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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: SB em 15 de Setembro de 2005, 00:34

Título: Uma das minhas ultimas aprendizagens
Enviado por: SB em 15 de Setembro de 2005, 00:34
Não sabia que titulo haveria de dar a este texto, por isso achei por bem aquilo que senti que era...
Uma das minhas ultimas aprendizagens...costumo escrever algumas coisas umas como desabafo outras pq assim é a vontade...na qual sempre aprendo com aquilo que escrevo...

Surgiu este texto, que sinto actual na minha vida e por tudo que se tem passado nela...

A estrutura emocional dos seres humanos não é sempre a mesma durante a vida. Há diversas alterações, confome a pessoa se submete a novas experiencias. A vida, é um longo percurso e muitas das vezes doloroso.O periodo do aprendizado cognitivo e emocional, no qual se ganham noções complexas como vergonha, culpa, preocupação, afecto, altruímos, dedicação, compaixão e muito mais, a nossa racionalidade tem que participar desse processo, tem que crescer junto, tem que justificar ou não algumas dessas emoções, nas várias cisrcuntâncias em que ocorrem.
A nossa racionalidade tem como sugerir ao nosso bom senso que precisa de reconhecer as situações ou alterá-las.
A razão e emoção não deveriam se encontrar em conflito, mas sim actuar em pareceria.
Se não forem parceiras, então obviamente uma delas estará dominando a outra.
Que ocorre nesses casos?
Suponho que nos deixamos ganhar pela emoção.
Nesse caso, o nosso comportamento estará sendo orientado em direcção a conviniencias emocionais momentaneas.
Uma outra forma de abuso do emocional, ocorre quando este tenta “usar” o racional para providenciar suporte para intenções inconvinientes. Neste caso, o racional estará sendo um “servo” dos motivos emocionais e as soluções podem parecer ganhar certa justificação. Esta situação recebe o nome de racionalização: é o uso de “desculpas racionais” para fugir (ou evitar) a solução de certos problemas de grande significado emocional.
O facto é que todos nós precisamos de expressar as nossas emoções e por isso sem quebrar a relação da parceria emoção/razão, a ideia é obter a colaboração de uma e outra, e não o confronto ou restrição.
Somos seres em sociedade, precisamos de convivio e de intenções, factores fundamentais de sobrevivência, mas que na conveniencia uns com os outros, nós como seres humanos, traz outro tipo de problema, pois não basta ter que levar em conta apenas os nossos pensamentos, precisamos também considerar o que os outros pensam de nós.
E ai vem a questão: Qual a real importancia que precisamos dar ao que os outros pensam de nós? Será importante alterarmos o nosso comportamento para melhor se ajustar ao que o mundo quer de nós?
Se deixarmos a resposta a esta pergunta a cargo das emoções, ficamos com a nossa conduta essencialemnte à mercê do nosso meio social. Pois vamos sempre querer ser aquilo que os outros esperam de nós.
É facil concluir que, se permitirmos isso, vamos ter que alterar constatemente o nosso comportamento...Intuitivamente, isto parece-me cruel, mas há uma razão racional para justificar, porque essa não é uma boa solução.
De que forma os outros perceberam aquilo que realmente somos?
As pessoas que nos rodeiam e que convivem conosco fazem um “modelo” daquilo que somos, através das nossas acções e reacções diárias, ás diversas situações a que somos submetidos.
Se minhas acções não forem coerentes, ou se minhas reacções forem precipitadas ou injustificaveis, então os outros vão ter a oportunidade de me mostrar que sou uma pessoa confusa e complicada.
Não é tão importante o que os outros pensam de nós, é mais importante o que nós pensamos sobre nós mesmos, pois o que os outros pensam de nós será automaticamente um reflexo de nossas atitudes exteriores.
E nossas atitudes exteriores são directamente função daquilo que nós achamos de nós mesmos. Estamos neste caso a usar a força racional para auxiliar, em conjunto, a resolução de problemas de ordem emocional.
É necessário uma habilidade e flexibilidade na informação que vamos obtendo de forma racional/emocional, pelas varias perspectivas e multiplas situações que nos chegam constantemente. Onde as tentações e ofertas nas oportunidades da circunstancia do momento, nos oferecem a liberdade de expressão, um dos mais importantes direitos individuais de que dispomos, e que exige de nós uma preparação e conhecimento de nós mesmos, fazendo com que cresçamos, evoluiamos, sem entrar em grande conflito conosco mesmo, experienciando.


Um abraço
Título: Re: Uma das minhas ultimas aprendizagens
Enviado por: WOLLER em 15 de Setembro de 2005, 09:08
Olá amiga Susana

Sinto nesse texto seu, um desabafo.
Mas, a pontos nele, que condiz com a realidade, não só de sua vida, mas com
a vida de cada um de nós.
Até onde devemos nos importar com o que os outros pensem de nós?
Concordo com você que é mais importante, o que pensamos de nós mesmos.
É difícil agradar a todos, sem desagradar ninguém.
Portanto, se somos corretos, agradamos a Deus e a nós mesmos, o resto é
resto!
Que Deus te ilumine!

um abraço  ;)

WOLLER
Título: Re: Uma das minhas ultimas aprendizagens
Enviado por: SB em 15 de Setembro de 2005, 10:23
Olá amigo Woller,

Desabafo o que é, senão a nosso espirito a marcar valores no nosso consciente.

