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GERAL => O que é o espiritismo => Comunicabilidade dos Espíritos => Tópico iniciado por: Si em 23 de Agosto de 2010, 22:15

Título: Mediunidade nossa de todos os dias
Enviado por: Si em 23 de Agosto de 2010, 22:15
Olá

O fenômeno é dos mais antigos.
 
Recuando no tempo, encontramos registros em um dos livros primeiros da Humanidade, a Bíblia.
 
No versículo segundo, do capítulo primeiro do livro de Gênesis, se lê: As trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus movia-Se sobre as águas.
 
O homem pressentia a presença do Criador. O que quer dizer, o homem registra, desde sempre, o Mundo além da esfera física. O Mundo dos seres espirituais.
 
Paulo de Tarso, dando-se conta dessa percepção especial do ser humano a denominou dom.
 
E a respeito se estendeu em sua Epístola aos Coríntios, descrevendo as suas variedades.
 
Enquanto na Terra, o Homem de Nazaré deu provas múltiplas da interrelação entre ambos os Mundos, físico e o espiritual.
 
Falou aos Espíritos atormentados e que se chamavam Legião, na cidade de Gadara; aos que agrediam o jovem que Lhe é trazido para ser curado.
 
Senhor dos Espíritos - assim O denominaram por descobrirem que os Espíritos Lhe obedeciam.
 
Seria somente no século XIX, no entanto, que este dom seria amplamente estudado e decodificado, pelo sábio Allan Kardec. E ele lhe deu nome específico: mediunidade.
 
A capacidade de ser intermediário entre um mundo e outro, entre uma e outra dimensão. Médium, ou intermediário.
 
Ainda hoje bastante incompreendida, é a mediunidade, contudo, uma faculdade inerente ao ser humano.
 
Dela quase todos os homens têm resquícios. Alguns mais, outros menos.
 
Mas, quem já não teve a impressão de ter alguém, incorpóreo, ao seu lado, velando por si, em horas dolorosas?
 
Quem já não se referiu à interferência de seres angélicos em momentos de grande dificuldade?
 
Quem não entregou o filho que parte para terras distantes aos cuidados de um ser que chama anjo de guarda, anjo guardião, protetor, orientador?
 
Quem já não ouviu o sussurrar de vozes imperceptíveis, no interior de si mesmo?
 
Dificilmente se encontrará alguém que disso tudo não tenha um mínimo registro, senão por si mesmo, por alguém de sua família.
 
Isso tudo nos diz que o Mundo Espiritual se faz presente de forma constante no Mundo físico.
 
Pode-se dizer que há uma interpenetração de um e outro.
 
Movemo-nos na esfera física. Nossos atos e pensamentos repercutem na esfera espiritual.
 
Ninguém segue só. Como dizia o Apóstolo Paulo: Estamos rodeados por uma nuvem de testemunhas.
 
Sombras, Espíritos, guias. Não importa como os chamemos, eles são realidade.
 
E silenciosamente velam por nós. Discretamente nos orientam. Sutilmente nos vão dando notas de que têm sobre nós seus atentos olhares.
 
* * *
 
Quando estiver a ponto de desanimar por se acreditar só, abandonado, pense que alguém, da Espiritualidade, guarda a sua vida e vela por você.
 
Você pode não crer. Mas não importa. Mesmo assim, os que o amam estão com você.

Paz
Título: Re: Mediunidade nossa de todos os dias
Enviado por: JAGUARVITOR em 24 de Agosto de 2010, 16:37
Paulo de tarso=saulo diz: "...já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim..."
e eu assino por bx. muita paz
Título: Re: Mediunidade nossa de todos os dias
Enviado por: Dulcinha em 24 de Agosto de 2010, 16:44
Quando descobrimos e reconhecemos essa verdade, de que não estamos sós, a alegria e a esperança inunda nosso ser de forma irreversível!!
Muita paz a todos os irmãos!!
Título: Re: Mediunidade nossa de todos os dias
Enviado por: MOIMOI em 24 de Agosto de 2010, 22:03
Prezada Sio,

Seu texto é lindo. Altamente poético e inspirativo. Porém, como doutrina contém certas fragilidades, algumas das quais aponto a seguir:

SIO: No versículo segundo, do capítulo primeiro do livro de Gênesis, se lê: As trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus movia-Se sobre as águas.
O homem pressentia a presença do Criador. O que quer dizer, o homem registra, desde sempre, o Mundo além da esfera física. O Mundo dos seres espirituais.

