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GERAL => Outros Temas => Biografias Espíritas => Tópico iniciado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 22:34

Título: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 22:34

















(http://3.bp.blogspot.com/-LfCPI5xUay8/TVak0lSbiPI/AAAAAAAAAzs/7xv5dzbsPm4/s1600/15071747.jpg)


Emmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do espírito, no original francês "L'évangile selon le spiritisme", em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O egoísmo".

O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

Descreve Chico: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz”.

Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa "Gens Cornelia" e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.

De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há dois mil anos.

Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha.

Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos, a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama.

Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: "Alma gêmea da minhalma / Flor de luz da minha vida / Sublime estrela caída / Das belezas da amplidão..." e, mais adiante: "És meu tesouro infinito / Juro-te eterna aliança / Porque eu sou tua esperança / Como és todo o meu amor!".

Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.

Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: "Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos.".

Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.


(http://img692.imageshack.us/img692/5334/q4kr.jpg)


Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 22:37


Cinquenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado.

Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.

Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império.

Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.

Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade. Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.

O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.

Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida à morte lenta, no cárcere.

Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.

Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.

Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.

Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos.

Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.

Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.

O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra "Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga" descrevendo: "Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores.

Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu".

No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.

E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: "Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora".

E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte.

A título de curiosidade, encontramos registros que o deputado Freitas Nobre, já desencarnado na atualidade, declarou, em programa televisivo da TV Tupi de São Paulo, na noite de 27 para 28 de julho de 1971, que ao escrever um livro sobre Anchieta, teve a oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manuel da Nóbrega, como E. Manuel.

Assim, o E inicial do nome do mentor de Francisco Cândido Xavier se deveria à abreviatura de Ermano, o que, segundo ele, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um "m" somente e pronunciado com acentuação oxítona.

Pesquisa de: João Batista Cabral.




Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 22:50


Emmanuel - Dois Mil Anos de Amor
O Mentor de Chico Xavier

“O tempo, implacável dominador de civilizações e homens, marcha, apenas com sessenta minutos por hora, mas nunca se detém. Guardemos a lição e caminhemos para diante, com a melhoria de nós mesmos. Devagar, mas sempre”. (Emmanuel, em Fonte Viva)

O nome de Emmanuel está definitivamente associado ao de Chico Xavier e, certamente, a algumas das mensagens mais importantes, profundas e lindas do Espiritismo.

Durante anos, o espírito Emmanuel manifestou-se por meio do médium mineiro, recentemente falecido, propiciando informações fundamentais sobre a reencarnação, além de mensagens que ajudaram milhões de pessoas a encontrar seu caminho na vida. Além do que, foi o guia espiritual de Xavier, sempre fornecendo instruções e mensagens reconfortantes, indicando com segurança o rumo que sua vida deveria seguir.

O próprio Chico Xavier disse que os contatos com o espírito começaram em 1931. Na época, Chico estava psicografando seu primeiro livro, Parnaso de Além-Túmulo. As menções a esse primeiro contato são contraditórias: uns dizem que o médium participava de uma de suas reuniões habituais; outros, que ele se encontrava nas proximidades de um açude.

De qualquer forma, foi um contato visual muito forte, de modo que Chico chegou a descrever perfeitamente seu semblante. “Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso”, escreveu, “sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença.

Mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz. Às minhas perguntas naturais, respondeu o bondoso guia: descansa!

Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida, e o sentimento afetivo que me impele para teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos”.

A questão central em torno desse encontro que provocou tantas transformações no Espiritismo, é que Emmanuel perguntou a Chico se ele estava, de fato, disposto a trabalhar mediunicamente, com Jesus.

A resposta, afirmativa, fez com que Emmanuel lhe dissesse que, a partir de então, deveria ter em mente que o serviço que se aproximava lhe exigiria uma disciplina fora do comum, e uma dedicação total ao trabalho, ao estudo e um esforço contínuo em direção ao bem. Certamente, a escolha não foi por acaso, uma vez que Chico Xavier é, provavelmente, um dos maiores exemplos de dedicação e amor ao próximo na história da mediunidade mundial.

Inicialmente, o próprio Chico não sabia quem era exatamente o espírito com quem estava se comunicando, uma vez que Emmanuel não se identificou, dizendo apenas ter sido – em sua última passagem como encarnado – um padre católico, que desencarnou no Brasil, e diz-se que esse era o padre Manoel da Nóbrega.

Quando a revelação finalmente foi-lhe fornecida, ficamos sabendo que Emmanuel tinha vivido no tempo de Jesus Cristo, quando era conhecido como Publius Lentulus, e sua imagem foi associada à do senador romano Lentulus.

Senador Romano:

Em 1939, a Federação Espírita Brasileira publicou o livro Há Dois Mil Anos, psicografado por Chico Xavier, e que traz a autobiografia de Públio Lentulus Cornelius. A história subseqüente das encarnações de Emmanuel surgiu com a publicação, em 1940, do livro 50 Anos Depois, também pela FEB.

Na época em que era senador romano, Lentulus era casado com Lívia, com quem teve uma filha chamada Flávia. O senador era totalmente dedicado à sua atuação como senador, interessando-se apenas pela política. A esposa seguia os costumes mais moderados da sociedade.

“Desde os primeiros tempos do Império”, escreveu Emmanuel, “a mulher romana havia-se entregado à dissipação e ao luxo excessivo, em detrimento das obrigações santificadoras do lar e da família”. Lívia, no entanto, estava entre aquelas que se orgulhavam do padrão das antigas virtudes familiares. Já a filha deles, Flávia, sofria com a lepra, uma doença bastante comum na época e considerada sem cura.

Mas as coisas começaram a mudar quando Lentulus foi mandado para Jerusalém, onde os ensinamentos de Jesus já começavam a se tornar comentados e conhecidos por todos. Quando foi para a cidade de Cafarnaum, atendeu o pedido de sua filha, cuja saúde piorava cada vez mais, e levou-a ao encontro do profeta de Nazaré, que lá se encontrava.

O momento do encontro trouxe grande emoção ao senador romano, que chorou e sentiu-se incapaz de falar.


(http://img692.imageshack.us/img692/5334/q4kr.jpg)


Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 22:56


Jesus lhe disse: “Depois de longos anos de desvio do bom caminho, pelo sendal dos erros clamorosos, encontras, hoje, um ponto de referência para a regeneração de toda a tua vida”.

E disse ainda muito mais, até que Públio sentiu um torpor tomar conta de seu corpo, despertando algum tempo depois.

Ao retornar à sua casa, viu que sua filha tinha sido curada. Lívia disse ao marido que, em determinado momento, a pequena Flávia sentiu o contato de mãos carinhosas em sua fronte e, em seguida, sentou-se em seu leito, com uma nova energia circulando em seu organismo. Ainda assim, Lentulus se recusou a reconhecer em Jesus o autor da cura milagrosa da filha.

Ao final de sua vida, Lentulus se retirou para sua residência em Pompéia, e só então começou a entender plenamente os ensinamentos que Jesus lhe transmitira naquele encontro em Cafarnaum. O ex-senador morreu no ano 79 – quando o Vesúvio entrou em erupção e soterrou Pompéia – e desencarnou com o coração concentrado em Jesus.

Encarnações:

O título do livro 50 Anos Depois refere-se ao período de tempo passado entre a morte de Lentulus em Pompéia e sua encarnação seguinte. O senador retornou ao mundo material como o escravo Nestório, justamente o tipo de homem que o senador tanto prejudicou antes de perceber a verdade das palavras de Jesus.

Nascido na Grécia, mas de origem judia, Nestório tinha grande cultura e, depois de ter sido escravizado, foi comprado por uma família rica de Roma, e passou a trabalhar como professor. Ele também era cristão e, segundo conta a história psicografada, participou das pregações evangélicas do apóstolo João Evangelista, em Éfeso. Foi preso por participar das reuniões secretas de cristãos realizadas nas catacumbas das cidades, e foi condenado à morte violenta.

Reencarnou novamente por volta do ano 217, como Quinto Varro, romano seguidor dos ensinamentos de Jesus, assim como um defensor dos ideais de liberdade. Revolta-se contra as condições em que as classes menos privilegiadas de Roma têm de viver, mas percebe que um novo mundo está para surgir. Assume a identidade de Irmão Corvino ao saber de uma conspiração para matá-lo.

Quando finalmente é preso, é condenado à decapitação, mas a pena é suspensa, e acaba morrendo lentamente na prisão. Sua encarnação seguinte ocorreu onze anos após, com o nome de Quinto Celso, que também sofreu o martírio no circo, morrendo queimado aos quatorze anos.

