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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: Anton Kiudero em 31 de Janeiro de 2012, 20:18

Título: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 31 de Janeiro de 2012, 20:18
O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima

É muito conhecida a idéia da necessidade da promoção da reforma íntima. Ela é considerada o instrumento que leva o ser humanizado à elevação espiritual. Mas, como podemos compreender e principalmente realizar a reforma íntima?

Para poder se conhecer algum processo é preciso três procedimentos. Primeiro, saber o que é que se está fazendo; segundo, conhecer qual o objetivo a ser alcançado; terceiro, conhecer o método para realizar o que é proposto.

Então vamos aplicar estes três procedimentos à reforma íntima para conhecê-la melhor.

O que é reforma íntima?

Como o próprio nome diz, trata-se de uma reforma do interior do objeto a ser reformado. Sendo neste caso o objeto a ser reformado o próprio ser humanizado, podemos dizer que promover a reforma íntima é mudar o interior de este ser. Qual o interior do ser humanizado? O seu mundo mental e sentimental...

A partir disso, podemos compreender que a reforma íntima nada mais é do que uma reformulação que cada ser humanizado precisa fazer no seu mundo mental e sentimental.
Sendo assim, salta os olhos que o processo de reforma íntima não passa pelo mundo externo, ou seja, pelas ações que o ser humanizado vivencia como agente ou receptor dela. Se assim fosse, seria uma reforma externa e não íntima...

O que se espera da reforma íntima, ou o que se busca com ela?

Como escrevemos acima, reforma íntima é o processo pelo qual o ser humanizado pode alcançar a elevação espiritual. Mas, o que é elevação espiritual? Para entendermos isto vamos recorrer ao Espírito da Verdade (OLE - pergunta 115).

“Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade”.

Se o espírito ao alcançar a perfeição (a elevação espiritual) encontra a pura e eterna felicidade, podemos afirmar sem medo de errar que o ser elevado é aquele que é feliz. Mas não se trata de uma felicidade corriqueira como a conhecida pelos seres humanizados, mas da pura e eterna felicidade. O que quer dizer isso?

A felicidade conhecida pelos seres humanizados não é pura nem eterna. Ela é um estado de espírito que decorre quando os seus interesses individuais, que são sempre fundamentados no egoísmo, são atendidos e que tem uma duração efêmera, ou seja, existe apenas enquanto são satisfeitos os interesses individuais do ser humanizado.

A felicidade que surge quando o ser atinge a perfeição é pura, ou seja, não maculada pela vontade individual. Ou seja, ela existe não importando se os acontecimentos estão de acordo com os anseios individuais de cada ser. Ela existe independente do querer de cada um ser atendido ou não.

A felicidade que o ser que alcança a perfeição sente é eterna, ou seja, jamais se extingue. Ou seja, ela não existe apenas em determinados momentos, mas está sempre presente na existência do ser elevado.

Conhecido, então, o objetivo a ser alcançado com a reforma íntima, podemos dizer que o processo de reforma íntima se caracteriza por uma reforma no íntimo (mental e sentimental) de cada ser humanizado que tem como objetivo alcançar a pura e eterna felicidade...

Qual o trabalho a ser realizado para se promover a reforma íntima?

Entendido o que é reforma íntima e qual o objetivo a ser alcançado através dela, podemos, então, compreender o trabalho que precisa ser feito para que ela tenha sucesso: cada ser humanizado reformar o seu íntimo (mental e sentimental) para que ele vivencie a felicidade.

Como se faz isso?

Primeiro: alterando tudo que causa sofrimento...
Se o objetivo a ser alcançado é a felicidade e se o sofrimento é antagônico a ela, temos que eliminá-lo. Para isso, é preciso libertar-se de tudo aquilo que no mental ou sentimental denote sofrimento: pena, raiva, ódio, pensamentos negativos, medos, etc.

Segundo: alterando tudo que causa a felicidade egoísta e temporária...
Se a felicidade do ser elevado é pura e eterna – esta felicidade foi chamada pelo Cristo de Bem-Aventurança – é preciso que no seu processo de reforma também se altere tanto no mental como no sentimental aquilo que conduza à felicidade egoísta e temporária: prazer, felicidade condicionada, certo, bonito, limpo, etc.

Agora juntando tudo podemos por fim ter uma definição do que seja a reforma intima:

Reforma íntima é o processo que o ser humanizado utiliza para alcançar a felicidade pura e eterna. Ele consiste na mudança do mundo mental e sentimental, libertando-se das criações deste mundo que levam o ser à vivência do sofrimento ou da felicidade egoísta e temporária.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 01 de Fevereiro de 2012, 17:27
Gostei.
Só tem um senão; se me permite dizê-lo Anton Kiudero
  Ninguém vive sozinho.

Lembrando que “Nos mundos inferiores a existência é toda material, as paixões reinam soberanas, a vida moral quase não existe.”.À medida que esta se desenvolve, a influência da matéria diminui, de maneira que, nos mundos mais avançados, a vida é por assim dizer toda espiritual. (E. S. E Cap. III)

E é precisamente esta vida espiritual de moral superior que  temos de cultivar,  desenvolver em nós.
No que dependa de nós da nossa vontade essa libertação pode ser feita mas no que depende da interação, participação da ação com os outros, é o que é…

Abraço fraterno

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Fevereiro de 2012, 20:52
Só tem um senão; se me permite dizê-lo Anton Kiudero
  Ninguém vive sozinho.

Amiga Oliva,

Claro que não vive, mas não é sobre isto que estamos falando. Estamos falando da reforma interior nos sentimentos, pensamentos e emoções e não em ações, que são acontecimentos externos.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 03 de Fevereiro de 2012, 19:48
      Kiudero     (ref msg inicial)

      Olá, amigo Kiudero, muito bom e esclarecedor o texto q vc colocou sobre a reforma íntima.
 
      Mas, permita q lhe diga: nele somente está <o que fazer> para realizá-la; assim, mude seu mundo mental e sentimental; altere tudo que causa sofrimento para q este seja eliminado; liberte-se de tudo aquilo que, no mental ou sentimental, denote sofrimento (como pena, raiva, ódio, pensamentos negativos, medos, etc.); altere tudo que causa a felicidade egoísta e temporária; altere, tanto no mental como no sentimental, aquilo que conduza à felicidade egoísta e temporária (prazer, felicidade condicionada, certo, bonito, limpo, etc.); liberte-se das criações deste mundo, que levam o ser à vivência do sofrimento ou da felicidade egoísta e temporária.

      Sempre <o que fazer>; nunca o <como fazer>, certo? Pois, é evidente q não basta “querer” fazer tudo isso; é necessário q se “saiba” o <como fazer>.

      Um abraço.










Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Fevereiro de 2012, 02:41
Mas, permita q lhe diga: nele somente está <o que fazer> para realizá-la; assim, mude seu mundo mental e sentimental; altere tudo que causa sofrimento para q este seja eliminado; liberte-se de tudo aquilo que, no mental ou sentimental, denote sofrimento (como pena, raiva, ódio, pensamentos negativos, medos, etc.); altere tudo que causa a felicidade egoísta e temporária; altere, tanto no mental como no sentimental, aquilo que conduza à felicidade egoísta e temporária (prazer, felicidade condicionada, certo, bonito, limpo, etc.); liberte-se das criações deste mundo, que levam o ser à vivência do sofrimento ou da felicidade egoísta e temporária.

Sempre <o que fazer>; nunca o <como fazer>, certo? Pois, é evidente q não basta “querer” fazer tudo isso; é necessário q se “saiba” o <como fazer>.

Amigo Coronel,

Como fazer, é simplesmente fazendo. Veja que estou apenas falando de estados mentais que nada possuem de ações exteriores. A mente utiliza tres verbos para compreender-se e assopra estes tres verbos continuamente em nossos ouvidos espirituais. SER, ESTAR e FAZER. E estes tres verbos dirigem nossa atenção para fora de nos. Acreditamos 'ser' alguem quando nada somos, acreditamos 'estar' em tal ou qual situação, quando estamos apenas vivenciando em 'papel' e acreditamos 'fazer' alguma coisa, quando nada fazemos a não ser testemunhar o que Deus faz.

Portando deixando de acreditar que 'eu sou', 'eu estou' e 'eu faço', abandonamos com facilidade as ilusões do mundo para em algum momento dizer com Cristo: 'venci o mundo' e neste ponto a reforma intima completou-se neste estágio.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Fevereiro de 2012, 09:48
                                                              VIVA JESUS!



           Bom-dia! queridos irmãos.

                   
A grande transformação
 
Uma das importantes afirmações da Doutrina dos Espíritos está voltada para a faixa etária da adolescência, quando faz ver aos pais a necessidade de se compreender a grande transformação que se processa entre os 15 e 18 anos.

Quando os filhos começam a afastar-se da proteção natural que os pais oferecem é o momento de compreender que não há rebeldia nessa atitude, mas sim que está se despontando a autoafirmação da personalidade.

Como não se trata de algo estabelecido em lei, com prazo e tempo definidos para o cumprimento das formalidades, é por isso mesmo que não há precisão nem rigor na idade. Poderá começar antes ou mesmo depois dessa idade, já que esse importantíssimo acontecimento na vida de todos será desencadeado sempre de acordo com a influência do ambiente em que se acha. 

Que ela ocorrerá não há dúvida nesse sentido, e os pais, como os colegas, o ambiente de trabalho, a escola, os parentes e a própria mídia, exercerão um peso considerável na formação do caráter.

Quando os Espíritos dizem que ‘Nem todos podem enxergar a vida por nossos olhos ou aceitar o mapa da jornada terrestre, através da cartilha dos nossos pontos de vista’, não há nisso nenhum exagero, pois que cada um tem seu horizonte a partir do ponto em que se encontra posicionado.

Aliás, abordar a personalidade implica falar do Espírito, esse Eu interior.

Mas, primeiramente, há que se separar um e outro. 

Em princípio, num primeiro momento, poderá parecer que há algo de estranho nisso, se considerarmos que os filhos herdam dos pais somente a consanguinidade, pois é através da comprovação do DNA, que se estabelece o parentesco, a procedência. Portanto, sabe-se que o corpo físico, como matéria, está biologicamente ligado aos pais, mas não ao Espírito. 

Se o Espírito nascesse juntamente com o corpo, como dizem algumas religiões, certo seria que também trouxesse consigo as mesmas marcas e as características psíquicas dos pais. Mas sabe-se que isso não é verdade.

É só uma questão de observação prática.

Na medida em que a implantação da personalidade se processa, o que se nota é a confirmação de que o Espírito abrigado nesse corpo absolutamente nada tem de continuidade dos pais, ou seja, não há hereditariedade na questão da essência espiritual. Cada um é o que é e como é.

É por isso que se costuma dizer que tal pessoa pouco ou nada se parece com os pais, ou que se parece mais com essa ou com aquela pessoa, que muitas das vezes nada tem a ver com a família. 

Os ditados populares nem sempre expressam a realidade. Como exemplo, quando se diz numa referência à necessidade do filho ser igual ao pai, afirmando que ‘filho de peixe, peixinho é’ ou ‘tal pai, tal filho’, afirmações estas não verdadeiras, pois que nem sempre o filho ou a filha herda as integrais qualidades que os pais apresentam, sejam elas positivas ou expressamente negativas.

Ora, desnecessário seria se alongar para explicar que, não sendo o Espírito ou a parte psíquica de origem terrena, obviamente veio de algum lugar, diferentemente de onde veio o corpo. Sendo assim, é um sinal evidente de que essa ‘personalidade’ já existia anteriormente ao próprio corpo, o que nos leva a compreender, na prática, aquilo que Jesus disse: “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do espírito, é espírito” (João, 3, 6).

Não há nada de estranho compreender a independência de cada um e ao mesmo tempo constatar a existência de vínculos que se estabelecem com o passar do tempo, pois somos racionais e, como tais, com inteligência evolutiva, pois ninguém vive só e nem é autossuficiente para viver isolado e não precisar dos outros.


         Wladimir Poliizio




                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: HenriqueSouza em 07 de Fevereiro de 2012, 15:05
Ótima explanação, o mais curioso é que temos todas as ferramentas mais grande parte das vezes temos nos acomodado. Enquanto isso, o tempo passa, o mundo passa por grande mudanças e continuamos fazendo tão pouco pelos nossos irmãos.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Fevereiro de 2012, 15:50
Enquanto isso, o tempo passa, o mundo passa por grande mudanças e continuamos fazendo tão pouco pelos nossos irmãos.

Mas é ai que voce entrou no cerne da questão. Alguem pode fazer algo pelos outros sem reformar-se a si mesmo antes? Primeiro conheça-se a si mesmo e apenas depois ajude outros a se conhecer.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Fevereiro de 2012, 20:48
      HenriqueSouza       (ref #6)

      Olá, novo amigo, será verdade q temos todas ferramentas? Vc as tem todas? Se tivéssemos porq não as estaríamos usando? Porq uns se acomodariam e outros não?

      Abraço.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 08 de Fevereiro de 2012, 15:33
Bons dias
e muito amor no coração

"Claro que não vive, mas não é sobre isto que estamos falando. Estamos falando da reforma interior nos sentimentos, pensamentos e emoções e não em ações, que são acontecimentos externos."

No que dependa de nós da nossa vontade essa libertação pode ser feita mas no que depende da interacção, participação da acção com os outros, é o que é…

Abraço fraterno

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 08 de Fevereiro de 2012, 19:38
      Oliva Prado    (ref #9)

      A amiga Oliva escreveu: No que dependa de nós, da nossa vontade, essa libertação pode ser feita, mas no que depende da interacção, participação da acção com os outros, é o que é…

      Cel; amiga Oliva, se com “libertação” a amiga quer dizer “realizar a reforma íntima” (é isso?), então não entendi. Pois, vc diz, “no que dependa de nós, da nossa vontade essa libertação pode ser feita...”! E o que é q, segundo sua concepção, nesse trabalho de reforma, não depende de nós? Com isso a amiga está dizendo q queremos fazer a reforma íntima, mas não conseguimos faze-la porq, algo fora de nós, o impede, é isso? Qual é esse estorvo? E, se esse estorvo existe, e nem que queiramos não conseguimos remove-lo, veja q não somos responsáveis por não realizar a reforma íntima, certo? E, até agora, depois de tantas msg, inclusive essa sua, não consegui entender qualquer justificativa para a existência da terrível lei divina de causa e efeito pois, nossas obras erradas e seus consequentes sofrimentos, vêm, conforme a doutrina, extamente do fato de não fazermos a RI!

    Fique em Deus.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 09 de Fevereiro de 2012, 10:17
Bons dias a todos
tentando esclarecer sua questão Coronel
(mas não conseguimos faze-la porq, algo fora de nós, o impede, é isso?)

  É mais ao menos isso; isto é Nós fazemos a reforma mas na prática ela muitas vezes não se faz notar nem é posta em acção, precisamente porque há a limitação imposta pelos outros; o que para mím ou para si ou para alguém pode ser sentido de uma maneira para outros pode ser completamente diferente.
 Se  tivermos em conta o que é dominante e o que é diferente , a reforma é feita em nosso íntimo vivida interiormente sem ser exteriorizada apenas sentida.
Precisamente porque há uma reforma interior em sentimentos, pensamentos e emoções que devemos pensar tudo o que dizemos e fazemos.

Espero ter-me feito compreender.
Como Alguém disse e escreveu:
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 09 de Fevereiro de 2012, 13:31
É mais ao menos isso; isto é Nós fazemos a reforma mas na prática ela muitas vezes não se faz notar nem é posta em acção, precisamente porque há a limitação imposta pelos outros; o que para mím ou para si ou para alguém pode ser sentido de uma maneira para outros pode ser completamente diferente.
 Se  tivermos em conta o que é dominante e o que é diferente , a reforma é feita em nosso íntimo vivida interiormente sem ser exteriorizada apenas sentida.
Precisamente porque há uma reforma interior em sentimentos, pensamentos e emoções que devemos pensar tudo o que dizemos e fazemos.

Amiga Oliva,

muitas vezes não se faz notar nem é posta em acção, precisamente porque há a limitação imposta pelos outros - Não existe esta limitação, pois a reforma é interior ou em outras palavras, é uma forma diferente de sentir, perceber, avaliar, compreender e amar aos outros. É coisa nossa que nem mesmo é percebida pelos que nos cercam.

Precisamente porque há uma reforma interior em sentimentos, pensamentos e emoções que devemos pensar tudo o que dizemos e fazemos - tambem aqui vou relembra-la de que a reforma é interior e não se reflete em pensamentos ou em ações. Quando acontecem sentimentos e pensamentos diversos que levam a ações diferentes é ja a consequencia da reforma e não a reforma em si.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 09 de Fevereiro de 2012, 13:32
Gente,
vou lhes explicar a natureza de ser contrário ao termo "reforma":
O que se pode reformar?
Resp. Coisas.
Ora não somos simples coisas, somos, cada um de nós um Universo diferente e estranho aos outros que nos cerquem.
Sendo assim, calças, vestidos, saias, blusas e camisas podem ser reformados, mas nós não.
A nós, consiste tão somente a modificação que, quando terminada completamente alçar-nos-á ao patamar não de reformados mas sim de transformados.
Isso porque não seremos mais aquele de antes, mas sim, um ser novo e completamente divorciado do que fomos anteriormente.
Sei que são simples palavras, mas ninguém haverá que possa dizer que não mostram mais claramente do que simplesmente possa traduzir o termo "reforma".
Abração,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 09 de Fevereiro de 2012, 16:50
Por uma questão de humildade e bom-senso eu deveria começar a escrever esta nota lembrando as famosas palavras do filosofo Sócrates, "Só sei que nada sei" e “Quanto mais eu aprendo, mais eu percebo o tamanho da minha ignorância. " Sergio Roberto Zullo

 Fórista Anton Kiudero
Afinal para que serve a Reforma Intima? qual a finalidade de a fazermos.
palavras suas "Quando acontecem sentimentos e pensamentos diversos que levam a ações diferentes é ja a consequencia da reforma e não a reforma em si."   - qual é a lógica disso!  lhe pergunto ?
 Forista Mourarego diz: - calças, vestidos, saias, blusas e camisas podem ser reformados, mas nós não.
Restauradas talvez, digo eu. Porque um guarda roupa novo é mais comparável a um novo nascimento, ao passo que o Espírito enquanto "alerta" esse sim pode e deve se restaurar, transformar ou reformar como disse, e isto sempre que necessário, fazendo  a tal de reforma íntima.
Não são só palavras misturadas que estão aqui são também ideias desordenadas que afinal querem dizer o que mais  importa;
 Anton,
 “alcançar a elevação espiritual”- alcançar a pura e eterna felicidade...
Que sabemos segundo o que a doutrina Espírita explica só os espíritos  moralmente avançados a possuem.
 Pureza da consciência e fé no futuro é o que define a vida moral.
O que eles os Espíritos nos dizem é que para alcançar essa felicidade podemos começar a procurar fazer aquilo que define os bons Espíritos ser instruídos, dominar nossos defeitos como ter ódio, ciúme, inveja, ambição desmedida e nenhuma das paixões que fazem a infelicidade dos homens. – 967 – Aceitando suas advertências: - Compreender a felicidade dos mais avançados e desejar igualmente alcança-lo, o que é motivo de estímulo e não de ciúme.
Na mesma 4ªParte do Livro dos Espíritos Esperanças e Consolações, lemos outras advertências sobre a felicidade.
922 A felicidade terrena é relativa à posição de cada um; o que basta à felicidade de um faz a infelicidade de outro. Existe, entretanto, uma medida de felicidade comum a todos os homens?
– Para a vida material, é a posse do necessário; para a vida moral, a pureza da consciência e a fé no futuro.
926 - O mais rico dos homens é aquele que tem menos necessidades.
Resumindo diz assim em 791
 "A civilização se depurará um dia quando a moral também estiver tão desenvolvido quanto a inteligência."

Então pergunto-lhe de novo Anton , para que serve a reforma intima?

De modo fraterno fico por aqui




Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Regis Mesquita em 09 de Fevereiro de 2012, 21:06
O esforço bem direcionado é fundamental para a reforma íntima. Este esforço é o vigiar, para que não voltemos aos mesmos erros.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 09 de Fevereiro de 2012, 22:51
      Anton Kiudero     (ref #4)

      Cel(msg ant): Sempre <o que fazer>; nunca o <como fazer>, certo? Pois, é evidente q não basta “querer” fazer tudo isso; é necessário q se “saiba” o <como fazer>.
..........................
      Anton respondeu: “Como fazer”, é simplesmente fazendo.

      Cel: meu amigo Anton, acho q não fui claro, pois como simplesmente ir fazendo se não sei como fazer. Vc quer dizer: simplesmente deixar q as coisas aconteçam? Tenho certeza q não é isso q vc quis dizer.

      Anton: Veja que estou apenas falando de estados mentais que nada possuem de ações exteriores.

      Cel: concordo; nada tem a ver com ações exteriores.

      Anton: A mente utiliza três verbos para compreender-se e assopra estes três verbos continuamente em nossos ouvidos espirituais. SER, ESTAR e FAZER. E estes três verbos dirigem nossa atenção para fora de nos. Acreditamos 'ser' alguém quando nada somos, acreditamos 'estar' em tal ou qual situação, quando estamos apenas vivenciando em 'papel' e acreditamos 'fazer' alguma coisa, quando nada fazemos a não ser testemunhar o que Deus faz.

      Portando deixando de acreditar que 'eu sou', 'eu estou' e 'eu faço', abandonamos com facilidade as ilusões do mundo para em algum momento dizer com Cristo: 'venci o mundo' e neste ponto a reforma intima completou-se neste estágio.

      Cel: meu amigo, pois foi isso q eu disse, sempre <o que fazer>, isto é, no caso: “deixe de acreditar q “vc é”, q “vc está”, q “vc faz”. Seus textos são sempre elucidativos e isto q vc  colocou acima é perfeito. Contudo, aí só está <o que> fazer: deixar de acreditar; e <como> fazer não está; pois <como> é q o homem faz para deixar de acreditar? É simplesmente não acreditando?! É exatamente esse <como> q ninguém sabe ensinar, porq as religiões, filosofias etc, não o conhecem. Ele está além da fase exotérica das religiões; está claramente delineado na fase esotérica. 
     
      Um abraço.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Fevereiro de 2012, 08:37
Bons dias a todos
de novo convosco
reforma interior em sentimentos, pensamentos e emoções
Reforma íntima é o processo que o ser humanizado utiliza para alcançar a felicidade pura e eterna. Ele consiste na mudança do mundo mental e sentimental, libertando-se das criações deste mundo que levam o ser à vivência do sofrimento ou da felicidade egoísta e temporária. Anton Kiudero.
E quando os materializa?
Nós somos apenas donos entre aspas da nossa tela mental, antes das acções se materializarem, mas vivemos da troca de experiências com o todo e somos passivos e activos.
Anton  O que diz se bem entendo  é sobre a capacidade de sermos donos da nossa vontade que nos  liberta das inferioridades reinantes, mas lá está não nos exclui da vida reinante.
Abraço
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 10 de Fevereiro de 2012, 11:42
Então pergunto-lhe de novo Anton , para que serve a reforma intima?

A reforma intima "serve" apenas para ser feliz.

O espirito humanizado - espirito que acredita estar vivendo uma vida e é escravo do que a mentre lhe segreda - é infeliz por definição. Sempre falta-lhe algo no presente que almeja alcançar no futuro. Todas as provas pelas quais solicitou passar parecem-lhe problemas que devem ser arduamente resolvidos ou removidos. Sente-se continuamente contrariado em seus desejos e aspirações e como julga ser senhor de seu destino, culpa aos outros, a Deus ou ao diabo por estas contrariedades.

O espirito humanizado desconhece que é um espirito vivenciando uma encarnação, onde as provas foram escolhidas por si mesmo e que Deus lhe coloca no caminho, por amor, para que as supere e seja feliz.

E em que consistem estas provas? São todas de cunho moral e podem ser divididas em apenas tres grupos:

A prova das posses materiais - o "é meu", o "eu tenho"
A prova das posses sentimentais - o "eu amo", o "eu não amo"
A prova das posses morais - o "eu sei"

Cada uma destas provas genericas surgem em nossas vida, em diferentes momentos, e sob inumeras nuances.
Se a prova é de posses materiais algo nosso pode ser quebrado, esquecido ou furtado.
Se é de posses sentimentais alguem a quem amamos pode desencarnar, ficar doente, abandonar-nos, comportar-se de maneira contraria a nosso desejo ou somos circunstancialmente coagidos a conviver com quem não amamos.
Se é de posses morais, em algum momento, nossas verdades serão postas em cheque ou simplesmente negadas.

Resumindo, todas as provas são provas que tem por base a posse que é a expressão do egoismo.

Então, o que é e para que serve a reforma intima?

A reforma intima é a forma pela qual respondemos as questões da prova. Toda questão da prova, e ha dezenas ou centenas diariamente, deve ser respondida corretamente. Se for de posse material, podemos nos aborrecer por algo haver sumido ou ter-se quebrado. Se for de posse sentimental podemos lastimar e sofrer pela ausencia de alguem, ou mesmo culpa-lo por alguma atitude. Se for de posse moral, podemos tentar defender nossas verdades a ferro e fogo, literalmente. Todas estas respostas são as respostas erradas às provas e levam unicamente a novas provas mais dificeis que a anteriores.

A unica resposta correta a todas as questões de qualquer prova é a comprensão de que foram criadas e colocadas à nos por Deus, por expressa solicitação nossa, e que consequentemente devemos ama-Lo acima de tudo ao inves de amar a nos mesmos.

Assim, se algo material "desaparece", diga "e daí?" e siga seu caminho graças a Deus.
Se alguem que voce "possui" (ama) age de forma que não lhe agrada. diga "e daí?" e siga seu caminho graças a Deus.
Se alguem contradiz o que voce "acredita" ser certo ou verdade, diga "e daí?" e siga seu caminho graças a Deus.

Se voce compreende que todas as provas provem de Deus e ama-O acima de tudo, venceu o egoismo, que é apenas um vicio que pode e deve ser abandonado para alcançar a felicidade. Ou continue usufruindo o seu vicio porque cabe-lhe o livre arbítrio para isto, mas apenas para isto e não para alterar as provas que continuarão a surgir de todo lado.

Bem, esta foi a sua pergunta: para que serve a reforma intima e tentei responde-la detalhadamente, mas resumidamente a reforma intima é o objetivo primeiro da encarnação. Quem não a pratica, perde a oportunidade que lhe foi dada.

Fique EM Deus,
Anton

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Fevereiro de 2012, 16:42
Sabe que eu penso o mesmo quando .....
“quando a nossa razão começa a disciplinar as emoções que os sentidos despertam em nós sob inúmeras influências e passamos a um outro nível de relacionamento com os outros de valorização humana."

em Deus, sempre, Ele assim permita.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Vivasualuz em 10 de Fevereiro de 2012, 22:28
A essência da vida

A  verdadeira duração do tempo é a eternidade e o tamanho do universo é o infinito. Pensando nisso, qual é a  essência da vida humana? O progresso. Dentro da infinitude e dos mistérios do Universo temos que pensar em evoluir moral e intelectualmente, porque na morte o corpo fica, mas as nossas ações e pensamentos deixam marcas na vida que nós levamos.

http://vivasualuz.blogspot.com/2012/02/essencia-da-vida.html
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Fevereiro de 2012, 14:03
Essa mensagem lembrou-me uma ilustração de Khalil Gibran,  ”o poder divino protegendo o homem”.
 São tantas as informações que estamos recebendo para melhorarmos nossa realidade física mental e emocional que parece que um gingante se apoderou de nossa pequena forma e das duas uma ou superamos o gigante ou ele nos devora. Talvez porque existe realmente um abismo entre o que vivemos e aquilo que gostaríamos de poder viver dentro dessa Nova consciência.
  Agora é todo esse trabalho de Reforma Íntima, instruirmo-nos, dominar a fera dentro de nós, acreditar no futuro, viver todas as discrepâncias há nossa volta,  tentar fazer o melhor, ser feliz como diz Anton…..
Mas existe mesmo é sofrimento. ( desculpe Anton sei que divergimos nesta visão de reforma intima)
Abraço O P
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 11 de Fevereiro de 2012, 14:15
Mas existe mesmo é sofrimento. ( desculpe Anton sei que divergimos nesta visão de reforma intima)

Para ser feliz, basta ser feliz. Este o segredo que nunca foi segredo mas foi sempre soterrado por toneladas de livros que apenas servem para criar desejos, conceitos, ilusões e esperanças. Em resumo, tudo aquilo que leva o ser universal a se sentir infeliz porque não tem, não sabe, deseja ou espera...

Seja como uma criança pequena e muito feliz.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Fevereiro de 2012, 19:13
Entendi.
Mas estamos num fórum Espírita e se falarmos de fé, lembramo-nos que;
Jesus toma a infância como símbolo de pureza e de humildade.
Evangelho de Tomé - 22. Jesus viu crianças de peito a mamarem. E ele disse a seus discípulos: Essas crianças de peito se parecem (que se assemelham, a forma absoluta é inexistente) com aqueles que entram no Reino de Deus. Perguntaram-lhe eles: Se formos pequenos, entraremos no Reino?
Respondeu-lhes Jesus: Se reduzirdes dois a um, se fizerdes o interior como o exterior, e o exterior como o interior, se fizerdes o de cima como o de baixo, se fizerdes um o masculino e o feminino, de maneira que o masculino não seja mais masculino e o feminino não seja mais feminino - então entrareis no Reino.
 (Estas palavras lembram aquela advertência  dos sepulcros brancos por fora mas cheios de podridão por dentro, vasos limpos por fora, mas sujos por dentro)

Há um tempo para tudo. E ser adulto consciente é muito bom.

Abraço
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 11 de Fevereiro de 2012, 20:48
Bem lembrada esta logia do Evangelho de Tome que possui um significado muito interessante, como todo este evangelho. Posto a seguir transcrição de palestra realizada por um amigo espiritual a respeito.

Apenas tomei a liberdade de realçar alguns trechos.



Logia 022

"Jesus viu criancinhas que estavam sendo amamentadas. Disse aos seus discípulos: essas criancinhas que estão sendo amamentadas são semelhantes àqueles que entrarão no Reino. Disseramlhe: Poderemos então, como crianças, entrar no Reino? Jesus disse-lhes: quando fizerdes de dois um e quando fizerdes o interno tal qual o externo e o externo tal qual o interno, e o de cima tal qual o de baixo, e quando tornardes o homem e a mulher em um só, de tal forma que o homem não seja homem e a mulher não seja mulher, quando dispuserdes olhos no lugar de olhos e a mão no lugar da mão, e o pé no lugar do pé, uma imagem no lugar de uma imagem, aí, então, entrareis no Reino”´.



“essas criancinhas que estão sendo amamentadas são semelhantes àqueles que entrarão no Reino.”

Não é o primeiro ensinamento no qual Jesus afirma que, para o espírito entrar no reino do céu, necessita ser como uma criança. Neste mesmo Evangelho existem outros avisos de Jesus neste sentido (logias 04 e 15), mas agora o Mestre está falando de uma criança que está sendo amamentada. Para compreender este ensinamento temos que relembrar a logia 15, onde Jesus nos afirmou que a mãe e o pai de um espírito é Deus.

Todo espírito é gerado pelo Pai Supremo e não provém de uma mulher. Portanto, quem está “amamentando” este espírito que entrará no reino do céu é o próprio Deus. A criança quando se amamenta no seio materno, retira de lá o néctar de sua vida, o alimento básico para sua sobrevivência.

Quanto faz a comparação Jesus afirma que o espírito para entrar no reino do céu deverá retirar o néctar da sua vida, o alimento básico para sua sobrevivência, diretamente de Deus e não buscar o alimento externamente a Ele.

Para que o espírito na carne consiga alcançar o reino do céu é necessário que ele entenda que toda a sua vida provém de Deus e que é o Pai que provê tudo o que ele necessita para subsistir e que nada pode advir de coisas materiais.

O salário recebido pelo espírito na carne não é pago pelo patrão porque ele prestou bons serviços, mas é dado por Deus de acordo com o merecimento de cada um (merecimento positivo ou negativo). O filho não é resultado da união fortuita do espermatozóide com o óvulo, mas sim da ordem de Deus para que esta união acontecesse. O carro que bate não foi por imperícia do outro motorista, mas Deus que colocou os dois no mesmo espaço físico no mesmo momento. O ladrão que rouba seus pertences materiais não o fez porque quer, mas porque Deus lhe mandou fazer isto (um merecia roubar ou estava em prova ou missão e o outro, o roubado, precisava, estava em missão ou merecia passar pelo roubo). A pessoa que lhe contraria não o faz porque quer ou por quaisquer outros motivos, mas porque Deus direcionou os sentimentos negativos dela contra você. O espírito que se vicia não o faz por fraqueza ou problemas emocionais, mas porque Deus lhe conduziu ao vício, de acordo com seus sentimentos, missões ou merecimento. O assassino que consegue tirar a vida carnal de um espírito não o faz por premeditação, mas porque Deus o fez apertar o gatilho para que o tiro fatal acontecesse (missão, prova ou merecimento de quem matou e de quem morreu). Uma bala perdida nunca esteve perdida, mas acertou o alvo que Deus direcionou.

Todos os acontecimentos da vida de um espírito são produzidos por Deus e não podem ter causa na matéria ou nos desejos dos seres humanos. Aquele que não entende esta verdade universal tira o néctar da sua vida das coisas materiais e não de Deus. Não importa o que Deus faça acontecer estará certo, pois Deus é a Inteligência Suprema do Universo. Não importa o que seja, o acontecimento será justo, pois Deus é a Justiça Suprema e tudo o que acontece tem como objetivo a evolução do espírito, pois Deus é o Amor Infinito.

Enquanto o espírito na carne sorver o néctar de sua vida da materialidade não encontrará estas verdades. Verá injustiças, erros e sofrerá. Por este motivo não poderá entrar no reino do céu, pois lá não existe lugar para sofrimento ou injustiças.

Entretanto, por suas características, Deus dá o néctar da vida para os espíritos de acordo com a lei da ação e reação. Conforme o sentimento que o espírito escolhe para reagir a determinado acontecimento, Deus lhe dá o próximo acontecimento.

Enquanto o espírito possuir sentimentos de posse de bens materiais, Deus estará sempre lhe enviando situações que provem que ele não tem controle nenhum sobre esses bens. Somente quando o espírito desprender-se das posses, Deus afastará os acontecimentos que possam afetar estes bens.

Sorver o néctar da vida de Deus é estar sempre atribuindo a Ele a causa primária de todos os acontecimentos e reagir a eles com o sentimento do amor universal: alegria, compaixão e igualdade. Jesus, então, não poderia apenas dar o aviso, mas precisava ensinar como o espírito deveria agir para viver no reino do céu.

“quando fizerdes de dois um e quando fizerdes o interno tal qual o externo e o externo tal qual o interno”

Para se viver no reino do céu é necessário que o ser humano saiba que é um espírito vivendo em uma carne. Fazer de dois, o que está dentro (espírito) e a imagem externa (ser humano) um só: o espírito filho de Deus.

“e o de cima tal qual o de baixo”

Entender que este espírito deve viver dentro desta matéria densa como vivem os espíritos fora dela, ou seja, viver como aqueles espíritos que acreditamos que estejam acima, ou seja, reagindo a todos os acontecimentos com fé e o amor universal.

“e quando tornardes o homem e a mulher em um só, de tal forma que o homem não seja homem e a mulher não seja mulher”

A luta pela igualdade de direitos entre sexos quer transformar a mulher em homem e vice-versa, mas Jesus afirma que não é este o procedimento correto do espírito para poder viver no reino do céu. Não basta apenas atribuir direitos iguais: é preciso que não haja distinção entre eles. O espírito que vive no reino do céu não reconhece diferença sexual, pois sabe que o espírito não possui sexo. Reconhecer que possa existir diferença, mesmo que material, é prender-se à imagem do corpo físico. Aquele que sorve o néctar de Deus não se atenta a formas, pois estas sempre trarão traços físicos diferentes. Para que o espírito entre no reino do céu ele tem que alcançar a igualdade plena: não só nos direitos, mas também na essência espiritual.

“quando dispuserdes olhos no lugar de olhos e a mão no lugar da mão, e o pé no lugar do pé”

São os sentidos do corpo físico que captam as percepções que levam o espírito a dar “valores” às coisas. Quando Jesus afirma que para entrar no reino do céu é preciso alterar a fonte de percepção, está ensinando que o espírito deve alterar os seus “valores. Estes “valores” ou conceitos são determinados pelo sentimento que o espírito utiliza para raciocinar. Aquele que sorve o néctar de sua vida diretamente de Deus e não da matéria sabe que a única essência que deve “enxergar” nas coisas é o amor universal.

Para se viver no reino do céu é preciso alterar a “visão” que se tem de todos os acontecimentos, buscando sempre a Justiça Perfeita, a Inteligência Suprema e o Amor Sublime como fonte de todas as coisas. Com esta visão, encontra-se sempre a alegria e a igualdade que geram a compaixão.

“uma imagem no lugar de uma imagem” 

Todo ser humano é um espírito que mora dentro de uma forma constituída por uma massa carnal: esta é a imagem que deve ter aquele que quer entrar no reino do céu.

O espírito não possui forma (“é se quiserdes, uma chama, um clarão ou uma centelha etérea”.– Livro dos Espíritos – questão 088) é apenas a massa material que ele ocupa, que tem.

Para que o espírito possa viver no reino do céu é necessário abolir toda e qualquer forma e entender que ele é apenas uma chama ou um clarão que é gerado por Deus e que vive para auxiliar este Pai na Sua obra.







Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 14 de Fevereiro de 2012, 20:58

      Oliva Prado     (ref #11)

      Oliva escreveu: ... tentando esclarecer sua questão Coronel... mas não conseguimos faze-la porq, algo fora de nós, o impede, é isso?

      Cel: amiga de além-mar, pois é exatamente isso: tudo q aprendemos, vem de fora de nós; a decisão de fazer vem de fora de nós; o não fazer é causado por algo fora de nós; afinal, tudo q pensamos, os desejos q temos, a compreensão e discernimento, o amor, a maldade, seja o q for tanto no sentido do bem, qto no do mal, não vem de dentro de nós, não brota espontaneamente de nosso interior; é resultado daquilo q já aprendemos com as numerosas experiências/lições q a escola da vida, esta “escola do bem e do mal”, nos proporciona a cada instante.
      Daí, podemos questionar: qual é a razão da existência da lei de causa e efeito? A amiga consegue explicar?

      Oliva: ... nós fazemos a reforma mas, na prática, ela muitas vezes não se faz notar, nem é posta em acção, precisamente porque há a limitação imposta pelos outros; o que para mím ou para si ou para alguém pode ser sentido de uma maneira para outros pode ser completamente diferente.

      Cel: veja amiga, observe q o q importa é fazer a RI, mudar o intimo para melhor; se algo impede a exteriorização dela, isto não vem ao caso, pois a RI está feita, certo? O difícil não é manifestar a RI, mas fazê-la, transformar nosso íntimo, nosso coração. E é difícil faze-la porq ninguém, nem religião alguma, sabe o <como> faze-la. Todos só sabem dizer <o que> fazer: faça assim, não seja assim, confie, acredite, abandone os vícios etc; sempre só <o que> fazer; nunca o <como> fazer. E ficamos na mesma, pois não sabemos, por exemplo, como substituir o desamor q existe em nosso coração, por amor, certo? Ninguém, com base nas religiões, ensina o <como>.

      Fique em Deus.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 15 de Fevereiro de 2012, 21:34
      Anton Kiudero     (ref #22)

      O prezado amigo Kiudero escreveu:
      “Para ser feliz, basta ser feliz. Este o segredo que nunca foi segredo mas foi sempre soterrado por toneladas de livros que apenas servem para criar desejos, conceitos, ilusões e esperanças. Em resumo, tudo aquilo que leva o ser universal a se sentir infeliz porque não tem, não sabe, deseja ou espera...

      Cel: meu amigo, me permita dizer q nestas suas palavras ainda está faltando o <como>. Ou basta dizer ou afirmar: “a partir de amanhã vou ser feliz!”? Como vc mesmo está dizendo “não sabe” (não sei se foi exatamente isso q vc quis dizer). Mas, todo o problema é <não saber o como>, o como perceber q já somos felizes.

      Na intenção de complementar o q vc disse, coloco, abaixo, palavras de alguém q compreendeu:

      “O homem é infeliz porq não sabe que é feliz. Apenas isso. Isso é tudo, isso é tudo! Se alguém descobre que será completamente feliz imediatamente, ou em curto tempo, nesse mesmo instante ele deixará de ser infeliz. Está tudo bem. Eu descobri isso repentinamente. Me perguntaram “e se alguém morre de fome, e se alguém insulta e maltrata um inocente, uma criança, está tudo bem?” “Sim! E se alguém estoura os miolos por causa da namorada, está tudo bem. E se alguém não faz isso, também está tudo bem. Tudo está bem, tudo! Tudo está bem para todos que sabem que está tudo bem. Se eles soubessem que está bem para eles, seria bom para eles mas, enquanto não sabem que tudo está bem para eles, estará mal para eles. Esta é a verdade, toda a verdade. Eles são maus porque não sabem que são bons. Quando perceberem que são bons, não mais maltratarão uma menininha. Descobrirão que são bons e eles se tornarão bons, todos eles” (John White).

      Amigo Kiudero, um abraço.






Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 16 de Fevereiro de 2012, 00:41
      “Para ser feliz, basta ser feliz. Este o segredo que nunca foi segredo mas foi sempre soterrado por toneladas de livros que apenas servem para criar desejos, conceitos, ilusões e esperanças. Em resumo, tudo aquilo que leva o ser universal a se sentir infeliz porque não tem, não sabe, deseja ou espera...

      Cel: meu amigo, me permita dizer q nestas suas palavras ainda está faltando o <como>. Ou basta dizer ou afirmar: “a partir de amanhã vou ser feliz!”? Como vc mesmo está dizendo “não sabe” (não sei se foi exatamente isso q vc quis dizer). Mas, todo o problema é <não saber o como>, o como perceber q já somos felizes.

So esclarecendo o que esta mal redigido de minha parte:

O ser humano se sente infeliz quando não tem o que deseja, não sabe o que gostaria de conhecer (ter conceitos ou verdades), quando seus desejos baseiam-se em ilusões e quando espera por esperanças vãs criadas em sua mente.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 16 de Fevereiro de 2012, 10:10
      Cel: meu amigo, me permita dizer q nestas suas palavras ainda está faltando o <como>. Ou basta dizer ou afirmar: “a partir de amanhã vou ser feliz!”?

O "como" que o amigo tão afanosamente busca, esta implicitamente descrito com minucias e detalhes. Basta não apegar-se às realidades materiais, coisas, acontecimentos, pessoas e verdades. Não permitir que a felicidade dependa de algo material, coisa, evento, pessoa ou conceito. Viver apenas amando ao Pai e sentindo ser amado da mesma forma. Esta a felicidade imorredoura. As demais são apenas alegrias momentaneas que nos distraem do caminho.

Não busque mais, ame mais.

Anton

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 16 de Fevereiro de 2012, 13:51
"O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima"

Eu já li em algum lado que realizar a reforma íntima é mudar a forma como olhamos para o mundo, mais ou menos isto, já não me lembro onde li isto, mas isto marcou-me. Lá dizia que devíamos tentar ver Deus em todas as coisas, ou a manifestação de Deus através de todos os seres. Dizia, também, que se olharmos o mundo dessa maneira, com a continuação, começamos a apreciar tudo com outros olhos, isto é, como tudo é manifestação de Deus tudo é bom.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 16 de Fevereiro de 2012, 15:10
Respondendo a questão título, eu diria:
"O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima?"

1. O que é, o que se espera:

O termo reforma íntima, criação proposta não por kardec mas pelo movimento espírita, trás consigo a noção de renovação moral.
Ora, não se efetua a renovação moral sem que antes haja sido efetuada a renovação intelectual, posto que "ao intelecto segue a moral", diz ESE, OLE e RE.

Quando alguém se dá ao azo da reformular-se, espera, por conseguinte, modificar padrões velhos e menos aquinhoados quer intelectualmente, quer moralmente, e este trabalho em si mesmo é que trará esta modificação.
Portanto quem o faz e com esmero, espera, progredir.

2. "como se realiza a reforma intima?"

A Reforma, se realiza, pela modificação intelecto moral que se opera no íntimo do indivíduo.
Há este que se esmerar para conhecer os matizes mais elevados propostos pela doutrina, entendê-los, e aperfeiçoar-se com eles, para que o progresso se instale.
Abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 17 de Fevereiro de 2012, 14:44
      Anton Kiudero     (ref #27)

      Kiudero (msg ant): “Para ser feliz, basta ser feliz. Este o segredo que nunca foi segredo mas foi sempre soterrado por toneladas de livros que apenas servem para criar desejos, conceitos, ilusões e esperanças. Em resumo, tudo aquilo que leva o ser universal a se sentir infeliz porque não tem, não sabe, deseja ou espera...".

      Cel(msg ant): meu amigo, me permita dizer q nestas suas palavras ainda está faltando o <como>. Ou basta dizer ou afirmar: “a partir de amanhã vou ser feliz!”? Como vc mesmo está dizendo “não sabe” (não sei se foi exatamente isso q vc quis dizer). Mas, todo o problema é <não saber o como>, o como perceber q já somos felizes.

      Kiudero: Só esclarecendo o que esta mal redigido de minha parte:
      O ser humano se sente infeliz quando não tem o que deseja, não sabe o que gostaria de conhecer (ter conceitos ou verdades), quando seus desejos baseiam-se em ilusões e quando espera por esperanças vãs criadas em sua mente.

      Cel: sim, amigo Anton, essa é a razão do sofrimento; mas adianta dizer a alguém q ele “é infeliz porq não sabe q é feliz”? Vc sabe q não! E de q adianta dizer: “vc não tem o q deseja, por isso vc é infeliz”? “Vc é infeliz porq não sabe o q gostaria de conhecer (determinados conceitos ou verdades)”! “Vc é infeliz porq seus desejos se baseiam em ilusões e porq vc criou esperanças vãs em sua mente”? Essas explicações tornarão esse alguém feliz? Influenciado por essas palavras, alguém deixará de desejar o q não tem? 
      Se eu sou infeliz porq desejo ter, mas não tenho, aquele amor q ambiciono, ou afeto, saúde, tranqüilidade, dinheiro para a viver, uma casa q me proteja e aos meus queridos, visão boa, mente lúcida, pernas q me ajudem a andar, a família q eu gostaria de ter, se eu souber q é por isso q sou infeliz, minha infelicidade terminará?   

      Foi assim q aconteceu com vc? Vc abandonou as ilusões e deixou de criar esperanças tolas porq lhe disseram q é isso q lhe traz infelicidade e, assim, se tornou feliz?!

      Um abraço, amigo.     
     
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Fevereiro de 2012, 10:45
Anton
  Sua escrita é muito intelectual e eu espero estar há altura de defender um certo ponto de vista doutrinário.
No Livro Obras Postumas está:
21-Os Espíritos trabalham pelo seu próprio progresso. O aperfeiçoamento do Espírito é fruto do seu próprio labor; ele avança na razão da sua maior ou menor atividade ou da sua boa-vontade em adquirir as qualidades que lhe falecem.
16- À medida que o Espírito se distancia do ponto de partida, desenvolvem-se-lhe as ideias, como na criança, e, com as ideias, o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de fazer ou não fazer, de seguir este ou aquele caminho para seu adiantamento, o que é um dos atributos essenciais do Espírito.
Deus representa as Leis do Universo que são imutáveis.

Deduzo que: O homem sendo sua criação está sujeito ás leis de evolução mas delas se distancia se não desenvolver as suas faculdades psicomotoras e espirituais. Decorrente desta evolução ele vai-se aproximando de Deus e da própria criação .

Livro dos Espíritos 16
As obras de Deus não são o próprio Deus, como o quadro não é o pintor que o concebeu e executou.

Evangelho segundo o Espiritismo XIX
2. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência.

XXII_2 Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura. As necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. E assim que o homem passa da selvageria à civilização.

Deduzo que : - Deus dá-nos os meios para progredirmos mas dizer que todos os nossos atos são assim e assado porque Deus assim o quis isso contraria a própria ideia de progressão
E o nosso próprio aprendizado espirita. Relação Espírito/Matéria

Se tanto podemos dizer que agimos em conformidade com o alcance da nossa possibilidade de concretizar porque Deus criação nos orienta nessa evolução impondo limites ás ações.

Aton  - Para que o espírito possa viver no reino do céu é necessário abolir toda e qualquer forma e entender que ele é apenas uma chama ou um clarão que é gerado por Deus e que vive para auxiliar este Pai na Sua obra.

Uma vez houve alguém aqui no fórum que nos lembrou e bem que exemplos de Espíritos elevados são excepções sublimes mas inalcançáveis para nós neste estágio em que estamos.
 Eu vejo assim: - A referencia dos ensinamentos de Cristo como essa advertência que citei e que o Aton tão bem desenvolveu é uma advertência que para nós significa tão somente;  por exemplo:  -  ser honestos.  A referencia dos ensinamentos de Cristo é tão somente uma ajuda para nós seres em evolução podermos (segundo os atributos de Deus,  Eterno por isso misericordioso verdadeiro ; Imutável – por isso amor; Imaterial por isso bom; Todo poderoso por isso o perdão; Soberanamente justo por isso  justo)   superar o orgulho, a raiva, a ignorância, a ganancia, o desejo perturbado enfim nossas fraquezas.


Portanto aquilo que defende no seu ponto de vista é aplicável aqui e agora.

Fraternalmente O P
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Fevereiro de 2012, 10:51
Cel: veja amiga, observe q o q importa é fazer a RI, mudar o intimo para melhor; se algo impede a exteriorização dela, isto não vem ao caso, pois a RI está feita, certo? O difícil não é manifestar a RI, mas fazê-la, transformar nosso íntimo, nosso coração. E é difícil faze-la porq ninguém, nem religião alguma, sabe o <como> faze-la. Todos só sabem dizer <o que> fazer: faça assim, não seja assim, confie, acredite, abandone os vícios etc; sempre só <o que> fazer; nunca o <como> fazer. E ficamos na mesma, pois não sabemos, por exemplo, como substituir o desamor q existe em nosso coração, por amor, certo? Ninguém, com base nas religiões, ensina o <como>.

Coronel

  Então para que servem todas as advertências que lemos daqueles que estão mais avançados que nós.
De que serve a experiência dos já vividos, dos testemunhos a toda a hora em nossas vidas.
Aprender como o erros dos outros também é sabedoria.
 O desamor que existe no coração é o mais fácil de superar difícil mesmo é lidar com as consequências que geraram esse desamor.

(Está tudo em si, no seu querer. Desculpe mas agora personalizei o meu parecer.)

 Como Alguém disse e escreveu:
JOVEM É TODO AQUELE QUE, MALGRADO QUALQUER IDADE, MANTÉM VIVOS OS IDEAIS DE ENOBRECIMENTO E EDIFICAÇÃO.

Muita paz
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 18 de Fevereiro de 2012, 11:01
      Cel: sim, amigo Anton, essa é a razão do sofrimento; mas adianta dizer a alguém q ele “é infeliz porq não sabe q é feliz”? Vc sabe q não! E de q adianta dizer: “vc não tem o q deseja, por isso vc é infeliz”? “Vc é infeliz porq não sabe o q gostaria de conhecer (determinados conceitos ou verdades)”! “Vc é infeliz porq seus desejos se baseiam em ilusões e porq vc criou esperanças vãs em sua mente”? Essas explicações tornarão esse alguém feliz? Influenciado por essas palavras, alguém deixará de desejar o q não tem? 

Amigo Coronel,

E como agimos com uma criança pequena? Dizemos: "aiaiai, não ponha o dedinho no ferro de passar que vai queimar o dedinho e doi...". Mas a curiosidade da criança é maior e a maioria põe o dedo, se queima e chora.... Mas só então junta a informação (o aiaiai...) com a experiência (a dor). Olha para o ferro quente, diz “aiaiai” e nunca mais vai fazer o mesmo...

Portanto adianta dizer por este motivo. Cada um vai ter as suas experiências em algum momento e no momento do sofrimento pode se lembrar do que leu ou ouviu, juntar ‘lé’ com ‘cré’, mudar atitudes e ser feliz...

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 18 de Fevereiro de 2012, 11:54
Eu já dei essa resposta ao Coronel lá atrás, mas pelo visto não satisfez.

Continuando pode a criança que queimou o dedinho, nunca mais chegar perto de um ferro de passar, o que vai constituir um apego a dor, ou pode a mesma criança mais tarde se dispor a aprender  a manejar o ferro quando supera o medo e seguir em frente tranquilamente.

O mesmo acontece com algo que lhe dar prazer, chora e ganha um biscoito, sacia a fome, o biscoito então passa a ser seu objeto de prazer, passa a esconder e não dividir, pois sabe a dor da fome e não quer mais passar por isso, descobre que tem vantagens em ter o biscoito que muitos querem , pronto nasce o maior de todos os vícios , o egoísmo.

O biscoito e o ferro de passar são apenas dois objetos, aos quais, foi atribuído valores de dor e prazer.

O que é a reforma intima então Coronel? Eu sei a resposta, quero ver se chega lá além de perguntar por que uns são bons e outros são maus? Você também sabe.

Um abç
Hebe





Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Fevereiro de 2012, 13:14
 Bom Dia mais uma vez
Só para acrescentar que em podendo  mais vale
“Viver para precaver do que deixar acontecer e depois resolver.”


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 18 de Fevereiro de 2012, 13:26
Queres um exemplo prático do que acabas de postar maninha Oliva?
Há uns dois dias cinco jovens voltavam de carro de uma balada, no interior de São Paulo.
Ora, sabemos que nas baladas a juventude se excede nas bebidas e energéticos, aliás uma composição maléfica a quem pretenda dirigir depois.
Pois bem, o rapaz, que segundo a notícia nem habilitação possuía (e não é este o maior problema pois muitos dirigem e bem e conhecem mais a lei de transito do que alguns que sejam portadores de habilitação), vinha em velocidade grande e brincando pela estrada, não atendia aos pedidos para que parasse com aquela coisa, e a certo momento uma das jovens que lhe acompanhavam insistiu em descer e de tal maneira que o fez parar e assim pode sair do automóvel, esta jovem, pediu muito a duas de suas amigas, para que também descessem mas elas ficaram.
Resumo da ópera: com era de se esperar, o rapaz numa das brincadeiras idiotas ao volante, perdeu o controle do carro e este espatifou-se, matando a todos.
É por isso que insisto no meio mais prático de ensinar, que é pela via dos ditados populares, nesse caso o que me vem a cabeça é: "O Seguro morreu de velho, mas o precavido ainda está vivo".
abração,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Ace em 18 de Fevereiro de 2012, 13:28
Queres um exemplo prático do que acabas de postar maninha Oliva?
Há uns dois dias cinco jovens voltavam de carro de uma balada, no interior de São Paulo.
Ora, sabemos que nas baladas a juventude se excede nas bebidas e energéticos, aliás uma composição maléfica a quem pretenda dirigir depois.
Pois bem, o rapaz, que segundo a notícia nem habilitação possuía (e não é este o maior problema pois muitos dirigem e bem e conhecem mais a lei de transito do que alguns que sejam portadores de habilitação), vinha em velocidade grande e brincando pela estrada, não atendia aos pedidos para que parasse com aquela coisa, e a certo momento uma das jovens que lhe acompanhavam insistiu em descer e de tal maneira que o fez parar e assim pode sair do automóvel, esta jovem, pediu muito a duas de suas amigas, para que também descessem mas elas ficaram.
Resumo da ópera: com era de se esperar, o rapaz numa das brincadeiras idiotas ao volante, perdeu o controle do carro e este espatifou-se, matando a todos.
É por isso que insisto no meio mais prático de ensinar, que é pela via dos ditados populares, nesse caso o que me vem a cabeça é: "O Seguro morreu de velho, mas o precavido ainda está vivo".
abração,
Moura


Concordo, Moura. Eu vi a notícia desse acidente aqui em Portugal, na televisão. E se não estou a fazer confusão, uma dessas jovens que morreu tinha um filho, recém nascido.

