Forum Espirita

GERAL => O que é o espiritismo => Comunicabilidade dos Espíritos => Tópico iniciado por: silvia martins em 17 de Maio de 2006, 08:31

Título: Emancipação da alma
Enviado por: silvia martins em 17 de Maio de 2006, 08:31
Olá,gostaria que abordassem o tema de desdobramento.Obrigada
Título: Emancipação da alma
Enviado por: aruanda em 17 de Maio de 2006, 10:44
Como coloca a questão de forma muito vaga, seria melhor ler este tópico e, depois,se não for o assunto que lhe interessa,pode recolocar a questão.

http://www.forumespirita.net/forum/index.php?topic=2901.0

Abraços
Título: Emancipação da alma
Enviado por: silvia martins em 18 de Maio de 2006, 07:36
 :oMe confundo com tantos termos
Desdobramento é o mesmo que viagem astral,e projeççao da consciencia?
Todos nós nós desdobramos,ou é só os mediuns que o fazem? :P
Título: Emancipação da alma
Enviado por: M em 18 de Maio de 2006, 07:52
Durante o sono, todos abandonamos o nosso corpo físico (embora nos mantenhamos ligados a ele fluidicamente).
M.
Título: Emancipação da alma
Enviado por: silvia martins em 18 de Maio de 2006, 10:17
Olá Mario,acho que nao me expliquei bem,eu sei que todos se desdobram durante o sono,mas eu refiro-me a estar conciente durante todo o processo e involuntariamente.
Título: Emancipação da alma
Enviado por: M em 18 de Maio de 2006, 12:20
Olá Silvia,
Eu é que provavelmente não li bem. Existem pessoas que têm naturalmente essa capacidade.
As técnicas para se conseguir o desdobramento voluntário também existem, mas não no âmbito do Espiritismo.
O mesmo se passa com a mediunidade. No Espiritismo estuda-se e educa-se a mediunidade, mas não se induz a mediunidade.
M.
Título: Emancipação da alma
Enviado por: Mourarego em 18 de Maio de 2006, 14:46
Bom dia a todos e em especial ao meu mano Mário.

Meus amigos, não existe desdobramento. Não somos folhas de papel, carteiras de notas ou almanaques, dos quais conseguimos dobrar, somos Espíritos encarnados, ALMAS e estas NÃO SE DESDOBRAM. EMANCIPAM-SE.
O codificador, elegeu esse termo, EMANCIPAÇÃO, como o titulo de um capítulo em sua obra OLE, ora, para que adotarmos terminologias alienígenas ao cenário de doutrina?
Mário com sua educação e calma explicou muito bem, e pelo que ele expos, essas pessoas que conseguem momentos de emancipação da alma no estado de vigília, "quando querem", seria o termo, não o conseguem por causa de mediunidade alguma, e sim por causa puramente anímica. Por esta razão tenho reiteradamente explicado e avisado aqui e em outros foruns: NÃO SE ASSOCIEM A CURSOS, NÃO TOMEM AULAS, ENFIM, NÃO GASTEM O SEU RICO DINHEIRINHO querendo aprender a "desdobrar", voces, não conseguirão. E por que? Simples, porque sendo faculdade anímica, quer dizer nossa, própria, aquele que não a possui, gastará seu tempo e seu dinheiro e não a conseguirá, porque já não a tem em germen, dentro de seu organismo.

Duas coisas ficam claras:
Primeiro o termo: EMANCIPAÇÃO DA ALMA, esta a terminologia espírita;
Segundo: sendo faculdade anímica quem não a tem não a consegue por outro meio.
Alias, Kardec fala a mesma coisa no Livro dos Médiuns, no Capítulo XVII, DA FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS. "Há médiuns cuja faculdade não pode produzir senão esses sinais. Quando, ao cabo de alguns meses, nada mais obtém do que coisas insignificantes, ora um sim, ora um não ou letras sem conexão, é inútil continuarem, será gastar papel em pura perda. São médiuns, mas médiuns improdutivos. (...)"  Notem que ele fala de qualidade mediúnica, e não de capacidade anímica, pois esta nada tem a ver com mediunidade.
Num esforço de me fazer melhor entender dado as críticas que temos de algumas tradulções, aqui coloco o mesmo trecho mas no original, para que se dirimam, aos que dominam a língua francesa, quaisquer dúvidas.