COMENTÁRIO: Como poderia o homem pressentir a presença do Criador se nesse ponto a criatura não houvera ainda sido criada?
 
SIO: Paulo de Tarso, dando-se conta dessa percepção especial do ser humano a denominou dom. E a respeito se estendeu em sua Epístola aos Coríntios, descrevendo as suas variedades.

COMENTÁRIO: Paulo refere-se a “dons do Espírito Santo”, que seriam habilidades espirituais, concedidas pelo Espírito Divino, a quem lhe aprouvesse.
 
SIO: Enquanto na Terra, o Homem de Nazaré deu provas múltiplas da interrelação entre ambos os Mundos, físico e o espiritual.
Falou aos Espíritos atormentados e que se chamavam Legião, na cidade de Gadara; aos que agrediam o jovem que Lhe é trazido para ser curado.
 Senhor dos Espíritos - assim O denominaram por descobrirem que os Espíritos Lhe obedeciam.

COMENTÁRIO: Onde foi que Jesus foi denominado desse modo:  "senhor dos espíritos"? Desconheço...
 
SIO: Seria somente no século XIX, no entanto, que este dom seria amplamente estudado e decodificado, pelo sábio Allan Kardec. E ele lhe deu nome específico: mediunidade.

COMENTÁRIO:  Kardec, ao que tudo indica, definiu uma peculiaridade psíquica − a capacidade de dissociar − como ser fora talento espiritual. Não consta que Allan Kardec tenha avaliado outras hipóteses explicativas para a mediunidade, ele apenas optou pelo que lhe parecia ser...
 
SIO: Ainda hoje bastante incompreendida, é a mediunidade, contudo, uma faculdade inerente ao ser humano.

COMENTÁRIO:  Correto: muito incompreendida, porém, alguns em vez de tentar compreendê-la,  afoitamente decidem tratar-se de efetiva capacidade de comunicar o mundo dos mortos!

SIO: Mas, quem já não teve a impressão de ter alguém, incorpóreo, ao seu lado, velando por si, em horas dolorosas?

COMENTÁRIO: Certamente, muitos já tiveram tal impressão, mas quantos refletiram que poderia tratar-se de ilusão ou alucinação?
 
Quem já não se referiu à interferência de seres angélicos em momentos de grande dificuldade?

COMENTÁRIO: Seres angélicos, se existirem, não serão “espíritos”, sim entidade espirituais de outra natureza.
 
SIO: Quem não entregou o filho que parte para terras distantes aos cuidados de um ser que chama anjo de guarda, anjo guardião, protetor, orientador?
Quem já não ouviu o sussurrar de vozes imperceptíveis, no interior de si mesmo?
Dificilmente se encontrará alguém que disso tudo não tenha um mínimo registro, senão por si mesmo, por alguém de sua família.
 Isso tudo nos diz que o Mundo Espiritual se faz presente de forma constante no Mundo físico.

COMENTÁRIO:  Todas essas “evidências” constituem considerações subjetivas. Tais eventos só nos dirão que o “mundo espiritual se faz presente” se acreditarmos nessa possibilidade...
 
SIO: Quando estiver a ponto de desanimar por se acreditar só, abandonado, pense que alguém, da Espiritualidade, guarda a sua vida e vela por você.

COMENTÁRIO:  Podemos também pensar que Deus, generosamente, nos dotou de forças internas que, se acionadas, nos permitirão enfrentar as vicissitudes. Então, por que não recorrer a essa energia, doada pelo Criador, e usá-la proficuamente?
 
SIO: Você pode não crer. Mas não importa. Mesmo assim, os que o amam estão com você.

COMENTÁRIO:  Os que nos amam estão conosco sim: enquanto vivos, fisicamente; depois de mortos, em nossas lembranças...

Abraços e felicidades.
Título: Re: Mediunidade nossa de todos os dias
Enviado por: Elaine Lira em 26 de Agosto de 2010, 16:00
Prezado Moimoi,

Gosto muito quanto temos em alguns tópicos, questionamentos e comentários como o seu, assim, podemos esclarecer muito mais nossas dúvidas.

Não vou citar passagens, obras, versículos e etc., porque tenho dúvidas que no que se referem os fatos que ocorreram comigo quando ainda era muito criança.

Em seu comentário:
COMENTÁRIO: Certamente, muitos já tiveram tal impressão, mas quantos refletiram que poderia tratar-se de ilusão ou alucinação?

