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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: MIL RODRIGUES em 10 de Janeiro de 2009, 19:42

Título: incesto
Enviado por: MIL RODRIGUES em 10 de Janeiro de 2009, 19:42
Evidente que nenhuma ação deve ser justificada se ultrapassar a fronteira que separa o etnocentrismo do respeito à vida humana. No entanto, a cultura alheia deve ser sempre respeitada e valorizada.
Acontece que existem culturas que defendem o tabu do incesto mostrando-se contrárias a estas práticas. E, paradoxalmente, nelas permeiam vários mitos e tabus que acabam cooperando para o aumento das estatísticas deste crime.
A maior herança que uma nação, tribo ou comunidade pode ter, e que perpassa todas as gerações é o legado cultural. Apesar de perpetuarem outros espólios, a cultura, assim como as crenças e tabus é aprendida e apreendida inexoravelmente, seja como um axioma ou cognitivismo cultural.
A falta de consenso em diferenciar comportamento imitado versus comportamento inato, instintivo, é evidente. Não obstante, apesar deste ser um aspecto importante, não é o foco deste artigo, tampouco discutir a importância da cultura na psique humana e até que ponto ela seria mais importante que o direito constitucional à vida. Mas, sobretudo, expor como as sociedades – contrárias à prática incestuosa – contribuem para o aumento das estatísticas de violência sexual intrafamiliar.
O tabu do incesto ainda é uma incógnita na atualidade. Grandes intelectuais como Sigmund Freud e Claude Levi-Strauss procuraram, de alguma forma, esclarecer questões sobre esta análise da proibição da relação sexual intrafamiliar. Entre eles, o consenso é que esta interdição seria um fenômeno sócio-cultural de caráter universal. Para Strauss, o tabu do incesto estaria ligado diretamente a ultrapassagem do instinto às regras sociais. Freud também defende que a proibição está relacionada a aspectos sociais, mas em conjunto com desejos inconscientes que o próprio homem rejeita, deslocando-os para outros objetos e pessoas, que seria a neurose, o que em hipótese alguma descarta a transgressão do tabu, por parte do neurótico.
Em se tratando de um tema tão delicado como o incesto, são imprescindíveis o escrúpulo e à atenção. Seja através da Antropologia, Etnologia, Sociologia ou Psicanálise, a violência sexual intrafamiliar não deve ser abordada como um fenômeno social isolado. Qualquer afirmação que aborde apenas aspectos relacionados ao ato em si é uma explicação errônea, incoerente, incompleta. É imprescindível considerar a história de vida do perpetrador; o vínculo deste com a criança; a intensidade e duração da violência; a percepção da vítima e principalmente, os aspectos culturais.
Não existem normas e valores absolutos para todas as comunidades, portanto, é incorreto julgar ou avaliar moralmente determinadas práticas culturais. Este etnocentrismo deve ser posto de lado, até porque a tendência dos povos é julgar outras etnias e formar juízos segundo os moldes da sua própria cultura – considerada configuração saudável para os indivíduos que a praticam. Evidente que sobrepor explicações que justifiquem uma ação bárbara apenas como aspectos culturais seria uma injustiça, como por exemplo, o estupro de uma filha por seu pai, ou o infanticídio, como é permitido na cultura dos esquimós ou em algumas culturas existentes na oceania onde este áto é práticado com maior naturlidade, onde um jovem tem sua primeira experiência sexual com seu pai. Pois, apesar da diversidade dos costumes, nenhuma ação é justificada se ultrapassar a fronteira que separa o etnocentrismo do respeito à vida humana .
Minha pergunta é a seguinte, diante de uma diversidade cultaral tão grande, onde no ocidente não se aceita este ato, porém  em algumas culturas do oriente é visto de forma tão natural, gostaria de sabe com que olhos o espiritismo vê isto tudo.
Título: Re: incesto
Enviado por: hcancela em 13 de Janeiro de 2009, 14:22
Olá amigos(as)

O incesto ou outra situação dita de anormal para uns e não para outros tem a maior parte das vezes e sem genelarizar ,com o nosso conceito de liberdade.

O instinto de rebeldia faz parte da psique humana.

Paulo (o apostolo dos gentios dizia que ,tudo nos era licito fazer,mas nem tudo nos convinha).

A criança que se obstina usando a negativa,afirma a sua identidade,exteriorizando o anseio inconciente de ser livre,porque carece de responsabilidade,não pode entender o que tal significa.Somente mediante a responsabilidade,o homem se liberta,sem tornar-se libertino ou insensato.
A sociedade,que fala em nome das pessoas de sucesso,estabelece que a liberdade é o direito de fazer o que cada qual apraz,sem dar-se conta de que essa liberação da vontade,termina por interditar o direito dos outros,fomentando as lutas individuais,dos que se sentem impedidos,espocando nas violências de grupos e classes,cujos direitos se encontram lapidados.
Se cada individuo agir conforme achar melhor,considerando-se liberado,essa atitude trabalha a favor da anarquia,responsável por desmandos sem limites.
Em nome da liberdade,atuam desonestamente os vendedores das paixões ignóbeis,que espalham o bafio criminoso das mercadorias do prazer e da loucura.
A denominada libertação sexual,sem a respetiva maturidade emocional e dignidade espiritual,rebaixou as fontes genésicas a paul venenoso,no qual,as expressões aberrantes assumem cidadania,inspirando os comportamentos alienados e favorecendo a contaminação das enfermidades degenerativas e destruidoras da existência corporal.Ao mesmo tempo,faculta o aborto delituoso,a promiscuidade moral,reconduzindo o homem a um estágio de primarismo.

Práticamente todo o texto de JOANNA DE ÂNGELIS


SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA