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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Gustavo marques em 28 de Agosto de 2012, 18:43

Título: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Gustavo marques em 28 de Agosto de 2012, 18:43
Boa tarde para todos, venho até este fórum atras explicações sobre muito assuntos referentes à doutrina espirita, e busco sempre ver as opiniões aqui deixadas para poder melhor avaliar sobre certo assunto.
 Pois bem venho pedir esclarecimentos e quais quer outras opiniões sobre o Espirito de Ramatis, saber o por que este espirito cai tanto em descredito, e por mesmo entre os seguidores da doutrina não é bem aceito.
Saber se são todas as obras ditadas por ele que sofrem com estes "preconceitos", gostaria de saber se recomendam a leitura de alguma de suas obras.

obrigado.
Título: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: rwer em 29 de Agosto de 2012, 01:12
Amigo Gustavo,

[attachimg=1 align=left width=144]Conheci os livros de Ramatis aos 17, antes de ler Nosso Lar e o Livro dos Espíritos.

Pelo que sei, o primeiro médium desse Espírito foi Hercílio Maes. Os primeiros livros foram recebidos na década de 1950.

Gosto muito de Ramatis.  Seus livros são de elevado teor moral.  Com naturalidade, esse Mestre do Espaço explica melhor aquilo que já se conhecia, e revela coisas que ninguém antes imaginava (entre os espíritas, suponho).

Mensagens do Astral tem um erro brabo: apontava a data em que ocorreria o Final dos Tempos: 1999.  Ramatis não foi o único a pensar assim. Emmanuel também dizia que aquele Século (vinte) marcaria o final da velha civilização, por aí...

Recomendo sim, o livro acima e mais esses abaixo, todos recebidos por Hercílio Maes:

A Vida Além da Sepultura - Ramatis convida Atanagildo, um amigo jovial, pra descrever sua última desencarnação e vários aspectos do mundo astral, inclusive a cidade onde vive: Metrópole do Grande Coração.

A Sobrevivência do Espírito - é a continuação de A Vida Além da Sepultura. Tiveram que separar pra não ficar da grossura de um dicionário, rsrs.

O Sublime Peregrino. Eis a palavra: sublime. É a vida de Jesus descrita por Ramatis, em respostas a perguntas do médium e de terceiros.  A descrição de várias cenas da vida de Jesus provém, segundo Ramatis, de pesquisa no éter akásico (é um plano que permeia todo o Universo e que registra tudo o que ocorre, tipo uma filmadora onipresente).

Espero que você adore. Eu adorei. 

E Ramatis escreve-se assim mesmo, que nem você escreveu, sem acento no i.  Só a editora é que ainda não se tocou disso, rsrs.


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Agosto de 2012, 01:47
Também gosto de Ramatís.
Em especial recomendo : O Sublime Peregrino, Mensagens do Astral e A Fisiologia da Alma.
Ram, realmente Ramatís deu esta furada.
Não me lembro direito onde li,mas segundo alguns livros espiritualistas realmente estava previsto no cronograma cósmico algo próximo a esta data mas que não ocorreu pois teria sido concedida uma "moratória" a humanidade, o último trem das onze.
Não tenho opinião formada sobre isso, de qualquer forma como você colocou trata-se de leitura de elevado teor moral.
abraços
Susana

A vida de Ramatis - A história de um grande Mestre Universalista (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXg1dElTSGJCSWhzIw==)

Divaldo Franco fala a respeito de Ramatis (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBRVGlFNUZzMjM4Iw==)
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Gustavo marques em 29 de Agosto de 2012, 02:26
Amigos Ram e Susana, obrigado pela resposta, com certeza irei procurar por estas obras, afinal, pelas críticas que tenho visto à estes "erros" trazidos pelos nossos irmão desencarnados, me parecem obras um tanto quanto desacreditadas, como é o caso do livro  Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores, mas acredito que valha a leitura, vou me aprofundar nesses estudos.

   Obrigado.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: VLRC em 29 de Agosto de 2012, 02:46
Boa noite amigos

Também leio Ramatis e gosto muito ,inclusive criei força para largar  o vicio de fumar a 6 anos depois de ler o livro fisiologia da alma (as piteiras vivas),me ajudou muito, e claro que recomendo.

Examinai tudo. Retende o bem.
Paulo 1 Tessalonicenses 5:21


Livro dos médiuns
cap 3/35 método 

 Isso no que nos concerne. Mas os que desejam conhecer completamente uma ciência devem ler necessariamente tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciarem-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Neste particular, não indicamos nem criticamos nenhuma obra, pois não queremos influir em nada na opinião que se possa formar. Levando nossa pedra ao edifício, tomamos apenas o nosso lugar. Não nos cabe ser ao mesmo tempo juiz e parte e não temos a pretensão ridícula de ser o único a dispensar a luz. Cabe ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.

Kardec




Abç
Valter LRC
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Haga em 29 de Agosto de 2012, 08:38
Mensagens do Astral tem um erro brabo: apontava a data em que ocorreria o Final dos Tempos: 1999.  Ramatis não foi o único a pensar assim. Emmanuel também dizia que aquele Século (vinte) marcaria o final da velha civilização, por aí...

 "Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969, e, portanto, a findar-se em julho de 2019."Chico Xavier
http://ciclofinal.blogspot.pt/2011/11/chico-xavier-e-2019-revelacoes-sobre-o.html
 
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Agosto de 2012, 13:03
Olá Gustavo!
Mesmo que Vida no planeta Marte seja um livro polêmico, ainda assim acho que deveria lê-lo.
No livro há uma explicação sobre as aparentes contradições enter as informações de Ramatís e a ciência. Chico Xavier psicografou um relato de sua mãe no mesmos sentido das afirmações de Ramatís.
Alguns dizem que a vida em Marte é material porém numa matéria mais sutil que a nossa, outros dizem que os marcianos vivem abaixo da camada visível da Terra( Boriska), etc.
Acho precipitado dizer quem está com a razão, por isso que sugeri a leitura, dessa forma você pode formar sua opinião com base na sua própria razão.
abraços
Susana
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Anton Kiudero em 29 de Agosto de 2012, 14:45
Os espíritos 'vivem' em todo o universo, tanto nos orbes como nos espaços interorbitais. E em cada orbe tomam o perispirito deste orbe. O perispirito, sendo a 'roupa' dos espíritos contem, entre outros, os meios de percepção da realidade. E o que é a realidade? É a energia, invisivel e da qual qual so podemos observar os efeitos e atribuir-lhes nomes.

Assim sendo, os espíritos ao visitar outro orbe, vestem ou revestem-se do perispirito daquele orbe e atraves deste perispirito podem perceber as formas daquele orbe (ou decodificadas por aquele perispirito).

Exemplificando: se um "ser humano terrestre" pousar em Marte com o perispirito 'terra', perceberá o que o perirpirito 'terra' o faz perceber e o mesmo se aplica ao marciano que chegue a Terra com perispirito 'marte'. Mas se um espírito da Terra chega em Marte, se revestira do perispirito 'marte' e perceberá o que os marcianos percebem. E vice versa.

Sem entrar nestes detalhes, em época em que 'longe' era a aldeia vizinha e nem se conheciam as galaxias, é o que o Livro dos Espíritos nos da as informações basicas deste processo.

Desta forma torna-se perfeitamente compreensivel a informação de Ramatis, da mãe de Chico e de mais alguns viajantes que relatam coisas semelhantes, não as documentando em livros, por isto ser ainda incompreensivel a humanidade atual.

187 A substância do perispírito é a mesma em todos os globos?

– Não; é mais ou menos etérea. Ao passar de um mundo para outro, o Espírito se reveste instantaneamente da matéria própria de cada um deles, com a rapidez de um relâmpago.

Nos apenas percebemos o que chega ao nosso 'consciente'. Todo o mais é descartado porque não o comprendemos.


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Agosto de 2012, 15:43
Bem explicado Anton.
É desta forma que também entendo.
abraços
Susana
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 19:21
Bom, para insatisfação dos amigos, minha participação aqui será de refutar. Quem quiser saber de todas as refutações, é só acessar http://espiritismoxramatisismo.blogspot.com.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: marcus.vp em 29 de Agosto de 2012, 19:23
Espíritos Superiores da Codificação x Ramatis

1- Astrologia:

DE - Kardec deixa bem claro a posição do Espiritismo em "A Gênese" e há respostas dos espíritos indicando claramente que essa é uma crença supersticiosa e sem fundamento. O Espiritismo se baseia no livre-arbítrio;

Ramatis - Aceita a astrologia plenamente, e diz ainda que Jesus teve que esperar uma conjunção astrológica em Peixes para vir à Terra.

2- Jesus

DE - O modelo e guia da humanidade. Espírito perfeito. O Cristo, o Ungido;

Ramatis - Um espírito que, embora superior, foi um aprendiz dos essênios, tendo inclusive encarnado outras vezes na Terra. Não é o Cristo, mas um médium do mesmo;

3- Métodos Contraceptivos

DE - Só é prejudicial se utilizado para satisfação da sensualidade, o que seria sinal de egoísmo. Apóia o planejamento familiar;

Ramatis- Condenados todos. Para o casal não ter filhos, tem que praticar a abstinência. Sexo só foi feito para procriação. Todo casal tem que ter, no mínimo, quatro filhos para estar quite com a lei;

4- Fins dos tempos

DE - Não acredita. Fala de uma renovação gradual através do avanço moral da humanidade. Fala em convulsões sociais, embates de idéias como sinais da renovação futura;

Ramatis - Aposta em um cataclisma de proporções globais, com elevação abrupta do eixo da Terra, que ceifará a vida de 2/3 da população. Após essa hecatombe, a Terra se tornará um planeta mais adiantado. Um suposto astro intruso causaria tal destruição;

5 - Vegetarianismo

DE - Deixa-nos à vontade para escolher, embora alerte em relação a crueldade com os animais. Deixa a entender que essa será uma opção predominante no futuro, mas que não representa uma transgressão "uma vez que a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece".

Ramatis - O consumo de carne é um grave erro do ponto de vista espiritual, além de causar prejuízos à saúde.

6- Incensos, defumadores, amuletos, talismãs, ação de objetos materiais sobre os espíritos e sobre os fluidos

Doutrina Espírita - Não admite qualquer ação da matéria sobre os espíritos ou sobre os fluidos ambiente;

Ramatis - Os defumadores e incensos são "detonadores de miasmas astralinos", i.é, teriam efeito sobre os fluidos ambiente. A palavra AUM, quando pronunciada, nos ligaria ao Cristo Planetário;

7 - Médiuns Receitistas e médiuns curadores

DE - O médium receitista é psicógrafo;

Ramatis - O médium receitista é curador;

Vamos conhecer mais alguns conceitos e idéias de Ramatis:

1- As plantas carnívoras possuem o eterismo (?) impregado de desejos e de paixão, porque elas participam do sexto mundo astral, que é a dos desejos e que precede o mundo etérico. (in "Mensagens do Astral", p.269)

2- A órbita do planeta que teria destruído a Terra até 1999 é de 6.666 anos. (Ele previu a data da destruição, mas nada aconteceu) (idem)

3- Marcianos teriam atirado contra um caça americano F-15 e o reencarnado em Marte para compensar. ("O Planeta Marte e os Discos Voadores")

4- Os essênios já conheciam o Espiritismo.

5- Aqueles que não alcançam uma evolução razoável na Terra no período de 2160 anos são exilados para outro orbe. (Mensagens do astral, p.255)

6- Ramatis prevê uma guerra com emprego de armas atômicas no último terço do séc. XX entre os dois continentes mais poderosos (quais?) ("Mensagens...", p. 230)

7- Até o ano 2000, os pólos estariam livres do gelo. (idem, p.228)

8- Gigantes(pessoas altas?) são provenientes dos satélites jupiterianos, enquanto os anões são antigos emigrados do satélite de Marte. (idem, p.212)

9 - O espírito do homem é um fragmento do espírito de Deus. (idem, p.207)

Clique aqui para ler mais:
 http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/ramatis-e-um-espirito-pseudo-sabio/435/#ixzz24xaAuFAS
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 19:27
Há mais:                                                                                                                         

10- Rituais, mantras, etc. são meios de se alcançar o "Cristo Planetário". (idem, p. 302)

11- Júpiter é descrito por Ramatis como um planeta de substância rígida, contundente, enquanto, na verdade, é um planeta eminentemente gasoso. ("A Vida no Planeta Marte", cap. V)

12- A calvície masculina e feminina seria causada pelo hábito de cortar os cabelos e pelo não acompanhamento das fases da Lua para tal. ("Magia de Redenção")

E você, amado leitor, fica com quem? Com a Codificação Espírita, que tem como base o consenso universal e participação direta de espíritos do quilate de Erasto, Fenelón, S. Agostinho, S. Luis, Vicente de Paulo, Sócrates, Platão, entre outros, sob a égide do Espírito da Verdade, ou com a opinião unilateral de Ramatis?

O "metro que melhor mediu Kardec", J. Herculano Pires, nos auxilia nesta decisão:

“A obra de Kardec é a bússola em que podemos confiar. Ela é a pedra de toque que podemos usar para aferir a legitimidade ou não das pedras aparentemente preciosas que os garimpeiros de novidades nos querem vender. Essa obra repousa na experiência de Kardec e na sabedoria do Espírito da Verdade. Se não confiamos nela é melhor abandonarmos o Espiritismo. Não há mestres espirituais na Terra nesta hora de provas, que é semelhante à hora de exames numa escola do mundo. Jesus poderia nos responder, diante da nossa busca comodista de novos mestres, como Abraão respondeu ao rico da parábola: 'Por que eu deveria mandar-vos novos mestres, se tendes convosco a Codificação e os Evangelhos?'” ("Mediunidade" – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg. 28)
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 19:49
Sobre Marte:

Nesta parte do nosso estudo trataremos da questão da Vida no Planeta Marte, conforme descreveu Ramatis no livro do mesmo nome, que anteriormente chegou a se chamar "A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores". Não se sabe bem porque a mudança no nome, mas a parte que falava nos discos voadores foi retirada das edições mais recentes.

