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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: Victor Passos em 15 de Agosto de 2007, 11:14

Título: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 15 de Agosto de 2007, 11:14

O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo

    É possível que os maus sejam entre si prazenteiros, não enquanto maus ou nem bons nem maus, mas enquanto, por exemplo, ambos são músicos, ou um é melómano e o outro cantor; e enquanto todos têm algo de bom e nisto se harmonizam entre si poderão, ademais, ser reciprocamente úteis e prestáveis, não em sentido absoluto, mas em vista da sua escolha, ou enquanto não são nem bons nem maus.
   É igualmente possível a um homem de bem ter um amigo medíocre; cada qual pode, de facto, ser útil ao outro em vista da escolha, o medíocre pode apoiar utilmente o projecto do bom, e este último pode secundar com utilidade o projecto do incontinente e do mau em conformidade com a sua natureza; e desejará para o outro as coisas boas: em sentido absoluto as coisas absolutamente boas e, de modo condicional, os bens que são tais para aquele, enquanto o ajudam na pobreza ou nas enfermidades, e estes em vista dos bens absolutos: como, por exemplo, tomar um remédio; não o quer, de facto, por si mesmo, mas em vista deste fim determinado.
     Além disso, [o bom pode ser amigo do medíocre] naqueles modos em que também os não bons seriam entre si amigos. Pode um, de facto, ser aprazível não enquanto mau, mas enquanto partilha uma das propriedades comuns, por exemplo, se é músico. Também enquanto em todos há algo de bom; por isso, alguns associam-se, inclusivé, ao homem bom. Ou enquanto se acomodam a cada qual: todos têm, de facto, algo de bom.

Aristóteles, in 'Ética a Eudemo'


Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Heart1984 em 15 de Abril de 2009, 22:25
Muito bom, realmente!
Creio que nós espíritos em aprendizagem, somos um sistema bastante organizado a nivel extremadamente complexo, no qual necessitamos todos uns dos outros, até nos tornarmos perfeitos.
O "mau" nos ensina a evitar aquela conduta através das consequências por ele colhidas, ensina-nos a treinar e a regrar o nosso pensamento,
e o "bom" nos faz querer lutar pelo crescimento, pelo bem, pela harmonia.
Tudo e todos, independentemente do que sao, almejam e fazem, são importantes nas nossas vidas porque todos vão nos ensinando algo
"até o "malandro" foi um bom professor"

Quando estudei, havia algo que me fazia sentido comparar à nossa longa caminhada pela perfeição, relacionado com o movimento da água, que se chama osmose, no qual, a água ia se movimentando de A para B e B para A, várias vezes, até ambos se equilibrarem, atingirem a mesma concentração em ambos, e por fim ficar isotonico. Imagine-se A como o "BOM" e B como o "MAU", no qual os dois necessitam de ser conhecidos, corrigidos, equilibrados, alcançar o ponto perfeito. É então necessário a água passar por ambos, assim como é necessário nós passarmos por diversas situaçoes para nos equilibrarmos, nos aperfeiçoarmos.
Esta forma de ver, assim como outras infinitas formas de ver as coisas, confortam no sentido, que deixa-se de considerar injustas certas coisas que acontecem nas nossas e nas vidas dos outros, porque se sabe que é para o nosso bem, o nosso aperfeiçoamento e no meu caso, passo a encarar com mais naturalidade e optimismo!
..é só uma forma de ver as coisas :)

Abraçooos a todos


Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 16 de Abril de 2009, 11:59
OLa Amigo Heart
Muita paz

   Como diz em brasileiro...falou e falou bem...grato Amigo, realmente todos necessitamos uns dos outros, porque no fundo todos somos maus, e através desse envoltorio, vamos aprendendo a clareza da vida e de suas consequências, daí estarmos sempre em evolução.


Bem-haja

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Heart1984 em 16 de Abril de 2009, 12:13
Eu que agradeço amigo pela simpatia e pela sabedoria partilhada!!! :)
Estou a adorar este fórum! A "internet" estava mesmo a precisar da cultura essencial que nos traz o espiritismo!!!
Abraços amigo!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Val.Assun em 22 de Abril de 2009, 18:01
As lendo msns psicografadas por diversos mediuns e ainda a literatura espirita percebo o qto o Mundo Espiritual nos tem alertado para nossas condutas, rogado apenas que amemos uns aos outros, a exelencia no trato para com os nossos irmão de sangue e de espirito. Muitas vezes não é fácil exercer a abnegação, o amor, a caridade, a compreenção, dar a outra face, perdoa, etc., mas essas virtudes vão sendo acrescidas aos nossos espiritos a cada passo que damos na senda do progresso. Porque no universa tudo se transforma e caminha para o futuro que é a unica certeza que temos. Assim o mal não é uma condição eterna, podendo ser passageiro conforme nosso desenvolvimento. O mal não é uma criação Divina, mas Deus em sua infinita sabedoria pode permitir que o mal ocorra em determinadas situações, e isso tem uma razão de ser que é a justiça e o progresso ao qual todos nos estamos fadados a seguir.


Que Deus seja  conosco!!!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 22 de Abril de 2009, 18:46
Ola Val Assunção
Muita paz

  Excelentes as suas palavras e elas encerram uma grande verdade, um dia o amor vencerá...

O mal existe?


Certo dia um professor ateu desafiou seus alunos com a seguinte pergunta: “Deus fez tudo o que existe?”

Um estudante respondeu corajosamente: "Sim, fez!"

“Deus fez tudo, mesmo?” Insistiu o professor.

“Sim, professor” respondeu o jovem.

O professor replicou: “De Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe. E, considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, e somos a imagem e semelhança de Deus, então Deus é o mal.

O estudante calou-se diante de tal afirmativa e o professor ficou feliz por haver provado uma vez mais que a fé era um mito.

Outro estudante levantou sua mão e disse: “Posso lhe fazer uma pergunta, professor?”

“Sem dúvida”, respondeu-lhe o professor.

O jovem ficou de pé e perguntou: “Professor, o frio existe?”

“Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?”

O rapaz respondeu: “Na verdade, professor, o frio não existe. Eu não sou especialista no assunto, mas, segundo as leis da física, o que consideramos frio é, na realidade, ausência de calor.

Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.

Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.”

E a escuridão, existe?” Continuou o estudante.

O professor respondeu: “Mas é claro que sim.”

“Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é, na verdade, a ausência da luz.

Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda.

A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.

Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?

Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.”

Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor: “Diga, professor, o mal existe?”

Ele respondeu: “Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.”

Então o estudante disse: “O mal não existe, professor, ou, pelo menos, não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência do bem.

O mal, como acontece com o frio e o calor, é um termo que o homem criou para descrever essa ausência do bem.

Assim sendo, Deus não criou o mal.

Deus criou o amor, a fé, que existem como existe a luz e o calor.

Já o mal é resultado da falta de Deus nos corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."

Diante da lógica da argumentação do aluno, o professor se calou, pensativo.

***

O mal não tem vida própria, é apenas a ausência do bem.

Onde o bem se faz presente o mal bate em retirada.

Já o amor é de essência divina, e está presente nos corações de todos os homens, mesmo que em estado latente, esperando a oportunidade de germinar, crescer e florescer.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.


Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Heart1984 em 22 de Abril de 2009, 23:20
Que lindo!
Obrigado pela partilha!
Abração!!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: hcancela em 23 de Abril de 2009, 19:22
Olá amigos(as)

O mau pode ser nosso amigo e de que maneira? ;D

Por vezes são eles que nos alertam para os nossos defeitos.

Como diria o sábio! è melhor ter um inimigo a passar a vida apontarnos os defeitos
do que termos um (amigo)a bajularnos o dia todo,mas na primeira oportunidade...Zás.


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Val.Assun em 26 de Abril de 2009, 21:46
Victor a msn é muita bonita e ilustra bem a verdade de que o mal por si só não existe...e sendo consequencia da ausencia do bem, não vem de Deus, que nada pode engendrar de mal, como bem mostrou o estudante ao professor, no conto, com q vc nos presenteou.

O interessante do forum é q aqui se discute no que o mal pode nos "auxiliar" de bem. E é claro q a ausencia do bem, que em si, é sinônimo da ausencia da felicidade, não é de todo mal porque Deus em sua infinita misericódia nos deu um atributo chamado progresso...assim a cada novo estágio lento, gradual, penoso, mas infalível podemos chegar a experimentar o bem absoluto e a felicidade. Lendo Zibia "Ninguém é de ninguém" tem situações do livro em que, Deus não nos deixe, exatamente, a mercer do mal, como um pai q quer nos aplicar um castigo qualquer, mas muitas vezes a Providência Divina ele vem no momento certo, com o balsamo certo, no momento em q estamos abertos para receber a ajuda. É isso q é apaixonante na providência Divina é essa sabedoria, justiça e misericódia, q sempre caminham juntas.

Abraço fraterno

Val Assunção
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 26 de Abril de 2009, 22:46
Ola Amiga Val
Muita Paz

       "O mal não tem vida própria, é apenas a ausência do bem.

Onde o bem se faz presente o mal bate em retirada.

Já o amor é de essência divina, e está presente nos corações de todos os homens, mesmo que em estado latente, esperando a oportunidade de germinar, crescer e florescer."
       Fico feliz pela sublimidade das palvras que a Amiga utilizou...excelente alocução à valorização humana, mesmo que nos tenhamos ainda como pequenos, mas enormes por dentro...a evolução será sempre pelo amor e nunca pelo mal, daí a grandeza de valores que nos são dados como oportunidade...

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: SB em 27 de Abril de 2009, 11:13
Nós somos seres criativos, e nunca um produto. Se o fossemos, deixariamos de pertencer ao infinito, e limitar-nos-ia a tudo.

O mal faz parte do Homem e não do espirito, e porque somos espirito mas tambem matéria necessitamos vivenciar os opostos para crescermos. Por isso o mau e o bom sempre farão, de algumas formas, parte de nós, é isso que nos torna unicos.

Todos nós encontraremos os opostos, em nós e em tudo, porque o universo assim é. Tudo é preciso para que seja ilimitado o conhecimento de nós e do mundo, para que possamos evoluir.



Não existiria sombra se não existe luz ;)

Abraços


Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 27 de Abril de 2009, 11:51
Ola Amiga Susana
Muita paz

   
Citar
O mal faz parte do Homem e não do espirito,

     Como me explica a existência de espiritos perseguidores...obsessores?
Para não dizer "maus"
      O que é um Espirito?

      Muita Paz e harmonia

      VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: SB em 27 de Abril de 2009, 12:16
Citar
   
Citar
O mal faz parte do Homem e não do espirito,

     Como me explica a existência de espiritos perseguidores...obsessores?
Para não dizer "maus"
      O que é um Espirito?

Vitor Passos,

Também é daqueles que considera um obssessor mau?

Pobres coitados, enquanto os virmos assim, pergunto-me, como os ajudaremos?

Vou então responder-lhe, mas esperava mais de si, pelos conhecimentos que nos tenta trazer constantemente aqui no Forum, desculpe a minha sinceridade. Senão como fará sentido a mensagem que nos trouxe e deu inicio a este Topico?!

Então é assim e sem complicar, porque não me vou alongar nos mecanismos da obsessão: ;)

O que é o Espirito?
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação, que povoam o Universo, fora do mundo material, são essência, melhor, o Espírito é definido pelo conjunto total das faculdades intelectuais, frequentemente considerado como um princípio ou essência da vida incorpórea.

Espiritos Obssessores?
Espiritos obsessores, são espiritos que não tem consciência de si mesmo, ou Espiritos inferiores, mal esclarecidos, somente.


Abraços
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Anton Kiudero em 27 de Abril de 2009, 13:31

Como me explica a existência de espiritos perseguidores...obsessores? Para não dizer "maus"  O que é um Espirito?


Amigo Vitor,

O obsessor é um espírito como voce e eu, que morreu para o mundo mas que continua encarnado ou seja continua com os apegos e paixões que possuia quando "vivo". Na literatura espírita o que nos contam os espíritos? Que "lá" é igual ao "cá". Ou em outras palavras, continuam a perceber as coisas "lá" tal como "cá", apenas mil vezes mais acuradamente. 

Todo espírito que não desapegar-se de todas as suas posses materiais, sentimentais e morais antes do desligamento da matéria é um potencial obsessor. E isto não é bom ou mal, é apenas a aplicação da lei divina e se acontece é por ser permitido por Deus.

Enquanto o espírito estiver apegado ao seu ego (personalidade que vivenciou com todo o cortejo de condicionamentos, apegos, paixões e certezas) em verdade não desencarnou, apenas "morreu" para o mundo. E destes, são 99% das mensagens que recebemos do umbral do planeta onde se situam todas as colonias e todas historias descritas pela espiritualidade.

Paz pra ti,
Anton

Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: MarcoALSilva em 27 de Abril de 2009, 14:01

Permitam-me opinar, por favor.

A discussão sobre a dualidade Bem / Mal compõe questionamento filosófico de abissal profundidade. Que bom que estamos arrostando esse tipo de cogitações!

Apenas para meditarmos, ofereço o que diz Eliphas Levy sobre isso:

"O mal existe para triunfo do bem".

Na dimensão de dualidade em que vivemos, é o máximo que podemos compreender da unicidade de tudo o que existe. O "um", que representa a Unidade Universal, manifesta-se à cognição humana através do Binário, ou seja, do "dois". Para que se conheça a essência do Binário, é necessário o Ternário, que é exatamente a síntese entre os extremos duais.

Só sabemos das trevas pela existência da luz, e vice-versa.
Só sabemos do frio pela existência do calor, e vice-versa.
Só sabemos da alegria pela existência da dor, e vice-versa.

Etc etc etc...

Como justificar a existência do mal no contexto da Grande Obra de Deus? Deus precipitou o seu mais brilhante anjo aos abismos para que o homem conhecesse o valor da ascensão.

Calma, meus amigos! Estou a falar em sentido simbólico, desde o início deste texto.

"Simbólico" - o que une; "diabólico" - o que separa.

Raul Seixas cantava: "... o Mal entre braços e abraços com o Bem num romance astral...".

A diferença entre um sábio e um tolo é que o sábio aprende com os próprios erros.

Um grande abraço!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Atma em 27 de Abril de 2009, 16:02
Estimado amigo VP, e demais.

Se me permite, gostaria de abordar assim:
 
         Estando sujeito ao erro, para que o homem não se engane na apreciação do bem e do mal e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal. Jesus disse: vede o que queríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.
OLE - página 310 questão 63
     
      O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; 
o mal, tudo o que lhe é contrário. 
Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la.
OLE - página 310 questão 630
     
      Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. Deus deixa que o homem escolha o caminho. Tanto pior para ele, se toma o caminho mau: mais longa será sua peregrinação. Se não existissem montanhas, não compreenderia o homem que se pode subir e descer; se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito ganhe experiência; é preciso, portanto, que conheça o bem e o mau. Eis por que se une ao corpo.
OLE - página 311 questão 634

         A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade.
OLE - página 312 questão 636

        Eu disse que o mal depende da vontade.  Pois bem ! Tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz.

        As circunstâncias dão relativa gravidade ao bem e ao mal. Muitas vezes, comete o homem faltas, que, nem por serem conseqüência da posição em que a sociedade o colocou, se tornam menos repreensíveis. Mas, a sua responsabilidade é proporcionada aos meios de que ele dispõe para compreender o bem e o mal. Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos.
OLE - página 312 questão 637
 
        Embora necessário, o mal não deixa de ser o mal. Essa necessidade desaparece, entretanto, à medida que a alma se depura, passando de uma a outra existência. Então, mais culpado é o homem, quando o pratica, porque melhor o compreende.
OLE - página 312 questão 638
 
        O mal recai sobre quem lhe foi o causador. Quando o homem pratica, da posição em que os outros homens o colocam, aquele que é levado a praticar o mal pela posição em que seus semelhantes o colocam tem menos culpa do que os que, assim procedendo, o ocasionaram. Porque, cada um será punido, não só pelo mal que haja feito, mas também pelo mal a que tenha dado lugar.
OLE - página 312 questão 639

         Aquele que não pratica o mal, mas que se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este.  É como se o houvera praticado. Aproveitar do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde que, achando-o feito, dele tira partido, é que o aprova; é que o teria praticado, se pudera, ou se ousara.
OLE - página 313 questão 640
 
        Parece, às vezes, que o mal é uma conseqüência da força das coisas. Tal, por exemplo, a necessidade em que o homem se vê, nalguns casos, de destruir, até mesmo o seu semelhante.

 
        Há virtude em resistir-se voluntariamente ao mal que se deseja praticar, sobretudo quando há possibilidade de satisfazer-se a esse desejo. Se apenas não o pratica por falta de ocasião, é culpado quem o deseja.
OLE - página 313 questão 641

        Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, não bastará, apenas, que o homem não pratique o mal.  Cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.
OLE - página 313 questão 642

        Para certos homens, o meio onde se acham colocados representa a causa primária de muitos vícios e crimes. Mas ainda aí há uma prova que o Espírito escolheu, quando em liberdade, levado pelo desejo de expor-se à tentação para ter o mérito da resistência.
OLE - página 314 questão 644

        Quando o homem se acha, de certo modo, mergulhado na atmosfera do vício, o mal se torna um arrastamento.  Mas, irresistível, não; porquanto, mesmo dentro da atmosfera do vício, com grandes virtudes às vezes deparas. São Espíritos que tiveram a força de resistir e que, ao mesmo tempo, receberam a missão de exercer boa influência sobre os seus semelhantes.
OLE - página 314 questão 645
 
        O mérito do bem está na dificuldade em praticá-lo. Nenhum merecimento há em fazê-lo sem esforço e quando nada custe. Em melhor conta tem Deus o pobre que divide com outro o seu único pedaço de pão, do que o rico que apenas dá do que lhe sobra, disse-o Jesus, a propósito do óbolo da viúva.
OLE - página 314 questão 646
       
Na Terra, a influência dos maus sobrepuja a dos bons, por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.
OLE - página 431 questão 932


É impossível que o mal provenha de Deus, uma vez que ele pode ser considerado como o absoluto Bem. 

Tampouco o mal pode provir de outro poder, pois este, ao efetivar-se, suplantaria o poder divino; uma vez que Deus é onipotente, isto não pode se dar. 

        Diante dessas impossibilidades, Santo_Agostinho concebe o mal como privação, ou como movimento em sentido contrário ao Ser, à Criação e à Deus. A alma_humana é dotada de livre-arbítrio; assim, pode afastar-se do Criador. Tal afastamento, como movimento de modificação, constitui o mal. Contudo, não é pelo mesmo caminho, isto é, pela escolha humana, que a alma se reaproxima de Deus. A salvação somente pode vir mediada pela graça divina, uma vez que Deus é a única e absoluta fonte de todo bem. O homem é capaz de, por si mesmo, distinguir o certo do errado; mas somente a graça permite ao homem consumar o bem, transformando-o em fato. Esta tese serve para conciliar duas noções aparentemente contraditórias:
por um lado, a liberdade de escolha humana e, 
por outro, a onipotência divina, e o fato dele ser o Bem por excelência.
( Santo Agostinho )
 
       Não deves permitir a intromissão de forças negativas e destruidoras no campo íntimo da alma. É sempre possível transformar o mal em bem, quando há firme disposição da criatura no serviço de fidelidade ao Senhor. Considera, meu amigo, as grandes verdades da vida eterna!

Ainda que o irmão te procurasse na condição de um adversário, 
ainda que ele te buscasse como inimigo feroz, deverias abrir-lhe o espírito fraternal! 

        Toda reconciliação é difícil quando somos ignorantes na prática do amor, mas sem a reconciliação humana jamais seria possível nossa integração gloriosa com a Divindade!
Missionário da Luz - página 179 - André Luiz

E JOANNA DE ÂNGELIS,  diz assim...