Uma das encarnações muito comentadas de Emmanuel foi como o Padre Manoel da Nóbrega, figura importante na história do Brasil. No entanto, ele apenas revelou ter sido, de fato, o padre Manoel da Nóbrega, numa sessão realizada em 1949.

Parte da mensagem psicografada dizia: “O trabalho de cristianização, irradiado sob novos aspectos do Brasil, não é novidade para nós. Eu havia abandonado o corpo físico em dolorosos compromissos no século XV, na Península, onde nos devotávamos ao ‘crê ou morre’, quando compreendi a grandeza do País que nos acolhe agora.

Tinha meu espírito entediado de mandar e querer sem o Cristo. As experiências do dinheiro e da autoridade me haviam deixado a alma em profunda exaustão.

Quinze séculos haviam decorrido sem que eu pudesse imolar-me por amor do Cordeiro Divino, como o fizera, um dia, em Roma, a companheira do coração. Vi a floresta perder-se de vista e o patrimônio extenso entregue ao desperdício, exigindo o retorno à humanidade civilizada e, entendendo as dificuldades do silvícola relegado à própria sorte.

Nos azares e aventuras da terra dadivosa que parecia sem fim, aceitei a sotaina, de novo, e por Padre Nóbrega conheci de perto as angústias dos simples e as aflições dos degredados. Intentava o sacrifício pessoal para esquecer o fastígio mundano e o desencanto de mim mesmo, todavia, quis o senhor que, desde então, o serviço americano e, muito particularmente, o serviço ao Brasil não me saísse do coração.

A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa. Cremos no reino Divino e pugnamos pela ordem cristã. Desde que conheçamos a governança e a tutela de Cristo, o nome de quem ensina ou de quem faz não altera o programa”.

Reencarnado na vila portuguesa de Sanfins, em 18 de outubro de 1517, o padre ficou conhecido como “o primeiro apóstolo do Brasil”, para onde veio em 1549, na companhia de Tomé de Souza. Ele desencarnou em 1570, e renasceu cinqüenta anos depois, na Espanha, onde foi o padre Damiano, que lutou contra os mercadores de escravos.


(http://img692.imageshack.us/img692/5334/q4kr.jpg)


Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 23:03


Lentulus e Jesus:

É inevitável que aqueles que não reconhecem a mediunidade de Chico Xavier ou mesmo a noção da reencarnação levantassem dúvidas quanto à veracidade dos relatos e mensagens obtidas pelo médium mineiro.

Entretanto, os seguidores do Espiritismo podem apresentar uma prova de que Publius Lentulus realmente existiu e conheceu Jesus, através de uma carta encontrada nos arquivos do Duque Cesari, de Roma – documento que faz parte da biblioteca da Ordem dos Lazaristas de Roma. Trata-se de uma inscrição feita em folha de cobre, encontrada no interior de um vaso de mármore.

A carta foi escrita por Publius Lentulus, senador romano, governador da Judéia, e predecessor de Pôncio Pilatos, endereçada ao imperador romano Tibério César. Nela, Lentulus descreve Jesus, a pedido do imperador que desejava saber de quem se tratava essa pessoa.

A carta diz: "Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existe nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é o filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado.

Em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra. É um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto. Há tanta majestade em seu rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo.

Tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura; são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes. Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso pelos nazarenos. O seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno.

Nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada. O nariz e a boca são irrepreensíveis. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, separada pelo meio. Seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros.

O que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar. Faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar.

Tem os braços e as mãos muito belos. Na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto por estas partes uma mulher tão bela.

Porém, se a Majestade Tua, ó Cesar, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível. De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes.

Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus. Muitos judeus o têm como divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade. Eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo: aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.

Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo. Publius Lentulus, presidente da Judéia”.

Gilberto Schoereder.



Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 23:07


Este é o nome de uma das mais luminosas entidades espirituais a figurar nos arraiais espiritistas. Quando citamos o nome de Emmanuel, nos lembramos sempre do espírito humilde, generoso, de personalidade cujas características demonstram uma evolução intelecto-moral equilibrada, onde outros espíritos deixam a desejar tanto num, quanto noutro aspecto.

A participação de Emmanuel no Espiritismo antecede o transplante do Consolador para plagas brasileiras, pois Chico Xavier disse certa feita que ele foi um dos espíritos que participou da equipe que preparou a codificação da Doutrina Espírita, onde podemos verificar a assertiva do médium na mensagem do Evangelho Segundo o Espiritismo intitulada "O Egoísmo", do capítulo XI, item 11, assinada por este espírito.

O primeiro contato de Emmanuel com Francisco Cândido Xavier se deu em 1931, numa reunião mediúnica em Pedro Leopoldo (MG), no Centro Espírita Luís Gonzaga quando o médium de apenas vinte anos de idade pode ver pela primeira vez o mentor espiritual que lhe acompanharia pelo resto da vida. No prefácio do Livro "Emmanuel", Chico relata:

"Eu psicografava, naquela época, as produções do primeiro livro mediúnico, Parnaso de Além Túmulo, recebido através de minhas humildes faculdades, e experimentava os sintomas de grave moléstia nos olhos. Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença; mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz.

Às minhas perguntas naturais, respondeu o bondoso guia:

Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e, o sentimento afetivo que me impele para teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos..."

A história de Emmanuel até onde conhecemos, começa na Roma longínqua dos césares, onde o espírito envergou o corpo do senador Públio Lentulus Cornelius, descendente de antiga família de senadores e cônsules da república romana.

Em 7 de setembro de 1938, Emmanuel ditou a seguinte mensagem ao grupo de estudos espíritas de Pedro Leopoldo, através de Chico Xavier:

— "Algum dia, se Deus mo permitir, falar-vos-ei do orgulhoso patrício Públio Lentulus, a fim de algo aprenderdes nas dolorosas experiências de uma alma indiferente e ingrata.

Esperemos o tempo e a permissão de Jesus."

Semanas depois, Emmanuel cumpria a promessa de sua autobiografia com o início da produção mediúnica do romance "Há Dois Mil Anos".

O livro conta a história de um orgulhoso senador romano casado com uma patrícia chamada Lívia, tendo o casal uma filha de nome Flávia Lentúlia, que era portadora de lepra, e um menino chamado Marcus.

O autor espiritual descreve a figura do senador como um homem relativamente jovem, aparentando menos de trinta anos, não obstante o seu perfil orgulhoso e austero.

No decurso da história, quando o senador e a família viajavam para Jerusalém, acompanhados de pequena expedição militar, ocorreu um imprevisto. Uma minúscula pedra cortara o ar, alojando-se no palanquim do senador, ferindo levemente o rosto de sua esposa.

Grande alarme ocorreu na comitiva de servos e soldados, e um rapaz que se encontrava nas proximidades é capturado pelo lictor que comandava a expedição e apresentado ao senador como responsável pelo delito.

Públio manda açoitar severamente o rapaz sob o sol causticante da tarde, ante o olhar espantado e compungido dos escravos e centuriões presentes. O estalar do chicote no dorso seminu do moço – que gemia em soluços dolorosos -, só cessa quando a esposa pede súplice ao marido o fim do castigo. O senador ordena então a suspensão do castigo, mas condena o rapaz à trabalhos forçados nas galeras, que significavam a morte ou a escravidão para sempre.

Ao ouvir a sentença condenatória, o rapaz deita sobre Públio Lentulus um olhar de ódio e desprezo supremos e no âmago de sua alma nasce um sentimento de vingança e cólera. A viagem segue então seu curso normal e os viajores chegam a Jerusalém.


(http://img692.imageshack.us/img692/5334/q4kr.jpg)


Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 23:12


Três dias depois, um judeu humilde chamado André de Gioras o procura para uma entrevista, identificando-se como pai do rapaz preso, implorando-lhe clemência para o filho. Porém o senador recordando a necessidade de fazer sentir a autoridade de sua posição, se nega orgulhosamente a revogar sua deliberação.

André de Gioras ferido em sua emotividade de pai e em seu sentimento de homem jura vingança, estremecendo a alma inflexível e fria do senador.

Públio Lentulus e a família haviam se transferido para a Palestina visando a recuperação da filha que era portadora de uma doença na época considerada incurável, na esperança que o clima de Cafarnaum trouxesse melhoras à menina. Lívia implorou ao marido que procurasse o profeta de Nazaré na esperança de uma cura definitiva para a pequenina, visto o grande número de comentários do povo naquela época sobre as curas operadas por Jesus.

