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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Edna☼ em 23 de Fevereiro de 2012, 23:29

Título: O Homem no Mundo
Enviado por: Edna☼ em 23 de Fevereiro de 2012, 23:29
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O Homem No Mundo

"10 – Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração daqueles que se reúnem sob o olhar do Senhor, implorando a assistência dos Bons Espíritos. Purificai, portanto, os vossos corações. Não deixeis que pensamentos fúteis ou mundanos os perturbem. Elevai o  vosso Espírito para aqueles a quem chamais, a fim de que eles possam, encontrando em vós as disposições favoráveis, lançar em profusão as sementes que devem germinar os vossos corações, para neles produzir os frutos da caridade e da justiça.

Não penseis, porém, que aos vos exortar incessantemente à prece e à evocação mental, queiramos levar-vos a viver uma vida mística, que vos mantenha fora das leis da sociedade em que estais condenados a viver. Não. Vivei com os homens do vosso tempo, como devem viver os homens; sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com um sentimento de pureza que as possa santificar.

Fostes chamados ao contato de Espíritos de naturezas diversas, de caracteres antagônicos: não melindreis a nenhum daqueles com quem vos encontrardes. Estai sempre alegres e contentes, mas com a alegria de uma boa consciência e a ventura do herdeiro do céu, que conta os dias que o aproximam de sua herança.

A virtude não consiste numa aparência severa e lúgubre, ou em repelir os prazeres que a condição humana permite. Basta referir todos os vossos atos ao Criador, que vos deu a vida. Basta, ao começar ou acabar uma tarefa, que eleveis o pensamento ao Criador, pedindo-lhe, num impulso da alma, a sua proteção para executá-la ou a sua benção para a obra acabada. Ao fazer qualquer coisa, voltai vosso pensamento à fonte suprema; nada façais sem que a lembrança de Deus venta purificar e santificar os vossos atos.

A perfeição, como disse o Cristo, encontra-se inteiramente na prática da caridade sem limites, pois os deveres da caridade abrangem todas as posições sociais, desde a mais íntima até a mais elevada. O homem que vivesse isolado não teria como exercer a caridade. Somente no contato com os semelhantes, nas lutas mais penosas, ele encontra a ocasião de praticá-la. Aquele que se isola, portanto, priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de perfeição: só tendo de pensar em si, sua vida é a de um egoísta. (Ver cap. V. nº 26)

Não imagineis, portanto, que para viver em constante comunicação conosco, para viver sob o olhar do Senhor, seja preciso entregar-se ao cilício e cobrir-se de cinzas. Não, não, ainda uma vez: não! Sede felizes no quadro das necessidades humanas, mas que na vossa felicidade não entre jamais um pensamento ou um ato que possa ofender a Deus, ou fazer que se vele a face dos que vos amam e vos dirigem."

* Um Espírito Protetor *
 Bordeaux, 1863



Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Capítulo XVII, Instruções dos Espíritos, item 10.

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Título: O Homem no Mundo
Enviado por: Edna☼ em 28 de Fevereiro de 2012, 23:22
O Homem no Mundo

Se preferir ouça aqui a mensagem do Espírito Protetor, constante nas Instruções dos Espíritos, item 10, do Capítulo XVII, O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec:



http://www.youtube.com/watch?v=UB7j_x1T--c#ws 



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Diante dessa instrução qual é o nosso desafio?  ???


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Título: O Homem no Mundo
Enviado por: Edna☼ em 28 de Fevereiro de 2012, 23:24
O homem tem necessidade da vida social?  ???


"Nenhum homem dispõe de faculdades completas e é pela união social que eles se completam uns aos outros, para assegurarem o seu próprio bem-estar e progredirem. Eis porque, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados."  (Notas de Allan Kardec a questão 768, O Livro dos Espíritos)



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Título: O Homem no Mundo
Enviado por: Edna☼ em 02 de Março de 2012, 23:52
O que pensar do voto de silêncio e de isolamento?  ???


"O voto de silêncio absoluto, da mesma maneira que o voto de isolamento, priva o homem das relações sociais que lhe podem fornecer as ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso."   (Notas de Allan Kardec a questão 772, O Livro dos Espíritos)


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Título: O Homem no Mundo
Enviado por: Edna☼ em 28 de Novembro de 2012, 15:25
Qual é o verdadeiro cilício?


