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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Edna☼ em 14 de Fevereiro de 2013, 00:42

Título: A mulher através do Tempo
Enviado por: Edna☼ em 14 de Fevereiro de 2013, 00:42
(http://3.bp.blogspot.com/-4bsq_kZ3rGQ/U27jD6GBjeI/AAAAAAAAP0o/onc-4_TqzSg/s1600/rainhadapaz_246x350.jpg)

"Bendita és tu entre as mulheres" -   (Lucas, 1:28)


"Os Evangelhos registram a participação de várias mulheres no desempenho do sublime messiado de Jesus Cristo.

Maria de Nazaré, a mãe carnal de Jesus, foi um Espírito missionário que desceu das altas esferas espirituais, cuja evolução a isentava de novas encarnações, para, neste nosso mundo de provas e expiações, servir de genitora do maior dos Espíritos que baixou à Terra - aquele que foi eleito por Deus para dirigir os destinos do nosso planeta, e que aqui veio, a fim de trazer à Humanidade sofredora uma mensagem de paz e de esperança, através da qual nos compenetramos do incomensurável amor de Deus pelas suas criaturas.

Isabel, a mãe de João Batista, prima de Maria de Nazaré e mãe do profeta maior que já desceu à Terra, segundo o dizer judicioso de Jesus Cristo, foi outro Espírito missionário que veio a este vale de lágrimas para gerar aquele que viria a ser o precursor do Grande Mestre, preparando o caminho árduo, pelo qual ele deveria trilhar, ou seja, preparando os homens e as mulheres da época para poderem melhor assimilar tudo aquilo que o cordeiro de Deus viria trazer à Humanidade.

Maria Madalena foi outro Espírito de elevada estirpe espiritual, que também desceu a Terra a fim de assessorar Jesus em sua fulgurante missão, oferecendo ao mundo uma das mais incisivas lições de reforma íntima e de amor, ensinando aos seres humanos como devem lutar contra os desvios próprios deste mundo, sobrepujando e saindo vitoriosos da peleja. Mulher a quem a vida oferecia todas as vantagens transitórias que o mundo encerra, mas despertou e lutou corajosamente, após ouvir o convite generoso do meigo Pastor, para que palmilhasse o caminho da redenção espiritual.

Maria de Betânia, Espírito dócil e dedicado, muito achegada a Jesus, propiciou-nos o espetáculo grandioso de, após ter lavado os pés do Mestre com lágrimas e com perfume, ter enxugado-os com seus cabelos, merecendo, apesar da crítica de um dos apóstolos, as célebres palavras de Jesus: "Muitos pecados lhe são perdoados, porque ela muito amou."

Joana de Khousa, Salomé e outras mulheres também merecem destaque nas páginas fulgurantes dos Evangelhos.


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Título: Re: A mulher através do Tempo
Enviado por: Edna☼ em 07 de Março de 2018, 21:07
A própria esposa de Pôncio Pilatos, Espírito mais sensível do que o de seu esposo, teve um sonho revelador, quando do julgamento de Jesus Cristo. Conforme diz Mateus (27:19): "estando ele assentado no Tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele." Entretanto, o procônsul não deu muita atenção ao aviso, em face da tremenda pressão que estava recebendo por parte dos acusadores.

Quando as luzes do Cristianismo e do Espiritismo penetram nos corações dos homens, aumenta neles o respeito pela mulher, enaltecendo-a e nutrindo para com ela um amor mais estreito, passando a considerá-la uma companheira inseparável que Deus colocou a seu lado para, juntamente, vencerem as provas impostas pela vida terrena, procurando sobrepujar as expiações e percalços que a jornada terrena oferece, compartilhando com eles as horas de aflição e de alegria, nos altos e baixos da vida.

Somente quando os homens se espelharem nos ensinamento de Jesus, estarão caminhando para a finalidade superior de viverem num mundo onde o esposo sente na esposa a figura de um Espírito compromissado com ele, que se dispõe a acompanhá-lo através da trajetória terrena, peculiar a esse mundo de aprendizado edificante.

