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CONVÍVIO => Off-topic => Convívio => Tópico iniciado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2011, 09:58

Título: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2011, 09:58


PINGA FOGO com Carlos Bacelli

No meu programa de TV, Simples Expressão

Dia 17 de fevereiro - Das 15:30 às 17:30hs

Ao Vivo


Pode ser assistido via satélite pela TV Mundi e pela TV CEI

via internet pelo www.tvmundi.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy50dm11bmRpLmNvbS5icg==), www.tvcei.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy50dmNlaS5jb20=) ou www.redevisao.net (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWRldmlzYW8ubmV0)

(http://www.bratele.com.br/fotoemail/torquemada2.jpg)

Você sabia que o Tomás de Torquemada, quando determinava a tortura e morte das pessoas, no período da inquisição, achava que não estava cometendo crime nenhum e que as suas atitudes eram agradáveis a Deus?

Aquilo tudo era obra do "Santo" Ofício.

Sabia que ele assistia, há poucos metros de distância, as pessoas serem queimadas, vivas, rezando o terço e dava gargalhadas ao constatar os corpos carbonizados?

Mas achava tudo aquilo NORMAL, em nome da PUREZA DOUTRINÁRIA imposta pela igreja católica, sob a argumentação de que estava exercendo o dever de defender a sua doutrina, e que ela deveria ser defendida, sempre, a qualquer custo.

Nos dias de hoje, por incrível que pareça, muitas pessoas, não somente no meio católico, gostariam muito que voltassem os tempos da inquisição e que houvesse, hoje, alguma lei que permitisse a queima de pessoas vivas, em fogueiras, em praças públicas. Não se conformariam apenas com queima de livros, gostariam mesmo era de queimar PESSOAS.

No meio espírita também. Só que com uma diferençazinha: Tudo isto poderia ser feito, mas muito fraternalmente, com muito amor e muita caridade para com o condenado.

O Torquemada nunca se achou criminoso e assassino, nunca se admitiu mal e nem perverso. No entanto...

(http://www.bratele.com.br/fotoemail/bacellipsicografando.jpg)

O conhecido médium Carlos Baccelli, de Uberaba, um dos nomes mais conhecidos do Espiritismo no Brasil, homem que teve uma vida ao lado do Chico Xavier, que hoje recebe visitas de gente de todo o Brasil, na casa espírita em que dirige, com vários livros publicados e um dos conferencistas mais convidados para os grandes eventos espíritas, tem trazido, pela sua mediunidade, algumas obras que vem sendo admiradas por muitas pessoas mas, ao mesmo tempo, também questionadas por muitos espíritas.

Entre muitos assuntos, o Espírito autor dos livros, que se identifica como Dr. Inácio Ferreira, tem trazido duras observações acerca do movimento espírita, falando de forma bastante contundente e enérgica acerca de determinadas práticas que vem sendo feitas durantes décadas, uma das razões que não agradam muito ao nosso movimento.

O detalhe, nesta história, é que as pessoas que discordam do referido médium não se limitam apenas a discordarem, porém mantendo a melhor consideração pela criatura, mas, passam a concebê-lo como verdadeiro inimigo, quando iniciam o costumeiro hábito de proibirem os seus livros, proibirem palestras dele, proibirem que falem no seu nome nos centros espíritas onde dirigem ou trabalham, proibirem qualquer programa com a participação dele em emissoras de rádio ou televisão espírita e até promoverem difamação pessoal, inclusive através de e-mails, pela internet, envidando todos os esforços para calar-lhe a boca.

O outro detalhe bastante interessante, é que fazem tudo isto, com muito amor, muita fraternidade e muita caridade, nesta postura muito conhecida no meio espírita, desde os tempos de Allan Kardec. Tudo isto, segundo afirmam, com objetivos de defenderem a Doutrina Espírita.   

Já que não comungamos desse estilo "espírita"...