[attachimg=2 width=260 align=left] "É aquele em que o homem impõe a si mesmo sofrimentos de qualquer espécie com o objetivo de aliviar o próximo; quando suporta o frio e a fome para agasalhar e alimentar aquele que necessita, e vosso corpo sofrer com isso, eis um sacrifício que é abençoado por Deus. Quando deixais seus aposentos para levar consolação aos aposentos infectos, quando vossas mãos curam chagas, quando vos privais do sono para velar a cabeceira de um doente que é vosso irmão em Deus; quando aplicais a vossa saúde na prática das boas obras, tendes nisso o vosso cilício, verdadeiro cilício de bençãos, porque as alegrias do mundo não secaram o vosso coração.

Mas vós que vos retirais do mundo para evitar as suas seduções e viver no isolamento, qual a vossa utilidade na Terra? Onde está a vossa coragem nas provas, pois que fugis da luta e desertais do combate? Se quiserdes um cilício, aplicai-o a vossa alma e não o vosso corpo."


Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Cap. V.



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(1) Cilício era uma túnica, cinto ou cordão de crina, que se trazia sobre a pele para mortificação ou penitência. O termo vem do latim cilicinus que quer dizer feito de pelo de cabra, ou cilicium que quer dizer tecido áspero ou grosseiro de pelo de cabra ou vestido de gente pobre. Hoje é conhecido como forma de mortificação voluntária ao lado do jejum e abstinência dentre outras formas. (wikipedia)
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Título: O Homem no Mundo
Enviado por: Edna☼ em 06 de Dezembro de 2012, 14:14
"Da convocação magistral do Cristo para a busca da perfeição não se pode concluir que seja impossível ao homem ao homem viver no mundo, diante de suas exigências e seus desafios, conflitos e armadilhas.

Sim, é possível viver no mundo.

Impossível, certamente, é pretender ser cristão adotando apenas as práticas exteriores. Ser generoso ante o altar e mesquinho quando dele se distancia.

Impossível esse Cristianismo que se permite prostituir ao sabor dos interesses comerciais dos homens e das seitas religiosas. Impossível essa compatibilização que é feita sem a menor cerimônia por todas as pessoas que desejam, apenas, arrumar a própria vida ás custas de um Evangelho que, se fosse sentido e entendido em toda a sua essência, lhes pediria o bem mais precioso que cada pessoa possui: o próprio coração.

Será impossível combinar Cristianismo com lucros negociais que dilapidam as esperanças dos humildes, com práticas comerciais que se baseiam na mentira que engana como forma de serem bem sucedidas, com fraudes que prejudicam os semelhantes ainda quando estes, iludidos, se sintam aquinhoados ou defendidos pelas raposas.

Impossível será combinar um sentimento de egoísmo que dirige nossas intenções com o altruísmo que Jesus insiste em nos pedir e ensinar.

Impossível sentir-se bom fraudando a boa fé alheia, roubando no preço dos produtos, falsificando materiais, cobrando valores exorbitantes que impedem o acesso de muitos às vantagens e facilidades da vida.

Impossível é orar a Deus com a consciência enegrecida por ganhar dinheiro à custa da fraude de remédios, por vilipendiar as esperanças coletivas que morrem nas filas dos postos de saúde, pagando o preço dos desvios financeiros para gordas contas em bancos internacionais.

Não é impossível, no entanto, que o cristão sincero viva no mundo.

Certamente, ver-se-á cercado de tentações e convites para que se deixe levar pelo avassalador cântico das sereias das vantagens e oportunidades imperdíveis.

Ante o seu desejo de ser alegre, será convocado a ser irônico e cínico, gozador inveterado.

Ante o impulso de fazer alguém sorrir com o relato de um caso engraçado e edificante, será tentado a transformar-se, apenas num contador de piadas maliciosas, tão ao gosto da maioria dos habitantes dos subúrbios vibratórios.

Pretendendo ser correto nos seus negócios, será qualificado de tolo e ingênuo, recebendo, até mesmo dos próprios familiares, o conselho que se torne mais esperto para que não perca tudo o que possui.

Desejando cumprir os horários, será ridicularizado como rigoroso ou inflexível, ironizado como se estivesse pretendendo ser o mais perfeito dos homens.

Obedecendo aos regramentos morais, se verá compelido a fechar os olhos para as obscenidades alheias, convidado pela luxúria a se tornar um dos que integram as comitivas dos prazeres abusivos.

Desejando distrair-se em passeio, será convidado a aventuras.

