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GERAL => Outros Temas => Espiritismo & Jovens => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 01 de Novembro de 2019, 06:45

Título: Infância e limites
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Novembro de 2019, 06:45
                                                              VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                        Infância e limites


A imitação é o primeiro instinto da mente que está despertando. Maria Montessori


O estabelecimento de limites é uma questão inquietante hoje em dia e muito discutida por profissionais da área da educação e do desenvolvimento infantil.

O que os pais precisam fazer?

Pais que amam não são aqueles que cedem sempre. A arte de ser pai ou mãe significa saber também dizer “não”, pois apenas desse modo a criança crescerá consciente de que não há só direitos mas também deveres.

Nascemos com um temperamento próprio. Alguns são mais tranquilos, outros são mais agitados, contudo o que determina o comportamento de uma criança é o seu ambiente emocional e, por isso, os pais precisam dar a ela ambas as experiências da liberdade e dos limites.

Claro que o diálogo é fundamental para a construção de uma boa educação. Por exemplo, durante as conversas, pais e filhos podem ouvir e falar. Os pais devem conhecer o dia a dia dos filhos para orientá-los e interferirem de maneira firme e pontual quando a situação exigir; e os filhos, por sua vez, precisam respeitar os pais, segundo uma base de confiança, pois ter respeito é distinto de ter medo!

Qual é o problema de uma criança sem limites? Além de atrapalhar o entorno, prejudicar o ambiente escolar, por exemplo, essa criança tende a se tornar um adolescente egoísta, que não aceita um “não” como resposta e, por isso, crescerá intolerante, arrogante, impaciente e… insegura.

Infelizmente, muitos pais não percebem que, ao se distanciarem dos filhos na busca de realizações pessoais, deixando-os por conta dos avós, babás, escolas integrais desde a primeira infância, abrem mão da tarefa intransferível de educá-los. Ademais, uma boa escola não é suficiente para alguém conquistar um futuro promissor. Mais do que nunca, a formação das pessoas, e já na infância, está relacionada ao desenvolvimento emocional e social, bastante exigente da participação e presença dos pais ou de quem realmente educa a criança. Crescer é tão difícil quanto nascer. Há que estar pronto para enfrentar os desafios de um novo mundo.

Notinha

Dizer “não” ensina para a criança que ninguém pode tudo e esse aprendizado se configura como uma das posturas sociais mais importantes, pois implicada com a necessidade de respeitar limites, principalmente os do semelhante.

Maria Montessori alertou: “A criança constrói seu íntimo a partir de impressões recebidas e mantidas profundamente". Assim, quando tratamos a criança com cortesia, respeito, damos a ela um referencial, um modelo, para o seu comportamento. No dia a dia, podemos/devemos demonstrar, através de exemplos, o comportamento que gostaríamos que a criança adotasse.

 
                  Eugênia Pickina








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
 
Título: Re: Infância e limites
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Novembro de 2019, 07:10
                                                               VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     
Infância e consumo consciente




Ocupa-te do reino do coração e o resto te chegará. Claudio Naranjo


A criança assimila os exemplos dos pais. Se um pai gasta de modo excessivo, irresponsável, a criança cresce pedindo coisas, insistindo até conseguir o que deseja, pois ela entende que, se seu pai pode gastar à vontade, ela igualmente pode comprar o que quer e sem motivo algum.

Na infância, o aprendizado sobre o  consumo consciente está implicado diretamente com o ambiente da criança, ou seja, sua interação repetida com os pais, consigo mesma e com o mundo.

O meninozinho que brinca sozinho ao ar livre, observando em silêncio os insetos no jardim, ou convivendo em casa com um alegre cachorro, tem a oportunidade de desenvolver amor, cuidado e respeito pelo outro, pela natureza. E isso, por sua vez, reduz largamente o anseio pelas compras sem sentido, os brinquedos que, logo após a surpresa dos primeiros dias, ficarão jogados no armário do quarto, pois essa criança dispõe, por conta de sua natural curiosidade e imaginação, de uma série de outras possibilidades de ação no dia a dia.

Em casa, a educação sobre o consumo responsável passa continuamente pela comunicação com os  pais e o comportamento cotidiano que esses adultos oferecem a respeito de ações e atitudes que se distanciam do consumir – o filho pequeno vê o pai dando preferência a consertos de objetos domésticos em vez de adquirir outros novos. A filha observa a mãe consertando roupas no lugar de comprar vestidos novos.

Quem tem filhos pequenos, nos fins de semana, por exemplo, em vez de ir ao shopping, pode optar por levar as crianças para brincarem no parque. No domingo, é bastante rico fazer piquenique na hora do almoço ou, com a ajuda de vizinhos e dos filhos, limpar a pracinha do bairro. Essas escolhas simples, cindidas do hábito do consumismo alienante, ensina às pessoas, desde a infância, um estilo de vida responsável e em harmonia com a sociedade-natureza.

Notinhas

No dia a dia, procure seguir alguns princípios para o consumo consciente: consuma apenas o necessário; reutilize produtos e embalagens; não compre outra vez o que você pode consertar; separe seu lixo; recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos; use crédito apenas se estiver ciente de que poderá pagar as prestações; avalie com regularidade os motivos que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo; ensine seu filho a economizar água, luz, e a entender a responsabilidade sobre o lixo e o valor da reciclagem...


            Eugênia Pickina









                                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!