O senador aquiesce ao pedido da esposa, dizendo-lhe porém que iria à procura do messias, mas que não chegaria ao cúmulo de abordá-lo pessoalmente, descendo de sua dignidade social e política, mas que pretendia um encontro fortuito com Este, e que se sobreviesse alguma circunstância favorável, far-lhe-ia sentir o prazer que lhes causaria a sua visita, com o intento de reanimar a doente.

Quando as horas mais movimentadas do dia se escoaram e o crepúsculo começou a se fazer visível, o senador então se colocou no caminho que conduzia a uma antiga fonte da cidade que era motivo de atração para os forasteiros, na estrada que conduzia às margens do Tiberíades, onde Jesus era freqüentemente visto em suas pregações.

Depois de mais de uma hora de expectativa, dá-se então o encontro de Públio Lentulus com Jesus, que ele descreve como um homem ainda moço, cujo olhar transparecia profunda misericórdia, além de uma beleza suave e indefinível. Longos cabelos sedosos molduravam-lhe o semblante compassivo, cujo sorriso divino revelava ao mesmo tempo bondade imensa e singular energia, irradiando de sua melancólica e majestosa figura, uma fascinação irresistível.

Jesus lhe aconselha que mude de caminho, exortando o homem de Estado superficial e orgulhoso, a ter fé e ser humilde, imitando o exemplo da esposa. Que os poderes do império eram bem fracos e todas as suas riquezas bem miseráveis...

Jesus ainda lhe fala das efemeridades das magnificências dos césares e das glórias terrenas, porquanto um dia todas as criaturas são chamadas aos tribunais da justiça de seu Pai, deixando as águias poderosas de existir, para se transformar num punhado de cinzas misérrimas e que apenas uma lei imutável prevalece ante as inquietações dos homens – a lei do amor, instituída por Deus, desde o princípio da criação...

No final do diálogo, Jesus diz-lhe:

— "Agora, volta ao lar, consciente das responsabilidades do teu destino...

"Se a fé instituiu na tua casa o que consideras a alegria com o restabelecimento de tua filha, não te esqueças que isso representa um agravo de deveres para o teu coração, diante de nosso Pai, Todo-Poderoso!..."

Bibliografia:
XAVIER, Francisco Cândido. Emmanuel – Há 2000 Anos... 24.ª ed., FEB.
TAVARES, Clóvis – Amor e Sabedoria de Emmanuel. 7.ª ed., Instituto de Difusão Espírita

Paulo Henrique D. Vieira.
De Uberlândia, MG.



Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 23:45

Vidas Sucessivas de Públio Lentulus sura

1-   Participou da revolução de catilina

Fôra: um cônsul – um homem de poder, mas impiedoso.  Viveu no período do consulado composto de: públio lentulus sura, sergio lucius catilina e cícero. Disputaram o poder de roma. Viveram mais ou menos no ano de 79 a.c.

Foi o bisavõ de públio lentulus cornelius. Sura morreu durante a revolução de catilina. (cornelius teve um sonho e fez este depoimento, conforme a sua descrição no capítulo i do livro, “há dois mil anos”. Psicografado pelo médium francisco cândido xavier-edição – feb – brasil).

2-   94 Anos depois, reencarna, como:

Públio lentulus cornelius, senador do império romano no período dos imperadores: tibério a vespasiano.

No período da república:

Descreveu o senador públio lentulus cornelius, que se vê como o cônsul públio lentulus sura, em sonho, numa reencarnação anterior como o bisavô de cornelius. Juntou-se com catilina e mataram muitos adversários, prendeu-os em celas infectas e com muitas mortes, arrancando os olhos de muitos adversários políticos. Separava, assim, os inimigos de suas famílias.

Morreu estrangulado pelos seus inimigos, durante a revolução de catilina.

O espírito lívia já convivera com públio sura. No livro há dois mil anos:

Emmanuel informa –o início das suas revelações de uma reencarnação em roma, em maio da nossa era, no ano 31, na figura do senador públio cornelius.

Casado com a excepcional mulher romana: Lívia, com a finalidade de cura da sua filha Flávia Lentúlia, atacada pela lepra (hanseníase), obteve do imperador tibério, a designação para alto cargo público na palestina -representando o imperador

Encontra-se com Jesus em cafarnaum, galiléia. Não aceitou o convite de Jesus para seguí-lo.

Participou com Pilatos da tragédia do calvário. Conheceu todo o processo da crucificação como governador da Judéia.  A mais alta autoridade romana representando o imperador Tibério.

Vítima das lavas do vulcão vesúvio, desencarna o senador, Públio Lentulus Cornelius, em pompéia, no ano 79, cego. Vitimado pelas lavas e cinzas do vesúvio.

3-   em decorrido tempo, renasce na pessoa de um grego de grande cultura, conhecido com o nome de Nestório. Continuando as suas lutas imensas pela propagação do cristianismo, na cidade de Éfeso, copiando as sublimes lições da ex-esposa Lívia.

Participou nas catacumbas de Roma, em pequenos agrupamentos na divulgação do evangelho.

Na sua encarnação como grego de grande cultura, fora feito escravo pelos romanos e comprado por uma família nobre de roma. Nestório: era cristão desde a juventude e foi um dos assistentes das pregações evangélicas do apóstolo, João evangelista, em Éfeso. 

Certa noite, na ausência do pregador policarpo em Éfeso, o substitui, encaminhando a palestra.  Após belíssimos ensinamentos, ele e todos que ouviam foram presos e condenados a morrer no circo de Roma.

4-   no ano 217, reencarna na terra, outra vez. Moço, Podemos encontrá-lo nas vestes de quinto varro, patrício romano, apaixonado e cultor pelos ideais de liberdade.  Afervorado a jesus.

Sente doer-lhe na alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão. Vítima de uma conspiração para matá-lo durante uma viagem marítima, por membros da sua família, toma a identidade de um velho pregador de Iyon, de nome corvino. Transforma-se em irmão corvino. Densencarna, como cristão no território das Gálias, hoje, frança.

5-   onze anos depois, renasce em Roma e toma o nome de quinto celso. Desde a infância, iniciando na arte da leitura. Revela-se um prodígio de memória e discernimento. Francamente cristão, sofreu o martirio do circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos, os 14 anos.

Emmanuel – respondeu por intermédio de Francisco cândido Xavier, pelo canal 4 – São Paulo – tv tupí, no segundo pinga-fogo, em 20/12/1971.

Chico xavier disse que o seu mentor Emmanuel foi o padre Manuel da Nóbrega, renascido em Sanfins, entre o douro e o minho, Portugal, em 18/10/1517, ao tempo do reinado de d. Manoel i, o venturoso, em Portugal. Foi filho do desembargador - Baltazar da Nóbrega.


(http://img692.imageshack.us/img692/5334/q4kr.jpg)


Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 23:51


Aos 17 anos, em 1534, ingressou na universidade de salamanca, Espanha, e com 21 anos, em 1538, ingressou na faculdade de cânones da universidade de Coimbra, onde cursou direito canônico e filosofia.

Doutorou-se em 14/06/1541, tendo sido considerado pelo doutor: Martin Azpilcueta Navarro,  o doutíssimo Manuel da Nóbrega.

Veio para o Brasil em 1549, com Tomé de Souza, 1º governador geral.

Em 1553, com duarte da costa, 2º governador, chega José de Anchieta.

Em 1554, Nóbrega idealiza e toma iniciativa para fundação do colégio São Paulo, no campo de Piratininga. Obra continuada pelo padre Manuel de Paiva, e a idéia concretizada, definitivamente, pelo padre Anchieta.   
                                                                                     
Fez a inauguração do colégio São Paulo no dia 25/01/1554, data da conversão do apóstolo Paulo, que a igreja católica, comemora, dando início a cidade de São Paulo.

Nóbrega, Anchieta e outros religiosos são os implantadores do cristianismo católico no Brasil.

Publicou o livro: diálogo sobre a conversão do gentio. Considerado o primeiro escritor do Brasil, pois o foi o primeiro livro escrito no Brasil colonial.

Animou a Estácio de Sá para a Fundação da Cidade do Rio de Janeiro, Brasil, em 1565.

Desencarnou na manhã do próprio dia do seu aniversário, em 18/10/1570, no rio de janeiro, no colégio dos jesuítas (por ele mesmo construído), quando completava 53 anos de idade, vitimado pela tuberculose.

Emmanuel: padre Damiano – em 1620, 50 anos depois, o nobre espírito Emmanuel reencarna na Espanha, onde foi o padre Damiano, vigário da igreja de São Vicente, em Ávila, conforme se lê no livro renúncia, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, editado pela federação espírita brasileira.

