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GERAL => Outros Temas => Biografias Espíritas => Tópico iniciado por: Marlenelua em 01 de Outubro de 2005, 21:33

Título: Meimei
Enviado por: Marlenelua em 01 de Outubro de 2005, 21:33
Meimei

Seu nome de batismo, aqui na terra, foi Irma Castro.
Nasceu a 22 de Outubro de 1922, em Mateus Leme (MInas Gerais).
Aos dois anos de idade sua família transferiu-se para Itaúna (Minas Gerais).
Constava de pai, mãe e quatro irmãos: Ruth, Carmen, Alaide e Danilo.
Os pais eram Adolfo Castro e Mariana Castro.
Com 5 anos ficou orfã de pai.

Meimei foi desde criança diferente de todos pela sua beleza física e inteligência invulgar. Era alegre, comunicativa, espirituosa, espontânea.

O convivio com ela, em família, foi para todos uma dádiva do Céu. Cursou com facilidade o curso primário. matriculando-se, depois, na Escola Normal de Itaú; porém, a moléstia que sempre a perseguia desde pequena - nefrite - manisfestou-se mais uma vez quando cursava com brilhantismo o segundo ano Normal. Sendo a primeira aluna da classe, teve que abandonar os estudos. Mas, muito inteligente e ávia de conhecimentos, foi apurando sua cultura através da boa leitura, fonte de burilamento dos seus espírito. Onde quer que aparecesse era alvo de admiraçào de todos.

Irradia beleza e encantamento, atraindo a atenção de quem a conhece. Ela, no entanto, modesta, não se orgulhava dos dotes que Deus lhe dera. Profundamente caridosa, aproximava-se dos humildes com a esmola que podia oferecer ou uma palavra de carinho e estimulo. Pura, no seu modo simples de ser e proceder não era dada a conquistas próprias da sua idade, apesar de ser extremamente bela. Pertencia a digna sociedade de Itaú.

Algum tempo depois, transferiu-se para Belo Horizonte, em compania de uma das irmãs, Alaide, a fim de arranjar colocação. Estava num período bom de saúde, pois a moléstia de que era portadora, ia e vinha, dando-lhe até, às vezes, a esperança de que havia se curado. Foi nessa época que conheceu Arnaldo Rocha com quem se casou aos 22 janeiros de idade. Viviam um lindo sonho de amor que durou 2 anos apenas, quando adoeceu novamente. Esteve acamada 3 meses, vítima da pertinaz doença - nefrite crônica. Apesar de todos os esforços e desvelos do esposo, cercada de médicos, veio a falecer no dia 1 Outubro de 1946, em Belo Horizonte.

Logo depois, seu espírito já exclarecido começou a manifestar-se através de mensagens psicografadas por Francisco Cândido Xavier, que prossegue nessa linda missão de exclarecimento e consolo, em páginas organizadas em várias obras mediúnicas, que têm se espalhado por todo o Brasil e até além das fronteiras.

Seu nome "Meimei", agora tão venerada como um "Espírito de Luz", foi lhe dado em vida, carinhosamente, pelo esposo Arnaldo Rocha.

Meimei - expressão chinesa que significa "Amor Puro".


Fonte:
Palavras do Coração - Editora Cultura Espírita União 1982.

Título: Re: Meimei
Enviado por: Marlenelua em 11 de Dezembro de 2005, 20:54
Confia Sempre                                              
 
Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda que os teus pés estejam sangrando,
segue para a frente, erguendo-a por luz celeste,
acima de ti mesmo.
Crê e trabalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na terra,
mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes os mais desditosos
são os que perderam a confiança em Deus
e em si mesmo, porque o maior infortúnio
é sofrer a privação da fé e prosseguir
vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve. Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade
te amarfanhe o coração e te atormente
o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou
ameaçando-te com a morte...
Não te esqueças, porém, de que amanhã
será outro dia.  :)

(Meimei - Francisco Cândido Xavier)
Título: Re: Meimei
Enviado por: Telma em 13 de Dezembro de 2005, 20:28
Luz em Ti

