Autor Tópico: José Herculano Pires - nossa homenagem  (Lida 637 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
José Herculano Pires - nossa homenagem
« em: 24 de Fevereiro de 2012, 02:45 »
0Gostou?


José Herculano Pires
Desvendando o grande desconhecido

(Mauro Spinola)




José Herculano Pires, o maior escritor espírita brasileiro, decididamente não se conformava com o que via: de um lado o Espiritismo sendo duramente atacado, e por outro, apaixonadamente defendido. O problema estava num aspecto comum entre os atacantes e defensores: em sua maioria desconheciam o próprio Espiritismo.


“Os adversários partem do preconceito e agem por precipitação. Os espíritas formularam uma idéia pessoal da Doutrina, um estereótipo mental a que se apegaram” (Introdução à Filosofia Espírita).


Guardo comigo a convicção de que se baseie nessa análise (que podemos também desfrutar no Curso Dinâmico de Espiritismo) a sua maior motivação para o extenso e vigoroso trabalho que desenvolveu.


Herculano escreveu muito, num trabalho extenso e intenso. Abarcou os mais variados temas relacionados ao Espiritismo. Filosofia, educação, ciência, religião e movimento espírita eram seus temas prediletos. Este último foi motivo de muitas e fundadas polêmicas (nunca fugiu delas). No movimento espírita e fora dele, Herculano defendeu o Espiritismo com a energia de um Don Quixote. Os livros e artigos que escreveu, além dos debates do qual participou, construíram uma estampa única de defesa pública e destemida do Espiritismo, marcada pelo compromisso com a verdade e a lógica, mais do que com pessoas e instituições. Os “padres mágicos” (que chegavam a inventar experiências televisivas para “provar as fraudes dos espíritas”) e os pastores dedicados a atacar o Espiritismo tiveram cada um de seus argumentos ou simples acusações respondidos, na imprensa escrita, no rádio, na televisão. A sintaxe utilizada era a da exposição objetiva de fatos e argumentos. A semântica preferida era a do desenvolvimento lógico e racional.


No âmbito interno do movimento espírita foram igualmente combatidos as práticas espíritas que condenava (como as aplicações inadequadas da mediunidade) e conceitos espíritas equivocados (como o da reforma íntima). Inconformado com as inúmeras distorções que se aplicavam ao Espiritismo no próprio meio espírita, sobretudo pela Federação Espírita Brasileira, com sua inexplicável defesa de teses de Roustaing, Herculano não se fazia calar. Chegava mesmo a ferir susceptibilidades: o amor só tinha sentido e lugar se amparado na verdade.


Não tenho dúvidas de que Herculano era apaixonado pelo Espiritismo. Os seus estudos científicos, por exemplo, sempre recheados com uma infinidade de informações levantadas à exaustão junto a pesquisadores do mundo inteiro, e fortemente calcados na base e na metodologia kardequiana, chegavam a conclusões profundamente otimistas sobre os resultados conseguidos pela pesquisa espírita. Em Mediunidade chega a afirmar que a tese espírita da existência de energias espirituais típicas já havia sido comprovada cientificamente. A conclusão talvez seja discutível, haja vista a relutância ainda vigente nos dias atuais aos métodos e conclusões da pesquisa espírita, mas o que mais chama a atenção nesses estudos é a profunda capacidade de correlacionar informações diversas de maneira a cercar um problema e suas causas potenciais, lembrando e complementando o que faziam Bozzano e Kardec: a razão nos diz que não basta encontrar uma causa para um fenômeno, é necessário buscar a causa de um conjunto consistente de fenômenos.


Na discussão científica, o defensor também mostrou sua face. Em A Pedra e o Joio dedicou-se a combater as teorias científicas que se constroem entre os espíritas sem base sólida. Para Herculano, Kardec é a base fundamental. O método kardequiano, apoiado na razão e na universalidade de informações, e os conceitos fundamentais do Espiritismo, seriam para ele a estrutura sólida para o desenvolvimento das pesquisas espíritas. A destruição gratuita dessa base poderia colocar em risco todo o conjunto.


Na questão científica é também fundamental notar uma outra contribuição importante de Herculano: ele estabelecia em seus estudos a discussão explícita entre o Espiritismo e os diversos segmentos da pesquisa psíquica, do americano Rhine ao russo Vassiliev, do psicanalista Freud ao engenheiro Bozzano. Ao contrário de muitos, que timidamente preferem dogmatizar a Doutrina, discutindo apenas a sua lógica interna, Herculano expunha e desta forma mostrava a força da visão e do método espírita.


No que se refere ao tema educação, o seu trabalho foi, e continua sendo, ímpar. Numa única frase - “o educando é um espírito encarnado” - resumiu filosoficamente a contribuição do Espiritismo à educação. Propôs e estruturou a Pedagogia Espírita, fortemente calcada nos princípios da imortalidade e da evolução do espírito. Criou e dirigiu a revista Educação Espírita, que a despeito do pequeno número de edições (quantos realmente a apoiaram?), mantém-se ainda hoje como uma das mais importantes contribuições ao tema na nossa literatura. Também nesta área encontramos marcas de sua energia e seu entusiasmo. Afinal, quem além dele poderia se debruçar sobre um projeto de Faculdade de Espiritismo, com processo pedagógico diferenciado e com detalhamento da estrutura organizacional e do currículo? A educação espírita ganha identidade e corpo nas mão de Herculano, mas a sua meta não é apenas influenciar os currículos escolares: o alcance da Pedagogia Espírita transcende a esta vida. Coerente com a visão kardequiana de que a consciência da imortalidade, a proposta de Herculano se resume atribuir transcendência aos atores e ao processo educacional. Em Educação para a Morte fica claro que o papel educacional do Espiritismo não está focalizado estritamente numa das duas facetas da vida (a encarnada ou a desencarnada), mas sim na sua totalidade. Visa o espírito integral.


Herculano foi jornalista e trabalhou vários anos nos Diários Associados. Escrever foi realmente a sua vida. O que chama mais a atenção, no entanto, é que seu estilo não se pautou estritamente na objetividade jornalística. Era fundamental a discussão, a análise, às vezes até a divagação por caminhos longos que no retorno davam nova feição ao ponto original. Não há dúvida de que Herculano foi acima de tudo um filósofo do Espiritismo. Para seu amigo argentino Humberto Mariotti, em Herculano Pires: Filósofo e Poeta, ele era um filósofo e pensava sobre o mundo e o ser com evidentes profundidades metafísicas. Ao publicar a sua Introdução à Filosofia Espírita, Herculano enfrentou o problema da análise do Espiritismo como doutrina filosófica, discutiu a teoria do conhecimento espírita, e propôs uma Filosofia Espírita da Existência, que chamou de Existencialismo Espírita: a busca na realidade concreta da essência possível, partindo dela para as induções metafísicas. Ao invés de partir da essência impalpável, e nela ficar, o Espiritismo parte dos fatos, dos fenômenos, do real, da vida. A discussão da existência leva à essência, não o contrário.


Ao propor uma concepção existencial, Herculano permite-nos também compreender o processo dialético vivido pelo espírito ao nascer, viver, morrer e renascer. Analisando mais especificamente o trabalho de Kardec percebemos que toda a teoria espírita se construiu a partir da observação dos fatos. A visão existencialista permite ver o papel de Kardec e dos demais elaboradores do Espiritismo na sua construção. O maior kardeciólogo que o mundo já viu também buscou, a cada instante, compreender, interpretar e avaliar o papel de Kardec.


Talvez seja possível resumir o que buscou continuamente Herculano: desvendar o grande desconhecido, ou seja, compreender e discutir visão de mundo do Espiritismo, analisar sua contribuição ao conhecimento humano, detalhar seu método, avaliar o papel de Kardec e dos Espíritos na sua elaboração, e mostrar a todos tudo o que descobriu.





Mauro Spinola é Engenheiro, Doutor em Engenharia de Computação, Professor Universitário, participante do CPDoc (Centro de Pesquisa e Documentação Espírita) e do Centro de Estudos Espíritas José Herculano Pires, de São Paulo, Capital.