    O bem não te imunizará do sofrimento, resolvendo todos os problemas, mas auxiliar-te-ás a enfrentar as situações difíceis com ânimo robusto, evitando que te encharques no pessimismo e oferecendo-te resistência para vencer dificuldades e não contrair novos compromissos negativos.

Muita gente procura o Espiritismo, queixando-se de perseguições_do_Invisível. Os que reclamam contra essas perturbações não estão abandonados de seus guias espirituais. A proteção da Providência Divina estende-se a todas as criaturas.

        A perseguição de entidades sofredoras e perturbadas justifica-se no quadro das provações redentoras, mas, os que reclamam contra o assédio das forças inferiores dos planos adstritos ao orbe terrestre, devem consultar o próprio coração antes de formularem as suas queixas, de modo a observar se o Espírito perturbador não está neles mesmos.

E pra encerrar veja que lindo de Emamanuel.

        Há obsessores terríveis do homem, denominados:
"orgulho”, 
“vaidade”, 
“preguiça”, 
“avareza”, 
ignorância” 
ou “ma-vontade”, e convém examinar se não se é vitima dessas energias perversoras que, muitas vezes, habitam o coração da criatura, enceguecendo-a para a compreensão da luz de Deus. Contra esses elementos destruidores faz-se preciso um novo gênero de preces, que se constitui de:
trabalho, 
fé, 
esforço 
e boa-vontade.
Consolador - página 212 - Emmanuel 

Abraços fraternos.






Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 27 de Abril de 2009, 16:26
OLa AMIGA ATMA
Muita paz

   Excelente as suas asservativas , todas elas correctas e a parte final realmente diz-nos tudo que avalia o ser humano e o faz cair no mal....porém ainda não me disseram, quem apareceu primeiro, o mal ou o bem....se este permite o crescimento do espirito, se passamos por uma fase instintiva, qual a parte que apareceu primeiro...

Vejamoso que nos fdiz este companheiro....John Stuart

 Moral, para o Bem e para o Mal   

Os sentimentos morais não são inatos, mas adquiridos, mas tal não significa que não são naturais, pois é natural para o homem, falar, raciocinar, construir cidades, cultivar a terra, apesar destas competências serem faculdades que são adquiridas. Os sentimentos morais, na realidade, não fazem parte da nossa natureza, se entendermos por tal que deviam estar presentes em todos nós, num grau apreciável, realidade que indubitavelmente é um facto muito lamentável, reconhecido até pelos que mais veentemente acreditam na origem transcendente destes sentimentos. No entanto, tal como as outras faculdades referidas, a faculdade moral, não fazendo embora parte da nossa natureza, vai-se desenvolvendo naturalmente; tal como as outras, pode nascer espontaneamente e, apesar de muito frágil, no início, é capaz de atingir, por influência da cultura, um grau elevado de desenvolvimento. Infelizmente, também, mas recorrendo, tanto quanto é necessário, às sanções externas, e aproveitando a influência das primeiras impressões, ela pode ser desenvolvida em qualquer direcção, ou quase, a ponto de não haver ideia, por mais absurda e perigosa que possa ser, que não se consiga impor ao espírito humano, conferindo-lhe, pelo jogo dessas influências, toda a autoridade da consciência.

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Atma em 27 de Abril de 2009, 16:49
OI amigo VP.

Penso que seria relativo, pois o homem neste contexto usa seu livre arbírtrio.
E Deus criou os espíritos simples e ignorantes...
Emmanuel diz que a maior necessidade dos humanos é a do conhecimento de si mesmo, que é o meio mais prático e eficaz de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal, que significa conciência racional de si mesmo.
Portanto, acho que ambas estas forças estão no mesmo patamar, só esperando o uso que lhe dermos, sob as consequências das ações humanas.
Será que penso certo?

Muita paz!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 27 de Abril de 2009, 17:55
OLa MInha Amiga Atma
Muita paz

    Emammanuel tem o concerne de um ser já com livre-arbitrio e correctamente, porém penso que no mal , no estado de primitivismo, mas mesmo assim veja o que nos diz S.Agostinho....
    Perdoa estas asservativas , mas pendso ser benefico para aprendermos todos,:

A Origem do Mal

Santo Agostinho

        Eu buscava a origem do mal, mas de modo errôneo, e não via o erro que havia em meu modo de buscá-la. Desfilava diante dos olhos de minha alma toda a criação, tanto o que podemos ver — como a terra, o mar, o ar, as estrelas, as árvores e os animais — como o que não podemos ver — como o firmamento, e todos os anjos e seres espirituais. Estes porém, como se também fossem corpóreos, colocados pela minha imaginação em seus respectivos lugares. Fiz de tua criação uma espécie de massa imensa, diferenciada em diversos gêneros de corpos: uns, corpos verdadeiros, e espíritos, que eu imaginava como corpos.

        E eu a imaginava não tão imensa quanto ela era realmente — o que seria impossível — mas quanto me agradava, embora limitada por todos os lados. E a ti, Senhor, como a um ser que a rodeava e penetrava por todas as partes, infinito em todas as direções, como se fosses um mar incomensurável, que tivesse dentro de si uma esponja tão grande quanto possível, limitada, e toda embebida, em todas as suas partes, desse imenso mar.

        Assim é que eu concebia a tua criação finita, cheia de ti, infinito, e dizia: “Eis aqui Deus, e eis aqui as coisas que Deus criou; Deus é bom, imenso e infinitamente mais excelente que suas criaturas; e, como é bom, fez boas todas as coisas; e vede como as abraça e penetra! Onde está pois o mal? De onde e por onde conseguiu penetrar no mundo? Qual é a sua raiz e sua semente? Será que não existe? E porque recear e evitarmos o que não existe? E se tememos em vão, o próprio temor já é certamente um mal que atormenta e espicaça sem motivo nosso coração; e tanto mais grave quanto é certo que não há razão para temer. Portanto, ou o mal que tememos existe, ou o próprio temor é o mal. De onde, pois, procede o mal se Deus, que é bom, fez boas todas as coisas? Bem superior a todos os bens, o Bem supremo, criou sem dúvida bens menores do que ele. De onde pois vem o mal? Acaso a matéria de que se serviu para a criação era corrompida e, ao dar-lhe forma e organização, deixou nela algo que não converteu em bem?

        E por que isto? Acaso, sendo onipotente, não podia mudá-la, transformá-la toda, para que não restasse nela semente do mal? Enfim, por que se utilizou dessa matéria para criar? Por que sua onipotência não a aniquilou totalmente? Poderia ela existir contra sua vontade? E, se é eterna, porque deixou-a existir por tanto tempo no infinito do passado, resolvendo tão tarde servir-se dela para fazer alguma coisa? Ou, já que quis fazer de súbito alguma coisa, sendo onipotente, não poderia suprimir a matéria, ficando ele só, bem total verdadeiro, sumo e infinito? E, se não era conveniente que, sendo bom, não criasse nem produzisse bem algum, por que não destruiu e aniquilou essa matéria má, criando outra que fosse boa, e com a qual plasmar toda a criação? Porque ele não seria onipotente se não pudesse criar algum bem sem a ajuda dessa matéria que não havia criado.

        Tais eram os pensamentos de meu pobre coração, oprimido pelos pungentes temores da morte, e sem ter encontrado a verdade. Contudo, arraigava sempre mais em meu coração a fé de teu Cristo, nosso Senhor e Salvador, professada pela Igreja Católica; fé ainda incerta, certamente, em muitos pontos, e como que flutuando fora das normas da doutrina. Minha alma porém não a abandonava, e cada dia mais se abraçava a ela.

         

        Fonte: Confissões, Santo Agostinho
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Atma em 27 de Abril de 2009, 20:33
Ei amigo VP.

Compreendo e creio que na dúvida de Santo Agostinho, se incorpora a de muitos de nós, porém, penso que devido às nossas necessidades e graus evolutivos, ainda carecemos da misericórdia Divina, a graça dessa escolha na convivência entre o Bem e o Mal; assim como tb necessitamos estar em meio ao joio e o trigo.
Todos nós ainda precisamos conviver com estas forças contrárias, para que se faça a educação interior, pq quem já está na luz, não precisa desses contrastes.
Então, o mal é um agente educador, que ajuda na transformação do ser inferior.
Concluo, que estas forças poderosas existem entre si, interagem, assim como as forças que existem em toda parte no universo, e que não fazem mal a ninguém, e sem maldade, trabalham sob o comando de forças superiores, pq a maldade está só no homem, e não nestas energias.

Paz e harmonia!

Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 27 de Abril de 2009, 23:32
Ola Muita paz Amiga Atma

   ORIGEM DO BEM E O MAL


        Assimilando o Criador, como Deus eternamente sábio, justo e caridoso, é de visão lucida que o mal aniquilador das almas, presente na consciência hominal, não poderia ter origem NELE. Porém ta,bém a existência dum Diabo (imagem eterna do mal), não poderia ser identificado como semelhante a Deus, mas  inferior a ELE, por, isso seria um absurdo,ser criado por ELE,porque implicaria a negação da bondade sublime e eterna do Criador.

       Os males materiais e morais pertencem a duas categorias:

       Os que independem da vontade do homem - os flagelos naturais. Os flagelos se afiguram maus e injustos aos homens, por não poderem compreender a Sabedoria Divina que em cada acontecimento manifesta oportunidade para o progresso da humanidade. Os flagelos permitem ao homem desenvolver sua inteligência ao ponto de preveni-los, atenuar os seus efeitos, através do afloram,ento profundo das ciências e sua aplicação  num melhor acondicionamento das condições de vida e bem-estar no Humanidade terrena. "A dor  é a chave que gera a lucidez e o discernimento do caminho de forma a poder rumar nas etapas evolutivas"

       Os gerados pelos vícios, orgulho, egoísmo, ambição, ciume e por todas as paixões que descambam em excessos. Não que em cada uma das consciênciasesteja latente e ortogado pelo Criador, dos alertas, dos espiritos amigos acerca da necessidade do cumprimento das Leis Divinas que tem como ressonância activar o objectivo do bem e a elevação,porém a cupidez desmedida da brutalidade humanizada, não se faz rogada em danificar a orbe terrena prodigando às guerras, injustiças, repressão da gleba fragilizada, pelo que adentrar da ambição do poder e desvario da força poderosa,actuando dessa forma, e revertendo o seu  livre-arbítrio para o apanágio  vampirico de seus vícios e vaidade.

        No entanto a misericordia Divina, tem as cordas do cordão umbilical no qual o mal moral se torna inadmissivel, mesmo intolerante e rasga a cortina do reconhecimento hominal e alude-o a verificar que a frugalidade do excesso também se torna um grilhão e como que por ordem das coisas vê-se necessitado a mudar de vida. coloca então em acção seu campo arbitral para se rever interiormente e se moralizar com a finalidade de achar um termino mais geneneroso, como a perfume busca o vento para compartilhar o polen e ser mais feliz.

     "O mal é um horizonte perfido e sem visualidade do bem" . "Onde não existe o bem é clarissimo que revive o mal". O mal decorre portanto do estado da essência imperfectivel do individduo. Regista-se porém circunscrito naturalmente à satisfação das necessidades. O seu mau uso do livre-arbítrio oferece-lhe um efeito, do qual vai ter  o revide em  doenças, acidentes graves ou mesmo a morte, tudo  por sua imprevidência como de se duma auto-mutilação se tratasse e não pela vigência Divina,mas pelo merecimento pessoal .

       Todas as almas foram criadas simples e ignorantes e apeadas à Lei do Progresso.  Deus fez mostar que aosevolução é reflexo da actuação de cada um a fim de que a colheita dos frutos seja destes , tal como  é da sua responsabilidade o mal que praticado.

      Os liames perniciosos das paixões e vícios encontram - se no instinto de conservação, enorme dos animais e seres animalizados onde não existe o senso moral e a vida intelectual. O desenvolvimento da inteligência o instinto  enfraqueceu, fazendo com que aos poucos houvesse o domínio do espírito sobre a matéria. Logo  somos dominados pela espectro matérial, desvinculamos por tempos o crescimentoevolutivo,sendo assimilado  pelo reflexo do primitivo. Dessa forma as paixões que lhe eram um bem, por inerência e carência de sua natureza, revertem em favor do mal por que se tornam prejudiciais à espiritualização do individuo. "O mal , tem a sua relatividade e  co-responsabilidade proporcional ao estado evolutivo".
O instinto e a inteligência.

        O instinto é a força inata que se credita pelos actos espontâneos e involuntários tendo em conta a conservação da espécie.

       É instintivamente que a planta abre suas petalas para a luz e orienta as raízes para a água ou terra,os animais fazem viagens migratorias em conformidade com a mudança climatica, preparam  abrigos,fazem armadilhas para servir a necessidade alimentar,  os sexos unem-se pelo poder matriacal com intuito de proteger seu filho.

      No início da vida a postura hominal é puramente instintiva. Mesmo no adulto muitos actos são movidos pelos instintos como o de conservação, equilíbrio do corpo e outras.

     A inteligência é um atributo da alma e retrata-se por actos ordinários , reflectidos, premeditados e conforme as circunstâncias.

     O instinto age em previdência e nunca se engana. A Inteligência, sendo livre,sujeita-se a falhar.

VICTOR PASSOS



Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Atma em 28 de Abril de 2009, 01:02
Perfeito, amigo VP.

E para completar este conteúdo, anexo mais este:
Tanto para o Bem quanto para o Mal: A VONTADE:

Comparemos a mente humana — espelho vivo da consciência lúcida — a um grande escritório, subdividido em diversas seções de serviço.
Aí possuímos o Departamento do DESEJO em que operam os propósitos e as aspirações, acalentando o estimulo ao trabalho; o Departamento da Inteligência, dilatando os patrimônios da evolução e da cultura; o Departamento da Imaginação, amealhando as riquezas do ideal e da sensibilidade; o Departamento da Memória, arquivando as súmulas da experiência, e outros, ainda, que definem os investimentos da alma.
Acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da vontade.
A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental.

A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à razão, depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas províncias obscuras do INSTINTO. Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento.
A eletricidade é energia dinâmica.
O magnetismo é energia estática.
O pensamento é força eletromagnética.
Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em todas as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da forma que servem à romagem do espírito para as Metas Supremas, traçadas pelo Plano Divino.

A Vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina.
O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a capacidade de reflexão que lhe é própria; no entanto, na Vontade temos o controle que a dirige nesse ou naquele RUMO, estabelecendo causas que comandam os problemas do DESTINO.
Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos de reparação e sofrimento, a Inteligência pode aprisionar-se na enxovia da criminalidade, a Imaginação pode gerar perigosos monstros na sombra, e a memória, não obstante fiel à sua função de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala, pode cair em deplorável relaxamento.
Só a Vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito.
Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental, quando se trate da conexão entre os semelhantes, porque a sintonia constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da DISCIPLINA sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos na CORRENTE DO BEM.

Livro: Pensamento e Vida - Capitulo 2
M.A.Rocha - Espiritismo na Rede.

Paz, saúde, alegria e harmonia!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: MarcoALSilva em 28 de Abril de 2009, 02:34

Caros amigos do Fórum Espírita,

Um espírito só tem responsabilidade a partir do momento em que tenha noção do caráter ilícito de sua conduta.

Nem sempre isso se explica por mera "ignorância". Não tenham dúvida de que há pessoas que efetivamente defendem uma dada linha de conduta, mesmo que à maioria não pareça acertada. O fenômeno é sempre interno, no âmago da consciência. Se um governante impõe um regime de força, sem liberdades individuais, mas verdadeiramente considera que é o meio mais eficaz de produzir e distribuir conquistas sociais, poderá só depois de sua partida do plano físico vir a descobrir que o respeito às liberdades individuais é um tesouro maior. Ora, alguém imagina que ele estará em sintonia com os tiranos viciados vaidosamente pelo poder?

Bem, se uma consciência não sintoniza com determinados padrões atormentados, não será nesses padrões que seu foco existencial encontrará situação.

Equivale a dizer que esse "mal" não existia para ele, não tendo realizado em si nenhum efeito devastador, nem tampouco castigo algum ser-lhe-á aplicado por algum carrasco celestial.

Muitos outros exemplos poderiam ser cogitados. Da mesma forma, para cada um deles, vale a advertência: assumimos que o ser pensa sinceramente de uma determinada forma, e não que ele arranja um boa desculpa para que possa dormir em paz ("racionalização", no dizer de Freud).

Mal e Bem são valores relativos.

Não há como eleger tabuadas de bem e mal...

Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 28 de Abril de 2009, 10:03
Ola Amigo Marco
 Muita paz

  MARCO    Um espírito só tem responsabilidade a partir do momento em que tenha noção do caráter ilícito de sua conduta.
       
 MARCO     O fenômeno é sempre interno, no âmago da consciência. Se um governante impõe um regime de força, sem liberdades individuais, mas verdadeiramente considera que é o meio mais eficaz de produzir e distribuir conquistas sociais, poderá só depois de sua partida do plano físico vir a descobrir que o respeito às liberdades individuais é um tesouro maior. Ora, alguém imagina que ele estará em sintonia com os tiranos viciados vaidosamente pelo poder?  
   

 MARCO     
Mal e Bem são valores relativos.

  Amigo Marco a tematica está a tornar-se na realidade um excelente estudo e fico grato pelos participantes demonstrarem,serenidade nos valores expressos...
   Companheiro na primeira asservativa você dá a resposta a si mesmo, quando diz que o fenomeno está no amago da consciência e no interior do ser,ou seja ele é inapto a nós mesmos...
   No segundo conteudo temos que ter em conta que nem sempre somos empurrados por forças exteriores, aí detemos muito do animismo, porque a vontade essa está lá bem expressa...porém nós por incúria fugimos do sentido das coisas e chamamo-lhe falta de conhecimento, por que quem não sabe que ao tomar qualquer acto, está consciente dentro da sua valorização moral e desenvolvimento intelectual!?
  Já concordo com o Amigo quando diz, e é bem verdade que "o bem e o mal tem valores relativos", porém, aqui está a sequência do que lhe digo, relativos ao agir, à vontade , à fuga de responsabilidade, à inconsciência, ao prazer, à ambição e tudo isto está na relação livre-arbitrio...

Deixo aqui mais um texto interessante e lucido:

A Causa da Vontade

A nossa vida não passaria de uma série de caprichos, se a nossa vontade se determinasse por si mesma e sem motivos. Não temos vontade que não seja produzida por alguma reflexão ou por alguma paixão. Quando levanto a mão, é para fazer uma experiência com a minha liberdade ou por alguma outra razão. Quando me propõem um jogo de escolha entre par ou ímpar, durante o tempo em que as ideias de um e de outro se sucedem no meu espírito com rapidez, mescladas de esperança e temor, se escolho par, é porque a necessidade de fazer uma escolha se apresenta ao meu pensamento no momento em que par está aí presente. Proponha-se o exemplo que se quiser, demonstrarei a qualquer homem de boa-fé que não temos nenhuma vontade que não seja precedida por algum sentimento ou por algum arrazoado que a faz nascer. É verdade que a vontade tem também o poder de excitar as nossas ideias; mas é necessário que ela própria seja antes determinada por alguma causa.
A vontade não é nunca o primeiro princípio das nossas acções, ela é o seu último móbil; é o ponteiro que marca as horas num relógio e que o leva a dar as pancadas sonoras. O que esconde dos nossos sentidos o móbil das suas vontades é a fuga precipitada das nossas ideias ou a complicação dos sentimentos que nos agitam. O motivo que nos faz agir muitas vezes já desapareceu no instante em que agimos, e não mais lhe encontramos o rastro. Ora a verdade ora a opinião nos determinam, ora a paixão; e todos os filósofos, de acordo nesse ponto, remetem à experiência.
Mas, dizem os sábios, já que a reflexão é tão capaz de nos determinar quanto os sentimentos, oponhamos então a razão às paixões quando as paixões nos atacam. Eles não atinam que não podemos nem mesmo ter a vontade de chamar em nossa ajuda a razão quando a paixão nos aconselha e nos preocupa com o seu objecto. Para resistir à paixão, seria necessário pelo menos querer resistir-lhe. Mas a paixão fará nascer em vós o desejo de combater a paixão, na ausência da razão vencida e dissipada? O maior bem conhecido, dizem, determina necessariamente a nossa alma. Sim, se for sentido como tal e estiver presente no nosso espírito; mas se o sentimento desse pretenso bem estiver enfraquecido, ou se a lembrança das suas promessas dormitar no seio da memória, o sentimento actual e dominante vence sem dificuldade: entre duas potências rivais, a mais fraca é necessariamente vencida.

