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CONVÍVIO => Off-topic => Convívio => Tópico iniciado por: *Leni* em 02 de Dezembro de 2008, 15:28

Título: Determinismo e livre-arbítrio.
Enviado por: *Leni* em 02 de Dezembro de 2008, 15:28




A tese filosófica do determinismo, discutida há milênios pelos filósofos, sustenta que tudo o que acontece está predeterminado, podendo em princípio ser previsto por quem possua conhecimento completo do mundo em um dado instante. O Universo seria comparável a uma imensa máquina em funcionamento automático e infalível.

No exame das questões relativas ao determinismo é de suma importância, quer do ponto de vista filosófico, quer espírita, distinguir os acontecimentos do âmbito exclusivo da matéria daqueles que envolvem seres de natureza espiritual.

Muitos filósofos e cientistas de épocas passadas sustentaram que a matéria comporta-se de forma completamente determinista. Com a criação da ciência moderna, nos séculos XVI e XVII, essa posição ganhou força, visto que as novas teorias mecânicas, que culminaram na monumental síntese newtoniana, incorporam o determinismo em suas equações fundamentais.

Com o ulterior desenvolvimento da ciência a crença no determinismo enraizou-se. No final do século XIX e início do século atual, a formulação do eletromagnetismo, da mecânica estatística e das teorias da relatividade dentro desse mesmo referencial conceitual foi freqüentemente interpretada como sua consolidação definitiva.

No entanto, essa visão de mundo suscitou dificuldades filosóficas de grande monta, quanto à sua compatibilização com o livre-arbítrio humano. Com efeito, a experiência psicológica da liberdade de nossos pensamentos e ações é algo indubitável. Mas essa experiência parece conflitar com o determinismo da matéria, qualquer que seja a concepção acerca da natureza humana. É interessante notar que, com seu senso filosófico apurado, Allan Kardec abre a referida seção sobre a fatalidade precisamente com uma questão sobre o conflito entre fatalidade plena e livre-arbítrio.

Na perspectiva materialista, tudo no homem seria matéria. Ele estaria, pois, sujeito ao mesmo determinismo que existe no movimento dos astros, na queda de uma pedra, no movimento de um relógio. Como conciliar isso com o fato de sentirmos, com toda a clareza de que é capaz o nosso entendimento, que levantamos ou abaixamos o braço, andamos para a esquerda ou a direita, dizemos isso ou aquilo, com inteira liberdade?

Dificuldade semelhante surge na visão dualista, segundo a qual o homem é um espírito ligado a um corpo. Se o corpo, que é matéria, tiver seus mínimos movimentos predeterminados, como poderá o espírito atuar livremente sobre ele, fazendo-o executar essa ou aquela ação?

Os esforços dos filófosos para solucionar o problema não alcançaram qualquer êxito. Felizmente, porém, ele tornou-se amplamente irrelevante com o advento da mecânica quântica, na década de 1920. Essa teoria descreve a estrutura íntima da matéria, e representa a mais abrangente, precisa e bem sucedida teoria científica de todos os tempos. Pois bem: ao contrário das demais teorias físicas, a mecânica quântica não prevê um comportamento totalmente determinista para a matéria. Além disso, sofisticados estudos teóricos e experimentais recentes indicaram que qualquer tentativa de reinstalar teorias deterministas na micro física encontrará necessariamente dificuldades proibitivas.

Tais avanços da ciência parecem haver renovado o referencial conceitual no qual o problema do livre-arbítrio humano deve ser analisado. As perspectivas de se conceber o ser humano como um espírito livre que atua sobre um corpo material desbloquearam-se. Deve-se todavia notar que ainda quase nada foi feito nesse sentido nos círculos acadêmicos.

O Espiritismo, porém, há muito tempo estabeleceu essa concepção, por meio de suas investigações científicas dos fenômenos espíritas. Confirmou a visão dualista que situa o pensamento, a vontade e o sentimento do homem num espírito independente da matéria. Mostrou também que esse espírito antecede e sobrevive ao corpo. De acordo com os últimos avanços da ciência, o comando do corpo pelo espírito é perfeitamente compatível com as leis que regulam o comportamento da matéria, já que estas contemplam a existência de processos indeterministas no nível dos constituintes fundamentais dos corpos, como prótons, nêutrons, elétrons etc.

Silvio e Silvia Seno Chibeni.





Título: Re: Determinismo e livre-arbítrio.
Enviado por: Anton Kiudero em 30 de Março de 2009, 00:58
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Título: Re: Determinismo e livre-arbítrio.
Enviado por: Haga em 16 de Novembro de 2011, 08:33


http://tv.kabbalah.info Nós pensamos que somos pessoas livres, encontrando-nos livres neste mundo com ambos os pés no chão. Estamos confiantes que podemos fazer tudo, que temos o conhecimento, que sentimos. Nós operamos o mundo inteiro. Cada um é grande, entendedor, independente. Mas, pouco a pouco, uma imagem diferente é nos revelada, que todas as nossas acções estão a ser operadas de cima. Eu não sinto estes fios constantemente a me operarem. Eu volto-me, eu verifico as coisas, há um grande mundo à minha frente, eu quero conquistá-lo, virá-lo. Mas eu não me lembro, compreendo ou sinto que estou a ser operado, activado de cima.

"Eu não sou o executante porque eu quero executar, mas é executado sobre mim, de uma maneira obrigatória, e sem minha consciência." --Rabino Yehuda Ashlag (Baal HaSulam)

Se, em cada passo que tomo, há um fio de cima atado à minha mente e coração, então onde estou eu? Então a Cabala explica-nos que "você" não existe neste inteiro sistema operativo -- você está a ser operado.

"Aparenta que o cavalo conduz o cavaleiro por seu desprezível desejo, a verdade não é assim. É o cavaleiro quem conduz o cavalo ao seu destino." --Rabino Yehuda Ashlag (Baal HaSulam)

Mas você tem liberdade em apenas uma coisa: de concordar com esta activação, de estudar esta operação, de querer executar precisamente as mesmas acções que são executadas sobre si de cima e não ficar no caminho da Providência Superior. No momento em que você fizer o que ela lhe diz, você terá sucesso. Porquê? Porque você continuará junto com a Sabedoria Superior, não com a sua própria razão, e esta é a sua liberdade e é o melhor estado seguro possível, para você avançar na sua vida, e ter sucesso em tudo correspondendo à Sabedoria Superior. E logo, você ascenderá à Sabedoria Superior em graus, e irá conectar-se ao que o opera, e você será grande como ele, e não esta pobre coisinha não sabendo como a vida irá terminar.


Fantoches - Introspecções de Cabala, Dr. Michael Laitman (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PV81b3F6bmphcWxNI3dz)
Título: Re: Determinismo e livre-arbítrio.
Enviado por: Diegas em 16 de Novembro de 2011, 13:21
Olá


O livre-arbitrio sempre determina algo de positivo ou negativo, nesta ou em outra encarnação.



Abç