Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => O Livro dos Médiuns => Tópico iniciado por: Loan Medeiros em 14 de Novembro de 2008, 02:15

Título: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Loan Medeiros em 14 de Novembro de 2008, 02:15
Ajuda, Meus Amigos...

Médium Sonámbulico e Médium 'de Desdobramento' é a mesma coisa?? Procurei no L.M. e vi que nele Kardec nã usao o termo: Médium 'de Desdobramento', APENAS O PRIMEIRO TERMO. Queria saber sua opnião acerca do assunto e queria citações da Doutrina ou de outras obras.
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Gigii em 14 de Novembro de 2008, 11:23
Loan...eu investiguei precisamente isso há cerca de um ano atrás...e cheguei a essa conclusão: que comparando as caracteristicas referenciadas no L.M. relativamente aos mediuns sonâmbulos-"os que em estado de sonambolismo são assistidos por espíritos"-L-M-Cap.XVI- e os registos de Waldo Vieira sobre desdobramentos lúcidos, parece-me que se referem à mesma situação.

No entanto fiquei com duvidas também, pois em relatos de Kardec ele fala em que o corpo pode se deslocar enquanto o espirito se comunica... :-\

Vou procurar onde li isso...
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Loan Medeiros em 14 de Novembro de 2008, 17:26
Olá,Trendesse,

Muitro obrigado pelas citações...^^ Na verdade eu já tinha um ponto de vista formado peloa assunto, contudo, havia eu entrado numa discussão e tal pessoa disse que os dois são diferentes. Não podia eu discutir com uma pessoa que diz ter 19 anos de prática de Doutrinação. Contudo, eu estudo Kardec, e procuro citações que possa justificar meu ponto de vista.

O Desdobramento é uma faculdade inerente ao espírito. O Sonambulo(no sentido de mediunidade), entra em contacto com os espírito e, através do próprio corpo(ou de outro médium), se comunica com o mundo material. é uma variedade do fenómeno mediúnico com caráter anímico. Eis meu ponto de vista, mas qm escuta um moleke como eu ;D

Abraços... Muita Paz...

P.S.: Se encontrar alguma obra sobre o assunto pode colocar. Ficarei muito agradecido.

Loan Medeiros
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: evandroespindola em 14 de Novembro de 2008, 18:39
loan amigo,não diga assim,voce não e moleque.
quem sabe tens um coração muito melhor que muitos que estão por aqui (me incluo nesse grupo)
eu na sua idade so aprontava,trazia muita dor de cabea aos meus pais,voce não,esta no caminho mais que certo,semeando sua felicidade futura,agora e sempre.
voce pode negar,mas tem sim o seu valor,e um exemplo a ser seguido por outros jovens da sua idade.
olhe o mundo como esta.
tenho certeza que havera neste forum,um monte de gente que concorda comigo.
abraços
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Pedro Vieira em 14 de Novembro de 2008, 20:56
Loan,

Essas denominações são posteriores a Allan Kardec. Vamos analisá-las:

- Médium sonâmbulo ou sonambúlico: segundo O Livro dos Médiuns é aquele que, em estado de emancipação da alma (que é anímico) é capaz de entrar em contato com os Espíritos e traduzir-lhes, por ele próprio, o pensamento para o mundo físico. Normalmente eles descrevem o ambiente em que estão e trazem notícias e mensagens de entidades desencarnadas que consegue ver/conversar. O nome "sonâmbulo" existe porque o primeiro passo desse intercâmbio é o estado de sonambulismo. Torna-se mediúnico quando utiliza esse estado para trazer informações espirituais.

Houve, na literatura, uma corruptela dessa acepção, principalmente por André Luiz. Houve uma extensão de sentido, utilizando o termo "sonâmbulo" para qualquer transe inconsciente, daí surgirem os termos "psicofonia sonambúlica", como vemos no livro "Nos domínios da mediunidade". É uma extensão de sentido porque o afastamento do corpo diminui a capacidade de o médium reter as informações, de forma que, indiretamente, uma situação está ligada à outra.

- Médium "de desdobramento": se se referir à emancipação da alma (o termo "desdobramento" é pouco elucidativo e pode ser evitado), ele corresponde à acepção original de O Livro dos Médiuns.

