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GERAL => O que é o espiritismo => Comunicabilidade dos Espíritos => Tópico iniciado por: Livia1967 em 31 de Maio de 2006, 02:32

Título: Defesa do Além
Enviado por: Livia1967 em 31 de Maio de 2006, 02:32
Queridos irmãos!

Saiu hoje no jornal O DIA (Rio de Janeiro) a seguinte reportagem:

"Uma carta psicografada por morto livra acusada de pena

Comovido, júri não condena mulher por assassinato de tabelião no Sul

VIAMÃO (RS) A justiça de Viamão, no Rio Grande do Sul, aceitou, sexta-feira, carta que teria sido psicografada por uma vítima de homicídio durante o julgamento da acusada do crime. O documento foi apresentado no júrio de Iara Marques Barcelos. Embora na carta a vítima, o tabelião Ercy da Silva Cardoso, não diga que Iara é inocente, ela foi absolvida por cinco votos contra dois.

Segundo o jornal 'Zero Hora', o texto foi psicografado por Jorge José Santa Maria, da Sociedade Beneficente Espírita Amor e Luz. Um trecho da carta, lido pelo advogado Lúcio de Constantino, diz 'o que mais me pesa no coração é ver a Iara acusada desse jeito, por mentes ardilosas como as dos meus algozes. Por isso, tenho estado triste e oro diariamente em favor de nossa amiga para que a verdade prevaleça... Que Jesus nos abençoe a todos hoje e sempre. Um abraço fraterno do Ercy'.

Ele foi morto em 2003 com dois tiros. O caseiro da vítima, Leandro Almeida, disse que teria sido contratado por Iara para dar susto em Ercy, com quem ela supostamente tinha caso. Ano passado, porém, negou a autoria do crime e também inocentou Iara, mas foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão. A juíza da 1ª Vara do Júri, Jaqueline Höfler, disse que a carta foi anexada em tempo legal e a parte contrária não o impugnou."

Bem, que eu tenha notícia, essa é a segunda vez que o júri acata mensagem psicografada como prova  em tribunal. A primeira vez foi através de uma carta psicografada pelo Chico Xavier inocentando um réu, mergulhado em evidências que iriam, certamente, incriminá-lo. O réu também foi considerando inocente.

Será realmente a convicção da veracidade das mensagens ou o medo do desconhecido que impera nesses momentos nos tribunais?

No caso de ser embuste, pior para o transgressor, que além de ter se desviado dos caminhos no plano terrestre, ainda usou de má-fé utilizando o plano espiritual também. Caso ele escape da justiça terrena, sabemos que da divina ninguém escapa (e nesse caso, a responsabilidade será em dobro).

Muita Paz,
Livia.
Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: edu em 31 de Maio de 2006, 03:05
Olá Livia :

                  Aqui no Brasil me parecxe que foram 3 casos de psicografias do Chico que foram aceitas em tribunais e que inocentaram os réus.
Não sei o que pensar se essa moda pega.
O Chico era um médium confiável.Sem dúvida o seu caráter serviu para avalisar as psicografias.Mesmo assim elas passaram por análises grafotécnicas onde os peritos - um deles acabou escrevendo um livro "O Espiritismo a Luz da Grafoscopia" - sem saber tratar de uma psicografia confirmaram a compatibilidade da letra com a das vítimas.Será que neste caso isto também foi feito ?Nem todos os médiuns tem esta capacidade de permitir ao espírito comunicante reproduzir a sia califgrafia.Neste caso seria fraude quando não há compatibilidade ?
É complicado.Mas aqui no Brasil novos casos aparecerão.
Um abraço.
Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: Livia1967 em 31 de Maio de 2006, 03:23

Oi Edu!

Grata pela correção da minha memória. Eu só me lembrava de um caso...  ::)

No que diz respeito à aceitação da psicografia em tribunais, eu acho muito positivo e, como você disse, o Chico era inquestionável.

Sabemos que os profissionais da justiça têm conhecimento das análises grafotécnicas, portanto basta solicitá-las.

Concordo com o fato de que nem todo o médium tem capacidade de permitir ao espírito comunicante a caligrafia, mas sabemos que toda comunicação tem uma finalidade e se a finalidade for a de inocentar um réu, a espiritualidade dará um jeito na questão da grafia. Com isso não me preocupo e julgo que não haveria fraude se a compatibilidade não acontecesse. O simples fato de ter a prova retirada dos autos já seria punição à altura.

Também não me preocupo com os que irão fazer uso, ou melhor, mau uso disso. Como já disse anteriormente, ninguém consegue enganar a justiça divina e como somos reencarnacionistas...

A minha preocupação é com o real sentimento vivenciado por advogados, júri e juiz. Medo ou respeito?

Um grande abraço,
Livia.
Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: VS em 06 de Junho de 2006, 19:00
Olá Livia

Para mim faz sentido usar a psicografia para explicar como ocorreram os factos e obter novas provas sobre o modo como os mesmos ocorreram, ou seja, ajudar a desvendar a verdade na investigação. Mas as provas devem ser obtidas, independentemente do testemunho do desencarnado. Isto é: não concordo que os desencarnados sirvam de testemunhas em julgamentos.

bem hajas
Vitor Santos

Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: Livia1967 em 06 de Junho de 2006, 21:18

Oi Vitor,

Compreendi e concordo com o seu ponto de vista. Acontece que, para isso, não poderá haver dúvida quanto à veracidade da origem da informação. Senão, haverá complicação para quem levar a "nova" informação. Poderá passar a ser visto como "cúmplice", no mínimo.