Quando os seguidores de Ramatis são confrontados com os erros contidos na obra supracitada, vêm com dois argumentos diferentes:

1- Que Ramatis teria descrito vida espiritual, e não material;
2- Que foi animismo do médium Hercilio Maes.

Vamos procurar mostrar que não foi nem uma coisa, nem outra, neste nosso estudo, a começar com a tese de que ele teria descrito vida espiritual, e não vida material, em Marte.

As Gafes

Numa época em que a questão da vida em outros planetas e OVNIs habitava o imaginário das pessoas, Ramatis aproveita o o embalo para descrever, no citado livro, várias paisagens que de maneira alguma correspondem à realidade daquele planeta, fotografada e documentada pelas sondas que lá já pousaram.

Vamos analisar algumas dessas gafes:

1- Sobre a superfície e o degelo do pólos

Pergunta: "Há o degelo que a nossa Ciência constata através dos seus telescópios?"

Ramatis: "Sim, e às vezes algo violento, principalmente porque a superfície marciana é quase plana, com raras elevações."

Erro nº 1 - Não há degelo dos pólos em Marte e muito menos água na sua superfície. O gelo em Marte é formado de dióxido de carbono congelado. Assim sendo, não passa para o estado liquido, e sim sublima-se (passa do estado sólido para o gasoso)

Erro nº 2 - A superfície de Marte está longe de ser predominantemente plana. O terreno é caótico, sendo que há muitas crateras e elevações gigantescas, como o Olympus Mons, um vulcão extinto que excede os 20.000 metros de altura.

Algumas fontes importantes para pesquisa e maiores informações:

http://www.solarviews.com/portug/mars.htm

http://marsrovers.nasa.gov/home/index.html

http://sse.jpl.nasa.gov/news/display.cfm?News_ID=18255

http://www.if.ufrj.br/teaching/astron/mars.html


A "água" do gelo de Marte, segundo Ramatis


Vejam o que ele diz:

Pergunta: "A água de Marte é igual à nossa?"

Ramatis: "É algo semelhante, embora muitíssimo mais leve. Cremos que os vossos astrônomos, em recente análise espectral, devem ter verificado que as neves e as nuvens, em Marte, são compostas quimicamente de H20, variando, no entanto, quanto à especificidade e peso. Sob reações científicas, pode ser igualada à da Terra; porém o marciano prefere para o seu uso um tipo de "água pesada", grandemente radioativa e que melhor lhe nutre o sistema "organo-magnético".

E ele continua, se colocando acima da Ciência:

Pergunta: "A composição das calotas polares é, realmente, produto do degelo acumulado, à semelhança de nossos pólos."

Ramatis: "Nisso a ciência terrena não se equivocou, inclusive na anotação das nuvens azuladas, que registrou em suas observações. O que por vezes nos surpreende, é que a mesma ciência, negando oxigênio suficiente em Marte, anota calotas polares e nuvens azuladas que resultam sempre de hidrogênio e oxigênio, na fórmula comum."

Erro nº 3 - As neves são compostas de dióxido de carbono congelado, e não de água congelada na sua fórmula comum;

Erro nº 4 - As nuvens são formadas por dióxido de carbono evaporado, que se sublimou.

Erro nº 5 - Não há dois tipos de água em Marte, uma mais leve e outra mais pesada, como afirma o espírito.

Quanto à temperatura no planeta Marte, Ramatis ousadamente assevera:

Pergunta:"Qual a temperatura de Marte, baseando-nos em nossas convenções termométricas?

Ramatis: "Nas regiões equatoriais, a temperatura oscila de 25 a 30 graus, a qual é agradabilíssima ao sistema biológico marciano. Chove raramente; e, devido às quedas bruscas, à noite são comuns as geadas." (pág. 37)

Já a verdade científica assevera que Marte é um planeta frio, com temperatura média de 63 graus Celsius negativos, com uma temperatura máxima no verão de -5° C e mínima nas calotas polares de -87° C.

A variação de temperatura chega a ser de 20 graus Celsius por minuto, durante o amanhecer. Soubemos também que ocorre variação da temperatura conforme a altitude. A sonda Mars Pathfinder revelou que se uma pessoa estivesse em pé ao lado da sonda, notaria um diferença de 15 graus Celsius entre os pés e o tórax. Essa intensa variação da temperatura em Marte, provoca ventos fortes, gerando as grandes tempestades de poeira vistas na superfície marciana.

Percebemos, portanto, a pobreza da descrição ramatisiana, assim como a grande imprecisão se comparada à realidade constatada pelas sondas que lá estiveram no passado e mais recentemente. Ele não contava que, anos mais tarde, a astronáutica se desenvolveria a tal ponto que sondas seriam enviadas ao planeta e seriam capazes de tirar fotos e mapear toda a sua superfície.

Transcreveremos agora mais um trecho surpreendente da mencionada literatura, que, em nossa avaliação, prima pela incorreção e pelo desconhecimento total da realidade geológica e topográfica daquele planeta.

Pergunta: "Há muitos oceanos iguais aos nossos e existem zonas desertas?"

Ramatis: "A superfície líquida é muito menor do que a sólida, e suas águas se infiltram bastante no solo. Os mares são pouco profundos e os continentes muito recortados, existindo enseadas e golfos em quantidade. Quanto às áreas desertas, existem algumas, de areia fulva, nas outras zonas existem campos de cultura, os bosques e exuberante vegetação que se estendem à margem dos canais suplementares ou artificiais. E os imensos cinturões que observais, da Terra, quais bordados de verdura forrando as zonas ribeirinhas dos canais, são constituídos de ubérrima vegetação sob controle científico." (pág. 38)

Para quem se dispor a pesquisar o assunto na internet, por exemplo, por nada mais que 5 minutos, vai verificar que a descrição das condições geológicas e topográficas de Marte em nada se assemelham com a realidade.

No entanto, alguns simpatizantes de Ramatis inadvertidamente passaram a divulgar, quando da constatação da realidade marciana pela ciência, que Ramatis estava a descrever a paisagem espiritual do planeta. Ora, em vários momentos ao longo da obra "A Vida no Planeta Marte...", a citada entidade espiritual descreve vida material, tanto que chega a dizer, na parte transcrita por nós acima: "...E os imensos cinturões que observais, da Terra..." Se ele, pois, fala em "observação" da nossa parte, é claro que ele nos fala de matéria visível aos nossos olhos, isto está bem claro.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 19:50
Certa feita, Herculano Pires chegou a comentar diretamente sobre esse assunto:

(...)"Têm saído no meio espírita alguns livros que apresentam Marte como superior à Terra. Ora, esses livros são muito fantasiosos. Basta essa fantasia para mostrar que não podemos depositar neles nenhuma confiança. Quando os espíritos chegam às minúcias a que descamam estes livros, minúcias sobre todo processo da vida em Marte, por exemplo, nós precisamos desconfiar dos mesmos. Porque não é essa a função dos espíritos. Que os espíritos tenham dado a Kardec uma espécie de idéia de como seria o nosso sistema solar no tocante à variedade de mundos, apresentando esses dois extremos, a gente entende, até mesmo como sendo uma espécie de maneira didática de transmitir o ensinamento sobre a posição dos mundos no espaço. E foi o que Kardec falou mesmo e ele achou muito interessante nesse sentido. Dá sempre uma idéia mais concreta do que é a vida no espaço.

A respeito de Júpiter, através das referências trazidas por Mozart e Palissy, chegou-se mesmo a transmitir, na sociedade parisiense dos espíritas, alguns desenhos, muito interessantes, sobre as casas em Júpiter, sobre as construções, como eram feitas; sobre a condição dos animais. Eles apresentaram os animais jupiterianos como animais evoluídos, animais que já estão se aproximando da condição humana, que são capazes de se incumbir de todos os trabalhos mais pesados do homem para a construção de uma casa, essas coisas todas.

Esses desenhos foram publicados em Paris. Ainda existem alguns deles que sobreviveram, porque muitos outros foram destruídos pelo tempo. E particularmente destruídos numa guerra entre 29 e 35, quando os alemães invadiram a França, invadiram Paris e ocuparam a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Deram praticamente fim a toda a Sociedade, que retinha todo o arquivo de Kardec.

Mas, apesar disso, os desenhos são muito interessantes. Eu mesmo tenho em casa um quadro com um destes desenhos. É um quadro que foi desenhado por aquele famoso teatrólogo francês, Victor Ian Sardur. Ele era um médium que trabalhava com Kardec na sociedade parisiense. Acontece que Victor Ian Sardur não era desenhista. E nem era médium desenhista. Existiam na sociedade parisiense alguns médiuns, quase todos psicógrafos. E alguns eram desenhistas. Então, quando Mozart disse que ele e Palissy iam fazer alguns desenhos sobre Júpiter, todo mundo ficou esperando que um daqueles médiuns desenhistas os recebesse. Para surpresa de todos, quem recebeu foi o Victor Ian Sardur, que nunca fora desenhista e que era um teatrólogo. Esse desenho que eu tenho aí, por exemplo, foi tirado do próprio desenho publicado na revista espírita. O desenho, não digo original, mas o que foi publicado por Kardec, ele levou nove horas para fazer. Ele era tão minucioso, que exigia muito tempo para fazer.

Isso tem a finalidade de nos dar uma idéia de como seriam os mundos. Qual é a diferença de um mundo para outro? Por que os mundos adiantados têm certas posições, por assim dizer, que para nós são incompreensíveis? Por que um mundo como Júpiter é um mundo de matéria tão rarefeita? Porque é um mundo que está se aproximando da espiritualidade, um mundo que vai se aproximando dos mundos felizes, dos mundos celestes. E os espíritos chamavam de mundos celestes aqueles que, para nós, seriam completamente invisíveis. São mundos de uma vida espírita muito superior, muito elevada. Então, essa escala dos mundos nos apresenta todas essas formas e os mundos mais primários, desde o mundo da lua, completamente material, completamente denso em matéria, desprovido, inclusive, de princípios de vida na atmosfera, até um mundo como Júpiter, em que nós encontramos essa solidez e essa beleza.

Mas quando nós falamos do problema de Marte, nós temos de lembrar que há, no espiritismo brasileiro, um problema a respeito disso. Existe o livro de Ramatis, que é muito conhecido: A vida no planeta Marte. Ramatis já é muito nosso conhecido, pois quando estudamos o espiritismo, e, estudamos a obra de Ramatis, vemos que se não trata de um espírito sábio, um espírito que está dando informações das mais absurdas sobre todas as coisas, como qualquer indivíduo pseudo-sábio na terra, que fala sobre qualquer coisa com a maior facilidade. Expõe teorias, defende princípios e, às vezes, os mais contraditórios, sem perceber que vai cair em contradição. Ramatis, então, é um espírito que não oferece nenhuma garantia para nós. As informações dele são puramente imaginárias, ilusórias. Não têm valor".(Palestra proferida por José Herculano Pires. O texto acima é uma transcrição de fita de vídeo gravada por ocasião da palestra. )

Depois de tais constatações científicas sobre a realidade do planeta Marte, em contraposição a tudo que Ramatis descrevera, até mesmo uns dos mais famosos médiuns de Ramatis se pronunciou a respeito, só que defendendo o espírito e responsabilizando o médium Hercílio Maes. Vejamos o que escreveu o médium ramatisista Wagner Borges, em seu livro "Viagem Espiritual":

"Quanto ao livro 'A Vida no Planeta Marte', esse talvez tenha sido o maior equívoco mediúnico de Hercílio Maes. Todas as informações sobre a vida extraterrestre ali descrita são verdadeiras. (Como é que ele sabe? Esteve lá pra conferir?) No entanto, há um detalhe muito importante que precisa se considerado: as informações são reais, mas aquele planeta não é Marte!"

(...)"Se ali houvesse realmente uma civilização evoluída, como Ramatis descreve, haveria indícios claros disso no planeta."

Outro médium de Ramatis, Dalton Roque, recentemente em sua homepage, chegou a declarar:

"Não concordo com o livro sobre o planeta Marte. Não o li e nem o lerei."

Vemos, portanto, que até mesmo ramatisistas respeitados em seu meio não mais conseguem sustentar os absurdos contidos no livro "A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores", assinado por Ramatis e propagandeado em todo canto como sendo um livro espírita e de alta credibilidade.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 19:52
Portanto, qual a verdadeira posição da Doutrina Espírita acerca desse tipo de relato sobre vida em outros mundos?

Kardec é bastante claro:

"Não temos sobre os outros mundos senão notícias HIPOTÉTICAS."

Em 1862, Kardec pede explicações ao espírito Georges sobre suas mensagens a respeito de planetas, como Vênus, e o questionou sobre alguns pontos. Ao final, conclui:

"Essa descrição de Vênus, sem dúvida, não tem nenhum dos caracteres de uma autenticidade absoluta, e também não a damos senão a título condicional."

Em "O Livro dos Médiuns", consta ainda o seguinte:

296. Perguntas sobre os outros mundos

32ª Que confiança se pode depositar nas descrições que os Espíritos fazem dos diferentes mundos?

"Depende do grau de adiantamento real dos Espíritos que dão essas descrições, pois bem deveis compreender que Espíritos vulgares são tão incapazes de vos informarem a esse respeito, quanto o é, entre vós, um ignorante, de descrever todos os países da Terra.