Emmanuel na codificação espírita – em 1861 transmite a mensagem no capítulo xi, número 11. “amar ao próximo como a si mesmo - o egoísmo”, no evangelho segundo o espiritismo.

Emmanuel no brasil:
Emmanuel com Francisco Cândido Xavier – em 1927, foi visto pela primeira vez pela médium d. Carmem Perácio, sugerindo aos presentes naquela reunião espiritual, que fosse chamado de Emmanuel (que significa: Deus conosco).
Em 1931 – Francisco Cândido Xavier com 21 anos, passou a percebê-lo mediúnicamente e ouvir-lhe.

Diz Chico: “eu psicografava naquela época as produções do primeiro livro mediúnico, parnaso de além túmulo, via-lhe os traços fisionômicos de um homem idoso, sentia em mim a suavidade da sua presença, mas, o que me impressionava, era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz”.

Emmanuel fala ao Chico: “quando se sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista espírita”.

Esclarece Chico xavier: Emmanuel tem produzido por meu intermédio as mais variadas páginas sobre os mais variados assuntos.

Emmanuel – Chico – a sua produção vem desde 1933, completando 69 anos de sua mediunidade, e tem escrito livros sobre os mais diversos assuntos, ainda, lembrando:

Os romances do espírito Emmanuel com o médium Chico Xavier:

1. Há dois mil anos – 1939
2. 50 anos depois – 1940
3. Paulo e Estevão – 1942
4. Renúncia – 1943
5. Ave, Cristo – 1953.



Título: Re: AS VIDAS DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2009, 23:54

6.    Os livros científicos do espírito andré luiz e de muitos outros espíritos.
Todos os direitos autorais das 412 obras espíritas, escritas e publicadas, foram cedidos às instituições espíritas do brasil, por orientação dos próprios espíritos.

Considerações de chico xavier sobre a doutrina espírita:
Pergunta: qual o aspecto mais importante da doutrina espírita: o de religião, o de filosofia ou o de ciência?

Resposta ao médium Francisco Cândido Xavier:
Emmanuel costuma nos dizer que a coisa mais importante que cada um de nós poderá fazer na vida é seguir o mandamento cristão que nos aconselha a amar a deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Segundo emmanuel, tudo o mais é mera interpretação da verdade. Dessa forma, não temos dúvida ao crer ser o aspecto religioso da doutrina espírita o seu ângulo fundamental.

Muito nobre a filosofia, mas em verdade a filosofia nada mais faz, que muita conversa. Muito nobre o esforço científico, mas em verdade a mesma ciência que inventou a vacina construiu a bomba atômica.

Então, nós devemos reconhecer que todos os seres humanos trazem no íntimo um alto grau de periculosidade e, até hoje, a única força no mundo capaz de freiar estes impulsos de periculosidade humana, são, sem sombra de dúvida, a religião. (a religião dos espíritos. A religião natural).

Referências bibliográficas:

1. Há dois mil anos/francisco cândido xavier/emmanuel/feb
2. Cinquenta anos depois, idem, idem, idem.
3. Ave cristo/ idem, idem, idem.
4. Entrevistas/ idem, idem, ide.
5. L´évangile selon le spiritisme/ allan kardec.
6. Revista presença espírita/leal, salvador-bahia, brasil, jan/fev. 1991. Curiosidades.

Pesquisa de: João Batista Cabral.



Título: Re: A VIDA DE EMMANUEL
Enviado por: Neusa Alzira em 10 de Dezembro de 2009, 00:01
Como é comente e belo ver a evolução de um espírto que decidiu seguir as pegadas de Jesus; mesmo tendo conhecimento das vidas de Emmanuel, sempre me sensibilizo com a grandeza desde espírito de escol
Título: Re: A VIDA DE EMMANUEL
Enviado por: Marianna em 13 de Dezembro de 2009, 16:22

Citar
mesmo tendo conhecimento das vidas de Emmanuel, sempre me sensibilizo com a grandeza desde espírito de escol

É isso mesmo Neusa.
O Senhor nos dá N... oportunidades de evoluir, e nós, com o nosso livre arbítrio, não aproveitamos as oportudidade que Deus nos dá.


Título: Re: A VIDA DE EMMANUEL
Enviado por: andreariovaldo em 03 de Outubro de 2011, 13:29
Citar
Reencarnou novamente por volta do ano 217, como Quinto Varro, romano seguidor dos ensinamentos de Jesus, assim como um defensor dos ideais de liberdade. Revolta-se contra as condições em que as classes menos privilegiadas de Roma têm de viver, mas percebe que um novo mundo está para surgir. Assume a identidade de Irmão Corvino ao saber de uma conspiração para matá-lo. Quando finalmente é preso, é condenado à decapitação, mas a pena é suspensa, e acaba morrendo lentamente na prisão. Sua encarnação seguinte ocorreu onze anos após, com o nome de Quinto Celso, que também sofreu o martírio no circo, morrendo queimado aos quatorze anos.

Olá,

As personagens do livro “Ave Cristo!” parecem ser as mesmas de “Há 2000 anos” e “50 anos depois”.

É certo que em “50 anos depois”, o escravo Nestório já tem o seu orgulho abatido e se torna cristão. Mas daí a ele se tornar um alma tão elevada quanto o foi Quinto Varro e Quinto Celso (que aparecem em “Ave Cristo” e que são a mesma pessoa) me parece duvidoso.

Bem que eu já tinha ouvido falar que Emmanuel seria Quinto Varro. As mesmas personagens aparecem em “Ave Cristo!” Lívia é a mesma de Hà 2000 mil anos.

 A personagem central do livro é Taciano, que, se não me falha a memória é casado com Lívia mas perde esta, por ser cristã e ele não tolerar o Cristianismo. Quinto Varro, em esferas superiores, pede ao seu superior que lhe conceda 100 anos ou duas reencarnações para salvar Taciano das ilusões mundanas e convertê-lo ao Cristianismo. Na primeira delas, nasce como Quinto Varro, o pai de Taciano e logo depois reencarna como Quinto Celso, filho de Taciano. Na última hora, antes de os dois serem conduzidos para o circo do martírio, Taciano se converte e na hora do desencarne, nos narra Emmanuel, Taciano “procurou Quinto Celso, mas, oh! Divina felicidade!... Viu que do poste de martírio emergia, não o filho adotivo, mas seu próprio pai, Quinto Varro, que lhe estendia os braços, murmurando: - Taciano, meu filho, agora poderemos trabalhar, em louvor a Jesus, para sempre!...” (Ave Cristo!, Emmanuel/Chico, pg. 375, 11ª. Ed. FEB).

Me parece suspeito Emmanuel ter evoluído tanto em tão pouco tempo – são apenas algumas reencarnações de Públio Lentulus a Quinto Varro/Quinto Celso.

A pergunta é: quem seria Taciano, se ele é a personagem central da estória e Quinto Varro e Lívia figuram á conta de Espíritos evoluídos que descem à Terra em missão especial de converter Taciano???

Como Emmanuel daria testemunho de si próprio, figurando à conta de Espírito Superior que desce das alturas para ensinar pelo exemplo o Evangelho de Jesus??

Muito estranho, porque, em “Renúncia”, a personagem central é Alcíone, um Espírito de alta estirpe que ama o padre Carlos Clenaghan (que se encontra espiritualmente em posição inferior à dela) e vem ao mundo para resgatar Clenaghan, mas não consegue, porque o padre Carlos sucumbe – como era de se esperar – mas o exemplo que fica no livro é da renúncia de Alcíone. E o padre Damiano, que é Emmanuel, figura no próprio livro como apenas um sacerdote que se coloca moralmente muito longe de Alcíone, e parece narrar a estória.

Muito estranho, portanto.  Caberia uma nova releitura na seqüência, de todas as obras de Emmanuel sobre o Cristianismo primitivo.

É só uma observação minha.

Abcs,

Renato 



Estou de pleno acordo com o Renato. Está havendo grande equívoco por parte de todos os que afirmam que Emmanuel foi o padre Damiano. Não foi. Foi o padre Carlos.

Emmanuel narra constantemente que em várias existências caiu devido ao orgulho, e em Renúncia ocorre o mesmo. Em suas obras (as vidas de emmanuel), cita que reencarnou várias vezes ao lado do espírito de (Alcione, lívia) etc, para aprender com ela sobre amor e evolução.