No decorrer dos séculos, a mulher tem passado por fases angustiantes, mesmo no seio dos povos civilizados, meramente porque sempre foi considerada parte do sexo frágil, pois muitos homens desconhecem que os Espíritos renascem na Terra em ambos os sexos, porquanto Deus quer que seus filhos aprendam tudo o que sabem as mulheres e tudo o que sabem os homens.


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Título: Re: A mulher através do Tempo
Enviado por: Edna☼ em 09 de Março de 2018, 21:10
Felizmente, antigos e absurdos costumes foram abolidos, os quais sempre aviltara, as mulheres. Na lendária Índia a venda das filhas para o casamento era prática comum.  :o Foi necessário que uma legislação pusesse paradeiro a esse costume terrível, que também prevalecia em outros países da África. O Talmud e o Corão, a fim de coibirem esse costume proibiram que se ofertassem presentes nupciais ao pai da noiva, estabelecendo que era a noiva que as dádivas deveriam ser dadas.

Uma vez casada, passava a mulher para o poder marital, sob a proteção da lei. O Corão estabelece que "o marido é senhor da mulher, mas Deus é poderosos e tem suas vistas sobre ela". O marido deve proteção e fidelidade a esposa, mas a fidelidade não consiste em não possuir outras mulheres, mas em não desprezar a legítima, não lhe negando as prerrogativas da procriação.

Antigamente, as mulheres eram excluídas das heranças pelos filhos varões, por isso, morto o marido, a mulher e os seus bens próprios ficavam sob a tutela dos herdeiros do sexo masculino. Com muito esforço, conseguiu-se fazer a mulher concorrer a partilha hereditária dos bens, embora em parte irrisória, pois a maior parcela cabia aos filhos varões.

Em toda Ásia, a mulher era considerada inferior. Na China, até há algumas dezenas de anos, o marido tinha o direito de bater na mulher, direito absurdo...  :o Em algumas regiões da Índia, quando morria o esposo, e seu corpo era cremado, a esposa tinha de se atirar à fogueira e morrer junto dele.  :o  Entre os judeus, era costume, quando morresse o marido e não deixasse descendência, a esposa ser obrigada a casar-se com o irmão mais velho do marido, a fim de deixar-lhe descendência. Na Índia , prevalecia o conceito de que as mulheres tinham como partilha "o amor de seu leito, os adornos, a concupiscência, os maus desejos, a perversidade, originando-se a crença de que elas ganhavam moralidade pela opressão e que deveriam ser constantemente vigiadas por serem, incapazes de possuir brio e honestidade".

Perante a lei israelita, as mulheres, os escravos e as crianças eram indignos de estudarem a Lei Santa. Maomé ensinou que "um homem vale por duas mulheres e uma mulher vale por dois escravos, e induzia a crença de que a mulher, de fato, tinha uma alma, porém inferior e indigna de entrar no paraíso." Os antigos chineses também compartilhavam a mesma ideia e afirmavam que a alma da mulher não era imortal.

Em alguns países do Oriente Médio, a poligamia é um indício de depressão da mulher, pois esse regime hediondo representava perene aviltamento a espécie. Em várias regiões da Tartária ou das montanhas do Himalaia, os homens da mesma família tinham uma só mulher escrava poliândrica.


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Título: Re: A mulher através do Tempo
Enviado por: Edna☼ em 17 de Março de 2018, 15:52
No Egito, entretanto, desde os tempos mais primitivos a mulher desfrutava de grande estima. Naquela nação as mulheres não se tornavam escravas dos maridos, mas sim, as suas companheiras. Podiam apresentar-se, livremente, e, público, e tinham grande independência de ação. Daí a existência de várias rainhas que governaram o Egito, como por exemplo, Cleópatra e Hatasu, que se casou com o próprio irmão, como era permitido; dominou-o e governou a antiga nação dos faraós.