Abraços.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 18 de Fevereiro de 2012, 14:41
No Livro Obras Postumas está:
21-Os Espíritos trabalham pelo seu próprio progresso. O aperfeiçoamento do Espírito é fruto do seu próprio labor; ele avança na razão da sua maior ou menor atividade ou da sua boa-vontade em adquirir as qualidades que lhe falecem.
16- À medida que o Espírito se distancia do ponto de partida, desenvolvem-se-lhe as ideias, como na criança, e, com as ideias, o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de fazer ou não fazer, de seguir este ou aquele caminho para seu adiantamento, o que é um dos atributos essenciais do Espírito.

Amiga Oliva,

Observe que o texto fala dos espíritos e de seu livre arbítrio em desenvolvimento e no LE há uma questão que resume a liberdade de fazer ou não fazer, de seguir este ou aquele caminho para seu adiantamento, o que é um dos atributos essenciais do Espírito da seguinte maneira:

“258 Na espiritualidade, antes de começar uma nova existência corporal, o Espírito tem consciência e previsão das coisas que acontecerão durante sua vida?
– Ele mesmo escolhe o gênero de provas que quer passar. Nisso consiste seu livre-arbítrio.”


Em outras palavras, é apenas na escolha do gênero de provas que o livre arbítrio se manifesta (consiste). E isto é tudo o que o espírito “faz” livremente, “seguindo este ou aquele caminho” livremente...

Espirito algum faz o que deseja e a quem deseja e isto também esta detalhado na questão seguinte:

“562 a - Qual a natureza de suas ocupações? (dos espíritos)
– Receber diretamente as ordens de Deus, transmiti-las em todo o universo e velar pela sua execução.”

Apenas os espíritos superiores recebem diretamente estas ordens de Deus. Mas a forma de transmissão destas ordens já havia sido objeto de outra questão:

“274 - As diferentes ordens de Espíritos estabelecem entre eles uma hierarquia de poderes? Existe entre eles subordinação e autoridade?
– Sim, muito grande. Os Espíritos têm uns para com os outros uma autoridade relativa à sua superioridade, que exercem por uma ascendência moral irresistível .”

274 a Os Espíritos inferiores podem escapar da autoridade dos superiores?
– Eu disse:irresistível.


E quem recebe ordens, as transmite e as executa, pode possuir livre arbítrio? Claro que não e isto o LE não nos cansa de relembrar.

Deus representa as Leis do Universo que são imutáveis.

Deduzo que: O homem sendo sua criação está sujeito ás leis de evolução mas delas se distancia se não desenvolver as suas faculdades psicomotoras e espirituais. Decorrente desta evolução ele vai-se aproximando de Deus e da própria criação .

Mas se o homem ou “ser humano” nem mesmo existe como elemento do universo como pode ser criação de Deus? O universo possui três elementos, Deus, os espíritos e a matéria. O homem existe apenas na mente do espírito.

Portanto reveja esta sua dedução.

Livro dos Espíritos 16
As obras de Deus não são o próprio Deus, como o quadro não é o pintor que o concebeu e executou.

Evangelho segundo o Espiritismo XIX
2. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência.

XXII_2 Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura. As necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. E assim que o homem passa da selvageria à civilização.

Deduzo que : - Deus dá-nos os meios para progredirmos mas dizer que todos os nossos atos são assim e assado porque Deus assim o quis isso contraria a própria ideia de progressão
E o nosso próprio aprendizado espirita. Relação Espírito/Matéria

Se tanto podemos dizer que agimos em conformidade com o alcance da nossa possibilidade de concretizar porque Deus criação nos orienta nessa evolução impondo limites ás ações.

O LE, além das informações citadas acima, ainda complementa esta sua afirmação em:

“258 a - Então não é Deus que impõe os sofrimentos da vida como castigo?

– Nada acontece sem a permissão de Deus, que estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis, então, por que Ele fez esta lei em vez daquela. Ao dar ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e de suas conseqüências, nada impede seu futuro; o caminho do bem está à frente dele, assim como o do mal. Mas, se fracassa, resta-lhe uma consolação: nem tudo está acabado para ele. Deus, em sua bondade, deixa-o livre para recomeçar, reparando o que fez de mal. É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, foi Deus; mas tendes a liberdade de vos expor a ele, por terdes visto aí um meio de adiantamento, e Deus o permitiu."

Portanto, se todo perigo que nos ameaça foi criado por Deus, também os perigos que criamos aos outros foram criados por Deus. Esta é mais uma das muitas negações da teoria do livre arbítrio, engendrada pelo ser humano que deseja ser deus.

Sugiro rever também esta dedução sua.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 18 de Fevereiro de 2012, 15:30
      Marlenedd    (ref #29)

      Marlene: Eu já li em algum lado que realizar a reforma íntima é mudar a forma como olhamos para o mundo, mais ou menos isto. Lá dizia que devíamos tentar ver Deus em todas as coisas, ou a manifestação de Deus através de todos os seres. Dizia, também, que se olharmos o mundo dessa maneira, com a continuação, começamos a apreciar tudo com outros olhos, isto é, como tudo é manifestação de Deus tudo é bom.

      Cel: amiga Marlene, isso q vc leu é “quase” a verdade, mas não exatamente; a verdade é q, < “se” realizarmos a RI veremos o mundo de outra forma>: como ele é na realidade. É isso, diferente do q vc colocou, certo?! Primeiro a RI, depois veremos o mundo de outra forma!

      Contudo, esse texto q vc lembrou, como centenas de outros q lemos todos os dias, em nada edifica ninguém, nenhuma valia tem para a RI, para o aprimoramento espiritual pois, para q este, temos, não de saber <o que fazer> mas o <como fazer>. Não adianta ensinar: RI é isto ou aquilo; tem de, obrigatoriamente, ser ensinado o <como fazer>. E isso nunca é ensinado porq nenhuma religião sabe o como fazer. Essa resposta está além dos ensinamentos das religiões, mas pode ser conhecida por aqueles q se aventurarem a seguir o sábio conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o q for bom!”, tb sabiamente repetido pela DE, e com mais clareza, no LM, cap3, item 35. Infelizmente, são conselhos quase nunca, ou mesmo nunca, atendidos pelos homens.

      Abraços.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Fevereiro de 2012, 17:57
Aton
Quando falei homem falei Espírito a confusão é sua. Meu texto é muito fácil de entender. Só a ultima frase é que precisava de um ponto de interrogação.
 Sua mente para mim é que é muito complexa .
Fique com Deus

Mourarego
Quanto ao que diz nada a acrescentar.
 Ás vezes até ficamos cegos e nem vemos as pessoas na passadeira naturalmente haveria assuntos por resolver entre os acidentados por isso se dá o encontro infeliz.
Fique com Deus
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 18 de Fevereiro de 2012, 22:07
Quando falei homem falei Espírito a confusão é sua. Meu texto é muito fácil de entender. Só a ultima frase é que precisava de um ponto de interrogação.
 Sua mente para mim é que é muito complexa .

Amiga Oliva,

Quando voce fala "homem" refere-se ao espirito encarnado e quando voce fala "espirito", refere-se ao espirito universalizado, o que é algo totalmente diferente. Eu não confundo estas coisas.

Como não escrevi nada de meu, apenas citei algumas questões do muito citado, pouco lido e praticamente nada compreendido Livro dos Espiritos, talvez o que voce considere complexo é o proprio Livro dos Espiritos.

Fique em Deus,
Anton



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 00:26
      Anton Kiudero    (ref #28)

      Cel (msg ant): meu amigo, me permita dizer q nestas suas palavras ainda está faltando o <como>. Ou basta dizer ou afirmar: “a partir de amanhã vou ser feliz!”?

      Anton: O "como" que o amigo tão afanosamente busca, está implicitamente descrito com minúcias e detalhes. Basta não apegar-se às realidades materiais, coisas, acontecimentos, pessoas e verdades.

      Cel: pois é isso mesmo amigo: dizer para alguém q não se apegue às realidades materiais, coisas acontecimentos, pessoas e verdades; q não permita q sua felicidade dependa de algo material, dizer que deve viver apenas amando ao Pai e sentindo ser amado da mesma forma, o amigo sabe perfeitamente q não funciona.
 
      Dizer ao maldoso, q está espancando alguém: “não seja mau!”, de que adianta? Dizer ao ladrão q acaba de invadir minha casa: “não seja mais ladrão!”, de  que adianta!

      Assim, são milhares de conselhos, de todos os dias, de todas as religiões: de nada adiantam! Tem-se de aprender o <<como>> fazer para reformar-se intimamente! E ninguém, nem as religiões, dizem o <<como>> porq não sabem. Esse ensinamento está além do conhecimento das religiões e dos homens q ainda não buscaram além das religiões.

      Um abraço.



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 01:49
      Mourarego    (ref #30)

      O querido mano Moura escreveu:
      O termo reforma íntima, trás consigo a noção de renovação moral. Ora, não se efetua a renovação moral sem que antes haja sido efetuada a renovação intelectual, posto que "ao intelecto segue a moral", diz ESE, OLE e RE.

      Cel: uma primeira questão, meu mano: veja q, pela doutrina, aqueles q não realizam a RI e, consequentemente, não têm ainda amor no coração e, por conseguinte, agem com maldade, estão sujeitos às terríveis conseqüências da lei de causa e efeito, concorda? Mas, se a RI depende da renovação intelectual, serão culpados ou responsáveis aqueles q ainda não se renovaram intelectualmente? E veja q essa renovação intelectual (como tb a RI) não vêm do íntimo ou do coração do homem, mas das experiências/lições a que são submetidos nesta escola (do bem e do mal) q é a vida, certo? Porq então terão de sofrer as terríveis conseqüências q lhes virão da também terrível lei de causa e efeito, se não são culpados de não terem, ainda, avançado intelectualmente? Ou será q o homem mesmo escolhe não progredir intelectualmente, conseqüentemente, escolhendo, tb, q a lei de Deus o atinja com os torturantes sofrimentos q ela determina?
     
      Moura: Quando alguém se dá ao azo da reformular-se, espera, por conseguinte, modificar padrões velhos e menos aquinhoados quer intelectualmente, quer moralmente, e este trabalho em si mesmo é que trará esta modificação.
Portanto quem o faz e com esmero, espera, progredir.

      Cel: meu amigo, novamente, diz-se <o que fazer>: “modifique seus procedimentos baseados em padrões velhos q não lhe permitem aprimorar-se intelectualmente e moralmente; fazendo assim, vc progredirá! Seja deste modo, não seja daquele; faça isso, não faça aquilo...” etc etc; aí estão os mandamentos do decálogo e as regras éticas das religiões, os ensinamentos dos mestres etc. Isso é dito, é aconselhado, o tempo todo, todos os dias, através de centenas de mensagens, textos, sermões, páginas e mais páginas da literatura de todas as religiões, mas de que adianta isso? Alguém se modifica porq lhe dizem q deve se modificar?
 
      Amigo e mano Moura: é imperativo q se conheça o <como> fazer essa RI; caso contrário, ficaremos marcando passo, sem sair do mesmo lugar, no mesmo círculo fechado e estreito em q vivemos. E para se conhecer esse <como fazer> é também imperativo q se atenda o sábio conselho de Paulo “Estudai de tudo e guardai o q for bom”, tb sabiamente repetido, e com mais clareza, no LM, cap 3, item 35. 

      Abraços,




Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 19 de Fevereiro de 2012, 09:19
Bons Dias a todos

Aton
...nem vou pegar no Livro dos Espíritos, vou pensar no que a doutrina ensina e parece-me que ela ensina que Espírito somos nós todos e podemos estar encarnados ou desencarnados.

Por questões de espaço, deixo de citar seus textos apenas os refiro. Como as questões do L.E. são importantes vou colocar apenas algumas.

258 a Então não é Deus que impõe os sofrimentos da vida como castigo? – Nada acontece sem a permissão de Deus, que estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis, então, por que Ele fez esta lei em vez daquela. Ao dar ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e de suas conseqüências, nada impede seu futuro; o caminho do bem está à frente dele, assim como o do mal. Mas, se fracassa, resta-lhe uma consolação: nem tudo está acabado para ele. Deus, em sua bondade, deixa-o livre para recomeçar, reparando o que fez de mal. É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, foi Deus; mas tendes a liberdade de vos expor a ele, por terdes visto aí um meio de adiantamento, e Deus o permitiu.

Exatamente o que está escrito. É fácil de compreender lendo até as restantes questões do Livro

262 Como pode o Espírito em sua origem, simples, ignorante e sem experiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha?
– Deus supre sua inexperiência ao traçar-lhe o caminho que deve seguir, como o fazeis com uma criança desde o berço. Deixa-o, porém, livre para escolher, à medida que seu livre-arbítrio se desenvolve. É então que muitas vezes se extravia ao seguir o mau caminho, se não escuta os conselhos dos bons Espíritos; é o que se pode chamar a queda do homem.

 865 Como explicar a sorte que favorece certas pessoas nas circunstâncias em que nem a vontade nem a inteligência interferem? O jogo, por exemplo?
– Alguns Espíritos escolheram antecipadamente certas espécies de prazer; a sorte que os favorece é uma tentação. Quem ganha como homem perde como Espírito; é uma prova para seu orgulho e sua cobiça.

Da maneira como o Aton põe a questão fica a pergunta, Qual a  razão de passarmos por esta vida?

Deus é tudo isso que ambos referimos e por isso é que reencarnamos feitos homens sendo espíritos para alcançarmos o seu reino.
Assim é que vejo o ensinamento , se houver alguém qualificado que nos diga realmente como é!

Muita paz sempre
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 19:52
      Oliva Prado      (ref #33)

      Cel(msg ant): veja amiga, observe q o q importa é fazer a RI, mudar o íntimo para melhor; se algo impede a exteriorização dela, isto não vem ao caso, pois a RI está feita, certo? O difícil não é manifestar a RI, mas fazê-la, transformar nosso íntimo, nosso coração. E é difícil faze-la porq ninguém, nem religião alguma, sabe o <como> faze-la. Todos só sabem dizer <o que> fazer: faça assim, não seja assim, confie, acredite, abandone os vícios etc; sempre só <o que> fazer; nunca o <como> fazer. E ficamos na mesma, pois não sabemos, por exemplo, como substituir o desamor q existe em nosso coração, por amor, certo? Ninguém, com base nas religiões, ensina o <como>.

      Oliva: Então para que servem todas as advertências que lemos daqueles que estão mais avançados que nós.
De que serve a experiência dos já vividos, dos testemunhos a toda a hora em nossas vidas. Aprender como o erros dos outros também é sabedoria. O desamor que existe no coração é o mais fácil de superar difícil mesmo é lidar com as conseqüências que geraram esse desamor.

      Cel: se bem refletir e analisar, vc mesma poderá responder a sua pergunta... Todas as experiências q temos como exemplos dos mais avançados, servem apenas para a sobrevivência do dia-a-dia; e, também, aprendemos com os erros dos outros exatamente para a sobrevivência; se a amiga conseguir se lembrar de uma só, uma única coisa q tenha aprendido com os erros dos outros, q a amiga considere de valia para seu “crescimento espiritual”,  peço-lhe q a relate para nós podermos conversar sobre ela.

      Oliva: Está tudo em si, no seu querer.

      Cel: se a amiga está se referindo ao livre-arbítrio, verá q isso não é verdade. E qto ao “está tudo em seu querer”, na realidade nada, nenhuma decisão, nenhum pensamento, desejo, escolha e, conseqüentemente, nenhuma obra q façamos está em nosso querer. Por isso, Paulo afirmou: “É o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”.

      Até mais.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 20:07
      Anton Kiudero     (ref #34)

      Cel: sim, amigo Anton, essa é a razão do sofrimento; mas adianta dizer a alguém q ele “é infeliz porq não sabe q é feliz”? Vc sabe q não! E de q adianta dizer: “vc não tem o q deseja, por isso vc é infeliz”? “Vc é infeliz porq não sabe o q gostaria de conhecer (determinados conceitos ou verdades)”! “Vc é infeliz porq seus desejos se baseiam em ilusões e porq vc criou esperanças vãs em sua mente”? Essas explicações tornarão esse alguém feliz? Influenciado por essas palavras, alguém deixará de desejar o q não tem?

      Anton: E como agimos com uma criança pequena? Dizemos: "aiaiai, não ponha o dedinho no ferro de passar que vai queimar o dedinho e doi...". Mas a curiosidade da criança é maior e a maioria põe o dedo, se queima e chora.... Mas só então junta a informação (o aiaiai...) com a experiência (a dor). Olha para o ferro quente, diz “aiaiai” e nunca mais vai fazer o mesmo...

      Cel: meu amigo, vc está dizendo q só chegaremos a compreender a vida pelo sofrimento?! Que, aquilo a que damos o nome de Deus, criou espíritos q só entendem a linguagem do sofrimento?! Que, nesta escola de aprender a evoluir, o método único, mais usado e mais eficiente, é o sofrimento?!

      Um abraço.



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 20:37
      Hebe    (ref #35)

      Hebe: Eu já dei essa resposta ao Coronel lá atrás, mas pelo visto não satisfez.

      Cel: mas é evidente q não satisfez, pois essa resposta está mostrando q os espíritos só conhecem a linguagem das chicotadas (sofrimentos) para progredir. Amiga, peço-lhe q veja, na msg acima (#47), ao amigo Anton, minha argumentação a respeito. Será q as pessoas, ainda, estão acreditando q a evolução só se faz pelo amor ou pela dor?! E, se essa fosse a realidade, não haveria a alternativa do “amor”; todos, somente, evoluíram pela dor! Pois afinal, amiga, quem é q evolui pelo amor?!!!

      Hebe: O que é a reforma intima então Coronel? Eu sei a resposta, quero ver se chega lá além de perguntar por que uns são bons e outros são maus? Você também sabe.

      Cel: minha amiga, é evidente q vc sabe o q é a reforma íntima; aliás, talvez todos q estudam a DE, sabem! Mas, observe q a questão não é “o que é a reforma íntima?”. A questão, a q ninguém responde, é “<como> fazer a reforma íntima?”. A amiga tem a resposta? Ela existe, sim, e está ao alcance de todos mas, para encontra-la, é preciso seguir o conselho de Paulo “Estudai de tudo e guardai o q for bom!” sabiamente repetido no LM, cap 3, item 35 (os amigos já devem estar cansados de tantas vezes q estas palavras já foram repetidas!)
 
      Até mais.



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 19 de Fevereiro de 2012, 21:27
Coronel,
Quantos livros, textos e estudos feitos dentro e fora da DE já foi visto aqui mesmo dentro desse Fórum, todos os mestres dizem que a resposta não está nos livros e sim dentro de si mesmo.

Sair da DE para o Vedanta, ou para o Budismo é só troca de roupa, mudar de uma verdade para outra, não é por aí.

Quantos se perdem em busca mudando de lá pra cá?

Veja o caminho dos iluminados, não foi nada light, certo?

Leia de tudo e retenha o que bom, não é assim? e só vai reter se compreender e só vai compreender se viver e não por imitação.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 20 de Fevereiro de 2012, 01:52
O "como" realizar a reforma íntima que o amigo Coronel questiona, tem uma resposta que é extremamente simples de explicar, mas não tão simples de executar. Pensem só, a intenção dos monges e freiras de viverem na reclusão interior, desde todos os tempos, sejam de que religião sejam, sempre foi a procura de Deus... Muitos conseguiram-no, transformando-se completamente em outros seres, despidos de todas as chagas da humanidade.

Os ocidentais usam o termo contemplação, outros falam em meditação. O termo contemplação é mais claro para perceber o que se pretende, que é contemplar sem preocupações ou pensamentos. Já o termo meditação se usa de forma incorreta na nossa linguagem, o que pode levar a enganos, porque, meditar não é refletir em nenhum problema...
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 20 de Fevereiro de 2012, 02:38
      Kazaoka     (ref #225)
 
      Cel (msg ant); Contudo, e aqui vem a questão, se, pela doutrina,  somos todos criados perfeitamente iguais, sob todos os aspectos (não fosse assim, a justiça divina seria uma utopia), o q é q desfaz essa perfeita igualdade, transformando-a em gigantesca desigualdade? Observe q não me refiro às desigualdades apresentadas pelos homens depois de receberem experiências/lições da vida; refiro- me à desigualdade q desfez a igualdade inicial, certo?

      Esta questão é, talvez para aqueles q estão começando a compreender, a mais importante de todas pois, da desigualdade inicial surgem todas as demais desigualdades, como de pensamento, de compreensão, inteligência, desejos e, consequentemente, desigualdades nas ações, nas obras, fato q, afinal, leva uns para a felicidade e outros para extrema infelicidade.

      Kazaoka: Somos criados todos iguais em recursos para alcançarmos, através do próprio trabalho moral, a ascensão espiritual.
 
      Cel: cada vez mais percebo, pelas respostas q o jovem me dá, q não estou sendo o bastante claro. Mas vamos continuar. Baseio-me na DE: todos somos criados perfeitamente iguais, inclusive qto às faculdades intelectuais; logo, inteligência, discernimento, compreensão, imaginação, raciocínio, possibilidades de desejar, decidir e de escolher iguais, concorda? Só para ajudar a refletir: vc, eu e outros somos criados, neste instante da eternidade. Somos perfeitamente iguais (não fosse assim onde estaria a divina justiça?); hipoteticamente, todos juntos tomamos o mesmo caminho mas, num certo momento, uns se desviam e tomam outros caminhos. Qual foi o ingrediente q entrou na perfeita igualdade transformando-a em total desigualdade? É apenas isso! Se todos somos perfeitamente iguais tomaremos o mesmo caminho, certo? Ou o q nos fará tomar caminhos diferentes?

      Kazaoka: É ai que você começa a dar sua interpretação à questão das desigualdades, dando a entender que acha que fomos criados perfeitos em moral e tudo o que temos feito é destruir esta perfeição original.

      Cel: não distinto amigo, nunca eu disse q fomos criados “perfeitos em moral”, nem q tudo q temos feito é destruir essa perfeição original”! O jovem não encontrará essa afirmação em nenhuma de minhas msg. O q digo é q, pela DE, somos criados “iguais”, e sob todos os aspectos! E essa igualdade, “de repente” é destruída e nenhuma psicologia, filosofia, religião sabe explicar o porquê!

      Kazaoka: Porém, esta ignorância deixará de existir à partir do momento que o Espírito passa a experimentar e acumular os conhecimentos através das experimentações. E todas experimentações são feitas baseadas em opções de escolhas que o Espírito faz influenciado pelo meio, circunstância, e momento existencial que se encontre.

      Cel: com essas palavras, o amigo está chegando ao ponto desejado: “a partir do momento q o espírito passa a experimentar e acumular conhecimentos”. Isso é correto e, a partir daí, o amigo vai começar a compreender q as desigualdades, pelas quais todos obramos desigualmente e, em conseqüência, somos felizes ou tremendamente infelizes, vêm das desiguais experiências/lições q a vida nos oferece e, evidentemente, nenhuma responsabilidade nos cabe, nem pelas boas obras, nem pela más. Portanto, as desigualdades, q nos fazem acertar ou errar, não somos responsáveis por elas pois elas vêm de Deus; Deus nos transformou, de uma perfeita igualdade inicial, em seres totalmente desiguais! Por isso, os sábios dizem q “é tão absurdo castigar um malfeitor, como levantar um busto, em praça pública, em homenagem ao benfeitor da coletividade!”. Cada um somente faz o q tem de fazer, de acordo com as lições q a escola da vida os levam a fazer. Lembre-se de Paulo: “É o Sr q opera em nós o pensar, o desejar e o fazer!”, e de Jesus: “Tudo vem do Alto!”. Amigo, até mesmo sua própria intenção ou seu interesse e desejo de seguir os ensinamentos do Mestre, <não> sãos seus; vêm de fora de vc, do Alto!, pois “Ninguém vem a mim, se o Pai q me enviou não o mandar a mim!”.

      Kazaoka: Como você mesmo já citou em post's anteriores, Deus sabe que o Espírito pode errar, porque foi Deus que deu ao Espírito a capacidade de raciocinar e escolher (Livre Arbítrio).

      Cel: novamente percebo q não tenho sido claro, pois em momento algum citei isso! Ainda mais q, dentro de minha concepção, não existe escolha livre. Livre-arbítrio é apenas um “feliz recurso consolador”, talvez inconscientemente criado, pela lógica e elucubração intelectual de religiosos e estudiosos, e por quem mais for e q tiver sentimentos nobres e consoladores, para tentar explicar o inexplicável (para eles e para as religiões) sofrimento do mundo. Podemos dizer, um estratagema, com boas intenções. Lembre-se de Paulo: “Não sois salvos por vossas obras...!”.

      Até mais.
 
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 20 de Fevereiro de 2012, 11:58
Coronel, Bom dia
Anton, Edna, Kazaoka, Marlenedd, a todos aqui presentes, Bons Dias

Coronel
Diferentemente do habitual  para responder hás suas questões eu sugiro a leitura  dos textos do Livro Obras  Póstumas página 193, título As cinco alternativas da Humanidade e seguinte.

Com esta ferramenta, o computador conseguimos abrir várias janelas ao mesmo tempo e podemos fazer a leitura dos mesmos textos, eu costumo abrir o site Portal do Espírito para consulta da Codificação. Isto naturalmente poupa-nos o inviável que é postar textos muito compridos aqui.

Vou transcrever dois apenas e o último vem mesmo a propósito da troca de ideias com o Anton.

 São bem poucos os homens que vivem sem inquietação pelo dia de amanhã. Se, pois, inquieta-se pelo que se será depois de um dia de vinte e quatro horas, com mais forte razão é natural preocupar-se com o que será de nós depois do dia claro da vida, porque não se trata mais de alguns instantes, mas da eternidade. Viveremos ou não viveremos mais! Não há meio-termo; é uma questão de vida ou de morte; é a suprema alternativa!...
Interrogando-se o sentimento íntimo da quase universalidade dos homens, todos responderão: "Viveremos." Essa esperança é para eles uma consolação. Entretanto, uma pequena minoria se esforça, há algum tempo sobretudo, em provar-lhes que não viverão. Essa escola fez prosélitos, é preciso confessar, e principalmente entre aqueles que temem a responsabilidade do futuro, acham mais cômodo gozar o presente sem constrangimento, sem serem perturbados pela perspectiva das conseqüências. Mas não está aí senão a opinião do menor número.
Se viveremos, como viveremos? Estaremos em que condições? Aqui os sistemas variam com as crenças religiosas e filosóficas. Entretanto, todas os opiniões sobre o futuro do homem podem se reduzir a cinco alternativas principais, que vamos resumir sumariamente, a fim de que a sua comparação seja mais fácil e que cada um possa discernir, com conhecimento de causa, aquela que lhe parece mais racional e melhor responde às suas aspirações pessoais e às necessidades da sociedade. Estas cinco alternativas são as que resultam das doutrinas do materialismo, do panteísmo, do deísmo, do dogmatismo, e do Espiritismo.

V. DOUTRINA ESPÍRITA
O princípio inteligente é independente da matéria. A alma individual preexiste e sobrevive ao corpo. O mesmo ponto de partida para todas as almas, sem exceção; todas são criadas simples e ignorantes, e são submetidas ao progresso indefinido. Nenhuma criatura privilegiada é mais favorecida, umas do que as outras; os anjos são seres chegados à perfeição depois de terem passado, como as outras criaturas, por todos os graus da inferioridade. As almas, ou Espíritos, progridem mais ou menos rapidamente em virtude de seu livre arbítrio, pelo seu trabalho e sua boa vontade. – A vida espiritual é a vida normal; a vida corpórea é uma fase temporária da vida do Espírito, durante a qual ele reveste, momentaneamente, um envoltório material de que se despoja na morte.
O Espírito progride no estado corpóreo e no estado espiritual.
O estado corpóreo é necessário ao Espírito até que ele atinja um certo grau de perfeição: nele se desenvolve pelo trabalho a que está sujeito pelas suas próprias necessidades, e adquire conhecimentos práticos especiais. Uma única existência corpórea sendo insuficiente para fazê-lo adquirir todas as perfeições, retoma um corpo tão freqüentemente quanto isso lhe seja necessário, e, a cada vez, nele chega com o progresso que alcançou em suas existências anteriores e na vida espiritual. Quando adquiriu no mundo tudo aquilo que pode nele adquirir, deixa-o para ir para outros mundos mais avançados, intelectual e moralmente, cada vez menos materiais, e assim continuamente até a perfeição, da qual a criatura é suscetível.
O estado feliz ou infeliz dos Espíritos é inerente ao seu adiantamento moral; sua punição é a conseqüência de seu endurecimento no mal, de sorte que, perseverando no mal, se punem eles mesmos; mas a porta do arrependimento jamais lhes é fechada, e podem, quando querem, retornar ao caminho do bem e chegar, com o tempo, a todos os progressos.
As crianças que morrem em tenra idade podem ser mais ou menos avançadas, porque já viveram em existências anteriores, onde puderam fazer o bem ou cometer más ações. A morte não as livra das provas que devem sofrer, e recomeçam, em tempo útil, uma nova existência sobre a Terra, em mundos superiores, segundo o seu grau de elevação.
A alma dos cretinos e dos idiotas é da mesma natureza que a de qualquer encarnado; freqüentemente, a sua inteligência é superior, e sofrem a insuficiência dos meios, que têm para entrar em relação com os seus companheiros de existência, como os mudos sofrem por não poderem falar. Abusaram de sua inteligência, em suas existências anteriores, e aceitaram, voluntariamente, estar reduzidos à impossibilidade para expiarem o mal que cometeram, etc., etc.

Fraternalmente O P
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 20 de Fevereiro de 2012, 12:04
 Cel: se bem refletir e analisar, vc mesma poderá responder a sua pergunta... Todas as experiências q temos como exemplos dos mais avançados, servem apenas para a sobrevivência do dia-a-dia; e, também, aprendemos com os erros dos outros exatamente para a sobrevivência; se a amiga conseguir se lembrar de uma só, uma única coisa q tenha aprendido com os erros dos outros, q a amiga considere de valia para seu “crescimento espiritual”,  peço-lhe q a relate para nós podermos conversar sobre ela.

Coronel
Esta pergunta parece  pessoal, mas tanto a pergunta como a resposta é universalmente sentida e vivida  por  todos nós e é disso que estamos a falar constantemente nestes debates.
Vou só lembrar-lhe sucintamente. Quem conhece, conheceu, conhecerá  um viciado, seja em álcool, drogas, sexo, quem já sofreu, sofre, sofrerá com esse drama. Quantos de nós crescemos e amadurecemos precisamente por termos lidado ou estarmos a lidar com essas duras penas e expiações da vida em comum. Qual de nós não está marcado por divórcios, agressões, desequilíbrios de ações mal pensadas.  Do mesmo modo que somos marcados por comportamentos equilibrados e sãos, Felizmente.

Abrç
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 20 de Fevereiro de 2012, 14:58
Coronel em resposta a Oliva Prado: " Cel: se a amiga está se referindo ao livre-arbítrio, verá q isso não é verdade. E qto ao “está tudo em seu querer”, na realidade nada, nenhuma decisão, nenhum pensamento, desejo, escolha e, conseqüentemente, nenhuma obra q façamos está em nosso querer. Por isso, Paulo afirmou: “É o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”."

Oliva Prado em resposta a Anton Kiudero: "...nem vou pegar no Livro dos Espíritos, vou pensar no que a doutrina ensina e parece-me que ela ensina que Espírito somos nós todos e podemos estar encarnados ou desencarnados."

Como nos diz o amigo Coronel quando cita Paulo, está completamente certo ao dizer que “É o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”

Citei a resposta da amiga Oliva porque é usual cometermos esse equívoco, e é devido a esse equívoco que nós sofremos e não conseguimos sair do estado em que nos encontramos. É a identificação com o corpo e com tudo aquilo que é percebido, tudo coisas que não somos nós nem é nosso que nos trás todos os sofrimentos do mundo. É simples ignorância.

Foi o que Paulo quis dizer com essa frase. E disse-o porque se colocou em situação, meditação ou contemplação, em silêncio, em reclusão como as freiras e os padres ou monges, de ver realmente quem é que percebe o mundo dos objetos, incluindo o corpo. Ao perceber que há alguém que vê os objetos e o corpo, percebeu também que esse alguém não é os objetos nem o corpo, corpo que está na mesma categoria dos objetos. Esse alguém que vê é invisível...

Comente, amigo Coronel.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 21 de Fevereiro de 2012, 15:36
      Hebe    (ref #49)

      Hebe: Quantos livros, textos e estudos feitos dentro e fora da DE já foi visto aqui mesmo dentro desse Fórum, todos os mestres dizem que a resposta não está nos livros e sim dentro de si mesmo.

      Cel: perfeito, amiga Hebe, a resposta para <todas> as grandes perguntas está dentro de nós mesmos! Mas, e a resposta à pergunta de como fazer para “entrarmos” em nós mesmos, onde está? É por isso q peço a todos q reflitam, raciocinem.

      Hebe: Sair da DE para o Vedanta, ou para o Budismo é só troca de roupa, mudar de uma verdade para outra, não é por aí.

      Hebe: amiga, esse é um enorme engano em q muitos facilmente caem! Se “espremermos” a essência dessas doutrinas e tradições vamos perceber q a “única” semelhança está em q todas buscam a libertação final; nada mais! E, sobre a verdade há outro engano, pois não existem verdades, no plural.

      Hebe: Quantos se perdem em busca mudando de lá pra cá? Veja o caminho dos iluminados, não foi nada light, certo?

      Cel: amiga, aquele q tem vontade e determinação sincera de encontrar a verdade, mesmo q se perca muitas vezes, continuará sua busca; para sua determinação não há impedimento definitivo.

      E, embora não conheça a história de todos os iluminados, posso lhe dizer, amiga Hebe, q o caminho, leve ou pesado q trilharam, os levou ao objetivo desejado; ao passo q, outros caminhos, nos levam a andar em círculos, no mesmo lugar, nos satisfazendo com pequenas migalhas de felicidade vindas de tantas consolações e esperanças, q todo dia nos são transmitidas, e nos tornamos carregados de ilusões de que estamos realmente progredindo.

      Hebe: Leia de tudo e retenha o que bom, não é assim? e só vai reter se compreender e só vai compreender se viver e não por imitação.

      Cel: é evidente, minha amiga, q há certas compreensões q vêm do viver; aliás, <todas> as compreensões, sem exceção, vêm do viver, do observar a vida, das experiências/lições q a vida nos oferece sem cessar, e q a imitação é o que muitos fazem na tentativa de atender às regras éticas religiosas, mandamentos, recomendações dos mestres etc. Iludidos, pensam q estão melhorando seu íntimo; no entanto, a única coisa estão praticando é a "obediencia", busca de méritos etc. É verdade q podem beneficiar o próximo mas, isso não leva ninguém, um passo q seja, na direção de Deus.

      Até mais.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 21 de Fevereiro de 2012, 15:43
Cel: é evidente, minha amiga, q há certas compreensões q vêm do viver; aliás, <todas> as compreensões, sem exceção, vêm do viver, do observar a vida, das experiências/lições q a vida nos oferece sem cessar, e q a imitação é o que muitos fazem na tentativa de atender às regras éticas religiosas, mandamentos, recomendações dos mestres etc. Iludidos, pensam q estão melhorando seu íntimo; no entanto, a única coisa estão praticando é a "obediencia", busca de méritos etc. É verdade q podem beneficiar o próximo mas, isso não leva ninguém, um passo q seja, na direção de Deus.

      Até mais.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-que-e-o-que-se-espera-e-como-se-realiza-a-reforma-intima/45/#ixzz1n20iK0uw

É bom que saibam disso Coronel para não ficarem mudando de lá pra cá, culpando e maldizendo esta ou aquela filosofia ou religião que não lhes adiantou em nada.

Um abç
Hebe
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: hcancela em 21 de Fevereiro de 2012, 19:16
Olá amigos(as)

Vou colocar tudo ao contrário'..rssssssssss

Hoje acordei assim!........ :-*


Depois de se realizar a reforma íntima, nada mais há a esperar.
O que é? É a felicidade.

Saudações fraternas
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Fevereiro de 2012, 21:04
Amigo Coronel, não procure o caminho, percorra o caminho. Somente então o amigo vai descobrir que não existem caminhos a serem percorridos e eliminara esta preocupação de sua mente.

Seja feliz, sendo feliz. Apenas viva sem apegar-se a nada. Nem material, nem sentimental e principalmente a qualquer verdade. Porque a unica verdade existente é a de que não existem verdades.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 21 de Fevereiro de 2012, 23:02
      Marlenedd      (ref #50)

      A amiga está certa. É por aí.

      Abraços.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 23 de Fevereiro de 2012, 00:36
Para melhor exemplificar o que eu queria dizer em relação ao como se realiza a reforma íntima, cá vai o ensinamento dos nossos antepassados...

Sobre a Oração - São Simeão, o Novo Teólogo - Philokalia (= Amor pelo Belo)

Verdadeira e apurada entrega e oração significa que o intelecto mantém o coração sobre cautela enquanto ora; deve estar sempre em alerta no coração, e do seu interior – das profundezas do coração – deverá oferecer as suas orações a Deus. Depois de ter sentido no coração que o Senhor é generoso (cf. Salmos 34:8. LXX), o intelecto não terá qualquer desejo de deixar o coração e repetirá as palavras do Apóstolo Pedro, “É bom para nós estar aqui” (Mateus 17:4). Manterá a atenção no interior do coração, repelindo e expulsando todos os pensamentos ali gerados pelo inimigo. Para aqueles que não têm conhecimento desta prática, parecerá extremamente dura e árdua; e de facto é opressiva e laboriosa, não só para o não iniciado, mas também para aqueles que, apesar de genuinamente experimentados, ainda não sentiram o deleite que será encontrado nas profundezas do coração. Mas aqueles que já saborearam este deleite proclamam com São Paulo, “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Romanos 8:35).

Os nossos Padres Sagrados ouviram as palavras do Senhor, “Do coração provêm maus pensamentos, assassinatos, adultérios, impureza, roubos, perjúrios, blasfémias; estas são as coisas que arruínam um homem” (Mateus 15:19-20); e eles também O ouviram quando Ele aprecia que limpemos o interior da taça de modo a que o exterior também possa ser limpo (cf. Mateus 23-26). Assim, eles abandonaram todas as outras formas de trabalho espiritual e concentraram-se totalmente nesta tarefa de guardar o coração, convencidos que através desta prática conseguiriam também possuir todas as restantes virtudes, enquanto que, sem isso, nenhuma virtude poderia ser firmemente estabelecida. Alguns dos Padres chamaram a esta prática quietude do coração, outros entrega, outros guarda do coração, outros atenção, e outros ainda a investigação dos pensamentos e a guarda do intelecto. Mas todos eles trabalharam a terra dos seus corações e, desta forma, foram alimentados com o pão divino (cf. Êxodo 16:15).
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 23 de Fevereiro de 2012, 10:15
Bons Dias a todos

Marlenedd
Vou reforçar seu poste colocando esse texto do Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVII – 23

Felicidade que a prece proporciona
23. Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os benefícios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogénita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. Apóstolos do pensamento, é para vós a vida. Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem.
Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos. Que harmonia! Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques. Por entre que delícias não caminhareis! A vossa linguagem não poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando, se bebe.
 Dulçurosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece! Sem mescla de desejos carnais, são divinas todas as aspirações. Também vós, orai como o Cristo, levando a sua cruz ao Gólgota, ao Calvário. Carregai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que lhe perpassavam nalma, se bem que vergado ao peso de um madeiro infamante. Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai. - Santo Agostinho. (Paris, 1861.)

E já agora o  15, enquadra-se perfeitamente.

15. Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo, porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras. (Cap. XXVIII, nº 4 e nº 5.)

Sempre partilhando ou relembrando;
O P



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 23 de Fevereiro de 2012, 13:38
Permitam-me colocar mais um pouco desse ensinamento que aqui coloquei ontem dos nossos antepassados...

Acima de tudo, a intenção é mostrar como se faz a reforma íntima de maneira universal, sem tendências...e não ficar apenas pelas palavras de consolação sem mostrarem o como se faz.

No estudo do livre-arbítrio chamei a este fazer; espreitar os pensamentos. Calar o ego, o ser emocional.

Acima de tudo, deverás lutar para adquirir três coisas e, assim, iniciares a obtenção do que procuras. A primeira é a libertação da ansiedade em relação a tudo, quer seja razoável ou sem sentido – em outras palavras, deverás estar morto para todas as coisas. Em segundo lugar, deverás lutar para preservar uma consciência pura, por forma a que não tenha nada com que te abordar. Em terceiro lugar, deverás estar completamente desapegado, por forma a que todos os pensamentos não tendam para nada de terreno, nem mesmo para o teu próprio corpo.

Depois, senta-te numa cela silenciosa, num canto sozinho, e faz o que te digo. Fecha a porta e retira o teu intelecto de tudo o que é sem valor e passageiro. Apoia a tua barba no peito e fixa o teu olhar físico, em conjunto com a totalidade do teu intelecto, no centro da tua barriga ou no umbigo. Restringe a inspiração de ar através da narinas, por forma a que não respires facilmente, e procura no teu interior, com o intelecto, por forma a encontrares o lugar do coração, onde todos os poderes da alma residem. No início encontrarás aí escuridão e uma impenetrável densidade. Mais tarde, quando persistires e praticares esta prática dia e noite, encontrarás, como que miraculosamente, uma crescente alegria. Pois assim que o intelecto atinge o lugar do coração, vê coisas das quais, anteriormente, nada sabia. Vê o espaço amplo no interior do coração e observa-se inteiramente luminoso e repleto de discriminação. A partir deste momento, de onde quer que possa surgir uma distracção, antes que esta se complete e assuma uma forma, o intelecto imediatamente a afasta e a destrói com a invocação de Jesus Cristo. A partir deste ponto o intelecto começa a estar repleto de rancor para com os demónios, elevando a sua raiva natural contra os seus inimigos noéticos, perseguindo-os e eliminando‑os. O restante descobrirás por ti próprio, com a ajuda de Deus, mantendo a guarda sobre o teu intelecto e mantendo Jesus no teu coração. Como diz o ditado, “Senta‑te na tua cela e ela tudo te ensinará.”
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 23 de Fevereiro de 2012, 21:40
      Oliva Prado    (ref 53)
   
      Cel(msg ant): se bem refletir e analisar, vc mesma poderá responder a sua pergunta... Todas as experiências q temos como exemplos dos mais avançados, servem apenas para a sobrevivência do dia-a-dia; e, também, aprendemos com os erros dos outros exatamente para a sobrevivência; se a amiga conseguir se lembrar de uma só, uma única coisa q tenha aprendido com os erros dos outros, q a amiga considere de valia para seu “crescimento espiritual”,  peço-lhe q a relate para nós podermos conversar sobre ela.

      Oliva: Esta pergunta parece  pessoal, mas tanto a pergunta como a resposta é universalmente sentida e vivida  por  todos nós e é disso que estamos a falar constantemente nestes debates. Vou só lembrar-lhe sucintamente. Quem conhece, conheceu, conhecerá  um viciado, seja em álcool, drogas, sexo, quem já sofreu, sofre, sofrerá com esse drama. Quantos de nós crescemos e amadurecemos precisamente por termos lidado ou estarmos a lidar com essas duras penas e expiações da vida em comum. Qual de nós não está marcado por divórcios, agressões, desequilíbrios de ações mal pensadas.  Do mesmo modo que somos marcados por comportamentos equilibrados e sãos, Felizmente.

      Cel: é uma pergunta q faço para todos, para, se possível, leva-los à reflexão.
      Mas, é isso, minha amiga, nenhuma dessas experiências concorre para o “crescimento espiritual”. As experiências da vida, nas quais estão os erros dos outros, só servem para o aprendizado relativo ao mundo material, para uma melhor sobrevivência neste mundo do espaço-tempo. Tudo q a vida nos ensina, nada tem a ver com o processo evolutivo espiritual; apenas poderá concorrer para que, depois de receber alguma lição da vida, a usemos para melhor orientar nossa vida daí para frente.

      Contudo, das lições, q a vida do dia-a-dia nos dá, pode ser, eventualmente, de valor a constatação de q nem as ciências, medicinas, filosofias, psicologias, religiões, enfim, o mundo, não tem solução definitiva para os problemas do homem; isso pode nos tornar totalmente desiludidos com o mundo e, uns a se fazerem passivos, apáticos, uma espécie de “mais uma ovelha no rebanho dos desiludidos”, enqto outros a se tornarem mais determinados e motivados para buscar a solução em caminhos ainda desconhecidos. Então, pode ser q encontrem o q procuram, e q poderá concorrer para a evolução espiritual.

      Abraços.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 23 de Fevereiro de 2012, 21:51
      Marlenedd     (ref 54)

      Amiga, não há o q comentar; está tudo perfeito.

      Abraço.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 24 de Fevereiro de 2012, 01:28
Para terminar as citações dos nossos antepassados...

Os Padres do Deserto abraçavam a sua mortalidade; eles estavam confortáveis com a morte. Eles reconheciam a morte como uma outra forma de comunidade, como uma outra forma de se ligarem ao seu vizinho e a Deus como Senhor da vida e da morte. Quantas vezes desejamos enganar a morte; instintivamente procurando a evitar ou lhe escapar. Não queremos enfrentar a mudança, ou a dor, ou a paixão, ou a morte. Na terminologia do deserto, essa seria a tentação de sair da cela. A imagem de “viver a morte” é talvez mais aterrador para nós do que a própria morte. E, por esta razão, procuramos meios para lhe fugir – financeira, tecnológica, médica e emocionalmente. As palavras são parte do nosso ser racional; abandonar as palavras é abrir caminho para o nosso ser espiritual. De qualquer forma, os Padres do Deserto aconselham-nos a estar silenciosos e quietos! Recomendam fechar a porta e sentarmo-nos na cela. Devemos simplesmente esperar, mesmo nas situações em que – na realidade, em particular quando – experimentamos momentos de pânico, de incapacidade, de debilidade, de terror, de morte. Foi isso que eles fizeram. Afinal, para onde podemos ir para além do deserto? Para onde podemos ir após escalar uma coluna de trinta pés, como fizeram os Stilitas da Síria? Para onde podemos ir quando, como o Abade António, nos deslocámos do deserto exterior para o deserto interior do Egipto? Apenas te sentas; ficas; e esperas. Depois, quando chegares ao fim dos teus recursos individuais, uma fonte infinita e eterna poderá ser aberta. Não que a graça divina esteja inicialmente ausente; apenas não é reconhecida enquanto dependemos de nós próprios.

Então, simplesmente aguardas. Aguardas com esperança.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 24 de Fevereiro de 2012, 09:02
Bons dias e muito amor no coração
Coronel vou tentar responder-lhe,

Cel: é uma pergunta q faço para todos, para, se possível, leva-los à reflexão.
      Mas, é isso, minha amiga, nenhuma dessas experiências concorre para o “crescimento espiritual”.  Coronel a maneira como reagimos mediante as mesmas é a resposta que damos para a nossa evolução espiritual.

As experiências da vida, nas quais estão os erros dos outros, só servem para o aprendizado relativo ao mundo material, para uma melhor sobrevivência neste mundo do espaço-tempo. Tudo q a vida nos ensina, nada tem a ver com o processo evolutivo espiritual; - Lembre-se que  o espirito ou está encarnado ou está desencarnado.

apenas poderá concorrer para que, depois de receber alguma lição da vida, a usemos para melhor orientar nossa vida daí para frente.  - Certíssimo.
Renascemos todos os dias, Lembra aquela frase famosa de Chico Xavier “Embora ninguém possa voltar a trás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

      Contudo, das lições, q a vida do dia-a-dia nos dá, pode ser, eventualmente, de valor a constatação de q nem as ciências, medicinas, filosofias, psicologias, religiões, enfim, o mundo, não tem solução definitiva para os problemas do homem; isso pode nos tornar totalmente desiludidos com o mundo e, uns a se fazerem passivos, apáticos, uma espécie de “mais uma ovelha no rebanho dos desiludidos”, enqto outros a se tornarem mais determinados e motivados para buscar a solução em caminhos ainda desconhecidos. - Lá está  a resposta até é dada por si Coronel, está tudo no Livro dos Espíritos. Escala Espírita e restantes.   Os homens (espíritos encarnados) nas diversa áreas da vida do planeta concorrem para agir no melhoramento da vida reinante mediante suas capacidades cientificas que vão evoluindo.
Como a inteligência e a moral não andam sempre de mãos dadas dá-se que uma anula a outra por isso vemos tantas incongruências.

Então, pode ser q encontrem o q procuram, e q poderá concorrer para a evolução espiritual. - Isso mesmo a partir do momento em que o homem desperte para a sua realidade etérea e comece a compreender o mistério da sua evolução alimentando e valorizando seu lado espiritual que sempre está com ele, (apenas passa de adormecido para desperto – (certos contos de fada falam disso)) ele saberá conduzir melhor a sua existência concorrendo para a evolução espiritual.

No entanto é preciso lembrar que este é um plano de provas e expiações. Há muito aprendizado em movimento. E a realidade de cada um na área do enobrecimento moral é pessoal e intransmissível e nem sempre percepcionada a olhos vistos.

Espero ter ajudado da mesma forma que nos vem ajudando
Abrç

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 24 de Fevereiro de 2012, 09:55
Marlenedd
Muito lindo seu poste,  sempre acho maravilhoso quando penso nos monges do Tibete com seus trajes e suas atividades meditativas imagino a disciplina que lhes deve ser natural, de como devem se alimentar frugalmente e se a juntar a isso fizerem exercícios físicos – eles tem tudo o que desejaríamos ter neste mundo agitado, até eu ás vezes digo que precisava de uma vida assim para acabar com o meu mal estar. No nosso mundo citadino tudo isso só pode ser alcançado com muitos sacrifícios  poder económico e resta saber se há zonas verdes ou despoluídas para sentir o abraço da Natureza amorosa.

No entanto esse é o caminho; procurar o encontro com a natureza o sítio ideal para a meditação, a forma pessoal que cada um tem de se acalmar despoluir, destressar. É o que dizem quase todos os entendidos na matéria.

Mas como disse a Edna e bem na sua mensagem em Livro-Arbítrio 5218
E eu concluo assim: - Nós podemos fazer a nossa parte mas isso não muda o mundo que nos cerca, as pessoas que possam estar a perturbar nosso ser, de volta  á realidade ao confronto do dia a dia. Então o melhor mesmo era mudarmo-nos permanentemente para um lugar onde a realidade seja essa. Mas lá está é preciso merecimento. Por isso a doutrina diz que nascemos aonde temos de nascer. E se por acaso conseguirmos ainda nesta vida melhorar o suficiente para tal, isso é Maravilhoso. Possível, mas requer muito esforços e com certeza será indicativo de que os que nos cercam  também mudaram suas vidas em relação a nós.

Portanto o método meditativo como terapia mas não como forma plena de libertação de um estado ou condição indesejável,  a própria rudeza da existência.

Fraternalmente
O P




Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 24 de Fevereiro de 2012, 19:34
      Hebe     (ref #56)

      Cel(msg ant): é evidente, minha amiga, q há certas compreensões q vêm do viver; aliás, <todas> as compreensões, sem exceção, vêm do viver, do observar a vida, das experiências/lições q a vida nos oferece sem cessar, e q a imitação é o que muitos fazem na tentativa de atender às regras éticas religiosas, mandamentos, recomendações dos mestres etc. Iludidos, pensam q estão melhorando seu íntimo; no entanto, a única coisa estão praticando é a "obediência", busca de méritos etc. É verdade q podem beneficiar o próximo mas, isso não leva ninguém, um passo q seja, na direção de Deus.

      Hebe: É bom que saibam disso Coronel para não ficarem mudando de lá pra cá, culpando e maldizendo esta ou aquela filosofia ou religião que não lhes adiantou em nada.

      Cel: exatamente por isso é q trago tantas perguntas; a intenção é fazer que reflitam e aumentem seu leque de buscas; aliás, é esse o conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o q for bom”, sabiamente repetido, e com mais clareza, no LM, cap3, item 35. Filosofias e religiões somente têm seu valor para trazer um mais harmonioso relacionamento entre os homens. Trazem, apenas, "regras de bem-conviver e de bem-sobreviver, nada mai! Não divulgam "regras de salvação".

      Abraço.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 24 de Fevereiro de 2012, 19:48
      Anton Kiudero      (ref #58)

      Anton: Amigo Coronel, não procure o caminho, percorra o caminho. Somente então o amigo vai descobrir que não existem caminhos a serem percorridos e eliminara esta preocupação de sua mente.

      Cel: meu amigo, é provável q o amigo já tenha se libertado dessa preocupação. Contudo, tenho certeza de q não percorreu o caminho (q não é caminho) sem, antes, procurá-lo! Com pode alguém percorrer o caminho q ainda não encontrou?! Se o amigo já o percorreu, talvez eu deva fazer como fez Confúcio, reverentemente, a um discípulo q lhe afirmou ter percorrido o caminho: “Permita-me, então, seguir seus passos!”.

      Amigo, o q ocorre é q me impus o dever de tentar fazer q outros reflitam e encontrem e compreendam.

      Abraços.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 24 de Fevereiro de 2012, 21:51
      Marlenedd     (ref #60)

      Amiga, para complementar suas palavras trago outro texto de São Simeão, o teólogo:

      “Aquele que não tem <atenção em si mesmo> não pode ver Deus. Ele não pode ser pobre de espírito, nem contrito ou misericordioso, nem dócil e manso, nem trazer paz, ou padecer perseguição pela justiça” (referência às palavras do Sermão da Montanha). (Gurdjeff e Krishnamurti ensinaram a observação de si mesmo, o auto-conhecimento, a auto-observação; Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo e serás Deus”).

      “... As virtudes cristãs familiares, que metade do mundo procura viver, exigem o desenvolvimento de uma qualidade de consciência muito difícil de adquirir: <a atenção>. As virtudes são impossíveis sem atenção. (Tereza de Ávila, às noviças: “atenção atenção, atenção!”). 

      Sem atenção não há nem mesmo “pecado mortal”, que só se aplica ao indivíduo relativamente desenvolvido, consciente do que faz. O mundo da atenção é o mundo da alma humana. Para ser considerado “mortal”, o pecado deve ser praticado com pleno conhecimento e dolosamente”.

      Agora, São Simeão fala sobre os três modos de oração:

      “O primeiro: “um homem está orando e, elevando as mãos, os olhos e o coração para Deus, mantém na mente pensamentos divinos; imagina bem-aventuranças celestiais, hierarquias de anjos e moradas de santos; reúne na memória tudo que aprendeu nas escrituras e nas suas religiões, e reflete em tudo isso enquanto ora, contemplando o céu e incitando a alma a desejar e a amar a Deus, às vezes até derramando lágrimas e se lastimando...”.
      “Com esse modo ele pode vir a perder a razão ou cometer suicídio, pois nada lhe resultará dessa oração; permanecerá a vida toda sem dar um passo em direção a Deus. Esse método só leva à divagação ou “extravio (seu erro: usa o ego, pensa, imagina, usa memória, reflete,... obstáculos à percepção do sagrado; “se o <eu> é, Deus não é”)”. 