Esse é o problema de fazer espiritismo com base em achismos pessoais. Basta ler o conjunto de suas obras e não será dificil compreender o engano.
Título: Re: A vida de Emmanuel
Enviado por: Ricardo Silva em 21 de Outubro de 2011, 03:46
prezado andreariovaldo, amigos,
se Emmanuel em "Renúncia" fosse o Padre Carlos, necessariamente seria também Ciro, de "50 anos depois", já que Alcíone é a mesma Célia deste romance, apaixonada pelo mesmo Ciro/Pólux/Carlos. Sabemos que, em "50 anos depois", Emmanuel foi Nestório - tutor de Célia. A informação de que ele seria o padre Damiano (um tutor de Alcíone!) é confirmada por diversas fontes ("Deus Conosco", "Sementeira de Luz", "Chico, Diálogos e Recordações", dentre outras).

Quanto à afirmação de que Emmanuel teria sido o Quinto Varro de "Ave, Cristo!", segundo as obras mencionadas ele é de fato o personagem Basílio, o pai adotivo de uma jovem chamada Lívia (nome que ele lha deu ao adotá-la; quem sabe uma reminiscência da história de sua esposa em "Há 2000 anos"). Quanto à esposa de Taciano, na realidade, chamava-se Helena.

Obs.: não estou afirmando que é ou não é, apenas trazendo informações que encontrei em diversas obras e que são coincidentes, satisfazendo o conhecido critério doutrinário.

Sugiro uma pesquisada neste site: http://chico-xavier.com/
Abraços!
Título: Re: A vida de Emmanuel
Enviado por: tuler em 21 de Outubro de 2011, 10:42
Já eu sugiro pensar bem, pois a História tem registros de TODOS os senadores romanos e o nome Publio Lentulos não aparece nos registros. Há no romance outros relatos que não conferem com a verdade.

 Estes livros são obras de ficção.

Título: Re: A vida de Emmanuel
Enviado por: Ricardo Silva em 21 de Outubro de 2011, 15:57
Caro tuler,
você poderia nos indicar um local onde pudéssemos ler tal lista? Seria muito interessante!

Quanto a ser ou não ficção, na introdução do "Ave, Cristo!" diz Emmanuel: "Alinhando pois, as reminiscências deste livro, não nos propomos romancear, fazer literatura de ficção, mas sim trazer aos nossos companheiros do Cristianismo redivivo, na seara espírita, breve página  da história sublime dos pioneiros de nossa fé." Aliás, é o mesmo discurso das demais obras (basta ler nas respectivas introduções).
Então - considerando-se que o autor esteja falando de boa fé - ele está assumindo que a história é real.
Título: Re: A vida de Emmanuel
Enviado por: tuler em 21 de Outubro de 2011, 18:19
 Existiu um Publius Lentulus que morreu 63 anos antes de Jesus e a tal carta é de 1300.
Estou atrás da pesquisa completa, com bibliografia. Assim q encontrá-la, envio-a por e-mail, OK?

Há alguma informação em:

http://www.newadvent.org/cathen/09154a.htm

http://www.britannica.com/eb/article-9047775/Publius-Cornelius-Lentulus

http://en.wikipedia.org/wiki/Publius_Lentulus
Título: Re: A vida de Emmanuel
Enviado por: tuler em 23 de Outubro de 2011, 10:31
Aqui está o artigo:

http://www.4shared.com/file/63104287/b77a1e58/Epistula_Lentuli_I_atualizada.html
Título: Re: A vida de Emmanuel
Enviado por: Ricardo Silva em 03 de Novembro de 2011, 16:50
Ok, vou olhar com calma. Valeu.
Enquanto isso, permita-me cumprir minha parte na "troca" de ideias: sobre a historicidade dos romances de Emmanuel: Seminário Paulo e Estevão - Parte 01 de 02 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVZlOXFiS0ljMGZzJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQjd3M=)
Assistam o seminário inteiro! Vale muito a pena!
Título: Re: A vida de Emmanuel
Enviado por: LuizFrancisco em 03 de Novembro de 2011, 17:39
Olá a todos,

Devemos ter muito cuidado quando citamos reencarnações, pois se de Deus quissesse todos lembraríamos, mas, o esquecimento do passado em nova encarnações é para fortalecer o Espírito.
Também nos ensinos dos Espíritos Superiores, é que o mais importante do "quem fui", é sempre lutar contra nossa imperfeições em reformulações intimas (moralidade).

Trago um resumo do livro o "13º Apóstolo - As Reencarnações de Bezerra de Meneses", onde traz.
Resumo:
O mais importante vulto do Espiritismo no Brasil, Bezerra de Menezes, cognominado o Kardec Brasileiro, tem traçada nestas páginas uma biografia espiritual, na qual o encontramos sempre envolvido na divulgação da mensagem do Cristo, em diversas de suasencarnações anteriores. Zaqueu, Matias, Quinto Varro, Quinto Celso e Parmênio são diversos dos nomes da mesma individualidade que mais tarde iria se chamar Bezerra de Menezes.
Quando não sabemos algo não podemos afirmar, serve apenas como título de aprendizado.
Abraços
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Ricardo Silva em 21 de Dezembro de 2011, 22:30
Prezado Luiz Francisco,
quanto ao Bezerra ter sido Quinto Varro:
curiosamente a notícia que tenho, de obras como "Deus Conosco", "Sementeira de Luz", "Chico, Diálogos e Recordações", dentre outras, é que Bezerra em "Ave, Cristo!" era o cristão Ápio Corvino, amigo e mentor de Quinto Varro, que dele herdou o sobrenome ao passar a se chamar de Irmão Corvino, após seu pretenso assassinato, quando chegou à França. Quanto a Quinto Varro, teria reencarnado como São Pedro de Alcântara.
Sugiro a leitura desta página - em especial os comentários: http://chico-xavier.com/2006/11/09/reencarnacao-quinto-varro-e-sao-pedro-de-alcantara/
Abraços!
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Mourarego em 27 de Fevereiro de 2012, 17:49
Amiga Ana,
esses pps, apenas relatam a opinião de alguns expositores mas nunca uma certeza.
Não se tem dados comprovados sobre essa coisa de outras vivências de um Espírito.
abraços,
Moura
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Dani :) em 01 de Março de 2012, 12:31
Olá a todos,

Devemos ter muito cuidado quando citamos reencarnações, pois se de Deus quissesse todos lembraríamos, mas, o esquecimento do passado em nova encarnações é para fortalecer o Espírito.
Também nos ensinos dos Espíritos Superiores, é que o mais importante do "quem fui", é sempre lutar contra nossa imperfeições em reformulações intimas (moralidade).
(...)

Amiga Ana,
esses pps, apenas relatam a opinião de alguns expositores mas nunca uma certeza.
Não se tem dados comprovados sobre essa coisa de outras vivências de um Espírito.
abraços,
Moura

Concordo com os amigos Moura e Luiz Francisco.
Amiga Ana, eu, em minha modesta opinião, creio que tudo é uma questão ponto de vista. O que é verdade para mim, pode não ser para você, e ainda assim, todas duas podem estar convictas, agindo de boa fé e, pasme, corretas, pois para cada pessoa, dependendo de suas vivências e estado de espírito, os mesmos fatos podem dar ensejo a percepções/impressões e reações diferentes.
Pelo que entendo, os relatos das obras são a partir das impressões e conhecimentos dos espiritos que as narram. Estando de boa-fé e recebendo o auxílio da espiritualidade superior, eles serão o mais fiel possível à verdade, sempre procurando trazer encorajamento à nossa caminhada espiritual, instrução acerca dos valores cristãos, e ilustações de possíveis condutas e suas consequências.
Não tomo nada como verdade absoluta, mas procuro utilizar as experiências narradas por outros para vigiar minhas próprias condutas e pensamentos, simplesmente.
Abraços a todos.
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Mourarego em 01 de Março de 2012, 15:40
Uma questão importante que não deve fugir da mente de qualquer Espírita é que OLE nos explica em poucas e claras palavras:
"Ao Espírito não é dado o tudo saber".
Outra, se não é dado a mim, como Espírito saber de tudo, (este "tudo" inclui tudo mesmo), e havendo ainda outra questão que é respondida onde se vê "quando uma lembrança for necessária ao desenvolvimento moral do Espírito esta lhe aparecerá em forma de flashes".
Juntando-se as duas, teremos que, outros espíritos, têm ainda menos poder de se imiscuir em vivências que não lhe pertencerem.
Dois motivos dos mais simples para não ser prolixo:
nada que exista na vivencia que um experimenta, há de me servir, na minha vivência.
Sou outro Espírito detenho outras falhas, tenho outras destinações quanto ao meu aprimoramento, logo, no mais das vezes estas notícias sobre encarnações passadas deste ou daquele são apenas mistificações.
Abraços,
Moura
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Dani :) em 02 de Março de 2012, 15:14
(...) nada que exista na vivencia que um experimenta, há de me servir, na minha vivência. (...)
Abraços,
Moura