A única atenção que você tem que ter é: nem todo mundo que consegue sair do corpo de forma consciente é, por isso, um médium, já que a emancipação da alma é um fenômeno anímico. Só será médium, no verdadeiro sentido do termo, se utilizar essa capacidade para servir de intermediário a mensagens de seres extracorpóreos.

Paz.
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Loan Medeiros em 14 de Novembro de 2008, 21:25
Olá, Pedro.

Obrigado pelas informações.

Citar
"Só será médium, no verdadeiro sentido do termo, se utilizar essa capacidade para servir de intermediário a mensagens de seres extracorpóreos."

Nesse caso ele será medium sonambulico? ou "de desdobramento"?

Se um espírito se desprende do corpo (se desdobra) e viaja pelo Mundo dos Espíritos, quando ele acorda e se lembra do fenómeno, então esta lembrança pode ser considerada um 'sonho', mas o 'sonho' nada mais é do "que é um estado de sonambulismo imperfeito" (Q. 425. Livro dos Espírito) Pra que um espírito seja intemediário de seres extracorpóreos é necessário que o Espírtio esteja na posse "plena de si mesmo" (IDEM).

Por favor, peço que analisem as minhas palavras com o conhecimento de vc's da D.E., agradeço.

outra questão: E bicorporiedade, pode ser considerada mediunidade??
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: icb em 04 de Dezembro de 2008, 14:23
Perispírito e Desdobramento
Embora, durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo perispírito, não é tão escravo, que não possa alongar sua corrente e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço. (Allan Kardec , A Gênese, Cap. XIV, It 23).

Gabriel Delanne, em “O Espiritismo perante a Ciência”, conclui: A melhor prova de existência do perispírito é mostrar que o homem pode desdobrar-se em certas circunstâncias.

Desdobramento
É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.

O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).

Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.

Os desdobramentos podem ser:

a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.

b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.

Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.

Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.

c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.

Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.

d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.

e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.

Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.

e) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/elferr/atividade-noturna.html

* Uma indicação de livro: Projeções da Consciência - Waldo Vieira
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Loan Medeiros em 04 de Dezembro de 2008, 15:36
Não respondeu minha pergunta ???

Loan Medeiros :'(
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: icb em 04 de Dezembro de 2008, 15:54
Não respondeu minha pergunta ???

Loan Medeiros :'(

Qual delas?

Médium Sonámbulico e Médium 'de Desdobramento' é a mesma coisa??

Meus post está vinculada a está.........e não, não é a mesam coisa.

Sobre a:

E bicorporiedade, pode ser considerada mediunidade??

Também estou a esperanda da resposta  ;)

abraço
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Loan Medeiros em 05 de Dezembro de 2008, 00:44
Muito boa sua contribuição, contudo eu queria ver uma visão de Kardec. E, sinto muito, Waldo Vieira não é mais espírita a muito tempo, mas é sempre bom ver outros pontos de vistas.

Abç!
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: EMILIA NELLY em 02 de Agosto de 2009, 05:23
Loan,

Vi que a ultima postagem foi sua em dezembro de 2008, gostaria muito de sabe voce conseguiu a reposta para suas dúvidas
Tambem gostaria de ter maior visão sobre esses temas que voce citou

FIQUE COM DEUS

EMILIA
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Mourarego em 02 de Agosto de 2009, 15:25
Primeiro gostaria de saber a base do termo "Médium de desdobramento".
com certeza não vem da codificação e se nela não está não é coisa Espírita.
O que se desdobra é folha de papel, telefone flip, carteira de notas , mas nunca o Espírito.
Se o Espírito é indivisível, desdobrar-se seria estar contrário a maré doutrinária..
E o pior, Citar o Waldo que nem espírita é mais, e vive do ganha pão que inventou, é ter a Kardec e os Espíritos Superiores, como apenas uns "zés manés".
Abração,
Moura
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Loan Medeiros em 02 de Agosto de 2009, 16:34
Nossa! Há qnto tempo não venho a este fórum... como eu mesmo disse no início: já tinha minha opinião formada. A participação de nossos amigos muiito ajudou para embasar e fortificar minha opinião. Primeiramente: O que é Médium?! É todo aquele que serve de intermediário entre os espíritos desencarnados e os encarnados.