É um tesouro inigualável, teu somente.
Ninguém dispõe dele em teu lugar.
Nas horas mais difíceis, podes gastá-lo
sem preocupação.
Quando alguém te fira, é capaz
de revelar-te a grandeza da alma,
no brilho do perdão.
No momento em que os seres mais queridos
porventura te abandonem, será parte
luminosa de tua bênção.
Ante os irmãos infelizes, é o teu cartão
de paz e simpatia.
Nos empreendimentos que te digam respeito
ao próprio interesse, converte-se
em passaporte para a aquisição
das vantagens que desejes usufruir.
No relacionamento comum, transforma-se
na chave para a formação das amizades
fiéis.
Na essência, é um investimento,
a teu próprio favor, que realizas
sem o menor prejuízo.
Esse tesouro é o teu sorriso,
- luz de Deus em ti mesmo, -
que nenhuma circunstância pode
extinguir e que ninguém consegue
arrebatar.

Meimei - Francisco Candido Xavier
Título: Re: Meimei
Enviado por: Det's me!... em 30 de Janeiro de 2006, 23:07
Muita Paz!

Em complemento à excelente Biografia que a Marlenelua aqui nos deixou, gostaria de colocar aqui algo mais em complemento, sobre a vida do lado de cá e também a do lado de lá.

Espero gostem.

MEIMEI (Irma de Castro Rocha)
(*22/10/1922 - +01/10/1946)


RESUMO BIOGRÁFICO:
 
Homenageada por tantas casas espíritas, que adotam o seu nome; autora de vários livros psicografados por Chico Xavier, entre eles: "Pai Nosso", "Amizade", "Palavras do Coração", "Cartilha do bem", "Evangelho em Casa", "Deus Aguarda", "Mãe" etc... e, no entanto, tão pouco conhecida pelos testemunhos que teve de dar quando em vida, Irma de Castro - seu nome de batismo - foi um exemplo de resignação ante a dor, que lhe ceifou todos os prazeres que a vida poderia permitir a uma jovem cheia de sonhos e de esperanças.

Meimei nasceu em 22 de outubro de 1922, na cidade de Mateus Leme - MG e transferiu residência para Belo Horizonte em 1934, onde conheceu Arnaldo Rocha, com quem se casou aos 22 anos de idade, tornando-se então, Irma de Castro Rocha.

O casamento durou apenas dois anos, pois veio a falecer com 24 anos de idade, no dia 01 de Outubro de 1946, na cidade de Belo Horizonte-MG, por complicações generalizadas devidas a uma nefrite crônica.

A Origem da Doença

Durante toda a infância Meimei teve problemas em suas amígdalas.
Tinha sua região glútea toda marcada por injeções.

Logo após o casamento, voltou a apresentar o quadro, tendo que se submeter a uma cirurgia para extração dessas glândulas.

Infelizmente, após a operação, um pequeno pedaço permaneceu em seu corpo, dando origem a todo o drama que viria a ter que enfrentar, pois o quadro complicou-se com perturbações renais que culminaram com hipertensão arterial e craniana.

O Sofrimento

Devido à hipertensão, passou a apresentar complicações oculares, perdendo progressivamente a visão e tendo que ficar dia e noite em um quarto escuro, sendo que nos dois últimos dias de vida já estava completamente cega.

Durante os últimos dias de vida, o sofrimento aumentou. Tinha de fazer exames de urina, sangue e punções na medula, semanalmente.

Segundo Arnaldo Rocha, seu marido, Meimei viveu esse período com muita resignação, humildade e paciência.

O Desencarne

Os momentos finais foram muito dolorosos. Seus pulmões não resistiram, apresentando um processo de edema agudo, fazendo com que ela emitisse sangue pela boca. Seus últimos trinta minutos de vida foram de desespero e aflição.

Mas, no final deste quadro, com o encerramento da vida física, seu corpo voltou a apresentar a expressão de calma que sempre a caracterizou. Meimei foi enterrada no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.

Surge Chico Xavier

Aproximadamente cinqüenta dias após a desencarnação da esposa, Arnaldo Rocha, profundamente abatido, acompanhado de seu irmão Orlando, que era espírita, descia a Av. Santos Dumont, em Belo Horizonte, quando avistou o médium Chico Xavier.

Arnaldo não era espírita e nunca privara da companhia do médium até aquele momento. Quase dez anos atrás haviam-no apresentado a ele, muito rapidamente.

