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CONVÍVIO => Off-topic => Convívio => Tópico iniciado por: Mourarego em 08 de Abril de 2011, 21:41

Título: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mourarego em 08 de Abril de 2011, 21:41
Crônica Sobre Atos da Vida
Moura Rêgo

A esquizofrenia (do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir"; e φρήν, "phren", "phrenés", no antigo grego, parte do corpo identificada por fazer a ligação entre o corpo e a alma, literalmente significa "diafragma") é um transtorno psíquico severo que se caracteriza classicamente pelos seguintes sintomas: alterações do pensamento,alucinações (visuais, sinestésicas, e sobretudo auditivas), delírios e alterações no contato com a realidade. Junto da paranoia (transtorno delirante persistente, na CID-10) e dos transtornos graves do humor (a antiga psicose maníaco-depressiva, hoje fragmentada na CID-10 em episódio maníaco, episódio depressivo grave e transtorno bipolar), as esquizofrenias compõem o grupo das Psicoses.

Hoje não sei bem como começar a encadear meus pensamentos.
Meu Estado, o Rio de Janeiro, ainda se encontra como que anestesiado pelos últimos acontecimentos.
O noticiário internacional já nos trouxe, em passado recente, histórias de crimes nefandos, também nos é de conhecimento relatos de babáries que o homem comete para com seus semelhantes.
Mas o episódio do dia 07 de abril do ano de 2011, certamente ficará marcado em nossas mentes como a maior prova de perversidade adoecida da qual já se tinha visto em nosso solo pátrio.
Conforme notícia veiculada pelo jornal O Dia:
         “Na manhã desta quinta-feira, 7 de abril, um jovem de 24 anos entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste da cidade, dizendo ter sido convidado para dar uma palestra aos alunos. Ele subiu três andares do prédio e entrou numa sala onde 40 alunos da nona série assistiam a uma aula de Português, abrindo fogo contra os estudantes com idades entre 12 e 14 anos.

Testemunhas relatam um verdadeiro massacre. Wellington Menezes de Oliveira teria mirado contra a cabeça dos estudantes, com a clara intenção de matá-las. Quase trinta alunos foram baleados e mais de 10 morreram. Após o ataque, o assassino deixou uma carta de de teor fundamentalista no local. O texto continha frases desconexas e incompreensíveis, com menções ao Islamismo e até mesmo práticas terroristas. Em seguida, ele se matou dando um tiro na própria cabeça.

 
Alunos, professores e funcionários da escola acreditam que mais de cem disparos foram efetuados. Wellington, um ex-aluno do colégio, estava armado com dois revólveres e recarregou a arma durante a ação. O imenso barulho também assustou a vizinhança, que ainda ouviu os gritos de horror das crianças que, ensanguentadas, correram às ruas em busca de socorro.”

Desde que fui informado deste massacre, tento equacionar o problema tendo em vista pouco que se sabe do caráter do criminoso.
Sabe-se que era homem de poucos amigos, de hábitos solitários, introvertido.
Este moço, segundo consta do noticiário, premeditou  todo o acontecimento, procurou atingir apenas as crianças, estudantes da escola municipal quem que já houvera estudado.
A justeza da premeditação, dá ao criminoso, o perfil de pessoa fria, calculista.
Especula-se que houvera, conforme alguns relatos de estudantes mais antigos, que Wellington houvera sofrido bullying quando estudava nesta mesma escola, mas, segundo os fatos, já estaria fora da escola há nove anos, o que nos faz pensar que se neste período o ódio acumulado, por causa do sofrimento pelo qual passou, não se arrefeceu, é que este moço, tinha tendência à mágoa profunda o que demonstra uma característica de transtorno mental.
Aventa-se a hipótese de ser Wellington, portador de esquisofrenia, fato de que não se pode obter senão conjecturas a respeito, mas uma coisa é certa: a premeditação, obstinada em causar mal à alunos que nem conhecia, demonstra forte indício deste transtorno mental.
Mas vamos ao que nos interessa enquanto Espíritas que somos:
A Doutrina Espírita nos ensina que há entre nós Espíritos que sendo ainda muito ignorantes, não se adaptam aos acontecimentos de nosso mundo atual.
Dessarte, não se encaixando socialmente, vivem solitariamente, o que lhes aumenta o risco desse tipo de manifestação transtornada.
Desde tempos imemoráveis, aqueles que estudarão o ser humano contruíram o pensamento único de que o homem só pode avançar se socializado.
Aristóteles e Santo Tomás de Aquino afirmavam:
Aristóteles: “O homem é naturalmente um animal político”.
Na Idade Média, Santo Tomás de Aquino o mais expressivo seguidor de Aristóteles, afirma que “o homem é por natureza, animal social e político, vivendo em multidão”.
Todavia, quem lhe dá estas característica não é, seguramente o corpo ou o berço, mas sim o Espírito que no homem habita.
As características inatas são o denunciador da qualidade de Espírito que o ser humano tenha habitando-o.
Segundo a imprensa, Wellington, depois da perda de sua mãe adotiva, ficou ainda mais introvertido.
Sempre de cabeça baixa, seu andar era do trabalho para casa onde se refugiava na Internet.
Contam os que com ele conviveram que desde o período da perda de sua mãe adotiva, Wellington começou a procurar e pesquisar pela Internet, sobre Islamismo.
Deixou a barba crescer, denotando uma aparência pela qual se queria mostrar como seguidor do profeta Maomé.
É neste ponto que voltando ao ensino Espírita nos lembramos de que a mistificação acelera certos processos de adoecimento moral trazendo maior facilidade para instalação, ou denotando mais fortemente estes transtornos mentais que já deveriam ser em germem, prisioneiros de seu eu interior.
Ora, aliando-se a solidão, a mágoa excessiva, a qualidade do Espírito e a sua ignorância ante as religiões e crenças, é de se facilmente convir que um ser nesta situação, passasse a viver um simulacro de realidade, e que nesta situação, criaria um arremedo de moral na qual viveria, já que lhe servia de todo modo às suas construções mentais adoecidas, este o quadro a que sou guindado em crer.