CHAPITRE XVII.
FORMATION DES MEDIUMS.
"(...)A ces observations un Esprit ajoute : «Il y a des médiums dont la faculté ne peut aller au-delà de ces signes ; quand, au bout de quelques mois, ils n'obtiennent que des choses insignifiantes, des oui ou des non, ou des lettres sans suite, il est inutile de persister à noircir du papier en pure perte ; ils sont médiums, mais médiums improductifs.(...)"
Abraços,
Moura
Título: Emancipação da alma
Enviado por: António Luís em 18 de Maio de 2006, 15:06
MoraRego,

Gostei da sua exposição simples e clara (como a àgua).

Abraço,
Toni
Título: Emancipação da alma
Enviado por: M em 18 de Maio de 2006, 18:37
Olá a todos os estimados irmãos, e em especial ao Mourarego, a quem agradeço por ter clarificado muito bem esta questão.

Há, de facto, quem proponha técnicas para se conseguir o chamado desdobramento. Não conheço tais técnicas, não conheço estudos sobre o assunto, não sei o que visam ou se funcionam. Não creio que funcionem, com todo o respeito pelas correntes que advogam o contrário.

Segundo a concepção espírita, a emancipação da alma dá-se durante o sono. Também há casos conhecidos de pessoas que  "vêem à distância", em estado de vigília. A dupla vista e o sonambulismo são amplamente referidos por Allan Kardec e, a nosso ver, corroboram a tese da emancipação da alma.

No Espiritismo, nem essas capacidades nem a mediunidade são induzidas - apenas estudadas e educadas. Não há cursos para se ser médium ou para ter dupla vista...

Tentando resumir, para a Sílvia: na mediunidade, o indivíduo é medianeiro entre o mundo espiritual e o mundo corporal. Na emancipação da alma, esta abandona parcialmente o corpo material e adentra o mundo espiritual ou lugares distantes no mundo material, por regra durante o sono.
 
O médium ostensivo pode ver pessoas sem corpo físico e, por exemplo, escrever ou falar por influência dessas pessoas. Essas pessoas são, naturalmente, Espíritos como nós, apenas temporariamente sem um corpo material.
Um médium ostensivo pode sentir necessidade de educar a sua faculdade, para obstar a eventuais incómodos que esta lhe cause, ou para servir o próximo. A mediunidade, tal como qualquer outro serviço prestado no Espiritismo, é estritamente gratuita. A doutrina espírita considera que não se deve comercializar a mediunidade. Entre outras razões, porque esta não é uma condição permanente; pode aparecer, como pode desaparecer.

Abraço a todos

M.
Título: Emancipação da alma
Enviado por: SB em 18 de Maio de 2006, 20:15
Adorei a exposições do Mário e Mourarego...mt esclarecedoras, mt mesmo! :)




Título: Emancipação da alma
Enviado por: Amigo em 19 de Maio de 2006, 13:04
discordo dos pseudo entenditos de espiritismo quando a pessoa diz que não desdobra , concordo mas lembro que essa denominação foi dada pelos proprios espiritas, vejamos um exemplo no livro do prof Bozzano olha o titulo desdobramento-fenomeno de bilocação edicel, comprovando que a pessoa se projeta se forma consciente sim, é só pesquisar, mario você nunca ouviu nem leu a respeito sobre o pesquisador charles tart, procura no google que você tera varios trabalhos dele. é muito facil criticar outras correntes espiritualista sem ver a propria incoerencia que voces estao cometendo
Título: Emancipação da alma
Enviado por: aruanda em 19 de Maio de 2006, 13:21
Citar
discordo dos pseudo entenditos de espiritismo quando a pessoa diz que não desdobra , concordo mas lembro que essa denominação foi dada pelos proprios espiritas,......

Amigo, deveria ser mais explicito...porque na realidade não se entende muito bem o que quer dizer, pelo menos eu não entendi.