Amigo Moura, agora você conseguiu fazer com que eu me sinta uma "E.T." (risos).  ;D
Eu sou uma constante observadora da conduta alheia (devo ser uma analista/psicóloga/fofoqueira... frustrada risos) no seguinte moldes:
1) o fulano teve uma atitude negativa, então eu observo e reflito: eu já posso ter feito isto em outra encarnação ou até nesta, ou ao menos algo parecido, não devo apontar-lhe o dedo, vou procurar ser-lhe solidária e compreendê-lo melhor.
2) as atitudes de um amigo, parente ou conhecido me irritam ou entristecem, então penso: será que eu também não estou sendo assim para outrem? vou observar melhor meu comportamento e procurar corrigir-me.
3) algum familiar/colega de trabalho/etc meu tem conduta que eu não gosto, então eu penso: quem sou eu pra condenar, não sou perfeita e provavelmente eu tenho "N" características e condutas que desagradam aos mesmos, então vou vigiar meu proceder e caso eu constate que tenho alguma característica negativa em comum com algum amigo, vou tentar modificar-me eis que a atitude dele serve-me de alerta em relação às minhas próprias.

Geralmente, quando observo as atitudes dos outros, procuro fazê-lo como se estivesse a mirar um espelho: tento enxergar-me naquelas situações, questionar como eu costumo agir ou agiria nos mesmos casos, procuro perceber se eu também não sou um pouco como eles, se minhas atitudes são corretas, onde devo modificá-las, etc.
Logicamente, também procuro, dentro do possível, verificar se a conduta do meu semelhante não é um "pedido de ajuda" e dentro do possível, ser solidária. Além disso, esta não é uma constante em minha vida, é óbvio que permeio minha conduta segundo minhas próprias convicções, sem tentar viver a vida dos outros.
Vou te dizer que é difícil, mas procuro mentalizar estas questões acima sempre. E eu realmente gosto de olhar as pessoas, perceber suas personalidades, tendências, medos, sonhos, preferências... Sempre fui assim até onde consigo recordar. Acho maravilhoso poder olhar "lá no fundo da alma" das pessoas e descobrir coisas legais sobre elas (tem a outra parte, onde a gente descobre coisas ruins, mas deixa pra lá.).

Abraços.

Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Mourarego em 02 de Março de 2012, 16:10
Maninha Dani, você não erra...
Tudo o que podemos absorver e que damos importância para pensarmos depois, tanto em ocorrências quanto em exemplos que possamos ler ou escutar, pode nos servir  como elemento de modificação.
Porém, para que esta modificação aconteça, o elemento mais importante é a Vontade que o Espírito tenham em não se enredar nas mesmas ações, atitudes ou pensamentos.
Quer dizer, os exemplos que vemos, escutamos e tomamos parte, não nos modificam, mas se os tomamos como lições e elucidamos neles uma condição negativa e afastante do progresso espiritual e em assim tendo visto, nos apressarmos em nos modificar naqueles pontos, com Vontade soberana, ai sim, estamos dando um fim útil a eles.
Veja: Quanto0s de nós vemos um cara fechar a outro no trânsito e vemos o outro lhe xingar e dizemos, caracas, isso não tá certo, mas ao sermos fechados, também mandamos brasa no xingamento, mesmo que as vezes só pelo pensamento...
abraços,
Moura
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Ricardo Silva em 28 de Abril de 2012, 14:34
Independentemente de se saber quem foi quem nesta ou naquela vida, os romances de Emmanuel são de grande valor - não apenas pelas histórias que narra, ou pelos conceitos que apresenta, explica e exemplifica, mas também pelo conteúdo histórico que apresenta, e que pode ser avaliado mediante pesquisa profunda e paciente. Conhecemos grupos que os estudam há mais de dez anos, compostos por pessoas com formação em diversas áreas e que vêm encontrando um grau de precisão e refinamento na descrição histórica, inclusive antecipando em décadas certas descobertas arqueológicas e históricas (neste aspecto, gostaria de recomendar novamente o vídeo que postei há algum tempo neste mesmo tópico). Para mim, neste aspecto mais que em outros, os romances de Emmanuel são uma prova da continuação da vida após a morte, antes de mais nada.
Queria apenas frisar que as informações que trouxe sobre as conexões entre os personagens não são apenas "chute": estão expostas em várias obras (que já citei neste tópico) que concordam entre si (algumas mediúnicas e outras escritas com base no testemunho de pessoas que trabalharam ou conviveram com Chico Xavier). O fato de haver concordância total entre elas é suficiente para que se lhes dê alguma atenção.
Estas informações começaram a me interessar após uma fase em que questionei com muito rigor a literatura mediúnica espírita em geral, e durante a qual resolvi estudar a biografia de Chico Xavier. Entre outros o livro do jornalista Marcel Souto Maior - então ateu -, "As vidas de Chico Xavier", não apenas me comoveu pela descrição de um médium exemplar, comprometido com o ser humano e com a Doutrina Espírita, mas também pela elevação moral, variedade formal e estilística, riqueza conceitual e coerência das comunicações mediúnicas recebidas por ele - em que pese a quantidade!
Abraços!
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: hcancela em 28 de Abril de 2012, 15:02
Olá amigos(as)

No geral temos muito que aprender uns com os outros, o nosso problema é que quando vemos alguém(encarnado ou desencarnado) falar muito e por vezes bem, vamos dando o que Eles dizem como verdade, coisa que não é bem assim, e, pelas razões óbvias e para todos(as). ;)

Saudações fraternas
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Ricardo Silva em 17 de Outubro de 2012, 23:27
Aqui alguns resultados absolutamente palpáveis a favor da historicidade dos romances de Emmanuel: Haroldo Dutra Dias - Informações Históricas na Obra de Emmanuel - Congresso Espirita ES 2011 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXp2UjJQeXpKYTZFJmFtcDtmZWF0dXJlPWctdnJlYyM=)

Tuler, especificamente sobre a existência do senador Públio Lêntulus, veja aos 39min. deste mesmo vídeo.

Abraços!
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Marcia Cristina 50 em 25 de Julho de 2013, 16:39
Citar
Aqui alguns resultados absolutamente palpáveis a favor da historicidade dos romances de Emmanue

O palestrante falou muito pouco sobre o que a gente quer saber.

Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Ricardo Silva em 22 de Agosto de 2013, 05:13
Citar
Aqui alguns resultados absolutamente palpáveis a favor da historicidade dos romances de Emmanue

O palestrante falou muito pouco sobre o que a gente quer saber.

É que a uma certa altura da conversa começamos a abordar a historicidade dos romances de Emmanuel, Márcia Cristina. As duas palestras que postei em respostas anteriores eram sobre este aspecto e, ainda sobre ele, tomo a liberdade de recomendar mais dois artigos, escritos por um historiador:
http://www.revista.febnet.org.br/ (a partir da página 37)
http://www.febnet.org.br/nepe/files/2013/08/artigo-HDMA-vesuvio-parte.pdf


Se você estiver querendo saber sobre as reencarnações de Emmanuel (que é o assunto deste tópico), permita-me reiterar a sugestão dos seguintes livros: "Chico, Diálogos e Recordações" (de Carlos Alberto Braga Costa e Arnaldo Rocha), "Deus Conosco" (de Emmanuel através de Chico Xavier), "Amor e Sabedoria de Emmanuel" (Clóvis Tavares).
Abraços!
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Ricardo Silva em 20 de Janeiro de 2014, 23:57
Especificamente sobre a existência histórica do Públio Lentulus de "Há 2000 anos": http://www.portalsaber.org/2014/01/sim-existe-um-publio-lentulus-ao-tempo.html
Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Marianna em 19 de Março de 2018, 18:30

(https://ogimg.infoglobo.com.br/in/15995740-825-446/FT1086A/420/xguilherme-romano.jpg.pagespeed.ic.Yaj4ZuBaJy.jpg)

Guilherme aos 13 anos no "Mais Você" e Emmanuel - Reprodução.

'Muito prazer, eu não sou Emmanuel'

Estudante de São Paulo é apontado como reencarnação do mentor de Chico Xavier.

