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GERAL => Outros Temas => Espiritismo & Jovens => Tópico iniciado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 14:05

Título: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 14:05
Este tópico será de LENDAS, em geral.

Começaremos com algumas lendas de Angra dos Reis, numa homenagem a esta cidade do Estado do Rio, tão linda que, neste momento, chora suas perdas...

Elas nos contam histórias que atravessam o tempo.
Que já foram contadas de pai para filho.
Que já foram contadas em versos e em prosas.
E hoje são memórias vivas de nossos antepassados.

LENDA DO NAVIO FANTASMA

(http://www.angra2000.com.br/cidade/lendas/imagens/logonavio.gif)

Contam moradores da Ilha Comprida, que em certa Sexta-Feira Santa, um pescador, movido por um mórbido desejo, resolveu ir pescar, contrariando os pedidos de seus familiares.
Mal virara a ponta que encobria sua casa, levando-o a outra enseada, viu ancorado grande e suntuoso navio.
Não resistiu a tentação de vê-lo bem de perto, foi-se achegando, encostou sua canoa e subiu.
 O navio parecia vazio. Entrou e ficou apreciando o que via, sem se aperceber que o tempo corria até reparar que o navio se movimentava...
Eram ordens gritadas, aprestar velas, cordames subindo e descendo rapidamente, grande correria no convés, tratou logo de se esconder, porém ficou observando a grande faina, uma lufa inaudita, embora não conseguisse se aperceber da marinhagem que se movia velozmente.
A tudo atento, notou que estavam ancorando.
 De repente a nau estava vazia. Saiu de seu esconderijo, e viu que estava em lugar completamente desconhecido, fora de seu conhecimento.
Colheu um galho e receando o que ainda pudesse acontecer, voltou a esconder-se no barco. Em poucos instantes, voltam os tripulantes e novamente se faz sentir os loucos movimentos de uma largada desesperada.
Cansado de tanta atenção, da grande azáfama, adormeceu e acordou em sua canoa, próximo da praia. Mas trazia em sua mão, um galho de oliveira.
Título: Re: LENDAS DE ANGRA DOS REIS...
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 14:08
LENDA DA PADROEIRA

(http://www.angra2000.com.br/cidade/lendas/imagens/logopadroeira.gif)


Corria o ano de 1632, Angra dos Reis, crescia... as fazendas, as lavouras, os canaviais, os cafezais, começavam a aparecer, era grande e produtivo o labor humano. Crescia uma população nobre, feliz, hospitaleira e temente a Deus.
 A caminho da Vila de Itanhaém, singrava nossos mares, belo veleiro, levando a seu destino uma carga preciosa... A marujada sempre alegre, afoita à lida do mar, se entregava ao timão, em aprestar as velas, contando já com o descanso e os prazeres que teriam ao fim da jornada. Eis, porém, que tudo muda de repente.
 O céu se cobre em negras nuvens, forte ventania começa a enfunar e desbaratar as velas, o mar se encrespa.
 A nau em apuros, sem condições de seguir seu rumo, envereda então pela baía que lhe está mais próxima, procurando ali, um ancoradouro seguro até passar a borrasca.
Passada a tempestade, saem as grandes personalidades da terra a ver os estragos causados pela estrondosa tormenta.
 Dirigem-se ao cais, pois já haviam tido um  pressentimento dos problemas que a nau e sua tripulação passariam.
 Demonstraram sua solidariedade e souberam pelo comandante da nave, para onde iam (destino) e o que levavam:
Era uma belíssima imagem da Virgem da Conceição.
Mostraram-se os cidadãos desejosos de ver tão bela obra, mas lhes foi negado, por estar lacrada a caixa em que vinha a imagem.
Amainado a tempo, consertado, o barco, sai ao seu destino, para cumprir sua tarefa.
Mas novamente se forma nova borrasca e a nau passando por novos estragos, retorna ao cais.
 E mais uma vez se aproxima o pessoal da terra, e os edis se propõem a ficar com a imagem, porém o comandante se nega porque a mesma está destinada a Vila de Itanhaém.

 Feitos os reparos precisos o barco se faz ao largo.
Já fora das águas da baía, novo temporal se forma. De límpido o céu se torna um negrume, das águas mansas, vagalhões imensuráveis, varriam o tombadilho, a ponto de carregar o mais calejado marinheiro. Era uma tormenta em todo seu furor.
 
O barco à deriva, a ponto de soçobrar, sem a menor esperança de salvação.
Então o comandante pede:
- Salva-nos Nossa Senhora da Conceição! vejo que é de vossa vontade dessa terra não sair. Pois salva-nos que aqui a iremos deixar!
 E assim foi feito. Prontamente acalma-se o tempo, o barco volta a nossa Angra, e, os angrenses com todo amor filial recebem a preciosa imagem e tomam para sua padroeira, a Virgem Imaculada Nossa Senhora da Conceição.
Conta também a lenda, que ao voltar a nau o nosso porto, grande cardume de peixe, ainda não vistos nessas paragens, a acompanhavam.
É a cavala, o peixe mais saboroso, passou a ser o prato típico da região. E mais ainda: A espinha do centro da cabeça da cavala tem a forma da imagem de Nossa Senhora. É só cozinhar inteira e comprovar.
Título: Re: LENDAS DE ANGRA DOS REIS...
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 14:10
LENDA DE SÃO BERNARDINO

(http://www.angra2000.com.br/cidade/lendas/imagens/logobernardino.gif)

Conta-se que por volta de 1710, Duclerc, escorraçado das margens da baía da Guanabara, furioso vagueia pelas margens do Rio de Janeiro, tentando uma abordagem, uma entrada onde pudesse chegar à cidade.
Tentou faze-la por Angra dos Reis, onde a nossa fortaleza do Morro do Carmo, o impediu.

Raivoso por mais essa tentativa frustrada, aponta seus canhões à cidade de Angra dos Reis, visando o convento de São Bernardino.
Em grande temor e em orações estava toda gente, inclusive os frades.

Quando vêem, lá está São Bernardino descendo do altar e aparando os funestos balaços.

Até bem pouco tempo, era conservado ao lado do altar de São Bernardino, na portaria do convento, grande balaço de ferro, que diziam os mais velhos, ser uma das balas atiradas por Duclerc e aparadas, por milagre, por São Bernardino.

Há ainda no convento a lenda de vultos que saem de trás das velhas arcadas e entram em um bueiro que tem no centro do pátio.
Dizia seu antigo zelador que ali foram guardados grandes tesouros, que os donos vinham vigiar e conferir.
Título: Re: LENDAS DE ANGRA DOS REIS...
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 14:12
A LENDA DA ILHA DO ANO BISSEXTO

(http://www.angra2000.com.br/cidade/lendas/imagens/logoilha.gif)

Um pescador, num dia 31 de dezembro, depois de uma pesca satisfatória e uma farrinha com os colegas - querendo passar o fim de ano com a família - cruza a baía da Ilha Grande em sua modesta canoa e, já anoitecendo, desencadeia tremendo temporal. Sente-se desamparado, está só em plena baía, sem ter onde se abrigar. Porém, pela luz dos relâmpagos, divisa uma pequena ilha.
Acha tudo muito estranho, pois não se recorda de ilha naquele lugar... mas sente-se feliz, tem onde se abrigar. Estará a salvo. Então ruma sua embarcação para ela sentindo-se salvo.

Embica sua canoa entre as árvores, improvisa uma coberta.
Já cansado, pensa em não dormir, mas deita-se lembrando-se do aconchego do lar, da mulher e dos filhos. Assim adormece.
 Num instante viu-se num salão todo iluminado. Deslumbrado começou a ouvir música. Esta, de início, suave, foi aumentando e o salão enchendo-se de graciosas mulheres em trajes diáfanos, que bailavam e o envolviam docemente.
Até que um grande trovão tudo sacudiu.
Segurou a dama que estava junto a si, porém ela afastou-se deixando em sua mão um pedaço de sua veste.
Acordou, o sol batia-lhe o rosto, olhou ao redor procurando reconhecer a ilha, nada viu. Estava em sua canoa em plena baía, a balançar levemente.
Lembrou-se então. Era o ano bissexto. Aquela, a ilha desse ano.
Título: Re: LENDAS DE ANGRA DOS REIS...
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 14:17
LENDA DA FONTE DA CARIOCA

(http://www.angra2000.com.br/cidade/lendas/imagens/logocarioca.gif)


Era comum, à tardinha, nos dias de verão, irmos à fonte da Carioca para um passeio e beber água fresca e límpida que jorrava das cinco bicas.
Conta a lenda que quem toma água da bica do meio não mais esquece Angra e, se dela sair, um dia volta.
Também era comum entre os rapazes esse passeio e ao nos encontrarmos, trocávamos olhares, sorrisos, cumprimentos mas, raramente, um bate papo, uma conversa. Assim, já acontecia, desde fins do século passado.

Sinhazinhas com suas mucamas vinham dar o seu passeio. Receber a brisa refrescante e abeberar-se da água cristalina. O frescor ao pé da fonte, o aroma das acácias, das flores das paineiras e das flores silvestres que a ela circundavam, tornavam o local paradisíaco. Os jovens da época, almofadinhas ou janotas, também apreciavam esse passeio; e ali também olhares eram trocados, sorrisos furtivos...

Certa vez um mais afoito, chega-se à mucama e, como a pedir-lhe de beber, deixa em suas mãos, um bilhete crivado de frases lindas, cheio de juras de amor e pedindo permissão para aproximar-se da jovem escolhida, o que lhe foi concedido pela dama.

Foram poucos os encontros ao pé da fonte, mas o bastante para compreenderem que se amavam. O pai da jovem ao saber desses encontros, proíbe o passeio. O rapaz apaixonado vai à fonte todos os dias, esperando rever a musa dos seus sonhos... mas, em vão.
Triste e abatido ingressa nas fileiras dos Voluntários, para a Guerra do Paraguai.
 Manda-lhe ainda um recado: Ainda esperava encontrá-la um dia. Mesmo que fosse depois de morto.
A moça definha dia a dia, lamentando o amor perdido.
Morre o rapaz nos campos de batalha... A jovem termina seus dias em seu leito de dor...

 Dizem os antigos que, em noite de lua cheia, com o luar se infiltrando e espalhando sua luz entre as folhas da paineira, é visto duas sombras, de mãos dadas, junto a fonte.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 22:33
A lenda do deus Osíris


No dia 16 de fevereiro passado, arqueólogos descobriram um sarcófago de granito, numa tumba localizada a 30 metros de profundidade, próximo as pirâmides de Gizé, no Egito. Segundo o arqueólogo egípcio Zahi Hawass , o sarcófogo pertence a Osíris.
Um dos fatos mais admiráveis sobre a civilização egípcia é o cuidado que dedicavam ao sepultamento de seus mortos.
Na verdade as múmias egípcias são quase como um símbolo do tempo dos faraós, e a prática milenar do embalsamamento fez chegar aos nossos dias, junto com os registros nos templos e nas paredes das tumbas, as marcas da vida que levavam os egípcios do mundo antigo.
(http://www.historianet.com.br/imagens/piramede.jpg)

Qualquer sociedade humana tem nas suas práticas um reflexo do seu universo mental. Não seria diferente com os egípcios.
 Eles eram extremamente ligados ao rio Nilo e à agricultura que as cheias lhes permitia fazer, vinculando muitos dos seus símbolos míticos a elementos aquáticos e a fenômenos que podiam ser observados no seu próprio "em torno". Isso poderá ser mais bem notado ao longo da nossa narrativa.
No cerne das práticas funerárias está embutida uma lenda, explicativa de um ideal que já esteve preso à realeza com exclusividade até a quarta dinastia egípcia. Posteriormente os ritos foram estendidos a membros da corte até serem difundidos por toda a população. Esta lenda é a do deus Osíris.
Osíris é, miticamente, a primeira de todas as múmias, dando assim justificativa à prática do embalsamamento. Ísis, sua esposa-irmã, opõe-se à catástrofe da sua morte com a prática da magia, o recurso da mumificação e a milagrosa concepção de Hórus.

A lenda não nos chegou através de documentos egípcios, a não ser por fragmentos textuais, vinhetas e algumas cenas em tumbas, mas já relacionadas às exéquias de alguma personagem. Quem nos revela Osíris é Plutarco, beócio da Queronéia, nascido por volta da primeira metade do século I d.C.

Essa lenda, mais que qualquer outra, exerceu uma enorme influência no espírito egípcio. Fica claro para os estudiosos do Egito, a antiguidade do culto a Osíris que tomou pujança no Médio Império quando foi explicitamente refletido nas práticas funerárias, independentemente do culto ao próprio deus em templos específicos.


http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=28 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5oaXN0b3JpYW5ldC5jb20uYnIvY29udGV1ZG8vZGVmYXVsdC5hc3B4P2NvZGlnbz0yOA==)
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 15:49
Lendas indígenas...

MOÇA LUA

(Segundo  Walmir Ayala - Lenda Gaúcha)


(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:K1vIcv4T797z5M:http://1.bp.blogspot.com/_h92F2a-n9aY/ScJPmPmciGI/AAAAAAAAEds/Asw-5Bu2JPU/s400/lenda%2Bdo%2Buirapuru.jpg)

Nos tempos muito antigos, para os nossos índios, tanto o Sol como a Lua habitavam aqui na terra. Como nos conta a lenda, só existia o dia e a noite, sendo que esta última era muito temida. A noite sempre encerrou muitos segredos e era tabu.
Os pajés sempre alertavam toda a aldeia para não se meterem com os segredos da noite, pois ela era um ser vivo, antropomorfo.

-"Todos os homens bons dormem à noite, só os indivíduos maus andam por aí", é o que diz o mito. As conseqüências de tal procedimento imperdoável não se faziam esperar: os animais que habitam a noite, como o escorpião, a aranha, a grande formiga branca e a cobra, mordiam o malfeitor.
 E, quando ele chorava de dor, era atirado mato adentro, pelo pajé, que de admoestador passava a desempenhar o papel de executor de sentença. E o homem mau transformava-se em um bicho da noite, em um dos seres sinistros que perfazem seus horrores, como a coruja.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 15:53
MOÇA-LUA

(http://www.rosanevolpatto.trd.br/breathgraphic1.gif)

Mas vamos então a nossa lenda...

Muito antigamente só havia a noite e o dia. E a noite era tão escura que deixava os homens assustados e aconchegados em suas casas, ao pé do fogo. Em toda a tribo, só uma índia não tinha medo da noite. Ela saía na escuridão e voltava com os cabelos cobertos de vaga-lumes. Passeava na beira do rio, mas todos ficavam tranqüilos porque ela dizia que não havia perigo.

Esta índia era diferente de todas as outras, pois nascera com a pele muito branca e nada lhe metia medo, muito menos uma noite escura. Entretanto, havia uma outra índia de olhar escuro como a própria noite que não via o ato da outra com bom coração. A inveja foi crescendo dentro dela e um dia tentou caminhar noite a dentro, mas acabou cortando os pés nos gravetos e seixos da margem do rio.

Cheia de ódio e inveja, foi então falar com a cascavel:

-"Cascavel, preciso de teu auxílio"

-"Para o bem  ou para o mal?", perguntou a rastejante

-"Para o mal"

A cascavel bailou feliz, pois sua vida e seu veneno estavam a serviço dos maus trabalhos:

-"Que quer que eu faça?"

-"Que mordas o calcanhar da índia branca"

- "A que não tem  medo da noite?"

-"Esta mesma"

-"Para matar?"

-"Que fique escura, verde, velha e muda".

A cascavel mais uma vez saltou de alegria e prometeu:

-"Hoje mesmo!"

À noite quando a índia branca foi fazer seu passeio...A cascavel se arrastou e ficou debaixo de uma pedra esperando.  Quando a índia passou cantando, a cascavel deu o bote, mas se deu mal, pois a jovem tinha os pés calçados com duas conchas de madrepérolas. A cobra acabou quebrando os dentes e com eles perdeu seu veneno:

-"Índia infeliz, o que fizeste comigo!

-"O que pretendias tu fazer comigo?"

-"Ia te fazer escura, verde, velha e muda"

-"Fui salva então, pelo sapato de conchas que o boto me deu".

-" E eu fiquei sem dentes e sem veneno".

-"Mas porque que querias me transformar?" indagou a índia branca.

-"Porque és linda e a índia escura não suporta tua presença..."

-"Foi ela que te mandou?

-"Sim, pois ela sofre"

Então a indiazinha branca começou a chorar, jamais imaginou despertar tanto ódio à alguém. Suas lágrimas eram gotas de luz, tão leves que flutuavam e permaneciam no céu. Todos os índios se espantaram com o acontecimento, pois agora a noite já não era tão escura.
Depois da índia chorar muito disse:
-"Não posso mais viver entre os que me odeiam". E passou por cima das águas do rio, até o outro lado. A cascavel meteu-se em um buraco de onde nunca mais saiu.

Chegando ao outro lado, procurou a coruja:

-"Mãe coruja, ajuda-me a chegar ao céu".

-"Minha filha, pede e eu farei".

Então a jovem foi colher cipó e flor de manacá. Trançou tudo e fez uma escada muito linda. Pediu então a coruja:

-"Voa bem alto e suspende esta escada para que eu possa subir".

A coruja obedeceu e chegou até a porta do céu com a maravilhosa escada e a índia branca subiu. Chegou até a céu, acomodou-se em uma nuvem e lá ficou para nunca mais voltar.

Os índios ao olhar para o céu viram aquela forma reclinada branca e brilhante, vagando entre as nuvens, rodeada de lágrimas de luz.

Disseram: "A Lua, a Lua!"

A índia escura e invejosa olhou e ficou cega de ódio. Contam que foi morar na cova da cascavel, pois nunca mais foi vista.

Moça Lua, no entanto, continua até hoje a povoar a noite. E os homens sonham, um dia, poder construir uma escada igual à dela, para poder ir ao seu encontro.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 16:04
ÍNDIA MOEMA

(http://3.bp.blogspot.com/_sdodM_CIpUA/SeQUY2oJZ9I/AAAAAAAABDc/xXZJiquqyFE/s320/09_india.jpg)

A história de uma nação é escrita de muitas maneiras. Uma das mais fecundas é através do conhecimento das realizações e idéias que pairavam sobre este povo. Neste momento me atenho a  estudar os ideais, as ambições, o estado de espírito e as contradições da época predominantes na vida de nossas ancestrais índias. Falar sobre esta energia radiante feminina é descobrir como o país nasceu, cresceu e se consolidou como nação.

Acompanhar a vida destas mulheres aqui evocadas é enxergar os momentos decisivos da nossa história pelos olhos de quem estava no redemoinho dos acontecimentos.


 MOEMA


Desde o fértil rio Itapirucú, até o profundo Mucurí, dominava a próspera nação dos Paraguás, irmã dos Tupis e com os Tamarés comerciavam, vivendo em paz e serenidade.

Taparica, o invencível e grande chefe, dominara certa vez, no alto da serra dos Maracás, em luta singular, o terrível Jacaré Sagrado, que todos os meses danificava as plantações e devorava, por ordem de Anhangá, deus dos infernos, um menino de 11 anos. Tal vitória, granjeou-lhe a estima e simpatia de toda a nação. Nesta tribo guerreira e cheia de heróis, nasceu Moema, filha de Taparica e irmã de Paraguassú.

A jovem índia cantava nas sacras solenidades, enaltecendo os deuses. Ela era muito linda e muito amada por Tambatajá, deus do amor e, sob sua divina proteção, cresceu a donzela em grande solidão na famosa oca paterna.

Certa noite, exatamente quando os inevitáveis sonhos dirigem-se aos mortais, sob as ordens de Vapuaçú, sonhou a bela jovem que, uma grande igara (navio) de bravos guerreiros, veio para ela e um altaneiro crebam (homem branco) lhe estendeu seus valentes braços.

Depois, quando ela se apaixonou pelo estrangeiro, a igara desapareceu no distante horizonte. Veio, por fim, a madrugada, e, desaparecendo os últimos vestígios do espírito dos sonhos, a jovem levantou-se.
Em seguida, chega um cortejo de alegres jovens, que vinham ajudá-la nas sacras danças, nos alegres cantos e nas suaves caminhadas.
 Chegavam, com a finalidade de convidá-la para um passeio ao grande porto dos deuses, que ficava próximo à tribo entre uma abundante floresta e o suave bramir do verde oceano.

Todas as indiazinhas, estavam vestidas de branco, pelos e penas multicoloridas, trajando em suas frontes, adornos preciosos. Moema vestia também, um inigualável tecido de lontra, com lindos enfeites de ouro, cheios de diamantes. Tão linda veste, fora trabalho de Caupé, a deusa da beleza e formosura que dera como dádiva a sua mãe. Assim trajada, seguiram para o local já determinado.

O grupo de donzelas espalhou-se muito feliz e cada uma procurava uma flor que desejava. Apiá colheu a formosa dália listrada. Taci, o suave girassol, Joamá preferiu a violeta pelo seu meigo perfume, Iné colheu o incomparável amor-perfeito, Icí apanhou a delicada margarida, Peró escolheu o elefante cravo e assim corriam e brincavam sem preocupações. Porém Moema, sobressaindo-se entre as outras, trazia nas mãos, um soberbo ramo de brancas rosas.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 16:21
Continuação...

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:iZs5x0yk0eEsGM:http://www.lardocelar.com/images/compras/flores/RamoRosasBranca100.gif)Cansadas da correria, deitaram-se na verde relva e se passaram a entoar lindos cânticos em honra a Tambarajá e as Parés (deusas da fé), deusas que percorrem as praias, as selvas, as campinas e as tabas, alentando a fé, a esperança e caridade.
(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:io0Rzc0UPg9pWM:http://www.overmundo.com.br/_banco/multiplas/1217402745_amazonas_indias.jpg)Tudo corria muito bem quando, em dado momento, surge no risco do horizonte, uma igara muito grande, que vinha em direção as moças. Amedrontadas, foram chamar os valentes guerreiros da tribo. Todos se conduziram para junto do mar, porém, o Boto e os Angás cheios de ira, chamaram Xandoré, deus do mal e juntos lançaram uma forte tempestade sobre a grande igara e, quando esta afundava e estavam morrendo todos os crebans, Tolori, deus da tempestade, compadecido, salvou o mais jovem de todos, com o auxílio das Jurúas, deusas das nuvens, das tardes e das festas.

Assim, veio dar à praia, o guerreiro branco. Moema e suas companheiras, contemplavam surpresas o belo jovem e tão logo ele recobrou a consciência, lançou mão de sua arma e atirando com firmeza, matou um forte açor que passava naquele momento. De todos os lábios saiu uma só exclamação:
-"Caramuru!"

Pensaram que ele era o próprio deus do fogo, metamorfoseado em homem.

E assim, conseguiu impor-se aquele jovem branco a toda a tribo dos Paragás. Então, o grande chefe Taparica, tocou três vezes o forte maracá e Moema voltou-se com as donzelas para servirem o sacro hóspede e os valentes guerreiros que vieram para protegê-las. O guerreiro branco torna-se filho de uma nação destemida!

Certa tarde, quando Caramurú passeava pela praia, Guraraci (deus Sol) resplandecia nas alturas sem nuvens e, olhando, viu creban ao longe e um pouco mais a frente, sentada na relva macia, estava Moema. Então Tambatajá tocou o coração do jovem e ele se apaixonou pela donzela. Parê, a deusa da esperança, também envolveu os jovens e Moema passa a amar o guerreiro branco loucamente.

Jurou terminantemente, Piracurú, deus da maldade, que a bela índia não seria feliz e fez entrar no coração do jovem, uma profunda saudade de seu país.
Um dia surgiu, no grande porto uma forte e soberba igara. Dois guerreiros brancos saltaram em terra e depois de longa conversa com Caramurú, ficou resolvido que ele retornaria a sua pátria. Lamentos sem conta nasceram do peito e a dor da separação  e uma repentina tristeza, tomaram conta de Moema.
Finalmente o dia da partida chegou. Polo fez soprar um vento leve e favorável, Juruá, cobriu um pouco os quentes raios de Guaraci e a igara começou a mover-se. As límpidas vagas marulharam ao forte golpe dos remos e a embarcação de velas brancas, zarpou para o alto mar. Mal podia Pirarucú contar o grande e cruel contentamento impiedoso, por ver seu plano sinistro, tenha se concretizado.

Entre amargas lágrimas, Moema percebeu que não mais poderia viver sem o guerreiro branco e atirando-se na água, tentou alcançar a igara que fugia para longínquo porto. Por muito tempo a linda jovem nadou e quando suas forças lhe faltaram por completo, Abeguar, deus dos ventos, suplicou as poderosas Parajás que a salvassem, mas o destino a jovem índia era aquele e as águas sem piedade, tragaram o seu belo corpo.

Sumá, compadecida, pediu a Tupã e pelo consentimento do Senhor dos Imortais e o mar sob as ordens do Boto, devolveu o corpo da meiga jovem às praias de sua bela pátria.

Assim, extinguiu-se a formosa filha da próspera nação e por muitos anos, as virgens, suas companheiras, em grande pranto, lamentavam a morte da encantadora Moema.
            

Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 16:33
Final...


HERANÇA INDÍGENA       

Do índio herdamos a mansidão, a delicadeza do trato, o amor pelos animais e a acuidade para todas as coisas. Presenteou-nos também, com a força diante do sofrimento, a ternura contemplativa da terra, o apego às crianças e a sensibilidade. Mas não só de ordem espiritual são os bens que os índios nos transmitiram. Na língua a qual falamos, sua contribuição foi enorme. Ainda hoje o sabor das formas toponímicas do indígena continua a designar montanhas e vales, os rios e lagos, os brejos e restingas, exatamente como o índio fazia.

No campo da zoologia e da botânica, há igualmente o predomínio absoluto dos nomes indígenas. Muitas outras coisas os índios ensinaram ao homem branco que aqui chegou.

No século XVI, as naus não dispunham de espaço para transportar muitas utilidades. Viajavam sem conforto, conduzindo pouco mais que a roupa do corpo e chegados à terra dos índios, iam viver com eles. Os potes de barro, igaçabas, cabaças, cestos e esteiras que constituíam a arte índia, eram os objetos de conforto com que contavam o povo europeu aqui chegado. As próprias crianças brancas, tiveram a mesma distração do indiozinho, o tosco boneco de barro, que deu curso às suas primeiras reações. O homem branco, absorvido pelo meio, despiu-se pouco a pouco dos hábitos que se apegara na terra de origem. E desta forma, foi-se processando a adaptação, a fusão das duas raças, dando o cruzamento um tal ascendente ao índio sobre o português, que este se dispôs a reagir, sob vários pretextos, quando na verdade o fazia para não sucumbir.