Abraços
Título: Emancipação da alma
Enviado por: Amigo em 19 de Maio de 2006, 13:30
quem não já ouviu termos desdobramentos em casas espiritas de dirigentes, palestrantes e adepto de espiritismo? garanto que todos já ouviu
Título: Emancipação da alma
Enviado por: M em 19 de Maio de 2006, 17:19
Olá Amigo,
Não sei onde descortinou críticas da minha parte. Limitei-me a confessar o meu desconhecimento relativamente às correntes espiritualistas que se propõem ensinar o "desdobramento" voluntário.
Há muitas coisas que se dizem nas casas espíritas, no movimento espírita em geral, que não estão de acordo com a terminologia espírita. Quantos de nós, por exemplo, nos referimos ao karma, ao invés de lei de causa e efeito? É antes de mais uma questão de palavras. Mais preocupante do que não se usar os termos espíritas é adulterar-se os princípios espíritas.
Também não sei onde descortinou pseudo-entendidos aqui no site. É assumido por toda a gente aqui que somos todos aprendizes. Procuramos falar apenas do que sabemos. Isso não é ser entendido nem pseudo-entendido.
Um abraço para si,
M.
Título: Emancipação da alma
Enviado por: FENet em 19 de Maio de 2006, 18:52
Penso que se calhar estamos a discutir terminologias. Não é o mais importante.

Tal como o Mário diz existe nomes diferentes de acordo com as respectivas doutrinas.

Amigo, se consultar a Obra Básica do Espiritismo poderá verificar as terminologias adoptadas. http://www.forumespirita.net/forum/index.php?topic=1922.0

O facto de espíritas dizerem algo, não significa que seja verdade ou que seja de acordo com o espiritismo. É sempre bom usarmos a nosso raciocínio.

Por outro lado também não me parece muito relevante, já que todos percebemos o que se quis dizer.

Abraços ;)
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: brunolas em 19 de Maio de 2006, 19:00
Acho esta entrevista muito elucidativa..

espero que ajude  :)

http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&c=685
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: Mourarego em 19 de Maio de 2006, 23:53
Brunolas,
veja só:
Querer que se entenda de futebol, citando teoria de curvas da formula um é querer acrescentar mas palha ao palheiro onde se procura a agulha.
Wagner, é um dos Drs. na projeção astral, fala com maestria, porém  o fato de ser parecido com a doutrina dos Espíritos não a faz elucidativa a nada, não em termos espíritas..
Note que ele afirma, que qualquewr um pode, já todo o estudo espírita prova que se é capacidade anímica, você tem , porém eu e mais de mil, podemos não ter e se não a tempo não a conseguiremos senão se Deus descer do céu e disser faça-se.
A coisa toda é muito simples, porém cada ego governa a vontade do egóico e lhe encegura a visão lúcida. Assim amiga, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa sacou?  ::)
Abraços,
Moura
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: Peregrino em 20 de Maio de 2006, 01:19

ola, Brunolas

A entrevista está muito interessante, gostei de ler, e não ha confusões pq ele diz q estuda livremente «de tudo e mantem a mente e o coração sempre livres. Hinduísmo, Taoísmo, Espiritismo, Umbanda, Ocultismo, Teosofia, Eubiose, Antroposofia, Budismo e outros. Procura somar as melhores partes de cada área numa síntese bem equilibrada. Diz que é espiritualista e não espirita. Por isso, a entrevista é válida, não podemos dizer qo Espiritismo está a ser deturpado pela entrevista do Wagner.

Quanto a saber se todos podem fazer a emancipação, bom, não achei q ele dissesse isso...

um abraço.
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: tharien em 20 de Maio de 2006, 01:27
A consciência de que o nosso espírito está em início de emancipaçao é frequente e pode ser treinado: por exemplo, quando uma pessoa se mostra mais disponivel, tenta adormecer mas manter a consciência durante o mais longo período de tempo possível antes disso (mas de modo relaxado), é provável que se acabe por sentir essa emancipaçao. Falo por experiência própria...

O objectivo do espiritismo nao é o de saber quem tem ou não essa consciencia, mas quem a utiliza de forma correcta (é certo q as consequências acabam por surgir)... Nao devemos pensar na emancipaçao como algo de transcendente porque TODOS nós somos constituido pela parte biológica que a ciência experimental conhece, mas isso nao é tudo.... todos devemos ser capazes, se quisermos, de alterarmos a nossa maneira de ser e com isso a nossa percepçao do mundo... (a ciência é importante, mas ainda há milagres por explicar, por isso é falivel e ignora partes da natureza humana)

A entrevista está elucidativa, nao me parece contradizer-se e é muito acessível.... ;)
Bigada, Brunolas! :)

Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: SB em 20 de Maio de 2006, 12:17
Um clássico do espiritismo moderno, é o caso de Émile Sagée, citado por Alexandre Aksakof, no seu livro Animismo e Espiritismo.