Luc de Clapiers Vauvenargues


Muita paz

AMIGOS estou a adorar este intercambio de conhecimento ,muito obrigado estou a aprender bastante...

VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: hcancela em 28 de Abril de 2009, 11:19
Olá amigos(as)

Estava para aqui a pensar nas várias opiniões,juntando com outras que já li durante esta minha estadia terrena, e depois fiz uma sopa de pensamentos ;D no meu cerebro, que ainda hoje me dou a pensar...como nasceu na realidade o mal?
É claro que já li muitos depoimentos, muitas explicações, por vezes por eminemtes criaturas do espiritismo , outras nem por isso, mas todas no geral me deram muitos ensinamentos.
Ora Deus é o principio de tudo ,o incriado,Ele é só Amor e verdade, antes não havia nada, como apareceu o mal, se Deus nos criou simples e ignorante.Já percebi que o mal na realidade é apenas ignorância, mas mesmo assim por vezes ainda me ponho a pensar nisto tudo...Vem por vezes á ideia o seguinte...Então Cancela o que se passa, estás a gastar demasiada energia com coisas que vão para além do teu entendimento! Se tu ainda não percebes nada das leis da Terra, como poderias compreender as leis de DEUS... peço que me perdoem estes pensamentos, mas será que sou o único a pensar assim (penso que não) ;) Bem vou terminar por aqui,não sei se ajudei em alguma coisa,quanto mais não seja fica uma opinião para o nosso amigo Vitor Passos, que com muito carinho tentou tal e qual eu, perceber o mal(no sentido lato da palavra)..

OBS:O mal é ausência do bem, mas mesmo assim fico pensar...porque temos a ausência do bem...chatice não é!....Como diria a nossa amiga GIGI....bijouxs para todos :D

SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Atma em 28 de Abril de 2009, 14:14
OI amigos, paz e luz...

Para reflexão...

        "Eu te ensinarei o verdadeiro conhecimento do bem e do mal que o Espírito confunde tão freqüentemente. O mal é a revolta dos instintos contra a consciência, esse tato interior e delicado que é o toque moral. Quais são os limites que os separam do bem que costeia por toda a parte? O mal não é complexo: ele é um, e emana do ser primitivo que quer a satisfação do instinto às expensas do dever. O instinto, primitivamente destinado a desenvolver no homem animal o cuidado de sua conservação e de seu bem-estar, é a única origem do mal; porque, persistindo mais violento e mais áspero em certas naturezas, impele-os a se apoderar do que desejam ou a concentrar o que possuem. O instinto, que os animais seguem cegamente, e que lhes é a própria virtude, deve ser, sem cessar, combatido pelo homem que quer se elevar e substituir o grosseiro instrumento da necessidade pelas armas finamente cinzeladas da inteligência. Mas, pense, o instinto não é sempre mal, e, freqüentemente, a Humanidade lhe deve sublimes inspirações, por exemplo, na maternidade e em certos atos de devotamento, onde substitui, segura e prontamente, a reflexão."

Sociedade Espírita de Paris. - Médium, senhora Costel.
Revista Espírita, fevereiro de 1862

Espírito: LÁZARO

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1862/02g-ensinamentos.html#instintos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lc3Bpcml0by5vcmcuYnIvcG9ydGFsL2NvZGlmaWNhY2FvL3JlLzE4NjIvMDJnLWVuc2luYW1lbnRvcy5odG1sI2luc3RpbnRvcw==)
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Grego em 21 de Maio de 2009, 21:06
Oi amigos, registrei-me agora neste forum. Agradou-me sua inteligente organização, espero que possamos trocar ideias enriquecedoras.
Embora, estejam falando do mau, gostaria de apresentar uma cosideração sobre o MAL que é a principal qualidade do MAU. De um pensador italiano pelo qual tenho grande admiração e que ofereceu a sua Obra ao Movimento Espírita: A ilusão de nossa ignorância está em acreditar que o mal possa ser lançado só contra os outros, sem que ele repercuta em nós. (P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética) [/color]
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Luizahelena em 21 de Maio de 2009, 23:48
Citar
Vou então responder-lhe, mas esperava mais de si, pelos conhecimentos que nos tenta trazer constantemente aqui no Forum, desculpe a minha sinceridade. Senão como fará sentido a mensagem que nos trouxe e deu inicio a este Topico?!

Considero isso um mal que persiste no meio espírita. Nada pessoal. Somos eternos aprendizes e não devemos exigir das pessoas serem espíritos perfeitos ou espíritas perfeitos. Podemos errar, podemos não entender bem o que o amigo diz mas devemos, nós espíritas, exercer a fraternidade pois discordar não é desrespeitar. Não é porque temos conhecimento que não podemos errar. Caminhemos! Se precisarmos alertar algum amigo que seja com mansuetude para não causar dissabores entre nós que estamos buscando entendimento em um mundo conturbado e competitivo. Se dentro das casas espíritas encontarmos julgamentos precipitados, injustos, se dentro deste forum não encontrarmos um ambiente solidário, qual a razão de estarmos aqui?! As críticas duras trazem inibições aqui dentro, deixando muitos de se expressarem por medo de serem julgadas.

Abraços a todos e obrigada pelas reflexões. Aprendo muito com vocês!

Luiza.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Luizahelena em 21 de Maio de 2009, 23:59
Olá amigos!!!

Jesus dizia que o joio deveria crescer junto com o trigo. Contudo, no momento aprazado separaria um do outro. O trigo representa o bem; o joio, o mal. Os dois devem crescer juntos, ou seja, não há dualismo entre um e outro, pois o mal é sempre visualizado como a ausência do bem. Ele só surge quando o bem não se fez presente. É como o ladrão que rouba. Ele só rouba porque não houve antes uma prevenção.

Resistir ao mal significa suportar pacientemente a sua presença, mas sem perder de vista o bem. Haverá tentações, desânimo, mal-entendidos e incompreensões alheias. Nada disso deve tirar o ensejo de continuarmos firmes em nossa jornada evolutiva, pois "a seu tempo ceifaremos se não houvermos desfalecidos".

Não nos detenhamos apenas em praticar atos de caridade; sejamos também caridosos. Auxiliemos o próximo, não por uma espécie de convenção social, mas como um arroubo que parte do íntimo de nosso coração.  Fonte Viva

Carinho;

Luiza


Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 22 de Maio de 2009, 00:11
OLa Amigo Grego
Muita paz

  " A ilusão de nossa ignorância está em acreditar que o mal possa ser lançado só contra os outros, sem que ele repercuta em nós. "(P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética)   
     

      Meu bom Amigo, no garante das realizações , Pietro Ubaldi, traz-nos enormes ensinamentos,e aqui o demonstra que pela ignorância podemos desfalecer de valores, mas que também retendo a vontade de que o bom senso acabara por imperar, seremos sempre uma parte dessa ilusão e daqual faz parte a idealização de como seres seriamos perfeitos , mero engano nosso, mas que o erro nos serve no crescimento não tenho duvida.

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 22 de Maio de 2009, 00:25
Ola Amiga Luiza Helena
Muita paz

      Agradeço os elogios dados, na essência do mau se conserva que ele nos ensina, daí, tal como no titulo do topico, o mau também pode ser bom Amigo.
      Todos podemos ser sumidades do conhecimento, mas não nos dá o direito como você diz e bem de julgar, e repare que cometemos os mesmos atributos da complexibilidade do mau!
     Não é verdade, a cumplicidade de julgar está inerente ao mau, logo também podemos ser bons Amigos.
      Mas então para quê tanta justificação,o perfecionismo, é equivocado para quem faz um julgamento do Ser , sem o parecer.
      Como vê todos aprendemos estou a aprender imenso, sou um excelente ouvinte, mas mau prosador, falo pelo que sinto, mas não pelo halo de incumbência , porque quem seria eu para tal valorização merecer!?
       Sou mais um dos maus, mas que está a prender que se pode ser bom, é complexa a ideia, mas não é corrupta, é verdadeira...todos temos que reconhecer o mau, p+or isso também o sou, porém também consigo ser Amigo......

     Muita paz e harmonia no coração

VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: PJC em 06 de Junho de 2009, 17:53
É para se meditar bastante neste assunto tão proveitoso e prazeiroso, qual o conceito de mau e de bom, no que eu posso ser bom outra pessoa pode ser mau, ao passo que no que ele é bom eu posso ser mau, por exemplo: posso ser um bom músico mas um mau cantor, enquanto o que é bom cantor pode ser mau músico, mas podemos um aprender com o outro.
Isto vale para tudo porque os defeitos que um irmão tem eu não tenho, mas posso ter outros defeitos que ele não tem, afinal nós que encarnamos na Terra estamos cheios de impefeições, não é mesmo?

Um abraço a todos, que DEUS nos abençoe com muita luz e paz!!!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 07 de Junho de 2009, 19:04
Ola Amigo PJC
Muita Paz

     Palavras enormes as suas e nesse sentido relevo para Fernando Pessoa o endereço da realidade  do livre-arbitrio, e por tudo aquilo que disseste ser verdade tomemos a realidade eplo poeta:

Do Livre Arbítrio

A ideia de livre arbítrio, na minha opinião, tem o seu princípio na aplicação ao mundo moral da ideia primitiva e natural de liberdade física. Esta aplicação, esta analogia é inconsciente; e é também falsa. É, repito, um daqueles erros inconscientes que nós cometemos; um daqueles falsos raciocínios nos quais tantas vezes e tão naturalmente caímos. Schopenhauer mostrou que a primitiva noção de liberdade é a "ausência de obstáculos", uma noção puramente física. E na nossa concepção humana de liberdade a noção persiste. Ninguém toma um idiota, ou louco por responsável. Porquê? Porque ele concebe uma coisa no cérebro como um obstáculo a um verdadeiro juízo.
A ideia de liberdade é uma ideia puramente metafísica.

A ideia primária é a ideia de responsabilidade que é somente a aplicação da ideia de causa, pela referência de um efeito à sua Causa. "Uma pessoa bate-me; eu bato àquela em defesa." A primeira atingiu a segunda e matou-a. Eu vi tudo. Essa pessoa é a Causa da morte da outra." Tudo isto é inteiramente verdade.
Assim se vê que a ideia de livre arbítrio não é de modo algum primitiva; essa responsabilidade, fundada numa legítima mas ignorante aplicação do princípio de Causalidade é a ideia realmente primitiva.
Ao princípio o homem não é consciente senão da liberdade física. Ao princípio não há um tal estado metafísico da mente. A ideia de liberdade apareceu pela razão, é metafísica e, portanto, sujeita a erro.
A opinião popular, pelo que vimos, põe o elemento real de liberdade moral no juízo, na consideração, no poder de percepção, para distinguir o bem do mal, para os discutir mentalmente. Mas esta afirmação é falsa. A concepção popular é esta: esse juízo é o que considera uma coisa, decidindo se ela é boa ou má. Na opinião popular é esta faculdade que nos diz que uma coisa é boa ou má; é, pensa-se, o elemento do bem em nós. O povo pensa que se eu noto que uma ação é má e não obstante eu a pratico, eu sou réu do mal.
A ideia de liberdade moral não é de modo nenhum primitiva, nem mesmo de hoje na mente popular, ou hipoteticamente, em qualquer mente culta que ignore inteiramente a questão. É uma ideia adquirida pela razão, uma ideia filosófica. Primitivamente não há nem senso moral de liberdade nem um senso de determinismo. É inútil pensar que um selvagem tenha um senso de liberdade moral.
O homem é um animal perfeito e o único senso primitivo neste caso é o senso de liberdade física. "Eu posso fazer o que quero." Disto não há dúvida, evidentemente. Até agora eu não estou prisioneiro, nem paralítico, nem ligado por qualquer obstáculo físico, eu sou livre: posso fazer o que quero. "Mas posso eu querer o que quero e não querer nada mais?" Eis aqui a grande questão. Ora esta inconsciência primitiva, para que lado pende mais: para o livre arbítrio ou para o determinismo?

Fernando Pessoa, in 'Ideias Filosóficas'

Muita paz
VICTOR PASSOS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: hcancela em 08 de Junho de 2009, 21:19
Olá amigos(as)

É possível que os maus sejam entre si prazenteiros, não enquanto maus ou nem bons nem maus, mas enquanto, por exemplo, ambos são músicos, ou um é melómano e o outro cantor; e enquanto todos têm algo de bom e nisto se harmonizam entre si poderão, ademais, ser reciprocamente úteis e prestáveis, não em sentido absoluto, mas em vista da sua escolha, ou enquanto não são nem bons nem maus. É igualmente possível a um homem de bem ter um amigo medíocre; cada qual pode, de facto, ser útil ao outro em vista da escolha, o medíocre pode apoiar utilmente o projecto do bom, e este último pode secundar com utilidade o projecto do incontinente e do mau em conformidade com a sua natureza; e desejará para o outro as coisas boas: em sentido absoluto as coisas absolutamente boas e, de modo condicional, os bens que são tais para aquele, enquanto o ajudam na pobreza ou nas enfermidades, e estes em vista dos bens absolutos: como, por exemplo, tomar um remédio; não o quer, de facto, por si mesmo, mas em vista deste fim determinado.

Além disso, [o bom pode ser amigo do medíocre] naqueles modos em que também os não bons seriam entre si amigos. Pode um, de facto, ser aprazível não enquanto mau, mas enquanto partilha uma das propriedades comuns, por exemplo, se é músico. Também enquanto em todos há algo de bom; por isso, alguns associam-se, inclusivé, ao homem bom. Ou enquanto se acomodam a cada qual: todos têm, de facto, algo de bom.

Aristóteles, in 'Ética a Eudemo'


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: odraci em 15 de Agosto de 2009, 16:33
boa tarde,


Sim, muitas coisas mesmo,
contando que ninguém é completamente
mau.



odraci martins
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 15 de Agosto de 2009, 16:41
Ola Amigo Odraci
Muita paz e harmonia

A História da Chave

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

      Com a saída do chefe da casa e dos filhos mais velhos para o trabalho e com a ausência das crianças na escola, Dona Cidália era obrigada, por vezes, a deixar a casa, a sós, porque devia buscar lenha, à distância.

      Aí começou uma dificuldade.

      Certa vizinha, vendo a casa fechada, ia ao quintal e colhia as verduras.

      A madrasta bondosa preocupou-se.

      Sem verduras não haveria dinheiro para o serviço escolar.

      Dona Cidália observou... observou...

      E ficou sabendo quem lhes subtraia os recursos da horta; entretanto, repugnava-lhe a idéia de ofender uma pesoa amiga por causa de repolhos e alfaces.

      Chamou, então, o Chico e lembrou.

      - Meu filho, você diz que, às vezes, encontra o Espírito de Dona Maria. Peça-lhe um conselho. Nossa horta está desaparecendo e, sem ela, como sustentar o serviço da escola?

      Chico procurou o quintal à tardinha e rezou e, como das outras vezes, a mãezinha apareceu.

      O menino contou-lhe o que se passava e pediu-lhe socorro.

      D. Maria então lhe disse:

      - Você diga à Cidália que realmente não devemos brigar com os vizinhos que sempre são pessoas de quem necessitamos. Será então aconselhável que ela dê a chave da casa à amiga que vem talando a horta, sempre que precise ausentar-se, porque, desse modo a vizinha, ao invés de prejudicar os legumes, nos ajudará a tomar conta deles.

      Dona Cidália achou o conselho excelente e cumpriu a determinação.

      Foi assim que a vizinha não mais tocou nas hortaliças, porque passou a responsabilizar-se pela casa inteira.


muita paz

Victor Paz
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Mourarego em 15 de Agosto de 2009, 17:01
Pergunta de OLE: "Os Espíritos haverão de passar todos, pela fieira do mal?"
Resposta: "Pela fieira do mal não, mas pela da ignorância".
Logo, ninguém é necessariamente mau, faz-se mau pelo comprazimento que sente em fazer o mal.
O que é o mal? É a ausência do bem. Ora, então se há uma ausência é ai que reside a ignorância pois a tal ausência resulta dessa ignorância que nos faz não acedermos às estruturas do bem geral e então damos o que temos.
Abração,
Moura
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 15 de Agosto de 2009, 17:09
Ola Amigo Mourego
Muita paz

Concordo plenamente , assim como o mal é um veiculo de aprendizado...

Aproveitar do mal feito por outro é participar dele. Talvez tenha recuado da ação. Mas, se encontrando-as pronta para ele a usa, é que a aprova e que o faria ele mesmo se pudesse, ou se ousasse.
L. E. pg 263

Fazer o bem não é só ser caridoso, mas útil na medida do vosso poder, todas as vezes que vosso concurso pode ser necessário.
L. E. pg 263

É preciso fazer o bem no limite de suas forças, porque cada um responderá por todo o mal que resulte do bem que não haja feito.
L. E. pg 263

Não fazer o bem já é um mal.
L. E. pg 267

Tendes sobre a Terra homens desprovidos de egoísmo e praticando a caridade, além do que imaginais; mas os conheceis poucos porque a virtude não procura se pôr em evidência.
L. E. pg 352

Aquilo que vos parece um mal não é sempre um mal; freqüentemente um bem deve surgir maior que o mal, e é isso que não compreendeis, porque não pensais senão no momento presente ou em vossa pessoa.
L. E. pg 229

Amar aos nossos inimigos é perdoar-lhes e restituir bem por mal. Por esse meio nos tornamos superiores a eles; pela vingança, colocamo-nos abaixo deles.
L. E. pg 342

O homem poderia vencer sempre suas más tendências, algumas vezes, por fracos esforços. É a vontade que lhe falta. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços.
L. E. pg 350

A verdadeira desgraça está mais nas conseqüências de uma coisa, do que na própria coisa.
E. S. E. pg 79

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum.
A. C. pg 37

Possibilidade de produzir intensamente são recursos preciosos. No entanto, é imprescindível conhecer a substância daquilo que você produz.
A. C. pg 77

Quem alimenta o ódio, atira fogo ao próprio coração.
A. C. pg 115

O maledicente desejará que você observe, tanto quanto ele, o lado desagradável da vida alheia.
A. C. pg 147

Que o caminho do bem é laborioso e difícil, não padece dúvida; no entanto, se você não se dispuser a segui-lo, ninguém o livrará da perigosa influência do mal.
A. C. pg 153

Perdoe o mau; a vida se encarregará dele.
A. C. pg 28

Toda impressão negativa ou maldosa que se transmite aos amigos, em forma de confidência, é o mesmo que propinar-lhes veneno através dos ouvidos.
S. V. pg 41

Só existe um mal a temer: aquele que ainda existe em nós.