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #1 em: 24 de Fevereiro de 2012, 02:58 »
0Gostou?
ila_rendered

José Herculano Pires


José Herculano Pires (Avaré, SP, 25 de setembro de 1914, — São Paulo, SP, 9 de março de 1979) foi um jornalista, filósofo, educador e escritor espírita brasileiro.

Destacou-se como um dos mais ativos divulgadores do espiritismo no país. Traduziu os escritos de Allan Kardec e escreveu tanto estudos filosóficos quanto obras literárias inspirados na doutrina espírita.





Biografia


Filho do farmacêutico José Pires Corrêa e de sua esposa, a pianista Bonina Amaral Simonetti Pires, fez os seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César. Desde cedo revelou vocação literária, tendo composto aos 9 anos de idade, o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua cidade natal. Aos 16 anos publicou o seu primeiro livro, "Sonhos Azuis" (contos) e, aos 18 anos, o segundo, "Coração" (poemas livres e sonetos).

Colaborou em jornais e revistas da época, tanto do estado de São Paulo quanto do Rio de Janeiro. Teve vários contos publicados, com ilustrações, na "Revista Artística do Interior", que promoveu dois concursos literários, um de poemas, pela sede, em Cerqueira César, e outro de contos, pela Seção de Sorocaba.

Em 1940 transferiu-se para Marília, onde adquiriu o jornal Diário Paulista, que dirigiu por seis anos. Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nichemja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou "Estradas e Ruas" (poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio Milliet comentaram favoravelmente.

Em 1946 mudou-se para São Paulo, onde lançou o seu primeiro romance "O Caminho do Meio", que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins.

Em sua carreira, foi ainda repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados, tendo exercido essas funções por cerca de trinta anos.

Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, publicou uma tese existencial: "O Ser e a Serenidade".




Obra


Autor de oito dezenas de livros, distribuídos por filosofia, ensaios, histórias, psicologia, parapsicologia e espiritismo, vários em parceria com o médium Francisco Cândido Xavier, é considerado um dos autores mais críticos dentro do movimento espírita. A sua linha de pensamento era forte e racional, combatendo os desvios e mistificações, sendo a maior característica do conjunto de suas obras a luta por demonstrar a consistência do pensamento espírita e defender a valorização dos aspectos crítico e investigativo originalmente propostos por Kardec.

Em seus ensaios nota-se a preocupação em combater interpretações e traduções deturpadas das obras de Kardec, inclusive aquelas que surgiram no seio do movimento espírita brasileiro ao longo do século XX.

Defendia o conceito de pureza doutrinária, segundo o qual era preciso preservar a doutrina de todo tipo de influência mística, esotérica ou meramente cultural religiosa.

Em monografias filosóficas, a exemplo de "Introdução à Filosofia Espírita", propõe-se a esclarecer a contribuição do espiritismo para o desenvolvimento da Filosofia, em especial no tocante ao sentido da existência humana. Contrapõe-se frontalmente ao niilismo e ao existencialismo materialista.

A maioria das suas obras é atualmente publicada pela Editora Paidéia (de sua família), que fundou na década de 1970 para publicar suas obras.

A sua tradução dos livros de Kardec tem sido editada por várias editoras, a exemplo da Livraria Allan Kardec Editora (LAKE), da Editora Argentina e da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP).




Fonte: Wikipédia


Bibliografia

RIZZINI, Jorge. J. Herculano Pires, o apóstolo de Kardec. São Paulo: Paidéia, 2000. 282p. ISBN 0000035491
Expoentes da Codificação Espírita. Curitiba: Federação Espírita do Paraná, 2002. ISBN 8586255114

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #2 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:01 »
0Gostou?



A Felicidade na Terra

*Irmão Saulo




A felicidade é uma questão de compreensão. As criaturas que encaram a vida sem nenhuma compreensão da sua realidade espiritual não podem ser felizes. Seus momentos de alegria e satisfação passam depressa e são em poucos. Porque elas colocam a felicidade onde ela não pode estar, querem encontrá-la em coisas ilusórias que logo se desfazem. A felicidade mora em nós mesmos, em nossa consciência. Temos um objetivo na vida e só somos felizes quando o estamos realizando.


As regras que André Luiz nos oferece mostram isso de maneira bem clara e confirmam O Livro dos Espíritos em sua questão 921. No comentário a essa questão Kardec adverte: “O homem bem compenetrado do seu destino futuro só vê na existência corpórea uma rápida passagem”. Descartes já nos alertava contra o perigo de confundirmos a alma com o corpo. Quando não sabemos nos distinguir do próprio corpo o que buscamos é uma felicidade ilusória, egoísta e efêmera. Ela pode nos satisfazer por alguns instantes, mas logo murchará em nossas mãos e nos sentiremos grandemente infelizes.


É bom gravarmos em nossa mente este ensino de André Luiz: “Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade”. Esta não é apenas uma recomendação moral, é uma lei cientifica. Porque a vida humana é psíquica e não material. Vivemos num oceano de vibrações psíquicas, em permanente permuta com as outras pessoas. Se pensamos no mal atraímos vibrações más, se pensamos no bem atraímos boas vibrações, e se fazemos o bem criamos um potencial de bondade, paz e felicidade ao nosso redor, beneficiando também os outros.


É evidente que não podemos mudar o mundo por nós mesmos. Nem podemos fazer-nos anjos de um momento para outro. Temos o nosso passado negativo, mas o presente nos oferece a oportunidade de criar um futuro positivo. Enquanto o criarmos com nossos bons pensamentos e boas ações teremos a felicidade que é possível ao homem gozar na Terra, mundo ainda inferior, de provas e expiações. Venceremos nossas provas com alegria e superaremos nossas provações com esperança, compreendendo que nos libertamos a nós mesmos para a felicidade real do espírito que é o destino de todas as criaturas.





* Irmão Saulo foi o pseudônimo utilizado por José Herculano Pires em alguns dos seus textos, quando ainda encarnado.



Do livro “Na Era do Espírito”, de Francisco C. Xavier e José Herculano Pires.

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #3 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:03 »
0Gostou?
Poder do Pensamento






Nossa vida não é Material




Nossa vida não é material, é espiritual e como tal regida pela mente. Alimentamo-nos de matéria para sustento do corpo, mas vivemos de anseios, sonhos, aspirações, idéias e impulsos espirituais, que brotam do nosso íntimo ou nos chegam em forma de sugestões, às vezes, de envolvimento emocional do meio em que vivemos, das mentes encarnadas e desencarnadas que nos cercam e convivem conosco.


Somos indivíduos e não massa, que a nossa individualidade é definida e nos caracteriza como personalidades livres e responsáveis. Tomando consciência disso deixamos de nos entregar a influências estranhas, assumimos a jurisdição de nós mesmos, tomamos o volante do corpo em nossas mãos e aprendemos a guiar-nos com a lucidez necessária. Aprendemos a distinguir as nossas idéias das idéias que nos são transmitidas pelos outros.


Mantendo a mente livre e confiante – livre do medo, das desconfianças infundadas, da pretensão vaidosa, dos interesses mesquinhos, e confiante nas leis da vida e na integridade do ser – tornando a nossa mente aberta e flexível.


Quando concentramos o pensamento de maneira tensa na solução de um problema, a nossa mente se fecha sobre si mesma, como a carapaça de uma tartaruga que se defende de ameaça de fora. Impedimos o fluxo livre do pensamento. Essa concentração nos isola em nossa angústia, em nosso desespero. Tudo então se torna difícil e escuro ao nosso redor, tudo se amesquinha. Mas quando encaramos um problema sem aflição, de mente aberta e confiante, as vozes internas conseguem soar em nossa acústica mental e a vida nos revela as suas múltiplas e ricas perspectivas.





José Herculano Pires

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #4 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:05 »
0Gostou?
A Infância de José Herculano Pires





“Prestamos essa homenagem a José Herculano Pires pela data do seu nascimento, com esse texto que conta um pouco a história da sua infância.”


