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GERAL => O que é o espiritismo => Comunicabilidade dos Espíritos => Tópico iniciado por: resgate em 06 de Dezembro de 2007, 19:11

Título: Desenvolvimento mediunico
Enviado por: resgate em 06 de Dezembro de 2007, 19:11
Olá a todos, encontrei este site que me parece muito bom. Como não sei a quem recorrer estou a escrever aqui.
Eu sei que sou médium de incorporação, já em pequeno tive vários episódios, aos quais não dei importância, nem sequer percebia o que se passava.
Descobri há 4 anos atrás, quando uma senhora amiga veio fazer uma limpeza á casa e no momento que me veio fazer a limpeza a mim foi quando tudo se alterou na minha vida. Foi quando se deu a 1ª incorporação, foi uma sensação tão forte e assustadora, por não saber onde me encontrava nem o que se passava, eram dois seres no mesmo corpo, a senhora e a minha mulher é que assistiram a tudo viram a minha transformação, ao ponto de me levantar e querer bater na senhora (o que não aconteceu felizmente) nem ela própria estava preparada para o que aconteceu, mas felizmente conseguiu controlar a situação.
A partir dai foram se desenrolando varias situações. Ate já (falei) numa das situações de aflição. Onde me afecta mais é a garganta, barriga e cabeça. Depois vem a parte emocional, que já não sei se sou eu próprio ou não.
 Frequentei dois centros espíritas, um fechou o outro não vi o que poderia aprender ali, sempre com tanta gente.
Desde o que se passou que tenho lido vários livros, um pouco sobre tudo. Mas não me dão as respostas todas. A única coisa que gostava era de aprender a controlar a perceber bem os momentos e saber lidar com eles.
Neste momento não ando bem, o que afecta a minha família, e não sei o que fazer para melhorar a situação. Ando constantemente em sofrimento. Os pensamentos que me passam não são do melhor.
Tinha tanto para falar, isto serviu para desabafar um pouco, já que não tenho mais ninguém a quem recorrer.
Título: Re: Desenvolvimento mediunico
Enviado por: SB em 06 de Dezembro de 2007, 22:43
Olá, 

Sinta-se á vontade para falar, esta como se estivesse em casa ;)

Eu compreendo-o.

A mediunidade está conosco desde sempre, mas por vezes quando dispoluta de forma brutal é muito complicado a nivel emocional e logo consequentemente psicologico.

Uma parte de nós revela-se sem que estejamos preparados nesse conhecimento. falta-nos um conhecimento de nós mesmos a esse nivel, e por vezes sem ajuda nao conseguimos desenrolar um enorme novelo de lã...

Sei o que isso é, sei como é desgastante sentirmos sem saber como identificar tudo isso.

A incorporação consciente pode ser mt aflitivo quando nao se tem conhecimento do mundo de lá e quando nao sabemos ainda controlarmo-nos.

Pedia-lhe se possivel, que comprasse o Livro do Mediuns de Allan Kardec, pois esta cheio de informação e por ele nos devemos cingir ao nivel da educação da mediunidade.

Aprenderá a controlar a sua mediunidade quando começar a conhecer-se a esse nivel, era importante poder visitar outro centro espirita e fazer um curso de mediunidade, alem de que precisa de ir ao passe para lhe poderem auxiliar melhor no seu esclarecimento, iria ajuda-lo bastante.

Contudo devo dizer-lhe que vc se encontra com a sua vontade como livre arbitio e só deixa uma entidade usar o seu corpo se quizer. Pode parecer quase impossivel isto que eu lhe digo, pois sei que quando ainda nos conhecemos mal a esse nivel é quase impossivel controlarmos seja o que for, mas é possivel.

Desculpe-me o exemplo, mas é o que me lembro de momento, mas quando temos que manter uma autoridade na educação de um cão por exemplo, necessitamos de ser persistentes e estarmos sempre atentos, e agirmos sempre correctos com os nossos principios, assim é conosco.

Na mediunidade deveremos estar sempre em alerta e termos uma atitude autoritaria, para podermos ter sempre liberdade e segurança no que recebemos, do que queremos ou nao.