Mas era, sobretudo, no domínio do espírito, que o índio melhor influía. Influía sobre a sensibilidade do branco, de todas as maneiras, na ação exercida pela índia no convívio do lar, nos pequenos e delicados serviços caseiros de que era artífice exímia e na força da persuasão e do amor com que servia. Hábil e envolvente a mulher índia contribuí enormemente na formação social brasileira.

O índio tem sido, entretanto, um ser a quem se nega justiça. Destituído da posse de suas terras, acusado de inércia e falta de aptidão para o trabalho, vive  marginalizado pela sociedade contemporânea.

O índio é dono de um passado que nos é inteiramente desconhecido, cioso deste passado, orgulhoso de sua raça e irônico diante da nossa pretendida superioridade espiritual. Não é o ser impermeável que se presume, antes disso, é inteligentíssimo, vivo e capaz de aprender todas as coisas.

 

Neste momento em que se procura imprimir uma orientação nacionalista, a questão do índio é precípua. Nós não chegaremos a ser um grande país, com espírito e formação nacional próprios, se não nos orientarmos, social e politicamente, fora dos moldes alheios, numa firme diretriz, com o sentido de amor à terra, de compreensão e da valorização do índio, seu legítimo dono.

Texto de ROSANE VOLPATTO

Bibliografia:
As Mais Belas Lendas Brasileiras - Wilson Pinto; Edições Excelsus; SC 
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 16:41
 

A ORIGEM DA NOITE

(Lenda Maué)

(http://www.rosanevolpatto.trd.br/galleryimage_1281779.jpg)


Depois de criado o mundo não havia noite para o índio Maué dormir.

Uánham, sabendo que a Surucucu era Dona da Noite resolveu ir buscá-la. Levou consigo arco e flechas para com eles comprar a noite.

A Surucucu, porém, recusou, pois não possuía mãos.

Uánham voltou com uma liga para as pernas. Surucucu mandou-lhe amarrá-la no seu rabo, porque não podia se levantar (por isso quando a cobra se zanga, sacode o rabo, fazendo barulho, ché, ché, ché para previnir quem passa). Não lhe entregou, porém, a noite.

Uánham voltou com venenos. Surucucu, então necessitava de venenos, arrumou a primeira Noite numa cesta e entregou-a a Uánham.

Assim que saiu da casa da Surucucu, seus companheiros correram ao seu encontro ansiosos pelo resultado do negócio. Uánham fora recomendado pela Surucucu que só abrisse a cesta em casa. Seus companheiros tanto insistiram em abrir a cesta, que acabaram conseguindo.

Saiu a primeira Noite. Os companheiros de Uánham, com medo, começaram a gritar e fugiram às cegas. Uánham gritava: "Tragam a Lua, pois havia ficado só na noite".

Então os parentes da Surucucu, jararaca, lacrau, centopéias, que já haviam dividido o veneno entre si e todas as outras cobras, foram experimentá-lo em Uánham, exceto a Cutimbóia, pois sendo muito brava não ganhou veneno, para que não mordesse todos os Maués.

Uánham morreu da picada da jararaca, mas depois ressuscitou quando um amigo (com quem tinha um trato) banhou seu cadáver com um banho de folhas mágicas. Levou mais veneno para Surucucu, em troca da Grande Noite, porque a noite havia sido muito curta.

Surucucu, para formar a Noite Grande, misturou jenipapo com todas as imundícies que encontrou. E é por isso que, à noite, sentimos tantas dores no corpo e ficamos com a boca amarga e fedorenta.

Essa foi a noite que Uánham arrumou para os Maués.

Os Maués são os plantadores seculares do guaraná, cujas sementes, depois de torradas, quer na forma de pequenos bastões, quer na de pequenos pães, representavam um produto de consumo tradicional da tribo e, certamente de comércio com outros povos. Hoje eles se denominam Sateré-Mawé. O primeiro nome - Sateré - quer dizer "lagarta de fogo", referência ao clã mais importante dentre os que compõem esta sociedade, aquele que indica tradicionalmente a linha sucessória dos chefes políticos. O segundo nome - Mawé - quer dizer "papagaio inteligente e curioso" e não é designação clânica.

Segundo relatos dos velhos Sateré-Mawé, seus ancestrais habitavam em tempos imemoriais o vasto território entre os rios Madeira e Tapajós, delimitado ao norte pelas ilhas Tupinambaranas, no rio Amazonas e, ao sul, pelas cabeceiras do Tapajós.
Os Sateré-Mawé referem-se ao seu lugar de origem como sendo o Noçoquém, lugar da morada de seus heróis míticos. Eles localizam-no na margem esquerda do Tapajós, numa região de floresta densa e pedregosa, "lá onde as pedras falam".

Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 16:43
continuação...

Os Sateré-Mawé tiveram seu primeiro contato com os brancos na época de atuação da Companhia de Jesus, quando os jesuítas fundaram a Missão de Tupinambaranas, em 1669. Em 1692, após terem matado alguns homens brancos, o governo declarou uma guerra justa (legal) contra eles, parcialmente evitada pelos índios, uma vez que estes foram avisados e se espalharam, sendo que somente alguns ofereceram resistência.

(http://channel.nationalgeographic.com/staticfiles/NGC/StaticFiles/Images/Show/38xx/381x/3819_lost-city-amazon-4_04700300.JPG)

A partir do contato com os brancos, e mesmo antes disso, devido às guerras com os Munduruku e Parintintim, o território ancestral dos Sateré-Mawé foi sensivelmente reduzido. Em 1835 eclodiu a Cabanagem na Amazônia, principal insurreição nativista do Brasil.
Os Munduruku e Mawé (dos rios Tapajós e Madeira) e os Mura (do rio Madeira), bem como grupos indígenas do rio Negro, aderiram aos cabanos e só se renderam em 1839. Epidemias e atroz perseguição aos grupos indígenas que com eles combatiam, devastaram enormes áreas da Amazônia, deslocando esses grupos dos seus territórios tradicionais ou reduzindo-os.

Eles são tradicionalmente índios da floresta, do centro, como eles próprios falam. Até o começo do século XX escolhiam lugares preferencialmente nas regiões centrais da mata, próximas às nascentes dos rio, para implantarem suas aldeias e sítios.

Nessas regiões, a caça é abundante; encontram-se em profusão os filhos de guaraná (como chamam, em português, as mudas nativas da Paullinia Sorbilis); existe grande quantidade de palmeiras como o açaí, tucumã, pupunha e bacaba, que sazonalmente comparecem na dieta alimentar; os rios são igarapés estreitos, com corredeiras e água bem fria. Esse é o ecossistema por excelência dos Sateré-Mawé e podemos observar, ainda hoje, que as aldeias que guardam formas de vida tradicionais "como no tempo dos velhos"  situam-se nessas regiões.

O povo Sateré-Mawé são mais de 7.500 pessoas que moram na Terra Indígena Andirá-Marau (788.528 ha, demarcada na década de 1980) nos Estados do Amazonas e Pará. Além disso, há cerca de 370 Sateré-Mawé que desde os anos 1970 moram na cidade de Manaus.
Apesar de mais de três séculos de contato, os Sateré-Mawé mantêm sua língua, as instituições dos clãs e dos tuisás (tuxauas) e suas tradições como os rituais de iniciação. Desde os anos 1980, o povo Sateré-Mawé formou várias organizações, entre elas o Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé (CGTSM, 1989) com sede em Parantins e a Associação das Mulheres Indígenas Sateré-Mawé (AMISM, 1992) com sede em Manaus.
 

Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 22:52
Mula-sem-cabeça

(http://jornalzinhodathais.files.wordpress.com/2007/12/mula-sem-cabeca.jpg)

A origem se baseia numa mulher que tinha um romance com um padre.
Como castigo, nas noites de quinta para sexta-feira, ela se transforma em uma animal; para ser mais especifico ela se transforma em uma mula que não tem cabeça. Por isso ganhou o nome de mula-sem-cabeça.


IARA

(http://clientes.interconect.com.br/pontes/photo/Ofeitiodorio_14ED7/iara1.jpg)



Iara é uma lenda brasileira de origem indigena. Segundo esse lenda, Iara era uma excelente guerreira, sempre elogiada por seu pai. Seus irmãos, sentindo ciúme, decidiram matá-la.
Ela ficou sabendo do plano e os matou, depois fugiu.

 Seu pai a capturou e como castigo a jogou no Rio Solimões.

 Os peixes que ali estavam a salvaram e como era noite de lua cheia Iara se transformou em sereia.

Com seu belo canto Iara atrai navegadores até o fundo dos rios, de onde eles nunca mais conseguem sair. E os que escapam ficam loucos pelos cantos e encantos da sereia.  Somente um ritual realizado por um pajé pode remover esse encanto. Iara é também conhecida como Mãe-D´agua.



Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Janeiro de 2010, 23:03
O Curupira

(http://api.ning.com/files/G1aGanfDUxmoppOkHmTswjKi*tbfiSfcxZvqZkv3TecHKryusIqAkt1LgECbRrE7rfodUm*KhWEcVZgZlEkKoNIxDrHJ9YZl/lenda_curupira1.jpg)



É um Mito do Brasil que os índios já conheciam desde a época do descobrimento. Índios e Jesuítas o chamavam de Caiçara, o protetor da caça e das matas.

É um anão de Cabelos Vermelhos com Pelo e Dentes verdes. Como protetor das Árvores e dos Animais, costuma punir o os agressores da Natureza e o caçador que mate por prazer. É muito poderoso e forte.

Seus pés voltados para trás serve para despistar os caçadores, deixando-os sempre a seguir rastros falsos. Quem o vê, perde totalmente o rumo, e não sabe mais achar o caminho de volta. É impossível capturá-lo. Para atrair suas vítimas, ele, às vezes chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana. É também chamado de Pai ou Mãe-do-Mato, Curupira e Caapora. Para os Índios Guaranis ele é o Demônio da Floresta. Às vezes é visto montando um Porco do Mato.

Uma carta do Padre Anchieta datada de 1560, dizia: "Aqui há certos demônios, a que os índios chamam Curupira, que os atacam muitas vezes no mato, dando-lhes açoites e ferindo-os bastante". Os índios, para lhe agradar, deixavam nas clareiras, penas, esteiras e cobertores.

De acordo com a crença, ao entrar na mata, a pessoa deve levar um Rolo de Fumo para agradá-lo, no caso de cruzar com Ele.
 

Nomes comuns: Caipora, Curupira, Pai do Mato, Mãe do Mato, Caiçara, Caapora, Anhanga, etc.

Origem Provável: É oriundo da Mitologia Tupi, e os primeiros relatos são da Região Sudeste, datando da época do descobrimento, depois tornou-se comum em todo País, sendo junto com o Saci, os campeões de popularidade. Entre o Tupis-Guaranis, existia uma outra variedade de Caipora, chamada Anhanga, um ser maligno que causava doenças ou matava os índios. Existem entidades semelhantes entre quase todos os indígenas das américas Latina e Central. Em El Salvador, El Cipitío, é um espiríto tanto da floresta quanto urbano, que também tem as mesmos atibutos do Caipora. Ou seja pés invertidos, capacidade de desorientar as pessoas, etc. Mas, este El Cipitío, gosta mesmo é de seduzir as mulheres.

Conforme a região, ele pode ser uma mulher de uma perna só que anda pulando, ou uma criança de um pé só, redondo, ou um homem gigante montado num porco do mato, e seguido por um cachorro chamado Papa-mel.

Também, dizem que ele tem o poder de ressuscitar animais mortos e que ele é o pai do moleque Saci Pererê.
Há uma versão que diz que o Caipora, como castigo, transforma os filhos e mulher do caçador mau, em caça, para que este os mate sem saber.



Boitatá


(http://www.novomilenio.inf.br/cubatao/cfotos/ch019c4.gif)

 É um Monstro com olhos de fogo, enormes, de dia é quase cego, à noite vê tudo. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro, assim, seus olhos cresceram.

Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. Algumas vezes, assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. No Nordeste do Brasil é chamado de "Cumadre Fulôzinha". Para os índios ele é "Mbaê-Tata", ou Coisa de Fogo, e mora no fundo dos rios.

Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas, e por onde passa, vai tocando fogo nos campos. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios.

A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo, que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animais mortos, e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento.
 

Nomes comuns: No Sul; Baitatá, Batatá, Bitatá (São Paulo). No Nordeste; Batatão e Biatatá (Bahia). Entre os índios; Mbaê-Tata.

Origem Provável: É de origem Indígena. Em 1560, o Padre Anchieta já relatava a presença desse mito. Dizia que entre os índios era a mais temível assombração. Já os negros africanos, também trouxeram o mito de um ser que habitava as águas profundas, e que saía a noite para caçar, seu nome era Biatatá.

É um mito que sofre grandes modificações conforme a região. Em algumas regiões por exemplo, ele é uma espécie de gênio protetor das florestas contra as queimadas. Já em outras, ele é causador dos incêndios na mata. A versão do dilúvio teve origem no Rio Grande o Sul.

Uma versão conta que seus olhos cresceram para melhor se adaptar à escuridão da caverna onde ficou preso após o dilúvio, outra versão, conta que ele, procura restos de animais mortos e come apenas seus olhos, absorvendo a luz e o volume dos mesmos, razão pela qual tem os olhos tão grandes e incandescentes.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Janeiro de 2010, 19:57
Vitória Régia

(http://www.lourdinas.com.br/blogs/imagem/imagens/41262851.jpg)

Os pajés tupis-guaranis, contavam que, no começo do mundo, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas virgens prediletas.
Diziam ainda que se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Então, à noite, quando todos dormiam, e a Lua andava pelo céu, ela, querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse.

E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe. Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.

A lua, quis recompensar o sacrifício da bela jovem, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente, daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta Vitória Régia. Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.

Origem: Indígena. Para eles assim nasceu a vitória-régia.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Janeiro de 2010, 19:58
SACI PERERÊ


(http://www.crlemberg.com.br/poeta/marcial/sacipulando.gif)

A Lenda do Saci data do fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. Seu nome no Brasil é origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno.

É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos. Ele também se transforma numa ave chamada Matiaperê cujo assobio melancólico dificilmente se sabe de onde vem.

Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Ele não atravessa córregos nem riachos. Alguém perseguido por ele, deve jogar cordas com nós em sem caminho que ele vai parar para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja.

Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de um desejo.
Nomes comuns: Saci-Cererê, Saci-Trique, Saçurá, Matimpererê, Matintaperera, etc.

Origem Provável: Os primeiros relatos são da Região Sudeste, datando do Século XIX, em Minas e São Paulo, mas em Portugal há relatos de uma entidade semelhante. Este mito não existia no Brasil Colonial.

Entre os Tupinambás, uma ave chamada Matintaperera, com o tempo, passou a se chamar Saci-pererê, e deixou de ser ave para se tornar um caboclinho preto de uma só perna, que aparecia aos viajantes perdidos nas matas.

Também de acordo com a região, ele sofre algumas modificações:
Por exemplo, dizem que ele tem as mãos furadas no centro, e que sua maior diversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos. Outros dizem que ele faz isso com uma moeda.
Há uma versão que diz que o Caipora, é seu Pai.

Dizem também que ele, na verdade eles, um bando de Sacis, costumam se reunir à noite para planejarem as travessuras que vão fazer.

Ele tem o poder de se transformar no que quiser. Assim, ora aparece acompanhado de uma horrível megera, ora sozinho, ora como uma ave.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Janeiro de 2010, 20:06
Papa figo

(http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/imagens/PapaFigo.jpg)

O Papa Figo, ao contrário dos outros mitos, não tem aparência extraordinária. Parece mais com uma pessoa comum. Outras vezes, pode parecer como um velho esquisito que carrega um grande saco às costas.
Na verdade, ele mesmo pouco aparece. Prefere mandar seus ajudantes em busca de suas vítimas. Os ajudantes por sua vez, usam de todos os artifícios para atrair as vítimas, todas crianças claro, tais como; distribuir presentes, doces, dinheiro, brinquedos ou comida. Eles agem em qualquer lugar público ou em portas de escolas, parques, ou mesmo locais desertos.

Depois de atrair as vítimas, estas são levadas para o verdadeiro Papa-Figo, um sujeito estranho, que sofre de uma doença rara e sem cura. Um sintoma dessa doença seria o crescimento anormal de suas orelhas.

Diz a lenda, que para aliviar os sintomas dessa terrível doença ou maldição, o Papa-Figo, precisa se alimentar do Fígado de uma criança. Feito a extração do fígado, eles costumam deixar junto com a vítima, uma grande quantia em dinheiro, que é para o enterro e também para compensar a família.

Origem: Mito muito comum em todo meio rural. Acredita-se que a intenção do conto era para alertar as crianças para o contato com estranhos, como no conto de Chapeuzinho Vermelho. E o figo, no caso, era a forma como o povo pronunciava "fígado".
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Janeiro de 2010, 20:10
O negrinho do pastoreio

(http://www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/3contos/negrin05.jpg)

O Negrinho do Pastoreio é uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.

Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando:
 ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse o malvado patrão.
 Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou-o pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.

Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.

Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Janeiro de 2010, 13:11
LENDA DO BOTO COR DE ROSA (AMAZÔNIA)

(http://4.bp.blogspot.com/_sECTDN_Ut-8/SfHuAZabj_I/AAAAAAAACTc/b8VWXg_Jpk8/s320/boto-cor-de-rosa2.jpg)


Os índios chamam o boto de “uiara”, e dizem que ele é o deus dos rios e protetor dos peixes.
Mas os botos cor de rosa têm uma peculiaridade: adoram festas. Quando têm vontade de se divertir, principalmente nas proximidades das festas juninas, os botos esperam chegar a noite, saem da água, transformam-se em humanos (ou, dizem alguns, meio humanos – a metade de baixo humana e, neste caso, sempre usam chapéu, para ocultar o rosto), e passeiam nas cidades.
Quando chegam a alguma festa em aldeias ribeirinhas, vão entrando mansamente, comportando-se de maneira tímida, quietinhos, envergonhados, sempre muito educados.
Isso até a primeira bebida. Depois, não rejeitam uma. Não há bebida que chegue. E não ficam tontos! Têm uma resistência sobre-humana à bebida.
Antes do amanhecer, no entanto, eles têm que voltar para a água, pois o sol os transforma em botos outra vez.

Geralmente são bonitos e simpáticos, e dançam muito bem. Como são muito namoradores, costumam levar as donzelas mais bonitas às margens do rio, e as engravidam.
Quantas e quantas vezes as moças grávidas de pai desconhecido revelaram para seus pais e amigos que foram engravidadas pelo boto...!

Outro truque empregado pelos botos, geralmente em um bar: o boto desafia algum freqüentador para ver quem bebe mais, cada um pagando a metade da conta. Depois de beber muito, “descobre que esqueceu a carteira” em sua canoa. Se o o desafiado, depois de pagar a conta, resolve ir junto até a canoa para receber o dinheiro, apenas terá tempo de ver o desafiante dar uma gostosa gargalhada e mergulhar no rio, para nunca mais ser visto naquelas paragens      ...pelo menos com essa aparência...
  BASEADO EM “HISTÓRIAS E LENDAS DO BRASIL” – ED. APEL
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Janeiro de 2010, 23:17
Folclore Brasileiro : A Lenda das Mulheres Guerreiras

(http://amacaca.files.wordpress.com/2009/10/fantasia-das-amazonas_roland-steverson-capa-da-lista-telef-do-amazonas-1989.jpg)


Na Antiga Grécia, bem antes da vinda de Cristo a Terra, eram narradas histórias sobre mulheres que andavam a cavalo, manipulavam o arco e a flecha com rara habilidade e se recusavam a viver com os homens em seus territórios. Estas exímias guerreiras eram conhecidas como Amazonas, das quais nem os mais destemidos soldados poderiam fugir com vida. Em 1540, o aventureiro hispânico Francisco Orellana, escrivão da armada espanhola, participou de uma jornada exploratória na América do Sul, atravessando, portanto, o extenso e misterioso rio que cruzava uma das mais temidas florestas. Segundo A Lenda das Amazonas, ele teria avistado, no pretenso reino das Pedras Verdes, mulheres semelhantes às acima descritas, conhecidas pelos indígenas como Icamiabas, expressão que tinha o sentido de ‘mulheres sem marido’.
Contam os índios que estas guerreiras teriam atacado a esquadra hispânica. Elas eram bem altas, brancas, cabelos compridos dispostos em tranças dobradas no topo da cabeça – descrição feita pelo Frei Gaspar de Carnival, também escrivão da frota. O confronto entre os espanhóis e as Amazonas foi supostamente uma luta feroz, a qual teve como cenário a foz do rio Nhamundá – localizada na fronteira entre o Pará e o Amazonas. Os europeus foram surpreendidos pelo ataque de inúmeras e belas combatentes desnudas, conduzindo tão somente em suas mãos arcos e flechas. Eles foram assim prontamente derrotados pelas mulheres, pondo-se rapidamente em fuga. No caminho os espanhóis encontraram um indígena, que lhes contou a história das guerreiras. Segundo o relato do nativo, havia pelo menos setenta tribos de Icamiabas só naquele território. Suas aldeias eram edificadas com pedras, conectadas aos povoados por caminhos que elas cercavam de ponta a ponta, cobrando uma espécie de pedágio dos que atravessavam estas estradas. Elas eram lideradas por uma cunhã virgem, sem contato com o sexo masculino. Quando, porém, chegava o período de reprodução, as Amazonas capturavam índios de tribos por elas subjugadas. Ao engravidar, sinalizavam seus parceiros e, se nascia um curumim ou menino, elas entregavam a criança aos pais; do contrário, elas ficavam com as meninas e presenteavam o genitor com um talismã verde conhecido como Muiraquitã, similar ao sapo utilizado nos rituais lunares. Ao ouvirem esta narrativa, os espanhóis, cientes da existência das Amazonas descritas pelos antigos gregos, confundem ambas e batizam o rio onde as encontraram, até então intitulado Mar Dulce, de Rio de Las Amazonas.Certamente os espanhóis, ao se depararem com selvagens guerreiros de longos cabelos, acreditaram ter encontrado finalmente as tão famosas Amazonas. Deste pequeno equívoco nasceram e permaneceram os nomes do Rio, da Floresta e do maior Estado brasileiro, que abriga o idílico cenário desta miragem hispânica. Embora esta história tenha se desenrolado em terras brasileiras, estas lendas são mais disseminadas em outros países, talvez pela associação com narrativas que envolvem ícones adornados com ouro e prata, o que certamente despertava a cobiça dos europeus.
Fonte:http://sotaodaines.chrome.pt/sotao/histor59.htmlhttp://www.abrasoffa.org.br/folclore/lendas/amazonas1.htmhttp://www.acauapyata.com/?p=666
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Janeiro de 2010, 15:41
Lenda japonesa:  Sugaru, o homem que prendeu o trovão

(http://www.nippobrasil.com.br/2.semanal.lendas/rev01/sugaru.jpg)

Esta é uma história da época de Yûryaku, o 21º imperador do Japão, que reinou entre os anos 456 e 479. Naquela época, a capital nipônica era Yamato, onde vivia um homem chamado Chiisakobe no Sugaru, que era um servidor da corte imperial.

O imperador gostava muito de sua esposa e tinha fama de passar horas e horas com ela na alcova. Certa ocasião, enquanto sua majestade, completamente despido, trocava carinhos com a imperatriz, Sugaru entrou correndo no quarto do casal. Ele foi fechar a porta corrediça que dava para o jardim interno, pois uma nuvem escura, trazida pelo vento, anunciava fortes pancadas de chuva.

Sugaru ficou completamente constrangido ao perceber que o casal imperial ainda estava na alcova, em colóquio amoroso, e não no salão de jogos culturais, como de costume naquele horário.

Surpreendido de modo inacreditável, o imperador ficou muito embaraçado e, ao mesmo tempo, irritado com aquela inoportuna intervenção.

Naquele exato momento, porém, o palácio imperial foi sacudido por um estrondoso ribombar de trovão. O que aumentou ainda mais o susto e a irritação do imperador.

– Sugaru, não perca tempo tentando fechar essa porta. Ao invés disso, vá prender esse Trovão barulhento, que vive trazendo chuva para esta região.

– Sim, meu senhor. Vou capturar o deus Trovão e trazê-lo encarcerado – respondeu Sugaru, aproveitando para se livrar daquele cenário embaraçoso.

– Ótimo, vá logo, suma daqui, e só volte se conseguir prender o deus Trovão.

Poucas horas depois, Sugaru partiu em seu pomposo cavalo branco. Trajava um elmo de combate e levou consigo alguns guardas palacianos. A missão parecia impossível, mas Sugaru jamais poderia contestar uma ordem imperial. Percorreu várias aldeias perguntando de que lado o Trovão estava fazendo barulho e seguiu a direção apontada pelos aldeões. Até que, finalmente, chegou a uma aldeia chamada Karu no Morokoshi, onde o Trovão ribombava seguidamente. Então, Sugaru estufou o peito e gritou para o alto:

– Escute aqui, seu Trovão barulhento: o imperador quer sua presença no palácio. Mesmo sendo você o deus Trovão, não pode recusar uma ordem imperial.

Em seguida, um grande estrondo derrubou uma árvore próxima e Sugaru encontrou o Trovão caído e atordoado. Rapidamente, os soldados amarraram o deus Trovão e colocaram-no em um palanquim. Em seguida, ele foi carregado ao palácio imperial.

– Senhor! Veja, eu trouxe o deus Trovão conforme me ordenou! – disse Sugaru, orgulhoso por ter cumprido sua missão.

Naquele momento, o Trovão voltou a si e expeliu uma luminosidade flamejante em forma de raios que chegava cegar os curiosos palacianos. O imperador ficou atemorizado ao ver aquela luz exageradamente forte e ordenou que fizessem várias oferendas ao deus Trovão.

Cheio de presentes oferecidos pelos palacianos, o Trovão foi levado de volta ao monte onde caiu. Esse local ficou conhecido pelo nome de Ikazuchi no Oka, ou seja, o Monte do Trovão, e fica em Asuka, na província de Nara.

Muitos anos depois, Sugaru veio a falecer. O imperador lamentou bastante a sua morte e foi feito um velório de sete dias.

Em seguida, sua majestade mandou construir um grande túmulo no Monte do Trovão. Ali foi levantada uma placa de pedra com palavras elogiosas destacando a fidelidade e a honestidade de Sugaru. Na parte de baixo, havia uma frase que dizia: “Aqui jaz o bravo Sugaru, que prendeu o Trovão.”

Olhando de cima das nuvens, o deus Trovão, ao ver a frase no túmulo de Sugaru, não gostou nadinha do que leu. Ardeu de raiva com os dizeres de que ele foi aprisionado por um simples mortal. Sentiu um grande rancor. Furioso, começou a correr sobre as nuvens fazendo barulho ensurdecedor, mas pisou em falso e despencou para a terra. Caiu perto do túmulo de Sugaru. O Trovão levantou-se furioso e foi espezinhar a lápide onde constava a frase. Ao dar um chute, a pedra rachou e o Trovão, desequilibrado, caiu sobre o túmulo. Seu corpo ficou entalado na pedra rachada, de modo que não conseguia se mover. Assim, o Trovão ficou preso mais uma vez!