       “O segundo: “um homem afasta sua consciência de todos os objetos exteriores e volta-a para dentro de si mesmo, controlando os sentidos, os pensamentos e a imaginação para que não vagueiem por entre as vaidades do mundo; ora, analisa os pensamentos elevados; ora, reflete nas orações que mentalmente pronuncia; ora, afasta-se dos pensamentos se, influenciados pelo demônio (pelas paixões), eles se voltam na direção de algo vão e mau; ora, com grande esforço, tenta retornar a si mesmo, depois de ter sido apanhado e vencido por alguma paixão”.
      “Este método também é inútil, porque ele se dá na mente (e a mente é o ego), pensamento lutando contra pensamento; nessa luta consigo mesmo, o homem não pode estar em paz consigo mesmo; é como alguém lutando, no escuro, contra inimigos; ouve suas vozes, sente seus golpes, mas não vê claramente quem são eles, nem porque o atacam. O método não leva um passo à frente (ainda os mesmos erros; o ego está ainda presente).

      “O terceiro não é a contemplação do céu, nem elevação das mãos a Deus, nem a colocação da mente nas coisas celestiais etc. É manter abertura (entregar-se) a Deus, consciência pura no relacionamento com os demais e com as coisas da vida (indiferença). Este método consiste em pôr toda atenção no coração e a perseverar, sem palavras nem conceitos. (É a primitiva “oração de recolhimento” - dos sentidos, da memória, da imaginação, medos, desejos - que resulta, se bem feita, “na oração de quietude”, que traz silêncio para a mente. (são orações ensinadas por Teresa de Ávila; meditação). “Sem elas os cristãos nunca passarão das “alucinações da cristandade” para a percepção das coisas divinas”.
      “Nesse método não há controle, nem esforço, lembrança ou imaginação, emoção ou pensamento”.
     
      Cel: Assim, qual é o modo de atenção que pode ligar meu nível atual de consciência ao nível descrito na literatura mística de todas as tradições? É a <atenção> sobre mim mesmo, atenção para cada gesto e para cada reação, cada pensamento e cada observação.
Pois qdo há atenção total, não há pensamento, e não havendo pensamento isso mostra q é ego se calou.

       Textos relacionados: A alma, “princípio intermediário” existente na natureza humana, está entre o homem e Deus. O que lhe traz poder é a atenção; o desenvolvimento da atenção é o próprio desenvolvimento da alma. A atenção surge espontaneamente pelo profundo auto-questionamento, mas desaparece com a tristeza, medo, tédio, supersatisfação, desilusões (talvez, por isso, sábios tenham recomendado q, para se viver melhor ante os eventos da vida, são necessárias uma boa dose de indiferença e uma boa dose de bom humor em qualquer situação, pois não há o q fazer).

      Abraços.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 25 de Fevereiro de 2012, 00:29
      Hebe     (ref #56)

      Cel(msg ant): é evidente, minha amiga, q há certas compreensões q vêm do viver; aliás, <todas> as compreensões, sem exceção, vêm do viver, do observar a vida, das experiências/lições q a vida nos oferece sem cessar, e q a imitação é o que muitos fazem na tentativa de atender às regras éticas religiosas, mandamentos, recomendações dos mestres etc. Iludidos, pensam q estão melhorando seu íntimo; no entanto, a única coisa estão praticando é a "obediência", busca de méritos etc. É verdade q podem beneficiar o próximo mas, isso não leva ninguém, um passo q seja, na direção de Deus.

      Hebe: É bom que saibam disso Coronel para não ficarem mudando de lá pra cá, culpando e maldizendo esta ou aquela filosofia ou religião que não lhes adiantou em nada.

      Cel: exatamente por isso é q trago tantas perguntas; a intenção é fazer que reflitam e aumentem seu leque de buscas; aliás, é esse o conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o q for bom”, sabiamente repetido, e com mais clareza, no LM, cap3, item 35. Filosofias e religiões somente têm seu valor para trazer um mais harmonioso relacionamento entre os homens. Trazem, apenas, "regras de bem-conviver e de bem-sobreviver, nada mai! Não divulgam "regras de salvação".

      Abraço.


E como pode você afirmar quem leu ou não leu , buscou ou não buscou, refletiu ou não refletiu a respeito de alguma coisa para depois seguir?

A sua visão do Espiritismo, por exemplo , é completamente diferente do que eu vejo e muitos o veem como eu.
 Não é religião, nunca foi, se estão transformando em religião é porque vieram de outras e não se despiram do modo de pensar tentando encontrar ou relacionar com crenças anteriores.
Coronel não aplique  a sua visão particular ou a sua vivencia como verdadeira, deixe que cada um reflita por si mesmo.

É um tanto quanto cansativo essa sua insistência, você tem textos ótimos, explicações excelentes, use e não fique rodando no mesmo lugar sempre com a s mesmas perguntas que você mesmo afirma que nada e ninguém pode responder.

Um abç
Hebe
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 25 de Fevereiro de 2012, 00:40
Com pode alguém percorrer o caminho q ainda não encontrou?! Se o amigo já o percorreu, talvez eu deva fazer como fez Confúcio, reverentemente, a um discípulo q lhe afirmou ter percorrido o caminho: “Permita-me, então, seguir seus passos!”.

Apenas caminhe, sem se preocupar onde esta o pé direito enquanto o pé esquerdo esta no solo. Não ha nada a procurar ou encontrar.

Amigo, o q ocorre é q me impus o dever de tentar fazer q outros reflitam e encontrem e compreendam.

Ninguem deve nada a ninguem e todos recebem tudo o que precisam receber no momento em que precisam receber. Não se imponha nada porque voce desconhece o interior dos demais. Quem  o conhece é apenas o Pai. Viva a sua vida em paz e seja feliz sempre e incondicionalmente. Não seja feliz SE, feliz, QUANDO ou feliz PORQUE.

Anton

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 25 de Fevereiro de 2012, 21:14
      Amigos foristas,

      Oliva    (ref #67)

      Oliva escreveu: Portanto o método meditativo “tem valor” (é isto?) como terapia, mas não como forma plena de libertação de um estado ou condição indesejável.

      Cel: amiga, essa é apenas suposição antiga dos q, ainda, não compreendem. Vamos ver:
      O assunto “realização espiritual” é muito mais importante do que podemos imaginar com o que as religiões nos ensinam. Estas sempre nos deixam com muitas dúvidas sobre aquilo que elas mesmas tentam ensinar, e nunca enfatizam, como devem, as necessidades do homem em relação ao Sagrado.

      O que faz com que não acreditemos plenamente nas palavras dos pregadores, ou das escrituras e das religiões, sempre são as dúvidas. E porque sempre restam dúvidas? Porque ainda não tivemos, cada um de nós, pessoalmente, a experiência que os iluminados tiveram. Essa experiência acaba com todas as dúvidas e vamos então - não pensar ou imaginar -, mas saber, o que é fato e o que é ilusão, o que é verdadeiro e o que é falso, não mais por ler ou por ouvir dizer, mas por experiência própria.

     Depois que a própria ciência mais avançada do mundo concluiu que as meditações das tradições orientais podem levar a estados elevados de consciência (estados que, até há pouco tempo, nem eram considerados pela ciência ocidental), nos quais podemos entrar numa condição de felicidade indescritível, chamada de “bem-aventurança” pelos místicos e iluminados, muitos cientistas, psicólogos, religiosos e estudantes praticam técnicas de meditação.   

      Mas, o objetivo dessa meditação não é mais, como geralmente acreditávamos aqui no mundo ocidental, fazer cessar o estresse ou trazer saúde para o corpo. É muito mais do que isso: é perceber, conhecer a verdade; é conhecer o que ou quem realmente somos (“conhecei-vos a vós mesmos e sereis deuses!”); conhecer aquilo a que damos o nome de “eu”, aquilo a que damos o nome de Deus.

     Agora, se estamos satisfeitos com a vida, como ela é conosco e nossas famílias; se compreendemos porque sofremos; se não temos problemas fisiológicos, psicológicos ou existenciais; se não interessamos em acabar com as dúvidas sobre a vida, ou se achamos que não temos mais dúvidas a resolver, nenhuma vontade nos despertará para tentarmos compreender o viver.

     Contudo, se desejamos, com determinação, compreender esta confusão que é a vida – pois a vida não é mais que uma tremenda e incompreensível confusão –, se desejamos entender o seu significado, o seu sentido; se queremos, verdadeiramente, compreender o que é Deus e sentir o que os iluminados sentiram – bem-aventurança, serenidade e sabedoria -, vamos perceber que não podemos ficar só nas orações, nos pedidos aos céus, nas leituras de textos ditos sagrados, no comparecer aos cultos e ouvir lições emocionantes, ou nas promessas, súplicas e agradecimentos.

     Todas essas coisas não passam de exterioridades, artificialidades, criações dos homens, como também o são as cerimônias e festas religiosas; músicas e cânticos sacros; vestes, posturas e gestos ritualísticos, altares, incenso e velas acesas.

     Mas, porque não podemos ficar só nessas coisas?

     Porque, como ensinam os iluminados, e as próprias escrituras cristãs, Deus nunca é encontrado nas exterioridades, nas coisas superficiais. As respostas que procuramos e Deus só podem ser encontrados nas profundezas do ser, em nossa interioridade mais profunda.

     Portanto, se desejamos, realmente, compreender o que é a vida, compreender o que é o “eu”, e sentir Deus, isso requer muito mais... Requer que penetremos no sentido da vida total, requer que busquemos com perseverança, e que, em total silêncio, entremos em nosso próprio interior, porque o “reino de Deus já está dentro de nós” como ensinaram Jesus, Paulo e outros.

     As religiões organizadas, as religiões populares, nos dão, apenas, pequenos momentos de satisfação, de alívio psicológico (como um refrigerante num momento de calor; o efeito passa logo e o calor volta). Mas nunca, percebam isso, nunca nos levam para uma compreensão total que é necessária para que fiquemos completa e definitivamente livres de todo sofrimento e de toda ignorância.

     Vejam bem: nós nem sabemos, <exatamente> e sem sombras de dúvidas, quem somos, porque existimos, porque estamos aqui, porque sofremos. Para todas as perguntas sobre essas coisas, nunca encontramos respostas que nos satisfaçam plenamente.

     E onde começam as dúvidas que nos deixam sempre insatisfeitos? Nas próprias escrituras cristãs! Por exemplo: o Velho Testamento nos mostra um Deus impaciente, vingativo, parcial, orgulhoso, nervoso e cruel; o Novo Testamento nos fala de um Deus de misericórdia e de amor. Pela história do VT, Deus era impiedoso e agia de modo a dar medo aos judeus. Já, no NT, Deus é um Pai amoroso. Mas, segundo certas crenças, mesmo sendo um Pai amoroso, ainda pune, com severidade, e por milhões de anos, aqueles que desobedecem seus mandamentos (suas leis e ordens).

     Vejam bem: o Deus das religiões populares, das religiões organizadas, é o Deus dos rituais e das cerimônias; é “inatingível”, ou só “atingido” pelos “privilegiados”, os chamados “santos”. É o Deus que está longe de nós, num céu hipotético; ele lá, nós aqui; que, num julgamento também hipotético, premia os seres humanos que obedecem a suas leis, e pune aqueles que não obedecem; é o Deus que não consegue derrotar o mal, mas q lhe deu permissão para q exista e opere, desde a imposição de sofrimentos os mais suaves aos mais torturantes e insuportáveis, e, o mal, contra a vontade do seu criador, arrasta consigo inúmeras almas, mostrando que, nem sempre, Deus tem consegue realizar o q deseja.

     Esta é a visão que as religiões populares, as religiões ocidentais, em geral, nos dão de Deus. Não é uma visão muito pobre e mesquinha?   

     Ao passo que o Deus real é o Deus que não conhecemos (há “religiões”, no Oriente, que lhe dão mais de “mil” nomes, pois nenhum o representa); é o Deus que, como pensamos, criou o Universo, criou todas as coisas que existem; que não elege um povo para explorá-lo; que está em todo lugar, não longe de nós, mas dentro e fora de nós, como afirmaram Jesus, Paulo e outros; é o Deus que opera todas as coisas; que cria e destrói incessantemente e que, como ensinam os sábios, podemos vir a conhecer desde que nos esqueçamos de nós mesmos, nos momentos de meditação.

     Esse é o Deus que não está só nas palavras dos sacerdotes e ministros, ou nos templos; nem nos rituais, cerimônias e orações; é o Deus cujo percebimento nos revela, como disse Jesus, a verdade de que “eu e o Pai somos um”. É o Deus que está dentro de nós e que, assim, não precisamos de intermediários, como “santos”, sacerdotes, gurus, pastores, ninguém para alcançá-lo. É o Deus, cujo percebimento, liberta o homem de toda ignorância, nos coloca numa condição de extrema felicidade, amor incondicional e sabedoria, e nos liberta de todos os sofrimentos, como afirmam os místicos e como afirmou Jesus.

      E a percepção desse Deus, só nos é possível através da meditação.

      Abraços.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 26 de Fevereiro de 2012, 09:33
Coronel
Que bom que já encontrou sua resposta.
Já sabemos pelo que a doutrina ensina que felizmente há Espíritos entre nós que já alcançaram um estágio evolutivo merecedor de vivências que nós nem imaginamos e que em sendo Bons muito estão fazendo pelo nosso progresso.

Como estamos ligados a um fórum Espírita acho que devo postar o seguinte que a bem da verdade tem fonte na net e foi por causa do moderador Altino ter falado na Revista Espírita de 1963 que eu lá cheguei e que me parece bom colocar aqui.

1 — O Espiritismo é uma doutrina evolucionista, como o provam as suas obras fundamentais e o seu imenso desenvolvimento em apenas cem anos de existência;

2 — O sistema conceptual espírita é completo e sua síntese está em O Livro dos Espíritos;

3 — A filosofia espírita não pode abranger o todo e muito menos “to¬dos os momentos da lei de Deus”, porque isso não está ao alcance de nenhuma elaboração mental, no plano relativo da vida terrena;

4 — A teologia espírita é limitada às possibilidades atuais do conhecimento de Deus, segundo ensina Allan Kardec, e essas possibilidades não admitem ainda a criação na Terra de uma teologia científica, nem dentro nem fora do Espiritismo;

5 — O “nível Allan Kardec” não é o do Espiritismo, mas sim o “nível Espírito da Verdade”, de quem Kardec, segundo dizia, foi um “simples secretário”.

      Encontrando-se, pois, nesse plano de revelação constante e progressiva, que é o da manifestação do Espírito da Verdade, segundo o próprio Kardec adverte, o Espiritismo está livre dos perigos da estagnação dogmática.

Fiz esse pequeno esquema que segue-

Fraternalmente
O P
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 26 de Fevereiro de 2012, 16:17
Permitam-me uma divagação sobre parte da questão proposta no título "O que se espera quando da reforma íntima"
Ora, qualquer um de nós, quando pergunta a outrem "que horas são" espera receber a resposta: São tantas horas, e não, o resultado do jogo do Vasco por exemplo.
Logo o que se espera quando nos propomos a efetuar tal reforma é o melhoramento moral que nos faz percebermos com menos sombras quais as nossas atitudes que nos vão conduzir para cima e para frente na senda do progresso.
abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 26 de Fevereiro de 2012, 17:28
O que se espera e o que se encontra após a realização da reforma íntima é a unificação da consciência, inalterável, ao contrário das muitas consciências, parciais, e outros tantos estados de espírito que se fazem sentir, predominando, vindas de qualquer parte do corpo ou do mundo exterior. A reforma íntima "desfragmenta" a consciência. Jamais uma dor de barriga ou um temporal afeta essa consciência.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 26 de Fevereiro de 2012, 17:43
Amiga Marlene, desculpe discordar...
mas a reforma íntima se opera perante cada classe e ordem de Espíritos em que se esteja no momento.
A cada uma destas classes e ordens pertencem regiões conscienciais diferentes a cada um dos Espíritos que ali estagiam e estas regiões só se limitam a classe em que estão, logo não é senão parcial esta reforma e só condiz com o aprendizado intelecto-moral que o Espírito haja apreendido.
É portanto, uma reforma relativa tento ao grau na escala, quanto ao esforço que cada Espírito houver feito.
Dessarte não pode existir nem uniformidade, ou unificação, posto que cada um está em um degrau da imensa pirâmide de aquisições que cada classe e ordem prevejam pára si mesmas.
Senão, já se sairia direto da classe dos Imperfeitos, para a classe única dos Puros Espíritos e não é assim que acontece.
abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 26 de Fevereiro de 2012, 19:44
Amigo Moura, divagações a nada levam a não ser a criação de mais iluõses. Jã não bastam as existentes que devemos extirpar? O amigo confunde reforma intima com elevação espiritual e mais, confunde elevação espiritual com perfeição espiritual... Mais devagar, pegue leve , vai lhe simplificar as coisas...

A reforma íntima é o processo de transformação da percepção sobre as coisas, ou seja, a libertação dos conceitos individuais (individualismo) que se aplica na percepção das coisas do mundo, passando a percebê-las de uma forma universalista (ação de Deus sobre todas as coisas).

Se o mundo novo nasce individualmente através da reforma de cada um, fazer esta transformação da percepção das coisas deveria ser o objetivo da vida de cada ser encarnado. Infelizmente não é isso que acontece, mas exatamente o contrário.

Quando o ser humano nasce não possui conceitos, ou seja, ele não possui certos e errados para as coisas, não atribui valores às pessoas e por isso não desgosta de nada. Dizemos que ele é assim porque não conhece nada e como achamos que sabemos sentimo-nos na responsabilidade de transmitir os conhecimentos que possuímos.

Realmente o bebê não conhece a técnica humana de viver em uma carne. Como recém incorporado ao mundo humano precisa receber ensinamentos sobre as coisas materiais do planeta. Precisa ser alimentado para aprender que isso é preciso, precisa ser limpo para conhecer o asseio. No entanto, além de ensinar estas coisas, o ser humano responsável pelo recém nascido vai mais além: ensina os seus próprios conceitos.

Além de alimentar o bebê, ensina que existe hora para isso. É a hora do almoço, da janta, do lanche. Para o ser humano, deve-se comer na hora que está determinado para comer. Mas qual a hora de cada refeição?

Os povos possuem hábitos e costumes diferenciados. Alguns fazem uma primeira refeição reforçada e apenas se alimentam levemente no horário do almoço. Outros nada comem pela manhã, mas se empanturram no horário do almoço. Quem está certo?

Nenhum dos dois. Comer em determinado horário é um conceito, pois a verdadeira hora de se alimentar é quando existe a fome. Isso todos sabem e até afirmam que muitas doenças nascem exatamente do não se alimentar corretamente. Mas, apesar disso, os seres humanizados insistem em transmitir ao novo ser o conceito de que existe uma hora para comer.

Inicialmente, o bebê reclama desta imposição de horário. A mãe tenta por todos os meios alimentar o filho, mas ele não come. A mãe desespera-se, leva o filho ao médico, briga e obriga-o a comer na hora que ela quer. Depois de determinado tempo o novo ser compreende que não tem mais condições de debater-se com a mãe e acaba incorporando o conceito de ter que comer na hora marcada para isto. Começa a nascer mais um ser humano a partir dos conceitos que lhe são impostos.

Durante toda a primeira infância o ser recém nascido passa por um processo de recebimento dos conceitos principalmente maternos e paternos que vão se incorporando à sua memória, levando-o a esquecer da simplicidade com que nasceu. Antes ainda do fim da primeira infância, o ser é conduzido à escola, onde encontra outros seres que possuem conceitos idênticos ou parecidos que o levam definitivamente a esquecer a sua simplicidade.

Além destes conceitos básicos, o ser humanizado na escola começa a aprender novos conceitos que é obrigado a aprender para atender os anseios familiares de que ele se torne um ser humano feliz. Aprende as leis que regem o Universo e as equações que definem as ações das coisas. O ser humanizado aprende que a causa primária de todas as coisas é o processo científico. Aprende que ele é que rege tudo o que existe...

Este ser, agora humanizado, é distanciado do Universo e levado à individualidade do planeta. Aprende através de outros seres humanos que tudo tem uma razão material de ser. Aprende que deve ser, estar e fazer coisas neste mundo. Aprende que viver é alcançar objetivos dentro da vida humana e aprende que é preciso vencer nesta vida a qualquer custo para poder se tornar uma pessoa reconhecida por seus pares.

Com isto, encerra-se seu processo de humanização. O espírito que nasceu puro e simples, unido com a espiritualidade universal, agora é um ser conceituoso que acredita que a única verdade do Universo é aquilo que ele pode ver, ouvir ou pegar.

Acontece que quem transformou o ser universal em ser humano foram os mesmos homens que recorrem aos templos para buscar a sua felicidade. São os mesmos seres que estão procurando sua universalização que individualizam o ser universal.

Este é o antagonismo em que vive o planeta. Os seres humanos, após algum tempo, cansados de tanto lutar contra os desígnios de Deus para impor o que acham certo, ou errado, procuram na religião um amparo para as suas dores. Mas, estes mesmos seres preocupam-se em humanizar as crianças. Não entendem que com isso estão apenas criando novos seres que terão que recorrer a religiosidade para poderem conseguir alguma coisa.

Os familiares que passaram a vida desejando realizar-se profissionalmente e materialmente sem conseguir, esforçam-se agora para que o filho atinja o que eles não conseguiram. Não satisfeitos de terem sofrido com as suas próprias frustrações, criam conceitos nas crianças que acabam gerando frustração também para elas. Alunos, que um dia questionaram nas escolas os ensinamentos que recebiam, sem obter nenhuma resposta, mas tendo que aceitar o que os mestres afirmavam, agora repetem para os seus alunos os mesmos conceitos que receberam.

Podemos comparar este processo com uma fábrica, cujo objetivo é fabricar seres humanos, usando como matéria-prima o ser universal.

A reforma íntima deve começar exatamente neste ponto. Para quê fabricar seres humanos que um dia também irão procurar a sua reforma? Não seria melhor deixá-los como estão? Será que uma mãe se contentaria em alimentar seu filho apenas quando ele está com fome e não na hora que ela quer? Será que um pai conseguiria deixar o seu filho ficar sem estudar se assim ele o desejasse?

O trabalho de orientar seus filhos faz parte da reforma íntima. Não adianta o ser apenas buscar a sua elevação para si, mas deve, também, respeitar o seu filho, não impingindo conceitos a ele. A reforma íntima não é um trabalho religioso, mas deve ser uma revolução que todos devem fazer em suas vidas.

É preciso que cada ser altere seu comportamento em todos os campos e não apenas na sua vida religiosa. Não se conseguirá viver com paz, harmonia e felicidade apenas orando nos templos. Este estado de espírito só será alcançado por aqueles que modificarem realmente suas vidas no tocante a si mesmos e também na parte de orientação de novos seres que estão sob suas guardas. O trabalho que leva o ser a penetrar no novo mundo é a reforma de todos os momentos de sua vida e não apenas naqueles que ele quer agir.

O novo tempo surgirá para cada um, mas o período de implantação da alteração já se iniciou e, por isto, existem espíritos já encarnando que não aceitarão serem transformados pelos mais velhos. Se a humanidade imagina que a juventude atual é rebelde, ficará espantada ao ver a nova que está chegando que se colocará muito mais fortemente contra todos os poderes constituídos, a começar dos familiares...

A revolução do novo mundo será iniciada com a guerrilha contra a principal fonte de conceitos que transforma o ser: os pais. É por isso que Cristo ensina que o amor universal virá para colocar pai contra filho e mãe contra filha. É por isto também que ele afirma: coitada da mulher que estiver grávida quando aquele dia chegar...

Estes mensageiros da nova ordem combaterão fortemente os conceitos dos mais velhos. Rebelar-se-ão contra horários, julgamentos, definições. Não serão, no entanto, rebeldes sem causa, mas encontrarão em Deus a explicação para todas as coisas do universo.

Estes guerrilheiros não proporão o caos como podem pensar os seres humanizados mais velhos, mas sim a ordem universal. Impor esta ordem não gerará conflitos, mesmo que ela se dê pela ausência de normas que regule a vida humana, pois todos os conflitos são gerados por aqueles que querem impor a sua ordem sobre os outros. Será a guerrilha para alcançar a paz e o amor, tão procurados por caminhos tortos pelos seres humanos.

Portanto, é preciso que nos preparemos para o bombardeio aos nossos conceitos. Apesar de falar assim, afirmo que estes guerrilheiros não lutarão para impor uma nova ordem: eles apenas se defenderão do exército dos seres humanos, os conceituosos[/u]. Não criarão um novo código de conduta obrigando todos a seguir, mas resguardarão para si o direito de serem felizes. Não descumprirão a lei de Deus, mas mostrarão que ela só é seguida quando se atinge a consciência do amor e não pela obrigação de respeitar os códigos de normas existentes no planeta.

Esta será a revolução que marcará os próximos cem anos do planeta Terra. É o período de transição entre o mundo dos conceitos e o mundo do amor a Deus acima de todas as coisas.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Ace em 26 de Fevereiro de 2012, 20:30
"O novo tempo surgirá para cada um, mas o período de implantação da alteração já se iniciou e, por isto, existem espíritos já encarnando que não aceitarão serem transformados pelos mais velhos."


Amigo Anton, já tinha lido sobre esse assunto algures num livro ou na internet e penso que já são alguns a sentir a chegada e a presença desses espíritos.

Abraços. :)

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 26 de Fevereiro de 2012, 20:35
"O novo tempo surgirá para cada um, mas o período de implantação da alteração já se iniciou e, por isto, existem espíritos já encarnando que não aceitarão serem transformados pelos mais velhos."

Amigo Anton, já tinha lido sobre esse assunto algures num livro ou na internet e penso que já são alguns a sentir a chegada e a presença desses espíritos.


Já ha multidões assim e pouco a pouco vão sendo descobertos (de descobrir, encontrar, mostrar o que estava escondido). Apenas observe a sua volta...


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 26 de Fevereiro de 2012, 21:14
Mano Anton
me desculpe, mas não há qualquer confusão já que não associei a reforma íntima ao que o amigo alude.
A reforma é uma modificação salutar da moral, apenas isso.
Se é fácil se dizer "apenas isso" difícil fica ao Espírito fazê-lo já que o nível de imperfeição lhe pode ser mais forte o que dificultaria o processo.
Isso no terreno da dourina Espírita, pois que não sei onde o amigo vai buscar as suas teorias.
Abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 26 de Fevereiro de 2012, 21:28
A reforma é uma modificação salutar da moral, apenas isso.
Se é fácil se dizer "apenas isso" difícil fica ao Espírito fazê-lo já que o nível de imperfeição lhe pode ser mais forte o que dificultaria o processo.

Amigo Moura,

Modificação salutar é um conceito individual e não universal. O conceito de salutar pode ser diferente para diferentes pessoas e ser diferente em grau tambem e por isto o amigo afirma que fica dificil ao espirito faze-lo.

E isto é exatamente o oposto da reforma intima que consiste justamente em transformar a percepção sobre as coisas, ou seja, a libertação dos conceitos individuais (individualismo) que se aplica na percepção das coisas do mundo, passando a percebê-las de uma forma universalista (ação de Deus sobre todas as coisas).

Reforma intima implica em perceber que Deus É o unico que age no universo, tema exaustivamente tratado no muito citado, pouco lido e praticamente nada compreendido Livro dos Espiritos.



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 26 de Fevereiro de 2012, 23:20
Amigo Anton, não tergiverse.
Já de começo o próprio Espírito é um ser individualizado.
A saúde  por sua vez é inerente a cada um, porém só existe um conceito de saúde moral.
O que se modifica são os parâmetros pelos quais se analisa a moral, pois que esta muda de povo para povo.
Todavia o honesto na china ou na Prússia, é o honesto no Paraguai e no Brasil ou há esta diferenciação quanto a honestidade?
Um cabra de saúde boa na indochina é  também de boa saúde na Inglaterra.
Vou repetir estamos falando sobre doutrina espírita mano, não sobre qualquer outra teoria.
abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 26 de Fevereiro de 2012, 23:50
Amigo Anton, não tergiverse.
Já de começo o próprio Espírito é um ser individualizado.
A saúde  por sua vez é inerente a cada um, porém só existe um conceito de saúde moral.
O que se modifica são os parâmetros pelos quais se analisa a moral, pois que esta muda de povo para povo.
Todavia o honesto na china ou na Prússia, é o honesto no Paraguai e no Brasil ou há esta diferenciação quanto a honestidade?
Um cabra de saúde boa na indochina é  também de boa saúde na Inglaterra.
Vou repetir estamos falando sobre doutrina espírita mano, não sobre qualquer outra teoria.
abraços,
Moura

Amigo Moura,

Ninguem esta a falar de espiritos, mas de ego, ou seja, do ser humano. E cada um possue um diferente conceito de saude moral. Ou voce quer impor o seu conceito a toda a humanidade? Voce sabe que isto não funciona. Isto nada tem a ver com doutrinas, é so ler jornal ou ver TV.

E a unica reforma consiste em uiversalisar-se, pois o que voce mais uma vez acaba de afirmar é apenas uma opinião individualista, a sua.



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Paulo Castro em 27 de Fevereiro de 2012, 00:27
Amigos,eu gostaria de fazer uma prece aqui e comentar o que eu aprendí com ela.


              Concedei-me senhor,a serenidade nessessaria,para aceitar as coisas
              que eu não posso modificar,coragem para modificar aquelas que eu posso
              e sabedoria para destinguir umas das outras...
 

eu gostaria de dizer uma coisa a reforma intima é algo gradativo,não vamos conseguir isso da noite para o dia,muitas vezes temos que aceitar certos fatos,oq não muita agradavel dependendo dos tais.eu sou um alcoolatra em recuperação já a 3 anos,é um fato que eu não posso mudar,mas eu dei o primeiro passo,e com muita fé estou firme.
essa reforma se trata de começar por nós mesmos,mas temos que aceitar o fato de que não vamos mudar o mundo há não o nosso proprio mundo,nós não somos nenhum Jesus pra modificar todos a nossa volta,já tão dificil tentar modificar a nós mesmos,se não me engano foi o Sr.Moura rego disse logo acima.cada um de nós é um universo,e mal conhecermos a nós mesmos.e quanto ajudar os nossos irmãos que estão confusos pelo mundo,parece que nem eles mesmos querem mudar,eu tenho aprendido muito com o livro dos espiritos,mas acontece que na teoria é muito simples,mas é muito complicado,até hoje eu tento me modificar,acriditem,eu já tentei socorrer outras pessoas mas todas a minhas tentativas foram inuteis,pois para mim quantos mais eu ajudar eu modifico um pouco mais,não estou parado no tempo,faço o que posso sempre que possivel,levando uma palavra amiga,pois na minha obrigação de espirita eu me na nessecidade de ajudar outras pessoas,mas elas não parecem querer mudar,melhorar.por outro lado seria um egoismo muito grande eu pensar em mudar e melhorar sozinho.meu amigo Anton o livro dos espiritos e toda obras do nosso codificador Kardec é de exelente conteúdo,e eu adimiro a sua iniciativa,mão não podemos modificar as pessoas que não querem ser ajudadas,estou com vc no seu ponto de vista,mas pare e pense um pouco,não podemos viver de teorias,mas sim ser-mos praticos,devemos sim estar sempre apostos para ajudar a quam carece e adimitem que precisam de ajuda,e no seu texto você perece forçar um pouco a barra,e isso não podemos fazer.
 
  me perdoe se ofendí,não é a minha intençãosó fiz uma critica construtiva em cima de seu texto inicial e outros que lí de você mesmo,sou tão fervoroso como você,mas eu aprendí muito dentro do A.A e na minha vida social....

      muita paz e muita luz,e que um dia você e eu tenhamos condições de modificar as pessoas,abração....
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 27 de Fevereiro de 2012, 00:53

      Oliva Prado     (ref #66)

      Cel: amiga de além-mar; sinto q não estou sendo claro. O q afirmei é q as experiências da vida, nenhuma delas, tem qualquer valor para o “crescimento espiritual”. Todas elas, sem exceção, somente têm valor para um melhor relacionamento entre os homens e para melhorar nossa qualidade de vida na matéria; o aprendizado, relativo ao mundo material, somente serve para nos proporcionar uma sobrevivência melhor na carne. Tudo q a vida nos ensina, nada tem a ver com o processo evolutivo espiritual... a não ser qto ao fato de q, pelo sofrimento a q o mundo não dá solução, podemos buscar outros caminhos além das religiões, como coloquei na msg anterior.

      Assim, a obediência aos mandamentos e regras éticas das religiões e o atender aos conselhos e ensinamentos dos Grandes, so objetivam um relacionamento mais harmonioso entre os homens.                                                               

      Observe o q as religiões, de início, tiveram como objetivo principal: trazer um mais harmonioso relacionamento entre as já tão sofridas criaturas, sobretudo naqueles tempos de injustiças e sem leis. Veja o Decálogo: não matar, não roubar, não cobiçar o que seja do próximo, não desonrar, não dar falso testemunho, não adulterar. Observe que, aí, nada tem que signifique “regras para a salvação”. Quanto aos dois primeiros mandamentos, são inócuos, pois apenas visavam a que se respeitasse aquele ser poderoso que o homem tão somente “imaginava” o que poderia ser. E não só que se respeitasse, mas que se temesse e obedecesse, como ainda hoje ocorre com tantas ameaças que todas as religiões apregoam.

      Veja o que todos os líderes, em torno de cujas palavras os homens convencionaram religiões, tiveram que fazer inicialmente: organizar e trazer tranqüilidade ao povo.

      Esse é o exemplo de Moisés, liderando uma fuga pelo deserto, durante quarenta anos, de, fora as crianças, 600 mil adultos, rebeldes, sofridos, desorganizados, indisciplinados, prontos para desobedecer, reclamar, matar, mentir, roubar, cobiçar etc. 

      Como esse povo o obedeceria, quando não tinha nem mesmo qualquer recurso para comunicar suas ordens, para se fazer obedecido? Um povo cansado e em fuga de muitos anos de escravidão no Egito! Somente despertando-lhe medo, o que fez apresentando-lhe um “Deus poderoso e cruel, impaciente, nervoso, vaidoso, orgulhoso e parcial”, com ordens que, se não obedecidas, resultariam castigos terríveis e assustadores, como ocorreu tantas vezes.   

      As lições de Jesus, em geral, tinham o mesmo objetivo: uma vida menos sofrida alicerçada no fato de todos se respeitarem, pela obediência àquelas imposições dos mandamentos. Quando o Mestre disse “perdoai, não sete vezes, mas...”,  “... dali não sairás até que tenhas pago o último ceitil...”, “... serás atirado ao fogo da geena...”, “... teu credor te levará ao juiz...”, “oferece a outra face”, “perdoai e abençoai os vossos inimigos”, observe que tudo visava a um relacionamento mais harmonioso com vistas a suavizar a vida daqueles homens já sujeitos a tantas infelicidades, sobretudo em tempos em que os poderosos eram a lei. Como no decálogo, nas palavras de Jesus, “comunicadas pelas religiões”, não há qualquer “regra de salvação” mas, apenas, “regras de bem-conviver”.

      Os ensinamentos que se destinam ao buscador de Deus, as “regras para a salvação”, felizmente, ao menos alguns, foram preservados nas escrituras, mesmo depois de séculos de alterações introduzidas, que lhes suprimiram textos e acrescentaram conceitos à conveniência dos poderosos. Essas lições estão nas palavras de Jesus, como: “Buscai, em primeiro lugar, o reino de...”, “... a verdade vos libertará”, “não direis: ei-lo aqui, ou ei-lo acolá, pois o reino de Deus está dentro de vós”, “tudo vem do alto”, em muitas parábolas, como a daquele que, encontrando um tesouro num campo, se desfez de tudo para comprar aquele campo; na afirmação de que aquele que não abandona pai e mãe não é digno de segui-lo; na história do jovem que desejava, primeiro, enterrar seu pai; nas parábolas das virgens insensatas; do servo que, atento, aguardava a chegada do patrão...
      Também, nas afirmações de Paulo: “Vós sois o templo do Altíssimo”, “o Senhor habita em vossos corações”, “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer”, “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”, “Deus não faz acepção de pessoas...” e em outras passagens.

      Aí sim, estão as “regras para a salvação”; as outras, anteriormente vistas, são apenas “regras para bem conviver”, como são os mandamentos apresentados por Moisés. E as regras de bem-conviver é o q aprendemos com as experiências da vida, com os erros dos outros mas, de modo algum levam ao aperfeiçoamento espiritual.

      Atente para isso.



     
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 27 de Fevereiro de 2012, 12:39
Coronel e participantes deste debate Bons Dias
vou começa esse poste  dizendo o mesmo  que disse no tema Livre-arbítrio:
Todos estas noções da verdade  estão ainda  a ser semeadas em nós;  ainda somos seus  vasos aguardando o efeito do tempo em nossas mãos pelo período que tiver de ser  para colhermos o fruto.
Livro dos Espíritos
-791 A civilização se depurará um dia de modo a fazer desaparecer os males que tenha produzido?
– Sim, quando a moral também estiver tão desenvolvido quanto a inteligência. O fruto não pode vir antes da flor.

Coronel
discordo consigo logo no seu primeiro paragrafo.

Anton
Compreendi perfeitamente o que disse e como outros fóristas já comentaram penso acerca do que escreveu de igual modo. O moderador Moura falou também sensatamente.

Essa ideia de progressão está sendo trazida á nossa consciência pela Doutrina Espírita e seus divulgadores, e como alguém aqui comentou e bem também já li sobre as crianças índigo e as crianças cristal, e sobre a própria era de aquário que falam mais ou menos do que diz.

Lendo o Evangelho,  Meu Reino não é deste Mundo – e outras tantas matérias inerentes;

 sabemos que nossa evolução é feita de tal forma que  enquanto aqui estamos, como agora mesmo em diálogo, nada podemos afirmar do que se passa ou passará no plano etéreo,  noutros mundos, noutras realidades existenciais e qual o género de transformação que poderemos realizar nesse contexto da mesma forma que a vinda de espíritos mais perfeitos sofre a mesma lógica.

Julgo que falei acertado!

Logo a mudança de comportamentos ditos caducos também se fará naturalmente, dentro dos exemplos que deu.

Alguns trechos do Evangelho
( ..)
Para quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é indefinida, a vida corpórea se torna simples passagem, breve estada num pais  ingrato.

 É o que sucede ao que encara a vida terrestre do ponto de vista da vida futura; a Humanidade, tanto quanto as estrelas do firmamento, perde-se na imensidade.

Ora, o desejo do bem-estar força o homem a tudo melhorar, impelido que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas leis da Natureza. Ele, pois, trabalha por necessidade, por gosto e por dever, obedecendo, desse modo, aos desígnios da Providência que, para tal fim, o pôs na Terra.
( …)

       Então a reforma intima torna-se cada vez mais alargada e uma vez aí a universalidade da questão, como disse o Anton.

Fraternalmente  trocando  ideias
 esta que tanto vai aprendendo convosco e que assina
O P

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 28 de Fevereiro de 2012, 01:53
      Hebe      (ref #71)

      Cel(msg ant): é evidente, minha amiga, q há certas compreensões q vêm do viver; aliás, <todas> as compreensões, sem exceção, vêm do viver, do observar a vida, das experiências/lições q a vida nos oferece sem cessar; e q a imitação é o que muitos fazem na tentativa de atender às regras éticas religiosas, mandamentos, recomendações dos mestres etc. Iludidos, pensam q estão melhorando seu íntimo; no entanto, a única coisa estão praticando é a "obediência", busca de méritos etc. É verdade q podem beneficiar o próximo mas, isso não leva ninguém, um passo q seja, na direção de Deus.

      Hebe: É bom que saibam disso Coronel para não ficarem mudando de lá pra cá, culpando e maldizendo esta ou aquela filosofia ou religião que não lhes adiantou em nada.

      Cel: exatamente por isso é q trago tantas perguntas; a intenção é fazer que reflitam e aumentem seu leque de buscas; aliás, é esse o conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o q for bom”, sabiamente repetido, e com mais clareza, no LM, cap3, item 35. Filosofias e religiões somente têm seu valor para trazer um mais harmonioso relacionamento entre os homens. Trazem, apenas, "regras de bem-conviver e de bem-sobreviver”, nada mais! Não divulgam "regras de salvação".

      Hebe: E como pode você afirmar quem leu ou não leu , buscou ou não buscou, refletiu ou não refletiu a respeito de alguma coisa para depois seguir?

      Cel: amiga, e porq eu deveria ou teria de afirmar isso? Não entendi.

      Hebe: A sua visão do Espiritismo, por exemplo , é completamente diferente do que eu vejo e muitos o vêem como eu. Não é religião, nunca foi,

      Cel: está bem, amiga; não é religião, mas o ser ou não ser religião que importância tem para estes estudos do fórum? E o fato de muitos terem uma visão diferente, que conclusão pode se tirar disso? Apenas q muitos têm visão diferente, nada mais.

      Hebe: Coronel, não aplique  a sua visão particular ou a sua vivencia como verdadeira; deixe que cada um reflita por si mesmo.
.   
      Hebe: amiga, vc está equivocada; como vc sabe, não é visão particular, mas testemunhos, depoimentos, percepções de séculos ou milênios de desde antes de Cristo e da ciência mais avançada do planeta; são visões de mestres e sábios, incluindo aí, Jesus e Paulo.
      Quanto a vc dizer “deixe q cada um reflita por si mesmo”, reflita: os mestres nada ensinam e preferem deixar q cada um reflita por si mesmo? O espiritismo tb nada ensina e prefere deixar q cada um reflita por si mesmo? Que religião, ou mestre, ou instrutor faz isso? Qual é a razão da existência das obras da codificação? Então a amiga crê q as religiões desejam que os homens reflitam apenas por si mesmos; contudo, ao mesmo tempo, lhes transmitem extensas e freqüentes lições?! E a amiga está se esquecendo de um importante conselho dado pelo Mestre “...colocai vossa luz sobre o velador...”, lembra-se? Tenho certeza de q se a amiga tivesse algum conhecimento q pensasse poderia auxiliar alguém, não o guardaria só para si mesma.

      Hebe: É um tanto quanto cansativo essa sua insistência, você tem textos ótimos, explicações excelentes, use e não fique rodando no mesmo lugar sempre com a s mesmas perguntas que você mesmo afirma que nada e ninguém pode responder.
discriminar

      Cel: querida amiga, é exatamente por isso q insisto e repito sempre: porq ninguém, nem as religiões sabem responder. Se soubessem não estariam guardando a resposta só para elas, mas difundindo-a para todos, sem discriminação de ninguém. A idéia é levar aos amigos o entendimento de q devem buscá-la além das religiões; vc mesma sabe disso.

      Um abc.



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 28 de Fevereiro de 2012, 12:21
      Hebe      (ref #71)

      Cel(msg ant): é evidente, minha amiga, q há certas compreensões q vêm do viver; aliás, <todas> as compreensões, sem exceção, vêm do viver, do observar a vida, das experiências/lições q a vida nos oferece sem cessar; e q a imitação é o que muitos fazem na tentativa de atender às regras éticas religiosas, mandamentos, recomendações dos mestres etc. Iludidos, pensam q estão melhorando seu íntimo; no entanto, a única coisa estão praticando é a "obediência", busca de méritos etc. É verdade q podem beneficiar o próximo mas, isso não leva ninguém, um passo q seja, na direção de Deus.

      Hebe: É bom que saibam disso Coronel para não ficarem mudando de lá pra cá, culpando e maldizendo esta ou aquela filosofia ou religião que não lhes adiantou em nada.

      Cel: exatamente por isso é q trago tantas perguntas; a intenção é fazer que reflitam e aumentem seu leque de buscas; aliás, é esse o conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o q for bom”, sabiamente repetido, e com mais clareza, no LM, cap3, item 35. Filosofias e religiões somente têm seu valor para trazer um mais harmonioso relacionamento entre os homens. Trazem, apenas, "regras de bem-conviver e de bem-sobreviver”, nada mais! Não divulgam "regras de salvação".
Vejo que aqui estamos de acordo, lembre-se que não precisa mais me perguntar isso.

      Hebe: E como pode você afirmar quem leu ou não leu , buscou ou não buscou, refletiu ou não refletiu a respeito de alguma coisa para depois seguir?

      Cel: amiga, e porq eu deveria ou teria de afirmar isso? Não entendi.
Porque repete constantemente a todos a mesma afirmativa, é preciso ler de tudo e guardar o que é bom no dizer de Paulo e no LM.
   
 Hebe: A sua visão do Espiritismo, por exemplo , é completamente diferente do que eu vejo e muitos o vêem como eu. Não é religião, nunca foi,

      Cel: está bem, amiga; não é religião, mas o ser ou não ser religião que importância tem para estes estudos do fórum? E o fato de muitos terem uma visão diferente, que conclusão pode se tirar disso? Apenas q muitos têm visão diferente, nada mais.


      Hebe: Coronel, não aplique  a sua visão particular ou a sua vivencia como verdadeira; deixe que cada um reflita por si mesmo.
Porque, não só nesse, mas já em outros tópicos, parte da premissa que todos os que seguem o Espiritismo o seguem com a fé cega o que vai contrário ao que Kardec sempre afirmou, portanto cabe a cada um ver como está vivendo o Espiritismo, não a mim e nem a você. Tem pessoas que ficam 20 e 30 anos frequentando Centro, sem entender exatamente a essência que o Espiritismo passa e isso é absolutamente individual, é a percepção de cada um diante do que está sendo passado.

     
Cel: amiga, vc está equivocada; como vc sabe, não é visão particular, mas testemunhos, depoimentos, percepções de séculos ou milênios de desde antes de Cristo e da ciência mais avançada do planeta; são visões de mestres e sábios, incluindo aí, Jesus e Paulo.
Sim, é a mensagem de Paulo, Jesus, Krishnamurti, Rohden, Gandhi, Krishna etc etc etc,  porém você acabou de responder ao Anton que o Sermão do Monte só diz o que fazer e não como fazer, sermão este consagrado por todos os mestres tanto orientais como  ocidentais, Gandhi até afirmou "SE TODOS OS LIVROS SACROS DO MUNDO FOSSEM QUEIMADOS E SÓ RESTASSE O SERMÃO DO MONTE, SERIA O SUFICIENTE."
- MAHATMA GANDHI

  Quanto a vc dizer “deixe q cada um reflita por si mesmo”, reflita: os mestres nada ensinam e preferem deixar q cada um reflita por si mesmo? O espiritismo tb nada ensina e prefere deixar q cada um reflita por si mesmo? Que religião, ou mestre, ou instrutor faz isso? Qual é a razão da existência das obras da codificação? Então a amiga crê q as religiões desejam que os homens reflitam apenas por si mesmos; contudo, ao mesmo tempo, lhes transmitem extensas e freqüentes lições?! E a amiga está se esquecendo de um importante conselho dado pelo Mestre “...colocai vossa luz sobre o velador...”, lembra-se? Tenho certeza de q se a amiga tivesse algum conhecimento q pensasse poderia auxiliar alguém, não o guardaria só para si mesma.

O verdadeiro mestre nada impõe, passa seus ensinamentos e deixa que o aluno os perceba e reflita diante deles, ou seja, viva dentro de si mesmo a compreensão, ninguém pode ensinar nada a ninguém que não esteja aberto para receber os ensinamentos, assim como ninguém consegue ajudar ninguém que esteja fechado a essa ajuda. O verdadeiro Mestre não vive desta ilusão.

      Hebe: É um tanto quanto cansativo essa sua insistência, você tem textos ótimos, explicações excelentes, use e não fique rodando no mesmo lugar sempre com a s mesmas perguntas que você mesmo afirma que nada e ninguém pode responder.
     
 Cel: querida amiga, é exatamente por isso q insisto e repito sempre: porq ninguém, nem as religiões sabem responder. Se soubessem não estariam guardando a resposta só para elas, mas difundindo-a para todos, sem discriminação de ninguém. A idéia é levar aos amigos o entendimento de q devem buscá-la além das religiões; vc mesma sabe disso.

      Um abc.
Lógico que sei, nunca me prendi a religião alguma cegamente, a não ser na infância que o Catolicismo era imposto, fora isso a escolha foi minha enquanto me satisfizer e corresponder, o que não quer dizer em absoluto que estou estacionada, mas não posso impor a ninguém que não estacione, o movimento vem da vontade e é intimo.

Quantos você vê que tem uma capacidade estupenda intelectual de compreensão, verbalização, até para estimular e passar o ensinamento,são admirados mas não conseguem nem perceber este valor  porque não aplicam em si mesmo? São levados por emoções conturbadas, vivem em eterna paranóia encontrando um inimigo em cada esquina.
É preciso deixar que vivam seus apegos, que percebam o quanto estão presos a eles e que queiram por vontade própria se libertar.
Não são assim porque querem, antes que me pergunte isso, são frutos de experiencias e vivencias mal resolvidas, mas se não existir a vontade sincera de se libertarem dessas verdades que se condicionaram, nada nem ninguém pode ajudar. Se não conseguem sozinhos existem psiquiatras, psicólogos que podem pelo menos dar uma luz.

Meu amigo, como diz Krishnamurti, enquanto não arrumar a casa psicológica  não há leitura, estudo, Mestre, Guru e meditação que resolva, isso é pura ilusão e fuga.
Deixe que cada um perceba por si mesmo, todos tem seu tempo certo.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 28 de Fevereiro de 2012, 14:15
Coronel,

Reflita com Krishnamurti

"
Por que não devo fugir de mim mesmo?

Pergunta: "Por que não devo fugir de mim mesmo? Não tenho nada de que me orgulhar, e por me identificar com minha esposa, que é muito melhor que eu, fujo de mim mesmo.

Krishnamurti: Naturalmente, a grande maioria foge de si mesmo. Fugindo de si mesmo, você se tornou dependente. A dependência fica mais forte, fugas mais essenciais, em proporção ao medo de o que é. A esposa, o livro, o rádio, se tornam extraordinariamente importantes, as fugas têm toda significação, o maior valor. Uso minha esposa como meio de fugir de mim mesmo, assim me apego a ela. Tenho que possuí-la, não posso perdê-la; e ela gosta de ser possuída pois também está me usando. Existe necessidade comum de fugir, e nos usamos mutuamente. Este uso é chamado amor. Você não gosta do que você é, e assim foge de si mesmo, do que é." - Commentaries on Living Series I Chapter 75 Fear and Escape
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 28 de Fevereiro de 2012, 15:30
      Anton Kiudero    (ref #72)

      Cel(msg ant): Como pode alguém percorrer o caminho q ainda não encontrou?! Se o amigo já o percorreu, talvez eu deva fazer como fez Confúcio, reverentemente, a um discípulo q lhe afirmou ter percorrido o caminho: “Permita-me, então, seguir seus passos!”.

      Anton (msg ant): Apenas caminhe, sem se preocupar onde esta o pé direito enquanto o pé esquerdo esta no solo. Não ha nada a procurar ou encontrar.

      Cel (msg ant): Amigo, o q ocorre é q me impus o dever de tentar fazer q outros reflitam e encontrem e compreendam.

      Anton: Ninguém deve nada a ninguém e todos recebem tudo o que precisam receber no momento em que precisam receber.
     
      Cel: eu devo a mim mesmo pois, se de algum modo não colaboro com o despertar do demais, não estou colaborando para uma infelicidade menor, no futuro. Estaremos sempre voltando e voltando. E se ajudamos mais e mais pessoas a despertarem, encontraremos o mundo melhor em nossas voltas. Por isso vale a pena tentar. Ninguém vai querer, na sua volta, encontrar o mundo nas mesmas condições de escuridão e sofrimento em que hoje está.

      E observe q, em geral, os homens não gostam do q recebem. Também, não creio nessa sua afirmação de q todos recebem o q precisam receber. Pois não falta nada, nem a receber, nem a descartar, ao espírito. E as alegrias e sofrimentos q todos recebem nada têm a ver com o espírito, com sua necessidade de despertar, embora possam concorrer para q o ego perceba isso.

      Anton: Não se imponha nada porque você desconhece o interior dos demais. Quem o conhece é apenas o Pai. Viva a sua vida em paz e seja feliz sempre e incondicionalmente. Não seja feliz SE, feliz, QUANDO ou feliz PORQUE.

      Cel: meu amigo, o interior mais profundo dos demais é definitivamente o espírito puro e perfeito, igual ao seu interior, ao meu, ao de todos, humanos e não humanos. Todas as desigualdades, imperfeições, perfeições etc, não estão nesse interior mais profundo, mas, exatamente nas interpretações distorcidas do ego, q nos domina.

      Que bom e fácil seria q bastasse dizer: “Viva a sua vida em paz e seja feliz sempre e incondicionalmente. Não seja feliz SE, feliz, QUANDO ou feliz PORQUE”. Se é tão simples, qual será a causa de tantos sofrimentos do homem?       
     
      Abraços.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 28 de Fevereiro de 2012, 16:50
Que bom e fácil seria q bastasse dizer: “Viva a sua vida em paz e seja feliz sempre e incondicionalmente. Não seja feliz SE, feliz, QUANDO ou feliz PORQUE”. Se é tão simples, qual será a causa de tantos sofrimentos do homem?       

Voce mesmo ja o respondeu, o sofrimento provem do condicionamento da felicidade a algo exteriror. O se, quando ou porque, embora a felicidade seja incondicional.

Sofre quem deseja sofrer e é feliz quem deseja ser feliz. Alias esta é uma das pouquissimas oportunidades que possuimos de utilizar o nosso livre arbítrio em toda a sua plenitude.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 29 de Fevereiro de 2012, 23:14
Como falamos de reforma íntima, é apropriado deixar as orações dos nossos antepassados...

"A ORAÇÃO DO CORAÇÃO" (por Henri Nouwen)

"A oração hesicástica, que leva ao descanso em que a alma habita com Deus, é a oração do coração. Para nós que damos tanta importância à mente, aprender a rezar com o coração e a partir dele tem importância especial. Os monges do deserto nos mostram o caminho. Embora não exponham nenhuma teoria sobre a oração, suas narrativas e seus conselhos concretos apresentam as pedras com as quais os autores espirituais ortodoxos mais tardios construíram uma espiritualidade magnífica. Os autores espirituais do monte Sinai, do monte Atos e os startsi da Rússia oitocentista apóiam-se todos na tradição do deserto. Encontramos a melhor formulação da oração do coração nas palavras do místico russo Teófano, o Recluso: "Rezar é descer com a mente ao coração e ali ficar diante da face do Senhor, onipresente, onividente dentro de nós". No decorrer dos séculos, essa perspectiva da oração tem sido central no hesicasmo Rezar é ficar na presença de Deus com a mente no coração, isto é, naquele ponto de nossa existência em que não há divisões nem distinções e onde somos totalmente um. Ali habita o Espírito de Deus e ali acontece o grande encontro. Ali, coração fala a coração, porque ali ficamos diante da face do Senhor, onividente, dentro de nós. É bom saber que aqui a palavra "coração" é usada em seu sentido bíblico pleno. em nosso meio, ela se tornou lugar-comum. Refere-se à sede da vida sentimental. Expressões como "coração partido" e "sentido no coração" mostram ser comum pensarmos no coração como o lugar quente onde se localizam as emoções, em contraste com o frio intelecto onde têm lugar nossos pensamentos. Mas, na tradiçao judeu-cristã, a palavra "coração" refere-se à fonte de todas as energias físicas, emocionais, intelectuais, volitivas e morais.