Ele devia ter pouco mais de doze anos. O que aconteceu ali, naquele momento, mudou completamente sua vida. E é ele mesmo quem narra o ocorrido: "Chico olhou-me e disse:

"Ora gente, é o nosso Arnaldo, está triste, magro, cheio de saudades da querida Meimei"...

Afagando-me, com a ternura que lhe é própria, foi-me dizendo:

"Deixe-me ver, meu filho, o retrato de nossa Meimei que você guarda na carteira.

" E, dessa forma, após olhar a foto que Arnaldo lhe apresentara, Chico lhe disse: - Nossa querida princesa Meimei quer muito lhe falar!"

E, naquela noite, em uma reunião realizada em casa de amigos espíritas de Belo Horizonte, Meimei deixou sua primeira mensagem psicografada.

E, com o passar dos anos, Chico foi revelando aos amigos mais chegados que Meimei era a mesma Blandina, citada por André Luiz na obra "Entre a Terra e o Céu" (capítulos 9 e 10), que morava na cidade espiritual "Nosso Lar"; disse, também, que ela é a mesma Blandina, filha de Taciano e Helena, que Emmanuel descreve no romance "Ave Cristo", e que viveu no terceiro século depois de Jesus.

Enfim, para concluir, resta apenas dizer que "Meimei" era um apelido carinhoso que o casal Arnando-Irma passou a usar, após a leitura de um conto chamado "Um Momento em Pequim", de autor americano.

Ambos passaram a se tratar dessa forma: "Meu Meimei". E, segundo Arnaldo, Chico não poderia saber disso.

(Meimei - expressão chinesa que significa "amor puro")


Materialização de Meimei

"Uma noite, sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era o mesmo que Meimei costumava usar.

Surpreendi-me quando percebi que o corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por ele portando uma lanterna.

Subitamente, a luminosidade extinguiu-se. Momentos depois, a sala iluminou-se novamente. No centro dela, havia como que uma estátua luminescente.

Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços e, elegantemente, etereamente, o retirou, passando as mãos pela cabeça, fazendo cair uma cascata de lindos cabelos pretos, até a cintura.
Era Meimei.

Olhou-me, cumprimentou-me e dirigiu-se até onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um tecido leve e transparente.

Estava linda e donairosa! Levantei-me para abraçá-la e senti o bater de seu coração espiritual. Beijamo-nos fraternalmente e ela acariciou o meu rosto e brincou com minhas orelhas, como não podia deixar de ser.

Ao elogiar sua beleza, a fragrância que emanava, a elegância dos trajes, em sua tênue feminilidade, disse-me: -

 "Ora, meu Meimei, aqui também nos preocupamos com a apresentação pessoal! A ajuda aos nossos semelhantes, o trabalho fraterno fazem-nos mais belos e, afinal de contas, eu sou uma mulher!

Preparei-me para você, seu moço! Não iria gostar de uma Meimei feia!"

Texto de Arnaldo Rocha. Trecho do livro "Chico Xavier - Mandato de Amor". União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992.


Fiquem bem.

Abraceijos :-*
Luís
Título: Re: Meimei
Enviado por: andreia em 25 de Maio de 2006, 16:12
Alegria

Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.

Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.

A água da fonte é carinho liqüefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.

Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.

Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.

Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.

A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.

Meimei
Título: Re: Meimei
Enviado por: crisar em 28 de Maio de 2006, 11:59
Olá amigos,

Tenho um amor e um carinho muito especial pelo Espirito Meimei. Todas as suas mensagens são profundas e maravilhosas. Por isso não posso deixar de colocar aqui mais uma mensagem da doce Meimei.




AMA SEMPRE
 
 
Encontrarás talvez, junto de ti, os que te pareçam errados.

Esse cometeu falta determinada, aquele se acomodou numa situação considerada infeliz.

Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio.

Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo, quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causas profundas?

Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela.

Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhe as flores, quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava.

Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível foi violentamente arrancado, mas justamente aí palpitava o coração da roseira.
Decepada a raiz, morreram as flores.

Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar nas janelas de nossa vida?

Aceita os outros tais quais são.
Espera e serve.
Abençoa e ama sempre.
O errado hoje, em muitos casos, será o certo amanhã.
O julgamento é dos homens, mas a Justiça é de Deus.
 
MEIMEI 


Um abraço amigo
Crisar