O imperador, ao saber do incidente, ordenou aos subordinados que deixassem o Trovão naquela posição durante sete dias para visitação pública e depois o ajudassem a se desprender da pedra.

Depois de libertarem o Trovão, os serviçais do palácio reconstruíram o túmulo de Sugaru e gravaram nova frase de autoria do imperador:

“Aqui jaz o bravo Sugaro, que prendeu o Trovão não somente quando estava vivo, mas também depois que morreu.”
(http://www.nippobrasil.com.br/2.semanal.lendas/rev01/imperador.jpg)
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Janeiro de 2010, 15:46
Lenda japonesa:  O veado de cinco cores


por Redação Made in Japan

(http://www.madeinjapan.com.br/imgmat/2006/01/24_lendas.jpg)
Fonte da Foto - Militino Hayashida

Antigamente, existia um veado que tinha chifres brancos e cinco cores. Ele morava em uma montanha, evitando assim ser visto pelos homens. Certa vez, um homem estava se afogando no rio. Ao ouvir os gritos de socorro, o animal resolveu ajudá-lo. “Obrigado! Como poderei agradecer?”, disse o homem.
“Só peço uma coisa: nunca conte a ninguém que vivo nesta montanha”, explicou o animal, dizendo que corria risco de morte devido a beleza de sua pele.
O homem concordou e voltou para sua aldeia. Um dia, a rainha sonhou com esse animal, e o rei anunciou que quem descobrisse o cervo receberia um prêmio.
O homem que havia sido salvo pelo animal se ofereceu para apanhá-lo, e o rei decidiu ir com ele.
 Quando chegaram à montanha, sem ter para onde fugir, o veado se aproximou e disse: “Devido a cor do meu pêlo, tinha medo de ser visto pelos homens. Como vossa majestade descobriu meu esconderijo?”.
“Foi ele quem me informou”, afirmou o rei, indicando o homem traidor.

“Quando o salvei, você me prometeu que não revelaria onde eu morava. Será que já esqueceu?”, disse o animal, com lágrimas nos olhos.
Comovido, o monarca disse: “Esse indivíduo, cego pela cobiça, tentou tirar a vida daquele que lhe salvou”.
O homem foi decapitado, e a caça de veados foi proibida no reino. O país prosperou e teve paz por muito tempo.

Matéria publicada na edição #65 da Revista Made in Japan
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Janeiro de 2010, 21:10
Lenda germânica: Doppelgänger...

(http://3.bp.blogspot.com/_tW5TunwL010/Sohq2_21bXI/AAAAAAAADD0/OLdqrp8YuFc/s320/doppelganger.jpg)

 Segundo as lendas germânicas de onde provém, é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar (como dando uma idéia de que cada pessoa tem o seu próprio).
Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo sua características internas mais profundas.
O nome Doppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa duplo, réplica ou duplicata) e gänger (andante, ambulante ou aquele que vaga).

Existem muitas controvérsias sobre como esta criatura misteriosa é tratada: uns dizem que ela anuncia maus agouros, enquanto outros ditam que é uma representação acentuada do lado negativo de uma pessoa.
No primeiro caso, diz-se que ver o seu próprio doppelgänger é um sinal de morte iminente, pois a lenda reza que a pessoa está vendo a sua própria alma projetando-se para fora do corpo para assim embarcar para o plano astral.
 Em outras circunstâncias, se o Doppelgänger é visto por amigos ou parentes, isso é um anúncio de má sorte ou de problemas emocionais que se aproximam.
No segundo caso, há quem diga que ele assume o negativo da pessoa para tentar sobre a mesma uma influência negra, de modo a converter a pessoa a fazer coisas cruéis ou simplesmente coisas que ela não faria naturalmente.

 Ainda existem aqueles que especulam que o doppelgänger seja um tipo de "conselheiro" invisível para a pessoa, seja dando avisos ou implantando idéias.
Dado este plano, acredita-se que o doppelgänger somente é visível para quem o tem, e mesmo em tal circunstância ele só pode ser visto espiritualmente, pois ele não se reflete em espelhos ou qualquer superfície física.
Estima-se também que cães e gatos podem ver os doppelgänger dos seres humanos, embora isso seja ainda não comprovado. Em parte há quem credite o doppelgänger como sendo o polar oposto de seu dono, ou seja, se a pessoa é boa, o doppelgänger é mau, ou o oposto.

Sempre houve relatos sobre pessoas, célebres ou não, que afirmam terem visto o que poderia ser o seu doppelgänger.

O fenômeno Doppelgänger, segundo os meios científicos, é provocado pelo mau funcionamento da junção temporo-parietal, uma região do cérebro responsável pela integração de várias sensações (táteis, visuais e de posicionamento do corpo) que constantemente chegam ao cérebro, "montando" a forma pela qual se entende o mundo e o posicionamento do corpo em relação ao que está ao redor.
O mau funcionamento dessa região pode, portanto, acarretar o desacoplamento da percepção inconsciente do corpo e da sua representação no espaço.
 Quando as sensações táteis, de equilíbrio e visuais não coincidem entre si, a compreensão da localização do corpo e do que é pessoal ou extrapessoal se perde, e tem-se a origem da intrigante sensação autoscópica ou extracorpórea, o que poderia explicar a visão do Doppelgänger.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Janeiro de 2010, 21:12
Lenda chinesa:   Nu-Gua

(http://www.esonet.org/public/Miti/immagini/NuGua.jpg)

Nu-Gua era a Deusa com cabeça de mulher e corpo de serpente. Possuía o poder de transformar-se de setenta maneiras diferentes por dia. Solitária passeava pelos caminhos virgens do mundo., envolvida pala beleza e encanto das paisagem. Com tudo abrigava em seu coração uma grande melancolia. Era o clamor do seu instinto materno, trazendo-lhe uma sensação de infinita tristeza e frustração. Em determinado momento, num ímpeto incontido, cavou barro no chão e com ele moldou uma figura humana. Surpreendeu-se com aquela pequena figura ganhando vida e movimento próprio, pulando, cantando e indo-se embora, levada por sua própria inquietação. NU-GUA não coube em si de tanta felicidade e com suas mãos continuou criando as figuras dentro do mesmo espírito e enlevamento até se cansar. Quando então tomou um feixe de vime, entumeceu-o com barro e vibrou-o com energia. Os pingos caídos no chão milagrosamente se transformaram em seres humanos e em pouco tempo o mundo estava repleto.

Os seres nobres foram os criados pela mão de NU-GUA. Quando aos pobres, estes foram lançados como feixe de vime. Porém a natureza moral desses homens obrigava a deusa a repetir constantemente o processo, tornando-o extremamente cansativo. Decidiu-se então pelo acasalamento dos seres para, através desta forma, se perpetuarem. Havendo estabelecido esta união, é chamada pelos chineses a Deusa do Matrimônio . NU-GUA é a primeira mediadora entre homens e mulheres.

Num túmulo da Dinastia Han descobriram recentemente( 1972 ), no mural e na urna funerária, desenhos esculpidos em tijolos com temas relacionados à lendas e mitos. Entre esses desenhos havia uma de FU-XI e NU-GUA, cujos corpos da cintura para cima eram humanos e da cintura para baixo, de serpentes. Contudo em outro túmulo de Han, descoberto em Henan, a concepção de suas formas é diferente. Ao invés de serpentes, dragões. As duas caudas trançadas juntas. Em uma das representações, FU-XI segura nas mãos um esquadro de carpinteiro e um sol dentro do qual havia um corvo desenhado. Quanto à representação de  NU-GUA, esta segura um compasso e uma lua dentro da qual, igualmente desenhado, havia uma rã com três patas. Nos demais desenhos ainda havia uma criança entre os dois deuses, prendendo com as mãozinhas as mangas das vezes divinas, numa demonstração de felicidade familiar e de doçura no lar.

FU-XI e NU-GUA são os deuses que criaram e transmitiram a cultura aos homens. Representa esse casal primordial uma união tão perfeita e íntima que também são considerados irmãos. Nos túmulos antigos suas figuras são sempre representadas no ato da procriação.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: MAROCHA em 22 de Janeiro de 2010, 23:31
Helena , boa noite!

  Bem, gostei da lenda o veado de 5 cores, porque é uma singela história que

  condena a traição e enaltece a gratidão, e nada mais belo que a gratidão!

   O Rei foi sábio e justo !

    Abraços Helena

               Marocha

  
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Janeiro de 2010, 21:42
Boa noite, Marocha!!
Obrigada, amigo, pelo retorno. Fico feliz que tenha gostado.
Carinhosamente,
Helena
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Lenda chinesa: O homem de pedra

(http://www.minhachina.com/lendas/image/HomemDePedra.jpg)
 

No Monte Yi há muitas rochas. Elas são enormes, não têm nenhum mato em cima delas, nem terra. De longe, vê-se somente uma grande área branca. Você acha que elas são pedras só, não acha? Mas quem sabe? Talvez haja alguma riqueza ali. Se você não acredita, leia a história do homem de pedra!

Muitos anos atrás, veio um velho de 60 anos no Monte Yi, do sul. Alguém viu que o velho subiu o monte com um saco vazio, passou alguns dias no monte, e desceu com o saco cheio. Ele não se estabeleceu na aldeia ao pé do monte, nem passou a noite no caminho. Ele andou muito, e parou numa aldeia pequena, a 40 quilômetros do Monte Yi.

Na entrada da aldeia, havia duas casinhas. Pelas janelas, podia-se ver a luz dentro. O velho bateu na porta, e um jovem a atendeu. Era um jovem de 17 ou 18 anos, chamado de Li Peng. Ele vivia sozinho, não tinha nenhum parente; tinha somente um bom amigo, chamado de Bao You, vivia numa aldeia no outro lado do rio.

Li Peng queira ter alguém como companheiro, assim o velho ficou com ele. Li Peng o tratava muito bem, como se o velho fosse seu pai; e o velho gostava muito do rapaz. Li Peng não era rico. De vez em quando, o velho lhe dava um pedaço de prata para comprar comida e óleo. Às vezes acabava a prata, aí o velho dizia: "Filho, fique em casa. Hoje o tempo está tão bom, vou passear um pouco."

Ele pegava o saco e saia. No dia seguinte, bem tarde, ele voltava, e o saco estava de novo cheio de prata. Sorria e dizia: "Filho, isso vai ser suficiente para nós passarmos um período."

Mas, o céu claro pode ser coberto de repente de nuvens negras. Um dia, o velho ficou doente. Ele se sentiu mal, chamou Li Peng para perto da cama, e disse: "Filho, não posso ver nada mais, e tenho tanta dor de cabeça. Sei que eu estou morrendo. Sou uma pessoa sem família sem nada, depois da minha morte, sepulte-me. Quero lhe dizer uma coisa, é que em cima do Monte Yi, dentro das rochas, há um..." Antes de terminar a frase, o velho perdeu a voz. Ele apontou ao seu saco, e apontou para fora da janela, e morreu.

Li Peng ficou muito triste, sepultou o velho.
Achando estranho o que o velho lhe disse, Li Peng foi visitar seu amigo Bao You e lhe contou tudo. Ao ouvir isso, Bao You pulou da cadeira, com muita felicidade, e disse para Li Peng: "Tenho certeza que ele quis dizer, que dentro das rochas há muita prata. Vamos procurar!" Li Peng pensou: "Não me importa o que tem dentro das rochas. Parece que o velho quis que eu fosse lá."

No dia seguinte, de madrugada, os dois rapazes começaram a viagem. Quando caiu a noite, eles chegaram ao pé do monte. No luar, eles viram que o monte era cheio de rochas. Onde poderiam começar?

Eles subiram a primeira rocha. A rocha é muito lisa, não tinha musgo, nem terra, nem uma fenda. Eles procuraram, mas não acharam nada. Bao You ficou um pouco deprimido.

Eles subiram uma outra rocha, de novo, viram somente pedras. Uma coruja estava piando em cima de um pinheiro, um lobo estava uivando no vale. A noite no monte parecia cheia de perigo. Os dois rapazes ficaram procurando a noite toda. O dia começou de novo, eles não acharam nada.

Eles continuaram procurando.

Quando a noite caiu de novo, a lua estava coberta de nuvens, um vento forte veio. Os pinheiros assobiavam, o vento chorava no vale, o monte tremia ao vento.

Bao You ficou muito bravo e disse: "ô velho idiota! Mentiroso! Enganou-nos para sofrermos aqui!"

Li Peng respondeu: "Não, ele nunca mentiu. É que nós não achamos nada ainda."

Mas Bao You não tinha mais paciência, disse: "Procure, se quiser. Para mim, basta!" Ele desceu o monte e voltou para casa.

Vendo que Bao You realmente fora embora, Li Peng ficou muito triste. Mas ficou, e procurou um lugar que o vento não alcançasse para passar a noite.

Quando o sol se levantou, Li Peng subiu a rocha mais próxima. De repente, a rocha em baixo dos seus pés se moveu e abriu uma fenda no chão. Foi uma supressa para Li Peng. Ele se acalmou, removeu a rocha, e achou um poço. Ele desceu o poço, e achou um homem de pedra branca.

O homem de pedra tinha quase um metro, tinha rosto, braços e pernas. Li Peng ficou olhando para ele, e gostou. Decidiu levá-lo para casa.
   
   

 


   
   

  
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Janeiro de 2010, 21:44
Continuação...

Li Peng desceu o monte carregando o homem de pedra. Porque o homem de pedra era muito pesado, ele não conseguiu andar rápido e tinha de fazer uma pausa de vez em quando. O dia passou, Li Peng terminou somente a metade do caminho. Quando o sol se pôs, ele chegou a uma aldeia.

Ele entrou na aldeia, encontrou um idoso em frente de uma casinha. Pediu: "Vovô, estou indo para casa mas não vou conseguir chegar hoje. Será possível me deixar passar a noite em sua casa?"

O idoso respondeu: "Tenho uma casa vazia, mas há sempre coisas esquisitas acontecendo ali, não há nenhuma noite calma. É melhor que você procure outra possibilidade."

Li Peng era valente desde criança. Ele sorriu e disse: "Vovô, para os viajantes, já é muito bom achar um lugar para se proteger do vento e da chuva. Eu não tenho medo!"

Porque Li Peng insistiu, o avô o guiou até a casa. O jardim estava cheio de mato, tão alto que chegava à altura da cintura. O idoso abriu a porta e acendeu a luz. Era uma casa para visitas, mas parecia meio abandonada.

Li Peng agradeceu, limpou um pouco a cama, colocou o homem de pedra atrás da porta para bloqueá-la, e foi para a cama.

À meia noite, Li Peng foi acordado pelo barulho do vento, e a luz foi apagada pelo vento. Um momento depois, o vento parou à porta, aí vieram ruídos da porta, parecia que alguém estava tentando abrir a porta.

Li Peng pensou: "Ainda bem que bloqueei a porta com o homem de pedra, senão, a porta poderia se abrir."

Ele quis dar uma olhada, mas antes de se levantar, o homem de pedra já começou a falar: "Monstro do peixe verde aí, não desperdice sua força! Seu irmão de pedra está bloqueando a porta."

O monstro do peixe verde gritou de fora: "Seu homem de pedra, fique longe! Deixe-me passar!"

"Não vou deixar, não. Não vou deixar você machucar as pessoas."

Ouvindo isso, o monstro de peixe verde ficou bravo, e disse: "Você acha que eu não sei quem você é? Você é o homem de pedra. Se bater nas suas costas, você vai cuspir prata; se bater no seu ombro, você vai bater em tudo como ordenarem. Isso é tudo que sabe fazer!"

O homem de pedra ficou irritado e respondeu: "Também sei tudo sobre você. Tudo o que você pode fazer é jogar água e vento. Você tenta sempre machucar as pessoas com isso!"

"Seu homem de pedra, não é necessário você fazer esses comentários!"

"Mas eu quero! Eu sei que você mora na Aldeia da Família Wang, na lagoa atrás da casa da moça Wang Chun. Usando seu fígado, Wang Chun vai conseguir curar a doença dela."

O monstro ficou mais bravo, e continuou trocando palavras com o homem de pedra.
 Li Peng ouviu tudo e memorizou tudo. Os dois não pararam até o galo cantar. Depois de uns barulhos do mato no jardim, começou um vento forte; e quando terminou o vento, tudo ficou quieto.

O sol se levantou devagarzinho. A luz do sol atravessou a janela. Li Peng olhou para o homem de pedra, que estava na porta como na noite anterior.

Li Peng desceu da cama e chegou ao lado do homem de pedra; ele o bateu nas costas, o homem de pedra cuspiu um pedaço de prata; ele bateu nele de novo, recebeu de novo um pedaço de prata. Li Peng percebeu que o que o velho não tinha terminado de falar era este segredo.

De manhã, acompanhado por alguns vizinhos, o idoso chegou na porta. Todo mundo pensou que o rapaz já tivesse sido comido pelo monstro. Ouvindo-os chegar à porta, Li Peng removeu o homem de pedra e abriu a porta. Todo mundo ficou chocado, por que ainda não tinha visto ninguém sair da casa vivo.

Li Peng perguntou sobre a Aldeia da Família Wang. A aldeia ficava na direção contrária da sua casa, mas para salvar a vida da moça, ele carregou o homem de pedra, até lá.
Chegou à Aldeia da Família Wang, foi fácil achar a casa da moça Wang Chun. Foi o pai de Wang Chun que atendeu a porta. Ele olhou para o rapaz e disse, muito deprimido: "Meu visitante, vá pedir comida e bebida a outras famílias. Há uma paciente morrendo em minha casa, não posso lhe ajudar."

Li Peng respondeu: "Tio, não venho para pedir comida nem bebida. Venho para curar a paciente na sua casa."

Apesar do pai de Wang Chun poder ver que o rapaz não era um doutor, quis aproveitar qualquer chance que tivesse antes que fosse tarde demais: "Bom, assim, entre. Posso lhe falar a verdade: já não sei mais quantos doutores procurei e quantos remédios ela tomou, mas nada ajudou."


Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Janeiro de 2010, 21:48
Li Peng perguntou: "Há uma lagoa atrás da casa?"
"Sim."
"Na lagoa há um enorme peixe verde, o fígado dele pode curar a doença da sua filha. Vá procurar 20 rapazes fortes."

Os 20 rapazes chegaram em pouco tempo. Eles se reuniram na beira da lagoa. A água da lagoa tinha uma cor preta. As pessoas falaram: "Mas a lagoa nunca está seca."

Li Peng e os rapazes começaram a tirar a água da lagoa. Quase meio dia se passou, sobrou pouca água na lagoa e pôde-se ver a barbatana do enorme peixe verde. O peixe era enorme mesmo, tinha cerca de 3 metros. Ele bateu o rabo na água, levantou a cabeça e cuspiu água, a lagoa ficou cheia de novo.

Os rapazes não desistiram. Eles continuaram tirando a água da lagoa. Quando a lagoa ficou de novo sem água, o peixe cuspiu água de novo.

Mas os rapazes não desistiram. Até que na quarta vez a lagoa ficou sem água, e o peixe verde não conseguiu jogar mais água. Li Peng desceu na água e chegou perto do peixe. O peixe pediu: "Li Peng, prometo que não machuco mais ninguém daqui para frente. Por favor, me perdoe! Para curar a doença de Wang Chun, você precisa somente de duas escamas minhas."

Ouvindo isso, Li Peng mudou de idéia, pegou duas escamas do peixe e subiu na beira. A água da lagoa demorou muito para subir até o nível normal.
Depois de comer as duas escamas, Chun se recuperou. Seu pai disse: "Filha, saia para agradecer!" Ela saiu do quarto, viu Li Peng, e ficou muito tímida. Ao ver a Chun, Li Peng ficou mudo: Chun era tão linda!

Li Peng pegou o homem de pedra, e começou de novo seu caminho. No dia seguinte, ele chegou em casa. Alguns dias passaram, Bao You veio. Ele entrou na casa falando alto: "Meu irmão! Quanto tempo não o vejo! Estou com muita saudade!"

Li Peng ficou muito feliz e já tinha esquecido o que acontecera no Monte Yi, disse: "Irmão, fique comigo! Agora a gente pode ter o que quiser!"

Bao You ficou. Ele morou duas semanas com Li Peng e viu como se pedir a prata ao homem de pedra. Um dia de manhã, quando Li Peng se levantou, não achou mais Bao You, nem o homem de pedra. Ficou muito triste, porque ele sempre considerava Bao You seu melhor amigo, mas estava enganado.

Mas Li Peng não ficou bravo por muito tempo até alguém chegar à sua porta: era o pai de Chun. Li Peng o recebeu e perguntou se ele estava com fome e sede. Mas o pai não tinha paciência para falar isso, ele suspirou, e disse: "Filho, você curou minha filha, agora pode me prometer uma outra coisa?"
"Pode falar. Desde que eu possa lhe ajudar."
"Tenho uma filha só, e ela recebe sempre o que quer. Depois que ela se recuperou, só pensa em você, até falou para a mãe dela, que ela se casará, só com você. Você quer viver com a gente?"
Ao ouvir isso, a tristeza que ocupava o coração de Li Peng desapareceu totalmente.
 Nada podia se comparar com a Chun, nem 100 homens de pedra! Depois de se encontrar com Chun, Li Peng pensava também muito nela e não tinha mais o coração calmo como antigamente.
Li Peng mudou para a Aldeia da Família Wang. Ele se casou com Chun e viveu muito feliz com ela. Eles se amavam tanto, nem queriam se separar por um breve momento.

Mas Li Peng tinha de trabalhar no campo de dia. Para matar a saudade, Chun bordou um retrato dela.
O retrato era feito de linhas de seda coloridas, ele era bem delicado, igual a Chun. Daí, Li Peng saia todo dia com o retrato. Quando ele fazia pausa, ficava olhando para o retrato. Com o retrato no bolso, ele não se sentia mais cansado. Trabalhava tanto que as coisas no seu campo cresceram como loucas: as abóboras eram tão grandes que se tinha de usar serras para cortá-las; os aipos eram tão altos, tinham quase dois metros.

Um dia à tarde, o sol estava se pondo. Li Peng terminou os trabalhos no campo e ficou olhando de novo para o retrato de Chun. E veio um vento, levou o retrato embora. Li Peng correu atrás, mas rapidinho, não viu mais o retrato. A noite caiu. Ele não tinha outro jeito, voltou para casa e contou isso para Chun. Chun não ficou brava, mas um pouco preocupada: "Tomara que o retrato não traga nenhum azar."

O vento na verdade foi criado pelo peixe verde enorme. Embora ele não machucasse mais as pessoas, ficava bravo com Li Peng. Quando ele viu o retrato de Li Peng, surgiu uma má idéia na cabeça dele. Ele mandou o vento para pegar o retrato e o levar até a prefeitura.

 
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Janeiro de 2010, 21:50
Final...


O prefeito não era outra pessoa senão Bao You. Depois de ele roubar o homem de pedra, comprou o posto. Neste dia, um empregado dele viu o retrato e o levou para Bao You. Bao You olhou o retrato e pensou: "Tenho prata suficiente, tenho um bom posto, tenho nove mulheres, mas nenhuma pode se comparar com esta mulher do retrato. Se eu tivesse uma mulher assim, ficaria contente."

No dia seguinte, Bao You se fingiu de cartomante, saiu de casa para procurar a mulher do retrato. Quando ele passou pela casa de Li Peng, Chun e a mãe estavam em casa. A mãe disse: "Chun, está vindo um cartomante. Vou convidá-lo para que ele possa ver onde seu retrato está."
Chun, que estava muito preocupada com o retrato perdido, concordou com a mãe.

O "cartomante" entrou em casa, perguntou o aniversário de Chun e o dia no qual o retrato foi perdido, e disse: "Achei! Vá procurar na beira do rio. Vá rápido, senão vai perdê-lo."

Ouvindo isso, Chun e a mãe saíram de casa depressa. Chegaram à beira do rio. O "cartomante" as seguiu até a beira do rio, e ao chegar ali, bateu as mãos. Dois empregados dele pularam de um barco parado ali, pegaram a Chun, e foram embora de barco. A mãe de Chun chorou muito, mas não tinha outro jeito.

A perda de Chun chocou Li Peng, como se o trovão batera na cabeça, como se o fogo queimara o coração. Ele saiu de casa procurando a Chun.

Ele procurou na cidade: perguntou aos homens que estavam jogando cartas, mas eles jogavam e não prestaram atenção; perguntou aos vendedores no mercado, mas eles estavam ocupados e não prestaram atenção.

Li Peng percebeu que assim não dava certo, ele teria de atrair a atenção das pessoas. Ele voltou para casa, pegou as enormes abóboras e os longos aipos. Quando ele atravessou a cidade de novo, estava vendendo abóboras enormes e aipos de dois metros.

Todo mundo queria ver as abóboras que precisavam de serras para cortar, todo mundo queria ver os aipos de dois metros. Onde Li Peng estava, a rua estava cheia.

Quando Li Peng passou na frente da porta da prefeitura, as pessoas da prefeitura ficaram também curiosas. Mesmo Chun ouviu isso.

Homem de Pedra e Chun foram roubados e trancados na prefeitura.
Embora Bao You tentasse muito agradá-la, ela não obedecia. Para agradá-lo, Bao You moveu o homem de pedra para seu quarto, mas Chun disse: "Você pode comprar o posto com prata, mas não vai comprar meu coração." Ela ficara trancada na prefeitura, mas seu coração estava o tempo todo com Li Peng.

Quando Chun ouviu sobre as abóboras enormes e os aipos longos, já pensou: "Além de Li Peng, quem vai ter abóboras tão grandes que se precisa de serra para abri-las?" Pela primeira vez, muito meiga, ela falou para Bao You: "Quero comer o aipo de dois metros. Mande o vendedor vir aqui, quero escolher."

Desde que entrara na prefeitura, Chun ainda não comera nada. Ao ouvir que ela queria comer aipo, Bao You mandou imediatamente um empregado chamar Li Peng.

Ao ver sua esposa e seu homem de pedra, Li Peng ficou muito bravo. Identificou que o prefeito era Bao You.
Bao You, muito orgulhoso, não percebeu que o vendedor era Li Peng. Li Peng chegou ao lado do homem de pedra, bateu no seu ombro, e apontou em Bao You. O homem de pedra levantou seu braço e bateu, exatamente na cabeça de Bao You.

Bao You morreu. Li Peng carregou o homem de pedra, juntos com Chun, saiu da prefeitura correndo. Ninguém tinha a coragem de pegá-los por causa do homem de pedra: ele batia onde Li Peng apontava, mesmo muros e portas foram quebrados por ele.