No coração, originam-se impulsos impenetráveis, além de sentimentos, disposições e desejos conscientes. O coração também tem suas razões e é o centro da percepção e do entendimento. Finalmente, ele é a sede da vontade: faz planos e chega a uma boa decisão. Assim, é o órgão central e unificador de nossa vida pessoal. Nosso coração determina nossa personalidade e é, portanto, não só o lugar onde Deus habita mas também o lugar ao qual Satanás dirige seus ataques mais ferozes. Esse coração é o lugar da oração. A oração do coração dirige-se a Deus a partir do centro da pessoa e, assim, afeta toda a nossa compaixão.

Um dos monges do deserto, Macário, o Grande, diz: "A tarefa principal do atleta (isto é, do monge) é entrar em seu coração". Isso não significa que o monge deva procura encher sua oração de sentimento; signfica que deve esforçar-se para deixar que ela remodele toda a sua pessoa. O discernimento mais profundo dos monges do deserto é que entrar no coração é entrar no Reino de Deus. Em outras palavras, o caminho para Deus é pelo coração. Isaac, o Sírio, escreve:

"Procure entrar na câmara do tesouro... que está dentro de você e então descobrirá a câmara do tesouro do céu. Pois ambas são a mesma coisa. Se conseguir entrar em uma, você verá ambas. A escada para este Reino está escondida dentro de você, em sua alma. Se você purificar a alma, ali verá os degraus da escada que deve subir."

E João de Cárpato diz: "É preciso grande esforço e luta na oração para alcançar aquele estado da mente que é livre de toda perturbação; é um céu dentro do coração (literalmente 'intracardíaco'), o lugar onde, como o apóstolo Paulo assegura, "Cristo está em vós" (2Cor13,5).
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Março de 2012, 01:53
Bonito...

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 01 de Março de 2012, 21:34
Ainda com a "Oração do Coração" dos nossos antepassados, como forma de chegar a Deus...

O deserto

O deserto constitui, na revelação do Antigo e do Novo Testamento, um tema de atração particular. Sabemos que Israel teve no deserto as experiências mais imediatas da presença, do amor, da misericórdia de Deus, e que nele teve que lutar pela pureza de sua entrega, pela fidelidade a seu Deus. Para uma tradição, o deserto passou a ser inclusive um símbolo da relação mais pura, da frescura do primeiro amor entre Deus e Israel. Na medida, porém, em que Israel se fez sedentário, foi variando sua compreensão do deserto, e não viu nele senão algo terrível, cheio de ameaças e feras, onde ninguém podia viver. Deste modo, a meditação de sua própria história fê-lo perder a visão idílica de sua peregrinação pelo deserto, e apercebeu-se de que essa época esteve cheia de pecado, de ofensa a Deus, a tal ponto que em certo momento o deserto chegou a ser símbolo do juízo condenatório de Deus. Já se vislumbra nisto a oscilação na consideração do deserto como habitação privilegiada de Deus e como lugar de sua ausência, horrível, cheio de perigos e tentações. O Novo Testamento é igualmente devedor dessa dupla visão. É no deserto que São João Batista começa o anúncio do Reino de Deus, e para onde foge a Igreja perseguida do Apocalipse (12,5-6). É também a montanha solitária lugar preferido por Jesus para sua oração íntima. Mas o deserto é, além disso, morada do demônio, símbolo do obscuro e sem vida. Jesus é tentado no deserto e, segundo seu próprio ensinamento, esse é o lugar próprio dos demônios. Seja qual for a origem dessa dupla imagem do deserto, o essencial é que participa do paradoxo de tudo o que conforma a relação de Deus com o homem. Não há lugar, nem tempo, nem coisa, nem pessoa que goze da unidade que só é própria de Deus. Tudo está marcado com o signo da ambiguidade. Tudo pode ser sinal da presença de Deus, tudo pode ser também tentação para esquecê-lo. O deserto aparece então não sob a simplista concepção de uma fuga ou evasão do mundo, senão como aquela realidade de nosso mundo na qual, mais do que em nenhuma outra, se está com indefesa desnudez ante a única decisão que importa: por Deus ou contra ele. O deserto recorda ao homem sua pobreza e solidão essenciais, sem as quais não se pode compreender nem a riqueza da criação nem a graça que significa a comunidade e o serviço aos homens. É essa dupla visão caracterizada também pela "Vida". Santo Antão vai ao deserto, vai progressivamente em busca de maior solidão para poder se enfrentar com todas as incitações que pretendem envolvê-lo em sua complexidade, estorvando-lhe o caminho à recuperação de sua unidade. É o lugar de sua luta contra o demôniio. À medida, porém, que seu progresso espiritual avança, o deserto se converte para ele em lugar privilegiado de seu encontro pessoal e místico com Deus. Esta é a finalidade verdadeira e última de toda austeridade, de toda vida ascética. Seria insensato crer que Santo Antão ou os monges esgotam sua vida na busca do demônio. Buscam primeiramente a Deus, mas sabem muito bem que esse caminho passa através de todas as ilusões demoníacas. As privações de todo tipo, a leitura e meditação da Palavra de Deus, a oração constante, são as armas para percorrer o caminho sem temer os perigos. Sua meta última é, porém, restaurar a imagem do homem tal como foi criado por Deus: dono, e não escravo do mundo, ao serviço do único Senhor do universo, e assinalar o estado último e definitivo, em que tudo é um, em que tudo é Sim e Amém.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 03 de Março de 2012, 02:07
      Hebe     (ref #90)

      Hebe: Reflita com Krishnamurti:

      “Por que não devo fugir de mim mesmo?”

      “Pergunta: "Por que não devo fugir de mim mesmo? Não tenho nada de que me orgulhar, e por me identificar com minha esposa, que é muito melhor que eu, fujo de mim mesmo.

      “Krishnamurti: Naturalmente, a grande maioria foge de si mesmo. Fugindo de si mesmo, você se tornou dependente. A dependência fica mais forte, fugas mais essenciais, em proporção ao medo de o que é. A esposa, o livro, o rádio, se tornam extraordinariamente importantes, as fugas têm toda significação, o maior valor. Uso minha esposa como meio de fugir de mim mesmo, assim me apego a ela. Tenho que possuí-la, não posso perdê-la; e ela gosta de ser possuída, pois também está me usando. Existe necessidade comum de fugir, e nos a usamos mutuamente. Este uso é chamado amor. Você não gosta do que você é, e assim foge de si mesmo, do que é."

      Cel: olá, amiga, bom texto! Apegos, dependências, fugas para não ver à realidade, e os conseqüentes sofrimentos daí vindos. Mas, vc não o trouxe porq acha q tem relação com nossa conversa, certo?

      Abraços.

     
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 03 de Março de 2012, 10:11
Bons Dias a todos e muita paz
Marlenedd

De repente pensei que estava numa aula de catequese lendo esse seu texto - e isso nada tem de mal se reforça nossa fé racionalizada tornando-se também uma prova para a nossa capacidade de silenciar e escutar a opinião dos outros  vendo nisso uma atitude de humildade  e não de arrogância que espero entenda é  minha real  intenção  até porque como a Marlenedd  e todos nós que aqui nos encontramos  estamos  aprendendo a falar e discursar sobre Espiritismo.

Tenho para mim que o exercício de meditação ou de reclusão nos traz torturas físicas se não aliarmos a essa prática o convívio e a vivência de experiências comuns aos mortais que nos rodeiam.
Provavelmente  os espíritos  muito evoluídos poderão usufruir dessa vivência e nem sabemos bem em que termos isso se dá.
Aliás um pouco o que deve estar a suceder na prática com alguns de nós e eu gosto de usar o plural porque julgo que faz todo o sentido.
Um pouco como o que está escrito no Livro da Codificação o Céu e o Inferno Capítulo IV – O Inferno

 ( ….) a beatitude contemplativa concorrendo com o inferno das torturas físicas.

Esta frase  parece-me que diz muito mais para lá do enquadramento ao período da história a que se reporta  porque é também um problema da nossa actual sociedade visto pelo prisma da reclusão e do isolamento a que muitos se vêem confinados.

É um pouco como se o corpo ou a vivência física não acompanhe as aspirações e desejos do espírito  da alma que vê para lá  da sua própria clausura.

Até podemos dizer que de repente o espírito passa a gravitar num circulo temporal diferente daquele em que se encontra e no qual é chamado a intervir.

Como vê de repente a sua questão de meditar é já algo tão próximo de nós e comprova-se os seus efeitos positivos e negativos.
E julgo que  toca precisamente na questão do  inicio da conversa deste debate que abri com o Anton

Fraternalmente
Em ondas de Paz
O P



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 03 de Março de 2012, 10:40
Oliva, estas palavras que ando por aqui a deixar, são a parte prática do "conhece-te a ti mesmo", a única forma de libertação. São palavras da experiência vivida pelos nossos antepassados, muito pouco divulgadas. São ensinamentos que quando compreendidos e exercitados acabam com todos os sofrimentos e misérias, porque percebemos que estamos sempre em Deus. Percebemos também que sempre estivemos em Deus, porque nada há além de Deus, apenas as ilusões do mundo exterior, com todo o conhecimento que nos ensinaram, não nos deixava perceber isto. Quando esquecemos o que nos ensinaram e o mundo exterior, estamos prontos para voltar a atenção para o interior, para casa, para Deus, para o único que existe verdadeiramente real, o imutável no dizer de Santo Agostinho.

Trabalhos espirituais dos nossos antepassados...

Antes de qualquer coisa, procurei descobrir o lugar do coração, conforme o ensinamento de São Simeão, o Novo Teólogo. Fechando os olhos, dirigi meu olhar para o coração, tentando imaginá-lo do jeito que ele está no lado esquerdo do peito e escutando com atenção as suas batidas. Pratiquei esse exercício no começo por meia hora, várias vezes por dia. As primeiras vezes, eu só via escuridão; logo apareceu meu coração e eu senti seu movimento em profundidade. Em seguida, consegui introduzir no meu coração a oração de Jesus e fazê-la sair no ritmo da respiração, como ensinam São Gregório, o Sinaita, Calisto e Inácio. Para isso, eu inspirava o ar e o conservava no peito, dizendo: — Senhor Jesus Cristo, e o soltava, dizendo: tende piedade de mim. Primeiro me exercitei durante uma ou duas horas, e depois me apliquei cada vez com maior frequência a esse exercício; finalmente, passava assim quase o dia todo. Quando me sentia entorpecido, cansado ou inquieto, lia imediatamente na Filocalia os trechos que tratam da atividade do coração, e daí o desejo e o zelo pela oração renasciam em mim. Ao cabo de três semanas, senti uma dor no coração, depois uma sensação agradável, um sentimento de paz e consolação. Isso me deu forças para continuar a me exercitar na oração à qual se prendiam todos os meus pensamentos e começava a sentir uma grande alegria. A partir desse momento, experimentava, por vezes, diversas sensações novas no coração e no espírito. Às vezes, era como que um ardor e leveza, uma liberdade e alegria tão grandes que me transformava e me sentia em êxtase. Outras vezes, sentia um amor ardente por Jesus Cristo e por toda a criação divina. Acontecia também de me correrem lágrimas de gratidão para com o Senhor que tinha tido piedade de mim, pecador endurecido. Meu espírito limitado às vezes se iluminava de tal forma que eu compreendia com clareza o que antigamente nem poderia conceber. Outras vezes esse doce calor do coração se espalhava por todo meu ser e eu sentia a presença inefável do Senhor. Sentia ainda uma alegria forte e profunda ao invocar o nome de Jesus Cristo e então compreendia o que significa a expressão: — O Reino de Deus está dentro de vós (Lc 17,21).

Em meio a essas consolações benfazejas, eu notei que os efeitos da oração do coração se manifestavam de três maneiras: no espírito, nos sentidos e na inteligência. No espírito, por exemplo, a doçura do amor de Deus, a calma interior, o arrebatamento do espírito, a pureza dos pensamentos, o esplendor da idéia de Deus; nos sentidos, o agradável calor do coração, a plenitude de doçura nos membros, a exaltação de alegria no coração, a leveza, o vigor da vida, a insensibilidade às doenças e dores; na inteligência, a iluminação da razão, a compreensão da santa Escritura, o conhecimento da linguagem da criação, o desapego das vãs preocupações, a consciência da doçura da vida interior, a certeza da proximidade de Deus e de seu amor por nós.

Depois de cinco meses solitários nesses trabalhos e nessa felicidade, me habituei tanto à oração do coração que a praticava sem cessar e no fim sentia que essa oração se fazia por si só, sem atividade alguma de minha parte. Ela brotava no meu espírito e no meu coração, não somente em estado de vigília, mas mesmo durante o sono e não se interrompia um minuto sequer. Minha alma agradecia ao Senhor e meu coração exultava de uma alegria incessante.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 03 de Março de 2012, 11:25
      Hebe     (ref #90)

      Hebe: Reflita com Krishnamurti:

      “Por que não devo fugir de mim mesmo?”

      “Pergunta: "Por que não devo fugir de mim mesmo? Não tenho nada de que me orgulhar, e por me identificar com minha esposa, que é muito melhor que eu, fujo de mim mesmo.

      “Krishnamurti: Naturalmente, a grande maioria foge de si mesmo. Fugindo de si mesmo, você se tornou dependente. A dependência fica mais forte, fugas mais essenciais, em proporção ao medo de o que é. A esposa, o livro, o rádio, se tornam extraordinariamente importantes, as fugas têm toda significação, o maior valor. Uso minha esposa como meio de fugir de mim mesmo, assim me apego a ela. Tenho que possuí-la, não posso perdê-la; e ela gosta de ser possuída, pois também está me usando. Existe necessidade comum de fugir, e nos a usamos mutuamente. Este uso é chamado amor. Você não gosta do que você é, e assim foge de si mesmo, do que é."

      Cel: olá, amiga, bom texto! Apegos, dependências, fugas para não ver à realidade, e os conseqüentes sofrimentos daí vindos. Mas, vc não o trouxe porq acha q tem relação com nossa conversa, certo?

      Abraços.

     

Esse texto é continuação da resposta que lhe dei anteriormente
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 03 de Março de 2012, 11:39
De repente pensei que estava numa aula de catequese lendo esse seu texto - e isso nada tem de mal se reforça nossa fé racionalizada tornando-se também uma prova para a nossa capacidade de silenciar e escutar a opinião dos outros  vendo nisso uma atitude de humildade  e não de arrogância que espero entenda é  minha real  intenção  até porque como a Marlenedd  e todos nós que aqui nos encontramos  estamos  aprendendo a falar e discursar sobre Espiritismo.

Tenho para mim que o exercício de meditação ou de reclusão nos traz torturas físicas se não aliarmos a essa prática o convívio e a vivência de experiências comuns aos mortais que nos rodeiam.

Amiga Oliva,

Se todo o exercicio consiste apenas em não fazer nada, de onde provem as torturas fisicas? E se consiste em não fazer coisa alguma, que relação isto tem com os que nos cercam?

Estas torturas são criações da mente ou ego que a todo momento utiliza os tres unicos verbos que conhece: o ser, o estar e o fazer. Então se, por alguns minutos (pouquissimo tempo) nos desvinculamos do ser (não afirmamos ser alguma coisa), deixamos de estar (pais, filhos, sãos, doentes, engenheiros ou qualquer coisa) e não fazemos nada (nem movimentos e nem ações mentais, os achismos e previsões que a mente cria em catadupas), o ego se sente mal, incomodado, desconfortavel e sofre com isto. Esta a tortura que nada tem a ver com qualquer coisa exterior a nos mesmos. Alias podemos meditar em qualquer lugar, no onibus, no metro, com gente por perto ou não e os outros nem o percebem. A nossa visão do mundo é que se altera, o que é muito diferente.

Em tempo: isto não é catequese, é apenas tecnologia aplicada.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 03 de Março de 2012, 14:11
      Oliva    (ref #87)

      Oliva escreveu: discordo consigo logo no seu primeiro paragrafo.

      Cel: infelizmente, a amiga somente me deu a resposta acima mas, em nada explicou sobre o porq de sua discordância, pois não apresentou sequer um argumento contrário ao q coloquei na msg anterior. Se a amiga fizesse isso, talvez pudéssemos continuar nossa conversa.

      Fique em Deus.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 03 de Março de 2012, 14:19
      Oliva Prado    (ref #97)

      A amiga Oliva escreveu, sobre a questão de meditar:

      "Como vê de repente a sua questão de meditar é já algo tão próximo de nós e comprova-se os seus efeitos positivos e negativos".

      Cel: amiga, peço-lhe q, se possivel, nos esclareça ou diga alguma coisa q conhece sobre "efeitos negativos" da prática de meditação.

      Fique em Deus.

[/quote]
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 03 de Março de 2012, 14:27
      Hebe     (ref #99)

      Cel(msg  ant): olá, amiga, bom texto! Apegos, dependências, fugas para não ver à realidade, e os conseqüentes sofrimentos daí vindos. Mas, vc não o trouxe porq acha q tem relação com nossa conversa, certo?

      Hebe: Esse texto é continuação da resposta que lhe dei anteriormente.

      Cel: minha amiga, minha cabeça não deve estar boa, pois julguei q tinha relação com nossa conversa. Mas, ainda continuo sem saber qual a razão de vc ter trazido esse texto de Krishnamurti.

      Fique em Deus.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 03 de Março de 2012, 14:41
Coronel,
É porque suas perguntas se resumem a ter ou não ter crença em determinada coisa, quando na verdade a reforma intima só se faz quando há o desapego das verdades que as pessoas estabelecem  em suas relações por não se enxergarem ou se apegarem a ilusões de que  é no outro ou em algo que vai lhe fazer atingir o estado de felicidade.
Portanto criam expectativas de esposas perfeitas, casa bonita, amigos irreparáveis dentro da sua ótica. Esse texto de Krishnamurti é um exemplo apenas de como se foge de si mesmo vivendo uma realidade ilusória.
Ele deu exemplo de um casal, poderia ser de qualquer relação estabelecida no convívio social.

Pode não ter a ver com a sua conversa mas tem com o tópico, que dei continuidade no post.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 03 de Março de 2012, 15:45
Anton
  .... eu não estou falando do exercício em si porque cada um encontra o seu, estou falando das consequência ligadas a essa capacidade de abstração conscientização de uma realidade maior quando precisamente  começamos a trilhar o  caminho da intuição, …..
- afinal para que serve a reforma intima e as práticas meditativas se não para melhorarmos intelecto e moralmente.
Por isso eu disse :
É um pouco como se o corpo ou a vivência física não acompanhe as aspirações e desejos do espírito  da alma que vê para lá  da sua própria clausura.

Até podemos dizer que de repente o espírito passa a gravitar num circulo temporal diferente daquele em que se encontra e no qual é chamado a intervir.

Abrç
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 03 de Março de 2012, 16:48
      Hebe    (ref #89)

      Amiga de Minas, me perdoe o tamanho desta msg; se tiver disposição, peço q a leia até o final.

      Cel(msg ant): é evidente, minha amiga, <todas> as compreensões, sem exceção, vêm do viver, do observar a vida, das experiências/lições q a vida nos oferece sem cessar; e q a imitação é o que muitos fazem na tentativa de atender às regras éticas religiosas, mandamentos, recomendações dos mestres etc. Iludidos, pensam q estão melhorando seu íntimo; no entanto, a única coisa estão praticando é a "obediência", busca de méritos etc. É verdade q podem beneficiar o próximo mas, isso não leva ninguém, um passo q seja, na direção de Deus.

      Hebe: É bom que saibam disso Coronel para não ficarem mudando de lá pra cá, culpando e maldizendo esta ou aquela filosofia ou religião que não lhes adiantou em nada.

      Cel: é exatamente por isso q trago tantas perguntas; a intenção é fazer que reflitam e aumentem seu leque de buscas; aliás, é esse o conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o q for bom”, sabiamente repetido, e com mais clareza, no LM, cap3, item 35. Filosofias e religiões somente têm seu valor para trazer um mais harmonioso relacionamento entre os homens. Trazem, apenas, "regras de bem-conviver e de bem-sobreviver”, nada mais! Não divulgam "regras de salvação".

      Hebe: Vejo que aqui estamos de acordo, lembre-se que não precisa mais me perguntar isso.

      Cel: me desculpe, Hebe; muitas vezes repito perguntas porq não sei se já as fiz para uns ou outros; e, para saber, terei de consultar msg lá de trás do tópico, procurando uma por uma. Mas, peço q não se importe se lhe repetir o q seja; penso q outros estão a ler nossas msg e q, para eles, não sejam repetições.

      Hebe: E como pode você afirmar quem leu ou não leu , buscou ou não buscou, refletiu ou não refletiu a respeito de alguma coisa para depois seguir?

      Cel: amiga, e porq eu deveria ou teria de afirmar isso? Não entendi.

      Hebe: Porque repete constantemente a todos a mesma afirmativa, é preciso ler de tudo e guardar o que é bom no dizer de Paulo e no LM.

      Cel: mas é, exatamente, essa a minha intenção! Com isso, tento abrir os olhos de mais alguém para esses conselhos pois, se abrirem verão, com certeza, q para encontrar as respostas mais importantes, temos de ir busca-las em outras direções, coisa q muitos não fazem, como já lhe falei, por falta de tempo ou disposição, por preconceito ou motivação insuficiente. Aquele q está sinceramente determinado a chegar “lá” e q sabe q pode chegar, procurará vencer todos os obstáculos, se tem vontade firme de compreender.
 
      Hebe: A sua visão do Espiritismo, por exemplo , é completamente diferente do que eu vejo e muitos o vêem como eu. Não é religião, nunca foi,

      Cel: está bem, amiga; não é religião; mas o ser ou não ser religião que diferença traz para estes estudos do fórum? E o fato de muitos terem uma visão diferente, que conclusão vc pode tirar disso? Apenas q muitos têm visão diferente, nada mais.

      Hebe: Coronel, não aplique  a sua visão particular ou a sua vivencia como verdadeira; deixe que cada um reflita por si mesmo. Porque, não só nesse, mas já em outros tópicos, parte da premissa que todos os que seguem o Espiritismo o seguem com a fé cega o que vai contrário ao que Kardec sempre afirmou, portanto cabe a cada um ver como está vivendo o Espiritismo, não a mim e nem a você.

      Cel: amiga, já vimos isso; até já lhe disse q se vc tem algum conhecimento q, julgue, possa ser útil aos semelhantes, com certeza não o guardará só para si. Até lhe lembrei o “... colocai vossa luz sobre o velador para q ilumine a todos”.

      Hebe: Tem pessoas que ficam 20 e 30 anos frequentando Centro, sem entender exatamente a essência que o Espiritismo passa e isso é absolutamente individual, é a percepção de cada um diante do que está sendo passado.

      Cel: e se vc pudesse lhes trazer algo q os ajude a entender, vc não lhes traria? Não lhes daria a mão amiga? Não entendi! Afinal, porq o Mestre trouxe ensinamentos, tantas parábolas esclarecedoras? Ele não tentou fazer q os outros o compreendessem, ou preferiu deixar q cada um entendesse por si? Se o Mestre tivesse o poder de colocar a compreensão na cabeça de cada um, vc não tem certeza de q Ele faria isso? Essa coisa de se dizer q a verdade não deve ser imposta, não é uma verdade pois, se, para a doutrina o objetivo é levar-nos à evolução, porq não usar as possibilidades que existem de proporcionar a evolução (até mesmo acelerar a evolução, conforme a DE), tentado fazer q todos compreendam? Não foi o q Jesus fez, até ser executado?

      Cel(msg ant): amiga, vc está equivocada; como vc sabe, não é visão particular, mas testemunhos, depoimentos, percepções de séculos ou milênios de desde antes de Cristo e da ciência mais avançada do planeta; são visões de mestres e sábios, incluindo aí, Jesus e Paulo.
 
      Heb: Sim, é a mensagem de Paulo, Jesus, Krishnamurti, Rohden, Gandhi, Krishna etc etc etc,  porém você acabou de responder ao Anton que o Sermão do Monte só diz o que fazer e não como fazer.

      Cel: amiga, seja sincera, no Sermão está o <como> fazer para ser pobre de espírito? A amiga consegue deduzir do Sermão, o <como> fazer para ser mansa e pura de coração?  Se ali está o <como> fazer, a amiga já o fez? E para ser misericordioso; para preferir ajuntar tesouros nos céus e não na terra; para não se afligir com o q vai comer ou vestir amanhã; ou no ano q vem, qdo os recursos, por uma fatalidade qualquer inesperada,  diminuírem e não tiver com q suprir sua casa (a amiga não mais se aflige?); já aprendeu ali como fazer para não se importar, em primeiro lugar, com as questões da sobrevivência, nesta vida de incertezas, em vez de escolher buscar, em primeiro lugar o reino dos céus? (observe q todos fazem em primeiro lugar, exatamente, a busca de recursos para sobrevivência); já aprendeu o <como> não mais não se preocupar com as incertezas do amanhã, do futuro e para acreditar q já é seu o reino dos céus?! No Sermão não há lições; há...

      Continua para terminar...
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 03 de Março de 2012, 16:48
Coronel
  Se bem me lembro eu coloquei uma frase do livro dos espíritos logo no começo da mensagem a que se refere.

Leio seus depoimentos  que tem com todos os fóristas que lhe  dão sucessivamente respostas á altura da sua dúvida  - que mais posso lhe dizer que não esteja já em suas mãos.

“O homem o espirito encarnado quando melhora nas suas atitudes e comportamentos melhora na sua condição espiritual; qual é a dificuldade em compreender isto.”

Depois o Coronel fala de Moisés e  das lições de Jesus e claro põe em constante dúvida aquilo que a doutrina espírita nos ensina.

Para compreender os três grandes Reformadores aqui lhe envio esse texto encurtado e retirados da nett.

A Lei Mosaica:[/color] Há duas partes distintas na lei mosaica: a lei de Deus, promulgada sobre o Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida pelo próprio Moisés. Uma é invariável; a outra é apropriada aos costumes e ao caráter do povo e se modifica com o tempo. A primeira, é lei de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, um caráter divino. A segunda, foi criada pelo missionário para manter o temor de um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha de combater abusos arraigados e preconceitos adquiridos durante a servidão do Egito.
Segunda Revelação: Jesus => A segunda grande revelação da Lei de Deus, na concepção Kardequiana, foi apresentada por Jesus, o Divino Governador da Terra. Segundo o benfeitor André Luiz “Evolução em Dois Mundos”: "Com Jesus, a religião, como sistema educativo, alcança eminência inimaginável. Nem templos de pedras, nem rituais. Nem hierarquias efêmeras, nem avanço ao poder humano. O Mestre desaferrolha as arcas do conhecimento enobrecido e distribui-lhe os tesouros."
Examinando a Revelação Cristã, refere-se Allan Kardec: "O Cristo, tomando da antiga lei o que é eterno e divino e rejeitando o que era transitório, puramente disciplinar e de concepção humana, acrescentou a revelação da vida futura, de que Moisés não falara, assim como a das penas e recompensas que aguardam o ser humano depois da morte."
 Acrescenta Kardec que a filosofia cristã estava sedimentada em uma concepção inteiramente nova da Divindade. Esta já não era mais a concepção de um Deus terrível, ciumento, vingativo, como O apresentava Moisés, mas um Deus clemente, soberanamente bom e justo, cheio de mansidão e misericórdia, que perdoa ao vicioso e dá a cada um segundo as suas obras. Enfim, já não é o Deus que quer ser temido, mas o Deus que quer ser amado.

Terceira Revelação: Espiritismo (de acordo com Allan Kardec): "O Espiritismo vem, no tempo assinalado, cumprir a promessa do Cristo. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas, fazendo compreender o que o Cristo só disse em parábolas. O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos porque ele fala sem figuras e alegorias." Da mesma maneira que Jesus não veio destruir a lei mosaica, apresentada 15 séculos antes Dele por Moisés, assim também o Espiritismo não vem derrogar a lei cristã mas completá-la, desenvolvê-la, enriquecê-la. Nesse sentido, o Espiritismo se propõe a revelar tudo aquilo que Jesus não pode dizer àquela época em função da pouca maturidade espiritual de sua gente. Ele é, portanto, Obra do Cristo, que o preside e o acompanha, objetivando a recuperação moral da humanidade. Tendo de particular: não estando personificada em um só indivíduo, surgiu simultaneamente em milhares de pontos diferentes, que se tornaram centros ou focos de irradiação."

Devo dizer-lhe que eu sou muito nova nestas matérias contidas nos livros da codificação que ainda aguardam um estudo da minha parte mas pegando no Livro dos Espíritos está lá tudo ou quase tudo.

Muita paz




Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 03 de Março de 2012, 16:56
      Hebe    (ref #89)                        Continuação e fim...

      ... No Sermão não há lições; há tão somente, "promessas consoladoras", “consolações” para os q sofrem, os q querem justiça, os q são perseguidos etc etc etc!

      Cel(msg ant): Quanto a vc dizer “deixe q cada um reflita por si mesmo”, reflita: os mestres nada ensinam e preferem deixar q cada um reflita por si mesmo? O espiritismo tb nada ensina e prefere deixar q cada um reflita por si mesmo? Qual é a religião, ou mestre, ou instrutor q faz isso? Qual é a razão da existência das obras da codificação? Então a amiga crê q as religiões desejam que os homens reflitam apenas por si mesmos, contudo, ao mesmo tempo, lhes transmitem extensas e freqüentes lições?! E a amiga está se esquecendo de um importante conselho dado pelo Mestre “... colocai vossa luz sobre o velador...”, lembra-se? Tenho certeza de q se a amiga tivesse algum conhecimento q pensasse poderia auxiliar alguém, não o guardaria só para si.

      Hebe: O verdadeiro mestre nada impõe, passa seus ensinamentos e deixa que o aluno os perceba e reflita diante deles, ou seja, viva dentro de si mesmo a compreensão, ninguém pode ensinar nada a ninguém que não esteja aberto para receber os ensinamentos, assim como ninguém consegue ajudar ninguém que esteja fechado a essa ajuda. O verdadeiro Mestre não vive desta ilusão.

      Cel: seja um verdadeiro mestre ou o q seja, ninguém tem poder de impor idéias, concepções, sentimentos; pode ter poder de impor atitudes e procedimentos, por prometer algo em troca, seja coação ou recompensa; apenas isso! O verdadeiro mestre nada impõe, porq não tem poder de impor. Se pudesse impor, com certeza imporia, “enfiaria à força”, a compreensão na cabeça de todos, pois a meta é o aperfeiçoamento e o aproximar-se de Deus, como espírito puro!

      Hebe(msg ant): É um tanto quanto cansativo essa sua insistência, você tem textos ótimos, explicações excelentes, use e não fique rodando no mesmo lugar sempre com a s mesmas perguntas que você mesmo afirma que nada e ninguém pode responder.
     
      Cel(msg ant): querida amiga, é exatamente por isso q insisto e repito sempre: porq ninguém, nem as religiões sabem responder. Se soubessem não estariam guardando a resposta só para elas, mas difundindo-a para todos, sem discriminação de ninguém. A idéia é levar aos amigos o entendimento de q devem buscá-la além das religiões; vc mesma sabe disso.

      Hebe: ... o que não quer dizer em absoluto que estou estacionada, mas não posso impor a ninguém que não estacione, o movimento vem da vontade e é intimo.

      Cel: o objetivo final é buscar a condiçõs de espirito puro; isto significa bem-aventurança, sabedoria, felicidade total, certo? E se vc pudesse “impor” a seus filhos, q podem estar sofrendo, como muitos, o como chegar a esse objetivo, não o faria? Deixaria q continuassem sofrendo por encarnações multiplicadas, q podem se estender por milhões de anos??!! Até lá, vc apenas dirá para eles: “vocês reflitam e cheguem a compreender o q precisam compreender! Não lhes estenderei a mão para ajudá-los, porq é assim q deve ser!” Porq se diz q Jesus veio acabar com a multidão de pecados, q veio nos salvar, nos redimir?

      Hebe: Quantos você vê que tem uma capacidade estupenda intelectual de compreensão, verbalização, até para estimular e passar o ensinamento, são admirados mas não conseguem nem perceber este valor  porque não aplicam em si mesmo? São levados por emoções conturbadas, vive em eterna paranóia encontrando um inimigo em cada esquina.

      Cel: amiga, não entendi o porquê de sua colocação acima. É evidente, pois é isso q vemos no mundo! Mas, o fato é q muitos não compreendem porq as lições da vida, ainda não os levaram a essa compreensão. Por isso, por mais sábios q sejam qto às coisas do mundo, ficam para trás em relação às coisas do espírito. Por isso, Jesus disse: “Quem puder compreender, compreenda!” e sábios dizem: “Se vc compreende, as coisas são como são! Se vc não compreende, as coisas são como são!”.
 
      Hebe: É preciso deixar que vivam seus apegos, que percebam o quanto estão presos a eles e que queiram por vontade própria se libertar.

      Cel: e como a amiga chegou a essa conclusão? E ninguém deve ajudar ninguém?!
     
      Hebe: Não são assim porque querem, antes que me pergunte isso, são frutos de experiências e vivências mal resolvidas...

      Cel: aqui, a amiga me força a perguntar: se não são assim porq querem (o q é evidente) porq é q a lei de causa e efeito os atinge impiedosamente se não são responsáveis pela multidão de erros q praticam, em conseqüência de seus apegos?! Afinal, amiga Hebe, qual é a razão da existência da lei de causa e efeito, se os homens não são errados porq querem ser errados? (Esta é outra pergunta q ninguém se atreve a responder!!).

      Hebe: mas se não existir a vontade sincera de se libertarem dessas verdades, que se condicionaram, nada nem ninguém pode ajudar. Se não conseguem sozinhos existem psiquiatras, psicólogos que podem pelo menos dar uma luz.

      Cel: e porq para uns, existe vontade sincera e, para outros não existe? A lei funciona também nessa situação?

      Hebe: como diz Krishnamurti, enquanto não arrumar a casa psicológica  não há leitura, estudo, Mestre, Guru e meditação que resolva, isso é pura ilusão e fuga. Deixe que cada um perceba por si mesmo, todos têm seu tempo certo.

      Cel: novamente, trago o q lhe disse acima: se vc pudesse abrir os olhos de seus filhos, lhes fazendo compreender porq estão sofrendo, para q sejam mansos de coração etc, vc não o faria? Deixaria q continuassem sofrendo por encarnações multiplicadas, q podem se estender por milhões de anos??!! Sua ajuda para eles será apenas lhes dizer: “eu não posso ajudá-los pois vocês devem refletir por si mesmos; reflitam, q vcs todos têm um tempo (q pode ser daqui a milhões de anos) um tempo certo para compreender; assim, reflitam, por si mesmos, porq é q estão sofrendo e aprendam, por si mesmos, como deixar de sofrer”! É isso q vc fará?!

      Fique em Deus.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 04 de Março de 2012, 11:07
Bons dias
Em Ondas de Paz e alegrias para todos
Hoje vou concluir o raciocínio destes dias que por aqui estive conversando convosco, Anton, Coronel, Marlenedd, porque estivemos envolvidos em diálogo.
Reforma Intima é :

Prece e jejeum
Que é o mesmo que dizer alimentar o espírito.

Ora que faz o espiritismo com sua Obra literária  senão isso mesmo – pôr-nos em meditação com o plano superior recebendo conselhos e elucidações, até mesmo aprendendo  a arte salutar de orar.

Citando as palavras de Alguém muito especial que li na net e vou dizê-lo desta maneira sem alterar-lhe o sentido:
- Quem se preocupa com a Reforma Intima coloca acima dos interesses pessoais, o interesse do espírito e da plena realização nas obras do bem.
Então fica claro, meditação é algo mais que uma prática de sublimação, atendendo que seu objectivo  fundamental para lá de acalmar e reavivar em nós a presença do divino  - deve reflectir-se na  mudança de atitudes  em prol do bem colectivo.

Citando novamente a mesma  fonte:

[center]Nós não podemos escolher aquilo que entra pelos nossos ouvidos e olhos, mas podemos muito bem decidir aquilo que sairá de nossas mãos e de nossas palavras.[/center]

Fraternalmente, esta que conversa com vocês
O P
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 04 de Março de 2012, 13:07
Há pouco deixei esta mensagem no tópico sobre o ego, que também é adequada para aqui.

Vida de Santo Antão - por Santo Atanásio

Santo Antão voltou como de costume à sua própria cela e intensificou as práticas ascéticas. Dia por dia suspirava na meditação das moradas celestiais (cf Jo 14,2), com todo anelo, vendo a breve existência do homem. Ao pensamento da natureza espiritual da alma, envergonhava-se quando devia dispor-se a comer ou dormir ou a executar outras necessidades corporais. Muitas vezes, quando ia compartilhar seu alimento com muitos outros monges, sobrevinha-lhe o pensamento do alimento espiritual e, rogando que o perdoassem, afastava-se deles, como que envergonhado de que outros o vissem comendo. Comia, certamente, por necessidade de seu corpo, e freqüentemente em companhia dos irmãos, perturbado por causa deles, mas falando-lhes pelo auxílio que suas palavras significavam para eles. Costumava dizer que se deveria dar todo seu tempo à alma antes que ao corpo. Certamente, posto que a necessidade o exige, algo de tempo deve ser dado ao corpo, mas em geral deveríamos dar nossa primeira atenção à alma e procurar seu progresso. Ela não deveria ser arrastada para baixo pelos prazeres do corpo, mas este é que deve ser posto sob a sujeição da alma. Isto, dizia, é o que o Salvador expressou: 'Não se preocupem por sua vida, pelo que hão de comer ou beber, nem estejam ansiosamente inquietos,: os mundanos é que buscam todas estas coisas, pois o Pai sabe que têm necessidade de tudo isto. Procurem primeiro seu Reino, e tudo o mais lhes será dado por
acréscimo (Lc 12,22. 29-31; cf tb. Mt 6,31-33).

Também nisso temos o Senhor que nos ajuda, diz a Escritura: 'Deus coopera para o bem de todos os que o amam' (Rm 8,28). E quanto a não devermos descuidar-nos, é bom meditar o que diz o Apóstolo: 'Morro cada dia' (1Cor15,31). Realmente se também nós vivêssemos como se cada novo dia fôssemos morrer, não pecaríamos. Quanto à citação, seu sentido é este: ao despertarmos cada dia, deveríamos pensar que não vamos viver até à tarde; e de novo, quando vamos dormir, deveríamos pensar que não chegaremos a despertar. Nossa vida é insegura por natureza, e diariamente nos é medida pela Providência. Se com esta disposição vivemos nossa vida diária, não cometeremos pecado, nada cobiçaremos, não nos mancharemos com ninguém, não acumularemos tesouros na terra; mas como quem cada dia espera morrer, seremos pobres e perdoaremos tudo a todos. Desejar mulheres ou outros prazeres desonestos, tampouco teremos semelhantes desejos mas lhes voltaremos as costas como coisas transitórias, combatendo sempre e tendo ante os olhos o dia do juízo. O maior temor ao juízo e o desassossego pelos tormentos dissipam invariavelmente a fascinação do prazer e fortalecem o ânimo vacilante.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Março de 2012, 14:21
- afinal para que serve a reforma intima e as práticas meditativas se não para melhorarmos intelecto e moralmente.

Amiga Oliva,

O ego é a mente ou a inteligencia manifestada enquanto encarnados. E esta mente é formada por nos mesmos em dois momentos distintos:
Primeiro, antes da encarnação quando solicitamos o(s) genero(s) de prova(s) pelos quais gostariamos de passar, e
segundo, durante a formação da personalidade (ego) que vai do nascimento até pouco após a adolescencia.

A meditação consiste em simplesmente colocar de lado esta mente ou ego, por alguns minutos ao dia ou muitas horas (caso dos monges de alguns mosteiros tibetanos que iniciam a pratica da meditação ainda crianças) e assim, sem esta espessa camada que envolve o EU, viver um pouco a vida REAL.

Nada ha que nos faça melhorar intelecto ou moralmente neste processo. O que há é apenas uma conscientização maior do que somos e onde estamos.

Paz pra ti,
Anton

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Março de 2012, 15:44
"Para poder compreender como as energias psíquicas circulam e trabalham no homem, é preciso observar como as energias circulam e trabalham na natureza.

Observem uma árvore: quanto mais o seu tronco e os seus galhos se elevam, mais as raízes se aprofundam no solo. É um sistema de compensação, de equilíbrio, que acontece em todos os planos: físico, psíquico e espiritual.

Portanto, quanto mais o homem tende a se elevar na sua consciência, mais ele desce no seu subconsciente.

O grande erro de quem decide abraçar a vida espiritual é o de negligenciar a realidade do mundo obscuro que traz dentro de si. A pessoa acha que basta querer trabalhar para a luz, querer ser sábio, justo e desinteressado para conseguir isso efetivamente.

Mas não. Infelizmente não é assim. Cada nível de consciência representa correntes, forças, entidades, e o espiritualista deve estar atento para manter os dois mundos equilibrados dentro de si."

Omraam Mikhaël Aïvanhov


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 06 de Março de 2012, 00:08
Mal parecia, depois de andar a citar os nossos antepassados, através do melhor livro que há para a transformação do homem velho em homem novo, a Filocália, e não citar a Bíblia...

Corintios

Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.

Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.

Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.

Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;

E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;

E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.

Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.


Mais do que irmãos, somos o mesmo Espírito. Nisto reside o amor eterno.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 06 de Março de 2012, 10:02
Mais do que irmãos, somos o mesmo Espírito. Nisto reside o amor eterno.
 Citação de Marlenedd

Bons dias   
Boas vibrações

Partilhando "experiências" dentro da Reforma Intima

Tirei o Livro  o Céu e o Inferno da estante, podia ter sido um outro de igual utilidade;
 vejo palavras que falam desse amor eterno, que trazem luz a quem anda cego a quem precisou parar  um pouco e alimentar o espírito de sabedoria e amor. Medito nelas e me encho de Paz.

“O amor não tem limites; enche o Espaço e dá e recebe mutuamente as suas divinas consolações."
Também o mar se desenrola numa perspetiva infinita, cujo espetáculo deslumbra o espírito, parecendo confundir-se no seu limite com os céus.
Assim é o amor; mais profundo que as ondas, mais infinito que o Espaço, a todos vós, encarnados e desencarnados, deve unir na santa comunhão da caridade, fusão sublime do infinito e do eterno.”
Georges

Os anjos dizem:
Há limites para a utilidade de frases feitas, de auto-ajuda. Quando o coração não está aberto ao aprendizado, as palavras dizem o que a mente quer ouvir.
E eu ignorante pergunto-me Quem são os Anjos! Há o Livro dos Espíritos explica.
A codificação explica.

Meu coração não pode escutar ainda estas mensagens. Preciso de ajuda. Que bom posso fazer yoga, meditação zen, dança ritmada, posso fazer caminhadas, sentar-me quieto, mas para fazer tudo isso eu preciso sempre do alimento, da inspiração, preciso das condições  para mudar minha caminhada, não posso só sonhar, a não ser que já seja monge,  e principalmente preciso ter oportunidade de praticar o amor.

Sim de que me serviria tudo isso se eu não melhorasse moral e intelectualmente.

Neste aspecto discordo de si, Anton

1º - A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as conseqüências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

“A perfeição corporal das raças adiantadas deixa de ser produto de criações distintas para ser o resultado do trabalho espiritual, que aperfeiçoa o invólucro material à medida que as faculdades aumentam.
O Céu e o Inferno Cap.VII

Muita paz
 
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: M.Altino em 06 de Março de 2012, 13:32
Amiga Oliva   um bom dia e  com muito  carinho     li com muita atenção o seu comentário  que   sinto que  sempre o Amor  consegue vencer todas  as dificuldades da Vida .
Quanto ao que diz  sobre os Anjos  lhe peço que medite neste  texto bem explicito do Livro dos  Espíritos nas questões  colocadas  e   pode compreender  como  a Codificação nos  responde.............
 Questão 128. Os seres a que chamamos anjos, arcanjos, serafins, formam uma categoria
especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?
        “Não; são Espíritos puros: os que se acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as  perfeiçôes ."
A palavra anjo desperta geralmente a idéia de perfeição moral. Entretanto, ela se aplica muitas vezes  à
 à designação de todos os seres, bons e maus, que estão fora da Humanidade.
 Diz-se: o anjo bom e o anjo mau; o anjo de luz e o anjo das trevas.
Neste caso, o termo é sinônimo de Espírito ou de gênio.
Tomámo - lo aqui na sua melhor acepção.
 Questão 129. Os anjos hão percorridos todos os graus da escala?
    “Percorreram todos os graus, mas do modo que havemos dito: uns, aceitando sem
murmurar suas missões, chegaram depressa; outros, gastaram mais ou menos tempo para chegar à perfeição."
 Questão 130. Sendo errônea a opinião dos que admitem a existência de seres criados perfeitos e superiores a todas as outras criatura, como se explica que essa crença esteja na tradição de  quase todos os povos?
       “Fica sabendo que o mundo onde te achas não existe de toda a eternidade e que,
muito tempo antes que ele existisse, já havia Espíritos que tinham atingido o grau supremo.
Acreditaram os homens que eles eram assim desde todos os tempos.”
Espero que  possa  ter ajudado com  estas questões  e  com  um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Fred Hauch em 06 de Março de 2012, 14:38
A reforma íntima deve ser realizada, um dia de cada vez: "O Pai do céu sabe que necessitais de todas estas coisas. Em vez disso, preocupai-vos acima de tudo com o Reino DELE e com o que ELE exige, e ELE irá fornecer-lhes todas estas outras coisas. Então não se preocupem com o amanhã, que terá preocupações suficientes. Não há necessidade de acrescentar aos problemas que cada dia nos traz "..
Não preciso dizer quem nos fez esta citação acima, não é?!
Portanto, façamos uma auto-análise ao fim de cada dia, e nos corrijamos dia após dia...
Muita Paz.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 06 de Março de 2012, 15:09
Faz assim não mano Fred.
Senão seria apenas o sentar e orar até criar-se calos na língua...
Ora a reforma íntima busca sim expungir de nós todo o conteúdo malévolo que ainda tenhamos proporcionando-nos maior facilidade no progresso a ser alcançado, progresso este moral.
Logo depende de nós e não Dele.
Ele já fez por onde, agora, consta que façamos a nossa parte pois o como e o por onde Ele já delineou.
abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Março de 2012, 15:26
OS DOIS SENHORES

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas (entenda-se por riquezas, os apegos e paixões humanas). Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta (Deus é a causa primaria de tudo, nada existe que não seja criado por Ele). Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?

O REINO

Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal (Interessante que Cristo não nos informa que cada dia sera "bom", mas nos informa que será "mal". E este "mal" ou se preferirem, podem utilizar a palavra "prova" é sempre causada por Deus, a nosso pedido).

O JULGAMENTO

Não julgueis, para que não sejais julgados (Não acreditem que haja certos e errados, pois são apenas criações mentais transitorias no tempo e no espaço. O certo de hoje será o errado de amanhã e vice versa. O certo de um é o errado de outro e vice versa.). Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Trecho do Sermão do Monte Mt 6,24 até 7,5
http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/o-sermao-do-monte/msg47485/#msg47485

Os trechos em vermelho são apenas comentarios pessoais que tomei a liberdade de acrescentar.
Anton


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Março de 2012, 15:46
      Anton Kiudero     (ref #111)

      Novamente, um texto bem esclarecedor.

      Abraços.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 07 de Março de 2012, 09:40
Bom Dia a todos

Colaborador Altino

   Obrigada por lembrar tais elucidações do Livro dos Espíritos no Capítulo referenciado.

Anton
 
  Lendo seu poste eu pergunto-lhe porque será que na Oração mais Universal de todas e desmitificada pelo Evangelho segundo o Espiritismo se Lê:
 
Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. (1)
Algumas traduções dizem: Não nos induzas à tentação (et ne nos inducas in tentationem).
Essa expressão daria a entender que a tentação promana de Deus, que ele, voluntariamente, impele os homens ao mal, idéia blasfematória que igualaria Deus a Satanás .

  Voltando  à sua questão do ego

  Como se vence o egoísmo se não aplicarmos o bem que aurimos desse estado de meditação exercício de aperfeiçoamento suspensão momentânea de toda e qualquer atividade com a ação posterior no mundo onde nos encontramos encarnados.

Novamente vou citar esses dois parágrafos do Livro Céu e o Inferno 2ªParte Cap.II

“Para explicar-vos a eterna felicidade, dir-vos-ei apenas: amai, pois só o amor faculta o pressenti-la, e quem diz amor diz ausência de egoísmo.”

“Quando no outro mundo, nada vos forçará a vontade; podereis ficar em beatifica ociosidade e pelo tempo que vos aprouvesse, mas ficai certos de que esse repouso egoísta depressa vos enfadaria, e sereis os primeiros  a solicitar qualquer ocupação.”
Também encontrei um eneagrama entre os meus arquivos que me parece oportuno partilhar. Sem comentários.

 Fraterna mente em Ondas de Paz





Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Março de 2012, 11:51
Lendo seu poste eu pergunto-lhe porque será que na Oração mais Universal de todas e desmitificada pelo Evangelho segundo o Espiritismo se Lê:
 
Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. (1)
Algumas traduções dizem: Não nos induzas à tentação (et ne nos inducas in tentationem).
Essa expressão daria a entender que a tentação promana de Deus, que ele, voluntariamente, impele os homens ao mal, idéia blasfematória que igualaria Deus a Satanás .

Aqui voce tocou em uma questão basica das informações trazidas pela DE. Voce aparentemente acredita que Deus faça as coisas 'boas' e satanas faça as coisas 'mas'. No entanto o LE, em diversas questões nos informa que:
 

Portanto, Deus, criador de todos os eventos do universo, atendendo a solicitação livremente manifestada por cada espirito, cria e ordena que as provas solicitadas aconteçam.

Mas como o espirito vivendo uma encarnação, se esquece disto e considera as provas uma tremenda maldade, inventou um satanas para justifica-las. Mas provem todas de Deus... E como não existe nada superior a Deus, satanas tampouco existe, da forma como mostrada pelas igrejas.

Como se vence o egoísmo se não aplicarmos o bem que aurimos desse estado de meditação exercício de aperfeiçoamento suspensão momentânea de toda e qualquer atividade com a ação posterior no mundo onde nos encontramos encarnados.

Vence-se o egoismo pelo desapego as coisas materiais, sentimentais e morais. O que significa jamais dizer ou pensar é meu, eu tenho, eu amo, eu não amo ou eu sei, porque todas estas expressões são aspectos do egoismo.

Tampouco se prenda aos tres unicos verbos que o ego consegue conjugar: ser, estar e fazer.

Exemplificando:

O ego diz 'eu sou Oliva', mas voce não é Oliva, voce é um espirito sem nome, sexo, profissão que esta vivenciando a prova do ego Oliva;
voce as vezes pode dizer 'eu estou doente', mas espiritos não ficam doentes, apenas os egos ficam
voce pode dizer 'eu sou profissão', mas os espiritos não tem profissão, isto é parte da prova
voce pode dizer 'eu gosto de flores amarelas e 'não gosto de flores vermelhas', mas o espirito não possui esta preferencia, mesmo porque as cores tem significado inteirmente diverso para ele
voce pode dizer 'eu amo fulano' ou 'eu amo meu filho', mas fulano e o seu filho são filhos de Deus, irmãos verdadeiros que devem ser amados assim como todos os demais irmãos que são todos os espiritos, alias o amor é incondicional, não existe amor se, amor quando ou amor porque...
voce pode dizer 'eu não gosto de sicrano', mas sicrano tambem é seu irmão
voce pode dizer 'eu fiz isto', mas os espiritos nada fazem por sua vontade, quem faz é sempre Deus atraves dos espiritos....

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Fred Hauch em 07 de Março de 2012, 12:10
Faz assim não mano Fred.
Senão seria apenas o sentar e orar até criar-se calos na língua...
Ora a reforma íntima busca sim expungir de nós todo o conteúdo malévolo que ainda tenhamos proporcionando-nos maior facilidade no progresso a ser alcançado, progresso este moral.
Logo depende de nós e não Dele.
Ele já fez por onde, agora, consta que façamos a nossa parte pois o como e o por onde Ele já delineou.
abraços,
Moura
Caro irmão Moura,
Não quis dizer que devíamos só orar, muito pelo contrário, muito trabalho há como encarnado, e mais haverá após  nosso desencarne. Fora da caridade não há salvação. (disto tenho certeza) Porém, no tópico, apenas peço que nos auto-analisemos ao fim de cada dia. Já fez isto? Não foi rude, nem áspero, teve pureza de palavras e de coração para com todos que se sociabilizou? Praticou a caridade? Enfim agiu como o mestre nos ensinou?
Sou médium de cura, trabalho na desobsessão de um grande centro no RJ e faço assistência fraterna nas horas vagas. Como vou "sentar e orar até criar calo na língua"? Penso que fui mau enterpretado...
Muita Paz.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Março de 2012, 12:33
      Oliva Prado   (ref #107)

      Oliva escreveu: ... foristas que lhe  dão sucessivamente respostas á altura da sua dúvida  - que mais posso lhe dizer que não esteja já em suas mãos?

      Cel: engana-se, amiga Oliva; se me respondessem corretamente, eu não estaria repetindo, sempre, a mesma pergunta; e não respondem porq, como as religiões, não sabem qual é a resposta. Ela está além das religiões e, para conhecê-la, teremos de ter vontade e determinação para, inclusive, atender ao conselho do LM, cap 3, item 35. q é repetição mais clara do “Estudai de tudo, e guardai o q for bom!”.

      Oliva: O espirito encarnado quando melhora nas atitudes e comportamentos melhora na sua condição espiritual; qual é a dificuldade em compreender isto?

      Cel: nenhuma dificuldade de compreender; a dificuldade está naquilo q <nenhuma> religião ou filosofia ensina: no <como> melhorar-se intimamente. A simples melhora nas atitudes e comportamentos é tão somente uma melhora nas ações externas, talvez por interesse próprio (conquista de méritos), obediência a mandamentos, regras éticas religiosas, ensinamentos dos Grandes. Melhora nas atitudes e comportamentos não significa melhora interior; não é pelo fato de se praticar a caridade, de perdoar, de agir corretamente, de obrar com amor, q o coração vai se encher de amor. A repetição constante de praticar ações de amor faz nascer amor no coração? O amor não nasce da repetição ou do esforço de praticá-lo; esse será, apenas, um pseudo-amor, falso amor, amor imitação, falsa virtude. . 

      Oliva: Depois o Coronel fala de Moisés e  das lições de Jesus e, claro, põe em constante dúvida aquilo que a doutrina espírita nos ensina.

      Cel: agora, não a entendi; peço-lhe, mesmo, e por favor, q me aponte qualquer coisa q falei de Moisés ou de Jesus com q a amiga não concordou. Talvez, assim, eu possa corrigir ou explicar melhor aquilo q coloquei. Lembre-se: “por favor”!
      Qto a por dúvidas no q a doutrina ensina, nunca foi nem é minha intenção; a intenção é contribuir para fazer q os amigos reflitam, para entender melhor aquilo q estamos estudando ou falando. E lembre-se, minha amiga, a doutrina deve ser entendida por uma “fé raciocinada”, não é inquestionável e recomenda q todos se abram, sem preconceito, aos estudos de outras doutrinas religiosas.

      Oliva: Há duas partes distintas na lei mosaica: a lei de Deus, promulgada sobre o Monte Sinai... é invariável... é lei de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, um caráter divino.