Partindo do princípio que eu não comungo, em hipótese alguma, desse tipo de prática que o movimento espírita faz, desde os tempos de Kardec, conforme eu disse, imitando as mais vergonhosas e sórdidas práticas católicas nos tempos da inquisição, também sob argumento da tal pureza doutrinária, posto que nenhum homem decente e que verdadeiramente tenha o mínimo de dignidade deve se achar no direito de calar quem quer que seja, resolvi abrir a tribuna que eu tenho nas mãos, que é o meu programa de televisão, para dar ao Dr. Carlos Baccelli o seu sagrado direito de expressão e defesa, junto ao público, a fim de esclarecer e explicar melhor os principais temas que são considerados polêmicos e até anti doutrinários por alguns.

Quero deixar claro aqui, que eu, conforme os conhecimentos que tenho, em princípio também discordo de algumas idéias que tem sido apresentadas pelo conhecido médium, mas quero deixar bem claro que a minha discordância é conforme o meu entendimento da Doutrina Espírita, o que não me dá o direito de ter a pretensão de achar que o meu nível de entendimento e interpretação encerra a verdade única e inquestionável das coisas, principalmente coisas ligadas ao Mundo Espiritual.

Não estou propondo fazer programa de televisão para defender o senhor Carlos Baccelli, primeiro porque ele não pediu para ser defendido por ninguém, segundo porque eu não me serviria para isto. A proposta é apenas a de respeitar o direito de expressão e de pensamento da criatura humana.
 
"Posso até discordar do que tu dizes, mas defenderei, até a morte, o teu desejo de dizer o que quiseres." - Voltaire

Farei o programa debate, na próxima quinta-feira, dia 17 de fevereiro de 2011, que chamo "Pinga Fogo com o Baccelli", com a participação de dois debatedores: um que aceita as suas idéias e um que discorda, para que ambos os lados se manifestem livremente.

Inclusive formularei perguntas de telespectadores, enviadas, tanto na hora do programa como com antecedência, por pessoas interessadas no questionamento com o referido médium.

Mas, em princípio, já quero deixar claro a todos que será impossível responder a todas as perguntas que chegam à emissora de televisão, uma vez que sempre ocorrem às centenas e até aos milhares (algumas vezes), como em todo programa de TV.

Digo isto para evitar que aqueles que adoram o Baccelli venham a dizer que eu estou fazendo o jogo dos que querem destruí-lo, e que, também, aqueles que nutrem raiva dele venham, também, dizer que estou fazendo programa combinado com ele, para fazer propaganda da sua obra.

Lamentavelmente esse tipo de coisa acontece, de ambos os lados, e é impossível agradar a todos.

Muita gente está interessada nesse debate

É impressionante o número de pessoas que manifesta interesse neste debate. Faz muito tempo que eu não recebo uma quantidade tão gigantesca de e-mails, manifestando interesse em um assunto, como este que está acontecendo agora. Continuo defendendo a idéia de que eu, como ninguém, tenho o direito de cercear a informação ao público, partindo do princípio que não é lícito subestimar a inteligência de ninguém.

Mas tenho algumas coisas a informar, acerca disto

Em princípio quero pedir desculpas aos amigos, os quais costumo responder os emails, particularmente, pelo fato de não poder responder cada um que me é enviado, haja vista que não estou dando conta, devido ao volume enorme que chega. Primeiro porque tive que cancelar o meu antigo e-mail, que utilizava há 11 anos, que já era conhecido e utilizado por todas as listas de SPAMs, segundo pela ocupação profissional, na criação e lançamento da BRATELE, que anuncio no início deste email.

Responder por responder, sem prestar bem atenção no que eles escreveram e no que eu respondo, é problemático. Então eu coloco, aqui, neste e-mail geral, as considerações sobre esse Pinga Fogo com o Baccelli, que vou  fazer.

Já que houve um Pinga Fogo com o Chico Xavier, agora façamos um com o Baccelli.

