as outras filosofias espiritualistas resume-se a isso? Por não ser eterna, as cidades espirituais valem?

Tem um trecho do livro Voltei que é praticamente uma faca cravada nas costas da Doutrina:


"O Irmão Andrade acompanhou-me, delicadamente.
Ingressei na casa acolhedora, sob forte impressão de paz e ventura. Difícil determinar se me achava, realmente, distante dos círculos terrestres. O ambiente doméstico era perfeito, não obstante mais acentuada beleza nos caracteres interiores. Tapetes, móveis, adornos e iluminação, eram mais belos e mais leves e, apesar de revelarem autêntico bom-gosto"



Porque um Espírito precisaria de tapete? Para não pisar no chão gelado e ficar resfriado?

Sou fã das ironias

Fico pensando no Espírito de Verdade de vestido??

Para que?

Vergonha?

Alguém o viu?




Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Abril de 2017, 21:40

[...]


A ideia de ser circunscrita nunca foi esta
A ideia referia-se a ir para o céu e ou ir para o inferno



Não adianta Moisés, agora ele já está falando de tapetes. Depois que você mostrar que a doutrina não nega a existência de tapetes, no mundo dos Espíritos, ele aparece com outro assunto de um livro mediúnico qualquer, que ele escolher aleatoriamente, e assim ad infinitum.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Abril de 2017, 21:56
Palavras de Voltaire
revista espírita, setembro / 1859

"...Como viajava incessantemente, sem me conceder nenhum repouso, a fim de me convencer de que este mundo onde eu me encontrava bem que poderia ainda ser um mundo material, minha alma lutou contra a verdade que me esmagava! Eu não pude me realizar como um Espírito que acabara de deixar a sua morada mortal! Não houve ninguém com quem pudesse estabelecer relações, porque eu tinha recusado a todos a imortalidade. Não havia repouso para mim. Eu estava sempre andando a esmo e duvidando. Em mim o Espírito, tenebroso e amargo, era como um maníaco, incapaz de seguir uma orientação ou de se deter.

Foi assim, zombeteiro e desafiador, como já disse, que abordei o mundo espírita. A princípio fui levado para longe das habitações dos Espíritos, e percorri o espaço imenso. A seguir foi-me permitido lançar o olhar sobre as construções maravilhosas habitadas pelos Espíritos e, com efeito, elas me pareceram surpreendentes. Fui arrastado de um lado para o outro por uma força irresistível. Era obrigado a ver, e ver até que a minha alma ficasse deslumbrada pelos esplendores e esmagada ante o poder que controlava tais maravilhas. Por fim, tive ímpetos de esconder-me e de alojar-me nas cavidades das rochas, mas não o consegui.
..."

http://ipeak.net/site/estudo_janela_conteudo.php?origem=2723&idioma=1
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Abril de 2017, 22:07

[...]


A ideia de ser circunscrita nunca foi esta
A ideia referia-se a ir para o céu e ou ir para o inferno



Não adianta Moisés, agora ele já está falando de tapetes. Depois que você mostrar que a doutrina não nega a existência de tapetes, no mundo dos Espíritos, ele aparece com outro assunto de um livro mediúnico qualquer, que ele escolher aleatoriamente, e assim ad infinitum.

O Alexandre é estudioso
Já deu para ver
conhece mesmo

Mas não precisa ter ojeriza as obras mediúnicas
quanto bobagem

Compete-nos
pela moral da Doutrina
nos envolver com as coisas do espírito
e não da letra

A DE nos faculta estes envolvimentos
Nos ensina

Se há erros!
Mas não há condenações extremadas

Eu vejo assim...

Kardec na DE nos fala da mediunidade em sonhos
Qualquer pessoa que sonha com algum ente , ou espírito, ou amigo
O sonha em algum lugar

Quantos sonhos nos são surpreendentes pelas coisas que vemos
Acaso a humanidade só tem inventores e fanfarrões?