O nosso sempre lembrado Prof. José Herculano Pires chegou a este mundo em sua mais recente reencarnação na madrugada do dia 25 de setembro de 1914, na Província do Rio Novo — hoje a próspera e bela cidade de Avaré, no Estado de São Paulo. O parto não foi tranqüilo e o nosso reencarnante logo se viu ameaçado pelo próprio cordão umbilical que, tendo enrolado o seu pescocinho, quase o enforcou. Filho primogênito de José Pires Correa (um farmacêutico que, mais tarde, se tornaria um dos mais brilhantes jornalistas do interior paulista) e de Bonina Amaral Simonetti Pires, descendente de tradicional família de Rio Novo e exímia pianista. Depois do filho Herculano, o casal recebeu outros seis: Heraldo, René, Lourdes, Marília, Diógenes e Nancy, sendo que os dois últimos desencarnaram em tenra idade.



Estátua "menino com a luminária" no Largo São João (1939).



Fotos antigas, datadas do ano de 1939,
do Largo São João (em Avaré - São Paulo), cidade natal de José Herculano Pires






A origem do nome de Herculano

A família Pires, como a maioria das famílias da época, era católica. Pois bem, o dia 25 de setembro, conforme registrava o calendário, era dedicado a São Herculano. O casal, então, deu ao filho recém-nascido esse nome. Logo depois, o tio Franco chegou para conhecer o pimpolho e, quando soube que lhe tinham dado o nome de Herculano, comentou: “Mas São Herculano não é muito conhecido; para reforçar a proteção do menino, sugiro que juntem ao nome já escolhido o nome popular de São José”. E foi assim que Herculano tornou-se José Herculano Pires.

Herculaninho, como o chamavam carinhosamente na infância, passou os primeiros anos de vida com problemas de saúde, aliás, esses problemas o acompanharam pela vida toda. Contudo, foi uma criança feliz, pois o clima e as águas do Rio Novo lhe deram robustez, tanto que em 1918 veio a chamada gripe espanhola e logo depois a endemia de tifo, enfermidades terríveis, mormente naquela época em que os recursos farmacêuticos eram escassos, que ceifaram milhares de vidas.

Herculaninho, felizmente, não foi molestado por essas duas endemias. Como dissemos, ele foi feliz porque sua infância, apesar dos problemas de saúde, foi embalada pelas coisas simples do interior daquele tempo que não volta mais na roda da história. A paisagem bucólica de Avaré: ruas de areia; a igreja matriz; o jardim São Paulo com seu coreto, onde, aos domingos, a banda executava emocionantes dobrados; o poético coaxar dos sapos; as águas cristalinas do Rio Novo, onde adultos e crianças pescavam e tomavam banho; o ranger dos carros de bois que transitavam pelas ruas da cidade chorosos; as boiadas que de quando em quando atravessavam a cidade em busca de invernadas e despertavam a curiosidade infantil; e ainda o trem-de-ferro da Sorocabana, que corria sobre os trilhos fazendo um barulho engraçado, “fuque, fuque, fuque”, e soltando rolos de fumaças e muitas fagulhas quando atingia sua velocidade máxima de 40 quilômetros por hora.





A sua paranormalidade

Embora Herculano Pires tenha passado pela vida sem ser médium propriamente identificado, sua paranormalidade aflorou bem cedo, pois desde menino tinha visões espirituais bem definidas. Além de vidente, era também médium audiente, como veremos adiante. Herculano dizia para amigos que quando ainda dormia no berço muitas vezes se levantava e ficava em pé agarrado à grade da caminha observando os espíritos passeando no interior de sua casa. Não via somente criaturas desencarnadas, mas também espíritos de pessoas encarnadas. Dizia ter visto o espírito de sua mãe inúmeras vezes passeando pela casa enquanto o seu corpo físico descansava em outro ambiente da mesma. Fatos estes que algumas vezes assustavam a família, pois, por vezes, ele via espíritos assustadores e gritava. Os pais, querendo saber o que acontecera corriam para junto dele. O pai, entretanto, procurava acalmar o ambiente dizendo: “Ele está delirando, mas precisamos saber o que esse menino tem para gritar tanto à noite”. Quando Herculano já sabia falar e essa cena se repetia, ele contava aos pais sobre as figuras que via.



Uma vidência confirmada

Herculano contava com seus sete ou oito anos, e foi, como fazia normalmente, brincar na casa do avô materno, um italiano casado com uma brasileira, em Avaré. O quintal da casa era enorme e possuía várias mangueiras. Cenário ideal para a garotada. Herculano brincava, então, com alguns amiguinhos naquele espaço aprazível. De repente, ele ouviu um estranho estrondo. Olhou para o lado de onde veio o som esquisito e notou que uma velhinha vinha em sua direção apressadamente. Ele ficou ali parado olhando aquela criatura que trajava um vestido que lembrava os vestidos de mulheres idosas estrangeiras. Olhou para baixo e viu que ela calçava meias com listras circulares vermelhas e azuis. Os seus sapatos também eram muito estranhos. O espectro entrou no depósito que havia no quintal e uma vez estando dentro daquele ambiente a velhinha cerrou a porta um tanto bruscamente e o barulho da batida da porta fez com que Herculano saísse do transe. Ele, imediatamente, correu para dentro de casa gritando de medo. O seu avô foi o primeiro a vir ao seu encontro, em seguida veio a avó. Quiseram saber a razão do seu desespero e ele relatou o que tinha visto e seu avô se virou para a esposa e disse: “É minha mãe! É minha mãe!”.






- Continuação -

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #5 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:07 »
0Gostou?
ila_rendered
Fotos de José Herculano Pires (1914-1979)






Um menino poeta

Não há dúvida de que o nosso biografado trouxera de outras vidas um vastíssimo lastro cultural que permeou toda a sua história como jornalista, escritor, conferencista e lúcido filósofo, entre outras qualidades.

Em 1920, José Pires Correa, à caça de melhorias para a sua família, transferiu sua residência para a cidade de Itaí. Herculano estava, então, com seis anos de idade. Pois bem, aos nove anos, ele, que de fato era um reencarnante prodigioso, revelou-se poeta (pasme, caro leitor). Ele escreveu um soneto decassílabo que, ao contrário do que os leigos pensam, é a forma poética mais difícil de ser dominada, demonstrando, assim, conhecer as leis rígidas da Arte Poética. O tema escolhido pelo menino Herculano foi “O Largo São João de Avaré”, um tema adulto e árido.

Herculano permaneceu em Itaí até os dez anos de idade e teve a oportunidade de participar ali do Escotismo, onde aperfeiçoou sua disciplina.

Seu pai, quatro anos depois, buscando mais uma vez melhoria financeira, fixou residência na cidade de Cerqueira César, mas foi por pouco tempo, voltando, então, para Avaré, onde matriculou Herculano na Escola de Comércio, curso que ele, infelizmente, não pôde concluir. A vida profissional do Sr. José Pires Correa não fora fácil e logo tiveram que voltar a residir em Cerqueira César. Desta vez, as coisas para a família Pires melhoraram. Herculano agora estava com doze anos de idade e continuava elaborando seus poemas. O seu genitor foi nomeado coletor estadual e tudo para eles se tornou mais ameno. Algum tempo depois, o Sr. José Pires e seu irmão Ananias montaram uma pequena gráfica na Rua do Comércio a que deram o nome de “Casa Ipiranga”. Vemos aí o dedo da Espiritualidade que, pouco a pouco, preparava a trajetória brilhante de Herculano Pires.

Não demorou muito, o Sr. José Pires lançava um jornal chamado “Porvir”, de cunho político, um tablóide com circulação aos domingos. Ao “Porvir” se deve a primazia de ser o primeiro jornal de Cerqueira César. Ele nasceu com uma clara vocação: defender os “Cartolas” do Partido Republicano Paulista (PRP) contra os ataques do Partido Democrático. Washington Luís era o então Presidente da República e Júlio Prestes era o Governador do Estado de São Paulo.

Herculano Pires estava com apenas 12 anos e já trabalhava como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Central (Se fosse hoje, isso seria logo bombardeado por certos defensores dos menores: “Onde já se viu uma coisa dessa! Um menino de 12 anos trabalhando!...”.) Esquecem-se, hoje, talvez por miopia, que o trabalho é salutar e educativo.