Vale recordar um pouco da história

(http://www.bratele.com.br/fotoemail/allankardec.jpg)

Não querendo, aqui, colocar o Baccelli como vítima e nem querer afirmar que ele tem ou deixa de ter razão, quero apenas relembrar algumas coisinhas, para a reflexão de todos.

Allan Kardec - Também sofreu uma pressão gigantesca dos espíritas, no seu tempo. Foi acusado de querer ficar rico, à custa do Espiritismo, porque ele vendia os livros espíritas que eram impressos com dinheiro do seu próprio bolso, foi acusado, levianamente, de ser possuidor de carruagens de luxo, tapetes milionários, etc, quando nunca teve nada disto. Inclusive um dos motivos de discórdia do movimento espírita, em relação a ele, era o fato dele defender a idéia de que livro espírita não era pra ser vendido baratinho, como sempre quiseram os espíritas (para demonstrarem humildade de fachada), coisa que é feita até hoje.
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2011, 10:15
Continuação...

Dr. Bezerra de Menezes - Acusado de introduzir catolicismo no Espiritismo, pela sua devoção ao Espírito Maria, e também de querer tirar proveito político à custa dos espíritas, entre várias outras levianas acusações.

A lista é enorme e não vou perder o tempo do leitor, em relatar uma por uma. Só quero dizer, mais uma vez, que não existe um espírita, sequer, em toda a história do Espiritismo, que tenha feito alguma obra de destaque de importância a favor da causa humana e da nossa doutrina, que não tenha sido barbaramente tratado pelo nosso movimento, muitas vezes da forma mais cruel possível.

Leopoldo Cirne, Leopoldo Machado, Deolindo Amorim, Carlos Imbassahy, Cairbar Schuttel, Chico Xavier, Divaldo Franco, Jerônimo Mendonça, Yvone do Amaral Pereira, Hernani Guimarães Andrade, Altivo Pamphiro, Octávio Ulysséa, Djalma Farias... enfim, todos, absolutamente todos.

Precisamos dar um basta nisto

Não é que não devamos questionar nada e ter que aceitar tudo. Devemos questionar, sim, devemos discordar, sim, devemos até ser enérgicos diante dos absurdos, das incoerências e das contradições. O que não devemos, porque não nos é lícito, é querer calar a boca das pessoas, querer impor que todos pensem conforme nós pensamos, porque as pessoas não são fantoches das nossas conveniências nem espelhos das nossas cabeças.

Toda atitude de tentar calar os outros é coisa de ditador, de gente presunçosa e extremamente maldosa e não devemos jamais alimentar esse tipo de coisa.

O dia em que eu estiver freqüentando um centro espírita e perceber que um determinado expositor que eu e quase toda a platéia da casa apreciamos não aparece mais, porque alguém determinou que ele não deve mais ser convidado, levantarei, com a platéia cheia, e questionarei veementemente, para que todos percebem que ali existe regime inquisitorial, sem medo de cara feia.

É preciso que todos aprendam a respeitar o direito dos outros.   


Vejam o que acontece


(http://www.bratele.com.br/fotoemail/censura.jpg)

É claro e se constitui compromisso de todos nós preservarmos a coerência doutrinária, inclusive de forma enérgica.

Eu digo isto porque sempre, toda vez que alguém fala contra o patrulhamento, a intolerância e a inquisição sutil dentro do movimento espírita, sempre aparece um “arauto da pureza” para afirmar, maldosa a  intencionalmente, que estamos querendo promover os enxertos, os misticismos, as saladas, a bagunça e toda sorte de maluquices nos centros espíritas.

Espírita que questiona no centro é sempre qualificado coma semeador de indisciplina. Você já reparou isto:

A incansável luta é para que todos os espíritas dispam-se da hipocrisia e se assumam como realmente são.