[1º Caso] Logo, o simples fato de você poder sair do corpo não indica um mediunidade: mas é um caracter anímico(da alma, espírito encarnado). Assim como o pássaro que se encontra engaiolado aproveita a oportunidade da gaiola esta aberta para voar no céu azul, o homem encarnado também o faz (claro que há aqueles pássaro que amam em demasia sua gaiola e temem o 'mundo-lá-fora'). Contudo, o fato de lembrarmos do sonho é uma faculdade inerente a matéria, o que caracteriza o sonho mediúnico: "que é um estado de sonambulismo imperfeito".

[2º Caso] É óbvio que qndo este termo é aplicado para os casos de bicorporiedades (quando um encarnado aparece em espírito em outro local, enquanto o corpo está ou dormindo ou de distração) então ocorre aí um erro, já que é um fenómeno puramente anímico.

Logo, eu tenho a seguinte conclusão: no primeiro caso (sonhos e afins) temos um Sonambulismo 'em estado imperfeito'; no segundo um fenómeno anímico. Podemos colocar um terceiro caso (e era acerca deste que começou a discussão por mim citada) nos casos dos trabalhos de Apometria, então: os termos se tornam sinônimos.

Podemos ver que o problema não está com as palavras(como coloca o irmão acima) mas na forma em que as utilizamos. Não está na forma, mas no fundo. Só tolos entram em 'guerras de palavras' (termo do Espírito Platão), vêem a forma e esquecem do fundo. Quanto a Waldo Vieira, será que pelo simples fato dele deixar de ser espírita perde sua credibilidade como pesquisador?! Ou será que voltaremos a velha assertiva: "Fora da Igreja não haverá salvação" mudando apenas a palavra Igreja para KARDEC? Muda-se a forma, continua o mesmo fundo! PRONTO FALEI  :-X

Abraços

Loan Medeiros  ;D
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Mourarego em 02 de Agosto de 2009, 16:51
Na verdade, Loan,
mesmo gostando do teu post, me arrisco a afirmar que médium é todo aquele que sente a influência dos Espíritos. Ora isso não quer dizer que este seja um médium ostensivo, mas si e na grande maioria dos casos, um médium natural, ou seja, aquele que não conhece tal poder.
Assim fica aos médiuns facultativos, aqueles que têm consciência do que são, a indicação de médiuns com a maioria conhece.
Abração,
Moura
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Agosto de 2009, 17:53
Para a ação do Médium , para a ação que ele realiza se conciente ou não,
o termo desdobrar-se não está errado.

Está correto.

Se ele, o médium, realizou tal atividade e diz que desdoubrou,
ele diz claramente que agiu no campo espiritual mesmo existindo em campo físico
Logo...ação dupla..Pois não deixou de existir no físico.


Nada fere a doutrina

que pensam?

está correto a minha colocação?

em nada fere a Doutrina.



Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Mourarego em 02 de Agosto de 2009, 21:36
Para a ação do Médium , para a ação que ele realiza se conciente ou não,
o termo desdobrar-se não está errado.

Está correto.

Se ele, o médium, realizou tal atividade e diz que desdoubrou,
ele diz claramente que agiu no campo espiritual mesmo existindo em campo físico
Logo...ação dupla..Pois não deixou de existir no físico.


Nada fere a doutrina

que pensam?

está correto a minha colocação?

em nada fere a Doutrina.

Moisés, Espíritos não se desdobram porque nunca estiveram dobrados...
Nem se reencarnam em corpos de anão.
Afora a piada mostre-me na obra codificada o que lhe faz afirmar que não fira...
Abraços,
Moura
PS: o que se quer aqui é opinião com bases sólidas de doutrina. Não oq ue eu acho ou aceito.
Abração,
Moura



Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Agosto de 2009, 22:45
Moura.

Penso que jamais devemos desacreditar os médiuns,
seria o mesmo que desacreditar as pessoas.
que diferente de dar crédito ao conteúdo realizado ou produzido.
por isso devemos reeditar todos os nossos erros e acertos
pars dar aos que vem as mesmas possibilidades, os mesmos campos.

433 O desenvolvimento maior ou menor da clarividência sonambúlica prende-se à organização física ou à natureza do Espírito encarnado?

– A ambas. Existem disposições físicas que permitem ao Espírito se desprender mais ou menos da matéria.