Kardec nos alerta para a força da opinião pública
no sancionamento das coisas

Observemos de bom grado
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 25 de Julho de 2017, 20:02
André não reeditou as estórias sobre colônias espirituais?

As trouxe porque justamente remetem à ideia de lugares circunscritos, com localização geográfica. Segundo o próprio André,  localizam-se acima do Rio de Janeiro e portanto as colônias são geoestacionárias.

Lugar do qual, só se sai com permissão.

Ou André fala sobre outra coisa?

Citar
Lugar do qual, só se sai com permissão.

Se sai desse lugar, seja com permissão, ou não, é um lugar circunscrito?

Lugares circunscritos, de acordo a codificação, são lugares de penas e gozos eternos. Tem localização geográfica fixa e eterna.
Entendo que "lugar circunscrito", é lugar fechado, com delimitações, fronteiras. Do ponto de vista espiritual, no plano espiritual, isso de fato não existe.
Entretanto a Doutrina tambem é muito clara quando afirma que os espíritos estão vinculados ao nível de evolução moral, e que apenas os espíritos superiores tem uma flexibilidade de locomoção maior.
Dessa forma, parece-me inquestionável que os espíritos podem se movimentar por qualquer lugar, que sua evolução moral permita.
Quanto mais me libertar das amarras materiais, menos estarei próximo aos vínculos materiais, menos "circunscritos" serão os espaços que eu poderei ir.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Amil El Afar em 26 de Julho de 2017, 15:04
Que o Espiritismo deve avançar enquanto ciência, deve.

Que o Espiritismo não está pronto e acabado, é verdade.

Mas como? Por qual método? Qual o critério?

Repito o que já disse várias vezes, opinião pessoal não faz doutrina.

https://youtu.be/C61vVh3ikRQ

Quem quiser avançar com novas informações, que se utilize da razão, do bom-senso e do controle universal do ensino dos espíritos. Para a ciência espírita cair no ridículo é muito fácil basta uma ou outra afirmação sem base, os próprios espíritas dão armas aos detratores.

Isso existe e isso não existe! Bom, mostre o método de pesquisa para chegar a tal conclusão e vamos ver se tem fundamento. Isso que aqui digo vale para esse tema e para qualquer outro que, sim, precisamos avançar no conhecimento da ciência espírita.

Quando Nosso Lar foi escrito a FEB não devia ter engavetado-o, com receio de não-sei-o-quê, devia ter feito como Allan Kardec, submetido aquele conteúdo novo às diversas reuniões para se saber se o que ali havia mais alguém já tinha ouvido falar no mundo espiritual, mas assim não foi feito.

Aliás, se você trabalha em algum centro espírita, quando foi a última vez que um órgão central da doutrina espírita aqui no brasil enviou ao seu grupo uma série de perguntas para serem feitas aos respectivos mentores sobre determinado tema que gera dúvidas devido ser uma novidade? Era o Kardec fazia, e é o que no Brasil, não se faz.

Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 27 de Julho de 2017, 12:07
"Aliás, se você trabalha em algum centro espírita, quando foi a última vez que um órgão central da doutrina espírita aqui no brasil enviou ao seu grupo uma série de perguntas para serem feitas aos respectivos mentores sobre determinado tema que gera dúvidas devido ser uma novidade? Era o Kardec fazia, e é o que no Brasil, não se faz."
Meu caro colega, uma das premissas espíritas é não haver hierarquia.
Não existe um "órgão central" que defina como as casas devem se portar e no que elas devem "acreditar".
As federações existentes, em minha opinião, estabelecem um norte de racionalização acerca do texto doutrinário. De impositivo, na minha opinião, apenas a instrução do Espirito verdade noa item 5 do capítulo 6 do ESE, se não me engano: "Espíritas amai-vos, eis o primeiro mandamento, instruí-vos, eis o segundo."
Para mim, um centro espírita deve primar pelo estudo. A forma como cada centro estabelece esse estudo, varia de acordo com as condições e necessidades de cada um.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Julho de 2017, 14:37
Que o Espiritismo deve avançar enquanto ciência, deve.