Dos fatos noticiados veio a ciência que Wellington escrevera duas cartas.
Numa delas deixava suas últimas vontades, em dando a constatar que o suicídio já era por ele uma realidade almejada.
Nesta carta em especial, de escrita pouco lúcida, o matador de treze crianças diz:
Usa Wellington termos como “impuros”, “fornicadores”, “adúlteros”, como a se ter como um ser superior a estes.
Contudo comete certos erros primários como as citações a Deus e a Jesus, que ao leitor mais atento, faz denotar a confusão que fazia entre Islamismo e Cristianismo.
Sob esta confusão mental, a tendência inata à Esquisofrenia encontra por certo solo fértil.
Pede, ao final da missiva suicida que alguém orasse perto de seu túmulo e que este, pedisse a Deus perdão pelos seus atos.
Ora, quem errou foi ele, e o simples fato de não ser ele a pedir por si próprio demonstra o nível de confusão e desalinho mental em que estava imerso.
A falta de coragem em assumir a vida, em se modificar, em se tornar um homem e não um matador de inocentes, faz não só aos Wellingtons da vida, mas aos Joãos, Josés etc, outros passíveis destes atos covardes.
Neste momento, o necessário é a informação isenta, mas mais que isto, a ação que tornará mais difícil a ação destas pessoas ensandecidas.
Não, não é hora de se falar em reestudo da lei de comércio de armas, já que como a verdade dos fatos denuncia, Wellington não as comprou em lojas, sabemos todos, mas a simples presença de uma guarda própria a todas as escolas, seria um elemento de coerção para afastar de nossos filhos este perigo que ainda existe.
Meus amigos foi uma tragédia que se abate por sobre muitas pessoas, foi um ato de extrema sandice perpetrado por pessoa adoecida.
Devemos e a hora é esta, erguer nossas mãos e do fundo de cada um de nós orarmos por estas vítimas inocentes que tragicamente deixaram o convívio dos que lhes amam;
Todavia, a Doutrina Espírita nos ensina, procedermos tolerantemente, não esquecendo nunca de nestas horas pagarmos o mal com o Bem.
Sei bem que aos familiares e amigos destas pequenas jóias, ser-lhes-á difícil tal atitude, mas que tomemos então, a nós este serviço e peçamos ao Pai e a nosso Mestre Jesus, pelo Espírito deste jovem perdido, mal informado e doente, chamado Wellington Meneses de Oliveira.
Rio de Janeiro, 08 de abril de 2011.
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mirina em 08 de Abril de 2011, 22:04
Amigo Moura,

lendo seu texto me veio a memória a passagem do Livro dos Espiritos onde eles informam que eventualmente espiritos de grau inferior podem adentrar planos superiores, porém uma vez ali encarnados se sentirão como estrangeiros.
Outra consideração que fiz foi a questão que cada crença e religião é destinada para um grau de adiantamento, daqueles que a seguem e dos trabalhadores espirituais que a sustentam.

Dói sobremaneira a nós pais, que diariamente deixamos nossos filhos nas portas das escolas públicas e particulares crendo que ali estaram sendo educados e seguros, constatar que estamos iludidos quanto a segurança e quiça a educação que lhes estão sendo providas.
Voltando hoje do banco perguntei-me porque nestes locais a segurança quanto as armas é tão vigilante, que, portadores de pequenas moedinhas são impedidos de entrar.  Lá só temos valores materiais.  Porque será que nas escolas, onde guardamos o nosso futuro e o do planeta, tal cuidado com a preservação da valiosa vida não é o mesmo?

Agora, neste momento só me resta pedir a sabedoria de vibrar energias curativas e esclarecedoras para as vitimas, seus pais e para este jovenzinho que se perdeu no meio do caminho!