      Cel: é certo, amiga, serve para todos os tempos, pois sua motivação é no sentido de trazer um melhor relacionamento entre os homens; contudo, não percebo q, por isso, tenha caráter divino e nem q nelas esteja alguma lição para a salvação. Se a amiga se dispuser a explicar melhor... Nas leis mosaicas está apenas aquilo q podemos chamar de “regras para bem-conviver e para bem sobreviver”; nada mais. É certo que suas regras objetivavam trazer um mais harmonioso relacionamento entre as já tão sofridas criaturas divinas. Veja o Decálogo: não matar, não roubar, não cobiçar o que seja do próximo, não desonrar, não dar falso testemunho, não adulterar. Observe que aí nada tem que signifique “regra para a salvação”; são apenas “regras para bem-conviver”. Quanto aos primeiros mandamentos são inócuos, pois apenas visavam a que se respeitasse aquele ser poderoso que o homem tão somente “imaginava” o que poderia ser. E não só que se respeitasse, mas que se temesse, como ainda hoje ocorre com tantas ameaças que as religiões, não só as ocidentais, apregoam.
          Vejam o que todos os líderes, de cujas palavras os homens convencionaram religiões, tiveram que fazer inicialmente: organizar e trazer ordem ao povo. Esse é o exemplo de Moisés, liderando uma fuga pelo deserto, e durante 40 anos, de, fora as crianças e animais, 600 mil pessoas, rebeldes, sofridas, desorganizadas, indisciplinadas, prontas para matar, roubar, cobiçar etc. Como esse povo o obedeceria, se nem mesmo dispunha de qualquer recurso para comunicar suas ordens, para se fazer obedecido? Um povo cansado e em fuga de muitos anos de escravidão no Egito! Somente despertando-lhe medo, o que fez Moisés, ou aquele q imaginaram ser Deus, apresentando-lhe um “Deus poderoso e cruel, impaciente, nervoso, orgulhoso e parcial”, com ordens que, se negligenciadas, resultariam castigos terríveis e assustadores, como ocorreu tantas vezes.   
          Observe e verá que, ainda hoje, aquele medo persiste. Essa a razão de confissões e comunhões, promessas, sacrifícios, auto-flagelações, forçar a própria natureza para perdoar, para agir com amor ao próximo, penitências, orações etc. Como não podemos deixar de perceber, é o medo que está por trás de tudo isso; medo de não estar protegido, de não agradar ou de ofender a divindade; de não cumprir os mandamentos de sua crença e vir a ser, em conseqüência, sentenciado a penalidades torturantes e cruéis muitas vezes denominadas educativas.
         Quanta coisa o homem faz para agradar e, assim, conseguir o favor de Deus! O sacrifício nas diferentes promessas de fazer ou não fazer isto ou aquilo; o sacrifício do próprio corpo no jejum, subindo escadarias, caminhando longos percursos de joelhos; rezas e orações, serviços e atos forçados de caridade ao próximo, imitação dos exemplos dos mestres, obediência aos mandamentos e a regras éticas de sua crença pessoal etc.
          Quantas vezes a natureza do indivíduo ainda não tem condições de amar, mas ele a força, pois acredita que deve seguir os conselhos da doutrina religiosa que abraça e, assim, poderá conseguir um futuro compensador. Por isso os sábios dizem que, enquanto não se “conhecer a verdade que liberta”, como disse Jesus, todas as virtudes são ou prematuras, imitações, forçadas ou falsas. O homem, muito do que faz quando parece virtuoso, o faz por receio da desaprovação de Deus. A expressão comum “sou temente a Deus” é significativa. 
          As lições de Jesus, em geral, tinham o mesmo objetivo: uma vida menos sofrida alicerçada no fato de todos se respeitarem, pela obediência àquelas imposições dos mandamentos. Quando esse Mestre disse “perdoai, não sete vezes, mas...”,  “... dali não sairás até que tenhas pago o último ceitil...”, “... serás atirado ao fogo da geena...”, “... teu credor te levará ao juiz...”, “oferece a outra face”, “abençoai os vossos inimigos”, observe que tudo visava a um relacionamento mais harmonioso com vistas a suavizar a vida daqueles homens já sujeitos a tantas infelicidades, sobretudo em tempos em que os poderosos eram a lei. Como no decálogo, nas palavras de Jesus (q as religiões comunicam) não há qualquer “regra de salvação” mas, sim, “regras de bem conviver”.
          Isso é a religião, sobretudo a religião popular, organizada: leva os homens a melhor se conduzirem e se respeitarem, sobretudo por temerem as conseqüências, tantas vezes inenarráveis, de seus “erros”. Por isso, sérios pesquisadores do cristianismo primitivo afirmaram que “‘pelo cristianismo de hoje, ninguém chega a Deus”, que “a igreja cristã falhou, por estar fazendo a humanidade ocidental caminhar contra um muro, sem conseguir dar um passo na direção do Criador”. 
          Por isso, também, os mestres chegam a afirmar que “as religiões populares impedem o acesso à verdade”, que “aquele que se liga a religiões organizadas é imaturo; está, ainda, no jardim da infância e dificilmente chegará à graduação universitária”. As religiões visam trazer ordem e tranqüilidade, mas não levam a Deus.
          As lições que se destinam ao buscador de Deus, felizmente, ao menos algumas, foram preservadas nas escrituras, mesmo depois de séculos de alterações introduzidas, que lhes suprimiram textos e acrescentaram conceitos à conveniência dos poderosos. Essa lições estão nas palavras de Jesus, como: “Buscai, em primeiro lugar, o reino de...”, “... a verdade vos libertará”, “não direis: ei-lo aqui, ou ei-lo acolá, pois o reino de Deus está dentro de vós”, em muitas parábolas, como a daquele que, encontrando um tesouro num campo, se desfez de tudo para possuir aquele campo, na afirmação de que aquele que não abandona pai e mãe não é digno de segui-lo, na história do jovem que desejava, primeiro, enterrar seu pai, nas parábolas das virgens insensatas, do servo que, atento, aguardava a chegada do patrão... Nas afirmações de Paulo: “Vós sois o templo do Altíssimo”, “o Senhor habita em vossos corações”, “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer”, “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”, “Deus não faz acepção de pessoas...” e em outras passagens. Aqui sim, estão as “regras para a salvação”; as outras, anteriormente vistas, são apenas “regras para bem conviver”, como são os mandamentos apresentados por Moisés.

      Oliva: Devo dizer-lhe que eu sou muito nova nestas matérias contidas nos livros da codificação que ainda aguardam um estudo da minha parte mas pegando no Livro dos Espíritos está lá tudo ou quase tudo.

      Cel: continue estudando e, sobretudo, atenda ao conselho do LM, q citei acima.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Março de 2012, 12:54
      Oliva Prado     (ref #114)

      Oliva (discordando do Anton):
      "1º - A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as conseqüências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza".

      Cel: minha amiga, a pergunta q ninguém responde: não éramos imperfeitos (a não ser de uma única imperfeição com q fomos criados: a ignorância, mãe de todas as demais imperfeições, até as mais monstruosas). Se não éramos imperfeitos, onde ou porq nos tornamos tão imperfeitos? E, pela doutrina, não existe retrocesso moral! Não éramos impuros (apenas simples e ignorantes); onde nos enchemos de impurezas q, agora, para delas nos libertarmos, temos de, obrigatoriamente, sofrer, ou na vida corpórea, ou na espiritual, as terríveis conseqüências da divina lei de causa e efeito?

      Vamos refletir um pouco?
 

     

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Março de 2012, 13:09
      MAltino     (ref #115)

      Amigo, vamos refletir um pouco?

      Altino: LE/129. Os anjos hão percorridos todos os graus da escala? Resp: “Percorreram todos os graus, mas do modo que havemos dito: uns, aceitando sem murmurar suas missões, chegaram depressa; outros gastaram mais ou menos tempo para chegar à perfeição."

      Cel: amigo Altino, uma pergunta curta e simples: qual é a razão q faz com q uns aceitem sem murmurar e outros não? Porq estes outros “murmuram” se sabem q isso os fará gastar mais tempo para chegar à perfeição?

      Abraço.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 07 de Março de 2012, 13:57
Já citei os nossos antepassados que nos mostram o caminho para a libertação da ignorância... Agora cito outro antepassado, contemporâneo, que como muitos outros neste momento, atingiu a verdade que liberta...

O real está próximo, você não precisa procurá-lo, e o homem que procura a verdade nunca a encontrará. A verdade está no que é - e essa é a sua beleza. Mas no momento em que a concebe, no momento em que a procura, você principia a lutar, e o homem que luta não pode compreender. Eis aí porque temos de permanecer imóveis, observadores, passivamente percebedores.

Mas os ouvintes de Krishnamurti lhe perguntam invariavelmente: “Como posso conseguir a percepção que me libertará?” No entanto, replica Krishnamurti, a própria busca do como afasta do que é agora, e assim o próprio desejo da percepção obsta a ela. Não pode haver preparação para o que já é.

Pode alguém compreender a verdade imediatamente, sem preparação? Pois eu digo que sim - não por alguma fantasia minha, nem por alguma ilusão, mas faça uma experiência psicológica com isso e verá. Aceite um desafio qualquer, qualquer incidentezinho - não fique à espera de uma grande crise - e veja como responde a ele. Tenha consciência dele, de suas respostas, de suas intenções, de suas atitudes e você as compreenderá, compreenderá o seu substrato. Asseguro-lhe que poderá fazê-lo imediatamente se prestar a isso toda a sua atenção. Se estiver procurando o sentido pleno do seu substrato, ele lhe revelará a sua significação e, então, você descobrirá, de um só golpe, a verdade, a compreensão do seu problema. A compreensão nasce do agora, do presente, sempre intemporal. O postergar, o preparar-se para receber o que é amanhã, é simplesmente impedir-se a si próprio de compreender o que é agora.Você se prepara para compreender amanhã o que só pode ser compreendido“agora”. Por conseguinte, você jamais compreenderá. Para perceber a verdade não se faz mister a preparação, preparação implica tempo e o tempo não é o meio de compreender a verdade. O tempo é contínuo e a verdade é intemporal...

De mais a mais, sustenta Krishnamurti, como o fazem todos os verdadeiros metafísicos:
“Deus ou a verdade não pode ser objeto de reflexão. Se você reflete nela, não é a verdade.” Não compreendemos a verdade do que é porque a evitamos, porque a obscurecemos com o pensamento e com símbolos que dividem e vergastam o coração da realidade, deixando-nos aferrados a fantasmas fragmentários, confusos, frustrados, conturbados. E depois procuramos um caminho para safar-nos da confusão, tentando mais uma vez evitar o que é!
 
Quão ansiosos estamos para resolver nossos problemas! Quão insistentemente buscamos uma resposta, uma saída, um remédio! Jamais consideramos o problema propriamente dito mas, com agitação e ansiedade, tateamos à procura de uma resposta... Procurar uma resposta é evitar o problema - e é exatamente o que a maioria dentre nós deseja fazer. A solução não está separada do problema, a resposta está no problema (visto que isso é o que é agora), não fora dele. Se a resposta estiver separada da questão principal, criaremos outros problemas: o problema de como compreender a resposta, de como levá-la a cabo, de como pô-la em prática, e assim por diante.

(Ken Wilber)
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Março de 2012, 14:28
Belo trecho, Marlene,

O ser humano não sabe 'aprender'. O aprender é uma das provas a que estamos sujeitos durante a encarnação. E o que é aprender?

Aprender consiste em destruir alguma verdade existente e a sua substituição por alguma verdade diferente. As verdades que a criança aprende nos primeiros anos de escola, não se sustentam alguns anos depois e as verdades aprendidas no curso secundario não se sustentam na universidade....  As verdades cientificas transformam-se irremediavelmente em tolices poucos anos ou seculos após a sua formulação. São sempre temporais e refletem o ambiente em que foram formuladas ou descobertas.

O mesmo acontece com tudo o que aprendemos durante a vida. Quem não destroi as verdades antigas, irá sempre procurar justifica-las em qualquer texto novo e pulara por cima de informações interessantes, uteis e fundamentais. Ao inves de ler o texto, lera sempre as entrelinhas e acreditara que leu o texto.

Não se guarda vinho novo em odres velhos porque o vinho azedará....
Ao estudar qualquer coisa, primeiro devemos esvaziar a mente de tudo o que achamos que sabemos, para so então tentar aprender algo.

Do contrario, apenas marcamos passo e não avançamos nem um milimetro em direção alguma.....

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Norizonte da Rosa em 07 de Março de 2012, 14:51
Já citei os nossos antepassados que nos mostram o caminho para a libertação da ignorância... Agora cito outro antepassado, contemporâneo, que como muitos outros neste momento, atingiu a verdade que liberta...

O real está próximo, você não precisa procurá-lo, e o homem que procura a verdade nunca a encontrará. A verdade está no que é - e essa é a sua beleza. Mas no momento em que a concebe, no momento em que a procura, você principia a lutar, e o homem que luta não pode compreender. Eis aí porque temos de permanecer imóveis, observadores, passivamente percebedores.

Mas os ouvintes de Krishnamurti lhe perguntam invariavelmente: “Como posso conseguir a percepção que me libertará?” No entanto, replica Krishnamurti, a própria busca do como afasta do que é agora, e assim o próprio desejo da percepção obsta a ela. Não pode haver preparação para o que já é.

Pode alguém compreender a verdade imediatamente, sem preparação? Pois eu digo que sim - não por alguma fantasia minha, nem por alguma ilusão, mas faça uma experiência psicológica com isso e verá. Aceite um desafio qualquer, qualquer incidentezinho - não fique à espera de uma grande crise - e veja como responde a ele. Tenha consciência dele, de suas respostas, de suas intenções, de suas atitudes e você as compreenderá, compreenderá o seu substrato. Asseguro-lhe que poderá fazê-lo imediatamente se prestar a isso toda a sua atenção. Se estiver procurando o sentido pleno do seu substrato, ele lhe revelará a sua significação e, então, você descobrirá, de um só golpe, a verdade, a compreensão do seu problema. A compreensão nasce do agora, do presente, sempre intemporal. O postergar, o preparar-se para receber o que é amanhã, é simplesmente impedir-se a si próprio de compreender o que é agora.Você se prepara para compreender amanhã o que só pode ser compreendido“agora”. Por conseguinte, você jamais compreenderá. Para perceber a verdade não se faz mister a preparação, preparação implica tempo e o tempo não é o meio de compreender a verdade. O tempo é contínuo e a verdade é intemporal...

De mais a mais, sustenta Krishnamurti, como o fazem todos os verdadeiros metafísicos:
“Deus ou a verdade não pode ser objeto de reflexão. Se você reflete nela, não é a verdade.” Não compreendemos a verdade do que é porque a evitamos, porque a obscurecemos com o pensamento e com símbolos que dividem e vergastam o coração da realidade, deixando-nos aferrados a fantasmas fragmentários, confusos, frustrados, conturbados. E depois procuramos um caminho para safar-nos da confusão, tentando mais uma vez evitar o que é!
 
Quão ansiosos estamos para resolver nossos problemas! Quão insistentemente buscamos uma resposta, uma saída, um remédio! Jamais consideramos o problema propriamente dito mas, com agitação e ansiedade, tateamos à procura de uma resposta... Procurar uma resposta é evitar o problema - e é exatamente o que a maioria dentre nós deseja fazer. A solução não está separada do problema, a resposta está no problema (visto que isso é o que é agora), não fora dele. Se a resposta estiver separada da questão principal, criaremos outros problemas: o problema de como compreender a resposta, de como levá-la a cabo, de como pô-la em prática, e assim por diante.

(Ken Wilber)


Com todo respeito, mas esse texto merece uma tradução ou uma exegese.

Só compreendi o porquê eu nada ter compreendido quando li a palavra chave e 'cabalística': Metafísica.

Com esforço do tico e do teco posso tirar várias conclusões, interpretações, mas o ideal seria um texto que fosse claro, preciso para todos...quantas vezes lemos no Livro dos Espíritos, para ficar somente nessa obra básica, afirmações que deixam mais dúvidas que esclarecem como esse texto? por que apelar para o inextricável, parece uma situação em que o mestre dá uma bússola 'maluca' (que não sabe onde fica o norte) para cada um dos discípulos e cada discípulo sai batendo a cabeça e tropeçando sem saber para que lado vai,...
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Março de 2012, 15:13
      Oliva    (ref #120)
 
      Oliva escreveu: “Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal”. Algumas traduções dizem: “Não nos induzas à tentação (et ne nos inducas in tentationem)”.
      Essa expressão daria a entender que a tentação promana de Deus, que ele, voluntariamente, impele os homens ao mal, idéia blasfematória que igualaria Deus a Satanás.

      Cel: amiga, boa pergunta; e também lhe pergunto: quem ou o que é Deus? Quem, pelas escrituras, é o criador, não de <parte> das coisas, mas de <todas> as coisas? “Ele criou todas as coisas e sem Ele nada foi criado!” ou, sendo a criação ininterrupta: “Ele cria todas as coisas e sem Ele nada é criado!”. E mais uma coisa para refletir: “É o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”, tanto q “Não somos salvos por nossas obras, mas pela graça de Deus!”. E ainda: “tudo vem do Alto!”.
       
      Oliva: Novamente vou citar esses dois parágrafos do Livro Céu e o Inferno 2ª Parte Cap.II: “Para explicar-vos a eterna felicidade, dir-vos-ei apenas: amai, pois só o amor faculta o pressenti-la, e quem diz amor diz ausência de egoísmo.”

      Cel: primeira questão: onde ou qual é a causa do egoísmo, “a maior chaga da humanidade”, como diz a DE? Não éramos egoístas, mas nos tornamos em poços de egoísmo! E o egoísmo está por trás de todos os males da humanidade (com exceção, é claro, dos males causados pelos desastres naturais, proporcionados por Deus).
      Nós mesmos escolhemos e decidimos nos encher do sentimento de egoísmo, ou ele nasce, <independente> de nossa vontade, como uma defesa natural, ao nos depararmos, qdo abrimos os olhos para a vida, com um mundo ameaçador ao nosso derredor?

      Abraços.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Março de 2012, 16:04
      Fred Hauch      (ref #122)
      e Mano Mourarego.

      Novamente, convido-os à reflexão.

      Mourarego (msg ant); ... a reforma íntima busca sim expungir de nós todo o conteúdo malévolo que ainda tenhamos, proporcionando-nos maior facilidade no progresso a ser alcançado, progresso este moral.
Logo depende de nós e não Dele.

      Cel: permita-me duas perguntinhas: qual é a razão de termos um “conteúdo malévolo”? Já o tínhamos antes de vir à primeira encarnação consciente? Se não, onde e porq nos tornamos cheios de sentimentos malévolos ou defeitos morais? Nós mesmos, por nossa livre vontade, escolhemos enfrentar a lei de Deus e decidimos nos fazer cheios de imperfeições? E porq faríamos isso, se as conseqüências advindas da lei de causa e efeito são terríveis e podem se estender por milhões de anos através de encarnações multiplicadas? O amigo pode me esclarecer qto a isso?

      Moura: Ele já fez por onde, agora, consta que façamos a nossa parte pois o como e o por onde Ele já delineou.

      Cel: mano, você conseguiu encontrar a resposta q nenhuma religião do mundo tem?! Pois, o <como>  nenhuma religião, sem exceção, o conhece.
     
      Fred: Fora da caridade não há salvação. (disto tenho certeza).

      Cel: novo amigo Fred, permita-me perguntar-lhe como chegou a essa certeza? Vc mesmo raciocinou, refletiu e concluiu q é a caridade q salva, ou essa conclusão lhe veio das doutrinas religiosas e vc não a questionou por ter confiança em suas fontes?

      Abraço.     
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 07 de Março de 2012, 17:31
Rosa: "Com todo respeito, mas esse texto merece uma tradução ou uma exegese."

Não merece nada. Se perdermos tempo com a tradução, deixamos de ver a verdade que só existe no aqui e agora e passamos a viver de coisas ditas por outros e velhas...

Deixei uma mensagem na página anterior que mostra bem o que isso é, ou o que na realidade julgamos que somos... nada!

Corintios

Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.

Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.

Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.

Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;

E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;

E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.

Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 08 de Março de 2012, 08:09
Bons dias
Muita paz a todos

Anton
Boa retórica, gostei
Tirando a questão de achar isto ou aquilo, mas isso faz parte da retórica.

Coronel
Qto a por dúvidas no q a doutrina ensina, nunca foi nem é minha intenção; a intenção é contribuir para fazer q os amigos reflitam, para entender melhor aquilo q estamos estudando ou falando. E lembre-se, minha amiga, a doutrina deve ser entendida por uma “fé raciocinada”, não é inquestionável e recomenda q todos se abram, sem preconceito, aos estudos de outras doutrinas religiosas.
..então Coronel eu já  lhe respondi da melhor forma que podia.

E se na sua nobre tarefa também está  a de torrar a paciência você conseguiu. E tem mais nem consegui ler a sua mensagem toda.

Quanto à ultima mensagem  um pouco de visão histórica ajudaria porque acredito que já fomos bem mais ferozes, porcos, sujos e maus.

Despeço-me fraternalmente com essa mensagem


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Norizonte da Rosa em 08 de Março de 2012, 11:26
Da Amiga Oliva:

"
Quanto à ultima mensagem  um pouco de visão histórica ajudaria porque acredito que já fomos bem mais ferozes, porcos, sujos e maus."

Quanto uma frase simples diz tanta coisa, muito bom!



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Fred Hauch em 08 de Março de 2012, 12:36
            Fred: Fora da caridade não há salvação. (disto tenho certeza).
      Cel: novo amigo Fred, permita-me perguntar-lhe como chegou a essa certeza? Vc mesmo raciocinou, refletiu e concluiu q é a caridade q salva, ou essa conclusão lhe veio das doutrinas religiosas e vc não a questionou por ter confiança em suas fontes?
      Abraço.     

Caro irmão coronel, nasci em lar espírita, e, desde a evangelização, pequenino, questionei sobre este auxílio.
Fato: A caridade não começa cheia de amor, benevolência e boa vontade; é a partir de um "esforço" próprio, onde damos as mãos para JESUS, que ELE (plano espiritual, mentores e etc), através da causa e efeito, enche nosso coração destes sentimentos. Quando nos damos por conta, estamos praticando a caridade e nos emocionando em fazê-la! É muito bom o sentimento de altruismo, e sabemos, se todos pensassem desta forma...
Muita Paz
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Março de 2012, 12:46
Caro irmão coronel, nasci em lar espírita, e, desde a evangelização, pequenino, questionei sobre este auxílio.
Fato: A caridade não começa cheia de amor, benevolência e boa vontade; é a partir de um "esforço" próprio, onde damos as mãos para JESUS, que ELE (plano espiritual, mentores e etc), através da causa e efeito, enche nosso coração destes sentimentos. Quando nos damos por conta, estamos praticando a caridade e nos emocionando em fazê-la! É muito bom o sentimento de altruismo, e sabemos, se todos pensassem desta forma...
Muita Paz


O amigo Fred me perdõe, mas não pude deixar de observar as suas colocações e questionar algumas coisas:

estamos praticando a caridade - em que consiste esta caridade que se pratica?
nos emocionando em fazê-la - se há emoções na pratica de uma ação qualquer, isto denota que é uma ação egoista, pois causa prazer e não dor...
o sentimento de altruismo - o que é altruismo para voce?

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 08 de Março de 2012, 13:08
Continuando com as palavras do último autor que citei, autor que faz um apanhado de todos os nosso antepassados, de todo mundo e de todos os tempos, sobre a transformação da consciência do homem velho para a consciência do homem novo...

O treinamento de acordo com o método de corporificar o real, enquanto estamos sentados em meditação, consiste em fechar os olhos e voltar para trás a contemplação... O praticante voltará para dentro a contemplação a fim de olhar para os pensamentos que surgem em sua mente... descobrirá que os pensamentos passados se foram, que os pensamentos presentes não ficam e que os pensamentos futuros ainda não chegaram... Dessa forma, compreenderá que a sua mente falsa, que sobe e desce, também é irreal e destituída de realidade. A pouco e pouco, familiarizar-se-á (com essa irrealidade) e sua mente falsa chegará ao fim por si mesma.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Fred Hauch em 08 de Março de 2012, 13:22

Anton: estamos praticando a caridade - em que consiste esta caridade que se pratica?
Fred: A caridade pode e deve ser praticada em mínimas atitudes, iniciando em nossos lares, extendendo-se até onde possa fazê-la.
Anton: nos emocionando em fazê-la - se há emoções na pratica de uma ação qualquer, isto denota que é uma ação egoista, pois causa prazer e não dor...
Fred: Não diria egoísmo, porém orgulho, que é uma chaga dentro de nossos corações, ainda que seja na prática do bem, porém, atire a primeira pedra...
Anton: o sentimento de altruismo - o que é altruismo para voce?
Fred: Dicionário.

Sem retórica, porém, gostaria de saber o motivo pelo qual a frase: "Fora da caridade não há salvação", encomoda tanto alguns irmãos do FE?

Obs: Já moderei alguns estudos no FE, porém, esta falta de consenso entre alguns membros, que gastam fluidos e energias desnecessárias, tendo tanto serviço em auxílio ao próximo para gastarmos as mesmas, fez-me ausentar por bastante tempo. Hoje me arrependo.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Fred Hauch em 08 de Março de 2012, 13:33
Lembremo-nos:

Não se irrite - SORRIA.
Não critique - AUXILIE.
Não grite - CONVERSE.
Não acuse - AMPARE.

André Luiz
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 08 de Março de 2012, 13:42
Citando também Kardec, que é bastante revelador para este tópico...

7. - Não dependendo a felicidade futura do trabalho progressivo na Terra, a facilidade com que se acredita adquirir essa felicidade, por meio de algumas práticas exteriores, e a possibilidade até de a comprar a dinheiro, sem regeneração de caráter e costumes, dão aos gozos do mundo o melhor valor.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 13:50
Amiga Marlene, temos de entender o porque e em que direção chegam as palavras do codificador...
Senão vejamos:
Estamos num mundo de provas e expiações, logo somos Espíritos Imperfeitos.
Ora por imperfeito comprendemos que nos falte ainda condições intelecto-morais para nos elevarmos a outros paramos estes mais adiantados.
Assim, num exemplo simplório teremos duas pessoas, dois Espíritos encarnados:
Um deles, age bem, trabalha para conseguir altear-se nos dois parâmetros acima;
O outro não. Este vive a sua existência terrena com diz a letra do samba: Deixando a vida o levar...
Assim, não tem escrúpulos em seduzir, em engodar, mentir e até mesmo em roubar ou matar.
Pergunto: Viverá ele já de aqui, gozando de felicidade? E no amanhã?
As repostas que a nossa razão, embasada doutrinariamente nos vão gritar é que na outra existência ele também sofrerá.
Senão, amiga, o óbolo da reencarnação seria um preceito eivado de erros e não surtiria efeito algum.
Abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 08 de Março de 2012, 14:11
Moura, você como responsável aqui no Fórum, poderia dar uma contribuição para o entendimento de todos, se dissesse o que o codificador quis dizer com "regeneração de caráter e costumes", ou melhor se dissesse como isso se faz.

Os exemplos que deu do bom espírito e do mau, para mim não são suficientes nem verdadeiros segundo o codificador. Já que ele diz que os espíritos são instrumentos de Deus - assim como uma enxada, uma pá ou um utensílio qualquer - e a maioria cegos, por não terem consciência disso.

Ainda em relação aos instrumentos de Deus, uma comparação: No homem completo, as mãos ou os pés não se podem julgar mais importantes que outra parte qualquer do corpo, não é assim?
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 14:27
Marlene,
Não trato com aquilo que você "acha" mas sim com o que diz a obra básica.
A amiga excerta um trecho de uma colocação de kardec descontextuando-o e depois faz dele nova verdade enquanto se olhasse com mais atenção parta as explicações constantes em OLE veria que toda ela diz respeito ao que disse antes.

Sobre sua primeira colocação  dizendo sobre o que disse ou não disse o codificador,  no sentindo de modificar-lhe as palavras, a mim só resta lhe explicar que ele tinha como "apelido" ser o Bom senso encarnado, logo, não está aqui entre nos alguém que o pudesse isso fazer.
Afinal, o codificador foi escolhido entre tantos em França só para falar na pátria de kardec, para ser aquele que poria em códigos  e que antes disso, veria na série de cadernos que recebeu do Sr. Fortier, o nascimento de uma nova doutrina.
Nós, apenas a estudamos, e alguns poucos, a estudam mal e rapidamente este o motivo das divergências.
E sobre a sua citação à instrução sobre o corpo de Cristo, por favor, compreenda-a mais e retire dela toda a linguagem metafórica ou alegórica para depois poder estudá-la com mais chance de entendê-la.
abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Março de 2012, 14:29
A caridade pode e deve ser praticada em mínimas atitudes, iniciando em nossos lares, extendendo-se até onde possa fazê-la.

E será que estas minimas atitudes são o que o outro espera ou deseja? Ou são o que nos consideramos "bom" ou "certo"?

Não diria egoísmo, porém orgulho, que é uma chaga dentro de nossos corações, ainda que seja na prática do bem, porém, atire a primeira pedra...

E o orgulho não é um dos aspectos do egoismo? Quem se orgulha esta sentindo-se "bem" porque fez algo aprovado pelos outros, recebeu aplausos, ou seja, ja foi recompensado, nada mais tem a receber..... Que a mão esquerda não saiba o que fez a direita.... Este foi o ensinamento....

Anton: o sentimento de altruismo - o que é altruismo para voce?
Fred: Dicionário.

Não existe altruismo se o altruista o fizer com "satisfação" egoista e orgulhosa.

Sem retórica, porém, gostaria de saber o motivo pelo qual a frase: "Fora da caridade não há salvação", encomoda tanto alguns irmãos do FE?

A caridade é permitir que cada um pense, sinta e faça o que desejar, que é o que desejamos para nos mesmos. No momento em que fazemos com que alguem pense, sinta ou faça o que nos queremos, em nome da caridade estamos deixando de ser caridosos.

Isto de forma alguma deve ser compreendido como critica pessoal a quem quer que seja. É apenas a definição de caridade...


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 08 de Março de 2012, 14:48
Moura, eu não "acho" nada, nem uso esta palavra que você usou. Já que na maioria das vezes recorro a todos os nossos antepassados, como se pode ver neste tópico, para exemplificar o que diz o codificador: "Esta doutrina é tão velha quanto o homem, pois está nas leis da Natureza", mais ou menos isto. E o que o codificador diz, e que está conforme com todos os nossos antepassados que estudaram estes temas, é um pouco contrário à sua interpretação ou visão da mesma, (para não falar em achismos).
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 14:57
Amiga Marlne,
do todo de suas exposições, a maioria não passa de considerações suas, logo, daquilo que você "acha".
As aspas vão bem porque trata-se de opiniões que citam algo, aqui vindo da bíblia, ali vida da codificação mas sem, um elo de ligação, como na excertia que fez a um trecho da palavra de kardec e agora,  quando coloca trecho de outra parte que nada tem a ver com o tema.
Logo achismo puro.
Amiga, estude a dourina, retenha a esta como plataforma única de ensinamentos, para que um dia chegue ao entendimento da mesma para que este a leve ao conhecimento.
abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 08 de Março de 2012, 15:10
Moura, você ao recomendar-me que, "estude a dourina, retenha a esta como plataforma única de ensinamentos, para que um dia chegue ao entendimento da mesma para que este a leve ao conhecimento.", está com uma interpretação ou visão contrária (para não dizer equivocada) ao codificador. Codificador que recomenda no livro dos Médiuns exatamente o contrário...

Mas, agradecida na mesma!
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 15:31
Marlene, se a amiga tivesse dado atenção ao que eu escrevi não veria a li senão a palavra do codificador que em OLE diz textualmente:
"O Espiritismo só poderá vir a trazer seus frutos, quando estiver, como doutrina, totalmente entendido e compreendido".

Como se pode ver, não fui eu a me afastar da doutrina.

Marlene, o foco é o que pede o tópico  portanto, daqui para adiante não mais comentarei sobre suas colocações na forma de sua pessoa, não é este o pedido do FE, porém continuarei a postar a doutrina como ela é, sem interpolações.
abraços,
Moura
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 09 de Março de 2012, 10:23
Bons Dias a todos
Parece que estamos fadados a continuar nosso debate por aqui.

Anton
..mais uma vez discordo;
 Parece  que toda a sua filosofia denota o surrealismo em que o Anton se firma.

Não existe altruismo se o altruista o fizer com "satisfação" egoista e orgulhosa.

vou pegar  nessa afirmação  e perguntar-lhe afinal o que é que nós somos e o que é que estamos a fazer aqui ( na Terra, nesta vida) e afinal para que serve o estudo espírita e a Reforma Intima.

- Quando chegais a compreender a diferença entre o bem e o mal é que tudo se transforma espiritualmente para vós;  - e damos um paço em frente rumo ao progresso.

Eu pecador sinto satisfação e orgulho  por compreender arrependimento e passar a esforçar-me por ser educado na minha conduta comigo e com os outros,  acaso isso é mau?
Querer ser altruísta porque para chagar a sê-lo precisei compreender egoísmo e orgulho.

A caridade é permitir que cada um pense, sinta e faça o que desejar, que é o que desejamos para nos mesmos. No momento em que fazemos com que alguém pense, sinta ou faça o que nos queremos, em nome da caridade estamos deixando de ser caridosos.

Vou citar as palavras do humilde e Nobre trabalhador Espírita que foi Francisco Cândido Xavier

 “Todos possuímos algo para dar, seja dinheiro que alivie a penúria, instrução que desterre a ignorância, auxilio que remova a dificuldade, ou remédio que afaste a doença.”


..eu até acho que há quem queira ser caridoso ou seja queira  fazer algo em prol dos outros e da sua própria evolução reencarnante ( hoje- presente;  amanhã- futuro) e não consiga porque seus débitos (passado – ontem) podem ser muitos e há quem se queixe, vivo ou morto ou seja deste lado da vida ou do outro.

Afinal aquele eneagrama aqui nesta conversa dá jeito.

Abrç
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 09 de Março de 2012, 11:16
Ontem por um acaso a caridade foi abordada no estudo do Centro.
Pode ser que eu consiga esclarecer.

Não adianta ir ao Centro sempre e se engajar em campanhas sociais se isso não é feito de forma espontânea e sim para com isso tentar se melhorar, ou se mostrar, ou achar que é esse o caminho para conseguir alcançar um patamar maior na vida espiritual.

Lógico que num mundo de Provas e Expiações a caridade material deve ser feita e é necessária,m ninguém está negando e mandando cruzar os braços diante da miséria alheia.

O que falo aqui é da intenção, do que vai no intimo de quem faz.

Qualquer ajuda dada deve ser completamente desinteressada.

Chico Xavier, Madre Thereza, irmã Dulce  ajudavam, porque tinham dentro deles a vontade de ajudar e não porque alguém disse a eles que deveriam fazer ou que eles teriam algum lucro, seja moral ou material. Não se envaideciam, não alardeavam aos quatro ventos os seus feitos e nem muito menos esperavam o retorno.

Muito deve ser observado em quem entra para o Espiritismo que tem como bordão
" Fora da caridade não há salvação", essa frase é muito mais ampla do que a caridade material e se reporta principalmente a conduta do dia a dia.

A primeira caridade que deve ser feita é  melhorar-se moralmente e depois ao próximo.
Isso dito por Kardec, para não virar o Santo coberto de ouro  e com o interior barro por dentro.

Muitos fazem a caridade, mas na primeira contradita se magoam, se ofendem, ficam de mau humor ou decepcionados, porque não obteve a resposta que esperava, ou seja, não perceberam os quantos estão iludidos consigo mesmo.

Um abç
Hebe

 






 
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 09 de Março de 2012, 12:17
Num mundo de egos não há reforma íntima nem caridade possível...

Isto que os nossos antepassados experimentaram e ensinaram há milhares de anos, é conseguido por muito poucos. Muito poucos têm a determinação para o fazer, mas só estes muito poucos conseguem viver sempre no eterno e ser reais. O mundo só é real para estes pouquíssimos, que normalmente vivem em solidão e alegria, pela boa sorte de terem conseguido acabar com as falsidades da mente falsa, acabando com a própria mente. Ademais, é bem-aventurado sempre que encontra outro que conseguiu a mesma proeza.

Repito a citação de ontem, curta, mas que é suficiente...

O treinamento de acordo com o método de corporificar o real, enquanto estamos sentados em meditação, consiste em fechar os olhos e voltar para trás a contemplação... O praticante voltará para dentro a contemplação a fim de olhar para os pensamentos que surgem em sua mente... descobrirá que os pensamentos passados se foram, que os pensamentos presentes não ficam e que os pensamentos futuros ainda não chegaram... Dessa forma, compreenderá que a sua mente falsa, que sobe e desce, também é irreal e destituída de realidade. A pouco e pouco, familiarizar-se-á (com essa irrealidade) e sua mente falsa chegará ao fim por si mesma.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Norizonte da Rosa em 09 de Março de 2012, 12:19
Ontem por um acaso a caridade foi abordada no estudo do Centro.
Pode ser que eu consiga esclarecer.

Não adianta ir ao Centro sempre e se engajar em campanhas sociais se isso não é feito de forma espontânea e sim para com isso tentar se melhorar, ou se mostrar, ou achar que é esse o caminho para conseguir alcançar um patamar maior na vida espiritual.

Lógico que num mundo de Provas e Expiações a caridade material deve ser feita e é necessária,m ninguém está negando e mandando cruzar os braços diante da miséria alheia.

O que falo aqui é da intenção, do que vai no intimo de quem faz.

Qualquer ajuda dada deve ser completamente desinteressada.

Chico Xavier, Madre Thereza, irmã Dulce  ajudavam, porque tinham dentro deles a vontade de ajudar e não porque alguém disse a eles que deveriam fazer ou que eles teriam algum lucro, seja moral ou material. Não se envaideciam, não alardeavam aos quatro ventos os seus feitos e nem muito menos esperavam o retorno.

Muito deve ser observado em quem entra para o Espiritismo que tem como bordão
" Fora da caridade não há salvação", essa frase é muito mais ampla do que a caridade material e se reporta principalmente a conduta do dia a dia.

A primeira caridade que deve ser feita é  melhorar-se moralmente e depois ao próximo.
Isso dito por Kardec, para não virar o Santo coberto de ouro  e com o interior barro por dentro.

Muitos fazem a caridade, mas na primeira contradita se magoam, se ofendem, ficam de mau humor ou decepcionados, porque não obteve a resposta que esperava, ou seja, não perceberam os quantos estão iludidos consigo mesmo.

Um abç
Hebe


Amiga Hebe, penso exatamente o mesmo.

Só acredito que, tirando a caridade que é feita com o fim único de nos mostrarmos (por vaidade), ou para barganhar com Deus, como vemos todos os dias em programas de religiões que prometem sucesso, felicidade em troca de uma uma 'caixinha' poupuda para o 'senhor', acredito, eu dizia, que mesmo a caridade que é feita com objetivo não só de ajuda ao próximo, mas ajudar a nós mesmos (para nossa evolução) e, ainda que não amemos ao próximo com tanta intensidade, é válida.

A prática de fazer o bem, ainda que não se consiga amar ao próximo de coração (quem consegue amar ao próximo de coração realmente?), já é um começo e ainda que motivado ou inspirado pela leitura de uma doutrina, seja ela qual for, mas que aponte para o caminho certo, do fazer o bem.

É melhor agir fazendo o bem mesmo sem ter intenções tão puras que se ser indiferente. Da mesma forma é melhor resistir à tentação e lutar para não fazer algo errado, ainda que tenhamos vontade de fazer algo errado, que não fazer qualquer esforço para nos corrigirmos.

Acredito que a evolução moral ocorre aos poucos, não só com as várias encarnações, mas na própria encarnação em que estamos e cultivar a prática do fazer o bem e nos corrigirmos aos poucos já é uma evolução e a sensação de fazer o bem que não pode nunca ser ruim nos estimula a continuar e a coisa então passa a ser natural.

Amar ao próximo é um problema, até porque sabemos o que podemos esperar do próximo, afinal também somos um 'próximo', sabemos dos nossos defeitos.

Um abraço.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 09 de Março de 2012, 14:26
vou pegar  nessa afirmação  e perguntar-lhe afinal o que é que nós somos e o que é que estamos a fazer aqui ( na Terra, nesta vida) e afinal para que serve o estudo espírita e a Reforma Intima.

Boa pergunta,

Se voce quer mesmo saber, não fazemos coisa alguma, nem boa e nem má. Assistimos a Deus fazendo as coisas acontecerem e acreditamos, mais ou menos de acordo com a compeensão de cada um, que somos nós os autores das ações. O que não deixa de ser uma apropriação indebita das ações divinas.

258 a Então não é Deus que impõe os sofrimentos da vida como castigo?

Nada acontece sem a permissão de Deus (nem as coisas que denominamos de boas e tampouco as que denominamos de más), que estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis, então, por que Ele fez esta lei em vez daquela. Ao dar ao Espírito a liberdade de escolha (aqui se refere ao espírito e não ao ser humano ou espirito encarnado), deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e de suas conseqüências (E o que são os atos do espírito, ja que não é material, é como uma flama ou luz? Os atos do espírito são as suas intenções.), nada impede seu futuro; o caminho do bem está à frente dele, assim como o do mal. Mas, se fracassa, resta-lhe uma consolação: nem tudo está acabado para ele. Deus, em sua bondade, deixa-o livre para recomeçar, reparando o que fez de mal (intenção má). É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, foi Deus (então a reciproca tambem é verdadeira, se um bem vos ameaça tambem foi Deus quem o criou. E porque? Porque Deus é o unico elemento onisciente do universo e, por consequencia, o único que pode distribuir as ações de acordo com o merecimento de cada espírito e de acordo com a justiça perfeita.); mas tendes a liberdade de vos expor a ele, por terdes visto aí um meio de adiantamento, e Deus o permitiu.
As observações em vermelho são de minha autoria.

Eu pecador sinto satisfação e orgulho  por compreender arrependimento e passar a esforçar-me por ser educado na minha conduta comigo e com os outros,  acaso isso é mau?
Querer ser altruísta porque para chagar a sê-lo precisei compreender egoísmo e orgulho.

É apenas uma fase mental transitoria que pode passar como se não houvesse existido, desde que se alterem as circunstancias, porque esta calcada na satisfação e no orgulho, o que são aspectos do egoismo. Esforce-se apenas por amor incondicional e será mais persistente a sua evolução.

Não se esforçe para ser educada, apenas seja, mas sem esforço... Que o exterior reflita o interior, porque o interior jamais refletira o exterior....

Vou citar as palavras do humilde e Nobre trabalhador Espírita que foi Francisco Cândido Xavier
 “Todos possuímos algo para dar, seja dinheiro que alivie a penúria, instrução que desterre a ignorância, auxilio que remova a dificuldade, ou remédio que afaste a doença.”

Então faça-o, mas em momento algum pense ou diga que fez algo, porque como vimos acima, quem faz é apenas Deus. Aos espiritos é dada executar as ordens de Deus.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 09 de Março de 2012, 16:45
Boa tarde
Vou tentar responder a certas duvidas que surgem neste debate e ás minhas próprias.

L.E. 258ª É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem.

Necessário que o individuo e a coletividade tenham consciência dos objetivos e processos a que estão submetidos na escalada do progresso . Elio molo

Sim porque isso ajuda-nos bastante a lidar com as leis  humanas transitórias e perecíveis.

O processo de desenvolvimento não é começado, mas continuado a cada nova experiência de renascimento. Elio molo

(Temos assim, mais ou menos três mil dias de sono induzido ou hipnose terapêutica, a estabelecerem enormes alterações nos veículos de exteriorização do Espírito, as quais, acrescidas às consequências dos fenómenos naturais de restringimento do corpo espiritual, no refugio uterino, motivam o entorpecimento das recordações do passado, para que se alivie a mente na direção de novas conquistas. F C X  ditado pelo Espírito Emmanuel)

O espírito não é criado perfeito, mas possui tudo dentro de si para atingir as culminâncias das esferas resplandecentes do amor e da sabedoria, pois, como uma semente é potencialmente uma árvore, o homem possui em si os gérmenes da vida superior.

Para que a humanidade evolua é imperioso entender a reforma intima que o homem carece de realizar, mudando-se a si mesmo na forma de agir e pensar.

Mude-se a direção que imprimimos ao pensamento, para idealizações nobres e construtivas, e o mundo modificar-se-á tanto mais rapidamente quanto maior o esforço e a determinação empregadas, para domar os monstros do egoísmo e do orgulho. Revista Espiritismo 31 /96

Mude-se a direção que imprimimos ao pensamento, para idealizações nobres e construtivas, Ora é precisamente nisso que acredito e faço minhas as palavras de todos que assim pensam.

Que o exterior reflita o interior, porque o interior jamais refletira o exterior....ora bem ai está algo que   aprendemos neste processo a  forma como vemos o que nos cerca , positivando ou denegrindo .

Grata pela atenção e  a paciência
Abrç



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 09 de Março de 2012, 18:52
Desculpem preciso concluir esse raciocínio e já não dá para modificar a mensagem  postada 16:45

L.E. 258ª É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem.

Porque é  de lei de talião ou seja lei de causa e efeito, (assim como fizeste assim sofrerás, repararás, etc) mais propriamente que falamos em provas e expiações do que de um Deus satânico. Deus é Amor,  Eterno por isso misericordioso verdadeiro ; Imutável – por isso amor; Imaterial por isso bom; Todo poderoso por isso o perdão; Soberanamente justo por isso  justo.




Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: DANNYLEMOS em 10 de Março de 2012, 02:25

Até hj ainda não tinha enendido a forma correta da reforma intima.Estou procurando adentrar profundamente na doutrina.Já é tempo.Tempo pra entender que somos eternos e que precisamos continuamente nos policiar(reformar o intimo).Graças a deus,tnho a oportunidade de crescimento,todos temos.Desperdicei varias oportunidades.Mas agora estou engajada.graças a deus
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Março de 2012, 09:04
Bom Dia

      Passei por aqui como já é o habitual de manhã.

      Hoje deixo-vos dois pensamentos do Tao.
 
       Partilhando sempre em Ondas de Paz

O P



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 10 de Março de 2012, 10:32
Continuando com o último autor que citei, e seguindo a linha dos chineses...

Chung Tzu conta a seguinte história
Yen Huei disse
- Estou melhorando!” Disse Confúcio.
- Como assim?
- Esqueci a benevolência e a virtude!
- Isso é bom. Mas você ainda não o conseguiu.
No outro dia, os dois voltaram a encontrar-se e Yen Huei disse
- Estou melhorando!
- Como assim?
- Esqueci-me dos ritos e da música!
- Isso é bom, mas você ainda não o conseguiu.
No outro dia, os dois voltaram a encontrar-se, e Yen Huei disse
- Estou melhorando!
- Como assim?
- Posso esquecer-me de mim mesmo enquanto estou sentado, - replicou Yen Huei
Confúcio olhou-o espantado e disse
- O que quer dizer com isso?
- Libertei-me do corpo — respondeu Yen Huei — Descartei-me dos poderes de raciocínio. E, assim, ficando livre do corpo e da mente, identifiquei-me com o Infinito. Isso é o que quero dizer quando digo que me esqueço de mim mesmo enquanto estou sentado.
- Se você se identificou com o Infinito, - se tornou Confúcio, - não pode haver lugar para o preconceito. Se se perdeu, já não pode haver empecilho. Portanto, você é deveras um homem sábio! Confio em que me permita seguir-lhe os passos.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 10 de Março de 2012, 13:43
Não dá para entender e nem saber como fazer a reforma intima sem entender a formação do EGO, ou papel que o espírito assume na prova material, exclusivamente para cumprimentos de provas, portanto o EGO é um instrumento do espírito.
A grande identificação com o EGO faz com que o Espírito esqueça da sua essência e viva as vicissitudes a partir de uma visão externa.

Explico: Nesta encarnação eu estou Hebe, mulher, mãe de dois filhos, filha de fulana e sicrano, nascida na cidade do RJ etc etc. Tanto o sexo, quanto o meu corpo físico, a minha profissão e os espíritos que interagem comigo em seus devidos papéis são instrumentos de prova para o meu aprimoramento.

Os principais acontecimentos na minha vida são provas escolhidas por mim como Espírito, ou seja, tudo que foi significativo que me fez mudar o rumo, que trabalhou em meu intimo foi para o meu aprendizado, as ações externas  são estímulos dados por Deus dentro do gênero de provas escolhidas por mim no mundo Espiritual, por isso a resposta da questão 258 e 258ª

258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
 
“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

Aqui nesta resposta, vemos que não podemos nos lamuriar, ou lamentar nada do que nos acontece na vida terrena, pois tivemos na clareza no mundo espiritual a escolha do tipo de vida e o tipo de pessoas que conviveríamos na vida terrena para o nosso aprimoramento.  A partir daí é colocado na vida material todos os instrumentos que vai nos impulsionar ao progresso, ou seja, país, estado, cidade, condição social, condição financeira, ambiente moral, família, amigos, chefes etc etc .
Enfim todos os elementos que farão parte da história que o Espírito irá viver na vida terrena.

a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
 
“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das consequências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”


Nesta ultima frase que eu sublinhei, vemos que segundo os Espíritos Superiores, o que consideramos, ruim, mal, perigoso foi colocado por Deus diante da nossa escolha, o que nos cabe, para o cumprimento de prova é a vivencia moral, desses acontecimentos.

Aqui tem um comentário do Espírito Miramez que tomei a liberdade de grifar algumas frases para melhor entendimento.

FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME VI
 
Questão 258 comentada
CAPÍTULO 03
0258/LE
ESCOLHA DE PROVAS
 
A razão nos convida a apreciar com profundidade esse assunto de escolha de provas, quando o Espírito está na erraticidade. Temos o livre-arbítrio, mas em uma escala progressiva, e até certo ponto, porque Deus é quem comanda tudo, dentro da Sua autoridade total.
O Espírito pode escolher as provas que haverá de enfrentar na Terra, mas, quando passa dos limites, quando a sua usura, o seu orgulho falam mais alto do que as suas necessidades de se educar, a mão de Deus intervém, dando-lhe o que pode suportar e que lhe serve de aprendizado. É, pois, engenhosa essa escolha; nem sempre a alma pode escolher o que quer, porque por vezes não sabe optar pelo que realmente lhe convém.
No caso de Espíritos envolvidos nas paixões inferiores, que se encontram na inconsciência do que devem escolher, certamente que esses não podem programar as suas provas, assim como a criança, o velho esclerosado ou o retardado mental não podem sair para as ruas à hora que desejarem.
Para esse trabalho de escolha e assistência, aos reencarnantes, Deus colocou falanges e mais falanges de anjos benfeitores, conscientes de seus deveres ante os necessitados.
Nunca se pode generalizar esses casos de escolhas; elas são variadas, de acordo com o reencarnante, e muitos Espíritos, já com categoria espiritual elevada, pedem conselhos aos Espíritos que os guiam nas escolhas das suas provas, sobre a família e o meio social em que deverão reencarnar. São almas que desejam acertar e não querem negligenciar nas diretrizes do bem e da verdade, e ainda pedem aos seus mentores espirituais para avisar-lhes sobre os perigos, no momento em que estiverem à beira do abismo. São Espíritos com a maturidade que os assemelha à lavoura cuja colheita se aproxima. E que Deus nos abençoe e que existam muitos deles na Terra.
Mas quando o Espírito tem a liberdade de escolher suas provas e avança para certas dificuldades que pesam em seus ombros, e Deus o permite, Ele, o Senhor, é misericordioso e oferta muitos recursos para que a alma aproveite as lições. Nada é perdido em lugar algum do universo porque a Sabedoria Divina tudo vê, e Suas mãos sempre abençoam, convertendo o mal em bem, o ódio em amor, a violência em paz, a inimizade em perdão. Mesmo que o Espírito se desvie da estrada nobre que desejou seguir, ele acumula experiências e torna a voltar, revestindo-se de novo corpo, com mais facilidade de acertar.
Podemos ponderar sobre os nossos feitos na Terra e as decisões que tomamos no decorrer da nossa existência. Temos o livre-arbítrio de escolher, no entanto, muitas escolhas não acontecem, porque o Senhor não achou conveniente ao nosso tamanho evolutivo. Isso sucede todos os dias; basta observarmos os acontecimentos na sutileza da vida. Situações há em que determinada pessoa escolhe, por exemplo, dirigir um país e quase toda nação assim o deseja. Entretanto, Deus não permite que assim aconteça.
Assim também se passa no mundo dos Espíritos: quem pode escolher, escolhe as provas; a quem não pode, elas são impostas, e outros pedem conselhos aos benfeitores maiores, sobre o que e melhor para eles. Enfim, tudo é escola, tudo são lições, porque nada se perde na casa de Deus. A Sua vontade é sempre soberana.
[/b][/u]

Vou continuar, porque ou temos Fé em Deus ou vamos brigar contra o universo.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 10 de Março de 2012, 13:52
Qual o meio mais eficaz para nos melhorarmos nesta vida e resistirmos às solicitações do mal?
Um sábio da antiguidade vos disse:
Conhece-te a ti mesmo.
Questão 919 Livro dos Espíritos –Alan Kardec

“Conhece-te a ti mesmo” assim Sócrates ensinava a seus discípulos.
Na linguagem Espírita é a necessidade da reforma íntima. Outra interpretação a ser dada seria_ perca a ilusão sobre você mesmo.

Desilusão não é fator negativo. É liberdade e melhora. É ir a caminho de Deus.
Quando um ser humano consegue enxergar o falso diagnóstico que se impõe, a paz reina em seu interior.

Ninguém é tão bom como acredita, nem tão inferior quanto pensa ser. Tanto a primeira posição quanto a segunda deve ceder ao real de si mesmo. Cada um de nós, quando livre dessa autoconceituação, “vê” sua própria Realidade, ou seja, enxerga-se realmente como é. O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus.

Pois bem, através de conhecer aquilo que somos, descartando-nos dos falsos juízos que fazemos sobre nós mesmos, estamos caminhando em busca de nossa essência.
Fácil compreender, mas de difícil execução, no entanto, o pouquinho que alcançamos nesta busca do que realmente somos, sem máscaras e condicionamentos, já pode nos aliviar.

A verdadeira essência está escondida daqueles que, pessimistas, consideram-se inferiores e imperfeitos, fracos e degradados. Está também fora do alcance do orgulhoso, que se considera o maior do mundo.

Ilude-se quem se julga arrasado e perdido. Também o está quem se analisa, mas imbuído de vaidade. Tanto o sentimento de inferioridade como seu oposto são produtos do egoísmo.

Vamos analisar então três fatores que são empecilhos para a busca de si mesmo.

1- Auto complacência: Desejando uma visão benéfica de si mesmo o homem esconde os pontos, aos quais considera defeituosos, e coloca ênfase em tudo que aceita como perfeição.

2-  Autocomiseração: Neste caso, sentindo-se um coitado e uma vítima de tudo e de todos, tende a exagerar o sofrimento colocando mais peso do que deve.

3-  Autocrítica exagerada: em contraposição ao primeiro, vai numa busca severa do perfeccionismo, fixa-se nos pontos negativos, que deve corrigir de sua personalidade e maneira de ser e, não consegue ver o que há de bom e positivo em si.
 
As três atitudes são fontes de egoísmo. Qualquer uma delas, além de servirem para amplificar as emoções, dificultam a evolução do Espírito porque projetam essas falsas imagens em todas as suas relações e no seu convívio social.

