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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 20 de Dezembro de 2010, 18:11

Título: VOCÊ SABE OU VOCÊ SENTE?
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Dezembro de 2010, 18:11
                                        VIVA JESUS !


    Boa-tarde! queridos companheiros.



         

VOCÊ SABE OU VOCÊ SENTE?

Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros? Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos,
das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices,
ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.
Sobretudo falam do comportamento.
E falam porque supõem saber. Mas não sabem.
Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.
Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu,
ou a mãe já ferida por tal amputação de vida.
Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento
delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.
Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.
Isso é masoquismo.
Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não
se contaminar com o que o machucou.
Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento
que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?
Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos.
Isso é ser infeliz.
Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.
É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos
de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus,
os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados,
os mais puros, os melhores, os santos.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas
todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.
Espere florescer a árvore do próprio sentimento.
Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer.
Mas saber jamais.
SÓ SE SABE AQUILO QUE JÁ SENTIU.



Arthur da Távola

    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: VOCÊ SABE OU VOCÊ SENTE?
Enviado por: Mourarego em 20 de Dezembro de 2010, 18:32
Bom amigo dOM Jorge,
permita-me um pitaco ao último parágrafo do texto atribuído ao Arthur da Távola:
Ele afirma: "A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer.
Mas saber jamais.
SÓ SE SABE AQUILO QUE JÁ SENTIU. "

Ora este pensamento, não segue a lógica do dicionarista já que este ensina:
"
sentir
sen.tir
(lat sentire) vtd 1 Perceber por meio de qualquer um dos sentidos; Experimentar uma sensação física; perceber algo que se passa em seu próprio corpo; Experimentar, ter (um afeto, uma impressão moral, um sentimento); ser afetado por;
Ter consciência de:"

"conhecer
co.nhe.cer
(lat cognoscere) vtd 1 Ter ou chegar a ter conhecimento, idéia, noção ou informação de; Ser perito ou versado em; Ter experiência de;  Discernir, distinguir, reconhecer, etc."

Ora, o estudante, a frente destes verbetes facilmente há de compreender que para que o conhecimento seja a água pura que nos banhe, há que antes se tentar via intelecto, ou via ao sensorial, quer dizer, usar da nossa sensibilidade para a tomada de conhecimento, logo tratamos de um painel investigativo.
Logo, Arthur por melhor articulista que seja não pode afirmar que "Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais."
Abraços,
Moura

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/voce-sabe-ou-voce-sente/?action=post;num_replies=0#ixzz18g4zpFFh
Título: Re: VOCÊ SABE OU VOCÊ SENTE?
Enviado por: licia f em 20 de Dezembro de 2010, 19:17
È mais fácil palpitar sobre a vida dos outros  que encarar a nosso.
Precisamos mudar isso
Título: Re: VOCÊ SABE OU VOCÊ SENTE?
Enviado por: Conforti em 20 de Dezembro de 2010, 22:04
          Olá, amigo Don Jorge   (ref #0)

          Como asseguram renomados psicólogos todos nós, mesmo inconscientemente, projetamos para fora de nós facetas, características nossas, físicas ou mentais, das quais não gostamos. No entanto, elas continuam sendo nossas e nos acompanham feito uma "sombra". A Sombra pode conter não só aspectos maus, demoníacos e agressivos, que repudiamos, mas também aspectos bons, divinos e nobres, que esquecemos de que nos pertencem. Ainda que repudiados, continuam sendo nossos, continuam a operar e continuamos a percebê-los; mas, como julgamos que não são nossos, vemo-los como se pertencessem a outras pessoas e acreditamos, ou que nos ameaçam, ou que o outro tem qualidades excepcionais que nós não temos. Assim, quando temos o impulso para fazer algo, parece que o meio ambiente é que nos está empurrando para agir e, em lugar de interesse, sentimos pressão; em lugar de desejo, obrigação. A energia continua sendo nossa, mas devido à projeção, sua fonte parece estar fora de nós e, assim, em vez de sentir que a energia é nossa, nós nos sentimos martelados por ela, forçados pelo que parecem ser forças exteriores. E podemos projetar, não só emoções positivas de interesse, impulso, desejo, mas também emoções negativas de raiva, ressentimento, ódio, rejeição. Em vez de entender que estamos com raiva de alguém, achamos que esse alguém está com raiva de nós; em vez entender que odiamos, achamos que o mundo nos odeia; em vez de entender que rejeitamos, achamos que somos rejeitados.
          Podemos, também, projetar idéias, qualidades ou traços positivos ou negativos. A pessoa apaixonada projeta todo seu potencial no amado e, logo se sente dominada pela suposta bondade, sabedoria, beleza, competência, do ente querido. Entretanto, a beleza está nos olhos do contemplador, e a pessoa apaixonada está, muitas vezes, apaixonada por aspectos projetados do seu próprio ego.
          Fato semelhante ocorre nos casos de admiração, inveja etc. Nossa tendência natural, frente a um aspecto não desejável de nós mesmos, é simplesmente negá-lo e projetá-lo para fora da consciência, o que é impossível, pois os aspectos repudiados continuam sendo nossos e não deixam de nos perseguir. Nossa luta com as maldades do mundo geralmente é nossa luta com “nossa” própria Sombra. A irritação, a negativa violenta é a evidência da projeção.
          As críticas que fazemos dos outros, geralmente, não passam de trechos não-percebidos de nossa própria auto-biografia.   
          Por isso os estudiosos da mente humana dizem: “Para se conhecer de fato uma pessoa, basta prestar atenção ao que ela fala a respeito dos outros”.

          Um natal feliz. Perceba Deus em você.
Título: Re: VOCÊ SABE OU VOCÊ SENTE?
Enviado por: Lipa em 21 de Dezembro de 2010, 12:23
Linda mensagem obrigada por partilhar, deviamos ter isso sempre em mente.

Boas festas,
Lipa Mendes