Que o Espiritismo não está pronto e acabado, é verdade.

Mas como? Por qual método? Qual o critério?

Repito o que já disse várias vezes, opinião pessoal não faz doutrina.

https://youtu.be/C61vVh3ikRQ

Quem quiser avançar com novas informações, que se utilize da razão, do bom-senso e do controle universal do ensino dos espíritos. Para a ciência espírita cair no ridículo é muito fácil basta uma ou outra afirmação sem base, os próprios espíritas dão armas aos detratores.

Isso existe e isso não existe! Bom, mostre o método de pesquisa para chegar a tal conclusão e vamos ver se tem fundamento. Isso que aqui digo vale para esse tema e para qualquer outro que, sim, precisamos avançar no conhecimento da ciência espírita.

Quando Nosso Lar foi escrito a FEB não devia ter engavetado-o, com receio de não-sei-o-quê, devia ter feito como Allan Kardec, submetido aquele conteúdo novo às diversas reuniões para se saber se o que ali havia mais alguém já tinha ouvido falar no mundo espiritual, mas assim não foi feito.

Aliás, se você trabalha em algum centro espírita, quando foi a última vez que um órgão central da doutrina espírita aqui no brasil enviou ao seu grupo uma série de perguntas para serem feitas aos respectivos mentores sobre determinado tema que gera dúvidas devido ser uma novidade? Era o Kardec fazia, e é o que no Brasil, não se faz.



Olá Amil!

Você não crê em Colonias e em cidades dos espíritos?
É isso?

E muito menos nas obras de André Luiz?

è isso também?
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Julho de 2017, 14:47
"A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares.
               
A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares.
               
Compreende-se que não se trata aqui de comunicações relativas a interesses secundários, mas das que se referem aos próprios princípios da doutrina. A experiência prova que, quando um novo princípio deve ser revelado, ele é ensinado espontaneamente, ao mesmo tempo, em diferentes lugares, e de maneira idêntica, senão na forma, pelo menos quanto ao fundo. Se, portanto, apraz a um Espírito formular um sistema excêntrico, baseado em suas próprias idéias e fora da verdade, pode-se estar certo de que esse sistema ficará circunscrito, e cairá diante da unanimidade das instruções dadas por toda parte, como já mostraram numerosos exemplos. É esta unanimidade que tem posto abaixo todos os sistemas parciais surgidos na origem do Espiritismo, quando cada qual explicava os fenômenos do mundo visível com o mundo invisível.
               
Esta é a base em que nos apoiamos, para formular um princípio da doutrina. Não é por concordar ele com as nossas idéias, que o damos como verdadeiro. Não nos colocamos, absolutamente, como árbitro supremo da verdade, e não dizemos a ninguém: “Crede em tal coisa, porque nós vo-la dizemos”. Nossa opinião não é, aos nossos próprios olhos, mais do que uma opinião pessoal, que pode ser justa ou falsa, porque não somos mais infalíveis do que os outros. E não é também porque um princípio nos foi ensinado que o consideramos verdadeiro, mas porque ele recebeu a sanção da concordância."

Kardec
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 27 de Julho de 2017, 16:22
"A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares.
               
A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares.
               
Compreende-se que não se trata aqui de comunicações relativas a interesses secundários, mas das que se referem aos próprios princípios da doutrina. A experiência prova que, quando um novo princípio deve ser revelado, ele é ensinado espontaneamente, ao mesmo tempo, em diferentes lugares, e de maneira idêntica, senão na forma, pelo menos quanto ao fundo. Se, portanto, apraz a um Espírito formular um sistema excêntrico, baseado em suas próprias idéias e fora da verdade, pode-se estar certo de que esse sistema ficará circunscrito, e cairá diante da unanimidade das instruções dadas por toda parte, como já mostraram numerosos exemplos. É esta unanimidade que tem posto abaixo todos os sistemas parciais surgidos na origem do Espiritismo, quando cada qual explicava os fenômenos do mundo visível com o mundo invisível.
               