Em 1845, Émile Sagée, de Dijon, França, era professora no Colégio de Neutweleke, na Livónia, Rússia, o Colégio era um instituição para raparigas nobres e contava com quarenta e duas internas.

“Poucas semanas depois de sua entrada na casa, singulares boatos começaram a correr a seu respeito entre as alunas. Quando uma dizia tê-la visto em tal parte a seu respeito entre as alunas. Quando uma dizia tê-la visto em tal parte do estabelecimento, frequentemente outra assegurava tê-la encontrado em outra parte, na mesma ocasião, dizendo – “Isso não, não é provável, pois acabo de passar por ela nas escadas”, ou antes, garantia tê-la visto em algum corredor afastado. Acreditou-se a principio em, alguns equívocos…
…Certo dia em que Émile Sagée dava uma lição a treze dessas meninas…e que, para melhor fazer compreender a sua demonstração, escrevia a passagem a explicar no quadro-negro, as alunas viram de repente, com grande terror, duas jovens Sagée, uma ao lado da outra; elas se assemelhavam exactamente e faziam os mesmos gestos.
Passaram-se meses e fenómenos semelhantes continuaram a produzir-se. Via-se de tempos em tempos, ao jantar, o duplo da professora de pé, por trás de seu cadeira imitando seus movimentos, enquanto ela jantava, porém sem faca, nem garfo, nem comida nas mãos. Alunas e criadas de servir à mesa testemunhavam o facto da mesma maneira.
Certo dia todas as alunas, em numero de quarenta duas, estavam reunidas num mesmo aposento e ocupadas em trabalhos de bordados. Era um salão do andar térreo do edifício principal, com quatro grandes janelas, ou antes, quatro portas envidraçadas que se abriam directamente para o patamar da escada e conduziam ao jardim muito extenso pertencente ao estabelecimento. No centro da sala havia uma grande mesa diante da qual se reuniam habitualmente as diversas classes para se entregarem a trabalhos de agulha análogos.
Naquele dia as jovens estavam todas sentadas diante da mesa, e podiam ver perfeitamente o que se passava no jardim, ao mesmo tempo que trabalhavam, viam a jovem Sagée, ocupada em colher flores, nas proximidades da casa, era uma das suas distracções predilectas. No extremo da mesa, em posição elevada conservava-se uma outra professora, incumbida da vigilância e sentada numa poltrona que depois ficou por pouco tempo, desocupada. Mas foi apenas por pouco tempo, pois que as meninas viram ali de repente a forma jovem Sagée. Imediatamente elas dirigiram as vista para o jardim e viram-na sempre ocupada em colher flore, apenas seus movimentos eram mais lentos e pesados, semelhantes aos de uma pessoa sonolenta ou exausta de fadiga. De novo dirigiram os olhos para a poltrona, em que o duplo estava sentado, silencioso e imóvel, mas com tal aparência de realidade que, se não tivessem visto a jovem Sagée e não soubessem que ela era ela em pessoa. Convictas, no entanto, de que não se tratava de uma pessoa real, e pouco habituadas com essas manifestações extraordinárias, duas das mais ousadas alunas se aproximavam da poltrona, e, tocando na aparição, acreditavam sentir uma certa resistência, comparável à que teria oferecido um leve tecido de musselina ou de crepe. Uma delas chegou mesmo a passar defronte da poltrona e a atravessar na realidade uma parte dada forma…As quarenta e duas colegiais verificaram o fenómeno da mesma maneira.
Algumas dentre elas perguntaram à jovem Sagée, se naquela ocasião, ela tinha experimentado alguma coisa de particular, esta respondeu que apenas se recordava de ter pensado, diante da poltrona desocupada: - “Eu preferia que a professora não tivesse ido embora, certamente, essas meninas vão perder tempo e cometer alguma travessura.”

cont. no post abaixo
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: SB em 20 de Maio de 2006, 12:18
Isto é, a acção da alma (animismo), sem o concurso dos sentidos, que se revela no mesmo estado de vigila, nos fenómenos da transmissão do pensamento e da telepatia.
O ser humano possui uma energia própria, um estado vibratório que varia ao infinito, conforme os indivíduos, e os torna aptos a produzir nos outros e perceberem eles próprios sensações psíquicas extremamente variadas.

