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GERAL => Outros Temas => Biografias Espíritas => Tópico iniciado por: *Leni* em 28 de Fevereiro de 2009, 19:09

Título: BUDA
Enviado por: *Leni* em 28 de Fevereiro de 2009, 19:09



BUDA
 
Buda O grande fundador do budismo nasceu nos meados do século VI aC. (563-483 AC), com o nome de Siddharta Gautama, filho de Suddhodana, rei dos Sakias, e da rainha Maya Devi, em Capilavastu, na Índia, fronteira do Nepal.
 
Naquela época não era estranho que os jovens atormentados e confundidos pelas injunções da vida, abandonassem a vida mundana para viver nas florestas.
 
Pensavam que o auto-sacrifício e a severa disciplina corporal lhes proporcionariam um momento de sublime percepção, durante o qual, subitamente, lhes seria revelado o segredo do Universo.
 
Foi assim que esse príncipe, aos vinte nove anos, casado com a bela princesa Yasodhar, de mesma idade, resolveu abandonar a casa no mesmo dia em que nasceu o seu filho Rahula, após ter concebido profundos pensamentos sobre a miséria humana.
 
De príncipe humano se converteu em príncipe dos ascetas. Buda tinha cinco companheiros que se impressionaram com os seus superiores dotes de aplicação.

 - Bem-aventurados aqueles que ganham a vida sem prejudicar ou pôr em perigo a vida de qualquer ser vivo.

 - Bem-aventurados os pacíficos, que se despem de má vontade, orgulho e jactância, e em seu lugar situam o amor é a piedade e a compaixão.

 - Bem-aventurados aqueles que dirigem os seus melhores esforços no sentido da auto-educação e da autodisciplina.

 - Bem-aventurados sem limites aqueles que, por estes meios, se encontram livres da limitações do egoísmo.

 - Bem-aventurados aqueles que desfrutam prazer na contemplação do que é profundo e realmente verdadeiro neste Mundo e na nossa vida nele.

Embora Buda nunca tivesse falado de Deus, ele acreditava numa ordem moral como só uma divindade justa e onipotente podia ter estabelecido. Acreditava que toda boa ação traz consigo o prêmio e toda má ação um castigo. "Façamos o que fizermos, com o espírito ou com o corpo, não podemos fugir à lei moral".
 
Além disso, Buda, ao substituir os ritos e os sacrifícios pela contemplação serena da realidade, abriu o caminho para algo que se assemelha à oração individual e privada.

Uma das possíveis razões do êxito da religião budista é a sua extraordinária tolerância. Não existe nenhum dogma budista e, tanto quanto se sabe, nenhum budista foi jamais perseguido por heresia. Ao relancear o passado, através dos séculos cheios de guerra, de violência e de fanatismo, o que mais nos surpreende em Buda é o tranqüilo apelo que faz à razão e à experiência. Segundo Buda, não só devemos construir a nossa própria salvação, mas também devemos criar o nosso próprio credo.

 "Não acredites em qualquer coisa, só porque to ensinou o testemunho de um velho sábio.

 Não acredites em qualquer coisa, só porque provém da autoridade de mestres e de sacerdotes.

Qualquer coisa que esteja de acordo com as tuas próprias experiências e, depois de árdua investigação, esteja de acordo com a tua razão e conduza ao teu próprio bem e ao de todas as criaturas vivas, isso deves aceitar como a verdade e deves viver em conformidade com ela".

Ainda maior do que a sua sabedoria, foi o exemplo que deu do que nós podemos designar por uma vida cristã.
 
Durante quarenta e cinco anos até a sua morte, com a idade de oitenta anos, este gênio da vontade e do intelecto andou pelo vale do Ganges, levantando-se de madrugada, caminhando cerca de vinte a trinta quilômetros por dia, ensinando generosamente a todos os homens, sem esperar recompensa nem distinguir classes ou castas, o caminho que encontrara para alcançar felicidade.
 
Jamais foi molestado pelos sacerdotes a que se opunha ou por qualquer governante. Era tão famoso e tão estimado que quando se aproximava de uma cidade multidões acorriam e juncavam de flores o seu caminho.
 
O objetivo real e triunfante de Buda consistiu em definir corretamente e em ensinar uma forma nobre e feliz de viver e de morrer, neste Mundo. 

(A. D.)