Esta serve?
só um pergunta heim...afinal estamos estudando.
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Mourarego em 03 de Agosto de 2009, 17:03
Manop Moisés,
Na Umbanda é notável o número de pessoas (médiuns) que fingem estar sob a ação dos Espíritos.
Digo isso porque trabalhei por mais de 22 anos nessa crença e mesmo eu, um dia, dei um passo para trás quando não senti, na hora dqeu deveria estar sentindo a influênciação do Espírito da falange que deveria trabalhar.
A coisa acontece muito e para provar a vaidade do médium.
Desacreditar o médium? Quem há de? Afinal, estamos dentro dele? contudo um oputro Espíritpo, como aconteceu em variadas vezes, é capaz de retirar do trabalho aqueles que não estando incorporados, apenas finjam.
Não, não é desacreditar, é sim ajudá-los. Sem a influênciação espiritual eles ficam desprotegidos, encarando somaticamente toda espécie de energia malsã exalada pelo trabalho.
A doutrina diz que somos como antenas, captando e retransmitindo, ora isso o tempo todo mas sem a influenciação, apenas captamos e ai quem sofre é o médium.
Veja mesmo o relato encontrado em OLE sobre um médium a quem Kardec quis chamar ao trabalho de revisão da segunda edição e o que Erasto lhe disse. após alguns meses o médium nem mais era lembrado tal a ordem de dispoarates que cometeu, e olhe, era um cara famoso...
Abração,
Moura
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Agosto de 2009, 17:39
Moura

Interessante o seu relato...além das usas colocações.

mas
não creio que vai ser uma palavra que vai limita-lo ou intimidá-lo...ou até torná-lo oposição ao entendimento...ainda mais na posição em que se coloca com maestria ...a de nos envolver para nos instruirmos conjuntamente.

Vejo-o se desdobrando em vários tópicos e além da atenção que dá e o tratamento que dispensa a todos...as inúmeras citações da Doutrina que facilita a todos  o tempo para a  pesquisa.

Que pensa?
capitou?

Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Mourarego em 03 de Agosto de 2009, 18:47
A palavra tem força Moisés, foi o que o mentor Hermes me relatou disse. Eu acredito nisso.
Logo, veja o amigo, de uma palavra, quantos entendimentos se pode tirar? Veja aqui mesmo no Fórum, quantos dizem a, quantos dizem X e quantos dizem Z sobre a mesma coisa?
é que o trabalho das obras paralelas, se não temos o cuidado de referendá-las junto a obra básica, no mais das vezes faz crescer entendimentos que se divorciam do da doutrina.
Este o perigo, entende?
Abração,
Moura
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Agosto de 2009, 19:12
Entendo
segundo posso claro...
mas sempre aprendendo.

prossigamos então
...os assuntos não acabam
e as lições devem e vão ser sempre revistas...

realmente a palavra tem força.
quem pronuncia tem compromisso.

vamos indo...
averiguar o que nos agurada.

se desdobrando mesmo...paralelo...não letal...letal não.
a vida alheia é coisa séria.




Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Mourarego em 03 de Agosto de 2009, 19:47
"A vida alheia é coisa séria"
Amigo Moisés, esta foi uma das poucas frases de grande conteúdo que li por aqui.
Notas então o quanto se pode, em nome de um pretenso "bem", estar a fazer mal a outrem?
Isso acontece muito nas raios do Espiritualismo e o Espiritismo não se acha imune a tal processo, já que sendo os Espíritas homens e estando enquanto Espíritos que somos, a reencarnar num mundo onde o mal se sobrepõe ao bem(citação encontrada em OLE), podemos muitas vezes, e isso acontece com mais frequencia do que queria, dar azo a construçao de mais mal do que  de um bem, quando pensando que esta ou aquela arte ou técnica posa ajudar  mais que se invocássemos a um bom espírito.
Note a quantos, o uso das tábuas de Widja, já levou aos divãs dos psicólogos? Quantas obsessões ali não encontraram mais facilidade de se instalarem?
E, se formos pensar bem, não veremos diferença entre as tábuas ou as ardósias, ou mesmo para as cestas falantes, não?
É que, como ensina o ESE, tudo se dá pela intenção e pela intenção Deus Julga. Espíritos bons ou superiores, nunca adentram a reuniões frívolas.
Abraços,
Moura
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: gilberto simoes em 03 de Julho de 2013, 01:09
     Separando os fenômenos anímicos dos mediúnicos temos;   Os relativos à  evolução da alma (anímicos)   Clarividência, clariaudiência, dupla vista e amancipação da alma e mediúnicos; Vidência, audição ( acontecem em reunião mediúnica) .   Quando acontece emancipação em reunião mediúnica é porque foi usado recursos anímicos do médium e isso é muito comum.      O "desdobramento" é uma definição de algum clarividente que presenciou a saida do espírito " rolando''  como se desdobrasse, mas existe outros meios como aquele que foi fotografado saindo do lado esquerdo para cima , outro acima do umbigo  ( centro de  força gástrico) estudando e entendendo a Doutrina Espirita veremos que não é preciso combater tanto a presença desta  palavra entre os espiritas mesmo porque quem a  combate usa gíria!    Vamos lembrar que alma é o  espírito enquanto ele está encarnado,      em latim anima=alma  animismo é relativo a alma .   Cada um de nós tem um grau de mediunidade .   
Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Brenno Stoklos em 23 de Maio de 2014, 06:58
Ajuda, Meus Amigos...