Formulais muitas vezes, sobre esses mundos, questões científicas que tais Espíritos não podem resolver.

Se eles estiverem de boa-fé falarão disso de acordo com suas idéias pessoais; se forem Espíritos levianos divertir-se-ão em dar-vos descrições estranhas e fantásticas, tanto mais facilmente quanto esses Espíritos, que na erraticidade não são menos providos de imaginação do que na Terra, tiram dessa faculdade a narração de muitas coisas que nada têm de real.

Entretanto, não julgueis absolutamente impossível obterdes, sobre os outros mundos, alguns esclarecimentos. Os bons Espíritos se comprazem mesmo em descrever-vos os que eles habitam, como ensino tendente a vos melhorar, induzindo-vos a seguir o caminho que vos conduzirá a esses mundos. É um meio de vos fixarem as idéias sobre o futuro e não vos deixarem na incerteza."

a) Como se pode verificar a exatidão dessas descrições?

"A MELHOR VERIFICAÇÃO RESIDE NA CONCORDÂNCIA que haja entre elas.

Porém, lembrai-vos de que semelhantes descrições têm por fim o vosso melhoramento moral e que, por conseguinte, é sobre o estado moral dos habitantes dos Outros mundos que podeis ser mais bem informados e não sobre o estado físico ou geológico de tais esferas.

Com os vossos conhecimentos atuais, não poderíeis mesmo compreendê-lo; semelhante estudo de nada serviria para o vosso progresso na Terra e toda a possibilidade tereis de fazê-lo, quando nelas estiverdes."

NOTA: As questões sobre a constituição física e os elementos astronômicos dos mundos se compreendem no campo das pesquisas científicas, para cuja efetivação não devem os Espíritos poupar-nos os trabalhos que demandam.

Se não fosse assim, muito cômodo se tornaria para um astrônomo pedir aos Espíritos que lhe fizessem os cálculos, o que, no entanto, depois, sem dúvida, esconderia.
Se os Espíritos pudessem, por meio da revelação, evitar o trabalho de uma descoberta, é provável que o fizessem para um sábio que, por bastante modesto, não hesitaria em proclamar abertamente o meio pelo qual o alcançara e não para os orgulhosos que os renegam e a cujo amor-próprio, ao contrário, eles muitas vezes poupam decepções.

O Livro dos Médiuns - Capítulo XXVI - Das Perguntas que se Podem Fazer aos Espíritos/Perguntas sobre os outros mundos

O grande escritor e divulgador espírita, Carlos Imbassahy, já desencarnado, certa feita foi perguntado sobre o espírito Ramatis e o planeta Marte, tendo respondido o seguinte, conforme consta do livro "As Melhores Respostas do Imbassahy":

"Remete-me o confrade P. - que não deseja ver publicado seu nome - uma longa mensagem onde se descreve a vida em Marte, e me pergunta o que eu acho. Mas que posso eu achar num planeta a tal distância? Ainda se fosse ali em Cascadura... A coisa única que me ocorre dizer-lhe é que estas histórias de Marte são de morte! (implicitamente, a vida em Marte sugere a obra de Ramatis; sem querer citá-la, Dr. Imbassahy limita-se a passar por alto pelo assunto..."
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Anton Kiudero em 29 de Agosto de 2012, 20:04
São tantas e de tamanha envergadura as interpretações totalmente ilusorias do muito citado, pouco lido e nada compreendido Livro dos Espíritos, que os textos de Ramatis nada representam no contexto. Mesmo porque os centros espíritas 'ramatistas' não são os centros espíritas 'kardecistas', são entidades diferentes e é neste último agrupamento que vemos as maiores barbaridades contrarias a todos os textos da codificação.

É ínutil deprecar contra Ramatis antes de ver o que acontece nos centros que nada falam de Ramatis... Ou traduzindo para uma linguagem mais evangelica "antes de tirar o cisco do olho alheio, retira o monturo que se acumula em teu olho"...








Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 20:09
Não existe centro espírita "ramatisista", e sim centros espíritas, porque Ramatis não é Espiritismo. Há aí uma incoerência flagrante. Os ramatisistas se dizem espíritas, ensinam contrariamente ao que ensina a Doutrina. Como pode isso? É uma tentativa de se passar pelo que não são. Isso tudo com certeza derivou dos ditados do citado espírito, que, aliás, pode nem ter existido. Veja o artigo abaixo.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 20:12
Artigo investigativo: Ramatis pode nem existir

Não é de hoje que muitos que acompanharam e ainda acompanham os ditados atribuídos a um espírito conhecido como "Ramatis" cogitam da hipótese do mesmo sequer ter existido. Tal possibilidade, inicialmente, não nos pareceu digna de análise, mas como temos a obrigação de investigar em constante busca pela verdade, fomos atrás dos possíveis sinais que indicassem ser esta uma hipótese provável.

Surpreendentemente, na medida que fomos avançando em nossa pesquisa, verificamos que há muitas evidências que indicam ser Ramatis e seus ditados, especialmente aqueles constantes das obras do "médium" Hercílio Maes, um reflexo, uma cópia das ideias abraçadas pelo citado médium.

Vejamos alguns pontos importantes a serem analisados:

1 - Hercílio Maes, o primeiro indivíduo a afirmar receber mensagens desse "espírito oriental"(?), veio a se dizer "espírita" somente após a publicação dos livros atribuídos a Ramatis, em cujas fichas catalográficas constam como sendo "espíritas". Antes disso, o mesmo afirmava que era adepto da Teosofia, doutrina que, mais adiante, verificaremos que possuirá todos os seus principais postulados defendidos nas obras atribuídas ao espírito Ramatis.

2 - Hercílio Maes adotou, enquanto esteve encarnado, uma postura perante as religiões e doutrinas idêntica àquela propugnada por Ramatis: além de Teosofista, como dissemos, também era Rosacruciano, depois tornando-se "espírita", promovendo uma miscelânea idêntica a que Ramatis incentiva em seus livros a título de "universalismo".

3 - Hercílio Maes era um vegetariano radical, daqueles que considerava grave delito espiritual o consumo de carne. Tal noção foi igualmente repetida à exaustão em seus livros "psicodatilografados", o que não verificamos nas obras de outros médiuns que afirmam ser intermediários de Ramatis. Leadbeater, um dos autores teosóficos mais mencionados por ele nos rodapés de seus livros, era igualmente radical defensor do vegetarianismo.

4 - Tal qual informamos acima, Hercílio Maes dizia receber as mensagens de Ramatis através da inspiração, sendo que não se utilizava de lápis e papel, e sim de uma máquina datilográfica, para transcrever tais mensagens advindas, segundo ele, de sua mediunidade inspirativa.

No entanto, segundo "O Livro dos Médiuns" (cap. XV, item 182), "médium inspirado é toda pessoa que recebe, seja no estado normal, seja no estado de êxtase, pelo pensamento, comunicações estranhas a suas ideias pré-concebidas. Ora, assim sendo, falta em Hercílio Maes justamente esta característica fundamental da mediunidade inspirada, modalidade de mediunidade intuitiva, que é a desconexão entre as ideias do médium e as do espírito comunicante. Não é possível distinguir, como verificaremos mais adiante, o pensamento de um e de outro, porque o segundo repete ipsis literis as opiniões e ideologias do primeiro, o médium. Os ditados atribuídos a Ramatis, ao contrário do que se prevê e espera na mediunidade inspirada, não estavam fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium. (Ver LM, Cap. XV, item 180)

5 - Outro fator digno de estranheza é o histórico atribuído às pregressas encarnações de Ramatis. Afirmava Hercílio Maes que Ramatis teria sido um instrutor em um santuário iniciático na Indochina do século X d.C, falecendo ainda cedo. Em vida no século IV teria participado dos acontecimentos narrados no poema hindu Ramaiana, o que não parece fazer sentido uma vez que esses contos épicos hindus são puramente alegóricos, não se ocupando nem de fatos, nem de personagens reais. Além disso, não há qualquer registro histórico ou tradição que sequer mencione a existência do suposto grupo iniciático fundado por um instrutor chamado Rama-tys. Este, portanto, ao que parece, nada mais seria do que o alterego (do latim alter=outro, egus= eu) de Hercílio Maes, que para dar credibilidade e anonimato à autoria de seus escritos, em dado momento, propositalmente ou não, "cria" uma entidade espiritual ao qual delega sua representação.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 20:15
Notemos, agora, as notáveis semelhanças entre o que afirma Ramatis e os conceitos da Teosofia, doutrina abraçada pelo médium Hercilio Maes.

1 - A tese da elevação do eixo da Terra

Um dos carros-chefe dos livros de Hercílio Maes/Ramatis, que praticamente nem é abordado em livros de outros médiuns daquele espírito, é a tese de que a Terra sofreria uma elevação de seu eixo, causando uma série de calamidades e transformações nas condições de vida na Terra. Tal teoria não é nova. A obra intitulada "A Doutrina Secreta" (1888), de Helena Blavatsky, co-fundadora da Sociedade Teosófica, já a defendia e atribuía sua origem a "ensinamentos antigos". Tal qual Ramatis reproduziria em seus livros, Blavatsky relata que acontecimentos igualmente assombrosos no passado teriam dado fim às mitológicas Atlântida e Lemúria, berços de sociedades hiper evoluídas.

2 - Jesus e Cristo como entidades distintas

A afirmação de Ramatis, inteiramente contrária ao que ensina a Doutrina Espírita, de que Jesus fora um médium de Cristo, não é nova. Novamente verificamos que é no Teosofismo que originalmente encontramos a defesa dessa tese. O Teosofismo afirma que Jesus e Cristo são pessoas distintas e que Cristo usou o corpo de Jesus quando este abandonou o seu corpo. Infelizmente, como boa parte dos "espíritas" não conhece a Codificação, a "revelação" de Ramatis pareceu, nos idos dos anos 50, inteiramente crível e doutrinariamente correta.

3 - Vocábulos utilizados na Teosofia

Todos os termos consagrados pela Teosofia estão presentes nas obras de Ramatis, em detrimento dos termos espíritas, comprovando aí a intrínseca relação do médium com a Teosofia, e não com o Espiritismo. Alguns desses termos são: "chakra", "karma", "corpo astral", "plano astral", "miasmas astralinos", etc. O mesmo ocorre com relação a algumas concepções relativas à Criação, como o "Manvantara" (período de tempo do ciclo de existência dos planetas em que ocorre atividade que dura, segundo o cômputo dos Brâmanes, 4.320.000.000 de anos), e o "Ciclo de Brahma", mencionados e descritos no livro "Mensagens do Astral" e em outras obras atribuídas a Ramatis escritas por Hercílio Maes. Uma repetição sistemática daquilo que se estuda na Teosofia.

4 - Bibliografia indicada

É comum verificarmos nos rodapés dos livros de Hercílio Maes/Ramatis menções e estímulo à leitura de livros teosóficos, como os de C.W. Leadbeater e Annie Besant. Vemos daí, mais uma vez confirmada, a ligação entre o médium e as ideias teosóficas, reproduzidas em suas obras e atribuídas a um espírito de nome Ramatis.

5 - Superioridade Oriental

Também está presente nas obras de Hercílio/Ramatis uma constante alusão à uma pretensa superioridade das doutrinas orientais e de seus adeptos e representantes, tal qual nas obras teosóficas. Ramatis, da mesma maneira, chega a afirmar que o Espiritismo desaparecerá caso não sorva os inesgotáveis ensinamentos dos movimentos orientalistas.

6 - A Vida no Planeta Marte

Mais um carro-chefe das obras de Ramatis em que verificamos enorme semelhança com obras teosóficas. Mais uma vez, a suposta dupla Hercílio-Ramatis expõe uma posição teosófica e a apresenta como uma verdade espírita e/ou científica. Hercílio-Ramatis novamente retira das obras do teósofo Leadbeater o conteúdo para seus escritos psicodatilografados, e, o que é pior, apresentando-as como suas e confundindo o meio espírita, principalmente os que não aprofundaram conhecimentos na Codificação. A descrição de Marte feita por Hercílio/Ramatis é idêntica àquela dada anos antes por Leadbeater no livro "Vida em Marte segundo a Teosofia".
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Marlenedd em 29 de Agosto de 2012, 20:15
Artur Azevedo: "DE - Kardec deixa bem claro a posição do Espiritismo em "A Gênese" e há respostas dos espíritos indicando claramente que essa é uma crença supersticiosa e sem fundamento. O Espiritismo se baseia no livre-arbítrio;"


Qual livre-arbítrio? Ou de quem? Quem é que tem livre-arbítrio, Artur?

A doutrina afirma que o único mundo real é este, e diz claramente que o resto é ilusão...

“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistindo e sobrevivendo a tudo.”


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Anton Kiudero em 29 de Agosto de 2012, 20:16
Não existe centro espírita "ramatisista", e sim centros espíritas, porque Ramatis não é Espiritismo. Há aí uma incoerência flagrante. Os ramatisistas se dizem espíritas, ensinam contrariamente ao que ensina a Doutrina. Como pode isso? É uma tentativa de se passar pelo que não são. Isso tudo com certeza derivou dos ditados do citado espírito, que, aliás, pode nem ter existido. Veja o artigo abaixo.

Amigo Artur,

Neste caso tampouco o amigo é espírita pois esta divulgando como espíritas, conceitos que não encontram respaldo no LE e tampouco na DE.

Baixe o facho e deixe cada um sonhar os seus sonhos. Não me meto nos seus sonhos e voce não se mete nos sonhos alheios. O espiritismo lhe outorgou procuração para que o defendesse? Não. Portanto não perca o seu tempo com isso. Todos os erros sejam de que especie forem se revelam por si sós....