Muita paz e um abraço

Victor Passos
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Mourarego em 15 de Agosto de 2009, 17:18
Verdade mano Victor!
Mesmo o orgulho não é, em sua essência um mal, mas torna-se este pelo excesso ou incúria do orgulhoso.
diz em OLE que o orgulho, muitas vezes nos remete para a vitória. Logo o mal está no excesso, na viciação.
Senão, haveria o Superemo Arquiteto do Universo, a fazer coisas ruins e Ele não erra!
Abração e obrigado por me haver compreendido.
Abração,
Moura
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: hcancela em 15 de Agosto de 2009, 17:44
Olá amigos(as)

Retirei este artigo que pareceu-me interessante ;)


O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
É possível que os maus sejam entre si prazenteiros, não enquanto maus ou nem bons nem maus, mas enquanto, por exemplo, ambos são músicos, ou um é melómano e o outro cantor; e enquanto todos têm algo de bom e nisto se harmonizam entre si poderão, ademais, ser reciprocamente úteis e prestáveis, não em sentido absoluto, mas em vista da sua escolha, ou enquanto não são nem bons nem maus. É igualmente possível a um homem de bem ter um amigo medíocre; cada qual pode, de facto, ser útil ao outro em vista da escolha, o medíocre pode apoiar utilmente o projecto do bom, e este último pode secundar com utilidade o projecto do incontinente e do mau em conformidade com a sua natureza; e desejará para o outro as coisas boas: em sentido absoluto as coisas absolutamente boas e, de modo condicional, os bens que são tais para aquele, enquanto o ajudam na pobreza ou nas enfermidades, e estes em vista dos bens absolutos: como, por exemplo, tomar um remédio; não o quer, de facto, por si mesmo, mas em vista deste fim determinado.

Além disso, [o bom pode ser amigo do medíocre] naqueles modos em que também os não bons seriam entre si amigos. Pode um, de facto, ser aprazível não enquanto mau, mas enquanto partilha uma das propriedades comuns, por exemplo, se é músico. Também enquanto em todos há algo de bom; por isso, alguns associam-se, inclusivé, ao homem bom. Ou enquanto se acomodam a cada qual: todos têm, de facto, algo de bom.

Aristóteles, in 'Ética a Eudemo'


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Suyen em 24 de Agosto de 2009, 18:51
Feliz texto para ver no início de uma nova semana.
Acredito que na nossa dimensão dual a imagem do mal e do bem estejam em extremos, e isso traduz muita confusão que, em muitos casos, é usada propositalmente para controle, pois conhecimento e informação tem poder.
Li em alguns posts sobre obsessores e energias deletérias, e penso que tudo o que existe é permitido por uma ordem superior (que está em dimensão diferente da nossa) e tem uma função para existir.
Vou partilhar uma história pessoal:
Há muitos anos em um centro espírita me perguntava porque certas coisas não aconteciam da forma desejada. Lembro que em prece qustionei o porquê de não ter acontecido uma determinada aquisição importante para mim. Em determinado momento uma amiga de luz disse:
. muitas vezes, o que se quer não se conhece. O que você realmente quer você ainda não conhece.
Na hora entendi que era para mim, mesmo em meio a uma comunicação geral. Guardei estas palavras. Três meses depois, numa sincronicidade especial, encontrei o que não conhecia, e que era muito superior ao que pretendia adquirir na ocasião. Era um desafio muito maior, e que iria exigir muito mais de mim. Aconteceu perfeita e adequadamente.

Guardei esta situação e entendi que por vezes algo interrompe o caminho justamente para que se encontre o melhor caminho.
Um abraço a todos :)
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: AnninhaRios em 26 de Setembro de 2009, 02:47
Uma vez ouvi de um menininho, que devia ter uns cinco ou seis aninhos: "A gente acha a lesma nojenta. Mas eu acho que a lesma, ela mesma, não deve se achar tão nojenta."

E uma outra criança, ouvindo, complementou: "Ela deve achar é a gente bem esquisito."
Num outro exemplo, vi num filme (também infantil), um menino que tinha encolhido e entrara num formigueiro. A formiga o cutucava, e enojada, dizia: "Eca, ele está do avesso!!!"

Penso que se o mal personificado existisse, ele mesmo não se acharia outra coisa, senão bom? Não acharia justificativa para o que quer que fizesse, julgando-se um justiceiro?

Mau? Mau, mau... Hoje fiz uma oração, pedindo aos irmãozinhos trabalhadores da luz que, caso um obsessor esteja a me obsediar (é assim que se escreve?), me ajude a não ceder às negatividades que me influencie. E que eu possa ajudá-lo a melhorar. Se ele me obsediar, deve estar na mesma vibração que eu e, assim como eu, acha que não merece alguém "mau" perto de si. Parei e pensei: Se me foi permitido isso, não seria para o meu crescimento? E eu hei de desprezar uma experiência que me foi concedida para crescer? Cresçamos juntos. Orarei para que ele possa, assim como eu também desejo, encontrar o caminho que tanto almejo.


Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 26 de Setembro de 2009, 09:29
Ola Muita paz
Amiga Anninha


Despertar...

          E o chimpanzé despertou. Despertou em uma atmosfera irreal, como que de sonho, mas estava desperto e consciente. Tentou se mover e se moveu facilmente. Tentou galgar árvore próxima e num instante estava lá. Se olhou, olhou ao redor, tudo tinha um quê de diferente mas não saberia definir.

          Tentou lembrar. Imagens dele velho e pesado afloraram. Imagens de dificuldade em galgar árvores, de dificuldade em buscar alimento, de uma fraqueza, de uma sonolência... Sono, muito sono. E agora desperto e ágil. O que houve. Palavras, não havia palavras, só guinchos. Mas lá no fundo, lá no fundo a necessidade de expressar outros sons. Que sons ? Sons que combinassem com uma percepção algo ampliada, um prazer, um bem estar "diferente".

          Tentou novamente lembrar. Lembrar não seria bem o termo, era como olhar para o "ontem". E imagens se formaram, imagens cresceram, imagens o envolveram, como nunca aconteceu antes. Foi como se voltasse no tempo. Ele velho e pesado, com vagos temores e algum desejo inconsciente de "mudar". "Mudar como"? "Mudar" para onde? Só conhecia a floresta. E imagens da floresta amiga e protetora perpassaram sua mente. Árvores que traduziam uma sensação de "bem estar", de "segurança". Árvores que traziam sensação de "perigo", de "insegurança". Aquela nascente d’água que era "bom". Junto com a imagem da nascente veio a imagem do sol, um sol quente, bom, mas que às vezes deixava de ser bom, mas indo para a nascente voltava a ficar "bom". E aí percebeu: as árvores boas tinham, ou alimento, ou eram altas e "fechadas", protegendo dos animais "ruins". As árvores ruins tinham comida ruim, ou não davam sensação de segurança. Imagens de um galho se rompendo e de uma queda com dor. Depois não subiu mais naquelas árvores.

          E lembrou mais. Lembrou "antes". Ele, jovem e forte. Ele com uma companheira. Companheira era "bom". E veio mais. Instinto "bom". Filhotes. Dava uma sensação boa protegê-los, dar comida. E cresceram, e brincaram. E lembrou mais. Ele, um filhote. Uma macaca grande e protetora. Dava sensação de segurança, muita segurança. Ela convidando a subir em árvores, ele acompanhando. Mais para trás. Ele agarrado aos pêlos dela, mamando. Voltando mais. Imagens difusas, como que uma memória racial, mas estavam lá. Novamente macaco, depois macaca, depois... Mas sempre com algo "bom" e algo "ruim". Mas do que era "ruim" aprendia a se defender, a evitar. Lembrou também de uns esquisitos macaquinhos sem pelo, com peles esquisitas, e coisas esquisitas que algumas vezes apareceram na floresta. Eram esquisitos porque uns davam uma sensação de "muito ruim", de "grande perigo", e eram perigosos porque apontavam coisas que faziam barulho e machucavam e matavam; enquanto outros, muito poucos, pareciam fazer parte da floresta, do "tudo". Só que pareciam ter algo mais. Os sons, muitos e variados, a presença, "diferente". Era como se fossem "mais".

          E aí se sentiu como uma consciência, um "eu" presente no tempo e no espaço. Uma consciência que tivesse estado em várias "formas". E que tivesse aprendido. Aprendido a "viver", a se defender. Aprendido a se unir a outros iguais para se proteger. E percebeu mais. Algo muito grande, algo protetor, algo que o fez lembrar da macaca sua mãe. Mas era muito maior. E, muito mais "bom". Algo que parecia "mãe", parecia "pai", ele não entendia, ardia por entender, mas que era muito "bom". E este algo grande o fez sentir que tudo parecia vir Dêle. A floresta, a nascente d’água, os outros macacos, os outros animais. Inclusive aqueles esquisitos macaquinhos que davam sensação de "grande perigo".

          E aí nasceu uma pergunta. Fulgurou na mente uma pergunta. Um desejo de entender a floresta, as consciências que nela viviam e além dela, muito além. O céu, o vento, o sol, a lua, o "tudo". E aí perguntou a este "Algo" que parecia ser pai e mãe dele e de tudo. Não sabe como, mas perguntou: O que sou ? O que é o "tudo"? E desejou, desejou muito entender. Desejou ser mais. Desejou ver mais. Desejou expressar mais. Desejou ser esta Maravilhosa presença, ou parte dela. E como desejou. Não sabe quanto tempo ficou desejando. Só sabe que algo aconteceu. Este "Algo" que parece ser pai, que parece ser mãe, que é bom sentir sua presença, "pensar" nele, respondeu. Ele não sabe se foi uma voz, uma sensação, uma luz, ou um pensamento. Foi uma resposta clara a firme que o satisfez. Uma resposta que definiu seu futuro. Uma resposta mais profunda que tudo que já ouviu e já sentiu. Mas uma resposta:

          - És uma consciência imortal no rumo do infinito. Agora aprenderás a ser um homem! Depois aprenderás a ser um deus!.

Alguém
Victor Passos
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: AnninhaRios em 26 de Setembro de 2009, 15:07
Victor,

não poderia dizer mais nada, nem explicar a sensação que seu texto me deu.

1 Co 13:12
"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido."

Vivo na fé, na esperança e no amor desse alargar de consciência.

Um grandissíssimo abraço, amigo.
:)
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 27 de Setembro de 2009, 12:35
Ola muita paz e harmonia

Amiga Anninha Rios

Aproveite o Ensejo

Livro: Agenda Cristã
André Luiz & Francisco Cândido Xavier


          Não é companheiro dócil que exige a sua compreensão fraternal mais imediata. É aquele que ainda luta por domar a ferocidade da ira, dentro do próprio peito.

          Não é o irmão cheio de entendimento evangélico que reclama suas atenções inadiáveis. É aquele que ainda não conseguiu eliminar a víbora da malícia do campo do coração.

          Não é o amigo que marcha em paz, na senda do bem, quem solicita seu cuidado insistente. É aquele que se perdeu no cipoal da discórdia e da incompreensão, sem forças para tornar ao caminho reto.

          Não é a criatura que respira no trabalho normal que requisita socorro urgente. É aquela que não teve suficiente recurso para vencer as circunstâncias constrangedoras da experiência humana e se precipitou na zona escura do desequilíbrio.

          É muito provável que, por enquanto, seja plenamente dispensável a sua cooperação no paraíso. É indiscutível, porém, a realidade de que, no momento, o seu lugar de servir e aprender, ajudar e amar, é na Terra mesmo.

 
Muita paz e harmnonia
Victor Passos
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Laurikytta em 14 de Novembro de 2009, 17:48
Olá Pessoal!

O MAL EXISTE ?  ???

Certo dia um professor ateu desafiou seus alunos com a seguinte pergunta: “Deus fez tudo o que existe?”
Um estudante respondeu corajosamente: "Sim, fez!"
“Deus fez tudo, mesmo?” Insistiu o professor.
“Sim, professor” respondeu o jovem.
O professor replicou: “De Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe. E, considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, e somos a imagem e semelhança de Deus, então Deus é o mal.
O estudante calou-se diante de tal afirmativa e o professor ficou feliz por haver provado uma vez mais que a fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse: “Posso lhe fazer uma pergunta, professor?”
“Sem dúvida”, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou: “Professor, o frio existe?”
“Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?”
O rapaz respondeu: “Na verdade, professor, o frio não existe. Eu não sou especialista no assunto, mas, segundo as leis da física, o que consideramos frio é, na realidade, ausência de calor.
Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.
Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.”
E a escuridão, existe?” Continuou o estudante.
O professor respondeu: “Mas é claro que sim.”
“Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é, na verdade, a ausência da luz.
Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda.
A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.
Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?
Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.”
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor: “Diga, professor, o mal existe?”
Ele respondeu: “Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.”
Então o estudante disse: “O mal não existe, professor, ou, pelo menos, não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência do bem.
O mal, como acontece com o frio e o calor, é um termo que o homem criou para descrever essa ausência do bem.
Assim sendo, Deus não criou o mal.
Deus criou o amor, a fé, que existem como existe a luz e o calor.
Já o mal é resultado da falta de Deus nos corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."
Diante da lógica da argumentação do aluno, o professor se calou, pensativo.

***
O mal não tem vida própria, é apenas a ausência do bem.
Onde o bem se faz presente o mal bate em retirada.
Já o amor é de essência divina, e está presente nos corações de todos os homens, mesmo que em estado latente, esperando a oportunidade de germinar, crescer e florescer.

bJUS!!!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.
 
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Mourarego em 16 de Novembro de 2009, 21:09
Se apenas pela presença do bem o Mal batesse em retirada, haveríamos de ter encontrado erro crasso no ditado da plêiade já que é ela mesmo que dita a kardec  que "em mundos de provas e expiações o mal se sobrepõe ao bem".
Havemos de tomar muito cuidado com certas autorias.
Abraços,
Moura
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Laurikytta em 18 de Novembro de 2009, 17:41
Olá pessoal!

" A origem do mal reside no orgulho e no egoísmo. Os abusos de toda especíe cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade."Autoria: Allan Kardec ( Evangelho Segundo o Espiritismo/ cap: XVI, item 10 )

Ou seja, o destino de todos aki neste mundo de provas e expiações, é evoluir de conformidade com suas obras. Então não posso acreditar que o mal se sebreponha ao bem... até pq o mal fika em evidência, ao contrario do bem. Por ex: nos jornais e tv vc vê mto falar de tragêdias, mas isso não quer dizer que ele está a sobrepor ao bem. Por acaso já ouviu publicar sobre alguém que tenha ajudado um azilo? Um orfanato? Uma instituição que toda semana ajuda familias doando-lhes cestas básicas? Que promovem sopas para levar aos desabrigados da sorte e do frio? Não...isso não vemos na tv... Sabe pq? "Não saiba sua mão esqueda, o que dê a sua mão direita." ( Evangelho Segundo Espiritismo/ cap XIII ) É nisto que consite o bem. Fazer sem olhar a quem. Por isso não é colocado em evidência as boas obras, aliás não dá hibope.
Caso eu viesse acreditar que o mal venceria o bem, me perguntaria em reflexões profundas: Para quê, entao lutar pelo bem? Já que no fim das contas o mal vai vencer...não é?

Ainda continuo a acreditar que o mal não tem vida propria, que ele é a ausência do bem e que sua simples presença pode colocar o mal em retirada... mas no caso da dúvida faço como nosso iluminado Kardec: " Na ausência de provas, a dúvida se faz no homem ponderado."

Bjus!!!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: AnninhaRios em 23 de Novembro de 2009, 00:32
Citar
Se apenas pela presença do bem o Mal batesse em retirada, haveríamos de ter encontrado erro crasso no ditado da plêiade já que é ela mesmo que dita a kardec  que "em mundos de provas e expiações o mal se sobrepõe ao bem".
Havemos de tomar muito cuidado com certas autorias.
Abraços,
Moura

Moura, meu muito querido, não penso que a frase esteja completamente errada. Penso que, assim como a presença luz alumia o ambiente e dissipa a escuridão, o bem afasta, sim, o mal, que bate em retirada.

O que me ocorre, é que nos mundos de provas e expiações o mal se sobrepõe ao bem porque os que habitam nesse mundo - pela própria razão evolutiva de aí estarem - o permitem, não perseverando em boas ações e em boas obras.

Se não há mal senão quando praticado, e quem o pratica somos nós, pode-se dizer que nesses mundos de expiação o mal sobrepuja o bem pela força do próprio mundo? Ou pela qualidade moral dos que nele habitam?

Assim, se aqui perseverássemos todos nas boas demandas, estaríamos permeando de bondade o mundo, e o mal não mais venceria o bem, e não mais este seria um mundo de provas e expiações.

Equivoco-me? (Se sim, óbvio que fico feliz com esclarecimentos! ;D)
Abracinhos fraternos.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Dothy em 28 de Janeiro de 2010, 22:04
Todos nós fomos criado simples e ignorantes,e temos dentro de nós o bem e o Mal....dai o resultado até o Mal pode ser bom!!!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: mecame em 29 de Janeiro de 2010, 02:37
O mal nunca pode ser bom, irmãzinha. O mal é o antonimo do bem. Como o contrário do bem pode ser bom? Fomos criados ignorantes e não maus. Se tiverssemos sido criados maus, o seu pensamento estaria correto, mas fomos criados ignorantes. Ainda somos muito ignorantes salvo a evolução que já alcançamos. Mas, o mal é uma questão de sentimento e não ignorancia. O mal nunca e em nenhum momento será bom. A paz de Cristo
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: SB em 29 de Janeiro de 2010, 10:46
Mecame,

Atenção ás afirmativas.

já pensou que podem estar os dois certos...ou errados...depende apenas de conceitos e interpretações :)

Deve pensar que todo o mal vem da nossa imperfeição, por isso a irmazinha, como vc se dirigi a Dothy, não está errada, pois temos o bem e o mal...ou seremos já perfeitos?

Por outro lado, e se pensarmos que atraves do erro crescemos, porque nao dar o beneficio do mal ser bom para nós?!

Não devemos nos limitar quando ainda temos informações muito deficientes do que somos e do que nos cerca ;) neste caso e nesta actualidade, o Mal e o Bem são apenas significados a criterios morais. E a lei moral deve-se muitas vezes do nosso conhecimento do momento em que vivemos, sendo este influenciado por uma cultura, sociedade e educação.

E...

Onde há luz, há sombra ;)

Abraços
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Zefiro em 29 de Janeiro de 2010, 11:21
              
                 Este termo "AMIGO" tem de ser entendido na forma de que irá ajudar-nos a avaliar nosso intimo, mas não será nosso amigo quando estiver dentro de nós.

                  Pois, o mau em nosso âmago só irá nos machucar como atualmente o faz. Pois bem, ele ocasiona feridas, e tais feridas criadas pelo mau acabam gerando dor (frustração, inveja, timidez, ódio, ignorancia,...), tais feridas representarão o momento oportuno para se poder mudar, transformar-se.

             O mau vem para a reestruturação interior, mesmo que provenha de outrem contra nós, porque sempre nos irá fazer reavaliar e erguer novamente, nos personificando que é hora de mudar.

             "Alea Jacta Est".

                 Muito Grato.

                 Dominus Vobiscum.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: hcancela em 29 de Janeiro de 2010, 14:47
Olá amigos(as)

Algures disse que o mal é apenas a ausência do bem. :-*

O mal é apenas ignorância(porque tudo é temporário, até o mal). :-*

O mau pode perfeitamente ser amigo, especialmente se duas criaturas forem ladrões; podem ser amigos no acto de roubar ;D ;D ;D ;D.(Perdoem o trocadilho). ;) ;) ;) ;)

Agora um pouco mais sério.EHEHEHEHEH ;D

Lembram as palavras de Jesus quando disse:

Se amardes o que vos amam, que fazeis de bom? Não fazem isso também os Publicamos.

Lembram? Os ditos maus também se amam uns aos outros.Os ditos assassinos também amam os seus filhos e seus familiares.Daí as palavras de Jesus, ao dizer!Que fazeis de bom, se amardes os vossos, não fazem isso os Publicamos.

Os maus são com certeza amigos de alguém, quanto mais não seja , pela conveniência de seus actos ou crimes. Lembro até um pessoa minha conhecida de infância e que sempre tive boas relações, apesar de não conviver com ele, e sempre me tratou muito bem , a mim e há minha família, e digo-vos mais? Quando via a minha mãe e a minha irmã, parecia que via (Deus) tamanho o respeito que tinha por elas.(Agora aqui para nós que ninguém nos ouve? Ele não era nada e mesmo nada,flor que se cheira-se.

SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: filhodobino em 01 de Fevereiro de 2010, 22:04
Penso caros Irmãos que é neste sentido da compreensão das fraquezas humanas que o Cristo se manifestou através desta parábola...

Lucas 16
         1    Dizia Jesus também aos seus discípulos: Havia certo homem rico, que tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de estar dissipando os seus bens.
         2    Chamou-o, então, e lhe disse: Que é isso que ouço dizer de ti? Presta contas da tua mordomia; porque já não podes mais ser meu mordomo.
         3    Disse, pois, o mordomo consigo: Que hei de fazer, já que o meu senhor me tira a mordomia? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha.
         4    Agora sei o que vou fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas.
         5    E chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor?
         6    Respondeu ele: Cem cados de azeite. Disse-lhe então: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinqüenta.
         7    Perguntou depois a outro: E tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. E disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta.
         8    E louvou aquele senhor ao injusto mordomo por haver procedido com sagacidade; porque os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz.
         9    Eu vos digo ainda: Granjeai amigos por meio das riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
         10    Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; quem é injusto no pouco, também é injusto no muito.
         11    Se, pois, nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?
         12    E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?
         13    Nenhum servo pode servir dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar ao outro, o há de odiar a um e amar ao outro, o há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
         14    Os fariseus, que eram gananciosos, ouviam todas essas coisas e zombavam dele.
         15    E ele lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.
Saúde e Paz a todos!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Dalila... em 08 de Fevereiro de 2010, 23:12

Ola irmãos, muita paz a td!!!
Ja havia lido essa história q nosso irmão Vitor Passos, passou sobre a conversa do professor com os alunos.
E no meu pequeno conhecimento e vivência , posso dizer , q o mal n existe, digo n q refiro a minha vida, em td momentos difícieis,a td mal q me aconteceu, muitas das vezes por injustiça, nunca vi ele como o mal, n sei explicar, mas via ele como uma transformação n minha vida.
Sempre fui curiosa, sempre pensei, pq o mal veio a minha vida se eu n merecia passar por tantos aborrecimentos e tristesa, e dentro do meu coração sempre vinha uma voz interior q m dizia, o q te intristese n é o mal, mas sim o perfeito, o q nos leva a evoluir esta distante em sua vida.
Eu sentia uma paz sempre q passava por essas didiculdades, injustiça, e hj sei, q meu debito em algum , ou ha alguem fez esse (mal) vir a mim para meu aprimoramento.
Peço desculpa se n consegui passar ha voces o meu pensamento, mas a participação aqui n Forum a cada dia com certeza me fara melhorar e poderei n minha simplicidade poder ser clara e se possivel ajudar com minha opinião a td meus irmãos, e esses peço, se eu fizer algo, ou dizer algo q esteja incorreto, td tenham a liberdade de me mostrar minha falha e lme levar ao melhor conhecimento.
Paz a todos.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Dalila... em 15 de Fevereiro de 2010, 20:27
O mal n existe n obra d criador.

Ele está em nossas vidas por nossa opção, assim acredito.
Se eu desejo o q nao me deve desejar e querer eu estou trazendo há mim o mal.
Se vivo num mundo da materialidade, estou convidando-o a entrar em minha vida e afastar a espiritualidade pra longe de mim.

Se n vivo em contante reforma íntima,se n sei perdoar, com certeza terei o mal como aliado para o atraso de minha evolução.
E por ai vai ... intaum pq colocar culpa n mal, dizer o mal q me fez levar a isso, dizer q ele existe,acredito q exista a falta d bem em nossas vidas, por nossa opção, estamos no mundo de expiação e provas, e por n aproveitar a cada vida q Deus n da atraves das reencarnações trazemos o sr. mal como nosso companheiro.
E qt soubermos fazer a escolha certa, saberemos q ele nunca existiu e sim q nós q afastamos o bem de nossas vidas.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: MarcoALSilva em 15 de Fevereiro de 2010, 22:19
Peço licença para postar como o fiz em outro tópico:

Após apontar a existência de dois tipos de Mal, (os evitáveis e os inevitáveis), Kardec propõe que o conceito em si de Mal é relativo. Uma circunstância muitas vezes pode aparentar ser um mal, quando, na verdade, se conhecidos fossem a causa, o objetivo e o resultado definitivo, seria tida como um bem.

O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível.
(A Gênese –  pág. 70)


É bem nesse contexto que podemos entender, pois, que a experiência no Mal leva ao Bem: dir-se-ia que circunstâncias tidas como males leva a um bem. Mesmo no que se refere à livres opções do ser, que freqüentemente o relega à dor por sua própria escolha, temos fatos e circunstâncias de aprendizado pela experiência. Muitos são os aspectos da vida em que o aprendizado não se opera senão à conta do treinamento inafastável e o respectivo esforço e dedicação. Vejamos adiante:

Um momento chega em que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida. Instruído pela experiência, ele se sente compelido a procurar no bem o remédio, sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Quando toma melhor caminho, é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro. A necessidade, pois, o constrange a melhorar-se moralmente, para ser mais feliz, do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições materiais da sua existência. (Grifei)
(A Gênese – pág. 72)


Tanto é verdade, que Kardec pronuncia uma das pedras basilares da conceituação espírita: o mal é a ausência do bem. Esse aspecto é de grande relevância por evidenciar que o Mal não é um atributo distinto do Bem.

Pode dizer-se que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. Assim como o frio não é um fluido especial, também o mal não é atributo distinto; um é o negativo do outro. Onde não existe o bem, forçosamente existe o mal. Não praticar o mal, já é um princípio do bem. Deus somente quer o bem; só do homem procede o mal. Se na criação houvesse um ser preposto ao mal, ninguém o poderia evitar; mas, tendo o homem a causa do mal em SI MESMO, tendo simultaneamente o livre-arbítrio e por guia as leis divinas, evitá-lo-á sempre que o queira.
(A Gênese – pág. 72)

Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: MarcoALSilva em 15 de Fevereiro de 2010, 22:21
[continuando...]

Ainda mais compreensível se torna a referida necessidade de experiência do ser tanto no Bem como no Mal quando verificamos o que Kardec fala das paixões e dos vícios:

Estudando-se todas as paixões e, mesmo, todos os vícios, vê-se que as raízes de umas e outros se acham no instinto de conservação, instinto que se encontra em toda a pujança nos animais e nos seres primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o ser nascido para a vida intelectual. O instinto se enfraquece, à medida que a inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria. O Espírito tem por destino a vida espiritual, porém, nas primeiras fases da sua existência corpórea, somente a exigências materiais lhe cumpre satisfazer e, para tal, o exercício das paixões constitui uma necessidade para o efeito da conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando. Mas, uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais e semimateriais, depois exclusivamente morais. É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final. Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto. Nessa situação, o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do ser. Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é, pois, relativo e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento.
(A Gênese – pág. 73). (Grifei)

Eis que o mal (ou, melhor dizendo, muito do que é tido como mal) é uma fase do desenvolvimento do ser. O que outrora era um bem, torna-se um mal, conforme o ser deixa a animalidade e adentra à noção de si conforme o seu grau de adiantamento.

Todas as paixões têm, portanto, uma utilidade providencial, visto que, a não ser assim, Deus teria feito coisas inúteis e, até, nocivas. No abuso é que reside o mal e o homem abusa em virtude do seu livre-arbítrio. Mais tarde, esclarecido pelo seu próprio interesse, livremente escolhe entre o bem e o mal.
(A Gênese – pág. 74)


A situação do ser enquanto ainda nos limites mais primitivos é destacada por Kardec em O Céu e o Inferno:

Como prova da sua inocência, o quadro dos homens primitivos extasiados ante a Natureza e admirando nela a bondade do Criador é, sem dúvida, muito poético, mas pouco real. De fato, quanto mais se aproxima do primitivo estado, mais o homem se escraviza ao instinto, como se verifica ainda hoje nos povos bárbaros e selvagens contemporâneos; o que mais o preocupa, ou, antes, o que exclusivamente o preocupa é a satisfação das necessidades materiais, mesmo porque não tem outras.
O único sentido que pode torná-lo acessível aos gozos puramente morais não se desenvolve senão gradual e morosamente; a alma tem também a sua infância, a sua adolescência e virilidade como o corpo humano; mas para compreender o abstrato, quantas evoluções não tem ela de experimentar na Humanidade! Por quantas existências não deve ela passar!
(O Céu e o Inferno – pág. 115)
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: MarcoALSilva em 15 de Fevereiro de 2010, 22:27
[Ainda um pouco mais...]

Se nos remontarmos a estes últimos (homens primitivos), então, surpreendê-los-emos mais exclusivamente preocupados com a satisfação de necessidades materiais, resumindo o bem e o mal neste mundo somente no que concerne à satisfação ou prejuízo dessas necessidades.
(O Céu e o Inferno – pág. 116)

Assim Kardec identifica a causa de prevalecer no homem primitivo, conforme ganha mais responsabilidade por seu adiantamento, uma tendência ao mal.

Mas o homem é comumente mais sensível ao mal que ao bem; este lhe parece natural, ao passo que aquele mais o afeta. Nem por outra razão se explica, nos cultos primitivos, as cerimônias sempre mais numerosas em honra ao poder maléfico: o temor suplanta o reconhecimento.
(O Céu e o Inferno – fl. 117)



Vícios e paixões advêm do instinto de conservação e são uma fase natural no progresso do princípio inteligente, que ingressa na humanização e, com as aquisições intelectivas e morais, passa à responsabilidade pelas opções que passa a compreender.

Assim, não há propriamente o mal senão depois que a livre opção do ser faz com que se deixe arrastar pela voz ainda forte dos instintos conquanto já possa avaliar que outra conduta seria o certo. Aqui já estamos em águas da Moral, com um ser plenamente capaz de entender o que faz. Aí sim podemos dizer que o mal é a ausência do bem.

São apenas minhas cogitações...

Abraços!

Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Zefiro em 26 de Abril de 2010, 12:50


         Analise-mos através da simples perspectiva.


         A Criação é constituida de forças opostas de igual itensidade que são interdependentes, ambas permitem o equilibrio, eis que são negativas e positivas, este termo negativa se faz jus a leis de destruição que impedem o excesso, e o termo positivo às leis de conservação.

        Assim, de ambas destas forças antagonicas provem a sabedoria, ambas ajudam aos espiritos concorerrem na Criação, pois as destruições, hecatombes, tem um fundo instrutório, obvio que em plena tormenta ficamos com medo, pois desejamos nos conservarmos vivos, eis que se exercita a vontade de viver e também experimenta a nossa pequenez diante da Natureza tão imensamente grande. Perdoe-me pois foi isso que cheguei a refletir.

         Muito Grato.

      Dominus Vobiscum.

         
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Izozulo em 30 de Maio de 2010, 23:40
Amigos, muito boa a discussão! Aristóteles é fascinante, e sem ele grande parte da filosofia que vale a pena se compreendida jamais chegaria a nós. Estava pensando aqui com meus botões na história de Jonas e o peixe. Claro que o texto é muito simbólico, recorre a temas mitológicos muito bacanas (passando por Joseph Campbell até Jung), mas a parte final é muito instrutiva.

Quando o peixe vomita-o na cidade de Nínive, ele vai "converter" o povo de lá à idéia do Deus Único. Mas ele vai sabendo que o povo não vai escutá-lo, mas o povo... CONVERTE-SE "dos seus maus caminhos"... hehe. Ele fica chateado com Deus, pois o Pai não os destróe, como havia anteriormente falado... Interessante que ainda somos assim: se adquirimos alguma virtude, acreditamos que todos deveriam adquirir - chamamos os outros de "irmãos das trevas", obsessores, espíritos sem luz, como se fôssemos muuuuuuito iluminados.

Devemos entender que, se estamos no mesmo barco (planeta Terra), há ligações em nossos desejos que ainda nos prendem, mesmo ao mais bárbaro dos assassinos. Isso não quer dizer que temos que copiá-los - ou, como diz Jung e/ou Ermance Dufaux, aceitar nossa "sombra" não significa deixar que ela tome o comando, mas apenas reconhecer que não somos tão bonzinhos como muitas vezes pensamos.

Deus conosco,
Luiz Gustavo/BH
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Descobrindo-me em 03 de Junho de 2010, 21:02
Amigos
É necessário que se ore muito, pois o mal também pode ser um bom amigo!
O segredo dessa frase pra mim é orar muito e pedir ajuda de Deus, para que nos ajude a ajudar aos nossos amigos.

Abraços fraternos
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Azuramaya em 25 de Junho de 2010, 14:53
A consideração da ignorância humana nos leva a diferenciar as coisas conforme nossas aspirações, porém não existe mal de fato e muito menos algum ente que seja mau, mas apenas condutas a ações fora da média.
Toda ação aparentemente ruim tem seu lado bom e vice-e-versa.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: beldade em 10 de Julho de 2010, 23:25
Olá!

Na minha opinião, em tudo na vida há sempre o reverso da moeda... Depois de uma tempestade vem sempre uma bonança e há que aproveitar essa viravolta para seguir em frente. Quando se fecha uma porta abre-se sempre uma janela e temos que agarrar as oportunidades da melhor maneira. Se calhar, aquilo que achamos mau naquela altura mais tarde poderemos achar que afinal teve um fundamento e por isso é que nos conseguimos tornar mais fortes consoante as experiências que vamos obtendo durante a nossa estadia neste mundo... Tudo tem uma razão de ser nada é por acaso... Por isso, é que continuamos em contínua aprendizagem com o mau que nos acontece e assim conseguimos virar o que é mau a ser bom e melhor. Tem que existir o mau para podermos dar o devido valor ao que é realmente bom na vida.
Muita paz e amor para todos

Beldade
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: TÍFANY em 12 de Julho de 2010, 19:19


                   Olá Victor,

            Permita-me, por gentileza, opinar a este tópico.

         Ninguém é 100% bom como otimistamente pensa ser, e nem100%
         mau como pessimistamente pensa que o é.  Todos têm defeitos e
         virtudes. Se nós não tivéssemos defeitos, não teríamos prazer em
         percebê-los nos outros. Quando virmos um homem bom,tentemos
         imitá-lo; quando virmos um mau, examinemo-nos a nós mesmos.
                 Se dermos importância somente aos defeitos das pessoas,
        não teremos amigos. Prefira as virtudes, faça sempre o bem, saiba
        que tudo nos é devolvido, mesmo que não pelas mesmas pessoas
        a quem nos doamos.
                  Porém, a pauta, é: Ö mau pode ser um bom amigo".
         O homem, com maquinismos fisiológicos podendo ser com efeito
         de perturbações mentais, pode responder por seus atos?
          Não!! Ora, o ato deliberadamente mau não é um ato humano.
                  Portanto, perdoe o homem mau, mas não o confunda
          com seu amigo. 
                               Saudações. Tífani.     
         
                   
       
       
       
         
         

Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: askafil em 20 de Julho de 2010, 18:23
como diziam alguns... não há ninguém tão pobre que não possa nada ofertar e não há ninguém demasiadamente rico que de ninguém possa receber...
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Haziel em 21 de Julho de 2010, 19:31
alguem pode tirar uma duvida? Quando a pessoa esta trabalhando na mesa, sintonizando ela deve sentir calor?Ficar vermelha?Sou Raziel 
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Guinc em 23 de Julho de 2010, 20:20
Portanto, perdoe o homem mau, mas não o confunda
          com seu amigo.

Olá,

Esta frase me fez lembrar um trecho contido no "Evangelho Segundo o Espiritismo", em  que os espíritos estão explicando sobre o "perdoai os vossos inimigos" (se não me engano é mais ou menos ai). Dizem que é necessário perdoa-los, claro, mas seria imprudência baixar completamente a guarda para estes.

Por mais que se ame um irmão em desequilibro, e desejamos ajuda-lo, minha opnião é de que devemos fazer o bem, e, ficar atentos até onde podemos ir sem nos prejudicarmos também.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: TÍFANY em 23 de Julho de 2010, 23:44



              Olá, amigo Guinc!!


         "Reexaminando" os meus textos, etc.... encontrei uma citação
      minha, numa resposta sua,eis a frase: "Perdoe o homem mau, mas não
      o confunda c/ seu amigo".

           Guinc, sou "novata" por aqui, mas uma eterna aprendiz.
       Estou adorando conhecer esta doutrina que só nos proporciona
       coisas boas. Foi um prazer o destaque da minha citação que vc
       colocou em evidência. Digo isso, pq.aprendi encontrar a felicidade em
       pequenas coisas. Sabe,Guinc, no mundo em que vivemos hoje, c/
       tantos problemas, vida agitada, etc etc,....as pessoas não "param" p/
       ouvir os problemas que eventualmente nós gostaríamos de compartilhar.
       Talvez por falta de tempo, ou por outro motivo alheio ao nosso enten-
       dimento. Aconteceu comigo e, eu percebi e me calei. Foi nesse momento
       que compreendi o quanto é importante "parar" p/ ouvir o nosso semelhante.
             Por isso, eu digo aos meus amigos, que sei que ficarei surpresa c/
       as oportunidades de ajudar um irmão, apenas ouvindo o que ele tem a dizer e,
       ficarei, c/ certeza, admirada c/ o que APRENDI enquanto fiquei CALADA!!!.

             Guinc, tenha a certeza, de que c/ vc, não será diferente. Conte comigo,
        ( se precisar) seja oque for, inclusive se quiser dividir as suas alegrias OK?

                       Um abraço. Carinhosamente, Tífani.
                                   
       
       


                                   
       
       
       
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: terezacris em 02 de Agosto de 2010, 02:46
 Carissimo, sua msn  esta linda e propria ao que o mundo vivencia hoje. Somos maus, em um ou outro aspecto de nossas qualificacoes humanas, porem  em busca da aprimoracao. Saudacoes fraternas, Terezacris
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: elza lopes em 04 de Agosto de 2010, 15:00
É muito bom poder aprender com os espíritos evoluídos e com os espíritos não evoluídos, pois ambos precisam trabalahar lado a lado para que um ensine o outro, este é o grande desafio da Espiritulidade.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: sensitive em 26 de Agosto de 2010, 14:53
Ola!

Citar
Esta frase me fez lembrar um trecho contido no "Evangelho Segundo o Espiritismo", em  que os espíritos estão explicando sobre o "perdoai os vossos inimigos" (se não me engano é mais ou menos ai). Dizem que é necessário perdoa-los, claro, mas seria imprudência baixar completamente a guarda para estes.

Por mais que se ame um irmão em desequilibro, e desejamos ajuda-lo, minha opnião é de que devemos fazer o bem, e, ficar atentos até onde podemos ir sem nos prejudicarmos também.

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-mau-tambem-pode-ser-um-bom-amigo/60/#ixzz0xigBfzKt
Completamente de acordo.
Estar atentos sempre quando se trata de um inimigo, pois este antes de tudo quer o nosso prejuízo, seremos razoaveis, perdoar, mas sempre atentos, sao seres que normalmente nao tem nada a perder e como tal, fazem tudo para desequilibrar o próximo e satisfazer a sede da sua vingança.

