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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Tópico iniciado por: TÍFANY em 13 de Dezembro de 2010, 21:25

Título: Lidando com a frustração
Enviado por: TÍFANY em 13 de Dezembro de 2010, 21:25
     

                     Olá, amigos!!


                     LIDANDO  COM    A   FRUSTRAÇÃO


                     Desde que nascemos aprendemos que nem tudo o que desejamos acontece.  Porém muitos de nós
apesar de crescidos, formados em faculdades e cursos, tendo morado em outra cidade continuam agindo como
crianças mimadas que não podem receber um  "não" como resposta.  Mas infelizmente a vida é cheia de "nãos".

                     Frustração não é nada fácil. Passamos por isso quando queremos namorar alguém e esse alguém
não nos deseja, quando querem,os passar num concurso e não alocançamos a nota necessária, quando queremos
que nosso filho se comporte de uma maneira que achamos adequada e ele não nos ouve, quando queremos um
emprego noivo e ele não aparece ou mesmo nas coisas simples que dão errado quando por exemplo perdemos o
horário da consulta com o médico ou levamos uma fechada no trânsito.

                      Família às vezes nos trás muita frustração, amigos então melhor nem comentar... Nosso desempenho
profissional sem reconhecimento também trás frustração poeque nada disso depende apenas de nós, de nosso
empenho em fazer o certo nem do nosso desejo de resultados.  Assim as frustrações são desafios constantes que
podem levar a depressão num estado lastimável de contrariedade.  Mas o que podemos mudar em tudo isso?
                      Em situações de desequilíbrio emocional, é normal sentirmos raiva.  A raiva surge normalmente como
uma reação emocional diante de alguma situação ameaçadora, que vai de encontro ao bem estar de cada um.

                      Apesar de não haver uma boa aceitação desde emoção entre as pessoas por representar um sentimento
negativo, é uma experiência inerente ao ser humano, ou seja, todos sem exceção vivem ou já vivenciaram esta
emoção.   Reprimir o sentimento de raiva por vergonha ou por questão moral, possibilita o sujeito de viver numa
condição de aparências,  de ilusão de si próprio e assim nega a si mesmo sua condição de ser, de assumir o que
sente.  Vivenciar o sentimento de raiva, não significa agir de forma incontrolável por impulsos de agressão e
destruição, mas sim canalizar  de forma adequada.   Uma forma saudável de lidar com a raiva seria aceitar este
sentimento e em seguida se autoquestionar sobre o motivo de estar sentindo a raiva, desta forma o sujeito entra
num processo de pensar o sentimento para compreendê-lo e reconhecer sua participação ativa no surgimento
deste sentimento.   Refere-se a participação ativa, ao analisar que não é o outro que produz raiva, a raiva é
vivenciada pelo sujeito que a produz, portanto está dentro do sujeito e não no meio externo.

                        Anormal, nests situação seria não lidar dse forma adequada com a raiva, ou por agir de forma destrutiva com o outro, ou por reprimir o sentimento possibilitando surgimento de mágoas e ressentimentos ( tornando auto-
destrutivo).
                        A qualidade da vida emocional que queremos depende muito da satisfação  com que temos com
nossa própria vida.  A satisfação, num sentido amplo, corresponde a um estado de bem estar permanente, e que
se  assemelha a um estado de plenitude.  Mas, nem um bebê vive em estado de plenitude.  Ao nascer além da


perda desta   sensação de plenitude, o bebê passa a sofrer as demandas impostas pela realidade, como fome,
cólica, sede e, que através do vínculo materno vai sanando suas necessidades e satisfações.   No entanto, as
frustrações são apresentadas ao bebê com o tempo, para que ele possa se adaptar junto à realidade, como
por exemplo, quando a mãe não pode atendê-lo no momento em que ele deseja.    As frustrações são impres-
cindíveis, para o desenvolvimento emocional do bebê e adaptação dele à realidade.    De fato, na vida não é possível
se ter tudo que deseja, e por isso é necessário certo grau de maturidade para entender.   Portanto, conclui-se que, o equilíbrio emocional está atrelado ao controle das emoções e que depende do autoconhecimento e da maturidade.
Para viver bem é necessário entender as emoções e saber controlá-las.

                       Antigamente nossos ancestrais aliviavam o sofrimento buscando ajuda externa no feiticeiro, no
pajé, no sacerdote ou coisas assim.     Hoje, a melhor saída para aliviar o sofrimento é, primeiramente, se dar
conta de que a perfeição não existe e que é próprio do ser humano as falhas e os erros.  As pessoas não são
Deuses, para se sentir no direito de julgar e dee se colocar em uma situação  de superioridade em relação ao outro.
Olhando por este prisma, se torna mais fácil de aceitar os defeitos,  assumí-los e reconhecer a participação de
nós mesmos no processo do adoecimento psíquico, ou seja de sofrimento.  O alívio da angústia, da dor, se
dá através da busca pelo autoconhecimento e aceitação de si.    É viver a vida sem reprimir os sentimentos,
dando sentido às emoções, rumo à maturidade.

                        Um abraço´a todos.