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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: WOLLER em 17 de Julho de 2005, 18:50

Título: Um domingo quase igual
Enviado por: WOLLER em 17 de Julho de 2005, 18:50
Olá para todos    :D

Mamãe estava muito concentrada fazendo o almoço de Domingo, quando papai convidou-me para ir com ele comprar guaraná.
Saímos com duas sacolas cheias de vasilhames. Eu estava ficando animado, pois estávamos chegando perto do bar. Para minha surpresa, ele passou direto, sem parar, parecendo não Ter visto o bar. Então perguntei: - Pai, você não vai comprar aqui? – E ele respondeu: - Vamos mais adiante.

Seguimos mais alguns metros e chegamos perto da padaria, que fica bem em frente a adega. Fiquei intrigado quando tranqüilamente ele seguiu em frente como se não tivesse visto nem uma nem outra. Tornei a perguntar: - Pai, nós não vamos pegar os refrigerantes aqui? Pacientemente, respondeu-me: - Só mais um pouquinho e nós vamos chegar ao mercado.Confesso que estava ficando chateado e bravo, pois tínhamos passado por três lugares diferentes que vendiam guaraná e o meu pai quis andar mais só para comprá-los ali.

Ao entrarmos no mercadinho, Sr. Silva nos deu um sorriso muito gostoso e espontâneo. A primeira coisa que perguntou foi se a mamãe havia melhorado do resfriado. Prestativamente foi pegando nossas sacolas e colocando nelas os refrigerantes. Meu pai quis saber notícias da mulher dele, dona Maria. Foi informado de que ela estava arrumando a casa e preparando o almoço, pois o domingo era o único dia da semana em que não trabalhavam o dia todo. Os dois conversaram mais um pouco e então pude observar a amizade e o carinho que respeitosamente tinham um pelo outro.

Ao despedirem-se, Sr. Silva fez um gesto carinhoso na minha cabeça, olhou-me com ternura e comentou com meu pai: - Como está bonito este garoto! Você deve ter muito orgulho dele! Saímos do mercadinho e voltamos para casa. No caminho comecei a pensar e responder no lugar do meu pai à pergunta que eu mesmo havia lhe feito enquanto íamos. O preço daquele refrigerante era mais ou menos igual em qualquer um dos lugares, só que ali, naquele mercadinho, tanto eu quanto meu pai sentimo-nos reconhecidos como seres individuais, pessoas distintas e diferentes do mundo.

Naquele domingo aprendi uma lição especial; igual em conteúdo, em rótulo e em tampinha só mesmo o guaraná. Eu sou alguém especial, tenho minha individualidade e devo valorizar-me por isso, fazendo a mesma coisa com as outras pessoas. Isto é muito legal e faz com que nos sintamos muito bem.

Eu e Deus, uma verdadeira história de amor .

( Dr. Cid Paroni Filho)

Abraços    ;)

WOLLER
 




Título: Re: Um domingo quase igual
Enviado por: Liana em 17 de Julho de 2005, 22:33
Olá amigo Woller

É importante reconhecermos a nossa individualidade, e muito importante, reconhecermos a individualidade dos outros. Faz com que compriendamos as pessoas e a nós mesmo, sabendo valorizar as diferenças que existem. Cada um é diferente do outro, mas todos somos importantes para Deus.
Que bela, a moral dessa história!

Um abraço

Muita Paz

Liana
 
Título: Re: Um domingo quase igual
Enviado por: crisar em 21 de Julho de 2005, 17:59
Olá amigos,


Uma história simples, podemos dizer para crianças,  que tem uma conclusão igualmente simples mas profunda.

Se nos lembrarmos que todos nós temos uma marca fisica que nos diferencia  que são as nossas impressões digitais, é fácil termos sempre presente que somos seres unicos na nossa individualidade.

Devemos sem duvida valorizá-la em nós e também nas outras pessoas.

Um abraço amigo
Crisar