Se eu sou dirigente de um centro, por exemplo, e tomo a decisão de proibir que determinado expositor fale no "meu" centro, eu devo assumir, pra todo mundo, que quem estabeleceu a proibição fui eu, e não ficar na hipocrisia de deixar todo mundo na dúvida, sem saber de quem partiu a atitude de proibição. Isto acontece demais, no movimento.

Se eu tomo uma atitude, essa atitude deve estar baseada em alguma coisa onde posso enquadrar, observando os princípios elementares de JUSTIÇA, HONESTIDADE, DIGNIDADE E CARÁTER. Se alguém me cobrar alguma coisa eu mostro as RAZÕES e não tenho nada a temer. Só que eu me disponibilizo a mostrar as razões a toda e qualquer pessoa que exigir, principalmente a pessoa a qual eu proibi.

Não fica bem mais digno e mais honesto?

Se somos realmente afinizados com a doutrina, obviamente exercitamos mesmo a disposição de amar, de tolerância, de compreensão e de respeito em relação ao nosso próximo; assumamo-nos, então, como espíritas de verdade; mas se defendemos os conceitos elevados ensinados pelo Espiritismo apenas na teoria das tribunas dos centros ou nos artigos que escrevemos, porque no íntimo somos capazes de desejar a destruição velada de confrades, que tomemos vergonha na cara e assumamos, para todos, com a personalidade que realmente temos e joguemos as máscaras por terra.

A intolerância de alguns companheiros

É impressionante a intolerância de alguns companheiros que, apesar da “caridade” e da “fraternidade” que tanto pregam, tem atitudes como estas a seguir:

- “Alamar, retire o meu e-mail da sua lista, não me mande mais e-mails, não quero mais receber os seus e-mails, porque eu não suporto o Carlos Baccelli, não concordo com as suas idéias e você não vai me convencer de nada”.

Na cabeça de uma criatura desta, o meu objetivo é tentar convencer pessoas e tentar dar uma de advogado do Bacelli. Há inteligências para todos os gostos.

Os radicais não admitem a possibilidade de existirem pessoas imparciais, não radicais e que possam ter a disposição de discutir idéias, no nível que elas estiverem, sem se tornarem parciais ou fanáticas.

- “Alamar, eu já sei o que você vai fazer: Você vai colocar nesse programa apenas perguntas que agradem ao Baccelli, formuladas por pessoas que querem fazer o jogo dele, que aceitam as suas idéias e as perguntas que contestam a obra com certeza vão ser censuradas”.

Infelizmente, desde que o mundo é mundo, há pessoas que medem o caráter dos outros conforme os seus. Eu não disse, em momento algum, que iria fazer programa para defender o Baccelli de nada... aliás, ele nunca me pediu isto, não insinuou isto, não condicionou nada e, diante de uma situação desta, eu nem seria tão burro e insensato a ponto de ser parcial.

Tem gente que não quer, de jeito nenhum, que seja dada oportunidade para o companheiro se dirigir ao público a fim de explicar melhor os conceitos que defende. Acham melhor a opção do calar-lhe a boca, a qualquer custo. Isto é um absurdo, isto é uma vergonha!

Por que nós temos que calar a boca dos que falam coisas que não sejam exatamente conforme o que pensamos e o que queremos?

Quem é que nos dá esse direito?

Que tal mandarmos explodir as editoras que publicam os livros do Friedrich Nietzsche, só porque ele diz que não precisamos de Deus?

O que temos a temer?

(http://www.bratele.com.br/fotoemail/auditoriofeesp.jpg)

Eu já escrevi várias vezes e vou escrever de novo, para os meus amigos leitores:

Espírita que teme polêmica, não é espírita cauteloso e cuidadoso para com a doutrina, é espírita despreparado.

Fica na onda dessa “paz” de fachada, desse equilíbrio apenas aparente, com aquela mansuetude fingida, argumentando com voz mansa que devemos evitar polêmicas e discussões sobre assuntos controversos, querendo dar a entender ao seu interlocutor que ele está numa esfera altamente evoluída, em absoluta tranqüilidade, quando, no fundo, o que existe mesmo é incompetência e despreparo para encarar o debate, para a discussão de idéias, sobretudo quando essas requerem disposição para RACIOCINAR, que é coisa que nem sempre ele está habilitado.