Esta é a base em que nos apoiamos, para formular um princípio da doutrina. Não é por concordar ele com as nossas idéias, que o damos como verdadeiro. Não nos colocamos, absolutamente, como árbitro supremo da verdade, e não dizemos a ninguém: “Crede em tal coisa, porque nós vo-la dizemos”. Nossa opinião não é, aos nossos próprios olhos, mais do que uma opinião pessoal, que pode ser justa ou falsa, porque não somos mais infalíveis do que os outros. E não é também porque um princípio nos foi ensinado que o consideramos verdadeiro, mas porque ele recebeu a sanção da concordância."

Kardec

Essa discussão, para mim, esta com cara de "prato requentado".
Muito já se discutiu sobre isso aqui no fórum, e acho que esse tipo de "disputa" fez com que o fórum perdesse um pouco da sua "qualidade".
Pegando em especial a última frase desse último parágrafo, vem uma dúvida que me assalta: "sanção da concordância": concordância de quem? de quantos? de onde?
Se não me engano foi Einstein que disse ser o universo limitado ao conhecimento de cada um, ou seja, o que eu não conheço não existe. Luiz Fernando Veríssimo, se não me engano, disse que só acredita em algo que ele pode tocar e que portanto, para ele Bruna Lombardi não existia.
Ironias a parte, o fato é que cada um de nós compreende o universo, e a Doutrina Espírita dentro dele, de acordo com nossa capacidade de compreensão acerca de cada situação. Quantas vezes nós lemos na codificação que nossa linguagem é pobre para exprimir os conceitos trazidos?
No que diz respeito as "colonias espirituais", deixo a cada um o critério para acreditar ou não, pois em meu entendimento, se a doutrina não afirma sua existência, também não as elimina de forma absoluta.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Alexandre 1857 em 27 de Julho de 2017, 18:12
André não reeditou as estórias sobre colônias espirituais?

As trouxe porque justamente remetem à ideia de lugares circunscritos, com localização geográfica. Segundo o próprio André,  localizam-se acima do Rio de Janeiro e portanto as colônias são geoestacionárias.

Lugar do qual, só se sai com permissão.

Ou André fala sobre outra coisa?

Citar
Lugar do qual, só se sai com permissão.

Se sai desse lugar, seja com permissão, ou não, é um lugar circunscrito?

Lugares circunscritos, de acordo a codificação, são lugares de penas e gozos eternos. Tem localização geográfica fixa e eterna.

Nosso lar é geoestacionária. Isto é ponto pacífico. Inclusive, você nos trouxe um mapa.

Nobre Clarêncio - começou a companheira desconhecida -, venho
pedir seus bons ofícios a favor de meus dois filhos. Ah! já não tolero tantas
saudades e estou informada de que ambos vivem exaustos e
sobrecarregados de infortúnios, no ambiente terrestre. Reconheço que os
desígnios do Pai são justos e amorosos; no entanto, sou mãe! Não consigo
subtrair-me ao peso da angústia!...
E a pobre criatura se desfez, ali mesmo, em copioso pranto. O
Ministro, dirigindo-lhe um olhar de fraternidade, embora conservando intacta
a energia pessoal, respondeu, bondoso:
- Mas, se a irmã reconhece que os desígnios do Pai são justos e
santos, que me cabe fazer?
- Desejava - replicou, aflita - que me concedesse recursos para
protegê-los eu mesma, nas esferas do globo!...
- Ah! minha amiga - disse o benfeitor amorável -' só no espírito de
humildade e de trabalho é possível a nós outros proteger alguém. Que me
diz de um pai terrestre que desejasse ajudar os filhinhos, mantendo-se em
absoluta quietação no conforto do lar? O Pai criou o serviço e a cooperação
como leis que ninguém pode trair sem prejuízo próprio. Nada lhe diz a
consciência, neste sentido? Quantos bônus-hora poderá apresentar em
benefício de sua pretensão?
A interpelada respondeu, hesitante:
- Trezentos e quatro.
- É de lamentar - elucidou Clarêncio, sorrindo -, pois aqui se hospeda,
há mais de seis anos, e apenas deu à colônia, até hoje, trezentos e quatro
horas de trabalho.