O diagnóstico prévio de si mesmo, como: “sou um ser ruim”, ou “sou uma pessoa adorável”, ou “sou um infeliz abandonado por Deus” é o absurdo estabelecido pela maioria das pessoas.

Nada nos escapa a uma autoanálise mesmo que estejamos em um ambiente virtual, pois somos juízes de nós mesmos. Porém, esse julgamento só será imparcial e verdadeiro se conseguirmos nos enxergar, não como gostaríamos de ser ou como gostaríamos de ser vistos pelos outros e, sim, como realmente somos.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/evolucao-do-espirito-e-a-web/225/#ixzz1oinvXBDc

Esse texto eu coloquei no estudo de dezembro sobre o autoconhecimento, foi uma adaptação de um texto do professor Hermógenes.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 10 de Março de 2012, 18:23
Ainda do último autor que tenho citado. Autor que juntou todos os saberes de todos os nossos antepassados, em todos os tempos, para clarificar o que é a iluminação. E, ainda, todos esses saberes indicam que essa iluminação pode ser conseguida muito rapidamente e com alguma facilidade, dependendo apenas da determinação e da persistência. Todos os nossos antepassados são unânimes que a iluminação, como o fez Cristo ou Buda (os mais conhecidos), pode ser alcançada por qualquer um, seja um letrado ou um analfabeto. Já que um dos requisitos para essa iluminação é o esquecimento de si próprio, não faz diferença nenhuma o que se aprende no mundo...

O despertar...                                                                                               

Mumon:  Para compreender essa coisa maravilhosa chamada iluminação você precisa olhar para a fonte dos seus pensamentos, aniquilando-os por essa maneira.

A segunda maior forma de meditação Zen que hoje se pratica é a da “iluminação silenciosa (mo chão)”, conhecida no Japão como shikan-taza, sentado em meditação “só para sentar”. O famoso Mestre do Ch”an, Hung Chih, descreve-a desta feição:

Silenciosa e serenamente esquecemos todas as palavras;
Clara e vividamente Aquilo aparece...
Quando o compreendemos, é vasto e sem limites;
Em sua Essência é percepção pura.
Refletindo-se singularmente nessa brilhante percepção,
Cheio de assombro neste reflexo puro...
Um assombro infinito impregna esta serenidade,
Nesta Iluminação todos os esforços intencionais se esvaem.
Silêncio é a palavra final.
O reflexo é a resposta a toda (manifestação).
Despojada de qualquer esforço,
Essa resposta é natural e espontânea...
A Verdade da iluminação silenciosa
É perfeita e completa.

A iluminação silenciosa, despojada de todo esforço ou conceituação, é facilmente reconhecida como a percepção passiva. Mas, então, somos impelidos a perguntar: como a gente chega a essa fase? Não surpreendentemente, a resposta é a que começa o shikan-taza trazendo a mente a um estado de cristal, de alerta vigilante, de atenção intensa mas relaxada. Yasutani Roshi explica:

Ora, no shikan-taza a mente precisa estar desapressada mas, ao mesmo tempo, firmemente plantada ou maciçamente composta, como, digamos, o Monte Fuji. Mas também precisa estar alerta, estendida, como a corda esticada de um arco. Dessa maneira, o shikan-taza é um estado intensificado de percepção concentrada em que não estamos nem tensos nem apressados e, por certo, nunca nos mostramos frouxos. É a mente de alguém diante da morte. Imaginemos que você esteja empenhado num duelo de esgrima, do tipo que costumava realizar-se no antigo Japão. Enquanto enfrenta o oponente, está incessantemente alerta, resoluto, preparado. Se relaxasse a vigilância, nem que fosse por um momento, teria sido atingido incontinenti. Junta-se uma multidão para assistir à luta. Como você não é cego, vê a multidão com o canto dos olhos e, como não é surdo, ouve o que ela diz. Mas nem por um instante sua mente se deixa capturar por essas impressões dos sentidos.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 10 de Março de 2012, 19:37
258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
 
“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

Aqui nesta resposta, vemos que não podemos nos lamuriar, ou lamentar nada do que nos acontece na vida terrena, pois tivemos na clareza no mundo espiritual a escolha do tipo de vida e o tipo de pessoas que conviveríamos na vida terrena para o nosso aprimoramento.  A partir daí é colocado na vida material todos os instrumentos que vai nos impulsionar ao progresso, ou seja, país, estado, cidade, condição social, condição financeira, ambiente moral, família, amigos, chefes etc etc .
Enfim todos os elementos que farão parte da história que o Espírito irá viver na vida terrena.

a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
 
“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das consequências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

E quais são os atos do espirito? As suas intenções e os seus sentimentos. Nada material, como vemos...

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 10 de Março de 2012, 20:31
258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
 
“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

Aqui nesta resposta, vemos que não podemos nos lamuriar, ou lamentar nada do que nos acontece na vida terrena, pois tivemos na clareza no mundo espiritual a escolha do tipo de vida e o tipo de pessoas que conviveríamos na vida terrena para o nosso aprimoramento.  A partir daí é colocado na vida material todos os instrumentos que vai nos impulsionar ao progresso, ou seja, país, estado, cidade, condição social, condição financeira, ambiente moral, família, amigos, chefes etc etc .
Enfim todos os elementos que farão parte da história que o Espírito irá viver na vida terrena.

a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
 
“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das consequências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

E quais são os atos do espirito? As suas intenções e os seus sentimentos. Nada material, como vemos...


A matéria é só instrumento de prova, nada se leva, a unica coisa que vai com o Espírito é o seu adiantamento moral, nada além disso, se continuar apegado a vida terrena, levando rancores, ideias de posses sobre coisas e pessoas, vai sofrer e fazer sofrer, é o caso das obsessões e isso pode durar milênios  e uma necessidade de várias encarnações até entender o que é  viver o amor incondicional. Isso está claro na mensagem de toda a Doutrina, e também  nos casos apresentados nas sessões mediúnicas.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Vivasualuz em 10 de Março de 2012, 20:42
Superando crises no trabalho
     fonte: http://vivamaisualuz.blogspot.com/2012/03/superando-crises-no-trabalho.html

por Fernanda Viviani


      Autoajuda não é apenas um termo que visa o desenvolvimento e crescimento pessoal. Há um nicho de mercado dessa área, o qual abrange livros, eventos e até cursos,  crescendo cada vez mais.
      Dentre os temas abordados estão a arte de influenciar as pessoas e dicas de como aumentar seu network. São táticas ensinadas em livros de  autoajuda voltados para o ramo empresarial. Assim, a pessoa se torna apta a crescer na sua carreira profissional.
       Empreendedores e trabalhadores em geral não procuram esse tipo de ajuda somente nos dias atuais. Já em 1937 o autor norte-americano Dale Carnegie escreveu o livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. A obra faz sucesso até hoje no mundo corporativo,servindo como manual de apoio aos cursos de relações humanas e auxiliando o aprendizado de como falar em público.
        Nas corporações crises são frequentes e os desafios fazem muitas vezes com que sonhos sejam esquecidos, tomados pelo pessimismo. Einstein possui um texto muito interessante e serve como um guia para os profissionais do  novo milênio.



“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fizermos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.


A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.


A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.


Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

Albert Einstein



    Por dentro do assunto

    COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS
Formato: Livro
Autor: CARNEGIE, DALE
Editora: IBEP NACIONAL-
Assunto: AUTOAJUDA
Preço: R$ 55, 00
Livraria Cultura

fonte: http://vivamaisualuz.blogspot.com/2012/03/superando-crises-no-trabalho.html
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Março de 2012, 11:17
Bons dias Bom Domingo a todos
Continuando em sintonia com o debate sobre Reforma Intima

Parece que ficou clara a ideia de provas e expiações.

Expiações e Arrependimentos

993 Não existem pessoas que só têm o instinto do mal e são inacessíveis ao arrependimento?
– Já vos disse que o Espírito deve progredir sem parar. Aquele que nesta vida tem apenas o instinto do mal terá o do bem numa outra, e é para isso que renasce muitas vezes, porque é preciso que todos avancem e atinjam o objetivo. Apenas uns o alcançam num tempo mais curto; outros, num tempo mais longo, de acordo com a sua vontade. Aquele que tem apenas o instinto do bem já está depurado, mas pode ter tido o do mal numa existência anterior. (Veja a questão 804.)
[/color]
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Março de 2012, 11:23
Lembrando o papel crucial que o Espiritismo tem nesta Reforma.

Necessário que o individuo e a coletividade tenham consciência dos objetivos e processos a que estão submetidos na escalada do progresso .
Elio molo

..ainda estamos no Séc. XXI, até o XXIV –  muito trabalho.

Fraterna-mente
Abrç
O P
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Março de 2012, 12:11
Bem , não sei se vou ser ousada demais ao partilhar convosco essa informação sobre as cores mas  falando de meditação e formas de equilibrarmos o Espirito também consta dentro dessas práticas o papel fundamental das cores.
AZUL
Palavras-chave: otimismo, segurança.
Na antiga China, o azul simbolizava as bênçãos divinas. E a cor do céu. Hoje em dia, ele está relacionado com a consideração,a Constancia e a verdade. É calmante, introspectivo e responsável. O azul esta relacionado com o elemento água.
O azul é tranqüilo e voltado para o intimo. Pode ser uma escolha muito boa, caso você tenha um aposento para meditar. Os azuis mais fortes, tais como o índigo, favorecem a espiritualidade e a intuição.
Diversas tonalidades de azul podem ser a escolha certa para o banheiro e o lavabo. Isso ocorre porque o azul está relacionado com o elemento água.

 VIOLETA
Palavras-chave: Espiritualidade, ideais elevados.
O violeta usa a energia do vermelho, combinada com o otimismo do azul, para criar uma cor repousante que evoca uma sensação de encantamento. Não é de surpreender que as vestes episcopais sejam dessa cor, pois o violeta está fortemente associado com o lado espiritual da vida. Essa cor estimula a criatividade, o idealismo e o misticismo. . A cor violeta pode ser inspiradora e encher a mente de sonhos de como as coisas poderiam ser. Não é uma escolha muito boa para as salas de entretenimento, mas pode ser muito útil em aposentos onde se requer concentração.

BRANCO
Palavras-chave: pureza, brilho.
O branco do vestido de noiva representa pureza e inocência. Nas artes marciais, aqueles que usam faixa branca são “inocentes”, porque estão apenas começando. Ele incentiva o amor pelos detalhes e representa uma mente desprovida de inquietações.
É interessante notar que, no Oriente, o branco é usado nos funerais. Entretanto, ele também esta relacionado com a luz, que atrai o chi, algo muito desejável no feng shui. Ainda assim, no Oriente, a cor branca geralmente é acompanhada por alguma outra cor “viva”. O branco está relacionado com o elemento metal.

PRETO
Palavras-chave: Intensidade, formalidade, sofisticação.
O preto é a cor da noite. É difícil descansar num aposento que seja completamente preto e branco. O preto é, muitas vezes, considerado sombrio, mas, na verdade, pode nos ajudar a resolver os problemas de forma dinâmica e determinada.
O preto está relacionado com o elemento água. No Ocidente, o preto é, muitas vezes, considerado uma cor negativa, até malévola. No feng shui, entretanto, o preto está relacionado com o dinheiro, e, conseqüentemente, pode ser uma cor bastante positiva.
Você precisa ser uma pessoa cheia de autoconfiança para incluir o preto no esquema de cores de sua casa. Preto e branco é uma combinação marcante, que geralmente funciona melhor em um ambiente de trabalho do que em casa. Se você, porém, está querendo afirmar algo, o preto pode funcionar muito bem na sala de estar, nos corredores e nos banheiros. Use-o de forma comedida para que ele cause mais impacto.

LARANJA
Palavras-chave: aspiração, sociabilidade.
Laranja é uma cor social e sociável, com muito impulso e energia. Um pouco mais reservado que o vermelho, é uma cor bem humorada, agradável – mais exatamente, apaixonada. O laranja está relacionado com o elemento terra.
O laranja cria um pouco da excitação do vermelho, mas é como que apaziguado pelo amarelo. Isso faz com que ele seja uma cor bastante útil em aposentos onde as pessoas se reúnem bastante e batem papo. É interessante notar que o laranja também é mentalmente estimulante, e é uma boa escolha para áreas de estudo.

AMARELO
Palavras-chave: positividade, otimismo.
O amarelo é a cor do sol, que lança sobre nós sua energia, que confere vida. O amarelo é jovial, estimulante e alegre. Como proporciona estímulo mental a ele, muitas vezes é associado à obtenção de sabedoria. O amarelo pode avivar o aposento mais sombrio. Na antiga China, considerava-se o amarelo a cor do riso. O amarelo está relacionado com o elemento terra.
Sempre se considerou o amarelo como uma cor mentalmente estimulante, fazendo com que ele seja útil em áreas de estudos, ou em atividades criativas. Não exagere, porem, já que, em demasia, essa cor pode provocar dores de cabeça. O amarelo anima a atmosfera de u aposento e faz com que as pessoas se sintam felizes e divertidas, sendo, desse modo, uma boa escolha para aposentos destinados a entretenimento.

DOURADO
Palavras-chave: dignidade, dinheiro.
Na China imperial, só o imperador e seus parentes mais próximos tinham permissão para usar mantos dourados. Por isso, ainda hoje se acredita que o dourado atrai honra e sucesso. O dourado é positivo e otimista, como o amarelo, mas expressa mais dignidade. No Oriente, ele muitas vezes é combinado com o vermelho, ara representar sorte e prosperidade. O dourado está relacionado com o elemento metal.

VERMELHO
Palavras-chave: excitante, energético.
O vermelho é a mais forte das cores. Na natureza, o vermelho não é encontrado com muita freqüência; quando o vemos, ele nos transmite uma mensagem muito forte. Na China, o vermelho sempre foi considerado a cor da felicidade e da prosperidade.
 É uma cor de muito bom augúrio. No Oriente, as noivas ainda usam o vermelho, para atrair sorte do céu. Ovos tingidos de vermelho são distribuídos quando o bebê faz um ano de idade. . O vermelho é inspirador, excitante e dinâmico. Pode nos dar uma enorme confiança.
O vermelho também pode ser a cor a ira. Ele é apaixonado e ardente, e pode criar confusão quando não é usado com sabedoria. O vermelho está relacionado com o elemento fogo.
Deve-se usar o vermelho também nos aposentos que envolvam atividade e excitação. Uma sala de jogos ou uma sala de exercícios são bons exemplos disso. O vermelho aumenta a atividade física e a paixão carnal. Entretanto, pode causar insônia, quando usado no quarto de dormir.

Gostava de vos dar o endereço do blog ou site aonde encontrei  esta informação mas esqueci de registá-lo a quando da cópia. Devem haver vários sites com esse texto de feng-shui.
Também tentei usar as cores das ferramentas do texto mas não ficam bem.

Sempre partilhando
em Ondas de Paz
O P
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 11 de Março de 2012, 12:17
Amiga Fernanda,

Entrei em seu blog e esta muito bem feito. Somente ha um pequeno detalhe que sou obrigado a ressaltar. Reforma intima não é o mesmo que autoajuda. Auto-ajuda são tecnicas que auxiliam o ego a se desenvolver e o fazem viver uma vida mais adaptada ao meio. A auto-ajuda consiste em tecnicas de humanização do espírito.

E reforma intima, que é o tema do tópico, consiste na desvinculação do espirito de seus apegos humanos. Ou seja, é exatamente o oposto. Reforma intima leva a elevação espiritual e não a adaptação humana e é disto que estamos tratando. As diferenças são aparentemente sutis mas trata-se de objetivos opostos, motivo pelo qual a auto-ajuda é amplamente utilizada e marketeada como meio de vencer na vida enquanto a reforma intima é vista pelos que acreditam haver vencido na vida, como algo que so pode trazer prejuizo, além de desconforto e trabalho.

Sobre reforma intima, sugiro esta leitura: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/o-sermao-do-monte/msg47485/#msg47485

Auto-ajuda é a entrega ao EGO e ao MUNDO enquanto reforma intima é a superação do EGO e vencer o MUNDO.

Vença a si mesma e depois ao mundo,
Anton

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 11 de Março de 2012, 12:25
Amiga Oliva,

As suas tres ultimas postagens, apesar de interessantes, nada tem em comum com o tema do topico que é "O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima". Sugiro move-las para tópicos mais adequados. Peça ajuda a qualquer moderador que o fara para voce.

Anton

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 11 de Março de 2012, 13:20
O maior dilema que se vê em quase todos os que acreditam em espíritos, é não saberem discernir entre espírito e carne, entre espírito e corpo, entre espírito e ego, entre o imutável e o mutável. Assim as pessoas, egos, mutáveis pensam que são espíritos...

Depois de aniquilar o ego acaba-se a ignorância, podemos então ver o mundo assim...

Al-' Alawî: Um santo sufi do século XX

O Infinito ou o Mundo do Absoluto que concebemos como estando fora de nós é, ao contrário, universal e existe tanto dentro de nós como fora. Existe apenas Um Mundo, e este é Isto. Aquilo que concebemos como o mundo sensível, o mundo finito do tempo e do espaço, não é senão uma conglomeração de véus que escondem o Mundo Real. Estes véus são os nossos sentidos: os nossos olhos são os véus sobre a Verdadeira Vista, os nossos ouvidos são os véus sobre a Verdadeira Audição, e é assim também com os outros sentidos. Para nos tornarmos cientes da existência do Mundo Real, os véus dos sentidos devem ser removidos… e o que subsiste então do homem? Subsiste um ténue cintilar que lhe surge como a lucidez da sua consciência… Existe uma continuidade perfeita entre este cintilar e a Grande Luz do Mundo Infinito e, assim que esta continuidade for apreendida, a nossa consciência pode emanar (através da meditação) e estender-se como que até ao Infinito e tornar-se Una com Ele, de modo que o homem passa a compreender que o Infinito Apenas é, e que ele, o humanamente consciente, existe apenas como um véu. Compreendido este estado, todas as Luzes da Vida Infinita podem penetrar a alma do sufi, e podem fazê-lo participar na Vida Divina, de forma que ele tem direito de exclamar: “Eu sou Alá”. A invocação do nome Allâh é como que um intermediário que avança e recua entre o cintilar da consciência e os esplendores ofuscantes do Infinito, afirmando a continuidade entre eles e tecendo-os cada vez mais próximos, em comunicação, até que são “unidos em identidade”.
(Martin Lings)
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 11 de Março de 2012, 21:10
Continuando com os nossos antepassados, aqueles que nos deixaram o único método para a união com Deus e para a destruição do ego. A Oração do Coração...

Theophan, o Recluso

Uma tensão vigilante dos músculos

Nós não contradiríamos o significado das instruções dos Santos Padres, se disséssemos: comporte-se como queira, contanto que você aprenda a permanecer diante de Deus com a mente no coração, pois nisto reside a essência da questão.

Entre atividades corporais, entretanto, existem algumas que parecem ir de mãos dadas com a oração interior, e nunca a deixam. Nossa meta deve ser ficar com a atenção no coração, e manter todo o corpo numa tensão vigilante dos músculos, e não permitir que a atenção seja influenciada e dispersa pelas impressões externas dos sentidos.

A oração da mente no coração

Algumas vezes nós oramos usando palavras de orações já compostas; outras vezes a oração nasce diretamente no coração, e de lá se eleva a Deus. Assim foi a prece de Moisés diante do Mar Vermelho. Os Apóstolos se referem a isso nas palavras: “Através da graça, cantando em seu coração ao Senhor”. Explicando esse texto S. João Crisóstomo escreve: “Cante a partir da graça do Espírito, diz Paulo, não simplesmente com os lábios mas com atenção, permanecendo com seu pensamento diante de Deus em seu coração. Pois isto é o que cantar a Deus significa: de outra forma a canção é em vão, e as palavras se esvanecem no ar tênue. Não é um canto para ser mostrado, pois mesmo se você estiver no mercado, você pode dirigir-se a Deus internamente e cantar, sem ser ouvido por ninguém. É bom orar no coração mesmo quando viajando, e ser alçado ao alto.” Somente este tipo de oração é oração real. A prece oral é prece somente na medida em que a mente e o coração também oram.

Esta oração é formada no coração pela graça do Espírito Santo. Aquele que se dirige a Deus e é santificado pelos sacramentos, imediatamente recebe um sentimento para com Deus de dentro de si mesmo, o qual, deste momento em diante, começa a estabelecer as bases em seu coração para a ascensão ao alto. Desde que não sufocado por algo indigno, este sentimento arderá em chamas, na medida do tempo, da perseverança, e do trabalho. Mas se é sufocado por algo indigno, embora o caminho de aproximação e reconciliação com Deus não tenha assim se fechado, este sentimento não mais será dado de uma só vez e gratuitamente. Diante de si estará o suor e o trabalho de busca e de obtenção dele através da oração. Mas ninguém é recusado. Porque todos têm graça, só uma coisa é necessária: dar a esta graça espaço livre para agir. Graça recebe espaço livre na medida em que o ego é esmagado e as paixões desenraizadas. Quanto mais o nosso coração é purificado mais vivo se torna o nosso sentimento em relação a Deus. E quando o coração é totalmente purificado, então esta sensação de calor em direção a Deus pega fogo. Mesmo para aqueles que deixaram por um tempo de experimentar o trabalho da graça, esse calor em direção a Deus reaviva muito antes de se completar uma total purificação das paixões. Ainda é só uma semente ou uma centelha, mas quando é bem cuidada, ela brilha e começa a chama. Ainda não é permanente, pois resplandece e depois se extingue, e sua combustão ainda não é forte. Mas não importa o quão fraca ou brilhantemente queime, essa chama do amor sempre sobe ao Senhor e canta uma canção para ele. A Graça fortalece todas as coisas, porque a graça está sempre presente nos crentes. Aqueles que se comprometem irrevogavelmente com a graça ficarão sob a sua orientação. Ela os molda e os forma de uma maneira conhecida apenas por ela mesma.

O dom do sentimento

Proteja este dom do sentimento, dado a você pela misericórdia de Deus. Como? Primeiro e antes de tudo pela humildade, atribuindo tudo à graça e nada a si mesmo. Tão logo você dê crédito a si mesmo, a graça diminuirá em você; e se você não cair em si, ela cessará de trabalhar completamente. Então haverá muito choro e lamentação. Em segundo lugar, considerando a si mesmo como pó e cinzas habite na graça e não dirija seu coração ou pensamento a nada mais exceto por necessidade. Esteja todo o tempo com o Senhor. Se a chama interna começar a extinguir-se um pouco, imediatamente apresse-se em restaurar sua força. O Senhor está perto. Dirigindo-se a Ele com contrição e temor, você imediatamente receberá Seus dons.

Atraia a mente para o coração

Volte-se para o Senhor, atraindo a atenção da mente para o coração, e chamando por Ele lá. Com a mente firmemente estabelecida no coração, permaneça diante do Senhor com respeito, reverência e devoção. Se cumpríssemos esta pequena regra infalivelmente, então, os desejos e sentimentos apaixonados nunca iriam surgir, nem surgiria qualquer outro pensamento.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 12 de Março de 2012, 09:23



Servindo e partilhando incansavelmente
respeitando  sempre


sempre em Ondas de Paz
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 18 de Março de 2012, 21:47
Demência por Cristo — é um dos feitos espirituais difíceis e inexplicáveis. A palavra "demência" significa loucura. Alguns homens justos que nasceram normais e até muito inteligentes, fingiam-se de dementes por uma grande causa. No decorrer da história a demência provocava reações duplas nas pessoas. Em algumas ela provocava malícia e aversão e então essas pessoas perseguiam os dementes, os agrediam e riam deles. Em outras essa demência fazia as pessoas sentirem simpatia e compaixão involuntárias.

    De acordo com as explicações do venerável Serafim de Sarov, a devoção dos dementes por Cristo exige uma força de espírito especial, e ninguém poderia assumi-la sozinho, sem ser designado por Deus — ou poderia "fracassar" e tornar-se um falso — demente. O cristianismo ocidental contemporâneo não consegue entender e nem valorizar a demência voluntária.

    A expressão "demência por Cristo" foi primeiramente aplicada pelo apóstolo Paulo dizendo: "somos insanos por amor a Cristo." Em sua carta aos Coríntios ele explica que a própria propagação sobre Deus-homem crucificado, aos olhos do povo de todo mundo parece loucura. "A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força Divina... Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria Divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem" (1 Cor. 1:18:21). Os cristãos, na força de sua fé no Deus-homem crucificado, aos olhos dos descrentes são julgados como dementes. Pessoas cegas pela sabedoria terrena, como por exemplo os antigos escriturários, que ousavam afirmar até sobre Jesus Cristo, de que "Ele delirava" (Joã. 10:20)! O pró-consul Festo exclamou em alta voz: "Tu está louco Paulo! O teu muito saber tira-te o juízo!" (Atos 26:24).

    A loucura por amor a Cristo, como aspecto especial de devoção, surgiu em meados do 4º século no Egito, juntamente com a vida monástica. A demência pode ser vista de duas maneiras. Objetivamente — é um chamado de Deus. Os dementes carregam uma missão especial no meio do mundo pecador. Subjetivamente — é uma missão muito difícil: "um caminho estreito" no qual a pessoa se coloca para atingir a perfeição espiritual.

    Por que será que Deus chama alguns justos para viver de maneira tão "humilhante"? Para entender isto, é necessário levar em conta o fato de que a vida da sociedade humana está inteiramente envenenada pelo mal — nela há tanta falsidade, mentira, hipocrisia, avidez, orgulho, astúcia e outros defeitos. Muitas vezes, por virtude pessoal, erudição e nobreza, as pessoas escondem os mais pecaminosos sentimentos e intenções. Elas elogiam com prazer as mínimas e mais insignificantes virtudes, mas detestam o bem autêntico. Um exemplo vivo desse tipo de pessoa, podemos observar nas escritas dos judeus dos tempos de Cristo. Vendo sua incapacidade em aceitar Seus ensinamentos, certa vez o Senhor Jesus Cristo exclamou: "Eu Te bendigo, Pai Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequenos"- i.e. às pessoas simples e modestas" (Mt. 11:25).
    Conforme o que temos conhecimento das Sagradas Escrituras, às vezes o Senhor desmascara a astúcia dos líderes deste mundo com estranhas atitudes e palavras. Servindo a Deus, às vezes até os grandes profetas como : Isaías, Jeremias e Ezequiel se tornavam "loucos por amor a Cristo." Por trás de suas frases como que absurdas e suas ações estranhas escondiam-se a sublime sabedoria e a profecia para o futuro. (Veja por exemplo: Isaias 8:3; Jeremias 13:1-9, 18:1-4, 19:1-4, 20:2-10, 27:2, 38:6; Ezequiel 4:1-15, 5:1-4, 12:2-7, 24:3-5).

    Porém o Senhor ao chamar para a "loucura" não subjuga a vontade da pessoa. Os "loucos" assumiam essa façanha incomum não apenas por obediência, mas por motivo de sua sede por justiça também. A atividade dominadora mais difícil, a qual as pessoas tinham de enfrentar era o orgulho. Muitos santos que superavam com relativa facilidade atividades dominadoras físicas habituais, lutavam contra o orgulho e a vaidade até seu último suspiro. "A vaidade regozija-se a todas virtudes," — dizia o venerável João "Lesstvitchnic."

    Rejeitando o senso comum e diariamente suportando desprezo "os dementes por Cristo" graças a isto cortavam o orgulho pela mais profunda raiz. Entre eles estavam os seguintes santos especialmente conhecidos: André, Procópio de Ustug, o bem-aventurado Basílio, Paraskeva do Mosteiro de Diveyev (Dias de memória: 15 de outubro, 21 de julho e 15 de agosto pelo novo calendário). Não se contentando apenas com habituais privações de bens e da vida familiar, eles renunciavam à principal diferença das pessoas comuns — o habitual uso da razão, e voluntariamente tomavam sobre si a aparência de alguém que não tinha noção das medidas, nem decência, nem sentimento de pudor.

    Demência por amor a Cristo — é uma máscara a qual colocam sobre si aqueles que são chamados especialmente para isso. Sabe-se que em certas situações eles retiravam de si essa máscara diante de certas pessoas, e então deixavam essas pessoas atônitas diante de sua inteligência e talento. Pelágia de Diveyev, a "demente por amor a Cristo," a qual o venerável São Serafim abençoou para esse ascetismo, durante a confissão retornou ao seu estado de demência, e o padre recém ordenado ficou profundamente impressionado com seu poder mental e espiritual. Santo André também era demente por amor a Cristo. Ele retirava a "máscara" quando conversava com seu discípulo Epifânio, o qual mais tarde tornou-se um renomado bispo.

    Todavia no quotidiano, fingindo-se de loucos, os dementes por amor a Cristo eram submetidos a contínuas ofensas e rejeitados por todos. Vivendo na sociedade eram não menos solitários do que aqueles que viviam nos desertos impenetráveis. Renunciando a todo tipo de propriedade, a todo conforto e bens materiais, livres de qualquer apego ao mundano, não possuindo morada definida e expondo-se aos perigos da vida sem abrigo, estes escolhidos por Deus eram como que vindos de outro mundo.

    Diante disso tudo, os escolhidos mantinham sempre o espírito elevado; continuamente elevam os olhos de sua mente e o coração a Deus e incessantemente ardiam em espírito diante Dele. Adquirindo imensa submissão e pureza de espírito, os dementes por Cristo tornavam-se especialmente amados por Deus e recebiam Dele o dom dos milagres e a perspicácia. Eles realizavam às vezes atos humanitários de amor ao próximo os quais eram incompreensíveis a outras pessoas. Não se envergonhando em dizer a verdade a qualquer pessoa, eles através de suas palavras ou atitudes extraordinárias ora acusavam e condenavam os injustos, que geralmente eram poderosos e dominadores, ora alegravam e consolavam os justos e os tementes a Deus. Os dementes por amor a Cristo na maior parte das vezes dirigiam-se aos locais mais depravados da sociedade com o propósito de endireitar e salvar essas pessoas, e conseguiam levar muitos desses desviados para o caminho do bem. Sendo próximos a Deus, eles freqüentemente livravam seus compatriotas de desgraças ameaçadoras e desviavam deles a cólera de Deus.

    Diante de todas dificuldades o ascetismo da "demência" exigia dos santos muita sabedoria, para direcionar sua humilhação à glória de Deus e instruindo o próximo não permitindo confusão devido à aparência imprópria, nada de pecaminoso, nenhuma tentação ou ofensa para os outros.

por (B. Alexander Mileant)
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 19 de Março de 2012, 14:50
Boa Tarde
Vou só deixar uma pequena mensagem com frases do Livro dos Espíritos; logo a seguir vou postar uma frase que li num blog e termino com a sugestão da leitura de um texto de Wagner Borges .

Livro dos Espíritos
QUANDO ALGUÉM SOFRE PELOS OUTROS, PRATICA A CARIDADE: SÃO ESSES OS PRECEITOS DE CRISTO. 726
-Fazei bem aos outros e tereis maior mérito. 720
A verdadeira mortificação é submeter-se a privações no trabalho pelos outros. 721

E Jesus surge diante dos discípulos e traz a sua palavra de vida:”  A PAZ ESTEJA CONOSCO!”
A paz é o grande desafio dos dias de hoje.

Lí um texto de Wagner Borges na net -  sobre o termo assombro.. digno de se ler.

E é verdade, quem pode crescer em contacto com a natureza presenciando seus fenómenos como o nascer e o pôr do sol entre outros, compreende melhor a sua relação com o Criador e a criação.

Anton estive a reler algumas postagens e preciso dizer-lhe que
  concordo quando diz:
A meditação consiste em simplesmente colocar de lado esta mente ou ego, por alguns minutos ao dia (  ) .. monges de alguns mosteiros tibetanos que iniciam a pratica da meditação ainda crianças) e assim, sem esta espessa camada que envolve o EU,
 
Partilhando sempre em ondas de paz
O P

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 30 de Março de 2012, 12:31
 Participantes e visitantes deste debate
   Bons Dias
Anton
se achar por bem aqui deixo mais uma postagem

Porque falamos aqui de algo muito importante que é A reforma Intima e porque felizmente estamos em constante transformação e aprimoramento e na sequencia deste evoluir achei por bem voltar aqui e partilhar esse texto que se encontra em  http://larharmonia.org.br/pdf/txt_ego.pdf  muito esclarecedor e obviamente começo por dizer que na prática do “conhece-te a ti mesmo”, já sugerida nalguns  debates do Fórum Espírita como em certos Sites e Blogs  é no meu humilde ponto de vista pouco entendido precisamente porque esta prática surge ligada  ao  nível de consciência que cada um de nós tem.
A autocrítica precisa da honestidade e esta obviamente do raciocínio fundamentado. Portanto obviamente que tem de se ter em conta os  níveis de vivencia de cada um no fenómeno de auto-burilamento.

Quando Sto. Agostinho   sugere no Livro dos Espíritos que ao fim de cada dia façamos a avaliação do mesmo, ele está precisamente a falar-nos de que é nesse momento que podemos perceber  se nos episódios vividos optamos pelo ego ou pelo self ( eu penso que posso dizer  também  “persona” porque afinal a imagem dos arquétipos funciona como raciocínio fundamentado – citarei  como exemplo O mais perfeito de todos -  Jesus em nós revelado)
O silêncio e a autocritica honesta, como Alguém disse e escreveu em psicografia, é com certeza a grande chave no processo da Reforma Intima.


Segue o texto de que vos falei: talvez seja melhor dividir em dois postes.

Eu ou Ego
Ego1. É o sujeito da ação consciente. Num certo sentido é o primeiro complexo a se formar na consciência, sendo seu centro. Estrutura-se a partir do inconsciente e é, muitas vezes, confundido com o centro organizador e diretor do aparelho psíquico. Conhecer a si mesmo não é conhecer o eu ou ego, que só conhece seus próprios conteúdos, mas, também, aquele centro organizador. O processo de desenvolvimento da personalidade, a individuação, consiste em diferenciar o ego de suas estruturas arquetípicas auxiliares. O ego, o Self (centro organizador da psiquê) e o ego onírico (o eu dos sonhos) são instâncias psíquicas diferentes. O ego se baseia no arquétipo do Si-Mesmo, sendo, de certa forma, seu agente no mundo da consciência.
Desarme do ego2

“Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso, e não te assistimos? Então lhes responderá:
em verdade vos digo que sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.” Mateus, 25:44 e 45.

A palavra salvação, colocada por Allan Kardec, como título do capítulo XV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, merece uma interpretação adequada ao que queremos demonstrar, pois ela tem um sentido mais psicológico que religioso.
Salvar-se não se refere, necessariamente, a uma ameaça externa, nem tampouco a uma atitude para com o semelhante. Não há ameaça grave nem abismo a que o ser humano esteja ameaçado de cair, muito menos um inimigo contra o qual deva se precaver sob pena de perder a Vida. A salvação compreende a adoção de um estado de consciência que disponibilize a mente para a captação do mundo como ele se apresenta, isto é, sem os filtros impeditivos das defesas do ego.
Salvar-se é predispor-se a viver a Vida sentindo suas conseqüências com maturidade e equilíbrio, quaisquer que sejam elas.
A salvação diz respeito a uma mudança de atitude psíquica. Trata-se de estabelecer um estado de espírito que possibilite a apreensão das leis de Deus sem os medos e os receios impregnados nos mecanismos de defesa que normalmente o ser humano adota frente à Vida e perante aquilo que desconhece. O ‘inimigo’, por assim
dizer, é oculto, interno, inconsciente, e age sutilmente nos escaninhos da mente humana. A salvação compreende a necessidade de aprender a lidar com esse inimigo interno, correspondente à sombra pessoal.
Por outro lado, a afirmação de que fora da caridade não há salvação supõe que não existe outro estado possível. É determinante que se aja daquela forma sem a qual não se alcança o que se pretende. Nesse sentido, a caridade não é tão somente uma atitude externa ou um ato isolado. É também um estado de espírito, uma atitude psíquica. Uma predispõe a outra atitude mais elevada.
A caridade é um meio, como uma ponte que nos leva de um lugar a outro, sem os perigos de se cair no abismo. Não se trata de uma atividade externa, como um compromisso social ou uma regra decorrente de um preceito religioso. Pode-se até iniciar-se a compreensão de seu significado pela prática externa, mas isso não
garante alcançar seu sentido real. O exercício da caridade, como de qualquer atividade humana, leva à consolidação de seu sentido oculto. Em paralelo à prática,deverá ocorrer a internalização da mensagem significante, intrínseca à experiência.
Num sentido psicológico, a caridade elimina as projeções, pois me possibilita enxergar o outro naquilo em que ele necessita e não no que desloco de minha personalidade e projeto nele. Doar algo a alguém é desprender-se de si mesmo vendo o outro como ele é. É não projetar sua sombra no outro. Ela, a caridade, leva o indivíduo a sair de si e a perceber o outro no momento evolutivo em que se encontra, permitindo que aquele que a exerce saia dos limites de seu ego e vá na direção do Self próprio e do outro.
Esse deslocamento na direção do outro não se trata apenas de uma ação, mas,principalmente, de um sentimento; um estado de ser interior, de sentido de desprendimento. Esse estado psicológico predispõe o indivíduo à percepção de si mesmo, pois o coloca em contato com a sombra do outro e, conseqüentemente, coma sua própria, face à vontade de prestar auxílio.
Praticar a caridade pode ser apenas estar caridoso, isto é, realizar uma tarefa como outra qualquer. Quando se trata de um estado de espírito, o indivíduo é caridoso, isto é, trata-se de um traço de sua personalidade. Passar de um estado a outro requer, além de outros aspectos, conhecimento de si mesmo. Ser caridoso é entrar em contato com sua essência divina, com o Self , cujo sentido básico é a organização psíquica para o contato com Deus.
Aquele estado favorece o caminho para a dissolução dos complexos enraizados no inconsciente, pois inibe as reações defensivas do ego. Quando se atua caridosamente, de acordo com um sentimento interno, vence-se a barreira que impede a conscientização dos complexos. O sentimento de caridade permite o desarme defensivo do ego e a utilização demasiada das personas, isto é, das máscaras.

continua..

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 30 de Março de 2012, 12:42
continuação do poste anterior Texto retirado de larharmonia.org.br Título Eu ou Ego

A atitude caridosa que atende somente a regras externas atua de modo contrário, ou seja, inflacionando o ego com sentimentos de vaidade e orgulho. Por mais que ajude o outro, a caridade aparente pode funcionar como um disfarce para a satisfação dos desejos de reconhecimento e destaque daquele que a pratica. Por outro lado, ser caridoso para com os demais pode significar uma fuga das próprias questões, de modo a não entrar em contato com sua sombra, evitando curar-se a si mesmo.
O sentimento de caridade, complementado pela ação caridosa, diminui o poder do ego estimulando o processo de desenvolvimento espiritual. Psiquicamente, o indivíduo consegue melhor elaborar seus conteúdos inconscientes bem como aqueles conscientes que impedem a percepção de si mesmo. Esse sentimento
provém do Espírito e se torna consciente com o exercício constante e persistente da ação caridosa.
Somos naturalmente condicionados a atitudes externas de acordo com o senso comum oriundo da educação, da cultura e da convivência, o que nos torna seres de ação movidos pelo coletivo. É possível perceber que, face à existência da individualidade, há motivações singulares, nascidas da essência espiritual de cada
um, porém as tendências coletivas são poderosos guias da Vida do ser humano. O exercício da caridade, bem como o cultivo do sentimento da caridade, conseguem reduzir o efeito dessa tendência natural a viver o coletivo. A caridade inibe as tendências coletivas, arquetípicas, que nos impulsionam para longe de nós mesmos.

Essas tendências não são de todo prejudiciais. Se de um lado, nos distanciam do alcance da nossa realização pessoal, de outro, porém, nos colocam em condições de viver em sociedade.
As relações sociais naturalmente geram tensões, disputas e diferenças, colocando o ser humano em constante embate entre sua individualidade e as exigências do mundo. Ora ele afirma sua individualidade, ora ele busca sua
identidade com o grupo social de que faz parte. O alívio dessas tensões significa o encontro consigo mesmo e a paz com o mundo. A caridade proporciona a necessária identidade com o mundo por trazer consigo a empatia nas relações com o próximo.
Ela permite a identidade com o semelhante de tal forma que o indivíduo se sente uno com o outro, igualando-se a ele na sua necessidade. Psiquicamente diminui as barreiras que provocam tensões e elimina as vaidades do ego, aproximando as pessoas umas das outras.
Estar em paz é garantia para o equilíbrio psíquico, previne os acessos abruptos do inconsciente e inibe as obsessões. Nesse estado, o indivíduo entra em contato com os Bons Espíritos, favorecendo sua motivação para viver. Semelhante estado se alcança com a vivência da caridade. Ela promove o bem estar psíquico preparando a mente para vencer as investidas persistentes dos conflitos oriundos das vidas passadas enraizados no inconsciente. A “fina camada” que separa a vida consciente da inconsciente, onde se encontram as experiências esquecidas da atual encarnação e das vidas anteriores, permite a passagem, para o aprendizado do Espírito, dos
complexos afetivos oriundos de antigas situações dolorosas. Essa influência constante do passado sobre o presente é amenizada pelo sentimento de caridade, que age como um filtro, atenuando os efeitos sobre a vida consciente.
A ação da caridade sobre o próximo é uma terapia fundamentada no amor que atinge principalmente aquele que a executa.

Eu ou ego3
Chamo de eu ou ego a representação do Espírito no mundo externo. Ele é, de um lado, a síntese momentânea da personalidade integral, do outro, uma função que permite a ligação da consciência com os conteúdos conscientes. Através dele o Espírito se realiza, transformando milhões de anos de evolução na efemeridade de
um instante. A existência do ego é fundamental ao Espírito, visto que sua manifestação direta no mundo sem esse intermédio tornar-se-ia impossível dada a natureza de sua essência.
Segundo Jung, o ego é o sujeito da consciência e surge constituído de disposições herdadas e de impressões adquiridas inconscientemente. Jung também considerava o ego um complexo. Creio também que o ego, por representar o Self, também traz um modelo dele oriundo.
É a consciência emprestada ao mundo pelo Espírito, dando-lhe a feição material. Torna-se sua manifestação de identidade ao se apresentar ao mundo.
Mesmo durante o sono, nos estados de coma, na idade infantil, ele está presente, ainda que temporariamente inibido. No sono, face ao entorpecimento do corpo, ele se encontra mais livre dos condicionamentos da matéria carnal. Nos estados de coma, bem como no período de preparação reencarnatória permanece vigilante em face da possibilidade de deixar ou entrar no corpo. Na criança, logo após o nascimento, inicia-se nova fase de agregação de valores, emoções, conhecimentos e experiências para a estruturação de um novo ego.
A formação do eu ou ego é uma exigência evolutiva imprescindível à aquisição das leis de Deus. Sem essa estrutura funcional é impossível a percepção da singularidade do Espírito. É com o ego que o espírito se realiza e apreende as leis de Deus.
A cada nova experiência reencarnatória, quando ainda criança, por força da convivência social, a psiquê vai formando uma identidade pessoal que permite o aparecimento do ego. As fases estabelecidas por Piaget para o desenvolvimento cognitivo, sinalizam para a maturação de estruturas psíquicas, portanto
perispirituais, no processo de aprendizagem. A primeira fase é a sensório- motor, na qual há o predomínio das sensações e imagens e pressupõe a assimilação por repetição dos estímulos ambientais. A segunda fase é a pré-operatória, na qual há o domínio dos símbolos e o desenvolvimento da linguagem e dos sentimentos
interpessoais. A terceira fase é a operatório -concreto na qual há o domínio de classes, de números e o pensamento lógico se estrutura. E, por último, a fase operatório-formal, na qual estrutura-se o pensamento abstrato. Essas fases descrevem de forma lógica como as capacidades latentes  do Espírito, já estruturadas
no perispírito, alcançam a vida consciente, porém se referem necessariamente à formação do eu. Elas não se referem às capacidades do espírito.
Sua estruturação se inicia a cada nova encarnação e desencarnação, visto que, sempre que a realidade externa muda radicalmente, ele se apresenta como recurso do Espírito para o necessário aprendizado.
O corpo faz parte do eu ou ego enquanto este se sentir identificado com aquele.
Por conseguinte o ego se auto-estrutura contraindo-se ou se expandindo. Pode-se afirmar que o corpo é uma extensão da consciência.
Antes de transcender o ego ou mesmo de tentar anulá-lo, devemos pensar em conhecê-lo, estruturá-lo, e, se for o caso, redefini-lo. É equívoco pensar em renúncias e desapego para quem ainda não conseguiu, por motivos diversos, da atual ou de outras encarnações, estruturar adequadamente seu ego.
O ego estabelece o domínio do tempo e do espaço. Por causa dele existe passado, presente e futuro. Não há tempo no domínio do Espírito. Da mesma forma, o ego delimita um espaço. Para o Espírito não há espaço, mas apenas existência.
A entrada no corpo, físico ou perispiritual, desloca a consciência do Espírito para o ego. A matéria atrai o Espírito à semelhança de um imã sobre um metal.
O ego é um portal de acesso à zona consciente e elo de ligação psíquica da matéria com o perispírito. Por ele transitam experiências do campo da consciência, desde aquelas que são captadas diretamente pelos sentidos até as que são devolvidas do inconsciente.
O acesso do ego aos conteúdos do inconsciente gravados no perispírito, bem com às leis de Deus já conquistadas pelo Espírito é automático e não depende da suspensão da consciência, porém nunca é direto, visto que eles são guardados no formato de símbolos conectados emocionalmente. O ego trabalha de forma linear e seqüencial, portanto numa freqüência incompatível à existente no perispírito. O que ocorre é que o acesso nem sempre é desejado, porém a influência dos conteúdos é constante.

 3 NOVAES, Adenáuer. Psicologia do Espírito . 2. ed. Salvador: Fundação Lar Harmonia, 2004, p.99-101.
1 NOVAES, Adenáuer. Mito Pessoal e Destino Humano. Salvador: Fundação Lar Harmonia, 2005,p. 251.
2 NOVAES, Adenáuer. Psicologia do Evangelho. 2. ed. Salvador: Fundação Lar Harmonia, 1999, p.90-93.

Sempre partilhando em Ondas de Paz
O P
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Norizonte da Rosa em 04 de Abril de 2012, 18:44
Começo, de certa forma, a fazer coro com o Amigo Coronel e questionar 'como fazer essa reforma íntima?'!

Me refiro à reforma íntima e não a reforma íntima externa (não deixa de ser uma brincadeira, pois se é intimo tem a ver com interno e não externo,  mas não deixa de ser o que pretendo dizer), ou seja, uma coisa é reprimir um mau sentimento e fazer o oposto que esse sentimento sugere, outra coisa é não ter esse sentimento mau. Ex. posso reprimir um sentimento de egoísmo e ter uma atitude abnegada, mas se o sentimento de egoísmo existe o que na verdade ocorreu é que reprimi esse sentimento e fiz o bem, mas o sentimento continua lá. Fica portanto a dúvida de como extirpar esses sentimentos menos nobres, o que seria a verdadeira reforma íntima!

Exs. gosto de animais e sinto pena quando são maltratados e procuro fazer o que posso para ajudá-los. Esse é um sentimento verdadeiro, pois não é forçado, não tive que vencer um mau sentimento, um defeito, para agir.

Também não tenho a índole de cometer um homicídio, como, parece, existe em muitas pessoas que após o crime parecem não sentir o que cometeram (se isso não for apenas aparência), portanto tenho a esse respeito um ponto a favor, pois não cometeria um crime desses com tanta facilidade como muitos praticam, mas essas qualidades, digamos assim, parecem inerentes a meu ser (talvez um dia, em outra(s) encarnação(s) também tenha praticado graves crimes, mas parece que essas tendências de crimes 'mais graves', parece que deixei para trás.

Os exemplos são pessoais, mas se aplicam à maioria das pessoas, pois muitos gostam de animais e não seriam capazes de cometer grandes crimes, mas todos também temos defeitos e lutamos, ou não, para vencê-los, mas eles existem, estão lá, como extirpá-los, pois refoma íntima não pode ser apenas aparente como eu disse 'reforma íntima externa'.

Abraço a todos!
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 01:09
      Moura    (ref #140)

      Meu amigo, convido-o a refletir comigo

      O querido mano Moura escreveu: Estamos num mundo de provas e expiações, logo somos Espíritos Imperfeitos. Ora, por imperfeito comprendemos que nos falte ainda condições intelecto-morais para nos elevarmos a outros parâmetros, estes mais adiantados.

      Cel: isso significando, evidentemente, q fomos criados já sem condições morais convenientes, isto é, com moral deficiente ou com defeitos morais, é isso? Mas, como assim se, de Deus, q é sabedoria, bondade e justiça, nada pode proceder q seja mau, injusto ou sem inteligência? E se não fomos criados já sem condições morais, onde adquirimos as deficiências morais q apresentamos? Não éramos, de início, perfeitamente iguais, como afirma a doutrina, já q, da justiça divina assim podemos deduzir? E, se somos já criados sem condições morais o q justifica q a Lei de Deus se volte contra nós?! Nos pune por erros morais q cometemos pelo fato de termos condições morais deficientes?!

      Moura: Assim, num exemplo simplório teremos duas pessoas, dois Espíritos encarnados: Um deles, age bem, trabalha para conseguir altear-se nos dois parâmetros acima; o outro não. Este vive a sua existência terrena com diz a letra do samba: Deixando a vida o levar... Assim, não tem escrúpulos em seduzir, em engodar, mentir e até mesmo em roubar ou matar.

      Cel: e porq motivo uns de nós agem bem e, outros, mal? Somos criados diferentes uns dos outros? Ou de onde nascem as desigualdades q todos apresentamos? Nós somos os fazedores dessas desigualdades? Raciocinamos, pesamos as terríveis conseqüências q nos atingirão se agirmos erradamente, e decidimos escolher, de livre vontade, enfrentar o Todo Poderoso e os sofrimentos terríveis decorrentes de nossos erros? Afinal, quem é q podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz?

      Moura: Pergunto: Viverá ele já de aqui, gozando de felicidade? E no amanhã? As repostas que a nossa razão, embasada doutrinariamente nos vão gritar é que na outra existência ele também sofrerá.

      Cel: meu amigo e mano, é verdade, então, q devemos crer q Deus, a Suprema Sabedoria e o Infinito Amor, nos cria tão deficientes e néscios q somente entendemos a linguajem da dor?  Que cria, para esta escola, com toda sua bondade e justiça, um plano de ensinar a evoluir, cujo método mais usado e mais eficiente, sejam sofrimentos torturantes? É, na verdade, isso q a doutrina ensina?!
........................................
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 04:21
      Oliva    (ref #154)

      Oliva Prado colocou: LE/258: É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem.

      Cel: se é verdade q é preciso distinguir o q é obra da vontade de Deus e o q é obra do homem, onde encontraremos, nas religiões e doutrinas, existentes em nosso mundo, as lições de como fazer isso?  Temos sabedoria ou discernimento capazes de fazer essa distinção?     

      Oliva: Porque é de lei de talião ou seja lei de causa e efeito, (assim como fizeste assim sofrerás, repararás, etc) mais propriamente que falamos em provas e expiações do que de um Deus satânico. Deus é Amor,

      Cel: mas permite todos os males e sofrimentos do mundo, pois Ele é o criador de todas as leis do universo!

      Oliva: Eterno, por isso misericordioso verdadeiro; Imutável – por isso amor; Imaterial por isso bom; Todo poderoso por isso o perdão; Soberanamente justo por isso  justo.

      Cel: aqui, infelizmente, a amiga quase queima meus neurônios e descompassa todas as minhas sinapses. Pois porq algo q é eterno é, por isso, misericordioso e verdadeiro? Porq algo q é imutável e imaterial é, por isso, amor e bondade? Porq algo q é todo poderoso é, por isso, o perdão?... 

      Cel: A lei de talião consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da penalidade, isto é, olho por olho, dente por dente, uma retaliação ou desforra. Era, no seu tempo, destinada a amedrontar aqueles q desejavam fazer justiça com as próprias mãos.
      Devemos crer q essa é a justiça daquele q, conforme as religiões, é Infinito Amor e Sabedoria? Devemos acreditar q é a lei do Deus de Amor, q nos impõe cânceres, deformações físicas ou mentais, q podem trazer, a nós mesmos e aos nossos queridos, sofrimentos terríveis e insuportáveis e encarnações sofridas e multiplicadas a se estenderem por milhões de anos?   Essa é a brandura e a mansidão, a bondade e a misericórdia do Todo Poderoso?! Devemos crer q a Infinita Sabedoria só cria seres tão profundamente néscios e ignorantes, q só entendem a linguajem da dor? Que o método mais usado e eficiente criado, pela Infinita Sabedoria q é Deus, para esta escola de ensinar a evoluir (q é, também, uma escola do bem e do mal, pois é nessa escola q aprendemos a nos ligar às mais monstruosas imperfeições) são sofrimentos desesperadores como vemos no mundo?!
........................................................................................
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 06 de Abril de 2012, 11:57
"Oliva: Porque é de lei de talião ou seja lei de causa e efeito, (assim como fizeste assim sofrerás, repararás, etc) mais propriamente que falamos em provas e expiações do que de um Deus satânico. Deus é Amor,

      Cel: mas permite todos os males e sofrimentos do mundo, pois Ele é o criador de todas as leis do universo!"


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-que-e-o-que-se-espera-e-como-se-realiza-a-reforma-intima/165/#ixzz1rFtnl0lw

Separei só este pedacinho do  post do Coronel apenas para tentar dar uma explicação.

O Espiritismo, baseado na moral de Cristo, não aceita a Lei do Talião, "olho por olho e dente por dente", não é bem assim a interpretação.

Jesus falou " Amai vossos inimigos" justamente para contrapor essa Lei.

A Lei da causa efeito, já foi vista e explicada ao Coronel, inúmeras vezes, é uma lei natural onde o Espírito responde pelas suas intenções e atos em sua própria consciência, independente da justiça dos homens, ou seja, quando Espírito no mundo Espiritual, diante da clareza que tem, escolhe como gênero prova passar por determinadas coisas que vão lhe trazer aprendizado através da experiência na matéria. Não é nem tão pouco resgate algum de faltas cometidas e sim oportunidade de aprendizado.

Escolhe apenas o gênero de provas, mas não sabe o que realmente vai acontecer em sua vida terrena. Uma vez encarnado, com o véu do esquecimento, passa a vivenciar aquilo que escolheu, porém a sua visão é turva, mas seu livre arbítrio é inteiramente moral, sucumbirá a prova se não aceitá-la e se revoltar contra a Justiça Divina no plano de vida que traçou no mundo Espiritual.
As provas são colocadas e apresentadas por Deus.

Que fique claro o seguinte, mais uma vez o mesmo exemplo banal.
Causa:
Colocou a mão no fogo
Efeito: Queimadura e dor.
Resultado: Aprendeu que não se deve colocar a mão no fogo. Simples assim, portanto é natural.

Não é castigo de Deus e nem vingança. Foi preciso se queimar para aprender, apenas isso.
Numa próxima reencarnação, não é preciso mais passar por essa prova, porque já aprendeu, o Espírito não retrograda e a evolução é constante.

Precisará repetir a prova se não entender o aprendizado, ou seja, se revoltar por ter queimado o dedo, culpar este ou aquele pela sua dor, utilizar o mesmo fogo para se vingar queimando a mão do outro sabendo a dor que causa, se revoltar contra a Justiça Divina achar que não merecia queimar o dedo, sendo uma prova escolhida por ele mesmo.
Não existe o acaso, passamos pelo o que temos que passar.