 
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2011, 10:24
Continuação...

Quem tem solidez doutrinária não dá desculpa nenhuma para fugir de debate. Quem foi que determinou que para haver debate e questionamentos sobre idéias tem que ter briga, ataque e ofensas?

Espiritismo não é doutrina de fingidos, é doutrina de pessoas autênticas e sensatas.

Se alguém disser alguma bobagem, em nome da doutrina espírita, saibamos ser autênticos e corajosos para dizer a esse alguém, NA FRENTE, CARA A CARA, que ele está equivocado.

Só que, antes de fazer isto, precisamos analisar bem a questão e passá-la pelos seguintes crivos:

    *      É uma questão, de fato, contraditória à Doutrina, na sua total abrangência?
    *      Não estarei eu condenando, porque não se enquadra na forma como EU penso que a coisa é?
    *      A interpretação que EU dei a todas as questões colocadas nos sete livros da Obra Básica e mais nos livros que compõem a Revista Espírita, de autoria de Allan Kardec, é a absolutamente correta, irreparável e imutável para toda a eternidade?
    *      Será que eu sou detentor do conhecimento total e absoluto, séculos e milênios na frente do homem comum, a ponto de afirmar tudo o que existe e o que não existe?
    *      Pelo fato de Eu achar que os Espíritos, jamais, enviarão novos ensinamentos à humanidade, será que eles de fato não nos enviará mesmo, nunca mais, ensinamento nenhum?

Discordar de um companheiro de doutrina é algo natural, aceitável e não pode ser motivo de briga nenhuma, muito menos de ódio.

Um determinado dia eu estava no grande auditório Bezerra de Menezes, da Federação Espírita do Estado de São Paulo, fui chamado para compor a mesa e um companheiro começou a fazer uma palestra.

Em dado momento ele começou a falar sobre umas tais “características diversificadas” da prática espírita em todo o Brasil, (não sei porque ele entrou naquele assunto), e, na sua dissertação, veio a dizer que na Bahia a prática espírita se confundia com a Umbanda e com o Candomblé, e que a Federação Espírita da Bahia praticava alguns rituais que faziam parte desse folclore afro brasileiro, inclusive recomendar banho de sal grosso...

O pior de tudo é que o infeliz, me vendo na mesa, caiu na besteira de pedir confirmação minha:

- “... Não é verdade, Alamar?”

- “Não, meu irmão, não é verdade não. É você quem está dizendo isso.”

- “Mas... como não é verdade? Todo mundo sabe disto.”

- “Todo mundo, quem? O que existe é um equívoco e uma cultura absurda que se estabeleceu aqui no sul do país em achar que a Bahia é terra da macumba, que todo mundo lá é envolvido com macumba e que até não existe Espiritismo verdadeiro. Muito pelo contrário, lá se pratica o espiritismo com uma coerência enorme e muita disposição para estudos como deve ser. Você está enganado”.

Isto gerou um desconforto enorme no ambiente e o expositor não ficou nada satisfeito comigo.

Pra que ele veio me perguntar?

O Alamar, por ter sido verdadeiro, seguro e não omisso, por acaso foi agressivo, como muitos “bonzinhos” espíritas acham, em responder como respondeu?

Ou teria que agir como um espírita "bonzinho", balançando a cabeça em sinal positivo, diante de tamanha bobagem?

Não. A verdade tem que ser dita sempre. Se alguém se aborrece com ela, o problema é desse alguém e não seu.

É preciso ficar inimigo e odiar, por causa de uma coisa desta?