Ele sentiu que poderia, agora, trabalhar com o pai, pois família unida trabalha unida, e demitiu-se do emprego indo para a “Casa Ipiranga”, onde foi admitido como tipógrafo auxiliar. A composição do primeiro número do “Porvir” saiu de suas mãos e das mãos de seu tio Ananias, que exercia a função de Chefe da Oficina.

Alguns meses depois, o menino Herculano alcançou os seus treze anos de idade e já se encontrava no caminho que iria trilhar pelo resto da vida: o jornalismo.







Referências:

“José Herculano Pires, O Missionário da Terceira Revelação”, trecho da matéria do Correio Fraterno do ABC. Julho de 2002. Por Cirso Santiago
Fonte: ADE-RJ

*Imagens antigas do Largo de São João em Avaré (Cidade natal de Herculano Pires) do site Crystal Imóveis


Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #6 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:09 »
0Gostou?
Toque de Recolher ou Toque de Acolher



"A responsabilidade é uma flor delicada que só nasce no solo da liberdade"
Herculano Pires




Não é de hoje que se fala em “toque de recolher”. O também denominado “recolhimento obrigatório” nada mais é do que a proibição, decretada por uma autoridade competente, de que as pessoas permaneçam nas ruas após determinada hora, individual ou coletivamente, de sorte que aquele que desobedecer aos mandamentos impostos pode ser detido e penalizado (pt.wikipedia.org/wiki). Costuma-se dizer que o toque é uma medida de segurança pública e garantia da ordem civil, podendo ser usado, também, como método de repressão política. O nome deriva essencialmente da prática européia, na qual, durante as guerras, o toque de uma sirene sinalizava a necessidade de recolhimento dos cidadãos.


Exemplo clássico de seu uso deu-se na Alemanha nazista, entre 1933 e 1945, em que se limitava à liberdade dos judeus, entretanto, existem vários outros exemplos.


No Brasil, atualmente, cidades como Fernandópolis, Mirassol, Itapura e, mais recentemente, Ilha Solteira aderiram à idéia. Estabeleceu-se, de um modo geral, que:

a) os menores de 13 anos desacompanhados dos pais só poderão ficar nas ruas até as 20h30m;
b) os menores entre 13 e 15 anos podem permanecer nas ruas até as 22h00m; e
c) os menores entre 15 e 17 anos estão autorizados a permanecer fora de seus lares até as 23h00m.

Sem discutir o aspecto processual, a pergunta que se faz é a seguinte: É possível restringir direitos constitucionalmente assegurados às crianças e dos adolescentes, tendo como fundamento uma genérica e imprecisa política de “segurança pública”, visando diminuir a prática de atos infracionais?


Recentemente, uma matéria jornalística a respeito do assunto afirmava que “toque de recolher reduziu a violência em Fernandópolis/SP”. Contudo, não seria mais adequado estabelecer o toque de acolher em relação a estas crianças e aos adolescentes como forma de combater a criminalidade infanto-juvenil?


Tal população encontra-se em pleno desenvolvimento e a adoção do recolhimento obrigatório, afora o nítido cerceamento do direito de liberdade, fere os princípios da dignidade, do respeito, e do desenvolvimento da pessoa humana. Embora tais direitos não sejam absolutos, podendo ser limitados justamente em vista da proteção integral das crianças e adolescentes, certo é que o caso não é de limitação válida.


O que se deve ter em mente é que o recolhimento obrigatório não pode ser arbitrariamente instituído com base simplesmente num suposto “interesse público”. Tentar suprir a ineficiência estatal no combate à delinqüência com a restrição de direitos das crianças e adolescentes é, de fato, uma forma infundada.


Ademais, estará se punindo ou colocando sob suspeita toda uma camada de jovens (posto que todos são colocados num mesmo plano), sendo que apenas uma minoria pratica atos infracionais e necessita de uma atenção especial. Por outro lado, diversos problemas geradores de conflitos e violência decorrem de atos praticados no interior da casa (e não nas ruas) pelos próprios pais que não exercem a devida educação em relação aos filhos. Neste caso, indaga-se: por que não instituir o toque de recolher em relação aos pais que ficam nos bares ao invés de dar atenção à educação dos filhos? Por que não instituir um toque de recolher contra estabelecimentos comerciais que pouco contribuem para uma cultura de paz?


O certo é que não se pode haver a pretensão de se instituir, por meio do direito punitivo, uma sociedade sem crime ou violência, posto que se instalaria o mais tenebroso totalitarismo, uma sociedade policialesca de submissão total.


Deve-se, ao contrário, instituir políticas públicas em prol da melhoria de qualidade de vida e da busca pela paz direcionada aos infratores ou crianças e adolescentes em situação de risco social e pessoal, e não de forma genérica. O direito punitivo emergencial, embora muitas vezes sedutor, não é o meio mais adequado para a pacificação social.


Conforme lembra Andréa Rodrigues Amin, cabe ao Estado executar as políticas públicas de forma eficaz, “(...) não se limitando a recolher o público infanto-juvenil da rua, mas também apoiá-lo, curá-lo, identificar as causas que motivaram o enfrentamento dos perigos das ruas, não esquecendo de cuidar da família, sem a qual todo o trabalho realizado se mostrará inócuo”.


Em suma, se é certo que ao Poder Público incumbe garantir a primazia dos direitos fundamentais infanto-juvenis, não há como aplaudir a implantação do chamado “toque de recolher”. Aliás, é fato que em tais cidades não ocorre o atendimento integral da população na educação infantil. Nenhuma das citadas cidades atenderam ao Plano Nacional da Educação que determinava como meta para o ano de 2006 atender 30% da população de crianças nas unidades de creche e estão longe de atingir a meta prevista para 2011 que é atender 50% das crianças. Se se pretende combater a criminalidade e a violência, não seria mais adequado investir na educação cumprindo o que estabelece o Plano Nacional de Educação?


Pelo que se expôs, percebe-se que o recolhimento obrigatório não é a medida mais adequada para se combater à delinqüência juvenil, haja vista que restringe direitos constitucionais das crianças e dos adolescentes e não ataca o foco principal que gera tal insegurança.





Luiz Antonio Miguel Ferreira: Promotor de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado de São Paulo. Mestre em educação pela UNESP.

Sérgio Fedato Batalha: Estagiário do Ministério Público do Estado de São Paulo. Aluno do 4º ano de direito da Faculdades Integradas Antonio Eufrásio de Toledo.


Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #7 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:10 »
0Gostou?



Resignação Espírita






Uma das acusações que se fazem ao Espiritismo é a de levar o homem ao conformismo. "Os espíritas se conformam com tudo, — escrevem-nos — e dessa maneira acabarão impedindo o progresso, criando entre nós um clima de marasmo, favorável às tiranias políticas do Oriente. A idéia da reencarnação é o caldo de cultura do despotismo, pois as massas crentes se entregam a qualquer jugo."

Muitos confundem a resignação espírita com o conformismo religioso. Mas, contraditoriamente, acusam o Espiritismo e não acusam as religiões. Por outro lado, tiram conclusões teóricas de fatos que podem ser observados na prática. A idéia da reencarnação não é nova, não nasceu com o Espiritismo, e não precisamos teorizar a respeito, pois temos toda a história da humanidade ante os olhos, para nos mostrar praticamente os seus efeitos.

Vamos, entretanto, por ordem. E tratemos, primeiro, da resignação e do conformismo. A resignação espírita decorre, não de uma sujeição místico-religiosa a forças incontroláveis, mas de uma compreensão do problema da vida. Quando o espírita se resigna, não está se submetendo pelo medo, mas apenas aceitando uma realidade à qual terá de sujeitar, exatamente para superá-la, para vencê-la. Não é, pois, o conformismo que se manifesta nessa resignação, mas a inteligente compreensão de que a vida é um processo em desenvolvimento, dentro do qual o homem tem de se equilibrar.

Acaso não é assim que fazemos todos, espíritas e não-espíritas, em nossa vida diária? O leitor inconformado não é também obrigado, diariamente, a aceitar uma porção de coisas a que gostaria de furtar-se? Mas a diferença entre resignação ou aceitação, de um lado, e conformismo, de outro, é que a primeira atitude é ativa e consciente, enquanto a segunda é passiva e inconsciente. O Espiritismo nos ensina a aceitar a realidade para vencê-la.