Li Peng e Chun saíram da cidade, mudaram de casa, e viveram num lugar tranqüilo, até o fim da vida.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Março de 2010, 12:13
LENDA ÁRABE

(http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/pandorinha.spaceblog.com.br/images/gd/1201796692/LENDA-ARABE.jpg)

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro.

O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:
HOJE MEU MELHOR AMIGO ME DEU UMA BOFETADA NO ROSTO.

Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu em uma pedra:
HOJE MEU MELHOR AMIGO SALVOU MINHA VIDA.

Intrigado, o amigo perguntou:
POR QUE, DEPOIS QUE TE MAGOEI, ESCREVESTE NA AREIA E AGORA, ESCREVES NA PEDRA?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

QUANDO UM GRANDE AMIGO NOS OFENDE, DEVEMOS ESCREVER ONDE O VENTO DO ESQUECIMENTO E O PERDÃO SE ENCARREGUEM DE BORRAR E APAGAR A LEMBRANÇA. POR OUTRO LADO,QUANDO NOS ACONTECE ALGO DE GRANDIOSO, DEVEMOS GRAVAR ISSO NA PEDRA DA MEMÓRIA E DO CORAÇÃO ONDE VENTO NENHUM EM TODO O MUNDO PODERÁ SEQUER BORRÁ-LO.

Uma grande frase:
“Só é necessário um minuto para que se simpatize com alguém, uma hora para gostar de alguém, um dia para querer bem a alguém, mas precisamos de toda uma vida para que possamos esquecê-lo”.

/b]
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: Lilisilva em 04 de Março de 2010, 15:00
Muito linda essa mensagem Helena, obrigada pela partilha e ensinamento.
Muita paz...
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Abril de 2010, 14:23
Lili, obrigada por seu retorno, amiga. Isso me deixou feliz.
Carinhos,
Helena
---------------------------------------------------------------------------------------A Pedra da Gávea

A Pedra da Gávea (842 m) é uma montanha urbana da Cidade do Rio de Janeiro que poderia ser muito bem chamada de Montanha das Lendas. Tantas histórias não foram criadas por acaso, devem-se, antes de mais nada, à sua beleza, imponência e uma forma que lembra o rosto humano. Entre São Conrado e a Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, uma montanha legendária com a face de um gigante se eleva a uma altura de 842 metros acima do nível do mar. Quando o Brasil foi descoberto, os exploradores portugueses deram à pedra o nome de Gávea, porque era um observatório perfeito para Caravelas que chegavam. Mas a Pedra da Gávea, uma pedra enorme cercada por exuberante mata nativa, tem alimentado as fantasias tanto do público quanto dos historiadores durante séculos. Sua face parece uma figura esculpida, e há inscrições antigas em um de seus lados cujas origens foram discutidas durante anos, mas ninguém pode provar quem as fez e por que.

Este maciço rochoso íngrime de 842 m de altitude e altura, composto de gnaisse e granito, tem sua base diretamente no Oceano Atlântico. Obviamente é uma das montanhas mais procuradas por montanhistas, são 28 vias de escalada e a caminhada mais bela e impressionante da cidade. Algumas das escaladas mais bonitas do Rio estão lá: Aquarius (6 VI+), Sinfonia do Delírio (7 VIIc), C100 (5 VIIa), Impressionismo Carioca (VI+) e Sensação de Êxtase (6 VIIb).  

(http://altamontanha.com/news/50/atividades/imagens/p_O_Maci_o_d_342009_5359.jpg)Maciço da Pedra da Gávea

A Sensação de Êxtase, a via mais nova e uma das mais bonitas, com 200 m de extensão, teve tal nome devido às emoções de dois estrangeiros que me ajudaram na abertura. Foram seis investidas. Na segunda, fui auxiliado pela Ljiljana Grmoljez, da Lituânia! Ela veio ao Brasil para ser batizada em capoeira!! Ela queria escalar e ver a Mata Atlântica, então a levei  para me ajudar. Quando viu a montanha ela ficou eufórica. Porém, viu também um monte de jaqueiras, bananeiras e mangueiras, e achava que era a tal da Mata Atlântica, como muitos aqui também pensam. Para ela, qualquer coisa era Mata Atlântica, até capim. Ljiljana é uma maravilha da natureza. Você consegue falar este nome? Nem eu! Eu a chamava de Jana.

(http://altamontanha.com/news/50/atividades/imagens/p_A_Pedra_da_342009_5682.jpg)Pedra da Gávea vista da praia de São Conrado

Na segunda e terceira investidas, quem me ajudou foi Szvinyarovich Grljevic, da Eslovênia! Consegue falar este nome? Nem eu! Também é doido das idéias, mas não pense você que é um daqueles escaladores eslovenos suicidas, apesar de escalar bem. Na terceira investida, como ele sabia que ia ficar parado um tempão num platô me dando segurança, com um tremendo visual do litoral carioca, o danado levou duas garrafinhas de 100 ml de uma bebida com teor alcólico de 52%, típica do país dele.

Quando retornei ao platô o sujeito estava rindo à toa, e misturava inglês com algumas poucas palavras em português que aprendeu na Bahia! Não se cansava de falar: 'Pedrou da Gaveou, yo love voche'. Ele queria dizer que ama a Pedra da Gávea, mas misturava português, espanhol e inglês, tudo isso com um pouco de sotaque baiano! Na base e com a mochila já arrumada, ele tirou outra garrafinha daquela bebida da mochila... Nós chegamos à rampa de vôo livre bêbados. Eu ria descontroladamente quando ele falava as poucas palavras de português que conhecia, mas com sotaque baiano. Mais engraçado ainda era ele tentando falar 'Ó o auê aí ô', e por causa disso acabei tropeçando várias vezes na trilha. Conheci este maluco na Áustria, em 2007.

O nome da via era outro, mais extenso, ia ser 'Beng Beng Crac Ai Peng Peng PQP!'. Vou explicar: fui conquistar com o esloveno e levei duas marretas, uma era novinha. Depois de abrir nova enfiada de corda, tentei melhorar um grampo que ficou sobrando para fora, que o esloveno colocou na investida anterior. O danado entrou atochado, mas apenas 1,5 cm. Preparei a marreta 'zero bala' e enfiei a porrada no grampo teimoso, que não entrou um micron sequer. O cabo da marreta quebrou na segunda batida, ela caiu sobre o meu joelho direito (que dor) e depois quicou duas vezes na pedra antes de desaparecer, e PQP de boca cheia. Muito irritado, zuni o pedaço de cabo que sobrou, caindo sobre a floresta.

(http://altamontanha.com/news/50/atividades/imagens/p_Shaysann_K_342009_46631.jpg) Descansando no platô, com o morro 2 irmãos, ao fundo.



Continua...
 
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Abril de 2010, 14:27
Depois de fazer três descidas de rapel, arrumamos a tralha toda e entramos na trilha com mochilas pesadas. Eu estava pré-bêbado e ele, tri. Mas não é que 30 metros adiante não vi e pisei sobre o cabo roliço quebrado que eu havia zunido! E vapt! Levei um tombo desconcertante, daqueles pra te deixar desmoralizado, e PQP de novo. O cabo foi cair justamente na trilha!

(http://altamontanha.com/news/50/atividades/imagens/p_Ljiljana_G_342009_19746.jpg) Sensação de êxtase(http://altamontanha.com/news/50/atividades/imagens/p_Luis_Claud_342009_60206.jpg)Impressionismo(http://altamontanha.com/news/50/atividades/imagens/p_Andr%C3%A9_Neve_342009_64503.jpg)Pedra da Gávea e Pedra Bonita

AS LENDAS

(http://3.bp.blogspot.com/_7-qEmWboeOU/SQc9-SrIQcI/AAAAAAAAAa4/-1NkgcCLtmQ/s320/Pedra+da+gavea+010.jpg)

Não existe no Brasil uma montanha que tenha tantas histórias envolvendo misticismo e fantasias.
Tudo começou com uns sulcos verticais e paralelos que cobrem uma faixa na rocha que forma a Cabeça do Imperador. No início do século XIX, um padre resolveu olhar a Pedra da Gávea de binóculos e pensou que os sulcos eram inscrições que poderiam provar que o Brasil tinha sido descoberto muito antes dos portugueses. Mandou avisar Dom João VI.

Em 1839, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro sugeriu que se fizesse um estudo minucioso da Pedra da Gávea, mas o problema era o acesso complicado.
Uma comissão foi formada e enviada ao local, mas os participantes nem chegaram perto das inscrições porque elas ficam no topo de um paredão de noventa graus de inclinação e suspensas sobre um abismo de centenas de metros.
Apenas observaram com binóculos, fizeram algumas considerações e acreditaram ser realmente letras do alfabeto fenício já desgastadas pelo tempo.  

Sabendo dessas notícias, várias pessoas resolveram estudar a montanha e desde então muitas histórias apareceram.
Na época, o acesso ao cume era difícil, sendo até considerado uma escalada técnica. Em 1920, o Centro Excursionista Brasileiro realizou a primeira escalada do clube e foi justamente nessa montanha.
 Eram dez participantes, mas apenas cinco conseguiram chegar ao cume, o restante do grupo ficou no meio do caminho. Sendo tão difícil chegar ao topo, ficava evidente que inscrições nunca haviam sido examinadas de perto.
 É claro que as pessoas começaram a fazer elucubrações sem um exame minucioso, e tudo que encontravam pela frente que lembrasse algum objeto feito pelo homem era considerado obra fenícia.  

A Cabeça do Imperador, que forma o topo da Pedra da Gávea, parece com uma gigantesca esfinge e para muitos, ela foi esculpida pelos fenícios para louvar o imperador Badhezir.
A figura lembra um homem barbudo e sobre a cabeça, há umas pedras que, segundo alguns crentes, teriam sido também esculpidas pelos fenícios para reproduzir uma coroa. De acordo com eles, com o tempo, 2.800 anos depois de ter sido esculpida, a esfinge foi se deteriorando pela erosão. Em 1963, um arqueólogo conhecido como Bernardo A. S. Ramos chegou a decifrar as ditas inscrições, traduzidas como Tyro Phenícia Badhezir Primogênito de Jathbaal.
  
Muitas pessoas acreditavam que existiam cavernas que se ligavam a outras civilizações. Em 1937, um grupo resolveu explorar os Olhos do Imperador.
Fizeram do topo uma descida de 160 metros com cordas, passando pelos olhos. Entretanto, isso soa estranho porque mesmo com material moderno é difícil descer um rapel com tal extensão, porém, esta é a história. Foi verificado que não havia caverna nem passagem alguma.

Em 1960, seis escaladores do Centro Excursionista Rio de Janeiro abriram uma via horizontal que passa pelos olhos (Passagem dos Olhos) e o objetivo deve ter sido o mesmo, explorar o lado místico da Pedra da Gávea, porque conquistar escalada horizontal não faz sentido, especialmente para a época. Apesar de não terem encontrado absolutamente nada, muitos continuaram acreditando que existia um mundo subterrâneo denominado de Mundo de Agarta, que possuía entradas em vários lugares do planeta, como nas pirâmides do Egito e no Brasil. Aqui existiriam três entradas: em Sete Cidades (PI), na Serra do Roncador (MT) e na Pedra da Gávea (RJ).
  
Anteriormente a 1928 havia sido organizada uma excursão, com a participação de um arqueólogo e três engenheiros, para examinar o portal da Pedra da Gávea, que realmente se parece muito com uma porta gigante, medindo aproximadamente 10 m de altura e 7 m de largura.
A conclusão foi de que não existia porta alguma, entretanto, outros trabalhos paralelos e não científicos foram feitos e mostravam desenhos de câmaras ocas, túneis, túmulos etc. Esses túneis teriam a entrada no Portal e dariam acesso à cidade subterrânea de Shambalah.
  
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Abril de 2010, 14:30
Continuação...

Também acreditava-se que existiria uma passagem subterrânea do topo da Pedra da Gávea que ligava às Ilhas Tijucas, situadas a 4 quilômetros de distância.
Uma outra saída ou entrada, estaria situada numa gruta da Praia da Joatinga.
Mais uma expedição foi averiguar e nada foi encontrado. Além disso, tentaram de todas as formas ligar a Pedra da Gávea a achados ainda sem explicações em outras partes do mundo.

(http://mondovista.com/gavea.inscript.gif)

Um outro grupo de pessoas acreditava que a Pedra da Gávea fazia parte de uma das rotas de OVNI, e muitos diziam já terem visto luzes estranhas circundando a montanha.
 Assim fizeram uma ligação com os fenômenos que supostamente ocorriam no Triângulo das Bermudas.
 Segundo eles, nessa montanha esses fenômenos seriam comuns, como aberrações eletromagnéticas que inutilizam bússolas e aparelhos eletrônicos.
Também faziam ligações com o desaparecimento de pessoas, aviões e helicópteros, já que algumas aeronaves desapareceram no litoral do Estado do Rio de Janeiro.
 De acordo com essas pessoas, algumas áreas formam vértices onde ocorrem tais fenômenos. Dessa forma, tal como o Triângulo das Bermudas, a Pedra da Gávea seria um dos doze vértices espalhados pelo planeta.

Certa vez, em 1984, ouvi a seguinte história de um guia do Centro Excursionista Rio de Janeiro, quando liderava uma excursão noturna à Pedra da Gávea, e essa pessoa parecia acreditar no que dizia - Quem sobe a Pedra da Gávea à noite, muitas vezes pode ver um homem velho, barbudo, com um olhar penetrante.
Apesar de assustador, ele costuma ajudar as pessoas mas desaparece logo depois, sem deixar nenhum vestígio.
Muitas pessoas costumam ver luzes estranhas, brilhantes e coloridas.
Às vezes elas saem das entranhas da montanha, principalmente quando o portal se abre, e se fecha logo depois. Algumas garotas que subiram à noite já constataram gravidez, meses depois de terem subido a montanha e sem ter tido nenhum tipo de relação sexual, mas contam terem encontrado o velho barbudo. Mas outras pessoas simplesmente desapareceram...

Algumas dessas histórias são contadas e reproduzidas por muitas outras pessoas que acabam acreditando plenamente e as passam adiante, como se fossem verdadeiras. Esse é o processo natural de criação de lendas e mitos.

Em agosto do ano 2000, um grupo que incluía geólogos levou um equipamento de geofísica para o cume, com o qual é possível conhecer um pouco da estrutura interna da rocha. Com o resultado, eles provaram que a Pedra da Gávea é sólida e não existe nenhum túnel. Ou se perdeu tempo nessa brincadeira, ou estavam somente aprendendo a lidar melhor com o equipamento, num tipo de treinamento.
As ditas inscrições são apenas sulcos ou canaletas verticais que se encontram numa faixa horizontal menos resistente da rocha, que são comuns em várias outras montanhas do Rio de Janeiro.
  
Colocando as lendas e o misticismo de lado, a Pedra da Gávea realmente tem um lado obscuro, sendo a montanha com o maior número de mortes do Brasil. Foram muitos os acidentes fatais causados por excursionistas e escaladores inexperientes, além de mortes por causa de assaltos. Infelizmente isso não é nenhuma lenda. Isso não é culpa dos deuses, povos místicos ou fenômenos magnéticos, a culpa é da própria natureza humana.

Quando esta montanha começou a ser explorada por montanhistas, a partir do início do século XIX, ou mesmo um século depois (1920), eram necessários dois dias para subi-la porque essa parte da cidade do Rio era pouco ocupada e não havia estradas. O caminho passava por belas cachoeirinhas e florestas.
 Era necessário sair do Leblon, que na época era uma área de chácaras e considerada parte do subúrbio da época.
 Hoje são necessárias entre duas e quatro horas para subir e descer a Pedra da Gávea, passa-se por um rio desfigurado e uma área cheia de jaqueiras que proliferaram por causa do terreno desmatado, e de casas que foram surgindo ilegalmente nas encostas da montanha. Até 1985 podia-se tomar banho de cachoeira e a caminhada era segura. No caminho pela Pedra Bonita, via Chaminé Eli, havia uma cachoeirinha onde se podia tomar água e banho. Hoje ela encontra-se poluída por causa das casas construídas no local.

A Pedra da Gávea já foi tema de dois filmes conhecidos. O primeiro foi rodado nos anos 70, Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa, explorando o lado místico dessa montanha e também do Pão de Açúcar, com magia, fenícios e tudo.
 Depois foi a vez de Os Trapalhões, na década de 80, explorar o mesmo tema: cavernas na montanha, misticismo e tesouros. Nos anos 80, o músico pop star inglês Rick Wakeman escreveu um linda música com o título Pedra da Gávea, de tão fascinado que ficou quando a viu.

Obervação: o texto 'As Lendas' descrito anteriormente, foi compilado e modificado do livro Montanhismo Brasileiro: Paixão e Aventura, publicado por este mesmo autor pela Editora Publit, em 2006 - antoniofaria15@hotmail.com
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Abril de 2010, 14:48
Post Scriptum

(http://mondovista.com/gavea.head.jpg)



Em 20/1/1937 aquele mesmo clube organizou outra expedição, dessa vez com um número maior de participantes, e visaram explorar a face e os olhos da cabeça descendo do topo com cordas. Essa foi a primeira vez alguém explorou aquela parte da pedra depois dos benícios, se a lenda é verdadeira.

Em 1946, de acordo com um artigo escrito em 1956, o Centro de Excursionistas Brasileiros conquistaram a orelha à direita da cabeça, que fica situada em uma inclinação de 80 graus do chão e em um lugar muito difícil de alcançar. Qualquer infortúnio e seriam 20 metros de queda livre, e talvez fatal, para os alpinistas. Esta primeira escalada do lado ocidental, embora quase vertical, foi feita virtualmente "à unha". Na orelha há a entrada de uma gruta que conduz para uma caverna subterrânea longa e muito estreita, que vai por baixo até o outro lado da pedra.

Em 1972 alpinistas da Equipe Neblina escalaram o Paredão do Escaravelho na parede no lado oriental da cabeça, e cruzou com as inscrições que estão aproximadamente 30 metros abaixo do topo em um lugar de acesso muito difícil. Embora o Rio tenha uma taxa anual alta de chuva, as inscrições ainda estavam em boas condições. Em 1963 um arqueólogo e professor de idoneidade científica, Prof. Bernardo A. Silva Ramos, traduziu os escritos como:

LAABHTEJ    BAR    RIZDAB    NAISINEOF    RUZT

(ao contrário)
TZUR    FOENISIAN    BADZIR   RAB    JETHBAAL

Tyro Phoenicia, Primogênito Jethbaal .

Alguns dos Fatos que Conduziram às Muitas Histórias Sobre a Pedra:

    * A cabeça grande com dois olhos (não muito fundos e sem comunicação entre eles) e orelhas;
    * As pedras enormes no topo da cabeça que se assemelham a um tipo de coroa ou adorno;
    * Uma cavidade enorme na forma de um portal na parte nordeste da cabeça, que tem 15 metros de altura, 7 metros de largura e 2 metros de profundidade;
    * Um observatório na parte Sudeste na forma de um dolmen, contendo algumas figuras esculpidas;
    * Um ponto culminante, como uma pirâmide pequena, feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça;
    * As famosas inscrições no lado da pedra;
    * Algumas outras inscrições pequenas que se assemelham a cobras, raios de sol e etc, situadas ao longo do topo da montanha;
    * O local de um suposto nariz, o qual teria caído há muito tempo.

(http://mondovista.com/gavea.statue.gif)

Roldão Pires Brandão, o presidente da Associação Brasileira de Espeleologia e Pesquisa Arqueológica no Rio e um dos muitos fãs da Pedra disse: " é uma esfinge gravada em granito pelos Fenícios, que têm a face de um homem e o corpo de um animal deitado. O rabo deve ter caído por causa da ação do tempo. A pedra, vista de longe, tem a grandeza dos monumentos faraônicos, e reproduz em um de seus lados, a face severa de um patriarca ". (O Globo)

Sabe-se hoje que em 856 AC Badezir sucedeu ao seu pai no trono de Tyro. Seria a Pedra da Gávea a sepultura deste Rei? A foto seguinte mostra como a esfinge teria se parecido quando foi feita:

Foram encontrados outros vestígios em Niterói, Campos e Tijuca que sugerem que os fenícios realmente estiveram lá. Em uma Ilha na costa da Paraíba foram achadas pedras cíclopes e ruínas de um castelo antigo, com quartos enormes, corredores e passagens extensas. De acordo com alguns peritos, o castelo seria uma relíquia deixada pelos fenícios, embora há aqueles que refutem tais conclusões.

Robert Frank Marx, um arqueólogo americano, interessado em achar provas de navegação pré-colombiana dentro do Brasil, começou em outubro de 1982 uma série de mergulhos na baía de Guanabara. Ele quis achar um navio fenício afundado e provar que a costa brasileira foi, em tempos remotos, visitada por civilizações orientais. Embora ele não achasse tal embarcação, o que ele encontrou lá poderia ser considerado como um valioso tesouro.

Foram achados três vasos de cerâmica de origem fenícia, dos quais um permaneceu com José Roberto Teixeira, o mergulhador que achou os vasos, e os outros dois foram para a Marinha. Os objetos, com capacidade para 36 litros de conteúdo, estão sob a guarda do governo brasileiro em local secreto, e o seu achado só foi divulgado cerca de um ano depois.

Luiza Becari, Viewzone
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Julho de 2010, 22:55
A lenda de que os franceses haviam presenteado o Brasil com a estátua do Cristo Redentor é ... apenas uma lenda!

Conheça a verdadeira história.


O Cristo Redentor é um monumento de Jesus Cristo localizado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Está localizado no topo do Morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. De seus 38 metros, oito estão no pedestal. Foi inaugurado às 19h 15min do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras. Um símbolo do catolicismo, o monumento tornou-se um dos ícones mais reconhecidos internacionalmente do Rio e do Brasil. No dia 7 de julho de 2007, em Lisboa, no Estádio da Luz, foi eleito uma das novas sete maravilhas do mundo. O Guiness World Records, versão atualizada de 2009, considera o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo.

(http://4.bp.blogspot.com/_Qan08OIUmM0/S9GyYzzt7HI/AAAAAAAAAv8/zaQsAM-oCN0/s320/03_cristoredentor.jpg)

Como foi construído o Cristo Redentor?
Publicado em abril 7, 2010 por curiosidadesonline


http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2009/01/31_638-cristo.jpg (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL29nbG9iby5nbG9iby5jb20vYmxvZ3MvYXJxdWl2b3NfdXBsb2FkLzIwMDkvMDEvMzFfNjM4LWNyaXN0by5qcGc=)

(http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/arquivos/Image/conteudos/imagens/portugues/corc1929.jpg)

(http://api.ning.com/files/qtixJq8JF*E4Q3yxnr7s4Q2*WbBLRhfvtSffrrw8CqH1201zZWEx4WdlKhfo44L0lh9pbT7GPvH93eSgxrAh1NXx9oE51NUP/CristoI.jpg)

A estátua de 38 metros de altura e mais de mil toneladas levou cinco anos para ser construída. Pode-se dizer que ela foi criada a seis mãos. O engenheiro Heitor da Silva Costa fez o primeiro projeto, o artista plástico Carlos Oswald se encarregou do desenho final e o escultor francês Paul Landowski modelou as peças que compõem a estátua. Sua construção começou a ser planejada em 1921, quando religiosos e autoridades do governo se reuniram em uma associação chamada Círculo Católico, no Rio de Janeiro, para discutir a idéia. Dois anos depois, foi realizado um concurso de projetos, vencido por Heitor da Silva Costa, e uma campanha nacional arrecadou fundos para a obra. Além do Corcovado, o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio também foram lembrados como possíveis pontos para o monumento.

(http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2009/01/31_638-cristo.jpg)

A vontade de integrar a obra à natureza, porém, favoreceu a primeira montanha, cercada por uma bela porção de Mata Atlântica. Segundo o projeto original, o Cristo deveria segurar o globo terrestre em uma mão e uma cruz na outra. Mas a idéia de fazê-lo com os braços abertos caiu no gosto da população carioca e acabou prevalecendo. A construção de fato só teve início em 1926. A cerimônia de inauguração da estátua, em dia 12 de outubro de 1931, foi, obviamente, cheia de pompa, contando com a presença do então presidente Getúlio Vargas. Havia ainda um plano para que o ilustre cientista italiano Guglielmo Marconi – inventor do telégrafo sem fio e nome fundamental no desenvolvimento do rádio – acionasse, diretamente da Itália, as luzes que iluminariam o Cristo.

A idéia mirabolante partiu do jornalista Assis Chateaubriand, que combinou com Marconi que ele, a partir de um iate na baía de Nápoles, emitiria um sinal elétrico que seria captado por uma estação na Inglaterra e retransmitido para uma antena em Jacarepaguá, de onde as luzes seriam acesas. Mas o mau tempo não permitiu que esse artifício tão engenhoso fosse colocado em prática – um contratempo curioso, mas insignificante para a história do monumento que se tornaria símbolo do Rio de Janeiro e do Brasil em todo o planeta, recentemente escolhido uma das sete maravilhas do mundo.

(http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/mundooly.spaceblog.com.br/images/gd/1267832258/Restauracao-muda-visual-do-CRISTO-REDENTOR.jpg)

Autora: Cíntia Cristina

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/cultura/pergunta_286174.shtml (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL211bmRvZXN0cmFuaG8uYWJyaWwuY29tLmJyL2N1bHR1cmEvcGVyZ3VudGFfMjg2MTc0LnNodG1s)
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Julho de 2010, 14:06
A lenda das Sete Cidades


Tudo começou em Atlântida... A terra perdida nas brumas do tempo!!!


http://www.youtube.com/watch?v=5_hTQi2JMg0 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTVfaFRRaTJKTWcw)
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Setembro de 2010, 12:11
AS DIFERENTES RAÇAS HUMANAS

(http://4.bp.blogspot.com/_bYm5At6NuD4/TCKc0mG1xCI/AAAAAAAAAUk/tjC5g5BUorc/s320/Cronos.jpeg)

As Eras do homem são descritas por Hesíodo, em sua obra Os trabalhos e os dias. Segundo ele, a raça humana depois de criada teria passado por 5 eras ou idades, cada idade com uma raça correspondente. Mais tarde, o latino Ovídio aproveita tal cronologia para compor sua mais famosa obra, Metamorfoses, suprimindo apenas a "Era Heróica/dos Heróis".

Era e Raça de Ouro:

Ocorreu durante o governo de Cronos. Viveram livres de sofrimentos, paz e harmonia predominaram durante esta era. Os humanos não envelheciam, mas morriam pacificamente. A primavera era eterna e as pessoas eram alimentadas com bolotas de um grande carvalho, com frutas silvestres e mel que gotejava das árvores. A principal característica dessa era, de acordo com Hesíodo, era a de que a terra produzia comida em abundância, de modo que a agricultura era uma atividade supérflua. Esta característica também define quase todas as versões posteriores do mito. Esta era terminou quando Prometeu deu o segredo do fogo aos homens. Zeus puniu os homens, permitindo que Pandora abrisse sua caixa que originou todo o mal no mundo mortal, essa primeira raça foi transformada em gênios bons, guardiões dos mortais, chamados de Daímones Epictonicos, intermediários entre os deuses e os homens que agiam sobre a terra. Ao fim dessa idade, Astréia, deusa da justiça, abandona a Terra para não ver o sofrimento dos mortais nas próximas idades.