Anton


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 20:17
Confiramos:

1 - Marte não seria um planeta inóspito; tão pouco seria desabitado. Menor que a Terra, Marte seria mais avançado em termos "astrofísicos" (vemos que até a terminologia utilizada é a mesma);

2 - Seu solo seria fértil e teria exuberante vegetação. A população atual, pouco numerosa, ocuparia as regiões equatoriais, onde a temperatura seria mais elevada e ainda existem reservas de água. O grande sistema de canais que pode ser observado pelos astrônomos da Terra seriam muito antigos, estaria desativado e teria sido construído, por gerações passadas, a fim de aproveitar o degelo anual das camadas de gelo que ocorria na antiguidade marciana. Os canais ativos, segundo Leadbeater e Hercílio-Ramatis, atualmente, não são visíveis para os telescópios terrenos. Eventualmente, um cinturão verde poderia ser visto ao longo da área habitada, na estação em que a água flui pelos dutos. A vida em Marte dependeria dessa estação tal como o Egito dependeu, no passado e ainda hoje, das enchentes do Nilo. Esta parte do planeta possuiria florestas e campos cultivados que somente podem ser debilmente visualizados pelos terráqueos quando a posição de Marte se torna relativamente mais próxima da Terra. Leadbeater afirma, ainda, que em Marte o Sol parece ter a metade do tamanho que tem quando visto da Terra. Apesar disso, na porção habitada do planeta o clima seria agradável com temperaturas diurnas em torno de 70 graus Fahrenheit (33º Centígrados) e noites frias. Nos céus de Marte, quase nunca há nuvens. Também seriam raríssimas as chuvas ou precipitação de neve. As variações climáticas praticamente não existiriam. Tudo isso é repetido quase que ipsis literis na obra de Hercílio Maes;

3 - Hercílio-Ramatis simplesmente repetem as "informações" de Leadbeater na obra "A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores", e afirmam que a aparência dos marcianos não seria muito diferente da nossa a não ser pela estatura. Os mais altos chegariam a 1,65m de altura e teriam a caixa torácica muito desenvolvida. Toda a população marciana seria constituída de uma só raça sem grandes diferenças aparentes exceto, como entre nós, o fato de alguns serem louros e outros morenos. Alguns possuem a pele amarelada e os cabelos negros; a maioria, porém, tem cabelos louros e olhos de tonalidade azul ou violeta. Suas roupas seriam coloridas e brilhantes e ambos os sexos trajam vestimentas semelhantes, túnicas longas feitas de material leve. Geralmente, andam descalços mas, ocasionalmente, usam sandálias metálicas fixadas por tiras na altura dos tornozelos.

Tal qual lemos na obra de Leadbeater, Hercílio-Ramatis afirma que os marcianos apreciam as flores que existiriam em grande variedade no planeta; as cidades seriam planejadas nos moldes de um jardim. Suas casas, estruturadas em módulos padronizados, seriam cercadas de canteiros floridos e possuiriam paredes transparentes e coloridas, feitas de material semelhante ao vidro que permitiriam a visão das flores no exterior embora, do lado de fora não se possa ver o que acontece dentro das residências. As portas seriam feitas de metal. Uma única língua seria falada em todo o planeta.

Assim como Hercílio-Ramatis afirmam na obra "A Vida no Planeta Marte...", Leadbeater disse ter obtido suas informações com visitas ao local, feitas "espiritualmente". Em nosso ponto-de-vista, uma afirmação feita com o fito de passar credibilidade.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Anton Kiudero em 29 de Agosto de 2012, 20:25
Não existe centro espírita "ramatisista", e sim centros espíritas, porque Ramatis não é Espiritismo.

No Rio de Janeiro existem estes que estão relacionados no site a seguir e que fazem tanto bem ou tanto mal como qualquer outro CE. Portanto afirmar que não existem é apenas falta de informação. Ha mais algumas centenas pelo Brasil afora.

http://www.ramatis.com.br/entidades-afins/


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 29 de Agosto de 2012, 20:31
 “(...) Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal; mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais. Infelizmente o homem é inclinado a supor que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros. O mais hábil pode enganar-se; tudo está em enganar-se o menos possível”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

(...) “No mundo invisível como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

“Segue-se que a opinião de um Espírito sobre um princípio qualquer não é considerada pelos espíritas senão como uma opinião individual, que pode ser justa ou falsa, e não tem valor senão quando é sancionada pelo ensino da maioria, dado sobre os diversos pontos do globo”. (Revista Espírita, 1865)

“Há entre o espiritismo e outros sistemas filosóficos esta diferença capital; que estes são todos obras de homens, mais ou menos esclarecidos, ao passo que, naquele que me atribuís, eu não tenho o mérito da invenção de um só princípio. Diz-se: a filosofia de Platão, de Descartes, de Leibnitz; nunca se poderá dizer: a doutrina de A.Kardec; e isto, felizmente, pois que valor pode ter um nome em assunto de tamanha gravidade? O espiritismo tem auxiliares de maior preponderância, ao lado dos quais somos simples átomos”. (“O que é o Espiritismo”, cap. 1)

“É preciso que se saiba que o Espiritismo sério se faz patrono, com alegria e apressuramento, de toda obra realizada com critério, qualquer que seja o país de onde provém, mas que, igualmente, repudia todas as publicações excêntricas. Todos os espíritas que, de coração, vigiam para que a Doutrina não seja comprometida, devem, pois, sem hesitação, denunciá-las, tanto mais porque, se algumas delas são produtos da boa-fé, outras constituem trabalho dos próprios inimigos do Espiritismo, que visam desacreditá-lo e poder motivar acusações contra ele. Eis porque, repito, é necessário que saibamos distinguir aquilo que a Doutrina Espírita aceita daquilo que ela repudia”. (Allan Kardec, Viagem Espírita em 1862. Instruções Particulares. VI.)

“Mas nunca será demasiado repetir: não aceiteis nada cegamente. Que cada fato seja submetido a um exame minucioso, aprofundado e severo.” (O Livro dos Médiuns – Kardec – item 98)

(...) “Observai e estudai com cuidado as comunicações que recebeis; aceitai o que a razão não recusar, repeli o que a choca; pedi esclarecimentos sobre as que vos deixam na dúvida. Tendes aqui a marcha a seguir para transmitir às gerações futuras, sem medo de as ver desnaturadas, as verdades que separáveis sem esforço de seu cortejo inevitável de erros”. (Santo Agostinho, Revista Espírita, 1863, julho.)

“Há polêmica e polêmica; e há uma diante da qual não recuaremos jamais, que é a discussão séria dos princípios que professamos.” (Allan Kardec, Revista Espírita - Nov/1858)

"Mas há também os meio sábios, falsos sábios, presunçosos, sistemáticos e até hipócritas. Estes são os mais perigosos, porque afetam uma aparência séria, de ciência e sabedoria, em favor da qual proclamam, em meio a algumas verdades e boas máximas, as mais absurdas coisas. Separar o verdadeiro do falso, descobrir a trapaça oculta numa cascata de palavras bonitas, desmascarar os impostores, eis, sem contradita, uma das maiores dificuldades da Ciência Espírita.”

“(...) Todas precauções são poucas para evitar as publicações lamentáveis. Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio)

“Aplicando esses princípios de ecletismo às comunicações que nos enviaram, diremos que em 3.600 há mais de 3.000 que são de uma moralidade irreprochável, e excelentes como fundo; mas que desse número não há 300 para publicidade, e apenas 100 de um mérito inconteste. Essas comunicações vieram de muitos pontos diferentes".

“Os maus Espíritos temem o exame; eles dizem: 'Aceitai nossas palavras e não as julgueis.' Se tivessem a consciência de estar com a verdade, não temeriam a luz. O hábito de escrutar as menores palavras dos Espíritos, de pesar-lhes o valor, distancia forçosamente os Espíritos mal intencionados, que não vêm, então, perder inutilmente seu tempo, uma vez que se rejeite tudo o que é mau ou de origem suspeita. Mas quando se aceita cegamente tudo o que dizem, que se coloca, por assim dizer, de joelhos diante de sua pretensa sabedoria, fazem o que fariam os homens - disso abusam.” (Allan Kardec, Escolhos dos Médiuns, Revista Espírita, fevereiro de 1859)

“Inferimos que a proporção deve ser mais ou menos geral. Por aí pode julgar-se da necessidade de não publicar inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, se quiser atingir o objetivo a que nos propomos, tanto do ponto de vista material quanto do efeito moral e da opinião que os indiferentes possam fazer do Espiritismo”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

“É urgente que vos ponhais em guarda contra todas as publicações de origem suspeita, que parecem, ou vão parecer contrárias a todas as que não tiverem uma atitude franca e clara, e tende como certo que muitas são elaboradas nos campos inimigos do mundo visível ou no invisível, visando a lançar entre vós os fachos da discórdia. Cabe-vos não vos deixar apanhar. Tendes todos os elementos necessários para as apreciar”. (Espírito Erasto, Revista Espírita, 1863, dezembro.)

“Diante desse poderoso critério (o da Universalidade) caem necessariamente todas as teorias particulares que sejam o produto de idéias sistemáticas, seja de um homem, seja de um Espírito isolado. Uma idéia falsa pode, sem dúvida, agrupar ao seu redor alguns partidários, mas não prevalecerá jamais contra aquela que é ensinada por toda a parte.” (Allan Kardec, Revista Espírita, 1865)

“A força do Espiritismo não reside na opinião de um homem ou de um Espírito; está na universalidade do ensino dado por estes últimos; o controle universal, como o sufrágio universal, resolverá no futuro todas as questões litigiosas; fundará a unidade da doutrina muito melhor que um concílio de homens”.(Allan Kardec, Revista Espírita, 1864, maio.)

“Regra geral: todo espírito que liga mais importância à forma do que ao fundo é inferior, e não merece nenhuma confiança, ainda mesmo se, de tempo em tempo, disser algumas coisas boas; porque essas coisas boas podem ser um meio de sedução.” (Revista Espírita, set/ 1858)

"Se a perfeita identificação dos Espíritos é, em muitos casos, uma questão secundária, sem importância, não se dá o mesmo com a distinção entre os Espíritos bons e maus. Sua individualidade pode ser-nos indiferente, mas a sua qualidade jamais. Em todas as comunicações instrutivas é sobre esse ponto que devemos concentrar nossa atenção, pois só ele pode nos dar a medida da confiança que podemos ter no Espírito manifestante, seja qual for o nome com que se apresente. O Espírito que se manifesta é bom ou mau? A que grau da escala espírita pertence? Essa a questão capital." (O Livro dos Médiuns)

"Os Espíritos só enganam os que se deixam enganar. Mas é preciso ter os olhos de joalheiro para distinguir a pedra verdadeira da falsa, e quem não sabe distingui-la procura um lapidário." (O Livro dos Médiuns)

Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Marlenedd em 29 de Agosto de 2012, 20:45
Artur: " “(...) Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal; mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais. Infelizmente o homem é inclinado a supor que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros. O mais hábil pode enganar-se; tudo está em enganar-se o menos possível”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)"


O mesmo Kardec diz: o homem aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Isto é, ilusoriamente, porque até o homem, como é percebido pelos seres humanos, não existe, diz a doutrina.


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Gustavo marques em 29 de Agosto de 2012, 21:11
Antes de mais nada queria somente ressaltar, que tenho consciência de que a partir do momento que desencarnamos ainda somos Humanos porém agora habitantes de um outro plano de Consciência e existência, e como ainda humanos não somos portadores da Verdade absoluta.
   Não venho aqui dizer isso ou aquilo sobre Ramatis, nem tão pouco defender suas ideia, queria apenas saber opiniões diversas sob a ótica de quem conhece mais a respeito dessas obras, em nenhum momento, espero que isso fique bem claro, esperei que Ramatis estivesse ou não coerente ou condizente com a DE de Kardec, apenas quero saber se são todas as suas obras a receberem esse Descredito todo.
E como Humanos ainda que a muito desencarnados e trabalhando no bem, creio, que tem de se estudar no outro plano tanto quanto aqui, e uma vez que nossos cientistas mais brilhantes de cada época afirmaram com propriedades, fatos que foram desmistificados antes, por que não nossos Irmãos do outro lado não poderiam cometer erros, uma vez que ainda se encontram na condição de espiritos Humanos.
 Veja não estou defendendo uma parte ou outra, apenas tentando intender, se não seria o caso, de que muitos fatos que nos foram passados vieram oriundos também de uma desinformação, mesmo que involuntária, ou apenas nos passados de uma maneira mais sucinta, de forma a se adequar com a mentalidade da uma época e de determinado grau de evolução de uma sociedade, a ponta de facilitar a esta, a absorção de fatos novos sobre a DE. 
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Anton Kiudero em 29 de Agosto de 2012, 21:24
“(...) Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal; mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais. Infelizmente o homem é inclinado a supor que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros. O mais hábil pode enganar-se; tudo está em enganar-se o menos possível”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

Mas o amigo se deixa enganar e seduzir pelas ideias que lhe brotam da mente. Leia Kardec...

(...) “No mundo invisível como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

E onde voce se inclui, nos raros e bons ou entre os muitos mediocres? A escolha é sua.

“Segue-se que a opinião de um Espírito sobre um princípio qualquer não é considerada pelos espíritas senão como uma opinião individual, que pode ser justa ou falsa, e não tem valor senão quando é sancionada pelo ensino da maioria, dado sobre os diversos pontos do globo”. (Revista Espírita, 1865)

O mesmo vale também para opiniões de espiritos encarnados...