Pretendendo fazer o bem em algum caminho religioso, será defrontado por conceitos e críticas que o considerarão um fanático ou um louco a dar dinheiro com causas perdidas.

Se deseja ir a um cinema para distrair-se, será difícil encontrar um filme que esteja à altura do idealismo e da nobreza do Espírito, não sendo de se estranhar, no entanto, salas de diversão que veiculam mensagens de ódio e terror, sexualidade e crime, fantasia e miséria, como alimento aos piores impulsos que os homens carregam no fundo de suas almas em processo de elevação, todas repletas de espectadores.

Se optar pela busca da beleza na forma de pinturas ou outras artes em geral, caminhará longas jornadas, entre o lixo e a repugnância, a mediocridade e a agressão visual e auditiva até que se consiga encontrar meia dúzia de peças que encantem, o desejo do Belo que todos trazemos no coração, colocadas em local secundário.

[attachimg=1 width=260 align=left] Apesar de todas estas contradições candentes e colocadas a vista de qualquer que deseja ver o mundo com olho abertos para a realidade, é justamente ai e, por tudo isso a que acabamos de nos referir, que se encontra a grande oportunidade de o Homem de Bem viver como Homem no Mundo. Estar no meio dos enfermos como aquele que carrega o remédio, no meio do fogo como o que possui a água que o extingue, no meio da escuridão como quem sabe o caminho da iluminação, significa ao homem o convite do Mundo para que esteja em seu meio sem negar a sua condição de alguém que vem como visita, que chega a trabalho e que, mesmo nas horas mais difíceis da própria vida, sabe que do exemplo que deixar aos semelhantes, dependerá a edificação da nova ordem ou a manutenção dos velhos conceitos.

Estar no mundo sem entregar-se a ele, sem se deixar contaminar por seu farnel de iniquidades, sem se empobrecer com seus conceitos de miséria, frutos o nível evolutivo inferiorizado da maioria dos seus habitantes, é ser aquela pedra angular sobre a qual Deus e o Divino Amigo saberão edificar o seu caminho redentor para que todos os demais, quando se cansarem das ofertas baratas de um mundo que os denigre, possam retomar a própria jornada, afastando-se do lodaçal, porque você, quando lá esteve, abriu uma trilha, colocou placas sinalizadoras, afixou convites, espalhou sorrisos, pisou na mesma lama para que, um dia, os que nela viviam pudessem abandoná-la para sempre.

Este é você, meu irmão: O HOMEM NO MUNDO DE QUE JESUS TANTO PRECISA. NÃO RECLAME DA VIDA. VIVA E TRABALHE COMO SE HOJE FOSSE O ÚLTIMO DIA."



Fonte: Relembrando a Verdade, Espírito Públio, André Luiz Ruiz. Compartilhado para fins de estudo.
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Título: O Homem no Mundo
Enviado por: Edna☼ em 29 de Dezembro de 2012, 13:47
"Observar a atual situação do mundo por vezes é desanimador. Em toda parte há violência, desonestidade e sofrimento. Ante esse contexto, muitas criaturas experimentam o desejo de desvincular-se da vida em sociedade.

A pretexto de manter-se em paz procuram conviver o mínimo possível com seus parentes, vizinhos e colegas de trabalho. Para justificar-se perante a própria consciência, buscam nas palavras do Cristo embasamento para seu proceder.

Nesse afã, algumas passagens do Evangelho são consideradas como incentivo para a criatura desligar-se da realidade que a cerca. Afirma-se que, como o Reino de Deus não é deste mundo, então o mundo não tem muito valor. Tendo em vista que a riqueza e os prazeres materiais dificultam o acesso ao Reino dos Céus, o melhor é abdicar deles de vez. Nessa linha de pensar, afastar-se dos afazeres do mundo parece o caminho da redenção.

Ao longo da História não faltaram congregações religiosas dedicadas à vida contemplativa. Ocupados em louvar a Deus, seus membros não mantinham contato com os sofredores.

[attachimg=1 width=260 align=left]Ocorre que o conjunto da mensagem do Cristo não encoraja o isolamento. A própria vida do Messias demonstra o contrário. A título de preservar Sua paz, Jesus não Se furtou de conviver com o povo ignorante. Ele afirmou textualmente que os sãos não necessitam de médico. Conviveu com prostitutas, ladrões, ignorantes e desequilibrados de toda ordem. A todos amou, amparou e esclareceu.

