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GERAL => Audiovisuais => Cinema & Vídeo => Tópico iniciado por: macili em 05 de Novembro de 2013, 14:15

Título: Construindo um Casamento Saudável - Transição 233
Enviado por: macili em 05 de Novembro de 2013, 14:15




Queridos Irmão, boa tarde...




Compartilho este vídeo para nossa reflexão...






http://www.youtube.com/watch?v=zOUxgyI2Gok#t=34
Título: Re: Construindo um Casamento Saudável - Transição 233
Enviado por: Tiny Dancer em 05 de Novembro de 2013, 18:37
Obrigada Marcili por compartilhar o video. O video inteiro é muito bom e parece haver uma harmonia na fala dos participantes, exceto em uma parte apresentada por Ercilia Zilli sobre quando o casamento esfria. Não entendo como que com um conhecimento tão precioso de Kardec ela fala de Daphne Rose Kingma, que em seu livro "O amor do futuro" defende até mesmo a relação a três como uma forma mais abrangente de amar. Ué, Kardec e Emanuel não disseram que o casamento é entre duas pessoas?
Contraditório, não?



"Como Jesus nos amou?
Numa era em que se fala desesperadamente em aproveitar a vida física, em amar em maior quantidade, como se o amor fosse algo para ser consumido, parece cada vez mais fácil nos perdermos de nós mesmos. Num momento em que se apresenta todas as formas de relações físicas como amor e como soluções para os nossos sofrimentos, aonde irá parar a verdadeira meta do amor Cristão, o verdadeiro motivo pelo qual estamos aqui?Numa era em que pessoas são tratadas como mercadorias de troca e de quantidade, em um mundo em que prevalece o consumo, o uso dos bens materiais e do corpo como algo a ser negociado para obter outras coisas em troca, não mais como instrumento de missão, novamente retoma-se a ilusão de que é possível o amor a três ou mais, como uma vantagem em termos de quantidade. Esse amor ao invés de nos integrar a nós mesmos e a Deus através do parceiro, nos fragmenta e nos distancia do que realmente somos. Nos tira do verdadeiro propósito espiritual e desequilibra aqueles que estão próximos a nós também. E a quem irão culpar, a desinformação do passado? Se a desinformação que havia antigamente fosse realmente um problema, hoje teriam que haver cada vez mais casamentos, pois antes mesmo de casar as pessoas se conhecem por completo fisicamente. Então, isso não é o item mais importante na união entre duas pessoas. Será que com tantas facilidades o mundo não ficou mais intolerante? Será que fazendo só o que gostamos, não estamos nos tornando mais intolerantes? Será que com uma maior a capacidade de sentir prazer, não diminuímos a capacidade de tolerar o outro? Pois iremos querer só a parte do outro que nos dá prazer, não queremos o outro por inteiro incluindo o seus defeitos, muito menos a monotonia que o outro nos oferece com o passar do tempo.
Nós ainda somos como crianças que chamam doces e guloseimas de refeição e da mesma forma chamamos intensos desejos e prazeres de amor. Porque nos acovardamos diante das oportunidades de conhecer o verdadeiro amor, aquele que abre mão, que sabe renunciar, sabe sacrificar-se e sabe acima de tudo fazer do outro alguém único e incomparável. Foi assim que Jesus nos amou, Ele nos tirou das comparações impostas pelas vaidades do mundo e nos tornou únicos diante do Pai, diante do mundo.
Se Jesus nos propôs negarmos a nós mesmos no sentido de reduzirmos nossos instintos, vaidades e apegos, qual o propósito de incluir uma terceira pessoa em um casamento a não ser a fuga de algo que não queremos olhar em nós?
Como eu olho para o sentimento que surge em mim quando me vejo no espelho e me deparo com algo que não gosto em mim? Como eu olho para o sentimento que surge quando vejo que não tenho o mesmo padrão de beleza que muitos exigem? Ou que já não tenho mais o padrão de beleza que a juventude exige? Como eu olho para o sentimento que surge quando me deparo com tais exigências do mundo. Sim do mundo, porque Deus não exige nada de nós a não ser o mais genuíno e simples amor, como é o amor de uma criança. Como olho para o sentimento que surge, faço uma maquiagem física que engana temporariamente quando eu olho para mim e vejo que fisicamente não sou o padrão mais desejado pela maioria? O que faço com essa opressão que sinto por não representar a vaidade exigida? Procuro viver essa vaidade em outras situações? O que eu faço com a vaidade que me é exigida e não possuo? O que faço com o sentimento de inferioridade? Faço uma maquiagem para disfarçá-lo e vivo essa vaidade de outra forma? Ou procuro enfrentá-lo para dar um sentido verdadeiramente espiritual como Jesus propôs?
Seria talvez o negar-se a si mesmo para ir após Ele, deixar de olhar para esse lado de fora que nos arrasta e nos prende no conforto e começar a olhar para o lado de dentro sem comparações, com exclusividade? Olhar o ser exclusivo que cada um de nós é? Esse ser exclusivo, que eleva nossa auto-estima, faz nos sentirmos especiais diante dos demais, únicos, sem as comparações que nos oprimem diante dos demais. Será que é realmente de um batom mais escuro que nosso ser espiritual precisa? Será que é realmente de uma roupa curta que nossa alma necessita? Ao passo que aquilo que é único em nós fica posto de lado, abandonado, para que possamos competir do lado de fora. Deus deu a cada um de nós, um formato único, desde o nosso DNA até nosso jeito de ser, somos exclusivos, cada um de nós tem algo de muito especial que foi dado por Deus. Será que é justo deixar de lado um presente tão especial para manter-se nas comparações e disputas do mundo?
Será que conhecer-se sob o domínio dos instintos é de fato conhecer-se? Se o amor e o casamento vem para nos disciplinar, então por que abrir portas que nos tiram a disciplina? Correr para os prazeres para fugir da dor que não se quer olhar? As nossas dores nos fazem únicos, nos fazem crescer de forma única. Até mesmo a culpa nos faz crescer se olharmos para o lado contrário do qual estávamos acostumados a olhar anteriormente, que nos faz descobrir o ser exclusivo que somos. Se não conseguimos descobrir esse amor exclusivo, como poderemos amar ao próximo como Jesus nos amou? O amor que resgata o ser individual. Como iremos chegar a sua justiça? Como aprenderemos o valor do amor incondicional se estamos aprendendo que "amar" fisicamente em maior quantidade é melhor. Se estamos aprendendo que amar "sem limites" é melhor? Ao invés de aprendermos o amor com as limitações e restrições de um relacionamento. Como chegaremos a justiça do amor ao próximo se eu ainda vejo o outro como alguém que deve me dar satisfação fisiológica para eu me sentir amado? Como irei sentir esse amor proposto por Jesus através do aumento da satisfação fisiológica que logo morre junto com o corpo? Como viverei o desapego se estou sendo obrigado a acreditar em um amor de maior quantidade? Como aprenderei a abrir mão pelo próximo se sou levado a acreditar que o outro tem que me dar algum tipo de satisfação em troca? O futuro do amor é o amor que ainda não sabemos receber. Como Jesus nos amou?"