"Se a doença o acossa, — dizem — o espírita entende que está sendo vítima do fatalismo cármico, do destino irrevogável. Se a morte lhe rouba um ente querido, ele acha que não deve chorar, mas agradecer a Deus. Se o patrão o pune, ele se submete; se o amigo o trai, ele perdoa; se o inimigo lhe bate na face esquerda, ele lhe oferece a direita. O Espiritismo é a doutrina da despersonalização humana."

Mas acontece que essa despersonalização não é ensinada pelo Espiritismo, e sim pelo Cristianismo. Quando o Espiritismo ensina a conformação diante da doença e da morte, o perdão das ofensas e das traições, nada mais está fazendo do que repetir as lições evangélicas. Ora, como o leitor acusa o Espiritismo em nome do Cristianismo, é evidente que está em contradição. Além disso, convém esclarecer que não se trata de despersonalização, mas de sublimação da personalidade. O que o Cristianismo e o Espiritismo querem é que o homem egoísta, brutal, carnal, agressivo, animalesco, seja substituído pelo homem espiritual. A "personalidade" animal deve dar lugar à verdadeira personalidade humana.

Quanto ao caso das doenças, seria oportuno lembrar ao leitor as curas espíritas. Não chega isso para mostrar que não há fatalismo cármico? O que há é a compreensão de que a doença tem o seu papel na vida humana. Mas cabe ao homem, nesse terreno, como em todos os demais, lutar para vencê-la. O Espiritismo, longe de ser uma doutrina conformista, é uma doutrina de luta. O espírita luta incessantemente, dia e noite, para superar o mundo e superar-se a si mesmo. Conhecendo, porém, o processo da vida e as suas exigências, não se atira cegamente à luta, mas procurando realizá-la com inteligência, num constante equilíbrio entre as suas forças e o poder dos obstáculos.








- José Herculano Pires -
Livro: "O Homem Novo".

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #8 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:13 »
0Gostou?



O  Mestre  Herculano




Lembranças da adolescência

Escrever sobre o mestre Herculano é para mim um dever e um deleite, pois o despertar de minhas pro­postas existenciais nesta vida se deu sob a sua influên­cia. Eu o admirava com fervor durante minha infância e adolescência, a ponto de ficar horas prestando aten­ção nas conversas que mantinha com a multidão de pessoas que frequentava sua casa, bebericando o café de D. Virgínia. Esta, sempre muito preocupada, queria me arranjar outras crianças para brincar, queria me dar alguma tarefa mais de acordo com minha idade… mas eu teimava em ficar na sala, embora fosse grande amiga da neta Regina, com quem costumava me en­treter.

Desde os 11, comecei a receber poemas psicogra­fados. Herculano os escutava, me estimulava e orien­tava. Aos 13 anos, já estava decidida a me tornar es­critora como ele. E ele me indicava livros, discutia po­etas de que gostávamos. Lembro-me de ele dizer o quanto apreciava Cecília Meirelles. Falávamos dos escritores russos – outra paixão – sobretudo Tolstoi, de quem ele tinha um retrato no escritório. Para fazer par, eu mandei enquadrar um de Dostoievski, que lhe dei de presente de aniversário. Atento à minha sede de aprender, o mestre me fazia dedicatórias esperançosas nos livros que me dava. Aos 14 anos, fez-me um fan­tástico poema, A Hora de Dora. Uma resposta a uma incipiente poesia que eu fizera em sua homenagem, cheia daquele ardente amor filial. Nele, Herculano procurava me trazer para a realidade presente, pois eu era muito fixada em recordações espontâneas de vidas passadas:





Dora cisma à luz da aurora
Musas cantam céu em fora.
Dora, Dora, por que chora?
Na distância a lua agora
Fria e trêmula descora,
Baço espelho a Dora enflora
Tempo antigo a Dora adora,
Dora sonha, rememora…
Ora às musas Dora ora
Morre a lua em cada aurora,
Toda aurora é cor de amora.
Canta agora, Dora, Dora,
Da poesia a voz sonora
Canta e exalta a nova Dora
Céu em fora terra em flora
Na pletora de outra hora.
 
Dora é Dora em cada hora,
Integrada tempo em fora
Na hora de Dora – ora!



 

Aos 15, inaugurei minha mediunidade de psicofo­nia, numa reunião mediúnica dirigida por ele. Como eu era novata, fez questão ele próprio de conversar com os três Espíritos que recebi logo na primeira vez. De­pois do terceiro, mandou que eu saísse da mesa, por­que já bastava para começo. Não me esqueço da do­çura firme com que falava com os Espíritos mais difí­ceis, nem da vibração de amor, com que suas palavras vinham carregadas.

A participação nas reuniões mediúnicas, dirigidas por Herculano, durou muito pouco. Logo em seguida, fui morar na Alemanha, com minha família, pela se­gunda vez. Então, em janeiro de 1979, meu irmão mais novo, Luis, ficou com hepatite em pleno inverno euro­peu. Apavorados com a possibilidade de os médicos alemães, como era de praxe, isolarem o menino num hospital de doenças infecto-contagiosas, viemos às pressas para o Brasil, para que ele fosse tratado em casa. Foi a oportunidade de nos despedirmos de Her­culano.

No início de março, no dia 4, fomos lhe fazer uma visita, meus pais, meu irmão, já curado, que Herculano chamava de Luigino, e eu. Ele estava com muita difi­culdade de enxergar, com uma catarata avançada. Nas dedicatórias que nos fez, os emes tinham muitas per­nas. A serenidade de sempre, o acolhimento de cos­tume mataram nossas saudades.

Na noite do dia 9 de março, meus pais haviam saído e eu fiquei sozinha, em meu quarto, na casa da minha avó. Senti uma inexplicável vontade de chorar. Não sabia por que a sensação de melancolia. Entendi no dia seguinte, quando de manhã, recebemos o telefo­nema com a notícia de que Herculano se fora na vés­pera.

A imagem que guardo dele, de seu rosto, de seus gestos, de seu olhar é a da figura paterna, benevolente, bem humorada. Ao mesmo tempo, lembro de sua ines­gotável erudição, de sua paciência em ensinar, de sua despretensão ao abordar os temas mais difíceis e trans­cendentes.

Tinha eu 16 anos, quando acabou essa relação na terra, mas iniciou-se a leitura aprofundada e a crescente identifi­cação com seu pensamento. Ao mesmo tempo, em Es­pírito, sua inspiração nunca me falta, seu olhar nunca se afasta.

Das mãos de Herculano, recebi a compreensão da genialidade de Kardec e a veneração pelo mestre; re­cebi também o ideal da Pedagogia Espírita. Seguindo seus passos, fui estudar jornalismo e adotei a filosofia como objeto permanente de estudo. Obedeço ao seu conselho, em uma dedicatória que me fez, tentando “viver a poesia em ritmo existencial” e procuro dar minha contribuição para “aclarar os nevoeiros do mundo”. E ainda me integrando “no tempo de Dora”, ajustada ao tempo de agora, para melhor atuar no presente.

Esse testemunho pessoal parece-me  re­levante para o entendimento do pensador. É que existe uma coerência vital entre o homem e a obra. Não havia contradição entre o que escrevia, o que falava, o que fazia e a vibração que irradiava. Herculano era um homem reto, bom, generoso, sobretudo sincero. Nele não havia dissimulações, meias palavras, mas pesso­almente não havia também agressividade. A exaltação que revelava às vezes nos escritos era indignação justa, era ardor na batalha das ideias. Não era ódio, violência ou qualquer sentimento antagônico que fosse – porque não havia nada disso em Herculano. Era essencial­mente sereno. Mas como ele mesmo explicou em sua obra O Ser e a Serenidade, a serenidade existencial não exclui a defesa viril de uma ideia ou a luta enga­jada por uma causa.

Lembro-me certa vez de uma conversa em família. D. Virgínia, como defensora natural do marido, refe­ria-se a certa liderança do movimento espírita de São Paulo que (como outras tantas) havia traído a confi­ança de Herculano e que, de amigo, passara a adversá­rio… Herculano, então, com palavras mansas, relatou um encontro que tivera com essa pessoa na rua e como lhe estendera a mão, como se compadecera de seu es­tado físico aparentemente doentio. Mas não dizia isso com nenhum laivo de pretensão à santidade, nenhum exibicionismo de parecer superior. Era fraternidade autêntica, era benevolência pura.