A inusitada apresentação é do estudante Guilherme Romano, 21 anos, na tentativa de desfazer a notícia mais aguardada entre os seguidores do kardecismo, em especial os admiradores do médium mineiro Chico Xavier, morto aos 92 anos em 2002.

— Toda vez que eu chego a algum lugar, as pessoas dizem assim: 'Você é o Emmanuel?'. 'Não, não, sou'.

Já chego falando que não sou'. Já teve várias pessoas que disseram: 'Você pensa que me engana?' — relata Guilherme, às gargalhadas, durante visita para palestra no Movimento de Amor ao Próximo (MAP), no Recreio dos Bandeirantes.

Chico Xavier chegou a descrever em conversas e até entrevistas como voltaria a vida o seu benfeitor, o espírito que o teria auxiliado desde um encontro numa cachoeira em Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, nos anos 30, até meados de 1996. O farto material que teria produzido em psicografias, afirmava o médium, teria nascido por colaboração desse espírito.

Tudo o que se sabe, segundo os relatos de Chico Xavier e dos mais próximos ao médium, é que um menino teria nascido entre 2000 e 2001, no interior de São Paulo, em uma família kardecista e que manifestaria bem jovem os dons mediúnicos.

E mais: ele seria professor e com grande capacidade para ensinar. Guilherme Romano se encaixa bem em boa parte da descrição.

— Eu nasci na Zona Leste de São Paulo. Sou médium desde que eu nasci. Tive o privilégio de nascer numa família espírita. Comecei minha caminhada espiritual na Casa Perseverança, também na Zona Leste de São Paulo, um dos maiores centros espíritas do mundo, lá com dona Guiomar (de Oliveira Albanesi), discípula do Chico.

A vontade de ensinar, apesar da juventude, está presente. Estuda Filosofia na Universidade de São Paulo e pretende ser professor. Já escreveu dois livros.

O primeiro é "A eterna dança cósmica". O segundo, pronto, ainda será lançado. Atualmente dá palestras sobre espiritualidade em centros espíritas. É um dos fundadores do Núcleo de Estudos Espiritualistas Luz da Nova Alvorada (Neelna), em São Paulo.

A idade de Guilherme Romano, porém, não bate com a profecia sobre o Iluminado. Guilherme nasceu em 1993. Neste período, o médium mineiro ainda alegava ser assessorado por Emmanuel. Em conversas com amigos, Chico teria relatado que o benfeitor o teria deixado somente por volta de 1996 para se dedicar a reencarnação.

Emmanuel retornaria para a gestação em uma família kardecista no fim dos anos 90 e nasceria por volta do ano 2000 ou 2001. Hoje, o Iluminado estaria, portanto, com 15 anos, possivelmente já familiarizado com fenômenos mediúnicos.

A diferença de seis anos invibializa que Guilherme, no entendimento dos mais próximos a Chico, seja Emmanuel.

A suspeita sobre Guilherme só surgiu há pouco mais de três anos. Em 2007, ele participou do programa "Mais Você", da TV Globo. A entrevista com a apresentadora Ana Maria Braga era sobre a mediunidade precoce.

Não se levantou a possibilidade de ele ser o mentor de Chico. O que só ocorreria cinco anos depois, quando o vídeo com a entrevista foi colocado nas redes sociais.

— Começaram a dizer: 'Olha, ele é super parecido. Tem uma vontade de educar, de trabalhar com educação', que é o que eu sempre falei. 'E gosta de falar, de escrever. Então, ele é o Emmanuel' — relata Guilherme.

Guilherme nasceu em São Paulo, estuda filosofia e quer ser professor - Élcio Braga / Agênica O Globo. Parecia que a profecia estava consumada. Sites e fóruns espíritas discutiam as semelhanças.

A prova: a foto de Guilherme, aos 13 anos, e a imagem de Emmanuel, em pintura a óleo do pintor Delpino Júnior, que teria sido elaborada com ajuda de espíritos e de Chico Xavier.

Como o vídeo foi colocado nas redes sociais com cinco anos de atraso, a diferença entre a idade prevista na profecia para o Iluminado e a real idade de Guilherme desapareceu. O jovem médium paulista negou até em vídeo, postado em seu blog, que fosse Emmanuel.

O debate ganhou espaço entre os que se declaram espíritas. No Brasil, segundo o Censo de 2010, são 3,8 milhões de espíritas, sem especificar os da linha kardecista.

Kardecista é o que segue a doutrina do francês Allan Kardec, a mesma que Chico Xavier deu continuidade. Emmanuel seria o responsável por completar o trabalho. O médium mineiro afirmara que ele passaria a ser o benfeitor de Emmanuel. Os papéis se inverteriam.

Geraldo Lemos Neto, presidente da Casa de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, não acredita que Guilherme possa ser Emmanuel. A idade não bate.

— O Chico começou a fazer revelações sobre o assunto em 1973 em entrevista a Hebe (Camargo), na TV Record de São Paulo. Confirma isso em dois livros: "Livro entrevista", de 1975, e "A terra e o semeador", de 1978. E, no Programa do Gugu, responde que Emmanuel reencarnará no fim de 1999 — explica Geraldo.

Segundo Geraldo, talvez ainda não esteja na hora de o Emmanuel reencarnado ser reconhecido. O próprio Chico Xavier só entrou para o espiritismo aos 17 anos.

— Chico falou que Emmanuel seria reconhecido pela obra e pela psicografia. Seria um médium psicógrafo. Hoje deve ser um garoto de 15 anos — diz Geraldo.

Apenas duas pessoas saberiam quem é Emmanuel. Os próprios pais do jovem, que também seriam reencarnações de dois personagens retratados no livro e no filme "Nosso Lar", uma das obras psicografadas por Chico Xavier.

Em encontro com amigos de Chico, em 2011, segundo Geraldo, Eurípedes Higino, filho adotivo do médium, contou que Chico teria visitado a família para conhecer o menino, em 2001.


Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Marianna em 19 de Março de 2018, 18:32

Se isso ocorreu, Chico, com idade avançada e doente, precisaria que alguém o acompanhasse, aumentando a possibilidade de mais pessoas guardarem o segredo.

Procurado pelo GLOBO por telefone, Eurípedes, por intermédio de sua secretária, informou que só daria entrevista pessoalmente.

Guilherme nasceu na Zona Leste da capital paulista e não no interior. E tem 21 anos, cinco ou seis a mais do que teria o Iluminado. Por enquanto, é o mais próximo que surgiu da descrição.

O fato de possuir cova no queixo, exatamente como a figura que retrataria Emmanuel, poderia ser conta do acaso. Outra coincidência é o fato de ter Romano como sobrenome, o que remete à vida passada na qual, segundo kardecistas, teria sido a experiência mais marcante de Emmanuel.

Ele teria sido um cônsul romano, chamado Publius Lentulus, e teria se encontrado cara a cara com Jesus de Nazaré. Então, as semelhanças com Emmanuel seriam obras do acaso?

— O espiritismo vai dizer que não existem acasos, né?

Passei a questionar muito o valor e o fim útil de todas as coisas.

— Qual é o valor final de saber uma coisa dessas?

— Por que é tão importante eu saber a identidade de alguém se eu não conheço nem a minha identidade última, aquela que eu preciso dilapidar, conhecer e transformar para adquirir um estado de contentamento, de autopercepção, muito maiores do que aqueles em que o meu ego e minha ignorância me colocaram até agora? - questiona.

Para muitos que acreditam na doutrina espírita, a comprovação de quem venha a ser considerado Emmanuel não se dará por certidão ou papel timbrado. Seriam pequenos sinais.

Mesmo Chico Xavier, considerado por muitos como o maior médium de todos os tempos, conviveu com suspeitas semelhantes. Muitos achavam que ele fosse a reencarnação de Allan Kardec, motivo de discórdia entre seguidores do kardecismo. Dúvida e fé caminham juntas.

“EU VEJO PESSOAS MORTAS”

A famosa frase dita pelo menino (Haley Joel Osment) no filme "Sexto sentido" (1999) - "I see dead people" (Eu vejo pessoas mortas), com Bruce Willis no elenco -, tem tudo a ver com a infância de Guilherme Romano.

— Diziam que eu era o garoto do filme. Passava mal em cemitérios. Via o espírito da pessoa ainda apegado ao corpo, querendo ficar ali, sendo enterrado junto. Era um desespero — relata ele.

Guilherme misturava os dois mundos. Não saberia distinguir quando via um vivo ou um morto. Aos seis anos, estava na parte de trás de uma Fiorino presa a um enorme engarrafamento em São Paulo.

