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GERAL => O que é o espiritismo => Comunicabilidade dos Espíritos => Tópico iniciado por: Si em 23 de Agosto de 2010, 22:28

Título: Mal do século
Enviado por: Si em 23 de Agosto de 2010, 22:28
Boa Noite

Ouve-se, por vezes, a afirmativa de que a mediunidade é, hoje, a doença do século. E aponta-se como causa da loucura, do desequilíbrio mental, o seu exercício.
 
Ora, a mediunidade é uma faculdade psicofísica, que é normal em quase todas as criaturas. O eminente professor Charles Richet a denominou sexto sentido. Portanto, não é algo novo.
 
A mediunidade esteve presente em Francisco de Assis, que se extasiava ante o espetáculo da natureza e compunha poemas delicados, extravasando o que sua alma percebia da Espiritualidade Superior.
 
Igualmente nos êxtases de Teresa d’Ávila ou nos colóquios de Rita de Cássia, que chegou a reproduzir em seu corpo as chagas do Cristo.
 
A mediunidade, hoje tão conhecida e pouco compreendida, se encontra descrita na Primeira Epístola aos Coríntios, pelo Apóstolo Paulo, quando fala dos dons e dos carismas.
 
Uns vêem, outros ouvem, outros falam, outros profetizam, outros curam.
 
Os dons e os carismas apresentados por Paulo de Tarso são a mediunidade.
 
Por ser apanágio dos homens, a possuem bons e maus. Assim a possuía também Adolf Hitler, que chegou a exercê­-la em Berlim, no período de 1914 a 1918, no grupo Tullis.
 
Ele acreditava ser a chibata com a qual Deus puniria a Humanidade.
 
Como se percebe, a mediunidade em si não é boa nem má. O seu uso depende das condições morais e intelectuais do seu portador.
 
Desta forma, é oportuno corrigir a afirmativa inicial, dizendo que o mal do século é a obsessão e não a mediunidade.
 
A obsessão é a influência exercida por um espírito mau sobre o ser encarnado.
 
Esse mal sim, hoje dizima milhões de criaturas, com desequilíbrios da personalidade e da própria vida mental.
 
A terapêutica é a educação da mediunidade. A direção moral que o homem lhe dá, elevando-se na ordem psíquica, moral e emocional, passando a sintonizar com os espíritos elevados.
 
Desses, só receberá sensações agradáveis, bem­-estar e realizações no bem.
 
Cabe-nos estudar um pouco mais a mediunidade a fim de melhor compreender essa faculdade que Deus nos empresta para que possamos evoluir.
 
Você sabia?
 
...que Cyrano de Bergerac, no século 18, descreveu em sua obra "Viagem à lua", um foguete de vários corpos e etapas que se queimavam sucessivamente, até situar a cápsula tripulada em órbita?
 
E que ele também descreveu, na sua obra, o rádio e o gravador?
 
E você sabia que Von Braun, o idealizador dos foguetes norte-americanos afirmava que, durante seus anos de juventude em Berlim, via a Cyrano?
 
Dois exemplos de mediunidade: premonição e vidência de duas personalidades da área literária e científica.
 
(redação com base na pergunta nº 8 de Entrevista com Divaldo Pereira Franco, inserida na Revista Informação, de março de 1997 e no artigo A viagem à lua de Cyrano de Bergerac, da Revista O espírita, de outubro/dezembro 1996.)

Paz
Título: Re: Mal do século
Enviado por: MarcoALSilva em 23 de Agosto de 2010, 22:37
Uma contribuição:


O pensamento é um fenômeno ondulatório. Quanto mais nossa atenção se foca em algum tema, ou recordação, tanto mais estaremos emitindo ondas com as informações desse pensamento. Eis que somos antenas o tempo todo emitindo sinais, ora mais fortes, ora mais fracos, mas sempre interagindo com os campos energéticos passíveis de assimilar nossa sintonia.Mas se somos antenas não apenas estamos habilitados a emitir pensamentos como fenômenos ondulatórios... Estamos também habilitados a receber a indução que advém da recepção de ondas com as quais nos afinemos. De fato, a absorção de energia que experimentamos com os pensamentos circundantes tanto mais notável será em nosso universo psíquico quanto mais estivermos afins àquele padrão vibratório. Equivale a dizer que somos refratários a certos padrões e absorventes de outros, ficando mais para cá ou para acolá nos demais casos.Nada é mais ilusório do que a privacidade de um pensamento...Tenhamos, pois, muito cuidado com os nossos pensamentos. Não se trata de fazer algo "bonito" ou "feio" aos olhos de Deus... Cuida-se de um zelo indispensável perante nosso equilíbrio e em face do equilíbrio daqueles com quem nos afinamos. Lembremo-nos que a distância entre o ódio e o amor, do ponto de vista de sintonia e ressonância, é praticamente nula. Não há um só pensamento de carinho e bem-querência que passe despercebido pelo objeto do sentimento assim posto em movimento; infelizmente a recíproca é verdadeira... Não há um só pensamento de despeito, ódio, inveja ou quaisquer outros sentimentos ruins, que não atinja o seu objeto com maior ou menor poder de desestabilizar, desequilibrar, criar desarmonia...Contudo há uma grande diferença entre nós, antenas humanas, e os sistemas físicos de irradiação e recepção. Nós podemos manter um padrão vibracional o melhor possível em constante (ou, ao menos, o mais constante possível) reverberação em nosso sistema como um todo. É como que uma onda estacionária cujo teor vibracional, se for suficientemente elevado, agirá como uma blindagem preciosa às vibrações dissonantes dos pensamentos que aprendemos a chamar de maus. É o "orai e vigiai" dos religiosos..."Ter o corpo fechado" torna-se algo bem menos estranho nesses termos, não é?

http://esoestudos.blogspot.com/2009/09/antenas.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Vzb2VzdHVkb3MuYmxvZ3Nwb3QuY29tLzIwMDkvMDkvYW50ZW5hcy5odG1s)
Título: Re: Mal do século
Enviado por: Si em 23 de Agosto de 2010, 23:22
Grata pelo complemento,

Muita Paz
Título: Re: Mal do século
Enviado por: Adriano Michel em 25 de Agosto de 2010, 01:21
É compreensivel que, tais ataques aconteçam a mediunidade, pois é através dela que de forma incontestável fica evidente a vida pós morte, (existecia de forma de forma ativa).
O que contradiz diversos preceitos que até alguns anos atras eram tomados como verdade absoluta. Quando começamos a descentralizar o poder religioso que infelizmente também é sinonimo de poder economico iniciamos um movimento que pertuba e por vezes desconcertas as teorias de uma vida única.

Não tardará o aparecimento da ideia do retorno a perceguição, a bruxos e/ou feiticeiros...