Quem se afirma cristão não pode ignorar a clareza dos exemplos dados pelo Cristo. Ademais, Jesus afirmou que toda a Lei Divina resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É incoerente amar a Deus acima de tudo, mas desprezar o mundo que Ele criou.

O amor ao Criador é revelado por nossas tentativas de entender e respeitar a Sua obra. O papel que nos cabe no concerto da Criação é colaborar para que a sociedade em que estamos inseridos se aprimore. Quem ama a Deus não pode desistir quando o bom combate está apenas começando.

Por outro lado, o amor ao próximo também se insere no resumo das Leis Divinas feito por Jesus. Não é possível manifestar esse amor fugindo do semelhante. Para cumprir a Lei Divina, impõe-se sejamos solidários uns com os outros. Quem pode e sabe mais, deve auxiliar e esclarecer. É necessário que nos amparemos, não que nos evitemos.

Constitui rematado equívoco achar que a preservação da paz implica afastamento dos semelhantes. A paz pressupõe a consciência tranquila pelo dever bem cumprido. Nosso dever é evidenciado pela vida, ao nos colocar em determinado contexto familiar e social. Conquistamos nosso aprimoramento e a paz vivendo nesse ambiente de forma nobre e pura.

A tarefa do cristão não é fugir do mundo, mas abandonar as ilusões.

O céu não é um local, mas um estado de consciência em harmonia com as Leis Divinas. Como a Lei Divina resume-se no amor, ninguém conquista o paraíso ignorando o sofrimento alheio.

Assim, vivamos no mundo com sabedoria. Quaisquer que sejam os nossos recursos e talentos, busquemos utilizá-los na construção de um mundo melhor. Esta é a nossa missão."

Pensemos nisso.



Fonte:  Redação do Momento Espírita. Em 08.03.2010. Compartilhado para fins de estudo.

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Título: Nós e o mundo
Enviado por: Edna☼ em 12 de Julho de 2016, 13:13
“Dai e ser-vos-á dado.” - Jesus (Lucas, 6:38.)

“Vós, porém, que vos retirais do mundo, para evitar as seduções e viver no insulamento, que utilidade tendes na Terra? Onde a vossa coragem nas  provações, uma vez que fugis à luta e desertais a  combate?” (ESE, cap. 5, 26.)


"Muitos religiosos afirmam que o mundo é poço de tentações e culpas, procurando o deserto para acobertar a pureza, entretanto, mesmo aí, no silencioso retiro em que se entregam a perigoso ócio da alma, por mais humildes se façam, comem os frutos e vestem a estamenha que o mundo lhes oferece.

Muitos escritores alegam que o mundo é vasto arsenal de incompreensão e discórdia, viciação e delinquência, como quem se vê diante de um serpentário, contudo, é no mundo que recolhem o precioso material em que gravam as próprias ideias e encontram os leitores que lhes compram os livros.

Muitos pregadores clamam que o mundo é vale de malícia e perversidade, qual se as criaturas humanas vivessem mergulhadas em piscina de lodo, todavia, é no mundo que adquirem os conhecimentos com que ornam o próprio verbo e acham os ouvintes que lhes registram respeitosamente a palavra.

Muitas pessoas dizem que o mundo é antro de perdição, em que as trevas do mal senhoreiam a vida, no entanto, é no mundo que receberam o regaço materno para tomarem o arado da  experiência, e é no mundo que se nutrem confortavelmente a fim de demandarem mais altos planos evolutivos.

[attachimg=1 width=250 align=left] O mundo, porém, obra-prima da Criação, indiferente às acusações gratuitas que lhe são desfechadas, prossegue florindo e renovando, guiando o progresso e sustentando as esperanças da Humanidade.

Fugir de trabalhar e sofrer no mundo, a título de resguardar a virtude, é abraçar o egoísmo mascarado de santidade.

O aluno diplomado em curso superior não pode criticar a bisonhice das mentes infantis, reunidas nas linhas primárias da escola.

Os bons são realmente bons se amparam os menos bons.

Os sábios fazem jus à verdadeira sabedoria se buscam dissipar a névoa da ignorância.

O espírita, na essência, é o cristão chamado a entender e auxiliar.

Doemos, pois, ao mundo ainda que seja o mínimo do máximo que recebemos dele, compreendendo e servindo aos outros, sem atribuir ao mundo os erros e desajustes que estão em nós."


Fonte: Livro da Esperança, Emmanuel, psicografia Francisco Cândido Xavier. Comparilhado para fins de estudo

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