Sei que concerteza nao poderei ter sido de muita ajuda, mas entenda que a mediunidade para ser educada leva o seu tempo, apenas o suficiente para que ela se mantenha equilibrada, nao mais nem menos tempo, o exacto, mas sempre será nestes moldes que lhe falei que conseguirá algo, alerta e persistencia, no esclarecimento e na vontade de progredir ;)

Conte com todos nós, coloque quaisquer questões, busque topicos ja aqui realizados nesse sentido, use os downloads existentes, enfim, comece, aqui já terá imensas coisas por onde começar  ;)

Uma amiga para apenas falar se entender assim,

Abraços

Título: Re: Desenvolvimento mediunico
Enviado por: damasceno em 22 de Novembro de 2010, 16:39
Mediunidade com Jesus (Fonte: ESTUDANDO A MEDIUNIDADE MARTINS PERALVA)

Em quaisquer setores de atividade humana, é natural cultivarmos, o anseio de melhoria e aperfeiçoamento.
O engenheiro que, após intenso labor, obtém o seu diploma, aprimorar-se-á, no estudo e no trabalho, a fim de dignificar a profissão escolhida, convertendo-se em construtor do progresso e do bem-estar geral.
O médico, no contacto com o sofrimento e a enfermidade, na cirurgia ou na clínica, ampliará sempre os seus conhecimentos, com vistas à experiência no tempo. E, se honesto e bom, conquistará o respeito do meio onde vive.
O artífice, seja ele mecânico ou carpinteiro, sapateiro ou alfaiate, no humilde labor diuturno, estudando e aprendendo, adquirirá os recursos da técnica especializada, que o tornarão elemento valioso e indispensável no ambiente onde a Divina Bondade o situou.
O advogado, no trato incessante com as leis, identificando-se com a hermenêutica do Direito, compulsando clássicos e modernos, abrirá ao próprio Espírito perspectivas sublimes “para o ingresso à Magistratura respeitável, em cujo Templo, pela aplicação dos corretivos legais, cooperará, eficientemente, com o Senhor da Vida na implantação da Justiça e na sustentação da ordem jurídica.
Se esta ânsia evolutiva se compreende nos labores da vida contingente, cujas necessidades, em sua maioria, virtualmente desaparecem com a cessação da vida orgânica, que dizermos das realizações do Espírito Eterno, das lutas e experiências que continuarão além da Morte, para decidirem, afinal, no mundo espiritual, da felicidade ou da desventura do ser humano?
O quadro evolutivo contemporâneo assemelha-se a um cortejo que se dirige, simultaneamente, a uma necrópole e a um berçário.
Vamos sepultar uma civilização poluída e assistir, jubilosos, à alvorada de luz de um novo Dia.
A Humanidade, procurando destruir os grilhões que ainda a vinculam à Era da Matéria, na qual predominam os sentimentos inferiorizados, apresenta dolorosos sintomas de decomposição, à maneira de um corpo que se esvai, lentamente, a fim de, pelo mistério do renascimento, dar vida a outro ser mais perfeito e formoso.
O médium, como criatura que realiza, também, de modo penoso, a sua marcha redentora, aspirando a melhorar-se e atingir a vanguarda ascensional, ressente-se, naturalmente, no exercício de sua faculdade, seja ela qual for, deste estado de coisas, revelador da ausência do Evangelho no coração humano.
Os problemas materiais, os instintos ainda falando, bem alto, na intimidade do próprio coração, a inclinação ao personalismo e à vaidade, à prepotência e ao amor próprio, enfim, as condições ainda deficitárias de sua individualidade espiritual, concorrem para que o Mais Alto encontre, nesta altura dos tempos, forte obstáculo à livre, plena e espontânea manifestação.
Justo e mesmo necessário será, portanto, que o médium guarde, igualmente, no coração, o desejo de, pelo estudo e pelo trabalho, pelo amor e pela meditação, sobrepor-se ao meio ambiente e escalar, com firmeza e decisão, os degraus da evolução consciente e definitiva, convertendo-se, assim, com redução do tempo, em espiritualizado instrumento das vozes do Senhor.
Esclarecem os instrutores espirituais que é “a mente a base de todos os fenômenos mediúnicos”.
Assimilando, a natureza dos nossos pensamentos, o tipo das nossas aspirações e o nosso sistema de vida, a se expressarem através de atos e palavras, pensamentos e atitudes, determinarão, sem dúvida, a qualidade dos Espíritos que, pela lei das afinidades, serão compelidos a sintonizarem conosco nas tarefas cotidianas e, especialmente, nas práticas mediúnicas.
Não podemos por enquanto, é verdade, desejar uma comunidade realmente cristã, onde todos se entendam, pensem no bem, pelo bem vivam e pelo bem realizem.