Caso eles aceitem como autêntica a psicografia, fica tudo bem; mas se eles acatam a prova por "medo", a dúvida sempre irá pairar (isso no que diz respeito a novas provas, como você mencionou).

Por isso a minha dúvida: Medo ou respeito?

Eu vi um filme (que não me recordo o nome) onde um grupo de "videntes" ajudava o governo americano com informações sobre uma guerra... como se fossem espiões. Eles eram mantidos em segredo. Lembro-me que, ao final do filme, foi colocada uma nota dizendo que se tratava de caso verídico. No seu entender, isso seria possível?

Um abraço,
Livia.
Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: VS em 07 de Junho de 2006, 21:43
Olá Livia

Eu acho que um juiz ou um grupo de jurados nunca deverão julgar uma pessoa com base numa psicografia (ou outro meio equivalente). Por isso não me parece importante o facto de a psicografia ser ou não credivel para o juiz e para os jurados, no que se refere ao acto de julgar propriamente dito. Na minha opinião, a psicografia deverá ser sempre ignorada como elemento do processo, para efeitos de decisão de culpa ou absolvição.

Já vejo com bons olhos, sobretudo em casos em que o grau de dúvida do tribunal é elevado, que seja possivel apresentar uma psicografia (ou outra manifestação mediunica) que tenha dados que possam conduzir a novas investigações e, assim,  obter novas provas. Mas também neste caso não me parece importante averiguar da veracidade da psicografia, pois a mesma não deve ser considerada como prova. Isso até seria tratar as pessoas de forma desigual: os que tivessem uma comunicação de um um médium conhecido teriam vantagem em relação às outras que tinham uma comunicação de um médium desconhecido. O que deveria ser avaliado é se a nova teoria sobre o crime, trazida pela comunicação mediúnica continha informação que, a ser verdade, justificasse nova investigação. Mas deveria ser o resultado da investigação o novo elemento a incluir no processo e não a psicografia.

bem hajas
Vitor Santos





bem hajam
Vitor Santos
Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: Livia1967 em 07 de Junho de 2006, 23:49

Oi Vitor,

Entendi e realmente é bastante coesa a sua forma de pensar mas, aqui no Brasil, já tivemos quase 10 julgamentos baseados em psicografia; por isso a importância que dei ao fato.

Agradecida pela sua resposta.

Um abraço e muita Paz!
Livia.
Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: Livia1967 em 18 de Junho de 2006, 03:31

Olá amigos,

Encontrei o vídeo "As Cartas de Chico Xavier" neste site http://www.plenus.net/acervo/videos/tv_linha.wmv

Ele serve como ilustração ao conteúdo deste tópico.

Muita Paz,
Livia.
Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: Mourarego em 04 de Março de 2007, 15:15
Nem tanto ao céu , mas nem tanto a terra meus amigos queridos!
Em qualquer desses julgamentos, não foi a psicografia, a sós com os jurados, que provocou o convencimento do juiz, por favor...
A psicografia foi apenas uma das peças de defesa, pra o que são peças de defesa? São evidências que após árduo exame(crivo da razão),  a ser feito por técnicos grafologistas, e variada gama de pessoas inclusive outros médiuns e conhecedores da doutrina espírita, irão apontar para uma só resposta, que corroborará coo o que na missiva foi dito, ou não. Que influência ela pode ter no julgado do meritíssimo?
Depende do que se apurou, depende das crenças do meritissimo sr. Juiz, depende da exposição do advogado de defesa, isso no tribunal do juri, a coisa na justiça civil já fica diferente, pois ali não há juri e então promotoria e defesa se batem até a tréplica. analizando, tudo, todos os elementos de prova, quer de acusação, quer de defesa, e assim formam antes o convencimento deles, para depois , pelas exposições finais, formarem o convencimento do Ilmo. Sr.Meritíssimo  Dr. Juiz.
Assim , a influência da psicografia é sim diluida nos anais do julgamento.
E a parte da influênciação espiritual, existe? Diria que sim, em qualquer julgamento, com ou sem psicografioa. Por que? Simples, porque estamos sempre envolvidos por extensa nuvem de Espíritos (disse Paulo o apóstolo), e estes podem soprar os bons ventos do convencimento tanto aos jurados (no crime) como ao pomotor ou ao advogado de defesa e ao Juiz.
O que não acontece em hipótese alguma é a intervenção desses Espíritos. Influenciar, no âmbito de soprarem os bons ventos, que ajudem a deslindar as questões controversas, isso eles podem e o fazem, porém não obrigam a ninguém a fazer isso ou aquilo, lembram que temos o livre Arbítrio não?
Abraços,
Moura
Título: Re: Defesa do Além
Enviado por: Enio Camargo em 03 de Junho de 2009, 18:29
Prezada Senhora.

 A mim salta os olhos não a utilização pura e simplesmente de frases psicografadas, mas vai além disso:

pensemos, se os espiritos interveem neste processo pura e simplesmente, eles não necessitariam de escrever nada, atuariam nos jurados ou nas demias pessoas que interviriam no julgamento, sem mais delongas e nem exposição. O que me parece claro é que eles tentam nos tirar o véu da vida material e demonstrar a existência da espiritualidade e que a tudo vêem, assim Deus permite essas atitudes como fito de nos despertar, e não para aparecer, assim como as mesas girantes nos primórdios, ainda hoje utlizam dessas formas para nos despertar.