Era evidente que lutava por ideias, apaixonada­mente, mas não se deixava atingir por nenhum ressen­timento ou revolta contra as pessoas que pensavam diferentemente dele.

Jamais vi Herculano alterar a voz. Mas nunca senti algo de excessivamente açucarado, que pudesse ensejar qualquer desconfiança quanto à sinceridade absoluta do que dizia. Se tivesse que caracterizá-lo com poucas palavras, escolheria estas três: coerência, serenidade e benevolência.






Continuação

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #9 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:14 »
0Gostou?


O reencontro na maturidade

Apenas mais tarde, porém, pude compreender a pujança intelectual de Herculano Pires. Quando me aprofundei em suas obras e nas de Kardec é que pude aquilatar a contribuição única que Herculano dera ao desenvolvimento do espiritismo.

A primeira dessas contribuições está na própria compreensão da ideia espírita. Tratando-se de uma re­volução conceitual, uma quebra de paradigma, um passo inédito na história do conhecimento – a sua di­mensão e o impacto renovador de suas propostas ainda não foram entendidos pelos seus adeptos mesmos, que o tocam apenas superficialmente, carregados dos vícios religiosos do passado, incapazes de singrarem nos ma­res abertos, descortinados por Kardec.

A maioria dos espíritas no Brasil aceita o espiri­tismo como mais uma religião apenas, embora mante­nham o discurso do tríplice aspecto. Herculano soube sondar as profundidades da obra de Kardec, enten­dendo-a como uma revolução cultural, como uma pro­posta pedagógica, como ciência nova, como filosofia inédita, sem negar seu aspecto religioso.

Muitos espíritas – ouvia eu desde pequena mur­múrios neste sentido – o consideravam fanático por Kardec, mas Herculano não tinha nenhum laivo de fa­natismo, era aliás uma pessoa avessa às idolatrias. O caso é que ele entendeu como ninguém o papel de Kardec no espiritismo. Ainda hoje, a maioria dos espí­ritas tem a ideia equivocada de que Kardec teria apenas organizado (por isso a ênfase na palavra codificador) uma revelação pronta, dada pelos Espíritos. Entretanto, apesar de ter havido sim uma revelação, a estruturação da filosofia espírita e a criação de uma metodologia de abordagem científica foram do homem Kardec. Her­culano colocou em relevo esta contribuição de mestre.

Fez isso, não de maneira histórica, inserindo-o no seu contexto, mas na contemporaneidade, com que tra­vou permanente diálogo. Como jornalista-filósofo, Herculano esteve sempre ligado à realidade, ao turbi­lhão de ideias do seu tempo e procurou mostrar a co­nexão do pensamento espírita com o processo evolu­tivo da filosofia, das pesquisas e da história humana. Temos assim não um mero divulgador de ideias espí­ritas do século XIX, mas um pensador que pensou es­piritamente o século XX.

Essa é a função de todo conhecimento vivo. O es­piritismo não pode se tornar letra morta, bíblica, que adotamos de forma postiça, como um credo fechado. É uma nova maneira de ver, pensar e sentir o mundo e assim pode iluminar o progresso do pensamento hu­mano, interagindo com as ciências, as filosofias, as correntes pedagógicas.

Isso, porém, não é ecletismo. Certa vez, muitos anos atrás, ainda no início da minha jornada intelec­tual, travei conhecimento em Portugal com uma pessoa formada em Filosofia e ela me dizia indignada que Herculano era eclético. Como se sabe, tal adjetivo é altamente pejorativo no meio acadêmico, porque signi­fica colocar diferentes elementos, díspares, numa pro­posta de pensamento ­– o que revelaria superficiali­dade e falta de conhecimento aprofundado das nuanças das diversas correntes. Uma salada mista, em suma. Essa crítica na época me irritou sobremaneira, mas foi ex­celente desafio, porque mergulhei com mais afinco do pensamento de Herculano, para desmentir a acusa­ção. Nunca mais encontrei essa pessoa, mas depois de mais de 20 anos de estudo das obras de Herculano e tendo percorrido os bancos acadêmicos da graduação ao pós-doutorado, posso afirmar com toda certeza que não há o mínimo ecletismo em Herculano.

O filósofo de Avaré nunca perde a identidade do pensamento espírita, mas compreende que faz parte dessa identidade o enxergar os elos com outras formas de pensamento e entender a história das ideias huma­nas como uma construção coletiva de conhecimento e descoberta da verdade. Assim, dialogar e integrar evita o dogmatismo e a estagnação, mas o eixo da racionali­dade metodológica, proposta por Kardec, é o que dá sentido e nos faz ver as possíveis conexões.

Podemos portanto dizer que o pensamento de Herculano Pires é amplo e aberto e por isso mesmo fiel aos princípios lançados por Kardec.

Foi essa leitura estimulante que me levou ao tra­balho que tenho procurado realizar de encarar o espiri­tismo como proposta cultural abrangente, estabele­cendo um diálogo com o conhecimento acadêmico, para que ele não se feche nos guetos dos centros espí­ritas, apenas como forma de manifestação religiosa, e ainda muito carregada de misticismo.






por Dora Incontri

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #10 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:15 »
0Gostou?


O Que é Espiritismo?

*Por José Herculano Pires




Fala-se muito em Espiritismo, mas quase nada se sabe a seu respeito.


Kardec afirma, na introdução de "O Livro dos Espíritos", que a força do Espiritismo não está nos fenômenos, como geralmente se pensa, mas na sua "filosofia", o que vale dizer na sua mundividência, na sua concepção da realidade. Mas de onde vem essa concepção? Como foi elaborada?


Os adversários do Espiritismo desconhecem tudo a respeito e fazem tremenda confusão. Os próprios Espíritas, por sua vez, na sua esmagadora maioria estão na mesma situação. Por quê? É fácil explicar. Os adversários partem do preconceito e agem por precipitação. Os espíritas, em geral, fazem o mesmo: formulam uma idéia pessoal da Doutrina, um estereótipo mental a que se apegaram. A maioria, dos dois lados, se esquece desta coisa importante: o Espiritismo é uma doutrina que existe nos livros e precisa ser estudada.


Trata-se, pois, não de fazer sessões, provocar fenômenos, procurar médiuns, mas de debruçar o pensamento sobre si mesmo, examinar a concepção espírita do mundo e reajustar a ela a conduta através da moral espírita.


Assim, temos alguns dados: o Espiritismo é uma doutrina sobre o mundo, dá-nos a sua interpretação e nos mostra como nos devemos conduzir nele. Mas como nasceu essa doutrina, em que cabeça apareceu pela primeira vez? Dizem que foi na de Allan Kardec, mas não é verdade. O próprio Kardec nos diz o contrário. Os dados históricos nos revelam o seguinte: o Espiritismo se formou lentamente através da observação e da pesquisa científica dos fenômenos espíritas, hoje, parapsicologicamente, chamados de fenômenos paranormais. Os estudos científicos começaram seis anos antes de Kardec, nos Estados Unidos, com o famoso caso das irmãs Fox em Hydesville. Quando Kardec iniciou as suas pesquisas na França, em 1845, já havia uma grande bibliografia espírita, com a denominação de neo-espiritualista, nos Estados Unidos e na Europa. Mas foi Kardec quem aprofundou e ordenou essas pesquisas, levando-as às necessárias conseqüências filosóficas, morais e religiosas.


"O Livro dos Espíritos" nos oferece a súmula do trabalho gigantesco de Kardec. Mas se quisermos conhecer esse trabalho em profundidade temos de ler toda a bibliografia kardeciana: os cinco volumes da codificação doutrinária, os volumes subsidiários e mais os doze volumes da Revista Espírita, que nos oferecem o registro minucioso das pesquisas realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. E precisamos nos interessar também pelos trabalhos posteriores de Camille Flammarion, de Gabriel Dellane, de Ernesto Bozzano, de Léon Denis (que foi o continuador e o consolidador do trabalho de Kardec).