Acredito que quando criança, fantasiamos muitas coisas e posso dizer que tive uma infância muito tranqüila no interior sem violência onde brincava a tarde inteira sozinha ou com uma amiga em nosso lugar especial (de brincar) tinha uma jaqueira enorme que produzia uma sombra perfeita para as nossas brincadeiras e desde aquela época sentia, ouvia e via  não só próximo a jaqueira, mas na minha casa, algumas vezes na rua, na casa de outras pessoas alguns espíritos (imagino eu).

Muitas vezes ficava assustada e durante muitos anos guardei este segredo comigo por medo que me julgassem louca ou por medo de meus avós que, eram muito religiosos, tenho certeza que se falasse seria levada para a igreja para uma daquelas sessões de “afastar o capeta” com pastores gritando e sacudindo minha cabeça me induzindo a um transe até me derrubar no chão e sabe se lá mais o quê...

Pois bem, hoje tenho 34 anos sou casada e tenho uma vida tranquila e feliz, mas essas visões ainda fazem parte da minha vida o que me fez aprender a conviver com elas.

Pergunta: De forma eu poderia descobrir se tudo isso faz parte de ilusão e alucinação?

Que a luz divina vos proteja.
Título: Re: Mediunidade nossa de todos os dias
Enviado por: SB em 26 de Agosto de 2010, 16:56
Sio,

É simples.

Se entendermos realmente o que é mediunidade saberemos o que é o intermediário.

Se no detivermos com algum cuidado na semântica, poderemos detectar que a mediunidade esta para o intermediário como esta a acção para o objectivo ;)

Mediunidade = Acção
Intermediário = Objectivo

A mediunidade é nos inerente e refere isso em seu texto, vejamos entao qual a finalidade do intermediario...se colocarmos as vezes a perguntas ao contrário, torna-se um pouco mais simples...

A Acção - decorre, influencia, manifesta-se...etc...
O Objectivo - externo a nós, procede sensações...tornar, materializar, etc..

Abraços
Susana
Título: Re: Mediunidade nossa de todos os dias
Enviado por: mecame em 26 de Agosto de 2010, 17:15
O texto escrito por nosso irmãozinho Sio é perfeitamente compreensível. Por outro lado, nosso irmãozinho Moimoi, Parece não querer compreender o que Sio que dizer. Falhas, se eu procurar garanto que encontro. Que lucro se tem em menosprezar o texto escrito por um irmão? Por acaso não existem na área evangélica inúmeras correntes cristãs que se debatem, simplesmente porque interpretarm o velho e o novo testamentos de forma diferente? E entre os espíritas, não existem as diversas correntes também os fazendo pensarem diferente uns dos outros? Rustenistas, Ubaldistas, ortodoxos e etc...? O que deveriamos fazer? Deveriamos banir da face da terra as diferenças? Acho que não! Então, o que deveriamos fazer? Creio que deveriamos ser mais solicitos à compreensibilidade, porque compreender, não significa aceitar. E sobre você , irmãzinha Elaine, eu diria que se está feliz assim. Se vem desde criança a lidar com isso e tem se mantido feliz com seus amigos e familiares, não se preocupe. Nós, somos cheios de mistérios mesmo. Mas, se tem vontade de compreender melhor o que acontece com você, entãõ, irmãzinha, fica a seu critério. Eu gostaria de dizer que nenhum de nós é dono da verdade. Não importa qual a religião, qual a ideologia, qual a filosofia, qual a metafísica, qual o ramo da ciência, nada importa, porque nínguém é dono da verdade a não ser Deus na concepção do homem. A paz de Cristo a todos. Deus os abençoe.
Título: Re: Mediunidade nossa de todos os dias
Enviado por: SB em 26 de Agosto de 2010, 18:06
Pergunta: De forma eu poderia descobrir se tudo isso faz parte de ilusão e alucinação?


Elaine,

Só me ocorre responder-lhe colocando outra pergunta :P

Ate que ponto se conhece a si mesma?

Independemete da religião ou credo, a espiritualidade leva-nos apenas a um caminho, embora muitas pessoas lhe deem muitos sentidos, mas sempre nos levará a acreditar em nós e nunca a ter receios ou duvidas daquilo que somos ;)

Portanto, se consegue responder à minha pergunta, tenho a certeza que conseguirá responder a sua própria questão.

Abraços