Era e Raça de Prata:

Zeus encurtou a primavera, criando as estações e assolando a terra com o frio e calor. Tornou-se necessário a invenção de casas e o desenvolvimento da agricultura, ocorreu também a extinção da juventude eterna. Em algumas versões essa raça viveu uma longa infância de 100 anos, mais crescendo, entregam-se a excessos e recusam-se "a oferecer culto aos imortais", após a morte, foram transformados em gênios inferiores, os chamados bem-aventurados, conhecidos como Daímones Hipoctonicos.

Era e Raça de Bronze:

Zeus cria então uma terceira raça de homens perecíveis, a raça de bronze, bem diferente da raça de prata. Violentos e fortes, com armas de bronze, eles acabaram sucumbindo nas mãos uns dos outros e foram levados para o Hades, "sem deixar nome sobre a Terra".

Era e Raça dos Heróis:

Em seguida surge a raça dos heróis, que combateram em Tebas e em Tróia, para eles Zeus reservou uma morada na Ilha dos Bem-Aventurados, onde vivem felizes, distantes dos mortais, sem contato com os vivos, alguns se tornaram deuses ao irem para o Olimpo; os heróis injustos iam para o mundo inferior, junto com os humanos normais.

Era e Raça de Ferro:

Finalmente vem o duro tempo da raça de ferro, que dura até hoje - tempos de incessantes misérias e angústias, mas quando "ainda alguns bens são misturados aos males". A essa raça aguardam dias terríveis: "o pai não mais se assemelhará ao filho, nem o filho ao pai, o hóspede não será mais caro a seu hospedeiro, nem o amigo a seu amigo, nem o irmão a seu irmão". Após a morte iam para o Hades e lá permaneciam como sombras, os considerados justos iam para os Campos Elíseos - onde ficavam 1000 anos até se apagar o que de terreno havia neles -, depois disto esqueciam toda a sua existência e segundo alguns reencarnavam e segundo outros realizavam metempsicose (reencarnar em animais) os Injustos iam para o Tártaro para toda a eternidade.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Setembro de 2010, 01:26
MITO MESOPOTÂMICO


como a Terra se apaixonou pelo Céu



Antes de todos os Antes, só havia Namu, chamada de Águas do Mar e oceano original, Ela, a origem, eterno começo e prodigioso Inicio. Namu foi a primeira, a fonte, a Mãe do Universo, o útero auto-procriador da abundância, sozinha e Toda-Em-Uma, Namu era a matéria-prima original, as profundas e férteis águas do Mar.

(http://www.johnharveyphoto.com/MidCoast/Namu/NamuTheWhaleLg.jpg)

Antes de todos os Antes (pois o Tempo ainda estava para ser criado), Namu revolveu-se e fluiu, esticou-se e toda se enrolou, tal qual uma espiral de hélice dupla.
 Amor então ela se fez pela primeira vez, e em grande alegria, nas trevas e no silêncio do começo de todos os mundos, um mistério e grande milagre ocorreu. As Águas de Namu se abriram, pois ela havia dado à luz a Ki e Anu, os primogênitos da criação. Ela, Ki, a deusa-criança e Montanha Cósmica, a futura Terra Mãe, e ele, o deus-menino, o Firmamento.
(http://downloads.open4group.com/wallpapers/sol-e-montanha-rochosa-b7e46.jpg)

Antes de todos os antes, envolvidos pelo corpo líquido de mãe Namu, Ki, a Montanha Cósmica, e Anu, o Firmamento, estavam um nos braços do outro, na mais terna união. Assim, abraçados, ficaram Ki e Anu quando pequenos, antes de todos os antes, quando Anu ainda era um céu sem estrelas, sóis ou planetas, e Ki uma terra ainda menina, sem plantas, animais ou mil e um outros seres. Nada, entretanto, antes de todos os antes, a eles faltava, os dois nutridos e protegidos pelo corpo fluido e fecundo da deusa do oceano original, Mãe Namu.

(http://images.paraorkut.com/img/papeldeparede/1024x768/m/montanha-1337.jpg)

`A medida, porém, em que o abraço de Ki em Anu se aprofundou, algo inusitado, maravilhoso e apaixonado se manifestou. Uma sensação vital e radiosa, tanto física quanto espiritual a Ki e Anu envolveu.
Mais forte do que o abraço inicial, este algo mais os aproximou.
 A este laço intangível, físico, transcendente e grandioso, eles chamaram de Amor, a experiência máxima de união envolvendo o corpo e o espirito de dois seres diferentes...
 Polaridades no Exterior, que se fundem como Complementos no Espirito um do Outro, para formar algo maior.
 O Amor então se manifestou pela primeira vez no espaço como um suspiro de prazer, leve e ligeiro, a Respiração Original do Universo: Enlil, o deus menino dos Ares, futuros ventos e também tempestades.

(http://1.bp.blogspot.com/_CBLoGRTVxI0/SYqnDuIO_9I/AAAAAAAAAF8/x2maMoimURI/s400/mar%2Brevolto.jpg)

Foi assim que a Vida começou, de pequenos e grandes atos de prazer sagrados, desde Namu, a Fonte e Mãe Original, e à medida em que Anu, mais tarde conhecido também como potente Touro do Céus, fez amor cinqüenta vezes (e mais!) com Ki, sua Amada e Consorte, a Toda Poderosa Vaca da Terra.

Ki respondeu ao entusiasmo e paixão de Anu em igual medida. Ela se fez resplandecente para seu esposo e irmão.

Para seu prazer e deleite de Anu, Ki adornou seu corpo com os metais, combustíveis e pedras mais preciosas. Para Ki, sua adorada, Anu também se enfeitou com um manto do mais puro azul. Então, com imensa alegria e reverência Anu, que se chamou então de Céu, se aproximou de Ki, e ela, para ele somente, denominou-se Terra.
Anu-Céu mergulhou na solidez de Ki-Terra, que deu ao amado as mais calorosas boas-vindas.
O Céu derramou então no útero da amada seu sêmen, contendo a promessa de plantas, pastagens, seres vivos, como os animais e seres ideais, os heróis e heroinas civlizadoras, os grandes deuses e deusas.
Aos que se transformariam nos filhos e filhas divinos, os deuses e deusas do futuro, o casal primordial deu o nome de Anunaki, o maior presente do amor compartilhado de Anu por Ki (e dela por ele também!).
Lá dentro do útero da Terra, carinhosamente cuidados por Anu, formou-se portanto a segunda geração dos grandes deuses e deusas, projeto de grandes destinos, ainda sem forma e nome, apenas esperando para nascer.
Só Enlil, o primeiro dos Anunaki, o deus menino do Ar, permanecia quietinho e protegido nos braços de Anu, no colo de Ki e no aconchego das profundezas de Namu, as águas do mar.

Namu, ao ver e sentir todas estas mudanças, deu-se conta de que precisava agora criar novos espaços. Então, sob Ki, ao redor de Enlil e acima de Anu, a Grande Mãe original começou a se mover, arqueando as suas Formas Fluidas e Aquosas para dirigi-las às profundezas. Pelo seu grande poder e inspiração, Namu definiu-se então como o Primeiro Oceano, o liquido amniótico e berço de todas as formas de vida da criação

(http://chc.cienciahoje.uol.com.br/banco-de-imagens/lg/web/materia/resources/images/che/furacao.jpg)

- Minhas são as Profundezas que se levantam rumo à superfície, declara então Namu o Destino do Universo, e o dela própria também, meu é o processo de Transformação a partir do abraço do Nada. Meu é o Útero que tudo Nutre, o primeiro mistério da vida, meu é o Silêncio Criador da Matéria e do Espirito que a tudo infunde luz e fulgor.

Enlil, a inspiração divina de Anu e o suspiro de exaltação de Ki, o primeiro da segunda geração dos grandes deuses a nascer, começou a lutar para crescer. De súbito, um movimento enérgico e energético se manifestou: era Enlil buscando expansão.

- Pai, mãe, cresceu é o que quero, marcar minha presença no espaço, fazer o meu destino, mas fora deste grande abraço, afirmou Enlil, tentando de Anu e Ki se separar.

Enlil reúne todo seu poder emergente e se manifesta então como o Vento, Ar ruidoso e em franco movimento. Forte, penetrante, direcionada, a forca do vento e de Enlil atravessa o abraço apertado de Anu e Ki, avançando pelo corpo fluido de Mãe Namu . Um Grande Estrondo, um ruído sem precedentes se fez ouvir.
(http://3.bp.blogspot.com/_uYIqQHSwA94/S07yjfWxSoI/AAAAAAAACVY/EPpPyANAxgU/s320/Ventos2.jpg)

Foi assim que o potente Touro dos Céus e a toda-poderosa Vaca da Terra foram, de uma vez por todas, para sempre, separados. O que antes deste momento havia sido a Unidade Original tornou-se Multiplicidade. Foi assim que se deu o inicio da Evolução, o Processo de ser que é também Meta, a grande aventura de ser e transcender, em busca da compleitude e União Original.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Setembro de 2010, 01:45
   Continuação...

(http://3.bp.blogspot.com/_CwmdqBAd5VM/SoxfqA74KqI/AAAAAAAAAw0/hg6Oaw6EAMI/s320/1753987.jpg)

 Namu viu as mudanças que tiveram lugar, e observou sabiamente que estas não só eram boas mudanças, como também deveriam ser ampliadas. Uma vez mais a Mãe Original e Toda Poderosa declarou os destinos de seus primogênitos:

(http://1.bp.blogspot.com/_dgRQx5vfeu0/TCkb3GA9fQI/AAAAAAAAAjo/Apl8rRXVR6E/s1600/ceu+azul.jpg)

    - Anu, filho adorado, de agora em diante, habitarás os Céus, de onde protegerás as Esferas das Alturas!
Que esta Esfera tenha, dentre muitos outros, o nome de Mundo Superior, onde as luzes do Espirito, a Realidade do Intangível irá se encontrar.

(http://www.sitedecuriosidades.com/im/g/51B8C.jpg)

Conhecimento, Inspiração, Visões e Imaginação serão os dons deste Mundo, sob tua guarda, filho adorado, para com todos compartilhar.
Ki, filha mais amada, doravante habitarás a minha superfície, pois preciso sentir a tua presença, o teu abraço e doce palpitar.

(http://faithful.bitacoras.com/aurora-boreal-en-el-campamento.jpg)

Que a tua esfera, filha predileta, seja chamada de Mundo Físico, o plano da Forma e Substância, realidade mundana e lar concreto de tudo o que viver, respirar e crescer. E para dar sustentação, brilho e equilíbrio a tudo o que estiver nas Esferas das Alturas e no Mundo Físico, que seja criado um outro mundo!

(http://www.akashicclearings.com/images/waves.jpg)

Chamarei a esta nova esfera de Mundo Subterrâneo, as Grandes Profundezas, fonte de memória do que foi, é e será, mundo da Essência, reino que dará Substancia á Forma e ao Firmamento, indo além do mais profundo dos meus mares, e ao mesmo tempo se encontrar em todos os lugares.
Quanto a Enlil, meu primeiro neto, que ele dance e se expanda por espaços sem fim, pois seu poder emergente e fluido é a Primeira Respiração do Universo.
Desta forma, a minha semente, a minha força estará em tudo o que vier a Ser, pois a essência do que sou é o poder interior de manifestar a vida, para que esta cresça e se transforme em combinações de todas as sortes, todas igualmente abençoadas, pois sou a mãe que a tudo e todos originou!

    Ao ouvir as palavras de mãe Namu, Ki voltou-se para os céus, para Anu, seu amado esposo e irmão, sentindo tanta falta de seu aconchego e eterno beijo.
Pedaços de Ki, partículas pesadas, tentaram para o firmamento se deslocar, procurando por Anu, dançando pelo espaço, mas sem o amado conseguir tocar. Com imenso amor e tristeza, Ki contemplou o mistério a se desenrolar, e a ele atribuiu sentido vindo do fundo de seu apaixonado coração:

    - Anu, adorada alma do meu corpo, unidos como antes não podemos mais ficar, mas o intangível que nos uniu ainda existe. Por isso, de onde estiver, da realidade física que é minha essência, estarei sempre voltada para ti, meu grande amor. E pela União Original que uma vez fomos, seja por todos sabido o que agora com toda força do meu ser declaro: tudo o que está na Terra estará para sempre ligado ao que existir no mais alto dos Céus para revelar os mistérios do casal que foi um e se separou para formar dois mundos!

(http://farm3.static.flickr.com/2378/2224860158_ae1b292c5a_o.jpg)

    Das alturas, An olhou com paixão para sua adorada esposa-irmã Ki, pois tanta falta ele sentia do seu beijo, abraço e aconchego! Um brado saiu das profundezas do jovem deus do Firmamento:

    - Amada Ki, adorado corpo de minh’alma, unidos como antes não podemos mais ficar, mas o intangível que nos uniu ainda existe. Por isso, de onde eu estiver, das alturas mais elevadas do firmamento eu velarei por ti, meu grande amor. Neste momento, eu faço pois minhas as Alturas Supremas, o Firmamento e o infinito dos Céus.
E pela União Original que um dia fomos, seja por todos sabido o que agora com a força do meu ser declaro: tudo o que existir acima, nas Alturas Supremas e no Firmamento, estará para sempre ligado ao que existir em baixo no Mundo Físico de minha adorada Ki!
Que assim seja, portanto, assim nos Céus como na Terra! E para que o Universo seja para sempre lembrado desta grande verdade, eu tomo a partir deste momento como meus símbolos sagrados a coroa de chifres do poderoso Touro dos Céus repousando sobre o altar da Terra, minha irmã e companheira mais amada!
Que o Universo jamais se esqueça de que o Touro dos Céus e a Toda Poderosa Vaca da Terra são um em todos os lugares onde Anu, o Firmamento, estiver!

    Enlil contemplou as mudanças acontecendo à sua volta. Fora do aconchego do abraço de Anu e Ki, sozinho, ele sentiu-se triste, nu e vazio. Uma lufada de vento, a primeira da criação, na forma de um soluço sentido saíram de dentro de Enlil.
Que vontade de voltar para os braços de Anu e Ki, ficar lá mais um instante! Mas ele tinha crescido, isto já não era mais possível. Então, Enlil voltou os olhos para as Alturas, para onde Anu tinha-se dirigido. Será que ele poderia alcançar o pai, trazê-lo de volta para si e para mãe Ki?

    Enlil esticou-se o mais que pôde.

    - Ah , pai, estás longe demais! Não tenho forças para te trazer de volta te fazer voltar! concluiu o jovem deus do Ar, exausto pelo esforço dispendido

    Ele dirigiu-se então à Ki, numa declaração de pesar e súplica:

    - Ah, mãe, o que fui fazer, ao tentar crescer!
O que consegui foi apenas uma solidão tão grande, um pesar maior, pois só não posso ficar, sozinho ainda não tenho condições de viver!
Por isso eu te peço, mãe adorada, por favor, não me deixes, fica comigo! Teu contato, teu carinho, ah, como deles eu preciso!
Mãe querida, universo em criação, pai sem igual que está no mais alto dos céus, escutai todos vós o que agora tenho a declarar: deste momento em diante, que a segurança e proteção de minha mãe adorada, Ki, e seu bem-estar venham antes das minhas próprias necessidades, antes de mim mesmo.
Desta forma, tomo sob os meus cuidados minha mãe adorada, Ki, e juntos iremos construir o Mundo Físico para que ele seja o caminho e espelho da Eternidade.
Mãe, eu serei o Ar a te envolver num eterno abraço, e tu serás Forma, a realidade que a tudo dá textura e consistência, solidez e vida. Vem comigo fazer o Mundo Físico, eu imploro, mãe adorada, mil vezes querida, Montanha Cósmica que me deu a vida!

    Das Esferas mais altas, Anu, de saudades de Ki, muitas lágrimas sentidas verteu, e estas desceram das alturas até encontrar as Águas de Namu, a Grande Mãe e Oceano Original.
Do alto dos Céus, Anu viu suas lágrimas serem recebidas pelas ondas do mar, numa caricia gentil, de ternura sem igual.
O jovem deus do firmamento na doçura do abraço de Namu então se perdeu, buscando nela o consolo para a falta que sentia por Ki.
Namu acolheu a imensa tristeza de Anu, e os dois, nos braços um do outro, se encontraram, num ato de amor. Deste momento sublime logo depois nasceram um menino e uma menina, gêmeos perfeitos, para serem grandes amigos e melhores companheiros.

    - Enki e Ereshkigal, é assim que irei chamar os adoráveis gêmeos aos quais dei `a luz, exclamou a Grande Namu, acalentando com alegria os dois recém-nascidos nos seus seios.

(http://lh4.ggpht.com/_bFjNZa7Pizs/STc1b5l9CFI/AAAAAAAAAZU/cdpaK9YOUAI/raios70_thumb%5B26%5D.jpg?imgmax=800)

Que a Sabedoria das Profundezas e a Visão das Alturas pertençam a vocês! Tão alto quanto as maiores esferas habitadas por Anu, tão baixo quanto as minhas águas tocarem a superfície mais profunda, vocês dois também irão, pois o Exterior sempre deve refletir a Realidade Interior e a Realidade Interior Animar o Exterior.
(http://melisi.blog.terra.com.br/files/2009/01/imagem-422.jpg)

Aos meus gêmeos muito amados, um grande destino será reservado: onde quer que eles forem, em todo lugar, em todos os mundos, pois a busca da Beleza tanto exterior quanto interior será a marca de suas existências, revelada para todos que quiserem delas saber, aprender e viver!

site Babilônia-Brasil
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Novembro de 2010, 09:02
A CAIXA DE PANDORA


(http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/01/11_1329-pandora1.jpg)Pandora e Epimeteu

O céu e a terra já estavam criados com o firmamento onde habitavam plantas e animais. Mas faltava a criatura onde pudesse habitar o espírito divino. Foi então que chegou à terra o titã Prometeu  (aquele que pensa antes) descendente da antiga raça de deuses destronada por Zeus. O gigante sabia que na terra estava " adormecida" a semente dos céus. Por isso, apanhou um bocado de argila e molhou-a com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o homem à semelhança dos deuses para que este fosse o senhor da terra.
 Escolheu das almas dos animais as características boas e más, animando sua " criatura". Atena, deusa da sabedoria, admirou a criação do filho dos titãs e insuflou naquela imagem de argila o espírito, o sopro divino. Foi assim que surgiram os primeiros seres humanos que de imediato povoaram a terra.
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:q5HKn7yphztbnM:http://www.mitologia.templodeapolo.net/imagens/cosmogonia_atena_homem.jpg&t=1)Atena inserinfo alma
Mas faltava-lhes o conhecimento sobre os assuntos da terra e do céu.
Vagueavam sem conhecer a arte da construção, da agricultura, da filosofia. Não sabiam caçar ou pescar e nada sabiam da sua origem divina.
 Prometeu aproximou-se e ensinou-lhes todos esses segredos. Inventou o arado para que o homem plantasse, a cunhagem das moedas para que houvesse o comércio, a escrita e a mineração. Ensinou-lhes a arte da profecia e da astronomia; enfim, todas as artes necessárias ao desenvolvimento da humanidade. Ainda lhes faltava um último dom para que se pudessem manter vivos: o fogo.
 Este dom, entretanto, havia sido negado à humanidade pelo grande Zeus. Porém, Prometeu " amigo dos homens" roubou uma centelha do fogo celeste e trouxe-a para a terra, reanimando os homens. Este fogo dava à humanidade a possibilidade de dominar o mundo e os seus habitantes.
 Ao descobrir o roubo, Zeus irritou-se pois verificou que a sua vontade fora contrariada e decidiu punir tanto o ladrão quanto os beneficiados.
 Por isso, tramou no Olimpo a sua vingança. Mandou que Hefaístos fizesse uma estátua de uma linda donzela e, chamou-a de Pandora - "a que possui todos os dons", que seria enviada como presente a Epimeteu, irmão de Prometeu e, para a tornar perfeita fez com que cada um  dos deuses oferecesse à donzela um dom.
Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música; outros deuses outros encantos acrescentaram na criatura.
(http://www.filosofix.com.br/blogramiro/imagens/hermes1.jpg)Hermes
 Zeus pediu ainda que cada imortal reservasse um malefício para a humanidade. Esses presentes maléficos foram guardados numa caixa, que a donzela levava nas mãos.
Zeus enviou então  Pandora que desceu à terra conduzida por Hermes e aproximou-se de Epimeteu - "o que pensa depois", o irmão de Prometeu -  o qual, esquecendo-se da recomendação do  seu irmão de que nunca recebesse um presente de Zeus, aceitou-o e, quando Pandora abriu diante dele  a tampa do presente   a humanidade que até aquele momento habitava  um mundo sem doenças ou sofrimentos viu-se assaltada por inúmeros malefícios que atormentam os homens até aos dias de hoje.
 Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente antes que o único benefício que havia nela escapasse: a esperança. Zeus dirigiu então a sua fúria contra o próprio Prometeu, mandando que Hefaístos e os seus serviçais Crato e Bia (o poder e a violência) acorrentassem o titã a um despenhadeiro do monte Cáucaso.
Mandou ainda uma águia para devorar diariamente o seu fígado que, por ser ele um titã,  regenerava-se sempre.
 O seu sofrimento prolongou-se por inúmeras eras, até que Hércules passou por ali e viu o sofrimento do gigante.
Abateu a gigantesca águia com uma flecha certeira e libertou o prisioneiro das suas correntes.
 Entretanto, para que Zeus tivesse a sua vontade cumprida, o gigante passou a usar um anel com uma pedra retirada do monte.
(http://bp1.blogger.com/_00XsDo1kd7w/SDV2WeaF4CI/AAAAAAAACJo/W7D6kV_zn6Q/s400/prometeu00%5B1%5D.JPG) Prometeu
Assim, Zeus poderia sempre afirmar que Prometeu mantinha-se preso ao Cáucaso.

Pandora é a deusa da ressurreição. Ela por não nascer como a divindade é conhecida como uma semi-deusa.

Pandora era uma humana ligada a Hades. Sua ambição em  tornar-se a deusa do Olimpo e esposa de Zeus fez com que ela abrisse a caixa divina. Zeus para castiga-la tirou-lhe a vida. Hades com interesse nas ambições de Pandora, procurou as pacas (dominadoras do tempo) e pediu para que o tempo voltasse, sem permissão de Zeus; elas nada puderam fazer.
(http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/imagens/hades2.jpg)Hades
 Hades convenceu o irmão a ressuscitar Pandora e devido aos seus argumentos  Zeus  ressuscitou-a, dando-lhe a divindade que ela sempre desejara.
 Assim, Pandora tornou-se a deusa da ressurreição.
 Para um espírito ressuscitar Pandora entrega-lhe uma tarefa; Se o espírito a cumprir ele ressuscita. Pandora com ódio de Zeus por ele a ter tornado uma deusa sem importância, entrega aos espíritos somente tarefas impossíveis. Assim nenhum espírito conseguiu e nem conseguirá ressuscitar.

(http://mitologiagregacemi.files.wordpress.com/2010/06/zeus-greek-mythology-687267_1024_768.jpg)Zeus
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: MAROCHA em 01 de Novembro de 2010, 21:06
Oi Helena ! Caixa de Pandora um dos mais belos episódios da mitologia Grega ! ABRAÇO




(http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/01/11_1329-pandora1.jpg)euses destronada por Zeus. O gigante sabia que na terra estava " adormecida" a semente dos céus. Por isso, apanhou um bocado de argila e molhou-a com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o homem à semelhança dos deuses para que este fosse o senhor da terra.
 Escolheu das almas dos animais as características boas e más, animando sua " criatura". Atena, deusa da sabedoria, admirou a criação do filho dos titãs e insuflou naquela imagem de argila o espírito, o sopro divino. Foi assim que surgiram os primeiros seres humanos que de imediato povoaram a terra.
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:q5HKn7yphztbnM:http://www.mitologia.templodeapolo.net/imagens/cosmogonia_atena_homem.jpg&t=1)Atena inserinfo alma
Mas faltava-lhes o conhecimento sobre os assuntos da terra e do céu.
Vagueavam sem conhecer a arte da construção, da agricultura, da filosofia. Não sabiam caçar ou pescar e nada sabiam da sua origem divina.
 Prometeu aproximou-se e ensinou-lhes todos esses segredos. Inventou o arado para que o homem plantasse, a cunhagem das moedas para que houvesse o comércio, a escrita e a mineração. Ensinou-lhes a arte da profecia e da astronomia; enfim, todas as artes necessárias ao desenvolvimento da humanidade. Ainda lhes faltava um último dom para que se pudessem manter vivos: o fogo.
 Este dom, entretanto, havia sido negado à humanidade pelo grande Zeus. Porém, Prometeu " amigo dos homens" roubou uma centelha do fogo celeste e trouxe-a para a terra, reanimando os homens. Este fogo dava à humanidade a possibilidade de dominar o mundo e os seus habitantes.
 Ao descobrir o roubo, Zeus irritou-se pois verificou que a sua vontade fora contrariada e decidiu punir tanto o ladrão quanto os beneficiados.
 Por isso, tramou no Olimpo a sua vingança. Mandou que Hefaístos fizesse uma estátua de uma linda donzela e, chamou-a de Pandora - "a que possui todos os dons", que seria enviada como presente a Epimeteu, irmão de Prometeu e, para a tornar perfeita fez com que cada um  dos deuses oferecesse à donzela um dom.
Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música; outros deuses outros encantos acrescentaram na criatura.
(http://www.filosofix.com.br/blogramiro/imagens/hermes1.jpg)Hermes
 Zeus pediu ainda que cada imortal reservasse um malefício para a humanidade. Esses presentes maléficos foram guardados numa caixa, que a donzela levava nas mãos.
Zeus enviou então  Pandora que desceu à terra conduzida por Hermes e aproximou-se de Epimeteu - "o que pensa depois", o irmão de Prometeu -  o qual, esquecendo-se da recomendação do  seu irmão de que nunca recebesse um presente de Zeus, aceitou-o e, quando Pandora abriu diante dele  a tampa do presente   a humanidade que até aquele momento habitava  um mundo sem doenças ou sofrimentos viu-se assaltada por inúmeros malefícios que atormentam os homens até aos dias de hoje.
 Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente antes que o único benefício que havia nela escapasse: a esperança. Zeus dirigiu então a sua fúria contra o próprio Prometeu, mandando que Hefaístos e os seus serviçais Crato e Bia (o poder e a violência) acorrentassem o titã a um despenhadeiro do monte Cáucaso.
Mandou ainda uma águia para devorar diariamente o seu fígado que, por ser ele um titã,  regenerava-se sempre.
 O seu sofrimento prolongou-se por inúmeras eras, até que Hércules passou por ali e viu o sofrimento do gigante.
Abateu a gigantesca águia com uma flecha certeira e libertou o prisioneiro das suas correntes.
 Entretanto, para que Zeus tivesse a sua vontade cumprida, o gigante passou a usar um anel com uma pedra retirada do monte.
(http://bp1.blogger.com/_00XsDo1kd7w/SDV2WeaF4CI/AAAAAAAACJo/W7D6kV_zn6Q/s400/prometeu00%5B1%5D.JPG) Prometeu
Assim, Zeus poderia sempre afirmar que Prometeu mantinha-se preso ao Cáucaso.