Abs e muita luz,
Mirina
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Hebe M C em 08 de Abril de 2011, 22:15
Boa Noite Moura,
Diante de tanta barbárie , mais uma vez eu me calo. Não sei o que comentar, não consigo nem buscar uma razão para tamanho sofrimento destas famílias. Não consegui sequer assistir a reportagem até o fim. Que Deus ilumine todos os envolvidos neste episódio para que consigam superá-lo.
Um abço Hebe
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Blue soft em 08 de Abril de 2011, 22:34
         Moura amigo,
quando me deparei com esta situação, meu coração
apertou e eu fiquei paralizada, me imaginando naquela
situação.
         Sabe, amigo, todas as semanas em nossas reuniões
mediúnicas, espíritos que nos contam histórias de décadas
de planejamento de uma vingança, que se cumpre de uma
maneira ou de outra.
         Olhando para esta história, me vi em frente a um
"obsessor" encarnado, que sofreu um mal e levou este mal
às últimas consequências.
         Este rapaz, sofreu durante anos, porque, simplesmente
parou no tempo e ficou remoendo o sentimento de exclusão,
desamor e o pior de todos o distanciamento de si mesmo.
         Sim, amigo, tenhamos compaixão, como temos tido por
todos os espíritos que mesmo demonstrando mal, no íntimo
está em sofrimento, tristeza, angústias e tudo isto intensamente.
         Roguemos ao Senhor por este irmão, que por ainda não
compreender os sentimentos, leva o sofrimento a outros corações
e o consolo a todos os que perderam seus entes queridos.

                       Carinhos, amigo querido.

                                Blue Soft
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mourarego em 09 de Abril de 2011, 16:15
Então meus amigos,
peço inicialmente desculpas pelos pequenos erros de digitação no texto que enviei.
É que a emoção e a pressa no entregar este texto a vocês me fez esquecer de corrigi-lo como faço sempre com os outros.
Sobre este moço, o Wellington, vejo em sua situação de excluído por vontade própria a sua própria sentença, pois foi ele o juiz de seus atos.
Para mim é um pobre Espírito e um Pobre de Espírito.
Premeditou nos mínimos detalhes todos os atos e partiu para sua empreitada dirigindo-se ao alvo escolhido.
Não valem as alegações de bullying sofrido pois estes atos do seu passado não lhe dariam autorização para uma resposta tão violenta e intempestiva já que os que responderam por eles foram apenas pessoas inocentes que não tiveram qualquer participação no sofrimento que possivelmente ele haja sofrido.
Costumo me utilizar destes acontecimento para fazer revivescer os ensinos que a DE nos trás e que nos ensinam a passar por qualquer situação.
Sim maninha Mirina, o LE nos mostra que em algumas situações os Espíritos menos evoluídos passam por mundos superiores, mas que fique claro, como passageiros de um ônibus do qual não têm a permissão para descer.
Quer a misericórdia do Divino, que eles vendo a leveza destes mundos e a felicidade reinante ali, reforcem sua vontade em lá estarem um dia.
Wellington, tinha em nosso próprio mundo, possibilidade de ver esta felicidade, pois que ela ocorre, se bem que de maneira menos pronunciada, mas se estiolou, fugiu do contato social e com isso perdeu a barca do tempo.
O fato em si reforça uma idéia que já defendi há anos atrás na Universidade, nos simpósios de direito penal que tínhamos.
A meu ver, os políticos quererem colocar em discussão a compra e venda de armas fazem apenas coisa para inglês ver, pois que é de segurança que se fala.
A guarda municipal municiada de armas não letais, prestaria um auxílio muito grande na porta das escolas mas é usada quase que exclusivamente para promover multas de trânsito, função que não é sua.
Possivelmente o fato danoso ocorreria, mas em muito menor circunstância.
Observe-se que há políticos contrários a esta idéia, a meu entender é por simples ignorância, e mesmo por uma visão de que para se discutir dentro do pensamento destes, fatalmente teriam de montar uma das tantas comissões e com isso desculpem-me meter a mão no erário público engordando seus salários.
Mas o fato é este, se houvesse uma pessoa encarregada da segurança da escola este fato não teria sido do tamanho que foi, se bem que se houvesse apenas uma morte já seria demais.
Ontem o jornal da TV noticiou que o Wellington comprou uma de suas armas por R$250,00, logo não foi numa loja, o que já desmonta a idéia destes políticos sobre comérico legal de armas. Vocêsj´[a viram algum traficante entrando numa loja de armas e comprando armas legalizadas? O brasil comercia Aks 47, Rugger, Colt, M16? Pois é...
Falou-se até em Lei Maria da Penha que, na minha opinião é apenas outra coisa para levantar poeira e impedir ações mais importantes. Explico:
Esta e a lei da homofobia, forma um conteúdo apenas de politicagem o Código Penal já prevê penas e processualística para estes casos, a meu entender o endurecimento das penas seria um passo muito mais fácil e certeiro para que se diminuísse estes fato.
Mas isso não angaria votos, e estas leis puramente de formato politiqueiro sim.
mas estes são outros aspectos da questão que não têm a ver com a doutrina.
abraços,
Moura
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Anton Kiudero em 09 de Abril de 2011, 17:53
Existe o acaso?
Existem inocentes?
Pode algum mal alcançar a quem não mereça ser alcançado?

Claro que não. Cada um recebe os atos materiais de acordo com o seu merecimento. E isto sempre é para o seu bem e fruto do amor divino.

Para nos, em nossa cegueira e sem conhecer nada, cada instante é um acaso, mas somente para nos....

Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mourarego em 09 de Abril de 2011, 18:01
Anton,
Não sei quem está viajando na maionese, se você ou eu...
O tal do Wellington resolve "sentar o dedo" em pessoas que não fizeram a ele e estas, as vítimas receberam o que mereciam?
Repare no que escreveu...
"Existe o acaso?
Existem inocentes?
Pode algum mal alcançar a quem não mereça ser alcançado?

