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CONVÍVIO => Off-topic => Convívio => Tópico iniciado por: *Leni* em 30 de Novembro de 2008, 16:11

Título: A VIDA SECRETA DE JESUS I
Enviado por: *Leni* em 30 de Novembro de 2008, 16:11
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O que fez Jesus Cristo dos treze aos trinta anos?
Foi iniciado em doutrinas esotéricas?
Teve dotes paranormais?
Viveu na Índia até a velhice, com mulher e filhos?


A VIDA SECRETA DE JESUS I

A cena é conhecida: a criança nasce na família e no local profetizados séculos antes e uma estrela se desloca para indicar em que parte do mundo uma virgem deu à luz o Filho de Deus, o Messias. Aos doze anos, o menino Jesus discute a lei de seu povo — os judeus — com os sábios do Templo. Corte brusco. O personagem reaparece com trinta anos de idade, sendo batizado e iniciando a fase de pregação. Seus ensinamentos reafirmam a doutrina mosaica, mas incluem preceitos revolucionários, como o perdão aos inimigos. E faz milagres: transforma água em vinho, multiplica alimentos, levita, transfigura-se, conversa com espíritos, cura doentes. Afinal, ressuscita a si próprio, antes de ascender ao céu.

Entre uma imagem e outra, o que aconteceu no tempo que passou? Os quatro narradores "oficiais" dessa história (Mateus, Marcos, Lucas e João) se contradizem, talvez por a Bíblia ter sido escrita muito tempo depois dos eventos, com base em textos mais antigos e na tradição oral.

Em cima das contradições e omissões, formularam-se hipóteses a respeito da vida secreta de Jesus. Algumas delas foram, em parte, confirmadas por outras fontes, como os manuscritos do mar Morto, descobertos em 1947.

Pode-se então especular sobre o aprendizado de Jesus (que na certa não se deu na casa do carpinteiro José e da jovem Maria), sua vida dos treze aos trinta anos, o caráter parapsicológico dos milagres, a morte na cruz, a sobrevivência ao martírio e até suas ligações conjugais.

Raízes do cristianismo:
Essênios, fariseus e saduceus constituíam as seitas em que se dividia o judaísmo na época de Jesus. Os primeiros distinguiam-se dos demais por conservarem as tradições e o sistema de vida dos profetas. Tinham dois núcleos principais: um no Egito, à margem do lago Maoris, e outro na Palestina, em Engaddi, ao lado do mar Morto. Sua missão era curar doenças do corpo e da alma — o nome "essênio" provém do termo sírio asaya, que significa terapeuta.

Conforme espiritualistas de diversas correntes, Jesus, se não foi um essênio, pelo menos manteve contato com eles. O teósofo francês Édouard Schuré (1841-1929) afirma que Maria, mãe de Jesus, era essênia e destinara seu filho, antes do nascimento, a uma missão profética. Seria por isso chamado nazareno ou nazarita, como os outros meninos consagrados a Deus.

Harvey Spencer Lewis, dirigente máximo da Ordem Rosacruz das Américas do Norte, Central e do Sul, nas primeiras décadas do século XX, também afirma a origem essênia de Jesus. Segundo ele, Maria e José eram gentios (habitantes da Galiléia considerados "estrangeiros" pelos palestinos) pertencentes à Fraternidade Essênia, embora formalmente ligados à fé mosaica, de acordo com as leis locais.

A descoberta, em 1947, de antigos manuscritos em grutas próximas ao mar Morto — os "rolos do mar Morto" — reforçou essas hipóteses, mostrando com mais clareza o enraizamento da igreja cristã primitiva na Fraternidade Essênia.

No início dos anos 50, o arqueólogo inglês G. Lankester Harding, diretor do Departamento Jordaniano de Antiguidades, publicou um informe sobre o conteúdo dos seiscentos manuscritos e milhares de fragmentos encontrados no mar Morto. Diz ele que "a revelação mais espantosa contida nos documentos essênios até agora publicados é que a seita possuía, anos antes do Cristo, terminologia e prática que sempre foram consideradas especificamente cristãs. Os essênios praticavam o batismo e compartilhavam uma ceia litúrgica, de pão e vinho, presidida por um sacerdote. (...) Muitas frases, simbolos e preceitos semelhantes aos encontrados na literatura essênia estão no Novo Testamento, particularmeflte no Evangelho de João e nas epístolas de Paulo. (...) É significativo que o Novo Testamento não mencione uma única vez os essênios, embora lance freqüentes ataques a outras seitas importantes, a dos saduceus e a dos fariseus".