Médium Sonámbulico e Médium 'de Desdobramento' é a mesma coisa?? Procurei no L.M. e vi que nele Kardec nã usao o termo: Médium 'de Desdobramento', APENAS O PRIMEIRO TERMO. Queria saber sua opnião acerca do assunto e queria citações da Doutrina ou de outras obras.


O tema é bem explicado em:

                                       Resumo teórico do sonambulismo, do êxtase e da dupla vista

455. Os fenômenos do sonambulismo natural se produzem espontaneamente e independem de qualquer causa exterior conhecida; mas entre algumas pessoas dotadas de organização especial podem ser provocados artificialmente, pela ação do agente magnético.

O estado designado pelo nome de sonambulismo magnético não difere do sonambulismo natural, senão pelo fato de ser provocado, enquanto o outro é espontâneo.                       

O sonambulismo natural é um fato notório, que ninguém pensa pôr em dúvida, apesar do aspecto maravilhoso dos seus fenômenos. Que haveria, pois, de mais extraordinário ou de mais irracional no sonambulismo magnético, por ser ele produzido artificialmente, como tantas outras coisas? Dizem que os charlatães o têm explorado; mais uma razão para que não seja deixado nas suas mãos. Quando a Ciência se tiver apropriado dele, o charlatanismo terá muito menos crédito entre as massas. Mas, enquanto se espera, como o sonambulismo natural ou artificial são um fato, e contra fatos não há argumentos, ele se firma apesar da má vontade de alguns, e isso no próprio seio da Ciência, onde penetra por uma infinidade de portas laterais, em vez de passar pela central. E, quando lá estiver plenamente firmado, será necessário lhe conceder o direito de cidadania.

Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais do que um fenômeno fisiológico, é uma luz projetada sobre a Psicologia. É nele que se pode estudar a alma, porque é nele que ela se mostra a descoberto. Ora, um dos fenômenos pelos quais ela se caracteriza é o da clarividência, independente dos órgãos comuns da visão. Os que contestam o fato se fundam em que o sonâmbulo não vê sempre, e à vontade dos experimentadores, como através dos olhos. Seria de admirar que, os meios sendo diferentes, os efeitos não sejam os mesmos? Seria racional buscar efeitos semelhantes, quando não existe o instrumento? A alma tem as suas propriedades, como os olhos têm as deles; é preciso julgá-los em si mesmos, e não por analogia.

A causa da clarividência, do sonambulismo magnético e do sonambulismo natural é a mesma: um atributo da alma, uma faculdade inerente a todas as partes do ser incorpóreo que existe em nós, e que não tem limites além dos que são assinalados à própria alma. O sonâmbulo vê em toda parte a que sua alma possa transportar-se qualquer que seja a distância.

No caso da visão a distância, o sonâmbulo não vê as coisas do lugar em que se encontra o seu corpo, à semelhança de um efeito telescópico. Ele as vê presentes, como se estivesse no lugar em que elas existem, porque a sua alma lá se encontra realmente; eis porque o seu corpo fica como aniquilado e privado de sensações, até o momento em que a alma se reapossar dele. Essa separação parcial da alma e do corpo é um estado anormal, que pode ter uma duração mais ou menos longa, mas não indefinida. Essa a causa da fadiga que o corpo experimenta, após um certo tempo, sobretudo quando a alma se entrega a um trabalho ativo.