Claro que não. Cada um recebe os atos materiais de acordo com o seu merecimento. E isto sempre é para o seu bem e fruto do amor divino."
Se é este o seu entendimento mano, volte aos primórdios do ensinamento doutrinário, porque o amigo, a ver deste modo, certamente estará necessitando.
Abraços,
Moura
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Elsamar em 09 de Abril de 2011, 18:36
Olá amigo Moura,

nem sei o que dizer. Nem consegui ver bem a reportagem porque o meu coração fica aflito.
Não sei se haverá maneiras de evitar estes acontecimentos, porque hoje mesmo já aconteceu outro tiroteio em Amsterdão, num centro comercial. Nem sei se se poderá culpar alguém além do agressor. Cada vez mais estas situações acontecem em todo o lado.

Lamento pelas vítimas, pelos familiares e pelo próprio Wellington.
Resta-nos orar.

Abraço.
Elsa
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mourarego em 09 de Abril de 2011, 18:48
É verdade Elsa,
em Amsterdam hoje morreram cinco.
Abração,
Moura
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Anton Kiudero em 09 de Abril de 2011, 19:57
Não sei quem está viajando na maionese, se você ou eu...
O tal do Wellington resolve "sentar o dedo" em pessoas que não fizeram a ele e estas, as vítimas receberam o que mereciam?

Deus sabe o momento e a forma da morte de cada um, incluindo a todos deste forum e nos dois evidentemente. O aparente causador da morte de alguem foi apenas o instrumento, assim como as placas tectonicas que se moveram no Japão ou a chuva que assediou a região serrana do Rio no inicio do ano.

Deus é a causa primaria de TODOS os acontecimentos e não dos acontecimentos que algum grupo de pessoas classifica de 'coisas boas'.

Caso contrario voce estara dizendo a Deus: Deus, voce errou! Mas voce possui o absoluto e incontestavel livre arbitrio de sentir o que deseja... E a ninguem é dado dizer que voce esta certo ou errado.


Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Hebe M C em 09 de Abril de 2011, 21:48
Olha, acho que estas questões esclarecem um pouco a discussão.

OLE
Influência dos Espíritos sobre os acontecimentos da vida

525 a Eles exercem essa influência de outro modo, além dos pensamentos que sugerem, ou seja, têm uma ação direta sobre a realização das coisas?

– Sim, mas nunca agem fora das leis da natureza.

☼ Imaginamos erroneamente que a ação dos Espíritos deve se manifestar somente por fenômenos extraordinários. Desejaríamos que nos viessem ajudar por milagres e nós os representamos sempre armados de uma varinha mágica. Mas não é assim; e porque sua intervenção nos é oculta, o que fazemos, embora com a sua cooperação, nos parece muito natural. Assim, por exemplo, provocarão a reunião de duas pessoas que parecerão se reencontrar por acaso; inspirarão a alguém o pensamento de passar por determinado lugar; chamarão sua atenção sobre um certo ponto, se isso deve causar o resultado que tenham em vista obter, de tal modo que o homem, acreditando seguir somente um impulso próprio, conserva sempre seu livre-arbítrio.

527 Tomemos um outro exemplo em que o estado natural da matéria não seja importante. Um homem deve morrer fulminado por um raio; ele se refugia sob uma árvore, o raio brilha, explode e o mata. Os Espíritos puderam provocar o raio e dirigi-lo até ele?

– É ainda a mesma coisa. O raio atingiu a árvore nesse momento porque estava nas leis da natureza que fosse assim; não foi dirigido para a árvore porque o homem estava debaixo dela. Ao homem, sim, foi inspirado o pensamento de se refugiar debaixo da árvore em que o raio deveria cair, porém a árvore seria atingida, estivesse o homem debaixo dela ou não.

528 Um homem mal-intencionado dispara uma arma contra outro, a bala passa de raspão e não o atinge. Um Espírito benevolente pode tê-la desviado?

Se o indivíduo não deve ser atingido, o Espírito benevolente lhe inspirará o pensamento de se desviar ou poderá dificultar a pontaria do seu inimigo de modo a fazê-lo enxergar mal. Mas a bala, uma vez disparada, segue a linha que deve percorrer.

Lembro-me na reportagem um menino gordinho agradecendo a Deus por estar vivo.
Narrou que pediu ao homem que não o matasse, e o assassino respondeu. " Fica quieto gordinho, não vou fazer nada com você não".
Alguem lembra disso?

Um abço Hebe
PS: Grifo meu
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mirina em 09 de Abril de 2011, 22:30
No inicio do texto o amigo Moura não deixa dúvidas de que certamente ao agir desta forma, e, lendo o texto que deixou, o jovem se encontrava em extrema confusão mental.  Haja visto ter também se associado a energias afins, que contribuiram para que tudo chegasse ao trágico fim que atonitos presenciamos.
Claro que seria muito simplista de nossa parte debitar a culpa nas más influencias que certamente estavam envolvendo este jovem.  Sabemos que estas jamais teriam se aproximado se deste não houvesse permissão.  Claramente temos também que durante o ocorrido por meios que desconhecemos este jovem escolheu as pessoas que mataria!
Nunca saberemos por qual critério ele definiu quem poderia viver e quem deveria morrer, mas sabemos que as influencias que agiram com ele neste momento tiveram parte nesta escolha!