Em Esparta, a mulher que não concebia um soldado vigoroso era considerada maldita, sendo até mesmo morta. Quando uma mulher era fecunda, podia ser emprestada pelo marido, para dar ao Estado um filho de outro pai.

Os gregos ainda estavam muito perto da civilização hindu. Eles viviam nos debates das praças publicas, e a mulher ficava tristemente desprezada no Gineceu, onde só podia ser vista pelos parentes mais próximos. Só em casos raríssimos e previstos pela lei, a mulher podia ser vista em público. Na Grécia, os homens se alheavam do casamento, ato que não tinha para ele qualquer atrativo, sendo considerado como um verdadeiro encargo, apenas suportável em nome do interesse do Estado, para a procriação dos filhos.

Só por obrigação legal o grego se casava. Nem mesmo a educação dos filhos era atribuída a mulher, que não devia falar, nem ouvir, e ser vista o menos possível. Em dias de festa religiosa, era-lhe permitido tomar parte no coro, saindo do Gineceu – esse lugar de eterna clausura para os membros do sexo feminino. A civilização grega abriu profundo abismo entre o homem e a mulher. Quanto mais o homem se educava, mais se distanciava da mulher, que vivia imobilizada na ignorância. Na antiguidade, os gregos sempre mantiveram a mulher sob tutela, não lhe reconhecendo a capacidade jurídica.

Em Roma, não se reconhecia a mulher personalidade jurídica, porque não lhe era atribuída a propriedade de terra. Segundo Catão “o pai de família deve fazer dinheiro de tudo e não perder nada”. Esse conselho só era para o pai de família, porque somente ele existia. A mulher, filhos e servos, tudo eram coisas, instrumentos de trabalho, indivíduos sem vontade, nem nome, sujeitos a onipotência do pai de família. Este dispunha das vidas dos escravos; como esposo podia condenar a morte a mulher, se esta violasse a fé jurada.


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Título: Re: A mulher através do Tempo
Enviado por: Edna☼ em 17 de Março de 2018, 16:01
Até mesmo algumas religiões do mundo ocidental admitiam a ideia de que a mulher não tinha alma.

O Espiritismo surgiu, pois, na hora adequada, para propugnar pela causa da igualdade dos direitos e deveres, entre homens e mulheres. Ensina a Doutrina Espírita que o homem e a mulher, no instituto conjugal, são como o cérebro e o coração, e ambos portadores de uma responsabilidade igual no sagrado instituo da família. Se a alma da mulher sempre apresentou um coeficiente mais avançado de espiritualidade na vida, é que, desde cedo, o Espírito do homem encarnado intoxicou as fontes de sua liberdade, através de abusos de todos os matizes, prejudicando a sua posição moral no decurso das existências terrenas, nas quais não soube compreender a necessidade imperiosa da evolução incessante rumo ao Criador de todas as coisas."


Fonte: O Evangelho por Dentro, Paulo Alves Godoy. Edições Feesp, 3ª. Edição. 2005.

Nota do Autor: Muitos informes desta parte foram extraídos de um opúsculo de autoria do Dr. Guillon Ribeiro, antigo presidente da Federação Espírita Brasileira, sob o título “A mulher através dos tempos.”


Capítulo do livro compartilhado para fins de estudo.




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Acesse aqui e leia mais sobre o assunto:

As mulheres têm alma?
http://www.forumespirita.net/fe/revista-espirita/as-mulheres-tem-alma/#.Wq09sfkbPIU

O Papel da Mulher: http://www.forumespirita.net/fe/amizade/do-papel-da-mulher/msg42339/#msg42339

Dia Internacional da Mulher:
http://www.forumespirita.net/fe/eventos-noticias/re-re-datas-comemorativas/msg196058/#msg196058

Prece Pelas Mulheres:
http://www.forumespirita.net/fe/prece/prece-pelas-mulheres/#.Wq09SfkbPIU

Maria de Nazaré e as Mulheres do Evangelho: http://www.forumespirita.net/fe/audio-video/maria-de-nazare-e-as-mulheres-do-evangelho/msg410499/?topicseen#msg410499