Seria, extemporaneamente, a Era do Espírito, realização que pertencerá aos milênios futuros, quando tivermos a presença do Cristo de Deus no próprio coração, convertido em Templo Divino, em condições, por conseguinte, de repetirmos, leal e sinceramente, com o grande bandeirante do Evangelho: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim.”
Todavia, se é impossível, por agora, a cristianização coletiva da Humanidade do nosso pequenino orbe, Jesus continua falando ao nosso coração, em silêncio, desde o suave episódio da Manjedoura, quando acendeu, nas palhas do estábulo de Belém, a luz da humana redenção.
Cada um de nós terá de construir a própria edificação.
Esta transição inevitável, da Era da Matéria para a Era do Espírito, pode começar a ser efetivada, humildemente, silenciosamente, perseverantemente, no mundo interior de cada criatura.
Comecemos, desde já, o processo de auto-transformação.
Este processo renovativo se verificará, indubitávelmente, na base da troca ou substituição de sentimentos.
Modifiquemos os hábitos, aprimoremos os sentimentos, melhoremos o vocabulário, purifiquemos os olhos, exerçamos a fraternidade, amemos e sirvamos, estudemos e aprendamos incessantemente.
Temos que deixar os milenários hábitos que nos cristalizaram os corações, como abandonamos a roupa velha ou o calçado imprestável, que não mais satisfazem os imperativos da decência e da higiene.
Vamos sair de uma para outra fase da evolução planetária, impondo-se, portanto, a renovação dos sentimentos. Numa figura mais simples: a substituição do que é ruim, pelo que é bom, do que é negativo, pelo que é positivo, do que degrada, pelo que diviniza.
Antigamente, em época mais recuada, homens e grupos se caracterizavam, total e expressamente, pela ignorância de assuntos espirituais e materiais, pela opressão — material e espiritual — uns sobre os outros, o mais forte sobre o mais fraco e, finalmente, pela absoluta predominância dos instintos.
Oprimia-se moral, econômica e espiritualmente. Sacrificava-se, inclusive, o irmão, em nome do Divino Poder.
O primado da Matéria abrangia todas as formas de vida.
Na fase de transição em que vivemos, tendemos, sem dúvida, para a espiritualização.
Substituiremos as velhas fórmulas da ignorância, da opressão política ou religiosa, moral ou econômica, pelas elevadas noções de fraternidade do Cristianismo.
Os instintos inferiorizados cederão lugar, vencidos e humilhados, aos eternos valores do Espírito Imortal!
Como decorrência natural de tais substituições, a mediunidade, igualmente, sublimar-se-à. Elevar-se-ão as práticas mediúnicas, porque Espíritos Sublimados sintonizarão com os medianeiros, em definitivo e maravilhoso Pentecostes de Amor e Sabedoria, exaltando a Paz e a Luz.
Quando o conhecimento dos problemas humanos, em seu duplo aspecto — material e espiritual, tornar-se uma realidade em nosso coração, a fenomenologia mediúnica se enriquecerá de novas e incomparáveis expressões de nobreza.
Quando a Fraternidade que ajuda e socorre, que perdoa e consola, substituir a Opressão, que sufoca e constrange, os médiuns serão, na paisagem terrestre, legítimos transformadores de luz espiritual.
O homem será irmão de seu irmão, sua vida será sublime apostolado de ternura e cooperação e o seu verbo a mais encantadora e harmoniosa sinfonia.
Quando nos moralizarmos e nos tornarmos realmente altruístas, superando a animalidade primitivista e a ambição desmedida, nos converteremos em pontes luminosas, através das quais o Céu se ligará à Terra.
Se, desejamos sublimar as nossas faculdades mediúnicas, temos que nos educar, transformando o coração em Altar de Fraternidade, onde se abriguem todos os necessitados do caminho.
A Era da Matéria exige-nos conquistas exteriores, ganhos fáceis, prazeres e futilidades, considerações e honrarias. É o imediatismo, convocando-nos à preguiça e à estagnação, ao abismo e ao sofrimento.
A Era do Espírito pede-nos a conquista de nós mesmos, luta incessante, trabalho e responsabilidades. É o futuro, acenando-nos com as suas mãos de luz para a realização de nossos alevantados destinos.
O médium que, intrinsecamente, vive os fatores negativos da Era da Matéria, é operário negligente, cuja ferramenta se enferrujará, será destruída pelas traças ou roubada pelos ladrões, consoante a advertência do Evangelho. Será, apenas, simples produtor de fenômeno.
O médium, entretanto, que vigia a própria vida, disciplina as emoções, cultiva as virtudes cristãs e oferece ao Senhor, multiplicados, os talentos que por empréstimo lhe foram confiados, estará, no silêncio de suas dores e de seus sacrifícios, preparando o seu caminho de elevação para o Céu.
Estará, sem dúvida, exercendo a “mediunidade com Jesus”...