Pretendo fazer Pinga Fogo, com vários


(http://www.bratele.com.br/fotoemail/waldovieira.jpg)

E não é só com o Carlos Baccelli que eu gostaria de fazer um programa com esta característica, mas, também, com o Waldo Vieira e outros. Qual o espírita que não gostaria de ouvir o que o Waldo Vieira (foto à esquerda), parceiro do Chico Xavier em obras extraordinárias, teria a dizer, sobre as razões pelas quais a parceria foi rompida?

Precisamos ouvir um Luciano dos Anjos, um homem notável, sobre as obras do Jean Baptiste Roustang. Por que não?

Se Pietro Ubaldi tivesse encarnado, eu o convidaria também. Eu convidaria mesmo nem que fosse para fazer mais de um programa.

Para combater com responsabilidade é preciso conhecer a fonte.

Formule a sua pergunta ao Bacelli

Quando estiver mais próximo do programa, peço aos amigos, inclusive àqueles que discordam, que formulem as suas perguntas ao entrevistado, que elas serão feitas normalmente. Censura não faz parte nunca do meu vocabulário e JAMAIS fará parte. 

Vou colocar aqui, a seguir, uma pergunta que já foi dirigida pelo José Passini, espírita ilustre, que também discorda das teses defendidas pelo Bacelli.

(http://www.bratele.com.br/fotoemail/josepassini.jpg)

Caro Alamar,
Perguntar-lhe-ia o seguinte:

1. O "Dr. Inácio" teria passado por um curso de polidês e de boas maneiras? Seus falares nos livros atuais são completamente diferentes daquele falar destrambelhado, agressivo, chistoso e, às vezes grosseiro.

2. Será que mudou de opinião a respeito de comunicação mediúnica, do que disse no livro "Do Outro Lado do Espelho", conforme se vê abaixo:

– Nós, os consideramos mortos, em matéria de mediunidade temos que nos contentar com percentagem: 30% nossos, 70% do médium... Quando, pelo menos, são 50% para cada lado, vá lá... Raro o médium que nos permite o empate. Isso sem falarmos nos médiuns que vivem colocando palavras inteiramente suas em nossos lábios: é um tal de termos dito, sem termos dito nada...  (...) Os médiuns hoje querem improvisar... Quanta mistificação!... (160)

3. Será que deixou de fazer propaganda do vício de fumar? No livro "Sob as Cinzas do Tempo", falou 25 vezes que fumava, acendia cigarro, sem uma única vez alertar a respeito dos malefícios do fumo.

Será que não é mais favorável ao aborto, conforme afirmou no livro "Fala, Dr. Inácio!":

– Quando se trata de estupro, creio que se deve dar à mulher o direito de decidir, e respeitá-lo, seja qual for. (128)

– Mesmo que ela decida pelo aborto?

– A sociedade não pode obrigá-la a arcar com as conseqüências de tal violência. Ponhamo-nos no lugar da mulher aviltada em sua dignidade... A pretexto de ética religiosa ou o que o valha, não podemos traçar regras de comportamento para os outros. (128)

– A mulher deve ter o direito de abortar o anencéfalo?

– Creio que Deus, através dos progressos da Ciência, está nos dotando de meios a fim de que tenhamos certas provas suavizadas. Sabemos que a dor é benéfica para o espírito, no entanto, recorremos ao analgésico. (131)

– Então, a gravidez do anencéfalo deve ser interrompida?

– Se os pais, e principalmente a mãe tomarem tal decisão, após a confirmação do diagnóstico, cabe-nos, repito, acatá-la sem recriminações. (131)

Mas, no livro "Chico Xavier Responde", como já eram conhecidos vários casos de sobrevivência de fetos considerados anencéfalos, o Espírito mistificador de que faz passar pelo Chico só apoia o aborto em caso de estupro:

— Você é contra ou a favor do abortamento, em casos em que o feto esteja se desenvolvendo sem cérebro?

— Creio que o assunto seja pertinente ao livre arbítrio dos genitores, especialmente ao da mãe, mas, qual o significado se levar a termo uma gestação que, com os modernos recursos da Medicina, já se sabe de antemão comprometida do ponto de vista genético? Não seria penalizar, desnecessariamente, os familiares?

