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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: *Leni* em 09 de Dezembro de 2008, 01:54

Título: Virtudes
Enviado por: *Leni* em 09 de Dezembro de 2008, 01:54




* A dor, a luta e a experiência constituem uma oportunidade sagrada concedida por Deus às suas criaturas, em todos os tempos; 
* Todavia, a virtude é sempre sublime e imorredoura aquisição do espírito nas estradas da vida, incorporada eternamente aos seus valores, conquistados pelo trabalho no esforço próprio.   [41a - página 150] - Emmanuel - 1940

Toda virtude tem seu mérito próprio, porque todas indicam progresso na senda do bem. Há virtudes sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto.

A virtude mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade. [9a - página 411 questão 893]

Há pessoas que fazem o bem espontaneamente, sem que precisem vencer quaisquer sentimentos que lhes sejam opostos. Terão tanto mérito, quanto as que se vêem na contingência de lutar contra a natureza que lhes é própria e a vencem.

Só não têm que lutar aqueles em quem já há progresso realizado. Esses lutaram outrora e triunfaram. Por isso é que os bons sentimentos nenhum esforço lhes custam e suas ações lhes parecem simplíssimas. O bem se lhes tornou um hábito. Devidas lhes são as honras.

Como ainda estais longe da perfeição, tais exemplos vos espantam pelo contraste com o que tendes à vista e tanto mais os admirais, quanto mais raros são. Ficai sabendo, porém, que, nos mundos mais adiantados do que a Terra, constitui a regra o que entre vós representa a exceção. Em todos os pontos desses mundos, o sentimento do bem é espontâneo, porque somente bons Espíritos os habitam. Lá, uma só intenção maligna seria monstruosa exceção. Eis por que neles os homens são ditosos. O mesmo se dará na Terra, quando a Humanidade se houver transformado, quando compreender e praticar a caridade na sua verdadeira acepção. [9a - página 411 questão 894]

Mesmo sendo a vida corpórea apenas uma estada temporária neste mundo e devendo o futuro constituir objeto da vossa principal preocupação, será útil, também, vos esforçardes por adquirir conhecimentos científicos que só digam respeito às coisas e às necessidades materiais.

Primeiramente, isso vos põe em condições de auxiliar os vossos irmãos; depois, o vosso Espírito subirá mais depressa, se já houver progredido em inteligência. Nos intervalos das encarnações, aprendereis numa hora o que na Terra vos exigiria anos de aprendizado. Nenhum conhecimento é inútil; todos mais ou menos contribuem para o progresso, porque o Espírito, para ser perfeito, tem que saber tudo, e porque, cumprindo que o progresso se efetue em todos os sentidos, todas as idéias adquiridas ajudam o desenvolvimento do Espírito. [9a - página 414 questão 898]

Incorrerá em grande culpa, o homem, por estudar os defeitos alheios, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade.

Se o fizer, para tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade. Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de vos tornardes superiores a ele.

* Se lhe censurais a ser avaro, sede generosos;

* se lhe censurais o ser orgulhoso, sede humildes e modestos; 

* se lhe censurais o ser áspero, sede  brandos; 

* se lhe censurais o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações. 

Numa palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio. [9a - página 415 questão 903]

Depende do sentimento que o mova, incorrerá em culpa aquele que sonda as chagas da sociedade e as expõe em público. Se o escritor apenas visa produzir escândalo, não faz mais do que proporcionar a si mesmo um gozo pessoal, apresentando quadros que constituem antes mau do que bom exemplo.  O Espírito aprecia isso, mas pode vir a ser punido por essa espécie de prazer que encontra em revelar o mal. [9a - página 416 questão 900]

Alguns autores hão publicado belíssimas obras de grande moral, que auxiliam o progresso da Humanidade, das quais, porém, nenhum proveito tiraram eles. Ser-lhes-á levado em conta, como Espíritos, o bem a que suas obras hajam dado lugar.

A moral sem as ações é o mesmo que a semente sem o trabalho. De que vos serve a semente, se não a fazeis dar frutos que vos alimentem?  Grave é a culpa desses homens, porque dispunham de inteligência para compreender. Não praticando as máximas que ofereciam aos outros, renunciaram a colher-lhes os frutos. [9a - página 416 questão 905]

Não poderá haver acordo entre a virtude e o pecado.  E como o pecado ainda domina o mundo, a tarefa apostólica em seus trâmites será sempre um doloroso espetáculo de sacrifício para as almas comuns. Emmanuel - (Renúncia)  [55 - página 178]

A verdadeira paciência é sempre uma exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesma, para dá-lo a outrem, na exemplificação. Emmanuel - (Consolador)  [55 - página 199]

A alma, em se voltando para Deus, não deve ter em mente senão a humildade sincera na aceitação de sua vontade superior. Emmanuel - (Emmanuel)  [55 - página 199]

A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes. Emmanuel - (A Caminho da Luz)  [55 - página 200]

O Senhor não te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que retiveste, pelos anos que viveste no corpo físico.  Reconhecer-te-á pelo emprego dos teus dons, pelo valor de tuas realizações e pelas obras que deixaste, em torno dos próprios pés. Emmanuel - (Caminho, Verdade e Vida)  [55 - página 200]

O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a virtude como esporte da alma, e nem sempre se recorda de que, no problema do aprimoramento interior, não se trata de retificar a sombra da substância e sim a substância em si mesma.  [ 16a - página 23 ] - André Luiz 

Tal como Sócrates havia ensinado,

* a virtude é o único bem 

* e o homem virtuoso aquele que atingiu a felicidade através do conhecimento. 

O homem virtuoso encontra a felicidade dentro de si e é imune ao meio exterior, que conseguiu superar dominando-se a si, às suas paixões e emoções. No que respeita à concepção estóica do universo como um todo, a doutrina é panteísta. Todas as coisas e todas as leis naturais ocorrem devido a uma determinação consciente da Razão do Mundo, que é fundamental. E é de acordo com esta ordem racional que, segundo o estoicismo, o homem sábio procura regular sua vida, como o seu mais alto dever."

Fazendo parte de um mundo ordenado, o homem deve corresponder escolhendo fazer o que é moral e objetivamente bom. A escolha das ações corretas é a virtude e leva inevitavelmente à felicidade. O vício consiste em escolher ações contrárias à lei natural. Não há uma escala de excelência na graduação do caráter, e nenhuma pessoa é moralmente boa enquanto não atinge a perfeição moral

A virtude é o único bem absoluto, e o vício o único mal absoluto. Entre os extremos há diversos objetos de desejo ou aversão que devem ser encarados com neutralidade: 

* vida e morte, 
* saúde e doença, 
* prazer e dor, 
* beleza e feiúra, 
* riqueza e pobreza.

Todas as emoções tendem a perturbar o espírito e fazê-lo perder o equilíbrio da razão. O ideal é a "apatia" ("indiferença"), o estado de espírito no qual alguém cumpre seus deveres sem estar de modo algum dominado pela emoção. O famoso aforismo "suporta e abstém-te" resume esse aspecto da doutrina estóica.