Um abç
Hebe

PS: Coronel, não retalhe o meus post comentando frase por frase, vai perder o sentido  e repetirá as mesmas perguntas.



Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Abril de 2012, 13:43
      Oliva Prado colocou: LE/258: É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem.

      Cel: se é verdade q é preciso distinguir o q é obra da vontade de Deus e o q é obra do homem, onde encontraremos, nas religiões e doutrinas, existentes em nosso mundo, as lições de como fazer isso?  Temos sabedoria ou discernimento capazes de fazer essa distinção?     

Amigo Coronel,

Isto ja nos foi explicado ha milenios repetidamente. Pode encontrar a sua resposta nos Gitas, nos Upanishads no Livro dos Preceitos de Ouro, na Biblia e na última versão, encontrada no muito citado, pouco lido e praticamente nada compreendido Livro dos Espiritos que o define em poucas palavras:

Tudo que for ação material, ou seja todo o universo visível é obra de Deus (001, 851). Obras do homem nem ao menos existem uma vez que o homem não é um dos elementos do universo (027), existe apenas como corpo de provas do espirito.  As obras do espírito são os seus sentimentos que tambem podemos denominar de intenções.

Se desejar comentar isto, apenas lhe peço um pequeno favor. Seja tão breve em seu comentario com fui breve na citação, porque a quantidade de palavras apenas dificulta a sua busca pelas respostas que sempre estiveram bem a sua frente.

Do amigo,
Anton

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 18:28
      Norizonte   (ref #151)

      Norizonte citando Hebe:
      Hebe (msg ant): ... O que falo aqui é da intenção, do que vai no intimo de quem faz (caridade). Qualquer ajuda deve ser desinteressada.
      Chico Xavier, Madre Thereza, irmã Dulce  ajudavam, porque tinham dentro deles a vontade de ajudar e não porque alguém disse a eles que deveriam fazer ou que eles teriam algum lucro, seja moral ou material. Não se envaideciam, não alardeavam aos quatro ventos os seus feitos e nem muito menos esperavam o retorno.

      Cel: e, evidentemente, se agiam assim com sinceridade, isto é, não porq quisessem agir assim, mas porq a escola da vida os ensinou a agirem assim, isso, sim,  significa reforma íntima, na qual as ações são desinteressadas. Se as ações são propositadas, pensadas, estudadas, medidas, significa q vêm dum esforço e não da espontaneidade do ser, de sua natureza íntima. E será, apenas, uma ajuda forçada, portanto não espontânea, o q não significa q o íntimo melhorou; significa, tão somente, disciplina, obediência aos preceitos dos mestres e das religiões, pois manifestações exteriores não produzem, é evidente, reforma interior.

      Hebe: A primeira caridade que deve ser feita é  melhorar-se moralmente e depois ao próximo.

      Cel: minha amiga, novamente estamos dizendo <o que> devemos fazer, mas, como sempre, nunca dizemos (como também <não sabe> dizer qualquer religião ou crença popular, baseada em livros ditos sagrados) o <como> fazer. E, assim, todos ficamos esperando o tempo passar, na expectativa de q o tempo nos faça melhorarmos intimamente.
..........................................
      Norizonte: Amiga Hebe, penso exatamente o mesmo. ... acredito, eu dizia, que mesmo a caridade que é feita com objetivo não só de ajuda ao próximo, mas ajudar a nós mesmos (para nossa evolução) e, ainda que não amemos ao próximo com tanta intensidade, é válida.

      Cel: meu amigo Rosa, qualquer ação q façamos, somente em prol de nós mesmos, não passa de egoísmo. É, como vc diz, válida, se se realiza em proveito do próximo, pois significa q estamos atendendo aos ensinamentos deixados pelos Grandes, trabalhando por um melhor relacionamento entre os homens; no entanto, é valida apenas porq beneficia o próximo, pois não nos leva um passo q seja no caminho da evolução espiritual. É, nada mais, q uma ação no sentido de bem-conviver e de bem-sobreviver.

      Norizonte: A prática de fazer o bem, ainda que não se consiga amar ao próximo de coração (quem consegue amar ao próximo de coração realmente?), já é um começo e ainda que motivado ou inspirado pela leitura de uma doutrina, seja ela qual for, mas que aponte para o caminho certo, do fazer o bem.

      Cel: isso q o amigo diz q “já é um começo” que significado tem? Devemos acreditar q a prática de manifestações exteriores, no sentido de beneficiar o próximo, comece a produzir uma reforma íntima? O amor, ou caridade/amor, pode ser ativado por nossos procedimentos exteriores? Será q a repetição de atos q beneficiem o próximo, faz nascer amor no coração?

      Norizonte: É melhor agir fazendo o bem mesmo sem ter intenções tão puras, que se ser indiferente.

      Cel: sim, é melhor, pois, com isso, estaremos seguindo os conselhos dos Maiores, ajudando os demais; mas o intimo continua sendo o q era antes da ação.

      Norizonte: Da mesma forma é melhor resistir à tentação e lutar para não fazer algo errado, ainda que tenhamos vontade de fazer algo errado, que não fazer qualquer esforço para nos corrigirmos.

      Cel: aqui, cabe o mesmo comentário anterior.

      Norizonte: Acredito que a evolução moral ocorre aos poucos, não só com as várias encarnações, mas na própria encarnação em que estamos e cultivar a prática do fazer o bem e nos corrigirmos aos poucos já é uma evolução e a sensação de fazer o bem que não pode nunca ser ruim nos estimula a continuar e a coisa então passa a ser natural.

      Cel: o amigo tem certeza do q diz? Que a prática forçada de fazer atos bons nos estimula até q o amor passe a ser natural? Acredita q todos se emocionam num sentido bom, qdo vêem a expressão feliz daqueles q são ajudados? Quantos, agem “bondosamente” levados pelo receio de q se cumpram as promessas e ameaças das crenças de q, agindo bem, seremos recompensados e de q agindo mal, seremos alvo das conseqüências terríveis das leis de Deus?!

      Norizonte: Amar ao próximo é um problema, até porque sabemos o que podemos esperar do próximo, afinal também somos um 'próximo', sabemos dos nossos defeitos.

      Cel: aí, novamente, aparece o egoísmo, pois esperamos q, se amarmos o próximo, ele também nos ame. O verdadeiro amor não tem endereço determinado, nem pesa as conseqüências, de q sejamos alvo de críticas de q somos tolos por amar alguém q, na opinião geral, não deve ser amado. O verdadeiro amor é incondicional, independe de gratidão ou reconhecimento de Deus ou de quem seja; qualquer condição q seja considerada para sua manifestação o torna apenas um arremedo de amor, uma falsa virtude; ou será uma ação por interesse próprio ou para a aquisição de méritos para o futuro. O verdadeiro amor é aquele q oferece a outra face, q perdoa, aos proprios torturadores e assassinos, seus e de seus queridos, tudo q de maldade fazem. O verdadeiro amor é desconhecido pelos homens; está além de nossa compreensão e capacidade, pois só nasce qdo observamos a totalidade da vida e q chegamos a compreender <o que> e <quem> realmente somos. E, então, percebemos q não somos mais homens!

      Abraços.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 20:08
      Hebe    (ref#159)

      A amiga Hebe (inimiga dos demasiados porquês) nos trouxe um excelente texto, a ser refletido por quem deseja, efetivamente, compreender.

      Hebe colocou: LE/919: Qual o meio mais eficaz para nos melhorarmos nesta vida e resistirmos às solicitações do mal? Resp: Um sábio da antiguidade vos disse:
Conhece-te a ti mesmo.
      “Conhece-te a ti mesmo” assim Sócrates ensinava a seus discípulos. Na linguagem Espírita é a necessidade da reforma íntima. Outra interpretação a ser dada seria perca a ilusão sobre você mesmo.

      Cel: para a sabedoria dos antigos, a última é a interpretação melhor, pois significa a destruição daquilo q traz todas as ilusões aos homens e, consequentemente, todos os dissabores, e a volta ao estado original q perdemos, ilusoriamente, conforme a alegoria da queda do primeiro casal. Acabadas as ilusões, percebemos quem na verdade somos e finda-se a busca do Reino, pois a verdade será conhecida por nós (“... tudo o mais vos virá por acréscimo”).

      Abraços.


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 21:20
      Hebe    (ref #158)

      Hebe (msg ant): LE/258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena? Resp: Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.

      Cel: qual é a razão de se dizer q “nisso consiste nosso livre-arbítrio”, se a escolha de provas não é livre, pois está sempre presa àquilo q já aprendemos no passado? Para a escolha, nós a fazemos aleatoriamente, ou sempre tendo em vista o q já aprendemos, anteriormente, e o q consideramos q ainda temos de aprender? Haverá mesmo uma escolha livre, se todas elas estão presas ao passado e às necessidades q são, também, compreendidas com base no passado?     

      Hebe: Aqui nesta resposta, vemos que não podemos nos lamuriar, ou lamentar nada do que nos acontece na vida terrena, pois tivemos na clareza no mundo espiritual a escolha do tipo de vida e o tipo de pessoas que conviveríamos na vida terrena para o nosso aprimoramento.

      Cel: e, minha amiga, qual a razão de nos lamentarmos se tudo o q fazemos ou pelo q passamos, é escolhido por escolha? Erramos na escolha? Teríamos escolhido aquilo q estava além de nosso alcance realizar? Para vc não pode ser isso pois, por suas palavras acima, escolhemos com a clareza q nos proporciona o mundo espiritual! Ou será q, mesmo com essa clareza, erramos nas escolhas? E, se erramos nas escolhas, o q é q causa esse erro? Nosso desejo de errar?

      Hebe: LE/258 a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo? Resp: Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo.

      Cel: amiga, foi Ele q estabeleceu todas as leis, portanto tanto aquelas q nos proporcionam o bem, qto aquelas q nos proporcionam o q denominamos de mal. Nada está fora dos domínios do Criador. Todos os fenômenos, eventos, pensamentos, decisões, escolhas pertencem ao Criador de <todas> as coisas (“... e sem Ele nada foi criado!”).
 
      Hebe: LE/258 a). cont: ... Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem.

      Cel: é evidente q, pela doutrina, ao dar liberdade de escolher àqueles q ainda são iguais sob todos os aspectos, pois estão em sua primeira encarnação consciente, suas escolhas serão, também, perfeitamente iguais. E aqui cabe uma questão: se as escolhas de início são iguais, qual será a causa da enorme desigualdade q se instala posteriormente? É certo q não nascem por acaso, e q não somos nós mesmos q as colocamos em nós (pois, se éramos iguais, não inocularíamos, em nós mesmos, qualidades ou defeitos desiguais). De onde vêm, ou o q é q desfaz a perfeita igualdade inicial, senão as experiências desiguais pelas quais passamos nesta escola do bem e do mal q é a vida? Haverá resposta alternativa para esta questão?

      Hebe: Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal.

      Cel: é, portanto, pela doutrina, evidente q, ao criar, o Criador nos apresenta duas estradas, a do bem e a do mal; dá-nos habilidades, aptidões, disposições, condições e caminho livre para q sigamos por aquela q escolhermos seguir e, depois, se seguimos pela estrada q não é a Sua preferida (mas q, pela Sua onisciência, sempre, desde antes de nos criar, sabe q por ela seguiremos) nos impõe as terríveis conseqüências da lei de causa e efeito. Será essa a interpretação correta do q estamos falando?

      Hebe: Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito.

      Cel: e, minha amiga Hebe, qual é a razão q nos leva a fazer o mal, se podemos fazer o bem? Só a ignorância faz q alguém, podendo escolher ser feliz, escolha ser infeliz. Ou o desejo de fazer o mal é tão grande e forte q se torna incontrolável? Dentro deste quadro, da ignorância e da ausência de controle, qual é a responsabilidade da pobre criatura, aluna desta faculdade onde se aprende tanto a fazer o bem, qto fazer o mal?

      Amiga, observe q já melhorei; não coloquei um só “porquê”.
      Abraços e ótimo fim de semana para vc e seus queridos.
 
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 21:30
      Hebe    (ref #162)

      Hebe: ... E quais são os atos do espírito? As suas intenções e os seus sentimentos. Nada material, como vemos...

      Cel: perfeito. Só falta nos dizer de onde lhe vêm as intenções e sentimentos, senão das experiências do dia-a-dia da vida. Ou intenções e sentimentos brotam, de repente, de nosso próprio íntimo, sem motivo algum?
............................................

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 21:54
      Oliva     (ref #164)

      Amigos, infelizmente, há muitos q não gostam de perguntas! Esquecem-se de q tudo se aprende através de perguntas q suscitam raciocínio, reflexões e pesquisas, q são estas as motivações q resultam em respostas procuradas. Não existe aprendizado sem o desejo de conhecer as respostas, q são, em geral, motivadas por nosso desejo, curiosidade ou necessidade de aprender.
...................................
      Oliva escreveu: Parece que ficou clara a idéia de provas e expiações.

      Cel: Oliva, me permita dizer q essa idéia não está clara, se com esta palavra a amiga está dizendo “explicada”, pois quem poderá afirmar, sem sombra de dúvida, q do perfeito amor e da perfeita sabedoria, nos vêm tantas dores e lágrimas trazidas pela aplicação da lei de causa e efeito?

      Oliva: LE/993: Não existem pessoas que só têm o instinto do mal e são inacessíveis ao arrependimento? Resp: Já vos disse que o Espírito deve progredir sem parar. Aquele que nesta vida tem apenas o instinto do mal terá o do bem numa outra, e é para isso que renasce muitas vezes, porque é preciso que todos avancem e atinjam o objetivo.

      Cel: e, afinal, qual é a explicação para o fato de alguém ter apenas o instinto do mal? Ele mesmo se fez assim pela própria vontade e liberdade de escolher? Decidiu escolher, depois de avaliar as conseqüências, ser possuidor de instintos maus?!
..............................................

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 06 de Abril de 2012, 22:12
 >:( "Qual a razão" é o mesmo que "por que"  :D :D

      Hebe    (ref #158)

      Hebe (msg ant): LE/258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena? Resp: Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.

      Cel: qual é a razão de se dizer q “nisso consiste nosso livre-arbítrio”, se a escolha de provas não é livre, pois está sempre presa àquilo q já aprendemos no passado? Para a escolha, nós a fazemos aleatoriamente, ou sempre tendo em vista o q já aprendemos, anteriormente, e o q consideramos q ainda temos de aprender? Haverá mesmo uma escolha livre, se todas elas estão presas ao passado e às necessidades q são, também, compreendidas com base no passado?     

      Hebe: Aqui nesta resposta, vemos que não podemos nos lamuriar, ou lamentar nada do que nos acontece na vida terrena, pois tivemos na clareza no mundo espiritual a escolha do tipo de vida e o tipo de pessoas que conviveríamos na vida terrena para o nosso aprimoramento.

      Cel: e, minha amiga, qual a razão de nos lamentarmos se tudo o q fazemos ou pelo q passamos, é escolhido por escolha? Erramos na escolha? Teríamos escolhido aquilo q estava além de nosso alcance realizar? Para vc não pode ser isso pois, por suas palavras acima, escolhemos com a clareza q nos proporciona o mundo espiritual! Ou será q, mesmo com essa clareza, erramos nas escolhas? E, se erramos nas escolhas, o q é q causa esse erro? Nosso desejo de errar?

      Hebe: LE/258 a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo? Resp: Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo.

      Cel: amiga, foi Ele q estabeleceu todas as leis, portanto tanto aquelas q nos proporcionam o bem, qto aquelas q nos proporcionam o q denominamos de mal. Nada está fora dos domínios do Criador. Todos os fenômenos, eventos, pensamentos, decisões, escolhas pertencem ao Criador de <todas> as coisas (“... e sem Ele nada foi criado!”).
 
      Hebe: LE/258 a). cont: ... Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem.

      Cel: é evidente q, pela doutrina, ao dar liberdade de escolher àqueles q ainda são iguais sob todos os aspectos, pois estão em sua primeira encarnação consciente, suas escolhas serão, também, perfeitamente iguais. E aqui cabe uma questão: se as escolhas de início são iguais, qual será a causa da enorme desigualdade q se instala posteriormente? É certo q não nascem por acaso, e q não somos nós mesmos q as colocamos em nós (pois, se éramos iguais, não inocularíamos, em nós mesmos, qualidades ou defeitos desiguais). De onde vêm, ou o q é q desfaz a perfeita igualdade inicial, senão as experiências desiguais pelas quais passamos nesta escola do bem e do mal q é a vida? Haverá resposta alternativa para esta questão?

      Hebe: Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal.

      Cel: é, portanto, pela doutrina, evidente q, ao criar, o Criador nos apresenta duas estradas, a do bem e a do mal; dá-nos habilidades, aptidões, disposições, condições e caminho livre para q sigamos por aquela q escolhermos seguir e, depois, se seguimos pela estrada q não é a Sua preferida (mas q, pela Sua onisciência, sempre, desde antes de nos criar, sabe q por ela seguiremos) nos impõe as terríveis conseqüências da lei de causa e efeito. Será essa a interpretação correta do q estamos falando?

      Hebe: Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito.

      Cel: e, minha amiga Hebe, qual é a razão q nos leva a fazer o mal, se podemos fazer o bem? Só a ignorância faz q alguém, podendo escolher ser feliz, escolha ser infeliz. Ou o desejo de fazer o mal é tão grande e forte q se torna incontrolável? Dentro deste quadro, da ignorância e da ausência de controle, qual é a responsabilidade da pobre criatura, aluna desta faculdade onde se aprende tanto a fazer o bem, qto fazer o mal?

      Amiga, observe q já melhorei; não coloquei um só “porquê”.
      Abraços e ótimo fim de semana para vc e seus queridos.
 

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 06 de Abril de 2012, 22:27
"Oliva: Porque é de lei de talião ou seja lei de causa e efeito, (assim como fizeste assim sofrerás, repararás, etc) mais propriamente que falamos em provas e expiações do que de um Deus satânico. Deus é Amor,

      Cel: mas permite todos os males e sofrimentos do mundo, pois Ele é o criador de todas as leis do universo!"


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-que-e-o-que-se-espera-e-como-se-realiza-a-reforma-intima/165/#ixzz1rFtnl0lw

Separei só este pedacinho do  post do Coronel apenas para tentar dar uma explicação.

O Espiritismo, baseado na moral de Cristo, não aceita a Lei do Talião, "olho por olho e dente por dente", não é bem assim a interpretação.

Jesus falou " Amai vossos inimigos" justamente para contrapor essa Lei.

A Lei da causa efeito, já foi vista e explicada ao Coronel, inúmeras vezes, é uma lei natural onde o Espírito responde pelas suas intenções e atos em sua própria consciência, independente da justiça dos homens, ou seja, quando Espírito no mundo Espiritual, diante da clareza que tem, escolhe como gênero prova passar por determinadas coisas que vão lhe trazer aprendizado através da experiência na matéria. Não é nem tão pouco resgate algum de faltas cometidas e sim oportunidade de aprendizado.

Escolhe apenas o gênero de provas, mas não sabe o que realmente vai acontecer em sua vida terrena. Uma vez encarnado, com o véu do esquecimento, passa a vivenciar aquilo que escolheu, porém a sua visão é turva, mas seu livre arbítrio é inteiramente moral, sucumbirá a prova se não aceitá-la e se revoltar contra a Justiça Divina no plano de vida que traçou no mundo Espiritual.
As provas são colocadas e apresentadas por Deus.

Que fique claro o seguinte, mais uma vez o mesmo exemplo banal.
Causa:
Colocou a mão no fogo
Efeito: Queimadura e dor.
Resultado: Aprendeu que não se deve colocar a mão no fogo. Simples assim, portanto é natural.

Não é castigo de Deus e nem vingança. Foi preciso se queimar para aprender, apenas isso.
Numa próxima reencarnação, não é preciso mais passar por essa prova, porque já aprendeu, o Espírito não retrograda e a evolução é constante.

Precisará repetir a prova se não entender o aprendizado, ou seja, se revoltar por ter queimado o dedo, culpar este ou aquele pela sua dor, utilizar o mesmo fogo para se vingar queimando a mão do outro sabendo a dor que causa, se revoltar contra a Justiça Divina achar que não merecia queimar o dedo, sendo uma prova escolhida por ele mesmo.
Não existe o acaso, passamos pelo o que temos que passar.

Um abç
Hebe

PS: Coronel, não retalhe o meus post comentando frase por frase, vai perder o sentido  e repetirá as mesmas perguntas.




Coronel
Talvez aqui eu te responda alguma coisa, mas é assim que eu entendo.

Um abç
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 22:42
      Hebe    (ref #158)

      Hebe: Não dá para entender e nem saber como fazer a reforma intima sem entender a formação do EGO, ou papel que o espírito assume na prova material, exclusivamente para cumprimentos de provas; portanto o EGO é um instrumento do espírito.

      Cel: o ego é, sim, um instrumento do espírito, uma sua defesa contra o mundo e os outros “eus” ameaçadores ao seu redor; um instrumento q se destina a nos proteger contra todos os dissabores, tendo em vista uma sobrevivência mais prazerosa. Por isso, é extremamente parcial, sempre agindo a nosso favor, levando-nos para alegrias e, no mais das vezes, para tristezas porq impede q vejamos a vida como ela é. Nos enche de interpretações equivocadas q causam todas nossas ilusões e, em conseqüência, todos os nossos sofrimentos. Faz-nos confiar nos atrativos do mundo, q facilmente se desfazem trazendo frustrações e dores.

      Hebe: A grande identificação com o EGO faz com que o Espírito esqueça da sua essência e viva as vicissitudes a partir de uma visão externa.

      Cel: essa é uma explanação perfeita pois, se conhecêssemos nossa essência, quem somos na verdade, não haveria nem ignorância, nem medos e, portanto, nem vicissitudes, nem dores,

      Hebe: Aqui tem um comentário do Espírito Miramez que tomei a liberdade de grifar algumas frases para melhor entendimento: Filosofia Espírita – Vol VI - Questão 258 comentada – Escolha das Provas:
      A razão nos convida a apreciar com profundidade esse assunto de escolha de provas, quando o Espírito está na erraticidade. Temos o livre-arbítrio, mas em uma escala progressiva, e até certo ponto, porque Deus é quem comanda tudo, dentro da Sua autoridade total. O Espírito pode escolher as provas que haverá de enfrentar na Terra, mas, quando passa dos limites, quando a sua usura, o seu orgulho falam mais alto do que as suas necessidades de se educar, a mão de Deus intervém, dando-lhe o que pode suportar e que lhe serve de aprendizado.

      Cel: minha amiga, qual será a causa q transforma em usurários, orgulhosos, desejosos de passar dos limites q podem suportar, espíritos q não eram assim? Onde está a clareza do mundo espiritual, citada por vc, q lhes permite escolher as provas com base naquilo q já aprendeu e naquilo q ainda necessita aprender?

      Hebe: É, pois, engenhosa essa escolha; nem sempre a alma pode escolher o que quer, porque por vezes não sabe optar pelo que realmente lhe convém.

      Cel: logo, se não sabem escolher, nenhuma responsabilidade lhes cabe por errar e não se encontra justificativa para a imposição da lei de retribuição. E, se não sabem optar pelo q mais lhes convém, a prova não será resultante de seu livre-arbítrio, pois lhe será imposta por alguém, Deus ou um seu preposto. Então nenhuma responsabilidade lhe cabe, pois a escolha não é sua.

      Hebe: Vou continuar, porque ou temos Fé em Deus ou vamos brigar contra o universo.

      Cel: a isto nenhum comentário posso colocar, pois, por falha minha, não entendi o q a amiga quis  dizer.
.................................................


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 06 de Abril de 2012, 22:50
Coronel,
Você fala sempre em culpa e castigo, e não é isso, quanto mais apegado a personalidade e ao entendimento do mundo sob o aspecto exclusivamente material, maior o sofrimento do Espírito encarnado, pois se deixa arrastar pelo EGO, papel que assume na vida material e não compreende as vicissitudes por que tem que passar.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 06 de Abril de 2012, 23:19
      Oliva    (ref #173)

      Oliva: LE/726: Quando alguém sofre pelos outros, pratica a caridade: são esses os preceitos de Cristo. LE/720: Fazei o bem aos outros e tereis maior mérito. LE/721: A verdadeira mortificação é submeter-se a privações no trabalho pelos outros.

      Cel: a LE/726 contém, de fato, uma verdade, pois aquele q, <sinceramente>, sofre pelo próximo, não se esforça para isso, pois o faz espontaneamente e não por força da vontade de fazer. Em seu íntimo está sendo ou já foi desfeito o egoísmo, fato q o torna solidário aos demais e lhe desperta o verdadeiro amor e o desejo de ajudar. Esse sofrer pelos outros faz parte de sua natureza íntima; não o faz para atender a preceitos ou recomendações, nem busca méritos.
      Qto à LE/720, nela há, no mínimo, uma estranheza pois, se fazemos o bem visando a conquista de méritos, o egoísmo está presente, pois buscamos recompensa futura. O amor é incondicional e não mede o que faz, nem a quem faz, nem as conseqüências do q faz. O mais é arremedo de amor.
      Qto à LE/721, se a palavra “mortificação” tem, aí, o sentido de “sacrifício”, essa é também uma verdade desde q seja espontânea a ação. Se forçada, não significa um íntimo reformado e cheio de amor. Pode ser, apenas, busca de méritos, de reconhecimento, de gratidão, de interesse por uma imagem melhor frente aos semelhantes.
.................................................




Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 06 de Abril de 2012, 23:54
Hebe: "Você fala sempre em culpa e castigo, e não é isso, quanto mais apegado a personalidade e ao entendimento do mundo sob o aspecto exclusivamente material, maior o sofrimento do Espírito encarnado, pois se deixa arrastar pelo EGO, papel que assume na vida material e não compreende as vicissitudes por que tem que passar."


Enquanto não abandonarmos por completo toda a identificação com esse pequeno eu-personalidade, que imagina a sua vida entre o nascimento e a morte, não acabam as ilusões nem os sofrimentos e misérias.

Enquanto houver qualquer resquício de personalidade nunca saberemos o que realmente somos.

Para se conhecer o imutável, a nossa essência, não pode haver nenhuma identificação com o mutável.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Abril de 2012, 03:30
      Oliva    (ref #148)

      Anton e Oliva, permitam-me entrar na conversa.

      Anton (msg ant): Não existe altruísmo se o altruísta o fizer com "satisfação" egoísta e orgulhosa.

      Oliva: vou... perguntar-lhe afinal o que é que nós somos e o que é que estamos a fazer aqui (na Terra, nesta vida) e afinal para que serve o estudo espírita e a Reforma Intima.
      - Quando chegais a compreender a diferença entre o bem e o mal é que tudo se transforma espiritualmente para vós; - e damos um passo em frente rumo ao progresso.

      Cel: será isso, Oliva? Ou será q há transformação espiritual “qdo chegarmos a compreender q o mal precisa ser extirpado”? Compreender a diferença entre um e outro, apenas pode trazer maior facilidade de distingui-los; nada mais! E distingui-los mais facilmente não traz qualquer melhora interior!
      E, minha amiga, certamente o amigo Anton quis dizer, lá no início desta, q não há altruísmo qdo a ação é realizada para busca de satisfação própria pois ele completou com as palavras "se o altruísta o fizer com satisfação egoísta e orgulhosa".

      Oliva: Eu pecador sinto satisfação e orgulho  por compreender arrependimento e passar a esforçar-me por ser educado na minha conduta comigo e com os outros,  acaso isso é mau?

      Cel: de modo algum! O mal está na realização de ações (só aparentemente) altruístas buscando satisfação ou benefício próprio, como um bem-estar passageiro, ou uma sensação de leveza de consciencia, ou de dever cumprido ou a aquisição de méritos para o futuro. Altruísmo é uma das manifestações do amor e este em nada tem interesse senão em se manifestar em benéfico do próximo, sem qualquer interesse pessoal, seja de reconhecimento de Deus ou de quem seja, de gratidão, ou de lucro. O verdadeiro altruísmo é manifestação do verdadeiro amor, e este independe de qualquer condição ou circunstância: não tem endereçamento determinado, nem procura avaliar se o q faz é certo ou errado, se vão considerá-lo tolo ou ingênuo, medroso ou adulador em relação ao beneficiado, ou buscador  de aplausos. Amor é simplesmente amor; altruísmo sincero é simplesmente amor.

      Oliva: Querer ser altruísta porque para chegar a sê-lo precisei compreender egoísmo e orgulho.

      Cel: amiga, precisamos refletir: o amor (como sua manifestação, o altruísmo) não se aprende nem se ensina e nada necessita compreender, senão o q exponho abaixo. O amor é um sentimento natural q brota do coração daqueles q estão abrindo os olhos e compreendendo q a escola da vida, com suas ciências, psicologias, filosofias, religiões e crenças, enfim, o mundo, não tem solução para o sofrimento dos humanos e dos não humanos. Essa é a compreensão necessária para q nasça o amor, compreensão q nem todos têm, porq a escola ainda não os ensinou a terem. Por isso, o Mestre disse: “Quem puder compreender, compreenda!”, pois nem todos têm condições de compreender. Assim, outros sábios afirmaram: “Se você compreende, as coisas são como são! Se você não compreende, as coisas são como são!”.

      Oliva: ... Chico Xavier:  “Todos possuímos algo para dar, seja dinheiro que alivie a penúria, instrução que desterre a ignorância, auxilio que remova a dificuldade, ou remédio que afaste a doença”.

      Cel: percebamos q o médium quer dizer: algo para dar, com a única e pura intenção de aliviar a penúria, acabar com a ignorância, remover dificuldade, afastar a doença.
Se nessa intenção houver o mais leve resquício de busca de satisfação, vaidade ou orgulho de o fazer, aí está ativo o egoísmo, e a intenção não é pura.......

      Oliva:...eu até acho que há quem queira ser caridoso, ou seja, queira  fazer algo em prol dos outros e da sua própria evolução reencarnante  e não consiga porque seus débitos (passado – ontem) podem ser muitos e há quem se queixe, vivo ou morto ou seja deste lado da vida ou do outro.

      Cel: pois esse alguém, se age também com a finalidade de conquistar méritos (em prol de sua evolução), age em proveito de si mesmo e isso é apenas uma manifestação egoísta. É certo q não produtora do mal, mas é ação para proveito de si mesmo. É evidente q, sendo o egoísmo um sentimento adquirido naturalmente, isto é, frente à natureza do mundo ameaçador, estará presente até a morte do cérebro ou até a eliminação do ego, isto é, até q as operações do ego cessem fazendo com q vejamos a vida como ela é, e o q e quem na verdade somos... Então aquela defesa, q é psicológica e criada inconscientemente por nós mesmos, se torna desnecessária e, automaticamente, deixa de existir...
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Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Abril de 2012, 13:56
          Anton    (ref #180)
          Amigo, tudo q coloco abaixo acredito q vc já conheça. Mas, vamos lá.

          Cel: amigo Anton, vc tem razão; não devo estar sendo o bastante claro. Sempre me refiro a q esse conhecimento, q traz discernimento e compreensão, está além das religiões populares, das religiões organizadas conforme escrituras batizadas como sagradas. O amigo sabe q somente o encontramos na dimensão esotérica ou mística das religiões, dimensão q, na realidade, está além dos ensinamentos comunicados aos adeptos. A dimensão mística, não conhecida por muitos, é q tem a resposta do <como> chegar à Verdade; na outra, os homens ficam apenas dando voltas no mesmo lugar na expectativa de q o passar do tempo lhes traga a chave para o Reino.
          Aquele primeiro aspecto das religiões é sua fase “exotérica”, superficial, popular, cheia de crenças diferentes entre si, de ilusões e suposições adquiridas, de vários deuses, de muitos adeptos, de experiências diferentes.
          O segundo aspecto é a fase “esotérica”, não popular, profunda, de uma só concepção, de um só Deus, de poucos “seguidores” e de uma só experiência final e completa, e cuja concordância é universal.
          Comparadas com as da fase exotérica, comum, popular, as concepções da fase esotérica, são completamente diferentes.
          Assim, o cristianismo, o judaísmo, como também o budismo, hinduísmo, bramanismo, islamismo, taoísmo e outras, têm sua fase exotérica, acessível ao povo. Contudo, aqueles que, pela compreensão vão além dessa fase, penetram na fase esotérica, mais profunda, onde reside a essência e se objetiva a busca da verdade/Deus, já agora, hoje.
          As superficiais são as chamadas religiões, disseminadas pelo mundo. As profundas não são religiões, no sentido em que empregamos esta palavra, nem filosofias, nem psicologias. São escolas tradicionais cujo objetivo é a busca de Deus, através da eliminação do ego que, com suas concepções ilusórias, impede o acesso à verdade.
          Como dizem os mestres: “O ego é o véu que encobre a verdade”.
          E dizem mais: “Aquele que se liga a religiões organizadas é imaturo. Ainda está no jardim da infância e dificilmente chegará à graduação universitária”.
          Assim, amigo, entre exotéricas e esotéricas quase não existe ponto de contato, senão no objetivo final da busca da emancipação espiritual. As concepções, o entendimento, os procedimentos, são completamente diferentes.
          Devido às considerações acima, os estudiosos sérios não mais dividem as religiões em cristianismo, judaísmo, budismo etc, mas em exotéricas e esotéricas. A diferença fundamental não está entre as religiões; a diferença não é uma linha que divide verticalmente hindus de muçulmanos, de budistas, de cristãos etc. A linha divisória é horizontal e ocorre apenas uma vez, cortando de um lado a outro todas as religiões históricas. Acima, está o exoterismo, superficial, de muitos seguidores, popular, cheio de crenças, experiências e conceitos diferentes, com deuses de diferentes nomes, e com divisões indicadas pelas diferentes denominações; abaixo da linha horizontal, está o esoterismo, profundo, a essência, de poucos, sem nenhuma divisão, no qual todas as experiências são, em qualquer época e em qualquer lugar, iguais.
       Exotéricas são as religiões históricas, dualistas, populares onde o modo de conhecer é simbólico, dual. Esotéricas são as religiões (escolas de experimentação) monísticas, onde o modo de conhecer não é simbólico, e sim não-dual.

      O amigo me perdoe a prolixidade; não sei ser conciso como vc. Além disso, outros podem estar lendo nossas colocações; assim, me condicionei a, sempre, tentar bem explicá-las.

      Um abraço.
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Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 07 de Abril de 2012, 14:20
      Hebe    (ref #189)

      Hebe escreveu: Coronel, vc fala sempre em culpa e castigo, e não é isso, quanto mais apegado a personalidade e ao entendimento do mundo sob o aspecto exclusivamente material, maior o sofrimento do Espírito encarnado, pois se deixa arrastar pelo EGO, papel que assume na vida material e não compreende as vicissitudes por que tem que passar.

      Cel: amiga Hebe, quem fala, e muitas vezes, em culpas e castigos, leis punitivas (embora ditas educativas), penalidades expiatórias e mundos de expiação, é a DE, em particular o LE. E fala de castigos torturantes q podem trazer multiplicadas encarnações a se estenderem por milhões de anos, e q trazem, ao transgressor da Lei, a certeza de q sofre eternamente. 
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Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 07 de Abril de 2012, 15:31
Não Coronel, você que interpreta desta forma.

O Deus punitivo e vingativo é o Deus de Moisés ou judaico cristão.
Não é essa a interpretação que o espiritismo dá a Deus

Um abç
Hebe
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 07 de Abril de 2012, 17:12
(HD) - Quem Somos Nós ? parte 06 / 12 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTlYaE9JQ3BEZnk0JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbG1mdSM=)


“Tem por certo o seguinte: eu pedi-te que esquecesses todas as coisas, menos o obscuro sentimento do teu ser nu; mas o que eu pretendia desde o início era que esquecesses o sentimento do teu próprio ser em favor do sentimento do ser de Deus. Por isso é que demonstrei, logo à partida, que Deus é o ser do teu ser. Pareceu-me, no entanto, que ainda não serias capaz de te elevar ao sentimento espiritual do ser de Deus, devido à imperfeição das tuas impressões espirituais. Portanto, para que pudesses chegar aí de forma gradual, eu comecei por te sugerir que tratasses de ‘rilhar’ o sentimento cego e nu do teu próprio ser. E devias fazê-lo até que, pela perseverança espiritual nesse trabalho secreto, te tornasses capaz de um elevado sentimento de Deus. De facto, nesta prática, hás-de ter sempre a intenção e o desejo de sentir Deus. Se, pois, no início, eu te pedi que revestisses e envolvesses o sentimento do teu Deus no sentimento de ti mesmo, foi por causa da tua falta de experiência e da tua rudeza de espírito. Mais tarde, porém, quando a perseverança te houver feito progredir na pureza de espírito, hás-de desnudar-te, despojar-te e despir-te por completo do sentimento de ti mesmo, para que, pela graça, te possas revestir do sentimento de Deus”.

(A Nuvem do Não Saber)


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Abril de 2012, 18:34
Convido os foristas que estão conversando neste tópico a passarem tambem pelo tópico Consciencia Cristica, iniciado ha mais de um ano, onde acabei de postar o estudo de mais um pequeno trecho do evangelho:   http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/a-consciencia-cristica/msg266802/#msg266802

É longo, abrange muitas coisas que podem ser novas para alguns e velhas para outros, mas poderá ser muito util a quem o ler e aplicar em seu dia a dia.

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: ZERUELA em 07 de Abril de 2012, 21:32
Nossa pessoal Reforma intima para mim é bem o inverso do que li ai, ninguém muda pensamentos  pois pensamento são consequências de alguma coisa, não são origem, apesar de viver pelos setimentos e pensamentos eles são reflexos do passado de vivencia e memórias, ou seja das ações, então é somente a ação que muda, exatamente a ação agora é que vai plantar em nossa essência a semente da mudança, para que no futuro proximo ou muito longínquo possamos ter outros sentimentos e outros pensamentos, pense bem eu digo para voce não pensar num carro vermelho, é exatamente o que voce vai pensar, pois o pensamento não entende sim e não, não tem controle, não pode-se se iludir, ele é resultado assim como os sentimentos de um núcleo de um SER, então para SER precisa ação e ação significa aprender, aprender significa  Conhecer, Fazer, repetir repetir e então será SER, ai sim o ser começa a reforma, algumas pessoa falam que estão fazendo reforma intima estudando o evangelho, tudo bem o evangelho trará o conhecimento, primeira parte do aprender, mas não adianta nada se não Fazer e repetir e repetir, são processos condicionantes que se transformarão em sentimentos e os pensamentos por consequencia, Ação somente no campo de ação pode começar a reforma interior, somente no exterior para o interior, pense bem a Encarnação e um processo de exterior (materia) para aprendizado para o interior Espírito, lógico não.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 07 de Abril de 2012, 23:10
A reforma íntima não é necessária logo que eu perceba que sou eu que vejo a pessoa e os pensamentos, e que não sou a pessoa nem os pensamentos. Sou o observador, que os observo sem lhes dar importância. Termina a ilusão.

Isto não se percebe com muito aprendizado e em muito tempo, nem é pelo conhecimento do exterior para o interior, nem é pelas memórias, isto percebe-se no silêncio.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: ZERUELA em 07 de Abril de 2012, 23:36
Ola marlenedd

Não consigo ser observado de mim mesmo, isto é impossivel, pois quando começo a observação os pensamentos entram no circuito e traem, eles sempre criam os julgamentos e então ou me protejo ou me martirizo, a unica maneira de ver-se é olhar no espelho (Krishnamurti) o espelho são as relações com as pessoas, mas para isto precisa buscar vencer o orgullho e ser mais humilde para conseguir ver que voce é retrato do outro e do mundo, voce faz parte do mundo como uma peça unica, mas suas dificuldades se mostram quando se relaciona, observar as relações e não julgar, isto é bastante simples mas muito dificil, precisa treino e treino, depois de muitas encarnações alguns conseguem e os outros também vão conseguir, eu nem sei quantos milenios vou levar, mas temos um exercicio que não é tão transcendental assim,
Voce prepara seu ambiente para a analise
Voce pede ajuda espiritual para o momento
Voce pensa no seu dia, somente no dia em curso, pois se voltar mais dá confusão, então analisa aqueles fatos que lhe trouxeram, mágoas, desgostos, ou mesmo boca torcida ou qualquer sentimento de frustação em alguma relação ou atividade
Voce analise os detalhes do ocorrido e busca a causa
O bingo aqui é que voce não pode achar a causa em outro ou fora, a causa precisa estar em voce, senão não dá certo
depois faz proposta de mudar o que fez

Parece simples, é simples mas é dificil, a maioria de nós não esta preparada nem mesmo para um exercicio simples deste, mas no Livro dos espiritos Santos Agostinho dá uma receita semelhante e olha o resultado.
um abraço
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 07 de Abril de 2012, 23:52
O observador não é o observado, por isso não se pode observar a si próprio. O observador é o invisível, que observa o visível. A ilusão aparece quando o observador se identifica com o visível, com o observado.

Depois é difícil desmontar a ilusão de que se é a pessoa, os pensamentos ou as emoções.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Felipa em 08 de Abril de 2012, 02:05
Começo, de certa forma, a fazer coro com o Amigo Coronel e questionar 'como fazer essa reforma íntima?'!

Me refiro à reforma íntima e não a reforma íntima externa (não deixa de ser uma brincadeira, pois se é intimo tem a ver com interno e não externo,  mas não deixa de ser o que pretendo dizer), ou seja, uma coisa é reprimir um mau sentimento e fazer o oposto que esse sentimento sugere, outra coisa é não ter esse sentimento mau. Ex. posso reprimir um sentimento de egoísmo e ter uma atitude abnegada, mas se o sentimento de egoísmo existe o que na verdade ocorreu é que reprimi esse sentimento e fiz o bem, mas o sentimento continua lá. Fica portanto a dúvida de como extirpar esses sentimentos menos nobres, o que seria a verdadeira reforma íntima!

Exs. gosto de animais e sinto pena quando são maltratados e procuro fazer o que posso para ajudá-los. Esse é um sentimento verdadeiro, pois não é forçado, não tive que vencer um mau sentimento, um defeito, para agir.

Também não tenho a índole de cometer um homicídio, como, parece, existe em muitas pessoas que após o crime parecem não sentir o que cometeram (se isso não for apenas aparência), portanto tenho a esse respeito um ponto a favor, pois não cometeria um crime desses com tanta facilidade como muitos praticam, mas essas qualidades, digamos assim, parecem inerentes a meu ser (talvez um dia, em outra(s) encarnação(s) também tenha praticado graves crimes, mas parece que essas tendências de crimes 'mais graves', parece que deixei para trás.

Os exemplos são pessoais, mas se aplicam à maioria das pessoas, pois muitos gostam de animais e não seriam capazes de cometer grandes crimes, mas todos também temos defeitos e lutamos, ou não, para vencê-los, mas eles existem, estão lá, como extirpá-los, pois refoma íntima não pode ser apenas aparente como eu disse 'reforma íntima externa'.

Abraço a todos!

Olá amigo Norizonte da Rosa!


REFORMA ÍNTIMA EM SEIS PERGUNTAS

O que é a Reforma Íntima?
A Reforma Intima é um processo continuo de autoconhecimento, de conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando- nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e fora de si.

Por que a Reforma Íntima?
Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetívamento o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

Para que a Reforma Íntima?
Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das últimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.

Onde fazer a Reforma Íntima?
Primeiramente dentro dós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamento com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

Quando fazer a Reforma Íntima?
O momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso intimo.

Como fazer a Reforma Íntima?
Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é o ingresso numa Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objetivo central é exatamente esse. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual. conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo, porém com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer nossa Reforma íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.
Texto do livro MANUAL PRÁTICO DO ESPÍRITA de Ney Prieto Peres, editora Pensamento.
http://www.ceallankardec.org.br/reforma.htm
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 08 de Abril de 2012, 17:52
      Hebe    (ref #179)

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      “Oliva(msg ant): Porque é de lei de talião ou seja lei de causa e efeito, (assim como fizeste assim sofrerás, repararás, etc) mais propriamente que falamos em provas e expiações do que de um Deus satânico. Deus é Amor...”

      “Cel(msg ant): contudo, é Deus q permite todos os males e sofrimentos do mundo, pois Ele é o criador de todas as leis do universo!"
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      Hebe: Separei só este pedacinho (o pedaço acima) do  post do Coronel apenas para tentar dar uma explicação:
      O Espiritismo, baseado na moral de Cristo, não aceita a Lei do Talião, "olho por olho e dente por dente", não é bem assim a interpretação. Jesus falou: “Amai vossos inimigos" justamente para contrapor essa Lei.
      A Lei da causa efeito, já foi vista e explicada ao Coronel, inúmeras vezes...

      Cel: sem necessidade, minha amiga Hebe; eu a conheço, com minhas 6 décadas de estudo e análise da doutrina.

      Hebe: é uma lei natural onde o Espírito responde pelas suas intenções e atos em sua própria consciência...

      Cel: perdoe, mas não entendi qual significado a amiga dá para “responde pelos atos ‘em’ sua própria consciência”? Se for mais clara, talvez, eu possa entender! E, depois, se é lei de Deus, forçosamente, é uma lei natural, concorda?

      Hebe:... independente da justiça dos homens, ou seja, quando Espírito no mundo Espiritual, diante da clareza que tem, escolhe como gênero prova passar por determinadas coisas que vão lhe trazer aprendizado através da experiência na matéria. Não é nem tão pouco resgate algum de faltas cometidas e sim oportunidade de aprendizado.

      Cel: sim, amiga, embora não seja isso q a codificação diz, consideremos q seja... e, como vc diz, uma oportunidade de aprendizado q será proporcionado de um modo extremamente cruel, a q muitos, não suportando, abandonam a vida com impropérios ao Soberano Amor!

      Hebe: Escolhe apenas o gênero de provas, mas não sabe o que realmente vai acontecer em sua vida terrena. Uma vez encarnado, com o véu do esquecimento, passa a vivenciar aquilo que escolheu, porém a sua visão é turva, mas seu livre arbítrio é inteiramente moral, sucumbirá a prova se não aceitá-la e se revoltar contra a Justiça Divina no plano de vida que traçou no mundo Espiritual.

      Cel: e o q poderá causar sua não aceitação, e sua revolta contra a justiça divina? Todos agimos assim? E se nem todos agimos assim, de onde vem essa desigualdade entre espíritos pois, de início, todos somos perfeitamente iguais. Nós mesmos, q temos a lei gravada em nossa consciência, ao nos defrontarmos com uma escolha entre uma ação boa e uma má, raciocinamos, refletimos, avaliamos as terríveis conseqüências q nos virão, da manifestação do Infinito Amor de Deus (através de cânceres, deformações, fracassos, demência, amputações e uma lista sem fim de sofrimentos torturantes e desesperadores) e, assim mesmo, decidimos escolher enfrentar o Todo Poderoso e submeter-nos às suas terríveis leis, q podem nos trazer multiplicadas encarnações por milhões de anos?! Como se explica q, por ex vc, podendo escolher a solução q não cause danos ao próximo e, em conseqüência, receber em troca felicidade, escolhe a solução má e, em conseqüência, ser extremamente infeliz? Só o dementado, o desesperado ou o totalmente ignorante poderão fazer isso, mas esses não são responsáveis pelo q fazem.

      Hebe: As provas são colocadas e apresentadas por Deus. Que fique claro o seguinte, mais uma vez o mesmo exemplo banal. Causa: Colocou a mão no fogo. Efeito: Queimadura e dor. Resultado: Aprendeu que não se deve colocar a mão no fogo. Simples assim, portanto é natural. Não é castigo de Deus e nem vingança. Foi preciso se queimar para aprender, apenas isso. Numa próxima reencarnação, não é preciso mais passar por essa prova, porque já aprendeu, o Espírito não retrograda e a evolução é constante.

      Cel: então, para a amiga, a lei do Deus, de Infinito Amor, é de uma frieza total, puramente mecanicista, indiferente, insensível, sem alma, nem mesmo possuidora de qualquer sentimento semelhante aos dos imperfeitos seres humanos (como perdão, justiça, piedade, clemência, compaixão, misericórdia), na qual não existem emoções, nem amor, e em que a misericórdia e a bondade foram absolutamente ignoradas. A idéia é fazer aprender, doa o qto doer, (coisa q, como vc a expõe, não passa de uma lei de dente por dente, olho por olho pois, "se fez sofre". Devemos acreditar q a Infinita Sabedoria somente sabe criar seres q só entendem a linguajem da dor!! É isso? Devemos, então, crer que a Infinita Sabedoria, também, só sabe criar, para esta escola, do bem e do mal, um processo de ensinar a evoluir cujo método mais utilizado e mais eficiente são sofrimentos, desgraças e tragédias?! Será, apenas, interpretação sua, ou será essa a bela idéia acerca do q, pela doutrina, seja Deus!! Não é uma visão muito mesquinha?

      Como dizem os mestres: “não ponha outra cabeça acima da sua; use sua inteligência, seu raciocínio, seu discernimento...!”, e a DE: “... estude outras doutrinas, compare e escolha a sua!”.

      Hebe: PS: Coronel, não retalhe o meus post comentando frase por frase, vai perder o sentido  e repetirá as mesmas perguntas.

      Cel: minha amiga, infelizmente, e para q eu mesmo entenda melhor, o q esta no post, é meu modo de fazer: comentar conceito por conceito; no entanto, perceba q o sentido original não é (pelo menos no meu entendimento) perdido. Outras vezes retalho mensagens, exatamente, para q, com meus comentários, não vá além do tamanho permitido pelo FE; mas, mesmo q retalhe, o post original continuara inteiro na msg de quem o colocou, concorda?
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Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 08 de Abril de 2012, 19:03
  Boa tarde amigos foristas e Bom Domingo

Confesso que hoje estou um pouco lenta para grandes raciocínios e por isso vou ser breve respondendo a si Coronel, respondo-lhe porque eu própria descubro a cada passo que o Livro dos Espíritos tem resposta para nossas questões. Está tudo lá.
Para completar aquela postagem que comentou e que tive alguma dificuldade em postar tem sua complementaridade nos seguintes textos que passo a citar.

1003 A duração dos sofrimentos para um culpado, numa vida futura, é sem regras ou segue uma lei?
Deus não age por capricho, e tudo no universo é regido por leis que revelam sua sabedoria e bondade.
1004 O que determina a duração dos sofrimentos para o culpado?– O tempo necessário ao seu melhoramento. A condição de sofrimento ou felicidade, sendo proporcional ao grau de depuração do Espírito, faz com que a duração e a natureza dos sofrimentos dependam do tempo que leva para se melhorar.

1009 Desse modo, os sofrimentos impostos nunca serão por toda a eternidade? – Interrogai o bom senso, a razão, e perguntai-vos se uma condenação perpétua por causa de alguns momentos de erro não seria a negação da bondade de Deus. O que é, de fato, a duração da vida, mesmo de cem anos, em relação à eternidade? Eternidade! Compreendei bem essa palavra? Sofrimentos, torturas sem fim, sem esperança, por algumas faltas! Vossa razão não rejeita uma idéia dessa? É compreensível que os antigos tenham visto no Senhor do universo um Deus terrível, ciumento e vingativo. Em sua ignorância, atribuíam à Divindade as paixões dos homens. Porém, esse não é o Deus que o Cristo nos revelou, que coloca como virtudes primordiais o amor, a caridade, a misericórdia e o esquecimento das ofensas. Poderia Ele próprio não ter as qualidades das quais faz um dever? Não há contradição em atribuir ao Criador a bondade infinita e a vingança também infinita? Ensinai, antes de mais nada, que Ele é justo em Sua perfeição e que o homem não compreende Sua justiça. Mas a justiça não exclui a bondade, e Ele não seria bom se condenasse aos mais horríveis e perpétuos sofrimentos a maior parte de suas criaturas. Teria o direito de fazer da justiça uma obrigação para seus filhos, se não lhes tivesse dado os meios de compreendê-la? Aliás, a sublimidade da justiça, unida à bondade, está em fazer com que a duração dos sofrimentos dependa dos esforços que o transgressor faça para se melhorar. Eis a verdade destas palavras: “A cada um segundo suas obras”. Santo Agostinho

(…) É em sentido relativo que se devem interpretar os textos sagrados. Chora, espera, expia e refugia-te no pensamento de um Deus infinitamente bom, absolutamente poderoso e essencialmente justo. Platão

Gravitar para a unidade divina, esta é a meta da humanidade.
Para atingi-la, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência; três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça. Pois bem! Eu vos digo, em verdade, que falseais esses princípios fundamentais, comprometendo a idéia de Deus ao exagerar uma severidade que Ele não tem. Vós a comprometeis mais ainda incutindo no espírito da criatura a idéia de que ela mesmo possui mais clemência, bondade, amor e verdadeira justiça do que o Criador. Vós destruís até mesmo a idéia de inferno ao torná-lo ridículo e inadmissível às vossas crenças, como é para vossos corações o horrendo espetáculo das execuções, fogueiras e torturas da Idade Média! Mas, como? Será que agora, quando a era das represálias foi banida pela legislação humana, é que esperais mantê-la viva? Acreditai em mim, irmãos em Deus e em Jesus Cristo, acreditai em mim, ou resignai-vos a deixar morrer em vossas mãos todos os dogmas, em vez de os modificar, ou, então, vivificai-os, abrindo-os às idéias puras que os bons Espíritos derramam neles neste momento.
Quem é, de fato, o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da Criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo humano, pelo Homem-Deus, por Jesus Cristo. Paulo, Apóstolo

A teologia reconhece hoje que a palavra fogo é usada no sentido figurado na Bíblia e deve ser entendida como um estado mental, um fogo moral.
Allan Kardec

Hebe muito boa sua explanção.

Reforma Intima acompanha este,  Ontem – Hoje – amanhã que é a nossa aprendizagem sempre a renovar-se e a perfazer-se com o conhecimento que  podemos adquirir e compreender cada vez melhor.

Muita paz a todos.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Hebe M C em 08 de Abril de 2012, 19:16
      Hebe    (ref #179)

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      “Oliva(msg ant): Porque é de lei de talião ou seja lei de causa e efeito, (assim como fizeste assim sofrerás, repararás, etc) mais propriamente que falamos em provas e expiações do que de um Deus satânico. Deus é Amor...”

      “Cel(msg ant): contudo, é Deus q permite todos os males e sofrimentos do mundo, pois Ele é o criador de todas as leis do universo!"
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      Hebe: Separei só este pedacinho (o pedaço acima) do  post do Coronel apenas para tentar dar uma explicação:
      O Espiritismo, baseado na moral de Cristo, não aceita a Lei do Talião, "olho por olho e dente por dente", não é bem assim a interpretação. Jesus falou: “Amai vossos inimigos" justamente para contrapor essa Lei.
      A Lei da causa efeito, já foi vista e explicada ao Coronel, inúmeras vezes...

      Cel: sem necessidade, minha amiga Hebe; eu a conheço, com minhas 6 décadas de estudo e análise da doutrina.

      Hebe: é uma lei natural onde o Espírito responde pelas suas intenções e atos em sua própria consciência...

      Cel: perdoe, mas não entendi qual significado a amiga dá para “responde pelos atos ‘em’ sua própria consciência”? Se for mais clara, talvez, eu possa entender! E, depois, se é lei de Deus, forçosamente, é uma lei natural, concorda?

      Hebe:... independente da justiça dos homens, ou seja, quando Espírito no mundo Espiritual, diante da clareza que tem, escolhe como gênero prova passar por determinadas coisas que vão lhe trazer aprendizado através da experiência na matéria. Não é nem tão pouco resgate algum de faltas cometidas e sim oportunidade de aprendizado.