“Há entre o espiritismo e outros sistemas filosóficos esta diferença capital; que estes são todos obras de homens, mais ou menos esclarecidos, ao passo que, naquele que me atribuís, eu não tenho o mérito da invenção de um só princípio. Diz-se: a filosofia de Platão, de Descartes, de Leibnitz; nunca se poderá dizer: a doutrina de A.Kardec; e isto, felizmente, pois que valor pode ter um nome em assunto de tamanha gravidade? O espiritismo tem auxiliares de maior preponderância, ao lado dos quais somos simples átomos”. (“O que é o Espiritismo”, cap. 1)

O que inclui todos os textos do amigo, que representam uma opinião pessoal...

“É preciso que se saiba que o Espiritismo sério se faz patrono, com alegria e apressuramento, de toda obra realizada com critério, qualquer que seja o país de onde provém, mas que, igualmente, repudia todas as publicações excêntricas. Todos os espíritas que, de coração, vigiam para que a Doutrina não seja comprometida, devem, pois, sem hesitação, denunciá-las, tanto mais porque, se algumas delas são produtos da boa-fé, outras constituem trabalho dos próprios inimigos do Espiritismo, que visam desacreditá-lo e poder motivar acusações contra ele. Eis porque, repito, é necessário que saibamos distinguir aquilo que a Doutrina Espírita aceita daquilo que ela repudia”. (Allan Kardec, Viagem Espírita em 1862. Instruções Particulares. VI.)

Pela quantidade de desinformações que o amigo postou a sua opinião deveria, segundo Kardec no texto acima, ser denunciada...

“Mas nunca será demasiado repetir: não aceiteis nada cegamente. Que cada fato seja submetido a um exame minucioso, aprofundado e severo.” (O Livro dos Médiuns – Kardec – item 98)

Sim, isto é verdade para todos os escritos, seja dos espíritos como dos homens.

(...) “Observai e estudai com cuidado as comunicações que recebeis; aceitai o que a razão não recusar, repeli o que a choca; pedi esclarecimentos sobre as que vos deixam na dúvida. Tendes aqui a marcha a seguir para transmitir às gerações futuras, sem medo de as ver desnaturadas, as verdades que separáveis sem esforço de seu cortejo inevitável de erros”. (Santo Agostinho, Revista Espírita, 1863, julho.)

Não faltam esclarecimentos que voce deve trazer para comprovar o que colocou, sem solicitação...

“Há polêmica e polêmica; e há uma diante da qual não recuaremos jamais, que é a discussão séria dos princípios que professamos.” (Allan Kardec, Revista Espírita - Nov/1858)

Discussão séria é muito importante. Isto aqui não é um púlpito onde o amigo pode verberar o que quiser, sem discutir item a item se alguem lhe suscitar isto.

"Mas há também os meio sábios, falsos sábios, presunçosos, sistemáticos e até hipócritas. Estes são os mais perigosos, porque afetam uma aparência séria, de ciência e sabedoria, em favor da qual proclamam, em meio a algumas verdades e boas máximas, as mais absurdas coisas. Separar o verdadeiro do falso, descobrir a trapaça oculta numa cascata de palavras bonitas, desmascarar os impostores, eis, sem contradita, uma das maiores dificuldades da Ciência Espírita.”

Aplique primeiro o texto a si mesmo antes de oferece-lo a outrem.

“(...) Todas precauções são poucas para evitar as publicações lamentáveis. Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio)

Isto inclui os seus escritos e o seu blog.

Continua...


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Anton Kiudero em 29 de Agosto de 2012, 21:26
Continuação

“Aplicando esses princípios de ecletismo às comunicações que nos enviaram, diremos que em 3.600 há mais de 3.000 que são de uma moralidade irreprochável, e excelentes como fundo; mas que desse número não há 300 para publicidade, e apenas 100 de um mérito inconteste. Essas comunicações vieram de muitos pontos diferentes".

E não incluem estes textos que o amigo repete sem cessar ha alguns anos. Onde estão as outras cem vozes que o apoiam?

“Os maus Espíritos temem o exame; eles dizem: 'Aceitai nossas palavras e não as julgueis.' Se tivessem a consciência de estar com a verdade, não temeriam a luz. O hábito de escrutar as menores palavras dos Espíritos, de pesar-lhes o valor, distancia forçosamente os Espíritos mal intencionados, que não vêm, então, perder inutilmente seu tempo, uma vez que se rejeite tudo o que é mau ou de origem suspeita. Mas quando se aceita cegamente tudo o que dizem, que se coloca, por assim dizer, de joelhos diante de sua pretensa sabedoria, fazem o que fariam os homens - disso abusam.” (Allan Kardec, Escolhos dos Médiuns, Revista Espírita, fevereiro de 1859)

E porque as suas palavras deveriam ser acatadas?

“Inferimos que a proporção deve ser mais ou menos geral. Por aí pode julgar-se da necessidade de não publicar inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, se quiser atingir o objetivo a que nos propomos, tanto do ponto de vista material quanto do efeito moral e da opinião que os indiferentes possam fazer do Espiritismo”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

E menos ainda dos homens....

É urgente que vos ponhais em guarda contra todas as publicações de origem suspeita, que parecem, ou vão parecer contrárias a todas as que não tiverem uma atitude franca e clara, e tende como certo que muitas são elaboradas nos campos inimigos do mundo visível ou no invisível, visando a lançar entre vós os fachos da discórdia. Cabe-vos não vos deixar apanhar. Tendes todos os elementos necessários para as apreciar”. (Espírito Erasto, Revista Espírita, 1863, dezembro.)

Portanto, cuide-se.....

Diante desse poderoso critério (o da Universalidade) caem necessariamente todas as teorias particulares que sejam o produto de idéias sistemáticas, seja de um homem, seja de um Espírito isolado. Uma idéia falsa pode, sem dúvida, agrupar ao seu redor alguns partidários, mas não prevalecerá jamais contra aquela que é ensinada por toda a parte.” (Allan Kardec, Revista Espírita, 1865)

Sendo os seus escritos a opinião individual e não universal, não pode ser acatada, segundo o texto que o amigo trouxe...

A força do Espiritismo não reside na opinião de um homem ou de um Espírito; está na universalidade do ensino dado por estes últimos; o controle universal, como o sufrágio universal, resolverá no futuro todas as questões litigiosas; fundará a unidade da doutrina muito melhor que um concílio de homens”.(Allan Kardec, Revista Espírita, 1864, maio.)

Idem...

“Regra geral: todo espírito que liga mais importância à forma do que ao fundo é inferior, e não merece nenhuma confiança, ainda mesmo se, de tempo em tempo, disser algumas coisas boas; porque essas coisas boas podem ser um meio de sedução.” (Revista Espírita, set/ 1858)

Esta observação é essencial ao amigo, estude-a.

"Se a perfeita identificação dos Espíritos é, em muitos casos, uma questão secundária, sem importância, não se dá o mesmo com a distinção entre os Espíritos bons e maus. Sua individualidade pode ser-nos indiferente, mas a sua qualidade jamais. Em todas as comunicações instrutivas é sobre esse ponto que devemos concentrar nossa atenção, pois só ele pode nos dar a medida da confiança que podemos ter no Espírito manifestante, seja qual for o nome com que se apresente. O Espírito que se manifesta é bom ou mau? A que grau da escala espírita pertence? Essa a questão capital." (O Livro dos Médiuns)

Honestamente, a qualidade de seus textos não demonstra provir de boa fonte. São agressivos e denotam uma busca pela vitoria individual contra um moinho de vento; Em suma um Dom Quixote...

"Os Espíritos só enganam os que se deixam enganar. Mas é preciso ter os olhos de joalheiro para distinguir a pedra verdadeira da falsa, e quem não sabe distingui-la procura um lapidário." (O Livro dos Médiuns)

Não so os espíritos mas principalmente os encarnados, vide os textos acima...


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Anton Kiudero em 29 de Agosto de 2012, 21:39
Como reconhecer as mensagens de verdadeiros mentores espirituais?
E como distingui-las das demais?

Toda mensagem de verdadeiros mentores espirituais tem sempre por tonica o espiritualismo. Nunca defendem o materialismo, ou seja, a felicidade na vida carnal, o bem terrestre, e sempre falam em nome de Deus e de Cristo. Cristo ensinou que é preciso alcançar a vitoria sobre o mundo. Portanto quem se diz guiado por eles não pode ensinar os homens a perder para o mundo.

Toda verdadeira mensagem do alto busca ligar-nos a Deus e não a uma religião. Mensagens condicionando o leitor a uma determinada religião são apropriações indébitas de Deus, tornando-o exclusivo, o que afronta todos os demais ensinamentos recebidos da espiritualidade. As mensagens verdadeiras são sempre ecumênicas.

As verdadeiras mensagens superiores são sempre universalistas. Ensinam a convivência com todos, no sentido universal ao invés de pregar o individualismo do tipo: você está “certo” e o resto “errado”; você é “bom”, é o “melhor” e os outros nada sabem, faça “isso” e estará “salvo”. Quem ensina assim não fala em nome de Deus, pois todos somos iguais perante o Pai.

E por que estes três aspectos são sempre encontrados nas transmissões dos espíritos elevados? Porque eles são a conseqüência do amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo ensinado por Cristo.


Esta é a base para reconhecer tudo o que “vem do alto”. E isto sempre ficou patente no ensinamento dos mestres da humanidade que possuíam a compreensão maior que qualquer mentor espiritual e, portanto, devem ser seguidas por aqueles que afirmam falar em nome de Deus ou de um mestre.

Percebam que nenhum mestre fundou uma religião, todas foram criadas por seres humanos a partir dos ensinamentos destes mestres. Portanto, o mentor que afirme que uma religião é “melhor” do que outra se liga a estes seres humanos e não ao mestre ou a Deus.

Isto se aplica a todos os textos psicografados, psicofonados, incorporados, canalizados ou intuídos.  Podemos adotar, sem errar, os mesmos critérios aos escritos e aos discursos humanos. Sempre que não manifestem as três características acima, devem ser consideradas apenas opinião efêmera do espírito materializado.



Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 30 de Agosto de 2012, 00:37
Olá Artur
Leia o nome do grupo onde esta inserido o tópico:
Espiritualismo.
Todas suas interpretações são fruto de uma análise superficial.
Não me darei ao trabalho de replicá-las ,pois basta uma leitura cuidadosa para verificar que todos seus argumentos são frágeis, então que cada um submeta o conteúdo dos livros á sua razão.
Sim Artur, os irmãos orientais recitam mantras.
Nós não, possivelmente se você tivesse nascido lá também estaria neste momento recitando seu mantrinha e muito provavelmente nem conheceria Allan Kardec.
Pergunto: por causa disso vc estaria errado?
Não. Não sejamos pretensiosos a ponto de achar que o Pai foi exclusivista e relegou à luz a meia dúzia de ocidentais.
Então este é o ponto, o ato de recitar mantra não pode ser considerado uma prática espírita, certo, mas isso não quer dizer que seja errado.Estamos no terreno do espiritualismo, não do espiritismo.
Existe uma sabedoria enorme nas filosofias orientais e sabe porque o LE não se aprofunda nisso?
Porque não tínhamos, como ainda não, temos condições de internalizar isso.
Porque a doutrina espírita foi concebida para acessar mentes extremamente racionais que precisam intelectualizar e racionalizar tudo.
Os orientais compreendem pelo caminho da alma o que nós ,com muita dificuldade, compreendemos pelo caminho da mente.
Há milênios que a reencarnação é algo normal, eles não precisavam que os espíritos viessem lhes ditar nada porque qualquer um que se proponha a meditar com afinco, disciplina,dedicação consegue encontrar estas respostas dentro de si.
Nós também  poderíamos se não  estivéssemos tão embotados pelo intelecto.
Os grandes mestres da espiritualidade oriental acessam o conhecimento direto da fonte,da mente não manifesta. Como nós não conseguimos isso ainda precisamos que outro irmãos desencarnados venham nos contar.
Um livro dos espíritos provavelmente ficaria encalhado na Índia.
Enquanto nós teorizamos, elocubramos, racionalizamos, eles vivenciam.
Enquanto lemos a doutrna para encontrar Deus eles o encontram no íntimo de sua consciência.
Ramatís veio com a missão de fazer uma ponte entre os conhecimentos orientais e ocidentais.
Ele não veio para reforçar a doutrina espírita e agradar os espíritas.
Deste modo o que ele traz pode sim ser analisado em relação á ciência ,mas jamais em relação a doutrina espírita.
O criador espalhou sementes de luz pelos quatro cantos do mundo.
Há 200 anos atrás nos surpreendíamos  com a revelação dos mecanismos da  reencarnação, a lei de causa e efeito, a comunicação com os espíritos e tudo mais, mas qual é a novidade?
Os orientais já  conheciam estes conceitos há milhares de anos.
Não somos privilegiados, todos os povos foram abençoados com o conhecimento e os tempos que se aproximam serão uma dura prova para  todo aquele que julga ser sua crença ou convicção mais correta do que a do outro.
Ramatís não veio para "orientalizar"  o espiritismo , até porque nosso futuro não sera presidido por nenhum "ismo".
Aliás, já conhecia sua campanha" anti-Ramatís" e fico muito surpresa de ver seu empenho e dedicação em desmascará-lo.
Me lembra algo meio do tempo da inquisição: Ramatís- O Herege.
Só que como não dá hoje para chamar ninguém de herege , então os transformamos em pseudo-sábios.
Não entendi ainda  porque ter tanto trabalho afinal o que é falso cai por si só, aliás é o que diz a doutrina.
Assim, não se preocupe, ninguém irá travar sua evolução espiritual porque foi "ingenuamente" arrebatado pelas palavras de Ramatís.
A cada um segundo suas obras não segundo suas crenças.
Mesmo que Ramatís fosse um pseudo-sábio , ler seus livros é algo inofensivo e não tem o condão de empacar a evolução espiritual de ninguém.
De qualquer forma agradecemos a preocupação.
abraços
Susana
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 30 de Agosto de 2012, 01:16
" Que importam, aliás, algumas dissidências que são mais da forma que do fundo?
Notai que os princípios fundamentais são os mesmos por toda parte e vos devem unir num pensamento comum: o do amor de Deus e da prática do bem.
 Quaisquer que sejam, portanto, o modo de progredir que se admita ou as condições normais da existência futura, o alvo final é sempre o mesmo: fazer o bem; e, como sabeis, não há duas maneiras de o fazer.