Abraço

Sensitive
 
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: giancarlo_mc em 28 de Setembro de 2010, 19:32
Sempre achei que mal e bem andam juntos. Tipo na parábola do Bom Samaritano, em alguma ação você age como se fosse o samaritano e a outra como se fosse o bandido que roubou os pertences da pessoa que passava pela estrada.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: monicaba em 24 de Outubro de 2010, 15:27
Com a liçenca de todos, o mal ou a pessoa má na realidade não acho que exista. Pois! existe para mim apenas uma coisa a falta de amadurecimento espiritual, o mal ou o mau, não está inserido no homem, pois não podemos esquecer que somos na realidade espiritos em desenvolvimento espiritual, e qudº não temos amadurecimento espiritual, vamos agindo como
crianças rebeldes, é assim que os nossos irmãos obssesores são.Não esqueça que nós somos
os maiores obssesores nossos.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: scheillasoares em 02 de Dezembro de 2010, 18:06

O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo

    É possível que os maus sejam entre si prazenteiros, não enquanto maus ou nem bons nem maus, mas enquanto, por exemplo, ambos são músicos, ou um é melómano e o outro cantor; e enquanto todos têm algo de bom e nisto se harmonizam entre si poderão, ademais, ser reciprocamente úteis e prestáveis, não em sentido absoluto, mas em vista da sua escolha, ou enquanto não são nem bons nem maus.
   É igualmente possível a um homem de bem ter um amigo medíocre; cada qual pode, de facto, ser útil ao outro em vista da escolha, o medíocre pode apoiar utilmente o projecto do bom, e este último pode secundar com utilidade o projecto do incontinente e do mau em conformidade com a sua natureza; e desejará para o outro as coisas boas: em sentido absoluto as coisas absolutamente boas e, de modo condicional, os bens que são tais para aquele, enquanto o ajudam na pobreza ou nas enfermidades, e estes em vista dos bens absolutos: como, por exemplo, tomar um remédio; não o quer, de facto, por si mesmo, mas em vista deste fim determinado.
     Além disso, [o bom pode ser amigo do medíocre] naqueles modos em que também os não bons seriam entre si amigos. Pode um, de facto, ser aprazível não enquanto mau, mas enquanto partilha uma das propriedades comuns, por exemplo, se é músico. Também enquanto em todos há algo de bom; por isso, alguns associam-se, inclusivé, ao homem bom. Ou enquanto se acomodam a cada qual: todos têm, de facto, algo de bom.

Aristóteles, in 'Ética a Eudemo'



Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 16:00
Ola muita paz

Vamos assimilar então estes valores;

O Mal só nos Afecta na Medida em que o Deixarmos

Os homens (diz uma antiga máxima grega) são atormentados pelas ideias que têm das coisas, e não pelas próprias coisas. Haveria um grande ponto ganho para o alívio da nossa miserável condição humana se pudéssemos estabelecer essa asserção como totalmente verdadeira. Pois, se os males só entraram em nós pelo nosso julgamento, parece que está em nosso poder desprezá-los ou transformá-los em bem. Se as coisas se entregam à nossa mercê, por que não dispomos delas ou não as moldarmos para vantagem nossa? Se o que denominamos mal e tormento não é nem mal nem tormento por si mesmo, mas somente porque a nossa imaginação lhe dá essa qualidade, está em nós mudá-la. E, tendo essa escolha, se nada nos força, somos extraordinariamente loucos de bandear para o partido que nos é o mais penoso e dar às doenças, à indigência e ao desvalor um gosto acre e mau, se lhes podemos dar um gosto bom e se, a fortuna fornecendo simplesmente a matéria, cabe a nós dar-lhe a forma.

Porém vejamos se é possível sustentar que aquilo que denominamos por mal não o é em si mesmo, ou pelo menos que, seja ele qual for, depende de nós dar-lhe outro sabor e outro aspecto, pois tudo vem a ser a mesma coisa. Se a natureza própria dessas coisas que tememos tivesse o crédito de instalar-se em nós por poder seu, ele se instalaria exactamente da mesma forma em todos; pois os homens são todos de uma só espécie e, excepto por algo a mais ou a menos, acham-se munidos de iguais orgãos e instrumentos para pensar e julgar. Mas a diversidade das ideias que temos sobre essas coisas mostra claramente que elas só entram em nós por mútuo acordo: alguém por acaso coloca-as dentro de si com a sua verdadeira natureza, mas mil outros dão-lhes dentro de si uma natureza nova e contrária.

Michel de Montaigne, in 'Ensaios'

Muita paz
Victor Passos
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2011, 17:40
Bem lembrado mano Victor,
pois temos de Paulo o aviso: "só o contaminável, se contamina".
Abraços,
Moura
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 09 de Fevereiro de 2011, 18:38
Ola muita paz e harmonia

Todo o Mal Provém não da Privação mas do Supérfluo

Ser feliz é, afinal, não esperar muito da felicidade, ser feliz é ser simples, desambicioso, é saber dosear as aspirações até àquela medida que põe o que se deseja ao nosso alcance. Pegando de novo em Tolstoi, que vem sendo em mim um padrão tutelar, lembremos de novo um dos seus heróis, o príncipe Pedro Bezoukhov (do romance 'Guerra e Paz'). As circunstâncias fizeram-no conviver no cativeiro com um símbolo da sabedoria popular, um tal Karataiev. Pois esse companheirismo desinteressado e genuíno, esse encontro com a vida crua mas desmistificadora, não só modificaram o príncipe Pedro como lhe revelaram o que ele precisava de saber para atingir o que nós, pobres humanos, debalde perseguimos: a coerência, a pacificação interior, que são correctivos da desventura. Tolstoi salienta-nos que Pedro, após essa vivência, apreendera, não pela razão mas por todo o seu ser, que o homem nasceu para a felicidade e que todo o mal provém não da privação mas do supérfluo, e que, enfim, não há grandeza onde não haja verdade e desapego pelo efémero. Isto, aliás, nos é repetido por outra figura de Tolstoi, a princesa Maria, ao acautelar-nos com esta síntese desoladora: «Todos lutam, sofrem e se angustiam, todos corrompem a alma para atingir bens fugazes».

Fernando Namora, in 'Sentados na Relva'
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2011, 21:01
          Amigos Victor Passos   (ref #76)
                      Mano Moura   (ref #77)

          Ola, companheiro Victor; permita-me comentar. Você disse:
          “O mal só nos afecta na medida em que o deixarmos”.
          Cel: e eu pergunto: qual a receita milagrosa para não deixar que ele nos afete? Temos, nas condições de ignorância e ilusão em que nos achamos, poder de “deletar” o que nos afeta? 
          Victor:
          “Pois, se os males só entraram em nós pelo nosso   julgamento, parece que está em nosso poder desprezá-los ou transformá-los em bem”.
          Cel: apenas “parece”, meu amigo; pois, de que modo emitir o julgamento que possa desprezar o mal ou transforma-lo em bem?! O pensamento ou a imaginação, que nos fazem sofrer os efeitos do mal, nós nenhum ou quase nenhum controle temos sobre eles!
          Victor:
          “Se as coisas se entregam à nossa mercê, por que não dispomos delas ou não as moldarmos para vantagem nossa? Se o que denominamos mal e tormento não é nem mal nem tormento por si mesmo, mas somente porque a nossa imaginação lhe dá essa qualidade, está em nós mudá-la. E, tendo essa escolha, se nada nos força, somos extraordinariamente loucos de bandear para o partido que nos é o mais penoso e dar às doenças, à indigência e ao desvalor um gosto acre e mau, se lhes podemos dar um gosto bom e se, a fortuna fornecendo simplesmente a matéria, cabe a nós dar-lhe a forma”.
          Cel: é exatamente essa a questão: porque não dispomos delas para nossa vantagem? Simplesmente porque não podemos; simplesmente pelo fato de que nada se entrega a nossa mercê; se fosse assim, se pudéssemos, como vc diz, dispor das coisas e as moldarmos a nossa vontade, porque não fazemos isso? Porque continuamos sofrendo, permitindo que aquilo que denominamos “mal e tormento” continue nos chicoteando a todos, sempre e sempre? Veja, se é nossa imaginação que confere a certas coisas qualidades más ou atormentadoras, e se nem somos os verdadeiros donos de nossos pensamentos, como mudar nossa imaginação se ela nada mais é que ação do pensamento?! Aqui é bom lembrar Paulo: “É o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer” e “... como se tivésseis algum pensamento como sendo vosso, pois todos eles vêm de Deus”. “Nossos” pensamentos (e por conseqüência, a imaginação) não são nossos; eles simplesmente “chegam” a nós.
          Victor:
          “Porém vejamos se é possível sustentar que aquilo que denominamos por mal não o é em si mesmo, ou pelo menos que, seja ele o que for, depende de nós dar-lhe outro sabor e outro aspecto, pois tudo vem a ser a mesma coisa. Se a natureza própria dessas coisas que tememos tivesse o crédito de instalar-se em nós por poder seu, ele se instalaria exactamente da mesma forma em todos; pois os homens são todos de uma só espécie e, excepto por algo a mais ou a menos, acham-se munidos de iguais órgãos e instrumentos para pensar e julgar. Mas a diversidade das idéias que temos sobre essas coisas mostra claramente que elas só entram em nós por mútuo acordo: alguém por acaso coloca-as dentro de si com a sua verdadeira natureza, mas mil outros dão-lhes dentro de si uma natureza nova e contrária”.
          Cel: não, meu amigo, essas afirmação estão totalmente incorretas; essas “coisas” nunca se instalam igualmente em todos nós justamente pelo fato de que somos tremendamente “desiguais”; somos desiguais em tudo: raciocínio, intelecto, imaginação, inteligência, humor, memória, expectativas, experiências e, sobretudo no que é mais importante, na compreensão. Por tudo isso, podemos perceber que nenhum controle temos sobre aquilo que, de mal ou tormentoso, pode se instalar em nós; não comandamos nossa mente; ela, que é limitada e imperfeita, é que nos comanda; somos escravos de nossa mente; fazemos o que ela nos manda fazer e agimos como ela manda agir. Observe se isso não é uma verdade!
         
          Ao  Mano Moura   (ref #77)

          O amigo lembrou bem o aviso de Paulo:
          "Só o contaminável, se contamina".
          Pois essas palavras cabem perfeitamente no que acabamos de expor na resposta acima à msg #76 ao amigo Victor. “Só o contaminável se contamina”. Quem de nós, nas condições de imperfeição e ignorância em que nos achamos, é “incontaminável”?

          Abraços,






Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 23 de Fevereiro de 2011, 15:06
Ola muita paz e harmonia
Bom Amigo Coronel

   Penso que será chover no molhado, pois o Amigo consegue viver obsecado pela desigualdade!!!!!!!!!!!Onde ela não existe, mas sim incuria de nós próprios..
  Mas para si é desigualdade.......

 
Citar
Cel: e eu pergunto: qual a receita milagrosa para não deixar que ele nos afete? Temos, nas condições de ignorância e ilusão em que nos achamos, poder de “deletar” o que nos afeta? 

  Cel: não, meu amigo, essas afirmação estão totalmente incorretas; essas “coisas” nunca se instalam igualmente em todos nós justamente pelo fato de que somos tremendamente “desiguais”; somos desiguais em tudo: raciocínio, intelecto, imaginação, inteligência, humor, memória, expectativas, experiências e, sobretudo no que é mais importante, na compreensão. Por tudo isso, podemos perceber que nenhum controle temos sobre aquilo que, de mal ou tormentoso, pode se instalar em nós; não comandamos nossa mente; ela, que é limitada e imperfeita, é que nos comanda; somos escravos de nossa mente; fazemos o que ela nos manda fazer e agimos como ela manda agir. Observe se isso não é uma verdade!




Amigo quem vir o que escreve, parece que voce é dono da verdade e da razão!!!!!
Cel;não, meu amigo, essas afirmação estão totalmente incorretas

Quem é você para afirmar uma coisa destas???!!!
Sempre a reparar textos dos outros e a proclamar desigualdade, chame-lhe o que quiser, mas a sua presunção já diz tudo nem necessita de resposta...srrsr

abraço

Victor Passos
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Conforti em 27 de Fevereiro de 2011, 02:11
          Olá, amigo Victor Passos   (ref #80)
          Para começar repito parte de seu texto anterior:
          Texto do Victor:
          “Se a natureza própria dessas coisas que tememos tivesse o crédito de instalar-se em nós por poder seu, ele se instalaria exactamente da mesma forma em todos (igualdade); pois os homens são todos de uma só espécie (igualdade) e, excepto por algo a mais ou a menos (desigualdade), acham-se munidos de iguais (igualdade) órgãos e instrumentos para pensar e julgar. Mas a diversidade (desigualdade) das idéias que temos sobre essas coisas mostra claramente que elas só entram em nós por mútuo acordo: alguém por acaso coloca-as dentro de si com a sua verdadeira natureza, mas mil outros dão-lhes dentro de si uma natureza nova e contrária (desigualdades)”.
          Cito o amigo, em sua resposta de agora:
          “Penso que será chover no molhado, pois o Amigo consegue viver obcecado pela desigualdade!!!!!!!!!!!Onde ela não existe, mas sim incúria de nós próprios... Mas para si é desigualdade.......
          Cel: amigo, primeiramente, observe que você mesmo já, aí, trouxe o assunto desigualdade; desigualdade na “incúria de nós próprios”, uns mais, outros menos, concorda? Veja que a “obsessão” acerca das desigualdades está, também, nos seus textos: repeti, no início desta msg, parte de sua colocação na qual sublinhei o quanto fala de igualdade e desigualdade; e isso é perfeitamente natural pois que, como o sofrimento, as desigualdades estão por trás de todos os estudos que fazemos acerca do aperfeiçoamento espiritual (e veja que a desigualdade é nossa expressão de todos os instantes no falar e no pensar, pois só conseguimos nos comunicar com os demais, ou mesmo pensar, a partir de desigualdades: os opostos). Observe que a desigualdade, nos seus múltiplos aspectos, impera no mundo; somos desiguais em tantas coisas sérias, que pesam em nossa vida e em nossas ânsias de progredir e de sermos felizes. E sabemos quais são essas “tantas coisas”; não há porque repeti-las. Os seres humanos, criaturas do Todo Poderoso, sofrem mais ou menos, isto é, sofrem desigualmente, exatamente pelas desigualdades de procedimentos, pensamentos, ações, crenças, suposições, inteligência, compreensão. O homem tem, lá no fundo, um único motivo a comandar todas as suas ações: ser feliz; mas não é feliz, nunca está plenamente satisfeito com o que é e com o que tem, nem com como as coisas são para si e para os seus; sempre existe em sua vida um “vazio” que ele necessita preencher para se “igualar” ou mesmo “ultrapassar” aqueles que, ele julga, sofrem menos que ele, ou são mais felizes que ele. Todas estas considerações são suscitadas por uma única razão, e à qual, em todo esse parágrafo, nos referimos: igualdade e desigualdade. Ou o amigo vê alguma outra razão? Não é isso que o ser humano faz o tempo todo: comparações entre sua situação, saúde, patrimônio, afetos, facilidades, família, educação, formação profissional, competência, inteligência, salários, filhos, etc etc, com outros que ele julga que estão em melhor situação, ou compara com aquilo que, sob esses aspectos, considera ser o ideal? Sempre o homem está buscando o que considera ser, para si mesmo, para os seus ou para a coletividade, o “ideal”, aquilo que ele julga ser o “melhor” sob todos os pontos de vista, concorda? O que é, meu amigo, que provoca tais comparações que despertam a vontade para a busca do que idealiza, do que, para ele, é o melhor? São, exatamente, as desigualdades, a luta para se igualar com os que estão em “melhor” situação do que ele, ou o desejo de ultrapassá-los, de conquistar situação melhor que a deles. Compreendeu, meu amigo? Por isso essa minha obsessão pelo assunto. O amigo vê outro modo de entender o sofrimento dos semelhantes, senão que grande parte dele vem, exatamente, das desigualdades? O tempo todo, homens, mulheres e crianças estão, talvez até mesmo inconscientemente, comparando suas condições com as condições dos demais; o tempo todo comparam (com os vizinhos, o patrão, a atriz da TV, o mais forte ou belo, o que se comunica melhor...) porque vê desigualdades entre uns e outros: riqueza ou pobreza, doença ou saúde, beleza ou feiúra, honestidade ou desonestidade, “anjos” ou “demônios”, felicidade ou infelicidade, alegria ou tristeza, inteligência e sucesso; e sofre porque se vê em situação “inferior” ou porque não consegue eliminar as diferenças (desigualdades, certo?).
          Victor:
          “Amigo quem ver o que escreve, parece que você é dono da verdade e da razão!!!!!”
          Cel: nada disso, Victor, apenas tento colaborar apresentando assuntos que podem levar a uma maior compreensão daquilo que pode nos ajudar na caminhada do aperfeiçoamento espiritual. Mas, se estou ou não com a verdade no que tenho colocado, cada um poderá avaliar por si mesmo; basta uma boa análise e reflexão. Entretanto, ninguém, até agora, identificou pontos onde errei ou em que coloquei coisas absurdas ou incoerentes. Sinceramente, lhe peço (já lhe fiz este pedido e o amigo não o atendeu) me aponte pontos que julga errados, incoerentes ou sem importância no que tenho colocado, que procuraremos conversar sobre eles ou corrigi-los.
          Victor:
          “Quem é você para afirmar uma coisa destas???!!!
Sempre a reparar textos dos outros e a proclamar desigualdade, chame-lhe o que quiser, mas a sua presunção já diz tudo nem necessita de resposta...srrsr”
          Cel: amigo, qual é a razão de estarmos participando deste Fórum, ou de estarmos discutindo e estudando estes assuntos? Não é aprender, compreender? Sempre que vejo
“textos dos outros” para o qual possa contribuir, trazendo algum “reparo”, eu o faço com enorme satisfação. Se você considera que possui algo que possa ser de valor para ajudar alguém, esconderá esse algo somente para você? Lembre-se que Jesus recomendou, não só para os profetas e discípulos, mas para todos: “Não coloqueis vossa luz sob o alqueire, mas sobre o velador, para que ilumine a todos”.
          Um abraço, amigo Victor.
          Aqui, repito o pedido que já lhe fiz: por favor, aponte pontos que coloquei, que contenham absurdos, incoerências ou erros; só assim poderemos conversar a respeito deles.
          Fique em Deus.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 27 de Fevereiro de 2011, 12:49
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos


Em Muitas Circunstâncias

Livro: Dias Melhores
Irmão José & Carlos Baccelli


          Em muitas circunstâncias, é a tua própria prova que te auxilia a não resvalar em faltas de consequências mais graves.

          É a tua limitação física que te impede de assumir compromissos cármicos mais pesados do que aqueles que atualmente suportas.

          É o serviço estafante que te absorve o tempo que não te deixa ceder ao assédio da tentação em que complicarias o destino.

          São os teus conflitos íntimos que te imobilizam a leviandade e não te consentem sorver, a derradeira gota, a transbordante taça do prazer.

          São as tuas dores constantes, espalhadas pelo corpo, que não te deixam albergar pensamentos que se te cristalizariam no espírito por tempo indeterminado.

          É o companheiro que te policia os passos e te requisita afeição, de modo possessivo, que se interpõe entre ti e o abismo que lhe escancara aos pés.

          É o chefe da repartição que te cumula de exigências, mas que te induz ao crescimento profissional nas tarefas sob a tua responsabilidade.

          É o filho doente que, não raro, te inspira ao socorro devido àquelas crianças enfermas que sofrem, sem arrimo da família e da sociedade.

          É a injustiça de que foste vítima, que te faz advogar a causa de todos os injustiçados do mundo.

          São os traumas que suportaste na infância que, de uma forma ou de outra, te compeliram a sair da vulgaridade nos sentimentos em relação aos outros.

          Não reclames, pois, dos problemas com os quais renasceste ou adquiriste em algum trecho do caminho que segues palmilhando.

          Chegará um dia em que reconhecerás que as tuas dificuldades físicas, morais ou psicológicas, em suas mais variadas formas de expressão, foram as tuas maiores bênçãos.