Ele teria alertado ao pai que a causa seria um acidente de trânsito. O pai quis saber como ele poderia ter certeza do que estava dizendo.

— Eu disse para o meu pai que o morto estava atrás no carro comigo. Era um motoqueiro e ele começou a negar que estivesse morto: 'Olha, estou falando com você...' Eu tive de contar com a ajuda de minha mentora para explicar o que havia acontecido a ele.

A partir dos seis anos, Guilherme relata que via monstros. Para assustá-lo, os espíritos atrasados assumiriam as formas temidas por ele em pesadelos.

Apesar de ter nascido em família kardecista, o jovem contou com ajuda médica. Frequentou consultórios de psicólogos até os 17 anos. Até fez tomografia para saber se não era esquizofrênico.

— Chegou a um momento de eu questionar até a sanidade. Começava nas psicólogas recebendo consulta. Passava um tempo, eu estava dando consulta para elas.

A reviravolta ocorreu quando disse ter recebido orientações do seu guru espiritual, que identifica como Sri Swami Shivaharyànanda, para viajar à Índia e mergulhar em uma nova experiência de vida.

Ele garante ter voltado renovado. Atualmente, vive com o que ganha em cursos de Raja Yoga e técnicas de controle da mente, espiritualidade e filosofia, além da renda de seus livros. Para os trabalhos com dons mediúnicos, afirma nada cobrar.

É presidente da Irmandade Luz da Nova Alvorada.

Por Élcio Braga 28/04/2015 6:00


Título: Re: As vidas de Emmanuel
Enviado por: Marianna em 16 de Abril de 2019, 03:09

Emmanuel: Suas várias vidas e onde, atualmente, está reencarnado

Vamos relembrar algumas das encarnações pretéritas do mentor de Chico Xavier, informações estas que constam nos próprios livros ditados ao Chico pelo Emmanuel:

Emmanuel foi Publius Cornelius Lentulus, apelidado de Sura, morreu em 63 aC. Foi uma das figuras capitais na conjura de Catilina.

Foi pretor em 75, governador da Sicília em 74, cônsul em 71 após a morte de Espartaco. Em 70, foi expulso do senado, com outras pessoas, por imoralidade.

Juntou-se neste momento a Lucio Catilina, político romano que procurava devolver aos aristocratas as prerrogativas do patriciado (Roma tinha passado por uma reviravolta popular rumo da democracia, redesenhando os poderes em prol das classes populares, as plebes - que ganhou direitos inusitados, tudo isso após a sublevação de Espártaco que arregimentou 200 mil homens contra o exercito romano e o derrotando 6 vezes).

Os conspiradores foram presos e obrigados a confessar (mediante tortura).

Públio Lentulus foi obrigado a abdicar de seu cargo de pretor (chefe de policia) e, temendo que pudesse influenciar alguém, o imperador romano o condenou a morte. Sura, era em suma um verdadeiro crápula.

Emmanuel então reencarna, como neto de Sura, com o mesmo nome (Públio Lentulus Cornélio), agora um senador incorruptível e austero, justamente com a missão de consertar as besteiras que fez no passado, SE consertando. Mas, como a natureza não dá saltos (e ninguém vira santo depois que morre) ele continua com um péssimo caráter espiritual.

Foi nesta encarnação que ele encontrou Jesus, mas mesmo as palavras do Nazareno não
conseguiram demovê-lo de seu orgulho e cegueira. Com o passar do tempo (e das bordoadas que leva nesta e em outras encarnações) é que ele vai depurando seu espírito, sempre com base na Lei do retorno.

Emmanuel e Moisés se encontraram um século antes da vida de Jesus, quando Moisés
(João Batista) na personalidade do escravo romano Espartáco iniciou o fim da Republica
Emmanuel: suas varias vidas e onde, atualmente, está reencarnado.

A Romana, da qual Emmanuel fazia parte conforme relatado no livro Há dois mil anos (pretor e depois consul Sura).

Emmanuel veio depois como o senador Públio Lentulus e na encarnação seguinte como um
escravo (Nestório) abraçando em definitivo os ideais de Moisés (João Batista/Espartáco).

O mesmo perfil austero que Emmanuel apresentava quando se comunicava com Chico Xavier pode ser igualmente observado em João Batista, mais um indício que denota a profunda ligação e admiração entre esses dois espíritos.

A partir dessa encarnação, Emmanuel começa sua ascensão espiritual e já na época do Brasil colônia encarna como o padre Manoel da Nóbrega, lutando por uma vida mais decente para os índios que eram explorados no Brasil pelos portugueses.

Nessa encarnação, Emmanuel convive com o padre José de Anchieta (uma das encarnações de Frei Fabiano de Cristo) e realizam importante trabalho com os jesuítas para catequizar os índios e de certa forma diminuir as hostilidades entre eles e os colonizadores portugueses.

Vale ressaltar que antes de encarnar como Manuel da Nóbrega, Emmanuel reencarna como São Remígio , nascido em 439, bispo francês de família nobre. Considerado como o
apóstolo dos pagãos, nas Gálias, era conhecido pela sua pureza de espírito, e profundo amor a Deus e ao próximo.

Desencarnou em janeiro de 535, aos 96 anos.

Foi nessa encarnação que Emmanuel inicia um ciclo de encarnações onde trabalharia diretamente junto a Igreja Católica. Depois de encarnar como Manuel da Nóbrega, Emmanuel reencarna nessa seqüência:

Padre Damiano (1613 – até próximo de 1700), nasceu na Espanha e exerceu o oficio de
padre também na França, onde desencarnou. Jean Jaques Tourville, prelado católico no período anterior a revolução francesa, era educador da nobreza, viveu na França e antes de estourar a revolução refugiou-se na Espanha, onde desencarnou no final do século 18.

Padre Amaro, humildade sacerdote católico que viveu no Pará e posteriormente no RJ, viveu entre os séculos 19 e 20 e teve contato com Bezerra de Menezes.

Em suas cinco ultimas encarnações podemos perceber que Emmanuel viveu sempre como
religioso católico. E a atual encarnação de Emmanuel, quais informações temos disponíveis?

Sônia Barsante, frequentadora do Grupo Espírita da Prece de Chico Xavier, testemunhou que em determinado dia no ano 2000 Chico Xavier ausentou-se por alguns momentos em
transe mediúnico.

Ao retornar, disse-lhe com alegria que fora em desdobramento espiritual até uma cidade do Estado de São Paulo para visitar um bebê que seria o espírito de Emmanuel já reencarnado.

Terminou dizendo-lhe e aos demais que lá estavam presentes: “vocês ainda vão reconhecê-lo.” Emmanuel conta hoje portanto com idade entre 11 e 12 anos, vivendo em São Paulo.

Numa pergunta feita por Gugu Liberato, se Emmanuel reencarnaria, Chico assim afirmou: “Ele diz que virá novamente para trabalhar como professor”.

O que podemos entender sobre professor?

Um palestrante, se valendo da excelente oratória adquirida na época do senado romano, um professor das multidões, ensinando milhares e milhares de jovens os conceitos espíritas através da união entre espíritas e católicos, aproveitando o amplo conhecimento que Emmanuel adquiriu da estrutura católica e dos evangelhos bíblicos.

Um verdadeiro educador, buscando assim como Gabriel primeiramente a união entre espíritas e católicos como pilar de sustentação do Universalismo Crístico. Um educador.

Emmanuel não viveu nenhuma encarnação com esse nome, então porque se apresentaria
com esse nome para Chico Xavier? Emmanuel significa “Deus conosco”.

Em toda sua trajetória vemos sua cura, tornando-se um verdadeiro emissário dos planos superiores. Um nome semelhante ao que ficou conhecido como mentor de Chico Xavier, é o nome que significa “curado por Deus”, do hebraico Repha’el ou simplesmente Rafael.

Esse perfil de educador, buscando uma metodologia para ensinar os preceitos universalistas as multidões pode ser visto no capitulo 6 do livro "Universalismo Crístico, o Futuro das Religiões" também do Roger Paranhos, editora do conhecimento, quando Rafael se encontra em desdobramento astral com Gabriel.

Esses três espíritos, João Batista, Gabriel e Emmanuel, estão encarnados hoje no Brasil, com a missão de preparar o Brasil para que nos próximos 20 anos já tenha se tornado o farol do mundo, a pátria do Evangelho, a nação que ajudará o mundo a passar pelas duras provações que se avizinham ate o ápice do exílio planetário daqui a pouco mais de 25 anos, em 2036.

Por Marco Antonio H. de Menezes.