     Se entre os adeptos do Espiritismo há os que divergem de opinião sobre alguns pontos da teoria, todos, entretanto, estão de acordo sobre os pontos fundamentais. Há, pois, unidade, a não ser da parte dos que, em número muito pequeno, ainda não admitem a intervenção dos Espíritos nas manifestações, atribuindo-as a causas puramente físicas, o que contraria o axioma de que todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, ou ao reflexo do nosso próprio pensamento, o que é desmentido pelos fatos(1).
Os demais pontos são secundários  e em nada ferem as bases fundamentais.
Pode, aliás, haver escolas que procurem esclarecer-se sobre as partes ainda controvertidas da Ciência; mas não deve haver seitas rivais e só deveria haver antagonismos entre os que almejam o bem e os que fizessem ou quisessem o mal.
Ora, não há um espírita sincero, compenetrado das grandes máximas morais ensinadas pelos Espíritos, que possa querer o mal ou desejar o mal ao próximo, sem distinção de opinião. Se uma dessas escolas for errada, cedo ou tarde, será esclarecida, desde que haja  boa-fé e ausência de prevenções; enquanto esperam, todas têm um laço comum que deve uni-las num mesmo pensamento; todas têm um mesmo objetivo; pouco importa, pois, a rota seguida, contanto que ela conduza ao alvo.
Ninguém deve impor-se pelo constrangimento material ou moral e só estaria em caminho falso aquele que lançasse o seu anátema a outro, porque evidentemente estaria agindo sob a ação de maus Espíritos. A razão deve ser sempre o argumento supremo e a moderação assegurará melhor o triunfo da verdade do que as diatribes envenenadas pela inveja e pelo ciúme. Os bons Espíritos não pregam senão a união e o amor do próximo e jamais um pensamento malfazejo ou contrário à caridade pode surgir de uma fonte pura."

Livros dos Espíritos
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:14
Em breve será publicado um artigo onde provamos o quão "inofensivos" são os ditados de Ramatis. Aguardem. Enquanto isso, refutem, um a um, os argumentos presentes em http://espiritismoxramatisismo.blogspot.com. Falar que são argumentos frágeis é fácil. Difícil é refutá-los de maneira sólida. Abraços.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:24
 Onde está o Planeta Chupão de Ramatis?

Como já pudemos expor anteriormente, Ramatis, através de inúmeras obras psicografadas por diferentes médiuns, afirmou que o eixo da Terra se verticalizaria até o ano 2000 em função da aproximação de um planeta. Tal previsão evidentemente não se cumpriu, porém uma pergunta não quer calar: onde estaria esse planeta? Estamos no ano 2009 e nenhum sinal do mesmo.

Estudando o pensamento dos espíritos orgulhosos e que ostentam um falso saber, verificamos que estes, sabendo que a grande maioria das pessoas jamais olharam através de um telescópio e não possuem a minima noção de como é o nosso sistema solar, exploram tal situação para imporem idéias fantasiosas e sem qualquer conteúdo. No caso do espírito Ramatis, assim como de seus seguidores, jamais foi apresentada uma foto sequer ou mesmo qualquer prova científica da existência do referido planeta. Se o planeta fosse do tamanho de Júpiter, o maior planeta de nosso sistema, ou mesmo se fosse tão pequeno quanto o planetóide Plutão, seria visto facilmente pelo telescópio espacial Hubble e até mesmo por telescópios terrestres, como demonstra a foto acima.

A foto, no entanto, jamais apareceu. Não existe prova alguma de sua existência e, além disso, confesso que realmente apreciaria dar uma olhada nos cálculos que mostram com exatidão a aproximação do referido astro com a Terra.

Infelizmente, contudo, ao invés de adotarem a postura de crer com base em fatos positivos, preferem muitos a postura de crer primeiro para então esperar pelas provas, o que é uma escolha que, definitivamente, não diferencia muitos "espiritualistas" dos mais emperdenidos dogmáticos religiosos do passado e do presente.

Agora unidos à outra seita new age, liderada pelos simpatizantes de uma entidade espiritual apelidada de "Comandante Estelar Ashtar Sheran", muito parecida com personagens de ficção científica ou de algum desenho animado, os seguidores de Ramatis apostam no ano 2012 como sendo o ano em que o tal planeta fará seus estragos. Muitos chegam a apostar que seria a oportunidade de seres extraterrenos virem à Terra e apresentarem-se como uma espécie de "salvadores", incluindo o tal "Comandante Sheran"...

Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:26
De qualquer forma, prefiro "Jornada das Estrelas".

Confira o prezado leitor indícios dessa "união" entre ramatisistas com o pensamento de Ashtar Sheran no link abaixo, do lado esquerdo da tela:

http://clarindomelchizedek.blogspot.com/2007/11/chegamos-aqui-h-muitos-milnios-de-vosso.html

Já a posição espírita encontra-se consagrada nas palavras do Espírito da Verdade em diálogo com Allan Kardec ocorrido em 12 de maio de 1856 ("Obras Póstumas" - Segunda Parte):

"Sem dúvida, não tendes que temer nem um dilúvio, nem o abrasamento do vosso planeta, nem outros fatos desse gênero, porquanto não se pode denominar cataclismos a perturbações locais que se têm produzido em todas as épocas. Apenas haverá um cataclismo de natureza moral, de que os homens serão os instrumentos.”
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:29
Um Apelo de Kardec

A 15 de janeiro de 1862, Kardec publicou a brochura intitulada “O Espiritismo na sua mais simples Expressão", e fez um apelo:

“Contamos com o zelo de todos os verdadeiros espíritas para ajudar na sua propagação.”

Já em "O Livro dos Médiuns", segundo livro da Codificação Espírita, verificamos a importância dada a questões que hoje têm sido ignoradas e relegadas por boa parte daqueles que se dizem espíritas nos dias de hoje, facilitando a ação nefasta de espíritos pseudossábios e/ou mistificadores, que não só poderão enganar a esses com suas falsas ideias como também a muitas outras pessoas, disseminando e rapidamente promovendo toda uma série de noções contrárias aos elevados propósitos do Espiritismo.

O resultado disso tem sido a desinteligência entre os espíritas e a consequente formação de redutos seitistas, com interpretações próprias e muitas das vezes demasiado exóticas e heterodoxas sobre a mais variada gama de questões que a Codificação, por sua vez, ensina com cristalina clareza, dispensando os adereços advindos das paixões e arroubos de imaginação de caráter puramente terreno e especulativo.

Leiamos alguns comentários a esse respeito proferidos por Allan Kardec constantes da Revista Espírita de janeiro de 1861:

"A primeira edição do Livro dos Médiuns, publicada no começo deste ano, esgotou-se em alguns meses, o que não é um dos traços menos característicos do progresso das ideias espíritas. Nós mesmo constatamos, em nossas excursões, a influência salutar que essa obra exerceu sobre a direção dos estudos espíritas práticos. Assim, as decepções e mistificações são muito menos numerosas do que outrora, porque ela ensinou os meios de descobrir as astúcias dos Espíritos enganadores. Esta segunda edição é muito mais completa que a precedente. Ela encerra numerosas instruções novas muito importantes e vários capítulos novos. Toda a parte que concerne mais especialmente aos médiuns, à identidade dos Espíritos, à obsessão, às questões que podem ser dirigidas aos Espíritos, às contradições, aos meios de discernir os bons e os maus Espíritos, à formação de reuniões espíritas, às fraudes em matéria de Espiritismo recebeu desenvolvimentos muito notáveis, frutos da experiência. No capítulo das dissertações espíritas adicionamos várias comunicações apócrifas acompanhadas de observações adequadas a dar os meios de descobrir a fraude dos Espíritos enganadores que se apresentam com falsos nomes.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:43
Universalismo e Movimentos Cismáticos

É muito natural que as pessoas possuam diferentes maneiras de pensar, algo que ocorre, entre outras fatores, devido ao fato de cada um estar num patamar diferente de compreensão sobre determinada questão ou assunto.

No entanto, quando um ou mais indivíduos que dizem pertencer a uma determinada religião, ou que dizem apoiar certo conjunto de ideias de cunho filosófico (como a Doutrina Espírita, por exemplo), passam a discordar de alguns de seus princípios ou ensinos, forma-se aquilo que se convencionou chamar de "cisma". O cisma caracteriza-se por uma dissidência (ou cisão), em que geralmente seus partidários mantêm certos princípios originais e passam, concomitantemente, a adotar outros que lhes pareçam melhores ou mais convenientes. De maneira geral, passam a isolar-se do movimento originário, adotando práticas e divulgando conceitos próprios.

Allan Kardec, o sistematizador da Doutrina Espírita, deixou comentários importantes e esclarecedores acerca dos cismas que já surgiam e viriam a surgir no movimento espírita, tendo deixado evidenciado sua preocupação perante os mesmos. Leiamos:

"Uma questão que se apresenta em primeiro lugar no pensamento é a dos Cismas que poderão nascer no seio da Doutrina; o Espiritismo deles será preservado?

Não, seguramente, porque terá, no começo sobretudo, que lutar contra as ideias pessoais, sempre absolutas, tenazes, lentas em se harmonizarem com as ideias de outrem, e contra a ambição daqueles que querem ligar, mesmo assim, o seu nome a uma inovação qualquer; que criam novidades unicamente para poderem dizer que não pensam e não fazem como os outros; ou porque o seu amor-próprio sofre por não ocupar senão uma posição secundária." (em Constituição do Espiritismo - Dos Cismas, Obras Póstumas)(grifos nossos)

Vemos claramente que Allan Kardec se refere a novidades oriundas de ideias pessoais através das quais adeptos ambiciosos e, por que não dizer?, vaidosos e sequiosos por destaque, de maneira persistente procuram fazer prevalecer, exatamente como temos observado nos últimos tempos.

Cabe frizar que o Espiritismo se deparou, inicialmente, com simpatizantes de praticamente todas as religiões e filosofias. Uns, logo reconhecendo que a Doutrina Espírita possuía ideias, conceitos e princípios que lhe eram próprios, perceberam que não seria possível conciliar o Espiritismo com doutrinas do passado, fossem elas do Ocidente ou do Oriente, apesar dos alguns (poucos) pontos aparentemente em comum. Já outros, afetivamente ligados às suas antigas religiões, acharam que o Espiritismo nada teria a perder aceitando o que chamavam de "contribuições" dessas correntes do espiritualismo em geral, fossem elas oriundas de religiões dogmáticas (como o Catolicismo), ou de religiões orientais e/ou orientalistas.

Como já estudamos anteriormente em outros artigos, especialmente em "Os Cavalos de Troia do Espiritismo" e em "Os Efeitos do Ecletismo e da Heterodoxia no Movimento Espírita Francês", J.-B. Roustaing foi o primeiro a liderar um movimento cismático com suas ideias neo-docetistas muito semelhantes ao ideário católico. Tempos depois, com o desencarne do Codificador, logo se apossaram da Sociedade Parisiente de Estudos Espíritas, espiritualistas de toda ordem, especialmente teosofistas, ocultistas e esotéricos, com a complacência de Pierre Gaëtan Leymarie, pouco afeito a manter a mesma postura austera do Codificador.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:46
Anos depois, no Brasil, os adeptos do rustenismo adiantaram-se e fundaram a Federação Espírita Brasileira (FEB), dominando amplamente o movimento espírita com uma avalanche de obras que, pouco a pouco, foram minando a divulgação e o estudo das obras da Codificação, considerada pelos mesmos superadas pela obra "Os Quatro Evangelhos" de J.-B. Roustaing, apelidada de "a Revelação da Revelação".

Já nos idos de 1950, surgem os livros de Hercílio Maes, com ideias em oposição ao rustenismo e com a proposta de acrescentar ao Espiritismo práticas, ensinos e conceitos do rosacrucianismo e da teosofia, como pudemos claramente apontar em Artigo investigativo: Ramatis pode nem existir. A proposta? Uma só: estabelecer o que Hercílio apelidou de "universalismo", como se o Espiritismo, por si só, não fosse uma doutrina eminentemente universalista.

Vejamos, uma a uma, as definições de "universalismo" contidas no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, e verificaremos que a Doutrina espírita, mais do que qualquer outro conjunto de ideias (doutrina), é essencialmente universalista:

Universalismo - substantivo masculino;

1 Rubrica: religião.
"doutrina ou crença que afirma que todos os homens estão destinados à salvação eterna, em virtude da bondade de Deus"

Comentário: É exatamente isso o que ensina o Espiritismo. Acresce ainda que alcançamos o mais alto estágio evolutivo através da reencarnação (ou vidas sucessivas), onde nos são dadas as oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento intelecto-moral.

2 caráter do que é universal ou universalista; universalidade

Comentário: Allan Kardec, servindo-se de médiuns de praticamente todos os pontos do planeta e desconhecidos uns dos outros, atestou que os ensinos espíritas são de origem universal. Tal fato pode ser verificado no artigo Controle Universal do Ensino dos Espíritos (CUEE), o eficaz método espírita de aferição da Verdade. Além disso, o Espiritismo assenta-se sob fatos naturais e não admite nada do que se afaste dessas mesmas leis, imutáveis como o próprio Criador. Utilizando-se do critério de concordância universal, o codificador pôde chegar a um eficaz meio de aferição das mensagens que lhe chegavam.