A Doutrina Espírita é clara ao ensinar que os Espíritos inferiores podem estar em regiões com mesmo grau de evolução ou inferior. Nosso Lar revoga esta lei ao dizer que mesmo para um Espírito oriundo da Terra é necessária permissão de reentrada e possui uma sistemática contábil para seu deferimento.

A narrativa adocicada de Andre Luiz desarma o leitor amigo, rebaixando seu padrão crítico passando a ser um torcedor-entusiasta do narrador-personagem, acolhendo sem ressalvas e sem perceber os sistemas que são o oposto da Doutrina Espírita.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Amil El Afar em 06 de Agosto de 2017, 21:31
Que o Espiritismo deve avançar enquanto ciência, deve.

Que o Espiritismo não está pronto e acabado, é verdade.

Mas como? Por qual método? Qual o critério?

Repito o que já disse várias vezes, opinião pessoal não faz doutrina.

https://youtu.be/C61vVh3ikRQ

Quem quiser avançar com novas informações, que se utilize da razão, do bom-senso e do controle universal do ensino dos espíritos. Para a ciência espírita cair no ridículo é muito fácil basta uma ou outra afirmação sem base, os próprios espíritas dão armas aos detratores.

Isso existe e isso não existe! Bom, mostre o método de pesquisa para chegar a tal conclusão e vamos ver se tem fundamento. Isso que aqui digo vale para esse tema e para qualquer outro que, sim, precisamos avançar no conhecimento da ciência espírita.

Quando Nosso Lar foi escrito a FEB não devia ter engavetado-o, com receio de não-sei-o-quê, devia ter feito como Allan Kardec, submetido aquele conteúdo novo às diversas reuniões para se saber se o que ali havia mais alguém já tinha ouvido falar no mundo espiritual, mas assim não foi feito.

Aliás, se você trabalha em algum centro espírita, quando foi a última vez que um órgão central da doutrina espírita aqui no brasil enviou ao seu grupo uma série de perguntas para serem feitas aos respectivos mentores sobre determinado tema que gera dúvidas devido ser uma novidade? Era o Kardec fazia, e é o que no Brasil, não se faz.



Olá Amil!

Você não crê em Colonias e em cidades dos espíritos?
É isso?

E muito menos nas obras de André Luiz?

è isso também?

Olá Moises,

crer por crer, todos somos livres para crer no que quiser(vide as religiões), mas a ciência não se faz na crença.
Eu espero que um dia seja feito um trabalho semelhante ao de Allan Kardec para que essas informações
sejam submetidas ao controle universal do ensino dos espíritos, até lá eu considero essas informações,
por mais interessantes que sejam, como opinião.

Opinião válida, que merece respeito, sim; mas opinião não faz doutrina. Você tem sua opinião, André Luiz tem a dele, todos aqui no fórum as temos. O respeito é para todas, mas daí elas serem verdadeiras ao ponto de divulgá-las como sendo a Doutrina dos Espíritos é diferente.
Para que seja a doutrina dos Espíritos, os Espíritos, todos, teriam que concordar comigo, ou com você, ou com André Luiz ou com qualquer outro.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Agosto de 2017, 15:05

Olá Moises,

crer por crer, todos somos livres para crer no que quiser(vide as religiões), mas a ciência não se faz na crença.
Eu espero que um dia seja feito um trabalho semelhante ao de Allan Kardec para que essas informações
sejam submetidas ao controle universal do ensino dos espíritos, até lá eu considero essas informações,
por mais interessantes que sejam, como opinião.