As evidências não param ai. E, em função delas, muitos estudiosos concluíram que a Igreja prefere não as considerar, porque as doutrinas que desenvolveu não se coadunam com o esoterismo dos essênios e, sobretudo, com sua crença na reencarnação.

Iniciação do Mestre:
A ligação de Jesus com os essênios constitui a chave para a compreensão do mistério que envolve sua vida dos treze aos trinta anos.

Segundo ensinamentos esotéricos, nesse período o jovem essênio foi preparado para se tornar o habitáculo humano do Cristo, do Messias esperado não só pelos iniciados do mundo inteiro, mas por todos os israelitas. Inconformados com a vassalagem a Roma, os eleitos de Deus confiavam na vinda do Salvador.

A preparação de Jesus incluiu o estudo profundo das antigas religiões e das diversas seitas que influenciaram o desenvolvimento da civilização. Sua primeira e distante escola teria sido a India. Do monte Carmelo, na Palestina, onde se recolhera com os essenios, dirigiu-se com dois magos até Jaganate — atual Puri —, localidade que por séculos fora centro do budismo. Ali permaneceu por um ano, entre os mais sábios instrutores da doutrina do Buda.

Ao deixar Jaganate, Jesus visitou o vale do Ganges, parando por vários meses em Benares, onde começou a se interessar pelos métodos terapêuticoS hindus. Recebeu orientação de Udraka, considerado o maior de todos os curadores. Em seguida, percorreu diversas regiões indianas, tomando contato com a arte, as leis e a cultura de seus povos. Retornou a Jaganate para uma permanência de mais dois anos. Seu progresso foi tão notável que recebeu a incumbência de instruir, por meio de parábolas, os habitantes da pequena cidade de Katak.

Ao completar seus estudos na Índia, Jesus viajou para Lhasa, no Tibete, entrando em contato com Meng-Tsé, reputado como o maior de todos os sábios budistas. Dirigiu-se em seguida para Persépolis, na Pérsia (atual Irã), onde viviam os magos mais eruditos do país — conhecidos como Hor, Lun e Mer. Um deles, já bem velho, estivera na Judéia por ocasião do nascimento de Jesus, levando-lhe presentes do mosteiro persa. Sábios do país inteiro acorreram para trocar conhecimentos com o essênio. Foi nesse ponto da viagem que os poderes terapêuticos de Jesus se manifestaram.

Depois de um ano na Pérsia, ele e seus guias seguiram para a região do rio Eufrates, onde confabularam com os maiores sábios da Assíria. Já então o jovem Jesus se revelara um intérprete privilegiado das leis espirituais. Com seus aperfeiçoados poderes e métodos de cura, atraiu multidões nas aldeias da Caldéia e das regiões situadas entre os rios Tigre e Eufrates.

Em direção ao ocidente, Jesus atravessou a Babilônia, tomando conhecimento das provações sofridas pelas antigas tribos de Israel, quando levadas para o cativeiro. Esteve alguns meses na Grécia, sob o cuidado pessoal de Apolônio de Tiana, filósofo influenciado pela religião egípcia que o colocou em contato com pensa-dores atenienses e escritos antigos da cultura grega. Depois o nazarita cruzou o Mediterrâneo e chegou a Alexandria, para uma curta permanência. Visitou antigos santuários e conversou com mensageiros especiais que o aguardavam.

Agora Jesus se iniciaria nos mistérios, da Grande Fraternidade Branca, em Heliópolis. Essa organização, fundada por ancestrais de Amenófis IV, faraó do Egito, tivera desde sua origem a missão de congregar as pessoas mais sábias do país para discutir, analisar e preservar o Grande Conhecimento. Nos dez séculos anteriores ao Cristo, ramos da Grande Fraternidade Branca estabeleceram-se com denominações diversas em várias partes do mundo — e um deles eram os essenios.

Na etapa propriamente iniciática de sua preparação, Jesus passou por todas as provas que lhe confeririam o título de Mestre. Os últimos estágios transcorreram nas câmaras secretas da Grande Pirâmide, hoje conhecida como pirâmide de Quéops. Ali se realizou a primeira das ceias do Senhor. Após essa festa simbólica, de todos os pontos do Egito partiram mensageiros para proclamar a vinda do Salvador e anunciar o início de sua missão.

De volta à Palestina, Jesus foi batizado por João. Nesse momento, o Espírito Santo desceu sobre ele, criando um novo ser, o Cristo.

Os milagres de Jesus:
Quando o Cristo despontou para o mundo, sua fama cresceu vertiginosamente. Durante três ou quatro anos ensinou e realizou milagres na Palestina e, se os registros merecem crédito, conseguiu inúmeras e fantásticas curas. Seus seguidores consideravam-no o Messias, o Filho unigênito de Deus, cuja vinda fora anunciada pelos profetas.