3 tendência de tornar universal uma religião, uma ideia, um sistema etc., fazendo com que se dirija ou abranja a totalidade e não um grupo particular
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:48
Comentário: O Espiritismo se destina a todos, porque todos estamos submetidos às mesmas leis universais. Não se dirije somente aos espíritas, e nem defende qualquer beneplácito divino ou superioridade dos espíritas sobre os demais.

4 opinião dos que só reconhecem como autoridade o assentimento universal

Comentário: Como já foi dito e demonstrado, Allan Kardec utilizou-se de comunicações oriundas dos quatro cantos do planeta, tendo sido o único a sistematizar uma doutrina desta maneira. Portante, é errôneo afirmar que o Espiritismo tenha um viés unicamente ocidental, ou que tenha privilegiado o pensamento predominante no Ocidente.

Assim sendo, não há razão para fundar qualquer movimento pretensamente ligado ao Espiritismo que se auto-intitule "universalista", já que a própria Doutrina Espírita é, por si só, universalista.

Em nossas pesquisas, pudemos observar que os idealizadores do movimento universalista, os contemporâneos Edgard Armond e Hercílio Maes, ambos ramatisistas e adeptos de correntes espiritualistas orientais, intentaram, conscientemente ou não, na verdade, promover um sincretismo dessas filosofias com o Espiritismo. O primeiro, escrevendo livros de próprio punho, tendo sido o livro "Exilados de Capela" o que mais sucesso alcançou; o segundo, atribuindo tais ideias a um espírito "oriental" chamado Ramatis.

Edgard Armond foi inclusive chamado por Ramatis de "discípulo querido", sendo que boa parte do projeto de implantação da Aliança Espírita Evangélica, assim como os trabalhos mediúnicos em si e programação de estudos, foram inspirados nos ditados constantes das obras de Hercílio/Ramatis. Tais informações, para que fique claro que não estamos tirando de nossa cabeça, constam do livro "No Tempo do Comandante", de Edelson da Silva Jr., uma biografia de Armond.

Preocupado com a situação, em que eram propagados Brasil afora uma série de práticas e informações que colidiam com o Espiritismo e afrontavam o método kardeciano, Deolindo Amorim lançou a preciosíssima obra "O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas" (1958). Sem combater nenhuma corrente ou filosofia espiritualista, como a Teosofia, a Rosacruz, e as diversas seitas de origem asiática e africana, embora ressaltando eventuais coincidências de pontos filosóficos, Deolindo define, separa e identifica o que é o Espiritismo, mostrando a sua independência.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:51
"(...) Todas as doutrinas organizadas têm o seu corpo de princípios, seus postulados, sua orientação. O Espiritualismo, em sua amplitude, é a matriz de muitas escolas, religiões e correntes filosóficas, mas a própria disciplina da inteligência exige que se dê a cada religião ou doutrina o seu lugar inconfundível: ESPIRITISMO é Espiritismo; TEOSOFIA é teosofia; ECLETISMO é ecletismo. É melhor discernir do que confundir, pois é discernindo que se põe ordem nas ideias para procurar a Verdade.

"O Espiritismo é uma doutrina universalista, e tanto quanto as doutrinas que mais o sejam; mas é indispensável não levar a noção de universalismo ao arbítrio de acomodações inconvenientes senão prejudiciais à clareza do espírito crítico. Repetimos que o Espiritismo é universalista, os seus problemas têm o sentido da universalidade, mas também é oportuno acentuar que o Espiritismo não é uma forma de sincretismo doutrinário ou religioso, sem unidade nem consistência. Não, absolutamente! Já se falseou muito a ideia de universalismo. Ser universalista é ter visão global do conhecimento, é estimar a universalidade dos valores espirituais acima e além de todas as configurações geográficas ou históricas. Universalismo é uma convicção, é uma posição consciente em face da cultura humana e espiritual; não é, portanto, a junção pura e simples de crenças, doutrinas e práticas diversas." (cap. I - A Reencarnação e as Escolas Orientais)

A última linha do brilhante comentário de Deolindo Amorim é uma descrição fiel do que acontece em núcleos espíritas (ou pretensamente espíritas) que adotam esse comportamento sincrético dito "universalista". Adoção de práticas mediúnicas exóticas (apometria, passes padronizados, etc.), utilização de terapias alternativas muitas vezes inócuas (cromoterapia, radiestesia, cristalterapia, etc.), venda de objetos tidos como concentradores ou debeladores de "energia" (cristais, incensos, defumadores, etc.), uso de uniformes e roupas especiais (jalecos brancos, imitando profissionais da saúde), e por aí vai.

Até mesmo o espírito André Luiz, entidade incensada por boa parte do contingente espírita, mostrou-se claramente contrário a essa postura agregacionista e oportunista:

"Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.

No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante
atitude, analisando-a, na lógica da vida.

Criaturas de todas as plagas dos Universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.

Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.

Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe comer de tudo, sem a mínima noção de higiene e sem qualquer consideração para com a própria saúde.

Águas de qualquer procedência liquidam a sede. No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.

Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinquentes para o trabalho reeducativo; sustenta a polícia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação pública e cria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.

Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as sua atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita." ("Práticas Estranhas", livro "Opinião Espírita" (1963) - F.C. Xavier)
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 30 de Agosto de 2012, 21:53
Assim sendo, o alerta está dado.

Infelizmente, os interessados em tornar o movimento espírita um celeiro de fantasias muito se aborrecem com esses comentários, mas é preciso que não nos deixemos enganar. Há muitos interesses envolvidos nisso, tanto materiais, quanto espirituais. De um lado, espíritos pseudossábios, autênticos falsos profetas da erraticidade, charlatões da espiritualidade, que revestem suas mensagens das palavras de amor, caridade, etc. apenas com o intuito de melhor enganarem acerca de suas luzes. Ditam o que lhes vêm à cabeça com o intuito de promover a confusão. Do outro, indivíduos encarnados que pouco se aprofundaram no estudo sério da Doutrina Espírita, desejosos por terem sobre si os holofotes e o dinheiro que esse grande mercado da literatura "trash" pseudo-espírita tem proporcionado.

Cabe aos dirigentes espíritas discernir que "tolerar" não significa o mesmo que "transigir". Toleramos a todos, amamos a todos, mas a título de amar não nos é lícito conspurcar aquilo que nos é mais caro: o Espiritismo e sua missão de libertação das consciências das faixas da ignorância, causa primária de tudo aquilo que causa sofrimento e impede as almas de voarem mais celeremente rumo à perfeição.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Marlenedd em 30 de Agosto de 2012, 22:23
Artur: "Cabe aos dirigentes espíritas discernir que "tolerar" não significa o mesmo que "transigir". Toleramos a todos, amamos a todos, mas a título de amar não nos é lícito conspurcar aquilo que nos é mais caro: o Espiritismo e sua missão de libertação das consciências das faixas da ignorância, causa primária de tudo aquilo que causa sofrimento e impede as almas de voarem mais celeremente rumo à perfeição."


Esse tipo de homem, não é o homem que tem por modelo o Cristo, a doutrina classifica-o assim: o homem aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza.

Infelizmente, diz a doutrina, são a maioria, esses homens ilusórios.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 30 de Agosto de 2012, 23:53
Chega a ser engraçado este engajamento em evitar que a doutrina espírita seja maculada por crenças "exóticas".
Não carece disso não. O espirtismo sabe se defender sozinho e cada um de nós também foi dotado de um cérebro e tem condições de submeter as leituras á sua própria razão sem precisar se socorrer da razão alheia.
Até hoje desconheço algum caso de alguém que leu Ramatís pegou um arma e matou o vizinho, bateu na mulher, se enveredou pelos vícios.
Aliás, muito pelo contrário, conheço muitas pessoas que mudaram radicalmente de vida, deixaram maus hábitos, pararam de beber e de fumar depois dos  relatos das piteiras e canecos  vivos,  deixaram de se alimentar de cadáveres e melhoraram suas saúdes depois de lerem" A Fisiologia da Alma", e muitas, mas muitas mesmo se aprofundaram no estudo da doutrina espírita.
Essa caça ás bruxas ocorre de tempos em tempos: uma hora é André Luiz, outra Emmanuel, outra Ramatís..sempre tem um Judas para ser malhado, aliás é um ótimo pretexto para não nos ocuparmos da nossa reforma íntima pois estamos ocupados demais tentando  salvar as almas da pedição , evitando que os irmãos sejam ludibriados por espíritos pseudo sábios.
Examinai tudo e reterdes  que é bom, esqueçam a assinatura o que importa é a essência do ensinamento.
Não vai fazer muita diferença ,quando desencarnarmos, o tipo de livros que lemos, mas o que fizemos de nossas vidas.
abraços
Susana


Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 31 de Agosto de 2012, 00:10
Em breve será publicado um artigo onde provamos o quão "inofensivos" são os ditados de Ramatis. Aguardem. Enquanto isso, refutem, um a um, os argumentos presentes em http://espiritismoxramatisismo.blogspot.com. Falar que são argumentos frágeis é fácil. Difícil é refutá-los de maneira sólida. Abraços.

Não amigo Artur.
Não é nem um pouco difícil, aliás há tempos atrás provavelmente o faria, só que hoje optei por não me envolver mais em polêmicas estéreis que não levam a nada, aprendi a escolher minhas "batalhas" e esta ,definitivamente, não vale a pena.
Prefiro dedicar meu tempo a causas construtivas em vez de perder energia tentando denegrir a imagem de alguém, já pensou que desagradável se ao desencarnar descobrir que estava errada e que passei boa parte da minha vida atacando um espírito benevolente?
Prefiro não ter que passar por esse constrangimento, antes "pecar" pela ingenuidade do que pela pretensa sabedoria.
Cada uma de suas afirmações daria um tópico e ao invés de tentar provar que está equivocado prefiro aguardar que os foristas leiam os livros e cheguem ás suas próprias conclusões.
abraços
Susana
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Gustavo marques em 31 de Agosto de 2012, 01:29
Bem tendo visto as respostas fico agradecido que tenham me respondido, ainda não tive como ler as obras de Ramatis, porém mesmo para aqueles que são contra, epero que entendam que crenças pessoas sempre assolam aqueles que buscam a verdade, por mais esclarecido que sejam.
  Não queria de fato que o tópico causasse mal estar entre os amigos, mais queria debater de fato sobre as obras, deste espirito, queira saber quais suas obras merecem crédito quais não,  acho valido ainda ressaltar, não tenho adoração por ramatis, apenas simpatizo com trechos de sua com que já tive contato, e mesmo que sejam Fantasiosas as suas ideias, creio também valer a leitura, quando se trata de aprender a discernir entre a razão e a fantasia.
Afinal quantos de nos temos concreta certeza de alguma coisa relativa ao planos de Deus dos quais vem nos contar estes irmãos. pretendo não criticar nenhum amigo que venha me dizer algo que pareça absurdo ainda que o seja sem que eu o compreenda melhor, posso também estar caindo em  contradição com minhas próprias crenças.
obrigado
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 31 de Agosto de 2012, 02:22
Fique tranquilo Gustavo.
Você não tem nenhuma responsabilidade sobre os rumos da discussão é que em se tratando de Ramatís as coisas são sempre assim. ;)
Difícil não ter polêmica.
abraços
Susana
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 31 de Agosto de 2012, 02:34
Caro Artur,
Seria muito bom se você usasse o fórum também para troca de experiências,  porque todas suas participações são focadas em Ramatís, e sempre aproveita para fazer um "merchan", dando um jeitinho de divulgar seu site e seu livro.
O fórum tem uma série de temas interessantes para debater além de Ramatís.
Toda idéia fixa deve ser motivo de atenção.
abraços
Susana
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Mastomisto em 31 de Agosto de 2012, 13:11
Bom dia a todos,
Bom dia Artur,
Você conhece alguém que frequenta essa Sociedade Espírita? Alguém que tenha completado todo o tratamento? Completado toda a cartela? As 48 horas obrigatórias de palestras? Lido, todos os livros indicados?
Se conhece algúem com essas características, conversa com ela.
Não entendi bem o que pretende, mas sugiro que se informe muito, pois suas mensagens não estão tocando o coração.
Que tal você mesmo fazer o tratamento? É só ir lá, fazer o cartão e começar. Não tem discrimenação de nenhuma forma e é 0800.
Rua José Higino, nº 176 - Tijuca
Só não pense que vai encontrar pessoas perfeitas lá, pois essas não existem nesse planeta.
Um abraço fraterno.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 31 de Agosto de 2012, 16:02
Gustavo, já forneci, acredito, material suficiente para demosntrar a você que Ramatis, de duas uma, nem ao menos existiu, ou é um espírito pseudossábio, que dita profecias que não se cumprem e que possui opiniões pessoais que contrariam flagrantemente a Doutrina Espírita. Portanto, se vc realmente deseja se esclarecer sobre o assunto, sugiro que efetivamente leia tais ponderações, que derivam de estudos de muitos anos e que ensejaram a publicação de dois livros. Infelizmente, as considerações aqui apresentadas a favor dessa suposta entidade espiritual não trouxeram qualquer argumento sólido em contrário ao que dizemos, e estão eivadas de emoção e argumentação passional, que, infelizmente, não ajudam a esclarecer a questão. Há muito o que dizer, mas isso levaria muito tempo, coisa que não possuo no momento. Está, no entanto, tudo aqui: http://espiritismoxramatisismo.blogspot.com. É só dedicar-se, pois sem isso não há esclarecimento possível. Abraço.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 31 de Agosto de 2012, 16:06
Susana, não há "merchan" nenhum. O blog não me rende nada (vc viu alguma propaganda lá?), nem os livros, pois têm seus direitos doados à editora. Vc já se perguntou para onde vai o dinheiro auferido nas vendas dos livros de Ramatis? Vc conhece a história? Pois é, deveria. A Freitas Bastos, primeira editora dos livros de Hercílio Maes, era uma editora para fins comerciais, e a segunda, a Editora do Conhecimento, também. Como vc acha que eles pagam os programas de TV e rádio que possuem? Portanto, não fale do que não sabe, por favor. Que tal vc debater com base em argumentos? Seria muito bom.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 31 de Agosto de 2012, 16:13
Fraternidade sim, Sincretismo não

Vez por outra surge alguém ou algum grupo atacando a coerência espírita e defendendo certas ideias de fundo ecumenista dentro e fora do movimento espírita. Alegam eles que o Espiritismo - e consequentemente os espíritas - devam estar "abertos" a outras concepções e ensinos, sem o qual correm o risco de tornarem-se intolerantes e antifraternos, e, portanto, em dissonância com o que prega a Doutrina.