Dificil definir uma culpabilidade, como também é dificil entender a faixa vibratoria em que uma alma se coloca para chegar a esta atitude.  Certo é que estava enfermo, da alma e mentalmente, e que, aqueles próximos que assistiram seu adoecimento aos poucos, foram incapazes de oferecer um auxilio que o ajudasse e que evitasse um mal maior.
Aquele que podendo, não se dispõe a fazer o bem erra tanto quanto aquele que praticou o mal.

Temos que vigiar sempre, inclusive para estarmos disponiveis ao outro, basta que salvemos apenas mais um e muito já teremos feito.

Abs,
mirina
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Hebe M C em 09 de Abril de 2011, 23:05
Boa Noite,
Mirina, não salvamos ninguém, o máximo que conseguimos fazer é a própria pessoa enxergar a si mesmo. Isso não quer dizer que devemos desamparar ou virar as costas, mas se a pessoa não quiser, nem Cristo salva.
Penso que o que está sendo discutido é, ninguém morre na hora errada ou por descuido de Deus, pode morrer através de uma bala de revólver ou no leito confortável.
Não há injustiça divina a não ser sob o nosso ponto de vista, diz a DE.
Deus tudo vê e tudo consente, nada consegue ir contra a Lei Natural, se assim não estiver estipulado, foi o que eu compreendi nessa ação dos Espíritos nos acontecimentos da vida.

Um abço
Hebe
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mirina em 09 de Abril de 2011, 23:07
Bom Hebe,

mas se o rapazinho tivesse sido internado a tempo, alguem poderia ter salvo estas vidas não é verdade?
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Hebe M C em 09 de Abril de 2011, 23:18
Não,
Os meninos que morreram e os que se salvaram poderiam estar exposto a outro episódio, como por exemplo, um desabamento da escola, uns morrem e outros não.
Não estou discutindo a ação do louco que os matou, essa forma de morrer é chocante.
Num episódio deste se não tivermos essa compreensão, é fácil as pessoas envolvidas se revoltarem contra Deus. Vemos muito isso acontecer.
Esse episódio mostra muito mais que a ação de um louco, mostra o descaso das autoridades, a falta de zelo, ou seja, a falta de visão do ser humano em relação ao outro.
Tudo é aprendizado.
Não é fácil pra mim assistir um episódio deste acontecer, tenho dois filhos morando sozinhos no Rio e numa idade que se expoem, 20 e 23 anos, saem à noite, se movimentam pela cidade. Podem ser vitimas de um episódio deste também, e não é só no Rio, acontece em todos os lugares, vide o episódio do cinema em SP e vários outros nos Estados Unidos.

Um abço Hebe
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mirina em 09 de Abril de 2011, 23:29
Amiga Hebe,

Estou me referindo a este caso especifico.
A questão levantada pelo que entendi não foi se Deus consentiu ou não tal tragédia, e sim porque isto continua se repetindo e nós assistimos e nada fazemos?
Um rapaz de 24 anos deixa crescer sua barba como Maomé, adota comportamentos estranhos, depreda sua casa, e todos envolta dele assistem e nada fazem, é uma tragédia anunciada.

Agora, vc consegue entender que tudo tem o consentimento divino, e não consegue serenar sua inquietação diante do fato de seus filhos morarem sozinhos no Rio?  Isto não lhe parece sentimentos contraditorios, se vc realmente crê no que escreve, deveria reagir de forma mais serena, vc não acha?

Acho sim que este menino se adoentou e quem estava por perto nada fez por ele,e neste caso foi cumplice desta tragédia toda. Ocorre o mesmo com crianças violentadas ou torturadas, as pessoas veem e fingem não ver, e depois choram. Não se engane, todos responderão no final.  Não deixe que sua crença na vontade divina a conduza na inércia e na inação diante dos fatos.

desculpa a sinceridade, mas as vezes acho que seu critério se define entre certo e errado, e as coisas e fatos não obedecem a esta máxima!

Abs,
Mirina
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Hebe M C em 09 de Abril de 2011, 23:43
Mirina,
Eu estou absolutamente serena em relação aos meus filhos, não há contradição alguma no que eu estou dizendo, me preocupo sim, mas não deixo de dormir ou peço que retornem e abandonem suas vidas, porque estão mais ou menos  expostos ao perigo por morarem no Rio.
Apenas esses meninos que morreram, morreram porque seu tempo aqui foi concluído, poderia ter sido por um acidente ou pelas mãos de um louco.
Não sou conivente com o ato em si, e nem com o descaso de não ter sido tratado de forma alguma.
Já perdi filho, pai, e marido em idades não avançadas, aliás muito cedo.  Sei a dor que é ter pessoas queridas arrancadas da nossa vida subitamente.
Se eu não compreendesse que isto viria na hora que tinha que vir e todo o aprendizado e maturidade que adquiri, teria me revoltado contra Deus. E vou te dizer, não é fácil e nem passei por isso friamente.
Nada acontece por  um  acaso. Isso que quero dizer.
Quanto a inação e conformismos não se refere a mim em absoluto, disse e repito o episódio serviu para ver o descaso das autoridades, como as pessoas estão expostas a esse tipo de ação, serve também para providências serem tomadas, tudo ocorreu em uma área pobre do Rio, eu nasci e morei nesta cidade a vida toda, sei o descuido destas áreas carentes, sei o contraste social que existe, e já trabalhei em ajuda a comunidades pobres, nada do que  falei foi sem respaldo na minha vivência e compreensão da DE.
Um abço Hebe
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Gisella em 10 de Abril de 2011, 03:26
Olá, amigos...

Caro Moura, como você, fiquei sem saber o que pensar e como pensar no momento em que ouvi a reportagem na TV.

Conversando com o meu marido, hoje pela manhã, sobre este assunto,  algo que nos chocou (sinceramente falando) foi ouvir do Governador do Rio de Janeiro as seguintes palavras: "um psicopata animal"!! Não estou defendendo o Wellington, mas o sr Governador errou por 2 vezes:

1º - se o rapaz é um psicopata,ele é doente e, sendo doente o estado (caso a família não tenha condições financeiras) deve dar respaldo a este "cidadão", o que não se consegue, pois as filas para atendimento psiquiátrico são enormes e quando se consegue uma consulta, 15 minutos (e olhe lá) de consulta e dá-lhe remédio ...
2º - tratar um doente como animal é um erro crasso, pois em nenhum momento ele pensou também na dor da família do Wellington. Será que o doente mental deve ser tratado dessa maneira?? E se o doente fosse o filho dele?? Ele o trataria como animal??

Bem, outro ponto que eu gostaria de abordar, se me permitem, é sobre a Lei de Ação e Reação. Não estou fazendo apologia ao crime e muito menos dizendo que devemos ficar assistindo de camarote sem tomar qualquer atitude para que as coisas mudem, já que "Deus quis".. absolutamente.

Mas, certa vez, em Curitiba, ouvi algo de um palestrante carioca muito conceituado, que "não existem balas perdidas" e, neste ponto, estou com ele... claro que não sou conformista, mas esta Lei existe, bem o sabemos, e ela é cumprida em toda a sua totalidade, desde que nada façamos para modificar determinada situação.

E, Jesus disse algo muito forte, ao meu ver, no sentido de "chacoalhada": "O escândalo há de vir; mas ai daquele por quem o escândalo venha"... ou seja, no meu entender, estas crianças (e suas famílias) deveriam passar por esta situação trágica, mas o Wellington promoveu o escândalo, mas poderia ter usado do seu livre arbítrio (se tivesse) e não cometer tal crime.

E nós, como devemos nos sentir?? sabendo da Lei de Causa e Efeito, devemos trancar o coração e achar isso normal??

Acredito que, se um dia deixarmos de sentir compaixão por essas famílias, por esses seres que partiram de maneira tão trágica e pelo causador de tanta dor, deixaremos de ser Espíritos dotados de humanidade...

Perdão se me estendi demais, mas procurei ser nada simplista e muito menos conformista...

Abraços fraternos,

Gisella  ;)
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Hebe M C em 10 de Abril de 2011, 03:43
Boa Noite Gisella,
Foi exatamente isto que eu falei.
Sentimos pelo o que aconteceu? Lógico.
Somos coniventes com o assassíno? Não.
Nos preocupamos, ficamos comovidos? Claro que sim, mas a DE se faz clara neste item, bem lembrado a questão do escândalo, era a isso que me reportava.
Para que serve este episódio medonho. Para ver o quanto há em descaso, tanto no tratamento que deveria ser dado a este rapaz, quanto a proteção dos meninos ali expostos.
Quanto as mortes, não podem ser evitadas se estiverem na hora de acontecer, qualquer espírita entende isso, seria como foi ou de outra forma. Cada espírito tem seu tempo na Terra.
O que devemos fazer? ficar imobilizados, estarrecidos , fechados na dor da perda, ou revoltados?
Não.
Isso é não compreender o porquê que coisas ruins acontecem e que a DE explica tão bem.

Um abço Hebe
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Anton Kiudero em 10 de Abril de 2011, 10:56
Alguem se recorda de um unico homem que não tenha passado pela 'morte', desde que o mundo é mundo? Santos e facinoras passam igualmente por este processo e num ritmo alucinante. Num planeta com cerca de 6 bilhões de habitantes, devem 'morrer' diariamente cerca de 270.000 homens, mulheres e crianças. Um pouco mais ou pouco menos que um tsunami que arrasou parte da Indonesia ha alguns anos.

Morrem na cama, por acidentes com maquinas, por afogamento, pelo fogo, triturados por mil formas, torturados, assassinados e de fome. E tudo isto é parte da vida do espirito que vivencia estas experiencias para o seu bem espiritual. Nos nada sabemos nem de nos mesmos, nada sabemos do que se passa atras de uma simples parede então como podemos pretender julgar o que é melhor para cada um dos 'mortos' de cada dia?

Ensina o LE bem no inicio que Deus é a causa primaria de todas as coisas. E que cada um (espirito) recebe de acordo com o seu merecimento. Então não ha que espantar-se com qualquer fenomeno que vemos acontecer. São todos, igualmente ações divinas solicitadas pelos espiritos antes de aventurar-se na encarnação.