      Cel: sim, amiga, embora não seja isso q a codificação diz, consideremos q seja... e, como vc diz, uma oportunidade de aprendizado q será proporcionado de um modo extremamente cruel, a q muitos, não suportando, abandonam a vida com impropérios ao Soberano Amor!

      Hebe: Escolhe apenas o gênero de provas, mas não sabe o que realmente vai acontecer em sua vida terrena. Uma vez encarnado, com o véu do esquecimento, passa a vivenciar aquilo que escolheu, porém a sua visão é turva, mas seu livre arbítrio é inteiramente moral, sucumbirá a prova se não aceitá-la e se revoltar contra a Justiça Divina no plano de vida que traçou no mundo Espiritual.

      Cel: e o q poderá causar sua não aceitação, e sua revolta contra a justiça divina? Todos agimos assim? E se nem todos agimos assim, de onde vem essa desigualdade entre espíritos pois, de início, todos somos perfeitamente iguais. Nós mesmos, q temos a lei gravada em nossa consciência, ao nos defrontarmos com uma escolha entre uma ação boa e uma má, raciocinamos, refletimos, avaliamos as terríveis conseqüências q nos virão, da manifestação do Infinito Amor de Deus (através de cânceres, deformações, fracassos, demência, amputações e uma lista sem fim de sofrimentos torturantes e desesperadores) e, assim mesmo, decidimos escolher enfrentar o Todo Poderoso e submeter-nos às suas terríveis leis, q podem nos trazer multiplicadas encarnações por milhões de anos?! Como se explica q, por ex vc, podendo escolher a solução q não cause danos ao próximo e, em conseqüência, receber em troca felicidade, escolhe a solução má e, em conseqüência, ser extremamente infeliz? Só o dementado, o desesperado ou o totalmente ignorante poderão fazer isso, mas esses não são responsáveis pelo q fazem.

      Hebe: As provas são colocadas e apresentadas por Deus. Que fique claro o seguinte, mais uma vez o mesmo exemplo banal. Causa: Colocou a mão no fogo. Efeito: Queimadura e dor. Resultado: Aprendeu que não se deve colocar a mão no fogo. Simples assim, portanto é natural. Não é castigo de Deus e nem vingança. Foi preciso se queimar para aprender, apenas isso. Numa próxima reencarnação, não é preciso mais passar por essa prova, porque já aprendeu, o Espírito não retrograda e a evolução é constante.

      Cel: então, para a amiga, a lei do Deus, de Infinito Amor, é de uma frieza total, puramente mecanicista, indiferente, insensível, sem alma, nem mesmo possuidora de qualquer sentimento semelhante aos dos imperfeitos seres humanos (como perdão, justiça, piedade, clemência, compaixão, misericórdia), na qual não existem emoções, nem amor, e em que a misericórdia e a bondade foram absolutamente ignoradas. A idéia é fazer aprender, doa o qto doer, (coisa q, como vc a expõe, não passa de uma lei de dente por dente, olho por olho pois, "se fez sofre". Devemos acreditar q a Infinita Sabedoria somente sabe criar seres q só entendem a linguajem da dor!! É isso? Devemos, então, crer que a Infinita Sabedoria, também, só sabe criar, para esta escola, do bem e do mal, um processo de ensinar a evoluir cujo método mais utilizado e mais eficiente são sofrimentos, desgraças e tragédias?! Será, apenas, interpretação sua, ou será essa a bela idéia acerca do q, pela doutrina, seja Deus!! Não é uma visão muito mesquinha?

      Como dizem os mestres: “não ponha outra cabeça acima da sua; use sua inteligência, seu raciocínio, seu discernimento...!”, e a DE: “... estude outras doutrinas, compare e escolha a sua!”.

      Hebe: PS: Coronel, não retalhe o meus post comentando frase por frase, vai perder o sentido  e repetirá as mesmas perguntas.

      Cel: minha amiga, infelizmente, e para q eu mesmo entenda melhor, o q esta no post, é meu modo de fazer: comentar conceito por conceito; no entanto, perceba q o sentido original não é (pelo menos no meu entendimento) perdido. Outras vezes retalho mensagens, exatamente, para q, com meus comentários, não vá além do tamanho permitido pelo FE; mas, mesmo q retalhe, o post original continuara inteiro na msg de quem o colocou, concorda?
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Coronel tudo que eu coloquei está absolutamente de acordo com a DE, e não como você interpreta. Estude a respeito das escolhas das provas.
Não vou entrar nesta sabatina novamente.
Um abç
Hebe
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: filhodobino em 08 de Abril de 2012, 23:54
Amados,
Reforma Intima, é aprender a julgar...

Amados,
O primeiro ato do ministério do Cristo foi o da transformação de agua em vinho nas bodas de Caná...

refletindo...

É durante o processo de fermentação, que os aromas, e o sabor do fruto se agregam à água que já estava lá no suco e que foi extraída da terra pelas raízes e passam a formar um conjunto, que se chama mosto, e depois de filtrado, estará pronto para a maturação e engarrafamento...
Então há água no vinho...

Mas, o que fez então o Cristo de Deus?
Com seu poder magnetizador, fez com que os processos de maturação e envelhecimento se dessem em segundos...
e Para quê?

Ora para servir ao amigo, que festejava seu casamento e o vinho que tinha para a festa acabara, e segundo os costumes da época era imensamente vergonhoso para o noivo...

Atendendo ao desejo de sua mãe, que não queria que seu parente sofresse humilhação, Ela Maria que já sabia a que viera o Cristo e do que era capaz, simplesmente mandou que os serventes obedecessem ao que o Cristo ordenasse...

Há quem critique o ato do Cristo em produzir vinho...
Mas raramente leio algo que elogie o ato do Cristo de impedir que seu amigo e amigo de sua familia carnal passasse pelo vexame de faltar vinho nas bodas de caná...

Precisamos aprender a julgar não é mesmo meus queridos e amados irmãos?
Saúde e Paz!

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/paginas-de-internet-espiritas/estudante-espirita-assertivas-biblicas-e-o-evangelho-segundo-o-espiritismo/105/#ixzz1rUZeP4lq

Amados qual é a verdadeira importância dessa história ser verdadeira ou não?
Essa metáfora ou verdade irrefutável, seja o que for, não nos instiga o psiquismo a pensar, no que é que devemos fazer como o melhor ato para servir?
Ignorar o pedido da mãe, pois bebaragem é contra-indicado...
Ou impedir que o amigo passasse vergonha, pois estava ainda muito ligado aos costumes humanizados?
Ninguém pode dar do que não tem...
Impossível exigir que alguém faça o que não esteja preparado para fazer...
Isso é alteridade... amor ao próximo, como o próximo é... sem tentar ser mais nem menos.
Saúde e Paz!

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 09 de Abril de 2012, 01:04
      Hebe    (ref #205)

      A amiga sabe q, para "efetivamente" compreender, não basta estudar aquilo q foi escrito por outrem; temos de questionar, refletir, raciocinar e chegar a nossas próprias conclusões. Então, sim, compreendemos! Contudo, se simplesmente lemos e aceitamos, em nossa memória só estará arquivado o q nos dizem, mas não nossa compreensão.

      Você afirmou: “tudo que eu coloquei está absolutamente de acordo com a DE, e não como você interpreta. Estude a respeito das escolhas das provas”.

      E lhe digo, também, q não basta, qdo analisamos doutrinas religiosas, estudar sobre determinados temas isoladamente, como “escolha de provas”, “livre-arbítrio”, “sofrimentos”, “leis de Deus” e outros. Temos de estudar tudo isso como um conjunto de dados q se encaixem perfeitamente; é como um quebra-cabeça: se uma pequena peça não se encaixa, o jogo estará errado. Esse é o caso, por exemplo, do estudo de “onisciência e livre-arbítrio”; não se chega a compreensão alguma se são estudados separadamente.

      E, se tudo q a amiga colocou está perfeitamente de acordo com a DE, devemos "mesmo" crer, como coloquei na msg anterior, q a lei do Deus, de Infinito Amor e de Infinita Sabedoria, é de uma frieza total, puramente mecanicista, indiferente, insensível, sem alma, nem mesmo possuidora de qualquer sentimento semelhante aos dos imperfeitos seres humanos (como perdão, justiça, piedade, clemência, compaixão, misericórdia), na qual não existem emoções, nem amor, e em que a misericórdia e a bondade foram absolutamente ignoradas. A idéia é fazer aprender, doa o qto doer, (coisa q, como vc a expõe, não passa de uma lei de dente por dente, olho por olho pois, "se fez, sofre!". Devemos, também, acreditar q a Infinita Sabedoria somente sabe criar seres q só entendem a linguajem da dor!! É isso? Devemos, então, crer, também, que a Infinita Sabedoria só idealiza, para esta escola (do bem e do mal), um processo de ensinar a evoluir cujo método mais utilizado e mais eficiente são sofrimentos, desgraças e tragédias?!

      Não peço q me responda, para não cairmos naquela sabatina; peço apenas q  reflita.

      Um abraço. Fique em Deus.
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Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: ZERUELA em 09 de Abril de 2012, 20:18
Eu vi alguns comentarios sobe um Deus que tem leis mecanicistas e frias e por outra lado sabemos que Deus é justo e misericordioso, mas temos o livre arbitrio para conquistar a misericordia ou a justiça, ou seja, ..... não sairá de lá até que pague o ultimo centil... ou seja se queremos ir pela lei de ação e reação, ok vamos lá, pedras e dores pelo caminho, sem problema vamos aprender bastante, mas se quisermos ir pela lei de amor, muito bom vamos ter menos dores no caminho e vamos aprender também, a escolha é sempre nossa, Deus fica pacientemente esperando e nos ajuda em qualquer escolha, pois as dores que sentimos e sofremos , com certeza para ele é um aprendizado riquissimo para nós, então nós podemos falar de reforma intima, falar e falar, dizer que sou espirita e estudo o evangelho, conheço o espiritismo, mas entendo que existem métodos para a reforma intima que se buscarmos vamos economizar tempo neste processo, a questão é ingerir, introduzir, buscar o aprendizado, e aprender precisa ser de fora para dentro, tal como a encarnação que cria o EGo para as relações e o caminho de fora para dentro, não dá para mudar o intimo sem a ajuda do Ego, ou seja João e Maria são a ponte entre a realidade material, entre a luta neste mundo e nosso intimo.
Paz.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 09 de Abril de 2012, 23:45
      Zeruela   (ref #198)

      Cel: novo companheiro; não li, ainda, todo o texto de sua msg; mas já posso dizer q concordo com vc qto à questão dos pensamentos; ninguém muda pensamentos por querer mudar; por isso Paulo afirmou: “É o Sr q opera em vós o pensar, o querer e o fazer!”.
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Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 10 de Abril de 2012, 20:09
Ditos e feitos dos Padres do Deserto .  John Chryssavgis

Aquilo que pacientemente se chega a praticar é a virtude do silêncio (hesychia). Obtemos auto-conhecimento através da quietude e do silêncio, através da atenção e da vigilância (nepsis). Quando as palavras são abandonadas chega uma nova percepção. O silêncio desperta-nos de uma percepção néscia, de uma visão obscura.

Abade Bessário, no momento da sua morte, disse: “O monge deve ser como o querubim e o serafim: todo olho!”

Abade Poemen disse: “Sê atento interiormente; e sê atento exteriormente.”

O silêncio é o primeiro dever da vida, o primeiro requisito para a sobrevivência no deserto.

Tendo-se retirado para o deserto, Abade Arsénio… ouviu uma voz que lhe disse: “Arsénio, foge; mantém-te silencioso, sempre em oração. Esta é a fonte de uma vida sem pecado.”

O silêncio é também o primeiro dever do amor (agape), o primeiro requisito para a sobrevivência em comunidade.

Abade Poemen disse: “Alguém pode parecer silencioso, mas se no seu coração condena os outros, então balbucia ininterruptamente. E pode haver outro que fale de manhã à noite e, ainda assim, ser uma pessoa verdadeiramente silenciosa no coração. Essa pessoa nada diz que não seja proveitoso.”

O silêncio é uma via de espera, uma via de observação, e uma via de escuta para com aquilo que se passa dentro de nós e à nossa volta. É uma via de interioridade, de paragem e de exploração das profundezas do coração e do centro da vida. É uma via para penetrar o seu interior, para que no fim não fiquemos sem ele. O silêncio nunca é meramente uma cessação de palavras; isso seria uma definição demasiado restritiva e negativa do silêncio. Pelo contrário, ele é a pausa que mantém unidas – na realidade, dá sentido a – todas as palavras, pronunciadas ou não pronunciadas. O silêncio é a cola que une as nossas atitudes às nossas acções. O silêncio é a totalidade, não o vazio; não é uma ausência, mas a consciência de uma presença. Toda a fuga para o deserto pode ser resumida a esta prioridade e prática de silêncio.

A realidade é, obviamente, que tendemos a ser impacientes; tendemos a vaguear; tendemos a interferir no processo. E somos tentados a falar; a quebrar o ensurdecedor silêncio. As palavras são formas de afirmar a nossa existência, de justificar as nossas acções. Falamos de modo a nos desculparmos, em nós e ante os outros; enquanto o silêncio é uma forma de morrer – em nós e na presença de outros. É uma forma de abandonar a vida, sempre no contexto e na esperança de uma nova vida e de ressurreição.


ENTREVISTA: FÍSICO QUÂNTICO AMIT GOSWAMI (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWUtYURZQWV6cnBzIw==)
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 10 de Abril de 2012, 21:09
      Aos companheiros de estudos.

      À amiga Oliva    (ref #204)
 
      Oliva: ... vou ser breve... respondo-lhe porque eu própria descubro a cada passo que o Livro dos Espíritos tem resposta para nossas questões. Está tudo lá.

      Cel: minha amiga Oliva, se está tudo lá, não haverá necessidade de perguntas. Se está tudo lá, ficarei agradecido se vc me responder esta única pergunta (cuja resposta vc diz q está lá; há muitas outras!): “se somos criados perfeitamente iguais, porq nos tornamos tão desiguais?” Não podemos dizer q é pelo mau uso do livre-arbítrio pois, seres, no principio, perfeitamente iguais, terão, no princípio, livres-arbítrios perfeitamente iguais.
        Somente mais uma pergunta de uma estranheza de q me lembro agora: “porq, de espíritos criados perfeitamente iguais, uns, <desde o princípio>, tomam o caminho do bem absoluto, eqto outros, <também desde o princípio>, tomam o caminho do mal absoluto?”.

      Minha querida amiga Oliva, o restante de sua msg, com questões do LE, sinto, sinceramente, não ter percebido o q tem a ver com nossa conversa; sinto muito!
Se vc puder ser um pouquinho mais clara, agradeço.

      Mas vou tb tentar comentar:
      LE/1003 A duração dos sofrimentos para um culpado, numa vida futura, é sem regras ou segue uma lei? Resp:  Deus não age por capricho, e tudo no universo é regido por leis que revelam sua sabedoria e bondade.

      Cel: é evidente, portanto, q nessas leis está incluída aquela q nos leva, a nós mesmos e aos nossos queridos, a terríveis e insuportáveis sofrimentos, cânceres, desgraças, tragédias, lepra, drogas, crimes, fracassos, humilhações, deformações físicas e mentais, enfim, uma lista sem fim de angústias e amarguras desesperadoras, como se a Perfeita Sabedoria somente soubesse criar seres q só entendem a linguajem das dores e lágrimas (e veja q nada q de Deus procede pode ser mau, injusto ou não inteligente! Dentro desta afirmação, de q as criaturas de Deus, não são más, ou injustas, qual é a justificativa para a existência da lei de causa e efeito?). Como se a Suprema Sabedoria e Infinito Amor, somente sabe elaborar, para a escola de espíritos, um processo de ensinar a evoluir, cujo método mais eficiente sejam sofrimentos e mais sofrimentos. Será essa a verdadeira imagem do Criador?

      LE/1004 O que determina a duração dos sofrimentos para o culpado?– O tempo necessário ao seu melhoramento. A condição de sofrimento ou felicidade, sendo proporcional ao grau de depuração do Espírito, faz com que a duração e a natureza dos sofrimentos dependam do tempo que leva para se melhorar.

      Cel: essa resposta traz à tona as desigualdades, pois aí se fala da desigualdade de graus de depuração. De onde se origina essa desigualdade? O q significa “depuração” senão extirpar imperfeições, tornar puro, purificar? E como se torna necessária a depuração de espíritos q, conforme as doutrinas, são criados sem imperfeições? Onde, aqueles q não eram imperfeitos, se encheram até das mais monstruosas imperfeições? (A única resposta q podemos dar a essa pergunta é q os espíritos, nós todos, q não fomos criados com imperfeições, aprendemos a nos ligar até às mais monstruosas imperfeições, na própria escola para onde, obrigatoriamente, somos mandados para aprender a nos libertarmos das imperfeições (e nenhuma tínhamos!)! Devemos crer q nós mesmos nos tornamos imperfeitos porq escolhemos ser imperfeitos? Decidimos enfrentar a terrível lei de causa e efeito, o q significa q decidimos ser infelizes? Quem, podendo praticar o bem e, assim, ser mais feliz, escolhe praticar o mal e, assim, ser mais infeliz? Só podem agir assim os dementados, os desesperados q estão “fora de si” ou os totalmente ignorantes; mas esses não são responsáveis pelo q fazem.

      LE/1004 (continuação: Aliás, a sublimidade da justiça, unida à bondade, está em fazer com que a duração dos sofrimentos dependa dos esforços que o transgressor faça para se melhorar. Eis a verdade destas palavras: “A cada um segundo suas obras”. Santo Agostinho.

      Cel: aqui cabe outra questão: porq uns farão mais esforços do q outros? Somos responsáveis por essa desigualdade no nos esforçarmos, se as desigualdades têm origem nas desiguais missões q o Criador nos dá?

      LE (continuação): Para atingi-la (a unidade divina), três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência; três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça.

      Cel: essa é uma verdade (não totalmente); mas é uma verdade sempre apregoada por todas as religiões e por qualquer seu seguidor. No entanto, todas somente ensinam <o que fazer>, neste caso: “seja justo, encha seu coração de amor!” (qto à ciência, é evidente q não depende de cada um). Contudo, ninguém sabe ensinar o <como fazer> para ser justo ou para encher o coração de amor. Basta querer? Basta dizer: a partir de hoje vou ser justo e vou colocar amor em meu coração, e pronto?! Todos sabemos q não é assim!

      Oliva (LE): ... Quem é, de fato, o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da Criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo humano, pelo Homem-Deus, por Jesus Cristo. Paulo, Apóstolo

      Cel: o espírito é culpado por um <falso> movimento da alma, q o afasta do objetivo da criação?! Como afirmar isso? Será q devemos acreditar q o próprio espírito, por sua livre vontade, tornou <falso> o movimento de sua alma, o próprio movimento de si mesmo? Refletiu, raciocinou, avaliou as terríveis conseqüências q lhe virão se se desviar do caminho do bem e, depois de refletir, decidiu escolher enfrentar o Criador, e sua lei de causa e efeito?! Podendo escolher ser feliz, escolheu ser infeliz?!       
      Se tudo isso é assim como nos ensinam, o quê podemos ver aí? Ignorância ou sabedoria?
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Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 11 de Abril de 2012, 21:02
      Filhodobino    (ref #206)

      Olá, meu xará, voltamos a nos encontrar. Vamos lá.
 
      Filhodobino: Reforma Intima, é aprender a julgar...
   
      Cel: perfeito, meu amigo, pois se vc já sabe julgar, com perfeição, isso significa q vc <já sabe> ir até às mais profundas causas de qualquer acontecimento, problema ou questão, buscando sua solução ou compreensão. O q ocorre é q, em geral, as pessoas não se aprofundam e se contentam em ficar na superfície das questões, assim emitindo julgamentos errados. Assim, qdo uma pessoa cheia de maldade, comete um ato mau, por exemplo, surra urra uma criança ou um animal, dizem: “ele agiu assim, porq é mau, é um mal caráter! Sempre foi assim, desde criança!” e, muitos se satisfazem com essa explicação; não buscam as causas q o levaram a ser mau, a ser um mal caráter. Desse modo podem esta emitindo julgamentos errados. Por isso o sábio conselho: “Não julgueis...!”.
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Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: filhodobino em 12 de Abril de 2012, 00:12
      Filhodobino    (ref #206)

      Olá, meu xará, voltamos a nos encontrar. Vamos lá.
 
      Filhodobino: Reforma Intima, é aprender a julgar...
   
      Cel: perfeito, meu amigo, pois se vc já sabe julgar, com perfeição, isso significa q vc <já sabe> ir até às mais profundas causas de qualquer acontecimento, problema ou questão, buscando sua solução ou compreensão. O q ocorre é q, em geral, as pessoas não se aprofundam e se contentam em ficar na superfície das questões, assim emitindo julgamentos errados. Assim, qdo uma pessoa cheia de maldade, comete um ato mau, por exemplo, surra urra uma criança ou um animal, dizem: “ele agiu assim, porq é mau, é um mal caráter! Sempre foi assim, desde criança!” e, muitos se satisfazem com essa explicação; não buscam as causas q o levaram a ser mau, a ser um mal caráter. Desse modo podem esta emitindo julgamentos errados. Por isso o sábio conselho: “Não julgueis...!”.
.........................................
 

Amigo não complica qualquer de nós sabe perfeitamente julgar o certo e o errado, o bem e o mal, antigo e o novo, o que serve e o inservível, sem aprofundar nas raízes de nada...
É Esta a luz do primeiro dia, que Moisés disse... a do quarto dia, é que fica criando raízes...
Saúde e paz!
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 12 de Abril de 2012, 12:09
Bons Dias 
Anton, Coronel, Hebe, todos os participantes ou visitantes…

Coronel
Vou tentar Responder sua 1ª questão
 Iguais fisicamente, fisiologicamente, iguais no sentido em que somos avaliados pelas mesmas leis do universo de Deus.
Diferentes nos caminhos que podemos seguir, optar.
Por isso uns evoluem mais rápido que outros; mas no fundo  todos teremos a mesma oportunidade de viver todos os aspectos da criação até onde e como nós neste estágios ainda desconhecemos, os que desconhecem porque nada impede de seres mais evoluídos estarem entre nós auxiliando-nos no progresso.
A evolução é feita noutras esferas, não somente aqui.

Coronel
Tentando responder Sua segunda afirmação
   Por que falámos da Lei de Talião.
     Realmente Allan Kardec não usou a palavra Karma porque  ao que parece ela cria essa ideia da lei de Talião. Kardec chamou de Lei de causa e efeito porque nela a ideia de retorno daquilo que fazemos de errado é inteiramente nossa e podemos sempre por nossa vontade modificar as consequências e para isso é que nos tornamos mais conscientes e aprendemos a agir de forma mais sensata. Esse é o objectivo principal do “Conhece-te a ti mesmo” e já agora da reforma intima.
     E abro aqui um parentes para falar de Jesus Cristo segundo uma fonte da net. Texto de Rudolf Steiner – Semana Santa;  é muito interessante precisamente dentro deste nosso debate.  Do qual apenas vou citar:
“A maior batalha é travada no Interior entre o medo e a vontade de educar o eu.”
..precisamente através das parábolas que Jesus ensinava ele reafirma a natureza espiritual do  eu.
“É preciso autenticidade e coragem para enfrentar as adversidade.”
Com Cristo a força interior se intensifica
Nesse texto o autor desmistifica um pouco a passagem de Jesus Cristo na terra, inclusive fala da parábola da figueira seca  com uma inserção histórica muito interessante. Passo a citar:
Com a condenação da figueira, Cristo cessa o antigo dom lunar da consciência visionária, a antiga forma de clarividência na qual predominavam os processos vitais.
Cristo veio para que o ser humano trilhasse o caminho da autoconsciência que o conduzirá à liberdade.
( para lá do culto exterior a vivência integrada do ser que pensa e age em comunhão sem se trair)
Betfagé era uma aldeia cercada pôr figueiras consideradas sagradas por seus moradores. Ali, cultivava-se uma antiga forma de clarividência, ou seja, praticava-se "o sentar-se sob a figueira", uma série de exercícios físicos e meditativos através dos quais se atingia um estado onírico de religação com o mundo espiritual.

   Voltando mais concretamente a suas questões Coronel
Parece-me que grande parte da sua exposição encontra resposta nessa afirmativa – Todo sacrifício pessoal, tendo em vista o bem e sem qualquer  ideia egoísta eleva o homem acima da sua condição material.
No entanto sabemos que algo assim depende precisamente da vontade e dos esforços que cada um faz. Por isso é que tudo é tão negro na sua visão que recai precisamente naquilo que ainda anda de olhos fechados.

 Como o Coronel sabe;  eu também ando em busca de respostas e ensinamentos e aqui no fórum falamos daquilo que aprendemos dentro desta área espirita e espiritual porque a filosofia é espiritualista portanto muito alargada e apesar de todas estas trocas de ideias positivas  a vivência e a pratica das mesmas de que o Coronel tanto fala pela falência das mesmas  é  a resposta óbvia de que estamos num mundo de provas e expiações e que o esforço é de cada um e nem sempre visível porque a reforma é essencialmente interior e visa o futuro que é a nossa viagem imortal.

Jamais afastaremos os hábitos seculares anti-fraternos sem a renovação dos pensamentos. Quando pensamos de maneira altruísta abrigando a paz, a doação, a fraternidade, nosso ser fica impregnado de energias revigorantes, facultando pela persistência destas, a expulsão das idéias e imagens que não sintonizam com o novo estágio de evolução. Ao mesmo tempo, fechamos a porta para idéias
pessimistas, que não conseguem se sobrepor à calma e à confiança embasadas no bom ânimo da fé raciocinada.
Selecionar pensamentos, policiar-se, não é tentar soterrar a todo custo a inferioridade que habita em nós e que aflora muitas vezes ao dia. É entender com naturalidade e com maturidade que a possuímos e envidar esforços para diminuí-la a cada dia, visto ser a evolução fruto de milênios. É não render-se ao comodismo; é o querer dinâmico; o conhecer a si para mudar a si;
fazer luz, modelando o perispírito em formas translúcidas e menos vulneráveis às investidas da dor.
Comecemos cultivando o otimismo, a meditação, o estudo sério e compenetrado, o trabalho edificante e a prece, que isso afasta as idéias deprimentes oriundas da acomodação, das lamentações, da ignorância e da maledicência. Caso não seja acolhido tal procedimento e a invigilância venha a hospedar-se em nossa casa mental como soberana, ditando os velhos códigos do orgulho, egoísmo, ciúme e similares, a mente continuará viciada, incapacitada de impor a si a disciplina preventiva dos traumas, fobias e seqüelas dos quais são férteis o pensar invigilante.
Luiz Gonzaga Pinheiro

Esse texto por exemplo fala-nos de como agir mas nós sabemos que vivendo em comunidade o nosso ser pode  ser obliterado pela vontade circundante que é diferente da nossa  mas  porque temos necessidade de viver como tal  somos vitimados pela mesma só que com consciência do sucedido imunizamo-nos para o pior dentro da nossa capacidade. É como o texto diz  é preciso muito tempo para avançar milímetros; e se falirmos é porque somos humanos pequenos a se arrepender (lembrei-me da musica da Paula Fernandes) e a aprender como se erguer.

Espero ter ajudado
Muita paz a todos






Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: HenriqueSouza em 13 de Abril de 2012, 03:54
Boa noite amigo Coronel, todos nós temos, Deus é misericordioso e nos dá todas as chances e ferramentas necessárias, sei que tenho TODAS AS FERRAMENTAS. Contudo NÃO CONHEÇO todas, afinal estou passando por meu progresso e reforma íntima processo este que deves saber que não é tão simples, caso contrário acredito que ambos não estariamos aqui esclarecendo pontos de vistas sobre os estudos que fazemos.

Só o fato, de saber que nada sei, e que dentro disso estou procurando CONHECER todas as ferramentas, e acredito a cada dia mais nesta misericordia de Deus.

E respondendo a sua pergunta, acredito que já saibas que todos estamos em grau de evoluções diferentes.

Abraços fraternais amigos.

Com amor, conseguimos ultrapassar várias barreiras.

Henrique

      HenriqueSouza       (ref #6)

      Olá, novo amigo, será verdade q temos todas ferramentas? Vc as tem todas? Se tivéssemos porq não as estaríamos usando? Porq uns se acomodariam e outros não?

      Abraço.
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 13 de Abril de 2012, 04:29
      Filhodobino    (ref #213)

      Olá, meu xará, novamente estamos aqui.
 
      Filhodobino escreveu: Reforma Intima, é aprender a julgar...
   
      Cel: perfeito, meu amigo, pois se vc já sabe julgar, com perfeição, isso significa q vc <já sabe> ir até às mais profundas causas de qualquer acontecimento, problema ou questão, buscando sua solução ou compreensão. O q ocorre é q, em geral, as pessoas não se aprofundam e se contentam em ficar na superfície das questões, assim emitindo julgamentos errados. Assim, qdo uma pessoa cheia de maldade, comete um ato mau, por exemplo, surra urra uma criança ou um animal, dizem: “ele agiu assim, porq é mau, é um mau caráter! Sempre foi assim, desde criança!” e, muitos se satisfazem com essa explicação; não buscam as causas q o levaram a ser mau, a ser um mau caráter. Desse modo podem esta emitindo julgamentos errados. Por isso o sábio conselho: “Não julgueis...!”.
.........................................
       Filhodobino: Amigo, não complica; qualquer de nós sabe perfeitamente julgar o certo e o errado, o bem e o mal, antigo e o novo, o que serve e o inservível, sem aprofundar nas raízes de nada...
 
      Cel: meu xará, vc sabe, perfeitamente, q não é assim. Se todos sabemos diferenciar o certo do errado, o q é praticar ou seguir pelo caminho do bem  ou pelo do mal, qual a razão q nos impede de seguirmos pelo caminho bem ou de sempre praticar o certo?

      Outra coisa; o amigo tem certeza de q poderá julgar um semelhante mau, mesmo q não conheça as causas de sua maldade? Seráq nossos juízes tambem são assim?!
..............................
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 13 de Abril de 2012, 12:14
Bons Dias
E muito amor no coração

Amigos eu falei da lei de talião, 9 de Março e agora vejo-me na obrigação de clarificar a questão eu própria me confundi um pouco.
 Ontem tentei explicar-me melhor e hoje vejo que ainda me faltava um pouco mais, então aqui vai.
Lei de causa e efeito; lei que não pune, reajusta; não é parcial, mas justa.
Todos os Espíritos estão submetidos à lei de causa e efeito, cuja regência é exercida conforme o grau de conhecimento e responsabilidade de cada um ao praticar uma ação qualquer. Como a cada ação corresponde uma reação, atuando no bem ou no mal o Espírito não consegue evadir-se da lei, que abrange qualquer fenômeno material ou moral.
Intenção é tudo. Está nas obras da codificação que Deus julga mais a intenção que o fato.

     É por estas questões que sei que estou verde e o fórum  torna-se uma ajuda preciosa no estudo pois leva-me a pesquisar bem aquilo que está na doutrina Espirita, se se está  realmente  interessados nisso.
Mesmo a calhar estou lendo aos poucos via net -  Luiz Gonzaga Pinheiro

Aprendendo sempre….renovando conceitos e ideias…..




Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Norizonte da Rosa em 13 de Abril de 2012, 13:27
Acho que melhor resposta que esta dada por Santo Agostinho não há, mas é remédio que talvez muitos, entre os quais me incluo, não tenham capacidade de tomar:

"Conhecimento de si mesmo
919 Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir aos arrastamentos do mal?

– Um sábio da Antiguidade vos disse: “Conhece-te a ti mesmo”.

919 a Concebemos toda sabedoria desse ensinamento, mas a dificuldade está precisamente em conhecer-se a si mesmo; qual é o meio de conseguir isso?

– Fazei o que eu fazia quando estava na Terra: no fim do dia, interrogava minha consciência, passava em revista o que havia feito e me perguntava se não havia faltado com o dever, se ninguém tinha do que se queixar de mim. Foi assim que consegui me conhecer e ver o que havia reformado em mim. Aquele que, a cada noite, se lembrasse de todas as suas ações do dia e se perguntasse o que fez de bom ou de mau, orando a Deus e ao seu anjo de guarda para esclarecê-lo, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar porque, acreditai em mim, Deus o assistiria. Interrogai-vos sobre essas questões e perguntai o que fizestes e com que objetivo agistes em determinada circunstância, se fizestes qualquer coisa que censuraríeis em outras pessoas, se fizestes uma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai-vos ainda isso: se agradasse a Deus me chamar nesse momento, teria eu, ao entrar no mundo dos Espíritos, onde nada é oculto, o que temer diante de alguém? Examinai o que podeis ter feito contra Deus, depois contra vosso próximo e, por fim, contra vós mesmos. As respostas serão um repouso para vossa consciência ou a indicação de um mal que é preciso curar.

O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do melhoramento individual. Mas, direis, como proceder a esse julgamento? Não se tem a ilusão do amor-próprio que ameniza as faltas e as desculpa? O avaro acredita ser simplesmente econômico e previdente; o orgulhoso acredita somente ter dignidade. Isso não deixa de ser verdade, mas tendes um meio de controle que não pode vos enganar. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, perguntai-vos como a qualificaríeis se fosse feita por outra pessoa; se a censurais nos outros, não poderá ser mais legítima em vós, porque Deus não tem duas medidas para a justiça. Procurai, assim, saber o que os outros pensam, e não negligencieis a opinião dos opositores, porque estes não têm nenhum interesse em dissimular a verdade e, muitas vezes, Deus os coloca ao vosso lado como um espelho, para vos advertir com mais franqueza do que faria um amigo. Que aquele que tem a vontade séria de se melhorar sonde sua consciência, a fim de arrancar de si as más tendências, como arranca as más ervas de seu jardim. Que faça o balanço de sua jornada moral, como o mercador faz a de suas perdas e lucros, e eu vos asseguro que isso resultará em seu benefício. Se puder dizer a si mesmo que seu dia foi bom, pode dormir em paz e esperar sem temor o despertar na outra vida.

Submetei à análise questões claras e precisas e não temeis multiplicá-las: pode-se muito bem dedicar alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias visando a juntar o que vos dê repouso na velhice? Esse repouso não é objeto de todos os vossos desejos, o objetivo que vos faz suportar fadigas e privações momentâneas? Pois bem! O que é esse repouso de alguns dias, perturbado pelas enfermidades do corpo, ao lado daquele que espera o homem de bem? Não vale a pena fazer algum esforço? Sei que muitos dizem que o presente é positivo e o futuro incerto; portanto, eis aí, precisamente, o pensamento de que estamos encarregados de destruir em vós, porque desejamos que compreendais esse futuro de maneira que não possa deixar nenhuma dúvida na vossa alma. Eis por que chamamos inicialmente vossa atenção para os fenômenos que impressionavam os vossos sentidos e depois vos demos as instruções que cada um está encarregado de divulgar. Foi com esse objetivo que ditamos O Livro dos Espíritos.

Santo Agostinho"

Abraço!

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Marlenedd em 13 de Abril de 2012, 14:50
E, falando do mesmo Santo, porque é que ele disse que a única coisa verdadeiramente real que existe é aquilo que permanece imutável?

Como sabemos, o universo inteiro, com homens incluídos, é mutável... não existe verdadeiramente!
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Norizonte da Rosa em 13 de Abril de 2012, 15:57
E, falando do mesmo Santo, porque é que ele disse que a única coisa verdadeiramente real que existe é aquilo que permanece imutável?

Como sabemos, o universo inteiro, com homens incluídos, é mutável... não existe verdadeiramente!

Talvez minha Amiga, essa máxima deveria ser colocada dentro de um contexto em que o próprio Santo a usou. Simplesmente largada assim à queima roupa, podemos chegar à conclusão, que não me parece muito lógica e nem possível atribuir a uma personalidade (que mesmo em vida, já levava fãma de homem de inteligência notável) como Santo Agostinho, que só existe de real Deus.

Interessante que ele mesmo, assumindo que ele tenha querido dizer isso mesmo, que não existia realmente, (segundo a conclusão que leva essa máxima) tenha chegado a essa conclusão.

Então quem não existe realmente pode criar, pensar?! (Só não vale dizer que o que pensamos também não existe - como pensamento é claro - daí não vamos chegar a lugar nenhum e pode dar vontade até de se morrer de inanição, se bem que morte física também pode não existir, não é mesmo?!)

Um abraço!
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 15 de Abril de 2012, 22:39
      Oliva Prado    (ref #214)

      Cel(questões q apresentei na msg anterior): primeira - “se somos criados perfeitamente iguais, porq nos tornamos tão desiguais?”
      Não podemos dizer q é pelo mau uso do livre-arbítrio pois, seres, no principio, perfeitamente iguais, terão, no princípio, livres-arbítrios perfeitamente iguais.
      Segunda: “porq, de espíritos criados perfeitamente iguais, uns, <desde o princípio>, tomam o caminho do bem absoluto, eqto outros, <também desde o princípio>, tomam o caminho do mal absoluto?”.
....................................................
      Oliva: Cel, vou tentar Responder sua 1ª questão
Iguais fisicamente, fisiologicamente, iguais no sentido em que somos avaliados pelas mesmas leis do universo de Deus.
      Cel: minha amiga, neste fórum parto sempre de conceituações da doutrina espírita para, depois, desenvolve-las. Contudo, não consegui saber em q vc se baseou para a resposta acima, pois, na DE, nada existe q a apóie.

      Oliva: (Quais são as faculdades intelectuais).
Diferentes nos caminhos que podemos seguir, optar.

      Cel: amiga Oliva, não a entendi. Se somos, desde o princípio, perfeitamente iguais, inclusive qto às faculdades intelectuais (inteligência, discernimento, compreensão, imaginação, memória, sentimentos, desejos etc), pois conforme a DE e, em face da justiça divina, qualquer desigualdade será parcialidade, os caminhos q seguimos e os nossos livres-arbítrios, evidentemente, serão iguais!

      Oliva: Tentando responder a segunda afirmação: Lei de Talião: ... Kardec chamou de Lei de causa e efeito porque nela a idéia de retorno daquilo que fazemos de errado é inteiramente nossa.

      Cel: amiga, porq é q nós erramos? Devemos acreditar q nós mesmos, pelo livre arbítrio, escolhemos errar? Ou por ignorância das leis de Deus, das coisas do espírito (pois aquele q é sábio não erra) ou porq as circunstâncias/experiências/lições pelas quais passamos na escola da vida (q é nada mais q uma escola do bem e do mal) nos levam a errar? O q é q faz q sejamos bons ou maus? Nós mesmos escolhemos ser maus e, assim, decidimos enfrentar o Todo Poderoso e suportar as terríveis conseqüências da imposição da lei divina de causa e efeito? Devemos acreditar q aquele q não é dementado, q não está desesperado, q não é completamente ignorante e q, portanto, sabe avaliar as terríveis conseqüências q lhe virão com a prática de atos errados, escolherá contrariar as leis divinas, sendo q, assim, estará escolhendo sofrer extremamente, qdo pode escolher ser feliz?!

      Oliva:... e podemos sempre, por nossa vontade, modificar as conseqüências e para isso é que nos tornamos mais conscientes e aprendemos a agir de forma mais sensata.

      Cel: e porq nem todos usamos nossa vontade nesse sentido? Porq as vontades são desiguais levando uns para o amor e outros para a maldade?

      Oliva: Esse é o objectivo principal do “Conhece-te a ti mesmo” e já agora da reforma intima. Apresento um texto da net: Rudolf Steiner – Semana Santa;  “A maior batalha é travada no Interior entre o medo e a vontade de educar o eu”.

      Cel: sua colocação, acima, suscita outra questão: porq temos medo? De onde nasce o medo? Nós mesmos o inoculamos em nós? Não éramos medrosos (ou já éramos desde o ato da criação?) e nos tornamos tão medrosos a ponto de ter medo de educar o “eu”, mesmo sabendo q isso significa progresso espiritual? A vontade de educar o “eu” é tão fraca q o medo a sobrepuja? Todos têm essa vontade igual, ou o medo igual, ou nem todos? Se nem todos, porq uns os têm e outros não? De onde nasce nossa vontade? De nós mesmos, ou das inumeráveis influencias q as tb inumeráveis experiências/lições da escola da vida exercem sobre nós?

      Oliva:... precisamente através das parábolas que Jesus ensinava ele reafirma a natureza espiritual do eu.
“É preciso autenticidade e coragem para enfrentar as adversidades.”

      Cel: minha amiga da terra de Camões, as questões sempre serão as mesmas: <como> fazer o q nos aconselham, no caso, como colocar em nosso íntimo a autenticidade e a coragem para enfrentar as adversidades. Todos, todas as religiões e milhares de textos somente ensinam <o q fazer>: seja autentico, seja corajoso, tenha uma vontade tão firme q faça com q vc afaste o medo e q lhe proporcione condições de educar o “eu” etc. Esses conselhos são repetidos o tempo todo; estamos cansados de lê-los e ouvi-los: faça assim, não seja assim, creia nisso, confie em Deus etc. Mas, perceba q todos e todas as religiões, filosofias, psicologias etc só ensinam <o que fazer>; nunca ensinam o q é “muitíssimo” mais importante: o <como fazer>; e não ensinam porq não sabem pois, se  soubessem estariam ensinando a todos, sem discriminação de crença ou do q seja. 

      Oliva: Com Cristo a força interior se intensifica... Cristo veio para que o ser humano trilhasse o caminho da autoconsciência que o conduzirá à liberdade... Parece-me que grande parte da sua exposição encontra resposta nessa afirmativa: “Todo sacrifício pessoal, tendo em vista o bem e sem qualquer  idéia egoísta, eleva o homem acima da sua condição material”.

      Cel: essas são palavras de Jesus?! Jesus e Paulo, enalteceram sobremaneira o amor, como a maior das virtudes; contudo, nenhum deles disse q é o amor que salva. Jesus mesmo afirmou q o q salva é “conhecer a verdade”!

      Oliva:... No entanto sabemos que algo assim depende precisamente da vontade e dos esforços que cada um faz. Por isso é que tudo é tão negro na sua visão que recai precisamente naquilo que ainda anda de olhos fechados.
      Como o Cel sabe;  eu também ando em busca de respostas e ensinamentos e aqui no fórum falamos daquilo que aprendemos dentro desta área espírita e espiritual porque a filosofia é espiritualista portanto muito alargada e apesar de todas estas trocas de idéias positivas  a vivência e a pratica das mesmas de que o Coronel tanto fala pela falência das mesmas  é  a resposta óbvia de que estamos num mundo de provas e expiações e que o esforço é de cada um e nem sempre visível porque a reforma é essencialmente interior e visa o futuro que é a nossa viagem imortal.

      Cel: amiga Oliva: o q é q causa a necessidade de uma reforma íntima? Já viemos com essa necessidade desde o ato da criação? Se não é da criação q trazemos essa necessidade, de onde a trazemos? Nós mesmos, por nossas obras, escolhemos coloca-la em nós? Escolhemos ter essa necessidade? Corrompemos nosso íntimo, por nossa livre vontade e, agora, temos necessidade de reformá-lo? É isso?

      Oliva: Jamais afastaremos os hábitos seculares anti-fraternos sem a renovação dos pensamentos.

      Cel: amiga, e esses hábitos anti-fraternos, nós os adquirimos por nossa livre vontade, ou nos vêm das experiências q vivemos na escola da vida?

      Oliva: Quando pensamos de maneira altruísta abrigando a paz, a doação, a fraternidade, nosso ser fica impregnado de energias revigorantes...

      Cel: amiga, como sempre e como ocorre com todas as religiões e crenças, sempre nos ensinam <o que fazer>; este texto está “abarrotado” de <o que fazer>: faça a renovação de seus pensamentos, pense de maneira altruísta, ponha paz no seu coração e a transmita a todos, seja fraterno, acredite q isso lhe trará energias revigorantes, expulse as idéias e imagens que não sintonizam com seu novo estágio de evolução; não tenha idéias pessimistas, selecione seus pensamentos, policie-se, seja natural e maduro, não se renda ao comodismo, seja dinâmico  nessa empreitada; muda, faça luz, modele seu espírito; seja otimista, seja sério e compenetrado em seus estudos!! Qto <o que fazer> e nenhum <como fazer>!

      Oliva: Esse texto fala-nos de como agir, mas nós sabemos que vivendo em comunidade o nosso ser pode  ser obliterado pela vontade circundante que é diferente da nossa, mas  porque temos necessidade de viver como tal  somos vitimados pela mesma só que com consciência do sucedido imunizamo-nos para o pior dentro da nossa capacidade. É como o texto diz  é preciso muito tempo para avançar milímetros; e se falirmos é porque somos humanos pequenos a se arrepender e a aprender como se erguer.

      Cel: Oliva, em nenhum momento esse texto ensina o <como fazer>! Se encontrar esse <como fazer>, por favor, nos mostre onde está! De nada adianta saber <o que> devemos fazer, se não sabemos o <como> fazer.
      Não é preciso refletir?




Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 16 de Abril de 2012, 16:20
      Henrique Souza    (ref #215)

      Henrique escreveu: Coronel, todos nós temos, Deus é misericordioso e nos dá todas as chances e ferramentas necessárias, sei que tenho TODAS AS FERRAMENTAS. Contudo NÃO CONHEÇO todas, afinal estou passando por meu progresso e reforma íntima, processo este que deves saber que não é tão simples, caso contrário acredito que ambos não estariamos aqui esclarecendo pontos de vistas sobre os estudos que fazemos.

      Cel: se todos as têm, porq não as usam? Escolheram ser infelizes? É propositadamente q não as usam? E mais uma coisa: porq temos de nos reformar intimamente? Pela criação, éramos todos iguais, sem qualquer necessidade de reforma; depois, nos tornamos gigantescamente desiguais, nos deterioramos intimamente a ponto de ser necessária uma reforma, muitas vezes dolorosa, a se estenderem por multiplicadas encarnações e por até milhões de anos!

      Henrique: Só o fato, de saber que nada sei, e que dentro disso estou procurando CONHECER todas as ferramentas, e acredito a cada dia mais nesta misericórdia de Deus.

      Cel: vc está citando um caso particular: o seu! Uma condição q pode ser a de muitos “religiosos”. Mas, e aqueles q consideram q o q sabem lhes basta? Onde ficaram as ferramentas q Deus lhes deu? As esqueceram e perderam? Será q esses tb estarão procurando conhecer todas as ferramentas e todos acreditam na misericórdia de Deus, se muitos nem crêem em Deus, em suas leis, q existiu em homem chamado Jesus!

      Henrique: E respondendo a sua pergunta, acredito que já saibas que todos estamos em grau de evoluções diferentes.

      Cel: é evidente, pois é isso q vemos no mundo. Mas, o q ninguém e nenhuma religião conseguem explicar é o porq dessa desigualdade entre os homens, q resulta em graus desiguais em sua evolução.

      Henrique: Com amor, conseguimos ultrapassar várias barreiras.

      Cel: sim, com amor; é o q todos dizem! Todos, sem exceção, ensinam <o que fazer> (no caso: tenha amor no em sua natureza, pois o amor suplanta barreiras!), contudo, ninguém e nenhuma religião ou filosofia, sem exceção, consegue ensinar <como fazer> para possuir amor no coração! Pois <como> substituir o desamor, q ainda persiste no coração, por amor?

      Meu novo companheiro, um abraço e uma ótima semana para vc e seus
queridos.
...........................................................


Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 17 de Abril de 2012, 10:40
Anton

… Só para encerrar aquilo que motivou a minha  postagem sobre a lei de talião; concorda com esse raciocínio que passo a citar.

Acão de Deus é como o podar da árvore. Nós somos a árvore. Para alcançar o infinito que desconhecemos ou seja nossa perfeição; Deus e a criação agem direcionando-nos. O esforço é de cada um, a forma como vamos fazê-lo é nossa com os caminhos que escolhemos mas tudo dentro da presciência de Deus. Daí o livre-arbítrio.


Obrigada pela atenção dispensada ao longo desse debate no endereço da minha pessoa. .  Espero conseguir minimizar com o tempo essa tal força chamada ego.
Muita paz a todos
Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Abril de 2012, 10:39
Bons Dias

Estive a ver e a ouvir esse vídeo postado pela Marlenedd da entrevista ao físico Amit Goswami, confesso que só quando se fala no livro Segredo algo disparou dentro de mim já que em tempos fui convidada a ver esse filme que me pareceu um tanto ou quanto desviado na proposta apresentada. Claro que a minha visão espírita me ajudou na clarificação das ideias que me pareceram inaceitáveis já que  o nosso desejo está condicionado pela lei de causa e efeito.
Entretanto vendo esse vídeo percebo que a teoria deste pensador deve ir muito mais além daquilo que alguns tentam trazer ao senso comum. Como todo o conhecimento cada um de nós só pode absorver até aonde sua mente lhe permite.

Eu sempre associei a cura  quântica a essa capacidade que todos temos de nos ligar ao criador á criação ao amor incondicional vivência  do perdão e altruísmo com base numa visão mais amorosa da realidade da vida. E  quando ele falou as palavras mágicas cura pelo amor fez sentido. No entanto além do que ouvi hoje nada mais sei sobre o físico e a sua teoria até porque só fiz o antigo 11 grau unificado.

Penso que para quem estuda o espiritismo a sua ideia fica mais enriquecida  pois sabemos da importância do pensamento em todas as atividades do nosso existir e  ao citar aquele texto de Luiz Gonzaga Pinheiro numa das postagens anteriores  que fiz concluo o raciocínio que faço da aplicação do mesmo. Vivendo em comunidade o nosso ser pode  ser obliterado pela vontade circundante.

Esforçando-me por comunicar em  Ondas de paz
O P

 

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Abril de 2012, 11:15
Coronel, Bom dia

  Com ajuda de tantos que dizem o mesmo também vou repeti-lo:

Nenhuma religião ou corrente filosófica pode levar alguém ao seu caminho se  não quisemos ou estivemos  prontos.

 A busca de cada um é solitária, inteligente e sem nenhum dogma, crença ou castigo.

Use o seu perdão como o presente mais precioso, ele pode reconstruir todas as vidas, as nossas e a dos outros... e nos livra do processo da culpa!

O mais importante de tudo e universalmente aceite: -  Amar, amar muito a tudo e a todos, pois com amor conseguimos transformar o nosso mundo e o mundo de todos.

E esse amar começa normalmente dentro de nós, não precisa ser visto.

Muita paz,
 

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Conforti em 19 de Abril de 2012, 03:21
      Oliva    (ref#225)

      Olá, amiga Oliva, Bom dia.
 
      Oliva escreveu: Nenhuma religião ou corrente filosófica pode levar alguém ao seu caminho se  não quisemos ou estivemos  prontos. A busca de cada um é solitária, inteligente e sem nenhum dogma, crença ou castigo.

      Cel: até aqui, perfeito! Cada um tem de caminhar sobre as próprias pernas. O cérebro impulsiona as pernas, a mente “impulsiona” o cérebro”; mas quem impulsiona a mente? Nós mesmos preparamos a mente para q impulsione o cérebro? Se for assim, qual será o motivo pelo qual nem todos fazemos esse preparo? De onde a mente individual/ego/nós/o eu pessoal recebe os impulsos/elementos/estímulo/motivação q a fazem agir, desigualmente, nos diferentes cérebros?

      Oliva: Use o seu perdão como o presente mais precioso, ele pode reconstruir todas as vidas, as nossas e a dos outros... e nos livra do processo da culpa!

      Cel: aí, também, palavras perfeitas, mas perfeitas apenas para aqueles q sabem “como fazer” para despertar amor no coração; o perdão, em procedimento exterior, da boca para fora, é pseudo-perdão, obediência a recomendações de mestres, de regras éticas das religiões, da moral; nada mais! Esse perdão exterior não leva o “perdoador” um passo q seja na direção de Deus. O perdão/amor é do íntimo, do âmago do coração; o mais é obediência ou busca de méritos, interesse portanto, e nenhum valor tem.

      Oliva: O mais importante de tudo e universalmente aceite: -  Amar, amar muito a tudo e a todos, pois com amor conseguimos transformar o nosso mundo e o mundo de todos.

      Cel: novamente, perfeito! Só falta, para q possamos fazer isso, q é universalmente aceito, quem nos ensine o <como fazer> isso, como fazer para q o amor nasça em nosso coração, em nosso íntimo, em nossa natureza! Como sempre, todos, religiões e religiosos, somente sabem ensinar <o que fazer>; nunca o <como fazer>.

      Oliva: E esse amar começa normalmente dentro de nós, não precisa ser visto.

      Cel: qual o significado de: “e esse amor começa <normalmente> dentro de nós, não precisa ser visto”? O q  significa esse “normalmente”? Significa: “naturalmente, espontaneamente”? Se é assim, porq nem todos têm o “amor” nascendo dentro de si, normalmente, naturalmente ou espontaneamente?

      Observe, amiga de além-mar; todas palavras bonitas! Mas, o mais importante, nunca é ensinado! Em geral, nos contentamos em permanecer na superfície das questões, como as necessidades nossas para crescer espiritualmente; nunca descemos às raízes do q estudamos; no caso, àquele ensinamento q nos ensine o como fazer para ter amor no coração!
......................................

Título: Re: O que é, o que se espera e como se realiza a reforma intima
Enviado por: Oliva Prado em 08 de Maio de 2012, 17:07
Hoje encontrei  no Evangelho Segundo o Espiritismo   CAPÍTULO IV  - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo
Uma das fontes que tanto cita em suas questões Coronel  e penso que ela é suficientemente esclarecedora em todo o seu Capítulo.

 No entanto sob o título Necessidade da encarnação, encontramos o esclarecimento exacto ou aproximado da Revelação “criados iguais mas tornando-nos diferentes” admitindo  que no Universo há outros mundos habitados e que obviamente nalgum momento da nossa evolução continua, fomos gerados;  atendendo que no Livro dos Espíritos está escrito Cap.IV –III – 172 . Nossas diferentes existências dão-se em diferentes mundos as deste globo não são as primeiras nem as últimas, porém, as mais materiais e distantes da perfeição. E no item 176 diz todos os mundos são solidários.

25. É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. E uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo. - S. Luís. (Paris, 1859.)

..aqui vemos claramente explicado a razão do processo evolutivo dos espíritos.
Parece-me que “O que fazer e como fazer” é o mesmo ensinamento. O que está em causa nessa pergunta; deve ser:  a capacidade que cada um tem  de compreender e por em prática o conhecimento que vai adquirindo e que obviamente depende do somatório das suas vidas vividas e de como ele, o espírito imortal  reage a cada nova oportunidade agora por exemplo quando está reencarnado aqui na terra.

No mesmo capítulo 26 se lê é preciso esforço e não preguiça.
 E mais adiante até diz na terra nascem espíritos em diferentes graus de evolução.

26. NOTA. - Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão.
 Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.
Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados.
Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.

Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contacto, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade.

Parece-me que  agora estamos a abrir o nosso entendimento para a necessidade de valorizar os aspetos espirituais do nosso ser em detrimento do vícios que temos alimentado e vivido até aqui. 
A valorização dos bens perenes se faz notória precisamente pela angustia  e sofrimento que tem sido nossas vidas.
 –como ter corpos saudáveis, como trazer vida aonde há enfermidade, viver para prevenir em vez de agir depois e isso passa por fomentar a educação em detrimento da ignorância, cooperar como saber dar e receber respeitando cada um a sua condição de vida; tantas concepções novas que temos de assimilar e aprender a por em prática. ….
…muita paz,
 partilhando sempre convosco as ideias que os Espíritos estão trazendo ao nosso entendimento.