 
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Conforti em 28 de Fevereiro de 2011, 19:29
          Amigos

          Na verdade, o mau pode ser um “excelente” amigo, e, até mesmo, o “melhor” amigo quando, sendo a causa de muitos dos males do mundo, nos leva à conscientização de que a solução para o mal e para o sofrimento não está no mundo; o homem, para afastar ou minimizar ou esquecer seus próprios sofrimentos, iludido, tentou e continua tentando de tudo: medicina do corpo e da mente, alternativas, hipnose, bebida, jogo, viagens, distrações, escolher ou afastar “companhias”, profissões, encher-se de dinheiro, religiões, sexo etc. Para os sofrimentos dos demais e do mundo, tentou e continua tentando coisas semelhantes, como melhorar o nível educacional dos demais, conscientizar, ensinar, produzir filmes e palestras elucidativos e motivadores, leis convenientes, religiões, sermões, literatura adequada, filosofia, mudança no estilo de vida etc. Contudo, o mal e o sofrimento, em todas suas mais variadas nuances, continuam à espreita e surgem quando menos se espera.
          A “excelência” do mal está em fazer que abramos mais os olhos e percebamos que, em nenhuma daquelas “soluções” apontadas pelo mundo, está a solução verdadeira e definitiva. Esta está somente no “conhecer a verdade que liberta”; em nada mais. Porém, esse conhecimento não nos chega enquanto estivermos buscando soluções no mundo, em seus atrativos e ilusões, em suas possibilidades, em suas crenças e religiões, orações e pedidos, esperanças, sacrifício próprio; enquanto não nos despirmos do véu opaco do ego, único obstáculo entre nós e a Verdade. 
          Para ilustrar, coloco, a seguir, palavras de alguém que se despiu do véu do ego, que “compreendeu”:
          “A busca, de uma nova e definitiva solução para o sofrimento e males do mundo, é provocada pela ânsia de felicidade do homem e de sua procura de um meio de escapar dos problemas e sofrimentos desta armadilha que é a vida. Não é sua culpa se ele supõe que a solução para a sua profunda insatisfação reside numa vida sensual ou nas realizações profissionais ou do mundo social, ou ainda em uma vida de experiências excitantes. Também, não é culpa sua se a vida, em geral, não é bastante longa para ensinar-lhe, concretamente, que ele encontraria uma desilusão ainda maior e mais profunda se esses objetivos fossem satisfeitos por completo. O homem é impelido a essa busca pela desilusão com as coisas mundanas que o fascinam e das quais não consegue afastar o pensamento. Empenha-se o quanto pode em alcançar os prazeres dos sentidos e em evitar todos os tipos de sofrimentos. Mas, enquanto ele atravessa dias, meses e anos das mais variadas experiências, surge, com freqüência, uma ocasião em que ele começa a questionar: “Mas, afinal, qual é a finalidade de tudo isso?” E, incapaz de se contentar com as coisas transitórias da vida, questionando, ele se torna totalmente cético, desencantado, em relação aos valores habituais que até então aceitava sem hesitação. E, nesse desespero, o homem toma a decisão de descobrir e compreender o propósito da vida. É então que ele principia a verdadeira busca, a busca dos prazeres duradouros.
          “Finda a busca, todas as dificuldades são ofuscadas pela recompensa final. Os grilhões da individualidade limitada se rompem; o mundo das sombras, ignorância, apegos e ilusões chega ao fim; o véu da ilusão é removido para sempre. A agitação e a angústia torturante das buscas da consciência limitada (do ego) são substituídas pela tranqüilidade e beatitude da consciência ilimitada da Verdade. A inquietação, o frenesi e o sofrimento da existência mundana são tragados pela paz da bem-aventurança e da eternidade”.
          (Como disse o Cristo: “... a verdade vos libertará”, “... o demais vos virá por acréscimo”, e o Buda: “A iluminação (destruição do ego) é o fim de todo sofrimento”.
          “A experiência espiritual vai muito além do que pode ser apreendido pelo intelecto, imaginação, pensamento raciocínio. O misticismo costuma ser considerado como algo anti-intelectual, obscuro e confuso (e até patologia) ou impraticável e sem relação com a experiência, mas, na verdade, nada tem a ver com essas idéias. Nada existe de irracional no misticismo verdadeiro, quando ele é como deve ser: uma visão ou comunhão com a Realidade. É uma visão absolutamente clara, e tão prática que pode ser vivida em cada momento da vida e expressar-se em todas as tarefas do dia-a-dia. Ele é a compreensão final de todas as experiências, a solução de todos os problemas”.
          “Para a busca não é necessário ter um mapa completo do caminho para iniciar a viagem. Ao contrário, a insistência em ter esse conhecimento completo pode dificultar em vez de facilitar o caminho. Os segredos mais escondidos são revelados àqueles que correm riscos e fazem experiências ousadas com ele. Não se destinam ao ocioso que busca garantias a cada passo. Quem especula, na praia, sobre o oceano, conhece apenas sua superfície; mas quem deseja conhecer suas profundezas precisa estar disposto a mergulhar nele”.
          Abraços.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 01 de Março de 2011, 00:00
Ola muita apz e harmonia
Bons Amigos

Distinção entre o bem e o mal

Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois Deus é o autor de todas as coisas, sendo assim, a lei natural é a lei de Deus e ela está escrita na consciência do homem. É a única lei que conduz o homem à felicidade, lhe indicando o que deve ou não fazer. O homem só se torna infeliz quando se afasta dessa lei. Estando as leis divinas escritas no livro da Natureza, o homem poderá conhecê-las sempre que desejar procurá-las, pois elas estão escritas por toda parte.  É a lei natural que traça para o homem o limite das suas necessidades. (1)

A moral é a regra da boa conduta, é por meio dela que fazemos a distinção entre o bem e o mal, pois ela funda-se na observação da lei de Deus. Podemos dizer que o homem se conduz bem quando objetiva o bem de si mesmo e de seus semelhantes, assim sendo, o bem é tudo o que está de acordo com a lei Divina e o mal é tudo o que se afasta dela, tudo que a contraria. (2)

O homem tem meios para distinguir por si mesmo o bem e o mal, pois Deus lhe deu a inteligência para discernir um e outro. No evangelho de Lucas, 6:31, encontramos: “Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem”.  Observando este ensinamento o homem não se enganará. (3)

Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Pela lei natural e de acordo com sua capacidade evolutiva o Espírito possui o grau de liberdade para a escolha do caminho, se escolher um caminho que não está solidário com a lei natural, estará praticando o mal, assim, sua peregrinação será mais longa para atingir a perfeição. Mas que não pense que será suficiente não praticar o mal, para ser agradável a Deus, para assegurar uma situação melhor no futuro, é preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer. (4)

Nessa peregrinação, existe a necessidade do aprendizado, portanto, provas naturais se apresentarão no caminho. É necessário que o Espírito adquira a experiência, e para isso é preciso que ele conheça o bem e o mal. Não há mérito sem luta. Como o homem necessita progredir, as provas a que está exposto são um estimulante ao exercício de sua inteligência, de todas as faculdades físicas e morais, por ser levado a buscar nas pesquisas formas de vencer estas provas, razão pela qual (5) existe a necessidade da (re)encarnação. É a urgência da missão que lhe cabe nos mais diferentes graus. Essas diferentes posições sociais existem na Natureza e estão de acordo com a lei do progresso e tem em vista à harmonia do Universo. Desde que essa diversidade está na ordem das coisas é conforme à lei de Deus, cabe à razão distinguir as necessidades reais das necessidades ilusórias.  (6)

Deus criou leis repletas de sabedoria que não possuem outra finalidade senão o bem, desta forma o homem encontrará em si mesmo tudo aquilo que é necessário para seguir estas leis, pois seu caminho será traçado pela sua própria consciência que as contém e, além disto, Deus o lembra sempre delas por meio dos seus messias, profetas e espíritos encarnados que tem por missão esclarecê-lo, moralizá-lo e aperfeiçoá-lo. (7)
Onde não existe o bem, só pode existir o mal, já que este é definido como a ausência do bem e sendo assim podemos afirmar que deixar de fazer o mal já é o começo do bem.

Não há ninguém que não possa fazer o bem. Somente o egoísta não encontra ocasião para praticá-lo. Cada dia da vida oferece a possibilidade de ser útil na relação social, na medida do possível e sempre que o auxílio se fizer necessário, pois o Espírito, seja qual for o seu grau de adiantamento, na situação de (re)encarnado ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual tem os mesmos deveres a cumprir, (8)

 
NOTAS:

(1) Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, questões: 617, 621, 626 e 633.

(2)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 629 e 630.

(3)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 631 e 632.

(4)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 634 e 642.

(5)  __________, A Gênese cap. II item 5.

(6)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 634, 635 e 119.

(7)  __________, A Gênese, cap. III, item 6.

(8)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 643 e 888ª.

 
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Dothy em 01 de Março de 2011, 00:46
Olá querido amigo Victor... Muita paz a ti

Parabéns amigo, por tão belas mensagens de esclarecimento a todos nós,
Que Deus sempre te inspire para que possas continuar nos ajudando com estes ricos ensinamentos dos nosso amigos espirituais

Abraços afetuosos
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 02 de Março de 2011, 10:24
Ola muita p+az e harmonia
Amiga Dothy

Bondade e Renúncia


          A companheira do abnegado médico já havia combinado com o amigo Cordeiro para cobrar aos que pudessem pagar à razão de cinco mil réis por consulente. O dinheiro não passaria pelas mãos de Bezerra e deveria ser encaminhado a D. Cândida. Bezerra sabia disto e concordou desde que recebesse apenas dos que estivessem em condições de pagar...

          Certa vez, penetra no seu consultório da Farmácia Cordeiro uma pobre mulher com uma criança ao colo. Sentou-se e apresentou-lhe o filhinho para exame.

          O aspecto da pobre mulher como o da criança traduzia miséria e fome.

          Bezerra atendeu à criança. Sentiu-lhe o físico em mísero estado. E receitou, aconselhando à mão sofredora:

          - Minha filha, dê a seu filho estes remédios de hora em hora. São remédios homeopáticos e, se desejar, pode comprá-los aqui mesmo...

          - Comprá-los, doutor, com quê, se não tenho comigo nenhum níquel! Se eu e meu filho estamos até agora em jejum...

          O bondoso médico olhou para a mãe sofredora. Seus olhos mansos e verdes, refletindo compaixão, encheram-se de pranto.

          Ambos choravam!

          O ambiente deveria ser tocante e vestido de luz e amor!

          Abraçando-a, disse-lhe Bezerra: Não se apoquente, minha filha, vou ajudá-la. Confiemos no amor da Virgem, que vela por todos nós.

          Procurou nos bolsos das calças e do paletó algum dinheiro e nada encontrou.

          Pôs-se a pensar, olhando para cima, como se fizesse uma Prece muda e sentida.

          De repente, fazendo-a sentar-se, sai e procura seu amigo Cordeiro, também manso e bom.

          - Cordeiro, prometi-lhe não mexer no dinheiro das consultas, a fim de que você o encaminhe diretamente à minha esposa. Mas o caso de hoje é doloroso... Já rendeu alguma coisa?

          - Nada, porque os doentes, até agora, são pobres e como sua ordem é para receber apenas dos que podem pagar...

          - E o resultado de ontem, já o entregou?

          - Não, está ainda comigo.

          - Dê-me, então, este dinheiro e esperemos na proteção da Virgem, que há de nos mandar algum, mais tarde.

          Cordeiro lhe atendeu. Bezerra penetra o consultório.

          E, dirigindo-se à infeliz irmã em provas:

          - Tome, minha filha, este envelope. Com o dinheiro que está aí, compre remédios, também leite e alimentos para seu filho.

          A pobre mãe, de olhos surpresos, lacrimosos, lábios trêmulos, tartamudeia e nada pode dizer para lhe agradecer. Chora...

          E Bezerra, abraçando-a:

          - Nada de lágrimas, vamos, vá na santa Paz de Deus e que a Virgem a proteja e o seu filhinho. Ele há de ficar bom...

          Assim atendida, a sofredora mãe deixa o consultório.

          E, quando volta, da porta, para agradecer, ouve apenas a voz mansa e boa de Bezerra:

          - Entre aquele que estiver em primeiro lugar.

Livro: Lindos Casos de Bezerra de Menezes
Ramiro Gama


Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: BAGNOLI em 22 de Março de 2011, 20:02
Bom Amigo Victor Passos
Que a paz de Jesus esteja conosco.

Estamos em uma verdadeira batalha interna de cada um de nós, diante dos desafios que enfrentamos, em nossa trajetória de autossuperação e progresso espiritual.

Bagnoli
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: BAGNOLI em 22 de Março de 2011, 20:10
Bom Amigo Coronel e Mano Moura.
Que a paz de Jesus esteja conosco.

Recebam esse vaso, logo abaixo, como inteira admiração que tenho pelas suas escritas.


Amigo Bagnoli[attach=2]
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Victor Passos em 24 de Março de 2011, 10:30
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Com Dignidade


          Queixosos expelem, intermináveis, o amargor das aflições, cultivando-as, no entanto, prazerosamente. Conhecem os meios de libertação do sofrimento e se afervoram à insânia.

          Pessimistas espalham fartamente a indigência moral a que se apegam, embora saibam que a esperança agasalhada no imo lhes concederia tranqüilidade.

          Enfermos insistem na descrição dos males a que se vinculam, apesar de identificarem nominalmente os antídotos para as mazelas que descrevem.

          Viciados lamentam a própria "sina", enquanto se firmam nos propósitos da auto-piedade sem o menor esforço pela recuperação deles mesmos. Sabem dos métodos curadores mas prosseguem inveterados.

          Inquietos comentam a instabilidade emocional de que são vítimas, solicitando excusas, todavia perseveram na sementeira da irresponsabilidade como se ignorassem os males que praticam.

          Mendigos da piedade exibem chagas imaginárias e enredam-se em problemas que estão longe de possuir.

          Entretanto, podendo seguir a rota da ação enobrecedora, insistem no círculo estreito da infelicidade que engendram.

          Outros mais, acalentando viciações mentais diversas, formam a caravana dos cômodos da realização superior, aguardando comiseração e socorro que, no entanto, se negam a aceitar.

          Solicitam auxílio dos outros e possuem em si mesmos os recursos necessários para o equilíbrio.

          Desejam cooperação sem a idéia de oferecer pelo menos receptividade.

          Pedem e não doam sequer a quota mínima de esperança.

          São os que aprenderam felicidade pelas vias tormentosas da fraude.

          Preferem o parasitismo.

          Agradam-se em viver assim, vítimas hipotéticas da vida e da Lei Divina; herdeiros, porém, da preguiça que elegem como nubente ideal.

          Estão sempre contra, do outro lado, revoltados quando a migalha da compaixão real de alguém ou da falsa piedade geral não lhes chega à arca da insatisfação.

          Acautela-te!

          Junto a ele ajuda em silêncio, sem perda de tempo.

          Convivendo ao lado deles, ora em silêncio para não te identificares com a sua vibração.

          Fazendo o exame de consciência habitual, corrige as disposições mentais quando amolentadas para te não incorporares à malta deles.

          Confunde-se amor, a todo instante, com sentimentalismo injustificável e pretende-se que o Evangelho, apresentando o amor como o excelente filão da vida, seja um valhacouto de caracteres irresponsáveis e espíritos fáceis.

          Se assim fosse, seria o mesmo que transformar a ordem do Universo, em nome do amor, ao capricho dos tíbios e dos parvos.

          Em passagem alguma da Boa Nova, encontramos o Rabi na usança da falsa piedade ou na acomodação com a indolência.

          Construtor do Orbe, não pode ser considerado um incipiente.

          Administrador da Terra, não poderia ser confundido com um acolhedor de néscios.

          Foi, por excelência, a ação dinâmica.

          De atitudes firmes e caráter diamantino, em hora alguma se manifestou como um fraco ou fez a apologia da cobardia.

          Se preferiu a morte, fê-lo pelo heroísmo de não chafurdar as coisas elevadas do Espírito indômito com as dissipações do corpo frágil.

          Se se deixou conduzir a um julgamento arbitrário, fê-lo para não postergar os direitos de exemplificar o valor da verdade, passando-os a mãos de acumpliciadas com a criminalidade.

          Se permitiu docilmente a traição de um amigo, teve em mente lecionar vigilância, oração e dignidade, prescrevendo, em silêncio, que sublimação é tarefa pessoal, intransferível.

          Se conviveu com a gente dita de "má vida", ensinou, através disso, que as aparências físicas não refletem as realidades básicas da existência...

          E em todo instante foi forte: na multidão, em soledade; no aparente triunfo, no abandono aparente; pregando a esperança, sorvendo o vinagre e o fel; no instante supremo, na ressurreição insuperável...

          A mensagem que nos legou, ofertou-no-la vibrante, estóica.

          O Evangelho é repositório de força, vitalidade, vida. Vazado em termos de meiguice, mudou a rota dos tempos.

          Desvelado, agora, pelos Espíritos Imortais, modificará a face do Orbe...

          "Reconhece-se o verdadeiro Espírita - disse Allan Kardec - pela sua transformação moral, pelos esforços que emprega para dominar suas inclinações más".

          Imanado ao espírito do Espiritismo, que te liberta da ignorância e das sombras, elevando padrão moral da tua vida, preserva-o dos que o utilizam com chocarrice e dele se servem como arrimo para esconderem as misérias espirituais em que se comprazem.

          De referência ao amor, não dês lugar à zombaria e não zombes, não agasalhes superstições nem permitas paralelismos deprimentes, não te concedas leviandades nem perfilhes dissipações alheias, subestimando esse Consolador que enxuga suores e lágrimas mas que, acima de tudo prescreve dignidade na luta, inspirada no Herói da Ação Incessante, como normativa segura para a construção de um Mundo Melhor e de uma humanidade mais ditosa.

Livro: Espírito e Vida
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: ken em 09 de Abril de 2011, 20:36
Olá amigo Victor Passos

O ocorrido no Rio de Janeiro à dois dias, me trouxe a memória o texto a seguir:

Autoconscientização

Os dias atuais, caracterizados pelos conflitos psicológicos, em face do tumulto que domina o pensamento da sociedade e as ambições de cada indivíduo, exigem profundas reflexões, a fim de que a harmonia permaneça nos sentimentos humanos e na conduta pessoal em relação a si mesmo.
As admiráveis conquistas da Psicologia profunda, contribuindo para a solução dos muitos distúrbios que se apresentam perturbadores, convidam à meditação em torno da realidade que se é, para que sejam superados os condicionamentos em que se encontra, de forma a situar-se com equilíbrio ante os desafios e as injunções, não raro, penosos, que se apresentam em toda parte exigindo decisões inadiáveis.
Atordoando-se ante o volume das atividades que defronta, o indivíduo percebe-se desequipado de valores que lhe facultem uma boa administração das injunções em que se encontra, não sabendo o rumo que deve seguir.
Convidado, porém, à auto-reflexão, à autoconscientização mediante as quais poderá descobrir a sua realidade essencial, recusa-se por automatismo, receando penetrar-se em profundidade, em razão do atavismo castrador a que se submete.
A sombra que o condiciona ao aceito e determinado ameaça-o de sofrimento, caso busque iluminar o seu lado escuro, permitindo-lhe a autoidentificação que se encarregará de libertá-lo das aflições e conflitos de comportamento, que são heranças ancestrais nele prevalecentes.
Vitimado pelo jogo das paixões sensoriais, anula a própria alma que discerne, e procura não se deixar vencer pelos desejos infrenes que o arrastam ao jogo ilusório do prazer desmedido.
Apresentando-se incapaz, no entanto, de lutar pela libertação interior, permite-se arrastar mais facilmente pelo tumulto dos jogos da sensualidade, naufragando nas aspirações de enobrecimento e de cultura, de beleza e de espiritualidade, temendo perder a oportunidade que a todos é oferecida de desfrutar as facilidades e permissões morais que constituem a ordem do dia.
A estrutura psicológica do ser humano é trabalhada por mecanismos muito delicados, sofrendo os golpes violentos da ignorância, do prazer brutalizado, dos vícios inveterados. Não suportando a alta carga de tensões que esses impositivos lhe exigem, libera conflitos e temores primitivos que estão adormecidos, desequilibrando as emoções, cujos equipamentos sutis geram distonias e depressões.
O desvario do sexo, que se tornou objeto de mercado, transformando homens e mulheres em coisas de fácil aquisição, é também instrumento de projeção social, de conquista econômica, de exaltação do ego, despertando nas mentes imaturas psicologicamente ânsias malcontidas de desejos absurdos, nele centralizando todas as aspirações, por considerá-lo indispensável ao triunfo no círculo em que se movimenta.
Incompleto, por não saber integrar os seus conteúdos psicológicos da anima à sua masculinidade e do animus à sua feminilidade, conseguindo a realização da obra-prima que lhe deve constituir meta, o ser humano deixa-se arrastar pelas imposições de um em detrimento do outro, afligindo-se sem saber por qual motivo.
Procura, então, agônico e insatisfeito, recuperação na variedade dos prazeres, identificando-se mais confuso, a um passo de transtorno sempre mais grave, qual ocorre a todo instante no organismo social e nos relacionamentos inter-pessoais.
A sombra governa-o, e ele se recusa à luz da libertação.