NA emancipação da alma, o  espírito embora preso ao corpo pelo perispirito, desembaraça-se do que o prende e transporta-se a pontos distantes ou não, quer sobre a terra quer no espaço.
Este fenómeno, tal como o Mário e o Mourarego disseram e bem, só se produz sempre durante o sono.
Durante o sono enfraquecem os laços que prendem o espírito ao corpo e ele lança-se pelo espaço e entra em relação directa com os outros espíritos. Esta liberdade temporária do espírito comprova-se através dos sonhos.
Quando o corpo repousa tem o espírito mais faculdades que no estado de vigilia.
Os sonhos são efeitos da emancipação da alma, dai a espécie de clarividência indefinida que se alonga até aos mais afastados lugares e ate mesmo a outros mundos.

Só apenas sob influencia magnética, os laços que prendem a alma ao corpo se vão reduzindo pouco a pouco e o desprendimento atinge todas as escalas.
A alma aumenta a sua claridade, e a sua profundidade se intensifica, no âmbito de suas percepções se ampliarem, assim o ser já vive então da vida do espírito e utiliza as suas capacidades.
Assim, pode, durante o sono ou na vigília a alma se exteriorizar mas apenas objectivamente na sua forma fluidica, aparecendo á distancia, dai muitas vezes, tb ouvirmos sem o esclarecimento devido, falar no aparecimento de “fantasmas”.

Poderão ver este assunto tratado nos livros, entre outros, estes são só alguns dos existentes:

Allan Kardec – O Livro dos espíritos, Parte 2ª, cap. VIII e O livro dos Mediuns Parte 2ª, Cap. VII
A revista Espírita, Dezembro – 1858, Julho-1865
André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier , Mecanismos da Mediunidade, Cap XX
Martins Peralva, Estudando a Mediunidade, Cap XV
Ernesto Bozzano, Animismo ou Espiritismo?, Cap. I a IV

Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: J.Rodrigues em 20 de Maio de 2006, 16:10
Susana Bernardo

Apreciei o texto que aqui nos deixou que achei bem interessante.

Contudo uma coisa me parece deixar dúvidas maiores.

Mas, afinal, o que é a alma?

Penso que para evitar confusão a quem vier a ler o texto bom seria que se esclarecesse sem margem para dúvidas esta situação.
 Temos um corpo
 Temos um perispirito
 Temos um perispirito
 E temos uma alma?
Então a Alma não é o espírito enquanto unido ao corpo por interligaçaõ do perispírito para lhe dar suporte do que que chamamos de vida corpórea?
O que relatou não poderá ter acontecido apenas porque o conjunto Espírito/Perispirito se afastou temporáriamente do corpo físico(mantendo a ligação necessária à manutenção da vida material) com fluídos mais ou menos densos de forma a que pudessem ser visíveis aos orgãos visuais dos encarnados presentes?
Gostaria imenso ser esclarecido quanto a esta situação

Cumprimentos
Rodrigues
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: SB em 20 de Maio de 2006, 17:16
Do Livro do Mediuns, parte 2ª, Cap. VII

"...1ª Poderias explicar-nos esse fenômeno?
"Perfeitamente. Quando o homem, por suas virtudes, chegou a desmaterializar-se completamente; quando conseguiu elevar sua alma para Deus, pode aparecer em dois lugares ao mesmo tempo. Eis como: o Espírito encarnado, ao sentir que lhe vem o sono, pode pedir a Deus lhe seja permitido transportar-se a um lugar qualquer. Seu Espírito, ou sua alma, como quiseres, abandona então o corpo, acompanhado de uma parte do seu perispírito, e deixa a matéria imunda num estado próximo do da morte.

Digo próximo do da morte, porque no corpo ficou um laço que liga o perispírito e a alma à matéria, laço este que não pode ser definido. O corpo aparece, então, no lugar desejado. Creio ser isto o que queres saber."

2ª Isso não nos dá a explicação da visibilidade e da tangibilidade do perispírito.
"Achando-se desprendido da matéria, conformemente ao grau de sua elevação, pode o Espírito tornar-se tangível à matéria."