Veremos, assim, que Kardec partiu da pesquisa científica, originando-se desta a Ciência Espírita; desenvolveu, a seguir, a interpretação dos resultados da pesquisa, que resultou na Filosofia Espírita, tirou, depois, as conclusões morais da concepção filosófica, que levaram naturalmente à Religião Espírita. É por isso que o Espiritismo se apresenta como doutrina de tríplice aspecto. A Ciência Espírita é o fundamento da Doutrina. Sobre ela se ergue a Filosofia Espírita. E desta resulta naturalmente a Religião Espírita. Muitas pessoas se atrapalham com isso e perguntam: "Como uma doutrina pode ser ao mesmo tempo Ciência, Filosofia e Religião?" Mas essa pergunta revela a ignorância do processo gnosiológico. Porque, na verdade, o conhecimento se desenvolve nessa mesma seqüência e em todas as formas atuais de conhecimento repete-se o processo filogenético.


No Espiritismo, porém, esse processo aparece bem preciso, bem marcado por suas fases sucessivas, entrosadas numa seqüência lógica. Podem alguns críticos alegar que Kardec não partiu da pesquisa, mas da crença. Alguns chegam a afirmar que foi assim, que ele já acreditava nas comunicações espíritas antes de iniciar o seu trabalho de investigação. Mas essa afirmação é falsa, a suposição é gratuita. Basta uma consulta às anotações intimas de "Obras Póstumas" e às biografias do mestre para se ver o contrário. Quando lhe falaram pela primeira vez em mesinhas falantes, Kardec respondeu como o fazem os céticos de hoje: "Isso é conversa para fazer dormir em pé". Só deixou essa atitude cética depois de constatar a realidade dos fenômenos. Então pesquisou, aprofundou a questão e levou-a as últimas conseqüências, como era, aliás, de seu habito, do seu feitio de investigador. Charles Richet lhe faz justiça (embora discordando dele) em seu Tratado de Metapsíquica.


Encarando a obra de Kardec pelo seu aspecto científico, sem os preconceitos que têm impedido a sua justa avaliação, ela nos parece inatacável. Alega-se que o seu método de pesquisa não era científico, mas foi ele o primeiro a explicar que não se podiam usar na pesquisa psíquica os métodos das ciências físicas. O desenvolvimento da Psicologia provaria, mais tarde, que Kardec estava com a Razão. Hoje, as pesquisas parapsicológicas o confirmam. No tocante ao aspecto filosófico, o desenvolvimento atual das investigações mostra a posição acertada do Espiritismo como doutrina assistemática, "livre dos prejuízos de espírito de sistema", como declara "O Livro dos Espíritos", utilizando a conjugação dos métodos indutivo e dedutivo para o esclarecimento da realidade em seu duplo sentido: o objetivo e o subjetivo. A Filosofia Espírita se apresenta como antecipação das conquistas atuais do campo filosófico e abertura de perspectivas para o futuro.





Filosofia Espírita – Feesp

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #11 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:17 »
0Gostou?


A Contribuição de José Herculano Pires
*Por: Dora Incontri




Ainda poucos no movimento espírita conseguem aquilatar a contribuição única que Herculano dera ao desenvolvimento do espiritismo.


A primeira dessas contribuições está na própria compreensão da idéia espírita. Tratando-se de uma revolução conceitual, uma quebra de paradigma, um passo inédito na história do conhecimento – a sua dimensão e o impacto renovador de suas propostas ainda não foram entendidos pelos seus adeptos mesmos, que o tocam apenas superficialmente, carregados dos vícios religiosos do passado, incapazes de singrarem nos mares abertos, descortinados por Kardec.


A maioria dos espíritas no Brasil aceita o espiritismo como mais uma religião apenas, embora mantenham o discurso do tríplice aspecto. Herculano soube sondar as profundidades da obra de Kardec, entendendo-a como uma revolução cultural, como uma proposta pedagógica, como ciência nova, como filosofia inédita, sem negar seu aspecto religioso.


Muitos espíritas o consideravam fanático por Kardec, mas Herculano não tinha nenhum laivo de fanatismo, era aliás uma pessoa avessa às idolatrias. O caso é que ele entendeu como ninguém o papel de Kardec no espiritismo. Ainda hoje, a maioria dos espíritas tem a idéia equivocada de que Kardec teria apenas organizado (por isso a ênfase na palavra codificador) uma revelação pronta, dada pelos Espíritos. Entretanto, apesar de ter havido sim uma revelação, a estruturação da filosofia espírita e a criação de uma metodologia de abordagem científica foram do homem Kardec. Herculano colocou em relevo esta contribuição de mestre.


Fez isso, porém, não de maneira histórica, inserindo-o no seu contexto, mas na contemporaneidade, com que travou permanente diálogo. Como jornalista-filósofo, Herculano esteve sempre ligado à realidade, ao turbilhão de idéias do seu tempo e procurou mostrar a conexão do pensamento espírita com o processo evolutivo das idéias, das pesquisas e da história humana. Temos assim não um mero divulgador de idéias espíritas do século XIX, mas um pensador que pensou espiritamente o século XX.


Essa é a função de todo conhecimento vivo. O espiritismo não pode se tornar letra morta, bíblica, que adotamos de forma postiça, como um credo fechado. É uma nova maneira de ver, pensar e sentir o mundo e assim pode iluminar o progresso do pensamento humano, interagindo com as ciências, as filosofias, as correntes pedagógicas.


Isso, porém, não é ecletismo. Certa vez, muitos anos atrás, ainda no início da minha jornada intelectual, travei conhecimento em Portugal com uma pessoa formada em Filosofia e ela me dizia indignada que Herculano era eclético. Como se sabe, tal adjetivo é altamente pejorativo no meio acadêmico, porque significa colocar diferentes elementos, díspares, numa proposta de pensamento ¬– o que revelaria superficialidade e falta de conhecimento aprofundado das nuanças das diversas correntes. Uma salada mista, em suma. Essa crítica na época me irritou sobremaneira, mas foi excelente desafio, porque mergulhei com mais afinco do pensamento de Herculano, para desmentir a acusação. Nunca mais encontrei essa pessoa, mas depois de mais de 20 anos de estudo das obras de Herculano e tendo percorrido os bancos acadêmicos da graduação ao pós-doutorado, posso afirmar com toda certeza que não há o mínimo ecletismo em Herculano.


O filósofo de Avaré nunca perde a identidade do pensamento espírita, mas compreende que faz parte dessa identidade o enxergar os elos com outras formas de pensamento e entender a história das idéias humanas como uma construção coletiva de conhecimento e descoberta da verdade. Assim, dialogar e integrar evita o dogmatismo e a estagnação, mas o eixo da racionalidade metodológica, proposta por Kardec, é o que dá sentido e nos faz ver as possíveis conexões.


Podemos portanto dizer que o pensamento de Herculano Pires é amplo e aberto e por isso mesmo fiel aos princípios lançados por Kardec.





Dora Incontri (São Paulo, 1962) é uma jornalista, escritora brasileira. É doutora em educação pela Universidade de São Paulo. É um importante nome da Pedagogia espírita. Por todo Brasil, participa de seminários proferindo palestras embasadas neste tema. (Wikipédia)

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #12 em: 24 de Fevereiro de 2012, 03:19 »
0Gostou?


Sucesso e Nós


Você é o seu próprio pensamento em ação.

Todos somos filhos de Deus e em qualquer lugar estamos todos na presença Divina.

A Suprema Lei da Vida é o bem de todos, concentre-se tão somente no bem e a sua imaginação funcionará por lente vigorosa ampliando a visão dos bens que lhe enriquecem a vida.

A palavra é força criadora, coloque bondade e compreensão no verbo que lhe expõe o modo de ser e a sua palavra realizará maravilhas.

Aceite a Lei do Progresso, observe a árvore que você planta e verificará o imperativo da evolução.

Você pode e deve conservar-se fiel ao seu amor e ao seu ideal, mas não conseguirá ser feliz sem renovar-se.

Aprendamos com a fonte que prossegue sem alteração na estrutura essencial da corrente, entretanto avança em movimento constante para os seus próprios objetivos.