Opinião válida, que merece respeito, sim; mas opinião não faz doutrina. Você tem sua opinião, André Luiz tem a dele, todos aqui no fórum as temos. O respeito é para todas, mas daí elas serem verdadeiras ao ponto de divulgá-las como sendo a Doutrina dos Espíritos é diferente.
Para que seja a doutrina dos Espíritos, os Espíritos, todos, teriam que concordar comigo, ou com você, ou com André Luiz ou com qualquer outro.


kardec! Disse que o Espiritismo também é uma questão de crença e isto está bem claro em suas palavras...

Disse também que: A Ciência propriamente dita, como Ciência, é incompetente para se pronunciar sobre a questão do Espiritismo: não lhe cabe ocupar-se do assunto e seu pronunciamento a respeito, qualquer que seja, favorável ou não, nenhum peso teria.

Sobre opiniões creio que foi Aristóteles que disse que aqui é o mundo delas, todos as possuem , todos temos opiniões... Faz parte da nossa cogitação e expressa o nosso impulso intimo (se assim posso dizer-te)

Você disse:
Para que seja a doutrina dos Espíritos, os Espíritos, todos, teriam que concordar comigo, ou com você, ou com André Luiz ou com qualquer outro

Desculpe-me sobre o meu ponto de vista... Você está equivocado( quis dizer apenas sobre todos os espíritos)

Valeu!
Abraços
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Agosto de 2017, 15:46
Agradeço o texto mencionado
Mas!


..........................

A Doutrina Espírita é clara ao ensinar que os Espíritos inferiores podem estar em regiões com mesmo grau de evolução ou inferior. Nosso Lar revoga esta lei ao dizer que mesmo para um Espírito oriundo da Terra é necessária permissão de reentrada e possui uma sistemática contábil para seu deferimento.

"Allan Kardec afirma que a diferenciação das ordens dos Espíritos é um dos mais importantes princípios da Doutrina Espírita"

nem sempre estar significa poder
nem sempre estar significa ter condições

................
Citar
"A narrativa adocicada de Andre Luiz desarma o leitor amigo, rebaixando seu padrão crítico passando a ser um torcedor-entusiasta do narrador-personagem, acolhendo sem ressalvas e sem perceber os sistemas que são o oposto da Doutrina Espírita."


A narrativa adocicada tempera a visão do leitor dando-lhe verdadeiro discernimento
e não vejo oposição alguma a Doutrina.

"...Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram...." O Livro dos Espíritos
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Amil El Afar em 08 de Agosto de 2017, 13:19

Olá Moises,

crer por crer, todos somos livres para crer no que quiser(vide as religiões), mas a ciência não se faz na crença.
Eu espero que um dia seja feito um trabalho semelhante ao de Allan Kardec para que essas informações
sejam submetidas ao controle universal do ensino dos espíritos, até lá eu considero essas informações,
por mais interessantes que sejam, como opinião.

Opinião válida, que merece respeito, sim; mas opinião não faz doutrina. Você tem sua opinião, André Luiz tem a dele, todos aqui no fórum as temos. O respeito é para todas, mas daí elas serem verdadeiras ao ponto de divulgá-las como sendo a Doutrina dos Espíritos é diferente.
Para que seja a doutrina dos Espíritos, os Espíritos, todos, teriam que concordar comigo, ou com você, ou com André Luiz ou com qualquer outro.


kardec! Disse que o Espiritismo também é uma questão de crença e isto está bem claro em suas palavras...

Disse também que: A Ciência propriamente dita, como Ciência, é incompetente para se pronunciar sobre a questão do Espiritismo: não lhe cabe ocupar-se do assunto e seu pronunciamento a respeito, qualquer que seja, favorável ou não, nenhum peso teria.

