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GERAL => Mensagens de Ânimo => Jornal das Boas Notícias => Tópico iniciado por: TÍFANY em 30 de Novembro de 2010, 23:02

Título: A Quarta Revolução: Casamento por amor
Enviado por: TÍFANY em 30 de Novembro de 2010, 23:02
                 

                Olá, amigos!!!

                 
                A 4ª REVOLUÇÃO por AMOR.


                O casamento por amor é a grande revolução filosófica proposta pelo mundo ocidental.
Houve antes revoluções  cristã, científica, e humanista- democrática.
                 Para Luc Ferry, filósofo que foi ministro da educação da França governada por Jacqes Chirac e é
escritor best seller na Europa, este quarto processo revolucionário é que afasta a humanidade contemporânea
da civilização grega, citada como parâmetro filosófico, a partir de uma analogia com a odisséia do herói grego
Ulisses ( da obra atribuída a Homero), que o pensador francês usou para discorrer sobre religião, fé e ciência.

                Ferry bem lembra que na antiguidade (e ainda hoje, em algumas regiões da África e da Índia), o
casamento era um arranjo envolvendo interesses familiares, comunitários ou econômicos, que não levava o
sentimento amoroso em consideração. A partir do capitalismo, com o assalariamento de homens, e especialmente
de mulheres que passaram a ter renda e poder aquisitivo, pode-se começar a casar por vontade individual, de
interesse exclusivo do casal. "Ali se inventou o casamento por amor", proclama.
                Luc Ferry vai além na supervalorização da consideração matrimonial e diz que toda a família vai cada
vez melhor, sim, senhor.
                "A direita diz que a família vai mal porque há muitos divórcios. Asneira.  O divórcio fundamenta-se na
idéia do fim ou da falta de amor e principalmente na busca de um novo amor".
                  E, por decorrência, os filhos são sacralizados.  Isto é: tidos e havidos como seres  sagrados.
O significado de sagrado é aquele por quem nos sacrificamos...  E por quem um pai ou mãe sacrificariam até
mesmo sua vida?
Amamos hoje nossos filhos como nunca antes foram amados, sem que este sagrado seja religioso.

                   Antigamente se morria pela revolução ou pela pátria ( hoje apenas soldados profissionais, bem
pagos, arriscam a vida pela nação, como ocorre nos Estados Unidos).  Antes também se morria pela religião,
por Deus, pela fé.   Mas...
                   "Quem, nos dias de hoje, se dispõe a perder a vida pela pátria ou pela religião?  Pelos filhos, sim,
podemos dar nossas vidas.  Esta mudança, a sacralização dos filhos, está revolucionando o pensamento
na Europa".
                     Enquanto isso não se espalha pelo mundo, Luc Ferry garantiu no último painel do Fórum,
intitulado "Valores da vida" com o escritor Nílson Luiz May e o professor Antônio Hohlfeldt como debatedores
que todos almejamos acima de tudo a "vida boa" ( em francês: bonne vie), como o herói da lenda grega em
sua odisséia de dez anos, guerra com Tróia e outra década mais tentando voltar para os braços de Penélope,
e a sua casa em Ítaca.
                     Retido pela belíssima Calipso em uma ilha paradisíaca, Ulisses carpe a saudade da vida que está
impregnada nas suas memórias da terra natal, da esposa e do filho Telêmaco.  Na descrição precisa de Ferry,
Calipso era   "um avião, uma bomba sexual, que só pensava em fazer sexo diariamente com Ulisses".
                     Mas ele, assim mesmo, vertia lágrimas todo santo dia.  ou melhor, à noite, após infatigável orgia
sexual, dirigia-se à beira de um córrego que recebia seu copioso choro.  Comovido com tanto sofrimento,  Zeus,
o deus dos deuses, ordenou que a fêmea insaciável deixasse o guapo moçoilo em paz.

                      Mas a fogosa Calipso não desistia de sua paixão e propôs a Ulisses a imortalidade.  E melhor ainda:
o plus da eterna juventude. Ulisses viveria para sempre e não murcharia como Titon, anteriormente agraciado com
a imortalidade.  Mas ele não pensou muito para agradecer: muito obrigado, mas não quero.
O que quero mesmo é voltar para Ítaca.
                     A felicidade poderia estar na projeção feita por Calipso de um futuro imortal e sem os danos do
envelhecimento.  Mas Ulisses queria apenas a vida boa que conhecia.
                     Lição grátis de Ulisses: é preferível a vida boa mortal, bem-sucedida, do que a vida imortal, mal sucedida.

                     A vida boa de Ferryé agora, aqui, neste momento presente. O futuro é pura ilusão de dias melhores.
O passado, já  passou.  Se foi ruim, só remete para remorsos, pesadelos, culpas.  Se foi bom, é pior ainda, porque
é nostálgico e puxa para trás, para a imagem dos velhos bons tempos. "Se ficamos entre ume outro, perdemos
o presente, que é o momento real", decreta o filósofo.

                     E como, Ferry, se faz para alcançar esta vida boa?  Ele responde de imediato, como se fosse
extremamente simples: aceitar a morte ( vencer o medo da morte) e viver o presente, ajustando-o ao
real, ao cosmos.

                    O instante de agora é a eternidade.


                                                 Dentre as preciosidades ditas pelo filósofo e ex-ministro da Educação
                                                 da França: "A vida boa é agora".


                                                Fraterno abraço.