São provas e que são bem mais amplas do que parecem ser a primeira vista. Há os que 'morrem' e ha os feridos, há os familiares que sofrem por falta de fé e há os milhões de espiritos encarnados que tem a oportunidade de ver a ação divina e comprende-la ou não.

Aproveitem esta oportunidade para despirem-se de suas verdades ilusórias e compreender a pequenez de si mesmos frente ao Pai.

Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mourarego em 10 de Abril de 2011, 17:03
Tome seu conselho, mano Anton, a si mesmo, e já será um bom começo hehehe
Abração,
Moura
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Gisella em 10 de Abril de 2011, 17:08
Boa Noite Gisella,
Foi exatamente isto que eu falei.
Sentimos pelo o que aconteceu? Lógico.
Somos coniventes com o assassíno? Não.
Nos preocupamos, ficamos comovidos? Claro que sim, mas a DE se faz clara neste item, bem lembrado a questão do escândalo, era a isso que me reportava.
Para que serve este episódio medonho. Para ver o quanto há em descaso, tanto no tratamento que deveria ser dado a este rapaz, quanto a proteção dos meninos ali expostos.
Quanto as mortes, não podem ser evitadas se estiverem na hora de acontecer, qualquer espírita entende isso, seria como foi ou de outra forma. Cada espírito tem seu tempo na Terra.
O que devemos fazer? ficar imobilizados, estarrecidos , fechados na dor da perda, ou revoltados?
Não.
Isso é não compreender o porquê que coisas ruins acontecem e que a DE explica tão bem.

Um abço Hebe


Oi, Hebe...

Isto pra mim se chama consciência!!

Quando entendemos os porquês da Vida, seu processo, temos mais consciência, o que muitos que não entendem a DE acabam por nos chamar de frios... nada disso, apenas aprendemos a não nos revoltarmos contra a Misericórdia Divina que tudo faz para o nosso bem... não é assim??

Abraços fraternos

Gisella  ;)
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Rose FRA em 10 de Abril de 2011, 17:46
Boa Tarde Amigos de Forum e de Jornada,
Desejando paz a todos, venho postar algo que nos explica com sensatez os acontecimentos violentos nos dias de hoje. 
Aproveitem a leitura!!

Com carinho,

Rose


Ante os perigos reais ou imaginários é comum o sentimento do medo, do temor, do pavor.

Nos dias atuais, a violência e os crimes contra a liberdade e a vida constituem preocupacoes dos habitantes das grandes cidades.

É necessário lembrar que a  coragem interior nao exclui a prudência diante dos perigos reais.  Também nesse particular deixou-nos o Mestre Divino a licao do exemplo.

Cercado de perigos e ciladas armados pelos fariseus e sacerdotes, escribas e homens do povo,  sempre mostrou uma coragem serena, sem revides.

Fez mais.  Com sua autoridade exemplar, recomendou aos discípulos atentos que cultivassem a fé e a coragem em todas as situacoes:
"No mundo tereis tribulacoes.  Tende bom ânimo; eu venci o mundo."

E os discípulos amados guardaram sua advertência, enfrentando até mesmo a morte com estoicismo e coragem.

Temem-se as doencas, as dificuldades de ordem econômica, o desapreco dos familiares e amigos, a solidao, a morte.

Bens materiais, poder e os mais diferentes antídotos inventados pelo utilitarismo da vida material nao evitam as dores inafastáveis da trajetória humana.

Para evitar-se a revolta inútil diante do sofrimento, o remédio está no esclarecimento que a Doutrina Consoladora oferece, afastando as dúvidas sobre a Justica infalível.

A aceitacao do que nao podemos evitar depende de uma fé sincera em nosso Criador, e de uma coragem firme que nos compete criar e desenvolver, para nossa companheira de todas as horas.

É preciso usar tolerância diante dos desacertos alheios e a coragem da justica no julgamento de nossos erros e enganos.

É preciso coragem para continuar amando e compreendendo aqueles que setornam nosso adversários.

É preciso coragem para ajudar e servir os inimigos, convencendo-nos de que nós nao temos inimigos.

É preciso coragem para atravessar os charcos e transpor os espinheiros que se apresentam em todas as existências humanas, neste mundo áspero.

Revista Reformador - Artigo - Coragem - Juvanir Borges de Souza.
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Gisella em 10 de Abril de 2011, 19:10
Boa Tarde Amigos de Forum e de Jornada,
Desejando paz a todos, venho postar algo que nos explica com sensatez os acontecimentos violentos nos dias de hoje. 
Aproveitem a leitura!!

Com carinho,

Rose


Ante os perigos reais ou imaginários é comum o sentimento do medo, do temor, do pavor.

Nos dias atuais, a violência e os crimes contra a liberdade e a vida constituem preocupacoes dos habitantes das grandes cidades.

É necessário lembrar que a  coragem interior nao exclui a prudência diante dos perigos reais.  Também nesse particular deixou-nos o Mestre Divino a licao do exemplo.

Cercado de perigos e ciladas armados pelos fariseus e sacerdotes, escribas e homens do povo,  sempre mostrou uma coragem serena, sem revides.