3ª Será indispensável o sono do corpo, para que o Espírito apareça noutros
lugares?
"A alma pode dividir-se, quando se sinta atraída para lugar diferente daquele onde se acha seu corpo. Pode acontecer que o corpo não se ache adormecido, se bem seja isto muito raro; mas, em todo caso, não se encontrará num estado perfeitamente normal; será sempre um estado mais ou menos em extase."
Ver nota de Rodapé (1)

NOTA. A alma não se divide, no sentido literal do termo: irradia-se para diversos lados e pode assim manifestar-se em muitos pontos, sem se haver fracionado.
Dá-se o que se dá com a luz, que pode refletir-se simultaneamente em muitos espelhos.


4ª Que sucederia se, estando o homem a dormir, enquanto seu Espírito se mostra noutra parte, alguém de súbito o despertasse?
"Isso não se verificaria, porque, se alguém tivesse a intenção de o despertar, o Espírito retornaria ao corpo, prevendo a intenção, porquanto o Espírito lê os pensamentos."


"(1) Ernesto Bozzano relata casos de comunicações por psicografia ou aparições de pessoas em estado de vigilia, mas sempre em momentos de distracção ou cochilo. As pesquisas actuais consideram esses casos como de telepatia, mas sempre admitindo em estado de inconsciencia ou semiconsciencia como condição necessária."
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: J.Rodrigues em 20 de Maio de 2006, 18:14
Olá Susana

Obrigado pela gentileza da sua resposta.

Do que relata não tenho dúvidas.

Continuo é com a dúvida, que é muito comum em várias pessoas, no que concerne a difenição concreta de Alma.
 
Eu sei que não é fácil ter uma perfeita caracterização mas gostav sinceramente que se conseguisse uma clarificação para evitar erros de interpretação. Quando é Espírito? Quando Álma? E o Perispírito é algo que existe de forma isolada?

Me descupe mas p.f. considere a colocação destas questões no estrito interesse de procurar o melhor esclarecimento possível e além do mais tenho a certeza que também estou a contruir para o aumento dos seus conhecimentos e de quem nos lê na medida em que caso tenha as suas próprias dúvidas para dar uma resposta irá,por certo, procurar onde fôr possível, o conhecimento necessário para poder responder. Com esta actuação todos ganhamos em mais conhecimento. E a participação num fórum de acordo com as directrizes dos seus promotores deve,em meu entender, ser sempre com este propósito.

Cumprimentos
Rodrigues
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: Mourarego em 20 de Maio de 2006, 18:51
Rodrigues,
vamos ver se te explico:
Alma, por definiçãso dos Espíritos é o Espírito encarnado.
fenecendo a veste carnal, o que sobra é novamente só o Espírito revestido de seu perispírito.
Então temos que, Antes de se formar homem ou mulher, somos todos Espíritos, sem sexo, apenas guardando uma espécie de lembrança fugidia das encarnações mais numerosas num mesmo sexo.
Quando envergamos essa carne que nos cobre os ossos tornamo-nos ALMAS, posto que a união do Espírito com a matéria tras-lhe a vida de relação, já que a vida orgânica lhe é oferecida não pelo Espírito mas pelo Princípio Vital.
Todos os Espíritos que se encarnarão, hão de serem revestido dessa camada vaporosa conhecida como, perispírito, apenas um Espírito, este conhecido como Princípio Inteligente Universal, não se reveste de perispírito e a razão é óbvia: Ele não é fadado às encarnações múltiplas. Não encarna nem reencarna, apenas cede à todas as espécies em suas essências, parcelas, que estas podem pinçar de seu elemento constitutivo, para que dele se individualizem as mesmas, tal como nosso principio inteligente se individualizou na forma hominal.
Espero ter sido bem claro.
Abraços,
Moura
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: SB em 20 de Maio de 2006, 23:05
Ola Rodrigues,

Relativamente á sua ultima parte do texto, esteja á vontade em questionar, este Forum é com essa mesma intenção qu eexiste, eu, vc e todos nós questionamos a cada dia tudo, pois só assim o crescimento e o descernimento é aperfeiçoado na razão de existência de cada um, sem que para isso tenha que se justificar. :)

Quanto á sua questão esta respondida e bem pelo Mourarego  ;)

A alma é o espírito enquanto se encontra ligado ao corpo, o espírito, compreendido como individualidade inteligente da Criação.