Pandora é a deusa da ressurreição. Ela por não nascer como a divindade é conhecida como uma semi-deusa.

Pandora era uma humana ligada a Hades. Sua ambição em  tornar-se a deusa do Olimpo e esposa de Zeus fez com que ela abrisse a caixa divina. Zeus para castiga-la tirou-lhe a vida. Hades com interesse nas ambições de Pandora, procurou as pacas (dominadoras do tempo) e pediu para que o tempo voltasse, sem permissão de Zeus; elas nada puderam fazer.
(http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/imagens/hades2.jpg)Hades
 Hades convenceu o irmão a ressuscitar Pandora e devido aos seus argumentos  Zeus  ressuscitou-a, dando-lhe a divindade que ela sempre desejara.
 Assim, Pandora tornou-se a deusa da ressurreição.
 Para um espírito ressuscitar Pandora entrega-lhe uma tarefa; Se o espírito a cumprir ele ressuscita. Pandora com ódio de Zeus por ele a ter tornado uma deusa sem importância, entrega aos espíritos somente tarefas impossíveis. Assim nenhum espírito conseguiu e nem conseguirá ressuscitar. [/b]
(http://mitologiagregacemi.files.wordpress.com/2010/06/zeus-greek-mythology-687267_1024_768.jpg)Zeus
[/quote]
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: MAROCHA em 01 de Novembro de 2010, 21:55
Oi Helena ! Caixa de Pandora um dos mais belos episódios da mitologia Grega ! ABRAÇO




(http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/01/11_1329-pandora1.jpg)euses destronada por Zeus. O gigante sabia que na terra estava " adormecida" a semente dos céus. Por isso, apanhou um bocado de argila e molhou-a com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o homem à semelhança dos deuses para que este fosse o senhor da terra.
 Escolheu das almas dos animais as características boas e más, animando sua " criatura". Atena, deusa da sabedoria, admirou a criação do filho dos titãs e insuflou naquela imagem de argila o espírito, o sopro divino. Foi assim que surgiram os primeiros seres humanos que de imediato povoaram a terra.
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:q5HKn7yphztbnM:http://www.mitologia.templodeapolo.net/imagens/cosmogonia_atena_homem.jpg&t=1)Atena inserinfo alma
Mas faltava-lhes o conhecimento sobre os assuntos da terra e do céu.
Vagueavam sem conhecer a arte da construção, da agricultura, da filosofia. Não sabiam caçar ou pescar e nada sabiam da sua origem divina.
 Prometeu aproximou-se e ensinou-lhes todos esses segredos. Inventou o arado para que o homem plantasse, a cunhagem das moedas para que houvesse o comércio, a escrita e a mineração. Ensinou-lhes a arte da profecia e da astronomia; enfim, todas as artes necessárias ao desenvolvimento da humanidade. Ainda lhes faltava um último dom para que se pudessem manter vivos: o fogo.
 Este dom, entretanto, havia sido negado à humanidade pelo grande Zeus. Porém, Prometeu " amigo dos homens" roubou uma centelha do fogo celeste e trouxe-a para a terra, reanimando os homens. Este fogo dava à humanidade a possibilidade de dominar o mundo e os seus habitantes.
 Ao descobrir o roubo, Zeus irritou-se pois verificou que a sua vontade fora contrariada e decidiu punir tanto o ladrão quanto os beneficiados.
 Por isso, tramou no Olimpo a sua vingança. Mandou que Hefaístos fizesse uma estátua de uma linda donzela e, chamou-a de Pandora - "a que possui todos os dons", que seria enviada como presente a Epimeteu, irmão de Prometeu e, para a tornar perfeita fez com que cada um  dos deuses oferecesse à donzela um dom.
Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música; outros deuses outros encantos acrescentaram na criatura.
(http://www.filosofix.com.br/blogramiro/imagens/hermes1.jpg)Hermes
 Zeus pediu ainda que cada imortal reservasse um malefício para a humanidade. Esses presentes maléficos foram guardados numa caixa, que a donzela levava nas mãos.
Zeus enviou então  Pandora que desceu à terra conduzida por Hermes e aproximou-se de Epimeteu - "o que pensa depois", o irmão de Prometeu -  o qual, esquecendo-se da recomendação do  seu irmão de que nunca recebesse um presente de Zeus, aceitou-o e, quando Pandora abriu diante dele  a tampa do presente   a humanidade que até aquele momento habitava  um mundo sem doenças ou sofrimentos viu-se assaltada por inúmeros malefícios que atormentam os homens até aos dias de hoje.
 Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente antes que o único benefício que havia nela escapasse: a esperança. Zeus dirigiu então a sua fúria contra o próprio Prometeu, mandando que Hefaístos e os seus serviçais Crato e Bia (o poder e a violência) acorrentassem o titã a um despenhadeiro do monte Cáucaso.
Mandou ainda uma águia para devorar diariamente o seu fígado que, por ser ele um titã,  regenerava-se sempre.
 O seu sofrimento prolongou-se por inúmeras eras, até que Hércules passou por ali e viu o sofrimento do gigante.
Abateu a gigantesca águia com uma flecha certeira e libertou o prisioneiro das suas correntes.
 Entretanto, para que Zeus tivesse a sua vontade cumprida, o gigante passou a usar um anel com uma pedra retirada do monte.
(http://bp1.blogger.com/_00XsDo1kd7w/SDV2WeaF4CI/AAAAAAAACJo/W7D6kV_zn6Q/s400/prometeu00%5B1%5D.JPG) Prometeu
Assim, Zeus poderia sempre afirmar que Prometeu mantinha-se preso ao Cáucaso.

Pandora é a deusa da ressurreição. Ela por não nascer como a divindade é conhecida como uma semi-deusa.

Pandora era uma humana ligada a Hades. Sua ambição em  tornar-se a deusa do Olimpo e esposa de Zeus fez com que ela abrisse a caixa divina. Zeus para castiga-la tirou-lhe a vida. Hades com interesse nas ambições de Pandora, procurou as pacas (dominadoras do tempo) e pediu para que o tempo voltasse, sem permissão de Zeus; elas nada puderam fazer.
(http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/imagens/hades2.jpg)Hades
 Hades convenceu o irmão a ressuscitar Pandora e devido aos seus argumentos  Zeus  ressuscitou-a, dando-lhe a divindade que ela sempre desejara.
 Assim, Pandora tornou-se a deusa da ressurreição.
 Para um espírito ressuscitar Pandora entrega-lhe uma tarefa; Se o espírito a cumprir ele ressuscita. Pandora com ódio de Zeus por ele a ter tornado uma deusa sem importância, entrega aos espíritos somente tarefas impossíveis. Assim nenhum espírito conseguiu e nem conseguirá ressuscitar. [/b]
(http://mitologiagregacemi.files.wordpress.com/2010/06/zeus-greek-mythology-687267_1024_768.jpg)Zeus
[/quote]
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Novembro de 2010, 20:49
Oi, Marocha!! Obrigada pelo feedback, amigo!!
Bjs,
Helena
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(http://www.cervantesvirtual.com/bib_autor/calderon/graf/faetonp.jpg)


 Faetonte, filho do Sol


Hélio  era considerado o Sol divinizado e era representado como um jovem coroado de raios solares. Hélio regia o ciclo das estações e a produtividade do solo antes de ser assimilado pelo deus Apolo. Da união de Hélio com Clímene nasceram Faetonte e as helíades (Mérope, Hélie, Febe, Etéria, Dioxipe e Lapécia).

O mortal Faetonte foi criado pela mãe e não sabia quem era seu pai até o início da adolescência, quando a mãe contou. O rapaz procurou o pai e ficou deslumbrado com o palácio claro e brilhante de Hélio.

Faetonte quis uma confirmação da paternidade e Hélio disse que ele poderia pedir o que quisesse. Ele pediu para reger o Carro do Sol, que era usado para percorrer o céu durante o dia e derramar a luz no mundo.

Faetonte desejou algo que nem o imortal Zeus fizera. Hélio se arrependeu do juramento, pois sabia que a tarefa não era fácil e ele mesmo enfrentava dificuldades. Era preciso ter firmeza na estrada aérea, lá também havia monstros e perigos, como as tesouras do Escorpião.

Mas era o que Faetonte queria e nenhuma palavra o fez desistir. Logo cedo ele se preparou para realizar a tarefa, ouvindo ainda os clamores do pai para não usar chicote e segurar os animais nas rédeas. Mais que tudo, o pai dizia que não podia ir rasteiro na terra, nem levantar vôo no céu, senão incendiaria o tudo. O conselho final foi “Voa no meio e correrás seguro ”.

“In medio est vistus”, a virtude está no meio, dizia um provérbio latino. Caminho do Meio é uma expressão usada desde os antigos, e sugere evitar caminhos extremos. Os gregos ensinavam a prudência e a moderação como um estado de espírito saudável (Sophrosyne). O oposto dessa virtude era o orgulho, a violência (hybris). Nada em excesso, recomendavam os mestres ao contar histórias de homens e heróis castigados pelos deuses por conta de seus excessos.

Assim foi com Faetonte, que não demorou a perder o controle. Os corcéis dispararam e logo alastrou um incêndio por florestas e cidades. A Terra, mãe de tudo, pediu ajuda a Zeus, pai dos deuses e dos homens, que cuidava da ordem do mundo. Do alto do Olimpo, Zeus acertou Faetonte com seu raio. O jovem morreu no próprio fogo que provocara. O dolorido pai deixou por um dia a terra em trevas, iluminada apenas com o clarão das labaredas.

Entre as interpretações desse mito, muitos dizem que o erro de Faetonte foi não perceber sua força limitada. O filho mortal quis se igualar à divindade, se fazendo de deus. Seu excesso de vaidade fez dele sua própria vítima.


Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Dezembro de 2010, 21:06
Lenda de Eco

Eco foi personagem principal de numerosas lendas que tinham como objectivo explicar a origem do eco.

Eco era uma ninfa, reconhecida pelo seu encanto, juventude e beleza, que vivia nas montanhas e nas grutas. Foi uma das ninfas que acompanhou a deusa Hera quando esta se casou com Zeus.

 Eco tinha a tarefa de distrair a atenção de Hera, com conversas e cantos, sempre que Zeus se ausentava nas suas aventuras amorosas com deusas e mortais.

Quando Hera descobriu a artimanha, castigou Eco, retirando-lhe a voz e fazendo-a repetir sempre a última sílaba das palavras que eram faladas na sua presença.
A ninfa Eco ficou conhecida como "aquela que não sabe falar em primeiro lugar, que não pode calar-se quando se fala com ela, que repete apenas os últimos sons da voz que lhe chega" (Ovídio, Metamorfoses).

(http://2.bp.blogspot.com/_GJBmtc7-vY8/R_BQrCF37gI/AAAAAAAAAvc/xdqWSD5MxBY/s400/eco-narcis%5B1%5D.jpg)Eco e Narciso

Pouco tempo depois, Eco apaixonou-se por Narciso, mas impossibilitada de lhe confessar o seu amor e ignorada por ele, refugiou-se nas cavernas, onde morreu de desgosto e onde ainda hoje se consegue ouvir o eco da sua voz.

(http://1.bp.blogspot.com/_f2D1DOd0UmU/S224wPrVADI/AAAAAAAABDw/ub0Rop6lXPY/s400/narccisus_5.jpg)Narciso

Quanto a Narciso, este foi castigado pelos deuses por ter recusado Eco. Condenado a apaixonar-se pela sua própria imagem, Narciso morreu a olhar para o rosto reflectido nas águas de um lago.

Outra lenda conta ainda que a morte de Eco foi causada pelo deus Pã a quem ela recusou o amor.

Pã mandou que os pastores matassem Eco, a desfizessem em bocados e que os espalhassem pelo mundo inteiro.

Gaia, a deusa da terra, recebeu os pedaços e guardou a sua voz e o seu talento de repetir qualquer som.




Como referenciar este artigo:
Lenda de Eco. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-12-17].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$lenda-de-eco>.

Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: MAROCHA em 17 de Dezembro de 2010, 21:21
Oi Helena, achei fantástico colocares algo sobre a Mitologia Grega ! Adoro tudo mas a lenda
 de Eco a bela  ninfa é linda pois também fala do Narciso que constitue outra incrível lenda !
 Valeu mesmo Helena ! Obrigado !
  Abraços.
                   Marocha
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Dezembro de 2010, 21:25
Oi, Marocha!! Obrigada pelo retorno!!
Que bom que vc gostou!! Fico feliz. :D
Também adoro mitologia... rs ;) :D
Carinhos,
Helena
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PENÉLOPE

(http://www.brasilescola.com/upload/e/Penelope.jpg)

          Para os mitólogos, em geral, "Penélope (ganso selvagem), filha da ninfa Peribéia e de Icário, irmão de Tíndaro, rei de Esparta, foi, por sua beleza, pedida em casamento por muitos príncipes da Grécia e, para evitar discórdia, seu pai instituiu jogos a fim de que o vencedor pudesse desposá-la. Ulisses, pelos ardis, pela habilidade e pela força, foi o vencedor”.

(http://blogexperimental.blogs.sapo.pt/arquivo/penelope.jpg)

     Esposa de Ulisses e mãe de Telêmaco, ela ganhou fama como modelo de virtudes domésticas. Conta a lenda que durante a ausência do marido, Penélope foi pedida em casamento por diversos pretendentes, prometendo escolher um deles logo que concluísse a peça de bordado que estava tecendo. Acontece que todas as noites ela desfazia o trabalho realizado durante o dia, adiando dessa maneira, indefinidamente, a decisão que os candidatos à sua mão aguardavam ansiosos. E se assim procedia era porque, quando seu esposo partiu para a guerra de Tróia, confiou-lhe a guarda do reino da Ítaca, pedindo-lhe que caso não retornasse, ela não se casasse enquanto Telêmaco fosse jovem.

     Uma das versões a respeito dessa lenda revela que a longa ausência de Ulisses (ou Odisseu) encorajou grande número de pretendentes que assediavam Penélope, mas durante três anos ela conseguiu se esquivar utilizando o ardil já mencionado. Porém, os pretendentes descobriram o que ela fazia, ficaram furiosos e se instalaram no palácio real, passando a maltratá-la e ao filho, e a dilapidar os bens do casal. Embora contrário ao novo casamento da mãe, Telêmaco desejava pôr termo ao assédio dos candidatos, e por isso a pressionava para escolher um marido. Nesse meio tempo Ulisses retornara disfarçado em mendigo, e quando Penélope lhe pediu um conselho, supondo-o estrangeiro, Ulisses aconselhou-a a estabelecer uma disputa de arco e flecha entre os candidatos, só desposando aquele que utilizando a arma de seu marido, conseguisse atingir doze orifícios feitos nos cabos de doze machados. Nenhum deles realizou a façanha, mas Ulisses, se apresentando ainda como mendigo, cumpriu a condição, e identificando-se depois, matou os pretendentes.

          Uma outra explicação altera alguns detalhes dessa narrativa mitológica, atribuindo ao pai a insistente sugestão de que sua filha se casasse novamente. Para não magoá-lo, ela se valeu do recurso de alegar que somente o faria após terminar uma colcha que estava bordando, e permaneceu nesse faz e desfaz até o dia em que o seu embuste foi descoberto e denunciado por uma escrava, quando, então, não lhe restou outro recurso senão aceitar a imposição paterna impondo, porém, que somente consentiria em casar-se com quem conseguindo disparar uma flecha com o pesado arco do seu marido, acertasse o alvo escolhido. Ninguém foi capaz de fazê-lo, até o dia em que um mendigo realizou a façanha: na mesma hora Penélope reconheceu seu amado marido Ulisses.

          Embora mencionada como grande exemplo de fidelidade conjugal, uma tradição obscura atribui-lhe a maternidade de Pã, nascido de sua união com Hermes ou com um dos os seus pretendentes. Segundo uma versão, Ulisses foi morto por Telégono, filho que tivera com Circe. Depois, Penélope esposou o assassino de seu marido e em companhia de Telêmaco, foi para a ilha de Circe, onde seu filho ter-se-ia casado com a maga. Tempos depois os quatro teriam partido para a ilha dos Bem-Aventurados, que a mitologia grega descreve vagamente como o local situado no extremo oeste do rio Oceanos, para onde os deuses enviavam seus escolhidos, após a morte terrena, a fim de que eles desfrutassem de uma nova vida, perfeita e agradável. Na época clássica falava-se do Elísion (Campos Elíseos), um prado aprazível e de grande beleza situado igualmente na margem ocidental do Rio Oceanos, mas em versões tardias das lendas, situava-se o Elision no Hades, o mundo subterrâneo dos mortos. Aparentemente, é essa a origem do conceito de "Céu" dos cristãos e muçulmanos

          Entretanto, outros relatos sugerem que Penélope, depois da morte de Ulisses, foi residir em Esparta, terminando seus dias em Mantinéia, na região da Arcádia, sul da Grécia.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN
Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2006
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: MAROCHA em 17 de Dezembro de 2010, 21:40
Penélope então M a r a v i l h o s a !!  A mitologia universal é algo muito belo, mas especialmente

  a grega  é insuperável ! Helena ao falares de Penélope me vem  Troia, Ulisses, Telémaco

   etc etc  Muito lindo Helena ! 

     Marocha
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Fevereiro de 2011, 00:18
Olá, Marocha!
Nossa! é sempre bom tê-lo por perto, amigo!
Carinhos,
Helena
(http://www.orkut.gmodules.com/gadgets/proxy?refresh=86400&container=orkut&gadgets=http%3A%2F%2Forkut.com%2Fimg.xml&url=http%3A%2F%2Fwww.senado.gov.br%2Fportaldoservidor%2Fjornal%2Fjornal121%2FImagens%2Fpomba%2520da%2520paz.gif)
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Lenda do Minotauro


(http://3.bp.blogspot.com/_25B0f39SFaU/ScVb4KGDZkI/AAAAAAAAAEU/WfWOcPJAAZk/s400/minotauro.jpg)


Uma terrível história, ou melhor, lenda, ainda hoje deixa os moradores da ilha de Creta, com muito medo. Trata-se do Minotauro, uma criatura estranha que habitou os labirintos do palácio do tirano Rei Minos.
A criatura, dizem que por séculos,  deixou os habitantes da ilha em pavor absoluto.

Ainda hoje a história de um terrível monstro que habitara há milênios no mundo grego, deixa as pessoas impressionadas. A lenda conta que, jovens atinienses eram encaminhados para a ilha de Creta, lá eram oferecidos ao terrível monstro.

Certa vez um desses jovens sobressaiu-se e destruiu o tal monstro. Era Teseu, que amarrou o barbante no início dos corredores sombrios e inóspitos, podendo assim guiar-se nas úmidas e tenebrosas passagens.
Quando encontrou o monstro, lutou bravamente, inferindo-lhe então uma fulminante punhalada que levou a criatura à morte. Com isso,o rei Minos foi derrubado do trono e Teseu ficou conhecido como herói em todo o mundo grego.

Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Fevereiro de 2011, 00:26
Netuno ou Poseidon

(http://www.deviantart.com/download/109533615/POSEIDON_by_Grafik.jpg)

Quem era, história e representação na mitologia grega

Na mitologia grega, Poseidon era o deus dos mares. Representado como um homem forte, com barbas e segurando sempre um tridente. Era filho do titã Cronos e Rea, irmão de Zeus (deus dos deuses) e de Hades (deus das almas dos mortos, do subterrâneo).

De acordo com a mitologia grega, Poseidon teve várias amantes e com elas vários filhos como, por exemplo, o gigante Órion e o ciclope Polifemo.

Poseidon aparece em vários mitos da Grécia Antiga. Num deles, disputou com a deusa Atena o controle da cidade-estado de Atenas, porém saiu derrotado. Num outro mito ajudou os gregos na Guerra de Tróia. Fez isto para se vingar do rei de Tróia que não havia lhe pagado pela construção do muro na cidade.

Na mitologia romana, Poseidon é conhecido como Netuno.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Fevereiro de 2011, 00:31
O Oráculo de Delfos

(http://www.suapesquisa.com/o_que_e/oraculo_delfos.jpg)

Definição

O Oráculo de Delfos foi um grande local sagrado da Grécia Antiga, dedicado ao deus Apolo (deus da luz, sol, profecia e verdade).

Ele se localizava no pé do Monte Parnaso (região central da Grécia). No centro do oráculo havia um grande templo em homenagem ao deus Apolo.

Os gregos recorriam ao oráculo para perguntar aos deuses sobre problemas cotidianos, questões de guerra, vida sentimental, previsões de tempo, etc. Os gregos acreditavam que os deuses ficavam neste oráculo, junto com ninfas e musas, orientando as pessoas.

O Oráculo de Delfos tornou-se, na antiguidade clássica, um dos mais importantes centros religiosos da Grécia Antiga. Hoje, suas ruínas atraem muitos turistas do mundo todo.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Fevereiro de 2011, 21:35
ZÉFIRO


(http://4.bp.blogspot.com/_BAml_VRZWzA/SrmJPnJubjI/AAAAAAAABkE/E0_HYORymcg/s400/nascimento+de+venus+zefiro.jpg)Zéfiro carregando Vênus


Apresentado algumas vezes como marido de Íris, a mensageira dos deuses e personificação do arco-íris, Zéfiro representava o vento ocidental, considerado pelos poetas como o mais ameno e suave dos ventos. Os romanos o identificavam com Favônio, a brisa suave do oeste, considerada auspiciosa por trazer a primavera e o renascimento da vegetação.

Os ventos eram divindades masculinas, e segundo alguns, descendiam de Astreu (o estrelado), filho do titã Créos e de Euríbia, uma deusa menor do mar; para outros, no entanto, seus pais foram Céu (Urano) e Terra (Gaia). Os atenienses dedicaram a eles um templo octogonal tendo em cada ângulo a figura de um dos ventos correspondendo aos pontos de onde respectivamente sopram: Setentrião (norte); Aquilão (nordeste); Coro (noroeste): Zéfiro (oeste); Austro (sul). Áfrico (sudoeste); Solano (sudeste); e Euro (leste). Os romanos reconheciam apenas quatro ventos principais: o Euro, o Boreal, o Noto, ou Austro, e os Zéfiros.

São muitas as passagens mitológicas em que Zéfiro é citado. Como na do nascimento de Afrodite (Vênus), deusa do amor e da beleza, em que uma versão a dá como saída da espuma do mar, tendo sido recolhida por Zéfiro que a levou sobre as ondas até a ilha de Chipre, onde foi cuidada pelas Estações e depois levada à assembléia dos deuses. Ou quando da morte de Jacinto, atingido por um disco atirado por Apolo, e da qual o mitólogo e escritor Thomas Bulfinch, falecido em 1867, dá a seguinte descrição: “Enquanto Apolo falava, o sangue que escorrera para o chão e manchara a erva, deixou de ser sangue; uma flor de colorido mais belo que a púrpura tíria nasceu, semelhante ao lírio, com a diferença de que é roxo, ao passo que o lírio é de uma brancura argêntea. E isso não foi o bastante para Febo (Apolo). Para conferir ainda maior honra, deixou seu pesar marcado nas pétalas, e nelas escreveu ‘Ai! Ai!’, como até hoje se vê. A flor tem o nome de jacinto, e sempre que a primavera volta, revive a memória do jovem e lembra o seu destino”. Diz a lenda que Zéfiro (o vento oeste), que também amava Jacinto e tinha ciúme da preferência de Apolo, desviou o disco do seu rumo para fazê-lo atingir o jovem.

Em Endimião, do poeta inglês John Keats (1795 - 1821), é feita uma alusão a essa passagem mitológica quando os espectadores do jogo de argolas são descritos da seguinte forma:

Contemplam os jogadores dos dois lados
Lembrando, ao mesmo tempo,
A sorte de Jacinto, quando o sopro
De Zéfiro o matou;
De Zéfiro que agora, penitente,
Quando Febo se eleva no céu,
As pétalas da florzinha beija.

Outro poeta inglês a incluir a ligação amorosa de Zéfiro e Flora nos seus versos, foi John Milton (1608 -1674), em Paraíso Perdido, quando descreveu Adão, desperto, contemplando Eva, ainda adormecida:

... Erguendo-se de lado,
Inclinando-se um pouco, contemplou-a:
Desperta ou adormecida, a companheira
Pela sua beleza o dominava.
E chamou-a, então, com voz suave,
Como a de Zéfiro, quando Flora chama,
Tocando-lhe de leve, diz? “Acorda,
Minha esposa gentil, do Paraíso
Dom precioso, cada vez mais belo”.

Zéfiro é o vento do Ocidente que com seu sopro ao mesmo tempo suave e poderoso não só refrescava os climas quentes da Grécia e Roma, mas também trazia vida à natureza. Os romanos diziam-no casado com Flora, a deusa romana que encarna toda a natureza e cujo nome se converteu na designação de todo o reino vegetal. Porém, alguns autores sugerem que a mulher de Zéfiro poderia ser outra, a prostituta Flora, do tempo de Anco Márcio, quarto rei de Roma (provavelmente 640-616 a.C.), surgindo daí a origem do termo deflorar. Acreditava-se também, nessa época, que os ventos podiam assumir forma de cavalo e gerar filhos, e por isso era dada a Zéfiro a paternidade de Xantos e Bálios, dois cavalos imortais, capazes de falar

Na ilustração,a união entre Flora, a deusa romana da floração, e Zéfiro, o vento oeste.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

   Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: MAROCHA em 18 de Fevereiro de 2011, 22:43
 "Meu Brasil brasileiro"... Adorei Helena... Lendas genuinamentes brasileiras ! Lindas!

  É o canto e encanto desse nosso maravilhoso Brasil, Helena ! Sua ideia é louvável e

   transbordante de brasilidade !

   Abraços !

 Marocha
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: Anton Kiudero em 19 de Fevereiro de 2011, 01:02
Lenda é o nome que damos a algo, alguem ou algum evento ocorrido em outra cultura e que não conseguimos compreender com os elementos mentais e culturais correntes... Então será que existem verdadeiramente lendas?  Talvez sim e talvez não...