Fonte: ESTUDANDO A MEDIUNIDADE MARTINS PERALVA

ESTUDANDO A MEDIUNIDADE de MARTINS PERALVA é um dos livros que todo médium deveria ler (além dos livros básicos da doutrina)

Título: Re: Desenvolvimento mediunico
Enviado por: S0L em 30 de Novembro de 2010, 10:56
Eu vejo algumas pessoas dizendo que foi ao centro espírita e não gostou ou não achou que era válido, etc.
O que vale analisar é se eu fui buscar o que me predispus.
Ou seja: ir ao centro qualquer um vai.Mas esta casa não se resume a passes e palestras públicas.É uma escola tb.Vale perguntar aos trabalhadores da casa quais os cursos e atividades que a casa oferece.E no caso específico do tema do tópico, é preciso buscar o estudo da mediunidade para dar início ao processo de reequilíbrio mental e espiritual.

Não sou muito fã de se recomendar este ou aquele livro sem saber se a pessoa tem uma base já boa sobre o assunto. Poruqe ao invés de ajudar, posso até atrapalhar, a pessoa pode se "impressionar" com certos assuntos se não houver um processo gradual de esclarecimento.

Então, vale propor uma base sólida de estudo; pq daí o que vem adiante poderá passar pelo crivo do bom senso, da fonte segura que é a codificação.

Sendo assim, se tens dúvidas sobre mediunidade,processos obssessivos, busque um curso na casa espírita. Seja com apostila específica , seja do Livro dos Médiuns, ou ainda melhor:com os dois e mais outras obras que aprendemos a selecionar depois de ter nossa base firme.

Não adianta ler isso, aquilo, quilos de livros se eu não pontuo um foco, uma referência.

Mediunidade responsável exige estudo,disciplina,dedicação e perseverança. Mas sem perder o fascínio, porém, com o bom senso, com a realidade da fé raciocinada.

Um exemplo, é quando passamos a controlar as passividades.Óbviamente que trabalho mediúnico deve ser feito no centro espírita, até pq o suporte e segurança são muito mais eficazes.
E enquanto médium espírita,ostensiva, eu dou passividade qdo eu quero, do jeito que deve ser. Sem ofensas, sem palavras chulas ou agressões de qualquer ordem.Este controle, só se consegue com estudo e dedicação no caminho do bem, da renovação.

Em um dos cursos sobre mediunidade que fiz, lembro que debatemos muito isso de como a mediunidade nos "adianta" no processo evolutivo se quisermos. Porque a medida que percebo que eu escolho as sintonias ou influências que quero perto de mim, sou "obrigada" a melhorar, evoluir fluídicamente, no sentido vibracional mesmo.

Sendo assim, eu sempre recomendo o estudo sério e dedicado no centro da mediunidade. Até por questão de saúde mental e espiritual mesmo.