A tarefa em suas mãos é semelhante à determinada empresa com os clientes que se lhe agregam aos interesses; o seu êxito terá sempre o tamanho do serviço que você preste.

Apague de sua mente e de sua conversação toda idéia ou palavra que estabeleça imagens condenatórias ou deprimentes.

A nossa existência é comparável a escada e todos somos capazes de utilizar os degraus que nos levem acima.

Nunca despreze os outros nem despreze a você mesmo, ninguém existe sem utilidade ou sem importância na obra Divina da Criação.

Auxilie para o bem quanto e como possa resguardando a consciência tranqüila, de tudo que dermos receberemos centuplicadamente.

Faça de Deus o seu mentor, o seu companheiro, o seu amigo e o seu sócio, reconhecendo que é nosso dever colocar-nos em Deus tanto quanto Deus por suas Leis está em nós.

Praticando o bem com o esquecimento do mal, conforme evidenciam as Leis de Deus, entreguemo-nos as obrigações que a Divina Providencia nos confiou nos quadros do dia a dia.

E em matéria de sucesso e segurança, paz e alegria, o nosso próprio trabalho com a benção de Deus fará o resto.



André Luiz

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #13 em: 24 de Fevereiro de 2012, 04:06 »
0Gostou?


Obras de José Herculano Pires
(1a. Parte)




José Herculano Pires manteve, durante muitos anos, no jornal “Diário de São Paulo”, órgão dos Diários e Emissoras Associados, uma coluna de crônicas espíritas, na qual abordava temas de interesse geral relacionados com a doutrina codificada por Allan Kardec.

Assinava-as com o pseudônimo de Irmão Saulo.

Nesta obra estão reunidas 39 das mais interessantes crônicas do autor, publicadas entre os anos 1969/1970.

Jornalista, filósofo, escritor e professor, Herculano Pires alcançou grande conceito dentro e fora do movimento espírita. Sua produção literária ultrapassa aos oitenta títulos; alguns deles constituem-se verdadeiras obras filosóficas.

Herculano dedicou a maior parte de sua existência em favor da Doutrina Espírita, seja buscando interpretá-la com fidelidade, seja defendendo-a dos ataques dos adversários.



. O Homem Novo


Coletânea de crônicas que Herculano Pires publicou no extinto jornal Diário de São Paulo, sob o pseudônimo Irmão Saulo. Incisivo defensor da preservação da doutrina contra falsas interpretações.

"Todo o sentimento que eleva o homem acima da natureza animal, anuncia a predominância do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição."
Allan Kardec




. O Infinito e o Finito


Neste livro, um dos melhores intérpretes do pensamento kardequiano brinca com as palavras, discute lições religiosas magnânimas e afirma a necessidade de regermos nossa própria conduta e não esperarmos uma ação externa e artificial que nos purifique.

"O homem é um Deus para os animais, como outrora os Espíritos foram deuses para os homens."
Allan Kardec




. O Mistério do Bem e do Mal


Este livro é uma reunião de crônicas escritas por J. Herculano Pires e publicadas, em sua maioria, no jornal Diário de São Paulo, do Grupo Assis Chateaubriand.

[size=10pt]"A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros."
Allan Kardec


Baixe agora
http://www.megaupload.com/?d=UYSJMBBM[/font][/size]


. Visão Espírita da Bíblia


Para os espíritas, assim como para J.Herculano Pires, O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, constitui a seqüência natural da Bíblia. Não há contradição. Um integra-se no outro e a soma de ambos mostra a grandeza dos Céus e o crescimento interior dos homens!

Nesta obra Herculano demonstra a estreita relação entre as escrituras bíblicas e a terceira revelação – a doutrina espírita. Analisando diversas passagens da Bíblia, assim como as interpretações das diversas correntes religiosas, o autor demonstra, principalmente, que a Bíblia é essencialmente uma obra mediúnica.

De grande importância para o estudioso espírita, neste livro Herculano Pires ressalta o valor real da Bíblia – a codificação da primeira revelação do ciclo do Cristianismo – e conduz sua argumentação.


"No intervalo das encarnações, aprendeis em uma hora o que vos exigiria anos sobre a vossa terra."
Allan Kardec

Baixe agora[/font][/size]
http://www.megaupload.com/?d=H62EL13S



. Os 3 Caminhos de Hécate



É um livro de crônicas de Herculano Pires que foram publicadas nos anos 60, com o pseudônimo Irmão Saulo. Nesta nova edição estão separadas as crônicas por assunto: Ciência, Filosofia ou Religião.

"O sinal mais característico da imperfeição do homem, é o seu interesse pessoal."
Allan Kardec

Baixe agora[/font][/size]
http://www.megaupload.com/?d=NU71ADY6






Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!

Offline macili

  • Mundo Divino
  • *
  • Mensagens: 8048
  • Participação: 863
  • macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!macili is awe-inspiring!
  • Sexo: Feminino
  • Que Jesus esteja em suas mentes e corações
  • Relevância: +5793
    • artesespiritualidade.blogspot.com.
  • Cidade: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
Re: José Herculano Pires - nossa homenagem
« Responder #14 em: 24 de Fevereiro de 2012, 04:25 »
0Gostou?
ila_rendered



Lema da Vida




Indagas, muita vez, alma querida, como apagar ofensas,
Conforme ensinas, crês, queres ou pensas no perdão por dever...

Fita o mundo em que moras, todo bem que se faz ou que se imortaliza, conserva por divisa: renovar e esquecer.

A noite cria a escuridão que aflige pelo fardo das sombras exteriores, mas, eis que surge a aurora e canta em cores, saudando o novo dia a renascer...

Nada recorda as trevas dissipadas, o Sol fulge nos lares onde estamos, não longe louvam pássaros nos ramos: renovar e esquecer.

O grande rio abaixa-se de todo para abraçar os córregos da serra e colhe humildemente os detritos da terra, a servir e a correr.

Por mais que se lhe atire pedra e lodo à face, não revida, não chora, não blasfema, segue espalhando amor, sustentando por lema: renovar e esquecer.

No mar, a tempestade grita em fúria...

A nave mais potente, a mais ampla e veloz, recorda simplesmente uma casca de noz em férrea luta por sobreviver...

Depois a paz do Céu derrama-se no abismo, o torvelinho cessa, a estrada é mansa e a maré balbucia a oração da esperança: renovar e esquecer.

Assim também, se amados te esqueceram, se pelos bens, que aguardas e produzes,recebes tão-somente as lágrimas e as cruzes de provas que te fazem padecer,

Desculpa, serve, ampara, ama e auxilia e encontrarás enfim, por mais triste ou cansada, a clara voz de Deus, lembrando-te na estrada:

Renovar e esquecer...





Maria Dolores
Do livro Chico Xavier Pede Licença,
Francisco Cândido Xavier e José Herculano Pires

Visite o Fórum Bom Ambiente:
http://bomambiente.com/forum/forum.php
Vamos proteger nosso Planeta!!!


 

Clique para instalar a barra de ferramentas com funcionalidades exclusivas!

Assuntos relacionados

  Assunto / Iniciado por Respostas Última mensagem
2 Respostas
2059 Visualizações
Última mensagem 29 de Julho de 2005, 13:01
by Det's me!...
3 Respostas
3224 Visualizações
Última mensagem 16 de Dezembro de 2005, 01:16
by Det's me!...
7 Respostas
4281 Visualizações
Última mensagem 11 de Junho de 2006, 13:23
by VS
0 Respostas
2583 Visualizações
Última mensagem 22 de Outubro de 2008, 00:45
by Sergio Cabral
5 Respostas
915 Visualizações
Última mensagem 06 de Setembro de 2011, 00:54
by Marccello

Clique aqui para receber diariamente novidades do Forum Espirita.


Estudo Maio - Lei do Amor

Visite também

Áudio Espírita: www.audioespirita.net

Vídeos Espíritas: www.videosespiritas.net

Música Espírita: www.musicaespirita.net

Blog Espírita: www.blogespirita.net

Resumo diário

O seu e-mail:


 
Receba no seu e-mail um resumo diário dos novos tópicos.
No e-mail de ativação vai receber oferta de 4 audiolivros espíritas.