Muitos personagens lendarios existiram e em alguns casos ainda são atuantes mas poucos os percebem.
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: MAROCHA em 20 de Fevereiro de 2011, 16:17
Helena o Oráculo de Delfos... até hoje em tom de brincadeira as pessoas quando  com

 dúvidas, dizem vou consultar o Oráculo de Delfos rs rs.. Nas histórias lindas daquelas épocas

  todos iam consultar os deuses , e as oferendas eram maiores quanto maiores os problemas.

   A mitologia universal, principalmente a grega é uma inesgotável e fecunda fonte de

   maravilhosas histórias !

              Abraços Helena

      Marocha
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Julho de 2011, 13:24
(http://1.bp.blogspot.com/_9ydCw2_4Ar0/S_KgoD1odCI/AAAAAAAABso/MS9Dom3huSE/s1600/Tamba.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQi7NvS_4VYwTsYXrA-7TsY_K3CCGK5wpOlplDaJqT1QyVl5xZt_g&t=1)

Tambatajá e Moxupi

vieram a este mundo que habitamos, no mesmo instante, da mesma hora e do mesmo dia de uma primavera florida. Nasceram na mesma taba, mas em malocas diferentes.
Ao nascer, não choraram mas sorriram. Ambos sorveram o mesmo leite materno das duas genitoras e ambos cresceram juntos como dois maninhos extremamente amados,
comendo do mesmo pirão, das mesmas frutas e das mesmas iguarias que serviam de alimento para pessoas grandes.
Tambatajá cresceu e ficou grande mas Moxupi continuou pequenininha, sorridente e bela, como uma linda flor que desabrochava para a vida.
Tambatajá tornou-se um grande guerreiro e com o andar do tempo apaixonou-se por Moxupi.
Linda e pequenina, Moxupi era, contudo, muito frágil, tão delicada, que precisava estar sempre protegida.
Unindo-se a ela, Tambatajá decidiu carregá-la nos ombros, mesmo quando saía para caçar ou pescar, amarrada com cipós.
Se o sol era forte, ele a protegia com seu corpo. Mesmo assim, um dia , Moxupi não resistiu e morreu.
Desesperado, Tambatajá exigiu, que fosse enterrado, ainda vivo, junto com sua amada.
E assim foi feito. Algum tempo depois, após as chuvas, os companheiros de Tambatajá observaram que duas plantas nasciam no lugar aonde os dois corpos jaziam.
Uma delas, de folhas largas, bem verdes e resistentes, cobriam a outra, de flores extremamente delicadas.
Até hoje, Tambatajá e Moxupi são plantas conhecidas na Amazônia.
Quando o sol se movimenta, as folhas do Tambatajá o acompanham e só assim a flor da Moxupi pode viver.

(http://2.bp.blogspot.com/-WECaYWjXnRc/Tbn1R7azPEI/AAAAAAAAQD8/UQqU8GZDImw/s400/0011+-+tambataja1.jpg)

FAFÁ DE BELÉM - TAMBA TAJÁ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU1mV3VDRUdrcnBvI3dz)
Título: Re: LENDAS ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2011, 16:13
Lendas Sufi...

(http://marsybil.files.wordpress.com/2009/04/http-userscjbnet-sufipath-sufi.jpg?w=447&h=288)


O turbante de Nasrudin

Nasrudin apareceu na corte com um magnífico turbante, pedindo dinheiro para caridade.

- você veio me pedir dinheiro, e está usando um ornamento muito caro na cabeça. Quanto custou esta peça extraordinária? - perguntou o soberano.

- Quinhentas moedas de ouro - respondeu o sábio sufi.

O ministro sussurrou: “É mentira. Nenhum turbante custa esta fortuna”.

Nasrudin insistiu:
- Não vim aqui só para pedir, vim também para negociar. Paguei tanto dinheiro pelo turbante, porque sabia que, em todo o mundo, apenas um soberano seria capaz de
compra-lo por seiscentas moedas, para que eu pudesse dar o lucro aos pobres.
O sultão, lisonjeado, pagou o que Nasrudin pedia.

Na saída, o sábio comentou com o ministro:

- Você pode conhecer muito bem o valor de um turbante, mas sou eu quem conhece até onde a vaidade pode levar um homem.

Igual ao casamento Nasrudin passou o outono inteiro semeando e preparando seu jardim. As flores se abriram na primavera - e Nasrudin reparou alguns dentes-de-leão, que não havia plantado. Nasrudin arrancou-os. Mas o pólen já estava  espalhado, e outros tornaram a crescer. Ele procurou um veneno que atingisse apenas os dentes-de-leão.
 Um técnico disse-lhe que qualquer veneno ia terminar matando as outras flores. Desesperado, pediu ajuda a um jardineiro.

- É igual ao casamento - comentou o jardineiro. -
Junto com coisas boas, terminam sempre vindo algumas poucas inconveniências.
- Que faço? - insistiu Nasrudin.
- Nada. Mesmo sendo flores que você não planejou ter, fazem parte do jardim.


Aceitando a compaixão

- Como purificamos o mundo?- perguntou um discípulo.

Ibn al-Husayn respondeu:

- Havia um sheik em Damasco chamado Abu Musa al- Qumasi. Todos o honravam por causa de sua sabedoria, mas ninguém sabia se era um homem bom.

“Certa tarde, um defeito de construção fez com que desabasse a casa onde o sheik vivia com a sua mulher. Os vizinhos, desesperados, começaram a cavar as ruínas; em dado momento, conseguiram localizar a esposa do sheik.
"Ela disse: "Deixem-me. Salvem primeiro o meu marido, que estava sentado mais ou menos ali".

"Os vizinhos removeram os destroços no lugar indicado, e encontraram o sheik. Este disse:" Deixem-me. Salvem primeiro a minha mulher, que estava deitada mais ou
menos ali."
"Quando alguém age como agiu este casal, está purificando o mundo inteiro".



Reflexão


Do livro "O Caminho da Nobreza Sufi":

" Receba aquele que o procura, e não corra atrás de quem o rejeita: assim, você está criando um laço de harmonia com o seu semelhante."

"Um noviço não deve ser expulso por causa de suas faltas; ele está fazendo um esforço para melhorar, e isto deve ser apreciado e honrado por todos."

"Um estranho não deve ser aceito por causa de suas qualidades. Quando vemos alguém muito ansioso para mostrar como é bom e compreensivo, precisamos testa-lo com
severidade - porque ele pode ter perdido a humildade. Confie em sua primeira impressão, por mais absurda que pareça. "


.



 
 


   
 
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Julho de 2011, 00:19
MANEIRA DE DIZER AS COISAS
(http://2.bp.blogspot.com/_O6GCs1wsr6w/TC5JBSBg62I/AAAAAAAAGuc/IaObVA51L6Q/s200/reflexao.jpg)

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente! - gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.



Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:



- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada.


O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível ! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...

Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.

Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho.

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento.

Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas...
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Julho de 2011, 00:27

ESCREVER NA AREIA

(http://images.anissima36.multiply.com/image/1/photos/upload/300x300/SE02FgoKCEEAAF6YDBs1/areia.jpg?et=tm3JfEveDI0JF5cNqwFNQA&nmid=0&nmid=61577805)

 Dois grandes mercadores árabes, de nomes Amir e Farid, eram muito amigos e sempre que faziam suas viagens para um mercado onde vendiam suas mercadorias, iam juntos, cada qual com sua caravana, seus escravos e empregados.


Numa dessas viagens, ao passarem junto a um rio caudaloso, Farid resolveu banhar-se, pois fazia muito calor.
Em dado momento, distraindo-se, foi arrastado pela correnteza.

Amir, vendo que seu grande amigo corria risco de vida, atirou-se nas águas e, com inaudito esforço, conseguiu salvá-lo.


Após esse episódio, Farid chamou um de seus escravos e mandou que ele gravasse numa rocha ali existente, a seguinte frase:

"AQUI COM RISCO DE SUA PRÓPRIA VIDA, AMIR SALVOU SEU AMIGO FARID".

Ao retornarem, passaram pelo mesmo lugar, onde pararam para rápido repouso.
Enquanto conversavam, tiveram uma pequena discussão e Amir alterando-se esbofeteou Farid.
Este aproximou-se das margens do rio e, com uma varinha, assim escreveu na areia:

"AQUI, POR MOTIVOS FÚTEIS, AMIR ESBOFETEOU SEU AMIGO FARID".

O escravo que fora encarregado de escrever na pedra o agradecimento de Farid, perguntou-lhe:
- Meu senhor, quando fostes salvo, mandaste gravar aquele feito numa pedra e agora escreveis na areia o agravo recebido. Por que assim o fazeis?

Farid respondeu-lhe:

- Os atos de bondade, de amor e abnegação devem ser gravados na rocha para que todos aqueles que tiverem oportunidade de tomar conhecimento deles, procurem imitá-los e, além disso, para que esses atos não possam ser apagados com o tempo.

(http://presentepravoce.files.wordpress.com/2010/06/escrevendo-em-pedra.jpg)

Ao contrário, porém, quando recebemos uma ofensa, devemos escrevê-la na areia, próxima as águas para que desapareça, levada pela maré, a fim de que ninguém tome conhecimento dela e, acima de tudo para que qualquer mágoa desapareça prontamente no nosso coração...

Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Julho de 2011, 00:49
(http://3.bp.blogspot.com/_tdYUqeGPy1M/S67W3_v3tOI/AAAAAAAAAF4/ilUAfbrUPCE/s1600/Imagem2.jpg)


Lenda Sufi

Diz a lenda Sufi que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido
para construir a mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como a timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza, e assim a fez, entregando-a ao homem como sua companheira.
Após uma semana, o homem voltou e disse:
Senhor, a criatura que me deu faz minha vida infeliz. Ela fala sem parar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro
e, assim, minhas horas são desperdiçadas.
Ela chora por qualquer motivo, fica facilmente emburrada e, às vezes, perde muito tempo com bobagens. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.
Depois de uma semana, o homem voltou ao Criador e disse:
Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta!
Sempre penso nela, em como ela dançava, cantava.
Penso em como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se
achegava a mim. Ela era agradável de ver e de acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, gostaria que a devolvesse para o meu convívio.
Está bem!  disse o criador e a devolveu.
Mas três dias depois, o homem voltou e disse:
Senhor, eu não sei. Não consigo explicar, mas depois de toda a minha experiência como essa criatura cheguei à conclusão de que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe recebê-la de volta, de novo! Não consigo viver com ela!
O Criador respondeu:
Mas também não sabe viver sem ela.  E virou-se de costas para o homem e continuou Seu trabalho.
O homem, desesperado, disse:
Como é que vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela!
Aí arrematou o Criador:
Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto. Amor é um sentimento a ser aprendido. É tensão e satisfação.
É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor.

Isso é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor.
Este é o grande mistério do amor: Sua própria beleza é seu próprio fardo!
Em todo esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso que consideremos sempre, a doação e o sacrifício, que caminham lado a lado com a satisfação e a alegria.

Maktub (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTFWVmNlZzIxclE4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Julho de 2011, 15:58
A Lenda do Urutau

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Uma das mais belas lendas do folclore brasileiro é a do Urutau.
O Urutau é um pássaro solitário e de hábitos nocturnos que dificilmente se deixa ver.
Este pássaro habita na região norte e nordeste da Argentina, nas matas do Paraguai, no Norte do Uruguai e do Brasil, onde lhe são atribuídos vários nomes: Jurutaui na região amazónica; Ibijouguaçú entre os Tupis e Mãe-da-Lua entre os mineiros. Estas designações correspondem a diversas regiões linguísticas: à dos tupis e guaranis e à do idioma quichua.

Pousado na ponta de um galho seco, fitando a lua e estremecendo a calada da noite, emite um canto bruxuleante que mais parece um lamento humano. Tem uma cabeça chata, olhos grandes e muito vivos, a boca rasgada de tal forma que os seus ângulos alcançam a região posterior dos olhos. A sua cor parda em tons de canela com riscas transversais e escuras permite-lhe adaptar-se perfeitamente ao galho da árvore, passando completamente despercebida. Este seu disfarce associado a uma perfeita imobilidade protegem-na dos seus predadores e permitem-lhe caçar as suas presas (besouros e borboletas) com uma grande facilidade.
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O seu grito é, provavelmente, o mais pavoroso de quantos se conhecem no mundo das aves.

Em forma de "hu-hu-hu", que se faz ouvir após o anoitecer, procura, a solidão mais espessa dos bosques, de onde faz desprender a sua voz cheia de lamentos. Para muitos, a sua voz é semelhante ao clamoroso lamento de uma mulher que termina com amortecidos "ais". O seu canto provoca, portanto, espanto e piedade aos que possam ouvi-lo e é também fantasmagórico. "Meu filho foi, foi, foi" - interpreta o povo.

A par da voz queixosa e plangente, uma quase invisibilidade, confere-lhe o carácter de um ente misterioso. Muitos não o tomam por uma verdadeira ave, mas sim por um ser fantástico, inacessível à mão e aos olhos humanos. Já outros, porém, não duvidam de sua existência, mas consideram-no como um ente enigmático e superior, dotado de muitas qualidades fora das leis naturais, entre elas, o preservar das seduções e a pureza das jovens moças.

Conta-se que antigamente, matavam para esse fim uma dessas aves e tirava-se a pele que era, posteriormente, seca ao sol. Esta servia para os pais sentarem as suas filhas, nos três primeiros dias a partir do início da puberdade. No términus desse tempo, as jovens saíam "curadas", isto é, invulneráveis às tentações das paixões desonestas que as pudessem atrair. As qualidades sobrenaturais deste pássaro destacam-se nas crendices populares. As penas e a pele do urutau são para muitas pessoas bastante milagrosas. Assim, se para muitos o Urutau é, muitas vezes, associado a maus presságios, para outros e, segundo a mitologia Tupi-Guarani, trata-se de uma ave benfeitora (abençoada).

Conta a lenda que Nheambiú, uma bela moça, filha do Tuxaua da nação Guarani, se apaixonou profundamente por um bravo guerreiro Tupi chamado Cuimbaé, que havia sido feito prisioneiro pelos Guaranis.

Nheambiú pediu aos seus pais que consentissem no seu casamento com Cuimbaé. Porém, esse e os posteriores pedidos foram terminantemente negados, com a alegação de que Cuimbaé era um Tupi, ou seja, um inimigo mortal dos Guaranis.

Não suportando mais o sofrimento, Nheambiú desapareceu da Taba, causando um enorme alvoroço.

O velho cacique mobilizou então todos os seus guerreiros para que procurassem, por todo o lado, a sua preciosa filha.
Após uma longa busca, a jovem foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, como uma estátua de pedra. Ao vê-la, o pai sacudiu-a, mas ela não deu nenhum sinal de vida.

Então, o seu pai mandou chamar o feiticeiro da tribo, que a examinou dizendo o seguinte ao cacique: - Nheambiú perdeu a fala para sempre; só uma grande dor poderá fazer Nheambiú voltar ao que era.

Então começaram por informar a jovem índia de todas as notícias mais tristes possíveis: a morte do seu pai e a de todos os seus amigos.

No entanto, nada surtiu efeito. A jovem continuou inabalável e intacta.
Então o pajé da tribo aproximou-se e disse: - Cuimbaé acaba de ser morto.
Nesse mesmo instante, o corpo da jovem moça estremeceu todo e ela, soltando repetidos lamentos acabando por desaparecer da mata.

Todos os que ali se encontravam, cheios de dor, acabaram transformados em árvores secas, enquanto Nheambiú se transformou num Urutau ficando a voar, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda do seu grande amor.
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Dizem que foi dessa lenda que se originaram algumas superstições populares relativamente ao Urutau.

Uma dessas lendas, fala-nos de Jouma, um cacique dos Mocovies (Guaranis) que , surpreende a Marramac, nos braços de um estrangeiro e o mata com flechas. Porém, perde posteriormente a razão e transforma-se num Urutau.

Segundo uma outra versão, o Urutau é um menino, órfão de pai e mãe, que passa a vida muito triste, chorando a perda dos seus progenitores. Fita o Sol e a Lua e, quando os astros desaparecem, não faz mais do que lamentar-se.

Contava uma lenda também, que o urutau foi uma pessoa que não quis visitar o Menino Jesus, e por isso hoje chora arrependido de Novembro a Janeiro.
Outra lenda diz que "carta de amor escrita com pena de Urutau tem sempre resposta favorável".

Já outra diz que a pele dessa ave preserva as donzelas dos deslizes e as protege contra os alheios de intenções menos honestas.

Devido à sua existência misteriosa, o Urutau além das lendas era objecto de práticas supersticiosas. Os Guaranis acreditavam que partindo-se as asas e as pernas do pássaro durante a noite, no dia seguinte ele amanhecia perfeito. Segundo algumas crendices indígenas, esta ave nocturna revestia-se de atribuições que são inerentes ao Cupido. As penas do Urutau eram eficazes talismãs de amor. Assim sendo, aquele que conduzir uma de suas penas, atrai a simpatia e o desejo do outro sexo; que se consegue qualquer pretensão com a escrita com uma de suas penas. Acreditava-se ainda, que as suas penas e as suas cinzas eram remédios contra doenças.

Há também quem diga que, na Amazónia, há o costume de varrer o chão, sob o véu das noivas, com as penas da cauda do Jurutauí (designação pela qual o Urutau é conhecido nesta região), a fim de se garantir para as futuras esposas todas as virtudes do mundo.
Outra das crenças mais curiosas no poder sobrenatural do Urutau é a que faz referências àsua posição face ao ciclo solar. Quando o sol nasce o pássaro volta a sua cabeça para ele e acompanha-o no seu percurso. Quando o astro caminha para o Poente, começa então a entoar o canto dolorido "U - ru - tau". Conta-se também que, Couto de Magalhães elevou o Urutau à categoria dos deuses, reservando-lhe o segundo lugar da sua teogonia Tupi. Todas essas considerações, entretanto, levam-nos a classificar o Urutau como um pássaro feérico (mágico), que existe por direito próprio. O Urutau é um pássaro que pertence à Ordem dos Caprimulgiformes, família dos Nyctibiidae. No Brasil, ocorrem as seguintes espécies: Nyctibius grandis (Urutau, Mãe-da-Lua Gigante); Nyctibius griseus (Urutau) e Nyctibius aethereus (Mãe-da-Lua Parda).
Veja também: (Clique aqui)
Crenças populares para atrair a boa sorte
As mais belas lendas do Brasil
Superstições: a sorte e o azar no mundo animal
Amuletos brasileiros
Fantasias e fantasmas
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 12 de Julho de 2011, 17:54
A Lenda de Ulisses

(http://4.bp.blogspot.com/-QKM4OLM5C54/TZ4F8E_kloI/AAAAAAAAABU/xxN82Ke5idk/s1600/Ulisses%255B1%255D.jpg)

Ulisses (também chamado de Odisseu) sabia antes de ir a Tróia que decorreriam vinte anos para o seu retorno à sua ilha rochosa de Ítaca, seu filho Telêmaco e sua esposa Penélope. Permaneceu em Tróia por dez anos e por outros dez singrou os oceanos, naufragou, acabando por ficar desprovido de todos os seus companheiros, freqüentemente com a vida por um fio, até que no vigésimo ano chegou mais uma vez às praias de sua ilha natal.


O Ciclope


(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0e/Polyphemus.gif/220px-Polyphemus.gif)

Ao deixar Tróia, Ulisses e seus companheiros primeiramente encontraram os Cicônios, cuja cidade eles saquearam, mas em cujas mãos sofreram pesadas baixas. Estiveram em perigo de perder mais elementos para os Comedores de Loto, hedonistas que nada faziam além de ficarem sentados e comendo as saborosas frutas que os faziam esquecer todos os cuidados e responsabilidades. Ulisses teve que arrastar a força de volta ao navio aqueles que, entre os seus homens, provaram o loto. Mal tinham se recobrado da aventura quando enfrentaram a seguinte, o encontro com o Ciclope Polifemo.

Os ciclopes eram uma raça de fortes gigantes de um só olho, que ocupavam uma fértil região onde o solo gerava abundantes plantações por conta própria, fornecendo um pasto farto para as gordas ovelhas e bodes. Ansioso para encontrar os habitantes de tal terra, Ulisses direcionou um navio para o porto e, desembarcando, se dirigiu juntamente com a tripulação à caverna do Ciclope Polifemo, um filho de Posídon. Polifemo estava fora cuidando de suas ovelhas, assim Ulisses e a tripulação ficaram à vontade, até que ele retornou com o seu rebanho ao crepúsculo. O Ciclope era forte. Monstruoso e terrível e após algumas poucas perguntas sobre a origem e o que desejavam seus hóspedes inesperados, agarrou dois deles e fez seus miolos saltarem ao chão antes de devorá-los. A seguir o Ciclope sentiu-se sonolento; Ulisses considerou esfaqueá-lo até a morte, mas desistiu da idéia quando percebeu que a fuga seria impossível, pois a entrada da caverna tinha sido bloqueada com uma grande rocha, a qual o Ciclope podia erguer com uma só mão, mas seria impossível de mover mesmo com a força combinada de Ulisses e seus companheiros. O Ciclope comeu mais dois homens de Ulisses como refeição matinal e então saiu, tomando o cuidado de recolocar a grande pedra na entrada da caverna. O inteligente Ulisses não demorou a montar um plano de ação. Ele aguçou a ponta de uma grande estaca de madeira que havia no chão da caverna e endureceu sua ponta ao fogo.

Ao cair da tarde quando Polifemo retornou à caverna, Ulisses ofereceu-lhe uma tigela de forte vinho para acompanhar sua ração de marinheiros gregos. O Ciclope bebeu o vinho com entusiasmo e pediu para que a tigela fosse reenchida três vezes. Então, num estupor de embriaguez, deitou-se para dormir. Antes de dormir, perguntou o nome de seu hóspede, e Ulisses respondeu que era "Outis", ou seja, "Ninguém" em grego; o Ciclope prometeu que em retribuição pelo vinho comeria "Ninguém" por último. Assim que o monstro dormiu, Ulisses aqueceu a ponta da estaca ao fogo; quando ela ficou em brasa ele e quatro de seus melhores homens enterraram a ponta no olho único do Ciclope. O olho emitiu um chiado, semelhante "ao alto silvo que sai de um grande machado ou enxó, quando o ferreiro coloca a peça dentro da água para conferir-lhes têmpera e dar força ao ferro". O Ciclope, rudemente acordado pela dor terrível, urrou e rugiu, chamando seus vizinhos, os outros Ciclopes, para que viessem ajudá-lo. Mas quando estes se agruparam do lado de fora de sua caverna e perguntaram quem o estava incomodando, quem o tinha ferido, sua única resposta foi que Ninguém o incomodava e Ninguém o estava ferindo; assim eles acabaram perdendo o interesse e se retiraram.

Ao amanhecer, Ulisses e seus homens se preparam para fugir da caverna; cada homem foi amarrado embaixo de três grandes ovelhas, enquanto Ulisses alojou-se sob o líder do rebanho, um grande carneiro com magnífica lã. O Ciclope cego afastou a pedra e sentou-se à entrada da caverna, tentando agarrar a tripulação de Ulisses que estava saindo juntamente com as ovelhas, mas estes passaram a salvo por suas mãos, Ulisses por último. Guiando as ovelhas para o seu navio, eles trataram de zarpar rapidamente, apesar que Ulisses não resistiu zombar do Ciclope, que respondeu atirando pedaços de penhascos na direção de sua voz, alguns chegando a cair muito próximos do barco. Assim, Ulisses reuniu-se ao restante da esquadra e, enquanto os marinheiros pranteavam os companheiros perdidos, consolaram-se com as próprias ovelhas que tinham auxiliado sua fuga da caverna.


Eólia


(http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/365435/gd/1240410373/Eolo.jpg)

Da ilha do Ciclope, Ulisses velejou até que chegou à ilha flutuante de Eólia, cujo rei, Éolo, tinha recebido de Zeus o poder sobre todos os ventos. Éolo e sua grande família receberam Ulisses e sua tripulação de maneira hospitaleira, e, ao chegar a hora da partida, Éolo deu a Ulisses uma bolsa de couro na qual tinha aprisionado todos os ventos tempestuosos; a seguir, invocou uma boa brisa para o oeste que levaria os navios a salvo para casa, em Ítaca. Eles velejaram no curso por dez dias e estavam à vista de Ítaca quando o desastre os atingiu. Ulisses, que tinha ficado acordado toda a jornada segurando o leme do barco, caiu num sono exausto, e sua tripulação, não sabendo o que havia na bolsa de couro, começou a suspeitar que continha um valioso tesouro que Éolo teria dado a Ulisses. Ficaram enciumados, sentindo que tinham enfrentado as situações difíceis com Ulisses, devendo também compartilhar suas recompensas: acabaram por abrir a bolsa e acidentalmente libertaram os ventos. Ulisses acordou no meio de uma medonha tempestade, que soprou o navio de volta a Eólia. Desta vez a recepção dada a Ulisses e a seus companheiros foi bastante diferente. Eles pediram que Éolo lhes desse uma nova chance, mas, este declarando que Ulisses devia ser um homem odiado pelos deuses, negou-se terminantemente a ajudá-los, mandando embora Ulisses e seus companheiros.

Circe

Na sua seguinte chegada à terra, Lestrigônia, todos os navios, com exceção o de Ulisses, foram perdidos num calamitoso encontro com os monstruosos habitantes; assim foi num estado considerável de pesar e depressão que Ulisses e seus camaradas sobreviventes viram-se na ilha de Aca. Desembarcando, permaneceram deitados dois dias e duas noites na praia, completamente exaustos pelos seus esforços e desmoralizados pelos horrores que tinham passado. No terceiro dia, Ulisses levantou-se para explorar a ilha, e a partir de um outeiro percebeu fumaça saindo de uma habitação na floresta. Decidindo prudentemente a não fazer um reconhecimento imediato, retornou ao barco para contar a novidade aos companheiros. Previsivelmente ficaram amedrontados, lembrando dos Lestrigões e do Ciclope, mas, como Ulisses estava determinado a explorar, dividiu sua companhia em dois grupos, um comandado por ele próprio e o outro por um homem chamado Euríloco. Os dois grupos tinham a sorte e a tarefa da exploração recaiu em Euríloco, enquanto Ulisses permaneceu no navio.....................................................

(http://1.bp.blogspot.com/-STvoOst_SAI/TflrszkAfSI/AAAAAAAAA6c/vxHMqz5_B50/s1600/ulisses.jpg)

Leia mais: http://www.mundodosfilosofos.com.br/ulisses.htm#ixzz1RuZGQiI1
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Novembro de 2011, 14:32
[attachimg=1 align=left width=350]A Moça Tecelã
Por Marina Colasanti


Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos  do algodão  mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.




— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.  Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.


Marina Colasanti (1938) nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis.
Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei, mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em amor, Contos de amor rasgados, Aqui entre nós, Intimidade pública, Eu sozinha, Zooilógico, A morada do ser, A nova mulher (que vendeu mais de 100.000 exemplares), Mulher daqui pra frente, O leopardo é um animal delicado, Esse amor de todos nós, Gargantas abertas e os escritos para crianças Uma idéia toda azul e Doze reis e a moça do labirinto de vento. Colabora, também, em revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.

Texto extraído do livro “Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento”, Global Editora , Rio de Janeiro, 2000, uma colaboração da amiga Janaina Pietroluongo, da longínqua Oxford.
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Janeiro de 2012, 23:52
[attachimg=1 align=right width=340]Duplo Silêncio
(Lenda Judaica)


Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador.
Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos.
Cada um seguiu o seu rumo.
À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:
"Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida.
O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".
Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.


Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando:
"Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".
Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.
Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente.
Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção.
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro.
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Maio de 2012, 22:57
(http://blogladob.com.br/wp-content/uploads/2012/02/cataratas-do-iguacu-001.jpg)

Iguaçu, as Cataratas que Surgiram do Amor

Distribuída em várias aldeias, às margens do sereno Rio Iguaçu, a tribo dos Caiangangs formava uma poderosa Nação Indígena.
 Tinham como deuses Tupã, O Deus do Bem e M’Boy, seu filho rebelde, o Deus do Mal.
 Era este o causador das doenças, tempestades, das pragas nas plantações, além dos ataques de animais ferozes e das demais tribos inimigas.
A fim de se protegerem do Deus do Mal, em todas as primaveras, os Caiangangs a ele ofereciam uma bela jovem como esposa, ficando esta impedida para sempre de amar alguém.
 Apesar do sacrifício, esta escolha deveria ser para ela um privilégio, motivo de honra e orgulho. Naípi, filha de um grande cacique, conhecida em todos os cantos por sua beleza, foi desta vez a eleita.

Feliz, aguardava com ansiedade o dia de tornar-se esposa do temido Deus.
 Iniciaram-se assim os preparativos da grande festa.
 Convidados chegavam de todas as aldeias para conhecê-la. Entre eles estava Tarobá, valentes guerreiros, famosos e respeitados por suas vitórias.
 Ocorreu que, talvez pela vontade do bom Deus Tupã, Tarobá e Naípi vieram a se apaixonar, passando a manter encontros secretos às margens do rio.

Sem ser notado, M’Boy acompanhava os acontecimentos, aumentando a sua fúria a cada dia. Na véspera da consagração, os jovens encontraram-se novamente às margens do rio. Tarobá preparou uma canoa para fugirem no dia seguinte, enquanto todos adormeciam, fatigados com as danças e festejos e sob efeito das bebidas fermentadas.

Iniciaram a fuga e, já à boa distância do local M’Boy concretizou sua vingança. Lançou seu poderoso corpo no espaço em forma de uma enorme serpente, mergulhando violentamente nas tranqüilas águas e abrindo uma cratera no fundo do rio Iguaçu. Formaram-se assim as cataratas, que tragaram a frágil canoa.
Tarobá foi transformado em uma palmeira no alto das quedas e Naípi em uma pedra nas profundezas de suas águas.
Do alto, o jovem apaixonado contempla sua amada, sem poder tocá-la. Restando-lhe apenas murmurar seu amor quando a brisa lhe sacode a fronde.

Em todas as primaveras lança suas flores para Naípi, através das águas, como prova de seu amor.
A jovem está sempre banhada por um véu de águas claras e frescas, que lhe amenizam o calor de seus sentimentos.
Ainda hoje, M’Boy permanece escondido numa gruta escura, vigiando atentamente os jovens apaixonados. Ouve-se dizer que, quando o arco-íris une a palmeira à pedra, pode-se vislumbrar uma luz que dá forma aos dois amantes, podendo-se ouvir murmúrios de amor e lamento.
As Cataratas do Iguaçu são atualmente uma das 7 maravilhas da Natureza.

Lenda Indígena – Sem Autor
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Maio de 2012, 23:01
(http://2.bp.blogspot.com/-cYBdpmr37Zk/T1-QITajzjI/AAAAAAAAUjw/Z7vHKOP2onQ/s400/japim.jpg)

A lenda do Japim mágico

Diz a Lenda, que em certa época uma doença terrível atacou os índios, provocando a morte de muitos deles. Os índios que restaram pediram a ajuda de Tupã.

Tupã então passou a observar os índios e notou que eles estavam tão tristes pela morte de suas famílias que não caçavam, pescavam, plantavam e nem dançavam mais.
 Comovido com os índios Tupã envia o seu protegido Japim, um pássaro de canto mágico, para alegrar e curar os índios.

E o Japim então pousou em cima de uma oca no centro da aldeia e cantou suas melodias mágicas. A beleza e variedade do canto entraram pelos ouvidos dos índios enchendo seus corações de alegrias, curando os doentes e afastando a tristeza.

Assim, os índios voltaram a fazer suas atividades diárias como caçar, pescar, dançar....
 Tupã então chama o Japim de volta, mas os índios pedem a Tupã que deixe o Japim junto deles para alegrar suas vidas todos os dias.
Tupã concorda e deixa o Japim.

O Japim cantava todos os dias e os índios estavam felizes.
Assim o Japim passou a ser venerado como um santo. Era tanta a bajulação em cima do Japim que ele ficou convencido e passou a se sentir um rei.
Até o ponto que já não mais cantava na aldeia, vivia pelas matas passeando e imitando os outros pássaros, mas como o seu canto era mágico ele sempre cantava melhor do que os que ele imitava.

O Japim sentia-se superior a todos os outros pássaros por ser o protegido de Tupã, por ser o seu canto o mais bonito de todos e não se misturava com os outros a não ser para desprezá-los.

Tanto fez o Japim que um dia Tupã ficou muito zangado e o castigou retirando a sua proteção e seu canto mágico, agora ele só permite que o Japim imite o canto dos outros pássaros, porém sem perfeição.

Quando as outras aves perceberam o que tinha ocorrido, passaram a rir e a atacar o Japim desmanchando seus ninhos e quebrando seus ovos, obrigando ao Japim fazer o seu ninho sempre próximo aos vespeiros e com isso sempre tomar ferroadas.

 E é por isso que o Japim só imita outras aves e faz seus ninhos muito próximos de colméias de vespas e abelhas.
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Maio de 2012, 23:26
(http://api.ning.com/files/cc-pYLcHyR6mNSKcUsgekEzWPux4fU4gJ1ziPK-8xMYKk3pt5GEDqpinh2SfeUENi-DzhVUVkgpipXxsOOabIWby*8p0idsA/gifsanimadosdechuva5.gif)

Bogorotire, o Homem Chuva

Begorotire era um índio feliz.
Certo dia, porém, havendo sido injustiçado na divisão da caça, ficou furioso, decidindo que sairia à procura de outro lugar para viver.
Cortou os cabelos da esposa e da filha, pintando toda a família com uma tintura preta que havia retirado do fruto do jenipapo.
Pegou um pedaço de madeira pesada e resistente, fazendo a primeira borduna Caiapó, com o cabo trançado em preto e a ponta tingida com sangue da caça.
Chegou então ao alto de uma montanha, levando sua arma, e começou a gritar.
Seus gritos soaram como fortes trovões.
 Girou fortemente a borduna no ar e de suas pontas saíram relâmpagos.
Em meio ao barulho e às luzes, Begorotire subiu aos céus.
Os índios assustados atiraram suas flechas, mas nada conseguiu impedir que o índio desaparecesse no firmamento.

As nuvens, também assustadas, derramaram chuva.
Por isso Begorotire tornou-se o homem chuva.
Tempos depois, levou toda a família para o céu, onde nada lhes faltava, e de lá muito fez para ajudar os que na terra ficaram.
Juntou sementes de suas fartas roças, secou-as sobre o girau, entregando-as a uma filha para trazê-las.
A índia desceu dentro de uma cabaça enorme amarrada a uma longa corda, tecida com as próprias ramas do vegetal. Caminhando pela floresta, um jovem encontrou a cabaça, amarrou-a com os cipós e pedaços de madeira e, com ajuda dos amigos levou-a para a aldeia.
A mãe, abrindo a cabaça, encontrou a índia, a filha da chuva, que estava magra e com longos cabelos, por lá haver permanecido muito tempo.

A jovem foi retirada e alimentada, e teve seus cabelos aparados. Ao ser indagada, a filha da chuva explicou por que viera, entregando-lhes as sementes enviadas por seu pai e deixando a todos muito felizes.
 O jovem que encontrou a cabaça casou-se com a moça, passando esta a morar novamente na terra.
Com o tempo, resolveu visitar os pais. Pediu ao esposo vergasse um pé de Pindaíba, trazendo a copa até o chão.
Sentou-se sobre ela e, ao soltarem a árvore, a índia foi lançada ao céu.
Ao retornar, trouxe consigo toda a família e cestos repletos de bananas e outros frutos silvestres.

Begorotire ensinou a todos como cultivar as sementes e cuidar das roças, regressando depois ao seu novo lar.
 Até hoje, quando as plantas necessitam de água, o homem chuva provoca trovões, fazendo-a cair sobre as roças para mantê-las sempre verdes e fartas.

Lenda Indígena – Sem Autor
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Junho de 2012, 14:30
(http://2.bp.blogspot.com/-G9e5rmILRN4/Tz_8h64WmMI/AAAAAAAAADM/p42JmIH7IdU/s400/Lenda+do+C%C3%A9u+-+M%C3%A1rio+de+Andrade.jpg)

A Lenda do Céu

Andorinha… andorinha… andorinha voou…
Andorinha caiu… curumim carregou.

- Piá, não me maltrata não, que eu levo você pro mato, enxergar bichos tamanhos e correr com os guanubis.
O menino brincava… andorinha sofria…
De um lado pra outro atordoada gemia.
- Piá, não me maltrata não, que eu levo você pro mar, ver as ondas, ver as praias, ver os peixinhos do mar.

O menino malvado machucava e já morre morrendo, a coitada falou:
- Piá… não me maltrata não, que eu levo você pro céu e nunca ninguém não cansa de ver as coisas no céu, é um sítio bonito mesmo, beradiando o trem de ferro, lá você acha a sua gente, que faz muito que morreu, assegura em minhas penas, vamos embora com Deus.

Andorinha… andorinha… foi voando pro céu… curumim carregou.
- Assegura bem menino, não tem saudade do mundo, que o mundo é só perdição.
Avoou… avoou… afinal se chegou.
Andorinha desceu, curumim apeou, abriu os olhos e viu, era o céu…
Ô boniteza… tinha espingarda, gangorra… estilingue, tanta surpresas que era mesmo um desperdício.
- Olha o cachorro jaguar… olha a ave siriema… olha as 3 Marias… da gente bolear andus, era que nem um pomar, com tanta fruta aromando que o ar ficava… que ficava… bonzinho de respirar.

O menino caminhava pelos postes da linha e lá pelo varjão se ouvia, de uma fordeca xispada, um abôio, tão chorado… que acuava no corpo doce, o sono do brasileirinho.

Tinha mandioca e açaí, mate, cana, arroz, muita banana e feijão, milho, cacau, tinha até pra lá do cercado novo, cheio de taperebas um rancho do nosso povo com seu mastro de São João e no galpão um homem comprido de uma quente morenês, com a pele bem sapecada pelo sol desse país, tocava uma sanfona, uma mazurca tão linda que se parava um bocado o ouvido cantava ainda.
O menino olhou pro homem e disse:

- Bastarde tio…

- Meu sobrinho… entra no rancho, nossa gente já está lá.

E o menino se rindo, matava a saudade do coração… tomava a bênção da mãe… do pai… abraçava o irmão…
Afinal topou com o primo que era unha e carne com ele e comovidos os dois se deram as mãos e foram brincar pra sempre pelos pagos abençoados do meio-dia do céu.

No céu, é sempre meio-dia, não tem noite, não tem doença e nem outra malvadez; a gente vive brincando e não se morre outra vez.

Mário de Andrade

*Mário Raul de Moraes Andrade (São Paulo, 9/10/1893 — São Paulo, 25/2/1945) foi um poeta, romancista, musicólogo, historiador, crítico de arte e fotógrafo brasileiro. Um dos fundadores do modernismo brasileiro, ele praticamente criou a poesia moderna brasileira com a publicação de seu livro Paulicéia Desvairada em 1922. Andrade exerceu uma influência enorme na literatura moderna brasileira e, como ensaísta e estudioso—foi um pioneiro do campo da etnomusicologia—sua influência transcendeu as fronteiras do Brasil. Andrade foi a força motriz por trás da Semana de Arte Moderna, em 1922, que reformulou a literatura e as artes visuais no Brasil, tendo sido um dos integrantes do "Grupo dos Cinco". As idéias por trás da Semana seriam melhor delineadas no prefácio de seu livro de poesia Paulicéia Desvairada e nos próprios poemas.
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Setembro de 2012, 21:39
[attachimg=1 align=right width=340]Por que os galos cantam pela manhã?

A deusa Afrodite era casada com o deus ferreiro Hefestos e amante do deus Marte, com quem se encontrava no mesmo leito em que dormia com o esposo.
Hefestos trabalhava em sua forja no interior da Terra e voltava para casa de manhã.
Marte, para evitar um confronto com Hefestos, colocou na porta da casa onde se encontrava com a deusa do amor, um jovem chamado Elektrion, dizendo que o avisasse todas as vezes em que o sol despontasse e o marido aparecesse.
Um dia, porém, o vigia dormiu e Hefestos voltou, pegando os dois amantes em flagrante.
Foi o que se poderia chamar de um escândalo olímpico!
Marte, por castigo, disse ao jovem que, daquele dia em diante, todas as vezes que o sol nascesse ele seria forçado a dar um aviso. Elektrion, em grego, é galo.


Mitos Gregos
José Carlos Leal
Professor universitário de Literatura greco-romana, escritor e palestrante
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Setembro de 2012, 14:09
[attachimg=1 align=center width=420]SAMAÚMA

 É uma árvore frondosa, considerada sagrada para o antigo povo “maia” e os que habitam às florestas. Pertence às famílias bombacáceas. (Ceiba Pentandra Gaertn).

Consta que é nativa da América do Sul e África, onde atinge a desproporcional altura de setenta metros. Sem dúvida compondo, em conjunto, as mais altas de todas as árvores.

É comum que se destaque no meio das demais, como as castanheiras, atingindo 35 a 45 m. Sua copa ocupa uma enorme extensão porque seus ramos horizontais são longos e abundantes.

A SAMAÚMA é tida como a "Mãe da Floresta". Para muitos considerada uma raínha ou simplesmente uma princesa, pela sua enorme altivez e pelo que se constitui. Chamam-na também de barriguda; sumaúma; samaumeira ou sumaumeira.

É muito admirada por sua beleza natural, pelos mistérios que a cercam e pelas propriedades medicinais inexploradas.

Sempre é ligada às coisas da natureza. Na Amazônia, onde se encontra em extinção, é nome de cinco ilhas fluviais: no Tocantins, no Tapajós, no Uaupés, a do Cuminá e a do Curuá.

É o nome de dois lagos. Um à margem do Amazonas e outro do Mamuru. E de duas cachoeiras, uma no rio Tiquié e outra, no Catrinâmi. É o nome de um barco que faz ininterrupta comunicação, entre as famílias relacionadas às diversas "samaúmas" dessa extensa região.

De gênero muito variado chega a possuir mais de um cento de espécies.

Típica de várzea, de pantanais e matas alagadas, talvez, por isso, conhecida por algumas singularidades, como o armazenamento de água em seu tronco.

Influenciada pelas as fases da lua, há ocasiões que a água existente no interior da Samaúma desloca-se para a copa ou raízes.

O movimento das águas no seu interior produz ruídos, que o caboclo chama de "estrondos", podendo se ouvir ao longe na floresta. Os povos das grandes matas costumam utilizar sua água quando estão com sede e longe de outros mananciais.

Consta que é milenar e de enorme tradição. Apresenta uma peculiaridade com relação aos pequenos animais escandentes como sagüis, bicho preguiça e outros que, ao perceberem que estão expostos aos ataques de aves predadoras, procuram a proteção das frondes das samaúmas.

Essa árvore gera uma paina sedosa e macia, extremamente, leve e espessa que envolve as sementes. Elas se mantêm intimamente agregadas como se para resguardá-las e ao estarem prestes a germinar, a paina tangida pelo vento, arrasta-as para longe, espalhando-as, semeando-as, por uma área de raio muito amplo e, em contato com a terra brotarão para o engrandecimento e a perpetuação da espécie.

A fibra é industrializada para enchimento de colchões, almofadas e coletes salva-vidas, isolante térmico e acústico para câmaras frigoríficas e aviões.

A madeira considerada leve e fácil de manusear é explorada para industrialização de compensado, de polpa de papel, de embarcações fluviais, para a fabricação de brinquedos e maquetas.

Como o estimado Dr. Otavio Castello de Campos Pereira, médico, na capital paulista, já nos perguntaram se a Samaúma tem significado na Maçonaria? E respondemos que não. A questão que se levanta está ligada ao sítio, que mantemos na WEB há dezesseis anos (estamos em 2012 ) – pois esta árvore, é para nós, o símbolo mais autêntico da Internet - www.samauma.biz (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYW1hdW1hLmJpeg==) - também dedicado a Maçonaria Regular Brasileira.

Conforme esse amigo, devemos acrescentar, neste trabalho: -

"Sei que a Samaúma por reter água, no seu tronco se serve para comunicação entre os povos moradores da floresta: porque quando se bate com pancadas ritmadas, no seu tronco, produzem se ribombos ouvidos a grande distância.

De acordo com a medicina popular aprendemos que a água da Samaúma ou o chá da sua casca é um remédio muito poderoso. Capaz de fazer mulheres engravidarem.

Recentemente, ouvi a palestra de um ex-seringueiro - Sr. Florêncio Siqueira de Carvalho que destaca o seguinte:
- "Existem igarapés-mirins mantidos pela Samaúma, na época da seca".
Segundo ele, suas raízes de tão profundas, atingem o lençol freático. Dessa forma, capta água no interior da terra e a espalha pela superfície, tal como uma bomba, preservando esses charcos e essas fontes perenes. Realmente, as raízes superficiais cobrem um raio de mais de trezentos metros tendo por centro o seu tronco e quando ela estronda libera a água do caule para o solo regando as plantas que estão ao seu alcance durante a estiagem."

SAMAÚMA, para muitos, simboliza a imortalidade. Na prática, além de dar guarida e proteger pequenos animais, ela é o traço de união, de correspondência, de contato de ligação, de aproximação e de harmonia entre muitos entes das selvas que se sentem bem sob sua fronde. Ela tem um destaque de nobreza e uma grandeza própria dos seres raros e majestosos da natureza.

Tibério Sá Maia
http://www.samauma.biz/site/samauma/tsm1228samaumaoquesignifica.htm
Título: Re: Lendas ...
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Novembro de 2012, 15:39
Falando sobre o Egito antigo.

Na mitologia egípcia, Hórus é o deus dos céus. Ele tinha cabeça de falcão e os
olhos que representavam o sol e a lua. Nesta edição vamos ler um poema antigo que nos revela um pouco desta estória.
Após derrotar Seth (Segundo a mitologia este era associado à violência e à negatividade), Hórus tornou-se o rei dos vivos no Egito. Perdeu um olho lutando
com Seth, que foi substituído por um amuleto de serpente (que os faraós passaram a usar na frente das coroas), e pelo o Olho de Hórus (que simbolizava o poder real e foi um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas). Depois da recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth (Simbolizando o mal).
Como vemos queridos irmãos, esta luta entre o bem e o mal já existe há tempos. Todos nós temos um pouquinho de Hórus e um pouquinho de Seth dentro de nós, temos que saber como agimos para deixar que o bem vença sempre.
O Olho que Hórus feriu (o olho esquerdo/ o olho da intuição) é o Olho da Lua, o outro (o direito) é o Olho do Sol. Esta é uma explicação dos egípcios para as fases da lua, que representariam o olho ferido de Hórus e também as diversas fases pelas quais passamos em nosso processo intuitivo.
Alguns detalhes do personagem foram alterados ou mesclados com outros personagens ao longo das várias dinastias, seitas e religiões egípcias. Por exemplo, quando Hórus (Heru) se funde com Ra (O deus Sol), ele se torna Ra-Horakhty. O Olho de Horus egípcio tornou-se um importante símbolo de poder chamado de Wedjat, que além de proporcionar poder afastava o mau-olhado, pois segundo os egípcios os olhos eram os espelhos da alma.
Lenda sobre a concepção de Hórus.
De acordo com uma lenda difundida no Antigo Egito, Hórus foi concebido por Ísis, quando Osíris, que era seu pai, já estava morto. A lenda sugere que a fecundação ocorreu quando Isis, na forma de um pássaro, pousou sobre a múmia do esposo, que estava em um tipo de sofá.
(http://www.google.com/url?source=imglanding&ct=img&q=http://pathmicro.med.sc.edu/virol/stele.gif&sa=X&ei=e8CfUJ_qHsio0AHewoCwAg&ved=0CAoQ8wc&usg=AFQjCNEXcsrEdDf7Tz4WhkhKKdNcmlwk7w)Uma estela datada de 1400 a.C. (hoje guardada no Museu do Louvre), contém este hino sobre o tema:
Oh benevolente Ísis
        que protegeu o seu irmão Osiris,
que procurou por ele incansavelmente,
que atravessou o país enlutada,
e nunca descansou antes de tê-lo encontrado.
        Ela, que lhe proporcionou sombra com suas asas
e lhe deu ar com suas penas,
que se alegrou e levou o seu irmão para casa.
Ela, que reviveu o que, para o desesperançado, estava morto,
        que recebeu a sua semente e concebeu um herdeiro,
e que o alimentou na solidão,
enquanto ninguém sabia quem era...

(http://www.google.com/url?source=imglanding&ct=img&q=http://3.bp.blogspot.com/_yrhPEqiYRxw/TU1rIYmG2oI/AAAAAAAAC7s/ZVDkfQnsRtY/s400/Olho_Horus%2BNEW%2B2011.jpg&sa=X&ei=U8GfUOfkGqay0AH9iYGQDw&ved=0CAkQ8wc&usg=AFQjCNEQS7OtLQuHRu9RmDqBq769tp5uvA)O olho de Hórus na Medicina

Existem várias explicações para a origem do símbolo RX uma delas é de que o símbolo deriva do "Olho de Horus" ou "Olho Sagrado", um símbolo mitológico do Egito antigo que significa proteção, restabelecimento da saúde, intuição e visão. Os egípcios usavam o símbolo para afastar o perigo, a doença e má sorte, sendo muito parecido com a abreviação "Rx". O símbolo originou da lenda do deus egípcio Hórus (ou Harpócrates). Numa das disputas do bem contra o mal, Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus (a lua), mas foram curados e sua visão restaurada, quando Toth (deus da sabedoria) uniu as partes e derramou leite de gazela. Finalmente, após 80 anos, Hórus, com sua visão restaurada, derrotou Seth e tomou o trono do Egito, reunindo-o novamente.
O símbolo une um olho humano com as marcas de um falcão, ou cicatrizes da restauração, pois Hórus tinha a cabeça de falcão e tem sido usado por séculos, representando saúde e proteção.
Nos tempos em que os médicos precisavam prescrever a fórmula do medicamento, e misturando e compondo seus ingredientes, a abreviação "Rx" era completada por uma afirmação como "fiat mistura" que significa "que a mistura seja feita".

Hórus e o cristianismo

(http://www.google.com/url?source=imglanding&ct=img&q=http://www.museunacional.ufrj.br/MuseuNacional2010/arqueologia/egito_antigo/B-1446.jpg&sa=X&ei=PMKfUNjQNfG-0QGd6IGYCA&ved=0CAkQ8wc&usg=AFQjCNHzPg7FULcAj8vy18Oe_xqrACFkJA)Ao lado, uma estátua de Ísis - a esposa e irmã de Osíris, cuidando de seu filho, Hórus – datada da dinastia egípcia Ptolomaica. “A iconografia de Hórus ou influenciou ou foi justamente apropriada na arte cristã primitiva”.

Podemos pesquisar o tema através da internet em links encontrados com a referência “Jesus nas  comparações mitológicas”. Fazendo um breve resumo temos as seguintes informações:  Hórus é segunda pessoa da "Tríade" egípcia, composta por Osíris, o pai, Hórus, o filho e Ísis, a mãe. São citados fatos, como a concepção por ato divino e também a ressurreição após o terceiro dia. Particularmente como humilde estudioso, acredito que nas histórias dos avatares (Buda, Moisés, Lao Tsé,etc) sempre encontraremos pontos em comum, não por
serem inventados, mas porque de fato existe um burilar comum (em algum momento) para todos que trazem esta missão.

[attachimg=1 align=right width=400]O cérebro humano e a terceira visão (intuição).
(http://www.google.com/url?source=imglanding&ct=img&q=http://1.bp.blogspot.com/-bxQnsj0Nrac/Tx91i5U36iI/AAAAAAAACkc/yyiIMBdJiI8/s1600/Eye+of+horus.jpg&sa=X&ei=DsSfUO2CNInu0gGYkYHgCw&ved=0CAkQ8wc&usg=AFQjCNF-zP2eBN2EWtAHm-MH02J1iKo3Og)

Segundo uma lenda, o Olho Esquerdo de Hórus simbolizava a lua e o Olho Direito, o sol. Depois da recuperação de sua saúde após uma batalha onde se feriu, o mesmo passou a usar este amuleto.
Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além. É interessante observar também o quanto o desenho do Olho de Hórus se parece com a anatomia interna do cérebro humano.
O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.
O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada
pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro,
para os sentimentos e a intuição.
Os egípcios também utilizavam o Olho de Hórus, em fragmentos, como parte de seu sistema numérico. As partes do olho representavam frações. Cada parte com seu valor.

O uso do Olho de Hórus

O Olho de Hórus ou 'Udyat'
também  é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção, coragem e poder, Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no
Egito em todas as épocas. Hoje em dia, o Olho de Hórus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a ideia de trazer proteção, vigor e saúde.
O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real, tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usar serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de ndestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América, sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado à Maçonaria.
(http://www.google.com/url?source=imglanding&ct=img&q=http://4.bp.blogspot.com/-Xrn_sDeymg0/Td-8tpOGrPI/AAAAAAAAAFk/3mnP4b5aE1Y/s1600/596px-us-greatseal-reverse.png&sa=X&ei=CMafUIL_K-m40QGlg4HwDg&ved=0CAoQ8wc4Kw&usg=AFQjCNH9CBN9fPH90dH_AOs9SiFJ5fbejQ)

Fonte: Pesquisas na Internet.