Sobre opiniões creio que foi Aristóteles que disse que aqui é o mundo delas, todos as possuem , todos temos opiniões... Faz parte da nossa cogitação e expressa o nosso impulso intimo (se assim posso dizer-te)

Você disse:
Para que seja a doutrina dos Espíritos, os Espíritos, todos, teriam que concordar comigo, ou com você, ou com André Luiz ou com qualquer outro

Desculpe-me sobre o meu ponto de vista... Você está equivocado( quis dizer apenas sobre todos os espíritos)

Valeu!
Abraços

Olá Moises,

gostaria de ler esse texto de Allan Kardec onde ele diga que a crença pela crença dispensa o caráter científico do espiritismo na constituição dos princípios da doutrina.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Agosto de 2017, 15:20

Olá Moises,

crer por crer, todos somos livres para crer no que quiser(vide as religiões), mas a ciência não se faz na crença.
Eu espero que um dia seja feito um trabalho semelhante ao de Allan Kardec para que essas informações
sejam submetidas ao controle universal do ensino dos espíritos, até lá eu considero essas informações,
por mais interessantes que sejam, como opinião.

Opinião válida, que merece respeito, sim; mas opinião não faz doutrina. Você tem sua opinião, André Luiz tem a dele, todos aqui no fórum as temos. O respeito é para todas, mas daí elas serem verdadeiras ao ponto de divulgá-las como sendo a Doutrina dos Espíritos é diferente.
Para que seja a doutrina dos Espíritos, os Espíritos, todos, teriam que concordar comigo, ou com você, ou com André Luiz ou com qualquer outro.


kardec! Disse que o Espiritismo também é uma questão de crença e isto está bem claro em suas palavras...

Disse também que: A Ciência propriamente dita, como Ciência, é incompetente para se pronunciar sobre a questão do Espiritismo: não lhe cabe ocupar-se do assunto e seu pronunciamento a respeito, qualquer que seja, favorável ou não, nenhum peso teria.

Sobre opiniões creio que foi Aristóteles que disse que aqui é o mundo delas, todos as possuem , todos temos opiniões... Faz parte da nossa cogitação e expressa o nosso impulso intimo (se assim posso dizer-te)

Você disse:
Para que seja a doutrina dos Espíritos, os Espíritos, todos, teriam que concordar comigo, ou com você, ou com André Luiz ou com qualquer outro

Desculpe-me sobre o meu ponto de vista... Você está equivocado( quis dizer apenas sobre todos os espíritos)

Valeu!
Abraços

Olá Moises,

gostaria de ler esse texto de Allan Kardec onde ele diga que a crença pela crença dispensa o caráter científico do espiritismo na constituição dos princípios da doutrina.
Olá!

Isso mudaria alguma coisa na sua concepção do entendimento da Doutrina Espírita?
não é melhor deixar pra lá?

Você não percebeu que distorceu as minha colocações?

( apenas perguntando)
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Agosto de 2017, 15:26
Citar
798. O Espiritismo se tornará crença geral, ou sua aceitação ficará confinada a algumas pessoas?

“Certamente que se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade, porque está na Natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes lutas, mais contra o interesse do que contra a convicção, porquanto não há como dissimular a existência de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras por causas inteiramente materiais. Porém, como virão a ficar insulados, seus contraditores se sentirão forçados a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos.”

As idéias só com o tempo se transformam; nunca de súbito. De geração em geração, elas se enfraquecem e acabam por desaparecer, paulatinamente, com os que as professavam, os quais vêm a ser substituídos por outros indivíduos imbuídos de novos princípios, como sucede com as idéias políticas. Vede o paganismo. Não há hoje mais quem professe as idéias religiosas dos tempos pagãos. Todavia, muitos séculos após o advento do Cristianismo, delas ainda restavam vestígios, que somente a completa renovação das raças conseguiu apagar. Assim será com o Espiritismo. Ele progride muito; mas durante duas ou três gerações ainda haverá um fermento de incredulidade, que unicamente o tempo dissipará. Sua marcha, porém, será mais célere que a do Cristianismo, porque o próprio Cristianismo é quem lhe abre o caminho e serve de apoio. O Cristianismo tinha que destruir; o Espiritismo só tem que edificar.
Título: Re: A Codificação e as colônias espirituais
Enviado por: origem em 02 de Setembro de 2017, 15:28
Qual a vossa opinião?