A vista da alma ou do Espírito não sendo circunscrita e não tendo sede determinada, isso explica por que os sonâmbulos não podem assinalar para ela um órgão especial; eles vêem porque vêem, sem saber por que nem como, pois a vista não tem, para eles, como Espírito, lugar próprio. Se eles se reportam ao corpo, esse lugar parece estar nos centros em que a atividade vital é maior, principalmente no cérebro ou na região epigástrica, ou no órgão que, para  eles, é o ponto de ligação mais intenso entre o Espírito e o corpo.

O poder de lucidez sonambúlica não é indefinido. O Espírito, mesmo quando completamente livre, é limitado em suas faculdades e em seus conhecimentos, segundo o grau de perfeição que tenha atingido; e é mais ainda quando ligado à matéria, da qual sofre a influência. Essa a causa por que a clarividência sonambúlica não é universal nem infalível. E tanto menos se pode contar com a sua infalibilidade, quanto mais a desviem do fim proposto pela natureza e a transformem em objeto de curiosidade e de experimentação.

No estado de desprendimento em que se encontra o Espírito do sonâmbulo, entra ele em comunicação mais fácil com os outros Espíritos encarnados ou não. Essa comunicação se estabelece pelo contato dos fluidos que compõem os períspiritos e servem de transmissão ao pensamento, como o fio à eletricidade. O sonâmbulo não tem, pois, necessidade de que o pensamento seja articulado através da palavra: ele o sente e adivinha; é isso que o torna eminentemente impressionável e acessível às influências da atmosfera moral em que se encontra. É também por isso que uma afluência numerosa de espectadores, e sobretudo de curiosos mais ou menos malévolos, prejudica essencialmente o desenvolvimento de suas faculdades, que, por assim dizer, se fecham sobre si mesmas e não se desdobram com toda a liberdade, como na intimidade e num meio simpático. A presença de pessoas malévolas ou antipáticas produz sobre ele o efeito do contato da mão sobre a sensitiva.

O sonâmbulo vê, ao mesmo tempo, o seu próprio Espírito e o seu corpo; eles são, por assim dizer, dois seres que lhe representam a dupla existência espiritual e corporal, confundidos, entretanto, pelos laços que os unem. Nem sempre o sonâmbulo se dá conta dessa situação, e essa dualidade faz que freqüentemente ele fale de si mesmo como se falasse de uma pessoa estranha. É que num momento o ser corporal fala ao espiritual, e noutro é o ser espiritual que fala ao ser corporal.

O Espírito adquire um acréscimo de conhecimentos e de experiências em cada uma de suas existências corpóreas. Esquece-os, em parte, durante a sua encarnação numa matéria demasiado grosseira, mas recorda-os como Espírito. É assim que certos sonâmbulos revelam conhecimentos superiores ao seu grau de instrução, e mesmo à sua capacidade intelectual aparente. A inferioridade intelectual e científica do sonâmbulo, em seu estado de vigília, não permite, portanto, prejulgar-se nada sobre os conhecimentos que ele pode revelar no estado lúcido. Segundo as circunstâncias e o objetivo que se tenha em vista, ele pode hauri-los na sua própria experiência, na clarividência das coisas presentes, ou nos conselhos que recebe de outros Espíritos; mas, como o seu próprio Espírito pode ser mais ou menos adiantado, ele pode dizer coisas mais ou menos justas..............."

                                                           O Livro dos Espíritos

(Continua)

Título: Re: Médium Sonambulico e Médium de Desdobramento
Enviado por: Brenno Stoklos em 23 de Maio de 2014, 06:59

(Continuação)

"Pelos fenômenos do sonambulismo, seja natural, seja magnético, a Providência nos dá a prova irrecusável da existência e da independência da alma e nos faz assistir ao espetáculo sublime da sua emancipação; por esses fenômenos, ela nos abre o livro do nosso destino. Quando o sonâmbulo descreve o que se passa a distância, é evidente que ele o vê, mas não pêlos olhos do corpo: vê-se a si mesmo no local, e para lá se sente transportado; lá existe, portanto, qualquer coisa dele, e essa qualquer coisa, não sendo o seu corpo, só pode ser a alma ou o seu Espírito. Enquanto o homem se extravia nas sutilezas de uma metafísica abstraía e ininteligível, na busca das causas de nossa existência moral. Deus põe diariamente sob os seus olhos e sob as suas mãos os meios mais simples e mais patentes para o estudo da Psicologia experimental.