*
O Apóstolo Paulo afirmou: Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse eu faço. (Romanos, 7-19.)
Nesse auto-reconhecimento, o nobre servidor do Evangelho de Jesus denunciava a existência do seu lado escuro, impulsionando-o a atitudes que reprovava e não conseguia impedir-se de praticar. Mediante, porém, esforço perseverante e autoconscientização da própria fragilidade psicológica, o arauto da Era Nova conseguiu atingir a culminância do seu apostolado, quando proclamou: (...) E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim... (Gálatas, 2:20.)

Somente através da coragem para encontrar a consciência mediante uma análise tranqüila das possibilidades de que dispõe é que a criatura humana logrará liberar-se da situação conflitiva que a domina, facultando-se selecionar os valores reais daqueles ilusórios aos quais se atribui significados, mas que sempre deixam frustração e vazio existencial.
A experiência física tem objetivos bem delineados que se apresentam acima da vacuidade dos interesses imediatistas que dominam na moderna sociedade consumista. Esse seu consumismo exterior resulta dos obscuros conflitos internos que projetam para fora e para outrem sua imagem de inquietação, transferindo-a do eu profundo, como necessidade de agitação para fugir de si mesmo.
Sucede que, nessa ansiosa projeção, o ser se torna consumido pelos demais, e por sua vez, destituído dos sentimentos profundos de amor, procura consumir os outros, utilizando dos seus recursos e qualidades reais ou imaginárias para saciar a sede de prazer em que se aturde, e seguir adiante.
Não saciado, porque essas experiências somente mais afligem, surge a necessidade das extravagâncias, pelas libações alcoólicas, pelo uso de substâncias químicas alucinantes, pelas aberrações sexuais intituladas de variedades para o prazer, pela agressividade, pela violência, ou pela queda nos abismos da depressão, da loucura, do suicídio...
A única alternativa disponível, portanto, para o ser humano de hoje, qual ocorreu com o de ontem, é o mergulho interior, a autodescoberta, a conscientização da sua realidade de Espírito imortal em viagem transitória pelo corpo, a fim de adquirir novas realizações, reparando males anteriores e conseguindo harmonia íntima, para que possa desfrutar de todas as concessões que se lhe encontram à disposição, premiando-o pelo esforço de autoconquista e autolibertação.
Naturalmente que, ao ser ativado o mecanismo de identificação do ser real, o hábito da fuga dos compromissos superiores induz à projeção, para poupar-se à dor, o que constitui um grande erro, porquanto o sofrimento se tornará ainda mais penoso.
É óbvio que somente a claridade vence as sombras, e a autoconscientização é o foco de luz direcionado à escuridão que predomina no comportamento psicológico do ser humano.

*

Jesus asseverou com propriedade ser a luz do mundo, porque a Humanidade se encontrava em profunda escuridão, qual ocorre nos dias presentes.
Esta é a sua mensagem de responsabilidade pessoal perante a vida, e de serviço constante em favor de si mesmo e da coletividade.
Trazendo aos homens e mulheres o seu exemplo de amor e de abnegação, não se propôs carregar o fardo do mundo, a fim de liberá-los de suas responsabilidades, mas ensinou a todos como conduzirem os seus problemas e angústias, solucionando-os com o amor a Deus, a si mesmos e ao próximo, por ser esse sentimento de amor a perene luz de libertação de toda a sombra existente no mundo íntimo e na sociedade em geral.


Divaldo P. Franco. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 11 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia. Extraído da Revista Reformador, Junho de 2001..

Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: adj.ogaran em 24 de Fevereiro de 2012, 20:56
belo texto. porém permita-me expressar uma opnião.

Não sou conhecedor de nada, pois não possuo esclarecimento suficiente, por isso baseando-me em dizeres de Santo Agostinho, me questiono a todo instante: - o que é o Mau se não a pura ausência do Bem?
creio em um criador, superior a todas as coisas, a justiça em seu senso puro e real, além da compreensão humana, esta justiça suprema é a verdade suprema e não a verdade transformada em mentalidade terrena que a disfigura pelo senso comum.
essa verdade pura e absoluta é a bondade suprema, unica e verdadeira.
se tenho essa fé num bem supremo, criador de tudo e todos, como a bondade suprema pode ter criado o Mau?
então diante de certas oportunidades de conhecer meus irmãos, em Cristo Jesus, pude perceber que muitos julgados malignos, malvados, perversos, demonios, nada mais são que espiritos perdidos da excência divina, única e exclusivamente por não saber amar, por sofrerem as dores no plano físico e não compreenderem que tal foi um salto para seu caminho evolutivo. perdidos no ódio e em suas tristes insatisfações. coincidentemente parecidos com nós encarnados.
Não creio no mal, acredito que todos encarnados possuem a centelha crística que unem o corpo e o espírito, privilégio de todos que passaram por um processo de preparação encarnatória para virem e através dos sofrimentos pagarem com dor e amor as nossas vitimas do passado.
sim o Mau ou Mal pode ser um bom amigo, e geralmente é o melhor amigo, pois ensina, esclarece e nos ajuda a evoluir, com sua carência de amor e sede de justiça.
Deus Abençoe aos menos favorecidos e incompreendidos que gemem e choram as amarguras de suas almas.
Salve Deus!
Renuncia, Verdade e Amor
com carinho seu irmão em Cristo
Adjunto Ogaran
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Marlon Coelho em 20 de Março de 2012, 20:15
Irmão luso tenho amigos abaixo da mediocridade, não so os amos como lhe sou gratos. exs: 

 1. Um amigo mal pode lhe apresentar o amor de sua vida.
2.  um amigo maum, me aprensentou seu pai (que passou a conviver aos 26 anos), no caso o homem encarnado de moral mais adiantada que pessoalmente conheci.
3.  Um amigo mau pode deixar de ser mau com o exemplo de sua boa conduta.
4.   Um amigo mau pode lhe ensinar a ser mais racional
5.   Um amigo mau pode lhe ensinar a generosidade, não deixa de ser ladrão, mais não deixa de ser um ladrão generoso que nos ensina o valor da generosidade.
5.   Sem contar que uma desgraça a primeira vista é,  ve-se depois que é na verade uma benção....  ex: minha mae louca ja nao aguentava mais, tentou se matar tomando veneno, resultado.. levamos a no medico, tatamento medicamento e espirtual..  até os dias de hoje resultado a anos apos tentativa de suicidio vivo em paz com ela.      as vezes brinco com ela mae ta na hora de toma veneno, quando começa a ficar nervosa..  rs. kkk    DEUS ESCRVE CERTO POR LINHAS TORTAS.  no meu caso acredito que foi isso.
6. etc..

 Não sabemos as consequencias por completo de nossos atos, simplismente vislumbramos algo que a moral cristã nos ensina.  fico com Paulo Freire amigo. 

A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém. (Paulo Freire)

Kardec cita que a incapacidade de co-habitar em certos ambientes é inferioridade moral. 

         Grande abraço irmão luso .. como ta ai em Lisboa??   
     
 
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Marlon Coelho em 20 de Março de 2012, 20:35

Quando estudei, havia algo que me fazia sentido comparar à nossa longa caminhada pela perfeição, relacionado com o movimento da água, que se chama osmose, no qual, a água ia se movimentando de A para B e B para A, várias vezes, até ambos se equilibrarem, atingirem a mesma concentração em ambos, e por fim ficar isotonico. Imagine-se A como o "BOM" e B como o "MAU", no qual os dois necessitam de ser conhecidos, corrigidos, equilibrados, alcançar o ponto perfeito. É então necessário a água passar por ambos, assim como é necessário nós passarmos por diversas situaçoes para nos equilibrarmos, nos aperfeiçoarmos.
Esta forma de ver, assim como outras infinitas formas de ver as coisas, confortam no sentido, que deixa-se de considerar injustas certas coisas que acontecem nas nossas e nas vidas dos outros, porque se sabe que é para o nosso bem, o nosso aperfeiçoamento e no meu caso, passo a encarar com mais naturalidade e optimismo!
..é só uma forma de ver as coisas :)

Abraçooos a todos

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080715145122AAOZBEA

irmão essa visão de heráclito é também bem legal.     O obscuro..  pré-socrático.    nosso imão tb.. 

Heráclito.Segundo ele, ninguém “não pode banhar-se duas vezes no mesmo rio”, pois na segunda vez já não será o mesmo, uma vez que aquela água já se foi, e é outra…
Você pode banhar-se no mesmo rio diversas vezes. Entretanto nunca poderá banhar-se na mesma água daquele rio duas vezes. Você poderá entrar no mesmo rio diversas vezes. Mas você nunca será o mesmo, a cada vez que nele entrar.
Assim como a água de um rio que passa por uma pequena região, numa pequena cidade ao longo de diversas gerações, somos nós. A cada dia temos novas experiências acerca de nós mesmos e estas experiências fazem com que sejamos diferentes momento a momento.
As pessoas sempre crêem que não mudam. Que como pedra são estáticas, sólidas, impenetráveis. Mas somos água corrente. Algumas vezes límpidas e transparentes e noutras, barrentas e lodosas. Em alguma parte de nossa vida tornamo-nos sólidos e gelados, noutras ficamos líquidos e úmidos. Há estágios mais avançados em que a temperatura e o estado se alteram, e transformamo-nos em vapor, em gás, em pleno estado de sublimação.
As pessoas crêem que são o rio.
Esquecem que o rio é a água que nele corre e que sem o leito, os vales, as chuvas e temporais nada mais existiria no local além de um valo seco.
Muitas pessoas se transformam num vale seco.Outras, numa lagoa de água estagnada e mal-cheirosa.
O que faz de nós rios caudalosos, nutridores e belos?
Justamente a certeza que somos água e não o rio. A certeza que sempre estaremos exercendo nossa função enquanto seres humanos. Mas que para chegarmos à sublimação, teremos que nos desapegar do estado de gelo sólido. É a certeza que, mesmo estando passeando ao redor do mundo, feito nuvem, esperando a hora de voltar a ser líquida, temos dentro de nós nossa essência, nossa natureza diferenciada e igual a todos os demais seres humanos.

    good by
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: ZERUELA em 20 de Maio de 2012, 19:04
Parafraseando Jesus o mal existe e é necessário que ainda, exista mas ai daquele pelo qual o mal vem
Então o mal é uma questão de nomenclatura que designamos para compreender as dualidades, sempre assim em dualidade, mas tudo sem exceção concorre pra o progresso e para o bem, o mal não tem origem divina, mas sim é uma criação do próprio homem (DE), então o SER enquanto espírito, torna-se também criador, mas primeiro cria o mal, pelo egoísmo, pelo orgulho etc, depois percebe sua infantilidade nos evos da evolução, quanto aos espíritos superiores ou mesmo Deus, como será que eles vem o mal, claro que como mal mas como uma alavanca de conhecimento e progresso, e com certeza se o mal (escandalo) é necessário, segundo Jesus é porque ele tem sua utilidade, esta lá também no LE.

paz
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Marlenedd em 20 de Maio de 2012, 21:43
Zeruela: " Parafraseando Jesus o mal existe e é necessário que ainda, exista mas ai daquele pelo qual o mal vem
Então o mal é uma questão de nomenclatura que designamos para compreender as dualidades, sempre assim em dualidade, mas tudo sem exceção concorre pra o progresso e para o bem, o mal não tem origem divina, mas sim é uma criação do próprio homem (DE), então o SER enquanto espírito, torna-se também criador, mas primeiro cria o mal, pelo egoísmo, pelo orgulho etc, depois percebe sua infantilidade nos evos da evolução, quanto aos espíritos superiores ou mesmo Deus, como será que eles vem o mal, claro que como mal mas como uma alavanca de conhecimento e progresso, e com certeza se o mal (escandalo) é necessário, segundo Jesus é porque ele tem sua utilidade, esta lá também no LE."


O homem não tem voto na matéria, como se costuma dizer, Zé.

Diz a doutrina sobre o mal...

557 A bênção e a maldição podem atrair o bem e o mal sobre aqueles em quem são lançadas?

– Deus não escuta uma maldição injusta e aquele que a pronuncia é culpado a seus olhos. Como temos os dois opostos, o bem e o mal, ela pode ter uma influência momentânea, até mesmo sobre a matéria; mas essa influência ocorre apenas pela vontade de Deus e como acréscimo de prova para aquele que dela é objeto. Além disso, muitas vezes, se maldizem os maus e se abençoam os bons. A bênção e a maldição não podem nunca desviar a Providência do caminho da justiça e nunca atinge o maldito senão quando é mau. A sua proteção cobre apenas aquele que a merece.

535 Quando alguma coisa feliz nos acontece, é a nosso Espírito protetor que devemos agradecer?

Agradecei a Deus, sem cuja permissão nada se faz; depois, aos bons Espíritos, que são seus agentes.

874 Se a justiça é uma lei natural, por que os homens a entendem de maneiras diferentes, e que um considere justo o que parece injusto a outro?

– É que à Lei se misturam freqüentemente paixões que alteram esse sentimento, como acontece com a maior parte dos outros sentimentos naturais, e fazem o homem ver as coisas sob um falso ponto de vista.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: ZERUELA em 20 de Maio de 2012, 22:48
Boa noite Marleneed

Não entendi muito bem suas colocações de pontos doutrinários, mas não me atenho a itens especificos, normalmente olho pelo conjunto, no caso a colocação de Jesus que não era especifica mas generalista para toda a humanidade, ou seja todos nós, e no caso da DE existe varias questões no LE e LM sobre o mal e se juntarmos todas elas e buscarmos interpretar eu vejo que o mal é parte de nosso aprendizado.

paz
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Matheus Guisoni em 30 de Setembro de 2012, 00:23
Olá a todos do tópico!

Sobre a seguinte citação:"mal é parte de nosso aprendizado"

Tenho uma teoria um pouco estranha que afirma que o bem e o mal não existem, justamente pelo fato de serem relativos. O que existe é algo em depreciação de outro, pois Deus nada fez de inútil,ou seja, se partirmos da concepção que o Mal existe, logicamente ele deve ter sido aprovado por Deus para existir, logo, Deus possibilitaria a existência de coisas más, o que é incompatível com a ideia de que ele é de bondade e justiça suprema, então até o mais perverso dos exemplos de maldade, podem ser interpretados como provas que visam á evolução daquele que sofre.

Tudo que está na Terra existe com vistas à nossa evolução e não ao nosso bem(a ideia humana de bem provém do egoísmo, o que também é incompatível com a justiça divina, por isso não existe).

Até mais pessoal.
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: jocellito em 29 de Maio de 2014, 11:57
Bom dia !!!

estamos falando de juízos de valores.
O que é ser bom? o que é ser mau? o que é o bem e o mal?
Jesus teve muitas experiências dolorosas na vida: traição, solidão, perseguição, injúrias, crucificação, humilhação e morte de cruz.
Seriam essas experiências más ao Cristo? ou ao ser humano?
O que seriam boas experiências de vida? a concordância alheia á todos nossos ideais e pensamentos?

Vivemos em um mundo imperfeito, com seres imperfeitos, objetivados á evolução; não evoluiremos sem a imperfeição, sem o mal;

Existe a graça na desgraça. o mal necessário;

Nossa evolução está atrelada ás vicissitudes do mundo.

Eis o sentido da fé, da esperança e da caridade.

A auto aceitação para a aceitação do próximo.

Existe algum indivíduo em nosso meio, o qual seja perfeito?

Qual seria o limite entre a perfeição e a imperfeição?

Sigamos em frente; valorizemos os indivíduos os quais consideramos "bons" assim como os que consideramos "maus".

Os bons nos servem como exemplo á ser seguido; os maus, como exemplo a não ser seguido e como fonte de caridade; busquemos elucidar nossos irmãos falhos.

Quem não tiver falhas que atire a primeira pedra.

Isso é assim para mim; e para você?

Paz e luz á todos nós !!!!!!!!!!!!
Título: Re: O Mau Também Pode Ser um Bom Amigo
Enviado por: Hudson Santiago em 30 de Maio de 2014, 20:34


                                          Origem do Bem e do Mal

Sendo Deus o princípio de todas as coisas, e sendo tal princípio todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo que dele provém deve participar de seus atributos, pois que aquilo que é infinitamente sábio, justo e bom, não pode produzir nada que seja desrazoável, mau e injusto. Portanto, o mal que observamos não pode ter sua origem nele.

Se o mal fosse atribuição de um ente especial, chamado Ahriman ou Satanás, de duas coisas uma ou tal entidade seria igual a Deus, e por conseguinte tão poderosa quanto ele e teria existido por toda a eternidade como ele, ou lhe seria inferior.

No primeiro caso, haveria duas potências rivais, lutando sem cessar, cada uma procurando desfazer o que a outra houvesse feito, contrariando-se mutuamente. Esta hipótese é inconciliável com a unidade de visão que se revela na disposição do universo.

No segundo caso, sendo esta entidade inferior a Deus, ser-lhe-ia subordinada; não podendo ter existido, como ele, por toda a eternidade; sem ser seu igual, teria tido um começo; se ele foi criado, não o pode ter sido, senão por Deus; Deus teria assim criado o Espírito do mal, o que seria a negação da infinita bondade. (Vide `O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo', Cap. X, `Os Demônios'.)

Entretanto, o mal existe e tem uma causa.

Os males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a humanidade, apresentam duas categorias que é necessário distinguir: tais são os males que o homem pode evitar, e os que são independentes de sua vontade. Entre estes últimos, colocam-se os flagelos naturais.

O homem, cujas faculdades são limitadas, não pode penetrar nem abarcar o conjunto das finalidades do Criador; julga as coisas do ponto de vista de sua personalidade, dos interesses de grupos e das convenções que para si criaram, as quais não existem na ordem da Natureza; é por isso que ele freqüentemente encontra coisas más e injustas, as quais consideraria justas e admiráveis, se percebesse suas causas, sua finalidade e o resultado final. Procurando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, reconhecerá que tudo traz o sinal da sabedoria infinita e ele se inclinará diante de tal sabedoria, mesmo em relação às coisas que não compreende.

Porém os males mais numerosos são aqueles que o homem criou para si, por seus próprios vícios, aqueles que provêm de seu orgulho, de seu egoísmo, de sua ambição, de sua cobiça, de seus excessos em todas as coisas; aí está a causa das guerras e das calamidades que elas geram, das dissensões, das injustiças, da opressão do fraco pelo mais forte, enfim, da maior parte das moléstias.

Deus estabeleceu leis cheias de sabedoria, as quais não têm outra finalidade senão o bem; o homem encontra em si mesmo tudo o que é necessário para segui-las; seu caminho é traçado por sua consciência; a lei divina está gravada em seu coração; e além disso, Deus as faz lembrar sem cessar, por seus messias e seus profetas, por todos os Espíritos encarnados que receberam a missão de esclarecê-lo, moralizá-lo, aperfeiçoá-lo, e nestes últimos tempos, pela multidão de Espíritos desencarnados que se manifestam em todos os lugares. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não é duvidoso que evitaria os males mais amargos, e que viveria feliz sobre a terra. Se não o faz, é em virtude de seu livre-arbítrio, e disso ele sofre as conseqüências. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, ns. 4, 5, e 6 e seguintes).

                                                                                    (A Gênese)