Fez mais.  Com sua autoridade exemplar, recomendou aos discípulos atentos que cultivassem a fé e a coragem em todas as situacoes:
"No mundo tereis tribulacoes.  Tende bom ânimo; eu venci o mundo."

E os discípulos amados guardaram sua advertência, enfrentando até mesmo a morte com estoicismo e coragem.

Temem-se as doencas, as dificuldades de ordem econômica, o desapreco dos familiares e amigos, a solidao, a morte.

Bens materiais, poder e os mais diferentes antídotos inventados pelo utilitarismo da vida material nao evitam as dores inafastáveis da trajetória humana.

Para evitar-se a revolta inútil diante do sofrimento, o remédio está no esclarecimento que a Doutrina Consoladora oferece, afastando as dúvidas sobre a Justica infalível.

A aceitacao do que nao podemos evitar depende de uma fé sincera em nosso Criador, e de uma coragem firme que nos compete criar e desenvolver, para nossa companheira de todas as horas.

É preciso usar tolerância diante dos desacertos alheios e a coragem da justica no julgamento de nossos erros e enganos.

É preciso coragem para continuar amando e compreendendo aqueles que setornam nosso adversários.

É preciso coragem para ajudar e servir os inimigos, convencendo-nos de que nós nao temos inimigos.

É preciso coragem para atravessar os charcos e transpor os espinheiros que se apresentam em todas as existências humanas, neste mundo áspero.

Revista Reformador - Artigo - Coragem - Juvanir Borges de Souza.



Rose, excelente texto...

Obrigada por compartilhar, pois precisamos, cada vez mais, nos conscientizarmos disso..

Abraços fraternos,

Gisella  ;)
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Civan em 12 de Abril de 2011, 02:51
Sendo espírita e confiando que nosso Supremo mandatário não cometeria injustiça, estamos (em minha opinião) diante de uma prova cármica.
É profundamente doloroso conviver com fatos que estamos convivendo, como por exemplo, essa barbárie.
Culpa de quem?
Vamos tentar exemplificar: 
Assistimos todos os anos a perseguição de touros pelas ruas estreitas de Pamplona na festa espanhola de San Fermím. Depois de irritarem bastante o animal inclusive ferindo-o, bicho através de seu instinto  corre para todos os lados atacando a todos. Geralmente muitos são feridos até que o pobre animal seja abatido.
O personagem do triste episódio ocorrido nessa escola de Realengo - RJ, foi por anos humilhado por seus colegas de turma que o  colocaram inclusive de ponta cabeça numa lata de lixo e num vaso sanitário. As meninas hoje mulheres e muitas já mães o instigava e o humilhava sem que ele esboçasse uma reação normal de defesa.
Culminou no que infelizmente assistimos com a desgraça em diversos lares com a morte prematura de inocentes que vieram a  substituir os verdadeiros “culpados” do passado.
Claro que existe uma lógica que não aceitamos. O irmãozinho doente agiu como o touro age quando irritado e humilhado, só que com efeito retardado. Seu ato insano enlutou todos os seres humanos do planeta que tem Deus dentro dos seus corações.
 Devemos pensar muito quando assistimos a jovens passarem alegres para uma faculdade e serem  submetidos a” trotes” que as vezes lhes custa a própria vida.
Devemos pensar também na permissividade mundial através da comercialização de armas.
A  alegria dos  fabricantes de armas vem a ser a tristeza de muitas famílias. O Brasil é o terceiro colocado do mundo nesse tipo de indústria. Enquanto proliferarem armas proliferarão também traficantes de drogas e desgraças como assistimos todos os dias. A ONU se impedisse a venda indiscriminada e só permitisse a comercialização para as forças armadas de Países legalmente constituídos, não colaboraria com os “Wellingtons” armados pelo mundo. 

Os espíritos dessas crianças seguirão seus destinos junto à espiritualidade e com toda certeza chegará um momento que perdoarão e libertarão o algoz do Umbral.  Os Espíritos de Luz, com toda certeza promoverão essa reconciliação.
Civan (Carlos Vandesteen)
Título: Re: Crônica sobre Atos da Vida
Enviado por: Mourarego em 12 de Abril de 2011, 15:17
Caro CivaN,
apesarde compreender a sua idéia, permita-me informar:
1. Segundo a doutrina em nenhum de seus ensinos relaciona-se nada a ver com Karma.
O vocábulo quer dizer apenas "ação", logo não repercute na informação de débitos pretéritos.
2. sobre o ocorrido do último dia dezessete, não se tem confirmação de que o matador de doze crianças tenha sofrido Bullying e mesmo que tivesse sido alvo desta covardia, tal fato não o poria em condição de fazer a pretensa "justiça".
Não mano, não é tal como no seu exemplo das corridas de touro, já que Wellington, era dotado da mesma inteligência e raciocínio de que nós também o somos, aliás usou-a para premeditar cada passo que deu. Disso sim, já se tem provas.
O boi da Espanha é animal irracional, por isso age por impulsos, o homem, mesmo Wellington, raciocina e faz o teatro dos acontecimentos futuros antes da ação propriamente dita. Dai sim, dimanam todos os seus erros.
Abração,
Moura