O êxtase é o estado pelo qual a independência entre a alma e o corpo se manifesta da maneira mais sensível, e se torna, de certa forma, palpável.

No sonho e no sonambulismo, a alma erra pelos mundos terrestres; no êxtase, ela penetra um mundo desconhecido, o dos Espíritos etéreos com os quais entra em comunicação, sem, entretanto, poder ultrapassar certos limites, que ela não poderia transpor sem romper inteiramente os laços que a ligam ao corpo. Um fulgor resplandecente e inteiramente novo a envolve, harmonias desconhecidas na Terra a empolgam, um bem-estar indefinível a penetra: ela goza, por antecipação, da beatitude celeste, e pode-se dizer que pousa um pé no limiar da eternidade.

No estado de êxtase, o aniquilamento do corpo é quase completo; ele só conserva, por assim dizer, a vida orgânica. Sente-se que a alma não se liga a  ele mais que por um fio, que um esforço a mais poderia romper sem remédio.

Nesse estado, todos os pensamentos terrenos desaparecem para dar lugar ao sentimento puro que é a própria essência do nosso ser imaterial. Todo  entregue a essa contemplação sublime, o extático encara a vida como uma   parada momentânea; para ele, o bem e o mal, as alegrias grosseiras e as misérias deste mundo não são mais que fúteis incidentes de uma viagem da qual se  sente feliz ao ver o termo.

Acontece com os extáticos o mesmo que com os sonâmbulos: sua lucidez pode ser mais ou menos perfeita, e seu próprio Espírito, conforme for mais ou   menos elevado, é também mais ou menos apto a conhecer e a compreender as coisas . Verifica-se neles, às vezes, mais exaltação do que verdadeira lucidez ou, melhor dito, sua exaltação prejudica a lucidez; é por isso que suas revelações são freqüentemente uma mistura de verdades e erros, de coisas sublimes e de coisas absurdas, ou mesmo ridículas. Espíritos inferiores aproveitam-se muitas vezes dessa exaltação, que é sempre uma causa de fraqueza, quando não se sabe vence-la, para dominar o extático, e para tanto se revestem aos seus olhos  de aparências que o mantêm nas suas idéias e preconceitos do estado de vigília. Este e um escolho, mas nem todos são assim; cabe-nos julgar friamente e pesar as suas revelações na balança da razão.

A emancipação da alma se manifesta, às vezes, no estado de vigília e produz o fenômeno designado pelo nome de dupla vista, que dá aos que o possuem a faculdade de ver, ouvir e sentir a dos limites dos nossos sentidos. Eles percebem as coisas ausentes, por toda parte, até onde a alma possa estender a sua ação; vêem, por assim dizer, através da vista ordinária, como por uma espécie de miragem.                                             

No momento em que se produz o fenômeno da dupla vista, o estado físico e sensivelmente modificado: os olhos têm qualquer coisa de vago olhando sem ver, e toda a fisionomia reflete uma espécie de exaltação. Constata-se que os órgãos da visão são alheios ao fenômeno, ao verificar-se que a visão persiste, mesmo com os olhos fechados.

Esta faculdade se afigura, aos que a possuem, tão natural como a de ver consideram-na um atributo normal, que não lhes parece constituir exceção O esquecimento se segue, em geral, a essa lucidez passageira, cuja lembrança se torna cada vez mais vaga, e acaba por desaparecer, como a de um sonho.

O poder da dupla vista vai desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. No estado rudimentar ela dá a algumas pessoas o tato, a perspicácia, uma espécie de segurança nos seus atos a que se pode chamar a justeza do golpe de vista moral. Mais desenvolvida, desperta os pressentimentos, e ainda mais desenvolvida mostra acontecimentos já realizados ou em vias de realização.

O sonambulismo natural e artificial, o êxtase e a dupla vista não são mais do que variedades ou modificações de uma mesma causa. Esses fenômenos, da mesma maneira que os sonhos, pertencem à ordem natural. Eis porque existiram desde todos os tempos: a História nos mostra que eles foram conhecidos, e até mesmo explorados, desde a mais alta Antiguidade, e neles se encontra a explicação de uma infinidade de fatos que os preconceitos fizeram passar como sobrenaturais".

                                                      O Livro dos Espíritos