Amigo, tento na maioria das vezes aplicar o melhor bom-senso, nem sempre é facil...

Por isso surgiu este texto...busco sentido para todas as minhas experiencias, e tirar o melhor partido.

Textos como este por vezes apenas amim me dizem alguma coisa, pois apenas eu vivi...mas sempre podem demosntrar algo...

Sabes Woller, por vezes precisamos ouvir-nos a nós mesmos, se nos ouvissemos mais vezes, evitariamos algumas titudes menos boas...

Como na minha apresentação disse, pois sou exactamente como me descrevi, que com os outros conheço-me a mim mesma...precisamente pq vivo, na entrega de mim mesma ao meu proximo, e todos os dias temos oportunidade de mudar, por aprender sempre mais um bocadinho...

Encontro na realidade imensas pessoas em que a razão esta mais presente, como aquelas em que a emoção a faz ser mais impulsivas, busco na realidade um equilibrio com todos, e em mim...o nosso auto-conhecimento é constante, ficarmos parados no tempo á espera que as coisas venham ter conosco, não é realmente a minha forma de ser, e na inquietude de querer acompanhar da melhor forma os outros, vou assim desabafando mas conhecendo-me, ouvindo-me e ouvindo os outros!

É importante conseguirmos analisarmos e amiudamente os interesses dos outros e qualificar as nossas prioridades quanto ao nosso caracter querendo conhecermo-nos e aceitando-nos tal qual somos com defeitos e virtudes, só assim conseguimos ser tão verdadeiros conosco e assim se-lo realmente com os outros!

Tento ser justa comigo e com todos, procurar responsabilidades e avaliar as consequencias!
Não nos esqueçamos, que Deus é o Criador, mas da mesma forma que o pintor cria a suas pinturas, as suas obras não são o seu Criador...O valor que cada obra contém, é o valor que conquista em cada uma das suas pinceladas, essas pinceladas em nós é conseguirmos conquistar o nosso melhoramento dirário!
É assim que penso, e como Deus quer!

Um forte abraço meu amiguinho :D
Título: Re: Uma das minhas ultimas aprendizagens
Enviado por: Marcell em 03 de Abril de 2009, 16:01
Caros irmãos:
   Embora sem muito tempo atualmente, sempre que posso entro aqui no fórum e me identifiquei muito com este texto, por um período difícil, daqueles que todos tem que  atravessar na vida.
   Sugiro, para complementação de idéias, o texto do Osho: "Ego, o Falso Centro", que pode ser encontrado no site:

http://www.oshobrasil.com.br/principal.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vc2hvYnJhc2lsLmNvbS5ici9wcmluY2lwYWwuaHRt)

Abraço fraternal a todos.
(E como dizem nossos irmãos de Portugal: "Bem Hajas" )
Título: Re: Uma das minhas ultimas aprendizagens
Enviado por: Fernanda S. em 03 de Abril de 2009, 19:34
Olá SB!

Estamos mesmo o tempo todo passando por inúmeras mudanças, mas quem dera pudéssemos conservar a simplicidade e pureza de uma criança...

Quem dera pudéssemos dizer o que pensamos sem que o outro tomasse por ofensa e que uma briga pudesse ser desfeita no minuto seguinte...

Mas, mudamos.

É preciso mudar, crescer, seguir em frente, tomar decisões, cair, levantar, ir sozinho, acompanhado, enfim provar das coisas dessa vida para levar dela o que realmente importa.

Beijinhos de quem é solidária aos seus sentimentos!
Muita Paz, fique com Deus!
Título: Re: Uma das minhas ultimas aprendizagens
Enviado por: SB em 03 de Abril de 2009, 21:23
Xiii o topico que vc's foram buscar  :)

Já nem me lembrava deste meu texto...eu escrevo imenso, e este ja é de 2005.

Hoje posso recordar esse tempo de uma outra forma. Sorriu! Porque foi uma grande etapa da minha vida, aprendi imenso, e como questionadora que sou sobre mim mesma, surgiu esse texto. Foram momentos que me fortaleceram muito!

Hoje posso dizer que não aprendo so com aquilo que escrevo, mas hoje, tambem escrevo o que aprendo, mas essencialmente com o que vc's todos escrevem.

Obrigado, por aqui retornarem, foi bom reler-me e ler-vos.

Beijo





Título: Re: Uma das minhas ultimas aprendizagens
Enviado por: shirlei em 03 de Abril de 2009, 22:51


Esse negócio de aprendizagem, é estranho, pq seremos eternos aprendizes...
EU tomei foi uma decisão e me fez bem, aprendi a me amar e me expor como sou, quem gostou bem, quem n gostou "come" menos como diz minha vó.
A prendi a ser eu msm, talvez tenha aprendido a me amar. E como vc colocou minha amiga, que escreve, eu tbm decidi escrever o q trago nesse meu coraçãozinho complicado,talvez alguém se identifique, ou decida como eu "ser o que quer ser" e "fazer o quer fazer".
Quando me amei de verdade, pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa.
Então, pude relaxar.
Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoísmo.
Mas, hoje eu sei que é amor-próprio...
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo. Como isso é bom!
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantêm no presente, que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada...e tudo fica um tanto mais fácil... :D