Não podiam, contudo, aceitar seus ensinamentos no tocante ao caráter espiritual do Reino de Deus. Esperavam vitórias bélicas ou políticas sobre os romanos e ficaram estarrecidos quando o Cristo aceitou sem resistência sua execução.

Para os representantes da religião judaica, cuja autoridade ele desafiou, o filho de José e Maria era um indivíduo arrogante e perigoso, que poderia causar problemas com seus dominadores temporais, os romanos. De acordo com o Evangelho, a situação atingiu seu clímax na festa da Páscoa, quando os chefes dos sacerdotes pactuaram com um hesitante governador romano para supliciar Jesus até a morte.

Deveria ter sido o fim de tudo. No entanto, na grande festa seguinte, Pentecostes, os seguidores do Cristo proclamaram que seu Mestre havia ressuscitado—com seu corpo físico—dentre os mortos. Saíram então pelo mundo, pregando com tal convicção que, num decênio, uma nova religião (o cristianismo) difundiu-se por quase todo o Império Romano.

O exame dos acontecimentos milagrosos relatados no Novo Testamento deve levar em consideração pelo menos três elementos: os registros, a verdade ou a falsidade de todos os fatos narrados e sua interpretação. Com exceção de uns poucos fragmentos, os manuscritos mais antigos do Novo Testamento datam do século IV d.C. e são cópias de cópias.

Parte do trabalho de estudiosos dos textos consiste em reconstruir os registros originais, por meio da comparação e compilação dos manuscritos remanescentes e da eliminação de erros, acréscimos e anotações de copistas e glosadores (intérpretes). O Evangelho de Marcos (Mc) foi escrito por volta de 65 d.C., quase trinta anos depois que os fatos aconteceram; o de Lucas (Lc), provavelmente no ano 70 d.C.; o de Mateus (Mt), no fim do século 1; e o de João (Jo), em torno do ano 100 d.C. Basearam-se em material escrito anteriormente, resultante de tradição oral, sobretudo depoimentos de testemunhas contemporâneas de Jesus.

Portanto, os céticos podem justificar o fantástico das narrativas bíblicas pela falibilidade da memória e o exagero inconsciente das recordações dos fiéis entusiasmados. Alguns acham até que registros muito posteriores à época dos fatos têm pouco ou nenhum valor.

Os cristãos ortodoxos podem alegar que os registros, inspirados pelo Espírito Santo, se basearam em recordações dos contemporâneos do Cristo; que fatos tão impressionantes teriam ficado gravados na memória; que uma simples ilusão não transformaria vidas nem causaria o impacto que a obra de Jesus causou na história; e que as investigações mais profundas feitas por críticos hostis não conseguiram destruir a estrutura principal da narrativa do Novo Testamento.

A equipe de INEXPLICADO.
Investiga o que a Bíblia não conta.



Título: Re: A VIDA SECRETA DE JESUS I
Enviado por: Diegas em 30 de Novembro de 2008, 19:43
Parece haver uma disputa em aberto, com uma tentativa perniciosa em resgatar a história de Jesus.

Se de um lado há muita responsabilidade da parte do Catolicismo, que adulterou, interpolou e adaptou vários textos bíblicos, distorcendo os fatos; de outro, observamos essa desconstrução da imagem do Divino Amigo, a começar pelo título, um tanto marqueteiro: 'A vida secreta de Jesus'.

Ora, a vida de Jesus foi sempre transparente. Não há nela qualquer tipo de envolvimento misterioso. Se assim não fosse estaria a desmentir os seus próprios ensinamentos de amor à Humanidade. Por que haveria Ele de viajar para tantos lugares, e na companhia de alguns magos ? Para aprendizado ? Como acreditar que Ele necessitasse valer-se de tais iniciativas, se representava em si mesmo toda a Sabedoria e Amor ?

Só para provar como este estudo encontra-se equivocado, basta assinalar que o primeiro livro escrito foi o de Levi (Mateus), sendo que os textos, no ano 34, já eram de conhecimento de todos os simpatizantes da doutrina de Jesus. Circulavam na época algumas cópias, onde Jeziel, Gamaliel, Ananias, Paulo, Pedro, Filipe e muitos outros eram seus divulgadores e copistas.

Dos treze ao trinta anos, Jesus viveu no anonimato. Ajudava o quanto podia no serviço de carpintaria, na companhia do seu pai José; e no lar era muito carinhoso para com todos os irmãos e principalmente a sua mãe Maria.



Abç