— A Medicina, todavia, não pode cometer enganos?

— Tudo o que é humano é passível de erro, mas não nos apoiemos em sofismas da inteligência para justificar pontos de vista extremistas que a Doutrina Espírita não defende.

— Impedir de o espírito reencarnar-se em um corpo sem cérebro não seria frustrar-lhe a possibilidade de reajuste?

— O espírito não reencarna em um corpo sem cérebro. (136/137)

Esses exemplos das contradições, acho que são suficientes. Se quiser, pode citar meu nome como autor das perguntas, que mandei a ele e não obtive resposta.

Abraço,
José Passini – Juiz de Fora, MG
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2011, 10:25
Coloquei esta pergunta feita pelo Passini, mas já tenho várias outras feitas, também, por outros espíritas sérios, que só não as coloco aqui, para não fazer o email ficar maior do que já está.

Quem é que pode ser contra isto?


Estamos em um novo tempo

(http://www.bratele.com.br/fotoemail/guerranorio1.jpg)

Do mesmo jeito que houve uma revolução no Rio de Janeiro, para acabar com aquele absurdo domínio dos traficantes de drogas, que promovia desgraças e sofrimentos cada vez mais crescentes na cidade maravilhosa, devemos, também, aproveitar da oportunidade e promovermos uma revolução em nosso movimento espírita, no sentido de acabarmos com essa perversidade que existe, historicamente, entre nós, com essas manias absurdas de intolerância e ódio de espíritas em relação a espíritas, pelo fato de pensarem diferente.

Kardec, na sua época, foi também patrulhado e caluniado pelos espíritas que o acusavam de querer ficar rico às custas da doutrina, quando na verdade ele vendia livros que eram mandados imprimir em gráficas com dinheiro do seu próprio bolso. Foi acusado de querer aparecer e se auto promover, por conta das viagens que fazia para divulgar a própria doutrina, com dinheiro do seu bolso.

Discordemos, sim, mas sem nos deixar contaminar por ódio.

Discordemos, sim, mas sem cometermos o exagero absurdo e inaceitável de querer calar a pessoa.

Discordemos, sim, mas que tenhamos a dignidade e a coragem de dizer à pessoa, cara a cara, onde discordamos e porque discordamos.

Discordemos, sim, mas sem ficar usando a "defesa da doutrina", para justificar os nossos instintos maldosos e disposições de acabar com companheiros.

Discordemos, sim, mas focando na obra e não atacando a dignidade do companheiro.

Por um Espiritismo belo, bonito e coerente, onde os seus praticantes de fato pratiquem o Amor na sua expressão mais pura, a Caridade na sua concepção abrangente, a Fraternidade conforme o modelo ensinado por Jesus e não continuem com a repugnável postura cultural da teatralização dos valores espirituais.
 

     Para a apreciação de todos.

Carinhosamente.   

Alamar Régis Carvalho/alamarregis@redevisao.net

www.redevisao.net/www.site707.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWRldmlzYW8ubmV0L3d3dy5zaXRlNzA3LmNvbQ==)
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 15 de Fevereiro de 2011, 11:50
Obrigada pela postagem que nos leva a refletir sobre vários aspectos! Parabéns pela iniciativa!
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2011, 11:56
Olá, EmBuscaDaLuz! Eu que lhe agradeço o retorno, amiga!
Com carinho,
Helena
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: Rafael Breyer em 15 de Fevereiro de 2011, 12:48
Até mesmo para discordar é preciso estudo. Hoje vemos criticas que tornaram-se quese em rótulo.

É muito oportuna essa reportagem, abrindo novos estudos e novos debates salutares. Eu me incluo entre aqueles que discordam de Baccelli, mas mesmo assim considero importante o estudo para pelo menos entendermos o "porque" discordamos.