Nada mais falacioso.

Não devemos confundir fraternidade e tolerância com ecumenismo, ao qual os ramatisistas, aliás, deram erroneamente outro nome, o de "universalismo". O que chamam eles de "universalismo" não passa de sincretismo, fenômeno bastante presente e comum na cultura brasileira. A definição de sincretismo é de "uma fusão de doutrinas de diversas origens, seja na esfera das crenças religiosas, seja nas filosóficas", exatamente aquilo estimulado por Ramatis e seus simpatizantes.

No caso da Doutrina Espírita, obviamente reconhecemos alguns pontos em comum com outras correntes filosóficas e até mesmo com algumas crenças religiosas, porém analisando com mais profundidade tais similitudes, veremos que a visão espírita possui nuances próprias que as ligam a outros princípios não abraçados por essas outras filosofias e religiões. Evocar semelhanças sem considerar a Doutrina Espírita como um todo, mas em partes, certamente conduz a essas frustradas tentativas de comparação e adaptação.

Verifica-se daí que a confusão geralmente ocorre entre aqueles que ainda não compreenderam a Doutrina Espírita em profundidade, assim como não abarcaram em detalhes todos os seus princípios, confundindo-os com suas próprias concepções pessoais advindas de suas vivências em movimentos religiosos, geralmente no Catolicismo e na Umbanda.

A falta de leitura e estudo sistemático dos livros da Codificação Espírita, somado ao fato de que boa parte da população brasileira é constituída de analfabetos funcionais com grande dificuldade de interpretação de textos simples, só agravam a situação e dão armas àqueles que insistem que deva o Espiritismo assimilar ideias, práticas e conceitos estranhos ao seu corpo doutrinário.

Conscientes dessa realidade, espíritos pseudossábios e muitas das vezes mal intencionados, interessados na disseminação da confusão e do divisionismo, insistem nessa absurda proposta de desfiguração do Espiritismo, através de ditados repletos de sentimentalismo piegas e sem conteúdo, induzindo o leitor à ideia de que o espírita deva aceitar enxertias, à prática espírita, de ritualismos e cultos exteriores sem nenhuma fundamentação doutrinária e lógica, sob a alegação de que devamos estar "abertos" e dispostos a contribuir com o progresso e com uma suposta evolução do ideário espiritista. Mas, que evolução é essa que acaba por incentivar o retorno e/ou permanência das mentalidades em torno do pensamento mágico? "Pensamento mágico" significa interpretar dois eventos que ocorrem próximos como se um tivesse causado o outro, sem qualquer preocupação com o nexo causal. Por exemplo, se a pessoa acredita que cruzar os dedos trouxe boa sorte, ela associou o ato do cruzamento de dedos com o evento favorável subsequente e imputou um nexo causal entre os dois. Psicólogos já observaram que grande parte das pessoas é propensa ao pensamento mágico e, assim, o pensamento crítico fica frequentemente em desvantagem. O que se vê, mais comumente nas religiões cristãs dogmáticas tradicionais, são lideranças religiosas explorando essa tendência a fim de auferir vantagens, na medida em que estimulam os seus fiéis a procurarem resolver seus problemas por meio de promessas, ofertas em dinheiro, sacrifícios, etc. Já no espiritualismo esotérico e nas práticas feiticistas dos cultos afro-brasileiros, a solução da maioria dos problemas hodiernos estaria nas oferendas, no uso de talismãs, amuletos, realização de rituais, consagrações, etc. Embora, pois, se diferenciem quanto à forma, todas essas práticas são oriundas do pensamento mágico, ou, como diriam alguns, do misticismo.

Já asseverava Ary Lex que “no movimento espírita costuma haver uma certa condescendência para com as pequenas deturpações, condescendência essa rotulada como ‘tolerância cristã’. Estão errados. Tolerância deve haver para as falhas das pessoas, que devem ser esclarecidas e apoiadas, ajudando-as a saírem do ciclo erro-sofrimento. Tolerância com as pessoas, sim, com as deturpações, jamais”. E conclui: “É urgente e fundamental que todos aqueles que tiveram a ventura de entender o Espiritismo lutem, dia a dia, pela manutenção da pureza doutrinária.”

O alerta de Ary Lex nada mais representa do que uma tentativa de convidar os espiritistas a manterem o pensamento mágico distante das práticas espíritas dentro e fora dos Centros.

A questão 554 de “O Livro dos Espíritos” corrobora essa posição. Confiramos:

P.: “Que efeito podem produzir fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendam dispor do concurso dos Espíritos?”

R.: “(...) Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes são só atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais”. E continua mais adiante: “Ora, muito raramente aquele que seja bastante simplório para acreditar na virtude de um talismã deixará de colimar um fim mais material do que moral. Qualquer, porém, que seja o caso, essa crença denuncia uma inferioridade e uma fraqueza de ideias que favorecem a ação dos espíritos imperfeitos e escarninhos”.

Em “O Livro dos Médiuns”, é perguntado aos Espíritos Superiores:

“Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns?

R.: “Esta pergunta era escusada, porquanto bem sabes que a matéria nenhuma ação exerce sobre os Espíritos. Fica bem certo de que nunca um bom espírito aconselhará semelhantes absurdidades. A virtude dos talismãs, de qualquer natureza que sejam, jamais existiu, senão, na imaginação das pessoas crédulas”.

O Codificador Allan Kardec comentou, concluindo e reiterando a total desvinculação do Espiritismo com o pensamento mágico propalado pelas religiões e crenças fetichistas:

“Os Espíritos são atraídos ou repelidos pelo pensamento e não por objetos materiais (...). Em todos os tempos os Espíritos superiores condenaram o emprego de signos e de formas cabalísticas; e todo Espírito que lhes atribui uma virtude qualquer ou que pretende dar talismãs que denotam magia, por aí revela a própria inferioridade, quer quando age de boa-fé e por ignorância, (...) quer quando conscientemente (...). Os sinais cabalísticos, quando não são mera fantasia, são símbolos que lembram crenças supersticiosas na virtude de certas coisas, como os números, os planetas e sua correspondência com os metais, crenças nascidas no tempo da ignorância e que repousam sobre erros manifestos, aos quais a ciência fez justiça, mostrando o que há sobre os pretensos sete planetas, os sete metais, etc. A forma mística e ininteligível de tais emblemas tem o objetivo de os impor ao vulgo (...), aquilo que não compreende.”

A seu turno, verificamos nas obras de Ramatis uma proposta inversamente contrária, constantemente presente em seus ditados, como podemos notar abaixo e em inúmeras passagens dos livros psicografados pelo médium Hercílio Maes:

“Rituais, mantras, sincronizações entre adeptos ou despertamento da vontade; o comando nas quais podereis alcançar o Cristo Planetário!”

"Os amuletos e talismãs, quando realmente dinamizados por magos experientes, obedecem aos mesmos princípios dos minerais radioativos, mas a sua ação é mais vigorosa e específica no campo etéreo-astral invisível aos sentidos humanos."

"Há fundamento lógico e científico no preparo de amuletos e talismãs, quando isso é feito por meio de magos autênticos (...)"

"Há certos tipos de ervas cuja reação etérica é tão agressiva e incômoda,que torna o ambiente indesejável para certos espíritos, assim como os encarnados afastam-se dos lugares saturados de enxofre ou gás metano dos charcos."

"Só as pessoas rudes ou confusas podem considerar a defumação benfeitora uma superstição ou dogma."

"Os espíritos subversivos ou obsessores fogem espavoridos do ambiente onde atuam, quando a queima de pólvora é feita por médiuns ou magos experientes, pois alguns deles são bastante escarmentados em tais acontecimentos."
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 31 de Agosto de 2012, 16:15
Em outras passagens, Ramatis procura rebaixar o Espiritismo frente às crenças orientalistas:

“Da mesma forma, reconhecemos que há, entre o neófito espírita, exclusivamente submerso na sua doutrina, e o espiritualista afeito ao conhecimento iniciático, um extenso abismo de compreensão.”

Abaixo, vemos claramente a intenção de incentivar o sincretismo:

“Sem dúvida, apesar de o Espiritismo ser doutrina corporificada para libertar os homens das superstições e dos tabus infantis, ele pode estacionar no tempo e no espaço, tal qual acontece com a Igreja Católica. É acontecimento fatal, caso seus adeptos ignorem deliberadamente o progresso e a experiência de outras seitas e doutrinas vinculadas à fonte original e inesgotável do Espiritualismo Oriental.”

Herculano Pires, à época, reagiu corajosamente a esse tipo de proposta:

"Só um setor do conhecimento, nesta hora de transição, não necessita renovações, e esse setor é precisamente o Espiritismo. O que ele exige de nós não é renovação doutrinária, mas apenas expurgo de infiltrações espúrias nos Centros, produzidas pela leviandade de praticantes que se desvairam da orientação doutrinária, adotando atitudes, fórmulas e práticas antiquadas. (...) O terror místico proveniente de um longo passado religioso de mistérios e ameaças não tem mais razão de ser. Não obstante, encontramos no meio espírita um pesado lastro desse terror em forma de traumatismos inconscientes que geram comportamentos antiespíritas".

Já dizia Bossuet: "O maior desregramento do espírito é crer nas coisas porque se quer que elas existam".

Por nossa vez, diríamos que a superstição e as crendices são exemplos desse desregramento, doenças da alma, autênticas amarras que prendem o espírito às trevas da ignorância, conduzindo-o aos descaminhos advindos da fuga da realidade. Se há uma maneira dos falsos profetas da erraticidade e espíritos pseudossábios atacarem o Espiritismo é justamente desfigurando-o através do estímulo ao culto exterior, do pensamento simplista, da crendice, todos representantes do caminho mais fácil, porém inócuo, que tanto atrai aqueles indivíduos desinteressados em promover em si aquilo que realmente interessa, que é a transformação moral, que advém justamente do esforço e do avanço da inteligência, conforme puderam claramente ensinar os Espíritos Superiores nas questões 192, 365, 780 e 780a de "O Livro dos Espíritos".
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Tulinha em 31 de Agosto de 2012, 16:27
Eu penso que o Espiritismo é a doutrina da razão, da lógica e o Cristianismo verdadeiro, puro, na sua essência. Não entendo porque tantos irmãos querem trazer à Doutrina, tanto sincretismo, tanto misticismo... Será que Kardec e os Espíritos Superiores estão ultrapassados? Será que as pessoas, não estão satisfeitas com a lógica e a coerência do Espiritismo e tem, como foi feito nas religiões, vir à baila com Ramatis, Edgard Armond, Miramez, e tantos outros que não acrescentam nada, nada para os estudos da Doutrina? Se ao menos as pessoas que se dizem espíritas, estudassem profundamente as obras básicas, a Revista Espírita e tantos autores consagrados como Herculano Pires, Hermínio Miranda, Léon Denis, Gabriel Dellanne, Gustave Gelley etc... Será que nós, que somos "eternos estudantes" do Espiritismo, já compreendemos o que o Espírito da Verdade nos asseverou, "Espíritas, amai-vos eis o primeiro mandamento; instruí-vos eis o segundo"?!?
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: ArturAzevedo em 31 de Agosto de 2012, 16:30
Tulinha, você disse tudo. Nada a acrescentar além disso. É muito simples.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Mastomisto em 31 de Agosto de 2012, 16:45
Boa tarde a todos,
Boa tarde Artur.
Desculpe se te ofendi de alguma forma, não era minha intenção. Penso que por sua resposta a mim, Mastomisto, devo ter perguntado algo que é óbvio. Eu sou um frequentador do Ramatis, do MAP e da Casa do Coração, mas ainda tenho muito que aprender. Aqui, com certeza, não será o local para debatermos, mas poderemos colocar nossas conclusões. Como prefere conversar? Acredito que será muito bom, para ambos.
Um abraço fraterno.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Mastomisto em 31 de Agosto de 2012, 17:02
Boa tarde a todos,
Boa tarde Tulinha,
Já participei de um debate parecido.
http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/kardec-de-possivel-erro-foi-consciente-mas-nem-jesus-e-onisciente/msg285796/#msg285796
Um abraço fraterno.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Mastomisto em 31 de Agosto de 2012, 17:42
Boa tarde a todos,
Outro tópico que pode ajudar nesse caso:
http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/se-soubesses/new/?topicseen#new

Um abraço fraterno.
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Zé Ninguém em 01 de Setembro de 2012, 22:40
Nenhum espírito tem o poder de entravar a marcha do espiritismo.
O maior obstáculo do espiritismo não são os espíritos, mas os espíritas.

abraços
Susana
Título: Re: Dúvidas sobre Ramatis
Enviado por: Mourarego em 01 de Setembro de 2012, 22:51
Taí, maninha Susaninha: "Falou pouco mas porém, bem", como diria o meu falecido pai.
Abraços,
Moura