Bem haja
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: Silvio Danilo em 12 de Março de 2014, 23:46
Boa Noite amigos,

Gostaria ter algumas informação por descrição de experiencia sobre desdobramento em reunião mediumínicas. E quais medidas e cuidados que médium devem observar.
Obrigado.

att. Silvio

Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: Gabri-El em 13 de Março de 2014, 14:08
Sobre o tema, somente o êxtase espiritual ou místico confere verdadeira liberdade ao Espírito encarnado. Embora a emancipação em "viagens astrais", sonambulismo e outros possa proporcionar-lhe experiências significativas, o êxtase difere completamente pelo seu caráter de intensa vivência espiritual para além dos planos vibracionais comumente denominados na literatura espiritualista de planos astral, mental concreto, mental abstrato, etc.

O indivíduo em êxtase místico não apenas se emancipa da sua forma física como ocorre normalmente durante o sono, mas ele se emancipa da Terra. Ou seja, não está limitado aos planos vibracionais restritos à Terra como frequentemente se dá na "viagem astral".
Então, o Espírito vivencia em si mesmo a Liberdade, que é sua natureza essencial.

Essa vivência libertadora impressiona sobremaneira seus centros psíquicos e, quando se encontra novamente na objetividade do plano material, ainda lhe repercute aquele frescor das "alturas" e "profundidades" espirituais, enchendo-lhe o coração de aspiração fervorosa para definitivamente firmar sua consciência na Realidade Divina "por detrás" das brumas ilusórias da matéria.

Quanto mais ascende dilatando seu campo consciencial maiores são as sutilezas de percepção, maiores são os enlevos beatíficos, maior a consciência da unidade e do amor divinos em si, nos outros, em TUDO!

No entanto, maior a dificuldade também de ajustar ao limitado cérebro físico às intensas, ardentes e deslumbrantes vivências espirituais, o que na verdade é praticamente impossível para a evolução orgânica atual. Por essa razão, é necessário que o indivíduo desenvolva as capacidades da razão superior, da simplicidade e clareza de expressão, em suma, do discernimento aguçado, que sabe distinguir a Realidade Eterna dos efêmeros e "ilusórios" planos existenciais do Universo. Isto porque para não cair em erros de expressão mental sobre aquilo que foi vivenciado no âmago do Ser, no Qual só há plenitude de Consciência.

Fraternalmente...
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2014, 14:12
Boa Noite amigos,

Gostaria ter algumas informação por descrição de experiencia sobre desdobramento em reunião mediumínicas. E quais medidas e cuidados que médium devem observar.
Obrigado.

att. Silvio

Olá Silvio

por mais que muitos não aceitam ou até complicam
este é um assunto simples...


Você tem alguma questão em específico?
Título: Re: Emancipação da alma
Enviado por: Brenno Stoklos em 17 de Março de 2014, 04:34

Essa vivência libertadora impressiona sobremaneira seus centros psíquicos e, quando se encontra novamente na objetividade do plano material, ainda lhe repercute aquele frescor das "alturas" e "profundidades" espirituais, enchendo-lhe o coração de aspiração fervorosa para definitivamente firmar sua consciência na Realidade Divina "por detrás" das brumas ilusórias da matéria.

Fraternalmente...


439. Que diferença há entre êxtase e o sonambulismo?

“O êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do extático ainda é mais independente.”

440. O Espírito do extático penetra realmente nos mundos superiores?

“Vê esses mundos e compreende a felicidade dos que os habitam, donde lhe nasce o desejo de lá permanecer. Há, porém, mundos inacessíveis aos Espíritos que ainda não estão bastante purificados.”

443. Pretendendo que lhe é dado ver coisas que evidentemente são produto de uma imaginação que as crenças e prejuízos terrestres impressionaram, não será justo concluir-se que nem tudo o que o extático vê é real?

“O que o extático vê é real para ele. Mas, como seu Espírito se conserva sempre debaixo da influência das idéias terrenas, pode acontecer que veja a seu modo, ou melhor, que exprima o que vê numa linguagem moldada pelos preconceitos e idéias de que se acha imbuído, ou, então, pelos vossos preconceitos e idéias, a fim de ser mais compreendido. Neste sentido, principalmente, é que lhe sucede errar.”

444. Que confiança se pode depositar nas revelações dos extáticos?

“O extático está sujeito a enganar-se muito freqüentemente, sobretudo quando pretende penetrar no que deva continuar a ser mistério para o homem, porque, então, se deixa levar pela corrente das suas próprias idéias, ou se torna joguete de Espíritos mistificadores, que se aproveitam da sua exaltação para fasciná-lo.”

                                                                O Livro dos Espíritos