Assistirei o programa, e tenho certeza que muito aprenderei com ele.

Parabéns pela iniciativa Helena.

Um Abraço Fraterno
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2011, 19:49
Olá, Brumas de Avalon!!

Obrigada pelo retorno!!


Você disse:
Citar
Eu me incluo entre aqueles que discordam de Baccelli, mas mesmo assim considero importante o estudo para pelo menos entendermos o "porque" discordamos.


Também discordo, amigo, de muitos pontos do Baccelli. Mas vamos assistir para termos mais subsídios...
Afinal, ninguém é dono da verdade, porque toda verdade, por mais verdadeira que seja, sempre será passível de uma segunda interpretação, que poderá demonstrar não ser tão verdadeira assim... Entretanto sabemos que aqueles que se julgam os detentores da verdade, sempre tentarão nos convencer de que sua maneira de ver as coisas, é a única real e exata... Não é verdade?

Com carinho,
Helena

Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: Mourarego em 15 de Fevereiro de 2011, 21:40
helena,
se uma coisa é dada como Verdade, já a esta não cabe mais interpretações, este um erro primário.
Só cabem interpretação  quanto a hipóteses, mas desde que já se verificou a veracidade do ensino ou do fato este virando verdade não necessita mais de interpretação.
abraços,
Moura
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2011, 22:16
Moura, meu querido, a Verdade não nos foi facultada. A Verdade absoluta só o Grande Gestor conhece.
O que conhecemos então? Temos apenas opiniões, Moura, mais ou menos embasadas, mas nada que seja irretorquível...
 Apenas opiniões, quer de espíritos desencarnados ou encarnados. Cada qual carrega a sua "verdade" relativa que coaduna com seu nível evolutivo, suas experiências acumuladas ao longo dos séculos.
Somos espíritos velhos, alguns muito velhos, outros menos, mas ainda assim: velhos!

Precisamos aprender a ouvir o outro, isso é básico para a convivência, sem pré julgamentos apenas porque lemos no livro A ou B que não é assim ou que á assado. Os livros foram escritos por seres humanizados, desencarnados ou ainda com seus escafandros. E cada qual emitiu uma opinião calcada no que acreditava ser "verdade".

 É importante saber ouvir, meu amigo, pois usando esse dom adequadamente, sempre poderemos tirar muito proveito. Basta termos a humildade de saber aceitar o fato de que  o outro poderá saber algo que ainda não deslumbramos, ou  poderá ter idéias inovadoras, que poderemos usar em nosso benefício.
Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: ram-wer em 15 de Fevereiro de 2011, 23:03
Querida Heleninha,

Após ler a coluna do Alamar trazida por você, eu já ia saindo daqui pensando: "Eles são espíritas, eles que se entendam" rsrsrs.

Mas resolvi catar na rede umas frases célebres:

"O maior inimigo do homem é a segurança". (Shakespeare)

"Uma nova verdade científica não triunfa convencendo seus oponentes e fazendo com que vejam a luz, mas porque seus oponentes finalmente morrem e uma nova geração cresce familiarizada com ela". (Max Planck, o pai da Física Quântica)

Beijão, Ram

Título: Re: Pinga Fogo Com Carlos Baccelli
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Fevereiro de 2011, 11:56
Olá, RAM!!

É, meu amigo... Pelo que tenho notado acho que sou tão espírita quanto você! rs

Concordo com ambas as frases!  ;)

"A dúvida é o preço da pureza" (Sartre, "O Muro")

"SENHOR, PROTEGEI AS NOSSAS DÚVIDAS, PORQUE A DÚVIDA É UMA MANEIRA DE REZAR. É ELA QUE NOS FAZ CRESCER, PORQUE NOS OBRIGA A OLHAR SEM MEDO PARA AS MUITAS RESPOSTAS DE UMA MESMA PERGUNTA..." (Paulo Coelho!! Por que não?? Xô preconceito!!) 

Com muito carinho,
Helena