Livro dos Espíritos:   
278. Os Espíritos de diferentes ordens estão misturados?

— Sim e não; quer dizer, eles se vêem, mas se distinguem uns dos outros. Afastam-se ou se aproximam segundo a semelhança ou divergência de seus sentimentos, como acontece entre vós. É todo um mundo, do qual o vosso é o reflexo obscuro. Os da mesma ordem se reúnem por uma espécie de afinidade, e formam grupos ou famílias de Espíritos unidos pela simpatia e pelos propósitos; os bons, pelo desejo de fazer o bem; os maus, pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se encontrarem entre os seres semelhantes a eles.

Comentário de Kardec: Igual a uma grande cidade, onde os homens de todas as classes e de todas as condições se vêem e se encontram, sem se confundirem, onde as sociedades se formam pela similitude de gostos, onde o vicio e a virtude se acotovelam, sem se falarem.

279. Todos os Espíritos têm acesso, reciprocamente, uns junto aos outros?

— Os bons vão por toda parte e é necessário que assim seja, para que possam exercer a sua influência sobre os maus. Mas as regiões habitadas pelos bons são interditadas aos imperfeitos, afim de que não levem a elas o distúrbio das más paixões.

Para bom entendedor meia palavra basta...
A mim estas respostas não deixam grandes dúvidas sobre a existência das organizações espirituais, dos agrupamentos de espiritos, chamem-lhe colónias ou cidades, como quiserem.

Falo deste assunto porque há muitos espiritas que não acreditam nas cidades espirituais, há espiritas que para eles, quase tudo o que veio depois de Kardec é fantasia invenção, etc...
Estes 150 anos (mais ou menos) depois de Kardec para eles pouco ou nenhum valor tem. Chico e muitos outros, nada disso conta muito.

Os que assim pensam defendem que as obras básicas da doutrina não falam nada sobre colónias ou cidades espiriruais. Ora, para mim as questões e respostas acima provam o contrário!
É certo que não falam claramente sobre o assunto, mas por várias razões. Nessa altura isso não era o importante (tal como agora tb, na verdade, não é, o importante é a nossa melhora moral). Mais, tal como Jesus qd cá esteve não pôde dizer tudo pq os homens não conpreenderiam tb assim aconteceu na altura da codificação. Se ainda agora muitos não entendem, não aceitam, acham fantasia, na altura então seria ainda pior.
Além de que falar da existência de cidades e lugares maravilhos depois da morte, sem primeiro o homem estar preparado e ter primeiro os ensinamentos morais, poderia, quem sabe, levar muitos a suicidarem-se a pensarem que iriam para esses lugares. Sabemos que não funciona assim, isso aliás afasta-nos desses lugares de luz e vamos encontrar é muito sofrimento.

Nem tudo podia ser dito na altura de Kardec tal como ainda hoje muito não pode ser dito, porque muitos de nós continuamos sem a capacidade e preparação moral e evolução para entender.

Mais ainda, todos os espíritos confirmam a existência das organizações espirituais, das colónias ou cidades, nas várias obras psicografadas! Ou estão todos a mentir!!??? Não tem sentido isso!
Eu próprio no centro onde ajudo já tive essas confirmacoes de vários espiritos.
Além de que nem sequer faria sentido nenhum não existir organizações espirituais, cidades etc... Desde que o planeta comecou a ter vida que as organizações espirituais gradualmente foram tb sendo contruidas de acordo com as necessidades.
Isto para mim é tão lógico e normal que nem consigo imaginar que assim não fosse.

A viagem do Espirito